Lote 490

Lote 490

GIOVANNI BAPTISTA CASTAGNETO (1851 - 1900)

Marinha

Técnica
óleo sobre tela
Medidas
22,3 x 33,2 cm
Assinatura
canto inferior direito
Data / Local
1893 - Toulon

Reproduzido no convite deste leilão e sob o n° 156 em catálogo de leilão, venda n° 13, de Renato Magalhães Gouvêa Leilões de Arte, São Paulo - SP, em Outubro de 1984 e com etiqueta de Renato Magalhães Gouvêa Escritório de Arte, Rua Pelotas, 475 - São Paulo - SP, no dorso..

Sobre o Artista
GIOVANNI BAPTISTA CASTAGNETO (1851 - 1900) - Pintor, desenhista e professor nascido em Gênova, Itália e falecido no Rio de Janeiro. Passou a infância e a adolescência à beira do cais em Gênova onde trabalhava seu pai. Vieram para o Brasil (1874) e se fixaram no Rio de Janeiro. Ingressou na Academia Imperial de Belas Artes (1878). Estudou a disciplina de paisagem com o professor Georg Grimm e acompanhou o professor quando este rompeu com a Academia e criou um ateliê ao ar livre na praia de Boa Viagem, em Niterói, integrando, assim, o Grupo Grimm. Na Academia foi premiado em desenho geométrico e desenho figurado (1878), pintura histórica (1880), paisagem (1881) e recebeu a Medalha de Ouro na Exposição Geral de Belas Artes (1884). Lecionou desenho elementar no Imperial Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro (1882). Auxiliou Zeferino da Costa na execução dos painéis decorativos da Igreja da Candelária no Rio de Janeiro (1883). Viajou para a França (1890) com o auxílio de amigos. Lá, conheceu Frédéric Montenard e seguindo seu conselho foi estudar com o pintor francês François Nardi com quem residiu por um tempo em Toulon. Em 1893, voltou ao Brasil. Realizou exposições individuais no Rio de Janeiro (1885 a 1888, 1894, 1896, 1898) e em, São Paulo (1895). Pintou, em geral, pequenos quadros a óleo, usando como suporte até tampas de caixas de charuto. É um nome importante da paisagística nacional devido à originalidade de sua obra, não só do ponto de vista técnico (pintura ao ar livre), mas também do temático (ao retratar a paisagem litorânea comum). Nesse sentido, suas pinturas também podem ser vistas como documentos históricos, pois eternizam certas paisagens em uma dada época e contam a história. MEC VOL. 1, PÁG. 368; PONTUAL PÁG. 117; ARTE NO bRASIL VOL. 2, PÁG. 1043; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 234; ITAÚ CULTURAL; www.artnet.com/artists/giovanni-castagneto; www.artprice.com; CARLOS ROBERTO MACIEL LEVY, Giovanni Battista Castagneto (1851 - 1900) o pintor do mar. Rio de Janeiro, Pinakotheke, 1982.

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