Leilão de Setembro de 2018

10 e 11 de Setembro de 2018



001 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Galo - serigrafia - 3/100 - 53 x 43,5 cm - canto inferior direito - 1974 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



002 - ALFREDO VOLPI (1896 - 1988)

Fachada e bandeiras - serigrafia - 7/100 - 30 x 35 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.



003 - VITTÓRIO GOBBIS (1894 - 1968)

"Sé" - litografia - H.C. - 38 x 28,5 cm - canto inferior direito - 1954 - São Paulo -
No estado.

Pintor, desenhista, gravador e restaurador nascido em Motta di Livrenza, Itália e falecido em São Paulo. Filho e neto de pintor e decorador, frequentou academias em Veneza e Roma, contrariando a opinião do pai que desejava que ele seguisse carreira no comércio. Trabalhou como pintor e restaurador em Veneza até 1923 quando resolveu abandonar a profissão e partir para o Brasil, fixando-se em São Paulo. Em 1931 participou do Salão Revolucionário, realizado por Lucio Costa na Escola Nacional de Belas Artes, RJ. No decorrer da década participou ativamente da cena artística paulistana - tornou-se sócio-fundador da Sociedade Pró-Arte Moderna e do Clube dos Artistas Modernos, criados em 1932; realizou sua primeira mostra individual (1933). Participou, ao lado de Candido Portinari, da "International Exhibition of Painting" (1935) no "Carnegie Institute", Pittsburgh - Estados Unidos. Destaca-se também sua participação como idealizador e membro da Família Artística Paulista; seu envolvimento na criação do Salão de Maio e a proximidade com os artistas do Grupo Santa Helena. Organizou o 1º Salão de Arte da Feira Nacional de Indústrias (1941). Nas décadas de 1930 e 1940, seu próprio ateliê funcionou como um núcleo disseminador de arte. Participou de inúmeras mostras coletivas e oficiais como a I e II Bienal Internacional de São Paulo, entre outras. Foi premiado no Salão Nacional de Belas Artes, RJ (1933, 1935, 1965); Salão Paulista de Belas Artes, SP (1933, 1936, 1956). Em 1965, em função de sua experiência no campo do restauro, foi incumbido de transportar e restaurar o afresco da "Santa Ceia", de Antonio Gomide, que foi doado ao Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo. MEC VOL.2, PÁG.271; TEIXEIRA LEITE PÁG. 220; PONTUAL PÁG.240; WALMIR AYALA VOL.1, PÁG.350; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 423; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 579; ARTE NO BRASIL PÁG. 777, ACERVO FIEO; www.artprice.com.



004 - SAMSON FLEXOR (1907 - 1971)

Bípede - aquarela - 23 x 16 cm - canto inferior direito - 1971 -

Pintor nascido na Romênia, estudou em Paris, onde fez em 1927 sua primeira individual, radicando-se em 1946 em São Paulo, onde faleceu. Foi um dos pioneiros do abstracionismo no Brasil, tendo criado em 1948 o Atelier Abstração. Em 1968 sua obra foi objeto de importante retrospectiva no MAM-RJ. BENEZIT vol. 4, pág. 402; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 313/4; TEIXEIRA LEITE, pág. 198; PONTUAL, pág. 217/8; MEC, vol. 2, pág. 179 e 180; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 917; LEONOR AMARANTE, pág. 75; WALTER ZANINI, pág. 643, Acervo FIEO.



005 - SILVIA REALI SERVADEI (1949)

Casario - óleo sobre eucatex - 60 x 60 cm - canto superior esquerdo -
No estado.

Pintora, desenhista e aquarelista nascida em São Paulo, a 2 de novembro de 1949. Ao identificar-se com a pintura dos Macchiajoli, teve orientações de Pedro de Alzaga, Dario Mecatti e Maria da Paz. Segundo a própria artista, o seu " .. trabalho não se apresenta como um resultado de uma profissão aprendida, aperfeiçoada, transmissível, mas como uma aventura de um temperamento individual e livre de fazer uso da natureza, das pessoas, dos objetos, expressando meu universo visionário, procurando adquirir um poder de criar e transformar..." JULIO LOUZADA Vol. 13 pág. 309; Acervo FIEO.



006 - RUBEM VALENTIM (1922 - 1991)

Emblema - serigrafia - 141/150 - 30 x 25 cm - canto inferior direito - São Paulo - 1990 -

Escultor, pintor, gravador, professor nascido em Salvador, BA e falecido em São Paulo. Iniciou-se nas artes visuais na década de 1940, como pintor autodidata. Entre 1946 e 1947 participou do movimento de renovação das artes plásticas na Bahia, com Mario Cravo Júnior, Carlos Bastos e outros artistas. Em 1953 formou-se em jornalismo pela Universidade da Bahia e publicou artigos sobre arte. Residiu no Rio de Janeiro entre 1957 e 1963, onde se tornou professor assistente de Carlos Cavalcanti no curso de história da arte do Instituto de Belas Artes. Residiu em Roma entre 1963 e 1966, com o prêmio viagem ao exterior, obtido no Salão Nacional de Arte Moderna. Em 1966 participou do Festival Mundial de Artes Negras em Dacar, Senegal. Ao retornar ao Brasil, residiu em Brasília e lecionou pintura no Ateliê Livre do Instituto de Artes da Universidade de Brasília - UnB. Em 1972, fez um mural de mármore para o edifício-sede da Novacap em Brasília, considerado sua primeira obra pública. Em 1979, Valentim realizou escultura de concreto aparente, instalada na Praça da Sé, em São Paulo, definindo-a como o Marco Sincrético da Cultura Afro-Brasileira e, no mesmo ano e foi designado, por uma comissão de críticos, para executar cinco medalhões de ouro, prata e bronze, para a Casa da Moeda do Brasil. Em 1998 o Museu de Arte Moderna da Bahia inaugurou a Sala Especial Rubem Valentim no Parque de Esculturas. Foi premiado nas Bienais Internacionais de São Paulo de 1967 e 1973, entre outros. PONTUAL, PÁG.532; WALMIR AYALA, VOL.2, PÁGS.395; TEIXEIRA LEITE, PÁG.517; MEC, VOL.4, PÁG.443; JULIO LOUZADA, VOL.11, PÁG.330; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 682; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 257, ACERVO FIEO; web.artprice.com.



007 - SERGIO MIGLIACCIO (1936)

Feira - óleo sobre tela - 100 x 80 cm - canto inferior esquerdo -

Paulistano, nasceu em 26/1/1936. Em 1952, inicia por conta própria seus estudos de desenho, estudando posteriormente com a prof. Alice Moreira. A partir de 1958, foi aluno por seis anos do mestre Edmundo Migliaccio, seu tio, nas técnicas de desenho, pastel e óleo. Desde 1964 pinta profissionalmente, seguindo sua própria intuição na execução de retratos, nus, cenas urbanas, rurais, de gênero e naturezas mortas. Criou para a Industrias Votorantim, motivos para estamparia de tecidos, seguindo as tendências da moda da época. Individuais em 1970 e 1975. Coletivas a partir de 1982, figurando no SPBA-SP e UNAP-SP. JULIO LOUZADA, vol. 3 pág. 739



008 - WALTER FIRMO (1937)

"Bazar Boas Novas" - off set com intervenção - 40 x 50 cm - não assinado -

Fotógrafo, jornalista e professor, Walter Firmo Guimarães da Silva nasceu no Rio de Janeiro. Autodidata, iniciou sua carreira como repórter fotográfico no jornal "Última Hora", RJ (1957). Trabalhou no "Jornal do Brasil" e integrou a primeira equipe da revista "Realidade", lançada em 1965. Conquistou o Prêmio Esso de Reportagem (1963). Como correspondente da Editora Bloch (1967), permaneceu por seis meses em Nova York. Foi premiado sete vezes no Concurso Internacional de Fotografia da Nikon (entre 1973 e 1982). Fotografou para as revistas "Veja" e "IstoÉ". Foi diretor do Instituto Nacional de Fotografia da FUNARTE (de 1986 a 1991). Expôs individualmente no: Rio de Janeiro (1983 – MAM, 1994); São Paulo (1984 – MASP); Fortaleza, CE (1984); Curitiba, PR (1985); Havana, Cuba (1985); Moscou, Rússia (1991); Belém, PA (1993); Nova York, EUA (1989); Cabo Verde (1985); Buenos Aires, Argentina (1988). Participou de mostras coletivas e oficiais como: Bienal Nacional, SP (1976); Quadrienal de Fotografia, SP (1985); Coleção Pirelli/MASP, SP (1991); entre outras pelo Brasil e exterior. Ganhou a Bolsa de Artes do Banco Icatu (1998), com a qual viveu durante meio ano em Paris. ITAU CULTURAL; www.funarte.gov.br; www.elfikurten.com.br.



009 - RUBENS GERCHMAN (1942 - 2008)

Na praia - serigrafia - 26/100 - 59 x 79 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, escultor nascido no Rio de Janeiro e falecido em São Paulo. Em 1957, freqüenta o Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro, onde estuda desenho. Faz curso de xilogravura com Adir Botelho e freqüenta a Escola Nacional de Belas Artes - Enba, entre 1960 e 1961. Em 1967, é contemplado com o prêmio de viagem ao exterior no 16º Salão Nacional de Arte Moderna e viaja para os Estados Unidos. Reside em Nova York entre 1968 e 1972. Retorna ao Brasil e faz o roteiro, a cenografia e a direção do filme 'Triunfo Hermético' e os curtas 'ValCarnal' e 'Behind the Broken Glass'. De 1975 a 1979, assume a direção da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, RJ. É co-fundador e diretor da revista 'Malasartes'. Em 1978, viaja para os Estados Unidos com bolsa da Fundação John Simon Guggenheim. Em 1982, permanece por um ano em Berlim como artista residente, a convite do Deutscher Akademischer Austauch Dienst - DAAD [Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico]. Realizou diversas exposições individuais e participou de muitas mostras oficiais no Brasil e pelo mundo recendo prêmios na Bienal de São Paulo (1965), Bienal de Salvador, BA (1966), Bienal de Cali, Colômbia (1967, 1970). JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 417; PONTUAL, PÁG. 235; TEIXEIRA LEITE, "in" A GRAVURA BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 734; ARTE NO BRASIL, PÁG. 974; LEONOR AMARANTE, PÁG. 143, MEC VOL. 2, PÁG. 246; Acervo FIEO.



010 - TARSILA DO AMARAL (1890 - 1973)

Lago - desenho a nanquim - 17,5 x 26,5 cm - canto inferior direito -
No estado.

Pintora e desenhista, Tarsila do Amaral nasceu em Capivari, SP e faleceu em São Paulo. Estudou escultura com William Zadig e com Mantovani, em 1916, na capital paulista. No ano seguinte teve aulas de pintura e desenho com Pedro Alexandrino, onde conheceu Anita Malfatti. Ambas tiveram aulas com o pintor Georg Elpons. Em 1920 viajou para Paris e estudou na ‘Académie Julian’ e com Émile Renard. Ao retornar ao Brasil formou em 1922, em São Paulo, o Grupo dos Cinco, com Anita Malfatti, Mário de Andrade, Menotti del Picchia e Oswald de Andrade. Em 1923, novamente em Paris, frequentou o ateliê de André Lhote, Albert Gleizes e Fernand Léger. Foi a criadora de duas das principais tendências ou movimentos de nossa arte nacionalista: o Pau Brasil e o Antropofagia. A convite da Comissão do IV Centenário de São Paulo fez, em 1954, o painel ‘Procissão do Santíssimo’ e, em 1956, entregou ‘O Batizado de Macunaíma’, sobre a obra de Mário de Andrade, para a Livraria Martins Editora. A retrospectiva Tarsila: 50 Anos de Pintura, organizada pela crítica de arte Aracy Amaral e apresentada no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo , em 1969, ajudou a consolidar a importância da artista. TEODORO BRAGA, PÁG. 220; REIS JR., PÁG.388; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 365; MEC, VOL. 4, PÁG. 370; PONTUAL, PÁG. 511; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 492; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 389; ARTE NO BRASIL, PÁG. 577; LEONOR AMARANTE, PÁG. 24; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 958.



011 - BRAZ DIAS (1936)

Equilibrista - serigrafia - 69/100 - 68 x 49 cm - canto inferior direito -
No estado.

Pintor, desenhista e gravador. Estudou gravura com Livio Abramo no MAM-SP. Participou do Salão Paulista de Arte Moderna, recebendo o prêmio de aquisição (1959), e a medalha de bronze (1963). Participou ainda do VII Salão Nacional de Arte Moderna (1959) e da VI Bienal de São Paulo (1961). Individualmente expôs no exterior na Alemanha (1983, 1987, 1993 e 1997), e na Suiça ( de 1998 a 2005). Estudou na Itália, mercê de bolsa de estudos (1960/1961). Trabalhou em Barcelona-Espanha, em artes gráficas (1966). PONTUAL , pág. 229; MEC, vol. 2, pág. 216; JÚLIO LOUZADA, vol. 11, pág. 90; ACERVO FIEO, pág. 605.



012 - ALBERTO LUME (1944)

Menina - óleo sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior direito -

Português da Ilha da Madeira, onde nasceu a 6/2/1944, LUME, como é conhecido e assina as suas obras, fixou residência no Brasil a partir de 1954. Trouxe na sua bagagens sólidos conhecimentos de bom desenhista e excepcional colorista. Adota os temas brasileiros em suas obras com rara felicidade, fazendo com que as suas obras sejam muito disputadas em leilões e por colecionadores. JULIO LOUZADA, vol. 2 pág. 601 602



013 - ANA MARIA MORTARI (1954)

"Descanso no Jardim" - óleo sobre tela - 60 x 80 cm - canto inferior direito - 2005 -

Pintora, desenhista e professora paulista, com participação em mais de duas centenas de salões de artes plásticas, em todo o Brasil, tendo recebido: 10 medalhas de ouro, 19 de prata, 24 de bronze, 3 placas de prata, 7 troféus, 55 menções honrosas, 54 diplomas, 8 premiações especiais e aquisições. Foi membro e presidente de juri de seleção e premiação em vários salões oficiais de belas artes. Escreve artigos sobre artes, cores, técnicas e emprego dos diversos elementos da pintura, além de dedicar-se ao óleo, a aquarela, litogravura, murais e painéis. Ilustrou o suplemento de jornal paulista e livros editados na Europa, sendo correspondente cultural de artes no exterior. Participou de mais de 150 exposições individuais e coletivas, possuindo quadros em vários museus do Brasil e de outros paises. JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 618; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



014 - AGENOR SILVA (1940)

Guerreiro - desenho a nanquim - 47,5 x 32,5 cm - centro inferior - 1969 - São Paulo -
No estado.

Pintor e desenhista, Agenor Conceição da Silva, nasceu em Bom Jesus, RS. Autodidata, recebeu alguma orientação artistica de Vicente Caruzo e Inácio Justo. Criando figuras irreais, o artista cria o mundo fantástico com um quê de esotérico. Expõe individualmente desde 1968 e participa de coletivas nacionais e internacionais a partir de 1970, tendo recebido divesas premiações. JÚLIO LOUZADA vol.6, pág. 1052



015 - SILVIO OPPENHEIM (1941 - 2012)

Composição - serigrafia - 6/50 - 48 x 66 cm - canto inferior esquerdo - 1983 -

Pintor, desenhista, arquiteto e professor nascido e falecido em São Paulo. Formou-se pela Faculdade de Arquitetura da USP (1965) e completou sua formação na Alemanha, quando ganhou do governo alemão uma bolsa de estudos para a 'Technisce Universitat' (TU) em Berlim Ocidental. Em 1979 assumiu a cadeira de arquitetura de interiores na Faculdade de Arquitetura da Universidade Mackenzie. Produziu intensamente como arquiteto e como artista plástico. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1965, 1972, 1975 a 1977, 1979, 1981, 1982, 1986 a 1989); Rio de Janeiro (1985); Brasília, DF (1978); Curitiba, PR (1980, 1987); Goiânia, GO (1989); Vitória, ES (1989). Participou de exposições coletivas e oficiais como: Bienal Internacional de São Paulo (1963, 1965, 1967, 1969); '5 Pintores de Vanguarda', Porto Alegre, RS (1965); Panorama de Arte Brasileira, MAM – SP (1971, 1973, 1976, 1979); Tóquio, Japão (1985) e outras. JULIO LOUZADA, VOL. 2, PÁG.745; VOL. 4, PÁG. 829; MEC, VOL.3, PÁG.301; ITAU CULTURAL, ACERVO FIEO; www.pinacoteca.org.br; www.sp.senac.br; www.resenhando.com; www.artprice.com.



016 - CÂNDIDA GUSMÃO CERQUEIRA (XX)

Paisagem - óleo sobre madeira - 28 x 40 cm - canto inferior direito - 1937 -

Pintora ativa na cidade do Rio de Janeiro, onde estudou na antiga Escola Nacional de Belas Artes. Pertenceu ao Núcleo Bernardelli. Em 1927 e 1934, participou da Expo Geral de Belas Artes e em 1935, do Salão da Sociedade Brasileira de Belas Artes. MEC vol.1, pág. 396; JULIO LOUZADA vol.4, pág. 248.



017 - CHRISTIANE GRIGOLETTO (1968)

Composição - técnica mista - 50 x 50 cm - não assinado -
No estado.

Pintora natural da cidade paulista de Jundiaí, onde nasceu a 28 de abril de 1968. Iniciou na arte em 1979, na escola Espaço Arte. Formou-se em 1989, na PUC de Campinas-SP. Individuais em Campinas e Jundiaí, nos anos de 1993 a 1996. JULIO LOUZADA, vol. 9, pág. 386



018 - COLETTE PUJOL (1913 - 1999)

Nu - óleo sobre tela - 50 x 40 cm - canto inferior esquerdo -

Esta premiadíssima pintora e professora paulistana, recebeu as suas primeiras aulas de desenho e pintura de Antonio Rocco e de Lucília Fraga, ainda na capital paulista. Residindo em Salvador, freqüentou a Escola de Belas Artes, onde foi aluna de Presciliano Silva (1942 a 1944); a partir de 1946 até 1949, estudou na Europa. Possui obras em museus brasileiros. PONTUAL, pág. 440; MEC, vol. 3, pág. 438; TEODORO BRAGA, pág. 73; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



019 - DECIO FERREIRA (1932 - 2008)

Violeiro - óleo sobre tela colada em eucatex - 23,5 x 17 cm - canto superior esquerdo - 1982 -

Pintor, gravador e desenhista nascido em São Paulo, Capital. Formou-se no Liceu de Artes e Ofícios desta cidade e, mais tarde, frequentou o curso de desenho livre no MAM-SP. Aperfeiçoou-se em pintura com Alexandre Barrenechea e em gravura com Lívio Abramo. Expôs regularmente no SPAM-SP de 1959 a 1963, obtendo diversas e importantes premiações. Participou da V Bienal de SP; expôs em diversas coletivas e individuais, no País e no exterior. Trabalhou também como chargista da Revista Visão e em vários jornais de São Paulo. JULIO LOUZADA, vol 1 - pág 379. Acervo FIEO. -



020 - MARIA AUXILIADORA SILVA (1935 - 1974)

Trabalhadores - técnica mista sobre eucatex - 25 x 25 cm - centro inferior - 1973 - São Paulo -

Pintora nascida em Campo Belo, MG e falecida em São Paulo. Foi autodidata em artes plásticas e iniciou sua produção artística por volta de 1954. Em 1968, ligou-se ao grupo de Solano Trindade em Embu, SP e realizou sua primeira mostra individual. Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais. Foi premiada em: Embu, SP (1968); Atibaia, SP (1969); São José dos Campos, SP (1970); Campinas, SP (1970); Santo André, SP (1970); Santana do Parnaíba, SP (1970). Postumamente, foi-lhe dedicado um livro editado por Giulio Bolaffi, Torino, Itália, com texto de Pietro Maria Bardi. MEC VOL. 4, PÁG, 275; ARTE NO BRASIL PÁG. 832; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG, 581; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



021 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XIX - XX

Estudos - ponta seca - 21,5 x 15 cm - não assinado -
No estado.



022 - CARLOS BORGES (1959)

Paisagem - óleo sobre tela colada em eucatex - 35 x 50 cm - canto superior esquerdo -
No estado.

Pintor e escultor, natural de Itumbiara, GO. Formou-se em Desenho e Artes Plásticas na UNB, Brasília - DF, em 1982. Exposição individual em Brasília (1992). Coletivas em Brasília, Goiânia, GO e Cuiabá, MT (1991). Prêmios: Brasília, DF (1991, 1992). JULIO LOUZADA, VOL. 6, PÁG.142.



023 - IRINEIDE KLOCKNER (1961)

Composição - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - dorso -

Pintora nascida em Maringá, PR, Iniciou sua carreira artística em 1983. Desde 2000, dedica-se exclusivamente à pintura em tela, tendo durante estes anos aprimorado sua arte em diversas técnicas, através da convivência com artistas de diferentes estilos. Nos últimos anos tem buscado inspiração em grandes nomes do Abstracionismo, como Jackson Pollock e Jonas Gerard, e desenvolveu seu próprio estilo. Em sua arte, expressa a beleza da vida, em todos seus pormenores e complexidades, na união dos traços aparentemente desconexos se criam momentos únicos. Durante sua carreira, participou de exposições ao longo de toda a região Sul, tendo assinado mais de 2000 obras de arte, que hoje embelezam residências e ambientes corporativos em todo o Brasil. http://www.klockner-art.com; www.artprice.com.



024 - FRANCISCO DA SILVA (1910 - 1985)

Ave - óleo sobre tela - 65 x 81 cm - canto inferior direito - 1970 -
No estado.

Pintor e desenhista, Francisco Domingos da Silva nasceu em Alto Tejo, AC e faleceu em Fortaleza, CE. Filho de índio peruano com brasileira, ainda criança se fixou em Fortaleza, por volta de 1937, onde começou a desenhar a carvão e giz sobre muros e paredes de casebres de pescadores. Na década de 40, sob o incentivo do crítico e pintor suíço Jean Pierre Chabloz, iniciou-se na pintura a guache juntamente com Chabloz, Antônio Bandeira e Inimá de Paula. O mesmo Jean Pierre lança-o em Paris. Entre 1961 e 1963, trabalhou no recém-criado Museu de Arte da UFCE. Expôs individualmente no Brasil a partir de 1943 e em diversas mostras coletivas no Brasil e exterior, com premiações, destacando-se a recebida na XXXIII Bienal de Veneza (1966). JULIO LOUZADA, VOL. 1 PÁG. 909; ITAU CULTURAL; LEONOR AMARANTE; ARTE NO BRASIL, ACERVO FIEO; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 478.



025 - TADASHI KAMINAGAI (1899 - 1982)

"Paris" - óleo sobre cartão - 70 x 50 cm - canto inferior direito e dorso - 1959 -
Ex coleção Dr. Nelson Mendes - Marília - SP.

Pintor, desenhista, professor, Tadashi Kaminagai nasceu em Hiroshima, Japão e faleceu em Paris, França. Por iniciativa da família, ingressou aos 14 anos num mosteiro budista na cidade japonesa de Kobe. Dois anos depois, viajou para as Índias Ocidentais Holandesas, atual Indonésia, atuando como missionário e agricultor até 1927. Nesse ano, decidido a seguir carreira artística, mudou-se para Paris, onde conheceu o artista Tsugouharu Foujita, que o orientou na pintura. Paralelamente à atividade artística, trabalhou como moldureiro. No início da década de 1930, expôs quadros nos salões parisienses e retornou ao Japão em 1938. Embarcou para o Brasil um ano após a eclosão da Segunda Guerra Mundial trazendo consigo uma carta de recomendação endereçada a Candido Portinari. Fixou residência no Rio de Janeiro e, em 1941, instalou ateliê e oficina de molduras no bairro de Santa Teresa, onde trabalhou e atuou como professor de diversos artistas brasileiros e nipo-brasileiros, como Inimá de Paula, Flavio-Shiró e Tikashi Fukushima, entre outros. Sua primeira exposição individual, por volta de 1945, foi organizada por Portinari no Rio de Janeiro. Em 1947, passou a integrar o Grupo Seibi. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais como a 1ª e 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1951 e 1953). Foi premiado no Rio de Janeiro (1944, 1950). Retornou ao Japão em 1954 e três anos mais tarde voltou a fixar-se em Paris. Viveu entre o Japão, a França e o Brasil, até seu falecimento. ITAU CULTURAL; TEODORO BRAGA, PÁG.134; BENEZIT, VOL.6, PÁG.152; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁG.; MEC, VOL.2, PÁG.401; PONTUAL, PÁG.287; WALTER ZANINI, PÁG. 643; ARTE NO BRASIL; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 506; ACERVO FIEO.



026 - CLAUDIO TOZZI (1944)

Araras - serigrafia - 34/98 - 70 x 50 cm - canto inferior direito -

Pintor, arquiteto e gravador, Claudio José Tozzi nasceu em São Paulo. É mestre em arquitetura pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo. Realizou diversas exposições individuais. Participou, entre várias mostras e Salões oficiais, da Bienal Internacional de São Paulo em 1967, 1969, 1977, 1985, 1989, 1991; do Panorama da Arte Atual Brasileira em 1971, 1973, 1976, 1977, 1979, 1980, 1983; da Bienal de Veneza em 1976; da Bienal de Paris em 1980. Criou painéis para espaços públicos de São Paulo, como: ‘Zebra’, colocado na lateral de um prédio da Praça da República; na Estação Sé do Metrô, em 1979; na Estação Barra Funda do Metrô, em 1989; no edifício da Cultura Inglesa, em 1995 e, no Rio de Janeiro, na Estação Maracanã do Metrô Rio, em 1998. WALMIR AYALA VOL.2, PÁG.388; PONTUAL PÁG.525; TEIXEIRA LEITE PÁG. 512; ARTE NO BRASIL VOL.2, PÁG.1059; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 740; LEONOR AMARANTE PÁG. 170; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 992; www.eca.usp.br; www.pinacoteca.org.br.



027 - ANTONIO PESSOA (1943)

Composição - múltiplo em bronze - 13 x 12 x 03 cm - assinado -

Escultor, assina Tonny. Radicado no Rio de Janeiro detentor de bom curriculo nacional e internacional com inumeras participações em Salões Oficiais,varias vezes premiado. Ótimo mercado.



028 - INGRES SPELTRI (1940)

"Liszt- Rapsódia Húngara" - óleo sobre tela - 60 x 80 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor, desenhista, escultor, gravador e professor nascido em Jau, SP. Filho do pintor Augusto Speltri com quem se iniciou na pintura, ainda criança. Em 1959 mudou-se para São Paulo onde estudou Música (1960-1964). Foi professor titular da Escola Panamericana de Arte, SP. Realizou exposições individuais, em São Paulo, nos anos de 1977, 1981, 1978, 1984. Participou de várias mostras e Salões oficiais, sendo premiado em: São Paulo (1963, 1966, 1970, 1971); Santo André, SP (1976). JULIO LOUZADA VOL. 5, PÁG. 1012; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; MEC VOL. 4, PÁG. 338; PONTUAL PÁG. 504; www.artprice.com; www.speltri.com.



029 - IUR SERAVAT FULAM (1959)

"O sol sempre vence a escuridão" - técnica mista - 28,5 x 41 cm - centro inferior - 2014 -

Pseudônimo do autor. Natural de São Paulo (SP), filho primogênito de um casal ligado à atividade cultural (pai artista gráfico e plástico e mãe escritora). Autodidata neste campo, embora tenha tido grande estímulo para o desenho e a pintura acompanhando a atividade artística de seu pai, que também foi marchand a partir da década de 60, permitindo que tivesse estreito contato e pudesse realizar uma grande experimentação ao longo dos anos tanto para a linguagem figurativa com temas ligados ao cotidiano, como para a geométrica. É professor universitário e consultor na área de assuntos públicos e instituições políticas.



030 - JOSÉ ANTONIO DA SILVA (1909 - 1996)

Fé - óleo sobre tela - 44 x 59 cm - canto inferior direito e dorso - 1974 -
Com etiqueta n° 1311295957108 de James Lisboa Escritório de Arte - São Paulo, no dorso.

Pintor, desenhista, escritor, escultor, repentista nascido em Sales de Oliveira, SP e falecido em São Paulo. Trabalhador rural, de pouca formação escolar, foi autodidata. Em 1931, mudou-se para São José do Rio Preto, SP. Participou da exposição de inauguração da Casa de Cultura da cidade (1946), quando suas pinturas chamaram atenção dos críticos Lourival Gomes Machado, Paulo Mendes de Almeida e do filósofo João Cruz e Costa. Dois anos depois, realizou mostra individual na Galeria Domus, SP. Nessa ocasião Pietro Maria Bardi, diretor do MASP, adquiriu seus quadros e depositou parte deles no acervo do museu. O MAM, SP editou seu primeiro livro, ‘Romance de Minha Vida’ (1949). Na 1ª Bienal Internacional de São Paulo (1951), recebeu prêmio aquisição do ‘Museum of Modern Art’ (MoMA) de Nova York. Em 1966, o artista criou o Museu Municipal de Arte Contemporânea de São José do Rio Preto e gravou dois LPs, ambos chamados ‘Registro do Folclore Mais Autêntico do Brasil’, com composições de sua autoria. No mesmo ano, ganhou Sala Especial na 33ª Bienal de Veneza. Publicou ainda os livros ‘Maria Clara’ (1970), ‘Alice’ (1972); ‘Sou Pintor, Sou Poeta’ (1982); e ‘Fazenda da Boa Esperança’ (1987). Transferiu-se de São José do Rio Preto para São Paulo, em 1973. Em 1980, foi fundado o Museu de Arte Primitivista José Antônio da Silva (MAP), em São José do Rio Preto, com obras do artista e peças do antigo Museu Municipal de Arte Contemporânea. Realizou inúmeras exposições individuais e participou de muitos certames oficiais pelo Brasil e exterior recebendo muitos prêmios. MEC, vol. 4, pág. 256; PONTUAL, pág. 493 e 494; TEIXEIRA LEITE, pág. 478; JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 958; ARTE NO BRASIL, vol. 2, pág. 958; BENEZIT, vol. 9, pág. 602; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 227; ITAU CULTURAL; LEONOR AMARANTE, pág. 171; Acervo FIEO.



031 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Cangaceiro - litografia - 15/60 - 56 x 40 cm - canto inferior direito - 1976 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



032 - NERÃO - (ANTONIO JOAQUIM NERY) (1903 - 1997)

"O casamento de S. José e a Virgem Maria" - óleo sobre tela - 38 x 46 cm - canto inferior direito e dorso - 1985 -

Pintor primitivo, de singular criatividade em seus temas, expôs individualmente no MASP, tendo sido apresentado em catálogo pelo saudoso P. M. Bardi, que o considerava depois de José Antonio da Silva, o melhor pintor primitivo brasileiro. JULIO LOUZADA, vol. 2 pág. 715, Acervo FIEO.



033 - JANY M. RUCK (1939)

"Toque Oriental" - óleo sobre tela - 60 x 40 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2018 -

Pintora, professora e restauradora, Jany Marylene Ruck nasceu em Agudos, SP. Assinava Jany até 1984. Atualmente assina JM. Ruck. Em Campinas fez cursos livres de desenho e pintura com Elenice Menegon, Aldo Cardarelli, Djalma Urban e Álvaro de Batista. Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais. Foi premiada em: São José do Rio Preto, SP (1984, 1985, 1991); Campinas, SP (1985, 1996); São João da Boa Vista, SP (1985); Itatiba, SP (1985,1987, 1988); Mogi Mirim, SP (1987); Poços de Caldas, MG (1987); Piracicaba, SP (1988); Limeira, SP (1989); Araras, SP (1991); Ribeirão Preto, SP (2003). ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 7 PÁG. 614; VOL. 9, PÁG. 750.



034 - ROBERTO BURLE MARX (1909 - 1994)

Composição - técnica mista - 41 x 58,5 cm - canto inferior direito - 1984 -
Ex coleção Renato Antônio Brogiolo - Rio de Janeiro, RJ.

Nasceu em São Paulo e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, paisagista, arquiteto, desenhista, pintor, gravador, litógrafo, escultor, tapeceiro, ceramista, designer de jóias, decorador. Durante a infância viveu no Rio de Janeiro. Foi com a família para a Alemanha, em 1928. Em 1929, freqüentou o ateliê de pintura de Degner Klemn. Nos jardins e museus botânicos de Dahlen, em Berlim, entusiasmou-se ao encontrar exemplares da flora brasileira. De volta ao Brasil, fez curso de pintura e arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1930 - 1934), onde foi aluno de Leo Putz , Augusto Bracet e Celso Antônio. Seu primeiro projeto paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, em 1932. Entre 1934 e 1937, ocupou o cargo de diretor de parques e jardins do Recife, PE, onde passou a residir. Nesse período, foi com freqüência ao Rio de Janeiro e teve aulas com Candido Portinari e com o escritor Mário de Andrade. Em 1937, retornou ao Rio de Janeiro e trabalhou como assistente de Candido Portinari. Foi em 1949, conforme sua paixão por plantas e seu interesse por botânica e jardinagem, que Burle Marx adquiriu um sítio em Barra de Guaratiba, RJ. Com auxílio de botânicos, viajou, coletou, catalogou exemplares de plantas do Brasil e reproduziu em seu sítio a diversidade fitogeográfica brasileira. Em 1985 doou esse sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.Realizou muitas exposições individuais e projetos paisagísticos, participou de diversas mostras oficiais coletivas pelo Brasil e no exterior. PONTUAL, PÁG. 94; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 93; MEC. VOL.1, PÁG.303; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 738; LEONOR AMARANTE, PÁG. 98; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 179; artnet.com. ACERVO FIEO.



035 - RUBENS GERCHMAN (1942 - 2008)

Composição - técnica mista - 30,5 x 25,5 cm - canto inferior esquerdo - 1957/1966 -

Pintor, desenhista, gravador, escultor nascido no Rio de Janeiro e falecido em São Paulo. Em 1957, freqüenta o Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro, onde estuda desenho. Faz curso de xilogravura com Adir Botelho e freqüenta a Escola Nacional de Belas Artes - Enba, entre 1960 e 1961. Em 1967, é contemplado com o prêmio de viagem ao exterior no 16º Salão Nacional de Arte Moderna e viaja para os Estados Unidos. Reside em Nova York entre 1968 e 1972. Retorna ao Brasil e faz o roteiro, a cenografia e a direção do filme 'Triunfo Hermético' e os curtas 'ValCarnal' e 'Behind the Broken Glass'. De 1975 a 1979, assume a direção da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, RJ. É co-fundador e diretor da revista 'Malasartes'. Em 1978, viaja para os Estados Unidos com bolsa da Fundação John Simon Guggenheim. Em 1982, permanece por um ano em Berlim como artista residente, a convite do Deutscher Akademischer Austauch Dienst - DAAD [Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico]. Realizou diversas exposições individuais e participou de muitas mostras oficiais no Brasil e pelo mundo recendo prêmios na Bienal de São Paulo (1965), Bienal de Salvador, BA (1966), Bienal de Cali, Colômbia (1967, 1970). JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 417; PONTUAL, PÁG. 235; TEIXEIRA LEITE, "in" A GRAVURA BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 734; ARTE NO BRASIL, PÁG. 974; LEONOR AMARANTE, PÁG. 143, MEC VOL. 2, PÁG. 246; Acervo FIEO.



036 - DIONISIO DEL SANTO (1925 - 1999)

Linhas - serigrafia - 8/23 - 17 x 21 cm - canto inferior direito - 1974 -
No estado.

Pintor, desenhista, gravador e serigrafista, nasceu em Colatina-ES, e faleceu em Vitória, naquele mesmo Estado. Autodidata. Em 1975, recebe o Prêmio de Melhor Exposição de Gravura do Ano, da APCA. Participou da 9ª Bienal Internacional de São Paulo, 1967 (Prêmio Itamarati Aquisição) e do Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro, 1968 (Prêmio Isenção do Júri). JULIO LOUZADA vol.11, pág. 88; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 682; ARTE NO BRASIL, pág. 934.



037 - JOEL FIRMINO DO AMARAL (1951)

Paraty - aquarela - 18 x 23 cm - canto inferior direito -

Pintor radicado em São Paulo, onde é ativo. São muito apreciadas as suas aquarelas, que retratam os casarios de cidades mineiras e do interior do País. Em 1985, recebeu prêmio aquisição no SPBA, e em 1988 prêmio no SPBA-SP. JULIO LOUZADA, vol. 9, pág. 39; Acervo FIEO.



038 - IVAN SERPA (1923 - 1973)

Composição - técnica mista - 15 x 22,5 cm - canto inferior esquerdo - 1963 -

Pintor, desenhista, gravador e professor, Ivan Ferreira Serpa nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Estudou gravura e desenho com Axel Leskoschek (entre 1946 e 1948) no Rio de Janeiro. Em 1949, ministrou suas primeiras aulas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, onde, a partir de 1952, exerceu sistemática atividade didática, em especial no ensino infantil. Foi um dos precursores do concretismo no Brasil, criando ao lado de Aluisio Carvão, Lígia Clark, Hélio Oiticica e outros o Grupo Frente, que se manteve ativo de 1954 a 1956, inclusive com exposições no Rio de Janeiro. Participou da Divisão Moderna do SNBA (1947-1951). Em 1957, recebeu o prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna, RJ. Participou da exposição ’Opinião 65’, evento que marca a difusão de uma nova arte de tendência figurativa, a neofiguração. Em 1970, fundou, com Bruno Tausz, o Centro de Pesquisa de Arte no Rio de Janeiro. Participou da Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1961, 1963, 1965) e da Bienal de Veneza (1952, 1954, 1962, 1966). PONTUAL, PÁG 486; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 605; ARTE NO BRASIL, PÁG. 840; LEONOR AMARANTE, PÁG. 26; MEC VOL. 4, PÁG. 221; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 899.



039 - JOSÉ MORAES (1921 - 2003)

"Frutas - pequeno detalhe" - óleo sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1986 - São Paulo -

Pintor, gravador, desenhista, escultor, ilustrador e professor, José Machado de Morais nasceu no Rio de Janeiro e faleceu em São Paulo. Assina José Moraes. Formou-se em pintura pela Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1941). Paralelamente aos estudos universitários, teve aulas de pintura com Quirino Campofiorito. Tornou-se assistente de Candido Portinari, em Brodosqui (1942) e trabalhou com o mesmo na execução do painel da capela de São Francisco de Assis, de Oscar Niemeyer, em Belo Horizonte (1945). Realizou exposições individuais no: Rio de Janeiro (1945, 1947, 1966, 1968, 1969, 1970); São Paulo (1962, 1965, 1967, 1970, 1979 – MAM, SP, 1982, 1983, 1984, 1986); Bagé, RS (1946, 1979); Pelotas, RS (1946); Porto Aiegre, RS (1948, 1980, 1988, 1992, 1995); Uberlândia, MG (1952, 1972, 1977, 1978, 1987); Belo Horizonte, MG (1964); Campinas, SP (1974); Cataguases, MG (1981); Goiânia, GO (1987); Brasília, DF (1989, 1995). Participou de várias mostras coletivas e Salões oficiais pelo Brasil como: Panorama da Arte Brasileira – MAM, São Paulo (1969, 1970, 1971, 1973, 1976, 1977) e no exterior. Foi premiado, nos anos de 1940, em quatro edições do Salão Nacional de Belas Artes – RJ. Com o prêmio Viagem ao Exterior recebido na 55ª edição (1949), viajou para Itália onde permaneceu estudando pintura mural (1950 a 1951). De volta ao Rio de Janeiro, dedicou-se à execução de mosaicos e afrescos até 1958, quando se mudou para São Paulo. Tornou-se professor na FAAP (1967). Aperfeiçoou-se em serigrafia (1971) com Michel Caza, em Paris, para onde retornou em outras três ocasiões, com a mesma finalidade. Fez também estágios em litografia com Michel Potier, na "École de Beaux-Arts", Paris, e com Eugène Shenker, no "Centre de Gravure Contemporaine", Genebra. MEC VOL. 3, PÁG. 196; Pontual pág. 369; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 646; VOL. 2, PÁG. 689; VOL. 5, PÁG. 706; VOL. 6, PÁG. 748; VOL. 8, PÁG. 586; VOL. 12, PÁG. 278; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 602, ACERVO FIEO.



040 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Gafieira - óleo sobre tela - 46 x 38 cm - canto inferior esquerdo - 1972 -
Ex coleção Dr. Nelson Mendes - Marília - SP.

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



041 - CÂNDIDO PORTINARI (1903 - 1962)

"Figura Humana/ Homem" - gravura - H.C. - 38,5 x 27 cm - canto inferior direito -
Registrado no Projeto Portinari obra no tema Figura Humana/Homem. No estado.

Pintor, gravador, ilustrador e professor. Nasceu em Brodósqui, SP e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou-se na pintura em meados da década de 1910, auxiliando na decoração da Igreja Matriz de Brodósqui. Em 1918, mudou-se para o Rio de Janeiro e, no ano seguinte, ingressou no Liceu de Artes e Ofícios e na Escola Nacional de Belas Artes , na qual cursou desenho figurativo com Lucílio de Albuquerque e pintura com Rodolfo Amoedo , Baptista da Costa e Rodolfo Chambelland . Em 1929, viajou para a Europa com o prêmio de viagem ao exterior, e percorreu vários países durante dois anos. Em 1935, recebeu prêmio do Carnegie Institute de Pittsburgh pela pintura ‘Café’, tornando-se o primeiro modernista brasileiro premiado no exterior. No mesmo ano, foi convidado a lecionar pintura mural e de cavalete no Instituto de Arte da Universidade do Distrito Federal, quando teve como alunos Burle Marx e Edith Behring , entre outros. Em 1936, realizou seu primeiro mural, que integrou o Monumento Rodoviário da Estrada Rio-São Paulo. Em seguida, convidado pelo ministro Gustavo Capanema pintou vários painéis para o novo prédio do Ministério da Educação e Cultura (MEC). Em 1940, após exposição itinerante pelos Estados Unidos, a Universidade de Chicago publicou o primeiro livro a seu respeito, ‘Portinari: His Life and Art’. Em 1941, pintou os painéis para a Biblioteca do Congresso em Washington D.C.. Em 1956, com a inauguração dos painéis ‘Guerra e Paz’ na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, recebeu o prêmio Guggenheim. BENEZIT, VOL.8, PÁGS. 440; REIS JUNIOR, PÁGS. 383; TEODORO BRAGA, PÁGS. 195; PONTUAL, PÁGS. 432; MEC, VOL.3, PÁGS 427; MAYER. 89, PÁG.1327; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 550; ARTE NO BRASIL, PÁG. 571; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12; F. ACQUARONE, PÁG. 241



042 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Paisagem - óleo sobre tela - 49 x 59 cm - canto inferior esquerdo ilegível -



043 - J. CARLOS (1884 - 1950)

Conversando - desenho a nanquim e aquarela - 20 x 28,5 cm - canto inferior direito -

Chargista, caricaturista, desenhista, pintor, ilustrador, José Carlos de Brito Cunha nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi um dos formadores da tradição da charge brasileira ao lado de Raul Pederneiras e K.Lixto, e criador de tipos como a negrinha 'Lamparina', a 'Melindrosa' e o 'Almofadinha'. Autodidata, iniciou a carreira de caricaturista ainda estudante, quando publicou um de seus desenhos na revista 'O Tagarela' (1902). Em seguida, passou a colaborar regularmente com a revista e no ano seguinte desenhou sua primeira capa na publicação. Colaborou em muitos órgãos da imprensa carioca como 'O Tico Tico', 'Fon-Fon', 'Careta', 'A Cigarra', 'Vida Moderna', 'Eu Sei Tudo', 'Revista da Semana' e 'O Cruzeiro'. Entre 1922 e 1930, exerceu o cargo de diretor artístico das empresas 'O Malho', onde iniciou uma grande série de charges de caráter político, satirizando fatos e personalidades nacionais e estrangeiras. A vertente política foi explorada pelo artista desde o início de sua carreira, sendo ele o responsável pela execução de uma série de charges antibelicistas executadas no período abrangido pelas duas grandes guerras e principalmente durante os dois governos de Getúlio Vargas (1883 - 1954). Esses trabalhos foram publicados principalmente na revista 'A Careta'. Também fez esculturas, foi autor de teatro de revista e letrista de música popular. JULIO LOUZADA vol. 10, pág. 181; CARICATURISTAS BRASILEIROS, de Pedro Corrêa do Lago, pág. 74; WALTER ZANINI, pág. 448; ARTE NO BRASIL, pág. 646; ITAU CULTURAL; www.ims.com.br; www.dec.ufcg.edu.br; www.artprice.com.



044 - JONAS MATOS (1984)

Arara azul - óleo sobre tela - 50 x 30 cm - canto inferior direito -

Pintor autodidata nascido em Tucuruí, Pará. Atualmente reside em Guarulhos, SP dedicando seu tempo integral à pintura. https://www.artmajeur.com/pt/gallery/celio-kennedy/portfolio/jonas-matos/291925; https://betomelodia.blogspot.com.br/2017/03/carlos-miranda-betomelodia-brasil-jonas-matos-pintores-paisagismo-impressionismo-artes-plasticas-brasileiras-brazilian-painters-artists-art-brazil.html.



045 - MARTINS DE PORANGABA (1944)

"Nu masculino" - óleo sobre tela colada em eucatex - 75 x 55 cm - centro inferior - 1977 -
Com etiqueta da Galeria Paulo Prado, São Paulo - SP, no dorso. Procedente da coleção Dr. Chaim José Hamer - São Paulo - SP.

Pintor, desenhista, gravador e professor, José Carlos de Porangaba Martins nasceu em Porangaba, SP. Assina José Carlos Martins, J. Martins, Porangaba e Martins de Porangaba. Fixou residência em São Paulo e cursou desenho, pintura e modelo vivo na Associação Paulista de Belas Artes, entre 1967 e 1970. Na década de 70 estudou gravura com Paulo Mentem e modelagem com Olinda Dalma. Fundou o Atelier J. Martins em 1972. Em 1980, lecionou pintura na Escola Panamericana de Artes. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1976, 1979, 1981, 1982 – MAC, 1984, 1987, 1990, 1991, 1994, 2000); Santo André, SP (1980, 1981); Guarujá, SP (1982); Rio de Janeiro (1982); Washington, EUA (1983); Brasília, DF (1988). Tem participado de muitas mostras coletivas e Salões oficiais, recebendo vários prêmios em: São Paulo (1979, 1980, 1982); Piracicaba, SP (1981); Embu, SP (1981); Marília, SP (1981); Rio Claro, SP (1982); Santo André, SP (1983, 1984); Rio de Janeiro (1985) ; Lisboa, Portugal (1985); Tampa, EUA (1986); Nice, França (1987). JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 828; VOL. 4, PÁG. 903; VOL. 6, PÁG. 901; VOL. 9, PÁG. 692; VOL. 13, PÁG. 269; ITAU CULTURAL; www.artprice.com; mporangaba.com.



046 - FERNANDO THOMMEN (1957)

Pássaros - xilogravura - 50 x 71 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor e gravador nascido em Belo Horizonte, MG. Vive em Goiás. Estudou Artes Plásticas na Escola Guignard em Belo Horizonte. Realizou exposição individual em Campo Grande, MS (1993). Participou de várias mostras coletivas, em 1998, nas seguintes cidades de Goiás: Goiânia, Catalão, Itumbiara, Rio Verde, e da exposição "Novas Aquisições 2003: Coleção Gilberto Chateaubriand" - MAM, RJ (2004). JULIO LOUZADA VOL. 5, PÁG. 1051; ITAU CULTURAL; www.goiania.go.gov.br/sistemas/scmag/asp/scmag00004w0.asp?cd_autor=105.



047 - JOSÉ SABÓIA (1949)

Trabalhador - óleo sobre tela colada em madeira - 24,5 x 17 cm - canto inferior direito -

Pintor, José Sabóia do Nascimento nasceu em Almadina-BA. Artista autodidata foi para o Rio de Janeiro em 1967 e começou a pintar no ano seguinte, passando a expor seus trabalhos na feira hippie de Ipanema. Fez sua primeira exposição individual em Fortaleza, CE (1970). Entre as exposições de que participou, destacam-se: I e III Salão Nacional de Artes Plásticas do Ceará, Fortaleza, (1969, 1971 - Prêmio Aquisição); Dez Pintores no Rio de Janeiro, no MNBA, RJ (1983); ‘Brésil Naifs’, Paris (1986); ‘Salon d'Art Naif’- Marseilha, França (1987); ‘Pintura, Presença e Povo na Arte Brasileira’ no Museu da Casa Brasileira - São Paulo (1990); ‘Visões do Rio’ no MAM, RJ (1996). No exterior expôs individualmente em São Francisco, EUA e Munique, Alemanha, além de participar de coletivas em vários países e, principalmente na França, com exposições organizadas pela Galeria Jacqueline Bricard e uma presença cativa na ‘Galerie Naïfs du Monde Entier’ em Paris. José Sabóia participou do Concurso Internacional de Morges, quando seu quadro foi eleito pelo público, a melhor obra de 60 participantes de 22 países, premiação que originou o convite da Galeria Kasper para realizar uma exposição individual em 1997. JULIO LOUZADA vol. 11, pág. 278; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 228; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO; www.artprice.com; www.nautilus.com.br; www.ardies.com.



048 - ANGELO CANNONE (1899 - 1992)

Paisagem - óleo sobre cartão - 30 x 38 cm - canto inferior esquerdo - 1947 - São Paulo -

Pintor, desenhista e professor nascido em Abruzzo, Itália. Assinava D’Angelo, Angelo Cannone e A. Cannone. Aos cinco anos mudou-se para Nápoles com sua família. Em fins de 1947, veio para o Brasil, residiu algum tempo em São Paulo e depois se mudou para o Rio de Janeiro, onde se radicou e lá faleceu. Estudou no Instituto de Belas Artes de Nápoles com Paolo Vetri. Viveu em Roma durante quatro anos com uma pensão conquistada em um concurso em Nápoles. Lecionou desenho no Instituto Técnico. Expôs individualmente em São Paulo (1947, 1993) e no Rio de Janeiro (1947, 1973, 1980, 1984). Foi premiado, na Itália, em: 1922, 1925, 1929, 1941 e, no Brasil, em 1960. Em 1972 pintou o retrato do papa Pio X, em tamanho natural, que está na Igreja dos Italianos, RJ. WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 168; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 187; VOL. 3, PÁG. 203; VOL.8, PÁG. 165; VOL. 9, PÁG. 171; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; brasilartesenciclopedias.com.br; www.artprice.com; www.arcadja.com.



049 - JOSÉ PAULO MOREIRA DA FONSECA (1922 - 2004)

Paisagem - óleo sobre cartão - 19 x 28 cm - canto inferior direito -
No estado.

Pintor, advogado, filósofo e poeta, nascido e falecido no Rio de Janeiro. Autodidata, dedicou-se à pintura a partir de 1950. Realizou várias exposições individuais em São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Alemanha, Portugal, Inglaterra, Áustria, Estados Unidos, México e participou de muitas mostras e Salões oficiais pelo Brasil e Europa. MEC, VOL. 2, PÁG. 183; WALMIR AYALA VOL. 1, PÁG. 423 A 427; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 268; ITAU CULTURAL, ACERVO FIEO.



050 - GUSTAVO ROSA (1946 - 2013)

Pássaros - tapeçaria - 204 x 138 cm - canto superior esquerdo -

Pintor, desenhista e gravador, Gustavo Machado Rosa nasceu e faleceu em São Paulo. Realizou a sua primeira exposição individual em São Paulo em 1970, tendo já ganho no ano anterior a medalha de ouro e o prêmio de viagem ao exterior no 1º Festival de Artes Interclubes, no Clube Monte Líbano. Em 1974, estudou gravura com o norte-americano Rudy Pozzati, no Museu de Arte Brasileira da Fundação Armando Álvares Penteado. Em 1979 e 1980 participou da Exposição Brasil-Japão em Tóquio. Expôs, em 1979, no Salão Nacional de Artes Plásticas e, em 1980 e 1983, no Panorama da Arte Atual Brasileira, no MAM - SP. Realizou painéis externos, em 1984, na Rua Bela Cintra e, em 1987, na Rua Mario Ferraz, para Tereza Gureg. Em 1990 participou de exposição coletiva no ‘International Museum of 20th Century Arts’, em Los Angeles, Estados Unidos. Lançou, em 1994, uma grife com o seu nome em Nova York. Em 1998, desenvolveu as capas de cadernos escolares da marca Tilibra. Neste mesmo ano executou uma escultura em homenagem a Maria Esther Bueno, na Praça Califórnia, em São Paulo. Em 2000, montou escultura de um gato, sob o Viaduto Santa Efigênia. Recebeu vários prêmios, expôs e participou de eventos em cidades do Brasil e no exterior como também em Nova York, Massachusetts, Tel-Aviv, Lisboa, Berlim, Hamburgo, Barcelona e Paris. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 274; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO; www.artprice.com; www.mercadoarte.com.br.



051 - FULVIO PENNACCHI (1905 - 1992)

Baile - serigrafia - 123/199 - 46 x 64 cm - canto inferior direito - 1987 -
No estado.

Pintor, ceramista, desenhista, ilustrador, gravador, professor nascido na cidade de Villa Collemandina, Itália e falecido em São Paulo. Em 1924 foi para Lucca e iniciou sua formação artística no ‘Regio Istituto di Belle Arti’ onde teve aulas com o pintor Pio Semeghini. Mudou-se para São Paulo em 1929 e dedicou-se a diferentes atividades até 1933, quando passou a auxiliar Galileo Emendabili na execução de monumentos funerários. Em 1935, conheceu Francisco Rebolo, passou a frequentar seu ateliê e conviveu com os artistas do Grupo Santa Helena. Nessa mesma época integrou a Família Artística Paulista e iniciou a produção de painéis em afresco e óleo para residências, igrejas, hotéis e outras edificações, destacando-se os afrescos de grandes dimensões para a Igreja Nossa Senhora da Paz, no bairro do Glicério, executados entre 1941 e 1948. Em 1965, iniciou um período de recolhimento e manteve-se afastado das exposições e do circuito artístico. Em 1973, reabriu seu ateliê e recebeu diversas homenagens no Brasil e na Itália. Nesse mesmo ano conheceu a ceramista Eunice Pessoa e com ela desenvolveu um grande número de peças que foram expostas em 1975. Sem nunca ter abandonado as atividades artísticas, voltou a figurar em diversas mostras e continuou a produzir painéis em afresco. Em 1980, Pietro Maria Bardi publicou um livro sobre sua obra. Nove anos depois, foi lançado o livro ‘Ofício Pennacchi’, organizado por Valério Antonio Pennacchi, responsável também pela publicação, em 2002, do livro ‘Fulvio Pennacchi: Pintura Mural’. Importante retrospectiva da obra do artista foi realizada, em 1973, no MAM - São Paulo. TEODORO BRAGA, PÁG. 192; MEC, VOL, 3, PÁG. 365; WALMIR AYALA, VOL, 2, PÁG. 182; PONTUAL, PÁG. 416; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 784; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 740; ACERVO FIEO.



052 - ALBERTO DA VEIGA GUIGNARD (1896 - 1962)

Paisagem - técnica mista - 20 x 28,5 cm - canto inferior direito -
Ex coleção Marchand Isaac Ficz, Rio de Janeiro - RJ.

Pintor, professor, desenhista, ilustrador e gravador, Alberto da Veiga Guignard nasceu em Nova Friburgo, RJ e faleceu em Belo Horizonte, MG. Mudou-se com a família para a Europa em 1907. Em dois períodos, entre 1917 e 1918 e entre 1921 e 1923, frequentou a Real Academia de Belas Artes de Munique, onde estudou com Hermann Groeber e Adolf Hengeler. Aperfeiçoou-se em Florença e em Paris, onde participou do Salão de Outono. Retornou para o Rio de Janeiro em 1929 e integrou-se ao cenário cultural por meio do contato com Ismael Nery. Participou do Salão Revolucionário de 1931, e foi destacado por Mário de Andrade como uma das revelações da mostra. Em 1941, integrou a Comissão Organizadora da Divisão de Arte Moderna do Salão Nacional de Belas Artes, com Oscar Niemeyer e Aníbal Machado. Em 1943, passou a orientar alunos em seu ateliê e criou o Grupo Guignard. A única exposição do grupo, realizada no Diretório Acadêmico da Escola Nacional de Belas Artes, foi fechada por alunos conservadores e reinaugurada na Associação Brasileira de Imprensa. Em 1944, a convite do prefeito Juscelino Kubitschek, transferiu-se para Belo Horizonte e começou a lecionar e dirigir o curso livre de desenho e pintura da Escola de Belas Artes, por onde passaram Amilcar de Castro, Farnese de Andrade e Lygia Clark, entre outros. Permaneceu à frente da escola até 1962, quando, em sua homenagem, esta passou a chamar-se Escola Guignard. Participou da Bienal de Veneza (1928, 1952); da Bienal Internacional de São Paulo (1951) e outras. PONTUAL, PÁG. 254; MEC, VOL. 2, PAG. 304; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 236; JULIO LOUZADA, VOL. 10, PÁG. 404; ART PRICE ANNUAL 2000, PÁG. 1013; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 373; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 559; ARTE NO BRASIL, PÁG. 505; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28; www.pinturabrasileira.com; www.brasilescola.com; web.artprice.com.



053 - JOSÉ DE DOME (1921 - 1982)

Paisagem - desenho a lápis de cêra - 23 x 32 cm - lado esquerdo - 1972 -
No estado.

Pintor e desenhista, José Antonio dos Santos nasceu em Estância, SE. Assina José de Dome. Autodidata, residiu por vinte e dois anos em Salvador - BA onde recebeu orientações de Jenner Augusto, Mário Cravo, Carlos Bastos, Carybé, Mirabeau e, no Rio de Janeiro, firmou-se como pintor (década de 60). Pouco depois se instalou em Cabo Frio, RJ. Realizou exposições individuais em: Salvador, BA (1955, 1956, 1958, 1964); Rio de Janeiro (1961, 1964 a 1968, 1972); Lima, Peru (1966); São Paulo (1969); Londres (1971). Participou também de muitas mostras coletivas e oficiais. MEC VOL. 2, PÁG. 60; PONTUAL, pág. 183; JULIO LOUZADA, VOL. 1; PÁG. 339; ITAU CULTURAL; www.artprice.com.



054 - ARTE POPULAR BRASILEIRA (XX)

Rostos - escultura em madeira - 30 x 12 x 15 cm - não assinado -



055 - PAULO WHITAKER (1958)

Composição - óleo e colagem sobre tela - 70 x 100 cm - centro inferior e dorso - 1987- São Paulo -
Reproduzido sob o n° 167 em catálogo de Leilão de Arte de James Lisboa, Leiloeiro Oficial, realizado em 25 de junho de 2013, São Paulo - SP.

Pintor e desenhista, Paulo Galvão Whitaker de Assumpção nasceu em São Paulo. Formou-se em educação artística na Universidade para o Desenvolvimento do Estado de Santa Catarina (1984). Entre 1991 e 1992, foi artista residente no "Plug In", em Winnipeg, Canadá; no "E-Werk Freiburg", em Freiburg, Alemanha; em 1999, no "The Banff Centre for the Arts", em Banff, Canadá. Participou como palestrante do "Dynamic Encounters International Art Workshop: São Paulo - Rio 2002", no Instituto Tomie Ohtake, São Paulo. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1987, 2006); Winnipeg, Canadá (1991); Belo Horizonte, MG (2005). Tem participado de diversas mostras coletivas e oficiais, inclusive da Bienal Internacional de São Paulo (1989, 2002). ITAU CULTURAL; www.artprice.com.



056 - GILBERTO SALVADOR (1946)

Índios - litografia - 23/50 - 50 x 67 cm - canto inferior direito - 1978 -

Paulistano, Gilberto Salvador é pintor e desenhista, desfrutando de reconhecidos méritos pela critica especializada. Participou da IX Bienal de São Paulo (1967) e de outros Salões Oficiais a partir desse mesmo ano, recebendo diversas premiações. MEC, vol. 4, pág. 153; PONTUAL, pág. 469; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 740; ARTE NO BRASIL, pág. 971; LEONOR AMARANTE, pág. 185; Acervo FIEO.



057 - L. FILIPPO (XX - XX)

Veneza - óleo sobre tela colada em eucatex - 28 x 22,5 cm - canto inferior direito -

Pintor e desenhista ativo no Rio de Janeiro com diversas participações em mostras coletivas. MEC VOL. 2, PÁG. 177; JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 401.



058 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Paisagem" - desenho a lápis e aquarela - 14 x 15,5 cm - canto inferior esquerdo - 1999 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



059 - LIONELLO BERTI (1927 - 1976)

Flores - óleo sobre tela - 65 x 50 cm - canto inferior esquerdo -

Natural de Florença, Itália, onde fez seu aprendizado com Ottone Rosai na Academia de Belas-Artes de Florença. No Brasil desde 1957 (Rio de Janeiro, depois Ribeirão Preto-SP, onde faleceu), participou de diversas coletivas, recebendo premiações. Sua obra tem estilo expressionista. TEIXEIRA LEITE, pág. 74; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 84.



060 - JORGE GUINLE FILHO (1947 - 1987)

Composição - óleo sobre duratex - 68 x 97 cm - canto inferior esquerdo - 1981 -
Com certificado de autenticidade firmado por Marco Aurélio Cardoso Rodrigues, herdeiro do artista, datado de 15 de setembro de 2013.

Pintor, desenhista e gravador nascido e falecido em Nova York, EUA. Mudou-se com a família para o Brasil ainda no ano de seu nascimento e permaneceu no Rio de Janeiro até 1955. Desse ano até 1962, acompanhando a mãe, morou em Paris e, em seguida, em Nova York, onde residiu até 1965. Na França, em paralelo a sua formação regular, iniciou, como autodidata, estudos de pintura e frequentou museus e galerias de arte, prática que manteve quando se transferiu para os Estados Unidos. De 1965 a 1974 viveu no Rio de Janeiro e passou temporadas em Londres e Paris, cidade para onde retornou nesse último ano e se estabeleceu por mais três anos. Em 1977, voltou a residir no Rio de Janeiro. Seu trabalho ganhou repercussão e, na década de 1980, integrou as principais exposições de arte do país. A produção do artista, concentrada em seus últimos sete anos de vida, foi dedicada, sobretudo à pintura. Jorge Guinle foi um importante incentivador da revalorização da pintura promovida pelo grupo de jovens artistas conhecido como Geração 80. Participou da mostra ‘Como Vai Você, Geração 80?’, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage - EAV/Parque Lage, Rio de Janeiro, 1984, escreveu um texto para a edição especial da revista ‘Módulo’ dedicada a essa mostra, participou de várias exposições e eventos realizados por esses artistas e escreveu sobre suas obras. Participou também da 17ª e 18ª Bienal Internacional de São Paulo (1983 e 1985). Em 1985 recebeu o Prêmio de Viagem ao Estrangeiro no 8º Salão Nacional de Artes Plásticas, MAM-RJ. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL. 2, PÁG.482; LEONOR AMARANTE, PÁG. 312. ACERVO FIEO.



061 - GUILLERMO ROUX (1929)

Composição - gravura - 66/82 - 18,5 x 18,5 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista e gravador argentino nascido em Buenos Aires. Estudou na Escola de Belas Artes de Buenos Aires antes de se mudar para Roma para trabalhar como assistente especializado em restauração. Uma retrospectiva de suas obras foi realizada na "The Phillips Collection", Washington, DC - EUA (1988); Museu Nacional de Arte Decorativa, Buenos Aires - Argentina; Museu Staatliche Kunsthalle de Berlin, Berlin - Alemanha e Museu Nacional de Belas Artes, Buenos Aires – Argentina. BENEZIT; www.artprice.com; www.marlboroughgallery.com.



062 - MARCOS ZECHETTO (1949)

Paisagem - óleo sobre eucatex - 26 x 18 cm - canto inferior esquerdo - 1981 -

Natural da cidade paulista de Guararapes, onde nasceu a 1 de maio de 1949. Ativo em São Paulo, até 1984 assinava C. Marcos. Atualmente assina Marcos Zechetto. É filho do pintor José Lino Zechetto. Recebeu orientação de Pellegatta, Zorlini, Cassiani, Óppido e Ortolani. Expõe coletivamente desde 1976, com premiações, destacando-se: Medalha de Ouro, em 2000, no 26 Salão da Paisagem Paulista da APBA; Medalha de Ouro, em 2001, no 5 Salão de Belas Artes de Serra Negra; Troféu de Ouro, em 2001, no 1º Salão Nacional de Artes Plásticas de Barueri; e Grande Medalha de Prata , em 2000, no Salão de Arte Sacra da APBA-SP." JULIO LOUZADA



063 - ALMIR MAVIGNIER (1925)

Composição - serigrafia - 59/200 - 58 x 58 cm - centro inferior - 1973 -

Pintor, artista gráfico, programador visual e professor natural do Rio de Janeiro. Inicia seus estudos com Arpad Szenes , Axl Leskoschek e Henrique Boese . Participa do primeiro grupo de arte abstrata do Rio de Janeiro (1949) com Ivan Serpa , Abraham Palatnik e Mário Pedrosa. Freqüenta a Académie de La Grande Chaumière, Paris, em 1951. Na Alemanha (1953 a 1958), estuda com Max Bense e Josef Albers na Hochschule für Gestaltung [Escola Superior da Forma] em Ulm, e mantém contato com Max Bill. Participa do Grupo Zero, entre 1958 e 1964, com Heinz Mack ,Otto Piene ,Yves Klein, Jean Tinguely. Foi professor de pintura na Hochschule für Bildende Kunste, em Hamburgo, Alemanha, entre 1965 e 1990. Realizou muitas exposições individuais (1950 a 2000) e diversas foram suas participações em Salões oficiais e Bienais (1947 a 2004) tanto no Brasil quanto na Europa, Ásia e EUA. Foi premiado na Polônia (1966) e Japão (1968). ITAU CULTURAL; PONTUAL, PÁG. 350; MEC VOL. 3, PÁG.107.



064 - MARIA TEREZA VIEIRA (1932)

Paisagem - técnica mista - 16 x 22 cm - canto inferior direito - 1971 -

Pintora e desenhista, Maria Tereza Vieira da Silva nasceu em Maceió, AL. Iniciou, aos 16 anos, estudos de pintura com Miguel Torres e com Lourenço Peixoto. Em 1949, realizou exposição individual na Câmara Municipal de Maceió, ocasião em que ganhou bolsa de estudos no Rio de Janeiro. Mudou-se para o Rio de Janeiro (1950) e ingressou na Escola Nacional de Belas Artes onde foi aluna de Henrique Cavalleiro, Edson Motta e Georgina de Albuquerque. Participou, entre outras mostras oficiais, das edições do Salão de Arte Moderna, RJ, em 1951, 1963, 1965 - Prêmio Viagem ao País, 1968, 1969, 1973, 1974. Realizou exposições individuais no Rio de Janeiro (1951, 1960 a 1968) e em Belo Horizonte, MG (1961). ITAU CULTURAL; MEC VOL. 4, PÁG. 476; JULIO LOUSADA VOL. 3 PÁG. 1189; VOL. 6, PÁG. 1168.



065 - MARIA AUXILIADORA SILVA (1935 - 1974)

No bordel - técnica mista - 15,5 x 23,5 cm - canto inferior direito - 1972 -
No estado.

Pintora nascida em Campo Belo, MG e falecida em São Paulo. Foi autodidata em artes plásticas e iniciou sua produção artística por volta de 1954. Em 1968, ligou-se ao grupo de Solano Trindade em Embu, SP e realizou sua primeira mostra individual. Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais. Foi premiada em: Embu, SP (1968); Atibaia, SP (1969); São José dos Campos, SP (1970); Campinas, SP (1970); Santo André, SP (1970); Santana do Parnaíba, SP (1970). Postumamente, foi-lhe dedicado um livro editado por Giulio Bolaffi, Torino, Itália, com texto de Pietro Maria Bardi. MEC VOL. 4, PÁG, 275; ARTE NO BRASIL PÁG. 832; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG, 581; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



066 - GUYER SALES (1942)

"Ganso selvagem - versão II" - gravura - 1/1 - 53 x 39 cm - canto inferior direito - 2003 -
Ex-coleção Antônio Maluf - Galeria Seta - São Paulo - SP.

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador e professor, José Guyer Salles nasceu em São Paulo. Frequentou o curso de iniciação ao desenho da FAAP - SP onde foi orientado por Nelson Nóbrega e Marcelo Grassmann em pintura e gravura (entre 1962 e 1964). Estudou pintura com Glênio Bianchetti (1965) e gravura com Babinski, na Universidade de Brasília. Viajou para os Estados Unidos, como bolsista do "Pratt Graphics Center" de Nova York, onde atuou também como professor assistente (entre 1970 e 1974). Lecionou no "Art Barn" em Connecticut, EUA. De volta ao Brasil (1976), fundou e dirigiu a Oficina de Gravura 76 - núcleo de artistas destinado ao ensino de gravura. Realizou exposições individuais em São Paulo em 1966, 1967, 1987, 1995, 1997 e participou de mostras coletivas e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Participou do "Projeto Cidadania - 200 Anos da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão", da Secretaria do Governo do Estado de São Paulo (1991); ilustrou o livro "Estações", de Flora Figueiredo (1995). PONTUAL PÁG. 258; MEC VOL. 2, PÁG. 310; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 856; VOL.8, PÁG. 380; ITAU CULTURAL; www.artprice.com.



067 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Paisagem - óleo sobre tela - 70,5 x 56 cm - canto inferior direito ilegível -



068 - NOEMIA MOURÃO (1912 - 1992)

No bordel - desenho a lápis - 30 x 22 cm - canto inferior direito -
No estado.

Pintora e desenhista. Assina Noemia. Realizou sua primeira individual em 1934, no Rio de Janeiro. Residiu na Europa de 1934 a 1940, frequentando em Paris as academias de la Grande Chaumière e Ranson. Expôs em Montevideu e Buenos Aires. Foi citada por REIS JUNIOR e TEODORO BRAGA. Foi aluna (1932) e mulher (1933) de Di Cavalcanti. MEC vol.3, pág. 265; WALMIR AYALA vol.2, pág.135; PONTUAL, pág. 375; TEIXEIRA LEITE, pág. 356; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 684. Acervo FIEO.



069 - INÁCIO RODRIGUES (1946)

"Transfiguraçação ecológica" - acrílico sobre tela - 50 x 60 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2012 -

Pintor, desenhista, entalhador e gravador, natural de Acaraú, CE. Iniciou-se em pintura como autodidata (1957). Viajou para diversos países da América Latina (1960-1965) com o objetivo de participar de exposições e acabou se fixando, em 1966, no Rio de Janeiro. Pintou a cúpula da Catedral Municipal e o Hotel Porto Velho em Porto Velho, RO (1962 e 1965). Expôs individualmente em diversas capitais brasileiras e também no exterior. Participou de muitas mostras e Salões oficiais e foi premiado em: Curitiba, PR (1971); Rio de Janeiro (1970, 1973, 1975, 1977, 1978); Belo Horizonte, MG (1970, 1971); Campinas, SP (1971, 1972); Florianópolis, SC (1972); Niterói, RJ (1974); Embu, SP (1974); Amparo, SP (1994, 1996); São José dos Campos, SP (1983). JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 834; VOL. 4, PÁG. 959; VOL. 12, PÁG. 345; TEIXEIRA LEITE PÁG. 450. WALMIR AYALA VOL. 2, PÁG. 259; MEC VOL. 4, PÁG. 91; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



070 - DJANIRA DA MOTTA E SILVA (1914 - 1979)

Baiana - óleo sobre cartão colado em madeira - 25 x 30 cm - canto inferior direito - 1974 -
Ex coleção Sr. Antonio Osmar Alves de Oliveira ,São Paulo - SP.

Pintora, desenhista, ilustradora, cartazista, cenógrafa e gravadora. Djanira da Motta e Silva nasceu em Avaré, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. No final da década de 1930, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde teve suas primeiras instruções de desenho no Liceu de Artes Ofícios e com o pintor Emeric Marcier, hóspede da pensão que Djanira instalou no bairro de Santa Teresa. Os contatos com os artistas Carlos Scliar, Milton Dacosta , Arpad Szenes , Vieira da Silva e Jean-Pierre Chabloz , frequentadores de sua pensão, proporcionaram um ambiente estimulador que a levou a expor no 48º Salão Nacional de Belas Artes, em 1942. No ano seguinte, realizou sua primeira mostra individual, na Associação Brasileira de Imprensa - ABI. Em 1945, viajou para Nova York. De volta ao Brasil, realizou o mural ‘Candomblé’ para a residência do escritor Jorge Amado, em Salvador, e painel para o Liceu Municipal de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Entre 1953 e 1954, viajou a estudo para a União Soviética. De volta ao Rio de Janeiro, tornou-se uma das líderes do movimento pelo Salão Preto e Branco, um protesto de artistas contra os altos preços do material para pintura. Realizou em 1963, o painel de azulejos ‘Santa Bárbara’, para a capela do túnel Santa Bárbara, Laranjeiras, Rio de Janeiro. No ano de 1966, a editora Cultrix publicou um álbum com poemas e serigrafias de sua autoria. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil, EUA e Europa. Foi premiada no Rio de Janeiro (1943, 1944, 1949, 1950 a 1953, 1955, 1963) e em São Paulo (1951, 1955). Participou da 1ª e da 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955). Em 1977, o Museu Nacional de Belas Artes - MNBA, realizou uma grande retrospectiva de sua obra. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 336; PONTUAL, PÁG. 181; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 164; MEC, VOL. 2, PÁG 58; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG, 263; WALTER ZANINI, PÁG. 810; ARTE NO BRASIL, PÁG. 824; ACERVO FIEO.



071 - JOÃO ROSSI (1932 - 2000)

"São Paulo Urbana" - gravura - 68/100 - 22 x 30 cm - canto inferior direito - 1986 -

Pintor, gravador, ceramista, professor e escultor, natural de São Paulo, onde nasceu a 24 de dezembro. Autodidata, lecionou em cursos de desenho, cerâmica e pintura na APBA e na FAAP-SP. Executou murais de cerâmica na cidade de São Paulo. " A paisagem urbana de São Paulo foi sempre o grande tema de João Rossi, um dos artistas mais significativos da geração seguinte à dos artistas do Santa Helena." - Mário Schemberg. JULIO LOUZADA, vol. 7 pág. 610; ITAÚ CULTURAL; TEIXEIRA LEITE, pág. 452; PONTUAL, pág. 463 ; WALTER ZANINI, pág. 734, Acervo FIEO.



072 - J. N. SANTOS SILVA (1893 - XX)

Porto - óleo sobre tela colada em eucatex - 33 x 55 cm - canto inferior esquerdo - 1993 -
No estado.

Pintor e desenhista com diversas participações em mostras coletivas.



073 - DARCILIO LIMA (1944 - 1991)

"Mascarado" - gravura - P.A. - 64 x 49 cm - canto inferior direito - 1972 -
Esta obra participou da exposição Iconografia e Arte do Carnaval século XIX e XX na Pinacoteca do Estado de São Paulo, conforme etiqueta no dorso. Ex-coleção Antônio Maluf - Galeria Seta - São Paulo - SP. No estado.

Cearense de Cascavel, o festejado desenhista Darcilio foi para o Rio de Janeiro, e já depois de haver iniciado autodidaticamente seu trabalho no campo da pintura e da utilização do lápis cêra. Recebeu orientação de Ivan Serpa, passando a dedicar-se especialmente ao desenho a bico-de-pena, com a permanente fixação gráfica da fantasia erótica como veículo de impacto crítico. PONTUAL, pág. 159. MEC, vol.1, pág.17; WALTER ZANINI, pág. 760; LEONOR AMARANTE; ITAU CULTURAL.



074 - MENASE VAIDERGORN (1927)

"Feira" - óleo sobre tela colada em eucatex - 27 x 40 cm - canto inferior direito -

Pintor nascido em Hotin, Romênia. Assina MVAIDERGORN. Seus pais vieram para o Brasil (1932) fixando residência em São Paulo. Ingressou na Associação Paulista de Belas Artes (fim da década de 1940) onde conheceu Dario Mecatti que muito o estimulou. Viajou pelo norte da África e Europa. Realizou exposições individuais e participou de diversos salões e mostras coletivas oficiais, recebendo diversos prêmios, entre eles: os do Salão Paulista de Belas Artes, SP (1976 - Medalha de Bronze, 2000 – Prêmio Aquisição, 2001 – Grande Medalha de Prata). JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 1011; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



075 - GERSON DE SOUZA (1926 - 2008)

"Homenagem ao Maracatú" - óleo sobre tela - 80 x 50 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1974 - Rio de Janeiro -
Com carimbo do Salão Nacional de Arte Moderna e diversas inscrições no dorso.

Pintor. Autodidata. Fixou-se no Rio de Janeiro, onde exerceu a profissão de carteiro dos Correios, e onde começou a pintar em 1950. Participou da V Bienal de São Paulo, de vários Salões Nacionais e exposições coletivas no exterior. Várias individuais e coletivas no País. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 127; PONTUAL, pág. 236/237; MEC, vol. 2, pág. 248; TEIXEIRA LEITE, pág. 220; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 347, Acervo FIEO.



076 - MACIEJ ANTONI BABINSKI (1931)

Figuras - gravura - 3/30 - 23 x 34 cm - canto inferior direito - 1970 -

Gravador, ilustrador, pintor, desenhista e professor nascido em Varsóvia, Polônia. Migrou com a família para a Inglaterra (1940), por causa da Segunda Guerra Mundial. Iniciou sua formação artística com o padre Raphael Williams O.S.B. Fixou-se com a família em Montreal, Canadá (1949) onde estudou pintura com John Goodwin Lyman, na "McGill University". Além disso, teve aulas de gravura com Eldon Grier e fez cursos de desenho e pintura com Goodrich Roberts na "Art Association of Montreal". Paralelamente, aproximou-se do grupo de vanguarda "Les Automatistes" reunido em torno de Paul-Émile Borduas e, juntos, expuseram no "Musée des Beaux-Arts de Montréal" (1952) e realizou sua primeira individual (1953). Mudou-se para o Brasil (1953) e permaneceu no Rio de Janeiro até 1965. Teve contato com Oswaldo Goeldi, Augusto Rodrigues e Darel. Realizou 24 águas-fortes para o livro "Cadernos de João", de Aníbal Machado, editado pelos Cem Bibliófilos do Brasil (1961). Em 1965 foi convidado a lecionar no Instituto Central de Artes da Universidade de Brasília - ICA/UnB, da qual se afastou um ano depois em virtude de perseguições políticas. Após viver oito anos em São Paulo (1966 a 1974), mudou-se para Minas Gerais e foi lecionar na Universidade Federal de Uberlândia (1979 a 1987). Com a anistia política foi reintegrado à UnB (1988), lá permanecendo até se aposentar (1991) quando passou a residir no interior do Ceará. Expôs na Bienal Internacional de São Paulo (1967, 1985). Participou de várias edições do Salão Nacional de Arte Moderna, do Salão Paulista e do Panorama da Arte Atual Brasileira, entre outros eventos de arte. Foi realizada a retrospectiva "Babinski: 50 Anos de Brasil", em Brasília (2004). TEIXEIRA LEITE PÁG. 48; PONTUAL PÁGS. 46 E 47; MEC VOL. 1, PÁG. 157; WALMIR AYALA VOL. 1, PÁG. 69; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 81; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 720; ARTE NO BRASIL PÁG. 903, ACERVO FIEO; www.iar.unicamp.br; www.artprice.com.



077 - LIA MITTARAKIS (1934 - 1998)

Praia - óleo sobre eucatex - 72 x 53 cm - canto inferior esquerdo - 1988 - Ilha de Paquetá -

Pintora e professora primária, nasceu e faleceu no Rio de Janeiro RJ. Autodidata em pintura, lecionou a sua técnica na Escolinha de Arte, na Ilha de Paquetá. Anatole Jakovsky inclui a artista em seu livro Les Proverbes Vus par les Peintres Naifs. Entre as mostras de que participa, destacam-se: Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro; Naifs del Brasile, Naifs di Haiti, no Festival Mundial de Spoleto, Itália; Artistas Brasileiros, Bratislava (Tchecoslováquia), 1969; Encontro Carioca de Pintura Ingênua, Rio de Janeiro, 1977; Naifs em Coletiva, na Villa Riso Tradição - Arte Cultura (Sala Especial) Rio de Janeiro, 1997. Expôs individualmente na sua cidade natal, em 1970 e 1972, participando de coletivas no Rio de Janeiro, Italia, Estados Unidos, Tchecoslováquia e Cidade do México. "(...) Para Lia Mittaraquis, a vida é uma festa, cujo cenário é formado pelas praças de Paquetá, a águas cheias de embarcações embandeiradas, com o Pão de Açúcar e um Rio de Janeiro ao fundo - num conjunto paradisíaco. Lia conservou uma imagem pura e ideal da sua ilha e da megalópole que a domina. Ela conseguiu integrar, em perspectiva vertical e simultânea, a idéia de que o mundo só existe como festa domingueira, sem os dias excepcionais de um carnaval carioca; ou o mundo místico ou festivo dos ritos afro-brasileiros. " Walmir Ayala, in AYALA, Walmir. O Brasil por seus artistas = Brazil through its artists. trad. Tradução de John Stephen Morris, Ida Cecília Raiche de Araújo e Zuleika Santos Andrade. Rio de Janeiro: Nórdica; São Paulo: Círculo do Livro, s.d. ITAU CULTURAL



078 - ESCOLA CHINESA, SÉC. XX

Rosto - escultura em pedra - 24 x 14 x 15 cm - não assinado -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")



079 - ADELSON DO PRADO (1944)

Pássaros - óleo sobre tela - 100 x 81 cm - canto superior esquerdo - 1973 -
No estado.

Pintor e desenhista, Adelson Filadelfo do Prado nasceu em Vitória da Conquista, BA. Assina Adelson do Prado. Autodidata, começou a desenhar aos treze anos, copiando imagens religiosas e igrejas da sua cidade. Realizou a 1ª Convenção dos Artistas Locais (1960) e inaugurou o painel da Biblioteca Pública Monteiro Lobato, em Vitória da Conquista. Transferiu-se para Salvador (1962) participando desde então de diversas exposições coletivas e oficiais, entre as quais da I BNAP (1966). Foi premiado no I SNAP (1966); na mostra coletiva do Museu de Arte Moderna do Espírito Santo, Vitória (1966). Exposições individuais: Salvador, BA (1996, 1998); Rio de Janeiro (1967, 1969, 1971, 1999); Nova York, EUA (1971). Em 1977, inaugurou o painel do Salão Nobre da Tribuna de Honra do Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro. PONTUAL PÁG. 4; TEIXEIRA LEITE PÁG. 14; WALMIR AYALA VOL.2, PÁG.221; MEC VOL. 3, PÁG. 434; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 782; VOL. 9, PÁG. 698; ITAU CULTURAL; artenaifrio.blogspot.com.br; www.artprice.com.



080 - ALDO BONADEI (1906 - 1974)

Flores e casario - óleo sobre eucatex - 67,5 x 47 cm - canto inferior direito - 1968 -
Ex coleção Dr. Nelson Mendes - Marília - SP.

Pintor, designer, gravador, figurinista e professor - Aldo Cláudio Felipe Bonadei nasceu e faleceu em São Paulo, SP. Entre 1923 e 1928 foi aluno de Pedro Alexandrino, período em que também frequentou o ateliê de Antonio Rocco. Viajou para a Itália, entre 1930 e 1931, e frequentou a Academia de Belas Artes de Florença, onde teve aulas com Felice Carena e seu assistente Ennio Pozzi, ambos ligados ao movimento ‘novecento’. Nesse período, dedicou-se ao desenho da figura humana, principalmente ao nu. Retornou a São Paulo no início da década de 1930 e participou ativamente do Grupo Santa Helena, da Família Artística Paulista - FAP e do Sindicato dos Artistas Plásticos. Em 1949 lecionou na Escola Livre de Artes Plásticas, primeira escola de arte moderna de São Paulo e participou do Grupo Teatro de Vanguarda. No ano seguinte, fundou a Oficina de Arte - O. D. A., com Odetto Guersoni e Bassano Vaccarini. No fim da década de 1950 atuou como figurinista nas peças ‘Vestido de Noiva’, de Nelson Rodrigues, e ‘Casamento Suspeitoso’, de Ariano Suassuna. Também desenhou alguns figurinos para dois filmes dirigidos por Walter Hugo Khoury: ‘Fronteiras do Inferno’ (1958) e ‘Na Garganta do Diabo’(1959). Realizou muitas exposições individuais e participou de vários Salões oficiais destacando-se: Bienal Internacional de São Paulo (1ª, 2ª, 3ª, 6ª, 7ª); Bienal de Veneza (1952); Panorama da Arte Moderna Brasileira (1970). MEC, VOL. 1, PÁG. 247; PONTUAL, PÁGS. 78/79; ARTE NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 1041; ART PRICE ANNUAL 2000, PÁG. 258; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 79; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; LEONOR AMARANTE, PÁG. 72; ACERVO FIEO.



081 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Marinha - off set - 177/500 - 27 x 21 cm - lado direito - 1995/1996 -
Com a seguinte dedicatória: "Feliz Natal de Aldemir Martins". No estado.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



082 - MARCIO SCHIAZ (1965)

Nu - técnica mista - 28,5 x 20 cm - canto inf. esquerdo e canto inf. direito -

Paulistano, o pintor nasceu em 10/5/1965. Estudou na APBA-SP, onde desenvolveu curso de desenho e pintura, frequentado sessões de modelo vivo. Individuais desde 1989 e coletivas em Salões Oficiais, com sucesso de crítica. Recebeu diversos prêmios. JULIO LOUZADA, vol.13, pág. 304; Acervo FIEO.



083 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Composição - técnica mista e colagem - 80 x 80 cm - dorso - 2001 -
Luciana Okawa. No estado.



084 - MARIO ZANINI (1907 - 1971)

"Djanira" - desenho a carvão - 34,5 x 27,5 cm - canto inferior direito - 1946 -
No estado.

Pintor, decorador, ceramista, professor, Mário Zanini nasceu e faleceu em São Paulo. Foi um dos integrantes de dois importantes movimentos artísticos considerados históricos na pintura paulista: o Grupo Santa Helena e a Família Artística Paulista. Sua formação artística se deu em São Paulo quando aos 13 anos iniciou curso de pintura da Escola Profissional Masculina do Brás e de 1924 a 1926, matriculou-se no curso de desenho e artes do Liceu de Artes e Ofícios. Conheceu Alfredo Volpi em 1927 e no ano seguinte estudou com o pintor Georg Elpons. Trabalhou no escritório de decoração de Francisco Rebolo entre 1933 e 1938. Em 1940 recebeu medalha de prata no 46º Salão Nacional de Belas Artes e foi convidado por Rossi Osir a trabalhar em seu ateliê de azulejos artísticos, o Osirarte. Em 1950, viajou por seis meses pela Itália, em companhia de Volpi e Osir. A partir de 1968 lecionou na Faculdade de Belas Artes de São Paulo. Participou de vários Salões oficiais e mostras coletivas no Brasil, como I e III Bienal Internacional de São Paulo e no exterior. Sua família doou 108 de suas obras ao Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo - MAC/USP em 1974. MEC, VOL. 4, PÁG. 531; PONTUAL, PÁG. 557; TEODORO BRAGA, PÁG. 250; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 451; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; ARTE NO BRASIL, PÁG. 778; LEONOR AMARANTE, PÁG.38; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 1085; ACERVO FIEO.



085 - FERNANDO COELHO (1939)

"Marinha do barquinho só" - óleo sobre tela - 60 x 100 cm - canto inferior direito e dorso - 1972 - Bahia -

Pintor baiano nascido em Salvador. Inicialmente publicitário de sucesso, dedica-se integralmente à pintura a partir de 1963. Além de exposições individuais nas Galerias Querino (Salvador), Astréia (SP), e Bonino (RJ), expôs na Alemanha e participou dos SNAM e BNAP. Produz pintura que, fixando paisagens urbanos, se situa entre o figurativismo e o abstracionismo. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 209/210; MEC, vol. 1,pág. 441; PONTUAL, pág. 139; TEIXEIRA LEITE, pág. 126; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 74.; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO.



086 - MACIEJ ANTONI BABINSKI (1931)

Surreal - gravura - 74/80 - 18 x 12 cm - canto inferior direito -

Gravador, ilustrador, pintor, desenhista e professor nascido em Varsóvia, Polônia. Migrou com a família para a Inglaterra (1940), por causa da Segunda Guerra Mundial. Iniciou sua formação artística com o padre Raphael Williams O.S.B. Fixou-se com a família em Montreal, Canadá (1949) onde estudou pintura com John Goodwin Lyman, na "McGill University". Além disso, teve aulas de gravura com Eldon Grier e fez cursos de desenho e pintura com Goodrich Roberts na "Art Association of Montreal". Paralelamente, aproximou-se do grupo de vanguarda "Les Automatistes" reunido em torno de Paul-Émile Borduas e, juntos, expuseram no "Musée des Beaux-Arts de Montréal" (1952) e realizou sua primeira individual (1953). Mudou-se para o Brasil (1953) e permaneceu no Rio de Janeiro até 1965. Teve contato com Oswaldo Goeldi, Augusto Rodrigues e Darel. Realizou 24 águas-fortes para o livro "Cadernos de João", de Aníbal Machado, editado pelos Cem Bibliófilos do Brasil (1961). Em 1965 foi convidado a lecionar no Instituto Central de Artes da Universidade de Brasília - ICA/UnB, da qual se afastou um ano depois em virtude de perseguições políticas. Após viver oito anos em São Paulo (1966 a 1974), mudou-se para Minas Gerais e foi lecionar na Universidade Federal de Uberlândia (1979 a 1987). Com a anistia política foi reintegrado à UnB (1988), lá permanecendo até se aposentar (1991) quando passou a residir no interior do Ceará. Expôs na Bienal Internacional de São Paulo (1967, 1985). Participou de várias edições do Salão Nacional de Arte Moderna, do Salão Paulista e do Panorama da Arte Atual Brasileira, entre outros eventos de arte. Foi realizada a retrospectiva "Babinski: 50 Anos de Brasil", em Brasília (2004). TEIXEIRA LEITE PÁG. 48; PONTUAL PÁGS. 46 E 47; MEC VOL. 1, PÁG. 157; WALMIR AYALA VOL. 1, PÁG. 69; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 81; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 720; ARTE NO BRASIL PÁG. 903, ACERVO FIEO; www.iar.unicamp.br; www.artprice.com.



087 - MAGDA ANDRADE (1912 - XX)

Flores - óleo sobre tela colada em eucatex - 71 x 60,5 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintora e desenhista venezuelana nascida em Marcaïlo. Recebeu uma bolsa do governo da Venezuela para estudar em Paris onde participou, de 1934 a 1938, do "Salon of the Société Nationale des Beaux Arts", do "Salon d'Automne" e do "Salon des Indépendants". Em 1955, participou da III Bienal Internacional de São Paulo. BENEZIT; issuu.com/bienal/docs/named27014; www.artprice.com.



088 - ROBERT SCHMIDT (1863 - 1927)

Flores - óleo sobre tela - 60 x 44,5 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista alemão nascido em Nuremberg. Foi aluno de Hugo Diez na Academia de Belas Artes de Munique onde foi ativo. BENEZIT; www.artprice.com.



089 - MANOEL SANTIAGO (1897 - 1987)

Rosto - desenho a lápis - 17 x 15 cm - canto inferior direito - 1916 -

Manoel Colafante Caledônio de Assumpção Santiago nasceu em Manaus, AM e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, desenhista e professor. Mudou-se para Belém em 1903 e iniciou estudos de pintura. Desde 1916 já praticava a arte não figurativa. Em 1919 transferiu-se para o Rio de Janeiro, cursou Direito e frequentou a Escola Nacional de Belas Artes, onde foi aluno de Rodolfo Chambelland e Baptista da Costa. Na época, teve aulas particulares com Eliseu Visconti. Foi casado com a pintora Haydeá Santiago. Participou em 1927 do Salão Nacional de Belas Artes e recebeu o prêmio viagem ao exterior, entre vários outros. Foi para Paris no ano seguinte, e lá permaneceu por cinco anos. De volta ao Rio de Janeiro, em 1932, tornou-se professor do Instituto de Belas Artes. Em 1934, passou a lecionar pintura e desenho no Núcleo Bernardelli, figurando entre seus alunos José Pancetti, Edson Motta, Bustamante Sá, Ado Malagoli, Rescála e Milton Dacosta. Participou da I Bienal Internacional de São Paulo (1951) e do 8º Panorama da Arte Brasileira (1976). PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, VOL. 1, PÁG. 241; TEODORO BRAGA, PÁG. 211; CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO DE PAISAGEM BRASILEIRA, MEC-MNBA /RIO/1944; MAYER/84, PÁG. 1158; REIS JR, PÁG. 378; PONTUAL, PÁG. 473; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 292; ITAÚ CULTURAL, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 865; ACERVO FIEO.



090 - LOTHAR CHAROUX (1912 - 1987)

"Linhas" - óleo sobre tela - 100 x 35 cm - dorso - 1976 -
Com Certificado de Autenticidade firmado pelo Senhor Raul Sérgio Bueno Charoux, filho do autor, datado de 12 de novembro de 2015.

Pintor, desenhista e professor austríaco, natural de Viena. Assinava Charoux. Iniciou os estudos artísticos com seu tio, o escultor austríaco Siegfried Charoux. Transferiu-se para o Brasil em 1928, fixando residência em São Paulo. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios da cidade onde conheceu Valdemar da Costa, com ele fazendo aprendizado de pintura a partir de 1940. Posteriormente passa a lecionar desenho no Liceu de Artes e Ofícios e no SENAI. Em 1947, realizou sua primeira exposição individual, na Galeria Itapetininga. Em 1952, participou da fundação do Grupo Ruptura, ao lado de Waldemar Cordeiro, Geraldo de Barros, Anatol Wladyslaw e outros. Com Hermelindo Fiaminghi e Luiz Sacilotto , cria a Associação de Artes Visuais NT - Novas Tendências, em 1963. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras oficiais nacionais como a Bienal Internacional de São Paulo (I a IX, XII, XIII), Panorama da Arte Atual Brasileira (1º ao 3º, 6º, 9º, 11º, 12º) e no exterior. É homenageado com retrospectiva no Museu de Arte Moderna de São Paulo e no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro em 1974. Em 2005, é publicado o livro ‘Lothar Charoux: A Poética da Linha’, pela historiadora de arte Maria Alice Milliet. PONTUAL, PÁG. 131; MEC VOL. 1, PÁG. 433; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 254; VOL. 9, PÁG.207; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 645; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; ACERVO FIEO.



091 - MARCOS CONCÍLIO (1945)

Composição - serigrafia - P.A. - 15 x 10,5 cm - canto inferior direito -

Pintor paulistano. Participou de exposições e Mostras oficiais como: Salão de Arte Contemporânea de Santo André, SP (1971, 1972); Salão de Arte Contemporânea de Campinas, SP (1974); Bienal Internacional de São Paulo (1975); Imagens do Brasil, Bruxelas (1973); "The Brazilian Landscapes", Toronto – Canadá (1975); Panorama Arte Atual Brasileira, São Paulo - MAM (1977, 1980, 1984, 1988); entre outras. Foi premiado no IV Salão Paulista de Arte Contemporânea (1974). JULIO LOUZADA VOL. 8, PÁG. 215; ITAU CULTURAL; http://biografias.netsaber.com.br/biografia-3622/biografia-de-marcos-concilio.



092 - HUGO ADAMI (1900 - 1999)

Nu - sangüínea - 39 x 30,5 cm - canto inferior direito - 1935-Paris -
No estado.

Pintor, cenógrafo, cantor lírico, ator - Pílade Francisco Hugo Adami nasceu em São Paulo. Aos 12 anos cursou pintura na Escola Profissional Masculina do Brás com Giuseppe Barchitta. Estudou com os pintores Alfredo Norfini e Enrico Vio , com os escultores William Zadig e José Cuccé, no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo (1913- 1916). Teve aulas também com Georg Elpons (1917) . Embarcou para Florença (1922) e lá se tornou amigo do poeta Berto Ricci e do pintor Giorgio De Chirico. Estudou pintura na ‘Accademia di Belle Arti di Firenze’ onde foi aluno de Felice Carena, mas logo abandonou a escola para viajar pela Itália. Residiu por um período em Paris. De volta ao Brasil (1928), realizou a primeira individual em São Paulo e Mário de Andrade publicou ensaio sobre a exposição no ‘Diário Nacional’. O contato de Mário de Andrade com a obra de Hugo Adami possibilitou ao crítico repensar seu projeto modernista. Retornou à Europa (1929 até 1932). Participou da Sociedade Pró-Arte Moderna (1932) e integrou o Clube dos Artistas Modernos (1933). Em 1937, participou da primeira exposição da Família Artística Paulista ao lado de Alfredo Volpi , Bonadei , Clóvis Graciano, Rossi Osir, entre outros. Depois de estar na Europa de 1937 a 1940, mudou-se para o Rio de Janeiro. Entre 1945 e 1970, afastou-se das atividades artísticas, só voltando a pintar em 1975. Exposições Individuais em: São Paulo (1928, 1933, 1938, 1986 – MAM/ SP, 1993). Várias foram as mostras coletivas e Salões oficiais dos quais participou como a Bienal de Veneza em 1924 e 1930. Foi premiado no Rio de Janeiro (1921, 1935); São Paulo (1935, 1936).TEODORO BRAGA, PÁG. 120; PONTUAL, PÁG. 3; REIS JUNIOR, PÁG. 380; MEC, VOL. 1, PÁG. 36; WALMIR AYALA, VOL. 1 , PÁG. 11; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 13; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 580; ARTE NO BRASIL, PÁG. 777; ACERVO FIEO, PÁG. 998; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 25; www.dezenovevinte.net; www.pinacoteca.org.br; www.poeticasvisuais.com; www1.folha.uol.com.br; www.artprice.com.



093 - ÉLON BRASIL (1957)

"Avenida Paulista com chuva" - óleo sobre tela - 80 x 60 cm - canto superior esquerdo e dorso - São Paulo -

Artista plástico autodidata nascido na praia de Jurujuba, em Niterói-RJ, onde aos seis anos de idade começou a rabiscar seus primeiros crayons. Mudando-se para São Paulo (1968), ganhou sua primeira medalha de ouro na II PINARTE de Pinheiros. Em 1970, juntamente com os artistas Aldemir Martins, Clóvis Graciano e Carlos Scliar, ilustrou o livro de poesias "Cantando os Gols" de Tito Battine. Morou na Suíça por seis meses. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1993, 1998, 1999, 2002, 2006, 2008); Toronto, Canadá (1993); Basiléia, Suíça (1993, 1995, 1997, 1999); Bahia (1993, 1995); Berna, Suíça (1995); Bruxelas, Bélgica (1996); Blumenau, SC (1998); Rio de Janeiro (1999); Paris, França (2004); Londres, Inglaterra (2005); Los Angeles, EUA (2006). Tem participado de mostras coletivas e oficiais. ITAU CULTURAL; www.elon.brasil.nom.br.



094 - SILVIO AZAMOR (1925 - 1997)

Paisagem - técnica mista - 18 x 25 cm - canto inferior direito - 1972 - Lisboa -

Pintor ativo no Rio de Janeiro, foi aluno de Agenor César de Barros. Participou do SNBA-RJ (1948, 1965 e 1968). JULIO LOUZADA vol.11, pág.23



095 - EMMANUEL NASSAR (1942)

"Onça" - guache - 35 x 49,5 cm - canto inferior direito - 1986 -
No estado.

Pintor, desenhista. Realiza instalações e relevos pintados. Em 1969, após uma viagem à Europa, o artista decide estudar arquitetura, formando-se pela Universidade Federal do Pará - UFPA, em 1974. Trabalha inicialmente com acrílica sobre tela e, mais tarde, estuda técnicas como o relevo sobre madeira. A partir de 1980, torna-se professor de educação artística na UFPA. Em 1981, cria a obra tridimensional Recepcôr. A partir desse trabalho, passa a realizar pinturas em que representa pequenos mecanismos, contendo eixos, manivelas e placas de cor, incorporando também objetos comuns, como garrafas. Em alguns quadros evoca a cultura popular local, como nas cores vibrantes e formas geométricas das casas e de barracas de feira. Em 1985, em uma nova pesquisa, realiza trabalhos em que apresenta uma releitura dos desenhos e pinturas presentes em bares e banheiros públicos. Em outros trabalhos, alia imagens do universo do consumo a outras, recorrentes nos subúrbios da sua cidade natal. Em 1998, realiza a instalação Bandeiras, no Museu de Arte Moderna de São Paulo - MAM/SP e no Museu Estadual do Pará, na qual se apropria de 143 bandeiras de municípios paraenses, que são distribuídas pelas paredes dos museus. Em 1999, com a obra Incêndio, recebe o grande prêmio da 6ª Bienal de Cuenca, no Equador. ITAÚ CULTURAL. -



096 - MARIA BONOMI (1935)

"Ocesos, acesos..." - litografia - 65/100 - 57 x 76 cm - canto inferior direito -

Gravadora, pintora, figurinista, cenógrafa, muralista e escultora nascida em Meina, Itália. Mudou-se para o Rio de Janeiro ainda criança. Em São Paulo (década de 1950), estudou inicialmente com Yolanda Mohalyi, Karl Plattner e Livio Abramo. Na 'Columbia University', Nova York - EUA estudou artes gráficas com Hans Muller e História da Arte Comparada com Meyer Schapiro. Obteve bolsa de estudos no Pratt Institute, Nova York - EUA onde trabalhou com Seong Moy e Fritz Eichenberg, entre outros. De volta ao Brasil (1959) continuou seu aperfeiçoamento na gravura com Friedlaender no MAM, RJ. Fundou com Lívio Abramo o 'Estudio Gravura' (década de 1960), em São Paulo. Realizou várias exposições individuais e tem participado de muitas mostras coletivas e oficiais, no Brasil e no exterior. Recebeu, entre outros, o Prêmio de Melhor Gravador da VIII Bienal de São Paulo (1965); o Prêmio de Gravura na V Bienal de Paris (1968); o Prêmio de Gravura da VIII Exposição Internacional Ljubljana, modalidade xilogravura; o Prêmio de Aquisição na IX Bienal de mesmo nome (1971), culminando com o Prêmio Internacional de Gravura, modalidade litografia (1983). Como cenógrafa vale destacar o Prêmio de Revelação de Cenógrafa e Melhor Figurinista com a peça 'As feiticeiras de Salém' de Arthur Miller. O Prêmio Revelação dado pela APCT – Associação Paulista de Críticos Teatrais se repetiu nos anos de 1962, 1965 e 1967. Em 1965, recebeu o Prêmio Molière como melhor cenógrafa da peça "A megera domada”, de Shakespeare. Desde 1975 tem realizado numerosos painéis em concreto, de grandes dimensões, como os do Saguão do Maksoud Hotel e do Banco Sudameris do Brasil, as fachadas laterais do Esporte Clube Sírio e do Edifício J. Riskallah Joye, todos em São Paulo e, em Santiago do Chile, os painéis do Banco Exterior da Espanha. JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG.142; PONTUAL PÁG.80; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG.692; ARTE NO BRASIL PÁG.837; LEONOR AMARANTE PÁG.75, ACERVO FIEO; www.memorial.org.br; www.pinacoteca.org.br; www.bcb.gov.br; www.artprice.com.



097 - GEORGINA DE ALBUQUERQUE (1885 - 1962)

Fantasiado - desenho a lápis e aquarela - 31 x 21 cm - canto inferior direito - 1949 - Recife -

Pintora e professora. Aos 15 anos, inicia sua formação artística com o pintor italiano Rosalbino Santoro (1858 - s.d.). Muda-se para o Rio de Janeiro em 1904, matricula-se na Escola Nacional de Belas Artes - Enba e estuda com Henrique Bernardelli. Em 1906, casa-se com o pintor Lucílio de Albuquerque e viaja para a França. Em Paris, frequenta a École Nationale Supérieure des Beaux-Arts e ainda a Académie Julian, onde é aluna de Henri Royer. Volta ao Brasil em 1911, expõe em São Paulo e, partir dessa data, participa regularmente da Exposição Geral de Belas Artes. De 1927 a 1948, leciona desenho artístico na Enba e, em 1935, é professora do curso de artes decorativas do Instituto de Artes da Universidade do Distrito Federal. Em 1940, em sua casa no bairro de Laranjeiras, no Rio de Janeiro, funda o Museu Lucílio de Albuquerque, e institui um curso pioneiro de desenho e pintura para crianças. Entre 1952 e 1954, exerce o cargo de diretora da Enba. TEIXEIRA LEITE, págs. 15 e 16; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 22 a 26; TEODORO BRAGA, pág. 107; REIS JR., pág. 370; PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, vol. 1, págs.17 e 141; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 455; ARTE NO BRASIL, pág 574; Acervo FIEO, RUTH TARASANTCHI.



098 - LUCIA DAMY (1930)

Frevo - técnica mista - 47 x 59 cm - canto inferior esquerdo - 1989 -

Pintora paulistana foi aluna de Luiz Vackal e Durval Pereira. Participou de inúmeros salões oficiais. Foi premiada no Salão Nacional de Belas Artes em 1975. Também realizou inúmeras exposições individuais e coletivas no Brasil e no exterior. JÚLIO LOUZADA, vol. 1, pág. 311.



099 - RUBENS GERCHMAN (1942 - 2008)

"Taxi 106" - desenho a caneta - 21,5 x 32 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, escultor nascido no Rio de Janeiro e falecido em São Paulo. Em 1957, freqüenta o Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro, onde estuda desenho. Faz curso de xilogravura com Adir Botelho e freqüenta a Escola Nacional de Belas Artes - Enba, entre 1960 e 1961. Em 1967, é contemplado com o prêmio de viagem ao exterior no 16º Salão Nacional de Arte Moderna e viaja para os Estados Unidos. Reside em Nova York entre 1968 e 1972. Retorna ao Brasil e faz o roteiro, a cenografia e a direção do filme 'Triunfo Hermético' e os curtas 'ValCarnal' e 'Behind the Broken Glass'. De 1975 a 1979, assume a direção da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, RJ. É co-fundador e diretor da revista 'Malasartes'. Em 1978, viaja para os Estados Unidos com bolsa da Fundação John Simon Guggenheim. Em 1982, permanece por um ano em Berlim como artista residente, a convite do Deutscher Akademischer Austauch Dienst - DAAD [Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico]. Realizou diversas exposições individuais e participou de muitas mostras oficiais no Brasil e pelo mundo recendo prêmios na Bienal de São Paulo (1965), Bienal de Salvador, BA (1966), Bienal de Cali, Colômbia (1967, 1970). JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 417; PONTUAL, PÁG. 235; TEIXEIRA LEITE, "in" A GRAVURA BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 734; ARTE NO BRASIL, PÁG. 974; LEONOR AMARANTE, PÁG. 143, MEC VOL. 2, PÁG. 246; Acervo FIEO.



100 - MARIO ZANINI (1907 - 1971)

Barcos - óleo sobre tela - 50 x 65 cm - canto inferior direito - 1964 -
Reproduzido no convite deste Leilão. Procedente da coleção Dr. Chaim José Hamer - São Paulo - SP.

Pintor, decorador, ceramista, professor, Mário Zanini nasceu e faleceu em São Paulo. Foi um dos integrantes de dois importantes movimentos artísticos considerados históricos na pintura paulista: o Grupo Santa Helena e a Família Artística Paulista. Sua formação artística se deu em São Paulo quando aos 13 anos iniciou curso de pintura da Escola Profissional Masculina do Brás e de 1924 a 1926, matriculou-se no curso de desenho e artes do Liceu de Artes e Ofícios. Conheceu Alfredo Volpi em 1927 e no ano seguinte estudou com o pintor Georg Elpons. Trabalhou no escritório de decoração de Francisco Rebolo entre 1933 e 1938. Em 1940 recebeu medalha de prata no 46º Salão Nacional de Belas Artes e foi convidado por Rossi Osir a trabalhar em seu ateliê de azulejos artísticos, o Osirarte. Em 1950, viajou por seis meses pela Itália, em companhia de Volpi e Osir. A partir de 1968 lecionou na Faculdade de Belas Artes de São Paulo. Participou de vários Salões oficiais e mostras coletivas no Brasil, como I e III Bienal Internacional de São Paulo e no exterior. Sua família doou 108 de suas obras ao Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo - MAC/USP em 1974. MEC, VOL. 4, PÁG. 531; PONTUAL, PÁG. 557; TEODORO BRAGA, PÁG. 250; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 451; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; ARTE NO BRASIL, PÁG. 778; LEONOR AMARANTE, PÁG.38; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 1085; ACERVO FIEO.



101 - FERNANDO THOMMEN (1957)

"Serra Dourada" - gravura colorida a mão - P.A. - 36 x 51 cm - canto inferior direito -
No estado.

Pintor e gravador nascido em Belo Horizonte, MG. Vive em Goiás. Estudou Artes Plásticas na Escola Guignard em Belo Horizonte. Realizou exposição individual em Campo Grande, MS (1993). Participou de várias mostras coletivas, em 1998, nas seguintes cidades de Goiás: Goiânia, Catalão, Itumbiara, Rio Verde, e da exposição "Novas Aquisições 2003: Coleção Gilberto Chateaubriand" - MAM, RJ (2004). JULIO LOUZADA VOL. 5, PÁG. 1051; ITAU CULTURAL; www.goiania.go.gov.br/sistemas/scmag/asp/scmag00004w0.asp?cd_autor=105.



102 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Pescador" - desenho a nanquim - 17,5 x 8,5 cm - canto inferior esquerdo - 1983 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



103 - EDUARDO MORI (1943)

Composição - desenho a lápis de cor - 23,5 x 33 cm - canto sup esquerdo e canto inf direito -

Nascido em São Paulo, iniciou seus estudo artísticos em Paris, onde residiu por longos anos, realizando algumas exposições de desenhos e óleos, retratando cenas do cotidiano. Posteriormente radicou-se em Los Angeles-EUA onde, mais liberto da influência acadêmica, se fixou no abstracionismo, buscando apenas na cor a forma de expressar toda a sua arte, com a qual se consagrou. JULIO LOUZADA vol.11, pág.219



104 - HENFIL (HENRIQUE DE SOUZA FILHO) (1944 - 1988)

"Orelhão" - desenho a nanquim - 24,5 x 18 cm - canto superior esquerdo -
No estado.

Mineiro de Ribeirão das Neves, onde nasceu em 5 de fevereiro de 1944, e faleceu na cidade do Rio de Janeiro-RJ, em 4 de janeiro de 1988. Iniciou sua carreira como cartunista, quadrinhista, foi colaborador de O Pasquim (1969). Em 1970 lançou a revista Os Fradinhos, seus personagens mais famosos e que possuem sua marca registrada: um desenho humorístico, crítico e satírico, com personagens tipicamente brasileiros e que retratavam a situação nacional da época. Sua importância na História em Quadrinhos no Brasil se deve à renovação que trouxe ao desenho humorístico nacional. Henfil atuou ainda em teatro, cinema, televisão e literatura, tendo sido marcante a sua atuação nos movimentos políticos e sociais do País.



105 - CAROL KOSSAK (1895 - 1976)

Tropeiros - óleo sobre tela colada em eucatex - 59 x 79 cm - canto inferior esquerdo -

Excepcional pintor ativo em São Paulo, onde realizou exposição individual em 1941. Consta ainda em sua bibliografia, ter participado de várias exposições nas décadas de 30 e 40. Pintou marinhas, animais, principalmente cavalos e figuras. Reputado como grande retratista. MEC vol.2 pág. 411; TEODORO BRAGA, pág. 134.; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 512, Acervo FIEO.



106 - MILTON DACOSTA (1915 - 1988)

Vênus e pássaro - gravura - 52/100 - 13,5 x 17,5 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador. Milton Rodrigues da Costa nasceu em Niterói, RJ e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou estudos de desenho e pintura (1929) com o professor alemão August Hantv. No ano seguinte matriculou-se no curso livre de Marques Júnior, na Escola Nacional de Belas Artes. Junto com Edson Motta, Bustamante Sá e Ado Malagoli, entre outros, criou o Núcleo Bernardelli (1931). Viajou para Estados Unidos (1945), com o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Belas Artes do ano anterior. Na cidade de Nova York, estudou na "Art's Students League". Foi para a Europa (1946) e após visita a vários países, fixou-se em Paris, onde estudou na "Académie de La Grande Chaumière". Conheceu Pablo Picasso, por intermédio de Cícero Dias, e frequentou os ateliês de Georges Braque e Georges Rouault. Expôs no "Salon d'Automne", Paris e regressou ao Brasil (1947). Casou-se com a pintora Maria Leontina (1949) e passou a residir em São Paulo. Realizou muitas exposições individuais, entre as quais, a "Homenagem a Milton Dacosta" na Galeria da Praça, RJ, com curadoria de Luiz Carlos Moreira (1973). Participou de inúmeros Salões e mostras coletivas, como: Bienal de Veneza (1950); Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1979); Panorama de Arte Brasileira, MAM – SP (1971). Foi premiado, também, nas Bienais Internacionais de São Paulo (1955, 1957). TEODORO BRAGA, PÁG. 163; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 229; MEC, VOL. 2, PÁG. 13; BENEZIT, VOL. 3, PÁG.315; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 302; VOL. 3, PÁG. 310; ITAU CULTURAL; PONTUAL, PÁG. 155; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



107 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Marinha - óleo sobre tela colada em eucatex - 13 x 35,5 cm - canto inferior direito ilegível -



108 - G.T.O. (GERALDO TELES DE OLIVEIRA) (1930 - 1990)

Figuras - escultura em madeira - 28 x 23 x 04 cm - assinado -

Mineiro de Itapecerica, Geraldo Teles de Oliveira, dito GTO, foi escultor. Começa sua atividade artística, em 1965, a partir de sonhos - em um deles, Deus lhe mostra a madeira e as esculturas que deveria realizar. Assim, tendo seus sonhos como referência, realiza grande parte de suas obras; mais tarde, utiliza apenas sua criatividade nos seus trabalhos. Entre as exposições das quais participa, destacam-se: 1º e 2º Salão de Arte Contemporânea, Belo Horizonte, 1969/1970; Bienal Internacional de São Paulo, 1969/1975/1981; Bienale Formes Humaines, no Museu Rodin, Paris (França), 1974; II Festival Mundial e Africano de Arte e Cultura Negra, em Lagos (Nigéria), 1977; 42ª Bienal de Veneza (Itália), 1978. Após sua morte, suas obras são expostas na mostra: Exposição Cinco Anos sem Novos Sonhos de GTO, na Galeria Paulo Campos Guimarães, Belo Horizonte, 1995. JULIO LOUZADA, vol. 5, pág. 763; LEONOR AMARANTE, pág. 294; ITAU CULTURAL.



109 - FRANCISCO PROHANE (1921)

Paisagem - óleo sobre eucatex - 11,5 x 21,5 cm - canto inferior direito -

Nascido no Piemonte, Itália, na cidade de Santa Vitória, Prohane imigrou para o Brasil em 1931, com a família. Recebeu orientação de Osvaldo Fuoco, Osvaldo L. Siqueira e Francisco Cuoco. Em agosto de 1983 recebeu a Comenda da Ordem do Mérito das Artes Plásticas e em dezembro do mesmo ano, a de Cavaleiro Oficial. Considerado pintor do campo, Prohane é remanescente do grupo de artistas que pintam ao natural. Também é conhecido como um dos maiores pesquisadores do folclore brasileiro. JULIO LOUZADA vol.10, pág.715; Acervo FIEO.



110 - JOSÉ ANTONIO DA SILVA (1909 - 1996)

Paisagem - óleo sobre tela - 35 x 50 cm - canto inferior direito - 09/09/1950 -
Reproduzido no convite deste Leilão. Com dedicatória no dorso. Procedente da coleção Dr. Chaim José Hamer - São Paulo - SP.

Pintor, desenhista, escritor, escultor, repentista nascido em Sales de Oliveira, SP e falecido em São Paulo. Trabalhador rural, de pouca formação escolar, foi autodidata. Em 1931, mudou-se para São José do Rio Preto, SP. Participou da exposição de inauguração da Casa de Cultura da cidade (1946), quando suas pinturas chamaram atenção dos críticos Lourival Gomes Machado, Paulo Mendes de Almeida e do filósofo João Cruz e Costa. Dois anos depois, realizou mostra individual na Galeria Domus, SP. Nessa ocasião Pietro Maria Bardi, diretor do MASP, adquiriu seus quadros e depositou parte deles no acervo do museu. O MAM, SP editou seu primeiro livro, ‘Romance de Minha Vida’ (1949). Na 1ª Bienal Internacional de São Paulo (1951), recebeu prêmio aquisição do ‘Museum of Modern Art’ (MoMA) de Nova York. Em 1966, o artista criou o Museu Municipal de Arte Contemporânea de São José do Rio Preto e gravou dois LPs, ambos chamados ‘Registro do Folclore Mais Autêntico do Brasil’, com composições de sua autoria. No mesmo ano, ganhou Sala Especial na 33ª Bienal de Veneza. Publicou ainda os livros ‘Maria Clara’ (1970), ‘Alice’ (1972); ‘Sou Pintor, Sou Poeta’ (1982); e ‘Fazenda da Boa Esperança’ (1987). Transferiu-se de São José do Rio Preto para São Paulo, em 1973. Em 1980, foi fundado o Museu de Arte Primitivista José Antônio da Silva (MAP), em São José do Rio Preto, com obras do artista e peças do antigo Museu Municipal de Arte Contemporânea. Realizou inúmeras exposições individuais e participou de muitos certames oficiais pelo Brasil e exterior recebendo muitos prêmios. MEC, vol. 4, pág. 256; PONTUAL, pág. 493 e 494; TEIXEIRA LEITE, pág. 478; JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 958; ARTE NO BRASIL, vol. 2, pág. 958; BENEZIT, vol. 9, pág. 602; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 227; ITAU CULTURAL; LEONOR AMARANTE, pág. 171; Acervo FIEO.



111 - NAIR DE CARVALHO (XX)

"Beija-flores" - serigrafia - 64/100 - 50 x 60 cm - canto inferior direito - 1989 -

Natural de Lençóis, BA. Sua formação artística foi em Paris, França. Foi casada com o pintor e tapeceiro Genaro de Carvalho. Exposições individuais: Salvador, BA (1975, 1977, 1982, 1990, 1994); Londres, Inglaterra (1976); Estocolmo, Suécia (1976); Viena, Áustria (1977, 1980); Cidade da Guatemala, Guatemala (1978); Nova York, EUA (1978, 1982, 1986);Gstaad, Suíça (1980, 1981, 1985, 1990); Copenhague, Dinamarca (1980); São Paulo, SP (1981); Bissen, Suíça (1984); Rio de Janeiro, RJ (1978, 1987); Campinas, SP (1983); Miami, EUA (1986). Coletivas: São Paulo, SP (1972, 1975, 1978 a 1980, 1982, 1983, 1985); Paris, França (1973, 1974, 1977); Rio de Janeiro, RJ (1975, 1980); Salvador, BA (1975, 1977 a 1980, 1982, 1994); São Francisco, EUA (1980); Dacar, Senegal (1975, 1980); Utrecht, Holanda (1976, 1978); Trausdorf / Burgenland, Áustria (1977); Dallas, EUA (1978); Quebec, Canadá (1980); Genebra, Suíça (1980);Morges, Suíça (1984, 1985); São Caetano do Sul, SP (1985); Tóquio, Japão (1988); Bancoc, Tailândia (1990); Tunis, Tunísia (1990). Prêmios: Paris, França (1973); São Paulo, SP (1978, 1983); Salvador, BA (1983). ITAU CULTURAL



112 - RIÉTI REBÊLO (XX)

"Alfândega e Porto de Valparaiso" - aquarela - 30 x 40 cm - canto inferior direito e dorso - 1988 - Camboriú - SC -
No estado.

Pintora e desenhista catarinense com diversas participações em mostras coletivas.



113 - IVAN SERPA (1923 - 1973)

Composição - técnica mista - 24 x 23,5 cm - canto inferior direito - 1955 -

Pintor, desenhista, gravador e professor, Ivan Ferreira Serpa nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Estudou gravura e desenho com Axel Leskoschek (entre 1946 e 1948) no Rio de Janeiro. Em 1949, ministrou suas primeiras aulas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, onde, a partir de 1952, exerceu sistemática atividade didática, em especial no ensino infantil. Foi um dos precursores do concretismo no Brasil, criando ao lado de Aluisio Carvão, Lígia Clark, Hélio Oiticica e outros o Grupo Frente, que se manteve ativo de 1954 a 1956, inclusive com exposições no Rio de Janeiro. Participou da Divisão Moderna do SNBA (1947-1951). Em 1957, recebeu o prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna, RJ. Participou da exposição ’Opinião 65’, evento que marca a difusão de uma nova arte de tendência figurativa, a neofiguração. Em 1970, fundou, com Bruno Tausz, o Centro de Pesquisa de Arte no Rio de Janeiro. Participou da Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1961, 1963, 1965) e da Bienal de Veneza (1952, 1954, 1962, 1966). PONTUAL, PÁG 486; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 605; ARTE NO BRASIL, PÁG. 840; LEONOR AMARANTE, PÁG. 26; MEC VOL. 4, PÁG. 221; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 899.



114 - SILVIO OPPENHEIM (1941 - 2012)

Composição - serigrafia - 12/40 - 72 x 50 cm - canto inferior esquerdo - 1993 -
No estado.

Pintor, desenhista, arquiteto e professor nascido e falecido em São Paulo. Formou-se pela Faculdade de Arquitetura da USP (1965) e completou sua formação na Alemanha, quando ganhou do governo alemão uma bolsa de estudos para a 'Technisce Universitat' (TU) em Berlim Ocidental. Em 1979 assumiu a cadeira de arquitetura de interiores na Faculdade de Arquitetura da Universidade Mackenzie. Produziu intensamente como arquiteto e como artista plástico. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1965, 1972, 1975 a 1977, 1979, 1981, 1982, 1986 a 1989); Rio de Janeiro (1985); Brasília, DF (1978); Curitiba, PR (1980, 1987); Goiânia, GO (1989); Vitória, ES (1989). Participou de exposições coletivas e oficiais como: Bienal Internacional de São Paulo (1963, 1965, 1967, 1969); '5 Pintores de Vanguarda', Porto Alegre, RS (1965); Panorama de Arte Brasileira, MAM – SP (1971, 1973, 1976, 1979); Tóquio, Japão (1985) e outras. JULIO LOUZADA, VOL. 2, PÁG.745; VOL. 4, PÁG. 829; MEC, VOL.3, PÁG.301; ITAU CULTURAL, ACERVO FIEO; www.pinacoteca.org.br; www.sp.senac.br; www.resenhando.com; www.artprice.com.



115 - BORIS KRILOV (1891 - 1977)

Cantoras - óleo sobre tela - 52 x 71 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista e ceramista russo nascido em Moscou. Antes de se mudar para Paris, estudou pintura com Michaelowsky e Grinkovitch. Expôs suas obras pela Inglaterra, Polônia, França, Sérvia e Dinamarca, América do Norte e do Sul, participando de mostras coletivas. www.askart.com; www.artprice.com.



116 - ESKA SMYTHE (XX)

Composição - óleo sobre tela - 44,5 x 60 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1951 -
No estado. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista francês. Nos anos de 1960 trabalhou em Paris onde participou do "Salon Des Independants", de mostras na "Galerie Valerie" de arte de vanguarda. Participou da Bienal Internacional de São Paulo em 1965. ITAU CULTURAL; www.verdigris-antiques.com/eska-smythe-abstract/.



117 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Retrato de Aracy de Almeida - desenho a nanquim e aguada - 40 x 30 cm - centro inferior -
Com a seguinte dedicatória: "Para Aracy, Di Cavalcanti."

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



118 - EMILIO WOLFF (XX)

Flores - óleo sobre tela colada em eucatex - 42 x 34 cm - canto inferior direito -

Pintor ativo em São Paulo, SP, onde realizou exposição individual na Galeria Prestes Maia (1960), e recebeu medalha de Bronze no SPBA-SP (1963) JULIO LOUZADA, vol. 4, pág. 1177.



119 - ERICH BRILL (1895 - 1942)

Paisagem - aquarela - 25,5 x 21 cm - canto inferior direito - 1933 -
No estado. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista nascido em Lubeck - Schleswig-Holstein, Alemanha e falecido em Jungfernhof - Riga (Letônia). Em 1897 a família transferiu-se para Hamburgo onde concluiu o curso superior de Sociologia e Filosofia e teve aulas de artes com Adolf Meier (1916- 1918), em Berlim. Em 1919 frequentou a Escola de Artes e Ofícios em Frankfurt e, entre1920-1922, a Escola de Artes e Ofícios de Hamburgo. Em 1922 viajou à Palestina para onde retornou dois anos depois. Passou por Paris e expôs em Ascona, Zurique, Berlim, Hamburgo e Praga. Em1934 chegou ao Brasil acompanhando sua filha, Alice Brill, que se tornou também pintora, gravadora, fotógrafa que vinha ao encontro da mãe. Chegou a expor no Rio de Janeiro (1934), em São Paulo (1935) e, em 1937, retornou a Hamburgo, ficando preso durante cinco anos pelos nazistas. Após ter sido libertado, voltou a ser preso, uma semana depois, e deportado para o campo de concentração. O Museu de Hamburgo possui obras suas. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 10, PÁG. 142; www.artprice.com; www.arqshoah.com.br; www.pinacoteca.org.br; www.artnet.com.



120 - FRANCISCO REBOLO GONSALES (1903 - 1980)

Paisagem - óleo sobre tela - 27 x 34 cm - canto inferior direito e dorso - 1973 -
Reproduzido no convite deste Leilão.

Pintor e gravador nascido e falecido em São Paulo. Iniciou seus estudos em artes na Escola Profissional Masculina do Brás, onde teve aulas de desenho com o professor Barquita (1915 e 1917). Aos 14 anos, trabalhou como aprendiz de decorador de paredes. Paralelamente à sua atividade como decorador, atuou como jogador de futebol. Em 1926, montou ateliê de decoração na Rua São Bento. A partir de 1933, transferiu seu ateliê para uma sala no Palacete Santa Helena, quando se iniciou na pintura. A partir de 1935, partilhou seu ateliê com Mario Zanini. Posteriormente, outras salas do Palacete foram transformadas em ateliês e ocupadas por vários pintores, entre eles: Fulvio Pennacchi, Bonadei, Humberto Rosa, Clóvis Graciano, Alfredo Volpi, Rizzotti e Manoel Martins. Mais tarde, este grupo de artistas passou a ser denominado Grupo Santa Helena. Rebolo esteve presente em todos os importantes eventos ligados à história da arte moderna. Integrou, por exemplo, o Salão de Maio, os Salões da Família Artística Paulista e do Sindicato dos Artistas Plásticos; pertenceu ao grupo de artistas que defendeu a criação de um Museu de Arte Moderna em São Paulo e, mais tarde, a Bienal, entre outros feitos que foram relatados na cronologia de sua vida artística. Um ponto alto de sua carreira foi quando recebeu, no Salão de Arte Moderna do Rio de Janeiro, o "Prêmio de Viagem ao Exterior", em 1954. Em 1956, fez curso de restauração no Vaticano, participando da recuperação de uma obra de Raphael. A partir de 1959, incentivado por Marcelo Grassmann, iniciou uma série de experiências como gravador. MEC, VOL. 4, PÁG. 28; TEODORO BRAGA, PÁG. 202; PONTUAL, PÁG. 447; REIS JR., PÁG. 382; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 433; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; LEONOR AMARANTE, PÁG. 13; ARTE NO BRASIL; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 807; VOL. 13, PÁG. 278; www.sampa.art.br; www.macvirtual.usp.br; www.unesp.br.



121 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Nu - gravura - 25/50 - 19 x 10 cm - centro inferior - 1979 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



122 - ELIAS TOFANELI (1977)

"Ponte Alexandre III" - óleo sobre tela - 60 x 90 cm - canto inferior direito e dorso - Paris -

Pintor autodidata, Elias Morais de Oliveira nasceu em Lupionópolis, PR. Seu nome artístico é Elias Tofaneli. Aos 19 anos de idade mudou-se para uma cidade maior, próximo a São Paulo, onde conheceu e conviveu com alguns artistas, aperfeiçoando seu aprendizado e participando de mostras coletivas. www.proliferarte.com.br/elias-tofaneli/.



123 - DJANIRA DA MOTTA E SILVA (1914 - 1979)

Paisagem - desenho a lápis de cor - 21 x 27 cm - canto inferior direito - 1948 -

Pintora, desenhista, ilustradora, cartazista, cenógrafa e gravadora. Djanira da Motta e Silva nasceu em Avaré, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. No final da década de 1930, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde teve suas primeiras instruções de desenho no Liceu de Artes Ofícios e com o pintor Emeric Marcier, hóspede da pensão que Djanira instalou no bairro de Santa Teresa. Os contatos com os artistas Carlos Scliar, Milton Dacosta , Arpad Szenes , Vieira da Silva e Jean-Pierre Chabloz , frequentadores de sua pensão, proporcionaram um ambiente estimulador que a levou a expor no 48º Salão Nacional de Belas Artes, em 1942. No ano seguinte, realizou sua primeira mostra individual, na Associação Brasileira de Imprensa - ABI. Em 1945, viajou para Nova York. De volta ao Brasil, realizou o mural ‘Candomblé’ para a residência do escritor Jorge Amado, em Salvador, e painel para o Liceu Municipal de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Entre 1953 e 1954, viajou a estudo para a União Soviética. De volta ao Rio de Janeiro, tornou-se uma das líderes do movimento pelo Salão Preto e Branco, um protesto de artistas contra os altos preços do material para pintura. Realizou em 1963, o painel de azulejos ‘Santa Bárbara’, para a capela do túnel Santa Bárbara, Laranjeiras, Rio de Janeiro. No ano de 1966, a editora Cultrix publicou um álbum com poemas e serigrafias de sua autoria. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil, EUA e Europa. Foi premiada no Rio de Janeiro (1943, 1944, 1949, 1950 a 1953, 1955, 1963) e em São Paulo (1951, 1955). Participou da 1ª e da 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955). Em 1977, o Museu Nacional de Belas Artes - MNBA, realizou uma grande retrospectiva de sua obra. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 336; PONTUAL, PÁG. 181; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 164; MEC, VOL. 2, PÁG 58; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG, 263; WALTER ZANINI, PÁG. 810; ARTE NO BRASIL, PÁG. 824; ACERVO FIEO.



124 - ENRICO BIANCO (1918 - 2013)

Bandeirantes - litografia - Prova - 33 x 25 cm - canto inferior direito - 1949 -

Pintor, desenhista, gravador e ilustrador nascido em Roma, Itália e falecido no Rio de Janeiro. Filho da pianista Maria Bianco-Lanzi e de Francesco Bianco, escritor e correspondente internacional do "Jornal do Brasil". Na década de 1930, em Roma, iniciou seus estudos com Maud Latou, Deoclécio Redig de Campos - que chegou a diretor do Museu do Vaticano, Dante Ricci - outrora professor da família real. Sua primeira exposição individual se deu em Roma (1936). Logo depois de sua chegada ao Brasil, Rio de Janeiro (entre 1935 e 1937) estudou com Portinari no Instituto de Arte da Universidade do Distrito Federal e, no ano seguinte, foi seu assistente em diversas obras, destacando-se os murais do MEC, os painéis do Banco da Bahia, o edifício da ONU, entre outros. Ilustrou edição especial de Caçada de Esmeraldas, de Olavo Bilac e o álbum de gravação do poema sinfônico Anhanguera, de Hekel Tavares, em 1951. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras coletivas e Salões oficiais inclusive da Bienal de São Paulo (1951), da Bienal do México (1960). Exposições retrospectivas de suas obras foram realizadas, em 1982, no Museu Nacional de Belas Artes - RJ e no Museu de Arte de São Paulo - SP. THEODORO BRAGA, PÁG. 54; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 99; MEC, VOL. 1, PÁG. 242; PONTUAL, PÁG. 76; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 594; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG.124; VOL. 2, PÁG. 132; www.pinturabrasileira.com; www.artprice.com; www.galeriandre.com.br.



125 - BERNARDO CID (1925 - 1982)

Figura - óleo sobre tela - 54 x 45 cm - canto inferior direito - 1979 -

Pintor, escultor, desenhista e gravador autodidata nascido e falecido em São Paulo. Ganhou o concurso de escultura da Câmara Brasileira do Livro (CBL) e foi o responsável pela concepção da estatueta do prêmio Jabuti (1959). Participou do grupo Realismo Mágico (anos de 1960), com Wesley Duke Lee e do grupo Austral - desdobramento do movimento Phases de Paris, em São Paulo. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1952 a 1954, 1964, 1967, 1968, 1971, 1977, 1981); Ribeirão Preto, SP (1959); Londres, Inglaterra (1969); Washington, EUA (1974); Porto Alegre, RS (1978); Goiânia, GO (1979). Das mostras coletivas e Salões oficiais de que participou, destacam-se: Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro (1959); Bienal Internacional de São Paulo (1959, 1965); Salão Paulista de Arte Moderna, SP (1959, 1961 - Menção Honrosa, 1968 - Prêmio Governador do Estado); Panorama da Arte Atual Brasileira, MAM - SP (1969, 1976); Bienal Nacional de São Paulo (1976); Tradição e Ruptura: Síntese de Arte e Cultura Brasileiras, na Fundação Bienal de São Paulo (1984 a 1985); A Arte do Imaginário, na Galeria Encontro das Artes, SP (1985); 100 Obras Itaú, MASP - SP (1985); Bienal Brasil Século XX, na Fundação Bienal de São Paulo (1994); Os Colecionadores - Guita e José Mindlin: Matrizes e Gravuras, no Centro Cultural FIESP, SP (1998). MEC VOL.1, PÁG.437; PONTUAL PÁG.73; CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO PANORAMA DA ARTE ATUAL BRASILEIRA- MUSEU DE ARTE MODERNA DE SÃO PAULO/1976; WALMIR AYALA VOL. 1, PÁG. 205; BENEZIT; TEIXEIRA LEITE PÁG.74; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 737; ARTE NO BRASIL PÁG. 910; www.pinturabrasileira.com; www.artprice.com.



126 - FRANCISCO COCULILO (1895 - 1978)

Paisagem - óleo sobre tela - 36 x 44 cm - canto inferior direito -

Paisagista nascido no Rio de Janeiro, aluno de Luiz Graner. Realizou exposições individuais em várias cidades brasileiras. Catálogo de Exp. de Paisagem Brasileira - MEC-MNBA/Rio/1944; MEC, vol. 1, pág. 40; TEODORO BRAGA, pág. 73; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 208; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 74; Acervo FIEO.



127 - ENZO FERRARA (1984)

"Igreja de Guararema" - acrílico sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2015 -

Pintor, Enzo Cícero Tiago Aparecido de Lima Santos nasceu em São Paulo. Assina Enzo Ferrara. Vive em Mogi das Cruzes, SP, desde2005. Criou, em 2009, com os artistas plásticos Zeti Muniz, Adelaide L. Swettler, João Ruíz, Marineis Dias, Nerival Rodrigues e Sirley Lacerda o grupo de artes ‘Frontispício’ (Frente Especial). Expôs individualmente em: Mogi das Cruzes (2006); Diadema, SP (2012). Tem participado de mostras coletivas e Salões oficiais em: Mogi das Cruzes (2008); Piracicaba, SP (2010, 2012 - 10ª e 11ª Bienais de Arte Naïf do Brasil); São Paulo (2011); Santo André, SP (2012). Foi premiado em Suzano, SP (2011); Piracicaba (2012 - Bienal de Arte Naïf do Brasil). Possui obras no Museu de Arte Popular de Diadema, no Museu Internacional de Arte Naïf do Brasil - RJ; na Pinacoteca de São Bernardo do Campo, SP. JULIO LOUZADA VOL. 7, PÁG. 254; www.dgabc.com.br; ofrontispicio.blogspot.com.br; www.odiariodemogi.inf.br; www.diadema.sp.gov.br



128 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Fachada - fotografia com intervenção - 80/350 - 35 x 44,5 cm - canto inferior esquerdo -
No dorso etiqueta de Lucien Gobeil e Monique Thibault - Montréal.



129 - PEDRO BIRKEINSTEIN (1924)

Figuras - óleo sobre eucatex - 38 x 28 cm - canto inferior direito - 1981 -

Nasceu nesta Capital, SP, em 22/2/1924. Dedica-se totalmente à arte a partir dos anos 50, sob a orientação de Edmundo Migliaccio, E. Federighi, Castellane e Zanotto (FAAP). Começou fazendo desenhos e óleos acadêmicos e depois passou para a abstrato, com referências figurativas. Segundo a crítica mencionada na bibliografia abaixo: " ... à primeira vista, as obras de Birkeinstein parecen abstratas, mas, uma leitura mais lenta, do que parece apenas jogo de luz e sombra, formas e cores surgem sua visão poética das favelas e perfis humanos. " Realizou diversas exposições coletivas e individuais no Brasil e no exterior, e suas obras figuram em coleções particulares em diversos países. JULIO LOUZADA, vol 2 - pag 136



130 - FRANS KRAJCBERG (1921 - 2017)

"Estrada de ferro" - óleo sobre tela - 46 x 61 cm - canto inferior esquerdo - C -1950 -
Reproduzido no convite deste Leilão. Com etiqueta da Galeria de Arte Ralph Camargo, Alameda Ministro Rocha Azevedo, 1335 - São Paulo - SP, no dorso. Procedente da coleção Dr. Chaim José Hamer - São Paulo - SP.

Escultor, pintor, gravador e fotógrafo nascido em Kozienice, Polônia. Estudou engenharia e artes na Universidade de Leningrado, Rússia. Durante a Segunda Guerra Mundial perdeu toda a família em um campo de concentração. Mudou-se para a Alemanha, ingressando na Academia de Belas Artes de Stuttgart, onde foi aluno de Willy Baumeister. Chegou ao Brasil em 1948. Em 1951, participou da 1ª Bienal Internacional de São Paulo com duas pinturas. Residiu por um breve período no Paraná, isolando-se na floresta para pintar. Em 1956, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde dividiu o ateliê com o escultor Franz Weissmann. Naturalizou-se brasileiro no ano seguinte. A partir de 1958, alternou residência entre o Rio de Janeiro, Paris e Ibiza. Desde 1972, reside em Nova Viçosa, no litoral sul da Bahia. Ampliou o trabalho com escultura, iniciado em Minas Gerais, utilizando troncos e raízes, sobre os quais realiza intervenções. Viaja constantemente para a Amazônia e Mato Grosso e fotografa os desmatamentos e queimadas, revelando imagens dramáticas. Na década de 1980, iniciou a série ‘Africana’, utilizando raízes, cipós e caules de palmeiras associados a pigmentos minerais. O Instituto Frans Krajcberg, em Curitiba, foi inaugurado em 2003 recebendo a doação de mais de uma centena de obras do artista. No fim de 2008 realizou sua primeira grande exposição individual em São Paulo - 65 esculturas e 40 fotos de queimadas, exibidas no pavilhão da Oca, no Parque do Ibirapuera. TEIXEIRA LEITE, PÁG. 272; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 645; ARTE NO BRASIL, PÁG. 778; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 514; VOL. 6, PÁG. 559; MEC VOL. 2, PÁG. 411; PONTUAL PÁG. 293; www.artprice.com; www.eca.usp.br; www.macniteroi.com.br; planetasustentavel.abril.com.br.



131 - CARYBÉ (1911 - 1997)

"De tardinha" - serigrafia - P.I. (25) - 28,5 x 38,5 cm - canto inferior direito -
Reproduzido no catálogo da Mostra Itinerante do artista realizada em treze galerias em 1995, realização Galvão Bueno Marketing Cultural e patrocínio da Galeria de Arte André - São Paulo - SP.

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



132 - MARTA HIRSZBERG (1947)

Casal - escultura em mármore - 46 x 25 x 18 cm - assinado -

Escultora e designer, Marta Hirszberg Jakoby nasceu em São Paulo. Estudou e aperfeiçoou-se em várias partes do mundo. Realizou exposição individual em Santos, SP (1986) e participou de mostras coletivas em: São Paulo (1985, 1986); Miami, EUA (1986); Canela, RS (1986); Rio de Janeiro (1986). JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 545; www.sabercultural.com/template/ArteBrasilEspeciais/JacobyMarta.html.



133 - JEAN COCTEAU (1889 - 1963)

Menino - desenho a nanquim - 27 x 18,5 cm - canto inferior esquerdo - 1943 -
Com a seguinte inscrição: "Souvenir de Jean Cocteau - 1943". (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Artista, pintor, ceramista e escritor francês, mundialmente conhecido pela sua poesia, ficção, filmes, balets, etc. A obra de Cocteau reflete a influência recebida e a experiência do artista como: o surrealismo, a psicanálise, o cubismo, a religião católica, etc . No seu tempo Cocteau promoveu uma vanguarda de estilo e moda. Foi amigo de Pablo Picasso, do compositor Erik Satie, do escritor Marcel Proust, e do diretor russo Serge Diaghilev. Jean Cocteau nasceu em Maisons-Lafitte. Seu pai suicidou-se quando Jean tinha somente nove anos, era advogado e amante da pintura, influenciando muito o jovem Jean. JULIO LOUZADA, vol 9 - pág 214; BENEZIT, vol 3 - pág 89



134 - JANY M. RUCK (1939)

"Interação" - óleo sobre tela - 40 x 30 cm - canto inferior direito e dorso - 2018 -

Pintora, professora e restauradora, Jany Marylene Ruck nasceu em Agudos, SP. Assinava Jany até 1984. Atualmente assina JM. Ruck. Em Campinas fez cursos livres de desenho e pintura com Elenice Menegon, Aldo Cardarelli, Djalma Urban e Álvaro de Batista. Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais. Foi premiada em: São José do Rio Preto, SP (1984, 1985, 1991); Campinas, SP (1985, 1996); São João da Boa Vista, SP (1985); Itatiba, SP (1985,1987, 1988); Mogi Mirim, SP (1987); Poços de Caldas, MG (1987); Piracicaba, SP (1988); Limeira, SP (1989); Araras, SP (1991); Ribeirão Preto, SP (2003). ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 7 PÁG. 614; VOL. 9, PÁG. 750.



135 - ARCÂNGELO IANELLI (1922 - 2009)

Composição - técnica mista - 49 x 34 cm - canto inferior esquerdo - 1969 -
No estado.

Pintor. Fez aprendizado de pintura com Valdemar da Costa, em São Paulo, a partir de 1942. Participou de diversos Salões no País, e no exterior, obtenções várias e importantes premiações. Seus trabalhos fazem parte do acervo de museus e coleções particulares no mundo todo. Inicialmente figurativo, passou a abstracionismo, trabalhando com blocos cromáticos distribuídos com certo rigor construtivo sobre o espaço plano. A seu respeito, disse o crítico Enrico Crispolti, em 1966: " Mas quais são, então, os temas expressivos próprios da pintura de Ianelli? Ele mesmo, falando-me de experiências já distantes, recorda-me anos de um naturalismo sumário pela vontade de síntese, sublinhado como hoje são propostos em sua pintura horizontes muito diferentes. Creio, no entanto, que uma matriz naturalista preside o intenso lirismo dessa telas recentes de Ianelli (...) ". PONTUAL, pág. 358; MEC vol.3, pág. 345; WALTER ZANINI, pág. 644; ARTE NO BRASIL, pág. 798; LEONOR AMARANTE, pág. 218. Acervo FIEO.



136 - MARCELO GRASSMANN (1925 - 2013)

Guerreiro - litografia - P.A. - 38,5 x 53 cm - canto inferior direito -
Com estudo no dorso.

Desenhista, gravador, ilustrador, pintor, escultor e professor, nasceu em São Simão, SP. Estuda fundição, mecânica e entalhe em madeira na Escola Profissional Masculina do Brás, SP. Passa a realizar xilogravuras a partir de 1943. Atua como ilustrador do Suplemento Literário do ‘Diário de São Paulo’, do ‘O Estado de S. Paulo’ e do ‘Jornal do Estado da Guanabara’. Quando reside no Rio de Janeiro, a partir de 1949, freqüenta os cursos de gravura em metal, com Henrique Oswald e de litografia, com Poty, no Liceu de Artes e Ofícios. Em Salvador (1952), trabalha com Mario Cravo Júnior. .Recebe o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Arte Moderna (1953) e vai para a Academia de Artes Aplicadas, em Viena. Passa a dedicar-se principalmente ao desenho, à litografia e à gravura em metal. Em 1969, sua obra completa é adquirida pelo governo do Estado de São Paulo, passando a integrar o acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo . Em 1978, a casa em que nasceu, em São Simão, é transformada em museu e tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo - Condephaat. Participou de muitas exposições e das Bienais de: São Paulo (1951 a 1961, 1967, 1969, 1979, 1985, 1989); Veneza (1950, 1956, 1958, 1962); Paris (1959). Principais prêmios: Bienal de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1959, 1967); Bienal de Veneza (1950, 1956, 1958,1962); Bienal de Paris (1959). PONTUAL, PÁG. 249; MEC, VOL. 2, PÁG. 281 E 282; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG. 439; VOL. 5, PÁG. 453; VOL. 9, PÁG. 383.



137 - ERMELINDA DE ALMEIDA (1947)

"Santa Edwiges" - acrílico sobre tela - 33 x 24 cm - centro inferior -

Pintora nascida em Fortaleza - CE, mas aos 14 anos foi morar em São Paulo-SP, três anos depois foi para o Rio de Janeiro onde vive até hoje. Durante boa parte de sua vida trabalhou como costureira. O interesse pela pintura surgiu em 1994 e passou a frequentar as aulas do Prof. Tancredo de Araújo no SESC. Participa com frequência de exposições coletivas, bienais e já recebeu vários prêmios. Começou a expor sua obra em 2000 numa exposição coletiva no ‘Musée de la Création Franche’ (Bégles, França). A primeira exposição individual teve lugar no Museu Nacional de Belas Artes (Rio de Janeiro, 2002). Em 2010, o Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular (Rio de Janeiro) inaugurou outra exposição individual intitulada "Pinturas de Ermelinda" na Sala do Artista Popular. Dentre os prêmios recebidos destacam-se: a Palheta de Ouro no Salão da Fundação Casa do Estudante (2002), o Prêmio Aquisição na Bienal de Arte Naif do SESC de Piracicaba (2004) e a Placa de Ouro no I Salão de Artes Plásticas, da Associação de Administração Estadual, Rio de Janeiro (2005). www.cnfcp.gov.br, artepopularbrasil.blogspot.com.br.



138 - JOÃO JOSÉ DA SILVA COSTA (1931 - 2014)

Composição - guache - 30 x 44 cm - canto inferior direito -

Pintor e arquiteto nascido em Teresina, PI. Radicado no Rio de Janeiro, faleceu nessa mesma cidade. Fez estudos de pintura com Ivan Serpa no Museu de Arte Moderna, RJ. Foi um dos participantes, junto com Lygia Clark, Lygia Pape, Ivan Serpa e Aluísio Carvão, do Grupo Frente do Rio de Janeiro, participando de suas mostras coletivas em meados da década de 1950. Figurou ainda nas exposições nacionais de Arte Concreta no Museu de Arte Moderna de São Paulo (1956) e no Ministério da Educação e Cultura no Rio de Janeiro (1957), bem como na mostra’ Arte Moderna no Brasil’ (1957) realizada em Buenos Aires, Rosário, Santiago do Chile e Lima. Apresentou trabalhos na III, VI, VII e IX Bienal Internacional de São Paulo (entre 1955 e 1967) e no IX Salão Nacional de Arte Moderna (1960). MEC VOL. 1, PÁG. 472; PONTUAL PÁG. 146; ITAU CULTURAL; www.brasilartesenciclopedias.com.br; arteconcretista.wordpress.com; www.macniteroi.com.br; oglobo.globo.com/cultura/artes-visuais/morre-joao-jose-costa-um-dos-nomes-do-concretismo-brasileiro-14764542.



139 - TÉIA DE SOUSAS (1945)

"Procissão do navegantes" - óleo sobre tela - 58,5 x 80 cm - canto inferior direito e dorso - 1998 -

Pintora primitiva ativa no Estado de São Paulo. Suas obras nos trazem belas cenas do cotidiano das pessoas no campo. Suas cores são bem dosadas e a composição agrada aos olhos, pois traz harmonia e tranquilidade. A artista expõe regularmente, com sucesso de público e vendas.



140 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

"Mulata no casario" - óleo sobre cartão colado em madeira - 76 x 56 cm - centro inferior - 1974 -
Reproduzido no convite deste Leilão. Com certificado de autenticidade de "Renot Escritório de Prestação de Serviços para o Mercado de Arte", datado de 16 de abril de 2004, São Paulo - SP.

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



141 - JORGE FRANCO (1955)

Esquina - aquarela - 29 x 41 cm - canto inferior direito - 2010 -

Pintor e desenhista, nasceu em Barretos-SP no dia 13 de maio de 1955. Entre 1979 e 1981, frequentou o Atelie Livre de Artes do Museu Lasar Segall, orientado por Helio Cabra, travando conhecimento com outros artistas como Hugo Adami, Rafael Galvez e Antonio Carelli. Individuais em 1991, e coletivas a partir de 1983. JULIO LOUZADA, vol 5 - pág 392



142 - WALTER LEWY (1905 - 1995)

Paisagem surreal - óleo sobre tela - 119 x 109 cm - canto inferior direito - 1988 -
No estado.

Gravador, pintor, ilustrador, paisagista, desenhista e publicitário nascido em Bad Oldesloe, Alemanha e falecido em São Paulo. Estudou na Escola de Artes e Ofícios de Dortmund, Alemanha (1923-1927). Nesse período, filiou-se à tendência do realismo mágico. Em 1928 participou de coletivas em Dortmund, Gelsenkirchen, Boclusim e outras cidades. Com a crise econômica de 1929, Lewy perdeu seu emprego de desenhista numa gráfica e foi viver com os pais no interior, tornando-se ilustrador de anedotas em jornais. Realizou sua primeira exposição individual em Bad Lippspringe (1932), mas foi fechada quando a Câmara de Arte Alemã proibiu a participação de judeus na vida artística. Escapando dessa situação opressora, o artista imigrou para o Brasil (1938), retomando profissionalmente a pintura. Deixou para trás centenas de trabalhos, que foram enviados para a Holanda e perdidos durante os bombardeios da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). No Brasil, fixou-se em São Paulo. Nos primeiros anos fez desenho publicitário e mais tarde capas de livros e ilustrações para diversas editoras. Ilustrou obras de Bertrand Russell, Machado de Assis e Arnold Toynbee, entre outras. Mais tarde, empregou-se como diagramador, letrista e arte-finalista nas agências de propaganda De Carli, Lintas Publicidade, Martinelli, Santos & Santos e Thompson Propaganda. Participou de Salões Nacionais e Bienais de São Paulo, entre 1951 e 1965, recebendo diversas premiações oficiais. JULIO LOUZADA, VOL. 10, PÁG. 497; MEC, VOL. 2, PÁG. 474; TEODORO BRAGA, PÁG. 245; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 286; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 630; LEONOR AMARANTE, PÁG. 142; ACERVO FIEO.



143 - MARIA LEONTINA (1917 - 1984)

Composição - técnica mista - 13,5 x 15,5 cm - canto inferior direito -
Acompanha recibo da compra realizada em 17 de fevereiro de 1978, da autora. No estado.

Pintora, gravadora e desenhista. Maria Leontina Mendes Franco da Costa nasceu em São Paulo, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. Iniciou estudos de desenho com Antônio Covello, em São Paulo (1938), e na primeira metade da década de 1940 estudou pintura com Waldemar da Costa. Em 1946, no Rio de Janeiro, frequentou o ateliê de Bruno Giorgi e fez curso de museologia no Museu Histórico Nacional, entre 1946 e 1948. Em 1947, participou da exposição ‘19 Pintores’, na Galeria Prestes Maia, em São Paulo, ao lado de Lothar Charoux, Marcelo Grassmann, Aldemir Martins, Luiz Sacilotto e Flavio-Shiró. Em 1951, foi convidada pelo psiquiatra e crítico de arte Osório César para orientar o setor de artes plásticas do Hospital Psiquiátrico do Juqueri. No mesmo ano, organizou uma mostra dos internos no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Em 1952, com bolsa de estudo do governo francês, viajou para a Europa, acompanhada pelo marido, o pintor Milton Dacosta. Em Paris, entre 1952 e 1954, frequentou o ateliê de gravura de Johnny Friedlaender. Na década de 1960, realizou painel de azulejos para o Edifício Copan e vitrais para a Igreja Episcopal Brasileira da Santíssima Trindade, ambos em São Paulo. Realizou exposições individuais e participou de inúmeras mostras, Salões oficiais e Bienais como a Bienal de Veneza (1950, 1952, 1956). Foi premiada no Rio de Janeiro (1944, 1950, 1955, 1957, 1980); em São Paulo (1944; 1947; 1951; 1954; 1958; 1960; 1980; 1955, 1959, 1965 - Bienais Internacionais; 1969, 1970 - Panoramas da Arte Atual Brasileira; 1975 - prêmio pintura da Associação Paulista de Críticos de Artes - APCA); Brasília, DF (1980); Curitiba, PR (1980; Porto Alegre, RS (1980); Nova York (1960 - Fundação Guggenheim). ITAU CULTURAL; MEC, VOL. 2, PÁG. 471; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 309; PONTUAL, PÁG. 338; ARTE NO BRASIL, PÁG. 772; LEONOR AMARANTE, PÁG. 25; WALTER ZANINI, PÁG. 645; JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 572.



144 - OMAR PELLEGATTA (1925 - 2000)

Passarinheiros - óleo sobre tela - 69 x 49 cm - canto inferior direito -
No estado.

Pintor, desenhista e gravador nascido em Busto Arsizio, Itália. Assina Pellegata. Veio para o Brasil em 1927, estudou na Associação Paulista de Belas Artes, foi aluno de Ettore Federighi e Durval Pereira, Takaoka, Mário Zanini, Otone Zorlini. Viveu e trabalhou em Santos, SP. Fez parte do Grupo Tapir (1970) com Giancarlo Zorlini, João Simeone, José Procópio de Moraes, Glicério Geraldo Canelosso e do Grupo Chácara Flora com Emídio Dias de Carvalho, Arlindo Ortolani, Heitor Carilo, Glicério Geraldo Canelosso. Realizou exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil como: Salão Paulista de Belas Artes (desde 1958), Salão Municipal de Belas Artes de Belo Horizonte, MG (1960), entre outros, recebendo muitos prêmios. JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG.735; MEC VOL.3, PÁG.363; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.brasilartesenciclopedias.com.br; www.artprice.com.



145 - ALFREDO CESCHIATTI (1918 - 1989)

Justiça - escultura em bronze - 60 x 26 x 34 cm - assinado -
Ex coleção Renato Antônio Brogiolo. - Rio de Janeiro. -

Natural de Belo Horizonte. Escultor, desenhista e professor. Passou a frequentar a antiga ENBA em 1940, depois de uma viagem à Europa, especialmente Itália, iniciada em 1938. Na Divisão Moderna do SNBA recebeu, como escultor as medalhas de bronze (1943) e de prata (1944), bem como o prêmio de viagem ao estrangeiro (1945), com o baixo-relevo para a Igreja de São Francisco de Assis, da Pampulha, em Belo Horizonte e, como desenhista, a medalha de prata (1945). Esteve mais uma vez na Europa entre 1946 e 1948, anos em que realizou exposição individual no Instituto dos Arquitetos do Brasil (GB). Figurou na II BSP e no II SNAM, em 1953. Fazendo parte da equipe que, em 1956, venceu o concurso de projetos para o Monumento aos Mortos da II Guerra Mundial (GB), ali executou o conjunto alusivo às três forças armadas. Integrou a Comissão Nacional de Belas Artes em 1960 e 1961, e entre 1963 e 1965, lecionou escultura e desenho na Universidade de Brasília. Quirino Campofiorito citou-o no estudo Ëscultura Moderna no Brasil"(Revista Crítica de Arte, nº único 1962). De seus trabalhos mais conhecidos destacam-se as esculturas As Banhistas e A Justiça, que se encontram, respectivamente, no lago em frente ao Palácio da Alvorada e defronte ao Supremo Tribunal Federal (Praça dos Três Poderes), em Brasília. Há ainda, obras escultóricas de sua autoria, entre outras no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Ministério das Relações Exteriores (Brasília) e em um edifício que Oscar Niemeyer projetou no conjunto residencial Hansa (setor ocidental de Berlim), assim como na embaixada brasileira em Moscou. MEC, vol. 1, pág. 397; PONTUAL, pág. 127; JÚLIO LOUZADA, vol. 11, pág. 70; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 609; ARTE NO BRASIL, pág. 872.



146 - DIONISIO DEL SANTO (1925 - 1999)

Figura - guache - 17 x 13 cm - canto inferior direito - 1978 -

Pintor, desenhista, gravador e serigrafista, nasceu em Colatina-ES, e faleceu em Vitória, naquele mesmo Estado. Autodidata. Em 1975, recebe o Prêmio de Melhor Exposição de Gravura do Ano, da APCA. Participou da 9ª Bienal Internacional de São Paulo, 1967 (Prêmio Itamarati Aquisição) e do Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro, 1968 (Prêmio Isenção do Júri). JULIO LOUZADA vol.11, pág. 88; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 682; ARTE NO BRASIL, pág. 934.



147 - PAULINA KAZ (1915)

"Três vasos na janela" - óleo sobre tela - 22 x 33 cm - canto inferior direito e dorso -
No estado.

Pintora nascida em Salvador, BA. Estudou pintura com Oswaldo Teixeira e Pedro Bruno, no Rio de Janeiro. No final da década de 50, interrompeu a atividade artística e passou a trabalhar nas áreas de jornalismo e da educação, tornando-se diretora de cultura da revista ‘O Cruzeiro’ e da ‘Bloch Educação’, além de editora do Suplemento de Turismo do ‘Correio da Manhã’. Voltou a pintar em 1984. Em 1991, publicou o livro ‘Paulina Kaz, Desenho e Pintura’. Realizou exposições individuais e participou de inúmeras mostras coletivas e oficiais no Rio de Janeiro, São Paulo, Manaus, Porto Alegre. ITAUCULTURAL.



148 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Vendedoras de flores - óleo sobre eucatex - 30 x 25 cm - canto inferior esquerdo -
Lopez.



149 - EMÍDIO DE SOUZA (1863 - 1949)

Anchieta - desenho a carvão - 28 x 31 cm - canto inferior direito - 1931 -
Com carimbo da coleção Benedito Lacorte Peretto, São Paulo - SP, no dorso.

Natural da cidade paulista de Itanhaém, e falecido em Santos SP . Estudou pintura com Benedito Calixto, a quem auxiliou na decoração e pintura para os festejos comemorativos da Lei Áurea. Sobre a sua obra, assim se manifestou Aracy Amaral: "Um artista que não fazia ´Arte Primitiva´, mas um pintor popular que pintava sua gente e seus costumes, assim era Emídio de Souza (...). Daí porque os tipos populares são retratados com tanta acuidade pelo artista que desenha com a cor, apesar da 'mancha' hábil do pincel, e consegue, assim, fixar também com fidelidade a acolhedora atitude de respeito dos moradores da casa visitada pela Bandeira (A propósito de ´BANDEIRA DO DIVINO´). " in PINACOTECA do Estado - São Paulo. Apresentação de Fábio Magalhães. Texto de Aracy Amaral. Rio de Janeiro: FUNARTE; São Paulo: Secretaria Estadual de Cultura, 1982. (Museus brasileiros, 6). JULIO LOUZADA vol.5, pág. 1006; ITAU CULTURAL; TEIXEIRA LEITE, pag. 176; PONTUAL, pag. 501; WALTER ZANINI, pág. 810. ACERVO FIEO.



150 - JOSÉ ANTONIO DA SILVA (1909 - 1996)

Festa junina - óleo sobre tela - 60 x 100 cm - canto inferior direito - 1967 -
Reproduzido no convite deste Leilão. Procedente da coleção Dr. Chaim José Hamer - São Paulo - SP.

Pintor, desenhista, escritor, escultor, repentista nascido em Sales de Oliveira, SP e falecido em São Paulo. Trabalhador rural, de pouca formação escolar, foi autodidata. Em 1931, mudou-se para São José do Rio Preto, SP. Participou da exposição de inauguração da Casa de Cultura da cidade (1946), quando suas pinturas chamaram atenção dos críticos Lourival Gomes Machado, Paulo Mendes de Almeida e do filósofo João Cruz e Costa. Dois anos depois, realizou mostra individual na Galeria Domus, SP. Nessa ocasião Pietro Maria Bardi, diretor do MASP, adquiriu seus quadros e depositou parte deles no acervo do museu. O MAM, SP editou seu primeiro livro, ‘Romance de Minha Vida’ (1949). Na 1ª Bienal Internacional de São Paulo (1951), recebeu prêmio aquisição do ‘Museum of Modern Art’ (MoMA) de Nova York. Em 1966, o artista criou o Museu Municipal de Arte Contemporânea de São José do Rio Preto e gravou dois LPs, ambos chamados ‘Registro do Folclore Mais Autêntico do Brasil’, com composições de sua autoria. No mesmo ano, ganhou Sala Especial na 33ª Bienal de Veneza. Publicou ainda os livros ‘Maria Clara’ (1970), ‘Alice’ (1972); ‘Sou Pintor, Sou Poeta’ (1982); e ‘Fazenda da Boa Esperança’ (1987). Transferiu-se de São José do Rio Preto para São Paulo, em 1973. Em 1980, foi fundado o Museu de Arte Primitivista José Antônio da Silva (MAP), em São José do Rio Preto, com obras do artista e peças do antigo Museu Municipal de Arte Contemporânea. Realizou inúmeras exposições individuais e participou de muitos certames oficiais pelo Brasil e exterior recebendo muitos prêmios. MEC, vol. 4, pág. 256; PONTUAL, pág. 493 e 494; TEIXEIRA LEITE, pág. 478; JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 958; ARTE NO BRASIL, vol. 2, pág. 958; BENEZIT, vol. 9, pág. 602; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 227; ITAU CULTURAL; LEONOR AMARANTE, pág. 171; Acervo FIEO.



151 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Pássaro - xilogravura - 48/200 - 16,5 x 23,5 cm - canto inferior direito - 1990 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



152 - VIRGILIO LOPES RODRIGUES (1863 - 1944)

Marinha - óleo sobre madeira - 25 x 51 cm - canto inferior direito -

Pintor e desenhista nascido em Recife, PE e falecido no Rio de Janeiro. Antes de completar 20 anos de idade, transferiu-se para o Rio de Janeiro. Dedicou-se ao comércio de arte, trabalhando no escritório do leiloeiro Joaquim Dias dos Santos. Organizando uma exposição, tomou conhecimento do trabalho de Santa-Olalla, pintor espanhol residente no Rio de Janeiro, com o qual passou a tomar lições de pintura e estabeleceu estreita amizade. Por incentivo do pintor, frequentou o Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro (meados de 1894). Junto com os pintores Manuel Faria, Gastão Formenti, Vicente Leite e Artur Lucas realizou a "Exposição dos Cinco", RJ (1926). Participou do Salão Nacional de Belas Artes, RJ (1894 – 3ª Medalha de Ouro, 1897, 1901, 1904, 1917, 1918, 1923 – Menção Honrosa, 1926 – Menção Honrosa, 1927 – Medalha de Bronze, 1930 – Medalha de Prata); Salão da Primavera, RJ (1923); Salão de Outono, RJ (1926). MEC VOL. 4, PÁG. 94; PONTUAL PÁG. 458; TEODORO BRAGA PÁG. 240; TEIXEIRA LEITE PÁG. 528; ITAU CULTURAL, ACERVO FIEO; www.artprice.com.



153 - J. CARLOS (1884 - 1950)

Conversando - desenho a nanquim e aquarela - 24 x 35 cm - canto inferior direito -

Chargista, caricaturista, desenhista, pintor, ilustrador, José Carlos de Brito Cunha nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi um dos formadores da tradição da charge brasileira ao lado de Raul Pederneiras e K.Lixto, e criador de tipos como a negrinha 'Lamparina', a 'Melindrosa' e o 'Almofadinha'. Autodidata, iniciou a carreira de caricaturista ainda estudante, quando publicou um de seus desenhos na revista 'O Tagarela' (1902). Em seguida, passou a colaborar regularmente com a revista e no ano seguinte desenhou sua primeira capa na publicação. Colaborou em muitos órgãos da imprensa carioca como 'O Tico Tico', 'Fon-Fon', 'Careta', 'A Cigarra', 'Vida Moderna', 'Eu Sei Tudo', 'Revista da Semana' e 'O Cruzeiro'. Entre 1922 e 1930, exerceu o cargo de diretor artístico das empresas 'O Malho', onde iniciou uma grande série de charges de caráter político, satirizando fatos e personalidades nacionais e estrangeiras. A vertente política foi explorada pelo artista desde o início de sua carreira, sendo ele o responsável pela execução de uma série de charges antibelicistas executadas no período abrangido pelas duas grandes guerras e principalmente durante os dois governos de Getúlio Vargas (1883 - 1954). Esses trabalhos foram publicados principalmente na revista 'A Careta'. Também fez esculturas, foi autor de teatro de revista e letrista de música popular. JULIO LOUZADA vol. 10, pág. 181; CARICATURISTAS BRASILEIROS, de Pedro Corrêa do Lago, pág. 74; WALTER ZANINI, pág. 448; ARTE NO BRASIL, pág. 646; ITAU CULTURAL; www.ims.com.br; www.dec.ufcg.edu.br; www.artprice.com.



154 - JESUÍNO LEITE RIBEIRO (1935 - 2012)

Figuras - óleo sobre tela - 80 x 100 cm - canto inferior esquerdo - 1982 -

Jesuíno Leite Ribeiro nasceu e faleceu em Guaxupé, MG. Foi pintor, desenhista, gravador e professor. Assinava Jesuíno e era, na família, conhecido como Zino. Estudou na Escola de Belas Artes de Belo Horizonte e na antiga Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, onde se aperfeiçoou em gravura com Oswaldo Goeldi. Foi professor de desenho no Instituto Central de Artes da Universidade de Brasília. Exposições individuais: Rio de Janeiro (1960, 1969, 1970, 1977, 1979); São Paulo (1963, 1966, 1980, 1983, 1986); Salvado, BA (1963); Roma, Itália (1971, 1972); Campinas, SP (1983); Guaxupé, MG (2010, 2011). Participou de várias mostras oficiais e foi premiado em: Belo Horizonte, MG (1957, 1959); Salvador, BA (1963). JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 495; VOL. 2, PÁG. 535; VOL. 10, PÁG 451; MEC VOL. 2, PÁG. 374; PONTUAL PÁG. 279; ITAU CULTURAL.



155 - ABELARDO ZALUAR (1924 - 1987)

Composição - óleo sobre eucatex - 63,5 x 45,5 cm - canto inferior direito - 1974 -

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador, fotógrafo e professor nascido em Niterói, RJ e falecido no Rio de Janeiro. Frequentou as aulas da Escola Nacional de Belas Artes, RJ (entre 1944 e 1948) e, nessa mesma década, criou com outros colegas, a Escolinha de Arte do Brasil. Realizou exposições individuais no; Rio de Janeiro (1947, 1955, 1962, 1969, 1984, 1987); Belo Horizonte, MG (1959, 1969); São Paulo (1959, 1962, 1971, 1975 – Retrospectiva no MAM); Porto Alegre, RS (1961, 1980 – MARGS); Lisboa, Portugal (1964); Roma, Itália (1965); Londres, Inglaterra (1971); Santos, SP (1977); Resende, RJ (1978 – Retrospectiva no MAM); Curitiba, PR (1979 – Retrospectiva no MAC). Participou de diversas mostras coletivas, como a Bienal Internacional de São Paulo (1961, 11971, 1973, 1975), o Panorama de Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1970, 1971, 1973, 1979, 1983, 1986). Conquistou o Prêmio Leirner de Arte Contemporânea - Desenho, em São Paulo (1959); o prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna, no Rio de Janeiro (1963); o prêmio aquisição no 4º Salão de Arte Moderna do Distrito Federal (1967) e menção honrosa na 1ª Bienal Ibero-Americana de Pintura, na Cidade do México (1978). WALMIR AYALA VOL. 2, PÁG. 449; MEC VOL. 4, PÁG. 527; PONTUAL PÁG. 556; TEIXEIRA LEITE PÁG. 546; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 682; ARTE NO BRASIL PÁG. 934; LEONOR AMARANTE PÁG. 218; JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 1079; www.brasilartesenciclopedias.com.br; www.artprice.com.



156 - ROBERTO BURLE MARX (1909 - 1994)

Composição - técnica mista - 48 x 68 cm - canto inferior direito -
Ex coleção Renato Antônio Brogiolo, Rio de Janeiro - RJ.

Nasceu em São Paulo e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, paisagista, arquiteto, desenhista, pintor, gravador, litógrafo, escultor, tapeceiro, ceramista, designer de jóias, decorador. Durante a infância viveu no Rio de Janeiro. Foi com a família para a Alemanha, em 1928. Em 1929, freqüentou o ateliê de pintura de Degner Klemn. Nos jardins e museus botânicos de Dahlen, em Berlim, entusiasmou-se ao encontrar exemplares da flora brasileira. De volta ao Brasil, fez curso de pintura e arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1930 - 1934), onde foi aluno de Leo Putz , Augusto Bracet e Celso Antônio. Seu primeiro projeto paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, em 1932. Entre 1934 e 1937, ocupou o cargo de diretor de parques e jardins do Recife, PE, onde passou a residir. Nesse período, foi com freqüência ao Rio de Janeiro e teve aulas com Candido Portinari e com o escritor Mário de Andrade. Em 1937, retornou ao Rio de Janeiro e trabalhou como assistente de Candido Portinari. Foi em 1949, conforme sua paixão por plantas e seu interesse por botânica e jardinagem, que Burle Marx adquiriu um sítio em Barra de Guaratiba, RJ. Com auxílio de botânicos, viajou, coletou, catalogou exemplares de plantas do Brasil e reproduziu em seu sítio a diversidade fitogeográfica brasileira. Em 1985 doou esse sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.Realizou muitas exposições individuais e projetos paisagísticos, participou de diversas mostras oficiais coletivas pelo Brasil e no exterior. PONTUAL, PÁG. 94; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 93; MEC. VOL.1, PÁG.303; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 738; LEONOR AMARANTE, PÁG. 98; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 179; artnet.com. ACERVO FIEO.



157 - MENASE VAIDERGORN (1927)

"Envolta em flores" - óleo sobre tela - 27 x 19 cm - canto inferior direito -

Pintor nascido em Hotin, Romênia. Assina MVAIDERGORN. Seus pais vieram para o Brasil (1932) fixando residência em São Paulo. Ingressou na Associação Paulista de Belas Artes (fim da década de 1940) onde conheceu Dario Mecatti que muito o estimulou. Viajou pelo norte da África e Europa. Realizou exposições individuais e participou de diversos salões e mostras coletivas oficiais, recebendo diversos prêmios, entre eles: os do Salão Paulista de Belas Artes, SP (1976 - Medalha de Bronze, 2000 – Prêmio Aquisição, 2001 – Grande Medalha de Prata). JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 1011; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



158 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Paisagem" - desenho a lápis - 23 x 31 cm - canto inferior esquerdo - Março de 1958 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins. No estado.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



159 - MAURICIO NOGUEIRA LIMA (1930 - 1999)

Linhas - hidrocor sobre papel - 30 x 22 cm - canto inferior direito - 1979 -
Reproduzido sob o n° 198 em catálogo de Leilão de Arte de James Lisboa, Leiloeiro Oficial, São Paulo - SP, realizado em 12 de junho de 2018.

Pintor, arquiteto, desenhista, artista gráfico e professor natural do Recife, PE; faleceu em Campinas, SP. Frequentou o Instituto de Belas Artes de Porto Alegre, o MAM-SP e diplomou-se em arquitetura pela Faculdade Mackenzie-SP. Trabalhou no campo de comunicação visual sendo um dos responsáveis pela renovação da Arte-Cartaz Paulista (1951). Em 1953 passou a fazer parte do Grupo Ruptura, a convite de Waldemar Cordeiro. Participou de várias edições do Salão Paulista de Arte Moderna, onde obteve, dentre outros, o 1º Prêmio em Cartaz (1951 e 1957); das Bienais de 1955 a 1967; da Exposição Nacional de Arte Concreta; da mostra Panorama da Arte Atual Brasileira; da mostra Tendências Construtivas e de outras exposições em: Buenos Aires, Rosário, Santiago, Lima, Roma, Londres, Paris (Salão de Outono) e Zurique (exposição de Arte Concreta –'Konkrete Kunst', organizada por Max Bill). Recebeu o convite (1954) para representar o Brasil na 27ª Bienal de Veneza, no entanto, recusou se apresentar por terem negado a participação de outros membros do Grupo Ruptura. Em São Paulo pintou murais no Largo São Bento, no Edifício Estação Ciência, nas estações São Bento e Santana do Metrô, na Praça Roosevelt, na fachada do MAC/USP e fez uma pintura lateral no Elevado Costa e Silva (popularmente conhecido como Minhocão). Em 1958, foi responsável pela criação da logomarca e programação visual da 1ª Feira Internacional da Indústria Têxtil - Fenit, em São Paulo e, em 1960, realizou as primeiras grandes instalações ambientais para indústrias automobilísticas no Salão do Automóvel. MEC VOL. 2, PÁG. 481; PONTUAL PÁG. 314; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 678; www.pinturabrasileira.com; www.mac.usp.br; www.pinacoteca.org.br; www.artprice.com.



160 - JOSÉ PANCETTI (1902 - 1958)

"Marinha" - óleo sobre tela - 27 x 41 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 12/06/1954- Salvador - BA -
Reproduzido no convite deste Leilão. Ex coleção Sra. Amneris Gazzo, São Paulo - SP, adquirida em 24 de abril de 1964 de Affonso Nunes Leiloeiro Público - Rua da Quitanda 49 A, Rio de Janeiro - RJ, conforme recibo de leilão, lote 45 que acompanha a obra.

Giuseppe Gianinni Pancetti nasceu em Campinas, SP e faleceu no Rio de Janeiro. Filho de imigrantes italianos foi mandado aos dez anos de idade para a Itália, onde trabalhou em diversos ofícios até entrar para a marinha mercante italiana. De volta ao Brasil, em 1920, trabalhou na Oficina Beppe, São Paulo (1921), especializada em decoração de pintura de parede, como cartazista, pintor de parede e auxiliar do pintor Adolfo Fonzari. Em 1922 ingressou na Marinha de Guerra Brasileira, viajando pelo país e exterior, transferindo-se para a reserva em 1946, no posto de Segundo Tenente. Começou a pintar, auto didaticamente em 1924 e, em 1925, servindo no encouraçado Minas Gerais, pintou suas primeiras obras. No ano seguinte, para progredir na carreira, integrou o quadro de pintores dentro da "Companhia de Praticantes e Especialistas em Convés". Passou a frequentar, a partir de 1932, o Núcleo Bernardelli, no Rio de Janeiro, onde recebeu orientação de Manoel Santiago, Edson Motta, Rescála e Bruno Lechowski. Participou do Salão Nacional de Belas Artes, sendo premiado em 1934, 1936, 1939 e, já na Divisão Moderna, recebeu o Prêmio Viagem ao Estrangeiro (1941), o Prêmio Viagem ao País (1947) e a Medalha de Ouro (1948). Figurou na Bienal de Veneza em 1950; ano em que passa a residir em Salvador, BA. Integrou a mostra "Um Século de Pintura Brasileira", realizada no Museu Nacional de Belas Artes (1952) e a exposição "Arte Moderna no Brasil" que percorreu as cidades de Buenos Aires, Rosário, Santiago e Lima, todas em 1957. Participou duas vezes da Bienal de São Paulo, em 1951 e 1955. Mereceu Sala Especial na Bienal da Bahia - Salvador, em 1966. O Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro realizou, em 1962, exposição retrospectiva de sua obra. TEODORO BRAGA, PÁG. 130; PONTUAL, PÁGS. 403 E 404; MEC, VOL. 3, PÁG. 332; REIS JUNIOR, PÁG. 383; ITAU CULTURAL; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 380; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 597; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28; www.mamcampinas.com.br.



161 - MARIA LEONTINA (1917 - 1984)

Estandarte - pastel - 34 x 23,5 cm - canto inferior direito -
No estado.

Pintora, gravadora e desenhista. Maria Leontina Mendes Franco da Costa nasceu em São Paulo, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. Iniciou estudos de desenho com Antônio Covello, em São Paulo (1938), e na primeira metade da década de 1940 estudou pintura com Waldemar da Costa. Em 1946, no Rio de Janeiro, frequentou o ateliê de Bruno Giorgi e fez curso de museologia no Museu Histórico Nacional, entre 1946 e 1948. Em 1947, participou da exposição ‘19 Pintores’, na Galeria Prestes Maia, em São Paulo, ao lado de Lothar Charoux, Marcelo Grassmann, Aldemir Martins, Luiz Sacilotto e Flavio-Shiró. Em 1951, foi convidada pelo psiquiatra e crítico de arte Osório César para orientar o setor de artes plásticas do Hospital Psiquiátrico do Juqueri. No mesmo ano, organizou uma mostra dos internos no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Em 1952, com bolsa de estudo do governo francês, viajou para a Europa, acompanhada pelo marido, o pintor Milton Dacosta. Em Paris, entre 1952 e 1954, frequentou o ateliê de gravura de Johnny Friedlaender. Na década de 1960, realizou painel de azulejos para o Edifício Copan e vitrais para a Igreja Episcopal Brasileira da Santíssima Trindade, ambos em São Paulo. Realizou exposições individuais e participou de inúmeras mostras, Salões oficiais e Bienais como a Bienal de Veneza (1950, 1952, 1956). Foi premiada no Rio de Janeiro (1944, 1950, 1955, 1957, 1980); em São Paulo (1944; 1947; 1951; 1954; 1958; 1960; 1980; 1955, 1959, 1965 - Bienais Internacionais; 1969, 1970 - Panoramas da Arte Atual Brasileira; 1975 - prêmio pintura da Associação Paulista de Críticos de Artes - APCA); Brasília, DF (1980); Curitiba, PR (1980; Porto Alegre, RS (1980); Nova York (1960 - Fundação Guggenheim). ITAU CULTURAL; MEC, VOL. 2, PÁG. 471; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 309; PONTUAL, PÁG. 338; ARTE NO BRASIL, PÁG. 772; LEONOR AMARANTE, PÁG. 25; WALTER ZANINI, PÁG. 645; JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 572.



162 - ALEX TERUZ (1946)

Composição - óleo sobre tela - 92 x 50 cm - canto inferior direito e dorso - 1973 - Rio de Janeiro -
No estado.

Pintor e professor, é filho do mestre Orlando Teruz. Antonio Bento declarou: "Alexandre optou pela abstração lírica. Faz quadros e painéis na base de grandes acordes de cores. Busca, com empenho, harmonias tonais e, também, de natureza formal para as suas composições, algumas de grande porte." - Coletivas em 1973 e 1991, no Rio de Janeiro. JULIO LOUZADA, vol. 9 pág. 859.



163 - MACIEJ ANTONI BABINSKI (1931)

Figuras - técnica mista - 24 x 31 cm - canto inferior direito - 1966 -

Gravador, ilustrador, pintor, desenhista e professor nascido em Varsóvia, Polônia. Migrou com a família para a Inglaterra (1940), por causa da Segunda Guerra Mundial. Iniciou sua formação artística com o padre Raphael Williams O.S.B. Fixou-se com a família em Montreal, Canadá (1949) onde estudou pintura com John Goodwin Lyman, na "McGill University". Além disso, teve aulas de gravura com Eldon Grier e fez cursos de desenho e pintura com Goodrich Roberts na "Art Association of Montreal". Paralelamente, aproximou-se do grupo de vanguarda "Les Automatistes" reunido em torno de Paul-Émile Borduas e, juntos, expuseram no "Musée des Beaux-Arts de Montréal" (1952) e realizou sua primeira individual (1953). Mudou-se para o Brasil (1953) e permaneceu no Rio de Janeiro até 1965. Teve contato com Oswaldo Goeldi, Augusto Rodrigues e Darel. Realizou 24 águas-fortes para o livro "Cadernos de João", de Aníbal Machado, editado pelos Cem Bibliófilos do Brasil (1961). Em 1965 foi convidado a lecionar no Instituto Central de Artes da Universidade de Brasília - ICA/UnB, da qual se afastou um ano depois em virtude de perseguições políticas. Após viver oito anos em São Paulo (1966 a 1974), mudou-se para Minas Gerais e foi lecionar na Universidade Federal de Uberlândia (1979 a 1987). Com a anistia política foi reintegrado à UnB (1988), lá permanecendo até se aposentar (1991) quando passou a residir no interior do Ceará. Expôs na Bienal Internacional de São Paulo (1967, 1985). Participou de várias edições do Salão Nacional de Arte Moderna, do Salão Paulista e do Panorama da Arte Atual Brasileira, entre outros eventos de arte. Foi realizada a retrospectiva "Babinski: 50 Anos de Brasil", em Brasília (2004). TEIXEIRA LEITE PÁG. 48; PONTUAL PÁGS. 46 E 47; MEC VOL. 1, PÁG. 157; WALMIR AYALA VOL. 1, PÁG. 69; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 81; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 720; ARTE NO BRASIL PÁG. 903, ACERVO FIEO; www.iar.unicamp.br; www.artprice.com.



164 - JUDITH LAUAND (1922)

Composição - técnica mista - 29,5 x 21 cm - canto inferior direito -

Pintora, desenhista e gravadora nascida em Pontal, SP. Formou-se na Escola de Belas Artes de Araraquara, SP (1950) onde estudou pintura com Mario Ybarra de Almeida e Domenico Lazzarini. Mudou-se para São Paulo (1952) e aprendeu gravura com Lívio Abramo. Trabalhou como monitora na 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1954) e entrou em contato com a pintura de Alexandre Wollner e Geraldo de Barros. Em 1955 foi convidada por Waldemar Cordeiro a unir-se ao Grupo Ruptura, sendo até o fim do grupo a única mulher integrante. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1954, 1965, 1971, 1977, 1986, 1996); Campinas, SP (1962). Expôs na inauguração da Galeria NT - Novas Tendências, SP (1963) da qual foi fundadora com Hermelindo Fiaminghi e Luiz Sacilotto. Participou da Bienal Internacional de São Paulo (1955, 1963, 1965, 1967, 1969); Exposição Nacional de Arte Concreta no MAM, SP (1956) e no MAM, RJ (1957); mostra "Konkrete Kunst" em Zurique, Suíça (1960); Panorama da Arte Atual Brasileira, MAM - SP (1969); Tendências Construtivas no Acervo do MAC-USP, Rio de Janeiro (1996); Arte Construtiva no Brasil: Coleção Adolpho Leirner, São Paulo e Rio de Janeiro (1998 e 1999). Foi premiada no Salão Paulista de Arte Moderna (1958, 1959) e recebeu o Prêmio Leirner de Arte Contemporânea (1958). JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 526; VOL. 3, PÁG. 597; ITAU CULTURAL; mam.org.br; www.pinturabrasileira.com; www.artprice.com.



165 - RODRIGO DE HARO (1939)

Casal - óleo sobre tela colada em eucatex - 43 x 35 cm - canto inferior direito - 1987 -
Procedente da coleção Dr. Chaim José Hamer - São Paulo - SP.

Rodrigo de Haro nasceu em Paris-França. Pintor, desenhista e escritor. Divide suas atividades profissionais entre Florianópolis e São Paulo. Por volta de 1987, trabalha na decoração do Teatro Municipal de Florianópolis com 80 painéis Mandalas. Entre as mostras de que participa, destacam-se: Coletiva Artistas Catarinenses, Santa Catarina, 1955 (Prêmio Aquisição); Salão Nacional do Paraná, 1967; Arte Fantástica, no Paço das Artes de São Paulo, 1972; Destaques da Pintura Brasileira, no Museu de Arte Moderna de São Paulo, 1985; Mostra do Desenho Brasileiro, no Museu de Arte Contemporânea de Curitiba, Paraná, 1994. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 244; PONTUAL, pág. 260; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 143; WALTER ZANINI, pág. 805; ITAU CULTURAL.



166 - HÉLIOS SEELINGER (1878 - 1965)

Ninfas - óleo sobre cartão - 44 x 53 cm - canto inferior direito - 1916 - Rio de Janeiro -

Natural do Rio de Janeiro, seu pai era alemão e sua mãe brasileira, descendentes de franceses e gregos. O artista estudou na ENBA (1892-1896), onde foi aluno de Henrique Bernardelli. Recebeu influência do artista alemão Franz von Stuck, na Academia de Belas Artes de Munique, onde ali foram seus contemporâneos Kandinsky, Paul Klee e Franz Marc. SEELINGER decorou o salão nobre do Clube Naval do Rio de Janeiro, a convite do Ministério do Marinha (1910). PONTUAL, pág.481; TEIXEIRA LEITE, pág. 466; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 431; ARTE NO BRASIL, pág. 574.



167 - ESCOLA CHINESA, SÉC. XX

Figuras - escultura em pedra - 30 x 26 x 15 cm - não assinado -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")



168 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

A caminho da feira - óleo sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior direito -



169 - GEN DUARTE (XX)

Boneca - óleo sobre madeira - 108 x 78 cm - dorso - 27/07/2009 -
No estado.

Artista plástico autodidata e grafiteiro, Wilson - mais conhecido como Gen Duarte, nasceu na Paraíba, mas cresceu em São Paulo. O seu desenvolvimento artístico se iniciou (1998) em contato com a linguagem do graffiti na metrópole e suas referências foram os muros da cidade e algumas revistas que existiam na época. Tem participado de mostras coletivas e oficiais como: "I Bienal Internacional de Graffiti" - Belo Horizonte, MG (2008); "Reciclando Cidades e Conceitos" - Brasilia, DF (2009); "Small is Beautiful" – Londres, Inglaterra (2009); "III Bienal Internacional de Graffiti Fine Art", São Paulo (2015); entre outras pelo Brasil e exterior. www.autvis.org.br; www.hypeness.com.br/2013/04/conheca-a-arte-do-grafiteiro-gen-duarte-que-traz-vida-para-as-ruas-do-pais/;www.urbanwallsbrazil.com; gshow.globo.com; www.artprice.com.



170 - ALBERTO DA VEIGA GUIGNARD (1896 - 1962)

"Vaso de flores" - óleo sobre madeira - 41 x 31 cm - canto inferior direito - 1946 -
Reproduzido na quarta capa do catálogo deste Leilão. Acompanha a obra recibo original de compra realizada pelo Deputado Federal Athié Jorge Coury, Santos - SP, datado de 28 de dezembro de 1946, firmado pelo Autor. No dorso da obra encontra-se bilhete do autor: "Muito prezado amigo Athié Coury. Envio meus sinceros votos de um feliz anno novo com muita saúde a todos. Penso que seu vaso de flores ficou admirável. - Muito obrigado. Bello Horizonte 25 -12-1946. Guignard".

Pintor, professor, desenhista, ilustrador e gravador, Alberto da Veiga Guignard nasceu em Nova Friburgo, RJ e faleceu em Belo Horizonte, MG. Mudou-se com a família para a Europa em 1907. Em dois períodos, entre 1917 e 1918 e entre 1921 e 1923, frequentou a Real Academia de Belas Artes de Munique, onde estudou com Hermann Groeber e Adolf Hengeler. Aperfeiçoou-se em Florença e em Paris, onde participou do Salão de Outono. Retornou para o Rio de Janeiro em 1929 e integrou-se ao cenário cultural por meio do contato com Ismael Nery. Participou do Salão Revolucionário de 1931, e foi destacado por Mário de Andrade como uma das revelações da mostra. Em 1941, integrou a Comissão Organizadora da Divisão de Arte Moderna do Salão Nacional de Belas Artes, com Oscar Niemeyer e Aníbal Machado. Em 1943, passou a orientar alunos em seu ateliê e criou o Grupo Guignard. A única exposição do grupo, realizada no Diretório Acadêmico da Escola Nacional de Belas Artes, foi fechada por alunos conservadores e reinaugurada na Associação Brasileira de Imprensa. Em 1944, a convite do prefeito Juscelino Kubitschek, transferiu-se para Belo Horizonte e começou a lecionar e dirigir o curso livre de desenho e pintura da Escola de Belas Artes, por onde passaram Amilcar de Castro, Farnese de Andrade e Lygia Clark, entre outros. Permaneceu à frente da escola até 1962, quando, em sua homenagem, esta passou a chamar-se Escola Guignard. Participou da Bienal de Veneza (1928, 1952); da Bienal Internacional de São Paulo (1951) e outras. PONTUAL, PÁG. 254; MEC, VOL. 2, PAG. 304; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 236; JULIO LOUZADA, VOL. 10, PÁG. 404; ART PRICE ANNUAL 2000, PÁG. 1013; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 373; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 559; ARTE NO BRASIL, PÁG. 505; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28; www.pinturabrasileira.com; www.brasilescola.com; web.artprice.com.



171 - FAYGA OSTROWER (1920 - 2001)

"Rochedos e água" - litografia - P.A. - 80 x 61 cm - canto inferior direito - 1985 -

Gravadora, pintora, desenhista, ilustradora, teórica da arte e professora. Natural de Lodz, Polônia. No Brasil, Rio de Janeiro, desde a década de 1930. Cursa artes gráficas na Fundação Getúlio Vargas, em 1947, onde estuda xilogravura com Axl Leskoschek e gravura em metal com Carlos Oswald, entre outros. Em 1969, a Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro publica um álbum de gravuras realizadas entre 1954 e 1966. Dentre as muitas coletivas de que participou, no País e no exterior, destacamos as seguintes nacionais: 1ª Bienal Internacional de São Paulo (1951); Exposição Nacional de Arte Abstrata (1953) e, Salão Preto e Branco (1954). MEC. Vol.3, pág.303; JULIO LOUZADA, pág.234; PONTUAL, págs.395 e 396.; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 606; ARTE NO BRASIL, pág. 840; LEONOR AMARANTE, pág. 28; Acervo FIEO.



172 - BENITO QUINQUELLA MARTIN (1890 - 1977)

"Puente Viejo" - água forte - 68 x 52,5 cm - canto inferior direito - 1963 -
Paspatur no estado. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista argentino nascido em La Boca, Buenos Aires. Foi abandonado num orfanato com mais ou menos dez dias de vida e foi adotado, aos seis anos, por Manuel Chinchella e Justina Molina. Aos 14 anos, foi para uma escola de pintura noturna em La Boca enquanto trabalhava na empresa de carvão da família durante o dia. Aos dezessete anos entrou para o Conservatório Pezzini Stiatessi onde estudou até 1920. Foi o inventor da rua "Caminito" - uma ferrovia abandonada que queria transformar em um museu a céu aberto para favorecer os artistas e artesãos do bairro na década de 1950. Participou de diversas mostras coletivas. BENEZIT; midian.mforos.com/1564362/8668652-benito-quinquella-martin/; www.artprice.com.



173 - FRANCISCO DA SILVA (1910 - 1985)

Dragão - têmpera sobre tela - 43 x 65 cm - canto inferior direito - 1975 -
No estado.

Pintor e desenhista, Francisco Domingos da Silva nasceu em Alto Tejo, AC e faleceu em Fortaleza, CE. Filho de índio peruano com brasileira, ainda criança se fixou em Fortaleza, por volta de 1937, onde começou a desenhar a carvão e giz sobre muros e paredes de casebres de pescadores. Na década de 40, sob o incentivo do crítico e pintor suíço Jean Pierre Chabloz, iniciou-se na pintura a guache juntamente com Chabloz, Antônio Bandeira e Inimá de Paula. O mesmo Jean Pierre lança-o em Paris. Entre 1961 e 1963, trabalhou no recém-criado Museu de Arte da UFCE. Expôs individualmente no Brasil a partir de 1943 e em diversas mostras coletivas no Brasil e exterior, com premiações, destacando-se a recebida na XXXIII Bienal de Veneza (1966). JULIO LOUZADA, VOL. 1 PÁG. 909; ITAU CULTURAL; LEONOR AMARANTE; ARTE NO BRASIL, ACERVO FIEO; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 478.



174 - INGRES SPELTRI (1940)

"Vênus de Milo" - óleo sobre tela - 70 x 50 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor, desenhista, escultor, gravador e professor nascido em Jau, SP. Filho do pintor Augusto Speltri com quem se iniciou na pintura, ainda criança. Em 1959 mudou-se para São Paulo onde estudou Música (1960-1964). Foi professor titular da Escola Panamericana de Arte, SP. Realizou exposições individuais, em São Paulo, nos anos de 1977, 1981, 1978, 1984. Participou de várias mostras e Salões oficiais, sendo premiado em: São Paulo (1963, 1966, 1970, 1971); Santo André, SP (1976). JULIO LOUZADA VOL. 5, PÁG. 1012; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; MEC VOL. 4, PÁG. 338; PONTUAL PÁG. 504; www.artprice.com; www.speltri.com.



175 - SILVIO OPPENHEIM (1941 - 2012)

Composição - óleo sobre tela - 24 x 16 cm - centro esquerdo - 1973 -

Pintor, desenhista, arquiteto e professor nascido e falecido em São Paulo. Formou-se pela Faculdade de Arquitetura da USP (1965) e completou sua formação na Alemanha, quando ganhou do governo alemão uma bolsa de estudos para a 'Technisce Universitat' (TU) em Berlim Ocidental. Em 1979 assumiu a cadeira de arquitetura de interiores na Faculdade de Arquitetura da Universidade Mackenzie. Produziu intensamente como arquiteto e como artista plástico. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1965, 1972, 1975 a 1977, 1979, 1981, 1982, 1986 a 1989); Rio de Janeiro (1985); Brasília, DF (1978); Curitiba, PR (1980, 1987); Goiânia, GO (1989); Vitória, ES (1989). Participou de exposições coletivas e oficiais como: Bienal Internacional de São Paulo (1963, 1965, 1967, 1969); '5 Pintores de Vanguarda', Porto Alegre, RS (1965); Panorama de Arte Brasileira, MAM – SP (1971, 1973, 1976, 1979); Tóquio, Japão (1985) e outras. JULIO LOUZADA, VOL. 2, PÁG.745; VOL. 4, PÁG. 829; MEC, VOL.3, PÁG.301; ITAU CULTURAL, ACERVO FIEO; www.pinacoteca.org.br; www.sp.senac.br; www.resenhando.com; www.artprice.com.



176 - HARRY ELSAS (1925 - 1994)

Jogando cartas - óleo sobre tela - 70 x 50 cm - canto inferior direito - LXXVI -

Muralista, gravador, pintor, Heinz Hugo Erich Elsas nasceu em Stuttgart, Alemanha e faleceu em Taubaté, SP. Iniciou a carreira artística como autodidata. Radicado no Brasil desde 1936 foi fortemente influenciado pela cultura regional do Nordeste. Em 1945 recebeu orientações de Lasar Segall e realizou sua primeira mostra individual no Ministério da Educação e Cultura no Rio de Janeiro. A partir de 1970, fixou-se em São Paulo e executou murais para o Banco Safra (1971) e Banco Cidade de São Paulo (1976). Realizou exposições individuais em São Paulo, Rio de Janeiro e Estados Unidos. Participou de coletivas no Brasil e no exterior a partir de 1962. JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 355; MEC VOL, 2, PÁG, 111; TEIXEIRA LEITE PÁG 176; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



177 - ERMELINDO NARDIN (1943)

Meninas - óleo sobre eucatex - 54 x 60 cm - canto superior direito - 1975 -
Ex-coleção Antônio Maluf - Galeria Seta - São Paulo - SP. No estado.

Este importante artista de nosso tempo, nasceu em Piracicaba, em 19 de fevereiro. Pintor, desenhista, gravador e professor de desenho e gravura na Escola de Arte de Piracicaba. Artista atuante nos movimentos de arte do País. Sobre a sua obra assim se manifestou o prof. Pietro Maria Bardi: " ... Pintor com uma carga sentimental exuberante nas intensas reflexões dedicadas 'as aventuras do homem, Nardin se manifesta numa temática de figuras animadas no dramático, de composições emotivas." Expõe coletivamente a partir de 1967 - veja-se a extensa lista de mostras constante na bibliografia abaixo. Suas obras encontram-se em diversos museus nacionais (MAC-Campinas, MAC-SP, MASP-SP, etc), instituições do governo (Itamaraty), e tantos outros . JULIO LOUZADA, vol.1 pág. 662 e 663; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 697; ARTE NO BRASIL, pág. 964; Acervo FIEO.



178 - DJALMA URBAN (1917 - 2010)

Paraty - óleo sobre tela colada em madeira - 24 x 15 cm - canto inferior direito - 1988 -

Pintor, ilustrador, desenhista, jornalista e professor, nascido na cidade paulista de Leme, no dia 9 de outubro de 1917. Estudou desenho e pintura com Torquato Bassi, Waldemar da Costa, Pedro Alexandrino, Paulo do Vale Júnior, Teodoro Braga e Marques de Leão. Realizou ilustrações e desenhos para o jornal O Estado de S. Paulo. Segundo crítica de Julio Louzada: "Impressionista, a paisagem, a natureza, a marinha e o folclore brasileiros são os seus temas preferidos. Dono de um estilo vigoroso e espontâneo, seus quadros se destacam pela riqueza composicional e cromática. A cor, aliás, sempre em tonalidades quentes, é o forte de sua pintura, assim como os jogos de luz que domina com perfeição. " Expôs individualmente a partir de 1951. JULIO LOUZADA, vol.2, pág.1014; MEC, vol.4, pág.436; THEODORO BRAGA, pág.82; ITAÚ CULTURAL; 37, Acervo FIEO.



179 - EDSON MOTTA (1910 - 1981)

Paisagem - aquarela - 24,5 x 16,5 cm - canto inferior esquerdo -
No estado.

Mineiro de Juiz de Fora, estudou na ENBA no Rio de Janeiro, onde foi aluno de Rodolfo Chambelland, Marques Junior e Outros. Foi um dos fundadores do Núcleo Bernardelli, que dirigiu por alguns anos. Expositor nas diversas versões do SNBA. Em 1939 ganhou o premio viagem à Europa, onde estudou Conservação e Restauro, ofício que lhe renderia prestígio e respeito no País, PONTUAL, 374; TEIXEIRA LEITE, 336; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 579.



180 - JOSÉ ANTONIO DA SILVA (1909 - 1996)

"Fuga para o Egito" - óleo sobre tela - 44 x 61 cm - canto inferior direito - 1970 -
Procedente da coleção Dr. Chaim José Hamer - São Paulo - SP.

Pintor, desenhista, escritor, escultor, repentista nascido em Sales de Oliveira, SP e falecido em São Paulo. Trabalhador rural, de pouca formação escolar, foi autodidata. Em 1931, mudou-se para São José do Rio Preto, SP. Participou da exposição de inauguração da Casa de Cultura da cidade (1946), quando suas pinturas chamaram atenção dos críticos Lourival Gomes Machado, Paulo Mendes de Almeida e do filósofo João Cruz e Costa. Dois anos depois, realizou mostra individual na Galeria Domus, SP. Nessa ocasião Pietro Maria Bardi, diretor do MASP, adquiriu seus quadros e depositou parte deles no acervo do museu. O MAM, SP editou seu primeiro livro, ‘Romance de Minha Vida’ (1949). Na 1ª Bienal Internacional de São Paulo (1951), recebeu prêmio aquisição do ‘Museum of Modern Art’ (MoMA) de Nova York. Em 1966, o artista criou o Museu Municipal de Arte Contemporânea de São José do Rio Preto e gravou dois LPs, ambos chamados ‘Registro do Folclore Mais Autêntico do Brasil’, com composições de sua autoria. No mesmo ano, ganhou Sala Especial na 33ª Bienal de Veneza. Publicou ainda os livros ‘Maria Clara’ (1970), ‘Alice’ (1972); ‘Sou Pintor, Sou Poeta’ (1982); e ‘Fazenda da Boa Esperança’ (1987). Transferiu-se de São José do Rio Preto para São Paulo, em 1973. Em 1980, foi fundado o Museu de Arte Primitivista José Antônio da Silva (MAP), em São José do Rio Preto, com obras do artista e peças do antigo Museu Municipal de Arte Contemporânea. Realizou inúmeras exposições individuais e participou de muitos certames oficiais pelo Brasil e exterior recebendo muitos prêmios. MEC, vol. 4, pág. 256; PONTUAL, pág. 493 e 494; TEIXEIRA LEITE, pág. 478; JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 958; ARTE NO BRASIL, vol. 2, pág. 958; BENEZIT, vol. 9, pág. 602; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 227; ITAU CULTURAL; LEONOR AMARANTE, pág. 171; Acervo FIEO.



181 - MILTON DACOSTA (1915 - 1988)

Construção - serigrafia - 11/100 - 69 x 99 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador. Milton Rodrigues da Costa nasceu em Niterói, RJ e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou estudos de desenho e pintura (1929) com o professor alemão August Hantv. No ano seguinte matriculou-se no curso livre de Marques Júnior, na Escola Nacional de Belas Artes. Junto com Edson Motta, Bustamante Sá e Ado Malagoli, entre outros, criou o Núcleo Bernardelli (1931). Viajou para Estados Unidos (1945), com o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Belas Artes do ano anterior. Na cidade de Nova York, estudou na "Art's Students League". Foi para a Europa (1946) e após visita a vários países, fixou-se em Paris, onde estudou na "Académie de La Grande Chaumière". Conheceu Pablo Picasso, por intermédio de Cícero Dias, e frequentou os ateliês de Georges Braque e Georges Rouault. Expôs no "Salon d'Automne", Paris e regressou ao Brasil (1947). Casou-se com a pintora Maria Leontina (1949) e passou a residir em São Paulo. Realizou muitas exposições individuais, entre as quais, a "Homenagem a Milton Dacosta" na Galeria da Praça, RJ, com curadoria de Luiz Carlos Moreira (1973). Participou de inúmeros Salões e mostras coletivas, como: Bienal de Veneza (1950); Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1979); Panorama de Arte Brasileira, MAM – SP (1971). Foi premiado, também, nas Bienais Internacionais de São Paulo (1955, 1957). TEODORO BRAGA, PÁG. 163; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 229; MEC, VOL. 2, PÁG. 13; BENEZIT, VOL. 3, PÁG.315; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 302; VOL. 3, PÁG. 310; ITAU CULTURAL; PONTUAL, PÁG. 155; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



182 - EDUARDO MORI (1943)

Composição - técnica mista - 29 x 41 cm - centro inferior - Paris -

Nascido em São Paulo, iniciou seus estudo artísticos em Paris, onde residiu por longos anos, realizando algumas exposições de desenhos e óleos, retratando cenas do cotidiano. Posteriormente radicou-se em Los Angeles-EUA onde, mais liberto da influência acadêmica, se fixou no abstracionismo, buscando apenas na cor a forma de expressar toda a sua arte, com a qual se consagrou. JULIO LOUZADA vol.11, pág.219



183 - ANGELO COGLIATI (1915 - 2004)

O brinde - óleo sobre tela - 29 x 23 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, escultor, designer e professor nascido em Seveso - Milão, Itália. Foi para a Real Academia de Brera - Milão onde estudou pintura com o pintor W.Ranghieri, escultura com o Prof. Poliaghi, afrescos e murais para igrejas com o Prof. Aristide Albertella. Uma das primeiras participações artísticas de Angelo Cogliati (1938) foi na mostra do beato Angélico, Artesanato Provincial e Mostra dos Independentes de Milão. Ganhou muitos prêmios da escola de pintura de Brera e realizou várias exposições individuais. Em 1947, depois de haver participado da segunda guerra mundial, desembarcou no Brasil, fixou residência em São Paulo. Expôs no Teatro Municipal de São Paulo (1947), no Rio de Janeiro (1952) e outras exposições foram realizadas nos anos seguintes. Morador do bairro de Vila Mariana desde 1949, quando se casou, recebeu uma das mais belas homenagens que um artista pode receber; a prefeitura na época batizou o quarteirão onde se localiza sua casa de "Quadra Angelo Cogliati", o que o transformou em patrimônio do bairro. Obras de sua autoria: as pinturas das arcadas da fachada e do interior da Igreja Ortodoxa do Paraíso (na Rua Vergueiro); a Via Crucis da Igreja de São Francisco (centro de São Paulo), a pintura da Santa Generosa na Igreja Santa Generosa (na Av. Bernardino de Campos), a pintura em óleo sobre tela da Santa Filomena na Igreja do Santíssimo Sacramento (na Rua Tutóia); a pintura de Santa Catarina, um quadro a óleo sobre tela, exposto na diretoria do Hospital Santa Catarina, na Av. Paulista; a pintura retratando a vida de São Camilo, óleo sobre fórmica que se encontra exposto no hall de entrada do Hospital São Camilo (Av. Pompéia n. 1178). Há também várias estátuas e bustos em bronze e mármore que saíram do cinzel de Angelo Cogliati e hoje encontram-se espalhadas por muitas cidades brasileiras. JULIO LOUZADA VOL. 13, PÁG. 89; www.edesfrancesca.com.br.



184 - CLAUDIO KUPERMAN (1943)

Composição - óleo sobre cartão colado em eucatex - 32,5 x 47,5 cm - canto inferior direito - 1973 -

Pintor, desenhista, escultor, gravador e professor nascido em São Paulo. Estudou gravura em metal e litografia com Marcelo Grassmann, Mário Gruber, Darel e Eduardo Sued na FAAP (1960); pintura e desenho com Joan Ponç no ateliê L'Espai, em São Paulo (1962). Recebeu bolsa de estudos em artes plásticas do governo francês (1965). Mudou-se para a Holanda (1969) e fez estágio no "Stedelijk Museum", em Amsterdã, realizando duas grandes esculturas que participaram de exposições no próprio museu e, posteriormente, em Paris. Passou a residir em Milão (1970) e, no ano seguinte, retornou ao Brasil, residindo em Angra dos Reis, Petrópolis e no Rio de Janeiro (1975). Realizou "A Grande Tela" (1984), obra em parceria de Luiz Aquila e John Nicholson, exposta no Centro Cultural Cândido Mendes - Rio de Janeiro. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1964, 1965, 1968, 1981, 1982, 1986); Rio de Janeiro (1979, 1982, 1986) e participou de diversas mostras coletivas e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Foi premiado em Paris (1965) e no Salão do Paraná (1980). Foi lançado o livro "Claudio Kuperman", com texto de Frederico Morais, pela Editora Salamandra (1997). MEC VOL. 2, PÁG. 430; PONTUAL PÁG. 295; JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 553; VOL. 4, PÁG. 582; ITAU CULTURAL; www.artprice.com.



185 - VICENTE CARUSO (1913 - 1988)

Nu - óleo sobre tela colada em eucatex - 81 x 66 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor. No Rio de Janeiro, conquistou diversas premiações nos salões oficiais de que participou, tais como: Salão da Sociedade dos Artistas Brasileiros, em 1968 e Salão Nacional de Belas Artes, em 1970. Em São Paulo, ganhou a Pequena Medalha de Prata, no Salão Paulista de Belas Artes de 1952. JULIO LOUZADA, vol 1, pág 220, Acervo FIEO.



186 - RENINA KATZ (1925)

"Dionísio" - serigrafia - 43/119 - 66 x 45 cm - canto inferior direito - 1974 -

Gravadora, desenhista, ilustradora e professora, Renina Katz Pedreira nasceu no Rio de Janeiro. Assina Renina e Renina Katz. Cursou a Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1947 a 1950) e teve como professores, entre outros, Henrique Cavalleiro e Quirino Campofiorito. Licenciou-se em desenho pela Faculdade de Filosofia da Universidade do Brasil. Iniciou-se em xilogravura com Axl Leskoschek, em 1946. Incentivada por Poty, ingressou no curso de gravura em metal, oferecido por Carlos Oswald no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro. Mudou-se para São Paulo em 1951, e lecionou gravura no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand e, posteriormente, na Fundação Armando Álvares Penteado, até a década de 1960. Em 1956, publicou o primeiro álbum de gravuras, intitulado ‘Favela’. A partir dessa data, foi docente da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo por 28 anos. Realizou muitas exposições individuais pelo Brasil, EUA, Chile, Paraguai, Portugal, Itália, Holanda e participou, entre as diversas mostras e Salões oficiais, das: Bienal Internacional de São Paulo (1955, 1959, 1961, 1963, 1985, 1989); Bienal de Veneza, Itália (1956, 1986); Panorama da Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1974, 1977, 1980, 1984). Foi premiada no Rio de Janeiro (1951, 1952) e em São Paulo (1955, 1984). MEC VOL.2, PÁG.403; PONTUAL, PÁG. 288; WALMIR AYALA VOL.1, PÁG.441; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG.15; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 606; ARTE NO BRASIL; www.artprice.com; www.catalogodasartes.com.br; www.editora.unicamp.br; www.laboratoriodasartes.com.br; artenaescola.org.br.



187 - AÉCIO DE ANDRADE (1935)

Bichos - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior direito -

Pintor natural de São Paulo, Capital. Passou pelo gênero impressionista no inicio da carreira, e depois para uma fase mais pessoal. Aborda temas populares brasileiros. Possui obras nos Museus das cidades de Americana, Matão, Assis, Guararapes, e em Penápolis. Começou a expôr em 1968, tendo participado de diversas mostras no País e no exterior, conforme relaciona a bibliografia abaixo. JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 33. Acervo Fieo.



188 - MARGARITA FARRÉ (1939)

Composição - escultura em bronze - 04 x 17 x 13 cm - assinado -

Iniciou sua formação artística em 1973, com curso de desenho na FAAP, ali também estudando escutura com sob a orientação do professor Juan Godiño. Frequenta os atelier de Calabrone e Becheroni (1983 e 1984). Participa e realiza mostras coletivas e individuais a partir de 1984. JULIO LOUZADA, vol. 3 pág. 397.



189 - ALBERTO LUME (1944)

Menina na praia - óleo sobre tela - 100 x 80 cm - canto inferior direito -

Português da Ilha da Madeira, onde nasceu a 6/2/1944, LUME, como é conhecido e assina as suas obras, fixou residência no Brasil a partir de 1954. Trouxe na sua bagagens sólidos conhecimentos de bom desenhista e excepcional colorista. Adota os temas brasileiros em suas obras com rara felicidade, fazendo com que as suas obras sejam muito disputadas em leilões e por colecionadores. JULIO LOUZADA, vol. 2 pág. 601 602



190 - TARSILA DO AMARAL (1890 - 1973)

Paisagem - desenho a nanquim - 14,5 x 20,5 cm - canto inferior direito -
No estado.

Pintora e desenhista, Tarsila do Amaral nasceu em Capivari, SP e faleceu em São Paulo. Estudou escultura com William Zadig e com Mantovani, em 1916, na capital paulista. No ano seguinte teve aulas de pintura e desenho com Pedro Alexandrino, onde conheceu Anita Malfatti. Ambas tiveram aulas com o pintor Georg Elpons. Em 1920 viajou para Paris e estudou na ‘Académie Julian’ e com Émile Renard. Ao retornar ao Brasil formou em 1922, em São Paulo, o Grupo dos Cinco, com Anita Malfatti, Mário de Andrade, Menotti del Picchia e Oswald de Andrade. Em 1923, novamente em Paris, frequentou o ateliê de André Lhote, Albert Gleizes e Fernand Léger. Foi a criadora de duas das principais tendências ou movimentos de nossa arte nacionalista: o Pau Brasil e o Antropofagia. A convite da Comissão do IV Centenário de São Paulo fez, em 1954, o painel ‘Procissão do Santíssimo’ e, em 1956, entregou ‘O Batizado de Macunaíma’, sobre a obra de Mário de Andrade, para a Livraria Martins Editora. A retrospectiva Tarsila: 50 Anos de Pintura, organizada pela crítica de arte Aracy Amaral e apresentada no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo , em 1969, ajudou a consolidar a importância da artista. TEODORO BRAGA, PÁG. 220; REIS JR., PÁG.388; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 365; MEC, VOL. 4, PÁG. 370; PONTUAL, PÁG. 511; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 492; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 389; ARTE NO BRASIL, PÁG. 577; LEONOR AMARANTE, PÁG. 24; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 958.



191 - VITTÓRIO GOBBIS (1894 - 1968)

"Rua São Bento" - litografia - H.C. - 28 x 38 cm - canto inferior direito - 1954 - São Paulo -
No estado.

Pintor, desenhista, gravador e restaurador nascido em Motta di Livrenza, Itália e falecido em São Paulo. Filho e neto de pintor e decorador, frequentou academias em Veneza e Roma, contrariando a opinião do pai que desejava que ele seguisse carreira no comércio. Trabalhou como pintor e restaurador em Veneza até 1923 quando resolveu abandonar a profissão e partir para o Brasil, fixando-se em São Paulo. Em 1931 participou do Salão Revolucionário, realizado por Lucio Costa na Escola Nacional de Belas Artes, RJ. No decorrer da década participou ativamente da cena artística paulistana - tornou-se sócio-fundador da Sociedade Pró-Arte Moderna e do Clube dos Artistas Modernos, criados em 1932; realizou sua primeira mostra individual (1933). Participou, ao lado de Candido Portinari, da "International Exhibition of Painting" (1935) no "Carnegie Institute", Pittsburgh - Estados Unidos. Destaca-se também sua participação como idealizador e membro da Família Artística Paulista; seu envolvimento na criação do Salão de Maio e a proximidade com os artistas do Grupo Santa Helena. Organizou o 1º Salão de Arte da Feira Nacional de Indústrias (1941). Nas décadas de 1930 e 1940, seu próprio ateliê funcionou como um núcleo disseminador de arte. Participou de inúmeras mostras coletivas e oficiais como a I e II Bienal Internacional de São Paulo, entre outras. Foi premiado no Salão Nacional de Belas Artes, RJ (1933, 1935, 1965); Salão Paulista de Belas Artes, SP (1933, 1936, 1956). Em 1965, em função de sua experiência no campo do restauro, foi incumbido de transportar e restaurar o afresco da "Santa Ceia", de Antonio Gomide, que foi doado ao Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo. MEC VOL.2, PÁG.271; TEIXEIRA LEITE PÁG. 220; PONTUAL PÁG.240; WALMIR AYALA VOL.1, PÁG.350; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 423; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 579; ARTE NO BRASIL PÁG. 777, ACERVO FIEO; www.artprice.com.



192 - TOMZÉ (1947)

"Menina pulando corda" - acrílico sobre tela - 20 x 30 cm - canto inferior direito - 1985 -

Pintor, Antonio José Scala é natural de Poços de Caldas, MG e radicado em Santos, SP. Começou a pintar em 1975. Trocou a Economia pela pintura em 1982. Realizou exposições individuais em: Brasília, DF (1987); Buenos Aires, Argentina (1992); Rio de Janeiro (2004); Santos, SP (2006). Participou de mostras coletivas e Salões oficiais em: Paris, França (1988); Bratislava, Eslováquia (1994); Piracicaba, SP (1994 – Bienal Brasileira de Arte Naïf , SESC; 1996 – Bienal Naïfs do Brasil, SESC); Lausanne, Suíça (2001); Nice, França (2002, 2005); Rio de Janeiro (2016). ITAU CULTURAL; fundacaoschmidt.org.br/exposicao-rio-cidade-sede-maravilhosa-no-mian/.



193 - SILVIA DE LEON CHALREO (1905 - 1991)

Crianças - guache - 23 x 10 cm - canto inferior direito -

Esta importante pintora, crítica de arte, escritora, tradutora e jornalista, nasceu na cidade do Rio de Janeiro. Autodidata, pinta o gênero figurativo primitivo, expondo pela primeira vez em 1941, na Divisão Moderna do SNBA. Possui extenso curriculum de exposições e premiações no País e no exterior. Segundo o crítico Teixeira Leite, "(...) Sua pintura, de caráter primitivista, representa as praias repletas de diminutas figurinhas, o morro carioca, os barracos na favela e os folguedos infantis, numa técnica rudimentar, mas com bom colorido, vívido movimento e inegável atmostera poética." . JULIO LOUZADA, vol. 1 pág. 921; ITAU CULTURAL; TEIXEIRA LEITE, pág. 482.



194 - VALQUIRIA FARIA DE BARROS (1951)

A volta do eito - acrílico sobre tela - 15 x 23 cm - canto inferior direito - 1983 -

Pintora nascida em Jaguarão, MG, onde viveu até seus dezoito anos. Estudou em Belo Horizonte e foi para São Paulo (1974). Realizou exposições individuais e tem participado de mostras coletivas e oficiais. Recebeu Medalha de Bronze no XVI Salão do Embu (1979) e Menção Honrosa no XVII Salão da AAAPSP (1980). artenaifrio.blogspot.com/2012/05/valquiria-farias-de-barros-nasceu-em-mg.html.



195 - SILVIA ALVES (1947)

"Crepúsculo dos deuses" - óleo sobre tela - 16 x 22 cm - canto inferior direito e dorso - 2001/2016 - São Paulo -

Pintora, desenhista, escultora, gravadora, ilustradora, professora, poetiza e atriz Silvia Ferraro Alves nasceu em São Paulo. Estudou desenho e escultura com Alvaro de Bauptista (1980 a 1984) na Universidade de Campinas; formou-se em Pintura na Faculdade de Belas Artes (1986); mestrado em Aquarela na Faculdade Santa Marcelina (1998); frequentou o ateliê de Gravura do Museu Lasar Segall (1985 a 1988); os ateliês de pintura e desenho dos professores Lecy Bomfim, Salvador Rodrigues, Deusdedith Campanelli, Colette Pujol, Djalma Urban, Francisco Cuoco, Fang, o ateliê de escultura no Museu Brasileiro de Escultura (1980 a 1994) e aquarela com Iole Di Natale (1994 a 1998). Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais. Foi premiada em 1983, 1989, 1991, 1993, 1994, 1997, 1999, 2000, em São Paulo. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL, 10, PÁG, 49; www.silviaalves.art.br.



196 - RUBEM VALENTIM (1922 - 1991)

Emblema - serigrafia - 121/160 - 30 x 25 cm - canto inferior direito - São Paulo - 1990 -

Escultor, pintor, gravador, professor nascido em Salvador, BA e falecido em São Paulo. Iniciou-se nas artes visuais na década de 1940, como pintor autodidata. Entre 1946 e 1947 participou do movimento de renovação das artes plásticas na Bahia, com Mario Cravo Júnior, Carlos Bastos e outros artistas. Em 1953 formou-se em jornalismo pela Universidade da Bahia e publicou artigos sobre arte. Residiu no Rio de Janeiro entre 1957 e 1963, onde se tornou professor assistente de Carlos Cavalcanti no curso de história da arte do Instituto de Belas Artes. Residiu em Roma entre 1963 e 1966, com o prêmio viagem ao exterior, obtido no Salão Nacional de Arte Moderna. Em 1966 participou do Festival Mundial de Artes Negras em Dacar, Senegal. Ao retornar ao Brasil, residiu em Brasília e lecionou pintura no Ateliê Livre do Instituto de Artes da Universidade de Brasília - UnB. Em 1972, fez um mural de mármore para o edifício-sede da Novacap em Brasília, considerado sua primeira obra pública. Em 1979, Valentim realizou escultura de concreto aparente, instalada na Praça da Sé, em São Paulo, definindo-a como o Marco Sincrético da Cultura Afro-Brasileira e, no mesmo ano e foi designado, por uma comissão de críticos, para executar cinco medalhões de ouro, prata e bronze, para a Casa da Moeda do Brasil. Em 1998 o Museu de Arte Moderna da Bahia inaugurou a Sala Especial Rubem Valentim no Parque de Esculturas. Foi premiado nas Bienais Internacionais de São Paulo de 1967 e 1973, entre outros. PONTUAL, PÁG.532; WALMIR AYALA, VOL.2, PÁGS.395; TEIXEIRA LEITE, PÁG.517; MEC, VOL.4, PÁG.443; JULIO LOUZADA, VOL.11, PÁG.330; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 682; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 257, ACERVO FIEO; web.artprice.com.



197 - ROMERO BRITTO (1963)

Flores - off set - 34,5 x 34,5 cm - assinado na matriz -

Romero Francisco da Silva Britto nasceu em Recife, PE. Pintor e gravador autodidata. Começou seu interesse pelas artes na infância, quando usava sucatas, papelões e jornais para exercitar a sua criatividade. Iniciou o curso de Direito na Universidade Católica de Pernambuco, mas depois viajou para os Estados Unidos e lá se estabeleceu. Criou três obras de arte para a ‘Absolut Vodka’ (1988), reproduzidas em mais de 60 publicações internacionais e, em 1995, seu trabalho foi estampado em 1,5 bilhões de latinhas de refrigerante Pepsi. Foi contratado para inserir os astros da Disney no contexto de sua arte pop em 1997. Entre as realizações, merecem destaque: a criação dos selos postais que levam o nome de Esportes para a paz, sobre as olimpíadas de Pequim - China; uma pirâmide que esteve instalada no Hide Park, em Londres, que deverá ser encaminhada para o museu da criança, na cidade do Cairo, Egito. Suas pinturas estão presentes em aeroportos pelo mundo como os de São Paulo, Washington DC, Nova York e Miami. Vale citar outros locais onde se pode ver e apreciar as suas obras: Montreux Jazz Raffles le Montreux Palace Hotel e Azul Basel Children’s Hospital, ambos na Suíça, e o Sheba Sheba Medical Center, Tel Aviv, em Israel. Realizou exposições Individuais a partir de 1991 e participou de mostras coletivas em São Paulo (1998, 2003, 2004); Rio de Janeiro (2003); Brasília (2012); Paris (2008, 2010). ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 12, PÁG. 65; www.britto.com; www.e-biografias.net; www.artprice.com.



198 - RENINA KATZ (1925)

Gaivotas - litografia - 50/50 - 50 x 35,5 cm - canto inferior direito -

Gravadora, desenhista, ilustradora e professora, Renina Katz Pedreira nasceu no Rio de Janeiro. Assina Renina e Renina Katz. Cursou a Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1947 a 1950) e teve como professores, entre outros, Henrique Cavalleiro e Quirino Campofiorito. Licenciou-se em desenho pela Faculdade de Filosofia da Universidade do Brasil. Iniciou-se em xilogravura com Axl Leskoschek, em 1946. Incentivada por Poty, ingressou no curso de gravura em metal, oferecido por Carlos Oswald no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro. Mudou-se para São Paulo em 1951, e lecionou gravura no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand e, posteriormente, na Fundação Armando Álvares Penteado, até a década de 1960. Em 1956, publicou o primeiro álbum de gravuras, intitulado ‘Favela’. A partir dessa data, foi docente da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo por 28 anos. Realizou muitas exposições individuais pelo Brasil, EUA, Chile, Paraguai, Portugal, Itália, Holanda e participou, entre as diversas mostras e Salões oficiais, das: Bienal Internacional de São Paulo (1955, 1959, 1961, 1963, 1985, 1989); Bienal de Veneza, Itália (1956, 1986); Panorama da Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1974, 1977, 1980, 1984). Foi premiada no Rio de Janeiro (1951, 1952) e em São Paulo (1955, 1984). MEC VOL.2, PÁG.403; PONTUAL, PÁG. 288; WALMIR AYALA VOL.1, PÁG.441; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG.15; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 606; ARTE NO BRASIL; www.artprice.com; www.catalogodasartes.com.br; www.editora.unicamp.br; www.laboratoriodasartes.com.br; artenaescola.org.br.



199 - ALFREDO VOLPI (1896 - 1988)

Mastro, vela e bandeira - serigrafia - 37/100 - 60 x 34 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.



200 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Cangaceiro - serigrafia - 4/100 - 27,5 x 15 cm - canto inferior direito - 1960 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



201 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Galo - serigrafia - 60/100 - 65 x 45 cm - canto inferior direito - 1967 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



202 - ALFREDO VOLPI (1896 - 1988)

Mastro e bandeiras - serigrafia - 41/100 - 32 x 42 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.



203 - VITTÓRIO GOBBIS (1894 - 1968)

"Piques" - litografia - H.C. - 28 x 37 cm - canto inferior direito - 1954 - São Paulo -
No estado.

Pintor, desenhista, gravador e restaurador nascido em Motta di Livrenza, Itália e falecido em São Paulo. Filho e neto de pintor e decorador, frequentou academias em Veneza e Roma, contrariando a opinião do pai que desejava que ele seguisse carreira no comércio. Trabalhou como pintor e restaurador em Veneza até 1923 quando resolveu abandonar a profissão e partir para o Brasil, fixando-se em São Paulo. Em 1931 participou do Salão Revolucionário, realizado por Lucio Costa na Escola Nacional de Belas Artes, RJ. No decorrer da década participou ativamente da cena artística paulistana - tornou-se sócio-fundador da Sociedade Pró-Arte Moderna e do Clube dos Artistas Modernos, criados em 1932; realizou sua primeira mostra individual (1933). Participou, ao lado de Candido Portinari, da "International Exhibition of Painting" (1935) no "Carnegie Institute", Pittsburgh - Estados Unidos. Destaca-se também sua participação como idealizador e membro da Família Artística Paulista; seu envolvimento na criação do Salão de Maio e a proximidade com os artistas do Grupo Santa Helena. Organizou o 1º Salão de Arte da Feira Nacional de Indústrias (1941). Nas décadas de 1930 e 1940, seu próprio ateliê funcionou como um núcleo disseminador de arte. Participou de inúmeras mostras coletivas e oficiais como a I e II Bienal Internacional de São Paulo, entre outras. Foi premiado no Salão Nacional de Belas Artes, RJ (1933, 1935, 1965); Salão Paulista de Belas Artes, SP (1933, 1936, 1956). Em 1965, em função de sua experiência no campo do restauro, foi incumbido de transportar e restaurar o afresco da "Santa Ceia", de Antonio Gomide, que foi doado ao Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo. MEC VOL.2, PÁG.271; TEIXEIRA LEITE PÁG. 220; PONTUAL PÁG.240; WALMIR AYALA VOL.1, PÁG.350; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 423; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 579; ARTE NO BRASIL PÁG. 777, ACERVO FIEO; www.artprice.com.



204 - SANSÃO CAMPOS PEREIRA (1926 - 2014)

Marinha - óleo sobre eucatex - 15 x 30 cm - canto inferior direito -

Foi ativo no Rio de Janeiro, foi membro da Academia Brasileira de Artes, e da Academia Brasileira de Belas Artes. Artista várias vezes premiado, participou de diversas coletivas e salões, recebendo premiações várias. Seu tema preferido era a marinha. MEC vol.3, pág.389; JULIO LOUZADA vol.11, pág.243, Acervo FIEO.



205 - SERGIO RENATO YPLINSKY (1947)

Cavalo - óleo sobre eucatex - 60 x 78 cm - canto inferior esquerdo - 1988 -
No estado.

Nasceu em Araxá, MG, no dia 20/2/1947. A sua pintura, de tendência impressionista, evoca o paisagismo, os costumes e os interiores de seculares catedrais do velho mundo. Expõe individualmente a partir de 1969, participando de coletivas a partir de 1976, com diversas premiações. JULIO LOUZADA vol. 13 pág. 360.



206 - RUBEM VALENTIM (1922 - 1991)

Emblema - serigrafia - 27/40 - 57,5 x 40 cm - canto inferior direito - 1980 - Distrito Federal -

Escultor, pintor, gravador, professor nascido em Salvador, BA e falecido em São Paulo. Iniciou-se nas artes visuais na década de 1940, como pintor autodidata. Entre 1946 e 1947 participou do movimento de renovação das artes plásticas na Bahia, com Mario Cravo Júnior, Carlos Bastos e outros artistas. Em 1953 formou-se em jornalismo pela Universidade da Bahia e publicou artigos sobre arte. Residiu no Rio de Janeiro entre 1957 e 1963, onde se tornou professor assistente de Carlos Cavalcanti no curso de história da arte do Instituto de Belas Artes. Residiu em Roma entre 1963 e 1966, com o prêmio viagem ao exterior, obtido no Salão Nacional de Arte Moderna. Em 1966 participou do Festival Mundial de Artes Negras em Dacar, Senegal. Ao retornar ao Brasil, residiu em Brasília e lecionou pintura no Ateliê Livre do Instituto de Artes da Universidade de Brasília - UnB. Em 1972, fez um mural de mármore para o edifício-sede da Novacap em Brasília, considerado sua primeira obra pública. Em 1979, Valentim realizou escultura de concreto aparente, instalada na Praça da Sé, em São Paulo, definindo-a como o Marco Sincrético da Cultura Afro-Brasileira e, no mesmo ano e foi designado, por uma comissão de críticos, para executar cinco medalhões de ouro, prata e bronze, para a Casa da Moeda do Brasil. Em 1998 o Museu de Arte Moderna da Bahia inaugurou a Sala Especial Rubem Valentim no Parque de Esculturas. Foi premiado nas Bienais Internacionais de São Paulo de 1967 e 1973, entre outros. PONTUAL, PÁG.532; WALMIR AYALA, VOL.2, PÁGS.395; TEIXEIRA LEITE, PÁG.517; MEC, VOL.4, PÁG.443; JULIO LOUZADA, VOL.11, PÁG.330; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 682; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 257, ACERVO FIEO; web.artprice.com.



207 - ROBSON GRANADO (XX)

"Xale verde" - óleo sobre tela - 75 x 54 cm - canto inferior direito e dorso - 1989 -

Pintor e desenhista com diversas participações em mostras coletivas e Salões oficiais. JULIO LOUSADA, VOL. 13, PÁG. 156.



208 - YOSO HAMAGUCHI (1909 - 2000)

"Flor" - gravura - H.C. - 5,5 x 07 cm - canto inferior direito -
Com etiqueta da Galeria Luisa Strina - São Paulo, no dorso. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e gravador nascido em Wakayama - Honshu, Japão. Começou a desenhar desde cedo, copiando as gravuras chinesas de seu pai. Estudou escultura na Escola de Belas Artes de Tóquio (1927) e depois pintura e gravura na Academia de La Grande Chaumière em Paris (1930). Em 1939 retornou ao Japão e se estabeleceu em Paris a partir de 1953. Tornou-se um dos mais importantes gravadores contemporâneos, conhecido por revitalizar a técnica da maneira negra (mezzotint). Participou de muitas exposições e foi premiado na Bienal Internacional de São Paulo (1957); nas Bienais Internacionais de Gravura em: Tóquio (1957); Lugano, Suiça (1958); Ljubliana, Yugoslávia (1961); Cracóvia, Polônia (1966); Califórnia, EEUU (1982). ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 12, PÁG. 194; artnet.com; davidsongalleries.com; britannica.com; artprice.com; arcadja.com; invaluable.com; christies.com.



209 - ROBERTO BURLE MARX (1909 - 1994)

Composição - serigrafia - 26/100 - 37 x 42 cm - canto inferior direito - 1972 -

Nasceu em São Paulo e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, paisagista, arquiteto, desenhista, pintor, gravador, litógrafo, escultor, tapeceiro, ceramista, designer de jóias, decorador. Durante a infância viveu no Rio de Janeiro. Foi com a família para a Alemanha, em 1928. Em 1929, freqüentou o ateliê de pintura de Degner Klemn. Nos jardins e museus botânicos de Dahlen, em Berlim, entusiasmou-se ao encontrar exemplares da flora brasileira. De volta ao Brasil, fez curso de pintura e arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1930 - 1934), onde foi aluno de Leo Putz , Augusto Bracet e Celso Antônio. Seu primeiro projeto paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, em 1932. Entre 1934 e 1937, ocupou o cargo de diretor de parques e jardins do Recife, PE, onde passou a residir. Nesse período, foi com freqüência ao Rio de Janeiro e teve aulas com Candido Portinari e com o escritor Mário de Andrade. Em 1937, retornou ao Rio de Janeiro e trabalhou como assistente de Candido Portinari. Foi em 1949, conforme sua paixão por plantas e seu interesse por botânica e jardinagem, que Burle Marx adquiriu um sítio em Barra de Guaratiba, RJ. Com auxílio de botânicos, viajou, coletou, catalogou exemplares de plantas do Brasil e reproduziu em seu sítio a diversidade fitogeográfica brasileira. Em 1985 doou esse sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.Realizou muitas exposições individuais e projetos paisagísticos, participou de diversas mostras oficiais coletivas pelo Brasil e no exterior. PONTUAL, PÁG. 94; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 93; MEC. VOL.1, PÁG.303; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 738; LEONOR AMARANTE, PÁG. 98; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 179; artnet.com. ACERVO FIEO.



210 - TARSILA DO AMARAL (1890 - 1973)

Paisagem - desenho a nanquim - 14 x 20 cm - canto inferior direito -
No estado.

Pintora e desenhista, Tarsila do Amaral nasceu em Capivari, SP e faleceu em São Paulo. Estudou escultura com William Zadig e com Mantovani, em 1916, na capital paulista. No ano seguinte teve aulas de pintura e desenho com Pedro Alexandrino, onde conheceu Anita Malfatti. Ambas tiveram aulas com o pintor Georg Elpons. Em 1920 viajou para Paris e estudou na ‘Académie Julian’ e com Émile Renard. Ao retornar ao Brasil formou em 1922, em São Paulo, o Grupo dos Cinco, com Anita Malfatti, Mário de Andrade, Menotti del Picchia e Oswald de Andrade. Em 1923, novamente em Paris, frequentou o ateliê de André Lhote, Albert Gleizes e Fernand Léger. Foi a criadora de duas das principais tendências ou movimentos de nossa arte nacionalista: o Pau Brasil e o Antropofagia. A convite da Comissão do IV Centenário de São Paulo fez, em 1954, o painel ‘Procissão do Santíssimo’ e, em 1956, entregou ‘O Batizado de Macunaíma’, sobre a obra de Mário de Andrade, para a Livraria Martins Editora. A retrospectiva Tarsila: 50 Anos de Pintura, organizada pela crítica de arte Aracy Amaral e apresentada no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo , em 1969, ajudou a consolidar a importância da artista. TEODORO BRAGA, PÁG. 220; REIS JR., PÁG.388; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 365; MEC, VOL. 4, PÁG. 370; PONTUAL, PÁG. 511; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 492; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 389; ARTE NO BRASIL, PÁG. 577; LEONOR AMARANTE, PÁG. 24; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 958.



211 - CARLOS SCLIAR (1920 - 2001)

Paisagem - desenho a nanquim - 43,5 x 28,5 cm - centro inferior - 08/05/1964 -

Desenhista, gravador, pintor, ilustrador, cenógrafo, roteirista e designer gráfico que nasceu em Santa Maria da Boca do Monte, RS e faleceu no Rio de Janeiro. Assina Scliar. Estudou com Gustav Epstein, em Porto Alegre, em 1934. Participou, em 1938, da fundação da Associação Riograndense de Artes Plásticas Francisco Lisboa. Entre 1939 e 1947, residindo em São Paulo, integrou a Família Artística Paulista - FAP. No Rio de Janeiro, escreveu e dirigiu em 1944 o documentário 'Escadas', sobre os pintores Arpad Szenes e Vieira da Silva com os quais conviveu desde 1941. Convocado pela Força Expedicionária Brasileira - FEB, participou da Segunda Guerra Mundial, na Itália. Morando em Paris de 1947 a 1950, cursou gravura com Galanis na Escola de Belas Artes e teve contato com o gravador mexicano Leopoldo Méndez. De volta ao Brasil, fundou com Vasco Prado o Clube de Gravura de Porto Alegre. Em 1956, passou a viver no Rio de Janeiro. Foi diretor do departamento de arte da revista 'Senhor' entre 1958 e 1960. Fundou a editora Ediarte, em 1962, com os colecionadores Gilberto Chateaubriand, Michel Loeb, Carlos Nicolaievski e o pintor José Paulo Moreira da Fonseca. Realizou durante toda sua vida exposições individuais e participou de inúmeras coletivas e Salões oficiais, recebendo muitos prêmios. Também foram realizadas várias exposições póstumas. MEC VOL.4, PÁG. 214; TEODORO BRAGA, PÁG. 66; WALMIR AYALA VOL.2, PÁG. 306 a 309; PONTUAL, PÁG. 479 e 480; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG.884; VOL.2, PÁG. 925; VOL.13, PÁG. 305; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; RGS, PÁG. 442; ACERVO FIEO.



212 - ALBERTO LUME (1944)

Pronta para a festa - óleo sobre tela - 100 x 100 cm - canto inferior direito -

Português da Ilha da Madeira, onde nasceu a 6/2/1944, LUME, como é conhecido e assina as suas obras, fixou residência no Brasil a partir de 1954. Trouxe na sua bagagens sólidos conhecimentos de bom desenhista e excepcional colorista. Adota os temas brasileiros em suas obras com rara felicidade, fazendo com que as suas obras sejam muito disputadas em leilões e por colecionadores. JULIO LOUZADA, vol. 2 pág. 601 602



213 - ANA MARIA MORTARI (1954)

"Vaso de flores" - óleo sobre tela - 70 x 50 cm - canto inferior direito -

Pintora, desenhista e professora paulista, com participação em mais de duas centenas de salões de artes plásticas, em todo o Brasil, tendo recebido: 10 medalhas de ouro, 19 de prata, 24 de bronze, 3 placas de prata, 7 troféus, 55 menções honrosas, 54 diplomas, 8 premiações especiais e aquisições. Foi membro e presidente de juri de seleção e premiação em vários salões oficiais de belas artes. Escreve artigos sobre artes, cores, técnicas e emprego dos diversos elementos da pintura, além de dedicar-se ao óleo, a aquarela, litogravura, murais e painéis. Ilustrou o suplemento de jornal paulista e livros editados na Europa, sendo correspondente cultural de artes no exterior. Participou de mais de 150 exposições individuais e coletivas, possuindo quadros em vários museus do Brasil e de outros paises. JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 618; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



214 - ALUISIO CARVÃO (1920 - 2001)

Composição - desenho a nanquim - 30 x 21 cm - canto inferior direito -
No estado.

Pintor, escultor, Ilustrador, ator, cenógrafo e professor nascido em Belém, PA e falecido em Poços de Caldas, MG. Iniciou suas atividades artísticas como ilustrador, no Pará. Atuou também como escultor e cenógrafo. Passou a dedicar-se à pintura em 1946 quando realizou sua primeira exposição individual no Amapá, onde residiu temporariamente. Em 1949 foi contemplado pelo MEC com uma bolsa destinada a professores de artes e mudou-se para o Rio de Janeiro. Ingressou no curso livre de pintura de Ivan Serpa, no MAM, RJ (1952). Integrou o Grupo Frente (entre 1953 e 1956). Assinou com os artistas Amilcar de Castro, Franz Weissmann, Lygia Clark, Lygia Pape e o poeta Reynaldo Jardim, o "Manifesto Neoconcreto", escrito por Ferreira Gullar em 1959. Foi contemplado no Salão Nacional de Arte Moderna com o prêmio de viagem ao exterior. Como artista visitante, ingressou na Hochschule für Gestaltung - HfG, em Ulm, na Alemanha. Viajou por vários países da Europa e retornou ao Brasil em 1963. Participou de inúmeras mostras coletivas e oficiais, no Brasil e exterior, como: 1ª Exposição Nacional de Arte Abstrata (1953), Petrópolis-RJ; mostras do Grupo Frente, RJ (1954 e 1955); 1ª Exposição Nacional de Arte Concreta, SP (1956) e RJ (1957); Bienal Internacional de São Paulo (1953, 1955, 1957, 1961, 1973, 1983, 1991); Salão Nacional de Arte Moderna, RJ (1953 a 1960); 4ª Bienal de Tóquio (1957); 1ª Bienal Interamericana do México (1958); Exposição de Arte Neoconcreta, RJ (1959), SP e Salvador; "Konkrete Kunst", Zurique, Suíça (1960); Exposição de Arte Neoconcreta, Munique, Alemanha; "Nova Objetividade Brasileira", MAM-RJ (1967); "Arte Construtiva no Brasil: Coleção Adolpho Leirner", MAM-SP (1980) e MAM-RJ (1999); exposição retrospectiva no Museu Metropolitano de Arte de Curitiba (1996), no MAM, Salvador–BA e MAM, RJ. PONTUAL PÁG. 115; MEC VOL. 1, PÁG. 367; JULIO LOUZADA, VOL. 5 PÁG. 210; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, 655; LEONOR AMARANTE, 75; ARTE NO BRASIL, 921; ACERVO FIEO.



215 - SIRON FRANCO (1947)

Visões rupestres - serigrafia - 104/200 - 47 x 67 cm - canto inferior direito - 1998 -
Siron Franco é artista selecionado para a próxima Bienal de São Paulo e também realizará mostra individual simultaneamente ao evento, na Galeria Marcelo Guarnieri, São Paulo-SP.

Pintor, escultor, ilustrador, desenhista, gravador e diretor de arte, Gessiron Alves Franco nasceu em Goiás, GO. Mudou-se para Goiânia (1950) onde estudou pintura (1960) com D. J. Oliveira e Cleber Gouvêa e também foi aluno-ouvinte da Escola de Belas Artes da Universidade Católica de Goiânia. Frequentou os ateliês de Bernardo Cid e Walter Levy, em São Paulo (1969 e 1971), integrando o grupo que fez a exposição 'Surrealismo e Arte Fantástica', na Galeria Seta. Em 1975, com o Prêmio Viagem ao Exterior (1975 – Salão Nacional de Arte Moderna, RJ) residiu entre capitais europeias e o Brasil. Iniciou o projeto 'Ver-A-Cidade' (1979) realizando diversas interferências no espaço urbano de Goiânia. Desde 1986 realiza monumentos públicos baseados na realidade social do país. Fez direção de arte para documentários de televisão (1985 a 1987) como 'Xingu', concebido por Washington Novaes, premiado com medalha de ouro no Festival Internacional de Televisão de Seul. Realizou exposições individuais e participou de inúmeras mostras coletivas e Salões oficiais, destacando-se: Bienal Nacional de Artes Plásticas, Salvador – BA (1968); Bienal Nacional, SP (1974); Bienal Internacional de São Paulo (1975 – Prêmio de Pintura, 1979, 1989, 1991); Panorama da Arte Atual Brasileira, SP (1976, 1983, 1989); Salão Nacional de Arte Contemporânea, Belo Horizonte – MG (1979); Bienal de Valparaíso, Chile (1981); Bienal de Medellín, Colômbia (1981); 'A Cor e o Desenho do Brasil' - Itália, São Paulo, Holanda, Portugal, França (1984); Bienal de Artes Visuais do MERCOSUL, Porto Alegre – RS (1997, 2005); 'Brasil+500 Mostra do Redescobrimento', São Paulo (2000); Bienal de Havana, Cuba (2003), entre outras. WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 343; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 206; JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 957; PONTUAL PÁG. 222; MEC VOL. 2, PÁG. 206; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 760; LEONOR AMARANTE PÁG. 240, ACERVO FIEO; www.pinturabrasileira.com; www.artprice.com.



216 - ALEX DOS SANTOS (1980)

"Diversão na piscina" - óleo sobre tela - 60 x 80 cm - canto inferior direito e dorso - 2018 -

Alex Benedito dos Santos nasceu em Jaboticabal, SP, no dia 13 de fevereiro de 1980. Pintor autodidata, fez cursos de escultura com o prof. Silvio Scarpa e xilogravura com o prof. Saulo. Participou de "workshops" com o pintor Sigbert Franklin, em 2001. Tem participado regularmente dos diversos Salões Oficiais nas cidades do interior do Estado, destacando-se: I e II Bienal de Artes e Cultura de Jaboticabal, em 1999 e 2001, Salão de Artes Plásticas de Brodósqui, em 2003, quando foi selecionado para o Mapa Cultural Paulista, Salão de Artes Plásticas de Araraquara, em 2003, Salão de Artes Plásticas de Guarulhos, onde obteve Menção Honrosa, em 2004, Salão de Artes Plásticas de Santos, em 2004, Salão de Artes de Piracicaba, em 2005, Salão de Artes Plásticas de Sales de Oliveira, em 2005, onde obteve Menção Honrosa, Salão de Artes Plásticas de Catanduva, obtendo Menção Honrosa, em 2006. Foi premiado com o 1º lugar nos Salões de Artes de Mococa, em 2003, Sales de Oliveira, em 2003, Araraquara, em 2004 e Piracicaba, em 2006. Expõe individualmente desde 2004. Acervo FIEO. -



217 - BELINELI (XX)

"Na cachoeira, uma lavadeira" - óleo sobre tela - 50 x 60 cm - canto inferior direito e dorso -
São Gonçalo do Rio das Pedras - MG. No estado.

Artista plástico, José Antonio Belineli tem participado de diversas mostras coletivas e realizou exposição individual em Belo Horizonte - MG, em 1983. JULIO LOUZADA VOL. 6, PÁG. 109; ITAU CULTURAL.



218 - CON SILVA (1966)

"Nigra Sum Sed Formosa" - óleo sobre tela colada em eucatex - 34 x 32 cm - canto inferior direito - 2018 - Itália -

Pintora autodidata, pesquisadora da cultura popular brasileira e instrutora de artes, Conceição Aparecida da Silva nasceu em Batatais, SP. Expôs, pela primeira vez, em 2013, no Teatro Municipal Fausto Beline Degani, em Batatais, seguida de outras exposições e participações em mostras coletivas. artenaifrio.blogspot.com/2014/05/se-nao-for-de-todas-as-cores-nao-e.html.



219 - CÍCERO MONTEIRO (1939)

"Atracamento" - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito - 1979 -

Alagoano de União dos Palmares, aos dezoito anos foi para o Recife-PE, ingressando na Marinha. Radicou-se em São Paulo, onde produziu intensamente, sendo considerado por Ciccilio Matarazzo, famoso mecenas, um dos mais importantes e originais pintores primitivos brasileiros. JULIO LOUZADA vol.3, pág. 754; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



220 - MARIA AUXILIADORA SILVA (1935 - 1974)

Trabalhadores - técnica mista sobre eucatex - 25,5 x 24,5 cm - canto inferior esquerdo - 1973 - São Paulo -
No estado.

Pintora nascida em Campo Belo, MG e falecida em São Paulo. Foi autodidata em artes plásticas e iniciou sua produção artística por volta de 1954. Em 1968, ligou-se ao grupo de Solano Trindade em Embu, SP e realizou sua primeira mostra individual. Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais. Foi premiada em: Embu, SP (1968); Atibaia, SP (1969); São José dos Campos, SP (1970); Campinas, SP (1970); Santo André, SP (1970); Santana do Parnaíba, SP (1970). Postumamente, foi-lhe dedicado um livro editado por Giulio Bolaffi, Torino, Itália, com texto de Pietro Maria Bardi. MEC VOL. 4, PÁG, 275; ARTE NO BRASIL PÁG. 832; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG, 581; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



221 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Na beira do rio - fotografia - 25 x 24,5 cm - canto inferior direito ilegível -



222 - CARLOS LOUSADA (1905 - 1984)

Vista de Santa Teresa - óleo sobre madeira - 45 x 55 cm - canto inferior direito - 1967 -
No estado.

Autodidata, começou a pintar em 1956 e já nesse ano foi aceito no Salão Ferroviário promovido pelo Ministério da Viação. Participou do Salão Nacional de Arte Moderna de 1962 a 1969, recebendo o certificado de Isenção de Júri em 1967, e da Bienal da Bahia em 1966, assim como da mostra " Três Primitivos ", na Galeria Relevo, Rio de Janeiro (1965). Realizou mostras individuais no Museu de Arte Moderna da Bahia (1964), e na Galeria Rosalvo Ribeiro, de Maceió (1965), e em conjunto com Heitor dos Prazeres e Ivan Moraes no Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro (1966).



223 - IRINEIDE KLOCKNER (1961)

Composição - óleo sobre tela - 50 x 60 cm - dorso -

Pintora nascida em Maringá, PR, Iniciou sua carreira artística em 1983. Desde 2000, dedica-se exclusivamente à pintura em tela, tendo durante estes anos aprimorado sua arte em diversas técnicas, através da convivência com artistas de diferentes estilos. Nos últimos anos tem buscado inspiração em grandes nomes do Abstracionismo, como Jackson Pollock e Jonas Gerard, e desenvolveu seu próprio estilo. Em sua arte, expressa a beleza da vida, em todos seus pormenores e complexidades, na união dos traços aparentemente desconexos se criam momentos únicos. Durante sua carreira, participou de exposições ao longo de toda a região Sul, tendo assinado mais de 2000 obras de arte, que hoje embelezam residências e ambientes corporativos em todo o Brasil. http://www.klockner-art.com; www.artprice.com.



224 - FRANCISCO DA SILVA (1910 - 1985)

Dragão alado - têmpera sobre cartão - 55 x 76 cm - centro inferior - 1971 -
No estado.

Pintor e desenhista, Francisco Domingos da Silva nasceu em Alto Tejo, AC e faleceu em Fortaleza, CE. Filho de índio peruano com brasileira, ainda criança se fixou em Fortaleza, por volta de 1937, onde começou a desenhar a carvão e giz sobre muros e paredes de casebres de pescadores. Na década de 40, sob o incentivo do crítico e pintor suíço Jean Pierre Chabloz, iniciou-se na pintura a guache juntamente com Chabloz, Antônio Bandeira e Inimá de Paula. O mesmo Jean Pierre lança-o em Paris. Entre 1961 e 1963, trabalhou no recém-criado Museu de Arte da UFCE. Expôs individualmente no Brasil a partir de 1943 e em diversas mostras coletivas no Brasil e exterior, com premiações, destacando-se a recebida na XXXIII Bienal de Veneza (1966). JULIO LOUZADA, VOL. 1 PÁG. 909; ITAU CULTURAL; LEONOR AMARANTE; ARTE NO BRASIL, ACERVO FIEO; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 478.



225 - SYLVIO PINTO (1918 - 1997)

Marinha - óleo sobre tela - 38 x 46 cm - canto inferior direito -
No estado.

Pintor, Sylvio da Silva Pinto nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Assina S. Pinto. Teve as primeiras noções de desenho no Liceu de Artes e Ofícios, RJ. Mais tarde recebeu lições de seu pai – o Pinto das Tintas. Foi ainda na casa paterna que conheceu Pancetti. Estudou no Núcleo Bernardelli (1938) e se dedicou exclusivamente à pintura a partir de 1940. Fundou e dirigiu no Jacarezinho, bairro carioca, uma escolinha de arte para crianças pobres. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1988, 1992); Brasília, DF (1988,1993); Rio de Janeiro (1989, 1991, 1993, 1994, 1995); Constância, Portugal (1991). Participou de várias mostras coletivas e Salões oficiais como a I Bienal Internacional de São Paulo (1951). Foi premiado no: Rio de Janeiro (1941, 1943, 1945, 1948, 1949, 1952 – Prêmio Viagem ao Exterior, 1957 – Prêmio Viagem Nacional, 1988, 1989); Salvador, BA (1946, 1950); Constância, Portugal (1994); Brasília, DF (1994); Niterói, RJ (1996). MEC, VOL. 3, PÁG. 419, ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 4, PÁG. 894; VOL. 5, PÁG. 820; VOL. 6, PÁG. 890; VOL. 7, PÁG. 562; VOL. 8, PÁG. 661; VOL. 10, PÁG. 693; ACERVO FIEO; www.academia.org.br; www.artprice.com.



226 - DAREL VALENÇA LINS (1924 - 2017)

Figuras - litografia - 57/110 - 36 x 28 cm - canto inferior direito -
No estado.

Gravador, pintor, desenhista, ilustrador e professor nascido em Palmares, PE. Estudou na Escola de Belas Artes do Recife, atual Universidade Federal de Pernambuco (entre 1941 e 1942). Mudou-se para o Rio de Janeiro (1946); estudou gravura em metal com Henrique Oswald (1948) e recebeu aconselhamento técnico de Oswaldo Goeldi. Atuou como ilustrador em diversos periódicos: revista 'Manchete'; jornais 'Última Hora' e 'Diário de Notícias'; diversos livros: 'Memórias de um Sargento de Milícias' (1957), de Manuel Antônio de Almeida; 'Poranduba Amazonense' (1961), de Barbosa Rodrigues; 'São Bernardo' (1992), de Graciliano Ramos e 'A Polaquinha' (2002), de Dalton Trevisan. Encarregou-se das publicações da Sociedade dos Cem Bibliófilos do Brasil (entre 1953 e 1966). Lecionou gravura em metal no Museu de Arte de São Paulo - Masp (1951); litografia na Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro (entre 1955 e 1957) e na FAAP, São Paulo (1961 a 1964). Realizou painéis para o Palácio dos Arcos, em Brasília (1968-1969) e para a IBM do Brasil, no Rio de Janeiro (1979). Realizou muitas exposições individuais, destacando-se: Rio de Janeiro (1949, 1963, 1964, 1966, 1968, 1973, 1995); Recife, PE (1951); Itália (1952 – Milão, 1958 - Roma); São Paulo (1953 – MASP, 1960, 1967). Participou de várias mostras e Salões oficiais, entre as quais: Salão Nacional de Arte Moderna (1952 a 1960) onde recebeu Prêmio de Viagem ao País (1952) e Prêmio de Viagem ao Estrangeiro (1957); Bienal Internacional de São Paulo (1961 a 1967) recebendo Prêmio Melhor Desenhista Nacional (1963) e Sala Especial (1965); Gravadores Brasileiros Contemporâneos, EUA (1966); Bienal de Tóquio, Japão (1964); Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa (1988, 1993). MEC VOL.3, PÁG. 18; PONTUAL, PÁG.160; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 313; VOL. 8, PÁG. 246; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 715; ARTE NO BRASIL, PÁG. 839; LEONOR AMARANTE, PÁG. 125; ACERVO FIEO; www.graphias.com.br; www.artprice.com.



227 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Maternidade - escultura em bronze - 30,5 x 08 x 05 cm - assinatura ilegível -



228 - INGRES SPELTRI (1940)

"La maja desnuda" - óleo sobre tela - 80 x 60 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor, desenhista, escultor, gravador e professor nascido em Jau, SP. Filho do pintor Augusto Speltri com quem se iniciou na pintura, ainda criança. Em 1959 mudou-se para São Paulo onde estudou Música (1960-1964). Foi professor titular da Escola Panamericana de Arte, SP. Realizou exposições individuais, em São Paulo, nos anos de 1977, 1981, 1978, 1984. Participou de várias mostras e Salões oficiais, sendo premiado em: São Paulo (1963, 1966, 1970, 1971); Santo André, SP (1976). JULIO LOUZADA VOL. 5, PÁG. 1012; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; MEC VOL. 4, PÁG. 338; PONTUAL PÁG. 504; www.artprice.com; www.speltri.com.



229 - IUR SERAVAT FULAM (1959)

"Interpenetrações" - acrílico sobre tela - 60 x 20 cm - dorso - 2018 -

Pseudônimo do autor. Natural de São Paulo (SP), filho primogênito de um casal ligado à atividade cultural (pai artista gráfico e plástico e mãe escritora). Autodidata neste campo, embora tenha tido grande estímulo para o desenho e a pintura acompanhando a atividade artística de seu pai, que também foi marchand a partir da década de 60, permitindo que tivesse estreito contato e pudesse realizar uma grande experimentação ao longo dos anos tanto para a linguagem figurativa com temas ligados ao cotidiano, como para a geométrica. É professor universitário e consultor na área de assuntos públicos e instituições políticas.



230 - JOSÉ ANTONIO DA SILVA (1909 - 1996)

Fazenda - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito e dorso - 1979 -
Procedente da coleção Dr. Chaim José Hamer - São Paulo - SP.

Pintor, desenhista, escritor, escultor, repentista nascido em Sales de Oliveira, SP e falecido em São Paulo. Trabalhador rural, de pouca formação escolar, foi autodidata. Em 1931, mudou-se para São José do Rio Preto, SP. Participou da exposição de inauguração da Casa de Cultura da cidade (1946), quando suas pinturas chamaram atenção dos críticos Lourival Gomes Machado, Paulo Mendes de Almeida e do filósofo João Cruz e Costa. Dois anos depois, realizou mostra individual na Galeria Domus, SP. Nessa ocasião Pietro Maria Bardi, diretor do MASP, adquiriu seus quadros e depositou parte deles no acervo do museu. O MAM, SP editou seu primeiro livro, ‘Romance de Minha Vida’ (1949). Na 1ª Bienal Internacional de São Paulo (1951), recebeu prêmio aquisição do ‘Museum of Modern Art’ (MoMA) de Nova York. Em 1966, o artista criou o Museu Municipal de Arte Contemporânea de São José do Rio Preto e gravou dois LPs, ambos chamados ‘Registro do Folclore Mais Autêntico do Brasil’, com composições de sua autoria. No mesmo ano, ganhou Sala Especial na 33ª Bienal de Veneza. Publicou ainda os livros ‘Maria Clara’ (1970), ‘Alice’ (1972); ‘Sou Pintor, Sou Poeta’ (1982); e ‘Fazenda da Boa Esperança’ (1987). Transferiu-se de São José do Rio Preto para São Paulo, em 1973. Em 1980, foi fundado o Museu de Arte Primitivista José Antônio da Silva (MAP), em São José do Rio Preto, com obras do artista e peças do antigo Museu Municipal de Arte Contemporânea. Realizou inúmeras exposições individuais e participou de muitos certames oficiais pelo Brasil e exterior recebendo muitos prêmios. MEC, vol. 4, pág. 256; PONTUAL, pág. 493 e 494; TEIXEIRA LEITE, pág. 478; JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 958; ARTE NO BRASIL, vol. 2, pág. 958; BENEZIT, vol. 9, pág. 602; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 227; ITAU CULTURAL; LEONOR AMARANTE, pág. 171; Acervo FIEO.



231 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Cangaceiro - litografia - 16/50 - 70 x 52 cm - canto inferior direito - 1970 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



232 - MENASE VAIDERGORN (1927)

No caminho - óleo sobre tela - 30 x 50 cm - canto inferior direito -

Pintor nascido em Hotin, Romênia. Assina MVAIDERGORN. Seus pais vieram para o Brasil (1932) fixando residência em São Paulo. Ingressou na Associação Paulista de Belas Artes (fim da década de 1940) onde conheceu Dario Mecatti que muito o estimulou. Viajou pelo norte da África e Europa. Realizou exposições individuais e participou de diversos salões e mostras coletivas oficiais, recebendo diversos prêmios, entre eles: os do Salão Paulista de Belas Artes, SP (1976 - Medalha de Bronze, 2000 – Prêmio Aquisição, 2001 – Grande Medalha de Prata). JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 1011; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



233 - JANY M. RUCK (1939)

"Sonata para uma platéia atenta" - óleo sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2016 -

Pintora, professora e restauradora, Jany Marylene Ruck nasceu em Agudos, SP. Assinava Jany até 1984. Atualmente assina JM. Ruck. Em Campinas fez cursos livres de desenho e pintura com Elenice Menegon, Aldo Cardarelli, Djalma Urban e Álvaro de Batista. Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais. Foi premiada em: São José do Rio Preto, SP (1984, 1985, 1991); Campinas, SP (1985, 1996); São João da Boa Vista, SP (1985); Itatiba, SP (1985,1987, 1988); Mogi Mirim, SP (1987); Poços de Caldas, MG (1987); Piracicaba, SP (1988); Limeira, SP (1989); Araras, SP (1991); Ribeirão Preto, SP (2003). ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 7 PÁG. 614; VOL. 9, PÁG. 750.



234 - MARIO FIORE MOREIRA JÚNIOR (1950)

"Pintura" - óleo sobre tela - 59 x 55 cm - dorso - 1985 -
No estado.

Pintor, arquiteto e professor, natual da cidade de São Paulo, onde nasceu a 24 de julho de 1950. Fez estágio no ateliê do artista Luis Paulo Baravelli (1975-1977), e estudou desenho com Carlos Fajardo, em 1983. Formou-se em arquitetura pela FAU-SP. Sua pintura retoma e refaz os elementos da Pop-Art - cores fortes, o corte fotográfico das figuras, a ênfase no cotidiano como tema e a preocupação com a criação de novas linguagens. Exposições individuais a partir de 1983 e coletivas desde 1975. JULIO LOUZADA, vol. 2, Pág. 401/402.



235 - RUBENS GERCHMAN (1942 - 2008)

Beijo - pastel - 25 x 34 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, escultor nascido no Rio de Janeiro e falecido em São Paulo. Em 1957, freqüenta o Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro, onde estuda desenho. Faz curso de xilogravura com Adir Botelho e freqüenta a Escola Nacional de Belas Artes - Enba, entre 1960 e 1961. Em 1967, é contemplado com o prêmio de viagem ao exterior no 16º Salão Nacional de Arte Moderna e viaja para os Estados Unidos. Reside em Nova York entre 1968 e 1972. Retorna ao Brasil e faz o roteiro, a cenografia e a direção do filme 'Triunfo Hermético' e os curtas 'ValCarnal' e 'Behind the Broken Glass'. De 1975 a 1979, assume a direção da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, RJ. É co-fundador e diretor da revista 'Malasartes'. Em 1978, viaja para os Estados Unidos com bolsa da Fundação John Simon Guggenheim. Em 1982, permanece por um ano em Berlim como artista residente, a convite do Deutscher Akademischer Austauch Dienst - DAAD [Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico]. Realizou diversas exposições individuais e participou de muitas mostras oficiais no Brasil e pelo mundo recendo prêmios na Bienal de São Paulo (1965), Bienal de Salvador, BA (1966), Bienal de Cali, Colômbia (1967, 1970). JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 417; PONTUAL, PÁG. 235; TEIXEIRA LEITE, "in" A GRAVURA BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 734; ARTE NO BRASIL, PÁG. 974; LEONOR AMARANTE, PÁG. 143, MEC VOL. 2, PÁG. 246; Acervo FIEO.



236 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Passistas - serigrafia - 24,5 x 14,5 cm - canto inferior direito -
Obra impressa por Ateliê Mário Della Parra - Serigrafias, Rio de Janeiro - RJ. No estado.

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



237 - JACQUES CHAPIRO (1887 - 1972)

Mulher - óleo sobre cartão - 68,5 x 53 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e professor nascido em Dvinsk - Rússia, filho de um escultor de madeira. Começou sua formação artística aos dez anos e estudou em várias academias de Belas Artes (Cracóvia, Kiev, Leningrado). Estabeleceu-se em Moscou (1921) onde também trabalhou nos projetos decorativos e de construção do Teatro Meyerhold. Mudou-se para Paris (1925) e, em 1926, participou do Salão dos Independentes, das Tulherias, do ‘Salon d’Automne’, do ‘Surindependants’. Suas obras podem ser encontradas em museus de: Chicago, EUA; Moscou, Rússia e Paris - Jeu de Paume, França. BENEZIT VOL. 2, PÁG. 663; www.ecole-de-paris.fr; www.artprice.com; artist.christies.com; www.braitman.com; www.bbc.co.uk.



238 - IVAN SERPA (1923 - 1973)

Série negra - técnica mista - 22,5 x 18,5 cm - canto inferior esquerdo -
No estado.

Pintor, desenhista, gravador e professor, Ivan Ferreira Serpa nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Estudou gravura e desenho com Axel Leskoschek (entre 1946 e 1948) no Rio de Janeiro. Em 1949, ministrou suas primeiras aulas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, onde, a partir de 1952, exerceu sistemática atividade didática, em especial no ensino infantil. Foi um dos precursores do concretismo no Brasil, criando ao lado de Aluisio Carvão, Lígia Clark, Hélio Oiticica e outros o Grupo Frente, que se manteve ativo de 1954 a 1956, inclusive com exposições no Rio de Janeiro. Participou da Divisão Moderna do SNBA (1947-1951). Em 1957, recebeu o prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna, RJ. Participou da exposição ’Opinião 65’, evento que marca a difusão de uma nova arte de tendência figurativa, a neofiguração. Em 1970, fundou, com Bruno Tausz, o Centro de Pesquisa de Arte no Rio de Janeiro. Participou da Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1961, 1963, 1965) e da Bienal de Veneza (1952, 1954, 1962, 1966). PONTUAL, PÁG 486; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 605; ARTE NO BRASIL, PÁG. 840; LEONOR AMARANTE, PÁG. 26; MEC VOL. 4, PÁG. 221; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 899.



239 - JOSÉ FALCONI FILHO (1941)

"Cena Marroquina" - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior direito e dorso - 2005 - São Paulo -

Pintor e desenhista nascido em Amparo, SP. Começou a produzir na década de 50. Realizou exposições individuais em: Águas de Lindóia, SP (1960); São Paulo (1998, 1999). Tem participado de várias mostras coletivas e oficiais. Foi premiado em: Osasco, SP (1979, 1980, 1985); São Paulo (1982 a 1985, 2003); Salvador, BA (1983, 1984); Rio de Janeiro (1983). JULIO LOUZADA, VOL. 7, PÁG. 249; VOL. 12, PÁG. 150.



240 - FULVIO PENNACCHI (1905 - 1992)

Retirantes - óleo sobre eucatex - 15 x 20 cm - canto inferior esquerdo - 1981 -
Procedente da coleção Dr. Chaim José Hamer - São Paulo - SP.

Pintor, ceramista, desenhista, ilustrador, gravador, professor nascido na cidade de Villa Collemandina, Itália e falecido em São Paulo. Em 1924 foi para Lucca e iniciou sua formação artística no ‘Regio Istituto di Belle Arti’ onde teve aulas com o pintor Pio Semeghini. Mudou-se para São Paulo em 1929 e dedicou-se a diferentes atividades até 1933, quando passou a auxiliar Galileo Emendabili na execução de monumentos funerários. Em 1935, conheceu Francisco Rebolo, passou a frequentar seu ateliê e conviveu com os artistas do Grupo Santa Helena. Nessa mesma época integrou a Família Artística Paulista e iniciou a produção de painéis em afresco e óleo para residências, igrejas, hotéis e outras edificações, destacando-se os afrescos de grandes dimensões para a Igreja Nossa Senhora da Paz, no bairro do Glicério, executados entre 1941 e 1948. Em 1965, iniciou um período de recolhimento e manteve-se afastado das exposições e do circuito artístico. Em 1973, reabriu seu ateliê e recebeu diversas homenagens no Brasil e na Itália. Nesse mesmo ano conheceu a ceramista Eunice Pessoa e com ela desenvolveu um grande número de peças que foram expostas em 1975. Sem nunca ter abandonado as atividades artísticas, voltou a figurar em diversas mostras e continuou a produzir painéis em afresco. Em 1980, Pietro Maria Bardi publicou um livro sobre sua obra. Nove anos depois, foi lançado o livro ‘Ofício Pennacchi’, organizado por Valério Antonio Pennacchi, responsável também pela publicação, em 2002, do livro ‘Fulvio Pennacchi: Pintura Mural’. Importante retrospectiva da obra do artista foi realizada, em 1973, no MAM - São Paulo. TEODORO BRAGA, PÁG. 192; MEC, VOL, 3, PÁG. 365; WALMIR AYALA, VOL, 2, PÁG. 182; PONTUAL, PÁG. 416; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 784; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 740; ACERVO FIEO.



241 - CARYBÉ (1911 - 1997)

"Na praia" - serigrafia - 128/200 - 29 x 39 cm - canto inferior direito -
Reproduzido no catálogo da Mostra Itinerante do artista realizada em treze galerias em 1995, realização Galvão Bueno Marketing Cultural e patrocínio da Galeria de Arte André - São Paulo - SP.

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



242 - ARY BARROS (1926)

Paisagem - óleo sobre eucatex - 50 x 60 cm - canto inferior direito - 1991 -

Pintor, escultor e arquiteto natural desta Capital-SP, onde nasceu a 17/11/1926. Seu contato com a pintura é muito antigo, pois seu pai foi um dos fundadores da Associação Paulista de Belas Artes. Formado em arquitetura, obteve premiações por projetos. Dedicando-se à pintura depois de 32 anos de arquitetura, foi considerado um pesquisador de formas e cores. A paisagem, a figura humana e as composições imprevisíveis de certas telas de um realismo fantástico inédito. JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 104



243 - J. CARLOS (1884 - 1950)

Casal - desenho a nanquim, aquarela e guache - 39 x 27 cm - canto inferior direito -

Chargista, caricaturista, desenhista, pintor, ilustrador, José Carlos de Brito Cunha nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi um dos formadores da tradição da charge brasileira ao lado de Raul Pederneiras e K.Lixto, e criador de tipos como a negrinha 'Lamparina', a 'Melindrosa' e o 'Almofadinha'. Autodidata, iniciou a carreira de caricaturista ainda estudante, quando publicou um de seus desenhos na revista 'O Tagarela' (1902). Em seguida, passou a colaborar regularmente com a revista e no ano seguinte desenhou sua primeira capa na publicação. Colaborou em muitos órgãos da imprensa carioca como 'O Tico Tico', 'Fon-Fon', 'Careta', 'A Cigarra', 'Vida Moderna', 'Eu Sei Tudo', 'Revista da Semana' e 'O Cruzeiro'. Entre 1922 e 1930, exerceu o cargo de diretor artístico das empresas 'O Malho', onde iniciou uma grande série de charges de caráter político, satirizando fatos e personalidades nacionais e estrangeiras. A vertente política foi explorada pelo artista desde o início de sua carreira, sendo ele o responsável pela execução de uma série de charges antibelicistas executadas no período abrangido pelas duas grandes guerras e principalmente durante os dois governos de Getúlio Vargas (1883 - 1954). Esses trabalhos foram publicados principalmente na revista 'A Careta'. Também fez esculturas, foi autor de teatro de revista e letrista de música popular. JULIO LOUZADA vol. 10, pág. 181; CARICATURISTAS BRASILEIROS, de Pedro Corrêa do Lago, pág. 74; WALTER ZANINI, pág. 448; ARTE NO BRASIL, pág. 646; ITAU CULTURAL; www.ims.com.br; www.dec.ufcg.edu.br; www.artprice.com.



244 - KLEBER FIGUEIRA (1932 - 1997)

"Bloco de rua" - óleo sobre tela - 46 x 55 cm - canto inferior direito e dorso - 1993 - Maricá - RJ -

Pintor e professor natural do Rio de Janeiro. Foi sócio-fundador e instrutor do Grupo de Artistas de Maricá (GAM). Autodidata, começou a pintar aos 30 anos. Sua primeira exposição foi em 1968 e quando foi convidado a expor no Museu Nacional de Belas Artes, RJ (1986) decidiu largar a advocacia para se dedicar exclusivamente à pintura. Em 1991 mudou-se para Maricá, RJ. Participou, entre muitas exposições pelo Brasil e exterior, do Salão Nacional de Artes Plásticas de Goiânia, GO (1984), exposição “Naïfs brasileiros de hoje” em Frankfurt, Alemanha (1994), 'Encontros e Reencontros na Arte Naïf: Brasil-Haiti', Brasília, DF (2005), 'Encontros e Reencontros na Arte Naïf: Brasil-Haiti', São Paulo (2005). Faleceu dias antes de sua segunda exposição individual no Museu Nacional de Belas Artes, no Rio. ITAU CULTURAL; www.museunaif.com; mapadecultura.rj.gov.br/manchete/kleber-figueira; gammarica.wordpress.com.



245 - ROBERTO VIEIRA (1939)

Composição - técnica mista - 90 x 90 cm - dorso - 2003 -
(Atenção clientes que não residem em São Paulo: transporte especial devido o peso e a fragilidade da obra. Consulte-nos antes de dar seu lance) .

Pintor, escultor, gravador, arquiteto e músico nascido em Juiz de Fora, MG. Seus estudos iniciais foram na área da música - tornou-se violinista e pertenceu à Orquestra Filarmônica de Juiz de Fora (1955). Transferiu-se para Belo Horizonte onde se formou em Arquitetura (1968) e frequentou a cadeira de violino na Universidade de Música e Artes. Fundou com outros estudantes de arte, a Oficina de Arte em Belo Horizonte (1964). Realizou exposições individuais em: Juiz de Fora, MG (1973, 1977, 1979, 1980, 1983); Rio de Janeiro (1976, 1979); Belo Horizonte, MG (1977, 1981, 1988, 1989). Participou de diversas mostras coletivas e Salões oficiais como a Bienal Internacional de São Paulo (1973); o Panorama da Arte Atual Brasileira – MAM, SP (1976) e outras pelo Brasil e exterior. Foi premiado em: Juiz de Fora, MG (1958, 1987); Belo Horizonte, MG (1973, 1980, 1981, 1985, 1986); Rio de Janeiro (1975). MEC VOL. 4, PÁG. 477; JULIO LOUZADA VOL. 5, PÁG. 1107; ITAU CULTURAL; www.cultura.mg.gov.br/ajuda/story/3383-segunda-edicao-do-arteminas-resgata-a-memoria-a-partir-dos-trabalhos-de-roberto-vieira-jorge-dos-anjos-marco-tulio-resende-e-claudia-renault.



246 - FERNANDO THOMMEN (1957)

"Serra Dourada" - gravura - P.E. - 36 x 51 cm - canto inferior direito -
No estado.

Pintor e gravador nascido em Belo Horizonte, MG. Vive em Goiás. Estudou Artes Plásticas na Escola Guignard em Belo Horizonte. Realizou exposição individual em Campo Grande, MS (1993). Participou de várias mostras coletivas, em 1998, nas seguintes cidades de Goiás: Goiânia, Catalão, Itumbiara, Rio Verde, e da exposição "Novas Aquisições 2003: Coleção Gilberto Chateaubriand" - MAM, RJ (2004). JULIO LOUZADA VOL. 5, PÁG. 1051; ITAU CULTURAL; www.goiania.go.gov.br/sistemas/scmag/asp/scmag00004w0.asp?cd_autor=105.



247 - JOSÉ SABÓIA (1949)

Trabalhadores - óleo sobre tela - 20 x 50 cm - canto inferior direito -
No estado.

Pintor, José Sabóia do Nascimento nasceu em Almadina-BA. Artista autodidata foi para o Rio de Janeiro em 1967 e começou a pintar no ano seguinte, passando a expor seus trabalhos na feira hippie de Ipanema. Fez sua primeira exposição individual em Fortaleza, CE (1970). Entre as exposições de que participou, destacam-se: I e III Salão Nacional de Artes Plásticas do Ceará, Fortaleza, (1969, 1971 - Prêmio Aquisição); Dez Pintores no Rio de Janeiro, no MNBA, RJ (1983); ‘Brésil Naifs’, Paris (1986); ‘Salon d'Art Naif’- Marseilha, França (1987); ‘Pintura, Presença e Povo na Arte Brasileira’ no Museu da Casa Brasileira - São Paulo (1990); ‘Visões do Rio’ no MAM, RJ (1996). No exterior expôs individualmente em São Francisco, EUA e Munique, Alemanha, além de participar de coletivas em vários países e, principalmente na França, com exposições organizadas pela Galeria Jacqueline Bricard e uma presença cativa na ‘Galerie Naïfs du Monde Entier’ em Paris. José Sabóia participou do Concurso Internacional de Morges, quando seu quadro foi eleito pelo público, a melhor obra de 60 participantes de 22 países, premiação que originou o convite da Galeria Kasper para realizar uma exposição individual em 1997. JULIO LOUZADA vol. 11, pág. 278; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 228; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO; www.artprice.com; www.nautilus.com.br; www.ardies.com.



248 - ARLINDO CASTELLANE DI CARLI (1910 - 1985)

Boiada - óleo sobre tela - 47 x 68 cm - canto inferior direito -

Pintor e escultor. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, onde foi aluno de José Maria da Silva Neves e de Enrico Vio. Suas primeiras realizações foram na pintura. Mais tarde passou a dedicar-se também à escultura. Sofreu influência do pintor Armando Balloni. Em 1942, estreando no SPBA, recebeu prêmio de menção honrosa, seguindo-se nos anos posteriores, diversas premiações, inclusive de viagem ao estrangeiro. MEC, vol. 1, pág. 355; WALMIR AYALA, vol.1, págs. 183 e 184; ITAÚ CULTURAL.



249 - JOSÉ PAULO MOREIRA DA FONSECA (1922 - 2004)

Paisagem - óleo sobre cartão colado em eucatex - 51 x 23 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1970 -
No estado.

Pintor, advogado, filósofo e poeta, nascido e falecido no Rio de Janeiro. Autodidata, dedicou-se à pintura a partir de 1950. Realizou várias exposições individuais em São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Alemanha, Portugal, Inglaterra, Áustria, Estados Unidos, México e participou de muitas mostras e Salões oficiais pelo Brasil e Europa. MEC, VOL. 2, PÁG. 183; WALMIR AYALA VOL. 1, PÁG. 423 A 427; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 268; ITAU CULTURAL, ACERVO FIEO.



250 - GREGÓRIO GRUBER (1957)

Centro de São Paulo - pastel - 99 x 69 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor, desenhista, gravador, cenógrafo, escultor e fotógrafo, nascido em Santos-SP. Filho do artista plástico Mário Gruber, em cujo atelier cursou litografia e fez estágio em artes plásticas e fotografia. Estudou desenho com Frederico Nasser -SP. Em Paris cursou desenho na Académie de la Grand Chaumière. Em 1976 recebeu o Prêmio de Melhor Gravador da APCA-SP. O Itaú Cultural-SP, produz filme sobre o artista (1992). JULIO LOUZADA vol.3, pág. 484; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



251 - GENARO DE CARVALHO (1926 - 1971)

Roda gigante - serigrafia - 35/60 - 48 x 33 cm - canto inferior direito - 1956 - Bahia -

Tapeceiro, pintor, desenhista. Genaro Antônio Dantas de Carvalho era natural da cidade de Salvador-BA, onde também faleceu. Em 1944, vai para o Rio de Janeiro, e estuda desenho com Henrique Cavalleiro na Sociedade Brasileira de Belas Artes. É considerado um dos principais ativistas pela renovação da arte na Bahia, ao lado de Carlos Bastos, Caribé e Mario Cravo Jr. Com bolsa de estudos do governo francês, Genaro embarca para Paris em 1949, lá estuda com André Lhote e Fernand Léger na École Nationale de Beaux-Arts. Participa, em 1950, dos Salões de Outono, de Maio e dos Independentes. No ano de 1955, cria o primeiro ateliê de tapeçaria no Brasil, na cidade de Salvador, Bahia. Seu trabalho de maior destaque é o mural realizado para o salão interno do Hotel da Bahia, obra com 200 metros quadrados, intitulada Festejos Regionais Bahianos. Em 1967, a Divisão de Cultura do Departamento de Estado Americano realiza o documentário Genaro e a Tapeçaria Brasileira. Expõe na Bienal Internacional de São Paulo, 1951 e 1955; Bienal Internacional de Tapeçaria, Suiça, 1965; e 1º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM, São Paulo, 1969. Postumamente sua obra figura na 1ª Mostra Brasileira de Tapeçaria, no MAB/FAAP, 1974; Tradição e Ruptura, São Paulo, 1984; e 100 Artistas Plásticos da Bahia, no Museu de Arte Sacra, Salvador, 1999. JULIO LOUZADA vol.3, pág. 231; WALTER ZANINI, pág. 638; LEONOR AMARANTE, pág. 75; ITAU CULTURAL.



252 - ALBERTO DA VEIGA GUIGNARD (1896 - 1962)

Paisagem - desenho a nanquim - 11 x 18,5 cm - canto inferior esquerdo -
Ex coleção Marchand Isaac Ficz, Rio de Janeiro - RJ.

Pintor, professor, desenhista, ilustrador e gravador, Alberto da Veiga Guignard nasceu em Nova Friburgo, RJ e faleceu em Belo Horizonte, MG. Mudou-se com a família para a Europa em 1907. Em dois períodos, entre 1917 e 1918 e entre 1921 e 1923, frequentou a Real Academia de Belas Artes de Munique, onde estudou com Hermann Groeber e Adolf Hengeler. Aperfeiçoou-se em Florença e em Paris, onde participou do Salão de Outono. Retornou para o Rio de Janeiro em 1929 e integrou-se ao cenário cultural por meio do contato com Ismael Nery. Participou do Salão Revolucionário de 1931, e foi destacado por Mário de Andrade como uma das revelações da mostra. Em 1941, integrou a Comissão Organizadora da Divisão de Arte Moderna do Salão Nacional de Belas Artes, com Oscar Niemeyer e Aníbal Machado. Em 1943, passou a orientar alunos em seu ateliê e criou o Grupo Guignard. A única exposição do grupo, realizada no Diretório Acadêmico da Escola Nacional de Belas Artes, foi fechada por alunos conservadores e reinaugurada na Associação Brasileira de Imprensa. Em 1944, a convite do prefeito Juscelino Kubitschek, transferiu-se para Belo Horizonte e começou a lecionar e dirigir o curso livre de desenho e pintura da Escola de Belas Artes, por onde passaram Amilcar de Castro, Farnese de Andrade e Lygia Clark, entre outros. Permaneceu à frente da escola até 1962, quando, em sua homenagem, esta passou a chamar-se Escola Guignard. Participou da Bienal de Veneza (1928, 1952); da Bienal Internacional de São Paulo (1951) e outras. PONTUAL, PÁG. 254; MEC, VOL. 2, PAG. 304; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 236; JULIO LOUZADA, VOL. 10, PÁG. 404; ART PRICE ANNUAL 2000, PÁG. 1013; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 373; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 559; ARTE NO BRASIL, PÁG. 505; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28; www.pinturabrasileira.com; www.brasilescola.com; web.artprice.com.



253 - JOSÉ PANCETTI (1902 - 1958)

Moça - desenho a carvão - 30,5 x 22,5 cm - canto inferior direito e dorso - 1944 -
Com dedicatória e estudo no dorso assinado e datado de 1944. No estado.

Giuseppe Gianinni Pancetti nasceu em Campinas, SP e faleceu no Rio de Janeiro. Filho de imigrantes italianos foi mandado aos dez anos de idade para a Itália, onde trabalhou em diversos ofícios até entrar para a marinha mercante italiana. De volta ao Brasil, em 1920, trabalhou na Oficina Beppe, São Paulo (1921), especializada em decoração de pintura de parede, como cartazista, pintor de parede e auxiliar do pintor Adolfo Fonzari. Em 1922 ingressou na Marinha de Guerra Brasileira, viajando pelo país e exterior, transferindo-se para a reserva em 1946, no posto de Segundo Tenente. Começou a pintar, auto didaticamente em 1924 e, em 1925, servindo no encouraçado Minas Gerais, pintou suas primeiras obras. No ano seguinte, para progredir na carreira, integrou o quadro de pintores dentro da "Companhia de Praticantes e Especialistas em Convés". Passou a frequentar, a partir de 1932, o Núcleo Bernardelli, no Rio de Janeiro, onde recebeu orientação de Manoel Santiago, Edson Motta, Rescála e Bruno Lechowski. Participou do Salão Nacional de Belas Artes, sendo premiado em 1934, 1936, 1939 e, já na Divisão Moderna, recebeu o Prêmio Viagem ao Estrangeiro (1941), o Prêmio Viagem ao País (1947) e a Medalha de Ouro (1948). Figurou na Bienal de Veneza em 1950; ano em que passa a residir em Salvador, BA. Integrou a mostra "Um Século de Pintura Brasileira", realizada no Museu Nacional de Belas Artes (1952) e a exposição "Arte Moderna no Brasil" que percorreu as cidades de Buenos Aires, Rosário, Santiago e Lima, todas em 1957. Participou duas vezes da Bienal de São Paulo, em 1951 e 1955. Mereceu Sala Especial na Bienal da Bahia - Salvador, em 1966. O Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro realizou, em 1962, exposição retrospectiva de sua obra. TEODORO BRAGA, PÁG. 130; PONTUAL, PÁGS. 403 E 404; MEC, VOL. 3, PÁG. 332; REIS JUNIOR, PÁG. 383; ITAU CULTURAL; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 380; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 597; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28; www.mamcampinas.com.br.



254 - ARTE POPULAR BRASILEIRA (XX)

Músico - escultura em terracota - 14 x 08 x 07 cm - assinado -
João Vitalino. No estado.



255 - TOMÁS SANTA ROSA (1909 - 1956)

"Estudo para painel em Brasília - DF" - óleo sobre tela - 72 x 99 cm - canto inferior esquerdo - Brasília -
Ex coleção Embaixador Wladimir Murtinho, Brasília - DF. No estado.

Pintor, gravador, cenógrafo e professor autodidata, Tomás Santa Rosa Júnior nasceu em João Pessoa, PB e falecido em Nova Délhi, Índia. Fixou-se no Rio de Janeiro (1932), começou a trabalhar como auxiliar de Portinari e iniciou também sua carreira de ilustrador que se estenderia por longa série de obras de escritores brasileiros e estrangeiros, que incluiu, dentre outros, Graciliano Ramos, José Lins do Rêgo, Jorge Amado, Castro Alves, Dostoievski. É considerado o primeiro cenógrafo moderno brasileiro. Entre as exposições das quais participou destacam-se: o Salão Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro (1941 - Medalha de Prata); Um Século de Pintura Brasileira, no Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro (1952); II Bienal Internacional de São Paulo (1953); Salão Preto e Branco do III Salão Nacional de Arte Moderna do Rio de Janeiro (1954); 'Arts Primitifs et Modernes Brésiliennes', no Museu de Etnografia de Neuchâtel, Suíça (1955). Após sua morte, suas obras foram expostas nas seguintes mostras: Exposição de Artes Gráficas de Tomás Santa Rosa, na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro (1958); Retrospectiva no Teatro Municipal do Rio de Janeiro (1975); Santa Rosa, Carnaval e Figurinos na Fundação Nacional de Arte (Funarte) de São Paulo (1985); e Bienal Brasil Século XX, na Fundação Bienal de São Paulo (1994). PONTUAL, PÁG. 472; MEC VOL. 4, PÁG. 177; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 460; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 572; LEONOR AMARANTE; www.funarte.gov.br; cpdoc.fgv.br; www.artprice.com.



256 - GUILHERME DE FARIA (1942)

"O desafio" - litografia - P.A. - 75 x 53 cm - canto inferior direito -

Pintor, gravador, desenhista e poeta, Guilherme Caiuby de Faria nasceu em São Paulo. Teve formação autodidata. Iniciou carreira artística em 1962, dedicando-se à produção de desenhos, gravuras e pinturas. Realizou viagem ao interior da Bahia e de Pernambuco, entrando em contato com artistas populares (por volta de 1970). Realizou exposições individuais em: São Paulo (1964, 1966, 1967, 1971, 1974, 1984, 1996, 1997, 2010); Toronto, Canadá (1975); Assunção, Paraguai (1976); Porto Alegre, RS (1978); Ribeirão Preto, SP (1980); Marília, SP (1980); Munique, Alemanha (1983); Quito, Equador (1986); Penápolis, SP (1987); entre outras. Participou de mostras coletivas e oficiais como: I Exposição do Jovem Desenho Nacional, MAC – SP (1965); Panorama da Arte Atual Brasileira, MAM – SP (1969, 1971, 1974, 1977, 1980); Bienal Internacional de São Paulo (1967); I Bienal Latino-Americana, SP (1978); "25 Contemporary Brazilian Artists", Tóquio – Japão (1979); Bienal Internacional de Artes Gráficas, Liubliana – Eslovênia (1989). A partir de 2001 passou a compor cordéis de cunho sertanejo, publicando-os em folhetos ilustrados com xilogravuras de sua autoria. Iniciou carreira de cordelista e declamador em São Paulo, dedicando-se também à divulgação de contos e poemas atribuídos à escritora Alma Welt. MEC VOL.2, PÁG. 142; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 371; VOL. 13, PÁG. 126; PONTUAL PÁG. 202; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.brasilartesenciclopedias.com.br; biografias.netsaber.com.br; www.bcb.gov.br; www.artprice.com.



257 - KINYA IKOMA (1918)

Composição - óleo sobre tela - 30 x 30 cm - canto inferior direito e dorso - 1987 -

Japonês da cidade de Mieken, imigrou para o Brasil em 1931, tornando-se lavrador no interior do Estado de São Paulo. A partir de 1960 dedica-se integralmente à pintura, no gênero abstracionismo-lírico. Expõe coletivamente a partir de 1976 e individualmente desde 1975. JULIO LOUZADA , vol. 10, pág, 434; TEIXEIRA LEITE, pág, 252, Acervo FIEO.



258 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Vasos de flores" - acrílico sobre papel - 21 x 28 cm - canto inferior esquerdo - 1999 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



259 - MANOEL TEIXEIRA DA ROCHA (1863 - 1941)

"Bois de Clamart" - óleo sobre madeira - 22 x 12 cm - canto inferior direito e dorso - 1900 - Paris -

Alagoano de São Miguel dos Campos, veio a falecer na cidade do Rio de Janeiro, onde era radicado desde 1870. Pintor, desenhista, caricaturista e professor, ficou consagrado como o primeiro pintor de renome em Alagoas. Cursou a Imperial Academia de Belas Artes, RJ, tendo como mestre Vitor Meireles. Era considerado o caricaturista da República. Expondo na Europa, recebeu a Grande Medalha de Ouro na Exposição Universal de Paris, em 1889. Foi pensionista do Imperador D Pedro II. Pintou inúmeros retratos como os de D Pedro II, Campos Sales, Floriano Peixoto, etc. A Escola Nacional de Belas Artes-RJ realizou importante exposição póstuma de suas obras (1943). JULIO LOUZADA, vol. 1 pág. 965; ARTE NO BRASIL, pág. 560.



260 - JORGE GUINLE FILHO (1947 - 1987)

"Celebrates" - óleo sobre tela - 124 x 166 cm - dorso - 1980 -
Com etiqueta de Touluse Galeria de Arte, Marquês de São Vicente, n º 52 / loja 350 - Rio de Janeiro - RJ, no dorso e Certificado de Autenticidade firmado por Marco Aurélio Cardoso Rodrigues, herdeiro do artista, datado de 24 de agosto de 2016.No estado. (Atenção clientes que não residem em São Paulo: transporte especial devido ao tamanho. Consulte-nos antes de dar seu lance) .

Pintor, desenhista e gravador nascido e falecido em Nova York, EUA. Mudou-se com a família para o Brasil ainda no ano de seu nascimento e permaneceu no Rio de Janeiro até 1955. Desse ano até 1962, acompanhando a mãe, morou em Paris e, em seguida, em Nova York, onde residiu até 1965. Na França, em paralelo a sua formação regular, iniciou, como autodidata, estudos de pintura e frequentou museus e galerias de arte, prática que manteve quando se transferiu para os Estados Unidos. De 1965 a 1974 viveu no Rio de Janeiro e passou temporadas em Londres e Paris, cidade para onde retornou nesse último ano e se estabeleceu por mais três anos. Em 1977, voltou a residir no Rio de Janeiro. Seu trabalho ganhou repercussão e, na década de 1980, integrou as principais exposições de arte do país. A produção do artista, concentrada em seus últimos sete anos de vida, foi dedicada, sobretudo à pintura. Jorge Guinle foi um importante incentivador da revalorização da pintura promovida pelo grupo de jovens artistas conhecido como Geração 80. Participou da mostra ‘Como Vai Você, Geração 80?’, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage - EAV/Parque Lage, Rio de Janeiro, 1984, escreveu um texto para a edição especial da revista ‘Módulo’ dedicada a essa mostra, participou de várias exposições e eventos realizados por esses artistas e escreveu sobre suas obras. Participou também da 17ª e 18ª Bienal Internacional de São Paulo (1983 e 1985). Em 1985 recebeu o Prêmio de Viagem ao Estrangeiro no 8º Salão Nacional de Artes Plásticas, MAM-RJ. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL. 2, PÁG.482; LEONOR AMARANTE, PÁG. 312. ACERVO FIEO.



261 - IARA BRITO (1948)

Marinha - serigrafia - 23/30 - 58,5 x 47 cm - canto inferior direito - 1977 -

Gravadora, estudou com Antonello L'Abbate em São Paulo. Trabalhou no ateliê da Bienal-SP com Perez Sola, viajando posteriormente para a Europa, onde aperfeiçoou seus conhecimentos. Particpou de diversas exposições coletivas, com premiações. JULIO LOUZADA, vol. 3, pág. 165



262 - MARIA LUIZA LEÃO (1932)

"Ancoradouro deserto" - acrílico sobre tela colado em madeira - 33 x 46 cm - canto inferior direito e dorso - 1980 -

Pintora e desenhista, nasceu na cidade do Rio de Janeiro RJ, onde iniciou seus estudos de pintura e foi aluna de Rodolfo Chambelland. Em 1955 freqüentou o ateliê de Candido Portinari, estudando posteriormente desenho e pintura com Bianco e gravura em metal com Johnny Friedlaender e Rossini Perez no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro - MAM/RJ. Expõe individualmente a partir de 1965 (Galeria Goeldi-RJ), seguindo inúmeras mostras coletivas em salões oficiais. "As naturezas-mortas, os interiores, os barcos de Maria Luiza Leão Litsek, as suas cores e as suas pinceladas, apresentam por vezes ecos longínquos de grandes mestres de um passado ainda recente. Mas o mundo é dela, e a maneira de encará-lo. Não se trata - como tão frequentemente o vemos agora - da adaptação mais ou menos bem-sucedida de uma tendência e de um mundo frequente e completamente alheios ao temperamento e ao modo de pensar dos jovens artistas. Trata-se simplesmente de uma pintora com uma vocação autêntica, uma vocação disciplinada por conhecimento. Uma pintora que tem algo a dizer, sabe como dizê-lo, e fala com franqueza e sinceridade." BERKOWITZ, Marc. JULIO LOUZADA, vol. 7, pág. 390; ITAU CULTURAL.



263 - FRANÇOIS MORELLET (1926)

Composição - serigrafia - 73/200 - 60 x 60 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Artista contemporâneo francês, pintor, gravador e escultor que nasceu em Cholet. Vive e trabalha nessa cidade e em Paris. Foi um dos fundadores do grupo G.R.A.V. (Group de Recherche d’Art Visuel), de 1960 a 1968, junto com os artistas: Francisco Sobrino, Horacio Garcia Rossi , Julio Le Parc, Yvaral, Joël Stein, François e Vera Molnar. Também foi um dos organizadores do movimento internacional de arte cinética: "Nouvelle Tendance". Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras coletivas, em galerias e museus desde 1950, em: Paris, inclusive no Museu do Louvre e D’Orsay; noutras cidades da França: Rennes, Angers, Cluny, Nantes, Saint Paul de Vence, Odeon, Chinon, Le Chateau d’Olonne, Grenoble, Istres, Nancy, Le Chateu Cambrésis; na Alemanha: Stuttgarg, Mainz, Ulm, Marl, Paderborn, Karlsruhe, Münster, Berlim, Bonn, Bremen, Hannover, Rhein, Otterndorf, Reutligen, Kassel (Documenta); na Holanda: Amsterdam, Einhoven; na Suiça: Zurique, Basel; na Itália: Milão, Veneza, Vince; na Bélgica: Gent; na Inglaterra: Birminghan, Newscasttle, Edinburgh, Sheffield, Cardiff, Southampton, Oxford, Leicester; na Dinamarca: Copenhague. Em 1975, aqui no Brasil, obteve o Prêmio Internacional de Pintura na Bienal Internacional de São Paulo. BENEZIT, VOL.7, PÁG. 533; artnet.com; artprice.com; francois-morellet.com; museedulouvre.org; brooklynmuseum.org; rioartecultura.com; fr.wikipedia.org.



264 - NEUTON FREITAS DE ANDRADE (1938)

Lavadeiras - óleo sobre tela - 33 x 24 cm - canto inferior esquerdo - 1984 -

Nasceu em Timburi, SP, a 7 de abril. Foi lavrador na colheita de café e algodão. Mudou-se para São Paulo em 1958, dedicando-se à pintura a partir de 1959. Trata-se de pintor espontâneo, de técnica rudimentar, tratando de modo ingênuo, os temas caipiras. Seu currículo inclui uma extensa de participações em coletivas nacionais e internacionais, com sucesso de crítica e público. JULIO LOUZADA, vol. 2 pág. 65



265 - MANOEL MARTINS (1911 - 1979)

Na beira do rio - guache - 23 x 33 cm - canto inferior direito - 1981 -
No estado.

Natural de São Paulo, MANOEL MARTINS participou ativamente do Grupo Santa Helena, onde defendeu a necessidade de fazer da arte uma profissão, e ocupar com ela, um espaço na sociedade. Manoel Martins, a partir da exposição da Familia Artística Paulista em 1937, realizado pelos integrantes do Grupo, desenvolveu obras no âmbito do figurativo, buscando incorporar a vida, o movimento, as aglomerações do mundo urbano, substituindo a figuração pós-impressionistas por elementos racionais do cubismo com a valorização do expressionismo. TEIXEIRA LEITE, pág. 316; JULIO LOUZADA, vol.11, pág. 201; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 584; ARTE NO BRASIL, pág. 784, Acervo FIEO.



266 - GUYER SALES (1942)

Figuras - gravura - P.A. - 54 x 50 cm - canto inferior direito - 1972 -
No estado.

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador e professor, José Guyer Salles nasceu em São Paulo. Frequentou o curso de iniciação ao desenho da FAAP - SP onde foi orientado por Nelson Nóbrega e Marcelo Grassmann em pintura e gravura (entre 1962 e 1964). Estudou pintura com Glênio Bianchetti (1965) e gravura com Babinski, na Universidade de Brasília. Viajou para os Estados Unidos, como bolsista do "Pratt Graphics Center" de Nova York, onde atuou também como professor assistente (entre 1970 e 1974). Lecionou no "Art Barn" em Connecticut, EUA. De volta ao Brasil (1976), fundou e dirigiu a Oficina de Gravura 76 - núcleo de artistas destinado ao ensino de gravura. Realizou exposições individuais em São Paulo em 1966, 1967, 1987, 1995, 1997 e participou de mostras coletivas e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Participou do "Projeto Cidadania - 200 Anos da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão", da Secretaria do Governo do Estado de São Paulo (1991); ilustrou o livro "Estações", de Flora Figueiredo (1995). PONTUAL PÁG. 258; MEC VOL. 2, PÁG. 310; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 856; VOL.8, PÁG. 380; ITAU CULTURAL; www.artprice.com.



267 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Paris - óleo sobre tela - 50 x 100 cm - canto inferior direito ilegível -
No estado.



268 - NOEMIA MOURÃO (1912 - 1992)

Moça - guache - 25 x 18 cm - canto inferior direito -

Pintora e desenhista. Assina Noemia. Realizou sua primeira individual em 1934, no Rio de Janeiro. Residiu na Europa de 1934 a 1940, frequentando em Paris as academias de la Grande Chaumière e Ranson. Expôs em Montevideu e Buenos Aires. Foi citada por REIS JUNIOR e TEODORO BRAGA. Foi aluna (1932) e mulher (1933) de Di Cavalcanti. MEC vol.3, pág. 265; WALMIR AYALA vol.2, pág.135; PONTUAL, pág. 375; TEIXEIRA LEITE, pág. 356; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 684. Acervo FIEO.



269 - HEZIR GOMES (1916 - 1993)

"Igreja São José dos Pardos" - óleo sobre tela - 61 x 46 cm - canto inferior direito e dorso - 1971 - Ouro Preto -
Com carimbo e etiqueta do Salão Nacional de Belas Artes, no dorso.

Pintor, desenhista e músico nascido em São Paulo e falecido em Minas Gerais. Foi escrivão da polícia em São Paulo. Mudou-se para Ouro Preto, um ano após sua filha ter ingressado na Escola de Minas de Ouro Preto para graduar-se (1970) como a primeira Engenheira Geóloga do Brasil, onde adquiriu o gosto pela pintura e deu vazão a seus dotes musicais. www.wikiwand.com/pt/Hezir_Gomes.



270 - DJANIRA DA MOTTA E SILVA (1914 - 1979)

Paisagem - óleo sobre eucatex - 46 x 61 cm - canto inferior direito -
Ex coleção Dr. Nelson Mendes - Marília - SP.

Pintora, desenhista, ilustradora, cartazista, cenógrafa e gravadora. Djanira da Motta e Silva nasceu em Avaré, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. No final da década de 1930, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde teve suas primeiras instruções de desenho no Liceu de Artes Ofícios e com o pintor Emeric Marcier, hóspede da pensão que Djanira instalou no bairro de Santa Teresa. Os contatos com os artistas Carlos Scliar, Milton Dacosta , Arpad Szenes , Vieira da Silva e Jean-Pierre Chabloz , frequentadores de sua pensão, proporcionaram um ambiente estimulador que a levou a expor no 48º Salão Nacional de Belas Artes, em 1942. No ano seguinte, realizou sua primeira mostra individual, na Associação Brasileira de Imprensa - ABI. Em 1945, viajou para Nova York. De volta ao Brasil, realizou o mural ‘Candomblé’ para a residência do escritor Jorge Amado, em Salvador, e painel para o Liceu Municipal de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Entre 1953 e 1954, viajou a estudo para a União Soviética. De volta ao Rio de Janeiro, tornou-se uma das líderes do movimento pelo Salão Preto e Branco, um protesto de artistas contra os altos preços do material para pintura. Realizou em 1963, o painel de azulejos ‘Santa Bárbara’, para a capela do túnel Santa Bárbara, Laranjeiras, Rio de Janeiro. No ano de 1966, a editora Cultrix publicou um álbum com poemas e serigrafias de sua autoria. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil, EUA e Europa. Foi premiada no Rio de Janeiro (1943, 1944, 1949, 1950 a 1953, 1955, 1963) e em São Paulo (1951, 1955). Participou da 1ª e da 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955). Em 1977, o Museu Nacional de Belas Artes - MNBA, realizou uma grande retrospectiva de sua obra. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 336; PONTUAL, PÁG. 181; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 164; MEC, VOL. 2, PÁG 58; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG, 263; WALTER ZANINI, PÁG. 810; ARTE NO BRASIL, PÁG. 824; ACERVO FIEO.



271 - LOTHAR CHAROUX (1912 - 1987)

Linhas - serigrafia - 34/50 - 71,5 x 50 cm - canto inferior direito - 1976 -
No estado.

Pintor, desenhista e professor austríaco, natural de Viena. Assinava Charoux. Iniciou os estudos artísticos com seu tio, o escultor austríaco Siegfried Charoux. Transferiu-se para o Brasil em 1928, fixando residência em São Paulo. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios da cidade onde conheceu Valdemar da Costa, com ele fazendo aprendizado de pintura a partir de 1940. Posteriormente passa a lecionar desenho no Liceu de Artes e Ofícios e no SENAI. Em 1947, realizou sua primeira exposição individual, na Galeria Itapetininga. Em 1952, participou da fundação do Grupo Ruptura, ao lado de Waldemar Cordeiro, Geraldo de Barros, Anatol Wladyslaw e outros. Com Hermelindo Fiaminghi e Luiz Sacilotto , cria a Associação de Artes Visuais NT - Novas Tendências, em 1963. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras oficiais nacionais como a Bienal Internacional de São Paulo (I a IX, XII, XIII), Panorama da Arte Atual Brasileira (1º ao 3º, 6º, 9º, 11º, 12º) e no exterior. É homenageado com retrospectiva no Museu de Arte Moderna de São Paulo e no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro em 1974. Em 2005, é publicado o livro ‘Lothar Charoux: A Poética da Linha’, pela historiadora de arte Maria Alice Milliet. PONTUAL, PÁG. 131; MEC VOL. 1, PÁG. 433; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 254; VOL. 9, PÁG.207; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 645; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; ACERVO FIEO.



272 - MANOEL SANTIAGO (1897 - 1987)

Paisagem - óleo sobre cartão - 17,5 x 27 cm - canto inferior esquerdo e dorso -

Manoel Colafante Caledônio de Assumpção Santiago nasceu em Manaus, AM e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, desenhista e professor. Mudou-se para Belém em 1903 e iniciou estudos de pintura. Desde 1916 já praticava a arte não figurativa. Em 1919 transferiu-se para o Rio de Janeiro, cursou Direito e frequentou a Escola Nacional de Belas Artes, onde foi aluno de Rodolfo Chambelland e Baptista da Costa. Na época, teve aulas particulares com Eliseu Visconti. Foi casado com a pintora Haydeá Santiago. Participou em 1927 do Salão Nacional de Belas Artes e recebeu o prêmio viagem ao exterior, entre vários outros. Foi para Paris no ano seguinte, e lá permaneceu por cinco anos. De volta ao Rio de Janeiro, em 1932, tornou-se professor do Instituto de Belas Artes. Em 1934, passou a lecionar pintura e desenho no Núcleo Bernardelli, figurando entre seus alunos José Pancetti, Edson Motta, Bustamante Sá, Ado Malagoli, Rescála e Milton Dacosta. Participou da I Bienal Internacional de São Paulo (1951) e do 8º Panorama da Arte Brasileira (1976). PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, VOL. 1, PÁG. 241; TEODORO BRAGA, PÁG. 211; CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO DE PAISAGEM BRASILEIRA, MEC-MNBA /RIO/1944; MAYER/84, PÁG. 1158; REIS JR, PÁG. 378; PONTUAL, PÁG. 473; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 292; ITAÚ CULTURAL, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 865; ACERVO FIEO.



273 - CRISTIANO MASCARO (1944)

Sacadas - fotografia - 18 x 12 cm - canto inferior direito -

Fotógrafo, arquiteto e professor, Cristiano Alckmin Mascaro nasceu em Catanduva, SP. Formou-se em arquitetura pela FAU-USP. Iniciou a carreira fotográfica em 1968, quando foi convidado a participar da primeira equipe da revista 'Veja', em que permaneceu por quatro anos. Foi professor de fotojornalismo da Enfoco Escola de Fotografia, entre 1972 e 1975; dirigiu o Laboratório de Recursos Audiovisuais da FAU-USP, entre 1974 e 1988; e lecionou comunicação visual na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo de Santos, de 1976 a 1986. É Mestre e Doutor pela USP, ganhador de uma Bolsa Vitae de Artes, de três Prêmios Abril de Fotojornalismo e do Prêmio Internacional de Fotografia Eugène Atget, em 1984. Em 2006, participou como arquiteto homenageado da VI Bienal Internacional de Arquitetura e Design apresentando a exposição ‘O Brasil em X, em Y, em Z’ e, em 2007, recebeu o Prêmio Especial Porto Seguro de Fotografia pelo conjunto de sua obra. É autor dos livros ‘A Cidade’, 1979; ‘Cristiano Mascaro, As Melhores Fotos’, 1989; ‘Luzes da Cidade’, 1996, ‘São Paulo’, 2000, e ‘O Patrimônio Construído - as 100 mais belas edificações do Brasil’, 2003. Inúmeras são suas exposições individuais e participações em mostras coletivas e oficiais. ITAU CULTURAL; www.cristianomascaro.com.br; www.funarte.gov.br; www.jornaldafotografia.com.br; veja.abril.com.br; www.imafotogaleria.com.br; www.artprice.com; www.pinacoteca.org.br.



274 - MENASE VAIDERGORN (1927)

"Um lugar para sonhar" - óleo sobre tela colada em eucatex - 27 x 40 cm - canto inferior direito -

Pintor nascido em Hotin, Romênia. Assina MVAIDERGORN. Seus pais vieram para o Brasil (1932) fixando residência em São Paulo. Ingressou na Associação Paulista de Belas Artes (fim da década de 1940) onde conheceu Dario Mecatti que muito o estimulou. Viajou pelo norte da África e Europa. Realizou exposições individuais e participou de diversos salões e mostras coletivas oficiais, recebendo diversos prêmios, entre eles: os do Salão Paulista de Belas Artes, SP (1976 - Medalha de Bronze, 2000 – Prêmio Aquisição, 2001 – Grande Medalha de Prata). JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 1011; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



275 - GRAUBEM DO MONTE LIMA (1889 - 1972)

Pássaros e borboletas - óleo sobre tela - 55 x 38 cm - canto inferior direito - 1969 -

Pintora natural de Iguatu, CE. Faleceu na cidade do Rio de Janeiro. Fixou residência no Rio de Janeiro em 1908, onde se iniciou na pintura como autodidata (1958). Em 1960, prosseguiu seus estudos com Ivan Serpa, no MAM-RJ. Entre as exposições das quais participou, destacam-se: Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro, 1962 e 1963; Bienal Internacional de São Paulo, de 1963 a 1967; Bienal Americana de Arte, Córdoba (Argentina), 1964; Oito Pintores Brasileiros, na Galeria Jacques Massol, Paris (França), 1965; Bienal Nacional de Artes Plásticas, Salvador, Bahia, 1966; Artistas Primitivos Brasileiros Contemporâneos, no Museu de Arte Moderna de Buenos Aires, Argentina, 1966. PONTUAL, pag. 250; ITAU CULTURAL; MEC VOL. 2, PÁG. 282; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 443.



276 - MANABU MABE (1924 - 1997)

Composição - serigrafia - 77/100 - 49 x 69 cm - canto inferior direito - 1981 -
No estado.

Pintor, desenhista, gravador e ilustrador nascido no Japão e falecido em São Paulo. Assina Mabe. De Kobe, Japão, emigrou com a família para o Brasil (1934) para dedicar-se ao trabalho na lavoura de café no interior de São Paulo. Interessado em pintura, começou a pesquisar, como autodidata, em revistas japonesas e livros sobre arte. No fim da década de 1940, em São Paulo, conheceu o pintor Tomoo Handa e Yoshiya Takaoka. Integrou-se ao Grupo Seibi, Grupo 15, Grupo Guanabara. Mudou-se para São Paulo (1957) para dedicar-se exclusivamente à pintura. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras coletivas e oficiais no Brasil e exterior. Entre muitos prêmios recebidos, destacam-se: 1953 - Prêmio aquisição no Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro; 1957 - Pequena Medalha de Ouro no VI Salão Paulista de Arte Moderna, SP; 1958 - Grande Medalha de Ouro no VII Salão Paulista de Arte Moderna, São Paulo; 1959 - Prêmio Governador do Estado no VIII Salão Paulista de Arte Moderna, SP; Prêmio Leirner de Arte Contemporânea, SP; Melhor Pintor Nacional na 5ª Bienal Internacional de São Paulo; Prêmio Braun e Prêmio Bolsa de Estudos na I Bienal de Paris, França; Prêmio aquisição no ‘Dallas Museum of Fine Arts’, Dallas, Estados Unidos; 1960 - Prêmio Fiat na 30ª Bienal de Veneza, Itália; 1962 - Primeiro Prêmio na I Bienal Americana de Arte de Córdoba, Espanha. ARTE NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 1050; EIXEIRA LEITE, PÁG. 296; PONTUAL, PÁG. 325; MEC, VOL. 3, PÁG. 13; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 644; LEONOR AMARANTE, PÁG. 83, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 561; ACERVO FIEO; www.mabe.com.br; www.pinturabrasileira.com; www.museumanabumabe.com.br; www.escritoriodearte.com; www.brasilescola.com; www.artprice.com.



277 - MARLÔ (1952)

Colhendo algodão" - óleo sobre tela - 40 x 20 cm - canto inferior direito - 1976 -

Pintora natural de Ilhéus/BA, iniciou sua carreira em 1974, expondo coletivamente em diversas galerias, entre elas Galeria Cravo-Canela - São Paulo e Galeria Jacques Ardies - São Paulo.



278 - ESCOLA CHINESA, SÉC. XX

Rosto - escultura em pedra - 24 x 13 x 16 cm - não assinado -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")



279 - ADOLFO DE ALVIM MENGE (1880 - 1962)

Paisagem - óleo sobre tela - 18 x 10 cm - canto inferior esquerdo -

Adolpho de Mello e Alvim Menge nasceu em Niterói, RJ e faleceu no Rio de Janeiro. Desenhista, pintor, escritor e diplomata. Estudou pintura com Max Kuchel e Barbasan Lagueruela em Roma (Itália) e na Escola Nacional de Belas Artes no Rio de Janeiro. Entre 1917 e 1919 residiu em Roma, onde atuou na carreira diplomática. De volta ao país, morou no Rio de Janeiro, onde publicou os livros Fragmentos Históricos (1936) e Terras Longínquas e Fatos Remotos (1940); e colaborou com crônicas na seção literária do Jornal do Comércio (1940 a 1951). Dentre as exposições de que participou, destacam-se: Exposição Geral de Belas-Artes (premiado), Rio de Janeiro, várias edições entre 1907 e 1929; Salão da Sociedade Nacional de Belas-Artes, Lisboa, Portugal, 1917 (Segunda Medalha); Mostra Comemorativa do Centenário da Independência, na Escola Nacional de Belas-Artes, Rio de Janeiro, 1922. Postumamente, suas obras figuraram nas mostras: Retrospectiva no MNBA, Rio de Janeiro, 1981; O Rio é Lindo: A Paisagem Carioca no Acervo do BANERJ, na Galeria de Arte BANERJ, 1985; Visões do Rio, MAM/RJ, 1996. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 631; MEC VOL. 3, PÁG. 141; PONTUAL PÁG. 358.



280 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

Torso - escultura em mármore - h = 27 cm - base -
Reproduzido no convite deste Leilão. Ex coleção Renato Antônio Brogiolo - Rio de Janeiro, RJ.

Escultor, desenhista e pintor paulista nascido em Mococa, SP e falecido no Rio de Janeiro. Mudou-se com a família para Itália, e fixou-se em Roma (1913). Iniciou estudos de desenho e escultura com o professor Loss (1920). Participou de movimentos antifascistas e foi preso (1931) por motivos políticos. Foi extraditado para o Brasil (1935) por intervenção do embaixador brasileiro na Itália. Em 1937, viajou para Paris e frequentou as academias ‘La Grand Chaumière’ e ‘Ranson’, onde estudou com Aristide Maillol e conviveu com Henry Moore, Marino Marini e Charles Despiau. Em 1939, retornou a São Paulo e junto com Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Sérgio Milliet, entre outros, participou do Movimento Modernista; foi um dos membros da Família Artística Paulista e do Grupo Santa Helena. Em 1943, transferiu-se para o Rio de Janeiro. A convite do ministro Gustavo Capanema instalou ateliê no antigo Hospício da Praia Vermelha, onde orientou jovens artistas como Francisco Stockinger. Possui obras em espaços públicos como ‘Monumento à Juventude Brasileira’ (1947), nos jardins do antigo Ministério da Educação e Saúde, atual Palácio Gustavo Capanema - RJ; ‘Candangos’ (1960), na Praça dos Três Poderes, e ‘Meteoro’ (1967), no lago do edifício do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília; ‘Integração’ (1989), no Memorial da América Latina, em São Paulo. Participou das Bienais de Veneza (1950, 1952); participou das I, II, IV e IX Bienais de São Paulo, período em que recebeu o prêmio de melhor escultor brasileiro (1953) e sala especial (1967). MEC, VOL.2, PÁG. 250; PONTUAL, PÁG. 237; MAYER/84, PÁG. 1333; BENEZIT VOL. 5, PÁG. 14; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 715; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 422; www.artprice.com; www.pinturabrasileira.com; www.dec.ufcg.edu.br; www.monumentos.art.br.



281 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Vaso de flores - litografia - P.A. - 70 x 49 cm - canto inferior direito - 1984 -
No estado.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



282 - MARCIO SCHIAZ (1965)

Natureza morta - técnica mista - 36 x 25,5 cm - canto inferior direito - 2006 -

Paulistano, o pintor nasceu em 10/5/1965. Estudou na APBA-SP, onde desenvolveu curso de desenho e pintura, frequentado sessões de modelo vivo. Individuais desde 1989 e coletivas em Salões Oficiais, com sucesso de crítica. Recebeu diversos prêmios. JULIO LOUZADA, vol.13, pág. 304; Acervo FIEO.



283 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Composição - técnica mista sobre tela - 80 x 80 cm - não assinado -



284 - MARIO ZANINI (1907 - 1971)

Menina - desenho a carvão - 15 x 25,5 cm - canto inferior direito - 1936 -
No estado.

Pintor, decorador, ceramista, professor, Mário Zanini nasceu e faleceu em São Paulo. Foi um dos integrantes de dois importantes movimentos artísticos considerados históricos na pintura paulista: o Grupo Santa Helena e a Família Artística Paulista. Sua formação artística se deu em São Paulo quando aos 13 anos iniciou curso de pintura da Escola Profissional Masculina do Brás e de 1924 a 1926, matriculou-se no curso de desenho e artes do Liceu de Artes e Ofícios. Conheceu Alfredo Volpi em 1927 e no ano seguinte estudou com o pintor Georg Elpons. Trabalhou no escritório de decoração de Francisco Rebolo entre 1933 e 1938. Em 1940 recebeu medalha de prata no 46º Salão Nacional de Belas Artes e foi convidado por Rossi Osir a trabalhar em seu ateliê de azulejos artísticos, o Osirarte. Em 1950, viajou por seis meses pela Itália, em companhia de Volpi e Osir. A partir de 1968 lecionou na Faculdade de Belas Artes de São Paulo. Participou de vários Salões oficiais e mostras coletivas no Brasil, como I e III Bienal Internacional de São Paulo e no exterior. Sua família doou 108 de suas obras ao Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo - MAC/USP em 1974. MEC, VOL. 4, PÁG. 531; PONTUAL, PÁG. 557; TEODORO BRAGA, PÁG. 250; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 451; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; ARTE NO BRASIL, PÁG. 778; LEONOR AMARANTE, PÁG.38; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 1085; ACERVO FIEO.



285 - EUGÊNIO DE PROENÇA SIGAUD (1889 - 1979)

"O morro" - óleo sobre tela - 45,5 x 77,5 cm - canto inferior direito e dorso - 1971 -

Estudou desenho na Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro com Modesto Brocos, formando-se em arquitetura em 1932, nessa mesma escola. A partir de 1935, dedicou-se à pintura mural e, de 1937, à pintura de temas sociais, com predominância de motivos de operários em construção e trabalhadores rurais. Caracteriza-se por uma grande versatilidade técnica, sendo dos raros pintores brasileiros a utilizar, lado a lado, o óleo, a têmpera e a encáustica, além da aquarela e do guache. Participou do Núcleo Bernardelli. PONTUAL, pág. 489; MEC, vol. 4, pág. 243; TEIXEIRA LEITE, pág. 475 e 476; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 324 a 327; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 579; ARTE NO BRASIL, pág. 763, Acervo FIEO.



286 - MARCELO GRASSMANN (1925 - 2013)

Mulheres - xilogravura - P.A. - 38 x 31,5 cm - canto inferior direito - 1949 -

Desenhista, gravador, ilustrador, pintor, escultor e professor, nasceu em São Simão, SP. Estuda fundição, mecânica e entalhe em madeira na Escola Profissional Masculina do Brás, SP. Passa a realizar xilogravuras a partir de 1943. Atua como ilustrador do Suplemento Literário do ‘Diário de São Paulo’, do ‘O Estado de S. Paulo’ e do ‘Jornal do Estado da Guanabara’. Quando reside no Rio de Janeiro, a partir de 1949, freqüenta os cursos de gravura em metal, com Henrique Oswald e de litografia, com Poty, no Liceu de Artes e Ofícios. Em Salvador (1952), trabalha com Mario Cravo Júnior. .Recebe o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Arte Moderna (1953) e vai para a Academia de Artes Aplicadas, em Viena. Passa a dedicar-se principalmente ao desenho, à litografia e à gravura em metal. Em 1969, sua obra completa é adquirida pelo governo do Estado de São Paulo, passando a integrar o acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo . Em 1978, a casa em que nasceu, em São Simão, é transformada em museu e tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo - Condephaat. Participou de muitas exposições e das Bienais de: São Paulo (1951 a 1961, 1967, 1969, 1979, 1985, 1989); Veneza (1950, 1956, 1958, 1962); Paris (1959). Principais prêmios: Bienal de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1959, 1967); Bienal de Veneza (1950, 1956, 1958,1962); Bienal de Paris (1959). PONTUAL, PÁG. 249; MEC, VOL. 2, PÁG. 281 E 282; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG. 439; VOL. 5, PÁG. 453; VOL. 9, PÁG. 383.



287 - MANEZINHO ARAUJO (1910 - 1993)

Vila - óleo sobre tela - 27 x 35 cm - canto inferior esquerdo - 1974 -

Com apenas dezesseis anos de idade mudou-se para Recife, a fim de concluir seus estudos. Após cursar a escola de comércio de Pernambuco, transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde foi buscar fama através da música, sua primeira paixão. Destacou-se como compositor e intérprete de música popular nordestina, o que lhe valeu a possibilidade de montar um restaurante de comida nordestina em SP, muito famoso durante vários anos, o Cabeça Chata. Apesar de viver, em SP, suas raízes ainda permanecem em Pernambuco. De uma forma autodidata começou a dedicar-se à pintura, retratando o folclore nordestino, sua gente, suas vidas, fase que sustentou até o seu desaparecimento, com uma menção surrealista. Expôs individualmente nas Galerias Astreia e Capela (SP), e na Ranulfo em Recife (1969). Em 1968, apresentado por Aldemir Martins, teve publicado o álbum de serigrafias Meu Brasil. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 56; MEC, vol. 1, pág. 109; PONTUAL, pág. 38; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 18; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 832; Acervo FIEO.



288 - OSMAR SILVA MACIEL (1935)

Natureza morta - óleo sobre cartão - 20 x 26 cm - canto inferior direito e dorso - 1985 -
No estado.

Natural de Campinas, SP, onde nasceu a 15/4/1935. Frequentou os ateliês de Ettore Federighi e Edmundo Migliaccio. Tem como tema os elementos da vida interiorana. Participou regularmente de exposições no Estado de São Paulo a partir de 1960, recebendo premiações nos Salões Oficiais. JULIO LOUZADA, vol.2, pag.613.



289 - MENOTTI DEL PICCHIA (1892 - 1988)

Figura - desenho a lápis - 14,5 x 12 cm - centro inferior -
No estado.

Literáto, crítico e pintor. Foi um dos principais articuladores da semana de arte modena de 1922, juntamente com Mario de Andrade, Oswald de Andrade, Di Cavalcanti , entre outros. Defendeu uma cultura esclusivamente nacional. Sua Ligação com as artes plásticas também foi insisiva, defendendo e divulgando artistas que na época eram mal aceitos ou incompreendidos, como Anita Malfatti, Victor Brecheret. JULIO LOUZADA, vol. 1 pag. 765; WALTER ZANINI, pág. 519; ARTE NO BRASIL, pág. 655; LEONOR AMARANTE, pág. 49.



290 - LOTHAR CHAROUX (1912 - 1987)

"Linhas" - óleo sobre tela - 100 x 35 cm - dorso - 1979 -
Com Certificado de Autenticidade firmado pelo Senhor Raul Sérgio Bueno Charoux, filho do autor, datado de 12 de novembro de 2015.

Pintor, desenhista e professor austríaco, natural de Viena. Assinava Charoux. Iniciou os estudos artísticos com seu tio, o escultor austríaco Siegfried Charoux. Transferiu-se para o Brasil em 1928, fixando residência em São Paulo. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios da cidade onde conheceu Valdemar da Costa, com ele fazendo aprendizado de pintura a partir de 1940. Posteriormente passa a lecionar desenho no Liceu de Artes e Ofícios e no SENAI. Em 1947, realizou sua primeira exposição individual, na Galeria Itapetininga. Em 1952, participou da fundação do Grupo Ruptura, ao lado de Waldemar Cordeiro, Geraldo de Barros, Anatol Wladyslaw e outros. Com Hermelindo Fiaminghi e Luiz Sacilotto , cria a Associação de Artes Visuais NT - Novas Tendências, em 1963. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras oficiais nacionais como a Bienal Internacional de São Paulo (I a IX, XII, XIII), Panorama da Arte Atual Brasileira (1º ao 3º, 6º, 9º, 11º, 12º) e no exterior. É homenageado com retrospectiva no Museu de Arte Moderna de São Paulo e no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro em 1974. Em 2005, é publicado o livro ‘Lothar Charoux: A Poética da Linha’, pela historiadora de arte Maria Alice Milliet. PONTUAL, PÁG. 131; MEC VOL. 1, PÁG. 433; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 254; VOL. 9, PÁG.207; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 645; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; ACERVO FIEO.



291 - MARIO CRAVO JR (1923 - 2018)

Cristo - gravura aquarelada - 38 x 26 cm - canto inferior direito - 1954 -

Escultor. Após realizar seus estudos, primeiro com um santeiro baiano,e depois com Cozzo, seguiu para os Estados Unidos, aperfeiçoando-se ali com Mestrovic (1949). Teve o prêmio de escultura na II Bienal de São Paulo, e tem participações em várias exposições, dentro e fora do Brasil. Professor de gravura na Universidade da Bahia. Sua escultura, de cunho expressionista, divide-se em duas fases: a figurativa (santos e imagens na tradição barroca) e não figurativa (experiências formais). Mário Cravo trabalha a madeira e o metal com perícia idêntica. Permaneceu na Europa (Berlim e outros centros) entre 1963 e 1964. MEC,vol. 1, págs. 495 a 497; PONTUAL, págs. 150/1; JULIO LOUZADA, Ed./85, págs. 281/2; BENEZIT, vol. 3, pág. 261; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 638; ARTE NO BRASIL, pág. 846; LEONOR AMARANTE, pág. 23.



292 - RAUL PARANHOS PEDERNEIRAS (1874 - 1953)

Rosto - desenho a nanquim - 40 x 30 cm - canto inferior direito -

Desenhista, caricaturista e pintor nascido e falecido na cidade do Rio de Janeiro. Colaborou com as publicações O Mercúrio, REvista da Semana, O Tagarela, Dom Quixote, O Malho e Jornal do Brasil. Publicou o livro Lições de Caricatura (1928). Foi professor na antiga ENBA (1918-1938). Herman Lima disse também que: "sem ter sido um satirista à outrance (...) a característica primacial de sua arte é a de sorrir e fazer sorrir a tudo e a todos, na sua teimosa resistência de boêmio retardatário". Individuais em 1926 e coletivas em 1935, recebendo diversas premiações. JULIO LOUZADA, vol. 8 pág. 687; História da Caricatura no Brasil, pág. 988; Caricaturistas Brasileiros, pág. 60.



293 - HENRIQUE BERNARDELLI (1858 - 1936)

Natureza morta - óleo sobre tela colada em madeira - 27 x 34,5 cm - canto inferior direito -

Natural de Valparaíso, Chile, Henrique Bernardelli faleceu no Rio de Janeiro, cidade brasileira que adotou, inclusive a nacionalidade na década de 1870. Frequentou a Academia Imperial de Belas Artes, inclusive como aluno de Zeferino da Costa. Em 1878 viajou para a Itália, encontrando-se com o irmão, Rodolfo, escultor, que gozava merecido prêmio de viagem conquistado na Academia. Foi professor da ENBA-RJ. Os seus trabalhos inculcam um temperamento irriquieto, nervoso, sôfrego de impressões. A sua obra é original, vigorosa, cheia de calor e de ousadia. MEC, vol.1, pág.217/218; WALMIR AYALA, vol.1, pág.96/7; TEIXEIRA LEITE, pág.71, ARTE NO BRASIL, vol.1, pág.32; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 411; ARTE NO BRASIL, pág. 392; F. ACQUARONE.



294 - RINALDO (1961)

"Lenhador" - óleo sobre tela - 19 x 29 cm - lado direito e dorso - 1991 - São Paulo -

Pintor, começou a expor em 1971. Trabalhos seus figuram em calendários da Glasurit e Basf de São Paulo. Participa de coletivas no MASP, SESI-SP, Circolo Italiano e Casa Tabacow-SP. Expôs também na Itália e nos EUA. JULIO LOUZADA, vol. 4, pág. 945



295 - EMMANUEL NASSAR (1942)

"Roleta" - guache - 47 x 76 cm - canto inferior direito - 1987 -

Pintor, desenhista. Realiza instalações e relevos pintados. Em 1969, após uma viagem à Europa, o artista decide estudar arquitetura, formando-se pela Universidade Federal do Pará - UFPA, em 1974. Trabalha inicialmente com acrílica sobre tela e, mais tarde, estuda técnicas como o relevo sobre madeira. A partir de 1980, torna-se professor de educação artística na UFPA. Em 1981, cria a obra tridimensional Recepcôr. A partir desse trabalho, passa a realizar pinturas em que representa pequenos mecanismos, contendo eixos, manivelas e placas de cor, incorporando também objetos comuns, como garrafas. Em alguns quadros evoca a cultura popular local, como nas cores vibrantes e formas geométricas das casas e de barracas de feira. Em 1985, em uma nova pesquisa, realiza trabalhos em que apresenta uma releitura dos desenhos e pinturas presentes em bares e banheiros públicos. Em outros trabalhos, alia imagens do universo do consumo a outras, recorrentes nos subúrbios da sua cidade natal. Em 1998, realiza a instalação Bandeiras, no Museu de Arte Moderna de São Paulo - MAM/SP e no Museu Estadual do Pará, na qual se apropria de 143 bandeiras de municípios paraenses, que são distribuídas pelas paredes dos museus. Em 1999, com a obra Incêndio, recebe o grande prêmio da 6ª Bienal de Cuenca, no Equador. ITAÚ CULTURAL. -



296 - MARIA BONOMI (1935)

Composição - litografia - P.A. - 70 x 49 cm - canto inferior direito - 1983 -

Gravadora, pintora, figurinista, cenógrafa, muralista e escultora nascida em Meina, Itália. Mudou-se para o Rio de Janeiro ainda criança. Em São Paulo (década de 1950), estudou inicialmente com Yolanda Mohalyi, Karl Plattner e Livio Abramo. Na 'Columbia University', Nova York - EUA estudou artes gráficas com Hans Muller e História da Arte Comparada com Meyer Schapiro. Obteve bolsa de estudos no Pratt Institute, Nova York - EUA onde trabalhou com Seong Moy e Fritz Eichenberg, entre outros. De volta ao Brasil (1959) continuou seu aperfeiçoamento na gravura com Friedlaender no MAM, RJ. Fundou com Lívio Abramo o 'Estudio Gravura' (década de 1960), em São Paulo. Realizou várias exposições individuais e tem participado de muitas mostras coletivas e oficiais, no Brasil e no exterior. Recebeu, entre outros, o Prêmio de Melhor Gravador da VIII Bienal de São Paulo (1965); o Prêmio de Gravura na V Bienal de Paris (1968); o Prêmio de Gravura da VIII Exposição Internacional Ljubljana, modalidade xilogravura; o Prêmio de Aquisição na IX Bienal de mesmo nome (1971), culminando com o Prêmio Internacional de Gravura, modalidade litografia (1983). Como cenógrafa vale destacar o Prêmio de Revelação de Cenógrafa e Melhor Figurinista com a peça 'As feiticeiras de Salém' de Arthur Miller. O Prêmio Revelação dado pela APCT – Associação Paulista de Críticos Teatrais se repetiu nos anos de 1962, 1965 e 1967. Em 1965, recebeu o Prêmio Molière como melhor cenógrafa da peça "A megera domada”, de Shakespeare. Desde 1975 tem realizado numerosos painéis em concreto, de grandes dimensões, como os do Saguão do Maksoud Hotel e do Banco Sudameris do Brasil, as fachadas laterais do Esporte Clube Sírio e do Edifício J. Riskallah Joye, todos em São Paulo e, em Santiago do Chile, os painéis do Banco Exterior da Espanha. JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG.142; PONTUAL PÁG.80; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG.692; ARTE NO BRASIL PÁG.837; LEONOR AMARANTE PÁG.75, ACERVO FIEO; www.memorial.org.br; www.pinacoteca.org.br; www.bcb.gov.br; www.artprice.com.



297 - GINO BRUNO (1889 - 1977)

Menina - óleo sobre tela - 40 x 30 cm - canto inferior direito -
No estado.

Nascido e falecido em São Paulo, este pintor foi especialista em figuras, interiores e naturezas-mortas. TEODORO BRAGA, pág. 108; MEC, vol. 1, pág. 299; PONTUAL, pág. 92; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 135; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 623; Acervo FIEO.



298 - LUCIA HELENA SIEPMANN (XX)

Flores - fotografia - 38,5 x 58 cm - não assinado - 2008 - New York -

Fotógrafa com participações em mostras coletivas.



299 - RUBENS GERCHMAN (1942 - 2008)

Ciclistas - desenho a caneta - 21,5 x 32 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, escultor nascido no Rio de Janeiro e falecido em São Paulo. Em 1957, freqüenta o Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro, onde estuda desenho. Faz curso de xilogravura com Adir Botelho e freqüenta a Escola Nacional de Belas Artes - Enba, entre 1960 e 1961. Em 1967, é contemplado com o prêmio de viagem ao exterior no 16º Salão Nacional de Arte Moderna e viaja para os Estados Unidos. Reside em Nova York entre 1968 e 1972. Retorna ao Brasil e faz o roteiro, a cenografia e a direção do filme 'Triunfo Hermético' e os curtas 'ValCarnal' e 'Behind the Broken Glass'. De 1975 a 1979, assume a direção da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, RJ. É co-fundador e diretor da revista 'Malasartes'. Em 1978, viaja para os Estados Unidos com bolsa da Fundação John Simon Guggenheim. Em 1982, permanece por um ano em Berlim como artista residente, a convite do Deutscher Akademischer Austauch Dienst - DAAD [Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico]. Realizou diversas exposições individuais e participou de muitas mostras oficiais no Brasil e pelo mundo recendo prêmios na Bienal de São Paulo (1965), Bienal de Salvador, BA (1966), Bienal de Cali, Colômbia (1967, 1970). JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 417; PONTUAL, PÁG. 235; TEIXEIRA LEITE, "in" A GRAVURA BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 734; ARTE NO BRASIL, PÁG. 974; LEONOR AMARANTE, PÁG. 143, MEC VOL. 2, PÁG. 246; Acervo FIEO.



300 - WALTER LEWY (1905 - 1995)

Surreal - óleo sobre tela - 50 x 65 cm - canto inferior esquerdo - 1942 -
Reproduzido no convite deste Leilão. Com estudo no dorso. Procedente da coleção Dr. Chaim José Hamer - São Paulo - SP.

Gravador, pintor, ilustrador, paisagista, desenhista e publicitário nascido em Bad Oldesloe, Alemanha e falecido em São Paulo. Estudou na Escola de Artes e Ofícios de Dortmund, Alemanha (1923-1927). Nesse período, filiou-se à tendência do realismo mágico. Em 1928 participou de coletivas em Dortmund, Gelsenkirchen, Boclusim e outras cidades. Com a crise econômica de 1929, Lewy perdeu seu emprego de desenhista numa gráfica e foi viver com os pais no interior, tornando-se ilustrador de anedotas em jornais. Realizou sua primeira exposição individual em Bad Lippspringe (1932), mas foi fechada quando a Câmara de Arte Alemã proibiu a participação de judeus na vida artística. Escapando dessa situação opressora, o artista imigrou para o Brasil (1938), retomando profissionalmente a pintura. Deixou para trás centenas de trabalhos, que foram enviados para a Holanda e perdidos durante os bombardeios da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). No Brasil, fixou-se em São Paulo. Nos primeiros anos fez desenho publicitário e mais tarde capas de livros e ilustrações para diversas editoras. Ilustrou obras de Bertrand Russell, Machado de Assis e Arnold Toynbee, entre outras. Mais tarde, empregou-se como diagramador, letrista e arte-finalista nas agências de propaganda De Carli, Lintas Publicidade, Martinelli, Santos & Santos e Thompson Propaganda. Participou de Salões Nacionais e Bienais de São Paulo, entre 1951 e 1965, recebendo diversas premiações oficiais. JULIO LOUZADA, VOL. 10, PÁG. 497; MEC, VOL. 2, PÁG. 474; TEODORO BRAGA, PÁG. 245; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 286; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 630; LEONOR AMARANTE, PÁG. 142; ACERVO FIEO.



301 - FRANCISCO REBOLO GONSALES (1903 - 1980)

"Árvore" - água forte - P.A. - 26,5 x 34 cm - canto inferior direito -
Com etiqueta do Museu de Arte Moderna de São Paulo - MAM, no dorso.

Pintor e gravador nascido e falecido em São Paulo. Iniciou seus estudos em artes na Escola Profissional Masculina do Brás, onde teve aulas de desenho com o professor Barquita (1915 e 1917). Aos 14 anos, trabalhou como aprendiz de decorador de paredes. Paralelamente à sua atividade como decorador, atuou como jogador de futebol. Em 1926, montou ateliê de decoração na Rua São Bento. A partir de 1933, transferiu seu ateliê para uma sala no Palacete Santa Helena, quando se iniciou na pintura. A partir de 1935, partilhou seu ateliê com Mario Zanini. Posteriormente, outras salas do Palacete foram transformadas em ateliês e ocupadas por vários pintores, entre eles: Fulvio Pennacchi, Bonadei, Humberto Rosa, Clóvis Graciano, Alfredo Volpi, Rizzotti e Manoel Martins. Mais tarde, este grupo de artistas passou a ser denominado Grupo Santa Helena. Rebolo esteve presente em todos os importantes eventos ligados à história da arte moderna. Integrou, por exemplo, o Salão de Maio, os Salões da Família Artística Paulista e do Sindicato dos Artistas Plásticos; pertenceu ao grupo de artistas que defendeu a criação de um Museu de Arte Moderna em São Paulo e, mais tarde, a Bienal, entre outros feitos que foram relatados na cronologia de sua vida artística. Um ponto alto de sua carreira foi quando recebeu, no Salão de Arte Moderna do Rio de Janeiro, o "Prêmio de Viagem ao Exterior", em 1954. Em 1956, fez curso de restauração no Vaticano, participando da recuperação de uma obra de Raphael. A partir de 1959, incentivado por Marcelo Grassmann, iniciou uma série de experiências como gravador. MEC, VOL. 4, PÁG. 28; TEODORO BRAGA, PÁG. 202; PONTUAL, PÁG. 447; REIS JR., PÁG. 382; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 433; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; LEONOR AMARANTE, PÁG. 13; ARTE NO BRASIL; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 807; VOL. 13, PÁG. 278; www.sampa.art.br; www.macvirtual.usp.br; www.unesp.br.



302 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Bumba meu boi" - desenho a lápis e aquarela - 22 x 29 cm - canto inferior direito - Setembro de 1975 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



303 - RODRIGO DE HARO (1939)

Casario - desenho a nanquim - 14,5 x 16 cm - centro inferior -
No estado.

Rodrigo de Haro nasceu em Paris-França. Pintor, desenhista e escritor. Divide suas atividades profissionais entre Florianópolis e São Paulo. Por volta de 1987, trabalha na decoração do Teatro Municipal de Florianópolis com 80 painéis Mandalas. Entre as mostras de que participa, destacam-se: Coletiva Artistas Catarinenses, Santa Catarina, 1955 (Prêmio Aquisição); Salão Nacional do Paraná, 1967; Arte Fantástica, no Paço das Artes de São Paulo, 1972; Destaques da Pintura Brasileira, no Museu de Arte Moderna de São Paulo, 1985; Mostra do Desenho Brasileiro, no Museu de Arte Contemporânea de Curitiba, Paraná, 1994. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 244; PONTUAL, pág. 260; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 143; WALTER ZANINI, pág. 805; ITAU CULTURAL.



304 - JOSÉ MORAES (1921 - 2003)

Composição - desenho a lápis de cor - 31 x 21 cm - canto inferior esquerdo - 07/02/1985 -

Pintor, gravador, desenhista, escultor, ilustrador e professor, José Machado de Morais nasceu no Rio de Janeiro e faleceu em São Paulo. Assina José Moraes. Formou-se em pintura pela Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1941). Paralelamente aos estudos universitários, teve aulas de pintura com Quirino Campofiorito. Tornou-se assistente de Candido Portinari, em Brodosqui (1942) e trabalhou com o mesmo na execução do painel da capela de São Francisco de Assis, de Oscar Niemeyer, em Belo Horizonte (1945). Realizou exposições individuais no: Rio de Janeiro (1945, 1947, 1966, 1968, 1969, 1970); São Paulo (1962, 1965, 1967, 1970, 1979 – MAM, SP, 1982, 1983, 1984, 1986); Bagé, RS (1946, 1979); Pelotas, RS (1946); Porto Aiegre, RS (1948, 1980, 1988, 1992, 1995); Uberlândia, MG (1952, 1972, 1977, 1978, 1987); Belo Horizonte, MG (1964); Campinas, SP (1974); Cataguases, MG (1981); Goiânia, GO (1987); Brasília, DF (1989, 1995). Participou de várias mostras coletivas e Salões oficiais pelo Brasil como: Panorama da Arte Brasileira – MAM, São Paulo (1969, 1970, 1971, 1973, 1976, 1977) e no exterior. Foi premiado, nos anos de 1940, em quatro edições do Salão Nacional de Belas Artes – RJ. Com o prêmio Viagem ao Exterior recebido na 55ª edição (1949), viajou para Itália onde permaneceu estudando pintura mural (1950 a 1951). De volta ao Rio de Janeiro, dedicou-se à execução de mosaicos e afrescos até 1958, quando se mudou para São Paulo. Tornou-se professor na FAAP (1967). Aperfeiçoou-se em serigrafia (1971) com Michel Caza, em Paris, para onde retornou em outras três ocasiões, com a mesma finalidade. Fez também estágios em litografia com Michel Potier, na "École de Beaux-Arts", Paris, e com Eugène Shenker, no "Centre de Gravure Contemporaine", Genebra. MEC VOL. 3, PÁG. 196; Pontual pág. 369; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 646; VOL. 2, PÁG. 689; VOL. 5, PÁG. 706; VOL. 6, PÁG. 748; VOL. 8, PÁG. 586; VOL. 12, PÁG. 278; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 602, ACERVO FIEO.



305 - CARLOS OSWALD (1882 - 1971)

Última Ceia - aquarela - 47 x 64,5 cm - canto inferior direito -
No estado.

Gravador, pintor, desenhista, decorador, professor e escritor. Nasceu em Florença, Itália e faleceu em Petrópolis, RJ. Graduou-se como físico-matemático em 1902, pelo Instituto Galileo Galilei, em Florença. No ano seguinte, ingressou na ‘Accademia di Belle Arti di Firenze’. Viajou para o Brasil pela primeira vez em 1906 e realizou no Rio de Janeiro a primeira exposição individual no país. Retornou à Europa em 1908, estudou gravura com o americano Carl Strauss em Florença e viajou para Munique, onde aprendeu a técnica da água-forte. Em 1911, participou da decoração do pavilhão do Brasil, na Exposição Internacional de Turim. Fez a segunda viagem ao Rio de Janeiro em 1913 e realizou uma exposição com Eugênio Latour na Escola Nacional de Belas Artes . Foi nomeado, em 1914, professor de gravura e desenho no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro e é considerado o introdutor da gravura no Brasil. No ano de 1930, fez o desenho final do ‘Monumento ao Cristo Redentor’. A obra foi executada na França pelo escultor Paul Landowski e instalada no Morro do Corcovado, Rio de Janeiro, em 1931. Publicou, em 1957, a autobiografia ‘Como Me Tornei Pintor’. Em 1963, o Museu Nacional de Belas Artes - RJ adquiriu quase todas as suas obras em gravuras. Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais e foi premiado no Rio de Janeiro em 1904, 1906, 1909, 1912, 1913, 1916 e realizou diversas exposições individuais. PONTUAL, PÁG. 397; ARTE NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 1053; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 699; MEC VOL. 3, PÁG. 304; ACERVO FIEO.



306 - MILTON DACOSTA (1915 - 1988)

Vênus e pássaro amoroso - serigrafia - 19/30 - 22 x 15,5 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador. Milton Rodrigues da Costa nasceu em Niterói, RJ e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou estudos de desenho e pintura (1929) com o professor alemão August Hantv. No ano seguinte matriculou-se no curso livre de Marques Júnior, na Escola Nacional de Belas Artes. Junto com Edson Motta, Bustamante Sá e Ado Malagoli, entre outros, criou o Núcleo Bernardelli (1931). Viajou para Estados Unidos (1945), com o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Belas Artes do ano anterior. Na cidade de Nova York, estudou na "Art's Students League". Foi para a Europa (1946) e após visita a vários países, fixou-se em Paris, onde estudou na "Académie de La Grande Chaumière". Conheceu Pablo Picasso, por intermédio de Cícero Dias, e frequentou os ateliês de Georges Braque e Georges Rouault. Expôs no "Salon d'Automne", Paris e regressou ao Brasil (1947). Casou-se com a pintora Maria Leontina (1949) e passou a residir em São Paulo. Realizou muitas exposições individuais, entre as quais, a "Homenagem a Milton Dacosta" na Galeria da Praça, RJ, com curadoria de Luiz Carlos Moreira (1973). Participou de inúmeros Salões e mostras coletivas, como: Bienal de Veneza (1950); Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1979); Panorama de Arte Brasileira, MAM – SP (1971). Foi premiado, também, nas Bienais Internacionais de São Paulo (1955, 1957). TEODORO BRAGA, PÁG. 163; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 229; MEC, VOL. 2, PÁG. 13; BENEZIT, VOL. 3, PÁG.315; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 302; VOL. 3, PÁG. 310; ITAU CULTURAL; PONTUAL, PÁG. 155; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



307 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Migração - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior esquerdo -
R. Petit. No estado.



308 - HELENO MANOEL (1933 - 1999)

Rumo à feira - escultura em terracota - 24 x 09 x 09 cm - assinado -

É um dos artesãos da nova geração de artistas populares do Alto do Moura em Caruaru, PE. Descobriu sua intimidade com o barro que o mantém até hoje na arte figurativa popular. Suas obras podem ser encontradas em coleções nacionais e estrangeiras.



309 - GERALDO CASTRO (1914 - 1992)

Barcos - óleo sobre tela - 27,5 x 41 cm - canto inferior direito -

Nascido e falecido no Rio de Janeiro. Pintor de orientação conservadora, ainda assim logrou impor-se à consideração de críticos como Quirino Campofiorito, o qual lhe louvou a liberdade cromática e a sensibilidade vibrante. São especialmente apreciadas as suas marinhas, feitas com agilidade de execução e com energia. Expositor do Salão Nacional de Belas Artes desde 1947, nele recebeu em 1962 o prêmio de viagem ao estrangeiro. MEC vol.1, pág.387; ITAÚ CULTURAL;.



310 - ROBERTO BURLE MARX (1909 - 1994)

Composição - acrílico sobre papel - 70 x 100 cm - canto inferior direito - 1989 -
Reproduzido no convite deste Leilão. Com Declaração de autenticidade firmada pelo autor, datada de 14 de maio de 1991.

Nasceu em São Paulo e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, paisagista, arquiteto, desenhista, pintor, gravador, litógrafo, escultor, tapeceiro, ceramista, designer de jóias, decorador. Durante a infância viveu no Rio de Janeiro. Foi com a família para a Alemanha, em 1928. Em 1929, freqüentou o ateliê de pintura de Degner Klemn. Nos jardins e museus botânicos de Dahlen, em Berlim, entusiasmou-se ao encontrar exemplares da flora brasileira. De volta ao Brasil, fez curso de pintura e arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1930 - 1934), onde foi aluno de Leo Putz , Augusto Bracet e Celso Antônio. Seu primeiro projeto paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, em 1932. Entre 1934 e 1937, ocupou o cargo de diretor de parques e jardins do Recife, PE, onde passou a residir. Nesse período, foi com freqüência ao Rio de Janeiro e teve aulas com Candido Portinari e com o escritor Mário de Andrade. Em 1937, retornou ao Rio de Janeiro e trabalhou como assistente de Candido Portinari. Foi em 1949, conforme sua paixão por plantas e seu interesse por botânica e jardinagem, que Burle Marx adquiriu um sítio em Barra de Guaratiba, RJ. Com auxílio de botânicos, viajou, coletou, catalogou exemplares de plantas do Brasil e reproduziu em seu sítio a diversidade fitogeográfica brasileira. Em 1985 doou esse sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.Realizou muitas exposições individuais e projetos paisagísticos, participou de diversas mostras oficiais coletivas pelo Brasil e no exterior. PONTUAL, PÁG. 94; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 93; MEC. VOL.1, PÁG.303; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 738; LEONOR AMARANTE, PÁG. 98; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 179; artnet.com. ACERVO FIEO.



311 - NOEMIA MOURÃO (1912 - 1992)

No circo - gravura - 55/100 - 69 x 49,5 cm - canto inferior direito - 1977 -

Pintora e desenhista. Assina Noemia. Realizou sua primeira individual em 1934, no Rio de Janeiro. Residiu na Europa de 1934 a 1940, frequentando em Paris as academias de la Grande Chaumière e Ranson. Expôs em Montevideu e Buenos Aires. Foi citada por REIS JUNIOR e TEODORO BRAGA. Foi aluna (1932) e mulher (1933) de Di Cavalcanti. MEC vol.3, pág. 265; WALMIR AYALA vol.2, pág.135; PONTUAL, pág. 375; TEIXEIRA LEITE, pág. 356; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 684. Acervo FIEO.



312 - ROMEU CAIANI (1923 - 1997)

Paisagem - aquarela - 21 x 31 cm - canto inferior direito -

Pintor ativo em São Paulo, com diversas participações em coletivas, tais como: Salão da Paisagem Paulista (1968, 1969 e 1970), com premiação. JULIO LOUZADA, vol.11, pág.49; MEC, vol.1, pág.324, Acervo FIEO.



313 - IVAN SERPA (1923 - 1973)

Surreal - desenho a nanquim - 16 x 11 cm - canto inferior direito - 1970 -

Pintor, desenhista, gravador e professor, Ivan Ferreira Serpa nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Estudou gravura e desenho com Axel Leskoschek (entre 1946 e 1948) no Rio de Janeiro. Em 1949, ministrou suas primeiras aulas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, onde, a partir de 1952, exerceu sistemática atividade didática, em especial no ensino infantil. Foi um dos precursores do concretismo no Brasil, criando ao lado de Aluisio Carvão, Lígia Clark, Hélio Oiticica e outros o Grupo Frente, que se manteve ativo de 1954 a 1956, inclusive com exposições no Rio de Janeiro. Participou da Divisão Moderna do SNBA (1947-1951). Em 1957, recebeu o prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna, RJ. Participou da exposição ’Opinião 65’, evento que marca a difusão de uma nova arte de tendência figurativa, a neofiguração. Em 1970, fundou, com Bruno Tausz, o Centro de Pesquisa de Arte no Rio de Janeiro. Participou da Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1961, 1963, 1965) e da Bienal de Veneza (1952, 1954, 1962, 1966). PONTUAL, PÁG 486; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 605; ARTE NO BRASIL, PÁG. 840; LEONOR AMARANTE, PÁG. 26; MEC VOL. 4, PÁG. 221; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 899.



314 - ESCOLA JAPONESA, SÉC. XX

Menino e búfalo - desenho a nanquim e aquarela - 34 x 26 cm - assinatura ilegível -
No estado. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")



315 - CARLOS PRADO (1908 - 1992)

Leitora - óleo sobre eucatex - 73 x 61 cm - canto inferior direito - 1945 -
No estado.

Arquiteto, pintor, gravador e ceramista paulistano. Recebeu menção honrosa no SPBA de 1935, participando também na I e II BSP e na exposição de Arte Moderna no Brasil, realizada em Buenos Aires, Rosário, Santiago do Chile e Valparaíso, em 1957. No dizer de TEIXEIRA LEITE, em sua obra A Gravura Brasileira Contemporânea, Carlos Prado utilizava por vezes a gravura como meio expressivo, subordinando-a, porém, a interesses maiores. TEIXEIRA LEITE, pág. 421; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 254. PONTUAL, pág. 438; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 582; ARTE NO BRASIL, pág. 781. Acervo FIEO.



316 - ERMES DE BERNARDI (1934)

Lago - óleo sobre eucatex - 22 x 33 cm - canto inferior esquerdo - 1988 -

Pintor contemporâneo radicado em São Paulo, Capital, onde teve participação significativa no SPBA, conquistando com êxito a Medalha de Bronze. MEC, vol. 1, pág. 221; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 115; ITAU CULTURAL



317 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulata - desenho a lápis - 21 x 13 cm - canto inferior esquerdo -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



318 - FRANCISCO CUOCO (1928)

Figura - óleo sobre tela - 38 x 28 cm - centro inferior - 1975 -

Pintor e professor, participou do Salão Paulista de Belas Artes onde obteve medalha de bronze e o 2º prêmio Governo do Estado-1956-1970; participou, também, do 1º Salão Panamericano de Arte-RGS-1958; 3º Salão de Arte de São Bernardo do Campo-1970 e do Salão Oficial de Belas Artes de Santos-1970/71. MEC, vol. 1, pág. 502; Acervo FIEO.



319 - FLAVIO PRETTI (1909 - 1996)

Lavadeiras - óleo sobre tela - 50 x 40 cm - canto inferior esquerdo e dorso -

Pintor, desenhista e caricaturista nascido em Salto, SP. Desde muito jovem trabalhou na Brasital S/A. Foi para São Paulo aos 20 anos para trabalhar como desenhista nas Indústrias Matarazzo. Quatro anos mais tarde, mudou-se para o Rio de Janeiro, empregando-se na Companhia América Fabril onde desenvolveu padronagens para tecido e completou seus estudos na Sociedade Brasileira de Belas Artes. Trabalhou também no periódico carioca "Diário de Notícias", produzindo caricaturas. Em 1940, retornou a São Paulo, onde instalou seu ateliê, denominado "Publicidades Flávis". Possui algumas criações públicas, em azulejo, sobre Salto e em Salto como: nas proximidades da Cachoeira, no caminho da Ponte Pênsil (1968); no antigo "Restaurante do Salto"; no Ginásio Municipal de Esportes (final da década de 1970). Possui obras também no Museu da Cidade e na Igreja Matriz de Nossa Senhora do Monte Serrat. historiasalto.blogspot.com/2008/07/salto-nas-criaes-de-pretti_09.html; www.itu.com.br/regiao/noticia/museu-de-salto-expoe-pintores-locais-na-web-a-partir-de-17-de-maio-20100504.



320 - ALDO BONADEI (1906 - 1974)

Paisagem - óleo sobre tela - 60 x 71 cm - canto inferior direito - 1968 -
Reproduzido no convite deste Leilão.

Pintor, designer, gravador, figurinista e professor - Aldo Cláudio Felipe Bonadei nasceu e faleceu em São Paulo, SP. Entre 1923 e 1928 foi aluno de Pedro Alexandrino, período em que também frequentou o ateliê de Antonio Rocco. Viajou para a Itália, entre 1930 e 1931, e frequentou a Academia de Belas Artes de Florença, onde teve aulas com Felice Carena e seu assistente Ennio Pozzi, ambos ligados ao movimento ‘novecento’. Nesse período, dedicou-se ao desenho da figura humana, principalmente ao nu. Retornou a São Paulo no início da década de 1930 e participou ativamente do Grupo Santa Helena, da Família Artística Paulista - FAP e do Sindicato dos Artistas Plásticos. Em 1949 lecionou na Escola Livre de Artes Plásticas, primeira escola de arte moderna de São Paulo e participou do Grupo Teatro de Vanguarda. No ano seguinte, fundou a Oficina de Arte - O. D. A., com Odetto Guersoni e Bassano Vaccarini. No fim da década de 1950 atuou como figurinista nas peças ‘Vestido de Noiva’, de Nelson Rodrigues, e ‘Casamento Suspeitoso’, de Ariano Suassuna. Também desenhou alguns figurinos para dois filmes dirigidos por Walter Hugo Khoury: ‘Fronteiras do Inferno’ (1958) e ‘Na Garganta do Diabo’(1959). Realizou muitas exposições individuais e participou de vários Salões oficiais destacando-se: Bienal Internacional de São Paulo (1ª, 2ª, 3ª, 6ª, 7ª); Bienal de Veneza (1952); Panorama da Arte Moderna Brasileira (1970). MEC, VOL. 1, PÁG. 247; PONTUAL, PÁGS. 78/79; ARTE NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 1041; ART PRICE ANNUAL 2000, PÁG. 258; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 79; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; LEONOR AMARANTE, PÁG. 72; ACERVO FIEO.



321 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Cavaleiro - litografia - P.A. - 50 x 20 cm - canto inferior direito - 1980 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



322 - EMILIO WOLFF (XX)

Paisagem - óleo sobre tela colada em eucatex - 33 x 41 cm - canto inferior direito -

Pintor ativo em São Paulo, SP, onde realizou exposição individual na Galeria Prestes Maia (1960), e recebeu medalha de Bronze no SPBA-SP (1963) JULIO LOUZADA, vol. 4, pág. 1177.



323 - EDIVAL RAMOSA (1940)

Linhas - técnica mista - 28,5 x 24,5 cm - canto inferior direito - 1968 -
No estado.

Pintor, desenhista e escultor, Edival Ramosa de Andrade nasceu em São Gonçalo, RJ. Foi para o Oriente Médio, servindo no Batalhão Suez e conheceu várias cidades europeias. Morou em Milão de 1964 a 1974, e lá frequentou o ateliê de Arnaldo Pomodoro, Lucio Fontana e Enrico Baj. Realizou individuais em diversas cidades da Itália (Milão, Ferrara, Verona, Trieste, e outras) como também em São Paulo, Rio de Janeiro, Cuiabá, Brasília, Ribeirão Preto, na Austrália (Canberra) e na Bélgica. Também participou de inúmeras coletivas no exterior e no Brasil, como o Panorama da Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1988, 1991). Foi premiado, em 1968, na Itália (Milão, Arezzo e Sicília). De volta ao Brasil, montou ateliê em Cabo Frio, RJ (1974) e, nos anos 80, fixou residência em Ribeirão Preto (SP). MEC VOL. 4, PÁG. 25; ITAU CULTURAL.



324 - PERCY LAU (1903 - 1972)

Nu - guache - 17 x 26 cm - canto inferior esquerdo -

Desenhista, ilustrador, gravador e pintor, nascido em Arequipa, Peru e falecido no Rio de Janeiro. Em 1921, transferiu-se para Olinda, PE. Foi um dos fundadores do Movimento de Arte Moderna do Recife e lá compartilhou o ateliê com Augusto Rodrigues. Em 1938, estudou no Liceu de Artes e Ofícios com Carlos Oswald, no Rio de Janeiro. Durante 30 anos, foi ilustrador do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que reeditou ‘Tipos e Aspectos do Brasil ‘(1960), baseando-se em textos da Revista Brasileira de Geografia, com desenhos do artista. Criou ilustrações para muitos livros e, em 1963, foi premiado como o melhor ilustrador do ano, conferido pela Câmara Brasileira do Livro, referente ao livro ‘Santa Maria do Belém do Grão-Pará’, de Leandro Tocantins. Em 2000, o Museu Nacional de Belas Artes, RJ promoveu a exposição ‘Percy Lau: um Desenhista e seu Traço'. Realizou exposição individual no Peru (1964) e em Recife, PE (1972). Participou de muitos Salões oficiais, inclusive em Paris (1946) e em Londres (1949). Foi premiado no Rio de Janeiro em 1938, 1953 e 1970. BENEZIT VOL.6, PÁG.472; TEODORO BRAGA PÁG. 192; PONTUAL PÁG. 300; MEC VOL. 2, PÁG. 443; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 602; ARTE NO BRASIL PÁG. 879; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 523; www.desenhandoobrasil.com.br; www.opapeldaarte.com.br; www.artprice.com.



325 - BERNARDO CID (1925 - 1982)

Figura - óleo sobre tela - 60 x 50 cm - canto inferior direito - 1982 -
No estado.

Pintor, escultor, desenhista e gravador autodidata nascido e falecido em São Paulo. Ganhou o concurso de escultura da Câmara Brasileira do Livro (CBL) e foi o responsável pela concepção da estatueta do prêmio Jabuti (1959). Participou do grupo Realismo Mágico (anos de 1960), com Wesley Duke Lee e do grupo Austral - desdobramento do movimento Phases de Paris, em São Paulo. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1952 a 1954, 1964, 1967, 1968, 1971, 1977, 1981); Ribeirão Preto, SP (1959); Londres, Inglaterra (1969); Washington, EUA (1974); Porto Alegre, RS (1978); Goiânia, GO (1979). Das mostras coletivas e Salões oficiais de que participou, destacam-se: Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro (1959); Bienal Internacional de São Paulo (1959, 1965); Salão Paulista de Arte Moderna, SP (1959, 1961 - Menção Honrosa, 1968 - Prêmio Governador do Estado); Panorama da Arte Atual Brasileira, MAM - SP (1969, 1976); Bienal Nacional de São Paulo (1976); Tradição e Ruptura: Síntese de Arte e Cultura Brasileiras, na Fundação Bienal de São Paulo (1984 a 1985); A Arte do Imaginário, na Galeria Encontro das Artes, SP (1985); 100 Obras Itaú, MASP - SP (1985); Bienal Brasil Século XX, na Fundação Bienal de São Paulo (1994); Os Colecionadores - Guita e José Mindlin: Matrizes e Gravuras, no Centro Cultural FIESP, SP (1998). MEC VOL.1, PÁG.437; PONTUAL PÁG.73; CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO PANORAMA DA ARTE ATUAL BRASILEIRA- MUSEU DE ARTE MODERNA DE SÃO PAULO/1976; WALMIR AYALA VOL. 1, PÁG. 205; BENEZIT; TEIXEIRA LEITE PÁG.74; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 737; ARTE NO BRASIL PÁG. 910; www.pinturabrasileira.com; www.artprice.com.



326 - FRANCISCO MANNA (1879 - 1943)

Paisagem - óleo sobre madeira - 40 x 48 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor e desenhista italiano, natural da Sicilia, onde nasceu a 15 de julho de 1879. Chegou ao Brasil com oito anos de idade, fixando-se com a família em Porto Alegre. Recebeu aulas de do artista italiano Romualdo Pratti. Seguiu para a Itália em 1901, onde cursou a Real Academia de Roma. No Rio de Janeiro, a partir de 1903, passou a frequentar como aluno livre as aulas de João Zeferino da Costa, Henrique Bernardelli e João Baptista da Costa, na Escola Nacional de Belas Artes. Recebeu o prêmio de viagem ao estrangeiro, mas não pode desfrutá-lo, haja vista sua condição de estrangeiro. MEC., vol.3, pág.47; PONTUAL, pág.334; WALMIR AYALA, vol.2, pág.37; TEIXEIRA LEITE, pág.306.; ITAÚ CULTURAL.



327 - IVAN MORAES (1936)

"Velha Bahia" - óleo sobre tela colada em eucatex - 27 x 38 cm - canto inferior direito - 1982 -

Pintor natural da cidade do Rio de Janeiro. Estudou com Ivan Serpa, no MAM-RJ. Participou do IX ao XII SNAM, da VI BSP e II Bienal de Paris. Quirino Campofiorito sobre o temas de seus quadros escreveu: "Tira-os do popular, denuncia afinidades, respeita-lhes a autenticidade. Candomblé, memória de ritos, visões religiosas, gente na rua. O mundo da imagem anedódita, sim, mas a que não falta, em expressão rigorosa, a comunicação artística." PONTUAL, pág. 368;



328 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Menina - óleo sobre tela - 33 x 24,5 cm - não assinado -



329 - RONALD SPERLING (1951)

"Passeio espacial" - óleo sobre tela - 99 x 119 cm - canto inferior esquerdo - 1997 -
No estado.

Natural da Capital-SP, onde formou-se pela Escola de Belas Artes. Estudou com João Calixto, Ismael Assumpção e Alfredo del Santo Silva. Utiliza-se do óleo sobre tela para destacar o contraste entre o ser humano - que tem o poder de mudar as coisas (por isso tem cor), e o mundo material inerte (sépia), aguardando a intervenção do homem. Individuais em 1978 e 1987. Coletivas a partir de 1977, inclusives no exterior, com sucesso de crítica e de público. JULIO LOUZADA, vol. 3, pág. 1094



330 - IBERÊ CAMARGO (1914 - 1994)

Interior - óleo sobre tela - 46 x 38 cm - canto inferior direito - 1948 -
Reproduzido no convite deste Leilão.

Pintor, gravador, desenhista, escritor e professor, natural da cidade de Restinga Seca, RS, e falecido em Porto Alegre. Foi aluno de Salvador Parlagreco e João Fahrion. No Rio de Janeiro, a partir de 1942, estudou pouco tempo na Escola Nacional de Belas Artes, trocando-a pelos ensinamentos de Guignard. Fundou com outros artistas o 'Grupo Guignard' (1943). Recebeu o prêmio viagem ao estrangeiro em 1947. Morou dois anos em Paris e Roma, aperfeiçoando-se com De Chirico, Lhote, Achille e Rosa em pintura e com Petrucci, em gravura. Voltou ao Brasil (1950) e tornou-se membro da Comissão Nacional de Artes Plásticas (1952). Fundou o curso de gravura do Instituto Municipal de Belas Artes do Rio de Janeiro (1953), hoje Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Executou painel de 49 metros quadrados (1966) oferecido pelo Brasil à Organização Mundial de Saúde (OMS), em Genebra. Realizou inúmeras exposições individuais e participou de mostras coletivas e Salões oficiais pelo Brasil e exterior como Bienal Internacional de São Paulo, Bienal de Arte Hispano-Americana em Madri, Bienal de Veneza, Bienal de Gravuras em Tóquio, entre outras exposições importantes. Foi considerado o Melhor Pintor Nacional na VI Bienal de São Paulo (1961) e conquistou inúmeros prêmios. Entre suas publicações, constam o artigo 'Tratado sobre Gravura em Metal' (1964), o livro técnico 'A Gravura' (1992) e o livro de contos 'No Andar do Tempo: 9 contos e um esboço autobiográfico' (1988). MEC, VOL.1, PÁG.328; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁG.156; JULIO LOUZADA, VOL.11, PÁG.51; TEIXEIRA LEITE, PÁG.101; PONTUAL, PÁG.100; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 853; LEONOR AMARANTE, PÁG. 127; www.iberecamargo.org.br; brasilescola.uol.com.br; www.pinacoteca.org.br; www.artprice.com.



331 - CARYBÉ (1911 - 1997)

"Bate papo" - serigrafia - 101/200 - 49 x 65 cm - canto inferior direito -
Reproduzido no catálogo da Mostra Itinerante do artista realizada em treze galerias em 1995, realização Galvão Bueno Marketing Cultural e patrocínio da Galeria de Arte André - São Paulo - SP.

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



332 - MENOTTI DEL PICCHIA (1892 - 1988)

"Rosto de Helena" - escultura em bronze - 25 x 14 x 14 cm - assinado -
Reproduzido no livro Menotti Del Picchia de autoria de Miguel Reale, página 54.

Literáto, crítico e pintor. Foi um dos principais articuladores da semana de arte modena de 1922, juntamente com Mario de Andrade, Oswald de Andrade, Di Cavalcanti , entre outros. Defendeu uma cultura esclusivamente nacional. Sua Ligação com as artes plásticas também foi insisiva, defendendo e divulgando artistas que na época eram mal aceitos ou incompreendidos, como Anita Malfatti, Victor Brecheret. JULIO LOUZADA, vol. 1 pag. 765; WALTER ZANINI, pág. 519; ARTE NO BRASIL, pág. 655; LEONOR AMARANTE, pág. 49.



333 - JAGUAR (1932)

Antes e depois da chuva - desenho a nanquim - 25 x 31 cm - canto inferior direito -
No estado.

Sérgio de Magalhães Gomes Jaguaribe começou sua carreira em 1952 na revista Manchete onde, por influência de Borjalo passou a assinar somente Jaguar. No início da década de 1960 passa a ser um dos principais cartunistas da revista Senhor, colaborando também na Revista Civilização Brasileira, na Revista da Semana, no semanário Pif-Paf e nos jornais Última Hora e Tribuna da Imprensa. Em 1969, funda o jornal O Pasquim com Tarso de Castro e Sérgio Cabral. É o único a permanecer até o fim da publicação, em 1991, quando passa a editar o jornal A Notícia. Obras publicadas: Átila, você é bárbaro; Nadie es perfecto; Confesso que bebi; Ipanema, se não me falha a memória. http://pt.wikipedia.org



334 - J. R. SANTOS, DITO ZIZI SAPATEIRO DE MARIANA (1927)

Procissão - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito e dorso - Mariana - MG -

Natural de Mariana, MG, de onde o apelido. Roberto Pontual, festejado crítico, entrevistou o autor: " Pedi-lhe que me descrevesse ou resumisse sua pintura, e ele comentou: ´Pinto coisas imaginárias, baseadas num texto certo de história ou prevendo coisas futuras.´ Perguntei-lhe se costumava ler e ele indicou a Bíblia e os jornais como suas fontes de informação. Daí a fusão, em vários quadros, do mundo bíblico com o mundo atual, o Apocalipse ligando à bomba atômica (...) Daí também a utilização das histórias em quadrinhos, como na tela EPOPÉIA DA AVIAÇÃO: toda estruturada em camadas de tempo traz de baixo para cima, em cinco faixas-fases, Ícaro, Leonardo da Vinci e Bartolomeu de Gusmão reunidos na condição de velhos precursores, um dirigível contornando a Torre Eiffel, o 14 Bis, Santos Dumont e a aviação atual, e, no topo de tudo, a aviação do futuro, representada na corrida de foguetes para um rubro planeta distante. Sua pintura fixa também outros temas, inclusive os de caráter folclórico de vivência mineira." PONTUAL ; JULIO LOUZADA, vol. 3, pág. 1018, ITAU CULTURAL; TEIXEIRA LEITE, pág. 551.



335 - ARCÂNGELO IANELLI (1922 - 2009)

Composição - guache - 23 x 32 cm - canto inferior direito - 1962 -
No estado.

Pintor. Fez aprendizado de pintura com Valdemar da Costa, em São Paulo, a partir de 1942. Participou de diversos Salões no País, e no exterior, obtenções várias e importantes premiações. Seus trabalhos fazem parte do acervo de museus e coleções particulares no mundo todo. Inicialmente figurativo, passou a abstracionismo, trabalhando com blocos cromáticos distribuídos com certo rigor construtivo sobre o espaço plano. A seu respeito, disse o crítico Enrico Crispolti, em 1966: " Mas quais são, então, os temas expressivos próprios da pintura de Ianelli? Ele mesmo, falando-me de experiências já distantes, recorda-me anos de um naturalismo sumário pela vontade de síntese, sublinhado como hoje são propostos em sua pintura horizontes muito diferentes. Creio, no entanto, que uma matriz naturalista preside o intenso lirismo dessa telas recentes de Ianelli (...) ". PONTUAL, pág. 358; MEC vol.3, pág. 345; WALTER ZANINI, pág. 644; ARTE NO BRASIL, pág. 798; LEONOR AMARANTE, pág. 218. Acervo FIEO.



336 - MARCELO GRASSMANN (1925 - 2013)

Rosto - litografia - P.A. - 48 x 63,5 cm - canto inferior direito -

Desenhista, gravador, ilustrador, pintor, escultor e professor, nasceu em São Simão, SP. Estuda fundição, mecânica e entalhe em madeira na Escola Profissional Masculina do Brás, SP. Passa a realizar xilogravuras a partir de 1943. Atua como ilustrador do Suplemento Literário do ‘Diário de São Paulo’, do ‘O Estado de S. Paulo’ e do ‘Jornal do Estado da Guanabara’. Quando reside no Rio de Janeiro, a partir de 1949, freqüenta os cursos de gravura em metal, com Henrique Oswald e de litografia, com Poty, no Liceu de Artes e Ofícios. Em Salvador (1952), trabalha com Mario Cravo Júnior. .Recebe o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Arte Moderna (1953) e vai para a Academia de Artes Aplicadas, em Viena. Passa a dedicar-se principalmente ao desenho, à litografia e à gravura em metal. Em 1969, sua obra completa é adquirida pelo governo do Estado de São Paulo, passando a integrar o acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo . Em 1978, a casa em que nasceu, em São Simão, é transformada em museu e tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo - Condephaat. Participou de muitas exposições e das Bienais de: São Paulo (1951 a 1961, 1967, 1969, 1979, 1985, 1989); Veneza (1950, 1956, 1958, 1962); Paris (1959). Principais prêmios: Bienal de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1959, 1967); Bienal de Veneza (1950, 1956, 1958,1962); Bienal de Paris (1959). PONTUAL, PÁG. 249; MEC, VOL. 2, PÁG. 281 E 282; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG. 439; VOL. 5, PÁG. 453; VOL. 9, PÁG. 383.



337 - HENRY VITOR (1939)

A chegada - óleo sobre tela - 39 x 29 cm - canto inferior direito - 1976 -
No estado.

Pintor e gravador mineiro de Guaxupé, onde nasceu a 2 de abril de 1939. Reside e é ativo na cidade de São Paulo SP. Autodidata, fez cursos de Jornalismo, Propaganda e Comunicações. Expôs individualmente nos anos de 1972, 1973, 1984 e 1991 em São Paulo SP. Coletivas a partir de 1971, inclusive no exterior. "Há elementos que revelam o ingênuo mas nem sempre permitem ajuizar se a obra é crítica ou artesanal. O autodidatismo, como o de Vitor, é uma constante. Expressa uma visão pessoal da realidade ou configurações de sonho. Retrata a vida filtrada, livremente, pelos olhos de cada um e interpretada por um sentimento intrínseco. " Jorge Anthonio, in HENRY Vitor: pinturas. Apresentação de Jorge Anthonio. São Paulo: Galeria Jacques Ardies, 1991. HENRY Vitor: pinturas. Apresentação de Jorge Anthonio. São Paulo: Galeria Jacques Ardies, 1991. JULIO LOUZADA, vol.11, pág.145, MEC,vol.4, pág.49; ITAÚ CULTURAL.



338 - JOÃO KOZO SUZUKI (1935)

Paisagem - óleo sobre madeira - 16 x 31 cm - canto inferior direito - 1984 -

Natural de Mirandópolis, SP, é pintor, desenhista e gravador. Foi discípulo de João Rossi. Expõe individualmente a partir de 1959, e coletivamente desde 1957. Ganhador de diversos premios em certames oficiais, tais como SPAM-SP, Grupo Seibi, etc. JULIO LOUZADA, vol. 3 , pág 1102; ITAU CULTURAL.



339 - DENIZE D'ALCÂNTARA (XX)

"Voltando ao passado" - óleo sobre tela - 60 x 80 cm - canto inferior direito e dorso - 1999 - Brasília -
No estado.

Pintora e artesã com diversas participações em Salões e mostras coletivas. Realizou exposição individual no Museu "Casa de Casimiro de Abreu" em Barra de São João, RJ (2017). http://folhadecasimiro.com.br/2017/10/13/exposicao-transmutacao-da-artista-denize-de-alcantara-e-inaugurada-em-barra-de-sao-joao/.



340 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

"Mulata de verde com flor na cabeça" - óleo sobre tela - 51 x 41 cm - canto inferior direito - 1959 -
Reproduzido no convite deste Leilão. Acompanha a obra carta de transferência firmada pelo autor ao colecionador, Sr. Caio Ribeiro, São Paulo- SP, datada de 19 de março de 1959.

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



341 - JOSÉ MARIA DIAS DA CRUZ (1935)

"Transformações de dois peões" - óleo sobre tela - 38 x 55 cm - centro inferior e dorso - 1977 -

Natural da cidade do Rio de Janeiro. Estudou pintura com Jan Zach e desenho com ldary Toledo. A partir de 1956 reside em Paris, conde estuda com Emílio Pettoruti, frequentando também a Academia da Grande Chaumière. Expõe individualmente no Brasil a partir de 1975. Equilibrando figura e geometria, transparência e forma pura, o autor realiza uma filtragem mágica do real, sem apelar para as distorções subjetivas ou supra-reais. Seu enfoque diz respeito à representação fotográfica da realidade e sua transposiçãao num espaço virtual. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 226 e 227



342 - YUJI TAMAKI (1916 - 1979)

Casarão - óleo sobre tela - 75 x 90 cm - canto inferior esquerdo -

Nascido em Fukui, Japão, é um dos mais significativos pintores nipo-brasileiros. Foi também professor. Chegou ao Brasil em 1932. Junto com Takaoka, vai para o Rio de Janeiro, onde estudou com Bruno Lechowsky, congregando o Núcleo Bernardelli. Em São Paulo integra o Seibi-kai, participando do III SPBA e do SNBA em 1937 e 1938, conquistando medalhas de bronze e ouro, respectivamente. Integrou o Grupo do Jacaré e do Guanabara (II, III). Sua obra é marcada pelo mancha cromática, essencialidade do desenho, avizinhando-se do que seria posteriormente a abstração. JULIO LOUZADA vol.8, pág. 820; WALTER ZANINI, pág. 579; ARTE NO BRASIL



343 - LUIS SOARES (1876 - 1948)

Carnaval - guache - 29 x 23 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor e desenhista, Luís Pedro de Souza Soares nasceu em Recife, PE e faleceu no Rio de Janeiro. Fez parte da primeira geração de pintores primitivistas brasileiros junto com Cardosinho, Heitor dos Prazeres, Djanira. Realizou exposição individual no Liceu de Artes e Ofícios – RJ (1938); em Londres e em Paris no Museu de Arte Moderna (1946). Participou, entre outras, da polêmica Mostra de Arte Moderna em Belo Horizonte, MG, junto com Milton da Costa, Djanira, José Moraes, Hilda Campofiorito. Em 1940 recebeu o Prêmio Ilustração Brasileira no Salão Nacional de Belas Artes, RJ. BENEZIT; ITAUCULTURAL; MEC VOL.4, PÁG.306; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG.926.



344 - YOLANDA MOHALYI (1909 - 1978)

Composição - monotipia - 60 x 50 cm - canto inferior esquerdo -
No estado.

Pintora, desenhista, gravadora e professora, Yolanda Lederer Mohalyi nasceu em Kolozsvar, capital da Transilvânia, Hungria (atual Cluj Napoca, Romênia) e faleceu em São Paulo, SP. Na Hungria estudou pintura na Escola Livre de Nagygania e na Real Academia de Belas Artes de Budapeste (1927). Em 1931, veio para o Brasil e fixou-se em São Paulo, onde lecionou desenho e pintura. Foram seus alunos, entre outros, Maria Bonomi e Giselda Leirner. A partir de 1935, começou a frequentar o ateliê de Lasar Segall. Integrou o Grupo Sete (1937) ao lado de Victor Brecheret, Antonio Gomide e Elisabeth Nobiling. Em 1951 realizou suas primeiras xilogravuras com Hansen Bahia . Entre as décadas de 1950 e 1960 executou, em São Paulo, vitrais para a Fundação Armando Álvares Penteado – FAAP, murais para as igrejas Cristo Operário e São Domingos, mosaicos para residências particulares e vitrais para a Capela de São Francisco, em Itatiaia. Representou o Brasil na 1ª Bienal Americana de Arte (1962), Argentina, tendo alguns de seus trabalhos escolhidos pelo crítico Herbert Read para uma exposição itinerante nos Estados Unidos. Participou da I, II, IV, V, VI, VII, VIII e IX Bienal Internacional de São Paulo; da II e V Bienais de Tóquio, entre outras, Recebeu diversos prêmios como: o Prêmio Leirner de Arte Contemporânea (1958), o Prêmio de Melhor Pintor Nacional na 7ª Bienal Internacional de São Paulo (1963). TEIXEIRA LEITE, PÁG. 331; PONTUAL, PÁG. 363; MEC VOL.3, PÁG. 168; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 937; LEONOR AMARANTE, PÁG. 75; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 639; ACERVO FIEO; www.pinacoteca.org.br; mam.org.br; masp.art.br; www.artprice.com.



345 - ANTONIO BANDEIRA (1922 - 1967)

Composição - técnica mista - 31,5 x 23 cm - canto inferior direito - 1963 -
Com Certificado de Autenticidade nº IAB- 1518 do Instituto Antonio Bandeira.

Pintor, desenhista, gravador, nascido em Fortaleza, CE e falecido em Paris, onde viveu a maior parte de sua vida. É um dos pioneiros da arte abstrata no Brasil. Iniciou-se na pintura como autodidata. Em 1941, em Fortaleza, participou, ao lado de Mário Baratta, entre outros, da criação do Centro Cultural de Belas Artes depois, Sociedade Cearense de Artes Plásticas. Em 1945, transferiu-se para o Rio de Janeiro e, no ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual. Contemplado pelo governo francês com bolsa de estudos, permaneceu em Paris de 1946 a 1950 onde frequentou a Escola Nacional Superior de Belas Artes e a ‘Académie de la Grande Chaumière’. Entre 1947 e 1948 participou do ‘Salon d'Automne’ e do ‘Salon d'Art Libre’. Tomou parte em reuniões de artistas e formou o Grupo Banbryols (ban de Bandeira; bry de Camille Bryen; e ols de Wols), que durou de 1949 a 1951. Voltou ao Brasil em 1951 e apresentou-se na 1ª Bienal Internacional de São Paulo. Em 1952, criou um mural para o Instituto dos Arquitetos do Brasil, em São Paulo. Retornou a Paris em 1954 em razão do Prêmio Fiat, obtido na 2ª Bienal Internacional de São Paulo, mas não deixou de expor no Brasil. Permaneceu na Europa até 1959, passando pela Inglaterra e Bélgica, onde, em 1958, realizou um painel para o ‘Palais des Beaux-Arts’. Ao retornar ao Brasil teve uma atividade artística intensa, participou de importantes exposições, em paralelo a mostras em Paris, Munique, Verona, Londres e Nova York. Voltou a Paris em 1965, onde permaneceu até sua morte. BENEZIT, VOL.1, PÁG.415; MEYER/87, PÁG.606; MEC, VOL.1, PÁGS.159,160 E 167; PONTUAL, PÁGS. 48 E 49; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁGS. 71 A 74; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 52 A 54; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; ARTE NO BRASIL, PÁG. 599; LEONOR AMARANTE, PÁG. 34; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 86; ACERVO FIEO; web.artprice.com; pitoresco.com; pinturabrasileira.com.



346 - FREDERICO BRACHER JUNIOR (1920 - 1984)

Árvore - técnica mista - 28,5 x 19,5 cm - canto inferior direito - 1978 -
Com etiqueta da Realidade Galeria de Arte, Rua Ataufo de Paiva, 135 - Rio de Janeiro - RJ.

Natural da cidade do Rio de Janeiro e falecido em BH, MG. Pintor, desenhista, escultor, gravador, ceramista, violinista, professor de pintura e de violino. Inicia seus estudos de pintura com Amilcar Agretti (1931). Sua pintura, durante toda sua carreira, é realizada dentro do modelo acadêmico. Funda a Associação dos Artistas Plásticos de Minas Gerais. Casa-se com Lélia Lenz, com quem tem quatro filhos: Amarilis, Amíriam, Alexandre e Alcione, dos quais os três primeiros tornam-se artistas plásticos. A partir de 1935 realiza várias exposições individuais no Automóvel Clube de Montes Claros MG e no de Belo Horizonte. Em 1938 recebe o Prêmio de Pintura do jornal Estado de Minas. Inaugura, em Montes Claros, sua primeira escola de artes para o ensino de pintura e música, em 1939. Em 1980 realiza no Palácio das Artes de Belo Horizonte uma retrospectiva em comemoração aos seus 50 anos de vida artística. Em 1986, dois anos após sua morte, o Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro realiza uma ampla retrospectiva da sua obra, numa mostra que segue para o Museu de Arte de São Paulo, e outras cidades. JULIO LOUZADA, vol. 2 pág. 159; ITAU CULTURAL.



347 - RALPH GEHRE (1952)

Rosto - óleo sobre tela - 58,5 x 97 cm - dorso -

Pintor, desenhista, arquiteto, programador e cenógrafo nascido em Três Lagoas, MS. Mudou-se para Brasília, DF (1962) onde cursou Desenho e Plástica, Arquitetura e Urbanismo na UNB (de 1972 a 1980). Realizou exposições individuais em: Brasília, DF (1980, 1985,1987, 1989); Rio de Janeiro (1981). Tem participado de mostras coletivas e Salões oficiais. Recebeu Prêmio Aquisição no "Salão Paranaense na SECE – PR", Curitiba - PR (1980, 1981) e no Salão das Cidades-Satélites na FCDF (1981); Prêmio Viagem ao Exterior no Salão de Brasília, DF (1987). JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 948; ITAU CULTURAL; www.paradigmasgaleria.com/pt/archives/376.



348 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

"Rosas coloridas" - óleo sobre tela - 50 x 40 cm - canto inferior direito - 1998 -



349 - TOMÁS SANTA ROSA (1909 - 1956)

Figuras - guache - 19 x 14,5 cm - canto inferior direito -

Pintor, gravador, cenógrafo e professor autodidata, Tomás Santa Rosa Júnior nasceu em João Pessoa, PB e falecido em Nova Délhi, Índia. Fixou-se no Rio de Janeiro (1932), começou a trabalhar como auxiliar de Portinari e iniciou também sua carreira de ilustrador que se estenderia por longa série de obras de escritores brasileiros e estrangeiros, que incluiu, dentre outros, Graciliano Ramos, José Lins do Rêgo, Jorge Amado, Castro Alves, Dostoievski. É considerado o primeiro cenógrafo moderno brasileiro. Entre as exposições das quais participou destacam-se: o Salão Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro (1941 - Medalha de Prata); Um Século de Pintura Brasileira, no Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro (1952); II Bienal Internacional de São Paulo (1953); Salão Preto e Branco do III Salão Nacional de Arte Moderna do Rio de Janeiro (1954); 'Arts Primitifs et Modernes Brésiliennes', no Museu de Etnografia de Neuchâtel, Suíça (1955). Após sua morte, suas obras foram expostas nas seguintes mostras: Exposição de Artes Gráficas de Tomás Santa Rosa, na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro (1958); Retrospectiva no Teatro Municipal do Rio de Janeiro (1975); Santa Rosa, Carnaval e Figurinos na Fundação Nacional de Arte (Funarte) de São Paulo (1985); e Bienal Brasil Século XX, na Fundação Bienal de São Paulo (1994). PONTUAL, PÁG. 472; MEC VOL. 4, PÁG. 177; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 460; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 572; LEONOR AMARANTE; www.funarte.gov.br; cpdoc.fgv.br; www.artprice.com.



350 - JOSÉ ANTONIO DA SILVA (1909 - 1996)

Baile na roça - óleo sobre tela - 69 x 98,5 cm - canto inferior esquerdo - 1971 -
Reproduzido no convite deste Leilão. Procedente da coleção Dr. Chaim José Hamer - São Paulo - SP.

Pintor, desenhista, escritor, escultor, repentista nascido em Sales de Oliveira, SP e falecido em São Paulo. Trabalhador rural, de pouca formação escolar, foi autodidata. Em 1931, mudou-se para São José do Rio Preto, SP. Participou da exposição de inauguração da Casa de Cultura da cidade (1946), quando suas pinturas chamaram atenção dos críticos Lourival Gomes Machado, Paulo Mendes de Almeida e do filósofo João Cruz e Costa. Dois anos depois, realizou mostra individual na Galeria Domus, SP. Nessa ocasião Pietro Maria Bardi, diretor do MASP, adquiriu seus quadros e depositou parte deles no acervo do museu. O MAM, SP editou seu primeiro livro, ‘Romance de Minha Vida’ (1949). Na 1ª Bienal Internacional de São Paulo (1951), recebeu prêmio aquisição do ‘Museum of Modern Art’ (MoMA) de Nova York. Em 1966, o artista criou o Museu Municipal de Arte Contemporânea de São José do Rio Preto e gravou dois LPs, ambos chamados ‘Registro do Folclore Mais Autêntico do Brasil’, com composições de sua autoria. No mesmo ano, ganhou Sala Especial na 33ª Bienal de Veneza. Publicou ainda os livros ‘Maria Clara’ (1970), ‘Alice’ (1972); ‘Sou Pintor, Sou Poeta’ (1982); e ‘Fazenda da Boa Esperança’ (1987). Transferiu-se de São José do Rio Preto para São Paulo, em 1973. Em 1980, foi fundado o Museu de Arte Primitivista José Antônio da Silva (MAP), em São José do Rio Preto, com obras do artista e peças do antigo Museu Municipal de Arte Contemporânea. Realizou inúmeras exposições individuais e participou de muitos certames oficiais pelo Brasil e exterior recebendo muitos prêmios. MEC, vol. 4, pág. 256; PONTUAL, pág. 493 e 494; TEIXEIRA LEITE, pág. 478; JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 958; ARTE NO BRASIL, vol. 2, pág. 958; BENEZIT, vol. 9, pág. 602; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 227; ITAU CULTURAL; LEONOR AMARANTE, pág. 171; Acervo FIEO.



351 - ANGELO DE AQUINO (1945 - 2007)

"Nós em noites tropicais" - serigrafia - 62/100 - 48 x 67 cm - canto inferior direito -
No estado.

Mineiro de Belo Horizonte, onde nasceu a 2 de agôsto de 1945. Pintor e gravador, assina ÂNGELO DE AQUINO. Seu trabalho tem um bom conceito em Paris, onde encontra mais incentivo e facilidade do que no Brasil. Em muitos de seus quadros aparece a figura do cão Rex, uma de suas criações. Expõe individualmente desde 1969. Coletivamente, desde 1965, inclusive com diversas e respeitadas criticas no exterior. JULIO LOUZADA vol. 13 pág. 19; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 743, Acervo FIEO.



352 - WALDOMIRO DE DEUS (1944)

"Vila de Itirucu" - óleo sobre tela - 60 x 70 cm - canto inferior direito e dorso - 2005 -

Pintor e desenhista, Waldomiro de Deus Souza nasceu em Itagibá, BA. De origem humilde, levou uma vida itinerante pelo sertão baiano e norte de Minas Gerais até vir para São Paulo (1959), quando trabalhou como engraxate. Começou a pintar em 1961, utilizando guache e cartolina encontrados na casa de um antiquário, onde trabalhou como jardineiro. Acusado de negligência, perdeu o emprego e levou seus trabalhos para exposição no Viaduto do Chá - acabou vendendo dois deles para um americano no primeiro dia. Em 1962, o decorador Terry Della Stuffa forneceu-lhe material e um lugar para pintar e, em 1966, fez a sua primeira exposição individual na Fundação Armando Álvares Penteado - FAAP. Expôs em vários países como a França, Inglaterra, Itália, Bélgica, Alemanha, Inglaterra, Estados Unidos. Vive em São Paulo e tem ateliê também em Goiânia. É considerado o maior primitivista brasileiro ao lado de José Antônio da Silva, Djanira e reconhecido internacionalmente como um dos mais criativos pintores naïfs. Em 1983 foi premiado com a ‘Awarding the Statue of Victory’ pelo Centro ‘Studi e Ricerche Delle Nazioni’ na Itália e, em 2000, teve uma sala própria na V Bienal Naïfs do Brasil. Possui obras em acervos importantes, como os da Pinacoteca do Estado (São Paulo, SP), do Museu de Arte Contemporânea de São Paulo (MAC-USP), da Galeria Nacional de Bolonha na Itália; entre outros. ARTE NAIF NO BRASIL PÁG. 239; ITAU CULTURAL, artepopularbrasil.blogspot.com.br; waldomirodedeus.wordpress.com; ACERVO FIEO.



353 - J. CARLOS (1884 - 1950)

Na boutique - desenho a nanquim e aquarela - 39 x 27 cm - canto inferior direito -
No estado.

Chargista, caricaturista, desenhista, pintor, ilustrador, José Carlos de Brito Cunha nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi um dos formadores da tradição da charge brasileira ao lado de Raul Pederneiras e K.Lixto, e criador de tipos como a negrinha 'Lamparina', a 'Melindrosa' e o 'Almofadinha'. Autodidata, iniciou a carreira de caricaturista ainda estudante, quando publicou um de seus desenhos na revista 'O Tagarela' (1902). Em seguida, passou a colaborar regularmente com a revista e no ano seguinte desenhou sua primeira capa na publicação. Colaborou em muitos órgãos da imprensa carioca como 'O Tico Tico', 'Fon-Fon', 'Careta', 'A Cigarra', 'Vida Moderna', 'Eu Sei Tudo', 'Revista da Semana' e 'O Cruzeiro'. Entre 1922 e 1930, exerceu o cargo de diretor artístico das empresas 'O Malho', onde iniciou uma grande série de charges de caráter político, satirizando fatos e personalidades nacionais e estrangeiras. A vertente política foi explorada pelo artista desde o início de sua carreira, sendo ele o responsável pela execução de uma série de charges antibelicistas executadas no período abrangido pelas duas grandes guerras e principalmente durante os dois governos de Getúlio Vargas (1883 - 1954). Esses trabalhos foram publicados principalmente na revista 'A Careta'. Também fez esculturas, foi autor de teatro de revista e letrista de música popular. JULIO LOUZADA vol. 10, pág. 181; CARICATURISTAS BRASILEIROS, de Pedro Corrêa do Lago, pág. 74; WALTER ZANINI, pág. 448; ARTE NO BRASIL, pág. 646; ITAU CULTURAL; www.ims.com.br; www.dec.ufcg.edu.br; www.artprice.com.



354 - JOSÉ ANTONIO VAN ACKER (1931 - 2000)

No palácio - óleo sobre eucatex - 66 x 61 cm - canto inferior esquerdo -
No estado.

Pintor, escultor, desenhista, gravador e professor nascido em São Paulo, SP, em 4 de dezembro de 1931. Estudou na Escola de Belas-Artes de São Paulo, entre 1951 e 1954, e escultura em madeira com Lazlo Zinner. Sobre a sua obra assim se manifestou Inácio da Silva Telles: " Os quadros de van Acker ferem-nos de maneira estranha. Subitamente nos encontramos cindidos, cada parte de nós atinada em campos antagônicos, e não apenas para uma interessante e cordial discussão, mas para uma guerra aberta, uma guerra total, que ameaça destruir, ganhe quem ganhar, nossas antigas e acomodadas habitações... " O artista expõe individualmente desde 1962, participando de coletivas desde 1954, sempre com premiações. JULIO LOUZADA, vol. 9 págs.887 e 888; ITAÚ CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 966, Acervo FIEO.



355 - ANGEL CESTAC (1948)

"Figuras com tambores" - óleo sobre tela - 100 x 80 cm - canto inferior direito e dorso - 1996 -

Argentino da cidade de Azul, Província de Buenos Aires, onde nasceu a 4 de agôsto de 1948. Começou a estudar na ENBA Rogério Irurtina, na sua cidade natal. A partir de 1969 estuda na ENBA de Buenos Aires, recebendo o certificado de Mestre Nacional de Artes Plásticas e Professor Nacional de Pintura. Ativo em São Paulo, SP, onde reside e expõe individualmente a partir de 1980, e coletivamente desde 1979. JULIO LOUZADA, vol. 5, PÁG. 233



356 - ROBERTO BURLE MARX (1909 - 1994)

Composição - técnica mista - 48 x 68 cm - canto inferior direito - 1985 -
Ex coleção Renato Antônio Brogiolo - Rio de Janeiro, RJ.

Nasceu em São Paulo e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, paisagista, arquiteto, desenhista, pintor, gravador, litógrafo, escultor, tapeceiro, ceramista, designer de jóias, decorador. Durante a infância viveu no Rio de Janeiro. Foi com a família para a Alemanha, em 1928. Em 1929, freqüentou o ateliê de pintura de Degner Klemn. Nos jardins e museus botânicos de Dahlen, em Berlim, entusiasmou-se ao encontrar exemplares da flora brasileira. De volta ao Brasil, fez curso de pintura e arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1930 - 1934), onde foi aluno de Leo Putz , Augusto Bracet e Celso Antônio. Seu primeiro projeto paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, em 1932. Entre 1934 e 1937, ocupou o cargo de diretor de parques e jardins do Recife, PE, onde passou a residir. Nesse período, foi com freqüência ao Rio de Janeiro e teve aulas com Candido Portinari e com o escritor Mário de Andrade. Em 1937, retornou ao Rio de Janeiro e trabalhou como assistente de Candido Portinari. Foi em 1949, conforme sua paixão por plantas e seu interesse por botânica e jardinagem, que Burle Marx adquiriu um sítio em Barra de Guaratiba, RJ. Com auxílio de botânicos, viajou, coletou, catalogou exemplares de plantas do Brasil e reproduziu em seu sítio a diversidade fitogeográfica brasileira. Em 1985 doou esse sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.Realizou muitas exposições individuais e projetos paisagísticos, participou de diversas mostras oficiais coletivas pelo Brasil e no exterior. PONTUAL, PÁG. 94; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 93; MEC. VOL.1, PÁG.303; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 738; LEONOR AMARANTE, PÁG. 98; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 179; artnet.com. ACERVO FIEO.



357 - MENASE VAIDERGORN (1927)

"Três reservas" - óleo sobre tela colada em eucatex - 30 x 24 cm - canto inferior direito -

Pintor nascido em Hotin, Romênia. Assina MVAIDERGORN. Seus pais vieram para o Brasil (1932) fixando residência em São Paulo. Ingressou na Associação Paulista de Belas Artes (fim da década de 1940) onde conheceu Dario Mecatti que muito o estimulou. Viajou pelo norte da África e Europa. Realizou exposições individuais e participou de diversos salões e mostras coletivas oficiais, recebendo diversos prêmios, entre eles: os do Salão Paulista de Belas Artes, SP (1976 - Medalha de Bronze, 2000 – Prêmio Aquisição, 2001 – Grande Medalha de Prata). JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 1011; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



358 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Figura" - desenho a lápis - 33 x 24 cm - canto inferior direito -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



359 - OSWALDO GOELDI (1895 - 1961)

"Gerânio" - xilogravura - 9,5 x 11,5 cm - canto inferior direito -
Reproduzido sob o n° 91 - T em catálogo de Leilão da Bolsa de Arte do Rio de Janeiro, realizado em 19 de maio de 2009, em São Paulo. Ex coleção Editora AGIR.

Desenhista, gravador, ilustrador e professor nascido e falecido no Rio de Janeiro, filho de Emilio Goeldi, naturalista suíço. Com um ano de idade, mudou-se com a família para Belém, Pará e depois para Berna, Suíça (1905). Em Zurique, ingressou no curso de Engenharia e, em Genebra, matriculou-se na 'Ecole des Arts et Métiers' (1917) mas, abandonou ambos os cursos. A seguir, passou a ter aulas no ateliê de Serge Pahnke e Henri van Muyden. Realizou sua primeira exposição individual (1917), em Berna, quando conheceu a obra de Alfred Kubin, sua grande influência artística e com quem se correspondeu por vários anos. Retornou ao Brasil (1919), trabalhou como ilustrador e realizou sua primeira exposição individual no Rio de Janeiro (1921). Conheceu Ricardo Bampi (1923) que o iniciou na xilogravura. Fez desenhos e gravuras para periódicos e livros como 'Cobra Norato', de Raul Bopp (1937) com suas primeiras xilogravuras coloridas, entre outros. Foi professor na Escolinha de Arte do Brasil (1952) e na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1955) onde abriu uma oficina de xilogravura. Exposições individuais em: Berna, Suíça (1917, 1930); Rio de Janeiro (1921); Belém, PA (1938); São Paulo (1951); Paris (1952). Participou de várias exposições coletivas e mostras oficiais, destacando-se: Exposição itinerante da 'International Business Machine Corporation', EUA (1941 a 1944); 'Exhibition of Modern Brazilian Paintings', Inglaterra (1943, 1944, 1945); Bienal Internacional de São Paulo (1951 - Prêmio de Gravura, 1953 - Sala Especial, 1955, 1961, 1969, 1971, 1979, 1985); Bienal de Veneza (1950, 1952, 1956, 1958); Bienal de Gravura, Checoslováquia (1950); Bienal Internacional de Xilogravura, Tóquio (1952); Bienal Interamericana do México, Cidade do México (1960 - I Prêmio Internacional de Gravura). PONTUAL PÁG.240; JULIO LOUZADA VOL.11, PÁG.130; MEC VOL.2, PÁG.271; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG.521; ARTE NO BRASIL PÁG. 672; ACERVO FIEO; www.oswaldogoeldi.org.br; www.centrovirtualgoeldi.com; www.pinacoteca.org.br; www.artprice.com.



360 - JOSÉ PANCETTI (1902 - 1958)

Menina - óleo sobre cartão colado em madeira - 47,8 x 31,8 cm - canto inferior direito - 1942 -
Reproduzido na quarta capa do catálogo deste Leilão. Com carimbo da Galeria de Arte Ralph Camargo, Alameda Ministro Rocha Azevedo, 1335 - São Paulo - SP, no dorso. Procedente da coleção Dr. Chaim José Hamer - São Paulo - SP.

Giuseppe Gianinni Pancetti nasceu em Campinas, SP e faleceu no Rio de Janeiro. Filho de imigrantes italianos foi mandado aos dez anos de idade para a Itália, onde trabalhou em diversos ofícios até entrar para a marinha mercante italiana. De volta ao Brasil, em 1920, trabalhou na Oficina Beppe, São Paulo (1921), especializada em decoração de pintura de parede, como cartazista, pintor de parede e auxiliar do pintor Adolfo Fonzari. Em 1922 ingressou na Marinha de Guerra Brasileira, viajando pelo país e exterior, transferindo-se para a reserva em 1946, no posto de Segundo Tenente. Começou a pintar, auto didaticamente em 1924 e, em 1925, servindo no encouraçado Minas Gerais, pintou suas primeiras obras. No ano seguinte, para progredir na carreira, integrou o quadro de pintores dentro da "Companhia de Praticantes e Especialistas em Convés". Passou a frequentar, a partir de 1932, o Núcleo Bernardelli, no Rio de Janeiro, onde recebeu orientação de Manoel Santiago, Edson Motta, Rescála e Bruno Lechowski. Participou do Salão Nacional de Belas Artes, sendo premiado em 1934, 1936, 1939 e, já na Divisão Moderna, recebeu o Prêmio Viagem ao Estrangeiro (1941), o Prêmio Viagem ao País (1947) e a Medalha de Ouro (1948). Figurou na Bienal de Veneza em 1950; ano em que passa a residir em Salvador, BA. Integrou a mostra "Um Século de Pintura Brasileira", realizada no Museu Nacional de Belas Artes (1952) e a exposição "Arte Moderna no Brasil" que percorreu as cidades de Buenos Aires, Rosário, Santiago e Lima, todas em 1957. Participou duas vezes da Bienal de São Paulo, em 1951 e 1955. Mereceu Sala Especial na Bienal da Bahia - Salvador, em 1966. O Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro realizou, em 1962, exposição retrospectiva de sua obra. TEODORO BRAGA, PÁG. 130; PONTUAL, PÁGS. 403 E 404; MEC, VOL. 3, PÁG. 332; REIS JUNIOR, PÁG. 383; ITAU CULTURAL; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 380; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 597; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28; www.mamcampinas.com.br.



361 - MARIA LEONTINA (1917 - 1984)

Composição - pastel - 17,5 x 21,5 cm - canto inferior esquerdo -

Pintora, gravadora e desenhista. Maria Leontina Mendes Franco da Costa nasceu em São Paulo, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. Iniciou estudos de desenho com Antônio Covello, em São Paulo (1938), e na primeira metade da década de 1940 estudou pintura com Waldemar da Costa. Em 1946, no Rio de Janeiro, frequentou o ateliê de Bruno Giorgi e fez curso de museologia no Museu Histórico Nacional, entre 1946 e 1948. Em 1947, participou da exposição ‘19 Pintores’, na Galeria Prestes Maia, em São Paulo, ao lado de Lothar Charoux, Marcelo Grassmann, Aldemir Martins, Luiz Sacilotto e Flavio-Shiró. Em 1951, foi convidada pelo psiquiatra e crítico de arte Osório César para orientar o setor de artes plásticas do Hospital Psiquiátrico do Juqueri. No mesmo ano, organizou uma mostra dos internos no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Em 1952, com bolsa de estudo do governo francês, viajou para a Europa, acompanhada pelo marido, o pintor Milton Dacosta. Em Paris, entre 1952 e 1954, frequentou o ateliê de gravura de Johnny Friedlaender. Na década de 1960, realizou painel de azulejos para o Edifício Copan e vitrais para a Igreja Episcopal Brasileira da Santíssima Trindade, ambos em São Paulo. Realizou exposições individuais e participou de inúmeras mostras, Salões oficiais e Bienais como a Bienal de Veneza (1950, 1952, 1956). Foi premiada no Rio de Janeiro (1944, 1950, 1955, 1957, 1980); em São Paulo (1944; 1947; 1951; 1954; 1958; 1960; 1980; 1955, 1959, 1965 - Bienais Internacionais; 1969, 1970 - Panoramas da Arte Atual Brasileira; 1975 - prêmio pintura da Associação Paulista de Críticos de Artes - APCA); Brasília, DF (1980); Curitiba, PR (1980; Porto Alegre, RS (1980); Nova York (1960 - Fundação Guggenheim). ITAU CULTURAL; MEC, VOL. 2, PÁG. 471; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 309; PONTUAL, PÁG. 338; ARTE NO BRASIL, PÁG. 772; LEONOR AMARANTE, PÁG. 25; WALTER ZANINI, PÁG. 645; JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 572.



362 - ALFREDO EUGUL SAMAD (XX)

Barcos - óleo sobre tela - 33 x 41 cm - canto inferior esquerdo - 13/01/1981 -

Pintor argentino natural de Navarro, Provincia de Buenos Aires. Fixou residência no Brasil a partir de 1954. Expôs individualmente em Buenos Aires em 1951, participando de coletivas a partir de 1953, destacando-se: III Salão Nacional de Artes Plásticas do Rio de Janeiro (Gravura), Salão Museu de Arte Moderna -MAM-SP (Desenho) e III Salão Brasileiro de Arte (Fundação Mokiti Okada) São Paulo (pintura). Recebeu o Prêmio Aquisição no III Salão de Arte Contemporânea de Americana-SP.



363 - MARIA FREIRE (1919 - 2015)

Formas - desenho a nanquim - 33 x 28 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Artista do Uruguai que realizou inúmeras exposições individuais: Uruguai (1970, 1975, 1977, 1987, 1990, 1992, 1998); São Paulo (1956 - MAM); Rio de Janeiro ( 1957 - MAM); Espanha (1958); Bélgica (1959); Argentina (1967). Coletivas: Uruguai (1982, 1983, 1990, 1996, 2006); EUA (1992, 2001); Inglaterra (1994, 1996); Espanha (1997), México (2002); Porto Alegre (2005 - Bienal do Mercosul); Suíça (2005). www.fundacaobienal.art.br; www.artnet.com; artprice.com; www.artinfo.com



364 - LOTHAR CHAROUX (1912 - 1987)

Linhas - guache - 28,5 x 23 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista e professor austríaco, natural de Viena. Assinava Charoux. Iniciou os estudos artísticos com seu tio, o escultor austríaco Siegfried Charoux. Transferiu-se para o Brasil em 1928, fixando residência em São Paulo. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios da cidade onde conheceu Valdemar da Costa, com ele fazendo aprendizado de pintura a partir de 1940. Posteriormente passa a lecionar desenho no Liceu de Artes e Ofícios e no SENAI. Em 1947, realizou sua primeira exposição individual, na Galeria Itapetininga. Em 1952, participou da fundação do Grupo Ruptura, ao lado de Waldemar Cordeiro, Geraldo de Barros, Anatol Wladyslaw e outros. Com Hermelindo Fiaminghi e Luiz Sacilotto , cria a Associação de Artes Visuais NT - Novas Tendências, em 1963. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras oficiais nacionais como a Bienal Internacional de São Paulo (I a IX, XII, XIII), Panorama da Arte Atual Brasileira (1º ao 3º, 6º, 9º, 11º, 12º) e no exterior. É homenageado com retrospectiva no Museu de Arte Moderna de São Paulo e no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro em 1974. Em 2005, é publicado o livro ‘Lothar Charoux: A Poética da Linha’, pela historiadora de arte Maria Alice Milliet. PONTUAL, PÁG. 131; MEC VOL. 1, PÁG. 433; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 254; VOL. 9, PÁG.207; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 645; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; ACERVO FIEO.



365 - MARIO ZANINI (1907 - 1971)

Lavadeiras - óleo sobre tela - 53 x 64 cm - canto inferior direito - 1961 -
Ex coleção Dr. Nelson Mendes - Marília - SP.

Pintor, decorador, ceramista, professor, Mário Zanini nasceu e faleceu em São Paulo. Foi um dos integrantes de dois importantes movimentos artísticos considerados históricos na pintura paulista: o Grupo Santa Helena e a Família Artística Paulista. Sua formação artística se deu em São Paulo quando aos 13 anos iniciou curso de pintura da Escola Profissional Masculina do Brás e de 1924 a 1926, matriculou-se no curso de desenho e artes do Liceu de Artes e Ofícios. Conheceu Alfredo Volpi em 1927 e no ano seguinte estudou com o pintor Georg Elpons. Trabalhou no escritório de decoração de Francisco Rebolo entre 1933 e 1938. Em 1940 recebeu medalha de prata no 46º Salão Nacional de Belas Artes e foi convidado por Rossi Osir a trabalhar em seu ateliê de azulejos artísticos, o Osirarte. Em 1950, viajou por seis meses pela Itália, em companhia de Volpi e Osir. A partir de 1968 lecionou na Faculdade de Belas Artes de São Paulo. Participou de vários Salões oficiais e mostras coletivas no Brasil, como I e III Bienal Internacional de São Paulo e no exterior. Sua família doou 108 de suas obras ao Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo - MAC/USP em 1974. MEC, VOL. 4, PÁG. 531; PONTUAL, PÁG. 557; TEODORO BRAGA, PÁG. 250; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 451; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; ARTE NO BRASIL, PÁG. 778; LEONOR AMARANTE, PÁG.38; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 1085; ACERVO FIEO.



366 - JAMES STARK (1794 - 1859)

Cavalos - óleo sobre madeira - 27 x 20,5 cm - não assinado -
No estado. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista e gravador inglês nascido em Norwich e falecido em Londres. Estudou com John Crome por três anos e foi para a Academia Real, em Londres. Começou a expor suas obras em 1812 e logo teve de retornar a Norwich, por problemas de saúde. Logo que melhorou, participou ativamente das exposições da Sociedade dos Artistas de Norwich da qual era membro desde 1812. Foi premiado pela "British Institution" (1818). Viveu, depois de se casar, em Yarmouth (1821 – 1827) e retornou a Norwich para publicar as gravuras da "Scenery of the Rivers Yare, Waveney and Bure". Foi para Windsor (1840) e voltou a Londres (1849), sempre participando de exposições. BENEZIT; www.tate.org.uk; http://www.macconnal-mason.com/Stark-James-DesktopDefault.aspx?tabid=45&tabindex=44&artistid=28284;www.artprice.com.



367 - ESCOLA CHINESA, SÉC. XX

Figura - escultura em pedra - 50 x 21 x 15 cm - não assinado -
No estado. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")



368 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Vista da janela - óleo sobre tela - 100 x 81 cm - canto inferior direito e dorso ilegível - 1997 -
No estado.



369 - GEN DUARTE (XX)

Composição - técnica mista - 29 x 44 cm - canto inferior esquerdo - 2011 -

Artista plástico autodidata e grafiteiro, Wilson - mais conhecido como Gen Duarte, nasceu na Paraíba, mas cresceu em São Paulo. O seu desenvolvimento artístico se iniciou (1998) em contato com a linguagem do graffiti na metrópole e suas referências foram os muros da cidade e algumas revistas que existiam na época. Tem participado de mostras coletivas e oficiais como: "I Bienal Internacional de Graffiti" - Belo Horizonte, MG (2008); "Reciclando Cidades e Conceitos" - Brasilia, DF (2009); "Small is Beautiful" – Londres, Inglaterra (2009); "III Bienal Internacional de Graffiti Fine Art", São Paulo (2015); entre outras pelo Brasil e exterior. www.autvis.org.br; www.hypeness.com.br/2013/04/conheca-a-arte-do-grafiteiro-gen-duarte-que-traz-vida-para-as-ruas-do-pais/;www.urbanwallsbrazil.com; gshow.globo.com; www.artprice.com.



370 - ALFREDO VOLPI (1896 - 1988)

"Mogi das Cruzes" - óleo sobre cartão - 32,5 x 45,9 cm - canto inferior esquerdo -
Reproduzido na página 68 do "Livro Volpi" de autoria de Sônia Salzstein, na capa do catálogo e no convite deste Leilão . Registrado sob o número ACOAV 2190, página 83 do Catálogo de Obras 2015 - Alfredo Volpi. Com as seguintes etiquetas no dorso: Retrospectiva Alfredo Volpi, realizada no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro em 1972; Retrospectiva Alfredo Volpi, realizada no Museu de Arte Moderna de São Paulo em 1975 e Galeria de Arte Ralph Camargo, Alameda Ministro Rocha Azevedo, 1335 - São Paulo - SP. Procedente da coleção Dr. Chaim José Hamer - São Paulo - SP.

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.



371 - FAYGA OSTROWER (1920 - 2001)

Rosto - desenho a nanquim e aquarela - 29 x 20 cm - centro direito -
No estado.

Gravadora, pintora, desenhista, ilustradora, teórica da arte e professora. Natural de Lodz, Polônia. No Brasil, Rio de Janeiro, desde a década de 1930. Cursa artes gráficas na Fundação Getúlio Vargas, em 1947, onde estuda xilogravura com Axl Leskoschek e gravura em metal com Carlos Oswald, entre outros. Em 1969, a Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro publica um álbum de gravuras realizadas entre 1954 e 1966. Dentre as muitas coletivas de que participou, no País e no exterior, destacamos as seguintes nacionais: 1ª Bienal Internacional de São Paulo (1951); Exposição Nacional de Arte Abstrata (1953) e, Salão Preto e Branco (1954). MEC. Vol.3, pág.303; JULIO LOUZADA, pág.234; PONTUAL, págs.395 e 396.; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 606; ARTE NO BRASIL, pág. 840; LEONOR AMARANTE, pág. 28; Acervo FIEO.



372 - ELISEU D´ANGELO VISCONTI (1866 - 1944)

Estudo - sangüínea - 40 x 20 cm - canto inferior esquerdo -

Considerado o maior pintor que trabalhou no Brasil, nasceu na Itália, mas fez sua formação artística na Escola de Belas Artes do Rio de Janeiro e em Paris. Foi sucessivamente, realista, simbolista, adepto do Art Noveau e pós- impressionista, até chegar em algumas paisagens já quase no fim da vida, a uma síntese admirável de todos esses estilos e tendências. Sua obra-prima - e uma das obras- primas da arte brasileira de todos os tempos - é a decoração do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, principamente o friso do foyer, iniciado em 1914. TEODORO BRAGA, pág. 240/241; LAUDELINO FREIRE, págs. 515/ 133/ 151/ 510 e 512; BENEZIT, vol. 10, pág. 535; REIS JR., pág. 293 /300 /304 /371 /375/ 380/ 381/ 388/ 389; MEC, vol. 4, pág. 393; PONTUAL, pág. 543/544/545; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 422 e 423; MAYER/84, pág. 1252; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 420; ARTE NO BRASIL, pág. 553; LEONOR AMARANTE, pág. 42; Acervo FIEO; F. ACQUARONE, pág. 171.



373 - HANS NOBAUER (1893 - 1971)

Composição - técnica mista - 16,5 x 09 cm - canto inferior direito - Rio de Janeiro -

Johann Nobauer, pintor e desenhista nascido em Viena, Áustria e falecido no Brasil. Graduou-se na Escola de Belas Artes de Viena, serviu na I Guerra Mundial e quando começou a expor seus trabalhos foi designado, pelo governo da Áustria, para pesquisar a flora e a fauna do Brasil. Mais tarde ignorou os pedidos de retorno e por aqui se estabeleceu. Foi pintor ativo no Rio de Janeiro onde participou dos Salões Nacionais de Belas Artes de 1939 e 1941. Possui obra no Museu Histórico Nacional do Rio de Janeiro. Exposições póstumas: Rio de Janeiro (1984); São Paulo (1984, 2008). MEC VOL. 3, PÁG. 264; JULIO LOUZADA VOL. 11, PÁG. 228; TEODORO BRAGA PÁG. 226; ITAU CULTURAL; askart.com; artprice.com; christies.com; www.museuhistoriconacional.com.br.



374 - INGRES SPELTRI (1940)

"Violinista" - óleo sobre tela - 70 x 50 cm - centro inferior e dorso -

Pintor, desenhista, escultor, gravador e professor nascido em Jau, SP. Filho do pintor Augusto Speltri com quem se iniciou na pintura, ainda criança. Em 1959 mudou-se para São Paulo onde estudou Música (1960-1964). Foi professor titular da Escola Panamericana de Arte, SP. Realizou exposições individuais, em São Paulo, nos anos de 1977, 1981, 1978, 1984. Participou de várias mostras e Salões oficiais, sendo premiado em: São Paulo (1963, 1966, 1970, 1971); Santo André, SP (1976). JULIO LOUZADA VOL. 5, PÁG. 1012; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; MEC VOL. 4, PÁG. 338; PONTUAL PÁG. 504; www.artprice.com; www.speltri.com.



375 - MARIO MAREL AGOSTINELLI (1915 - 2000)

Pastores de lhamas - óleo sobre tela colada em eucatex - 37 x 45 cm - canto inferior direito -
No estado.

Nasceu em Arequipa, Peru. Pintor e escultor. Ativo no Rio de Janeiro, cidade onde se radicou. Estudou na Escola Nacional de Belas Artes de Lima, Peru, com Daniel Hernandes. Fez cursos de aperfeiçoamento na Argentina, França, Itália e Brasil. Expôs individualmente em 1946 e 1966, na Galeria BoninoRJ e coletivamente a partir de 1943. Suas pinturas de cenas e tipos populares, revela virtuosismo de execução e vivacidade de colorido que assume aspecto suntuoso, particularidade acentuada pelo cronista Rubem Braga, na apresentação que fez do artista (1966). WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 15; MEC, vol 1, pág. 38; PONTUAL, págs. 5 e 6; JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 31; ITAU CULTURAL.



376 - FRANS KRAJCBERG (1921 - 2017)

Composição - técnica mista - 13,5 x 09 cm - canto inferior direito - 1972 -
No estado.

Escultor, pintor, gravador e fotógrafo nascido em Kozienice, Polônia. Estudou engenharia e artes na Universidade de Leningrado, Rússia. Durante a Segunda Guerra Mundial perdeu toda a família em um campo de concentração. Mudou-se para a Alemanha, ingressando na Academia de Belas Artes de Stuttgart, onde foi aluno de Willy Baumeister. Chegou ao Brasil em 1948. Em 1951, participou da 1ª Bienal Internacional de São Paulo com duas pinturas. Residiu por um breve período no Paraná, isolando-se na floresta para pintar. Em 1956, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde dividiu o ateliê com o escultor Franz Weissmann. Naturalizou-se brasileiro no ano seguinte. A partir de 1958, alternou residência entre o Rio de Janeiro, Paris e Ibiza. Desde 1972, reside em Nova Viçosa, no litoral sul da Bahia. Ampliou o trabalho com escultura, iniciado em Minas Gerais, utilizando troncos e raízes, sobre os quais realiza intervenções. Viaja constantemente para a Amazônia e Mato Grosso e fotografa os desmatamentos e queimadas, revelando imagens dramáticas. Na década de 1980, iniciou a série ‘Africana’, utilizando raízes, cipós e caules de palmeiras associados a pigmentos minerais. O Instituto Frans Krajcberg, em Curitiba, foi inaugurado em 2003 recebendo a doação de mais de uma centena de obras do artista. No fim de 2008 realizou sua primeira grande exposição individual em São Paulo - 65 esculturas e 40 fotos de queimadas, exibidas no pavilhão da Oca, no Parque do Ibirapuera. TEIXEIRA LEITE, PÁG. 272; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 645; ARTE NO BRASIL, PÁG. 778; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 514; VOL. 6, PÁG. 559; MEC VOL. 2, PÁG. 411; PONTUAL PÁG. 293; www.artprice.com; www.eca.usp.br; www.macniteroi.com.br; planetasustentavel.abril.com.br.



377 - FERDINAND MEIRAN (1901 - 1989)

Pescadores - óleo sobre madeira - 34,5 x 40 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor e escultor natural de Cannes, França, onde nasceu a 2 de julho de 1901. Seu pai, também pintor, era muito amigo do professor e pintor Louis Pastour, que mais tarde viria a ser seu mestre e orintador artístico. Fixou residência no Brasil a partir de 1937, filiando-se no Rio de Janeiro à Associação dos Artistas Brasileiros, onde fez sua primeira exposição no País. Transferiu-se posteriormente para São Paulo onde expôs suas pinturas nas seguintes galerias paulistas: TABLEAU, Dan, Pátio, Aliança Francesa, etc. Em sua pintura, preocupava-se sempre com o sol, não em si mesmo, mas a influência dele sobre a paisagem. Realizou diversos e importantes trabalhos iconográficos da cidade de São Paulo. JULIO LOUZADA,vol. 1-pág. 622, Acervo FIEO.



378 - EDGAR COGNAT (1919 - 1994)

Paisagem - aquarela - 37 x 26 cm - canto inferior direito - 1985 -

Pintor, desenhista e gravador nascido no Rio de Janeiro. Começou seus estudos aos dezessete anos na classe de desenho, pintura e artes decorativas com o Professor Carlos Chambelland. Aprofundou-se por conta própria na arte da gravura, produzindo obras com o amigo e gravador Hans Steiner. Em 1967, assumiu a direção da Oficina de Gravuras do Liceu de Artes e Ofícios, sucedendo Carlos Oswald, considerado o pai da gravura no Brasil. Participou, entre outros, do Salão Nacional de Belas Artes - RJ; onde obteve medalhas de bronze, prata e de ouro; da I Exposição do Auto-Retrato no Museu Nacional de Belas Artes - RJ (1944); do Salão Paulista de Belas Artes - SP (1942); do Salão Municipal de Belas Artes - RJ (1954). MEC VOL. 1 PÁG. 442; PONTUAL PÁG. 139; ITAU CULTURAL; www.opapeldaarte.com.br.



379 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Trabalhadores - desenho a nanquim - 20 x 19 cm - centro inferior -
Estudo para o painel do Aeroporto de Congonhas. Ex coleção Dr. Roberto Mansur - São Paulo - SP. No estado.

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



380 - JOSÉ ANTONIO DA SILVA (1909 - 1996)

Última Ceia - óleo sobre tela - 70 x 100 cm - canto inferior direito - 1968 -
Procedente da coleção Dr. Chaim José Hamer - São Paulo - SP.

Pintor, desenhista, escritor, escultor, repentista nascido em Sales de Oliveira, SP e falecido em São Paulo. Trabalhador rural, de pouca formação escolar, foi autodidata. Em 1931, mudou-se para São José do Rio Preto, SP. Participou da exposição de inauguração da Casa de Cultura da cidade (1946), quando suas pinturas chamaram atenção dos críticos Lourival Gomes Machado, Paulo Mendes de Almeida e do filósofo João Cruz e Costa. Dois anos depois, realizou mostra individual na Galeria Domus, SP. Nessa ocasião Pietro Maria Bardi, diretor do MASP, adquiriu seus quadros e depositou parte deles no acervo do museu. O MAM, SP editou seu primeiro livro, ‘Romance de Minha Vida’ (1949). Na 1ª Bienal Internacional de São Paulo (1951), recebeu prêmio aquisição do ‘Museum of Modern Art’ (MoMA) de Nova York. Em 1966, o artista criou o Museu Municipal de Arte Contemporânea de São José do Rio Preto e gravou dois LPs, ambos chamados ‘Registro do Folclore Mais Autêntico do Brasil’, com composições de sua autoria. No mesmo ano, ganhou Sala Especial na 33ª Bienal de Veneza. Publicou ainda os livros ‘Maria Clara’ (1970), ‘Alice’ (1972); ‘Sou Pintor, Sou Poeta’ (1982); e ‘Fazenda da Boa Esperança’ (1987). Transferiu-se de São José do Rio Preto para São Paulo, em 1973. Em 1980, foi fundado o Museu de Arte Primitivista José Antônio da Silva (MAP), em São José do Rio Preto, com obras do artista e peças do antigo Museu Municipal de Arte Contemporânea. Realizou inúmeras exposições individuais e participou de muitos certames oficiais pelo Brasil e exterior recebendo muitos prêmios. MEC, vol. 4, pág. 256; PONTUAL, pág. 493 e 494; TEIXEIRA LEITE, pág. 478; JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 958; ARTE NO BRASIL, vol. 2, pág. 958; BENEZIT, vol. 9, pág. 602; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 227; ITAU CULTURAL; LEONOR AMARANTE, pág. 171; Acervo FIEO.



381 - RUBENS GERCHMAN (1942 - 2008)

Composição - litografia - 9/20 - 60 x 48,5 cm - canto inferior direito - 1974 -
Com etiqueta da Galeria Luisa Strina - São Paulo, no dorso. No estado.

Pintor, desenhista, gravador, escultor nascido no Rio de Janeiro e falecido em São Paulo. Em 1957, freqüenta o Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro, onde estuda desenho. Faz curso de xilogravura com Adir Botelho e freqüenta a Escola Nacional de Belas Artes - Enba, entre 1960 e 1961. Em 1967, é contemplado com o prêmio de viagem ao exterior no 16º Salão Nacional de Arte Moderna e viaja para os Estados Unidos. Reside em Nova York entre 1968 e 1972. Retorna ao Brasil e faz o roteiro, a cenografia e a direção do filme 'Triunfo Hermético' e os curtas 'ValCarnal' e 'Behind the Broken Glass'. De 1975 a 1979, assume a direção da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, RJ. É co-fundador e diretor da revista 'Malasartes'. Em 1978, viaja para os Estados Unidos com bolsa da Fundação John Simon Guggenheim. Em 1982, permanece por um ano em Berlim como artista residente, a convite do Deutscher Akademischer Austauch Dienst - DAAD [Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico]. Realizou diversas exposições individuais e participou de muitas mostras oficiais no Brasil e pelo mundo recendo prêmios na Bienal de São Paulo (1965), Bienal de Salvador, BA (1966), Bienal de Cali, Colômbia (1967, 1970). JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 417; PONTUAL, PÁG. 235; TEIXEIRA LEITE, "in" A GRAVURA BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 734; ARTE NO BRASIL, PÁG. 974; LEONOR AMARANTE, PÁG. 143, MEC VOL. 2, PÁG. 246; Acervo FIEO.



382 - EDUARDO MORI (1943)

Composição - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito -

Nascido em São Paulo, iniciou seus estudo artísticos em Paris, onde residiu por longos anos, realizando algumas exposições de desenhos e óleos, retratando cenas do cotidiano. Posteriormente radicou-se em Los Angeles-EUA onde, mais liberto da influência acadêmica, se fixou no abstracionismo, buscando apenas na cor a forma de expressar toda a sua arte, com a qual se consagrou. JULIO LOUZADA vol.11, pág.219



383 - EDUARDO KENJI TAKEBAYASHI (1949)

Espantalho - óleo sobre tela - 60 x 50 cm - canto inferior direito - 1982 -

Nasceu em Junqueirópolis, SP, em 20 de maio de 1949. Participou de coletivas realizadas em SP, Porto Alegre e Brasilia, recebendo premiações. JULIO LOUZADA, vol. 7 pág. 687.



384 - CHRISTINA G. DANTAS (1951)

Fachada - óleo sobre tela colada em eucatex - 50 x 70 cm - dorso - 1997 -

Nasceu em São Paulo, Capital. Pintora e gravadora, assina suas obras CHRISTINA. Autodidata, começou a trabalhar à óleo, passando para a acrilica logo depois. Estudou gravura com Marcello Grassmann, produzindo também essa técnica. Participou da exposição coletiva de inauguração da Galeria Grifo-SP. Seus trabalhos encontram-se em coleções de artistas seus contemporâneos. JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 276;



385 - VINCENZO CENCIN (1925 - 2010)

Pescadores - óleo sobre tela - 60 x 73 cm - canto inferior esquerdo -
No estado.

Natural de Veneza, Itália, desde pequeno sente a feição mágica e iluminada de sua cidade natal e o mar que a rodeia. Após a II Grande Guerra vem para o Brasil, onde fixa a sua residência. Em 1981 inaugura a Galeria Velha Europa, em São Paulo. Sobre a sua obra, assim se manifestou o crítico José Roberto TEIXEIRA LEITE: "... para esse homem chegado já maduro às artes, depois de longa carreira em campo diametralmente oposto, o que importa é lançar, sobre o espaço da tela, reminicências do homem mediterrâneo..." JULIO LOUZADA, vol.11, pág. 69; ITAU CULTURAL.



386 - RENINA KATZ (1925)

"O lago" - litografia - 100/50 - 66 x 31 cm - canto inferior direito - 1991 -

Gravadora, desenhista, ilustradora e professora, Renina Katz Pedreira nasceu no Rio de Janeiro. Assina Renina e Renina Katz. Cursou a Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1947 a 1950) e teve como professores, entre outros, Henrique Cavalleiro e Quirino Campofiorito. Licenciou-se em desenho pela Faculdade de Filosofia da Universidade do Brasil. Iniciou-se em xilogravura com Axl Leskoschek, em 1946. Incentivada por Poty, ingressou no curso de gravura em metal, oferecido por Carlos Oswald no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro. Mudou-se para São Paulo em 1951, e lecionou gravura no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand e, posteriormente, na Fundação Armando Álvares Penteado, até a década de 1960. Em 1956, publicou o primeiro álbum de gravuras, intitulado ‘Favela’. A partir dessa data, foi docente da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo por 28 anos. Realizou muitas exposições individuais pelo Brasil, EUA, Chile, Paraguai, Portugal, Itália, Holanda e participou, entre as diversas mostras e Salões oficiais, das: Bienal Internacional de São Paulo (1955, 1959, 1961, 1963, 1985, 1989); Bienal de Veneza, Itália (1956, 1986); Panorama da Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1974, 1977, 1980, 1984). Foi premiada no Rio de Janeiro (1951, 1952) e em São Paulo (1955, 1984). MEC VOL.2, PÁG.403; PONTUAL, PÁG. 288; WALMIR AYALA VOL.1, PÁG.441; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG.15; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 606; ARTE NO BRASIL; www.artprice.com; www.catalogodasartes.com.br; www.editora.unicamp.br; www.laboratoriodasartes.com.br; artenaescola.org.br.



387 - ALOYZIO ZALUAR (1937)

"Capoeirar" - técnica mista - 43 x 59,5 cm - canto inferior direito e dorso - 1989/2011 -
No estado.

Natural da cidade do Rio de Janeiro. Passou a frequentar a antiga ENBA em 1956. Participou de diversos SNAM entre 1958 e 1967, recebendo a Certificado de Isenção em 1966. Expõe individualmente a partir de 1964. TEIXEIRA LEITE chamou atenção, em 1964, para a influência de Goeldi nos seus trabalhos que, mais tarde, abordaram a temática do carnaval carioca, levando o artista e poeta José Paulo Moreira da Fonseca a situá-lo na fronteira entre o desenho e a pintura. ITAÚ CULTURAL; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 349; MEC, vol. 4, pág. 528; PONTUAL, pág. 556; ACERVO FIEO, pág. 785. Acervo FIEO. -



388 - ULISSES PEREIRA (1924 - 2006)

Rosto - escultura em cerâmica - 29 x 20 x 10 cm - assinado -

Ulisses Pereira Chaves nasceu em Córrego Santo Antonio, Caraí - MG. Foi um dos primeiros homens a se dedicar à arte da cerâmica no Vale do Jequitinhonha, uma região onde essa arte, em sua grande maioria, surge a partir de mãos femininas. Ele herdou essa tradição da mãe, Domingas Pereira do Santos, que era filha, neta e bisneta de paneleiras (no Vale do Jequitinhonha as paneleiras são mulheres que se dedicam à cerâmica utilitária). Em seu trabalho Ulisses manteve as mesmas técnicas de modelagem e pintura aprendidas com a mãe. Ele produziu ao longo de sua vida uma obra baseada na cerâmica escultórica antropozoomorfa de grande dimensão. Ulisses era analfabeto e assinava suas peças grafando apenas UP. Os trabalhos de Ulisses integraram várias exposições no Brasil e no exterior, dentre elas a exposição "Brésil, Arts Populaires" (Grand Palais, Paris, 1987) e a Exposição Comemorativa aos 500 anos do Descobrimento do Brasil (São Paulo, 2000). Eles ainda podem ser encontrados em importantes museus e coleções particulares. No Rio de Janeiro - no Museu Casa do Pontal e no Museu do Folclore Edison Carneiro; em João Pessoa, PB - no Centro Cultural de São Francisco. http://artepopularbrasil.blogspot.com.br/2012/11/ulisses-pereira-chaves.html; www.galeriaestacao.com.br; www.popular.art.br; www.museucasadopontal.com.br.



389 - ALBERTO MEDINA (1905 - 1980)

Veneza - óleo sobre tela - 79 x 48,5 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor espanhol ativo no Brasil por muitos anos, onde faleceu no ano de 1980. JULIO LOUZADA, vol. 12 pág. 270



390 - VANIA TOLEDO (1945)

"Trem Vera Cruz" - fotografia - 27 x 35 cm - dorso - São Paulo - Rio -

Fotógrafa, Vania Rosa Cordeiro de Toledo nasceu em Paracatu, MG. Formou-se em Ciências Sociais pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (1973). Autodidata, iniciou a carreira fotográfica em 1978 no jornal "Aqui São Paulo", de Samuel Wainer e foi responsável por colunas de estreias e festas, com Antonio Bivar, assumindo em seguida o cargo de editora de fotografia do jornal. Abriu seu próprio estúdio em 1981. Durante a década de 1980, colaborou com diferentes jornais e revistas do Brasil e do exterior como Vogue, Interview, Claudia, Veja, IstoÉ, Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, Time, Life. Além disso, produziu capas de livros e discos e calendários. Destacou-se como retratista ao publicar os livros "Homens" (1980) e "Personagens Femininos" (1992). Essa obra lhe valeu o Prêmio Excelência Gráfica concedido pela Associação Brasileira de Técnicos Gráficos - ABTG e a exposição correspondente recebeu o Prêmio de Melhor do Ano de 1993 da Associação Paulista de Críticos de Arte - APCA. Publicou também os livros "Vania Toledo" (1996) e "Salomé" (1997). Realizou exposições individuais em: São Paulo (1991, 1992, 1995, 1996, 2001, 2004, 2005, 2007, 2008 - Pinacoteca); Rio de Janeiro (1992, 1997); Santo André, SP (2008) e participou de várias mostras coletivas. ITAU CULTURAL; http://www.colecaopirellimasp.art.br.



391 - VITTÓRIO GOBBIS (1894 - 1968)

"Ladeira do Palácio" - litografia - H.C. - 28 x 38 cm - canto inferior direito - 1958 -
No estado.

Pintor, desenhista, gravador e restaurador nascido em Motta di Livrenza, Itália e falecido em São Paulo. Filho e neto de pintor e decorador, frequentou academias em Veneza e Roma, contrariando a opinião do pai que desejava que ele seguisse carreira no comércio. Trabalhou como pintor e restaurador em Veneza até 1923 quando resolveu abandonar a profissão e partir para o Brasil, fixando-se em São Paulo. Em 1931 participou do Salão Revolucionário, realizado por Lucio Costa na Escola Nacional de Belas Artes, RJ. No decorrer da década participou ativamente da cena artística paulistana - tornou-se sócio-fundador da Sociedade Pró-Arte Moderna e do Clube dos Artistas Modernos, criados em 1932; realizou sua primeira mostra individual (1933). Participou, ao lado de Candido Portinari, da "International Exhibition of Painting" (1935) no "Carnegie Institute", Pittsburgh - Estados Unidos. Destaca-se também sua participação como idealizador e membro da Família Artística Paulista; seu envolvimento na criação do Salão de Maio e a proximidade com os artistas do Grupo Santa Helena. Organizou o 1º Salão de Arte da Feira Nacional de Indústrias (1941). Nas décadas de 1930 e 1940, seu próprio ateliê funcionou como um núcleo disseminador de arte. Participou de inúmeras mostras coletivas e oficiais como a I e II Bienal Internacional de São Paulo, entre outras. Foi premiado no Salão Nacional de Belas Artes, RJ (1933, 1935, 1965); Salão Paulista de Belas Artes, SP (1933, 1936, 1956). Em 1965, em função de sua experiência no campo do restauro, foi incumbido de transportar e restaurar o afresco da "Santa Ceia", de Antonio Gomide, que foi doado ao Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo. MEC VOL.2, PÁG.271; TEIXEIRA LEITE PÁG. 220; PONTUAL PÁG.240; WALMIR AYALA VOL.1, PÁG.350; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 423; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 579; ARTE NO BRASIL PÁG. 777, ACERVO FIEO; www.artprice.com.



392 - TOMZÉ (1947)

"Menina no campo de flores" - óleo sobre tela - 18 x 24 cm - lado direito - 1983 -

Pintor, Antonio José Scala é natural de Poços de Caldas, MG e radicado em Santos, SP. Começou a pintar em 1975. Trocou a Economia pela pintura em 1982. Realizou exposições individuais em: Brasília, DF (1987); Buenos Aires, Argentina (1992); Rio de Janeiro (2004); Santos, SP (2006). Participou de mostras coletivas e Salões oficiais em: Paris, França (1988); Bratislava, Eslováquia (1994); Piracicaba, SP (1994 – Bienal Brasileira de Arte Naïf , SESC; 1996 – Bienal Naïfs do Brasil, SESC); Lausanne, Suíça (2001); Nice, França (2002, 2005); Rio de Janeiro (2016). ITAU CULTURAL; fundacaoschmidt.org.br/exposicao-rio-cidade-sede-maravilhosa-no-mian/.



393 - SILVIA DE LEON CHALREO (1905 - 1991)

No campo - guache - 10 x 14 cm - canto inferior direito -
No estado.

Esta importante pintora, crítica de arte, escritora, tradutora e jornalista, nasceu na cidade do Rio de Janeiro. Autodidata, pinta o gênero figurativo primitivo, expondo pela primeira vez em 1941, na Divisão Moderna do SNBA. Possui extenso curriculum de exposições e premiações no País e no exterior. Segundo o crítico Teixeira Leite, "(...) Sua pintura, de caráter primitivista, representa as praias repletas de diminutas figurinhas, o morro carioca, os barracos na favela e os folguedos infantis, numa técnica rudimentar, mas com bom colorido, vívido movimento e inegável atmostera poética." . JULIO LOUZADA, vol. 1 pág. 921; ITAU CULTURAL; TEIXEIRA LEITE, pág. 482.



394 - VERONICA LAATST (1972)

"Festa de casamento no Agreste" - óleo sobre tela - 20 x 30 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1992 - Mogi das Cruzes -

Pintora nascida em Garanhuns, PE. Realizou exposições individuais em Garanhuns, PE (1982); Mogi das Cruzes, SP (1988); São Paulo (1989). Participou de diversas mostras e Salões oficiais pelo Brasil, na Holanda e foi premiada em Pernambuco (1985) e em São Paulo (1987). JULIO LOUSADA VOL. 5, PÁG. 547.



395 - SILVIA ALVES (1947)

"Bom dia São Paulo" - aquarela - 49 x 69 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2014 - São Paulo -

Pintora, desenhista, escultora, gravadora, ilustradora, professora, poetiza e atriz Silvia Ferraro Alves nasceu em São Paulo. Estudou desenho e escultura com Alvaro de Bauptista (1980 a 1984) na Universidade de Campinas; formou-se em Pintura na Faculdade de Belas Artes (1986); mestrado em Aquarela na Faculdade Santa Marcelina (1998); frequentou o ateliê de Gravura do Museu Lasar Segall (1985 a 1988); os ateliês de pintura e desenho dos professores Lecy Bomfim, Salvador Rodrigues, Deusdedith Campanelli, Colette Pujol, Djalma Urban, Francisco Cuoco, Fang, o ateliê de escultura no Museu Brasileiro de Escultura (1980 a 1994) e aquarela com Iole Di Natale (1994 a 1998). Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais. Foi premiada em 1983, 1989, 1991, 1993, 1994, 1997, 1999, 2000, em São Paulo. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL, 10, PÁG, 49; www.silviaalves.art.br.



396 - RUBEM VALENTIM (1922 - 1991)

Emblema - serigrafia - 121/160 - 30 x 25 cm - canto inferior direito - São Paulo - 1990 -

Escultor, pintor, gravador, professor nascido em Salvador, BA e falecido em São Paulo. Iniciou-se nas artes visuais na década de 1940, como pintor autodidata. Entre 1946 e 1947 participou do movimento de renovação das artes plásticas na Bahia, com Mario Cravo Júnior, Carlos Bastos e outros artistas. Em 1953 formou-se em jornalismo pela Universidade da Bahia e publicou artigos sobre arte. Residiu no Rio de Janeiro entre 1957 e 1963, onde se tornou professor assistente de Carlos Cavalcanti no curso de história da arte do Instituto de Belas Artes. Residiu em Roma entre 1963 e 1966, com o prêmio viagem ao exterior, obtido no Salão Nacional de Arte Moderna. Em 1966 participou do Festival Mundial de Artes Negras em Dacar, Senegal. Ao retornar ao Brasil, residiu em Brasília e lecionou pintura no Ateliê Livre do Instituto de Artes da Universidade de Brasília - UnB. Em 1972, fez um mural de mármore para o edifício-sede da Novacap em Brasília, considerado sua primeira obra pública. Em 1979, Valentim realizou escultura de concreto aparente, instalada na Praça da Sé, em São Paulo, definindo-a como o Marco Sincrético da Cultura Afro-Brasileira e, no mesmo ano e foi designado, por uma comissão de críticos, para executar cinco medalhões de ouro, prata e bronze, para a Casa da Moeda do Brasil. Em 1998 o Museu de Arte Moderna da Bahia inaugurou a Sala Especial Rubem Valentim no Parque de Esculturas. Foi premiado nas Bienais Internacionais de São Paulo de 1967 e 1973, entre outros. PONTUAL, PÁG.532; WALMIR AYALA, VOL.2, PÁGS.395; TEIXEIRA LEITE, PÁG.517; MEC, VOL.4, PÁG.443; JULIO LOUZADA, VOL.11, PÁG.330; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 682; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 257, ACERVO FIEO; web.artprice.com.



397 - ROMERO BRITTO (1963)

Natureza morta - off set - 33,5 x 33,5 cm - assinado na matriz -

Romero Francisco da Silva Britto nasceu em Recife, PE. Pintor e gravador autodidata. Começou seu interesse pelas artes na infância, quando usava sucatas, papelões e jornais para exercitar a sua criatividade. Iniciou o curso de Direito na Universidade Católica de Pernambuco, mas depois viajou para os Estados Unidos e lá se estabeleceu. Criou três obras de arte para a ‘Absolut Vodka’ (1988), reproduzidas em mais de 60 publicações internacionais e, em 1995, seu trabalho foi estampado em 1,5 bilhões de latinhas de refrigerante Pepsi. Foi contratado para inserir os astros da Disney no contexto de sua arte pop em 1997. Entre as realizações, merecem destaque: a criação dos selos postais que levam o nome de Esportes para a paz, sobre as olimpíadas de Pequim - China; uma pirâmide que esteve instalada no Hide Park, em Londres, que deverá ser encaminhada para o museu da criança, na cidade do Cairo, Egito. Suas pinturas estão presentes em aeroportos pelo mundo como os de São Paulo, Washington DC, Nova York e Miami. Vale citar outros locais onde se pode ver e apreciar as suas obras: Montreux Jazz Raffles le Montreux Palace Hotel e Azul Basel Children’s Hospital, ambos na Suíça, e o Sheba Sheba Medical Center, Tel Aviv, em Israel. Realizou exposições Individuais a partir de 1991 e participou de mostras coletivas em São Paulo (1998, 2003, 2004); Rio de Janeiro (2003); Brasília (2012); Paris (2008, 2010). ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 12, PÁG. 65; www.britto.com; www.e-biografias.net; www.artprice.com.



398 - RENINA KATZ (1925)

Composição - litografia - 68/100 - 49 x 69,5 cm - canto inferior direito - 1982 -

Gravadora, desenhista, ilustradora e professora, Renina Katz Pedreira nasceu no Rio de Janeiro. Assina Renina e Renina Katz. Cursou a Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1947 a 1950) e teve como professores, entre outros, Henrique Cavalleiro e Quirino Campofiorito. Licenciou-se em desenho pela Faculdade de Filosofia da Universidade do Brasil. Iniciou-se em xilogravura com Axl Leskoschek, em 1946. Incentivada por Poty, ingressou no curso de gravura em metal, oferecido por Carlos Oswald no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro. Mudou-se para São Paulo em 1951, e lecionou gravura no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand e, posteriormente, na Fundação Armando Álvares Penteado, até a década de 1960. Em 1956, publicou o primeiro álbum de gravuras, intitulado ‘Favela’. A partir dessa data, foi docente da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo por 28 anos. Realizou muitas exposições individuais pelo Brasil, EUA, Chile, Paraguai, Portugal, Itália, Holanda e participou, entre as diversas mostras e Salões oficiais, das: Bienal Internacional de São Paulo (1955, 1959, 1961, 1963, 1985, 1989); Bienal de Veneza, Itália (1956, 1986); Panorama da Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1974, 1977, 1980, 1984). Foi premiada no Rio de Janeiro (1951, 1952) e em São Paulo (1955, 1984). MEC VOL.2, PÁG.403; PONTUAL, PÁG. 288; WALMIR AYALA VOL.1, PÁG.441; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG.15; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 606; ARTE NO BRASIL; www.artprice.com; www.catalogodasartes.com.br; www.editora.unicamp.br; www.laboratoriodasartes.com.br; artenaescola.org.br.



399 - ALFREDO VOLPI (1896 - 1988)

Bandeirinhas - serigrafia - 9/30 - 39 x 29 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.



400 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Pássaro - serigrafia - P.A. - 48 x 66 cm - canto inferior direito - 1987 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.