Leilão de Outubro de 2016

04, 05 e 06 de Outubro de 2016



001 - MILTON DACOSTA (1915 - 1988)

Figura - serigrafia - P.A. - 41 x 32 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador. Milton Rodrigues da Costa nasceu em Niterói, RJ e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou estudos de desenho e pintura, em 1929, com o professor alemão August Hantv. No ano seguinte matriculou-se no curso livre de Marques Júnior, na Escola Nacional de Belas Artes. Junto com Edson Motta, Bustamante Sá e Ado Malagoli , entre outros, criou o Núcleo Bernardelli em 1931. Viajou para Estados Unidos em 1945, com o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Belas Artes do ano anterior. Na cidade de Nova York, estudou na Art's Students League of New York. Em 1946, foi para a Europa e após visita a vários países, fixou-se em Paris, onde estudou na Académie de La Grande Chaumière. Conheceu Pablo Picasso, por intermédio de Cícero Dias, e freqüentou os ateliês de Georges Braque e Georges Rouault. Expôs no Salon d'Automne (Paris) e regressou ao Brasil em 1947. Em 1949, casou-se com a pintora Maria Leontina e passou a residir em São Paulo. Realizou muitas exposições individuais e também recebeu prêmios nas Bienais Internacionais de São Paulo (1955, 1957). TEODORO BRAGA, PÁG. 163; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 229; MEC, VOL. 2, PÁG. 13; BENEZIT, VOL. 3, PÁG.315; ITAU CULTURAL; PONTUAL, PÁG. 155; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; ACERVO FIEO.



002 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulata com violão - serigrafia - P.A. - 48 x 31 cm - canto inferior direito -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



003 - MANABU MABE (1924 - 1997)

Composição - serigrafia - P.I. - 33 x 42 cm - canto inferior direito na tela serigráfica -
Obra póstuma editada pelo Instituto Manabu Mabe.

Pintor, desenhista, gravador e ilustrador nascido no Japão e falecido em São Paulo. Assina Mabe. De Kobe, Japão, emigrou com a família para o Brasil (1934) para dedicar-se ao trabalho na lavoura de café no interior de São Paulo. Interessado em pintura, começou a pesquisar, como autodidata, em revistas japonesas e livros sobre arte. No fim da década de 1940, em São Paulo, conheceu o pintor Tomoo Handa e Yoshiya Takaoka. Integrou-se ao Grupo Seibi, Grupo 15, Grupo Guanabara. Mudou-se para São Paulo (1957) para dedicar-se exclusivamente à pintura. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras coletivas e oficiais no Brasil e exterior. Entre muitos prêmios recebidos, destacam-se: 1953 - Prêmio aquisição no Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro; 1957 - Pequena Medalha de Ouro no VI Salão Paulista de Arte Moderna, SP; 1958 - Grande Medalha de Ouro no VII Salão Paulista de Arte Moderna, São Paulo; 1959 - Prêmio Governador do Estado no VIII Salão Paulista de Arte Moderna, SP; Prêmio Leirner de Arte Contemporânea, SP; Melhor Pintor Nacional na 5ª Bienal Internacional de São Paulo; Prêmio Braun e Prêmio Bolsa de Estudos na I Bienal de Paris, França; Prêmio aquisição no ‘Dallas Museum of Fine Arts’, Dallas, Estados Unidos; 1960 - Prêmio Fiat na 30ª Bienal de Veneza, Itália; 1962 - Primeiro Prêmio na I Bienal Americana de Arte de Córdoba, Espanha. ARTE NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 1050; EIXEIRA LEITE, PÁG. 296; PONTUAL, PÁG. 325; MEC, VOL. 3, PÁG. 13; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 644; LEONOR AMARANTE, PÁG. 83, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 561; ACERVO FIEO; www.mabe.com.br; www.pinturabrasileira.com; www.museumanabumabe.com.br; www.escritoriodearte.com; www.brasilescola.com; www.artprice.com.



004 - JUAREZ MACHADO (1941)

Casal em bicicleta - serigrafia - 63/200 - 46 x 61 cm - canto inferior direito -

Nasceu em Joinville, SC. Atualmente reside e trabalha em Paris, França, onde mantem ateliê. Pintor, escultor, desenhista, caricaturista, jornalista, cenógrafo, escritor e ator. Desenvolveu sólida carreira como desenhista de charges de humor. Sua arte essencialmente criativa, vai do lirismo à violência, da análise microscópica ao extravasamento onírico. Entre as exposições de que participa, destacam-se: 9ª Bienal Internacional de São Paulo, 1967; Zona Gallery, Nova Iorque (Estados Unidos), 1981; Retrospectiva Quatro Artistas da Geração 60, no MAC/PR, Curitiba, 1987; Châteaux Bordeaux, no Centro Georges Pompidou, Paris, 1988; Retrospectiva, no MAC/Joinville, 1990; Arte na América Latina: 100 Anos de Produção, no Instituto Estadual de Artes Plásticas da UFRGS, Porto Alegre, 1996. "Juarez Machado expõe a natureza humana, olha, registra, interpreta, ilumina, focaliza. É o mundo dos humanos, mas não é o mundo do juiz dos homens. Aqui não estamos no Juízo Final. Juarez é o artista contemporâneo, ele tem este olhar elaborado pela ciência, o grau de consciência reflexiva. Podemos dizer deste ponto de vista, que esta obra humanística e esta atitude de intensa pesquisa confere ao seu trabalho um caráter anti-medieval." Jacob Klintowitz in: "Juarez Machado - Copacabana 100 Anos, Ed. Simões de Assis, 1992." JULIO LOUZADA vol.11, pág. 186; PONTUAL, pág.284; Acervo FIEO; ITAU CULTURAL; MEC, vol. 3; TEIXEIRA LEITE, pág. 298. Acervo FIEO.



005 - ALEX VALLAURI (1949 - 1987)

Trapezistas - técnica mista - 30 x 22 cm - não assinado -
Com selo de identificação do autor.

Natural de Asmara, Etiópia, faleceu em São Paulo-SP. Grafiteiro, artista gráfico, pintor, desenhista, cenógrafo e gravador. Chegou ao Brasil com a família em 1965. Era residente e ativo na capital paulista. Iniciou-se em xilogravura, retratando personagens do porto de Santos. No começo da década de 1970, formou-se em comunicação visual pela FAAP-SP. Especializou-se em litografia no Litho Art Center de Estocolomo, em 1975. Retornou ao Brasil em 1978, realizando grafites em espaços públicos de São Paulo. Produzia silhuetas de figuras, com tinta spray sobre moldes de papelão. Residiu em Nova York entre 1982 e 1983, onde cursou artes gráficas no Pratt Institute. Nesse período, fez grafites nos muros da cidade. Além de usar o muro como suporte, seus trabalhos estampam camisetas, broches e adesivos. Voltou ao Brasil e começa a lecionar na Faap. Em sua produção destaca-se a série A Rainha do Frango Assado, que é também tema de instalação apresentada na 18ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1985. Retrospectiva Viva Vallauri, realizada no Museu da Imagem e do Som - MIS, em São Paulo, em 1998. JULIO LOUZADA, vol 3 pag 1170; ITAUCULTURAL.



006 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Índia - serigrafia - 56/100 - 70 x 50 cm - canto inferior direito - 1993 -
No estado.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



007 - FLAVIO SHIRÓ TANAKA (1928)

Rosto - desenho a caneta hidrográfica - 20 x 28 cm - canto inferior esquerdo - 05/09/2008 -
Com dedicatória.

Nasceu em Sapporo, Japão, imigrando com a família para o Brasil em 1932. Após estada no Pará, transfere-se para São Paulo em 1940, onde trava amizade com Octávio Araújo, Marcelo Grassmann e Luiz Sacilotto. Freqüenta o Grupo Santa Helena (1943). Em 1947, integra o Grupo Seibi, participa da mostra 19 Pintores e, em 1949, do Grupo 15. Em 1950, realiza a primeira individual na Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro. Com bolsa de estudo, viaja a Paris, onde permanece de 1953 a 1983. Estuda mosaico com Gino Severini, gravura em metal com Johnny Friedlaender e litografia na Escola Superior de Belas Artes de Paris; também freqüenta o ateliê de Sugai e Tabuchi. Nesse período, participa também do movimento artístico brasileiro e integra o Grupo Austral (Movimento Phases) de São Paulo.. JULIO LOUZADA vol.11, pág. 298.; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 649; ARTE NO BRASIL, pág. 803; LEONOR AMARANTE, pág. 330.



008 - NAIR HERMES DA FONSECA (1886 - 1981)

Figura - desenho a nanquim - 20 x 14 cm - canto inferior direito -

Nasceu na cidade do Rio de Janeiro e faleceu na cidade de Niterói-RJ. Também conhecida como Nair de Teffé, assinava RIAN (caricaturas) e Nair Hermes da Fonseca (pinturas). Filha do Barão de Teffé e esposa do Marechal e Presidente da República Hermes da Fonseca, levou uma vida agitada e exótica, principalmente se considerarmos sua filiação aristocrática e a posição de mulher em seu tempo. Publicou suas caricaturas na revista Fon-Fon a partir de 1909. A partir de 1910, nessa mesma revista, publica a série de charges intitulada Galeria das Elegâncias, onde retratava personalidades femininas da época. Foi estimuladora do maxixe como gênero musical e dança, escadalizando a sociedade de seu tempo. Ilustrou o livro The Beautiful Rio de Janeiro, editado em Londres. Fez ainda caricaturas para a série de crônicas de Oto Prazeres, reunidas no livro Petrópolis, a Encantadora. Em 1989, A República no Traço de Rian, exposição intinenrante das suas obras percorreu lo Norte e Nordeste e em 1990, a mesma exposição ocorreu no Museu Histórico Nacional-RJ, além de salões no Sul e no Sudeste. JULIOLOUZADA, vol 5 pág 385; História da Caricatura no Brasil, pág. 1266.



009 - LÉON RICHET (1847 - 1907)

Paisagem - óleo sobre cartão - 30 x 23 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista francês nascido em Solesmes (Sathe), Normandia e falecido em Fountainbleau, Seine-et-Marne. Estudou com Ambroise Détrez na Academia Valenciennes; com os artistas da Escola de Barbizon: Narcisse Diaz, Jules Lefebvre e Gustave Boulanger em Paris. Participou das edições do 'Salon de Paris' e da ' Société des Artistes Français' de 1869 em diante. Recebeu Menção Honrosa em 1885, Segundo Prêmio em 1888 e 1901. Realizou muitas viagens para pintar pela França (Auvergne, Picardie, Tréport, Guéret) e Bélgica. BENEZIT; www.artprice.com; www.rehs.com; rogallery.com.



010 - GAETANO GALMOZZI (XX)

Flores - óleo sobre tela - 60 x 40 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor italiano, radicado em São Paulo, com diversas participações em mostras coletivas e oficiais.



011 - THÉO (DJALMA PIRES FERREIRA) (1901 - 1980)

Carnaval - desenho a nanquim, aquarela e guache - 43 x 34 cm - canto inferior esquerdo -
Capa da revista "Careta". -

Caricaturista, Théo é o pseudônimo de Djalma Pires Ferreira, nascido na Bahia e falecido em Araruama, RJ, filho de um ex-tenente da Guerra de Canudos. Veio para o Rio de Janeiro com 21 anos. Autodidata, publicou seus primeiros trabalhos na "Tarde" (1918 a 1922) e no "Diário de Notícias", seção esportes (1919). Foi o divulgador da "Bola do Dia" das colunas de "O Globo" e colaborou no "Malho", "Careta", "Fon-Fon", em outras revistas e jornais do Rio de Janeiro e na "Cigarra", em São Paulo. Exposições póstumas: São Paulo (1997, 2003); Belo Horizonte, MG (1997); Campinas, SP (1997); Brasília, DF (1998). ITAU CULTURAL; MEC VOL. 4, PÁG. 384; CARICATURISTAS BRASILEIROS 1836 – 2001, PÁG. 120; memoria.oglobo.globo.com; www.guiadosquadrinhos.com; www.ibahia.com.



012 - MARIO MAREL AGOSTINELLI (1915 - 2000)

Veneza - óleo sobre tela - 32 x 46 cm - canto inferior direito -

Nasceu em Arequipa, Peru. Pintor e escultor. Ativo no Rio de Janeiro, cidade onde se radicou. Estudou na Escola Nacional de Belas Artes de Lima, Peru, com Daniel Hernandes. Fez cursos de aperfeiçoamento na Argentina, França, Itália e Brasil. Expôs individualmente em 1946 e 1966, na Galeria BoninoRJ e coletivamente a partir de 1943. Suas pinturas de cenas e tipos populares, revela virtuosismo de execução e vivacidade de colorido que assume aspecto suntuoso, particularidade acentuada pelo cronista Rubem Braga, na apresentação que fez do artista (1966). WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 15; MEC, vol 1, pág. 38; PONTUAL, págs. 5 e 6; JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 31; ITAU CULTURAL.



013 - ALFREDO EUGUL SAMAD (XX)

"A charrete e o ponney" - óleo sobre tela - 33 x 41 cm - canto inferior direito - 22/06/1980 -
Ex-coleção Antônio Maluf - Galeria Seta - São Paulo - SP.

Pintor argentino natural de Navarro, Provincia de Buenos Aires. Fixou residência no Brasil a partir de 1954. Expôs individualmente em Buenos Aires em 1951, participando de coletivas a partir de 1953, destacando-se: III Salão Nacional de Artes Plásticas do Rio de Janeiro (Gravura), Salão Museu de Arte Moderna -MAM-SP (Desenho) e III Salão Brasileiro de Arte (Fundação Mokiti Okada) São Paulo (pintura). Recebeu o Prêmio Aquisição no III Salão de Arte Contemporânea de Americana-SP.



014 - MAURICE ESTEVE (1904 - 2001)

Composição - litografia - E.A. - 31 x 23 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista, litógrafo, designer têxtil e muralista francês nascido e falecido em Culan. Veio para Paris (1913) com seus pais e se impressionou, em suas visitas ao Louvre, com Courbet, Delacroix, Chardin, Tintoretto e com ‘A batalha de San Romano’ de Paolo Uccello. Voltou a Culan durante guerra onde ficou por quatro anos. Em 1915 começou a pintar sendo encorajado por sua mãe. Retornou a Paris (1919), frequentou algumas aulas de design e ateliês livres em Montparnasse e na Academia Colarossi. Realizou regularmente exposições individuais em Paris, Copenhagen, Estocolmo e Genebra. Retrospectivas foram realizadas em Basel (1961), Düsseldorf, Copenhagen, Oslo, no Museu Cantini - Marselha (1981), no ‘Musée de l'Etat’ - Luxembourgo, no ‘Museum of Metz’, nas ‘Galeries Nationales du Grand Palais’ – Paris (1986). Participou de muitas mostras e Salões oficiais, destacando-se: ‘Salon des Surindépendants’, Paris (1929 a 1938); ‘Salon d'Automne’, Paris (1941 a 1944); ‘Salon des Tuileries’, Paris (1946 e 1961); ‘Musée de l'État’, Luxemburgo (1949); Nova York (1950); ‘Salon de Mai’, Paris (entre 1950 e 1955); ‘Royal Academy of Art’, Londres ( 1951); Bienal de Veneza (1954); ‘Carnegie Institute’, Pittsburgh - EUA (1955); Documenta II, Kassel (1959); ‘Paris 1937-1957’, Centre Georges Pompidou - ‘Musée National d'Art Moderne’, Paris (1981). Em 1970 recebeu o Grande Prêmio Nacional de Artes. BENEZIT; www.maurice-esteve.com; www.artprice.com.



015 - DARCY PENTEADO (1926 - 1987)

Tricíclo - desenho a nanquim - 25 x 20 cm - canto inferior direito -
No estado.

Desenhista, pintor, cenógrafo, figurinista e escritor, Darcy Penteado foi a personalidade polimorfe, que buscava tornar a própria existência matéria de arte. Em 1948 passou a integrar em São Paulo o Grupo Novíssimos. Expôs individualmente a partir de 1949, participando de inúmeras exposições coletivas e individuais, no país e no exterior. MEC, vol. 3, pág. 365; PONTUAL, pág. 416; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 241. WALMIR AYALA, vol 2, pág 183; TEIXEIRA LEITE, pág 401; ITAÚ CULTURAL ; WALTER ZANINI, pág. 717; LEONOR AMARANTE, pág. 75.



016 - SERGIO TELLES (1936)

Figuras - técnica mista - 23 x 30 cm - canto inferior direito -

Pintor, professor e diplomata, estudou pintura na ENBA/Rio; foi discípulo de Levino Fanzeres, Paul Gagarin, Rodolpho Chambelland e Paschoal Valente. Artista de renome internacional, consagrou-se pela sua requintada técnica de composição e domínio da cor. Com exposição retrospectiva programada para o Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro em 2009. TEIXEIRA LEITE, pág. 503; MEC, vol. 4, pág. 380; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 319; ITAÚ CULTURAL. Acervo FIEO.



017 - TÉIA DE SOUSAS (1945)

"Jogos Olímpicos" - acrílico sobre tela e colagem - 30 x 40 cm - canto inferior direito - 2016 -
Com estória dos jogos olímpicos, no dorso.

Pintora primitiva ativa no Estado de São Paulo. Suas obras nos trazem belas cenas do cotidiano das pessoas no campo. Suas cores são bem dosadas e a composição agrada aos olhos, pois traz harmonia e tranquilidade. A artista expõe regularmente, com sucesso de público e vendas.



018 - DAREL VALENÇA LINS (1924)

Cidade - gravura - P.I. - 34 x 50 cm - canto inferior direito - 1968 -
No estado.

Gravador, pintor, desenhista, ilustrador e professor nascido em Palmares, PE. Estudou na Escola de Belas Artes do Recife, atual Universidade Federal de Pernambuco (entre 1941 e 1942). Mudou-se para o Rio de Janeiro (1946); estudou gravura em metal com Henrique Oswald (1948) e recebeu aconselhamento técnico de Oswaldo Goeldi. Atuou como ilustrador em diversos periódicos: revista 'Manchete'; jornais 'Última Hora' e 'Diário de Notícias'; diversos livros: 'Memórias de um Sargento de Milícias' (1957), de Manuel Antônio de Almeida; 'Poranduba Amazonense' (1961), de Barbosa Rodrigues; 'São Bernardo' (1992), de Graciliano Ramos e 'A Polaquinha' (2002), de Dalton Trevisan. Encarregou-se das publicações da Sociedade dos Cem Bibliófilos do Brasil (entre 1953 e 1966). Lecionou gravura em metal no Museu de Arte de São Paulo - Masp (1951); litografia na Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro (entre 1955 e 1957) e na FAAP, São Paulo (1961 a 1964). Realizou painéis para o Palácio dos Arcos, em Brasília (1968-1969) e para a IBM do Brasil, no Rio de Janeiro (1979). Realizou muitas exposições individuais, destacando-se: Rio de Janeiro (1949, 1963, 1964, 1966, 1968, 1973, 1995); Recife, PE (1951); Itália (1952 – Milão, 1958 - Roma); São Paulo (1953 – MASP, 1960, 1967). Participou de várias mostras e Salões oficiais, entre as quais: Salão Nacional de Arte Moderna (1952 a 1960) onde recebeu Prêmio de Viagem ao País (1952) e Prêmio de Viagem ao Estrangeiro (1957); Bienal Internacional de São Paulo (1961 a 1967) recebendo Prêmio Melhor Desenhista Nacional (1963) e Sala Especial (1965); Gravadores Brasileiros Contemporâneos, EUA (1966); Bienal de Tóquio, Japão (1964); Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa (1988, 1993). MEC VOL.3, PÁG. 18; PONTUAL, PÁG.160; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 313; VOL. 8, PÁG. 246; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 715; ARTE NO BRASIL, PÁG. 839; LEONOR AMARANTE, PÁG. 125; ACERVO FIEO; www.graphias.com.br; www.artprice.com.



019 - CALISTO CORDEIRO, DITO K.LIXTO (1877 - 1957)

Figuras do nordeste - desenho a nanquim - 23 x 20 cm - canto inferior direito -

Desenhista, caricaturista e pintor. Estudou na ENBA. Desenhou o primeiro sêlo de impôsto de consumo impresso no Brasil. Sua atividade de caricaturista durou mais de 30 anos, com intensa colaboração em jornais e revistas do Rio de Janeiro, tais como O Riso, D. Quixote, Carêta, A Semana Ilustrada, Fon-Fon!, Ilustração Brasileira, A Caricatura, O Cruzeiro, O Tagarela, O Malho e tantas outras. Participou de diversos certames do gênero. Sua excepcional obra é até hoje objeto de estudo por especialistas, que não se cansam de lhe tecer elogiosas críticas. PONTUAL, pág. 291; JULIO LOUZADA vol 12 pág. 218; WALTER ZANINI, pág. 806; ARTE NO BRASIL; HISTÓRIA DA CARICATURA NO BRASIL, pág. 1014.



020 - RENOT (1932)

Baiana do Bonfim - serigrafia - 32 x 22 cm - canto superior direito na matriz -

Pintor, desenhista, gravador e tapeceiro, Reinaldo Eliomar de Freitas Marques da Silva nasceu em Santa Luzia, Bahia. Assina Renot. Autodidata, começou a pintar em 1957 e, em 1964, com a inauguração da Galeria Quirino, em Salvador, iniciou sua formação artesanal. Tornou-se amigo de vários intelectuais e artistas baianos entre os quais Jenner Augusto, Jorge Amado e Manuel Quirino. Quirino, com quem trabalhou, foi também o seu mestre na arte de tecer (1964). Foi responsável pelos calendários-tapeçaria que fez para a Basf e Bosh do Brasil em 1977. Realizou muitas exposições individuais em: Salvador, BA (1970, 1971, 1972, 1977); Porto Alegre, RS (1970); Rio de Janeiro (1971, 1974); São Paulo (1972, 1973, 1975 a 1978, 1982); Hamburgo, Alemanha (1971); Londres, Inglaterra (1972); Barcelona, Espanha (1974); Genebra, Suíça (1974); Buenos Aires, Argentina (1975); Paris, França (1976); Estados Unidos (1978, 1980). Participou de várias coletivas e mostras oficiais pelo Brasil e exterior. Atua também como perito, marchand e organizador de leilões. JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 816; VOL. 7, PÁG. 590; ITAU CULTURAL; MEC VOL. 4, PÁG. 53; web.artprice.com.



021 - GILDA LISBOA (XX)

Buscando água - óleo sobre eucatex - 39 x 26 cm - canto inferior direito -
Com etiqueta de Domus Galeria de Arte - São Paulo - SP, no dorso.

Carioca, nascida de família tradicional, bisneta do almirante Tamandaré, Gilda Lisboa se projetou como artista plástica na década de 40, atuando principalmente no Rio de Janeiro. Estudou desenho com Eurico Alves e pintura na Sociedade Brasileira de Belas Artes. Nos anos 60 realizou importantes exposições individuais. Foi detentora de vários e significativos prêmios. JULIO LOUZADA, vol. 1 pág. 545 e 546



022 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Caricatura - desenho a nanquim - 25 x 17 cm - canto inferior direito - 1913 - Rio de Janeiro -
José Cândido.



023 - ANATOL WLADYSLAW (1913 - 2004)

Composição - técnica mista - 19 x 25 cm - canto superior esquerdo - 1960 -

Pintor e desenhista nascido em Varsóvia, Polonia; faleceu em São Paulo, aos 91 anos de idade. No Brasil desde 1930, fixou residência em São Paulo, naturalizando-se brasileiro. Dedicou-se à pintura e ao desenho a partir de 1946, participando da I à IX Bienal, recebendo diversas premiações. Formado em engenharia no Mackenzie, tornou-se um dos pioneiros da arte abstrata, participando ativamente do movimento Ruptura, ao lado de Valdemar Cordeiro, Lothar Charoux e Luiz Sacilotto. Figura no acervo do MAM-RJ e MNBA de Buenos Aires. JULIO LOUZADA, VOL, 4, pág, 1177. MEC, VOL, 4 pág, 512. TEIXEIRA LEITE, pág, 544. WALMIR AYALA, VOL 2. pág, 442; PONTUAL, pág. 553; ITAÚ CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 921.



024 - JESUÍNO LEITE RIBEIRO (1935 - 2012)

Paisagem - óleo sobre eucatex - 55 x 73 cm - canto inferior direito -
Ex-coleção Antônio Maluf - Galeria Seta - São Paulo - SP.

Jesuíno Leite Ribeiro nasceu e faleceu em Guaxupé, MG. Foi pintor, desenhista, gravador e professor. Assinava Jesuíno e era, na família, conhecido como Zino. Estudou na Escola de Belas Artes de Belo Horizonte e na antiga Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, onde se aperfeiçoou em gravura com Oswaldo Goeldi. Foi professor de desenho no Instituto Central de Artes da Universidade de Brasília. Exposições individuais: Rio de Janeiro (1960, 1969, 1970, 1977, 1979); São Paulo (1963, 1966, 1980, 1983, 1986); Salvado, BA (1963); Roma, Itália (1971, 1972); Campinas, SP (1983); Guaxupé, MG (2010, 2011). Participou de várias mostras oficiais e foi premiado em: Belo Horizonte, MG (1957, 1959); Salvador, BA (1963). JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 495; VOL. 2, PÁG. 535; VOL. 10, PÁG 451; MEC VOL. 2, PÁG. 374; PONTUAL PÁG. 279; ITAU CULTURAL.



025 - IVETE KO (1945)

"Françoise" - técnica mista e colagem - 55 x 37 cm - canto inferior direito - 1975 -

Pintora e desenhista ativa em São Paulo. Participou da IX Bienal desta cidade em 1967. O MASP expôs as suas obras em concorrido evento realizado em 1987. Pietro Maria Bardi , em 1971, assim se referiu aos seus desenhos: "Os desenhos de Ivete Ko são de uma artista de talento e numa linha de atualidade, de pouca comunicação e, o que mais me interessa, de conteúdo humano. JULIO LOUZADA , vol. 1 pág. 511;



026 - CARLOS SCLIAR (1920 - 2001)

Frutas - vinil - 37 x 13 cm - centro superior - 24/06/1965 -

Desenhista, gravador, pintor, ilustrador, cenógrafo, roteirista e designer gráfico que nasceu em Santa Maria da Boca do Monte, RS e faleceu no Rio de Janeiro. Assina Scliar. Estudou com Gustav Epstein, em Porto Alegre, em 1934. Participou, em 1938, da fundação da Associação Riograndense de Artes Plásticas Francisco Lisboa. Entre 1939 e 1947, residindo em São Paulo, integrou a Família Artística Paulista - FAP. No Rio de Janeiro, escreveu e dirigiu em 1944 o documentário 'Escadas', sobre os pintores Arpad Szenes e Vieira da Silva com os quais conviveu desde 1941. Convocado pela Força Expedicionária Brasileira - FEB, participou da Segunda Guerra Mundial, na Itália. Morando em Paris de 1947 a 1950, cursou gravura com Galanis na Escola de Belas Artes e teve contato com o gravador mexicano Leopoldo Méndez. De volta ao Brasil, fundou com Vasco Prado o Clube de Gravura de Porto Alegre. Em 1956, passou a viver no Rio de Janeiro. Foi diretor do departamento de arte da revista 'Senhor' entre 1958 e 1960. Fundou a editora Ediarte, em 1962, com os colecionadores Gilberto Chateaubriand, Michel Loeb, Carlos Nicolaievski e o pintor José Paulo Moreira da Fonseca. Realizou durante toda sua vida exposições individuais e participou de inúmeras coletivas e Salões oficiais, recebendo muitos prêmios. Também foram realizadas várias exposições póstumas. MEC VOL.4, PÁG. 214; TEODORO BRAGA, PÁG. 66; WALMIR AYALA VOL.2, PÁG. 306 a 309; PONTUAL, PÁG. 479 e 480; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG.884; VOL.2, PÁG. 925; VOL.13, PÁG. 305; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; RGS, PÁG. 442; ACERVO FIEO.



027 - ELSA FARIAS (XX)

"Fogão a lenha" - acrílico sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior direito e dorso - 2014 - Socorro - SP. -

Elsa Dias Domingues Farias é pintora autodidata, poetisa e pedagoga. Realizou exposições individuais em: Socorro, SP (2015); São Bernardo do Campo, SP (2016). Tem participado de muitas mostras coletivas e oficiais em: Socorro, SP (2013 – Prêmio, 2015 – Prêmio); Piracicaba, SP (2014 - Bienal de Arte Naïf do Brasil - Prêmio incentivo); Diadema, SP (2015 – Museu de Arte Popular, MAP); Bogotá, Colômbia (2015); Araçariguama, SP (2015); Mogi Guaçu, SP (2015); Kartowice, Polônia (2016); Vila Velha, ES (2016); São Bernardo do Campo, SP (2016); Mogi das Cruzes, SP (2016). www.heloisatolipan.com.br.



028 - FLÁVIO PRADA (1939)

"Praia de Itaguaçu" - óleo sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior direito e dorso - 1994 - São Fco.do Sul-SC -

Iniciou suas atividades de pintura, como autodidata, a partir de 1989. É membro da Academia Paulista de Medicina Veterinária. Tem participado de inúmeras exposições oficiais: São Paulo (1996 a 1999, 2002); EUA (1997); Jaboticabal, SP (1999); Ribeirão Preto, SP (2000); Extrema, MG (2000); Caraguatatuba, SP (2000); Osasco, SP (2000); Serra Negra, SP (2001); Riviera de São Lourenço, SP (2001); São Lourenço, MG (2002). Individual em São Paulo (2000, 2001). Prêmios: Riviera de São Lourenço, SP (2001); São Paulo (2002).



029 - LUIZ SACILOTTO (1924 - 2003)

Composição - serigrafia - 8/30 - 35 x 50 cm - canto inferior direito - 1975 -

Paulista de Santo André, veio a falecer em São Bernardo do Campo SP. Pintor, escultor, desenhista. Estuda pintura no Escola Profissional Masculina do Brás, entre 1938 e 1943, e desenho na Associação Brasileira de Belas Artes, de 1944 a 1947. Em 1952, integra o Grupo Ruptura, ao lado de Waldemar Cordeiro, Geraldo de Barros, Kazmer Fejer, Leopoldo Haar, Lothar Charoux e Anatol Wladyslaw. Considerado um dos precursores da arte concreta no Brasil, participa de eventos de arte concreta no país e no exterior. Em 1989, recebe o prêmio artes visuais da APCA e, em 2000, é eleito melhor artista pela APCA. "Sacilotto é um operário avançado da parcimônia pictórica e escultórica (...). Que coisa mais simples e primordialmente neoliticado que um pattern de triângulos negros sobre fundo branco que se trianguliza em signos ao mesmo tempo iguais e opostos? No entanto, uma obra como essa tem a fascinação mesmérica de um mandala ocidental. Diacronicamente, aí estão o objet trouvé, a op, a conceitual, a minimal; sincronicamente, quanto mais você olha para ela mais vê coisas e espaços em constantes e inconstantes mutações. É dessa forma que Sacilotto sabe preservar a expressão na construção. " Décio Pignatari, in: LOUZADA, Júlio. Artes plásticas Brasil 1985: seu mercado, seus leilões. São Paulo: vol. 1 1984. p. 853-854. JULIO LOUZADA, vol. 1 pag. 853; ITAU CULTURAL. Acervo FIEO.



030 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Gato vermelho com vaso de flores" - acrílico sobre tela - 60 x 80 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2003 - São Paulo -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



031 - FELISBERTO RANZINI (1881 - 1976)

Fazenda - óleo sobre cartão - 24 x 32 cm - canto inferior esquerdo - 1913 -
Com inscrições no dorso. Ex-coleção Antônio Maluf - Galeria Seta - São Paulo - SP.

Arquiteto, desenhista e escritor, Felisberto Ranzini nasceu em Mântua, Itália e faleceu em São Paulo - SP. Sobresaiu-se principalmente na técnica de aquarela, na qual se especializou. Suas composições em óleo são claras e detalhadas, quase que miniaturistas. JULIO LOUZADA, vol 1, pág. 805; MEC vol.4, pág. 26, RUTH TARASANTCHI.



032 - SILVIA ALVES (1947)

"Prenúncio de primavera" - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito e dorso - 2016 -

Pintora, desenhista, escultora, gravadora, ilustradora, professora, poetiza e atriz Silvia Ferraro Alves nasceu em São Paulo. Estudou desenho e escultura com Alvaro de Bauptista (1980 a 1984) na Universidade de Campinas; formou-se em Pintura na Faculdade de Belas Artes (1986); mestrado em Aquarela na Faculdade Santa Marcelina (1998); frequentou o ateliê de Gravura do Museu Lasar Segall (1985 a 1988); os ateliês de pintura e desenho dos professores Lecy Bomfim, Salvador Rodrigues, Deusdedith Campanelli, Colette Pujol, Djalma Urban, Francisco Cuoco, Fang, o ateliê de escultura no Museu Brasileiro de Escultura (1980 a 1994) e aquarela com Iole Di Natale (1994 a 1998). Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais. Foi premiada em 1983, 1989, 1991, 1993, 1994, 1997, 1999, 2000, em São Paulo. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL, 10, PÁG, 49; www.silviaalves.art.br.



033 - FERNANDO FERREIRA RIBEIRO (NANDO RIBEIRO) (1963)

Casal - óleo sobre tela - 40 x 30 cm - canto inferior direito - 2016 -

Cearense de Pires Ferreira, onde nasceu em 30/3/1963. Segundo Milton Teixeira, "...Os valores artísticos, inerentes no jovem (...) recriaram a terra craquelenta em colheitas e as figuras sedentas e as substituiram por jovens saciados de olhares passivos, próprios dos que não anseiam mudança alguma. A onirilidade de Nando Ribeiro traz para a tela seu mundo recriado, grandemente influenciado pelos mestres brasileiros, como Di Cavalcanti e Portinari." Coletivas a partir de 1983 em São Paulo e no exterior, com sucesso de crítica. JULIO LOUZADA, vol 8 - pág 698



034 - ANTONIO PESSOA (1943)

Máscara - múltiplo em bronze - 10 x 11 x 04 cm - assinado -

Escultor, assina Tonny. Radicado no Rio de Janeiro detentor de bom curriculo nacional e internacional com inumeras participações em Salões Oficiais,varias vezes premiado. Ótimo mercado.



035 - WESLEY DUKE LEE (1931 - 2010)

"Cartografia anímica 751" - litografia off set - 37 x 50 cm - canto inferior direito na matriz - 1980 -

Pintor, desenhista, gravador, artista gráfico, professor - nasceu e faleceu em São Paulo. Iniciou seus estudos de desenho em 1950, no MASP. Em 1952 viajou para os EUA para dedicar-se ao aprendizado de artes gráficas na ’Parson's School of Design’ e na ‘American Institute of Graphic Arts’ (Nova York). De volta ao Brasil trabalhou no campo da pintura e do desenho, aperfeiçoando-se com Karl Plattner, em São Paulo (1957). Em seguida transferiu-se para Paris, onde frequentou a ‘Académie de la Grande Chaumière’ e estudou gravura com Johnny Friedlaender. Retornou ao Brasil em 1960. Em 1963, iniciou trabalho com os jovens artistas Carlos Fajardo, Frederico Nasser, José Resende, Luiz Paulo Baravelli, entre outros. Nesse ano, realizou, no João Sebastião Bar, em São Paulo, ‘O Grande Espetáculo das Artes’, um dos primeiros ‘happenings’ do Brasil. Procurou organizar um movimento artístico, o realismo mágico, com Maria Cecília, Bernardo Cid, Otto Stupakoff e Pedro Manuel-Gismondi, e outros. Em 1966, com Nelson Leirner, Geraldo de Barros, José Resende, Carlos Fajardo e Frederico Nasser, fundou, como reação ao mercado de arte, o Grupo Rex, que existiu até 1967. Participou de diversas exposições coletivas e Bienais no Brasil e no exterior, realizando individuais por todo o Brasil. MEC, VOL.2, PÁG.465; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁG.466; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 282; PONTUAL, PÁG.305 E 306; JULIO LOUZADA, VOL.8, PÁG.459; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 734; ARTE NO BRASIL, PÁG. 815; LEONOR AMARANTE, PÁG. 143. ACERVO FIEO.



036 - AUGUSTO HERKENHOFF (1965 - XX)

Composição - técnica mista - 48 x 33 cm - canto inferior direito - 1990 -

Nasceu em Cachoeiro do Itapemirim, ES. Formou-se em Direito, no Rio de Janeiro, em 1984.De 1985 a 1986, estudou com Katie Van Scherpenberg no MAM/RJ. Entre 1985 e 1988 estudou pintura com Ronaldo do Rego Macedo, Katie Van Scherpenberg e Manfredo Souzanetto, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Entre 1986 e 1995 participou de diversos Salões, entre eles o I Salão Capixaba de Artes Plásticas, V Salão da Ferrovia – RFFSA, onde recebeu o Prêmio Aquisição, no Rio de Janeiro, 12º Salão Carioca de Arte Universitária, 13º e 16º Salão Carioca Rioarte, VII Salão Paulista de Arte Contemporânea, 13º Salão Nacional de Artes Plásticas, Rio de Janeiro, XV Salão Nacional de Artes Plásticas, recebendo o 1º Prêmio, com a séria Amarelas, Rio de Janeiro. Neste mesmo período participou de várias exposições individuais e coletivas em diversos estados do Brasil. http://pt.shvoong.com/humanities/424525-biografia-augusto-herkenhoff/



037 - LOTHAR CHAROUX (1912 - 1987)

Linhas - serigrafia - 15/75 - 30 x 30 cm - canto inferior direito - 1974 -

Pintor, desenhista e professor austríaco, natural de Viena. Assinava Charoux. Iniciou os estudos artísticos com seu tio, o escultor austríaco Siegfried Charoux. Transferiu-se para o Brasil em 1928, fixando residência em São Paulo. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios da cidade onde conheceu Valdemar da Costa, com ele fazendo aprendizado de pintura a partir de 1940. Posteriormente passa a lecionar desenho no Liceu de Artes e Ofícios e no SENAI. Em 1947, realizou sua primeira exposição individual, na Galeria Itapetininga. Em 1952, participou da fundação do Grupo Ruptura, ao lado de Waldemar Cordeiro, Geraldo de Barros, Anatol Wladyslaw e outros. Com Hermelindo Fiaminghi e Luiz Sacilotto , cria a Associação de Artes Visuais NT - Novas Tendências, em 1963. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras oficiais nacionais como a Bienal Internacional de São Paulo (I a IX, XII, XIII), Panorama da Arte Atual Brasileira (1º ao 3º, 6º, 9º, 11º, 12º) e no exterior. É homenageado com retrospectiva no Museu de Arte Moderna de São Paulo e no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro em 1974. Em 2005, é publicado o livro ‘Lothar Charoux: A Poética da Linha’, pela historiadora de arte Maria Alice Milliet. PONTUAL, PÁG. 131; MEC VOL. 1, PÁG. 433; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 254; VOL. 9, PÁG.207; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 645; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; ACERVO FIEO.



038 - KENNEDY BAHIA (1929 - 2005)

Mulata - óleo sobre tela - 73 x 54 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor e tapeceiro, KENNEDY era natural de Viña del Mar, Chile. Sua obras estão repletas de sentimentos. Os temas principais do artista são a fauna e flora brasileiras, aos quais dedicou seu amor e admiração por toda a sua vida. Era residente e ativo na Bahia, de onde adotou o nome artístico. JULIO LOUZADA, vol.10, pág.85; MEC, vol.2, pág.406; PONTUAL, pág.290



039 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Cururu" - xilogravura - 29 x 19 cm - canto inferior direito -
Com a seguinte inscrição: "Ilustração para o livro Cururu de Paulo Vanzolini - 1954".

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



040 - JOAQUIM MIGUEL DUTRA (1864 - 1930)

Cachimbando - óleo sobre tela colada em madeira - 40 x 30 cm - canto inferior direito - 1914 -

Pintor nascido e falecido em Piracicaba. Notabilizou-se pelas paisagens documentárias locais, realizando ainda trabalhos em São Paulo, Limeira, Caconde, São Carlos e Capivari. Foi pai dos pintores Alipio, Antonio de Pádua, Archimedes e João Dutra.PONTUAL, pág. 186; MEC, vol. 2, pág. 84; TEIXEIRA LEITE, pág. 171, RUTH TARASANTCHI.



041 - ALBERTO LUME (1944)

No parque - óleo sobre tela - 60 x 100 cm - canto inferior direito -

Português da Ilha da Madeira, onde nasceu a 6/2/1944, LUME, como é conhecido e assina as suas obras, fixou residência no Brasil a partir de 1954. Trouxe na sua bagagens sólidos conhecimentos de bom desenhista e excepcional colorista. Adota os temas brasileiros em suas obras com rara felicidade, fazendo com que as suas obras sejam muito disputadas em leilões e por colecionadores. JULIO LOUZADA, vol. 2 pág. 601 602



042 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Gaúchos - óleo sobre cartão - 24 x 37 cm - canto inferior esquerdo ilegível - 1935 -



043 - JOEL FIRMINO DO AMARAL (1951)

Paisagem - óleo sobre tela - 24 x 30 cm - canto inferior direito - 2016 - Tietê - SP -

Pintor radicado em São Paulo, onde é ativo. São muito apreciadas as suas aquarelas, que retratam os casarios de cidades mineiras e do interior do País. Em 1985, recebeu prêmio aquisição no SPBA, e em 1988 prêmio no SPBA-SP. JULIO LOUZADA, vol. 9, pág. 39; Acervo FIEO.



044 - PAULO CALAZANS (1947 - 2016)

"Varal de Niterói" - serigrafia - P.A. - 68 x 51 cm - canto inferior direito - 2013 -

Mineiro de Caratinga, onde nasceu a 25 de maio de 1947. Gravador, desenhista, fotógrafo e poeta. Dos 15 aos 30 anos executou trabalhos na área visual (pintura, ilustração, gravura, fotografia, cenografia, entre outros), o que gerou a sua formação atual. Sua obra reflete várias tendências, ora passando uma releitura na História da Arte no período 1300/1950, ora desenvolvendo imagens a partir do inconsciente racionalizado. Individuais e coletivas a partir de 1983, com premiações. JULIO LOUZADA vol.11, pág. 49.



045 - IVAN MORAES (1936)

Baianas - técnica mista - 27 x 40 cm - canto inferior esquerdo - 1961 -

Pintor natural da cidade do Rio de Janeiro. Estudou com Ivan Serpa, no MAM-RJ. Participou do IX ao XII SNAM, da VI BSP e II Bienal de Paris. Quirino Campofiorito sobre o temas de seus quadros escreveu: "Tira-os do popular, denuncia afinidades, respeita-lhes a autenticidade. Candomblé, memória de ritos, visões religiosas, gente na rua. O mundo da imagem anedódita, sim, mas a que não falta, em expressão rigorosa, a comunicação artística." PONTUAL, pág. 368;



046 - HENRY VITOR (1939)

Colheita - óleo sobre tela colada em eucatex - 17 x 23 cm - lado esquerdo -

Pintor e gravador mineiro de Guaxupé, onde nasceu a 2 de abril de 1939. Reside e é ativo na cidade de São Paulo SP. Autodidata, fez cursos de Jornalismo, Propaganda e Comunicações. Expôs individualmente nos anos de 1972, 1973, 1984 e 1991 em São Paulo SP. Coletivas a partir de 1971, inclusive no exterior. "Há elementos que revelam o ingênuo mas nem sempre permitem ajuizar se a obra é crítica ou artesanal. O autodidatismo, como o de Vitor, é uma constante. Expressa uma visão pessoal da realidade ou configurações de sonho. Retrata a vida filtrada, livremente, pelos olhos de cada um e interpretada por um sentimento intrínseco. " Jorge Anthonio, in HENRY Vitor: pinturas. Apresentação de Jorge Anthonio. São Paulo: Galeria Jacques Ardies, 1991. HENRY Vitor: pinturas. Apresentação de Jorge Anthonio. São Paulo: Galeria Jacques Ardies, 1991. JULIO LOUZADA, vol.11, pág.145, MEC,vol.4, pág.49; ITAÚ CULTURAL.



047 - TAPETE ORIENTAL,


Ponto de nó, feito a mão, de lã, Thali Afegão, medindo 1,80 x 1,16 = 2,08 m².



048 - NOEMIA MOURÃO (1912 - 1992)

Paisagem - desenho a nanquim - 35 x 25 cm - canto inferior direito -
No estado.

Pintora e desenhista. Assina Noemia. Realizou sua primeira individual em 1934, no Rio de Janeiro. Residiu na Europa de 1934 a 1940, frequentando em Paris as academias de la Grande Chaumière e Ranson. Expôs em Montevideu e Buenos Aires. Foi citada por REIS JUNIOR e TEODORO BRAGA. Foi aluna (1932) e mulher (1933) de Di Cavalcanti. MEC vol.3, pág. 265; WALMIR AYALA vol.2, pág.135; PONTUAL, pág. 375; TEIXEIRA LEITE, pág. 356; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 684. Acervo FIEO.



049 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulata e pombas - serigrafia - 13 x 22 cm - centro superior na tela serigráfica -
Obra impressa por Ateliê Mário Della Parra - Serigrafias - Rio de Janeiro, RJ.

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



050 - JOÃO TIMÓTHEO DA COSTA (1879 - 1930)

Parque - óleo sobre tela - 48 x 85 cm - canto inferior direito - 1911 -
Com etiqueta de Renato Magalhães Gouvêa Escritório de Arte, São Paulo - SP, no dorso.

Pintor e decorador ativo no Rio de Janeiro, onde nasceu e faleceu. Ingresou na ENBA-RJ em 1894, onde foi aluno de Rodolfo Amoedo e João Zeferino da Costa. Expôs no SNBA-RJ entre 1906-1913, tendo obtido todos os prêmios, exceto o de viagem, que nunca pleiteou. Além de retratos, marinhas, cenas de gênero e gravuras em metal, deixou decorações em diversos edifícios públicos e particulares, como por exemplo no Copacabana Palace-RJ. O MNBA possui diversas obras suas. MEC, vol. 1, pág. 471; TEIXEIRA LEITE, pág. 508. ITAÚ CULTURAL, ARTE NO BRASIL, PONTUAL, pág. 522; ARTE NO BRASIL, pág. 556.



051 - ROBERTO BURLE MARX (1909 - 1994)

Composição - serigrafia - 64/120 - 61 x 73 cm - canto inferior direito na tela serigráfica -
Edição póstuma com relevo seco do Projeto Burle Marx.

Nasceu em São Paulo e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, paisagista, arquiteto, desenhista, pintor, gravador, litógrafo, escultor, tapeceiro, ceramista, designer de jóias, decorador. Durante a infância viveu no Rio de Janeiro. Foi com a família para a Alemanha, em 1928. Em 1929, freqüentou o ateliê de pintura de Degner Klemn. Nos jardins e museus botânicos de Dahlen, em Berlim, entusiasmou-se ao encontrar exemplares da flora brasileira. De volta ao Brasil, fez curso de pintura e arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1930 - 1934), onde foi aluno de Leo Putz , Augusto Bracet e Celso Antônio. Seu primeiro projeto paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, em 1932. Entre 1934 e 1937, ocupou o cargo de diretor de parques e jardins do Recife, PE, onde passou a residir. Nesse período, foi com freqüência ao Rio de Janeiro e teve aulas com Candido Portinari e com o escritor Mário de Andrade. Em 1937, retornou ao Rio de Janeiro e trabalhou como assistente de Candido Portinari. Foi em 1949, conforme sua paixão por plantas e seu interesse por botânica e jardinagem, que Burle Marx adquiriu um sítio em Barra de Guaratiba, RJ. Com auxílio de botânicos, viajou, coletou, catalogou exemplares de plantas do Brasil e reproduziu em seu sítio a diversidade fitogeográfica brasileira. Em 1985 doou esse sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.Realizou muitas exposições individuais e projetos paisagísticos, participou de diversas mostras oficiais coletivas pelo Brasil e no exterior. PONTUAL, PÁG. 94; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 93; MEC. VOL.1, PÁG.303; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 738; LEONOR AMARANTE, PÁG. 98; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 179; artnet.com. ACERVO FIEO.



052 - ULYSSES FARIAS (1960)

Composição - técnica mista - 60 x 60 cm - canto inferior direito e dorso - 2016 - Socorro - SP. -

Desenhista, pintor, fotógrafo, escultor, poeta e professor nascido em São Paulo. Tem participado de muitos eventos culturais, mostras e Salões oficiais em Socorro, SP (2006 a 2014); Brasília, DF (2010); Mairiporã, SP (2007); São Paulo (2013). Recebeu, em 2012, o primeiro lugar em um concurso de fotografias.



053 - FRANCISCO DA SILVA (1910 - 1985)

Peixes - têmpera sobre papel - 56 x 76 cm - centro inferior - 1966 -
Ex coleção Renée Sasson, São Paulo - SP.

Pintor e desenhista, Francisco Domingos da Silva nasceu em Alto Tejo, AC e faleceu em Fortaleza, CE. Filho de índio peruano com brasileira, ainda criança se fixou em Fortaleza, por volta de 1937, onde começou a desenhar a carvão e giz sobre muros e paredes de casebres de pescadores. Na década de 40, sob o incentivo do crítico e pintor suíço Jean Pierre Chabloz, iniciou-se na pintura a guache juntamente com Chabloz, Antônio Bandeira e Inimá de Paula. O mesmo Jean Pierre lança-o em Paris. Entre 1961 e 1963, trabalhou no recém-criado Museu de Arte da UFCE. Expôs individualmente no Brasil a partir de 1943 e em diversas mostras coletivas no Brasil e exterior, com premiações, destacando-se a recebida na XXXIII Bienal de Veneza (1966). JULIO LOUZADA, VOL. 1 PÁG. 909; ITAU CULTURAL; LEONOR AMARANTE; ARTE NO BRASIL, ACERVO FIEO; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 478.



054 - JOAQUIM TENREIRO (1906 - 1992)

Fita - escultura em madeira pintada - 40 x 104 x 03 cm - assinado - 1972 -

Designer, escultor, pintor, gravador e desenhista, Joaquim Albuquerque Tenreiro nasceu em Melo Guarda, Portugal e faleceu em Itapira, SP. Filho e neto de marceneiros, aos dois anos de idade mudou-se para o Brasil com a família. Retornou a Portugal em 1914 e ajudou o pai a realizar trabalhos em madeira. Iniciou aulas de pintura. Em 1928, transferiu-se definitivamente para o Rio de Janeiro, passando a frequentar o curso de desenho do Liceu Literário Português onde conquistou o prêmio Joaquim Alves Meira, a maior láurea daquele estabelecimento e fez cursos no Liceu de Artes e Ofícios. Em 1931, integrou o Núcleo Bernardelli. Na década de 1940, dedicou-se à pintura de retrato, de paisagem e de natureza-morta. Entre 1933 e 1943, trabalhou como designer de móveis nas empresas Laubissh & Hirth, Leandro Martins e Francisco Gomes. Em 1943, montou sua primeira oficina, a Langenbach & Tenreiro e, alguns anos depois, inaugurou duas lojas de móveis; primeiro no Rio de Janeiro e, posteriormente, em São Paulo. É o renovador do mobiliário brasileiro, responsável por toda uma linha de criação em que a funcionalidade se alia o bom gosto e o aproveitamento racional dos materiais do País. No final da década de 1960, Joaquim Tenreiro encerrou as atividades na área da concepção e fabricação de móveis para dedicar-se exclusivamente às artes plásticas, principalmente à escultura. Participou do Panorama da Arte Atual Brasileira, SP (1972, 1973, 1975, 1978, 1988), da Bienal Internacional de São Paulo (1965), entre outras, e realizou uma retrospectiva no MAM, RJ (1977). Tem pinturas suas figurando no MAM, SP, no MNBA e Museu Manchete, RJ. MEC, VOL.4, PÁGS.381 E 382; PONTUAL, PÁG.520; TEIXEIRA LEITE, PÁG.504; WALMIR AYALA, VOL.2, PÁG.376 E 377; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG.973; VOL. 5, PÁG. 1042; VOL.6, PÁG. 1111; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 580; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; www.joaquimtenreiro.com; renome.com.br; pinturabrasileira.com; web.artprice.com.



055 - CÉLIA NAHAS GARCIA (XX)

"Retrô 2" - técnica mista - 62 x 80 cm - canto inferior direito -

Artista plástica nascida em São Paulo. É pedagoga e desenvolve sua arte como autodidata. Realizou exposições individuais em São Paulo (2013, 2014) e tem participado de inúmeras mostras coletivas e oficiais, destacando-se: 'Exposição Museo do Café' (2013);?'Artexpo New York', Nova York -



056 - HELENA COSTA RODRIGUES (1947)

"Quiosque de Copacabana" - acrílico sobre tela - 24 x 35 cm - canto inferior direito e dorso - 2011 -

Pintora, Helena Maria Costa Rodrigues nasceu em Salvador, Bahia. Vive no Rio de Janeiro desde pequena. Autodidata em arte, estudou piano por quinze anos, foi musicoterapeuta e formou-se professora. Seu pai foi militar e se exilou no Uruguai com a família depois do golpe militar. Viveu de 1965 a 1967 em Montevidéu. A partir de 1995 passou a dedicar-se integralmente à pintura. Realizou sua primeira exposição em 1996, no Rio de Janeiro. A partir de 1997 suas obras passaram a fazer parte do Museu Internacional de Arte Naïf do Brasil – MIAN, RJ.



057 - MARINA CARAN (1925 - 2008)

Figuras - gravura - 42/75 - 59 x 40 cm - canto inferior direito - 1978 -


Pintora, escultora, desenhista, gravadora e ilustradora nascida em Sorocaba, SP e falecida em São Paulo. Inicia sua produção artística em Sorocaba. Em meados de 1950, em São Paulo, conhece Di Cavalcanti, que empresta seu ateliê para estudos e atividades. Viaja para Paris (França), como bolsista do governo francês, para estudar gravura entre 1951 e 1953. Expôs individualmente a partir de 1951 (SP - MASP). Figurando diversas vezes no Salão Paulista de Arte Moderna - SPAM, nele conquistou prêmios de aquisição entre 1954 e 1960. Participou também da Bienal Internacional de São Paulo (1953, 1955, 1965, 1967, 1969, 1985), do Panorama de Arte Atual Brasileira (1969, 1971, 1973) e de muitas outras mostras oficiais. Em 1985 foi realizada uma retrospectiva de sua obra no MASP - SP. PONTUAL, PÁG. 106; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 104; ITAU CULTURAL; MEC VOL. 1, PÁG.353; JULIO LOUZADA, VOL. 5 PÁG. 199/200; LEONOR AMARANTE, PÁG. 194, ACERVO FIEO.



058 - ANA CRISTINA ANDRADE (1953)

"Interior I" - gravura - 25/50 - 25 x 25 cm - canto inferior direito - 1989 -
Complemento de técnica: água forte e água tinta. -

Ana Cristina Andrade Moreira é pintora, gravadora, desenhista, professora e designer vidreira. Iniciou sua formação artística na Escola Superior de Arte Santa Marcelina, SP (1972-1975). Aprendeu gravura em metal (1980-1990) com Iole Di Natale; técnicas de gravura na Scuola Internazionale di Gráfica em Veneza, Itália (1983); Gravura Especial com Evandro Carlos Jardim, no MAC-SP (1991); Técnica Calcográfica Experimental com Mario Benedetti, na FASM-SP (1997); Vitrofusão com Roberto Bonino. Exposições individuais: São Paulo, SP (1984, 1987, 1995, 2003); Bauru, SP (1989); “Projeto Interior com Arte” – Museu Banespa (1998 – Exposição itinerante pelo interior do Estado de São Paulo). Coletivas: Epinal, França (1975); São Paulo, SP (1974, 1982, 1984, 1985, 1986, 1988, 1994, 1995, 2000, 2002 a 2004, 2012 – SP ESTAMPA); Santo André, SP (1982); Novo Hamburgo, RS (1982); Taiwan, China (1983, 1985); San Juan, Porto Rico (1983); Santos, SP (1983); Cabo Frio, RJ (1983); Ribeirão Preto,SP (1984); Curitiba, PR (1984); Piracicaba,SP (1984); Veneza, Itália (1984, 1985); Campinas, SP (1985); São José do Rio Preto, SP (1986); Limeira, SP (1986); Washington D.C.,EUA (1991); Campos do Jordão, SP (1991); Kanagawa, Japão (1992); Maastricht, Holanda (1993); Illinois, EUA (1994); Cidade do México, México (1996); Jacareí, SP (1998); Budapeste, Hungria (1996); Uzice, Yuguslávia (1997); Ourense, Espanha (1994, 2006). Prêmios: São Paulo, SP (1974); Novo Hamburgo, RS (1982); Santos, SP (1983); Ribeirão Preto, SP (1984); Curitiba, PR (1984); Piracicaba, SP (1984); Campinas, SP (1985); São José do Rio Preto, SP (1986). JULIO LOUZADA, vol.1, pág. 62; vol.2, pág. 66; Acervo FIEO. ITAU CULTURAL.



059 - CARYBÉ (1911 - 1997)

Músicos - desenho a nanquim - 33 x 27 cm - canto inferior direito - 1961 -
No estado.

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



060 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

Menino - escultura em bronze - 20 x 19 x 14 cm - assinado - Década de 1950. -
Ex coleção Renato Antônio Brogiolo - Rio de Janeiro, RJ.

Escultor, desenhista e pintor paulista nascido em Mococa, SP e falecido no Rio de Janeiro. Mudou-se com a família para Itália, e fixou-se em Roma (1913). Iniciou estudos de desenho e escultura com o professor Loss (1920). Participou de movimentos antifascistas e foi preso (1931) por motivos políticos. Foi extraditado para o Brasil (1935) por intervenção do embaixador brasileiro na Itália. Em 1937, viajou para Paris e frequentou as academias ‘La Grand Chaumière’ e ‘Ranson’, onde estudou com Aristide Maillol e conviveu com Henry Moore, Marino Marini e Charles Despiau. Em 1939, retornou a São Paulo e junto com Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Sérgio Milliet, entre outros, participou do Movimento Modernista; foi um dos membros da Família Artística Paulista e do Grupo Santa Helena. Em 1943, transferiu-se para o Rio de Janeiro. A convite do ministro Gustavo Capanema instalou ateliê no antigo Hospício da Praia Vermelha, onde orientou jovens artistas como Francisco Stockinger. Possui obras em espaços públicos como ‘Monumento à Juventude Brasileira’ (1947), nos jardins do antigo Ministério da Educação e Saúde, atual Palácio Gustavo Capanema - RJ; ‘Candangos’ (1960), na Praça dos Três Poderes, e ‘Meteoro’ (1967), no lago do edifício do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília; ‘Integração’ (1989), no Memorial da América Latina, em São Paulo. Participou das Bienais de Veneza (1950, 1952); participou das I, II, IV e IX Bienais de São Paulo, período em que recebeu o prêmio de melhor escultor brasileiro (1953) e sala especial (1967). MEC, VOL.2, PÁG. 250; PONTUAL, PÁG. 237; MAYER/84, PÁG. 1333; BENEZIT VOL. 5, PÁG. 14; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 715; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 422; www.artprice.com; www.pinturabrasileira.com; www.dec.ufcg.edu.br; www.monumentos.art.br.



061 - GIOVANNI PANZA (1894 - 1989)

Marinha em Nápoles - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior esquerdo -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, escritor e poeta italiano nascido em Capo Miseno e falecido em Nápoles, proveniente de uma família de poetas e pintores. É considerado um dos representantes da escola napolitana "Ottocento". Participou de diversas mostras e Salões oficiais. Suas obras têm sido comercializadas em vários leilões pelo mundo. www.artprice.com; www.blouinartinfo.com; www.artnet.com; www.mutualart.com.



062 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Paisagem - óleo sobre tela - 60 x 72 cm - canto inferior direito ilegível -



063 - BELMIRO DE ALMEIDA (1858 - 1935)

Santos - desenho a lápis - 27 x 27 cm - canto inferior esquerdo -

Esse grande pintor brasileiro, cuja carreira artística começou pela caricatura, viveu em Paris quase toda a sua existência. Ao fim da vida, abeirou-se dos novos estilos artísticos em voga na Europa, praticando incursões até no campo do Futurismo. Luciano Migliaccio, assim se refere `a obra do mestre: " Belmiro (...) punha fim à época em que a arte brasileira ainda era prisioneira da retórica dos gêneros e se fundamentava na transposição em chave nacional da tradição européia. Dava início a uma arte nova, inspirada na realidade social urbana contemporânea, falando da transformação dos costumes no interior da família e da condição da mulher na sociedade moderna. Era uma pintura que objetivava a educação moral do público, imitando o exemplo da pintura vitoriana inglesa, mas adotando a estética do naturalismo francês. O artista deixava de ser uma espécie de sumo sacerdote do culto da nação, passando a recusar a idéia de uma pintura celebrativa, promovida pelo Estado e distante da representação da atualidade. Assim, como Amoedo e Aurélio Figueiredo, Belmiro tentava encarnar o modelo do artista dandy, o intelectual urbano que fazia de sua arte um estilo e um modo de vida (...)" in: MOSTRA DO REDESCOBRIMENTO (2000: SÃO PAULO, SP), AGUILAR, Nelson (org. ), SASSOUN, Suzanna (coord. ). Arte do século XIX. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo: Associação Brasil 500 anos Artes Visuais, 2000. p. 148. REIS JR, pág.224; THEODORO BRAGA, pág.49; Primores da Pint, no Brasil, vol.1, pág.229; LAUDELINO FREIRE, págs.382/383; WALMIR AYALA, vol.1, págs. 30/31; TEIXEIRA LEITE, pág. 68/69; PONTUAL, págs.66/67; MEC, vol.1, pág.48; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 420; ARTE NO BRASIL, pág. 553; F. ACQUARONE, pág. 117.



064 - ESCOLA RUSSA, SÉC. XX

Camponesa - desenho a nanquim e aquarela - 12 x 17 cm - canto inferior direito ilegível - 1945 -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")



065 - PAULA KADUNC (1954)

Composição - acrílico sobre tela - 30 x 20 cm - dorso - 2015 -
Registrado sobre o nº 548 do catálogo da autora.

Paula Kadunc, pseudônimo artístico de Maria Paula Kadunc, nasceu em São Paulo. Frequentou um curso clássico de arte e comunicação na época de colégio. Formou-se em historia (1975) e nos anos seguintes realizou viagens de estudo pela Europa, Japão, China e Filipinas. No inicio da década de 80 trabalhou no Museu de Arte de São Paulo como assessora de imprensa e relações publicas auxiliando ainda na curadoria de diversas exposições. Na década de 90 frequentou o ateliê do escultor Paulo Tadee onde trabalhou com desenhos e pinturas geométricas e passou a fundir esculturas em bronze. Estudou técnica de pintura com Marysia Portinari. Tem participado com suas obras de várias exposições coletivas e leilões de arte. Possui obras em diversas coleções particulares e no Museu de Arte do Parlamento de São Paulo. www.artemaisnet.com.br/artistas/paula-kadunc.html; www.catalogodasartes.com.br; www.al.sp.gov.br; www.artprice.com; www.askart.com.



066 - FERNANDO ODRIOZOLA (1921 - 1986)

Composição - técnica mista - 30 x 25 cm - canto inferior direito - 1960 -

Fernando Pascual Odriozola nasceu em Oviedo, Espanha e faleceu em São Paulo. Pintor, desenhista e gravador. Começou a pintar em 1936. Veio para o Brasil em 1953 e fixou residência em São Paulo. No ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual na Galeria Portinari. O Museu de Arte Moderna de São Paulo dedicou-lhe outra individual, em 1955. Na década de 1960, lecionou no Instituto de Arte Contemporânea da Fundação Armando Álvares Penteado e colaborou como ilustrador nos jornais O Estado de S. Paulo e Diário de S. Paulo, e na revista Habitat. Em 1964, integrou, com Wesley Duke Lee , Yo Yoshitome e Bin Kondo , o Grupo Austral, ligado ao movimento internacional Phases. Participou das 7ª, 8ª, 9ª, 12ª, 13ª, 14ª, 15ª e 18ª Bienais Internacionais de São Paulo onde foi premiado na 7ª, 8ª, e 14ª edição; da 7ª Bienal de Tóquio; dos 2º e 5º Panoramas da Arte Atual Brasileira, entre outras. No ano de seu falecimento, o Centro Cultural São Paulo (CCSP) realizou uma exposição retrospectiva póstuma em sua homenagem. JULIO LOUZADA VOL.11, PÁG. 231; MEC VOL.3, PÁG.291; PONTUAL PÁG. 389; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 737; ARTE NO BRASIL PÁG.907; LEONOR AMARANTE PÁG. 143; ACERVO FIEO.



067 - HISAMATSU MITAKE (1916 - 2015)

Girassóis - óleo sobre tela - 41 x 28 cm - canto inferior direito e dorso - 2007 -

Pintor com participações nas seguintes mostras: II Salão de Paisagem Paulista, em 1969; Salão de Belas Artes de Santos-SP, em 1971 e Salão de Belas Artes de Piracicaba-SP, em 1972. JULIO LOUZADA, vol.3, pág. 746.



068 - CARLOS OSWALD (1882 - 1971)

"Dia chuvoso em Petrópolis" - gravura - 1/100 - 30 x 50 cm - canto inferior direito -
Reproduzido na página 88 do livro "Carlos Oswald" editado pelo Museu Nacional de Belas Artes. -

Gravador, pintor, desenhista, decorador, professor e escritor. Nasceu em Florença, Itália e faleceu em Petrópolis, RJ. Graduou-se como físico-matemático em 1902, pelo Instituto Galileo Galilei, em Florença. No ano seguinte, ingressou na ‘Accademia di Belle Arti di Firenze’. Viajou para o Brasil pela primeira vez em 1906 e realizou no Rio de Janeiro a primeira exposição individual no país. Retornou à Europa em 1908, estudou gravura com o americano Carl Strauss em Florença e viajou para Munique, onde aprendeu a técnica da água-forte. Em 1911, participou da decoração do pavilhão do Brasil, na Exposição Internacional de Turim. Fez a segunda viagem ao Rio de Janeiro em 1913 e realizou uma exposição com Eugênio Latour na Escola Nacional de Belas Artes . Foi nomeado, em 1914, professor de gravura e desenho no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro e é considerado o introdutor da gravura no Brasil. No ano de 1930, fez o desenho final do ‘Monumento ao Cristo Redentor’. A obra foi executada na França pelo escultor Paul Landowski e instalada no Morro do Corcovado, Rio de Janeiro, em 1931. Publicou, em 1957, a autobiografia ‘Como Me Tornei Pintor’. Em 1963, o Museu Nacional de Belas Artes - RJ adquiriu quase todas as suas obras em gravuras. Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais e foi premiado no Rio de Janeiro em 1904, 1906, 1909, 1912, 1913, 1916 e realizou diversas exposições individuais. PONTUAL, PÁG. 397; ARTE NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 1053; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 699; MEC VOL. 3, PÁG. 304; ACERVO FIEO.



069 - ADELSON DO PRADO (1944)

Rendeiras - óleo sobre tela - 65 x 100 cm - canto superior direito -
Com carimbo de Weber Moraés - Marchand - Bahia.-

Baiano, Adelson do Prado recria, num ambiente singelo, costumes, paisagens e crenças de sua paisagem natal. PONTUAL, pág. 14; TEIXEIRA LEITE, pág. 14; WALMIR AYALA vol.2, pág.221; ITAÚ CULTURAL..



070 - ALDO BONADEI (1906 - 1974)

Natureza morta - óleo sobre cartão - 15,5 x 21,5 cm - canto inferior esquerdo - 1967 -
Ex coleção Renato Antônio Brogiolo - Rio de Janeiro, RJ.

Pintor, designer, gravador, figurinista e professor - Aldo Cláudio Felipe Bonadei nasceu e faleceu em São Paulo, SP. Entre 1923 e 1928 foi aluno de Pedro Alexandrino, período em que também frequentou o ateliê de Antonio Rocco. Viajou para a Itália, entre 1930 e 1931, e frequentou a Academia de Belas Artes de Florença, onde teve aulas com Felice Carena e seu assistente Ennio Pozzi, ambos ligados ao movimento ‘novecento’. Nesse período, dedicou-se ao desenho da figura humana, principalmente ao nu. Retornou a São Paulo no início da década de 1930 e participou ativamente do Grupo Santa Helena, da Família Artística Paulista - FAP e do Sindicato dos Artistas Plásticos. Em 1949 lecionou na Escola Livre de Artes Plásticas, primeira escola de arte moderna de São Paulo e participou do Grupo Teatro de Vanguarda. No ano seguinte, fundou a Oficina de Arte - O. D. A., com Odetto Guersoni e Bassano Vaccarini. No fim da década de 1950 atuou como figurinista nas peças ‘Vestido de Noiva’, de Nelson Rodrigues, e ‘Casamento Suspeitoso’, de Ariano Suassuna. Também desenhou alguns figurinos para dois filmes dirigidos por Walter Hugo Khoury: ‘Fronteiras do Inferno’ (1958) e ‘Na Garganta do Diabo’(1959). Realizou muitas exposições individuais e participou de vários Salões oficiais destacando-se: Bienal Internacional de São Paulo (1ª, 2ª, 3ª, 6ª, 7ª); Bienal de Veneza (1952); Panorama da Arte Moderna Brasileira (1970). MEC, VOL. 1, PÁG. 247; PONTUAL, PÁGS. 78/79; ARTE NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 1041; ART PRICE ANNUAL 2000, PÁG. 258; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 79; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; LEONOR AMARANTE, PÁG. 72; ACERVO FIEO.



071 - EMILIO GRAU-SALA (1911 - 1975)

Paisagem - aquarela - 30 x 46 cm - canto superior esquerdo - 1937 -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, ilustrador e decorador nascido em Barcelona, Espanha. Estudou na Escola de Belas Artes de Barcelona e iniciou sua carreira pública em 1929. Mudou-se para Paris em 1932 onde participou dos principais Salões anuais. Nos Estados Unidos, além de ter participado regularmente de exposições, recebeu o Prêmio Carnegie em Pittsburgh. Ilustrou as obras de Flaubert, Baudelaire e Maupassant. BENEZIT VOL. PÁG. 175; www.artprice.com; rogallery.com; artist.christies.com; www.artnet.com.



072 - LUIZ VENTURA (1930)

"A procura de um novo modelo" - óleo sobre tela - 100 x 100 cm - canto inferior direito - 1983 -
Com etiqueta nº 904 de Touluse Galeria de Arte, Marquês de São Vicente n º 52, loja 304, Rio de Janeiro - RJ, no dorso.

Pintor, desenhista e gravador, com várias exposições individuais e participação em coletivas no Brasil e no exterior. Aperfeiçoa seus estudos na Europa e Oriente. Dá aulas de gravura em madeira na Universidade Católica no Chile. Publica em Honduras, o seu "Manual de Grabado em Madera, Técnicas Occidental y Oriental". ITAÚ CULTURAL.



073 - FERNANDO LISBOA (1934 - 1978)

Composição - técnica mista - 32 x 47 cm - centro inferior -

Pintor, escultor, desenhista, gravador, Fernando de Souza Lisboa nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou-se no desenho e na pintura em 1961. Em 1968 foi um dos artistas escolhidos pela Adriática Têxtil para reproduzir obras de tapeçarias estampadas. Dedicou-se também à publicidade no Rio de Janeiro. Participou de várias mostras e Salões oficiais como: LXXII e LXXIII Salões Nacionais de Belas Artes, RJ (1967, 1968); Salão Nacional de Arte Moderna, RJ (1969, 1973); ‘Mostra de Arte Sesquicentenário da Independência e Brasil Plástica – 72’, SP (1972); Bienal Internacional de São Paulo, SP (1973). Recebeu Medalha de Bronze no LXII Salão Nacional de Belas Artes, RJ (1967). JULIO LOUZADA VOL. 6, PÁG. 602, ITAUCULTURAL.



074 - ANTONIO PESSOA (1943)

Composição - múltiplo em bronze - 15 x 05 x 02 cm - assinado -

Escultor, assina Tonny. Radicado no Rio de Janeiro detentor de bom curriculo nacional e internacional com inumeras participações em Salões Oficiais,varias vezes premiado. Ótimo mercado.



075 - JORGE GUINLE FILHO (1947 - 1987)

Formas - aquarela - 18 x 28 cm - canto inferior esquerdo - 1984 -

Pintor, desenhista e gravador nascido e falecido em Nova York, EUA. Mudou-se com a família para o Brasil ainda no ano de seu nascimento e permaneceu no Rio de Janeiro até 1955. Desse ano até 1962, acompanhando a mãe, morou em Paris e, em seguida, em Nova York, onde residiu até 1965. Na França, em paralelo a sua formação regular, iniciou, como autodidata, estudos de pintura e frequentou museus e galerias de arte, prática que manteve quando se transferiu para os Estados Unidos. De 1965 a 1974 viveu no Rio de Janeiro e passou temporadas em Londres e Paris, cidade para onde retornou nesse último ano e se estabeleceu por mais três anos. Em 1977, voltou a residir no Rio de Janeiro. Seu trabalho ganhou repercussão e, na década de 1980, integrou as principais exposições de arte do país. A produção do artista, concentrada em seus últimos sete anos de vida, foi dedicada, sobretudo à pintura. Jorge Guinle foi um importante incentivador da revalorização da pintura promovida pelo grupo de jovens artistas conhecido como Geração 80. Participou da mostra ‘Como Vai Você, Geração 80?’, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage - EAV/Parque Lage, Rio de Janeiro, 1984, escreveu um texto para a edição especial da revista ‘Módulo’ dedicada a essa mostra, participou de várias exposições e eventos realizados por esses artistas e escreveu sobre suas obras. Participou também da 17ª e 18ª Bienal Internacional de São Paulo (1983 e 1985). Em 1985 recebeu o Prêmio de Viagem ao Estrangeiro no 8º Salão Nacional de Artes Plásticas, MAM-RJ. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL. 2, PÁG.482; LEONOR AMARANTE, PÁG. 312. ACERVO FIEO.



076 - J. CARLOS (1884 - 1950)

Dançando - desenho a nanquim - 28 x 19 cm - centro inferior -

Chargista, caricaturista, desenhista, pintor, ilustrador, José Carlos de Brito Cunha nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi um dos formadores da tradição da charge brasileira ao lado de Raul Pederneiras e K.Lixto, e criador de tipos como a negrinha 'Lamparina', a 'Melindrosa' e o 'Almofadinha'. Autodidata, iniciou a carreira de caricaturista ainda estudante, quando publicou um de seus desenhos na revista 'O Tagarela' (1902). Em seguida, passou a colaborar regularmente com a revista e no ano seguinte desenhou sua primeira capa na publicação. Colaborou em muitos órgãos da imprensa carioca como 'O Tico Tico', 'Fon-Fon', 'Careta', 'A Cigarra', 'Vida Moderna', 'Eu Sei Tudo', 'Revista da Semana' e 'O Cruzeiro'. Entre 1922 e 1930, exerceu o cargo de diretor artístico das empresas 'O Malho', onde iniciou uma grande série de charges de caráter político, satirizando fatos e personalidades nacionais e estrangeiras. A vertente política foi explorada pelo artista desde o início de sua carreira, sendo ele o responsável pela execução de uma série de charges antibelicistas executadas no período abrangido pelas duas grandes guerras e principalmente durante os dois governos de Getúlio Vargas (1883 - 1954). Esses trabalhos foram publicados principalmente na revista 'A Careta'. Também fez esculturas, foi autor de teatro de revista e letrista de música popular. JULIO LOUZADA vol. 10, pág. 181; CARICATURISTAS BRASILEIROS, de Pedro Corrêa do Lago, pág. 74; WALTER ZANINI, pág. 448; ARTE NO BRASIL, pág. 646; ITAU CULTURAL; www.ims.com.br; www.dec.ufcg.edu.br; www.artprice.com.



077 - WALTER LEWY (1905 - 1995)

Paisagem - óleo sobre tela - 80 x 80 cm - canto inferior direito - 1991 -
No estado.

Gravador, pintor, ilustrador, paisagista, desenhista e publicitário nascido em Bad Oldesloe, Alemanha e falecido em São Paulo. Estudou na Escola de Artes e Ofícios de Dortmund, Alemanha (1923-1927). Nesse período, filiou-se à tendência do realismo mágico. Em 1928 participou de coletivas em Dortmund, Gelsenkirchen, Boclusim e outras cidades. Com a crise econômica de 1929, Lewy perdeu seu emprego de desenhista numa gráfica e foi viver com os pais no interior, tornando-se ilustrador de anedotas em jornais. Realizou sua primeira exposição individual em Bad Lippspringe (1932), mas foi fechada quando a Câmara de Arte Alemã proibiu a participação de judeus na vida artística. Escapando dessa situação opressora, o artista imigrou para o Brasil (1938), retomando profissionalmente a pintura. Deixou para trás centenas de trabalhos, que foram enviados para a Holanda e perdidos durante os bombardeios da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). No Brasil, fixou-se em São Paulo. Nos primeiros anos fez desenho publicitário e mais tarde capas de livros e ilustrações para diversas editoras. Ilustrou obras de Bertrand Russell, Machado de Assis e Arnold Toynbee, entre outras. Mais tarde, empregou-se como diagramador, letrista e arte-finalista nas agências de propaganda De Carli, Lintas Publicidade, Martinelli, Santos & Santos e Thompson Propaganda. Participou de Salões Nacionais e Bienais de São Paulo, entre 1951 e 1965, recebendo diversas premiações oficiais. JULIO LOUZADA, VOL. 10, PÁG. 497; MEC, VOL. 2, PÁG. 474; TEODORO BRAGA, PÁG. 245; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 286; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 630; LEONOR AMARANTE, PÁG. 142; ACERVO FIEO.



078 - JOSÉ RODRIGUES LOURES (XX - 2001)

Flores - óleo sobre tela - 65 x 85 cm - canto inferior direito -

Pintor e escultor nascido em Ouro Verde, GO. Realizou exposições e participou de diversas mostras e Salões oficiais no Brasil e Exterior. Realizou exposições e participou de diversas mostras e Salões oficiais pelo Brasil e Exterior. O Museu de Artes de Anápolis - GO, em 2002, recebeu o nome de Museu de Artes Plásticas Loures, em sua homenagem. museudeartesplasticasloures.blogspot.com.br; vivaanapolis.com.br.



079 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Natureza morta - serigrafia sobre tela - 33 x 41 cm - canto inferior direito e dorso - 1996 - São Paulo -
Com etiqueta da Trevo Galeria de Arte - Rua Marquês de São Vicente, 52 loja 260 - Rio de Janeiro - RJ, no dorso.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



080 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Gato azul com vaso de flores" - acrílico sobre tela - 60 x 80 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2002 - São Paulo -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



081 - HANSEN BAHIA (1915 - 1978)

Bordel - xilogravura - Prova - 27 x 12 cm - canto inferior direito -

Gravador, escultor, pintor, ilustrador, poeta, escritor, cineasta e professor, Karl Heinz Hansen nasceu em Hamburgo, Alemanha e faleceu em São Paulo. Serviu como soldado (entre 1936 e 1945) na Segunda Guerra Mundial e atuou como ilustrador de histórias infantis. Autodidata, realizou suas primeiras xilogravuras entre 1946 e 1948. Fixando-se sucessivamente na Itália, Suécia, Inglaterra, emigrou para o Brasil em 1950 residindo de início em São Paulo e a partir de 1955 em Salvador. Ilustrou a publicação 'Flor de São Miguel' (1957), com textos de Jorge Amado, Vinicius de Moraes e de sua autoria; 'Navio Negreiro' (1958), de Castro Alves. Em homenagem à Bahia passou a assinar seus trabalhos como Hansen-Bahia a partir de sua volta à terra natal em 1959. Lá permaneceu até 1963, enquanto trabalhou no ateliê de gravura fundado por ele mesmo no castelo Tittmoning. Viveu na Etiópia (entre 1963 e 1966) onde ajudou a estabelecer a Escola de Belas Artes na cidade de Addis Abeba. Retornou a Salvador e naturalizou-se. Tornou-se professor de artes gráficas da Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia (1967). Dois anos antes de sua morte, doou em testamento sua produção artística para a cidade de Cachoeira, Bahia, onde foi criada a Fundação Hansen Bahia que recebeu seu acervo artístico de xilogravuras, matrizes, livros, pinturas, prensas e ferramentas de trabalho. Realizou exposições individuais no: Museu de Arte de São Paulo (1950, 1953, 1966); Museu Nacional de Belas Artes, RJ (1952); Museu de Arte Moderna de São Paulo (1954, 1956); Buenos Aires, Argentina (1954, 1955, 1958), entre outras. Participou de muitas mostras coletivas e oficiais como: Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1961); Salão Nacional de Arte Moderna (1954, 1955). PONTUAL PÁG. 260; MEC VOL. 1, PÁG. 157; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 81; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 720; ARTE NO BRASIL, PÁG. 842; ACERVO FIEO, PÁG. 251; www.hansenbahia.com.br; www.artprice.com.



082 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Paisagem - óleo sobre tela - 38 x 55 cm - centro inferior - 1944 -
E. Costa.



083 - YOSHIYA TAKAOKA (1909 - 1978)

Flores - aquarela - 31 x 24 cm - canto inferior direito - 1945 -

Pintor e desenhista nascido em Tóquio, Japão, veio para o Brasil em 1925, fixando-se no interior de São Paulo, trabalhando na lavoura. Mudou-se para São Paulo, onde ganhava a vida vendendo pastéis, fazendo caricaturas e como pintor de paredes. Foi aluno de Bruno Lechowsky no Rio de Janeiro. Foi um dos fundadores do Grupo Seibi, que reuniu artistas plásticos da colônia japonesa em São Paulo (1935). Fundou em 1948, juntamente com Geraldo de Barros e Antonio Carelli, o Grupo dos Quinze. Viveu em Paris de 1952 a 1953, estudando técnica de mosaico; Freqüentou o Núcleo Bernardelli, onde se ligou de amizade a Pancetti. Participou de diversos salões e exposições, nacionais e estrangeiras, recebendo diversas premiações. PONTUAL, pág. 510; TEIXEIRA LEITE, pág. 490; MEC, vol. 4, pág. 352; TEODORO BRAGA, pág. 220; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 361; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 579; ARTE NO BRASIL.



084 - LEÓN FERRARI (1920 - 2013)

Multidão - litografia - P.E. - 30 x 42 cm - canto inferior direito - 1982 -
No estado.

Gravador e escultor argentino, natural da cidade de Buenos Aires. Começou a fazer escultura em 1954, com diversos materiais e com arame de aço inoxidável. Em 1962, iniciou sua série de desenhos escritos. Em 1964 colaborou com Rafael Albertino no livro de poesias e desenhos "Escritos en el Aire", editado por Vanni Scheiwiller em Milão. Em 1965, abandonou a arte abstrata e participou do movimento cultural que acompanhou a atividade política argentina, colaborando na organização de diversas mostras coletivas. A partir de 1976 fixa residência no Brasil, em São Paulo, onde voltou a esculpir e experimentar outras técnicas, como fotocópias, etc. Desenvolveu uma série de esculturas sonoras que deram origem aos instrumentos lúdicos musicais com os quais deu 4 concertos-performance. JULIO LOUZADA, vol. 3, pág. 403



085 - INGRES SPELTRI (1940)

"Sinfonia in blue" - óleo sobre tela - 60 x 80 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor, desenhista, escultor, gravador e professor nascido em Jau, SP. Filho do pintor Augusto Speltri com quem se iniciou na pintura, ainda criança. Em 1959 mudou-se para São Paulo onde estudou Música (1960-1964). É professor titular da Escola Panamericana de Arte, SP. Realizou exposições individuais, em São Paulo, nos anos de 1977, 1981, 1978, 1984. Participou de várias mostras e Salões oficiais, sendo premiado em: São Paulo (1963, 1966, 1970, 1971); Santo André, SP (1976). JULIO LOUZADA VOL. 5, PÁG. 1012; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; MEC VOL. 4, PÁG. 338; PONTUAL PÁG. 504; www.artprice.com; www.speltri.com.



086 - PERCY LAU (1903 - 1972)

Pão de açúcar - desenho a lápis - 17 x 24 cm - canto inferior direito -

Desenhista, ilustrador, gravador e pintor, nascido em Arequipa, Peru e falecido no Rio de Janeiro. Em 1921, transferiu-se para Olinda, PE. Foi um dos fundadores do Movimento de Arte Moderna do Recife e lá compartilhou o ateliê com Augusto Rodrigues. Em 1938, estudou no Liceu de Artes e Ofícios com Carlos Oswald, no Rio de Janeiro. Durante 30 anos, foi ilustrador do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que reeditou ‘Tipos e Aspectos do Brasil ‘(1960), baseando-se em textos da Revista Brasileira de Geografia, com desenhos do artista. Criou ilustrações para muitos livros e, em 1963, foi premiado como o melhor ilustrador do ano, conferido pela Câmara Brasileira do Livro, referente ao livro ‘Santa Maria do Belém do Grão-Pará’, de Leandro Tocantins. Em 2000, o Museu Nacional de Belas Artes, RJ promoveu a exposição ‘Percy Lau: um Desenhista e seu Traço'. Realizou exposição individual no Peru (1964) e em Recife, PE (1972). Participou de muitos Salões oficiais, inclusive em Paris (1946) e em Londres (1949). Foi premiado no Rio de Janeiro em 1938, 1953 e 1970. BENEZIT VOL.6, PÁG.472; TEODORO BRAGA PÁG. 192; PONTUAL PÁG. 300; MEC VOL. 2, PÁG. 443; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 602; ARTE NO BRASIL PÁG. 879; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 523; www.desenhandoobrasil.com.br; www.opapeldaarte.com.br; www.artprice.com.



087 - MILTON DACOSTA (1915 - 1988)

Cabeça de Alexandre - serigrafia - P.I. - 42 x 30 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador. Milton Rodrigues da Costa nasceu em Niterói, RJ e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou estudos de desenho e pintura, em 1929, com o professor alemão August Hantv. No ano seguinte matriculou-se no curso livre de Marques Júnior, na Escola Nacional de Belas Artes. Junto com Edson Motta, Bustamante Sá e Ado Malagoli , entre outros, criou o Núcleo Bernardelli em 1931. Viajou para Estados Unidos em 1945, com o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Belas Artes do ano anterior. Na cidade de Nova York, estudou na Art's Students League of New York. Em 1946, foi para a Europa e após visita a vários países, fixou-se em Paris, onde estudou na Académie de La Grande Chaumière. Conheceu Pablo Picasso, por intermédio de Cícero Dias, e freqüentou os ateliês de Georges Braque e Georges Rouault. Expôs no Salon d'Automne (Paris) e regressou ao Brasil em 1947. Em 1949, casou-se com a pintora Maria Leontina e passou a residir em São Paulo. Realizou muitas exposições individuais e também recebeu prêmios nas Bienais Internacionais de São Paulo (1955, 1957). TEODORO BRAGA, PÁG. 163; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 229; MEC, VOL. 2, PÁG. 13; BENEZIT, VOL. 3, PÁG.315; ITAU CULTURAL; PONTUAL, PÁG. 155; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; ACERVO FIEO.



088 - J. M. RUCK (1939)

"As partes fazem um todo" - óleo sobre tela - 49 x 39 cm - canto inferior direito e dorso - 2016 -

Pintora, professora e restauradora, Jany Marylene Ruck nasceu em Agudos, SP. Assinava Jany até 1984. Atualmente assina JM. Ruck. Em Campinas fez cursos livres de desenho e pintura com Elenice Menegon, Aldo Cardarelli, Djalma Urban e Álvaro de Batista. Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais. Foi premiada em: São José do Rio Preto, SP (1984, 1985, 1991); Campinas, SP (1985, 1996); São João da Boa Vista, SP (1985); Itatiba, SP (1985,1987, 1988); Mogi Mirim, SP (1987); Poços de Caldas, MG (1987); Piracicaba, SP (1988); Limeira, SP (1989); Araras, SP (1991); Ribeirão Preto, SP (2003). ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 7 PÁG. 614; VOL. 9, PÁG. 750.



089 - ALBERTO LUME (1944)

Nu - óleo sobre tela - 100 x 50 cm - canto inferior direito - 1971 -

Português da Ilha da Madeira, onde nasceu a 6/2/1944, LUME, como é conhecido e assina as suas obras, fixou residência no Brasil a partir de 1954. Trouxe na sua bagagens sólidos conhecimentos de bom desenhista e excepcional colorista. Adota os temas brasileiros em suas obras com rara felicidade, fazendo com que as suas obras sejam muito disputadas em leilões e por colecionadores. JULIO LOUZADA, vol. 2 pág. 601 602



090 - JOSÉ MARQUES CAMPÃO (1892 - 1949)

Paisagem - óleo sobre tela colada em cartão - 28 x 36 cm - canto inferior direito -
Reproduzido no convite deste Leilão.

Pintor e desenhista nascido e falecido em São Paulo. Frequentou as aulas de pintura de Oscar Pereira da Silva em São Paulo (1905). Com apenas dezesseis anos recebeu Menção Honrosa pela sua participação no Salão Nacional de Belas Artes, RJ, fato que se repetiu em 1916 quando obteve, no mesmo Salão, a Medalha de Prata. Viajou para Paris, França (entre 1912 e 1918) onde estudou na 'École Nationale Superieure des Beaux-Arts' e na 'Académie Julian' com Jean-Paul Laurens e Paul Albert Laurens. Integrou a Comissão de Orientação Artística em São Paulo (1944). Realizou exposições individuais em: São Paulo, Rio de Janeiro, Argentina, África do Sul, França, Uruguai, Bélgica, entre outras. Participou de numerosas mostras coletivas, destacando-se: Salão Nacional de Belas Artes, RJ (1907 a 1910, 1916, 1919, 1920); 'Salon des Artistes Français', Paris (1927 a 1930, 1931 - Menção Honrosa, 1932); Salão Paulista de Belas Artes, SP (1934, 1937, 1940, 1944, 1945). TEODORO BRAGA PÁG. 61; PONTUAL PÁG. 102; MEC VOL. 1, PÁG. 331; REIS JR. PÁG. 374; WALMIR AYALA VOL. 1, PÁG. 160; ITAU CULTURAL, ACERVO FIEO, RUTH TARASANTCHI; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 179; www.brasilartesenciclopedias.com.br; www.artprice.com; www.artnet.com.



091 - ANTONIO HENRIQUE AMARAL (1935 - 2015)

"Passatempo" - xilogravura - 44/300 - 55 x 38 cm - canto inferior direito - 1967 -
Reproduzido na página 153 do livro "Antônio Henrique Amaral - Obra gráfica 1957-2003". – .

Gravador, desenhista e pintor, foi aluno de Lívio Abramo no MAM / SP, e de Shiko Munakata, no Pratt Graphic Art, em Nova York. Artista consagrado nacional e internacionalmente. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 37; MEC, vol. 1, pág. 73; PONTUAL, pág. 21;TEIXEIRA LEITE, pág. 23 a 25; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 754; ARTE NO BRASIL, pág.903; LEONOR AMARANTE, pág. 170; Acervo FIEO.



092 - MOBY (1922 - 1978)

Rosto - óleo sobre tela - 50 x 80 cm - canto inferior direito - 1975 -

Moby, nome artístico de Mogns Osterbie, natural de Copenhagem, Dinamarca. Pintor e desenhista, frequentou na sua cidade natal a Escola de Arte Decorativa e a Real Academia de Belas Artes. No Brasil, fixou-se em São Paulo, onde realizou diversas individuais, cuja crítica, principalmente de Quirino da Silva, lhe foram favoráveis, transcrevendo comentários de Mário Schenberg. PONTUAL, pág. 363; MEC, vol. 3, pág. 1; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



093 - ENRIQUE SERRA Y AUQUÉ (1859 - 1918)

"Lagunas pontinas" - óleo sobre tela - 52 x 42 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista e ilustrador nascido em Barcelona, Espanha e falecido em Roma, Itália. Foi aluno de R. Marti y Alsina. Teve ateliê em Roma e em Paris, simultaneamente. Participou de muitas mostras oficiais da Europa. Recebeu a Medalha de Ouro na Exposição de Barcelona em 1888. BENEZIT VOL. 9, PÁG. 535; www.artprice.com; www.arcadja.com; www.christies.com.



094 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

Banhista - escultura em bronze - 33 x 6 x 8 cm - assinado -

Escultor, desenhista e pintor paulista nascido em Mococa, SP e falecido no Rio de Janeiro. Mudou-se com a família para Itália, e fixou-se em Roma (1913). Iniciou estudos de desenho e escultura com o professor Loss (1920). Participou de movimentos antifascistas e foi preso (1931) por motivos políticos. Foi extraditado para o Brasil (1935) por intervenção do embaixador brasileiro na Itália. Em 1937, viajou para Paris e frequentou as academias ‘La Grand Chaumière’ e ‘Ranson’, onde estudou com Aristide Maillol e conviveu com Henry Moore, Marino Marini e Charles Despiau. Em 1939, retornou a São Paulo e junto com Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Sérgio Milliet, entre outros, participou do Movimento Modernista; foi um dos membros da Família Artística Paulista e do Grupo Santa Helena. Em 1943, transferiu-se para o Rio de Janeiro. A convite do ministro Gustavo Capanema instalou ateliê no antigo Hospício da Praia Vermelha, onde orientou jovens artistas como Francisco Stockinger. Possui obras em espaços públicos como ‘Monumento à Juventude Brasileira’ (1947), nos jardins do antigo Ministério da Educação e Saúde, atual Palácio Gustavo Capanema - RJ; ‘Candangos’ (1960), na Praça dos Três Poderes, e ‘Meteoro’ (1967), no lago do edifício do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília; ‘Integração’ (1989), no Memorial da América Latina, em São Paulo. Participou das Bienais de Veneza (1950, 1952); participou das I, II, IV e IX Bienais de São Paulo, período em que recebeu o prêmio de melhor escultor brasileiro (1953) e sala especial (1967). MEC, VOL.2, PÁG. 250; PONTUAL, PÁG. 237; MAYER/84, PÁG. 1333; BENEZIT VOL. 5, PÁG. 14; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 715; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 422; www.artprice.com; www.pinturabrasileira.com; www.dec.ufcg.edu.br; www.monumentos.art.br.



095 - MANOEL SANTIAGO (1897 - 1987)

Cavaleiro - técnica mista - 36 x 34 cm - canto inferior direito - 1942 - Rio de Janeiro -

Manoel Colafante Caledônio de Assumpção Santiago nasceu em Manaus, AM e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, desenhista e professor. Mudou-se para Belém em 1903 e iniciou estudos de pintura. Desde 1916 já praticava a arte não figurativa. Em 1919 transferiu-se para o Rio de Janeiro, cursou Direito e frequentou a Escola Nacional de Belas Artes, onde foi aluno de Rodolfo Chambelland e Baptista da Costa. Na época, teve aulas particulares com Eliseu Visconti. Foi casado com a pintora Haydeá Santiago. Participou em 1927 do Salão Nacional de Belas Artes e recebeu o prêmio viagem ao exterior, entre vários outros. Foi para Paris no ano seguinte, e lá permaneceu por cinco anos. De volta ao Rio de Janeiro, em 1932, tornou-se professor do Instituto de Belas Artes. Em 1934, passou a lecionar pintura e desenho no Núcleo Bernardelli, figurando entre seus alunos José Pancetti, Edson Motta, Bustamante Sá, Ado Malagoli, Rescála e Milton Dacosta. Participou da I Bienal Internacional de São Paulo (1951) e do 8º Panorama da Arte Brasileira (1976). PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, VOL. 1, PÁG. 241; TEODORO BRAGA, PÁG. 211; CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO DE PAISAGEM BRASILEIRA, MEC-MNBA /RIO/1944; MAYER/84, PÁG. 1158; REIS JR, PÁG. 378; PONTUAL, PÁG. 473; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 292; ITAÚ CULTURAL, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 865; ACERVO FIEO.



096 - TOMÁS SANTA ROSA (1909 - 1956)

"Rei do cacau e a família" - guache - 28 x 37 cm - canto inferior direito -
Reproduzido na página 225 do livro Cacau de autoria de Jorge Amado.-

Pintor, gravador, cenógrafo e professor autodidata, Tomás Santa Rosa Júnior nasceu em João Pessoa, PB e falecido em Nova Délhi, Índia. Fixou-se no Rio de Janeiro (1932), começou a trabalhar como auxiliar de Portinari e iniciou também sua carreira de ilustrador que se estenderia por longa série de obras de escritores brasileiros e estrangeiros, que incluiu, dentre outros, Graciliano Ramos, José Lins do Rêgo, Jorge Amado, Castro Alves, Dostoievski. É considerado o primeiro cenógrafo moderno brasileiro. Entre as exposições das quais participou destacam-se: o Salão Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro (1941 - Medalha de Prata); Um Século de Pintura Brasileira, no Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro (1952); II Bienal Internacional de São Paulo (1953); Salão Preto e Branco do III Salão Nacional de Arte Moderna do Rio de Janeiro (1954); 'Arts Primitifs et Modernes Brésiliennes', no Museu de Etnografia de Neuchâtel, Suíça (1955). Após sua morte, suas obras foram expostas nas seguintes mostras: Exposição de Artes Gráficas de Tomás Santa Rosa, na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro (1958); Retrospectiva no Teatro Municipal do Rio de Janeiro (1975); Santa Rosa, Carnaval e Figurinos na Fundação Nacional de Arte (Funarte) de São Paulo (1985); e Bienal Brasil Século XX, na Fundação Bienal de São Paulo (1994). PONTUAL, PÁG. 472; MEC VOL. 4, PÁG. 177; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 460; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 572; LEONOR AMARANTE; www.funarte.gov.br; cpdoc.fgv.br; www.artprice.com.



097 - DURVAL PEREIRA (1917 - 1984)

Natureza morta - óleo sobre tela - 60 x 73 cm - canto inferior direito -

Nascido e falecido em São Paulo onde foi pintor e professor ativo. Premiado com a Menção Honrosa no Salão Paulista de Belas Artes em 1944, passou a viver exclusivamente da pintura. Em 1946, estudou artes plásticas na Associação Paulista de Belas Artes. Pintava ao ar livre, aos domingos, com os pintores Salvador Rodrigues, Salvador Santisteban, Cirilo Agostinho, Jaime Dinis, Djalma Urban, Innocencio Borghese, e outros. Premiado praticamente em todos os Salões de que participou, acumulou, em toda sua carreira, 419 prêmios de todos os cantos do mundo. Recebeu ao todo, 15 comendas das mais importantes do Brasil. Nos últimos três anos de sua vida recebeu também todos os Primeiros Prêmios e Medalhas de Ouro nas exposições de Paris, Rouen, Lyon, Roma, Miami e Milão (o maior prêmio dado à pintura: ‘La Madonina de Milano’). MEC, vol. 3, pág. 368; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 749; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO; www.tntarte.com.br.



098 - NOEMIA MOURÃO (1912 - 1992)

Menina - desenho a nanquim e lápis - 22 x 15 cm - canto inferior esquerdo -

Pintora e desenhista. Assina Noemia. Realizou sua primeira individual em 1934, no Rio de Janeiro. Residiu na Europa de 1934 a 1940, frequentando em Paris as academias de la Grande Chaumière e Ranson. Expôs em Montevideu e Buenos Aires. Foi citada por REIS JUNIOR e TEODORO BRAGA. Foi aluna (1932) e mulher (1933) de Di Cavalcanti. MEC vol.3, pág. 265; WALMIR AYALA vol.2, pág.135; PONTUAL, pág. 375; TEIXEIRA LEITE, pág. 356; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 684. Acervo FIEO.



099 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Cuidado. A vovó está de olho. - serigrafia - P.A. - 65 x 48 cm - canto inferior direito -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



100 - AGOSTINHO BATISTA DE FREITAS (1927 - 1997)

"Igreja de Bom Jesus de Matozinhos" - óleo sobre tela - 46 x 65 cm - canto inferior direito - Cong. do Campo, MG 1968 -
Reproduzido no convite deste Leilão.

Começou a pintar no início da década de 1950 (e ele próprio relatou que vendia seus trabalhos na Praça do Correio da capital paulista) sendo logo descoberto por Pietro Maria Bardi que organizou uma exposição de seus trabalhos no Museu de Arte de São Paulo, em 1952, mais tarde apresentados também, no Museu de Arte Moderna de São Paulo e da Bahia e no Museu de Arte Contemporânea de Campinas. Participou da XXXIII Bienal de Veneza (1966). MEC, vol. 2, pág. 210; PONTUAL, pág. 225; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 323; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 208; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 214; ITAÚ CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 832; Acervo FIEO.



101 - ROBERTO BURLE MARX (1909 - 1994)

Composição - serigrafia - P.I. - 60 x 79 cm - canto inferior direito na tela serigráfica -
Edição póstuma com relevo seco do Projeto Burle Marx.

Nasceu em São Paulo e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, paisagista, arquiteto, desenhista, pintor, gravador, litógrafo, escultor, tapeceiro, ceramista, designer de jóias, decorador. Durante a infância viveu no Rio de Janeiro. Foi com a família para a Alemanha, em 1928. Em 1929, freqüentou o ateliê de pintura de Degner Klemn. Nos jardins e museus botânicos de Dahlen, em Berlim, entusiasmou-se ao encontrar exemplares da flora brasileira. De volta ao Brasil, fez curso de pintura e arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1930 - 1934), onde foi aluno de Leo Putz , Augusto Bracet e Celso Antônio. Seu primeiro projeto paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, em 1932. Entre 1934 e 1937, ocupou o cargo de diretor de parques e jardins do Recife, PE, onde passou a residir. Nesse período, foi com freqüência ao Rio de Janeiro e teve aulas com Candido Portinari e com o escritor Mário de Andrade. Em 1937, retornou ao Rio de Janeiro e trabalhou como assistente de Candido Portinari. Foi em 1949, conforme sua paixão por plantas e seu interesse por botânica e jardinagem, que Burle Marx adquiriu um sítio em Barra de Guaratiba, RJ. Com auxílio de botânicos, viajou, coletou, catalogou exemplares de plantas do Brasil e reproduziu em seu sítio a diversidade fitogeográfica brasileira. Em 1985 doou esse sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.Realizou muitas exposições individuais e projetos paisagísticos, participou de diversas mostras oficiais coletivas pelo Brasil e no exterior. PONTUAL, PÁG. 94; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 93; MEC. VOL.1, PÁG.303; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 738; LEONOR AMARANTE, PÁG. 98; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 179; artnet.com. ACERVO FIEO.



102 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Figura - óleo sobre tela - 27 x 22 cm - centro inferior ilegível -
Com etiqueta de Renato Magalhães Gouvêa Escritório de Arte, São Paulo - SP, no dorso.



103 - JUAREZ MACHADO (1941)

Casal em bicicleta - serigrafia - 68/200 - 60 x 46 cm - canto inferior direito -

Nasceu em Joinville, SC. Atualmente reside e trabalha em Paris, França, onde mantem ateliê. Pintor, escultor, desenhista, caricaturista, jornalista, cenógrafo, escritor e ator. Desenvolveu sólida carreira como desenhista de charges de humor. Sua arte essencialmente criativa, vai do lirismo à violência, da análise microscópica ao extravasamento onírico. Entre as exposições de que participa, destacam-se: 9ª Bienal Internacional de São Paulo, 1967; Zona Gallery, Nova Iorque (Estados Unidos), 1981; Retrospectiva Quatro Artistas da Geração 60, no MAC/PR, Curitiba, 1987; Châteaux Bordeaux, no Centro Georges Pompidou, Paris, 1988; Retrospectiva, no MAC/Joinville, 1990; Arte na América Latina: 100 Anos de Produção, no Instituto Estadual de Artes Plásticas da UFRGS, Porto Alegre, 1996. "Juarez Machado expõe a natureza humana, olha, registra, interpreta, ilumina, focaliza. É o mundo dos humanos, mas não é o mundo do juiz dos homens. Aqui não estamos no Juízo Final. Juarez é o artista contemporâneo, ele tem este olhar elaborado pela ciência, o grau de consciência reflexiva. Podemos dizer deste ponto de vista, que esta obra humanística e esta atitude de intensa pesquisa confere ao seu trabalho um caráter anti-medieval." Jacob Klintowitz in: "Juarez Machado - Copacabana 100 Anos, Ed. Simões de Assis, 1992." JULIO LOUZADA vol.11, pág. 186; PONTUAL, pág.284; Acervo FIEO; ITAU CULTURAL; MEC, vol. 3; TEIXEIRA LEITE, pág. 298. Acervo FIEO.



104 - VICENZO PERONE (XX)

Composição - óleo sobre madeira - 29 x 73 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista italiano com diversas participações em mostras coletivas e oficiais. JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 804.



105 - MARCELO GRASSMANN (1925 - 2013)

Animais fantásticos - xilogravura - P.A. - 35 x 28 cm - canto inferior direito -
Reproduzido no livro Marcelo Grassmann, editado por Art Editora Ltda - SP em 1984.-

Desenhista, gravador, ilustrador, pintor, escultor e professor, nasceu em São Simão, SP. Estuda fundição, mecânica e entalhe em madeira na Escola Profissional Masculina do Brás, SP. Passa a realizar xilogravuras a partir de 1943. Atua como ilustrador do Suplemento Literário do ‘Diário de São Paulo’, do ‘O Estado de S. Paulo’ e do ‘Jornal do Estado da Guanabara’. Quando reside no Rio de Janeiro, a partir de 1949, freqüenta os cursos de gravura em metal, com Henrique Oswald e de litografia, com Poty, no Liceu de Artes e Ofícios. Em Salvador (1952), trabalha com Mario Cravo Júnior. .Recebe o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Arte Moderna (1953) e vai para a Academia de Artes Aplicadas, em Viena. Passa a dedicar-se principalmente ao desenho, à litografia e à gravura em metal. Em 1969, sua obra completa é adquirida pelo governo do Estado de São Paulo, passando a integrar o acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo . Em 1978, a casa em que nasceu, em São Simão, é transformada em museu e tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo - Condephaat. Participou de muitas exposições e das Bienais de: São Paulo (1951 a 1961, 1967, 1969, 1979, 1985, 1989); Veneza (1950, 1956, 1958, 1962); Paris (1959). Principais prêmios: Bienal de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1959, 1967); Bienal de Veneza (1950, 1956, 1958,1962); Bienal de Paris (1959). PONTUAL, PÁG. 249; MEC, VOL. 2, PÁG. 281 E 282; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG. 439; VOL. 5, PÁG. 453; VOL. 9, PÁG. 383.



106 - CARYBÉ (1911 - 1997)

"A sol aberto" - serigrafia - 79/250 - 50 x 70 cm - canto inferior direito na tela serigráfica -

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



107 - PAULO CLIMACHAUSKA (1962)

"Sem título" - serigrafia - 18 x 18 cm - dorso - 2005 - São Paulo -

Artista plástico nascido em São Paulo onde vive e trabalha. Formado em História e Arqueologia. Expõe individualmente desde 1992 e tem participado de muitas mostras e Salões oficiais, entre os quais: 26ª Bienal Internacional de São Paulo (2006); da 8ª Bienal de Cuenca, no Equador; da 14ª Bienal de San Juan, em Porto Rico; Bienal de Havana, em Cuba; Bienal de Lima, no Peru; da I Bienal Ceará América, em Fortaleza; Bienal do Mercosul, Porto Alegre (2011); quatro edições do Panorama da Arte Brasileira, MAM - SP. ITAU CULTURAL; www.pauloclimachauska.com; www.artprice.com; hemisphericinstitute.org; www.escolasaopaulo.org.



108 - LIVIO ABRAMO (1903 - 1992)

Composição - xilogravura - 31 x 22 cm - canto inferior esquerdo - 1951 - Rio de Janeiro -

Gravador, desenhista, pintor, ilustrador, jornalista e professor, nasceu em Araraquara, SP e faleceu em Assunção, Paraguai. Mudou-se para São Paulo, onde, em 1909, estudou desenho com Enrico Vio no Colégio Dante Alighieri. No início dos anos de 1920, fez ilustrações para pequenos jornais e entrou em contato com a obra de Oswaldo Goeldi e de gravadores expressionistas alemães. Realizou as primeiras gravuras em 1926. Em 1947, ilustrou o livro ‘Pelo Sertão’, do escritor Afonso Arinos de Mello Franco, publicado em 1949. Com essa série de ilustrações, apresentadas no Salão Nacional de Belas Artes, obteve o prêmio de viagem ao exterior. Seguiu para a Europa em 1951. Em Paris frequentou o Atelier 17, aperfeiçoando-se em gravura em metal com Stanley William Hayter. De volta ao Brasil, foi premiado como o melhor gravador nacional na Bienal Internacional de São Paulo, nas edições de 1953 e de 1963. Deu aulas de xilogravura na Escola de Artesanato do Museu de Arte Moderna de São Paulo. Foram seus alunos, entre outros, Maria Bonomi e Antonio Henrique Amaral . Fundou o Estúdio Gravura, em 1960, com Maria Bonomi. Em 1962, foi convidado pelo Itamaraty a integrar a Missão Cultural Brasil-Paraguai, posteriormente Centro de Estudos Brasileiros. Mudou-se para o Paraguai e dirigiu até 1992, o Setor de Artes Plásticas e Visuais. Foi fundador do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Paraguai. PONTUAL, PÁG. 1, JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 19; MEC VOL.1, PÁG. 33; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 795; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28; ACERVO FIEO.



109 - EDGAR COGNAT (1919 - 1994)

"Antigo moinho" - gravura - 24 x 32 cm - canto inferior direito - 1986 -
Na matriz a informação E. Cognat - Petrópolis - 1951.

Pintor, desenhista e gravador nascido no Rio de Janeiro. Começou seus estudos aos dezessete anos na classe de desenho, pintura e artes decorativas com o Professor Carlos Chambelland. Aprofundou-se por conta própria na arte da gravura, produzindo obras com o amigo e gravador Hans Steiner. Em 1967, assumiu a direção da Oficina de Gravuras do Liceu de Artes e Ofícios, sucedendo Carlos Oswald, considerado o pai da gravura no Brasil. Participou, entre outros, do Salão Nacional de Belas Artes - RJ; onde obteve medalhas de bronze, prata e de ouro; da I Exposição do Auto-Retrato no Museu Nacional de Belas Artes - RJ (1944); do Salão Paulista de Belas Artes - SP (1942); do Salão Municipal de Belas Artes - RJ (1954). MEC VOL. 1 PÁG. 442; PONTUAL PÁG. 139; ITAU CULTURAL; www.opapeldaarte.com.br.



110 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulata com flores - aquarela e guache - 30 x 24 cm - canto inferior direito - 1948 -
Reproduzido na quarta capa do catálogo deste Leilão. Ex coleção Irineu Gomes da Rosa - São Paulo SP.

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



111 - GUIDO VIARO (1897 - 1971)

"No bonde" - xilogravura - 16 x 11 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e professor, nasceu em Badia Polesine, Itália. Fez estudos de formação artística em Veneza e Bolonha, naquele País, vindo para o Brasil em 1928. Radicou-se em Curitiba 1930, onde lecionou pintura e desenho. Participou, recebendo premiações, em diversos Salões nacionais. JULIO LOUZADA vol.aa, pág.335; TEIXEIRA LEITE, pág. 522, PONTUAL, pág. 539; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 449; ARTE NO BRASIL, pág. 883.



112 - TOMIE OHTAKE (1913 - 2015)

Composição - gravura - P.A. - 90 x 28 cm - canto inferior direito - 2008 -

Pintora, gravadora, escultora nascida em Kyoto, Japão e radicada no Brasil desde 1936, país que adotou, inclusive, a cidadania. Fixou-se em São Paulo. Em 1952, iniciou-se em pintura com o artista Keisuke Sugano. No ano seguinte, integrou o Grupo Seibi, do qual participavam Manabu Mabe, Tikashi Fukushima, Flavio - Shiró, Tadashi Kaminagai , entre outros. A partir dos anos 1970, trabalhou com serigrafia, litogravura e gravura em metal. Dedicou-se também à escultura e realizou algumas delas para espaços públicos. Realizou muitas exposições individuais em todo o Brasil e exterior, além de ter participado de diversas mostras e Salões oficiais como: Bienal Internacional de São Paulo (1961, 1963, 1965, 1985, 1989, 1996, 1998); Bienal de Veneza, Itália (1972); Panorama da Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1969, 1970, 1973, 1976, 1983, 1986, 1989, 1993). Recebeu, em Brasília, o Prêmio Nacional de Artes Plásticas do Ministério da Cultura - Minc, em 1995 e muitos outros. Em 2000 foi criado o Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo. MEC, VOL. 3, PÁG. 323; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 690; BENEZIT, VOL. 7, PÁG. 791; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 140; PONTUAL, PÁG. 390; ART PRICE ANNUAL 1990, PÁG. 1464; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 362; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, PÁG. 939; LEONOR AMARANTE, PÁG. 170; WALTER ZANINI, PÁG. 693; ACERVO FIEO.



113 - DJANIRA DA MOTTA E SILVA (1914 - 1979)

Realejo - guache - 24 x 15 cm - canto inferior esquerdo -

Pintora, desenhista, ilustradora, cartazista, cenógrafa e gravadora. Djanira da Motta e Silva nasceu em Avaré, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. No final da década de 1930, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde teve suas primeiras instruções de desenho no Liceu de Artes Ofícios e com o pintor Emeric Marcier, hóspede da pensão que Djanira instalou no bairro de Santa Teresa. Os contatos com os artistas Carlos Scliar, Milton Dacosta , Arpad Szenes , Vieira da Silva e Jean-Pierre Chabloz , frequentadores de sua pensão, proporcionaram um ambiente estimulador que a levou a expor no 48º Salão Nacional de Belas Artes, em 1942. No ano seguinte, realizou sua primeira mostra individual, na Associação Brasileira de Imprensa - ABI. Em 1945, viajou para Nova York. De volta ao Brasil, realizou o mural ‘Candomblé’ para a residência do escritor Jorge Amado, em Salvador, e painel para o Liceu Municipal de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Entre 1953 e 1954, viajou a estudo para a União Soviética. De volta ao Rio de Janeiro, tornou-se uma das líderes do movimento pelo Salão Preto e Branco, um protesto de artistas contra os altos preços do material para pintura. Realizou em 1963, o painel de azulejos ‘Santa Bárbara’, para a capela do túnel Santa Bárbara, Laranjeiras, Rio de Janeiro. No ano de 1966, a editora Cultrix publicou um álbum com poemas e serigrafias de sua autoria. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil, EUA e Europa. Foi premiada no Rio de Janeiro (1943, 1944, 1949, 1950 a 1953, 1955, 1963) e em São Paulo (1951, 1955). Participou da 1ª e da 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955). Em 1977, o Museu Nacional de Belas Artes - MNBA, realizou uma grande retrospectiva de sua obra. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 336; PONTUAL, PÁG. 181; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 164; MEC, VOL. 2, PÁG 58; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG, 263; WALTER ZANINI, PÁG. 810; ARTE NO BRASIL, PÁG. 824; ACERVO FIEO.



114 - SAMSON FLEXOR (1907 - 1971)

Bípede - aquarela - 23 x 16 cm - canto inferior direito - 1971 -

Pintor nascido na Romênia, estudou em Paris, onde fez em 1927 sua primeira individual, radicando-se em 1946 em São Paulo, onde faleceu. Foi um dos pioneiros do abstracionismo no Brasil, tendo criado em 1948 o Atelier Abstração. Em 1968 sua obra foi objeto de importante retrospectiva no MAM-RJ. BENEZIT vol. 4, pág. 402; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 313/4; TEIXEIRA LEITE, pág. 198; PONTUAL, pág. 217/8; MEC, vol. 2, pág. 179 e 180; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 917; LEONOR AMARANTE, pág. 75; WALTER ZANINI, pág. 643, Acervo FIEO.



115 - VLADIMIR TATLIN (1885 - 1953)

Bailarina - guache - 40 x 27 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, escultor e arquiteto russo nascido em Kharkov, Rússia, atual Ucrânia e falecido em Moscou. Foi o primeiro teórico do construtivismo e grande incentivador do movimento. Graduou-se na Academia de Belas-Artes de Moscou (1910). Três anos depois, viajou a Paris, onde conheceu a obra de Pablo Picasso. Quando voltou a Moscou começou a construir contra-relevos - assemblages abstratas de metal industrializado, arame, madeira, plástico e vidro - numa técnica semelhante à colagem cubista. Sua primeira exposição foi em Moscou (1915) e mostrava obras que mais pareciam construções de engenharia do que esculturas. A ele se uniram os irmãos Anton Pevsner e Naum Gabo, também russos e cuja contribuição foi fundamental para o movimento. O grupo publicou o Manifesto Realista (1920) onde expunha seus princípios estéticos, um dos quais era precisamente o de "construir arte", o que originou o termo "construtivismo". Com o triunfo da revolução soviética, teve a oportunidade de traduzir suas idéias no célebre projeto para o ‘Monumento à Terceira Internacional’ (1919–20, não executado), o ponto alto de sua obra. Na década de 30, passou a trabalhar como cenógrafo (1933) e, mesmo com a proibição da arte de vanguarda, foi um dos poucos criadores experimentais a permanecer em Moscou até morrer. BENEZIT; www.theartstory.org; www.acrilex.com.br; www.tate.org.uk www.artprice.com.



116 - PAULA KADUNC (1954)

Composição - acrílico sobre tela - 60 x 120 cm - dorso - 2016 -
Registrado sobre o nº 620 do catálogo da autora.

Paula Kadunc, pseudônimo artístico de Maria Paula Kadunc, nasceu em São Paulo. Frequentou um curso clássico de arte e comunicação na época de colégio. Formou-se em historia (1975) e nos anos seguintes realizou viagens de estudo pela Europa, Japão, China e Filipinas. No inicio da década de 80 trabalhou no Museu de Arte de São Paulo como assessora de imprensa e relações publicas auxiliando ainda na curadoria de diversas exposições. Na década de 90 frequentou o ateliê do escultor Paulo Tadee onde trabalhou com desenhos e pinturas geométricas e passou a fundir esculturas em bronze. Estudou técnica de pintura com Marysia Portinari. Tem participado com suas obras de várias exposições coletivas e leilões de arte. Possui obras em diversas coleções particulares e no Museu de Arte do Parlamento de São Paulo. www.artemaisnet.com.br/artistas/paula-kadunc.html; www.catalogodasartes.com.br; www.al.sp.gov.br; www.artprice.com; www.askart.com.



117 - SYLVIO PINTO (1918 - 1997)

Marinha - óleo sobre eucatex - 20 x 30 cm - canto inferior direito -
No estado.

Pintor, Sylvio da Silva Pinto nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Assina S. Pinto. Teve as primeiras noções de desenho no Liceu de Artes e Ofícios, RJ. Mais tarde recebeu lições de seu pai – o Pinto das Tintas. Foi ainda na casa paterna que conheceu Pancetti. Estudou no Núcleo Bernardelli (1938) e se dedicou exclusivamente à pintura a partir de 1940. Fundou e dirigiu no Jacarezinho, bairro carioca, uma escolinha de arte para crianças pobres. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1988, 1992); Brasília, DF (1988,1993); Rio de Janeiro (1989, 1991, 1993, 1994, 1995); Constância, Portugal (1991). Participou de várias mostras coletivas e Salões oficiais como a I Bienal Internacional de São Paulo (1951). Foi premiado no: Rio de Janeiro (1941, 1943, 1945, 1948, 1949, 1952 – Prêmio Viagem ao Exterior, 1957 – Prêmio Viagem Nacional, 1988, 1989); Salvador, BA (1946, 1950); Constância, Portugal (1994); Brasília, DF (1994); Niterói, RJ (1996). MEC, VOL. 3, PÁG. 419, ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 4, PÁG. 894; VOL. 5, PÁG. 820; VOL. 6, PÁG. 890; VOL. 7, PÁG. 562; VOL. 8, PÁG. 661; VOL. 10, PÁG. 693; ACERVO FIEO; www.academia.org.br; www.artprice.com.



118 - HENFIL (HENRIQUE DE SOUZA FILHO) (1944 - 1988)

"Orelhão" - desenho a nanquim - 30 x 20 cm - canto superior esquerdo -

Mineiro de Ribeirão das Neves, onde nasceu em 5 de fevereiro de 1944, e faleceu na cidade do Rio de Janeiro-RJ, em 4 de janeiro de 1988. Iniciou sua carreira como cartunista, quadrinhista, foi colaborador de O Pasquim (1969). Em 1970 lançou a revista Os Fradinhos, seus personagens mais famosos e que possuem sua marca registrada: um desenho humorístico, crítico e satírico, com personagens tipicamente brasileiros e que retratavam a situação nacional da época. Sua importância na História em Quadrinhos no Brasil se deve à renovação que trouxe ao desenho humorístico nacional. Henfil atuou ainda em teatro, cinema, televisão e literatura, tendo sido marcante a sua atuação nos movimentos políticos e sociais do País.



119 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Gato - desenho a nanquim e aquarela - 49 x 40 cm - canto inferior esquerdo - 1986 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



120 - MARIA POLO (1937 - 1983)

Composição - óleo sobre tela - 100 x 65 cm - canto inferior direito - 1966 -
Reproduzido no convite deste Leilão.

Pintora, desenhista, gravadora e vitralista nascida em Veneza, Itália e falecida no Rio de Janeiro. Estudou no Instituto de Arte de Veneza, entre 1949 e 1955 e no ateliê de De Pisis, em Roma, de 1955 a 1959. Veio para o Brasil em 1959 fixando-se em São Paulo e, a partir de 1962, no Rio de Janeiro. Realizou diversas exposições individuais em algumas das principais capitais do País e no exterior. Participou de muitas mostras e Salões oficiais, entre as quais: Bienal Internacional de São Paulo (1963, 1965, 1967); Panorama de Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1969, 1970, 1973). Foi premiada no 10º Salão Paulista de Arte Moderna, SP (1961). MEC, VOL. 3, PÁG. 424; PONTUAL, PÁG. 430; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 776; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 697; www.catalogodasartes.com.br; www.bolsadearte.com; www.artprice.com.



121 - ALBERTO DA VEIGA GUIGNARD (1896 - 1962)

Ouro Preto - desenho a nanquim - 16 x 24 cm - canto inferior direito -
Ex coleção Isaac Ficz, Rio de Janeiro - RJ. -

Pintor, professor, desenhista, ilustrador e gravador, Alberto da Veiga Guignard nasceu em Nova Friburgo, RJ e faleceu em Belo Horizonte, MG. Mudou-se com a família para a Europa em 1907. Em dois períodos, entre 1917 e 1918 e entre 1921 e 1923, frequentou a Real Academia de Belas Artes de Munique, onde estudou com Hermann Groeber e Adolf Hengeler. Aperfeiçoou-se em Florença e em Paris, onde participou do Salão de Outono. Retornou para o Rio de Janeiro em 1929 e integrou-se ao cenário cultural por meio do contato com Ismael Nery. Participou do Salão Revolucionário de 1931, e foi destacado por Mário de Andrade como uma das revelações da mostra. Em 1941, integrou a Comissão Organizadora da Divisão de Arte Moderna do Salão Nacional de Belas Artes, com Oscar Niemeyer e Aníbal Machado. Em 1943, passou a orientar alunos em seu ateliê e criou o Grupo Guignard. A única exposição do grupo, realizada no Diretório Acadêmico da Escola Nacional de Belas Artes, foi fechada por alunos conservadores e reinaugurada na Associação Brasileira de Imprensa. Em 1944, a convite do prefeito Juscelino Kubitschek, transferiu-se para Belo Horizonte e começou a lecionar e dirigir o curso livre de desenho e pintura da Escola de Belas Artes, por onde passaram Amilcar de Castro, Farnese de Andrade e Lygia Clark, entre outros. Permaneceu à frente da escola até 1962, quando, em sua homenagem, esta passou a chamar-se Escola Guignard. Participou da Bienal de Veneza (1928, 1952); da Bienal Internacional de São Paulo (1951) e outras. PONTUAL, PÁG. 254; MEC, VOL. 2, PAG. 304; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 236; JULIO LOUZADA, VOL. 10, PÁG. 404; ART PRICE ANNUAL 2000, PÁG. 1013; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 373; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 559; ARTE NO BRASIL, PÁG. 505; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28; www.pinturabrasileira.com; www.brasilescola.com; web.artprice.com.



122 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XIX - XX

Madona com menino e São João Evangelista - aquarela - 33 x 31 cm - não assinado -
Cópia do quadro homônimo de Rafael Sanzio.



123 - FRANÇOIS CHARLES CACHOUD (1866 - 1943)

Paisagem - óleo sobre madeira - 28 x 15 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista francês nascido em Chambéry, região de Savoie. Cursou a Escola de Belas Artes de Paris, foi aluno de Jules-Elie Delaunay e Gustave Moreau. Em 1892 participou, pela primeira vez, do Salão de Paris onde expôs regularmente até 1940. Recebeu a Medalha de Ouro na Exposição Universal de Paris (1937) e a condecoração da Legião de Honra (1910). Pintou o mural 'The Lake of Annecy' na Gare de Lyon em Paris. Possui obras no Museu de Belas Artes de Chambéry, Museu do 'Petit Palais', Paris e no Museu de Arte de Philadelphia, EUA. BENEZIT; www.artprice.com; www.rehs.com; www.christies.com; www.artnet.com.



124 - MANUEL GRACIANO (1926)

Jacaré - escultura em madeira - 47 x 31 x 24 cm - assinado -

Manoel Graciano Cardoso, escultor, é natural de Santana do Cariri/CE. Participou de vários Salões e exposições: em 1996, 2003 e 2005 - Porto Alegre, RS; em 2001 - São Paulo, SP; Rio de Janeiro, RJ; em 2002 - São Paulo, SP. ITAU CULTURAL.



125 - NICOLA DE CORSI (1882 - 1956)

Teatro Municipal - pastel - 39 x 31 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Embora tenha nascido na Rússia, a ascendência de Nicola de Corsi era espanhola, e toda a sua formação se deu em Nápoles, Itália, para onde se transferiu com toda a família ainda quando pequeno. Foi discípulo de Giacinto Gigante. Expôs na Bienal de Veneza em 1910. Esteve duas vezes no Brasil, onde mostrou o seu precioso trabalho. O jornal O Estado de São Paulo o chamou de Pintor das Multidões. JULIO LOUZADA vol.1, pág.315; ART PRICE ANNUAL 2000, pág. 539, RUTH TARASANTCHI.



126 - EUGÊNIO DE PROENÇA SIGAUD (1889 - 1979)

Desfile militar - guache - 36 x 52 cm - canto inferior esquerdo - 1971 -

Estudou desenho na Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro com Modesto Brocos, formando-se em arquitetura em 1932, nessa mesma escola. A partir de 1935, dedicou-se à pintura mural e, de 1937, à pintura de temas sociais, com predominância de motivos de operários em construção e trabalhadores rurais. Caracteriza-se por uma grande versatilidade técnica, sendo dos raros pintores brasileiros a utilizar, lado a lado, o óleo, a têmpera e a encáustica, além da aquarela e do guache. Participou do Núcleo Bernardelli. PONTUAL, pág. 489; MEC, vol. 4, pág. 243; TEIXEIRA LEITE, pág. 475 e 476; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 324 a 327; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 579; ARTE NO BRASIL, pág. 763, Acervo FIEO.



127 - MILTON DACOSTA (1915 - 1988)

Vênus - litografia - 5/150 - 14 x 19 cm - canto inferior direito - 1979 -

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador. Milton Rodrigues da Costa nasceu em Niterói, RJ e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou estudos de desenho e pintura, em 1929, com o professor alemão August Hantv. No ano seguinte matriculou-se no curso livre de Marques Júnior, na Escola Nacional de Belas Artes. Junto com Edson Motta, Bustamante Sá e Ado Malagoli , entre outros, criou o Núcleo Bernardelli em 1931. Viajou para Estados Unidos em 1945, com o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Belas Artes do ano anterior. Na cidade de Nova York, estudou na Art's Students League of New York. Em 1946, foi para a Europa e após visita a vários países, fixou-se em Paris, onde estudou na Académie de La Grande Chaumière. Conheceu Pablo Picasso, por intermédio de Cícero Dias, e freqüentou os ateliês de Georges Braque e Georges Rouault. Expôs no Salon d'Automne (Paris) e regressou ao Brasil em 1947. Em 1949, casou-se com a pintora Maria Leontina e passou a residir em São Paulo. Realizou muitas exposições individuais e também recebeu prêmios nas Bienais Internacionais de São Paulo (1955, 1957). TEODORO BRAGA, PÁG. 163; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 229; MEC, VOL. 2, PÁG. 13; BENEZIT, VOL. 3, PÁG.315; ITAU CULTURAL; PONTUAL, PÁG. 155; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; ACERVO FIEO.



128 - TOBIAS MARCIER (1948 - 1982)

Paisagem - óleo sobre tela - 60 x 73 cm - canto inferior esquerdo - 1980 -

Natural de Minas Gerais, o autor é ativo no Rio de Janeiro, onde começou a expor em 1964. Filho de Emeric Marcier, teria herdado do pai o apuro técnico, o exercício obstinado e o desejo de profissionalizar-se. Expôs individualmente na Galeria Bonino, RJ, em 1969. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 979.



129 - ANA DENISE ROCHA SOUZA (1949)

O afiador de tesouras - acrílico sobre tela - 40 x 30 cm - canto inferior esquerdo -

Pintora e gravadora nascida em Aracaju, SE. Iniciou sua carreira aos 13 anos de idade, tendo sua primeira participação artística na inauguração da Galeria de Arte Álvaro Santos em Aracaju (1967). Desde 2006 faz xilogravuras. Realizou exposição individual na Livraria Boigy em Mogi das Cruzes, SP (2016); tem participado de inúmeras mostras coletivas e Salões oficiais em: Aracaju, SE (2005, 2006, 2012); Casa de Xilogravura do Brasil, Campos do Jordão – SP (2007); Bienal Naïfs do Brasil, SESC Piracicaba – SP (2012; 2016); ‘Brasil&Brazil’ no Centro Cultural Ítalo-Brasileiro Casa di Dante, SP (2014); Museu de Arte Popular de Diadema, SP (2015); Centro Histórico de Mogi das Cruzes, SP (2015). Foi premiada em 1996 (XII Salão de Artes Plásticas no Cultart); 2016 (Prêmio Incentivo na Bienal Naïfs do Brasil, Piracicaba – SP); entre outros. ITAU CULTURAL; www.sescsp.org.br; www.casadaxilogravura.com.br.



130 - MARIA LEONTINA (1917 - 1984)

Composição - guache - 30 x 42 cm - canto inferior direito - 1958 -
Reproduzido no convite deste Leilão.

Pintora, gravadora e desenhista. Maria Leontina Mendes Franco da Costa nasceu em São Paulo, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. Iniciou estudos de desenho com Antônio Covello, em São Paulo (1938), e na primeira metade da década de 1940 estudou pintura com Waldemar da Costa. Em 1946, no Rio de Janeiro, frequentou o ateliê de Bruno Giorgi e fez curso de museologia no Museu Histórico Nacional, entre 1946 e 1948. Em 1947, participou da exposição ‘19 Pintores’, na Galeria Prestes Maia, em São Paulo, ao lado de Lothar Charoux, Marcelo Grassmann, Aldemir Martins, Luiz Sacilotto e Flavio-Shiró. Em 1951, foi convidada pelo psiquiatra e crítico de arte Osório César para orientar o setor de artes plásticas do Hospital Psiquiátrico do Juqueri. No mesmo ano, organizou uma mostra dos internos no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Em 1952, com bolsa de estudo do governo francês, viajou para a Europa, acompanhada pelo marido, o pintor Milton Dacosta. Em Paris, entre 1952 e 1954, frequentou o ateliê de gravura de Johnny Friedlaender. Na década de 1960, realizou painel de azulejos para o Edifício Copan e vitrais para a Igreja Episcopal Brasileira da Santíssima Trindade, ambos em São Paulo. Realizou exposições individuais e participou de inúmeras mostras, Salões oficiais e Bienais como a Bienal de Veneza (1950, 1952, 1956). Foi premiada no Rio de Janeiro (1944, 1950, 1955, 1957, 1980); em São Paulo (1944; 1947; 1951; 1954; 1958; 1960; 1980; 1955, 1959, 1965 - Bienais Internacionais; 1969, 1970 - Panoramas da Arte Atual Brasileira; 1975 - prêmio pintura da Associação Paulista de Críticos de Artes - APCA); Brasília, DF (1980); Curitiba, PR (1980; Porto Alegre, RS (1980); Nova York (1960 - Fundação Guggenheim). ITAU CULTURAL; MEC, VOL. 2, PÁG. 471; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 309; PONTUAL, PÁG. 338; ARTE NO BRASIL, PÁG. 772; LEONOR AMARANTE, PÁG. 25; WALTER ZANINI, PÁG. 645; JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 572.



131 - HENRIQUE BERNARDELLI (1858 - 1936)

Aves - óleo sobre madeira - 68 x 34 cm - canto inferior esquerdo -

Natural de Valparaíso, Chile, Henrique Bernardelli faleceu no Rio de Janeiro, cidade brasileira que adotou, inclusive a nacionalidade na década de 1870. Frequentou a Academia Imperial de Belas Artes, inclusive como aluno de Zeferino da Costa. Em 1878 viajou para a Itália, encontrando-se com o irmão, Rodolfo, escultor, que gozava merecido prêmio de viagem conquistado na Academia. Foi professor da ENBA-RJ. Os seus trabalhos inculcam um temperamento irriquieto, nervoso, sôfrego de impressões. A sua obra é original, vigorosa, cheia de calor e de ousadia. MEC, vol.1, pág.217/218; WALMIR AYALA, vol.1, pág.96/7; TEIXEIRA LEITE, pág.71, ARTE NO BRASIL, vol.1, pág.32; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 411; ARTE NO BRASIL, pág. 392; F. ACQUARONE.



132 - INOS CORRADIN (1929)

O cantor - múltiplo em ceramica - 55 x 35 x 18 cm - assinado -

Pintor, desenhista, gravador, escultor e cenógrafo, nascido em Vogogna, Itália. Por volta de 1932 mudou-se com a família para Castelbaldo - Padova, onde, em 1945, estudou pintura com professor Tardivello. Em 1947 colaborou com o pintor Pendin na execução de um mural referente aos mártires da resistência italiana em Castelbaldo. Veio, em 1950, para Jundiaí e São Paulo onde fez parte do núcleo artístico Cooperativa em São Paulo, dirigido pelo pintor argentino Oswaldo Gil Navarro. Executou cenários para o Ballet do IV Centenário de São Paulo, em 1954. Em 1979 foi contratado para pintar um cenário para o Teatro de Rovigo, Itália. Realizou diversas exposições individuais, participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais pelo Brasil e pelo mundo. Foi premiado em Paris (1975) e em Ferrara, Itália (1976). JULIO LOUZADA, VOL. 11, PÁG. 152; PONTUAL, PÁG. 143; MEC, VOL. 1, PÁG. 448; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 215; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; inoscorradin.com.br.



133 - WALDOMIRO DE DEUS (1944)

No quintal - óleo sobre tela - 46 x 33 cm - centro inferior - 1973 -

Pintor e desenhista, Waldomiro de Deus Souza nasceu em Itagibá, BA. De origem humilde, levou uma vida itinerante pelo sertão baiano e norte de Minas Gerais até vir para São Paulo (1959), quando trabalhou como engraxate. Começou a pintar em 1961, utilizando guache e cartolina encontrados na casa de um antiquário, onde trabalhou como jardineiro. Acusado de negligência, perdeu o emprego e levou seus trabalhos para exposição no Viaduto do Chá - acabou vendendo dois deles para um americano no primeiro dia. Em 1962, o decorador Terry Della Stuffa forneceu-lhe material e um lugar para pintar e, em 1966, fez a sua primeira exposição individual na Fundação Armando Álvares Penteado - FAAP. Expôs em vários países como a França, Inglaterra, Itália, Bélgica, Alemanha, Inglaterra, Estados Unidos. Vive em São Paulo e tem ateliê também em Goiânia. É considerado o maior primitivista brasileiro ao lado de José Antônio da Silva, Djanira e reconhecido internacionalmente como um dos mais criativos pintores naïfs. Em 1983 foi premiado com a ‘Awarding the Statue of Victory’ pelo Centro ‘Studi e Ricerche Delle Nazioni’ na Itália e, em 2000, teve uma sala própria na V Bienal Naïfs do Brasil. Possui obras em acervos importantes, como os da Pinacoteca do Estado (São Paulo, SP), do Museu de Arte Contemporânea de São Paulo (MAC-USP), da Galeria Nacional de Bolonha na Itália; entre outros. ARTE NAIF NO BRASIL PÁG. 239; ITAU CULTURAL, artepopularbrasil.blogspot.com.br; waldomirodedeus.wordpress.com; ACERVO FIEO.



134 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Nu - desenho a nanquim - 31 x 28 cm - canto inferior direito - Década de 1950 -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



135 - CABRAL (1948)

"Vila Mariana" - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior esquerdo - 1978 -
Ex-coleção Antônio Maluf - Galeria Seta - São Paulo - SP.

Antônio Hélio Cabral, formado em arquitetura pela USP em 1974. Foi professor de pintura e desenho em diversas instituições de 1973 a 1984, tendo organizado mostras de artes brasileiras no Museu Lasar Segall, cujo ateliê de artes plásticas também orientou por algum tempo. Como pintor é adepto do figurativismo expressionista. TEIXEIRA LEITE, pág. 96; JULIO LOUZADA vol.10, pág.159; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



136 - ANTONIO COPPOLA (1839 - c.1902)

Baia de Nápoles - guache - 40 x 58 cm - canto inferior esquerdo -
No estado. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista italiano. Seu aprendizado artístico se deu na Academia de Belas Artes de Nápoles. Participou de diversas mostras coletivas e oficiais. BENEZIT; www.artprice.com; www.artnet.com.



137 - RENINA KATZ (1925)

"Favela" - xilogravura - P.A. - 26 x 20 cm - canto inferior direito -

Gravadora, desenhista, ilustradora e professora, Renina Katz Pedreira nasceu no Rio de Janeiro. Assina Renina e Renina Katz. Cursou a Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1947 a 1950) e teve como professores, entre outros, Henrique Cavalleiro e Quirino Campofiorito. Licenciou-se em desenho pela Faculdade de Filosofia da Universidade do Brasil. Iniciou-se em xilogravura com Axl Leskoschek, em 1946. Incentivada por Poty, ingressou no curso de gravura em metal, oferecido por Carlos Oswald no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro. Mudou-se para São Paulo em 1951, e lecionou gravura no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand e, posteriormente, na Fundação Armando Álvares Penteado, até a década de 1960. Em 1956, publicou o primeiro álbum de gravuras, intitulado ‘Favela’. A partir dessa data, foi docente da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo por 28 anos. Realizou muitas exposições individuais pelo Brasil, EUA, Chile, Paraguai, Portugal, Itália, Holanda e participou, entre as diversas mostras e Salões oficiais, das: Bienal Internacional de São Paulo (1955, 1959, 1961, 1963, 1985, 1989); Bienal de Veneza, Itália (1956, 1986); Panorama da Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1974, 1977, 1980, 1984). Foi premiada no Rio de Janeiro (1951, 1952) e em São Paulo (1955, 1984). MEC VOL.2, PÁG.403; PONTUAL, PÁG. 288; WALMIR AYALA VOL.1, PÁG.441; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG.15; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 606; ARTE NO BRASIL; www.artprice.com; www.catalogodasartes.com.br; www.editora.unicamp.br; www.laboratoriodasartes.com.br; artenaescola.org.br.



138 - IVAN SERPA (1923 - 1973)

Cavaleiro - desenho a nanquim e aquarela - 29 x 29 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e professor, Ivan Ferreira Serpa nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Estudou gravura e desenho com Axel Leskoschek (entre 1946 e 1948) no Rio de Janeiro. Em 1949, ministrou suas primeiras aulas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, onde, a partir de 1952, exerceu sistemática atividade didática, em especial no ensino infantil. Foi um dos precursores do concretismo no Brasil, criando ao lado de Aluisio Carvão, Lígia Clark, Hélio Oiticica e outros o Grupo Frente, que se manteve ativo de 1954 a 1956, inclusive com exposições no Rio de Janeiro. Participou da Divisão Moderna do SNBA (1947-1951). Em 1957, recebeu o prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna, RJ. Participou da exposição ’Opinião 65’, evento que marca a difusão de uma nova arte de tendência figurativa, a neofiguração. Em 1970, fundou, com Bruno Tausz, o Centro de Pesquisa de Arte no Rio de Janeiro. Participou da Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1961, 1963, 1965) e da Bienal de Veneza (1952, 1954, 1962, 1966). PONTUAL, PÁG 486; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 605; ARTE NO BRASIL, PÁG. 840; LEONOR AMARANTE, PÁG. 26; MEC VOL. 4, PÁG. 221; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 899.



139 - BAJADO (1912 - 1996)

"A esmola do ceguinho" - técnica mista sobre eucatex - 30 x 55 cm - canto inferior direito e dorso - 11/12/1975 - Olinda - PE -

Natural de Maraial-PE, onde nasceu a 9 de dezembro de 1912, falecendo na cidade de Olinda, no dia 15 de Novembro de 1996. Viveu e foi ativo nas cidades de Recife e Olinda, onde era Cartazista e Pintor de Alegorias para Carnavais. Expôs individualmente em 1990 e 1992. Coletivamente expôs em São Paulo (mostra Tradição e Ruptura), Rio de Janeiro e Paris. Postumamente foram realizadas outras mostras de sua obra. "A matéria-prima de Bajado é o povo de Olinda, com seus costumes, sofrimentos e alegrias; ele os interpreta com bom-humor, em meio a uma atmosfera carnavalesca a que nem sequer faltam, por vezes, a nota fescenina, mulheres de maiô e as sereias praianas, de anatomia desengonçada e tão pouca sensualidade a olhos não-sertanejos. E quando pinta para açougues, neles figura touros enormes, ´bichos que se desgastaram no caminho desde as grutas de Lascaux e Altamira até o sujo matadouro de Peixinhos, e que são mais parentes que propriamente consumo desta população pobre´. " José Roberto Teixeira Leite, na obra abaixo. TEIXEIRA LEITE, pág.51; JULIO LOUZADA, vol.2, pág.96.



140 - EDOUARD-LEON CORTÈS (1882 - 1975)

Paris - óleo sobre tela - 38 x 54 cm - canto inferior direito -
Reproduzido no convite deste Leilão. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor nascido e falecido em Lagny-sur-Maine, França. Filho do pintor espanhol Antonio Cortés que foi para a Exposição Universal em Paris (1855) e se estabeleceu com a família em Lagny-sur-Marne. Iniciou seu filho no aprendizado da pintura e, com dezesseis anos, apresentou uma pintura na Sociedade dos Artistas Franceses (1899) onde foi bem recebido pela crítica e pelo público. Foi um ativo membro da ‘Union des Beaux-Arts de Lagny’ (1927 a 1930) e seu primeiro presidente. Participou também de exposições em Paris incluindo: o Salão de Outono, Salão de Inverno, Salão da Sociedade Nacional de Horticultura e Salão dos Independentes, onde ganhou diversos prêmios. BENEZIT VOL. 3, PÁG. 193; JULIO LOUSADA, VOL. 1, PÁG. 272; www.rehs.com; www.artprice.com; artist.christies.com; www.askart.com.



141 - ZÉLIO ANDREZZO (1948)

Maternidade - óleo sobre tela - 80 x 60 cm - canto inferior direito -

Catarinense da bela cidade de Florianópolis, onde nasceu a 15 de dezembro de 1948. Pintor e desenhista. Segundo seus críticos, trata-se de artista obstinado e firme em seu propósito, tendo a disciplina de um espartano, a paciência de um monge e a precisão de um cosmonauta. Participações em coletivas com premiações. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 14.



142 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Paisagem - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior direito -
Vittore.



143 - BELMONTE (1897 - 1947)

Tempos de guerra - desenho a nanquim - 20 x 30 cm - canto inferior direito -

Benedito Bastos Barreto - caricaturista, desenhista, pintor, ilustrador, escritor, jornalista e historiador - nasceu e faleceu em São Paulo. Iniciou sua carreira em 1912 publicando suas primeiras caricaturas na revista paulista ‘Rio Branco’ e paralelamente colaborou na revista carioca ‘D. Quixote’. Durante seus primeiros anos de trabalho publicou em diferentes periódicos paulistas e, em 1921, empregou-se na recém-inaugurada ‘Folha da Noite’, substituindo Voltolino. Nesse periódico passou a utilizar o pseudônimo Belmonte como assinatura de seus desenhos e em 1925 criou o personagem Juca Pato. Durante a Revolução Constitucionalista de 1932 criou o logotipo para os bônus de guerra que no período das batalhas substituíram como dinheiro a moeda oficial. No ano de 1936, começou a publicar no jornal ‘Folha da Manhã’ diversas charges de Juca Pato tendo como temática a crítica ao nazismo. Produzidas até o ano de 1946, elas acabaram se configurando numa grande série sobre a Segunda Guerra Mundial. Essas charges foram reunidas e publicadas em 1982 com o título de ‘Caricatura dos Tempos’. Autor de diversos livros de caricatura e história publicou, entre outros, os seguintes títulos: ‘Assim Falou Juca Pato’ (1933), ’ No Tempo dos Bandeirantes’ (1939) e ‘O Brasil de Ontem’ (1940), com desenhos inspirados nos trabalhos de Rugendas. TEODORO BRAGA, PÁG. 49 E 50; PONTUAL, PÁG. 67; MEC, VOL. 1, PÁG. 213; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 69; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG. 109; CARICATURISTAS BRASILEIROS, DE PEDRO CORRÊA DO LAGO, PÁG. 100; ARTE NO BRASIL, PÁG. 392; WALTER ZANINI, PÁG. 806; ACERVO FIEO; www.artprice.com; www.saopauloantiga.com.br.



144 - ANTONIO PESSOA (1943)

Maternidade - múltiplo em bronze - 13 x 04 x 3,5 cm - assinado -

Escultor, assina Tonny. Radicado no Rio de Janeiro detentor de bom curriculo nacional e internacional com inumeras participações em Salões Oficiais,varias vezes premiado. Ótimo mercado.



145 - VICENTE LEITE (1900 - 1941)

Paisagem - óleo sobre tela colada em madeira - 74 x 60 cm - canto inferior esquerdo - 1926 - Rio -

Pintor e desenhista, Vicente Rosal Ferreira Leite nasceu em Crato, CE e faleceu no Rio de Janeiro. Recebeu bolsa de estudos do governo do Ceará (1920) e mudou-se para o Rio de Janeiro onde, na antiga Escola Nacional de Belas-Artes, teve Cândido Portinari e Orlando Teruz, entre outros, como seus condiscípulos. De 1920 a 1926 estudou sob a orientação de Lucílio de Albuquerque, Rodolfo Chambelland e João Batista da Costa. Participou de muitos Salões oficiais aqui no Brasil, na Argentina e Estados Unidos. Recebeu diversos prêmios como o de Viagem ao País (1935) e o de Viagem à Europa (1940). Executou ainda para o Palácio do Governo do Ceará, uma alegoria da Revolução de 1930. Suas obras podem ser encontradas no Museu Nacional de Belas-Artes, na Pinacoteca do Estado de São Paulo e no Museu Mariano Procópio, em Juiz de Fora. JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 534. PONTUAL PÁG. 308. MEC VOL. 2, PÁG, 468; TEIXEIRA LEITE PÁG. 284; ITAU CULTURAL.



146 - SUETONIO MEDEIROS (1970)

"Caprichos do amor" - pastel - 42 x 29 cm - canto inferior direito -

Alagoano, Suetônio Cícero Medeiros ministra aulas de desenho na Fundação Cultural de Blumenau (FCB). Desenvolve uma linguagem própria independente de escola ou estilo, realizando trabalhos nas mais diversas áreas artísticas, como a pintura, escultura, desenho, restauração, modelagem, maquetaria, fundição e metalgrafia. Suas obras baseiam-se em estudos desenvolvidos acerca de filósofos gregos pitagóricos que defendiam a obtenção da harmonia através da proporção da freqüência, enfatizando a crescente necessidade de se conseguir harmonizar as partes com o todo. Realizou várias exposições coletivas e individuais.https://semanadeartesdafurb.wordpress.com/curriculos/



147 - TAPETE ORIENTAL,


Ponto de nó, feito a mão, de lã, Nepalês, medindo 2,40 x 1,70 = 4,08 m².



148 - NORMAN PERCEVAL ROCKWELL (1894 - 1978)

"Sure she's sound!..." - litografia - 30 x 36 cm - lado direito na matriz -
Complemento do título: "Sure she's sound! I don't deal with gyps!" (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista e ilustrador americano nascido em Nova York e falecido em Stockbridge - Massachusetts. Estudou na ‘New York School of Art’(anteriormente ‘ Chase School of Fine Art’); na ‘National Academy of Design’ – Nova York (1910); na ‘Art Students League’ com Thomas Fogarty e George Bridgman e na ‘Otis College of Art and Design’. Também passou um tempo na ‘Académie Colarossi’ em Paris (1923). Frequentemente aclamado como o maior ilustrador americano, teve estúdio em New Rochelle, NovaYork; em Arlington, Vermont (1939) e em Stockbridge, Massachusetts (1953). Trabalhou aos 21 anos, como ilustrador, para ‘Life’, ‘Literary Digest’ e ‘Country Gentleman’. Fez a primeira capa, de uma série de mais de 320, para ‘Saturday Evening Post’ e para “Look, Ladies' Home Journal” e “McCalls”. Muitas de suas obras podem ser vistas em Stockbridge - Massachusetts no ‘The Norman Rockwell Museum’ e, em outros museus americanos. Recebeu a ‘Presidential Medal of Freedom’ em 1977. BENEZIT; www.saturdayeveningpost.com; www.notablebiographies.com; www.artprice.com.



149 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulata com pomba - serigrafia - P.I. - 57 x 47 cm - canto inferior direito -
No estado.

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



150 - ROBERTO BURLE MARX (1909 - 1994)

Composição - óleo sobre tela - 60 x 80 cm - canto inferior direito - 1984 -
Reproduzido na quarta capa do catálogo deste Leilão. Com Declaração de autenticidade firmada pelo autor, datada de 22 de março de 1992.

Nasceu em São Paulo e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, paisagista, arquiteto, desenhista, pintor, gravador, litógrafo, escultor, tapeceiro, ceramista, designer de jóias, decorador. Durante a infância viveu no Rio de Janeiro. Foi com a família para a Alemanha, em 1928. Em 1929, freqüentou o ateliê de pintura de Degner Klemn. Nos jardins e museus botânicos de Dahlen, em Berlim, entusiasmou-se ao encontrar exemplares da flora brasileira. De volta ao Brasil, fez curso de pintura e arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1930 - 1934), onde foi aluno de Leo Putz , Augusto Bracet e Celso Antônio. Seu primeiro projeto paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, em 1932. Entre 1934 e 1937, ocupou o cargo de diretor de parques e jardins do Recife, PE, onde passou a residir. Nesse período, foi com freqüência ao Rio de Janeiro e teve aulas com Candido Portinari e com o escritor Mário de Andrade. Em 1937, retornou ao Rio de Janeiro e trabalhou como assistente de Candido Portinari. Foi em 1949, conforme sua paixão por plantas e seu interesse por botânica e jardinagem, que Burle Marx adquiriu um sítio em Barra de Guaratiba, RJ. Com auxílio de botânicos, viajou, coletou, catalogou exemplares de plantas do Brasil e reproduziu em seu sítio a diversidade fitogeográfica brasileira. Em 1985 doou esse sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.Realizou muitas exposições individuais e projetos paisagísticos, participou de diversas mostras oficiais coletivas pelo Brasil e no exterior. PONTUAL, PÁG. 94; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 93; MEC. VOL.1, PÁG.303; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 738; LEONOR AMARANTE, PÁG. 98; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 179; artnet.com. ACERVO FIEO.



151 - WESLEY DUKE LEE (1931 - 2010)

"Cartografia anímica 752" - litografia off set - 37 x 50 cm - canto inferior direito na matriz - 1980 -

Pintor, desenhista, gravador, artista gráfico, professor - nasceu e faleceu em São Paulo. Iniciou seus estudos de desenho em 1950, no MASP. Em 1952 viajou para os EUA para dedicar-se ao aprendizado de artes gráficas na ’Parson's School of Design’ e na ‘American Institute of Graphic Arts’ (Nova York). De volta ao Brasil trabalhou no campo da pintura e do desenho, aperfeiçoando-se com Karl Plattner, em São Paulo (1957). Em seguida transferiu-se para Paris, onde frequentou a ‘Académie de la Grande Chaumière’ e estudou gravura com Johnny Friedlaender. Retornou ao Brasil em 1960. Em 1963, iniciou trabalho com os jovens artistas Carlos Fajardo, Frederico Nasser, José Resende, Luiz Paulo Baravelli, entre outros. Nesse ano, realizou, no João Sebastião Bar, em São Paulo, ‘O Grande Espetáculo das Artes’, um dos primeiros ‘happenings’ do Brasil. Procurou organizar um movimento artístico, o realismo mágico, com Maria Cecília, Bernardo Cid, Otto Stupakoff e Pedro Manuel-Gismondi, e outros. Em 1966, com Nelson Leirner, Geraldo de Barros, José Resende, Carlos Fajardo e Frederico Nasser, fundou, como reação ao mercado de arte, o Grupo Rex, que existiu até 1967. Participou de diversas exposições coletivas e Bienais no Brasil e no exterior, realizando individuais por todo o Brasil. MEC, VOL.2, PÁG.465; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁG.466; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 282; PONTUAL, PÁG.305 E 306; JULIO LOUZADA, VOL.8, PÁG.459; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 734; ARTE NO BRASIL, PÁG. 815; LEONOR AMARANTE, PÁG. 143. ACERVO FIEO.



152 - JOSÉ PINTO (1932 - 2008)

São Francisco - óleo sobre tela - 50 x 40 cm - canto inferior esquerdo - 1978 -

José Wense Pinto é natural de Ilhéus, BA. Assina José Pinto. Autodidata, veio para o Rio de Janeiro em 1951. Em 1953 freqüenta a Associação Brasileira de Desenho e começa a pintar profissionalmente em1969. Participou de diversas exposições e Salões oficiais: 1969,1970 a 1974 - Rio de Janeiro, RJ; 1970; Milão e Espoleto, Itália; Nova York, EUA; Londres, Inglaterra; 1971 - Recife,PE. Individuais: 1969 e 1971 - Rio de Janeiro, RJ; 1970 - Bahia; 1971 - São Paulo, SP e 1973 - Brasília, DF. Prêmios: 1972 - Rio de Janeiro, RJ. Possui obras em: Museu Regional de Feira de Santana, BA; Museu Laval - Henri Rousseau, França; Museu de Viçosa, MG; Agências do Banco do Brasil em São Francisco, EUA; acervo da Cia. Shell e Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro, RJ. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág.769; vol. 8, pág. 660. ITAU CULTURAL.



153 - ROBERTO BURLE MARX (1909 - 1994)

Composição - desenho a nanquim e aquarela - 48 x 69 cm - canto inferior direito - 1987 -

Nasceu em São Paulo e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, paisagista, arquiteto, desenhista, pintor, gravador, litógrafo, escultor, tapeceiro, ceramista, designer de jóias, decorador. Durante a infância viveu no Rio de Janeiro. Foi com a família para a Alemanha, em 1928. Em 1929, freqüentou o ateliê de pintura de Degner Klemn. Nos jardins e museus botânicos de Dahlen, em Berlim, entusiasmou-se ao encontrar exemplares da flora brasileira. De volta ao Brasil, fez curso de pintura e arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1930 - 1934), onde foi aluno de Leo Putz , Augusto Bracet e Celso Antônio. Seu primeiro projeto paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, em 1932. Entre 1934 e 1937, ocupou o cargo de diretor de parques e jardins do Recife, PE, onde passou a residir. Nesse período, foi com freqüência ao Rio de Janeiro e teve aulas com Candido Portinari e com o escritor Mário de Andrade. Em 1937, retornou ao Rio de Janeiro e trabalhou como assistente de Candido Portinari. Foi em 1949, conforme sua paixão por plantas e seu interesse por botânica e jardinagem, que Burle Marx adquiriu um sítio em Barra de Guaratiba, RJ. Com auxílio de botânicos, viajou, coletou, catalogou exemplares de plantas do Brasil e reproduziu em seu sítio a diversidade fitogeográfica brasileira. Em 1985 doou esse sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.Realizou muitas exposições individuais e projetos paisagísticos, participou de diversas mostras oficiais coletivas pelo Brasil e no exterior. PONTUAL, PÁG. 94; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 93; MEC. VOL.1, PÁG.303; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 738; LEONOR AMARANTE, PÁG. 98; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 179; artnet.com. ACERVO FIEO.



154 - ESCOLA FLAMENGA, SÉC. XVIII

Flores - óleo sobre tela colada em madeira - 62 x 47 cm - não assinado -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")



155 - AMADEU LUCIANO LORENZATO (1900 - 1995)

Paisagem - óleo sobre eucatex - 51 x 41 cm - canto inferior direito - 1976 -

Pintor nascido em Belo Horizonte, MG. Era caiador de paredes. Aos vintes anos, foi para a Europa com o amigo Cornélio Heissman. Visitou grande número de cidades, percorreu vários museus e se dedicou ao artesanato de tecidos pintados. Regressando ao Brasil, passou a pintar. Realizou exposições individuais em Belo Horizonte em 1964, 1988, 1990 e 1991. Participou de diversas mostras coletivas e oficiais. MEC VOL. 2, PÁG. 508; JULIO LOUSADA VOL. 1, PÁG. 550; VOL.5, PÁG. 588.



156 - RUBENS GERCHMAN (1942 - 2008)

Figura - serigrafia - 26/100 - 50 x 70 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, escultor nascido no Rio de Janeiro e falecido em São Paulo. Em 1957, freqüenta o Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro, onde estuda desenho. Faz curso de xilogravura com Adir Botelho e freqüenta a Escola Nacional de Belas Artes - Enba, entre 1960 e 1961. Em 1967, é contemplado com o prêmio de viagem ao exterior no 16º Salão Nacional de Arte Moderna e viaja para os Estados Unidos. Reside em Nova York entre 1968 e 1972. Retorna ao Brasil e faz o roteiro, a cenografia e a direção do filme 'Triunfo Hermético' e os curtas 'ValCarnal' e 'Behind the Broken Glass'. De 1975 a 1979, assume a direção da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, RJ. É co-fundador e diretor da revista 'Malasartes'. Em 1978, viaja para os Estados Unidos com bolsa da Fundação John Simon Guggenheim. Em 1982, permanece por um ano em Berlim como artista residente, a convite do Deutscher Akademischer Austauch Dienst - DAAD [Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico]. Realizou diversas exposições individuais e participou de muitas mostras oficiais no Brasil e pelo mundo recendo prêmios na Bienal de São Paulo (1965), Bienal de Salvador, BA (1966), Bienal de Cali, Colômbia (1967, 1970). JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 417; PONTUAL, PÁG. 235; TEIXEIRA LEITE, "in" A GRAVURA BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 734; ARTE NO BRASIL, PÁG. 974; LEONOR AMARANTE, PÁG. 143, MEC VOL. 2, PÁG. 246; Acervo FIEO.



157 - CAROL KOSSAK (1895 - 1976)

Na estrada - óleo sobre tela - 35 x 45 cm - canto inferior direito -

Excepcional pintor ativo em São Paulo, onde realizou exposição individual em 1941. Consta ainda em sua bibliografia, ter participado de várias exposições nas décadas de 30 e 40. Pintou marinhas, animais, principalmente cavalos e figuras. Reputado como grande retratista. MEC vol.2 pág. 411; TEODORO BRAGA, pág. 134.; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 512, Acervo FIEO.



158 - CARYBÉ (1911 - 1997)

"Vadiação" - serigrafia - 126/200 - 50 x 68 cm - canto inferior direito -
Reproduzido no catálogo da Mostra Itinerante do artista realizada em treze capitais em 1995, realização Galvão Bueno Marketing Cultural e patrocínio da Galeria de Arte André - São Paulo - SP.

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



159 - ARNALDO FERRARI (1906 - 1974)

"Construção" - óleo sobre tela - 24 x 35 cm - dorso - 1964 - São Paulo -

Pintor, desenhista e professor, Arnaldo Ferrari nasceu e faleceu em São Paulo SP. Seguindo a profissão do pai, trabalhou como pintor decorador, realizando frisos decorativos para residências. Estudou artes decorativas no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, entre 1925 e 1935. Em 1934, dividiu um ateliê com amigos no edifício Santa Helena e, pela amizade com o pintor Mario Zanini, aproximou-se dos demais integrantes do Grupo Santa Helena. Frequentou também o curso livre de pintura e desenho na Escola Nacional de Belas Artes, entre 1936 e 1938, onde teve aulas de desenho e pintura com Enrico Vio. Entre 1950 e 1959, integrou o Grupo Guanabara, com Thomaz Ianelli, Tomie Ohtake, Tikashi Fukushima e Oswald de Andrade Filho, entre outros. Realizou diversas exposições individuais, participou de várias mostras e Salões oficiais e foi premiado em São Paulo (1958, 1959, 1961, 1963, 1966) e em Santo André (1971). Participou da 7ª à 11ª Bienal Internacional de São Paulo (1963, 1965, 1967, 1969, 1971). Foi apresentada retrospectiva de sua obra em 1975, no Paço das Artes, SP e catálogo com textos de Theon Spanudis, José Geraldo Vieira e Mário Schenberg, entre outros. ITAÚ CULTURAL; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 304; MEC, VOL. 2, PÁG. 149; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 191; PONTUAL, PÁG. 207; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 378; WALTER ZANINI, PÁG.678, ACERVO FIEO.



160 - CAMILLE PISSARRO (1830 - 1903)

"Landscape in Bazincourt" - óleo sobre tela - 40 x 60 cm - canto inferior esquerdo -
Reproduzido na quarta capa do catálogo deste Leilão. Com etiquetas no dorso. Em uma destas etiquetas consta a procedência: Coleção Katherina P. Vallenzzi - Paris (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista e gravador nascido em Charlotte Amalie – Ilha de St Thomas, Antilhas e falecido em Paris. Aos doze anos de idade foi para um internato em Paris onde sua paixão pelo desenho teve o incentivo do diretor da escola – Monsieur Savary. Voltou para St Thomas (1847) para se iniciar no comércio de seu pai e, em seu tempo de lazer, continuava a desenhar ao ar livre. Viajou para a Venezuela com o artista dinamarquês Fritz Melbye, abandonando a carreira comercial. Partiu para Paris (1855) onde estudou na Escola de Belas Artes e na Academia Suíça sob as orientações dos mestres Jean-Baptiste-Camille Corot, Gustave Courbet e Charles-Francois Daubigny. Considerado o ‘Pai do Impressionismo’, constantemente aconselhava artistas mais jovens e encorajava-os a aderir à tendência revolucionária que ajudou a construir. Refugiou-se em Londres (1870-1871) durante a Guerra Franco-Prussiana e, quando retornou, encontrou destruídas sua casa e suas primeiras pinturas. Voltou outras vezes a Londres, sempre pintando. Participou do Salão dos Artistas Franceses (1859, 1864 a 1866, 1868, 1869); do Salão dos Recusados (1863); das Exposições dos Impressionistas (1874 - 1886). BENEZIT; www.camille-pissarro.org; www.infoescola.com; www.nationalgallery.org.uk; www.impressionniste.net; www.artprice.com.



161 - JOSÉ SILVEIRA D'AVILA (1924 - 1985)

"Copacabana - Rio" - água forte original - 18 x 21 cm - canto inferior direito - 1951 -

Pintor, gravador, escultor e vitralista natural de Florianópolis, SC. Estudou pintura e escultura na antiga ENBA, onde foi premiado diversas vezes. No SNAM alcançou inicialmente isenção de Juri e Prêmios Viagem ao País e ao Estrangeiro. Em 1950 organizou juntamente com Carlos Oswald, o Ateliê de Arte para incremento da gravura. Coletivas a partir de 1953, obtendo diversas premiações em Salões Oficiais. JULIO LOUZADA, vol 4 pág. 302. ITAÚ CULTURAL.



162 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Flores - desenho a nanquim e aquarela - 48 x 33 cm - canto inferior esquerdo ilegível -



163 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Gato amarelo com vaso de flores" - acrílico sobre tela - 60 x 80 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2002 - São Paulo -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



164 - ANTONIO PESSOA (1943)

Nu - múltiplo em bronze - 10 x 08 x 07 cm - assinado -

Escultor, assina Tonny. Radicado no Rio de Janeiro detentor de bom curriculo nacional e internacional com inumeras participações em Salões Oficiais,varias vezes premiado. Ótimo mercado.



165 - YASUICHI KOJIMA (1934)

"Rosa" - óleo sobre tela - 60 x 50 cm - canto inferior direito e dorso - 2016 -

Pintor e ceramista nascido em Tajimi, Japão - cuja população vive de cerâmica e porcelana. Seu pseudônimo artístico é Kojima. Recebeu influência de seu pai, Shigueo Kojima - tradicional artista e ceramista japonês conhecido pelo nome artístico Juho Kojima. Formou-se na Escola de Cerâmica Industrial de Tajimi - Gifu, Japão. Veio para o Brasil em 1953, trabalhou por cinco anos em São Caetano e transferiu-se para Mauá onde, como seu pai, montou sua própria fábrica de cerâmicas e porcelanas que está em atividade até hoje. Naturalizou-se brasileiro e estudou pintura com Manabu Mabe, Takaoka e Nakajima. Realizou exposição individual em Poá, SP (2009) e no Museu de Arte do Parlamento de São Paulo (2013). Participou de diversas mostras e Salões oficiais em: São Bernardo do Campo, SP (1967); São Paulo (1968, 1969, 2001 a 2010); Poá, SP (2009-como convidado); Embu, SP (2012 - Prêmio Prata). www.mauamemoria.com.br; www.radaroficial.com.br/d/31498914; issuu.com/shinzenbi/docs/makoto_5/27.



166 - VINCENZO IROLLI (1860 - 1942)

Feira - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Italiano, o pintor nasceu em Nápoles. Sua obra tem como temática principal os fatos históricos. Expôs em Nápoles, Milão e Veneza. Acervos: Palais de Beaux Arts em Paris e Museu de Mulhouse, França. JULIO LOUZADA vol.5, pág. 504; ART PRICE ANNUAL 2000, pág. 1203; BÉNÉZIT vol 5 pág 728



167 - SYLVIO ALVES (1926)

Casas coloniais - óleo sobre tela colada em eucatex - 47 x 55 cm - canto inferior direito - 1975 -

Formado e ativo em São Paulo, foi expositor do Salão Paulista de Belas Artes. Especializou-se na Academia de Belas Artes de Roma e na Escola Superior de Belas Artes, na Academia Julien e na Grande Chaumièrè, na França. MEC, vol. 1, pág. 72; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág.55; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



168 - ALBERTO LEFÈVRE (1958)

Figura - desenho a lápis, nanquim e aquarela - 31 x 23 cm - canto inferior esquerdo - 1982 -

Pintor e professor, Alberto Lefèvre nasceu em São Paulo, SP. Estudou artes plásticas na FAAP e pintura com Luigi Neviani, em 1977. Dois anos mais tarde, estudou pintura com Martins de Porangaba, desenho com Carlos Fajardo e na década de 80, com Ubirajara Ribeiro e Dudi Maia Rosa. Realizou individuais em: São Paulo (1983, 1986, 1989, 1993, 1995, 1997, 2002); São José dos Campos, SP (1989); Belém, PA (1990). Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Foi premiado em: Itu, SP (1981); São Paulo (1986); Embu, SP (1986); Santo André, SP (1987). Foi artista convidado no ‘1º Salão Helena Rubinstein de Arte Jovem’ (1987) em Paris, Toulouse e Lion - França. ITAÚ CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 603; VOL. 9, PÁG. 470; VOL. 12, PÁG. 226.



169 - ANTONIO VITOR (1942 - 2011)

"Paisagem esquecida" - óleo sobre tela - 54 x 74 cm - canto inferior direito e dorso - 03/03/1987 -
Com etiqueta da Tema Arte Contemporânea, Rua Tatui, 145 - São Paulo - SP., no dorso

Nasceu em São José do Rio Pardo, SP, no dia 27 de novembro de 1942. Pintor e desenhista. Autodidata, Antonio Vitor é um exemplo de perseverança e apuro de qualidade, o que facilmente se percebe em sua obra. Destaca-se a busca pela interação da tradição latino-americana, com segurança de traços e solidez de forma. Expôs no Salão Paulista de Arte Moderna-SP, dos anos 1965, 1967 e 1968; bem como de diversos outros salões oficiais, recebendo premiações. JULIO LOUZADA, vol. 12 pág. 21; ITAU CULTURAL. Acervo FIEO.



170 - GEORGES WAMBACH (1901 - 1965)

"Itacolomy" - óleo sobre tela - 20 x 27 cm - canto inferior direito e dorso - 1941 - Ouro Preto -
Com a seguinte dedicatória no dorso: "Ao Rubem Farias off. Wambach, 1941".

Belga de nascimento, veio a falecer no Rio de Janeiro. Excepcional aquarelista, que retratou o Brasil em suas inúmeras incursões. "Georges Wambach (1901-1965) talvez tenha sido um dos últimos exemplares de uma espécie em extinção, ou já extinta, quem sabe: a dos artistas viajantes de que o século XIX foi pródigo. Artistas com cavalete, paleta, tintas e pincéis na mochila, que vararam o mundo em busca do fantástico, do erótico, e, sobretudo, do excitante desconhecido, aventura que até custou a vida de alguns como Adrien Taunay, que viu a morte aos 25 anos em pleno Mato Grosso." Fernando Cerqueira Lemos, in AQUARELAS de Georges Wambach: impressões do Brasil. Ed. Marca d´Água-SP, 1988. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 343; TEIXEIRA LEITE, pág. 540; ITAÚ CULTURAL.



171 - JOÃO CAMARA (1944)

Menina brincando - desenho a nanquim - 20 x 14 cm - canto inferior direito - 1965 -

Importantíssimo artista nacional, natural de João Pessoa, PB, e radicado em Olinda, PE. Pintor, desenhista e gravador, João Câmara conquistou os primeiros prêmios de pintura e de gravura nos SPMEP de 1962 E 1964. Neste último ano fundou, em companhia de artistas locais, o Atelier Coletivo de Ribeira, em Olinda. Exerceu o magistério entre 1967 e 1969, lecionando pintura no Setor de Arte da Universidade Federal da Paraíba. Suas obras, tratando de temas atuais, reúnem mensagens poéticas com uma dose de surrealismo, e que segundo o crítico Walmyr Ayala, " desmistifica toda e qualquer atitude romântica" . Walter Zanini, por sua vez, comenta (1967), que " Suas imagens encadeadas quase como um ´puzzle` parecem amalgamar deuses aztecas e ícones do baralho, assumindo ar de aquilina ´terribilitá` sobriamente derrisório." Participou de quase todas as mostras mais importantes do País, com sucesso de crítica. ITAU CULTURAL; PONTUAL, pág. 100; TEIXEIRA LEITE, pág. 100; WALTER ZANINI , pág. 754; ARTE NO BRASIL, pág. 688; Acervo FIEO.



172 - HARRY ELSAS (1925 - 1994)

Pranto - óleo sobre madeira - 50 x 38 cm - canto inferior direito - 1966 -

Muralista, gravador, pintor, Heinz Hugo Erich Elsas nasceu em Stuttgart, Alemanha e faleceu em Taubaté, SP. Iniciou a carreira artística como autodidata. Radicado no Brasil desde 1936 foi fortemente influenciado pela cultura regional do Nordeste. Em 1945 recebeu orientações de Lasar Segall e realizou sua primeira mostra individual no Ministério da Educação e Cultura no Rio de Janeiro. A partir de 1970, fixou-se em São Paulo e executou murais para o Banco Safra (1971) e Banco Cidade de São Paulo (1976). Realizou exposições individuais em São Paulo, Rio de Janeiro e Estados Unidos. Participou de coletivas no Brasil e no exterior a partir de 1962. JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 355; MEC VOL, 2, PÁG, 111; TEIXEIRA LEITE PÁG 176; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



173 - HENRIQUE GOLDSHMIDT (1865 - 1952)

Cristo - sangüínea - 33 x 26 cm - centro inferior -
No estado.

Pintor e desenhista nascido (24/2) e falecido no Rio de Janeiro-RJ. Especializou-se nas pequenas e delicadas aquarelas, privilegiando as localidades cariocas. Foi chamado de "...talentoso pintor miniaturista e fantasista" pelo jornal O Paíz do Rio de Janeiro. TEODORO BRAGA, pág. 109; LAUDELINO FREIRE, pág. 389; JULIO LOUZADA, vol. 5, pág. 442.



174 - RAUL PARANHOS PEDERNEIRAS (1874 - 1953)

Vendedor - desenho a nanquim - 29 x 20 cm - canto inferior direito -
Década de 1910.

Desenhista, caricaturista e pintor nascido e falecido na cidade do Rio de Janeiro. Colaborou com as publicações O Mercúrio, REvista da Semana, O Tagarela, Dom Quixote, O Malho e Jornal do Brasil. Publicou o livro Lições de Caricatura (1928). Foi professor na antiga ENBA (1918-1938). Herman Lima disse também que: "sem ter sido um satirista à outrance (...) a característica primacial de sua arte é a de sorrir e fazer sorrir a tudo e a todos, na sua teimosa resistência de boêmio retardatário". Individuais em 1926 e coletivas em 1935, recebendo diversas premiações. JULIO LOUZADA, vol. 8 pág. 687; História da Caricatura no Brasil, pág. 988; Caricaturistas Brasileiros, pág. 60.



175 - ANTONIO JOÃO DE ORLÉANS E BRAGANÇA (1950)

Paisagem - aquarela - 14 x 19 cm - canto inferior direito -

Dom Antonio João Maria José Jorge Miguel Gabriel Rafael Gonzaga de Orléans e Bragança e Wittelsbach nasceu no Rio de Janeiro, é príncipe do Brasil e de Orléans e Bragança. É aquarelista e vem realizando muitas exposições pelo Brasil. É o sétimo filho e sexto varão de D. Pedro Henrique de Orléans e Bragança, ex-chefe da casa imperial do Brasil, e de D. Maria Isabel da Baviera. Concluiu os estudos secundários em Vassouras e formou-se na Faculdade de Engenharia Civil da Universidade de Barra do Piraí, realizando estágio em Erlangen, Alemanha.pt.wikipedia.org



176 - QUERALT PRAT (1921)

Crianças - óleo sobre eucatex - 60 x 50 cm - canto inferior direito -
Ex-coleção Antônio Maluf - Galeria Seta - São Paulo - SP. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista e professor, Isidro Queralt Pratt nasceu em Barcelona, Espanha onde se diplomou pela Escola Municipal de Artes e Ofícios, pela Escola Superior de Belas Artes e frequentou os ateliês de desenho e pintura do Real Círculo Artístico. Assina Queralt Pratt. Em 1963 passou a lecionar na Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Pernambuco. Realizou muitas exposições individuais em: Recife, PE (1967, 1968, 1980, 1996, 1998, 1990, 1992); São Paulo (1969, 1971); Olinda, PE (1971 - MAC de Pernambuco); Rio de Janeiro (1972, 1976). Participou de inúmeras mostras coletivas e Salões oficiais no Brasil e no exterior. O MAC de Pernambuco possui obras suas em seu acervo. JÚLIO LOUZADA VOL. 11, PÁG. 255.



177 - A. FERNANDEZ (XIX - XX)

Marinha - óleo sobre madeira - 29 x 40 cm - canto inferior direito -

Pintor espanhol radicado em São Paulo com diversas participações em mostras e Salões oficiais. JULIO LOUZADA VOL. 10, PÁG. 339; VOL. 12, PÁG. 154.



178 - IONE SALDANHA (1921 - 2001)

Composição - guache - 40 x 27 cm - canto inferior direito - 1989 -

Pintora, escultora e desenhista nascida em Alegrete, RS e falecida no Rio de Janeiro. Realizou seus primeiros estudos no Rio de Janeiro, no ateliê de Pedro Luís Corrêa de Araújo (1948). Estudou a técnica de afresco em Paris, na ‘Académie Julian’, e em Florença, na Itália (1951). Realizou exposições individuais em: Rio de Janeiro (1956, 1959, 1962, 1965, 1968, 1971, 1981, 1984, 1987, 1988,1990); São Paulo (1956, 1983, 1985, 1987); Santiago do Chile, Chile (1961); Berna, Suíça (1963, 1964); Roma, Itália (1964). Em 1969 recebeu o prêmio de viagem ao exterior no 7º Resumo de Arte do Jornal do Brasil e foi para os Estados Unidos e Europa. Participou de várias edições da Bienal de São Paulo, com prêmio aquisição em 1967 e sala especial em 1975 e 1979. Em 2001 foi realizada a retrospectiva ’Ione Saldanha e a Simplicidade da Cor’, no Museu de Arte Contemporânea de Niterói - MAC/Niterói. PONTUAL PÁG.468; MEC VOL. 4, PÁG. 150; JULIO LOUZADA, VOL. 3, PÁG. 1004; VOL. 5, PÁG. 916; ITAUCULTURAL; RGS PÁG. 263; www.macvirtual.usp.br; www.margs.rs.gov.br; www.cultura.rj.gov.br; www.galeria-ipanema; www.artprice.com.



179 - EDMUNDO MIGLIACCIO (1903 - 1983)

Negra - óleo sobre tela colada em madeira - 55 x 45 cm - canto superior direito -

Pintor, natural do município de Caconde-SP. Filho de imigrantes italianos, batizado Edmundo Francisco Nicodemo Migliaccio, iniciou seus estudos no Liceu, com os mestres Enrico Vio, Angelo Cantu e Torquato Bassi. Acadêmico por formação e vocação, foi fundador da Associação Paulista de Belas Artes. Expositor fiel do Salão Paulista, foi ali várias vezes premiado. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 213; ARTE NO BRASIL, pág. 812.



180 - CLÓVIS GRACIANO (1907 - 1988)

Pescadores - gravura - P.A. - 20 x 14 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, cenógrafo, gravador, ilustrador, nasceu em Araras - SP e faleceu em São Paulo. Em São Paulo, a partir de 1934, realizou estudos com o pintor Waldemar da Costa, entre 1935 e 1937. Em 1937, integrou o Grupo Santa Helena com Francisco Rebolo, Mario Zanini, Bonadei e outros. Frequentou o curso de desenho da Escola Paulista de Belas Artes até 1938. Membro da Família Artística Paulista - FAP, em 1939 foi eleito presidente do grupo. Participou regularmente dos Salões do Sindicato dos Artistas Plásticos e, em 1941, realizou sua primeira individual. Em 1948, foi sócio-fundador do Museu de Arte Moderna de São Paulo - MAM/SP. Viajou para a Europa em 1949, com o prêmio recebido no Salão Nacional de Belas Artes. Permaneceu dois anos em Paris, onde estudou pintura mural e gravura. A partir dos anos 1950, dedicou-se principalmente à pintura mural. Em 1971, assumiu o cargo de diretor da Pinacoteca do Estado de São Paulo. De 1976 a 1978, exerceu a função de adido cultural em Paris. Participou por toda sua vida de muitas mostras e Salões oficiais pelo o Brasil e pelo mundo. MEC, VOL. 2, PÁG. 280; PONTUAL, PÁG. 247/8; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 225 A 227; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; ARTE NO BRASIL, PÁG. 784; LEONOR AMARANTE, PÁG. 58; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 433; VOL. 4, PÁG.483; VOL. 5, NPÁG. 450; ACERVO FIEO.



181 - NOÉLIA DE PAULA (1937)

"T - tempular" - gravura - 2/10 - 50 x 40 cm - canto inferior direito - 1973 -

Nasceu em Salvador, Bahia. Desenhista, gravadora e pintora ativa no Rio de Janeiro. Autodidata em pintura. Quando expõs no MAM-SP, em 1972, Paulo Mendes Campos escreveu a seu respeito: " Em sua fatura, a artista recorre a figuras elementares da geometria, semeando-as com inegável senso de equilíbrio sobre o suporte escolhido, e lhes dando um colorido de certa finura e bom gosto. A rigor, poderia, neste estágio, dar por concluído o trabalho. Mas, qualquer coisa (que não será mais do que os insondável desígnio da criação) a leva a tecer sobre aquelas formas puras uma filigrana, que quase ao arbitrário." A artista também expõs no I Salão de Arte Feminina da Bahia (1969); do Salão Petropolitano de Pintura, Petrópolis-RJ (1969); do Salão de Verão, no MAM-RJ (1970-1972); do Salão de Arte Contemporãnea-BH (1970), entre outros. MEC, vol 3, págs. 355/356.



182 - MALU DELIBO (1947)

No jardim - acrílico sobre tela - 50 x 30 cm - canto inferior esquerdo -

Pintora nascida em Ribeirão Preto, SP. Aos dez anos mudou-se para São Paulo. Realizou exposições individuais em São Paulo (1979) e em Goiânia, GO (1984). Participou de diversas mostras coletivas e Salões oficiais pelo Brasil e no Canadá, Itália, Portugal e Israel. Foi premiada em Araçatuba, SP (1978). ITAU CULTURAL; JULIO LOUSADA VOL. 10 PÁG. 279; www.ginagallery.com; www.artnet.com; mspeglich.blogspot.com.br.



183 - MAX ERNST (1891 - 1976)

Paisagem - litografia off set - E.A. - 50 x 32 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e escultor nascido em Bruhl, Alemanha e falecido em Paris. Estudou filosofia e psicologia em Bonn, mas, abandonou a vida acadêmica pela pintura. Sua primeira exposição individual foi em Colônia em 1912 e, em Paris, em 1921. Após servir na Primeira Guerra Mundial, fez-se líder do grupo 'Dada' de Colônia (1919), trabalhando sob o pseudônimo Dadamax e foi o responsável pela adaptação das técnicas de colagem e fotomontagem para uso dos surrealistas. Em 1922 estabeleceu-se em Paris e integrou o movimento surrealista desde a sua formação (1924). Foi um dos primeiros expoentes da frotagem e da decalcomania. Em 1938 desligou-se dos surrealistas. Na Alemanha nazista, seus quadros foram expostos, junto aos de outros artistas na mostra denominada Arte Degenerada, em 1937. Depois da invasão da França e de ter sido internado como inimigo pelos alemães foi para Nova York (1941) e permaneceu nos Estados Unidos até 1948 onde colaborou com Breton e Duchamp na edição do periódico 'VVV'. Voltou à França em 1949, tornou-se cidadão francês em 1958. Recebeu o Grande Prêmio na Bienal de Veneza em 1954 e o Museu Solomon R. Guggenheim realizou uma grande retrospectiva de suas obras a qual foi também realizada, de forma modificada, no Museu de Arte Moderna de Paris em 1975. BENEZIT VOL. 4, PÁG. 187; DICIONÁRIO OXFORD DE ARTE; www.max-ernst.com; www.guggenheim.org; educacao.uol.com.br; masp.art.br; www.artprice.com.



184 - ANTONIO PESSOA (1943)

Mestiço - múltiplo em bronze - 12 x 10 x 05 cm - não assinado -

Escultor, assina Tonny. Radicado no Rio de Janeiro detentor de bom curriculo nacional e internacional com inumeras participações em Salões Oficiais,varias vezes premiado. Ótimo mercado.



185 - MAURICE DENIS (1870 - 1943)

Maternidade - gravura - 33 x 25 cm - canto inferior direito na matriz - 1922 -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista, gravador, designer, ilustrador e teórico de arte francês nascido em Granville e falecido em Saint-Germain-en-Laye onde viveu quase toda a sua vida. Foi membro dos Nabis e um dos maiores expoentes da teoria simbolista. Em 1888 entrou para a Academia Julien, Paris, foi colega de Pierre Bonnard, Édouard Vuillard, Paul Élie Ranson, Paul Sérusier, René Piot, Ker Xavier Roussel. Em seguida entrou para a Escola de Belas Artes de Paris e participou do Salão dos Artistas Franceses (1890), do Salão dos Independentes (1891), do 'Salon des XX' em Bruxelas (1892). Esteve na Itália de 1895 a 1898. Foi um dos fundadores do Salão de Outono em Paris onde criou uma seção para arte religiosa. Realizou na França e no estrangeiro, obras decorativas profanas e religiosas como, entre outras: no salão de música de Ivan Morosov em Moscou (1908), na cúpula do 'Théâtre des Champs-Élysées' em Paris (1911), afrescos para a Igreja de São Paulo em Genebra (1917), igreja de 'Sainte-Marguerite du Vésinet', igreja de 'Saint-Paul de Genève', igreja de 'Saint-Louis de Vincennes'. Com Georges Desvallière, fundou os 'Ateliers d'Arte Sacré' (1919). Seus escritos sobre arte estão em sua maior parte coligidos nos livros 'Theories' (1912) e 'Nouvelles Theories' (1922). Em 1939 publicou uma história da arte religiosa. Uma exposição retrospectiva de suas obras foi apresentada na Exposição Internacional de Veneza (1922). BENEZIT VOL. 3, PÁG. 493; DICIONARIO OXFORD DE ARTE; www.musee-mauricedenis.fr; www.musee-orsay.fr; www.britannica.com; www.metmuseum.org; www.artprice.com; www.christies.com.



186 - LI GUANGBIN (XX)

Veneza - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor e desenhista nascido na China onde aprendeu a pintura a óleo. Aprimorou sua técnica na Itália, Estados Unidos e, atualmente, vive em São Paulo, Brasil. Possui diversas participações em mostras coletivas e oficiais.



187 - JAIR DE OLIVEIRA GOMES (1955)

"Marinha, vista do rio em 1905" - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior direito e dorso - 2004 -

Nasceu em Reriútaba, CE, no dia 23 de junho. Pintor. Participa de coletivas a partir de 1989, com premiação em 1993 (medalha de prata Salão da Primavera-SP) e outras. Obras em acervos: Museu da Universidade do Ceará e MAC de Campina Grande. JULIO LOUZADA, vol. 11 pág. 132



188 - JAIME ISIDORO (1924 - 2009)

Paisagem - óleo sobre madeira - 31 x 42 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e ‘galerista’ português nascido no Porto onde estudou pintura na Escola Soares dos Reis. A sua primeira exposição foi em 1945. Fundou a Galeria Alvarez em 1954, a mais antiga galeria de arte portuguesa em atividade. Editou a "Revista de Artes Plásticas" e lançou os "Encontros Internacionais de Arte" (1970). Foi fundador da Bienal Internacional de Arte em Cerveira (1978). Recebeu a Medalha de Mérito Cultural da Câmara de Cerveira (1982) e as medalhas de ouro das câmaras do Porto (1988) e de Gaia (2002). Suas obras têm sido comercializadas em muitos leilões da Europa. JULIO LOUSADA VOL. 1, PÁG. 486; www.publico.pt; www.arcadja.com; bienaldecerveira.org; artfor.me; www.artnet.com; www.artprice.com.



189 - GUILHERME DE FARIA (1942)

"Boudoir" - litografia - 58/100 - 71 x 51 cm - canto inferior direito - 1985 -

Pintor, gravador e desenhista paulistano. Expõe individualmente desde 1963, tendo participado de diversas coletivas no Brasil e no exterior. MEC vol.2, pág. 142; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



190 - FABIO PACE (1944)

Composição - técnica mista - 17 x 25 cm - canto inferior direito - 1981 -

Paulistano, nascido a 3 de março de 1944, autodidata, Fabio Pace é pintor, gravador, professor, performancer e cenógrafo. Em 1969 abre a Galeria Tarsila de Arte, SP, ao lado de Tarsila do Amaral, Aldemir Martins e Manezinho Araújo. Na década de 70, elabora painéis para a residência do Conde de Boneval no Guarujá e para os edifícios do Portal do Morumbi em São Paulo. Dentre as exposições de que participa, destacam-se: Mostra Individual, no Masp, São Paulo, 1969; Salão Paulista de Arte Contemporânea, São Paulo, 1971; 100 Obras Itaú, no Masp, São Paulo, 1985; Salão Brasileiro de Marinhas, 1986 (Premiado). JULIO LOUZADA, Vol. 2 pág. 755; ITAU CULTURAL, Acervo FIEO.



191 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Figura - serigrafia - 4/100 - 70 x 50 cm - canto inferior direito - 1982 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



192 - JUAREZ MACHADO (1941)

Meninas em bicicleta - serigrafia - 70/200 - 60 x 46 cm - canto inferior direito -

Nasceu em Joinville, SC. Atualmente reside e trabalha em Paris, França, onde mantem ateliê. Pintor, escultor, desenhista, caricaturista, jornalista, cenógrafo, escritor e ator. Desenvolveu sólida carreira como desenhista de charges de humor. Sua arte essencialmente criativa, vai do lirismo à violência, da análise microscópica ao extravasamento onírico. Entre as exposições de que participa, destacam-se: 9ª Bienal Internacional de São Paulo, 1967; Zona Gallery, Nova Iorque (Estados Unidos), 1981; Retrospectiva Quatro Artistas da Geração 60, no MAC/PR, Curitiba, 1987; Châteaux Bordeaux, no Centro Georges Pompidou, Paris, 1988; Retrospectiva, no MAC/Joinville, 1990; Arte na América Latina: 100 Anos de Produção, no Instituto Estadual de Artes Plásticas da UFRGS, Porto Alegre, 1996. "Juarez Machado expõe a natureza humana, olha, registra, interpreta, ilumina, focaliza. É o mundo dos humanos, mas não é o mundo do juiz dos homens. Aqui não estamos no Juízo Final. Juarez é o artista contemporâneo, ele tem este olhar elaborado pela ciência, o grau de consciência reflexiva. Podemos dizer deste ponto de vista, que esta obra humanística e esta atitude de intensa pesquisa confere ao seu trabalho um caráter anti-medieval." Jacob Klintowitz in: "Juarez Machado - Copacabana 100 Anos, Ed. Simões de Assis, 1992." JULIO LOUZADA vol.11, pág. 186; PONTUAL, pág.284; Acervo FIEO; ITAU CULTURAL; MEC, vol. 3; TEIXEIRA LEITE, pág. 298. Acervo FIEO.



193 - MANABU MABE (1924 - 1997)

Composição - serigrafia - P.I. - 33 x 47 cm - canto inferior direito na tela serigráfica -
Obra póstuma editada pelo Instituto Manabu Mabe.

Pintor, desenhista, gravador e ilustrador nascido no Japão e falecido em São Paulo. Assina Mabe. De Kobe, Japão, emigrou com a família para o Brasil (1934) para dedicar-se ao trabalho na lavoura de café no interior de São Paulo. Interessado em pintura, começou a pesquisar, como autodidata, em revistas japonesas e livros sobre arte. No fim da década de 1940, em São Paulo, conheceu o pintor Tomoo Handa e Yoshiya Takaoka. Integrou-se ao Grupo Seibi, Grupo 15, Grupo Guanabara. Mudou-se para São Paulo (1957) para dedicar-se exclusivamente à pintura. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras coletivas e oficiais no Brasil e exterior. Entre muitos prêmios recebidos, destacam-se: 1953 - Prêmio aquisição no Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro; 1957 - Pequena Medalha de Ouro no VI Salão Paulista de Arte Moderna, SP; 1958 - Grande Medalha de Ouro no VII Salão Paulista de Arte Moderna, São Paulo; 1959 - Prêmio Governador do Estado no VIII Salão Paulista de Arte Moderna, SP; Prêmio Leirner de Arte Contemporânea, SP; Melhor Pintor Nacional na 5ª Bienal Internacional de São Paulo; Prêmio Braun e Prêmio Bolsa de Estudos na I Bienal de Paris, França; Prêmio aquisição no ‘Dallas Museum of Fine Arts’, Dallas, Estados Unidos; 1960 - Prêmio Fiat na 30ª Bienal de Veneza, Itália; 1962 - Primeiro Prêmio na I Bienal Americana de Arte de Córdoba, Espanha. ARTE NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 1050; EIXEIRA LEITE, PÁG. 296; PONTUAL, PÁG. 325; MEC, VOL. 3, PÁG. 13; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 644; LEONOR AMARANTE, PÁG. 83, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 561; ACERVO FIEO; www.mabe.com.br; www.pinturabrasileira.com; www.museumanabumabe.com.br; www.escritoriodearte.com; www.brasilescola.com; www.artprice.com.



194 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Figuras - serigrafia - P.I. - 53 x 45 cm - canto inferior direito -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



195 - MILTON DACOSTA (1915 - 1988)

Alexandre - serigrafia - P.A. - 41 x 29 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador. Milton Rodrigues da Costa nasceu em Niterói, RJ e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou estudos de desenho e pintura, em 1929, com o professor alemão August Hantv. No ano seguinte matriculou-se no curso livre de Marques Júnior, na Escola Nacional de Belas Artes. Junto com Edson Motta, Bustamante Sá e Ado Malagoli , entre outros, criou o Núcleo Bernardelli em 1931. Viajou para Estados Unidos em 1945, com o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Belas Artes do ano anterior. Na cidade de Nova York, estudou na Art's Students League of New York. Em 1946, foi para a Europa e após visita a vários países, fixou-se em Paris, onde estudou na Académie de La Grande Chaumière. Conheceu Pablo Picasso, por intermédio de Cícero Dias, e freqüentou os ateliês de Georges Braque e Georges Rouault. Expôs no Salon d'Automne (Paris) e regressou ao Brasil em 1947. Em 1949, casou-se com a pintora Maria Leontina e passou a residir em São Paulo. Realizou muitas exposições individuais e também recebeu prêmios nas Bienais Internacionais de São Paulo (1955, 1957). TEODORO BRAGA, PÁG. 163; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 229; MEC, VOL. 2, PÁG. 13; BENEZIT, VOL. 3, PÁG.315; ITAU CULTURAL; PONTUAL, PÁG. 155; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; ACERVO FIEO.



196 - MILTON DACOSTA (1915 - 1988)

Figura - serigrafia - P.A. - 41 x 31 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador. Milton Rodrigues da Costa nasceu em Niterói, RJ e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou estudos de desenho e pintura, em 1929, com o professor alemão August Hantv. No ano seguinte matriculou-se no curso livre de Marques Júnior, na Escola Nacional de Belas Artes. Junto com Edson Motta, Bustamante Sá e Ado Malagoli , entre outros, criou o Núcleo Bernardelli em 1931. Viajou para Estados Unidos em 1945, com o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Belas Artes do ano anterior. Na cidade de Nova York, estudou na Art's Students League of New York. Em 1946, foi para a Europa e após visita a vários países, fixou-se em Paris, onde estudou na Académie de La Grande Chaumière. Conheceu Pablo Picasso, por intermédio de Cícero Dias, e freqüentou os ateliês de Georges Braque e Georges Rouault. Expôs no Salon d'Automne (Paris) e regressou ao Brasil em 1947. Em 1949, casou-se com a pintora Maria Leontina e passou a residir em São Paulo. Realizou muitas exposições individuais e também recebeu prêmios nas Bienais Internacionais de São Paulo (1955, 1957). TEODORO BRAGA, PÁG. 163; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 229; MEC, VOL. 2, PÁG. 13; BENEZIT, VOL. 3, PÁG.315; ITAU CULTURAL; PONTUAL, PÁG. 155; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; ACERVO FIEO.



197 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulata - serigrafia - P.A. - 52 x 45 cm - canto inferior direito -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



198 - MANABU MABE (1924 - 1997)

Composição - serigrafia - P.I. - 33 x 41 cm - canto inferior direito na tela serigráfica -
Obra póstuma editada pelo Instituto Manabu Mabe.

Pintor, desenhista, gravador e ilustrador nascido no Japão e falecido em São Paulo. Assina Mabe. De Kobe, Japão, emigrou com a família para o Brasil (1934) para dedicar-se ao trabalho na lavoura de café no interior de São Paulo. Interessado em pintura, começou a pesquisar, como autodidata, em revistas japonesas e livros sobre arte. No fim da década de 1940, em São Paulo, conheceu o pintor Tomoo Handa e Yoshiya Takaoka. Integrou-se ao Grupo Seibi, Grupo 15, Grupo Guanabara. Mudou-se para São Paulo (1957) para dedicar-se exclusivamente à pintura. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras coletivas e oficiais no Brasil e exterior. Entre muitos prêmios recebidos, destacam-se: 1953 - Prêmio aquisição no Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro; 1957 - Pequena Medalha de Ouro no VI Salão Paulista de Arte Moderna, SP; 1958 - Grande Medalha de Ouro no VII Salão Paulista de Arte Moderna, São Paulo; 1959 - Prêmio Governador do Estado no VIII Salão Paulista de Arte Moderna, SP; Prêmio Leirner de Arte Contemporânea, SP; Melhor Pintor Nacional na 5ª Bienal Internacional de São Paulo; Prêmio Braun e Prêmio Bolsa de Estudos na I Bienal de Paris, França; Prêmio aquisição no ‘Dallas Museum of Fine Arts’, Dallas, Estados Unidos; 1960 - Prêmio Fiat na 30ª Bienal de Veneza, Itália; 1962 - Primeiro Prêmio na I Bienal Americana de Arte de Córdoba, Espanha. ARTE NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 1050; EIXEIRA LEITE, PÁG. 296; PONTUAL, PÁG. 325; MEC, VOL. 3, PÁG. 13; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 644; LEONOR AMARANTE, PÁG. 83, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 561; ACERVO FIEO; www.mabe.com.br; www.pinturabrasileira.com; www.museumanabumabe.com.br; www.escritoriodearte.com; www.brasilescola.com; www.artprice.com.



199 - JUAREZ MACHADO (1941)

Casal em bicicleta - serigrafia - 63/200 - 60 x 46 cm - canto inferior direito -

Nasceu em Joinville, SC. Atualmente reside e trabalha em Paris, França, onde mantem ateliê. Pintor, escultor, desenhista, caricaturista, jornalista, cenógrafo, escritor e ator. Desenvolveu sólida carreira como desenhista de charges de humor. Sua arte essencialmente criativa, vai do lirismo à violência, da análise microscópica ao extravasamento onírico. Entre as exposições de que participa, destacam-se: 9ª Bienal Internacional de São Paulo, 1967; Zona Gallery, Nova Iorque (Estados Unidos), 1981; Retrospectiva Quatro Artistas da Geração 60, no MAC/PR, Curitiba, 1987; Châteaux Bordeaux, no Centro Georges Pompidou, Paris, 1988; Retrospectiva, no MAC/Joinville, 1990; Arte na América Latina: 100 Anos de Produção, no Instituto Estadual de Artes Plásticas da UFRGS, Porto Alegre, 1996. "Juarez Machado expõe a natureza humana, olha, registra, interpreta, ilumina, focaliza. É o mundo dos humanos, mas não é o mundo do juiz dos homens. Aqui não estamos no Juízo Final. Juarez é o artista contemporâneo, ele tem este olhar elaborado pela ciência, o grau de consciência reflexiva. Podemos dizer deste ponto de vista, que esta obra humanística e esta atitude de intensa pesquisa confere ao seu trabalho um caráter anti-medieval." Jacob Klintowitz in: "Juarez Machado - Copacabana 100 Anos, Ed. Simões de Assis, 1992." JULIO LOUZADA vol.11, pág. 186; PONTUAL, pág.284; Acervo FIEO; ITAU CULTURAL; MEC, vol. 3; TEIXEIRA LEITE, pág. 298. Acervo FIEO.



200 - ALEX VALLAURI (1949 - 1987)

Sátiro - técnica mista - 19 x 15 cm - não assinado -
Com selo de identificação do autor.

Natural de Asmara, Etiópia, faleceu em São Paulo-SP. Grafiteiro, artista gráfico, pintor, desenhista, cenógrafo e gravador. Chegou ao Brasil com a família em 1965. Era residente e ativo na capital paulista. Iniciou-se em xilogravura, retratando personagens do porto de Santos. No começo da década de 1970, formou-se em comunicação visual pela FAAP-SP. Especializou-se em litografia no Litho Art Center de Estocolomo, em 1975. Retornou ao Brasil em 1978, realizando grafites em espaços públicos de São Paulo. Produzia silhuetas de figuras, com tinta spray sobre moldes de papelão. Residiu em Nova York entre 1982 e 1983, onde cursou artes gráficas no Pratt Institute. Nesse período, fez grafites nos muros da cidade. Além de usar o muro como suporte, seus trabalhos estampam camisetas, broches e adesivos. Voltou ao Brasil e começa a lecionar na Faap. Em sua produção destaca-se a série A Rainha do Frango Assado, que é também tema de instalação apresentada na 18ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1985. Retrospectiva Viva Vallauri, realizada no Museu da Imagem e do Som - MIS, em São Paulo, em 1998. JULIO LOUZADA, vol 3 pag 1170; ITAUCULTURAL.



201 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Pássaro - litografia - 9/15 - 38 x 52 cm - canto inferior direito - 1988 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



202 - OSWALDO VIVIANI (1923)

Lago - óleo sobre tela - 28 x 38 cm - canto inferior direito -

Iniciou seus estudos de desenho na Escola de Belas Artes, na cidade de São Paulo, onde nasceu. Estudou pintura à óleo no atelier do escultor Alfredo Oliani, sob orientação do pintor uruguaio Pedro de Alzaga. Teve também como mestres Inocêncio Borghese, Ettore Federighi, Lubra e Flávio Pretti. Recebeu diversas premiações em certames oficiais, destacando-se a Grande Medalha de Prata, no Salão Paisagem Paulista, 1990. JULIO LOUZADA vol.6, pág.1176.



203 - PERCIVAL TIRAPELLI (1952)

Composição - litografia - 5/30 - 55 x 35 cm - canto inferior direito - 1980 -
No estado.

Pintor, desenhista, gravador, fotógrafo, historiador, curador, professor e crítico de arte nascido em Nhandeara, SP. Formou-se em Desenho, Plástica e Educação Artística pela Faculdade de Belas Artes de São Paulo e é Mestre (1983) e Doutor (1989), pela escola de Comunicações e Artes da USP. Realizou exposições individuais em: Brasília, DF (1978); São Paulo (1982 – MAC, 1984 – Pinacoteca, 1986); La Paz, Bolívia (1985). Tem participado de inúmeras mostras e Salões oficiais, destacando-se: San Salvador (1975); Santo André, SP (1975, 1976); Antuérpia, Bélgica (1976); Kassel, Alemanha (1976); Cidade do México (1976); Costa Rica (1977); Milão, Itália (1979); São Paulo (1976 – Bienal Nacional, 1977 e 1985 – Bienais Internacionais); La Paz, Bolívia (1983); Curitiba, PR (1981). Foi premiado em: La Paz, Bolívia (1983 – Gravura na II Bienal Internacional de Arte); Santo André, SP (1984 e 1986 – XII e XIV Salão de Arte Contemporânea, 1985 – I Salão Regional de Artes Plásticas); Avaré, SP (1987 - II Salão de Artes Plásticas). ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 1136; www.bv.fapesp.br; tirapeli.pro.br; www.pinacoteca.org.br.



204 - OMAR SOUTO (1946)

Paisagem - óleo sobre tela - 24 x 30 cm - canto inferior direito - 1977 -

Goiano de Itaberaí, José OMAR Pereira SOUTO começou como pintor de paredes, de letreiros e de placas. Dessa vivência herdou a ótica ingênua e a identidade com o temário popular, inclusive o religioso, sendo posteriormente estimulado por Siron Franco. Expõe individualmente desde 1976, e participa de coletivas a partir de 1972. JULIO LOUZADA, vol. 3, págS. 1082 e 1083; ITAÚ CULTURAL.



205 - GAETANO GALMOZZI (XX)

Paisagem - óleo sobre tela - 55 x 38 cm - canto inferior direito -

Pintor italiano, radicado em São Paulo, com diversas participações em mostras coletivas e oficiais.



206 - PAULO EDUARDO SAYEG (1960)

Paisagem - desenho a lápis e crayon - 53 x 74 cm - centro inferior - 1997 -

Pintor, desenhista e gravador paulistano. Ativo em São Paulo, onde realizou diversas exposições individuais e assíduas participações em coletivas. Em 1987, foi considerado pela APCA, como o Melhor Desenhista do Ano. JULIO LOUZADA vol.3, pág.1032, Acervo FIEO.



207 - MENASE WAIDERGORN (1927)

"Marinha com pescadores" - óleo sobre tela - 20 x 40 cm - canto inferior direito e dorso - 1993 -

Pintor nascido em Hotin, Romênia. Seus pais vieram para o Brasil (1932) fixando residência em São Paulo. Ingressou na Associação Paulista de Belas Artes (fim da década de 1940), onde conheceu Dario Mecatti. Viajou pelo norte da África e Europa. Participou de diversos salões, coletivas oficiais e recebeu diversos prêmios. JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 1011; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



208 - DOROTHY LOUISE (1927)

"Night and pier" - gravura - Ed. 28 - 33 x 51 cm - canto inferior direito - 1953 -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintora e gravadora americana nascida em Hollywood, CA. Estudou no ‘Chouinard AI’ com Rico Lebrun e Jean Charlot; no ‘Jepson AI’, Los Angeles e no ‘Otis AI’, Los Angeles. Realizou exposições e participou de mostras coletivas oficiais em: Nova York, EUA (1954-1962); São Paulo (1961 – MAM); Japão (1964); Moscou (1964); Los Angeles (1970); Filipinas (1971); entre outras. Recebeu vários prêmios. www.artprice.com.



209 - OSCAR ROTHKIRCH (1880 - 1961)

"St. Moritz" - gravura - 30 x 22 cm - canto inferior direito - 1940 -
No estado. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, gravador e professor alemão. Realizou exposição individual com pinturas e gravuras (águas-fortes), em 1934, no Liceu de Artes e Ofícios – SP, onde se destacaram as águas-fortes coloridas por um processo de impressão com tintas a óleo desenvolvido pelo artista. Participou da Exposição Geral de Belas Artes, RJ em 1930 e 1933. ITAU CULTURAL; memoria.bn.br; www.artprice.com.



210 - FRANCISCO CASSIANI (1921)

"Marinha" - óleo sobre tela - 20 x 30 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1982 -

Nasceu em Mogi Mirim/SP, em 22/9/1921. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios em São Paulo e na Associação Paulista de Belas Artes, estudando posteriormente com o professor e pintor Castellane. Dedicou-se especialmente às naturezas mortas e paisagens, encontrando na histórica e bela cidade de Paraty/RJ, sua maior fonte de inspiração. MEC, vol. 1, pág. 368; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 60; Acervo FIEO.



211 - ANDRÉ DENIS (1906 - 1978)

Figuras - desenho a lápis - 42 x 32 cm - centro inferior -

Escultor e pintor francês, radicado por longos anos em São Paulo, Denis deixou obra valiosa e pessoal. MEC, vol. 2, pág. 28; JÚLIO LOUZADA, vol. 10, pág. 281.



212 - JOÃO BAPTISTA DE PAULA FONSECA (1889 - 1960)

Buscando o gado - óleo sobre madeira - 12 x 18 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor. Assinava J. Bap. Paula Fonseca. Natural do Rio de Janeiro, RJ, onde recebeu orientações de Rudolf Sinderman e de João Baptista da Costa, na Escola Nacional de Belas Artes. Faleceu na mesma cidade. Participou de várias exposições e Salões oficiais: Rio de Janeiro (1915, 1918, 1919, 1920, 1921, 1923, 1933, 1958); São Paulo (1939). Prêmios: Rio de Janeiro (1915, 1918, 1919, 1923 - Viagem à Europa; 1933 - Viagem ao país); São Paulo (1939). Exposição retrospectiva póstuma na Escolinha do Pintor, Rio de Janeiro, em 1966, dirigida por seu filho João Baptista de Paula Fonseca Junior, também pintor. Possui obras no: Museu Nacional de Belas Artes, RJ; Museu Antonio Parreiras, Niterói - RJ; Ministério da Agricultura, Brasília - DF e Museu de Argel, Argélia. JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 388; VOL.6, PÁG. 405; PONTUAL, PÁG. 409; MEC VOL.2, PÁG. 182.



213 - ALOYZIO ZALUAR (1937)

"Rio de areia" - acrílico sobre eucatex - 31 x 34 cm - canto inferior esquerdo -
Reproduzido sob o nº 319 D em catálogo de leilão de Evandro Carneiro, Rio de Janeiro - RJ, realizado em agosto de 2003.

Natural da cidade do Rio de Janeiro. Passou a frequentar a antiga ENBA em 1956. Participou de diversos SNAM entre 1958 e 1967, recebendo a Certificado de Isenção em 1966. Expõe individualmente a partir de 1964. TEIXEIRA LEITE chamou atenção, em 1964, para a influência de Goeldi nos seus trabalhos que, mais tarde, abordaram a temática do carnaval carioca, levando o artista e poeta José Paulo Moreira da Fonseca a situá-lo na fronteira entre o desenho e a pintura. ITAÚ CULTURAL; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 349; MEC, vol. 4, pág. 528; PONTUAL, pág. 556; ACERVO FIEO, pág. 785. Acervo FIEO. -



214 - JOSÉ RIOS PINTO (1926)

Vila - guache - 23 x 16 cm - canto inferior direito -

Pintor paulista da cidade de Santa Lúcia, onde nasceu a 22 de agosto de 1926. Estudou com Reynaldo Manzke e Campão, na Capital, nas técnicas de óleo e aquarela. Participa dos Salões Oficiais a partir de 1974, havendo recebido mais de 95 prêmios com suas lindas paisagens, que o consagraram. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 824.



215 - FERNANDO LEMOS (1926)

Composição - desenho a nanquim - 42 x 56 cm - canto inferior direito - 1958 -

José Fernandes de Lemos nasceu em Lisboa, Portugal. Pintor, desenhista, fotógrafo, gravador, artista gráfico, muralista, poeta. Estuda pintura e litografia na Escola de Artes Decorativas Antonio Arroio, e pintura na Sociedade Nacional de Belas Artes, em Lisboa. Cedo identifica-se e define-se como "surrealista, pintando, desenhando, escrevendo poesia" e fotografando. Os poucos anos dedicados à fotografia, entre 1949 e 1951, possibilitou-lhe realizar uma série de exposições individuais no Brasil e na Europa e ganhar o Prêmio Anual de Fotografia, concedido pelo Centro Português de Fotografia, na cidade do Porto, em 2001. Em 1953, muda-se para São Paulo, naturalizando-se brasileiro por volta de 1960. Em 1955, vai a Portugal, Suíça, Holanda e França com o prêmio viagem ao exterior recebido da Fundação Bienal de São Paulo e, em 1962, recebe bolsa de estudos para o Japão, patrocinada pela Fundação Calouste Gulbenkian. Participa, entre outras exposições coletivas, da Bienal Internacional de São Paulo, várias edições entre 1953 e 1967; Salão Paulista de Arte Moderna, São Paulo, 1958; Panorama da Arte Brasileira, no MAM/SP, em 1970, 1973 e 1979; Tradição e Ruptura: síntese de arte e cultura brasileiras, na Fundação Bienal, São Paulo, em 1984; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, vol. 1 págs. 536/537. Acervo FIEO.



216 - GILDA LISBOA (XX)

Baiana - óleo sobre eucatex - 39 x 28 cm - canto inferior direito -

Carioca, nascida de família tradicional, bisneta do almirante Tamandaré, Gilda Lisboa se projetou como artista plástica na década de 40, atuando principalmente no Rio de Janeiro. Estudou desenho com Eurico Alves e pintura na Sociedade Brasileira de Belas Artes. Nos anos 60 realizou importantes exposições individuais. Foi detentora de vários e significativos prêmios. JULIO LOUZADA, vol. 1 pág. 545 e 546



217 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Mulheres - técnica mista - 20 x 20 cm - canto inferior esquerdo ilegível - 1989 -



218 - MAURICIO AGUDELO (XX - XXI)

Composição - óleo sobre tela - 70 x 70 cm - dorso - 2011 -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista nascido em Bogotá, Colômbia. Estudou arquitetura, artes plásticas e vários cursos de extensão em desenho e pintura. Participou de diversas exposições e mostras oficiais. www.catalogodasartes.com.br; web. artprice.com; www.artnet.com.



219 - EDSON MOTTA (1910 - 1981)

Cais - aquarela - 21 x 30 cm - canto inferior direito -

Mineiro de Juiz de Fora, estudou na ENBA no Rio de Janeiro, onde foi aluno de Rodolfo Chambelland, Marques Junior e Outros. Foi um dos fundadores do Núcleo Bernardelli, que dirigiu por alguns anos. Expositor nas diversas versões do SNBA. Em 1939 ganhou o premio viagem à Europa, onde estudou Conservação e Restauro, ofício que lhe renderia prestígio e respeito no País, PONTUAL, 374; TEIXEIRA LEITE, 336; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 579.



220 - CLODOMIRO AMAZONAS (1893 - 1953)

Flores - óleo sobre tela colada em cartão - 32 x 24 cm - canto inferior esquerdo e dorso - São Paulo -

Pintor e restaurador, Clodomiro Amazonas Monteiro nasceu em Taubaté, SP e faleceu em São Paulo. Iniciou-se em pintura aos 16 anos, realizando restaurações em telas e afrescos do Convento Santa Clara, em Taubaté. Estudou com o pintor Augusto Luís de Freitas no fim da década de 1890. Interessado em promover atividades culturais, fundou na cidade, em 1905, a Associação Artística e Literária. Passou a viver em São Paulo em 1906, quando entrou em contato com a obra de Baptista da Costa e teve aulas com o pintor Carlo de Servi. Paralelamente às atividades artísticas, trabalhou em repartições públicas e atuou como ilustrador para publicações como a Revista da Semana. A partir de 1924 dedicou-se exclusivamente à pintura. Manteve contato com intelectuais, escritores e artistas como Monteiro Lobato, Menotti del Picchia, Lucílio de Albuquerque,Georgina de Albuquerque e Pedro Alexandrino, entre outros. Foi um dos fundadores do Salão Paulista de Belas Artes, em 1934. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1912, 1918, 1921); Taubaté, SP (1919); Juiz de Fora, MG (1918); Rio de Janeiro (1922, 1926); Recife, PE (1925); Belém do Pará, PA (1925); Fortaleza, CE (1926). MEC, vol. 1, pág. 75; TEIXEIRA LEITE, pág. 26; PONTUAL, pág. 24; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 42; TEODORO BRAGA, pág. 72; ITAU CULTURAL, RUTH TARASANTCHI; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 56; MEC VOL. 1, PÁG. 75; www.artprice.com.



221 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulata - linóleogravura - 56 x 40 cm - canto inferior direito -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



222 - DOUGLAS KRIEGER (1954)

Paisagem - óleo sobre eucatex - 40 x 30 cm - canto inferior direito - 2006 -

Pintor, desenhista e professor nascido em Curitiba, PR. Assinava Bussolo. Iniciou sua carreira em 1977, como discípulo de Theodoro De Bona. Formou-se no Curso de Desenho de Figura Humana na UFPR. Realizou exposições individuais em: Curitiba, PR (1978, 1979, 1983 a 1986, 1995); SESC itinerante no Paraná (1986): Maringá, Toledo, Cascavel, Campo Mourão, Londrina, Pato Branco, Ponta Grossa; Campo Largo, PR (1993); Araucária, PR (1994). Participou de muitas coletivas e mostras oficiais pelo Paraná (1978, 1979, 1980 a 1984). Foi premiado em 1982 e 1983. JULIO LOUZADA VOL. 6, PÁG. 562; VOL. 11, PÁG. 165; douglaskrieger.blogspot.com.br.



223 - FLÁVIO PRADA (1939)

"Santo Antônio do Pinhal" - óleo sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior direito e dorso -
Registrado sobre o nº 524 do catálogo do autor.

Iniciou suas atividades de pintura, como autodidata, a partir de 1989. É membro da Academia Paulista de Medicina Veterinária. Tem participado de inúmeras exposições oficiais: São Paulo (1996 a 1999, 2002); EUA (1997); Jaboticabal, SP (1999); Ribeirão Preto, SP (2000); Extrema, MG (2000); Caraguatatuba, SP (2000); Osasco, SP (2000); Serra Negra, SP (2001); Riviera de São Lourenço, SP (2001); São Lourenço, MG (2002). Individual em São Paulo (2000, 2001). Prêmios: Riviera de São Lourenço, SP (2001); São Paulo (2002).



224 - EDMAR FERNANDES (1982)

"Missa e pescaria" - acrílico sobre tela - 40 x 30 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2013 - Paulista - PE -

Edmar de Morais Fernandes nasceu em Chã de Alegria, PE. Iniciou-se na arte, ainda na adolescência, quando morava com seus avós numa pequena granja em Aldeia, cidade vizinha de Recife. Admirador da arte do barro desenha desde os treze anos. Possui trabalhos em Portugal, Suíça, França e Espanha. edmardeco.blogspot.com.br.



225 - MIRIAN (1939 - 1996)

Serenata - óleo sobre madeira - 33 x 30 cm - canto inferior direito - 1982 -
Ex coleção Yves Serpa - Rio de Janeiro - RJ.

Pintora e gravadora, Mírian Inês da Silva é natural de Trindade, GO e falecida no Rio de Janeiro, RJ, cidade onde foi residente e ativa. Assina Mírian. Estudou na Escola de Belas Artes de Goiás, bem como frequentou os cursos ministrados por Ivan Serpa no MAM, RJ. Expôs pela primeira vez como gravadora em 1962. Realizou exposições individuais no Rio de Janeiro (1966, 1972, 1974); São Paulo (1984). Participou de mostras coletivas e oficiais em: São Paulo (1963 e 1965 – Bienal Internacional de São Paulo, 1964 - Exposição da Jovem Gravura Nacional, 1993); Goiânia, GO (1964 - Salão Goiano de Belas Artes - Prêmio); Ribeirão Preto, SP (1964 - Exposição da Jovem Gravura Nacional); Belo Horizonte, MG (1965 - Exposição da Jovem Gravura Nacional); Curitiba, PR (1965 - Exposição da Jovem Gravura Nacional); Florianópolis, SC (1965 - Exposição da Jovem Gravura Nacional); Rio de Janeiro (1966 – Salão Nacional de Arte Moderna – Isenção de Júri); Bienal de Gravura de Santiago do Chile (1969); Paris (1975); Londres (1979); entre outras. Recebeu Prêmio Aquisição na Bienal de Arte Naïf no SESC de Piracicaba (1994). TEIXEIRA LEITE, PÁG. 327; MEC VOL. 3, PÁG. 167; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 638; VOL. 4, PÁG. 745; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO.



226 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Galo - litografia - 13 x 09 cm - canto inferior direito - 1985 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



227 - SILVIA ALVES (1947)

"Luar de inverno em São Paulo" - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito e dorso - 2016 -

Pintora, desenhista, escultora, gravadora, ilustradora, professora, poetiza e atriz Silvia Ferraro Alves nasceu em São Paulo. Estudou desenho e escultura com Alvaro de Bauptista (1980 a 1984) na Universidade de Campinas; formou-se em Pintura na Faculdade de Belas Artes (1986); mestrado em Aquarela na Faculdade Santa Marcelina (1998); frequentou o ateliê de Gravura do Museu Lasar Segall (1985 a 1988); os ateliês de pintura e desenho dos professores Lecy Bomfim, Salvador Rodrigues, Deusdedith Campanelli, Colette Pujol, Djalma Urban, Francisco Cuoco, Fang, o ateliê de escultura no Museu Brasileiro de Escultura (1980 a 1994) e aquarela com Iole Di Natale (1994 a 1998). Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais. Foi premiada em 1983, 1989, 1991, 1993, 1994, 1997, 1999, 2000, em São Paulo. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL, 10, PÁG, 49; www.silviaalves.art.br.



228 - FERNANDO FERREIRA RIBEIRO (NANDO RIBEIRO) (1963)

"Mulher com pássaros" - óleo sobre tela - 50 x 40 cm - canto inferior direito e dorso - 2016 -

Cearense de Pires Ferreira, onde nasceu em 30/3/1963. Segundo Milton Teixeira, "...Os valores artísticos, inerentes no jovem (...) recriaram a terra craquelenta em colheitas e as figuras sedentas e as substituiram por jovens saciados de olhares passivos, próprios dos que não anseiam mudança alguma. A onirilidade de Nando Ribeiro traz para a tela seu mundo recriado, grandemente influenciado pelos mestres brasileiros, como Di Cavalcanti e Portinari." Coletivas a partir de 1983 em São Paulo e no exterior, com sucesso de crítica. JULIO LOUZADA, vol 8 - pág 698



229 - ANTONIO PESSOA (1943)

Casal - múltiplo em bronze - 14 x 06 x 02 cm - não assinado -

Escultor, assina Tonny. Radicado no Rio de Janeiro detentor de bom curriculo nacional e internacional com inumeras participações em Salões Oficiais,varias vezes premiado. Ótimo mercado.



230 - WESLEY DUKE LEE (1931 - 2010)

"Cartografia anímica 758" - litografia off set - 36 x 48 cm - canto inferior direito na matriz - 1980 -

Pintor, desenhista, gravador, artista gráfico, professor - nasceu e faleceu em São Paulo. Iniciou seus estudos de desenho em 1950, no MASP. Em 1952 viajou para os EUA para dedicar-se ao aprendizado de artes gráficas na ’Parson's School of Design’ e na ‘American Institute of Graphic Arts’ (Nova York). De volta ao Brasil trabalhou no campo da pintura e do desenho, aperfeiçoando-se com Karl Plattner, em São Paulo (1957). Em seguida transferiu-se para Paris, onde frequentou a ‘Académie de la Grande Chaumière’ e estudou gravura com Johnny Friedlaender. Retornou ao Brasil em 1960. Em 1963, iniciou trabalho com os jovens artistas Carlos Fajardo, Frederico Nasser, José Resende, Luiz Paulo Baravelli, entre outros. Nesse ano, realizou, no João Sebastião Bar, em São Paulo, ‘O Grande Espetáculo das Artes’, um dos primeiros ‘happenings’ do Brasil. Procurou organizar um movimento artístico, o realismo mágico, com Maria Cecília, Bernardo Cid, Otto Stupakoff e Pedro Manuel-Gismondi, e outros. Em 1966, com Nelson Leirner, Geraldo de Barros, José Resende, Carlos Fajardo e Frederico Nasser, fundou, como reação ao mercado de arte, o Grupo Rex, que existiu até 1967. Participou de diversas exposições coletivas e Bienais no Brasil e no exterior, realizando individuais por todo o Brasil. MEC, VOL.2, PÁG.465; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁG.466; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 282; PONTUAL, PÁG.305 E 306; JULIO LOUZADA, VOL.8, PÁG.459; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 734; ARTE NO BRASIL, PÁG. 815; LEONOR AMARANTE, PÁG. 143. ACERVO FIEO.



231 - EMERIC MARCIER (1916 - 1990)

Santo - desenho a nanquim - 30 x 20 cm - dorso - 28/09/1958 -

Pintor romeno, nascido em Cluj. Cursou a Academia Brera, de Milão, atraído pela pintura pré-renascentista italiana. Após breve passagem por Paris, imigrou para o Brasil, onde realizou sua primeira individual em 1940 (Salão dos Artistas Brasileiros-RJ), seguindo-se outras em 1942 e 1944, ambas também na cidade do Rio de Janeiro. Marcier foi um pintor tradicional e renovador ao mesmo tempo. Emprestou sentimento à sua obra, aos seus personagens sacros. Participou de duas Bienais em São Paulo, uma no México e diversas coletivas na Europa, inclusive a Bienal de Arte Sacra de Salzburg, Áustria. TEIXEIRA LEITE, pág. 307/308/309; JULIO LOUZADA, vol. 13, pág. 207; PONTUAL, pág. 335; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 605; ARTE NO BRASIL, pág. 872.



232 - MANOEL SANTIAGO (1897 - 1987)

Cascudas - óleo sobre eucatex - 47 x 35 cm - canto inferior direito e dorso -

Manoel Colafante Caledônio de Assumpção Santiago nasceu em Manaus, AM e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, desenhista e professor. Mudou-se para Belém em 1903 e iniciou estudos de pintura. Desde 1916 já praticava a arte não figurativa. Em 1919 transferiu-se para o Rio de Janeiro, cursou Direito e frequentou a Escola Nacional de Belas Artes, onde foi aluno de Rodolfo Chambelland e Baptista da Costa. Na época, teve aulas particulares com Eliseu Visconti. Foi casado com a pintora Haydeá Santiago. Participou em 1927 do Salão Nacional de Belas Artes e recebeu o prêmio viagem ao exterior, entre vários outros. Foi para Paris no ano seguinte, e lá permaneceu por cinco anos. De volta ao Rio de Janeiro, em 1932, tornou-se professor do Instituto de Belas Artes. Em 1934, passou a lecionar pintura e desenho no Núcleo Bernardelli, figurando entre seus alunos José Pancetti, Edson Motta, Bustamante Sá, Ado Malagoli, Rescála e Milton Dacosta. Participou da I Bienal Internacional de São Paulo (1951) e do 8º Panorama da Arte Brasileira (1976). PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, VOL. 1, PÁG. 241; TEODORO BRAGA, PÁG. 211; CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO DE PAISAGEM BRASILEIRA, MEC-MNBA /RIO/1944; MAYER/84, PÁG. 1158; REIS JR, PÁG. 378; PONTUAL, PÁG. 473; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 292; ITAÚ CULTURAL, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 865; ACERVO FIEO.



233 - JORGE GUINLE FILHO (1947 - 1987)

Composição - desenho a lápis e guache - 41 x 29 cm - canto inferior esquerdo - 1977 -

Pintor, desenhista e gravador nascido e falecido em Nova York, EUA. Mudou-se com a família para o Brasil ainda no ano de seu nascimento e permaneceu no Rio de Janeiro até 1955. Desse ano até 1962, acompanhando a mãe, morou em Paris e, em seguida, em Nova York, onde residiu até 1965. Na França, em paralelo a sua formação regular, iniciou, como autodidata, estudos de pintura e frequentou museus e galerias de arte, prática que manteve quando se transferiu para os Estados Unidos. De 1965 a 1974 viveu no Rio de Janeiro e passou temporadas em Londres e Paris, cidade para onde retornou nesse último ano e se estabeleceu por mais três anos. Em 1977, voltou a residir no Rio de Janeiro. Seu trabalho ganhou repercussão e, na década de 1980, integrou as principais exposições de arte do país. A produção do artista, concentrada em seus últimos sete anos de vida, foi dedicada, sobretudo à pintura. Jorge Guinle foi um importante incentivador da revalorização da pintura promovida pelo grupo de jovens artistas conhecido como Geração 80. Participou da mostra ‘Como Vai Você, Geração 80?’, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage - EAV/Parque Lage, Rio de Janeiro, 1984, escreveu um texto para a edição especial da revista ‘Módulo’ dedicada a essa mostra, participou de várias exposições e eventos realizados por esses artistas e escreveu sobre suas obras. Participou também da 17ª e 18ª Bienal Internacional de São Paulo (1983 e 1985). Em 1985 recebeu o Prêmio de Viagem ao Estrangeiro no 8º Salão Nacional de Artes Plásticas, MAM-RJ. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL. 2, PÁG.482; LEONOR AMARANTE, PÁG. 312. ACERVO FIEO.



234 - LOTHAR CHAROUX (1912 - 1987)

Linhas - serigrafia - 59/75 - 30 x 30 cm - canto inferior direito - 1974 -

Pintor, desenhista e professor austríaco, natural de Viena. Assinava Charoux. Iniciou os estudos artísticos com seu tio, o escultor austríaco Siegfried Charoux. Transferiu-se para o Brasil em 1928, fixando residência em São Paulo. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios da cidade onde conheceu Valdemar da Costa, com ele fazendo aprendizado de pintura a partir de 1940. Posteriormente passa a lecionar desenho no Liceu de Artes e Ofícios e no SENAI. Em 1947, realizou sua primeira exposição individual, na Galeria Itapetininga. Em 1952, participou da fundação do Grupo Ruptura, ao lado de Waldemar Cordeiro, Geraldo de Barros, Anatol Wladyslaw e outros. Com Hermelindo Fiaminghi e Luiz Sacilotto , cria a Associação de Artes Visuais NT - Novas Tendências, em 1963. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras oficiais nacionais como a Bienal Internacional de São Paulo (I a IX, XII, XIII), Panorama da Arte Atual Brasileira (1º ao 3º, 6º, 9º, 11º, 12º) e no exterior. É homenageado com retrospectiva no Museu de Arte Moderna de São Paulo e no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro em 1974. Em 2005, é publicado o livro ‘Lothar Charoux: A Poética da Linha’, pela historiadora de arte Maria Alice Milliet. PONTUAL, PÁG. 131; MEC VOL. 1, PÁG. 433; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 254; VOL. 9, PÁG.207; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 645; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; ACERVO FIEO.



235 - THEODORO DE BONA (1904 - 1990)

Paisagem com tanque - guache - 32 x 43 cm - canto inferior esquerdo - 1935 -

Natural de Morretes, PR, onde nasceu a 11 de junho de 1904, e falecido em Curitiba, PR, em 20/9/1990. Pintor e desenhista.Foi aluno de Gina Bianchi e Ercília Cecchi. Frequentou assiduamente o ateliê do pintor Alfredo Andersen, convivendo com Traple, Freyesleben, Augusto Perneta, Taborda Jr e outros artistas locais. Aperfeiçoou-se na Europa, para onde seguiu em 1927. Estudou na Real Academia de Belas Artes de Veneza, frequentando aulas de Ettore Tito e Vicenzo Stefani. No Brasil, a partir de 1936, expõe com sucesso as suas obras e leciona pintura e desenho na Escola de Belas Artes do Paraná. JULIO LOUZADA vol. 13 pág. 44; ITAÚ CULTURAL.



236 - ALBERTO LUME (1944)

Colhendo flores - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior direito -

Português da Ilha da Madeira, onde nasceu a 6/2/1944, LUME, como é conhecido e assina as suas obras, fixou residência no Brasil a partir de 1954. Trouxe na sua bagagens sólidos conhecimentos de bom desenhista e excepcional colorista. Adota os temas brasileiros em suas obras com rara felicidade, fazendo com que as suas obras sejam muito disputadas em leilões e por colecionadores. JULIO LOUZADA, vol. 2 pág. 601 602



237 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Composição - serigrafia - 43/99 - 70 x 98 cm - canto inferior direito - 2000 -



238 - ROBERTO GONÇALVES (1930)

"Sicília" - óleo sobre tela - 37 x 46 cm - canto inferior direito e dorso - 1990 -

Pintor e professor nascido em Maceió, AL. Radicado no Rio de Janeiro, foi professor da Sociedade Brasileira de Belas Artes. Realizou exposição individual em Vitória, ES e participou de várias mostras coletivas e Salões oficiais no Rio de Janeiro e em Petrópolis, RJ. Recebeu Medalha de Ouro na I e II Gincana do CACIG, RJ e I Gincana de Saquarema - RJ; Medalha de Prata no Salão da Paisagem na SBBA – RJ, no Salão ABD-MEC - RJ e no Salão Baptista da Costa, Petrópolis – RJ; Medalha de Bronze no SBBA – RJ, no Salão Nacional da Aeronáutica – RJ, no Salão da Marinha – RJ e no Salão Valenciano – MG. JULIO LOUZADA VOL. 5, PÁG. 448.



239 - JOEL FIRMINO DO AMARAL (1951)

"Igreja de São Francisco de Assis" - óleo sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior direito e dorso - 2016 - Ouro Preto -

Pintor radicado em São Paulo, onde é ativo. São muito apreciadas as suas aquarelas, que retratam os casarios de cidades mineiras e do interior do País. Em 1985, recebeu prêmio aquisição no SPBA, e em 1988 prêmio no SPBA-SP. JULIO LOUZADA, vol. 9, pág. 39; Acervo FIEO.



240 - PAULO CALAZANS (1947 - 2016)

"Varal do brooklin" - acrílico sobre madeira - 45 x 69 cm - canto inferior direito e dorso - 2007 -
No estado.

Mineiro de Caratinga, onde nasceu a 25 de maio de 1947. Gravador, desenhista, fotógrafo e poeta. Dos 15 aos 30 anos executou trabalhos na área visual (pintura, ilustração, gravura, fotografia, cenografia, entre outros), o que gerou a sua formação atual. Sua obra reflete várias tendências, ora passando uma releitura na História da Arte no período 1300/1950, ora desenvolvendo imagens a partir do inconsciente racionalizado. Individuais e coletivas a partir de 1983, com premiações. JULIO LOUZADA vol.11, pág. 49.



241 - HENRIQUE OSWALD (1918 - 1965)

Igreja - gravura - 14/20 - 36 x 53 cm - canto inferior direito -
No estado.

Gravador, pintor, desenhista. Henrique Carlos Bicalho Oswald nasceu e faleceu na cidade do Rio de Janeiro-RJ. Inicia o seu aprendizado artístico com seu pai, o gravador e pintor Carlos Oswald, substituindo-o, em 1947, na cadeira de gravura no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro. Em 1952 freqüenta o curso de André Lhote. Com o prêmio de viagem ao exterior, conquistado no Salão Nacional de Belas Artes em 1954, vive na Europa entre 1955 e 1959. Nesse período estuda gravura no ateliê de Johnny Friedlaender. JULIO LOUZADA, vol. 7 pág. 527; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 709; ARTE NO BRASIL, pág. 846.



242 - TAPETE ORIENTAL,


Ponto de nó, feito a mão, de lã, Sumak Iraniano, medindo 2,00 x 1,53 = 3,06 m².



243 - NOEMIA MOURÃO (1912 - 1992)

Negra - desenho a caneta esferográfica - 46 x 32 cm - não assinado -
Com carimbo de autenticação do leilão do espólio da artista, no dorso.

Pintora e desenhista. Assina Noemia. Realizou sua primeira individual em 1934, no Rio de Janeiro. Residiu na Europa de 1934 a 1940, frequentando em Paris as academias de la Grande Chaumière e Ranson. Expôs em Montevideu e Buenos Aires. Foi citada por REIS JUNIOR e TEODORO BRAGA. Foi aluna (1932) e mulher (1933) de Di Cavalcanti. MEC vol.3, pág. 265; WALMIR AYALA vol.2, pág.135; PONTUAL, pág. 375; TEIXEIRA LEITE, pág. 356; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 684. Acervo FIEO.



244 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulata - linóleogravura aquarelada - P.A. - 35 x 31 cm - canto inferior direito -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



245 - RANCHINHO (1923 - 2003)

Volta do eito - óleo sobre cartão colado em eucatex - 34 x 50 cm - canto inferior esquerdo - 1980 -

Pintor e desenhista, Sebastião Theodoro Paulino da Silva nasceu em Oscar Bressane, SP e faleceu em Assis, SP. Filho de agricultores mudou-se com a família para Assis, após a morte do pai em 1925. Analfabeto e apresentando desvios comportamentais, somente aos 24 anos conseguiu o primeiro trabalho auxiliando na produção de garapa. Com a morte do seu patrão e protetor, João Romero, conhecido como João Garapeiro, passou a sobreviver como catador de papéis, latas e garrafas, morando em ranchos abandonados, o que lhe valeu o apelido de Ranchinho. Foi incentivado pelo escritor José Nazareno Mimessi, fundador do Museu de Arte Primitiva de Assis, a aprender técnicas de guache e acrílica sobre aglomerado de madeira. Realizou exposições individuais em: Assis, SP (1974 a 1976); Bauru, SP (1981); São Paulo (1982, 1988, 1998). Entre as diversas mostras coletivas e oficiais, destacam-se: 12ª Bienal Internacional de São Paulo (1973), Bienal Nacional, SP (1976), Bienal Brasileira de Arte Naïf, Piracicaba – SP (1994, 1998, 2000, 2002); Cidade do México, México (1980). Foi premiado em: Assis, SP (1971, 1980); Piracicaba, SP (1987, 1994 e 1998 - Bienal Brasileira de Arte Naïf, SESC). JULIO LOUZADA VOL. 4, PÁG. 931; VOL. 10, PÁG. 729; VOL. 11, PÁG. 259; VOL. 13, PÁG. 276; ITAU CULTURAL, ACERVO FIEO; artepopularbrasil.blogspot.com.br.



246 - ROBERTO BURLE MARX (1909 - 1994)

Composição - serigrafia - 62/120 - 61 x 74 cm - canto inferior direito na tela serigráfica -
Edição póstuma com relevo seco do Projeto Burle Marx.

Nasceu em São Paulo e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, paisagista, arquiteto, desenhista, pintor, gravador, litógrafo, escultor, tapeceiro, ceramista, designer de jóias, decorador. Durante a infância viveu no Rio de Janeiro. Foi com a família para a Alemanha, em 1928. Em 1929, freqüentou o ateliê de pintura de Degner Klemn. Nos jardins e museus botânicos de Dahlen, em Berlim, entusiasmou-se ao encontrar exemplares da flora brasileira. De volta ao Brasil, fez curso de pintura e arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1930 - 1934), onde foi aluno de Leo Putz , Augusto Bracet e Celso Antônio. Seu primeiro projeto paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, em 1932. Entre 1934 e 1937, ocupou o cargo de diretor de parques e jardins do Recife, PE, onde passou a residir. Nesse período, foi com freqüência ao Rio de Janeiro e teve aulas com Candido Portinari e com o escritor Mário de Andrade. Em 1937, retornou ao Rio de Janeiro e trabalhou como assistente de Candido Portinari. Foi em 1949, conforme sua paixão por plantas e seu interesse por botânica e jardinagem, que Burle Marx adquiriu um sítio em Barra de Guaratiba, RJ. Com auxílio de botânicos, viajou, coletou, catalogou exemplares de plantas do Brasil e reproduziu em seu sítio a diversidade fitogeográfica brasileira. Em 1985 doou esse sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.Realizou muitas exposições individuais e projetos paisagísticos, participou de diversas mostras oficiais coletivas pelo Brasil e no exterior. PONTUAL, PÁG. 94; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 93; MEC. VOL.1, PÁG.303; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 738; LEONOR AMARANTE, PÁG. 98; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 179; artnet.com. ACERVO FIEO.



247 - ULYSSES FARIAS (1960)

Composição - técnica mista - 60 x 60 cm - canto inferior direito e dorso - 2016 - Socorro - SP. -

Desenhista, pintor, fotógrafo, escultor, poeta e professor nascido em São Paulo. Tem participado de muitos eventos culturais, mostras e Salões oficiais em Socorro, SP (2006 a 2014); Brasília, DF (2010); Mairiporã, SP (2007); São Paulo (2013). Recebeu, em 2012, o primeiro lugar em um concurso de fotografias.



248 - IVAN GOUSSEFF (1897 - 1953)

Barcos - aquarela - 23 x 34 cm - canto inferior esquerdo -

Nascido em Viborg, Finlândia e falecido em São Paulo-SP. Fez seus estudos na Academia de Belas Artes de São Petersburgo. Em 1921 emigrou para o Brasil, fixando-se em São Paulo. Foi por cerca de 25 anos autor de cartões para vitrais produzidos pela empresa Conrado Sorgenicht de São Paulo, especializando-se em temas sacros, sendo de sua autoria, por exemplo, a rosácea sobre a porta principal da Catedral de São Paulo. Como pintor trabalhou a óleo, pastel, e aquarela. MEC, vol. 2, pág. 279; JULIO LOUZADA, vol. 4, pág. 483; TEIXEIRA LEITE, pág. 225.



249 - ANGELO TACCARI (1924 - 2004)

"A cerâmica é fogo" - pintura sobre cerâmica - d= 21 cm - dorso - 1964 -
Com dedicatória. No estado. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Escultor, ceramista e pintor italiano, nascido em Roma, a 16 de janeiro de 1924. Suas obras guardam extraordinãria intimidade na relação entre o artista e o material, transformada em arte pura, de infinita delicadeza. JÚLIO LOUZADA, vol. 10, pág. 857.



250 - CÉLIA NAHAS GARCIA (XX)

"New York" - técnica mista - 70 x 100 cm - canto inferior direito -

Artista plástica nascida em São Paulo. É pedagoga e desenvolve sua arte como autodidata. Realizou exposições individuais em São Paulo (2013, 2014) e tem participado de inúmeras mostras coletivas e oficiais, destacando-se: 'Exposição Museo do Café' (2013);?'Artexpo New York', Nova York -



251 - HELENA COSTA RODRIGUES (1947)

"Forró na casa rosa" - acrílico sobre tela - 30 x 40 cm - centro inferior e dorso - 2006 -

Pintora, Helena Maria Costa Rodrigues nasceu em Salvador, Bahia. Vive no Rio de Janeiro desde pequena. Autodidata em arte, estudou piano por quinze anos, foi musicoterapeuta e formou-se professora. Seu pai foi militar e se exilou no Uruguai com a família depois do golpe militar. Viveu de 1965 a 1967 em Montevidéu. A partir de 1995 passou a dedicar-se integralmente à pintura. Realizou sua primeira exposição em 1996, no Rio de Janeiro. A partir de 1997 suas obras passaram a fazer parte do Museu Internacional de Arte Naïf do Brasil – MIAN, RJ.



252 - MARIA LEONTINA (1917 - 1984)

Composição - pastel - 13 x 23 cm - centro inferior -

Pintora, gravadora e desenhista. Maria Leontina Mendes Franco da Costa nasceu em São Paulo, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. Iniciou estudos de desenho com Antônio Covello, em São Paulo (1938), e na primeira metade da década de 1940 estudou pintura com Waldemar da Costa. Em 1946, no Rio de Janeiro, frequentou o ateliê de Bruno Giorgi e fez curso de museologia no Museu Histórico Nacional, entre 1946 e 1948. Em 1947, participou da exposição ‘19 Pintores’, na Galeria Prestes Maia, em São Paulo, ao lado de Lothar Charoux, Marcelo Grassmann, Aldemir Martins, Luiz Sacilotto e Flavio-Shiró. Em 1951, foi convidada pelo psiquiatra e crítico de arte Osório César para orientar o setor de artes plásticas do Hospital Psiquiátrico do Juqueri. No mesmo ano, organizou uma mostra dos internos no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Em 1952, com bolsa de estudo do governo francês, viajou para a Europa, acompanhada pelo marido, o pintor Milton Dacosta. Em Paris, entre 1952 e 1954, frequentou o ateliê de gravura de Johnny Friedlaender. Na década de 1960, realizou painel de azulejos para o Edifício Copan e vitrais para a Igreja Episcopal Brasileira da Santíssima Trindade, ambos em São Paulo. Realizou exposições individuais e participou de inúmeras mostras, Salões oficiais e Bienais como a Bienal de Veneza (1950, 1952, 1956). Foi premiada no Rio de Janeiro (1944, 1950, 1955, 1957, 1980); em São Paulo (1944; 1947; 1951; 1954; 1958; 1960; 1980; 1955, 1959, 1965 - Bienais Internacionais; 1969, 1970 - Panoramas da Arte Atual Brasileira; 1975 - prêmio pintura da Associação Paulista de Críticos de Artes - APCA); Brasília, DF (1980); Curitiba, PR (1980; Porto Alegre, RS (1980); Nova York (1960 - Fundação Guggenheim). ITAU CULTURAL; MEC, VOL. 2, PÁG. 471; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 309; PONTUAL, PÁG. 338; ARTE NO BRASIL, PÁG. 772; LEONOR AMARANTE, PÁG. 25; WALTER ZANINI, PÁG. 645; JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 572.



253 - AUGUSTO RODRIGUES (1913 - 1993)

Frevo - guache - 30 x 23 cm - canto inferior direito - 1941 -

Desenhista, caricaturista e educador, Augusto Rodrigues nasceu em Recife-PE, onde frequentou a partir de 1932, o ateliê de Percy Lau. Participou em 1934 da primeira exposição de arte moderna de Pernambuco. Desenhista e caricaturista por excelência, o artista destacou-se no Sul do País, participando de salões, coletivas e individuais, recebendo honrarias e premiações. Criou diversos personagens, amparado na visão do cotidiano das grandes cidades. MEC, vol. 4, pág. 89; PONTUAL, pág. 457; TEODORO BRAGA, pag. 43; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 602; ARTE NO BRASIL, pág. 517.



254 - CARYBÉ (1911 - 1997)

"Bate papo" - serigrafia - 72/200 - 45 x 60 cm - canto inferior direito -
Reproduzido no catálogo da Mostra Itinerante do artista realizada em treze capitais em 1995, realização Galvão Bueno Marketing Cultural e patrocínio da Galeria de Arte André - São Paulo - SP.

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



255 - RENOT (1932)

"Casario da cidade baixa" - tapeçaria - 193 x 130 cm - canto superior esquerdo e dorso - 1978 -

Pintor, desenhista, gravador e tapeceiro, Reinaldo Eliomar de Freitas Marques da Silva nasceu em Santa Luzia, Bahia. Assina Renot. Autodidata, começou a pintar em 1957 e, em 1964, com a inauguração da Galeria Quirino, em Salvador, iniciou sua formação artesanal. Tornou-se amigo de vários intelectuais e artistas baianos entre os quais Jenner Augusto, Jorge Amado e Manuel Quirino. Quirino, com quem trabalhou, foi também o seu mestre na arte de tecer (1964). Foi responsável pelos calendários-tapeçaria que fez para a Basf e Bosh do Brasil em 1977. Realizou muitas exposições individuais em: Salvador, BA (1970, 1971, 1972, 1977); Porto Alegre, RS (1970); Rio de Janeiro (1971, 1974); São Paulo (1972, 1973, 1975 a 1978, 1982); Hamburgo, Alemanha (1971); Londres, Inglaterra (1972); Barcelona, Espanha (1974); Genebra, Suíça (1974); Buenos Aires, Argentina (1975); Paris, França (1976); Estados Unidos (1978, 1980). Participou de várias coletivas e mostras oficiais pelo Brasil e exterior. Atua também como perito, marchand e organizador de leilões. JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 816; VOL. 7, PÁG. 590; ITAU CULTURAL; MEC VOL. 4, PÁG. 53; web.artprice.com.



256 - BEATRIZ MILHAZES (1960)

"Meu limão (2000)" - litografia off set - 196/300 - 28 x 38 cm - canto inferior direito na matriz -
Com certificado de Edicion, emitido por Suc. de Salerno e Hijos - (Italy) e carimbo em relevo seco do editor.

Pintora, gravadora, ilustradora e professora nascida no Rio de Janeiro. Nessa cidade formou-se em comunicação social (1981), iniciou-se em artes plásticas ao ingressar na Escola de Artes Visuais do Parque Lage (1980), onde mais tarde lecionou e coordenou atividades culturais. Cursou gravura em metal e linóleo no Atelier 78 (1995 a 1996), com Solange Oliveira e Valério Rodrigues; ilustrou o livro ’As Mil e Uma Noites à Luz do Dia: Sherazade Conta Histórias Árabes’ (1997), de Katia Canton. Participou das exposições que caracterizaram a Geração 80 e foi artista visitante em algumas universidades dos Estados Unidos (1997, 1998). Tem se destacado em mostras brasileiras, internacionais (a partir dos anos 1990) - nos Estados Unidos, na Europa e integra acervos de museus como o MoMA, Guggenheim e Metropolitan, em Nova York. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 6, PÁG. 729; www.fortesvilaca.com.br; www.artprice.com; www.museuoscarniemeyer.org.br; www.moma.org; www.metmuseum.org.



257 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Paisagem - óleo sobre tela - 60 x 100 cm - canto inferior direito ilegível -



258 - ANA CRISTINA ANDRADE (1953)

"Caquizeiros" - gravura em metal - 30/30 - 20 x 30 cm - canto inferior direito - 1985 -
Complemento de técnica: maneira negra e ponta seca. -

Ana Cristina Andrade Moreira é pintora, gravadora, desenhista, professora e designer vidreira. Iniciou sua formação artística na Escola Superior de Arte Santa Marcelina, SP (1972-1975). Aprendeu gravura em metal (1980-1990) com Iole Di Natale; técnicas de gravura na Scuola Internazionale di Gráfica em Veneza, Itália (1983); Gravura Especial com Evandro Carlos Jardim, no MAC-SP (1991); Técnica Calcográfica Experimental com Mario Benedetti, na FASM-SP (1997); Vitrofusão com Roberto Bonino. Exposições individuais: São Paulo, SP (1984, 1987, 1995, 2003); Bauru, SP (1989); “Projeto Interior com Arte” – Museu Banespa (1998 – Exposição itinerante pelo interior do Estado de São Paulo). Coletivas: Epinal, França (1975); São Paulo, SP (1974, 1982, 1984, 1985, 1986, 1988, 1994, 1995, 2000, 2002 a 2004, 2012 – SP ESTAMPA); Santo André, SP (1982); Novo Hamburgo, RS (1982); Taiwan, China (1983, 1985); San Juan, Porto Rico (1983); Santos, SP (1983); Cabo Frio, RJ (1983); Ribeirão Preto,SP (1984); Curitiba, PR (1984); Piracicaba,SP (1984); Veneza, Itália (1984, 1985); Campinas, SP (1985); São José do Rio Preto, SP (1986); Limeira, SP (1986); Washington D.C.,EUA (1991); Campos do Jordão, SP (1991); Kanagawa, Japão (1992); Maastricht, Holanda (1993); Illinois, EUA (1994); Cidade do México, México (1996); Jacareí, SP (1998); Budapeste, Hungria (1996); Uzice, Yuguslávia (1997); Ourense, Espanha (1994, 2006). Prêmios: São Paulo, SP (1974); Novo Hamburgo, RS (1982); Santos, SP (1983); Ribeirão Preto, SP (1984); Curitiba, PR (1984); Piracicaba, SP (1984); Campinas, SP (1985); São José do Rio Preto, SP (1986). JULIO LOUZADA, vol.1, pág. 62; vol.2, pág. 66; Acervo FIEO. ITAU CULTURAL.



259 - ESCOLA HAITIANA, SEC XX

Negras - acrílico sobre tela - 20 x 25 cm - canto inferior direito ilegível - Haiti -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")



260 - PAULA KADUNC (1954)

Composição - acrílico sobre tela - 30 x 20 cm - dorso - 2015 -
Registrado sobre o nº 546 do catálogo da autora.

Paula Kadunc, pseudônimo artístico de Maria Paula Kadunc, nasceu em São Paulo. Frequentou um curso clássico de arte e comunicação na época de colégio. Formou-se em historia (1975) e nos anos seguintes realizou viagens de estudo pela Europa, Japão, China e Filipinas. No inicio da década de 80 trabalhou no Museu de Arte de São Paulo como assessora de imprensa e relações publicas auxiliando ainda na curadoria de diversas exposições. Na década de 90 frequentou o ateliê do escultor Paulo Tadee onde trabalhou com desenhos e pinturas geométricas e passou a fundir esculturas em bronze. Estudou técnica de pintura com Marysia Portinari. Tem participado com suas obras de várias exposições coletivas e leilões de arte. Possui obras em diversas coleções particulares e no Museu de Arte do Parlamento de São Paulo. www.artemaisnet.com.br/artistas/paula-kadunc.html; www.catalogodasartes.com.br; www.al.sp.gov.br; www.artprice.com; www.askart.com.



261 - FERNANDO ODRIOZOLA (1921 - 1986)

Composição - técnica mista - 65 x 51 cm - canto inferior direito - 1969 -

Fernando Pascual Odriozola nasceu em Oviedo, Espanha e faleceu em São Paulo. Pintor, desenhista e gravador. Começou a pintar em 1936. Veio para o Brasil em 1953 e fixou residência em São Paulo. No ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual na Galeria Portinari. O Museu de Arte Moderna de São Paulo dedicou-lhe outra individual, em 1955. Na década de 1960, lecionou no Instituto de Arte Contemporânea da Fundação Armando Álvares Penteado e colaborou como ilustrador nos jornais O Estado de S. Paulo e Diário de S. Paulo, e na revista Habitat. Em 1964, integrou, com Wesley Duke Lee , Yo Yoshitome e Bin Kondo , o Grupo Austral, ligado ao movimento internacional Phases. Participou das 7ª, 8ª, 9ª, 12ª, 13ª, 14ª, 15ª e 18ª Bienais Internacionais de São Paulo onde foi premiado na 7ª, 8ª, e 14ª edição; da 7ª Bienal de Tóquio; dos 2º e 5º Panoramas da Arte Atual Brasileira, entre outras. No ano de seu falecimento, o Centro Cultural São Paulo (CCSP) realizou uma exposição retrospectiva póstuma em sua homenagem. JULIO LOUZADA VOL.11, PÁG. 231; MEC VOL.3, PÁG.291; PONTUAL PÁG. 389; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 737; ARTE NO BRASIL PÁG.907; LEONOR AMARANTE PÁG. 143; ACERVO FIEO.



262 - HISAMATSU MITAKE (1916 - 2015)

Paisagem - óleo sobre tela - 24 x 33 cm - canto inferior esquerdo - 2006 -

Pintor com participações nas seguintes mostras: II Salão de Paisagem Paulista, em 1969; Salão de Belas Artes de Santos-SP, em 1971 e Salão de Belas Artes de Piracicaba-SP, em 1972. JULIO LOUZADA, vol.3, pág. 746.



263 - CARLOS OSWALD (1882 - 1971)

"Última ceia" - água tinta e água forte - 42 x 61 cm - canto inferior direito - 1923 -
Reproduzido na página 59 do livro "Carlos Oswald" editado pelo Museu Nacional de Belas Artes - Rio de Janeiro, RJ.

Gravador, pintor, desenhista, decorador, professor e escritor. Nasceu em Florença, Itália e faleceu em Petrópolis, RJ. Graduou-se como físico-matemático em 1902, pelo Instituto Galileo Galilei, em Florença. No ano seguinte, ingressou na ‘Accademia di Belle Arti di Firenze’. Viajou para o Brasil pela primeira vez em 1906 e realizou no Rio de Janeiro a primeira exposição individual no país. Retornou à Europa em 1908, estudou gravura com o americano Carl Strauss em Florença e viajou para Munique, onde aprendeu a técnica da água-forte. Em 1911, participou da decoração do pavilhão do Brasil, na Exposição Internacional de Turim. Fez a segunda viagem ao Rio de Janeiro em 1913 e realizou uma exposição com Eugênio Latour na Escola Nacional de Belas Artes . Foi nomeado, em 1914, professor de gravura e desenho no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro e é considerado o introdutor da gravura no Brasil. No ano de 1930, fez o desenho final do ‘Monumento ao Cristo Redentor’. A obra foi executada na França pelo escultor Paul Landowski e instalada no Morro do Corcovado, Rio de Janeiro, em 1931. Publicou, em 1957, a autobiografia ‘Como Me Tornei Pintor’. Em 1963, o Museu Nacional de Belas Artes - RJ adquiriu quase todas as suas obras em gravuras. Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais e foi premiado no Rio de Janeiro em 1904, 1906, 1909, 1912, 1913, 1916 e realizou diversas exposições individuais. PONTUAL, PÁG. 397; ARTE NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 1053; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 699; MEC VOL. 3, PÁG. 304; ACERVO FIEO.



264 - MÁRIO DE OLIVEIRA MENDES, DITO MENDEZ (1907 - 1996)

Vendendo laranjas - desenho a nanquim e guache - 20 x 26 cm - canto inferior esquerdo -

Mário de Oliveira Mendes. Desenhista, caricaturista e pintor nascido em Baturité, Ceará. Residiu no Amazonas, Maranhão e Bahia, antes de fixar-se no Rio de Janeiro onde fez sua carreira de caricaturista, em 1927. Em 1950, publica o livro: "Aprenda a Desenhar Caricaturas". Exposições coletivas: Rio de Janeiro, RJ (1944 e 1965). Exposições póstumas: Belo Horizonte - MG, São Paulo - SP, Campinas - SP (1997); Brasília - DF e Penápolis - SP (1998); Fortaleza - CE (2001) e São Paulo - SP, Rio de Janeiro - RJ (2003). MEC, vol. 3, pág. 137; JULIO LOUZADA, vol. 6, pág. 719 e ITAÚ CULTURAL.



265 - OSWALDO GOELDI (1895 - 1961)

Domingo no parque - desenho a nanquim - 19,5 x 28 cm - canto inferior direito -
Com etiqueta do Leilão Compania das Artes - São Paulo - SP, no dorso.

Desenhista, gravador, ilustrador e professor nascido e falecido no Rio de Janeiro, filho de Emilio Goeldi, naturalista suíço. Com um ano de idade, mudou-se com a família para Belém, Pará e depois para Berna, Suíça (1905). Em Zurique, ingressou no curso de Engenharia e, em Genebra, matriculou-se na 'Ecole des Arts et Métiers' (1917) mas, abandonou ambos os cursos. A seguir, passou a ter aulas no ateliê de Serge Pahnke e Henri van Muyden. Realizou sua primeira exposição individual (1917), em Berna, quando conheceu a obra de Alfred Kubin, sua grande influência artística e com quem se correspondeu por vários anos. Retornou ao Brasil (1919), trabalhou como ilustrador e realizou sua primeira exposição individual no Rio de Janeiro (1921). Conheceu Ricardo Bampi (1923) que o iniciou na xilogravura. Fez desenhos e gravuras para periódicos e livros como 'Cobra Norato', de Raul Bopp (1937) com suas primeiras xilogravuras coloridas, entre outros. Foi professor na Escolinha de Arte do Brasil (1952) e na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1955) onde abriu uma oficina de xilogravura. Exposições individuais em: Berna, Suíça (1917, 1930); Rio de Janeiro (1921); Belém, PA (1938); São Paulo (1951); Paris (1952). Participou de várias exposições coletivas e mostras oficiais, destacando-se: Exposição itinerante da 'International Business Machine Corporation', EUA (1941 a 1944); 'Exhibition of Modern Brazilian Paintings', Inglaterra (1943, 1944, 1945); Bienal Internacional de São Paulo (1951 - Prêmio de Gravura, 1953 - Sala Especial, 1955, 1961, 1969, 1971, 1979, 1985); Bienal de Veneza (1950, 1952, 1956, 1958); Bienal de Gravura, Checoslováquia (1950); Bienal Internacional de Xilogravura, Tóquio (1952); Bienal Interamericana do México, Cidade do México (1960 - I Prêmio Internacional de Gravura). PONTUAL PÁG.240; JULIO LOUZADA VOL.11, PÁG.130; MEC VOL.2, PÁG.271; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG.521; ARTE NO BRASIL PÁG. 672; ACERVO FIEO; www.oswaldogoeldi.org.br; www.centrovirtualgoeldi.com; www.pinacoteca.org.br; www.artprice.com.



266 - JEAN LABASQUE (1902 - 1983)

Pastores - óleo sobre tela - 38 x 55 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista, gravador e ilustrador da Escola Francesa nascido em Paris onde estudou na Escola Nacional de Belas Artes, após rápida passagem pela Escola de Artes Decorativas. Expôs no 'Salon Du Temps Présent', 'Salon des Tuileries' (entre as duas guerras). Ilustrou 'Les Regrets' de J. Du Bellay, 'Calendrier musical' de L. Arma (1947). Possui obras no Museu de Arte Moderna de Paris. BENEZIT VOL. 6, PÁG. 349; www.musee-orsay.fr; www.artprice.com; www.askart.com; www.artnet.com; artist.christies.com.



267 - LULA CARDOSO AYRES (1910 - 1987)

"Bumba meu boi" - serigrafia - 09 x 21 cm - canto inferior direito na tela serigráfica -
Obra impressa por Ateliê Mário Della Parra - Serigrafias - Rio de Janeiro, RJ.

Pintor, fotógrafo, desenhista, ilustrador, muralista, cenógrafo, professor, Luiz Gonzaga Cardoso Ayres nasceu e faleceu em Recife, PE. Estudou desenho e pintura com Heinrich Moser (1922 a 1924). Viajou para Paris em 1925, frequentou museus e ateliês de pintores como Maurice Denis e entrou em contato com os movimentos artísticos modernos da Europa. Regressou ao Brasil no ano seguinte. No Rio de Janeiro, estabeleceu ateliê no bairro de Laranjeiras, frequentou informalmente a Escola Nacional de Belas Artes e teve aulas com Rodolfo Amoedo e Carlos Chambelland. Conheceu Candido Portinari, de quem se tornou amigo. Profissionalmente, realizou cenários para teatro e atuou como ilustrador e caricaturista na revista ‘Para Todos’. No fim de 1932, voltou a Pernambuco para ajudar a administrar a usina de açúcar da família e residiu em Cucaú até 1944. Retornou ao Recife. Executou painéis e murais em várias cidades brasileiras, entre eles se destaca o elaborado para o Aeroporto dos Guararapes e para o metrô (1984), no Recife. Em 1947, fundou um curso de desenho para crianças. Como professor, atuou na Escola de Belas Artes do atual Centro de Artes e Comunicação da Universidade Federal de Pernambuco. Participou de muitas mostras coletivas e das três primeiras Bienais de São Paulo (1951 a 1955). Em 1960, realizou exposição retrospectiva no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 31; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 293; WALTER ZANINI, PÁG. 637; ARTE NO BRASIL, PÁG. 879; ACERVO FIEO.



268 - FERNANDO LISBOA (1934 - 1978)

Surreal - técnica mista - 45 x 63 cm - canto inferior direito - 1973 -

Pintor, escultor, desenhista, gravador, Fernando de Souza Lisboa nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou-se no desenho e na pintura em 1961. Em 1968 foi um dos artistas escolhidos pela Adriática Têxtil para reproduzir obras de tapeçarias estampadas. Dedicou-se também à publicidade no Rio de Janeiro. Participou de várias mostras e Salões oficiais como: LXXII e LXXIII Salões Nacionais de Belas Artes, RJ (1967, 1968); Salão Nacional de Arte Moderna, RJ (1969, 1973); ‘Mostra de Arte Sesquicentenário da Independência e Brasil Plástica – 72’, SP (1972); Bienal Internacional de São Paulo, SP (1973). Recebeu Medalha de Bronze no LXII Salão Nacional de Belas Artes, RJ (1967). JULIO LOUZADA VOL. 6, PÁG. 602, ITAUCULTURAL.



269 - MANUEL GRACIANO (1926)

Jacaré - escultura em madeira - 52 x 31 x 18 cm - assinado -

Manoel Graciano Cardoso, escultor, é natural de Santana do Cariri/CE. Participou de vários Salões e exposições: em 1996, 2003 e 2005 - Porto Alegre, RS; em 2001 - São Paulo, SP; Rio de Janeiro, RJ; em 2002 - São Paulo, SP. ITAU CULTURAL.



270 - J. CARLOS (1884 - 1950)

No sofá - desenho a nanquim - 16 x 16 cm - canto inferior direito -
No estado.

Chargista, caricaturista, desenhista, pintor, ilustrador, José Carlos de Brito Cunha nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi um dos formadores da tradição da charge brasileira ao lado de Raul Pederneiras e K.Lixto, e criador de tipos como a negrinha 'Lamparina', a 'Melindrosa' e o 'Almofadinha'. Autodidata, iniciou a carreira de caricaturista ainda estudante, quando publicou um de seus desenhos na revista 'O Tagarela' (1902). Em seguida, passou a colaborar regularmente com a revista e no ano seguinte desenhou sua primeira capa na publicação. Colaborou em muitos órgãos da imprensa carioca como 'O Tico Tico', 'Fon-Fon', 'Careta', 'A Cigarra', 'Vida Moderna', 'Eu Sei Tudo', 'Revista da Semana' e 'O Cruzeiro'. Entre 1922 e 1930, exerceu o cargo de diretor artístico das empresas 'O Malho', onde iniciou uma grande série de charges de caráter político, satirizando fatos e personalidades nacionais e estrangeiras. A vertente política foi explorada pelo artista desde o início de sua carreira, sendo ele o responsável pela execução de uma série de charges antibelicistas executadas no período abrangido pelas duas grandes guerras e principalmente durante os dois governos de Getúlio Vargas (1883 - 1954). Esses trabalhos foram publicados principalmente na revista 'A Careta'. Também fez esculturas, foi autor de teatro de revista e letrista de música popular. JULIO LOUZADA vol. 10, pág. 181; CARICATURISTAS BRASILEIROS, de Pedro Corrêa do Lago, pág. 74; WALTER ZANINI, pág. 448; ARTE NO BRASIL, pág. 646; ITAU CULTURAL; www.ims.com.br; www.dec.ufcg.edu.br; www.artprice.com.



271 - REGINA VATER (1943)

Vídeo art - fotografia off set - 276/1000 - 29 x 61 cm - canto inferior direito -
Vídeo art: "25/ Regina Vater/ Vídeo art/ Galeria Arte Global/ São Paulo".

Artista intermídia, ilustradora, desenhista, pintora, fotógrafa, professora, Regina Maria da Motta Vater nasceu no Rio de Janeiro. Estudou desenho e pintura no ateliê de Frank Schaeffer (1958 a 1962) e com Iberê Camargo (1962 a 1965), no Rio de Janeiro. Cursou por três anos, até 1964, a Faculdade Nacional de Arquitetura e nesse mesmo ano realizou sua primeira exposição individual. No início dos anos 1970, mudou-se para São Paulo e trabalhou nas agências de publicidade DPZ e MPM. Estudou silkscreen no Pratt Institute, em Nova York (1972) quando ganhou o prêmio de viagem ao exterior, concedido pela União Nacional de Arte Moderna. Morou em Paris entre 1974 e 1975. De volta ao Brasil, fez curso de filme super-8, na Escola Griffe, em São Paulo. É autora, entre outros, dos livros infantis ‘Tungo Tungo’ e ‘Uma Amizade Bem Temperada’, publicados no fim da década de 1970. Organizou a primeira exposição de arte contemporânea e experimental brasileira em Nova York: Contemporary Brazilian Works on Paper: 49 artistas, na Nobé Gallery, em 1979. Como bolsista da Fundação Guggenheim, retornou a Nova York, em 1980, para desenvolver pesquisas sobre instalações, iniciada em 1970. Em 1983, editou um número da revista ‘Flue’, publicada pelo Franklin Furnance Archives, dedicado à arte experimental produzida na América Latina. Três anos depois, passou a viver em Austin, Estados Unidos, com o marido, também artista, Bill Lundberg. Foi curadora da exposição Brazilian Visual Poetry, com participação de 51 artistas, no Mexic-Arte Museum, Austin, 2002. Participou da Bienal Internacional de São Paulo (1967, 1969, 1977); do Panorama da Arte Atual Brasileira (1973); da Bienal de Veneza (1976), entre as muitas exposições oficiais. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 13; PÁG. 344; MEC VOL. 4, PÁG. 447; PONTUAL PÁG. 535; www.imediata.com; web.artprice.com.



272 - WYLMA SEDYS (1934)

Flores - óleo sobre tela - 50 x 50 cm - canto inferior direito e dorso -
Moldura no estado. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintora natural de Campanário, MS. Assina W. Sedyis e Wylma Sedys (dorso). Pintora e gravadora que desde 1971 vem participando de inúmeras exposições individuais e coletivas. Recebeu vários prêmios, entre eles: o do Instituto Nacional de Cuzco, Peru e da Exposição da Universidade de Sevilha, Espanha. JULIO LOUZADA, vol.11, pág. 294.



273 - JOSÉ ESTEBAN GRANERO (1950)

Composição - óleo sobre tela - 73 x 54 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1984 -
Com etiqueta da Tema Arte Contemporânea, Rua Tatui, 145 - São Paulo - SP, no dorso, na qual consta que a obra participou de individual no MASP, em 1984. No estado. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista argentino, natural da cidade de Buenos Aires, onde nasceu a 28 de junho de 1950. Ativo em São Paulo, expôs individualmente em 1978, 1979 e 1980; e coletivamente a partir de 1979, inclusive no exterior. JULIO LOUZADA, Vol. 5, pág. 452.



274 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Figuras - desenho a caneta hidrográfica - 21 x 20 cm - canto inferior direito - 1979 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



275 - NICOLO BARABINO (1832 - 1891)

Cristo - "Cópia di Velazquez" - óleo sobre tela - 84 x 61 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor italiano nascido em Sampierdarena – Gênova e falecido em Florença. Iniciou seus estudos artísticos na ‘Accademia Ligustica di Belle Arti’ e, em 1857, recebeu uma bolsa de estudo para a Academia de Belas Artes de Florença. Em 1856 expôs, em Florença, ‘Madone Consolatrice’ e ‘Death of Pope Boniface VIII’ com grande sucesso. Em 1859 pintou ‘Consolatrix afflictorum’ para a capela do hospital de Savona. Viajou para Paris (1880) e três anos depois realizou uma longa viagem pela Espanha. Em 1887 expôs em Veneza e, uma de suas pinturas (‘Madonna - Quasi Oliva Speciosa in Campis ‘), foi comprada pela rainha da Itália. Trabalhou predominantemente em Gênova onde seus afrescos ‘Galileo before the Inquisition’, ‘Caponni Appearing before Charles VIII’ e ‘Sicilian Vespers ‘podem ser encontrados no Palácio Celesia. Trabalhou junto com Luigi Ferrario no Teatro Carlo Felice’. BENEZIT; www.arte.it; www.artprice.com.



276 - HANSEN BAHIA (1915 - 1978)

Na sacada - xilogravura - Prova - 29 x 13 cm - canto inferior direito -

Gravador, escultor, pintor, ilustrador, poeta, escritor, cineasta e professor, Karl Heinz Hansen nasceu em Hamburgo, Alemanha e faleceu em São Paulo. Serviu como soldado (entre 1936 e 1945) na Segunda Guerra Mundial e atuou como ilustrador de histórias infantis. Autodidata, realizou suas primeiras xilogravuras entre 1946 e 1948. Fixando-se sucessivamente na Itália, Suécia, Inglaterra, emigrou para o Brasil em 1950 residindo de início em São Paulo e a partir de 1955 em Salvador. Ilustrou a publicação 'Flor de São Miguel' (1957), com textos de Jorge Amado, Vinicius de Moraes e de sua autoria; 'Navio Negreiro' (1958), de Castro Alves. Em homenagem à Bahia passou a assinar seus trabalhos como Hansen-Bahia a partir de sua volta à terra natal em 1959. Lá permaneceu até 1963, enquanto trabalhou no ateliê de gravura fundado por ele mesmo no castelo Tittmoning. Viveu na Etiópia (entre 1963 e 1966) onde ajudou a estabelecer a Escola de Belas Artes na cidade de Addis Abeba. Retornou a Salvador e naturalizou-se. Tornou-se professor de artes gráficas da Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia (1967). Dois anos antes de sua morte, doou em testamento sua produção artística para a cidade de Cachoeira, Bahia, onde foi criada a Fundação Hansen Bahia que recebeu seu acervo artístico de xilogravuras, matrizes, livros, pinturas, prensas e ferramentas de trabalho. Realizou exposições individuais no: Museu de Arte de São Paulo (1950, 1953, 1966); Museu Nacional de Belas Artes, RJ (1952); Museu de Arte Moderna de São Paulo (1954, 1956); Buenos Aires, Argentina (1954, 1955, 1958), entre outras. Participou de muitas mostras coletivas e oficiais como: Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1961); Salão Nacional de Arte Moderna (1954, 1955). PONTUAL PÁG. 260; MEC VOL. 1, PÁG. 157; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 81; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 720; ARTE NO BRASIL, PÁG. 842; ACERVO FIEO, PÁG. 251; www.hansenbahia.com.br; www.artprice.com.



277 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Composição - óleo sobre tela - 60 x 50 cm - canto inferior direito - 1997 -
Solin.



278 - ZORÁVIA BETTIOL (1935)

"Sois e luas iluminam teu rosto" - xilogravura - 39 x 26 cm - canto inferior direito -

Gravadora, tapeceira, designer de jóias, desenhista, pintora, professora, Zoravia Bettiol nasceu em Porto Alegre, RS. Graduou-se em pintura pelo Instituto de Belas Artes de Porto Alegre. De 1956 a 1957 foi aluna de desenho e xilogravura no ateliê do escultor Vasco Prado, com quem foi casada durante 28 anos. Dedicou-se principalmente à tapeçaria e à gravura. Em 1968 mudou-se para Varsóvia, Polônia, para realização de estudos na área têxtil no Atelier Maria Laskiewicz. Durante o período em que residiu na Polônia cursou a Escola de Belas Artes de Varsóvia. Nos anos 70, já de volta ao Brasil, figurou em diversas exposições nacionais e internacionais. Entre os prêmios destacam-se: o primeiro prêmio de desenho no 18º Salão Municipal de Belas-Artes de Belo Horizonte (1962), o primeiro prêmio de gravura no 2º Salão de Arte Religiosa Brasileira de Londrina (1966), o prêmio nacional de gravura na 1ª Bienal Nacional de Artes Plásticas de Salvador (1966), recebeu o Prêmio Medalha Cidade de Porto Alegre (1985) e foi homenageada com o troféu destaque em artes plásticas 87. MEC, VOL. 1 PÁG. 223 E 224; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 727; LEONOR AMARANTE, PÁG. 146; JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 128; www.artprice.com.



279 - LEÓN FERRARI (1920 - 2013)

Congestionamento - litografia - P.A. - 32 x 21 cm - canto inferior direito - 1983 -
No estado.

Gravador e escultor argentino, natural da cidade de Buenos Aires. Começou a fazer escultura em 1954, com diversos materiais e com arame de aço inoxidável. Em 1962, iniciou sua série de desenhos escritos. Em 1964 colaborou com Rafael Albertino no livro de poesias e desenhos "Escritos en el Aire", editado por Vanni Scheiwiller em Milão. Em 1965, abandonou a arte abstrata e participou do movimento cultural que acompanhou a atividade política argentina, colaborando na organização de diversas mostras coletivas. A partir de 1976 fixa residência no Brasil, em São Paulo, onde voltou a esculpir e experimentar outras técnicas, como fotocópias, etc. Desenvolveu uma série de esculturas sonoras que deram origem aos instrumentos lúdicos musicais com os quais deu 4 concertos-performance. JULIO LOUZADA, vol. 3, pág. 403



280 - INGRES SPELTRI (1940)

"Sinfonia em si bemol maior" - óleo sobre tela - 60 x 80 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor, desenhista, escultor, gravador e professor nascido em Jau, SP. Filho do pintor Augusto Speltri com quem se iniciou na pintura, ainda criança. Em 1959 mudou-se para São Paulo onde estudou Música (1960-1964). É professor titular da Escola Panamericana de Arte, SP. Realizou exposições individuais, em São Paulo, nos anos de 1977, 1981, 1978, 1984. Participou de várias mostras e Salões oficiais, sendo premiado em: São Paulo (1963, 1966, 1970, 1971); Santo André, SP (1976). JULIO LOUZADA VOL. 5, PÁG. 1012; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; MEC VOL. 4, PÁG. 338; PONTUAL PÁG. 504; www.artprice.com; www.speltri.com.



281 - PITÁGORAS (1964)

Figuras - acrílico sobre tela - 119 x 119 cm - dorso - 2009 -

Desenhista e pintor autodidata nascido em Goiás, GO. Realizou exposições individuais em: Goiânia, GO (1993 a 1996, 1998, 2002, 2004); Brasília, DF (1996) e participou de diversas coletivas em: Goiânia, GO (1990, 1993, 2000, 2003); Brasília, DF (1999); Florianópolis, SC (2000); Salvador, BA (2000) Nova York, EUA (2001); São Paulo (2002); Rio de Janeiro (2004); Belo Horizonte (2005). Foi premiado em Goiânia (1993). Possui obras no MAM do Rio de Janeiro, no MAC de Goiânia e no MASC de Florianópolis. ITAUCULTURAL.



282 - MILTON DACOSTA (1915 - 1988)

Figura - serigrafia - P.A. - 41 x 31 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador. Milton Rodrigues da Costa nasceu em Niterói, RJ e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou estudos de desenho e pintura, em 1929, com o professor alemão August Hantv. No ano seguinte matriculou-se no curso livre de Marques Júnior, na Escola Nacional de Belas Artes. Junto com Edson Motta, Bustamante Sá e Ado Malagoli , entre outros, criou o Núcleo Bernardelli em 1931. Viajou para Estados Unidos em 1945, com o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Belas Artes do ano anterior. Na cidade de Nova York, estudou na Art's Students League of New York. Em 1946, foi para a Europa e após visita a vários países, fixou-se em Paris, onde estudou na Académie de La Grande Chaumière. Conheceu Pablo Picasso, por intermédio de Cícero Dias, e freqüentou os ateliês de Georges Braque e Georges Rouault. Expôs no Salon d'Automne (Paris) e regressou ao Brasil em 1947. Em 1949, casou-se com a pintora Maria Leontina e passou a residir em São Paulo. Realizou muitas exposições individuais e também recebeu prêmios nas Bienais Internacionais de São Paulo (1955, 1957). TEODORO BRAGA, PÁG. 163; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 229; MEC, VOL. 2, PÁG. 13; BENEZIT, VOL. 3, PÁG.315; ITAU CULTURAL; PONTUAL, PÁG. 155; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; ACERVO FIEO.



283 - J. M. RUCK (1939)

"Primaveras e o velho portão" - óleo sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior direito e dorso - 2016 -

Pintora, professora e restauradora, Jany Marylene Ruck nasceu em Agudos, SP. Assinava Jany até 1984. Atualmente assina JM. Ruck. Em Campinas fez cursos livres de desenho e pintura com Elenice Menegon, Aldo Cardarelli, Djalma Urban e Álvaro de Batista. Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais. Foi premiada em: São José do Rio Preto, SP (1984, 1985, 1991); Campinas, SP (1985, 1996); São João da Boa Vista, SP (1985); Itatiba, SP (1985,1987, 1988); Mogi Mirim, SP (1987); Poços de Caldas, MG (1987); Piracicaba, SP (1988); Limeira, SP (1989); Araras, SP (1991); Ribeirão Preto, SP (2003). ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 7 PÁG. 614; VOL. 9, PÁG. 750.



284 - ALBERTO LUME (1944)

Passeando - óleo sobre tela - 90 x 70 cm - canto inferior direito -

Português da Ilha da Madeira, onde nasceu a 6/2/1944, LUME, como é conhecido e assina as suas obras, fixou residência no Brasil a partir de 1954. Trouxe na sua bagagens sólidos conhecimentos de bom desenhista e excepcional colorista. Adota os temas brasileiros em suas obras com rara felicidade, fazendo com que as suas obras sejam muito disputadas em leilões e por colecionadores. JULIO LOUZADA, vol. 2 pág. 601 602



285 - BIBI ZOGBÉ (1890 - 1973)

"Crisantemos" - óleo sobre tela - 50 x 40 cm - canto inferior direito e dorso -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintora - Labibé Zogbé, conhecida como Bibi, nasceu em Sahel Alma, Líbano. Emigrou para a Argentina aos dezesseis anos. Sua carreira artística começou em 1930 com aulas de pintura com Dimitrov Bogdan e uma série de exposições em: Buenos Aires (1934), Paris (1935), Chile (1939), Uruguai, Rio de Janeiro. Depois da Segunda Guerra viveu em Paris, Dakar e Líbano (1947). No Líbano, realizou uma exposição individual em 'Cénacle Libanais' e participou de uma mostra coletiva no Museu Nacional Libanês (1947). Seu talento foi reconhecido, o que lhe valeu ser mencionada no Benezit. Conhecida, desde sua primeira individual, como 'A pintora das flores'. lebanesepainters.com; www.onefineart.com; www.artprice.com; www.askart.com; www.invaluable.com.



286 - NEWMAN SCHUTZE (1960)

"Gladiador" - técnica mista sobre tela - 80 x 70 cm - canto inferior direito e dorso - 1986 -
Com etiqueta da Tema Arte Contemporânea, Rua Peixoto Gomide, 1895 - São Paulo - SP., no dorso.

Artista plástico natural de Adamantina, SP, fixou residência na Capital a partir de 1985. Estagiou na Faculdade de Belas Artes de São Paulo em 1979. Participou de diversas mostras coletivas e individuais, destacando-se: II Salão Barretense de Artes, SP; Salão Independência de Marília, SP, 1ª Mostra de Artes de Andradina, SP, Pequena Medalha de Prata no IV Salão de Arte Contemporânea de S. J. do Rio Preto, SP, Prêmio Aquisição DARC do 5º Salão de Artes Plásticas de Marília, SP. individual na Tema Arte Contemporânea, SP, em 1987, em cujo catálogo assim depôs a crítica Radha Abramo: " A maneira pela qual Newman trata a imagem é uma tentativa dele entender o homam, e estimular o público a se perceber enquanto apreciador de uma obra e também como homem." JULIO LOUZADA, vol. 8, pág. 765.



287 - MIRIAN NIGRI SCHREIER (1945)

"Diálogos" - acrílico sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior esquerdo -

Pintora nascida em São Paulo. Assina Mirian Schreier. Iniciou seu aprendizado artístico aos 13 anos com diversos mestres, entre eles, Constantino Bolognese. Em 1984 entrou para o curso de arte na Escola Paulista de Arte e Decoração sob a orientação do professor e pintor Angel San Martin que a incluiu em todas as exposições coletivas a partir daquele ano. Realizou exposição individual em 1988, 1989, 2007. Participou de várias mostras coletivas e Salões oficiais em: São Paulo (1986 a 1989, 2004); Guarujá, SP (1986, 1989); Araraquara, SP (1986); Santos, SP (1986); Santo André – SP (1986); Jundiaí, SP (1988); Curitiba, PR (1989); Amsterdam, Holanda (1987); La Paz, Bolívia (1987); Cuzco, Peru (1989); Miami, EUA (1989); entre outras. Foi premiada em: Santo André, SP (1986); Porto Alegre, RS (1988); Marabá, PA (1988); Cidade do México, México (1988); São Paulo (1988). ITAU CULTURAL, JULIO LOUZADA VOL. 4, PÁG.1013.·.



288 - ENRIQUE SERRA Y AUQUÉ (1859 - 1918)

Namorados - óleo sobre tela - 45 x 40 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista e ilustrador nascido em Barcelona, Espanha e falecido em Roma, Itália. Foi aluno de R. Marti y Alsina. Teve ateliê em Roma e em Paris, simultaneamente. Participou de muitas mostras oficiais da Europa. Recebeu a Medalha de Ouro na Exposição de Barcelona em 1888. BENEZIT VOL. 9, PÁG. 535; www.artprice.com; www.arcadja.com; www.christies.com.



289 - ANTONIO PESSOA (1943)

Nu - múltiplo em bronze - 09 x 05 x 03 cm - assinado -

Escultor, assina Tonny. Radicado no Rio de Janeiro detentor de bom curriculo nacional e internacional com inumeras participações em Salões Oficiais,varias vezes premiado. Ótimo mercado.



290 - ANTONIO HENRIQUE AMARAL (1935 - 2015)

Natureza morta - pastel - 42 x 58 cm - canto inferior direito - 1983 -

Gravador, desenhista e pintor, foi aluno de Lívio Abramo no MAM / SP, e de Shiko Munakata, no Pratt Graphic Art, em Nova York. Artista consagrado nacional e internacionalmente. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 37; MEC, vol. 1, pág. 73; PONTUAL, pág. 21;TEIXEIRA LEITE, pág. 23 a 25; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 754; ARTE NO BRASIL, pág.903; LEONOR AMARANTE, pág. 170; Acervo FIEO.



291 - TOMÁS SANTA ROSA (1909 - 1956)

Figuras - guache - 21 x 16 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor, gravador, cenógrafo e professor autodidata, Tomás Santa Rosa Júnior nasceu em João Pessoa, PB e falecido em Nova Délhi, Índia. Fixou-se no Rio de Janeiro (1932), começou a trabalhar como auxiliar de Portinari e iniciou também sua carreira de ilustrador que se estenderia por longa série de obras de escritores brasileiros e estrangeiros, que incluiu, dentre outros, Graciliano Ramos, José Lins do Rêgo, Jorge Amado, Castro Alves, Dostoievski. É considerado o primeiro cenógrafo moderno brasileiro. Entre as exposições das quais participou destacam-se: o Salão Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro (1941 - Medalha de Prata); Um Século de Pintura Brasileira, no Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro (1952); II Bienal Internacional de São Paulo (1953); Salão Preto e Branco do III Salão Nacional de Arte Moderna do Rio de Janeiro (1954); 'Arts Primitifs et Modernes Brésiliennes', no Museu de Etnografia de Neuchâtel, Suíça (1955). Após sua morte, suas obras foram expostas nas seguintes mostras: Exposição de Artes Gráficas de Tomás Santa Rosa, na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro (1958); Retrospectiva no Teatro Municipal do Rio de Janeiro (1975); Santa Rosa, Carnaval e Figurinos na Fundação Nacional de Arte (Funarte) de São Paulo (1985); e Bienal Brasil Século XX, na Fundação Bienal de São Paulo (1994). PONTUAL, PÁG. 472; MEC VOL. 4, PÁG. 177; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 460; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 572; LEONOR AMARANTE; www.funarte.gov.br; cpdoc.fgv.br; www.artprice.com.



292 - DULCE CAPPER ALVES DE SOUSA (1903 - 1977)

Profetas - desenho a carvão e pastel - 33 x 44 cm - canto superior esquerdo -

Pintora, desenhista e caricaturista portuguesa, filha da pintora e desenhista Cristina Capper de Sousa. Desenvolveu seu talento pintando retratos e dedicando-se à técnica do pastel. Realizou algumas exposições e participou de Salões oficiais. Em Lisboa, na Exposição de Belas Artes, recebeu Menção Honrosa pela Sociedade Nacional de Belas Artes de Portugal (1927). Seus últimos anos de vida foram passados no Rio de Janeiro. Catalogada na Pequena História das Artes Plásticas no Brasil, de autoria de Carlos Rubens, pág. 241 e no Theodoro Braga pág.84.



293 - NOEMIA MOURÃO (1912 - 1992)

carnaval - desenho a nanquim - 18 x 26 cm - canto inferior direito -

Pintora e desenhista. Assina Noemia. Realizou sua primeira individual em 1934, no Rio de Janeiro. Residiu na Europa de 1934 a 1940, frequentando em Paris as academias de la Grande Chaumière e Ranson. Expôs em Montevideu e Buenos Aires. Foi citada por REIS JUNIOR e TEODORO BRAGA. Foi aluna (1932) e mulher (1933) de Di Cavalcanti. MEC vol.3, pág. 265; WALMIR AYALA vol.2, pág.135; PONTUAL, pág. 375; TEIXEIRA LEITE, pág. 356; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 684. Acervo FIEO.



294 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Cenas baianas - serigrafia - 22 x 15 cm - canto inferior direito na tela serigráfica -
Obra impressa por Ateliê Mário Della Parra - Serigrafias - Rio de Janeiro, RJ.

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



295 - MANOEL SANTIAGO (1897 - 1987)

Praia do Flamengo com Pão de Açúcar ao fundo. - óleo sobre cartão - 27 x 34 cm - canto inferior esquerdo e dorso -
Reproduzido no convite deste Leilão.

Manoel Colafante Caledônio de Assumpção Santiago nasceu em Manaus, AM e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, desenhista e professor. Mudou-se para Belém em 1903 e iniciou estudos de pintura. Desde 1916 já praticava a arte não figurativa. Em 1919 transferiu-se para o Rio de Janeiro, cursou Direito e frequentou a Escola Nacional de Belas Artes, onde foi aluno de Rodolfo Chambelland e Baptista da Costa. Na época, teve aulas particulares com Eliseu Visconti. Foi casado com a pintora Haydeá Santiago. Participou em 1927 do Salão Nacional de Belas Artes e recebeu o prêmio viagem ao exterior, entre vários outros. Foi para Paris no ano seguinte, e lá permaneceu por cinco anos. De volta ao Rio de Janeiro, em 1932, tornou-se professor do Instituto de Belas Artes. Em 1934, passou a lecionar pintura e desenho no Núcleo Bernardelli, figurando entre seus alunos José Pancetti, Edson Motta, Bustamante Sá, Ado Malagoli, Rescála e Milton Dacosta. Participou da I Bienal Internacional de São Paulo (1951) e do 8º Panorama da Arte Brasileira (1976). PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, VOL. 1, PÁG. 241; TEODORO BRAGA, PÁG. 211; CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO DE PAISAGEM BRASILEIRA, MEC-MNBA /RIO/1944; MAYER/84, PÁG. 1158; REIS JR, PÁG. 378; PONTUAL, PÁG. 473; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 292; ITAÚ CULTURAL, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 865; ACERVO FIEO.



296 - ROBERTO BURLE MARX (1909 - 1994)

Composição - serigrafia - P.E. - 62 x 77 cm - canto inferior direito na tela serigráfica -
Edição póstuma com relevo seco do Projeto Burle Marx.

Nasceu em São Paulo e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, paisagista, arquiteto, desenhista, pintor, gravador, litógrafo, escultor, tapeceiro, ceramista, designer de jóias, decorador. Durante a infância viveu no Rio de Janeiro. Foi com a família para a Alemanha, em 1928. Em 1929, freqüentou o ateliê de pintura de Degner Klemn. Nos jardins e museus botânicos de Dahlen, em Berlim, entusiasmou-se ao encontrar exemplares da flora brasileira. De volta ao Brasil, fez curso de pintura e arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1930 - 1934), onde foi aluno de Leo Putz , Augusto Bracet e Celso Antônio. Seu primeiro projeto paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, em 1932. Entre 1934 e 1937, ocupou o cargo de diretor de parques e jardins do Recife, PE, onde passou a residir. Nesse período, foi com freqüência ao Rio de Janeiro e teve aulas com Candido Portinari e com o escritor Mário de Andrade. Em 1937, retornou ao Rio de Janeiro e trabalhou como assistente de Candido Portinari. Foi em 1949, conforme sua paixão por plantas e seu interesse por botânica e jardinagem, que Burle Marx adquiriu um sítio em Barra de Guaratiba, RJ. Com auxílio de botânicos, viajou, coletou, catalogou exemplares de plantas do Brasil e reproduziu em seu sítio a diversidade fitogeográfica brasileira. Em 1985 doou esse sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.Realizou muitas exposições individuais e projetos paisagísticos, participou de diversas mostras oficiais coletivas pelo Brasil e no exterior. PONTUAL, PÁG. 94; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 93; MEC. VOL.1, PÁG.303; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 738; LEONOR AMARANTE, PÁG. 98; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 179; artnet.com. ACERVO FIEO.



297 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Catedral - óleo sobre papel colado em eucatex - 34 x 26 cm - canto inferior esquerdo -
J. Daudet. No estado.



298 - KASUO WAKABAYASHI (1931)

Composição - serigrafia - 2/150 - 100 x 70 cm - canto inferior direito - 1989 -

Pintor natural da cidade japonesa de Kobe. Inicia seus estudos na Escola Técnica de Hikone, em Shiga (Japão), em 1944. Em 1946, inicia aprendizado de pintura a óleo. Torna-se membro do Grupo Babel, composto por Rokuichi, Kaibara, Ko Nishimura e outros. Em 1952 monta seu atelier. Em 1961, vem para o Brasil e radica-se em São Paulo, onde integra-se ao Grupo Seibi. Em 1966, é convidado para ser membro do júri do 10º Salão do Grupo Seibi de Artistas Plásticos, salão em que ganha a Grande Medalha de Ouro, na edição de 1963. Em 1968, naturaliza-se brasileiro. Entre 1963 e 1967, participa de várias edições da Bienal Internacional de São Paulo, recebendo o Prêmio Aquisição do Itamarati na 9ª edição. Em 1984, participa da exposição itinerante por Europa e América, Mestres do Abstracionismo Brasileiro; em 1994, participa da Bienal Brasil Século XX, na Fundação Bienal de São Paulo. Em 2001, realiza exposição individual comemorativa dos seus 70 anos, na A Galeria em São Paulo. TEIXEIRA LEITE, pág. 540; PONTUAL, pág. 550; ITAÚ CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 939, Acervo FIEO.



299 - VITTÓRIO CANNONE (1940)

Paisagem - óleo sobre eucatex - 15 x 40 cm - canto inferior esquerdo e dorso -

Pintor, filho e discípulo de Angelo Cannone. Ativo no Rio de Janeiro. JULIO LOUZADA, vol. 5, 1117



300 - MARIA GUADALUPE (1914 - 2015)

"A vida na roça" - óleo sobre tela - 30 x 50 cm - canto inferior direito - 2014 -

Seu nome de batismo é Maria Guadalupe Mundin da Costa Canedo, e nasceu na cidade mineira de Monte Carmelo. Atualmente reside em São Paulo-SP, onde é ativa. Pinta profissionalmente a partir de 1969. A partir de 1978 expõe coletivamente a sua obra, que no dizer de Luiz de Almeida Salles " ... Esta arte, arrancada da duração infantil, passa a ser tão natural como as árvores, as tardes, o canto dos pássaros. Maria Guadalupe não nos oferece quadros, mas um mundo coerente e íntegro." ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 232. Acervo FIEO. -



301 - CARYBÉ (1911 - 1997)

Jangadeiro - desenho a nanquim - 30 x 21 cm - canto inferior direito -

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



302 - LIVIO ABRAMO (1903 - 1992)

Paisagem - xilogravura - H.C. - 18 x 16 cm - canto inferior esquerdo - 1981 - Brasil -
No estado.

Gravador, desenhista, pintor, ilustrador, jornalista e professor, nasceu em Araraquara, SP e faleceu em Assunção, Paraguai. Mudou-se para São Paulo, onde, em 1909, estudou desenho com Enrico Vio no Colégio Dante Alighieri. No início dos anos de 1920, fez ilustrações para pequenos jornais e entrou em contato com a obra de Oswaldo Goeldi e de gravadores expressionistas alemães. Realizou as primeiras gravuras em 1926. Em 1947, ilustrou o livro ‘Pelo Sertão’, do escritor Afonso Arinos de Mello Franco, publicado em 1949. Com essa série de ilustrações, apresentadas no Salão Nacional de Belas Artes, obteve o prêmio de viagem ao exterior. Seguiu para a Europa em 1951. Em Paris frequentou o Atelier 17, aperfeiçoando-se em gravura em metal com Stanley William Hayter. De volta ao Brasil, foi premiado como o melhor gravador nacional na Bienal Internacional de São Paulo, nas edições de 1953 e de 1963. Deu aulas de xilogravura na Escola de Artesanato do Museu de Arte Moderna de São Paulo. Foram seus alunos, entre outros, Maria Bonomi e Antonio Henrique Amaral . Fundou o Estúdio Gravura, em 1960, com Maria Bonomi. Em 1962, foi convidado pelo Itamaraty a integrar a Missão Cultural Brasil-Paraguai, posteriormente Centro de Estudos Brasileiros. Mudou-se para o Paraguai e dirigiu até 1992, o Setor de Artes Plásticas e Visuais. Foi fundador do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Paraguai. PONTUAL, PÁG. 1, JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 19; MEC VOL.1, PÁG. 33; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 795; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28; ACERVO FIEO.



303 - PABLO PICASSO (1881 - 1973)

Tourada - litografia - IV - 23 x 28 cm - canto inferior direito - 06/03/1961 -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista, escultor, gravador, ceramista, artista gráfico e designer, Pablo Ruiz Picasso nasceu em Málaga, Espanha e faleceu em Mougins, França. Filho de um pintor e mestre de desenho, foi extraordinariamente precoce dominando o desenho acadêmico ainda na infância. Em 1904 estabeleceu-se em Paris tornando-se o centro de um círculo de artistas e escritores de vanguarda como André Breton, Guillaume Apollinaire e Gertrude Stein. Revolucionário, genial, vanguardista, visionário são elogios que definiram Picasso como um dos mestres da pintura. Sua ampla biografia e sua obra representam a arte do século XX. Embora sua obra seja convencionalmente dividida em fases, Picasso trabalhava numa grande variedade de temas e estilos ao mesmo tempo. Sua pintura “Les Demoiselles d’Avignon” (1906-7) é tida como o marco mais importante no desenvolvimento da pintura contemporânea e o primeiro prenúncio do cubismo que desenvolveu em íntima associação com Braque e depois com Gris. Sua obra mais famosa “Guernica” (1937), pintada para o pavilhão espanhol da Exposição Universal de Paris de 1937, expressa toda sua revolta e horror à destruição de Guernica, capital do país basco, durante a Guerra Civil Espanhola (1936-1939). No campo da escultura foi um dos primeiros artistas a compor esculturas a partir da montagem de materiais variados (e não por modelagem ou entalhe) e fez uso brilhante de objetos encontrados. Também como artista gráfico inclui-se entre os maiores do século. Existem museus consagrados à sua obra em Paris e Barcelona, e outros exemplos de sua inigualável produção distribuem-se por museus do mundo inteiro. Foi o primeiro artista vivo a expor suas obras no Museu do Louvre, quando completou 90 anos. BENEZIT VOL.8, PÁG. 297; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 763; ITAÚ CULTURAL; COLEÇÃO FOLHA GRANDES MESTRES DA PINTURA VOL. 6; infoescola.com; guggenheim.org; moma.org; a rtprice.com; arcadja.com; christies.com.



304 - EDITH BEHRING (1916 - 1996)

Composição - gravura - P.A. - 40 x 32 cm - canto inferior direito -

Excepcional gravadora nascida e falecida na cidade do Rio de Janeiro-RJ. Estudou desenho e pintura com Candido Portinari na extinta Universidade do Distrito Federal, no Rio de Janeiro; xilogravura com Axl Leskoschek e gravura em metal com Carlos Oswald na Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro. Entre 1953 e 1957, viaja a Paris como bolsista e estuda com Johnny Friedlaender. Volta para o Brasil em 1957 e é convidada a organizar o Atelier de Gravura do MAM/RJ, onde permanece por dez anos. Participa de Graveurs Brésiliens, em Genebra, 1954; Salon de Mai, em Paris, 1955; Bienal Americana de Gravura de Santiago, 1963; Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP, 1969, 1974 e 1977; Prints by Brazilian Women Artists, em Nova York, 1981; e Bienal Brasil Século XX, em São Paulo, 1994. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, vol. 1 pág. 107



305 - ALDO BONADEI (1906 - 1974)

Vaso de flores - óleo sobre tela - 30 x 20 cm - canto inferior direito - 1968 -
Reproduzido no convite deste Leilão.

Pintor, designer, gravador, figurinista e professor - Aldo Cláudio Felipe Bonadei nasceu e faleceu em São Paulo, SP. Entre 1923 e 1928 foi aluno de Pedro Alexandrino, período em que também frequentou o ateliê de Antonio Rocco. Viajou para a Itália, entre 1930 e 1931, e frequentou a Academia de Belas Artes de Florença, onde teve aulas com Felice Carena e seu assistente Ennio Pozzi, ambos ligados ao movimento ‘novecento’. Nesse período, dedicou-se ao desenho da figura humana, principalmente ao nu. Retornou a São Paulo no início da década de 1930 e participou ativamente do Grupo Santa Helena, da Família Artística Paulista - FAP e do Sindicato dos Artistas Plásticos. Em 1949 lecionou na Escola Livre de Artes Plásticas, primeira escola de arte moderna de São Paulo e participou do Grupo Teatro de Vanguarda. No ano seguinte, fundou a Oficina de Arte - O. D. A., com Odetto Guersoni e Bassano Vaccarini. No fim da década de 1950 atuou como figurinista nas peças ‘Vestido de Noiva’, de Nelson Rodrigues, e ‘Casamento Suspeitoso’, de Ariano Suassuna. Também desenhou alguns figurinos para dois filmes dirigidos por Walter Hugo Khoury: ‘Fronteiras do Inferno’ (1958) e ‘Na Garganta do Diabo’(1959). Realizou muitas exposições individuais e participou de vários Salões oficiais destacando-se: Bienal Internacional de São Paulo (1ª, 2ª, 3ª, 6ª, 7ª); Bienal de Veneza (1952); Panorama da Arte Moderna Brasileira (1970). MEC, VOL. 1, PÁG. 247; PONTUAL, PÁGS. 78/79; ARTE NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 1041; ART PRICE ANNUAL 2000, PÁG. 258; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 79; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; LEONOR AMARANTE, PÁG. 72; ACERVO FIEO.



306 - AI HIRSCHFELD (1903 - 2003)

"Baryshnikov" - desenho a nanquim - 28 x 23 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Desenhista, caricaturista e ilustrador nascido em St. Louis, MO - EUA. Estudou no 'Art Student's League', Nova York. Mudou-se para Paris (1924) e continuou a estudar. Viajou pelo leste asiático. Tornou-se especialmente conhecido por suas caricaturas no 'New York Times' (a partir de 1929) retratando as personalidades do 'show-business'. Ilustrou vários livros também. Expôs individualmente em Nova York no: 'Staten Island Museum' (1961); Hammer Gallery (1967); 'Museum Performing Arts', Lincoln Center (1968) e foi premiado pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos. alhirschfeld.com; www.artprice.com; www.biography.com.



307 - TITO DE ALENCASTRO (1934 - 1999)

A cafetina - óleo sobre tela - 61 x 50 cm - canto inferior direito e dorso - 1973 - São Paulo -
Ex-coleção Antônio Maluf - Galeria Seta - São Paulo - SP.

Pintor, desenhista, gravador e mosaicista, radicou-se em 1961 em São Paulo, após ter estudado no Rio de Janeiro com Abelardo Zaluar, José Morais e Johnny Friedlaender. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 29; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 6; PONTUAL, pág. 14; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



308 - GUIDO VIARO (1897 - 1971)

Figuras - aguada de nanquim - 17 x 23 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e professor, nasceu em Badia Polesine, Itália. Fez estudos de formação artística em Veneza e Bolonha, naquele País, vindo para o Brasil em 1928. Radicou-se em Curitiba 1930, onde lecionou pintura e desenho. Participou, recebendo premiações, em diversos Salões nacionais. JULIO LOUZADA vol.aa, pág.335; TEIXEIRA LEITE, pág. 522, PONTUAL, pág. 539; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 449; ARTE NO BRASIL, pág. 883.



309 - SERGE CHARCHOUNE (1888 - 1975)

Composição - óleo sobre tela - 30 x 24 cm - canto inferior direito e dorso - Paris -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Ou Sharshun ou Sarsun - pintor, desenhista, ilustrador e teórico nascido em Samara, Rússia e falecido em Paris. Não conseguiu entrar para a Escola de Belas Artes de Kazan. Partiu para Moscou, trabalhou em várias academias onde encontrou Mikhail Fedorovich Larionov e Natalya Gontcharova. Foi para Berlim e Paris (1912). Frequentou a 'Académie de la Palette’s', teve aulas com Henri Le Fauconnier. Quando estourou a primeira Guerra foi para Barcelona onde encontrou Francis Picabia e entrou em contato com o movimento DADA. Retornou para Paris em 1920. Realizou muitas exposições individuais em: Barcelona (1916, 1917), Paris (desde 1920), Berlim (1922, 1923), Montreal, Copenhagen, Nova York, Milão, Düsseldorf, Genebra, Luxemburgo, Basel, Bern, Amsterdam, Lyon. Participou das exposições: 'Salon des Artistes Indépendants', Paris (desde 1913); 'Great Berlin Exhibition', Berlim (1922–1923); 'Salon d’Art Sacré'; 'Salon Comparaisons'; 'Salon de Mai'; 'Salon des Réalités Nouvelles' (década de 1930); 'Aspects of the Russian Avant-garde 1905 to 1925', Paris (1969); 'Russian Paris 1910–1960', Museu Russo, São Petersburgo (2003); 'The Origins of Abstraction (1840–1914)', Museu d’Orsay – Paris; entre outras. Exposição retrospectiva de sua obra foi realizada no Museu Nacional de Arte Moderna em Paris (1971). BENEZIT; www.artprice.com; www.artnet.com.



310 - WELLINGTON VIRGOLINO (1929 - 1988)

"Creusa" - gravura off set colorida pelo autor - 50 x 35 cm - canto inferior direito -
Com a seguinte dedicatória: "Para Aldemir com carinho W. Virgolino.

Pernambucado do Recife, é pintor e gravador. Pinturas de cromatismo vigoroso e variado em ambientações típicas do nordeste cercam as figuras que povoam os trabalhos de Virgolino, em criações de grande habilidade e lirismo. A propósito de sua obra, assim se manifestou Walter Zanini, na obra de PONTUAL abaixo mencionada: " A raiz popularesca (...) amolda-se perfeitamente ao caráter simbólico e arcaizante de suas representações dominadas por um certo tema exposto com clareza e concisão, não obstante a avassalante presença dos motivos de preenchimento que movimentam e enriquecem todos os aspectos da composição. Na cor densa e úmida transparece ainda a sensibilidade equatorial deste pintor que soube definir uma própria e instintiva fantasia poética." JULIO LOUZADA, vol 1, pág 1039; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 717; ARTE NO BRASIL, pág. 879; PONTUAL, pág. 543.



311 - PAULA KADUNC (1954)

Composição - técnica mista sobre tela - 90 x 90 cm - dorso - 2016 -
Registrado sobre o nº 638 do catálogo da autora.

Paula Kadunc, pseudônimo artístico de Maria Paula Kadunc, nasceu em São Paulo. Frequentou um curso clássico de arte e comunicação na época de colégio. Formou-se em historia (1975) e nos anos seguintes realizou viagens de estudo pela Europa, Japão, China e Filipinas. No inicio da década de 80 trabalhou no Museu de Arte de São Paulo como assessora de imprensa e relações publicas auxiliando ainda na curadoria de diversas exposições. Na década de 90 frequentou o ateliê do escultor Paulo Tadee onde trabalhou com desenhos e pinturas geométricas e passou a fundir esculturas em bronze. Estudou técnica de pintura com Marysia Portinari. Tem participado com suas obras de várias exposições coletivas e leilões de arte. Possui obras em diversas coleções particulares e no Museu de Arte do Parlamento de São Paulo. www.artemaisnet.com.br/artistas/paula-kadunc.html; www.catalogodasartes.com.br; www.al.sp.gov.br; www.artprice.com; www.askart.com.



312 - SYLVIO PINTO (1918 - 1997)

Paisagem - óleo sobre eucatex - 40 x 60 cm - canto inferior direito -

Pintor, Sylvio da Silva Pinto nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Assina S. Pinto. Teve as primeiras noções de desenho no Liceu de Artes e Ofícios, RJ. Mais tarde recebeu lições de seu pai – o Pinto das Tintas. Foi ainda na casa paterna que conheceu Pancetti. Estudou no Núcleo Bernardelli (1938) e se dedicou exclusivamente à pintura a partir de 1940. Fundou e dirigiu no Jacarezinho, bairro carioca, uma escolinha de arte para crianças pobres. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1988, 1992); Brasília, DF (1988,1993); Rio de Janeiro (1989, 1991, 1993, 1994, 1995); Constância, Portugal (1991). Participou de várias mostras coletivas e Salões oficiais como a I Bienal Internacional de São Paulo (1951). Foi premiado no: Rio de Janeiro (1941, 1943, 1945, 1948, 1949, 1952 – Prêmio Viagem ao Exterior, 1957 – Prêmio Viagem Nacional, 1988, 1989); Salvador, BA (1946, 1950); Constância, Portugal (1994); Brasília, DF (1994); Niterói, RJ (1996). MEC, VOL. 3, PÁG. 419, ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 4, PÁG. 894; VOL. 5, PÁG. 820; VOL. 6, PÁG. 890; VOL. 7, PÁG. 562; VOL. 8, PÁG. 661; VOL. 10, PÁG. 693; ACERVO FIEO; www.academia.org.br; www.artprice.com.



313 - HENRIQUE LÉO FUHRO (1938 - 2002)

Mulheres - xilogravura - 8/50 - 42 x 28 cm - canto inferior direito - 1965 -
No estado.

Pintor, desenhista e gravador, nascido na cidade do Rio Grande, RS, e ativo na cidade de Porto Alegre, onde reside. Inicia sua carreira como pintor com participação no Salão de Artes Plásticas da ARAP Francisco Lisboa, em 1957. Expõe individualmente a partir de 1963. Premiado diversas vezes, inclusive na I Bienal Nacional de Artes Plásticas de Salvador, obtendo o prêmio "ex-ae-quo" na II Exposição da Jovem Gravura Nacional no MAC-SP. Participou da IX BSP. É referência internacional da arte brasileira, tendo participado em exposições no exterior. RGS, pág. 247; PONTUAL, pág. 228; JULIO LOUZADA vol. 4 pág. 428; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 740.



314 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Flores - desenho a nanquim e aquarela - 44 x 42 cm - centro inferior - 1963 - São Paulo -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



315 - AMADEU LUCIANO LORENZATO (1900 - 1995)

Paisagem - óleo sobre eucatex - 51 x 41 cm - canto inferior direito - 1976 -

Pintor nascido em Belo Horizonte, MG. Era caiador de paredes. Aos vintes anos, foi para a Europa com o amigo Cornélio Heissman. Visitou grande número de cidades, percorreu vários museus e se dedicou ao artesanato de tecidos pintados. Regressando ao Brasil, passou a pintar. Realizou exposições individuais em Belo Horizonte em 1964, 1988, 1990 e 1991. Participou de diversas mostras coletivas e oficiais. MEC VOL. 2, PÁG. 508; JULIO LOUSADA VOL. 1, PÁG. 550; VOL.5, PÁG. 588.



316 - ANA DENISE ROCHA SOUZA (1949)

"Os lambe-lambe" - acrílico sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior esquerdo -

Pintora e gravadora nascida em Aracaju, SE. Iniciou sua carreira aos 13 anos de idade, tendo sua primeira participação artística na inauguração da Galeria de Arte Álvaro Santos em Aracaju (1967). Desde 2006 faz xilogravuras. Realizou exposição individual na Livraria Boigy em Mogi das Cruzes, SP (2016); tem participado de inúmeras mostras coletivas e Salões oficiais em: Aracaju, SE (2005, 2006, 2012); Casa de Xilogravura do Brasil, Campos do Jordão – SP (2007); Bienal Naïfs do Brasil, SESC Piracicaba – SP (2012; 2016); ‘Brasil&Brazil’ no Centro Cultural Ítalo-Brasileiro Casa di Dante, SP (2014); Museu de Arte Popular de Diadema, SP (2015); Centro Histórico de Mogi das Cruzes, SP (2015). Foi premiada em 1996 (XII Salão de Artes Plásticas no Cultart); 2016 (Prêmio Incentivo na Bienal Naïfs do Brasil, Piracicaba – SP); entre outros. ITAU CULTURAL; www.sescsp.org.br; www.casadaxilogravura.com.br.



317 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XIX - XX

"Retrato de Lula" - desenho a nanquim e guache - 29 x 19 cm - canto inferior direito - 1931 -
Flávia. Com a seguinte dedicatória: "Para o Lula que a gente quer bem, Flávia 31".



318 - FRANK DEAN (1865 - 1947)

Paisagem - óleo sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior esquerdo -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista e ilustrador britânico. Sua formação artística se iniciou na 'Slade School' com Legros. De 1882 a 1886 estudou em Paris onde foi aluno de Lefebvre e Boulanger. Expôs na 'Athenaeum Building' (1882) e na 'Royal Academy' (1887). BENEZIT; www.artprice.com; www.invaluable.com.



319 - ANTONIO PESSOA (1943)

Nu e casal - múltiplo em bronze - assinado -
Lote composto por dois múltiplos do autor, medidas: 05 x 03 x 2,5 cm. e 07 x 03 x 1,5 cm.

Escultor, assina Tonny. Radicado no Rio de Janeiro detentor de bom curriculo nacional e internacional com inumeras participações em Salões Oficiais,varias vezes premiado. Ótimo mercado.



320 - MARIO ZANINI (1907 - 1971)

Lavadeiras - óleo sobre tela - 40 x 60 cm - canto inferior direito -

Pintor, decorador, ceramista, professor, Mário Zanini nasceu e faleceu em São Paulo. Foi um dos integrantes de dois importantes movimentos artísticos considerados históricos na pintura paulista: o Grupo Santa Helena e a Família Artística Paulista. Sua formação artística se deu em São Paulo quando aos 13 anos iniciou curso de pintura da Escola Profissional Masculina do Brás e de 1924 a 1926, matriculou-se no curso de desenho e artes do Liceu de Artes e Ofícios. Conheceu Alfredo Volpi em 1927 e no ano seguinte estudou com o pintor Georg Elpons. Trabalhou no escritório de decoração de Francisco Rebolo entre 1933 e 1938. Em 1940 recebeu medalha de prata no 46º Salão Nacional de Belas Artes e foi convidado por Rossi Osir a trabalhar em seu ateliê de azulejos artísticos, o Osirarte. Em 1950, viajou por seis meses pela Itália, em companhia de Volpi e Osir. A partir de 1968 lecionou na Faculdade de Belas Artes de São Paulo. Participou de vários Salões oficiais e mostras coletivas no Brasil, como I e III Bienal Internacional de São Paulo e no exterior. Sua família doou 108 de suas obras ao Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo - MAC/USP em 1974. MEC, VOL. 4, PÁG. 531; PONTUAL, PÁG. 557; TEODORO BRAGA, PÁG. 250; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 451; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; ARTE NO BRASIL, PÁG. 778; LEONOR AMARANTE, PÁG.38; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 1085; ACERVO FIEO.



321 - AXEL LESKOSCHEK (1889 - 1976)

"Namorados" - água forte original - 20 x 16 cm - canto inferior direito - 1946 -

Importante gravador, pintor e professor austríaco. Realizou sua formação artística na Áustria e ali publicou álbuns de xilogravuras e águas-fortes. Veio residir no Brasil em 1930, fugindo do nazismo, aqui ficando até 1950. Ilustrou diversas publicações nacionais, entre elas, e principalmente, as edições brasileiras dos romances de Dostoiévski (Ed. José Olimpio). Foi professor, entre outros, de Renina Katz, Fayga Ostrower e Ivan Serpa. MAYER/88, pág.494; JULIO LOUZADA, vol.1, pág.609; BENEZIT, vol.6, pág.612, ART PRICE ANNUAL/2000, pág.1464; PONTUAL, pág.309, TEIXEIRA LEITE, pág.284; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 605; ARTE NO BRASIL, pág. 840; Acervo FIEO.



322 - THOMAZ IANELLI (1932 - 2001)

Paisagem - aquarela - 28 x 32 cm - canto inferior direito -

Natural de São Paulo, estudou com Angelo Simeone na Associação Paulista de Belas Artes (1953). Participou de coletivas do Grupo Guanabara. Expôs individualmente desde 1960, em diversas cidade do País e no exterior (Madrid, Paris, Bilbao e Lima), e particpou de coletivas nacionais e estrangeiras, sendo presença constante em mostras antológicas de pintura brasileira no país e no estrangeiro. Sobre sua obra mais recente, já se disse pertencer a um mundo de suavidades carinhosas, poéticas, sem se tornar adocicado, monótono e cansativo. Um mundo feérico, aberto, fluído. Viveu no Paraná, com grande sucesso de público e crítica. TEIXERIA LEITE, pág. 507; MEC, vol. 2, pág. 345; WALTER ZANINI, pág. 755; ARTE NO BRASIL, pág.914, Acervo FIEO.



323 - TÚLIO MUGNAINI (1895 - 1975)

Flores - óleo sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior esquerdo - 1962 -

Pintor, Mugnaini realizou sua formação artística na Itália e na França. No SPBA conquistou as pequenas medalhas de prata (1933) e de ouro (1943), o segundo prêmio Fernando Costa (1943), o primeiro prêmio Governo do Estado (1957) e os prêmios Assembléia Legislativa do Estado (1960) e Prefeitura de São Paulo (1961). Recebeu ainda medalha de prata no SNBA de 1936. Pintor de paisagens, figuras e naturezas-mortas, coube-lhe realizar os trabalhos decorativos da Basílica de Nossa Senhora do Carmo-SP. De 1945 a 1965, ocupou a diretoria da Pinacoteca do Estado SP, onde se encontra sua tela "Outono", que exibiu no Salão de Paris de 1934. Recebeu consagradoras premiações nos salões nacionais. PONTUAL, pág. 375; TEODORO BRAGA, pág. 165; MEC, vol. 3, pág. 226; REIS JUNIOR, pág. 376; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 615, Acervo FIEO; ITAUCULTURAL, RUTH TARASANTCHI.



324 - BETH MAGLI (1944)

Frutas - aquarela - 50 x 70 cm - canto inferior direito - 1995 -

Paulistana, viveu sua juventude no interior de São Paulo e no Paraná. Autodidata, seus temas iniciais foram os motivos brasileiros do interior paulista e quadros folclóricos de Salvador, Bahia. Suas obras, de grande sensibilidade e fantasia, retratam a farta e rica diversidade das cores tropicais. Expõe desde 1981, inclusive na Alemanha (1992 e 1993). Suas obras fazem parte de coleções no Brasil, USA, Suiça, Alemanha, França, Italia, Espanha e Inglaterra. JULIO LOUZADA, vol. 9, pág. 517



325 - ANGELO DE AQUINO (1945 - 2007)

"Rex em paisagens imaginárias" - liquitex sobre tela - 40 x 50 cm - dorso - 1984 - Rio de Janeiro -

Mineiro de Belo Horizonte, onde nasceu a 2 de agôsto de 1945. Pintor e gravador, assina ÂNGELO DE AQUINO. Seu trabalho tem um bom conceito em Paris, onde encontra mais incentivo e facilidade do que no Brasil. Em muitos de seus quadros aparece a figura do cão Rex, uma de suas criações. Expõe individualmente desde 1969. Coletivamente, desde 1965, inclusive com diversas e respeitadas criticas no exterior. JULIO LOUZADA vol. 13 pág. 19; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 743, Acervo FIEO.



326 - DOMENICO LAZZARINI (1920 - 1987)

Paisagem - óleo sobre tela - 38 x 46 cm - canto inferior direito - 1978 -

Nasceu na cidade italiana de Viareggio, vindo a falecer na cidade do Rio de Janeiro. Em 1940, ainda na Itália, nas cidades de Lucca e Florença, realiza estudos com Rosai e Vedova. Já no Brasil, dá aulas de pintura na Escola de Belas Artes de Araraquara, São Paulo, em 1950. Em 1957, cria a Escola de Belas Artes de Ribeirão Preto e, em 1961, leciona no Museu de Arte do Rio de Janeiro. Em 1974, conquista o Prêmio Tetra d'Oro em Roma. Entre as exposições de que participa, destacam-se: Exposição de Lucca, Itália, 1946 a 1948; Bienal de Veneza, Itália, 1948; Jovens Pintores de Araraquara, no Museu de Arte Moderna de São Paulo, 1954; Salão Nacional de Arte Moderna (Isenção de Júri, 1959 e Prêmio Aquisição, 1962), Rio de Janeiro, 1958 a 1962; Bienal Internacional de São Paulo, 1959 e 1961; Galeria de Arte da Folha, São Paulo, 1959 e 1960; Domenico Lazzarini, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, 1963; 100 Obras Itaú, no Museu de Arte de São Paulo, 1985. BÉNÉZIT, vol. 6, pág. 499; JULIO LOUZADA vol. 11, pág. 179; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 697; ARTE NO BRASIL, pág. 964; Acervo FIEO.



327 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

"Mulata" - óleo sobre tela - 50 x 61 cm - canto inferior direito e dorso - 1968 -
Com recibo original do autor, datado de São Paulo, 11-12-68. Ex coleção Irineu Gomes da Rosa - São Paulo - SP.

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



328 - WALDOMIRO DE DEUS (1944)

Na praia - acrílico sobre papel - 44 x 31 cm - canto inferior direito - 2007 -

Pintor e desenhista, Waldomiro de Deus Souza nasceu em Itagibá, BA. De origem humilde, levou uma vida itinerante pelo sertão baiano e norte de Minas Gerais até vir para São Paulo (1959), quando trabalhou como engraxate. Começou a pintar em 1961, utilizando guache e cartolina encontrados na casa de um antiquário, onde trabalhou como jardineiro. Acusado de negligência, perdeu o emprego e levou seus trabalhos para exposição no Viaduto do Chá - acabou vendendo dois deles para um americano no primeiro dia. Em 1962, o decorador Terry Della Stuffa forneceu-lhe material e um lugar para pintar e, em 1966, fez a sua primeira exposição individual na Fundação Armando Álvares Penteado - FAAP. Expôs em vários países como a França, Inglaterra, Itália, Bélgica, Alemanha, Inglaterra, Estados Unidos. Vive em São Paulo e tem ateliê também em Goiânia. É considerado o maior primitivista brasileiro ao lado de José Antônio da Silva, Djanira e reconhecido internacionalmente como um dos mais criativos pintores naïfs. Em 1983 foi premiado com a ‘Awarding the Statue of Victory’ pelo Centro ‘Studi e Ricerche Delle Nazioni’ na Itália e, em 2000, teve uma sala própria na V Bienal Naïfs do Brasil. Possui obras em acervos importantes, como os da Pinacoteca do Estado (São Paulo, SP), do Museu de Arte Contemporânea de São Paulo (MAC-USP), da Galeria Nacional de Bolonha na Itália; entre outros. ARTE NAIF NO BRASIL PÁG. 239; ITAU CULTURAL, artepopularbrasil.blogspot.com.br; waldomirodedeus.wordpress.com; ACERVO FIEO.



329 - CAMILO EDUARDO TAVARES (1932 - 2014)

"Ortopedista e Fisiatra" - acrílico sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito e dorso - 2003 -

Paulistano, o pintor foi membro de juri da Associação dos Artistas Plásticos de São Paulo. Segundo depoimento do próprio artista: " Os meus quadros são carregados de humanismo, amor e realidade, uma verdadeira mensagem filosófica pois quem leva a vida com amor à arte, é feliz." Expõe individualmente desde 1971, inclusive MAM-RJ em 1974; e coletivamente a partir de 1970. Internacionalmente, expôs a partir de 1971, destacando-se Alemanha, EUA, México e Itália. JULIO LOUZADA, vol.4, pág. 1083. Acervo FIEO.



330 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

Torso - escultura em mármore - 21 x 09 x 06 cm - assinado -

Escultor, desenhista e pintor paulista nascido em Mococa, SP e falecido no Rio de Janeiro. Mudou-se com a família para Itália, e fixou-se em Roma (1913). Iniciou estudos de desenho e escultura com o professor Loss (1920). Participou de movimentos antifascistas e foi preso (1931) por motivos políticos. Foi extraditado para o Brasil (1935) por intervenção do embaixador brasileiro na Itália. Em 1937, viajou para Paris e frequentou as academias ‘La Grand Chaumière’ e ‘Ranson’, onde estudou com Aristide Maillol e conviveu com Henry Moore, Marino Marini e Charles Despiau. Em 1939, retornou a São Paulo e junto com Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Sérgio Milliet, entre outros, participou do Movimento Modernista; foi um dos membros da Família Artística Paulista e do Grupo Santa Helena. Em 1943, transferiu-se para o Rio de Janeiro. A convite do ministro Gustavo Capanema instalou ateliê no antigo Hospício da Praia Vermelha, onde orientou jovens artistas como Francisco Stockinger. Possui obras em espaços públicos como ‘Monumento à Juventude Brasileira’ (1947), nos jardins do antigo Ministério da Educação e Saúde, atual Palácio Gustavo Capanema - RJ; ‘Candangos’ (1960), na Praça dos Três Poderes, e ‘Meteoro’ (1967), no lago do edifício do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília; ‘Integração’ (1989), no Memorial da América Latina, em São Paulo. Participou das Bienais de Veneza (1950, 1952); participou das I, II, IV e IX Bienais de São Paulo, período em que recebeu o prêmio de melhor escultor brasileiro (1953) e sala especial (1967). MEC, VOL.2, PÁG. 250; PONTUAL, PÁG. 237; MAYER/84, PÁG. 1333; BENEZIT VOL. 5, PÁG. 14; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 715; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 422; www.artprice.com; www.pinturabrasileira.com; www.dec.ufcg.edu.br; www.monumentos.art.br.



331 - BENJAMIN SILVA (1927)

Bicicleta - óleo sobre cartão - 30 x 20 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1995 -

Cearense de Juazeiro, Benjamin Silva antes de se mudar para o Rio de Janeiro, então com 20 anos, foi seringueiro no Amazonas. Foi aluno de Inimá de Paula na Escola do Povo, nos idos de 1950. Inicialmente figurativista, após 1963 adota uma linha de expressionismo agressivo. Sua pintura passeou também pelo surrealismo. MEC, vol.4, pág.246; TEIXEIRA LEITE, pág.70; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 697; ARTE NO BRASIL, pág. 943.



332 - RENINA KATZ (1925)

"Favela" - xilogravura - P.A. - 34 x 22 cm - canto inferior direito -

Gravadora, desenhista, ilustradora e professora, Renina Katz Pedreira nasceu no Rio de Janeiro. Assina Renina e Renina Katz. Cursou a Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1947 a 1950) e teve como professores, entre outros, Henrique Cavalleiro e Quirino Campofiorito. Licenciou-se em desenho pela Faculdade de Filosofia da Universidade do Brasil. Iniciou-se em xilogravura com Axl Leskoschek, em 1946. Incentivada por Poty, ingressou no curso de gravura em metal, oferecido por Carlos Oswald no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro. Mudou-se para São Paulo em 1951, e lecionou gravura no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand e, posteriormente, na Fundação Armando Álvares Penteado, até a década de 1960. Em 1956, publicou o primeiro álbum de gravuras, intitulado ‘Favela’. A partir dessa data, foi docente da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo por 28 anos. Realizou muitas exposições individuais pelo Brasil, EUA, Chile, Paraguai, Portugal, Itália, Holanda e participou, entre as diversas mostras e Salões oficiais, das: Bienal Internacional de São Paulo (1955, 1959, 1961, 1963, 1985, 1989); Bienal de Veneza, Itália (1956, 1986); Panorama da Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1974, 1977, 1980, 1984). Foi premiada no Rio de Janeiro (1951, 1952) e em São Paulo (1955, 1984). MEC VOL.2, PÁG.403; PONTUAL, PÁG. 288; WALMIR AYALA VOL.1, PÁG.441; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG.15; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 606; ARTE NO BRASIL; www.artprice.com; www.catalogodasartes.com.br; www.editora.unicamp.br; www.laboratoriodasartes.com.br; artenaescola.org.br.



333 - IVAN SERPA (1923 - 1973)

Rosto - técnica mista - 26 x 21 cm - canto inferior esquerdo - 09/09/1964 -

Pintor, desenhista, gravador e professor, Ivan Ferreira Serpa nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Estudou gravura e desenho com Axel Leskoschek (entre 1946 e 1948) no Rio de Janeiro. Em 1949, ministrou suas primeiras aulas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, onde, a partir de 1952, exerceu sistemática atividade didática, em especial no ensino infantil. Foi um dos precursores do concretismo no Brasil, criando ao lado de Aluisio Carvão, Lígia Clark, Hélio Oiticica e outros o Grupo Frente, que se manteve ativo de 1954 a 1956, inclusive com exposições no Rio de Janeiro. Participou da Divisão Moderna do SNBA (1947-1951). Em 1957, recebeu o prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna, RJ. Participou da exposição ’Opinião 65’, evento que marca a difusão de uma nova arte de tendência figurativa, a neofiguração. Em 1970, fundou, com Bruno Tausz, o Centro de Pesquisa de Arte no Rio de Janeiro. Participou da Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1961, 1963, 1965) e da Bienal de Veneza (1952, 1954, 1962, 1966). PONTUAL, PÁG 486; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 605; ARTE NO BRASIL, PÁG. 840; LEONOR AMARANTE, PÁG. 26; MEC VOL. 4, PÁG. 221; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 899.



334 - JOSÉ DE DOME (1921 - 1982)

"Estação ferroviária de Cataguases" - pastel - 21 x 30 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor e desenhista, José Antonio dos Santos nasceu em Estância, SE. Assina José de Dome. Autodidata, residiu por vinte e dois anos em Salvador - BA onde recebeu orientações de Jenner Augusto, Mário Cravo, Carlos Bastos, Carybé, Mirabeau e, no Rio de Janeiro, firmou-se como pintor (década de 60). Pouco depois se instalou em Cabo Frio, RJ. Realizou exposições individuais em: Salvador, BA (1955, 1956, 1958, 1964); Rio de Janeiro (1961, 1964 a 1968, 1972); Lima, Peru (1966); São Paulo (1969); Londres (1971). Participou também de muitas mostras coletivas e oficiais. MEC VOL. 2, PÁG. 60; PONTUAL, pág. 183; JULIO LOUZADA, VOL. 1; PÁG. 339; ITAU CULTURAL; www.artprice.com.



335 - DJANIRA DA MOTTA E SILVA (1914 - 1979)

Congonhas do Campo - óleo sobre tela - 60 x 74 cm - canto inferior direito e dorso - 1964 -

Pintora, desenhista, ilustradora, cartazista, cenógrafa e gravadora. Djanira da Motta e Silva nasceu em Avaré, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. No final da década de 1930, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde teve suas primeiras instruções de desenho no Liceu de Artes Ofícios e com o pintor Emeric Marcier, hóspede da pensão que Djanira instalou no bairro de Santa Teresa. Os contatos com os artistas Carlos Scliar, Milton Dacosta , Arpad Szenes , Vieira da Silva e Jean-Pierre Chabloz , frequentadores de sua pensão, proporcionaram um ambiente estimulador que a levou a expor no 48º Salão Nacional de Belas Artes, em 1942. No ano seguinte, realizou sua primeira mostra individual, na Associação Brasileira de Imprensa - ABI. Em 1945, viajou para Nova York. De volta ao Brasil, realizou o mural ‘Candomblé’ para a residência do escritor Jorge Amado, em Salvador, e painel para o Liceu Municipal de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Entre 1953 e 1954, viajou a estudo para a União Soviética. De volta ao Rio de Janeiro, tornou-se uma das líderes do movimento pelo Salão Preto e Branco, um protesto de artistas contra os altos preços do material para pintura. Realizou em 1963, o painel de azulejos ‘Santa Bárbara’, para a capela do túnel Santa Bárbara, Laranjeiras, Rio de Janeiro. No ano de 1966, a editora Cultrix publicou um álbum com poemas e serigrafias de sua autoria. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil, EUA e Europa. Foi premiada no Rio de Janeiro (1943, 1944, 1949, 1950 a 1953, 1955, 1963) e em São Paulo (1951, 1955). Participou da 1ª e da 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955). Em 1977, o Museu Nacional de Belas Artes - MNBA, realizou uma grande retrospectiva de sua obra. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 336; PONTUAL, PÁG. 181; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 164; MEC, VOL. 2, PÁG 58; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG, 263; WALTER ZANINI, PÁG. 810; ARTE NO BRASIL, PÁG. 824; ACERVO FIEO.



336 - ALBERTO LUME (1944)

Menina - óleo sobre tela - 60 x 40 cm - canto inferior direito e dorso -

Português da Ilha da Madeira, onde nasceu a 6/2/1944, LUME, como é conhecido e assina as suas obras, fixou residência no Brasil a partir de 1954. Trouxe na sua bagagens sólidos conhecimentos de bom desenhista e excepcional colorista. Adota os temas brasileiros em suas obras com rara felicidade, fazendo com que as suas obras sejam muito disputadas em leilões e por colecionadores. JULIO LOUZADA, vol. 2 pág. 601 602



337 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Carnaval - óleo sobre tela - 65 x 54 cm - dorso ilegível -



338 - ANTONIO BANDEIRA (1922 - 1967)

Composição - técnica mista - 28 x 42 cm - canto inferior direito - 1961 -
Ex coleção Renato Antônio Brogiolo. - Rio de Janeiro, RJ. -

Pintor, desenhista, gravador, nascido em Fortaleza, CE e falecido em Paris, onde viveu a maior parte de sua vida. É um dos pioneiros da arte abstrata no Brasil. Iniciou-se na pintura como autodidata. Em 1941, em Fortaleza, participou, ao lado de Mário Baratta, entre outros, da criação do Centro Cultural de Belas Artes depois, Sociedade Cearense de Artes Plásticas. Em 1945, transferiu-se para o Rio de Janeiro e, no ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual. Contemplado pelo governo francês com bolsa de estudos, permaneceu em Paris de 1946 a 1950 onde frequentou a Escola Nacional Superior de Belas Artes e a ‘Académie de la Grande Chaumière’. Entre 1947 e 1948 participou do ‘Salon d'Automne’ e do ‘Salon d'Art Libre’. Tomou parte em reuniões de artistas e formou o Grupo Banbryols (ban de Bandeira; bry de Camille Bryen; e ols de Wols), que durou de 1949 a 1951. Voltou ao Brasil em 1951 e apresentou-se na 1ª Bienal Internacional de São Paulo. Em 1952, criou um mural para o Instituto dos Arquitetos do Brasil, em São Paulo. Retornou a Paris em 1954 em razão do Prêmio Fiat, obtido na 2ª Bienal Internacional de São Paulo, mas não deixou de expor no Brasil. Permaneceu na Europa até 1959, passando pela Inglaterra e Bélgica, onde, em 1958, realizou um painel para o ‘Palais des Beaux-Arts’. Ao retornar ao Brasil teve uma atividade artística intensa, participou de importantes exposições, em paralelo a mostras em Paris, Munique, Verona, Londres e Nova York. Voltou a Paris em 1965, onde permaneceu até sua morte. BENEZIT, VOL.1, PÁG.415; MEYER/87, PÁG.606; MEC, VOL.1, PÁGS.159,160 E 167; PONTUAL, PÁGS. 48 E 49; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁGS. 71 A 74; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 52 A 54; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; ARTE NO BRASIL, PÁG. 599; LEONOR AMARANTE, PÁG. 34; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 86; ACERVO FIEO; web.artprice.com; pitoresco.com; pinturabrasileira.com.



339 - ANTONIO PESSOA (1943)

Nu - múltiplo em bronze - 12 x 06 x 04 cm - assinado -

Escultor, assina Tonny. Radicado no Rio de Janeiro detentor de bom curriculo nacional e internacional com inumeras participações em Salões Oficiais,varias vezes premiado. Ótimo mercado.



340 - ALFREDO CESCHIATTI (1918 - 1989)

Guanabara - escultura em bronze - 81 x 21 x 30 cm - assinado - 1965 -
(Atenção clientes que não residem em São Paulo: transporte especial devido ao peso. Consulte-nos antes de dar seu lance) .

Natural de Belo Horizonte. Escultor, desenhista e professor. Passou a frequentar a antiga ENBA em 1940, depois de uma viagem à Europa, especialmente Itália, iniciada em 1938. Na Divisão Moderna do SNBA recebeu, como escultor as medalhas de bronze (1943) e de prata (1944), bem como o prêmio de viagem ao estrangeiro (1945), com o baixo-relevo para a Igreja de São Francisco de Assis, da Pampulha, em Belo Horizonte e, como desenhista, a medalha de prata (1945). Esteve mais uma vez na Europa entre 1946 e 1948, anos em que realizou exposição individual no Instituto dos Arquitetos do Brasil (GB). Figurou na II BSP e no II SNAM, em 1953. Fazendo parte da equipe que, em 1956, venceu o concurso de projetos para o Monumento aos Mortos da II Guerra Mundial (GB), ali executou o conjunto alusivo às três forças armadas. Integrou a Comissão Nacional de Belas Artes em 1960 e 1961, e entre 1963 e 1965, lecionou escultura e desenho na Universidade de Brasília. Quirino Campofiorito citou-o no estudo Ëscultura Moderna no Brasil"(Revista Crítica de Arte, nº único 1962). De seus trabalhos mais conhecidos destacam-se as esculturas As Banhistas e A Justiça, que se encontram, respectivamente, no lago em frente ao Palácio da Alvorada e defronte ao Supremo Tribunal Federal (Praça dos Três Poderes), em Brasília. Há ainda, obras escultóricas de sua autoria, entre outras no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Ministério das Relações Exteriores (Brasília) e em um edifício que Oscar Niemeyer projetou no conjunto residencial Hansa (setor ocidental de Berlim), assim como na embaixada brasileira em Moscou. MEC, vol. 1, pág. 397; PONTUAL, pág. 127; JÚLIO LOUZADA, vol. 11, pág. 70; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 609; ARTE NO BRASIL, pág. 872.



341 - INGRES SPELTRI (1940)

"Opus 29.515" - óleo sobre tela - 63 x 63 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor, desenhista, escultor, gravador e professor nascido em Jau, SP. Filho do pintor Augusto Speltri com quem se iniciou na pintura, ainda criança. Em 1959 mudou-se para São Paulo onde estudou Música (1960-1964). É professor titular da Escola Panamericana de Arte, SP. Realizou exposições individuais, em São Paulo, nos anos de 1977, 1981, 1978, 1984. Participou de várias mostras e Salões oficiais, sendo premiado em: São Paulo (1963, 1966, 1970, 1971); Santo André, SP (1976). JULIO LOUZADA VOL. 5, PÁG. 1012; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; MEC VOL. 4, PÁG. 338; PONTUAL PÁG. 504; www.artprice.com; www.speltri.com.



342 - TAPETE ORIENTAL,


Ponto de nó, feito a mão, de lã, Nepalês, medindo 2,48 x 1,79 = 4,43 m².



343 - NOEMIA MOURÃO (1912 - 1992)

Homenagem a Picasso - desenho a nanquim e lápis - 22 x 15 cm - canto inferior direito -

Pintora e desenhista. Assina Noemia. Realizou sua primeira individual em 1934, no Rio de Janeiro. Residiu na Europa de 1934 a 1940, frequentando em Paris as academias de la Grande Chaumière e Ranson. Expôs em Montevideu e Buenos Aires. Foi citada por REIS JUNIOR e TEODORO BRAGA. Foi aluna (1932) e mulher (1933) de Di Cavalcanti. MEC vol.3, pág. 265; WALMIR AYALA vol.2, pág.135; PONTUAL, pág. 375; TEIXEIRA LEITE, pág. 356; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 684. Acervo FIEO.



344 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulata com pomba - serigrafia - P.A. - 58 x 48 cm - canto inferior direito -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



345 - JOHN CONSTABLE (1776 - 1837)

"Landscape" - pastel - 31 x 49 cm - canto inferior direito - 1825 -
Reproduzido no convite deste Leilão. Com etiquetas no dorso. Em uma destas etiquetas consta a procedência: Coleção Otto Gerstemberg, Berlim. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista inglês nascido em East Bergholt, Suffolk e falecido em Londres. Em 1799 entrou para a ‘Royal Academy Schools’- Londres, como estagiário. Autodidata, estudou as obras de Thomas Gainsborough, Claude Lorrain, Peter Paul Rubens, Annibale Carracci e Jacob van Ruisdael. Expôs suas pinturas na ‘Royal Academy’ desde 1803; na ‘Liverpool Academy’ (1813-1814), na ‘Birmingham Society of Arts’ (desde 1829), na ‘Worcester Institution’ (1834-1836). Tornou-se membro da ‘Associate of the Royal Academy’ (1819) e da ‘Royal Academy ‘ (1829). Preferia pintar ao ar livre e se recusava a estudar no estrangeiro, o que, na época, era considerado indispensável à formação do artista. Por essas razões, era considerado um excêntrico, o que contribuiu para que sua pintura fosse apreciada, durante grande parte da sua carreira, apenas por um pequeno grupo de críticos. Em 1824, sua paisagem "O carro de feno" foi premiada no ‘Salon de Paris’. Morou em Brighton e, em 1828, voltou a viver em Londres fazendo conferências e dando aulas de pintura na ‘Royal Academy of Art’. Em 1830 teve editada uma série de ‘mezzotints’, gravadas por David Lucas, a partir de seus ‘sketches’ a óleo. Como precursor da pintura de paisagens ao ar livre e sua preocupação com os efeitos da mutação da luz teve influência decisiva sobre os Impressionistas, anos depois. BENEZIT; ITAU CULTURAL; www.john-constable.org; www.nationalgallery.org.uk; www.tate.org.uk; www.metmuseum.org; educacao.uol.com.br; www.artprice.com.



346 - WESLEY DUKE LEE (1931 - 2010)

"Cartografia anímica 756" - litografia off set - 36 x 48 cm - canto inferior esquerdo na matriz - 1980 -

Pintor, desenhista, gravador, artista gráfico, professor - nasceu e faleceu em São Paulo. Iniciou seus estudos de desenho em 1950, no MASP. Em 1952 viajou para os EUA para dedicar-se ao aprendizado de artes gráficas na ’Parson's School of Design’ e na ‘American Institute of Graphic Arts’ (Nova York). De volta ao Brasil trabalhou no campo da pintura e do desenho, aperfeiçoando-se com Karl Plattner, em São Paulo (1957). Em seguida transferiu-se para Paris, onde frequentou a ‘Académie de la Grande Chaumière’ e estudou gravura com Johnny Friedlaender. Retornou ao Brasil em 1960. Em 1963, iniciou trabalho com os jovens artistas Carlos Fajardo, Frederico Nasser, José Resende, Luiz Paulo Baravelli, entre outros. Nesse ano, realizou, no João Sebastião Bar, em São Paulo, ‘O Grande Espetáculo das Artes’, um dos primeiros ‘happenings’ do Brasil. Procurou organizar um movimento artístico, o realismo mágico, com Maria Cecília, Bernardo Cid, Otto Stupakoff e Pedro Manuel-Gismondi, e outros. Em 1966, com Nelson Leirner, Geraldo de Barros, José Resende, Carlos Fajardo e Frederico Nasser, fundou, como reação ao mercado de arte, o Grupo Rex, que existiu até 1967. Participou de diversas exposições coletivas e Bienais no Brasil e no exterior, realizando individuais por todo o Brasil. MEC, VOL.2, PÁG.465; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁG.466; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 282; PONTUAL, PÁG.305 E 306; JULIO LOUZADA, VOL.8, PÁG.459; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 734; ARTE NO BRASIL, PÁG. 815; LEONOR AMARANTE, PÁG. 143. ACERVO FIEO.



347 - JOSÉ ROBERTO AGUILAR (1941)

Paisagem - xilogravura - 101/250 - 26 x 37 cm - canto inferior direito -

Surgiu em 1963, quando expôs na VII Bienal de São Paulo. Autodidata. Participou de diversas e importantes exposições coletivas, ligado ao figurativismo expressionista e à pop-art. JULIO LOUZADA, vol. 10, pág, 34. PONTUAL, pág, 6. MEC , vol 1, pág,40; TEIXEIRA LEITE, pág. 14; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág 734; ARTE NO BRASIL, pág 975; LEONOR AMARANTE, pág. 170; Acervo FIEO.



348 - ROBERTO BURLE MARX (1909 - 1994)

Composição - litografia - 16/100 - 55 x 73 cm - canto inferior direito -

Nasceu em São Paulo e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, paisagista, arquiteto, desenhista, pintor, gravador, litógrafo, escultor, tapeceiro, ceramista, designer de jóias, decorador. Durante a infância viveu no Rio de Janeiro. Foi com a família para a Alemanha, em 1928. Em 1929, freqüentou o ateliê de pintura de Degner Klemn. Nos jardins e museus botânicos de Dahlen, em Berlim, entusiasmou-se ao encontrar exemplares da flora brasileira. De volta ao Brasil, fez curso de pintura e arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1930 - 1934), onde foi aluno de Leo Putz , Augusto Bracet e Celso Antônio. Seu primeiro projeto paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, em 1932. Entre 1934 e 1937, ocupou o cargo de diretor de parques e jardins do Recife, PE, onde passou a residir. Nesse período, foi com freqüência ao Rio de Janeiro e teve aulas com Candido Portinari e com o escritor Mário de Andrade. Em 1937, retornou ao Rio de Janeiro e trabalhou como assistente de Candido Portinari. Foi em 1949, conforme sua paixão por plantas e seu interesse por botânica e jardinagem, que Burle Marx adquiriu um sítio em Barra de Guaratiba, RJ. Com auxílio de botânicos, viajou, coletou, catalogou exemplares de plantas do Brasil e reproduziu em seu sítio a diversidade fitogeográfica brasileira. Em 1985 doou esse sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.Realizou muitas exposições individuais e projetos paisagísticos, participou de diversas mostras oficiais coletivas pelo Brasil e no exterior. PONTUAL, PÁG. 94; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 93; MEC. VOL.1, PÁG.303; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 738; LEONOR AMARANTE, PÁG. 98; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 179; artnet.com. ACERVO FIEO.



349 - ESCOLA HAITIANA, SEC XX

Trabalhadores - acrílico sobre tela - 26 x 20 cm - canto inferior direito - Haiti -
Papito. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")



350 - MODESTO BROCOS Y GOMES (1852 - 1936)

Paisagem - óleo sobre cartão - 24 x 17 cm - canto inferior direito - 1890 -

Pintor, desenhista, gravador e professor, nascido em Santiago de Compostela, Espanha, a 9 de fevereiro de 1852, e falecido na cidade do Rio de Janeiro, onde era radicado e ativo, no dia 28 de novembro de 1936. Era brasileiro naturalizado. Estudou com Vitor Meireles e Zeferino da Costa, na Academia Imperial de Belas Artes-RJ (até 1875). Em Paris estudou com Henri Lehmann. Em 1952, o MNBA-RJ organizou importante retrospectiva de sua obra, por ocasião do centenário do seu nascimento. JULIO LOUZADA vol.10, pág. 144; MEC vol.1, pág. 297; PONTUAL, pág. 91; TEIXEIRA LEITE, pág. 88; WALMIR AYALA vol.1, pág.134; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 418; 602.A, ACERVO FIEO.



351 - RODOLPHO TAMANINI NETTO (1951)

Vendedor de balões - óleo sobre tela - 42 x 22 cm - canto inferior esquerdo - 1980 - São Paulo -

Nasceu em São Paulo. Pintor urbano, soube captar o ambiente de sua cidade natal, essa cidade tão complexa, tão imensa, tão feia, mas que a gente ama, ficando com jeito de explicar as razões dessa paixão para quem não vive aqui (Jacques Ardies). JULIO LOUZADA vol.9, pág. 834; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 235.



352 - CAROLUS, (CARLOS CANNONE) (1928 - 1995)

Mulheres - óleo sobre tela - 20 x 30 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1993 -

Pintor, estudou com o pai Angelo Canone, na Itália, antes de emigrar para o Brasil em 1951. Ativo no Rio de Janeiro, realizou diversas exposições individuais e coletivas. MEC, vol.1, pág. 360; JULIO LOUZADA vol.5, pág. 205.



353 - CARYBÉ (1911 - 1997)

"Criadores de pássaros" - serigrafia - 87/250 - 70 x 50 cm - canto inferior direito na tela serigráfica -

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



354 - ARMANDO VIANNA (1897 - 1988)

Flores - óleo sobre eucatex - 19 x 27 cm - canto inferior direito -
Com etiqueta de Costa Ribeiro & Cia. Rua Buenos Aires 140 A - Rio de Janeiro - RJ, no dorso.

Este grande pintor carioca foi discípulo de Rodolfo Chambelland e Rodolfo Amoedo na antiga Escola Nacional de Belas Artes e de Eurico Alves e Stefano Cavalaro, no Liceu de Arte e Ofícios do Rio de Janeiro. É ainda hoje, considerado um dos maiores aquarelistas brasileiros. Realizou exposições individuais e em todas as principais capitais brasileiras. MEC vol.4, pág.470; JULIO LOUZADA vol.3, pág.186. PONTUAL pág. 538; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



355 - LOTHAR CHAROUX (1912 - 1987)

"Geométrico (Linhas)" - óleo sobre tela - 100 x 35 cm - dorso - 1976 -
Reproduzido na quarta capa do catálogo deste Leilão. Com Certificado de Autenticidade firmado pelo Senhor Raul Sérgio Bueno Charoux, filho do autor, datado de 18 de dezembro de 2015.

Pintor, desenhista e professor austríaco, natural de Viena. Assinava Charoux. Iniciou os estudos artísticos com seu tio, o escultor austríaco Siegfried Charoux. Transferiu-se para o Brasil em 1928, fixando residência em São Paulo. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios da cidade onde conheceu Valdemar da Costa, com ele fazendo aprendizado de pintura a partir de 1940. Posteriormente passa a lecionar desenho no Liceu de Artes e Ofícios e no SENAI. Em 1947, realizou sua primeira exposição individual, na Galeria Itapetininga. Em 1952, participou da fundação do Grupo Ruptura, ao lado de Waldemar Cordeiro, Geraldo de Barros, Anatol Wladyslaw e outros. Com Hermelindo Fiaminghi e Luiz Sacilotto , cria a Associação de Artes Visuais NT - Novas Tendências, em 1963. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras oficiais nacionais como a Bienal Internacional de São Paulo (I a IX, XII, XIII), Panorama da Arte Atual Brasileira (1º ao 3º, 6º, 9º, 11º, 12º) e no exterior. É homenageado com retrospectiva no Museu de Arte Moderna de São Paulo e no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro em 1974. Em 2005, é publicado o livro ‘Lothar Charoux: A Poética da Linha’, pela historiadora de arte Maria Alice Milliet. PONTUAL, PÁG. 131; MEC VOL. 1, PÁG. 433; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 254; VOL. 9, PÁG.207; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 645; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; ACERVO FIEO.



356 - JOSÉ SABÓIA (1949)

Colhendo frutas - acrílico sobre tela - 35 x 27 cm - canto inferior direito -

Pintor, José Sabóia do Nascimento nasceu em Almadina-BA. Artista autodidata foi para o Rio de Janeiro em 1967 e começou a pintar no ano seguinte, passando a expor seus trabalhos na feira hippie de Ipanema. Fez sua primeira exposição individual em Fortaleza, CE (1970). Entre as exposições de que participou, destacam-se: I e III Salão Nacional de Artes Plásticas do Ceará, Fortaleza, (1969, 1971 - Prêmio Aquisição); Dez Pintores no Rio de Janeiro, no MNBA, RJ (1983); ‘Brésil Naifs’, Paris (1986); ‘Salon d'Art Naif’- Marseilha, França (1987); ‘Pintura, Presença e Povo na Arte Brasileira’ no Museu da Casa Brasileira - São Paulo (1990); ‘Visões do Rio’ no MAM, RJ (1996). No exterior expôs individualmente em São Francisco, EUA e Munique, Alemanha, além de participar de coletivas em vários países e, principalmente na França, com exposições organizadas pela Galeria Jacqueline Bricard e uma presença cativa na ‘Galerie Naïfs du Monde Entier’ em Paris. José Sabóia participou do Concurso Internacional de Morges, quando seu quadro foi eleito pelo público, a melhor obra de 60 participantes de 22 países, premiação que originou o convite da Galeria Kasper para realizar uma exposição individual em 1997. JULIO LOUZADA vol. 11, pág. 278; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 228; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO; www.artprice.com; www.nautilus.com.br; www.ardies.com.



357 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Surreal - desenho a nanquim - 35 x 47 cm - canto inferior direito - 1977 -
Kasal.



358 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Gato verde com vaso de flores" - acrílico sobre tela - 60 x 80 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2003 - São Paulo -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



359 - ANTONIO PESSOA (1943)

Nu - múltiplo em bronze - 13 x 4,5 x 03 cm - assinado -

Escultor, assina Tonny. Radicado no Rio de Janeiro detentor de bom curriculo nacional e internacional com inumeras participações em Salões Oficiais,varias vezes premiado. Ótimo mercado.



360 - YASUICHI KOJIMA (1934)

Composição - óleo sobre tela - 60 x 70 cm - canto inferior direito e dorso - 2016 -

Pintor e ceramista nascido em Tajimi, Japão - cuja população vive de cerâmica e porcelana. Seu pseudônimo artístico é Kojima. Recebeu influência de seu pai, Shigueo Kojima - tradicional artista e ceramista japonês conhecido pelo nome artístico Juho Kojima. Formou-se na Escola de Cerâmica Industrial de Tajimi - Gifu, Japão. Veio para o Brasil em 1953, trabalhou por cinco anos em São Caetano e transferiu-se para Mauá onde, como seu pai, montou sua própria fábrica de cerâmicas e porcelanas que está em atividade até hoje. Naturalizou-se brasileiro e estudou pintura com Manabu Mabe, Takaoka e Nakajima. Realizou exposição individual em Poá, SP (2009) e no Museu de Arte do Parlamento de São Paulo (2013). Participou de diversas mostras e Salões oficiais em: São Bernardo do Campo, SP (1967); São Paulo (1968, 1969, 2001 a 2010); Poá, SP (2009-como convidado); Embu, SP (2012 - Prêmio Prata). www.mauamemoria.com.br; www.radaroficial.com.br/d/31498914; issuu.com/shinzenbi/docs/makoto_5/27.



361 - HEINRICH GOLLOB (1886 - 1917)

Paisagem - óleo sobre cartão telado - 30 x 23 cm - canto superior esquerdo -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor da Escola Austríaca nascido em Gratz e falecido em Strassengel. Foi litógrafo e depois estudou na Academia de Belas Artes de Viena, Munique e Gratz. Participou de diversas exposições e mostras oficiais. Em 1918 a 'Sécession' de Viena organizou uma exposição e leilão de suas obras. BENEZIT VOL. 5, PÁG. 95; www.artprice.com; www.artnet.com.



362 - SYLVIO KARASAVAS (1905 - 1980)

Vila - óleo sobre tela - 59 x 49 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista com diversas participações em mostras coletivas e oficiais.



363 - SUETONIO MEDEIROS (1970)

"Caprichos do amor" - pastel - 41 x 29 cm - canto inferior direito -

Alagoano, Suetônio Cícero Medeiros ministra aulas de desenho na Fundação Cultural de Blumenau (FCB). Desenvolve uma linguagem própria independente de escola ou estilo, realizando trabalhos nas mais diversas áreas artísticas, como a pintura, escultura, desenho, restauração, modelagem, maquetaria, fundição e metalgrafia. Suas obras baseiam-se em estudos desenvolvidos acerca de filósofos gregos pitagóricos que defendiam a obtenção da harmonia através da proporção da freqüência, enfatizando a crescente necessidade de se conseguir harmonizar as partes com o todo. Realizou várias exposições coletivas e individuais.https://semanadeartesdafurb.wordpress.com/curriculos/



364 - PAULO PEDRO LEAL (1894 - 1968)

"A casa da rua" - óleo sobre tela - 60 x 100 cm - canto inferior direito e dorso - 1960 -

Pintor autodidata, artesão e decorador nascido no Rio de Janeiro e falecido em São João do Meriti, RJ. Realizou exposição individual na 'Petite Galerie', RJ (1955). Participou de várias mostras nacionais e internacionais, como: X SNAM (1961); 'O Nu na Arte Contemporânea', RJ (1964); 'Oito Pintores Ingênuos Brasileiros', Paris (1965); 'Artistas Brasileiros Contemporâneos', MAM – Buenos Aires (1966); 'Homenagem a Mário Pedrosa', RJ (1980); 'Tradição e Ruptura: síntese de arte e cultura brasileiras', SP - Fundação Bienal (1984); 'O Mundo Fascinante dos Pintores Naïfs', RJ (1988); 'Brasil + 500 Mostra do Redescobrimento', SP - Fundação Bienal (2000); 'Pop Brasil: a arte popular e o popular na arte', SP (2002). ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 11, PÁG. 170; WALMIR AYALA; www.artprice.com; www.artnet.com.



365 - FERNANDO ODRIOZOLA (1921 - 1986)

Nu - óleo sobre eucatex - 78 x 57 cm - canto inferior direito - 1977 -
Com etiqueta da 18ª Bienal Internacional de São Paulo, realizada de 04 de outubro a 15 de dezembro de 1985, no dorso. Ex-coleção Antônio Maluf - Galeria Seta - São Paulo - SP.

Fernando Pascual Odriozola nasceu em Oviedo, Espanha e faleceu em São Paulo. Pintor, desenhista e gravador. Começou a pintar em 1936. Veio para o Brasil em 1953 e fixou residência em São Paulo. No ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual na Galeria Portinari. O Museu de Arte Moderna de São Paulo dedicou-lhe outra individual, em 1955. Na década de 1960, lecionou no Instituto de Arte Contemporânea da Fundação Armando Álvares Penteado e colaborou como ilustrador nos jornais O Estado de S. Paulo e Diário de S. Paulo, e na revista Habitat. Em 1964, integrou, com Wesley Duke Lee , Yo Yoshitome e Bin Kondo , o Grupo Austral, ligado ao movimento internacional Phases. Participou das 7ª, 8ª, 9ª, 12ª, 13ª, 14ª, 15ª e 18ª Bienais Internacionais de São Paulo onde foi premiado na 7ª, 8ª, e 14ª edição; da 7ª Bienal de Tóquio; dos 2º e 5º Panoramas da Arte Atual Brasileira, entre outras. No ano de seu falecimento, o Centro Cultural São Paulo (CCSP) realizou uma exposição retrospectiva póstuma em sua homenagem. JULIO LOUZADA VOL.11, PÁG. 231; MEC VOL.3, PÁG.291; PONTUAL PÁG. 389; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 737; ARTE NO BRASIL PÁG.907; LEONOR AMARANTE PÁG. 143; ACERVO FIEO.



366 - ALMA IBACACHE REYES (1954)

"Primavera" - óleo sobre tela - 24 x 18 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1993 -

Pintora natural do Chile, radicada no Brasil desde 1976, que tem diversas participações em mostras coletivas e oficiais. almaibacache.blogspot.com.br; www.ellje.com.



367 - MICHEL KIKOÏNE (1892 - 1968)

Paisagem - óleo sobre eucatex - 48 x 56 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor nascido em Gomel, Russia e falecido em Paris. Estudou na Escola de Belas Artes de Vilna e depois na de Minsk. Foi para Paris, em 1912, onde trabalhou no ateliê de Cormon na Escola de Belas Artes. Durante a Primeira Guerra lutou voluntariamente e, na Segunda Guerra, refugiou-se com sua família perto de Toulouse, França. Depois, voltou para Paris e realizou algumas viagens para Israel. Sua primeira exposição foi em Paris em 1919 e naturalizou-se em 1922. Suas obras foram expostas em Paris, Nova York, Moscou, Copenhagen, Inglaterra, Jerusalém, Tel Aviv. Foi premiado em Paris (1964). Em 2004 uma ala da Galeria de Arte da Universidade de Tel Aviv foi dedicada em honra de sua memória. BENEZIT VOL. 6, PÁG. 213; www.michelkikoine.com; www.artprice.com; www.invaluable.com; artist.christies.com; www.bbc.co.uk.



368 - CARLOS PAEZ VILARÓ (1923 - 2014)

"Estudo para mercadista" - aguada de nanquim - 32 x 40 cm - canto inferior direito - 1956 - Bahia -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista, escultor, ceramista, muralista uruguaio nascido em Montevidéu e falecido em Casapueblo. Autodidata, desde cedo se envolveu com as artes gráficas trabalhando na imprensa em Barracas e Avellaneda, em Buenos Aires. No final da década de 1940 regressou a Montevidéu e passou a dedicar-se inteiramente aos temas do Candomblé e da dança afro-oriental. Esses mesmos temas o motivaram a fazer uma viagem ao Brasil e aos países onde a raça negra predomina como Senegal, Libéria, Congo, Camarões e Nigéria. Conheceu Picasso, Dali, De Chirico e Calder em seus ateliês (década de 1950). Em 1969 regressou ao Uruguai e continuou as obras de sua casa, conhecida como 'Casapueblo' em Punta Ballena, modelada com suas próprias mãos e com ajuda dos pescadores, que se transformou em um símbolo do lugar. A partir de 1970 viveu alternadamente nos Estados Unidos, Brasil e Uruguai. Realizou exposições, entre outras, na França, Inglaterra, Estados Unidos e retrospectivas na China e no Egito. Participou também da Bienal Internacional de São Paulo em 1965, 1969 e 1971. Sua arte mural se encontra no Uruguai, Chile, Brasil, África, Austrália, Estados Unidos, Polinésia. ITAU CULTURAL; BENEZIT VOL. 8, PÁG. 80; carlospaezvilaro.com.uy; www.pinacoteca.org.br; www.artprice.com.



369 - HÉLIO SIQUEIRA (1950)

"Bicicleta J" - óleo sobre tela - 80 x 60 cm - canto inferior direito e dorso - 2002 -

Pintor, desenhista, gravador, escultor, ceramista e professor, Hélio Ademir Siqueira nasceu em Ouro Fino, MG. Até 1978 assinava Hélio Ademir Siqueira e, atualmente, Hélio Siqueira. Participou ativamente dos Festivais de Inverno de Ouro Preto, MG (entre 1973 e 1979) onde estudou com os artistas Ado Malagoli, Aluísio Carvão, Jarbas Juarez , Amilcar de Castro, Álvaro Apocalypse e Yara Tupynambá. Em São Paulo, cursou gravura em metal com Evandro Carlos Jardim (1986) e com Arnaldo Battaglini (1988). Realizou exposições individuais em: Juiz de Fora, MG (1978); Belo Horizonte, MG (1979, 1983, 1995,); Rio de Janeiro (1980); Brasília, DF (1983, 1986, 1987, 1997); Porto Alegre, RS (1983); Uberaba, MG (1985, 1986, 1994); Uberlândia, MG (1986, 1993); Vitória, ES (1988); Goiânia, GO (1989); Ribeirão Preto, SP (1990); Viçosa, MG (1991); São Paulo (1995); Santos, SP (1996); Campinas, SP (1999). Participou de muitas mostras e Salões oficiais, destacando-se: Rio de Janeiro – SNAP (1978, 1979); Uberaba, MG (1985); Campinas, SP (1985); Americana, SP (1986); Curitiba, PR (1988 – Mostra de Gravura Cidade de Curitiba); Belo Horizonte, MG (1979, 1981, 1992, 1994); Santos, SP (1991 e 1993 – III e IV Bienal de Santos); São Paulo (1994 – MASP); Kyoto, Japão (1979); Paris (1996). Foi premiado em: Marília, SP (1976); Ouro Preto, MG (1979); Rio de Janeiro (1980); Pernambuco (1982); Campinas, SP (1985); São Paulo (1987); Piracicaba, SP (1988); Brasília, DF (1991); Santos, SP (1995); Uberaba, MG (1995). ITAUCULTURAL, JULIO LOUZADA VOL. 12, PÁG. 382.



370 - ANTONIO JOÃO DE ORLÉANS E BRAGANÇA (1950)

Paisagem - aquarela - 14 x 17 cm - canto inferior direito -

Dom Antonio João Maria José Jorge Miguel Gabriel Rafael Gonzaga de Orléans e Bragança e Wittelsbach nasceu no Rio de Janeiro, é príncipe do Brasil e de Orléans e Bragança. É aquarelista e vem realizando muitas exposições pelo Brasil. É o sétimo filho e sexto varão de D. Pedro Henrique de Orléans e Bragança, ex-chefe da casa imperial do Brasil, e de D. Maria Isabel da Baviera. Concluiu os estudos secundários em Vassouras e formou-se na Faculdade de Engenharia Civil da Universidade de Barra do Piraí, realizando estágio em Erlangen, Alemanha.pt.wikipedia.org



371 - MARIO SILÉSIO (1913 - 1990)

Formas - técnica mista - 25 x 20 cm - canto inferior direito - 1963 -

Pintor, desenhista, muralista e vitralista. Cursa direito na Universidade de Minas Gerais - UMG (atual Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG), em Belo Horizonte, entre 1930 e 1935. Estuda desenho e pintura na Escola de Belas Artes de Belo Horizonte (Escola Guignard), sob a orientação de Alberto da Veiga Guignard, entre 1943 e 1949. Em 1953 viaja para Paris, como bolsista do governo francês, e ingressa no curso de André Lhote. De volta ao Brasil, entre 1957 e 1960 executa diversos painéis em edifícios públicos e privados de Belo Horizonte, como Banco Mineiro de Produção, Condomínio Retiro das Pedras, Inspetoria de Trânsito, Teatro Marília, Escola de Direito da UFMG e Departamento Estadual de Trânsito. É também de Silésio o mural feito para o Clube dos Engenheiros, em Araruama, Rio de Janeiro. Executa os vitrais da Igreja dos Ferros em 1964. ITAÚ CULTURAL.



372 - REDÍ (SYLVIO REDINGER) (1940 - 2004)

"Sou bichona não, bicho!" - desenho a caneta hidrográfica - 20 x 20 cm - canto inferior direito -

Cartunista e ilustrador. Se demonstrou precocemente o seu talento para as artes, Redi também deixou cedo sua marca na imprensa: em 1958, com apenas 18 anos de idade, trabalhando na Bloch Editores, produzia a contracapa da revista Manchete Esportiva, justo no ano em que o Brasil conquistou seu primeiro título mundial de futebol, na Copa da Mundo da Suécia. O currículo de Redi na imprensa é extenso: trabalhou na Editora Brasil América (histórias em quadrinhos), nos jornais A Notícia, Correio da Manhã (ao lado de Fortuna), O Globo, Última Hora e Pasquim (escrevia textos, fazia charges e era modelo de fotonovelas), nas revistas Shalom, Fatos e Fotos, O Cruzeiro, Status, Pop, Senhor, Playboy, Pif Paf, Bundas, Enciclopédia de Humor da Colômbia, Cara Alegre (Portugal), Crisis (Argentina), Pardon (Alemanha), Plus and Plexus (francesa), Gallery, National Lampoon, Fortune e Time (Estados Unidos). No final dos anos 70, já residindo em Nova York, Redi conseguiu um feito extraordinário: publicou a primeira e única ilustração da capa do New York Times. O jornal, um dos mais importantes do mundo, gostava tanto de seu trabalho que solicitou ao serviço de imigração que fornecesse ao Redi um Green Card, prontamente concedido, e, posteriormente, a sua cidadania americana, igualmente aprovada. Ele também fez ilustrações para o Wall Street Journal. (extraído parcialmente do site Fundação Sylvio Redinger).



373 - CLÓVIS GRACIANO (1907 - 1988)

Rosto - desenho a nanquim - 30 x 22 cm - canto inferior direito - 1942 -
No estado.

Pintor, desenhista, cenógrafo, gravador, ilustrador, nasceu em Araras - SP e faleceu em São Paulo. Em São Paulo, a partir de 1934, realizou estudos com o pintor Waldemar da Costa, entre 1935 e 1937. Em 1937, integrou o Grupo Santa Helena com Francisco Rebolo, Mario Zanini, Bonadei e outros. Frequentou o curso de desenho da Escola Paulista de Belas Artes até 1938. Membro da Família Artística Paulista - FAP, em 1939 foi eleito presidente do grupo. Participou regularmente dos Salões do Sindicato dos Artistas Plásticos e, em 1941, realizou sua primeira individual. Em 1948, foi sócio-fundador do Museu de Arte Moderna de São Paulo - MAM/SP. Viajou para a Europa em 1949, com o prêmio recebido no Salão Nacional de Belas Artes. Permaneceu dois anos em Paris, onde estudou pintura mural e gravura. A partir dos anos 1950, dedicou-se principalmente à pintura mural. Em 1971, assumiu o cargo de diretor da Pinacoteca do Estado de São Paulo. De 1976 a 1978, exerceu a função de adido cultural em Paris. Participou por toda sua vida de muitas mostras e Salões oficiais pelo o Brasil e pelo mundo. MEC, VOL. 2, PÁG. 280; PONTUAL, PÁG. 247/8; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 225 A 227; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; ARTE NO BRASIL, PÁG. 784; LEONOR AMARANTE, PÁG. 58; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 433; VOL. 4, PÁG.483; VOL. 5, NPÁG. 450; ACERVO FIEO.



374 - ARNALDO PEDROSO D'HORTA (1914 - 1973)

Vegetação - desenho a nanquim - 45 x 32 cm - canto inferior esquerdo - 1951 - P. Grande -

Gravador e crítico de arte, o autor nasceu e faleceu em São Paulo-SP. Iniciou a sua carreira no jornalismo em 1931, escrevendo para vários jornais, revistas e emissoras de rádio. Começa a pintar aos 34 anos. Entre 1954 e 1955, elabora a capa do álbum para o Ballet do 4º Centenário e o catálogo da Bienal Internacional de São Paulo. Dedica-se à gravura em metal e à xilogravura. É o primeiro artista brasileiro premiado na Bienal de Veneza, em 1954. Participa do Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro, várias edições entre 1952 e 1970 (isenção de júri, 1955, e prêmio viagem ao estrangeiro, 1960); Individual, no MAM/SP, 1952 e 1956; Bienal Internacional de São Paulo, várias edições, entre 1953 e 1961; Artistas Latino-Americanos, no Musée d?Art Moderne de la Ville de Paris, 1962. Postumamente suas obras figuram em Arnaldo Pedroso D'Horta: desenhos, incisões, xilogravuras, no Centro Cultural São Paulo, 1983; Obras para Ilustração do Suplemento Literário: 1956 - 1967, no MAM/SP, 1993; Bienal Brasil Século XX, na Fundação Bienal, São Paulo, 1994. "Na recusa oposta a todas as soluções da moda, na procura contraditória de ritmos (que ousaríamos chamar, por sua vez, antidecorativos, desde que podem envolver uma corajosa opção em favor do feio), define-se esta exigência intelectual, que é básica em Arnaldo. Assim, o inédito das formas empresta-lhe autonomia suficiente para se impor como expressão. (...) Arnaldo Pedroso D´Horta gosta dos modos de expressão que, por meio de conquistas lentas, contínuas, laboriosas, tendem a um efeito que comove também a própria mente, a uma geometria da desordem alcançada através de sensíveis vibrações. (...) O que nos parece importante é o conflito, a teimosia, a aplicação sem tréguas que transparece dos seus trabalhos, a luta dramática, sempre renovada, com o traço." Armando B. Ferrari Críticas sobre Arnaldo Pedroso D´Horta para catálogo da XV Bienal - SP (Curriculum do artista). ITAU CULTURAL, Acervo FIEO.



375 - ERNESTO CAPOBIANCO (1918)

Casa de pescador - desenho a caneta esferográfica - 10 x 13 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor ativo em São Paulo. Tem como tema paisagens rurais e casas de colonos. JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 177, Acervo FIEO.



376 - OLIMPIA COUTO (1947)

Flores - serigrafia - 51/125 - 47 x 67 cm - canto inferior direito -

Mineira de Estrela do Indaiá, a autora é pintora, muralista e gravadora. Estudou na Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais-BH. Como assistente da gravurista Yara Tupynambá (1932) , executa os murais Gênesis, A Criação do Mundo, na Igreja de Ferros, MG, e Guerra e Paz, na Câmara Municipal de Belo Horizonte. Em 1979, seu trabalho é destacado em sala especial na Bienal Nacional, em São Paulo. "Sei que deveria, nesta apresentação, falar da limpeza da cor e do domínio que demonstra agora, do arrojo das composições com cortes ousados e planos definidos, do requinte das modulações das cores, sinfonias harmônicas de verdes e rosas, mas a emoção maior de assistir sua plenitude presente, que comove meu coração, dá-me vontade de lembrar-lhe coisas muito mais importantes que a técnica e a estrutura composicional que você adquiriu ao longo dos anos de aprendizado e dura luta. Quero lembrar-lhe, Olímpia, que você é um dos elos de uma grande corrente começada em Florença, no Quatrocentto, com Fra Angelico e Boticelli e chegada à Minas pelas mãos de Guignard, representando algo bem maior que a técnica das transparências e do grafismo que caracterizaram a arte mineira: antes, a capacidade de ver a vida através da poesia das coisas, numa atitude reflexivamente poética que transcende o tempo, herança maior que Guignard nos legou." Yara Tupynambá, in: OLÍMPIA Couto. Belo Horizonte: Galeria Guignard, 1982. JULIO LOUZADA vol.11, pág. 79; ITAÚ CULTURAL.



377 - MAGDA STÁBILE (1952)

Espanhola - acrílico sobre tela - 80 x 40 cm - canto inferior direito -

Pintora nascida em São Paulo, Capital, em 28/11/1952. Graduada pela Faculdade de Belas Artes de São Paulo. Frequenta os cursos de arte da Escola Panamericana de Artes, SENAI, SESC e do MUBE. Recebe orientações dos professores Franulic, Adelino Rodrigues, Herman Sedoya, Antonio Santos Lopes e Carmen Rolim Arruda. Individuais em 1998 e coletivas a partir de 1978. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 311



378 - MARIO GRUBER (1927 - 2011)

Carnaval - serigrafia - 88/100 - 70 x 93 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, escultor, muralista - Mário Gruber Correia nasceu em Santos, SP. Autodidata, começou a pintar em 1943. Mudou-se para São Paulo em 1946 e matriculou-se na Escola de Belas Artes, onde foi aluno do escultor Nicolau Rollo. Em 1947, ganhou o primeiro prêmio de pintura na exposição do grupo ’19 Pintores’. No ano seguinte realizou sua primeira exposição individual e passou a estudar gravura com Poty e a trabalhar com Di Cavalcanti. Recebeu bolsa de estudo em 1949, foi morar em Paris, onde estudou na ‘École Nationale Supérieure des Beaux-Arts’ com o gravador Édouard Goerg e trabalhou com Candido Portinari. Retornou ao Brasil em 1951 e fundou o Clube de Gravura (posteriormente Clube de Arte) em sua cidade natal, onde voltou a residir. Foi professor de gravura no Museu de Arte Moderna de São Paulo em 1953 e na Fundação Armando Álvares Penteado entre 1961 e 1964. De 1974 a 1978, morou em Paris, depois, ao retornar ao Brasil, morou em Olinda, Pernambuco. Em 1979, montou ateliê em Nova York. De volta a São Paulo, realizou obras de grande porte em espaços públicos como a estação Sé do Metrô e o Memorial da América Latina. Além de ter realizado muitas exposições individuais, participou de várias mostras e salões oficiais: Salão Paulista de Arte Moderna; Panorama da Arte Moderna Brasileira; Bienal Internacional de São Paulo e na França, Espanha, Estados Unidos, Colômbia, Holanda, Finlândia, Alemanha. PONTUAL, PÁG. 253; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 370; MEC, VOL. 1, PÁG. 466; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 448; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.649; ARTE NO BRASIL, PÁG. 803; LEONOR AMARANTE, PÁG. 376; ACERVO FIEO.



379 - ANTONIO PESSOA (1943)

Nu - múltiplo em bronze - 11 x 05 x 04 cm - assinado -

Escultor, assina Tonny. Radicado no Rio de Janeiro detentor de bom curriculo nacional e internacional com inumeras participações em Salões Oficiais,varias vezes premiado. Ótimo mercado.



380 - CARLO BOLOGNESE (XX)

Mata - óleo sobre tela - 33 x 22 cm - canto inferior direito -

Pintor e desenhista com diversas participações em Salões e mostras coletivas. JULIO LOUZADA VOL. 1 PÁG. 135



381 - M. MATTOS (XX)

"Ilha das cabras e morrete" - aquarela - 23 x 34 cm - canto inferior direito - Itanhaém -

Pintor e desenhista com diversas participações em mostras coletivas. JULIO LOUZADA VOL. 5, PÁG. 665; VOL. 6, PÁG. 706.



382 - IVALD GRANATO (1949 - 2016)

Figuras - litografia - P.A. - 30 x 40 cm - canto inferior direito - 1997 -

Pintor e desenhista. Natural de Campos, RJ, onde viveu até 1966. Estudou com Robert Newman, ingressando em 1967 na Escola de Belas Artes da Universidade do Rio de Janeiro. Em 1968 participa do grupo de vanguarda "Nova Figuração Brasileira". Sua atividade artística desde a década de 60 revela a influência do conceitualismo de Duchamp, mais cerebral do que pictórico, e da "body art", de Joseph Beyus. PONTUAL, pág. 248; TEIXEIRA LEITE, pág. 228; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág.740; ARTE NO BRASIL, pág. 974; LEONOR AMARANTE, pág. 267; Acervo FIEO.



383 - HEINZ KÜHN (1908 - 1987)

Estudo - guache - 28 x 20 cm - dorso - 1980 -

Pintor nascido em Berlim, Alemanha, e falecido em São Paulo. Iniciou seus estudos em sua terra natal, expondo obras na Alemanha e na França. Transferiu-se para o Brasil em 1950, fixando residência em São Paulo. Realizou exposições individuais em São Paulo (1952, 1956 - MAM, 1959 a 1962). Participou de mostras e Salões oficiais, entre eles: II, III e VIII da Bienal Internacional de São Paulo; II, IX, X e XIV Salão Paulista de Arte Moderna onde conquistou a Medalha de Prata (1952), o Prêmio Aquisição (1955) e a Medalha de Ouro (1965); XVIII Salão Municipal de Belo Horizonte; I Concurso Nacional de Joias - Prêmio de Viagem a Brasília. MEC VOL. 2, PÁG. 430; PONTUAL PÁG. 295; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 688; www.artprice.com.



384 - IWAO NAKAJIMA (1934 - 2011)

Colhendo algodão - óleo sobre tela - 20 x 12 cm - canto inferior direito -

Natural de Guma-Ken, Japão, onde nasceu a 9 de abril de 1934, permanecendo no Japão, onde fez estudos de pintura e desenho, até 1955, quando se transfere para o Brasil, como técnico em pintura sobre esmalte. É associado na APBA. Expõe individualmente a partir de 1982, e participa de coletivas a partir de 1974, inclusive no exterior. Em seu curriculum constam diversas premiações em certames oficiais. Faleceu em Embu das Artes em 3 de setembro de 2011. JULIO LOUZADA, vol. 6 pág. 767



385 - FABIO PACE (1944)

Composição - técnica mista - 30 x 42 cm - canto inferior direito -

Paulistano, nascido a 3 de março de 1944, autodidata, Fabio Pace é pintor, gravador, professor, performancer e cenógrafo. Em 1969 abre a Galeria Tarsila de Arte, SP, ao lado de Tarsila do Amaral, Aldemir Martins e Manezinho Araújo. Na década de 70, elabora painéis para a residência do Conde de Boneval no Guarujá e para os edifícios do Portal do Morumbi em São Paulo. Dentre as exposições de que participa, destacam-se: Mostra Individual, no Masp, São Paulo, 1969; Salão Paulista de Arte Contemporânea, São Paulo, 1971; 100 Obras Itaú, no Masp, São Paulo, 1985; Salão Brasileiro de Marinhas, 1986 (Premiado). JULIO LOUZADA, Vol. 2 pág. 755; ITAU CULTURAL, Acervo FIEO.



386 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Paisagem - litografia off set - P.A. - 50 x 40 cm - canto inferior direito - 1975 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



387 - JUAREZ MACHADO (1941)

Casal em bicicleta - serigrafia - 65/200 - 60 x 46 cm - canto inferior direito -

Nasceu em Joinville, SC. Atualmente reside e trabalha em Paris, França, onde mantem ateliê. Pintor, escultor, desenhista, caricaturista, jornalista, cenógrafo, escritor e ator. Desenvolveu sólida carreira como desenhista de charges de humor. Sua arte essencialmente criativa, vai do lirismo à violência, da análise microscópica ao extravasamento onírico. Entre as exposições de que participa, destacam-se: 9ª Bienal Internacional de São Paulo, 1967; Zona Gallery, Nova Iorque (Estados Unidos), 1981; Retrospectiva Quatro Artistas da Geração 60, no MAC/PR, Curitiba, 1987; Châteaux Bordeaux, no Centro Georges Pompidou, Paris, 1988; Retrospectiva, no MAC/Joinville, 1990; Arte na América Latina: 100 Anos de Produção, no Instituto Estadual de Artes Plásticas da UFRGS, Porto Alegre, 1996. "Juarez Machado expõe a natureza humana, olha, registra, interpreta, ilumina, focaliza. É o mundo dos humanos, mas não é o mundo do juiz dos homens. Aqui não estamos no Juízo Final. Juarez é o artista contemporâneo, ele tem este olhar elaborado pela ciência, o grau de consciência reflexiva. Podemos dizer deste ponto de vista, que esta obra humanística e esta atitude de intensa pesquisa confere ao seu trabalho um caráter anti-medieval." Jacob Klintowitz in: "Juarez Machado - Copacabana 100 Anos, Ed. Simões de Assis, 1992." JULIO LOUZADA vol.11, pág. 186; PONTUAL, pág.284; Acervo FIEO; ITAU CULTURAL; MEC, vol. 3; TEIXEIRA LEITE, pág. 298. Acervo FIEO.



388 - MANABU MABE (1924 - 1997)

"Aki" - serigrafia - P.A. VIII/ XII - 47 x 63 cm - canto inferior direito na tela serigráfica -
Obra póstuma editada pelo Instituto Manabu Mabe.

Pintor, desenhista, gravador e ilustrador nascido no Japão e falecido em São Paulo. Assina Mabe. De Kobe, Japão, emigrou com a família para o Brasil (1934) para dedicar-se ao trabalho na lavoura de café no interior de São Paulo. Interessado em pintura, começou a pesquisar, como autodidata, em revistas japonesas e livros sobre arte. No fim da década de 1940, em São Paulo, conheceu o pintor Tomoo Handa e Yoshiya Takaoka. Integrou-se ao Grupo Seibi, Grupo 15, Grupo Guanabara. Mudou-se para São Paulo (1957) para dedicar-se exclusivamente à pintura. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras coletivas e oficiais no Brasil e exterior. Entre muitos prêmios recebidos, destacam-se: 1953 - Prêmio aquisição no Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro; 1957 - Pequena Medalha de Ouro no VI Salão Paulista de Arte Moderna, SP; 1958 - Grande Medalha de Ouro no VII Salão Paulista de Arte Moderna, São Paulo; 1959 - Prêmio Governador do Estado no VIII Salão Paulista de Arte Moderna, SP; Prêmio Leirner de Arte Contemporânea, SP; Melhor Pintor Nacional na 5ª Bienal Internacional de São Paulo; Prêmio Braun e Prêmio Bolsa de Estudos na I Bienal de Paris, França; Prêmio aquisição no ‘Dallas Museum of Fine Arts’, Dallas, Estados Unidos; 1960 - Prêmio Fiat na 30ª Bienal de Veneza, Itália; 1962 - Primeiro Prêmio na I Bienal Americana de Arte de Córdoba, Espanha. ARTE NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 1050; EIXEIRA LEITE, PÁG. 296; PONTUAL, PÁG. 325; MEC, VOL. 3, PÁG. 13; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 644; LEONOR AMARANTE, PÁG. 83, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 561; ACERVO FIEO; www.mabe.com.br; www.pinturabrasileira.com; www.museumanabumabe.com.br; www.escritoriodearte.com; www.brasilescola.com; www.artprice.com.



389 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulata no espelho - serigrafia - P.I. - 44 x 26 cm - canto inferior direito -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



390 - MILTON DACOSTA (1915 - 1988)

Cabeça - serigrafia - P.A. - 42 x 30 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador. Milton Rodrigues da Costa nasceu em Niterói, RJ e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou estudos de desenho e pintura, em 1929, com o professor alemão August Hantv. No ano seguinte matriculou-se no curso livre de Marques Júnior, na Escola Nacional de Belas Artes. Junto com Edson Motta, Bustamante Sá e Ado Malagoli , entre outros, criou o Núcleo Bernardelli em 1931. Viajou para Estados Unidos em 1945, com o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Belas Artes do ano anterior. Na cidade de Nova York, estudou na Art's Students League of New York. Em 1946, foi para a Europa e após visita a vários países, fixou-se em Paris, onde estudou na Académie de La Grande Chaumière. Conheceu Pablo Picasso, por intermédio de Cícero Dias, e freqüentou os ateliês de Georges Braque e Georges Rouault. Expôs no Salon d'Automne (Paris) e regressou ao Brasil em 1947. Em 1949, casou-se com a pintora Maria Leontina e passou a residir em São Paulo. Realizou muitas exposições individuais e também recebeu prêmios nas Bienais Internacionais de São Paulo (1955, 1957). TEODORO BRAGA, PÁG. 163; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 229; MEC, VOL. 2, PÁG. 13; BENEZIT, VOL. 3, PÁG.315; ITAU CULTURAL; PONTUAL, PÁG. 155; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; ACERVO FIEO.



391 - MILTON DACOSTA (1915 - 1988)

Cabeça de Alexandre - serigrafia - P.A. - 42 x 29 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador. Milton Rodrigues da Costa nasceu em Niterói, RJ e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou estudos de desenho e pintura, em 1929, com o professor alemão August Hantv. No ano seguinte matriculou-se no curso livre de Marques Júnior, na Escola Nacional de Belas Artes. Junto com Edson Motta, Bustamante Sá e Ado Malagoli , entre outros, criou o Núcleo Bernardelli em 1931. Viajou para Estados Unidos em 1945, com o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Belas Artes do ano anterior. Na cidade de Nova York, estudou na Art's Students League of New York. Em 1946, foi para a Europa e após visita a vários países, fixou-se em Paris, onde estudou na Académie de La Grande Chaumière. Conheceu Pablo Picasso, por intermédio de Cícero Dias, e freqüentou os ateliês de Georges Braque e Georges Rouault. Expôs no Salon d'Automne (Paris) e regressou ao Brasil em 1947. Em 1949, casou-se com a pintora Maria Leontina e passou a residir em São Paulo. Realizou muitas exposições individuais e também recebeu prêmios nas Bienais Internacionais de São Paulo (1955, 1957). TEODORO BRAGA, PÁG. 163; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 229; MEC, VOL. 2, PÁG. 13; BENEZIT, VOL. 3, PÁG.315; ITAU CULTURAL; PONTUAL, PÁG. 155; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; ACERVO FIEO.



392 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulata - serigrafia - P.A. - 52 x 45 cm - canto inferior direito -
No estado.

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



393 - MANABU MABE (1924 - 1997)

Composição - serigrafia - P.I. - 33 x 47 cm - canto inferior direito na tela serigráfica -
Obra póstuma editada pelo Instituto Manabu Mabe.

Pintor, desenhista, gravador e ilustrador nascido no Japão e falecido em São Paulo. Assina Mabe. De Kobe, Japão, emigrou com a família para o Brasil (1934) para dedicar-se ao trabalho na lavoura de café no interior de São Paulo. Interessado em pintura, começou a pesquisar, como autodidata, em revistas japonesas e livros sobre arte. No fim da década de 1940, em São Paulo, conheceu o pintor Tomoo Handa e Yoshiya Takaoka. Integrou-se ao Grupo Seibi, Grupo 15, Grupo Guanabara. Mudou-se para São Paulo (1957) para dedicar-se exclusivamente à pintura. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras coletivas e oficiais no Brasil e exterior. Entre muitos prêmios recebidos, destacam-se: 1953 - Prêmio aquisição no Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro; 1957 - Pequena Medalha de Ouro no VI Salão Paulista de Arte Moderna, SP; 1958 - Grande Medalha de Ouro no VII Salão Paulista de Arte Moderna, São Paulo; 1959 - Prêmio Governador do Estado no VIII Salão Paulista de Arte Moderna, SP; Prêmio Leirner de Arte Contemporânea, SP; Melhor Pintor Nacional na 5ª Bienal Internacional de São Paulo; Prêmio Braun e Prêmio Bolsa de Estudos na I Bienal de Paris, França; Prêmio aquisição no ‘Dallas Museum of Fine Arts’, Dallas, Estados Unidos; 1960 - Prêmio Fiat na 30ª Bienal de Veneza, Itália; 1962 - Primeiro Prêmio na I Bienal Americana de Arte de Córdoba, Espanha. ARTE NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 1050; EIXEIRA LEITE, PÁG. 296; PONTUAL, PÁG. 325; MEC, VOL. 3, PÁG. 13; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 644; LEONOR AMARANTE, PÁG. 83, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 561; ACERVO FIEO; www.mabe.com.br; www.pinturabrasileira.com; www.museumanabumabe.com.br; www.escritoriodearte.com; www.brasilescola.com; www.artprice.com.



394 - JUAREZ MACHADO (1941)

Casal em bicicleta - serigrafia - 67/200 - 46 x 60 cm - canto inferior direito -

Nasceu em Joinville, SC. Atualmente reside e trabalha em Paris, França, onde mantem ateliê. Pintor, escultor, desenhista, caricaturista, jornalista, cenógrafo, escritor e ator. Desenvolveu sólida carreira como desenhista de charges de humor. Sua arte essencialmente criativa, vai do lirismo à violência, da análise microscópica ao extravasamento onírico. Entre as exposições de que participa, destacam-se: 9ª Bienal Internacional de São Paulo, 1967; Zona Gallery, Nova Iorque (Estados Unidos), 1981; Retrospectiva Quatro Artistas da Geração 60, no MAC/PR, Curitiba, 1987; Châteaux Bordeaux, no Centro Georges Pompidou, Paris, 1988; Retrospectiva, no MAC/Joinville, 1990; Arte na América Latina: 100 Anos de Produção, no Instituto Estadual de Artes Plásticas da UFRGS, Porto Alegre, 1996. "Juarez Machado expõe a natureza humana, olha, registra, interpreta, ilumina, focaliza. É o mundo dos humanos, mas não é o mundo do juiz dos homens. Aqui não estamos no Juízo Final. Juarez é o artista contemporâneo, ele tem este olhar elaborado pela ciência, o grau de consciência reflexiva. Podemos dizer deste ponto de vista, que esta obra humanística e esta atitude de intensa pesquisa confere ao seu trabalho um caráter anti-medieval." Jacob Klintowitz in: "Juarez Machado - Copacabana 100 Anos, Ed. Simões de Assis, 1992." JULIO LOUZADA vol.11, pág. 186; PONTUAL, pág.284; Acervo FIEO; ITAU CULTURAL; MEC, vol. 3; TEIXEIRA LEITE, pág. 298. Acervo FIEO.



395 - ALEX VALLAURI (1949 - 1987)

Cupido - técnica mista - 18 x 14 cm -
Com selo de identificação do autor.

Natural de Asmara, Etiópia, faleceu em São Paulo-SP. Grafiteiro, artista gráfico, pintor, desenhista, cenógrafo e gravador. Chegou ao Brasil com a família em 1965. Era residente e ativo na capital paulista. Iniciou-se em xilogravura, retratando personagens do porto de Santos. No começo da década de 1970, formou-se em comunicação visual pela FAAP-SP. Especializou-se em litografia no Litho Art Center de Estocolomo, em 1975. Retornou ao Brasil em 1978, realizando grafites em espaços públicos de São Paulo. Produzia silhuetas de figuras, com tinta spray sobre moldes de papelão. Residiu em Nova York entre 1982 e 1983, onde cursou artes gráficas no Pratt Institute. Nesse período, fez grafites nos muros da cidade. Além de usar o muro como suporte, seus trabalhos estampam camisetas, broches e adesivos. Voltou ao Brasil e começa a lecionar na Faap. Em sua produção destaca-se a série A Rainha do Frango Assado, que é também tema de instalação apresentada na 18ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1985. Retrospectiva Viva Vallauri, realizada no Museu da Imagem e do Som - MIS, em São Paulo, em 1998. JULIO LOUZADA, vol 3 pag 1170; ITAUCULTURAL.



396 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Rendeira - litografia - P.A. - 32 x 25 cm - canto inferior direito - 1980 -
Com a seguinte dedicatória: "Saúde, paz e amor para 1981 - Cora, Aldemir e Mariana".

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



397 - GERARDO DE SOUSA (1950)

"Cena de fazenda" - técnica mista sobre eucatex - 17 x 24 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor, Gerardo Luiz de Sousa nasceu em Guaraciaba do Norte, CE. Assina Gerardo de Sousa. Ativo no Rio de Janeiro onde, em 1973, começou a expor seus trabalhos na Feirarte, Praça General Osório. Realizou exposições individuais no: Rio de Janeiro (1974 a 1978, 1980, 1985, 1987); Niterói, RJ (1979, 1983), Teresópolis, RJ (1982). Participou de várias mostras coletivas e Salões oficiais no Rio de Janeiro e pelo o Brasil. No exterior expôs em: Milão (1975); San Salvador, Caracas, Toronto e Nova York (1976); Nova Jersey e Genebra (1977); Santiago do Chile (1979); Paris (1986); Tóquio (1989); Eslováquia (1994). Foi premiado no Rio de Janeiro (1974) e em Piracicaba, SP (1992). MEC VOL. 4, PÁG. 313; JULIO LOUZADA VOL. 11, PÁG. 306.



398 - GENARO DE CARVALHO (1926 - 1971)

Pássaros - serigrafia - 14 x 22 cm - centro inferior na tela serigráfica -
Obra impressa por Ateliê Mário Della Parra - Serigrafias - Rio de Janeiro, RJ.

Tapeceiro, pintor, desenhista. Genaro Antônio Dantas de Carvalho era natural da cidade de Salvador-BA, onde também faleceu. Em 1944, vai para o Rio de Janeiro, e estuda desenho com Henrique Cavalleiro na Sociedade Brasileira de Belas Artes. É considerado um dos principais ativistas pela renovação da arte na Bahia, ao lado de Carlos Bastos, Caribé e Mario Cravo Jr. Com bolsa de estudos do governo francês, Genaro embarca para Paris em 1949, lá estuda com André Lhote e Fernand Léger na École Nationale de Beaux-Arts. Participa, em 1950, dos Salões de Outono, de Maio e dos Independentes. No ano de 1955, cria o primeiro ateliê de tapeçaria no Brasil, na cidade de Salvador, Bahia. Seu trabalho de maior destaque é o mural realizado para o salão interno do Hotel da Bahia, obra com 200 metros quadrados, intitulada Festejos Regionais Bahianos. Em 1967, a Divisão de Cultura do Departamento de Estado Americano realiza o documentário Genaro e a Tapeçaria Brasileira. Expõe na Bienal Internacional de São Paulo, 1951 e 1955; Bienal Internacional de Tapeçaria, Suiça, 1965; e 1º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM, São Paulo, 1969. Postumamente sua obra figura na 1ª Mostra Brasileira de Tapeçaria, no MAB/FAAP, 1974; Tradição e Ruptura, São Paulo, 1984; e 100 Artistas Plásticos da Bahia, no Museu de Arte Sacra, Salvador, 1999. JULIO LOUZADA vol.3, pág. 231; WALTER ZANINI, pág. 638; LEONOR AMARANTE, pág. 75; ITAU CULTURAL.



399 - GILBERTO AGUILLAR NAVARRO (1940)

"Cangaceiros" - óleo sobre eucatex - 23 x 41 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor e escultor, nasceu na cidade serrana de Petrópolis, RJ, em 23/4/1940. Assina AGUILLAR. JULIO LOUZADA, vol. 5, pág. 29



400 - GAETANO GALMOZZI (XX)

Flores - óleo sobre tela - 60 x 50 cm - canto inferior direito -

Pintor italiano, radicado em São Paulo, com diversas participações em mostras coletivas e oficiais.



401 - ÉZIO MONARI (1935)

Figura - desenho a nanquim e aquarela - 14 x 09 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor ativo em São Paulo. Participou do Salão Paulista de Belas Artes de 1961, recebendo menção honrosa. JULIO LOUZADA vol.7, pág.483; MEC vol.3, pág.169, Acervo FIEO.



402 - CHICO FERREIRA (1949)

Paisagem - serigrafia - 7/190 - 46 x 65 cm - canto inferior direito -
No estado.

Pintor e desenhista mineiro, natural da cidade de Belo Horizonte-MG, onde nasceu a 20 de junho de 1949. Em sua cidade natal inicia-se como autodidata em pintura, integrando em 1976 o Grupo Memória, juntamente com Noêmia Motta (1941), Paulo Laender (1945) e Sanzio de Menezes (1946). Expõe individualmente a partir de 1970, e coletivamente desde 1965, inclusive na Bienal Internacional de São Paulo. "O corte esquemático disseca a forma prisma como cristais, decompõe cores cujos limites se tocam transparecendo luzes. Elementos estruturais de uma composição rica e variada. Mistura antropofágica onde se servem: entranhas das minas/as cores do quente, a ordem composta/o qualquer coisa e, principalmente, a natureza-morta inquieta em planos de mutante cubismo. Lagoa Santa, lugar em Minas, quente, mato solto, roça grande, as aves no campo, a águia, os verdes, a comida na mesa, a varanda, o quintal. O convívio com o natural, a natureza a arte é resultado de somas como aqui, as de Chico Ferreira. "Paulo Laender, in CHICO Ferreira. São Paulo: Galeria Paulo Prado, 1978. JULIO LOUZADA vol. 4, pág. 395; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO.



403 - DAREL VALENÇA LINS (1924)

Figuras - litografia - 55/90 - 60 x 81 cm - canto inferior direito -

Gravador, pintor, desenhista, ilustrador e professor nascido em Palmares, PE. Estudou na Escola de Belas Artes do Recife, atual Universidade Federal de Pernambuco (entre 1941 e 1942). Mudou-se para o Rio de Janeiro (1946); estudou gravura em metal com Henrique Oswald (1948) e recebeu aconselhamento técnico de Oswaldo Goeldi. Atuou como ilustrador em diversos periódicos: revista 'Manchete'; jornais 'Última Hora' e 'Diário de Notícias'; diversos livros: 'Memórias de um Sargento de Milícias' (1957), de Manuel Antônio de Almeida; 'Poranduba Amazonense' (1961), de Barbosa Rodrigues; 'São Bernardo' (1992), de Graciliano Ramos e 'A Polaquinha' (2002), de Dalton Trevisan. Encarregou-se das publicações da Sociedade dos Cem Bibliófilos do Brasil (entre 1953 e 1966). Lecionou gravura em metal no Museu de Arte de São Paulo - Masp (1951); litografia na Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro (entre 1955 e 1957) e na FAAP, São Paulo (1961 a 1964). Realizou painéis para o Palácio dos Arcos, em Brasília (1968-1969) e para a IBM do Brasil, no Rio de Janeiro (1979). Realizou muitas exposições individuais, destacando-se: Rio de Janeiro (1949, 1963, 1964, 1966, 1968, 1973, 1995); Recife, PE (1951); Itália (1952 – Milão, 1958 - Roma); São Paulo (1953 – MASP, 1960, 1967). Participou de várias mostras e Salões oficiais, entre as quais: Salão Nacional de Arte Moderna (1952 a 1960) onde recebeu Prêmio de Viagem ao País (1952) e Prêmio de Viagem ao Estrangeiro (1957); Bienal Internacional de São Paulo (1961 a 1967) recebendo Prêmio Melhor Desenhista Nacional (1963) e Sala Especial (1965); Gravadores Brasileiros Contemporâneos, EUA (1966); Bienal de Tóquio, Japão (1964); Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa (1988, 1993). MEC VOL.3, PÁG. 18; PONTUAL, PÁG.160; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 313; VOL. 8, PÁG. 246; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 715; ARTE NO BRASIL, PÁG. 839; LEONOR AMARANTE, PÁG. 125; ACERVO FIEO; www.graphias.com.br; www.artprice.com.



404 - ANA BERTHET (1949)

Conversando - óleo sobre tela - 60 x 50 cm - canto inferior direito - 1974 -

Pintora paulista, iniciou seus estudos na Associação Paulista de Belas Artes e na Fundação Armando Alvares Penteado, participou de diversas exposições coletivas e individuais. Expôs na Galeria Aliança Francesa. Em suas obras Ana Berthet demonstra toda a sua simplicidade em tons claros e pastéis, retratando figuras disformes e fortes, explicando: é assim que vejo o ser humano, forte e vigoroso. Cada pessoa possui dentro de si uma força, que nunca coloca para fora".



405 - DARCY PENTEADO (1926 - 1987)

Tricíclo - desenho a nanquim e lápis - 16 x 11 cm - canto superior direito -

Desenhista, pintor, cenógrafo, figurinista e escritor, Darcy Penteado foi a personalidade polimorfe, que buscava tornar a própria existência matéria de arte. Em 1948 passou a integrar em São Paulo o Grupo Novíssimos. Expôs individualmente a partir de 1949, participando de inúmeras exposições coletivas e individuais, no país e no exterior. MEC, vol. 3, pág. 365; PONTUAL, pág. 416; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 241. WALMIR AYALA, vol 2, pág 183; TEIXEIRA LEITE, pág 401; ITAÚ CULTURAL ; WALTER ZANINI, pág. 717; LEONOR AMARANTE, pág. 75.



406 - GUERINO GROSSO (1907 - 1988)

Flores - óleo sobre tela - 60 x 120 cm - canto inferior esquerdo - 1973 -

Natural de Rio Claro, neste Estado, Guerino Grosso iniciou seu aprendizado artístico em 1917. Frequentou a Escola de Belas Artes de São Paulo. Artista de grande sensibilidade, dedicou-se à pintura de naturezas mortas com metais, confirmando-se como um dos melhores do gênero. JULIO LOUZADA, vol, 12 ,pág 189. MEC, vol, 2, pág, 284; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



407 - JEAN PELTIER (1907 - 1984)

Marinha - técnica mista - 12 x 20 cm - não assinado -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista e designer francês nascido em Fécamp. Autodidata, trabalhou como designer para a empresa Ducharne na área de moda e realizou trabalhos decorativos como o ‘Studio des Champs-Élysées’. Sua primeira exposição aconteceu em 1964, em Paris. Participou de várias edições dos Salões de Paris. Recebeu a Medalha de Prata e o Grande Prêmio no Salão dos Artistas Franceses, o Primeiro Prêmio no Salão da Marinha, a comenda ‘Cavaleiro das Artes e Letras’ e foi indicado artista oficial da Marinha Francesa. O Museu da Marinha, em Paris, realizou uma mostra retrospectiva de suas obras em 1987-1988. BENEZIT; www.artprice.com.



408 - ALFREDO VACCARI (1877 - 1933)

Paisagem - óleo sobre cartão - 29 x 39 cm - canto inferior esquerdo -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista e ilustrador italiano nascido e falecido em Turim. Estudou na Academia de Milão e trabalhou para o 'Le Monde Illustré', em Paris. BENEZIT; www.artprice.com; www.artnet.com.



409 - SONIA VON BRUSKI (1938)

Mulher e boneca - óleo sobre tela - 61 x 50 cm - canto inferior direito e dorso - 1980 - Rio de Janeiro -

Esta importantissima pintora, desenhista e escultora, nasceu na cidade do Rio de Janeiro-RJ. Estudou com Ivan Serpa. Tem como tema central de sua obra a mulher. No dizer do crítico Walmir Ayala, em texto de 1968: " ... a mulher e sua casca, a mulher e seu rosto frio, dual, impessoal e mártir. O corpo da mulher, que tem sido o altar de todos os louvores do erotismo em sua longa história..." PONTUAL, pág.548; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO.



410 - RENOT (1932)

Baiana - serigrafia - 32 x 22 cm - canto superior direito na matriz -

Pintor, desenhista, gravador e tapeceiro, Reinaldo Eliomar de Freitas Marques da Silva nasceu em Santa Luzia, Bahia. Assina Renot. Autodidata, começou a pintar em 1957 e, em 1964, com a inauguração da Galeria Quirino, em Salvador, iniciou sua formação artesanal. Tornou-se amigo de vários intelectuais e artistas baianos entre os quais Jenner Augusto, Jorge Amado e Manuel Quirino. Quirino, com quem trabalhou, foi também o seu mestre na arte de tecer (1964). Foi responsável pelos calendários-tapeçaria que fez para a Basf e Bosh do Brasil em 1977. Realizou muitas exposições individuais em: Salvador, BA (1970, 1971, 1972, 1977); Porto Alegre, RS (1970); Rio de Janeiro (1971, 1974); São Paulo (1972, 1973, 1975 a 1978, 1982); Hamburgo, Alemanha (1971); Londres, Inglaterra (1972); Barcelona, Espanha (1974); Genebra, Suíça (1974); Buenos Aires, Argentina (1975); Paris, França (1976); Estados Unidos (1978, 1980). Participou de várias coletivas e mostras oficiais pelo Brasil e exterior. Atua também como perito, marchand e organizador de leilões. JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 816; VOL. 7, PÁG. 590; ITAU CULTURAL; MEC VOL. 4, PÁG. 53; web.artprice.com.



411 - ANATOL WLADYSLAW (1913 - 2004)

Composição - técnica mista - 43 x 62 cm - canto inferior direito - 1967 -
No estado.

Pintor e desenhista nascido em Varsóvia, Polonia; faleceu em São Paulo, aos 91 anos de idade. No Brasil desde 1930, fixou residência em São Paulo, naturalizando-se brasileiro. Dedicou-se à pintura e ao desenho a partir de 1946, participando da I à IX Bienal, recebendo diversas premiações. Formado em engenharia no Mackenzie, tornou-se um dos pioneiros da arte abstrata, participando ativamente do movimento Ruptura, ao lado de Valdemar Cordeiro, Lothar Charoux e Luiz Sacilotto. Figura no acervo do MAM-RJ e MNBA de Buenos Aires. JULIO LOUZADA, VOL, 4, pág, 1177. MEC, VOL, 4 pág, 512. TEIXEIRA LEITE, pág, 544. WALMIR AYALA, VOL 2. pág, 442; PONTUAL, pág. 553; ITAÚ CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 921.



412 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Flores - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito e dorso ilegível - 1989 -



413 - ELSA FARIAS (XX)

"15:00 hs." - acrílico sobre tela - 30 x 40 cm - dorso - 2015 - Socorro - SP. -

Elsa Dias Domingues Farias é pintora autodidata, poetisa e pedagoga. Realizou exposições individuais em: Socorro, SP (2015); São Bernardo do Campo, SP (2016). Tem participado de muitas mostras coletivas e oficiais em: Socorro, SP (2013 – Prêmio, 2015 – Prêmio); Piracicaba, SP (2014 - Bienal de Arte Naïf do Brasil - Prêmio incentivo); Diadema, SP (2015 – Museu de Arte Popular, MAP); Bogotá, Colômbia (2015); Araçariguama, SP (2015); Mogi Guaçu, SP (2015); Kartowice, Polônia (2016); Vila Velha, ES (2016); São Bernardo do Campo, SP (2016); Mogi das Cruzes, SP (2016). www.heloisatolipan.com.br.



414 - HENRI JOSEPH HARPIGNIES (1819 - 1916)

Paisagem - óleo sobre madeira - 41 x 27 cm - canto inferior direito - 1891 -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor francês nascido em Valenciennes e falecido em Saint Privé. Foi um viajante comercial, mas seu gosto pela pintura o levou, aos 27 anos, a se tornar artista. Decidiu ter aulas de pintura com Achard e, após uma viagem de estudos à Itália, expôs no Salão de Paris em 1853. Estudou profundamente a Escola de Barbizon e especialmente Corot. Continuou participando do Salão de Paris até que, em 1863, sua pintura foi recusada pelo Salão. Destruiu a pintura e partiu para a Itália onde permaneceu por dois anos. Retornou a Paris com uma série de pinturas e voltou a participar dos Salões (1866, 1868, 1869,1878, 1897) ganhando várias medalhas até finalmente conseguir o Grande Prêmio em 1900. Recebeu a Cruz do Cavaleiro da Legião de Honra (1875), a Cruz de Oficial (1883) e a Cruz de Comandante (1901). Participou também da exposição da Sociedade dos Novos Aquarelistas tanto em Londres como na França. BENEZIT VOL. 5, PÁG. 409; JULIO LOUZADA VOL. 10, PÁG. 417; web.artprice.com; 19thcenturypaintings.com; www.nationalgallery.org.uk; www.artcyclopedia.com.



415 - CARLOS SCLIAR (1920 - 2001)

"Barco cor de abóbora em fim de tarde" - vinil encerado - 26 x 37 cm - centro inferior e dorso - Cabo Frio - 01/01/1973 -

Desenhista, gravador, pintor, ilustrador, cenógrafo, roteirista e designer gráfico que nasceu em Santa Maria da Boca do Monte, RS e faleceu no Rio de Janeiro. Assina Scliar. Estudou com Gustav Epstein, em Porto Alegre, em 1934. Participou, em 1938, da fundação da Associação Riograndense de Artes Plásticas Francisco Lisboa. Entre 1939 e 1947, residindo em São Paulo, integrou a Família Artística Paulista - FAP. No Rio de Janeiro, escreveu e dirigiu em 1944 o documentário 'Escadas', sobre os pintores Arpad Szenes e Vieira da Silva com os quais conviveu desde 1941. Convocado pela Força Expedicionária Brasileira - FEB, participou da Segunda Guerra Mundial, na Itália. Morando em Paris de 1947 a 1950, cursou gravura com Galanis na Escola de Belas Artes e teve contato com o gravador mexicano Leopoldo Méndez. De volta ao Brasil, fundou com Vasco Prado o Clube de Gravura de Porto Alegre. Em 1956, passou a viver no Rio de Janeiro. Foi diretor do departamento de arte da revista 'Senhor' entre 1958 e 1960. Fundou a editora Ediarte, em 1962, com os colecionadores Gilberto Chateaubriand, Michel Loeb, Carlos Nicolaievski e o pintor José Paulo Moreira da Fonseca. Realizou durante toda sua vida exposições individuais e participou de inúmeras coletivas e Salões oficiais, recebendo muitos prêmios. Também foram realizadas várias exposições póstumas. MEC VOL.4, PÁG. 214; TEODORO BRAGA, PÁG. 66; WALMIR AYALA VOL.2, PÁG. 306 a 309; PONTUAL, PÁG. 479 e 480; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG.884; VOL.2, PÁG. 925; VOL.13, PÁG. 305; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; RGS, PÁG. 442; ACERVO FIEO.



416 - PEDRO WEINGÄRTNER (1856 - 1929)

Paisagem - desenho a nanquim e aguada - 20 x 30 cm - canto inferior direito - 1881 -

Pintor gaúcho de origem alemã, Weingärtner estudou no Brasil, Alemanha e Itália, residindo por longos anos na Europa. Ao retornar ao Brasil, dedicou-se a temática gauchesca, que lhe motivou os trabalhos mais sensíveis. Um dos pioneiros da gravura de arte no Brasil. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 343; BENEZIT, vol. 10, pág. 675; TEODORO BRAGA, pág. 246; REIS JUNIOR, pág. 220/224; MEC, vol. 4, pág. 506/507; LAUDELINO FREIRE, pág. 386; PONTUAL, pág. 551/552; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 438/439; MAYER/84, pág. 1268; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 443; ARTE NO BRASIL, pág. 560; RGS, pág. 402.



417 - FERRACIOLI (1949)

Composição - óleo sobre tela colada em eucatex - 10 x 15 cm - canto inferior esquerdo -

Nascido em Mococa, SP, FERRACIOLI é um artista com linguagem própria, apresentando um misto feliz de erotismo, misticismo e ficção científica. Dedica-se exclusivamente à pintura desde 1970. Em sua pintura atual, síntese de suas diversas fases, predominam texturas, além da busca de efeitos cromáticos num disciplinado rigor geométrico. Expõe individualmente com sucesso desde 1974, e participa de coletivas desde 1969, inclusive no exterior: Itália, Japão e USA. JULIO LOUZADA, vol.11, pág.110; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



418 - FLÁVIO PRADA (1939)

"Serra da Bocaina II" - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito e dorso -

Iniciou suas atividades de pintura, como autodidata, a partir de 1989. É membro da Academia Paulista de Medicina Veterinária. Tem participado de inúmeras exposições oficiais: São Paulo (1996 a 1999, 2002); EUA (1997); Jaboticabal, SP (1999); Ribeirão Preto, SP (2000); Extrema, MG (2000); Caraguatatuba, SP (2000); Osasco, SP (2000); Serra Negra, SP (2001); Riviera de São Lourenço, SP (2001); São Lourenço, MG (2002). Individual em São Paulo (2000, 2001). Prêmios: Riviera de São Lourenço, SP (2001); São Paulo (2002).



419 - IUR SERAVAT FULAM (1959)

"Nem só da flor vive o homem" - óleo sobre tela - 30 x 40 cm - dorso - 2016 -

Pseudônimo do autor. Natural de São Paulo (SP), filho primogênito de um casal ligado à atividade cultural (pai artista gráfico e plástico e mãe escritora). Autodidata neste campo, embora tenha tido grande estímulo para o desenho e a pintura acompanhando a atividade artística de seu pai, que também foi marchand a partir da década de 60, permitindo que tivesse estreito contato e pudesse realizar uma grande experimentação ao longo dos anos tanto para a linguagem figurativa com temas ligados ao cotidiano, como para a geométrica. É professor universitário e consultor na área de assuntos públicos e instituições políticas.



420 - WEGA NERY (1912 - 2007)

"Arvoredo" - desenho a nanquim - 99 x 68 cm - canto inferior esquerdo - 1958 -
Com a seguinte inscrição da autora no dorso: "VII Salão Paulista de Arte Moderna - 1958".

Natural de Corumbá-MT, estudou desenho e pintura na Escola de Belas Artes em São Paulo entre 1946 e 1949. Nos anos 50, aperfeiçoou estudos com Joaquim da Rocha Ferreira, Yoshiya Takaoka e Samson Flexor. Participou do Grupo Guanabara em 1952 e do Atelier-Abstração, liderado por Samson Flexor, em 1953. Expõs individualmente a partir de 1955. Recebeu o prêmio de melhor desenhista nacional em 1957 e o prêmio aquisição nacional em 1963. PONTUAL, pág. 551; TEIXEIRA LEITE, pág. 541, JULIO LOUZADA vol.9, pág. 919; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 682; ARTE NO BRASIL, pág. 942; LEONOR AMARANTE, pág. 57.



421 - GINO BRUNO (1889 - 1977)

Pierrot - óleo sobre tela colada em eucatex - 65 x 50 cm - canto inferior direito -

Nascido e falecido em São Paulo, este pintor foi especialista em figuras, interiores e naturezas-mortas. TEODORO BRAGA, pág. 108; MEC, vol. 1, pág. 299; PONTUAL, pág. 92; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 135; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 623; Acervo FIEO.



422 - SILVIA ALVES (1947)

"Paisagem Ibirapuera" - óleo sobre tela - 40 x 60 cm - canto inferior direito e dorso - 1984 -

Pintora, desenhista, escultora, gravadora, ilustradora, professora, poetiza e atriz Silvia Ferraro Alves nasceu em São Paulo. Estudou desenho e escultura com Alvaro de Bauptista (1980 a 1984) na Universidade de Campinas; formou-se em Pintura na Faculdade de Belas Artes (1986); mestrado em Aquarela na Faculdade Santa Marcelina (1998); frequentou o ateliê de Gravura do Museu Lasar Segall (1985 a 1988); os ateliês de pintura e desenho dos professores Lecy Bomfim, Salvador Rodrigues, Deusdedith Campanelli, Colette Pujol, Djalma Urban, Francisco Cuoco, Fang, o ateliê de escultura no Museu Brasileiro de Escultura (1980 a 1994) e aquarela com Iole Di Natale (1994 a 1998). Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais. Foi premiada em 1983, 1989, 1991, 1993, 1994, 1997, 1999, 2000, em São Paulo. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL, 10, PÁG, 49; www.silviaalves.art.br.



423 - ODETTO GUERSONI (1924 - 2007)

"Mandala" - serigrafia - H.C. - 46 x 32 cm - canto inferior direito - 1976 -
No estado.

Nasceu em Jaboticabal-SP, e faleceu na cidade de São Paulo, onde residia e era ativo. Gravador, pintor, desenhista, ilustrador e escultor. Estudou pintura e artes decorativas no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo - Laosp, entre 1941 e 1945. Nesse período, expôs no Sindicato dos Artistas Plásticos e freqüentava o círculo de artistas do Grupo Santa Helena. Em 1947, participa da exposição 19 Pintores, na Galeria Prestes Maia, e é contemplado com uma bolsa de estudo pelo governo francês, no mesmo ano viaja para Paris, onde inicia trabalhos em gravura. Em 1951 fundou a Oficina de Arte, em São Paulo. Estudou gravura com René Cottet, em Genebra e, em Paris, trabalhou no ateliê de Stanley Hayter. A partir de 1960, freqüenta, como estagiário, algumas escolas de arte nos Estados Unidos e no Japão como a The New York School of Printing e a Osaka University, respectivamente. Em 1971, também no Japão, freqüentou o ateliê de I. Jokuriti. Dois anos mais tarde, foi eleito melhor gravador do ano pela Associação Paulista de Críticos de Arte - APCA. Em 1983, participou, com sala especial, da Bienal Ibero-Americana de Montevidéu. Em 1994, a Pinacoteca do Estado de São Paulo realizou uma retrospectiva da obra do artista; , mostra que voltou a acontecer em 2007 sobre a sua obra gráfica, na Estação Pinacoteca-SP, no mesmo ano da morte do autor, que ainda a assistiu em vida. JULIO LOUZADA, vol.1, pág. 452; MEC, vol,2, pág, 303; TEIXEIRA LEITE, pág,236; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 645; ARTE NO BRASIL, pág. 803; LEONOR AMARANTE, pág. 146, Acervo FIEO.



424 - ANTONIO PESSOA (1943)

Figura - múltiplo em bronze - 23 x 09 x 09 cm - assinado -

Escultor, assina Tonny. Radicado no Rio de Janeiro detentor de bom curriculo nacional e internacional com inumeras participações em Salões Oficiais,varias vezes premiado. Ótimo mercado.



425 - WESLEY DUKE LEE (1931 - 2010)

"Cartografia anímica 753" - litografia off set - 37 x 50 cm - canto inferior direito na matriz - 1980 -

Pintor, desenhista, gravador, artista gráfico, professor - nasceu e faleceu em São Paulo. Iniciou seus estudos de desenho em 1950, no MASP. Em 1952 viajou para os EUA para dedicar-se ao aprendizado de artes gráficas na ’Parson's School of Design’ e na ‘American Institute of Graphic Arts’ (Nova York). De volta ao Brasil trabalhou no campo da pintura e do desenho, aperfeiçoando-se com Karl Plattner, em São Paulo (1957). Em seguida transferiu-se para Paris, onde frequentou a ‘Académie de la Grande Chaumière’ e estudou gravura com Johnny Friedlaender. Retornou ao Brasil em 1960. Em 1963, iniciou trabalho com os jovens artistas Carlos Fajardo, Frederico Nasser, José Resende, Luiz Paulo Baravelli, entre outros. Nesse ano, realizou, no João Sebastião Bar, em São Paulo, ‘O Grande Espetáculo das Artes’, um dos primeiros ‘happenings’ do Brasil. Procurou organizar um movimento artístico, o realismo mágico, com Maria Cecília, Bernardo Cid, Otto Stupakoff e Pedro Manuel-Gismondi, e outros. Em 1966, com Nelson Leirner, Geraldo de Barros, José Resende, Carlos Fajardo e Frederico Nasser, fundou, como reação ao mercado de arte, o Grupo Rex, que existiu até 1967. Participou de diversas exposições coletivas e Bienais no Brasil e no exterior, realizando individuais por todo o Brasil. MEC, VOL.2, PÁG.465; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁG.466; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 282; PONTUAL, PÁG.305 E 306; JULIO LOUZADA, VOL.8, PÁG.459; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 734; ARTE NO BRASIL, PÁG. 815; LEONOR AMARANTE, PÁG. 143. ACERVO FIEO.



426 - PAULO GAGARIN (1885 - 1980)

Paisagem - óleo sobre madeira - 13 x 18 cm - centro inferior - 1929 -

Pintor autodidata natural de Leningrado, atualmente São Petersburgo, e falecido no Rio de Janeiro. Era filho do governador do Cáucaso, estudou na Universidade de sua cidade natal. Ao eclodir a I Guerra Mundial alistou-se no exército de seu país como oficial de artilharia pesada. Terminada a guerra, emigrou para a França e depois para o Brasil chegando ao Rio de Janeiro em 1921. Naturalizou-se brasileiro. No ano seguinte realizou a sua primeira exposição individual. Participou de muitas edições de Salões oficiais. Foi premiado no Salão Nacional de Belas Artes (1925, 1926, 1927, 1928), no Salão Paulista de Belas Artes (1940, 1941) e recebeu o Prêmio Prefeitura de São Paulo (1944). JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 405; PONTUAL PÁG. 230; MEC, VOL.2, PÁG. 219; PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 146; TEODORO BRAGA, PÁG. 186; REIS JR, PÁG. 370; ITAU CULTURAL; www.pintoresdorio.com; www.artprice.com; www.arcadja.com.



427 - ADAM HENDLER (1909 - 1981)

Porto - óleo sobre tela - 38 x 46 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1977 - Ubatuba -

Pintor, gravador, ceramista e professor nascido em Lódz, Polônia. Assina A. Hendler. Estudou, na Polônia, com Radwanski e Friderick Pautsch (década de 30). Em 1945, imigra para a Suécia, torna-se cidadão sueco e abre uma escola de desenho e pintura, em Lidhoping. Nos anos 50 vai para Paris e estuda na Academia Julien com Saboraud, participando de exposições. Volta para a Suécia até imigrar para o Brasil onde adquriu, em 1977, a cidadania brasileira. A partir de 1954 participa de várias exposições e Salões oficiais sendo premiado de 1974 a 1979, aqui em São Paulo. JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 464, ACERVO FIEO; ITAU CULTURAL.



428 - KENNEDY BAHIA (1929 - 2005)

Mulata e pomba - óleo sobre tela - 55 x 38 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor e tapeceiro, KENNEDY era natural de Viña del Mar, Chile. Sua obras estão repletas de sentimentos. Os temas principais do artista são a fauna e flora brasileiras, aos quais dedicou seu amor e admiração por toda a sua vida. Era residente e ativo na Bahia, de onde adotou o nome artístico. JULIO LOUZADA, vol.10, pág.85; MEC, vol.2, pág.406; PONTUAL, pág.290



429 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Cururu" - xilogravura - 29 x 19 cm - canto inferior direito - 1954 -
Com a seguinte inscrição: "Ilustração para o livro Cururu de Paulo Vanzolini - 1954".

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



430 - J. CARLOS (1884 - 1950)

Confusão - guache - 40 x 35 cm - canto inferior direito -
Capa da Revista Careta. -

Chargista, caricaturista, desenhista, pintor, ilustrador, José Carlos de Brito Cunha nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi um dos formadores da tradição da charge brasileira ao lado de Raul Pederneiras e K.Lixto, e criador de tipos como a negrinha 'Lamparina', a 'Melindrosa' e o 'Almofadinha'. Autodidata, iniciou a carreira de caricaturista ainda estudante, quando publicou um de seus desenhos na revista 'O Tagarela' (1902). Em seguida, passou a colaborar regularmente com a revista e no ano seguinte desenhou sua primeira capa na publicação. Colaborou em muitos órgãos da imprensa carioca como 'O Tico Tico', 'Fon-Fon', 'Careta', 'A Cigarra', 'Vida Moderna', 'Eu Sei Tudo', 'Revista da Semana' e 'O Cruzeiro'. Entre 1922 e 1930, exerceu o cargo de diretor artístico das empresas 'O Malho', onde iniciou uma grande série de charges de caráter político, satirizando fatos e personalidades nacionais e estrangeiras. A vertente política foi explorada pelo artista desde o início de sua carreira, sendo ele o responsável pela execução de uma série de charges antibelicistas executadas no período abrangido pelas duas grandes guerras e principalmente durante os dois governos de Getúlio Vargas (1883 - 1954). Esses trabalhos foram publicados principalmente na revista 'A Careta'. Também fez esculturas, foi autor de teatro de revista e letrista de música popular. JULIO LOUZADA vol. 10, pág. 181; CARICATURISTAS BRASILEIROS, de Pedro Corrêa do Lago, pág. 74; WALTER ZANINI, pág. 448; ARTE NO BRASIL, pág. 646; ITAU CULTURAL; www.ims.com.br; www.dec.ufcg.edu.br; www.artprice.com.



431 - ALBERTO LUME (1944)

Florista - óleo sobre tela - 60 x 80 cm - canto inferior direito -

Português da Ilha da Madeira, onde nasceu a 6/2/1944, LUME, como é conhecido e assina as suas obras, fixou residência no Brasil a partir de 1954. Trouxe na sua bagagens sólidos conhecimentos de bom desenhista e excepcional colorista. Adota os temas brasileiros em suas obras com rara felicidade, fazendo com que as suas obras sejam muito disputadas em leilões e por colecionadores. JULIO LOUZADA, vol. 2 pág. 601 602



432 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Portal - aquarela - 38 x 56 cm - canto inferior esquerdo ilegível -



433 - CÉLIA NAHAS GARCIA (XX)

"Grafite 1" - técnica mista - 70 x 100 cm - canto inferior direito -

Artista plástica nascida em São Paulo. É pedagoga e desenvolve sua arte como autodidata. Realizou exposições individuais em São Paulo (2013, 2014) e tem participado de inúmeras mostras coletivas e oficiais, destacando-se: 'Exposição Museo do Café' (2013);?'Artexpo New York', Nova York -



434 - JOHN GRAZ (1891 - 1980)

Nu - desenho a lápis - 46 x 28 cm - canto inferior direito -

Pintor, decorador, escultor e artista gráfico, John Louis Graz nasceu em Genebra, Suíça e faleceu em São Paulo. Ingressou no curso de arquitetura, decoração e desenho da Escola de Belas Artes de Genebra (1908), onde foi aluno de Eugène Gilliard, Gabriel Vernet e Daniel Baud-Bovy. Foi discípulo também de Edouard Ravel. Na Escola de Belas Artes de Munique (1911 a 1913) estudou decoração, design e publicidade com Carl Moos. Retornou à Escola de Belas Artes de Genebra (1913 a 1915) e passou boa parte do tempo em companhia dos irmãos Regina Gomide e Antonio Gomide. Recebeu, por duas vezes, a Bolsa Lissignol e partiu para estudos na Espanha. De volta à Suíça, realizou vários trabalhos como ilustrador. Em 1920, veio para o Brasil e, nesse mesmo ano, casou-se em São Paulo com Regina Gomide. Por intermédio de Oswald de Andrade, o casal passou a fazer parte da vida intelectual da cidade. Participou da Semana de Arte Moderna de 1922 e de muitas outras exposições coletivas e oficiais. Realizou exposições individuais na capital paulista. Teve um de seus trabalhos publicados na revista Klaxon, 7ª edição (1922). Trabalhou com o arquiteto Gregori Warchavchik (1923). Projetou e executou a decoração de residências paulistanas, desenhando móveis, luminárias, afrescos, vitrais, maçanetas, banheiros e jardins. Tornou-se sócio-fundador da Sociedade Pró-Arte Moderna - SPAM (1932). Produziu inúmeras capas da revista 'Ilustração Artística do Brasil' (anos de 1930) e formou o 'Grupo 7' com Regina Graz, Antonio Gomide, Elisabeth Nobiling , Rino Levi, Victor Brecheret e Yolanda Mohalyi . TEODORO BRAGA PÁG. 112; PONTUAL,PÁG. 251; MEC VOL. 2, PÁG. 283; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 530; ARTE NO BRASIL PÁG. 672; LEONOR AMARANTE PÁG. 200, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 443; ACERVO FIEO; www.institutojohngraz.org.br; www.artprice.com.



435 - PAULO CALAZANS (1947 - 2016)

"Varal do Ipiranga" - acrílico sobre madeira - 69 x 45 cm - canto inferior direito e dorso - 2007 -
No estado.

Mineiro de Caratinga, onde nasceu a 25 de maio de 1947. Gravador, desenhista, fotógrafo e poeta. Dos 15 aos 30 anos executou trabalhos na área visual (pintura, ilustração, gravura, fotografia, cenografia, entre outros), o que gerou a sua formação atual. Sua obra reflete várias tendências, ora passando uma releitura na História da Arte no período 1300/1950, ora desenvolvendo imagens a partir do inconsciente racionalizado. Individuais e coletivas a partir de 1983, com premiações. JULIO LOUZADA vol.11, pág. 49.



436 - HENRY VITOR (1939)

Colheita - óleo sobre tela - 22 x 16 cm - canto inferior esquerdo - 1975 -

Pintor e gravador mineiro de Guaxupé, onde nasceu a 2 de abril de 1939. Reside e é ativo na cidade de São Paulo SP. Autodidata, fez cursos de Jornalismo, Propaganda e Comunicações. Expôs individualmente nos anos de 1972, 1973, 1984 e 1991 em São Paulo SP. Coletivas a partir de 1971, inclusive no exterior. "Há elementos que revelam o ingênuo mas nem sempre permitem ajuizar se a obra é crítica ou artesanal. O autodidatismo, como o de Vitor, é uma constante. Expressa uma visão pessoal da realidade ou configurações de sonho. Retrata a vida filtrada, livremente, pelos olhos de cada um e interpretada por um sentimento intrínseco. " Jorge Anthonio, in HENRY Vitor: pinturas. Apresentação de Jorge Anthonio. São Paulo: Galeria Jacques Ardies, 1991. HENRY Vitor: pinturas. Apresentação de Jorge Anthonio. São Paulo: Galeria Jacques Ardies, 1991. JULIO LOUZADA, vol.11, pág.145, MEC,vol.4, pág.49; ITAÚ CULTURAL.



437 - TAPETE ORIENTAL,


Ponto de nó, feito a mão, de lã, Indiano, medindo 1,95 x 2,00 = 3,90 m².



438 - NOEMIA MOURÃO (1912 - 1992)

Figura - desenho a nanquim - 28 x 21 cm - canto inferior direito -

Pintora e desenhista. Assina Noemia. Realizou sua primeira individual em 1934, no Rio de Janeiro. Residiu na Europa de 1934 a 1940, frequentando em Paris as academias de la Grande Chaumière e Ranson. Expôs em Montevideu e Buenos Aires. Foi citada por REIS JUNIOR e TEODORO BRAGA. Foi aluna (1932) e mulher (1933) de Di Cavalcanti. MEC vol.3, pág. 265; WALMIR AYALA vol.2, pág.135; PONTUAL, pág. 375; TEIXEIRA LEITE, pág. 356; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 684. Acervo FIEO.



439 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulata - serigrafia - P.A. - 63 x 43 cm - canto inferior direito -
No estado.

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



440 - THEODORO DE BONA (1904 - 1990)

Figuras - sangüínea - 30 x 23 cm - canto inferior direito - 1977 -

Natural de Morretes, PR, onde nasceu a 11 de junho de 1904, e falecido em Curitiba, PR, em 20/9/1990. Pintor e desenhista.Foi aluno de Gina Bianchi e Ercília Cecchi. Frequentou assiduamente o ateliê do pintor Alfredo Andersen, convivendo com Traple, Freyesleben, Augusto Perneta, Taborda Jr e outros artistas locais. Aperfeiçoou-se na Europa, para onde seguiu em 1927. Estudou na Real Academia de Belas Artes de Veneza, frequentando aulas de Ettore Tito e Vicenzo Stefani. No Brasil, a partir de 1936, expõe com sucesso as suas obras e leciona pintura e desenho na Escola de Belas Artes do Paraná. JULIO LOUZADA vol. 13 pág. 44; ITAÚ CULTURAL.



441 - ROBERTO BURLE MARX (1909 - 1994)

Composição - serigrafia - P.I. - 62 x 77 cm - canto inferior direito na tela serigráfica -
Edição póstuma com relevo seco do Projeto Burle Marx.

Nasceu em São Paulo e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, paisagista, arquiteto, desenhista, pintor, gravador, litógrafo, escultor, tapeceiro, ceramista, designer de jóias, decorador. Durante a infância viveu no Rio de Janeiro. Foi com a família para a Alemanha, em 1928. Em 1929, freqüentou o ateliê de pintura de Degner Klemn. Nos jardins e museus botânicos de Dahlen, em Berlim, entusiasmou-se ao encontrar exemplares da flora brasileira. De volta ao Brasil, fez curso de pintura e arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1930 - 1934), onde foi aluno de Leo Putz , Augusto Bracet e Celso Antônio. Seu primeiro projeto paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, em 1932. Entre 1934 e 1937, ocupou o cargo de diretor de parques e jardins do Recife, PE, onde passou a residir. Nesse período, foi com freqüência ao Rio de Janeiro e teve aulas com Candido Portinari e com o escritor Mário de Andrade. Em 1937, retornou ao Rio de Janeiro e trabalhou como assistente de Candido Portinari. Foi em 1949, conforme sua paixão por plantas e seu interesse por botânica e jardinagem, que Burle Marx adquiriu um sítio em Barra de Guaratiba, RJ. Com auxílio de botânicos, viajou, coletou, catalogou exemplares de plantas do Brasil e reproduziu em seu sítio a diversidade fitogeográfica brasileira. Em 1985 doou esse sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.Realizou muitas exposições individuais e projetos paisagísticos, participou de diversas mostras oficiais coletivas pelo Brasil e no exterior. PONTUAL, PÁG. 94; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 93; MEC. VOL.1, PÁG.303; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 738; LEONOR AMARANTE, PÁG. 98; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 179; artnet.com. ACERVO FIEO.



442 - ULYSSES FARIAS (1960)

Composição - técnica mista - 60 x 60 cm - canto inferior direito e dorso - 2016 - Socorro - SP. -

Desenhista, pintor, fotógrafo, escultor, poeta e professor nascido em São Paulo. Tem participado de muitos eventos culturais, mostras e Salões oficiais em Socorro, SP (2006 a 2014); Brasília, DF (2010); Mairiporã, SP (2007); São Paulo (2013). Recebeu, em 2012, o primeiro lugar em um concurso de fotografias.



443 - FRANCISCO DA SILVA (1910 - 1985)

Galos - têmpera sobre tela colada em eucatex - 45 x 68 cm - canto inferior direito - 1970 -

Pintor e desenhista, Francisco Domingos da Silva nasceu em Alto Tejo, AC e faleceu em Fortaleza, CE. Filho de índio peruano com brasileira, ainda criança se fixou em Fortaleza, por volta de 1937, onde começou a desenhar a carvão e giz sobre muros e paredes de casebres de pescadores. Na década de 40, sob o incentivo do crítico e pintor suíço Jean Pierre Chabloz, iniciou-se na pintura a guache juntamente com Chabloz, Antônio Bandeira e Inimá de Paula. O mesmo Jean Pierre lança-o em Paris. Entre 1961 e 1963, trabalhou no recém-criado Museu de Arte da UFCE. Expôs individualmente no Brasil a partir de 1943 e em diversas mostras coletivas no Brasil e exterior, com premiações, destacando-se a recebida na XXXIII Bienal de Veneza (1966). JULIO LOUZADA, VOL. 1 PÁG. 909; ITAU CULTURAL; LEONOR AMARANTE; ARTE NO BRASIL, ACERVO FIEO; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 478.



444 - DOMENICO CALABRONE (1928 - 1999)

Composição - múltiplo em bronze - 20/20 - 09 x 22 x 05 cm - assinado -

Pintor, escultor, ceramista e joalheiro. Nascido na Calábria, Itália, completou seus estudos artísticos em Roma, no ano de 1951. Fixou-se em São Paulo em 1954, passando e frequentar a Escola de Arte do Museu de Arte Moderna. Sua escultura, hoje conhecida internacionalmente, destaca-se pelo vigor de suas mensagens e pela alta qualidade artística e técnica. JULIO LOUZADA vol.2, pág.194; ITAU CULTURAL; LEONOR AMARANTE, pág. 336; WALTER ZANINI, pág. 770.



445 - HELENA COSTA RODRIGUES (1947)

"Os jogadores na Praça do Lido" - acrílico sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito e dorso - 2001 -

Pintora, Helena Maria Costa Rodrigues nasceu em Salvador, Bahia. Vive no Rio de Janeiro desde pequena. Autodidata em arte, estudou piano por quinze anos, foi musicoterapeuta e formou-se professora. Seu pai foi militar e se exilou no Uruguai com a família depois do golpe militar. Viveu de 1965 a 1967 em Montevidéu. A partir de 1995 passou a dedicar-se integralmente à pintura. Realizou sua primeira exposição em 1996, no Rio de Janeiro. A partir de 1997 suas obras passaram a fazer parte do Museu Internacional de Arte Naïf do Brasil – MIAN, RJ.



446 - IVAN SERPA (1923 - 1973)

Linhas - desenho a nanquim e colagem - 23 x 15 cm - canto inferior direito - 1953 -

Pintor, desenhista, gravador e professor, Ivan Ferreira Serpa nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Estudou gravura e desenho com Axel Leskoschek (entre 1946 e 1948) no Rio de Janeiro. Em 1949, ministrou suas primeiras aulas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, onde, a partir de 1952, exerceu sistemática atividade didática, em especial no ensino infantil. Foi um dos precursores do concretismo no Brasil, criando ao lado de Aluisio Carvão, Lígia Clark, Hélio Oiticica e outros o Grupo Frente, que se manteve ativo de 1954 a 1956, inclusive com exposições no Rio de Janeiro. Participou da Divisão Moderna do SNBA (1947-1951). Em 1957, recebeu o prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna, RJ. Participou da exposição ’Opinião 65’, evento que marca a difusão de uma nova arte de tendência figurativa, a neofiguração. Em 1970, fundou, com Bruno Tausz, o Centro de Pesquisa de Arte no Rio de Janeiro. Participou da Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1961, 1963, 1965) e da Bienal de Veneza (1952, 1954, 1962, 1966). PONTUAL, PÁG 486; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 605; ARTE NO BRASIL, PÁG. 840; LEONOR AMARANTE, PÁG. 26; MEC VOL. 4, PÁG. 221; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 899.



447 - MARIA LEONTINA (1917 - 1984)

Composição - guache - 18 x 16 cm - canto inferior direito -
Com carimbo da coleção Benedito Lacorte Peretto, no dorso.

Pintora, gravadora e desenhista. Maria Leontina Mendes Franco da Costa nasceu em São Paulo, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. Iniciou estudos de desenho com Antônio Covello, em São Paulo (1938), e na primeira metade da década de 1940 estudou pintura com Waldemar da Costa. Em 1946, no Rio de Janeiro, frequentou o ateliê de Bruno Giorgi e fez curso de museologia no Museu Histórico Nacional, entre 1946 e 1948. Em 1947, participou da exposição ‘19 Pintores’, na Galeria Prestes Maia, em São Paulo, ao lado de Lothar Charoux, Marcelo Grassmann, Aldemir Martins, Luiz Sacilotto e Flavio-Shiró. Em 1951, foi convidada pelo psiquiatra e crítico de arte Osório César para orientar o setor de artes plásticas do Hospital Psiquiátrico do Juqueri. No mesmo ano, organizou uma mostra dos internos no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Em 1952, com bolsa de estudo do governo francês, viajou para a Europa, acompanhada pelo marido, o pintor Milton Dacosta. Em Paris, entre 1952 e 1954, frequentou o ateliê de gravura de Johnny Friedlaender. Na década de 1960, realizou painel de azulejos para o Edifício Copan e vitrais para a Igreja Episcopal Brasileira da Santíssima Trindade, ambos em São Paulo. Realizou exposições individuais e participou de inúmeras mostras, Salões oficiais e Bienais como a Bienal de Veneza (1950, 1952, 1956). Foi premiada no Rio de Janeiro (1944, 1950, 1955, 1957, 1980); em São Paulo (1944; 1947; 1951; 1954; 1958; 1960; 1980; 1955, 1959, 1965 - Bienais Internacionais; 1969, 1970 - Panoramas da Arte Atual Brasileira; 1975 - prêmio pintura da Associação Paulista de Críticos de Artes - APCA); Brasília, DF (1980); Curitiba, PR (1980; Porto Alegre, RS (1980); Nova York (1960 - Fundação Guggenheim). ITAU CULTURAL; MEC, VOL. 2, PÁG. 471; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 309; PONTUAL, PÁG. 338; ARTE NO BRASIL, PÁG. 772; LEONOR AMARANTE, PÁG. 25; WALTER ZANINI, PÁG. 645; JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 572.



448 - AUGUSTO HERKENHOFF (1965 - XX)

Rosto - técnica mista - 66 x 51 cm - centro inferior - 1995 -

Nasceu em Cachoeiro do Itapemirim, ES. Formou-se em Direito, no Rio de Janeiro, em 1984.De 1985 a 1986, estudou com Katie Van Scherpenberg no MAM/RJ. Entre 1985 e 1988 estudou pintura com Ronaldo do Rego Macedo, Katie Van Scherpenberg e Manfredo Souzanetto, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Entre 1986 e 1995 participou de diversos Salões, entre eles o I Salão Capixaba de Artes Plásticas, V Salão da Ferrovia – RFFSA, onde recebeu o Prêmio Aquisição, no Rio de Janeiro, 12º Salão Carioca de Arte Universitária, 13º e 16º Salão Carioca Rioarte, VII Salão Paulista de Arte Contemporânea, 13º Salão Nacional de Artes Plásticas, Rio de Janeiro, XV Salão Nacional de Artes Plásticas, recebendo o 1º Prêmio, com a séria Amarelas, Rio de Janeiro. Neste mesmo período participou de várias exposições individuais e coletivas em diversos estados do Brasil. http://pt.shvoong.com/humanities/424525-biografia-augusto-herkenhoff/



449 - CARYBÉ (1911 - 1997)

Festa - serigrafia - 23/100 - 37 x 51 cm - canto inferior direito -

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



450 - JOÃO MARQUES DA SILVA OLIVEIRA (1853 - 1927)

Figura - óleo sobre madeira - 25 x 18 cm - canto inferior direito - 1882 - Paris -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e professor português nascido no Porto. Foi discípulo de João Antonio Correia, Antonio José da Costa e, em Paris, como pensionista do estado, de Yvon e Cabanel. Foi amigo de Silva Porto na Academia Portuense de Belas Artes. Em 1876, após uma visita de estudo à Bélgica, Holanda e Inglaterra, partiu para Itália onde iria permanecer até meados de 1878 quando retornou a Paris. Regressou definitivamente a Portugal em 1879 e foi nomeado professor da Academia Portuense. A sua atividade docente se prolongou até 1926. Participou ativamente dos movimentos de renovação artística no Porto onde decorou o Palácio da Bolsa, a Igreja dos Congregados, a Igreja dos Grilos. Participou de muitas exposições em Portugal e no exterior. Em 1929, dois anos após a morte, foi-lhe prestada homenagem, no Porto, com a inauguração de um monumento em sua honra no Jardim de S. Lázaro e uma grande exposição da sua obra, realizada no Ateneu Comercial do Porto. DICIONÁRIO DE PINTORES E ESCULTORES PORTUGUESES, FERNANDO PAMPLONA; www.museusoaresdosreis.pt.



451 - BEATRIZ MILHAZES (1960)

"Bibi (2003)" - litografia off set - 77/300 - 38 x 28 cm - canto inferior direito na matriz -
Com certificado de Edicion, emitido por Suc. de Salerno e Hijos - (Italy) e carimbo em relevo seco do editor.

Pintora, gravadora, ilustradora e professora nascida no Rio de Janeiro. Nessa cidade formou-se em comunicação social (1981), iniciou-se em artes plásticas ao ingressar na Escola de Artes Visuais do Parque Lage (1980), onde mais tarde lecionou e coordenou atividades culturais. Cursou gravura em metal e linóleo no Atelier 78 (1995 a 1996), com Solange Oliveira e Valério Rodrigues; ilustrou o livro ’As Mil e Uma Noites à Luz do Dia: Sherazade Conta Histórias Árabes’ (1997), de Katia Canton. Participou das exposições que caracterizaram a Geração 80 e foi artista visitante em algumas universidades dos Estados Unidos (1997, 1998). Tem se destacado em mostras brasileiras, internacionais (a partir dos anos 1990) - nos Estados Unidos, na Europa e integra acervos de museus como o MoMA, Guggenheim e Metropolitan, em Nova York. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 6, PÁG. 729; www.fortesvilaca.com.br; www.artprice.com; www.museuoscarniemeyer.org.br; www.moma.org; www.metmuseum.org.



452 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Barcos - óleo sobre tela - 60 x 90 cm - canto inferior direito -
J. Body



453 - ESCOLA FRANCESA, SÉC. XIX

Cena romântica - litografia - 30 x 25 cm - não assinado -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")



454 - GILDEMBERG (1932)

Bar na favela - óleo sobre tela - 50 x 61 cm - canto inferior direito - 1971 -

Batizado Gildemberg Oliveira Brandão, nasceu em Itabuna, Bahia. Realiza sua primeira individual quatro anos apenas após iniciar-se na pintura. Experiência que se repetirá por outros três anos com sucesso de critica e de público. Inimá de Paula comenta a obra do artista: "Ele é um artista honesto. (...) trata os temas com muita propriedade, riqueza de movimentos e poesia, sabe tratar o assunto com simplicidade , variedade e unidade". JULIO LOUZADA, vol.2, pág. 445



455 - PAULA KADUNC (1954)

Composição - acrílico sobre tela - 60 x 60 cm - dorso - 2010 -
Registrado sobre o nº 182 do catálogo da autora.

Paula Kadunc, pseudônimo artístico de Maria Paula Kadunc, nasceu em São Paulo. Frequentou um curso clássico de arte e comunicação na época de colégio. Formou-se em historia (1975) e nos anos seguintes realizou viagens de estudo pela Europa, Japão, China e Filipinas. No inicio da década de 80 trabalhou no Museu de Arte de São Paulo como assessora de imprensa e relações publicas auxiliando ainda na curadoria de diversas exposições. Na década de 90 frequentou o ateliê do escultor Paulo Tadee onde trabalhou com desenhos e pinturas geométricas e passou a fundir esculturas em bronze. Estudou técnica de pintura com Marysia Portinari. Tem participado com suas obras de várias exposições coletivas e leilões de arte. Possui obras em diversas coleções particulares e no Museu de Arte do Parlamento de São Paulo. www.artemaisnet.com.br/artistas/paula-kadunc.html; www.catalogodasartes.com.br; www.al.sp.gov.br; www.artprice.com; www.askart.com.



456 - FERNANDO ODRIOZOLA (1921 - 1986)

Composição - técnica mista - 95 x 65 cm - canto inferior direito - 1969 -

Fernando Pascual Odriozola nasceu em Oviedo, Espanha e faleceu em São Paulo. Pintor, desenhista e gravador. Começou a pintar em 1936. Veio para o Brasil em 1953 e fixou residência em São Paulo. No ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual na Galeria Portinari. O Museu de Arte Moderna de São Paulo dedicou-lhe outra individual, em 1955. Na década de 1960, lecionou no Instituto de Arte Contemporânea da Fundação Armando Álvares Penteado e colaborou como ilustrador nos jornais O Estado de S. Paulo e Diário de S. Paulo, e na revista Habitat. Em 1964, integrou, com Wesley Duke Lee , Yo Yoshitome e Bin Kondo , o Grupo Austral, ligado ao movimento internacional Phases. Participou das 7ª, 8ª, 9ª, 12ª, 13ª, 14ª, 15ª e 18ª Bienais Internacionais de São Paulo onde foi premiado na 7ª, 8ª, e 14ª edição; da 7ª Bienal de Tóquio; dos 2º e 5º Panoramas da Arte Atual Brasileira, entre outras. No ano de seu falecimento, o Centro Cultural São Paulo (CCSP) realizou uma exposição retrospectiva póstuma em sua homenagem. JULIO LOUZADA VOL.11, PÁG. 231; MEC VOL.3, PÁG.291; PONTUAL PÁG. 389; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 737; ARTE NO BRASIL PÁG.907; LEONOR AMARANTE PÁG. 143; ACERVO FIEO.



457 - HISAMATSU MITAKE (1916 - 2015)

Paisagem Paranaense - óleo sobre tela - 33 x 41 cm - canto inferior direito - 2007 -

Pintor com participações nas seguintes mostras: II Salão de Paisagem Paulista, em 1969; Salão de Belas Artes de Santos-SP, em 1971 e Salão de Belas Artes de Piracicaba-SP, em 1972. JULIO LOUZADA, vol.3, pág. 746.



458 - CARLOS OSWALD (1882 - 1971)

A visita de Cristo - gravura - 19 x 27 cm - canto inferior direito -

Gravador, pintor, desenhista, decorador, professor e escritor. Nasceu em Florença, Itália e faleceu em Petrópolis, RJ. Graduou-se como físico-matemático em 1902, pelo Instituto Galileo Galilei, em Florença. No ano seguinte, ingressou na ‘Accademia di Belle Arti di Firenze’. Viajou para o Brasil pela primeira vez em 1906 e realizou no Rio de Janeiro a primeira exposição individual no país. Retornou à Europa em 1908, estudou gravura com o americano Carl Strauss em Florença e viajou para Munique, onde aprendeu a técnica da água-forte. Em 1911, participou da decoração do pavilhão do Brasil, na Exposição Internacional de Turim. Fez a segunda viagem ao Rio de Janeiro em 1913 e realizou uma exposição com Eugênio Latour na Escola Nacional de Belas Artes . Foi nomeado, em 1914, professor de gravura e desenho no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro e é considerado o introdutor da gravura no Brasil. No ano de 1930, fez o desenho final do ‘Monumento ao Cristo Redentor’. A obra foi executada na França pelo escultor Paul Landowski e instalada no Morro do Corcovado, Rio de Janeiro, em 1931. Publicou, em 1957, a autobiografia ‘Como Me Tornei Pintor’. Em 1963, o Museu Nacional de Belas Artes - RJ adquiriu quase todas as suas obras em gravuras. Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais e foi premiado no Rio de Janeiro em 1904, 1906, 1909, 1912, 1913, 1916 e realizou diversas exposições individuais. PONTUAL, PÁG. 397; ARTE NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 1053; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 699; MEC VOL. 3, PÁG. 304; ACERVO FIEO.



459 - SUETONIO MEDEIROS (1970)

"Caprichos do amor" - pastel - 29 x 41 cm - centro inferior -

Alagoano, Suetônio Cícero Medeiros ministra aulas de desenho na Fundação Cultural de Blumenau (FCB). Desenvolve uma linguagem própria independente de escola ou estilo, realizando trabalhos nas mais diversas áreas artísticas, como a pintura, escultura, desenho, restauração, modelagem, maquetaria, fundição e metalgrafia. Suas obras baseiam-se em estudos desenvolvidos acerca de filósofos gregos pitagóricos que defendiam a obtenção da harmonia através da proporção da freqüência, enfatizando a crescente necessidade de se conseguir harmonizar as partes com o todo. Realizou várias exposições coletivas e individuais.https://semanadeartesdafurb.wordpress.com/curriculos/



460 - EUGÊNIO DE PROENÇA SIGAUD (1889 - 1979)

Trabalhadores - óleo sobre tela - 81 x 60 cm - canto inferior direito e dorso -

Estudou desenho na Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro com Modesto Brocos, formando-se em arquitetura em 1932, nessa mesma escola. A partir de 1935, dedicou-se à pintura mural e, de 1937, à pintura de temas sociais, com predominância de motivos de operários em construção e trabalhadores rurais. Caracteriza-se por uma grande versatilidade técnica, sendo dos raros pintores brasileiros a utilizar, lado a lado, o óleo, a têmpera e a encáustica, além da aquarela e do guache. Participou do Núcleo Bernardelli. PONTUAL, pág. 489; MEC, vol. 4, pág. 243; TEIXEIRA LEITE, pág. 475 e 476; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 324 a 327; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 579; ARTE NO BRASIL, pág. 763, Acervo FIEO.



461 - FRANK SCHAEFFER (1917 - 2008)

Barco - óleo sobre tela - 38 x 46 cm - canto inferior direito - 1975 -

Pintor, desenhista, ilustrador, gravador, e professor nascido em Belo Horizonte, MG e falecido no Rio de Janeiro. Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1927. Realizou sua formação artística com Wlazek (1933-1935), Arpad Szenes e, entre 1948 e 1949, em Paris: com André Lhote, Fernand Léger, na Escola de Belas Artes foi discípulo de Robert Cami (gravura em metal) e de Ducos de La Haille (pintura mural). Viajou por quase toda a Europa e por diversos países americanos. Na Noruega (1953, 1954) esteve a convite do Ministério das Relações Exteriores, realizando exposições e pronunciando palestras sobre as artes no Brasil. Lecionou na Escola de Belas Artes do Peru (1965). Realizou exposições individuais no Rio de Janeiro (1950, 1967, 1969, 1973); Paris (1954); São Paulo (1968); Belo Horizonte (1972). Participou de diversas mostras e Salões oficiais, destacando-se: Salão Paulista de Belas Artes (1943); Bienal Internacional de São Paulo (I à III, V à IX), Salão Nacional de Belas Artes, RJ (1942 a 1944, 1946, 1951); do Salão Nacional de Arte Moderna (I ao V, VII ao XI), I Bienal Interamericana do México (1958), SAMDF (1964 e 1965). Foi premiado No Salão Nacional de Arte Moderna (1956); Salão Nacional de Belas Artes RJ (1942, 1943, 1951); entre outros. TEODORO BRAGA, PÁG. 101; PONTUAL, PÁG. 477; MEC, VOL. 4, PÁG. 192; CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO DE PAISAGEM BRASILEIRA, MEC-MNBA/RIO/1944; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; www.artprice.com.



462 - LUIZ VENTURA (1930)

Homem - óleo sobre tela - 20 x 20 cm - dorso - 1985 -
Ex-coleção Antônio Maluf - Galeria Seta - São Paulo - SP.

Pintor, desenhista e gravador, com várias exposições individuais e participação em coletivas no Brasil e no exterior. Aperfeiçoa seus estudos na Europa e Oriente. Dá aulas de gravura em madeira na Universidade Católica no Chile. Publica em Honduras, o seu "Manual de Grabado em Madera, Técnicas Occidental y Oriental". ITAÚ CULTURAL.



463 - FRANCISCO COCULILO (1895 - 1978)

Paisagem - óleo sobre tela - 36 x 44 cm - canto inferior direito -

Paisagista nascido no Rio de Janeiro, aluno de Luiz Graner. Realizou exposições individuais em várias cidades brasileiras. Catálogo de Exp. de Paisagem Brasileira - MEC-MNBA/Rio/1944; MEC, vol. 1, pág. 40; TEODORO BRAGA, pág. 73; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 208; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 74; Acervo FIEO.



464 - MANUEL GRACIANO (1926)

Boi - bumbá - escultura em madeira - 95 x 30 x 23 cm - assinado -
Reproduzido no convite deste Leilão.

Manoel Graciano Cardoso, escultor, é natural de Santana do Cariri/CE. Participou de vários Salões e exposições: em 1996, 2003 e 2005 - Porto Alegre, RS; em 2001 - São Paulo, SP; Rio de Janeiro, RJ; em 2002 - São Paulo, SP. ITAU CULTURAL.



465 - ERMES DE BERNARDI (1934)

Buscando lenha - óleo sobre tela - 25 x 19 cm - canto inferior direito -

Pintor contemporâneo radicado em São Paulo, Capital, onde teve participação significativa no SPBA, conquistando com êxito a Medalha de Bronze. MEC, vol. 1, pág. 221; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 115; ITAU CULTURAL



466 - J. CARLOS (1884 - 1950)

Capa da revista "O Malho" - desenho a nanquim e aquarela - 41 x 29 cm - canto inferior direito -

Chargista, caricaturista, desenhista, pintor, ilustrador, José Carlos de Brito Cunha nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi um dos formadores da tradição da charge brasileira ao lado de Raul Pederneiras e K.Lixto, e criador de tipos como a negrinha 'Lamparina', a 'Melindrosa' e o 'Almofadinha'. Autodidata, iniciou a carreira de caricaturista ainda estudante, quando publicou um de seus desenhos na revista 'O Tagarela' (1902). Em seguida, passou a colaborar regularmente com a revista e no ano seguinte desenhou sua primeira capa na publicação. Colaborou em muitos órgãos da imprensa carioca como 'O Tico Tico', 'Fon-Fon', 'Careta', 'A Cigarra', 'Vida Moderna', 'Eu Sei Tudo', 'Revista da Semana' e 'O Cruzeiro'. Entre 1922 e 1930, exerceu o cargo de diretor artístico das empresas 'O Malho', onde iniciou uma grande série de charges de caráter político, satirizando fatos e personalidades nacionais e estrangeiras. A vertente política foi explorada pelo artista desde o início de sua carreira, sendo ele o responsável pela execução de uma série de charges antibelicistas executadas no período abrangido pelas duas grandes guerras e principalmente durante os dois governos de Getúlio Vargas (1883 - 1954). Esses trabalhos foram publicados principalmente na revista 'A Careta'. Também fez esculturas, foi autor de teatro de revista e letrista de música popular. JULIO LOUZADA vol. 10, pág. 181; CARICATURISTAS BRASILEIROS, de Pedro Corrêa do Lago, pág. 74; WALTER ZANINI, pág. 448; ARTE NO BRASIL, pág. 646; ITAU CULTURAL; www.ims.com.br; www.dec.ufcg.edu.br; www.artprice.com.



467 - WALTER LEWY (1905 - 1995)

Paisagem - óleo sobre tela - 74 x 100 cm - canto inferior direito - 1991 -
No estado.

Gravador, pintor, ilustrador, paisagista, desenhista e publicitário nascido em Bad Oldesloe, Alemanha e falecido em São Paulo. Estudou na Escola de Artes e Ofícios de Dortmund, Alemanha (1923-1927). Nesse período, filiou-se à tendência do realismo mágico. Em 1928 participou de coletivas em Dortmund, Gelsenkirchen, Boclusim e outras cidades. Com a crise econômica de 1929, Lewy perdeu seu emprego de desenhista numa gráfica e foi viver com os pais no interior, tornando-se ilustrador de anedotas em jornais. Realizou sua primeira exposição individual em Bad Lippspringe (1932), mas foi fechada quando a Câmara de Arte Alemã proibiu a participação de judeus na vida artística. Escapando dessa situação opressora, o artista imigrou para o Brasil (1938), retomando profissionalmente a pintura. Deixou para trás centenas de trabalhos, que foram enviados para a Holanda e perdidos durante os bombardeios da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). No Brasil, fixou-se em São Paulo. Nos primeiros anos fez desenho publicitário e mais tarde capas de livros e ilustrações para diversas editoras. Ilustrou obras de Bertrand Russell, Machado de Assis e Arnold Toynbee, entre outras. Mais tarde, empregou-se como diagramador, letrista e arte-finalista nas agências de propaganda De Carli, Lintas Publicidade, Martinelli, Santos & Santos e Thompson Propaganda. Participou de Salões Nacionais e Bienais de São Paulo, entre 1951 e 1965, recebendo diversas premiações oficiais. JULIO LOUZADA, VOL. 10, PÁG. 497; MEC, VOL. 2, PÁG. 474; TEODORO BRAGA, PÁG. 245; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 286; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 630; LEONOR AMARANTE, PÁG. 142; ACERVO FIEO.



468 - JOSÉ ESTEBAN GRANERO (1950)

Composição - óleo sobre tela - 60 x 80 cm - dorso - 1984 -
Com etiqueta da Tema Arte Contemporânea, Rua Tatui, 145 - São Paulo - SP, no dorso, onde consta que esta obra participou da invidual do artista, no Museu de Arte de São Paulo, MASP em 1984. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista argentino, natural da cidade de Buenos Aires, onde nasceu a 28 de junho de 1950. Ativo em São Paulo, expôs individualmente em 1978, 1979 e 1980; e coletivamente a partir de 1979, inclusive no exterior. JULIO LOUZADA, Vol. 5, pág. 452.



469 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Pássaro - xilogravura - 37/200 - 14 x 22 cm - canto inferior direito - 1990 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



470 - ALDO BONADEI (1906 - 1974)

Natureza morta - óleo sobre cartão - 42 x 57 cm - canto inferior esquerdo - 1968 -

Pintor, designer, gravador, figurinista e professor - Aldo Cláudio Felipe Bonadei nasceu e faleceu em São Paulo, SP. Entre 1923 e 1928 foi aluno de Pedro Alexandrino, período em que também frequentou o ateliê de Antonio Rocco. Viajou para a Itália, entre 1930 e 1931, e frequentou a Academia de Belas Artes de Florença, onde teve aulas com Felice Carena e seu assistente Ennio Pozzi, ambos ligados ao movimento ‘novecento’. Nesse período, dedicou-se ao desenho da figura humana, principalmente ao nu. Retornou a São Paulo no início da década de 1930 e participou ativamente do Grupo Santa Helena, da Família Artística Paulista - FAP e do Sindicato dos Artistas Plásticos. Em 1949 lecionou na Escola Livre de Artes Plásticas, primeira escola de arte moderna de São Paulo e participou do Grupo Teatro de Vanguarda. No ano seguinte, fundou a Oficina de Arte - O. D. A., com Odetto Guersoni e Bassano Vaccarini. No fim da década de 1950 atuou como figurinista nas peças ‘Vestido de Noiva’, de Nelson Rodrigues, e ‘Casamento Suspeitoso’, de Ariano Suassuna. Também desenhou alguns figurinos para dois filmes dirigidos por Walter Hugo Khoury: ‘Fronteiras do Inferno’ (1958) e ‘Na Garganta do Diabo’(1959). Realizou muitas exposições individuais e participou de vários Salões oficiais destacando-se: Bienal Internacional de São Paulo (1ª, 2ª, 3ª, 6ª, 7ª); Bienal de Veneza (1952); Panorama da Arte Moderna Brasileira (1970). MEC, VOL. 1, PÁG. 247; PONTUAL, PÁGS. 78/79; ARTE NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 1041; ART PRICE ANNUAL 2000, PÁG. 258; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 79; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; LEONOR AMARANTE, PÁG. 72; ACERVO FIEO.



471 - HANSEN BAHIA (1915 - 1978)

"Café e bar flor de Miguel" - xilogravura - Prova - 29 x 16 cm - canto inferior direito -

Gravador, escultor, pintor, ilustrador, poeta, escritor, cineasta e professor, Karl Heinz Hansen nasceu em Hamburgo, Alemanha e faleceu em São Paulo. Serviu como soldado (entre 1936 e 1945) na Segunda Guerra Mundial e atuou como ilustrador de histórias infantis. Autodidata, realizou suas primeiras xilogravuras entre 1946 e 1948. Fixando-se sucessivamente na Itália, Suécia, Inglaterra, emigrou para o Brasil em 1950 residindo de início em São Paulo e a partir de 1955 em Salvador. Ilustrou a publicação 'Flor de São Miguel' (1957), com textos de Jorge Amado, Vinicius de Moraes e de sua autoria; 'Navio Negreiro' (1958), de Castro Alves. Em homenagem à Bahia passou a assinar seus trabalhos como Hansen-Bahia a partir de sua volta à terra natal em 1959. Lá permaneceu até 1963, enquanto trabalhou no ateliê de gravura fundado por ele mesmo no castelo Tittmoning. Viveu na Etiópia (entre 1963 e 1966) onde ajudou a estabelecer a Escola de Belas Artes na cidade de Addis Abeba. Retornou a Salvador e naturalizou-se. Tornou-se professor de artes gráficas da Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia (1967). Dois anos antes de sua morte, doou em testamento sua produção artística para a cidade de Cachoeira, Bahia, onde foi criada a Fundação Hansen Bahia que recebeu seu acervo artístico de xilogravuras, matrizes, livros, pinturas, prensas e ferramentas de trabalho. Realizou exposições individuais no: Museu de Arte de São Paulo (1950, 1953, 1966); Museu Nacional de Belas Artes, RJ (1952); Museu de Arte Moderna de São Paulo (1954, 1956); Buenos Aires, Argentina (1954, 1955, 1958), entre outras. Participou de muitas mostras coletivas e oficiais como: Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1961); Salão Nacional de Arte Moderna (1954, 1955). PONTUAL PÁG. 260; MEC VOL. 1, PÁG. 157; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 81; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 720; ARTE NO BRASIL, PÁG. 842; ACERVO FIEO, PÁG. 251; www.hansenbahia.com.br; www.artprice.com.



472 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Paisagem nevada - óleo sobre tela - 65 x 25 cm - canto inferior direito -
L. Laragav.



473 - YOLANDA MOHALYI (1909 - 1978)

Flores - monotipia - 45 x 31 cm - canto inferior direito -

Pintora, desenhista, gravadora e professora, Yolanda Lederer Mohalyi nasceu em Kolozsvar, capital da Transilvânia, Hungria (atual Cluj Napoca, Romênia) e faleceu em São Paulo, SP. Na Hungria estudou pintura na Escola Livre de Nagygania e na Real Academia de Belas Artes de Budapeste (1927). Em 1931, veio para o Brasil e fixou-se em São Paulo, onde lecionou desenho e pintura. Foram seus alunos, entre outros, Maria Bonomi e Giselda Leirner. A partir de 1935, começou a frequentar o ateliê de Lasar Segall. Integrou o Grupo Sete (1937) ao lado de Victor Brecheret, Antonio Gomide e Elisabeth Nobiling. Em 1951 realizou suas primeiras xilogravuras com Hansen Bahia . Entre as décadas de 1950 e 1960 executou, em São Paulo, vitrais para a Fundação Armando Álvares Penteado – FAAP, murais para as igrejas Cristo Operário e São Domingos, mosaicos para residências particulares e vitrais para a Capela de São Francisco, em Itatiaia. Representou o Brasil na 1ª Bienal Americana de Arte (1962), Argentina, tendo alguns de seus trabalhos escolhidos pelo crítico Herbert Read para uma exposição itinerante nos Estados Unidos. Participou da I, II, IV, V, VI, VII, VIII e IX Bienal Internacional de São Paulo; da II e V Bienais de Tóquio, entre outras, Recebeu diversos prêmios como: o Prêmio Leirner de Arte Contemporânea (1958), o Prêmio de Melhor Pintor Nacional na 7ª Bienal Internacional de São Paulo (1963). TEIXEIRA LEITE, PÁG. 331; PONTUAL, PÁG. 363; MEC VOL.3, PÁG. 168; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 937; LEONOR AMARANTE, PÁG. 75; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 639; ACERVO FIEO; www.pinacoteca.org.br; mam.org.br; masp.art.br; www.artprice.com.



474 - J. M. RUCK (1939)

"Gerberas e Crisantemos" - óleo sobre tela - 50 x 40 cm - canto inferior direito e dorso - 2015 -

Pintora, professora e restauradora, Jany Marylene Ruck nasceu em Agudos, SP. Assinava Jany até 1984. Atualmente assina JM. Ruck. Em Campinas fez cursos livres de desenho e pintura com Elenice Menegon, Aldo Cardarelli, Djalma Urban e Álvaro de Batista. Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais. Foi premiada em: São José do Rio Preto, SP (1984, 1985, 1991); Campinas, SP (1985, 1996); São João da Boa Vista, SP (1985); Itatiba, SP (1985,1987, 1988); Mogi Mirim, SP (1987); Poços de Caldas, MG (1987); Piracicaba, SP (1988); Limeira, SP (1989); Araras, SP (1991); Ribeirão Preto, SP (2003). ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 7 PÁG. 614; VOL. 9, PÁG. 750.



475 - JORGE GUINLE FILHO (1947 - 1987)

"A sheriff e a bandida" - desenho a lápis de cêra - 28 x 20 cm - canto inferior esquerdo - 1981 -

Pintor, desenhista e gravador nascido e falecido em Nova York, EUA. Mudou-se com a família para o Brasil ainda no ano de seu nascimento e permaneceu no Rio de Janeiro até 1955. Desse ano até 1962, acompanhando a mãe, morou em Paris e, em seguida, em Nova York, onde residiu até 1965. Na França, em paralelo a sua formação regular, iniciou, como autodidata, estudos de pintura e frequentou museus e galerias de arte, prática que manteve quando se transferiu para os Estados Unidos. De 1965 a 1974 viveu no Rio de Janeiro e passou temporadas em Londres e Paris, cidade para onde retornou nesse último ano e se estabeleceu por mais três anos. Em 1977, voltou a residir no Rio de Janeiro. Seu trabalho ganhou repercussão e, na década de 1980, integrou as principais exposições de arte do país. A produção do artista, concentrada em seus últimos sete anos de vida, foi dedicada, sobretudo à pintura. Jorge Guinle foi um importante incentivador da revalorização da pintura promovida pelo grupo de jovens artistas conhecido como Geração 80. Participou da mostra ‘Como Vai Você, Geração 80?’, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage - EAV/Parque Lage, Rio de Janeiro, 1984, escreveu um texto para a edição especial da revista ‘Módulo’ dedicada a essa mostra, participou de várias exposições e eventos realizados por esses artistas e escreveu sobre suas obras. Participou também da 17ª e 18ª Bienal Internacional de São Paulo (1983 e 1985). Em 1985 recebeu o Prêmio de Viagem ao Estrangeiro no 8º Salão Nacional de Artes Plásticas, MAM-RJ. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL. 2, PÁG.482; LEONOR AMARANTE, PÁG. 312. ACERVO FIEO.



476 - PÉRICLES (1924 - 1961)

"O amigo da onça" - desenho a nanquim e guache - 42 x 30 cm - centro inferior -

Caricaturista e cartunista, Péricles de Andrade Maranhão nasceu em Recife, PE e faleceu no Rio de Janeiro. Publicou seus primeiros desenhos na Revista do Colégio Marista do Recife, onde estudou na década de 1930. Por volta de 1942, chegou ao Rio de Janeiro e ingressou nos 'Diários Associados', de Assis Chateaubriand, iniciando sua produção em 'O Guri' e, pouco depois, na revista 'A Cigarra', onde lançou seu personagem 'Oliveira Trapalhão'. A partir de 1945, ilustrou os textos de Millôr Fernandes na seção Pif-Paf da revista 'O Cruzeiro'. 'Laurindo e Miriato Gostosão' foram outros personagens criados por Péricles, mas o de maior sucesso foi 'O Amigo da Onça', publicado pela primeira vez em 1943 em' O Cruzeiro'. 'O Amigo da Onça' foi produzido por quase 20 anos e, mesmo após a morte de seu criador, continuou a ser publicado no traço de Carlos Estevão. Sua criação foi capaz de transpor as páginas desenhadas em 'O Cruzeiro' e permanecer na memória visual e humorística brasileira. Seus trabalhos participaram, após a sua morte, de exposições em: Curitiba, PR (1980); São Paulo (1983, 1997, 2001); Belo Horizonte (1997); Brasília (1998); Penápolis, SP (1998). ITAU CULTURAL.



477 - LEÓN FERRARI (1920 - 2013)

"kama - sutra I" - litografia - P.A. - 31 x 20 cm - canto inferior direito - 1979 -

Gravador e escultor argentino, natural da cidade de Buenos Aires. Começou a fazer escultura em 1954, com diversos materiais e com arame de aço inoxidável. Em 1962, iniciou sua série de desenhos escritos. Em 1964 colaborou com Rafael Albertino no livro de poesias e desenhos "Escritos en el Aire", editado por Vanni Scheiwiller em Milão. Em 1965, abandonou a arte abstrata e participou do movimento cultural que acompanhou a atividade política argentina, colaborando na organização de diversas mostras coletivas. A partir de 1976 fixa residência no Brasil, em São Paulo, onde voltou a esculpir e experimentar outras técnicas, como fotocópias, etc. Desenvolveu uma série de esculturas sonoras que deram origem aos instrumentos lúdicos musicais com os quais deu 4 concertos-performance. JULIO LOUZADA, vol. 3, pág. 403



478 - LOTHAR CHAROUX (1912 - 1987)

Linhas - guache - 29 x 23 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista e professor austríaco, natural de Viena. Assinava Charoux. Iniciou os estudos artísticos com seu tio, o escultor austríaco Siegfried Charoux. Transferiu-se para o Brasil em 1928, fixando residência em São Paulo. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios da cidade onde conheceu Valdemar da Costa, com ele fazendo aprendizado de pintura a partir de 1940. Posteriormente passa a lecionar desenho no Liceu de Artes e Ofícios e no SENAI. Em 1947, realizou sua primeira exposição individual, na Galeria Itapetininga. Em 1952, participou da fundação do Grupo Ruptura, ao lado de Waldemar Cordeiro, Geraldo de Barros, Anatol Wladyslaw e outros. Com Hermelindo Fiaminghi e Luiz Sacilotto , cria a Associação de Artes Visuais NT - Novas Tendências, em 1963. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras oficiais nacionais como a Bienal Internacional de São Paulo (I a IX, XII, XIII), Panorama da Arte Atual Brasileira (1º ao 3º, 6º, 9º, 11º, 12º) e no exterior. É homenageado com retrospectiva no Museu de Arte Moderna de São Paulo e no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro em 1974. Em 2005, é publicado o livro ‘Lothar Charoux: A Poética da Linha’, pela historiadora de arte Maria Alice Milliet. PONTUAL, PÁG. 131; MEC VOL. 1, PÁG. 433; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 254; VOL. 9, PÁG.207; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 645; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; ACERVO FIEO.



479 - ALBERTO LUME (1944)

Bailarinas - óleo sobre tela - 60 x 80 cm - canto inferior direito e dorso - 1989 -

Português da Ilha da Madeira, onde nasceu a 6/2/1944, LUME, como é conhecido e assina as suas obras, fixou residência no Brasil a partir de 1954. Trouxe na sua bagagens sólidos conhecimentos de bom desenhista e excepcional colorista. Adota os temas brasileiros em suas obras com rara felicidade, fazendo com que as suas obras sejam muito disputadas em leilões e por colecionadores. JULIO LOUZADA, vol. 2 pág. 601 602



480 - ABELARDO ZALUAR (1924 - 1987)

"Entre linhas" - acrílico sobre tela colado em madeira - 70 x 70 cm - canto inferior direito e dorso - 1981 -
Reproduzido no convite deste Leilão.

Pintor, desenhista, gravador, professor. Entre 1944 e 1948, assiste às aulas da Escola Nacional de Belas Artes (Enba). Participou do I ao XII e do XV SNAM (entre 1952 e 1966/ prêmio de viagem ao estrangeiro em 1963.). Realizou exposições individuais no MNBA (1947) e na Galeria Ambiente (São Paulo, 1960), Museu de Arte de Belo Horizonte (1960), Instituto de Belas Artes de Porto Alegre (1961), Petite Galerie-GB (1962). Sua obra experimentou uma simplificação de traços de tendência geometrizante, levando Frederico Morais a comentar a seu respeito em 1969; "Não se pensem que Zaluar, por ser um partidário da ordem, afaste deliberadamente o imprevisto, a contribuição do acaso, o vôo poético (...) seus últimos trabalhos fazem lembrar, na monumentalidade silenciosa da forma despojada, o mundo futuro do espaço cósmico, das estruturas moventes, das plataformas que se acoplam ou se dividem numa metamorfose constante". Encontra-se representado no acervo do MNBA, Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e Museu de Arte de Belo Horizonte. WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 449/50; MEC, vol. 4, pág. 527; PONTUAL, pág. 556; TEIXEIRA LEITE, pág. 546; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 682; ARTE NO BRASIL, pág. 934; LEONOR AMARANTE, pág. 218.



481 - ANA CRISTINA ANDRADE (1953)

"Proteção I" - gravura - 10/10 - 54 x 39 cm - canto inferior direito -
Complemento de técnica: ponta seca e maneira negra.-

Ana Cristina Andrade Moreira é pintora, gravadora, desenhista, professora e designer vidreira. Iniciou sua formação artística na Escola Superior de Arte Santa Marcelina, SP (1972-1975). Aprendeu gravura em metal (1980-1990) com Iole Di Natale; técnicas de gravura na Scuola Internazionale di Gráfica em Veneza, Itália (1983); Gravura Especial com Evandro Carlos Jardim, no MAC-SP (1991); Técnica Calcográfica Experimental com Mario Benedetti, na FASM-SP (1997); Vitrofusão com Roberto Bonino. Exposições individuais: São Paulo, SP (1984, 1987, 1995, 2003); Bauru, SP (1989); “Projeto Interior com Arte” – Museu Banespa (1998 – Exposição itinerante pelo interior do Estado de São Paulo). Coletivas: Epinal, França (1975); São Paulo, SP (1974, 1982, 1984, 1985, 1986, 1988, 1994, 1995, 2000, 2002 a 2004, 2012 – SP ESTAMPA); Santo André, SP (1982); Novo Hamburgo, RS (1982); Taiwan, China (1983, 1985); San Juan, Porto Rico (1983); Santos, SP (1983); Cabo Frio, RJ (1983); Ribeirão Preto,SP (1984); Curitiba, PR (1984); Piracicaba,SP (1984); Veneza, Itália (1984, 1985); Campinas, SP (1985); São José do Rio Preto, SP (1986); Limeira, SP (1986); Washington D.C.,EUA (1991); Campos do Jordão, SP (1991); Kanagawa, Japão (1992); Maastricht, Holanda (1993); Illinois, EUA (1994); Cidade do México, México (1996); Jacareí, SP (1998); Budapeste, Hungria (1996); Uzice, Yuguslávia (1997); Ourense, Espanha (1994, 2006). Prêmios: São Paulo, SP (1974); Novo Hamburgo, RS (1982); Santos, SP (1983); Ribeirão Preto, SP (1984); Curitiba, PR (1984); Piracicaba, SP (1984); Campinas, SP (1985); São José do Rio Preto, SP (1986). JULIO LOUZADA, vol.1, pág. 62; vol.2, pág. 66; Acervo FIEO. ITAU CULTURAL.



482 - MOBY (1922 - 1978)

Meninas - óleo sobre tela - 60 x 80 cm - canto inferior direito - 1967 -

Moby, nome artístico de Mogns Osterbie, natural de Copenhagem, Dinamarca. Pintor e desenhista, frequentou na sua cidade natal a Escola de Arte Decorativa e a Real Academia de Belas Artes. No Brasil, fixou-se em São Paulo, onde realizou diversas individuais, cuja crítica, principalmente de Quirino da Silva, lhe foram favoráveis, transcrevendo comentários de Mário Schenberg. PONTUAL, pág. 363; MEC, vol. 3, pág. 1; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



483 - INGRES SPELTRI (1940)

"Concerto em vermelho" - óleo sobre tela - 60 x 80 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor, desenhista, escultor, gravador e professor nascido em Jau, SP. Filho do pintor Augusto Speltri com quem se iniciou na pintura, ainda criança. Em 1959 mudou-se para São Paulo onde estudou Música (1960-1964). É professor titular da Escola Panamericana de Arte, SP. Realizou exposições individuais, em São Paulo, nos anos de 1977, 1981, 1978, 1984. Participou de várias mostras e Salões oficiais, sendo premiado em: São Paulo (1963, 1966, 1970, 1971); Santo André, SP (1976). JULIO LOUZADA VOL. 5, PÁG. 1012; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; MEC VOL. 4, PÁG. 338; PONTUAL PÁG. 504; www.artprice.com; www.speltri.com.



484 - ANTONIO PESSOA (1943)

Casal - múltiplo em bronze - 13 x 04 x 03 cm -

Escultor, assina Tonny. Radicado no Rio de Janeiro detentor de bom curriculo nacional e internacional com inumeras participações em Salões Oficiais,varias vezes premiado. Ótimo mercado.



485 - MANOEL SANTIAGO (1897 - 1987)

Praia - óleo sobre cartão colado em eucatex - 35 x 50 cm - canto inferior esquerdo - 1962 - Rio de Janeiro -

Manoel Colafante Caledônio de Assumpção Santiago nasceu em Manaus, AM e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, desenhista e professor. Mudou-se para Belém em 1903 e iniciou estudos de pintura. Desde 1916 já praticava a arte não figurativa. Em 1919 transferiu-se para o Rio de Janeiro, cursou Direito e frequentou a Escola Nacional de Belas Artes, onde foi aluno de Rodolfo Chambelland e Baptista da Costa. Na época, teve aulas particulares com Eliseu Visconti. Foi casado com a pintora Haydeá Santiago. Participou em 1927 do Salão Nacional de Belas Artes e recebeu o prêmio viagem ao exterior, entre vários outros. Foi para Paris no ano seguinte, e lá permaneceu por cinco anos. De volta ao Rio de Janeiro, em 1932, tornou-se professor do Instituto de Belas Artes. Em 1934, passou a lecionar pintura e desenho no Núcleo Bernardelli, figurando entre seus alunos José Pancetti, Edson Motta, Bustamante Sá, Ado Malagoli, Rescála e Milton Dacosta. Participou da I Bienal Internacional de São Paulo (1951) e do 8º Panorama da Arte Brasileira (1976). PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, VOL. 1, PÁG. 241; TEODORO BRAGA, PÁG. 211; CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO DE PAISAGEM BRASILEIRA, MEC-MNBA /RIO/1944; MAYER/84, PÁG. 1158; REIS JR, PÁG. 378; PONTUAL, PÁG. 473; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 292; ITAÚ CULTURAL, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 865; ACERVO FIEO.



486 - TOMÁS SANTA ROSA (1909 - 1956)

Jesus ensina uma mulher Samaritana - guache - 35 x 25 cm - canto inferior direito -

Pintor, gravador, cenógrafo e professor autodidata, Tomás Santa Rosa Júnior nasceu em João Pessoa, PB e falecido em Nova Délhi, Índia. Fixou-se no Rio de Janeiro (1932), começou a trabalhar como auxiliar de Portinari e iniciou também sua carreira de ilustrador que se estenderia por longa série de obras de escritores brasileiros e estrangeiros, que incluiu, dentre outros, Graciliano Ramos, José Lins do Rêgo, Jorge Amado, Castro Alves, Dostoievski. É considerado o primeiro cenógrafo moderno brasileiro. Entre as exposições das quais participou destacam-se: o Salão Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro (1941 - Medalha de Prata); Um Século de Pintura Brasileira, no Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro (1952); II Bienal Internacional de São Paulo (1953); Salão Preto e Branco do III Salão Nacional de Arte Moderna do Rio de Janeiro (1954); 'Arts Primitifs et Modernes Brésiliennes', no Museu de Etnografia de Neuchâtel, Suíça (1955). Após sua morte, suas obras foram expostas nas seguintes mostras: Exposição de Artes Gráficas de Tomás Santa Rosa, na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro (1958); Retrospectiva no Teatro Municipal do Rio de Janeiro (1975); Santa Rosa, Carnaval e Figurinos na Fundação Nacional de Arte (Funarte) de São Paulo (1985); e Bienal Brasil Século XX, na Fundação Bienal de São Paulo (1994). PONTUAL, PÁG. 472; MEC VOL. 4, PÁG. 177; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 460; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 572; LEONOR AMARANTE; www.funarte.gov.br; cpdoc.fgv.br; www.artprice.com.



487 - MILTON DACOSTA (1915 - 1988)

Vênus e pássaro - serigrafia - 1/100 - 26 x 32 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador. Milton Rodrigues da Costa nasceu em Niterói, RJ e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou estudos de desenho e pintura, em 1929, com o professor alemão August Hantv. No ano seguinte matriculou-se no curso livre de Marques Júnior, na Escola Nacional de Belas Artes. Junto com Edson Motta, Bustamante Sá e Ado Malagoli , entre outros, criou o Núcleo Bernardelli em 1931. Viajou para Estados Unidos em 1945, com o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Belas Artes do ano anterior. Na cidade de Nova York, estudou na Art's Students League of New York. Em 1946, foi para a Europa e após visita a vários países, fixou-se em Paris, onde estudou na Académie de La Grande Chaumière. Conheceu Pablo Picasso, por intermédio de Cícero Dias, e freqüentou os ateliês de Georges Braque e Georges Rouault. Expôs no Salon d'Automne (Paris) e regressou ao Brasil em 1947. Em 1949, casou-se com a pintora Maria Leontina e passou a residir em São Paulo. Realizou muitas exposições individuais e também recebeu prêmios nas Bienais Internacionais de São Paulo (1955, 1957). TEODORO BRAGA, PÁG. 163; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 229; MEC, VOL. 2, PÁG. 13; BENEZIT, VOL. 3, PÁG.315; ITAU CULTURAL; PONTUAL, PÁG. 155; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; ACERVO FIEO.



488 - NOEMIA MOURÃO (1912 - 1992)

Mulheres - desenho a nanquim e lápis - 30 x 23 cm - lado direito -

Pintora e desenhista. Assina Noemia. Realizou sua primeira individual em 1934, no Rio de Janeiro. Residiu na Europa de 1934 a 1940, frequentando em Paris as academias de la Grande Chaumière e Ranson. Expôs em Montevideu e Buenos Aires. Foi citada por REIS JUNIOR e TEODORO BRAGA. Foi aluna (1932) e mulher (1933) de Di Cavalcanti. MEC vol.3, pág. 265; WALMIR AYALA vol.2, pág.135; PONTUAL, pág. 375; TEIXEIRA LEITE, pág. 356; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 684. Acervo FIEO.



489 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulata com gato - serigrafia - P.A. - 53 x 45 cm - canto inferior direito -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



490 - HEITOR DOS PRAZERES (1898 - 1966)

"Roda de samba" - óleo sobre eucatex - 50 x 60 cm - canto inferior direito - 1960 - Rio de Janeiro -
Reproduzido no convite deste Leilão. Com autenticação da família do artista, na pessoa do curador da obra, Sr. Heitor dos Prazeres Filho.

Pintor, compositor, marceneiro, Heitor dos Prazeres nasceu e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. Iniciou-se na pintura por volta de 1937, como autodidata, estimulado pelo jornalista e desenhista Carlos Cavalcanti. No período de 1937 a 1946, trabalhou em rádios do Rio de Janeiro e ingressou como ritmista na Rádio Nacional, em 1943. Recebeu o 3º lugar para artistas nacionais na 1ª Bienal Internacional de São Paulo (1951) e foi homenageado com sala especial na 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1953). No ano seguinte, criou cenários e figurinos para o Balé do IV Centenário da Cidade de São Paulo. Realizou sua primeira exposição individual, em 1959, no Rio de Janeiro. Em 1965, Antônio Carlos Fontoura produziu um documentário sobre sua obra. Tornou-se um artista destacado, atuando como compositor, instrumentista e letrista de música popular brasileira. Participou da fundação das primeiras escolas de samba cariocas, entre elas a Estação Primeira de Mangueira. Em comemoração ao centenário de seu nascimento, em 1999, foi realizada mostra retrospectiva no Espaço BNDES e no Museu Nacional de Belas Artes. Em 2003, foi publicado o livro ‘Heitor dos Prazeres: Sua Arte e Seu Tempo’, da jornalista Alba Lírio. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.11, PÁG.247; MEC. VOL.3, PÁG.400; WALMIR AYALA. VOL.2, PÁG.194; TEIXEIRA LEITE, PÁG.408; PONTUAL, PAG.439; WALTER ZANINI, PÁG.810; LEONOR AMARANTE, PÁG. 266; ACERVO FIEO.



491 - ROBERTO BURLE MARX (1909 - 1994)

Composição - serigrafia - P.I. - 60 x 68 cm - canto inferior direito na tela serigráfica -
Edição póstuma com relevo seco do Projeto Burle Marx.

Nasceu em São Paulo e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, paisagista, arquiteto, desenhista, pintor, gravador, litógrafo, escultor, tapeceiro, ceramista, designer de jóias, decorador. Durante a infância viveu no Rio de Janeiro. Foi com a família para a Alemanha, em 1928. Em 1929, freqüentou o ateliê de pintura de Degner Klemn. Nos jardins e museus botânicos de Dahlen, em Berlim, entusiasmou-se ao encontrar exemplares da flora brasileira. De volta ao Brasil, fez curso de pintura e arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1930 - 1934), onde foi aluno de Leo Putz , Augusto Bracet e Celso Antônio. Seu primeiro projeto paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, em 1932. Entre 1934 e 1937, ocupou o cargo de diretor de parques e jardins do Recife, PE, onde passou a residir. Nesse período, foi com freqüência ao Rio de Janeiro e teve aulas com Candido Portinari e com o escritor Mário de Andrade. Em 1937, retornou ao Rio de Janeiro e trabalhou como assistente de Candido Portinari. Foi em 1949, conforme sua paixão por plantas e seu interesse por botânica e jardinagem, que Burle Marx adquiriu um sítio em Barra de Guaratiba, RJ. Com auxílio de botânicos, viajou, coletou, catalogou exemplares de plantas do Brasil e reproduziu em seu sítio a diversidade fitogeográfica brasileira. Em 1985 doou esse sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.Realizou muitas exposições individuais e projetos paisagísticos, participou de diversas mostras oficiais coletivas pelo Brasil e no exterior. PONTUAL, PÁG. 94; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 93; MEC. VOL.1, PÁG.303; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 738; LEONOR AMARANTE, PÁG. 98; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 179; artnet.com. ACERVO FIEO.



492 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

O pintor - aquarela - 33 x 25 cm - canto inferior direito - Março de 1944 -
Mario Junior. Com dedicatória.



493 - MANABU MABE (1924 - 1997)

Composição - serigrafia - 56/100 - 63 x 59 cm - canto inferior direito - 1990 -

Pintor, desenhista, gravador e ilustrador nascido no Japão e falecido em São Paulo. Assina Mabe. De Kobe, Japão, emigrou com a família para o Brasil (1934) para dedicar-se ao trabalho na lavoura de café no interior de São Paulo. Interessado em pintura, começou a pesquisar, como autodidata, em revistas japonesas e livros sobre arte. No fim da década de 1940, em São Paulo, conheceu o pintor Tomoo Handa e Yoshiya Takaoka. Integrou-se ao Grupo Seibi, Grupo 15, Grupo Guanabara. Mudou-se para São Paulo (1957) para dedicar-se exclusivamente à pintura. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras coletivas e oficiais no Brasil e exterior. Entre muitos prêmios recebidos, destacam-se: 1953 - Prêmio aquisição no Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro; 1957 - Pequena Medalha de Ouro no VI Salão Paulista de Arte Moderna, SP; 1958 - Grande Medalha de Ouro no VII Salão Paulista de Arte Moderna, São Paulo; 1959 - Prêmio Governador do Estado no VIII Salão Paulista de Arte Moderna, SP; Prêmio Leirner de Arte Contemporânea, SP; Melhor Pintor Nacional na 5ª Bienal Internacional de São Paulo; Prêmio Braun e Prêmio Bolsa de Estudos na I Bienal de Paris, França; Prêmio aquisição no ‘Dallas Museum of Fine Arts’, Dallas, Estados Unidos; 1960 - Prêmio Fiat na 30ª Bienal de Veneza, Itália; 1962 - Primeiro Prêmio na I Bienal Americana de Arte de Córdoba, Espanha. ARTE NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 1050; EIXEIRA LEITE, PÁG. 296; PONTUAL, PÁG. 325; MEC, VOL. 3, PÁG. 13; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 644; LEONOR AMARANTE, PÁG. 83, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 561; ACERVO FIEO; www.mabe.com.br; www.pinturabrasileira.com; www.museumanabumabe.com.br; www.escritoriodearte.com; www.brasilescola.com; www.artprice.com.



494 - VINCENZO CENCIN (1925 - 2010)

Barcos - óleo sobre tela colada em madeira - 50 x 73 cm - canto inferior esquerdo -

Natural de Veneza, Itália, desde pequeno sente a feição mágica e iluminada de sua cidade natal e o mar que a rodeia. Após a II Grande Guerra vem para o Brasil, onde fixa a sua residência. Em 1981 inaugura a Galeria Velha Europa, em São Paulo. Sobre a sua obra, assim se manifestou o crítico José Roberto TEIXEIRA LEITE: "... para esse homem chegado já maduro às artes, depois de longa carreira em campo diametralmente oposto, o que importa é lançar, sobre o espaço da tela, reminicências do homem mediterrâneo..." JULIO LOUZADA, vol.11, pág. 69; ITAU CULTURAL.



495 - WELLINGTON VIRGOLINO (1929 - 1988)

O pavão misterioso - gravura off set colorida pelo autor - 50 x 34 cm - canto inferior direito - 1975 -
Com a seguinte dedicatória: "Para Aldemir com carinho W. Virgolino.

Pernambucado do Recife, é pintor e gravador. Pinturas de cromatismo vigoroso e variado em ambientações típicas do nordeste cercam as figuras que povoam os trabalhos de Virgolino, em criações de grande habilidade e lirismo. A propósito de sua obra, assim se manifestou Walter Zanini, na obra de PONTUAL abaixo mencionada: " A raiz popularesca (...) amolda-se perfeitamente ao caráter simbólico e arcaizante de suas representações dominadas por um certo tema exposto com clareza e concisão, não obstante a avassalante presença dos motivos de preenchimento que movimentam e enriquecem todos os aspectos da composição. Na cor densa e úmida transparece ainda a sensibilidade equatorial deste pintor que soube definir uma própria e instintiva fantasia poética." JULIO LOUZADA, vol 1, pág 1039; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 717; ARTE NO BRASIL, pág. 879; PONTUAL, pág. 543.



496 - JUAREZ MACHADO (1941)

Mulher - serigrafia - 18/200 - 47 x 33 cm - canto inferior direito -

Nasceu em Joinville, SC. Atualmente reside e trabalha em Paris, França, onde mantem ateliê. Pintor, escultor, desenhista, caricaturista, jornalista, cenógrafo, escritor e ator. Desenvolveu sólida carreira como desenhista de charges de humor. Sua arte essencialmente criativa, vai do lirismo à violência, da análise microscópica ao extravasamento onírico. Entre as exposições de que participa, destacam-se: 9ª Bienal Internacional de São Paulo, 1967; Zona Gallery, Nova Iorque (Estados Unidos), 1981; Retrospectiva Quatro Artistas da Geração 60, no MAC/PR, Curitiba, 1987; Châteaux Bordeaux, no Centro Georges Pompidou, Paris, 1988; Retrospectiva, no MAC/Joinville, 1990; Arte na América Latina: 100 Anos de Produção, no Instituto Estadual de Artes Plásticas da UFRGS, Porto Alegre, 1996. "Juarez Machado expõe a natureza humana, olha, registra, interpreta, ilumina, focaliza. É o mundo dos humanos, mas não é o mundo do juiz dos homens. Aqui não estamos no Juízo Final. Juarez é o artista contemporâneo, ele tem este olhar elaborado pela ciência, o grau de consciência reflexiva. Podemos dizer deste ponto de vista, que esta obra humanística e esta atitude de intensa pesquisa confere ao seu trabalho um caráter anti-medieval." Jacob Klintowitz in: "Juarez Machado - Copacabana 100 Anos, Ed. Simões de Assis, 1992." JULIO LOUZADA vol.11, pág. 186; PONTUAL, pág.284; Acervo FIEO; ITAU CULTURAL; MEC, vol. 3; TEIXEIRA LEITE, pág. 298. Acervo FIEO.



497 - LIVIO ABRAMO (1903 - 1992)

Paisagem - xilogravura - P.A. - 21 x 26 cm - canto inferior esquerdo - 1996 -

Gravador, desenhista, pintor, ilustrador, jornalista e professor, nasceu em Araraquara, SP e faleceu em Assunção, Paraguai. Mudou-se para São Paulo, onde, em 1909, estudou desenho com Enrico Vio no Colégio Dante Alighieri. No início dos anos de 1920, fez ilustrações para pequenos jornais e entrou em contato com a obra de Oswaldo Goeldi e de gravadores expressionistas alemães. Realizou as primeiras gravuras em 1926. Em 1947, ilustrou o livro ‘Pelo Sertão’, do escritor Afonso Arinos de Mello Franco, publicado em 1949. Com essa série de ilustrações, apresentadas no Salão Nacional de Belas Artes, obteve o prêmio de viagem ao exterior. Seguiu para a Europa em 1951. Em Paris frequentou o Atelier 17, aperfeiçoando-se em gravura em metal com Stanley William Hayter. De volta ao Brasil, foi premiado como o melhor gravador nacional na Bienal Internacional de São Paulo, nas edições de 1953 e de 1963. Deu aulas de xilogravura na Escola de Artesanato do Museu de Arte Moderna de São Paulo. Foram seus alunos, entre outros, Maria Bonomi e Antonio Henrique Amaral . Fundou o Estúdio Gravura, em 1960, com Maria Bonomi. Em 1962, foi convidado pelo Itamaraty a integrar a Missão Cultural Brasil-Paraguai, posteriormente Centro de Estudos Brasileiros. Mudou-se para o Paraguai e dirigiu até 1992, o Setor de Artes Plásticas e Visuais. Foi fundador do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Paraguai. PONTUAL, PÁG. 1, JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 19; MEC VOL.1, PÁG. 33; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 795; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28; ACERVO FIEO.



498 - PAGÚ (1910 - 1962)

"Juventude eterna" - desenho a nanquim - 17 x 13 cm - canto inferior direito - 1929 -
Com a seguinte inscrição: "Juventude eterna... Natureza diabólica. Mato verde. Água azul...".-

Escritora e jornalista, Patrícia Rehder Galvão nasceu em São João da Boa Vista, SP. Muda-se com a família para São Paulo quando tinha três anos. Aos dezoito anos, após ter completado seus estudos, já está integrada ao Movimento Antropofágico, de cunho Modernista, sob influência de Oswald de Andrade e Tarsila do Amaral, colaborando com desenhos para a Revista de Antropofagia. Em 1931, junto com Oswald de Andrade, funda o jornal tablóide O Homem do Povo onde escreve artigos, faz desenhos, charges e vinhetas. Em 1933 Pagú lança seu primeiro romance, Parque Industrial - romance proletário, sob o pseudônimo de Mara Lobo por exigência do Partido Comunista. Falece em Santos, SP, depois de uma vida de militância política e social bastante agitada. www.vidaslusofonas.pt/pagu; pt.wikipedia.org.



499 - EDGAR COGNAT (1919 - 1994)

Nu - desenho a caneta esferográfica - 29 x 23 cm - canto inferior direito - 1974 -

Pintor, desenhista e gravador nascido no Rio de Janeiro. Começou seus estudos aos dezessete anos na classe de desenho, pintura e artes decorativas com o Professor Carlos Chambelland. Aprofundou-se por conta própria na arte da gravura, produzindo obras com o amigo e gravador Hans Steiner. Em 1967, assumiu a direção da Oficina de Gravuras do Liceu de Artes e Ofícios, sucedendo Carlos Oswald, considerado o pai da gravura no Brasil. Participou, entre outros, do Salão Nacional de Belas Artes - RJ; onde obteve medalhas de bronze, prata e de ouro; da I Exposição do Auto-Retrato no Museu Nacional de Belas Artes - RJ (1944); do Salão Paulista de Belas Artes - SP (1942); do Salão Municipal de Belas Artes - RJ (1954). MEC VOL. 1 PÁG. 442; PONTUAL PÁG. 139; ITAU CULTURAL; www.opapeldaarte.com.br.



500 - TADASHI KAMINAGAI (1899 - 1982)

No bar - óleo sobre cartão - 23 x 32 cm - canto inferior esquerdo - 1957 -
Reproduzido no convite deste Leilão. Obra com moldura confeccionada e assinada pelo autor.

Pintor, desenhista, professor, Tadashi Kaminagai nasceu em Hiroshima, Japão e faleceu em Paris, França. Por iniciativa da família, ingressou aos 14 anos num mosteiro budista na cidade japonesa de Kobe. Dois anos depois, viajou para as Índias Ocidentais Holandesas, atual Indonésia, atuando como missionário e agricultor até 1927. Nesse ano, decidido a seguir carreira artística, mudou-se para Paris, onde conheceu o artista Tsugouharu Foujita, que o orientou na pintura. Paralelamente à atividade artística, trabalhou como moldureiro. No início da década de 1930, expôs quadros nos salões parisienses e retornou ao Japão em 1938. Embarcou para o Brasil um ano após a eclosão da Segunda Guerra Mundial trazendo consigo uma carta de recomendação endereçada a Candido Portinari. Fixou residência no Rio de Janeiro e, em 1941, instalou ateliê e oficina de molduras no bairro de Santa Teresa, onde trabalhou e atuou como professor de diversos artistas brasileiros e nipo-brasileiros, como Inimá de Paula, Flavio-Shiró e Tikashi Fukushima, entre outros. Sua primeira exposição individual, por volta de 1945, foi organizada por Portinari no Rio de Janeiro. Em 1947, passou a integrar o Grupo Seibi. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais como a 1ª e 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1951 e 1953). Foi premiado no Rio de Janeiro (1944, 1950). Retornou ao Japão em 1954 e três anos mais tarde voltou a fixar-se em Paris. Viveu entre o Japão, a França e o Brasil, até seu falecimento. ITAU CULTURAL; TEODORO BRAGA, PÁG.134; BENEZIT, VOL.6, PÁG.152; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁG.; MEC, VOL.2, PÁG.401; PONTUAL, PÁG.287; WALTER ZANINI, PÁG. 643; ARTE NO BRASIL; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 506; ACERVO FIEO.



501 - CARYBÉ (1911 - 1997)

Família - desenho a nanquim - 29 x 21 cm - canto inferior direito -

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



502 - TOMIE OHTAKE (1913 - 2015)

Composição - gravura - P.A. - 32 x 85 cm - canto inferior direito - 2008 -

Pintora, gravadora, escultora nascida em Kyoto, Japão e radicada no Brasil desde 1936, país que adotou, inclusive, a cidadania. Fixou-se em São Paulo. Em 1952, iniciou-se em pintura com o artista Keisuke Sugano. No ano seguinte, integrou o Grupo Seibi, do qual participavam Manabu Mabe, Tikashi Fukushima, Flavio - Shiró, Tadashi Kaminagai , entre outros. A partir dos anos 1970, trabalhou com serigrafia, litogravura e gravura em metal. Dedicou-se também à escultura e realizou algumas delas para espaços públicos. Realizou muitas exposições individuais em todo o Brasil e exterior, além de ter participado de diversas mostras e Salões oficiais como: Bienal Internacional de São Paulo (1961, 1963, 1965, 1985, 1989, 1996, 1998); Bienal de Veneza, Itália (1972); Panorama da Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1969, 1970, 1973, 1976, 1983, 1986, 1989, 1993). Recebeu, em Brasília, o Prêmio Nacional de Artes Plásticas do Ministério da Cultura - Minc, em 1995 e muitos outros. Em 2000 foi criado o Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo. MEC, VOL. 3, PÁG. 323; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 690; BENEZIT, VOL. 7, PÁG. 791; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 140; PONTUAL, PÁG. 390; ART PRICE ANNUAL 1990, PÁG. 1464; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 362; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, PÁG. 939; LEONOR AMARANTE, PÁG. 170; WALTER ZANINI, PÁG. 693; ACERVO FIEO.



503 - GUTO LACAZ (1948)

"Pequenas grandes ações" - serigrafia - 31/50 - 70 x 100 cm - canto inferior direito - 2003 -

Carlos Augusto Martins Lacaz , nasceu em São Paulo-SP. Artista multimídia, ilustrador, designer, desenhista e cenógrafo. Graduou-se em eletrônica industrial pelo Liceu Eduardo Prado-SP, em 1970, e em arquitetura pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo de São José dos Campos-SP, em 1974. Realiza diversas performances entre 1983 e 1989, destacando-se Eletro-Performance, Estranha Descoberta Acidental e O Executivo Heavy Metal. Na década de 1990, ilustra os livros Crescente: 1977-1990, de Duda Machado; Num Zoológico de Letras, de Régis Bonvicino; e o Balé dos Skazka's, de Kátia Canton. JULIO LOUZADA, vol. 11 pág. 167; ITAU CULTURAL.



504 - SAMSON FLEXOR (1907 - 1971)

Composição nº 3 - guache - 36 x 26 cm - canto inferior direito - 1954 -

Pintor nascido na Romênia, estudou em Paris, onde fez em 1927 sua primeira individual, radicando-se em 1946 em São Paulo, onde faleceu. Foi um dos pioneiros do abstracionismo no Brasil, tendo criado em 1948 o Atelier Abstração. Em 1968 sua obra foi objeto de importante retrospectiva no MAM-RJ. BENEZIT vol. 4, pág. 402; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 313/4; TEIXEIRA LEITE, pág. 198; PONTUAL, pág. 217/8; MEC, vol. 2, pág. 179 e 180; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 917; LEONOR AMARANTE, pág. 75; WALTER ZANINI, pág. 643, Acervo FIEO.



505 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

O bêbado - desenho a nanquim - 21 x 29 cm - centro - 1982 -
Esta obra pertenceu ao Sr. Pietro Maria Bardi, que presenteou ao atual proprietário, na década de 1980.



506 - PAULA KADUNC (1954)

Composição - acrílico sobre tela - 70 x 100 cm - dorso - 2016 -
Registrado sobre o nº 619 do catálogo da autora.

Paula Kadunc, pseudônimo artístico de Maria Paula Kadunc, nasceu em São Paulo. Frequentou um curso clássico de arte e comunicação na época de colégio. Formou-se em historia (1975) e nos anos seguintes realizou viagens de estudo pela Europa, Japão, China e Filipinas. No inicio da década de 80 trabalhou no Museu de Arte de São Paulo como assessora de imprensa e relações publicas auxiliando ainda na curadoria de diversas exposições. Na década de 90 frequentou o ateliê do escultor Paulo Tadee onde trabalhou com desenhos e pinturas geométricas e passou a fundir esculturas em bronze. Estudou técnica de pintura com Marysia Portinari. Tem participado com suas obras de várias exposições coletivas e leilões de arte. Possui obras em diversas coleções particulares e no Museu de Arte do Parlamento de São Paulo. www.artemaisnet.com.br/artistas/paula-kadunc.html; www.catalogodasartes.com.br; www.al.sp.gov.br; www.artprice.com; www.askart.com.



507 - SYLVIO PINTO (1918 - 1997)

Marinha - óleo sobre cartão - 50 x 61 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor, Sylvio da Silva Pinto nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Assina S. Pinto. Teve as primeiras noções de desenho no Liceu de Artes e Ofícios, RJ. Mais tarde recebeu lições de seu pai – o Pinto das Tintas. Foi ainda na casa paterna que conheceu Pancetti. Estudou no Núcleo Bernardelli (1938) e se dedicou exclusivamente à pintura a partir de 1940. Fundou e dirigiu no Jacarezinho, bairro carioca, uma escolinha de arte para crianças pobres. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1988, 1992); Brasília, DF (1988,1993); Rio de Janeiro (1989, 1991, 1993, 1994, 1995); Constância, Portugal (1991). Participou de várias mostras coletivas e Salões oficiais como a I Bienal Internacional de São Paulo (1951). Foi premiado no: Rio de Janeiro (1941, 1943, 1945, 1948, 1949, 1952 – Prêmio Viagem ao Exterior, 1957 – Prêmio Viagem Nacional, 1988, 1989); Salvador, BA (1946, 1950); Constância, Portugal (1994); Brasília, DF (1994); Niterói, RJ (1996). MEC, VOL. 3, PÁG. 419, ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 4, PÁG. 894; VOL. 5, PÁG. 820; VOL. 6, PÁG. 890; VOL. 7, PÁG. 562; VOL. 8, PÁG. 661; VOL. 10, PÁG. 693; ACERVO FIEO; www.academia.org.br; www.artprice.com.



508 - HENFIL (HENRIQUE DE SOUZA FILHO) (1944 - 1988)

"Orelhão" - desenho a nanquim - 28 x 21 cm - canto inferior direito -

Mineiro de Ribeirão das Neves, onde nasceu em 5 de fevereiro de 1944, e faleceu na cidade do Rio de Janeiro-RJ, em 4 de janeiro de 1988. Iniciou sua carreira como cartunista, quadrinhista, foi colaborador de O Pasquim (1969). Em 1970 lançou a revista Os Fradinhos, seus personagens mais famosos e que possuem sua marca registrada: um desenho humorístico, crítico e satírico, com personagens tipicamente brasileiros e que retratavam a situação nacional da época. Sua importância na História em Quadrinhos no Brasil se deve à renovação que trouxe ao desenho humorístico nacional. Henfil atuou ainda em teatro, cinema, televisão e literatura, tendo sido marcante a sua atuação nos movimentos políticos e sociais do País.



509 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Gato vermelho" - acrílico sobre papel - 29 x 40 cm - canto inferior direito - década de 2000 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



510 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Nu - técnica mista - 36 x 51 cm - canto inferior direito - 1979 -
Reproduzido na página 182 do livro "Aldemir Martins por Aldemir Martins" editado por Best Point Editora, São Paulo, 2005

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



511 - ALBERTO DA VEIGA GUIGNARD (1896 - 1962)

Moça - desenho a nanquim - 40 x 29 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor, professor, desenhista, ilustrador e gravador, Alberto da Veiga Guignard nasceu em Nova Friburgo, RJ e faleceu em Belo Horizonte, MG. Mudou-se com a família para a Europa em 1907. Em dois períodos, entre 1917 e 1918 e entre 1921 e 1923, frequentou a Real Academia de Belas Artes de Munique, onde estudou com Hermann Groeber e Adolf Hengeler. Aperfeiçoou-se em Florença e em Paris, onde participou do Salão de Outono. Retornou para o Rio de Janeiro em 1929 e integrou-se ao cenário cultural por meio do contato com Ismael Nery. Participou do Salão Revolucionário de 1931, e foi destacado por Mário de Andrade como uma das revelações da mostra. Em 1941, integrou a Comissão Organizadora da Divisão de Arte Moderna do Salão Nacional de Belas Artes, com Oscar Niemeyer e Aníbal Machado. Em 1943, passou a orientar alunos em seu ateliê e criou o Grupo Guignard. A única exposição do grupo, realizada no Diretório Acadêmico da Escola Nacional de Belas Artes, foi fechada por alunos conservadores e reinaugurada na Associação Brasileira de Imprensa. Em 1944, a convite do prefeito Juscelino Kubitschek, transferiu-se para Belo Horizonte e começou a lecionar e dirigir o curso livre de desenho e pintura da Escola de Belas Artes, por onde passaram Amilcar de Castro, Farnese de Andrade e Lygia Clark, entre outros. Permaneceu à frente da escola até 1962, quando, em sua homenagem, esta passou a chamar-se Escola Guignard. Participou da Bienal de Veneza (1928, 1952); da Bienal Internacional de São Paulo (1951) e outras. PONTUAL, PÁG. 254; MEC, VOL. 2, PAG. 304; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 236; JULIO LOUZADA, VOL. 10, PÁG. 404; ART PRICE ANNUAL 2000, PÁG. 1013; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 373; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 559; ARTE NO BRASIL, PÁG. 505; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28; www.pinturabrasileira.com; www.brasilescola.com; web.artprice.com.



512 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XIX

A volta do pescador - óleo sobre madeira - 42 x 55 cm - canto inferior direito - 1886 -
J. L. Ridart.



513 - FRANÇOIS CHARLES CACHOUD (1866 - 1943)

Paisagem - óleo sobre madeira - 28 x 15 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista francês nascido em Chambéry, região de Savoie. Cursou a Escola de Belas Artes de Paris, foi aluno de Jules-Elie Delaunay e Gustave Moreau. Em 1892 participou, pela primeira vez, do Salão de Paris onde expôs regularmente até 1940. Recebeu a Medalha de Ouro na Exposição Universal de Paris (1937) e a condecoração da Legião de Honra (1910). Pintou o mural 'The Lake of Annecy' na Gare de Lyon em Paris. Possui obras no Museu de Belas Artes de Chambéry, Museu do 'Petit Palais', Paris e no Museu de Arte de Philadelphia, EUA. BENEZIT; www.artprice.com; www.rehs.com; www.christies.com; www.artnet.com.



514 - ALFREDO CESCHIATTI (1918 - 1989)

Guerreiro - escultura em bronze - 17 x 44 x 10 cm - assinado -

Natural de Belo Horizonte. Escultor, desenhista e professor. Passou a frequentar a antiga ENBA em 1940, depois de uma viagem à Europa, especialmente Itália, iniciada em 1938. Na Divisão Moderna do SNBA recebeu, como escultor as medalhas de bronze (1943) e de prata (1944), bem como o prêmio de viagem ao estrangeiro (1945), com o baixo-relevo para a Igreja de São Francisco de Assis, da Pampulha, em Belo Horizonte e, como desenhista, a medalha de prata (1945). Esteve mais uma vez na Europa entre 1946 e 1948, anos em que realizou exposição individual no Instituto dos Arquitetos do Brasil (GB). Figurou na II BSP e no II SNAM, em 1953. Fazendo parte da equipe que, em 1956, venceu o concurso de projetos para o Monumento aos Mortos da II Guerra Mundial (GB), ali executou o conjunto alusivo às três forças armadas. Integrou a Comissão Nacional de Belas Artes em 1960 e 1961, e entre 1963 e 1965, lecionou escultura e desenho na Universidade de Brasília. Quirino Campofiorito citou-o no estudo Ëscultura Moderna no Brasil"(Revista Crítica de Arte, nº único 1962). De seus trabalhos mais conhecidos destacam-se as esculturas As Banhistas e A Justiça, que se encontram, respectivamente, no lago em frente ao Palácio da Alvorada e defronte ao Supremo Tribunal Federal (Praça dos Três Poderes), em Brasília. Há ainda, obras escultóricas de sua autoria, entre outras no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Ministério das Relações Exteriores (Brasília) e em um edifício que Oscar Niemeyer projetou no conjunto residencial Hansa (setor ocidental de Berlim), assim como na embaixada brasileira em Moscou. MEC, vol. 1, pág. 397; PONTUAL, pág. 127; JÚLIO LOUZADA, vol. 11, pág. 70; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 609; ARTE NO BRASIL, pág. 872.



515 - GERMANA DE ANGELIS (1930 - 2014)

Retirantes - óleo sobre tela - 73 x 60 cm - canto inferior direito -

Pintora, desenhista, gravadora, ilustradora, figurinista e professora nascida no Rio de Janeiro e falecida em São Paulo. Filha do maestro Arturo de Angelis e da cantora lírica Olga Simzis. Morou na Argentina, Itália e se radicou em São Paulo quando seu pai assumiu a regência do Teatro Municipal. Estudou desenho com Fulvio Pennacchi e pintura com Antonio Rocco. Participou do Salão Paulista de Belas Artes, SP (1942, 1943, 1945, 1948); da Bienal Internacional de São Paulo (1953); do Salão Paulista de Arte Moderna, SP (1954), de diversas mostras com o Grupo Guanabara. ITAU CULTURAL; MEC VOL. 2, PÁG. 20; JULIO LOUZADA VOL. 4, PÁG. 64.



516 - DJANIRA DA MOTTA E SILVA (1914 - 1979)

Anjo - guache - 27 x 20 cm - canto inferior direito -

Pintora, desenhista, ilustradora, cartazista, cenógrafa e gravadora. Djanira da Motta e Silva nasceu em Avaré, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. No final da década de 1930, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde teve suas primeiras instruções de desenho no Liceu de Artes Ofícios e com o pintor Emeric Marcier, hóspede da pensão que Djanira instalou no bairro de Santa Teresa. Os contatos com os artistas Carlos Scliar, Milton Dacosta , Arpad Szenes , Vieira da Silva e Jean-Pierre Chabloz , frequentadores de sua pensão, proporcionaram um ambiente estimulador que a levou a expor no 48º Salão Nacional de Belas Artes, em 1942. No ano seguinte, realizou sua primeira mostra individual, na Associação Brasileira de Imprensa - ABI. Em 1945, viajou para Nova York. De volta ao Brasil, realizou o mural ‘Candomblé’ para a residência do escritor Jorge Amado, em Salvador, e painel para o Liceu Municipal de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Entre 1953 e 1954, viajou a estudo para a União Soviética. De volta ao Rio de Janeiro, tornou-se uma das líderes do movimento pelo Salão Preto e Branco, um protesto de artistas contra os altos preços do material para pintura. Realizou em 1963, o painel de azulejos ‘Santa Bárbara’, para a capela do túnel Santa Bárbara, Laranjeiras, Rio de Janeiro. No ano de 1966, a editora Cultrix publicou um álbum com poemas e serigrafias de sua autoria. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil, EUA e Europa. Foi premiada no Rio de Janeiro (1943, 1944, 1949, 1950 a 1953, 1955, 1963) e em São Paulo (1951, 1955). Participou da 1ª e da 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955). Em 1977, o Museu Nacional de Belas Artes - MNBA, realizou uma grande retrospectiva de sua obra. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 336; PONTUAL, PÁG. 181; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 164; MEC, VOL. 2, PÁG 58; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG, 263; WALTER ZANINI, PÁG. 810; ARTE NO BRASIL, PÁG. 824; ACERVO FIEO.



517 - MILTON PEREIRA (1923)

Recanto - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito -

Impressionista, este pintor paulistano, premiado em várias de suas apresentações no Salão Paulista de Belas Artes, pinta sobretudo paisagens, marinhas e casario, destacando-se os seus óleos "in loco" de Embú, a cidade das artes. JULIO LOUZADA, vol. 11 pág. 243, Acervo FIEO.



518 - TÚLIO MUGNAINI (1895 - 1975)

Marinha - óleo sobre tela colada em cartão - 25 x 35 cm - canto inferior direito - 1948 -

Pintor, Mugnaini realizou sua formação artística na Itália e na França. No SPBA conquistou as pequenas medalhas de prata (1933) e de ouro (1943), o segundo prêmio Fernando Costa (1943), o primeiro prêmio Governo do Estado (1957) e os prêmios Assembléia Legislativa do Estado (1960) e Prefeitura de São Paulo (1961). Recebeu ainda medalha de prata no SNBA de 1936. Pintor de paisagens, figuras e naturezas-mortas, coube-lhe realizar os trabalhos decorativos da Basílica de Nossa Senhora do Carmo-SP. De 1945 a 1965, ocupou a diretoria da Pinacoteca do Estado SP, onde se encontra sua tela "Outono", que exibiu no Salão de Paris de 1934. Recebeu consagradoras premiações nos salões nacionais. PONTUAL, pág. 375; TEODORO BRAGA, pág. 165; MEC, vol. 3, pág. 226; REIS JUNIOR, pág. 376; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 615, Acervo FIEO; ITAUCULTURAL, RUTH TARASANTCHI.



519 - ANA DENISE ROCHA SOUZA (1949)

"Gari" - acrílico sobre tela - 30 x 40 cm - dorso -

Pintora e gravadora nascida em Aracaju, SE. Iniciou sua carreira aos 13 anos de idade, tendo sua primeira participação artística na inauguração da Galeria de Arte Álvaro Santos em Aracaju (1967). Desde 2006 faz xilogravuras. Realizou exposição individual na Livraria Boigy em Mogi das Cruzes, SP (2016); tem participado de inúmeras mostras coletivas e Salões oficiais em: Aracaju, SE (2005, 2006, 2012); Casa de Xilogravura do Brasil, Campos do Jordão – SP (2007); Bienal Naïfs do Brasil, SESC Piracicaba – SP (2012; 2016); ‘Brasil&Brazil’ no Centro Cultural Ítalo-Brasileiro Casa di Dante, SP (2014); Museu de Arte Popular de Diadema, SP (2015); Centro Histórico de Mogi das Cruzes, SP (2015). Foi premiada em 1996 (XII Salão de Artes Plásticas no Cultart); 2016 (Prêmio Incentivo na Bienal Naïfs do Brasil, Piracicaba – SP); entre outros. ITAU CULTURAL; www.sescsp.org.br; www.casadaxilogravura.com.br.



520 - OSCAR PEREIRA DA SILVA (1867 - 1939)

Tarde no parque - óleo sobre tela - 27 x 35 cm - canto inferior direito -
Reproduzido no convite deste Leilão.

Pintor, decorador, desenhista, professor, Oscar Pereira da Silva nasceu em São Fidélis, RJ e faleceu em São Paulo. Estudou na Academia Imperial de Belas Artes (1882-1887), foi aluno de Zeferino da Costa, Victor Meirelles, Chaves Pinheiro e José Maria de Medeiros. Em 1887, tornou-se ajudante de Zeferino da Costa na decoração da Igreja da Candelária, no Rio de Janeiro. Conquistou o último prêmio de viagem ao exterior concedido pelo imperador dom Pedro II, transferindo-se para Paris (1889) onde estudou com Léon Bonnat e Jean-Léon Gérôme. No período em que permaneceu na França, produziu diversos estudos e telas. Retornou ao Brasil em 1896. No Rio de Janeiro, realizou uma exposição individual no salão da Escola Nacional de Belas Artes , onde foram apresentados os trabalhos feitos na Europa. No mesmo ano, transferiu-se para São Paulo. Lecionou no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, no Ginásio do Estado e ministrou aulas particulares em seu ateliê. Em 1897, fundou o Núcleo Artístico, que, mais tarde, se transformou na Escola de Belas Artes, onde deu aulas. Trabalhou na decoração do Teatro Municipal de São Paulo (entre 1903 e 1911) elaborando três murais: 'O Teatro na Grécia Antiga', 'A Dança' e 'A Música'. Realizou pinturas para Igreja de Santa Cecília (entre 1907 e 1917). Como pensionista do Governo do Estado de São Paulo, viajou a Paris em 1925. QUIRINO CAMPOFIORITO, IN CAMPOFIORITO, QUIRINO. HISTÓRIA DA PINTURA BRASILEIRA NO SÉCULO XIX. ED.PINAKOTHEKE-SP, 1983. PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL VOL. 1, PÁG. 245; TEODORO BRAGA PÁG. 177; LAUDELINO FREIRE PÁG. 383; WALMIR AYALA VOL. 2, PÁG. 185; MEC VOL. 4, PÁG.277; PONTUAL PÁG. 419; TEIXEIRA LEITE PÁG. 402; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 437; ARTE NO BRASIL PÁG. 553, ACERVO FIEO; F. ACQUARONE PÁG. 187, RUTH TARASANTCHI; www.artprice.com; www.pinacoteca.org.br; www.dezenovevinte.net.



521 - LIBINDO FERRAZ (1877 - 1951)

"Ribeira" - óleo sobre tela - 24 x 35 cm - canto inferior direito - 1949 - Ilha do Governador -

Nasceu em Porto Alegre-RS, e faleceu no Rio de Janeiro-RJ. Pintor e professor. Realizou estudos artísticos na Itália. Foi um dos fundadores, em 1908, do Instituto de Belas Artes de Porto Alegre, onde lecionou até 1936. MEC, vol. 2 - pág. 150; PONTUAL-pág. 207; LAUDELINO FREIRE pág. 518.



522 - DURVAL PEREIRA (1917 - 1984)

Barcos - óleo sobre madeira - 14 x 28 cm - canto inferior esquerdo -

Nascido e falecido em São Paulo onde foi pintor e professor ativo. Premiado com a Menção Honrosa no Salão Paulista de Belas Artes em 1944, passou a viver exclusivamente da pintura. Em 1946, estudou artes plásticas na Associação Paulista de Belas Artes. Pintava ao ar livre, aos domingos, com os pintores Salvador Rodrigues, Salvador Santisteban, Cirilo Agostinho, Jaime Dinis, Djalma Urban, Innocencio Borghese, e outros. Premiado praticamente em todos os Salões de que participou, acumulou, em toda sua carreira, 419 prêmios de todos os cantos do mundo. Recebeu ao todo, 15 comendas das mais importantes do Brasil. Nos últimos três anos de sua vida recebeu também todos os Primeiros Prêmios e Medalhas de Ouro nas exposições de Paris, Rouen, Lyon, Roma, Miami e Milão (o maior prêmio dado à pintura: ‘La Madonina de Milano’). MEC, vol. 3, pág. 368; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 749; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO; www.tntarte.com.br.



523 - IVAN SERPA (1923 - 1973)

Figuras - desenho a nanquim e aquarela - 14 x 20 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor, desenhista, gravador e professor, Ivan Ferreira Serpa nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Estudou gravura e desenho com Axel Leskoschek (entre 1946 e 1948) no Rio de Janeiro. Em 1949, ministrou suas primeiras aulas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, onde, a partir de 1952, exerceu sistemática atividade didática, em especial no ensino infantil. Foi um dos precursores do concretismo no Brasil, criando ao lado de Aluisio Carvão, Lígia Clark, Hélio Oiticica e outros o Grupo Frente, que se manteve ativo de 1954 a 1956, inclusive com exposições no Rio de Janeiro. Participou da Divisão Moderna do SNBA (1947-1951). Em 1957, recebeu o prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna, RJ. Participou da exposição ’Opinião 65’, evento que marca a difusão de uma nova arte de tendência figurativa, a neofiguração. Em 1970, fundou, com Bruno Tausz, o Centro de Pesquisa de Arte no Rio de Janeiro. Participou da Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1961, 1963, 1965) e da Bienal de Veneza (1952, 1954, 1962, 1966). PONTUAL, PÁG 486; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 605; ARTE NO BRASIL, PÁG. 840; LEONOR AMARANTE, PÁG. 26; MEC VOL. 4, PÁG. 221; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 899.



524 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulata - desenho a lápis - 20 x 13 cm - canto inferior direito -
Ex coleção Noel Grinberg - Rio de Janeiro, RJ. -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



525 - FRANZ MÜLLER - MÜNSTER (1867 - 1936)

Cavalos - óleo sobre tela - 83 x 71 cm - canto inferior esquerdo -
No estado. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista, gravador e ilustrador alemão nascido em Münster. Estudou na Academia de Arte de Berlim. Além de uma pintura no altar para a igreja de São Marcos em Steglitz , fez ilustrações para contos de fadas e outros livros . BENEZIT; www.artprice.com; www.invaluable.com; www.christies.com.



526 - ANTONIO MAIA (1928 - 2008)

"Ex voto" - acrílico sobre tela - 40 x 45 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2004 - Rio de Janeiro. -

Natural de Carmópolis, SE. Pintor e desenhista. Radicado no Rio de Janeiro desde 1955. Em 1959 fez suas primeiras apresentações em coletivas. Estreou no SNAM, obtendo o prêmio de viagem ao exterior (1969). Pertencente àquele grupo de artistas que organizam seu trabalho em torno de valores culturais vindos da expressão popular, o artista assumiu como um dos temas de sua pintura a imagem do ex-voto., escultura religiosa de caráter popular e votivo. O ex-voto representa, para o artista, um ponto de partida na realização de uma paisagem brasileira sem conotações urbanas. É uma pintura em que o mundo dos homens é construído pelos homens e por suas criações. O artista empresta às figuras com que trabalha, os ex-votos, conotações de análise ideológica, e o faz sem palavras, apenas pela força da presença visual. Figurou em diversas coletivas nacionais e internacionais, conquistando prestigio de critica e público. MEC vol.3, pág.42; PONTUAL, pág. 330 e 331; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 697; Acervo FIEO.



527 - RENINA KATZ (1925)

Mulheres - xilogravura - P.A. - 18 x 27 cm - canto inferior direito -

Gravadora, desenhista, ilustradora e professora, Renina Katz Pedreira nasceu no Rio de Janeiro. Assina Renina e Renina Katz. Cursou a Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1947 a 1950) e teve como professores, entre outros, Henrique Cavalleiro e Quirino Campofiorito. Licenciou-se em desenho pela Faculdade de Filosofia da Universidade do Brasil. Iniciou-se em xilogravura com Axl Leskoschek, em 1946. Incentivada por Poty, ingressou no curso de gravura em metal, oferecido por Carlos Oswald no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro. Mudou-se para São Paulo em 1951, e lecionou gravura no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand e, posteriormente, na Fundação Armando Álvares Penteado, até a década de 1960. Em 1956, publicou o primeiro álbum de gravuras, intitulado ‘Favela’. A partir dessa data, foi docente da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo por 28 anos. Realizou muitas exposições individuais pelo Brasil, EUA, Chile, Paraguai, Portugal, Itália, Holanda e participou, entre as diversas mostras e Salões oficiais, das: Bienal Internacional de São Paulo (1955, 1959, 1961, 1963, 1985, 1989); Bienal de Veneza, Itália (1956, 1986); Panorama da Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1974, 1977, 1980, 1984). Foi premiada no Rio de Janeiro (1951, 1952) e em São Paulo (1955, 1984). MEC VOL.2, PÁG.403; PONTUAL, PÁG. 288; WALMIR AYALA VOL.1, PÁG.441; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG.15; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 606; ARTE NO BRASIL; www.artprice.com; www.catalogodasartes.com.br; www.editora.unicamp.br; www.laboratoriodasartes.com.br; artenaescola.org.br.



528 - BAJADO (1912 - 1996)

"Sonho meu" - aquarela e nanquim - 47 x 27 cm - canto inferior direito - 113/05/1973 - Olinda. -

Natural de Maraial-PE, onde nasceu a 9 de dezembro de 1912, falecendo na cidade de Olinda, no dia 15 de Novembro de 1996. Viveu e foi ativo nas cidades de Recife e Olinda, onde era Cartazista e Pintor de Alegorias para Carnavais. Expôs individualmente em 1990 e 1992. Coletivamente expôs em São Paulo (mostra Tradição e Ruptura), Rio de Janeiro e Paris. Postumamente foram realizadas outras mostras de sua obra. "A matéria-prima de Bajado é o povo de Olinda, com seus costumes, sofrimentos e alegrias; ele os interpreta com bom-humor, em meio a uma atmosfera carnavalesca a que nem sequer faltam, por vezes, a nota fescenina, mulheres de maiô e as sereias praianas, de anatomia desengonçada e tão pouca sensualidade a olhos não-sertanejos. E quando pinta para açougues, neles figura touros enormes, ´bichos que se desgastaram no caminho desde as grutas de Lascaux e Altamira até o sujo matadouro de Peixinhos, e que são mais parentes que propriamente consumo desta população pobre´. " José Roberto Teixeira Leite, na obra abaixo. TEIXEIRA LEITE, pág.51; JULIO LOUZADA, vol.2, pág.96.



529 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Gato vermelho" - acrílico sobre tela - 50 x 40 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2002 - São Paulo -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



530 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

Labareda - escultura em mármore - h = 50 cm - assinado -
Reproduzido no convite deste Leilão.

Escultor, desenhista e pintor paulista nascido em Mococa, SP e falecido no Rio de Janeiro. Mudou-se com a família para Itália, e fixou-se em Roma (1913). Iniciou estudos de desenho e escultura com o professor Loss (1920). Participou de movimentos antifascistas e foi preso (1931) por motivos políticos. Foi extraditado para o Brasil (1935) por intervenção do embaixador brasileiro na Itália. Em 1937, viajou para Paris e frequentou as academias ‘La Grand Chaumière’ e ‘Ranson’, onde estudou com Aristide Maillol e conviveu com Henry Moore, Marino Marini e Charles Despiau. Em 1939, retornou a São Paulo e junto com Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Sérgio Milliet, entre outros, participou do Movimento Modernista; foi um dos membros da Família Artística Paulista e do Grupo Santa Helena. Em 1943, transferiu-se para o Rio de Janeiro. A convite do ministro Gustavo Capanema instalou ateliê no antigo Hospício da Praia Vermelha, onde orientou jovens artistas como Francisco Stockinger. Possui obras em espaços públicos como ‘Monumento à Juventude Brasileira’ (1947), nos jardins do antigo Ministério da Educação e Saúde, atual Palácio Gustavo Capanema - RJ; ‘Candangos’ (1960), na Praça dos Três Poderes, e ‘Meteoro’ (1967), no lago do edifício do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília; ‘Integração’ (1989), no Memorial da América Latina, em São Paulo. Participou das Bienais de Veneza (1950, 1952); participou das I, II, IV e IX Bienais de São Paulo, período em que recebeu o prêmio de melhor escultor brasileiro (1953) e sala especial (1967). MEC, VOL.2, PÁG. 250; PONTUAL, PÁG. 237; MAYER/84, PÁG. 1333; BENEZIT VOL. 5, PÁG. 14; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 715; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 422; www.artprice.com; www.pinturabrasileira.com; www.dec.ufcg.edu.br; www.monumentos.art.br.



531 - ZÉLIO ANDREZZO (1948)

Leitura - óleo sobre tela - 80 x 70 cm - canto inferior direito -

Catarinense da bela cidade de Florianópolis, onde nasceu a 15 de dezembro de 1948. Pintor e desenhista. Segundo seus críticos, trata-se de artista obstinado e firme em seu propósito, tendo a disciplina de um espartano, a paciência de um monge e a precisão de um cosmonauta. Participações em coletivas com premiações. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 14.



532 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Composição - óleo sobre tela - 55 x 55 cm - dorso - 1976 - Ceará -
José Pinheiro. No estado.



533 - INOS CORRADIN (1929)

Paisagem - óleo sobre tela - 46 x 61 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor, desenhista, gravador, escultor e cenógrafo, nascido em Vogogna, Itália. Por volta de 1932 mudou-se com a família para Castelbaldo - Padova, onde, em 1945, estudou pintura com professor Tardivello. Em 1947 colaborou com o pintor Pendin na execução de um mural referente aos mártires da resistência italiana em Castelbaldo. Veio, em 1950, para Jundiaí e São Paulo onde fez parte do núcleo artístico Cooperativa em São Paulo, dirigido pelo pintor argentino Oswaldo Gil Navarro. Executou cenários para o Ballet do IV Centenário de São Paulo, em 1954. Em 1979 foi contratado para pintar um cenário para o Teatro de Rovigo, Itália. Realizou diversas exposições individuais, participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais pelo Brasil e pelo mundo. Foi premiado em Paris (1975) e em Ferrara, Itália (1976). JULIO LOUZADA, VOL. 11, PÁG. 152; PONTUAL, PÁG. 143; MEC, VOL. 1, PÁG. 448; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 215; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; inoscorradin.com.br.



534 - ANTONIO PESSOA (1943)

Nu - múltiplo em bronze - 11 x 6,5 x 04 cm - assinado -

Escultor, assina Tonny. Radicado no Rio de Janeiro detentor de bom curriculo nacional e internacional com inumeras participações em Salões Oficiais,varias vezes premiado. Ótimo mercado.



535 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulata com galo - guache - 33 x 25 cm - canto inferior direito - 1970 -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



536 - ESCOLA FLAMENGA, SÉC. XVIII

Flores - óleo sobre tela colada em madeira - 62 x 47 cm - não assinado -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")



537 - TAPETE ORIENTAL,


Ponto de nó, feito a mão, de lã, Gabbe, medindo 2,88 x 2,41 = 6,94 m².



538 - ALCIDES SOARES MAIA (1943)

Natureza morta - óleo sobre tela - 60 x 76 cm - canto inferior direito - 05/05/1995 -
Com inscrição no dorso.

Pintor, desenhista, escultor e professor nascido em Catolé da Rocha, PB. Assina S. Maia. Radicou-se em São Paulo (1974), matriculou-se no curso de pintura da Associação Paulista de Belas Artes e freqüentou o ateliê de Costa Junior (a partir de 1978) tornando-se seu discípulo. Realizou muitas exposições individuais; participou de mostras coletivas oficiais em: São Paulo; Cajazeiras, PB; Cananéia, SP; Barueri, SP e recebeu diversos prêmios. JULIO LOUZADA VOL. 5, PÁG. 628.



539 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Figuras da noite - serigrafia - 23 x 13 cm - canto inferior esquerdo na tela serigráfica -
Obra impressa por Ateliê Mário Della Parra - Serigrafias - Rio de Janeiro, RJ.

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



540 - JOAQUIM TENREIRO (1906 - 1992)

"Fita azul nº 19" - escultura em madeira - 116 x 67 x 04 cm - lado direito - 1977 -
Reproduzido no convite deste Leilão. Ex coleção Renato Antônio Brogiolo - Rio de Janeiro, RJ.

Designer, escultor, pintor, gravador e desenhista, Joaquim Albuquerque Tenreiro nasceu em Melo Guarda, Portugal e faleceu em Itapira, SP. Filho e neto de marceneiros, aos dois anos de idade mudou-se para o Brasil com a família. Retornou a Portugal em 1914 e ajudou o pai a realizar trabalhos em madeira. Iniciou aulas de pintura. Em 1928, transferiu-se definitivamente para o Rio de Janeiro, passando a frequentar o curso de desenho do Liceu Literário Português onde conquistou o prêmio Joaquim Alves Meira, a maior láurea daquele estabelecimento e fez cursos no Liceu de Artes e Ofícios. Em 1931, integrou o Núcleo Bernardelli. Na década de 1940, dedicou-se à pintura de retrato, de paisagem e de natureza-morta. Entre 1933 e 1943, trabalhou como designer de móveis nas empresas Laubissh & Hirth, Leandro Martins e Francisco Gomes. Em 1943, montou sua primeira oficina, a Langenbach & Tenreiro e, alguns anos depois, inaugurou duas lojas de móveis; primeiro no Rio de Janeiro e, posteriormente, em São Paulo. É o renovador do mobiliário brasileiro, responsável por toda uma linha de criação em que a funcionalidade se alia o bom gosto e o aproveitamento racional dos materiais do País. No final da década de 1960, Joaquim Tenreiro encerrou as atividades na área da concepção e fabricação de móveis para dedicar-se exclusivamente às artes plásticas, principalmente à escultura. Participou do Panorama da Arte Atual Brasileira, SP (1972, 1973, 1975, 1978, 1988), da Bienal Internacional de São Paulo (1965), entre outras, e realizou uma retrospectiva no MAM, RJ (1977). Tem pinturas suas figurando no MAM, SP, no MNBA e Museu Manchete, RJ. MEC, VOL.4, PÁGS.381 E 382; PONTUAL, PÁG.520; TEIXEIRA LEITE, PÁG.504; WALMIR AYALA, VOL.2, PÁG.376 E 377; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG.973; VOL. 5, PÁG. 1042; VOL.6, PÁG. 1111; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 580; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; www.joaquimtenreiro.com; renome.com.br; pinturabrasileira.com; web.artprice.com.



541 - WESLEY DUKE LEE (1931 - 2010)

"Cartografia anímica 754" - litografia off set - 36 x 48 cm - canto inferior direito na matriz - 1980 -

Pintor, desenhista, gravador, artista gráfico, professor - nasceu e faleceu em São Paulo. Iniciou seus estudos de desenho em 1950, no MASP. Em 1952 viajou para os EUA para dedicar-se ao aprendizado de artes gráficas na ’Parson's School of Design’ e na ‘American Institute of Graphic Arts’ (Nova York). De volta ao Brasil trabalhou no campo da pintura e do desenho, aperfeiçoando-se com Karl Plattner, em São Paulo (1957). Em seguida transferiu-se para Paris, onde frequentou a ‘Académie de la Grande Chaumière’ e estudou gravura com Johnny Friedlaender. Retornou ao Brasil em 1960. Em 1963, iniciou trabalho com os jovens artistas Carlos Fajardo, Frederico Nasser, José Resende, Luiz Paulo Baravelli, entre outros. Nesse ano, realizou, no João Sebastião Bar, em São Paulo, ‘O Grande Espetáculo das Artes’, um dos primeiros ‘happenings’ do Brasil. Procurou organizar um movimento artístico, o realismo mágico, com Maria Cecília, Bernardo Cid, Otto Stupakoff e Pedro Manuel-Gismondi, e outros. Em 1966, com Nelson Leirner, Geraldo de Barros, José Resende, Carlos Fajardo e Frederico Nasser, fundou, como reação ao mercado de arte, o Grupo Rex, que existiu até 1967. Participou de diversas exposições coletivas e Bienais no Brasil e no exterior, realizando individuais por todo o Brasil. MEC, VOL.2, PÁG.465; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁG.466; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 282; PONTUAL, PÁG.305 E 306; JULIO LOUZADA, VOL.8, PÁG.459; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 734; ARTE NO BRASIL, PÁG. 815; LEONOR AMARANTE, PÁG. 143. ACERVO FIEO.



542 - JOSÉ PINTO (1932 - 2008)

"A seresta" - óleo sobre tela - 27 x 16 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1973 -

José Wense Pinto é natural de Ilhéus, BA. Assina José Pinto. Autodidata, veio para o Rio de Janeiro em 1951. Em 1953 freqüenta a Associação Brasileira de Desenho e começa a pintar profissionalmente em1969. Participou de diversas exposições e Salões oficiais: 1969,1970 a 1974 - Rio de Janeiro, RJ; 1970; Milão e Espoleto, Itália; Nova York, EUA; Londres, Inglaterra; 1971 - Recife,PE. Individuais: 1969 e 1971 - Rio de Janeiro, RJ; 1970 - Bahia; 1971 - São Paulo, SP e 1973 - Brasília, DF. Prêmios: 1972 - Rio de Janeiro, RJ. Possui obras em: Museu Regional de Feira de Santana, BA; Museu Laval - Henri Rousseau, França; Museu de Viçosa, MG; Agências do Banco do Brasil em São Francisco, EUA; acervo da Cia. Shell e Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro, RJ. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág.769; vol. 8, pág. 660. ITAU CULTURAL.



543 - ROBERTO BURLE MARX (1909 - 1994)

Estudo - desenho a nanquim - 25 x 38 cm - canto inferior direito -
No estado.

Nasceu em São Paulo e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, paisagista, arquiteto, desenhista, pintor, gravador, litógrafo, escultor, tapeceiro, ceramista, designer de jóias, decorador. Durante a infância viveu no Rio de Janeiro. Foi com a família para a Alemanha, em 1928. Em 1929, freqüentou o ateliê de pintura de Degner Klemn. Nos jardins e museus botânicos de Dahlen, em Berlim, entusiasmou-se ao encontrar exemplares da flora brasileira. De volta ao Brasil, fez curso de pintura e arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1930 - 1934), onde foi aluno de Leo Putz , Augusto Bracet e Celso Antônio. Seu primeiro projeto paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, em 1932. Entre 1934 e 1937, ocupou o cargo de diretor de parques e jardins do Recife, PE, onde passou a residir. Nesse período, foi com freqüência ao Rio de Janeiro e teve aulas com Candido Portinari e com o escritor Mário de Andrade. Em 1937, retornou ao Rio de Janeiro e trabalhou como assistente de Candido Portinari. Foi em 1949, conforme sua paixão por plantas e seu interesse por botânica e jardinagem, que Burle Marx adquiriu um sítio em Barra de Guaratiba, RJ. Com auxílio de botânicos, viajou, coletou, catalogou exemplares de plantas do Brasil e reproduziu em seu sítio a diversidade fitogeográfica brasileira. Em 1985 doou esse sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.Realizou muitas exposições individuais e projetos paisagísticos, participou de diversas mostras oficiais coletivas pelo Brasil e no exterior. PONTUAL, PÁG. 94; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 93; MEC. VOL.1, PÁG.303; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 738; LEONOR AMARANTE, PÁG. 98; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 179; artnet.com. ACERVO FIEO.



544 - MANABU MABE (1924 - 1997)

"Vida" - serigrafia - 3/100 - 47 x 63 cm - canto inferior direito - 1992 -

Pintor, desenhista, gravador e ilustrador nascido no Japão e falecido em São Paulo. Assina Mabe. De Kobe, Japão, emigrou com a família para o Brasil (1934) para dedicar-se ao trabalho na lavoura de café no interior de São Paulo. Interessado em pintura, começou a pesquisar, como autodidata, em revistas japonesas e livros sobre arte. No fim da década de 1940, em São Paulo, conheceu o pintor Tomoo Handa e Yoshiya Takaoka. Integrou-se ao Grupo Seibi, Grupo 15, Grupo Guanabara. Mudou-se para São Paulo (1957) para dedicar-se exclusivamente à pintura. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras coletivas e oficiais no Brasil e exterior. Entre muitos prêmios recebidos, destacam-se: 1953 - Prêmio aquisição no Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro; 1957 - Pequena Medalha de Ouro no VI Salão Paulista de Arte Moderna, SP; 1958 - Grande Medalha de Ouro no VII Salão Paulista de Arte Moderna, São Paulo; 1959 - Prêmio Governador do Estado no VIII Salão Paulista de Arte Moderna, SP; Prêmio Leirner de Arte Contemporânea, SP; Melhor Pintor Nacional na 5ª Bienal Internacional de São Paulo; Prêmio Braun e Prêmio Bolsa de Estudos na I Bienal de Paris, França; Prêmio aquisição no ‘Dallas Museum of Fine Arts’, Dallas, Estados Unidos; 1960 - Prêmio Fiat na 30ª Bienal de Veneza, Itália; 1962 - Primeiro Prêmio na I Bienal Americana de Arte de Córdoba, Espanha. ARTE NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 1050; EIXEIRA LEITE, PÁG. 296; PONTUAL, PÁG. 325; MEC, VOL. 3, PÁG. 13; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 644; LEONOR AMARANTE, PÁG. 83, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 561; ACERVO FIEO; www.mabe.com.br; www.pinturabrasileira.com; www.museumanabumabe.com.br; www.escritoriodearte.com; www.brasilescola.com; www.artprice.com.



545 - CAROL KOSSAK (1895 - 1976)

Velho - aquarela e guache - 16 x 10 cm - canto inferior esquerdo -

Excepcional pintor ativo em São Paulo, onde realizou exposição individual em 1941. Consta ainda em sua bibliografia, ter participado de várias exposições nas décadas de 30 e 40. Pintou marinhas, animais, principalmente cavalos e figuras. Reputado como grande retratista. MEC vol.2 pág. 411; TEODORO BRAGA, pág. 134.; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 512, Acervo FIEO.



546 - DJANIRA DA MOTTA E SILVA (1914 - 1979)

Conversando - óleo sobre tela - 46 x 38 cm - canto inferior direito -

Pintora, desenhista, ilustradora, cartazista, cenógrafa e gravadora. Djanira da Motta e Silva nasceu em Avaré, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. No final da década de 1930, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde teve suas primeiras instruções de desenho no Liceu de Artes Ofícios e com o pintor Emeric Marcier, hóspede da pensão que Djanira instalou no bairro de Santa Teresa. Os contatos com os artistas Carlos Scliar, Milton Dacosta , Arpad Szenes , Vieira da Silva e Jean-Pierre Chabloz , frequentadores de sua pensão, proporcionaram um ambiente estimulador que a levou a expor no 48º Salão Nacional de Belas Artes, em 1942. No ano seguinte, realizou sua primeira mostra individual, na Associação Brasileira de Imprensa - ABI. Em 1945, viajou para Nova York. De volta ao Brasil, realizou o mural ‘Candomblé’ para a residência do escritor Jorge Amado, em Salvador, e painel para o Liceu Municipal de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Entre 1953 e 1954, viajou a estudo para a União Soviética. De volta ao Rio de Janeiro, tornou-se uma das líderes do movimento pelo Salão Preto e Branco, um protesto de artistas contra os altos preços do material para pintura. Realizou em 1963, o painel de azulejos ‘Santa Bárbara’, para a capela do túnel Santa Bárbara, Laranjeiras, Rio de Janeiro. No ano de 1966, a editora Cultrix publicou um álbum com poemas e serigrafias de sua autoria. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil, EUA e Europa. Foi premiada no Rio de Janeiro (1943, 1944, 1949, 1950 a 1953, 1955, 1963) e em São Paulo (1951, 1955). Participou da 1ª e da 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955). Em 1977, o Museu Nacional de Belas Artes - MNBA, realizou uma grande retrospectiva de sua obra. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 336; PONTUAL, PÁG. 181; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 164; MEC, VOL. 2, PÁG 58; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG, 263; WALTER ZANINI, PÁG. 810; ARTE NO BRASIL, PÁG. 824; ACERVO FIEO.



547 - ROBSON BARROS (1961)

Paisagem - acrílico sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior esquerdo - 2002 -
No estado.

Pintor, Robson Faria de Barros nasceu em Jaguarão, MG. Assinou por um tempo Nosbor (Robson ao contrário), mas voltou a assinar Robson Barros. Sempre gostou de desenhos, descobrindo daí seu talento para a pintura, incentivado pela sua irmã e artista plástica Valquíria. Tem participado de muitas mostras coletivas em: 1977 - 1º Salão Oficial de Embu, SP (Menção Honrosa); 1980, 1983, 1990 - Galeria Jean Jaques, Rio de Janeiro; 1980, 1986, 1990, 1993 - Galeria Jacques Ardie, São Paulo; 1983 - Galeria Jean Jaques Rio de Janeiro; 1995 - TAE-GU Bienalle, Coréia do Sul. http://artenaifrio.blogspot.com.br/2012/06/robson-barros.html.



548 - CARYBÉ (1911 - 1997)

"De tardinha" - serigrafia - 51/200 - 29 x 39 cm - canto inferior direito -
Reproduzido no catálogo da Mostra Itinerante do artista realizada em treze capitais em 1995, realização Galvão Bueno Marketing Cultural e patrocínio da Galeria de Arte André - São Paulo - SP.

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



549 - ARNALDO FERRARI (1906 - 1974)

Composição - técnica mista - 38 x 36 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista e professor, Arnaldo Ferrari nasceu e faleceu em São Paulo SP. Seguindo a profissão do pai, trabalhou como pintor decorador, realizando frisos decorativos para residências. Estudou artes decorativas no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, entre 1925 e 1935. Em 1934, dividiu um ateliê com amigos no edifício Santa Helena e, pela amizade com o pintor Mario Zanini, aproximou-se dos demais integrantes do Grupo Santa Helena. Frequentou também o curso livre de pintura e desenho na Escola Nacional de Belas Artes, entre 1936 e 1938, onde teve aulas de desenho e pintura com Enrico Vio. Entre 1950 e 1959, integrou o Grupo Guanabara, com Thomaz Ianelli, Tomie Ohtake, Tikashi Fukushima e Oswald de Andrade Filho, entre outros. Realizou diversas exposições individuais, participou de várias mostras e Salões oficiais e foi premiado em São Paulo (1958, 1959, 1961, 1963, 1966) e em Santo André (1971). Participou da 7ª à 11ª Bienal Internacional de São Paulo (1963, 1965, 1967, 1969, 1971). Foi apresentada retrospectiva de sua obra em 1975, no Paço das Artes, SP e catálogo com textos de Theon Spanudis, José Geraldo Vieira e Mário Schenberg, entre outros. ITAÚ CULTURAL; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 304; MEC, VOL. 2, PÁG. 149; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 191; PONTUAL, PÁG. 207; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 378; WALTER ZANINI, PÁG.678, ACERVO FIEO.



550 - WALDOMIRO DE DEUS (1944)

"Lá fora o vento uiva e os carneiros..." - óleo sobre tela - 100 x 120 cm - centro inferior e dorso - 1989 -
Complemento do título: "Lá fora o vento uiva e os carneiros correm para o encontro do seu pastor". Reproduzido na capa do catálogo e no convite deste Leilão.

Pintor e desenhista, Waldomiro de Deus Souza nasceu em Itagibá, BA. De origem humilde, levou uma vida itinerante pelo sertão baiano e norte de Minas Gerais até vir para São Paulo (1959), quando trabalhou como engraxate. Começou a pintar em 1961, utilizando guache e cartolina encontrados na casa de um antiquário, onde trabalhou como jardineiro. Acusado de negligência, perdeu o emprego e levou seus trabalhos para exposição no Viaduto do Chá - acabou vendendo dois deles para um americano no primeiro dia. Em 1962, o decorador Terry Della Stuffa forneceu-lhe material e um lugar para pintar e, em 1966, fez a sua primeira exposição individual na Fundação Armando Álvares Penteado - FAAP. Expôs em vários países como a França, Inglaterra, Itália, Bélgica, Alemanha, Inglaterra, Estados Unidos. Vive em São Paulo e tem ateliê também em Goiânia. É considerado o maior primitivista brasileiro ao lado de José Antônio da Silva, Djanira e reconhecido internacionalmente como um dos mais criativos pintores naïfs. Em 1983 foi premiado com a ‘Awarding the Statue of Victory’ pelo Centro ‘Studi e Ricerche Delle Nazioni’ na Itália e, em 2000, teve uma sala própria na V Bienal Naïfs do Brasil. Possui obras em acervos importantes, como os da Pinacoteca do Estado (São Paulo, SP), do Museu de Arte Contemporânea de São Paulo (MAC-USP), da Galeria Nacional de Bolonha na Itália; entre outros. ARTE NAIF NO BRASIL PÁG. 239; ITAU CULTURAL, artepopularbrasil.blogspot.com.br; waldomirodedeus.wordpress.com; ACERVO FIEO.



551 - JOSÉ SILVEIRA D'AVILA (1924 - 1985)

"Arsenal de Marinha - Rio" - água forte original - 17 x 21 cm - canto inferior direito - 1951 -

Pintor, gravador, escultor e vitralista natural de Florianópolis, SC. Estudou pintura e escultura na antiga ENBA, onde foi premiado diversas vezes. No SNAM alcançou inicialmente isenção de Juri e Prêmios Viagem ao País e ao Estrangeiro. Em 1950 organizou juntamente com Carlos Oswald, o Ateliê de Arte para incremento da gravura. Coletivas a partir de 1953, obtendo diversas premiações em Salões Oficiais. JULIO LOUZADA, vol 4 pág. 302. ITAÚ CULTURAL.



552 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Estudo - desenho a nanquim e aquarela - 28 x 20 cm - 7/8/40 - Royan, Fr. -



553 - BELMONTE (1897 - 1947)

Tempos de guerra - desenho a nanquim - 18 x 20 cm - canto inferior direito -

Benedito Bastos Barreto - caricaturista, desenhista, pintor, ilustrador, escritor, jornalista e historiador - nasceu e faleceu em São Paulo. Iniciou sua carreira em 1912 publicando suas primeiras caricaturas na revista paulista ‘Rio Branco’ e paralelamente colaborou na revista carioca ‘D. Quixote’. Durante seus primeiros anos de trabalho publicou em diferentes periódicos paulistas e, em 1921, empregou-se na recém-inaugurada ‘Folha da Noite’, substituindo Voltolino. Nesse periódico passou a utilizar o pseudônimo Belmonte como assinatura de seus desenhos e em 1925 criou o personagem Juca Pato. Durante a Revolução Constitucionalista de 1932 criou o logotipo para os bônus de guerra que no período das batalhas substituíram como dinheiro a moeda oficial. No ano de 1936, começou a publicar no jornal ‘Folha da Manhã’ diversas charges de Juca Pato tendo como temática a crítica ao nazismo. Produzidas até o ano de 1946, elas acabaram se configurando numa grande série sobre a Segunda Guerra Mundial. Essas charges foram reunidas e publicadas em 1982 com o título de ‘Caricatura dos Tempos’. Autor de diversos livros de caricatura e história publicou, entre outros, os seguintes títulos: ‘Assim Falou Juca Pato’ (1933), ’ No Tempo dos Bandeirantes’ (1939) e ‘O Brasil de Ontem’ (1940), com desenhos inspirados nos trabalhos de Rugendas. TEODORO BRAGA, PÁG. 49 E 50; PONTUAL, PÁG. 67; MEC, VOL. 1, PÁG. 213; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 69; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG. 109; CARICATURISTAS BRASILEIROS, DE PEDRO CORRÊA DO LAGO, PÁG. 100; ARTE NO BRASIL, PÁG. 392; WALTER ZANINI, PÁG. 806; ACERVO FIEO; www.artprice.com; www.saopauloantiga.com.br.



554 - CHICO LARANJEIRA (1955)

Festa junina - acrílico sobre tela - 50 x 20 cm - canto inferior direito - 2008 -

Pintor, escultor e artesão natural de Pernambuco. Realizou exposições individuais e participou de diversas mostras coletivas, inclusive na Alemanha. Foi premiado no Museu de Arte Contemporânea de Pernambuco em 1983. www.artprice.com.



555 - YASUICHI KOJIMA (1934)

"Rosa" - óleo sobre tela - 38 x 40 cm - canto inferior direito e dorso - 2016 -

Pintor e ceramista nascido em Tajimi, Japão - cuja população vive de cerâmica e porcelana. Seu pseudônimo artístico é Kojima. Recebeu influência de seu pai, Shigueo Kojima - tradicional artista e ceramista japonês conhecido pelo nome artístico Juho Kojima. Formou-se na Escola de Cerâmica Industrial de Tajimi - Gifu, Japão. Veio para o Brasil em 1953, trabalhou por cinco anos em São Caetano e transferiu-se para Mauá onde, como seu pai, montou sua própria fábrica de cerâmicas e porcelanas que está em atividade até hoje. Naturalizou-se brasileiro e estudou pintura com Manabu Mabe, Takaoka e Nakajima. Realizou exposição individual em Poá, SP (2009) e no Museu de Arte do Parlamento de São Paulo (2013). Participou de diversas mostras e Salões oficiais em: São Bernardo do Campo, SP (1967); São Paulo (1968, 1969, 2001 a 2010); Poá, SP (2009-como convidado); Embu, SP (2012 - Prêmio Prata). www.mauamemoria.com.br; www.radaroficial.com.br/d/31498914; issuu.com/shinzenbi/docs/makoto_5/27.



556 - ANTONIO HENRIQUE AMARAL (1935 - 2015)

Composição - pastel - 41 x 58 cm - canto inferior direito - 1983 -

Gravador, desenhista e pintor, foi aluno de Lívio Abramo no MAM / SP, e de Shiko Munakata, no Pratt Graphic Art, em Nova York. Artista consagrado nacional e internacionalmente. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 37; MEC, vol. 1, pág. 73; PONTUAL, pág. 21;TEIXEIRA LEITE, pág. 23 a 25; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 754; ARTE NO BRASIL, pág.903; LEONOR AMARANTE, pág. 170; Acervo FIEO.



557 - SUZY BOAINAIN (XX)

"Marinha" - óleo sobre tela - 40 x 70 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintora e desenhista com diversas participações em mostras oficiais, destacando-se: Salão Paulista de Belas Artes, São Paulo (1980); Salão de Artes Plásticas de Presidente Prudente (1980). ITAU CULTURAL.



558 - ANTONIO BANDEIRA (1922 - 1967)

Figura - desenho a nanquim - 32 x 23 cm - não assinado -
Com carimbo de autenticação do leilão do espólio de Antonio Bandeira realizado no MAM - Rio de Janeiro em 1968 pelo leiloeiro Horácio Ernani Thompson de Mello.

Pintor, desenhista, gravador, nascido em Fortaleza, CE e falecido em Paris, onde viveu a maior parte de sua vida. É um dos pioneiros da arte abstrata no Brasil. Iniciou-se na pintura como autodidata. Em 1941, em Fortaleza, participou, ao lado de Mário Baratta, entre outros, da criação do Centro Cultural de Belas Artes depois, Sociedade Cearense de Artes Plásticas. Em 1945, transferiu-se para o Rio de Janeiro e, no ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual. Contemplado pelo governo francês com bolsa de estudos, permaneceu em Paris de 1946 a 1950 onde frequentou a Escola Nacional Superior de Belas Artes e a ‘Académie de la Grande Chaumière’. Entre 1947 e 1948 participou do ‘Salon d'Automne’ e do ‘Salon d'Art Libre’. Tomou parte em reuniões de artistas e formou o Grupo Banbryols (ban de Bandeira; bry de Camille Bryen; e ols de Wols), que durou de 1949 a 1951. Voltou ao Brasil em 1951 e apresentou-se na 1ª Bienal Internacional de São Paulo. Em 1952, criou um mural para o Instituto dos Arquitetos do Brasil, em São Paulo. Retornou a Paris em 1954 em razão do Prêmio Fiat, obtido na 2ª Bienal Internacional de São Paulo, mas não deixou de expor no Brasil. Permaneceu na Europa até 1959, passando pela Inglaterra e Bélgica, onde, em 1958, realizou um painel para o ‘Palais des Beaux-Arts’. Ao retornar ao Brasil teve uma atividade artística intensa, participou de importantes exposições, em paralelo a mostras em Paris, Munique, Verona, Londres e Nova York. Voltou a Paris em 1965, onde permaneceu até sua morte. BENEZIT, VOL.1, PÁG.415; MEYER/87, PÁG.606; MEC, VOL.1, PÁGS.159,160 E 167; PONTUAL, PÁGS. 48 E 49; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁGS. 71 A 74; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 52 A 54; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; ARTE NO BRASIL, PÁG. 599; LEONOR AMARANTE, PÁG. 34; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 86; ACERVO FIEO; web.artprice.com; pitoresco.com; pinturabrasileira.com.



559 - MILLÔR FERNANDES (1924 - 2012)

Rei - desenho a nanquim e aquarela - 42 x 30 cm - centro inferior -

Carioca, o autor é escritor, jornalista, humorista, caricaturista, cenógrafo e teatrólogo. Colaborou com sua arte em diversas publicações de sucesso, tais como O Cruzeiro, Cigarra e Veja. Foi diretor d'O Pasquim. MEC, vol. 2, pág. 148



560 - MANABU MABE (1924 - 1997)

Composição - tapeçaria - 150 x 110 cm - canto inferior esquerdo -
(Atenção clientes que não residem em São Paulo: transporte apenas por via rodoviária devido ao tamanho. Consulte-nos antes de dar seu lance) .

Pintor, desenhista, gravador e ilustrador nascido no Japão e falecido em São Paulo. Assina Mabe. De Kobe, Japão, emigrou com a família para o Brasil (1934) para dedicar-se ao trabalho na lavoura de café no interior de São Paulo. Interessado em pintura, começou a pesquisar, como autodidata, em revistas japonesas e livros sobre arte. No fim da década de 1940, em São Paulo, conheceu o pintor Tomoo Handa e Yoshiya Takaoka. Integrou-se ao Grupo Seibi, Grupo 15, Grupo Guanabara. Mudou-se para São Paulo (1957) para dedicar-se exclusivamente à pintura. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras coletivas e oficiais no Brasil e exterior. Entre muitos prêmios recebidos, destacam-se: 1953 - Prêmio aquisição no Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro; 1957 - Pequena Medalha de Ouro no VI Salão Paulista de Arte Moderna, SP; 1958 - Grande Medalha de Ouro no VII Salão Paulista de Arte Moderna, São Paulo; 1959 - Prêmio Governador do Estado no VIII Salão Paulista de Arte Moderna, SP; Prêmio Leirner de Arte Contemporânea, SP; Melhor Pintor Nacional na 5ª Bienal Internacional de São Paulo; Prêmio Braun e Prêmio Bolsa de Estudos na I Bienal de Paris, França; Prêmio aquisição no ‘Dallas Museum of Fine Arts’, Dallas, Estados Unidos; 1960 - Prêmio Fiat na 30ª Bienal de Veneza, Itália; 1962 - Primeiro Prêmio na I Bienal Americana de Arte de Córdoba, Espanha. ARTE NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 1050; EIXEIRA LEITE, PÁG. 296; PONTUAL, PÁG. 325; MEC, VOL. 3, PÁG. 13; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 644; LEONOR AMARANTE, PÁG. 83, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 561; ACERVO FIEO; www.mabe.com.br; www.pinturabrasileira.com; www.museumanabumabe.com.br; www.escritoriodearte.com; www.brasilescola.com; www.artprice.com.



561 - WALDECI DE DEUS (1952)

Casamento - óleo sobre tela - 70 x 50 cm - canto inferior direito e dorso - 2000 -

Pintora, natural de Boa Nova, Bahia. Veio para São Paulo, com a família, aos quinze anos de idade. Autodidata, começou a pintar no final dos anos 60 e já em 1969 ganhou seu primeiro prêmio ao participar de uma coletiva. Realizou exposições individuais em: São Paulo, Osasco, Santos, Ribeirão Preto, Jaboticabal, Suzano, Salvador - BA e participou de várias coletivas pelo Brasil, Estados Unidos, Alemanha e Itália. www.waldecidedeus.kit.net.



562 - JOÃO JOSÉ VAZ (1859 - 1931)

Barcos - óleo sobre madeira - 18 x 33 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e decorador de igrejas, palácios e teatros. Nasceu e faleceu em Setubal, Portugal. Foi discípulo de Anunciação e Silva Porto. Participou de exposições em Paris onde recebeu Menção Honrosa na Exposição Universal (1900), das Exposições da Sociedade Promotora de Belas Artes, do Grêmio Artístico, do Grupo Leão e da Sociedade Nacional de Belas Artes onde também foi premiado (1915 e 1916). Em 1949 foi-lhe erigido um monumento em Setubal. Possui obras em vários museus de Portugal. FERNANDO DE PAMPLONA PÁG. 166 E 167; BENEZIT VOL.10, PÁG.414; JULIO LOUZADA VOL. 5, PÁG. 1092; VOL. 11, PÁG. 332; www.parlamento.pt; arcadja.com; www.artnet.com.



563 - HISAMATSU MITAKE (1916 - 2015)

Paisagem - óleo sobre tela - 38 x 46 cm - canto inferior direito - 2007 -

Pintor com participações nas seguintes mostras: II Salão de Paisagem Paulista, em 1969; Salão de Belas Artes de Santos-SP, em 1971 e Salão de Belas Artes de Piracicaba-SP, em 1972. JULIO LOUZADA, vol.3, pág. 746.



564 - CESARE MAGGI (1881 - 1961)

Velho moinho - óleo sobre tela - 49 x 75 cm - canto superior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista italiano nascido em Roma e falecido em Turim. Iniciou sua carreira artística com Vittorio Corcos; com Gaetano Esposito, em Nápoles (1898); com Fernand Cormon, em Paris (1899) e com Giovanni Segantini, de volta à Itália. Viajou também para a Suíça. Participou, entre as várias mostras oficiais, da Bienal de Veneza em 1912. BENEZIT; www.artprice.com; www.dorotheum.com.



565 - J. R. SANTOS, DITO ZIZI SAPATEIRO DE MARIANA (1927)

"Mariana em Gerais" - óleo sobre tela - 50 x 65 cm - canto inferior direito -

Natural de Mariana, MG, de onde o apelido. Roberto Pontual, festejado crítico, entrevistou o autor: " Pedi-lhe que me descrevesse ou resumisse sua pintura, e ele comentou: ´Pinto coisas imaginárias, baseadas num texto certo de história ou prevendo coisas futuras.´ Perguntei-lhe se costumava ler e ele indicou a Bíblia e os jornais como suas fontes de informação. Daí a fusão, em vários quadros, do mundo bíblico com o mundo atual, o Apocalipse ligando à bomba atômica (...) Daí também a utilização das histórias em quadrinhos, como na tela EPOPÉIA DA AVIAÇÃO: toda estruturada em camadas de tempo traz de baixo para cima, em cinco faixas-fases, Ícaro, Leonardo da Vinci e Bartolomeu de Gusmão reunidos na condição de velhos precursores, um dirigível contornando a Torre Eiffel, o 14 Bis, Santos Dumont e a aviação atual, e, no topo de tudo, a aviação do futuro, representada na corrida de foguetes para um rubro planeta distante. Sua pintura fixa também outros temas, inclusive os de caráter folclórico de vivência mineira." PONTUAL ; JULIO LOUZADA, vol. 3, pág. 1018, ITAU CULTURAL; TEIXEIRA LEITE, pág. 551.



566 - ALDO BONADEI (1906 - 1974)

Auto retrato - xilogravura - 51/80 - 63 x 46 cm - canto inferior direito - 1971 -
No estado.

Pintor, designer, gravador, figurinista e professor - Aldo Cláudio Felipe Bonadei nasceu e faleceu em São Paulo, SP. Entre 1923 e 1928 foi aluno de Pedro Alexandrino, período em que também frequentou o ateliê de Antonio Rocco. Viajou para a Itália, entre 1930 e 1931, e frequentou a Academia de Belas Artes de Florença, onde teve aulas com Felice Carena e seu assistente Ennio Pozzi, ambos ligados ao movimento ‘novecento’. Nesse período, dedicou-se ao desenho da figura humana, principalmente ao nu. Retornou a São Paulo no início da década de 1930 e participou ativamente do Grupo Santa Helena, da Família Artística Paulista - FAP e do Sindicato dos Artistas Plásticos. Em 1949 lecionou na Escola Livre de Artes Plásticas, primeira escola de arte moderna de São Paulo e participou do Grupo Teatro de Vanguarda. No ano seguinte, fundou a Oficina de Arte - O. D. A., com Odetto Guersoni e Bassano Vaccarini. No fim da década de 1950 atuou como figurinista nas peças ‘Vestido de Noiva’, de Nelson Rodrigues, e ‘Casamento Suspeitoso’, de Ariano Suassuna. Também desenhou alguns figurinos para dois filmes dirigidos por Walter Hugo Khoury: ‘Fronteiras do Inferno’ (1958) e ‘Na Garganta do Diabo’(1959). Realizou muitas exposições individuais e participou de vários Salões oficiais destacando-se: Bienal Internacional de São Paulo (1ª, 2ª, 3ª, 6ª, 7ª); Bienal de Veneza (1952); Panorama da Arte Moderna Brasileira (1970). MEC, VOL. 1, PÁG. 247; PONTUAL, PÁGS. 78/79; ARTE NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 1041; ART PRICE ANNUAL 2000, PÁG. 258; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 79; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; LEONOR AMARANTE, PÁG. 72; ACERVO FIEO.



567 - TADASHI KAMINAGAI (1899 - 1982)

Casario - óleo sobre madeira - 33 x 47 cm - canto inferior direito - 1940 -

Pintor, desenhista, professor, Tadashi Kaminagai nasceu em Hiroshima, Japão e faleceu em Paris, França. Por iniciativa da família, ingressou aos 14 anos num mosteiro budista na cidade japonesa de Kobe. Dois anos depois, viajou para as Índias Ocidentais Holandesas, atual Indonésia, atuando como missionário e agricultor até 1927. Nesse ano, decidido a seguir carreira artística, mudou-se para Paris, onde conheceu o artista Tsugouharu Foujita, que o orientou na pintura. Paralelamente à atividade artística, trabalhou como moldureiro. No início da década de 1930, expôs quadros nos salões parisienses e retornou ao Japão em 1938. Embarcou para o Brasil um ano após a eclosão da Segunda Guerra Mundial trazendo consigo uma carta de recomendação endereçada a Candido Portinari. Fixou residência no Rio de Janeiro e, em 1941, instalou ateliê e oficina de molduras no bairro de Santa Teresa, onde trabalhou e atuou como professor de diversos artistas brasileiros e nipo-brasileiros, como Inimá de Paula, Flavio-Shiró e Tikashi Fukushima, entre outros. Sua primeira exposição individual, por volta de 1945, foi organizada por Portinari no Rio de Janeiro. Em 1947, passou a integrar o Grupo Seibi. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais como a 1ª e 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1951 e 1953). Foi premiado no Rio de Janeiro (1944, 1950). Retornou ao Japão em 1954 e três anos mais tarde voltou a fixar-se em Paris. Viveu entre o Japão, a França e o Brasil, até seu falecimento. ITAU CULTURAL; TEODORO BRAGA, PÁG.134; BENEZIT, VOL.6, PÁG.152; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁG.; MEC, VOL.2, PÁG.401; PONTUAL, PÁG.287; WALTER ZANINI, PÁG. 643; ARTE NO BRASIL; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 506; ACERVO FIEO.



568 - ARLINDO CASTELLANE DI CARLI (1910 - 1985)

Na beira do rio - óleo sobre tela - 60 x 80 cm - canto inferior esquerdo - 1978 -
Com carimbo do 42° Salão Paulista de Belas Artes, São Paulo - SP, no dorso.

Pintor e escultor. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, onde foi aluno de José Maria da Silva Neves e de Enrico Vio. Suas primeiras realizações foram na pintura. Mais tarde passou a dedicar-se também à escultura. Sofreu influência do pintor Armando Balloni. Em 1942, estreando no SPBA, recebeu prêmio de menção honrosa, seguindo-se nos anos posteriores, diversas premiações, inclusive de viagem ao estrangeiro. MEC, vol. 1, pág. 355; WALMIR AYALA, vol.1, págs. 183 e 184; ITAÚ CULTURAL.



569 - LEOPOLDO RAIMO (1912 - 2001)

Composição - técnica mista - 22 x 31 cm - canto inferior direito - 1952 -
No estado.

Pintor e gravador, nascido em Botucatu/SP, com diversas participações em Salões e Exposições, tais como: Salão Paulista de Arte Moderna, Salão Baiano de Belas Artes, Bienal de São Paulo e Salão Nacional de Arte Moderna, entre outros. MEC. VOL. 4, PÁG. 22



570 - ERNESTO CAPOBIANCO (1918)

Preto velho - desenho a lápis - 28 x 20 cm - canto inferior direito -

Pintor ativo em São Paulo. Tem como tema paisagens rurais e casas de colonos. JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 177, Acervo FIEO.



571 - EDU CARDOSO

"No alto da figueira" - óleo sobre tela - 90 x 70 cm - canto inferior direito e dorso - Maio de 2009 -
No estado.

Pintor autodidata, natural de Avaré, SP. Tem participado de inúmeras exposições e Salões oficiais. Individuais: Avaré, SP (2003 e 2005); Vinhedo, SP (2004). Coletivas: São Paulo, SP (2003); Vinhedo, SP (2004).



572 - CÂNDIDO PORTINARI (1903 - 1962)

Pastor - serigrafia - 23 x 13 cm - centro inferior na tela serigráfica -
Obra impressa por Ateliê Mário Della Parra - Serigrafias - Rio de Janeiro, RJ.

Pintor, gravador, ilustrador e professor. Nasceu em Brodósqui, SP e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou-se na pintura em meados da década de 1910, auxiliando na decoração da Igreja Matriz de Brodósqui. Em 1918, mudou-se para o Rio de Janeiro e, no ano seguinte, ingressou no Liceu de Artes e Ofícios e na Escola Nacional de Belas Artes , na qual cursou desenho figurativo com Lucílio de Albuquerque e pintura com Rodolfo Amoedo , Baptista da Costa e Rodolfo Chambelland . Em 1929, viajou para a Europa com o prêmio de viagem ao exterior, e percorreu vários países durante dois anos. Em 1935, recebeu prêmio do Carnegie Institute de Pittsburgh pela pintura ‘Café’, tornando-se o primeiro modernista brasileiro premiado no exterior. No mesmo ano, foi convidado a lecionar pintura mural e de cavalete no Instituto de Arte da Universidade do Distrito Federal, quando teve como alunos Burle Marx e Edith Behring , entre outros. Em 1936, realizou seu primeiro mural, que integrou o Monumento Rodoviário da Estrada Rio-São Paulo. Em seguida, convidado pelo ministro Gustavo Capanema pintou vários painéis para o novo prédio do Ministério da Educação e Cultura (MEC). Em 1940, após exposição itinerante pelos Estados Unidos, a Universidade de Chicago publicou o primeiro livro a seu respeito, ‘Portinari: His Life and Art’. Em 1941, pintou os painéis para a Biblioteca do Congresso em Washington D.C.. Em 1956, com a inauguração dos painéis ‘Guerra e Paz’ na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, recebeu o prêmio Guggenheim. BENEZIT, VOL.8, PÁGS. 440; REIS JUNIOR, PÁGS. 383; TEODORO BRAGA, PÁGS. 195; PONTUAL, PÁGS. 432; MEC, VOL.3, PÁGS 427; MAYER. 89, PÁG.1327; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 550; ARTE NO BRASIL, PÁG. 571; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12; F. ACQUARONE, PÁG. 241



573 - E. FISTER (XX)

Paisagem - óleo sobre eucatex - 15 x 19 cm - canto inferior esquerdo -

Artista plástico com diversas participações em mostras coletivas. JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 402.



574 - ANTONIO PESSOA (1943)

Nu - múltiplo em bronze - 10 x 06 x 04 cm - assinado -

Escultor, assina Tonny. Radicado no Rio de Janeiro detentor de bom curriculo nacional e internacional com inumeras participações em Salões Oficiais,varias vezes premiado. Ótimo mercado.



575 - ATHOS BULCÃO (1918 - 2008)

"Azulejos da Igrejinha" - impressão sobre azulejo - 15 x 15 cada cm - não assinado -
Complemento de técnica : "Impressão contemporânea feita pelo Instituto Athos Bulcão, sobre azulejos, com imagens da igrejinha de Nossa Senhora de Fátima, Brasília - DF".

Pintor e desenhista. Começou a dedicar-se a arte estimulado por Portinari, que, em 1945, o convidou a trabalhar nas obras da Pampulha, em Belo Horizonte. No ano anterior realizara exposição individual na sede recém-inaugurada do Instituto dos Arquitetos do Brasil no Rio de Janeiro, voltando a fazê-lo na Capital mineira em 1946 e 1947. Já então conquistara medalhas de prata em pintura e desenho no SNBA. Recebendo bolsa de estudos no governo francês, viajou em 1948 para Paris, onde permaneceu um ano, visitando ainda a Itália. De regresso ao Brasil, passou a dedicar-se também a trabalhos no campo da decoração. Residindo mais recentemente em Brasília, ali criou azulejos e vitrais para a Igreja de Nossa Senhora de Fátima, com motivos cristãos da Pomba e da Estrela, símbolos do Divino Espírito Santo e da natividade. Participou como isento de júri dos II SAMDF (1965), realizando em 1968 exposição individual de desenhos em Brasília (Galeria Encontro). Rubem Braga focalizou-o em uma crônica publicada na revista Manchete (14 de agosto de 1954). TEODORO BRAGA, PÁG. 59; MEC, vol. 1, pág. 301; WALMIR AYALA, vol.1, pág. 140; PONTUAL, pág. 93; TEIXEIRA LEITE, pág. 92; JÚLIO LOUZADA, vol. 7, pág.112; ITAÚ CULTURAL.



576 - CARMELA PEREIRA (1936)

"Baianas do Bonfim" - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior esquerdo - 1994 -

Natural de Piracicaba (SP), onde ainda reside, Carmela Pereira nasceu em 1936. Foi criada em orfanato e trabalhou grande parte de sua vida como empregada doméstica. Freqüentando o SESC Piracicaba e participando da Escola Aberta da Terceira Idade, Carmela foi descoberta como pintora naïf em 1991, quando foi convidada para fazer a sua primeira exposição individual no próprio SESC. Até então, desde 1978, pintava anonimamente utilizando telhas, pedaços de madeira, duratex e, eventualmente, tela. Além de pintar e fazer esculturas, escreve poesias, contos e histórias infantis. Escreveu e conseguiu publicar o "Manual da Empregada Doméstica", um livro de Contos de Natal e outros escritos. Carmela Pereira sempre foi selecionada nas Bienais Naïfs do Brasil, tendo recebido o Prêmio Aquisição, em 1994, e Prêmio Ilustração, na edição deste ano, com a obra "Meu Castelo de Flores", expressiva composição plástica de grande lirismo e suavidade. SESC - SP.



577 - ANTONIO POTEIRO (1925 - 2010)

Flores da maracujazeira - serigrafia - 133/190 - 68 x 68 cm - canto inferior direito -

Escultor, pintor e ceramista, Antonio Batista de Souza nasceu em Aldeia de Santa Cristina da Pousa, Braga - Portugal e faleceu em Goiânia, GO. Imigrou com a família para o Brasil em 1926. Fixaram-se em Araguari, no Triângulo Mineiro. Autodidata, herdou do pai a técnica e a sensibilidade iniciando suas atividades como ceramista. Em 1958, já com sua família constituída, passou a viver definitivamente em Goiás. Adotou o apelido de "Poteiro", por sugestão da folclorista Regina Lacerda, que o orientou a assinar seus bonecos de barro. Mais tarde foi estimulado a pintar telas por Siron Franco e Cleber Gouvêa. Lecionou cerâmica no Centro de Atividades do SESC e nas cidades de Hannover e Düsseldorf, na Alemanha. Realizou exposições individuais e participou de muitas mostras coletivas e oficiais pelo Brasil e exterior, como: Bienal Internacional de São Paulo (1981 e 1991); Biennalle Internazionale "NAIF", Cittá di Como, Itália (1976); V Bienalle Internazionale "NAIFS", entre Fiera e Lombardia, Itália (1980); III Bienal de Havana, Cuba (1989); III Bienal de Artes de Goiás (1993) e Bienal Brasileira de Arte "NAIF", SESC Piracicaba (1994). Recebeu o prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte - APCA, na categoria escultura (1985), Menção Honrosa na I Bienal Internacional de Óbidos – Portugal (1987); Grande Prêmio no XIV Salão Nacional de Arte de Belo Horizonte, MG (1982); entre outros. Em 1997, foi homenageado com a Comenda da Ordem do Mérito Cultural, do Ministério da Cultura, Brasil. WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 217; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 31; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 808; LEONOR AMARANTE, PÁG. 294, MEC VOL. 3, PÁG. 432; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 925; VOL. 4, PÁG. 907; www.antoniopoteiro.com; artepopularbrasil.blogspot.com.br; www.artprice.com.



578 - ALEX DOS SANTOS (1980)

"Passeio ciclístico" - óleo sobre tela - 40 x 40 cm - canto inferior esquerdo - 2016 -

Alex Benedito dos Santos nasceu em Jaboticabal, SP, no dia 13 de fevereiro de 1980. Pintor autodidata, fez cursos de escultura com o prof. Silvio Scarpa e xilogravura com o prof. Saulo. Participou de "workshops" com o pintor Sigbert Franklin, em 2001. Tem participado regularmente dos diversos Salões Oficiais nas cidades do interior do Estado, destacando-se: I e II Bienal de Artes e Cultura de Jaboticabal, em 1999 e 2001, Salão de Artes Plásticas de Brodósqui, em 2003, quando foi selecionado para o Mapa Cultural Paulista, Salão de Artes Plásticas de Araraquara, em 2003, Salão de Artes Plásticas de Guarulhos, onde obteve Menção Honrosa, em 2004, Salão de Artes Plásticas de Santos, em 2004, Salão de Artes de Piracicaba, em 2005, Salão de Artes Plásticas de Sales de Oliveira, em 2005, onde obteve Menção Honrosa, Salão de Artes Plásticas de Catanduva, obtendo Menção Honrosa, em 2006. Foi premiado com o 1º lugar nos Salões de Artes de Mococa, em 2003, Sales de Oliveira, em 2003, Araraquara, em 2004 e Piracicaba, em 2006. Expõe individualmente desde 2004. Acervo FIEO. -



579 - ALFREDO VOLPI (1896 - 1988)

Triângulos - serigrafia - 23 x 13 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.



580 - FABIO PACE (1944)

Composição - técnica mista - 17 x 24 cm - canto inferior direito - 1981 -

Paulistano, nascido a 3 de março de 1944, autodidata, Fabio Pace é pintor, gravador, professor, performancer e cenógrafo. Em 1969 abre a Galeria Tarsila de Arte, SP, ao lado de Tarsila do Amaral, Aldemir Martins e Manezinho Araújo. Na década de 70, elabora painéis para a residência do Conde de Boneval no Guarujá e para os edifícios do Portal do Morumbi em São Paulo. Dentre as exposições de que participa, destacam-se: Mostra Individual, no Masp, São Paulo, 1969; Salão Paulista de Arte Contemporânea, São Paulo, 1971; 100 Obras Itaú, no Masp, São Paulo, 1985; Salão Brasileiro de Marinhas, 1986 (Premiado). JULIO LOUZADA, Vol. 2 pág. 755; ITAU CULTURAL, Acervo FIEO.



581 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

O camioneiro - litografia off set - 38 x 65 cm - canto inferior direito - 1983 -
No estado.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



582 - JUAREZ MACHADO (1941)

Festa - serigrafia - 64/200 - 60 x 46 cm - canto inferior direito -

Nasceu em Joinville, SC. Atualmente reside e trabalha em Paris, França, onde mantem ateliê. Pintor, escultor, desenhista, caricaturista, jornalista, cenógrafo, escritor e ator. Desenvolveu sólida carreira como desenhista de charges de humor. Sua arte essencialmente criativa, vai do lirismo à violência, da análise microscópica ao extravasamento onírico. Entre as exposições de que participa, destacam-se: 9ª Bienal Internacional de São Paulo, 1967; Zona Gallery, Nova Iorque (Estados Unidos), 1981; Retrospectiva Quatro Artistas da Geração 60, no MAC/PR, Curitiba, 1987; Châteaux Bordeaux, no Centro Georges Pompidou, Paris, 1988; Retrospectiva, no MAC/Joinville, 1990; Arte na América Latina: 100 Anos de Produção, no Instituto Estadual de Artes Plásticas da UFRGS, Porto Alegre, 1996. "Juarez Machado expõe a natureza humana, olha, registra, interpreta, ilumina, focaliza. É o mundo dos humanos, mas não é o mundo do juiz dos homens. Aqui não estamos no Juízo Final. Juarez é o artista contemporâneo, ele tem este olhar elaborado pela ciência, o grau de consciência reflexiva. Podemos dizer deste ponto de vista, que esta obra humanística e esta atitude de intensa pesquisa confere ao seu trabalho um caráter anti-medieval." Jacob Klintowitz in: "Juarez Machado - Copacabana 100 Anos, Ed. Simões de Assis, 1992." JULIO LOUZADA vol.11, pág. 186; PONTUAL, pág.284; Acervo FIEO; ITAU CULTURAL; MEC, vol. 3; TEIXEIRA LEITE, pág. 298. Acervo FIEO.



583 - CARLOS A. DE AGOSTINI (XIX - XX)

Paisagem - óleo sobre madeira - 19 x 31 cm - canto inferior direito -

Carlos Alberto de Agostini, pintor e desenhista com diversas participações em Salões oficiais como: Exposição Geral de Belas Artes, Rio de Janeiro (1898, 1901 a 1903, 1907, 1908); Salão Nacional de Belas Artes (1916 ) Menção Honrosa de Primeiro Grau). MEC VOL. 2, PÁG. 20; ITAU CULTURAL.



584 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

No baile - serigrafia - P.A. - 55 x 40 cm - canto inferior direito -
No estado.

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



585 - MILTON DACOSTA (1915 - 1988)

Figura - serigrafia - P.A. - 41 x 31 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador. Milton Rodrigues da Costa nasceu em Niterói, RJ e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou estudos de desenho e pintura, em 1929, com o professor alemão August Hantv. No ano seguinte matriculou-se no curso livre de Marques Júnior, na Escola Nacional de Belas Artes. Junto com Edson Motta, Bustamante Sá e Ado Malagoli , entre outros, criou o Núcleo Bernardelli em 1931. Viajou para Estados Unidos em 1945, com o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Belas Artes do ano anterior. Na cidade de Nova York, estudou na Art's Students League of New York. Em 1946, foi para a Europa e após visita a vários países, fixou-se em Paris, onde estudou na Académie de La Grande Chaumière. Conheceu Pablo Picasso, por intermédio de Cícero Dias, e freqüentou os ateliês de Georges Braque e Georges Rouault. Expôs no Salon d'Automne (Paris) e regressou ao Brasil em 1947. Em 1949, casou-se com a pintora Maria Leontina e passou a residir em São Paulo. Realizou muitas exposições individuais e também recebeu prêmios nas Bienais Internacionais de São Paulo (1955, 1957). TEODORO BRAGA, PÁG. 163; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 229; MEC, VOL. 2, PÁG. 13; BENEZIT, VOL. 3, PÁG.315; ITAU CULTURAL; PONTUAL, PÁG. 155; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; ACERVO FIEO.