Leilão de Outubro de 2017

24, 25 e 26 de Outubro de 2017



001 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Flores - serigrafia - 307/400 - 20 x 28 cm - canto inferior direito - 2000 -
No estado.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



002 - ALFREDO VOLPI (1896 - 1988)

Fachada e bandeira - litografia off set - 78/250 - 48 x 66 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.



003 - HELENOS SILVA (1941)

"Amor bandido" - litografia - 2/50 - 51 x 42 cm - canto inferior direito - 1980 -

Pintor pernambucano, há longos anos em São Paulo, já participou da Bienal de São Paulo e realizou inúmeras individuais. MEC, vol. 2-pág. 334; WALMIR AYALA, vol. 1-págs. 386/7; PONTUAL, pág. 262; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 462, ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO.



004 - UBIRAJARA PINTO (XX - 2002)

Composição - óleo sobre tela - 40 x 80 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor e desenhista carioca, filho do pintor Sylvio Pinto. Participou de várias mostras coletivas.



005 - IMRE MAGYAR (XX)

Bambus - óleo sobre tela - 50 x 60 cm - canto inferior direito e dorso - 2006 -

Pintor alemão, radicado no Brasil desde 1950, com diversas exposições e participação de Salões Oficiais.



006 - ANTONIO GARCIA PASCOAL (1939)

Praça da Sé - óleo sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2016 -

Assina Pascoal. Pintor nascido em Itapui, SP, em 17 de novembro. Participa de coletivas desde 1990, tendo recebido prêmio, dentre outros, Medalha de Bronze, no SA na CEF em São Caetano do Sul - 1991. JULIO LOUZADA vol.9, pág. 655.



007 - VITTÓRIO GOBBIS (1894 - 1968)

"Piques" - litografia - 127/500 - 30 x 40 cm - canto inferior direito - 1954 -

Natural de Treviso, Itália. Iniciou seus estudos na terra de origem, tendo após fixado residência em São Paulo, onde foi pintor atuante. Obteve diversas premiações nos Salões Paulistas, no SNBA e no Salão Paulista de Arte Moderna. Participou da I e II Bienais de São Paulo. O MNBA e o MASP possuem obras deste festejado pintor. MEC, vol.2, pág.271; TEIXEIRA LEITE, pág. 220; PONTUAL, pág.240; WALMIR AYALA, vol.1, pág.350; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 579; ARTE NO BRASIL, pág. 777, Acervo FIEO.



008 - ZECHETTO (1927)

"Paris" - óleo sobre tela - 40 x 20 cm - canto inferior direito - 1995 -

José Lino ZECHETTO nasceu em Birigui, SP, em 2 de janeiro de 1927. Sobre este sensível pintor, assim escreveu Theodoro Meireles, em artigo publicado n'O Estado de São Paulo, edição de 18/5/1980: " Observação, pensamento, trabalho marcam a sua carreira, transparecem na sua pintura que vem de longo tempo crescendo aparentemente tranquila, escondendo às vezes, o quanto de inquietação artística, de observação constantee apaixonada e até mesmo sofrida, se concentra em apenas uma tela." O autor expõe coletivamente desde 1966, com diversas premiações, constando em coleções particulares do Brasil e do Exterior. MEC, vol 4, pág. 531; JULIO LOUZADA vol.10, pág. 960, Acervo FIEO.



009 - YASUICHI KOJIMA (1934)

"Cataratas do Iguaçu" - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior direito e dorso - 2002 -

Pintor e ceramista nascido em Tajimi, Japão - cuja população vive de cerâmica e porcelana. Seu pseudônimo artístico é Kojima. Recebeu influência de seu pai, Shigueo Kojima - tradicional artista e ceramista japonês conhecido pelo nome artístico Juho Kojima. Formou-se na Escola de Cerâmica Industrial de Tajimi - Gifu, Japão. Veio para o Brasil em 1953, trabalhou por cinco anos em São Caetano e transferiu-se para Mauá onde, como seu pai, montou sua própria fábrica de cerâmicas e porcelanas que está em atividade até hoje. Naturalizou-se brasileiro e estudou pintura com Manabu Mabe, Takaoka e Nakajima. Realizou exposição individual em Poá, SP (2009) e no Museu de Arte do Parlamento de São Paulo (2013). Participou de diversas mostras e Salões oficiais em: São Bernardo do Campo, SP (1967); São Paulo (1968, 1969, 2001 a 2010); Poá, SP (2009-como convidado); Embu, SP (2012 - Prêmio Prata). www.mauamemoria.com.br; www.radaroficial.com.br/d/31498914; issuu.com/shinzenbi/docs/makoto_5/27.



010 - ANTONIO PESSOA (1943)

Sereia - escultura em bronze - 17 x 15 x 08 cm - assinado -

Escultor, assina Tonny. Radicado no Rio de Janeiro detentor de bom curriculo nacional e internacional com inumeras participações em Salões Oficiais,varias vezes premiado. Ótimo mercado.



011 - JOSÉ MORAES (1921 - 2003)

Composição - litografia - 25/50 - 45 x 31 cm - canto inferior direito - 1989 -

Carioca, nascido José Machado de Morais, em 10/5/1921. Pintor, gravador, desenhista e professor. Aluno rebelde da antiga Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, foi figura importante no embate entre conservadores e modernos na década de 40, concorrendo com o seu trabalho e militância, para a difusão do modernismo pelo país, e na conquista da "Divisão Moderna", no Salão Nacional de Belas Artes. Foi aluno de Quirino Campofiorito, Portinari, com quem trabalhou na execução de diversas obras. Participou de diversos Salões com merecido reconhecimento. JULIO LOUZADA, vol. 13 pág. 230; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 602, Acervo FIEO.



012 - CIDA SANCHES (XX)

"Mutação" - litografia - 57/100 - 76 x 56 cm - canto inferior direito -
No estado.

Aparecida Arruda Sanchez é pintora e gravadora. Realizou exposição individual em Santos, SP (1978), participou de mostras coletivas e oficiais em: Assis, SP (1977); Santos, SP (1977, 1978); São Paulo (1978). JULIO LOUZADA VOL. 10, PÁG. 784.



013 - PEDRO CORRÊA (1920)

Vendedor de frutas - guache - 23 x 11 cm - centro inferior -

Paraibano de Campina Grande, foi artisticamente orientado pelo pintor Augusto Rodrigues, no Rio de Janeiro. Fixou residência em São Paulo, onde é ativo, inclusive através de uma escola de arte que mantém na cidade. Participou regularmente do SPBA, tendo também realizado várias individuais. JULIO LOUZADA, vol. 1 pág. 271 e 272, Acervo FIEO.



014 - AURILENA BANCOVISK

Mulheres - óleo sobre tela - 41 x 33 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintora e gravadora. Assina Aurilena. Realizou exposições individuais em São Paulo (1977, 1978, 1980, 1983, 1985) e participou de diversas mostras coletivas e Salões oficiais. Foi premiada em: São Paulo (1972 a 1975, 1982, 1984); Rio de Janeiro (1977 a 1980); São Lourenço, MG (1977); Matão, SP (1980, 1982); Araras, SP (1980). JULIO LOUZADA VOL.3, PÁG. 76; ITAU CULTURAL.



015 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Vaso de flores - óleo sobre tela - 46 x 38 cm - canto inferior direito - 1939 -
S. Pierard.



016 - MONTEIRO PRESTES (1958)

Pescador - óleo sobre tela - 39 x 59 cm - canto inferior direito e dorso - 2000 - São Paulo -

Pintor, Marcus Sergius Monteiro Prestes nasceu em Sorocaba, SP. Assina Monteiro Prestes. Tem participado de mostras coletivas e oficiais em: Itapetininga, SP (1966); Sorocaba, SP (1980, 1981, 1982, 1984); Rio de Janeiro (1990); Piracicaba, SP (1990); São Lourenço, MG (1990); Belo Horizonte, MG (1991); Itu, SP (1991); Jundiaí, SP (1992); São Paulo (1992, 1993); Ribeirão Preto, SP (2002). Foi premiado em: Sorocaba, SP (1980, 1981, 1984); Rio de Janeiro (1990); Piracicaba, SP (1990); São Lourenço, MG (1990); Belo Horizonte, MG (1991); Itu, SP (1991). JULIO LOUZADA VOL. 6, PÁG. 745; ITAU CULTURAL; monteiroprestes.blogspot.com.br.



017 - IVO BLASI (1932 - 2008)

Marinha - óleo sobre tela - 30 x 60 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1985 -

Foi pintor atuante em São Paulo. Viveu na Itália por algum tempo, onde frequentou cursos de arte. No Brasil cursou a Escola Paulista de Belas Artes, tendo participado de diversas exposições. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 36; Acervo FIEO.



018 - JOEL FIRMINO DO AMARAL (1951)

Paisagem - aquarela - 22 x 10 cm - canto inferior direito - 1997 - Ouro Preto - MG -

Pintor radicado em São Paulo, onde é ativo. São muito apreciadas as suas aquarelas, que retratam os casarios de cidades mineiras e do interior do País. Em 1985, recebeu prêmio aquisição no SPBA, e em 1988 prêmio no SPBA-SP. JULIO LOUZADA, vol. 9, pág. 39; Acervo FIEO.



019 - MAX HOLLENDER (1938)

"Ruínas de um casarão do século XIX - Itú" - desenho a nanquim e guache - 22 x 33 cm - canto inferior direito - 1985 -

Pintor alemão radicado no Brasil desde 1960, com inúmeras mostras e participações premiadas em Salões Oficiais. JULIO LOUZADA, vol. 1 pág. 473, Acervo FIEO.



020 - JOAQUIM TENREIRO (1906 - 1992)

Formas - escultura em madeira em baixo relevo - 48 x 87 cm - centro inferior -

Designer, escultor, pintor, gravador e desenhista, Joaquim Albuquerque Tenreiro nasceu em Melo Guarda, Portugal e faleceu em Itapira, SP. Filho e neto de marceneiros, aos dois anos de idade mudou-se para o Brasil com a família. Retornou a Portugal em 1914 e ajudou o pai a realizar trabalhos em madeira. Iniciou aulas de pintura. Em 1928, transferiu-se definitivamente para o Rio de Janeiro, passando a frequentar o curso de desenho do Liceu Literário Português onde conquistou o prêmio Joaquim Alves Meira, a maior láurea daquele estabelecimento e fez cursos no Liceu de Artes e Ofícios. Em 1931, integrou o Núcleo Bernardelli. Na década de 1940, dedicou-se à pintura de retrato, de paisagem e de natureza-morta. Entre 1933 e 1943, trabalhou como designer de móveis nas empresas Laubissh & Hirth, Leandro Martins e Francisco Gomes. Em 1943, montou sua primeira oficina, a Langenbach & Tenreiro e, alguns anos depois, inaugurou duas lojas de móveis; primeiro no Rio de Janeiro e, posteriormente, em São Paulo. É o renovador do mobiliário brasileiro, responsável por toda uma linha de criação em que a funcionalidade se alia o bom gosto e o aproveitamento racional dos materiais do País. No final da década de 1960, Joaquim Tenreiro encerrou as atividades na área da concepção e fabricação de móveis para dedicar-se exclusivamente às artes plásticas, principalmente à escultura. Participou do Panorama da Arte Atual Brasileira, SP (1972, 1973, 1975, 1978, 1988), da Bienal Internacional de São Paulo (1965), entre outras, e realizou uma retrospectiva no MAM, RJ (1977). Tem pinturas suas figurando no MAM, SP, no MNBA e Museu Manchete, RJ. MEC, VOL.4, PÁGS.381 E 382; PONTUAL, PÁG.520; TEIXEIRA LEITE, PÁG.504; WALMIR AYALA, VOL.2, PÁG.376 E 377; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG.973; VOL. 5, PÁG. 1042; VOL.6, PÁG. 1111; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 580; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; www.joaquimtenreiro.com; renome.com.br; pinturabrasileira.com; web.artprice.com.



021 - MILTON DACOSTA (1915 - 1988)

Vênus - gravura - 33/100 - 28 x 37 cm - canto inferior direito - 1963 -

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador. Milton Rodrigues da Costa nasceu em Niterói, RJ e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou estudos de desenho e pintura, em 1929, com o professor alemão August Hantv. No ano seguinte matriculou-se no curso livre de Marques Júnior, na Escola Nacional de Belas Artes. Junto com Edson Motta, Bustamante Sá e Ado Malagoli , entre outros, criou o Núcleo Bernardelli em 1931. Viajou para Estados Unidos em 1945, com o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Belas Artes do ano anterior. Na cidade de Nova York, estudou na Art's Students League of New York. Em 1946, foi para a Europa e após visita a vários países, fixou-se em Paris, onde estudou na Académie de La Grande Chaumière. Conheceu Pablo Picasso, por intermédio de Cícero Dias, e freqüentou os ateliês de Georges Braque e Georges Rouault. Expôs no Salon d'Automne (Paris) e regressou ao Brasil em 1947. Em 1949, casou-se com a pintora Maria Leontina e passou a residir em São Paulo. Realizou muitas exposições individuais e também recebeu prêmios nas Bienais Internacionais de São Paulo (1955, 1957). TEODORO BRAGA, PÁG. 163; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 229; MEC, VOL. 2, PÁG. 13; BENEZIT, VOL. 3, PÁG.315; ITAU CULTURAL; PONTUAL, PÁG. 155; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; ACERVO FIEO.



022 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Coruja - xilogravura - P.A. - 31 x 36 cm - canto inferior direito - 1988 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



023 - ALOYZIO ZALUAR (1937)

"Anotações" - óleo sobre tela - 70 x 50 cm - canto superior direito e dorso - 2013 - Rocinha - RJ -

Natural da cidade do Rio de Janeiro. Passou a frequentar a antiga ENBA em 1956. Participou de diversos SNAM entre 1958 e 1967, recebendo a Certificado de Isenção em 1966. Expõe individualmente a partir de 1964. TEIXEIRA LEITE chamou atenção, em 1964, para a influência de Goeldi nos seus trabalhos que, mais tarde, abordaram a temática do carnaval carioca, levando o artista e poeta José Paulo Moreira da Fonseca a situá-lo na fronteira entre o desenho e a pintura. ITAÚ CULTURAL; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 349; MEC, vol. 4, pág. 528; PONTUAL, pág. 556; ACERVO FIEO, pág. 785. Acervo FIEO. -



024 - JAIR VERISSIMO (1951)

Barco - óleo sobre eucatex - 19 x 28 cm - canto inferior esquerdo - 1984 -

Pintor natural de Jaguapitã, PR. Assina J. Veríssimo. Estudou com Humberto Gallucci em 1974, em Itanhaém, SP. Entre as exposições coletivas, destaca-se:Piracicaba, SP (1995). Exposição individual em São Paulo, SP (1995). Prêmios: São Paulo (1987). JULIO LOUZADA, vol. 8, pág. 868.



025 - ARTE POPULAR BRASILEIRA (XX)

São Francisco - escultura em terracota - 49 x 16 x 14 cm - assinado -
Luiz Tracunhaém - PE.



026 - HANSEN BAHIA (1915 - 1978)

Figuras - xilogravura colorida - P.A. - 24 x 18 cm - canto inferior direito -
Com certificado de autenticidade de "Renot Escritório de Prestação de Serviços para o Mercado de Arte", datado de 06 de abril de 2004, São Paulo - SP. Paspatur no estado.

Gravador, escultor, pintor, ilustrador, poeta, escritor, cineasta e professor, Karl Heinz Hansen nasceu em Hamburgo, Alemanha e faleceu em São Paulo. Serviu como soldado (entre 1936 e 1945) na Segunda Guerra Mundial e atuou como ilustrador de histórias infantis. Autodidata, realizou suas primeiras xilogravuras entre 1946 e 1948. Fixando-se sucessivamente na Itália, Suécia, Inglaterra, emigrou para o Brasil em 1950 residindo de início em São Paulo e a partir de 1955 em Salvador. Ilustrou a publicação 'Flor de São Miguel' (1957), com textos de Jorge Amado, Vinicius de Moraes e de sua autoria; 'Navio Negreiro' (1958), de Castro Alves. Em homenagem à Bahia passou a assinar seus trabalhos como Hansen-Bahia a partir de sua volta à terra natal em 1959. Lá permaneceu até 1963, enquanto trabalhou no ateliê de gravura fundado por ele mesmo no castelo Tittmoning. Viveu na Etiópia (entre 1963 e 1966) onde ajudou a estabelecer a Escola de Belas Artes na cidade de Addis Abeba. Retornou a Salvador e naturalizou-se. Tornou-se professor de artes gráficas da Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia (1967). Dois anos antes de sua morte, doou em testamento sua produção artística para a cidade de Cachoeira, Bahia, onde foi criada a Fundação Hansen Bahia que recebeu seu acervo artístico de xilogravuras, matrizes, livros, pinturas, prensas e ferramentas de trabalho. Realizou exposições individuais no: Museu de Arte de São Paulo (1950, 1953, 1966); Museu Nacional de Belas Artes, RJ (1952); Museu de Arte Moderna de São Paulo (1954, 1956); Buenos Aires, Argentina (1954, 1955, 1958), entre outras. Participou de muitas mostras coletivas e oficiais como: Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1961); Salão Nacional de Arte Moderna (1954, 1955). PONTUAL PÁG. 260; MEC VOL. 1, PÁG. 157; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 81; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 720; ARTE NO BRASIL, PÁG. 842; ACERVO FIEO, PÁG. 251; www.hansenbahia.com.br; www.artprice.com.



027 - ANGELO CANNONE (1899 - 1992)

O passeio - óleo sobre eucatex - 28 x 32 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista e professor nascido em Abruzzo, Itália. Assinava D’Angelo, Angelo Cannone e A. Cannone. Aos cinco anos mudou-se para Nápoles com sua família. Em fins de 1947, veio para o Brasil, residiu algum tempo em São Paulo e depois se mudou para o Rio de Janeiro, onde se radicou e lá faleceu. Estudou no Instituto de Belas Artes de Nápoles com Paolo Vetri. Viveu em Roma durante quatro anos com uma pensão conquistada em um concurso em Nápoles. Lecionou desenho no Instituto Técnico. Expôs individualmente em São Paulo (1947, 1993) e no Rio de Janeiro (1947, 1973, 1980, 1984). Foi premiado, na Itália, em: 1922, 1925, 1929, 1941 e, no Brasil, em 1960. Em 1972 pintou o retrato do papa Pio X, em tamanho natural, que está na Igreja dos Italianos, RJ. WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 168; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 187; VOL. 3, PÁG. 203; VOL.8, PÁG. 165; VOL. 9, PÁG. 171; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; brasilartesenciclopedias.com.br; www.artprice.com; www.arcadja.com.



028 - FERNANDO P (1917 - 2005)

Baiana - óleo sobre tela - 46 x 33 cm - assinado -
Com resquícios de assinatura no canto inferior direito.

Nascido FERNANDO Clóvis Pereira, em São Luis do Maranhão, MA. Assina suas obras Fernando P. Realizou exposição em 1938 em sua cidade natal, transferindo-se após para o Rio de Janeiro, onde foi discípulo de Santa Rosa. Aperfeiçoou seus estudos em Paris, com André Lothe (pintura) e Gino Severini (mosaico). Expôs regularmente no SNAM-RJ, a partir de 1943, com um grande numero de premiações. JULIO LOUZADA, vol. 1 pág. 377; ITAÚ CULTURAL.



029 - MANOEL MARTINS (1911 - 1979)

Casas - desenho a lápis - 20 x 30 cm - canto inferior direito -

Natural de São Paulo, MANOEL MARTINS participou ativamente do Grupo Santa Helena, onde defendeu a necessidade de fazer da arte uma profissão, e ocupar com ela, um espaço na sociedade. Manoel Martins, a partir da exposição da Familia Artística Paulista em 1937, realizado pelos integrantes do Grupo, desenvolveu obras no âmbito do figurativo, buscando incorporar a vida, o movimento, as aglomerações do mundo urbano, substituindo a figuração pós-impressionistas por elementos racionais do cubismo com a valorização do expressionismo. TEIXEIRA LEITE, pág. 316; JULIO LOUZADA, vol.11, pág. 201; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 584; ARTE NO BRASIL, pág. 784, Acervo FIEO.



030 - IRACEMA ARDITI (1924 - 2006)

"Sol a pino" - óleo sobre tela - 33 x 46 cm - canto inferior direito e dorso - 1976 - São Paulo -

Esta festejadíssima artista brasileira, tanto em solo pátrio como no exterior, nasceu em São Paulo, SP. Suas obras ganharam o mundo pela linguagem própria e límpida de suas obras, nada ingênua ou primitiva. PONTUAL, pág. 272; TEIXEIRA LEITE, pág. 261; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



031 - LOTHAR CHAROUX (1912 - 1987)

Linhas - serigrafia - 3/50 - 35 x 35 cm - canto inferior direito - 1972 -

Pintor, desenhista e professor austríaco, natural de Viena. Assinava Charoux. Iniciou os estudos artísticos com seu tio, o escultor austríaco Siegfried Charoux. Transferiu-se para o Brasil em 1928, fixando residência em São Paulo. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios da cidade onde conheceu Valdemar da Costa, com ele fazendo aprendizado de pintura a partir de 1940. Posteriormente passa a lecionar desenho no Liceu de Artes e Ofícios e no SENAI. Em 1947, realizou sua primeira exposição individual, na Galeria Itapetininga. Em 1952, participou da fundação do Grupo Ruptura, ao lado de Waldemar Cordeiro, Geraldo de Barros, Anatol Wladyslaw e outros. Com Hermelindo Fiaminghi e Luiz Sacilotto , cria a Associação de Artes Visuais NT - Novas Tendências, em 1963. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras oficiais nacionais como a Bienal Internacional de São Paulo (I a IX, XII, XIII), Panorama da Arte Atual Brasileira (1º ao 3º, 6º, 9º, 11º, 12º) e no exterior. É homenageado com retrospectiva no Museu de Arte Moderna de São Paulo e no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro em 1974. Em 2005, é publicado o livro ‘Lothar Charoux: A Poética da Linha’, pela historiadora de arte Maria Alice Milliet. PONTUAL, PÁG. 131; MEC VOL. 1, PÁG. 433; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 254; VOL. 9, PÁG.207; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 645; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; ACERVO FIEO.



032 - LEONEL MATTOS (1955)

"Quimera ou palco da vida II" - acrílico sobre tela - 50 x 60 cm - canto inferior direito e dorso - São Paulo -

Leonel Rocha Mattos é natural de Coaraci, BA. Assina Leonel Mattos. Autodidata, começa a pintar em1971, tendo executado cartazes para peças de teatro, murais e painéis. Transferiu-se para São Paulo em 1984. Exposições individuais: Salvador, BA (, 1974, 1977, 1980, 1983, 1987, 1991, 1993, 1997, 1998, 2001 a 2004); São Paulo, SP (1986, 1987); Rio de Janeiro, RJ (1987). Coletivas: Salvador, BA (1971, 1977, 1979, 1980, 1982, 1983, 1984, 1985, 1988, 1989, 1994, 1997 a 1999, 2002); Londres, Inglaterra (1977); Recife, PE (1984, 1986); Rio de Janeiro, RJ (1985, 1988, 1989); São Paulo, SP (1985, 1986, 1987, 1988, 1989, 1995, 1996); Presidente Prudente, SP (1985, 1986); Paraná (1985, 1986); Paris, França (1987, 1988); Goiânia,GO (1985, 1988, 1989); Belém, PA (1986); Belo Horizonte, MG (1985, 1986, 1987); São Félix, BA (1995). Prêmios: Salvador, BA (1975, 1977, 2004); Presidente Prudente, SP (1985, 1986); São Paulo, SP (1975, 1985); São Félix, BA (1995). JULIO LOUZADA, vol.3, pág. 713; vol.4, pág. 711. ITAU CULTURAL.



033 - PAULA KADUNC (1954)

Composição - acrílico sobre tela - 100 x 45 cm - dorso - 2017 -
Registrado sobre o nº 687 do catálogo da autora.

Paula Kadunc, pseudônimo artístico de Maria Paula Kadunc, nasceu em São Paulo. Frequentou um curso clássico de arte e comunicação na época de colégio. Formou-se em historia (1975) e nos anos seguintes realizou viagens de estudo pela Europa, Japão, China e Filipinas. No inicio da década de 80 trabalhou no Museu de Arte de São Paulo como assessora de imprensa e relações publicas auxiliando ainda na curadoria de diversas exposições. Na década de 90 frequentou o ateliê do escultor Paulo Tadee onde trabalhou com desenhos e pinturas geométricas e passou a fundir esculturas em bronze. Estudou técnica de pintura com Marysia Portinari. Tem participado com suas obras de várias exposições coletivas e leilões de arte. Possui obras em diversas coleções particulares e no Museu de Arte do Parlamento de São Paulo. www.artemaisnet.com.br/artistas/paula-kadunc.html; www.catalogodasartes.com.br; www.al.sp.gov.br; www.artprice.com; www.askart.com.



034 - GEORGES WAMBACH (1901 - 1965)

Paisagem - desenho a nanquim e aquarela - 38,5 x 20,5 cm - canto inferior direito - 1954 -
Com inscrições.

Belga de nascimento, veio a falecer no Rio de Janeiro. Excepcional aquarelista, que retratou o Brasil em suas inúmeras incursões. "Georges Wambach (1901-1965) talvez tenha sido um dos últimos exemplares de uma espécie em extinção, ou já extinta, quem sabe: a dos artistas viajantes de que o século XIX foi pródigo. Artistas com cavalete, paleta, tintas e pincéis na mochila, que vararam o mundo em busca do fantástico, do erótico, e, sobretudo, do excitante desconhecido, aventura que até custou a vida de alguns como Adrien Taunay, que viu a morte aos 25 anos em pleno Mato Grosso." Fernando Cerqueira Lemos, in AQUARELAS de Georges Wambach: impressões do Brasil. Ed. Marca d´Água-SP, 1988. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 343; TEIXEIRA LEITE, pág. 540; ITAÚ CULTURAL.



035 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Pierrot - óleo sobre tela - 65 x 50 cm - canto inferior direito -
Sarman.



036 - TOMIE OHTAKE (1913 - 2015)

Composição - gravura - P.E. - 90 x 72 cm - canto inferior direito - 2002 -
No estado.

Pintora, gravadora, escultora nascida em Kyoto, Japão e radicada no Brasil desde 1936, país que adotou, inclusive, a cidadania. Fixou-se em São Paulo. Em 1952, iniciou-se em pintura com o artista Keisuke Sugano. No ano seguinte, integrou o Grupo Seibi, do qual participavam Manabu Mabe, Tikashi Fukushima, Flavio - Shiró, Tadashi Kaminagai , entre outros. A partir dos anos 1970, trabalhou com serigrafia, litogravura e gravura em metal. Dedicou-se também à escultura e realizou algumas delas para espaços públicos. Realizou muitas exposições individuais em todo o Brasil e exterior, além de ter participado de diversas mostras e Salões oficiais como: Bienal Internacional de São Paulo (1961, 1963, 1965, 1985, 1989, 1996, 1998); Bienal de Veneza, Itália (1972); Panorama da Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1969, 1970, 1973, 1976, 1983, 1986, 1989, 1993). Recebeu, em Brasília, o Prêmio Nacional de Artes Plásticas do Ministério da Cultura - Minc, em 1995 e muitos outros. Em 2000 foi criado o Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo. MEC, VOL. 3, PÁG. 323; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 690; BENEZIT, VOL. 7, PÁG. 791; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 140; PONTUAL, PÁG. 390; ART PRICE ANNUAL 1990, PÁG. 1464; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 362; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, PÁG. 939; LEONOR AMARANTE, PÁG. 170; WALTER ZANINI, PÁG. 693; ACERVO FIEO.



037 - MARCIO SCHIAZ (1965)

"Profeta Abdias" - óleo sobre tela - 40 x 40 cm - canto inferior direito e dorso - 2000 -
Registrado sobre o nº 1575 do catálogo do autor. No estado.

Paulistano, o pintor nasceu em 10/5/1965. Estudou na APBA-SP, onde desenvolveu curso de desenho e pintura, frequentado sessões de modelo vivo. Individuais desde 1989 e coletivas em Salões Oficiais, com sucesso de crítica. Recebeu diversos prêmios. JULIO LOUZADA, vol.13, pág. 304; Acervo FIEO.



038 - MIGUEL MONTANER (1917 - 2006)

Crianças no campo - óleo sobre tela - 60 x 120 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista com várias participações em mostras e Salões oficiais. Suas obras têm sido comercializadas em leilões por todo o mundo. www.artprice.com.



039 - EDNALDO (XX)

A cirurgia - escultura em terracota policromada - 15 x 13 x 10 cm - assinado -

Ceramista natural do Alto do Moura, Caruaru – PE. Suas obras estão em coleções nacionais e estrangeiras.



040 - ALBERTO DA VEIGA GUIGNARD (1896 - 1962)

Ouro Preto - técnica mista - 19,5 x 28,5 cm - canto inferior direito -
Reproduzido no convite deste leilão. Ex coleção Marchand Isaac Ficz, Rio de Janeiro - RJ.

Pintor, professor, desenhista, ilustrador e gravador, Alberto da Veiga Guignard nasceu em Nova Friburgo, RJ e faleceu em Belo Horizonte, MG. Mudou-se com a família para a Europa em 1907. Em dois períodos, entre 1917 e 1918 e entre 1921 e 1923, frequentou a Real Academia de Belas Artes de Munique, onde estudou com Hermann Groeber e Adolf Hengeler. Aperfeiçoou-se em Florença e em Paris, onde participou do Salão de Outono. Retornou para o Rio de Janeiro em 1929 e integrou-se ao cenário cultural por meio do contato com Ismael Nery. Participou do Salão Revolucionário de 1931, e foi destacado por Mário de Andrade como uma das revelações da mostra. Em 1941, integrou a Comissão Organizadora da Divisão de Arte Moderna do Salão Nacional de Belas Artes, com Oscar Niemeyer e Aníbal Machado. Em 1943, passou a orientar alunos em seu ateliê e criou o Grupo Guignard. A única exposição do grupo, realizada no Diretório Acadêmico da Escola Nacional de Belas Artes, foi fechada por alunos conservadores e reinaugurada na Associação Brasileira de Imprensa. Em 1944, a convite do prefeito Juscelino Kubitschek, transferiu-se para Belo Horizonte e começou a lecionar e dirigir o curso livre de desenho e pintura da Escola de Belas Artes, por onde passaram Amilcar de Castro, Farnese de Andrade e Lygia Clark, entre outros. Permaneceu à frente da escola até 1962, quando, em sua homenagem, esta passou a chamar-se Escola Guignard. Participou da Bienal de Veneza (1928, 1952); da Bienal Internacional de São Paulo (1951) e outras. PONTUAL, PÁG. 254; MEC, VOL. 2, PAG. 304; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 236; JULIO LOUZADA, VOL. 10, PÁG. 404; ART PRICE ANNUAL 2000, PÁG. 1013; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 373; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 559; ARTE NO BRASIL, PÁG. 505; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28; www.pinturabrasileira.com; www.brasilescola.com; web.artprice.com.



041 - CARMÉLIO CRUZ (1924)

"Anjo" - pastel - 16,5 x 25 cm - canto inferior direito - 1981 -

Natural de Canindé, CE. Pintor e desenhista iniciou suas atividades artísticas em sua terra natal. De 1947 a 1950 lecionou desenho no Rio, na Associação Brasileira de Desenho. Fixou-se em São Paulo a partir de então, participando de diversas Bienais até 1967 e nos SNAM, de 1959 a 1963, recebendo diversas premiações. Expôs individualmente em diversas cidades do País. Sobre sua obra, assim se referiu Theon Spanudis (1965): "Partindo de algumas experiências plásticas de Paul Klee, desenvolveu nos últimos anos uma pintura sui-generis, que se caracteriza pelo feliz casamento de dois elementos diferentes, senão opostos (...) Um elemento rítmico, linear que invade a tela e a subdivide em segmentos rítmicos, e um elemento cromático, difuso", encontrando nas suas obras "evocações poéticas de muros antigos, muros abandonados, muros com musgo, e a melancolia de cidadezinhas do interior (...) com seus humildes casebres ritmicamente seriados." MEC, vol. 1, pág. 498; PONTUAL, pág. 152; WALMIR AYALA, vol. 1, págs. 224/226; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 697; LEONOR AMARANTE, pág. 18; Acervo FIEO.



042 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Gato" - acrílico sobre cartão - 19,5 x 14 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2003 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



043 - MARIO ZANINI (1907 - 1971)

Menina - desenho a carvão - 15 x 25,5 cm - canto inferior direito - 1936 -

Pintor, decorador, ceramista, professor, Mário Zanini nasceu e faleceu em São Paulo. Foi um dos integrantes de dois importantes movimentos artísticos considerados históricos na pintura paulista: o Grupo Santa Helena e a Família Artística Paulista. Sua formação artística se deu em São Paulo quando aos 13 anos iniciou curso de pintura da Escola Profissional Masculina do Brás e de 1924 a 1926, matriculou-se no curso de desenho e artes do Liceu de Artes e Ofícios. Conheceu Alfredo Volpi em 1927 e no ano seguinte estudou com o pintor Georg Elpons. Trabalhou no escritório de decoração de Francisco Rebolo entre 1933 e 1938. Em 1940 recebeu medalha de prata no 46º Salão Nacional de Belas Artes e foi convidado por Rossi Osir a trabalhar em seu ateliê de azulejos artísticos, o Osirarte. Em 1950, viajou por seis meses pela Itália, em companhia de Volpi e Osir. A partir de 1968 lecionou na Faculdade de Belas Artes de São Paulo. Participou de vários Salões oficiais e mostras coletivas no Brasil, como I e III Bienal Internacional de São Paulo e no exterior. Sua família doou 108 de suas obras ao Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo - MAC/USP em 1974. MEC, VOL. 4, PÁG. 531; PONTUAL, PÁG. 557; TEODORO BRAGA, PÁG. 250; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 451; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; ARTE NO BRASIL, PÁG. 778; LEONOR AMARANTE, PÁG.38; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 1085; ACERVO FIEO.



044 - ALBERTO LUME (1944)

Paisagem - óleo sobre tela - 80 x 100 cm - canto inferior direito -

Português da Ilha da Madeira, onde nasceu a 6/2/1944, LUME, como é conhecido e assina as suas obras, fixou residência no Brasil a partir de 1954. Trouxe na sua bagagens sólidos conhecimentos de bom desenhista e excepcional colorista. Adota os temas brasileiros em suas obras com rara felicidade, fazendo com que as suas obras sejam muito disputadas em leilões e por colecionadores. JULIO LOUZADA, vol. 2 pág. 601 602



045 - CÉLIA NAHAS GARCIA (1967)

Composição - técnica mista - 78 x 113 cm - canto inferior direito -

Artista plástica nascida em São Paulo. É pedagoga e desenvolve sua arte como autodidata. Realizou exposições individuais em São Paulo (2013, 2014) e tem participado de inúmeras mostras coletivas e oficiais, destacando-se: 'Exposição Museo do Café' (2013);?'Artexpo New York', Nova York -



046 - JANY M. RUCK (1939)

"Marazul" - óleo sobre tela - 30 x 50 cm - dorso - 2016 -

Pintora, professora e restauradora, Jany Marylene Ruck nasceu em Agudos, SP. Assinava Jany até 1984. Atualmente assina JM. Ruck. Em Campinas fez cursos livres de desenho e pintura com Elenice Menegon, Aldo Cardarelli, Djalma Urban e Álvaro de Batista. Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais. Foi premiada em: São José do Rio Preto, SP (1984, 1985, 1991); Campinas, SP (1985, 1996); São João da Boa Vista, SP (1985); Itatiba, SP (1985,1987, 1988); Mogi Mirim, SP (1987); Poços de Caldas, MG (1987); Piracicaba, SP (1988); Limeira, SP (1989); Araras, SP (1991); Ribeirão Preto, SP (2003). ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 7 PÁG. 614; VOL. 9, PÁG. 750.



047 - B.J. TOBIAS (1894 - 1976)

Paisagem - aquarela - 20 x 25 cm - canto inferior esquerdo -

Participou do Salão Paulista de Belas Artes, tendo obtido os prêmios: Prefeitura de São Paulo, Valentim Amaral e I. Dinis, respectivamente em 1934, 1935, 1958, 1961 e 1962. MEC, vol.4, pág.404; THEODORO BRAGA, pág.230; JULIO LOUZADA, vol.4, pág.1098.



048 - MOBY (1922 - 1978)

Objetos - óleo sobre eucatex - 60 x 23 cm - canto superior direito - 1961 -

Moby, nome artístico de Mogns Osterbie, natural de Copenhagem, Dinamarca. Pintor e desenhista, frequentou na sua cidade natal a Escola de Arte Decorativa e a Real Academia de Belas Artes. No Brasil, fixou-se em São Paulo, onde realizou diversas individuais, cuja crítica, principalmente de Quirino da Silva, lhe foram favoráveis, transcrevendo comentários de Mário Schenberg. PONTUAL, pág. 363; MEC, vol. 3, pág. 1; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



049 - ENRIQUE HOJMAN (1927)

Menino - óleo sobre tela - 40,5 x 76 cm - canto inferior direito - 1971 - New York -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor argentino nascido em Rosário, província de Santa Fé. Estudou em Roma (1952-1953), com bolsa do governo argentino, onde foi aluno de Lionello Ventura. Em Paris (1954-1955) estudou com André Lhote. Participou de diversas exposições e mostras coletivas oficiais pela Europa, África, Israel, Estados Unidos, Brasil, Argentina, Panamá, Paraguai. enriquehojman.blogspot.com.br.



050 - VIRGILIO LOPES RODRIGUES (1863 - 1944)

Veleiro - óleo sobre tela - 46 x 55 cm - canto inferior esquerdo -
No estado.

Natural da cidade do Recife-PE, foi para o Rio de Janeiro em 1882, trabalhando com o leiloeiro J. Dias, onde encantou-se pela arte. Incentivado por Santa-Olalla, frequentou o Liceu de Artes da mesma cidade. Expôs em 1926, juntamente com Manuel Faria, Vicente Leite e outros. São belas as suas marinhas, e muito disputadas pelos colecionadores do gênero. MEC, vol. 4, págs. 94 e 95; PONTUAL, pág. 458; TEODORO BRAGA, pág. 240; TEIXEIRA LEITE, pág. 528; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO.



051 - JOSÉ PANCETTI (1902 - 1958)

Menina - desenho a crayon - 31 x 23 cm - canto inferior direito - 1944 -
Com dedicatória e estudo no dorso.

Giuseppe Gianinni Pancetti nasceu em Campinas, SP e faleceu no Rio de Janeiro. Filho de imigrantes italianos foi mandado aos dez anos de idade para a Itália, onde trabalhou em diversos ofícios até entrar para a marinha mercante italiana. De volta ao Brasil, em 1920, trabalhou na Oficina Beppe, São Paulo (1921), especializada em decoração de pintura de parede, como cartazista, pintor de parede e auxiliar do pintor Adolfo Fonzari. Em 1922 ingressou na Marinha de Guerra Brasileira, viajando pelo país e exterior, transferindo-se para a reserva em 1946, no posto de Segundo Tenente. Começou a pintar, auto didaticamente em 1924 e, em 1925, servindo no encouraçado Minas Gerais, pintou suas primeiras obras. No ano seguinte, para progredir na carreira, integrou o quadro de pintores dentro da "Companhia de Praticantes e Especialistas em Convés". Passou a frequentar, a partir de 1932, o Núcleo Bernardelli, no Rio de Janeiro, onde recebeu orientação de Manoel Santiago, Edson Motta, Rescála e Bruno Lechowski. Participou do Salão Nacional de Belas Artes, sendo premiado em 1934, 1936, 1939 e, já na Divisão Moderna, recebeu o Prêmio Viagem ao Estrangeiro (1941), o Prêmio Viagem ao País (1947) e a Medalha de Ouro (1948). Figurou na Bienal de Veneza em 1950; ano em que passa a residir em Salvador, BA. Integrou a mostra "Um Século de Pintura Brasileira", realizada no Museu Nacional de Belas Artes (1952) e a exposição "Arte Moderna no Brasil" que percorreu as cidades de Buenos Aires, Rosário, Santiago e Lima, todas em 1957. Participou duas vezes da Bienal de São Paulo, em 1951 e 1955. Mereceu Sala Especial na Bienal da Bahia - Salvador, em 1966. O Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro realizou, em 1962, exposição retrospectiva de sua obra. TEODORO BRAGA, PÁG. 130; PONTUAL, PÁGS. 403 E 404; MEC, VOL. 3, PÁG. 332; REIS JUNIOR, PÁG. 383; ITAU CULTURAL; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 380; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 597; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28; www.mamcampinas.com.br.



052 - IRINEIDE KLOCKNER (1961)

Composição - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - dorso -

Nascida em 1961, na cidade de Maringá/PR, Irineide Klöckner iniciou sua carreira artística em 1983, e passou pelos mais variados campos das artes plásticas, vivenciando as mais diversas técnicas de pintura. Desde 2000, Irineide dedica-se exclusivamente à pintura em tela, tendo durante estes anos aprimorado sua arte em diversas técnicas, através da convivência com artistas de diferentes estilos. Nos últimos anos tem buscado inspiração em grandes nomes do Abstracionismo, como Jackson Pollock e Jonas Gerard, e desenvolveu seu próprio estilo. Em sua arte Irineide expressa a beleza da vida, em todos seus pormenores e complexidades, na união dos traços aparentemente desconexos se criam momentos únicos. Durante sua carreira, Klöckner participou de exposições ao longo de toda a região Sul, tendo assinado mais de 2000 obras de arte, que hoje embelezam residências e ambientes corporativos em todo o Brasil.



053 - WALTER LEWY (1905 - 1995)

Barco surreal - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito - 1981 -
No estado.

Gravador, pintor, ilustrador, paisagista, desenhista e publicitário nascido em Bad Oldesloe, Alemanha e falecido em São Paulo. Estudou na Escola de Artes e Ofícios de Dortmund, Alemanha (1923-1927). Nesse período, filiou-se à tendência do realismo mágico. Em 1928 participou de coletivas em Dortmund, Gelsenkirchen, Boclusim e outras cidades. Com a crise econômica de 1929, Lewy perdeu seu emprego de desenhista numa gráfica e foi viver com os pais no interior, tornando-se ilustrador de anedotas em jornais. Realizou sua primeira exposição individual em Bad Lippspringe (1932), mas foi fechada quando a Câmara de Arte Alemã proibiu a participação de judeus na vida artística. Escapando dessa situação opressora, o artista imigrou para o Brasil (1938), retomando profissionalmente a pintura. Deixou para trás centenas de trabalhos, que foram enviados para a Holanda e perdidos durante os bombardeios da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). No Brasil, fixou-se em São Paulo. Nos primeiros anos fez desenho publicitário e mais tarde capas de livros e ilustrações para diversas editoras. Ilustrou obras de Bertrand Russell, Machado de Assis e Arnold Toynbee, entre outras. Mais tarde, empregou-se como diagramador, letrista e arte-finalista nas agências de propaganda De Carli, Lintas Publicidade, Martinelli, Santos & Santos e Thompson Propaganda. Participou de Salões Nacionais e Bienais de São Paulo, entre 1951 e 1965, recebendo diversas premiações oficiais. JULIO LOUZADA, VOL. 10, PÁG. 497; MEC, VOL. 2, PÁG. 474; TEODORO BRAGA, PÁG. 245; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 286; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 630; LEONOR AMARANTE, PÁG. 142; ACERVO FIEO.



054 - JULIO PLAZA (1938 - 2003)

Composição - serigrafia - 9/40 - 46 x 38,5 cm - canto inferior direito -

Julio Plaza González nasceu em Madri, Espanha e faleceu em São Paulo. Artista intermídia, escritor, gravador e professor. Inicia sua formação artística na década de 1950, com estudos livres em Madri. Posteriormente freqüenta a Escola de Belas Artes, em Paris. Vem ao Brasil em 1967, integrando a representação espanhola que participa da 9ª Bienal Internacional de São Paulo. Ingressa na Escola Superior de Desenho Industrial, no Rio de Janeiro, com bolsa de estudos concedida pelo Itamaraty. Leciona linguagem visual e artes plásticas, como artista residente, na Universidade de Puerto Rico (1969 e 1973). Em seguida, muda-se para São Paulo, onde se torna professor da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo e da Fundação Armando Álvares Penteado. Funda, em 1978, o Centro de Artes Visuais Aster, com Donato Ferrari , Walter Zanini e Regina Silveira , com quem foi casado. Publica com Augusto de Campos os livros ‘Caixa Preta’ e ‘Poemóbiles’(1975), é autor de publicações teóricas sobre arte, como ‘Videografia em Videotexto’ (1986) e ‘Os Processos Criativos com os Meios Eletrônicos: Poéticas Digitais’, com Monica Tavares (1998). Na década de 1990, leciona no Instituto de Artes da Unicamp. Realizou muitas exposições individuais; participou de inúmeras mostras oficiais e exposições póstumas foram realizadas em São Paulo (2003, 2004). ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 921; MEC VOL.3, PÁG. 423; www.acervos.art.br; artprice.com.



055 - ANTONIO PESSOA (1943)

Dança - múltiplo em bronze - 14 x 06 x 02 cm - assinado -

Escultor, assina Tonny. Radicado no Rio de Janeiro detentor de bom curriculo nacional e internacional com inumeras participações em Salões Oficiais,varias vezes premiado. Ótimo mercado.



056 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Composição - óleo sobre tela - 91 x 120 cm - canto inferior direito -
Krambeck. No estado.



057 - MENASE WAIDERGORN (1927)

"O jovem artista" - óleo sobre tela - 35 x 27 cm - canto inferior direito -

Pintor nascido em Hotin, Romênia. Seus pais vieram para o Brasil (1932) fixando residência em São Paulo. Ingressou na Associação Paulista de Belas Artes (fim da década de 1940), onde conheceu Dario Mecatti. Viajou pelo norte da África e Europa. Participou de diversos salões, coletivas oficiais e recebeu diversos prêmios. JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 1011; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



058 - OMAR PELLEGATTA (1925 - 2000)

Paisagem - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito -
No estado.

Pintor, desenhista e gravador nascido em Busto Arsizio, Itália. Assina Pellegata. Veio para o Brasil em 1927, estudou na Associação Paulista de Belas Artes, foi aluno de Ettore Federighi e Durval Pereira, Takaoka, Mário Zanini, Otone Zorlini. Viveu e trabalhou em Santos, SP. Fez parte do Grupo Tapir (1970) com Giancarlo Zorlini, João Simeone, José Procópio de Moraes, Glicério Geraldo Canelosso e do Grupo Chácara Flora com Emídio Dias de Carvalho, Arlindo Ortolani, Heitor Carilo, Glicério Geraldo Canelosso. Realizou exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil como: Salão Paulista de Belas Artes (desde 1958), Salão Municipal de Belas Artes de Belo Horizonte, MG (1960), entre outros, recebendo muitos prêmios. JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG.735; MEC VOL.3, PÁG.363; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.brasilartesenciclopedias.com.br; www.artprice.com.



059 - JOÃO CALIXTO (1922 - 1994)

"Minhocão" - acrílico sobre tela - 70 x 70 cm - dorso - 1977 -
Ex-coleção Antônio Maluf - Galeria Seta - São Paulo - SP.

Natural de São Paulo, Capital, João Batista Calixto de Jesus foi pintor, serígrafo, publicitário e professor. Freqüentou a Escola de Belas Artes de São Paulo, de 1947 a 1952; cursou história da estética no Museu de Arte de São Paulo em 1961, e serigrafia no Sesi em 1969. Realizou a sua primeira exposição individual em 1954. Decorou a Igreja Nossa Senhora do Paraíso, 1954. Especializou-se em artes gráficas. Atua como professor na Escola Panamericana de Arte e na Faculdade de Belas Artes de São Paulo, onde tornou-se professor-titular em 1971. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, vol 3- pag 196



060 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Gato Azul" - acrílico sobre tela - 60 x 80 cm - canto inferior direito e dorso - 2003 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



061 - SAMSON FLEXOR (1907 - 1971)

Composição nº 3 - guache - 36 x 26 cm - canto inferior direito - 1954 -

Pintor nascido na Romênia, estudou em Paris, onde fez em 1927 sua primeira individual, radicando-se em 1946 em São Paulo, onde faleceu. Foi um dos pioneiros do abstracionismo no Brasil, tendo criado em 1948 o Atelier Abstração. Em 1968 sua obra foi objeto de importante retrospectiva no MAM-RJ. BENEZIT vol. 4, pág. 402; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 313/4; TEIXEIRA LEITE, pág. 198; PONTUAL, pág. 217/8; MEC, vol. 2, pág. 179 e 180; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 917; LEONOR AMARANTE, pág. 75; WALTER ZANINI, pág. 643, Acervo FIEO.



062 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Parafuso - serigrafia - P.A. - 70 x 50 cm - canto inferior direito - 1981 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



063 - PAOLO RISSONE (1925)

Fachada - técnica mista - 100 x 65 cm - canto inferior esquerdo - 1952 -

Pintor natural de Reggio Calabria-Itália. No Brasil por volta de 1948, residiu nas cidades de Santos e Rio de Janeiro. Retornou definitivamente para Itália, em 1968. Participa de várias exposições e executa diversos desenhos para ilustrar o Suplemento Literário, entre 1956 e 1967. Entre as exposições de que participa, destacam-se: I à 7ª Bienal Internacional de São Paulo, de 1951 a 1963 (Prêmio Aquisição,1953; Isenção de Júri, 1961); I Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro, 1952; 27ª Bienal de Veneza, Itália, 1954; 47 Artistas do Prêmio Leirner de Arte Contemporânea, na Galeria de Arte das Folhas, São Paulo, 1959; Obras para ilustração do Suplemento Literário 1956-1967, no MAM/SP, São Paulo, 1993. . JULIO LOUZADA, vol. 3, pág. 965; MEC, vol. 4; PONTUAL, pág. 453; ITAU CULTURAL



064 - CARYBÉ (1911 - 1997)

Dançarino - desenho a nanquim - 31 x 22 cm - canto inferior direito -
Com certificado de autenticidade de "Renot Escritório de Prestação de Serviços para o Mercado de Arte", datado de 27 de setembro de 2001, São Paulo - SP.

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



065 - HIPPOLYTE CAMILLE DELPY (1842 - 1910)

Entardecer - óleo sobre madeira - 21 x 32,5 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e gravador francês nascido em Joigny e falecido em Paris. Foi aluno de Daubigny e de Corot. Expôs no Salão de Paris a partir de 1869, na Exposição Universal de 1900 e na Sociedade dos Artistas Franceses depois de 1886. Recebeu Menção Honrosa (1881, 1889); Medalha de 3º lugar (1884); Medalha de 2º lugar (1900). BENEZIT VOL. 3, PÁG. 478; JULIO LOUZADA VOL. 1, PAG. 322; www.rehs.com; web.artprice.com; www.artcyclopedia.com; www.artnet.com; artist.christies.com; www.arcadja.com.



066 - ARTE POPULAR BRASILEIRA (XX)

Cangaceira - escultura em terracota - 23 x 08 x 7,5 cm - assinado -
Manuel Antonio.



067 - JOSÉ SABÓIA (1949)

Trabalhadores - óleo sobre tela - 60 x 80 cm - canto inferior direito -
No estado.

Pintor, José Sabóia do Nascimento nasceu em Almadina-BA. Artista autodidata foi para o Rio de Janeiro em 1967 e começou a pintar no ano seguinte, passando a expor seus trabalhos na feira hippie de Ipanema. Fez sua primeira exposição individual em Fortaleza, CE (1970). Entre as exposições de que participou, destacam-se: I e III Salão Nacional de Artes Plásticas do Ceará, Fortaleza, (1969, 1971 - Prêmio Aquisição); Dez Pintores no Rio de Janeiro, no MNBA, RJ (1983); ‘Brésil Naifs’, Paris (1986); ‘Salon d'Art Naif’- Marseilha, França (1987); ‘Pintura, Presença e Povo na Arte Brasileira’ no Museu da Casa Brasileira - São Paulo (1990); ‘Visões do Rio’ no MAM, RJ (1996). No exterior expôs individualmente em São Francisco, EUA e Munique, Alemanha, além de participar de coletivas em vários países e, principalmente na França, com exposições organizadas pela Galeria Jacqueline Bricard e uma presença cativa na ‘Galerie Naïfs du Monde Entier’ em Paris. José Sabóia participou do Concurso Internacional de Morges, quando seu quadro foi eleito pelo público, a melhor obra de 60 participantes de 22 países, premiação que originou o convite da Galeria Kasper para realizar uma exposição individual em 1997. JULIO LOUZADA vol. 11, pág. 278; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 228; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO; www.artprice.com; www.nautilus.com.br; www.ardies.com.



068 - CARLOS GEYER (1912 - XX)

"Mercado" - gravura aquarelada - 30 x 37 cm - canto inferior direito -

Pintor e gravador radicado no Rio de Janeiro. JULIO LOUZADA vol.11, pág.127



069 - DANILO DI PRETE (1911 - 1985)

Composição - óleo sobre tela - 80 x 60 cm - canto inferior direito -

Pintor, artista visual, ilustrador e cartazista nascido em Pisa, Itália. Autodidata, iniciou sua carreira aos vinte anos na Itália. Integrou na Segunda Guerra Mundial o grupo de 'Artistas Italianos em Armas' e, com eles, ilustrou episódios da guerra na Albânia, Grécia e Iugoslávia, sendo premiado em: Caselli (1932), Livorno (1933), Viareggio (1938), Florença (1939), Cremona e Nápoles (1943). Chegou ao Brasil em 1946, fixou-se em São Paulo dedicando-se à atividade publicitária e, como cartazista, representou o Brasil e foi premiado em várias mostras internacionais de propaganda. Participou da Quadrienal de Roma (1943), Salão de Maio, Paris (1952); XXVI e XXX Bienal de Veneza (1952 e 1960); Bienal Internacional de São Paulo (1951 a 1967 - nelas recebendo o prêmio de Melhor Pintor Nacional em 1951 e 1965 e salas especiais de seus trabalhos em 1961 e 1967); Bienal Americana de Arte, Córdoba – Argentina (1962); entre outras mostras no Brasil e exterior com mais prêmios. JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG.333; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 163; PONTUAL, PÁG. 179; MEC VOL. 2, PÁG. 57; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 647; ARTE NO BRASIL, PÁG. 898; LEONOR AMARANTE, PÁG. 13; www.pinturabrasileira.com; www.pinacoteca.org.br; www.moma.org; www.artprice.com; www.arcadja.com; www.artnet.com.



070 - EUGENIO ZAMPIGHI (1859 - 1944)

Interior - óleo sobre madeira - 25 x 34 cm - canto inferior direito -
Reproduzido no convite deste leilão.

Pintor. Inspirado pelas cenas de gênero domésticas, raramente participava de exposições porque preferia trabalhar por encomenda. Ensinou na Academia de Modena. JULIO LOUZADA, vol. 5, pág. 1156



071 - IONE SALDANHA (1921 - 2001)

Composição - guache - 22 x 28 cm - canto inferior esquerdo -

Pintora, escultora e desenhista nascida em Alegrete, RS e falecida no Rio de Janeiro. Realizou seus primeiros estudos no Rio de Janeiro, no ateliê de Pedro Luís Corrêa de Araújo (1948). Estudou a técnica de afresco em Paris, na ‘Académie Julian’, e em Florença, na Itália (1951). Realizou exposições individuais em: Rio de Janeiro (1956, 1959, 1962, 1965, 1968, 1971, 1981, 1984, 1987, 1988,1990); São Paulo (1956, 1983, 1985, 1987); Santiago do Chile, Chile (1961); Berna, Suíça (1963, 1964); Roma, Itália (1964). Em 1969 recebeu o prêmio de viagem ao exterior no 7º Resumo de Arte do Jornal do Brasil e foi para os Estados Unidos e Europa. Participou de várias edições da Bienal de São Paulo, com prêmio aquisição em 1967 e sala especial em 1975 e 1979. Em 2001 foi realizada a retrospectiva ’Ione Saldanha e a Simplicidade da Cor’, no Museu de Arte Contemporânea de Niterói - MAC/Niterói. PONTUAL PÁG.468; MEC VOL. 4, PÁG. 150; JULIO LOUZADA, VOL. 3, PÁG. 1004; VOL. 5, PÁG. 916; ITAUCULTURAL; RGS PÁG. 263; www.macvirtual.usp.br; www.margs.rs.gov.br; www.cultura.rj.gov.br; www.galeria-ipanema; www.artprice.com.



072 - MIGUEL DOS SANTOS (1944)

Pássaro - cerâmica - 20 x 20 cm - dorso -
Ex-coleção Antônio Maluf - Galeria Seta - São Paulo - SP.

Pintor, desenhista e ceramista, Miguel Domingos dos Santos nasceu em Caruaru, PE. Assina Miguel dos Santos. Residindo em João Pessoa desde 1960, apresentou pela primeira vez suas pinturas em 1961 no Recife. Em 1967 começou a dedicar-se também à cerâmica. Realizou exposições individuais em: Connecticut, EUA (1967); João Pessoa, PA (1968, 1971, 1980, 1987); Belo Horizonte, MG (1968); Juiz de Fora, MG (1969); Recife, PE (1970, 1976, 1982, 1987); Rio de Janeiro (1972, 1975, 1980, 1986); São Paulo (1975, 1979, 1982, 1986 - MASP, 1987). Participou de inúmeras mostras e Salões oficiais pelo Brasil e no exterior como em: Bruxelas, Bélgica (1973); Nigéria (1977); Santiago do Chile, Chile (1980); Alemanha (1987); Copenhague, Dinamarca (1989). MEC VOL. 4, PÁG. 186; PONTUAL PÁG. 476; JULIO LOUZADA, VOL. 9, PÁG. 773; ITAU CULTURAL; www.artprice.com.



073 - JENNER AUGUSTO (1924 - 2003)

Marinha - óleo sobre tela - 26 x 39 cm - canto inferior direito e dorso - 1966 -

Natural de Aracajú, SE, fixou-se em Salvador a partir de 1949. Juntamente com Mario Cravo Júnior, Carybé e Genaro de Carvalho, trabalhou pela renovação das artes plásticas da Bahia (1950). Seus temas preferidos são os alagados, marinhas e sacros. MEC vol.1, pág.148; PONTUAL, pág. 279; JULIO LOUZADA vol.11, pág. 157; WALTER ZANINI, pág. 717; ARTE NO BRASIL, pág. 874; LEONOR AMARANTE, pág. 75, Acervo FIEO.



074 - RAFFAELE GIANNETTI (1832 - 1916)

Colheita - aquarela e guache - 23 x 37,5 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista italiano nascido em Porto Maurizio e falecido em Gênova. Trabalhou em Veneza por toda sua vida, participando de mostras coletivas. BENEZIT; www.masterart.com; www.artprice.com; www.christies.com.



075 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulata - desenho a lápis - 21 x 13 cm - canto inferior esquerdo -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



076 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Igreja - aquarela - 16 x 22 cm - canto inferior esquerdo - 1952 -
Fialho.



077 - YUJI TAMAKI (1916 - 1979)

Montanha - óleo sobre tela - 38 x 46 cm - canto inferior esquerdo -

Nascido em Fukui, Japão, é um dos mais significativos pintores nipo-brasileiros. Foi também professor. Chegou ao Brasil em 1932. Junto com Takaoka, vai para o Rio de Janeiro, onde estudou com Bruno Lechowsky, congregando o Núcleo Bernardelli. Em São Paulo integra o Seibi-kai, participando do III SPBA e do SNBA em 1937 e 1938, conquistando medalhas de bronze e ouro, respectivamente. Integrou o Grupo do Jacaré e do Guanabara (II, III). Sua obra é marcada pelo mancha cromática, essencialidade do desenho, avizinhando-se do que seria posteriormente a abstração. JULIO LOUZADA vol.8, pág. 820; WALTER ZANINI, pág. 579; ARTE NO BRASIL



078 - MARIA POLO (1937 - 1983)

Composição - óleo sobre tela - 75 x 51 cm - canto inferior esquerdo - 1963 -

Pintora, desenhista, gravadora e vitralista nascida em Veneza, Itália e falecida no Rio de Janeiro. Estudou no Instituto de Arte de Veneza, entre 1949 e 1955 e no ateliê de De Pisis, em Roma, de 1955 a 1959. Veio para o Brasil em 1959 fixando-se em São Paulo e, a partir de 1962, no Rio de Janeiro. Realizou diversas exposições individuais em algumas das principais capitais do País e no exterior. Participou de muitas mostras e Salões oficiais, entre as quais: Bienal Internacional de São Paulo (1963, 1965, 1967); Panorama de Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1969, 1970, 1973). Foi premiada no 10º Salão Paulista de Arte Moderna, SP (1961). MEC, VOL. 3, PÁG. 424; PONTUAL, PÁG. 430; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 776; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 697; www.catalogodasartes.com.br; www.bolsadearte.com; www.artprice.com.



079 - ANTONIO PARREIRAS (1860 - 1937)

"Fleur brésilienne" - heliografia - 38 x 28 cm - canto inferior direito - Paris - 1913 -
Com a seguinte dedicatória: "Ao Pedro Peres, com estimado afeto, Antonio Parreiras".

Pintor, desenhista e ilustrador, Antônio Diogo da Silva Parreiras nasceu e faleceu em Niterói, RJ. Iniciou estudos artísticos como aluno livre na Academia Imperial de Belas Artes - Aiba no Rio de Janeiro, em 1883, onde permaneceu até meados de 1884. Neste período frequentou as aulas de paisagem, flores e animais, disciplina ministrada por Georg Grimm. Por discordar do ensino oferecido, desligou-se da Aiba e seguiu seu antigo professor, passando a integrar o Grupo Grimm ao lado de Castagneto, Caron , Garcia y Vasquez , entre outros, dedicando-se à pintura ao ar livre. Em 1888, viajou para a Itália e durante dois anos frequentou a 'Accademia di Belle Arti di Venezia', tornando-se discípulo de Filippo Carcano. De volta ao Brasil, em 1890, deu aulas de paisagem na Aiba, mas após dois meses de seu ingresso, desligou-se da instituição por discordar da reforma curricular promovida em novembro daquele ano. No ano seguinte, fundou a Escola do Ar Livre, em Niterói, Rio de Janeiro. De 1906 a 1919 viajou frequentemente a Paris, onde manteve ateliê. Recebeu, em 1911, o título de delegado da 'Sociéte Nationale des Beaux Arts', raramente concedido a estrangeiros. Em 1926, lançou seu livro autobiográfico 'História de um Pintor Contada por Ele Mesmo', com o qual ingressou na Academia Fluminense de Letras. Fundou o Salão Fluminense de Belas Artes, em Niterói, em 1929. Em 1941, sua casa-ateliê, na mesma cidade, foi transformada no Museu Antônio Parreiras, com o objetivo de preservar e divulgar sua obra. BENEZIT VOL. 8, PÁG. 136; MAYER/84 PÁG. 1082; MEC VOL. 3, PÁG. 335; PONTUAL PÁG. 406; LAUDELINO FREIRE PÁG. 382; WALMIR AYALA VOL. 2, PÁG. 168; TEIXEIRA LEITE PÁG.386; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 416; ARTE NO BRASIL PÁG. 532; LEONOR AMARANTE PÁG. 42; F. ACQUARONE PÁG. 155; www.artprice.com; www.infoescola.com; www.pinacoteca.org.br.



080 - SIRON FRANCO (1947)

"Bíblico" - óleo sobre tela - 110 x 90 cm - lado direito e dorso - 1990 -
Reproduzido no convite deste leilão e sob o n° 071 do catálogo de leilão de Aloisio Cravo Leiloeiro Público Oficial, São Paulo - SP, realizado em novembro de 2003.

Pintor, escultor, ilustrador, desenhista, gravador e diretor de arte, Gessiron Alves Franco nasceu em Goiás, GO. Mudou-se para Goiânia (1950) onde estudou pintura (1960) com D. J. Oliveira e Cleber Gouvêa e também foi aluno-ouvinte da Escola de Belas Artes da Universidade Católica de Goiânia. Frequentou os ateliês de Bernardo Cid e Walter Levy, em São Paulo (1969 e 1971), integrando o grupo que fez a exposição 'Surrealismo e Arte Fantástica', na Galeria Seta. Em 1975, com o Prêmio Viagem ao Exterior (1975 – Salão Nacional de Arte Moderna, RJ) residiu entre capitais europeias e o Brasil. Iniciou o projeto 'Ver-A-Cidade' (1979) realizando diversas interferências no espaço urbano de Goiânia. Desde 1986 realiza monumentos públicos baseados na realidade social do país. Fez direção de arte para documentários de televisão (1985 a 1987) como 'Xingu', concebido por Washington Novaes, premiado com medalha de ouro no Festival Internacional de Televisão de Seul. Realizou exposições individuais e participou de inúmeras mostras coletivas e Salões oficiais, destacando-se: Bienal Nacional de Artes Plásticas, Salvador – BA (1968); Bienal Nacional, SP (1974); Bienal Internacional de São Paulo (1975 – Prêmio de Pintura, 1979, 1989, 1991); Panorama da Arte Atual Brasileira, SP (1976, 1983, 1989); Salão Nacional de Arte Contemporânea, Belo Horizonte – MG (1979); Bienal de Valparaíso, Chile (1981); Bienal de Medellín, Colômbia (1981); 'A Cor e o Desenho do Brasil' - Itália, São Paulo, Holanda, Portugal, França (1984); Bienal de Artes Visuais do MERCOSUL, Porto Alegre – RS (1997, 2005); 'Brasil+500 Mostra do Redescobrimento', São Paulo (2000); Bienal de Havana, Cuba (2003), entre outras. WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 343; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 206; JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 957; PONTUAL PÁG. 222; MEC VOL. 2, PÁG. 206; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 760; LEONOR AMARANTE PÁG. 240, ACERVO FIEO; www.pinturabrasileira.com; www.artprice.com.



081 - BIBI ZOGBÉ (1890 - 1973)

Flores - óleo sobre eucatex - 85 x 74 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintora - Labibé Zogbé, conhecida como Bibi, nasceu em Sahel Alma, Líbano. Emigrou para a Argentina aos dezesseis anos. Sua carreira artística começou em 1930 com aulas de pintura com Dimitrov Bogdan e uma série de exposições em: Buenos Aires (1934), Paris (1935), Chile (1939), Uruguai, Rio de Janeiro. Depois da Segunda Guerra viveu em Paris, Dakar e Líbano (1947). No Líbano, realizou uma exposição individual em 'Cénacle Libanais' e participou de uma mostra coletiva no Museu Nacional Libanês (1947). Seu talento foi reconhecido, o que lhe valeu ser mencionada no Benezit. Conhecida, desde sua primeira individual, como 'A pintora das flores'. lebanesepainters.com; www.onefineart.com; www.artprice.com; www.askart.com; www.invaluable.com.



082 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Paisagem" - desenho a lápis e aquarela - 14 x 15,5 cm - canto inferior esquerdo - 1999 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



083 - IGNÁCIO DA NEGA (1945)

"O tocador de prato" - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito e dorso - 2013 -
Com certificado de autenticidade firmado pelo autor.

Natural de Surubim, PE. Iniciou-se na decoração de andores de procissão, ajudando a sua mãe. Recebeu orientação de Alaerte Bandim. Em São Paulo, orienta-se com M. Boy e Iracema Arditi. Seu tema preferido são as cenas típicas do nordeste. Participou de diversas exposições coletivas e individuais. JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 511. Acervo FIEO. -



084 - ANTONIO GOMIDE (1895 - 1967)

Maternidade - desenho a lápis - 22 x 19 cm - canto inferior direito - 1935 -

Pintor, escultor, decorador e cenógrafo. Antonio Gonçalves Gomide nasceu em Itapetininga, SP e faleceu em Ubatuba, SP. Mudou-se com a família para a Suíça em 1913, e frequentou a Academia de Belas Artes de Genebra até 1918, onde estudou com Gillard e Ferdinand Hodler. Mudou-se para a França na década de 1920. Em 1922, em Toulouse, trabalhou com Marcel Lenoir, com quem aprendeu a técnica do afresco. De 1924 a 1926, em Paris, instalou ateliê e entrou em contato com artistas europeus ligados aos movimentos de vanguarda. No ambiente parisiense, conviveu também com Victor Brecheret e Vicente do Rego Monteiro. Retornou ao Brasil em 1929. Em 1932, atuou na fundação da Sociedade Pró-Arte Moderna e fundou o CAM (Clube dos Artistas Modernos), juntamente com Flávio de Carvalho, Carlos Prado e Di Cavalcanti. Na área das artes decorativas, com Regina Graz e John Graz, é considerado um dos introdutores do estilo ‘art deco’ no país. Nos anos 60, a perda de sua visão o obriga a mudar novamente seu destino como artista. Em uma relutância em abandonar a arte, dedicou-se a lecionar, transmitindo para novas gerações a herança modernista. Foi a escultura, no entanto, que lhe permitiu continuar sua produção, apesar da dificuldade em enxergar. Com a visão bastante comprometida, retirou-se para Ubatuba, onde viveu em reclusão até a sua morte. Em 1968 o Museu de Arte Contemporânea dedicou-lhe importante retrospectiva. THEODORO BRAGA, PÁG.110, REIS JUNIOR, PÁG. 377; PONTUAL, PÁG. 244; MEC, VOL. 2, PÁG. 275; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 353, ART PRINCE ANNUAL 2000, PÁG. 955; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 222; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 548; ARTE NO BRASIL, PÁG. 694; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 427; ACERVO FIEO; www.mac.usp.br; web.artprice.com.



085 - CARLO BRANCACCIO (1861 - 1920)

"Veneza" - óleo sobre tela - 26 x 17 cm - canto inferior esquerdo -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Nasceu e faleceu em Nápoles. Participou de inúmeras exposições e Salões oficiais em Nápoles, Milão, Londres, Mônaco, Paris (1902 a 1904, 1907) e Buenos Aires. JULIO LOUZADA, vol. 4, pág. 173; BENEZIT, vol.2, pág. 270.



086 - HENRIQUE BERNARDELLI (1858 - 1936)

Paisagem - aquarela - 22,5 x 16,5 cm - canto inferior esquerdo -

Natural de Valparaíso, Chile, Henrique Bernardelli faleceu no Rio de Janeiro, cidade brasileira que adotou, inclusive a nacionalidade na década de 1870. Frequentou a Academia Imperial de Belas Artes, inclusive como aluno de Zeferino da Costa. Em 1878 viajou para a Itália, encontrando-se com o irmão, Rodolfo, escultor, que gozava merecido prêmio de viagem conquistado na Academia. Foi professor da ENBA-RJ. Os seus trabalhos inculcam um temperamento irriquieto, nervoso, sôfrego de impressões. A sua obra é original, vigorosa, cheia de calor e de ousadia. MEC, vol.1, pág.217/218; WALMIR AYALA, vol.1, pág.96/7; TEIXEIRA LEITE, pág.71, ARTE NO BRASIL, vol.1, pág.32; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 411; ARTE NO BRASIL, pág. 392; F. ACQUARONE.



087 - ARAQUÉM ALCÂNTARA (1951)

Cavalos - fotografia - 24 x 30 cm - canto inferior direito - 1983 -

Fotógrafo, jornalista e professor, Araquém Alcântara Pereira nasceu em Florianópolis, SC. Estudou jornalismo na Universidade de Santos (SP). Começou a trabalhar como fotojornalista em São Paulo nos anos setenta, colaborando com os jornais 'O Estado de São Paulo', 'Jornal da Tarde' e com a revista 'Isto É', antes de passar a trabalhar de forma independente em meados dos anos oitenta. Realizou sua primeira matéria de cunho ambientalista, a documentação do Parque da Juréia em Iguape, SP (1979). Celebrado como um dos precursores da fotografia ecológica no país, já publicou mais de 15 livros, tendo ainda participado de várias mostras coletivas e realizado inúmeras exposições individuais. Seu livro 'Terra Brasil' (Editora DBA e, em seguida, Edições Melhoramentos, 1998) é o livro de fotografia brasileiro mais vendido de todos os tempos, tendo ultrapassado a marca dos 100 mil exemplares. Merecem menção ainda os livros: 'Árvores mineiras' (1987); 'Juréia, a luta pela vida' (1988); 'Mar de Dentro e Brasil: Herança ambiental' (1990); 'Estações Ecológicas do Brasil' (1992); 'Santa Catarina' (1993); 'Projeto Dique e Ecologia no Brasil: Mitos e realidade' (1995); 'Brasil Iluminado' (2000); 'Paisagem brasileira' (2003); 'Pantanal' (2003); 'Brasileiros' (2004). Entre prêmios recebidos, destacam-se a 'Presença das Crianças nas Américas', concedido pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância – UNICEF (1979); o Grande Prêmio da 1ª Bienal de Fotografia Ecológica, Porto Alegre (1982); melhor exposição em 1993, concedido pela Associação Paulista de Críticos de Arte - APCA. ITAU CULTURAL; www.funarte.gov.br; www.jornaldafotografia.com.br.



088 - HÉLIO VAZ (XX)

"Baianas" - óleo sobre tela - 65 x 54 cm - canto inferior direito e dorso - 1977 - Salvador - BA -
No estado.

Pintor e escritor. Diplomou-se em Direito, foi delegado numa cidade do interior paulista. Abandonou o cargo e foi para a Bahia. Frequentou a Escola de Belas Artes onde aprendeu a modelar figuras e isto lhe possibilitou o aprimoramento do desenho. Participou de mostras coletivas na Bahia e no sul do Brasil. http://reynivaldobritoartesvisuais.blogspot.com.br/2013/06/helio-vaz-um-artista-sofrido.html.



089 - ANTONIO PESSOA (1943)

Figura - múltiplo em bronze - 13 x 04 x 2,5 cm - assinado -

Escultor, assina Tonny. Radicado no Rio de Janeiro detentor de bom curriculo nacional e internacional com inumeras participações em Salões Oficiais,varias vezes premiado. Ótimo mercado.



090 - NICOLAS SICARD (1840 - 1920)

No bosque - óleo sobre tela - 25,5 x 36 cm - canto inferior direito -
No estado. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista francês nascido em Lyons. Foi aluno de Victor Vibert e Danguin na Escola de Belas Artes de Lyons. Participou do "Salon" de Paris a partir de 1869 e, em 1883, tornou-se membro do "Salon des Artistes Français". Recebeu uma Menção Honrosa (1881) e uma Medalha de Bronze na Exposição Universal (1889). Recebeu o título de Cavaleiro da Legião de Honra (1900). BENEZIT; www.artprice.com.



091 - OSWALDO GOELDI (1895 - 1961)

Figura - xilogravura - 27 x 18 cm - canto inferior direito -
No estado.

Desenhista, gravador, ilustrador e professor nascido e falecido no Rio de Janeiro, filho de Emilio Goeldi, naturalista suíço. Com um ano de idade, mudou-se com a família para Belém, Pará e depois para Berna, Suíça (1905). Em Zurique, ingressou no curso de Engenharia e, em Genebra, matriculou-se na 'Ecole des Arts et Métiers' (1917) mas, abandonou ambos os cursos. A seguir, passou a ter aulas no ateliê de Serge Pahnke e Henri van Muyden. Realizou sua primeira exposição individual (1917), em Berna, quando conheceu a obra de Alfred Kubin, sua grande influência artística e com quem se correspondeu por vários anos. Retornou ao Brasil (1919), trabalhou como ilustrador e realizou sua primeira exposição individual no Rio de Janeiro (1921). Conheceu Ricardo Bampi (1923) que o iniciou na xilogravura. Fez desenhos e gravuras para periódicos e livros como 'Cobra Norato', de Raul Bopp (1937) com suas primeiras xilogravuras coloridas, entre outros. Foi professor na Escolinha de Arte do Brasil (1952) e na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1955) onde abriu uma oficina de xilogravura. Exposições individuais em: Berna, Suíça (1917, 1930); Rio de Janeiro (1921); Belém, PA (1938); São Paulo (1951); Paris (1952). Participou de várias exposições coletivas e mostras oficiais, destacando-se: Exposição itinerante da 'International Business Machine Corporation', EUA (1941 a 1944); 'Exhibition of Modern Brazilian Paintings', Inglaterra (1943, 1944, 1945); Bienal Internacional de São Paulo (1951 - Prêmio de Gravura, 1953 - Sala Especial, 1955, 1961, 1969, 1971, 1979, 1985); Bienal de Veneza (1950, 1952, 1956, 1958); Bienal de Gravura, Checoslováquia (1950); Bienal Internacional de Xilogravura, Tóquio (1952); Bienal Interamericana do México, Cidade do México (1960 - I Prêmio Internacional de Gravura). PONTUAL PÁG.240; JULIO LOUZADA VOL.11, PÁG.130; MEC VOL.2, PÁG.271; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG.521; ARTE NO BRASIL PÁG. 672; ACERVO FIEO; www.oswaldogoeldi.org.br; www.centrovirtualgoeldi.com; www.pinacoteca.org.br; www.artprice.com.



092 - DIONISIO DEL SANTO (1925 - 1999)

Composição - guache - 24 x 18 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e serigrafista, nasceu em Colatina-ES, e faleceu em Vitória, naquele mesmo Estado. Autodidata. Em 1975, recebe o Prêmio de Melhor Exposição de Gravura do Ano, da APCA. Participou da 9ª Bienal Internacional de São Paulo, 1967 (Prêmio Itamarati Aquisição) e do Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro, 1968 (Prêmio Isenção do Júri). JULIO LOUZADA vol.11, pág. 88; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 682; ARTE NO BRASIL, pág. 934.



093 - STEPHEN ROBERT KOEKKOEK (1887 - 1934)

Mercado - óleo sobre cartão - 39 x 49,5 cm - canto inferior direito -
No estado. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor britânico nascido em Londres e falecido em Santiago do Chile. Descendente de uma família de artistas holandeses, destacando-se dezesseis pintores consagrados da Escola Holandesa, inclusive seu pai, Hermanus Junior Koek Koek sob o pseudônimo J. Van Couver que havia se radicado em Londres em 1869. Viveu até os 21 anos na Inglaterra e, após a morte de seu pai, vendeu todos seus bens e iniciou uma grande viagem do Canadá até a Terra do Fogo. Instalou-se em Mendoza, Argentina onde desenvolveu grande parte de sua obra. Viveu e realizou exposições em vários lugares como: Argentina, Chile, Bolívia, Uruguai, Estados Unidos, Peru, Brasil. www.revistamagenta.com; arnoldogualino.blogspot.com.br; www.artprice.com; www.artnet.com.



094 - ANTONIO BANDEIRA (1922 - 1967)

Composição - guache - 18 x 30 cm - canto inferior direito -
Ex coleção Dr. Noel Grinberg - Rio de Janeiro, RJ. -

Pintor, desenhista, gravador, nascido em Fortaleza, CE e falecido em Paris, onde viveu a maior parte de sua vida. É um dos pioneiros da arte abstrata no Brasil. Iniciou-se na pintura como autodidata. Em 1941, em Fortaleza, participou, ao lado de Mário Baratta, entre outros, da criação do Centro Cultural de Belas Artes depois, Sociedade Cearense de Artes Plásticas. Em 1945, transferiu-se para o Rio de Janeiro e, no ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual. Contemplado pelo governo francês com bolsa de estudos, permaneceu em Paris de 1946 a 1950 onde frequentou a Escola Nacional Superior de Belas Artes e a ‘Académie de la Grande Chaumière’. Entre 1947 e 1948 participou do ‘Salon d'Automne’ e do ‘Salon d'Art Libre’. Tomou parte em reuniões de artistas e formou o Grupo Banbryols (ban de Bandeira; bry de Camille Bryen; e ols de Wols), que durou de 1949 a 1951. Voltou ao Brasil em 1951 e apresentou-se na 1ª Bienal Internacional de São Paulo. Em 1952, criou um mural para o Instituto dos Arquitetos do Brasil, em São Paulo. Retornou a Paris em 1954 em razão do Prêmio Fiat, obtido na 2ª Bienal Internacional de São Paulo, mas não deixou de expor no Brasil. Permaneceu na Europa até 1959, passando pela Inglaterra e Bélgica, onde, em 1958, realizou um painel para o ‘Palais des Beaux-Arts’. Ao retornar ao Brasil teve uma atividade artística intensa, participou de importantes exposições, em paralelo a mostras em Paris, Munique, Verona, Londres e Nova York. Voltou a Paris em 1965, onde permaneceu até sua morte. BENEZIT, VOL.1, PÁG.415; MEYER/87, PÁG.606; MEC, VOL.1, PÁGS.159,160 E 167; PONTUAL, PÁGS. 48 E 49; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁGS. 71 A 74; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 52 A 54; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; ARTE NO BRASIL, PÁG. 599; LEONOR AMARANTE, PÁG. 34; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 86; ACERVO FIEO; web.artprice.com; pitoresco.com; pinturabrasileira.com.



095 - MARCELO GRASSMANN (1925 - 2013)

Nu - xilogravura - 14 x 21 cm - canto inferior direito - 1944 -

Desenhista, gravador, ilustrador, pintor, escultor e professor, nasceu em São Simão, SP. Estuda fundição, mecânica e entalhe em madeira na Escola Profissional Masculina do Brás, SP. Passa a realizar xilogravuras a partir de 1943. Atua como ilustrador do Suplemento Literário do ‘Diário de São Paulo’, do ‘O Estado de S. Paulo’ e do ‘Jornal do Estado da Guanabara’. Quando reside no Rio de Janeiro, a partir de 1949, freqüenta os cursos de gravura em metal, com Henrique Oswald e de litografia, com Poty, no Liceu de Artes e Ofícios. Em Salvador (1952), trabalha com Mario Cravo Júnior. .Recebe o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Arte Moderna (1953) e vai para a Academia de Artes Aplicadas, em Viena. Passa a dedicar-se principalmente ao desenho, à litografia e à gravura em metal. Em 1969, sua obra completa é adquirida pelo governo do Estado de São Paulo, passando a integrar o acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo . Em 1978, a casa em que nasceu, em São Simão, é transformada em museu e tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo - Condephaat. Participou de muitas exposições e das Bienais de: São Paulo (1951 a 1961, 1967, 1969, 1979, 1985, 1989); Veneza (1950, 1956, 1958, 1962); Paris (1959). Principais prêmios: Bienal de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1959, 1967); Bienal de Veneza (1950, 1956, 1958,1962); Bienal de Paris (1959). PONTUAL, PÁG. 249; MEC, VOL. 2, PÁG. 281 E 282; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG. 439; VOL. 5, PÁG. 453; VOL. 9, PÁG. 383.



096 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

O portão - óleo sobre tela - 60 x 80 cm - canto inferior esquerdo ilegível - 1992 -



097 - ARTE POPULAR BRASILEIRA (XX)

Figura - escultura em madeira - 30 x 08 x 08 cm - assinatura ilegível -



098 - INGRES SPELTRI (1940)

"Maternidade" - óleo sobre tela - 80 x 60 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor, desenhista, escultor, gravador e professor nascido em Jau, SP. Filho do pintor Augusto Speltri com quem se iniciou na pintura, ainda criança. Em 1959 mudou-se para São Paulo onde estudou Música (1960-1964). É professor titular da Escola Panamericana de Arte, SP. Realizou exposições individuais, em São Paulo, nos anos de 1977, 1981, 1978, 1984. Participou de várias mostras e Salões oficiais, sendo premiado em: São Paulo (1963, 1966, 1970, 1971); Santo André, SP (1976). JULIO LOUZADA VOL. 5, PÁG. 1012; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; MEC VOL. 4, PÁG. 338; PONTUAL PÁG. 504; www.artprice.com; www.speltri.com.



099 - ANNA SOPHIE GASTEIGER (1878 - 1954)

Flores - aquarela e guache - 40 x 50 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintora e desenhista alemã falecida em Munique. Estudou com Dasio e foi ativa em Munique e em Dresden. Participou de muitas mostras coletivas e Salões. BENEZIT; www.artprice.com.



100 - ALDO BONADEI (1906 - 1974)

Natureza morta - óleo sobre cartão colado em eucatex - 50 x 40 cm - canto inferior esquerdo - 1972 -

Pintor, designer, gravador, figurinista e professor - Aldo Cláudio Felipe Bonadei nasceu e faleceu em São Paulo, SP. Entre 1923 e 1928 foi aluno de Pedro Alexandrino, período em que também frequentou o ateliê de Antonio Rocco. Viajou para a Itália, entre 1930 e 1931, e frequentou a Academia de Belas Artes de Florença, onde teve aulas com Felice Carena e seu assistente Ennio Pozzi, ambos ligados ao movimento ‘novecento’. Nesse período, dedicou-se ao desenho da figura humana, principalmente ao nu. Retornou a São Paulo no início da década de 1930 e participou ativamente do Grupo Santa Helena, da Família Artística Paulista - FAP e do Sindicato dos Artistas Plásticos. Em 1949 lecionou na Escola Livre de Artes Plásticas, primeira escola de arte moderna de São Paulo e participou do Grupo Teatro de Vanguarda. No ano seguinte, fundou a Oficina de Arte - O. D. A., com Odetto Guersoni e Bassano Vaccarini. No fim da década de 1950 atuou como figurinista nas peças ‘Vestido de Noiva’, de Nelson Rodrigues, e ‘Casamento Suspeitoso’, de Ariano Suassuna. Também desenhou alguns figurinos para dois filmes dirigidos por Walter Hugo Khoury: ‘Fronteiras do Inferno’ (1958) e ‘Na Garganta do Diabo’(1959). Realizou muitas exposições individuais e participou de vários Salões oficiais destacando-se: Bienal Internacional de São Paulo (1ª, 2ª, 3ª, 6ª, 7ª); Bienal de Veneza (1952); Panorama da Arte Moderna Brasileira (1970). MEC, VOL. 1, PÁG. 247; PONTUAL, PÁGS. 78/79; ARTE NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 1041; ART PRICE ANNUAL 2000, PÁG. 258; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 79; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; LEONOR AMARANTE, PÁG. 72; ACERVO FIEO.



101 - HANS NOBAUER (1893 - 1971)

"1 Janeiro" - desenho a nanquim e aquarela - 30 x 22 cm - canto inferior direito - Rio -
No estado.

Johann Nobauer, pintor e desenhista nascido em Viena, Áustria e falecido no Brasil. Graduou-se na Escola de Belas Artes de Viena, serviu na I Guerra Mundial e quando começou a expor seus trabalhos foi designado, pelo governo da Áustria, para pesquisar a flora e a fauna do Brasil. Mais tarde ignorou os pedidos de retorno e por aqui se estabeleceu. Foi pintor ativo no Rio de Janeiro onde participou dos Salões Nacionais de Belas Artes de 1939 e 1941. Possui obra no Museu Histórico Nacional do Rio de Janeiro. Exposições póstumas: Rio de Janeiro (1984); São Paulo (1984, 2008). MEC VOL. 3, PÁG. 264; JULIO LOUZADA VOL. 11, PÁG. 228; TEODORO BRAGA PÁG. 226; ITAU CULTURAL; askart.com; artprice.com; christies.com; www.museuhistoriconacional.com.br.



102 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Vaso de flores" - desenho a lápis e aquarela - 16 x 10,5 cm - embaixo - 1990 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



103 - ANA CRISTINA ANDRADE (1953)

Paisagem - aquarela - 75 x 56 cm - canto inferior direito -

Ana Cristina Andrade Moreira é pintora, gravadora, desenhista, professora e designer vidreira. Iniciou sua formação artística na Escola Superior de Arte Santa Marcelina, SP (1972-1975). Aprendeu gravura em metal (1980-1990) com Iole Di Natale; técnicas de gravura na Scuola Internazionale di Gráfica em Veneza, Itália (1983); Gravura Especial com Evandro Carlos Jardim, no MAC-SP (1991); Técnica Calcográfica Experimental com Mario Benedetti, na FASM-SP (1997); Vitrofusão com Roberto Bonino. Exposições individuais: São Paulo, SP (1984, 1987, 1995, 2003); Bauru, SP (1989); “Projeto Interior com Arte” – Museu Banespa (1998 – Exposição itinerante pelo interior do Estado de São Paulo). Coletivas: Epinal, França (1975); São Paulo, SP (1974, 1982, 1984, 1985, 1986, 1988, 1994, 1995, 2000, 2002 a 2004, 2012 – SP ESTAMPA); Santo André, SP (1982); Novo Hamburgo, RS (1982); Taiwan, China (1983, 1985); San Juan, Porto Rico (1983); Santos, SP (1983); Cabo Frio, RJ (1983); Ribeirão Preto,SP (1984); Curitiba, PR (1984); Piracicaba,SP (1984); Veneza, Itália (1984, 1985); Campinas, SP (1985); São José do Rio Preto, SP (1986); Limeira, SP (1986); Washington D.C.,EUA (1991); Campos do Jordão, SP (1991); Kanagawa, Japão (1992); Maastricht, Holanda (1993); Illinois, EUA (1994); Cidade do México, México (1996); Jacareí, SP (1998); Budapeste, Hungria (1996); Uzice, Yuguslávia (1997); Ourense, Espanha (1994, 2006). Prêmios: São Paulo, SP (1974); Novo Hamburgo, RS (1982); Santos, SP (1983); Ribeirão Preto, SP (1984); Curitiba, PR (1984); Piracicaba, SP (1984); Campinas, SP (1985); São José do Rio Preto, SP (1986). JULIO LOUZADA, vol.1, pág. 62; vol.2, pág. 66; Acervo FIEO. ITAU CULTURAL.



104 - AGOSTINHO BATISTA DE FREITAS (1927 - 1997)

O trem - óleo sobre tela - 80 x 120 cm - canto inferior direito - 1983 -

Começou a pintar no início da década de 1950 (e ele próprio relatou que vendia seus trabalhos na Praça do Correio da capital paulista) sendo logo descoberto por Pietro Maria Bardi que organizou uma exposição de seus trabalhos no Museu de Arte de São Paulo, em 1952, mais tarde apresentados também, no Museu de Arte Moderna de São Paulo e da Bahia e no Museu de Arte Contemporânea de Campinas. Participou da XXXIII Bienal de Veneza (1966). MEC, vol. 2, pág. 210; PONTUAL, pág. 225; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 323; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 208; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 214; ITAÚ CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 832; Acervo FIEO.



105 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

Maternidade - escultura em bronze - 47 x 16 x 12 cm - assinado -
Ex coleção Renato Antônio Brogiolo - Rio de Janeiro, RJ.

Escultor, desenhista e pintor paulista nascido em Mococa, SP e falecido no Rio de Janeiro. Mudou-se com a família para Itália, e fixou-se em Roma (1913). Iniciou estudos de desenho e escultura com o professor Loss (1920). Participou de movimentos antifascistas e foi preso (1931) por motivos políticos. Foi extraditado para o Brasil (1935) por intervenção do embaixador brasileiro na Itália. Em 1937, viajou para Paris e frequentou as academias ‘La Grand Chaumière’ e ‘Ranson’, onde estudou com Aristide Maillol e conviveu com Henry Moore, Marino Marini e Charles Despiau. Em 1939, retornou a São Paulo e junto com Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Sérgio Milliet, entre outros, participou do Movimento Modernista; foi um dos membros da Família Artística Paulista e do Grupo Santa Helena. Em 1943, transferiu-se para o Rio de Janeiro. A convite do ministro Gustavo Capanema instalou ateliê no antigo Hospício da Praia Vermelha, onde orientou jovens artistas como Francisco Stockinger. Possui obras em espaços públicos como ‘Monumento à Juventude Brasileira’ (1947), nos jardins do antigo Ministério da Educação e Saúde, atual Palácio Gustavo Capanema - RJ; ‘Candangos’ (1960), na Praça dos Três Poderes, e ‘Meteoro’ (1967), no lago do edifício do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília; ‘Integração’ (1989), no Memorial da América Latina, em São Paulo. Participou das Bienais de Veneza (1950, 1952); participou das I, II, IV e IX Bienais de São Paulo, período em que recebeu o prêmio de melhor escultor brasileiro (1953) e sala especial (1967). MEC, VOL.2, PÁG. 250; PONTUAL, PÁG. 237; MAYER/84, PÁG. 1333; BENEZIT VOL. 5, PÁG. 14; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 715; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 422; www.artprice.com; www.pinturabrasileira.com; www.dec.ufcg.edu.br; www.monumentos.art.br.



106 - GLADYS MALDAUM (1943)

Na beira do lago - óleo sobre tela - 38 x 61 cm - canto inferior direito -
Ex-coleção Antônio Maluf - Galeria Seta - São Paulo - SP.

Pintora e desenhista, natural de São Paulo-SP, onde nasceu a 29/9/1943. Iniciou sua carreira em 1961, cursando desenho e modelo vivo com o prof. Lubra, aperfeiçoando-se na figura com o prof. Amadeo Scavone. Estudou Composição e Sumiê com o pintor Fang. Segundo Enock Sacramento, a autora mostra-se interessada por aspectos particulares da paisagem e da figura humana. Sua obra é uma forma particular de registrar a natureza e uma recriação da figura humana. Individuais a partir de 1970 e coletivas desde 1971, com sucesso de crítica e de público, tendo recebido nestes certames diversas premiações. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 190/191, Acervo FIEO.



107 - TARSILA DO AMARAL (1890 - 1973)

Paisagem - desenho a nanquim - 14 x 20 cm - canto inferior direito -
No estado.

Pintora e desenhista, Tarsila do Amaral nasceu em Capivari, SP e faleceu em São Paulo. Estudou escultura com William Zadig e com Mantovani, em 1916, na capital paulista. No ano seguinte teve aulas de pintura e desenho com Pedro Alexandrino, onde conheceu Anita Malfatti. Ambas tiveram aulas com o pintor Georg Elpons. Em 1920 viajou para Paris e estudou na ‘Académie Julian’ e com Émile Renard. Ao retornar ao Brasil formou em 1922, em São Paulo, o Grupo dos Cinco, com Anita Malfatti, Mário de Andrade, Menotti del Picchia e Oswald de Andrade. Em 1923, novamente em Paris, frequentou o ateliê de André Lhote, Albert Gleizes e Fernand Léger. Foi a criadora de duas das principais tendências ou movimentos de nossa arte nacionalista: o Pau Brasil e o Antropofagia. A convite da Comissão do IV Centenário de São Paulo fez, em 1954, o painel ‘Procissão do Santíssimo’ e, em 1956, entregou ‘O Batizado de Macunaíma’, sobre a obra de Mário de Andrade, para a Livraria Martins Editora. A retrospectiva Tarsila: 50 Anos de Pintura, organizada pela crítica de arte Aracy Amaral e apresentada no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo , em 1969, ajudou a consolidar a importância da artista. TEODORO BRAGA, PÁG. 220; REIS JR., PÁG.388; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 365; MEC, VOL. 4, PÁG. 370; PONTUAL, PÁG. 511; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 492; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 389; ARTE NO BRASIL, PÁG. 577; LEONOR AMARANTE, PÁG. 24; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 958.



108 - DURVAL PEREIRA (1917 - 1984)

Casario - óleo sobre tela - 38 x 46 cm - canto inferior esquerdo -

Nascido e falecido em São Paulo onde foi pintor e professor ativo. Premiado com a Menção Honrosa no Salão Paulista de Belas Artes em 1944, passou a viver exclusivamente da pintura. Em 1946, estudou artes plásticas na Associação Paulista de Belas Artes. Pintava ao ar livre, aos domingos, com os pintores Salvador Rodrigues, Salvador Santisteban, Cirilo Agostinho, Jaime Dinis, Djalma Urban, Innocencio Borghese, e outros. Premiado praticamente em todos os Salões de que participou, acumulou, em toda sua carreira, 419 prêmios de todos os cantos do mundo. Recebeu ao todo, 15 comendas das mais importantes do Brasil. Nos últimos três anos de sua vida recebeu também todos os Primeiros Prêmios e Medalhas de Ouro nas exposições de Paris, Rouen, Lyon, Roma, Miami e Milão (o maior prêmio dado à pintura: ‘La Madonina de Milano’). MEC, vol. 3, pág. 368; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 749; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO; www.tntarte.com.br.



109 - NIOBE XANDÓ (1915 - 2010)

Composição - guache e colagem - 25 x 25 cm - centro - 1980 -

Pintora e desenhista natural de Campos Novos Paulista-SP. Foi ativa em São Paulo-SP. Autodidata, freqüentou o ateliê de Raphael Galvez a partir de 1946. Dentre as várias fases de sua obra merecem destaque as Flores Fantásticas, as Máscaras de origens africana e indígena, O Letrismo, o Mecanicismo e o Abstracionismo Geométrico. Participou de várias Bienais Nacionais e recebeu mais de 20 prêmios em Salões de Arte. Participou de mais de 100 exposições nacionais e internacionais e mereceu mais de 100 textos de críticos renomados. Em 2004 teve uma grande mostra antológica no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM-SP). Em 2007 teve uma exposição retrospectiva fantástica e merecida na Pinacoteca do Estado de São Paulo. JULIO LOUZADA, vol. 12, pág. 435; PONTUAL, pág. 554; WALTER ZANINI, pág. 717; Acervo FIEO; TEIXEIRA LEITE; BENÉZIT; BARDI, Pietro Maria. Profile of the New Brazilian Art. São Paulo. 1970; SCHENBERG, Mário. Pensando a Arte. São Paulo. 1988. Acervo FIEO.



110 - TADASHI KAMINAGAI (1899 - 1982)

Paisagem - óleo sobre tela colada em madeira - 50 x 40 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, professor, Tadashi Kaminagai nasceu em Hiroshima, Japão e faleceu em Paris, França. Por iniciativa da família, ingressou aos 14 anos num mosteiro budista na cidade japonesa de Kobe. Dois anos depois, viajou para as Índias Ocidentais Holandesas, atual Indonésia, atuando como missionário e agricultor até 1927. Nesse ano, decidido a seguir carreira artística, mudou-se para Paris, onde conheceu o artista Tsugouharu Foujita, que o orientou na pintura. Paralelamente à atividade artística, trabalhou como moldureiro. No início da década de 1930, expôs quadros nos salões parisienses e retornou ao Japão em 1938. Embarcou para o Brasil um ano após a eclosão da Segunda Guerra Mundial trazendo consigo uma carta de recomendação endereçada a Candido Portinari. Fixou residência no Rio de Janeiro e, em 1941, instalou ateliê e oficina de molduras no bairro de Santa Teresa, onde trabalhou e atuou como professor de diversos artistas brasileiros e nipo-brasileiros, como Inimá de Paula, Flavio-Shiró e Tikashi Fukushima, entre outros. Sua primeira exposição individual, por volta de 1945, foi organizada por Portinari no Rio de Janeiro. Em 1947, passou a integrar o Grupo Seibi. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais como a 1ª e 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1951 e 1953). Foi premiado no Rio de Janeiro (1944, 1950). Retornou ao Japão em 1954 e três anos mais tarde voltou a fixar-se em Paris. Viveu entre o Japão, a França e o Brasil, até seu falecimento. ITAU CULTURAL; TEODORO BRAGA, PÁG.134; BENEZIT, VOL.6, PÁG.152; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁG.; MEC, VOL.2, PÁG.401; PONTUAL, PÁG.287; WALTER ZANINI, PÁG. 643; ARTE NO BRASIL; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 506; ACERVO FIEO.



111 - RAUL DE MELLO (1911)

Marinha - óleo sobre madeira - 27 x 35 cm - canto inferior esquerdo -
Com recibo original da "Da Vinci Galeria de Arte" - Rua Domingos Ferreira, 59 A - Copacabana - Rio de Janeiro, datado de 12 de julho de 1947

Pintor ativo no Rio de Janeiro. Discípulo de Luis Fernandes de Almeida Junior. Participou do SNBA-RJ, recebendo medalha de bronze (1942); do Salão da Sociedade Brasileira de Belas Artes-RJ, 1948; entre outros. MEC, vol. 3, pág. 134; JULIO LOUZADA, vol. 9, pág. 572



112 - ALDO BONADEI (1906 - 1974)

Altar - desenho a carvão - 30 x 22 cm - canto inferior direito - 1947 -

Pintor, designer, gravador, figurinista e professor - Aldo Cláudio Felipe Bonadei nasceu e faleceu em São Paulo, SP. Entre 1923 e 1928 foi aluno de Pedro Alexandrino, período em que também frequentou o ateliê de Antonio Rocco. Viajou para a Itália, entre 1930 e 1931, e frequentou a Academia de Belas Artes de Florença, onde teve aulas com Felice Carena e seu assistente Ennio Pozzi, ambos ligados ao movimento ‘novecento’. Nesse período, dedicou-se ao desenho da figura humana, principalmente ao nu. Retornou a São Paulo no início da década de 1930 e participou ativamente do Grupo Santa Helena, da Família Artística Paulista - FAP e do Sindicato dos Artistas Plásticos. Em 1949 lecionou na Escola Livre de Artes Plásticas, primeira escola de arte moderna de São Paulo e participou do Grupo Teatro de Vanguarda. No ano seguinte, fundou a Oficina de Arte - O. D. A., com Odetto Guersoni e Bassano Vaccarini. No fim da década de 1950 atuou como figurinista nas peças ‘Vestido de Noiva’, de Nelson Rodrigues, e ‘Casamento Suspeitoso’, de Ariano Suassuna. Também desenhou alguns figurinos para dois filmes dirigidos por Walter Hugo Khoury: ‘Fronteiras do Inferno’ (1958) e ‘Na Garganta do Diabo’(1959). Realizou muitas exposições individuais e participou de vários Salões oficiais destacando-se: Bienal Internacional de São Paulo (1ª, 2ª, 3ª, 6ª, 7ª); Bienal de Veneza (1952); Panorama da Arte Moderna Brasileira (1970). MEC, VOL. 1, PÁG. 247; PONTUAL, PÁGS. 78/79; ARTE NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 1041; ART PRICE ANNUAL 2000, PÁG. 258; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 79; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; LEONOR AMARANTE, PÁG. 72; ACERVO FIEO.



113 - ÉLON BRASIL (1957)

"Guerreiro Africano" - litografia off set - P.A. - 67 x 48 cm - canto superior esquerdo - 2006 -
Paspatur no estado.

Artista plástico autodidata, nasceu em 1957, na praia de Jurujuba, em Niterói-RJ, onde aos seis anos de idade começou a rabiscar seus primeiros crayons. Mudando-se em 1968 para São Paulo, aos 12 anos, ganhou sua primeira medalha de ouro na II PINARTE de Pinheiros. Em 1970, juntamente com os artista Aldemir Martins, Clóvis Graciano e Carlos Scliar, Élon ilustrou o livro de poesias "Cantando os Gols" de Tito Battine. Hoje, sua obra figurativa e abstrata é composta por imagens da terra: índios, negros e caboclos, cercados por textura e cores marcantes. Sua temática busca ressaltar e preservar a cultura brasileira e suas próprias raízes. Filho de baianos - mãe negra, neta de índios, e pai (o artista Milton Brasil), neto de imigrantes italianos e portugueses - Élon resgata em sua história e origem, a fonte de inspiração . Ao morar na Suíça por seis meses, obteve a oportunidade de expor o seu trabalho em diversas ocasiões, tornando-se conhecido internacionalmente, principalmente com encomendas para colecionadores europeus. JULIO LOUZADA vol. 11, pág.154.



114 - ESCOLA ORIENTAL, SÉC. XX

Mulher e aves - aquarela - 53 x 37 cm - não assinado -
Com estudos no dorso. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")



115 - MERY DE JESUS (XX)

Colhendo flores - óleo sobre tela - 35 x 28 cm - canto inferior direito - 1989 -

Pintor carioca com participações em mostras coletivas.



116 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XIX

Pastor - óleo sobre tela - 40 x 32 cm - não assinado -



117 - VERA MINDLIN (1920 - 1985)

Composição - serigrafia - 1/9 - 44 x 35 cm - canto inferior direito - 1965 -

Gravadora, natural da cidade do Rio de Janeiro. Estudou com Guignard, Pedro Correia de Araújo, Oswaldo Goeldi e Iberê Camargo. Em viagem para Paris, estudou com Fernando Léger e André Lothe. Sua obra mereceu diversas e importantes participações em mostras a partir de 1985, destacando-se: Iberê Camargo: trajetória e encontros, no Masp-SP (1986); Poética da Resistência: aspectos da gravura brasileira, na Galeria de Arte do Sesi-SP (1994); Os Colecionadores - Guita e José Mindlin: matrizes e gravuras, na Galeria de Arte do Sesi-SP (1998) e Mostra Rio Gravura. Gravura Moderna Brasileira: acervo Museu Nacional de Belas Artes, no MNBA-RJ (1999). ITAÚ CULTURAL.



118 - MENASE WAIDERGORN (1927)

"A reunião" - óleo sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior direito -

Pintor nascido em Hotin, Romênia. Seus pais vieram para o Brasil (1932) fixando residência em São Paulo. Ingressou na Associação Paulista de Belas Artes (fim da década de 1940), onde conheceu Dario Mecatti. Viajou pelo norte da África e Europa. Participou de diversos salões, coletivas oficiais e recebeu diversos prêmios. JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 1011; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



119 - PAULO MARINHO (1944)

"Procissão" - óleo sobre eucatex - 49 x 39 cm - canto inferior direito e dorso - 1978 - Rio -

Pintor ativo no Rio de Janeiro, onde foi aluno de Flávio Barredo. O artista também participou do SNBA-RJ, nos anos de 1971 e 1972. MEC, vol. 3, pág. 71; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 586, Acervo FIEO.



120 - FULVIO PENNACCHI (1905 - 1992)

"Aldeia Toscana" - óleo sobre eucatex - 40 x 40 cm - canto superior direito e dorso - 1986 -
Reproduzido no convite deste leilão. Com etiqueta do ateliê do autor n° 002.FO405.86A, no dorso.

Pintor, ceramista, desenhista, ilustrador, gravador, professor nascido na cidade de Villa Collemandina, Itália e falecido em São Paulo. Em 1924 foi para Lucca e iniciou sua formação artística no ‘Regio Istituto di Belle Arti’ onde teve aulas com o pintor Pio Semeghini. Mudou-se para São Paulo em 1929 e dedicou-se a diferentes atividades até 1933, quando passou a auxiliar Galileo Emendabili na execução de monumentos funerários. Em 1935, conheceu Francisco Rebolo, passou a frequentar seu ateliê e conviveu com os artistas do Grupo Santa Helena. Nessa mesma época integrou a Família Artística Paulista e iniciou a produção de painéis em afresco e óleo para residências, igrejas, hotéis e outras edificações, destacando-se os afrescos de grandes dimensões para a Igreja Nossa Senhora da Paz, no bairro do Glicério, executados entre 1941 e 1948. Em 1965, iniciou um período de recolhimento e manteve-se afastado das exposições e do circuito artístico. Em 1973, reabriu seu ateliê e recebeu diversas homenagens no Brasil e na Itália. Nesse mesmo ano conheceu a ceramista Eunice Pessoa e com ela desenvolveu um grande número de peças que foram expostas em 1975. Sem nunca ter abandonado as atividades artísticas, voltou a figurar em diversas mostras e continuou a produzir painéis em afresco. Em 1980, Pietro Maria Bardi publicou um livro sobre sua obra. Nove anos depois, foi lançado o livro ‘Ofício Pennacchi’, organizado por Valério Antonio Pennacchi, responsável também pela publicação, em 2002, do livro ‘Fulvio Pennacchi: Pintura Mural’. Importante retrospectiva da obra do artista foi realizada, em 1973, no MAM - São Paulo. TEODORO BRAGA, PÁG. 192; MEC, VOL, 3, PÁG. 365; WALMIR AYALA, VOL, 2, PÁG. 182; PONTUAL, PÁG. 416; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 784; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 740; ACERVO FIEO.



121 - LUIZ ANTONIO DA SILVA (1935)

Rendeira - escultura em terracota - 10 x 09 x 6,5 cm - assinado -

Escultor, natural de Alto do Moura/PE. Conviveu diretamente com Mestre Vitalino que o orientou por toda vida. Luiz Antonio diz que modela "as coisas que vê por aqui, nas revistas e na televisão". Essa temática o diferencia hoje dos demais artesãos de Alto do Moura e explica a grande procura pelos seus trabalhos. Hoje o artista atingiu um nível de esmero em suas peças, com cores vibrantes, e orgulha-se em mostrar a peça "Fábrica de Telhas", com a qual ganhou o concurso da comemoração dos 145 anos de Caruaru.



122 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Vaso Vermelho com Flores" - acrílico sobre tela - 50 x 40 cm - canto inferior direito e dorso - 2001 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



123 - ALBERTO SALIETTI (1892 - 1961)

Camponesa - óleo sobre tela colada em eucatex - 63 x 45 cm - não assinado -
No estado. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista, gravador e ilustrador italiano nascido em Ravenna e falecido em Chiavari. Foi aluno de Cesare Tallone e de Giuseppe Mentessi na Academia de Belas Artes de Brera, em Milão (1908-1914). Foi um dos fundadores do grupo "Novecento"; um dos diretores do Sindicato Fascista de Belas Artes de Milão (1925-1932) que possibilitou a organização da primeira exposição do "Novecento" em Milão (1926); fundou o grupo "Sette pittori moderni", em Milão, com Bernasconi, Carrà, Funi, Marrusig, Sirroni e Tosi; membro da "Cherubini National Academy of Florence". Estabeleceu-se em Chiavari em 1941. Participou de mostras coletivas oficiais desde 1916, entre as quais: Bienal de Veneza (1922, 1936 – Prêmio em Pintura); "International Exhibition of the New Century Group", Paris (1927); Quadrienal de Roma (1939). Recebeu os títulos: "Cavaleiro da Legião de Honra" - Paris e "Ordem de Vasa" - Suécia. BENEZIT; www.arteromagna.it; www.artprice.com.



124 - TOMÁS SANTA ROSA (1909 - 1956)

Figura - técnica mista - 29 x 39 cm - canto inferior direito - 1940 - Rio de Janeiro -
Com a seguinte dedicatória: "A Lidia, lembrança do Santa Rosa, Rio - 1940".

Pintor, gravador, cenógrafo e professor autodidata, Tomás Santa Rosa Júnior nasceu em João Pessoa, PB e falecido em Nova Délhi, Índia. Fixou-se no Rio de Janeiro (1932), começou a trabalhar como auxiliar de Portinari e iniciou também sua carreira de ilustrador que se estenderia por longa série de obras de escritores brasileiros e estrangeiros, que incluiu, dentre outros, Graciliano Ramos, José Lins do Rêgo, Jorge Amado, Castro Alves, Dostoievski. É considerado o primeiro cenógrafo moderno brasileiro. Entre as exposições das quais participou destacam-se: o Salão Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro (1941 - Medalha de Prata); Um Século de Pintura Brasileira, no Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro (1952); II Bienal Internacional de São Paulo (1953); Salão Preto e Branco do III Salão Nacional de Arte Moderna do Rio de Janeiro (1954); 'Arts Primitifs et Modernes Brésiliennes', no Museu de Etnografia de Neuchâtel, Suíça (1955). Após sua morte, suas obras foram expostas nas seguintes mostras: Exposição de Artes Gráficas de Tomás Santa Rosa, na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro (1958); Retrospectiva no Teatro Municipal do Rio de Janeiro (1975); Santa Rosa, Carnaval e Figurinos na Fundação Nacional de Arte (Funarte) de São Paulo (1985); e Bienal Brasil Século XX, na Fundação Bienal de São Paulo (1994). PONTUAL, PÁG. 472; MEC VOL. 4, PÁG. 177; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 460; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 572; LEONOR AMARANTE; www.funarte.gov.br; cpdoc.fgv.br; www.artprice.com.



125 - ANDRÉ DENIS (1906 - 1978)

Nu - monotipia - 66 x 40 cm - canto inferior direito -

Escultor e pintor francês, radicado por longos anos em São Paulo, Denis deixou obra valiosa e pessoal. MEC, vol. 2, pág. 28; JÚLIO LOUZADA, vol. 10, pág. 281.



126 - B.J. TOBIAS (1894 - 1976)

Pescadores - óleo sobre tela - 50 x 61 cm - canto inferior esquerdo -

Participou do Salão Paulista de Belas Artes, tendo obtido os prêmios: Prefeitura de São Paulo, Valentim Amaral e I. Dinis, respectivamente em 1934, 1935, 1958, 1961 e 1962. MEC, vol.4, pág.404; THEODORO BRAGA, pág.230; JULIO LOUZADA, vol.4, pág.1098.



127 - RENZO GORI (1911 - 1999)

Porto - desenho a lápis - 20 x 20 cm - canto inferior esquerdo -
No estado.

Pintor de estilo, participou de diversos Salões Nacionais, com premiações; muito apreciado por colecionadores de cenas árabes. TEODORO BRAGA, pág. 110; MEC, vol. 2, pág. 278; JULIO LOUZADA, vol. 9, pág. 390; Acervo FIEO.



128 - ANTONIO PESSOA (1943)

Busto - múltiplo em bronze - 09 x 08 x 04 cm - assinado -

Escultor, assina Tonny. Radicado no Rio de Janeiro detentor de bom curriculo nacional e internacional com inumeras participações em Salões Oficiais,varias vezes premiado. Ótimo mercado.



129 - GRACIETE FERREIRA BORGES (1953)

Cidade - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior direito e dorso - 2005 -

"Nascida em América Dourada, BA, em 25 de outubro de 1953, Graciete Ferreira Borges se envolveu com o mundo da arte pela convivência com o companheiro José Antônio da Silva, um dos maiores pintores primitivistas do país. Esse relacionamento, que foi de 1981 até o falecimento do artista, em 1996, deixou, claro marcas em sua vida, mas, em termos de pintura, ela está pronta a seguir percurso próprio." Oscar D’Ambrosio, jornalista, integra a Associação Internacional de Críticos de Arte (AICA-Seção Brasil), in: http://www.artcanal.com.br/oscardambrosio/graciete.htm



130 - ALFREDO VOLPI (1896 - 1988)

Paisagem - óleo sobre cartão - 26 x 36 cm - canto inferior esquerdo e dorso -
Reproduzido na quarta capa do catálogo deste leilão e na página 20 do catálogo da mostra "A. Volpi - A Emoção da Cor", realizada de 28 de Março a 29 de Maio de 2014 na Galeria de Arte Almeida & Dale - São Paulo - SP.-

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.



131 - FLORIANO TEIXEIRA (1923 - 2000)

Nu - litografia - 26/50 - 30 x 80 cm - canto inferior direito - 1988 -

Nasceu em Cajapió, Maranhão. Foi pintor, desenhista, gravador e cenógrafo. Estudou desenho, ainda em São Luís (Maranhão), com Rubens Damasceno em 1935 e pintura com João Lázaro de Figueiredo em 1940. Em 1952, em Fortaleza (Ceará), participa da criação do Grupo dos Independentes, com Antonio Bandeira e J. Siqueira. Em 1962, organiza e dirige o Museu de Arte da UFC. Ilustra vários livros, destacando-se entre eles: Dona Flor e seus Dois Maridos, A Morte e a Morte de Quincas Berro D'Água, O Menino Grapiúna - todos de Jorge Amado - e A Terra dos Meninos Pelados, de Graciliano Ramos. Entre as exposições de que participa, destacam-se: Salão de Abril, várias edições entre 1950 e 1957 (Primeiro Prêmio, 1952, 1953, 1957); I ao III Salão dos Independentes, Fortaleza, 1952/1953/1954; I Bienal Nacional de Artes Plásticas, Salvador, 1966 (Grande Prêmio); Panorama da Arte Atual Brasileira, no MAM/SP, de São Paulo, várias edições entre 1969 e 1976; Os Ilustradores de Jorge Amado, na Fundação Casa de Jorge Amado, Salvador, 1988; SCAP: 50 Anos, na Sociedade Cearense de Artes Plásticas, Fortaleza, 1991. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, vol. 13 pág 328



132 - ATHOS BULCÃO (1918 - 2008)

"Azulejos da Sede Social do..." - impressão sobre azulejo - 15 x 15 cada cm - não assinado -
Complemento do título: "Azulejos da Sede Social do Clube do Congresso, Brasília - DF".

Pintor e desenhista. Começou a dedicar-se a arte estimulado por Portinari, que, em 1945, o convidou a trabalhar nas obras da Pampulha, em Belo Horizonte. No ano anterior realizara exposição individual na sede recém-inaugurada do Instituto dos Arquitetos do Brasil no Rio de Janeiro, voltando a fazê-lo na Capital mineira em 1946 e 1947. Já então conquistara medalhas de prata em pintura e desenho no SNBA. Recebendo bolsa de estudos no governo francês, viajou em 1948 para Paris, onde permaneceu um ano, visitando ainda a Itália. De regresso ao Brasil, passou a dedicar-se também a trabalhos no campo da decoração. Residindo mais recentemente em Brasília, ali criou azulejos e vitrais para a Igreja de Nossa Senhora de Fátima, com motivos cristãos da Pomba e da Estrela, símbolos do Divino Espírito Santo e da natividade. Participou como isento de júri dos II SAMDF (1965), realizando em 1968 exposição individual de desenhos em Brasília (Galeria Encontro). Rubem Braga focalizou-o em uma crônica publicada na revista Manchete (14 de agosto de 1954). TEODORO BRAGA, PÁG. 59; MEC, vol. 1, pág. 301; WALMIR AYALA, vol.1, pág. 140; PONTUAL, pág. 93; TEIXEIRA LEITE, pág. 92; JÚLIO LOUZADA, vol. 7, pág.112; ITAÚ CULTURAL.



133 - CAROL KOSSAK (1895 - 1976)

Fiando - óleo sobre tela - 46 x 38 cm - canto inferior direito -

Excepcional pintor ativo em São Paulo, onde realizou exposição individual em 1941. Consta ainda em sua bibliografia, ter participado de várias exposições nas décadas de 30 e 40. Pintou marinhas, animais, principalmente cavalos e figuras. Reputado como grande retratista. MEC vol.2 pág. 411; TEODORO BRAGA, pág. 134.; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 512, Acervo FIEO.



134 - SYLVIO PINTO (1918 - 1997)

Vaso de flores - óleo sobre eucatex - 72 x 49 cm - canto inferior direito -

Pintor, Sylvio da Silva Pinto nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Assina S. Pinto. Teve as primeiras noções de desenho no Liceu de Artes e Ofícios, RJ. Mais tarde recebeu lições de seu pai – o Pinto das Tintas. Foi ainda na casa paterna que conheceu Pancetti. Estudou no Núcleo Bernardelli (1938) e se dedicou exclusivamente à pintura a partir de 1940. Fundou e dirigiu no Jacarezinho, bairro carioca, uma escolinha de arte para crianças pobres. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1988, 1992); Brasília, DF (1988,1993); Rio de Janeiro (1989, 1991, 1993, 1994, 1995); Constância, Portugal (1991). Participou de várias mostras coletivas e Salões oficiais como a I Bienal Internacional de São Paulo (1951). Foi premiado no: Rio de Janeiro (1941, 1943, 1945, 1948, 1949, 1952 – Prêmio Viagem ao Exterior, 1957 – Prêmio Viagem Nacional, 1988, 1989); Salvador, BA (1946, 1950); Constância, Portugal (1994); Brasília, DF (1994); Niterói, RJ (1996). MEC, VOL. 3, PÁG. 419, ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 4, PÁG. 894; VOL. 5, PÁG. 820; VOL. 6, PÁG. 890; VOL. 7, PÁG. 562; VOL. 8, PÁG. 661; VOL. 10, PÁG. 693; ACERVO FIEO; www.academia.org.br; www.artprice.com.



135 - ANTONIO POTEIRO (1925 - 2010)

Profeta - óleo sobre tela - 25 x 30 cm - canto inferior direito - 2007 -

Escultor, pintor e ceramista, Antonio Batista de Souza nasceu em Aldeia de Santa Cristina da Pousa, Braga - Portugal e faleceu em Goiânia, GO. Imigrou com a família para o Brasil em 1926. Fixaram-se em Araguari, no Triângulo Mineiro. Autodidata, herdou do pai a técnica e a sensibilidade iniciando suas atividades como ceramista. Em 1958, já com sua família constituída, passou a viver definitivamente em Goiás. Adotou o apelido de "Poteiro", por sugestão da folclorista Regina Lacerda, que o orientou a assinar seus bonecos de barro. Mais tarde foi estimulado a pintar telas por Siron Franco e Cleber Gouvêa. Lecionou cerâmica no Centro de Atividades do SESC e nas cidades de Hannover e Düsseldorf, na Alemanha. Realizou exposições individuais e participou de muitas mostras coletivas e oficiais pelo Brasil e exterior, como: Bienal Internacional de São Paulo (1981 e 1991); Biennalle Internazionale "NAIF", Cittá di Como, Itália (1976); V Bienalle Internazionale "NAIFS", entre Fiera e Lombardia, Itália (1980); III Bienal de Havana, Cuba (1989); III Bienal de Artes de Goiás (1993) e Bienal Brasileira de Arte "NAIF", SESC Piracicaba (1994). Recebeu o prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte - APCA, na categoria escultura (1985), Menção Honrosa na I Bienal Internacional de Óbidos – Portugal (1987); Grande Prêmio no XIV Salão Nacional de Arte de Belo Horizonte, MG (1982); entre outros. Em 1997, foi homenageado com a Comenda da Ordem do Mérito Cultural, do Ministério da Cultura, Brasil. WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 217; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 31; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 808; LEONOR AMARANTE, PÁG. 294, MEC VOL. 3, PÁG. 432; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 925; VOL. 4, PÁG. 907; www.antoniopoteiro.com; artepopularbrasil.blogspot.com.br; www.artprice.com.



136 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Menino - escultura em bronze - 11 x 05 x 04 cm - não assinado -



137 - MARCOS ZECHETTO (1949)

"Praça João Mendes" - óleo sobre tela - 24 x 30 cm - canto inferior esquerdo - 1987 - São Paulo -

Natural da cidade paulista de Guararapes, onde nasceu a 1 de maio de 1949. Ativo em São Paulo, até 1984 assinava C. Marcos. Atualmente assina Marcos Zechetto. É filho do pintor José Lino Zechetto. Recebeu orientação de Pellegatta, Zorlini, Cassiani, Óppido e Ortolani. Expõe coletivamente desde 1976, com premiações, destacando-se: Medalha de Ouro, em 2000, no 26 Salão da Paisagem Paulista da APBA; Medalha de Ouro, em 2001, no 5 Salão de Belas Artes de Serra Negra; Troféu de Ouro, em 2001, no 1º Salão Nacional de Artes Plásticas de Barueri; e Grande Medalha de Prata , em 2000, no Salão de Arte Sacra da APBA-SP." JULIO LOUZADA



138 - JOSÉ MORAES (1921 - 2003)

Casario - técnica mista - 34 x 25 cm - canto inferior direito - 02/01/1974 -

Carioca, nascido José Machado de Morais, em 10/5/1921. Pintor, gravador, desenhista e professor. Aluno rebelde da antiga Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, foi figura importante no embate entre conservadores e modernos na década de 40, concorrendo com o seu trabalho e militância, para a difusão do modernismo pelo país, e na conquista da "Divisão Moderna", no Salão Nacional de Belas Artes. Foi aluno de Quirino Campofiorito, Portinari, com quem trabalhou na execução de diversas obras. Participou de diversos Salões com merecido reconhecimento. JULIO LOUZADA, vol. 13 pág. 230; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 602, Acervo FIEO.



139 - ARTE POPULAR BRASILEIRA (XX)

Trio Virgulino - escultura em terracota - 14 x 17 x 10 cm - assinado -
Carminha.



140 - ROBERTO BURLE MARX (1909 - 1994)

Composição - acrílico sobre tela - 64 x 73 cm - canto inferior direito - 1992 -
Reproduzido na quarta capa do catálogo deste leilão. Com declaração de autenticidade firmada pelo autor, datada de 22 de setembro de 1992, Rio de Janeiro - RJ.

Nasceu em São Paulo e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, paisagista, arquiteto, desenhista, pintor, gravador, litógrafo, escultor, tapeceiro, ceramista, designer de jóias, decorador. Durante a infância viveu no Rio de Janeiro. Foi com a família para a Alemanha, em 1928. Em 1929, freqüentou o ateliê de pintura de Degner Klemn. Nos jardins e museus botânicos de Dahlen, em Berlim, entusiasmou-se ao encontrar exemplares da flora brasileira. De volta ao Brasil, fez curso de pintura e arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1930 - 1934), onde foi aluno de Leo Putz , Augusto Bracet e Celso Antônio. Seu primeiro projeto paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, em 1932. Entre 1934 e 1937, ocupou o cargo de diretor de parques e jardins do Recife, PE, onde passou a residir. Nesse período, foi com freqüência ao Rio de Janeiro e teve aulas com Candido Portinari e com o escritor Mário de Andrade. Em 1937, retornou ao Rio de Janeiro e trabalhou como assistente de Candido Portinari. Foi em 1949, conforme sua paixão por plantas e seu interesse por botânica e jardinagem, que Burle Marx adquiriu um sítio em Barra de Guaratiba, RJ. Com auxílio de botânicos, viajou, coletou, catalogou exemplares de plantas do Brasil e reproduziu em seu sítio a diversidade fitogeográfica brasileira. Em 1985 doou esse sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.Realizou muitas exposições individuais e projetos paisagísticos, participou de diversas mostras oficiais coletivas pelo Brasil e no exterior. PONTUAL, PÁG. 94; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 93; MEC. VOL.1, PÁG.303; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 738; LEONOR AMARANTE, PÁG. 98; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 179; artnet.com. ACERVO FIEO.



141 - HANSEN BAHIA (1915 - 1978)

Bordel - xilogravura colorida - P.A. - 25 x 18 cm - centro inferior -
Com certificado de autenticidade de "Renot Escritório de Prestação de Serviços para o Mercado de Arte", São Paulo - SP. No estado.

Gravador, escultor, pintor, ilustrador, poeta, escritor, cineasta e professor, Karl Heinz Hansen nasceu em Hamburgo, Alemanha e faleceu em São Paulo. Serviu como soldado (entre 1936 e 1945) na Segunda Guerra Mundial e atuou como ilustrador de histórias infantis. Autodidata, realizou suas primeiras xilogravuras entre 1946 e 1948. Fixando-se sucessivamente na Itália, Suécia, Inglaterra, emigrou para o Brasil em 1950 residindo de início em São Paulo e a partir de 1955 em Salvador. Ilustrou a publicação 'Flor de São Miguel' (1957), com textos de Jorge Amado, Vinicius de Moraes e de sua autoria; 'Navio Negreiro' (1958), de Castro Alves. Em homenagem à Bahia passou a assinar seus trabalhos como Hansen-Bahia a partir de sua volta à terra natal em 1959. Lá permaneceu até 1963, enquanto trabalhou no ateliê de gravura fundado por ele mesmo no castelo Tittmoning. Viveu na Etiópia (entre 1963 e 1966) onde ajudou a estabelecer a Escola de Belas Artes na cidade de Addis Abeba. Retornou a Salvador e naturalizou-se. Tornou-se professor de artes gráficas da Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia (1967). Dois anos antes de sua morte, doou em testamento sua produção artística para a cidade de Cachoeira, Bahia, onde foi criada a Fundação Hansen Bahia que recebeu seu acervo artístico de xilogravuras, matrizes, livros, pinturas, prensas e ferramentas de trabalho. Realizou exposições individuais no: Museu de Arte de São Paulo (1950, 1953, 1966); Museu Nacional de Belas Artes, RJ (1952); Museu de Arte Moderna de São Paulo (1954, 1956); Buenos Aires, Argentina (1954, 1955, 1958), entre outras. Participou de muitas mostras coletivas e oficiais como: Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1961); Salão Nacional de Arte Moderna (1954, 1955). PONTUAL PÁG. 260; MEC VOL. 1, PÁG. 157; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 81; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 720; ARTE NO BRASIL, PÁG. 842; ACERVO FIEO, PÁG. 251; www.hansenbahia.com.br; www.artprice.com.



142 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Figura - gravura - 33 x 20 cm - canto inferior direito - 2000 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



143 - LEONEL BRAYNER (1944)

"Frutas" - óleo sobre tela colada em eucatex - 33 x 24 cm - dorso - 1978 - Bahia -
No estado.

Natural de Maceió, AL. Pintor e gravador, ativo em Salvador, BA. Frequentou o ateliê de Inos Corradin. Recebeu orientação técnica de Carlos Scliar e Antonio Maia. Uma estada em Curitiba-PR, permitiu sua integração no grupo da jovem arte paranaense, disciplinando o tratamento metafísico de seus temas favoritos, especialmente naturezas mortas. Expõe individualmente a partir de 1976. JULIO LOUZADA, vol. 13 pág. 51



144 - ALBERTO LUME (1944)

Sonhando - óleo sobre tela - 50 x 100 cm - canto inferior direito - 1995 -

Português da Ilha da Madeira, onde nasceu a 6/2/1944, LUME, como é conhecido e assina as suas obras, fixou residência no Brasil a partir de 1954. Trouxe na sua bagagens sólidos conhecimentos de bom desenhista e excepcional colorista. Adota os temas brasileiros em suas obras com rara felicidade, fazendo com que as suas obras sejam muito disputadas em leilões e por colecionadores. JULIO LOUZADA, vol. 2 pág. 601 602



145 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Caricatura de Luiz Peixoto - desenho a nanquim - 20 x 15 cm - canto inferior direito - 1962 -
Com a seguinte dedicatória: " Ao querido Luiz de sempre, o sempre seu E. Di Cavalcanti 1962.

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



146 - RONALDO MIRANDA (1940)

"Composição" - pastel - 34 x 47 cm - canto inferior esquerdo - 1975 -

Fluminense de Niterói-RJ. Autodidata, sua pintura é resultado de paciencia, esforço, observação e paixão, o que lhe atribui um certo caráter ingenuo e primitivista. Fixa principalmente paisagens. Participou das coletivas: Salão de Jovens Pintores, Nova Friburgo (1968); Salão de Pintura Júlio Koller, em Petrópolis (1969); Salão Nacional de Arte Moderna-RJ (1970). Realizou individuais em Belém-PA, Ouro Preto-MG e Rio de Janeiro-RJ. JULIO LOUZADA, vol 1, pág 638



147 - CARYBÉ (1911 - 1997)

"De tardinha" - serigrafia - P.I.(9) - 25 x 35 cm - canto inferior direito -
Reproduzido no catálogo da Mostra Itinerante do artista realizada em treze capitais em 1995, realização Galvão Bueno Marketing Cultural e patrocínio da Galeria de Arte André - São Paulo - SP.

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



148 - MARCIO SCHIAZ (1965)

"Teatro Municipal" - óleo sobre tela - 60 x 80 cm - canto inferior direito e dorso - 2004 -
Registrado sobre o nº 1959 do catálogo do autor.

Paulistano, o pintor nasceu em 10/5/1965. Estudou na APBA-SP, onde desenvolveu curso de desenho e pintura, frequentado sessões de modelo vivo. Individuais desde 1989 e coletivas em Salões Oficiais, com sucesso de crítica. Recebeu diversos prêmios. JULIO LOUZADA, vol.13, pág. 304; Acervo FIEO.



149 - NEWTON REZENDE (1912 - 1994)

Soltando balão - serigrafia - P.A. - 50 x 26 cm - canto inferior direito - 1985 -

Pintor, desenhista, gravador e escultor, Newton da Silva Rezende nasceu em São Paulo, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. Foi autodidata em pintura. Viajou a Buenos Aires (1946) onde trabalhou como artista publicitário. De volta ao Brasil, fixou residência no Rio de Janeiro e realizou sua primeira individual, no Instituto dos Arquitetos do Brasil, RJ (1948). Participou do Concurso Internacional de Publicidade (1962) em Miami, Estados Unidos, e recebeu Menção Honrosa. Recebeu o título de Diretor do Ano (1968), outorgado pelo Clube dos Diretores de Arte do Brasil. Realizou mais exposições individuais em: São Paulo (1971 - Museu de Arte Brasileira – FAAP, 1973, 1975); Rio de Janeiro (1962, 1965, 1968, 1969, 1970, 1972, 1974). Participou do Salão Nacional de Belas Artes, RJ (1948); do Salão Nacional de Arte Moderna, RJ (1954 a 1958); do Panorama da Arte Atual Brasileira – MAM, SP (1974, 1979), entre outras mostras coletivas e oficiais. Ferreira Gullar escreveu um livro sobre sua obra que foi editado pela Galeria Bonino (1980). A Rede Globo e a Riotur lhe prestaram homenagem: a primeira em Noite Única em 1983 e, a segunda em 1986. MEC VOL. 4, PÁG. 54; PONTUAL PÁG. 450; ITAU CULTURAL; TEIXEIRA LEITE PÁG. 444; WALTER ZANINI PÁG. 755; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 820; www.artprice.com; www.artnet.com; www.blouinartinfo.com.



150 - DARIO MECATTI (1909 - 1976)

Caravana - óleo sobre tela - 30 x 50 cm - canto inferior esquerdo -
Reproduzido no convite deste leilão e sob o nº 298 em catálogo de leilão de Evandro Carneiro, Rio de Janeiro - RJ, realizado em outubro de 2004.

Pintor e desenhista nascido em Florença, Itália e falecido em São Paulo, SP. Na Itália recebeu orientação artística de Camillo Innocenti, trabalhou em um banco e pintou cartazes para a sala de cinema de seu primo. Em 1933, mudou-se para a África, onde permaneceu por aproximadamente sete anos viajando pelo norte do continente. Neste período conheceu a Líbia, Ilha de Malta, Tunísia, Turquia, Argélia, Marrocos, além de Portugal e Espanha. Durante a viagem retratou cenas destes países e realizou algumas exposições com o pintor florentino Renzo Gori, com quem residiu por pouco tempo em Paris. Em 1939, conheceu a Ilha de São Miguel, nos Açores e lá encontrou Maria da Paz com quem posteriormente se casou. No ano de 1940, mudou-se para o Brasil, passou pouco tempo no Rio de Janeiro e depois um período em Minas Gerais, onde visitou as cidades de Belo Horizonte, Juiz de Fora e Ouro Preto. Mudou-se no final do ano para São Paulo, onde entre 1941 e 1945, trabalhou na Galeria Fiorentina, na Rua Barão de Itapetininga, de propriedade de Malho Benedetti. Em 1945 conheceu Nicolino Bianco que passou a adquirir os quadros do artista para serem expostos na Loja de Móveis Paschoal Bianco. Apresentou-o para clientes e amigos que passaram a encomendar retratos. Neste período entrou em contato com Ezio Barbini, dono da Galeria Internacional que vendeu regularmente suas obras, além de apresenta-lo a um grupo de jovens artistas a quem orientou. Em 1946 construiu na Rua Feliciano Maia a sua casa estúdio, onde realizou exposições individuais anuais, sendo a última no ano de 1976, data de seu falecimento.Também pintou sob os pseudônimos de: Felice, G. Felice, Giordano Felice, Giord, N. Giordane, N. Giordani, Nizza e A. Gelli. TEODORO BRAGA, PÁG. 161/2; MEC, VOL. 3, PÁG. 109; PONTUAL, PÁG. 352; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 72; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 320; ITAÚ CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 611; ACERVO FIEO.



151 - DARCILIO LIMA (1944 - 1991)

Figuras - litografia técnica mista - 29/100 - 52 x 38 cm - canto inferior direito - 1988 -
No estado.

Cearense de Cascavel, o festejado desenhista Darcilio foi para o Rio de Janeiro, e já depois de haver iniciado autodidaticamente seu trabalho no campo da pintura e da utilização do lápis cêra. Recebeu orientação de Ivan Serpa, passando a dedicar-se especialmente ao desenho a bico-de-pena, com a permanente fixação gráfica da fantasia erótica como veículo de impacto crítico. PONTUAL, pág. 159. MEC, vol.1, pág.17; WALTER ZANINI, pág. 760; LEONOR AMARANTE; ITAU CULTURAL.



152 - MASSAO OKINAKA (1913 - 2000)

Mulher - óleo sobre eucatex - 38 x 32 cm - canto superior esquerdo - 1955 -

Pintor e grande mestre do sumi-ê, Massao Okinaka era natural de Kyoto, Japão, onde iniciou os seus estudos artísticos. Imigrante, fixou residência em Lins-SP (1932). Em 1947 ingressa no Seibi-kai, e dois anos após, no Grupo do Jacaré e, a partir de 1993, no Grupo Guanabara. Congrega inúmeras exposições coletivas, com premiações. A paisagem predomina suas telas, apresentando uma marca distintiva, expressando o cotidiano urbano, com requintes técnicos, pleno domínio do desenho e inquietação. JULIO LOUZADA vol.8, pág. 620; ITAU CULTURAL, Acervo FIEO.



153 - ALEX DOS SANTOS (1980)

"O futebol - Corinthians e São Paulo" - óleo sobre tela - 51 x 71 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2017 -

Alex Benedito dos Santos nasceu em Jaboticabal, SP, no dia 13 de fevereiro de 1980. Pintor autodidata, fez cursos de escultura com o prof. Silvio Scarpa e xilogravura com o prof. Saulo. Participou de "workshops" com o pintor Sigbert Franklin, em 2001. Tem participado regularmente dos diversos Salões Oficiais nas cidades do interior do Estado, destacando-se: I e II Bienal de Artes e Cultura de Jaboticabal, em 1999 e 2001, Salão de Artes Plásticas de Brodósqui, em 2003, quando foi selecionado para o Mapa Cultural Paulista, Salão de Artes Plásticas de Araraquara, em 2003, Salão de Artes Plásticas de Guarulhos, onde obteve Menção Honrosa, em 2004, Salão de Artes Plásticas de Santos, em 2004, Salão de Artes de Piracicaba, em 2005, Salão de Artes Plásticas de Sales de Oliveira, em 2005, onde obteve Menção Honrosa, Salão de Artes Plásticas de Catanduva, obtendo Menção Honrosa, em 2006. Foi premiado com o 1º lugar nos Salões de Artes de Mococa, em 2003, Sales de Oliveira, em 2003, Araraquara, em 2004 e Piracicaba, em 2006. Expõe individualmente desde 2004. Acervo FIEO. -



154 - LUCIANO LO RÉ (1945)

Casal - óleo sobre tela - 80 x 100 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1995 -

Paulistano, Lo Ré nasceu em 17 de maio de 1945. Autodidata em pintura, cedo despertou a atenção da crítica especializada sobre os seus originais trabalhos. Sobre eles, assim se manifestou Radha Abramo: " Luciano Lo Re cria suas metáforas plásticas numa linha de questionamento, diria eu, sadio, portanto, penso, construtivo, sem ser piegas, e sem fazer reprise cansativa da história da pintura. O artista trabalha ao nível da ambiguidade, podendo ela ser considerada, no caso, como suporte para a empatia, suporte sem o QUAL não se estabeleceria a fruição artística. (...)" - Rahda Abramo, in LUCIANO Lo Re. Apresentação de Rahda Abramo. São Paulo: Galeria Paulo Prado, 1982. JULIO LOUZADA, vol 8, pag. 480/481; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



155 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

Nu - escultura em bronze - 28 x 18 x 14 cm - assinado -

Escultor, desenhista e pintor paulista nascido em Mococa, SP e falecido no Rio de Janeiro. Mudou-se com a família para Itália, e fixou-se em Roma (1913). Iniciou estudos de desenho e escultura com o professor Loss (1920). Participou de movimentos antifascistas e foi preso (1931) por motivos políticos. Foi extraditado para o Brasil (1935) por intervenção do embaixador brasileiro na Itália. Em 1937, viajou para Paris e frequentou as academias ‘La Grand Chaumière’ e ‘Ranson’, onde estudou com Aristide Maillol e conviveu com Henry Moore, Marino Marini e Charles Despiau. Em 1939, retornou a São Paulo e junto com Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Sérgio Milliet, entre outros, participou do Movimento Modernista; foi um dos membros da Família Artística Paulista e do Grupo Santa Helena. Em 1943, transferiu-se para o Rio de Janeiro. A convite do ministro Gustavo Capanema instalou ateliê no antigo Hospício da Praia Vermelha, onde orientou jovens artistas como Francisco Stockinger. Possui obras em espaços públicos como ‘Monumento à Juventude Brasileira’ (1947), nos jardins do antigo Ministério da Educação e Saúde, atual Palácio Gustavo Capanema - RJ; ‘Candangos’ (1960), na Praça dos Três Poderes, e ‘Meteoro’ (1967), no lago do edifício do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília; ‘Integração’ (1989), no Memorial da América Latina, em São Paulo. Participou das Bienais de Veneza (1950, 1952); participou das I, II, IV e IX Bienais de São Paulo, período em que recebeu o prêmio de melhor escultor brasileiro (1953) e sala especial (1967). MEC, VOL.2, PÁG. 250; PONTUAL, PÁG. 237; MAYER/84, PÁG. 1333; BENEZIT VOL. 5, PÁG. 14; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 715; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 422; www.artprice.com; www.pinturabrasileira.com; www.dec.ufcg.edu.br; www.monumentos.art.br.



156 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Pátio - aquarela - 21 x 18 cm - canto inferior direito ilegível -



157 - DAVID MERCADÉ RECASENS (XX)

Parque - aquarela - 42 x 56 cm - canto inferior direito - 1959 -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista com diversas participações em mostras e salões oficiais. www.artprice.com.



158 - PEDRO OOKA (XX)

"Barcos em Angra" - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior esquerdo e dorso -

Pintor e desenhista nascido em Tupã, SP. Sua formação artística foi na APBA – Associação Paulista de Belas Artes (1965) da qual é membro até hoje. Recebeu orientação dos pintores Manoel Navarro e Domingos Antequera. Realizou exposições individuais em São Paulo: no Espaço Cultural Jumbo Eletro do antigo Shopping Center Matarazzo, no Espaço Cultural Bar Siena, na Galeria de Arte da Sede Social e no Hall do CCR – Esporte Clube Pinheiros. Participou de várias mostras coletivas como: III EXPOPI Exposição Cultural Pinheirense; XIV, XV e XVI Arte Natureza; Salão da Marinha da Associação Paulista de Belas Artes; no Espaço Cultural da Academia Jumping – Unidade II.



159 - HENRIQUE PIZZI (1917)

Barcos - aquarela - 47 x 32 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor e desenhista natural da cidade de Santos-SP, onde reside e é ativo. Tem realizado destacadas apresentações em sua cidade natal e na Capital. Expondo desde o início dos anos 50, o artista tem participado de inúmeros Salões importantes, com premiações no Salão Paulista de Belas Artes nos anos de 1972, 1973, 1976 e 1977, dentre outras. JULIO LOUZADA, vol 01 - pág 774



160 - ANTONIO BANDEIRA (1922 - 1967)

"Não!" - desenho a nanquim, aquarela e guache - 23 x 18 cm - canto inferior direito - 1967 -
Reproduzido no convite deste leilão.

Pintor, desenhista, gravador, nascido em Fortaleza, CE e falecido em Paris, onde viveu a maior parte de sua vida. É um dos pioneiros da arte abstrata no Brasil. Iniciou-se na pintura como autodidata. Em 1941, em Fortaleza, participou, ao lado de Mário Baratta, entre outros, da criação do Centro Cultural de Belas Artes depois, Sociedade Cearense de Artes Plásticas. Em 1945, transferiu-se para o Rio de Janeiro e, no ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual. Contemplado pelo governo francês com bolsa de estudos, permaneceu em Paris de 1946 a 1950 onde frequentou a Escola Nacional Superior de Belas Artes e a ‘Académie de la Grande Chaumière’. Entre 1947 e 1948 participou do ‘Salon d'Automne’ e do ‘Salon d'Art Libre’. Tomou parte em reuniões de artistas e formou o Grupo Banbryols (ban de Bandeira; bry de Camille Bryen; e ols de Wols), que durou de 1949 a 1951. Voltou ao Brasil em 1951 e apresentou-se na 1ª Bienal Internacional de São Paulo. Em 1952, criou um mural para o Instituto dos Arquitetos do Brasil, em São Paulo. Retornou a Paris em 1954 em razão do Prêmio Fiat, obtido na 2ª Bienal Internacional de São Paulo, mas não deixou de expor no Brasil. Permaneceu na Europa até 1959, passando pela Inglaterra e Bélgica, onde, em 1958, realizou um painel para o ‘Palais des Beaux-Arts’. Ao retornar ao Brasil teve uma atividade artística intensa, participou de importantes exposições, em paralelo a mostras em Paris, Munique, Verona, Londres e Nova York. Voltou a Paris em 1965, onde permaneceu até sua morte. BENEZIT, VOL.1, PÁG.415; MEYER/87, PÁG.606; MEC, VOL.1, PÁGS.159,160 E 167; PONTUAL, PÁGS. 48 E 49; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁGS. 71 A 74; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 52 A 54; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; ARTE NO BRASIL, PÁG. 599; LEONOR AMARANTE, PÁG. 34; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 86; ACERVO FIEO; web.artprice.com; pitoresco.com; pinturabrasileira.com.



161 - FLÁVIO PRADA (1939)

Paisagem - óleo sobre eucatex - 26 x 35 cm - canto inferior direito - 1992 -

Iniciou suas atividades de pintura, como autodidata, a partir de 1989. É membro da Academia Paulista de Medicina Veterinária. Tem participado de inúmeras exposições oficiais: São Paulo (1996 a 1999, 2002); EUA (1997); Jaboticabal, SP (1999); Ribeirão Preto, SP (2000); Extrema, MG (2000); Caraguatatuba, SP (2000); Osasco, SP (2000); Serra Negra, SP (2001); Riviera de São Lourenço, SP (2001); São Lourenço, MG (2002). Individual em São Paulo (2000, 2001). Prêmios: Riviera de São Lourenço, SP (2001); São Paulo (2002).



162 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Gato" - desenho a nanquim e aquarela - 08 x 07 cm - canto inferior esquerdo - 1976 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



163 - GASTÃO Z. FRAZÃO (XX)

Composição - técnica mista - 65 x 47 cm - canto inferior direito -

Artista plástico e arquiteto que tem participado de mostras coletivas e Salões oficiais, destacando-se: Bienal Internacional de São Paulo, São Paulo (1967); Salão Paulista de Arte Contemporânea, São Paulo (1976); Salão Nacional de Artes Plásticas, Rio de Janeiro (1979). ITAUCULTURAL.



164 - FRANCISCO CÉA (1908 - XX)

"Manhã na fazenda" - óleo sobre tela - 45 x 65 cm - canto inferior direito e dorso - 1962 -
No estado.

Pintor e desenhista com várias participações em mostras coletivas e Salões oficiais. Recebeu Medalha de Bronze no Salão Nacional de Belas Artes - Rio de Janeiro, em 1954. ITAU CULTURAL; MEC VOL. 1, PÁG. 394; JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 247; VOL. 13, PÁG. 80; web.artprice.com



165 - SILVIA ALVES (1947)

"Paisagem" - óleo sobre tela - 54 x 65 cm - centro esquerdo e dorso - 1987 -

Pintora, desenhista, escultora, gravadora, ilustradora, professora, poetiza e atriz Silvia Ferraro Alves nasceu em São Paulo. Estudou desenho e escultura com Alvaro de Bauptista (1980 a 1984) na Universidade de Campinas; formou-se em Pintura na Faculdade de Belas Artes (1986); mestrado em Aquarela na Faculdade Santa Marcelina (1998); frequentou o ateliê de Gravura do Museu Lasar Segall (1985 a 1988); os ateliês de pintura e desenho dos professores Lecy Bomfim, Salvador Rodrigues, Deusdedith Campanelli, Colette Pujol, Djalma Urban, Francisco Cuoco, Fang, o ateliê de escultura no Museu Brasileiro de Escultura (1980 a 1994) e aquarela com Iole Di Natale (1994 a 1998). Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais. Foi premiada em 1983, 1989, 1991, 1993, 1994, 1997, 1999, 2000, em São Paulo. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL, 10, PÁG, 49; www.silviaalves.art.br.



166 - VILMA TEREZA (XX)

Paisagem - óleo sobre tela - 46 x 38 cm - canto inferior direito - 1982 -

Vilma Tereza Plessmann Gonçalves é pintora. Foi aluna de Ana Maria Bonzatto, Nassin Ferez, Arlindo Castellani De Carli, Durval Pereira, Francisco Cimino. Participou de mostras coletivas e oficiais em: Embu, SP (1977 a 1981); Petrópolis, RJ; Barretos, SP; Sorocaba, SP (1979 a 1981); São Paulo (1980 a 1982). Foi premiada no Embu; em Petrópolis; em Barretos e, em São Paulo, no "Salão Paulista de Belas Artes" (1980, 1981) e no "Salão Feminino" da UNAP (1982).



167 - RUBEN ESMANHOTO (1954)

Vasos com flores - vinil encerado - 40 x 50 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 12/1988 - Cabo Frio - RJ -

Nasceu em Curitiba, PR, no dia 16 de fevereiro de 1954. Sobre a sua obra, assim se manifestou o consagrado e saudoso pintor Carlos Scliar, apresentando a exposição do autor na Galeria Paulo Prado, SP, em 1987: " O clima de cada pintor é estruturado lentamente no seu processo natural de amadurecer. Isso implica toda a sua vivência - tenha ou não consciência desse processo que é irrecorrível e irreversível. Mas tudo isso não basta se o artista não é alguém que saiba que talento não é suficiente e que o exercício de sua profissão se faz ao longo das 28 horas de cada dia. Ruben Esmanhotto sabe disso e vem trabalhando conscientemente com todas as certezas e dúvidas e teimosias necessárias. O resultado parcial aí está, pois é jovem. É mais do que um pintor novo que aponta. É sério e tem todos os elementos para se tornar um de nossos importantes artistas." JULIO LOUZADA. VOL, 10, pág, 768; ITAÚ CULTURAL.



168 - CID SERRA NEGRA (1924)

Flores - óleo sobre eucatex - 96 x 68 cm - canto inferior direito -

Pintor nascido em 28 de janeiro de 1924 na cidade paulista de SERRA NEGRA, cujo nome adotou artísticamente. Seu verdadeiro nome é Cid de Abreu. Executou pinturas decorativas da Igreja de São Benedito, em sua cidade natal. JULIO LOUZADA vol.4, pág. 264.



169 - JOSÉ BARBOSA (1948)

"Viva Olinda" - acrílico sobre eucatex - 69 x 49 cm - canto inferior esquerdo - 1980 -

Pernambucano de Olinda, onde nasceu em agosto de 1948. Filho de marceneiro, iniciou sua carreira em 1963, como escultor-talhador, incentivado pelo pintor Adão Pinheiro. Integrou e organizou o movimento de Arte Ribeira, que tinha a participação dos artistas João Câmara, Vicente do Rego Monteiro e Guita Charifker - movimento dissolvido pouco tempo depois pela repressão militar. No Rio de Janeiro envolveu-se com a elite artística carioca, participando do progresso da vanguarda com suas talhas e gravuras em metal com imagerns exuberantes inspiradas na sua terra natal. Residiu na Alemanha, expondo seus trabalhos na França, Alemanha, Suiça e Inglaterra. Individuais a partir de 1964 e coletivas desde 1965. JULIO LOUZADA, vol. 12, pág. 36; ITAU CULTURAL.



170 - GUGA FERRAZ (1974)

"Manifestante" - múltiplo em cerâmica e tecido - 8/50 - 13 x 07 x 07 cm - assinado -
No estado. Com certificado de autenticidade de Arte Hall, São Paulo - SP.

Artista multimídia, Gustavo Nascimento Junqueira Ferraz nasceu no Rio de Janeiro. Graduou-se no Curso de Escultura da Escola de Belas Artes da UFRJ. Realizou exposições individuais no Rio de Janeiro em 2005 e 2008. Tem participado de mostras coletivas e oficiais como: "Panorama da Arte Brasileira" MAM – SP (2001), MAM – RJ (2002); "Projeto 4 Territórios" – FUNARTE, SP (2008); "Bienal Internacional Graffiti Fine Art" - MUBE, SP (2010); entre outras. Foi premiado com a bolsa/residência Capacete - El Basilisco em Buenos Aires (2007). ITAU CULTURAL; gugaferraz.blogspot.com.br; http://agentilcarioca.com.br/artista/guga-ferraz-2/.



171 - ADEMAR COSTA SIMÕES (1939)

Favela - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito - 1989 -

Nasceu na cidade paulista de Santos, a 24 de novembro de 1939, Estudou e trabalhou com o prof. José Roncoleto Lubra (1954/1959), em telas e painéis de azulejos. Expõe suas obras desde 1986, em individuais (interior do Estado), e coletivas (no interior e capital - SPBA), recebendo premiações. JULIO LOUZADA, vol. 9, pág. 806.



172 - ANTONIETA TRANZILLO (1961)

"Janelas" - óleo sobre tela colada em cartão - 20 x 16 cm - canto inferior direito -

Pintora nascida em São Paulo. Frequentou a Escola Panamericana de Arte e Design onde foi aluna de Danilo Marchese. Teve aulas também com Carlos Fajardo e Luiz Paulo Baravelli. Tem participado de mostras coletivas.



173 - JOSÉ ALVES (1953)

Figuras - escultura em madeira - 17 x 14 x 02 cm - lado esquerdo -

Escultor, José Alves da Cruz nasceu no Recife, PE. Desde criança já cutucava pedaços de pau com uma faquinha. Aos 17 anos, foi trabalhar em uma galeria de arte na praia de Boa Viagem, Recife onde conheceu e ajudou Nhô Caboclo no seu trabalho. Começou a fazer seus próprios bonecos, mudou-se para Olinda. Passou a assinar suas peças como Zé Alves de Olinda. http://www.artedobrasil.com.br/jose_alves.html.



174 - EDUARDO KENJI TAKEBAYASHI (1949)

Índias - óleo sobre tela - 65 x 58 cm - canto inferior direito - 1999 -

Nasceu em Junqueirópolis, SP, em 20 de maio de 1949. Participou de coletivas realizadas em SP, Porto Alegre e Brasilia, recebendo premiações. JULIO LOUZADA, vol. 7 pág. 687.



175 - ERCI BRINO (XX)

"Estrada do Rio" - óleo sobre tela - 12,5 x 10,5 cm - canto inferior direito e dorso - Parati -

Pintor e desenhista natural do Rio Grande do Sul com diversas participações em mostras coletivas. JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 164; VOL. 4, PÁG. 177.



176 - REINALDO MANZKE (1906 - 1980)

Igrejinha - guache - 27 x 19 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor, nascido e falecido em Blumenau, SC. Participou regularmente do Salão Paulista de Belas Artes, recebendo premiações diversas. JULIO LOUZADA, vol 9, pág, 529. MEC, VOL, 3,pág, 65. PONTUAL,pág,335; TEODORO BRAGA; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



177 - JOYCE ROYBAL (1955)

Músicos - óleo sobre tela - 50 x 60 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista e cartunista nascido e criado na Itália. Começou a pintar aos dezoito anos. Mudou-se para Nova York, EUA onde vive. Tem participado de mostras e Salões oficiais nos Estados Unidos, França e Itália. www.askart.com; www.artprice.com.



178 - HANNAH BRANDT (1923)

Paisagem - serigrafia - 28/60 - 32 x 23 cm - canto inferior direito - 1986 -

Pintora, desenhista e gravadora, natural de Essen, Alemanha. Radicada no Brasil, estudou mosaico, pintura e gravura com Livio Abramo e Maria Bonomi, em São Paulo, e arte comercial nos Estados Unidos. Expôs individualmente em 1969 (São Paulo), e participa de coletivas a partir de 1963. Recebeu diversos prêmios nos salões de que participou, figurando no acervo de diversos museus nacionais e no exterior, tais como: MAB-FAAP-SP, Museu de Skopje-Iuguslávia. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 43



179 - ALFREDO VOLPI (1896 - 1988)

Bandeirinhas - serigrafia - 29/30 - 49 x 35 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.



180 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Galo - serigrafia - 2/100 - 59 x 41 cm - canto inferior direito - 1986 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



181 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Galo - serigrafia - P.A. - 55 x 37 cm - canto inferior direito - 1996 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



182 - ALFREDO VOLPI (1896 - 1988)

Bandeirinhas - litografia off set - 242/250 - 78 x 58 cm - canto inferior direito -
No estado.

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.



183 - HELENOS SILVA (1941)

Na sala - ponta seca aquarelada - 17/170 - 19,5 x 26 cm - canto inferior esquerdo - 1979 -
Paspatur no estado.

Pintor pernambucano, há longos anos em São Paulo, já participou da Bienal de São Paulo e realizou inúmeras individuais. MEC, vol. 2-pág. 334; WALMIR AYALA, vol. 1-págs. 386/7; PONTUAL, pág. 262; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 462, ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO.



184 - ARLINDO ORTOLANI (1912)

"Convento" - óleo sobre tela colada em madeira - 50 x 40 cm - canto inferior direito e dorso - 1981 -
Com etiqueta de I SNAP Benedito Calixto, no dorso.

Nasceu em Santa Cruz das Palmeiras-SP, em 14 de outubro de 1912. Pintor e escultor, desenvolveu suas atividades artísticas com Gino Bruno na pintura e Batista Ferri na escultura. Seus trabalhos foram premiados nos diversos certames oficiais de que participou, destacando-se: SPBA-SP (1960, 1962, 1963 e 1968), conquistando a Medalha de Bronze, entre outros. Segundo a crítica especializada, o autor "(...) tem conseguido através da paisagem uma corporificação por suas concepções escultóricas, aonde os ´corpos´ logram mais plasticidade nos movimentos e que, unidos à paisagem, complementam uma qualidade mais completa que aqueles que somente vêem e fixam a matéria contemplativa. Por este motivo ´os contornos´ se fazem mais precisos e definidos, alcançando maior movimento. (...). Braulio Sánches-Sáez - in EXPOSIÇÃO de pinturas à óleo e têmpera de Arlindo Ortolani. Texto de Braulio Sánchez-Sáez. Ribeirão Preto: Galeria de Arte Athanase Sarantópoulos, Stream Palace Hotel, s.d. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 696; ITAU CULTURAL, Acervo FIEO.



185 - VIVIAN VIDAL (1951)

Paisagem com araucárias - óleo sobre eucatex - 33 x 61 cm - canto inferior direito e dorso - 1987 -

Pintora, desenhista, gravadora e professora nascida no Rio de Janeiro. Formou-se em Desenho, Artes Plásticas, Historia da Arte e Modelagem. Na Escola de Musica e Belas Artes do Paraná, cursou Pintura, sendo discípula de Erbo Stenzel, Leonor Botteri, Artur Nísio, Luiz Carlos de Andrade Lima, Fernando Calderari, João Osório Brzezinski, entre outros. Realizou exposições individuais no Paraná em 1979, 1982, 1984, 1986, 1988, 1992, 1993. Participou de várias mostras coletivas e oficiais. Foi premiada no Rio de Janeiro (1973, 1982); em Curitiba, PR (1982, 1984, 1987, 1992). JULIO LOUZADA VOL. 4, PÁG. 1145; VOL. 6, PÁG. 1165; http://artetecta.blogspot.com.br/2013/09/vivan-vidal-expoe-na-galeria-solar-do.html.



186 - ANTONIO GARCIA PASCOAL (1939)

Paisagem - óleo sobre tela - 40 x 30 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2009 Itú - SP -

Assina Pascoal. Pintor nascido em Itapui, SP, em 17 de novembro. Participa de coletivas desde 1990, tendo recebido prêmio, dentre outros, Medalha de Bronze, no SA na CEF em São Caetano do Sul - 1991. JULIO LOUZADA vol.9, pág. 655.



187 - GEORGES FOUILLÉ (1909 - 1994)

Veleiro - técnica mista - 30,5 x 46,5 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista e escultor francês nascido em Paris e falecido em Leucate. Era da Marinha, mas sua saúde o obrigou a renunciar. Voltou-se para a pintura marítima e foi nomeado pintor oficial da Marinha em 1947. Também fez figurinhas de soldados de chumbo, dioramas e maquetes. peintres-officiels-de-la-marine.com; www.binetruy.org; www.artprice.com; www.artnet.fr.



188 - ZECHETTO (1927)

"Casa do Príncipe" - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1987 - São Paulo -

José Lino ZECHETTO nasceu em Birigui, SP, em 2 de janeiro de 1927. Sobre este sensível pintor, assim escreveu Theodoro Meireles, em artigo publicado n'O Estado de São Paulo, edição de 18/5/1980: " Observação, pensamento, trabalho marcam a sua carreira, transparecem na sua pintura que vem de longo tempo crescendo aparentemente tranquila, escondendo às vezes, o quanto de inquietação artística, de observação constantee apaixonada e até mesmo sofrida, se concentra em apenas uma tela." O autor expõe coletivamente desde 1966, com diversas premiações, constando em coleções particulares do Brasil e do Exterior. MEC, vol 4, pág. 531; JULIO LOUZADA vol.10, pág. 960, Acervo FIEO.



189 - IRISNEY BOSCO LUCAS DOS SANTOS (1952)

"Cajus com panela de cobre" - óleo sobre tela - 40 x 60 cm - canto inferior direito e dorso - Abril de 2001 -

Natural de São Paulo, SP. Assina Irisney. Participou de diversos Salões e exposições oficiais em: São Paulo, SP (1994, 1996, 1997, 1999, 2000, 2001); Rio Pardo, RS (1989); Rio Claro, Bragança e Grande ABC, SP (1990); Praia Grande e Piracicaba, SP (1997). Individual: São Paulo, SP (1994). Prêmios: Mococa, SP (1989); São Paulo, SP (1994 a 1997, 1999, 2000). JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 440; vol.13, pág.172.



190 - ANTONIO PESSOA (1943)

Nu - múltiplo em bronze - 09 x 03 x 02 cm - assinado -

Escultor, assina Tonny. Radicado no Rio de Janeiro detentor de bom curriculo nacional e internacional com inumeras participações em Salões Oficiais,varias vezes premiado. Ótimo mercado.



191 - EDUARDO LIMA (1954)

"Memória" - litografia - 7/90 - 52 x 72 cm - canto inferior direito - 1994 -

Natural da Capital paulista, onde nasceu a 16/1/1954. Estudou desenho e pintura com Zozo e Waldemar da Costa (1972/1977). Em 1975, formou em Desenho Industrial na Universidade Mackenzie-SP, recebendo orientação em pintura Sumi-ê com Massao Okinaka. No ano de 1979, trabalhou na diagramação do fascículo Arte no Brasil, da Editora Abril-SP. Individuais a partir de 1980 e coletivas desde 1975, inclusive no exterior. JULIO LOUZADA, vol. 3 pag. 617;



192 - YASUICHI KOJIMA (1934)

"Duas janelas" - óleo sobre tela - 50 x 40 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2016 -

Pintor e ceramista nascido em Tajimi, Japão - cuja população vive de cerâmica e porcelana. Seu pseudônimo artístico é Kojima. Recebeu influência de seu pai, Shigueo Kojima - tradicional artista e ceramista japonês conhecido pelo nome artístico Juho Kojima. Formou-se na Escola de Cerâmica Industrial de Tajimi - Gifu, Japão. Veio para o Brasil em 1953, trabalhou por cinco anos em São Caetano e transferiu-se para Mauá onde, como seu pai, montou sua própria fábrica de cerâmicas e porcelanas que está em atividade até hoje. Naturalizou-se brasileiro e estudou pintura com Manabu Mabe, Takaoka e Nakajima. Realizou exposição individual em Poá, SP (2009) e no Museu de Arte do Parlamento de São Paulo (2013). Participou de diversas mostras e Salões oficiais em: São Bernardo do Campo, SP (1967); São Paulo (1968, 1969, 2001 a 2010); Poá, SP (2009-como convidado); Embu, SP (2012 - Prêmio Prata). www.mauamemoria.com.br; www.radaroficial.com.br/d/31498914; issuu.com/shinzenbi/docs/makoto_5/27.



193 - WANDERLEY SANTANA (1945)

No bar - óleo sobre tela - 60 x 80 cm - canto inferior direito - 2008 - São Paulo -

Pintor e decorador nascido em Tanabi, SP. Autor de um painel sobre a cidade de Presidente Venceslau – SP, antiga e moderna, em 1974. Também cuidou da decoração de carnaval do Hotel Comodoro, São Paulo (1976, 1977). Realizou exposições individuais em São Paulo (1975, 1977) e no Rio de Janeiro (1992). Participou de mostras coletivas em São Paulo (1975, 1976), Embu – SP (1976) e no Rio de Janeiro (1978). MEC VOL. 4, PÁG. 160; JULIO LOUZADA VOL. 10, PÁG. 787.



194 - PEDRO CORRÊA (1920)

Capoeira - guache - 23 x 11 cm - canto inferior direito -

Paraibano de Campina Grande, foi artisticamente orientado pelo pintor Augusto Rodrigues, no Rio de Janeiro. Fixou residência em São Paulo, onde é ativo, inclusive através de uma escola de arte que mantém na cidade. Participou regularmente do SPBA, tendo também realizado várias individuais. JULIO LOUZADA, vol. 1 pág. 271 e 272, Acervo FIEO.



195 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Paisagem - óleo sobre tela - 73 x 100 cm - canto inferior esquerdo -
Rosenthal Peter.



196 - IVO BLASI (1932 - 2008)

Caminhando - óleo sobre tela - 30 x 20 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1990 -

Foi pintor atuante em São Paulo. Viveu na Itália por algum tempo, onde frequentou cursos de arte. No Brasil cursou a Escola Paulista de Belas Artes, tendo participado de diversas exposições. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 36; Acervo FIEO.



197 - IVALDI VIEIRA (XX)

"Alegorias Campestres" - óleo sobre tela - 42 x 45 cm - canto inferior direito e dorso - 2004 -

Pintor, Ivaldi Vieira de Melo nasceu em Carpina, PE. Possui diversas participações em mostras coletivas e oficiais como a "9ª Bienal Naïfs do Brasil" em Piracicaba, SP (2008). www.mapadasartes.com.br.



198 - JOEL FIRMINO DO AMARAL (1951)

"Igreja Santa Rita - Paraty - RJ" - óleo sobre tela - 29 x 39 cm - canto inferior direito e dorso - 2017 - São Paulo -

Pintor radicado em São Paulo, onde é ativo. São muito apreciadas as suas aquarelas, que retratam os casarios de cidades mineiras e do interior do País. Em 1985, recebeu prêmio aquisição no SPBA, e em 1988 prêmio no SPBA-SP. JULIO LOUZADA, vol. 9, pág. 39; Acervo FIEO.



199 - MAURICE LOIRAND (1922)

Paisagem nevada - óleo sobre tela colada em eucatex - 22 x 14 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e litógrafo francês nascido em La Montagne (Loire-Atlantique). Começou sua carreira em 1937 como aprendiz no Arsenal da Marinha d' Indret no estuário do Loire. Em 1949 demitiu-se do Arsenal para se dedicar, como autodidata, à arte e mudou-se para Paris. Nessa cidade expôs com vários grupos e em Salões, como o "Salon de Mai". Vários anos mais tarde voltou para sua região natal. Realizou uma exposição individual em La Montagne (Loire-Atlantique), em 1999. Entre os anos de 1960 e 1970, "The Collector's Guild Ltd., New York" publicou uma série de suas litografias. BENEZIT; www.artoftheprint.com; www.artprice.com.



200 - J. CARLOS (1884 - 1950)

Mendigo - desenho a nanquim - 28 x 19 cm - centro inferior -

Chargista, caricaturista, desenhista, pintor, ilustrador, José Carlos de Brito Cunha nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi um dos formadores da tradição da charge brasileira ao lado de Raul Pederneiras e K.Lixto, e criador de tipos como a negrinha 'Lamparina', a 'Melindrosa' e o 'Almofadinha'. Autodidata, iniciou a carreira de caricaturista ainda estudante, quando publicou um de seus desenhos na revista 'O Tagarela' (1902). Em seguida, passou a colaborar regularmente com a revista e no ano seguinte desenhou sua primeira capa na publicação. Colaborou em muitos órgãos da imprensa carioca como 'O Tico Tico', 'Fon-Fon', 'Careta', 'A Cigarra', 'Vida Moderna', 'Eu Sei Tudo', 'Revista da Semana' e 'O Cruzeiro'. Entre 1922 e 1930, exerceu o cargo de diretor artístico das empresas 'O Malho', onde iniciou uma grande série de charges de caráter político, satirizando fatos e personalidades nacionais e estrangeiras. A vertente política foi explorada pelo artista desde o início de sua carreira, sendo ele o responsável pela execução de uma série de charges antibelicistas executadas no período abrangido pelas duas grandes guerras e principalmente durante os dois governos de Getúlio Vargas (1883 - 1954). Esses trabalhos foram publicados principalmente na revista 'A Careta'. Também fez esculturas, foi autor de teatro de revista e letrista de música popular. JULIO LOUZADA vol. 10, pág. 181; CARICATURISTAS BRASILEIROS, de Pedro Corrêa do Lago, pág. 74; WALTER ZANINI, pág. 448; ARTE NO BRASIL, pág. 646; ITAU CULTURAL; www.ims.com.br; www.dec.ufcg.edu.br; www.artprice.com.



201 - MILTON DACOSTA (1915 - 1988)

Vênus - serigrafia - 20,5 x 13,5 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador. Milton Rodrigues da Costa nasceu em Niterói, RJ e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou estudos de desenho e pintura, em 1929, com o professor alemão August Hantv. No ano seguinte matriculou-se no curso livre de Marques Júnior, na Escola Nacional de Belas Artes. Junto com Edson Motta, Bustamante Sá e Ado Malagoli , entre outros, criou o Núcleo Bernardelli em 1931. Viajou para Estados Unidos em 1945, com o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Belas Artes do ano anterior. Na cidade de Nova York, estudou na Art's Students League of New York. Em 1946, foi para a Europa e após visita a vários países, fixou-se em Paris, onde estudou na Académie de La Grande Chaumière. Conheceu Pablo Picasso, por intermédio de Cícero Dias, e freqüentou os ateliês de Georges Braque e Georges Rouault. Expôs no Salon d'Automne (Paris) e regressou ao Brasil em 1947. Em 1949, casou-se com a pintora Maria Leontina e passou a residir em São Paulo. Realizou muitas exposições individuais e também recebeu prêmios nas Bienais Internacionais de São Paulo (1955, 1957). TEODORO BRAGA, PÁG. 163; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 229; MEC, VOL. 2, PÁG. 13; BENEZIT, VOL. 3, PÁG.315; ITAU CULTURAL; PONTUAL, PÁG. 155; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; ACERVO FIEO.



202 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Pásaro - xilogravura - 41/200 - 16 x 24 cm - canto inferior direito - 1990 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



203 - ALFREDO EUGUL SAMAD (XX)

Figura - óleo sobre tela - 73 x 92 cm - canto inferior direito e dorso - 08/10/1985 - São Paulo -
Ex-coleção Antônio Maluf - Galeria Seta - São Paulo - SP.

Pintor argentino natural de Navarro, Provincia de Buenos Aires. Fixou residência no Brasil a partir de 1954. Expôs individualmente em Buenos Aires em 1951, participando de coletivas a partir de 1953, destacando-se: III Salão Nacional de Artes Plásticas do Rio de Janeiro (Gravura), Salão Museu de Arte Moderna -MAM-SP (Desenho) e III Salão Brasileiro de Arte (Fundação Mokiti Okada) São Paulo (pintura). Recebeu o Prêmio Aquisição no III Salão de Arte Contemporânea de Americana-SP.



204 - HENRIQUE PIZZI (1917)

Paisagem - aquarela - 44 x 31 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor e desenhista natural da cidade de Santos-SP, onde reside e é ativo. Tem realizado destacadas apresentações em sua cidade natal e na Capital. Expondo desde o início dos anos 50, o artista tem participado de inúmeros Salões importantes, com premiações no Salão Paulista de Belas Artes nos anos de 1972, 1973, 1976 e 1977, dentre outras. JULIO LOUZADA, vol 01 - pág 774



205 - ARTE POPULAR BRASILEIRA (XX)

Torre - escultura em terracota - 38 x 13 x 15 cm - não assinado -
No estado.



206 - HANSEN BAHIA (1915 - 1978)

Altar de Igreja Baiana - xilogravura - 1/20 - 21 x 35 cm - canto inferior direito - 1957 -
No estado.

Gravador, escultor, pintor, ilustrador, poeta, escritor, cineasta e professor, Karl Heinz Hansen nasceu em Hamburgo, Alemanha e faleceu em São Paulo. Serviu como soldado (entre 1936 e 1945) na Segunda Guerra Mundial e atuou como ilustrador de histórias infantis. Autodidata, realizou suas primeiras xilogravuras entre 1946 e 1948. Fixando-se sucessivamente na Itália, Suécia, Inglaterra, emigrou para o Brasil em 1950 residindo de início em São Paulo e a partir de 1955 em Salvador. Ilustrou a publicação 'Flor de São Miguel' (1957), com textos de Jorge Amado, Vinicius de Moraes e de sua autoria; 'Navio Negreiro' (1958), de Castro Alves. Em homenagem à Bahia passou a assinar seus trabalhos como Hansen-Bahia a partir de sua volta à terra natal em 1959. Lá permaneceu até 1963, enquanto trabalhou no ateliê de gravura fundado por ele mesmo no castelo Tittmoning. Viveu na Etiópia (entre 1963 e 1966) onde ajudou a estabelecer a Escola de Belas Artes na cidade de Addis Abeba. Retornou a Salvador e naturalizou-se. Tornou-se professor de artes gráficas da Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia (1967). Dois anos antes de sua morte, doou em testamento sua produção artística para a cidade de Cachoeira, Bahia, onde foi criada a Fundação Hansen Bahia que recebeu seu acervo artístico de xilogravuras, matrizes, livros, pinturas, prensas e ferramentas de trabalho. Realizou exposições individuais no: Museu de Arte de São Paulo (1950, 1953, 1966); Museu Nacional de Belas Artes, RJ (1952); Museu de Arte Moderna de São Paulo (1954, 1956); Buenos Aires, Argentina (1954, 1955, 1958), entre outras. Participou de muitas mostras coletivas e oficiais como: Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1961); Salão Nacional de Arte Moderna (1954, 1955). PONTUAL PÁG. 260; MEC VOL. 1, PÁG. 157; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 81; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 720; ARTE NO BRASIL, PÁG. 842; ACERVO FIEO, PÁG. 251; www.hansenbahia.com.br; www.artprice.com.



207 - ANGELO DE AQUINO (1945 - 2007)

Avião - serigrafia - 85/100 - 70 x 100 cm - canto inferior direito -
No estado.

Mineiro de Belo Horizonte, onde nasceu a 2 de agôsto de 1945. Pintor e gravador, assina ÂNGELO DE AQUINO. Seu trabalho tem um bom conceito em Paris, onde encontra mais incentivo e facilidade do que no Brasil. Em muitos de seus quadros aparece a figura do cão Rex, uma de suas criações. Expõe individualmente desde 1969. Coletivamente, desde 1965, inclusive com diversas e respeitadas criticas no exterior. JULIO LOUZADA vol. 13 pág. 19; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 743, Acervo FIEO.



208 - MILLAN HORVAT (1946)

Cidade - óleo sobre tela - 70 x 81 cm - canto inferior direito - 1990 -

Pintor iuguslavo, natural de Novi Sad, onde nasceu a 26 de maio de 1946. Residente e ativo em São Paulo, cuja obra foi assim apresentada por Pietro Maria Bardi: " ... sua arte pode ser inscrita na categoria que Ortega y Gasset reservava aos artífices que comunicam e são entendidos pelos apreciadores do figurativo. Pintura rica em percepções que transparecem num conceber geométrico, pacatas colorações justamente apropriadas às composições. As paisagens reconstroem idealmente as arquiteturas, harmonizando-as e as exaltando em sigulares sínteses formais." JULIO LOUZADA, vol. 12 pág. 275, Acervo FIEO.



209 - ANGELO GUIDO (1893 - 1969)

Interior - aquarela e guache - 28 x 16,5 cm - canto inferior esquerdo - 1936 -

Pintor e desenhista natural da cidade italiana de Cremona, e falecido em Pelotas, RS. Fez estudos no Liceu de Artes de São Paulo, com Piza e Borioni. Trabalhou com Fromenti e Adolfo Fonzari. Decorou o Salão Nobre do Instituto Histórico e Geográfico, em Salvador. Expõe com Benedito Calixto em 1922. Fixou-se em Porto Alegre a partir de 1925. TEODORO BRAGA, pág. 36; REIS JR., pág. 389; MEC, vol. 2, pág. 304; PONTUAL, pág. 254; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 373; TEIXEIRA LEITE, pág. 236; JÚLIO LOUZADA, vol. 10, pág. 403; RGS, pág. 89; ITAÚ CULTURAL.



210 - DJANIRA DA MOTTA E SILVA (1914 - 1979)

Jangadeiro - aquarela e guache - 23 x 14,5 cm - canto inferior direito -

Pintora, desenhista, ilustradora, cartazista, cenógrafa e gravadora. Djanira da Motta e Silva nasceu em Avaré, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. No final da década de 1930, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde teve suas primeiras instruções de desenho no Liceu de Artes Ofícios e com o pintor Emeric Marcier, hóspede da pensão que Djanira instalou no bairro de Santa Teresa. Os contatos com os artistas Carlos Scliar, Milton Dacosta , Arpad Szenes , Vieira da Silva e Jean-Pierre Chabloz , frequentadores de sua pensão, proporcionaram um ambiente estimulador que a levou a expor no 48º Salão Nacional de Belas Artes, em 1942. No ano seguinte, realizou sua primeira mostra individual, na Associação Brasileira de Imprensa - ABI. Em 1945, viajou para Nova York. De volta ao Brasil, realizou o mural ‘Candomblé’ para a residência do escritor Jorge Amado, em Salvador, e painel para o Liceu Municipal de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Entre 1953 e 1954, viajou a estudo para a União Soviética. De volta ao Rio de Janeiro, tornou-se uma das líderes do movimento pelo Salão Preto e Branco, um protesto de artistas contra os altos preços do material para pintura. Realizou em 1963, o painel de azulejos ‘Santa Bárbara’, para a capela do túnel Santa Bárbara, Laranjeiras, Rio de Janeiro. No ano de 1966, a editora Cultrix publicou um álbum com poemas e serigrafias de sua autoria. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil, EUA e Europa. Foi premiada no Rio de Janeiro (1943, 1944, 1949, 1950 a 1953, 1955, 1963) e em São Paulo (1951, 1955). Participou da 1ª e da 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955). Em 1977, o Museu Nacional de Belas Artes - MNBA, realizou uma grande retrospectiva de sua obra. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 336; PONTUAL, PÁG. 181; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 164; MEC, VOL. 2, PÁG 58; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG, 263; WALTER ZANINI, PÁG. 810; ARTE NO BRASIL, PÁG. 824; ACERVO FIEO.



211 - LOTHAR CHAROUX (1912 - 1987)

"Permutação - C" - serigrafia - 4/25 - 30 x 29 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista e professor austríaco, natural de Viena. Assinava Charoux. Iniciou os estudos artísticos com seu tio, o escultor austríaco Siegfried Charoux. Transferiu-se para o Brasil em 1928, fixando residência em São Paulo. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios da cidade onde conheceu Valdemar da Costa, com ele fazendo aprendizado de pintura a partir de 1940. Posteriormente passa a lecionar desenho no Liceu de Artes e Ofícios e no SENAI. Em 1947, realizou sua primeira exposição individual, na Galeria Itapetininga. Em 1952, participou da fundação do Grupo Ruptura, ao lado de Waldemar Cordeiro, Geraldo de Barros, Anatol Wladyslaw e outros. Com Hermelindo Fiaminghi e Luiz Sacilotto , cria a Associação de Artes Visuais NT - Novas Tendências, em 1963. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras oficiais nacionais como a Bienal Internacional de São Paulo (I a IX, XII, XIII), Panorama da Arte Atual Brasileira (1º ao 3º, 6º, 9º, 11º, 12º) e no exterior. É homenageado com retrospectiva no Museu de Arte Moderna de São Paulo e no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro em 1974. Em 2005, é publicado o livro ‘Lothar Charoux: A Poética da Linha’, pela historiadora de arte Maria Alice Milliet. PONTUAL, PÁG. 131; MEC VOL. 1, PÁG. 433; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 254; VOL. 9, PÁG.207; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 645; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; ACERVO FIEO.



212 - ADRIAN HENRY VAN EMELEN (1886 - 1945)

Velho - pintura sobre alumínio - 32 x 22 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor e escultor ativo em São Paulo na primeira metade do Séc. XX. Foi autor das figuras de bronze, dos bandeirantes: Manoel Preto e Francisco Brito Peixoto e da tela TROPEIROS À BEIRA DA ESTRADA (1830), atualmente no Museu Paulistano. MEC, vol.2, pág.111; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 1022, Acervo FIEO.



213 - PAULA KADUNC (1954)

Composição - acrílico sobre tela - 42 x 100 cm - dorso - 2017 -
Registrado sobre o nº 688 do catálogo da autora.

Paula Kadunc, pseudônimo artístico de Maria Paula Kadunc, nasceu em São Paulo. Frequentou um curso clássico de arte e comunicação na época de colégio. Formou-se em historia (1975) e nos anos seguintes realizou viagens de estudo pela Europa, Japão, China e Filipinas. No inicio da década de 80 trabalhou no Museu de Arte de São Paulo como assessora de imprensa e relações publicas auxiliando ainda na curadoria de diversas exposições. Na década de 90 frequentou o ateliê do escultor Paulo Tadee onde trabalhou com desenhos e pinturas geométricas e passou a fundir esculturas em bronze. Estudou técnica de pintura com Marysia Portinari. Tem participado com suas obras de várias exposições coletivas e leilões de arte. Possui obras em diversas coleções particulares e no Museu de Arte do Parlamento de São Paulo. www.artemaisnet.com.br/artistas/paula-kadunc.html; www.catalogodasartes.com.br; www.al.sp.gov.br; www.artprice.com; www.askart.com.



214 - CLAUDIO TOZZI (1944)

"Montanha " - serigrafia - P.A. - 48 x 48 cm - centro inferior - 1971 -

Pintor, arquiteto e gravador, Claudio José Tozzi nasceu em São Paulo. É mestre em arquitetura pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo. Realizou diversas exposições individuais. Participou, entre várias mostras e Salões oficiais, da Bienal Internacional de São Paulo em 1967, 1969, 1977, 1985, 1989, 1991; do Panorama da Arte Atual Brasileira em 1971, 1973, 1976, 1977, 1979, 1980, 1983; da Bienal de Veneza em 1976; da Bienal de Paris em 1980. Criou painéis para espaços públicos de São Paulo, como: ‘Zebra’, colocado na lateral de um prédio da Praça da República; na Estação Sé do Metrô, em 1979; na Estação Barra Funda do Metrô, em 1989; no edifício da Cultura Inglesa, em 1995 e, no Rio de Janeiro, na Estação Maracanã do Metrô Rio, em 1998. WALMIR AYALA VOL.2, PÁG.388; PONTUAL PÁG.525; TEIXEIRA LEITE PÁG. 512; ARTE NO BRASIL VOL.2, PÁG.1059; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 740; LEONOR AMARANTE PÁG. 170; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 992; www.eca.usp.br; www.pinacoteca.org.br.



215 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Na beira do rio - óleo sobre tela - 25 x 40 cm - canto inferior direito - 1957 -
J. Lencine.



216 - JOSÉ MORAES (1921 - 2003)

"Telhados no Sumaré" - óleo e acrílico sobre tela - 78 x 78 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1989 - São Paulo -

Carioca, nascido José Machado de Morais, em 10/5/1921. Pintor, gravador, desenhista e professor. Aluno rebelde da antiga Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, foi figura importante no embate entre conservadores e modernos na década de 40, concorrendo com o seu trabalho e militância, para a difusão do modernismo pelo país, e na conquista da "Divisão Moderna", no Salão Nacional de Belas Artes. Foi aluno de Quirino Campofiorito, Portinari, com quem trabalhou na execução de diversas obras. Participou de diversos Salões com merecido reconhecimento. JULIO LOUZADA, vol. 13 pág. 230; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 602, Acervo FIEO.



217 - TADAO (1947)

Composição - óleo sobre tela - 100 x 80 cm - canto inferior direito e dorso - 1991 -
Com etiqueta da Sergio Caribé Galeria de Arte, Rua João Lourenço, 79 - São Paulo, SP, no dorso. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Tadao Nakabayashi, nasceu em Shimane, Japão. Suas pinturas sempre tiveram o caráter contemplativo do budismo. Atualmente, o artista encontrou um novo estilo: são formas e figuras lúdicas em cores suaves, mas sem deixar de lado o budismo. Individuais desde 1985 e coletivas em 1988. Internacionais em 1976, 1978 e 1987, todas no Japão. JULIO LOUZADA, vol.4, pág. 1075



218 - MARCIO SCHIAZ (1965)

"Paisagem do Rio de Janeiro" - óleo sobre tela - 93 x 73 cm - canto inferior direito e dorso - 2003 -
Registrado sobre o nº 1917 do catálogo do autor.

Paulistano, o pintor nasceu em 10/5/1965. Estudou na APBA-SP, onde desenvolveu curso de desenho e pintura, frequentado sessões de modelo vivo. Individuais desde 1989 e coletivas em Salões Oficiais, com sucesso de crítica. Recebeu diversos prêmios. JULIO LOUZADA, vol.13, pág. 304; Acervo FIEO.



219 - JUNNE FONTENELE (XX)

Violeiro - escultura em cerâmica - 40 x 20 cm - assinado -

Escultor, professor e gestor ambiental natural do Ceará. Reside em Várzea Grande, MT desde 2005. Autodidata, aperfeiçoou-se ao longo do tempo em seu próprio estilo. Realizou diversas exposições no estado do Ceará e em Mato Grosso, destacando-se a realizada no Museu de Arte Sacra de Mato Grosso, Cuiabá (2015). museudeartesacramt.blogspot.com.br/2015/03/nova-exposicao-no-masmt.html; g1.globo.com/mato-grosso/...junne-fontenele.../4055199/; conhecendomt.com.br.



220 - ROBERTO BURLE MARX (1909 - 1994)

Composição - técnica mista - 44 x 54 cm - canto inferior direito - 1987 -

Nasceu em São Paulo e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, paisagista, arquiteto, desenhista, pintor, gravador, litógrafo, escultor, tapeceiro, ceramista, designer de jóias, decorador. Durante a infância viveu no Rio de Janeiro. Foi com a família para a Alemanha, em 1928. Em 1929, freqüentou o ateliê de pintura de Degner Klemn. Nos jardins e museus botânicos de Dahlen, em Berlim, entusiasmou-se ao encontrar exemplares da flora brasileira. De volta ao Brasil, fez curso de pintura e arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1930 - 1934), onde foi aluno de Leo Putz , Augusto Bracet e Celso Antônio. Seu primeiro projeto paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, em 1932. Entre 1934 e 1937, ocupou o cargo de diretor de parques e jardins do Recife, PE, onde passou a residir. Nesse período, foi com freqüência ao Rio de Janeiro e teve aulas com Candido Portinari e com o escritor Mário de Andrade. Em 1937, retornou ao Rio de Janeiro e trabalhou como assistente de Candido Portinari. Foi em 1949, conforme sua paixão por plantas e seu interesse por botânica e jardinagem, que Burle Marx adquiriu um sítio em Barra de Guaratiba, RJ. Com auxílio de botânicos, viajou, coletou, catalogou exemplares de plantas do Brasil e reproduziu em seu sítio a diversidade fitogeográfica brasileira. Em 1985 doou esse sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.Realizou muitas exposições individuais e projetos paisagísticos, participou de diversas mostras oficiais coletivas pelo Brasil e no exterior. PONTUAL, PÁG. 94; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 93; MEC. VOL.1, PÁG.303; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 738; LEONOR AMARANTE, PÁG. 98; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 179; artnet.com. ACERVO FIEO.



221 - JUAREZ MACHADO (1941)

Festa - serigrafia - 73/100 - 68 x 97 cm - canto inferior direito -

Nasceu em Joinville, SC. Atualmente reside e trabalha em Paris, França, onde mantem ateliê. Pintor, escultor, desenhista, caricaturista, jornalista, cenógrafo, escritor e ator. Desenvolveu sólida carreira como desenhista de charges de humor. Sua arte essencialmente criativa, vai do lirismo à violência, da análise microscópica ao extravasamento onírico. Entre as exposições de que participa, destacam-se: 9ª Bienal Internacional de São Paulo, 1967; Zona Gallery, Nova Iorque (Estados Unidos), 1981; Retrospectiva Quatro Artistas da Geração 60, no MAC/PR, Curitiba, 1987; Châteaux Bordeaux, no Centro Georges Pompidou, Paris, 1988; Retrospectiva, no MAC/Joinville, 1990; Arte na América Latina: 100 Anos de Produção, no Instituto Estadual de Artes Plásticas da UFRGS, Porto Alegre, 1996. "Juarez Machado expõe a natureza humana, olha, registra, interpreta, ilumina, focaliza. É o mundo dos humanos, mas não é o mundo do juiz dos homens. Aqui não estamos no Juízo Final. Juarez é o artista contemporâneo, ele tem este olhar elaborado pela ciência, o grau de consciência reflexiva. Podemos dizer deste ponto de vista, que esta obra humanística e esta atitude de intensa pesquisa confere ao seu trabalho um caráter anti-medieval." Jacob Klintowitz in: "Juarez Machado - Copacabana 100 Anos, Ed. Simões de Assis, 1992." JULIO LOUZADA vol.11, pág. 186; PONTUAL, pág.284; Acervo FIEO; ITAU CULTURAL; MEC, vol. 3; TEIXEIRA LEITE, pág. 298. Acervo FIEO.



222 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Gato Azul" - acrílico sobre papel - 30 x 42 cm - canto inferior esquerdo - Década de 2000 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



223 - MARIO ZANINI (1907 - 1971)

Menina - desenho a carvão - 18 x 26 cm - canto inferior direito - 1936 -

Pintor, decorador, ceramista, professor, Mário Zanini nasceu e faleceu em São Paulo. Foi um dos integrantes de dois importantes movimentos artísticos considerados históricos na pintura paulista: o Grupo Santa Helena e a Família Artística Paulista. Sua formação artística se deu em São Paulo quando aos 13 anos iniciou curso de pintura da Escola Profissional Masculina do Brás e de 1924 a 1926, matriculou-se no curso de desenho e artes do Liceu de Artes e Ofícios. Conheceu Alfredo Volpi em 1927 e no ano seguinte estudou com o pintor Georg Elpons. Trabalhou no escritório de decoração de Francisco Rebolo entre 1933 e 1938. Em 1940 recebeu medalha de prata no 46º Salão Nacional de Belas Artes e foi convidado por Rossi Osir a trabalhar em seu ateliê de azulejos artísticos, o Osirarte. Em 1950, viajou por seis meses pela Itália, em companhia de Volpi e Osir. A partir de 1968 lecionou na Faculdade de Belas Artes de São Paulo. Participou de vários Salões oficiais e mostras coletivas no Brasil, como I e III Bienal Internacional de São Paulo e no exterior. Sua família doou 108 de suas obras ao Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo - MAC/USP em 1974. MEC, VOL. 4, PÁG. 531; PONTUAL, PÁG. 557; TEODORO BRAGA, PÁG. 250; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 451; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; ARTE NO BRASIL, PÁG. 778; LEONOR AMARANTE, PÁG.38; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 1085; ACERVO FIEO.



224 - ALBERTO LUME (1944)

Na beira do lago - óleo sobre tela - 50 x 60 cm - canto inferior direito -

Português da Ilha da Madeira, onde nasceu a 6/2/1944, LUME, como é conhecido e assina as suas obras, fixou residência no Brasil a partir de 1954. Trouxe na sua bagagens sólidos conhecimentos de bom desenhista e excepcional colorista. Adota os temas brasileiros em suas obras com rara felicidade, fazendo com que as suas obras sejam muito disputadas em leilões e por colecionadores. JULIO LOUZADA, vol. 2 pág. 601 602



225 - CAROL KOSSAK (1895 - 1976)

No bar - óleo sobre tela - 46 x 38 cm - canto inferior esquerdo -

Excepcional pintor ativo em São Paulo, onde realizou exposição individual em 1941. Consta ainda em sua bibliografia, ter participado de várias exposições nas décadas de 30 e 40. Pintou marinhas, animais, principalmente cavalos e figuras. Reputado como grande retratista. MEC vol.2 pág. 411; TEODORO BRAGA, pág. 134.; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 512, Acervo FIEO.



226 - JANY M. RUCK (1939)

"Flores no vaso antigo" - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito e dorso - 2015 -

Pintora, professora e restauradora, Jany Marylene Ruck nasceu em Agudos, SP. Assinava Jany até 1984. Atualmente assina JM. Ruck. Em Campinas fez cursos livres de desenho e pintura com Elenice Menegon, Aldo Cardarelli, Djalma Urban e Álvaro de Batista. Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais. Foi premiada em: São José do Rio Preto, SP (1984, 1985, 1991); Campinas, SP (1985, 1996); São João da Boa Vista, SP (1985); Itatiba, SP (1985,1987, 1988); Mogi Mirim, SP (1987); Poços de Caldas, MG (1987); Piracicaba, SP (1988); Limeira, SP (1989); Araras, SP (1991); Ribeirão Preto, SP (2003). ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 7 PÁG. 614; VOL. 9, PÁG. 750.



227 - B.J. TOBIAS (1894 - 1976)

Paisagem - aquarela - 19 x 27 cm - canto inferior direito -

Participou do Salão Paulista de Belas Artes, tendo obtido os prêmios: Prefeitura de São Paulo, Valentim Amaral e I. Dinis, respectivamente em 1934, 1935, 1958, 1961 e 1962. MEC, vol.4, pág.404; THEODORO BRAGA, pág.230; JULIO LOUZADA, vol.4, pág.1098.



228 - MOBY (1922 - 1978)

Objetos - óleo sobre eucatex - 56 x 23 cm - canto superior esquerdo - 1961 -

Moby, nome artístico de Mogns Osterbie, natural de Copenhagem, Dinamarca. Pintor e desenhista, frequentou na sua cidade natal a Escola de Arte Decorativa e a Real Academia de Belas Artes. No Brasil, fixou-se em São Paulo, onde realizou diversas individuais, cuja crítica, principalmente de Quirino da Silva, lhe foram favoráveis, transcrevendo comentários de Mário Schenberg. PONTUAL, pág. 363; MEC, vol. 3, pág. 1; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



229 - GERSON DE SOUZA (1926 - 2008)

Figura - técnica mista - 34 x 25 cm - canto inferior esquerdo - 1975 -

Pintor. Autodidata. Fixou-se no Rio de Janeiro, onde exerceu a profissão de carteiro dos Correios, e onde começou a pintar em 1950. Participou da V Bienal de São Paulo, de vários Salões Nacionais e exposições coletivas no exterior. Várias individuais e coletivas no País. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 127; PONTUAL, pág. 236/237; MEC, vol. 2, pág. 248; TEIXEIRA LEITE, pág. 220; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 347, Acervo FIEO.



230 - BRUNO LECHOWSKY (1889 - 1941)

Marinha - óleo sobre tela colada em madeira - 40 x 50 cm - canto inferior esquerdo - 1940 -

Natural da Polônia, este grande pintor e professor veio para o Brasil em 1926, fixando-se inicialmente no Paraná, para depois vir a residir de forma permanente no Rio de Janeiro, o qual pintou com todas as cores e luzes. Integrou o Núcleo Bernardelli, onde orientou mestres como Tamaki, Takaoka, e principalmente Pancetti, a quem chegaria a marcar, inclusive nas cores chapadas. TEODORO BRAGA, pág. 139; PONTUAL, pág. 305; MEC, vol. 2, pág. 465; TEIXEIRA LEITE, pág. 281/282; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 449; ARTE NO BRASIL, pág. 764.



231 - GILBERTO TROMPOWISKY (1912 - 1982)

"Pássaros" - óleo sobre eucatex - 74 x 42 cm - canto inferior direito - 1975 -
Com resquícios de etiqueta da Galeria de Arte Ipanema, Rio de Janeiro - RJ, no dorso.

Pintor, nascido provavelmente em Florianópolis, SC, foi muito cedo para o Rio, onde passou a frequentar posteriormente a antiga ENBA e a participar do SNBA. Executou diversos retratos de figuras da sociedade carioca. Coube-lhe criar, por diversas, a decoração para os bailes carnavalescos do Teatro Municipal do Rio de Janeiro. JULIO LOUZADA, vol. 11 pág.326



232 - NICOLA DE CORSI (1882 - 1956)

Nápoles - aquarela e guache - 16 x 27 cm - canto inferior esquerdo -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Embora tenha nascido na Rússia, a ascendência de Nicola de Corsi era espanhola, e toda a sua formação se deu em Nápoles, Itália, para onde se transferiu com toda a família ainda quando pequeno. Foi discípulo de Giacinto Gigante. Expôs na Bienal de Veneza em 1910. Esteve duas vezes no Brasil, onde mostrou o seu precioso trabalho. O jornal O Estado de São Paulo o chamou de Pintor das Multidões. JULIO LOUZADA vol.1, pág.315; ART PRICE ANNUAL 2000, pág. 539, RUTH TARASANTCHI.



233 - MENASE WAIDERGORN (1927)

"Caravana" - óleo sobre tela - 30 x 60 cm - canto inferior direito -

Pintor nascido em Hotin, Romênia. Seus pais vieram para o Brasil (1932) fixando residência em São Paulo. Ingressou na Associação Paulista de Belas Artes (fim da década de 1940), onde conheceu Dario Mecatti. Viajou pelo norte da África e Europa. Participou de diversos salões, coletivas oficiais e recebeu diversos prêmios. JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 1011; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



234 - IRINEIDE KLOCKNER (1961)

Composição - óleo sobre tela - 40 x 70 cm - dorso -

Nascida em 1961, na cidade de Maringá/PR, Irineide Klöckner iniciou sua carreira artística em 1983, e passou pelos mais variados campos das artes plásticas, vivenciando as mais diversas técnicas de pintura. Desde 2000, Irineide dedica-se exclusivamente à pintura em tela, tendo durante estes anos aprimorado sua arte em diversas técnicas, através da convivência com artistas de diferentes estilos. Nos últimos anos tem buscado inspiração em grandes nomes do Abstracionismo, como Jackson Pollock e Jonas Gerard, e desenvolveu seu próprio estilo. Em sua arte Irineide expressa a beleza da vida, em todos seus pormenores e complexidades, na união dos traços aparentemente desconexos se criam momentos únicos. Durante sua carreira, Klöckner participou de exposições ao longo de toda a região Sul, tendo assinado mais de 2000 obras de arte, que hoje embelezam residências e ambientes corporativos em todo o Brasil.



235 - ANTONIO PESSOA (1943)

Figura - múltiplo em bronze - 12 x 10 x 03 cm - assinado -

Escultor, assina Tonny. Radicado no Rio de Janeiro detentor de bom curriculo nacional e internacional com inumeras participações em Salões Oficiais,varias vezes premiado. Ótimo mercado.



236 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Composição - óleo sobre tela - 90 x 120 cm - canto inferior direito -
Krambeck. No estado.



237 - PEDRO PELOGGIA (XX)

Carro de bois - óleo sobre tela - 40 x 60 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista argentino com participações em mostras coletivas.



238 - ODOTERES RICARDO DE OZIAS (1940)

Trem - óleo sobre eucatex - 19 x 24 cm - canto inferior direito -

Pintor e desenhista nascido em Eugenópolis, MG, filho de agricultores empregados em uma fazenda. Alfabetizou-se, passou a trabalhar no campo e, mais tarde, como ajudante de padeiro, na cidade de Eugenópolis. Em 1960, veio para o Rio de Janeiro, foi pedreiro, manobrador e auxiliar de agente especial de estação na Rede Ferroviária Federal. Trabalhou no escritório como auxiliar de expediente e, com o desenho, fazia caricaturas dos colegas. Executou as ilustrações do livro 'Madeiras da Amazônia - identificação de 100 Espécies', editado pela própria empresa. Começou a pintar depois dessa experiência. Participou das seguintes mostras coletivas: Encontros e Reencontros na Arte Naïf: Brasil-Haiti, Brasilia, DF (2005); Encontros e Reencontros na Arte Naïf: Brasil-Haiti, Museu de Arte Brasileira – São Paulo, SP (2005). ITAUCULTURAL; www.acasa.org.br/autor/odoteres-ricardo-de-ozias.



239 - FULVIO PENNACCHI (1905 - 1992)

Conversando - guache - 08 x 14 cm - canto inferior direito -

Pintor, ceramista, desenhista, ilustrador, gravador, professor nascido na cidade de Villa Collemandina, Itália e falecido em São Paulo. Em 1924 foi para Lucca e iniciou sua formação artística no ‘Regio Istituto di Belle Arti’ onde teve aulas com o pintor Pio Semeghini. Mudou-se para São Paulo em 1929 e dedicou-se a diferentes atividades até 1933, quando passou a auxiliar Galileo Emendabili na execução de monumentos funerários. Em 1935, conheceu Francisco Rebolo, passou a frequentar seu ateliê e conviveu com os artistas do Grupo Santa Helena. Nessa mesma época integrou a Família Artística Paulista e iniciou a produção de painéis em afresco e óleo para residências, igrejas, hotéis e outras edificações, destacando-se os afrescos de grandes dimensões para a Igreja Nossa Senhora da Paz, no bairro do Glicério, executados entre 1941 e 1948. Em 1965, iniciou um período de recolhimento e manteve-se afastado das exposições e do circuito artístico. Em 1973, reabriu seu ateliê e recebeu diversas homenagens no Brasil e na Itália. Nesse mesmo ano conheceu a ceramista Eunice Pessoa e com ela desenvolveu um grande número de peças que foram expostas em 1975. Sem nunca ter abandonado as atividades artísticas, voltou a figurar em diversas mostras e continuou a produzir painéis em afresco. Em 1980, Pietro Maria Bardi publicou um livro sobre sua obra. Nove anos depois, foi lançado o livro ‘Ofício Pennacchi’, organizado por Valério Antonio Pennacchi, responsável também pela publicação, em 2002, do livro ‘Fulvio Pennacchi: Pintura Mural’. Importante retrospectiva da obra do artista foi realizada, em 1973, no MAM - São Paulo. TEODORO BRAGA, PÁG. 192; MEC, VOL, 3, PÁG. 365; WALMIR AYALA, VOL, 2, PÁG. 182; PONTUAL, PÁG. 416; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 784; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 740; ACERVO FIEO.



240 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Vaso Azul com Flores" - acrílico sobre tela - 80 x 60 cm - canto inferior esquerdo e dorso - Julho de 2000 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



241 - FELISBERTO RANZINI (1881 - 1976)

Paisagem - óleo sobre tela - 24 x 35 cm - canto inferior esquerdo -
Ex-coleção Antônio Maluf - Galeria Seta - São Paulo - SP.

Arquiteto, desenhista e escritor, Felisberto Ranzini nasceu em Mântua, Itália e faleceu em São Paulo - SP. Sobresaiu-se principalmente na técnica de aquarela, na qual se especializou. Suas composições em óleo são claras e detalhadas, quase que miniaturistas. JULIO LOUZADA, vol 1, pág. 805; MEC vol.4, pág. 26, RUTH TARASANTCHI.



242 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Boas Festas" - gravura - 14 x 13,5 cm - lado esquerdo - 1967 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



243 - LUIZ PEIXOTO (XX)

Rosto - técnica mista - 16 x 12,5 cm - canto inferior esquerdo - 1970 -
No estado.

Desenhista, foi ativo no Rio de Janeiro. Expôs no SNBA-RJ em 1970. JULIO LOUZADA, vol.2, pág. 776; MEC, vol. 3 pág. 362. Acervo FIEO.



244 - CASSIO M'BOY (1903 - 1986)

Composição - tapeçaria - 32 x 32 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor, escultor, decorador, tapeceiro, desenhista e vitrilalista, o autor nasceu na cidade paulista de Mineiros do Tietê-SP 1986). Estudou desenho e anatomia com Georg Elpons em São Paulo. Foi ligado ao Grupo Modernista (1922). Suas pinturas dão preferência a uma temática rural e caipira. Na cidade de São Paulo, participa da exposição organizada por Flávio de Carvalho (1934) e executa um grande vitral com uma equipe ligada à Fundação Armando Álvares Penteado/Faap. Realiza sua primeira individual em 1950, no Museu de Arte de São Paulo. Entre as mostras de que participa, destacam-se: Exposição Internacional de Artes e Técnicas de Paris, França, 1937 (Medalha de Ouro); Salão de Maio, São Paulo, 1938; Bienal de Veneza, Itália, 1952. "Insiste-se ainda em incluir Cássio M´Boy entre os pintores ingênuos ou primitivos. Tal lenda decorre mais do seu ambiente doméstico bem caipira e dos processos toscos que usa em temas singelos do que da sua arte propriamente individual (...). A verdade é que Cássio M´Boy se firmou como pintor de assuntos hagiológicos e folclóricos, dos quais nunca se afastou em seu atelier de hibernação bucólica. Inicialmente desenhista de figurinos e escultor de tarimba artesanal, não demorou a adquirir virtuosismo quanto a linhas, formas, volumes, cores e composição. Mas as cenas, as figuras humanas bem como os episódios, complementarmente os bichos, as flores, os montes, as estradas, as cachoeiras; tudo é desenhado e colorido mediante mentalidade populista e singela. " José Geraldo Vieira, in PONTUAL, Roberto. Dicionário das artes plásticas no Brasil. Apresentação de Antônio Houaiss. Textos de Mário Barata et al. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1969. WALMIR AYALA, vol.1, pág.181; MEC vol.3, pág.109; JULIO LOUZADA vol.4, pág. 649; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 631; PONTUAL; TEIXEIRA LEITE; ACERVO FIEO, pág. 496, Acervo FIEO.



245 - LENÁ PRADO (1953)

"The day after" - acrílico sobre tela - 100 x 120 cm - canto inferior direito e dorso - 1987 -

Helena da Silva Prado nasceu em Santos, SP. Sua formação artística foi iniciada em Santos (1971/1972), em São Paulo - FAAP (1973) e em Antuérpia, Bélgica na Academia Real de Belas Artes como bolsista da ‘Koninklijke Academia voor Schone Kunsten’ (1975/1976). Também estudou com Antonio Vitor (1983/1984). Realizou exposições individuais em São Paulo (1986, 1989, 1990) e em São José dos Campos, SP (1989). Participou de muitas mostras e Salões oficiais, foi premiada em Santos (1981, 1982) e em São Paulo (1985 - 2º Prêmio Pirelli Pintura Jovem - MASP). ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 4, PÁG. 912; VOL. 5, PÁG. 839.



246 - ARTE POPULAR BRASILEIRA (XX)

Nossa Senhora da cabeça - escultura em terracota policromada - 26 x 15 x 10 cm - assinado - 1984 -
Carol.



247 - JOSÉ SABÓIA (1949)

Músico - óleo sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior direito -

Pintor, José Sabóia do Nascimento nasceu em Almadina-BA. Artista autodidata foi para o Rio de Janeiro em 1967 e começou a pintar no ano seguinte, passando a expor seus trabalhos na feira hippie de Ipanema. Fez sua primeira exposição individual em Fortaleza, CE (1970). Entre as exposições de que participou, destacam-se: I e III Salão Nacional de Artes Plásticas do Ceará, Fortaleza, (1969, 1971 - Prêmio Aquisição); Dez Pintores no Rio de Janeiro, no MNBA, RJ (1983); ‘Brésil Naifs’, Paris (1986); ‘Salon d'Art Naif’- Marseilha, França (1987); ‘Pintura, Presença e Povo na Arte Brasileira’ no Museu da Casa Brasileira - São Paulo (1990); ‘Visões do Rio’ no MAM, RJ (1996). No exterior expôs individualmente em São Francisco, EUA e Munique, Alemanha, além de participar de coletivas em vários países e, principalmente na França, com exposições organizadas pela Galeria Jacqueline Bricard e uma presença cativa na ‘Galerie Naïfs du Monde Entier’ em Paris. José Sabóia participou do Concurso Internacional de Morges, quando seu quadro foi eleito pelo público, a melhor obra de 60 participantes de 22 países, premiação que originou o convite da Galeria Kasper para realizar uma exposição individual em 1997. JULIO LOUZADA vol. 11, pág. 278; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 228; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO; www.artprice.com; www.nautilus.com.br; www.ardies.com.



248 - THEODORO BRAGA (1872 - 1953)

Figura - aquarela - 28,5 x 19 cm - lado direito - Roma -
No estado.

Pintor, restaurador, decorador, ceramista, ilustrado, nasceu na cidade paraense de Grão-Pará, e vindo a falecer em São Paulo SP. Em 1895, no Rio de Janeiro, estuda na Escola Nacional de Belas Artes, ENBA, sendo aluno de Belmiro de Almeida, Zeferino da Costa e Daniel Bérard. Premiado pela ENBA com viagem ao exterior, vai a Paris, onde tem aulas com Jean Paul Laurens. Em 1942, publica o dicionário de notícias de pintores brasileiros, Artistas Pintores no Brasil. Participa de várias edições do Salão Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, e do Salão Paulista de Belas Artes. JULIO LOUZADA vol. 1 pag. 149; ITAU CULTURAL.



249 - MADELEINE JEANNE LEMAIRE (1845 - 1928)

Rosas - óleo sobre cartão - 32 x 40 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintora, desenhista e ilustradora francesa nascida em Les Arcs, Provence e falecida em Paris. Foi aluna de Jeanne Mathilde Herbelin e de Jules Chaplin. Produziu ilustrações para 'Gazette des Beaux-Arts', 'La Vie Moderne' e para diversos livros, entre os quais: "L'Abbé Constantin" de Ludovic Halévy (1887); "L'art d'être grand-père" de Victor Hugo (1888); "Flirt Paul Hervieu's" (1890); "Autour du Coeur" de M. Star (1904); "Lettres inédites" de Madame de Sévigné (1912); "Les Plaisirs et les Jours" de Marcel Proust. Participou do Salão de Paris a partir de 1864 onde recebeu Menção Honrosa (1877); na 'Exposition Universelle' (1900) recebeu Medalha de Prata e a condecoração da 'Légion d'Honneur' (1906). Pertenceu à Sociedade Nacional de Belas Artes desde 1890. BENEZIT; www.felixr.com; www.artprice.com; artist.christies.com; www.sothebys.com.



250 - CARLOS PAEZ VILARÓ (1923 - 2014)

"Casa Pueblo" - acrílico sobre papel - 43,5 x 64,5 cm - canto superior direito - 1981 - Punta Ballena -
Com certificado do autor no dorso. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista, escultor, ceramista, muralista uruguaio nascido em Montevidéu e falecido em Casapueblo. Autodidata, desde cedo se envolveu com as artes gráficas trabalhando na imprensa em Barracas e Avellaneda, em Buenos Aires. No final da década de 1940 regressou a Montevidéu e passou a dedicar-se inteiramente aos temas do Candomblé e da dança afro-oriental. Esses mesmos temas o motivaram a fazer uma viagem ao Brasil e aos países onde a raça negra predomina como Senegal, Libéria, Congo, Camarões e Nigéria. Conheceu Picasso, Dali, De Chirico e Calder em seus ateliês (década de 1950). Em 1969 regressou ao Uruguai e continuou as obras de sua casa, conhecida como 'Casapueblo' em Punta Ballena, modelada com suas próprias mãos e com ajuda dos pescadores, que se transformou em um símbolo do lugar. A partir de 1970 viveu alternadamente nos Estados Unidos, Brasil e Uruguai. Realizou exposições, entre outras, na França, Inglaterra, Estados Unidos e retrospectivas na China e no Egito. Participou também da Bienal Internacional de São Paulo em 1965, 1969 e 1971. Sua arte mural se encontra no Uruguai, Chile, Brasil, África, Austrália, Estados Unidos, Polinésia. ITAU CULTURAL; BENEZIT VOL. 8, PÁG. 80; carlospaezvilaro.com.uy; www.pinacoteca.org.br; www.artprice.com.



251 - CARLOS SCLIAR (1920 - 2001)

Flores - aquarela - 69 x 50 cm - centro inferior - 1982 -

Desenhista, gravador, pintor, ilustrador, cenógrafo, roteirista e designer gráfico que nasceu em Santa Maria da Boca do Monte, RS e faleceu no Rio de Janeiro. Assina Scliar. Estudou com Gustav Epstein, em Porto Alegre, em 1934. Participou, em 1938, da fundação da Associação Riograndense de Artes Plásticas Francisco Lisboa. Entre 1939 e 1947, residindo em São Paulo, integrou a Família Artística Paulista - FAP. No Rio de Janeiro, escreveu e dirigiu em 1944 o documentário 'Escadas', sobre os pintores Arpad Szenes e Vieira da Silva com os quais conviveu desde 1941. Convocado pela Força Expedicionária Brasileira - FEB, participou da Segunda Guerra Mundial, na Itália. Morando em Paris de 1947 a 1950, cursou gravura com Galanis na Escola de Belas Artes e teve contato com o gravador mexicano Leopoldo Méndez. De volta ao Brasil, fundou com Vasco Prado o Clube de Gravura de Porto Alegre. Em 1956, passou a viver no Rio de Janeiro. Foi diretor do departamento de arte da revista 'Senhor' entre 1958 e 1960. Fundou a editora Ediarte, em 1962, com os colecionadores Gilberto Chateaubriand, Michel Loeb, Carlos Nicolaievski e o pintor José Paulo Moreira da Fonseca. Realizou durante toda sua vida exposições individuais e participou de inúmeras coletivas e Salões oficiais, recebendo muitos prêmios. Também foram realizadas várias exposições póstumas. MEC VOL.4, PÁG. 214; TEODORO BRAGA, PÁG. 66; WALMIR AYALA VOL.2, PÁG. 306 a 309; PONTUAL, PÁG. 479 e 480; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG.884; VOL.2, PÁG. 925; VOL.13, PÁG. 305; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; RGS, PÁG. 442; ACERVO FIEO.



252 - MARIA LEONTINA (1917 - 1984)

Composição - guache - 17 x 11 cm - canto inferior direito - 1956 -

Pintora, gravadora e desenhista. Maria Leontina Mendes Franco da Costa nasceu em São Paulo, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. Iniciou estudos de desenho com Antônio Covello, em São Paulo (1938), e na primeira metade da década de 1940 estudou pintura com Waldemar da Costa. Em 1946, no Rio de Janeiro, frequentou o ateliê de Bruno Giorgi e fez curso de museologia no Museu Histórico Nacional, entre 1946 e 1948. Em 1947, participou da exposição ‘19 Pintores’, na Galeria Prestes Maia, em São Paulo, ao lado de Lothar Charoux, Marcelo Grassmann, Aldemir Martins, Luiz Sacilotto e Flavio-Shiró. Em 1951, foi convidada pelo psiquiatra e crítico de arte Osório César para orientar o setor de artes plásticas do Hospital Psiquiátrico do Juqueri. No mesmo ano, organizou uma mostra dos internos no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Em 1952, com bolsa de estudo do governo francês, viajou para a Europa, acompanhada pelo marido, o pintor Milton Dacosta. Em Paris, entre 1952 e 1954, frequentou o ateliê de gravura de Johnny Friedlaender. Na década de 1960, realizou painel de azulejos para o Edifício Copan e vitrais para a Igreja Episcopal Brasileira da Santíssima Trindade, ambos em São Paulo. Realizou exposições individuais e participou de inúmeras mostras, Salões oficiais e Bienais como a Bienal de Veneza (1950, 1952, 1956). Foi premiada no Rio de Janeiro (1944, 1950, 1955, 1957, 1980); em São Paulo (1944; 1947; 1951; 1954; 1958; 1960; 1980; 1955, 1959, 1965 - Bienais Internacionais; 1969, 1970 - Panoramas da Arte Atual Brasileira; 1975 - prêmio pintura da Associação Paulista de Críticos de Artes - APCA); Brasília, DF (1980); Curitiba, PR (1980; Porto Alegre, RS (1980); Nova York (1960 - Fundação Guggenheim). ITAU CULTURAL; MEC, VOL. 2, PÁG. 471; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 309; PONTUAL, PÁG. 338; ARTE NO BRASIL, PÁG. 772; LEONOR AMARANTE, PÁG. 25; WALTER ZANINI, PÁG. 645; JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 572.



253 - SARQUIS SAMARA (XX)

Composição - escultura em madeira - 50 x 50 x 10 cm -
Com etiqueta de identificação do autor, no dorso.

Designer e escultor que tem participado de inúmeros concursos internacionais na Europa e ganhou particular notoriedade na Itália, onde residiu por alguns anos. Seu processo criativo concilia materiais como o bronze, o alumínio, a resina, a madeira, o ferro e outros. sarquissamara.com.br.



254 - EDMUNDO SIMAS (1941)

Pescador - óleo sobre tela - 120 x 70 cm - canto inferior esquerdo e dorso -
No estado.

Baiano de Salvador, o artista assina suas obras EDMUNDO SIMAS. Executou em 1969 um mural com 3 metros em alto relevo em cimento cru para a Prefeitura de sua cidade. Especializou-se em desenho e serigrafia. Executou técnicas mistas para cenografia do filme "Revanche dos Bravos" da MGM. Expõe individualmente desde 1969 e coletivamente a partir de 1972, com premiação em 1973 e 1978. JULIO LOUZADA, vol. 4, pág. 1043



256 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Amanhecer - aquarela - 30 x 42,5 cm - canto inferior esquerdo ilegível - 1954 -
Com dedicatória.



257 - JOSÉ MARIA DOS REIS JÚNIOR (1903 - 1985)

Santana Mestra - aquarela - 20 x 26 cm - centro inferior -

Este importante personagem das artes brasileiras nasceu na cidade mineira de Uberaba e faleceu na cidade do Rio de Janeiro. Foi pintor, vitralista, professor, crítico de arte e escritor. Estudou na ENBA-RJ (1920/1923); desenho com Modesto Brocos e pintura com Rodolfo Amoedo. Realizou a primeira exposição individual no Palace Hotel (1923). Mantém contato com os participantes da Semana de Arte Moderna (realizada em 1922 na cidade de São Paulo). Em 1925, integra a Comissão Nacional de Belas Artes. Publicou o livro História da Pintura no Brasil (1944), referência das artes plásticas nacionais. Participou do SNB-RJ - 1921 (Menção Honrosa de Primeiro Grau) e de outros certames de igual importância, com premiações. JULIO LOUZADA, vol. 9 , pág. 724; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 562; ARTE NO BRASIL, pág. 577.



258 - JOÃO BERTONI (1889 - 1980)

Paisagem - óleo sobre tela colada em eucatex - 27 x 35 cm - canto inferior direito -

Pintor nascido em Madaloni, Itália e falecido no Rio de Janeiro. Assina J. Bertoni. Filho do pintor e professor Ângelo Bertoni e irmão do artista plástico Bertoni Filho. Mencionado pela Imprensa de Curitiba (1941 e 1942) e por Theodoro Braga em ‘Artistas Pintores do Brasil’(1942). JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 120; MEC, VOL. 1, PÁG. 222; ITAU CULTURAL.



259 - SALVADOR DALI (1904 - 1989)

Composição - litografia - 145/250 - 57 x 39 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, gravador, escultor, artista gráfico, ilustrador e designer, Salvador Domingo Felipe Jacinto Dalí i Domènech nasceu em Figueira -Catalunha, Espanha e faleceu na Catalunha. Com um interesse precoce pela pintura, entrou para a Escola Especial de Pintura em Madri (1921) e foi aluno de Moreno Carbonero. Depois, ingressou na 'Real Academia de Bellas Artes de San Fernando' também em Madri. Foi expulso dessa escola e preso por atividades políticas antigovernamentais. Expôs, pela primeira vez, em Barcelona (1925). Conviveu com vários cineastas, artistas e escritores famosos, tais como: Luis Bruñel (com o qual colaborou no curta-metragem "Um chien andalou"), Rafael Alberti e Frederico Garcia Lorca. Em 1929, viajou para Paris e conheceu Pablo Picasso. No ano seguinte, começou a fazer parte do movimento artístico conhecido como surrealismo. Casou-se com Elena Ivanovna Diakonova, conhecida como Gala (1934). Deixou o movimento surrealista por motivos políticos (1939). Morou nos Estados Unidos (1940 a 1948) e voltou para a Espanha. Em 1961 colocou em prática um grande projeto: o 'Teatro-Museo Gala Salvador Dali', em sua terra natal, que reuniu grande parte de suas obras e foi inaugurado em 1974. Destacam-se as exposições individuais realizadas em: Nova York, EUA (1941 – MoMA, 'Museum of Modern Art'; 1965 – ' The Gallery of Modern Art); Paris, França (1979 – MNAM, 'Musée National d’Art Moderne' – 'Centre National d’Art et de Culture Georges Pompidou'); Londres, Inglaterra (1980 – 'Tate Gallery'). Exposições retrospectivas foram realizadas em: Tóquio, Japão (1964, itinerante); NovaYork, EUA (1964); Alemanha (1970 – Roterdam, 1971 – Baden-Baden), entre outras. Recebeu a mais alta distinção da Espanha: Grande Cruz de Isabel a Católica (1964). BENEZIT, VOL.3, PÁG. 329; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 309; ITAU CULTURAL; DICIONÁRIO OXFORD DE ARTE; www.salvador-dali.org; salvadordali.com.br; www.suapesquisa.com; www.artprice.com.



260 - JOSÉ ANTONIO DA SILVA (1909 - 1996)

"Auto do Silva retrato com 13 anos de idade" - óleo sobre tela - 70 x 40 cm - centro direito e dorso - 1989 -

Pintor, desenhista, escritor, escultor, repentista nascido em Sales de Oliveira, SP e falecido em São Paulo. Trabalhador rural, de pouca formação escolar, foi autodidata. Em 1931, mudou-se para São José do Rio Preto, SP. Participou da exposição de inauguração da Casa de Cultura da cidade (1946), quando suas pinturas chamaram atenção dos críticos Lourival Gomes Machado, Paulo Mendes de Almeida e do filósofo João Cruz e Costa. Dois anos depois, realizou mostra individual na Galeria Domus, SP. Nessa ocasião Pietro Maria Bardi, diretor do MASP, adquiriu seus quadros e depositou parte deles no acervo do museu. O MAM, SP editou seu primeiro livro, ‘Romance de Minha Vida’ (1949). Na 1ª Bienal Internacional de São Paulo (1951), recebeu prêmio aquisição do ‘Museum of Modern Art’ (MoMA) de Nova York. Em 1966, o artista criou o Museu Municipal de Arte Contemporânea de São José do Rio Preto e gravou dois LPs, ambos chamados ‘Registro do Folclore Mais Autêntico do Brasil’, com composições de sua autoria. No mesmo ano, ganhou Sala Especial na 33ª Bienal de Veneza. Publicou ainda os livros ‘Maria Clara’ (1970), ‘Alice’ (1972); ‘Sou Pintor, Sou Poeta’ (1982); e ‘Fazenda da Boa Esperança’ (1987). Transferiu-se de São José do Rio Preto para São Paulo, em 1973. Em 1980, foi fundado o Museu de Arte Primitivista José Antônio da Silva (MAP), em São José do Rio Preto, com obras do artista e peças do antigo Museu Municipal de Arte Contemporânea. Realizou inúmeras exposições individuais e participou de muitos certames oficiais pelo Brasil e exterior recebendo muitos prêmios. MEC, vol. 4, pág. 256; PONTUAL, pág. 493 e 494; TEIXEIRA LEITE, pág. 478; JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 958; ARTE NO BRASIL, vol. 2, pág. 958; BENEZIT, vol. 9, pág. 602; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 227; ITAU CULTURAL; LEONOR AMARANTE, pág. 171; Acervo FIEO.



261 - OSWALDO TEIXEIRA (1905 - 1974)

Mulher e flores - óleo sobre tela colada em cartão - 40 x 30 cm - canto superior esquerdo -

Nascido e falecido no Rio, participou de inúmeras mostras nacionais e internacionais, com várias premiações. Foi por vários anos diretor do MNBA do Rio de Janeiro. TEODORO BRAGA, pág. 225; WALMIR AYALA vol.2, pág.373; MEC vol.4, pág. 378; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 573; ARTE NO BRASIL, pág. 577, Acervo FIEO; F. ACQUARONE, pág. 227.



262 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Cangaceiro" - desenho a lápis e aquarela - 16 x 11,3 cm - canto inferior direito -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



263 - ANTONIO CAETANO (XX)

Crianças brincando - óleo sobre tela colada em mdf - 31 x 36 cm - centro inferior -

Ademar Antonio Caetano - pintor e desenhista com participações em mostras coletivas. JULIO LOUZADA VOL. 4, PÁG. 195.



264 - BELMONTE (1897 - 1947)

Na fila do voto - desenho a nanquim - 17 x 26 cm - canto inferior direito -

Benedito Bastos Barreto - caricaturista, desenhista, pintor, ilustrador, escritor, jornalista e historiador - nasceu e faleceu em São Paulo. Iniciou sua carreira em 1912 publicando suas primeiras caricaturas na revista paulista ‘Rio Branco’ e paralelamente colaborou na revista carioca ‘D. Quixote’. Durante seus primeiros anos de trabalho publicou em diferentes periódicos paulistas e, em 1921, empregou-se na recém-inaugurada ‘Folha da Noite’, substituindo Voltolino. Nesse periódico passou a utilizar o pseudônimo Belmonte como assinatura de seus desenhos e em 1925 criou o personagem Juca Pato. Durante a Revolução Constitucionalista de 1932 criou o logotipo para os bônus de guerra que no período das batalhas substituíram como dinheiro a moeda oficial. No ano de 1936, começou a publicar no jornal ‘Folha da Manhã’ diversas charges de Juca Pato tendo como temática a crítica ao nazismo. Produzidas até o ano de 1946, elas acabaram se configurando numa grande série sobre a Segunda Guerra Mundial. Essas charges foram reunidas e publicadas em 1982 com o título de ‘Caricatura dos Tempos’. Autor de diversos livros de caricatura e história publicou, entre outros, os seguintes títulos: ‘Assim Falou Juca Pato’ (1933), ’ No Tempo dos Bandeirantes’ (1939) e ‘O Brasil de Ontem’ (1940), com desenhos inspirados nos trabalhos de Rugendas. TEODORO BRAGA, PÁG. 49 E 50; PONTUAL, PÁG. 67; MEC, VOL. 1, PÁG. 213; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 69; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG. 109; CARICATURISTAS BRASILEIROS, DE PEDRO CORRÊA DO LAGO, PÁG. 100; ARTE NO BRASIL, PÁG. 392; WALTER ZANINI, PÁG. 806; ACERVO FIEO; www.artprice.com; www.saopauloantiga.com.br.



265 - CARLOS AUGUSTO (XX)

Velho - óleo sobre tela - 65 x 50 cm - canto inferior direito e dorso - 1972 - Sorocaba - SP -

Pintor e desenhista com diversas participações em mostras coletivas e oficiais.



266 - INÁCIO RODRIGUES (1946)

"Pedra Furada" - técnica mista - P.A. - 12,5 x 20 cm - canto inferior direito - Jericoacoara - CE -

Pintor, desenhista, entalhador e gravador, natural de Acaraú, CE. Iniciou-se em pintura como autodidata (1957). Viajou para diversos países da América Latina (1960-1965) com o objetivo de participar de exposições e acabou se fixando, em 1966, no Rio de Janeiro. Pintou a cúpula da Catedral Municipal e o Hotel Porto Velho em Porto Velho, RO (1962 e 1965). Expôs individualmente em diversas capitais brasileiras e também no exterior. Participou de muitas mostras e Salões oficiais e foi premiado em: Curitiba, PR (1971); Rio de Janeiro (1970, 1973, 1975, 1977, 1978); Belo Horizonte, MG (1970, 1971); Campinas, SP (1971, 1972); Florianópolis, SC (1972); Niterói, RJ (1974); Embu, SP (1974); Amparo, SP (1994, 1996); São José dos Campos, SP (1983). JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 834; VOL. 4, PÁG. 959; VOL. 12, PÁG. 345; TEIXEIRA LEITE PÁG. 450. WALMIR AYALA VOL. 2, PÁG. 259; MEC VOL. 4, PÁG. 91; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



267 - ARNALDO DELISIO (1869 - 1949)

Barcos - óleo sobre tela - 49 x 69 cm - canto inferior esquerdo -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista italiano nascido em Castelbottaccio e falecido em Nápoles. Em 1883 transferiu-se para Nápoles, completou seus estudos clássicos e cursou o Instituto de Belas Artes. Foi aluno de D. Morelli, I. Perricci e G. Toma. Esteve em Paris (final do século - 1902) com os amigos pintores R. Ragione, P. Scoppetta e A. Mancini. Participou da Bienal Napolitana (1921), da Primeira Mostra de Arte Napolitana (1925) e de quase todas as mostras do Sindicato Fascista de Artistas (a partir de 1929). Realizou exposições individuais em Roma (1927, 1930, 1933) e em Nápoles (1945). Voltou a viver em Castelbottaccio (a partir de 1940) e Nápoles (1945). www.capitoliumart.it; www.artprice.com; www.arcadja.com.



268 - CARLOS FERREYRA (1937)

Figuras - óleo sobre madeira - 122 x 182 cm - canto inferior direito - 1975 -
(Atenção clientes que não residem em São Paulo: transporte especial devido ao tamanho. Consulte-nos antes de dar seu lance) . (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista com participações em mostras coletivas. www.artprice.com.



269 - ANTONIO PESSOA (1943)

Torso - múltiplo em bronze - 08 x 04 x 03 cm - assinado -

Escultor, assina Tonny. Radicado no Rio de Janeiro detentor de bom curriculo nacional e internacional com inumeras participações em Salões Oficiais,varias vezes premiado. Ótimo mercado.



270 - ROSA BONHEUR (1822 - 1899)

Arando a terra - óleo sobre tela colada em cartão - 32 x 61 cm - canto inferior esquerdo -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Rose Marie Rosalie Bonheur, nasceu em Bordeaux e faleceu em Melun. ambas na França. Pintora e escultora, teve em seu pai o primeiro professor. Estudou com Cogniet, sofrendo influências de Lamennais e George Sand. Sua primeira exposição aconteceu em 1841, no Salão de Paris. A esta seguiram-se outras nos anos de 1843 e 1853, sendo que nesta última ela conseguiu tornar-se famosa através da popularização pela gravura de seu quadro Le Marché Aux Chevaux. Mulher ativa e de temperamento inquieto, não dedicou sua vida somente às artes. Foi também Cavaleiro da Legião de Honra em 1865 e Oficial em 1894, além de ser Comandante da Ordem de Isabel, a Católica. Foi grande amiga da Rainha Vitória e por isso aceita por toda a aristocracia inglesa, que passou a admirar as cores impressionistas de suas obras. O MNBA-RJ possui alguns de seus trabalhos. JULIO LOUZADA vol. 13 pág. 46 , BÉNÉZIT vol. 2 págs. 149 e 159 e ARTPRICE 2000 pág. 261



271 - DJALMA URBAN (1917 - 2010)

"Recife" - óleo sobre tela colada em eucatex - 30 x 20 cm - canto inferior direito - 1984 -

Pintor, ilustrador, desenhista, jornalista e professor, nascido na cidade paulista de Leme, no dia 9 de outubro de 1917. Estudou desenho e pintura com Torquato Bassi, Waldemar da Costa, Pedro Alexandrino, Paulo do Vale Júnior, Teodoro Braga e Marques de Leão. Realizou ilustrações e desenhos para o jornal O Estado de S. Paulo. Segundo crítica de Julio Louzada: "Impressionista, a paisagem, a natureza, a marinha e o folclore brasileiros são os seus temas preferidos. Dono de um estilo vigoroso e espontâneo, seus quadros se destacam pela riqueza composicional e cromática. A cor, aliás, sempre em tonalidades quentes, é o forte de sua pintura, assim como os jogos de luz que domina com perfeição. " Expôs individualmente a partir de 1951. JULIO LOUZADA, vol.2, pág.1014; MEC, vol.4, pág.436; THEODORO BRAGA, pág.82; ITAÚ CULTURAL; 37, Acervo FIEO.



272 - INIMÁ DE PAULA (1918 - 1999)

Paisagem - desenho a nanquim - 28 x 22 cm - centro inferior -
Paspatur no estado.

Pintor e desenhista mineiro nascido em Itanhomi e falecido em Belo Horizonte. A partir de 1937, frequentou o Núcleo Antônio Parreiras, em Juiz de Fora, MG. Em 1940, instalou-se no Rio de Janeiro e matriculou-se nas aulas de Argemiro Cunha no Liceu de Artes e Ofícios , as quais abandonou em pouco tempo. Passou a pintar com alguns dos ex-integrantes do Núcleo Bernardelli. Em 1944, transferiu-se para Fortaleza, onde conheceu artistas locais e participou da criação da Sociedade Cearense de Artes Plásticas (SCAP). Voltou ao Rio de Janeiro (1945) e expôs com Aldemir Martins, Antonio Bandeira e Jean-Pierre Chabloz , na galeria Askanasy. Em 1948, graças ao apoio de Candido Portinari , fez sua primeira mostra individual no Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB/RJ). Em 1950, ganhou o prêmio de viagem ao país do Salão Nacional de Belas Artes (SNBA) e, no ano seguinte, viajou e expôs na Bahia. Em 1952, recebeu o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Arte Moderna (SNAM). Em Paris (1954-1956) assistiu a cursos na 'Académie de la Grande Chaumière' e na' École Normale Supérieure des Beaux-Arts', acompanhou as aulas de André Lhote e de Gino Severini. Quando voltou participou da V Bienal Internacional de São Paulo e, na primeira metade dos anos 1960, mudou-se para Belo Horizonte. Em 1998 foi criada a Fundação Inimá de Paula em Belo Horizonte. JULIO LOUZADA, VOL.11, PÁG.152; PONTUAL, pág. 271; MEC, VOL.3, PÁG.355; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁGS. 401 1 404; TEIXEIRA LEITE, PÁG.260; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; ARTE NO BRASIL, PÁG. 870; ACERVO FIEO; www.museuinimadepaula.org.br; www.pinturabrasileira.com; www.artprice.com.



273 - ANTONIO BANDEIRA (1922 - 1967)

Composição - técnica mista - 33 x 21 cm - canto inferior direito - 1960 -
Ex coleção Roberto de Almeida Prado.

Pintor, desenhista, gravador, nascido em Fortaleza, CE e falecido em Paris, onde viveu a maior parte de sua vida. É um dos pioneiros da arte abstrata no Brasil. Iniciou-se na pintura como autodidata. Em 1941, em Fortaleza, participou, ao lado de Mário Baratta, entre outros, da criação do Centro Cultural de Belas Artes depois, Sociedade Cearense de Artes Plásticas. Em 1945, transferiu-se para o Rio de Janeiro e, no ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual. Contemplado pelo governo francês com bolsa de estudos, permaneceu em Paris de 1946 a 1950 onde frequentou a Escola Nacional Superior de Belas Artes e a ‘Académie de la Grande Chaumière’. Entre 1947 e 1948 participou do ‘Salon d'Automne’ e do ‘Salon d'Art Libre’. Tomou parte em reuniões de artistas e formou o Grupo Banbryols (ban de Bandeira; bry de Camille Bryen; e ols de Wols), que durou de 1949 a 1951. Voltou ao Brasil em 1951 e apresentou-se na 1ª Bienal Internacional de São Paulo. Em 1952, criou um mural para o Instituto dos Arquitetos do Brasil, em São Paulo. Retornou a Paris em 1954 em razão do Prêmio Fiat, obtido na 2ª Bienal Internacional de São Paulo, mas não deixou de expor no Brasil. Permaneceu na Europa até 1959, passando pela Inglaterra e Bélgica, onde, em 1958, realizou um painel para o ‘Palais des Beaux-Arts’. Ao retornar ao Brasil teve uma atividade artística intensa, participou de importantes exposições, em paralelo a mostras em Paris, Munique, Verona, Londres e Nova York. Voltou a Paris em 1965, onde permaneceu até sua morte. BENEZIT, VOL.1, PÁG.415; MEYER/87, PÁG.606; MEC, VOL.1, PÁGS.159,160 E 167; PONTUAL, PÁGS. 48 E 49; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁGS. 71 A 74; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 52 A 54; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; ARTE NO BRASIL, PÁG. 599; LEONOR AMARANTE, PÁG. 34; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 86; ACERVO FIEO; web.artprice.com; pitoresco.com; pinturabrasileira.com.



274 - MARCELO GRASSMANN (1925 - 2013)

Guerreiro - gravura - 12/50 - 50 x 70 cm - canto inferior direito -
Ex-coleção Antônio Maluf - Galeria Seta - São Paulo - SP. Paspatur no estado.

Desenhista, gravador, ilustrador, pintor, escultor e professor, nasceu em São Simão, SP. Estuda fundição, mecânica e entalhe em madeira na Escola Profissional Masculina do Brás, SP. Passa a realizar xilogravuras a partir de 1943. Atua como ilustrador do Suplemento Literário do ‘Diário de São Paulo’, do ‘O Estado de S. Paulo’ e do ‘Jornal do Estado da Guanabara’. Quando reside no Rio de Janeiro, a partir de 1949, freqüenta os cursos de gravura em metal, com Henrique Oswald e de litografia, com Poty, no Liceu de Artes e Ofícios. Em Salvador (1952), trabalha com Mario Cravo Júnior. .Recebe o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Arte Moderna (1953) e vai para a Academia de Artes Aplicadas, em Viena. Passa a dedicar-se principalmente ao desenho, à litografia e à gravura em metal. Em 1969, sua obra completa é adquirida pelo governo do Estado de São Paulo, passando a integrar o acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo . Em 1978, a casa em que nasceu, em São Simão, é transformada em museu e tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo - Condephaat. Participou de muitas exposições e das Bienais de: São Paulo (1951 a 1961, 1967, 1969, 1979, 1985, 1989); Veneza (1950, 1956, 1958, 1962); Paris (1959). Principais prêmios: Bienal de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1959, 1967); Bienal de Veneza (1950, 1956, 1958,1962); Bienal de Paris (1959). PONTUAL, PÁG. 249; MEC, VOL. 2, PÁG. 281 E 282; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG. 439; VOL. 5, PÁG. 453; VOL. 9, PÁG. 383.



275 - HÉLIOS SEELINGER (1878 - 1965)

"O macaco contempla a alegria boiando" - técnica mista e colagem - 14 x 18 cm - dorso - Fevereiro de 1962 -
Com dedicatória no dorso.

Natural do Rio de Janeiro, seu pai era alemão e sua mãe brasileira, descendentes de franceses e gregos. O artista estudou na ENBA (1892-1896), onde foi aluno de Henrique Bernardelli. Recebeu influência do artista alemão Franz von Stuck, na Academia de Belas Artes de Munique, onde ali foram seus contemporâneos Kandinsky, Paul Klee e Franz Marc. SEELINGER decorou o salão nobre do Clube Naval do Rio de Janeiro, a convite do Ministério do Marinha (1910). PONTUAL, pág.481; TEIXEIRA LEITE, pág. 466; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 431; ARTE NO BRASIL, pág. 574.



276 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Vaso com flores - óleo sobre tela - 40 x 30 cm - canto inferior direito ilegível - 1977 -



277 - JEAN GILLON (1909 - 2007)

Composição - óleo sobre eucatex - 60 x 90 cm - canto inferior direito -

Nasceu em Iasi, Romênia, onde se formou nas Faculdades de Arquitetura e Belas Artes da Universidade Nacional. Em 1956 chegava ao Brasil para se dedicar à arquitetura de interiores, desenho industrial e artes plásticas. Foi também tapeceiro, caricaturista e cenógrafo. Ao conhecer o escultor Assis de Embu, acabou vindo para a cidade, onde viveu durante muito tempo e fundou a Casa da Ecologia Edith Gillon Espaço Eco-Ambiental. Participou de 24 exposições internacionais (Europa e Estados Unidos), onde ganhou 10 prêmios, e de 37 nacionais (individuais e coletivas). Suas obras figuram em museus, hotéis, instituições e coleções, principalmente alguns móveis que ele desenhou. JULIO LOUZADA VOL.3, PÁG. 460; MEC VOL.2, PÁG. 250; www.embudigital.com.br; en.wikipedia.org; artnet.com.



278 - INGRES SPELTRI (1940)

"Maternidade" - óleo sobre tela - 80 x 60 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor, desenhista, escultor, gravador e professor nascido em Jau, SP. Filho do pintor Augusto Speltri com quem se iniciou na pintura, ainda criança. Em 1959 mudou-se para São Paulo onde estudou Música (1960-1964). É professor titular da Escola Panamericana de Arte, SP. Realizou exposições individuais, em São Paulo, nos anos de 1977, 1981, 1978, 1984. Participou de várias mostras e Salões oficiais, sendo premiado em: São Paulo (1963, 1966, 1970, 1971); Santo André, SP (1976). JULIO LOUZADA VOL. 5, PÁG. 1012; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; MEC VOL. 4, PÁG. 338; PONTUAL PÁG. 504; www.artprice.com; www.speltri.com.



279 - PAUL GARFUNKEL (1900 - 1981)

Figuras - desenho a lápis - 11 x 15,5 cm - canto superior direito -
Com estudo no dorso.

Pintor e desenhista, Paul Garkunfel nasceu na França, na cidade de Fontainebleau, e faleceu no Brasil, em Curitiba-PR. Em 1927 transfere-se para o Brasil, fixando residência em Curitiba a partir de 1936, após passagem por São Paulo e Santos. Integrou o Clube de Gravura do Paraná ao lado de Alcy Xavier e Nilo Previdi. Entre as exposições de que participou, destacam-se: Bienal Internacional de São Paulo, 1951; Salão da Primavera, Curitiba, 1960; Retrospectiva, no Museu de Arte de São Paulo, 1983; 100 Obras Itaú, no Masp, São Paulo, 1985. "Sintetizou sua relação com a natureza ao sugerir: ´Olhemos ao redor de nós, que ainda há muita beleza neste mundo para quem sabe abrir os olhos´. Sem dúvida é um lírico, e dentro de sua obra, fortemente bucólica, encontram-se os sinais de sua esperança e de sua utopia. Avesso ao abstracionismo e suas manifestações, ele procurava traduzir sua preocupação pelo mundo através de um figurativismo direto, claro e sem artifícios metafóricos. " Eugênia Gorini Esmeraldo e Geraldo Serra, in 100 obras Itaú. Pietro Maria Bardi. São Paulo, Banco Itaú, MASP, 1985. JULIO LOUZADA, vol. 3, pág. 448; ITAU CULTURAL; MEC, vol. 2, pág. 241/242.



280 - DJANIRA DA MOTTA E SILVA (1914 - 1979)

Peixaria - óleo sobre tela - 33 x 22 cm - canto inferior direito -

Pintora, desenhista, ilustradora, cartazista, cenógrafa e gravadora. Djanira da Motta e Silva nasceu em Avaré, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. No final da década de 1930, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde teve suas primeiras instruções de desenho no Liceu de Artes Ofícios e com o pintor Emeric Marcier, hóspede da pensão que Djanira instalou no bairro de Santa Teresa. Os contatos com os artistas Carlos Scliar, Milton Dacosta , Arpad Szenes , Vieira da Silva e Jean-Pierre Chabloz , frequentadores de sua pensão, proporcionaram um ambiente estimulador que a levou a expor no 48º Salão Nacional de Belas Artes, em 1942. No ano seguinte, realizou sua primeira mostra individual, na Associação Brasileira de Imprensa - ABI. Em 1945, viajou para Nova York. De volta ao Brasil, realizou o mural ‘Candomblé’ para a residência do escritor Jorge Amado, em Salvador, e painel para o Liceu Municipal de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Entre 1953 e 1954, viajou a estudo para a União Soviética. De volta ao Rio de Janeiro, tornou-se uma das líderes do movimento pelo Salão Preto e Branco, um protesto de artistas contra os altos preços do material para pintura. Realizou em 1963, o painel de azulejos ‘Santa Bárbara’, para a capela do túnel Santa Bárbara, Laranjeiras, Rio de Janeiro. No ano de 1966, a editora Cultrix publicou um álbum com poemas e serigrafias de sua autoria. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil, EUA e Europa. Foi premiada no Rio de Janeiro (1943, 1944, 1949, 1950 a 1953, 1955, 1963) e em São Paulo (1951, 1955). Participou da 1ª e da 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955). Em 1977, o Museu Nacional de Belas Artes - MNBA, realizou uma grande retrospectiva de sua obra. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 336; PONTUAL, PÁG. 181; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 164; MEC, VOL. 2, PÁG 58; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG, 263; WALTER ZANINI, PÁG. 810; ARTE NO BRASIL, PÁG. 824; ACERVO FIEO.



281 - TORQUATO BASSI (1880 - 1967)

Paisagem - óleo sobre tela colada em cartão - 26 x 35 cm - canto inferior direito -

Nascido em Ferrara / Itália, veio para o Brasil ainda muito jovem, fixando-se em São Paulo, onde desenvolveu sua vida artística. Participou durante anos do Salão de Belas Artes do Rio de Janeiro, Salão Paulista de Belas Artes e de mostras de pintores italianos. Tem obras na Pinacoteca do Estado de São Paulo e no Museu Paulista de Belas Artes. TEODORO BRAGA, pág. 47; PONTUAL, pág. 58; MEC, vol. 1, pág. 188; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 89; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO, RUTH TARASANTCHI.



282 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Marinha com Coqueiros" - acrílico sobre tela - 60 x 80 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2003 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



283 - ANA CRISTINA ANDRADE (1953)

"Minhas árvores" - gravura em metal e "chine collé" - Prova Única - 23 x 18 cm - canto inferior direito -

Ana Cristina Andrade Moreira é pintora, gravadora, desenhista, professora e designer vidreira. Iniciou sua formação artística na Escola Superior de Arte Santa Marcelina, SP (1972-1975). Aprendeu gravura em metal (1980-1990) com Iole Di Natale; técnicas de gravura na Scuola Internazionale di Gráfica em Veneza, Itália (1983); Gravura Especial com Evandro Carlos Jardim, no MAC-SP (1991); Técnica Calcográfica Experimental com Mario Benedetti, na FASM-SP (1997); Vitrofusão com Roberto Bonino. Exposições individuais: São Paulo, SP (1984, 1987, 1995, 2003); Bauru, SP (1989); “Projeto Interior com Arte” – Museu Banespa (1998 – Exposição itinerante pelo interior do Estado de São Paulo). Coletivas: Epinal, França (1975); São Paulo, SP (1974, 1982, 1984, 1985, 1986, 1988, 1994, 1995, 2000, 2002 a 2004, 2012 – SP ESTAMPA); Santo André, SP (1982); Novo Hamburgo, RS (1982); Taiwan, China (1983, 1985); San Juan, Porto Rico (1983); Santos, SP (1983); Cabo Frio, RJ (1983); Ribeirão Preto,SP (1984); Curitiba, PR (1984); Piracicaba,SP (1984); Veneza, Itália (1984, 1985); Campinas, SP (1985); São José do Rio Preto, SP (1986); Limeira, SP (1986); Washington D.C.,EUA (1991); Campos do Jordão, SP (1991); Kanagawa, Japão (1992); Maastricht, Holanda (1993); Illinois, EUA (1994); Cidade do México, México (1996); Jacareí, SP (1998); Budapeste, Hungria (1996); Uzice, Yuguslávia (1997); Ourense, Espanha (1994, 2006). Prêmios: São Paulo, SP (1974); Novo Hamburgo, RS (1982); Santos, SP (1983); Ribeirão Preto, SP (1984); Curitiba, PR (1984); Piracicaba, SP (1984); Campinas, SP (1985); São José do Rio Preto, SP (1986). JULIO LOUZADA, vol.1, pág. 62; vol.2, pág. 66; Acervo FIEO. ITAU CULTURAL.



284 - ANTONIO JOÃO DE ORLÉANS E BRAGANÇA (1950)

Paraty - aquarela - 30,5 x 45 cm - canto inferior direito - 1998 -

Dom Antonio João Maria José Jorge Miguel Gabriel Rafael Gonzaga de Orléans e Bragança e Wittelsbach nasceu no Rio de Janeiro, é príncipe do Brasil e de Orléans e Bragança. É aquarelista e vem realizando muitas exposições pelo Brasil. É o sétimo filho e sexto varão de D. Pedro Henrique de Orléans e Bragança, ex-chefe da casa imperial do Brasil, e de D. Maria Isabel da Baviera. Concluiu os estudos secundários em Vassouras e formou-se na Faculdade de Engenharia Civil da Universidade de Barra do Piraí, realizando estágio em Erlangen, Alemanha.pt.wikipedia.org



285 - ARTE POPULAR BRASILEIRA (XX)

Trio Virgulino - escultura em terracota policromada - 16 x 18 x 07 cm - assinatura ilegível - Maragogi - AL -



286 - BERNARDO CID (1925 - 1982)

Composição - óleo sobre tela - 22 x 33 cm - canto inferior esquerdo - 1970 -

Autodidata, o artista foi natural da cidade de São Paulo, onde também veio a falecer. O crítico Mario Schenberg, em sua obra ´Pensando a arte´. Ed. Nova Stella-SP, 1988, assim comentou a obra do artista: "Nas fases figurativas anteriores a 1960, Bernardo Cid experimentou várias técnicas. De um modo geral, o grafismo desempenhou o papel mais importante nesse período, se bem que tenha empregado também uma técnica de esmaltes. A partir de 1960 iniciou sua fase abstrata informal, que se prolongou até o fim de 1964, quando voltou de novo ao figurativismo. A pintura informal de Cid apresenta um interesse considerável. Algumas obras desse período se aproximam do expressionismo abstrato, revelando um senso cósmico acentuado, adequadamente comunicado por uma linguagem pictórica rica de sensibilidade cromática. A visão cósmica de Cid tem uma dramaticidade contida mas forte. Ela reapareceu combinada com outros elementos em alguns dos seus quadros neo-realistas de 1965. A passagem pelo informalismo enriqueceu consideravelmente a pintura de Cid, combatendo uma predominância excessiva de grafismo, evidenciada nas fases precedentes. Aprimorou o seu senso espacial e deu-lhe musicalidade." MEC, vol.1, pág.437; PONTUAL, pág.73; Catálogo Da Exposição Panorama da Arte Atual Brasileira- Museu de Arte Moderna de São Paulo/1976; WALMIR AYALA, vol. 1, págs. 205/206; BENEZIT, vol.3, pág.31; TEIXEIRA LEITE, pág.74; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 737; ARTE NO BRASIL, pág. 910.



287 - HENRI DE TOULOUSE LAUTREC (1864 - 1901)

Rosto - técnica mista - 37 x 29 cm - canto inferior direito -
No estado. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista, gravador, caricaturista, ilustrador e designer francês, Henri-Marie-Raymonde de Toulouse-Lautrec-Monfa nasceu em Albi e faleceu em Château de Malromé, Gironde. Descendente de uma família aristocrática recebeu educação artística e foi um menino normal até os 14 anos, quando sofreu um acidente e quebrou um fêmur e, menos de um ano depois, quebrou o outro. Os traumatismos, aliados a uma doença óssea congênita, atrofiaram suas pernas, seu corpo se tornou desproporcional e com dificuldades de locomoção. Estudou com René Princeteau (artista profissional que foi seu tutor), Léon Bonnat (1882) e Fernand Cormon. Ingressou no Liceu Fontanes (1872) em Paris e, depois de bacharelar-se (1881), decidiu tornar-se pintor. Quando adolescente assinava com o pseudônimo Treclau. Montou seu próprio ateliê em Montmartre (1884). Conheceu Van Gogh e vários pintores impressionistas e pós-impressionistas. Colaborou para os periódicos: "Revue Blanche" e "L’Escarmouche". Frequentou e retratou cenas do 'Moulin Rouge', 'Moulin de la Galette', bordéis, cabarés e casas de música. A partir de 1892, produziu muitas gravuras – para álbuns de colecionadores, cardápios, programas de teatro e livros. Expôs, pela primeira vez, no 'Salon des XX' em Bruxelas e, em várias ocasiões, no 'Cercle Volney' e no 'Salon des Indépendants' em Paris. Realizou sua última exposição individual (1895) em Londres, na filial da Galeria Goupil onde foi realizada uma exposição retrospectiva (1914) após sua morte. Em 1922 a família Lautrec doou 600 de suas obras a Albi, sua cidade natal, que para abrigá-las foi criado o Museu Toulouse-Lautrec. BENEZIT; DICIONÁRIO OXFORD DE ARTE; www.toulouse-lautrec-foundation.org; www.historiadasartes.com; educacao.uol.com.br; www.artprice.com.



288 - DOMENICO LAZZARINI (1920 - 1987)

Igreja - óleo sobre tela - 38 x 46 cm - canto inferior direito - 1984 -

Nasceu na cidade italiana de Viareggio, vindo a falecer na cidade do Rio de Janeiro. Em 1940, ainda na Itália, nas cidades de Lucca e Florença, realiza estudos com Rosai e Vedova. Já no Brasil, dá aulas de pintura na Escola de Belas Artes de Araraquara, São Paulo, em 1950. Em 1957, cria a Escola de Belas Artes de Ribeirão Preto e, em 1961, leciona no Museu de Arte do Rio de Janeiro. Em 1974, conquista o Prêmio Tetra d'Oro em Roma. Entre as exposições de que participa, destacam-se: Exposição de Lucca, Itália, 1946 a 1948; Bienal de Veneza, Itália, 1948; Jovens Pintores de Araraquara, no Museu de Arte Moderna de São Paulo, 1954; Salão Nacional de Arte Moderna (Isenção de Júri, 1959 e Prêmio Aquisição, 1962), Rio de Janeiro, 1958 a 1962; Bienal Internacional de São Paulo, 1959 e 1961; Galeria de Arte da Folha, São Paulo, 1959 e 1960; Domenico Lazzarini, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, 1963; 100 Obras Itaú, no Museu de Arte de São Paulo, 1985. BÉNÉZIT, vol. 6, pág. 499; JULIO LOUZADA vol. 11, pág. 179; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 697; ARTE NO BRASIL, pág. 964; Acervo FIEO.



289 - GUIDO TOTOLI (1937)

Paisagem - óleo sobre tela - 50 x 60 cm - canto inferior esquerdo -

Italiano, radicado no Brasil, Totoli é acima de tudo ótimo paisagista e pintor de figuras, fazendo uso de uma cor e de uma pincelada vivas e truculentas. Tem se dedicado com muita felicidade às cerâmicas. MEC, vol.4, pág. 408; JULIO LOUZADA, vol.11, pág. 325, Acervo FIEO.



290 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulheres - guache - 30 x 22 cm - canto inferior direito - 1967 -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



291 - OCTÁVIO ARAÚJO (1926 - 2015)

"Templo de Afrodite" - litografia - 66/100 - 60 x 45 cm - canto inferior direito - 1972 -
Obra reproduzida no catálogo da exposição "Octávio Araújo 20 anos depois" realizada no Museu de Arte de São Paulo "Assis Chateaubriand" - MASP - em outubro de 1972. Ex-coleção Antônio Maluf - Galeria Seta - São Paulo - SP.

Este importante artista brasileiro nasceu em Terra Roxa, SP. Em São Paulo foi aluno de Edmundo Migliaccio e José Barchitta, e teve por colegas, dentre outros, Luiz Sacilotto e Marcelo Grassmann, ao lado de quem, no Rio de Janeiro, com 20 anos de idade, expôs pela primeira vêz. Em 1947 integrou o Grupo dos 19. Trabalhou para Portinari em Paris, na confecção do grande mural Pescadores, com quem aprendeu a disciplina e a consciência profissional. Expôs em viagens que fêz pela China, na então União Soviética e nos Estados Unidos. Na sua obra é destaque a figura da mulher, em leitura ora fantástica, ora mágica, mas sempre perturbadora. TEIXEIRA LEITE, pág. 34; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 71; ARTE NO BRASIL, pág. 803; WALTER ZANINI, pág. 645; Acervo FIEO.



292 - ALFREDO VOLPI (1896 - 1988)

Fachada - serigrafia - 16/100 - 45 x 60 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.



293 - MENASE WAIDERGORN (1927)

"Êxodo" - óleo sobre tela - 21 x 40 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor nascido em Hotin, Romênia. Seus pais vieram para o Brasil (1932) fixando residência em São Paulo. Ingressou na Associação Paulista de Belas Artes (fim da década de 1940), onde conheceu Dario Mecatti. Viajou pelo norte da África e Europa. Participou de diversos salões, coletivas oficiais e recebeu diversos prêmios. JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 1011; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



294 - ESCOLA JAPONESA, SÉC. XX

Gueixa - litografia off set - 26 x 22 cm - lado direito na matriz -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")



295 - ROGÉRIA MATTOS (1959)

Composição - acrílico sobre tela - 70 x 70 cm - dorso - 1995 - São Paulo -

Pintora e escultora nascida em Salvador, BA. Realizou exposições individuais em: Salvador, BA (1984); São Paulo (1987). Tem participado de mostras e Salões oficiais em: Belo Horizonte, MG (1985 a 1987); Americana, SP (1985); São Paulo (1986 a 1988, 1990, 1993); Salvador, BA (1983, 1984, 1988, 1994, 1995, 1998); Curitiba, PR (1986, 1987, 1990); Presidente Prudente, SP (1986); Belém, PA (1999); Recife, PE (1986). Prêmios: São Paulo (1985 - II Prêmio de Pintura Jovem Pirelli no MASP); Presidente Prudente, SP (1986). JULIO LOUZADA VOL. 4, PÁG. 713; ITAU CULTURAL; www.artprice.com; www.artnet.com.



296 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XIX - XX

Mulher com gatos - óleo sobre tela - 65 x 54 cm - canto inferior direito -
De Saint, Léon.



297 - RENINA KATZ (1925)

"Setembro" - litografia - 16/70 - 57 x 42 cm - canto inferior direito -

Gravadora, desenhista, ilustradora e professora, Renina Katz Pedreira nasceu no Rio de Janeiro. Assina Renina e Renina Katz. Cursou a Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1947 a 1950) e teve como professores, entre outros, Henrique Cavalleiro e Quirino Campofiorito. Licenciou-se em desenho pela Faculdade de Filosofia da Universidade do Brasil. Iniciou-se em xilogravura com Axl Leskoschek, em 1946. Incentivada por Poty, ingressou no curso de gravura em metal, oferecido por Carlos Oswald no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro. Mudou-se para São Paulo em 1951, e lecionou gravura no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand e, posteriormente, na Fundação Armando Álvares Penteado, até a década de 1960. Em 1956, publicou o primeiro álbum de gravuras, intitulado ‘Favela’. A partir dessa data, foi docente da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo por 28 anos. Realizou muitas exposições individuais pelo Brasil, EUA, Chile, Paraguai, Portugal, Itália, Holanda e participou, entre as diversas mostras e Salões oficiais, das: Bienal Internacional de São Paulo (1955, 1959, 1961, 1963, 1985, 1989); Bienal de Veneza, Itália (1956, 1986); Panorama da Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1974, 1977, 1980, 1984). Foi premiada no Rio de Janeiro (1951, 1952) e em São Paulo (1955, 1984). MEC VOL.2, PÁG.403; PONTUAL, PÁG. 288; WALMIR AYALA VOL.1, PÁG.441; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG.15; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 606; ARTE NO BRASIL; www.artprice.com; www.catalogodasartes.com.br; www.editora.unicamp.br; www.laboratoriodasartes.com.br; artenaescola.org.br.



298 - TÉIA DE SOUSAS (1945)

"Namorados" - óleo sobre tela colada em eucatex - 20 x 24 cm - canto inferior direito e dorso - 2017 -

Pintora primitiva ativa no Estado de São Paulo. Suas obras nos trazem belas cenas do cotidiano das pessoas no campo. Suas cores são bem dosadas e a composição agrada aos olhos, pois traz harmonia e tranquilidade. A artista expõe regularmente, com sucesso de público e vendas.



299 - PAPAS STEFANOS (1956)

Paisagem - óleo sobre tela colada em eucatex - 56 x 85 cm - canto inferior direito -

Nasceu na Ilha de Rodhes, Grécia. Pintor, escultor e poeta, chegou ao Brasil em 1956, radicando-se em Goianira. Os temas de Papas Stefanos estão profundamente ligados 'a vida do universo rural e interiorano do Brasil. A beleza e consistência de sua obra já foi motivo de sensíveis críticas e grande sucesso de público nas diversas exposições que realizou, inclusive com premiações. O artista foi honrado com um poema que lhe dedicou Carlos Drumond de Andrade. JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 849; ITAU CULTURAL.



300 - CAMILLE - JEAN - BAPTISTE COROT (1796 - 1875)

Paisagem com figuras - óleo sobre tela - 38 x 55,5 cm - canto inferior esquerdo -
Reproduzido no convite deste leilão. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Ou Jean-Baptiste-Camille Corot - Pintor, desenhista, gravador e professor nascido em Paris e falecido em Ville-d’Avray (Hauts-de-Seine). Conhecido como Camille Corot. Estudou na ‘Académie Suisse’ em Paris (1817); depois pintura com Achille-Etna Michallon e com Jean-Victor Berlin. De 1825 a 1828 completou sua formação na Itália, detendo-se especialmente em Roma. De volta à França, percorreu vários locais da Normandia e da Borgonha. Voltou à Itália duas vezes e visitou a Suíça, a Holanda e a Inglaterra. A partir de 1827 participou regularmente do ‘Salon’ em Paris embora tenha sido recusado em 1843 e 1847. Recebeu a Primeira Medalha (1848) e se tornou membro do júri do ‘Salon’. Também recebeu a Primeira Medalha na Exposição Universal de Paris (1855 e 1867) e, em Londres (1862). Foi condecorado ‘Cavaleiro da Legião de Honra’ (1846) e ‘Oficial da Legião de Honra’ (1867). Realizou pinturas decorativas na igreja em Rosny-sur-Seine; no transepto da igreja em Ville-d’Avray junto com seu amigo Richomme. Enquanto esteve na Suíça (1857) decorou um salão no castelo em Gruyéres – Fribourg. Pintou dois painéis para a sala de jantar da residência privada do príncipe Demidov em Paris. Entre seus discípulos, destacam-se: Antoine Chintreuil, Stanislas Lépine, Berthe Morisot, Alfred Sisley e Camille Pissarro. BENEZIT; ITAU CULTURAL; educacao.uol.com.br; www.moma.org; www.oldmasterprint.com; www.museothyssen.org; www.artprice.com.



301 - LUIZ GALDINO (1958)

Mascarado - escultura em cerâmica - 26 x 17 x 07 cm - canto inferior direito -

Ceramista nascido no Alto do Moura, Caruaru – PE, filho de ceramista. Aos oito anos de idade já auxiliava sua mãe na confecção de jarras e outros utensílios. Participou de feiras e exposições em: Recife, Salvador, Belo Horizonte, Belém, Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo. Seus trabalhos foram expostos em duas mostras Internacionais: A "Braz'Art Export" e na "25ª Muestra Internacional de Artesania Tradicional", em Santiago - Chile (Universidade Católica do Chile) em 1999. Tem esculturas em exposições permanente em várias cidades brasileiras como: João Pessoa - PB, no Centro de Convenções; Angra dos Reis – RJ, no Museu Casa do Pontal; Bezerros - PE, no Museu do Centro de Artes; Caruaru - PE, no Convento dos Frades Capuchinhos e em sua oficina no Alto do Moura. umtiquinhodecadacoisa.blogspot.com.br; www.museucasadopontal.com.br; luizgaldinoartesanato.blogspot.com.br.



302 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Gato Azul com Flores" - acrílico sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2002 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



303 - AGRIPINO PESSOA CASTELLO BRANCO (1929)

Paisagem - óleo sobre eucatex - 12 x 18 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor assina Castello Branco. Participou de diversas exposições individuais e coletivas. JULIO LOUZADA ,vol. 7, pag. 153



304 - TOMÁS SANTA ROSA (1909 - 1956)

Mulher - técnica mista - 18,5 x 14,5 cm - canto inferior direito -

Pintor, gravador, cenógrafo e professor autodidata, Tomás Santa Rosa Júnior nasceu em João Pessoa, PB e falecido em Nova Délhi, Índia. Fixou-se no Rio de Janeiro (1932), começou a trabalhar como auxiliar de Portinari e iniciou também sua carreira de ilustrador que se estenderia por longa série de obras de escritores brasileiros e estrangeiros, que incluiu, dentre outros, Graciliano Ramos, José Lins do Rêgo, Jorge Amado, Castro Alves, Dostoievski. É considerado o primeiro cenógrafo moderno brasileiro. Entre as exposições das quais participou destacam-se: o Salão Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro (1941 - Medalha de Prata); Um Século de Pintura Brasileira, no Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro (1952); II Bienal Internacional de São Paulo (1953); Salão Preto e Branco do III Salão Nacional de Arte Moderna do Rio de Janeiro (1954); 'Arts Primitifs et Modernes Brésiliennes', no Museu de Etnografia de Neuchâtel, Suíça (1955). Após sua morte, suas obras foram expostas nas seguintes mostras: Exposição de Artes Gráficas de Tomás Santa Rosa, na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro (1958); Retrospectiva no Teatro Municipal do Rio de Janeiro (1975); Santa Rosa, Carnaval e Figurinos na Fundação Nacional de Arte (Funarte) de São Paulo (1985); e Bienal Brasil Século XX, na Fundação Bienal de São Paulo (1994). PONTUAL, PÁG. 472; MEC VOL. 4, PÁG. 177; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 460; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 572; LEONOR AMARANTE; www.funarte.gov.br; cpdoc.fgv.br; www.artprice.com.



305 - ALBANO AGNER DE CARVALHO (1899 - 1986)

Barco - desenho a nanquim e aquarela - 23 x 16 cm - canto inferior esquerdo -
No estado.

Nasceu em Curitiba, PR, onde fez estudos de pintura com o mestre Alfredo Andersen. Indo para o Rio de Janeiro em 1929, integrou-se desde então nas atividades artísticas locais, lá expondo individualmente em 1930, 1943, 1950 e 1961. Expôs também em Curitiba, em 1950, 1952, 1966 e 1968. Recebeu menção honrosa no SNBA e medalha de prata no Salão Fluminense de Belas Artes. PONTUAL, pág. 113; MEC, vol. 1, pág. 361; TEODORO BRAGA, pág. 29; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 176/177; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO, pág. 925.



306 - BAJADO (1912 - 1996)

"Sonho meu" - aquarela e nanquim - 47 x 27 cm - canto inferior direito - 113/05/1973 - Olinda. -

Natural de Maraial-PE, onde nasceu a 9 de dezembro de 1912, falecendo na cidade de Olinda, no dia 15 de Novembro de 1996. Viveu e foi ativo nas cidades de Recife e Olinda, onde era Cartazista e Pintor de Alegorias para Carnavais. Expôs individualmente em 1990 e 1992. Coletivamente expôs em São Paulo (mostra Tradição e Ruptura), Rio de Janeiro e Paris. Postumamente foram realizadas outras mostras de sua obra. "A matéria-prima de Bajado é o povo de Olinda, com seus costumes, sofrimentos e alegrias; ele os interpreta com bom-humor, em meio a uma atmosfera carnavalesca a que nem sequer faltam, por vezes, a nota fescenina, mulheres de maiô e as sereias praianas, de anatomia desengonçada e tão pouca sensualidade a olhos não-sertanejos. E quando pinta para açougues, neles figura touros enormes, ´bichos que se desgastaram no caminho desde as grutas de Lascaux e Altamira até o sujo matadouro de Peixinhos, e que são mais parentes que propriamente consumo desta população pobre´. " José Roberto Teixeira Leite, na obra abaixo. TEIXEIRA LEITE, pág.51; JULIO LOUZADA, vol.2, pág.96.



307 - LUIGI ALLAVENA (1878 - 1959)

Ruela - aquarela - 22 x 11 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista com diversas participações em mostras e Salões oficiais. www.artprice.com.



308 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

Mulher - escultura em bronze - 33 x 22 x 13 cm - assinado -

Escultor, desenhista e pintor paulista nascido em Mococa, SP e falecido no Rio de Janeiro. Mudou-se com a família para Itália, e fixou-se em Roma (1913). Iniciou estudos de desenho e escultura com o professor Loss (1920). Participou de movimentos antifascistas e foi preso (1931) por motivos políticos. Foi extraditado para o Brasil (1935) por intervenção do embaixador brasileiro na Itália. Em 1937, viajou para Paris e frequentou as academias ‘La Grand Chaumière’ e ‘Ranson’, onde estudou com Aristide Maillol e conviveu com Henry Moore, Marino Marini e Charles Despiau. Em 1939, retornou a São Paulo e junto com Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Sérgio Milliet, entre outros, participou do Movimento Modernista; foi um dos membros da Família Artística Paulista e do Grupo Santa Helena. Em 1943, transferiu-se para o Rio de Janeiro. A convite do ministro Gustavo Capanema instalou ateliê no antigo Hospício da Praia Vermelha, onde orientou jovens artistas como Francisco Stockinger. Possui obras em espaços públicos como ‘Monumento à Juventude Brasileira’ (1947), nos jardins do antigo Ministério da Educação e Saúde, atual Palácio Gustavo Capanema - RJ; ‘Candangos’ (1960), na Praça dos Três Poderes, e ‘Meteoro’ (1967), no lago do edifício do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília; ‘Integração’ (1989), no Memorial da América Latina, em São Paulo. Participou das Bienais de Veneza (1950, 1952); participou das I, II, IV e IX Bienais de São Paulo, período em que recebeu o prêmio de melhor escultor brasileiro (1953) e sala especial (1967). MEC, VOL.2, PÁG. 250; PONTUAL, PÁG. 237; MAYER/84, PÁG. 1333; BENEZIT VOL. 5, PÁG. 14; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 715; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 422; www.artprice.com; www.pinturabrasileira.com; www.dec.ufcg.edu.br; www.monumentos.art.br.



309 - GIUSEPPE CARELLI (1858 - 1921)

Entardecer - óleo sobre tela - 31,5 x 41 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista italiano, Giuseppe Carelli nasceu em Nápoles e faleceu em Portici. Filho de Gonsalvo Carelli, também pintor, que lhe deu os primeiros ensinamentos em arte. Cursou a Academia de Belas Artes em Nápoles onde foi aluno de Mancinelli e Marinelli. Mais tarde estabeleceu-se em Roma e conviveu com os artistas Podesti, Fracassini, Wolff e Carta. BENEZIT; www.artprice.com; www.askart.com.



310 - MARIA POLO (1937 - 1983)

Composição - óleo sobre tela - 54 x 73 cm - canto inferior direito - 1966 -

Pintora, desenhista, gravadora e vitralista nascida em Veneza, Itália e falecida no Rio de Janeiro. Estudou no Instituto de Arte de Veneza, entre 1949 e 1955 e no ateliê de De Pisis, em Roma, de 1955 a 1959. Veio para o Brasil em 1959 fixando-se em São Paulo e, a partir de 1962, no Rio de Janeiro. Realizou diversas exposições individuais em algumas das principais capitais do País e no exterior. Participou de muitas mostras e Salões oficiais, entre as quais: Bienal Internacional de São Paulo (1963, 1965, 1967); Panorama de Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1969, 1970, 1973). Foi premiada no 10º Salão Paulista de Arte Moderna, SP (1961). MEC, VOL. 3, PÁG. 424; PONTUAL, PÁG. 430; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 776; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 697; www.catalogodasartes.com.br; www.bolsadearte.com; www.artprice.com.



311 - FRANCISCO PROHANE (1921)

Natureza morta - óleo sobre eucatex - 20 x 30 cm - canto inferior direito - 1983 -

Nascido no Piemonte, Itália, na cidade de Santa Vitória, Prohane imigrou para o Brasil em 1931, com a família. Recebeu orientação de Osvaldo Fuoco, Osvaldo L. Siqueira e Francisco Cuoco. Em agosto de 1983 recebeu a Comenda da Ordem do Mérito das Artes Plásticas e em dezembro do mesmo ano, a de Cavaleiro Oficial. Considerado pintor do campo, Prohane é remanescente do grupo de artistas que pintam ao natural. Também é conhecido como um dos maiores pesquisadores do folclore brasileiro. JULIO LOUZADA vol.10, pág.715; Acervo FIEO.



312 - CELSO BAYO (1957)

Paisagem - óleo sobre tela - 70 x 100 cm - canto inferior direito -

Pintor, Celso Valdeci Bayo nasceu em Catanduva, SP. Sua formação artística – história da arte, desenho e pintura, se iniciou em Catanduva com Luis Dotto (1989), Reynaldo Jeron (1990 e 1995), Luis Cláudio Morgilli (1991 e 1996), Valdomiro Sant'Ana (1993), Romildo Santana (1993), W.Maguetas. Realizou exposição individual em Ribeirão Preto, SP (1994) e tem participado de diversas mostras e Salões oficiais em São Paulo; Catanduva, SP; Araras, SP; Ibirá, SP; Franca, SP; Santos, SP; Campos do Jordão, SP; São José do Rio Preto, SP; Ribeirão Preto, SP; Santa Adélia, SP; Ibitinga, SP. Foi premiado no II Salão de Catanduva (1995). JULIO LOUZADA VOL. 11, PÁG. 32.



313 - ADRIANO GAMBIM (1983)

"Estação da Luz, em cores quentes" - xilogravura - 27/30 - 28 x 40 cm - canto inferior direito - 2013 -

Pintor, desenhista, gravador e arte-educador. Sua formação artística foi na UNIMESP e UNESP, São Paulo. Realizou exposições individuais em Guarulhos (2004, 2008, 2009, 2010, 2011) e tem participado de várias mostras coletivas e Salões individuais como: Guarulhos, SP (2001, 2007 a 2013); São Paulo (2008, 2010); Araraquara, SP (2006, 2010, 2012); Franca, SP (2008); Catanduva, SP (2008); Suzano, SP (2009); Ubatuba, SP (2005, 2009); Ribeirão Preto, SP (2010); Mairiporã, SP (2010); Santo André, SP (2010); Santos, SP (2011); Araras, SP (2013); Embu, SP (2013); Curitiba, PR (2012); Porto Alegre, RS (2013); Brasília, DF (2013); Castro, PR (2013); Ceará (2012); Espanha (2005 a 2008, 2013); Finlândia (2007); México (2009); Itália (2007, 2009); Romênia (2007, 2010). Foi premiado em: Guarulhos, SP (2007 a 2009, 2011); Mairiporã, SP (2011); Espanha (2011); Araraquara, SP (2010, 2012, 2013); Araras, SP (2012); Rio Claro, SP (2013). www.artprice.com.



314 - SILVIO OPPENHEIM (1941 - 2012)

Composição - litografia - P.I. - 71 x 99 cm - canto inferior esquerdo - 2002 -
No estado.

Pintor, desenhista, arquiteto e professor nascido e falecido em São Paulo. Formou-se pela Faculdade de Arquitetura da USP (1965) e completou sua formação na Alemanha, quando ganhou do governo alemão uma bolsa de estudos para a 'Technisce Universitat' (TU) em Berlim Ocidental. Em 1979 assumiu a cadeira de arquitetura de interiores na Faculdade de Arquitetura da Universidade Mackenzie. Produziu intensamente como arquiteto e como artista plástico. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1965, 1972, 1975 a 1977, 1979, 1981, 1982, 1986 a 1989); Rio de Janeiro (1985); Brasília, DF (1978); Curitiba, PR (1980, 1987); Goiânia, GO (1989); Vitória, ES (1989). Participou de exposições coletivas e oficiais como: Bienal Internacional de São Paulo (1963, 1965, 1967, 1969); '5 Pintores de Vanguarda', Porto Alegre, RS (1965); Panorama de Arte Brasileira, MAM – SP (1971, 1973, 1976, 1979); Tóquio, Japão (1985) e outras. JULIO LOUZADA, VOL. 2, PÁG.745; VOL. 4, PÁG. 829; MEC, VOL.3, PÁG.301; ITAU CULTURAL, ACERVO FIEO; www.pinacoteca.org.br; www.sp.senac.br; www.resenhando.com; www.artprice.com.



315 - MANOEL SANTIAGO (1897 - 1987)

Praia - óleo sobre eucatex - 20 x 33 cm - canto inferior esquerdo -

Manoel Colafante Caledônio de Assumpção Santiago nasceu em Manaus, AM e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, desenhista e professor. Mudou-se para Belém em 1903 e iniciou estudos de pintura. Desde 1916 já praticava a arte não figurativa. Em 1919 transferiu-se para o Rio de Janeiro, cursou Direito e frequentou a Escola Nacional de Belas Artes, onde foi aluno de Rodolfo Chambelland e Baptista da Costa. Na época, teve aulas particulares com Eliseu Visconti. Foi casado com a pintora Haydeá Santiago. Participou em 1927 do Salão Nacional de Belas Artes e recebeu o prêmio viagem ao exterior, entre vários outros. Foi para Paris no ano seguinte, e lá permaneceu por cinco anos. De volta ao Rio de Janeiro, em 1932, tornou-se professor do Instituto de Belas Artes. Em 1934, passou a lecionar pintura e desenho no Núcleo Bernardelli, figurando entre seus alunos José Pancetti, Edson Motta, Bustamante Sá, Ado Malagoli, Rescála e Milton Dacosta. Participou da I Bienal Internacional de São Paulo (1951) e do 8º Panorama da Arte Brasileira (1976). PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, VOL. 1, PÁG. 241; TEODORO BRAGA, PÁG. 211; CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO DE PAISAGEM BRASILEIRA, MEC-MNBA /RIO/1944; MAYER/84, PÁG. 1158; REIS JR, PÁG. 378; PONTUAL, PÁG. 473; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 292; ITAÚ CULTURAL, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 865; ACERVO FIEO.



316 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Composição - guache - 21 x 29 cm - canto inferior direito ilegível -



317 - REYNALDO FONSECA (1925)

Gato e pássaro - serigrafia - 74/100 - 46 x 38 cm - canto inferior direito -
Com relevo seco de Lithos - Rio de Janeiro - Brasil.

Pintor, desenhista, gravador e professor pernambucano, natural da cidade do Recife, onde é ativo. Estudou no Rio de Janeiro, pintura com Portinari e gravura em metal com Henrique Oswald. Conquistou diversos prêmios em pintura e gravura na Divisão Moderna do SNBA-RJ. JULIO LOUZADA, vol.11, pág.263; MEC, vol.2, pág.184; PONTUAL, pág.220; TEIXEIRA LEITE, pág.205; WALMIR AYALA, vol.2, págs. 243 a 245; ITAÚ CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 879.



318 - JOSÉ MORAES (1921 - 2003)

Árvores - técnica mista - 33 x 17 cm - canto inferior esquerdo - 1977 -

Carioca, nascido José Machado de Morais, em 10/5/1921. Pintor, gravador, desenhista e professor. Aluno rebelde da antiga Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, foi figura importante no embate entre conservadores e modernos na década de 40, concorrendo com o seu trabalho e militância, para a difusão do modernismo pelo país, e na conquista da "Divisão Moderna", no Salão Nacional de Belas Artes. Foi aluno de Quirino Campofiorito, Portinari, com quem trabalhou na execução de diversas obras. Participou de diversos Salões com merecido reconhecimento. JULIO LOUZADA, vol. 13 pág. 230; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 602, Acervo FIEO.



319 - ANTONIO PESSOA (1943)

Namorados - escultura em bronze - 36 x 18 x 11 cm - assinado -

Escultor, assina Tonny. Radicado no Rio de Janeiro detentor de bom curriculo nacional e internacional com inumeras participações em Salões Oficiais,varias vezes premiado. Ótimo mercado.



320 - OCTÁVIO ARAÚJO (1926 - 2015)

"Fantasma dos Despojos de um..." - óleo sobre madeira - 35 x 46,5 cm - canto inferior direito e dorso - 1996 -
Complemento do título: "Fantasma dos Despojos de um Santo Martirizado". Reproduzido na quarta capa do catálogo deste leilão.

Este importante artista brasileiro nasceu em Terra Roxa, SP. Em São Paulo foi aluno de Edmundo Migliaccio e José Barchitta, e teve por colegas, dentre outros, Luiz Sacilotto e Marcelo Grassmann, ao lado de quem, no Rio de Janeiro, com 20 anos de idade, expôs pela primeira vêz. Em 1947 integrou o Grupo dos 19. Trabalhou para Portinari em Paris, na confecção do grande mural Pescadores, com quem aprendeu a disciplina e a consciência profissional. Expôs em viagens que fêz pela China, na então União Soviética e nos Estados Unidos. Na sua obra é destaque a figura da mulher, em leitura ora fantástica, ora mágica, mas sempre perturbadora. TEIXEIRA LEITE, pág. 34; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 71; ARTE NO BRASIL, pág. 803; WALTER ZANINI, pág. 645; Acervo FIEO.



321 - JOSEF ALBERS (1888 - 1976)

"Formulation Articulation" - serigrafia - 33/1000 - 34 x 39 cm - não assinado -
Com autenticação do Centro de Pesquisa de Arte, datada de 05 de maio de 1980, firmada por Bruno Silvio Tausz - Rua Paul Redfern 48, Ipanema - RJ, no dorso. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, poeta, escultor, professor, e teórico da arte. Nasceu em Bottrop, Alemanha e faleceu em Connecticut, EUA. Sua formação artística se deu na Alemanha: Berlim, Essen, Munique e na Bauhaus (Weimar) onde se torna professor. Em 1933, migra para os Estados Unidos e dá continuidade às suas atividades artísticas e teóricas. Em 1971 é realizada uma retrospectiva de seu trabalho no Metropolitan Museum, em Nova York. Possui obras em museus da Europa, EUA e Brasil. BENEZIT, VOL.1, PÁG. 81; ITAU CULTURAL; www.albersfoundation.org; www.mac.usp.br; www.britannica.com.



322 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Natal" - gravura - 61/150 - 10 x 29 cm - canto inferior direito - 1992 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



323 - LUIZ ZEMINIAN (1947)

Natureza morta - óleo sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior direito - 1991 -

Pintor com diversas participações em exposições coletivas e salões oficiais. JULIO LOUZADA, vol. 9, pág. 942.



324 - ALBERTO LUME (1944)

Nu - óleo sobre tela - 50 x 100 cm - canto inferior direito -

Português da Ilha da Madeira, onde nasceu a 6/2/1944, LUME, como é conhecido e assina as suas obras, fixou residência no Brasil a partir de 1954. Trouxe na sua bagagens sólidos conhecimentos de bom desenhista e excepcional colorista. Adota os temas brasileiros em suas obras com rara felicidade, fazendo com que as suas obras sejam muito disputadas em leilões e por colecionadores. JULIO LOUZADA, vol. 2 pág. 601 602



325 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulata - tapeçaria - 131 x 87 cm - canto inferior direito -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



326 - SERGIO RENATO YPLINSKY (1947)

Moça tocando bandolim - óleo sobre tela - 70 x 50 cm - canto inferior direito -
No estado.

Nasceu em Araxá, MG, no dia 20/2/1947. A sua pintura, de tendência impressionista, evoca o paisagismo, os costumes e os interiores de seculares catedrais do velho mundo. Expõe individualmente a partir de 1969, participando de coletivas a partir de 1976, com diversas premiações. JULIO LOUZADA vol. 13 pág. 360.



327 - CARYBÉ (1911 - 1997)

"Na praia" - serigrafia - 121/200 - 25 x 35 cm - canto inferior direito -
Reproduzido no catálogo da Mostra Itinerante do artista realizada em treze capitais em 1995, realização Galvão Bueno Marketing Cultural e patrocínio da Galeria de Arte André - São Paulo - SP.

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



328 - RONALDO MIRANDA (1940)

Telhado - óleo sobre tela - 12 x 2 cm - canto inferior esquerdo - 1973 -

Fluminense de Niterói-RJ. Autodidata, sua pintura é resultado de paciencia, esforço, observação e paixão, o que lhe atribui um certo caráter ingenuo e primitivista. Fixa principalmente paisagens. Participou das coletivas: Salão de Jovens Pintores, Nova Friburgo (1968); Salão de Pintura Júlio Koller, em Petrópolis (1969); Salão Nacional de Arte Moderna-RJ (1970). Realizou individuais em Belém-PA, Ouro Preto-MG e Rio de Janeiro-RJ. JULIO LOUZADA, vol 1, pág 638



329 - MARCIO SCHIAZ (1965)

"Casario com igreja" - óleo sobre tela - 60 x 80 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2003 -
Registrado sobre o nº 1798 do catálogo do autor.

Paulistano, o pintor nasceu em 10/5/1965. Estudou na APBA-SP, onde desenvolveu curso de desenho e pintura, frequentado sessões de modelo vivo. Individuais desde 1989 e coletivas em Salões Oficiais, com sucesso de crítica. Recebeu diversos prêmios. JULIO LOUZADA, vol.13, pág. 304; Acervo FIEO.



330 - ALIPIO DUTRA (1892 - 1964)

Vista do rio - óleo sobre tela - 52 x 60 cm - canto inferior direito -

Iniciou seus estudos em Piracicaba, com seu pai Joaquim Miguel Dutra, e obteve do Governo do Estado de São Paulo, em 1913, uma pensão para aperfeiçoar-se na Europa. Cursou a Escola Nacional Superior de Belas Artes de Paris, e foi laureado pela Real Academia de Belas Artes de Bruxelas. Em Paris, onde residiu durante 20 anos, frequentou a Academia Julian e os ateliers de Baschet, Royer e Laparra. Expôs no Salão dos Artistas Franceses em 1923 e 1924. Entrou para carreira diplomática em 1921, e quando servia na Embaixada do Brasil em Paris o governo francês fê-lo Cavalheiro da Ordem Nacional da Legião da Honra. Participou de diversas exposições individuais e coletivas, no Brasil e no exterior, tendo recebido inúmeros prêmios. Foi irmão dos pintores João, Archimedes e Antonio de P. Dutra. Seu nome está mencionado no Dictionnairè des Peitres, Sculpteurs, Dessinateurs et Graveurs. Benezit, ed. 1966, vol. 3, pág. 454. Foi paisagista, pintor de gênero, figuras e naturezas mortas. TEODORO BRAGA, pág. 84; BENEZIT, ed. 1976, vol. 4, pág. 71; REIS JR. , pág. 274/75; WALMIR AYALA, vol. 1, pag.274 e 275; PONTUAL, pág. 185/186; MEC, vol. 2, pág. 83; TEIXEIRA LEITE, pág. 171; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO, RUTH TARASANTCHI.



331 - DAREL VALENÇA LINS (1924)

Cidade - gravura - P.I. - 34 x 50 cm - canto inferior direito - 1968 -
No estado.

Gravador, pintor, desenhista, ilustrador e professor nascido em Palmares, PE. Estudou na Escola de Belas Artes do Recife, atual Universidade Federal de Pernambuco (entre 1941 e 1942). Mudou-se para o Rio de Janeiro (1946); estudou gravura em metal com Henrique Oswald (1948) e recebeu aconselhamento técnico de Oswaldo Goeldi. Atuou como ilustrador em diversos periódicos: revista 'Manchete'; jornais 'Última Hora' e 'Diário de Notícias'; diversos livros: 'Memórias de um Sargento de Milícias' (1957), de Manuel Antônio de Almeida; 'Poranduba Amazonense' (1961), de Barbosa Rodrigues; 'São Bernardo' (1992), de Graciliano Ramos e 'A Polaquinha' (2002), de Dalton Trevisan. Encarregou-se das publicações da Sociedade dos Cem Bibliófilos do Brasil (entre 1953 e 1966). Lecionou gravura em metal no Museu de Arte de São Paulo - Masp (1951); litografia na Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro (entre 1955 e 1957) e na FAAP, São Paulo (1961 a 1964). Realizou painéis para o Palácio dos Arcos, em Brasília (1968-1969) e para a IBM do Brasil, no Rio de Janeiro (1979). Realizou muitas exposições individuais, destacando-se: Rio de Janeiro (1949, 1963, 1964, 1966, 1968, 1973, 1995); Recife, PE (1951); Itália (1952 – Milão, 1958 - Roma); São Paulo (1953 – MASP, 1960, 1967). Participou de várias mostras e Salões oficiais, entre as quais: Salão Nacional de Arte Moderna (1952 a 1960) onde recebeu Prêmio de Viagem ao País (1952) e Prêmio de Viagem ao Estrangeiro (1957); Bienal Internacional de São Paulo (1961 a 1967) recebendo Prêmio Melhor Desenhista Nacional (1963) e Sala Especial (1965); Gravadores Brasileiros Contemporâneos, EUA (1966); Bienal de Tóquio, Japão (1964); Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa (1988, 1993). MEC VOL.3, PÁG. 18; PONTUAL, PÁG.160; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 313; VOL. 8, PÁG. 246; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 715; ARTE NO BRASIL, PÁG. 839; LEONOR AMARANTE, PÁG. 125; ACERVO FIEO; www.graphias.com.br; www.artprice.com.



332 - MASSAO OKINAKA (1913 - 2000)

Composição - óleo sobre tela - 60 x 100 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor e grande mestre do sumi-ê, Massao Okinaka era natural de Kyoto, Japão, onde iniciou os seus estudos artísticos. Imigrante, fixou residência em Lins-SP (1932). Em 1947 ingressa no Seibi-kai, e dois anos após, no Grupo do Jacaré e, a partir de 1993, no Grupo Guanabara. Congrega inúmeras exposições coletivas, com premiações. A paisagem predomina suas telas, apresentando uma marca distintiva, expressando o cotidiano urbano, com requintes técnicos, pleno domínio do desenho e inquietação. JULIO LOUZADA vol.8, pág. 620; ITAU CULTURAL, Acervo FIEO.



333 - ALFREDO EUGUL SAMAD (XX)

A charrete e o ponney - óleo sobre tela - 33 x 41 cm - canto inferior direito - 22/06/1980 -
Ex-coleção Antônio Maluf - Galeria Seta - São Paulo - SP. No estado.

Pintor argentino natural de Navarro, Provincia de Buenos Aires. Fixou residência no Brasil a partir de 1954. Expôs individualmente em Buenos Aires em 1951, participando de coletivas a partir de 1953, destacando-se: III Salão Nacional de Artes Plásticas do Rio de Janeiro (Gravura), Salão Museu de Arte Moderna -MAM-SP (Desenho) e III Salão Brasileiro de Arte (Fundação Mokiti Okada) São Paulo (pintura). Recebeu o Prêmio Aquisição no III Salão de Arte Contemporânea de Americana-SP.



334 - PEDRO OOKA (XX)

"Barco em reparo" - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior esquerdo e dorso -

Pintor e desenhista nascido em Tupã, SP. Sua formação artística foi na APBA – Associação Paulista de Belas Artes (1965) da qual é membro até hoje. Recebeu orientação dos pintores Manoel Navarro e Domingos Antequera. Realizou exposições individuais em São Paulo: no Espaço Cultural Jumbo Eletro do antigo Shopping Center Matarazzo, no Espaço Cultural Bar Siena, na Galeria de Arte da Sede Social e no Hall do CCR – Esporte Clube Pinheiros. Participou de várias mostras coletivas como: III EXPOPI Exposição Cultural Pinheirense; XIV, XV e XVI Arte Natureza; Salão da Marinha da Associação Paulista de Belas Artes; no Espaço Cultural da Academia Jumping – Unidade II.



335 - SONIA EBLING (1926 - 2006)

Casal - escultura em bronze - 18 x 06 x 08 cm - assinado -

Escultora, pintora e professora, Sonia Ebling de Kermoal nasceu em Taquara, RS e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou sua formação fazendo cursos de pintura e escultura na Escola de Belas Artes do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro, entre 1944 e 1951. De 1956 a 1959, viajou por vários países da Europa, estudando com Zadkine, em Paris, França. Residiu nessa cidade, entre 1959 e 1968, e recebeu uma bolsa de estudo da Fundação Calouste Gulbenkian. De volta ao Brasil, executou relevo para o Palácio dos Arcos, em Brasília. Realizou muitas exposições individuais, entre elas: Rio de Janeiro (1959, 1967); Paris, França (1961); Alemanha (1964); Porto Alegre, RS (1967); Brasília, DF (1968); Washington, EUA (1968). Diversas foram as participações em mostras coletivas e oficiais, destacando-se: Salão Nacional de Arte Moderna, RJ (1951- Prêmio Isenção de Júri, 1952, 1953, 1955 – Prêmio Viagem ao Exterior); Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1959, 1965, 1967); Salão de Belas Artes do Rio Grande do Sul (1953, 1956 – Prêmio); Salão Baiano de Belas Artes (1954); Salão Paulista de Arte Moderna (1955); 'Salon des Femmes Peintres et Sculpteurs', Museu de Arte Moderna de Paris (1957); Bienal de Arte Triveneta, Pádua – Itália (1957). MEC VOL. 2, PÁG. 89; PONTUAL PÁG. 187; JULIO LOUZADA VOL 3, PÁG. 363; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 720; ARTE NO BRASIL PÁG. 868; RGS PÁG. 454; soniaeblingesculturas.com.br; www.brasilartesenciclopedias.com.br; www.artprice.com.



336 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Paris - guache - 25 x 33 cm - canto inferior esquerdo ilegível -



337 - DENISE ACKEL (1961)

"Marinha" - óleo sobre eucatex - 25 x 50 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1984 -

Pintora nascida em São Paulo. Foi aluna de Dirce Pina do Nascimento (1977), de Arlindo Castellani di Carli (1978-1980) e de Carmélio Cruz. Participou de muitas exposições e Salões oficiais como: Salão da Marinha, Rio de Janeiro (1983); XLVII Salão Paulista de Belas Artes, São Paulo (1984); XXI Salão de Artes Plásticas do Embu, Embu - SP (1985). JULIO LOUSADA VOL.1; PÁG. 22; vol. 2, pág. 22.



338 - HENRIQUE PIZZI (1917)

Conversando - aquarela - 43 x 32 cm - canto inferior direito -

Pintor e desenhista natural da cidade de Santos-SP, onde reside e é ativo. Tem realizado destacadas apresentações em sua cidade natal e na Capital. Expondo desde o início dos anos 50, o artista tem participado de inúmeros Salões importantes, com premiações no Salão Paulista de Belas Artes nos anos de 1972, 1973, 1976 e 1977, dentre outras. JULIO LOUZADA, vol 01 - pág 774



339 - DORIVAL ALONSO (XX)

Paisagem - óleo sobre tela - 16 x 22 cm - canto inferior direito - 1980 -

Pintor residente e ativo em São Paulo, retrata as bucólicas paisagens do interior paulista e cenas do cotidiano da cidade. Iniciou-se na pintura ainda criança, quando por falta de tintas, coloria na parede com barro de diversas cores existente no local onde morava. A partir de 1974 começou a expor e vender suas obras. Participa ativamente das feiras de arte de São Paulo e Embu. Expôe coletivamente desde 1975, obtendo diversas premiações. JULIO LOUZADA vol.4, pág. 46



340 - ANTONIO POTEIRO (1925 - 2010)

Profetas - óleo sobre tela colada em eucatex - 51 x 70 cm - canto inferior direito e dorso - 1982 -
Reproduzido no convite deste leilão.

Escultor, pintor e ceramista, Antonio Batista de Souza nasceu em Aldeia de Santa Cristina da Pousa, Braga - Portugal e faleceu em Goiânia, GO. Imigrou com a família para o Brasil em 1926. Fixaram-se em Araguari, no Triângulo Mineiro. Autodidata, herdou do pai a técnica e a sensibilidade iniciando suas atividades como ceramista. Em 1958, já com sua família constituída, passou a viver definitivamente em Goiás. Adotou o apelido de "Poteiro", por sugestão da folclorista Regina Lacerda, que o orientou a assinar seus bonecos de barro. Mais tarde foi estimulado a pintar telas por Siron Franco e Cleber Gouvêa. Lecionou cerâmica no Centro de Atividades do SESC e nas cidades de Hannover e Düsseldorf, na Alemanha. Realizou exposições individuais e participou de muitas mostras coletivas e oficiais pelo Brasil e exterior, como: Bienal Internacional de São Paulo (1981 e 1991); Biennalle Internazionale "NAIF", Cittá di Como, Itália (1976); V Bienalle Internazionale "NAIFS", entre Fiera e Lombardia, Itália (1980); III Bienal de Havana, Cuba (1989); III Bienal de Artes de Goiás (1993) e Bienal Brasileira de Arte "NAIF", SESC Piracicaba (1994). Recebeu o prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte - APCA, na categoria escultura (1985), Menção Honrosa na I Bienal Internacional de Óbidos – Portugal (1987); Grande Prêmio no XIV Salão Nacional de Arte de Belo Horizonte, MG (1982); entre outros. Em 1997, foi homenageado com a Comenda da Ordem do Mérito Cultural, do Ministério da Cultura, Brasil. WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 217; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 31; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 808; LEONOR AMARANTE, PÁG. 294, MEC VOL. 3, PÁG. 432; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 925; VOL. 4, PÁG. 907; www.antoniopoteiro.com; artepopularbrasil.blogspot.com.br; www.artprice.com.



341 - FRANCISCO CÉA (1908 - XX)

Ouro Preto - óleo sobre tela - 46 x 33 cm - canto inferior direito e dorso - 1970 -
No estado.

Pintor e desenhista com várias participações em mostras coletivas e Salões oficiais. Recebeu Medalha de Bronze no Salão Nacional de Belas Artes - Rio de Janeiro, em 1954. ITAU CULTURAL; MEC VOL. 1, PÁG. 394; JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 247; VOL. 13, PÁG. 80; web.artprice.com



342 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Mulher" - desenho a lápis e aquarela - 21 x 15 cm - canto inferior direito - 1977 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



343 - GASTÃO Z. FRAZÃO (XX)

Composição - técnica mista - 55 x 37 cm - canto inferior direito -

Artista plástico e arquiteto que tem participado de mostras coletivas e Salões oficiais, destacando-se: Bienal Internacional de São Paulo, São Paulo (1967); Salão Paulista de Arte Contemporânea, São Paulo (1976); Salão Nacional de Artes Plásticas, Rio de Janeiro (1979). ITAUCULTURAL.



344 - FERRACIOLI (1949)

"Reflexos quixotescos" - óleo sobre tela - 50 x 40 cm - canto inferior direito e dorso - 10/1988 -

Nascido em Mococa, SP, FERRACIOLI é um artista com linguagem própria, apresentando um misto feliz de erotismo, misticismo e ficção científica. Dedica-se exclusivamente à pintura desde 1970. Em sua pintura atual, síntese de suas diversas fases, predominam texturas, além da busca de efeitos cromáticos num disciplinado rigor geométrico. Expõe individualmente com sucesso desde 1974, e participa de coletivas desde 1969, inclusive no exterior: Itália, Japão e USA. JULIO LOUZADA, vol.11, pág.110; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



345 - HEITOR CARILLO (1924)

Natureza morta - óleo sobre tela - 65 x 50 cm - canto inferior direito -
No estado.

Pintor, compositor e publicitário. Aperfeiçou sua técnica com Pedro Bruno e Silvio Alves. Realizou diversas exposições individuais em seu próprio ateliê, tem figurado em diversos salões e coletivas, conquistando prêmios. JULIO LOUZADA vol. 4, pág. 216



346 - ELYSITO (XX)

Gato - óleo sobre tela colada em madeira - 17,5 x 30 cm - canto inferior direito -

Pintor autodidata. Assina Elysito. Iniciou-se na pintura usando como suporte, latas, caixas de madeira e papelão. Nada produziu entre 1967 e 1977, ano em que reiniciou suas pinturas sobre caixas de madeira (caixas de frutas). Participou da exposição ‘Raízes’ na Galeria Seta, SP (1980) e expôs individualmente no mesmo espaço no ano seguinte. JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 371.



347 - SILVIA ALVES (1947)

"Natureza morta" - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior direito e dorso - 1983 -

Pintora, desenhista, escultora, gravadora, ilustradora, professora, poetiza e atriz Silvia Ferraro Alves nasceu em São Paulo. Estudou desenho e escultura com Alvaro de Bauptista (1980 a 1984) na Universidade de Campinas; formou-se em Pintura na Faculdade de Belas Artes (1986); mestrado em Aquarela na Faculdade Santa Marcelina (1998); frequentou o ateliê de Gravura do Museu Lasar Segall (1985 a 1988); os ateliês de pintura e desenho dos professores Lecy Bomfim, Salvador Rodrigues, Deusdedith Campanelli, Colette Pujol, Djalma Urban, Francisco Cuoco, Fang, o ateliê de escultura no Museu Brasileiro de Escultura (1980 a 1994) e aquarela com Iole Di Natale (1994 a 1998). Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais. Foi premiada em 1983, 1989, 1991, 1993, 1994, 1997, 1999, 2000, em São Paulo. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL, 10, PÁG, 49; www.silviaalves.art.br.



348 - JOSÉ BARBOSA (1948)

"Viva Olinda" - desenho a nanquim e guache - 28 x 22 cm - canto inferior direito - 1967 - Rio de Janeiro -

Pernambucano de Olinda, onde nasceu em agosto de 1948. Filho de marceneiro, iniciou sua carreira em 1963, como escultor-talhador, incentivado pelo pintor Adão Pinheiro. Integrou e organizou o movimento de Arte Ribeira, que tinha a participação dos artistas João Câmara, Vicente do Rego Monteiro e Guita Charifker - movimento dissolvido pouco tempo depois pela repressão militar. No Rio de Janeiro envolveu-se com a elite artística carioca, participando do progresso da vanguarda com suas talhas e gravuras em metal com imagerns exuberantes inspiradas na sua terra natal. Residiu na Alemanha, expondo seus trabalhos na França, Alemanha, Suiça e Inglaterra. Individuais a partir de 1964 e coletivas desde 1965. JULIO LOUZADA, vol. 12, pág. 36; ITAU CULTURAL.



349 - ROMERO BRITTO (1963)

"Montreux - Jazz Festival" - serigrafia - 17/25 H.C. - 66 x 76 cm - canto inferior esquerdo -

Romero Francisco da Silva Britto nasceu em Recife, PE. Pintor e gravador autodidata. Começou seu interesse pelas artes na infância, quando usava sucatas, papelões e jornais para exercitar a sua criatividade. Iniciou o curso de Direito na Universidade Católica de Pernambuco, mas depois viajou para os Estados Unidos e lá se estabeleceu. Criou três obras de arte para a ‘Absolut Vodka’ (1988), reproduzidas em mais de 60 publicações internacionais e, em 1995, seu trabalho foi estampado em 1,5 bilhões de latinhas de refrigerante Pepsi. Foi contratado para inserir os astros da Disney no contexto de sua arte pop em 1997. Entre as realizações, merecem destaque: a criação dos selos postais que levam o nome de Esportes para a paz, sobre as olimpíadas de Pequim - China; uma pirâmide que esteve instalada no Hide Park, em Londres, que deverá ser encaminhada para o museu da criança, na cidade do Cairo, Egito. Suas pinturas estão presentes em aeroportos pelo mundo como os de São Paulo, Washington DC, Nova York e Miami. Vale citar outros locais onde se pode ver e apreciar as suas obras: Montreux Jazz Raffles le Montreux Palace Hotel e Azul Basel Children’s Hospital, ambos na Suíça, e o Sheba Sheba Medical Center, Tel Aviv, em Israel. Realizou exposições Individuais a partir de 1991 e participou de mostras coletivas em São Paulo (1998, 2003, 2004); Rio de Janeiro (2003); Brasília (2012); Paris (2008, 2010). ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 12, PÁG. 65; www.britto.com; www.e-biografias.net; www.artprice.com.



350 - ARTE POPULAR BRASILEIRA (XX)

Dançando - escultura em terracota - 12 x 07 x 08 cm - assinado -
Carminha.



351 - NOEMIA MOURÃO (1912 - 1992)

Moça - aquarela - 30 x 22 cm - canto inferior direito -

Pintora e desenhista. Assina Noemia. Realizou sua primeira individual em 1934, no Rio de Janeiro. Residiu na Europa de 1934 a 1940, frequentando em Paris as academias de la Grande Chaumière e Ranson. Expôs em Montevideu e Buenos Aires. Foi citada por REIS JUNIOR e TEODORO BRAGA. Foi aluna (1932) e mulher (1933) de Di Cavalcanti. MEC vol.3, pág. 265; WALMIR AYALA vol.2, pág.135; PONTUAL, pág. 375; TEIXEIRA LEITE, pág. 356; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 684. Acervo FIEO.



352 - ANTONIETA TRANZILLO (1961)

"Rosas" - óleo sobre tela - 30 x 30 cm - canto inferior direito e dorso - 1986 -

Pintora nascida em São Paulo. Frequentou a Escola Panamericana de Arte e Design onde foi aluna de Danilo Marchese. Teve aulas também com Carlos Fajardo e Luiz Paulo Baravelli. Tem participado de mostras coletivas.



353 - CIDA SANCHES (XX)

"Rompimento" - litografia - 11/100 - 56 x 76 cm - canto inferior direito - 1989 -
No estado.

Aparecida Arruda Sanchez é pintora e gravadora. Realizou exposição individual em Santos, SP (1978), participou de mostras coletivas e oficiais em: Assis, SP (1977); Santos, SP (1977, 1978); São Paulo (1978). JULIO LOUZADA VOL. 10, PÁG. 784.



354 - JOEL FIRMINO DO AMARAL (1951)

"Igreja Nossa Senhora da Conceição" - óleo sobre tela - 40 x 30 cm - canto inferior direito e dorso - São Paulo -

Pintor radicado em São Paulo, onde é ativo. São muito apreciadas as suas aquarelas, que retratam os casarios de cidades mineiras e do interior do País. Em 1985, recebeu prêmio aquisição no SPBA, e em 1988 prêmio no SPBA-SP. JULIO LOUZADA, vol. 9, pág. 39; Acervo FIEO.



355 - SELMA BERTOLINO (1947)

Meninas no jardim - óleo sobre tela - 59 x 40 cm - canto inferior direito -

Escultora, pintora e gravadora, Sela Maria Bertolino nasceu em São Paulo. Assina Selma. Seu primeiro emprego, com doze anos, foi de arte finalista para desenhos de animação e, depois, para as revistas infantis da Editora Abril (de 1959 a 1962). Depois cursou a Faculdade de Belas Artes de São Paulo; pintura no ateliê de Franulic; escultura com Antônio Santos Lopes e Raphael Castilho na FAAP; litogravura com Hernán Sendoya. Participou de mostras coletivas e Salões oficiais em: São Paulo (1978, 1980, 1987, 1988, 1990, 1991, 1995, 1996); São Caetano do Sul, SP (1979). Em 1989 foi premiada em São Paulo. JULIO LOUZADA VOL. 5, PÁG. 978; VOL. 10, PÁG. 815.



356 - JOSÉ SIMEONE (1930 - 2009)

Paisagem - óleo sobre tela - 48 x 63 cm - canto inferior esquerdo -
No estado.

Pintor paulistano ligado à arte figurativa, com características impressionistas. Seu estilo se aproxima dos oitocentistas italianos e franceses, sendo que o crítico Pietro Maria Bardi também identificava em sua obra influências do grupo Santa Helena. Proveniente de família de artistas pintores (Angelo e João Simeone). Participa de coletivas a partir de 1962 (já com premiação). MEC, vol. 4, pág. 285; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 923; TEIXEIRA LEITE, pág. 482; Acervo FIEO.



357 - PEDRO BIRKEINSTEIN (1924)

Composição - óleo sobre eucatex - 38 x 18 cm - canto inferior direito - 1982 -

Nasceu nesta Capital, SP, em 22/2/1924. Dedica-se totalmente à arte a partir dos anos 50, sob a orientação de Edmundo Migliaccio, E. Federighi, Castellane e Zanotto (FAAP). Começou fazendo desenhos e óleos acadêmicos e depois passou para a abstrato, com referências figurativas. Segundo a crítica mencionada na bibliografia abaixo: " ... à primeira vista, as obras de Birkeinstein parecen abstratas, mas, uma leitura mais lenta, do que parece apenas jogo de luz e sombra, formas e cores surgem sua visão poética das favelas e perfis humanos. " Realizou diversas exposições coletivas e individuais no Brasil e no exterior, e suas obras figuram em coleções particulares em diversos países. JULIO LOUZADA, vol 2 - pag 136



358 - GERDA BRENTANI (1906 - 1999)

Adão e Eva no paraíso - gravura - 65/100 - 70 x 50 cm - canto inferior direito - 1973 -

Nasceu em Triestre, Itália, no dia 27 de fevereiro de 1908. Desenhista e gravadora. No Brasil desde 1939, fixou residência em São Paulo, Capital. Iniciou estudos com Ernesto de Fiori e Rossi Osir, por volta de 1940. De traço humoristico, a artista destacou-se no cenário artístico/crítico nacional, cuja obra tem participado em mostras nacionais e internacionais, com sucesso de crítica. JULIO LOUZADA vol.1, pág.153; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 630; Acervo FIEO.



359 - ALFREDO VOLPI (1896 - 1988)

Bandeirinhas - serigrafia - 3/30 - 35 x 26 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.



360 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Galo - serigrafia - P.A. - 54 x 34 cm - canto inferior direito - 1996 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



361 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Cangaceiro - serigrafia - 139/150 - 61 x 45 cm - canto inferior direito - 2003 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



362 - ALFREDO VOLPI (1896 - 1988)

Imaculada Conceição - litografia off set - P.A. - 54,5 x 42,5 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.



363 - HELENOS SILVA (1941)

"Menina bonita" - litografia - 9/80 - 55 x 40 cm - canto inferior direito - 1982 -

Pintor pernambucano, há longos anos em São Paulo, já participou da Bienal de São Paulo e realizou inúmeras individuais. MEC, vol. 2-pág. 334; WALMIR AYALA, vol. 1-págs. 386/7; PONTUAL, pág. 262; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 462, ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO.



364 - ANTONIO GARCIA PASCOAL (1939)

"Paris" - óleo sobre tela - 40 x 60 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2017 -

Assina Pascoal. Pintor nascido em Itapui, SP, em 17 de novembro. Participa de coletivas desde 1990, tendo recebido prêmio, dentre outros, Medalha de Bronze, no SA na CEF em São Caetano do Sul - 1991. JULIO LOUZADA vol.9, pág. 655.



365 - IMRE MAGYAR (XX)

Bambus - óleo sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior direito - 2006 -

Pintor alemão, radicado no Brasil desde 1950, com diversas exposições e participação de Salões Oficiais.



366 - CLEIDE IDE (1947)

"Vida e proteção" - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito e dorso - Agosto de 2017 -

Pintora nascida em São Paulo. Pinta desde os dezessete anos e foi aluna de Patrícia Bosani. Tem participado de mostras coletivas como: Salão de Mogi das Cruzes; Salão de Mauá.



367 - UBIRACI PINTO (1945 - 2008)

Igreja - óleo sobre tela - 26 x 22 cm - canto inferior direito -

Natural da cidade do Rio de Janeiro, onde nasceu em 26/1/1945. Assina seus trabalhos UBIRACI PINTO. Teve como mestre e incentivador o pai, Silvio Pinto, festejado pintor carioca. Ubiraci concentra grande parte de sua atuação artística no exterior. Participou de coletivas no Canadá, Venezuela, EUA, Inglaterra e Israel. No Brasil, recebeu Menção Honrosa e Medalha de Bronze no SNBA. JULIO LOUZADA vol. 1, pág. 771; MEC vol. 3, pág. 419; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO.



368 - WALTER LEWY (1905 - 1995)

Paisagem surreal - litografia - 2/50 - 41 x 54 cm - canto inferior direito - 1973 -

Gravador, pintor, ilustrador, paisagista, desenhista e publicitário nascido em Bad Oldesloe, Alemanha e falecido em São Paulo. Estudou na Escola de Artes e Ofícios de Dortmund, Alemanha (1923-1927). Nesse período, filiou-se à tendência do realismo mágico. Em 1928 participou de coletivas em Dortmund, Gelsenkirchen, Boclusim e outras cidades. Com a crise econômica de 1929, Lewy perdeu seu emprego de desenhista numa gráfica e foi viver com os pais no interior, tornando-se ilustrador de anedotas em jornais. Realizou sua primeira exposição individual em Bad Lippspringe (1932), mas foi fechada quando a Câmara de Arte Alemã proibiu a participação de judeus na vida artística. Escapando dessa situação opressora, o artista imigrou para o Brasil (1938), retomando profissionalmente a pintura. Deixou para trás centenas de trabalhos, que foram enviados para a Holanda e perdidos durante os bombardeios da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). No Brasil, fixou-se em São Paulo. Nos primeiros anos fez desenho publicitário e mais tarde capas de livros e ilustrações para diversas editoras. Ilustrou obras de Bertrand Russell, Machado de Assis e Arnold Toynbee, entre outras. Mais tarde, empregou-se como diagramador, letrista e arte-finalista nas agências de propaganda De Carli, Lintas Publicidade, Martinelli, Santos & Santos e Thompson Propaganda. Participou de Salões Nacionais e Bienais de São Paulo, entre 1951 e 1965, recebendo diversas premiações oficiais. JULIO LOUZADA, VOL. 10, PÁG. 497; MEC, VOL. 2, PÁG. 474; TEODORO BRAGA, PÁG. 245; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 286; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 630; LEONOR AMARANTE, PÁG. 142; ACERVO FIEO.



369 - ANA KFOURI AUN (1963)

Composição - óleo sobre tela - 90 x 140 cm - canto inferior direito - 2010 -

Pintora, Ana Tereza Kfouri Aun nasceu em São José do Rio Preto, SP. Participou das seguintes mostras individuais e coletivas: "Espaço Coletivo de Artes" - Clube Atlético Monte Líbano, SP (2000, 2001, 2003 e 2004); "V, VII, VIII, IX Salão Interclubes de Artes Plásticas" - Esporte Clube Paineiras do Morumby, SP (2000, 2001, 2003 e 2004); "Grupo dos 19 Pintores" - MASP Centro, SP (2003); "15ª Mostra Mercato d'Arte Contemporânea" - Arte Padova 2004, Padova, Itália; Espaço Cultural Hospital Sírio Libanês, SP; "II Mostra Darcy Penteado de Arte" - Espaço Cultural Alliance Francaise, SP; "4° Salão do Universo Feminino" - Espaço Cultural Prodam, SP (2004); "V Salão Comemorativo São Paulo 451 anos" - Hall Monumental da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, SP (2005). www.al.sp.gov.br/noticia/?id=272327.



370 - ANTONIO PESSOA (1943)

Figura - múltiplo em bronze - 08 x 12 x 03 cm - assinado -

Escultor, assina Tonny. Radicado no Rio de Janeiro detentor de bom curriculo nacional e internacional com inumeras participações em Salões Oficiais,varias vezes premiado. Ótimo mercado.



371 - PEDRO CORRÊA (1920)

Figuras - guache - 23 x 11 cm - canto inferior direito -

Paraibano de Campina Grande, foi artisticamente orientado pelo pintor Augusto Rodrigues, no Rio de Janeiro. Fixou residência em São Paulo, onde é ativo, inclusive através de uma escola de arte que mantém na cidade. Participou regularmente do SPBA, tendo também realizado várias individuais. JULIO LOUZADA, vol. 1 pág. 271 e 272, Acervo FIEO.



372 - VITTÓRIO GOBBIS (1894 - 1968)

"Rua da Imperatriz" - litografia - 496/500 - 35 x 45 cm - canto inferior direito na matriz - 1954 -
Com certificado de autenticidade de "Renot Escritório de Prestação de Serviços para o Mercado de Arte", São Paulo - SP.

Natural de Treviso, Itália. Iniciou seus estudos na terra de origem, tendo após fixado residência em São Paulo, onde foi pintor atuante. Obteve diversas premiações nos Salões Paulistas, no SNBA e no Salão Paulista de Arte Moderna. Participou da I e II Bienais de São Paulo. O MNBA e o MASP possuem obras deste festejado pintor. MEC, vol.2, pág.271; TEIXEIRA LEITE, pág. 220; PONTUAL, pág.240; WALMIR AYALA, vol.1, pág.350; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 579; ARTE NO BRASIL, pág. 777, Acervo FIEO.



373 - IVO BLASI (1932 - 2008)

"Feirinha Romana" - óleo sobre tela - 50 x 60 cm - canto inferior direito e dorso - 2000 -

Foi pintor atuante em São Paulo. Viveu na Itália por algum tempo, onde frequentou cursos de arte. No Brasil cursou a Escola Paulista de Belas Artes, tendo participado de diversas exposições. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 36; Acervo FIEO.



374 - EURIDYCE BRESSANI (1906 - 1992)

Mulher e plantas - desenho a nanquim e aquarela - 11,5 x 11,5 cm - canto inferior direito -
No estado.

Desenhista natural da cidade do Rio de Janeiro, onde nasceu a 5/11/1906. Autodidata, começou a desenhar em 1957, depois de aposentada, pois segundo ela o desenho lhe fazia companhia. Evoca cenas e tipos de sua infância. Em 1961 foi premiada pela melhor ilustração de livros obtida com o romance Memórias de um Sargento de Milícias. Ilustrou diversos outros importantes livros de autores nacionais. Possui obras em vários museus, como MAM-RJ e MAM-Bahia. Julio Louzada lista as diversas e importantes exposições de que participou. JULIO LOUZADA, vol. 2 pág. 377



375 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Figuras - óleo sobre tela - 120 x 60 cm - canto inferior esquerdo ilegível -



376 - HUMBERTO DA COSTA (1941)

Marinheiro - óleo sobre tela - 65 x 46 cm - canto inferior direito - 1978 -

Pintor e desenhista natural da cidade do Rio de Janeiro. Radicou-se na cidade de São João do Mereti, inciando-se no desenho ainda quando estudante. Estudou com Aluisio Carvão (1966), quando frequentou o MAM-RJ. Paisagista no início, sofreu influência de Arlindo Mesquita, passando a se dedicar à figura humana. Individuais em 1969 e 1971, e coletivamente a partir de 1970 (SNBA-RJ). JULIO LOUZADA, vol. 3, pág. 293; Acervo FIEO.



377 - CALASANS NETO (1932)

Composição - xilogravura - 30 x 21,5 cm - canto inferior direito -

Gravador, desenhista e pintor baiano. Foi aluno de Genaro de Carvalho e Mário Cravo Jr. . Diversas exposições realizadas. MEC, vol. 1, pág. 324; PONTUAL, pág. 98; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 149/150; JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 160; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 720; ARTE NO BRASIL, pág. 846.



378 - JOEL FIRMINO DO AMARAL (1951)

"Ouro Preto" - óleo sobre tela - 29 x 49 cm - canto inferior direito e dorso - 2017 - São Paulo -

Pintor radicado em São Paulo, onde é ativo. São muito apreciadas as suas aquarelas, que retratam os casarios de cidades mineiras e do interior do País. Em 1985, recebeu prêmio aquisição no SPBA, e em 1988 prêmio no SPBA-SP. JULIO LOUZADA, vol. 9, pág. 39; Acervo FIEO.



379 - MARIA HELENA ANDRÉS (1922)

Composição - óleo sobre tela colada em eucatex - 27 x 22 cm - canto inferior direito e dorso -
Com dedicatória.

Assina Maria H. Andrés. Maria Helena Andrés Ribeiro - pintora, desenhista, escritora e professora, natural de Belo Horizonte, MG. Estuda pintura, no Rio de Janeiro, com Carlos Chambelland, de 1940 a 1944; com Guignard e Edith Behring, de 1944 a 1947; com Theodorus Stamos, em Nova York, em 1961. Exposições individuais: Belo Horizonte (1947, 1953, 1969 a 1982, 1990, 1992, 2005); Rio de Janeiro (1954, 1965, 1969); Estados Unidos (1961, 1962, 1967); São Paulo (1962); Chile (1963); Paris (1967); Roma (1968); Brasília (1982); Madri (1987); Ouro Preto (1988). Principais coletivas: Bienais de São Paulo (1953, 1955, 1959, 1961, 1963, 1967, 1973, 1989). Prêmios: Rio de Janeiro (1943, 1948, 1951, 1953, 1958); Belo Horizonte (1959, 1960, 1962, 1974). PONTUAL, PÁG. 32; MEC, VOL.1, PÁG. 100; JULIO LOUZADA, VOL. 3, PÁG. 52; ITAU CULTURAL



380 - J. CARLOS (1884 - 1950)

"Guerra" - desenho a nanquim e aquarela - 40 x 28 cm - canto inferior direito -

Chargista, caricaturista, desenhista, pintor, ilustrador, José Carlos de Brito Cunha nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi um dos formadores da tradição da charge brasileira ao lado de Raul Pederneiras e K.Lixto, e criador de tipos como a negrinha 'Lamparina', a 'Melindrosa' e o 'Almofadinha'. Autodidata, iniciou a carreira de caricaturista ainda estudante, quando publicou um de seus desenhos na revista 'O Tagarela' (1902). Em seguida, passou a colaborar regularmente com a revista e no ano seguinte desenhou sua primeira capa na publicação. Colaborou em muitos órgãos da imprensa carioca como 'O Tico Tico', 'Fon-Fon', 'Careta', 'A Cigarra', 'Vida Moderna', 'Eu Sei Tudo', 'Revista da Semana' e 'O Cruzeiro'. Entre 1922 e 1930, exerceu o cargo de diretor artístico das empresas 'O Malho', onde iniciou uma grande série de charges de caráter político, satirizando fatos e personalidades nacionais e estrangeiras. A vertente política foi explorada pelo artista desde o início de sua carreira, sendo ele o responsável pela execução de uma série de charges antibelicistas executadas no período abrangido pelas duas grandes guerras e principalmente durante os dois governos de Getúlio Vargas (1883 - 1954). Esses trabalhos foram publicados principalmente na revista 'A Careta'. Também fez esculturas, foi autor de teatro de revista e letrista de música popular. JULIO LOUZADA vol. 10, pág. 181; CARICATURISTAS BRASILEIROS, de Pedro Corrêa do Lago, pág. 74; WALTER ZANINI, pág. 448; ARTE NO BRASIL, pág. 646; ITAU CULTURAL; www.ims.com.br; www.dec.ufcg.edu.br; www.artprice.com.



381 - MILTON DACOSTA (1915 - 1988)

Vênus - serigrafia - 1/30 - 20,5 x 13,5 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador. Milton Rodrigues da Costa nasceu em Niterói, RJ e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou estudos de desenho e pintura, em 1929, com o professor alemão August Hantv. No ano seguinte matriculou-se no curso livre de Marques Júnior, na Escola Nacional de Belas Artes. Junto com Edson Motta, Bustamante Sá e Ado Malagoli , entre outros, criou o Núcleo Bernardelli em 1931. Viajou para Estados Unidos em 1945, com o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Belas Artes do ano anterior. Na cidade de Nova York, estudou na Art's Students League of New York. Em 1946, foi para a Europa e após visita a vários países, fixou-se em Paris, onde estudou na Académie de La Grande Chaumière. Conheceu Pablo Picasso, por intermédio de Cícero Dias, e freqüentou os ateliês de Georges Braque e Georges Rouault. Expôs no Salon d'Automne (Paris) e regressou ao Brasil em 1947. Em 1949, casou-se com a pintora Maria Leontina e passou a residir em São Paulo. Realizou muitas exposições individuais e também recebeu prêmios nas Bienais Internacionais de São Paulo (1955, 1957). TEODORO BRAGA, PÁG. 163; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 229; MEC, VOL. 2, PÁG. 13; BENEZIT, VOL. 3, PÁG.315; ITAU CULTURAL; PONTUAL, PÁG. 155; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; ACERVO FIEO.



382 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Cangaceiro - litografia - 20/60 - 59,5 x 42 cm - canto inferior direito - 1976 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



383 - HANSEN BAHIA (1915 - 1978)

Figura na fachada - xilogravura - P.A. - 26 x 10 cm - canto inferior direito -
Com certificado de autenticidade de "Renot Escritório de Prestação de Serviços para o Mercado de Arte", datado de 21 de maio de 2003, São Paulo - SP.

Gravador, escultor, pintor, ilustrador, poeta, escritor, cineasta e professor, Karl Heinz Hansen nasceu em Hamburgo, Alemanha e faleceu em São Paulo. Serviu como soldado (entre 1936 e 1945) na Segunda Guerra Mundial e atuou como ilustrador de histórias infantis. Autodidata, realizou suas primeiras xilogravuras entre 1946 e 1948. Fixando-se sucessivamente na Itália, Suécia, Inglaterra, emigrou para o Brasil em 1950 residindo de início em São Paulo e a partir de 1955 em Salvador. Ilustrou a publicação 'Flor de São Miguel' (1957), com textos de Jorge Amado, Vinicius de Moraes e de sua autoria; 'Navio Negreiro' (1958), de Castro Alves. Em homenagem à Bahia passou a assinar seus trabalhos como Hansen-Bahia a partir de sua volta à terra natal em 1959. Lá permaneceu até 1963, enquanto trabalhou no ateliê de gravura fundado por ele mesmo no castelo Tittmoning. Viveu na Etiópia (entre 1963 e 1966) onde ajudou a estabelecer a Escola de Belas Artes na cidade de Addis Abeba. Retornou a Salvador e naturalizou-se. Tornou-se professor de artes gráficas da Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia (1967). Dois anos antes de sua morte, doou em testamento sua produção artística para a cidade de Cachoeira, Bahia, onde foi criada a Fundação Hansen Bahia que recebeu seu acervo artístico de xilogravuras, matrizes, livros, pinturas, prensas e ferramentas de trabalho. Realizou exposições individuais no: Museu de Arte de São Paulo (1950, 1953, 1966); Museu Nacional de Belas Artes, RJ (1952); Museu de Arte Moderna de São Paulo (1954, 1956); Buenos Aires, Argentina (1954, 1955, 1958), entre outras. Participou de muitas mostras coletivas e oficiais como: Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1961); Salão Nacional de Arte Moderna (1954, 1955). PONTUAL PÁG. 260; MEC VOL. 1, PÁG. 157; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 81; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 720; ARTE NO BRASIL, PÁG. 842; ACERVO FIEO, PÁG. 251; www.hansenbahia.com.br; www.artprice.com.



384 - AMÉRICO MODANEZ (1931)

Terreiro de café - óleo sobre tela - 20 x 30 cm - canto inferior direito e dorso - 1990 -
Com dedicatória no dorso.

Pintor nascido em Cerquilho-SP. Participou do SPAM em 1962, e na Casa do Artista Plástico, ambos em São Paulo. Na sua pintura, de concepção ingênua, aproveita temas bíblicos e folclóricos do interior paulista. PONTUAL, pág. 363; MEC, vol. 3, pág. 168; JÚLIO LOUZADA, vol. 4, pág. 747, Acervo FIEO.



385 - ARTE POPULAR BRASILEIRA (XX)

Cangaceiro - escultura em terracota - 24 x 09 x 07 cm - assinado -
Manuel Antonio.



386 - JOSÉ WASTH RODRIGUES (1891 - 1957)

Cidade - aquarela - 16 x 28,5 cm - canto superior direito - 1932 -
No estado.

Pintor, desenhista e historiador paulistano, foi pensionado pelo Estado de São Paulo, estudando no Jean-Paul Laurens, em Paris, de cujo salão oficial participou em 1914. Dedicou-se com intensidade ao desenho a bico de pena. Executou os desenhos e aquarelas do livro Uniformes do Exército Brasileiro, de Gustavo Barroso. JULIO LOUZADA, VOL ,12, pág, 347. MEC, VOL, 4, pág, 92; ITAÚ CULTURAL; ARTE NO BRASIL, Acervo FIEO, RUTH TARASANTCHI.



387 - ANGELO CANNONE (1899 - 1992)

Na beira do mar - óleo sobre eucatex - 17 x 24 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista e professor nascido em Abruzzo, Itália. Assinava D’Angelo, Angelo Cannone e A. Cannone. Aos cinco anos mudou-se para Nápoles com sua família. Em fins de 1947, veio para o Brasil, residiu algum tempo em São Paulo e depois se mudou para o Rio de Janeiro, onde se radicou e lá faleceu. Estudou no Instituto de Belas Artes de Nápoles com Paolo Vetri. Viveu em Roma durante quatro anos com uma pensão conquistada em um concurso em Nápoles. Lecionou desenho no Instituto Técnico. Expôs individualmente em São Paulo (1947, 1993) e no Rio de Janeiro (1947, 1973, 1980, 1984). Foi premiado, na Itália, em: 1922, 1925, 1929, 1941 e, no Brasil, em 1960. Em 1972 pintou o retrato do papa Pio X, em tamanho natural, que está na Igreja dos Italianos, RJ. WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 168; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 187; VOL. 3, PÁG. 203; VOL.8, PÁG. 165; VOL. 9, PÁG. 171; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; brasilartesenciclopedias.com.br; www.artprice.com; www.arcadja.com.



388 - JOSÉ MORAES (1921 - 2003)

Figura - técnica mista - 41 x 30 cm - canto inferior direito - 1950 -

Carioca, nascido José Machado de Morais, em 10/5/1921. Pintor, gravador, desenhista e professor. Aluno rebelde da antiga Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, foi figura importante no embate entre conservadores e modernos na década de 40, concorrendo com o seu trabalho e militância, para a difusão do modernismo pelo país, e na conquista da "Divisão Moderna", no Salão Nacional de Belas Artes. Foi aluno de Quirino Campofiorito, Portinari, com quem trabalhou na execução de diversas obras. Participou de diversos Salões com merecido reconhecimento. JULIO LOUZADA, vol. 13 pág. 230; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 602, Acervo FIEO.



389 - NORBERTO NICOLA (1930 - 2007)

Composição - serigrafia - 32/70 - 50 x 70 cm - canto inferior direito -
No estado.

Pintor e tapeceiro. Foi aluno de pintura de Samson Flexor, no Atelier Abstração, em 1954. Em 1959, estudou nos centros tapeceiros europeus e cria, com Jacques Douchez, o Ateliê Douchez-Nicola de Tapeçaria. Entre as exposições de que participou, destacam-se: Salão Paulista de Arte Moderna, São Paulo, de 1956 a 1960 (várias vezes premiado); Bienal Internacional de São Paulo, várias edições entre 1963 e 1975; Mostra de Tapeçaria Brasileira, no MAB/Faap, São Paulo, 1974 (1º prêmio); Trienal de Tapeçaria, no MAM/SP, 1979 (Hors Concours); Arte Plumária do Brasil, no Smithsonian Institute e no Museu de Antropologia, Washington (Estados Unidos) e Cidade do México, México, 1982; Bienal Brasil Século XX, na Fundação Bienal, São Paulo, 1994. JULIO LOUZADA vol, 4 pág, 800; MEC, vol, 3, pág, 261 e 262; WALMIR AYALA, vol 2, pág, 132; TEIXEIRA LEITE, pág 354. PONTUAL, pág, 384; ITAÚ CULTURAL; LEONOR AMARANTE, pág. 207.



390 - RITA LOUREIRO (1952)

"Macunaíma saindo meio pamonha ainda" - óleo sobre tela - 74,5 x 60 cm - canto inferior direito - 1989 -
Reproduzido no convite deste leilão e no livro: "Macunaíma o herói sem nenhum caráter", de Mário de Andrade, com ilustrações de Rita Loureiro, editora Itatiaia, Belo Horizonte. Ex-coleção Antônio Maluf - Galeria Seta - São Paulo - SP.

Pintora autodidata nascida em Manaus, AM. Viveu no Rio de Janeiro, de 1976 a 1979, onde começou a pintar. Voltou para Manaus. Foi incluída no livro ‘Le Rêve et Les Naifs’ publicado pela Editora Max Fourny - Paris, França (1982) e ilustrou uma edição para bibliófilos do livro ‘Macunaíma’ de Mário de Andrade no Rio de Janeiro (1984). Realizou várias exposições individuais no Brasil, Alemanha e Inglaterra. Participou também de mostras e Salões oficiais. ITAU CULTURAL; www.artprice.com; www.amazonas.am.gov.br; animaelibri.blogspot.com.br.



391 - LOTHAR CHAROUX (1912 - 1987)

Linhas - serigrafia - 5/50 - 28 x 41 cm - canto inferior direito - 1970 -

Pintor, desenhista e professor austríaco, natural de Viena. Assinava Charoux. Iniciou os estudos artísticos com seu tio, o escultor austríaco Siegfried Charoux. Transferiu-se para o Brasil em 1928, fixando residência em São Paulo. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios da cidade onde conheceu Valdemar da Costa, com ele fazendo aprendizado de pintura a partir de 1940. Posteriormente passa a lecionar desenho no Liceu de Artes e Ofícios e no SENAI. Em 1947, realizou sua primeira exposição individual, na Galeria Itapetininga. Em 1952, participou da fundação do Grupo Ruptura, ao lado de Waldemar Cordeiro, Geraldo de Barros, Anatol Wladyslaw e outros. Com Hermelindo Fiaminghi e Luiz Sacilotto , cria a Associação de Artes Visuais NT - Novas Tendências, em 1963. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras oficiais nacionais como a Bienal Internacional de São Paulo (I a IX, XII, XIII), Panorama da Arte Atual Brasileira (1º ao 3º, 6º, 9º, 11º, 12º) e no exterior. É homenageado com retrospectiva no Museu de Arte Moderna de São Paulo e no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro em 1974. Em 2005, é publicado o livro ‘Lothar Charoux: A Poética da Linha’, pela historiadora de arte Maria Alice Milliet. PONTUAL, PÁG. 131; MEC VOL. 1, PÁG. 433; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 254; VOL. 9, PÁG.207; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 645; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; ACERVO FIEO.



392 - MARCIO SCHIAZ (1965)

"O profeta Jonas" - óleo sobre tela - 30 x 30 cm - canto inferior esquerdo e dorso -
Registrado sobre o nº 1604 do catálogo do autor.

Paulistano, o pintor nasceu em 10/5/1965. Estudou na APBA-SP, onde desenvolveu curso de desenho e pintura, frequentado sessões de modelo vivo. Individuais desde 1989 e coletivas em Salões Oficiais, com sucesso de crítica. Recebeu diversos prêmios. JULIO LOUZADA, vol.13, pág. 304; Acervo FIEO.



393 - PAULA KADUNC (1954)

Composição - acrílico sobre tela - 40 x 30 cm - dorso - 2017 -
Registrado sobre o nº 673 do catálogo da autora.

Paula Kadunc, pseudônimo artístico de Maria Paula Kadunc, nasceu em São Paulo. Frequentou um curso clássico de arte e comunicação na época de colégio. Formou-se em historia (1975) e nos anos seguintes realizou viagens de estudo pela Europa, Japão, China e Filipinas. No inicio da década de 80 trabalhou no Museu de Arte de São Paulo como assessora de imprensa e relações publicas auxiliando ainda na curadoria de diversas exposições. Na década de 90 frequentou o ateliê do escultor Paulo Tadee onde trabalhou com desenhos e pinturas geométricas e passou a fundir esculturas em bronze. Estudou técnica de pintura com Marysia Portinari. Tem participado com suas obras de várias exposições coletivas e leilões de arte. Possui obras em diversas coleções particulares e no Museu de Arte do Parlamento de São Paulo. www.artemaisnet.com.br/artistas/paula-kadunc.html; www.catalogodasartes.com.br; www.al.sp.gov.br; www.artprice.com; www.askart.com.



394 - JOSÉ ANTONIO DA SILVA (1909 - 1996)

Cavaleiro - óleo sobre tela - 60 x 80 cm - canto inferior direito e dorso - 1985 -

Pintor, desenhista, escritor, escultor, repentista nascido em Sales de Oliveira, SP e falecido em São Paulo. Trabalhador rural, de pouca formação escolar, foi autodidata. Em 1931, mudou-se para São José do Rio Preto, SP. Participou da exposição de inauguração da Casa de Cultura da cidade (1946), quando suas pinturas chamaram atenção dos críticos Lourival Gomes Machado, Paulo Mendes de Almeida e do filósofo João Cruz e Costa. Dois anos depois, realizou mostra individual na Galeria Domus, SP. Nessa ocasião Pietro Maria Bardi, diretor do MASP, adquiriu seus quadros e depositou parte deles no acervo do museu. O MAM, SP editou seu primeiro livro, ‘Romance de Minha Vida’ (1949). Na 1ª Bienal Internacional de São Paulo (1951), recebeu prêmio aquisição do ‘Museum of Modern Art’ (MoMA) de Nova York. Em 1966, o artista criou o Museu Municipal de Arte Contemporânea de São José do Rio Preto e gravou dois LPs, ambos chamados ‘Registro do Folclore Mais Autêntico do Brasil’, com composições de sua autoria. No mesmo ano, ganhou Sala Especial na 33ª Bienal de Veneza. Publicou ainda os livros ‘Maria Clara’ (1970), ‘Alice’ (1972); ‘Sou Pintor, Sou Poeta’ (1982); e ‘Fazenda da Boa Esperança’ (1987). Transferiu-se de São José do Rio Preto para São Paulo, em 1973. Em 1980, foi fundado o Museu de Arte Primitivista José Antônio da Silva (MAP), em São José do Rio Preto, com obras do artista e peças do antigo Museu Municipal de Arte Contemporânea. Realizou inúmeras exposições individuais e participou de muitos certames oficiais pelo Brasil e exterior recebendo muitos prêmios. MEC, vol. 4, pág. 256; PONTUAL, pág. 493 e 494; TEIXEIRA LEITE, pág. 478; JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 958; ARTE NO BRASIL, vol. 2, pág. 958; BENEZIT, vol. 9, pág. 602; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 227; ITAU CULTURAL; LEONOR AMARANTE, pág. 171; Acervo FIEO.



395 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

"Fazenda Cachoeira" - óleo sobre madeira - 41 x 33 cm - canto inferior direito e dorso - São Paulo -
E. Duvnier.



396 - MARIO ZANINI (1907 - 1971)

Objetos - guache - 14 x 14 cm - canto inferior direito - 1969 -

Pintor, decorador, ceramista, professor, Mário Zanini nasceu e faleceu em São Paulo. Foi um dos integrantes de dois importantes movimentos artísticos considerados históricos na pintura paulista: o Grupo Santa Helena e a Família Artística Paulista. Sua formação artística se deu em São Paulo quando aos 13 anos iniciou curso de pintura da Escola Profissional Masculina do Brás e de 1924 a 1926, matriculou-se no curso de desenho e artes do Liceu de Artes e Ofícios. Conheceu Alfredo Volpi em 1927 e no ano seguinte estudou com o pintor Georg Elpons. Trabalhou no escritório de decoração de Francisco Rebolo entre 1933 e 1938. Em 1940 recebeu medalha de prata no 46º Salão Nacional de Belas Artes e foi convidado por Rossi Osir a trabalhar em seu ateliê de azulejos artísticos, o Osirarte. Em 1950, viajou por seis meses pela Itália, em companhia de Volpi e Osir. A partir de 1968 lecionou na Faculdade de Belas Artes de São Paulo. Participou de vários Salões oficiais e mostras coletivas no Brasil, como I e III Bienal Internacional de São Paulo e no exterior. Sua família doou 108 de suas obras ao Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo - MAC/USP em 1974. MEC, VOL. 4, PÁG. 531; PONTUAL, PÁG. 557; TEODORO BRAGA, PÁG. 250; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 451; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; ARTE NO BRASIL, PÁG. 778; LEONOR AMARANTE, PÁG.38; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 1085; ACERVO FIEO.



397 - ZARAGOZA (1930)

Figuras - técnica mista - 48 x 35 cm - canto inferior esquerdo -

Batizado José Maria Martinez Zaragoza. Pintor, ilustrador e desenhista, diretor de arte, publicitário, cartazista e empresário. Inicia seus estudos com Angela Rosado e estuda na Escola de Belas Artes de Barcelona, Espanha. Em 1957 e 1958, exerce o cargo de diretor de arte na J.W. Thompson, em Nova Iorque, Estados Unidos. Em 1968, funda com Petit e Dualibi, a agência de propaganda DPZ, Dualibi, Petit e Zaragoza S/A. ITÁU CULTURAL.



398 - FRANCESCO PAOLO MICHETTI (1851 - 1929)

Jovem - pastel - 56 x 45 cm - canto inferior direito -
No estado. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e gravador nascido em Tocco da Casauria, Itália e falecido em Francavilla a Mare, Itália. Estudou na Academia de Nápoles, tendo sido discípulo de Filippo Palizzi, Domenico Morelli e Dalbuono. Expôs diversas vezes na Bienal de Veneza e no Salão de Paris; também em Roma, Turim, Anversa e Berlim.Obteve duas Medalhas de Ouro em Berlim (1886, 1891) e uma Medalha de Ouro em Paris (1900). Possui obras em museus de Berlim, Bucareste, Chicago, Nápoles, Filadélfia, Roma, Stuttgart, Trieste, Veneza e Viena. BENEZIT VOL. 7, PÁG. 395; JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 679; www.francescopaolomichetti.it; artcyclopedia.com; arcadja.com; artnet.com; web.artprice.com.



399 - EDNALDO (XX)

Veterinários - escultura em terracota policromada - 15 x 13 x 11 cm - assinado -

Ceramista natural do Alto do Moura, Caruaru – PE. Suas obras estão em coleções nacionais e estrangeiras.



400 - MANOEL SANTIAGO (1897 - 1987)

Na praia - óleo sobre tela - 27 x 35 cm - canto inferior direito e dorso -

Manoel Colafante Caledônio de Assumpção Santiago nasceu em Manaus, AM e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, desenhista e professor. Mudou-se para Belém em 1903 e iniciou estudos de pintura. Desde 1916 já praticava a arte não figurativa. Em 1919 transferiu-se para o Rio de Janeiro, cursou Direito e frequentou a Escola Nacional de Belas Artes, onde foi aluno de Rodolfo Chambelland e Baptista da Costa. Na época, teve aulas particulares com Eliseu Visconti. Foi casado com a pintora Haydeá Santiago. Participou em 1927 do Salão Nacional de Belas Artes e recebeu o prêmio viagem ao exterior, entre vários outros. Foi para Paris no ano seguinte, e lá permaneceu por cinco anos. De volta ao Rio de Janeiro, em 1932, tornou-se professor do Instituto de Belas Artes. Em 1934, passou a lecionar pintura e desenho no Núcleo Bernardelli, figurando entre seus alunos José Pancetti, Edson Motta, Bustamante Sá, Ado Malagoli, Rescála e Milton Dacosta. Participou da I Bienal Internacional de São Paulo (1951) e do 8º Panorama da Arte Brasileira (1976). PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, VOL. 1, PÁG. 241; TEODORO BRAGA, PÁG. 211; CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO DE PAISAGEM BRASILEIRA, MEC-MNBA /RIO/1944; MAYER/84, PÁG. 1158; REIS JR, PÁG. 378; PONTUAL, PÁG. 473; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 292; ITAÚ CULTURAL, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 865; ACERVO FIEO.



401 - THÉO (DJALMA PIRES FERREIRA) (1901 - 1980)

Jânio e Ademar - desenho a nanquim e aquarela - 35 x 26 cm - centro inferior -

Caricaturista, Théo é o pseudônimo de Djalma Pires Ferreira, nascido na Bahia e falecido em Araruama, RJ, filho de um ex-tenente da Guerra de Canudos. Veio para o Rio de Janeiro com 21 anos. Autodidata, publicou seus primeiros trabalhos na "Tarde" (1918 a 1922) e no "Diário de Notícias", seção esportes (1919). Foi o divulgador da "Bola do Dia" das colunas de "O Globo" e colaborou no "Malho", "Careta", "Fon-Fon", em outras revistas e jornais do Rio de Janeiro e na "Cigarra", em São Paulo. Exposições póstumas: São Paulo (1997, 2003); Belo Horizonte, MG (1997); Campinas, SP (1997); Brasília, DF (1998). ITAU CULTURAL; MEC VOL. 4, PÁG. 384; CARICATURISTAS BRASILEIROS 1836 – 2001, PÁG. 120; memoria.oglobo.globo.com; www.guiadosquadrinhos.com; www.ibahia.com.



402 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Gato Amarelo" - acrílico sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito e dorso - 2002 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



403 - JANY M. RUCK (1939)

"Flores na janela" - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2003 -

Pintora, professora e restauradora, Jany Marylene Ruck nasceu em Agudos, SP. Assinava Jany até 1984. Atualmente assina JM. Ruck. Em Campinas fez cursos livres de desenho e pintura com Elenice Menegon, Aldo Cardarelli, Djalma Urban e Álvaro de Batista. Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais. Foi premiada em: São José do Rio Preto, SP (1984, 1985, 1991); Campinas, SP (1985, 1996); São João da Boa Vista, SP (1985); Itatiba, SP (1985,1987, 1988); Mogi Mirim, SP (1987); Poços de Caldas, MG (1987); Piracicaba, SP (1988); Limeira, SP (1989); Araras, SP (1991); Ribeirão Preto, SP (2003). ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 7 PÁG. 614; VOL. 9, PÁG. 750.



404 - ALBERTO LUME (1944)

Na beira do lago - óleo sobre tela - 80 x 100 cm - canto inferior direito -

Português da Ilha da Madeira, onde nasceu a 6/2/1944, LUME, como é conhecido e assina as suas obras, fixou residência no Brasil a partir de 1954. Trouxe na sua bagagens sólidos conhecimentos de bom desenhista e excepcional colorista. Adota os temas brasileiros em suas obras com rara felicidade, fazendo com que as suas obras sejam muito disputadas em leilões e por colecionadores. JULIO LOUZADA, vol. 2 pág. 601 602



405 - CÉLIA NAHAS GARCIA (1967)

Azulejos - técnica mista - 70 x 100 cm - canto inferior direito -

Artista plástica nascida em São Paulo. É pedagoga e desenvolve sua arte como autodidata. Realizou exposições individuais em São Paulo (2013, 2014) e tem participado de inúmeras mostras coletivas e oficiais, destacando-se: 'Exposição Museo do Café' (2013);?'Artexpo New York', Nova York -



406 - MOBY (1922 - 1978)

Maternidade - óleo sobre tela - 38 x 54 cm - canto inferior direito - 1973 -
No estado.

Moby, nome artístico de Mogns Osterbie, natural de Copenhagem, Dinamarca. Pintor e desenhista, frequentou na sua cidade natal a Escola de Arte Decorativa e a Real Academia de Belas Artes. No Brasil, fixou-se em São Paulo, onde realizou diversas individuais, cuja crítica, principalmente de Quirino da Silva, lhe foram favoráveis, transcrevendo comentários de Mário Schenberg. PONTUAL, pág. 363; MEC, vol. 3, pág. 1; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



407 - B.J. TOBIAS (1894 - 1976)

Choupana - aquarela - 22,5 x 30 cm - canto inferior direito -

Participou do Salão Paulista de Belas Artes, tendo obtido os prêmios: Prefeitura de São Paulo, Valentim Amaral e I. Dinis, respectivamente em 1934, 1935, 1958, 1961 e 1962. MEC, vol.4, pág.404; THEODORO BRAGA, pág.230; JULIO LOUZADA, vol.4, pág.1098.



408 - MILLAN HORVAT (1946)

Cidade - óleo sobre tela - 70 x 81 cm - canto inferior direito - 1990 -

Pintor iuguslavo, natural de Novi Sad, onde nasceu a 26 de maio de 1946. Residente e ativo em São Paulo, cuja obra foi assim apresentada por Pietro Maria Bardi: " ... sua arte pode ser inscrita na categoria que Ortega y Gasset reservava aos artífices que comunicam e são entendidos pelos apreciadores do figurativo. Pintura rica em percepções que transparecem num conceber geométrico, pacatas colorações justamente apropriadas às composições. As paisagens reconstroem idealmente as arquiteturas, harmonizando-as e as exaltando em sigulares sínteses formais." JULIO LOUZADA, vol. 12 pág. 275, Acervo FIEO.



409 - MARIE LAURENCIN (1883 - 1956)

Menina - óleo sobre tela - 41 x 33 cm - canto superior direito - 1955 -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintora, desenhista, gravadora, ilustradora e cenógrafa nascida e falecida em Paris, França. Em Sèvres, aprendeu pintura em porcelana; em Paris, desenho com Madelaine Lemaire e estudou na ‘Académie Humbert’ onde conheceu Georges Braque e Francis Picabia. Pertenceu à associação de pintores e poetas conhecida como ‘Bateau Lavoir’ que incluía Picasso, Braque, Gris, Max Jacob, André Salmon e outros. Em Paris, sua primeira exposição foi no Salão dos Independentes (1907). Depois, exposições nas Galerias: Barbazanges (1912), Paul Rosenberg (1920) e participou, no Petit Palais, da exposição "Maitres de l’Art Indépendents" (1937). A partir de 1924, como cenógrafa, produziu para Diaghilev o "Ballets russe" e "Comédie Francaise" (1928). Entre os livros que ilustrou destacam-se: "La Tentative Amoureuse" de André Gides, "Alice in Wonderland" de Lewis Caroll. BENEZIT VOL. 6, PÁG. 477; ITAU CULTURAL; www.marielaurencin.com; www.moma.org; www.tate.org.uk; web.artprice.com; artnet.com; www.britannica.com.



410 - TADASHI KAMINAGAI (1899 - 1982)

"Notre Dame" - óleo sobre tela - 65 x 50 cm - canto inferior direito - 1956 -
Reproduzido no convite deste leilão. Com inscrições no dorso. No estado.

Pintor, desenhista, professor, Tadashi Kaminagai nasceu em Hiroshima, Japão e faleceu em Paris, França. Por iniciativa da família, ingressou aos 14 anos num mosteiro budista na cidade japonesa de Kobe. Dois anos depois, viajou para as Índias Ocidentais Holandesas, atual Indonésia, atuando como missionário e agricultor até 1927. Nesse ano, decidido a seguir carreira artística, mudou-se para Paris, onde conheceu o artista Tsugouharu Foujita, que o orientou na pintura. Paralelamente à atividade artística, trabalhou como moldureiro. No início da década de 1930, expôs quadros nos salões parisienses e retornou ao Japão em 1938. Embarcou para o Brasil um ano após a eclosão da Segunda Guerra Mundial trazendo consigo uma carta de recomendação endereçada a Candido Portinari. Fixou residência no Rio de Janeiro e, em 1941, instalou ateliê e oficina de molduras no bairro de Santa Teresa, onde trabalhou e atuou como professor de diversos artistas brasileiros e nipo-brasileiros, como Inimá de Paula, Flavio-Shiró e Tikashi Fukushima, entre outros. Sua primeira exposição individual, por volta de 1945, foi organizada por Portinari no Rio de Janeiro. Em 1947, passou a integrar o Grupo Seibi. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais como a 1ª e 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1951 e 1953). Foi premiado no Rio de Janeiro (1944, 1950). Retornou ao Japão em 1954 e três anos mais tarde voltou a fixar-se em Paris. Viveu entre o Japão, a França e o Brasil, até seu falecimento. ITAU CULTURAL; TEODORO BRAGA, PÁG.134; BENEZIT, VOL.6, PÁG.152; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁG.; MEC, VOL.2, PÁG.401; PONTUAL, PÁG.287; WALTER ZANINI, PÁG. 643; ARTE NO BRASIL; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 506; ACERVO FIEO.



411 - CARLOS PAEZ VILARÓ (1923 - 2014)

Marinha - guache - 32 x 42 cm - canto inferior direito - 1956 -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista, escultor, ceramista, muralista uruguaio nascido em Montevidéu e falecido em Casapueblo. Autodidata, desde cedo se envolveu com as artes gráficas trabalhando na imprensa em Barracas e Avellaneda, em Buenos Aires. No final da década de 1940 regressou a Montevidéu e passou a dedicar-se inteiramente aos temas do Candomblé e da dança afro-oriental. Esses mesmos temas o motivaram a fazer uma viagem ao Brasil e aos países onde a raça negra predomina como Senegal, Libéria, Congo, Camarões e Nigéria. Conheceu Picasso, Dali, De Chirico e Calder em seus ateliês (década de 1950). Em 1969 regressou ao Uruguai e continuou as obras de sua casa, conhecida como 'Casapueblo' em Punta Ballena, modelada com suas próprias mãos e com ajuda dos pescadores, que se transformou em um símbolo do lugar. A partir de 1970 viveu alternadamente nos Estados Unidos, Brasil e Uruguai. Realizou exposições, entre outras, na França, Inglaterra, Estados Unidos e retrospectivas na China e no Egito. Participou também da Bienal Internacional de São Paulo em 1965, 1969 e 1971. Sua arte mural se encontra no Uruguai, Chile, Brasil, África, Austrália, Estados Unidos, Polinésia. ITAU CULTURAL; BENEZIT VOL. 8, PÁG. 80; carlospaezvilaro.com.uy; www.pinacoteca.org.br; www.artprice.com.



412 - MENASE WAIDERGORN (1927)

"Êxodo" - óleo sobre tela - 30,5 x 61 cm - canto inferior direito -

Pintor nascido em Hotin, Romênia. Seus pais vieram para o Brasil (1932) fixando residência em São Paulo. Ingressou na Associação Paulista de Belas Artes (fim da década de 1940), onde conheceu Dario Mecatti. Viajou pelo norte da África e Europa. Participou de diversos salões, coletivas oficiais e recebeu diversos prêmios. JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 1011; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



413 - YOSHIYA TAKAOKA (1909 - 1978)

Na mesa - aquarela - 21,5 x 27 cm - canto inferior esquerdo - 1960 -

Pintor e desenhista nascido em Tóquio, Japão, veio para o Brasil em 1925, fixando-se no interior de São Paulo, trabalhando na lavoura. Mudou-se para São Paulo, onde ganhava a vida vendendo pastéis, fazendo caricaturas e como pintor de paredes. Foi aluno de Bruno Lechowsky no Rio de Janeiro. Foi um dos fundadores do Grupo Seibi, que reuniu artistas plásticos da colônia japonesa em São Paulo (1935). Fundou em 1948, juntamente com Geraldo de Barros e Antonio Carelli, o Grupo dos Quinze. Viveu em Paris de 1952 a 1953, estudando técnica de mosaico; Freqüentou o Núcleo Bernardelli, onde se ligou de amizade a Pancetti. Participou de diversos salões e exposições, nacionais e estrangeiras, recebendo diversas premiações. PONTUAL, pág. 510; TEIXEIRA LEITE, pág. 490; MEC, vol. 4, pág. 352; TEODORO BRAGA, pág. 220; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 361; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 579; ARTE NO BRASIL.



414 - JULIO PLAZA (1938 - 2003)

Composição - serigrafia - 6/40 - 38 x 38 cm - canto inferior direito -

Julio Plaza González nasceu em Madri, Espanha e faleceu em São Paulo. Artista intermídia, escritor, gravador e professor. Inicia sua formação artística na década de 1950, com estudos livres em Madri. Posteriormente freqüenta a Escola de Belas Artes, em Paris. Vem ao Brasil em 1967, integrando a representação espanhola que participa da 9ª Bienal Internacional de São Paulo. Ingressa na Escola Superior de Desenho Industrial, no Rio de Janeiro, com bolsa de estudos concedida pelo Itamaraty. Leciona linguagem visual e artes plásticas, como artista residente, na Universidade de Puerto Rico (1969 e 1973). Em seguida, muda-se para São Paulo, onde se torna professor da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo e da Fundação Armando Álvares Penteado. Funda, em 1978, o Centro de Artes Visuais Aster, com Donato Ferrari , Walter Zanini e Regina Silveira , com quem foi casado. Publica com Augusto de Campos os livros ‘Caixa Preta’ e ‘Poemóbiles’(1975), é autor de publicações teóricas sobre arte, como ‘Videografia em Videotexto’ (1986) e ‘Os Processos Criativos com os Meios Eletrônicos: Poéticas Digitais’, com Monica Tavares (1998). Na década de 1990, leciona no Instituto de Artes da Unicamp. Realizou muitas exposições individuais; participou de inúmeras mostras oficiais e exposições póstumas foram realizadas em São Paulo (2003, 2004). ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 921; MEC VOL.3, PÁG. 423; www.acervos.art.br; artprice.com.



415 - ANTONIO PESSOA (1943)

Nu - múltiplo em bronze - 14 x 05 x 02 cm - assinado -

Escultor, assina Tonny. Radicado no Rio de Janeiro detentor de bom curriculo nacional e internacional com inumeras participações em Salões Oficiais,varias vezes premiado. Ótimo mercado.



416 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Ipê amarelo - óleo sobre tela - 45 x 61 cm - canto inferior esquerdo - 1957 -
J. Lencine.



417 - IRINEIDE KLOCKNER (1961)

Composição - óleo sobre tela - 60 x 80 cm - dorso -

Nascida em 1961, na cidade de Maringá/PR, Irineide Klöckner iniciou sua carreira artística em 1983, e passou pelos mais variados campos das artes plásticas, vivenciando as mais diversas técnicas de pintura. Desde 2000, Irineide dedica-se exclusivamente à pintura em tela, tendo durante estes anos aprimorado sua arte em diversas técnicas, através da convivência com artistas de diferentes estilos. Nos últimos anos tem buscado inspiração em grandes nomes do Abstracionismo, como Jackson Pollock e Jonas Gerard, e desenvolveu seu próprio estilo. Em sua arte Irineide expressa a beleza da vida, em todos seus pormenores e complexidades, na união dos traços aparentemente desconexos se criam momentos únicos. Durante sua carreira, Klöckner participou de exposições ao longo de toda a região Sul, tendo assinado mais de 2000 obras de arte, que hoje embelezam residências e ambientes corporativos em todo o Brasil.



418 - ORLANDO BRITO (1920 - 1981)

Cais - óleo sobre tela colada em eucatex - 11 x 14 cm - canto inferior direito - 1979 -

Nascido e falecido na cidade do Rio de Janeiro, foi pintor e desenhista. Ocupou durante vários anos, a cadeira de Desenho e Pintura do Instituto de Belas Artes, além de ser membro do juri do SNBA, ambos no Rio de Janeiro. Realizou individuais em diversas Galerias de Arte do Rio de Janeiroe participou também de várias exposições pelo interior do Brasil. Expôs no SNBA-RJ, nos anos de 1954, 1962, 1965 (obtendo neste o Grande Prêmio IV Centenário da cidade), e 1967. JULIO LOUZADA vol.11, pág.44; ITAÚ CULTURAL.



419 - EDGARD OEHLMEYER (1909 - 1967)

Paisagem - óleo sobre eucatex - 35 x 27 cm - canto inferior direito - 1960 -

Pintor nascido em Rio Claro e falecido em São Paulo. Nessa cidade cursou pintura com o prof. Carlos Hadler na Escola Profissional. Foi discípulo de Amadeo Scavone e Antonio Rocco. Realizou exposição individual em São Paulo (1941). Participou de várias edições do Salão Paulista de Belas Artes, SP; do Salão Nacional de Belas Artes, RJ e outras mostras oficiais. Foi premiado em: São Paulo (1939, 1940, 1946, 1949, 1953, 1962); Rio de Janeiro (1947). TEODORO BRAGA, PÁG. 175; MEC. VOL.3, PÁG. 291; MAYER/1984, PAG. 1070; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 362; PONTUAL, PÁG. 389; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 686; www.museuvirt.com.br.



420 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Gato Verde Com Vaso de flores" - acrílico sobre tela - 60 x 80 cm - canto inferior direito e dorso - 2003 -
Reproduzido no convite deste leilão. Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



421 - IUR SERAVAT FULAM (1959)

"Série sem repetição 09" - acrílico sobre papel - 25,5 x 17 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2017 -

Pseudônimo do autor. Natural de São Paulo (SP), filho primogênito de um casal ligado à atividade cultural (pai artista gráfico e plástico e mãe escritora). Autodidata neste campo, embora tenha tido grande estímulo para o desenho e a pintura acompanhando a atividade artística de seu pai, que também foi marchand a partir da década de 60, permitindo que tivesse estreito contato e pudesse realizar uma grande experimentação ao longo dos anos tanto para a linguagem figurativa com temas ligados ao cotidiano, como para a geométrica. É professor universitário e consultor na área de assuntos públicos e instituições políticas.



422 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Flores - gravura - 69/75 - 11,5 x 11,5 cm - canto inferior direito -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



423 - HENRY VITOR (1939)

"Um sonho mágico" - óleo sobre tela - 50 x 40 cm - canto inferior direito e dorso - 1992 -
No estado.

Pintor e gravador mineiro de Guaxupé, onde nasceu a 2 de abril de 1939. Reside e é ativo na cidade de São Paulo SP. Autodidata, fez cursos de Jornalismo, Propaganda e Comunicações. Expôs individualmente nos anos de 1972, 1973, 1984 e 1991 em São Paulo SP. Coletivas a partir de 1971, inclusive no exterior. "Há elementos que revelam o ingênuo mas nem sempre permitem ajuizar se a obra é crítica ou artesanal. O autodidatismo, como o de Vitor, é uma constante. Expressa uma visão pessoal da realidade ou configurações de sonho. Retrata a vida filtrada, livremente, pelos olhos de cada um e interpretada por um sentimento intrínseco. " Jorge Anthonio, in HENRY Vitor: pinturas. Apresentação de Jorge Anthonio. São Paulo: Galeria Jacques Ardies, 1991. HENRY Vitor: pinturas. Apresentação de Jorge Anthonio. São Paulo: Galeria Jacques Ardies, 1991. JULIO LOUZADA, vol.11, pág.145, MEC,vol.4, pág.49; ITAÚ CULTURAL.



424 - CARYBÉ (1911 - 1997)

Dançarina - desenho a nanquim - 31 x 22 cm - canto inferior direito -
Com certificado de autenticidade de "Renot Escritório de Prestação de Serviços para o Mercado de Arte", datado de 27 de setembro de 2001, São Paulo - SP.

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



425 - FANG (1931 - 2012)

Casario - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito - 1981 -

Pintor, desenhista, gravador e professor, Chien Kong Fang, ou simplesmente Fang, nasceu na cidade de Tung Cheng, China e faleceu em São Paulo. Estudou sumiê e aquarela na China em 1945. Veio morar em São Paulo com a família em 1951, naturalizando-se brasileiro em 1971. Entre 1954 e 1956, estudou pintura com Yoshiya Takaoka em São Paulo. Viajou, em 1977, para a América do Norte, Europa e Ásia, onde desenvolveu o seu trabalho de pintura. Em 1981, foi realizado o curta metragem biográfico ‘O Caminho de Fang’, em São Paulo. Visitou a China, convidado pelo governo chinês, em 1985. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1959, 1961, 1962, 1978, 1981, 1993, 2005); Salvador, BA (1962); Rio de Janeiro (1978, 1986); Schleswing, Alemanha (1985); Lugana, EUA (1990); Americana, SP (1994); Formosa, Taiwan (1994). Foi premiado no Rio de Janeiro (1957) e em São Paulo (1960 a 1962, 1967 a 1969, 1978, 1979, 1991). Participou do Panorama da Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1978). MEC, VOL. 2, PÁG. 124; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 366; VOL. 6, PÁG. 378; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 189; PONTUAL, PÁG. 201; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; www.fang.com.br; www.artprice.com.



426 - ARTE POPULAR BRASILEIRA (XX)

Nu - escultura em madeira - 58 x 06 x 06 cm - não assinado -



427 - JOSÉ SABÓIA (1949)

Trabalhadores - óleo sobre tela - 40 x 60 cm - canto inferior direito -

Pintor, José Sabóia do Nascimento nasceu em Almadina-BA. Artista autodidata foi para o Rio de Janeiro em 1967 e começou a pintar no ano seguinte, passando a expor seus trabalhos na feira hippie de Ipanema. Fez sua primeira exposição individual em Fortaleza, CE (1970). Entre as exposições de que participou, destacam-se: I e III Salão Nacional de Artes Plásticas do Ceará, Fortaleza, (1969, 1971 - Prêmio Aquisição); Dez Pintores no Rio de Janeiro, no MNBA, RJ (1983); ‘Brésil Naifs’, Paris (1986); ‘Salon d'Art Naif’- Marseilha, França (1987); ‘Pintura, Presença e Povo na Arte Brasileira’ no Museu da Casa Brasileira - São Paulo (1990); ‘Visões do Rio’ no MAM, RJ (1996). No exterior expôs individualmente em São Francisco, EUA e Munique, Alemanha, além de participar de coletivas em vários países e, principalmente na França, com exposições organizadas pela Galeria Jacqueline Bricard e uma presença cativa na ‘Galerie Naïfs du Monde Entier’ em Paris. José Sabóia participou do Concurso Internacional de Morges, quando seu quadro foi eleito pelo público, a melhor obra de 60 participantes de 22 países, premiação que originou o convite da Galeria Kasper para realizar uma exposição individual em 1997. JULIO LOUZADA vol. 11, pág. 278; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 228; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO; www.artprice.com; www.nautilus.com.br; www.ardies.com.



428 - JESUÍNO LEITE RIBEIRO (1935 - 2012)

Fábrica - óleo sobre tela - 33 x 46 cm - canto inferior esquerdo - 1989 -

Jesuíno Leite Ribeiro nasceu e faleceu em Guaxupé, MG. Foi pintor, desenhista, gravador e professor. Assinava Jesuíno e era, na família, conhecido como Zino. Estudou na Escola de Belas Artes de Belo Horizonte e na antiga Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, onde se aperfeiçoou em gravura com Oswaldo Goeldi. Foi professor de desenho no Instituto Central de Artes da Universidade de Brasília. Exposições individuais: Rio de Janeiro (1960, 1969, 1970, 1977, 1979); São Paulo (1963, 1966, 1980, 1983, 1986); Salvado, BA (1963); Roma, Itália (1971, 1972); Campinas, SP (1983); Guaxupé, MG (2010, 2011). Participou de várias mostras oficiais e foi premiado em: Belo Horizonte, MG (1957, 1959); Salvador, BA (1963). JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 495; VOL. 2, PÁG. 535; VOL. 10, PÁG 451; MEC VOL. 2, PÁG. 374; PONTUAL PÁG. 279; ITAU CULTURAL.



429 - ROBERTO BURLE MARX (1909 - 1994)

Composição - técnica mista - 55 x 75 cm - canto inferior direito - 1990 -
Ex coleção Sr. Antonio Osmar Alves de Oliveira, São Paulo - SP.

Nasceu em São Paulo e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, paisagista, arquiteto, desenhista, pintor, gravador, litógrafo, escultor, tapeceiro, ceramista, designer de jóias, decorador. Durante a infância viveu no Rio de Janeiro. Foi com a família para a Alemanha, em 1928. Em 1929, freqüentou o ateliê de pintura de Degner Klemn. Nos jardins e museus botânicos de Dahlen, em Berlim, entusiasmou-se ao encontrar exemplares da flora brasileira. De volta ao Brasil, fez curso de pintura e arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1930 - 1934), onde foi aluno de Leo Putz , Augusto Bracet e Celso Antônio. Seu primeiro projeto paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, em 1932. Entre 1934 e 1937, ocupou o cargo de diretor de parques e jardins do Recife, PE, onde passou a residir. Nesse período, foi com freqüência ao Rio de Janeiro e teve aulas com Candido Portinari e com o escritor Mário de Andrade. Em 1937, retornou ao Rio de Janeiro e trabalhou como assistente de Candido Portinari. Foi em 1949, conforme sua paixão por plantas e seu interesse por botânica e jardinagem, que Burle Marx adquiriu um sítio em Barra de Guaratiba, RJ. Com auxílio de botânicos, viajou, coletou, catalogou exemplares de plantas do Brasil e reproduziu em seu sítio a diversidade fitogeográfica brasileira. Em 1985 doou esse sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.Realizou muitas exposições individuais e projetos paisagísticos, participou de diversas mostras oficiais coletivas pelo Brasil e no exterior. PONTUAL, PÁG. 94; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 93; MEC. VOL.1, PÁG.303; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 738; LEONOR AMARANTE, PÁG. 98; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 179; artnet.com. ACERVO FIEO.



430 - EUGÈNE BOUDIN (1824 - 1898)

Praia - óleo sobre tela - 27 x 35 cm - canto inferior esquerdo -
Reproduzido no convite deste leilão. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista francês, filho de um marinheiro, Eugène Louis Boudin nasceu em Honfleur e faleceu em Deauville. Começou como aprendiz em uma tipografia (1835), depois se estabeleceu em uma papelaria e loja de molduras. Apaixonado por desenhos e pinturas, foi encorajado e recebeu muitos conselhos dos artistas: Millet, Isabey, Couture, Troyon e Masurier, cujas pinturas eram expostas em sua loja. A partir de 1846 devotou-se inteiramente à arte. Em 1847 foi para Paris onde passava muitas horas no Museu do Louvre. Seu desejo de escapar das confusões da revolução de 1848 forçou-o a viajar para o norte da França e Bélgica dando-lhe a oportunidade de estudar os Antigos Mestres Flamengos. Em 1851, o Conselho Municipal de Le Havre concedeu-lhe uma bolsa de estudos que foi usada em Honfleur e em Paris. Advogava a observação direta da natureza e exerceu grande influência sobre o jovem Monet, a quem iniciou na pintura "plein-air". Em 1860 decidiu viver permanentemente em Paris. Voltou à Bélgica durante a Guerra Franco-Prussiana (1870-1871) e fez algumas viagens a Veneza entre 1892 e 1895. Expôs pela primeira vez em 1857, em Paris. Sua estreia no "Salon" foi em 1859 onde participou, regularmente, até 1897. Participou também da 1ª Exposição dos Impressionistas. O marchand Durand-Ruel, a partir de 1881, comprou a maior parte de suas obras e organizou exposições tanto em Paris como em Nova York. Foi premiado no "Salon" (1881), na "Exposition Universelle" (1889) e, em 1892, recebeu a Comenda do Cavaleiro da Legião de Honra. BENEZIT; DICIONÁRIO OXFORD DE ARTE; www.eugeneboudin.org; www.musees-honfleur.fr; www.nationalgallery.org.uk; www.artprice.com.



431 - OCTAV BÃNCILÃ (1872 - 1944)

Natureza morta - óleo sobre cartão - 30,5 x 27 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista, gravador, professor e ativista político romeno nascido em Botosani e falecido em Bucareste. Frequentou a Escola de Belas Artes de Iasi onde foi aluno de Gheorghe Panaiteanu Bardasare, Constantin Daniel Stahi e Emanoil Bardasare. Entre 1894 e 1898, continuou seus estudos na Academia de Belas Artes de Munique. Em Iasi foi professor de desenho e caligrafia na Escola Normal "Vasile Lupu" (1901) e no ginásio "Stefan cel Mare", e desde 1916 até 1937 foi professor na Escola de Belas Artes. Durante o período 1908-1935, relizou exposições individuais, participou de mostras coletivas em Iasi e Bucareste e com outros artistas da época: Gheorghe Petrascu, Jean Alexandru Steriadi, Paul Verona, Ion Mateescu. Em 1942 recebeu o Prêmio Nacional, no Salão da Moldávia. g1b2i3.wordpress.com/alexandru-ciucurencu-pictor-roman/octav-bancila-4-februarie-1872-botosani-–-3-aprilie-1944-bucuresti/; www.artprice.com; www.mutualart.com.



432 - ANTONIO MANUEL (1947)

Figuras - técnica mista - 47 x 33 cm - canto inferior direito - 1966 -

Pintor, escultor, gravador e desenhista, Antônio Manuel de Oliveira nasceu em Avelãs de Caminha (Barrados), Portugal. Veio para o Brasil com seis anos de idade, fixando-se no Rio de Janeiro. Em meados da década de 1960, estudou na Escolinha de Arte do Brasil, com Augusto Rodrigues , e freqüentou o ateliê de Ivan Serpa. Foi também aluno ouvinte da Escola Nacional de Belas Artes - Enba. Assinava seus trabalhos, nessa época, com o pseudônimo de Antomá. Realizou muitas exposições individuais: Rio de Janeiro (1967, 1973, 1975, 1980, 1983, 1985, 1986, 1988, 1993, 1997, 2001, 2002); São Paulo (1975, 1986, 1990, 1999, 2002, 2003); Vitória, ES (1998), Niterói, RJ (1998); Paris (1999); Porto, Portugal (2000). Participou de inúmeros Salões oficiais onde se destacam os seguintes prêmios: Rio de Janeiro (1966, 1969); Curitiba, PR (1966, 1968); Campinas, SP (1967, 1968); Petrópolis, RJ (1967); São Paulo (1967 - 9ª Bienal Internacional). ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL. 8, PÁG. 58; VOL. 11, PÁG. 16; PONTUAL, PÁG. 34; MEC, VOL. 3, PÁG. 48.



433 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

Composição - escultura em mármore - 13 x 17 x 4,5 cm - assinado -
No estado.

Escultor, desenhista e pintor paulista nascido em Mococa, SP e falecido no Rio de Janeiro. Mudou-se com a família para Itália, e fixou-se em Roma (1913). Iniciou estudos de desenho e escultura com o professor Loss (1920). Participou de movimentos antifascistas e foi preso (1931) por motivos políticos. Foi extraditado para o Brasil (1935) por intervenção do embaixador brasileiro na Itália. Em 1937, viajou para Paris e frequentou as academias ‘La Grand Chaumière’ e ‘Ranson’, onde estudou com Aristide Maillol e conviveu com Henry Moore, Marino Marini e Charles Despiau. Em 1939, retornou a São Paulo e junto com Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Sérgio Milliet, entre outros, participou do Movimento Modernista; foi um dos membros da Família Artística Paulista e do Grupo Santa Helena. Em 1943, transferiu-se para o Rio de Janeiro. A convite do ministro Gustavo Capanema instalou ateliê no antigo Hospício da Praia Vermelha, onde orientou jovens artistas como Francisco Stockinger. Possui obras em espaços públicos como ‘Monumento à Juventude Brasileira’ (1947), nos jardins do antigo Ministério da Educação e Saúde, atual Palácio Gustavo Capanema - RJ; ‘Candangos’ (1960), na Praça dos Três Poderes, e ‘Meteoro’ (1967), no lago do edifício do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília; ‘Integração’ (1989), no Memorial da América Latina, em São Paulo. Participou das Bienais de Veneza (1950, 1952); participou das I, II, IV e IX Bienais de São Paulo, período em que recebeu o prêmio de melhor escultor brasileiro (1953) e sala especial (1967). MEC, VOL.2, PÁG. 250; PONTUAL, PÁG. 237; MAYER/84, PÁG. 1333; BENEZIT VOL. 5, PÁG. 14; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 715; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 422; www.artprice.com; www.pinturabrasileira.com; www.dec.ufcg.edu.br; www.monumentos.art.br.



434 - CARLOS BASTOS (1925)

Paisagem - óleo sobre tela - 24 x 40 cm - canto inferior direito - 1969 -
No estado.

Pintor e desenhista baiano, um dos precursores do modernismo em Salvador, em 1944. Também cenógrafo e ilustrador, sua pintura é notável pela predominância da linha e pelo sentimento poético que a informa. WALMIR AYALA, vol.1, págs.89 A 91; PONTUAL, pág. 58; JULIO LOUZADA, vol.10, pág.99; ITAU CULTURAL.



435 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Trabalhadores - desenho a nanquim - 19,5 x 19 cm - centro inferior -
Estudo para o painel do Aeroporto de Congonhas. Ex coleção Dr. Roberto Mansur - São Paulo - SP.

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



436 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Composição - óleo sobre tela - 90 x 120 cm - canto inferior direito -
Krambeck. No estado.



437 - HILDE WEBER (1913 - 1994)

A dança dos políticos - desenho a nanquim e guache - 37,5 x 30,5 cm - canto inferior esquerdo -
Com carimbo de publicação datado de 13 de agosto de 1952 no Jornal Tribuna da Imprensa, no dorso.

Pintora, desenhista e caricaturista alemã. Iniciou o seu aprendizado de desenho e artes gráficas em Hamburgo, por volta de 1930, interrompendo três anos mais tarde, quando transferiu-se para o Brasil (país de quem se tornaria cidadã naturalizada), fixando-se primeiramente em São Paulo, até 1949. Entre 1941 e 1949, colaborou com trabalhos de pintura para o atelier OSIRARTE de azulejos. Foi caricaturista de diversos periódicos, destacando-se o Estado de São Paulo. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 391; PONTUAL, pág.265; MEC, vol. 2, pág. 337; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 630; ARTE NO BRASIL.



438 - ITALICO BRASS (1870 - 1943)

Palácio do Doge - Veneza - óleo sobre madeira - 35 x 50 cm - canto inferior direito -
Reproduzido no convite deste Leilão. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista austríaco nascido em Gorizia e falecido em Veneza. Estudou com Karl Raupp na Academia de Munique, Alemanha e com William Bouguereau e Jean-Paul Laurens, em Paris. Mudou-se para Veneza, Itália (1895), mas manteve um ateliê em Gorizia. Participou de muitas exposições e mostras oficiais como: Exposição de Bruxelas, Bélgica (1910); diversas edições da Bienal de Veneza (a partir de 1895). Recebeu Menção Honrosa no Salão dos Artistas Franceses, Paris (1894) e foi premiado na Exposição Universal de Paris (1900). Trabalhou como pintor do Comando Supremo da Marinha Real Italiana na I Grande Guerra cujos estudos e 'sketches' foram publicados sob o título 'Sulle Orme di San Marco' (1917). BENEZIT; www.francescaantonacci.com; www.fondazionecarigo.it; www.artprice.com; artist.christies.com.



439 - OTTONE ZORLINI (1891 - 1967)

Paisagem - aquarela e guache - 25,5 x 22 cm - canto inferior direito -

Pintor e escultor nascido na Itália e falecido em São Paulo, onde se radicou na década de 1920. Ottoni Zorlini destacou-se como paisagista e pintor de figuras, num estilo afim ao de Volpi e ao de outros ilustres componentes da hoje célebre Família Artística Paulista, cuja obra muito ajudou a difundir. MEC, vol. 4, págs. 534 e 535; PONTUAL, pág. 559; Catálogo de Pintores Italianos no Brasil, SOCIARTE/82; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 623.



440 - MARIO GRUBER (1927 - 2011)

Mascarados - óleo sobre tela - 92 x 80 cm - canto inferior direito e dorso - 1997 -
Reproduzido no convite deste leilão e sob o n° 48 em catálogo de Leilão de Arte de James Lisboa, Leiloeiro Oficial, São Paulo - SP, realizado em 21 de março de 2016.

Pintor, desenhista, gravador, escultor, muralista - Mário Gruber Correia nasceu em Santos, SP. Autodidata, começou a pintar em 1943. Mudou-se para São Paulo em 1946 e matriculou-se na Escola de Belas Artes, onde foi aluno do escultor Nicolau Rollo. Em 1947, ganhou o primeiro prêmio de pintura na exposição do grupo ’19 Pintores’. No ano seguinte realizou sua primeira exposição individual e passou a estudar gravura com Poty e a trabalhar com Di Cavalcanti. Recebeu bolsa de estudo em 1949, foi morar em Paris, onde estudou na ‘École Nationale Supérieure des Beaux-Arts’ com o gravador Édouard Goerg e trabalhou com Candido Portinari. Retornou ao Brasil em 1951 e fundou o Clube de Gravura (posteriormente Clube de Arte) em sua cidade natal, onde voltou a residir. Foi professor de gravura no Museu de Arte Moderna de São Paulo em 1953 e na Fundação Armando Álvares Penteado entre 1961 e 1964. De 1974 a 1978, morou em Paris, depois, ao retornar ao Brasil, morou em Olinda, Pernambuco. Em 1979, montou ateliê em Nova York. De volta a São Paulo, realizou obras de grande porte em espaços públicos como a estação Sé do Metrô e o Memorial da América Latina. Além de ter realizado muitas exposições individuais, participou de várias mostras e salões oficiais: Salão Paulista de Arte Moderna; Panorama da Arte Moderna Brasileira; Bienal Internacional de São Paulo e na França, Espanha, Estados Unidos, Colômbia, Holanda, Finlândia, Alemanha. PONTUAL, PÁG. 253; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 370; MEC, VOL. 1, PÁG. 466; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 448; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.649; ARTE NO BRASIL, PÁG. 803; LEONOR AMARANTE, PÁG. 376; ACERVO FIEO.



441 - VINCENZO IROLLI (1860 - 1942)

Crianças - óleo sobre madeira - 30 x 19,5 cm - canto inferior esquerdo -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Italiano, o pintor nasceu em Nápoles. Sua obra tem como temática principal os fatos históricos. Expôs em Nápoles, Milão e Veneza. Acervos: Palais de Beaux Arts em Paris e Museu de Mulhouse, França. JULIO LOUZADA vol.5, pág. 504; ART PRICE ANNUAL 2000, pág. 1203; BÉNÉZIT vol 5 pág 728



442 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Peixe - desenho aquarelado - 30,5 x 32 cm - canto inferior direito -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



443 - ALBERTO DA VEIGA GUIGNARD (1896 - 1962)

Praça - aguada de nanquim - 20 x 21 cm - canto inferior direito - 1945 -
Com carimbo da coleção Benedito Lacorte Peretto - São Paulo, no dorso. No estado.

Pintor, professor, desenhista, ilustrador e gravador, Alberto da Veiga Guignard nasceu em Nova Friburgo, RJ e faleceu em Belo Horizonte, MG. Mudou-se com a família para a Europa em 1907. Em dois períodos, entre 1917 e 1918 e entre 1921 e 1923, frequentou a Real Academia de Belas Artes de Munique, onde estudou com Hermann Groeber e Adolf Hengeler. Aperfeiçoou-se em Florença e em Paris, onde participou do Salão de Outono. Retornou para o Rio de Janeiro em 1929 e integrou-se ao cenário cultural por meio do contato com Ismael Nery. Participou do Salão Revolucionário de 1931, e foi destacado por Mário de Andrade como uma das revelações da mostra. Em 1941, integrou a Comissão Organizadora da Divisão de Arte Moderna do Salão Nacional de Belas Artes, com Oscar Niemeyer e Aníbal Machado. Em 1943, passou a orientar alunos em seu ateliê e criou o Grupo Guignard. A única exposição do grupo, realizada no Diretório Acadêmico da Escola Nacional de Belas Artes, foi fechada por alunos conservadores e reinaugurada na Associação Brasileira de Imprensa. Em 1944, a convite do prefeito Juscelino Kubitschek, transferiu-se para Belo Horizonte e começou a lecionar e dirigir o curso livre de desenho e pintura da Escola de Belas Artes, por onde passaram Amilcar de Castro, Farnese de Andrade e Lygia Clark, entre outros. Permaneceu à frente da escola até 1962, quando, em sua homenagem, esta passou a chamar-se Escola Guignard. Participou da Bienal de Veneza (1928, 1952); da Bienal Internacional de São Paulo (1951) e outras. PONTUAL, PÁG. 254; MEC, VOL. 2, PAG. 304; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 236; JULIO LOUZADA, VOL. 10, PÁG. 404; ART PRICE ANNUAL 2000, PÁG. 1013; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 373; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 559; ARTE NO BRASIL, PÁG. 505; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28; www.pinturabrasileira.com; www.brasilescola.com; web.artprice.com.



444 - ANTONIO GOMIDE (1895 - 1967)

Estudo para vitral - desenho a nanquim e aquarela - 32 x 14 cm - canto inferior direito -

Pintor, escultor, decorador e cenógrafo. Antonio Gonçalves Gomide nasceu em Itapetininga, SP e faleceu em Ubatuba, SP. Mudou-se com a família para a Suíça em 1913, e frequentou a Academia de Belas Artes de Genebra até 1918, onde estudou com Gillard e Ferdinand Hodler. Mudou-se para a França na década de 1920. Em 1922, em Toulouse, trabalhou com Marcel Lenoir, com quem aprendeu a técnica do afresco. De 1924 a 1926, em Paris, instalou ateliê e entrou em contato com artistas europeus ligados aos movimentos de vanguarda. No ambiente parisiense, conviveu também com Victor Brecheret e Vicente do Rego Monteiro. Retornou ao Brasil em 1929. Em 1932, atuou na fundação da Sociedade Pró-Arte Moderna e fundou o CAM (Clube dos Artistas Modernos), juntamente com Flávio de Carvalho, Carlos Prado e Di Cavalcanti. Na área das artes decorativas, com Regina Graz e John Graz, é considerado um dos introdutores do estilo ‘art deco’ no país. Nos anos 60, a perda de sua visão o obriga a mudar novamente seu destino como artista. Em uma relutância em abandonar a arte, dedicou-se a lecionar, transmitindo para novas gerações a herança modernista. Foi a escultura, no entanto, que lhe permitiu continuar sua produção, apesar da dificuldade em enxergar. Com a visão bastante comprometida, retirou-se para Ubatuba, onde viveu em reclusão até a sua morte. Em 1968 o Museu de Arte Contemporânea dedicou-lhe importante retrospectiva. THEODORO BRAGA, PÁG.110, REIS JUNIOR, PÁG. 377; PONTUAL, PÁG. 244; MEC, VOL. 2, PÁG. 275; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 353, ART PRINCE ANNUAL 2000, PÁG. 955; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 222; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 548; ARTE NO BRASIL, PÁG. 694; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 427; ACERVO FIEO; www.mac.usp.br; web.artprice.com.



445 - CARLO BRANCACCIO (1861 - 1920)

"Veneza" - óleo sobre tela - 26 x 17 cm - canto inferior esquerdo -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Nasceu e faleceu em Nápoles. Participou de inúmeras exposições e Salões oficiais em Nápoles, Milão, Londres, Mônaco, Paris (1902 a 1904, 1907) e Buenos Aires. JULIO LOUZADA, vol. 4, pág. 173; BENEZIT, vol.2, pág. 270.



446 - IGNÁCIO DA NEGA (1945)

"O zabumbeiro" - óleo sobre tela - 40 x 60 cm - canto inferior direito e dorso - 2013 -
Com certificado de autenticidade firmado pelo autor.

Natural de Surubim, PE. Iniciou-se na decoração de andores de procissão, ajudando a sua mãe. Recebeu orientação de Alaerte Bandim. Em São Paulo, orienta-se com M. Boy e Iracema Arditi. Seu tema preferido são as cenas típicas do nordeste. Participou de diversas exposições coletivas e individuais. JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 511. Acervo FIEO. -



447 - ARAQUÉM ALCÂNTARA (1951)

No pasto - fotografia - 24 x 30 cm - canto inferior direito - 1983 -

Fotógrafo, jornalista e professor, Araquém Alcântara Pereira nasceu em Florianópolis, SC. Estudou jornalismo na Universidade de Santos (SP). Começou a trabalhar como fotojornalista em São Paulo nos anos setenta, colaborando com os jornais 'O Estado de São Paulo', 'Jornal da Tarde' e com a revista 'Isto É', antes de passar a trabalhar de forma independente em meados dos anos oitenta. Realizou sua primeira matéria de cunho ambientalista, a documentação do Parque da Juréia em Iguape, SP (1979). Celebrado como um dos precursores da fotografia ecológica no país, já publicou mais de 15 livros, tendo ainda participado de várias mostras coletivas e realizado inúmeras exposições individuais. Seu livro 'Terra Brasil' (Editora DBA e, em seguida, Edições Melhoramentos, 1998) é o livro de fotografia brasileiro mais vendido de todos os tempos, tendo ultrapassado a marca dos 100 mil exemplares. Merecem menção ainda os livros: 'Árvores mineiras' (1987); 'Juréia, a luta pela vida' (1988); 'Mar de Dentro e Brasil: Herança ambiental' (1990); 'Estações Ecológicas do Brasil' (1992); 'Santa Catarina' (1993); 'Projeto Dique e Ecologia no Brasil: Mitos e realidade' (1995); 'Brasil Iluminado' (2000); 'Paisagem brasileira' (2003); 'Pantanal' (2003); 'Brasileiros' (2004). Entre prêmios recebidos, destacam-se a 'Presença das Crianças nas Américas', concedido pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância – UNICEF (1979); o Grande Prêmio da 1ª Bienal de Fotografia Ecológica, Porto Alegre (1982); melhor exposição em 1993, concedido pela Associação Paulista de Críticos de Arte - APCA. ITAU CULTURAL; www.funarte.gov.br; www.jornaldafotografia.com.br.



448 - ABELARDO ZALUAR (1924 - 1987)

Composição - óleo sobre tela colada em eucatex - 53 x 53 cm - canto inferior direito - 1972 -

Pintor, desenhista, gravador, professor. Entre 1944 e 1948, assiste às aulas da Escola Nacional de Belas Artes (Enba). Participou do I ao XII e do XV SNAM (entre 1952 e 1966/ prêmio de viagem ao estrangeiro em 1963.). Realizou exposições individuais no MNBA (1947) e na Galeria Ambiente (São Paulo, 1960), Museu de Arte de Belo Horizonte (1960), Instituto de Belas Artes de Porto Alegre (1961), Petite Galerie-GB (1962). Sua obra experimentou uma simplificação de traços de tendência geometrizante, levando Frederico Morais a comentar a seu respeito em 1969; "Não se pensem que Zaluar, por ser um partidário da ordem, afaste deliberadamente o imprevisto, a contribuição do acaso, o vôo poético (...) seus últimos trabalhos fazem lembrar, na monumentalidade silenciosa da forma despojada, o mundo futuro do espaço cósmico, das estruturas moventes, das plataformas que se acoplam ou se dividem numa metamorfose constante". Encontra-se representado no acervo do MNBA, Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e Museu de Arte de Belo Horizonte. WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 449/50; MEC, vol. 4, pág. 527; PONTUAL, pág. 556; TEIXEIRA LEITE, pág. 546; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 682; ARTE NO BRASIL, pág. 934; LEONOR AMARANTE, pág. 218.



449 - ROMILDO DE ANDRADE (XX)

Nossa Senhora e o menino - entalhe em madeira - 97 x 55 cm - canto inferior direito -

Entalhador e pintor pernambucano, descendente de uma família de artistas. Morou em Salvador, BA e no Rio de Janeiro. Tem participado de diversas mostras coletivas pelo Brasil. www.jornaldebrasilia.com.br; www.youtube.com/watch?v=wCUfXCkACNg.



450 - NICOLAS SICARD (1840 - 1920)

No bosque - óleo sobre tela - 25,5 x 35,5 cm - canto inferior esquerdo -
No estado. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista francês nascido em Lyons. Foi aluno de Victor Vibert e Danguin na Escola de Belas Artes de Lyons. Participou do "Salon" de Paris a partir de 1869 e, em 1883, tornou-se membro do "Salon des Artistes Français". Recebeu uma Menção Honrosa (1881) e uma Medalha de Bronze na Exposição Universal (1889). Recebeu o título de Cavaleiro da Legião de Honra (1900). BENEZIT; www.artprice.com.



451 - GEORGINA DE ALBUQUERQUE (1885 - 1962)

Flores - aquarela - 27 x 38 cm - canto inferior direito -

Pintora e professora. Aos 15 anos, inicia sua formação artística com o pintor italiano Rosalbino Santoro (1858 - s.d.). Muda-se para o Rio de Janeiro em 1904, matricula-se na Escola Nacional de Belas Artes - Enba e estuda com Henrique Bernardelli. Em 1906, casa-se com o pintor Lucílio de Albuquerque e viaja para a França. Em Paris, frequenta a École Nationale Supérieure des Beaux-Arts e ainda a Académie Julian, onde é aluna de Henri Royer. Volta ao Brasil em 1911, expõe em São Paulo e, partir dessa data, participa regularmente da Exposição Geral de Belas Artes. De 1927 a 1948, leciona desenho artístico na Enba e, em 1935, é professora do curso de artes decorativas do Instituto de Artes da Universidade do Distrito Federal. Em 1940, em sua casa no bairro de Laranjeiras, no Rio de Janeiro, funda o Museu Lucílio de Albuquerque, e institui um curso pioneiro de desenho e pintura para crianças. Entre 1952 e 1954, exerce o cargo de diretora da Enba. TEIXEIRA LEITE, págs. 15 e 16; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 22 a 26; TEODORO BRAGA, pág. 107; REIS JR., pág. 370; PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, vol. 1, págs.17 e 141; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 455; ARTE NO BRASIL, pág 574; Acervo FIEO, RUTH TARASANTCHI.



452 - DIONISIO DEL SANTO (1925 - 1999)

"Permuta LIV 5/5" - serigrafia - 96/110 - 60 x 42 cm - canto inferior direito - 1974 -

Pintor, desenhista, gravador e serigrafista, nasceu em Colatina-ES, e faleceu em Vitória, naquele mesmo Estado. Autodidata. Em 1975, recebe o Prêmio de Melhor Exposição de Gravura do Ano, da APCA. Participou da 9ª Bienal Internacional de São Paulo, 1967 (Prêmio Itamarati Aquisição) e do Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro, 1968 (Prêmio Isenção do Júri). JULIO LOUZADA vol.11, pág. 88; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 682; ARTE NO BRASIL, pág. 934.



453 - ANTONIO BANDEIRA (1922 - 1967)

Composição - aquarela - 20 x 24 cm - canto inferior direito -
Ex coleção Dr. Noel Grinberg - Rio de Janeiro, RJ. -

Pintor, desenhista, gravador, nascido em Fortaleza, CE e falecido em Paris, onde viveu a maior parte de sua vida. É um dos pioneiros da arte abstrata no Brasil. Iniciou-se na pintura como autodidata. Em 1941, em Fortaleza, participou, ao lado de Mário Baratta, entre outros, da criação do Centro Cultural de Belas Artes depois, Sociedade Cearense de Artes Plásticas. Em 1945, transferiu-se para o Rio de Janeiro e, no ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual. Contemplado pelo governo francês com bolsa de estudos, permaneceu em Paris de 1946 a 1950 onde frequentou a Escola Nacional Superior de Belas Artes e a ‘Académie de la Grande Chaumière’. Entre 1947 e 1948 participou do ‘Salon d'Automne’ e do ‘Salon d'Art Libre’. Tomou parte em reuniões de artistas e formou o Grupo Banbryols (ban de Bandeira; bry de Camille Bryen; e ols de Wols), que durou de 1949 a 1951. Voltou ao Brasil em 1951 e apresentou-se na 1ª Bienal Internacional de São Paulo. Em 1952, criou um mural para o Instituto dos Arquitetos do Brasil, em São Paulo. Retornou a Paris em 1954 em razão do Prêmio Fiat, obtido na 2ª Bienal Internacional de São Paulo, mas não deixou de expor no Brasil. Permaneceu na Europa até 1959, passando pela Inglaterra e Bélgica, onde, em 1958, realizou um painel para o ‘Palais des Beaux-Arts’. Ao retornar ao Brasil teve uma atividade artística intensa, participou de importantes exposições, em paralelo a mostras em Paris, Munique, Verona, Londres e Nova York. Voltou a Paris em 1965, onde permaneceu até sua morte. BENEZIT, VOL.1, PÁG.415; MEYER/87, PÁG.606; MEC, VOL.1, PÁGS.159,160 E 167; PONTUAL, PÁGS. 48 E 49; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁGS. 71 A 74; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 52 A 54; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; ARTE NO BRASIL, PÁG. 599; LEONOR AMARANTE, PÁG. 34; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 86; ACERVO FIEO; web.artprice.com; pitoresco.com; pinturabrasileira.com.



454 - MARIA LEONTINA (1917 - 1984)

Composição - pastel - 14,5 x 19 cm - canto inferior esquerdo -

Pintora, gravadora e desenhista. Maria Leontina Mendes Franco da Costa nasceu em São Paulo, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. Iniciou estudos de desenho com Antônio Covello, em São Paulo (1938), e na primeira metade da década de 1940 estudou pintura com Waldemar da Costa. Em 1946, no Rio de Janeiro, frequentou o ateliê de Bruno Giorgi e fez curso de museologia no Museu Histórico Nacional, entre 1946 e 1948. Em 1947, participou da exposição ‘19 Pintores’, na Galeria Prestes Maia, em São Paulo, ao lado de Lothar Charoux, Marcelo Grassmann, Aldemir Martins, Luiz Sacilotto e Flavio-Shiró. Em 1951, foi convidada pelo psiquiatra e crítico de arte Osório César para orientar o setor de artes plásticas do Hospital Psiquiátrico do Juqueri. No mesmo ano, organizou uma mostra dos internos no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Em 1952, com bolsa de estudo do governo francês, viajou para a Europa, acompanhada pelo marido, o pintor Milton Dacosta. Em Paris, entre 1952 e 1954, frequentou o ateliê de gravura de Johnny Friedlaender. Na década de 1960, realizou painel de azulejos para o Edifício Copan e vitrais para a Igreja Episcopal Brasileira da Santíssima Trindade, ambos em São Paulo. Realizou exposições individuais e participou de inúmeras mostras, Salões oficiais e Bienais como a Bienal de Veneza (1950, 1952, 1956). Foi premiada no Rio de Janeiro (1944, 1950, 1955, 1957, 1980); em São Paulo (1944; 1947; 1951; 1954; 1958; 1960; 1980; 1955, 1959, 1965 - Bienais Internacionais; 1969, 1970 - Panoramas da Arte Atual Brasileira; 1975 - prêmio pintura da Associação Paulista de Críticos de Artes - APCA); Brasília, DF (1980); Curitiba, PR (1980; Porto Alegre, RS (1980); Nova York (1960 - Fundação Guggenheim). ITAU CULTURAL; MEC, VOL. 2, PÁG. 471; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 309; PONTUAL, PÁG. 338; ARTE NO BRASIL, PÁG. 772; LEONOR AMARANTE, PÁG. 25; WALTER ZANINI, PÁG. 645; JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 572.



455 - MARCELO GRASSMANN (1925 - 2013)

Menino - xilogravura - 42 x 29 cm - canto inferior direito - 05/1946 -
Reproduzido no livro Marcelo Grassmann, editado por Art Editora Ltda - SP em 1984.-

Desenhista, gravador, ilustrador, pintor, escultor e professor, nasceu em São Simão, SP. Estuda fundição, mecânica e entalhe em madeira na Escola Profissional Masculina do Brás, SP. Passa a realizar xilogravuras a partir de 1943. Atua como ilustrador do Suplemento Literário do ‘Diário de São Paulo’, do ‘O Estado de S. Paulo’ e do ‘Jornal do Estado da Guanabara’. Quando reside no Rio de Janeiro, a partir de 1949, freqüenta os cursos de gravura em metal, com Henrique Oswald e de litografia, com Poty, no Liceu de Artes e Ofícios. Em Salvador (1952), trabalha com Mario Cravo Júnior. .Recebe o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Arte Moderna (1953) e vai para a Academia de Artes Aplicadas, em Viena. Passa a dedicar-se principalmente ao desenho, à litografia e à gravura em metal. Em 1969, sua obra completa é adquirida pelo governo do Estado de São Paulo, passando a integrar o acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo . Em 1978, a casa em que nasceu, em São Simão, é transformada em museu e tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo - Condephaat. Participou de muitas exposições e das Bienais de: São Paulo (1951 a 1961, 1967, 1969, 1979, 1985, 1989); Veneza (1950, 1956, 1958, 1962); Paris (1959). Principais prêmios: Bienal de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1959, 1967); Bienal de Veneza (1950, 1956, 1958,1962); Bienal de Paris (1959). PONTUAL, PÁG. 249; MEC, VOL. 2, PÁG. 281 E 282; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG. 439; VOL. 5, PÁG. 453; VOL. 9, PÁG. 383.



456 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Floresta - óleo sobre tela - 20 x 40 cm - canto inferior esquerdo - 1998 -
Denmark Brasil.



457 - ANTONIO PESSOA (1943)

Nu - múltiplo em bronze - 07 x 3,5 x 02 cm - assinado -

Escultor, assina Tonny. Radicado no Rio de Janeiro detentor de bom curriculo nacional e internacional com inumeras participações em Salões Oficiais,varias vezes premiado. Ótimo mercado.



458 - INGRES SPELTRI (1940)

"Maternidade" - óleo sobre tela - 80 x 60 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor, desenhista, escultor, gravador e professor nascido em Jau, SP. Filho do pintor Augusto Speltri com quem se iniciou na pintura, ainda criança. Em 1959 mudou-se para São Paulo onde estudou Música (1960-1964). É professor titular da Escola Panamericana de Arte, SP. Realizou exposições individuais, em São Paulo, nos anos de 1977, 1981, 1978, 1984. Participou de várias mostras e Salões oficiais, sendo premiado em: São Paulo (1963, 1966, 1970, 1971); Santo André, SP (1976). JULIO LOUZADA VOL. 5, PÁG. 1012; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; MEC VOL. 4, PÁG. 338; PONTUAL PÁG. 504; www.artprice.com; www.speltri.com.



459 - FRIEDRICH GAUERMANN (1807 - 1862)

Volta da caça - óleo sobre tela - 32 x 39 cm - canto inferior direito - 1837 -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista austríaco nascido em Miesenbach e falecido em Viena. Foi aluno de seu pai - Jakob Gauermann e estudou na Academia de Arte de Viena, da qual se tornou membro em 1836. Expôs em Viena, Berlim e Dresden. BENEZIT; www.artprice.com; artist.christies.com.



460 - ALDO BONADEI (1906 - 1974)

Natureza morta - óleo sobre cartão colado em eucatex - 40 x 50 cm - canto inferior direito - 1972 -

Pintor, designer, gravador, figurinista e professor - Aldo Cláudio Felipe Bonadei nasceu e faleceu em São Paulo, SP. Entre 1923 e 1928 foi aluno de Pedro Alexandrino, período em que também frequentou o ateliê de Antonio Rocco. Viajou para a Itália, entre 1930 e 1931, e frequentou a Academia de Belas Artes de Florença, onde teve aulas com Felice Carena e seu assistente Ennio Pozzi, ambos ligados ao movimento ‘novecento’. Nesse período, dedicou-se ao desenho da figura humana, principalmente ao nu. Retornou a São Paulo no início da década de 1930 e participou ativamente do Grupo Santa Helena, da Família Artística Paulista - FAP e do Sindicato dos Artistas Plásticos. Em 1949 lecionou na Escola Livre de Artes Plásticas, primeira escola de arte moderna de São Paulo e participou do Grupo Teatro de Vanguarda. No ano seguinte, fundou a Oficina de Arte - O. D. A., com Odetto Guersoni e Bassano Vaccarini. No fim da década de 1950 atuou como figurinista nas peças ‘Vestido de Noiva’, de Nelson Rodrigues, e ‘Casamento Suspeitoso’, de Ariano Suassuna. Também desenhou alguns figurinos para dois filmes dirigidos por Walter Hugo Khoury: ‘Fronteiras do Inferno’ (1958) e ‘Na Garganta do Diabo’(1959). Realizou muitas exposições individuais e participou de vários Salões oficiais destacando-se: Bienal Internacional de São Paulo (1ª, 2ª, 3ª, 6ª, 7ª); Bienal de Veneza (1952); Panorama da Arte Moderna Brasileira (1970). MEC, VOL. 1, PÁG. 247; PONTUAL, PÁGS. 78/79; ARTE NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 1041; ART PRICE ANNUAL 2000, PÁG. 258; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 79; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; LEONOR AMARANTE, PÁG. 72; ACERVO FIEO.



461 - MARIETTE LYDIS (1894 - 1970)

"Les yeux noirs" - desenho a lápis - 32 x 23 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintora, desenhista, gravadora e ilustradora nascida em Viena, Áustria e falecida em Buenos Aires, Argentina. Viajou pela Rússia, Inglaterra, Itália, Grécia, Egito, Turquia e Estados Unidos. Chegou a Paris em 1927 e logo realizou sua primeira exposição. No início, seu trabalho era voltado para as ilustrações na literatura. Ilustrou: 'Les Fleurs du Mal' de Charles Baudelaire; 'Lettres sur le Serviteur Châtié' de Henri de Montherlant; o Alcorão; 'Autres Rhumbs' de Paul Valéry; 'Le Zodiaque' de Jane Régny; ' Romans et Nouvelles' de Pierre Louys; entre outros. Foi membro do 'Salon d’Automne'. Com a perseguição aos nazistas, viveu por breve período em Winchcombe, Inglaterra e se refugiou em Buenos Aires (1940). BENEZIT; www.annexgalleries.com; www.artprice.com.



462 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Marinha com Coqueiro" - acrílico sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2002 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



463 - ANA CRISTINA ANDRADE (1953)

"O girassol" - gravura - 11/15 - 30 x 25 cm - canto inferior direito - 1977 -

Ana Cristina Andrade Moreira é pintora, gravadora, desenhista, professora e designer vidreira. Iniciou sua formação artística na Escola Superior de Arte Santa Marcelina, SP (1972-1975). Aprendeu gravura em metal (1980-1990) com Iole Di Natale; técnicas de gravura na Scuola Internazionale di Gráfica em Veneza, Itália (1983); Gravura Especial com Evandro Carlos Jardim, no MAC-SP (1991); Técnica Calcográfica Experimental com Mario Benedetti, na FASM-SP (1997); Vitrofusão com Roberto Bonino. Exposições individuais: São Paulo, SP (1984, 1987, 1995, 2003); Bauru, SP (1989); “Projeto Interior com Arte” – Museu Banespa (1998 – Exposição itinerante pelo interior do Estado de São Paulo). Coletivas: Epinal, França (1975); São Paulo, SP (1974, 1982, 1984, 1985, 1986, 1988, 1994, 1995, 2000, 2002 a 2004, 2012 – SP ESTAMPA); Santo André, SP (1982); Novo Hamburgo, RS (1982); Taiwan, China (1983, 1985); San Juan, Porto Rico (1983); Santos, SP (1983); Cabo Frio, RJ (1983); Ribeirão Preto,SP (1984); Curitiba, PR (1984); Piracicaba,SP (1984); Veneza, Itália (1984, 1985); Campinas, SP (1985); São José do Rio Preto, SP (1986); Limeira, SP (1986); Washington D.C.,EUA (1991); Campos do Jordão, SP (1991); Kanagawa, Japão (1992); Maastricht, Holanda (1993); Illinois, EUA (1994); Cidade do México, México (1996); Jacareí, SP (1998); Budapeste, Hungria (1996); Uzice, Yuguslávia (1997); Ourense, Espanha (1994, 2006). Prêmios: São Paulo, SP (1974); Novo Hamburgo, RS (1982); Santos, SP (1983); Ribeirão Preto, SP (1984); Curitiba, PR (1984); Piracicaba, SP (1984); Campinas, SP (1985); São José do Rio Preto, SP (1986). JULIO LOUZADA, vol.1, pág. 62; vol.2, pág. 66; Acervo FIEO. ITAU CULTURAL.



464 - GEORGES BRAQUE (1882 - 1963)

Interior - serigrafia - H.C. - 33 x 25 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, escultor e gravador francês nascido em Argenteuil em 13/05/1882 e falecido em Paris no dia 31/08/1966. O único pintor francês a pertencer ao mesmo tempo ao fauvismo e ao cubismo. Foi contemporâneo de Picasso, com quem trabalhou ativamente, elaborando todo o arsenal de linguagem plástica das diferentes fases cubistas. Todavia Braque, trilhou um caminho diferente mas igualmente importante e genial, do artista espanhol. Com uma ousadia estética que escandalizou meia Paris, ao apresentar seus primeiros papiers collés, enveredou por caminhos próprios, sem no entanto ter renegado as aquisições essenciais do cubismo. Expôs pela primeira vez no Salão dos Independentes em 1907, na condição de fauvista com obras executadas sob influência dos mestres Matisse, Klaminek e Derain. De 1908 a 1914 as obras de Braque devem ser consideradas no contexto da elaboração do cubismo, e da estreita vivência com Picasso. A partir de 1911 Braque inaugura a gravura moderna ao introduzir pela primeira vez em suas pinturas, as superfícies pintadas, falsa madeira e falso mármore e objetos retirados do cotidiano (pedaços de jornais, pacotes de tabaco), compondo efeitos surpreendentes. Realizou esculturas a partir de década de 20. Sua obra gráfica adquire fama em 1960, quando é apresentada na Biblioteca Nacional em Paris. JULIO LOUZADA, vol 1, pág 151



465 - ARTE POPULAR BRASILEIRA (XX)

Touro - escultura em terracota policromada - 26 x 27 x 14 cm - assinatura ilegível -



466 - QUISSAK JÚNIOR (1935)

Anjo ciclista - óleo sobre eucatex - 29 x 39 cm - canto inferior direito - 1971 -

Pintor, desenhista, escultor e professor, nasceu na cidade paulista de Guaratinguetá, no dia 18 de setembro de 1935. O artista teve como seu único mestre pintor Ernesto Quissak, seu pai. Expôs individualmente de 1968 a 1992, e coletivamente a partir de 1954, inclusive no exterior. JULIO LOUZADA, vol. 1, pags. 798/799; ITAUCULTURAL



467 - ROSINA BECKER DO VALLE (1914 - 2000)

"A floresta" - óleo sobre tela - 22 x 16 cm - canto inferior direito e dorso - 1972 -

Foi aluna de Ivan Serpa, no Atelier Livre de Pintura do MAM-RJ. Pintora ingênua ou naif, Rosina tem como principais temas as manifestações populares, como carnaval, capoeira, etc. Participa de coletivas oficiais desde 1957 (Salão Nacional de Arte Moderna-RJ). Diversas instituições possuem obras suas em acervo, tais como MAM-RJ, MAM-SP, Museu de Buenos Aires, Museu de Hamburgo, Alemanha, Fundação Castro Maia-RJ. etc WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 401; MEC, vol. 4, pág. 441; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 330; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 810.



468 - DOMENICO LAZZARINI (1920 - 1987)

Barcos - óleo sobre tela - 33 x 41 cm - canto inferior direito - 1986 -

Nasceu na cidade italiana de Viareggio, vindo a falecer na cidade do Rio de Janeiro. Em 1940, ainda na Itália, nas cidades de Lucca e Florença, realiza estudos com Rosai e Vedova. Já no Brasil, dá aulas de pintura na Escola de Belas Artes de Araraquara, São Paulo, em 1950. Em 1957, cria a Escola de Belas Artes de Ribeirão Preto e, em 1961, leciona no Museu de Arte do Rio de Janeiro. Em 1974, conquista o Prêmio Tetra d'Oro em Roma. Entre as exposições de que participa, destacam-se: Exposição de Lucca, Itália, 1946 a 1948; Bienal de Veneza, Itália, 1948; Jovens Pintores de Araraquara, no Museu de Arte Moderna de São Paulo, 1954; Salão Nacional de Arte Moderna (Isenção de Júri, 1959 e Prêmio Aquisição, 1962), Rio de Janeiro, 1958 a 1962; Bienal Internacional de São Paulo, 1959 e 1961; Galeria de Arte da Folha, São Paulo, 1959 e 1960; Domenico Lazzarini, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, 1963; 100 Obras Itaú, no Museu de Arte de São Paulo, 1985. BÉNÉZIT, vol. 6, pág. 499; JULIO LOUZADA vol. 11, pág. 179; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 697; ARTE NO BRASIL, pág. 964; Acervo FIEO.



469 - ANTONIO HENRIQUE AMARAL (1935 - 2015)

Composição - desenho a nanquim e guache - 17 x 23 cm - canto inferior esquerdo - 1966 -

Gravador, desenhista e pintor, foi aluno de Lívio Abramo no MAM / SP, e de Shiko Munakata, no Pratt Graphic Art, em Nova York. Artista consagrado nacional e internacionalmente. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 37; MEC, vol. 1, pág. 73; PONTUAL, pág. 21;TEIXEIRA LEITE, pág. 23 a 25; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 754; ARTE NO BRASIL, pág.903; LEONOR AMARANTE, pág. 170; Acervo FIEO.



470 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

Caravela - escultura em bronze - 33 x 37 x 18 cm - assinado -
Reproduzido no convite deste leilão. Ex coleção Renato Antônio Brogiolo - Rio de Janeiro, RJ. Medida não contempla a base.

Escultor, desenhista e pintor paulista nascido em Mococa, SP e falecido no Rio de Janeiro. Mudou-se com a família para Itália, e fixou-se em Roma (1913). Iniciou estudos de desenho e escultura com o professor Loss (1920). Participou de movimentos antifascistas e foi preso (1931) por motivos políticos. Foi extraditado para o Brasil (1935) por intervenção do embaixador brasileiro na Itália. Em 1937, viajou para Paris e frequentou as academias ‘La Grand Chaumière’ e ‘Ranson’, onde estudou com Aristide Maillol e conviveu com Henry Moore, Marino Marini e Charles Despiau. Em 1939, retornou a São Paulo e junto com Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Sérgio Milliet, entre outros, participou do Movimento Modernista; foi um dos membros da Família Artística Paulista e do Grupo Santa Helena. Em 1943, transferiu-se para o Rio de Janeiro. A convite do ministro Gustavo Capanema instalou ateliê no antigo Hospício da Praia Vermelha, onde orientou jovens artistas como Francisco Stockinger. Possui obras em espaços públicos como ‘Monumento à Juventude Brasileira’ (1947), nos jardins do antigo Ministério da Educação e Saúde, atual Palácio Gustavo Capanema - RJ; ‘Candangos’ (1960), na Praça dos Três Poderes, e ‘Meteoro’ (1967), no lago do edifício do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília; ‘Integração’ (1989), no Memorial da América Latina, em São Paulo. Participou das Bienais de Veneza (1950, 1952); participou das I, II, IV e IX Bienais de São Paulo, período em que recebeu o prêmio de melhor escultor brasileiro (1953) e sala especial (1967). MEC, VOL.2, PÁG. 250; PONTUAL, PÁG. 237; MAYER/84, PÁG. 1333; BENEZIT VOL. 5, PÁG. 14; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 715; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 422; www.artprice.com; www.pinturabrasileira.com; www.dec.ufcg.edu.br; www.monumentos.art.br.



471 - BERNARDINO DE SOUZA PEREIRA (1895 - 1985)

Vaso com Flores - óleo sobre tela - 70 x 51 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1960 - Itanhaém -

Pintor. Ativo em São Paulo. Foi discípulo de Antonio Rocco. Participou do SNBA, RJ, obtendo menção honrosa (1923), medalha de prata (1930); do SPBA, São Paulo, conquistando a grande medalha de ouro em 1934. De sua autoria o Museu Paulista possui a tela "Primeira Experiência com Balão de Bartolomeu de Gusmão". TEODORO BRAGA, pág. 53; MEC, vol. 3, pág. 367; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO, RUTH TARASANTCHI.



472 - ALFREDO VOLPI (1896 - 1988)

Nu - desenho a pincel seco - 47,5 x 33 cm - canto inferior direito -
No estado.

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.



473 - PÉRICLES (1924 - 1961)

O amigo da onça - desenho a nanquim e aquarela - 31 x 24 cm - canto inferior direito -

Caricaturista e cartunista, Péricles de Andrade Maranhão nasceu em Recife, PE e faleceu no Rio de Janeiro. Publicou seus primeiros desenhos na Revista do Colégio Marista do Recife, onde estudou na década de 1930. Por volta de 1942, chegou ao Rio de Janeiro e ingressou nos 'Diários Associados', de Assis Chateaubriand, iniciando sua produção em 'O Guri' e, pouco depois, na revista 'A Cigarra', onde lançou seu personagem 'Oliveira Trapalhão'. A partir de 1945, ilustrou os textos de Millôr Fernandes na seção Pif-Paf da revista 'O Cruzeiro'. 'Laurindo e Miriato Gostosão' foram outros personagens criados por Péricles, mas o de maior sucesso foi 'O Amigo da Onça', publicado pela primeira vez em 1943 em' O Cruzeiro'. 'O Amigo da Onça' foi produzido por quase 20 anos e, mesmo após a morte de seu criador, continuou a ser publicado no traço de Carlos Estevão. Sua criação foi capaz de transpor as páginas desenhadas em 'O Cruzeiro' e permanecer na memória visual e humorística brasileira. Seus trabalhos participaram, após a sua morte, de exposições em: Curitiba, PR (1980); São Paulo (1983, 1997, 2001); Belo Horizonte (1997); Brasília (1998); Penápolis, SP (1998). ITAU CULTURAL.



474 - ESCOLA CUZQUENHA, SÉC.XIX

"El Misterio de la Santissima Trindad" - óleo sobre madeira - 31 x 21 cm - não assinado -
No estado. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")



475 - ALDO BONADEI (1906 - 1974)

Natureza morta - óleo sobre cartão colado em eucatex - 51 x 33 cm - canto inferior direito - 1949 -

Pintor, designer, gravador, figurinista e professor - Aldo Cláudio Felipe Bonadei nasceu e faleceu em São Paulo, SP. Entre 1923 e 1928 foi aluno de Pedro Alexandrino, período em que também frequentou o ateliê de Antonio Rocco. Viajou para a Itália, entre 1930 e 1931, e frequentou a Academia de Belas Artes de Florença, onde teve aulas com Felice Carena e seu assistente Ennio Pozzi, ambos ligados ao movimento ‘novecento’. Nesse período, dedicou-se ao desenho da figura humana, principalmente ao nu. Retornou a São Paulo no início da década de 1930 e participou ativamente do Grupo Santa Helena, da Família Artística Paulista - FAP e do Sindicato dos Artistas Plásticos. Em 1949 lecionou na Escola Livre de Artes Plásticas, primeira escola de arte moderna de São Paulo e participou do Grupo Teatro de Vanguarda. No ano seguinte, fundou a Oficina de Arte - O. D. A., com Odetto Guersoni e Bassano Vaccarini. No fim da década de 1950 atuou como figurinista nas peças ‘Vestido de Noiva’, de Nelson Rodrigues, e ‘Casamento Suspeitoso’, de Ariano Suassuna. Também desenhou alguns figurinos para dois filmes dirigidos por Walter Hugo Khoury: ‘Fronteiras do Inferno’ (1958) e ‘Na Garganta do Diabo’(1959). Realizou muitas exposições individuais e participou de vários Salões oficiais destacando-se: Bienal Internacional de São Paulo (1ª, 2ª, 3ª, 6ª, 7ª); Bienal de Veneza (1952); Panorama da Arte Moderna Brasileira (1970). MEC, VOL. 1, PÁG. 247; PONTUAL, PÁGS. 78/79; ARTE NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 1041; ART PRICE ANNUAL 2000, PÁG. 258; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 79; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; LEONOR AMARANTE, PÁG. 72; ACERVO FIEO.



476 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XVII - XVIII

Figuras - óleo sobre madeira - 35 x 35 cm - não assinado -
No estado.



477 - MENASE WAIDERGORN (1927)

Canto de cozinha - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor nascido em Hotin, Romênia. Seus pais vieram para o Brasil (1932) fixando residência em São Paulo. Ingressou na Associação Paulista de Belas Artes (fim da década de 1940), onde conheceu Dario Mecatti. Viajou pelo norte da África e Europa. Participou de diversos salões, coletivas oficiais e recebeu diversos prêmios. JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 1011; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



478 - TARSILA DO AMARAL (1890 - 1973)

"Paisagem antropofágica" - gravura - 18/30 - 29 x 32 cm - canto inferior direito -
Esta gravura consta no catálogo Raisonné de Tarsila do Amaral. Com certificado de autenticidade de "Renot Escritório de Prestação de Serviços para o Mercado de Arte", datado de 27 de março de 2002, São Paulo - SP.

Pintora e desenhista, Tarsila do Amaral nasceu em Capivari, SP e faleceu em São Paulo. Estudou escultura com William Zadig e com Mantovani, em 1916, na capital paulista. No ano seguinte teve aulas de pintura e desenho com Pedro Alexandrino, onde conheceu Anita Malfatti. Ambas tiveram aulas com o pintor Georg Elpons. Em 1920 viajou para Paris e estudou na ‘Académie Julian’ e com Émile Renard. Ao retornar ao Brasil formou em 1922, em São Paulo, o Grupo dos Cinco, com Anita Malfatti, Mário de Andrade, Menotti del Picchia e Oswald de Andrade. Em 1923, novamente em Paris, frequentou o ateliê de André Lhote, Albert Gleizes e Fernand Léger. Foi a criadora de duas das principais tendências ou movimentos de nossa arte nacionalista: o Pau Brasil e o Antropofagia. A convite da Comissão do IV Centenário de São Paulo fez, em 1954, o painel ‘Procissão do Santíssimo’ e, em 1956, entregou ‘O Batizado de Macunaíma’, sobre a obra de Mário de Andrade, para a Livraria Martins Editora. A retrospectiva Tarsila: 50 Anos de Pintura, organizada pela crítica de arte Aracy Amaral e apresentada no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo , em 1969, ajudou a consolidar a importância da artista. TEODORO BRAGA, PÁG. 220; REIS JR., PÁG.388; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 365; MEC, VOL. 4, PÁG. 370; PONTUAL, PÁG. 511; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 492; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 389; ARTE NO BRASIL, PÁG. 577; LEONOR AMARANTE, PÁG. 24; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 958.



479 - GUIMA (1927 - 1993)

Marinha - óleo sobre tela - 46 x 55 cm - canto inferior direito e dorso - 1968 -
Com as seguintes etiquetas no dorso: Contorno Artes Ltda., Rua Marquês de São Vicente, loja 52, Rio de Janeiro - RJ e 8º Salão Petropolitano de Pintura, Major Julio Koeler.

Pintor e desenhista de mérito invulgar, Guima era paulista de Taubaté, residiu por muitos anos no Rio de Janeiro e praticava o figurativismo expressionista, por vezes eivado de notas líricas, de outras descambando para o fantástico. MEC, vol. 2, pág. 306; PONTUAL, pág.257; WALMIR AYALA, vol. 1, págs. 377/8; JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 407; ITAÚ CULTURAL.



480 - FRANCISCO REBOLO GONSALES (1903 - 1980)

Bosque - óleo sobre eucatex - 33 x 46 cm - canto inferior direito e dorso - 1978 -

Pintor e gravador nascido e falecido em São Paulo. Iniciou seus estudos em artes na Escola Profissional Masculina do Brás, onde teve aulas de desenho com o professor Barquita (1915 e 1917). Aos 14 anos, trabalhou como aprendiz de decorador de paredes. Paralelamente à sua atividade como decorador, atuou como jogador de futebol. Em 1926, montou ateliê de decoração na Rua São Bento. A partir de 1933, transferiu seu ateliê para uma sala no Palacete Santa Helena, quando se iniciou na pintura. A partir de 1935, partilhou seu ateliê com Mario Zanini. Posteriormente, outras salas do Palacete foram transformadas em ateliês e ocupadas por vários pintores, entre eles: Fulvio Pennacchi, Bonadei, Humberto Rosa, Clóvis Graciano, Alfredo Volpi, Rizzotti e Manoel Martins. Mais tarde, este grupo de artistas passou a ser denominado Grupo Santa Helena. Rebolo esteve presente em todos os importantes eventos ligados à história da arte moderna. Integrou, por exemplo, o Salão de Maio, os Salões da Família Artística Paulista e do Sindicato dos Artistas Plásticos; pertenceu ao grupo de artistas que defendeu a criação de um Museu de Arte Moderna em São Paulo e, mais tarde, a Bienal, entre outros feitos que foram relatados na cronologia de sua vida artística. Um ponto alto de sua carreira foi quando recebeu, no Salão de Arte Moderna do Rio de Janeiro, o "Prêmio de Viagem ao Exterior", em 1954. Em 1956, fez curso de restauração no Vaticano, participando da recuperação de uma obra de Raphael. A partir de 1959, incentivado por Marcelo Grassmann, iniciou uma série de experiências como gravador. MEC, VOL. 4, PÁG. 28; TEODORO BRAGA, PÁG. 202; PONTUAL, PÁG. 447; REIS JR., PÁG. 382; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 433; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; LEONOR AMARANTE, PÁG. 13; ARTE NO BRASIL; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 807; VOL. 13, PÁG. 278; www.sampa.art.br; www.macvirtual.usp.br; www.unesp.br.



481 - LAURENTINO ROSA DOS SANTOS (1937 - 2009)

Homem sinaleiro - escultura em madeira - 48 x 52 x 14 cm - assinado -

Artesão nascido na vila de Lancinha, em Rio Branco do Sul, PR e falecido em Curitiba, PR. Filho de gente da roça, começou a trabalhar com madeira aos oito anos de idade, após a morte do pai, que fabricava cestos e violinos. Trabalhou ainda como jardineiro, mas ficou conhecido em todo o País e no exterior por causa de seus “sinaleiros do vento” - um boneco de madeira, cujos braços se movem à maneira de uma rosa-dos-ventos. Um exemplar gigante durante duas décadas pontificou no Alto da XV, em Curitiba, até se desintegrar. Participou da exposição "Máquinas Poéticas" – Museu Casa do Pontal, Rio de Janeiro (2011). Suas obras também já foram expostas na França e no Canadá. ITAU CULTURAL; www.artedobrasil.com.br/laurentino_rosa.html; http://artepopularbrasil.blogspot.com.br/2012/10/laurentino-rosa-dos-santos.html.



482 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Gato Vermelho" - acrílico sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2002 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



483 - OFRA GRINFEDER (1945)

Composição - técnica mista - 40 x 40 cm - canto inferior direito - 2009 -

Escultora, ceramista, pintora, nasceu em Israel, trasferindo residência para os Estados Unidos, onde formou-se em 1967 na State University of New York. Ainda naquele País, estuda na Alfred Universit e freqüenta a Penland School of Crafts. Fez cursos sobre as técnicas em Raku ministradas por Steve Gamza e por David Miller. Residiu na França, Coréia e Turquia, fixando residência no Brasil. "Influenciada pelas diversas culturas as quais pode observar durante suas diferentes moradias: de Israel ao Brasil, passando pela Coréia, França, Turquia e Estados Unidos, Ofra Grinfeder desenvolve com um raro requinte, um linguajar artístico sensível de formas próprias com materiais coletados ao longo de sua existência. Silvia Meira GRINFEDER, Ofra. Trabalhos com papel. São Paulo: Galeria Nara Roesler, 1994. ITÁU CULTURAL



484 - TOMÁS SANTA ROSA (1909 - 1956)

Paisagem - desenho a nanquim - 15 x 13 cm - canto inferior direito -

Pintor, gravador, cenógrafo e professor autodidata, Tomás Santa Rosa Júnior nasceu em João Pessoa, PB e falecido em Nova Délhi, Índia. Fixou-se no Rio de Janeiro (1932), começou a trabalhar como auxiliar de Portinari e iniciou também sua carreira de ilustrador que se estenderia por longa série de obras de escritores brasileiros e estrangeiros, que incluiu, dentre outros, Graciliano Ramos, José Lins do Rêgo, Jorge Amado, Castro Alves, Dostoievski. É considerado o primeiro cenógrafo moderno brasileiro. Entre as exposições das quais participou destacam-se: o Salão Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro (1941 - Medalha de Prata); Um Século de Pintura Brasileira, no Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro (1952); II Bienal Internacional de São Paulo (1953); Salão Preto e Branco do III Salão Nacional de Arte Moderna do Rio de Janeiro (1954); 'Arts Primitifs et Modernes Brésiliennes', no Museu de Etnografia de Neuchâtel, Suíça (1955). Após sua morte, suas obras foram expostas nas seguintes mostras: Exposição de Artes Gráficas de Tomás Santa Rosa, na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro (1958); Retrospectiva no Teatro Municipal do Rio de Janeiro (1975); Santa Rosa, Carnaval e Figurinos na Fundação Nacional de Arte (Funarte) de São Paulo (1985); e Bienal Brasil Século XX, na Fundação Bienal de São Paulo (1994). PONTUAL, PÁG. 472; MEC VOL. 4, PÁG. 177; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 460; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 572; LEONOR AMARANTE; www.funarte.gov.br; cpdoc.fgv.br; www.artprice.com.



485 - SERGIO VIDAL (1945)

"Samba na laje" - óleo sobre tela - 17,5 x 24 cm - canto inferior direito e dorso - 2014 - Rio de Janeiro -

Pintor, gravador, escultor e músico, nascido na cidade do Rio de Janeiro-RJ. O consagrado crítico de arte, Quirino Campofiorito, assim escreveu sobre o autor: " ... Vidal encontra sua temática na convivência popular, e a traduz (gente e ambiente) com a eloquência poética de quem realmente sente o assunto e sabe dar-lhe proporção justa". Vidal realizou exposição individual e coletivas, com sucesso de crítica e de público. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 1033. Acervo FIEO.



486 - B.J. TOBIAS (1894 - 1976)

Paisagem - aquarela - 22 x 24 cm - canto inferior esquerdo -

Participou do Salão Paulista de Belas Artes, tendo obtido os prêmios: Prefeitura de São Paulo, Valentim Amaral e I. Dinis, respectivamente em 1934, 1935, 1958, 1961 e 1962. MEC, vol.4, pág.404; THEODORO BRAGA, pág.230; JULIO LOUZADA, vol.4, pág.1098.



487 - PABLO MATANIA (1936)

Passeio - óleo sobre tela - 33 x 24 cm - canto inferior esquerdo -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista e cartógrafo argentino nascido em Buenos Aires. Veio para o Brasil, Rio de Janeiro, em 1958. Participou de mostras coletivas. JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 608; www.artprice.com; www.mutualart.com.



488 - ALFREDO CESCHIATTI (1918 - 1989)

Guanabara - escultura em bronze - 18 x 47 x 10 cm - assinado -

Natural de Belo Horizonte. Escultor, desenhista e professor. Passou a frequentar a antiga ENBA em 1940, depois de uma viagem à Europa, especialmente Itália, iniciada em 1938. Na Divisão Moderna do SNBA recebeu, como escultor as medalhas de bronze (1943) e de prata (1944), bem como o prêmio de viagem ao estrangeiro (1945), com o baixo-relevo para a Igreja de São Francisco de Assis, da Pampulha, em Belo Horizonte e, como desenhista, a medalha de prata (1945). Esteve mais uma vez na Europa entre 1946 e 1948, anos em que realizou exposição individual no Instituto dos Arquitetos do Brasil (GB). Figurou na II BSP e no II SNAM, em 1953. Fazendo parte da equipe que, em 1956, venceu o concurso de projetos para o Monumento aos Mortos da II Guerra Mundial (GB), ali executou o conjunto alusivo às três forças armadas. Integrou a Comissão Nacional de Belas Artes em 1960 e 1961, e entre 1963 e 1965, lecionou escultura e desenho na Universidade de Brasília. Quirino Campofiorito citou-o no estudo Ëscultura Moderna no Brasil"(Revista Crítica de Arte, nº único 1962). De seus trabalhos mais conhecidos destacam-se as esculturas As Banhistas e A Justiça, que se encontram, respectivamente, no lago em frente ao Palácio da Alvorada e defronte ao Supremo Tribunal Federal (Praça dos Três Poderes), em Brasília. Há ainda, obras escultóricas de sua autoria, entre outras no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Ministério das Relações Exteriores (Brasília) e em um edifício que Oscar Niemeyer projetou no conjunto residencial Hansa (setor ocidental de Berlim), assim como na embaixada brasileira em Moscou. MEC, vol. 1, pág. 397; PONTUAL, pág. 127; JÚLIO LOUZADA, vol. 11, pág. 70; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 609; ARTE NO BRASIL, pág. 872.



489 - KILIM


Medindo: 2,60 x 1,99 = 5,17 m². No estado.



490 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Baianas - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito e dorso - 1969 -
Reproduzido na quarta capa do catálogo deste leilão. Com carimbo da Galeria Macunaíma, Rio de Janeiro - RJ, datado de 29 de maio de 1969, no dorso. Ex coleção Dr.Roberto Mansur - São Paulo - SP.

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



491 - FLORIANO TEIXEIRA (1923 - 2000)

"Ele mesmo faz a rota..." - serigrafia - P.I. - 75 x 55 cm - canto inferior direito - 1984 -
Complemento de título: "Ele mesmo faz a rota, assim o vôo é espiral, expectante planar tranquilo em que vibra uma emboscada".

Nasceu em Cajapió, Maranhão. Foi pintor, desenhista, gravador e cenógrafo. Estudou desenho, ainda em São Luís (Maranhão), com Rubens Damasceno em 1935 e pintura com João Lázaro de Figueiredo em 1940. Em 1952, em Fortaleza (Ceará), participa da criação do Grupo dos Independentes, com Antonio Bandeira e J. Siqueira. Em 1962, organiza e dirige o Museu de Arte da UFC. Ilustra vários livros, destacando-se entre eles: Dona Flor e seus Dois Maridos, A Morte e a Morte de Quincas Berro D'Água, O Menino Grapiúna - todos de Jorge Amado - e A Terra dos Meninos Pelados, de Graciliano Ramos. Entre as exposições de que participa, destacam-se: Salão de Abril, várias edições entre 1950 e 1957 (Primeiro Prêmio, 1952, 1953, 1957); I ao III Salão dos Independentes, Fortaleza, 1952/1953/1954; I Bienal Nacional de Artes Plásticas, Salvador, 1966 (Grande Prêmio); Panorama da Arte Atual Brasileira, no MAM/SP, de São Paulo, várias edições entre 1969 e 1976; Os Ilustradores de Jorge Amado, na Fundação Casa de Jorge Amado, Salvador, 1988; SCAP: 50 Anos, na Sociedade Cearense de Artes Plásticas, Fortaleza, 1991. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, vol. 13 pág 328



492 - CHICO ANYSIO (1931 - 2012)

"Barcos" - óleo sobre tela - 30 x 70 cm - canto inferior direito e dorso - 1995 -

Natural de Maranguape, Ceará, este famoso artista e humorista, conhecido pela suas múltiplas facetas, também nos surpreende com suas marinhas, de cores suaves de composição harmoniosa. JULIO LOUZADA, vol.3 pág. 58



493 - SYLVIO PINTO (1918 - 1997)

Paris - óleo sobre tela - 40 x 60 cm - canto inferior direito -

Pintor, Sylvio da Silva Pinto nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Assina S. Pinto. Teve as primeiras noções de desenho no Liceu de Artes e Ofícios, RJ. Mais tarde recebeu lições de seu pai – o Pinto das Tintas. Foi ainda na casa paterna que conheceu Pancetti. Estudou no Núcleo Bernardelli (1938) e se dedicou exclusivamente à pintura a partir de 1940. Fundou e dirigiu no Jacarezinho, bairro carioca, uma escolinha de arte para crianças pobres. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1988, 1992); Brasília, DF (1988,1993); Rio de Janeiro (1989, 1991, 1993, 1994, 1995); Constância, Portugal (1991). Participou de várias mostras coletivas e Salões oficiais como a I Bienal Internacional de São Paulo (1951). Foi premiado no: Rio de Janeiro (1941, 1943, 1945, 1948, 1949, 1952 – Prêmio Viagem ao Exterior, 1957 – Prêmio Viagem Nacional, 1988, 1989); Salvador, BA (1946, 1950); Constância, Portugal (1994); Brasília, DF (1994); Niterói, RJ (1996). MEC, VOL. 3, PÁG. 419, ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 4, PÁG. 894; VOL. 5, PÁG. 820; VOL. 6, PÁG. 890; VOL. 7, PÁG. 562; VOL. 8, PÁG. 661; VOL. 10, PÁG. 693; ACERVO FIEO; www.academia.org.br; www.artprice.com.



494 - RENZO GORI (1911 - 1999)

Paisagem árabe - óleo sobre eucatex - 13 x 18 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor de estilo, participou de diversos Salões Nacionais, com premiações; muito apreciado por colecionadores de cenas árabes. TEODORO BRAGA, pág. 110; MEC, vol. 2, pág. 278; JULIO LOUZADA, vol. 9, pág. 390; Acervo FIEO.



495 - ANTONIO POTEIRO (1925 - 2010)

"Lagoa e passáros" - óleo sobre tela - 60 x 80 cm - centro inferior e dorso - 2005 -
Com certificado de autenticidade datado de 11 de março de 2004, firmado por Renot Escritório de Prestação de Serviços p/Mercado de Arte - São Paulo - SP.

Escultor, pintor e ceramista, Antonio Batista de Souza nasceu em Aldeia de Santa Cristina da Pousa, Braga - Portugal e faleceu em Goiânia, GO. Imigrou com a família para o Brasil em 1926. Fixaram-se em Araguari, no Triângulo Mineiro. Autodidata, herdou do pai a técnica e a sensibilidade iniciando suas atividades como ceramista. Em 1958, já com sua família constituída, passou a viver definitivamente em Goiás. Adotou o apelido de "Poteiro", por sugestão da folclorista Regina Lacerda, que o orientou a assinar seus bonecos de barro. Mais tarde foi estimulado a pintar telas por Siron Franco e Cleber Gouvêa. Lecionou cerâmica no Centro de Atividades do SESC e nas cidades de Hannover e Düsseldorf, na Alemanha. Realizou exposições individuais e participou de muitas mostras coletivas e oficiais pelo Brasil e exterior, como: Bienal Internacional de São Paulo (1981 e 1991); Biennalle Internazionale "NAIF", Cittá di Como, Itália (1976); V Bienalle Internazionale "NAIFS", entre Fiera e Lombardia, Itália (1980); III Bienal de Havana, Cuba (1989); III Bienal de Artes de Goiás (1993) e Bienal Brasileira de Arte "NAIF", SESC Piracicaba (1994). Recebeu o prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte - APCA, na categoria escultura (1985), Menção Honrosa na I Bienal Internacional de Óbidos – Portugal (1987); Grande Prêmio no XIV Salão Nacional de Arte de Belo Horizonte, MG (1982); entre outros. Em 1997, foi homenageado com a Comenda da Ordem do Mérito Cultural, do Ministério da Cultura, Brasil. WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 217; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 31; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 808; LEONOR AMARANTE, PÁG. 294, MEC VOL. 3, PÁG. 432; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 925; VOL. 4, PÁG. 907; www.antoniopoteiro.com; artepopularbrasil.blogspot.com.br; www.artprice.com.



496 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Maternidade - técnica mista - 13,5 x 18,5 cm - não assinado -
No estado.



497 - MARIO ZANINI (1907 - 1971)

Barco - aquarela - 34 x 24 cm - canto inferior direito - 1960 -

Pintor, decorador, ceramista, professor, Mário Zanini nasceu e faleceu em São Paulo. Foi um dos integrantes de dois importantes movimentos artísticos considerados históricos na pintura paulista: o Grupo Santa Helena e a Família Artística Paulista. Sua formação artística se deu em São Paulo quando aos 13 anos iniciou curso de pintura da Escola Profissional Masculina do Brás e de 1924 a 1926, matriculou-se no curso de desenho e artes do Liceu de Artes e Ofícios. Conheceu Alfredo Volpi em 1927 e no ano seguinte estudou com o pintor Georg Elpons. Trabalhou no escritório de decoração de Francisco Rebolo entre 1933 e 1938. Em 1940 recebeu medalha de prata no 46º Salão Nacional de Belas Artes e foi convidado por Rossi Osir a trabalhar em seu ateliê de azulejos artísticos, o Osirarte. Em 1950, viajou por seis meses pela Itália, em companhia de Volpi e Osir. A partir de 1968 lecionou na Faculdade de Belas Artes de São Paulo. Participou de vários Salões oficiais e mostras coletivas no Brasil, como I e III Bienal Internacional de São Paulo e no exterior. Sua família doou 108 de suas obras ao Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo - MAC/USP em 1974. MEC, VOL. 4, PÁG. 531; PONTUAL, PÁG. 557; TEODORO BRAGA, PÁG. 250; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 451; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; ARTE NO BRASIL, PÁG. 778; LEONOR AMARANTE, PÁG.38; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 1085; ACERVO FIEO.



498 - JOSÉ MORAES (1921 - 2003)

"Viva el Jerez" - técnica mista - 31 x 20,5 cm - canto inferior direito - 01/02/1985 -

Carioca, nascido José Machado de Morais, em 10/5/1921. Pintor, gravador, desenhista e professor. Aluno rebelde da antiga Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, foi figura importante no embate entre conservadores e modernos na década de 40, concorrendo com o seu trabalho e militância, para a difusão do modernismo pelo país, e na conquista da "Divisão Moderna", no Salão Nacional de Belas Artes. Foi aluno de Quirino Campofiorito, Portinari, com quem trabalhou na execução de diversas obras. Participou de diversos Salões com merecido reconhecimento. JULIO LOUZADA, vol. 13 pág. 230; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 602, Acervo FIEO.



499 - ARTE POPULAR BRASILEIRA (XX)

Dançando - escultura em terracota - 12 x 08 x 09 cm - assinado -
Carminha.



500 - PABLO PICASSO (1881 - 1973)

Femme Nue Assise - guache, nanquim e carvão - 102 x 73 cm - canto superior direito e dorso - 8.7.59 -
Reproduzido no convite e na capa do catálogo deste leilão. Com a seguinte dedicatória no dorso: "Para Mi amigo Luiz Alonso con un abrazo Picasso el 14-6-61-"

Procedente da coleção Sra. Yvete Simões Alonso, viúva do Sr. Luiz Alonso Perez, o Lula, treinador do Santos Futebol Clube de 1954 a 1966, que adquiriu a obra no ano de 1961 diretamente do autor durante uma de suas visitas ao artista no sul da França.

(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista, escultor, gravador, ceramista, artista gráfico e designer, Pablo Ruiz Picasso nasceu em Málaga, Espanha e faleceu em Mougins, França. Filho de um pintor e mestre de desenho, foi extraordinariamente precoce dominando o desenho acadêmico ainda na infância. Em 1904 estabeleceu-se em Paris tornando-se o centro de um círculo de artistas e escritores de vanguarda como André Breton, Guillaume Apollinaire e Gertrude Stein. Revolucionário, genial, vanguardista, visionário são elogios que definiram Picasso como um dos mestres da pintura. Sua ampla biografia e sua obra representam a arte do século XX. Embora sua obra seja convencionalmente dividida em fases, Picasso trabalhava numa grande variedade de temas e estilos ao mesmo tempo. Sua pintura “Les Demoiselles d’Avignon” (1906-7) é tida como o marco mais importante no desenvolvimento da pintura contemporânea e o primeiro prenúncio do cubismo que desenvolveu em íntima associação com Braque e depois com Gris. Sua obra mais famosa “Guernica” (1937), pintada para o pavilhão espanhol da Exposição Universal de Paris de 1937, expressa toda sua revolta e horror à destruição de Guernica, capital do país basco, durante a Guerra Civil Espanhola (1936-1939). No campo da escultura foi um dos primeiros artistas a compor esculturas a partir da montagem de materiais variados (e não por modelagem ou entalhe) e fez uso brilhante de objetos encontrados. Também como artista gráfico inclui-se entre os maiores do século. Existem museus consagrados à sua obra em Paris e Barcelona, e outros exemplos de sua inigualável produção distribuem-se por museus do mundo inteiro. Foi o primeiro artista vivo a expor suas obras no Museu do Louvre, quando completou 90 anos. BENEZIT VOL.8, PÁG. 297; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 763; ITAÚ CULTURAL; COLEÇÃO FOLHA GRANDES MESTRES DA PINTURA VOL. 6; infoescola.com; guggenheim.org; moma.org; a rtprice.com; arcadja.com; christies.com.



501 - DARCILIO LIMA (1944 - 1991)

Figura surreal - técnica mista - 26 x 34 cm - canto inferior direito - 1968 -

Cearense de Cascavel, o festejado desenhista Darcilio foi para o Rio de Janeiro, e já depois de haver iniciado autodidaticamente seu trabalho no campo da pintura e da utilização do lápis cêra. Recebeu orientação de Ivan Serpa, passando a dedicar-se especialmente ao desenho a bico-de-pena, com a permanente fixação gráfica da fantasia erótica como veículo de impacto crítico. PONTUAL, pág. 159. MEC, vol.1, pág.17; WALTER ZANINI, pág. 760; LEONOR AMARANTE; ITAU CULTURAL.



502 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Figura - litografia - 2/60 - 22 x 10 cm - canto inferior direito -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



503 - LUIZ ZEMINIAN (1947)

Flores - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito - 1991 -

Pintor com diversas participações em exposições coletivas e salões oficiais. JULIO LOUZADA, vol. 9, pág. 942.



504 - ALBERTO LUME (1944)

Paisagem - óleo sobre tela - 80 x 100 cm - canto inferior direito -

Português da Ilha da Madeira, onde nasceu a 6/2/1944, LUME, como é conhecido e assina as suas obras, fixou residência no Brasil a partir de 1954. Trouxe na sua bagagens sólidos conhecimentos de bom desenhista e excepcional colorista. Adota os temas brasileiros em suas obras com rara felicidade, fazendo com que as suas obras sejam muito disputadas em leilões e por colecionadores. JULIO LOUZADA, vol. 2 pág. 601 602



505 - EMILE CAGNIART (1851 - 1911)

Paisagem - óleo sobre madeira - 23,5 x 34,5 cm - canto inferior esquerdo -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista francês nascido e falecido em Paris. Foi discípulo de Guillemet. Participou do "Salon" de Paris desde 1877. Foi declarado "hors concours" em 1900 e se tornou membro do comitê. BENEZIT; www.artprice.com; www.mutualart.com.



506 - AÉCIO DE ANDRADE (1935)

"Índios e pássaros" - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior esquerdo e dorso - Amazonas -

Pintor natural de São Paulo, Capital. Passou pelo gênero impressionista no inicio da carreira, e depois para uma fase mais pessoal. Aborda temas populares brasileiros. Possui obras nos Museus das cidades de Americana, Matão, Assis, Guararapes, e em Penápolis. Começou a expôr em 1968, tendo participado de diversas mostras no País e no exterior, conforme relaciona a bibliografia abaixo. JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 33. Acervo Fieo.



507 - CARYBÉ (1911 - 1997)

"Derrapagem" - serigrafia - 126/200 - 67 x 50 cm - canto inferior direito -
Reproduzido no catálogo da Mostra Itinerante do artista realizada em treze capitais em 1995, realização Galvão Bueno Marketing Cultural e patrocínio da Galeria de Arte André - São Paulo - SP.

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



508 - MARCIO SCHIAZ (1965)

"Chafariz da Praça Ramos de Azevedo" - óleo sobre tela - 60 x 80 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2006 -
Registrado sobre o nº 2205 do catálogo do autor.

Paulistano, o pintor nasceu em 10/5/1965. Estudou na APBA-SP, onde desenvolveu curso de desenho e pintura, frequentado sessões de modelo vivo. Individuais desde 1989 e coletivas em Salões Oficiais, com sucesso de crítica. Recebeu diversos prêmios. JULIO LOUZADA, vol.13, pág. 304; Acervo FIEO.



509 - LOTHAR CHAROUX (1912 - 1987)

Linhas - serigrafia - 8/50 - 65 x 50 cm - canto inferior direito - 1974 -

Pintor, desenhista e professor austríaco, natural de Viena. Assinava Charoux. Iniciou os estudos artísticos com seu tio, o escultor austríaco Siegfried Charoux. Transferiu-se para o Brasil em 1928, fixando residência em São Paulo. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios da cidade onde conheceu Valdemar da Costa, com ele fazendo aprendizado de pintura a partir de 1940. Posteriormente passa a lecionar desenho no Liceu de Artes e Ofícios e no SENAI. Em 1947, realizou sua primeira exposição individual, na Galeria Itapetininga. Em 1952, participou da fundação do Grupo Ruptura, ao lado de Waldemar Cordeiro, Geraldo de Barros, Anatol Wladyslaw e outros. Com Hermelindo Fiaminghi e Luiz Sacilotto , cria a Associação de Artes Visuais NT - Novas Tendências, em 1963. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras oficiais nacionais como a Bienal Internacional de São Paulo (I a IX, XII, XIII), Panorama da Arte Atual Brasileira (1º ao 3º, 6º, 9º, 11º, 12º) e no exterior. É homenageado com retrospectiva no Museu de Arte Moderna de São Paulo e no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro em 1974. Em 2005, é publicado o livro ‘Lothar Charoux: A Poética da Linha’, pela historiadora de arte Maria Alice Milliet. PONTUAL, PÁG. 131; MEC VOL. 1, PÁG. 433; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 254; VOL. 9, PÁG.207; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 645; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; ACERVO FIEO.



510 - MANABU MABE (1924 - 1997)

"Rio" - óleo sobre cartão colado em eucatex - 37 x 45 cm - canto inferior direito - 1958 - Rio de Janeiro -
Reproduzido no convite deste leilão. Com certificado de autenticidade n° 371 do Instituto Manabu Mabe, catalogação nº 263, datado de 11 de junho de 2015, no dorso.

Pintor, desenhista, gravador e ilustrador nascido no Japão e falecido em São Paulo. Assina Mabe. De Kobe, Japão, emigrou com a família para o Brasil (1934) para dedicar-se ao trabalho na lavoura de café no interior de São Paulo. Interessado em pintura, começou a pesquisar, como autodidata, em revistas japonesas e livros sobre arte. No fim da década de 1940, em São Paulo, conheceu o pintor Tomoo Handa e Yoshiya Takaoka. Integrou-se ao Grupo Seibi, Grupo 15, Grupo Guanabara. Mudou-se para São Paulo (1957) para dedicar-se exclusivamente à pintura. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras coletivas e oficiais no Brasil e exterior. Entre muitos prêmios recebidos, destacam-se: 1953 - Prêmio aquisição no Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro; 1957 - Pequena Medalha de Ouro no VI Salão Paulista de Arte Moderna, SP; 1958 - Grande Medalha de Ouro no VII Salão Paulista de Arte Moderna, São Paulo; 1959 - Prêmio Governador do Estado no VIII Salão Paulista de Arte Moderna, SP; Prêmio Leirner de Arte Contemporânea, SP; Melhor Pintor Nacional na 5ª Bienal Internacional de São Paulo; Prêmio Braun e Prêmio Bolsa de Estudos na I Bienal de Paris, França; Prêmio aquisição no ‘Dallas Museum of Fine Arts’, Dallas, Estados Unidos; 1960 - Prêmio Fiat na 30ª Bienal de Veneza, Itália; 1962 - Primeiro Prêmio na I Bienal Americana de Arte de Córdoba, Espanha. ARTE NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 1050; EIXEIRA LEITE, PÁG. 296; PONTUAL, PÁG. 325; MEC, VOL. 3, PÁG. 13; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 644; LEONOR AMARANTE, PÁG. 83, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 561; ACERVO FIEO; www.mabe.com.br; www.pinturabrasileira.com; www.museumanabumabe.com.br; www.escritoriodearte.com; www.brasilescola.com; www.artprice.com.



511 - EDUARDO KENJI TAKEBAYASHI (1949)

Índios - óleo sobre tela - 50 x 90 cm - canto inferior direito - 1999 -

Nasceu em Junqueirópolis, SP, em 20 de maio de 1949. Participou de coletivas realizadas em SP, Porto Alegre e Brasilia, recebendo premiações. JULIO LOUZADA, vol. 7 pág. 687.



512 - GERARDO DE SOUSA (1950)

Paisagem - óleo sobre eucatex - 50 x 76 cm - canto inferior direito - 1986 - Rio -

Pintor, Gerardo Luiz de Sousa nasceu em Guaraciaba do Norte, CE. Assina Gerardo de Sousa. Ativo no Rio de Janeiro onde, em 1973, começou a expor seus trabalhos na Feirarte, Praça General Osório. Realizou exposições individuais no: Rio de Janeiro (1974 a 1978, 1980, 1985, 1987); Niterói, RJ (1979, 1983), Teresópolis, RJ (1982). Participou de várias mostras coletivas e Salões oficiais no Rio de Janeiro e pelo o Brasil. No exterior expôs em: Milão (1975); San Salvador, Caracas, Toronto e Nova York (1976); Nova Jersey e Genebra (1977); Santiago do Chile (1979); Paris (1986); Tóquio (1989); Eslováquia (1994). Foi premiado no Rio de Janeiro (1974) e em Piracicaba, SP (1992). MEC VOL. 4, PÁG. 313; JULIO LOUZADA VOL. 11, PÁG. 306.



513 - ALEX DOS SANTOS (1980)

"Cidade" - óleo sobre tela - 80 x 100 cm - canto inferior direito e dorso -

Alex Benedito dos Santos nasceu em Jaboticabal, SP, no dia 13 de fevereiro de 1980. Pintor autodidata, fez cursos de escultura com o prof. Silvio Scarpa e xilogravura com o prof. Saulo. Participou de "workshops" com o pintor Sigbert Franklin, em 2001. Tem participado regularmente dos diversos Salões Oficiais nas cidades do interior do Estado, destacando-se: I e II Bienal de Artes e Cultura de Jaboticabal, em 1999 e 2001, Salão de Artes Plásticas de Brodósqui, em 2003, quando foi selecionado para o Mapa Cultural Paulista, Salão de Artes Plásticas de Araraquara, em 2003, Salão de Artes Plásticas de Guarulhos, onde obteve Menção Honrosa, em 2004, Salão de Artes Plásticas de Santos, em 2004, Salão de Artes de Piracicaba, em 2005, Salão de Artes Plásticas de Sales de Oliveira, em 2005, onde obteve Menção Honrosa, Salão de Artes Plásticas de Catanduva, obtendo Menção Honrosa, em 2006. Foi premiado com o 1º lugar nos Salões de Artes de Mococa, em 2003, Sales de Oliveira, em 2003, Araraquara, em 2004 e Piracicaba, em 2006. Expõe individualmente desde 2004. Acervo FIEO. -



514 - RENATO SOTTOMAYOR (1921 - 1958)

Figura - desenho a nanquim - 34 x 24 cm - canto inferior direito - 1949 -

Pintor, desenhista, ilustrador e decorador nascido no Rio de Janeiro onde estuda na Escola Nacional de Belas Artes. Faleceu em Santos, SP. Em 1950, transfere-se para São Paulo e passa a lecionar no MAM. Também estuda com André Lhote e Gino Severini, em Paris. Como decorador, colaborou com o arquiteto Sérgio Bernardes e também se destacou como ilustrador de obras literárias. Exposição individual em Roma (1952). Participou, em São Paulo, da 1ª Bienal e do Salão de Arte Moderna (1951); em Paris (1956) da exposição do Museu de Arte Moderna. MEC, VOL. 4, PÁG. 310; PONTUAL, PÁG. 500; JULIO LOUZADA, VOL. 11, PÁG. 306.



515 - JOSÉ ALVES PEDROSA (1915 - 2002)

Moça - escultura em bronze - 17 x 26 x 11 cm - assinado -

Escultor e desenhista que nasceu em Rio Acima, MG e faleceu em Belo Horizonte, MG. Inicia estudos com Correia Lima no curso livre de escultura da ENBA do Rio de Janeiro em 1936. No período da II Guerra Mundial é auxiliar do escultor polonês August Zamoyski. Nos anos de 1946 a 1948, com bolsa concedida pelo governo francês, aperfeiçoa-se na França e faz um curso de talhe em pedra com Nicolussi. De volta ao Rio de Janeiro, filia-se ao grupo de arquitetos chefiado por Oscar Niemeyer, que lhe faz uma encomenda para os jardins do Museu de Arte de Belo Horizonte. Ilustra o livro de poesias: Romanceiro de Dona Bêja de Maria Lúcia Alvim, publicado em 1979. Exposições individuais: Rio de Janeiro (1955, 1964). Coletivas: Belo Horizonte (1936, 1998); Rio de Janeiro (1941, 1945, 1946, 1952, 1954, 1964, 1975, 1983, 1985, 1986, 2000, 2002); Buenos Aires (1945); Montevidéu (1945); São Paulo (1952, 1954, 1955 e 1957 – Bienais Internacionais, 1966, 1997); Brasília (1998); Penápolis, SP (1998). Prêmios: Rio de Janeiro (1940, 1945, 1954, 1957); São Paulo (1952, 1954, 1955). JULIO LOUZADA VOL. 1,PÁG. 733; ITAÚ CULTURAL; PONTUAL, PÁG. 413; MEC, VOL. 3, PÁG. 360.



516 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

"Tema 5" - técnica mista - 16,5 x 10,5 cm - canto inferior direito - 1981 -
Ramisia Travassos.



517 - DAVID MERCADÉ RECASENS (XX)

Paisagem - aquarela - 43 x 29,5 cm - canto inferior direito - 1957 -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista com diversas participações em mostras e salões oficiais. www.artprice.com.



518 - HENRIQUE PIZZI (1917)

Mariana - MG - óleo sobre eucatex - 34 x 24 cm - canto inferior direito -

Pintor e desenhista natural da cidade de Santos-SP, onde reside e é ativo. Tem realizado destacadas apresentações em sua cidade natal e na Capital. Expondo desde o início dos anos 50, o artista tem participado de inúmeros Salões importantes, com premiações no Salão Paulista de Belas Artes nos anos de 1972, 1973, 1976 e 1977, dentre outras. JULIO LOUZADA, vol 01 - pág 774



519 - MAGDA STÁBILE (1952)

Dançarina - óleo sobre tela - 59 x 39 cm - canto inferior direito -

Pintora nascida em São Paulo, Capital, em 28/11/1952. Graduada pela Faculdade de Belas Artes de São Paulo. Frequenta os cursos de arte da Escola Panamericana de Artes, SENAI, SESC e do MUBE. Recebe orientações dos professores Franulic, Adelino Rodrigues, Herman Sedoya, Antonio Santos Lopes e Carmen Rolim Arruda. Individuais em 1998 e coletivas a partir de 1978. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 311



520 - ANTONIO BANDEIRA (1922 - 1967)

Composição - desenho a nanquim e aquarela - 34 x 26,5 cm - canto inferior direito - 1962 -
Ex coleção Dr. Noel Grinberg - Rio de Janeiro, RJ .

Pintor, desenhista, gravador, nascido em Fortaleza, CE e falecido em Paris, onde viveu a maior parte de sua vida. É um dos pioneiros da arte abstrata no Brasil. Iniciou-se na pintura como autodidata. Em 1941, em Fortaleza, participou, ao lado de Mário Baratta, entre outros, da criação do Centro Cultural de Belas Artes depois, Sociedade Cearense de Artes Plásticas. Em 1945, transferiu-se para o Rio de Janeiro e, no ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual. Contemplado pelo governo francês com bolsa de estudos, permaneceu em Paris de 1946 a 1950 onde frequentou a Escola Nacional Superior de Belas Artes e a ‘Académie de la Grande Chaumière’. Entre 1947 e 1948 participou do ‘Salon d'Automne’ e do ‘Salon d'Art Libre’. Tomou parte em reuniões de artistas e formou o Grupo Banbryols (ban de Bandeira; bry de Camille Bryen; e ols de Wols), que durou de 1949 a 1951. Voltou ao Brasil em 1951 e apresentou-se na 1ª Bienal Internacional de São Paulo. Em 1952, criou um mural para o Instituto dos Arquitetos do Brasil, em São Paulo. Retornou a Paris em 1954 em razão do Prêmio Fiat, obtido na 2ª Bienal Internacional de São Paulo, mas não deixou de expor no Brasil. Permaneceu na Europa até 1959, passando pela Inglaterra e Bélgica, onde, em 1958, realizou um painel para o ‘Palais des Beaux-Arts’. Ao retornar ao Brasil teve uma atividade artística intensa, participou de importantes exposições, em paralelo a mostras em Paris, Munique, Verona, Londres e Nova York. Voltou a Paris em 1965, onde permaneceu até sua morte. BENEZIT, VOL.1, PÁG.415; MEYER/87, PÁG.606; MEC, VOL.1, PÁGS.159,160 E 167; PONTUAL, PÁGS. 48 E 49; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁGS. 71 A 74; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 52 A 54; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; ARTE NO BRASIL, PÁG. 599; LEONOR AMARANTE, PÁG. 34; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 86; ACERVO FIEO; web.artprice.com; pitoresco.com; pinturabrasileira.com.



521 - FLÁVIO PRADA (1939)

Barco - óleo sobre tela - 18 x 23 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2000 -

Iniciou suas atividades de pintura, como autodidata, a partir de 1989. É membro da Academia Paulista de Medicina Veterinária. Tem participado de inúmeras exposições oficiais: São Paulo (1996 a 1999, 2002); EUA (1997); Jaboticabal, SP (1999); Ribeirão Preto, SP (2000); Extrema, MG (2000); Caraguatatuba, SP (2000); Osasco, SP (2000); Serra Negra, SP (2001); Riviera de São Lourenço, SP (2001); São Lourenço, MG (2002). Individual em São Paulo (2000, 2001). Prêmios: Riviera de São Lourenço, SP (2001); São Paulo (2002).



522 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Paisagem" - hidrocor sobre papel - 12 x 17 cm - canto inferior direito - 1988 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



523 - HELENA MARQUES (1913)

"Campo de Santana" - acrílico sobre cartão - 22 x 29 cm - canto inferior direito e dorso - 1971 - Rio -

Helena Coelho Marques nasceu no Rio de Janeiro. Pintora, desenhista, ceramista e musicista. Estudou com Odeli C. Branco e José Maria de Almeida. Inicialmente dedicou-se à música, diplomando-se em piano na antiga Escola Nacional de Música - RJ (1932). Participou de inúmeras mostras coletivas, Salões oficiais e obteve diversos prêmios, entre eles: no Salão Nacional de Belas Artes, RJ (1953); Salão do Clube Militar, RJ (1965); Salão de Artes Plásticas da Associação dos Artistas Brasileiros, RJ (1970). MEC VOL. 3, PÁG. 75; JULIO LOUZADA VOL. 12, PÁG. 261.



524 - FRANCISCO CÉA (1908 - XX)

Ouro Preto - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito e dorso - 1968 -
No estado.

Pintor e desenhista com várias participações em mostras coletivas e Salões oficiais. Recebeu Medalha de Bronze no Salão Nacional de Belas Artes - Rio de Janeiro, em 1954. ITAU CULTURAL; MEC VOL. 1, PÁG. 394; JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 247; VOL. 13, PÁG. 80; web.artprice.com



525 - IVALD GRANATO (1949 - 2016)

"Aspicuelta" - gravura - 10/21 - 26 x 35 cm - canto inferior direito -

Pintor e desenhista. Natural de Campos, RJ, onde viveu até 1966. Estudou com Robert Newman, ingressando em 1967 na Escola de Belas Artes da Universidade do Rio de Janeiro. Em 1968 participa do grupo de vanguarda "Nova Figuração Brasileira". Sua atividade artística desde a década de 60 revela a influência do conceitualismo de Duchamp, mais cerebral do que pictórico, e da "body art", de Joseph Beyus. PONTUAL, pág. 248; TEIXEIRA LEITE, pág. 228; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág.740; ARTE NO BRASIL, pág. 974; LEONOR AMARANTE, pág. 267; Acervo FIEO.



526 - SONIA DELAUNAY (1885 - 1979)

Composição - litografia off set - H.C. - 31 x 23,5 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Nasceu na Ucrânia, Russia, e faleceu em Paris, França. Gravadora. Juntamente com o marido Robert Delaunay, produziu as decorações para a Exposição Universal de Paris (1937). Simone Frigério escreveu em 1985: " ... Sônia alcançou êxitos maravilhosos nas artes decorativas, no domínio da moda, como o fará, na mesma época, Raoul Dufy. Inventa vestidos de cores simultâneas..." Uma definição dos simultâneos por Sônia: "Nós dividimos as cores, ou antes, as nuances de cores, em quentes e frias. Partimos do elemento da cor pura e criamos planos, formas, profundezas, perspectivas unicamente com esse elemento, abolidas as linhas e o claro-escuro." Internacionais em 1981, em Portugal. JULIO LOUZADA, vol. 12, pág. 128



527 - SELMA SIMÃO (1959)

Dama - óleo sobre tela - 27 x 27 cm - centro inferior -

Pintora e desenhista, Selma Machado Simão nasceu em São Paulo. Assina Selma Simão. No SENAC cursou: técnica e composição de cartazes, técnica de ilustração (1976) e frequentou a oficina de criatividade; teve aulas de desenho em quadrinhos no Instituto Eli Barbosa (1981), pintura com Marly Fiskatoris (1991) e com Osman Said (1994, 1995). Participou de várias mostras e Salões oficiais pelo estado de São Paulo. Recebeu Medalhas de Ouro (1995) em Sorocaba e em Itanhaém. JULIO LOUZADA VOL. 9, PÁG. 805; www.artcanal.com.br; www.unesp.br/proex/informativo/edicao35jul2003/materias/exposicaonoia.htm.



528 - RUBEN ESMANHOTO (1954)

Interior - vinil encerado sobre eucatex - 38,5 x 48,5 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1988 - Cabo Frio - RJ -

Nasceu em Curitiba, PR, no dia 16 de fevereiro de 1954. Sobre a sua obra, assim se manifestou o consagrado e saudoso pintor Carlos Scliar, apresentando a exposição do autor na Galeria Paulo Prado, SP, em 1987: " O clima de cada pintor é estruturado lentamente no seu processo natural de amadurecer. Isso implica toda a sua vivência - tenha ou não consciência desse processo que é irrecorrível e irreversível. Mas tudo isso não basta se o artista não é alguém que saiba que talento não é suficiente e que o exercício de sua profissão se faz ao longo das 28 horas de cada dia. Ruben Esmanhotto sabe disso e vem trabalhando conscientemente com todas as certezas e dúvidas e teimosias necessárias. O resultado parcial aí está, pois é jovem. É mais do que um pintor novo que aponta. É sério e tem todos os elementos para se tornar um de nossos importantes artistas." JULIO LOUZADA. VOL, 10, pág, 768; ITAÚ CULTURAL.



529 - JOSÉ BARBOSA (1948)

Paisagem - técnica mista - 16 x 31 cm - dorso - 1986 -
Com dedicatória.

Pernambucano de Olinda, onde nasceu em agosto de 1948. Filho de marceneiro, iniciou sua carreira em 1963, como escultor-talhador, incentivado pelo pintor Adão Pinheiro. Integrou e organizou o movimento de Arte Ribeira, que tinha a participação dos artistas João Câmara, Vicente do Rego Monteiro e Guita Charifker - movimento dissolvido pouco tempo depois pela repressão militar. No Rio de Janeiro envolveu-se com a elite artística carioca, participando do progresso da vanguarda com suas talhas e gravuras em metal com imagerns exuberantes inspiradas na sua terra natal. Residiu na Alemanha, expondo seus trabalhos na França, Alemanha, Suiça e Inglaterra. Individuais a partir de 1964 e coletivas desde 1965. JULIO LOUZADA, vol. 12, pág. 36; ITAU CULTURAL.



530 - ANTONIETA TRANZILLO (1961)

"Janela" - óleo sobre tela colada em eucatex - 30 x 30 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintora nascida em São Paulo. Frequentou a Escola Panamericana de Arte e Design onde foi aluna de Danilo Marchese. Teve aulas também com Carlos Fajardo e Luiz Paulo Baravelli. Tem participado de mostras coletivas.



531 - JOSÉ ALVES (1953)

Figuras - escultura em madeira - 90 x 34 x 03 cm - canto inferior esquerdo - Olinda - PE -

Escultor, José Alves da Cruz nasceu no Recife, PE. Desde criança já cutucava pedaços de pau com uma faquinha. Aos 17 anos, foi trabalhar em uma galeria de arte na praia de Boa Viagem, Recife onde conheceu e ajudou Nhô Caboclo no seu trabalho. Começou a fazer seus próprios bonecos, mudou-se para Olinda. Passou a assinar suas peças como Zé Alves de Olinda. http://www.artedobrasil.com.br/jose_alves.html.



532 - CID SERRA NEGRA (1924)

Rosas - óleo sobre madeira - 45,5 x 59 cm - canto inferior direito -

Pintor nascido em 28 de janeiro de 1924 na cidade paulista de SERRA NEGRA, cujo nome adotou artísticamente. Seu verdadeiro nome é Cid de Abreu. Executou pinturas decorativas da Igreja de São Benedito, em sua cidade natal. JULIO LOUZADA vol.4, pág. 264.



533 - CAMILO EDUARDO TAVARES (1932 - 2014)

"Quiosque do Maneco" - óleo sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior direito -

Paulistano, o pintor foi membro de juri da Associação dos Artistas Plásticos de São Paulo. Segundo depoimento do próprio artista: " Os meus quadros são carregados de humanismo, amor e realidade, uma verdadeira mensagem filosófica pois quem leva a vida com amor à arte, é feliz." Expõe individualmente desde 1971, inclusive MAM-RJ em 1974; e coletivamente a partir de 1970. Internacionalmente, expôs a partir de 1971, destacando-se Alemanha, EUA, México e Itália. JULIO LOUZADA, vol.4, pág. 1083. Acervo FIEO.



534 - PAVEL KUDIS (1921)

Paisagem - óleo sobre tela - 33 x 46 cm - canto inferior direito -
No estado. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Natural de Celje, Iuguslávia, onde nasceu em 15/1/1921. Pintor, desenhista e arquiteto, assina suas obras como KUDIS na frente e, desde 1980, PAVELKUDIS, cursivamente, no dorso. JULIO LOUZADA, vol.3, pág.578.



535 - EMANOEL ARAÚJO (1940)

Pássaro - xilogravura - 81 x 42 cm - lado direito -
No estado.

Escultor, desenhista, ilustrador, figurinista, gravador, cenógrafo, pintor, curador e museólogo, Emanoel Alves de Araújo nasceu em Santo Amaro da Purificação, BA. Aprendeu marcenaria com Eufrásio Vargas e trabalhou com linotipia e composição gráfica na Imprensa Oficial em sua cidade natal. Na década de 1960, mudou-se para Salvador e ingressou na Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia, onde estudou gravura com Henrique Oswald. Em 1972, foi premiado com Medalha de Ouro na 3ª Bienal Gráfica de Florença, Itália. Recebeu, no ano seguinte, o prêmio de Melhor Gravador, e, em 1983, o de Melhor Escultor, da Associação Paulista de Críticos de Arte, entre muitos outros prêmios. Entre 1981 e 1983, instalou e dirigiu o Museu de Arte da Bahia, em Salvador. Realizou muitas exposições individuais (desde 1959) e participou de inúmeras mostras coletivas, Salões oficiais nacionais e internacionais. Em 1988, foi convidado a lecionar artes gráficas e escultura no 'Arts College', na 'The City University of New York'. De 1992 a 2002, exerceu o cargo de diretor da Pinacoteca do Estado de São Paulo e foi responsável pela revitalização da instituição. Foi, entre 1995 e 1996, membro convidado da Comissão dos Museus e do Conselho Federal de Política Cultural, instituídos pelo Ministério da Cultura. Fundou o Museu Afro Brasil, em 2004, onde é Diretor Curador. Em 2007 foi homenageado pelo Instituto Tomie Ohtake com a exposição 'Autobiografia do Gesto – Cosmogonia dos Símbolos', que reuniu obras de 45 anos de sua carreira. TEIXEIRA LEITE, PÁG. 190; MEC, VOL. 2, PÁG. 143; PONTUAL, PÁG. 37; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 68; VOL. 2, PÁG. 64; VOL. 4, PÁG. 75; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, PÁG. 846; WALTER ZANINI, PÁG. 770; ACERVO FIEO; www.emanoelaraujo.com.br; www.museuafrobrasil.org.br; www.pinturabrasileira.com; www.museuhistoriconacional.com.br; www.artprice.com.



536 - JAVIER ALVARO ASFADUROFF NIBBES (1954)

Músico - óleo sobre tela - 70 x 90 cm - canto superior direito e dorso - 2008 -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Uruguaio de Montevideu, onde nasceu a 14 de novembro de 1954. Frequentou o Liceu Onze de Cerro Montevidéu, entre 1965 e 1967, sendo aluno de Torres Garcia. A partir de 1994 passou a figurar em bienais e várias exposições coletivas. JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 637



537 - NILDA NEVES (1961)

Paisagem - técnica mista - 28 x 40 cm - canto inferior direito -

Pintora. Nasceu em 1961 em Botuporã, no sertão da Bahia. Em Brumado, BA, estudou contabilidade. Com a família morou em várias cidades do estado, voltou para sua cidade natal onde foi professora particular e de escola pública, ensinando matemática. Perdendo parte da família nos anos de 1990, resolveu vir para São Paulo em 1999 e, em 2010, escreveu o romance ‘O Lavrador do Sertão’ em três dias. Logo depois lançou ‘O Belo Sertão’, com os seres lendários do Brasil, na Bienal do Livro do mesmo ano. Para produzir a capa do livro resolveu ela mesma pintar e, desde então, não parou mais de produzir, contando suas lembranças e histórias do sertão. Em 2015 realizou sua primeira individual –‘ Meu Sertão’ na Galeria Mezanino, SP; participou da 45º Chapel Art Show, SP (2016) e da Bienal Naïf (2016)- SESC Piracicaba, SP. www.galeriamezanino.com/nilda_neves.htm ; bienalnaifs.sescsp.org.br/2016/artistas/nilda-neves.



538 - EDUARDO MACHADO (XX)

"Crepúsculo na Serra do Cipó" - óleo sobre tela - 60 x 100 cm - canto inferior direito e dorso - 2017 -

Pintor, arquiteto e professor nascido no Rio de Janeiro onde se formou no curso de Belas Artes. Mudou-se para Belo Horizonte e graduou-se em Arquitetura. Tem participado de mostras coletivas como: "Exposição Comemorativa do XXI Aniversário do Instituto de Belas Artes" (1971); "XLI Salão de Artes Plásticas da Associação dos Artistas Brasileiros" (1971); "Salão Nacional" (1972); "Salão de Belas Artes do Clube Militar" (1972); "2º Salão Universitário da Câmara dos Deputados" (2011); Exposição na Casa de Cultura de Sete Lagoas, MG (2016).



539 - ALFREDO VOLPI (1896 - 1988)

Fachada - serigrafia - 41/50 - 36 x 22 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.



540 - LUCAS PENNACCHI (1960)

Marinha - óleo sobre eucatex - 15 x 20 cm - canto inferior direito - 1999 -

Pintor, gravador e desenhista paulistano, nascido em 20 de fevereiro de 1960. Filho do festejado artista Fulvio Pennacchi, Lucas dedica-se a retratar paisagens do interior brasileiro e do litoral paulista, de forma delicada e precisa e também peixes, tucanos e outros animais da fauna brasileira com uma leitura atual. JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 678; ITAÚ CULTURAL.