Leilão de Outubro de 2014

21, 22 e 23 de Outubro de 2014



001 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Pássaro - gravura - 10/20 - 39 x 35 cm - canto inferior direito na matriz -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



002 - ALFREDO VOLPI (1896 - 1988)

Fachada - litografia off set - H. C. - 77 x 46 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.



003 - GUSTAVO ROSA (1946 - 2013)

Vaso de flores - serigrafia - 141/190 - 73 x 62 cm - canto inferior direito - 1990 -

Grande pintor paulistano, ganhador de muitos prêmios em Salões Oficiais. Tem exposto regularmente no Brasil e no exterior com grande sucesso. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 274; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



004 - ZORÁVIA BETTIOL (1935)

"Somo pobres, pobres, pobres de marré..." - xilogravura - 33 x 48 cm - canto inferior direito -

Gaúcha de Porto Alegre, graduou-se em pintura pelo Instituto de Belas Artes de Porto Alegre. Foi aluna de desenho e xilogravura no ateliê do escultor Vasco Prado, com quem foi casada durante 28 anos. Dedicou-se principalmente à tapeçaria e à gravura. Em 1968 muda-se para Varsóvia, Polônia, para realização de estudos na área têxtil no Atelier Maria Laskiewicz. Participa de exposições coletivas desde 1961, tendo realizado sua primeira individual em 1959. Sobre sua obra, assim escreveu o imortal Jorge Amado: "(...) estamos ante uma gravadora que é mestre em seu ofício: Zorávia Bettiol. Gravura onde a beleza nasce do ofício e da poesia, da mão e do coração, da inteligência e do amor. Se a técnica é primorosa ela não limita, no entanto o sentimento, não leva a um preciosismo de forma, a uma diluição das emoções". MEC, vol. 1 pág. 223 e 224; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 727; LEONOR AMARANTE, pág. 146.



005 - TOMOSHIGUE KUSUNO (1935)

Carlitos - litografia - 84/100 - 31 x 30 cm - canto inferior direito - 1971 -

Desenhista, pintor, artista visual, professor e gravador, natural de Yubari, Japão. . Estudou na Universidade de Arte e fez parte do Núcleo de Arte de Vanguarda, em Tóquio, Japão, na década de 1950. Imigrou para o Brasil em 1960 fixando-se em São Paulo. No ano seguinte, participou do 10º Salão Paulista de Arte Moderna. Em 1962 foi premiado no Salão do Paraná, em Curitiba, e no Salão do Grupo Seibi de Artistas Plásticos, em São Paulo - neste salão também ganhou o grande prêmio em 1970, na sua 14ª edição. Ainda na década de 1960, uniu-se a artistas ligados a tendências da nova figuração e participou das mostras: ‘Opinião 65’, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e ‘Propostas 65’, na Fundação Armando Álvares Penteado, SP. No Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, expôs em várias ocasiões, participando da mostra Jovem Arte Contemporânea, na qual recebeu prêmios em 1967 e 1972. Participou também da Bienal Internacional de São Paulo (1963, 1965, 1967, 1977, 1983, 1985), do Panorama da Arte Atual Brasileira – MAM, SP (1970, 1976, 1977, 1979, 1986). JULIO LOUZADA, VOL.4, PÁG.1101; MEC, VOL.2, PÁG.430; PONTUAL, PÁG.295; TEIXEIRA LEITE, PÁG.274; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁG.452; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 697; ARTE NO BRASIL, PÁG. 968; LEONOR AMARANTE, PÁG. 171, ACERVO FIEO.



006 - WALDOMIRO SANTANNA (1952)

Na praça - óleo sobre eucatex - 50 x 60 cm - canto inferior direito -

Pintor e professor, Waldomiro de Freitas Sant'Anna nasceu na cidade paulista de Itápolis. Estudou na Escola de Belas Artes de São Paulo e na Escola de Artes Plásticas da Associação de Ensino de Ribeirão Preto, com Bassano Vaccarini e Pedro Manoel Gismondi. De 1977 a 1981, leciona desenho e pintura para os cursos de educação artística e arquitetura da Universidade Estadual de Londrina, no Paraná. É um dos fundadores da Vila dos Artistas de Osasco, em São Paulo. Entre as exposições de que participa, destacam-se: Salão de Arte Jovem, na União Cultural Brasil-Estados Unidos, Santos, 1973; Bienal Nacional, São Paulo, 1976; Exposição Ribeirão Preto, no Paço das Artes, São Paulo, 1984; Mostra Comemorativa do Cinqüentenário de Londrina - Sala Especial, Paraná, 1984, Mostra Individual, na Galeria Itaú Cultural, Ribeirão Preto, 1981; Mostra Coletiva, na Galeria Itaú Cultural, Ribeirão Preto, 1984/1986; Mostra Festa Junina, São Paulo, 1984/1987. ITAÚ CULTURAL.



007 - SILVIA ALVES (1947)

"São Paulo, paisagem com gatos no telhado" - óleo sobre tela - 40 x 40 cm - canto inferior direito e dorso - 2014 -

Pintora, desenhista, escultora, gravadora, ilustradora, professora, poetiza e atriz Silvia Ferraro Alves nasceu em São Paulo. Estudou desenho e escultura com Alvaro de Bauptista (1980 a 1984) na Universidade de Campinas; formou-se em Pintura na Faculdade de Belas Artes (1986); mestrado em Aquarela na Faculdade Santa Marcelina (1998); frequentou o ateliê de Gravura do Museu Lasar Segall (1985 a 1988); os ateliês de pintura e desenho dos professores Lecy Bomfim, Salvador Rodrigues, Deusdedith Campanelli, Colette Pujol, Djalma Urban, Francisco Cuoco, Fang, o ateliê de escultura no Museu Brasileiro de Escultura (1980 a 1994) e aquarela com Iole Di Natale (1994 a 1998). Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais. Foi premiada em 1983, 1989, 1991, 1993, 1994, 1997, 1999, 2000, em São Paulo. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL, 10, PÁG, 49; www.silviaalves.art.br.



008 - ZÉLIO ALVES PINTO (1938)

Gato - técnica mista - 49 x 69 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, escultor, tapeceiro, publicitário, programador visual, artista gráfico, pesquisador, cartunista, escritor e professor, natural da cidade mineira de Conselheiro Pena. Estuda pintura na Academie La Grande Chaumière, em Paris, cidade onde realiza sua primeira individual, na Maison du Brésil, em 1962. Colabora em diversas publicações, tais como A Cigarra, Senhor, Revista da Semana, Jornal do Brasil e O Pasquim. Participa do 22º Salão Nacional de Arte Moderna, no Rio de Janeiro, em 1973, e da exposição Creativité dans l’art bresilien contemporain, nos Museés Royaux des Beaux Arts de Belgique, em Bruxelas (Bélgica), em 1980. Em 1990, realiza a exposição individual Zélio: Ruptura Exposta, no Masp, e, no ano seguinte, Ruptura em Observação, no Museu Municipal de Arte/Central Cultural Portão, em Curitiba. JULIO LOUZADA, vol. 4, pág. 1201; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 806, Acervo FIEO.



009 - REGINA CERÁVOLO (1954)

Natureza morta - aquarela - 40 x 30 cm - canto inferior direito - 1993 -

Pintora, Maria Regina Cerávolo de Melo Zerey nasceu em Poços de Caldas, MG. Assina R. Cerávolo. Cursou artes plásticas na FAAP, SP e teve aulas de desenho e pintura, em 1982, com Menacho. Participou de mostras coletivas e Salões oficiais em: Santana do Parnaíba, SP (1983); São Paulo (Salão Paulista de Belas Artes: 1984, 1985, 1987, 1988; Salão de Artes Plásticas do Instituto de Engenharia - 1988; IV Prêmio Brasil Contemporâneo e VIII Artistas Contemporâneos da Sociarte - 1989). Foi premiada em 1989. JULIO LOUZADA VOL. 4, PÁG. 248.



010 - AXEL LESKOSCHEK (1889 - 1976)

A visita - xilogravura - 18 x 11 cm - canto inferior direito -

Importante gravador, pintor e professor austríaco. Realizou sua formação artística na Áustria e ali publicou álbuns de xilogravuras e águas-fortes. Veio residir no Brasil em 1930, fugindo do nazismo, aqui ficando até 1950. Ilustrou diversas publicações nacionais, entre elas, e principalmente, as edições brasileiras dos romances de Dostoiévski (Ed. José Olimpio). Foi professor, entre outros, de Renina Katz, Fayga Ostrower e Ivan Serpa. MAYER/88, pág.494; JULIO LOUZADA, vol.1, pág.609; BENEZIT, vol.6, pág.612, ART PRICE ANNUAL/2000, pág.1464; PONTUAL, pág.309, TEIXEIRA LEITE, pág.284; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 605; ARTE NO BRASIL, pág. 840; Acervo FIEO.



011 - MICHEL DELACROIX (1933)

"Rive Gauche la nuit" - serigrafia - 184/200 - 65 x 74 cm - canto inferior direito -
Com certificado de autenticidade de Grand Prix Art Co., Ltd. - Japão. -

Pintor nascido em Paris. Estudou no Liceu ‘Louis-le-Grand’. Realizou muitas exposições individuais nos Estados Unidos (Nova York, Boston, Washington - DC, Los Angeles, Carmel, Denver, Seattle, São Francisco, East Lansing); França, Suíça, Alemanha, Luxemburgo, Inglaterra, Japão. Foi premiado em Paris (1970); Roma (1976); Côte D’Azur (1977), EUA (1986). Suas obras fazem parte das coleções permanentes do Museu Internacional d’Art Naïf e da Fundação Max Fournay, em Paris. Em 1994 e 1996 foi nomeado artista oficial do Comitê dos Jogos Olímpicos em Atlanta, EUA. www.sapergalleries.com; www.artbrokerage.com; www.artprice.com; www.artnet.com.



012 - INNOCÊNCIO BORGHESE (1897 - 1985)

"Amanhecer" - óleo sobre madeira - 15 x 32 cm - canto inferior direito - 1950 - Itanhaém -

Pintor e professor paulista, participante do Salão Paulista de Belas Artes, de 1935 a 1961. Diversas exposições individuais e coletivas, com muitas premiações. Pintou muitas paisagens tendo como tema a cidade de São Paulo. TEODORO BRAGA, pág 56; MEC, vol. 1, pág. 251; Acervo FIEO.



013 - KENNEDY BAHIA (1929 - 2005)

Baianas - serigrafia - 37 x 46 cm - canto inf. esquerdo e canto inf. direito -

Pintor e tapeceiro, KENNEDY era natural de Viña del Mar, Chile. Sua obras estão repletas de sentimentos. Os temas principais do artista são a fauna e flora brasileiras, aos quais dedicou seu amor e admiração por toda a sua vida. Era residente e ativo na Bahia, de onde adotou o nome artístico. JULIO LOUZADA, vol.10, pág.85; MEC, vol.2, pág.406; PONTUAL, pág.290



014 - SEBASTIÃO JANUÁRIO (1939)

Natureza morta - têmpera sobre eucatex - 38 x 45 cm - canto inferior esquerdo - 1974 - Rio de Janeiro -
Com etiqueta do ateliê do autor no dorso. -

Pintor mineiro de Guanhães, MG. Vindo para o Rio de Janeiro, inicou-se na pintura, recebendo breve orientação de Ivan Serpa no Museu de Arte Moderna. Começou a apresentar seus trabalhos em 1963, viajando em seguida para Paris, onde residiu durante dois anos. Seus temas são ora sacros, ora representam o cotidiano das pessoas, mas sempre com cores demasiadas e soltas, com uma visão ingênua da realidade. Individuais a partir de 1968, na Galeria Giro e coletivas desde 1963, inclusive no XVIII Salão Nacional de Arte Moderna-RJ. JULIO LOUZADA, vol. 5, pág. 514; PONTUAL, pág. 276; Acervo FIEO.



015 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulher no espelho - serigrafia - 55 x 45 cm - canto inferior direito -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



016 - NILTON ZANOTTI (1945)

"Um lugar" - óleo sobre tela - 65 x 100 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1991 -

Natural de São Paulo, Capital, onde iniciou seus estudos artísticos com 17 anos. Cursou a APBA e foi desenhista publicitário. Obteve novos conhecimentos artísticos com o pintor Franulic. A partir de 1983, seus trabalhos adquiriram um estilo próprio e de formas definidas como " Luas" . Expõe regularmente, com sucesso de crítica e de público. JULIO LOUZADA vol.2, pág.1083, Acervo FIEO.



017 - NOEMIA MOURÃO (1912 - 1992)

"Estudos" - desenho a lápis - 19 x 13 cm - canto inferior direito -
Com desenho a nanquim assinado do artista Carlos Bastos no dorso. -

Pintora e desenhista. Assina Noemia. Realizou sua primeira individual em 1934, no Rio de Janeiro. Residiu na Europa de 1934 a 1940, frequentando em Paris as academias de la Grande Chaumière e Ranson. Expôs em Montevideu e Buenos Aires. Foi citada por REIS JUNIOR e TEODORO BRAGA. Foi aluna (1932) e mulher (1933) de Di Cavalcanti. MEC vol.3, pág. 265; WALMIR AYALA vol.2, pág.135; PONTUAL, pág. 375; TEIXEIRA LEITE, pág. 356; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 684. Acervo FIEO.



018 - ANTONIO DA COSTA JUNIOR (1945)

Natureza morta - óleo sobre eucatex - 20 x 16 cm - canto inferior direito -

Pintor paulistano, nascido em 25 de maio de 1945. Iniciou sua carreira artística aos 5 anos, já revelando talento excepcional na aquarela. Aos 8 anos passa para a pintura a óleo. Ainda adolescente foi tomar aulas na APBA-SP, mas quando o ilustre mestre Innocêncio Borghese viu seus trabalhos, foi taxativo: "Continue sozinho, rapaz. O que você teria para aprender aqui já aprendeu por si." Expõe coletivamente desde 1970, possuindo obras nos acervos de diversas e importantes instituições brasileiras. JULIO LOUZADA, vol. 6, pág. 542



019 - JOSÉ MARIA DA SILVA NEVES (1896 - XX)

Flores - aquarela - 40 x 31 cm - canto inferior esquerdo - 1978 -

Pintor, arquiteto e professor ativo em São Paulo. Participou do São Paulista de Belas Artes, onde obteve prêmios por diversas vezes. Pintor de natureza morta, paisagem e retratos. É autor da decoração do teto da Capela-Mor da Igreja do antigo convento de Sta Tereza, nas Perdizes/SP. MEC, vol.3, pág.260; JULIO LOUZADA, vol.6, pág.1060, Acervo FIEO.



020 - NICOLA PETTI (1904 - 1983)

Natureza morta - óleo sobre eucatex - 23 x 31 cm - canto inferior direito -

Ativo em São Paulo, foi também excepcional desenhista, aluno nesta capital, do pintor e professor alemão Georg Ficher Elpons; participou assiduamente do Salão Paulista de Belas Artes, desde sua inauguração em 1933, onde foi muito premiado. MEC, vol. 3, pág. 393; JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 685; ITAU CULTURAL, Acervo FIEO.



021 - HELIO BECHERINI (1921 - 1990)

Paisagem - desenho a caneta hidrográfica - 31 x 44 cm - canto inferior esquerdo -

Natural de São Paulo, Capital, Helio Becherini estudou pintura sob a orientação de Reinaldo Manske, escultura com Eugênio Pratti. Diplomou-se no Liceu de Artes e Ofícios em São Paulo. Recebeu mais de 56 premiações nos certames de que participou, entre menções honrosas, medalhas de bronze, prata e de ouro. JULIO LOUZADA vol 13 pag 32; Acervo FIEO.



022 - GEORGE BROOKSHAW (1751 - 1823)

"Green Fresh Melon" - poster - 50 x 40 cm - não assinado -
Impressão autorizada conforme identificação no centro inferior. -

Pintor, desenhista, ilustrador e artesão nascido em Birmingham, Inglaterra e faleceu em Londres. Quando jovem foi aprendiz de Samuel Troughton, um pintor de Birmingham. Mudou-se para Londres em 1777. Começou sua carreira como designer de móveis (até 1795), depois se tornou artista botânico e produziu o ‘Pomona Britannica’(1804-1812) - um livro com gravuras coloridas à mão, representando as 256 variedades de frutas cultivadas na Grã-Bretanha. Também publicou ‘A New Treatise on Flower Painting’; ‘Every Lady her own Drawing Master’ e dois volumes de pinturas de pássaros e frutas. www.vam.ac.uk; www.georgeglazer.com; www.artprice.com; www.audubonart.com.



023 - JOSÉ SABÓIA (1949)

Trabalhador - óleo sobre tela - 30 x 30 cm - canto inferior direito -

Nascido em Almadina (BA). Indo para o Rio de Janeiro em 1967, começou a pintar no ano seguinte, passando a expor seus trabalhos na Feira Hippie de Ipanema. Sua primeira individual deu-se em Fortaleza em 1970; a partir de então, tem exposto com freqüência no Rio de Janeiro e em São Paulo. A pintura de Sabóia partiu de uma raiz eminentemente popular, tendo atingido depois um rebuscamento que se traduz no caprichoso desenho de linhas recurvas, na pincelada lisa, impessoal, no colorido reduzido a três ou quatro tons básicos e na composição, dotada daquele inconfundível horror vacui dos ingênuos. JULIO LOUZADA vol. 11, pág. 278; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 228; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO.



024 - LUCIANO MAURICIO (1925)

Natureza morta - óleo sobre madeira - 34 x 24 cm - dorso - 1985 - Friburgo -

Natural da cidade do Rio de Janeiro, onde é ativo. Pintor, desenhista e cenógrafo. Formou-se em pintura pela antiga ENBA. Recebeu menção honrosa em desenho e medalha de prata em arte decorativa no SNBA. Figurou ainda nos III, XI, XII, XIV e XV SNAM (entre 1954 e 1966), na VIII BSP (1965). Em 1955 lecionou no MASP. JULIO LOUZADA, vol. 1; TEIXEIRA LEITE, pág 292; MEC, vol. 3 pág. 107; PONTUAL, pág. 350.



025 - JUAREZ MACHADO (1941)

Festa - serigrafia - 50/100 - 100 x 70 cm - canto inferior direito -

Nasceu em Joinville, SC. Atualmente reside e trabalha em Paris, França, onde mantem ateliê. Pintor, escultor, desenhista, caricaturista, jornalista, cenógrafo, escritor e ator. Desenvolveu sólida carreira como desenhista de charges de humor. Sua arte essencialmente criativa, vai do lirismo à violência, da análise microscópica ao extravasamento onírico. Entre as exposições de que participa, destacam-se: 9ª Bienal Internacional de São Paulo, 1967; Zona Gallery, Nova Iorque (Estados Unidos), 1981; Retrospectiva Quatro Artistas da Geração 60, no MAC/PR, Curitiba, 1987; Châteaux Bordeaux, no Centro Georges Pompidou, Paris, 1988; Retrospectiva, no MAC/Joinville, 1990; Arte na América Latina: 100 Anos de Produção, no Instituto Estadual de Artes Plásticas da UFRGS, Porto Alegre, 1996. "Juarez Machado expõe a natureza humana, olha, registra, interpreta, ilumina, focaliza. É o mundo dos humanos, mas não é o mundo do juiz dos homens. Aqui não estamos no Juízo Final. Juarez é o artista contemporâneo, ele tem este olhar elaborado pela ciência, o grau de consciência reflexiva. Podemos dizer deste ponto de vista, que esta obra humanística e esta atitude de intensa pesquisa confere ao seu trabalho um caráter anti-medieval." Jacob Klintowitz in: "Juarez Machado - Copacabana 100 Anos, Ed. Simões de Assis, 1992." JULIO LOUZADA vol.11, pág. 186; PONTUAL, pág.284; Acervo FIEO; ITAU CULTURAL; MEC, vol. 3; TEIXEIRA LEITE, pág. 298. Acervo FIEO.



026 - CAMARGO FREIRE, EXPEDITO (1908 - 1988)

Campos do Jordão - óleo sobre eucatex - 20 x 15 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor e professor, iniciou seus estudos no liceu de artes e ofícios e no núcleo Bernardelli no Rio de Janeiro. Em Paris freqüentou a Academie de La Grande Chaumière. Foi incluído na mostra Um Século de Pintura Brasileira, organizada pelo MNBA (1952). Dedica-se de modo especial à paisagem. MEC, vol. 2, pág. 208; ITAU CULTURAL.



027 - ANGELO CANNONE (1899 - 1992)

O passeio - óleo sobre madeira - 18 x 23 cm - canto inferior direito -

Nascido na Itália, radicou-se no Brasil. Seu estilo liga-se ao dos Macchiajoli oitocentistas (os equivalentes italianos dos impressionistas franceses) e ao de Pratella em especial. São especialmente notáveis suas paisagens e marinhas. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 168; JULIO LOUZADA vol.11, pág.54; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



028 - HARRY ELSAS (1925 - 1994)

Pastor - óleo sobre tela colada em madeira - 45 x 32 cm - canto inferior esquerdo -

Muralista, gravador, pintor, Heinz Hugo Erich Elsas nasceu em Stuttgart, Alemanha e faleceu em Taubaté, SP. Iniciou a carreira artística como autodidata. Radicado no Brasil desde 1936 foi fortemente influenciado pela cultura regional do Nordeste. Em 1945 recebeu orientações de Lasar Segall e realizou sua primeira mostra individual no Ministério da Educação e Cultura no Rio de Janeiro. A partir de 1970, fixou-se em São Paulo e executou murais para o Banco Safra (1971) e Banco Cidade de São Paulo (1976). Realizou exposições individuais em São Paulo, Rio de Janeiro e Estados Unidos. Participou de coletivas no Brasil e no exterior a partir de 1962. JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 355; MEC VOL, 2, PÁG, 111; TEIXEIRA LEITE PÁG 176; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



029 - ARLINDO CASTELLANE DI CARLI (1910 - 1985)

Interior - óleo sobre eucatex - 20 x 30 cm - canto inferior direito -

Pintor e escultor. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, onde foi aluno de José Maria da Silva Neves e de Enrico Vio. Suas primeiras realizações foram na pintura. Mais tarde passou a dedicar-se também à escultura. Sofreu influência do pintor Armando Balloni. Em 1942, estreando no SPBA, recebeu prêmio de menção honrosa, seguindo-se nos anos posteriores, diversas premiações, inclusive de viagem ao estrangeiro. MEC, vol. 1, pág. 355; WALMIR AYALA, vol.1, págs. 183 e 184; ITAÚ CULTURAL.



030 - RENINA KATZ (1925)

Composição - litografia - 18/30 - 37 x 47 cm - centro inferior -

Gravadora, desenhista, ilustradora e professora, Renina Katz Pedreira nasceu no Rio de Janeiro. Assina Renina e Renina Katz. Cursou a Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1947 a 1950) e teve como professores, entre outros, Henrique Cavalleiro e Quirino Campofiorito. Licenciou-se em desenho pela Faculdade de Filosofia da Universidade do Brasil. Iniciou-se em xilogravura com Axl Leskoschek, em 1946. Incentivada por Poty, ingressou no curso de gravura em metal, oferecido por Carlos Oswald no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro. Mudou-se para São Paulo em 1951, e lecionou gravura no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand e, posteriormente, na Fundação Armando Álvares Penteado, até a década de 1960. Em 1956, publicou o primeiro álbum de gravuras, intitulado ‘Favela’. A partir dessa data, foi docente da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo por 28 anos. Realizou muitas exposições individuais pelo Brasil, EUA, Chile, Paraguai, Portugal, Itália, Holanda e participou, entre as diversas mostras e Salões oficiais, das: Bienal Internacional de São Paulo (1955, 1959, 1961, 1963, 1985, 1989); Bienal de Veneza, Itália (1956, 1986); Panorama da Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1974, 1977, 1980, 1984). Foi premiada no Rio de Janeiro (1951, 1952) e em São Paulo (1955, 1984). MEC VOL.2, PÁG.403; PONTUAL, PÁG. 288; WALMIR AYALA VOL.1, PÁG.441; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG.15; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 606; ARTE NO BRASIL; www.artprice.com; www.catalogodasartes.com.br; www.editora.unicamp.br; www.laboratoriodasartes.com.br; artenaescola.org.br.



031 - INIMÁ DE PAULA (1918 - 1999)

Paisagem - desenho a nanquim - 30 x 22 cm - canto inferior direito - 1970 -

Mineiro de Itanhomi, Inimá, depois de prestar o serviço militar em Juiz de Fora, passou a frequentar o Núcleo Antônio Parreiras (que no início dispunha de professores, mas logo se transformou em ateliê livre), da mesma cidade, em 1938. Integrou-se ao grupo de Bandeira e Aldemir Martins na cidade de Fortaleza (1941). No Rio frequentou o ateliê de Portinari e realizou a sua primeira individual (1948). Recebeu o prêmio viagem ao estrangeiro no I SNAM (1952), certame do qual participou por diversas vêzes até 1960. Em Paris estudou com Lothe. É um de nossos artistas mais completos. JULIO LOUZADA, vol.11, pág.152; PONTUAL, pág. 271; MEC, vol.3, pág.355; WALMIR AYALA, vol.1, págs. 401 1 404; TEIXEIRA LEITE, pág.260; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 637; ARTE NO BRASIL, pág. 870; Acervo FIEO.



032 - MARCIO SCHIAZ (1965)

"Teatro Municipal" - óleo sobre tela - 40 x 60 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2010 -

Paulistano, o pintor nasceu em 10/5/1965. Estudou na APBA-SP, onde desenvolveu curso de desenho e pintura, frequentado sessões de modelo vivo. Individuais desde 1989 e coletivas em Salões Oficiais, com sucesso de crítica. Recebeu diversos prêmios. JULIO LOUZADA, vol.13, pág. 304; Acervo FIEO.



033 - JOSÉ LUIZ MESSINA (1930)

Caravana árabe - óleo sobre tela - 50 x 100 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor atuante em São Paulo, foi aluno de Mecatti e Vicente Mecozzi. Expõe desde 1976, com sucesso de público. MEC, vol. 3, pág. 36; JULIO LOUZADA Ed./85, pág. 566; ACERVO FIEO.



034 - PAULO VERGUEIRO LOPES DE LEÃO (1889 - 1964)

Paisagem - óleo sobre madeira - 20 x 40 cm - canto inferior direito -

Pintor paulistano, foi bolsista do Governo do Estado de São Paulo na Itália, Florença (1913). Estudou com Biloul, em Paris (1920). Exerceu diversos cargos públicos e privados ligado às artes, como a de Diretor da Pinacoteca de São Paulo, em 1939. Foi paisagista, retratista e pintor de história. TEIXEIRA LEITE, pág.289; JULIO LOUZADA vol.11, pág.179; ITAÚ CULTURAL, RUTH TARASANTCHI.



035 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

Banhista - escultura em bronze - 33 x 8 x 6 cm - assinado -

Escultor e pintor paulista, iniciou seus estudos de escultura em Roma 1920/1922. Mais tarde tornou-se aluno de Maillol, em Paris, onde também frequentou as academias Ranson e de La Grande Chaumière, em 1936. É considerado o maior escultor nacional. MEC, vol.2, pág. 250/1; PONTUAL, pág. 237/8; MAYER/84, pág. 1333; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 587; ARTE NO BRASIL, pág. 715; LEONOR AMARANTE, pág. 18.



036 - EDGARD OEHLMEYER (1909 - 1967)

Paisagem - desenho a nanquim e aguada - 15 x 21 cm - canto inferior esquerdo - 1966 -

Nasceu em Rio Claro, no dia 31 de maio e falecido em 4 de outubro de 1967. Nessa cidade cursou na Escola Profissional a seção de pintura com o prof. Carlos Hadler. Discípulo de Rocco, foi destacado paisagista e pintor de naturezas-mortas, tendo obtido diversas premiações nos SNBA e SPBA. TEODORO BRAGA, pág. 175; MEC. Vol.3, pág. 291; MAYER/1984, pag. 1070; TEIXEIRA LEITE, pág. 362; PONTUAL, pág. 389; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



037 - DJANIRA DA MOTTA E SILVA (1914 - 1979)

Figuras - serigrafia - 26 x 29 cm - canto inferior esquerdo -

Pintora, desenhista, ilustradora, cartazista, cenógrafa e gravadora. Djanira da Motta e Silva nasceu em Avaré, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. No final da década de 1930, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde teve suas primeiras instruções de desenho no Liceu de Artes Ofícios e com o pintor Emeric Marcier, hóspede da pensão que Djanira instalou no bairro de Santa Teresa. Os contatos com os artistas Carlos Scliar, Milton Dacosta , Arpad Szenes , Vieira da Silva e Jean-Pierre Chabloz , frequentadores de sua pensão, proporcionaram um ambiente estimulador que a levou a expor no 48º Salão Nacional de Belas Artes, em 1942. No ano seguinte, realizou sua primeira mostra individual, na Associação Brasileira de Imprensa - ABI. Em 1945, viajou para Nova York. De volta ao Brasil, realizou o mural ‘Candomblé’ para a residência do escritor Jorge Amado, em Salvador, e painel para o Liceu Municipal de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Entre 1953 e 1954, viajou a estudo para a União Soviética. De volta ao Rio de Janeiro, tornou-se uma das líderes do movimento pelo Salão Preto e Branco, um protesto de artistas contra os altos preços do material para pintura. Realizou em 1963, o painel de azulejos ‘Santa Bárbara’, para a capela do túnel Santa Bárbara, Laranjeiras, Rio de Janeiro. No ano de 1966, a editora Cultrix publicou um álbum com poemas e serigrafias de sua autoria. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil, EUA e Europa. Foi premiada no Rio de Janeiro (1943, 1944, 1949, 1950 a 1953, 1955, 1963) e em São Paulo (1951, 1955). Participou da 1ª e da 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955). Em 1977, o Museu Nacional de Belas Artes - MNBA, realizou uma grande retrospectiva de sua obra. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 336; PONTUAL, PÁG. 181; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 164; MEC, VOL. 2, PÁG 58; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG, 263; WALTER ZANINI, PÁG. 810; ARTE NO BRASIL, PÁG. 824; ACERVO FIEO.



038 - MENASE WAIDERGORN (1927)

Paisagem - óleo sobre eucatex - 30 x 20 cm - canto inferior direito -

Romeno da cidade de Hotin, Waidergorn veio para o Brasil em 1932, onde seus pais fixaram residência em São Paulo. Ingressou na APBA, onde conheceu Mecatti, que muito o estimulou e orientou, dele assimilando a luminosidade da pintura peninsular muito a gosto do ottocento italiano. Sua pintura aborda todos os gêneros, baseadas tanto nas recordações da infância pobre como nas lembranças das viagens que fez ao norte da Africa e Europa. Participou de diversos salões e coletivas, recebendo diversas premiações JULIO LOUZADA vol.11, pág. 330; Acervo FIEO.



039 - CARYBÉ (1911 - 1997)

"Criador de pássaros" - serigrafia - 62/250 - 69 x 50 cm - canto inferior direito na tela serigráfica -

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



040 - HEITOR DOS PRAZERES (1898 - 1966)

Volta do trabalho - óleo sobre cartão - 35 x 46 cm - canto inferior direito - 13/06/61 - Rio de Janeiro -
Com autenticação da família do artista, na pessoa do curador da obra, Sr. Heitor dos Prazeres Filho. -

Pintor, compositor, marceneiro, Heitor dos Prazeres nasceu e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. Iniciou-se na pintura por volta de 1937, como autodidata, estimulado pelo jornalista e desenhista Carlos Cavalcanti. No período de 1937 a 1946, trabalhou em rádios do Rio de Janeiro e ingressou como ritmista na Rádio Nacional, em 1943. Recebeu o 3º lugar para artistas nacionais na 1ª Bienal Internacional de São Paulo (1951) e foi homenageado com sala especial na 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1953). No ano seguinte, criou cenários e figurinos para o Balé do IV Centenário da Cidade de São Paulo. Realizou sua primeira exposição individual, em 1959, no Rio de Janeiro. Em 1965, Antônio Carlos Fontoura produziu um documentário sobre sua obra. Tornou-se um artista destacado, atuando como compositor, instrumentista e letrista de música popular brasileira. Participou da fundação das primeiras escolas de samba cariocas, entre elas a Estação Primeira de Mangueira. Em comemoração ao centenário de seu nascimento, em 1999, foi realizada mostra retrospectiva no Espaço BNDES e no Museu Nacional de Belas Artes. Em 2003, foi publicado o livro ‘Heitor dos Prazeres: Sua Arte e Seu Tempo’, da jornalista Alba Lírio. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.11, PÁG.247; MEC. VOL.3, PÁG.400; WALMIR AYALA. VOL.2, PÁG.194; TEIXEIRA LEITE, PÁG.408; PONTUAL, PAG.439; WALTER ZANINI, PÁG.810; LEONOR AMARANTE, PÁG. 266; ACERVO FIEO.



041 - ENZO FERRARA (1984)

"Vista de São Luís do Paraitinga" - técnica mista - 40 x 60 cm - canto inferior direito e dorso - 2010 -

Pintor, Enzo Cícero Tiago Aparecido de Lima Santos nasceu em São Paulo. Assina Enzo Ferrara. Vive em Mogi das Cruzes, SP, desde2005. Criou, em 2009, com os artistas plásticos Zeti Muniz, Adelaide L. Swettler, João Ruíz, Marineis Dias, Nerival Rodrigues e Sirley Lacerda o grupo de artes ‘Frontispício’ (Frente Especial). Expôs individualmente em: Mogi das Cruzes (2006); Diadema, SP (2012). Tem participado de mostras coletivas e Salões oficiais em: Mogi das Cruzes (2008); Piracicaba, SP (2010, 2012 - 10ª e 11ª Bienais de Arte Naïf do Brasil); São Paulo (2011); Santo André, SP (2012). Foi premiado em Suzano, SP (2011); Piracicaba (2012 - Bienal de Arte Naïf do Brasil). Possui obras no Museu de Arte Popular de Diadema, no Museu Internacional de Arte Naïf do Brasil - RJ; na Pinacoteca de São Bernardo do Campo, SP. JULIO LOUZADA VOL. 7, PÁG. 254; www.dgabc.com.br; ofrontispicio.blogspot.com.br; www.odiariodemogi.inf.br; www.diadema.sp.gov.br



042 - LIVROS


1)"PARA ENTENDER A ARTE". MARIA CLARA PRETTE. SÃO PAULO: GLOBO, 2009.
2)"ARTE CONTEMPORÂNEA". KLAUS HONNEF. KÖLN, BENEDIKT TASCHEN, 1994.
3)"L'ART CONTEMPORAIN". KLAUS HONNEF. KÖLN, BENEDIKT TASCHEN, 1990.
4)"FORMA: EL IDEAL CLÁSICO EN EL ARTE MODERNA". CATÁLOGO DE EXPOSIÇÃO. MADRID: MUSEO THYSSEN - BORNEMISZA, 2002.
5)"POSTMODERNISM". ELEONOR HEARTNEY. CAMBRIGE: CAMBRIDGE, 2001.
6)"ROY LICHTENSTEIN". LAWRENCE ALLOWAY. NEW YORK: ABBEVILLE, 1983.
7)"ALEXANDER CALDER AND HIS MAGICAL MOBILES". JEAN LIPMAN E MARGARET ASPINWALL. NEW YORK: WHITNEY MUSEUM OF AMERICAN ART, 1981.




043 - ARMANDO ROMANELLI (1945)

"Marinha" - óleo sobre tela - 60 x 60 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1984 -

Fluminense de Duque de Caxias, Romanelli começou a pintar em 1958, sofrendo influências de Manuel Santiago e Edgard Walter. Em 1960 ingressou no IBA-RJ. Participou do SNBA-RJ, conquistando Menção Honrosa. JULIO LOUZADA, vol. 1 pág. 838; ITAU CULTURAL.



044 - JOSÉ PAULO MOREIRA DA FONSECA (1922 - 2004)

Fachada - óleo sobre tela - 35 x 27 cm - canto inferior direito e dorso - 1985 -

Pintor, advogado, filósofo e poeta, nascido e falecido no Rio de Janeiro. Autodidata, dedicou-se à pintura a partir de 1950. Realizou várias exposições individuais em São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Alemanha, Portugal, Inglaterra, Áustria, Estados Unidos, México e participou de muitas mostras e Salões oficiais pelo Brasil e Europa. MEC, VOL. 2, PÁG. 183; WALMIR AYALA VOL. 1, PÁG. 423 A 427; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 268; ITAU CULTURAL, ACERVO FIEO.



045 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Choupana - óleo sobre tela - 55 x 75 cm - canto inferior esquerdo -
Delmonte. No estado. -



046 - RUBENS GERCHMAN (1942 - 2008)

Filmagem - litografia - 54/80 - 33 x 46 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, escultor nascido no Rio de Janeiro e falecido em São Paulo. Em 1957, freqüenta o Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro, onde estuda desenho. Faz curso de xilogravura com Adir Botelho e freqüenta a Escola Nacional de Belas Artes - Enba, entre 1960 e 1961. Em 1967, é contemplado com o prêmio de viagem ao exterior no 16º Salão Nacional de Arte Moderna e viaja para os Estados Unidos. Reside em Nova York entre 1968 e 1972. Retorna ao Brasil e faz o roteiro, a cenografia e a direção do filme 'Triunfo Hermético' e os curtas 'ValCarnal' e 'Behind the Broken Glass'. De 1975 a 1979, assume a direção da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, RJ. É co-fundador e diretor da revista 'Malasartes'. Em 1978, viaja para os Estados Unidos com bolsa da Fundação John Simon Guggenheim. Em 1982, permanece por um ano em Berlim como artista residente, a convite do Deutscher Akademischer Austauch Dienst - DAAD [Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico]. Realizou diversas exposições individuais e participou de muitas mostras oficiais no Brasil e pelo mundo recendo prêmios na Bienal de São Paulo (1965), Bienal de Salvador, BA (1966), Bienal de Cali, Colômbia (1967, 1970). JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 417; PONTUAL, PÁG. 235; TEIXEIRA LEITE, "in" A GRAVURA BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 734; ARTE NO BRASIL, PÁG. 974; LEONOR AMARANTE, PÁG. 143, MEC VOL. 2, PÁG. 246; Acervo FIEO.



047 - CARLOS SCLIAR (1920 - 2001)

Perua - linóleo gravura - 4/100 - 27 x 13 cm - canto inferior direito -

Desenhista, gravador, pintor, ilustrador, cenógrafo, roteirista e designer gráfico que nasceu em Santa Maria da Boca do Monte, RS e faleceu no Rio de Janeiro. Assina Scliar. Estudou com Gustav Epstein, em Porto Alegre, em 1934. Participou, em 1938, da fundação da Associação Riograndense de Artes Plásticas Francisco Lisboa. Entre 1939 e 1947, residindo em São Paulo, integrou a Família Artística Paulista - FAP. No Rio de Janeiro, escreveu e dirigiu em 1944 o documentário 'Escadas', sobre os pintores Arpad Szenes e Vieira da Silva com os quais conviveu desde 1941. Convocado pela Força Expedicionária Brasileira - FEB, participou da Segunda Guerra Mundial, na Itália. Morando em Paris de 1947 a 1950, cursou gravura com Galanis na Escola de Belas Artes e teve contato com o gravador mexicano Leopoldo Méndez. De volta ao Brasil, fundou com Vasco Prado o Clube de Gravura de Porto Alegre. Em 1956, passou a viver no Rio de Janeiro. Foi diretor do departamento de arte da revista 'Senhor' entre 1958 e 1960. Fundou a editora Ediarte, em 1962, com os colecionadores Gilberto Chateaubriand, Michel Loeb, Carlos Nicolaievski e o pintor José Paulo Moreira da Fonseca. Realizou durante toda sua vida exposições individuais e participou de inúmeras coletivas e Salões oficiais, recebendo muitos prêmios. Também foram realizadas várias exposições póstumas. MEC VOL.4, PÁG. 214; TEODORO BRAGA, PÁG. 66; WALMIR AYALA VOL.2, PÁG. 306 a 309; PONTUAL, PÁG. 479 e 480; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG.884; VOL.2, PÁG. 925; VOL.13, PÁG. 305; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; RGS, PÁG. 442; ACERVO FIEO.



048 - SAMSON FLEXOR (1907 - 1971)

"Composição nº4" - guache - 40 x 24 cm - canto inferior direito - 1954 -

Pintor nascido na Romênia, estudou em Paris, onde fez em 1927 sua primeira individual, radicando-se em 1946 em São Paulo, onde faleceu. Foi um dos pioneiros do abstracionismo no Brasil, tendo criado em 1948 o Atelier Abstração. Em 1968 sua obra foi objeto de importante retrospectiva no MAM-RJ. BENEZIT vol. 4, pág. 402; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 313/4; TEIXEIRA LEITE, pág. 198; PONTUAL, pág. 217/8; MEC, vol. 2, pág. 179 e 180; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 917; LEONOR AMARANTE, pág. 75; WALTER ZANINI, pág. 643, Acervo FIEO.



049 - IVONALDO (1943)

Figura - desenho a nanquim - 36 x 25 cm - canto inferior direito - 1972 -

Batizado Ivonaldo Veloso de Melo, o artista á natural de Caruarú-PE, onde nasceu em 25 de outubro de 1943. Pintor, desenhista e gravador. Inciou-se artísticamente em 1966 em São Paulo. Atualmente reside e é ativo em Olinda-PE. Sua obra naturalmente primitivista, transmite a pesquisa do artista do homem nordestino, criando novas formas para a rica floração local e as frutas típicas. O autor está citado em importantes compêndios internacionais de arte naif, inclusive na World Enciclopedy os Naive Art, editada na Iuguslávia. JULIO LOUZADA, vol. 11 pág. 155; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 92; Acervo FIEO.



050 - ANTONIO BANDEIRA (1922 - 1967)

Composição - aquarela - 27 x 35 cm - canto inferior direito -
Ex coleção Renato Antônio Brogiolo. - Rio de Janeiro. -

Pintor, desenhista, gravador, nascido em Fortaleza, CE e falecido em Paris, onde viveu a maior parte de sua vida. É um dos pioneiros da arte abstrata no Brasil. Iniciou-se na pintura como autodidata. Em 1941, em Fortaleza, participou, ao lado de Mário Baratta, entre outros, da criação do Centro Cultural de Belas Artes depois, Sociedade Cearense de Artes Plásticas. Em 1945, transferiu-se para o Rio de Janeiro e, no ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual. Contemplado pelo governo francês com bolsa de estudos, permaneceu em Paris de 1946 a 1950 onde frequentou a Escola Nacional Superior de Belas Artes e a ‘Académie de la Grande Chaumière’. Entre 1947 e 1948 participou do ‘Salon d'Automne’ e do ‘Salon d'Art Libre’. Tomou parte em reuniões de artistas e formou o Grupo Banbryols (ban de Bandeira; bry de Camille Bryen; e ols de Wols), que durou de 1949 a 1951. Voltou ao Brasil em 1951 e apresentou-se na 1ª Bienal Internacional de São Paulo. Em 1952, criou um mural para o Instituto dos Arquitetos do Brasil, em São Paulo. Retornou a Paris em 1954 em razão do Prêmio Fiat, obtido na 2ª Bienal Internacional de São Paulo, mas não deixou de expor no Brasil. Permaneceu na Europa até 1959, passando pela Inglaterra e Bélgica, onde, em 1958, realizou um painel para o ‘Palais des Beaux-Arts’. Ao retornar ao Brasil teve uma atividade artística intensa, participou de importantes exposições, em paralelo a mostras em Paris, Munique, Verona, Londres e Nova York. Voltou a Paris em 1965, onde permaneceu até sua morte. BENEZIT, VOL.1, PÁG.415; MEYER/87, PÁG.606; MEC, VOL.1, PÁGS.159,160 E 167; PONTUAL, PÁGS. 48 E 49; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁGS. 71 A 74; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 52 A 54; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; ARTE NO BRASIL, PÁG. 599; LEONOR AMARANTE, PÁG. 34; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 86; ACERVO FIEO; web.artprice.com; pitoresco.com; pinturabrasileira.com.



051 - JOSÉ DE DOME (1921 - 1982)

Paisagem - pastel - 39 x 33 cm - canto inferior direito - Cabo Frio - RJ -

José de Dome nasceu em Estância, SE. Autodidata, firmou-se como pintor na década de 60. Um amarelo sempre solar e luminoso sobressai em suas telas e a imprecisão nos contornos das figuras, o empastelamento das formas, é um dos recursos utilizados pelo autor para dar aos seus personagens e temas feições dramáticas atenuadas. Foi ativo em Cabo Frio, RJ; o artista expôs individualmente a partir da década de 50. PONTUAL, pág. 183; JULIO LOUZADA, vol 1 pág, 339; ITAU CULTURAL.



052 - JOAQUIM TENREIRO (1906 - 1992)

Bicicletas - desenho a nanquim - 34 x 50 cm - canto inferior direito -

Designer, escultor, pintor, gravador e desenhista, Joaquim Albuquerque Tenreiro nasceu em Melo Guarda, Portugal e faleceu em Itapira, SP. Filho e neto de marceneiros, aos dois anos de idade mudou-se para o Brasil com a família. Retornou a Portugal em 1914 e ajudou o pai a realizar trabalhos em madeira. Iniciou aulas de pintura. Em 1928, transferiu-se definitivamente para o Rio de Janeiro, passando a frequentar o curso de desenho do Liceu Literário Português onde conquistou o prêmio Joaquim Alves Meira, a maior láurea daquele estabelecimento e fez cursos no Liceu de Artes e Ofícios. Em 1931, integrou o Núcleo Bernardelli. Na década de 1940, dedicou-se à pintura de retrato, de paisagem e de natureza-morta. Entre 1933 e 1943, trabalhou como designer de móveis nas empresas Laubissh & Hirth, Leandro Martins e Francisco Gomes. Em 1943, montou sua primeira oficina, a Langenbach & Tenreiro e, alguns anos depois, inaugurou duas lojas de móveis; primeiro no Rio de Janeiro e, posteriormente, em São Paulo. É o renovador do mobiliário brasileiro, responsável por toda uma linha de criação em que a funcionalidade se alia o bom gosto e o aproveitamento racional dos materiais do País. No final da década de 1960, Joaquim Tenreiro encerrou as atividades na área da concepção e fabricação de móveis para dedicar-se exclusivamente às artes plásticas, principalmente à escultura. Participou do Panorama da Arte Atual Brasileira, SP (1972, 1973, 1975, 1978, 1988), da Bienal Internacional de São Paulo (1965), entre outras, e realizou uma retrospectiva no MAM, RJ (1977). Tem pinturas suas figurando no MAM, SP, no MNBA e Museu Manchete, RJ. MEC, VOL.4, PÁGS.381 E 382; PONTUAL, PÁG.520; TEIXEIRA LEITE, PÁG.504; WALMIR AYALA, VOL.2, PÁG.376 E 377; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG.973; VOL. 5, PÁG. 1042; VOL.6, PÁG. 1111; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 580; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; www.joaquimtenreiro.com; renome.com.br; pinturabrasileira.com; web.artprice.com.



053 - RENZO GORI (1911 - 1999)

Paisagem - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor de estilo, participou de diversos Salões Nacionais, com premiações; muito apreciado por colecionadores de cenas árabes. TEODORO BRAGA, pág. 110; MEC, vol. 2, pág. 278; JULIO LOUZADA, vol. 9, pág. 390; Acervo FIEO.



054 - CANDIDO DE OLIVEIRA, EDMILSON (1961)

Paris - óleo sobre tela - 60 x 80 cm - canto inferior direito e dorso -

Natural de Pesqueira, Pernambuco, onde nasceu a 23 de julho de 1961. Pintor, assinava até 1985: EDMILSON (seu primeiro nome). Atualmente assina CANDIDO DE OLIVEIRA. Teve como mestres José Ismael e Gilberto Geraldo. Suas naturezas-mortas são hiperrealistas, suas composições são equilibradas. Participa de coletivas desde 1993, com premiações. JULIO LOUZADA vol.11, pág. 231.



055 - CACIPORÉ TORRES (1932)

Composição - escultura em bronze - 17 x 17 x 3 cm - assinado -

Nascido CACIPORÉ de Sá Coutinho de Lamare TÔRRES, na cidade de Araçatuba, SP. É escultor e professor. Participou do I SPAM (1951) e da I, II, III, VI, VIII e IX Bienal de São Paulo. Recebeu diversos prêmios, inclusive de viagem à Europa em 1951. MEC, vol. 4, pág. 406; PONTUAL, pág. 524; JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 156; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 769; ARTE NO BRASIL, pág. 899; LEONOR AMARANTE, pág. 23.



056 - OMAR PELEGATTA (1925 - 2000)

Marinha - óleo sobre eucatex - 32 x 22 cm - canto inferior esquerdo -

Italiano da Lombardia, PELLEGATTA foi pintor e gravador dedicado a temas sacros e casarios coloniais. Em sua obra, o ser humano é apresentado sempre de modo idealizado, na figura de ternas madonas, santos, coroinhas e cavaleiros. Participou de diversas coletivas e salões, a partir de 1957, recebendo premiações em sua maioria. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág.735; MEC vol.3, pág.363; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



057 - MARIA LEONTINA (1917 - 1984)

Composição - guache - 23 x 27 cm - canto inferior direito - 1957 -
Acompanha recibo da compra realizada em 17 de fevereiro de 1978, da autora. -

Pintora, gravadora e desenhista. Maria Leontina Mendes Franco da Costa nasceu em São Paulo, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. Iniciou estudos de desenho com Antônio Covello, em São Paulo (1938), e na primeira metade da década de 1940 estudou pintura com Waldemar da Costa. Em 1946, no Rio de Janeiro, frequentou o ateliê de Bruno Giorgi e fez curso de museologia no Museu Histórico Nacional, entre 1946 e 1948. Em 1947, participou da exposição ‘19 Pintores’, na Galeria Prestes Maia, em São Paulo, ao lado de Lothar Charoux, Marcelo Grassmann, Aldemir Martins, Luiz Sacilotto e Flavio-Shiró. Em 1951, foi convidada pelo psiquiatra e crítico de arte Osório César para orientar o setor de artes plásticas do Hospital Psiquiátrico do Juqueri. No mesmo ano, organizou uma mostra dos internos no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Em 1952, com bolsa de estudo do governo francês, viajou para a Europa, acompanhada pelo marido, o pintor Milton Dacosta. Em Paris, entre 1952 e 1954, frequentou o ateliê de gravura de Johnny Friedlaender. Na década de 1960, realizou painel de azulejos para o Edifício Copan e vitrais para a Igreja Episcopal Brasileira da Santíssima Trindade, ambos em São Paulo. Realizou exposições individuais e participou de inúmeras mostras, Salões oficiais e Bienais como a Bienal de Veneza (1950, 1952, 1956). Foi premiada no Rio de Janeiro (1944, 1950, 1955, 1957, 1980); em São Paulo (1944; 1947; 1951; 1954; 1958; 1960; 1980; 1955, 1959, 1965 - Bienais Internacionais; 1969, 1970 - Panoramas da Arte Atual Brasileira; 1975 - prêmio pintura da Associação Paulista de Críticos de Artes - APCA); Brasília, DF (1980); Curitiba, PR (1980; Porto Alegre, RS (1980); Nova York (1960 - Fundação Guggenheim). ITAU CULTURAL; MEC, VOL. 2, PÁG. 471; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 309; PONTUAL, PÁG. 338; ARTE NO BRASIL, PÁG. 772; LEONOR AMARANTE, PÁG. 25; WALTER ZANINI, PÁG. 645; JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 572.



058 - RITA RABELO (1926)

Natureza morta - óleo sobre eucatex - 28 x 38 cm - canto inferior direito - 1997 -

Nasceu em São Paulo, Capital, em 25 de outubro de 1926. Teve algumas aulas de desenho com Bonadei (1961). Participa de coletiva na Sociarte (1987), com grande aceitação. JULIO LOUZADA vol.11, pág. 258.



059 - INOS CORRADIN (1929)

Menino - óleo sobre tela - 72 x 49 cm - centro inferior -

Pintor, desenhista, gravador, escultor e cenógrafo, nascido em Vogogna, Itália. Por volta de 1932 mudou-se com a família para Castelbaldo - Padova, onde, em 1945, estudou pintura com professor Tardivello. Em 1947 colaborou com o pintor Pendin na execução de um mural referente aos mártires da resistência italiana em Castelbaldo. Veio, em 1950, para Jundiaí e São Paulo onde fez parte do núcleo artístico Cooperativa em São Paulo, dirigido pelo pintor argentino Oswaldo Gil Navarro. Executou cenários para o Ballet do IV Centenário de São Paulo, em 1954. Em 1979 foi contratado para pintar um cenário para o Teatro de Rovigo, Itália. Realizou diversas exposições individuais, participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais pelo Brasil e pelo mundo. Foi premiado em Paris (1975) e em Ferrara, Itália (1976). JULIO LOUZADA, VOL. 11, PÁG. 152; PONTUAL, PÁG. 143; MEC, VOL. 1, PÁG. 448; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 215; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; inoscorradin.com.br.



060 - ANGEL CESTAC (1948)

"Figuras com ânfora" - óleo sobre tela - 60 x 50 cm - canto inferior direito e dorso - 1998 -

Argentino da cidade de Azul, Província de Buenos Aires, onde nasceu a 4 de agôsto de 1948. Começou a estudar na ENBA Rogério Irurtina, na sua cidade natal. A partir de 1969 estuda na ENBA de Buenos Aires, recebendo o certificado de Mestre Nacional de Artes Plásticas e Professor Nacional de Pintura. Ativo em São Paulo, SP, onde reside e expõe individualmente a partir de 1980, e coletivamente desde 1979. JULIO LOUZADA, vol. 5, PÁG. 233



061 - LOUIS-ALEXIS BOULANGER (1800 - 1874)

Dama - desenho a lápis - 20 x 16 cm - canto inferior esquerdo - 9 de abril 1845 - Bahia -

Desenhista, gravador, litógrafo, pintor e professor francês nascido em Paris e falecido no Rio de Janeiro. Instalou no Rio de Janeiro a primeira oficina de litografia comercial (1829). Foi professor de caligrafia e desenho dos filhos do imperador D. Pedro I, desenhista das iluminuras heráldicas da Nobreza e Fidalguia do Império. Participou da Exposição Geral de Belas Artes, RJ, em 1845, 1847,1848, 1860, 1862. Em São Paulo, obras suas foram expostas na mostra ‘Pedro e Amélia’ - Pinacoteca do Estado (1980) e na Fundação Bienal - Tradição e Ruptura: síntese de arte e cultura brasileiras (1984). MEC VOL. 1, PÁG. 253; PONTUAL PÁG. 82; JULIO LOUZADA VOL. 13, PÁG. 49; ITAU CULTURAL; books.google.com.br/books?isbn=8531401321; www.artedata.com; www.museuhistoriconacional.com.br.



062 - WALTER LEWY (1905 - 1995)

Paisagem surreal - óleo sobre tela - 33 x 46 cm - canto inferior direito - 1975 -

Gravador, pintor, ilustrador, paisagista, desenhista e publicitário nascido em Bad Oldesloe, Alemanha e falecido em São Paulo. Estudou na Escola de Artes e Ofícios de Dortmund, Alemanha (1923-1927). Nesse período, filiou-se à tendência do realismo mágico. Em 1928 participou de coletivas em Dortmund, Gelsenkirchen, Boclusim e outras cidades. Com a crise econômica de 1929, Lewy perdeu seu emprego de desenhista numa gráfica e foi viver com os pais no interior, tornando-se ilustrador de anedotas em jornais. Realizou sua primeira exposição individual em Bad Lippspringe (1932), mas foi fechada quando a Câmara de Arte Alemã proibiu a participação de judeus na vida artística. Escapando dessa situação opressora, o artista imigrou para o Brasil (1938), retomando profissionalmente a pintura. Deixou para trás centenas de trabalhos, que foram enviados para a Holanda e perdidos durante os bombardeios da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). No Brasil, fixou-se em São Paulo. Nos primeiros anos fez desenho publicitário e mais tarde capas de livros e ilustrações para diversas editoras. Ilustrou obras de Bertrand Russell, Machado de Assis e Arnold Toynbee, entre outras. Mais tarde, empregou-se como diagramador, letrista e arte-finalista nas agências de propaganda De Carli, Lintas Publicidade, Martinelli, Santos & Santos e Thompson Propaganda. Participou de Salões Nacionais e Bienais de São Paulo, entre 1951 e 1965, recebendo diversas premiações oficiais. JULIO LOUZADA, VOL. 10, PÁG. 497; MEC, VOL. 2, PÁG. 474; TEODORO BRAGA, PÁG. 245; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 286; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 630; LEONOR AMARANTE, PÁG. 142; ACERVO FIEO.



063 - ANGELO CANNONE (1899 - 1992)

Paris - óleo sobre eucatex - 10 x 19 cm - canto inferior esquerdo -

Nascido na Itália, radicou-se no Brasil. Seu estilo liga-se ao dos Macchiajoli oitocentistas (os equivalentes italianos dos impressionistas franceses) e ao de Pratella em especial. São especialmente notáveis suas paisagens e marinhas. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 168; JULIO LOUZADA vol.11, pág.54; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



064 - VINCENZO CENCIN (1925 - 2010)

Pescadores - óleo sobre madeira - 15 x 17 cm - canto inferior direito -

Natural de Veneza, Itália, desde pequeno sente a feição mágica e iluminada de sua cidade natal e o mar que a rodeia. Após a II Grande Guerra vem para o Brasil, onde fixa a sua residência. Em 1981 inaugura a Galeria Velha Europa, em São Paulo. Sobre a sua obra, assim se manifestou o crítico José Roberto TEIXEIRA LEITE: "... para esse homem chegado já maduro às artes, depois de longa carreira em campo diametralmente oposto, o que importa é lançar, sobre o espaço da tela, reminicências do homem mediterrâneo..." JULIO LOUZADA, vol.11, pág. 69; ITAU CULTURAL.



065 - RENOT (1932)

"Baianas malabaristas" - acrílico sobre eucatex - 23 x 16 cm - canto superior direito e dorso - 1980 -

Pintor, desenhista, gravador e tapeceiro, Reinaldo Eliomar de Freitas Marques da Silva nasceu em Santa Luzia, Bahia. Assina Renot. Autodidata, começou a pintar em 1957 e, em 1964, com a inauguração da Galeria Quirino, em Salvador, iniciou sua formação artesanal. Tornou-se amigo de vários intelectuais e artistas baianos entre os quais Jenner Augusto, Jorge Amado e Manuel Quirino. Quirino, com quem trabalhou, foi também o seu mestre na arte de tecer (1964). Foi responsável pelos calendários-tapeçaria que fez para a Basf e Bosh do Brasil em 1977. Realizou muitas exposições individuais em: Salvador, BA (1970, 1971, 1972, 1977); Porto Alegre, RS (1970); Rio de Janeiro (1971, 1974); São Paulo (1972, 1973, 1975 a 1978, 1982); Hamburgo, Alemanha (1971); Londres, Inglaterra (1972); Barcelona, Espanha (1974); Genebra, Suíça (1974); Buenos Aires, Argentina (1975); Paris, França (1976); Estados Unidos (1978, 1980). Participou de várias coletivas e mostras oficiais pelo Brasil e exterior. Atua também como perito, marchand e organizador de leilões. JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 816; VOL. 7, PÁG. 590; ITAU CULTURAL; MEC VOL. 4, PÁG. 53; web.artprice.com.



066 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Mulher de verde e gato" - acrílico sobre tela - 60 x 30 cm - canto inferior direito - 2003 -
Com certificado de autenticidade, firmado pelo autor em 25 de Outubro de 2003. -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



067 - TOMÁS SANTA ROSA (1909 - 1956)

Figuras - aquarela e guache - 21 x 15 cm - canto inferior direito -

Pintor, gravador, cenógrafo e professor. Oriundo da Paraíba, onde nasceu, fixou-se no Rio de Janeiro, iniciando em 1930 sua bem sucedida carreira de ilustrador de obras de autores estrangeiros e brasileiros, que inclui, dentre outros, Graciliano Ramos, José Lins do Rêgo, Jorge Amado, Castro Alves e muitos outros. Sua obra tem reconhecimento nacional e unanimidade de crítica, havendo se destacado em todas as áreas das artes que praticou. PONTUAL, pág. 472; TEIXEIRA LEITE, pág. 460; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 572; LEONOR AMARANTE.



068 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulata - desenho a lápis - 20 x 13 cm - canto inferior esquerdo -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



069 - EDGARD OEHLMEYER (1909 - 1967)

Estaleiro - desenho a nanquim - 28 x 31 cm - centro inferior - 1951 -

Nasceu em Rio Claro, no dia 31 de maio e falecido em 4 de outubro de 1967. Nessa cidade cursou na Escola Profissional a seção de pintura com o prof. Carlos Hadler. Discípulo de Rocco, foi destacado paisagista e pintor de naturezas-mortas, tendo obtido diversas premiações nos SNBA e SPBA. TEODORO BRAGA, pág. 175; MEC. Vol.3, pág. 291; MAYER/1984, pag. 1070; TEIXEIRA LEITE, pág. 362; PONTUAL, pág. 389; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



070 - AGOSTINHO BATISTA DE FREITAS (1927 - 1997)

Colheita de trigo - óleo sobre tela - 70 x 101 cm - canto inferior direito - 1991 -

Começou a pintar no início da década de 1950 (e ele próprio relatou que vendia seus trabalhos na Praça do Correio da capital paulista) sendo logo descoberto por Pietro Maria Bardi que organizou uma exposição de seus trabalhos no Museu de Arte de São Paulo, em 1952, mais tarde apresentados também, no Museu de Arte Moderna de São Paulo e da Bahia e no Museu de Arte Contemporânea de Campinas. Participou da XXXIII Bienal de Veneza (1966). MEC, vol. 2, pág. 210; PONTUAL, pág. 225; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 323; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 208; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 214; ITAÚ CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 832; Acervo FIEO.



071 - CHARLES CAMOIN (1879 - 1965)

Flores - óleo sobre tela - 45 x 58 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor e desenhista da Escola Francesa nascido em Marselha e falecido em Paris. Cursou a Escola Superior de Belas Artes de Marselha onde recebeu o Prêmio de Desenho e Composição e depois, em Paris: a Escola de Belas Artes (1898) e frequentou o ateliê de Gustave Moreau. Foi amigo de Matisse, Manguin, Marquet, Cézanne, Puy e Rouault. Depois da guerra viveu entre seu ateliê em Montmarte, Paris e o de Saint-Tropez onde se instalou em 1921. Expôs regularmente, em Paris, nos Salões: do Outono, das Tulherias e dos Independentes. Em 1955 recebeu o prêmio da Bienal de Menton, foi Oficial da Legião de Honra (1955) e Comandante das Artes e Letras (1959). Exposições retrospectivas de suas obras foram realizadas no Museu de Rouen (1931), no Museu de Arte Moderna de Paris (1952), em Chicago, EUA (1960) e em Nova York, EUA (1961). BENEZIT VOL. 2, PÁG. 478; www.charles-camoin.com; www.artprice.com; www.belgraviagallery.com; www.galerie-fleury.com; artist.christies.com; www.centrepompidou.fr; www.bbc.co.uk; www.museothyssen.org.



072 - LIVROS


1)"THE SYMBOLISTS". PHILIPPE JULIAN. OXFORD: PHAIDON; NEW YORK: E. P. . DUTTON, 1975.
2)"THE MASTERWORKS OF EDVARD MUNCH". JOHN ELDERFIELD E ARNE EGGUM. NEW YORK: THE MUSEUM OF MODERN ART, 1979.
3)"WHISTLER". FRANCES SPALDING. LONDON: PHAIDON, 2003.
4)"TOULOUSE-LAUTREC". RICHARD SHONE. LONDON: JOHN CALMANN AND COOPER, 1985.
5)"HOMMAGE À MATISSE". SAN LAZZARO ET AL. PARIS: S.P.A.D.E.M., 1970.
6)"VIEIRA DA SILVA". CLAUDE ROY.BARCELONA: POLÍGRAFA, 1989.
7)"REALIST DRAWINGS & WATERCOLORS". JOHN ARTHUR. NEW YORK: GRAPHIC BOOKS, 1980.
8)"ANSELM KIEFER". CATÁLOGO DE EXPOSIÇÃO. SÃO PAULO: MUSEU DE ARTE MODERNA, 1998.




073 - MENASE WAIDERGORN (1927)

Atravessando o rio - óleo sobre tela - 20 x 40 cm - canto inferior direito -

Romeno da cidade de Hotin, Waidergorn veio para o Brasil em 1932, onde seus pais fixaram residência em São Paulo. Ingressou na APBA, onde conheceu Mecatti, que muito o estimulou e orientou, dele assimilando a luminosidade da pintura peninsular muito a gosto do ottocento italiano. Sua pintura aborda todos os gêneros, baseadas tanto nas recordações da infância pobre como nas lembranças das viagens que fez ao norte da Africa e Europa. Participou de diversos salões e coletivas, recebendo diversas premiações JULIO LOUZADA vol.11, pág. 330; Acervo FIEO.



074 - ANTONIO BANDEIRA (1922 - 1967)

Composição - aquarela - 36 x 25 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, nascido em Fortaleza, CE e falecido em Paris, onde viveu a maior parte de sua vida. É um dos pioneiros da arte abstrata no Brasil. Iniciou-se na pintura como autodidata. Em 1941, em Fortaleza, participou, ao lado de Mário Baratta, entre outros, da criação do Centro Cultural de Belas Artes depois, Sociedade Cearense de Artes Plásticas. Em 1945, transferiu-se para o Rio de Janeiro e, no ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual. Contemplado pelo governo francês com bolsa de estudos, permaneceu em Paris de 1946 a 1950 onde frequentou a Escola Nacional Superior de Belas Artes e a ‘Académie de la Grande Chaumière’. Entre 1947 e 1948 participou do ‘Salon d'Automne’ e do ‘Salon d'Art Libre’. Tomou parte em reuniões de artistas e formou o Grupo Banbryols (ban de Bandeira; bry de Camille Bryen; e ols de Wols), que durou de 1949 a 1951. Voltou ao Brasil em 1951 e apresentou-se na 1ª Bienal Internacional de São Paulo. Em 1952, criou um mural para o Instituto dos Arquitetos do Brasil, em São Paulo. Retornou a Paris em 1954 em razão do Prêmio Fiat, obtido na 2ª Bienal Internacional de São Paulo, mas não deixou de expor no Brasil. Permaneceu na Europa até 1959, passando pela Inglaterra e Bélgica, onde, em 1958, realizou um painel para o ‘Palais des Beaux-Arts’. Ao retornar ao Brasil teve uma atividade artística intensa, participou de importantes exposições, em paralelo a mostras em Paris, Munique, Verona, Londres e Nova York. Voltou a Paris em 1965, onde permaneceu até sua morte. BENEZIT, VOL.1, PÁG.415; MEYER/87, PÁG.606; MEC, VOL.1, PÁGS.159,160 E 167; PONTUAL, PÁGS. 48 E 49; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁGS. 71 A 74; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 52 A 54; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; ARTE NO BRASIL, PÁG. 599; LEONOR AMARANTE, PÁG. 34; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 86; ACERVO FIEO; web.artprice.com; pitoresco.com; pinturabrasileira.com.



075 - DARIO MECATTI (1909 - 1976)

Paisagem européia - óleo sobre tela - 80 x 60 cm - canto inferior esquerdo -
Ex coleção Giliana Caperini - São Paulo, SP - que encomendou a obra diretamente do autor na década de 1960. -

Pintor e desenhista nascido em Florença, Itália e falecido em São Paulo, SP. Na Itália recebeu orientação artística de Camillo Innocenti, trabalhou em um banco e pintou cartazes para a sala de cinema de seu primo. Em 1933, mudou-se para a África, onde permaneceu por aproximadamente sete anos viajando pelo norte do continente. Neste período conheceu a Líbia, Ilha de Malta, Tunísia, Turquia, Argélia, Marrocos, além de Portugal e Espanha. Durante a viagem retratou cenas destes países e realizou algumas exposições com o pintor florentino Renzo Gori, com quem residiu por pouco tempo em Paris. Em 1939, conheceu a Ilha de São Miguel, nos Açores e lá encontrou Maria da Paz com quem posteriormente se casou. No ano de 1940, mudou-se para o Brasil, passou pouco tempo no Rio de Janeiro e depois um período em Minas Gerais, onde visitou as cidades de Belo Horizonte, Juiz de Fora e Ouro Preto. Mudou-se no final do ano para São Paulo, onde entre 1941 e 1945, trabalhou na Galeria Fiorentina, na Rua Barão de Itapetininga, de propriedade de Malho Benedetti. Em 1945 conheceu Nicolino Bianco que passou a adquirir os quadros do artista para serem expostos na Loja de Móveis Paschoal Bianco. Apresentou-o para clientes e amigos que passaram a encomendar retratos. Neste período entrou em contato com Ezio Barbini, dono da Galeria Internacional que vendeu regularmente suas obras, além de apresenta-lo a um grupo de jovens artistas a quem orientou. Em 1946 construiu na Rua Feliciano Maia a sua casa estúdio, onde realizou exposições individuais anuais, sendo a última no ano de 1976, data de seu falecimento. TEODORO BRAGA, PÁG. 161/2; MEC, VOL. 3, PÁG. 109; PONTUAL, PÁG. 352; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 72; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 320; ITAÚ CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 611; ACERVO FIEO.



076 - HENRIQUE BERNARDELLI (1858 - 1936)

Trovador - técnica mista - 15 x 10 cm - canto inferior direito - 1934 -
No estado. -

Natural de Valparaíso, Chile, Henrique Bernardelli faleceu no Rio de Janeiro, cidade brasileira que adotou, inclusive a nacionalidade na década de 1870. Frequentou a Academia Imperial de Belas Artes, inclusive como aluno de Zeferino da Costa. Em 1878 viajou para a Itália, encontrando-se com o irmão, Rodolfo, escultor, que gozava merecido prêmio de viagem conquistado na Academia. Foi professor da ENBA-RJ. Os seus trabalhos inculcam um temperamento irriquieto, nervoso, sôfrego de impressões. A sua obra é original, vigorosa, cheia de calor e de ousadia. MEC, vol.1, pág.217/218; WALMIR AYALA, vol.1, pág.96/7; TEIXEIRA LEITE, pág.71, ARTE NO BRASIL, vol.1, pág.32; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 411; ARTE NO BRASIL, pág. 392; F. ACQUARONE.



077 - J. CARLOS (1884 - 1950)

Flores e frutas - desenho a nanquim - 28 x 20 cm - canto inferior esquerdo -

Nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, desenhista, ilustrador e caricaturista. Realizou mais de cem mil desenhos, não se conhecendo um único ruim. Observador arguto, retratou com maestria e humor o cotidiano de sua cidade natal, da qual, consta, ausentou-se por duas únicas ocasiões. JULIO LOUZADA vol. 10, pág. 181; CARICATURISTAS BRASILEIROS, de Pedro Corrêa do Lago, pág. 74; WALTER ZANINI, pág. 448; ARTE NO BRASIL, pág. 646.



078 - MANOEL SANTIAGO (1897 - 1987)

Na beira do rio - óleo sobre tela - 50 x 60 cm - canto inferior esquerdo e dorso -

Manoel Colafante Caledônio de Assumpção Santiago nasceu em Manaus, AM e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, desenhista e professor. Mudou-se para Belém em 1903 e iniciou estudos de pintura. Desde 1916 já praticava a arte não figurativa. Em 1919 transferiu-se para o Rio de Janeiro, cursou Direito e frequentou a Escola Nacional de Belas Artes, onde foi aluno de Rodolfo Chambelland e Baptista da Costa. Na época, teve aulas particulares com Eliseu Visconti. Foi casado com a pintora Haydeá Santiago. Participou em 1927 do Salão Nacional de Belas Artes e recebeu o prêmio viagem ao exterior, entre vários outros. Foi para Paris no ano seguinte, e lá permaneceu por cinco anos. De volta ao Rio de Janeiro, em 1932, tornou-se professor do Instituto de Belas Artes. Em 1934, passou a lecionar pintura e desenho no Núcleo Bernardelli, figurando entre seus alunos José Pancetti, Edson Motta, Bustamante Sá, Ado Malagoli, Rescála e Milton Dacosta. Participou da I Bienal Internacional de São Paulo (1951) e do 8º Panorama da Arte Brasileira (1976). PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, VOL. 1, PÁG. 241; TEODORO BRAGA, PÁG. 211; CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO DE PAISAGEM BRASILEIRA, MEC-MNBA /RIO/1944; MAYER/84, PÁG. 1158; REIS JR, PÁG. 378; PONTUAL, PÁG. 473; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 292; ITAÚ CULTURAL, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 865; ACERVO FIEO.



079 - FLAVIO SHIRÓ TANAKA (1928)

"Café Grafia" - técnica mista - 67 x 52 cm - canto inferior direito e dorso - 1979/92 - Paris -
Reproduzido na página 224 do livro "A memória do guardião - a coleção Kim Esteve". Com dedicatória no dorso. -

Nasceu em Sapporo, Japão, imigrando com a família para o Brasil em 1932. Após estada no Pará, transfere-se para São Paulo em 1940, onde trava amizade com Octávio Araújo, Marcelo Grassmann e Luiz Sacilotto. Freqüenta o Grupo Santa Helena (1943). Em 1947, integra o Grupo Seibi, participa da mostra 19 Pintores e, em 1949, do Grupo 15. Em 1950, realiza a primeira individual na Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro. Com bolsa de estudo, viaja a Paris, onde permanece de 1953 a 1983. Estuda mosaico com Gino Severini, gravura em metal com Johnny Friedlaender e litografia na Escola Superior de Belas Artes de Paris; também freqüenta o ateliê de Sugai e Tabuchi. Nesse período, participa também do movimento artístico brasileiro e integra o Grupo Austral (Movimento Phases) de São Paulo.. JULIO LOUZADA vol.11, pág. 298.; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 649; ARTE NO BRASIL, pág. 803; LEONOR AMARANTE, pág. 330.



080 - ALFREDO VOLPI (1896 - 1988)

"Paisagem de Mogi" - óleo sobre madeira - 18 x 23 cm - canto inferior direito - década de 20 -
Com diversas inscrições e autenticação no dorso. Reproduzido na página 20 do catálogo da exposição comemorativa "100 anos de Alfredo Volpi" realizada na Galeria Grossman, Rua Bela Cintra, 1941 - São Paulo, SP - em 1996. -

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.



081 - ERMELINDO NARDIN (1943)

"Paisagem 50" - gravura - 8/20 - 53 x 75 cm - canto inferior direito -
Esta obra participou da exposição do artista no Centro Cultural Marta Watts - Piracicaba, SP - estando reproduzida no catálogo da referida mostra, conforme informações no dorso. -

Este importante artista de nosso tempo, nasceu em Piracicaba, em 19 de fevereiro. Pintor, desenhista, gravador e professor de desenho e gravura na Escola de Arte de Piracicaba. Artista atuante nos movimentos de arte do País. Sobre a sua obra assim se manifestou o prof. Pietro Maria Bardi: " ... Pintor com uma carga sentimental exuberante nas intensas reflexões dedicadas 'as aventuras do homem, Nardin se manifesta numa temática de figuras animadas no dramático, de composições emotivas." Expõe coletivamente a partir de 1967 - veja-se a extensa lista de mostras constante na bibliografia abaixo. Suas obras encontram-se em diversos museus nacionais (MAC-Campinas, MAC-SP, MASP-SP, etc), instituições do governo (Itamaraty), e tantos outros . JULIO LOUZADA, vol.1 pág. 662 e 663; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 697; ARTE NO BRASIL, pág. 964; Acervo FIEO.



082 - TARSILA DO AMARAL (1890 - 1973)

Figura na paisagem - desenho a nanquim - 15 x 20 cm - canto inferior direito -

Pintora e desenhista, Tarsila do Amaral nasceu em Capivari, SP e faleceu em São Paulo. Estudou escultura com William Zadig e com Mantovani, em 1916, na capital paulista. No ano seguinte teve aulas de pintura e desenho com Pedro Alexandrino, onde conheceu Anita Malfatti. Ambas tiveram aulas com o pintor Georg Elpons. Em 1920 viajou para Paris e estudou na ‘Académie Julian’ e com Émile Renard. Ao retornar ao Brasil formou em 1922, em São Paulo, o Grupo dos Cinco, com Anita Malfatti, Mário de Andrade, Menotti del Picchia e Oswald de Andrade. Em 1923, novamente em Paris, frequentou o ateliê de André Lhote, Albert Gleizes e Fernand Léger. Foi a criadora de duas das principais tendências ou movimentos de nossa arte nacionalista: o Pau Brasil e o Antropofagia. A convite da Comissão do IV Centenário de São Paulo fez, em 1954, o painel ‘Procissão do Santíssimo’ e, em 1956, entregou ‘O Batizado de Macunaíma’, sobre a obra de Mário de Andrade, para a Livraria Martins Editora. A retrospectiva Tarsila: 50 Anos de Pintura, organizada pela crítica de arte Aracy Amaral e apresentada no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo , em 1969, ajudou a consolidar a importância da artista. TEODORO BRAGA, PÁG. 220; REIS JR., PÁG.388; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 365; MEC, VOL. 4, PÁG. 370; PONTUAL, PÁG. 511; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 492; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 389; ARTE NO BRASIL, PÁG. 577; LEONOR AMARANTE, PÁG. 24; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 958.



083 - IVAN SERPA (1923 - 1973)

Formas - guache - 22 x 16 cm - canto inferior direito - 1951 -

Pintor, desenhista, gravador e professor, Ivan Ferreira Serpa nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Estudou gravura e desenho com Axel Leskoschek (entre 1946 e 1948) no Rio de Janeiro. Em 1949, ministrou suas primeiras aulas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, onde, a partir de 1952, exerceu sistemática atividade didática, em especial no ensino infantil. Foi um dos precursores do concretismo no Brasil, criando ao lado de Aluisio Carvão, Lígia Clark, Hélio Oiticica e outros o Grupo Frente, que se manteve ativo de 1954 a 1956, inclusive com exposições no Rio de Janeiro. Participou da Divisão Moderna do SNBA (1947-1951). Em 1957, recebeu o prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna, RJ. Participou da exposição ’Opinião 65’, evento que marca a difusão de uma nova arte de tendência figurativa, a neofiguração. Em 1970, fundou, com Bruno Tausz, o Centro de Pesquisa de Arte no Rio de Janeiro. Participou da Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1961, 1963, 1965) e da Bienal de Veneza (1952, 1954, 1962, 1966). PONTUAL, PÁG 486; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 605; ARTE NO BRASIL, PÁG. 840; LEONOR AMARANTE, PÁG. 26; MEC VOL. 4, PÁG. 221; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 899.



084 - ANTONIO MAIA (1928 - 2008)

"Ex votos" - acrílico sobre tela - 41 x 33 cm - centro direito e dorso - 1980 - Rio de Janeiro -

Natural de Carmópolis, SE. Pintor e desenhista. Radicado no Rio de Janeiro desde 1955. Em 1959 fez suas primeiras apresentações em coletivas. Estreou no SNAM, obtendo o prêmio de viagem ao exterior (1969). Pertencente àquele grupo de artistas que organizam seu trabalho em torno de valores culturais vindos da expressão popular, o artista assumiu como um dos temas de sua pintura a imagem do ex-voto., escultura religiosa de caráter popular e votivo. O ex-voto representa, para o artista, um ponto de partida na realização de uma paisagem brasileira sem conotações urbanas. É uma pintura em que o mundo dos homens é construído pelos homens e por suas criações. O artista empresta às figuras com que trabalha, os ex-votos, conotações de análise ideológica, e o faz sem palavras, apenas pela força da presença visual. Figurou em diversas coletivas nacionais e internacionais, conquistando prestigio de critica e público. MEC vol.3, pág.42; PONTUAL, pág. 330 e 331; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 697; Acervo FIEO.



085 - ALFREDO CESCHIATTI (1918 - 1989)

Justiça - múltiplo em bronze - 14 x 5 x 7 cm - assinado -

Natural de Belo Horizonte. Escultor, desenhista e professor. Passou a frequentar a antiga ENBA em 1940, depois de uma viagem à Europa, especialmente Itália, iniciada em 1938. Na Divisão Moderna do SNBA recebeu, como escultor as medalhas de bronze (1943) e de prata (1944), bem como o prêmio de viagem ao estrangeiro (1945), com o baixo-relevo para a Igreja de São Francisco de Assis, da Pampulha, em Belo Horizonte e, como desenhista, a medalha de prata (1945). Esteve mais uma vez na Europa entre 1946 e 1948, anos em que realizou exposição individual no Instituto dos Arquitetos do Brasil (GB). Figurou na II BSP e no II SNAM, em 1953. Fazendo parte da equipe que, em 1956, venceu o concurso de projetos para o Monumento aos Mortos da II Guerra Mundial (GB), ali executou o conjunto alusivo às três forças armadas. Integrou a Comissão Nacional de Belas Artes em 1960 e 1961, e entre 1963 e 1965, lecionou escultura e desenho na Universidade de Brasília. Quirino Campofiorito citou-o no estudo Ëscultura Moderna no Brasil"(Revista Crítica de Arte, nº único 1962). De seus trabalhos mais conhecidos destacam-se as esculturas As Banhistas e A Justiça, que se encontram, respectivamente, no lago em frente ao Palácio da Alvorada e defronte ao Supremo Tribunal Federal (Praça dos Três Poderes), em Brasília. Há ainda, obras escultóricas de sua autoria, entre outras no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Ministério das Relações Exteriores (Brasília) e em um edifício que Oscar Niemeyer projetou no conjunto residencial Hansa (setor ocidental de Berlim), assim como na embaixada brasileira em Moscou. MEC, vol. 1, pág. 397; PONTUAL, pág. 127; JÚLIO LOUZADA, vol. 11, pág. 70; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 609; ARTE NO BRASIL, pág. 872.



086 - ANGELO TACCARI (1924 - 2004)

Flores - óleo sobre tela - 81 x 60 cm - canto inferior direito - 1964 -

Escultor, ceramista e pintor italiano, nascido em Roma, a 16 de janeiro de 1924. Suas obras guardam extraordinãria intimidade na relação entre o artista e o material, transformada em arte pura, de infinita delicadeza. JÚLIO LOUZADA, vol. 10, pág. 857.



087 - JOSÉ ANTONIO DA SILVA (1909 - 1996)

Boiada - óleo sobre tela - 38 x 55 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1977 -

Pintor, desenhista, escritor, escultor, repentista nascido em Sales de Oliveira, SP e falecido em São Paulo. Trabalhador rural, de pouca formação escolar, foi autodidata. Em 1931, mudou-se para São José do Rio Preto, SP. Participou da exposição de inauguração da Casa de Cultura da cidade (1946), quando suas pinturas chamaram atenção dos críticos Lourival Gomes Machado, Paulo Mendes de Almeida e do filósofo João Cruz e Costa. Dois anos depois, realizou mostra individual na Galeria Domus, SP. Nessa ocasião Pietro Maria Bardi, diretor do MASP, adquiriu seus quadros e depositou parte deles no acervo do museu. O MAM, SP editou seu primeiro livro, ‘Romance de Minha Vida’ (1949). Na 1ª Bienal Internacional de São Paulo (1951), recebeu prêmio aquisição do ‘Museum of Modern Art’ (MoMA) de Nova York. Em 1966, o artista criou o Museu Municipal de Arte Contemporânea de São José do Rio Preto e gravou dois LPs, ambos chamados ‘Registro do Folclore Mais Autêntico do Brasil’, com composições de sua autoria. No mesmo ano, ganhou Sala Especial na 33ª Bienal de Veneza. Publicou ainda os livros ‘Maria Clara’ (1970), ‘Alice’ (1972); ‘Sou Pintor, Sou Poeta’ (1982); e ‘Fazenda da Boa Esperança’ (1987). Transferiu-se de São José do Rio Preto para São Paulo, em 1973. Em 1980, foi fundado o Museu de Arte Primitivista José Antônio da Silva (MAP), em São José do Rio Preto, com obras do artista e peças do antigo Museu Municipal de Arte Contemporânea. Realizou inúmeras exposições individuais e participou de muitos certames oficiais pelo Brasil e exterior recebendo muitos prêmios. MEC, vol. 4, pág. 256; PONTUAL, pág. 493 e 494; TEIXEIRA LEITE, pág. 478; JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 958; ARTE NO BRASIL, vol. 2, pág. 958; BENEZIT, vol. 9, pág. 602; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 227; ITAU CULTURAL; LEONOR AMARANTE, pág. 171; Acervo FIEO.



088 - JOSÉ MARIA DE SOUZA (1935 - 1987)

"Pescadores" - óleo sobre eucatex - 38 x 46 cm - canto inferior esquerdo - 1982 - -

Baiano de Valença, Bahia. Diplomou-se na Escola de Belas Artes da Bahia, onde teve como prof. Mario Cravo em gravura e Juarez Paraíso, em desenho. Realizou várias individuais no Rio de Janeiro, cidade onde se fixou por algum tempo, retornando para a Bahia. Sua figuração é pessoal e o limite profundo de sua obra está povoado de algo cuja definição se coloca entre o humilde e o grotesco. Realizou individuais a partir de 1960 (entre elas: Galeria Bonino, RJ-1965 e 1967); e coletivas (SNAM-RJ 1959, 1962 e 1963, entre outras). JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 498; ITAÚ CULTURAL.



089 - DARCY PENTEADO (1926 - 1987)

"Piquenique antigo" - técnica mista sobre tela - 50 x 60 cm - canto inferior direito e dorso - 1987 -

Desenhista, pintor, cenógrafo, figurinista e escritor, Darcy Penteado foi a personalidade polimorfe, que buscava tornar a própria existência matéria de arte. Em 1948 passou a integrar em São Paulo o Grupo Novíssimos. Expôs individualmente a partir de 1949, participando de inúmeras exposições coletivas e individuais, no país e no exterior. MEC, vol. 3, pág. 365; PONTUAL, pág. 416; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 241. WALMIR AYALA, vol 2, pág 183; TEIXEIRA LEITE, pág 401; ITAÚ CULTURAL ; WALTER ZANINI, pág. 717; LEONOR AMARANTE, pág. 75.



090 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Gatos amarelos" - 60 x 80 cm - canto inferior direito e dorso - 2000 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins. -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



091 - DIVERSOS AUTORES

gravura - P. A. 6/20 - 54 x 76 cm -
Gravura elaborada em conjunto pelos artistas Aldemir Martins, Alfredo Volpi, Clovis Graciano, Francisco Rebolo, Fulvio Pennacchi e Marina Caran. Assinada por todos. -



092 - VERA AMARAL (1916 - 2008)

"Samba no morro" - óleo sobre tela colada em cartão - 30 x 30 cm - canto inferior esquerdo - 1981 -
Com etiqueta de Renato Magalhães Gouvêa Escritório de Arte, São Paulo - SP, no dorso. -

Pintora, desenhista, gravadora, professora, Vera Helena Rossmann Carvalhaes do Amaral nasceu em Santos, SP e faleceu em São Paulo. Iniciou estudos em artes com o professor Theodoro Braga ao mudar-se para São Paulo, em 1928. Na década de 1930, aperfeiçoou-se em desenho e em diversas técnicas de pintura com Antonio Rocco. Entre 1949 e 1950, estagiou com Yoshiya Takaoka e, nos dois anos seguintes, estudou pintura em mural com Candido Portinari . De 1949 a 1961, lecionou desenho artístico e composição decorativa na Faculdade de Arquitetura da Universidade de São Paulo - FAU/USP. Entre os anos de 1962 e 1965, viajou para Londres para estudar psicologia e psicanálise. Retornou ao Brasil, transferindo-se em 1972 para a Ilha de Itacuruçá - Baía de Sepetiba, Rio de Janeiro, e se dedicou exclusivamente à pintura. Em 1974, aperfeiçoou-se em gravura com Flávio Pereira e Motta. Em São Paulo realizou exposições individuais em 1947, 1968, 1974, 1975, 1983, 1985, 1986 e participou de vários Salões oficiais sendo premiada em 1949 (SP). ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 56; VOL. 5, PÁG. 41; MEC VOL. 1, PÁG. 75.



093 - JAIR VERISSIMO (1951)

"Viajantes do deserto" - óleo sobre tela - 40 x 61 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2008 -

Pintor natural de Jaguapitã, PR. Assina J. Veríssimo. Estudou com Humberto Gallucci em 1974, em Itanhaém, SP. Entre as exposições coletivas, destaca-se:Piracicaba, SP (1995). Exposição individual em São Paulo, SP (1995). Prêmios: São Paulo (1987). JULIO LOUZADA, vol. 8, pág. 868.



094 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Flor" - desenho a lápis - 15 x 8 cm - canto inferior direito - 10 de agosto de 1982 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins. -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



095 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

"Bailarina" - óleo sobre tela - 60 x 30 cm - canto inferior direito - 1965 -
Garcia Castillo. -



096 - GUIMA (1927 - 1993)

Paisagem surreal - óleo sobre tela - 16 x 22 cm - canto inferior direito e dorso - 1972 -

Pintor e desenhista de mérito invulgar, Guima era paulista de Taubaté, residiu por muitos anos no Rio de Janeiro e praticava o figurativismo expressionista, por vezes eivado de notas líricas, de outras descambando para o fantástico. MEC, vol. 2, pág. 306; PONTUAL, pág.257; WALMIR AYALA, vol. 1, págs. 377/8; JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 407; ITAÚ CULTURAL.



097 - PIETRINA CHECCACCI (1941)

Composição - óleo sobre tela - 54 x 73 cm - canto inferior direito - 2009 -

Nasceu em Taranto, Itália. Pintora e desenhista. Vindo para o Brasil em 1954, fixou-se no Rio de Janeiro. Formou-se no curso de pintura da antiga ENBA em 1964. Apresentando seus trabalhos desde 1961, participou, entre outras mostras coletivas, dos XII, XIII, XIV, XV, XVII, XVIII SNAM (entre 1963 e 1969), Exposição Geral de Belas Artes do IV Centenário (GB, 1965), Prêmio Homenagem a Dante (Piccola Galeria, GB, 1965) I e II SEAJ (1965 e 1968), I Salão de Abril (Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, 1966), XXIV Spar. BA (1967 / segundo prêmio de pintura) e XXII e XXIII SMBABH (1967 e 1968). Expôs individualmente no Instituto de Belas Artes (GB, 1961), nas galerias Varanda (GB, 1966), Grupiara (Belo Horizonte, 1966), Celina (Juiz de Fora, 1966), Concivivium (Salvador, 1967), da Cultura Francesa (Porto Alegre, 1968) e Atelier de Arte (Belo Horizonte, 1969), bem como na Petite Galerie (GB, 1968), apresentando nesta última seus estandartes. PONTUAL, pág. 133; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 203; MEC, vol. 1, pág. 435; WALTER ZANINI, pág. 740; ITAÚ CULTURAL. Acervo FIEO.



098 - LOTHAR CHAROUX (1912 - 1987)

Linhas - guache - 21 x 14 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista e professor austríaco, natural de Viena. Assinava Charoux. Iniciou os estudos artísticos com seu tio, o escultor austríaco Siegfried Charoux. Transferiu-se para o Brasil em 1928, fixando residência em São Paulo. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios da cidade onde conheceu Valdemar da Costa, com ele fazendo aprendizado de pintura a partir de 1940. Posteriormente passa a lecionar desenho no Liceu de Artes e Ofícios e no SENAI. Em 1947, realizou sua primeira exposição individual, na Galeria Itapetininga. Em 1952, participou da fundação do Grupo Ruptura, ao lado de Waldemar Cordeiro, Geraldo de Barros, Anatol Wladyslaw e outros. Com Hermelindo Fiaminghi e Luiz Sacilotto , cria a Associação de Artes Visuais NT - Novas Tendências, em 1963. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras oficiais nacionais como a Bienal Internacional de São Paulo (I a IX, XII, XIII), Panorama da Arte Atual Brasileira (1º ao 3º, 6º, 9º, 11º, 12º) e no exterior. É homenageado com retrospectiva no Museu de Arte Moderna de São Paulo e no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro em 1974. Em 2005, é publicado o livro ‘Lothar Charoux: A Poética da Linha’, pela historiadora de arte Maria Alice Milliet. PONTUAL, PÁG. 131; MEC VOL. 1, PÁG. 433; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 254; VOL. 9, PÁG.207; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 645; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; ACERVO FIEO.



099 - DOMENICO LAZZARINI (1920 - 1987)

Paisagem - óleo sobre tela - 50 x 100 cm - canto inferior direito -

Nasceu na cidade italiana de Viareggio, vindo a falecer na cidade do Rio de Janeiro. Em 1940, ainda na Itália, nas cidades de Lucca e Florença, realiza estudos com Rosai e Vedova. Já no Brasil, dá aulas de pintura na Escola de Belas Artes de Araraquara, São Paulo, em 1950. Em 1957, cria a Escola de Belas Artes de Ribeirão Preto e, em 1961, leciona no Museu de Arte do Rio de Janeiro. Em 1974, conquista o Prêmio Tetra d'Oro em Roma. Entre as exposições de que participa, destacam-se: Exposição de Lucca, Itália, 1946 a 1948; Bienal de Veneza, Itália, 1948; Jovens Pintores de Araraquara, no Museu de Arte Moderna de São Paulo, 1954; Salão Nacional de Arte Moderna (Isenção de Júri, 1959 e Prêmio Aquisição, 1962), Rio de Janeiro, 1958 a 1962; Bienal Internacional de São Paulo, 1959 e 1961; Galeria de Arte da Folha, São Paulo, 1959 e 1960; Domenico Lazzarini, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, 1963; 100 Obras Itaú, no Museu de Arte de São Paulo, 1985. BÉNÉZIT, vol. 6, pág. 499; JULIO LOUZADA vol. 11, pág. 179; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 697; ARTE NO BRASIL, pág. 964; Acervo FIEO.



100 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

"O beijo" - desenho a caneta esferográfica - 30 x 21 cm - canto inferior direito - 1965 - Paris -
Com etiqueta n° 028 de Cosme Velho Galeria de Arte, São Paulo - SP, no dorso, . -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



101 - HÉLIOS SEELINGER (1878 - 1965)

Dança do fogo - guache - 29 x 24 cm - canto inferior esquerdo -

Natural do Rio de Janeiro, seu pai era alemão e sua mãe brasileira, descendentes de franceses e gregos. O artista estudou na ENBA (1892-1896), onde foi aluno de Henrique Bernardelli. Recebeu influência do artista alemão Franz von Stuck, na Academia de Belas Artes de Munique, onde ali foram seus contemporâneos Kandinsky, Paul Klee e Franz Marc. SEELINGER decorou o salão nobre do Clube Naval do Rio de Janeiro, a convite do Ministério do Marinha (1910). PONTUAL, pág.481; TEIXEIRA LEITE, pág. 466; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 431; ARTE NO BRASIL, pág. 574.



102 - MENASE WAIDERGORN (1927)

Natureza morta - óleo sobre eucatex - 19 x 16 cm - canto inferior direito -

Romeno da cidade de Hotin, Waidergorn veio para o Brasil em 1932, onde seus pais fixaram residência em São Paulo. Ingressou na APBA, onde conheceu Mecatti, que muito o estimulou e orientou, dele assimilando a luminosidade da pintura peninsular muito a gosto do ottocento italiano. Sua pintura aborda todos os gêneros, baseadas tanto nas recordações da infância pobre como nas lembranças das viagens que fez ao norte da Africa e Europa. Participou de diversos salões e coletivas, recebendo diversas premiações JULIO LOUZADA vol.11, pág. 330; Acervo FIEO.



103 - DAREL VALENÇA LINS (1924)

Figuras - desenho a nanquim e aguada - 30 x 23 cm - canto inferior direito -

Este importante pintor, gravador, desenhista e professor, conquistou em 1957, no SNAM, o prêmio de viagem ao estrangeiro, voltando a ser contemplado na VII Bienal de São Paulo, como o melhor desenhista nacional. Foi aluno de Henrique Oswald e recebeu aconselhamento técnico de Goeldi. MEC vol.3, pág. 18; PONTUAL, pág.160/161; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 715; ARTE NO BRASIL, pág. 839; LEONOR AMARANTE, pág. 125; Acervo FIEO.



104 - CLÓVIS GRACIANO (1907 - 1988)

Meninos soldados - serigrafia - 87/200 - 70 x 50 cm - canto inferior direito na tela serigráfica -
Editada pelo Projeto Graciano em comemoração ao Centenário do Artista e autenticado por Paulo S. Graciano. -

Pintor, desenhista, cenógrafo, gravador, ilustrador, nasceu em Araras - SP e faleceu em São Paulo. Em São Paulo, a partir de 1934, realizou estudos com o pintor Waldemar da Costa, entre 1935 e 1937. Em 1937, integrou o Grupo Santa Helena com Francisco Rebolo, Mario Zanini, Bonadei e outros. Frequentou o curso de desenho da Escola Paulista de Belas Artes até 1938. Membro da Família Artística Paulista - FAP, em 1939 foi eleito presidente do grupo. Participou regularmente dos Salões do Sindicato dos Artistas Plásticos e, em 1941, realizou sua primeira individual. Em 1948, foi sócio-fundador do Museu de Arte Moderna de São Paulo - MAM/SP. Viajou para a Europa em 1949, com o prêmio recebido no Salão Nacional de Belas Artes. Permaneceu dois anos em Paris, onde estudou pintura mural e gravura. A partir dos anos 1950, dedicou-se principalmente à pintura mural. Em 1971, assumiu o cargo de diretor da Pinacoteca do Estado de São Paulo. De 1976 a 1978, exerceu a função de adido cultural em Paris. Participou por toda sua vida de muitas mostras e Salões oficiais pelo o Brasil e pelo mundo. MEC, VOL. 2, PÁG. 280; PONTUAL, PÁG. 247/8; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 225 A 227; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; ARTE NO BRASIL, PÁG. 784; LEONOR AMARANTE, PÁG. 58; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 433; VOL. 4, PÁG.483; VOL. 5, NPÁG. 450; ACERVO FIEO.



105 - CLODOMIRO AMAZONAS (1893 - 1953)

Paisagem - óleo sobre tela colada em cartão - 41 x 53 cm - lado direito -

Clodomiro Amazonas Monteiro, nasceu em Taubaté-SP, e faleceu na Capital-SP. Pintor e restaurador, iniciou-se em pintura aos 16 anos, realizando restaurações em telas e afrescos do Convento Santa Clara, em Taubaté. Fixa residência em São Paulo em 1906, quando entra em contato com a obra de Baptista da Costa e tem aulas com o pintor Carlo de Servi. Manteve contato com intelectuais, escritores e artistas como Monteiro Lobato, Menotti del Picchia, Lucílio e Georgina de Albuquerque e também Pedro Alexandrino, entre outros. É um dos fundadores do Salão Paulista de Belas Artes, em 1934. Amazonas foi artista de méritos, cuja pintura, vazada num desenho de grande solidez, e um colorido realista, não deixa de irradiar certa rústica poesia. MEC, vol. 1, pág. 75; TEIXEIRA LEITE, pág. 26; PONTUAL, pág. 24; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 42; TEODORO BRAGA, pág. 72; ITAU CULTURAL, RUTH TARASANTCHI.



106 - CÍCERO DIAS (1908 - 2003)

Violeiro - serigrafia - 73/130 - 49 x 59 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, cenógrafo e professor - Cícero dos Santos Dias nasceu em Escada, PE e faleceu em Paris. Iniciou estudos de desenho em sua terra natal e mudou-se para o Rio de Janeiro, onde se matriculou, em 1925, nos cursos de arquitetura e pintura da Escola Nacional de Belas Artes, mas não os concluiu. Entrou em contato com o grupo modernista e, em 1929, colaborou com a ‘Revista de Antropofagia’. Em 1931, no Salão Revolucionário, na Enba, expôs o polêmico painel, tanto por sua dimensão quanto pela temática: ‘Eu Vi o Mundo... Ele Começava no Recife’. Ilustrou, em 1933, ‘Casa Grande & Senzala’, de Gilberto Freyre. Em 1937 foi preso no Recife quando da decretação do Estado Novo. A seguir, incentivado por Di Cavalcanti, viajou para Paris onde conheceu Georges Braque, Henri Matisse, Fernand Léger e Pablo Picasso, de quem se tornou amigo. Em 1942, foi preso pelos nazistas e enviado a Baden-Baden, na Alemanha. Entre 1943 e 1945, viveu em Lisboa como Adido Cultural da Embaixada do Brasil. Retornou a Paris onde integrou o grupo abstrato Espace. Em 1948, realizou o mural do edifício da Secretaria das Finanças do Estado de Pernambuco, considerado o primeiro trabalho abstrato do gênero na América Latina. Em 1965, foi homenageado com sala especial na Bienal Internacional de São Paulo. Inaugurou, em 1991, painel de 20 metros na Estação Brigadeiro do Metrô de São Paulo. No Rio de Janeiro, foi inaugurada a Sala Cícero Dias no Museu Nacional de Belas Artes - MNBA. Recebeu do governo francês a Ordem Nacional do Mérito da França, em 1998, aos 91 anos. MEC, VOL.2, PÁG.50; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁG.252; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 157, PONTUAL, PÁGS. 174; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 715; LEONOR AMARANTE, PÁG. 146; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 334; ACERVO FIEO; web.artprice.com.



107 - SAMSON FLEXOR (1907 - 1971)

Geometria - desenho a lápis - 51 x 34 cm - canto inferior esquerdo - 1959 -

Pintor nascido na Romênia, estudou em Paris, onde fez em 1927 sua primeira individual, radicando-se em 1946 em São Paulo, onde faleceu. Foi um dos pioneiros do abstracionismo no Brasil, tendo criado em 1948 o Atelier Abstração. Em 1968 sua obra foi objeto de importante retrospectiva no MAM-RJ. BENEZIT vol. 4, pág. 402; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 313/4; TEIXEIRA LEITE, pág. 198; PONTUAL, pág. 217/8; MEC, vol. 2, pág. 179 e 180; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 917; LEONOR AMARANTE, pág. 75; WALTER ZANINI, pág. 643, Acervo FIEO.



108 - DIONISIO DEL SANTO (1925 - 1999)

Composição - guache - 19 x 18 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e serigrafista, nasceu em Colatina-ES, e faleceu em Vitória, naquele mesmo Estado. Autodidata. Em 1975, recebe o Prêmio de Melhor Exposição de Gravura do Ano, da APCA. Participou da 9ª Bienal Internacional de São Paulo, 1967 (Prêmio Itamarati Aquisição) e do Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro, 1968 (Prêmio Isenção do Júri). JULIO LOUZADA vol.11, pág. 88; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 682; ARTE NO BRASIL, pág. 934.



109 - EDUARDO VERDERAME (1971)

Violão e bandolim - vinil adesivo recortado sobre poliestireno - 57 x 93 cm - não assinado -
Reproduzido em catálogo da exposição "Pintura versus fotografia" realizada no Paço das Artes em outubro de 2004. -

Artista plástico nascido em São Paulo, formado pela Universidade de São Paulo em 1996. Participou de programas de residência em Viena, Áustria (MuseumsQuartier, 2006); Nova York, EUA (apexart, 2007), no Brasil (Casa das Caldeiras em São Paulo e Interações Florestais, em Minas Gerais, ambas em 2008) e no Reino Unido (Artists Links, 2009). Já participou de muitas mostras individuais e coletivas, no Brasil e no exterior. É cofundador dos coletivos de arte: EIA (Experiência Imersiva Ambiental) e Esqueleto Coletivo - iniciativas independentes que desenvolvem festivais e eventos de arte contemporânea nas ruas de São Paulo, baseadas no direito ao livre uso do espaço público. Em 2010 lançou o livro "Histórias de Igrejas Destruídas", pela Editora Hedra. ITAU CULTURAL; 48hs.wordpress.com/artistas/eduardo-verderame.



110 - IVAN FREITAS (1931)

Composição - óleo sobre tela - 100 x 100 cm - canto inferior direito e dorso - 1976 - Rio de Janeiro -
Com etiqueta da Galeria de Arte Ipanema, Rua Aníbal de Mendonça, 27, Rio de Janeiro - RJ, no dorso. -

Pintor e muralista, nasceu em João Pessoa-PB. Realiza sua primeira mostra individual na Biblioteca Pública, em 1957. Reside em Paris (1962 e 1963), com bolsa de estudos da Maison de France, e, de 1969 a 1972, em Nova Iorque, Estados Unidos, comissionado pela International Telephone and Telegraph Corporation. De volta ao Brasil, pinta mural de mais de 1000 metros quadrados na parede externa da Escola Nacional de Música, no Rio de Janeiro, em 1984 - o primeiro do Projeto Arte nos Muros. Participa de diversas coletivas, tais como: SNAM-RJ (1959/1961); Bienal Internacional de São Paulo (1961/1975), dentre tantas outras. JULIO LOUZADA vol.11, pág.117; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 764; LEONOR AMARANTE, pág. 239.



111 - FRANK SCHAEFFER (1917 - 2008)

Composição - óleo sobre cartão - 100 x 50 cm - canto inferior direito - 1977 -

Pintor, desenhista e professor. Realizou sua formação artística com Arpad Szenes no Brasil e, entre 1948 e 1949, com André Lhote e Fernand Léger em Paris. Participou de diversas edições da Bienal SP, do SNAM, e outras mostras importantes, tais como I Bienal Interamericana do México (1958), SAMDF (1964 e 1965), entre outras, todas com premiações. Pintor fiel ao seu estilo, pinta seus tema preferidos através de sua imaginação romântico-expressionista. TEODORO BRAGA, pág. 101; PONTUAL, pág. 477; MEC, vol. 4, págs. 192 e 209; Catálogo da Exposição de Paisagem Brasileira, MEC-MNBA/Rio/1944.; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 717.



112 - LIVROS


1)"CONSTABLE'S ENGLAND". GRAHAM REYNOLDS. CATÁLOGO DE EXPOSIÇÃO. NEW YORK: THE METROPOLITAN MUSEUM OS ART, 1983.
2)"MONUMENTS AND MASTERPIECES: HISTORIES AND VIEWS OF PUBLIC SCULPTURE IN NEW YORK CITY". DONALD MARTIN REYNOLDS. NEW YORK: MACMILLAN, 1988.
3)"MASTERPIECES OF THE METROPOLITAN MUSEUM OF ART". PHILIPPE DE MONTEBELLO (INTR.). NEW YORK: THE METROPOLITAN MUSEUM OF ART: BULFINCH PRESS BOOK, 1993.
4)"FAMILIES OF FORTUNE: LIFE IN THE GILDED AGE". ALEXIS GREGORY. NEW YORK: RIZZOLI, 1993.
5)"NATIONAL GALLERY OF ART, WASHINGTON". EDIÇÃO REVISADA. JOHN WALKER. NEW YORK: HARRY N. ABRAMS, 1984.




113 - ANGELO CANNONE (1899 - 1992)

"Nápole" - óleo sobre eucatex - 20 x 30 cm - canto inferior direito e dorso -

Nascido na Itália, radicou-se no Brasil. Seu estilo liga-se ao dos Macchiajoli oitocentistas (os equivalentes italianos dos impressionistas franceses) e ao de Pratella em especial. São especialmente notáveis suas paisagens e marinhas. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 168; JULIO LOUZADA vol.11, pág.54; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



114 - FAUSTO PRATELLA (1888 - 1964)

Barcos de pesca - óleo sobre cartão - 44 x 34 cm - canto inferior direito -

Pintor e desenhista italiano nascido em Nápoles, filho do pintor Attilio Pratella. Realizou exposições e participou de muitas mostras e Salões oficiais. www.galleriarecta.it; www.artprice.com; artist.christies.com; artnet.com; arcadja.com; www.liveauctioneers.com; www.vincentgalleria.it; www.nuovagalleriacampodeifiori.it.



115 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

Mãe e filho - escultura em bronze - 49 x 10 x 12 cm - assinado -
Ex coleção Sebastião Alves - Bragança Paulista - SP. -

Escultor e pintor paulista, iniciou seus estudos de escultura em Roma 1920/1922. Mais tarde tornou-se aluno de Maillol, em Paris, onde também frequentou as academias Ranson e de La Grande Chaumière, em 1936. É considerado o maior escultor nacional. MEC, vol.2, pág. 250/1; PONTUAL, pág. 237/8; MAYER/84, pág. 1333; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 587; ARTE NO BRASIL, pág. 715; LEONOR AMARANTE, pág. 18.



116 - INOS CORRADIN (1929)

Limão siciliano - óleo sobre eucatex - 57 x 38 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, escultor e cenógrafo, nascido em Vogogna, Itália. Por volta de 1932 mudou-se com a família para Castelbaldo - Padova, onde, em 1945, estudou pintura com professor Tardivello. Em 1947 colaborou com o pintor Pendin na execução de um mural referente aos mártires da resistência italiana em Castelbaldo. Veio, em 1950, para Jundiaí e São Paulo onde fez parte do núcleo artístico Cooperativa em São Paulo, dirigido pelo pintor argentino Oswaldo Gil Navarro. Executou cenários para o Ballet do IV Centenário de São Paulo, em 1954. Em 1979 foi contratado para pintar um cenário para o Teatro de Rovigo, Itália. Realizou diversas exposições individuais, participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais pelo Brasil e pelo mundo. Foi premiado em Paris (1975) e em Ferrara, Itália (1976). JULIO LOUZADA, VOL. 11, PÁG. 152; PONTUAL, PÁG. 143; MEC, VOL. 1, PÁG. 448; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 215; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; inoscorradin.com.br.



117 - MARIA AUXILIADORA SILVA (1935 - 1974)

Ogum - guache - 32 x 25 cm - centro inferior - 1973 - São Paulo -

Desenhando desde criança, ligou-se ao grupo de Solano Trindade, músico, teatrólogo e poeta negro no Embu-SP. Seu talento ingênuo foi reconhecido por Mário Schemberg, que a incentivou. Participou de exposições nacionais e internacionais, alcançando posição de respeito no campo das artes. Apreciam-se suas cenas de vida popular que ela exalta numa felicidade descritiva, vibrações em côres vistosas . Postumamente foi dedicado um livro, editado por Giulio Bolaffi, Torino, Itália, com texto de Pietro Maria Bardi, e versões em inglês, alemão e francês. JULIO LOUZADA, vol. 10, pág, 827. MEC, vol. 4, pág,275; ARTE NO BRASIL, pág. 832. Acervo FIEO.



118 - OMAR PELEGATTA (1925 - 2000)

Marinha - óleo sobre eucatex - 19 x 27 cm - canto inferior direito -

Italiano da Lombardia, PELLEGATTA foi pintor e gravador dedicado a temas sacros e casarios coloniais. Em sua obra, o ser humano é apresentado sempre de modo idealizado, na figura de ternas madonas, santos, coroinhas e cavaleiros. Participou de diversas coletivas e salões, a partir de 1957, recebendo premiações em sua maioria. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág.735; MEC vol.3, pág.363; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



119 - ALDO BONADEI (1906 - 1974)

Veneza - desenho a caneta hidrográfica - 15 x 20 cm - canto inferior direito - 1969 - Veneza -

Pintor, designer, gravador, figurinista e professor - Aldo Cláudio Felipe Bonadei nasceu e faleceu em São Paulo, SP. Entre 1923 e 1928 foi aluno de Pedro Alexandrino, período em que também frequentou o ateliê de Antonio Rocco. Viajou para a Itália, entre 1930 e 1931, e frequentou a Academia de Belas Artes de Florença, onde teve aulas com Felice Carena e seu assistente Ennio Pozzi, ambos ligados ao movimento ‘novecento’. Nesse período, dedicou-se ao desenho da figura humana, principalmente ao nu. Retornou a São Paulo no início da década de 1930 e participou ativamente do Grupo Santa Helena, da Família Artística Paulista - FAP e do Sindicato dos Artistas Plásticos. Em 1949 lecionou na Escola Livre de Artes Plásticas, primeira escola de arte moderna de São Paulo e participou do Grupo Teatro de Vanguarda. No ano seguinte, fundou a Oficina de Arte - O. D. A., com Odetto Guersoni e Bassano Vaccarini. No fim da década de 1950 atuou como figurinista nas peças ‘Vestido de Noiva’, de Nelson Rodrigues, e ‘Casamento Suspeitoso’, de Ariano Suassuna. Também desenhou alguns figurinos para dois filmes dirigidos por Walter Hugo Khoury: ‘Fronteiras do Inferno’ (1958) e ‘Na Garganta do Diabo’(1959). Realizou muitas exposições individuais e participou de vários Salões oficiais destacando-se: Bienal Internacional de São Paulo (1ª, 2ª, 3ª, 6ª, 7ª); Bienal de Veneza (1952); Panorama da Arte Moderna Brasileira (1970). MEC, VOL. 1, PÁG. 247; PONTUAL, PÁGS. 78/79; ARTE NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 1041; ART PRICE ANNUAL 2000, PÁG. 258; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 79; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; LEONOR AMARANTE, PÁG. 72; ACERVO FIEO.



120 - RUBEM VALENTIM (1922 - 1991)

"Emblema 84" - acrílico sobre tela - 50 x 35 cm - dorso - 1984 - Brasília - DF -

Escultor, pintor, gravador, professor nascido em Salvador, BA e falecido em São Paulo. Iniciou-se nas artes visuais na década de 1940, como pintor autodidata. Entre 1946 e 1947 participou do movimento de renovação das artes plásticas na Bahia, com Mario Cravo Júnior, Carlos Bastos e outros artistas. Em 1953 formou-se em jornalismo pela Universidade da Bahia e publicou artigos sobre arte. Residiu no Rio de Janeiro entre 1957 e 1963, onde se tornou professor assistente de Carlos Cavalcanti no curso de história da arte do Instituto de Belas Artes. Residiu em Roma entre 1963 e 1966, com o prêmio viagem ao exterior, obtido no Salão Nacional de Arte Moderna. Em 1966 participou do Festival Mundial de Artes Negras em Dacar, Senegal. Ao retornar ao Brasil, residiu em Brasília e lecionou pintura no Ateliê Livre do Instituto de Artes da Universidade de Brasília - UnB. Em 1972, fez um mural de mármore para o edifício-sede da Novacap em Brasília, considerado sua primeira obra pública. Em 1979, Valentim realizou escultura de concreto aparente, instalada na Praça da Sé, em São Paulo, definindo-a como o Marco Sincrético da Cultura Afro-Brasileira e, no mesmo ano e foi designado, por uma comissão de críticos, para executar cinco medalhões de ouro, prata e bronze, para a Casa da Moeda do Brasil. Em 1998 o Museu de Arte Moderna da Bahia inaugurou a Sala Especial Rubem Valentim no Parque de Esculturas. Foi premiado nas Bienais Internacionais de São Paulo de 1967 e 1973, entre outros. PONTUAL, PÁG.532; WALMIR AYALA, VOL.2, PÁGS.395; TEIXEIRA LEITE, PÁG.517; MEC, VOL.4, PÁG.443; JULIO LOUZADA, VOL.11, PÁG.330; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 682; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 257, ACERVO FIEO; web.artprice.com.



121 - EMILE TUCHBAND (1933 - 2006)

Marinha - óleo sobre eucatex - 15 x 20 cm - canto inferior esquerdo -

Natural de Paris, fixou residência no Brasil a partir de 1956. Cursou a Escola de Belas Artes e a Escola de Arquitetura em Paris. Foi auxiliar de Marc Chagall na elaboração do teto da Ópera de Paris. Em 1960 realizou o cartaz do filme Orfeu do Carnaval. Pintor adepto à escola francesa, levava para as suas telas paisagens e impressões do Brasil, em cores vivas e composição exótica. BENEZIT, 10/301; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 999 ; Acervo FIEO.



122 - LUIZ VENTURA (1930)

Frade - óleo sobre tela - 27 x 32 cm - canto inferior direito e dorso - 1984 -

Pintor, desenhista e gravador, com várias exposições individuais e participação em coletivas no Brasil e no exterior. Aperfeiçoa seus estudos na Europa e Oriente. Dá aulas de gravura em madeira na Universidade Católica no Chile. Publica em Honduras, o seu "Manual de Grabado em Madera, Técnicas Occidental y Oriental". ITAÚ CULTURAL.



123 - TADASHI KAMINAGAI (1899 - 1982)

Flores - aquarela e guache - 34 x 28 cm - centro inferior -

Pintor, desenhista, professor, Tadashi Kaminagai nasceu em Hiroshima, Japão e faleceu em Paris, França. Por iniciativa da família, ingressou aos 14 anos num mosteiro budista na cidade japonesa de Kobe. Dois anos depois, viajou para as Índias Ocidentais Holandesas, atual Indonésia, atuando como missionário e agricultor até 1927. Nesse ano, decidido a seguir carreira artística, mudou-se para Paris, onde conheceu o artista Tsugouharu Foujita, que o orientou na pintura. Paralelamente à atividade artística, trabalhou como moldureiro. No início da década de 1930, expôs quadros nos salões parisienses e retornou ao Japão em 1938. Embarcou para o Brasil um ano após a eclosão da Segunda Guerra Mundial trazendo consigo uma carta de recomendação endereçada a Candido Portinari. Fixou residência no Rio de Janeiro e, em 1941, instalou ateliê e oficina de molduras no bairro de Santa Teresa, onde trabalhou e atuou como professor de diversos artistas brasileiros e nipo-brasileiros, como Inimá de Paula, Flavio-Shiró e Tikashi Fukushima, entre outros. Sua primeira exposição individual, por volta de 1945, foi organizada por Portinari no Rio de Janeiro. Em 1947, passou a integrar o Grupo Seibi. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais como a 1ª e 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1951 e 1953). Foi premiado no Rio de Janeiro (1944, 1950). Retornou ao Japão em 1954 e três anos mais tarde voltou a fixar-se em Paris. Viveu entre o Japão, a França e o Brasil, até seu falecimento. ITAU CULTURAL; TEODORO BRAGA, PÁG.134; BENEZIT, VOL.6, PÁG.152; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁG.; MEC, VOL.2, PÁG.401; PONTUAL, PÁG.287; WALTER ZANINI, PÁG. 643; ARTE NO BRASIL; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 506; ACERVO FIEO.



124 - CAROL KOSSAK (1895 - 1976)

Tocando a tropilha - óleo sobre tela colada em eucatex - 60 x 80 cm - canto inferior esquerdo -

Excepcional pintor ativo em São Paulo, onde realizou exposição individual em 1941. Consta ainda em sua bibliografia, ter participado de várias exposições nas décadas de 30 e 40. Pintou marinhas, animais, principalmente cavalos e figuras. Reputado como grande retratista. MEC vol.2 pág. 411; TEODORO BRAGA, pág. 134.; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 512, Acervo FIEO.



125 - YUTAKA TOYOTA (1931)

"Espaço negativo" - escultura de parede - 51 x 41 x 10 cm - dorso - 1971 -
Peça única. -

Pintor, escultor, desenhista, gravador e cenógrafo. Yutaka Toyota nasceu em Tendo - Yamagata, Japão. Estudou na Universidade de Artes de Tóquio e no Instituto de Pesquisas Industriais de Shizuoka. Neste último cursou ciências exatas e a técnica industrial de lidar com novos materiais. Transferiu-se para o Brasil em 1958. Entre 1965 e 1968, viveu em Milão, Itália, onde conheceu o designer Bruno Munari. Participou da Bienal Internacional de São Paulo (1963, 1965, 1967, 1969, 1987, 1989), do Panorama da Arte Atual Brasileira (1969, 1972, 1975, 1978, 1981, 1985, 1988). Recebeu prêmio na 10ª Bienal Internacional de São Paulo (1969), no 4º Panorama da arte Atual brasileira (1972), no 10º Salão Paulista de Arte Moderna (1963), no 1º Salão Esso de Jovens Artistas (1965); na 2ª Bienal de Artes Plásticas da Bahia, Salvador (1968). A partir da década de 1970, realizou esculturas para espaços públicos e edifícios no Brasil e no exterior: a Praça da Sé (1978), o Hotel Maksoud Plaza (1979), ambos em São Paulo; Parque Toyotomi em Hokkaido, Japão (1979), entre muitos outros. Realizou muitas exposições individuais pelo Brasil, Japão, Europa e Américas. Em 1991, foi eleito melhor escultor pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA), em São Paulo. MEC VOL. 4, PÁG. 409; PONTUAL PÁG. 525; JULIO LOUZADA, VOL 11, PÁG. 325; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 510; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 682; ARTE NO BRASIL, PÁG. 933; LEONOR AMARANTE, PÁG. 171; www.yutakatoyota.com; www.pinturabrasileira.com; web.artprice.com.



126 - ANA CRISTINA ANDRADE (1953)

" O vaso " - gravura - P.A. 1/2 - 40 x 40 cm - canto inferior direito - 2008 -
Complemento de técnica: água tinta e maneira negra. -

Ana Cristina Andrade Moreira é pintora, gravadora, desenhista, professora e designer vidreira. Iniciou sua formação artística na Escola Superior de Arte Santa Marcelina, SP (1972-1975). Aprendeu gravura em metal (1980-1990) com Iole Di Natale; técnicas de gravura na Scuola Internazionale di Gráfica em Veneza, Itália (1983); Gravura Especial com Evandro Carlos Jardim, no MAC-SP (1991); Técnica Calcográfica Experimental com Mario Benedetti, na FASM-SP (1997); Vitrofusão com Roberto Bonino. Exposições individuais: São Paulo, SP (1984, 1987, 1995, 2003); Bauru, SP (1989); “Projeto Interior com Arte” – Museu Banespa (1998 – Exposição itinerante pelo interior do Estado de São Paulo). Coletivas: Epinal, França (1975); São Paulo, SP (1974, 1982, 1984, 1985, 1986, 1988, 1994, 1995, 2000, 2002 a 2004, 2012 – SP ESTAMPA); Santo André, SP (1982); Novo Hamburgo, RS (1982); Taiwan, China (1983, 1985); San Juan, Porto Rico (1983); Santos, SP (1983); Cabo Frio, RJ (1983); Ribeirão Preto,SP (1984); Curitiba, PR (1984); Piracicaba,SP (1984); Veneza, Itália (1984, 1985); Campinas, SP (1985); São José do Rio Preto, SP (1986); Limeira, SP (1986); Washington D.C.,EUA (1991); Campos do Jordão, SP (1991); Kanagawa, Japão (1992); Maastricht, Holanda (1993); Illinois, EUA (1994); Cidade do México, México (1996); Jacareí, SP (1998); Budapeste, Hungria (1996); Uzice, Yuguslávia (1997); Ourense, Espanha (1994, 2006). Prêmios: São Paulo, SP (1974); Novo Hamburgo, RS (1982); Santos, SP (1983); Ribeirão Preto, SP (1984); Curitiba, PR (1984); Piracicaba, SP (1984); Campinas, SP (1985); São José do Rio Preto, SP (1986). JULIO LOUZADA, vol.1, pág. 62; vol.2, pág. 66; Acervo FIEO. ITAU CULTURAL.



127 - RUI AMARAL (1960)

"Halloween" - guache sobre papel - 47 x 67 cm - não assinado -

Artista plástico multimídia e ativista cultural, paulista, é um dos pioneiros do movimento do ‘graffiti’ brasileiro. Trabalha com desenho animado, pintura, ‘webart’, instalações. Formado pela FAAP em artes plásticas, fez parte de uma época denominada geração 80. Formou um dos grupos que mais agitou o circuito artístico paulista, o ‘Tupynãodá’, cujos integrantes foram os primeiros a grafitar à luz do dia. Sofreu perseguições da polícia, chegando a ser preso várias vezes e processado criminalmente pela prefeitura de São Paulo. Já expôs na Pinacoteca do Estado, no MAC, no MIS, na Funarte, no MASP e no Paço das Artes. Participou da exposição ‘A Trama do Gosto: um outro olhar sobre o cotidiano’ - na Fundação Bienal (1987). Atualmente tem se dedicado ao Bicudo, seu personagem criado no ‘graffiti’, que virou o primeiro 'Toy Art' do Brasil feito em vinil. Tem uma produtora multimídia, a ‘Artbr’, pioneira em conteúdo para banda larga no país; coordena projetos de arte e educação voltados à valorização da cidadania junto a comunidades carentes. ITAU CULTURAL; www.artbr.com.br; br.noticias.yahoo.com/rui-amaral; territoriopoeticocidadetiradentes.wordpress.com/rui-amaral; darua.blogfolha.uol.com.br; www.sp.senac.br.



128 - FRANZ WIDMAR (1910 - 1995)

Senhora - óleo sobre madeira - 110 x 68 cm - canto inferior direito - 1961 -

Pintor austríaco, Franz Josef Widmar veio para o Brasil passando a viver no Rio de Janeiro onde se tornou amigo do suíço Walter Wüthrich (entre 1960 e 1970). Foi quem adquiriu suas primeiras pinturas. A Fundação Brasilea foi criada por Walter Wüthrich em 22 de setembro de 2003 na Basileia, Suíça. A ideia de seu fundador era de criar um centro cultural para promover o intercâmbio artístico entre a Suíça e o Brasil. A sua base foram as 500 pinturas de Franz Josef Widmar, por quem Wüthrich nutria uma grande admiração e amizade nos anos em que viveu no Brasil. Em virtude de não se possuir praticamente quaisquer informações concretas sobre a formação artística, não se pode afirmar se Widmar, na verdade, alguma vez se ateve a um único estilo durante um período mais longo de tempo. Mostra-se relativamente fácil reconhecer as diversas influências dos diferentes estilos e épocas em suas várias obras. JULIO LOUSADA VOL. 13; PÁG. 357; www.swissinfo.ch; www.brasilea.com; www.brasilonline.ch.nu-media-comm.ch; www.revistabrasileiros.com.br.



129 - EDSON MOTTA (1910 - 1981)

Sermão da montanha - óleo sobre madeira - 21 x 40 cm - centro inferior e dorso - 1939 - Rio de Janeiro -

Mineiro de Juiz de Fora, estudou na ENBA no Rio de Janeiro, onde foi aluno de Rodolfo Chambelland, Marques Junior e Outros. Foi um dos fundadores do Núcleo Bernardelli, que dirigiu por alguns anos. Expositor nas diversas versões do SNBA. Em 1939 ganhou o premio viagem à Europa, onde estudou Conservação e Restauro, ofício que lhe renderia prestígio e respeito no País, PONTUAL, 374; TEIXEIRA LEITE, 336; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 579.



130 - JOÃO MARQUES DA SILVA OLIVEIRA (1853 - 1927)

Figura - óleo sobre madeira - 25 x 18 cm - canto inferior direito - 1882 - Paris -

Pintor e professor português nascido no Porto. Foi discípulo de João Antonio Correia, Antonio José da Costa e, em Paris, como pensionista do estado, de Yvon e Cabanel. Foi amigo de Silva Porto na Academia Portuense de Belas Artes. Em 1876, após uma visita de estudo à Bélgica, Holanda e Inglaterra, partiu para Itália onde iria permanecer até meados de 1878 quando retornou a Paris. Regressou definitivamente a Portugal em 1879 e foi nomeado professor da Academia Portuense. A sua atividade docente se prolongou até 1926. Participou ativamente dos movimentos de renovação artística no Porto onde decorou o Palácio da Bolsa, a Igreja dos Congregados, a Igreja dos Grilos. Participou de muitas exposições em Portugal e no exterior. Em 1929, dois anos após a morte, foi-lhe prestada homenagem, no Porto, com a inauguração de um monumento em sua honra no Jardim de S. Lázaro e uma grande exposição da sua obra, realizada no Ateneu Comercial do Porto. DICIONÁRIO DE PINTORES E ESCULTORES PORTUGUESES, FERNANDO PAMPLONA; www.museusoaresdosreis.pt.



131 - DJANIRA DA MOTTA E SILVA (1914 - 1979)

Casario - serigrafia - 29 x 26 cm - canto inferior esquerdo -

Pintora, desenhista, ilustradora, cartazista, cenógrafa e gravadora. Djanira da Motta e Silva nasceu em Avaré, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. No final da década de 1930, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde teve suas primeiras instruções de desenho no Liceu de Artes Ofícios e com o pintor Emeric Marcier, hóspede da pensão que Djanira instalou no bairro de Santa Teresa. Os contatos com os artistas Carlos Scliar, Milton Dacosta , Arpad Szenes , Vieira da Silva e Jean-Pierre Chabloz , frequentadores de sua pensão, proporcionaram um ambiente estimulador que a levou a expor no 48º Salão Nacional de Belas Artes, em 1942. No ano seguinte, realizou sua primeira mostra individual, na Associação Brasileira de Imprensa - ABI. Em 1945, viajou para Nova York. De volta ao Brasil, realizou o mural ‘Candomblé’ para a residência do escritor Jorge Amado, em Salvador, e painel para o Liceu Municipal de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Entre 1953 e 1954, viajou a estudo para a União Soviética. De volta ao Rio de Janeiro, tornou-se uma das líderes do movimento pelo Salão Preto e Branco, um protesto de artistas contra os altos preços do material para pintura. Realizou em 1963, o painel de azulejos ‘Santa Bárbara’, para a capela do túnel Santa Bárbara, Laranjeiras, Rio de Janeiro. No ano de 1966, a editora Cultrix publicou um álbum com poemas e serigrafias de sua autoria. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil, EUA e Europa. Foi premiada no Rio de Janeiro (1943, 1944, 1949, 1950 a 1953, 1955, 1963) e em São Paulo (1951, 1955). Participou da 1ª e da 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955). Em 1977, o Museu Nacional de Belas Artes - MNBA, realizou uma grande retrospectiva de sua obra. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 336; PONTUAL, PÁG. 181; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 164; MEC, VOL. 2, PÁG 58; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG, 263; WALTER ZANINI, PÁG. 810; ARTE NO BRASIL, PÁG. 824; ACERVO FIEO.



132 - SILVIO OPPENHEIM (1941 - 2012)

Composição - óleo sobre tela - 100 x 100 cm - centro direito - 2003 -
Reproduzido sob o n° 163 em catálogo de Leilão de Arte de James Lisboa, leiloeiro oficial, São Paulo - SP. -

Nascido em São Paulo, formou-se pela faculdade de arquitetura da USP, em 1965. Inicialmente figurativo, passou para a abstração de forma muito natural. Perfeccionista, usava as cores de forma quase puras em requintado grafismo. Participou de exposições desde 1962 com sempre renovado sucesso de crítica e de público JULIO LOUZADA, vol.11, pág.233; MEC, vol.3, pág.301; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO.



133 - MENASE WAIDERGORN (1927)

Tocando a boiada - óleo sobre eucatex - 16 x 22 cm - canto inferior direito -

Romeno da cidade de Hotin, Waidergorn veio para o Brasil em 1932, onde seus pais fixaram residência em São Paulo. Ingressou na APBA, onde conheceu Mecatti, que muito o estimulou e orientou, dele assimilando a luminosidade da pintura peninsular muito a gosto do ottocento italiano. Sua pintura aborda todos os gêneros, baseadas tanto nas recordações da infância pobre como nas lembranças das viagens que fez ao norte da Africa e Europa. Participou de diversos salões e coletivas, recebendo diversas premiações JULIO LOUZADA vol.11, pág. 330; Acervo FIEO.



134 - BELMONTE, BENEDITO BASTOS BARRETO (1887 - 1947)

Figura - desenho a nanquim - 30 x 22 cm - canto inferior direito -

Nascido em São Paulo. Desenhista, caricaturista e jornalista. Depois de estrear na imprensa ilustrada em 1912, popularizou-se com a criação do personagem Juca Pato, na Folha da Noite, de São Paulo. Na Folha da Manhã , de São Paulo, apresentou, de 1936 em diante, diversas caricaturas de campanha contra o nazismo. Além dos álbuns de desenhos que publicou - como Angústias do Juca Pato (1926), O Amor através dos Séculos (1928) e No Reino da Confusão (1939) - ilustrou livros infantis de Monteiro Lobato. TEODORO BRAGA, pág. 49 e 50; PONTUAL, pág. 67; MEC, vl. 1, pág. 213; TEIXEIRA LEITE, pág. 69; JULIO LOUZADA, vol.10, pág. 103; CARICATURISTAS BRASILEIROS, de Pedro Corrêa do Lago, pág. 100; ARTE NO BRASIL, pág. 392; WALTER ZANINI, pág. 806; Acervo FIEO.



135 - MARGARITA FARRÉ (1939)

Figura e pássaro - múltiplo em bronze - n° 27 - 29 x 20 x 10 cm - assinado -

Iniciou sua formação artística em 1973, com curso de desenho na FAAP, ali também estudando escutura com sob a orientação do professor Juan Godiño. Frequenta os atelier de Calabrone e Becheroni (1983 e 1984). Participa e realiza mostras coletivas e individuais a partir de 1984. JULIO LOUZADA, vol. 3 pág. 397.



136 - DARIO MECATTI (1909 - 1976)

Costa amalfitana - óleo sobre tela - 45 x 37 cm - canto inferior direito -

Pintor e desenhista nascido em Florença, Itália e falecido em São Paulo, SP. Na Itália recebeu orientação artística de Camillo Innocenti, trabalhou em um banco e pintou cartazes para a sala de cinema de seu primo. Em 1933, mudou-se para a África, onde permaneceu por aproximadamente sete anos viajando pelo norte do continente. Neste período conheceu a Líbia, Ilha de Malta, Tunísia, Turquia, Argélia, Marrocos, além de Portugal e Espanha. Durante a viagem retratou cenas destes países e realizou algumas exposições com o pintor florentino Renzo Gori, com quem residiu por pouco tempo em Paris. Em 1939, conheceu a Ilha de São Miguel, nos Açores e lá encontrou Maria da Paz com quem posteriormente se casou. No ano de 1940, mudou-se para o Brasil, passou pouco tempo no Rio de Janeiro e depois um período em Minas Gerais, onde visitou as cidades de Belo Horizonte, Juiz de Fora e Ouro Preto. Mudou-se no final do ano para São Paulo, onde entre 1941 e 1945, trabalhou na Galeria Fiorentina, na Rua Barão de Itapetininga, de propriedade de Malho Benedetti. Em 1945 conheceu Nicolino Bianco que passou a adquirir os quadros do artista para serem expostos na Loja de Móveis Paschoal Bianco. Apresentou-o para clientes e amigos que passaram a encomendar retratos. Neste período entrou em contato com Ezio Barbini, dono da Galeria Internacional que vendeu regularmente suas obras, além de apresenta-lo a um grupo de jovens artistas a quem orientou. Em 1946 construiu na Rua Feliciano Maia a sua casa estúdio, onde realizou exposições individuais anuais, sendo a última no ano de 1976, data de seu falecimento. TEODORO BRAGA, PÁG. 161/2; MEC, VOL. 3, PÁG. 109; PONTUAL, PÁG. 352; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 72; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 320; ITAÚ CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 611; ACERVO FIEO.



137 - ROBERTO BURLE MARX (1909 - 1994)

Composição - desenho a carvão - 28 x 40 cm - canto inferior esquerdo -

Nasceu em São Paulo e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, paisagista, arquiteto, desenhista, pintor, gravador, litógrafo, escultor, tapeceiro, ceramista, designer de jóias, decorador. Durante a infância viveu no Rio de Janeiro. Foi com a família para a Alemanha, em 1928. Em 1929, freqüentou o ateliê de pintura de Degner Klemn. Nos jardins e museus botânicos de Dahlen, em Berlim, entusiasmou-se ao encontrar exemplares da flora brasileira. De volta ao Brasil, fez curso de pintura e arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1930 - 1934), onde foi aluno de Leo Putz , Augusto Bracet e Celso Antônio. Seu primeiro projeto paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, em 1932. Entre 1934 e 1937, ocupou o cargo de diretor de parques e jardins do Recife, PE, onde passou a residir. Nesse período, foi com freqüência ao Rio de Janeiro e teve aulas com Candido Portinari e com o escritor Mário de Andrade. Em 1937, retornou ao Rio de Janeiro e trabalhou como assistente de Candido Portinari. Foi em 1949, conforme sua paixão por plantas e seu interesse por botânica e jardinagem, que Burle Marx adquiriu um sítio em Barra de Guaratiba, RJ. Com auxílio de botânicos, viajou, coletou, catalogou exemplares de plantas do Brasil e reproduziu em seu sítio a diversidade fitogeográfica brasileira. Em 1985 doou esse sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.Realizou muitas exposições individuais e projetos paisagísticos, participou de diversas mostras oficiais coletivas pelo Brasil e no exterior. PONTUAL, PÁG. 94; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 93; MEC. VOL.1, PÁG.303; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 738; LEONOR AMARANTE, PÁG. 98; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 179; artnet.com.



138 - MAURICIO NOGUEIRA LIMA (1930 - 1999)

Composição - guache - 17 x 12 cm - canto inferior direito - 1952 -

Natural da cidade do Recife, PE, o autor foi pintor, arquiteto, desenhista e professor. Frequentou o Instituto de Belas Artes de Porto Alegre, o MAM-SP e diplomou-se em arquitetura pela Faculdade Mackenzie-SP. Ligado ao grupo Ruptura, Maurício tornou-se um artista de acentuados princípios racionais, sendo o autor de algumas introduções no campo da animação ótica dos espaços, na seriação das construções e ainda na busca específica de retículas coloridas.Participou do Salão Paulista de Arte Moderna, onde obteve, dentre outros, o 1º Prêmio em Cartaz (1951 e 1957). Participou também do movimento de arte concreta, figurando nas exposições do MAM-SP (1956), no MEC-RJ (1957), na Exposição Internacional de Arte Concreta, em Zurique (1960), etc JULIO LOUZADA, vol 1, pags 678 e 679; ITAU CULTURAL.



139 - GIZELA KLIMASZEWSKA (1903 - 1997)

Paisagem - óleo sobre tela - 52 x 67 cm - canto inferior esquerdo -

Pintora e desenhista polonesa - Gizela Klimaszewska-Hufnagel-Arct nasceu em Varsóvia onde fez sua formação. Pertenceu aos grupos: "Ars Feminae", "Cor", "Powisle". Foi esposa do também pintor e artista gráfico Eugeniusz Arct. Participou em várias mostras e Salões oficiais. Suas obras têm sido comercializadas em diversos leilões da Europa. www.artprice.com; www.askart.com; www.bellotto.pl.



140 - FUKUDA (ROBERTO KENJI FUKUDA) (1943 - 2008)

"Abstração III" - óleo sobre tela - 130 x 150 cm - canto inferior direito -
Reproduzido no convite deste leilão. -

Pintor, gravador e escultor nascido em Indiana, SP, e ativo na Capital. Filho de artista (seu pai é o pintor Tamotsu Fukuda), pinta desde cedo. Suas telas não passam desapercebidas, sejam pelas cores harmoniosas, vivas e vibrantes, sejam pela suavidade das composições, que tranquilizam o expectador. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 120; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



141 - ARNALDO FERRARI (1906 - 1974)

Fachada - técnica mista - 25 x 30 cm - canto inferior direito - 1966 -

Pintor, desenhista e professor, Arnaldo Ferrari nasceu e faleceu em São Paulo SP. Seguindo a profissão do pai, trabalhou como pintor decorador, realizando frisos decorativos para residências. Estudou artes decorativas no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, entre 1925 e 1935. Em 1934, dividiu um ateliê com amigos no edifício Santa Helena e, pela amizade com o pintor Mario Zanini, aproximou-se dos demais integrantes do Grupo Santa Helena. Frequentou também o curso livre de pintura e desenho na Escola Nacional de Belas Artes, entre 1936 e 1938, onde teve aulas de desenho e pintura com Enrico Vio. Entre 1950 e 1959, integrou o Grupo Guanabara, com Thomaz Ianelli, Tomie Ohtake, Tikashi Fukushima e Oswald de Andrade Filho, entre outros. Realizou diversas exposições individuais, participou de várias mostras e Salões oficiais e foi premiado em São Paulo (1958, 1959, 1961, 1963, 1966) e em Santo André (1971). Participou da 7ª à 11ª Bienal Internacional de São Paulo (1963, 1965, 1967, 1969, 1971). Foi apresentada retrospectiva de sua obra em 1975, no Paço das Artes, SP e catálogo com textos de Theon Spanudis, José Geraldo Vieira e Mário Schenberg, entre outros. ITAÚ CULTURAL; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 304; MEC, VOL. 2, PÁG. 149; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 191; PONTUAL, PÁG. 207; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 378; WALTER ZANINI, PÁG.678, ACERVO FIEO.



142 - PIERRE GASTON RIGAUD (1874 - 1939)

Notre Dame - técnica mista - 33 x 22 cm - canto inferior esquerdo - 1919 - Paris -

Pintor e desenhista francês nascido em Bordeaux (Gironde). Foi aluno de Albert Maignan e de Bonnat. Participou dos Salões da Sociedade dos Artistas Franceses, depois de 1906; do Salão dos Independentes, depois de 1907; dos Salões de Outono e das Tulherias. Foi premiado com Medalha de Prata (1920) e Medalha de Ouro (1923). Possui obras em vários museus franceses. BENEZIT VOL. 8, PÁG. 764; www.artprice.com; www.atelier-galerie-lafouresse.com; www.arcadja.com; www.qart.com.



143 - GUERINO GROSSO (1907 - 1988)

Natureza morta - óleo sobre tela - 70 x 100 cm - canto inferior esquerdo -

Natural de Rio Claro, neste Estado, Guerino Grosso iniciou seu aprendizado artístico em 1917. Frequentou a Escola de Belas Artes de São Paulo. Artista de grande sensibilidade, dedicou-se à pintura de naturezas mortas com metais, confirmando-se como um dos melhores do gênero. JULIO LOUZADA, vol, 12 ,pág 189. MEC, vol, 2, pág, 284; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



144 - CARYBÉ (1911 - 1997)

Baiana - desenho a caneta esferográfica - 32 x 22 cm - centro superior - 1966 -
Com dedicatória. -

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



145 - DURVAL PEREIRA (1917 - 1984)

Paisagem - óleo sobre tela - 77 x 102 cm - canto inferior direito - 1979 -

Nascido e falecido em São Paulo onde foi pintor e professor ativo. Premiado com a Menção Honrosa no Salão Paulista de Belas Artes em 1944, passou a viver exclusivamente da pintura. Em 1946, estudou artes plásticas na Associação Paulista de Belas Artes. Pintava ao ar livre, aos domingos, com os pintores Salvador Rodrigues, Salvador Santisteban, Cirilo Agostinho, Jaime Dinis, Djalma Urban, Innocencio Borghese, e outros. Premiado praticamente em todos os Salões de que participou, acumulou, em toda sua carreira, 419 prêmios de todos os cantos do mundo. Recebeu ao todo, 15 comendas das mais importantes do Brasil. Nos últimos três anos de sua vida recebeu também todos os Primeiros Prêmios e Medalhas de Ouro nas exposições de Paris, Rouen, Lyon, Roma, Miami e Milão (o maior prêmio dado à pintura: ‘La Madonina de Milano’). MEC, vol. 3, pág. 368; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 749; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO; www.tntarte.com.br.



146 - ANTONIO BANDEIRA (1922 - 1967)

Composição - desenho a nanquim e aquarela - 20 x 28 cm - canto inferior direito - 1966 -

Pintor, desenhista, gravador, nascido em Fortaleza, CE e falecido em Paris, onde viveu a maior parte de sua vida. É um dos pioneiros da arte abstrata no Brasil. Iniciou-se na pintura como autodidata. Em 1941, em Fortaleza, participou, ao lado de Mário Baratta, entre outros, da criação do Centro Cultural de Belas Artes depois, Sociedade Cearense de Artes Plásticas. Em 1945, transferiu-se para o Rio de Janeiro e, no ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual. Contemplado pelo governo francês com bolsa de estudos, permaneceu em Paris de 1946 a 1950 onde frequentou a Escola Nacional Superior de Belas Artes e a ‘Académie de la Grande Chaumière’. Entre 1947 e 1948 participou do ‘Salon d'Automne’ e do ‘Salon d'Art Libre’. Tomou parte em reuniões de artistas e formou o Grupo Banbryols (ban de Bandeira; bry de Camille Bryen; e ols de Wols), que durou de 1949 a 1951. Voltou ao Brasil em 1951 e apresentou-se na 1ª Bienal Internacional de São Paulo. Em 1952, criou um mural para o Instituto dos Arquitetos do Brasil, em São Paulo. Retornou a Paris em 1954 em razão do Prêmio Fiat, obtido na 2ª Bienal Internacional de São Paulo, mas não deixou de expor no Brasil. Permaneceu na Europa até 1959, passando pela Inglaterra e Bélgica, onde, em 1958, realizou um painel para o ‘Palais des Beaux-Arts’. Ao retornar ao Brasil teve uma atividade artística intensa, participou de importantes exposições, em paralelo a mostras em Paris, Munique, Verona, Londres e Nova York. Voltou a Paris em 1965, onde permaneceu até sua morte. BENEZIT, VOL.1, PÁG.415; MEYER/87, PÁG.606; MEC, VOL.1, PÁGS.159,160 E 167; PONTUAL, PÁGS. 48 E 49; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁGS. 71 A 74; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 52 A 54; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; ARTE NO BRASIL, PÁG. 599; LEONOR AMARANTE, PÁG. 34; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 86; ACERVO FIEO; web.artprice.com; pitoresco.com; pinturabrasileira.com.



147 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Galo" - desenho a caneta esferográfica - 26 x 19 cm - canto inferior esquerdo - 1964 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins. -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



148 - MARIO ZANINI (1907 - 1971)

Paisagem - óleo sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior direito -
Ex coleção Benedito L. Peretto, São Paulo - SP, conforme etiqueta no dorso. -

Pintor, decorador, ceramista, professor, Mário Zanini nasceu e faleceu em São Paulo. Foi um dos integrantes de dois importantes movimentos artísticos considerados históricos na pintura paulista: o Grupo Santa Helena e a Família Artística Paulista. Sua formação artística se deu em São Paulo quando aos 13 anos iniciou curso de pintura da Escola Profissional Masculina do Brás e de 1924 a 1926, matriculou-se no curso de desenho e artes do Liceu de Artes e Ofícios. Conheceu Alfredo Volpi em 1927 e no ano seguinte estudou com o pintor Georg Elpons. Trabalhou no escritório de decoração de Francisco Rebolo entre 1933 e 1938. Em 1940 recebeu medalha de prata no 46º Salão Nacional de Belas Artes e foi convidado por Rossi Osir a trabalhar em seu ateliê de azulejos artísticos, o Osirarte. Em 1950, viajou por seis meses pela Itália, em companhia de Volpi e Osir. A partir de 1968 lecionou na Faculdade de Belas Artes de São Paulo. Participou de vários Salões oficiais e mostras coletivas no Brasil, como I e III Bienal Internacional de São Paulo e no exterior. Sua família doou 108 de suas obras ao Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo - MAC/USP em 1974. MEC, VOL. 4, PÁG. 531; PONTUAL, PÁG. 557; TEODORO BRAGA, PÁG. 250; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 451; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; ARTE NO BRASIL, PÁG. 778; LEONOR AMARANTE, PÁG.38; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 1085; ACERVO FIEO.



149 - CARLOS PRADO (1908 - 1992)

"Ladainha" - gravura - 92/139 - 29 x 23 cm - canto inferior direito -

Arquiteto, pintor, gravador e ceramista paulistano. Recebeu menção honrosa no SPBA de 1935, participando também na I e II BSP e na exposição de Arte Moderna no Brasil, realizada em Buenos Aires, Rosário, Santiago do Chile e Valparaíso, em 1957. No dizer de TEIXEIRA LEITE, em sua obra A Gravura Brasileira Contemporânea, Carlos Prado utilizava por vezes a gravura como meio expressivo, subordinando-a, porém, a interesses maiores. TEIXEIRA LEITE, pág. 421; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 254. PONTUAL, pág. 438; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 582; ARTE NO BRASIL, pág. 781. Acervo FIEO.



150 - ALFREDO VOLPI (1896 - 1988)

"Paisagem com pescadores e barco" - óleo sobre tela colada em madeira - 31 x 31 cm - canto inferior direito -
Reproduzido no convite deste leilão. Reproduzido na página 6 do catálogo da exposição comemorativa "100 anos de Alfredo Volpi" realizada na Galeria Grossman, Rua Bela Cintra, 1941 - São Paulo, SP - em 1996. -

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.



151 - JOÃO DUTRA (1893 - 1984)

Paisagem - óleo sobre madeira - 12 x 19 cm - canto inferior direito - 1920 -

Nasceu em Rio Claro, SP, e faleceu em Piracicaba-SP. Descendente da família Dutra, composta de pintores ativos em São Paulo a partir do Séc. XVIII durante várias gerações. Expôs pela primeira vez em 1919, em São Paulo, onde realizaria outras mostras até 1937. Participou do SNBA, recendo medalha de prata. Destacou-se como autor de naturezas mortas. TEODORO BRAGA, pág. 85; MEC, vol. 2, pág. 84; TEIXEIRA LEITE, pág. 171; PONTUAL, pág. 186; ITAU CULTURAL, RUTH TARASANTCHI.



152 - LIVROS


1)"THE ART INSTITUTE OF CHICAGO: THE ESSENCIAL GUIDE". DOUGLAS DRUICK. CHICAGO: THE ART INSTITUTE, 2013.
2)"COLLECTION PEGGY GUGGENHEIM". NEW YORK: THE SOLOMON R. GUGGENHEIM FOUNDATION, 2003.
3)"THE BRERA GALLERY". SANDRINA BANDERA E PAOLA STRADA. MILANO: SKIRA, 2010.
4)"PHILADELPHIA MUSEUM OF ART: HANDBOOK OF THE COLLECTIONS". PHILADELPHIA: PHILADELPHIA MUSEUM OF ART, 1995.
5)"GUIDE DE L'ART: PEINTURE, SCULPTURE, ARCHITECTURE DU XIV SIÈCLE À NOS JOURS". SANDRO SPROCCATI (DIR). EDIÇÃO FRANCESA. MILAN: ARNOLDO MONDADORI, 1991; PARIS: SOLAR, 1992.
6)"KUNSTHISTORISCHES MUSEUM WIEN: THE PICTURE GALLERY". WIEN: KUNSTHISTORISCHES MUSEUM, 1996.
7)"THE HERMITAGE". MIKHAIL PIOTROVSKY, SOPHIA KUDRIAVTSEVA ET AL. ST PETERSBURG: IVAN FIODOROV ART, 2003.




153 - DANILO DI PRETE (1911 - 1985)

Composição - óleo sobre cartão - 18 x 12 cm - centro inferior - Natal de 1968 -

Nasceu em Pisa, Itália. Foi pintor e programador visual. Autodidata, iniciou a sua carreira na Itália. No Brasil desde 1946, participou de todas as Bienais de São Paulo, de 1951 a 1967, nelas recebendo o prêmio de Melhor Pintor Nacional em 1951 e 1965, dispondo de salas especiais para os seus trabalhos em 1961 e 1967. Foi o primeiro colocado no concurso internacional de cartazes para a VII BSP. Artista premiadíssimo. JULIO LOUZADA vol.10, pág.286; TEIXEIRA LEITE , pág. 163; PONTUAL, pág. 179; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 647; ARTE NO BRASIL, pág. 898; LEONOR AMARANTE, pág. 13.



154 - IVAN SERPA (1923 - 1973)

Série mulher e bichos - desenho a nanquim e aquarela - 32 x 24 cm - canto inferior direito - 17/07/65 -

Pintor, desenhista, gravador e professor, Ivan Ferreira Serpa nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Estudou gravura e desenho com Axel Leskoschek (entre 1946 e 1948) no Rio de Janeiro. Em 1949, ministrou suas primeiras aulas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, onde, a partir de 1952, exerceu sistemática atividade didática, em especial no ensino infantil. Foi um dos precursores do concretismo no Brasil, criando ao lado de Aluisio Carvão, Lígia Clark, Hélio Oiticica e outros o Grupo Frente, que se manteve ativo de 1954 a 1956, inclusive com exposições no Rio de Janeiro. Participou da Divisão Moderna do SNBA (1947-1951). Em 1957, recebeu o prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna, RJ. Participou da exposição ’Opinião 65’, evento que marca a difusão de uma nova arte de tendência figurativa, a neofiguração. Em 1970, fundou, com Bruno Tausz, o Centro de Pesquisa de Arte no Rio de Janeiro. Participou da Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1961, 1963, 1965) e da Bienal de Veneza (1952, 1954, 1962, 1966). PONTUAL, PÁG 486; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 605; ARTE NO BRASIL, PÁG. 840; LEONOR AMARANTE, PÁG. 26; MEC VOL. 4, PÁG. 221; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 899.



155 - ALFREDO CESCHIATTI (1918 - 1989)

Oferenda - escultura em bronze - 73 x 19 x 15 cm - assinado -
Ex coleção Sebastião Alves - Bragança Paulista - SP. -

Natural de Belo Horizonte. Escultor, desenhista e professor. Passou a frequentar a antiga ENBA em 1940, depois de uma viagem à Europa, especialmente Itália, iniciada em 1938. Na Divisão Moderna do SNBA recebeu, como escultor as medalhas de bronze (1943) e de prata (1944), bem como o prêmio de viagem ao estrangeiro (1945), com o baixo-relevo para a Igreja de São Francisco de Assis, da Pampulha, em Belo Horizonte e, como desenhista, a medalha de prata (1945). Esteve mais uma vez na Europa entre 1946 e 1948, anos em que realizou exposição individual no Instituto dos Arquitetos do Brasil (GB). Figurou na II BSP e no II SNAM, em 1953. Fazendo parte da equipe que, em 1956, venceu o concurso de projetos para o Monumento aos Mortos da II Guerra Mundial (GB), ali executou o conjunto alusivo às três forças armadas. Integrou a Comissão Nacional de Belas Artes em 1960 e 1961, e entre 1963 e 1965, lecionou escultura e desenho na Universidade de Brasília. Quirino Campofiorito citou-o no estudo Ëscultura Moderna no Brasil"(Revista Crítica de Arte, nº único 1962). De seus trabalhos mais conhecidos destacam-se as esculturas As Banhistas e A Justiça, que se encontram, respectivamente, no lago em frente ao Palácio da Alvorada e defronte ao Supremo Tribunal Federal (Praça dos Três Poderes), em Brasília. Há ainda, obras escultóricas de sua autoria, entre outras no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Ministério das Relações Exteriores (Brasília) e em um edifício que Oscar Niemeyer projetou no conjunto residencial Hansa (setor ocidental de Berlim), assim como na embaixada brasileira em Moscou. MEC, vol. 1, pág. 397; PONTUAL, pág. 127; JÚLIO LOUZADA, vol. 11, pág. 70; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 609; ARTE NO BRASIL, pág. 872.



156 - ELISA BENICAMPI, DITA SHEILA (1915 - 1967)

Família - aquarela - 41 x 31 cm - canto inferior direito -

Gravadora e pintora paulistana, faleceu na cidade do Rio de Janeiro, onde residia e era ativa. Começou a pintar em 1946. Foi aluna de Axel Leskoschek, na FGV-RJ. Participou de diversas coletivas: SNBA-RJ, obtendo medalha de bronze; SNAM-RJ (1952 a 1963), conquistando isenção de juri, medalha de prata, medalha de bronze e prêmio viagem ao País (1957); dentre tantas outras de igual importância. " A figura, ainda que simples pretexto para concepção de determinadas formas, adquire em Sheila um foro de fatalidade. Para muito além de simples exercício formal, imprime às fisionomias humanas (o que se estende até a aura de leveza e alheamento de seus animais), um traço de espera e contemplação que, nos rostos dos palhaços, se intensifica na amarga bufonaria dos risos suspensos nos instantes." Walmir Ayala, apresentando-a na individual de 1962, no Rio de Janeiro. MEC, vol. 4 pág 241



157 - MARCELO GRASSMANN (1925 - 2013)

Dama e guerreiro - desenho a nanquim e aguada - 49 x 63 cm - canto inferior direito -

Desenhista, gravador, ilustrador, pintor, escultor e professor, nasceu em São Simão, SP. Estuda fundição, mecânica e entalhe em madeira na Escola Profissional Masculina do Brás, SP. Passa a realizar xilogravuras a partir de 1943. Atua como ilustrador do Suplemento Literário do ‘Diário de São Paulo’, do ‘O Estado de S. Paulo’ e do ‘Jornal do Estado da Guanabara’. Quando reside no Rio de Janeiro, a partir de 1949, freqüenta os cursos de gravura em metal, com Henrique Oswald e de litografia, com Poty, no Liceu de Artes e Ofícios. Em Salvador (1952), trabalha com Mario Cravo Júnior. .Recebe o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Arte Moderna (1953) e vai para a Academia de Artes Aplicadas, em Viena. Passa a dedicar-se principalmente ao desenho, à litografia e à gravura em metal. Em 1969, sua obra completa é adquirida pelo governo do Estado de São Paulo, passando a integrar o acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo . Em 1978, a casa em que nasceu, em São Simão, é transformada em museu e tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo - Condephaat. Participou de muitas exposições e das Bienais de: São Paulo (1951 a 1961, 1967, 1969, 1979, 1985, 1989); Veneza (1950, 1956, 1958, 1962); Paris (1959). Principais prêmios: Bienal de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1959, 1967); Bienal de Veneza (1950, 1956, 1958,1962); Bienal de Paris (1959). PONTUAL, PÁG. 249; MEC, VOL. 2, PÁG. 281 E 282; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG. 439; VOL. 5, PÁG. 453; VOL. 9, PÁG. 383.



158 - TOMÁS SANTA ROSA (1909 - 1956)

Composição - guache - 23 x 32 cm - dorso -

Pintor, gravador, cenógrafo e professor. Oriundo da Paraíba, onde nasceu, fixou-se no Rio de Janeiro, iniciando em 1930 sua bem sucedida carreira de ilustrador de obras de autores estrangeiros e brasileiros, que inclui, dentre outros, Graciliano Ramos, José Lins do Rêgo, Jorge Amado, Castro Alves e muitos outros. Sua obra tem reconhecimento nacional e unanimidade de crítica, havendo se destacado em todas as áreas das artes que praticou. PONTUAL, pág. 472; TEIXEIRA LEITE, pág. 460; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 572; LEONOR AMARANTE.



159 - BRUNO LECHOWSKY (1889 - 1941)

Marinha - aquarela - 32 x 41 cm - canto inferior esquerdo - 1934 -

Natural da Polônia, este grande pintor e professor veio para o Brasil em 1926, fixando-se inicialmente no Paraná, para depois vir a residir de forma permanente no Rio de Janeiro, o qual pintou com todas as cores e luzes. Integrou o Núcleo Bernardelli, onde orientou mestres como Tamaki, Takaoka, e principalmente Pancetti, a quem chegaria a marcar, inclusive nas cores chapadas. TEODORO BRAGA, pág. 139; PONTUAL, pág. 305; MEC, vol. 2, pág. 465; TEIXEIRA LEITE, pág. 281/282; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 449; ARTE NO BRASIL, pág. 764.



160 - IBERÊ CAMARGO (1914 - 1994)

Dados - pastel - 32 x 40 cm - canto inferior esquerdo - 1975 -
Reproduzido no convite deste leilão. Com a seguinte dedicatória no dorso: "Rio, 24.12-75. Querido Romeu, nossos abraços e votos de Feliz Natal e Ano Novo. Maria e Iberê.".-

Natural da cidade de Restinga Seca, RS, e falecido na capital gaúcha. Foi aluno de Salvador Parlagreco e João Fahrion. No Rio de Janeiro, a partir de 1942, estudou pouco tempo na Escola Nacional de Belas Artes, trocando-a pelos ensinamentos de Guignard. Recebeu o prêmio viagem ao estrangeiro em 1947, na Divisão Moderna do Salão Nacional de Belas Artes. Morou dois anos em Paris e Roma, aperfeiçoando-se com De Chirico, Lhote, Achille e Rosa em pintura e Petrucci em gravura. Foi considerado o Melhor Pintor Nacional na VI Bienal de São Paulo, em 1961. MEC, vol.1, pág.328 e 329; WALMIR AYALA, vol.1, pág.156 a 158; JULIO LOUZADA, vol.11, pág.51; TEIXEIRA LEITE, pág.101; PONTUAL, pág.100 e 101; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 573; ARTE NO BRASIL, pág. 853; LEONOR AMARANTE, pág. 127.



161 - PABLO PICASSO (1881 - 1973)

Flores - litografia - 45 x 30 cm - canto inferior direito na matriz - 21/04/58 -

Pintor, desenhista, escultor, gravador, ceramista, artista gráfico e designer, Pablo Ruiz Picasso nasceu em Málaga, Espanha e faleceu em Mougins, França. Filho de um pintor e mestre de desenho, foi extraordinariamente precoce dominando o desenho acadêmico ainda na infância. Em 1904 estabeleceu-se em Paris tornando-se o centro de um círculo de artistas e escritores de vanguarda como André Breton, Guillaume Apollinaire e Gertrude Stein. Revolucionário, genial, vanguardista, visionário são elogios que definiram Picasso como um dos mestres da pintura. Sua ampla biografia e sua obra representam a arte do século XX. Embora sua obra seja convencionalmente dividida em fases, Picasso trabalhava numa grande variedade de temas e estilos ao mesmo tempo. Sua pintura “Les Demoiselles d’Avignon” (1906-7) é tida como o marco mais importante no desenvolvimento da pintura contemporânea e o primeiro prenúncio do cubismo que desenvolveu em íntima associação com Braque e depois com Gris. Sua obra mais famosa “Guernica” (1937), pintada para o pavilhão espanhol da Exposição Universal de Paris de 1937, expressa toda sua revolta e horror à destruição de Guernica, capital do país basco, durante a Guerra Civil Espanhola (1936-1939). No campo da escultura foi um dos primeiros artistas a compor esculturas a partir da montagem de materiais variados (e não por modelagem ou entalhe) e fez uso brilhante de objetos encontrados. Também como artista gráfico inclui-se entre os maiores do século. Existem museus consagrados à sua obra em Paris e Barcelona, e outros exemplos de sua inigualável produção distribuem-se por museus do mundo inteiro. Foi o primeiro artista vivo a expor suas obras no Museu do Louvre, quando completou 90 anos. BENEZIT VOL.8, PÁG. 297; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 763; ITAÚ CULTURAL; COLEÇÃO FOLHA GRANDES MESTRES DA PINTURA VOL. 6; infoescola.com; guggenheim.org; moma.org; a rtprice.com; arcadja.com; christies.com.



162 - MENASE WAIDERGORN (1927)

Cavaleiros árabes - óleo sobre eucatex - 16 x 22 cm - canto inferior direito -

Romeno da cidade de Hotin, Waidergorn veio para o Brasil em 1932, onde seus pais fixaram residência em São Paulo. Ingressou na APBA, onde conheceu Mecatti, que muito o estimulou e orientou, dele assimilando a luminosidade da pintura peninsular muito a gosto do ottocento italiano. Sua pintura aborda todos os gêneros, baseadas tanto nas recordações da infância pobre como nas lembranças das viagens que fez ao norte da Africa e Europa. Participou de diversos salões e coletivas, recebendo diversas premiações JULIO LOUZADA vol.11, pág. 330; Acervo FIEO.



163 - MILTON DACOSTA (1915 - 1988)

Vênus - desenho a caneta hidrográfica - 20 x 26 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador. Milton Rodrigues da Costa nasceu em Niterói, RJ e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou estudos de desenho e pintura, em 1929, com o professor alemão August Hantv. No ano seguinte matriculou-se no curso livre de Marques Júnior, na Escola Nacional de Belas Artes. Junto com Edson Motta, Bustamante Sá e Ado Malagoli , entre outros, criou o Núcleo Bernardelli em 1931. Viajou para Estados Unidos em 1945, com o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Belas Artes do ano anterior. Na cidade de Nova York, estudou na Art's Students League of New York. Em 1946, foi para a Europa e após visita a vários países, fixou-se em Paris, onde estudou na Académie de La Grande Chaumière. Conheceu Pablo Picasso, por intermédio de Cícero Dias, e freqüentou os ateliês de Georges Braque e Georges Rouault. Expôs no Salon d'Automne (Paris) e regressou ao Brasil em 1947. Em 1949, casou-se com a pintora Maria Leontina e passou a residir em São Paulo. Realizou muitas exposições individuais e também recebeu prêmios nas Bienais Internacionais de São Paulo (1955, 1957). TEODORO BRAGA, PÁG. 163; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 229; MEC, VOL. 2, PÁG. 13; BENEZIT, VOL. 3, PÁG.315; ITAU CULTURAL; PONTUAL, PÁG. 155; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; ACERVO FIEO.



164 - OTTONE ZORLINI (1891 - 1967)

"Praia Grande" - óleo sobre madeira - 36 x 50 cm - canto inferior direito e dorso - 1935 - Santos -
Ex coleção Antônio Mariot, Sorocaba - SP. -

Pintor e escultor nascido na Itália e falecido em São Paulo, onde se radicou na década de 1920. Ottoni Zorlini destacou-se como paisagista e pintor de figuras, num estilo afim ao de Volpi e ao de outros ilustres componentes da hoje célebre Família Artística Paulista, cuja obra muito ajudou a difundir. MEC, vol. 4, págs. 534 e 535; PONTUAL, pág. 559; Catálogo de Pintores Italianos no Brasil, SOCIARTE/82; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 623.



165 - EFRAIN ALMEIDA (1964)

"Cariri" - xilogravura - 85/100 - 56 x 66 cm - canto inferior direito - 2009 -

Efrain Almeida de Melo (Boa Viagem CE 1964). Escultor. Transfere-se para o Rio de Janeiro em 1976. Dez anos depois, inicia sua formação artística na Escola de Artes Visuais do Parque Lage (EAV/Parque Lage). Em 1990, participa de curso no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ), e inicia pesquisas com diversos materiais, e escolhe a madeira como matéria-prima principal de seus trabalhos, que são compostos de pequenas esculturas. Nesse mesmo ano, trabalha como ajudante do pintor Hilton Berredo (1954). A influência religiosa, recebida na infância em Boa Viagem, e o imaginário popular nordestino são temas presentes em seus trabalhos, que fazem referência a ex-votos. Realiza sua primeira exposição individual, Objetos, no Centro Cultural Sérgio Porto, no Rio de Janeiro, em 1993. Participa da 1ª Bienal do Mercosul, em 1997, e da Bienal Internacional de Buenos Aires, em 2002. ITAU CULTURAL.



166 - MANOEL SANTIAGO (1897 - 1987)

Praia de Botafogo - óleo sobre madeira - 23 x 34 cm - canto inferior direito e dorso -

Manoel Colafante Caledônio de Assumpção Santiago nasceu em Manaus, AM e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, desenhista e professor. Mudou-se para Belém em 1903 e iniciou estudos de pintura. Desde 1916 já praticava a arte não figurativa. Em 1919 transferiu-se para o Rio de Janeiro, cursou Direito e frequentou a Escola Nacional de Belas Artes, onde foi aluno de Rodolfo Chambelland e Baptista da Costa. Na época, teve aulas particulares com Eliseu Visconti. Foi casado com a pintora Haydeá Santiago. Participou em 1927 do Salão Nacional de Belas Artes e recebeu o prêmio viagem ao exterior, entre vários outros. Foi para Paris no ano seguinte, e lá permaneceu por cinco anos. De volta ao Rio de Janeiro, em 1932, tornou-se professor do Instituto de Belas Artes. Em 1934, passou a lecionar pintura e desenho no Núcleo Bernardelli, figurando entre seus alunos José Pancetti, Edson Motta, Bustamante Sá, Ado Malagoli, Rescála e Milton Dacosta. Participou da I Bienal Internacional de São Paulo (1951) e do 8º Panorama da Arte Brasileira (1976). PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, VOL. 1, PÁG. 241; TEODORO BRAGA, PÁG. 211; CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO DE PAISAGEM BRASILEIRA, MEC-MNBA /RIO/1944; MAYER/84, PÁG. 1158; REIS JR, PÁG. 378; PONTUAL, PÁG. 473; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 292; ITAÚ CULTURAL, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 865; ACERVO FIEO.



167 - MARIA LEONTINA (1917 - 1984)

Estandartes - pastel - 18 x 24 cm - canto inferior direito -

Pintora, gravadora e desenhista. Maria Leontina Mendes Franco da Costa nasceu em São Paulo, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. Iniciou estudos de desenho com Antônio Covello, em São Paulo (1938), e na primeira metade da década de 1940 estudou pintura com Waldemar da Costa. Em 1946, no Rio de Janeiro, frequentou o ateliê de Bruno Giorgi e fez curso de museologia no Museu Histórico Nacional, entre 1946 e 1948. Em 1947, participou da exposição ‘19 Pintores’, na Galeria Prestes Maia, em São Paulo, ao lado de Lothar Charoux, Marcelo Grassmann, Aldemir Martins, Luiz Sacilotto e Flavio-Shiró. Em 1951, foi convidada pelo psiquiatra e crítico de arte Osório César para orientar o setor de artes plásticas do Hospital Psiquiátrico do Juqueri. No mesmo ano, organizou uma mostra dos internos no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Em 1952, com bolsa de estudo do governo francês, viajou para a Europa, acompanhada pelo marido, o pintor Milton Dacosta. Em Paris, entre 1952 e 1954, frequentou o ateliê de gravura de Johnny Friedlaender. Na década de 1960, realizou painel de azulejos para o Edifício Copan e vitrais para a Igreja Episcopal Brasileira da Santíssima Trindade, ambos em São Paulo. Realizou exposições individuais e participou de inúmeras mostras, Salões oficiais e Bienais como a Bienal de Veneza (1950, 1952, 1956). Foi premiada no Rio de Janeiro (1944, 1950, 1955, 1957, 1980); em São Paulo (1944; 1947; 1951; 1954; 1958; 1960; 1980; 1955, 1959, 1965 - Bienais Internacionais; 1969, 1970 - Panoramas da Arte Atual Brasileira; 1975 - prêmio pintura da Associação Paulista de Críticos de Artes - APCA); Brasília, DF (1980); Curitiba, PR (1980; Porto Alegre, RS (1980); Nova York (1960 - Fundação Guggenheim). ITAU CULTURAL; MEC, VOL. 2, PÁG. 471; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 309; PONTUAL, PÁG. 338; ARTE NO BRASIL, PÁG. 772; LEONOR AMARANTE, PÁG. 25; WALTER ZANINI, PÁG. 645; JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 572.



168 - RENOT (1932)

"Encontro na biblioteca" - acrílico sobre tela colada em eucatex - 83 x 42 cm - canto superior direito e dorso - 2008 -

Pintor, desenhista, gravador e tapeceiro, Reinaldo Eliomar de Freitas Marques da Silva nasceu em Santa Luzia, Bahia. Assina Renot. Autodidata, começou a pintar em 1957 e, em 1964, com a inauguração da Galeria Quirino, em Salvador, iniciou sua formação artesanal. Tornou-se amigo de vários intelectuais e artistas baianos entre os quais Jenner Augusto, Jorge Amado e Manuel Quirino. Quirino, com quem trabalhou, foi também o seu mestre na arte de tecer (1964). Foi responsável pelos calendários-tapeçaria que fez para a Basf e Bosh do Brasil em 1977. Realizou muitas exposições individuais em: Salvador, BA (1970, 1971, 1972, 1977); Porto Alegre, RS (1970); Rio de Janeiro (1971, 1974); São Paulo (1972, 1973, 1975 a 1978, 1982); Hamburgo, Alemanha (1971); Londres, Inglaterra (1972); Barcelona, Espanha (1974); Genebra, Suíça (1974); Buenos Aires, Argentina (1975); Paris, França (1976); Estados Unidos (1978, 1980). Participou de várias coletivas e mostras oficiais pelo Brasil e exterior. Atua também como perito, marchand e organizador de leilões. JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 816; VOL. 7, PÁG. 590; ITAU CULTURAL; MEC VOL. 4, PÁG. 53; web.artprice.com.



169 - ANGELO CANNONE (1899 - 1992)

Marinha - óleo sobre eucatex - 30 x 33 cm - canto inferior direito -

Nascido na Itália, radicou-se no Brasil. Seu estilo liga-se ao dos Macchiajoli oitocentistas (os equivalentes italianos dos impressionistas franceses) e ao de Pratella em especial. São especialmente notáveis suas paisagens e marinhas. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 168; JULIO LOUZADA vol.11, pág.54; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



170 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Paisagem - óleo sobre tela - 40 x 30 cm - canto inferior direito e dorso - 1964 - Bahia -
Reproduzido no convite e na quarta capa do catálogo deste leilão. Ex coleção Mathilde Kirchner Ribeiro, São Paulo - SP. -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



171 - JOSÉ FELIPE PARRA PIQUER (1824 - 1864)

Volta da caçada - óleo sobre tela colada em eucatex - 103 x 59 cm - canto inferior direito -
No estado. -

Pintor e desenhista espanhol com participações em mostras e Salões oficiais. Suas obras têm sido comercializadas em vários leilões da Europa. www.artprice.com; artnet.com; arcadja.com.



172 - WALTÉRCIO CALDAS (1946)

"Velázquez - um livro de Waltércio Caldas" - off-set - 986/1500 - assinado - 1996 -

Waltércio Caldas Júnior nasceu no Rio de Janeiro. Escultor, desenhista, artista gráfico, cenógrafo e figurinista, estudou pintura com Ivan Serpa (1964) no MAM/RJ. Entre 1969 e 1975, realizou desenhos, objetos e fotografias de caráter conceitual. Na década de 1970, lecionou no Instituto Villa-Lobos, RJ; foi co-editor da revista ‘Malasartes’; integrou a comissão de Planejamento Cultural do MAM/RJ; participou da publicação ‘A Parte do Fogo’ e publicou com Carlos Zilio, Ronaldo Brito e José Resende o artigo ‘O Boom, o Pós-Boom, o Dis-Boom’, no jornal ‘Opinião’. Em 1979, sua produção foi analisada no livro ‘Aparelhos’, com ensaio de Ronaldo Brito, e, em 1982, no Manual da Ciência Popular, publicado na série Arte Brasileira Contemporânea, pela Funarte. Em 1986, o vídeo ‘Apaga-te Sésamo’, de Miguel Rio Branco, enfocou a sua produção. Participou das Bienais Internacionais de São Paulo (1987, 1989, 1996, 1998), da Documenta de Kassel (1992), entre outras. Recebeu, em 1993, o Prêmio Mário Pedrosa, da Associação Brasileira de Críticos de Arte - ABCA, por mostra individual realizada no Museu Nacional de Belas Artes - MNBA, RJ. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 11, PÁG. 49; VOL. 13, PÁG. 60.



173 - JORGE GUINLE FILHO (1947 - 1987)

"Brigitte" - óleo sobre papel - 47 x 32 cm - canto inferior esquerdo -
Com certificado de autenticidade firmado por Marco Aurélio Cardoso Rodrigues, herdeiro do artista. -

Pintor, desenhista e gravador nascido e falecido em Nova York, EUA. Mudou-se com a família para o Brasil ainda no ano de seu nascimento e permaneceu no Rio de Janeiro até 1955. Desse ano até 1962, acompanhando a mãe, morou em Paris e, em seguida, em Nova York, onde residiu até 1965. Na França, em paralelo a sua formação regular, iniciou, como autodidata, estudos de pintura e frequentou museus e galerias de arte, prática que manteve quando se transferiu para os Estados Unidos. De 1965 a 1974 viveu no Rio de Janeiro e passou temporadas em Londres e Paris, cidade para onde retornou nesse último ano e se estabeleceu por mais três anos. Em 1977, voltou a residir no Rio de Janeiro. Seu trabalho ganhou repercussão e, na década de 1980, integrou as principais exposições de arte do país. A produção do artista, concentrada em seus últimos sete anos de vida, foi dedicada, sobretudo à pintura. Jorge Guinle foi um importante incentivador da revalorização da pintura promovida pelo grupo de jovens artistas conhecido como Geração 80. Participou da mostra ‘Como Vai Você, Geração 80?’, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage - EAV/Parque Lage, Rio de Janeiro, 1984, escreveu um texto para a edição especial da revista ‘Módulo’ dedicada a essa mostra, participou de várias exposições e eventos realizados por esses artistas e escreveu sobre suas obras. Participou também da 17ª e 18ª Bienal Internacional de São Paulo (1983 e 1985). Em 1985 recebeu o Prêmio de Viagem ao Estrangeiro no 8º Salão Nacional de Artes Plásticas, MAM-RJ. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL. 2, PÁG.482; LEONOR AMARANTE, PÁG. 312. ACERVO FIEO.



174 - TARSILA DO AMARAL (1890 - 1973)

Estrada de ferro Central do Brasil - serigrafia - 47 x 36 cm - canto inferior direito - dez/72 - São Paulo -
Com a seguinte dedicatória: "Para Renée Sasson". -

Pintora e desenhista, Tarsila do Amaral nasceu em Capivari, SP e faleceu em São Paulo. Estudou escultura com William Zadig e com Mantovani, em 1916, na capital paulista. No ano seguinte teve aulas de pintura e desenho com Pedro Alexandrino, onde conheceu Anita Malfatti. Ambas tiveram aulas com o pintor Georg Elpons. Em 1920 viajou para Paris e estudou na ‘Académie Julian’ e com Émile Renard. Ao retornar ao Brasil formou em 1922, em São Paulo, o Grupo dos Cinco, com Anita Malfatti, Mário de Andrade, Menotti del Picchia e Oswald de Andrade. Em 1923, novamente em Paris, frequentou o ateliê de André Lhote, Albert Gleizes e Fernand Léger. Foi a criadora de duas das principais tendências ou movimentos de nossa arte nacionalista: o Pau Brasil e o Antropofagia. A convite da Comissão do IV Centenário de São Paulo fez, em 1954, o painel ‘Procissão do Santíssimo’ e, em 1956, entregou ‘O Batizado de Macunaíma’, sobre a obra de Mário de Andrade, para a Livraria Martins Editora. A retrospectiva Tarsila: 50 Anos de Pintura, organizada pela crítica de arte Aracy Amaral e apresentada no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo , em 1969, ajudou a consolidar a importância da artista. TEODORO BRAGA, PÁG. 220; REIS JR., PÁG.388; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 365; MEC, VOL. 4, PÁG. 370; PONTUAL, PÁG. 511; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 492; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 389; ARTE NO BRASIL, PÁG. 577; LEONOR AMARANTE, PÁG. 24; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 958.



175 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

Nu - escultura em bronze - 32 x 20 x 12 cm - assinado -

Escultor e pintor paulista, iniciou seus estudos de escultura em Roma 1920/1922. Mais tarde tornou-se aluno de Maillol, em Paris, onde também frequentou as academias Ranson e de La Grande Chaumière, em 1936. É considerado o maior escultor nacional. MEC, vol.2, pág. 250/1; PONTUAL, pág. 237/8; MAYER/84, pág. 1333; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 587; ARTE NO BRASIL, pág. 715; LEONOR AMARANTE, pág. 18.



176 - CARLOS SCLIAR (1920 - 2001)

Botão de rosa - vinil e colagem encerado sobre tela - 37 x 18 cm - centro inferior e dorso - 1991 - Ouro Preto, MG -

Desenhista, gravador, pintor, ilustrador, cenógrafo, roteirista e designer gráfico que nasceu em Santa Maria da Boca do Monte, RS e faleceu no Rio de Janeiro. Assina Scliar. Estudou com Gustav Epstein, em Porto Alegre, em 1934. Participou, em 1938, da fundação da Associação Riograndense de Artes Plásticas Francisco Lisboa. Entre 1939 e 1947, residindo em São Paulo, integrou a Família Artística Paulista - FAP. No Rio de Janeiro, escreveu e dirigiu em 1944 o documentário 'Escadas', sobre os pintores Arpad Szenes e Vieira da Silva com os quais conviveu desde 1941. Convocado pela Força Expedicionária Brasileira - FEB, participou da Segunda Guerra Mundial, na Itália. Morando em Paris de 1947 a 1950, cursou gravura com Galanis na Escola de Belas Artes e teve contato com o gravador mexicano Leopoldo Méndez. De volta ao Brasil, fundou com Vasco Prado o Clube de Gravura de Porto Alegre. Em 1956, passou a viver no Rio de Janeiro. Foi diretor do departamento de arte da revista 'Senhor' entre 1958 e 1960. Fundou a editora Ediarte, em 1962, com os colecionadores Gilberto Chateaubriand, Michel Loeb, Carlos Nicolaievski e o pintor José Paulo Moreira da Fonseca. Realizou durante toda sua vida exposições individuais e participou de inúmeras coletivas e Salões oficiais, recebendo muitos prêmios. Também foram realizadas várias exposições póstumas. MEC VOL.4, PÁG. 214; TEODORO BRAGA, PÁG. 66; WALMIR AYALA VOL.2, PÁG. 306 a 309; PONTUAL, PÁG. 479 e 480; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG.884; VOL.2, PÁG. 925; VOL.13, PÁG. 305; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; RGS, PÁG. 442; ACERVO FIEO.



177 - TOMIE OHTAKE (1913)

Composição - gravura - 31/100 - 68 x 98 cm - canto inferior direito - 1987 -

Pintora, gravadora, escultora nascida em Kyoto, Japão e radicada no Brasil desde 1936, país que adotou, inclusive, a cidadania. Fixou-se em São Paulo. Em 1952, iniciou-se em pintura com o artista Keisuke Sugano. No ano seguinte, integrou o Grupo Seibi, do qual participavam Manabu Mabe, Tikashi Fukushima, Flavio - Shiró, Tadashi Kaminagai , entre outros. A partir dos anos 1970, trabalhou com serigrafia, litogravura e gravura em metal. Dedicou-se também à escultura e realizou algumas delas para espaços públicos. Realizou muitas exposições individuais em todo o Brasil e exterior, além de ter participado de diversas mostras e Salões oficiais como: Bienal Internacional de São Paulo (1961, 1963, 1965, 1985, 1989, 1996, 1998); Bienal de Veneza, Itália (1972); Panorama da Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1969, 1970, 1973, 1976, 1983, 1986, 1989, 1993). Recebeu, em Brasília, o Prêmio Nacional de Artes Plásticas do Ministério da Cultura - Minc, em 1995 e muitos outros. Em 2000 foi criado o Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo. MEC, VOL. 3, PÁG. 323; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 690; BENEZIT, VOL. 7, PÁG. 791; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 140; PONTUAL, PÁG. 390; ART PRICE ANNUAL 1990, PÁG. 1464; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 362; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, PÁG. 939; LEONOR AMARANTE, PÁG. 170; WALTER ZANINI, PÁG. 693; ACERVO FIEO.



178 - J. CARLOS (1884 - 1950)

Confusão - guache - 40 x 35 cm - canto inferior direito -
Capa da Revista Careta. -

Nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, desenhista, ilustrador e caricaturista. Realizou mais de cem mil desenhos, não se conhecendo um único ruim. Observador arguto, retratou com maestria e humor o cotidiano de sua cidade natal, da qual, consta, ausentou-se por duas únicas ocasiões. JULIO LOUZADA vol. 10, pág. 181; CARICATURISTAS BRASILEIROS, de Pedro Corrêa do Lago, pág. 74; WALTER ZANINI, pág. 448; ARTE NO BRASIL, pág. 646.



179 - EDGARD OEHLMEYER (1909 - 1967)

Paisagem - desenho a nanquim e aguada - 14 x 21 cm - canto inferior direito - 1966 -

Nasceu em Rio Claro, no dia 31 de maio e falecido em 4 de outubro de 1967. Nessa cidade cursou na Escola Profissional a seção de pintura com o prof. Carlos Hadler. Discípulo de Rocco, foi destacado paisagista e pintor de naturezas-mortas, tendo obtido diversas premiações nos SNBA e SPBA. TEODORO BRAGA, pág. 175; MEC. Vol.3, pág. 291; MAYER/1984, pag. 1070; TEIXEIRA LEITE, pág. 362; PONTUAL, pág. 389; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



180 - PEDRO WEINGÄRTNER (1856 - 1929)

Moça com bandolim - óleo sobre tela - 53 x 26 cm - canto superior direito - 1886 -
Reproduzido no convite e na quarta capa do catálogo deste leilão.-

Pintor gaúcho de origem alemã, Weingärtner estudou no Brasil, Alemanha e Itália, residindo por longos anos na Europa. Ao retornar ao Brasil, dedicou-se a temática gauchesca, que lhe motivou os trabalhos mais sensíveis. Um dos pioneiros da gravura de arte no Brasil. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 343; BENEZIT, vol. 10, pág. 675; TEODORO BRAGA, pág. 246; REIS JUNIOR, pág. 220/224; MEC, vol. 4, pág. 506/507; LAUDELINO FREIRE, pág. 386; PONTUAL, pág. 551/552; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 438/439; MAYER/84, pág. 1268; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 443; ARTE NO BRASIL, pág. 560; RGS, pág. 402.



181 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulata - serigrafia - P.A. - 48 x 32 cm - canto inferior direito -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



182 - WALTER LEWY (1905 - 1995)

Paisagem surreal - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior esquerdo - 1980 -

Gravador, pintor, ilustrador, paisagista, desenhista e publicitário nascido em Bad Oldesloe, Alemanha e falecido em São Paulo. Estudou na Escola de Artes e Ofícios de Dortmund, Alemanha (1923-1927). Nesse período, filiou-se à tendência do realismo mágico. Em 1928 participou de coletivas em Dortmund, Gelsenkirchen, Boclusim e outras cidades. Com a crise econômica de 1929, Lewy perdeu seu emprego de desenhista numa gráfica e foi viver com os pais no interior, tornando-se ilustrador de anedotas em jornais. Realizou sua primeira exposição individual em Bad Lippspringe (1932), mas foi fechada quando a Câmara de Arte Alemã proibiu a participação de judeus na vida artística. Escapando dessa situação opressora, o artista imigrou para o Brasil (1938), retomando profissionalmente a pintura. Deixou para trás centenas de trabalhos, que foram enviados para a Holanda e perdidos durante os bombardeios da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). No Brasil, fixou-se em São Paulo. Nos primeiros anos fez desenho publicitário e mais tarde capas de livros e ilustrações para diversas editoras. Ilustrou obras de Bertrand Russell, Machado de Assis e Arnold Toynbee, entre outras. Mais tarde, empregou-se como diagramador, letrista e arte-finalista nas agências de propaganda De Carli, Lintas Publicidade, Martinelli, Santos & Santos e Thompson Propaganda. Participou de Salões Nacionais e Bienais de São Paulo, entre 1951 e 1965, recebendo diversas premiações oficiais. JULIO LOUZADA, VOL. 10, PÁG. 497; MEC, VOL. 2, PÁG. 474; TEODORO BRAGA, PÁG. 245; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 286; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 630; LEONOR AMARANTE, PÁG. 142; ACERVO FIEO.



183 - DJANIRA DA MOTTA E SILVA (1914 - 1979)

Cangaceiro - desenho a nanquim - 20 x 15 cm - canto inferior direito -

Pintora, desenhista, ilustradora, cartazista, cenógrafa e gravadora. Djanira da Motta e Silva nasceu em Avaré, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. No final da década de 1930, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde teve suas primeiras instruções de desenho no Liceu de Artes Ofícios e com o pintor Emeric Marcier, hóspede da pensão que Djanira instalou no bairro de Santa Teresa. Os contatos com os artistas Carlos Scliar, Milton Dacosta , Arpad Szenes , Vieira da Silva e Jean-Pierre Chabloz , frequentadores de sua pensão, proporcionaram um ambiente estimulador que a levou a expor no 48º Salão Nacional de Belas Artes, em 1942. No ano seguinte, realizou sua primeira mostra individual, na Associação Brasileira de Imprensa - ABI. Em 1945, viajou para Nova York. De volta ao Brasil, realizou o mural ‘Candomblé’ para a residência do escritor Jorge Amado, em Salvador, e painel para o Liceu Municipal de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Entre 1953 e 1954, viajou a estudo para a União Soviética. De volta ao Rio de Janeiro, tornou-se uma das líderes do movimento pelo Salão Preto e Branco, um protesto de artistas contra os altos preços do material para pintura. Realizou em 1963, o painel de azulejos ‘Santa Bárbara’, para a capela do túnel Santa Bárbara, Laranjeiras, Rio de Janeiro. No ano de 1966, a editora Cultrix publicou um álbum com poemas e serigrafias de sua autoria. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil, EUA e Europa. Foi premiada no Rio de Janeiro (1943, 1944, 1949, 1950 a 1953, 1955, 1963) e em São Paulo (1951, 1955). Participou da 1ª e da 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955). Em 1977, o Museu Nacional de Belas Artes - MNBA, realizou uma grande retrospectiva de sua obra. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 336; PONTUAL, PÁG. 181; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 164; MEC, VOL. 2, PÁG 58; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG, 263; WALTER ZANINI, PÁG. 810; ARTE NO BRASIL, PÁG. 824; ACERVO FIEO.



184 - SERGIO MILLIET (1898 - 1966)

Profeta - óleo sobre eucatex - 40 x 30 cm - canto superior esquerdo -
Ex coleção Tina Costa e Silva, São Paulo - SP. -

Nascido e falecido em São Paulo, Capital. Poeta, ensaísta, crítico literário e de arte, e pintor. Ao lado de suas múltiplas atividades de poeta, crítico e estudioso das artes plásticas, Sergio Milliet também foi assíduo pintor de domingo, especialmente das praias de Santos. Foi diretor artístico do MAM-SP, o qual organizou em 1969, uma exposição de sua pintura, comentada no Jornal do Brasill, de 22/9/1969. PONTUAL, pág. 361; JULIO LOUZADA vol.10, pág. 598; ITAÚ CULTURAL; TEIXEIRA LEITE, pág. 325. Acervo FIEO.



185 - HEITOR DOS PRAZERES (1898 - 1966)

Soltando pipa - óleo sobre cartão - d = 28 cm - lado direito - 13/06/1958 -
Com autenticação da família do artista, na pessoa do curador da obra, Sr. Heitor dos Prazeres Filho. -

Pintor, compositor, marceneiro, Heitor dos Prazeres nasceu e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. Iniciou-se na pintura por volta de 1937, como autodidata, estimulado pelo jornalista e desenhista Carlos Cavalcanti. No período de 1937 a 1946, trabalhou em rádios do Rio de Janeiro e ingressou como ritmista na Rádio Nacional, em 1943. Recebeu o 3º lugar para artistas nacionais na 1ª Bienal Internacional de São Paulo (1951) e foi homenageado com sala especial na 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1953). No ano seguinte, criou cenários e figurinos para o Balé do IV Centenário da Cidade de São Paulo. Realizou sua primeira exposição individual, em 1959, no Rio de Janeiro. Em 1965, Antônio Carlos Fontoura produziu um documentário sobre sua obra. Tornou-se um artista destacado, atuando como compositor, instrumentista e letrista de música popular brasileira. Participou da fundação das primeiras escolas de samba cariocas, entre elas a Estação Primeira de Mangueira. Em comemoração ao centenário de seu nascimento, em 1999, foi realizada mostra retrospectiva no Espaço BNDES e no Museu Nacional de Belas Artes. Em 2003, foi publicado o livro ‘Heitor dos Prazeres: Sua Arte e Seu Tempo’, da jornalista Alba Lírio. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.11, PÁG.247; MEC. VOL.3, PÁG.400; WALMIR AYALA. VOL.2, PÁG.194; TEIXEIRA LEITE, PÁG.408; PONTUAL, PAG.439; WALTER ZANINI, PÁG.810; LEONOR AMARANTE, PÁG. 266; ACERVO FIEO.



186 - BUSTAMANTE SÁ (1907 - 1988)

Paisagem - técnica mista - 24 x 18 cm - canto inferior direito - 1951 - Paris -

Natural da cidade do Rio de Janeiro, estudou na ENBA naquela cidade, onde foi aluno de Rodolfo Amoedo e Rodolfo Chambelland. Participou do Núcleo Bernardelli, do qual foi um dos fundadores em 1931. Participou de sucessivas versões do SNBA a partir de 1928, recebendo diversas premiações. Excepcional pintor do gênero paisagem. TEODORO BRAGA, pág. 59; REIS JR. , pág. 385; MEC,vol. 4, pág. 127; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 145 e 147; TEIXEIRA LEITE, pág. 94; JÚLIO LOUZADA, vol. 11, pág. 47; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 579; ARTE NO BRASIL, pág. 763; Acervo FIEO.



187 - SERGIO CAIRES BERBER (1941)

"Fim de tarde" - óleo sobre tela - 60 x 80 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2008 -
Com certificado de autenticidade firmado pelo autor, datado de 27 de outubro de 2011. -

Natural de Florianópolis, SC. Pintor e desenhista. Assina Berber. Sua formação artística foi em São Paulo, SP. Participou de diversos Salões oficiais e exposições coletivas: São Paulo (1965, 1966, em 1967 na Bienal de São Paulo, 1968, 1970, 1971, 2001); Campinas, SP (1967); Porto Alegre, RS (1969); Ribeirão preto, SP (2002); Santos, SP (1967, 1968, 1970, 1971); Vitória, ES (1967); Salvador, BA (1968); Belo Horizonte, MG (1971). Prêmios: São Paulo, SP (1966 e 1970); Campinas, SP (1967 e 1968); Taubaté, SP (1998 e 1999). ITAÚ CULTURAL. JULIO LOUZADA, vol. 12, pág. 46; vol. 13, pág. 37.



188 - ODIL MIRANDA RIBEIRO (1961)

"Perfis cidades 6" - carvão sobre tela - 100 x 100 cm - canto inferior direito e dorso - 2012 -

Pintor nascido em São Paulo. Atualmente vive e trabalha em Curitiba. Formou-se em pintura pela Escola de Música e Belas Artes de Curitiba, PR, e é, atualmente, mestrando na Universidade Tuiuti do Paraná. Entre 2007 e 2009 frequentou o curso de pintura no ateliê de Felipe Scandelari. Em 2009, no México, frequentou o ateliê de pintura na "Casa de La Cultura Jesús Reyes Heroles", sob orientação do "Maestro Pedro Hernandes". Exposições coletivas: Curitiba, PR (2008, 2011, 2012); México (2009); São Paulo (2011, 2012); Ponta Grossa, PR (2011, 2012); Piracicaba, SP (2011, 2013); Blumenau, SC (2012); Santo André, SP (2013). Foi premiado em: Ponta Grossa, PR (2011, 2012); São Paulo (2011, 2012). odilmirandaribeiro.wordpress.com; jornalmeuparana.com.br.



189 - OMAR PELEGATTA (1925 - 2000)

Casario - óleo sobre tela - 60 x 50 cm - canto inferior direito -

Italiano da Lombardia, PELLEGATTA foi pintor e gravador dedicado a temas sacros e casarios coloniais. Em sua obra, o ser humano é apresentado sempre de modo idealizado, na figura de ternas madonas, santos, coroinhas e cavaleiros. Participou de diversas coletivas e salões, a partir de 1957, recebendo premiações em sua maioria. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág.735; MEC vol.3, pág.363; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



190 - ANGELINA AGOSTINI (1888 - 1973)

Violinista - óleo sobre madeira - 36 x 26 cm - canto superior esquerdo - 1915 -

Desenhista, pintora, escultora e professora nascida e falecida no Rio de Janeiro. Iniciou seus estudos de arte com o pai, o ilustrador e caricaturista Angelo Agostini. Entre 1906 e 1911 foi aluna de Zeferino da Costa, Baptista da Costa e Eliseu Visconti, na Escola Nacional de Belas Artes, RJ. A partir de 1911, estudou no ateliê de Henrique Bernardelli. No mesmo ano, recebeu menção honrosa na 18ª Exposição Geral de Belas Artes. Nos dois anos seguintes, participou da 19ª e 20ª edições da mostra e ganhou, respectivamente, a pequena medalha de prata e o prêmio de viagem à Europa. Viajou para a Europa em 1914, estabelecendo-se em Londres. Durante a Primeira Guerra Mundial, prestou serviços assistenciais como voluntária da Cruz Vermelha, o que lhe valeu o reconhecimento do governo britânico. Expôs na Real Academia de Artes, na Sociedade de Mulheres Artistas, no Museu Imperial de Guerra e na Galeria Huddersfield, todos em Londres. Também apresentou trabalhos no salão da Sociedade Nacional das Belas Artes, no Salão das Tulherias e no Salão da América Latina, em Paris. De volta ao Brasil, ganhou a medalha de ouro no Salão Nacional de Belas Artes de 1953 e foi membro do júri da mostra em 1957. Nesse mesmo ano, figurou na exposição ‘O Nu na Arte’, do Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro. MEC VOL. 1, PÁG. 38; JULIO LOUSADA VOL. 6 PÁG. 30; VOL. 13, PÁG. 4; ITAU CULTURAL; www.pitoresco.com; www.catalogodasartes.com.br.



191 - DENISE ACKEL (1961)

Marinha - óleo sobre eucatex - 33 x 41 cm - canto inferior direito - 1983 -
Com etiqueta de participação no Salão Nacional de Artes Plásticas do Rio de Janeiro. -

Pintora nascida em São Paulo. Foi aluna de Dirce Pina do Nascimento (1977), de Arlindo Castellani di Carli (1978-1980) e de Carmélio Cruz. Participou de muitas exposições e Salões oficiais como: Salão da Marinha, Rio de Janeiro (1983); XLVII Salão Paulista de Belas Artes, São Paulo (1984); XXI Salão de Artes Plásticas do Embu, Embu - SP (1985). JULIO LOUSADA VOL.1; PÁG. 22; vol. 2, pág. 22.



192 - LIVROS


1)"LA PEINTURE PRÉHISTORIQUE: LASCAUX OU LA NASSANCE DE L'ART". GEORGES BATAILLE. GENÈVE: ALBERT SKIRA, 1955.
2)"FRANK LLOYD WRIGHT". BRUCE BROOKS PFEIFFER. KÖLN: BENEDIKT TASCHEN, 1994; SCOTSDALE: FRANK LLOYD FOUNDATION, 1991.
3)"IL CENACOLO: GUÍA DEL REFECTORIO Y DE SANTA MARIA DELLE GRAZIE". PIETRO C. MARANI, ROBERTO CECCHI E GERMANO MULAZZANI. MILÁN: ELECTA, 1999.
4)"ART AND HISTORY OF VENICE". ENGLISH EDITION. FLORENCE: CASA EDITRICE BONECHI, 1994.
5)"EGYPT". ENGLISH EDITION. FLORENCE: CASA EDITRICE BONECHI.
6)"LOS MAYAS: 3000 AÑOS DE CIVILIZACION". EDICIÓN ESPANHOLA. LORENCE: CASA EDITRICE BONECHI, 1992.




193 - JOSEP CUSACHS Y CUSACHS (1851 - 1908)

Mulheres e cavalos - óleo sobre madeira - 14 x 21 cm - canto inferior direito -

Pintor da Escola Espanhola, filho de pais espanhóis, nascido em Montpellier, França e falecido em Barcelona, Espanha. Ingressou na Academia Militar de Artilharia de Segóvia, Espanha, chegando a ser Capitão por méritos de guerra em 1874. Sua atividade artística foi iniciada como caricaturista e cronista dos acontecimentos políticos da Espanha. Abandonou voluntariamente o exército em 1882 devido, em parte, ao êxito de sua atividade artística. Diversificou sua temática sem abandonar de todo as cenas militares e o motivo de cavalo ao qual foi fiel em toda sua obra. Em 1890 já era expositor habitual de uma galeria de Barcelona, a Sala Parés, desde sua inauguração em 1884. BENEZIT VOL. 3, PÁG. 301; pintura.aut.org; www.artprice.com; www.artnet.com; www.art.com; www.christies.com.



194 - SAMSON FLEXOR (1907 - 1971)

Bípede - aquarela - 30 x 19 cm - canto inferior direito - 1968 -

Pintor nascido na Romênia, estudou em Paris, onde fez em 1927 sua primeira individual, radicando-se em 1946 em São Paulo, onde faleceu. Foi um dos pioneiros do abstracionismo no Brasil, tendo criado em 1948 o Atelier Abstração. Em 1968 sua obra foi objeto de importante retrospectiva no MAM-RJ. BENEZIT vol. 4, pág. 402; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 313/4; TEIXEIRA LEITE, pág. 198; PONTUAL, pág. 217/8; MEC, vol. 2, pág. 179 e 180; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 917; LEONOR AMARANTE, pág. 75; WALTER ZANINI, pág. 643, Acervo FIEO.



195 - CACIPORÉ TORRES (1932)

Composição - escultura em bronze - 24 x 21 x 5 cm - assinado - 1974 -

Nascido CACIPORÉ de Sá Coutinho de Lamare TÔRRES, na cidade de Araçatuba, SP. É escultor e professor. Participou do I SPAM (1951) e da I, II, III, VI, VIII e IX Bienal de São Paulo. Recebeu diversos prêmios, inclusive de viagem à Europa em 1951. MEC, vol. 4, pág. 406; PONTUAL, pág. 524; JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 156; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 769; ARTE NO BRASIL, pág. 899; LEONOR AMARANTE, pág. 23.



196 - MERIO AMEGLIO (1897 - 1970)

"Paris" - óleo sobre madeira - 20 x 27 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1951 -

Pintor nascido em San Remo, Itália e falecido em Paris. Foi educado, desde muito jovem, na França - região da "Côte d’Azur". Em 1938 mudou-se para Paris e passou a viver em Montmartre junto aos artistas de vanguarda da época como: Pablo Picasso, Jacques Villon, Jean Paul François Galle, Van Dongen, Severini. Foi membro e participante dos salões e recebeu Menção Honrosa na Exposição de Arte Internacional de 1938. Sempre pintando, viajou pela Itália e interior da França. Em 1969 foi realizada uma exposição retrospectiva de sua obra na Galeria Cambaceres, em Paris. BENEZIT VOL. 1, PÁG.154; www.artprice.com; www.wallyfindlay.com; www.bantamfinearts.com, artist.christies.com.



197 - ANATOL WLADYSLAW (1913 - 2004)

Composição - desenho a lápis de cor - 14 x 23 cm - canto inferior direito - 1956 -

Pintor e desenhista nascido em Varsóvia, Polonia; faleceu em São Paulo, aos 91 anos de idade. No Brasil desde 1930, fixou residência em São Paulo, naturalizando-se brasileiro. Dedicou-se à pintura e ao desenho a partir de 1946, participando da I à IX Bienal, recebendo diversas premiações. Formado em engenharia no Mackenzie, tornou-se um dos pioneiros da arte abstrata, participando ativamente do movimento Ruptura, ao lado de Valdemar Cordeiro, Lothar Charoux e Luiz Sacilotto. Figura no acervo do MAM-RJ e MNBA de Buenos Aires. JULIO LOUZADA, VOL, 4, pág, 1177. MEC, VOL, 4 pág, 512. TEIXEIRA LEITE, pág, 544. WALMIR AYALA, VOL 2. pág, 442; PONTUAL, pág. 553; ITAÚ CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 921.



198 - RENZO GORI (1911 - 1999)

Marinha - óleo sobre eucatex - 30 x 19 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor de estilo, participou de diversos Salões Nacionais, com premiações; muito apreciado por colecionadores de cenas árabes. TEODORO BRAGA, pág. 110; MEC, vol. 2, pág. 278; JULIO LOUZADA, vol. 9, pág. 390; Acervo FIEO.



199 - GEORGES WAMBACH (1901 - 1965)

Catedral - desenho a nanquim e aquarela - 24 x 15 cm - canto inferior direito - 1956 -
Com dedicatória. -

Belga de nascimento, veio a falecer no Rio de Janeiro. Excepcional aquarelista, que retratou o Brasil em suas inúmeras incursões. "Georges Wambach (1901-1965) talvez tenha sido um dos últimos exemplares de uma espécie em extinção, ou já extinta, quem sabe: a dos artistas viajantes de que o século XIX foi pródigo. Artistas com cavalete, paleta, tintas e pincéis na mochila, que vararam o mundo em busca do fantástico, do erótico, e, sobretudo, do excitante desconhecido, aventura que até custou a vida de alguns como Adrien Taunay, que viu a morte aos 25 anos em pleno Mato Grosso." Fernando Cerqueira Lemos, in AQUARELAS de Georges Wambach: impressões do Brasil. Ed. Marca d´Água-SP, 1988. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 343; TEIXEIRA LEITE, pág. 540; ITAÚ CULTURAL.



200 - TOBIAS MARCIER (1948 - 1982)

Figuras - desenho a caneta hidrográfica e aquarela - 15 x 21 cm - canto inferior direito - 1971 - Roma -
Com estudo no dorso. -

Natural de Minas Gerais, o autor é ativo no Rio de Janeiro, onde começou a expor em 1964. Filho de Emeric Marcier, teria herdado do pai o apuro técnico, o exercício obstinado e o desejo de profissionalizar-se. Expôs individualmente na Galeria Bonino, RJ, em 1969. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 979.



201 - ALUISIO CARVÃO (1920 - 2001)

Composição - desenho a nanquim - 30 x 22 cm - canto inferior direito -

Importante pintor, escultor, Ilustrador, ator e cenógrafo brasileiro, natural de Belém-PA. Em 1952 estuda pintura com Ivan Serpa, no MAM-RJ, participando, entre 1954 e 1956, Grupo Frente e, entre 1960 e 1961, integra o Grupo Neoconcreto. Nos anos seguintes viaja para a Europa com o prêmio de viagem recebido no SNAM-RJ. No fim dos anos 60 passa a empregar materiais não tradicionais, como tampinhas metálicas de garrafa, pregos e barbante agrupados em suportes de madeira. Em 1996 ocorre retrospectiva de sua obra no Museu Metropolitano de Arte, em Curitiba, no Museu de Arte Moderna - MAM/BA e no MAM/RJ. "A preocupação inicial de Aluísio Carvão era com a forma: reduzir a obra a estruturas elementares, gestálticas. A partir da dissidência neoconcreta, da qual fez parte, é a cor que irá se impor, envolvendo a estrutura, ou melhor, a cor é, ela mesma, espaço. Carvão não é um pintor metafísico. Através da cor ele revela sua relação sensual com o mundo. Como ele diz: ´Vermelhos-guarás, araras, aroma das flores de manacá, o som do vento terral, o calor equatorial, o amarelo-laranja do sol, ressonâncias atávicas de Van Gogh e Mondrian, em trânsito pela Península Ibérica, Nordeste, Amazônia e nosso litoral daqui´. Nas pinturas da ´série cromativa´ ou no ´cubocor´ da fase neoconcreta, Carvão dá à cor sua máxima concretude e fisicalidade, mas, feito isto, ocorre a retração da cor, que se mutiplica em complementares, abrindo caminho para a caracterização como espaço lírico, território da memória. Sua linguagem e seus motivos são aéreos: sóis, luas, pipas, bandeirolas, mastros, arcos. Enfim, são formas que voam e ascendem, sem contudo perder o vínculo com a terra. " Frederico Morais, in MORAIS, Frederico. Vertente construtiva. In: DACOLEÇÃO: os caminhos da arte brasileira. São Paulo: Júlio Bogoricin, 1986. p. 131-132. JULIO LOUZADA, vol. 5 pág. 210/211; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, 655; LEONOR AMARANTE, 75; ARTE NO BRASIL, 921; Acervo FIEO.



202 - RUBENS GERCHMAN (1942 - 2008)

Composição - litografia off set - 220/400 - 33 x 43 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, escultor nascido no Rio de Janeiro e falecido em São Paulo. Em 1957, freqüenta o Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro, onde estuda desenho. Faz curso de xilogravura com Adir Botelho e freqüenta a Escola Nacional de Belas Artes - Enba, entre 1960 e 1961. Em 1967, é contemplado com o prêmio de viagem ao exterior no 16º Salão Nacional de Arte Moderna e viaja para os Estados Unidos. Reside em Nova York entre 1968 e 1972. Retorna ao Brasil e faz o roteiro, a cenografia e a direção do filme 'Triunfo Hermético' e os curtas 'ValCarnal' e 'Behind the Broken Glass'. De 1975 a 1979, assume a direção da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, RJ. É co-fundador e diretor da revista 'Malasartes'. Em 1978, viaja para os Estados Unidos com bolsa da Fundação John Simon Guggenheim. Em 1982, permanece por um ano em Berlim como artista residente, a convite do Deutscher Akademischer Austauch Dienst - DAAD [Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico]. Realizou diversas exposições individuais e participou de muitas mostras oficiais no Brasil e pelo mundo recendo prêmios na Bienal de São Paulo (1965), Bienal de Salvador, BA (1966), Bienal de Cali, Colômbia (1967, 1970). JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 417; PONTUAL, PÁG. 235; TEIXEIRA LEITE, "in" A GRAVURA BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 734; ARTE NO BRASIL, PÁG. 974; LEONOR AMARANTE, PÁG. 143, MEC VOL. 2, PÁG. 246; Acervo FIEO.



203 - AUGUSTO HERKENHOFF (1965 - XX)

Composição - óleo sobre tela - 40 x 40 cm - dorso - 2009 -

Nasceu em Cachoeiro do Itapemirim, ES. Formou-se em Direito, no Rio de Janeiro, em 1984.De 1985 a 1986, estudou com Katie Van Scherpenberg no MAM/RJ. Entre 1985 e 1988 estudou pintura com Ronaldo do Rego Macedo, Katie Van Scherpenberg e Manfredo Souzanetto, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Entre 1986 e 1995 participou de diversos Salões, entre eles o I Salão Capixaba de Artes Plásticas, V Salão da Ferrovia – RFFSA, onde recebeu o Prêmio Aquisição, no Rio de Janeiro, 12º Salão Carioca de Arte Universitária, 13º e 16º Salão Carioca Rioarte, VII Salão Paulista de Arte Contemporânea, 13º Salão Nacional de Artes Plásticas, Rio de Janeiro, XV Salão Nacional de Artes Plásticas, recebendo o 1º Prêmio, com a séria Amarelas, Rio de Janeiro. Neste mesmo período participou de várias exposições individuais e coletivas em diversos estados do Brasil. http://pt.shvoong.com/humanities/424525-biografia-augusto-herkenhoff/



204 - INGRES SPELTRI (1940)

"Betina Lerner" - óleo sobre madeira - 120 x 60 cm - canto inferior direito - 4/2005 -

Pintor, desenhista, escultor, gravador e professor nascido em Jau, SP. Filho do pintor Augusto Speltri com quem se iniciou na pintura, ainda criança. Em 1959 mudou-se para São Paulo onde estudou Música (1960-1964). É professor titular da Escola Panamericana de Arte, SP. Realizou exposições individuais, em São Paulo, nos anos de 1977, 1981, 1978, 1984. Participou de várias mostras e Salões oficiais, sendo premiado em: São Paulo (1963, 1966, 1970, 1971); Santo André, SP (1976). JULIO LOUZADA VOL. 5, PÁG. 1012; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; MEC VOL. 4, PÁG. 338; PONTUAL PÁG. 504; www.artprice.com; www.speltri.com.



205 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Paisagem - óleo sobre tela - 50 x 40 cm - canto inferior esquerdo -
L. Miró. -



206 - MITSUTAKA KOGURE (1938)

Casario - óleo sobre tela - 47 x 34 cm - canto inferior direito - 1992 -

Natural de Gunmaken, Japão. Formou-se na Escola de Belas Artes de Tóquio. Participou de coletivas naquela cidade até 1960, quando fixa residência em São Paulo. Figurou desde então na BSP (1963) e dos VII e VIII salões de Artes Plásticas do Grupo Seibi, com premiações. Participou também dos salões organizados pelo MAM-RJ e do SPAM-SP. Conforme texto do pintor Tikashi Fukushima, Kogure "pinta becos e cantos obscuros, dando-lhes colorido mágico, modernizando a estrutura." JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 512; MEC, vol. 2-pág. 410; ROBERTO PONTUAL, pág.292; Acervo FIEO.



207 - HARRY ELSAS (1925 - 1994)

Músico - óleo sobre madeira - 46 x 37 cm - canto inferior direito -

Muralista, gravador, pintor, Heinz Hugo Erich Elsas nasceu em Stuttgart, Alemanha e faleceu em Taubaté, SP. Iniciou a carreira artística como autodidata. Radicado no Brasil desde 1936 foi fortemente influenciado pela cultura regional do Nordeste. Em 1945 recebeu orientações de Lasar Segall e realizou sua primeira mostra individual no Ministério da Educação e Cultura no Rio de Janeiro. A partir de 1970, fixou-se em São Paulo e executou murais para o Banco Safra (1971) e Banco Cidade de São Paulo (1976). Realizou exposições individuais em São Paulo, Rio de Janeiro e Estados Unidos. Participou de coletivas no Brasil e no exterior a partir de 1962. JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 355; MEC VOL, 2, PÁG, 111; TEIXEIRA LEITE PÁG 176; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



208 - GIUSEPPE IRLANDINI (1924)

Fachada - óleo e areia sobre eucatex - 41 x 33 cm - canto inferior direito - 1970 -

Natural de Bolzano, Itália, veio para o Brasil em 1948. Em sua terra natal estudou na Academia de Belas Artes de Veneza e residiu em Paris. De 1949 a 1953 trabalhou nos murais do túmulo do Padre José de Anchieta, em Vitória-ES. Dedicou-se a restauração de obras de arte, fundando a Galeria Irlandini-RJ (1968). Realizou diversas exposições. Jacob Klintowitz observa que os trabalhos do artista apresentam-se "...ricos em textura com um colorido seguro. Irlandini experimentou as conquistas da Arte Moderna: movimento, textura, abstração e geometria. E em todas tem revelado o seu metier e o seu talento..." JULIO LOUZADA, vol 01 - pág 484



209 - DOMINGOS ANTEQUERA (1921 - 1984)

Paisagem - óleo sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior direito e dorso - 1984 -

Natural de Lençois Paulista, SP. Faleceu em São Paulo, em 8 de outubro de 1984. Assinava seus trabalhos D. ANTEQUERA. Desenvolveu-se artisticamente com os pintores Cirilo Agostini, Migliaccio e José Barchita. Impresionista, é considerado um artista de sensibilidade invulgar, cuja obra é repleta de recursos técnicos próprios, fortes e seguros. A bibliografia abaixo exibe extensa lista de exposições e prêmios recebidos pelo artista. JULIO LOUZADA, vol.3, pág.56, Acervo FIEO.



210 - REINALDO MANZKE (1906 - 1980)

Carro de bois - guache - 10 x 15 cm - canto inferior direito -

Pintor, nascido em falecido em Blumenau, SC. Participou regularmente do Salão Paulista de Belas Artes, recebendo premiações diversas. JULIO LOUZADA, vol 9, pág, 529. MEC, VOL, 3,pág, 65. PONTUAL,pág,335; TEODORO BRAGA; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



211 - LEVINO FANZERES (1884 - 1956)

Barcos de pesca - óleo sobre madeira - 24 x 35 cm - canto inferior direito -

Pintor e professor. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios e na antiga ENBA, ambas no Rio de Janeiro, recebendo nesta última, orientação de Zeferino da Costa e de João Batista da Costa. Excepcional colorista, interpreta com sentimento e honestidade o momento da natureza que se propõe a retratar, e sempre com admirável êxito. TEIXEIRA LEITE, pág.190; PONTUAL, pág.201; JULIO LOUZADA vol.2, pág.387; ITAU CULTURAL.



212 - AGI STRAUS (1926)

Composição - técnica mista - 23 x 18 cm - centro inferior e dorso -

Pintora, desenhista e gravadora. Vindo residir em São Paulo, aqui estudou com Darel e Poty, no Museu de Arte de São Paulo, dedicando-se, também, ao aperfeiçoamento na pintura e técnica do afresco com Gaetano Miani. Recebeu no SPAM diversas premiações. Desde 1955 vem realizando exposições individuais em São Paulo e no exterior. A respeito de seus trabalhos, por volta de 1964, disse José Geraldo Vieira serem eles realizados com "sensibilização prévia do suporte, seja pergaminho, tela ou duratex, para conseguir texturas de fundo, impregnação, relevo e matéria. Para tanto a artista suplica a superfície a fim de tranformá-la em bossagem adequada (...) resultam sugestões híbridas, espaciais e telúricas, mas sempre expressionistas por causa da desagregação cromática e dos efeitos de microgeografia ou siderais". JULIO LOUZADA,vol. 11, pág. 312; MEC, vol. 4, pág 343/44; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 355; PONTUAL, pág. 506; TEIXEIRA LEITE, pág. 488; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



213 - NICOLA PETTI (1904 - 1983)

"Moinhos" - óleo sobre cartão - 11 x 17 cm - canto inferior esquerdo e dorso - Espanha -

Ativo em São Paulo, foi também excepcional desenhista, aluno nesta capital, do pintor e professor alemão Georg Ficher Elpons; participou assiduamente do Salão Paulista de Belas Artes, desde sua inauguração em 1933, onde foi muito premiado. MEC, vol. 3, pág. 393; JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 685; ITAU CULTURAL, Acervo FIEO.



214 - ABELARDO ZALUAR (1924 - 1987)

Composição - óleo sobre paleta - 18 x 23 cm - canto inferior esquerdo - 1981 -

Pintor, desenhista, gravador, professor. Entre 1944 e 1948, assiste às aulas da Escola Nacional de Belas Artes (Enba). Participou do I ao XII e do XV SNAM (entre 1952 e 1966/ prêmio de viagem ao estrangeiro em 1963.). Realizou exposições individuais no MNBA (1947) e na Galeria Ambiente (São Paulo, 1960), Museu de Arte de Belo Horizonte (1960), Instituto de Belas Artes de Porto Alegre (1961), Petite Galerie-GB (1962). Sua obra experimentou uma simplificação de traços de tendência geometrizante, levando Frederico Morais a comentar a seu respeito em 1969; "Não se pensem que Zaluar, por ser um partidário da ordem, afaste deliberadamente o imprevisto, a contribuição do acaso, o vôo poético (...) seus últimos trabalhos fazem lembrar, na monumentalidade silenciosa da forma despojada, o mundo futuro do espaço cósmico, das estruturas moventes, das plataformas que se acoplam ou se dividem numa metamorfose constante". Encontra-se representado no acervo do MNBA, Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e Museu de Arte de Belo Horizonte. WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 449/50; MEC, vol. 4, pág. 527; PONTUAL, pág. 556; TEIXEIRA LEITE, pág. 546; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 682; ARTE NO BRASIL, pág. 934; LEONOR AMARANTE, pág. 218.



215 - INOS CORRADIN (1929)

Paisagem - serigrafia - 138/150 - 46 x 64 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, escultor e cenógrafo, nascido em Vogogna, Itália. Por volta de 1932 mudou-se com a família para Castelbaldo - Padova, onde, em 1945, estudou pintura com professor Tardivello. Em 1947 colaborou com o pintor Pendin na execução de um mural referente aos mártires da resistência italiana em Castelbaldo. Veio, em 1950, para Jundiaí e São Paulo onde fez parte do núcleo artístico Cooperativa em São Paulo, dirigido pelo pintor argentino Oswaldo Gil Navarro. Executou cenários para o Ballet do IV Centenário de São Paulo, em 1954. Em 1979 foi contratado para pintar um cenário para o Teatro de Rovigo, Itália. Realizou diversas exposições individuais, participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais pelo Brasil e pelo mundo. Foi premiado em Paris (1975) e em Ferrara, Itália (1976). JULIO LOUZADA, VOL. 11, PÁG. 152; PONTUAL, PÁG. 143; MEC, VOL. 1, PÁG. 448; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 215; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; inoscorradin.com.br.



216 - INNOCÊNCIO BORGHESE (1897 - 1985)

Carro de bois - óleo sobre eucatex - 17 x 23 cm - canto inferior direito - 1960 - Guarulhos -

Pintor e professor paulista, participante do Salão Paulista de Belas Artes, de 1935 a 1961. Diversas exposições individuais e coletivas, com muitas premiações. Pintou muitas paisagens tendo como tema a cidade de São Paulo. TEODORO BRAGA, pág 56; MEC, vol. 1, pág. 251; Acervo FIEO.



217 - ADRIANO GAMBIM (1983)

"Primeira carta" - xilogravura - 6/40 - 14 x 13 cm - canto inferior direito - 2012 -

Pintor, desenhista, gravador e arte-educador. Sua formação artística foi na UNIMESP e UNESP, São Paulo. Realizou exposições individuais em Guarulhos (2004, 2008, 2009, 2010, 2011) e tem participado de várias mostras coletivas e Salões individuais como: Guarulhos, SP (2001, 2007 a 2013); São Paulo (2008, 2010); Araraquara, SP (2006, 2010, 2012); Franca, SP (2008); Catanduva, SP (2008); Suzano, SP (2009); Ubatuba, SP (2005, 2009); Ribeirão Preto, SP (2010); Mairiporã, SP (2010); Santo André, SP (2010); Santos, SP (2011); Araras, SP (2013); Embu, SP (2013); Curitiba, PR (2012); Porto Alegre, RS (2013); Brasília, DF (2013); Castro, PR (2013); Ceará (2012); Espanha (2005 a 2008, 2013); Finlândia (2007); México (2009); Itália (2007, 2009); Romênia (2007, 2010). Foi premiado em: Guarulhos, SP (2007 a 2009, 2011); Mairiporã, SP (2011); Espanha (2011); Araraquara, SP (2010, 2012, 2013); Araras, SP (2012); Rio Claro, SP (2013). www.artprice.com.



218 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Casais - serigrafia - 16 x 25 cm - canto inferior direito na tela serigráfica -
Obra impressa por Ateliê Mário Della Parra - Serigrafias - Rio de Janeiro, RJ. -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



219 - CAETANO DE ALMEIDA (1964)

"Retrato das crianças de Edward..." - litografia - P. A. - 72 x 50 cm - canto inferior direito - 1996 -
Título: "Retrato das crianças de Edward Holden Cruttenden". -

José Caetano de Almeida Filho nasceu em Campinas, SP. Pintor, gravador e professor. Estudou artes plásticas na FAAP onde foi aluno de Evandro Carlos Jardim e Nelson Leirner , entre outros. Por volta de 1984, frequentou os ateliês de gravura da Pinacoteca do Estado de São Paulo . Foi artista residente na ‘Cité International des Arts’, Paris; no Khoj International Artist, Institute of Fine Art- Modinagar, Índia; na Sacatar Foundation – Salvador, BA. Realizou diversas exposições individuais e tem participado de muitas coletivas e Salões oficiais no Brasil, Europa e Estados Unidos. ITAU CULTURAL; galerialuisastrina.com.br; cultura.gov.br; tvcultura.cmais.com.br.



220 - HENRIQUE LÉO FUHRO (1938 - 2002)

"Interruptor" - xilogravura - 6/30 - 36 x 31 cm - canto inferior direito - 1967 -
No estado. -

Pintor, desenhista e gravador, nascido na cidade do Rio Grande, RS, e ativo na cidade de Porto Alegre, onde reside. Inicia sua carreira como pintor com participação no Salão de Artes Plásticas da ARAP Francisco Lisboa, em 1957. Expõe individualmente a partir de 1963. Premiado diversas vezes, inclusive na I Bienal Nacional de Artes Plásticas de Salvador, obtendo o prêmio "ex-ae-quo" na II Exposição da Jovem Gravura Nacional no MAC-SP. Participou da IX BSP. É referência internacional da arte brasileira, tendo participado em exposições no exterior. RGS, pág. 247; PONTUAL, pág. 228; JULIO LOUZADA vol. 4 pág. 428; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 740.



221 - ANTONY PE (1941)

Composição - óleo sobre tela - 89 x 116 cm - canto inferior direito - 1969 -

Pintor e desenhista com diversas participações em mostras e Salões oficiais. JULIO LOUSADA VOL .1 PÁG. 728.



222 - LIVROS


1)"A PINTURA ESPANHOLA". ANDRÁS SZÉKELY. RIO DE JANEIRO: AO LIVRO TÉCNICO, 1979.
2)"FAUVISMS: THE 'WILD BEASTS' AN ITS AFFINITIES". JOHN ELDERFIELD. NEW YORK: THE MUSEUM OF MODERN ART, 1976.
3)"EDVARD MUNCH". ALF BOE. BARCELONA: EDICIONES POLÍGRAFA, 1989.
4)"PAUL KLEE". WILL GROHMANN. NEW YORK: HARRY N. ABRAMS, 1985.
5)"ARTE MODERNA". GIULIO CARLO ARGAN. TRADUÇÃO DENISE BOTTMANN E FEDERICO CAROTTI. SÃO PAULO: COMPANHIA DAS LETRAS, 1992.
6)"20TH CENTURY MASTERS: THE THYSSEN-BORNEMISZA COLLECTION". WILLIAM S. LIEBERMAN. CATÁLOGO DE EXPOSIÇÃO. WASHINGTON: INTERNATIONAL EXHIBITIONS FOUDATION, 1982.




223 - ANTONIO AUGUSTO MARX (1919 - 2008)

Grávida - óleo sobre tela - 68 x 49 cm - canto inferior direito e dorso -

Arquiteto e pintor ativo em São Paulo, onde participa de mostras coletivas a partir de 1966, com reconhecimento de crítica e público. Artista de muitos recursos técnicos, suas obras tem como tema a paisagem, do campo e da cidade, com conteúdo de atmosfera, côr e equilibrio. MEC vol.3, pág. 99; PONTUAL, pág. 346; JULIO LOUZADA vol.11, pág. 203; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 803, Acervo FIEO.



224 - ANTONIO HENRIQUE AMARAL (1935)

"Bambu" - litografia - 39/100 - 55 x 74 cm - canto inferior direito - 1978 -
Reproduzido na página 169 do livro "Antônio Henrique Amaral - Obra gráfica 1957-2003". -

Gravador, desenhista e pintor, foi aluno de Lívio Abramo no MAM / SP, e de Shiko Munakata, no Pratt Graphic Art, em Nova York. Artista consagrado nacional e internacionalmente. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 37; MEC, vol. 1, pág. 73; PONTUAL, pág. 21;TEIXEIRA LEITE, pág. 23 a 25; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 754; ARTE NO BRASIL, pág.903; LEONOR AMARANTE, pág. 170; Acervo FIEO.



225 - ANDREA CHERUBINI (1833 - 1905)

Paisagem - óleo sobre tela - 62 x 50 cm - canto inferior esquerdo - Roma -
No estado. -

Pintor da Escola Italiana nascido em Roma. Participou de diversas exposições e Salões oficiais. Suas obras têm sido comercializadas em vários leilões da Europa. BENEZIT VOL. 2, PÁG. 715; www.artprice.com; www.arcadja.com; www.brooklynmuseum.org.



226 - ALEX CERVENY (1963)

"Presente" - gravura - 7/15 - 22 x 26 cm - canto inferior direito -

Alexandro Júlio de Oliveira Cerveny é desenhista, gravador, escultor, ilustrador e pintor. Assina ALEX CERVENY. Dedica-se a narrar histórias em cada uma de suas criações, e não só através das ilustrações que realiza para livros infantis. Artista autodidata, recebe orientação sobre desenho e pintura de Valdir Sarubbi e gravura em metal de Selma Daffré, professores independentes. Seu trabalho reflete a importância e o gosto pelo constante deslocamento, de uma técnica a outra, de um material a outro, de uma linguagem a outra, resultando em desenhos, pinturas, aquarelas, gravuras, esculturas e colagens que guardam, como ponto comum, uma forte linguagem narrativa. JULIO LOUZADA, VOL. 11 PÁG. 70 , ITAÚ CULTURAL.



227 - GUSTAVO ROSA (1946 - 2013)

Homem - prato em cerâmica - 22 x 22 cm - canto inferior direito -

Grande pintor paulistano, ganhador de muitos prêmios em Salões Oficiais. Tem exposto regularmente no Brasil e no exterior com grande sucesso. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 274; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



228 - LEYA MIRA BRANDER (1976)

"Confuso horário" - gravura - 15 x 10 cm - não assinado -

Gravadora nascida em São Paulo, onde vive. Trabalha com gravura em metal desde os dezessete anos. Nunca fez uma edição de gravuras. Seu interesse é criar algo absolutamente novo com cada gravura numa pesquisa infinita de possibilidades de gravação. Recentemente está à procura de combinar gravura com escultura. Expôs individualmente em: Medellín, Colômbia (2007); Nova York, EUA (2009); São Paulo (2011) e participou das seguintes mostras oficiais em: Estocolmo, Suécia (2007); Lisboa, Portugal (2010); São Paulo (2008 -28ª Bienal Internacional de São Paulo, 2009, 2012). www.summeracademy.at; www.pinacoteca.org.br.



229 - ALBANO VIZOTTO FILHO (1928)

Natureza morta - óleo sobre eucatex - 30 x 40 cm - canto inferior direito - 1984 -

Pintor e escultor ativo em São Paulo. São muito apreciadas as suas naturezas mortas. MEC, vol. 4, pág. 495; JULIO LOUZADA, vol. 9, pág. 30; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO.



230 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Caju - litografia off set - 97/100 - 16 x 13 cm - centro inferior - 1996 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



231 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Seca - litografia off set - 97/100 - 16 x 23 cm - canto inferior direito - 1996 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



232 - ALFREDO VOLPI (1896 - 1988)

Fachada - litografia off set - 11/200 - 35 x 22 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.



233 - GUILHERME DE FARIA (1942)

Nu - litografia - 40/140 - 60 x 43 cm - canto inferior direito - 1981 -

Pintor, gravador e desenhista paulistano. Expõe individualmente desde 1963, tendo participado de diversas coletivas no Brasil e no exterior. MEC vol.2, pág. 142; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



234 - ZORÁVIA BETTIOL (1935)

"Mal me quer..." - xilogravura - 33 x 48 cm - canto inferior direito -

Gaúcha de Porto Alegre, graduou-se em pintura pelo Instituto de Belas Artes de Porto Alegre. Foi aluna de desenho e xilogravura no ateliê do escultor Vasco Prado, com quem foi casada durante 28 anos. Dedicou-se principalmente à tapeçaria e à gravura. Em 1968 muda-se para Varsóvia, Polônia, para realização de estudos na área têxtil no Atelier Maria Laskiewicz. Participa de exposições coletivas desde 1961, tendo realizado sua primeira individual em 1959. Sobre sua obra, assim escreveu o imortal Jorge Amado: "(...) estamos ante uma gravadora que é mestre em seu ofício: Zorávia Bettiol. Gravura onde a beleza nasce do ofício e da poesia, da mão e do coração, da inteligência e do amor. Se a técnica é primorosa ela não limita, no entanto o sentimento, não leva a um preciosismo de forma, a uma diluição das emoções". MEC, vol. 1 pág. 223 e 224; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 727; LEONOR AMARANTE, pág. 146.



235 - W. PASCHOAL (XX)

Natureza morta - óleo sobre eucatex - 9 x 12 cm - canto inferior direito -

Pintor e desenhista com diversas participações em mostras e Salões oficiais.



236 - SERGIO CAMPOS PINHEIRO (1937)

Guerreiros - óleo sobre madeira - 40 x 30 cm - canto inferior direito e dorso - 1976 -

Natural da cidade do Rio de Janeiro. Iniciou-se em desenho, fixando-se posteriormente na tinta a óleo. Participa de coletivas a partir de 1966, com premiações em 1982, 1985, 1987 e 1988. JULIO LOUZADA, vol. 4, pág. 890



237 - VICENTE FORTE (1912 - 1980)

Composição - aquarela - 28 x 21 cm - canto inferior direito -

Desenhista, pintor, gravador e professor nascido e falecido em Lanús - Buenos Aires, Argentina. Ingressou na Escola de Belas Artes de Buenos Aires como professor de desenho (1935), estudou gravura com Lino Enea Spilimbergo e composição plástica com Emilio Pettoruti (entre 1940 e 1945). Fez parte dos grupos: ‘Grupo Orión’ e ‘XX Pintores y Escultores’. Expôs individualmente, desde 1947, em várias galerias de Buenos Aires e nos Estados Unidos. Realizou viagens de estudo por Portugal, Espanha, Itália e França. Participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre elas: Bienal de Havana, Cuba (1954), Bienal de Veneza, Itália (1964). Foi premiado em: 1951, 1952, 1955, 1956, 1958 a 1960, 1962. Obras de sua autoria integram o patrimônio de vários museus de Buenos Aires, Córdoba, Santa Fé, Rosário e Bahía Blanca. JULIO LOUZADA VOL. 5, PÁG. 387; www.artprice.com; artist.christies.com; www.buenosaires.gob.ar/areas/cultura/arteargentino/04biografias/forte.php.



238 - RAPHAEL GALVEZ (1907 - 1998)

Natureza morta - desenho a lápis - 14 x 18 cm - canto inferior direito - 1966 -

Pintor, desenhista, escultor e arquiteto, nascido em São Paulo, Capital. Artista de formação artesanal, teve como tema de sua obra a sua cidade natal. JULIO LOUZADA, vol 10, pág 372; PONTUAL, pág. 231; MEC, vol 2, pág, 239; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 630; Acervo FIEO.



239 - MARISTELA CABELLO (1969)

Bonecas - fotogravura - 9/10 - 35 x 25 cm - canto inferior esquerdo -

Artista plástica nascida em São Paulo, SP. Realizou exposição individual em São Paulo (2004) e participou de várias mostras oficiais também em São Paulo (2002, 2003). ITAU CULTURAL



240 - AXEL LESKOSCHEK (1889 - 1976)

No escritório - xilogravura - 18 x 11 cm - canto inferior direito -

Importante gravador, pintor e professor austríaco. Realizou sua formação artística na Áustria e ali publicou álbuns de xilogravuras e águas-fortes. Veio residir no Brasil em 1930, fugindo do nazismo, aqui ficando até 1950. Ilustrou diversas publicações nacionais, entre elas, e principalmente, as edições brasileiras dos romances de Dostoiévski (Ed. José Olimpio). Foi professor, entre outros, de Renina Katz, Fayga Ostrower e Ivan Serpa. MAYER/88, pág.494; JULIO LOUZADA, vol.1, pág.609; BENEZIT, vol.6, pág.612, ART PRICE ANNUAL/2000, pág.1464; PONTUAL, pág.309, TEIXEIRA LEITE, pág.284; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 605; ARTE NO BRASIL, pág. 840; Acervo FIEO.



241 - JOSÉ LOURENÇO (1964)

Cozinhando - xilogravura - 42/100 - 13 x 12 cm - canto inferior direito - 1992 -

José Lourenço Gonzaga nasceu em Juazeiro do Norte, CE. Iniciou-se na gravura no ano de 1985 levado pelo avô, gráfico, para a Tipografia São Francisco, hoje, Lira Nordestina. Fez sua primeira gravura para a capa do cordel "O casamento matuto". Além das capas para folhetos, produziu álbuns, entre eles: "Lira Nordestina", "Via Sacra" e "A Vida do Padre Cícero". Exposições: Fortaleza, Juazeiro do Norte, Pacajús – CE (1990); Fortaleza, CE (1991); São Paulo, SP (1991); Campos do Jordão, SP (1992). Prêmios: Fortaleza, CE (1989, 1991). Mostra no Centro Cultural do Banco do Nordeste, em Fortaleza "Minha Vida na Xilogravura: Gravadores de Juazeiro" reúne dez xilogravuristas cearenses, naturais de Juazeiro do Norte (região do Cariri, sul do Estado). A mostra apresenta gravuras que expressam as trajetórias desses artistas, mostrando temas diferentes das tradicionais imagens daquela região. Participam da exposição Abrahão Batista, Ailton Laurino, Cícero Lourenço, Cosmo Braz, Francorli, José Lourenço, Manoel, Naldo, Nilo e Stênio Diniz (de 01/04/09 a 30/05/09).http://www.mauc.ufc.br/expo/2002/03/lourenco1.htm; http://fotolog.terra.com.br/filosofiadofutebol:1423



242 - INNOCÊNCIO BORGHESE (1897 - 1985)

Sítio - óleo sobre eucatex - 15 x 20 cm - canto inferior direito - 1970 - Guarulhos -

Pintor e professor paulista, participante do Salão Paulista de Belas Artes, de 1935 a 1961. Diversas exposições individuais e coletivas, com muitas premiações. Pintou muitas paisagens tendo como tema a cidade de São Paulo. TEODORO BRAGA, pág 56; MEC, vol. 1, pág. 251; Acervo FIEO.



243 - RAUL DE VICENZI (XX)

Marinha - óleo sobre tela - 38 x 46 cm - canto inferior direito - 1948 -

Pintor e desenhista italiano com diversas participações em mostras e Salões oficiais. JULIO LOUSADA VOL 12, PÁG 127.



244 - NADIR MORO (1950)

Capela - óleo sobre tela - 16 x 22 cm - canto inferior direito - Nova Almeida - ES -

Natural de Pedreira, SP. Pintor, participa em certames coletivos desde 1977, expondo individualmente desde 1978, sempre com sucesso de público e crítica. JULIO LOUZADA vol.3, pág. 768, ACERVO FIEO.



245 - LUIZ ROBERTO LOPRETO (1958)

Composição - óleo sobre tela - 90 x 90 cm - dorso - 1994 -

Luiz Roberto Rodrigues Lopreto nasceu em São Paulo. Poeta, artista plástico, professor, ator e diretor de teatro formado pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo. Das exposições coletivas que participou, destacam-se as realizadas em: São Paulo (1987, 2002); Ribeirão Preto, SP (1988). ITAU CULTURAL; www.catalogodasartes.com.br.



246 - NOEMIA MOURÃO (1912 - 1992)

Marinheiros - desenho a lápis - 20 x 22 cm - canto inferior direito -

Pintora e desenhista. Assina Noemia. Realizou sua primeira individual em 1934, no Rio de Janeiro. Residiu na Europa de 1934 a 1940, frequentando em Paris as academias de la Grande Chaumière e Ranson. Expôs em Montevideu e Buenos Aires. Foi citada por REIS JUNIOR e TEODORO BRAGA. Foi aluna (1932) e mulher (1933) de Di Cavalcanti. MEC vol.3, pág. 265; WALMIR AYALA vol.2, pág.135; PONTUAL, pág. 375; TEIXEIRA LEITE, pág. 356; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 684. Acervo FIEO.



247 - JOÃO CAMARA (1944)

Nu - desenho a lápis - 21 x 30 cm - centro inferior - 2008 -

Importantíssimo artista nacional, natural de João Pessoa, PB, e radicado em Olinda, PE. Pintor, desenhista e gravador, João Câmara conquistou os primeiros prêmios de pintura e de gravura nos SPMEP de 1962 E 1964. Neste último ano fundou, em companhia de artistas locais, o Atelier Coletivo de Ribeira, em Olinda. Exerceu o magistério entre 1967 e 1969, lecionando pintura no Setor de Arte da Universidade Federal da Paraíba. Suas obras, tratando de temas atuais, reúnem mensagens poéticas com uma dose de surrealismo, e que segundo o crítico Walmyr Ayala, " desmistifica toda e qualquer atitude romântica" . Walter Zanini, por sua vez, comenta (1967), que " Suas imagens encadeadas quase como um ´puzzle` parecem amalgamar deuses aztecas e ícones do baralho, assumindo ar de aquilina ´terribilitá` sobriamente derrisório." Participou de quase todas as mostras mais importantes do País, com sucesso de crítica. ITAU CULTURAL; PONTUAL, pág. 100; TEIXEIRA LEITE, pág. 100; WALTER ZANINI , pág. 754; ARTE NO BRASIL, pág. 688; Acervo FIEO.



248 - GUILHERME DE FARIA (1942)

"Oferenda" - litografia - P. I. - 66 x 54 cm - centro inferior - 1978 -

Pintor, gravador e desenhista paulistano. Expõe individualmente desde 1963, tendo participado de diversas coletivas no Brasil e no exterior. MEC vol.2, pág. 142; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



249 - FANG, CHEN KONG (1931 - 2012)

Figura e pássaros - gravura - 143/200 - 52 x 38 cm - canto inferior direito - 1996 -

Pintor, desenhista, gravador e professor, Chien Kong Fang, ou simplesmente Fang, nasceu na cidade de Tung Cheng, China e faleceu em São Paulo. Estudou sumiê e aquarela na China em 1945. Veio morar em São Paulo com a família em 1951, naturalizando-se brasileiro em 1971. Entre 1954 e 1956, estudou pintura com Yoshiya Takaoka em São Paulo. Viajou, em 1977, para a América do Norte, Europa e Ásia, onde desenvolveu o seu trabalho de pintura. Em 1981, foi realizado o curta metragem biográfico ‘O Caminho de Fang’, em São Paulo. Visitou a China, convidado pelo governo chinês, em 1985. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1959, 1961, 1962, 1978, 1981, 1993, 2005); Salvador, BA (1962); Rio de Janeiro (1978, 1986); Schleswing, Alemanha (1985); Lugana, EUA (1990); Americana, SP (1994); Formosa, Taiwan (1994). Foi premiado no Rio de Janeiro (1957) e em São Paulo (1960 a 1962, 1967 a 1969, 1978, 1979, 1991). Participou do Panorama da Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1978). MEC, VOL. 2, PÁG. 124; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 366; VOL. 6, PÁG. 378; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 189; PONTUAL, PÁG. 201; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; www.fang.com.br; www.artprice.com.



250 - NICOLA PETTI (1904 - 1983)

"O apóstolo" - óleo sobre cartão - 18 x 12 cm - canto inferior direito -

Ativo em São Paulo, foi também excepcional desenhista, aluno nesta capital, do pintor e professor alemão Georg Ficher Elpons; participou assiduamente do Salão Paulista de Belas Artes, desde sua inauguração em 1933, onde foi muito premiado. MEC, vol. 3, pág. 393; JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 685; ITAU CULTURAL, Acervo FIEO.



251 - ANTONIO DA COSTA JUNIOR (1945)

Paisagem árabe - óleo sobre tela - 24 x 18 cm - canto inferior direito -

Pintor paulistano, nascido em 25 de maio de 1945. Iniciou sua carreira artística aos 5 anos, já revelando talento excepcional na aquarela. Aos 8 anos passa para a pintura a óleo. Ainda adolescente foi tomar aulas na APBA-SP, mas quando o ilustre mestre Innocêncio Borghese viu seus trabalhos, foi taxativo: "Continue sozinho, rapaz. O que você teria para aprender aqui já aprendeu por si." Expõe coletivamente desde 1970, possuindo obras nos acervos de diversas e importantes instituições brasileiras. JULIO LOUZADA, vol. 6, pág. 542



252 - MANUEL FARIA (1895 - XX)

"Ipê" - óleo sobre tela - 45 x 54 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1948 - Petrópolis, RJ -

Pintor e professor. Estudou com Eurico Alves no Liceu de Artes e Ofícios do RJ. Em 1915 tranferiu-se para antiga ENBA, onde foi aluno de João Baptista da Costa, Lucilio de Albuquerque e Rodolfo Chambelland. Manoel Faria é pintor fiel às cores da natureza, aceitando os caprichos do cromatismo da terra brasileira. JULIO LOUZADA vol.1, pág.371, Acervo FIEO.



253 - JOSÉ SABÓIA (1949)

Trabalhadores - óleo sobre tela - 35 x 27 cm - canto inferior direito -

Nascido em Almadina (BA). Indo para o Rio de Janeiro em 1967, começou a pintar no ano seguinte, passando a expor seus trabalhos na Feira Hippie de Ipanema. Sua primeira individual deu-se em Fortaleza em 1970; a partir de então, tem exposto com freqüência no Rio de Janeiro e em São Paulo. A pintura de Sabóia partiu de uma raiz eminentemente popular, tendo atingido depois um rebuscamento que se traduz no caprichoso desenho de linhas recurvas, na pincelada lisa, impessoal, no colorido reduzido a três ou quatro tons básicos e na composição, dotada daquele inconfundível horror vacui dos ingênuos. JULIO LOUZADA vol. 11, pág. 278; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 228; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO.



254 - JOSÉ ANTONIO MORETO (1938)

Lagoa - óleo sobre eucatex - 15 x 20 cm - canto inferior esquerdo -

Natural de Pederneiras, SP, onde nasceu em 14/7/1938. Seu principal mestre e orientador foi Aldo Cardarelli. Fixou-se em Campinas, onde seu talento paisagista é bem reconhecido. Sua pintura é neo-clássica, e produz paisagens, marinhas, naturezas-mortas e figuras. JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 694; ITAU CULTURAL, Acervo FIEO.



255 - JUAREZ MACHADO (1941)

Festa - serigrafia - P. A. - 70 x 100 cm - canto inferior direito -

Nasceu em Joinville, SC. Atualmente reside e trabalha em Paris, França, onde mantem ateliê. Pintor, escultor, desenhista, caricaturista, jornalista, cenógrafo, escritor e ator. Desenvolveu sólida carreira como desenhista de charges de humor. Sua arte essencialmente criativa, vai do lirismo à violência, da análise microscópica ao extravasamento onírico. Entre as exposições de que participa, destacam-se: 9ª Bienal Internacional de São Paulo, 1967; Zona Gallery, Nova Iorque (Estados Unidos), 1981; Retrospectiva Quatro Artistas da Geração 60, no MAC/PR, Curitiba, 1987; Châteaux Bordeaux, no Centro Georges Pompidou, Paris, 1988; Retrospectiva, no MAC/Joinville, 1990; Arte na América Latina: 100 Anos de Produção, no Instituto Estadual de Artes Plásticas da UFRGS, Porto Alegre, 1996. "Juarez Machado expõe a natureza humana, olha, registra, interpreta, ilumina, focaliza. É o mundo dos humanos, mas não é o mundo do juiz dos homens. Aqui não estamos no Juízo Final. Juarez é o artista contemporâneo, ele tem este olhar elaborado pela ciência, o grau de consciência reflexiva. Podemos dizer deste ponto de vista, que esta obra humanística e esta atitude de intensa pesquisa confere ao seu trabalho um caráter anti-medieval." Jacob Klintowitz in: "Juarez Machado - Copacabana 100 Anos, Ed. Simões de Assis, 1992." JULIO LOUZADA vol.11, pág. 186; PONTUAL, pág.284; Acervo FIEO; ITAU CULTURAL; MEC, vol. 3; TEIXEIRA LEITE, pág. 298. Acervo FIEO.



256 - CAMARGO FREIRE, EXPEDITO (1908 - 1988)

Campos do Jordão - óleo sobre eucatex - 15 x 20 cm - canto inferior esquerdo - 1977 -

Pintor e professor, iniciou seus estudos no liceu de artes e ofícios e no núcleo Bernardelli no Rio de Janeiro. Em Paris freqüentou a Academie de La Grande Chaumière. Foi incluído na mostra Um Século de Pintura Brasileira, organizada pelo MNBA (1952). Dedica-se de modo especial à paisagem. MEC, vol. 2, pág. 208; ITAU CULTURAL.



257 - ANGELO CANNONE (1899 - 1992)

"Veneza" - óleo sobre eucatex - 30 x 40 cm - canto inferior direito -

Nascido na Itália, radicou-se no Brasil. Seu estilo liga-se ao dos Macchiajoli oitocentistas (os equivalentes italianos dos impressionistas franceses) e ao de Pratella em especial. São especialmente notáveis suas paisagens e marinhas. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 168; JULIO LOUZADA vol.11, pág.54; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



258 - HARRY ELSAS (1925 - 1994)

Família - óleo sobre eucatex - 45 x 30 cm - canto inferior direito - 1971 -

Muralista, gravador, pintor, Heinz Hugo Erich Elsas nasceu em Stuttgart, Alemanha e faleceu em Taubaté, SP. Iniciou a carreira artística como autodidata. Radicado no Brasil desde 1936 foi fortemente influenciado pela cultura regional do Nordeste. Em 1945 recebeu orientações de Lasar Segall e realizou sua primeira mostra individual no Ministério da Educação e Cultura no Rio de Janeiro. A partir de 1970, fixou-se em São Paulo e executou murais para o Banco Safra (1971) e Banco Cidade de São Paulo (1976). Realizou exposições individuais em São Paulo, Rio de Janeiro e Estados Unidos. Participou de coletivas no Brasil e no exterior a partir de 1962. JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 355; MEC VOL, 2, PÁG, 111; TEIXEIRA LEITE PÁG 176; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



259 - HANSEN BAHIA (1915 - 1978)

"Para Jorge - Hansen Bahia - Bahia" - xilogravura - 57 x 39 cm - canto inferior esquerdo -

Seu nome de batismo era Karl Heinz Hansen, nascido na Alemanha. Dedicou quase toda a sua vida de artista fixando aspectos da Bahia, daí o nome artístico que adotou. Apegou-se ao povo, aos animais e principalmente aos cenários daquela região, e que tão bem soube reproduzir com sua alma e essencia. JULIO LOUZADA vol.1, pág. 81; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 720; ARTE NO BRASIL, pág. 842; ACERVO FIEO, pág. 251.



260 - RENINA KATZ (1925)

Composição - litografia - 12/18 - 53 x 25 cm - canto inferior direito - 1997 -

Gravadora, desenhista, ilustradora e professora, Renina Katz Pedreira nasceu no Rio de Janeiro. Assina Renina e Renina Katz. Cursou a Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1947 a 1950) e teve como professores, entre outros, Henrique Cavalleiro e Quirino Campofiorito. Licenciou-se em desenho pela Faculdade de Filosofia da Universidade do Brasil. Iniciou-se em xilogravura com Axl Leskoschek, em 1946. Incentivada por Poty, ingressou no curso de gravura em metal, oferecido por Carlos Oswald no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro. Mudou-se para São Paulo em 1951, e lecionou gravura no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand e, posteriormente, na Fundação Armando Álvares Penteado, até a década de 1960. Em 1956, publicou o primeiro álbum de gravuras, intitulado ‘Favela’. A partir dessa data, foi docente da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo por 28 anos. Realizou muitas exposições individuais pelo Brasil, EUA, Chile, Paraguai, Portugal, Itália, Holanda e participou, entre as diversas mostras e Salões oficiais, das: Bienal Internacional de São Paulo (1955, 1959, 1961, 1963, 1985, 1989); Bienal de Veneza, Itália (1956, 1986); Panorama da Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1974, 1977, 1980, 1984). Foi premiada no Rio de Janeiro (1951, 1952) e em São Paulo (1955, 1984). MEC VOL.2, PÁG.403; PONTUAL, PÁG. 288; WALMIR AYALA VOL.1, PÁG.441; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG.15; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 606; ARTE NO BRASIL; www.artprice.com; www.catalogodasartes.com.br; www.editora.unicamp.br; www.laboratoriodasartes.com.br; artenaescola.org.br.



261 - INGRES SPELTRI (1940)

"Dom Quixote - opus 11.003" - óleo sobre madeira - 33 x 48 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor, desenhista, escultor, gravador e professor nascido em Jau, SP. Filho do pintor Augusto Speltri com quem se iniciou na pintura, ainda criança. Em 1959 mudou-se para São Paulo onde estudou Música (1960-1964). É professor titular da Escola Panamericana de Arte, SP. Realizou exposições individuais, em São Paulo, nos anos de 1977, 1981, 1978, 1984. Participou de várias mostras e Salões oficiais, sendo premiado em: São Paulo (1963, 1966, 1970, 1971); Santo André, SP (1976). JULIO LOUZADA VOL. 5, PÁG. 1012; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; MEC VOL. 4, PÁG. 338; PONTUAL PÁG. 504; www.artprice.com; www.speltri.com.



262 - ENRICO BIANCO (1918 - 2013)

Nus - litografia - 19/150 - 25 x 18 cm - canto inferior direito -

Nascido na Itália, é hoje considerado um de nossos melhores pintores. Atingiu um estilo pessoal, figurativo, eminentemente lírico, baseado em um desenho livre e numa cor sensível. THEODORO BRAGA, pág. 54; WALMIR AYALA, vol. 1, págs. 99, 110 e 104; MEC, vol. 1, pág. 242; PONTUAL, pág. 76; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 594. Acervo FIEO. -



263 - JOSÉ SABÓIA (1949)

Trabalhador - óleo sobre tela - 60 x 50 cm - canto inferior esquerdo -

Nascido em Almadina (BA). Indo para o Rio de Janeiro em 1967, começou a pintar no ano seguinte, passando a expor seus trabalhos na Feira Hippie de Ipanema. Sua primeira individual deu-se em Fortaleza em 1970; a partir de então, tem exposto com freqüência no Rio de Janeiro e em São Paulo. A pintura de Sabóia partiu de uma raiz eminentemente popular, tendo atingido depois um rebuscamento que se traduz no caprichoso desenho de linhas recurvas, na pincelada lisa, impessoal, no colorido reduzido a três ou quatro tons básicos e na composição, dotada daquele inconfundível horror vacui dos ingênuos. JULIO LOUZADA vol. 11, pág. 278; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 228; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO.



264 - DAREL VALENÇA LINS (1924)

"Os travesseiros I" - litografia - 1/70 - 43 x 67 cm - canto inferior direito -

Este importante pintor, gravador, desenhista e professor, conquistou em 1957, no SNAM, o prêmio de viagem ao estrangeiro, voltando a ser contemplado na VII Bienal de São Paulo, como o melhor desenhista nacional. Foi aluno de Henrique Oswald e recebeu aconselhamento técnico de Goeldi. MEC vol.3, pág. 18; PONTUAL, pág.160/161; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 715; ARTE NO BRASIL, pág. 839; LEONOR AMARANTE, pág. 125; Acervo FIEO.



265 - OCTÁVIO ARAÚJO (1926)

"Leda I" - litografia - P. A. - 27 x 36 cm - canto inferior direito - 1970 -
Com a seguinte dedicatória: "Ao Diran, com a amizade e admiração do Octávio". -

Este importante artista brasileiro nasceu em Terra Roxa, SP. Em São Paulo foi aluno de Edmundo Migliaccio e José Barchitta, e teve por colegas, dentre outros, Luiz Sacilotto e Marcelo Grassmann, ao lado de quem, no Rio de Janeiro, com 20 anos de idade, expôs pela primeira vêz. Em 1947 integrou o Grupo dos 19. Trabalhou para Portinari em Paris, na confecção do grande mural Pescadores, com quem aprendeu a disciplina e a consciência profissional. Expôs em viagens que fêz pela China, na então União Soviética e nos Estados Unidos. Na sua obra é destaque a figura da mulher, em leitura ora fantástica, ora mágica, mas sempre perturbadora. TEIXEIRA LEITE, pág. 34; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 71; ARTE NO BRASIL, pág. 803; WALTER ZANINI, pág. 645; Acervo FIEO.



266 - EDGARD OEHLMEYER (1909 - 1967)

Senhora - Desenho a carvão e nanquim - 19 x 12 cm - canto inferior direito -

Nasceu em Rio Claro, no dia 31 de maio e falecido em 4 de outubro de 1967. Nessa cidade cursou na Escola Profissional a seção de pintura com o prof. Carlos Hadler. Discípulo de Rocco, foi destacado paisagista e pintor de naturezas-mortas, tendo obtido diversas premiações nos SNBA e SPBA. TEODORO BRAGA, pág. 175; MEC. Vol.3, pág. 291; MAYER/1984, pag. 1070; TEIXEIRA LEITE, pág. 362; PONTUAL, pág. 389; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



267 - DJANIRA DA MOTTA E SILVA (1914 - 1979)

Santa - xilogravura - 29 x 25 cm - canto inferior direito -

Pintora, desenhista, ilustradora, cartazista, cenógrafa e gravadora. Djanira da Motta e Silva nasceu em Avaré, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. No final da década de 1930, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde teve suas primeiras instruções de desenho no Liceu de Artes Ofícios e com o pintor Emeric Marcier, hóspede da pensão que Djanira instalou no bairro de Santa Teresa. Os contatos com os artistas Carlos Scliar, Milton Dacosta , Arpad Szenes , Vieira da Silva e Jean-Pierre Chabloz , frequentadores de sua pensão, proporcionaram um ambiente estimulador que a levou a expor no 48º Salão Nacional de Belas Artes, em 1942. No ano seguinte, realizou sua primeira mostra individual, na Associação Brasileira de Imprensa - ABI. Em 1945, viajou para Nova York. De volta ao Brasil, realizou o mural ‘Candomblé’ para a residência do escritor Jorge Amado, em Salvador, e painel para o Liceu Municipal de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Entre 1953 e 1954, viajou a estudo para a União Soviética. De volta ao Rio de Janeiro, tornou-se uma das líderes do movimento pelo Salão Preto e Branco, um protesto de artistas contra os altos preços do material para pintura. Realizou em 1963, o painel de azulejos ‘Santa Bárbara’, para a capela do túnel Santa Bárbara, Laranjeiras, Rio de Janeiro. No ano de 1966, a editora Cultrix publicou um álbum com poemas e serigrafias de sua autoria. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil, EUA e Europa. Foi premiada no Rio de Janeiro (1943, 1944, 1949, 1950 a 1953, 1955, 1963) e em São Paulo (1951, 1955). Participou da 1ª e da 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955). Em 1977, o Museu Nacional de Belas Artes - MNBA, realizou uma grande retrospectiva de sua obra. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 336; PONTUAL, PÁG. 181; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 164; MEC, VOL. 2, PÁG 58; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG, 263; WALTER ZANINI, PÁG. 810; ARTE NO BRASIL, PÁG. 824; ACERVO FIEO.



268 - MENASE WAIDERGORN (1927)

Porto - óleo sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior direito -

Romeno da cidade de Hotin, Waidergorn veio para o Brasil em 1932, onde seus pais fixaram residência em São Paulo. Ingressou na APBA, onde conheceu Mecatti, que muito o estimulou e orientou, dele assimilando a luminosidade da pintura peninsular muito a gosto do ottocento italiano. Sua pintura aborda todos os gêneros, baseadas tanto nas recordações da infância pobre como nas lembranças das viagens que fez ao norte da Africa e Europa. Participou de diversos salões e coletivas, recebendo diversas premiações JULIO LOUZADA vol.11, pág. 330; Acervo FIEO.



269 - CARYBÉ (1911 - 1997)

"Cantoria da manhã" - serigrafia - 101/250 - 50 x 68 cm - canto inferior direito na tela serigráfica -

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



270 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

O mestre e suas criações - desenho a nanquim - 29 x 19 cm - centro inferior -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



271 - ENZO FERRARA (1984)

"Estação rodoviária de Mogi das Cruzes" - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito e dorso - 2009 -

Pintor, Enzo Cícero Tiago Aparecido de Lima Santos nasceu em São Paulo. Assina Enzo Ferrara. Vive em Mogi das Cruzes, SP, desde2005. Criou, em 2009, com os artistas plásticos Zeti Muniz, Adelaide L. Swettler, João Ruíz, Marineis Dias, Nerival Rodrigues e Sirley Lacerda o grupo de artes ‘Frontispício’ (Frente Especial). Expôs individualmente em: Mogi das Cruzes (2006); Diadema, SP (2012). Tem participado de mostras coletivas e Salões oficiais em: Mogi das Cruzes (2008); Piracicaba, SP (2010, 2012 - 10ª e 11ª Bienais de Arte Naïf do Brasil); São Paulo (2011); Santo André, SP (2012). Foi premiado em Suzano, SP (2011); Piracicaba (2012 - Bienal de Arte Naïf do Brasil). Possui obras no Museu de Arte Popular de Diadema, no Museu Internacional de Arte Naïf do Brasil - RJ; na Pinacoteca de São Bernardo do Campo, SP. JULIO LOUZADA VOL. 7, PÁG. 254; www.dgabc.com.br; ofrontispicio.blogspot.com.br; www.odiariodemogi.inf.br; www.diadema.sp.gov.br



272 - LIVROS


1)"PORTINARI: RETROSPECTIVA". CATÁLOGO DE EXPOSIÇÃO. SÃO PAULO: PROJETO PORTINARI; MUSEU DE ARTE DE SÃO PAULO, 1997.
2)"ARTHUR BISPO DO ROSÁRIO: A POÉTICA DO DELÍRIO". MARTA DANTAS. SÃO PAULO: UNESP, 2009.
3)"BRENNAND ESCULTURAS 1974 - 1998". CATÁLOGO DE EXPOSIÇÃO. SÃO PAULO: PINACOTECA DO ESTADO, 1998.
4)"JOÃO CÂMARA IN AMERICA". CATÁLOGO DE EXPOSIÇÃO. MIAMI: LÚCIO RODRIGUES GALLERY, 1996.
5)"DO MODERNISMO À BIENAL". CATÁLOGO DE EXPOSIÇÃO. TEXTOS DE MARTA BATISTA ROSSETTI, FÁBIO MAGALHÃES E RADHA ABRAMO. SÃO PAULO: MUSEU DE ARTE MODERNA, 1982.
6)"AUGUSTO RODRIGUES: 50 ANOS DE ARTE - A ARTE COMO UMA ANOTAÇÃO DO COTIDIANO". JACOB KLINTOWITZ. SÃO PAULO: RAÍZES, 1980.
7)" BECHERONI ESCULTOR". JACOB KLINTOWITZ. BRASIL: VALOART, 1988.
8)"JOÃO CÂMARA: DUAS CIDADES - PINTURAS E OBJETOS". TEXTOS DE EMANOEL ARAÚJO E JOÃO CÂMARA. CATÁLOGO DE EXPOSIÇÃO. RIO DE JANEIRO: MUSEU NACIONAL DE BELAS ARTES; SÃO PAULO: PINACOTECA DO ESTADO, 2002.




273 - ARLINDO CASTELLANE DI CARLI (1910 - 1985)

Natureza morta - óleo sobre eucatex - 30 x 20 cm - canto inferior direito -

Pintor e escultor. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, onde foi aluno de José Maria da Silva Neves e de Enrico Vio. Suas primeiras realizações foram na pintura. Mais tarde passou a dedicar-se também à escultura. Sofreu influência do pintor Armando Balloni. Em 1942, estreando no SPBA, recebeu prêmio de menção honrosa, seguindo-se nos anos posteriores, diversas premiações, inclusive de viagem ao estrangeiro. MEC, vol. 1, pág. 355; WALMIR AYALA, vol.1, págs. 183 e 184; ITAÚ CULTURAL.



274 - HUMBERTO ROSA (1908 - 1948)

"Canindé" - óleo sobre eucatex - 40 x 30 cm - canto inferior direito e dorso - São Paulo -

Este importante e raro pintor nasceu em Santa Cruz das Posses, SP. Ativo em São Paulo, foi componente do Grupo Santa Helena, fundado em 1935, na Praça da Sé, por Francisco Rebolo Gonzalez, e do qual fizeram parte Aldo Bonadei, Graciano, Pennacchi, Volpi e outros. Em 1939, Mário de Andrade dedicou-lhes um artigo: "Esta Família Paulista", tendo sido feito, mais tarde, um estudo detalhado, por Sérgio Milliet. MEC, vol. 4, pág. 116; ITAU CULTURAL



275 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Composição - escultura em bronze - 26 x 30 x 12 cm - não assinado -



276 - RUDOLF WEIGEL (1907 - 1987)

Paisagem - óleo sobre tela - 26 x 30 cm - canto inferior direito -

Pintor austríaco radicado no Brasil, pintou com maestria as cidades de Olinda, Ouro Preto, Salvador, Angra dos Reis e outras, sempre fiel a sua temática do Brasil antigo. MEC vol. 4, pág. 505. JÚLIO LOUZADA vol.11, pág. 343.



277 - CARLOS SCLIAR (1920 - 2001)

Bebê dormindo - linóleo gravura - 4/100 - 21 x 32 cm - canto inferior direito -

Desenhista, gravador, pintor, ilustrador, cenógrafo, roteirista e designer gráfico que nasceu em Santa Maria da Boca do Monte, RS e faleceu no Rio de Janeiro. Assina Scliar. Estudou com Gustav Epstein, em Porto Alegre, em 1934. Participou, em 1938, da fundação da Associação Riograndense de Artes Plásticas Francisco Lisboa. Entre 1939 e 1947, residindo em São Paulo, integrou a Família Artística Paulista - FAP. No Rio de Janeiro, escreveu e dirigiu em 1944 o documentário 'Escadas', sobre os pintores Arpad Szenes e Vieira da Silva com os quais conviveu desde 1941. Convocado pela Força Expedicionária Brasileira - FEB, participou da Segunda Guerra Mundial, na Itália. Morando em Paris de 1947 a 1950, cursou gravura com Galanis na Escola de Belas Artes e teve contato com o gravador mexicano Leopoldo Méndez. De volta ao Brasil, fundou com Vasco Prado o Clube de Gravura de Porto Alegre. Em 1956, passou a viver no Rio de Janeiro. Foi diretor do departamento de arte da revista 'Senhor' entre 1958 e 1960. Fundou a editora Ediarte, em 1962, com os colecionadores Gilberto Chateaubriand, Michel Loeb, Carlos Nicolaievski e o pintor José Paulo Moreira da Fonseca. Realizou durante toda sua vida exposições individuais e participou de inúmeras coletivas e Salões oficiais, recebendo muitos prêmios. Também foram realizadas várias exposições póstumas. MEC VOL.4, PÁG. 214; TEODORO BRAGA, PÁG. 66; WALMIR AYALA VOL.2, PÁG. 306 a 309; PONTUAL, PÁG. 479 e 480; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG.884; VOL.2, PÁG. 925; VOL.13, PÁG. 305; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; RGS, PÁG. 442; ACERVO FIEO.



278 - SAMSON FLEXOR (1907 - 1971)

Composição - aquarela - 23 x 18 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor nascido na Romênia, estudou em Paris, onde fez em 1927 sua primeira individual, radicando-se em 1946 em São Paulo, onde faleceu. Foi um dos pioneiros do abstracionismo no Brasil, tendo criado em 1948 o Atelier Abstração. Em 1968 sua obra foi objeto de importante retrospectiva no MAM-RJ. BENEZIT vol. 4, pág. 402; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 313/4; TEIXEIRA LEITE, pág. 198; PONTUAL, pág. 217/8; MEC, vol. 2, pág. 179 e 180; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 917; LEONOR AMARANTE, pág. 75; WALTER ZANINI, pág. 643, Acervo FIEO.



279 - ABELARDO ZALUAR (1924 - 1987)

Composição geométrica - desenho a nanquim e guache - 23 x 23 cm - canto inferior direito - 1984 -

Pintor, desenhista, gravador, professor. Entre 1944 e 1948, assiste às aulas da Escola Nacional de Belas Artes (Enba). Participou do I ao XII e do XV SNAM (entre 1952 e 1966/ prêmio de viagem ao estrangeiro em 1963.). Realizou exposições individuais no MNBA (1947) e na Galeria Ambiente (São Paulo, 1960), Museu de Arte de Belo Horizonte (1960), Instituto de Belas Artes de Porto Alegre (1961), Petite Galerie-GB (1962). Sua obra experimentou uma simplificação de traços de tendência geometrizante, levando Frederico Morais a comentar a seu respeito em 1969; "Não se pensem que Zaluar, por ser um partidário da ordem, afaste deliberadamente o imprevisto, a contribuição do acaso, o vôo poético (...) seus últimos trabalhos fazem lembrar, na monumentalidade silenciosa da forma despojada, o mundo futuro do espaço cósmico, das estruturas moventes, das plataformas que se acoplam ou se dividem numa metamorfose constante". Encontra-se representado no acervo do MNBA, Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e Museu de Arte de Belo Horizonte. WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 449/50; MEC, vol. 4, pág. 527; PONTUAL, pág. 556; TEIXEIRA LEITE, pág. 546; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 682; ARTE NO BRASIL, pág. 934; LEONOR AMARANTE, pág. 218.



280 - FUKUDA (ROBERTO KENJI FUKUDA) (1943 - 2008)

Composição - técnica mista - 50 x 50 cm - canto inferior direito e dorso - 2011 -

Pintor, gravador e escultor nascido em Indiana, SP, e ativo na Capital. Filho de artista (seu pai é o pintor Tamotsu Fukuda), pinta desde cedo. Suas telas não passam desapercebidas, sejam pelas cores harmoniosas, vivas e vibrantes, sejam pela suavidade das composições, que tranquilizam o expectador. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 120; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



281 - JOSÉ DE DOME (1921 - 1982)

Paisagem - técnica mista - 30 x 45 cm - canto inferior direito -

José de Dome nasceu em Estância, SE. Autodidata, firmou-se como pintor na década de 60. Um amarelo sempre solar e luminoso sobressai em suas telas e a imprecisão nos contornos das figuras, o empastelamento das formas, é um dos recursos utilizados pelo autor para dar aos seus personagens e temas feições dramáticas atenuadas. Foi ativo em Cabo Frio, RJ; o artista expôs individualmente a partir da década de 50. PONTUAL, pág. 183; JULIO LOUZADA, vol 1 pág, 339; ITAU CULTURAL.



282 - GILBERTO CABRAL (1967)

Natureza morta - óleo sobre tela - 50 x 40 cm - canto inferior direito e dorso - 1995 -

Pintor e desenhista, Gilberto Gil de Sá Cabral nasceu no Rio de Janeiro. É formado em economia, possui diversos cursos de história da arte, gravura e restauração. Em 1979 teve suas primeiras aulas de desenho e, mais tarde, recebeu orientações de Castello Branco, Carlomagno, Cláudio Dantas e Oscar Palácios, Gianguido Bonfantti (1996) e Manuel Fernandes (1996). Participou de mostras e Salões oficiais no Rio de Janeiro (1992, 1994, 1995); Duque de Caxias, RJ (1990, 1993); Volta Redonda, RJ (1994). Foi premiado em: Duque de Caxias, RJ (1990, 1991); Rio de Janeiro (1990, 1993, 1994). JULIO LOUSADA VOL. 8 PÁG.149; VOL. 9, PÁG. 149; www.artprice.com; www.jokerartgallery.com.



283 - RENZO GORI (1911 - 1999)

Rua árabe - óleo sobre tela - 70 x 50 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor de estilo, participou de diversos Salões Nacionais, com premiações; muito apreciado por colecionadores de cenas árabes. TEODORO BRAGA, pág. 110; MEC, vol. 2, pág. 278; JULIO LOUZADA, vol. 9, pág. 390; Acervo FIEO.



284 - CARLOS GEYER (1912 - XX)

Pão de Açúcar - aquarela - 29 x 23 cm - canto inferior esquerdo - 1936 - Rio de Janeiro -

Pintor e gravador radicado no Rio de Janeiro. JULIO LOUZADA vol.11, pág.127



285 - JOSÉ GUERRA (1941)

Nu - múltiplo em bronze - 15/15 - 23 x 13 x 9 cm - assinado -

Pintor e escultor, desenvolveu seus estudos de escultura na Escola de Artes Plásticas de Madrid. Também estudou escultura e pintura na Real Escola de São Fernando e na Real Academia de Madrid. Completou seus estudos com o escultor BENJULLE, obtendo o primeiro prêmio de escultura em 1955 na Escola de Artes Plásticas de Madrid e o primeiro prêmio em 1956 da Real Escola de São Fernando também em Madrid. Participou de diversas exposições na Alemanha, França, Espanha, Inglaterra, Estados Unidos, Venezuela e Brasil. JULIO LOUZADA, vol. 6, pág. 473.



286 - CATIA ROLDÃO MORAIS (1981)

"Time is Money" - óleo sobre madeira - 120 x 80 cm - não assinado -

Pintora nascida no Porto, Portugal, onde vive e trabalha. Cursou a Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, pós-graduação em Criação Artística Contemporânea, na Universidade de Aveiro e recebeu bolsa do programa Sócrates/Erasmus da Faculdade de Belas Ares da Universidade de Barcelona, Espanha. Em 2006 fez parte do projeto da Galeria Favo em São Paulo, Brasil, trabalhando com o artista Ricardo Ramalho. Realizou também diversas exposições em espaços oficiais portugueses. ofiodeariana.tumblr.com.



287 - MARIA LEONTINA (1917 - 1984)

Formas - pastel - 23 x 26 cm - centro inferior -

Pintora, gravadora e desenhista. Maria Leontina Mendes Franco da Costa nasceu em São Paulo, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. Iniciou estudos de desenho com Antônio Covello, em São Paulo (1938), e na primeira metade da década de 1940 estudou pintura com Waldemar da Costa. Em 1946, no Rio de Janeiro, frequentou o ateliê de Bruno Giorgi e fez curso de museologia no Museu Histórico Nacional, entre 1946 e 1948. Em 1947, participou da exposição ‘19 Pintores’, na Galeria Prestes Maia, em São Paulo, ao lado de Lothar Charoux, Marcelo Grassmann, Aldemir Martins, Luiz Sacilotto e Flavio-Shiró. Em 1951, foi convidada pelo psiquiatra e crítico de arte Osório César para orientar o setor de artes plásticas do Hospital Psiquiátrico do Juqueri. No mesmo ano, organizou uma mostra dos internos no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Em 1952, com bolsa de estudo do governo francês, viajou para a Europa, acompanhada pelo marido, o pintor Milton Dacosta. Em Paris, entre 1952 e 1954, frequentou o ateliê de gravura de Johnny Friedlaender. Na década de 1960, realizou painel de azulejos para o Edifício Copan e vitrais para a Igreja Episcopal Brasileira da Santíssima Trindade, ambos em São Paulo. Realizou exposições individuais e participou de inúmeras mostras, Salões oficiais e Bienais como a Bienal de Veneza (1950, 1952, 1956). Foi premiada no Rio de Janeiro (1944, 1950, 1955, 1957, 1980); em São Paulo (1944; 1947; 1951; 1954; 1958; 1960; 1980; 1955, 1959, 1965 - Bienais Internacionais; 1969, 1970 - Panoramas da Arte Atual Brasileira; 1975 - prêmio pintura da Associação Paulista de Críticos de Artes - APCA); Brasília, DF (1980); Curitiba, PR (1980; Porto Alegre, RS (1980); Nova York (1960 - Fundação Guggenheim). ITAU CULTURAL; MEC, VOL. 2, PÁG. 471; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 309; PONTUAL, PÁG. 338; ARTE NO BRASIL, PÁG. 772; LEONOR AMARANTE, PÁG. 25; WALTER ZANINI, PÁG. 645; JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 572.



288 - RITA RABELO (1926)

Natureza morta - óleo sobre eucatex - 30 x 40 cm - canto inferior direito - 1994 -

Nasceu em São Paulo, Capital, em 25 de outubro de 1926. Teve algumas aulas de desenho com Bonadei (1961). Participa de coletiva na Sociarte (1987), com grande aceitação. JULIO LOUZADA vol.11, pág. 258.



289 - INOS CORRADIN (1929)

Moça - óleo sobre tela - 69 x 49 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor, desenhista, gravador, escultor e cenógrafo, nascido em Vogogna, Itália. Por volta de 1932 mudou-se com a família para Castelbaldo - Padova, onde, em 1945, estudou pintura com professor Tardivello. Em 1947 colaborou com o pintor Pendin na execução de um mural referente aos mártires da resistência italiana em Castelbaldo. Veio, em 1950, para Jundiaí e São Paulo onde fez parte do núcleo artístico Cooperativa em São Paulo, dirigido pelo pintor argentino Oswaldo Gil Navarro. Executou cenários para o Ballet do IV Centenário de São Paulo, em 1954. Em 1979 foi contratado para pintar um cenário para o Teatro de Rovigo, Itália. Realizou diversas exposições individuais, participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais pelo Brasil e pelo mundo. Foi premiado em Paris (1975) e em Ferrara, Itália (1976). JULIO LOUZADA, VOL. 11, PÁG. 152; PONTUAL, PÁG. 143; MEC, VOL. 1, PÁG. 448; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 215; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; inoscorradin.com.br.



290 - ANGEL CESTAC (1948)

"Niña con flauta" - óleo sobre tela - 70 x 90 cm - canto inferior direito e dorso - 1998 -

Argentino da cidade de Azul, Província de Buenos Aires, onde nasceu a 4 de agôsto de 1948. Começou a estudar na ENBA Rogério Irurtina, na sua cidade natal. A partir de 1969 estuda na ENBA de Buenos Aires, recebendo o certificado de Mestre Nacional de Artes Plásticas e Professor Nacional de Pintura. Ativo em São Paulo, SP, onde reside e expõe individualmente a partir de 1980, e coletivamente desde 1979. JULIO LOUZADA, vol. 5, PÁG. 233



291 - ALFREDO VOLPI (1896 - 1988)

Triângulos - serigrafia - 24 x 14 cm - canto inferior direito -
Esta obra foi executada para a abertura do primeiro Anuário das vendas em leilão da Bolsa de Arte do Rio de Janeiro em 1972. -

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.



292 - WILLIAM I SHAYER (1788 - 1879)

Diligência - óleo sobre tela colada em madeira - 19 x 25 cm - canto inferior esquerdo - 1840 -
No estado. -

Pintor e desenhista da Escola Inglesa nascido em Southampton e falecido em Shirley. Tornou-se membro da Sociedade dos Artistas Britânicos em 1862. Participou das exposições dessa Sociedade (1825 a 1870), da Academia Real e da Instituição Britânica. BENEZIT VOL. 9, PÁG. 562; www.artprice.co; www.arcadja.com.



293 - LUCI CALENDA (1933 - 1974)

"Costa Rica" - óleo sobre tela - 49 x 41 cm - canto inferior direito e dorso - 31/12/1965 - S. José -

Pintora e desenhista, Luci Calenda Di Tavani nasceu no Rio de Janeiro e faleceu em São Paulo. Autodidata, morou em diversos países da Europa entre 1961 e 1971. Exposições individuais em: São Paulo (1957); Buenos Aires, Argentina (1959); Paris, França (1962); Livorno e Roma, Itália (1963); Rio de janeiro (1964, 1965, 1974); Londres, Inglaterra (1971). Exposições coletivas: Rio de Janeiro (1955 a 1964 - Salão Nacional de Arte Moderna); Paris (1963); Palermo, Itália (1964). Recebeu o prêmio Formiplac em 1961. ITAUCULTURAL; JULIO LOUSADA VOL.5, PÁG. 180; PONTUAL PÁG. 99; MEC VOL. 1, PÁG. 326; brasilartesenciclopedias.com.br.



294 - VINCENZO CENCIN (1925 - 2010)

Pescadores - óleo sobre eucatex - 17 x 17 cm - canto inferior direito -

Natural de Veneza, Itália, desde pequeno sente a feição mágica e iluminada de sua cidade natal e o mar que a rodeia. Após a II Grande Guerra vem para o Brasil, onde fixa a sua residência. Em 1981 inaugura a Galeria Velha Europa, em São Paulo. Sobre a sua obra, assim se manifestou o crítico José Roberto TEIXEIRA LEITE: "... para esse homem chegado já maduro às artes, depois de longa carreira em campo diametralmente oposto, o que importa é lançar, sobre o espaço da tela, reminicências do homem mediterrâneo..." JULIO LOUZADA, vol.11, pág. 69; ITAU CULTURAL.



295 - REINALDO MANZKE (1906 - 1980)

Choupanas - guache - 19 x 27 cm - canto inferior direito -

Pintor, nascido em falecido em Blumenau, SC. Participou regularmente do Salão Paulista de Belas Artes, recebendo premiações diversas. JULIO LOUZADA, vol 9, pág, 529. MEC, VOL, 3,pág, 65. PONTUAL,pág,335; TEODORO BRAGA; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



296 - JOAQUIM TORRES GARCIA (1874 - 1949)

Composição - litografia - 30 x 23 cm - canto inferior esquerdo - 1959 -
Tiragem póstuma. -

Pintor e teórico de arte. Nasceu e faleceu em Montevidéu, Uruguai. Assinava J. Torres-Garcia. Passou grande parte de sua vida na Espanha, para onde se mudou em 1891. Lá estuda pintura e desenho com Vindarelli, além de freqüentar a Academia Baixos e a Escola de Belas Artes de Barcelona. De 1903 a 1907 trabalha com o arquiteto espanhol Antonio Gaudí. Em 1920 começa um período que o levará a Nova York, Itália e Paris, onde se estabelece em 1928. Relaciona-se com os principais expoentes da vanguarda e junto a Seuphort e outros artistas abstratos, cria o grupo e a revista “Cercle et Carré”. Elabora seu sistema estético-filosófico, o Universalismo Construtivo. Em 1934 regressa ao Uruguai com o ideal de impulsionar uma arte própria e inédita para o continente americano. Realizou muitas conferências sobre arte e estética e, em 1942, criou o Ateliê Torres-Garcia: um ateliê de trabalho e ensino coletivo. Assim formou-se a “A Escola do Sul”, uma escola pictórica uruguaia e americana com identidade própria que permanece como um dos mais consistentes movimentos artísticos do século XX. Há um Museu Torres-Garcia em Montevidéu. BENEZIT, VOL. 10, PÁG.236; DICIONÁRIO OXFORD; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.13, PÁG. 336; www.torresgarcia.org.uy; www.artcyclopedia.com.



297 - TÚLIO MUGNAINI (1895 - 1975)

"Velha rua" - óleo sobre tela - 61 x 46 cm - canto inferior esquerdo - 1927 - Santropez, França -

Pintor, Mugnaini realizou sua formação artística na Itália e na França. No SPBA conquistou as pequenas medalhas de prata (1933) e de ouro (1943), o segundo prêmio Fernando Costa (1943), o primeiro prêmio Governo do Estado (1957) e os prêmios Assembléia Legislativa do Estado (1960) e Prefeitura de São Paulo (1961). Recebeu ainda medalha de prata no SNBA de 1936. Pintor de paisagens, figuras e naturezas-mortas, coube-lhe realizar os trabalhos decorativos da Basílica de Nossa Senhora do Carmo-SP. De 1945 a 1965, ocupou a diretoria da Pinacoteca do Estado SP, onde se encontra sua tela "Outono", que exibiu no Salão de Paris de 1934. Recebeu consagradoras premiações nos salões nacionais. PONTUAL, pág. 375; TEODORO BRAGA, pág. 165; MEC, vol. 3, pág. 226; REIS JUNIOR, pág. 376; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 615, Acervo FIEO; ITAUCULTURAL, RUTH TARASANTCHI.



298 - MANOEL SANTIAGO (1897 - 1987)

Banhistas - óleo sobre eucatex - 27 x 18 cm - canto inferior esquerdo e dorso -

Manoel Colafante Caledônio de Assumpção Santiago nasceu em Manaus, AM e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, desenhista e professor. Mudou-se para Belém em 1903 e iniciou estudos de pintura. Desde 1916 já praticava a arte não figurativa. Em 1919 transferiu-se para o Rio de Janeiro, cursou Direito e frequentou a Escola Nacional de Belas Artes, onde foi aluno de Rodolfo Chambelland e Baptista da Costa. Na época, teve aulas particulares com Eliseu Visconti. Foi casado com a pintora Haydeá Santiago. Participou em 1927 do Salão Nacional de Belas Artes e recebeu o prêmio viagem ao exterior, entre vários outros. Foi para Paris no ano seguinte, e lá permaneceu por cinco anos. De volta ao Rio de Janeiro, em 1932, tornou-se professor do Instituto de Belas Artes. Em 1934, passou a lecionar pintura e desenho no Núcleo Bernardelli, figurando entre seus alunos José Pancetti, Edson Motta, Bustamante Sá, Ado Malagoli, Rescála e Milton Dacosta. Participou da I Bienal Internacional de São Paulo (1951) e do 8º Panorama da Arte Brasileira (1976). PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, VOL. 1, PÁG. 241; TEODORO BRAGA, PÁG. 211; CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO DE PAISAGEM BRASILEIRA, MEC-MNBA /RIO/1944; MAYER/84, PÁG. 1158; REIS JR, PÁG. 378; PONTUAL, PÁG. 473; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 292; ITAÚ CULTURAL, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 865; ACERVO FIEO.



299 - EDGARD OEHLMEYER (1909 - 1967)

"Paraty" - desenho a nanquim - 14 x 21 cm - canto inferior direito - Abril de 1966 -

Nasceu em Rio Claro, no dia 31 de maio e falecido em 4 de outubro de 1967. Nessa cidade cursou na Escola Profissional a seção de pintura com o prof. Carlos Hadler. Discípulo de Rocco, foi destacado paisagista e pintor de naturezas-mortas, tendo obtido diversas premiações nos SNBA e SPBA. TEODORO BRAGA, pág. 175; MEC. Vol.3, pág. 291; MAYER/1984, pag. 1070; TEIXEIRA LEITE, pág. 362; PONTUAL, pág. 389; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



300 - AGOSTINHO BATISTA DE FREITAS (1927 - 1997)

Colheita - óleo sobre tela - 80 x 120 cm - canto inferior esquerdo - 1992 -

Começou a pintar no início da década de 1950 (e ele próprio relatou que vendia seus trabalhos na Praça do Correio da capital paulista) sendo logo descoberto por Pietro Maria Bardi que organizou uma exposição de seus trabalhos no Museu de Arte de São Paulo, em 1952, mais tarde apresentados também, no Museu de Arte Moderna de São Paulo e da Bahia e no Museu de Arte Contemporânea de Campinas. Participou da XXXIII Bienal de Veneza (1966). MEC, vol. 2, pág. 210; PONTUAL, pág. 225; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 323; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 208; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 214; ITAÚ CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 832; Acervo FIEO.



301 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Gato azul e vaso com flores" - acrílico sobre tela - 46 x 55 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2001 -
Com certificado de autenticidade, firmado pelo autor em 21 de Novembro de 2001. -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



302 - LIVROS


1)"MESTRES DA PINTURA: PICASSO". VICTOR CIVITA (EDITOR). SÃO PAULO: ABRIL, 1977.
2)"UM DIA COM PICASSO: 29 FOTOGRAFIAS DE JEAN COCTEAU". BILLY KLÜVER. TRADUÇÃO SONIA COUTINHO. RIO DE JANEIRO: JOSÉ OLYMPIO, 2003.
3)"PICASSO: THE EARLY YEARS, 1892 - 1906". MARILYN MCCULLY (EDIT.). CATÁLOGO DE EXPOSIÇÃO. WASHINGTON: NATIONAL GALLERY OF ART, 1997.
4)"GUERNICA - LEGADO PICASSO". TEXTOS: J. MIRÓ, J. RENAU, J. L. SERT, J. TUSELL E H. CHIPP. MADRID: MUSEU DEL PRADO, 1981.
5)"PICASSO: LINE DRAWINGS AND PRINTS". NEW YORK: DOVER, 1981.
6)"PABLO PICASSO: THE ARTIST BEFORE NATURE". MARILYN MCCULLY (ORG.). CATÁLOGO DE EXPOSIÇÃO. NEW ZEALAND: AUCKLAND CITY ART GALLERY, 1989.
7)"PICASSO: EDIÇÃO DO CENTENÁRIO". JOSEP PALAU I FABRE. BARCELONA: POLÍGRAFA, 1981.




303 - MENASE WAIDERGORN (1927)

Dom Quixote e Sancho Pança - óleo sobre tela - 20 x 30 cm - canto inferior direito -

Romeno da cidade de Hotin, Waidergorn veio para o Brasil em 1932, onde seus pais fixaram residência em São Paulo. Ingressou na APBA, onde conheceu Mecatti, que muito o estimulou e orientou, dele assimilando a luminosidade da pintura peninsular muito a gosto do ottocento italiano. Sua pintura aborda todos os gêneros, baseadas tanto nas recordações da infância pobre como nas lembranças das viagens que fez ao norte da Africa e Europa. Participou de diversos salões e coletivas, recebendo diversas premiações JULIO LOUZADA vol.11, pág. 330; Acervo FIEO.



304 - ANTONIO BANDEIRA (1922 - 1967)

Composição - técnica mista sobre cartão - 24 x 34 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, nascido em Fortaleza, CE e falecido em Paris, onde viveu a maior parte de sua vida. É um dos pioneiros da arte abstrata no Brasil. Iniciou-se na pintura como autodidata. Em 1941, em Fortaleza, participou, ao lado de Mário Baratta, entre outros, da criação do Centro Cultural de Belas Artes depois, Sociedade Cearense de Artes Plásticas. Em 1945, transferiu-se para o Rio de Janeiro e, no ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual. Contemplado pelo governo francês com bolsa de estudos, permaneceu em Paris de 1946 a 1950 onde frequentou a Escola Nacional Superior de Belas Artes e a ‘Académie de la Grande Chaumière’. Entre 1947 e 1948 participou do ‘Salon d'Automne’ e do ‘Salon d'Art Libre’. Tomou parte em reuniões de artistas e formou o Grupo Banbryols (ban de Bandeira; bry de Camille Bryen; e ols de Wols), que durou de 1949 a 1951. Voltou ao Brasil em 1951 e apresentou-se na 1ª Bienal Internacional de São Paulo. Em 1952, criou um mural para o Instituto dos Arquitetos do Brasil, em São Paulo. Retornou a Paris em 1954 em razão do Prêmio Fiat, obtido na 2ª Bienal Internacional de São Paulo, mas não deixou de expor no Brasil. Permaneceu na Europa até 1959, passando pela Inglaterra e Bélgica, onde, em 1958, realizou um painel para o ‘Palais des Beaux-Arts’. Ao retornar ao Brasil teve uma atividade artística intensa, participou de importantes exposições, em paralelo a mostras em Paris, Munique, Verona, Londres e Nova York. Voltou a Paris em 1965, onde permaneceu até sua morte. BENEZIT, VOL.1, PÁG.415; MEYER/87, PÁG.606; MEC, VOL.1, PÁGS.159,160 E 167; PONTUAL, PÁGS. 48 E 49; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁGS. 71 A 74; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 52 A 54; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; ARTE NO BRASIL, PÁG. 599; LEONOR AMARANTE, PÁG. 34; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 86; ACERVO FIEO; web.artprice.com; pitoresco.com; pinturabrasileira.com.



305 - DARIO MECATTI (1909 - 1976)

Feira - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior direito -

Pintor e desenhista nascido em Florença, Itália e falecido em São Paulo, SP. Na Itália recebeu orientação artística de Camillo Innocenti, trabalhou em um banco e pintou cartazes para a sala de cinema de seu primo. Em 1933, mudou-se para a África, onde permaneceu por aproximadamente sete anos viajando pelo norte do continente. Neste período conheceu a Líbia, Ilha de Malta, Tunísia, Turquia, Argélia, Marrocos, além de Portugal e Espanha. Durante a viagem retratou cenas destes países e realizou algumas exposições com o pintor florentino Renzo Gori, com quem residiu por pouco tempo em Paris. Em 1939, conheceu a Ilha de São Miguel, nos Açores e lá encontrou Maria da Paz com quem posteriormente se casou. No ano de 1940, mudou-se para o Brasil, passou pouco tempo no Rio de Janeiro e depois um período em Minas Gerais, onde visitou as cidades de Belo Horizonte, Juiz de Fora e Ouro Preto. Mudou-se no final do ano para São Paulo, onde entre 1941 e 1945, trabalhou na Galeria Fiorentina, na Rua Barão de Itapetininga, de propriedade de Malho Benedetti. Em 1945 conheceu Nicolino Bianco que passou a adquirir os quadros do artista para serem expostos na Loja de Móveis Paschoal Bianco. Apresentou-o para clientes e amigos que passaram a encomendar retratos. Neste período entrou em contato com Ezio Barbini, dono da Galeria Internacional que vendeu regularmente suas obras, além de apresenta-lo a um grupo de jovens artistas a quem orientou. Em 1946 construiu na Rua Feliciano Maia a sua casa estúdio, onde realizou exposições individuais anuais, sendo a última no ano de 1976, data de seu falecimento. TEODORO BRAGA, PÁG. 161/2; MEC, VOL. 3, PÁG. 109; PONTUAL, PÁG. 352; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 72; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 320; ITAÚ CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 611; ACERVO FIEO.



306 - J. CARLOS (1884 - 1950)

Composição - desenho a nanquim - 25 x 15 cm - canto inferior direito -

Nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, desenhista, ilustrador e caricaturista. Realizou mais de cem mil desenhos, não se conhecendo um único ruim. Observador arguto, retratou com maestria e humor o cotidiano de sua cidade natal, da qual, consta, ausentou-se por duas únicas ocasiões. JULIO LOUZADA vol. 10, pág. 181; CARICATURISTAS BRASILEIROS, de Pedro Corrêa do Lago, pág. 74; WALTER ZANINI, pág. 448; ARTE NO BRASIL, pág. 646.



307 - OSCAR NIEMEYER (1907 - 2012)

Estudos para o Palácio da Alvorada - desenho a lápis - 60 x 85 cm - canto inferior esquerdo - 1979 -

Oscar Niemeyer Soares Filho nasceu no Rio de Janeiro. Arquiteto, gravador e urbanista. Forma-se em arquitetura pela Escola Nacional de Belas Artes - ENBA, Rio de Janeiro, em 1934. Nesse ano, passa a freqüentar o escritório do arquiteto e urbanista Lucio Costa. Em 1936, integra a comissão criada para definir os planos da sede do Ministério da Educação e Saúde, no Rio de Janeiro, com a supervisão do arquiteto suíço Le Corbusier, a quem assiste como desenhista. Entre 1940 e 1944 projeta o conjunto arquitetônico da Pampulha, Belo Horizonte - MG, que se configura como um marco de sua obra, pois rompe com os conceitos rigorosos do funcionalismo e utiliza uma linguagem de formas novas, de superfícies curvas, explorando as possibilidades plásticas do concreto armado. Em 1947, é convidado pela Organização das Nações Unidas - ONU a participar da comissão de arquitetos encarregada de definir os planos de sua futura sede em Nova York. Seu projeto, associado ao de Le Corbusier, é escolhido como base do plano definitivo. No Rio de Janeiro, em 1955, funda a revista ‘Módulo’ e no ano seguinte começa a colaborar na construção da nova capital do Brasil, Brasília, cujo plano urbanístico é confiado a Lucio Costa. Participou da I e II Bienal Internacional de São Paulo. Em 1965 é realizada uma retrospectiva sua no Museu do Louvre, Paris, a primeira dedicada a um arquiteto. Projetou inúmeras obras pelo mundo e recebeu vários prêmios. O Parque Ibirapuera (1951), São Paulo, também foi um dos seus grandes projetos. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.5, PÁG.744; VOL.6, PÁG.785; MEC, VOL.3, PÁG. 263; DICIONÁRIO OXFORD; www.niemeyer.org.br.



308 - MARCELO SOLÁ (1971)

"Tudo deve ser gravado" - desenho a crayon - 15 x 22 cm - dorso - 1998 -

Artista plástico, autodidata, nascido em Goiânia. Vive e trabalha em Goiânia. Realizou exposições individuais, entre outras, em: São Paulo (1997, 1999); Rio de Janeiro (1997, 2006); Goiânia, GO (1999); Belo Horizonte, MG (2004); Brasília, DF (2005). Destacam-se, entre as numerosas coletivas de que tem participado, as realizadas em: São Paulo (1999 - Panorama da Arte Brasileira Contemporânea sobre Papel, MAM-SP; 2002 - XXV Bienal de São Paulo; 2006); Rio de Janeiro (1998, 2004, 2005); Nova York (2001). Em 2008 conquistou o Prêmio Brasília de Artes Visuais, do Museu de Arte de Brasília, Brasília/DF e, em 2009, realizou residência artística na Fundação Iberê Camargo, em Porto Alegre. ITAU CULTURAL; marcelosola.wordpress.com; www.pipa.org.br; www.cultura.rj.gov.br; www.referenciagaleria.com.br; www.epocagaleria.com.br.



309 - ÉLVIO BECHERONI (1934 - 2000)

Pássaro - múltiplo em bronze - 16/200 - 19 x 27 x 4 cm - assinado -

Escultor e pintor natural de Florença, Itália, onde nasceu a 23/2/1934, e falecido em São Paulo-SP, onde residia e foi ativo. Iniciou suas atividades em 1962, participando no decorrer de sua carreira de diversas e importantes exposições nacionais e internacionais, tais como o Prêmio Juan Miró, em Barcelona, Espanha. Artista que alcançou renome internacional, constando inclusive de catálogo internacional de arte. JULIO LOUZADA, vol. 13, pág. 32



310 - ALFREDO VOLPI (1896 - 1988)

Paisagem - óleo sobre madeira - 20 x 15 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.



311 - ARMANDO VIANNA (1897 - 1988)

No jardim - óleo sobre tela - 33 x 41 cm - canto inferior direito e dorso - 1986 -

Este grande pintor carioca foi discípulo de Rodolfo Chambelland e Rodolfo Amoedo na antiga Escola Nacional de Belas Artes e de Eurico Alves e Stefano Cavalaro, no Liceu de Arte e Ofícios do Rio de Janeiro. É ainda hoje, considerado um dos maiores aquarelistas brasileiros. Realizou exposições individuais e em todas as principais capitais brasileiras. MEC vol.4, pág.470; JULIO LOUZADA vol.3, pág.186. PONTUAL pág. 538; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



312 - TARSILA DO AMARAL (1890 - 1973)

"Crianças no vilarejo" - gravura - P.A. - 27 x 20 cm - canto inferior direito -
Esta gravura consta no catálogo Raisonné de Tarsila do Amaral. -

Pintora e desenhista, Tarsila do Amaral nasceu em Capivari, SP e faleceu em São Paulo. Estudou escultura com William Zadig e com Mantovani, em 1916, na capital paulista. No ano seguinte teve aulas de pintura e desenho com Pedro Alexandrino, onde conheceu Anita Malfatti. Ambas tiveram aulas com o pintor Georg Elpons. Em 1920 viajou para Paris e estudou na ‘Académie Julian’ e com Émile Renard. Ao retornar ao Brasil formou em 1922, em São Paulo, o Grupo dos Cinco, com Anita Malfatti, Mário de Andrade, Menotti del Picchia e Oswald de Andrade. Em 1923, novamente em Paris, frequentou o ateliê de André Lhote, Albert Gleizes e Fernand Léger. Foi a criadora de duas das principais tendências ou movimentos de nossa arte nacionalista: o Pau Brasil e o Antropofagia. A convite da Comissão do IV Centenário de São Paulo fez, em 1954, o painel ‘Procissão do Santíssimo’ e, em 1956, entregou ‘O Batizado de Macunaíma’, sobre a obra de Mário de Andrade, para a Livraria Martins Editora. A retrospectiva Tarsila: 50 Anos de Pintura, organizada pela crítica de arte Aracy Amaral e apresentada no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo , em 1969, ajudou a consolidar a importância da artista. TEODORO BRAGA, PÁG. 220; REIS JR., PÁG.388; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 365; MEC, VOL. 4, PÁG. 370; PONTUAL, PÁG. 511; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 492; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 389; ARTE NO BRASIL, PÁG. 577; LEONOR AMARANTE, PÁG. 24; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 958.



313 - IVAN SERPA (1923 - 1973)

Figuras - desenho a nanquim e aquarela - 26 x 32 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e professor, Ivan Ferreira Serpa nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Estudou gravura e desenho com Axel Leskoschek (entre 1946 e 1948) no Rio de Janeiro. Em 1949, ministrou suas primeiras aulas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, onde, a partir de 1952, exerceu sistemática atividade didática, em especial no ensino infantil. Foi um dos precursores do concretismo no Brasil, criando ao lado de Aluisio Carvão, Lígia Clark, Hélio Oiticica e outros o Grupo Frente, que se manteve ativo de 1954 a 1956, inclusive com exposições no Rio de Janeiro. Participou da Divisão Moderna do SNBA (1947-1951). Em 1957, recebeu o prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna, RJ. Participou da exposição ’Opinião 65’, evento que marca a difusão de uma nova arte de tendência figurativa, a neofiguração. Em 1970, fundou, com Bruno Tausz, o Centro de Pesquisa de Arte no Rio de Janeiro. Participou da Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1961, 1963, 1965) e da Bienal de Veneza (1952, 1954, 1962, 1966). PONTUAL, PÁG 486; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 605; ARTE NO BRASIL, PÁG. 840; LEONOR AMARANTE, PÁG. 26; MEC VOL. 4, PÁG. 221; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 899.



314 - ANTONIO MAIA (1928 - 2008)

"Primavera II" - acrílico sobre tela - 50 x 36 cm - centro inferior e dorso - 1998 - Rio de Janeiro -

Natural de Carmópolis, SE. Pintor e desenhista. Radicado no Rio de Janeiro desde 1955. Em 1959 fez suas primeiras apresentações em coletivas. Estreou no SNAM, obtendo o prêmio de viagem ao exterior (1969). Pertencente àquele grupo de artistas que organizam seu trabalho em torno de valores culturais vindos da expressão popular, o artista assumiu como um dos temas de sua pintura a imagem do ex-voto., escultura religiosa de caráter popular e votivo. O ex-voto representa, para o artista, um ponto de partida na realização de uma paisagem brasileira sem conotações urbanas. É uma pintura em que o mundo dos homens é construído pelos homens e por suas criações. O artista empresta às figuras com que trabalha, os ex-votos, conotações de análise ideológica, e o faz sem palavras, apenas pela força da presença visual. Figurou em diversas coletivas nacionais e internacionais, conquistando prestigio de critica e público. MEC vol.3, pág.42; PONTUAL, pág. 330 e 331; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 697; Acervo FIEO.



315 - FRANCISCO STOCKINGER (1919 - 2009)

Guerreiro - múltiplo em bronze - 18 x 8 x 4 cm - base -

Natural de Traum, Áustria, Xico Stockinger, como é conhecido, foi aluno de Bruno Giorgi e desde 1954, radicado em Porto Alegre, á um escultor da figura humana e do animal. Também é excelente desenhista e gravador. Começou a expor na década de 40, no Rio de Janeiro, recebendo premiações. Desempenhou importante papel no desenvolvimento das artes plástica gaúcha. Tem seu nome firmado no cenário nacional e internacional, como escultor expressivo e original. JULIO LOUZADA, vol.11, pág.311; PONTUAL, pág.506; MEC., vol.4, pág.342/3.; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 720; ARTE NO BRASIL, pág. 868; LEONOR AMARANTE, pág. 136.



316 - ALBERT BARTHOLOMÉ (1848 - 1928)

Camponeses - óleo sobre tela - 56 x 40 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor e escultor francês nascido em Thiverval e falecido em Paris. Estudou pintura e foi aluno de Barth; de Menn, em Genebra e de Gérôme, em Paris. Expôs nos Salões franceses de 1879 a 1886. A partir dessa época voltou-se para a escultura, sem professor e com o incentivo de seu amigo Degas, a fim de preparar um monumento em homenagem à sua esposa que havia falecido. Suas obras lhe deram um lugar importante na história do desenvolvimento da estatuária moderna. O "Monumento aos Mortos" no cemitério ‘Père-Lachaise’ em Paris é considerado sua obra-prima. Foi membro (1892), vice-presidente (1914), presidente (1921 a 1924) e presidente de honra (1928) da Sociedade Nacional de Belas Artes. Recebeu o Grande Prêmio de Escultura na Exposição Universal em 1900. Foi correspondente das Academias da Inglaterra, Escócia, Espanha e Bélgica. Os museus de Paris, Roma, Viena, Budapeste, Copenhague, Edimburgo, Bruxelas, Marselha, Toulouse, Reims e Pau possuem obras suas. BENEZIT VOL. 1, PÁG. 474; global.britannica.com; www.artprice.com.



317 - JOSÉ ANTONIO DA SILVA (1909 - 1996)

Ritual - desenho a nanquim e aquarela - 24 x 30 cm - canto inferior direito - 1970 -
Com dedicatória. -

Pintor, desenhista, escritor, escultor, repentista nascido em Sales de Oliveira, SP e falecido em São Paulo. Trabalhador rural, de pouca formação escolar, foi autodidata. Em 1931, mudou-se para São José do Rio Preto, SP. Participou da exposição de inauguração da Casa de Cultura da cidade (1946), quando suas pinturas chamaram atenção dos críticos Lourival Gomes Machado, Paulo Mendes de Almeida e do filósofo João Cruz e Costa. Dois anos depois, realizou mostra individual na Galeria Domus, SP. Nessa ocasião Pietro Maria Bardi, diretor do MASP, adquiriu seus quadros e depositou parte deles no acervo do museu. O MAM, SP editou seu primeiro livro, ‘Romance de Minha Vida’ (1949). Na 1ª Bienal Internacional de São Paulo (1951), recebeu prêmio aquisição do ‘Museum of Modern Art’ (MoMA) de Nova York. Em 1966, o artista criou o Museu Municipal de Arte Contemporânea de São José do Rio Preto e gravou dois LPs, ambos chamados ‘Registro do Folclore Mais Autêntico do Brasil’, com composições de sua autoria. No mesmo ano, ganhou Sala Especial na 33ª Bienal de Veneza. Publicou ainda os livros ‘Maria Clara’ (1970), ‘Alice’ (1972); ‘Sou Pintor, Sou Poeta’ (1982); e ‘Fazenda da Boa Esperança’ (1987). Transferiu-se de São José do Rio Preto para São Paulo, em 1973. Em 1980, foi fundado o Museu de Arte Primitivista José Antônio da Silva (MAP), em São José do Rio Preto, com obras do artista e peças do antigo Museu Municipal de Arte Contemporânea. Realizou inúmeras exposições individuais e participou de muitos certames oficiais pelo Brasil e exterior recebendo muitos prêmios. MEC, vol. 4, pág. 256; PONTUAL, pág. 493 e 494; TEIXEIRA LEITE, pág. 478; JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 958; ARTE NO BRASIL, vol. 2, pág. 958; BENEZIT, vol. 9, pág. 602; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 227; ITAU CULTURAL; LEONOR AMARANTE, pág. 171; Acervo FIEO.



318 - JOSÉ MARIA DE SOUZA (1935 - 1987)

"Ipitanga" - óleo sobre madeira - 38 x 46 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1982 - Bahia -

Baiano de Valença, Bahia. Diplomou-se na Escola de Belas Artes da Bahia, onde teve como prof. Mario Cravo em gravura e Juarez Paraíso, em desenho. Realizou várias individuais no Rio de Janeiro, cidade onde se fixou por algum tempo, retornando para a Bahia. Sua figuração é pessoal e o limite profundo de sua obra está povoado de algo cuja definição se coloca entre o humilde e o grotesco. Realizou individuais a partir de 1960 (entre elas: Galeria Bonino, RJ-1965 e 1967); e coletivas (SNAM-RJ 1959, 1962 e 1963, entre outras). JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 498; ITAÚ CULTURAL.



319 - DANIEL LIMA (1973)

Interior - fotografia - 95 x 142 cm -
Reproduzido em catálogo da exposição "Pintura versus fotografia" realizada no Paço das Artes em outubro de 2004. -

Pintor, desenhista e artista multimídia nascido em Natal, RN. Vive e trabalha em São Paulo. Realizou exposição individual em São Paulo (2003), participou de mostras coletivas em: Belo Horizonte, MG (2000); São Paulo (2002, 2008); Belém, PA (2010) e dos eventos: Vídeobrasil (2003 - São Paulo), Mostravídeo Itaú Cultural (2008 - Belo Horizonte e Rio de Janeiro). ITAU CULTURAL; www.canalcontemporaneo.art.br.



320 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Gato verde com lua" - acrílico sobre tela - 60 x 81 cm - canto inferior esquerdo - 2003 -
Com certificado de autenticidade firmado pelo autor, datado de 21 de julho de 2003. -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



321 - FERNANDO ODRIOZOLA (1921 - 1986)

Gato - técnica mista - 36 x 52 cm - canto inferior direito - 1980 -

Fernando Pascual Odriozola nasceu em Oviedo, Espanha e faleceu em São Paulo. Pintor, desenhista e gravador. Começou a pintar em 1936. Veio para o Brasil em 1953 e fixou residência em São Paulo. No ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual na Galeria Portinari. O Museu de Arte Moderna de São Paulo dedicou-lhe outra individual, em 1955. Na década de 1960, lecionou no Instituto de Arte Contemporânea da Fundação Armando Álvares Penteado e colaborou como ilustrador nos jornais O Estado de S. Paulo e Diário de S. Paulo, e na revista Habitat. Em 1964, integrou, com Wesley Duke Lee , Yo Yoshitome e Bin Kondo , o Grupo Austral, ligado ao movimento internacional Phases. Participou das 7ª, 8ª, 9ª, 12ª, 13ª, 14ª, 15ª e 18ª Bienais Internacionais de São Paulo onde foi premiado na 7ª, 8ª, e 14ª edição; da 7ª Bienal de Tóquio; dos 2º e 5º Panoramas da Arte Atual Brasileira, entre outras. No ano de seu falecimento, o Centro Cultural São Paulo (CCSP) realizou uma exposição retrospectiva póstuma em sua homenagem. JULIO LOUZADA VOL.11, PÁG. 231; MEC VOL.3, PÁG.291; PONTUAL PÁG. 389; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 737; ARTE NO BRASIL PÁG.907; LEONOR AMARANTE PÁG. 143; ACERVO FIEO.



322 - VIRGÍLIO DELLA MONICA (1889 - 1956)

Quintal - óleo sobre tela colada em madeira - 38 x 43 cm - canto inferior direito - 1946 -

Pintor ativo em São Paulo, onde participou do Salão Paulista de Belas Artes em 1940 e 1942. Pintou paisagens, naturezas mortas e figuras. THEODORO BRAGA; JULIO LOUZADA, vol. 5, pág. 302; ACERVO FIEO, pág. 280.



323 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

"Rue St. Augustin, Paris" - desenho a nanquim e aquarela - 29 x 40 cm - canto inferior esquerdo -



324 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Peixe colorido" - acrílico sobre tela - 46 x 55 cm - centro inferior e dorso - 2001 -
Com certificado de autenticidade, firmado pelo autor em 4 de Maio de 2001. -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



325 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XIX

Peixes - óleo sobre madeira - 47 x 61 cm - canto inferior direito - 1886 -
J. L. Ridart. -



326 - CLAUDIO TOZZI (1944)

Composição - serigrafia - 69/500 - 34 x 50 cm - canto inferior direito -

Pintor, arquiteto e gravador, Claudio José Tozzi nasceu em São Paulo. É mestre em arquitetura pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo. Realizou diversas exposições individuais. Participou, entre várias mostras e Salões oficiais, da Bienal Internacional de São Paulo em 1967, 1969, 1977, 1985, 1989, 1991; do Panorama da Arte Atual Brasileira em 1971, 1973, 1976, 1977, 1979, 1980, 1983; da Bienal de Veneza em 1976; da Bienal de Paris em 1980. Criou painéis para espaços públicos de São Paulo, como: ‘Zebra’, colocado na lateral de um prédio da Praça da República; na Estação Sé do Metrô, em 1979; na Estação Barra Funda do Metrô, em 1989; no edifício da Cultura Inglesa, em 1995 e, no Rio de Janeiro, na Estação Maracanã do Metrô Rio, em 1998. WALMIR AYALA VOL.2, PÁG.388; PONTUAL PÁG.525; TEIXEIRA LEITE PÁG. 512; ARTE NO BRASIL VOL.2, PÁG.1059; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 740; LEONOR AMARANTE PÁG. 170; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 992; www.eca.usp.br; www.pinacoteca.org.br.



327 - OSMAR DILLON (1930 - 2013)

"Gerar" - acrílico sobre tela - 89 x 114 cm - centro direito e dorso - 1970 -
Com carimbo do XIX Salão Nacional de Arte Moderna do Rio de Janeiro de 1970. -

Paraense de Belém, OSMAR Pacheco DILLON Filho formou-se em arquitetura no Rio de Janeiro. Dedicou-se inicialmente à pintura e à poesia, ambas caracterizadas por uma tendência ao surrealismo. Participou do movimento de arte neo-concreta, expondo no MEC-RJ e MAM-SP. Em sua terceira fase de suas atividades artísticas, passou a trabalhar com materiais fornecidos pela tecnologia contemporânea. TEIXEIRA LEITE, pág. 163; PONTUAL, pág. 178; ITAÚ CULTURAL.



328 - LOTHAR CHAROUX (1912 - 1987)

Linha - guache - 20 x 16 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor, desenhista e professor austríaco, natural de Viena. Assinava Charoux. Iniciou os estudos artísticos com seu tio, o escultor austríaco Siegfried Charoux. Transferiu-se para o Brasil em 1928, fixando residência em São Paulo. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios da cidade onde conheceu Valdemar da Costa, com ele fazendo aprendizado de pintura a partir de 1940. Posteriormente passa a lecionar desenho no Liceu de Artes e Ofícios e no SENAI. Em 1947, realizou sua primeira exposição individual, na Galeria Itapetininga. Em 1952, participou da fundação do Grupo Ruptura, ao lado de Waldemar Cordeiro, Geraldo de Barros, Anatol Wladyslaw e outros. Com Hermelindo Fiaminghi e Luiz Sacilotto , cria a Associação de Artes Visuais NT - Novas Tendências, em 1963. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras oficiais nacionais como a Bienal Internacional de São Paulo (I a IX, XII, XIII), Panorama da Arte Atual Brasileira (1º ao 3º, 6º, 9º, 11º, 12º) e no exterior. É homenageado com retrospectiva no Museu de Arte Moderna de São Paulo e no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro em 1974. Em 2005, é publicado o livro ‘Lothar Charoux: A Poética da Linha’, pela historiadora de arte Maria Alice Milliet. PONTUAL, PÁG. 131; MEC VOL. 1, PÁG. 433; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 254; VOL. 9, PÁG.207; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 645; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; ACERVO FIEO.



329 - DAVID AUGUSTO SOBRAL (1930)

"Amazonas" - óleo sobre tela - 80 x 90 cm - canto inferior esquerdo - 2000 -

David Augusto Sobral nasceu em 1930, quando seus pais viajavam para a Europa. Filho de um motorneiro da Light, ele foi registrado em Beira Alta, Portugal, onde viveu seus primeiros cinco anos, mudando para São Paulo, Brasil, sete anos depois. David contabiliza seu primeiro quadro aos 17 anos, no qual mostrava uma rua do bairro em que morava, a Penha. Autodidata, ele aperfeiçoou sua técnica com um artista local, conhecido como Alemão, aprimorando o estilo, que se concentrou na representação gráfica de frases e ditados populares. Figuras fantásticas e motivos folclóricos são encontrados em numerosas imagens. Animais que tocam instrumentos musicais com cores bem fortes, por exemplo, são uma constante, assim como imagens próximas ao surrealismo, em sua irreverência e capacidade ilimitada de subverter e surpreender. Domina o universo da sátira ao mostrar caçadores derrotados em sua tentativa de destruir a natureza, gordos que desejam ficar magros, baixos que desejam ser altos e feias que ambicionam a beleza a qualquer custo. FONTE: www.artcanal.com.br



330 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

"Retrato de mulher" - desenho a nanquim - 40 x 32 cm - canto inferior esquerdo - 1967 -
Com certificado de autenticidade n° 852 firmado por César Luiz Pires de Mello, proprietário da Cosme Velho Galeria de Arte - São Paulo, SP - no dorso. -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



331 - CHARLES LAPICQUE (1898 - 1988)

Figura - litografia - 53/125 - 62 x 43 cm - canto inferior direito -

Importantissimo pintor, escultor e gravador francês, natural de Theizé, e falecido em Orsay, em 15 de julho de1988. Como engenheiro desenvolveu sua paixão pelos desenhos geométricos e perspectivas. Incentivado por Jacques Lipchitz, ele decide em 1928 dedicar-se mais à pintura. Em 1937, Lapicque foi contratado para executar 5 paineis decorativos para o Palais de la Découverte em Paris. Despertou particular interesse no Cubismo. Junto com Jean Bazaine e Maurice Estève formaram um grupo distinto da Ecole de Paris. BENEZIT, vol 6 pág. 442/443



332 - MENASE WAIDERGORN (1927)

Favela - óleo sobre eucatex - 19 x 29 cm - canto inferior direito -

Romeno da cidade de Hotin, Waidergorn veio para o Brasil em 1932, onde seus pais fixaram residência em São Paulo. Ingressou na APBA, onde conheceu Mecatti, que muito o estimulou e orientou, dele assimilando a luminosidade da pintura peninsular muito a gosto do ottocento italiano. Sua pintura aborda todos os gêneros, baseadas tanto nas recordações da infância pobre como nas lembranças das viagens que fez ao norte da Africa e Europa. Participou de diversos salões e coletivas, recebendo diversas premiações JULIO LOUZADA vol.11, pág. 330; Acervo FIEO.



333 - FRANCISCO DA SILVA (1910 - 1985)

Galo - têmpera sobre tela - 63 x 43 cm - canto inferior esquerdo - 1977 -

Pintor e desenhista, Francisco Domingos da Silva nasceu em Alto Tejo, AC e faleceu em Fortaleza, CE. Filho de índio peruano com brasileira, ainda criança se fixou em Fortaleza, por volta de 1937, onde começou a desenhar a carvão e giz sobre muros e paredes de casebres de pescadores. Na década de 40, sob o incentivo do crítico e pintor suíço Jean Pierre Chabloz, iniciou-se na pintura a guache juntamente com Chabloz, Antônio Bandeira e Inimá de Paula. O mesmo Jean Pierre lança-o em Paris. Entre 1961 e 1963, trabalhou no recém-criado Museu de Arte da UFCE. Expôs individualmente no Brasil a partir de 1943 e em diversas mostras coletivas no Brasil e exterior, com premiações, destacando-se a recebida na XXXIII Bienal de Veneza (1966). JULIO LOUZADA, VOL. 1 PÁG. 909; ITAU CULTURAL; LEONOR AMARANTE; ARTE NO BRASIL, ACERVO FIEO; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 478.



334 - HENRIQUE BERNARDELLI (1858 - 1936)

Caça - óleo sobre madeira - 68 x 34 cm - canto inferior esquerdo -

Natural de Valparaíso, Chile, Henrique Bernardelli faleceu no Rio de Janeiro, cidade brasileira que adotou, inclusive a nacionalidade na década de 1870. Frequentou a Academia Imperial de Belas Artes, inclusive como aluno de Zeferino da Costa. Em 1878 viajou para a Itália, encontrando-se com o irmão, Rodolfo, escultor, que gozava merecido prêmio de viagem conquistado na Academia. Foi professor da ENBA-RJ. Os seus trabalhos inculcam um temperamento irriquieto, nervoso, sôfrego de impressões. A sua obra é original, vigorosa, cheia de calor e de ousadia. MEC, vol.1, pág.217/218; WALMIR AYALA, vol.1, pág.96/7; TEIXEIRA LEITE, pág.71, ARTE NO BRASIL, vol.1, pág.32; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 411; ARTE NO BRASIL, pág. 392; F. ACQUARONE.



335 - AUGUSTO JOSÉ MARQUES JÚNIOR (1887 - 1960)

Flores - óleo sobre tela - 40 x 32 cm - canto inferior direito -

Discípulo de Visconti, grande pintor e mestre de pintura, Marques Júnior foi, no lado de Cavalleiro, um dos renovadores da arte nacional, nos primeiros anos do século XX. REIS JR. , pág. 371; TEODORO BRAGA, pág. 159; PONTUAL, pág. 341.342; MEC, vol. 3, pág. 76; TEIXEIRA LEITE, pág. 315; Primores da Pintura no Brasil, pág. 277.



336 - EMIDIO DIAS CARVALHO (1925)

Natureza morta - óleo sobre tela - 60 x 70 cm - canto inferior esquerdo - 1983 -

Pintor nascido em Paços de Brandão, Portugal, em 4 de agôsto de 1925. Fixou residência em São Paulo, onde foi ativo, frequentando o atelier de Simeone, e convivendo e pintando com Volpi, Fukushima, Zanini, Zorlini, Carnelosso e outros. Expôs individualmente em 1959, 1977, 1978, 1982 e 1984, e coletivamente a partir de 1958, com sucesso de crítica e de público. Ganhou diversos prêmios, destacando-se a Medalha de Bronze (SPBA-SP em 1953), entre outras. JULIO LOUZADA, vol. 5, pág. 208 e 209, Acervo FIEO.



337 - SAMSON FLEXOR (1907 - 1971)

Composição - aquarela - 43 x 60 cm - canto inferior direito - 1963 -

Pintor nascido na Romênia, estudou em Paris, onde fez em 1927 sua primeira individual, radicando-se em 1946 em São Paulo, onde faleceu. Foi um dos pioneiros do abstracionismo no Brasil, tendo criado em 1948 o Atelier Abstração. Em 1968 sua obra foi objeto de importante retrospectiva no MAM-RJ. BENEZIT vol. 4, pág. 402; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 313/4; TEIXEIRA LEITE, pág. 198; PONTUAL, pág. 217/8; MEC, vol. 2, pág. 179 e 180; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 917; LEONOR AMARANTE, pág. 75; WALTER ZANINI, pág. 643, Acervo FIEO.



338 - DIONISIO DEL SANTO (1925 - 1999)

Composição - guache - 15 x 16 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e serigrafista, nasceu em Colatina-ES, e faleceu em Vitória, naquele mesmo Estado. Autodidata. Em 1975, recebe o Prêmio de Melhor Exposição de Gravura do Ano, da APCA. Participou da 9ª Bienal Internacional de São Paulo, 1967 (Prêmio Itamarati Aquisição) e do Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro, 1968 (Prêmio Isenção do Júri). JULIO LOUZADA vol.11, pág. 88; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 682; ARTE NO BRASIL, pág. 934.



339 - DOMINGOS VIEGAS DE TOLEDO PIZA (1887 - 1945)

Flores - óleo sobre tela - 55 x 60 cm - centro superior -

Pintor, estudou em Paris, voltando para o Brasil em 1933; dedicou-se à paisagem, com características expressionistas. ARTE NO BRASIL, vol. 2, pág. 1054; TEIXEIRA LEITE, pág. 510; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 587.



340 - JURANDIR UBIRAJARA CAMPOS (1912 - 1972)

Natureza morta - óleo sobre tela - 40 x 55 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor ativo em São Paulo, especializou-se em natureza-morta e figura. Expôs no Salão Paulista de Belas Artes, obtendo menção honrosa (1943), pequena medalha de prata (1944), grande medalha de prata (1947) e medalha de ouro (1957). Em 1954, expôs no SNBA-RJ. MEC, vol. 1, pág. 334; JULIO LOUZADA, vol. 6, pág. 193; ITAU CULTURAL



341 - BELMIRO DE ALMEIDA (1858 - 1935)

Leitura - desenho a lápis - 21 x 15 cm - canto inferior direito -

Esse grande pintor brasileiro, cuja carreira artística começou pela caricatura, viveu em Paris quase toda a sua existência. Ao fim da vida, abeirou-se dos novos estilos artísticos em voga na Europa, praticando incursões até no campo do Futurismo. Luciano Migliaccio, assim se refere `a obra do mestre: " Belmiro (...) punha fim à época em que a arte brasileira ainda era prisioneira da retórica dos gêneros e se fundamentava na transposição em chave nacional da tradição européia. Dava início a uma arte nova, inspirada na realidade social urbana contemporânea, falando da transformação dos costumes no interior da família e da condição da mulher na sociedade moderna. Era uma pintura que objetivava a educação moral do público, imitando o exemplo da pintura vitoriana inglesa, mas adotando a estética do naturalismo francês. O artista deixava de ser uma espécie de sumo sacerdote do culto da nação, passando a recusar a idéia de uma pintura celebrativa, promovida pelo Estado e distante da representação da atualidade. Assim, como Amoedo e Aurélio Figueiredo, Belmiro tentava encarnar o modelo do artista dandy, o intelectual urbano que fazia de sua arte um estilo e um modo de vida (...)" in: MOSTRA DO REDESCOBRIMENTO (2000: SÃO PAULO, SP), AGUILAR, Nelson (org. ), SASSOUN, Suzanna (coord. ). Arte do século XIX. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo: Associação Brasil 500 anos Artes Visuais, 2000. p. 148. REIS JR, pág.224; THEODORO BRAGA, pág.49; Primores da Pint, no Brasil, vol.1, pág.229; LAUDELINO FREIRE, págs.382/383; WALMIR AYALA, vol.1, págs. 30/31; TEIXEIRA LEITE, pág. 68/69; PONTUAL, págs.66/67; MEC, vol.1, pág.48; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 420; ARTE NO BRASIL, pág. 553; F. ACQUARONE, pág. 117.



342 - LIVROS


1)"MÉDITERRANÉE: DE COURBET À MATISSE". BEAUX ARTS COLLECTION. PARIS: BEAUX ARTS, 2000.
2)"SISLEY". RICHARD SHONE. OXFORD: PHAIDON; NEW YORK: E. P. DUTTON, 1979.
3)"VINCENT VAN GOGH". PIERRE CABANNE. PARIS: PIERRE TERRAIL, 2002.
4)"TOUT L'OUEVRE PEINT DE GEORGES DE LA TOUR". JACQUES THUILLIER. MILANO: RIZZOLI; PARIS: FLAMMARION, 1973.
5)"JOHN SINGER SARGENT". H. BARBARA WEINBERG. RIZZOLI ART SERIES.
6)"GEORGES ROUAULT: THE PASSION". TIMOTHY MITCHELL. BLOOMINGTON: THE LILLY LIBRARY OF INDIANA UNIVERSITY; NEW YORK: DOVER, 1982.
7)"BOCCIONI'S MATERIA: A FUTURIST MASTERPIECE AND THE AVANT-GARDE IN MILAN AND PARIS". LAURA MATTIOLI ROSSI. NEW YORK: GUGGENHEIM MUSEUM, 2004.




343 - ANGELO CANNONE (1899 - 1992)

Barcos - óleo sobre eucatex - 8 x 19 cm - canto inferior direito -

Nascido na Itália, radicou-se no Brasil. Seu estilo liga-se ao dos Macchiajoli oitocentistas (os equivalentes italianos dos impressionistas franceses) e ao de Pratella em especial. São especialmente notáveis suas paisagens e marinhas. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 168; JULIO LOUZADA vol.11, pág.54; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



344 - ARNALDO FERRARI (1906 - 1974)

Formas - guache - 34 x 21 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista e professor, Arnaldo Ferrari nasceu e faleceu em São Paulo SP. Seguindo a profissão do pai, trabalhou como pintor decorador, realizando frisos decorativos para residências. Estudou artes decorativas no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, entre 1925 e 1935. Em 1934, dividiu um ateliê com amigos no edifício Santa Helena e, pela amizade com o pintor Mario Zanini, aproximou-se dos demais integrantes do Grupo Santa Helena. Frequentou também o curso livre de pintura e desenho na Escola Nacional de Belas Artes, entre 1936 e 1938, onde teve aulas de desenho e pintura com Enrico Vio. Entre 1950 e 1959, integrou o Grupo Guanabara, com Thomaz Ianelli, Tomie Ohtake, Tikashi Fukushima e Oswald de Andrade Filho, entre outros. Realizou diversas exposições individuais, participou de várias mostras e Salões oficiais e foi premiado em São Paulo (1958, 1959, 1961, 1963, 1966) e em Santo André (1971). Participou da 7ª à 11ª Bienal Internacional de São Paulo (1963, 1965, 1967, 1969, 1971). Foi apresentada retrospectiva de sua obra em 1975, no Paço das Artes, SP e catálogo com textos de Theon Spanudis, José Geraldo Vieira e Mário Schenberg, entre outros. ITAÚ CULTURAL; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 304; MEC, VOL. 2, PÁG. 149; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 191; PONTUAL, PÁG. 207; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 378; WALTER ZANINI, PÁG.678, ACERVO FIEO.



345 - ROBERTO CIDADE (1939)

"Troféu Integração - 1970" - múltiplo em bronze - 41 x 9 x 5 cm - assinado -

Escultor gaúcho da cidade de Caçapava do Sul, onde nasceu a 11 de agôsto. Formou-se pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Santa Maria. Estudou escultura com Dorotéa Vergara Pinto da Silva. Seu trabalho passou por breve análise de Jacob Klintowitz, festejado crítico de arte brasileiro, no jornal Zero Hora de Porto Alegre, em setembro de 1982: "Um escultor de grandes volumes, formas agresivas, brutal (...) Escultores e artistas como Roberto Cidade, capaz de contar a sua história, transmitir a sua mensagem com vigor e clareza, são bem-vindos." Ao longo dos últimos vinte anos de carreira, participou de diversos certames e mostras, angariando premiações e reconhecimentos. JULIO LOUZADA, vol. 13 pág. 85; RGS, pág. 419.



346 - INOS CORRADIN (1929)

Bule com flor - óleo sobre eucatex - 70 x 39 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor, desenhista, gravador, escultor e cenógrafo, nascido em Vogogna, Itália. Por volta de 1932 mudou-se com a família para Castelbaldo - Padova, onde, em 1945, estudou pintura com professor Tardivello. Em 1947 colaborou com o pintor Pendin na execução de um mural referente aos mártires da resistência italiana em Castelbaldo. Veio, em 1950, para Jundiaí e São Paulo onde fez parte do núcleo artístico Cooperativa em São Paulo, dirigido pelo pintor argentino Oswaldo Gil Navarro. Executou cenários para o Ballet do IV Centenário de São Paulo, em 1954. Em 1979 foi contratado para pintar um cenário para o Teatro de Rovigo, Itália. Realizou diversas exposições individuais, participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais pelo Brasil e pelo mundo. Foi premiado em Paris (1975) e em Ferrara, Itália (1976). JULIO LOUZADA, VOL. 11, PÁG. 152; PONTUAL, PÁG. 143; MEC, VOL. 1, PÁG. 448; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 215; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; inoscorradin.com.br.



347 - MARIA AUXILIADORA SILVA (1935 - 1974)

Xangô - guache - 33 x 25 cm - centro inferior - 1973 - São Paulo -

Desenhando desde criança, ligou-se ao grupo de Solano Trindade, músico, teatrólogo e poeta negro no Embu-SP. Seu talento ingênuo foi reconhecido por Mário Schemberg, que a incentivou. Participou de exposições nacionais e internacionais, alcançando posição de respeito no campo das artes. Apreciam-se suas cenas de vida popular que ela exalta numa felicidade descritiva, vibrações em côres vistosas . Postumamente foi dedicado um livro, editado por Giulio Bolaffi, Torino, Itália, com texto de Pietro Maria Bardi, e versões em inglês, alemão e francês. JULIO LOUZADA, vol. 10, pág, 827. MEC, vol. 4, pág,275; ARTE NO BRASIL, pág. 832. Acervo FIEO.



348 - ALDO BONADEI (1906 - 1974)

Natureza morta - técnica mista - 24 x 30 cm - canto inferior esquerdo - 1973 -
Reproduzido sob o número 53 em catálogo de leilão da Pro Arte Galeria, em agosto de 2014. -

Pintor, designer, gravador, figurinista e professor - Aldo Cláudio Felipe Bonadei nasceu e faleceu em São Paulo, SP. Entre 1923 e 1928 foi aluno de Pedro Alexandrino, período em que também frequentou o ateliê de Antonio Rocco. Viajou para a Itália, entre 1930 e 1931, e frequentou a Academia de Belas Artes de Florença, onde teve aulas com Felice Carena e seu assistente Ennio Pozzi, ambos ligados ao movimento ‘novecento’. Nesse período, dedicou-se ao desenho da figura humana, principalmente ao nu. Retornou a São Paulo no início da década de 1930 e participou ativamente do Grupo Santa Helena, da Família Artística Paulista - FAP e do Sindicato dos Artistas Plásticos. Em 1949 lecionou na Escola Livre de Artes Plásticas, primeira escola de arte moderna de São Paulo e participou do Grupo Teatro de Vanguarda. No ano seguinte, fundou a Oficina de Arte - O. D. A., com Odetto Guersoni e Bassano Vaccarini. No fim da década de 1950 atuou como figurinista nas peças ‘Vestido de Noiva’, de Nelson Rodrigues, e ‘Casamento Suspeitoso’, de Ariano Suassuna. Também desenhou alguns figurinos para dois filmes dirigidos por Walter Hugo Khoury: ‘Fronteiras do Inferno’ (1958) e ‘Na Garganta do Diabo’(1959). Realizou muitas exposições individuais e participou de vários Salões oficiais destacando-se: Bienal Internacional de São Paulo (1ª, 2ª, 3ª, 6ª, 7ª); Bienal de Veneza (1952); Panorama da Arte Moderna Brasileira (1970). MEC, VOL. 1, PÁG. 247; PONTUAL, PÁGS. 78/79; ARTE NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 1041; ART PRICE ANNUAL 2000, PÁG. 258; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 79; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; LEONOR AMARANTE, PÁG. 72; ACERVO FIEO.



349 - CARLOS PRADO (1908 - 1992)

"Santuário" - gravura - 92/139 - 28 x 20 cm - canto inferior direito -

Arquiteto, pintor, gravador e ceramista paulistano. Recebeu menção honrosa no SPBA de 1935, participando também na I e II BSP e na exposição de Arte Moderna no Brasil, realizada em Buenos Aires, Rosário, Santiago do Chile e Valparaíso, em 1957. No dizer de TEIXEIRA LEITE, em sua obra A Gravura Brasileira Contemporânea, Carlos Prado utilizava por vezes a gravura como meio expressivo, subordinando-a, porém, a interesses maiores. TEIXEIRA LEITE, pág. 421; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 254. PONTUAL, pág. 438; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 582; ARTE NO BRASIL, pág. 781. Acervo FIEO.



350 - RUBEM VALENTIM (1922 - 1991)

"Emblema 86" - acrílico sobre tela - 22 x 27 cm - dorso - Brasília - DF -

Escultor, pintor, gravador, professor nascido em Salvador, BA e falecido em São Paulo. Iniciou-se nas artes visuais na década de 1940, como pintor autodidata. Entre 1946 e 1947 participou do movimento de renovação das artes plásticas na Bahia, com Mario Cravo Júnior, Carlos Bastos e outros artistas. Em 1953 formou-se em jornalismo pela Universidade da Bahia e publicou artigos sobre arte. Residiu no Rio de Janeiro entre 1957 e 1963, onde se tornou professor assistente de Carlos Cavalcanti no curso de história da arte do Instituto de Belas Artes. Residiu em Roma entre 1963 e 1966, com o prêmio viagem ao exterior, obtido no Salão Nacional de Arte Moderna. Em 1966 participou do Festival Mundial de Artes Negras em Dacar, Senegal. Ao retornar ao Brasil, residiu em Brasília e lecionou pintura no Ateliê Livre do Instituto de Artes da Universidade de Brasília - UnB. Em 1972, fez um mural de mármore para o edifício-sede da Novacap em Brasília, considerado sua primeira obra pública. Em 1979, Valentim realizou escultura de concreto aparente, instalada na Praça da Sé, em São Paulo, definindo-a como o Marco Sincrético da Cultura Afro-Brasileira e, no mesmo ano e foi designado, por uma comissão de críticos, para executar cinco medalhões de ouro, prata e bronze, para a Casa da Moeda do Brasil. Em 1998 o Museu de Arte Moderna da Bahia inaugurou a Sala Especial Rubem Valentim no Parque de Esculturas. Foi premiado nas Bienais Internacionais de São Paulo de 1967 e 1973, entre outros. PONTUAL, PÁG.532; WALMIR AYALA, VOL.2, PÁGS.395; TEIXEIRA LEITE, PÁG.517; MEC, VOL.4, PÁG.443; JULIO LOUZADA, VOL.11, PÁG.330; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 682; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 257, ACERVO FIEO; web.artprice.com.



351 - EDUARDO IGLESIAS (1940)

Vôo - óleo sobre tela - 50 x 50 cm - canto inferior direito -

Natural de Marilia, SP. Transferiu-se para São Paulo em 1957. Participa de exposições desde 1962. Já apresentou seus trabalhos no Brasil, Estados Unidos e Europa. Seus trabalhos levam o expectador e o analista a uma incursão, nem sempre fácil, através do mundo das ambiguidades visuais ou das imagens oníricas... É assim que várias de suas composições, com figuras ou pássaros, tornam-se fantásticos vasos de flores, ou um navegante, que faz seu barco ir cortando as vagas, com uma árvore florida, 'a feição da vela de uma escuna submete a indagações o suporte de suas telas..." . (Antonio Bento, crítico de arte, 1981). JULIO LOUZADA vol.2, pág. 510; ITAU CULTURAL, Acervo FIEO.



352 - CAROL KOSSAK (1895 - 1976)

A fumante - óleo sobre tela colada em cartão - 24 x 19 cm - canto inferior direito -

Excepcional pintor ativo em São Paulo, onde realizou exposição individual em 1941. Consta ainda em sua bibliografia, ter participado de várias exposições nas décadas de 30 e 40. Pintou marinhas, animais, principalmente cavalos e figuras. Reputado como grande retratista. MEC vol.2 pág. 411; TEODORO BRAGA, pág. 134.; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 512, Acervo FIEO.



353 - TADASHI KAMINAGAI (1899 - 1982)

Nu - pastel - 34 x 24 cm - canto inferior direito - 1957 - Paris -
Com a seguinte dedicatória: "Ao amigo Fernando. São Paulo, 1973. T Kaminagai". -

Pintor, desenhista, professor, Tadashi Kaminagai nasceu em Hiroshima, Japão e faleceu em Paris, França. Por iniciativa da família, ingressou aos 14 anos num mosteiro budista na cidade japonesa de Kobe. Dois anos depois, viajou para as Índias Ocidentais Holandesas, atual Indonésia, atuando como missionário e agricultor até 1927. Nesse ano, decidido a seguir carreira artística, mudou-se para Paris, onde conheceu o artista Tsugouharu Foujita, que o orientou na pintura. Paralelamente à atividade artística, trabalhou como moldureiro. No início da década de 1930, expôs quadros nos salões parisienses e retornou ao Japão em 1938. Embarcou para o Brasil um ano após a eclosão da Segunda Guerra Mundial trazendo consigo uma carta de recomendação endereçada a Candido Portinari. Fixou residência no Rio de Janeiro e, em 1941, instalou ateliê e oficina de molduras no bairro de Santa Teresa, onde trabalhou e atuou como professor de diversos artistas brasileiros e nipo-brasileiros, como Inimá de Paula, Flavio-Shiró e Tikashi Fukushima, entre outros. Sua primeira exposição individual, por volta de 1945, foi organizada por Portinari no Rio de Janeiro. Em 1947, passou a integrar o Grupo Seibi. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais como a 1ª e 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1951 e 1953). Foi premiado no Rio de Janeiro (1944, 1950). Retornou ao Japão em 1954 e três anos mais tarde voltou a fixar-se em Paris. Viveu entre o Japão, a França e o Brasil, até seu falecimento. ITAU CULTURAL; TEODORO BRAGA, PÁG.134; BENEZIT, VOL.6, PÁG.152; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁG.; MEC, VOL.2, PÁG.401; PONTUAL, PÁG.287; WALTER ZANINI, PÁG. 643; ARTE NO BRASIL; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 506; ACERVO FIEO.



354 - LUIZ HERMANO (1954)

Centauros - acrílico sobre tela - 147 x 115 cm - dorso - 1983 - São Paulo -

Escultor, gravador, desenhista, pintor. No início dos anos 1970, estuda filosofia em Fortaleza e, de maneira autodidata, trabalha com gravura em metal e desenho. Em 1979, freqüenta aulas de gravura com Carlos Martins (1946) na Escola de Artes Visuais do Parque Lage - EAV/Parque Lage, no Rio de Janeiro. No mesmo ano, transfere-se para São Paulo e realiza a mostra Desenhos, no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand - Masp. Em 1984, recebe o Prêmio Chandon de Arte e Vinho, com o qual viaja para Paris, e faz exposição individual na Galeria Debret. Em 1983, participa da 5ª Bienal Internacional de Seul, e da 2ª Bienal Pan-Americana de Havana, em 1986. Na década de 1980, dedica-se, sobretudo, à pintura. Nos anos 1990, desenvolve obras tridimensionais utilizando materiais diversos, entre eles madeira, bambu e arames de cobre, alumínio e ferro. Expõe pinturas na 19ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1987, e esculturas na 21ª edição do evento, em 1991. Apresenta a mostra Esculturas para Vestir, no Museu de Arte Moderna de São Paulo - MAM/SP, em 1994. Depois passa a trabalhar com artigos de consumo de massa, como brinquedos de plástico e utensílios de limpeza, com os quais cria instalações, painéis e objetos. ITAÚ CULTURAL.



355 - YASUICHI KOJIMA (1934)

"Catedral da Sé" - óleo sobre tela - 100 x 80 cm - canto inferior direito e dorso - 25/01/2004 -
Esta obra participou das seguintes exposições: Mapa Cultural Paulista de 2007; exposição na Assembléia Legislativa de São Paulo, 2004; Prefeitura de Barueri, Barueri - São Paulo; Consulado Geral do Japão em São Paulo e Museu Barão de Mauá, Mauá - São Paulo, conforme etiquetas no dorso. -

Pintor e ceramista nascido em Tajimi, Japão - cuja população vive de cerâmica e porcelana. Seu pseudônimo artístico é Kojima. Recebeu influência de seu pai, Shigueo Kojima - tradicional artista e ceramista japonês conhecido pelo nome artístico Juho Kojima. Formou-se na Escola de Cerâmica Industrial de Tajimi - Gifu, Japão. Veio para o Brasil em 1953, trabalhou por cinco anos em São Caetano e transferiu-se para Mauá onde, como seu pai, montou sua própria fábrica de cerâmicas e porcelanas que está em atividade até hoje. Naturalizou-se brasileiro e estudou pintura com Manabu Mabe, Takaoka e Nakajima. Realizou exposição individual em Poá, SP (2009) e no Museu de Arte do Parlamento de São Paulo (2013). Participou de diversas mostras e Salões oficiais em: São Bernardo do Campo, SP (1967); São Paulo (1968, 1969, 2001 a 2010); Poá, SP (2009-como convidado); Embu, SP (2012 - Prêmio Prata). www.mauamemoria.com.br; www.radaroficial.com.br/d/31498914; issuu.com/shinzenbi/docs/makoto_5/27.



356 - ANA CRISTINA ANDRADE (1953)

"Singularidades" - gravura - 5/20 - 26 x 35 cm - canto inferior direito - 1995 -
Complemento da técnica: buril. -

Ana Cristina Andrade Moreira é pintora, gravadora, desenhista, professora e designer vidreira. Iniciou sua formação artística na Escola Superior de Arte Santa Marcelina, SP (1972-1975). Aprendeu gravura em metal (1980-1990) com Iole Di Natale; técnicas de gravura na Scuola Internazionale di Gráfica em Veneza, Itália (1983); Gravura Especial com Evandro Carlos Jardim, no MAC-SP (1991); Técnica Calcográfica Experimental com Mario Benedetti, na FASM-SP (1997); Vitrofusão com Roberto Bonino. Exposições individuais: São Paulo, SP (1984, 1987, 1995, 2003); Bauru, SP (1989); “Projeto Interior com Arte” – Museu Banespa (1998 – Exposição itinerante pelo interior do Estado de São Paulo). Coletivas: Epinal, França (1975); São Paulo, SP (1974, 1982, 1984, 1985, 1986, 1988, 1994, 1995, 2000, 2002 a 2004, 2012 – SP ESTAMPA); Santo André, SP (1982); Novo Hamburgo, RS (1982); Taiwan, China (1983, 1985); San Juan, Porto Rico (1983); Santos, SP (1983); Cabo Frio, RJ (1983); Ribeirão Preto,SP (1984); Curitiba, PR (1984); Piracicaba,SP (1984); Veneza, Itália (1984, 1985); Campinas, SP (1985); São José do Rio Preto, SP (1986); Limeira, SP (1986); Washington D.C.,EUA (1991); Campos do Jordão, SP (1991); Kanagawa, Japão (1992); Maastricht, Holanda (1993); Illinois, EUA (1994); Cidade do México, México (1996); Jacareí, SP (1998); Budapeste, Hungria (1996); Uzice, Yuguslávia (1997); Ourense, Espanha (1994, 2006). Prêmios: São Paulo, SP (1974); Novo Hamburgo, RS (1982); Santos, SP (1983); Ribeirão Preto, SP (1984); Curitiba, PR (1984); Piracicaba, SP (1984); Campinas, SP (1985); São José do Rio Preto, SP (1986). JULIO LOUZADA, vol.1, pág. 62; vol.2, pág. 66; Acervo FIEO. ITAU CULTURAL.



357 - RUI ALVES CAMPELLO (1905 - 1984)

Paisagem - óleo sobre madeira - 29 x 23 cm - canto inferior direito - 1953 - Teresópolis -

Pintor nascido na cidade do Rio de Janeiro. Discípulo de Rodolfo Chambelland, de Honório da Cunha Melo e de Rodolfo Amoedo, na antiga ENBA-RJ. Na Europa frequentou o ateliê de Andre Lhote, em Paris, onde também fez curso de restauração de obras de arte no Louvre. Expositor regular do SNBA, participou também da I Bienal de São Paulo, em 1951. JULIO LOUZADA, vol 3 pág 200



358 - EUGENIUSZ ARCT (1899 - 1974)

Paisagem - óleo sobre tela - 53 x 67 cm - canto inferior direito - 1964 -

Pintor e professor nascido em Odessa, Ucrânia e falecido em Varsóvia, Polônia. Foi professor na Academia de Belas Artes de Varsóvia. Possui diversas participações em mostras e Salões oficiais. Suas obras têm sido comercializadas em vários leilões do mundo. www.biweekly.pl; www.desa.pl; www.artprice.com; www.blouinartinfo.com; www.artnet.com.



359 - EDGARD OEHLMEYER (1909 - 1967)

Senhora - desenho a nanquim e aguada - 19 x 15 cm - centro inferior - 1965 -

Nasceu em Rio Claro, no dia 31 de maio e falecido em 4 de outubro de 1967. Nessa cidade cursou na Escola Profissional a seção de pintura com o prof. Carlos Hadler. Discípulo de Rocco, foi destacado paisagista e pintor de naturezas-mortas, tendo obtido diversas premiações nos SNBA e SPBA. TEODORO BRAGA, pág. 175; MEC. Vol.3, pág. 291; MAYER/1984, pag. 1070; TEIXEIRA LEITE, pág. 362; PONTUAL, pág. 389; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



360 - VICENTE DO REGO MONTEIRO (1899 - 1970)

Cerâmica marajoara - desenho a nanquim - 26 x 22 cm - canto inferior direito -
Reproduzido no convite deste leilão. Estudo. -

Pintor, escultor, desenhista, ilustrador, artista gráfico, professor e poeta nascido e falecido na cidade do Recife, PE. Iniciou seus estudos artísticos em 1908, em cursos da ENBA-RJ. Em 1911 foi para Paris onde frequentou as Academias: ‘Colarossi’, ‘Julien’ e ‘La Grande Chaumière’ e também participou do ‘Salon des Indépendants’ (1913), do qual se tornou membro societário. Em Paris conheceu Modigliani, Léger, Braque, Miró, entre outros expoentes de sua época. Em São Paulo expôs pela primeira vez (1920) e conheceu Di Cavalcanti, Anita Malfatti, Pedro Alexandrino e Victor Brecheret. Viajou em seguida para França deixando oito óleos e aquarelas para serem expostos na Semana de Arte Moderna de 1922, em São Paulo. Em 1923, fez desenhos de máscaras e figurinos para o balé ‘Legendes Indiennes de L'Amazonie’. Trouxe ao Brasil a exposição ‘A Escola de Paris’ (1930), exibida no Recife, São Paulo e Rio de Janeiro. Decorou a Capela do Brasil no Pavilhão Vaticano da Exposição Internacional de Paris, em 1937. Realizou muitas exposições individuais, participou de inúmeras mostras e Salões oficiais e recebeu diversos prêmios no Brasil, Europa e EUA. PONTUAL, PÁG. 366; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 522; MEC VOL. 3, PÁG. 174; JULIO LOUZADA VOL.2, PÁG.261; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 520; ARTE NO BRASIL, PÁG. 672; pitoresco.com; pinturabrasileira.com; e-biografias.net; educacao.uol.com.br; mac.usp.br; web.artprice.com.



361 - DJANIRA DA MOTTA E SILVA (1914 - 1979)

Bananeiras - xilogravura - 25 x 29 cm - canto inferior direito -

Pintora, desenhista, ilustradora, cartazista, cenógrafa e gravadora. Djanira da Motta e Silva nasceu em Avaré, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. No final da década de 1930, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde teve suas primeiras instruções de desenho no Liceu de Artes Ofícios e com o pintor Emeric Marcier, hóspede da pensão que Djanira instalou no bairro de Santa Teresa. Os contatos com os artistas Carlos Scliar, Milton Dacosta , Arpad Szenes , Vieira da Silva e Jean-Pierre Chabloz , frequentadores de sua pensão, proporcionaram um ambiente estimulador que a levou a expor no 48º Salão Nacional de Belas Artes, em 1942. No ano seguinte, realizou sua primeira mostra individual, na Associação Brasileira de Imprensa - ABI. Em 1945, viajou para Nova York. De volta ao Brasil, realizou o mural ‘Candomblé’ para a residência do escritor Jorge Amado, em Salvador, e painel para o Liceu Municipal de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Entre 1953 e 1954, viajou a estudo para a União Soviética. De volta ao Rio de Janeiro, tornou-se uma das líderes do movimento pelo Salão Preto e Branco, um protesto de artistas contra os altos preços do material para pintura. Realizou em 1963, o painel de azulejos ‘Santa Bárbara’, para a capela do túnel Santa Bárbara, Laranjeiras, Rio de Janeiro. No ano de 1966, a editora Cultrix publicou um álbum com poemas e serigrafias de sua autoria. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil, EUA e Europa. Foi premiada no Rio de Janeiro (1943, 1944, 1949, 1950 a 1953, 1955, 1963) e em São Paulo (1951, 1955). Participou da 1ª e da 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955). Em 1977, o Museu Nacional de Belas Artes - MNBA, realizou uma grande retrospectiva de sua obra. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 336; PONTUAL, PÁG. 181; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 164; MEC, VOL. 2, PÁG 58; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG, 263; WALTER ZANINI, PÁG. 810; ARTE NO BRASIL, PÁG. 824; ACERVO FIEO.



362 - SYLVIO ALVES (1926)

Paisagem - óleo sobre eucatex - 60 x 90 cm - canto inferior direito -

Formado e ativo em São Paulo, foi expositor do Salão Paulista de Belas Artes. Especializou-se na Academia de Belas Artes de Roma e na Escola Superior de Belas Artes, na Academia Julien e na Grande Chaumièrè, na França. MEC, vol. 1, pág. 72; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág.55; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



363 - MENASE WAIDERGORN (1927)

Pescadores - óleo sobre tela colada em eucatex - 13 x 18 cm - canto inferior direito -

Romeno da cidade de Hotin, Waidergorn veio para o Brasil em 1932, onde seus pais fixaram residência em São Paulo. Ingressou na APBA, onde conheceu Mecatti, que muito o estimulou e orientou, dele assimilando a luminosidade da pintura peninsular muito a gosto do ottocento italiano. Sua pintura aborda todos os gêneros, baseadas tanto nas recordações da infância pobre como nas lembranças das viagens que fez ao norte da Africa e Europa. Participou de diversos salões e coletivas, recebendo diversas premiações JULIO LOUZADA vol.11, pág. 330; Acervo FIEO.



364 - CAMILO EDUARDO TAVARES (1932)

"A nossa praia na temporada" - acrílico sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito - 2007 - Praia Grande -SP -

Paulistano, o pintor foi membro de juri da Associação dos Artistas Plásticos de São Paulo. Segundo depoimento do próprio artista: " Os meus quadros são carregados de humanismo, amor e realidade, uma verdadeira mensagem filosófica pois quem leva a vida com amor à arte, é feliz." Expõe individualmente desde 1971, inclusive MAM-RJ em 1974; e coletivamente a partir de 1970. Internacionalmente, expôs a partir de 1971, destacando-se Alemanha, EUA, México e Itália. JULIO LOUZADA, vol.4, pág. 1083. Acervo FIEO.



365 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

Candangos - múltiplo em bronze - 30 x 13 x 4 cm - assinado -

Escultor e pintor paulista, iniciou seus estudos de escultura em Roma 1920/1922. Mais tarde tornou-se aluno de Maillol, em Paris, onde também frequentou as academias Ranson e de La Grande Chaumière, em 1936. É considerado o maior escultor nacional. MEC, vol.2, pág. 250/1; PONTUAL, pág. 237/8; MAYER/84, pág. 1333; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 587; ARTE NO BRASIL, pág. 715; LEONOR AMARANTE, pág. 18.



366 - DARIO MECATTI (1909 - 1976)

Marinha - óleo sobre tela - 20 x 28 cm - canto inferior direito -

Pintor e desenhista nascido em Florença, Itália e falecido em São Paulo, SP. Na Itália recebeu orientação artística de Camillo Innocenti, trabalhou em um banco e pintou cartazes para a sala de cinema de seu primo. Em 1933, mudou-se para a África, onde permaneceu por aproximadamente sete anos viajando pelo norte do continente. Neste período conheceu a Líbia, Ilha de Malta, Tunísia, Turquia, Argélia, Marrocos, além de Portugal e Espanha. Durante a viagem retratou cenas destes países e realizou algumas exposições com o pintor florentino Renzo Gori, com quem residiu por pouco tempo em Paris. Em 1939, conheceu a Ilha de São Miguel, nos Açores e lá encontrou Maria da Paz com quem posteriormente se casou. No ano de 1940, mudou-se para o Brasil, passou pouco tempo no Rio de Janeiro e depois um período em Minas Gerais, onde visitou as cidades de Belo Horizonte, Juiz de Fora e Ouro Preto. Mudou-se no final do ano para São Paulo, onde entre 1941 e 1945, trabalhou na Galeria Fiorentina, na Rua Barão de Itapetininga, de propriedade de Malho Benedetti. Em 1945 conheceu Nicolino Bianco que passou a adquirir os quadros do artista para serem expostos na Loja de Móveis Paschoal Bianco. Apresentou-o para clientes e amigos que passaram a encomendar retratos. Neste período entrou em contato com Ezio Barbini, dono da Galeria Internacional que vendeu regularmente suas obras, além de apresenta-lo a um grupo de jovens artistas a quem orientou. Em 1946 construiu na Rua Feliciano Maia a sua casa estúdio, onde realizou exposições individuais anuais, sendo a última no ano de 1976, data de seu falecimento. TEODORO BRAGA, PÁG. 161/2; MEC, VOL. 3, PÁG. 109; PONTUAL, PÁG. 352; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 72; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 320; ITAÚ CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 611; ACERVO FIEO.



367 - ROBERTO BURLE MARX (1909 - 1994)

Composição - desenho a carvão - 46 x 64 cm - canto inferior direito - 1988 -

Nasceu em São Paulo e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, paisagista, arquiteto, desenhista, pintor, gravador, litógrafo, escultor, tapeceiro, ceramista, designer de jóias, decorador. Durante a infância viveu no Rio de Janeiro. Foi com a família para a Alemanha, em 1928. Em 1929, freqüentou o ateliê de pintura de Degner Klemn. Nos jardins e museus botânicos de Dahlen, em Berlim, entusiasmou-se ao encontrar exemplares da flora brasileira. De volta ao Brasil, fez curso de pintura e arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1930 - 1934), onde foi aluno de Leo Putz , Augusto Bracet e Celso Antônio. Seu primeiro projeto paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, em 1932. Entre 1934 e 1937, ocupou o cargo de diretor de parques e jardins do Recife, PE, onde passou a residir. Nesse período, foi com freqüência ao Rio de Janeiro e teve aulas com Candido Portinari e com o escritor Mário de Andrade. Em 1937, retornou ao Rio de Janeiro e trabalhou como assistente de Candido Portinari. Foi em 1949, conforme sua paixão por plantas e seu interesse por botânica e jardinagem, que Burle Marx adquiriu um sítio em Barra de Guaratiba, RJ. Com auxílio de botânicos, viajou, coletou, catalogou exemplares de plantas do Brasil e reproduziu em seu sítio a diversidade fitogeográfica brasileira. Em 1985 doou esse sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.Realizou muitas exposições individuais e projetos paisagísticos, participou de diversas mostras oficiais coletivas pelo Brasil e no exterior. PONTUAL, PÁG. 94; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 93; MEC. VOL.1, PÁG.303; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 738; LEONOR AMARANTE, PÁG. 98; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 179; artnet.com.



368 - MODESTO BROCOS Y GOMES (1852 - 1936)

Quintal - óleo sobre madeira - 22 x 28 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e professor, nascido em Santiago de Compostela, Espanha, a 9 de fevereiro de 1852, e falecido na cidade do Rio de Janeiro, onde era radicado e ativo, no dia 28 de novembro de 1936. Era brasileiro naturalizado. Estudou com Vitor Meireles e Zeferino da Costa, na Academia Imperial de Belas Artes-RJ (até 1875). Em Paris estudou com Henri Lehmann. Em 1952, o MNBA-RJ organizou importante retrospectiva de sua obra, por ocasião do centenário do seu nascimento. JULIO LOUZADA vol.10, pág. 144; MEC vol.1, pág. 297; PONTUAL, pág. 91; TEIXEIRA LEITE, pág. 88; WALMIR AYALA vol.1, pág.134; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 418; 602.



369 - FRANCESCO PAOLO PARISI (1857 - 1948)

Jovem sorrindo - óleo sobre tela - 44 x 38 cm - lado direito -

Pintor e decorador da Escola Italiana nascido em Tarante. Foi aluno de R. Bompiani. Trabalhou em Roma, Florença, Nápoles, Veneza e, a partir de 1890, em Buenos Aires onde realizou trabalhos para a catedral. BENEZIT VOL. 8, PÁG. 128; www.artprice.com; www.askart.com; www.arcadja.com.



370 - ANTONIO BANDEIRA (1922 - 1967)

Composição - aquarela e guache - 50 x 70 cm - canto inferior direito - 1966 -
Reproduzido no convite deste leilão. Ex coleção Renato Antônio Brogiolo. - Rio de Janeiro. -

Pintor, desenhista, gravador, nascido em Fortaleza, CE e falecido em Paris, onde viveu a maior parte de sua vida. É um dos pioneiros da arte abstrata no Brasil. Iniciou-se na pintura como autodidata. Em 1941, em Fortaleza, participou, ao lado de Mário Baratta, entre outros, da criação do Centro Cultural de Belas Artes depois, Sociedade Cearense de Artes Plásticas. Em 1945, transferiu-se para o Rio de Janeiro e, no ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual. Contemplado pelo governo francês com bolsa de estudos, permaneceu em Paris de 1946 a 1950 onde frequentou a Escola Nacional Superior de Belas Artes e a ‘Académie de la Grande Chaumière’. Entre 1947 e 1948 participou do ‘Salon d'Automne’ e do ‘Salon d'Art Libre’. Tomou parte em reuniões de artistas e formou o Grupo Banbryols (ban de Bandeira; bry de Camille Bryen; e ols de Wols), que durou de 1949 a 1951. Voltou ao Brasil em 1951 e apresentou-se na 1ª Bienal Internacional de São Paulo. Em 1952, criou um mural para o Instituto dos Arquitetos do Brasil, em São Paulo. Retornou a Paris em 1954 em razão do Prêmio Fiat, obtido na 2ª Bienal Internacional de São Paulo, mas não deixou de expor no Brasil. Permaneceu na Europa até 1959, passando pela Inglaterra e Bélgica, onde, em 1958, realizou um painel para o ‘Palais des Beaux-Arts’. Ao retornar ao Brasil teve uma atividade artística intensa, participou de importantes exposições, em paralelo a mostras em Paris, Munique, Verona, Londres e Nova York. Voltou a Paris em 1965, onde permaneceu até sua morte. BENEZIT, VOL.1, PÁG.415; MEYER/87, PÁG.606; MEC, VOL.1, PÁGS.159,160 E 167; PONTUAL, PÁGS. 48 E 49; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁGS. 71 A 74; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 52 A 54; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; ARTE NO BRASIL, PÁG. 599; LEONOR AMARANTE, PÁG. 34; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 86; ACERVO FIEO; web.artprice.com; pitoresco.com; pinturabrasileira.com.



371 - ANA ELIZA EGREJA (1983)

Série "Hunting dogs n° 15" - desenho a lápis - 12 x 17 cm - dorso - 2009 -

Artista plástica nascida em São Paulo. Formada pela FAAP e, desde então, tem se dedicado à pintura. Realizou exposição individual no Rio de Janeiro (2010). Participou de exposições oficiais em: Santos, SP (2006); Salvador, BA (2008); Rio de Janeiro (2009); São Paulo (2009, 2010, 2011); Ribeirão Preto, SP (2007, 2010); Recife, PE (2011). Foi premiada em: Ribeirão Preto, SP (2007); Salvador, BA (2008); São Paulo (2009). ITAU CULTURAL; www.eye4design.com.br; galerialeme.com.



372 - PERCY LAU (1903 - 1972)

Buscando água - desenho a caneta esferográfica e aquarela - 27 x 20 cm - canto inferior direito -

Desenhista, ilustrador, gravador e pintor, nascido em Arequipa, Peru e falecido no Rio de Janeiro. Em 1921, transferiu-se para Olinda, PE. Foi um dos fundadores do Movimento de Arte Moderna do Recife e lá compartilhou o ateliê com Augusto Rodrigues. Em 1938, estudou no Liceu de Artes e Ofícios com Carlos Oswald, no Rio de Janeiro. Durante 30 anos, foi ilustrador do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que reeditou ‘Tipos e Aspectos do Brasil ‘(1960), baseando-se em textos da Revista Brasileira de Geografia, com desenhos do artista. Criou ilustrações para muitos livros e, em 1963, foi premiado como o melhor ilustrador do ano, conferido pela Câmara Brasileira do Livro, referente ao livro ‘Santa Maria do Belém do Grão-Pará’, de Leandro Tocantins. Em 2000, o Museu Nacional de Belas Artes, RJ promoveu a exposição ‘Percy Lau: um Desenhista e seu Traço'. Realizou exposição individual no Peru (1964) e em Recife, PE (1972). Participou de muitos Salões oficiais, inclusive em Paris (1946) e em Londres (1949). Foi premiado no Rio de Janeiro em 1938, 1953 e 1970. BENEZIT VOL.6, PÁG.472; TEODORO BRAGA PÁG. 192; PONTUAL PÁG. 300; MEC VOL. 2, PÁG. 443; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 602; ARTE NO BRASIL PÁG. 879; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 523; www.desenhandoobrasil.com.br; www.opapeldaarte.com.br; www.artprice.com.



373 - JOSÉ JOAQUIM MONTEIRO FRANÇA (1875 - 1944)

Nu - óleo sobre madeira - 52 x 34 cm - canto inferior esquerdo -

Natural de Pindamonhangaba SP, onde nasceu em 21 de outubro e falecido nesta Capital, SP, em 24 de março. No Rio de Janeiro, foi aluno de Henrique Bernardelli e de Bérard na ENBA. Na Europa, onde passou parte de sua vida artística, decorou em 1906, o Pavilhão do Brasil na Exposição Internacional em Turin, Itália. "(...) Monteiro França dedica-se à análise de sua sensação visual, levando-a a um altíssimo grau de intensidade colorida, de maneira que cor e forma constituem um todo. A aplicação da massa em toques horizontais e verticais, a estilização geométrica dos volumes na estrutura interna dos planos revelam a longínqua influência de Cézanne, profundo renovador da pintura mundial nas primeiras décadas do século XX". Dominique Edouard Baechler, in Pintura acadêmica: Pintura de gênero: obras primas de uma coleção paulista : 1860-1920. São Paulo: Imprensa Oficial, 1982. LAUDELINO FREIRE, pág. 513; TEODORO BRAGA, pág. 164; REIS JUNIOR, pág. 366; MAYER/84, pág. 1040; JULIO LOUZADA, vol.11, pág.216; ITAÚ CULTURAL; TEIXEIRA LEITE, pág. 332.



374 - CARYBÉ (1911 - 1997)

Capoeira - desenho a nanquim - 28 x 20 cm - canto inferior direito -

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



375 - DURVAL PEREIRA (1917 - 1984)

Marinha - óleo sobre tela colada em eucatex - 30 x 40 cm - canto inferior direito -

Nascido e falecido em São Paulo onde foi pintor e professor ativo. Premiado com a Menção Honrosa no Salão Paulista de Belas Artes em 1944, passou a viver exclusivamente da pintura. Em 1946, estudou artes plásticas na Associação Paulista de Belas Artes. Pintava ao ar livre, aos domingos, com os pintores Salvador Rodrigues, Salvador Santisteban, Cirilo Agostinho, Jaime Dinis, Djalma Urban, Innocencio Borghese, e outros. Premiado praticamente em todos os Salões de que participou, acumulou, em toda sua carreira, 419 prêmios de todos os cantos do mundo. Recebeu ao todo, 15 comendas das mais importantes do Brasil. Nos últimos três anos de sua vida recebeu também todos os Primeiros Prêmios e Medalhas de Ouro nas exposições de Paris, Rouen, Lyon, Roma, Miami e Milão (o maior prêmio dado à pintura: ‘La Madonina de Milano’). MEC, vol. 3, pág. 368; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 749; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO; www.tntarte.com.br.



376 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Gato amarelo e vaso de flores" - acrílico sobre tela - 46 x 55 cm - centro inferior e dorso - 2001 -
Com certificado de autenticidade, firmado pelo autor em 21 de Julho de 2005. -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



377 - MARIO ZANINI (1907 - 1971)

No circo - aquarela - 20 x 29 cm - canto inferior direito -

Pintor, decorador, ceramista, professor, Mário Zanini nasceu e faleceu em São Paulo. Foi um dos integrantes de dois importantes movimentos artísticos considerados históricos na pintura paulista: o Grupo Santa Helena e a Família Artística Paulista. Sua formação artística se deu em São Paulo quando aos 13 anos iniciou curso de pintura da Escola Profissional Masculina do Brás e de 1924 a 1926, matriculou-se no curso de desenho e artes do Liceu de Artes e Ofícios. Conheceu Alfredo Volpi em 1927 e no ano seguinte estudou com o pintor Georg Elpons. Trabalhou no escritório de decoração de Francisco Rebolo entre 1933 e 1938. Em 1940 recebeu medalha de prata no 46º Salão Nacional de Belas Artes e foi convidado por Rossi Osir a trabalhar em seu ateliê de azulejos artísticos, o Osirarte. Em 1950, viajou por seis meses pela Itália, em companhia de Volpi e Osir. A partir de 1968 lecionou na Faculdade de Belas Artes de São Paulo. Participou de vários Salões oficiais e mostras coletivas no Brasil, como I e III Bienal Internacional de São Paulo e no exterior. Sua família doou 108 de suas obras ao Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo - MAC/USP em 1974. MEC, VOL. 4, PÁG. 531; PONTUAL, PÁG. 557; TEODORO BRAGA, PÁG. 250; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 451; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; ARTE NO BRASIL, PÁG. 778; LEONOR AMARANTE, PÁG.38; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 1085; ACERVO FIEO.



378 - RITA RABELO (1926)

Natureza morta - óleo sobre eucatex - 30 x 40 cm - canto inferior esquerdo -

Nasceu em São Paulo, Capital, em 25 de outubro de 1926. Teve algumas aulas de desenho com Bonadei (1961). Participa de coletiva na Sociarte (1987), com grande aceitação. JULIO LOUZADA vol.11, pág. 258.



379 - ALFREDO NORFINI (1867 - 1945)

Mercado Ver o Peso - aquarela - 23 x 24 cm - canto inferior esquerdo - 1931 - Belém -

Pintor, fez os primeiros estudos na cidade natal, Florença, Itália, e mais tarde cursou a Real Academia San Lucca, de Roma, pela qual se diplomou em 1892. Vindo ao Brasil, radicou-se em São Paulo, participando de várias exposições no Rio de Janeiro, São Paulo e Recife. Participou do SNBA, nos anos 1899, 1908, 1909, e do Salão Paulista de Belas Artes, obtendo pequena medalha de prata (1934 - 1943). LAUDELINO FREIRE, pág. 518; TEODORO BRAGA, pág. 173; MEC, vol. 3, pág. 267; PONTUAL, pág. 386; ITAÚ CULTURAL, RUTH TARASANTCHI.



380 - DJANIRA DA MOTTA E SILVA (1914 - 1979)

Interior - óleo sobre eucatex - 56 x 45 cm - canto inferior direito - 1975 -
Reproduzido no convite deste leilão. -

Pintora, desenhista, ilustradora, cartazista, cenógrafa e gravadora. Djanira da Motta e Silva nasceu em Avaré, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. No final da década de 1930, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde teve suas primeiras instruções de desenho no Liceu de Artes Ofícios e com o pintor Emeric Marcier, hóspede da pensão que Djanira instalou no bairro de Santa Teresa. Os contatos com os artistas Carlos Scliar, Milton Dacosta , Arpad Szenes , Vieira da Silva e Jean-Pierre Chabloz , frequentadores de sua pensão, proporcionaram um ambiente estimulador que a levou a expor no 48º Salão Nacional de Belas Artes, em 1942. No ano seguinte, realizou sua primeira mostra individual, na Associação Brasileira de Imprensa - ABI. Em 1945, viajou para Nova York. De volta ao Brasil, realizou o mural ‘Candomblé’ para a residência do escritor Jorge Amado, em Salvador, e painel para o Liceu Municipal de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Entre 1953 e 1954, viajou a estudo para a União Soviética. De volta ao Rio de Janeiro, tornou-se uma das líderes do movimento pelo Salão Preto e Branco, um protesto de artistas contra os altos preços do material para pintura. Realizou em 1963, o painel de azulejos ‘Santa Bárbara’, para a capela do túnel Santa Bárbara, Laranjeiras, Rio de Janeiro. No ano de 1966, a editora Cultrix publicou um álbum com poemas e serigrafias de sua autoria. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil, EUA e Europa. Foi premiada no Rio de Janeiro (1943, 1944, 1949, 1950 a 1953, 1955, 1963) e em São Paulo (1951, 1955). Participou da 1ª e da 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955). Em 1977, o Museu Nacional de Belas Artes - MNBA, realizou uma grande retrospectiva de sua obra. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 336; PONTUAL, PÁG. 181; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 164; MEC, VOL. 2, PÁG 58; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG, 263; WALTER ZANINI, PÁG. 810; ARTE NO BRASIL, PÁG. 824; ACERVO FIEO.



381 - ANTONIO POTEIRO (1925 - 2010)

Viajantes - serigrafia - 31/140 - 72 x 85 cm - canto inferior direito -

Português de Braga, viveu em São Paulo e Minas Gerais, radicando-se definitivamente em Goiânia, desde 1967. O sobrenome artístico Poteiro vem das obras em barro e cerâmica que trabalhou por mais de 12 anos, até se transformar no pintor original e vigoroso que foi. Amigo de Siron Franco, seu grande incentivador na pintura. WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 217; TEIXEIRA LEITE, págs 31 e 32; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 808; LEONOR AMARANTE, pág. 294, Acervo FIEO.



382 - LIVROS


1)"MONUMENTOS URBANOS: OBRAS DE ARTE NA CIDADE DO RIO DE JANEIRO". FREDERICO MORAIS. VERSÃO PARA O INGLÊS DE THOMAS W. NERNEY. SÃO PAULO: PRÊMIO, 1999.
2)"MONUMENTOS URBANOS: OBRAS DE ARTE NA CIDADE DE SÃO PAULO". TEXTO DE TADEU CHIARELLI. SÃO PAULO: PRÊMIO, 1998.
3)"HISTORY & TECHNIQUES OF THE GREAT MASTERS: TITIAN". IANI DICKSON GILL. NEW JERSEY: CHARTWELL, 2003.
4)"ATENAS: LA CIUDAD Y SUS MUSEOS". IRIS DUSCU. ATENAS: EKDOTIKE ATHENON, 1989.
5)"EXPOSIÇÃO ÉCOLE DE PARIS". SÃO PAULO: BRAZILINVEST PLAZA; RIO DE JANEIRO: MUSEU DE ARTE MODERNA,1982.




383 - GINO ALBIERI (1881 - 1949)

Rua árabe - óleo sobre madeira - 67 x 47 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor e desenhista da Escola Italiana com diversas participações em Salões e mostras oficiais. Suas obras têm sido comercializadas em leilões da Europa. www.artprice.com.



384 - IVAN SERPA (1923 - 1973)

Linhas - desenho a caneta esferográfica - 24 x 16 cm - canto inferior direito - 1953 -

Pintor, desenhista, gravador e professor, Ivan Ferreira Serpa nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Estudou gravura e desenho com Axel Leskoschek (entre 1946 e 1948) no Rio de Janeiro. Em 1949, ministrou suas primeiras aulas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, onde, a partir de 1952, exerceu sistemática atividade didática, em especial no ensino infantil. Foi um dos precursores do concretismo no Brasil, criando ao lado de Aluisio Carvão, Lígia Clark, Hélio Oiticica e outros o Grupo Frente, que se manteve ativo de 1954 a 1956, inclusive com exposições no Rio de Janeiro. Participou da Divisão Moderna do SNBA (1947-1951). Em 1957, recebeu o prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna, RJ. Participou da exposição ’Opinião 65’, evento que marca a difusão de uma nova arte de tendência figurativa, a neofiguração. Em 1970, fundou, com Bruno Tausz, o Centro de Pesquisa de Arte no Rio de Janeiro. Participou da Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1961, 1963, 1965) e da Bienal de Veneza (1952, 1954, 1962, 1966). PONTUAL, PÁG 486; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 605; ARTE NO BRASIL, PÁG. 840; LEONOR AMARANTE, PÁG. 26; MEC VOL. 4, PÁG. 221; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 899.



385 - ALFREDO CESCHIATTI (1918 - 1989)

Nu - escultura em bronze - 33 x 10 x 14 cm - assinado -

Natural de Belo Horizonte. Escultor, desenhista e professor. Passou a frequentar a antiga ENBA em 1940, depois de uma viagem à Europa, especialmente Itália, iniciada em 1938. Na Divisão Moderna do SNBA recebeu, como escultor as medalhas de bronze (1943) e de prata (1944), bem como o prêmio de viagem ao estrangeiro (1945), com o baixo-relevo para a Igreja de São Francisco de Assis, da Pampulha, em Belo Horizonte e, como desenhista, a medalha de prata (1945). Esteve mais uma vez na Europa entre 1946 e 1948, anos em que realizou exposição individual no Instituto dos Arquitetos do Brasil (GB). Figurou na II BSP e no II SNAM, em 1953. Fazendo parte da equipe que, em 1956, venceu o concurso de projetos para o Monumento aos Mortos da II Guerra Mundial (GB), ali executou o conjunto alusivo às três forças armadas. Integrou a Comissão Nacional de Belas Artes em 1960 e 1961, e entre 1963 e 1965, lecionou escultura e desenho na Universidade de Brasília. Quirino Campofiorito citou-o no estudo Ëscultura Moderna no Brasil"(Revista Crítica de Arte, nº único 1962). De seus trabalhos mais conhecidos destacam-se as esculturas As Banhistas e A Justiça, que se encontram, respectivamente, no lago em frente ao Palácio da Alvorada e defronte ao Supremo Tribunal Federal (Praça dos Três Poderes), em Brasília. Há ainda, obras escultóricas de sua autoria, entre outras no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Ministério das Relações Exteriores (Brasília) e em um edifício que Oscar Niemeyer projetou no conjunto residencial Hansa (setor ocidental de Berlim), assim como na embaixada brasileira em Moscou. MEC, vol. 1, pág. 397; PONTUAL, pág. 127; JÚLIO LOUZADA, vol. 11, pág. 70; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 609; ARTE NO BRASIL, pág. 872.



386 - MARCELO GRASSMANN (1925 - 2013)

Cavaleiro - desenho a nanquim - 36 x 46 cm - canto inferior esquerdo - 1975 -

Desenhista, gravador, ilustrador, pintor, escultor e professor, nasceu em São Simão, SP. Estuda fundição, mecânica e entalhe em madeira na Escola Profissional Masculina do Brás, SP. Passa a realizar xilogravuras a partir de 1943. Atua como ilustrador do Suplemento Literário do ‘Diário de São Paulo’, do ‘O Estado de S. Paulo’ e do ‘Jornal do Estado da Guanabara’. Quando reside no Rio de Janeiro, a partir de 1949, freqüenta os cursos de gravura em metal, com Henrique Oswald e de litografia, com Poty, no Liceu de Artes e Ofícios. Em Salvador (1952), trabalha com Mario Cravo Júnior. .Recebe o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Arte Moderna (1953) e vai para a Academia de Artes Aplicadas, em Viena. Passa a dedicar-se principalmente ao desenho, à litografia e à gravura em metal. Em 1969, sua obra completa é adquirida pelo governo do Estado de São Paulo, passando a integrar o acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo . Em 1978, a casa em que nasceu, em São Simão, é transformada em museu e tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo - Condephaat. Participou de muitas exposições e das Bienais de: São Paulo (1951 a 1961, 1967, 1969, 1979, 1985, 1989); Veneza (1950, 1956, 1958, 1962); Paris (1959). Principais prêmios: Bienal de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1959, 1967); Bienal de Veneza (1950, 1956, 1958,1962); Bienal de Paris (1959). PONTUAL, PÁG. 249; MEC, VOL. 2, PÁG. 281 E 282; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG. 439; VOL. 5, PÁG. 453; VOL. 9, PÁG. 383.



387 - OMAR PELEGATTA (1925 - 2000)

Casario - óleo sobre eucatex - 49 x 32 cm - canto inferior esquerdo -

Italiano da Lombardia, PELLEGATTA foi pintor e gravador dedicado a temas sacros e casarios coloniais. Em sua obra, o ser humano é apresentado sempre de modo idealizado, na figura de ternas madonas, santos, coroinhas e cavaleiros. Participou de diversas coletivas e salões, a partir de 1957, recebendo premiações em sua maioria. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág.735; MEC vol.3, pág.363; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



388 - TOMÁS SANTA ROSA (1909 - 1956)

"Romeu e Julieta - Ato I - Cena I" - desenho a nanquim, aquarela e guache - 15 x 22 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor, gravador, cenógrafo e professor. Oriundo da Paraíba, onde nasceu, fixou-se no Rio de Janeiro, iniciando em 1930 sua bem sucedida carreira de ilustrador de obras de autores estrangeiros e brasileiros, que inclui, dentre outros, Graciliano Ramos, José Lins do Rêgo, Jorge Amado, Castro Alves e muitos outros. Sua obra tem reconhecimento nacional e unanimidade de crítica, havendo se destacado em todas as áreas das artes que praticou. PONTUAL, pág. 472; TEIXEIRA LEITE, pág. 460; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 572; LEONOR AMARANTE.



389 - ALEXEJ VON JAWLENSKY (1864 - 1941)

Figura - técnica mista - 35 x 30 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor nascido em Torschok, Rússia e falecido em Wiesbaden, Alemanha. Começou seu aprendizado artístico em 1889, em São Petersburgo, após uma carreira de oficial no exército czarista. Estudou com Ilja Repin, Marianne Von Werefkin e Helene Nesnakomoff, mais tarde sua esposa. Foi para Munique em 1896 e conheceu Wassily Kandinsky. Fez várias viagens à França, participou do Salão de Outono em Paris, com o auxílio de Sergej Djagilev e conheceu Matisse. Em 1908 começou a trabalhar com Kandinsky, Marianne Von Werefkin e Gabriele Münter em Murnau - Alemanha. Juntos fundaram a Nova Associação dos Artistas de Munique e realizaram a primeira exposição. Durante a Primeira Guerra mudou com a família para a Suíça ficando até 1921 quando veio para Wisbaden e realizou uma exposição que percorreu toda a Alemanha. Em 1924 uniu-se a Kandinsky, Klee e Feininger na formação do grupo ‘Der Blauer Vier’ expondo com o grupo por alguns anos até sucumbir à artrite e abandonar a pintura. Em 1933, com o domínio dos nazistas, foi proibido de expor e sua arte foi considerada ‘degenerada’. BENEZIT VOL. 6, PÁG. 47; DICIONÁRIO OXFORD PÁG.273; www.alexej-von-jawlensky.com; www.moma.org; museothyssen.org; artnet.com; answers.co; artcyclopedia.com; pinterest.com; artfact.com; artist.christies.com; .cursodehistoriadaarte.com.br; web.artprice.com.



390 - FULVIO PENNACCHI (1905 - 1992)

"Figuras caminhando à beira mar" - óleo sobre eucatex - 20 x 30 cm - canto inferior direito e dorso - 1986 -
Reproduzido no convite deste leilão. Com etiqueta n° 015-BO-241-86A do ateliê do artista, no dorso. -

Pintor, ceramista, desenhista, ilustrador, gravador, professor nascido na cidade de Villa Collemandina, Itália e falecido em São Paulo. Em 1924 foi para Lucca e iniciou sua formação artística no ‘Regio Istituto di Belle Arti’ onde teve aulas com o pintor Pio Semeghini. Mudou-se para São Paulo em 1929 e dedicou-se a diferentes atividades até 1933, quando passou a auxiliar Galileo Emendabili na execução de monumentos funerários. Em 1935, conheceu Francisco Rebolo, passou a frequentar seu ateliê e conviveu com os artistas do Grupo Santa Helena. Nessa mesma época integrou a Família Artística Paulista e iniciou a produção de painéis em afresco e óleo para residências, igrejas, hotéis e outras edificações, destacando-se os afrescos de grandes dimensões para a Igreja Nossa Senhora da Paz, no bairro do Glicério, executados entre 1941 e 1948. Em 1965, iniciou um período de recolhimento e manteve-se afastado das exposições e do circuito artístico. Em 1973, reabriu seu ateliê e recebeu diversas homenagens no Brasil e na Itália. Nesse mesmo ano conheceu a ceramista Eunice Pessoa e com ela desenvolveu um grande número de peças que foram expostas em 1975. Sem nunca ter abandonado as atividades artísticas, voltou a figurar em diversas mostras e continuou a produzir painéis em afresco. Em 1980, Pietro Maria Bardi publicou um livro sobre sua obra. Nove anos depois, foi lançado o livro ‘Ofício Pennacchi’, organizado por Valério Antonio Pennacchi, responsável também pela publicação, em 2002, do livro ‘Fulvio Pennacchi: Pintura Mural’. Importante retrospectiva da obra do artista foi realizada, em 1973, no MAM - São Paulo. TEODORO BRAGA, PÁG. 192; MEC, VOL, 3, PÁG. 365; WALMIR AYALA, VOL, 2, PÁG. 182; PONTUAL, PÁG. 416; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 784; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 740; ACERVO FIEO.



391 - PABLO PICASSO (1881 - 1973)

Maternidade - litografia - 43 x 31 cm - canto superior esquerdo na matriz - 29/04/63 -

Pintor, desenhista, escultor, gravador, ceramista, artista gráfico e designer, Pablo Ruiz Picasso nasceu em Málaga, Espanha e faleceu em Mougins, França. Filho de um pintor e mestre de desenho, foi extraordinariamente precoce dominando o desenho acadêmico ainda na infância. Em 1904 estabeleceu-se em Paris tornando-se o centro de um círculo de artistas e escritores de vanguarda como André Breton, Guillaume Apollinaire e Gertrude Stein. Revolucionário, genial, vanguardista, visionário são elogios que definiram Picasso como um dos mestres da pintura. Sua ampla biografia e sua obra representam a arte do século XX. Embora sua obra seja convencionalmente dividida em fases, Picasso trabalhava numa grande variedade de temas e estilos ao mesmo tempo. Sua pintura “Les Demoiselles d’Avignon” (1906-7) é tida como o marco mais importante no desenvolvimento da pintura contemporânea e o primeiro prenúncio do cubismo que desenvolveu em íntima associação com Braque e depois com Gris. Sua obra mais famosa “Guernica” (1937), pintada para o pavilhão espanhol da Exposição Universal de Paris de 1937, expressa toda sua revolta e horror à destruição de Guernica, capital do país basco, durante a Guerra Civil Espanhola (1936-1939). No campo da escultura foi um dos primeiros artistas a compor esculturas a partir da montagem de materiais variados (e não por modelagem ou entalhe) e fez uso brilhante de objetos encontrados. Também como artista gráfico inclui-se entre os maiores do século. Existem museus consagrados à sua obra em Paris e Barcelona, e outros exemplos de sua inigualável produção distribuem-se por museus do mundo inteiro. Foi o primeiro artista vivo a expor suas obras no Museu do Louvre, quando completou 90 anos. BENEZIT VOL.8, PÁG. 297; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 763; ITAÚ CULTURAL; COLEÇÃO FOLHA GRANDES MESTRES DA PINTURA VOL. 6; infoescola.com; guggenheim.org; moma.org; a rtprice.com; arcadja.com; christies.com.



392 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Galinha d'angola - óleo e nanquim sobre papel - 96 x 62 cm - canto inferior direito - 1957 -
Reproduzido sob o n° 221 em catálogo de Leilão de Arte de James Lisboa, leiloeiro oficial, São Paulo - SP. -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



393 - MIRA SCHENDEL (1918 - 1988)

Composição - monotipia - 30 x 20 cm - canto inferior direito - 1963 -

Myrrha Dagmar Dub nasceu em Zurique, Suíça e faleceu em São Paulo. Desenhista, pintora, escultora. Mudou-se para Milão, Itália, na década de 1930, onde estudou arte e filosofia. Abandonou os estudos durante a Segunda Guerra Mundial. Estabeleceu-se em Roma em 1946, e, em 1949, mudou-se para o Brasil. Fixou residência em Porto Alegre, onde trabalhou com design gráfico, fez pintura, cerâmica, poemas e restauro de imagens barrocas, assinando com seu nome de casada Mirra Hargesheimer. Sua participação na 1ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1951, permitiu contato com experiências internacionais e a inserção na cena nacional. Dois anos depois se mudou para São Paulo e adotou o sobrenome Schendel. Realizou muitas exposições individuais pelo Brasil e no exterior. Participou de muitos Salões oficiais e mostras coletivas como: Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955, 1963, 1965, 1967- Prêmio, 1969 - Menção Honrosa, 1981); Bienal de Veneza (1978); Panorama da Arte Atual Brasileira (1969, 1971, 1974, 1977, 1984), entre outras. Após sua morte, muitas exposições apresentaram sua obra dentro e fora do Brasil e, em 1994, a 22ª Bienal Internacional de São Paulo lhe dedica uma sala especial. Em 1997, o marchand Paulo Figueiredo doa grande número de obras da artista ao Museu de Arte Moderna de São Paulo. TEIXEIRA LEITE, pág. 464; JULIO LOUZADA, vol. 13, pág. 304; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 688; LEONOR AMARANTE, pág. 187; www.mac.usp.br; web.artprice.com.



394 - MENASE WAIDERGORN (1927)

Meninos - óleo sobre eucatex - 22 x 17 cm - canto inferior direito -

Romeno da cidade de Hotin, Waidergorn veio para o Brasil em 1932, onde seus pais fixaram residência em São Paulo. Ingressou na APBA, onde conheceu Mecatti, que muito o estimulou e orientou, dele assimilando a luminosidade da pintura peninsular muito a gosto do ottocento italiano. Sua pintura aborda todos os gêneros, baseadas tanto nas recordações da infância pobre como nas lembranças das viagens que fez ao norte da Africa e Europa. Participou de diversos salões e coletivas, recebendo diversas premiações JULIO LOUZADA vol.11, pág. 330; Acervo FIEO.



395 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XIX

Mesquita - aquarela - 8 x 17 cm - canto inferior direito -
Com monograma. -



396 - MARIO GRUBER (1927 - 2011)

E o circo chegou - litografia - P. A. - 31 x 44 cm - canto inferior direito - 1971 -

Pintor, desenhista, gravador, escultor, muralista - Mário Gruber Correia nasceu em Santos, SP. Autodidata, começou a pintar em 1943. Mudou-se para São Paulo em 1946 e matriculou-se na Escola de Belas Artes, onde foi aluno do escultor Nicolau Rollo. Em 1947, ganhou o primeiro prêmio de pintura na exposição do grupo ’19 Pintores’. No ano seguinte realizou sua primeira exposição individual e passou a estudar gravura com Poty e a trabalhar com Di Cavalcanti. Recebeu bolsa de estudo em 1949, foi morar em Paris, onde estudou na ‘École Nationale Supérieure des Beaux-Arts’ com o gravador Édouard Goerg e trabalhou com Candido Portinari. Retornou ao Brasil em 1951 e fundou o Clube de Gravura (posteriormente Clube de Arte) em sua cidade natal, onde voltou a residir. Foi professor de gravura no Museu de Arte Moderna de São Paulo em 1953 e na Fundação Armando Álvares Penteado entre 1961 e 1964. De 1974 a 1978, morou em Paris, depois, ao retornar ao Brasil, morou em Olinda, Pernambuco. Em 1979, montou ateliê em Nova York. De volta a São Paulo, realizou obras de grande porte em espaços públicos como a estação Sé do Metrô e o Memorial da América Latina. Além de ter realizado muitas exposições individuais, participou de várias mostras e salões oficiais: Salão Paulista de Arte Moderna; Panorama da Arte Moderna Brasileira; Bienal Internacional de São Paulo e na França, Espanha, Estados Unidos, Colômbia, Holanda, Finlândia, Alemanha. PONTUAL, PÁG. 253; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 370; MEC, VOL. 1, PÁG. 466; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 448; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.649; ARTE NO BRASIL, PÁG. 803; LEONOR AMARANTE, PÁG. 376; ACERVO FIEO.



397 - MANOEL SANTIAGO (1897 - 1987)

Índia - óleo sobre tela - 72 x 53 cm - canto inferior esquerdo -

Manoel Colafante Caledônio de Assumpção Santiago nasceu em Manaus, AM e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, desenhista e professor. Mudou-se para Belém em 1903 e iniciou estudos de pintura. Desde 1916 já praticava a arte não figurativa. Em 1919 transferiu-se para o Rio de Janeiro, cursou Direito e frequentou a Escola Nacional de Belas Artes, onde foi aluno de Rodolfo Chambelland e Baptista da Costa. Na época, teve aulas particulares com Eliseu Visconti. Foi casado com a pintora Haydeá Santiago. Participou em 1927 do Salão Nacional de Belas Artes e recebeu o prêmio viagem ao exterior, entre vários outros. Foi para Paris no ano seguinte, e lá permaneceu por cinco anos. De volta ao Rio de Janeiro, em 1932, tornou-se professor do Instituto de Belas Artes. Em 1934, passou a lecionar pintura e desenho no Núcleo Bernardelli, figurando entre seus alunos José Pancetti, Edson Motta, Bustamante Sá, Ado Malagoli, Rescála e Milton Dacosta. Participou da I Bienal Internacional de São Paulo (1951) e do 8º Panorama da Arte Brasileira (1976). PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, VOL. 1, PÁG. 241; TEODORO BRAGA, PÁG. 211; CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO DE PAISAGEM BRASILEIRA, MEC-MNBA /RIO/1944; MAYER/84, PÁG. 1158; REIS JR, PÁG. 378; PONTUAL, PÁG. 473; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 292; ITAÚ CULTURAL, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 865; ACERVO FIEO.



398 - RENOT (1932)

"Dona do pássaro" - acrílico sobre tela - 37 x 48 cm - canto superior direito e dorso - 2010 -

Pintor, desenhista, gravador e tapeceiro, Reinaldo Eliomar de Freitas Marques da Silva nasceu em Santa Luzia, Bahia. Assina Renot. Autodidata, começou a pintar em 1957 e, em 1964, com a inauguração da Galeria Quirino, em Salvador, iniciou sua formação artesanal. Tornou-se amigo de vários intelectuais e artistas baianos entre os quais Jenner Augusto, Jorge Amado e Manuel Quirino. Quirino, com quem trabalhou, foi também o seu mestre na arte de tecer (1964). Foi responsável pelos calendários-tapeçaria que fez para a Basf e Bosh do Brasil em 1977. Realizou muitas exposições individuais em: Salvador, BA (1970, 1971, 1972, 1977); Porto Alegre, RS (1970); Rio de Janeiro (1971, 1974); São Paulo (1972, 1973, 1975 a 1978, 1982); Hamburgo, Alemanha (1971); Londres, Inglaterra (1972); Barcelona, Espanha (1974); Genebra, Suíça (1974); Buenos Aires, Argentina (1975); Paris, França (1976); Estados Unidos (1978, 1980). Participou de várias coletivas e mostras oficiais pelo Brasil e exterior. Atua também como perito, marchand e organizador de leilões. JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 816; VOL. 7, PÁG. 590; ITAU CULTURAL; MEC VOL. 4, PÁG. 53; web.artprice.com.



399 - ANGELO CANNONE (1899 - 1992)

"Paisagem dos Appeninos" - óleo sobre eucatex - 20 x 30 cm - canto inferior esquerdo e dorso -

Nascido na Itália, radicou-se no Brasil. Seu estilo liga-se ao dos Macchiajoli oitocentistas (os equivalentes italianos dos impressionistas franceses) e ao de Pratella em especial. São especialmente notáveis suas paisagens e marinhas. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 168; JULIO LOUZADA vol.11, pág.54; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



400 - JUAREZ MACHADO (1941)

Soltando pipa - óleo sobre madeira - 80 x 60 cm - canto inferior direito -
Reproduzido no convite deste leilão. -

Nasceu em Joinville, SC. Atualmente reside e trabalha em Paris, França, onde mantem ateliê. Pintor, escultor, desenhista, caricaturista, jornalista, cenógrafo, escritor e ator. Desenvolveu sólida carreira como desenhista de charges de humor. Sua arte essencialmente criativa, vai do lirismo à violência, da análise microscópica ao extravasamento onírico. Entre as exposições de que participa, destacam-se: 9ª Bienal Internacional de São Paulo, 1967; Zona Gallery, Nova Iorque (Estados Unidos), 1981; Retrospectiva Quatro Artistas da Geração 60, no MAC/PR, Curitiba, 1987; Châteaux Bordeaux, no Centro Georges Pompidou, Paris, 1988; Retrospectiva, no MAC/Joinville, 1990; Arte na América Latina: 100 Anos de Produção, no Instituto Estadual de Artes Plásticas da UFRGS, Porto Alegre, 1996. "Juarez Machado expõe a natureza humana, olha, registra, interpreta, ilumina, focaliza. É o mundo dos humanos, mas não é o mundo do juiz dos homens. Aqui não estamos no Juízo Final. Juarez é o artista contemporâneo, ele tem este olhar elaborado pela ciência, o grau de consciência reflexiva. Podemos dizer deste ponto de vista, que esta obra humanística e esta atitude de intensa pesquisa confere ao seu trabalho um caráter anti-medieval." Jacob Klintowitz in: "Juarez Machado - Copacabana 100 Anos, Ed. Simões de Assis, 1992." JULIO LOUZADA vol.11, pág. 186; PONTUAL, pág.284; Acervo FIEO; ITAU CULTURAL; MEC, vol. 3; TEIXEIRA LEITE, pág. 298. Acervo FIEO.



401 - WEGA NERY (1912 - 2007)

Composição - técnica mista - 29 x 23 cm - canto inferior direito - 1957 -

Natural de Corumbá-MT, estudou desenho e pintura na Escola de Belas Artes em São Paulo entre 1946 e 1949. Nos anos 50, aperfeiçoou estudos com Joaquim da Rocha Ferreira, Yoshiya Takaoka e Samson Flexor. Participou do Grupo Guanabara em 1952 e do Atelier-Abstração, liderado por Samson Flexor, em 1953. Expõs individualmente a partir de 1955. Recebeu o prêmio de melhor desenhista nacional em 1957 e o prêmio aquisição nacional em 1963. PONTUAL, pág. 551; TEIXEIRA LEITE, pág. 541, JULIO LOUZADA vol.9, pág. 919; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 682; ARTE NO BRASIL, pág. 942; LEONOR AMARANTE, pág. 57.



402 - CARLOS SCLIAR (1920 - 2001)

"Rosa chá" - vinil encerado sobre tela - 37 x 13 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1982 - Cabo Frio -

Desenhista, gravador, pintor, ilustrador, cenógrafo, roteirista e designer gráfico que nasceu em Santa Maria da Boca do Monte, RS e faleceu no Rio de Janeiro. Assina Scliar. Estudou com Gustav Epstein, em Porto Alegre, em 1934. Participou, em 1938, da fundação da Associação Riograndense de Artes Plásticas Francisco Lisboa. Entre 1939 e 1947, residindo em São Paulo, integrou a Família Artística Paulista - FAP. No Rio de Janeiro, escreveu e dirigiu em 1944 o documentário 'Escadas', sobre os pintores Arpad Szenes e Vieira da Silva com os quais conviveu desde 1941. Convocado pela Força Expedicionária Brasileira - FEB, participou da Segunda Guerra Mundial, na Itália. Morando em Paris de 1947 a 1950, cursou gravura com Galanis na Escola de Belas Artes e teve contato com o gravador mexicano Leopoldo Méndez. De volta ao Brasil, fundou com Vasco Prado o Clube de Gravura de Porto Alegre. Em 1956, passou a viver no Rio de Janeiro. Foi diretor do departamento de arte da revista 'Senhor' entre 1958 e 1960. Fundou a editora Ediarte, em 1962, com os colecionadores Gilberto Chateaubriand, Michel Loeb, Carlos Nicolaievski e o pintor José Paulo Moreira da Fonseca. Realizou durante toda sua vida exposições individuais e participou de inúmeras coletivas e Salões oficiais, recebendo muitos prêmios. Também foram realizadas várias exposições póstumas. MEC VOL.4, PÁG. 214; TEODORO BRAGA, PÁG. 66; WALMIR AYALA VOL.2, PÁG. 306 a 309; PONTUAL, PÁG. 479 e 480; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG.884; VOL.2, PÁG. 925; VOL.13, PÁG. 305; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; RGS, PÁG. 442; ACERVO FIEO.



403 - JORGE GUINLE FILHO (1947 - 1987)

Formas - aquarela - 18 x 28 cm - canto inferior esquerdo - 1984 -

Pintor, desenhista e gravador nascido e falecido em Nova York, EUA. Mudou-se com a família para o Brasil ainda no ano de seu nascimento e permaneceu no Rio de Janeiro até 1955. Desse ano até 1962, acompanhando a mãe, morou em Paris e, em seguida, em Nova York, onde residiu até 1965. Na França, em paralelo a sua formação regular, iniciou, como autodidata, estudos de pintura e frequentou museus e galerias de arte, prática que manteve quando se transferiu para os Estados Unidos. De 1965 a 1974 viveu no Rio de Janeiro e passou temporadas em Londres e Paris, cidade para onde retornou nesse último ano e se estabeleceu por mais três anos. Em 1977, voltou a residir no Rio de Janeiro. Seu trabalho ganhou repercussão e, na década de 1980, integrou as principais exposições de arte do país. A produção do artista, concentrada em seus últimos sete anos de vida, foi dedicada, sobretudo à pintura. Jorge Guinle foi um importante incentivador da revalorização da pintura promovida pelo grupo de jovens artistas conhecido como Geração 80. Participou da mostra ‘Como Vai Você, Geração 80?’, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage - EAV/Parque Lage, Rio de Janeiro, 1984, escreveu um texto para a edição especial da revista ‘Módulo’ dedicada a essa mostra, participou de várias exposições e eventos realizados por esses artistas e escreveu sobre suas obras. Participou também da 17ª e 18ª Bienal Internacional de São Paulo (1983 e 1985). Em 1985 recebeu o Prêmio de Viagem ao Estrangeiro no 8º Salão Nacional de Artes Plásticas, MAM-RJ. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL. 2, PÁG.482; LEONOR AMARANTE, PÁG. 312. ACERVO FIEO.



404 - TARSILA DO AMARAL (1890 - 1973)

"Crianças no vilarejo" - gravura - P. A. - 27 x 20 cm - canto inferior direito -
Esta gravura consta no catálogo Raisonné de Tarsila do Amaral. -

Pintora e desenhista, Tarsila do Amaral nasceu em Capivari, SP e faleceu em São Paulo. Estudou escultura com William Zadig e com Mantovani, em 1916, na capital paulista. No ano seguinte teve aulas de pintura e desenho com Pedro Alexandrino, onde conheceu Anita Malfatti. Ambas tiveram aulas com o pintor Georg Elpons. Em 1920 viajou para Paris e estudou na ‘Académie Julian’ e com Émile Renard. Ao retornar ao Brasil formou em 1922, em São Paulo, o Grupo dos Cinco, com Anita Malfatti, Mário de Andrade, Menotti del Picchia e Oswald de Andrade. Em 1923, novamente em Paris, frequentou o ateliê de André Lhote, Albert Gleizes e Fernand Léger. Foi a criadora de duas das principais tendências ou movimentos de nossa arte nacionalista: o Pau Brasil e o Antropofagia. A convite da Comissão do IV Centenário de São Paulo fez, em 1954, o painel ‘Procissão do Santíssimo’ e, em 1956, entregou ‘O Batizado de Macunaíma’, sobre a obra de Mário de Andrade, para a Livraria Martins Editora. A retrospectiva Tarsila: 50 Anos de Pintura, organizada pela crítica de arte Aracy Amaral e apresentada no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo , em 1969, ajudou a consolidar a importância da artista. TEODORO BRAGA, PÁG. 220; REIS JR., PÁG.388; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 365; MEC, VOL. 4, PÁG. 370; PONTUAL, PÁG. 511; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 492; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 389; ARTE NO BRASIL, PÁG. 577; LEONOR AMARANTE, PÁG. 24; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 958.



405 - CACIPORÉ TORRES (1932)

Composição - escultura em bronze - 17 x 18 x 4 cm - assinado -

Nascido CACIPORÉ de Sá Coutinho de Lamare TÔRRES, na cidade de Araçatuba, SP. É escultor e professor. Participou do I SPAM (1951) e da I, II, III, VI, VIII e IX Bienal de São Paulo. Recebeu diversos prêmios, inclusive de viagem à Europa em 1951. MEC, vol. 4, pág. 406; PONTUAL, pág. 524; JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 156; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 769; ARTE NO BRASIL, pág. 899; LEONOR AMARANTE, pág. 23.



406 - EDGARD OEHLMEYER (1909 - 1967)

Paisagem - desenho a nanquim e aguada - 15 x 21 cm - canto inferior direito - 1966 - Itanhaém -

Nasceu em Rio Claro, no dia 31 de maio e falecido em 4 de outubro de 1967. Nessa cidade cursou na Escola Profissional a seção de pintura com o prof. Carlos Hadler. Discípulo de Rocco, foi destacado paisagista e pintor de naturezas-mortas, tendo obtido diversas premiações nos SNBA e SPBA. TEODORO BRAGA, pág. 175; MEC. Vol.3, pág. 291; MAYER/1984, pag. 1070; TEIXEIRA LEITE, pág. 362; PONTUAL, pág. 389; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



407 - TAKESHI SUZUKI (1908 - 1987)

Paisagem - óleo sobre tela - 60 x 75 cm - canto inferior direito -

Natural de Tóquio, Japão. Compõe o I Salão Paulista de Belas Artes. Realiza duas exposições individuais na Galeria Domus-SP em 1948 e 1949. Integra o Grupo Jacaré e do Guanabara. Participa do Grupo Seibi. Era considerado um dos mais respeitáveis artistas plásticos nipo-brasileiros. As paisagens caracterizam-se por riqueza de detalhes e procura de ângulos menos enobrecidos, focalizando fundos de quintal e imagens mais despojadas, parecendo inacabadas e que conferem expressão ao conjunto. JULIO LOUZADA vol.9 pág.829; ITAU CULTURAL.



408 - J. CARLOS (1884 - 1950)

O protesto - desenho a nanquim e aquarela - 28 x 40 cm - canto inferior direito -

Nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, desenhista, ilustrador e caricaturista. Realizou mais de cem mil desenhos, não se conhecendo um único ruim. Observador arguto, retratou com maestria e humor o cotidiano de sua cidade natal, da qual, consta, ausentou-se por duas únicas ocasiões. JULIO LOUZADA vol. 10, pág. 181; CARICATURISTAS BRASILEIROS, de Pedro Corrêa do Lago, pág. 74; WALTER ZANINI, pág. 448; ARTE NO BRASIL, pág. 646.



409 - SERGIO RODRIGUES (1927 - 2014)

Estudo - técnica mista - 45 x 63 cm - canto inferior direito -

Designer de móveis, arquiteto. Ingressa em 1947 na Faculdade Nacional de Arquitetura da Universidade do Brasil - FNA, no Rio de Janeiro. Em 1949, atua como professor assistente de David Xavier de Azambuja, que, em 1951, o convida a participar da elaboração do projeto do Centro Cívico de Curitiba, com os arquitetos Olavo Redig de Campos e Flávio Regis do Nascimento, por intermédio de quem conhece Lucio Costa. Rodrigues forma-se em arquitetura em 1951. Transfere-se para Curitiba, onde cria a Móveis Artesanal Paranaense, em sociedade com os irmãos Hauner, que em 1954 contratam-no para comandar o setor de criação de arquitetura de interiores de sua nova empresa, a Forma S.A., em São Paulo. Nesse período, entra em contato com a produção de diversos designers europeus, conhece Gregori Warchavchik e Lina Bo Bardi. Em 1955, pede demissão da Forma, e volta ao Rio de Janeiro. Alimenta a idéia de criar um espaço de produção e comercialização o do design brasileiro, que se concretiza com a abertura da Oca, em 1955. Cria na década de 1950 as poltronas Mole, Laércio Costa e Oscar Niemeyer. De 1959 a 1960, faz os primeiros estudos do SR2 - Sistema de Industrialização de Elementos Modulados Pré-Fabricados para Construção de Arquitetura Habitacional em Madeira. Os protótipos das construções são expostos no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro - MAM/RJ. Com o objetivo de comercializar móveis produzidos em série a preços acessíveis, cria em 1963 a empresa Meia-Pataca, que se mantém no mercado até 1968. Nesse ano, vende a Oca e monta ateliê no Rio de Janeiro, onde trabalha com arquitetura de interiores para residências, escritórios e hotéis e realiza projetos para o Banco Central em Brasília e a sede da Editora Bloch, no Rio de Janeiro. Participa da exposição Mobiliário Brasileiro - Premissas e Realidade, no Museu de Arte de São Paulo - Masp. Participa, com Lucio Costa e Zanine Caldas, da Mostra Brasile 93 - La Costruzione de una Identitá Culturale [Brasil 93 - A Construção de uma Identidade Cultural], em Brescia, Itália. ITÁU C



410 - TIKASHI FUKUSHIMA (1920 - 2001)

Composição - óleo sobre tela - 50 x 50 cm - canto inferior direito -
Reproduzido no convite deste leilão. Com etiqueta da Contorno Artes Ltda, Rua Marquês de São Vicente, loja 52, Rio de Janeiro - RJ, no dorso. -

Pintor e gravador, natural da cidade japonesa de Fukushima, faleceu em São Paulo. Veio para o Brasil em 1940, fixando-se em Lins, SP. Recebendo influência de Manabu Mabe, começou a se interessar por pintura. Em 1946, seguiu para o Rio de Janeiro, onde estudou com Tadashi Kaminagai e, entre 1947 e 1948, frequentou aulas na Escola Nacional de Belas Artes. Em 1949, mudou-se para São Paulo e montou uma oficina de molduras no que passou a ser ponto de encontro dos artistas de tendências afins e que formaram, em 1950, o Grupo Guanabara. Nesse período, integrou também o Grupo Seibi. Entre 1977 e 1990, foi presidente da Comissão de Artes Plásticas da Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa. Em 1979, foi membro da Comissão de Artes da Fundação Brasil-Japão de Artes Plásticas. Realizou muitas exposições individuais e participou de diversas mostras coletivas e Salões oficiais no Brasil e pelo mundo. Em 2001, a Pinacoteca do Estado de São Paulo, exibiu uma mostra retrospectiva de sua obra. JULIO LOUZADA, VOL. 13 PÁG. 141; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 210; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 644; LEONOR AMARANTE, PÁG. 383; artnet.com; arcadja.com.



411 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Casario - serigrafia - 25 x 15 cm - centro esquerdo na tela serigráfica -
Obra impressa por Ateliê Mário Della Parra - Serigrafias - Rio de Janeiro, RJ. -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



412 - WALTER LEWY (1905 - 1995)

Dominadora das gotas - óleo sobre tela - 46 x 55 cm - canto inferior direito - 1975 -

Gravador, pintor, ilustrador, paisagista, desenhista e publicitário nascido em Bad Oldesloe, Alemanha e falecido em São Paulo. Estudou na Escola de Artes e Ofícios de Dortmund, Alemanha (1923-1927). Nesse período, filiou-se à tendência do realismo mágico. Em 1928 participou de coletivas em Dortmund, Gelsenkirchen, Boclusim e outras cidades. Com a crise econômica de 1929, Lewy perdeu seu emprego de desenhista numa gráfica e foi viver com os pais no interior, tornando-se ilustrador de anedotas em jornais. Realizou sua primeira exposição individual em Bad Lippspringe (1932), mas foi fechada quando a Câmara de Arte Alemã proibiu a participação de judeus na vida artística. Escapando dessa situação opressora, o artista imigrou para o Brasil (1938), retomando profissionalmente a pintura. Deixou para trás centenas de trabalhos, que foram enviados para a Holanda e perdidos durante os bombardeios da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). No Brasil, fixou-se em São Paulo. Nos primeiros anos fez desenho publicitário e mais tarde capas de livros e ilustrações para diversas editoras. Ilustrou obras de Bertrand Russell, Machado de Assis e Arnold Toynbee, entre outras. Mais tarde, empregou-se como diagramador, letrista e arte-finalista nas agências de propaganda De Carli, Lintas Publicidade, Martinelli, Santos & Santos e Thompson Propaganda. Participou de Salões Nacionais e Bienais de São Paulo, entre 1951 e 1965, recebendo diversas premiações oficiais. JULIO LOUZADA, VOL. 10, PÁG. 497; MEC, VOL. 2, PÁG. 474; TEODORO BRAGA, PÁG. 245; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 286; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 630; LEONOR AMARANTE, PÁG. 142; ACERVO FIEO.



413 - INOS CORRADIN (1929)

Malabarista - óleo sobre tela - 70 x 50 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, escultor e cenógrafo, nascido em Vogogna, Itália. Por volta de 1932 mudou-se com a família para Castelbaldo - Padova, onde, em 1945, estudou pintura com professor Tardivello. Em 1947 colaborou com o pintor Pendin na execução de um mural referente aos mártires da resistência italiana em Castelbaldo. Veio, em 1950, para Jundiaí e São Paulo onde fez parte do núcleo artístico Cooperativa em São Paulo, dirigido pelo pintor argentino Oswaldo Gil Navarro. Executou cenários para o Ballet do IV Centenário de São Paulo, em 1954. Em 1979 foi contratado para pintar um cenário para o Teatro de Rovigo, Itália. Realizou diversas exposições individuais, participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais pelo Brasil e pelo mundo. Foi premiado em Paris (1975) e em Ferrara, Itália (1976). JULIO LOUZADA, VOL. 11, PÁG. 152; PONTUAL, PÁG. 143; MEC, VOL. 1, PÁG. 448; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 215; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; inoscorradin.com.br.



414 - GIOVANNI PANZA (1894 - 1989)

Pescadores - óleo sobre tela - 41 x 60 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor, escritor e poeta italiano nascido em Capo Miseno e falecido em Nápoles, proveniente de uma família de poetas e pintores. É considerado um dos representantes da escola napolitana "Ottocento". Participou de diversas mostras e Salões oficiais. Suas obras têm sido comercializadas em vários leilões pelo mundo. www.artprice.com; www.blouinartinfo.com; www.artnet.com; www.mutualart.com.



415 - ANGELO CANTÚ (1881 - 1955)

Senhorita - óleo sobre cartão - 27 x 20 cm - lado direito -

Italiano de Milão, onde nasceu a 3 de agosto de 1881. Frequentou a Academia de Brera, daquela cidade, sob a orientação de Cesar Tallone. Grande retratista, ganhou notoriedade face a esta sua especialização. Participou de 1908 endiante a todas as Bienais de Brera e 'as Quadrienais de Torino. Nos anos de 1913, 1914 e 1921, expôs com grande sucesso no Brasil, nas cidade de São Paulo, Santos e Rio de Janeiro. Lecionou pintura no Rio de Janeiro. TEODORO BRAGA, pág. 64; LAUDELINO FREIRE, pág. 518; REIS JR., pág. 377; MEC, vol. 1, pág. 336; ART PRICE ANNUAL 2000, pág. 394; JÚLIO LOUZADA, vol. 1, pág. 209; ITAÚ CULTURAL, RUTH TARASANTCHI.



416 - BUSTAMANTE SÁ (1907 - 1988)

Marinha - óleo sobre eucatex - 16 x 40 cm - canto inferior direito e dorso -

Natural da cidade do Rio de Janeiro, estudou na ENBA naquela cidade, onde foi aluno de Rodolfo Amoedo e Rodolfo Chambelland. Participou do Núcleo Bernardelli, do qual foi um dos fundadores em 1931. Participou de sucessivas versões do SNBA a partir de 1928, recebendo diversas premiações. Excepcional pintor do gênero paisagem. TEODORO BRAGA, pág. 59; REIS JR. , pág. 385; MEC,vol. 4, pág. 127; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 145 e 147; TEIXEIRA LEITE, pág. 94; JÚLIO LOUZADA, vol. 11, pág. 47; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 579; ARTE NO BRASIL, pág. 763; Acervo FIEO.



417 - SAUL STEINBERG (1914 - 1999)

O executivo - desenho a nanquim e aquarela - 27 x 37 cm - canto inferior esquerdo -

Desenhista, pintor, gravador, ilustrador, cartunista, escultor, natural da Romênia. Estudou Filosofia em Bucareste, Romênia e Arquitetura em Milão, Itália. Nos anos 30 publicou seus cartuns na revista italiana Bertoldo. Em 1940, seus desenhos começam a aparecer nas revistas ‘Life’ e’ Harper’s Bazaar’. Vai para os Estados Unidos em 1941 e passa a publicar, regularmente, seus trabalhos na revista ‘The New Yorker’ por quase 60 anos, além de se dedicar intensamente às diversas formas de expressão. A primeira exposição de seus trabalhos se deu em Nova York, em 1943. E várias outras aconteceram por museus da Europa e Estados Unidos, inclusive no Museu de Arte de São Paulo, São Paulo. Retrospectivas de sua obra foram realizadas no Museu Whitney de Arte Americana, Nova York (1978); no Instituto de Arte Moderna, em Valencia - Espanha (2002); na Pinacoteca do Estado, São Paulo (2011). BENEZ IT, VOL. 9, PÁG. 805; MEC, VOL. 4, PÁG. 341; ITAU CULTURAL; www.saulsteinbergfoundation.org; www.artcyclopedia.com; www.britannica.com.



418 - ODIL MIRANDA RIBEIRO (1961)

"Urbanidades I" - carvão sobre tela - 100 x 100 cm - canto inferior direito - 2014 -
Com etiqueta do "Salão Graciosa de Artes Plásticas", 2014. -

Pintor nascido em São Paulo. Atualmente vive e trabalha em Curitiba. Formou-se em pintura pela Escola de Música e Belas Artes de Curitiba, PR, e é, atualmente, mestrando na Universidade Tuiuti do Paraná. Entre 2007 e 2009 frequentou o curso de pintura no ateliê de Felipe Scandelari. Em 2009, no México, frequentou o ateliê de pintura na "Casa de La Cultura Jesús Reyes Heroles", sob orientação do "Maestro Pedro Hernandes". Exposições coletivas: Curitiba, PR (2008, 2011, 2012); México (2009); São Paulo (2011, 2012); Ponta Grossa, PR (2011, 2012); Piracicaba, SP (2011, 2013); Blumenau, SC (2012); Santo André, SP (2013). Foi premiado em: Ponta Grossa, PR (2011, 2012); São Paulo (2011, 2012). odilmirandaribeiro.wordpress.com; jornalmeuparana.com.br.



419 - DJANIRA DA MOTTA E SILVA (1914 - 1979)

Menina - desenho a nanquim - 18 x 15 cm - canto inferior direito -

Pintora, desenhista, ilustradora, cartazista, cenógrafa e gravadora. Djanira da Motta e Silva nasceu em Avaré, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. No final da década de 1930, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde teve suas primeiras instruções de desenho no Liceu de Artes Ofícios e com o pintor Emeric Marcier, hóspede da pensão que Djanira instalou no bairro de Santa Teresa. Os contatos com os artistas Carlos Scliar, Milton Dacosta , Arpad Szenes , Vieira da Silva e Jean-Pierre Chabloz , frequentadores de sua pensão, proporcionaram um ambiente estimulador que a levou a expor no 48º Salão Nacional de Belas Artes, em 1942. No ano seguinte, realizou sua primeira mostra individual, na Associação Brasileira de Imprensa - ABI. Em 1945, viajou para Nova York. De volta ao Brasil, realizou o mural ‘Candomblé’ para a residência do escritor Jorge Amado, em Salvador, e painel para o Liceu Municipal de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Entre 1953 e 1954, viajou a estudo para a União Soviética. De volta ao Rio de Janeiro, tornou-se uma das líderes do movimento pelo Salão Preto e Branco, um protesto de artistas contra os altos preços do material para pintura. Realizou em 1963, o painel de azulejos ‘Santa Bárbara’, para a capela do túnel Santa Bárbara, Laranjeiras, Rio de Janeiro. No ano de 1966, a editora Cultrix publicou um álbum com poemas e serigrafias de sua autoria. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil, EUA e Europa. Foi premiada no Rio de Janeiro (1943, 1944, 1949, 1950 a 1953, 1955, 1963) e em São Paulo (1951, 1955). Participou da 1ª e da 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955). Em 1977, o Museu Nacional de Belas Artes - MNBA, realizou uma grande retrospectiva de sua obra. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 336; PONTUAL, PÁG. 181; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 164; MEC, VOL. 2, PÁG 58; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG, 263; WALTER ZANINI, PÁG. 810; ARTE NO BRASIL, PÁG. 824; ACERVO FIEO.



420 - FUKUDA (ROBERTO KENJI FUKUDA) (1943 - 2008)

Composição - acrílico sobre tela - 60 x 60 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor, gravador e escultor nascido em Indiana, SP, e ativo na Capital. Filho de artista (seu pai é o pintor Tamotsu Fukuda), pinta desde cedo. Suas telas não passam desapercebidas, sejam pelas cores harmoniosas, vivas e vibrantes, sejam pela suavidade das composições, que tranquilizam o expectador. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 120; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



421 - OTTO CAVALCANTI (1930)

Composição - óleo sobre cartão - 30 x 40 cm - canto inferior direito - 1992 -
Com a seguinte inscrição no dorso: "Ao amigo Carlos. Em homenagem à sua dedicação e colaboração na mostra de minha obra na Galeria Bonino, em novembro de 92. Otto Cavalcanti". -

Pintor, desenhista e ilustrador, natural de Itabaiana, PB, radicado na Espanha. Autodidata, trabalhou como ilustrador de magazines. Em 1963 foi para o Instituto Cultural de Criação de Arte da Espanha e, tempos depois, residiu na Inglaterra. Exposições individuais: Brasília, DF (1986); Rio de Janeiro, RJ (1987, 1992); Fortaleza, CE (1991, 1992). Coletivas: Rio de Janeiro, RJ (1986). Internacionais: Inglaterra (1969 a 1971); França (1970, 1982); Espanha (1968, 1976 a 1984). JULIO LOUZADA, VOL.6, PÁG.231; VOL.10, PÁG. 208; www.artprice.com.



422 - LIVROS


1)"ARTE NOS SÉCULOS, VOL VIII: PINTURA NO BRASIL". MILÃO: FRATELLI FABBRI; SÃO PAULO: ABRIL CULTURAL, 1972.
2)"GÊNIOS DA PINTURA: PINTORES MODERNOS". MILÃO: FABBRI, 1967; SÃO PAULO: ABRIL, 1980.
3)"ARTE NOS SÉCULOS: VOL V: O BARROCO NA EUROPA E NAS AMÉRICAS". MILÃO: FRATELLI FABBRI; SÃO PAULO: ABRIL CULTURAL, 1972.
4)"TERRA BRASIL". ARAQUÉM DE ALCÂNTARA. TEXTOS DE CARLOS MORAES E RUBENS FERNANDES JR. SÃO PAULO: MELHORAMENTOS, 2001.




423 - ANTONIO DA COSTA JUNIOR (1945)

Natureza morta - óleo sobre tela - 80 x 100 cm - canto inferior direito -

Pintor paulistano, nascido em 25 de maio de 1945. Iniciou sua carreira artística aos 5 anos, já revelando talento excepcional na aquarela. Aos 8 anos passa para a pintura a óleo. Ainda adolescente foi tomar aulas na APBA-SP, mas quando o ilustre mestre Innocêncio Borghese viu seus trabalhos, foi taxativo: "Continue sozinho, rapaz. O que você teria para aprender aqui já aprendeu por si." Expõe coletivamente desde 1970, possuindo obras nos acervos de diversas e importantes instituições brasileiras. JULIO LOUZADA, vol. 6, pág. 542



424 - SALVADOR RODRIGUES JR (1907 - 1995)

Paisagem - óleo sobre eucatex - 40 x 50 cm - canto inferior direito e dorso - 1982 -

Nasceu em Cádiz, Espanha, a 8 de abril de 1907. Veio a falecer no dia 24 de julho de 1995, em São Paulo-SP. Pintor e professor. A sua pintura é toda poesia e sem artifícios. O artista não imita ninguém. Tem estilo e sentido próprios. Estas algumas das observações do crítico da Sociarte, José Cornelsen. O autor obteve mais de uma centena de medalhas e troféus em certames oficiais. JULIO LOUZADA vol.9, pág.741, Acervo FIEO.



425 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

Labareda - escultura em bronze - 16 x 13 x 8 cm - assinado -

Escultor e pintor paulista, iniciou seus estudos de escultura em Roma 1920/1922. Mais tarde tornou-se aluno de Maillol, em Paris, onde também frequentou as academias Ranson e de La Grande Chaumière, em 1936. É considerado o maior escultor nacional. MEC, vol.2, pág. 250/1; PONTUAL, pág. 237/8; MAYER/84, pág. 1333; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 587; ARTE NO BRASIL, pág. 715; LEONOR AMARANTE, pág. 18.



426 - MERIO AMEGLIO (1897 - 1970)

Veneza - óleo sobre tela - 54 x 65 cm - canto inferior esquerdo - 1949 - Venise -

Pintor nascido em San Remo, Itália e falecido em Paris. Foi educado, desde muito jovem, na França - região da "Côte d’Azur". Em 1938 mudou-se para Paris e passou a viver em Montmartre junto aos artistas de vanguarda da época como: Pablo Picasso, Jacques Villon, Jean Paul François Galle, Van Dongen, Severini. Foi membro e participante dos salões e recebeu Menção Honrosa na Exposição de Arte Internacional de 1938. Sempre pintando, viajou pela Itália e interior da França. Em 1969 foi realizada uma exposição retrospectiva de sua obra na Galeria Cambaceres, em Paris. BENEZIT VOL. 1, PÁG.154; www.artprice.com; www.wallyfindlay.com; www.bantamfinearts.com, artist.christies.com.



427 - DARCILIO LIMA (1944)

Composição surreal - litografia - P. A. - 58 x 39 cm - canto inferior direito - 1969 -

Cearense de Cascavel, o festejado desenhista Darcilio foi para o Rio de Janeiro, e já depois de haver iniciado autodidaticamente seu trabalho no campo da pintura e da utilização do lápis cêra. Recebeu orientação de Ivan Serpa, passando a dedicar-se especialmente ao desenho a bico-de-pena, com a permanente fixação gráfica da fantasia erótica como veículo de impacto crítico. PONTUAL, pág. 159. MEC, vol.1, pág.17; WALTER ZANINI, pág. 760; LEONOR AMARANTE; ITAU CULTURAL.



428 - RENZO GORI (1911 - 1999)

Rua árabe - óleo sobre tela - 70 x 50 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor de estilo, participou de diversos Salões Nacionais, com premiações; muito apreciado por colecionadores de cenas árabes. TEODORO BRAGA, pág. 110; MEC, vol. 2, pág. 278; JULIO LOUZADA, vol. 9, pág. 390; Acervo FIEO.



429 - GEORGINA DE ALBUQUERQUE (1885 - 1962)

Rosas - guache - 30 x 20 cm - canto inferior direito -

Pintora e professora. Aos 15 anos, inicia sua formação artística com o pintor italiano Rosalbino Santoro (1858 - s.d.). Muda-se para o Rio de Janeiro em 1904, matricula-se na Escola Nacional de Belas Artes - Enba e estuda com Henrique Bernardelli. Em 1906, casa-se com o pintor Lucílio de Albuquerque e viaja para a França. Em Paris, frequenta a École Nationale Supérieure des Beaux-Arts e ainda a Académie Julian, onde é aluna de Henri Royer. Volta ao Brasil em 1911, expõe em São Paulo e, partir dessa data, participa regularmente da Exposição Geral de Belas Artes. De 1927 a 1948, leciona desenho artístico na Enba e, em 1935, é professora do curso de artes decorativas do Instituto de Artes da Universidade do Distrito Federal. Em 1940, em sua casa no bairro de Laranjeiras, no Rio de Janeiro, funda o Museu Lucílio de Albuquerque, e institui um curso pioneiro de desenho e pintura para crianças. Entre 1952 e 1954, exerce o cargo de diretora da Enba. TEIXEIRA LEITE, págs. 15 e 16; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 22 a 26; TEODORO BRAGA, pág. 107; REIS JR., pág. 370; PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, vol. 1, págs.17 e 141; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 455; ARTE NO BRASIL, pág 574; Acervo FIEO, RUTH TARASANTCHI.



430 - TITO DE ALENCASTRO (1934 - 1999)

Cavalo - serigrafia - 182/195 - 45 x 59 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e mosaicista, radicou-se em 1961 em São Paulo, após ter estudado no Rio de Janeiro com Abelardo Zaluar, José Morais e Johnny Friedlaender. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 29; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 6; PONTUAL, pág. 14; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



431 - AUGUSTO HERKENHOFF (1965 - XX)

Figura - aquarela - 31 x 23 cm - canto inferior direito - 1996 -

Nasceu em Cachoeiro do Itapemirim, ES. Formou-se em Direito, no Rio de Janeiro, em 1984.De 1985 a 1986, estudou com Katie Van Scherpenberg no MAM/RJ. Entre 1985 e 1988 estudou pintura com Ronaldo do Rego Macedo, Katie Van Scherpenberg e Manfredo Souzanetto, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Entre 1986 e 1995 participou de diversos Salões, entre eles o I Salão Capixaba de Artes Plásticas, V Salão da Ferrovia – RFFSA, onde recebeu o Prêmio Aquisição, no Rio de Janeiro, 12º Salão Carioca de Arte Universitária, 13º e 16º Salão Carioca Rioarte, VII Salão Paulista de Arte Contemporânea, 13º Salão Nacional de Artes Plásticas, Rio de Janeiro, XV Salão Nacional de Artes Plásticas, recebendo o 1º Prêmio, com a séria Amarelas, Rio de Janeiro. Neste mesmo período participou de várias exposições individuais e coletivas em diversos estados do Brasil. http://pt.shvoong.com/humanities/424525-biografia-augusto-herkenhoff/



432 - RUBENS GERCHMAN (1942 - 2008)

O trem - litografia off set - P. A. - 28 x 27 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, escultor nascido no Rio de Janeiro e falecido em São Paulo. Em 1957, freqüenta o Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro, onde estuda desenho. Faz curso de xilogravura com Adir Botelho e freqüenta a Escola Nacional de Belas Artes - Enba, entre 1960 e 1961. Em 1967, é contemplado com o prêmio de viagem ao exterior no 16º Salão Nacional de Arte Moderna e viaja para os Estados Unidos. Reside em Nova York entre 1968 e 1972. Retorna ao Brasil e faz o roteiro, a cenografia e a direção do filme 'Triunfo Hermético' e os curtas 'ValCarnal' e 'Behind the Broken Glass'. De 1975 a 1979, assume a direção da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, RJ. É co-fundador e diretor da revista 'Malasartes'. Em 1978, viaja para os Estados Unidos com bolsa da Fundação John Simon Guggenheim. Em 1982, permanece por um ano em Berlim como artista residente, a convite do Deutscher Akademischer Austauch Dienst - DAAD [Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico]. Realizou diversas exposições individuais e participou de muitas mostras oficiais no Brasil e pelo mundo recendo prêmios na Bienal de São Paulo (1965), Bienal de Salvador, BA (1966), Bienal de Cali, Colômbia (1967, 1970). JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 417; PONTUAL, PÁG. 235; TEIXEIRA LEITE, "in" A GRAVURA BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 734; ARTE NO BRASIL, PÁG. 974; LEONOR AMARANTE, PÁG. 143, MEC VOL. 2, PÁG. 246; Acervo FIEO.



433 - HEITOR DE PINHO (1897 - 1968)

Barcos - óleo sobre tela colada em cartão - 20 x 25 cm - canto inferior direito - 1940 -

Nascido e falecido na cidade do Rio de Janeiro, onde estudou na antiga Escola Nacional de Belas Artes. Foi discípulo de Rodolfo Chambelland, Batista da Costa, Lucílio de Albuquerque e Modesto Brocos. Participa de Salões Oficiais a partir de 1924, recebendo diversas premiações. JULIO LOUZADA, vol.11, pág.247; MEC. Vol.3, pág.400; WALMIR AYALA. Vol.2, pág.194; TEIXEIRA LEITE, pág.408; PONTUAL, pág.426.



434 - INGRES SPELTRI (1940)

"Natureza morta - Opus 171-004" - óleo sobre eucatex - 60 x 62 cm - canto inferior direito e dorso - 1985 -

Pintor, desenhista, escultor, gravador e professor nascido em Jau, SP. Filho do pintor Augusto Speltri com quem se iniciou na pintura, ainda criança. Em 1959 mudou-se para São Paulo onde estudou Música (1960-1964). É professor titular da Escola Panamericana de Arte, SP. Realizou exposições individuais, em São Paulo, nos anos de 1977, 1981, 1978, 1984. Participou de várias mostras e Salões oficiais, sendo premiado em: São Paulo (1963, 1966, 1970, 1971); Santo André, SP (1976). JULIO LOUZADA VOL. 5, PÁG. 1012; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; MEC VOL. 4, PÁG. 338; PONTUAL PÁG. 504; www.artprice.com; www.speltri.com.



435 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Flores - óleo sobre tela - 33 x 47 cm - canto inferior direito ilegível -



436 - ANTONIO EUGÊNIO PASCOTTO (1924)

Ibirapuera - óleo sobre tela - 27 x 41 cm - canto inferior direito e dorso - 1985 -

Natural de Mineiros do Tietê, SP, sua formação artística foi dada pelo pintor florentino, radicado no Brasil, Dario Mecatti. Foi moldureiro e restaurador de quadros, cuja técnica lhe foi ensinada por Renzo Gori. A partir de 1960 veio regularmente participando de diversas exposições coletivas e Salões oficiais no estado de São Paulo onde recebeu inúmeros prêmios, destacando-se: São Paulo, SP (1966, 1970, 1971, 1975, 1978, 1980, 1982, 1984, 1986); São Bernardo do Campo, SP (1970, 1976, 1986); Catanduva, SP (1981) e Ribeirão Pires, SP (1979). Exposições individuais em São Paulo, SP (1988 e 1990). JULIO LOUZADA, vol.13, pág. 432. ITAU CULTURAL.



437 - HARRY ELSAS (1925 - 1994)

Pastor - óleo sobre tela colada em madeira - 48 x 31 cm - canto inferior esquerdo -

Muralista, gravador, pintor, Heinz Hugo Erich Elsas nasceu em Stuttgart, Alemanha e faleceu em Taubaté, SP. Iniciou a carreira artística como autodidata. Radicado no Brasil desde 1936 foi fortemente influenciado pela cultura regional do Nordeste. Em 1945 recebeu orientações de Lasar Segall e realizou sua primeira mostra individual no Ministério da Educação e Cultura no Rio de Janeiro. A partir de 1970, fixou-se em São Paulo e executou murais para o Banco Safra (1971) e Banco Cidade de São Paulo (1976). Realizou exposições individuais em São Paulo, Rio de Janeiro e Estados Unidos. Participou de coletivas no Brasil e no exterior a partir de 1962. JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 355; MEC VOL, 2, PÁG, 111; TEIXEIRA LEITE PÁG 176; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



438 - NICOLA PETTI (1904 - 1983)

Pronta para o baile - óleo sobre tela colada em eucatex - 20 x 15 cm - canto inferior direito -

Ativo em São Paulo, foi também excepcional desenhista, aluno nesta capital, do pintor e professor alemão Georg Ficher Elpons; participou assiduamente do Salão Paulista de Belas Artes, desde sua inauguração em 1933, onde foi muito premiado. MEC, vol. 3, pág. 393; JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 685; ITAU CULTURAL, Acervo FIEO.



439 - DOMINGOS ANTEQUERA (1921 - 1984)

Carro de bois - óleo sobre tela - 46 x 33 cm - canto inferior direito e dorso - 1984 -

Natural de Lençois Paulista, SP. Faleceu em São Paulo, em 8 de outubro de 1984. Assinava seus trabalhos D. ANTEQUERA. Desenvolveu-se artisticamente com os pintores Cirilo Agostini, Migliaccio e José Barchita. Impresionista, é considerado um artista de sensibilidade invulgar, cuja obra é repleta de recursos técnicos próprios, fortes e seguros. A bibliografia abaixo exibe extensa lista de exposições e prêmios recebidos pelo artista. JULIO LOUZADA, vol.3, pág.56, Acervo FIEO.



440 - RENINA KATZ (1925)

Composição - litografia - 12/98 - 53 x 25 cm - canto inferior direito - 1997 -

Gravadora, desenhista, ilustradora e professora, Renina Katz Pedreira nasceu no Rio de Janeiro. Assina Renina e Renina Katz. Cursou a Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1947 a 1950) e teve como professores, entre outros, Henrique Cavalleiro e Quirino Campofiorito. Licenciou-se em desenho pela Faculdade de Filosofia da Universidade do Brasil. Iniciou-se em xilogravura com Axl Leskoschek, em 1946. Incentivada por Poty, ingressou no curso de gravura em metal, oferecido por Carlos Oswald no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro. Mudou-se para São Paulo em 1951, e lecionou gravura no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand e, posteriormente, na Fundação Armando Álvares Penteado, até a década de 1960. Em 1956, publicou o primeiro álbum de gravuras, intitulado ‘Favela’. A partir dessa data, foi docente da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo por 28 anos. Realizou muitas exposições individuais pelo Brasil, EUA, Chile, Paraguai, Portugal, Itália, Holanda e participou, entre as diversas mostras e Salões oficiais, das: Bienal Internacional de São Paulo (1955, 1959, 1961, 1963, 1985, 1989); Bienal de Veneza, Itália (1956, 1986); Panorama da Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1974, 1977, 1980, 1984). Foi premiada no Rio de Janeiro (1951, 1952) e em São Paulo (1955, 1984). MEC VOL.2, PÁG.403; PONTUAL, PÁG. 288; WALMIR AYALA VOL.1, PÁG.441; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG.15; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 606; ARTE NO BRASIL; www.artprice.com; www.catalogodasartes.com.br; www.editora.unicamp.br; www.laboratoriodasartes.com.br; artenaescola.org.br.



441 - LUCILIO DE ALBUQUERQUE (1877 - 1939)

Paisagem - óleo sobre madeira - 21 x 26 cm - canto inferior esquerdo - 1926 -

Natural de Barras, PI, Lucílio de Albuquerque frequentou a ENBA no Rio de Janeiro, onde foi aluno de Zeferino da Costa, Rodolfo Amoedo e Henrique Bernardelli. Expõe pela primeira vez em 1902, recebendo menção e premiações neste e nos demais certames de que participou (1904, 1907 e 1912). Profesor, foi iniciador de Portinari. Artista de vários gêneros, destacou-se como paisagista e pintor de figuras. Foi casado com a artista Georgina de Albuquerque. JULIO LOUZADA, vol. 13, pág. 196; TEIXEIRA LEITE, pág. 16; PONTUAL, pág. 10; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág.455; ARTE NO BRASIL, pág. 564, Acervo FIEO.



442 - AGI STRAUS (1926)

Vaso de flores - técnica mista - 27 x 19 cm - canto inferior direito -
Com dedicatória. -

Pintora, desenhista e gravadora. Vindo residir em São Paulo, aqui estudou com Darel e Poty, no Museu de Arte de São Paulo, dedicando-se, também, ao aperfeiçoamento na pintura e técnica do afresco com Gaetano Miani. Recebeu no SPAM diversas premiações. Desde 1955 vem realizando exposições individuais em São Paulo e no exterior. A respeito de seus trabalhos, por volta de 1964, disse José Geraldo Vieira serem eles realizados com "sensibilização prévia do suporte, seja pergaminho, tela ou duratex, para conseguir texturas de fundo, impregnação, relevo e matéria. Para tanto a artista suplica a superfície a fim de tranformá-la em bossagem adequada (...) resultam sugestões híbridas, espaciais e telúricas, mas sempre expressionistas por causa da desagregação cromática e dos efeitos de microgeografia ou siderais". JULIO LOUZADA,vol. 11, pág. 312; MEC, vol. 4, pág 343/44; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 355; PONTUAL, pág. 506; TEIXEIRA LEITE, pág. 488; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



443 - IVAN SERPA (1923 - 1973)

Formas - desenho a nanquim - 22 x 30 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e professor, Ivan Ferreira Serpa nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Estudou gravura e desenho com Axel Leskoschek (entre 1946 e 1948) no Rio de Janeiro. Em 1949, ministrou suas primeiras aulas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, onde, a partir de 1952, exerceu sistemática atividade didática, em especial no ensino infantil. Foi um dos precursores do concretismo no Brasil, criando ao lado de Aluisio Carvão, Lígia Clark, Hélio Oiticica e outros o Grupo Frente, que se manteve ativo de 1954 a 1956, inclusive com exposições no Rio de Janeiro. Participou da Divisão Moderna do SNBA (1947-1951). Em 1957, recebeu o prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna, RJ. Participou da exposição ’Opinião 65’, evento que marca a difusão de uma nova arte de tendência figurativa, a neofiguração. Em 1970, fundou, com Bruno Tausz, o Centro de Pesquisa de Arte no Rio de Janeiro. Participou da Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1961, 1963, 1965) e da Bienal de Veneza (1952, 1954, 1962, 1966). PONTUAL, PÁG 486; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 605; ARTE NO BRASIL, PÁG. 840; LEONOR AMARANTE, PÁG. 26; MEC VOL. 4, PÁG. 221; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 899.



444 - ANTONIO AUGUSTO MARX (1919 - 2008)

Paisagem - óleo sobre tela - 60 x 73 cm - canto inferior direito -

Arquiteto e pintor ativo em São Paulo, onde participa de mostras coletivas a partir de 1966, com reconhecimento de crítica e público. Artista de muitos recursos técnicos, suas obras tem como tema a paisagem, do campo e da cidade, com conteúdo de atmosfera, côr e equilibrio. MEC vol.3, pág. 99; PONTUAL, pág. 346; JULIO LOUZADA vol.11, pág. 203; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 803, Acervo FIEO.



445 - JOSÉ PAULO MOREIRA DA FONSECA (1922 - 2004)

"Mar revolto" - óleo sobre eucatex - 18 x 20 cm - canto inferior direito e dorso - 1979 -

Pintor, advogado, filósofo e poeta, nascido e falecido no Rio de Janeiro. Autodidata, dedicou-se à pintura a partir de 1950. Realizou várias exposições individuais em São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Alemanha, Portugal, Inglaterra, Áustria, Estados Unidos, México e participou de muitas mostras e Salões oficiais pelo Brasil e Europa. MEC, VOL. 2, PÁG. 183; WALMIR AYALA VOL. 1, PÁG. 423 A 427; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 268; ITAU CULTURAL, ACERVO FIEO.



446 - JESUÍNO LEITE RIBEIRO (1935 - 2012)

Recanto - óleo sobre tela - 73 x 60 cm - canto inferior direito - 1996 -

Jesuíno Leite Ribeiro nasceu e faleceu em Guaxupé, MG. Foi pintor, desenhista, gravador e professor. Assinava Jesuíno e era, na família, conhecido como Zino. Estudou na Escola de Belas Artes de Belo Horizonte e na antiga Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, onde se aperfeiçoou em gravura com Oswaldo Goeldi. Foi professor de desenho no Instituto Central de Artes da Universidade de Brasília. Exposições individuais: Rio de Janeiro (1960, 1969, 1970, 1977, 1979); São Paulo (1963, 1966, 1980, 1983, 1986); Salvado, BA (1963); Roma, Itália (1971, 1972); Campinas, SP (1983); Guaxupé, MG (2010, 2011). Participou de várias mostras oficiais e foi premiado em: Belo Horizonte, MG (1957, 1959); Salvador, BA (1963). JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 495; VOL. 2, PÁG. 535; VOL. 10, PÁG 451; MEC VOL. 2, PÁG. 374; PONTUAL PÁG. 279; ITAU CULTURAL.



447 - ADRIANO GAMBIM (1983)

"Alongamento" - xilogravura - 7/30 - 19 x 24 cm - canto inferior direito - 2010 -

Pintor, desenhista, gravador e arte-educador. Sua formação artística foi na UNIMESP e UNESP, São Paulo. Realizou exposições individuais em Guarulhos (2004, 2008, 2009, 2010, 2011) e tem participado de várias mostras coletivas e Salões individuais como: Guarulhos, SP (2001, 2007 a 2013); São Paulo (2008, 2010); Araraquara, SP (2006, 2010, 2012); Franca, SP (2008); Catanduva, SP (2008); Suzano, SP (2009); Ubatuba, SP (2005, 2009); Ribeirão Preto, SP (2010); Mairiporã, SP (2010); Santo André, SP (2010); Santos, SP (2011); Araras, SP (2013); Embu, SP (2013); Curitiba, PR (2012); Porto Alegre, RS (2013); Brasília, DF (2013); Castro, PR (2013); Ceará (2012); Espanha (2005 a 2008, 2013); Finlândia (2007); México (2009); Itália (2007, 2009); Romênia (2007, 2010). Foi premiado em: Guarulhos, SP (2007 a 2009, 2011); Mairiporã, SP (2011); Espanha (2011); Araraquara, SP (2010, 2012, 2013); Araras, SP (2012); Rio Claro, SP (2013). www.artprice.com.



448 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulata e pássaros - serigrafia - 14 x 24 cm - centro superior na tela serigráfica -
Obra impressa por Ateliê Mário Della Parra - Serigrafias - Rio de Janeiro, RJ. -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



449 - LUIZ CORRADINI (XX)

"Vendedor de periquitos" - óleo sobre tela - 60 x 50 cm - canto inferior direito - 1977 -

Pintor com diversas exposições e participações em mostras e Salões oficiais. JULIO LOUSADA VOL. 4, PÁG. 281.



450 - HENRIQUE LÉO FUHRO (1938 - 2002)

"Despertai" - xilogravura - 18/30 - 40 x 30 cm - canto inferior direito - 1967 -

Pintor, desenhista e gravador, nascido na cidade do Rio Grande, RS, e ativo na cidade de Porto Alegre, onde reside. Inicia sua carreira como pintor com participação no Salão de Artes Plásticas da ARAP Francisco Lisboa, em 1957. Expõe individualmente a partir de 1963. Premiado diversas vezes, inclusive na I Bienal Nacional de Artes Plásticas de Salvador, obtendo o prêmio "ex-ae-quo" na II Exposição da Jovem Gravura Nacional no MAC-SP. Participou da IX BSP. É referência internacional da arte brasileira, tendo participado em exposições no exterior. RGS, pág. 247; PONTUAL, pág. 228; JULIO LOUZADA vol. 4 pág. 428; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 740.



451 - ANTONIO GOMIDE (1895 - 1967)

Nu - desenho a lápis - 62 x 40 cm - canto inferior direito - 1944 -
Ex coleção Sr. Renato Zamboni, São Paulo - SP. -

Pintor, escultor, decorador e cenógrafo. Antonio Gonçalves Gomide nasceu em Itapetininga, SP e faleceu em Ubatuba, SP. Mudou-se com a família para a Suíça em 1913, e frequentou a Academia de Belas Artes de Genebra até 1918, onde estudou com Gillard e Ferdinand Hodler. Mudou-se para a França na década de 1920. Em 1922, em Toulouse, trabalhou com Marcel Lenoir, com quem aprendeu a técnica do afresco. De 1924 a 1926, em Paris, instalou ateliê e entrou em contato com artistas europeus ligados aos movimentos de vanguarda. No ambiente parisiense, conviveu também com Victor Brecheret e Vicente do Rego Monteiro. Retornou ao Brasil em 1929. Em 1932, atuou na fundação da Sociedade Pró-Arte Moderna e fundou o CAM (Clube dos Artistas Modernos), juntamente com Flávio de Carvalho, Carlos Prado e Di Cavalcanti. Na área das artes decorativas, com Regina Graz e John Graz, é considerado um dos introdutores do estilo ‘art deco’ no país. Nos anos 60, a perda de sua visão o obriga a mudar novamente seu destino como artista. Em uma relutância em abandonar a arte, dedicou-se a lecionar, transmitindo para novas gerações a herança modernista. Foi a escultura, no entanto, que lhe permitiu continuar sua produção, apesar da dificuldade em enxergar. Com a visão bastante comprometida, retirou-se para Ubatuba, onde viveu em reclusão até a sua morte. Em 1968 o Museu de Arte Contemporânea dedicou-lhe importante retrospectiva. THEODORO BRAGA, PÁG.110, REIS JUNIOR, PÁG. 377; PONTUAL, PÁG. 244; MEC, VOL. 2, PÁG. 275; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 353, ART PRINCE ANNUAL 2000, PÁG. 955; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 222; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 548; ARTE NO BRASIL, PÁG. 694; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 427; ACERVO FIEO; www.mac.usp.br; web.artprice.com.



452 - LIVROS


1) "THE LIFE AND WORKS OF RENNIE MACKINTOSH". NATHANIEL HARRIS. BRISTOL: PARRAGON, 1997.
2) "20TH CENTURY ART: PAINTING: 1905-1945. SELECTIONS FROM THE COLLECTION OF THE METROPOLITAN MUSEUM OF ART, NEW YORK". WILLIAM S. LIEBERMAN. NEW YORK: METROPOLITAN MUSEUM OF ART, 1986.
3) "PIERRE BONNARD 1867-1947". RAYMOND COGNIAT. CATÁLOGO DE EXPOSIÇÃO. SÃO PAULO: MUSEU DE ARTE ASSIS CHATEAUBRIAND, 1972.
4) "FUTURISMO". PAOLA CASSINELLI. FIRENZE: GIUNTI, 1998.
5) "IN THE FOOTSTEPS OF VAN GOGH". GILLES PLAZY ET JEAN-MARIE DEL MORAL. TRADUÇÃO PARA O INGLÊS LINDA HERBERTSON. NEW YORK: PENGUIM STUDIO BOOKS, 1998.
6) " THE FAUVES: MATISSE, DERAIN, VAN DONGEN, BRAQUE, DUFY AMONG OTHERS". JEAN-LOUIS FERRIER. PARIS: PIERRE TERRAIL, 2001.
7) "EDGAR DEGAS, PHOTOGRAPHER". MALCOLM DANIEL. CATÁLOGO DE EXPOSIÇÃO. NEW YORK: THE METROPOLITAN MUSEUM OF ART, 1998.
8) "ÉVENTAILS IMPRESSIONNISTES". ANNE SEFRIOUI. PARIS: CITADELLES & MAZENOD, 2001.




453 - ALEXANDRE RAPOPORT (1929)

Figuras - técnica mista - 31 x 23 cm - canto inferior esquerdo - 1974 -

Arquiteto, pintor, gravador, desenhista industrial e professor, RAPOPORT nasceu no Rio de Janeiro, onde cursou a Faculdade Nacional de Arquitetura da antiga Universidade do Brasil. Fêz aprendizado de gravura na antiga ENBA em 1952. Conquistou menções honrosas em pintura e desenho no SNBA a partir de 1948. WALMIR AYALA,vol. 2, pág. 237; MEC, vol. 4, pág. 26; PONTUAL, pág. 447; TEIXEIRA LEITE, pág. 431; JÚLIO LOUZADA, vol. 11, pág. 260; ITAU CULTURAL.



454 - ALBERTO PALINI (XX)

Paisagem - óleo sobre tela - 32 x 41 cm - canto inferior esquerdo - 1958 -

Pintor e desenhista com diversas participações em mostras e Salões oficiais. Suas obras têm sido comercializadas em vários leilões da Europa. JULIO LOUSADA VOL. 2, PÁG. 761; www.artprice.com; www.mutualart.com.



455 - ALBANO VIZOTTO FILHO (1928)

Natureza morta - óleo sobre eucatex - 12 x 15 cm - canto inferior direito - 1983 -

Pintor e escultor ativo em São Paulo. São muito apreciadas as suas naturezas mortas. MEC, vol. 4, pág. 495; JULIO LOUZADA, vol. 9, pág. 30; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO.



456 - IONE SALDANHA (1921 - 2001)

Bambu - guache - 40 x 30 cm - canto inferior direito - 1988 -

Pintora, escultora e desenhista nascida em Alegrete, RS e falecida no Rio de Janeiro. Realizou seus primeiros estudos no Rio de Janeiro, no ateliê de Pedro Luís Corrêa de Araújo (1948). Estudou a técnica de afresco em Paris, na ‘Académie Julian’, e em Florença, na Itália (1951). Realizou exposições individuais em: Rio de Janeiro (1956, 1959, 1962, 1965, 1968, 1971, 1981, 1984, 1987, 1988,1990); São Paulo (1956, 1983, 1985, 1987); Santiago do Chile, Chile (1961); Berna, Suíça (1963, 1964); Roma, Itália (1964). Em 1969 recebeu o prêmio de viagem ao exterior no 7º Resumo de Arte do Jornal do Brasil e foi para os Estados Unidos e Europa. Participou de várias edições da Bienal de São Paulo, com prêmio aquisição em 1967 e sala especial em 1975 e 1979. Em 2001 foi realizada a retrospectiva ’Ione Saldanha e a Simplicidade da Cor’, no Museu de Arte Contemporânea de Niterói - MAC/Niterói. PONTUAL PÁG.468; MEC VOL. 4, PÁG. 150; JULIO LOUZADA, VOL. 3, PÁG. 1004; VOL. 5, PÁG. 916; ITAUCULTURAL; RGS PÁG. 263; www.macvirtual.usp.br; www.margs.rs.gov.br; www.cultura.rj.gov.br; www.galeria-ipanema; www.artprice.com.



457 - GUSTAVO ROSA (1946 - 2013)

Moça - prato em cerâmica - 22 x 22 cm - centro inferior -

Grande pintor paulistano, ganhador de muitos prêmios em Salões Oficiais. Tem exposto regularmente no Brasil e no exterior com grande sucesso. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 274; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



458 - LENA BERGSTEIN (1946)

Composição - gravura - 11/30 - 49 x 69 cm - canto inferior direito - 1976 -

Pintora, desenhista, gravadora, professora e programadora visual nascida no Rio de Janeiro onde frequentou a Escola de Artes Visuais do Parque Lage (1964-1967), o Ateliê de Gravura do Museu de Arte Moderna (década de 1970) e o ateliê de Anna Bella Geiger (1933). Lecionou gravura (1980-1983) e desenho (1997-1998) na Pontifícia Universidade Católica, RJ; desenho no MAM/RJ (1983-1986). Realizou exposições individuais em: Rio de Janeiro (1980, 1982, 1989, 1990, 1992, 1995,2003); Assunção, Paraguai (1982); São Paulo (1987); Veneza e Roma, Itália (1990); Campinas, SP (1991); Bruxelas, Bélgica (1996); Paris, França (1996, 1998). Participou de inúmeras mostras coletivas, Salões oficiais e foi premiada em: Rio de Janeiro (1980); Brasília, DF (1980); Porto Alegre, RS (1980); Recife, PE (1980); Curitiba, PR (1982). ITAU CULTURAL; JULIO LOUSADA VOL. 10, PÁG. 108.



459 - SILVIA ALVES (1947)

"São Paulo, anoitecer de inverno" - aquarela - 24 x 34 cm - canto inferior direito -

Pintora, desenhista, escultora, gravadora, ilustradora, professora, poetiza e atriz Silvia Ferraro Alves nasceu em São Paulo. Estudou desenho e escultura com Alvaro de Bauptista (1980 a 1984) na Universidade de Campinas; formou-se em Pintura na Faculdade de Belas Artes (1986); mestrado em Aquarela na Faculdade Santa Marcelina (1998); frequentou o ateliê de Gravura do Museu Lasar Segall (1985 a 1988); os ateliês de pintura e desenho dos professores Lecy Bomfim, Salvador Rodrigues, Deusdedith Campanelli, Colette Pujol, Djalma Urban, Francisco Cuoco, Fang, o ateliê de escultura no Museu Brasileiro de Escultura (1980 a 1994) e aquarela com Iole Di Natale (1994 a 1998). Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais. Foi premiada em 1983, 1989, 1991, 1993, 1994, 1997, 1999, 2000, em São Paulo. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL, 10, PÁG, 49; www.silviaalves.art.br.



460 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Amanhecer - litografia off set - 97/100 - 16 x 23 cm - canto inferior esquerdo - 1996 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



461 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Pássaro - litografia off set - 97/100 - 16 x 23 cm - canto inferior direito - 1996 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



462 - ALFREDO VOLPI (1896 - 1988)

Fachada - litografia off set - P. A. - 49 x 35 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.



463 - GUSTAVO ROSA (1946 - 2013)

Cão - prato em cerâmica - 22 x 22 cm - canto inferior direito -

Grande pintor paulistano, ganhador de muitos prêmios em Salões Oficiais. Tem exposto regularmente no Brasil e no exterior com grande sucesso. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 274; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



464 - SÉRGIO BERTONI (1926)

"Calçadão da Barão" - óleo sobre tela - 75 x 75 cm - canto superior direito - 1987 -

Nasceu em Niterói, RJ em 21/9/1926. Pintor e escultor, formou-se na Faculdade de Belas Artes de São Paulo em 1950. Em Abril de 1982 sua exposição "Paulicéia Desvairada", no MASP, mereceu comentário de Pietro Maria Bardi: "Original o panorama que Bertoni nos oferece do fato urbano, arte e documento acertados por um pintor de extraordinário valor". Para o próprio artista sua pintura é um trabalho de crônica e reportagem de seu tempo. Expôs indivudualmente em São Paulo e em Campinas. Participou de coletivas no MAM-SP e Centro Cultural de São Paulo e Galeria SESC-Paulista. JULIO LOUZADA, vol 2 pág 126



465 - RODRIGO DE HARO (1939)

Figuras - desenho a caneta esferográfica - 31 x 21 cm - centro inferior -
Com dedicatória. -

Rodrigo de Haro nasceu em Paris-França. Pintor, desenhista e escritor. Divide suas atividades profissionais entre Florianópolis e São Paulo. Por volta de 1987, trabalha na decoração do Teatro Municipal de Florianópolis com 80 painéis Mandalas. Entre as mostras de que participa, destacam-se: Coletiva Artistas Catarinenses, Santa Catarina, 1955 (Prêmio Aquisição); Salão Nacional do Paraná, 1967; Arte Fantástica, no Paço das Artes de São Paulo, 1972; Destaques da Pintura Brasileira, no Museu de Arte Moderna de São Paulo, 1985; Mostra do Desenho Brasileiro, no Museu de Arte Contemporânea de Curitiba, Paraná, 1994. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 244; PONTUAL, pág. 260; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 143; WALTER ZANINI, pág. 805; ITAU CULTURAL.



466 - RAPHAEL BORDALO PINHEIRO (1846 - 1905)

Figuras - desenho a nanquim - 41 x 32 cm - canto inferior esquerdo -

Raphael Augusto Bordalo Pinheiro é natural de Lisboa, Portugal. Pintor, desenhista, gravador, caricaturista e ceramista. Assinava B. P. e Raphael Bordallo Pinheiro. De família de artistas, inicia-se nas artes freqüentando a Escola de Artes Dramáticas e a Academia de Belas Artes de Lisboa. Em 1869 publica suas primeiras caricaturas no jornal A Revolução de Setembro e inicia a produção de seu primeiro álbum, O Calcanhar de Achilles, publicado em 1870. Funda os periódicos A Berlinda e O Binóculo. Em 1871, é premiado na Exposição Internacional de Madri. Em 1872, publica o álbum Apontamentos sobre a Picaresca Viagem do Imperador do Rasilb pela Europa, onde satiriza o imperador dom Pedro II (1825 - 1891). Em 1875, vem para o Brasil e funda o periódico Lanterna Mágica, no qual cria o personagem Zé Povinho. Colabora com O Mosquito, ao lado de Angelo Agostini (1843 - 1910). Em 1876, trabalha em O Fígaro com Cândido de Faria (1849 - 1911). Em 1877, funda o Psit! e no ano seguinte, O Besouro, no qual estampa uma série de caricaturas satirizando os políticos locais. Após sofrer dois atentados na cidade, retorna a Portugal em 1879. Em 1880 cria, com outros artistas portugueses, o Grupo do Leão. Em 1885, funda em Caldas da Rainha a Fábrica de Faianças que revitaliza a produção de cerâmicas dessa região. Em 1889, a produção da fábrica é premiada na Exposição Internacional de Paris. Como responsável pela construção do Pavilhão Português, recebe do governo francês o grau de Cavaleiro da Legião de Honra. Exposições coletivas: Lisboa, Portugal (1868, 1870, 1872, 1874, 1881); Madri, Espanha (1871); Rio de Janeiro, RJ (1876); Paris, França (1889). Exposições póstumas: Rio de Janeiro, RJ (1954, 1965, 2000); São Paulo, SP (1996, 2001, 2004). JULIO LOUZADA, vol. 6, pág. 888; vol. 8, pág. 658. ITAU CULTURAL.



467 - MANUEL CALVO ABAD (1934)

composição - litografia - 21/25 - 53 x 49 cm - canto inferior direito - 1964 -

Pintor, desenhista e gravador nascido em Oviedo, Espanha. Autodidata, expôs individualmente pela primeira vez em 1958. Veio para o Brasil (1963) como bolsista do governo espanhol. Participou, em 1965, das exposições ‘Opinião 65’, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e ‘2ª Jovem Desenho Nacional’, no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo. Permaneceu no país até meados de 1966. Nesse mesmo ano, voltou para a Espanha e inaugurou seu ateliê em Madri. ITAU CULTURAL; www.museoreinasofia.es; museoanton.com; www.macvirtual.usp.br; www.diarioinformacion.com.



468 - JOÃO ROSSI (1932 - 2000)

"São Paulo ameríndia" - gravura - P. A. - 26 x 50 cm - canto inferior direito -
Com certificado de autenticidade de Evoluarte R. Antonio Carlos, 196, São Paulo - SP. -

Pintor, gravador, ceramista, professor e escultor, natural de São Paulo, onde nasceu a 24 de dezembro. Autodidata, lecionou em cursos de desenho, cerâmica e pintura na APBA e na FAAP-SP. Executou murais de cerâmica na cidade de São Paulo. " A paisagem urbana de São Paulo foi sempre o grande tema de João Rossi, um dos artistas mais significativos da geração seguinte à dos artistas do Santa Helena." - Mário Schemberg. JULIO LOUZADA, vol. 7 pág. 610; ITAÚ CULTURAL; TEIXEIRA LEITE, pág. 452; PONTUAL, pág. 463 ; WALTER ZANINI, pág. 734, Acervo FIEO.



469 - NILTON ZANOTTI (1945)

"Casario" - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1991 -

Natural de São Paulo, Capital, onde iniciou seus estudos artísticos com 17 anos. Cursou a APBA e foi desenhista publicitário. Obteve novos conhecimentos artísticos com o pintor Franulic. A partir de 1983, seus trabalhos adquiriram um estilo próprio e de formas definidas como " Luas" . Expõe regularmente, com sucesso de crítica e de público. JULIO LOUZADA vol.2, pág.1083, Acervo FIEO.



470 - NADIR MORO (1950)

Igreja - óleo sobre tela - 16 x 22 cm - canto inferior direito - 1987 - Piauí -

Natural de Pedreira, SP. Pintor, participa em certames coletivos desde 1977, expondo individualmente desde 1978, sempre com sucesso de público e crítica. JULIO LOUZADA vol.3, pág. 768, ACERVO FIEO.



471 - JOSÉ MARQUES CAMPÃO (1892 - 1949)

Paisagem - aquarela - 38 x 46 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1934 -

Excelente paisagista paulistano, aluno de Oscar Pereira da Silva, da Academia Julian - Paris, e da Escola Nacional Superior de Belas Artes de Paris, entre 1912 e 1918. Foi membro da Comissão de Orientação Artística de São Paulo em 1944. Expôs no Salão dos Artistas Franceses e em diversas exposições coletivas e individuais. TEODORO BRAGA, pág. 61/62; PONTUAL, pág. 102; MEC, vol. 1, pág. 331; REIS JR., pág. 374; WALMIR AYALA, vol. 1,pág. 160; ITAU CULTURAL, Acervo FIEO, RUTH TARASANTCHI.



472 - INNOCÊNCIO BORGHESE (1897 - 1985)

"Bairro do Limão" - óleo sobre eucatex - 12 x 22 cm - canto inferior direito - 1930 -

Pintor e professor paulista, participante do Salão Paulista de Belas Artes, de 1935 a 1961. Diversas exposições individuais e coletivas, com muitas premiações. Pintou muitas paisagens tendo como tema a cidade de São Paulo. TEODORO BRAGA, pág 56; MEC, vol. 1, pág. 251; Acervo FIEO.



473 - JOÃO CAMARA (1944)

Banhista - desenho a lápis - 30 x 21 cm - canto inferior direito - 2008 - São Paulo -

Importantíssimo artista nacional, natural de João Pessoa, PB, e radicado em Olinda, PE. Pintor, desenhista e gravador, João Câmara conquistou os primeiros prêmios de pintura e de gravura nos SPMEP de 1962 E 1964. Neste último ano fundou, em companhia de artistas locais, o Atelier Coletivo de Ribeira, em Olinda. Exerceu o magistério entre 1967 e 1969, lecionando pintura no Setor de Arte da Universidade Federal da Paraíba. Suas obras, tratando de temas atuais, reúnem mensagens poéticas com uma dose de surrealismo, e que segundo o crítico Walmyr Ayala, " desmistifica toda e qualquer atitude romântica" . Walter Zanini, por sua vez, comenta (1967), que " Suas imagens encadeadas quase como um ´puzzle` parecem amalgamar deuses aztecas e ícones do baralho, assumindo ar de aquilina ´terribilitá` sobriamente derrisório." Participou de quase todas as mostras mais importantes do País, com sucesso de crítica. ITAU CULTURAL; PONTUAL, pág. 100; TEIXEIRA LEITE, pág. 100; WALTER ZANINI , pág. 754; ARTE NO BRASIL, pág. 688; Acervo FIEO.



474 - GREGÓRIO GRUBER (1957)

São Paulo - litografia off set - 38/100 - 87 x 63 cm - canto inferior direito - 1988 -

Pintor, desenhista, gravador, cenógrafo, escultor e fotógrafo, nascido em Santos-SP. Filho do artista plástico Mário Gruber, em cujo atelier cursou litografia e fez estágio em artes plásticas e fotografia. Estudou desenho com Frederico Nasser -SP. Em Paris cursou desenho na Académie de la Grand Chaumière. Em 1976 recebeu o Prêmio de Melhor Gravador da APCA-SP. O Itaú Cultural-SP, produz filme sobre o artista (1992). JULIO LOUZADA vol.3, pág. 484; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



475 - AXEL LESKOSCHEK (1889 - 1976)

Almoço - xilogravura - 18 x 11 cm - canto inferior direito -

Importante gravador, pintor e professor austríaco. Realizou sua formação artística na Áustria e ali publicou álbuns de xilogravuras e águas-fortes. Veio residir no Brasil em 1930, fugindo do nazismo, aqui ficando até 1950. Ilustrou diversas publicações nacionais, entre elas, e principalmente, as edições brasileiras dos romances de Dostoiévski (Ed. José Olimpio). Foi professor, entre outros, de Renina Katz, Fayga Ostrower e Ivan Serpa. MAYER/88, pág.494; JULIO LOUZADA, vol.1, pág.609; BENEZIT, vol.6, pág.612, ART PRICE ANNUAL/2000, pág.1464; PONTUAL, pág.309, TEIXEIRA LEITE, pág.284; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 605; ARTE NO BRASIL, pág. 840; Acervo FIEO.



476 - EUGÊNIO DE PROENÇA SIGAUD (1889 - 1979)

Hércules - litografia - E. A. - 24 x 19 cm - canto inferior direito - 1974 -

Estudou desenho na Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro com Modesto Brocos, formando-se em arquitetura em 1932, nessa mesma escola. A partir de 1935, dedicou-se à pintura mural e, de 1937, à pintura de temas sociais, com predominância de motivos de operários em construção e trabalhadores rurais. Caracteriza-se por uma grande versatilidade técnica, sendo dos raros pintores brasileiros a utilizar, lado a lado, o óleo, a têmpera e a encáustica, além da aquarela e do guache. Participou do Núcleo Bernardelli. PONTUAL, pág. 489; MEC, vol. 4, pág. 243; TEIXEIRA LEITE, pág. 475 e 476; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 324 a 327; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 579; ARTE NO BRASIL, pág. 763, Acervo FIEO.



477 - MANOEL NAVARRO (XX)

Paisagem - óleo sobre madeira - 23 x 17 cm - canto inferior esquerdo -

Artista ativo em São Paulo, onde participou das mostras do SPBA, conquistando, entre outros, o II Prêmio Prefeitura de São Paulo (1948) e Grande Medalha de Prata (1976). Conceituado e fino retratista. JULIO LOUZADA, vol. 2 pág. 712



478 - ANTONIO DA COSTA JUNIOR (1945)

Natureza morta - óleo sobre madeira - 20 x 30 cm - canto inferior direito -

Pintor paulistano, nascido em 25 de maio de 1945. Iniciou sua carreira artística aos 5 anos, já revelando talento excepcional na aquarela. Aos 8 anos passa para a pintura a óleo. Ainda adolescente foi tomar aulas na APBA-SP, mas quando o ilustre mestre Innocêncio Borghese viu seus trabalhos, foi taxativo: "Continue sozinho, rapaz. O que você teria para aprender aqui já aprendeu por si." Expõe coletivamente desde 1970, possuindo obras nos acervos de diversas e importantes instituições brasileiras. JULIO LOUZADA, vol. 6, pág. 542



479 - JOSÉ ADRIANO LOPES (1976)

Paisagem - acrílico sobre tela - 70 x 50 cm - dorso -

Artista plástico nascido em Maceió, AL. Formou-se em artes visuais na FAMEC, São Paulo (2005). Realizou exposições individuais em São Paulo (2006, 2008, 2010, 2013) e participou de várias mostras coletivas em: Alagoas (1996, 2002); São Paulo (2004, 2005, 2007 a 2010, 2012, 2013); Turim, Itália (2008). Foi premiado em São Paulo (2004, 2005, 2008). www.galeriaverbo.cpm.br; joséadrianolopes. blogspot.com.br.



480 - NICOLA PETTI (1904 - 1983)

Marinha - aquarela - 30 x 45 cm - canto inferior direito -

Ativo em São Paulo, foi também excepcional desenhista, aluno nesta capital, do pintor e professor alemão Georg Ficher Elpons; participou assiduamente do Salão Paulista de Belas Artes, desde sua inauguração em 1933, onde foi muito premiado. MEC, vol. 3, pág. 393; JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 685; ITAU CULTURAL, Acervo FIEO.



481 - HÉRCULES BARSOTTI (1914 - 2010)

"Estudo diamante" - guache - 30 x 24 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, programador visual, gravador, nascido em São Paulo, SP . Iniciou-se nas artes em 1926, estudando desenho e composição com o pintor Enrico Vio. Começa a pintar em 1940 e, na década seguinte, realiza as primeiras pinturas concretas, além de trabalhar como desenhista têxtil e projetar figurino para o teatro. Em 1954, com Willys de Castro, funda o Estúdio de Projetos Gráficos, elabora ilustrações para várias revistas e desenvolve estampas de tecidos produzidos em sua tecelagem. Na década de 1960, convidado por Ferreira Gullar (1931), integra-se ao Grupo Neoconcreto do Rio de Janeiro e participa das exposições de arte do grupo realizadas no Ministério da Educação e Cultura, no Rio de Janeiro, e no Museu de Arte Moderna de São Paulo - MAM/SP. Em 1960, expõe na mostra Konkrete Kunst [Arte Concreta], organizada por Max Bill, em Zurique. Hercules Barsotti explora a cor, as possibilidades dinâmicas da forma e utiliza formatos de quadros pouco usuais, como losangos, hexágonos, pentágonos e circunferências. Em sua obra a disposição dos campos de cor cria a ilusão de tridimensionalidade. Entre 1963 e 1965, colabora na fundação e participa do Grupo Novas Tendências, em São Paulo. Em 2004, o MAM/SP organiza uma retrospectiva do artista. JULIO LOUZADA, vol. 1, pag. 98; ITAU CULTURAL



482 - HANS GRUDZINSKI (1921 - 1986)

Figuras - gravura - 15/25 - 70 x 50 cm - canto inferior direito - 1966 -

Nascido em Novi Vrbas, Iugoslávia, e falecido em Mauá-SP, este grande pintor, desenhista, gravador e arquiteto viveu para a arte. Ainda na Europa em guerra, expôs nos corredores do hospital em que convalecia na Alemanha. Emigrou para o Brasil em 1947. Trabalhou por 20 anos na Fábrica de Porcelanas Mauá, criando a primeira porcelana fina do país. Gravador por excelência, Grudzinski deixa uma obra rica, cheia de vida, de sentimentos, sonho e mistério do desconhecido.O MAC-USP e outros museus nacionais possuem obras suas em acervo. JULIO LOUZADA, vol.9 pág. 388; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 707.



483 - EMILIO GRAU-SALA (1911 - 1975)

Jogando cartas - litografia - E. A. - 43 x 55 cm - canto inferior direito -

Pintor, ilustrador e decorador nascido em Barcelona, Espanha. Estudou na Escola de Belas Artes de Barcelona e iniciou sua carreira pública em 1929. Mudou-se para Paris em 1932 onde participou dos principais Salões anuais. Nos Estados Unidos, além de ter participado regularmente de exposições, recebeu o Prêmio Carnegie em Pittsburgh. Ilustrou as obras de Flaubert, Baudelaire e Maupassant. BENEZIT VOL. PÁG. 175; www.artprice.com; rogallery.com; artist.christies.com; www.artnet.com.



484 - CLÓVIS GRACIANO (1907 - 1988)

Músicos - serigrafia - 105/200 - 50 x 70 cm - canto inferior direito na tela serigráfica -
Editada pelo Projeto Graciano em comemoração ao Centenário do Artista e autenticado por Paulo S. Graciano. -

Pintor, desenhista, cenógrafo, gravador, ilustrador, nasceu em Araras - SP e faleceu em São Paulo. Em São Paulo, a partir de 1934, realizou estudos com o pintor Waldemar da Costa, entre 1935 e 1937. Em 1937, integrou o Grupo Santa Helena com Francisco Rebolo, Mario Zanini, Bonadei e outros. Frequentou o curso de desenho da Escola Paulista de Belas Artes até 1938. Membro da Família Artística Paulista - FAP, em 1939 foi eleito presidente do grupo. Participou regularmente dos Salões do Sindicato dos Artistas Plásticos e, em 1941, realizou sua primeira individual. Em 1948, foi sócio-fundador do Museu de Arte Moderna de São Paulo - MAM/SP. Viajou para a Europa em 1949, com o prêmio recebido no Salão Nacional de Belas Artes. Permaneceu dois anos em Paris, onde estudou pintura mural e gravura. A partir dos anos 1950, dedicou-se principalmente à pintura mural. Em 1971, assumiu o cargo de diretor da Pinacoteca do Estado de São Paulo. De 1976 a 1978, exerceu a função de adido cultural em Paris. Participou por toda sua vida de muitas mostras e Salões oficiais pelo o Brasil e pelo mundo. MEC, VOL. 2, PÁG. 280; PONTUAL, PÁG. 247/8; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 225 A 227; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; ARTE NO BRASIL, PÁG. 784; LEONOR AMARANTE, PÁG. 58; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 433; VOL. 4, PÁG.483; VOL. 5, NPÁG. 450; ACERVO FIEO.



485 - JUAREZ MACHADO (1941)

Festa - serigrafia - P. A. - 70 x 100 cm - canto inferior direito -

Nasceu em Joinville, SC. Atualmente reside e trabalha em Paris, França, onde mantem ateliê. Pintor, escultor, desenhista, caricaturista, jornalista, cenógrafo, escritor e ator. Desenvolveu sólida carreira como desenhista de charges de humor. Sua arte essencialmente criativa, vai do lirismo à violência, da análise microscópica ao extravasamento onírico. Entre as exposições de que participa, destacam-se: 9ª Bienal Internacional de São Paulo, 1967; Zona Gallery, Nova Iorque (Estados Unidos), 1981; Retrospectiva Quatro Artistas da Geração 60, no MAC/PR, Curitiba, 1987; Châteaux Bordeaux, no Centro Georges Pompidou, Paris, 1988; Retrospectiva, no MAC/Joinville, 1990; Arte na América Latina: 100 Anos de Produção, no Instituto Estadual de Artes Plásticas da UFRGS, Porto Alegre, 1996. "Juarez Machado expõe a natureza humana, olha, registra, interpreta, ilumina, focaliza. É o mundo dos humanos, mas não é o mundo do juiz dos homens. Aqui não estamos no Juízo Final. Juarez é o artista contemporâneo, ele tem este olhar elaborado pela ciência, o grau de consciência reflexiva. Podemos dizer deste ponto de vista, que esta obra humanística e esta atitude de intensa pesquisa confere ao seu trabalho um caráter anti-medieval." Jacob Klintowitz in: "Juarez Machado - Copacabana 100 Anos, Ed. Simões de Assis, 1992." JULIO LOUZADA vol.11, pág. 186; PONTUAL, pág.284; Acervo FIEO; ITAU CULTURAL; MEC, vol. 3; TEIXEIRA LEITE, pág. 298. Acervo FIEO.



486 - CAMARGO FREIRE, EXPEDITO (1908 - 1988)

Campos do Jordão - óleo sobre eucatex - 15 x 20 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor e professor, iniciou seus estudos no liceu de artes e ofícios e no núcleo Bernardelli no Rio de Janeiro. Em Paris freqüentou a Academie de La Grande Chaumière. Foi incluído na mostra Um Século de Pintura Brasileira, organizada pelo MNBA (1952). Dedica-se de modo especial à paisagem. MEC, vol. 2, pág. 208; ITAU CULTURAL.



487 - ANGELO CANNONE (1899 - 1992)

"Porto de Napoli" - óleo sobre eucatex - 22 x 27 cm - canto inferior esquerdo e dorso -

Nascido na Itália, radicou-se no Brasil. Seu estilo liga-se ao dos Macchiajoli oitocentistas (os equivalentes italianos dos impressionistas franceses) e ao de Pratella em especial. São especialmente notáveis suas paisagens e marinhas. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 168; JULIO LOUZADA vol.11, pág.54; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



488 - HARRY ELSAS (1925 - 1994)

Músico - óleo sobre madeira - 46 x 37 cm - canto inferior direito -

Muralista, gravador, pintor, Heinz Hugo Erich Elsas nasceu em Stuttgart, Alemanha e faleceu em Taubaté, SP. Iniciou a carreira artística como autodidata. Radicado no Brasil desde 1936 foi fortemente influenciado pela cultura regional do Nordeste. Em 1945 recebeu orientações de Lasar Segall e realizou sua primeira mostra individual no Ministério da Educação e Cultura no Rio de Janeiro. A partir de 1970, fixou-se em São Paulo e executou murais para o Banco Safra (1971) e Banco Cidade de São Paulo (1976). Realizou exposições individuais em São Paulo, Rio de Janeiro e Estados Unidos. Participou de coletivas no Brasil e no exterior a partir de 1962. JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 355; MEC VOL, 2, PÁG, 111; TEIXEIRA LEITE PÁG 176; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



489 - GUIMA (1927 - 1993)

Marinha - óleo sobre tela - 27 x 35 cm - canto inferior direito e dorso - 1972 -

Pintor e desenhista de mérito invulgar, Guima era paulista de Taubaté, residiu por muitos anos no Rio de Janeiro e praticava o figurativismo expressionista, por vezes eivado de notas líricas, de outras descambando para o fantástico. MEC, vol. 2, pág. 306; PONTUAL, pág.257; WALMIR AYALA, vol. 1, págs. 377/8; JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 407; ITAÚ CULTURAL.



490 - RENINA KATZ (1925)

Composição - litografia - 12/18 - 53 x 25 cm - canto inferior direito - 1997 -

Gravadora, desenhista, ilustradora e professora, Renina Katz Pedreira nasceu no Rio de Janeiro. Assina Renina e Renina Katz. Cursou a Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1947 a 1950) e teve como professores, entre outros, Henrique Cavalleiro e Quirino Campofiorito. Licenciou-se em desenho pela Faculdade de Filosofia da Universidade do Brasil. Iniciou-se em xilogravura com Axl Leskoschek, em 1946. Incentivada por Poty, ingressou no curso de gravura em metal, oferecido por Carlos Oswald no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro. Mudou-se para São Paulo em 1951, e lecionou gravura no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand e, posteriormente, na Fundação Armando Álvares Penteado, até a década de 1960. Em 1956, publicou o primeiro álbum de gravuras, intitulado ‘Favela’. A partir dessa data, foi docente da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo por 28 anos. Realizou muitas exposições individuais pelo Brasil, EUA, Chile, Paraguai, Portugal, Itália, Holanda e participou, entre as diversas mostras e Salões oficiais, das: Bienal Internacional de São Paulo (1955, 1959, 1961, 1963, 1985, 1989); Bienal de Veneza, Itália (1956, 1986); Panorama da Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1974, 1977, 1980, 1984). Foi premiada no Rio de Janeiro (1951, 1952) e em São Paulo (1955, 1984). MEC VOL.2, PÁG.403; PONTUAL, PÁG. 288; WALMIR AYALA VOL.1, PÁG.441; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG.15; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 606; ARTE NO BRASIL; www.artprice.com; www.catalogodasartes.com.br; www.editora.unicamp.br; www.laboratoriodasartes.com.br; artenaescola.org.br.



491 - GERSON DE SOUZA (1926 - 2008)

"Família" - óleo sobre madeira - 11 x 18 cm - canto inferior direito -

Pintor. Autodidata. Fixou-se no Rio de Janeiro, onde exerceu a profissão de carteiro dos Correios, e onde começou a pintar em 1950. Participou da V Bienal de São Paulo, de vários Salões Nacionais e exposições coletivas no exterior. Várias individuais e coletivas no País. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 127; PONTUAL, pág. 236/237; MEC, vol. 2, pág. 248; TEIXEIRA LEITE, pág. 220; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 347, Acervo FIEO.



492 - INIMÁ DE PAULA (1918 - 1999)

Paisagem - desenho a nanquim - 30 x 22 cm - canto inferior esquerdo - 1970 -

Mineiro de Itanhomi, Inimá, depois de prestar o serviço militar em Juiz de Fora, passou a frequentar o Núcleo Antônio Parreiras (que no início dispunha de professores, mas logo se transformou em ateliê livre), da mesma cidade, em 1938. Integrou-se ao grupo de Bandeira e Aldemir Martins na cidade de Fortaleza (1941). No Rio frequentou o ateliê de Portinari e realizou a sua primeira individual (1948). Recebeu o prêmio viagem ao estrangeiro no I SNAM (1952), certame do qual participou por diversas vêzes até 1960. Em Paris estudou com Lothe. É um de nossos artistas mais completos. JULIO LOUZADA, vol.11, pág.152; PONTUAL, pág. 271; MEC, vol.3, pág.355; WALMIR AYALA, vol.1, págs. 401 1 404; TEIXEIRA LEITE, pág.260; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 637; ARTE NO BRASIL, pág. 870; Acervo FIEO.



493 - JOSÉ SIMEONE (1930 - 2009)

Paisagem - óleo sobre eucatex - 20 x 32 cm - canto inferior direito -

Pintor paulistano ligado à arte figurativa, com características impressionistas. Seu estilo se aproxima dos oitocentistas italianos e franceses, sendo que o crítico Pietro Maria Bardi também identificava em sua obra influências do grupo Santa Helena. Proveniente de família de artistas pintores (Angelo e João Simeone). Participa de coletivas a partir de 1962 (já com premiação). MEC, vol. 4, pág. 285; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 923; TEIXEIRA LEITE, pág. 482; Acervo FIEO.



494 - EDUARDO MORI (1943)

Composição - guache - 52 x 42 cm - canto inferior direito -

Nascido em São Paulo, iniciou seus estudo artísticos em Paris, onde residiu por longos anos, realizando algumas exposições de desenhos e óleos, retratando cenas do cotidiano. Posteriormente radicou-se em Los Angeles-EUA onde, mais liberto da influência acadêmica, se fixou no abstracionismo, buscando apenas na cor a forma de expressar toda a sua arte, com a qual se consagrou. JULIO LOUZADA vol.11, pág.219



495 - ALFREDO CESCHIATTI (1918 - 1989)

Mulheres - desenho a nanquim - 25 x 17 cm - canto inferior direito -

Natural de Belo Horizonte. Escultor, desenhista e professor. Passou a frequentar a antiga ENBA em 1940, depois de uma viagem à Europa, especialmente Itália, iniciada em 1938. Na Divisão Moderna do SNBA recebeu, como escultor as medalhas de bronze (1943) e de prata (1944), bem como o prêmio de viagem ao estrangeiro (1945), com o baixo-relevo para a Igreja de São Francisco de Assis, da Pampulha, em Belo Horizonte e, como desenhista, a medalha de prata (1945). Esteve mais uma vez na Europa entre 1946 e 1948, anos em que realizou exposição individual no Instituto dos Arquitetos do Brasil (GB). Figurou na II BSP e no II SNAM, em 1953. Fazendo parte da equipe que, em 1956, venceu o concurso de projetos para o Monumento aos Mortos da II Guerra Mundial (GB), ali executou o conjunto alusivo às três forças armadas. Integrou a Comissão Nacional de Belas Artes em 1960 e 1961, e entre 1963 e 1965, lecionou escultura e desenho na Universidade de Brasília. Quirino Campofiorito citou-o no estudo Ëscultura Moderna no Brasil"(Revista Crítica de Arte, nº único 1962). De seus trabalhos mais conhecidos destacam-se as esculturas As Banhistas e A Justiça, que se encontram, respectivamente, no lago em frente ao Palácio da Alvorada e defronte ao Supremo Tribunal Federal (Praça dos Três Poderes), em Brasília. Há ainda, obras escultóricas de sua autoria, entre outras no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Ministério das Relações Exteriores (Brasília) e em um edifício que Oscar Niemeyer projetou no conjunto residencial Hansa (setor ocidental de Berlim), assim como na embaixada brasileira em Moscou. MEC, vol. 1, pág. 397; PONTUAL, pág. 127; JÚLIO LOUZADA, vol. 11, pág. 70; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 609; ARTE NO BRASIL, pág. 872.



496 - EDGARD OEHLMEYER (1909 - 1967)

Paisagem - desenho a nanquim - 13 x 20 cm - canto inferior esquerdo - 1966 -

Nasceu em Rio Claro, no dia 31 de maio e falecido em 4 de outubro de 1967. Nessa cidade cursou na Escola Profissional a seção de pintura com o prof. Carlos Hadler. Discípulo de Rocco, foi destacado paisagista e pintor de naturezas-mortas, tendo obtido diversas premiações nos SNBA e SPBA. TEODORO BRAGA, pág. 175; MEC. Vol.3, pág. 291; MAYER/1984, pag. 1070; TEIXEIRA LEITE, pág. 362; PONTUAL, pág. 389; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



497 - DJANIRA DA MOTTA E SILVA (1914 - 1979)

Fábrica - xilogravura - 29 x 25 cm - canto inferior direito -

Pintora, desenhista, ilustradora, cartazista, cenógrafa e gravadora. Djanira da Motta e Silva nasceu em Avaré, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. No final da década de 1930, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde teve suas primeiras instruções de desenho no Liceu de Artes Ofícios e com o pintor Emeric Marcier, hóspede da pensão que Djanira instalou no bairro de Santa Teresa. Os contatos com os artistas Carlos Scliar, Milton Dacosta , Arpad Szenes , Vieira da Silva e Jean-Pierre Chabloz , frequentadores de sua pensão, proporcionaram um ambiente estimulador que a levou a expor no 48º Salão Nacional de Belas Artes, em 1942. No ano seguinte, realizou sua primeira mostra individual, na Associação Brasileira de Imprensa - ABI. Em 1945, viajou para Nova York. De volta ao Brasil, realizou o mural ‘Candomblé’ para a residência do escritor Jorge Amado, em Salvador, e painel para o Liceu Municipal de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Entre 1953 e 1954, viajou a estudo para a União Soviética. De volta ao Rio de Janeiro, tornou-se uma das líderes do movimento pelo Salão Preto e Branco, um protesto de artistas contra os altos preços do material para pintura. Realizou em 1963, o painel de azulejos ‘Santa Bárbara’, para a capela do túnel Santa Bárbara, Laranjeiras, Rio de Janeiro. No ano de 1966, a editora Cultrix publicou um álbum com poemas e serigrafias de sua autoria. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil, EUA e Europa. Foi premiada no Rio de Janeiro (1943, 1944, 1949, 1950 a 1953, 1955, 1963) e em São Paulo (1951, 1955). Participou da 1ª e da 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955). Em 1977, o Museu Nacional de Belas Artes - MNBA, realizou uma grande retrospectiva de sua obra. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 336; PONTUAL, PÁG. 181; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 164; MEC, VOL. 2, PÁG 58; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG, 263; WALTER ZANINI, PÁG. 810; ARTE NO BRASIL, PÁG. 824; ACERVO FIEO.



498 - JOAQUIM LOPES FIGUEIRA JUNIOR (1904 - 1943)

"Paisagem com barraca e carro" - óleo sobre tela - 65 x 53 cm - canto inferior esquerdo - 1940 -

Escultor e pintor, participante do Salão Paulista de Belas Artes em 1934 e 1936, quando recebeu as pequenas medalhas de prata e de ouro. Na Divisão Moderna do SNBA recebeu o prêmio viagem ao País, em 1941. Integrou a Família Artística Paulista, participando de suas mostras entre 1937 e 1940. Quirino Campofiorito, artista e festejado crítico de arte, assim disse a seu respeito: "Faleceu prematuramente Figueira, quando sua obra confirmava um rigor estético que tinha sua medida na simplicidade do modelado e na espontaneidade da objetividade figurativa." MEC, vol.2, PÁG.173; JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 348; PONTUAL, pág. 212; TEIXEIRA LEITE, pág.193; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL; WALTER ZANINI, pág. 586.



499 - CARYBÉ (1911 - 1997)

"A solaberto" - serigrafia - 69/250 - 50 x 68 cm - canto inferior direito na tela serigráfica -

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



500 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulata - desenho a nanquim - 48 x 32 cm - canto inferior direito -
Reproduzido sob o número 55 em catálogo de leilão das Galerias em São Paulo, realizado em 26 de novembro de 2013. -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



501 - ENZO FERRARA (1984)

"70 anos da Paróquia São Sebastião-Suzano SP" - acrílico sobre tela - 45 x 55 cm - canto superior esquerdo e dorso - 2010 -

Pintor, Enzo Cícero Tiago Aparecido de Lima Santos nasceu em São Paulo. Assina Enzo Ferrara. Vive em Mogi das Cruzes, SP, desde2005. Criou, em 2009, com os artistas plásticos Zeti Muniz, Adelaide L. Swettler, João Ruíz, Marineis Dias, Nerival Rodrigues e Sirley Lacerda o grupo de artes ‘Frontispício’ (Frente Especial). Expôs individualmente em: Mogi das Cruzes (2006); Diadema, SP (2012). Tem participado de mostras coletivas e Salões oficiais em: Mogi das Cruzes (2008); Piracicaba, SP (2010, 2012 - 10ª e 11ª Bienais de Arte Naïf do Brasil); São Paulo (2011); Santo André, SP (2012). Foi premiado em Suzano, SP (2011); Piracicaba (2012 - Bienal de Arte Naïf do Brasil). Possui obras no Museu de Arte Popular de Diadema, no Museu Internacional de Arte Naïf do Brasil - RJ; na Pinacoteca de São Bernardo do Campo, SP. JULIO LOUZADA VOL. 7, PÁG. 254; www.dgabc.com.br; ofrontispicio.blogspot.com.br; www.odiariodemogi.inf.br; www.diadema.sp.gov.br



502 - LIVROS


1)"THE METROPOLITAN MUSEUM OF ART GUIDE". NEW YORK: THE METROPOLITAN MUSEUM OF ART, 1983.
2)"EL PRADO BASICO: VISIÓN DEL MUSEU A TRAVÉS DE LOS ESTILOS". J. ROGELIO BUENDIA.MADRID: SILEX, 1991.
3)"ÖSTERRREICHISCHE GALERIE BELVEDERE - VIENNA". VIENNA: ÖSTERRREICHISCHE GALERIE BELVEDERE, 2002.
4)"EGYPTIAN MUSEUM CAIRO". DR. EDOUARD LAMBELET. CAIRO: LEHNERT & LANDROCK, 1989.
5)"TATE GALLERY: AN ILLUSTRATED COMPANION". LONDON: TATE GALLERY, 1990.
6)"THE MUSÉE D'ORSAY, PARIS". MICHEL LACLOTE (INT.). NEW YORK: HARRY N. ABRAMS, 1987.
7)"ENCICLOPÉDIA DOS MUSEUS: MUSEU EGÍPCIO, CAIRO". SÉRGIO DONADONI. MILÃO: ARNOLDO MONDADORI; SÃO PAULO: MIRADOR, 1969.




503 - CHARLES FRANÇOIS DAUBIGNY (1817 - 1878)

Paisagem - aquarela - 31 x 41 cm - canto inferior direito -

Pintor e gravador francês nascido e falecido em Paris. Assina Daubigny. Associado à Escola de Barbizon, não viveu nessa cidade. Foi um dos pioneiros da pintura ‘plein air’ na França. Nascido em uma família de artistas, seu pai e seus tios também pintavam, Daubigny teve como primeiro mestre o próprio pai, Edmé François. Aos dezessete anos, após a morte de sua mãe, resolveu viajar e foi para Roma, onde visitou todos os museus. De volta a Paris, integrou-se à classe de Paul Delaroche na Escola de Belas Artes (1838) e o pintor Granet, conservador do Museu do Louvre, empregou-o como restaurador de quadros. Não era um trabalho que apreciava e achava uma profanação tocar em uma obra prima. Despedido do Louvre passou a fazer ilustrações comerciais, desenhos para caixas de bombons e gravações sobre madeira. Em 1838, 1840 e 1845 participou de Salões apresentando algumas águas-fortes. A partir de 1844, sua reputação como pintor começou a se firmar. Em 1857 expôs, no Salão, a obra ‘Le Printemps’ e com o sucesso, foi encarregado da decoração das escadas dos salões de Estado no Louvre. Graças a esse trabalho e à posse de uma pequena herança, realizou um antigo sonho: mandou construir uma barca - ‘Bottin’ - que lhe serviu de habitação e permitiu uma vida errante em contato direto e permanente com sua fonte de inspiração: os rios e canais. Em 1874 foi feito cavaleiro da ‘Legion d’Honneur’. Vários museus da Europa possuem obras suas. BENEZIT VOL. 3, PÁG. 369; DICIONÁRIO OXFORD PÁG. 143; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG.314; www.charles-francois-daubigny.org; www.nationalgallery.org.uk; www.rehs.co; www.britannica.com; artnet.com; artist.christies.com; web.artprice.com.



504 - JOSÉ PAULO MOREIRA DA FONSECA (1922 - 2004)

"Cores quentes" - óleo sobre tela - 39 x 46 cm - canto inferior direito e dorso - 1963 - Rio de Janeiro -

Pintor, advogado, filósofo e poeta, nascido e falecido no Rio de Janeiro. Autodidata, dedicou-se à pintura a partir de 1950. Realizou várias exposições individuais em São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Alemanha, Portugal, Inglaterra, Áustria, Estados Unidos, México e participou de muitas mostras e Salões oficiais pelo Brasil e Europa. MEC, VOL. 2, PÁG. 183; WALMIR AYALA VOL. 1, PÁG. 423 A 427; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 268; ITAU CULTURAL, ACERVO FIEO.



505 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Árabes - óleo sobre tela colada em madeira - 13 x 25 cm - canto inferior esquerdo ilegível -



506 - RUBENS IANELLI (1953)

Composição - serigrafia - 97/100 - 47 x 66 cm - canto inferior direito - 2010 -

Pintor, desenhista, escultor, designer, ilustrador e médico, Rubens Vaz Ianelli nasceu em São Paulo. Filho do artista plástico Arcangelo Ianelli e sobrinho de Thomaz Ianelli, pintor e aquarelista, Rubens é autodidata, mas teve uma estreita ligação com as artes desde a infância. Destaca-se, ao longo de sua carreira, a partir da década de 1970, a ativa participação nos Salões oficiais do país onde obteve muitos prêmios: São Caetano do Sul, SP (1972, 1973, 1981); Santos, SP (1973); Santo André, SP (1973); Rio Claro, SP (1981); Rio de Janeiro, RJ (1988); São Paulo (1987, 1989). Realizou exposições individuais em: São José dos Campos, SP (1981, 2007); São Paulo (1989); Rio de Janeiro (1989, 2003, 2005); Santos, SP (1991 - sala especial na Bienal); Vitória, ES (1993); Belo Horizonte, MG (1999, 2003); Porto Alegre, RS (2005); Lisboa, Portugal (2008). www.rubensianelli.com.br; www.artprice.com.



507 - CARLOS SCLIAR (1920 - 2001)

"Porco na cangalha" - linóleo gravura - 4/100 - 23 x 28 cm - canto inferior direito -
Reproduzido na página 195 do livro "Scliar: o real em reflexo e transfiguração". -

Desenhista, gravador, pintor, ilustrador, cenógrafo, roteirista e designer gráfico que nasceu em Santa Maria da Boca do Monte, RS e faleceu no Rio de Janeiro. Assina Scliar. Estudou com Gustav Epstein, em Porto Alegre, em 1934. Participou, em 1938, da fundação da Associação Riograndense de Artes Plásticas Francisco Lisboa. Entre 1939 e 1947, residindo em São Paulo, integrou a Família Artística Paulista - FAP. No Rio de Janeiro, escreveu e dirigiu em 1944 o documentário 'Escadas', sobre os pintores Arpad Szenes e Vieira da Silva com os quais conviveu desde 1941. Convocado pela Força Expedicionária Brasileira - FEB, participou da Segunda Guerra Mundial, na Itália. Morando em Paris de 1947 a 1950, cursou gravura com Galanis na Escola de Belas Artes e teve contato com o gravador mexicano Leopoldo Méndez. De volta ao Brasil, fundou com Vasco Prado o Clube de Gravura de Porto Alegre. Em 1956, passou a viver no Rio de Janeiro. Foi diretor do departamento de arte da revista 'Senhor' entre 1958 e 1960. Fundou a editora Ediarte, em 1962, com os colecionadores Gilberto Chateaubriand, Michel Loeb, Carlos Nicolaievski e o pintor José Paulo Moreira da Fonseca. Realizou durante toda sua vida exposições individuais e participou de inúmeras coletivas e Salões oficiais, recebendo muitos prêmios. Também foram realizadas várias exposições póstumas. MEC VOL.4, PÁG. 214; TEODORO BRAGA, PÁG. 66; WALMIR AYALA VOL.2, PÁG. 306 a 309; PONTUAL, PÁG. 479 e 480; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG.884; VOL.2, PÁG. 925; VOL.13, PÁG. 305; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; RGS, PÁG. 442; ACERVO FIEO.



508 - SAMSON FLEXOR (1907 - 1971)

Bípede - aquarela - 22 x 16 cm - canto inferior direito - 1971 -

Pintor nascido na Romênia, estudou em Paris, onde fez em 1927 sua primeira individual, radicando-se em 1946 em São Paulo, onde faleceu. Foi um dos pioneiros do abstracionismo no Brasil, tendo criado em 1948 o Atelier Abstração. Em 1968 sua obra foi objeto de importante retrospectiva no MAM-RJ. BENEZIT vol. 4, pág. 402; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 313/4; TEIXEIRA LEITE, pág. 198; PONTUAL, pág. 217/8; MEC, vol. 2, pág. 179 e 180; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 917; LEONOR AMARANTE, pág. 75; WALTER ZANINI, pág. 643, Acervo FIEO.



509 - CLAUDIO TOZZI (1944)

Coqueiral - litografia - 68/98 - 41 x 61 cm - canto inferior direito -

Pintor, arquiteto e gravador, Claudio José Tozzi nasceu em São Paulo. É mestre em arquitetura pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo. Realizou diversas exposições individuais. Participou, entre várias mostras e Salões oficiais, da Bienal Internacional de São Paulo em 1967, 1969, 1977, 1985, 1989, 1991; do Panorama da Arte Atual Brasileira em 1971, 1973, 1976, 1977, 1979, 1980, 1983; da Bienal de Veneza em 1976; da Bienal de Paris em 1980. Criou painéis para espaços públicos de São Paulo, como: ‘Zebra’, colocado na lateral de um prédio da Praça da República; na Estação Sé do Metrô, em 1979; na Estação Barra Funda do Metrô, em 1989; no edifício da Cultura Inglesa, em 1995 e, no Rio de Janeiro, na Estação Maracanã do Metrô Rio, em 1998. WALMIR AYALA VOL.2, PÁG.388; PONTUAL PÁG.525; TEIXEIRA LEITE PÁG. 512; ARTE NO BRASIL VOL.2, PÁG.1059; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 740; LEONOR AMARANTE PÁG. 170; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 992; www.eca.usp.br; www.pinacoteca.org.br.



510 - AGOSTINHO BATISTA DE FREITAS (1927 - 1997)

Centro de São Paulo - óleo sobre tela - 80 x 120 cm - canto inferior esquerdo - 1989 -

Começou a pintar no início da década de 1950 (e ele próprio relatou que vendia seus trabalhos na Praça do Correio da capital paulista) sendo logo descoberto por Pietro Maria Bardi que organizou uma exposição de seus trabalhos no Museu de Arte de São Paulo, em 1952, mais tarde apresentados também, no Museu de Arte Moderna de São Paulo e da Bahia e no Museu de Arte Contemporânea de Campinas. Participou da XXXIII Bienal de Veneza (1966). MEC, vol. 2, pág. 210; PONTUAL, pág. 225; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 323; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 208; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 214; ITAÚ CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 832; Acervo FIEO.



511 - JOSÉ ANTONIO VAN ACKER (1931 - 2000)

Alegoria - óleo sobre eucatex - 57 x 69 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor, escultor, desenhista, gravador e professor nascido em São Paulo, SP, em 4 de dezembro de 1931. Estudou na Escola de Belas-Artes de São Paulo, entre 1951 e 1954, e escultura em madeira com Lazlo Zinner. Sobre a sua obra assim se manifestou Inácio da Silva Telles: " Os quadros de van Acker ferem-nos de maneira estranha. Subitamente nos encontramos cindidos, cada parte de nós atinada em campos antagônicos, e não apenas para uma interessante e cordial discussão, mas para uma guerra aberta, uma guerra total, que ameaça destruir, ganhe quem ganhar, nossas antigas e acomodadas habitações... " O artista expõe individualmente desde 1962, participando de coletivas desde 1954, sempre com premiações. JULIO LOUZADA, vol. 9 págs.887 e 888; ITAÚ CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 966, Acervo FIEO.



512 - JOAQUIM TENREIRO (1906 - 1992)

Figura - desenho a nanquim - 23 x 17 cm - canto inferior direito -

Designer, escultor, pintor, gravador e desenhista, Joaquim Albuquerque Tenreiro nasceu em Melo Guarda, Portugal e faleceu em Itapira, SP. Filho e neto de marceneiros, aos dois anos de idade mudou-se para o Brasil com a família. Retornou a Portugal em 1914 e ajudou o pai a realizar trabalhos em madeira. Iniciou aulas de pintura. Em 1928, transferiu-se definitivamente para o Rio de Janeiro, passando a frequentar o curso de desenho do Liceu Literário Português onde conquistou o prêmio Joaquim Alves Meira, a maior láurea daquele estabelecimento e fez cursos no Liceu de Artes e Ofícios. Em 1931, integrou o Núcleo Bernardelli. Na década de 1940, dedicou-se à pintura de retrato, de paisagem e de natureza-morta. Entre 1933 e 1943, trabalhou como designer de móveis nas empresas Laubissh & Hirth, Leandro Martins e Francisco Gomes. Em 1943, montou sua primeira oficina, a Langenbach & Tenreiro e, alguns anos depois, inaugurou duas lojas de móveis; primeiro no Rio de Janeiro e, posteriormente, em São Paulo. É o renovador do mobiliário brasileiro, responsável por toda uma linha de criação em que a funcionalidade se alia o bom gosto e o aproveitamento racional dos materiais do País. No final da década de 1960, Joaquim Tenreiro encerrou as atividades na área da concepção e fabricação de móveis para dedicar-se exclusivamente às artes plásticas, principalmente à escultura. Participou do Panorama da Arte Atual Brasileira, SP (1972, 1973, 1975, 1978, 1988), da Bienal Internacional de São Paulo (1965), entre outras, e realizou uma retrospectiva no MAM, RJ (1977). Tem pinturas suas figurando no MAM, SP, no MNBA e Museu Manchete, RJ. MEC, VOL.4, PÁGS.381 E 382; PONTUAL, PÁG.520; TEIXEIRA LEITE, PÁG.504; WALMIR AYALA, VOL.2, PÁG.376 E 377; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG.973; VOL. 5, PÁG. 1042; VOL.6, PÁG. 1111; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 580; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; www.joaquimtenreiro.com; renome.com.br; pinturabrasileira.com; web.artprice.com.



513 - RICARDO APRÍGIO (1954)

Composição - técnica mista - 60 x 79 cm - dorso - 1994 - São Paulo -

Pintor pernambucano, natural de Recife. Estudou desenho e pintura com Rubens Sacramento, Noêmia e Vera Victor, em Olinda. Concluiu o curso de Comunicação Visual pela Universidade Federal de Pernambuco, em 1977. A partir de 1980 participa da Oficina Guaianazes de Gravuras e em 1983 frequenta o ateliê de litogravura do prof. Dimitri Papageorgiu, na Escola de Belas Artes de San Fernando, em Madri, Espanha. Individuais desde 1973 e coletivas a partir de 1972. JULIO LOUZADA, vol. 3, pág. 59



514 - CANDIDO DE OLIVEIRA, EDMILSON (1961)

"Veneza" - óleo sobre tela - 70 x 100 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2013 -

Natural de Pesqueira, Pernambuco, onde nasceu a 23 de julho de 1961. Pintor, assinava até 1985: EDMILSON (seu primeiro nome). Atualmente assina CANDIDO DE OLIVEIRA. Teve como mestres José Ismael e Gilberto Geraldo. Suas naturezas-mortas são hiperrealistas, suas composições são equilibradas. Participa de coletivas desde 1993, com premiações. JULIO LOUZADA vol.11, pág. 231.



515 - FRANCISCO STOCKINGER (1919 - 2009)

Nu - múltiplo em bronze - 18 x 6 x 4 cm - base -

Natural de Traum, Áustria, Xico Stockinger, como é conhecido, foi aluno de Bruno Giorgi e desde 1954, radicado em Porto Alegre, á um escultor da figura humana e do animal. Também é excelente desenhista e gravador. Começou a expor na década de 40, no Rio de Janeiro, recebendo premiações. Desempenhou importante papel no desenvolvimento das artes plástica gaúcha. Tem seu nome firmado no cenário nacional e internacional, como escultor expressivo e original. JULIO LOUZADA, vol.11, pág.311; PONTUAL, pág.506; MEC., vol.4, pág.342/3.; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 720; ARTE NO BRASIL, pág. 868; LEONOR AMARANTE, pág. 136.



516 - OMAR PELEGATTA (1925 - 2000)

Casario - óleo sobre tela - 27 x 35 cm - canto inferior direito -

Italiano da Lombardia, PELLEGATTA foi pintor e gravador dedicado a temas sacros e casarios coloniais. Em sua obra, o ser humano é apresentado sempre de modo idealizado, na figura de ternas madonas, santos, coroinhas e cavaleiros. Participou de diversas coletivas e salões, a partir de 1957, recebendo premiações em sua maioria. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág.735; MEC vol.3, pág.363; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



517 - CARLOS SÖRENSEN (1928 - 2008)

Nu - desenho a caneta hidrográfica - 32 x 23 cm - canto inferior esquerdo -

Paulista de Baurú, Sorensen fez importantes estudos em Paris, onde a convite do governo francês, freqüenta o ateliê de André Lhote, onde conhece Picasso, Roonet e Fernand Léger e no ano seguinte freqüenta a Escola Superior de Belas Artes-Paris, estudando com Gleizes e André Lhote(1952-1953). Foi artista de múltiplas atividades, ceramista, tapeceiro, cenógrafo, ilustrador, arquiteto, designer e pintor, com sucesso de crítica e de público. Citado em Delta Larouse/1970, pág. 6406; MEC vol.4, pág. 309; PONTUAL, pág. 500, WALMIR AYALA vol.2, pág.347; JULIO LOUZADA vol.11, pág. 306; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



518 - RITA RABELO (1926)

Natureza morta - óleo sobre eucatex - 22 x 33 cm - canto inferior direito - 1993 -

Nasceu em São Paulo, Capital, em 25 de outubro de 1926. Teve algumas aulas de desenho com Bonadei (1961). Participa de coletiva na Sociarte (1987), com grande aceitação. JULIO LOUZADA vol.11, pág. 258.



519 - INOS CORRADIN (1929)

Bules - óleo sobre tela - 60 x 46 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor, desenhista, gravador, escultor e cenógrafo, nascido em Vogogna, Itália. Por volta de 1932 mudou-se com a família para Castelbaldo - Padova, onde, em 1945, estudou pintura com professor Tardivello. Em 1947 colaborou com o pintor Pendin na execução de um mural referente aos mártires da resistência italiana em Castelbaldo. Veio, em 1950, para Jundiaí e São Paulo onde fez parte do núcleo artístico Cooperativa em São Paulo, dirigido pelo pintor argentino Oswaldo Gil Navarro. Executou cenários para o Ballet do IV Centenário de São Paulo, em 1954. Em 1979 foi contratado para pintar um cenário para o Teatro de Rovigo, Itália. Realizou diversas exposições individuais, participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais pelo Brasil e pelo mundo. Foi premiado em Paris (1975) e em Ferrara, Itália (1976). JULIO LOUZADA, VOL. 11, PÁG. 152; PONTUAL, PÁG. 143; MEC, VOL. 1, PÁG. 448; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 215; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; inoscorradin.com.br.



520 - FULVIO PENNACCHI (1905 - 1992)

"Volta do trabalho" - óleo sobre eucatex - 20 x 30 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1983 -
Com etiqueta n° 013-BO.593-83A do ateliê do artista, no dorso. -

Pintor, ceramista, desenhista, ilustrador, gravador, professor nascido na cidade de Villa Collemandina, Itália e falecido em São Paulo. Em 1924 foi para Lucca e iniciou sua formação artística no ‘Regio Istituto di Belle Arti’ onde teve aulas com o pintor Pio Semeghini. Mudou-se para São Paulo em 1929 e dedicou-se a diferentes atividades até 1933, quando passou a auxiliar Galileo Emendabili na execução de monumentos funerários. Em 1935, conheceu Francisco Rebolo, passou a frequentar seu ateliê e conviveu com os artistas do Grupo Santa Helena. Nessa mesma época integrou a Família Artística Paulista e iniciou a produção de painéis em afresco e óleo para residências, igrejas, hotéis e outras edificações, destacando-se os afrescos de grandes dimensões para a Igreja Nossa Senhora da Paz, no bairro do Glicério, executados entre 1941 e 1948. Em 1965, iniciou um período de recolhimento e manteve-se afastado das exposições e do circuito artístico. Em 1973, reabriu seu ateliê e recebeu diversas homenagens no Brasil e na Itália. Nesse mesmo ano conheceu a ceramista Eunice Pessoa e com ela desenvolveu um grande número de peças que foram expostas em 1975. Sem nunca ter abandonado as atividades artísticas, voltou a figurar em diversas mostras e continuou a produzir painéis em afresco. Em 1980, Pietro Maria Bardi publicou um livro sobre sua obra. Nove anos depois, foi lançado o livro ‘Ofício Pennacchi’, organizado por Valério Antonio Pennacchi, responsável também pela publicação, em 2002, do livro ‘Fulvio Pennacchi: Pintura Mural’. Importante retrospectiva da obra do artista foi realizada, em 1973, no MAM - São Paulo. TEODORO BRAGA, PÁG. 192; MEC, VOL, 3, PÁG. 365; WALMIR AYALA, VOL, 2, PÁG. 182; PONTUAL, PÁG. 416; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 784; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 740; ACERVO FIEO.



521 - LOUIS-ALEXIS BOULANGER (1800 - 1874)

Cavalheiro - desenho a lápis - 20 x 16 cm - canto inferior esquerdo - 8 de abril de 1845 -Bahia -

Desenhista, gravador, litógrafo, pintor e professor francês nascido em Paris e falecido no Rio de Janeiro. Instalou no Rio de Janeiro a primeira oficina de litografia comercial (1829). Foi professor de caligrafia e desenho dos filhos do imperador D. Pedro I, desenhista das iluminuras heráldicas da Nobreza e Fidalguia do Império. Participou da Exposição Geral de Belas Artes, RJ, em 1845, 1847,1848, 1860, 1862. Em São Paulo, obras suas foram expostas na mostra ‘Pedro e Amélia’ - Pinacoteca do Estado (1980) e na Fundação Bienal - Tradição e Ruptura: síntese de arte e cultura brasileiras (1984). MEC VOL. 1, PÁG. 253; PONTUAL PÁG. 82; JULIO LOUZADA VOL. 13, PÁG. 49; ITAU CULTURAL; books.google.com.br/books?isbn=8531401321; www.artedata.com; www.museuhistoriconacional.com.br.



522 - WLADIMIR KRIVOUTZ (1904 - 1972)

Flores - óleo sobre tela - 60 x 50 cm - canto inferior direito -

Pintor, decorador. Estuda na Escola de Belas Artes de Petrogrado. Viaja a Paris, e em 1922 forma-se na École Nationale Superieure des Beaux-Arts. De volta à sua cidade natal, estuda com Soudeikine e Bakst. Em paralelo, atua como representante especial do governo francês na Indochina, em 1925. Entre 1927 e 1930, trabalha como cenógrafo dos teatros L'Opera e Champs Elysées; do Ballet de Boris Kniaseff, todos em Paris, e realiza uma série de desenhos para o balé de Anna Pavlova. Também trabalha como cenógrafo para produções cinematográficas, entre 1936 e 1943. É especialista em arte bizantina. Em 1946, vem para o Brasil; reside no Rio de Janeiro e posteriormente em Porto Alegre, em 1950. No ano seguinte, fixa residência em São Paulo, onde faz a decoração da Catedral Ortodoxa. ITAU CULTURAL



523 - ANGELO CANNONE (1899 - 1992)

Marinha - óleo sobre eucatex - 9 x 21 cm - canto inferior esquerdo -

Nascido na Itália, radicou-se no Brasil. Seu estilo liga-se ao dos Macchiajoli oitocentistas (os equivalentes italianos dos impressionistas franceses) e ao de Pratella em especial. São especialmente notáveis suas paisagens e marinhas. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 168; JULIO LOUZADA vol.11, pág.54; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



524 - VINCENZO CENCIN (1925 - 2010)

Paisagem - óleo sobre tela colada em eucatex - 100 x 70 cm - canto inferior direito -

Natural de Veneza, Itália, desde pequeno sente a feição mágica e iluminada de sua cidade natal e o mar que a rodeia. Após a II Grande Guerra vem para o Brasil, onde fixa a sua residência. Em 1981 inaugura a Galeria Velha Europa, em São Paulo. Sobre a sua obra, assim se manifestou o crítico José Roberto TEIXEIRA LEITE: "... para esse homem chegado já maduro às artes, depois de longa carreira em campo diametralmente oposto, o que importa é lançar, sobre o espaço da tela, reminicências do homem mediterrâneo..." JULIO LOUZADA, vol.11, pág. 69; ITAU CULTURAL.



525 - RENOT (1932)

"Baianas do Abaeté" - acrílico sobre tela - 50 x 70 cm - canto superior direito e dorso - 2014 - Bahia -

Pintor, desenhista, gravador e tapeceiro, Reinaldo Eliomar de Freitas Marques da Silva nasceu em Santa Luzia, Bahia. Assina Renot. Autodidata, começou a pintar em 1957 e, em 1964, com a inauguração da Galeria Quirino, em Salvador, iniciou sua formação artesanal. Tornou-se amigo de vários intelectuais e artistas baianos entre os quais Jenner Augusto, Jorge Amado e Manuel Quirino. Quirino, com quem trabalhou, foi também o seu mestre na arte de tecer (1964). Foi responsável pelos calendários-tapeçaria que fez para a Basf e Bosh do Brasil em 1977. Realizou muitas exposições individuais em: Salvador, BA (1970, 1971, 1972, 1977); Porto Alegre, RS (1970); Rio de Janeiro (1971, 1974); São Paulo (1972, 1973, 1975 a 1978, 1982); Hamburgo, Alemanha (1971); Londres, Inglaterra (1972); Barcelona, Espanha (1974); Genebra, Suíça (1974); Buenos Aires, Argentina (1975); Paris, França (1976); Estados Unidos (1978, 1980). Participou de várias coletivas e mostras oficiais pelo Brasil e exterior. Atua também como perito, marchand e organizador de leilões. JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 816; VOL. 7, PÁG. 590; ITAU CULTURAL; MEC VOL. 4, PÁG. 53; web.artprice.com.



526 - EDSON MOTTA (1910 - 1981)

Paisagem - aquarela - 21 x 30 cm - canto inferior direito -

Mineiro de Juiz de Fora, estudou na ENBA no Rio de Janeiro, onde foi aluno de Rodolfo Chambelland, Marques Junior e Outros. Foi um dos fundadores do Núcleo Bernardelli, que dirigiu por alguns anos. Expositor nas diversas versões do SNBA. Em 1939 ganhou o premio viagem à Europa, onde estudou Conservação e Restauro, ofício que lhe renderia prestígio e respeito no País, PONTUAL, 374; TEIXEIRA LEITE, 336; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 579.



527 - TOMÁS SANTA ROSA (1909 - 1956)

"Figura" - óleo sobre tela - 46 x 33 cm - canto inferior direito e dorso - década de 1950 -

Pintor, gravador, cenógrafo e professor. Oriundo da Paraíba, onde nasceu, fixou-se no Rio de Janeiro, iniciando em 1930 sua bem sucedida carreira de ilustrador de obras de autores estrangeiros e brasileiros, que inclui, dentre outros, Graciliano Ramos, José Lins do Rêgo, Jorge Amado, Castro Alves e muitos outros. Sua obra tem reconhecimento nacional e unanimidade de crítica, havendo se destacado em todas as áreas das artes que praticou. PONTUAL, pág. 472; TEIXEIRA LEITE, pág. 460; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 572; LEONOR AMARANTE.



528 - MARIA POLO (1937 - 1983)

Composição - óleo sobre tela - 56 x 46 cm - canto inferior direito - 1961 -

Pintora, desenhista, gravadora e vitralista nascida em Veneza, Itália e falecida no Rio de Janeiro. Estudou no Instituto de Arte de Veneza, entre 1949 e 1955 e no ateliê de De Pisis, em Roma, de 1955 a 1959. Veio para o Brasil em 1959 fixando-se em São Paulo e, a partir de 1962, no Rio de Janeiro. Realizou diversas exposições individuais em algumas das principais capitais do País e no exterior. Participou de muitas mostras e Salões oficiais, entre as quais: Bienal Internacional de São Paulo (1963, 1965, 1967); Panorama de Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1969, 1970, 1973). Foi premiada no 10º Salão Paulista de Arte Moderna, SP (1961). MEC, VOL. 3, PÁG. 424; PONTUAL, PÁG. 430; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 776; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 697; www.catalogodasartes.com.br; www.bolsadearte.com; www.artprice.com.



529 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulata - desenho a lápis - 19 x 13 cm - canto inferior direito -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



530 - ANGEL CESTAC (1948)

"O musico" - óleo sobre tela - 100 x 80 cm - canto inferior direito e dorso - 1995 -

Argentino da cidade de Azul, Província de Buenos Aires, onde nasceu a 4 de agôsto de 1948. Começou a estudar na ENBA Rogério Irurtina, na sua cidade natal. A partir de 1969 estuda na ENBA de Buenos Aires, recebendo o certificado de Mestre Nacional de Artes Plásticas e Professor Nacional de Pintura. Ativo em São Paulo, SP, onde reside e expõe individualmente a partir de 1980, e coletivamente desde 1979. JULIO LOUZADA, vol. 5, PÁG. 233



531 - MANOEL SANTIAGO (1897 - 1987)

Marinha - óleo sobre eucatex - 27 x 41 cm - canto inferior esquerdo e dorso -

Manoel Colafante Caledônio de Assumpção Santiago nasceu em Manaus, AM e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, desenhista e professor. Mudou-se para Belém em 1903 e iniciou estudos de pintura. Desde 1916 já praticava a arte não figurativa. Em 1919 transferiu-se para o Rio de Janeiro, cursou Direito e frequentou a Escola Nacional de Belas Artes, onde foi aluno de Rodolfo Chambelland e Baptista da Costa. Na época, teve aulas particulares com Eliseu Visconti. Foi casado com a pintora Haydeá Santiago. Participou em 1927 do Salão Nacional de Belas Artes e recebeu o prêmio viagem ao exterior, entre vários outros. Foi para Paris no ano seguinte, e lá permaneceu por cinco anos. De volta ao Rio de Janeiro, em 1932, tornou-se professor do Instituto de Belas Artes. Em 1934, passou a lecionar pintura e desenho no Núcleo Bernardelli, figurando entre seus alunos José Pancetti, Edson Motta, Bustamante Sá, Ado Malagoli, Rescála e Milton Dacosta. Participou da I Bienal Internacional de São Paulo (1951) e do 8º Panorama da Arte Brasileira (1976). PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, VOL. 1, PÁG. 241; TEODORO BRAGA, PÁG. 211; CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO DE PAISAGEM BRASILEIRA, MEC-MNBA /RIO/1944; MAYER/84, PÁG. 1158; REIS JR, PÁG. 378; PONTUAL, PÁG. 473; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 292; ITAÚ CULTURAL, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 865; ACERVO FIEO.



532 - LIVROS


1)"KANDINSKY: BLEU DE CIEL". COLEÇÃO L'ART EN JEU. PARIS: CENTRE POMPIDOU, 1988.
2)"YVES KLEIN". HANNAH WEITEMEIER. KÖLN: TASCHEN, 2001.
3)"CLARA PECHANSKY: VARIAÇÕES SOBRE O ENIGMA". PORTO ALEGRE: TERRITÓRIOS DAS ARTES, 2000.
4)"MARY CASSAT: OILS AND PASTELS". E. JOHN BULLARD. NEW YORK: WATSON-GUPTILL, 1998.
5)"HENRI MATISSE CUT-OUTS". GILLES NÉRET. KÖLN: BENEDIKT TASCHEN, 1994.
6)"MODIGLIANI". DOUGLAS HALL. LONDON: PHAIDON, 1998.
7)"EDVARD MUNCH". ULRICH BISCHOFF. KÖLN: BENEDIKT TASCHEN, 1988.
8)"BONNARD". JULIAN BELL. LONDON: PHAIDON, 1994.




533 - MENASE WAIDERGORN (1927)

Marinha - óleo sobre eucatex - 24 x 33 cm - canto inferior direito -

Romeno da cidade de Hotin, Waidergorn veio para o Brasil em 1932, onde seus pais fixaram residência em São Paulo. Ingressou na APBA, onde conheceu Mecatti, que muito o estimulou e orientou, dele assimilando a luminosidade da pintura peninsular muito a gosto do ottocento italiano. Sua pintura aborda todos os gêneros, baseadas tanto nas recordações da infância pobre como nas lembranças das viagens que fez ao norte da Africa e Europa. Participou de diversos salões e coletivas, recebendo diversas premiações JULIO LOUZADA vol.11, pág. 330; Acervo FIEO.



534 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Paisagem" - acrílico sobre tela - 35 x 85 cm - canto inferior direito - 2003 -
Com certificado de autenticidade firmado pelo autor, datado de 9 de fevereiro de 2004. -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



535 - EDOUARD-LEON CORTÈS (1882 - 1975)

"Rue Royal, Madelaine, Paris" - óleo sobre madeira - 23 x 30 cm - canto inferior direito -
Com carimbo da Galeria A. Barillon - Paris, no dorso. -

Pintor nascido e falecido em Lagny-sur-Maine, França. Filho do pintor espanhol Antonio Cortés que foi para a Exposição Universal em Paris (1855) e se estabeleceu com a família em Lagny-sur-Marne. Iniciou seu filho no aprendizado da pintura e, com dezesseis anos, apresentou uma pintura na Sociedade dos Artistas Franceses (1899) onde foi bem recebido pela crítica e pelo público. Foi um ativo membro da ‘Union des Beaux-Arts de Lagny’ (1927 a 1930) e seu primeiro presidente. Participou também de exposições em Paris incluindo: o Salão de Outono, Salão de Inverno, Salão da Sociedade Nacional de Horticultura e Salão dos Independentes, onde ganhou diversos prêmios. BENEZIT VOL. 3, PÁG. 193; JULIO LOUSADA, VOL. 1, PÁG. 272; www.rehs.com; www.artprice.com; artist.christies.com; www.askart.com.



536 - ARMANDO VIANNA (1897 - 1988)

Paisagem - óleo sobre tela - 80 x 100 cm - canto inferior esquerdo - 1943 - Rio de Janeiro -

Este grande pintor carioca foi discípulo de Rodolfo Chambelland e Rodolfo Amoedo na antiga Escola Nacional de Belas Artes e de Eurico Alves e Stefano Cavalaro, no Liceu de Arte e Ofícios do Rio de Janeiro. É ainda hoje, considerado um dos maiores aquarelistas brasileiros. Realizou exposições individuais e em todas as principais capitais brasileiras. MEC vol.4, pág.470; JULIO LOUZADA vol.3, pág.186. PONTUAL pág. 538; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



537 - J. CARLOS (1884 - 1950)

Banhista - desenho a nanquim - 11 x 16 cm - canto inferior direito -

Nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, desenhista, ilustrador e caricaturista. Realizou mais de cem mil desenhos, não se conhecendo um único ruim. Observador arguto, retratou com maestria e humor o cotidiano de sua cidade natal, da qual, consta, ausentou-se por duas únicas ocasiões. JULIO LOUZADA vol. 10, pág. 181; CARICATURISTAS BRASILEIROS, de Pedro Corrêa do Lago, pág. 74; WALTER ZANINI, pág. 448; ARTE NO BRASIL, pág. 646.



538 - MARCELO GRASSMANN (1925 - 2013)

Guerreiro - gravura - 31/50 - 41 x 61 cm - canto inferior direito -

Desenhista, gravador, ilustrador, pintor, escultor e professor, nasceu em São Simão, SP. Estuda fundição, mecânica e entalhe em madeira na Escola Profissional Masculina do Brás, SP. Passa a realizar xilogravuras a partir de 1943. Atua como ilustrador do Suplemento Literário do ‘Diário de São Paulo’, do ‘O Estado de S. Paulo’ e do ‘Jornal do Estado da Guanabara’. Quando reside no Rio de Janeiro, a partir de 1949, freqüenta os cursos de gravura em metal, com Henrique Oswald e de litografia, com Poty, no Liceu de Artes e Ofícios. Em Salvador (1952), trabalha com Mario Cravo Júnior. .Recebe o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Arte Moderna (1953) e vai para a Academia de Artes Aplicadas, em Viena. Passa a dedicar-se principalmente ao desenho, à litografia e à gravura em metal. Em 1969, sua obra completa é adquirida pelo governo do Estado de São Paulo, passando a integrar o acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo . Em 1978, a casa em que nasceu, em São Simão, é transformada em museu e tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo - Condephaat. Participou de muitas exposições e das Bienais de: São Paulo (1951 a 1961, 1967, 1969, 1979, 1985, 1989); Veneza (1950, 1956, 1958, 1962); Paris (1959). Principais prêmios: Bienal de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1959, 1967); Bienal de Veneza (1950, 1956, 1958,1962); Bienal de Paris (1959). PONTUAL, PÁG. 249; MEC, VOL. 2, PÁG. 281 E 282; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG. 439; VOL. 5, PÁG. 453; VOL. 9, PÁG. 383.



539 - JAIME NICOLA DE OLIVEIRA (XX)

Cristo - escultura em madeira - 33 x 24 x 21 cm - assinado - 1985 -

Jaime NICOLA de Oliveira, natural de Quipapá(PE), acostumado a desenhar e entalhar a madeira desde criança, aprendeu a esculpir observando o trabalho de um artista do Recife em seu Atelier. Conhecido por suas esculturas de cabeças de Santos e Anjos, tira proveito da textura da madeira para recriar com sua poderosa imaginção até mesmo anjos cangaceiros, além de também esculpir essas formas em pedra calcárea.



540 - ALFREDO VOLPI (1896 - 1988)

"Paisagem de Mogi das Cruzes" - óleo sobre tela - 22 x 32 cm - canto inferior esquerdo e dorso -
No dorso assinatura e data de 11 de julho de 1984, data em que o autor autenticou a obra. -

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.



541 - ALEX FLEMMING (1954)

"Após várias tentativas..." - acrílico sobre tela - 100 x 130 cm - dorso - 1987 -

Nasceu em São Paulo, onde realizou a sua primeira individual em 1977. Segundo Jacob Klintowitz, na bibliografia de TEIXEIRA LEITE abaixo, " o trabalho de Alex Fleming é o resultado da tensão entre a imagem do homem e o procedimento do homem. Nada aqui é por acaso. Com paciência oriental o artista elabora uma maneira de fazer. Utiliza fotolitos, tintas e de naturezas diferentes, divide a tela em várias telas, compõe a tela maior a partir de telas pequenas, faz diagramas do resultado final, dedica-se de corpo e alma ao metier, hoje o elemento mais desprezado da arte ... Alex experimenta o homem e a si mesmo". JULIO LOUZADA, vol 4 pág 406; TEIXEIRA LEITE, pág. 196.



542 - TARSILA DO AMARAL (1890 - 1973)

Paisagem - desenho a nanquim - 11 x 18 cm - canto inferior direito -

Pintora e desenhista, Tarsila do Amaral nasceu em Capivari, SP e faleceu em São Paulo. Estudou escultura com William Zadig e com Mantovani, em 1916, na capital paulista. No ano seguinte teve aulas de pintura e desenho com Pedro Alexandrino, onde conheceu Anita Malfatti. Ambas tiveram aulas com o pintor Georg Elpons. Em 1920 viajou para Paris e estudou na ‘Académie Julian’ e com Émile Renard. Ao retornar ao Brasil formou em 1922, em São Paulo, o Grupo dos Cinco, com Anita Malfatti, Mário de Andrade, Menotti del Picchia e Oswald de Andrade. Em 1923, novamente em Paris, frequentou o ateliê de André Lhote, Albert Gleizes e Fernand Léger. Foi a criadora de duas das principais tendências ou movimentos de nossa arte nacionalista: o Pau Brasil e o Antropofagia. A convite da Comissão do IV Centenário de São Paulo fez, em 1954, o painel ‘Procissão do Santíssimo’ e, em 1956, entregou ‘O Batizado de Macunaíma’, sobre a obra de Mário de Andrade, para a Livraria Martins Editora. A retrospectiva Tarsila: 50 Anos de Pintura, organizada pela crítica de arte Aracy Amaral e apresentada no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo , em 1969, ajudou a consolidar a importância da artista. TEODORO BRAGA, PÁG. 220; REIS JR., PÁG.388; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 365; MEC, VOL. 4, PÁG. 370; PONTUAL, PÁG. 511; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 492; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 389; ARTE NO BRASIL, PÁG. 577; LEONOR AMARANTE, PÁG. 24; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 958.



543 - AXEL LESKOSCHEK (1889 - 1976)

Espiando - xilogravura - 18 x 11 cm - canto inferior direito -

Importante gravador, pintor e professor austríaco. Realizou sua formação artística na Áustria e ali publicou álbuns de xilogravuras e águas-fortes. Veio residir no Brasil em 1930, fugindo do nazismo, aqui ficando até 1950. Ilustrou diversas publicações nacionais, entre elas, e principalmente, as edições brasileiras dos romances de Dostoiévski (Ed. José Olimpio). Foi professor, entre outros, de Renina Katz, Fayga Ostrower e Ivan Serpa. MAYER/88, pág.494; JULIO LOUZADA, vol.1, pág.609; BENEZIT, vol.6, pág.612, ART PRICE ANNUAL/2000, pág.1464; PONTUAL, pág.309, TEIXEIRA LEITE, pág.284; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 605; ARTE NO BRASIL, pág. 840; Acervo FIEO.



544 - ANTONIO MAIA (1928 - 2008)

Ex voto - acrílico sobre tela - 40 x 40 cm - centro esquerdo e dorso - 2005 - Rio de Janeiro -

Natural de Carmópolis, SE. Pintor e desenhista. Radicado no Rio de Janeiro desde 1955. Em 1959 fez suas primeiras apresentações em coletivas. Estreou no SNAM, obtendo o prêmio de viagem ao exterior (1969). Pertencente àquele grupo de artistas que organizam seu trabalho em torno de valores culturais vindos da expressão popular, o artista assumiu como um dos temas de sua pintura a imagem do ex-voto., escultura religiosa de caráter popular e votivo. O ex-voto representa, para o artista, um ponto de partida na realização de uma paisagem brasileira sem conotações urbanas. É uma pintura em que o mundo dos homens é construído pelos homens e por suas criações. O artista empresta às figuras com que trabalha, os ex-votos, conotações de análise ideológica, e o faz sem palavras, apenas pela força da presença visual. Figurou em diversas coletivas nacionais e internacionais, conquistando prestigio de critica e público. MEC vol.3, pág.42; PONTUAL, pág. 330 e 331; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 697; Acervo FIEO.



545 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

Catavento - escultura em mármore preto - 16 x 11 x 22 cm - assinado -

Escultor e pintor paulista, iniciou seus estudos de escultura em Roma 1920/1922. Mais tarde tornou-se aluno de Maillol, em Paris, onde também frequentou as academias Ranson e de La Grande Chaumière, em 1936. É considerado o maior escultor nacional. MEC, vol.2, pág. 250/1; PONTUAL, pág. 237/8; MAYER/84, pág. 1333; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 587; ARTE NO BRASIL, pág. 715; LEONOR AMARANTE, pág. 18.



546 - JOSÉ MARIA DE SOUZA (1935 - 1987)

"Marinha" - óleo sobre tela - 39 x 47 cm - canto inferior esquerdo - 1976 - Pituaçu BA -

Baiano de Valença, Bahia. Diplomou-se na Escola de Belas Artes da Bahia, onde teve como prof. Mario Cravo em gravura e Juarez Paraíso, em desenho. Realizou várias individuais no Rio de Janeiro, cidade onde se fixou por algum tempo, retornando para a Bahia. Sua figuração é pessoal e o limite profundo de sua obra está povoado de algo cuja definição se coloca entre o humilde e o grotesco. Realizou individuais a partir de 1960 (entre elas: Galeria Bonino, RJ-1965 e 1967); e coletivas (SNAM-RJ 1959, 1962 e 1963, entre outras). JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 498; ITAÚ CULTURAL.



547 - JOSÉ SABÓIA (1949)

Trabalhadores - óleo sobre tela - 50 x 60 cm - canto inferior direito e dorso -
No estado. -

Nascido em Almadina (BA). Indo para o Rio de Janeiro em 1967, começou a pintar no ano seguinte, passando a expor seus trabalhos na Feira Hippie de Ipanema. Sua primeira individual deu-se em Fortaleza em 1970; a partir de então, tem exposto com freqüência no Rio de Janeiro e em São Paulo. A pintura de Sabóia partiu de uma raiz eminentemente popular, tendo atingido depois um rebuscamento que se traduz no caprichoso desenho de linhas recurvas, na pincelada lisa, impessoal, no colorido reduzido a três ou quatro tons básicos e na composição, dotada daquele inconfundível horror vacui dos ingênuos. JULIO LOUZADA vol. 11, pág. 278; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 228; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO.



548 - JOSÉ ANTONIO DA SILVA (1909 - 1996)

Paisagem - óleo sobre pandeiro - d = 20 cm - centro inferior -

Pintor, desenhista, escritor, escultor, repentista nascido em Sales de Oliveira, SP e falecido em São Paulo. Trabalhador rural, de pouca formação escolar, foi autodidata. Em 1931, mudou-se para São José do Rio Preto, SP. Participou da exposição de inauguração da Casa de Cultura da cidade (1946), quando suas pinturas chamaram atenção dos críticos Lourival Gomes Machado, Paulo Mendes de Almeida e do filósofo João Cruz e Costa. Dois anos depois, realizou mostra individual na Galeria Domus, SP. Nessa ocasião Pietro Maria Bardi, diretor do MASP, adquiriu seus quadros e depositou parte deles no acervo do museu. O MAM, SP editou seu primeiro livro, ‘Romance de Minha Vida’ (1949). Na 1ª Bienal Internacional de São Paulo (1951), recebeu prêmio aquisição do ‘Museum of Modern Art’ (MoMA) de Nova York. Em 1966, o artista criou o Museu Municipal de Arte Contemporânea de São José do Rio Preto e gravou dois LPs, ambos chamados ‘Registro do Folclore Mais Autêntico do Brasil’, com composições de sua autoria. No mesmo ano, ganhou Sala Especial na 33ª Bienal de Veneza. Publicou ainda os livros ‘Maria Clara’ (1970), ‘Alice’ (1972); ‘Sou Pintor, Sou Poeta’ (1982); e ‘Fazenda da Boa Esperança’ (1987). Transferiu-se de São José do Rio Preto para São Paulo, em 1973. Em 1980, foi fundado o Museu de Arte Primitivista José Antônio da Silva (MAP), em São José do Rio Preto, com obras do artista e peças do antigo Museu Municipal de Arte Contemporânea. Realizou inúmeras exposições individuais e participou de muitos certames oficiais pelo Brasil e exterior recebendo muitos prêmios. MEC, vol. 4, pág. 256; PONTUAL, pág. 493 e 494; TEIXEIRA LEITE, pág. 478; JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 958; ARTE NO BRASIL, vol. 2, pág. 958; BENEZIT, vol. 9, pág. 602; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 227; ITAU CULTURAL; LEONOR AMARANTE, pág. 171; Acervo FIEO.



549 - CARLOS OSWALD (1882 - 1971)

Rosas - óleo sobre tela colada em cartão - 50 x 65 cm - canto inferior direito -

Gravador, pintor, desenhista, decorador, professor e escritor. Nasceu em Florença, Itália e faleceu em Petrópolis, RJ. Graduou-se como físico-matemático em 1902, pelo Instituto Galileo Galilei, em Florença. No ano seguinte, ingressou na ‘Accademia di Belle Arti di Firenze’. Viajou para o Brasil pela primeira vez em 1906 e realizou no Rio de Janeiro a primeira exposição individual no país. Retornou à Europa em 1908, estudou gravura com o americano Carl Strauss em Florença e viajou para Munique, onde aprendeu a técnica da água-forte. Em 1911, participou da decoração do pavilhão do Brasil, na Exposição Internacional de Turim. Fez a segunda viagem ao Rio de Janeiro em 1913 e realizou uma exposição com Eugênio Latour na Escola Nacional de Belas Artes . Foi nomeado, em 1914, professor de gravura e desenho no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro e é considerado o introdutor da gravura no Brasil. No ano de 1930, fez o desenho final do ‘Monumento ao Cristo Redentor’. A obra foi executada na França pelo escultor Paul Landowski e instalada no Morro do Corcovado, Rio de Janeiro, em 1931. Publicou, em 1957, a autobiografia ‘Como Me Tornei Pintor’. Em 1963, o Museu Nacional de Belas Artes - RJ adquiriu quase todas as suas obras em gravuras. Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais e foi premiado no Rio de Janeiro em 1904, 1906, 1909, 1912, 1913, 1916 e realizou diversas exposições individuais. PONTUAL, PÁG. 397; ARTE NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 1053; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 699; MEC VOL. 3, PÁG. 304; ACERVO FIEO.



550 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Gato azul com meia lua" - acrílico sobre tela - 60 x 81 cm - canto inferior esquerdo - 2003 -
Com certificado de autenticidade firmado pelo autor, datado de 19 de setembro de 2003. -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



551 - LUÍS CLÁUDIO MORGILLI (1955)

Jogando cartas - óleo sobre tela - 55 x 66 cm - canto inferior direito -

Pintor e desenhista com diversas participações em Salões Nacionais tais como em 1997, no XVI Exp. de Artistas Contemporâneos da SOCIARTE / SP, em 1998 na Galeria Ranulpho em Recife. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág.219.



552 - VICENTE LEITE (1900 - 1941)

Clareira - óleo sobre madeira - 41 x 33 cm - canto inferior direito -
Com carimbo do Salão Fluminense de Belas Artes, no dorso. -

Vicente Rosal Ferreira Leite nasceu no estado do Ceará, onde servia na guarda do Palácio do Governo, quando o então governador João Tomé de Sabóia e Silva lhe ofereceu uma bolsa de estudos no Rio de Janeiro, em virtude de seus dotes como desenhista. Na antiga Escola Nacional de Belas-Artes, no Rio, teve Cândido Portinari e Orlando Teruz, entre outros, como seus condiscípulos. De 1920 a 1926 estudou sob a orientação de Lucílio de Albuquerque, Rodolfo Chambelland e João Batista da Costa - de quem sofreu grande influência em sua dedicação às paisagens. Reconhecido e condecorado com menções honrosas em todo país, realizou exposições em diversos estados brasileiros, e também participou de salões em países como Argentina e Estados Unidos. Executou ainda, no Palácio do Governo do Ceará, uma alegoria da Revolução de 1930 - obra onde empregou a técnica pontilhista da última fase dos impressionistas franceses. Suas obras podem ser encontradas no Museu Nacional de Belas-Artes, na Pinacoteca do Estado de São Paulo e no Museu Mariano Procópio, em Juiz de Fora. JULIO LOUZADA, VOL ,10, pág, 487. PONTUAL, pág, 308. MEC, VOL, 2, pág, 468; TEIXEIRA LEITE.pág, 284; ITAÚ CULTURAL.



553 - MARGUERITE CHAMBOVET (XIX - XX)

Fiandeira - óleo sobre tela - 53 x 64 cm - canto inferior esquerdo - 1869 -
No estado. -

Pintora, desenhista e professora da Escola Francesa ativa em Marselha. Participou de inúmeras mostras e Salões oficiais. Suas obras têm sido comercializadas em vários leilões da Europa. BENEZIT VOL. 2, PÁG. 650, www.geneanet.org; www.ferri-drouot.com.



554 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Paisagem com coqueiro" - acrílico sobre tela - 45 x 56 cm - canto inferior esquerdo - 2003 -
Com certificado de autenticidade firmado pelo autor, datado de 11 de abril de 2003. -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



555 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Natureza morta - óleo sobre tela - ' - 40 x 50 cm - canto inferior direito ilegível -



556 - DAKIR PARREIRAS (1893 - 1967)

Pedra de Itapuca - óleo sobre tela - 50 x 60 cm - canto inferior esquerdo -

Filho e discípulo do grande Antonio Parreiras, aperfeiçoou-se em Paris com Laurens, destacando-se como paisagista e retratista de méritos. LAUDELINO FREIRE, pág. 519; TEODORO BRAGA, pág. 184; MEC, vol.3, pág. 336; PONTUAL, pág. 407; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 170; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



557 - PITÁGORAS (1964)

Na floresta - óleo sobre tela - 150 x 80 cm - canto superior direito - 2005 -
Reproduzido sob o número 39 em catálogo de leilão de Firenze Galeria de Arte - Belo Horizonte, MG. O artista acaba de realizar as seguintes exposições: na Galeria Berenice Arvani - São Paulo, SP - e na Fundacíon Fiart - Madri, Espanha. -

Desenhista e pintor autodidata nascido em Goiás, GO. Realizou exposições individuais em: Goiânia, GO (1993 a 1996, 1998, 2002, 2004); Brasília, DF (1996) e participou de diversas coletivas em: Goiânia, GO (1990, 1993, 2000, 2003); Brasília, DF (1999); Florianópolis, SC (2000); Salvador, BA (2000) Nova York, EUA (2001); São Paulo (2002); Rio de Janeiro (2004); Belo Horizonte (2005). Foi premiado em Goiânia (1993). Possui obras no MAM do Rio de Janeiro, no MAC de Goiânia e no MASC de Florianópolis. ITAUCULTURAL.



558 - LE CORBUSIER (1887 - 1965)

Figuras - desenho a nanquim e aquarela - 20 x 29 cm - canto inferior direito -
Com inscrições. -

Arquiteto, pintor, gravador, escultor, projetista e escritor. Charles-Édouard Jeanneret nasceu em La Chaux-de-Fonds, Suíça, e faleceu em Roquebrune-Cap-Martin, França. Naturalizou-se francês em 1930. Embora aclamado como um dos maiores e mais influentes arquitetos do século XX, também ocupa lugar notável na história da pintura moderna. Junto com Amédée Ozenfant fundou o ‘Purismo’ e publicaram suas doutrinas estéticas. Adotou o pseudônimo Le Corbusier (derivado do nome de um de seus avós) em 1920, mas continuou a assinar suas pinturas como ‘Jeanneret’. Também produziu desenhos, ilustrações para livros, litogravuras, desenhos de tapeçaria, mobiliário e numerosos livros, panfletos e artigos. Esteve no Brasil dando conferências, em 1929 e 1936. Sua influência sobre o pensamento arquitetônico e urbanístico em todo o mundo foi enorme. BENEZIT VOL.6, PÁG.522; DICIONÁRIO OXFORD, PÁG.298; www.fondationlecorbusier.fr; www.centerlecorbusier.com artprice.com; artnet.com.



559 - F. SOBRALL (1955)

"Casario com natureza morta" - óleo sobre eucatex - 30 x 42 cm - canto inferior direito e dorso - 1983 -

Pintor, Francisco Ferreira Sobral nasceu em Lagedo, PE. Assina F. Sobral. Autodidata, no início, mudou-se para São Paulo (1962) onde realizou estudos artísticos, recebendo orientação de Rebolo (final da década de 70) e de Antonio Hélio Cabral (1977, 1978), no ateliê livre do Museu Lasar Segall. Expôs individualmente em: São Paulo (1976, 1982, 1985, 1986, 1991); São Bernardo do Campo, SP (1987). Exposições coletivas: São Paulo (1980, 1981). JULIO LOUZADA VOL. 13, PÁG. 317.



560 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

"Moças do circo" - desenho a nanquim e lápis - 41 x 32 cm - canto inferior esquerdo - 1967 -
Com certificado de autenticidade n° 853 firmado por César Luiz Pires de Mello, proprietário da Cosme Velho Galeria de Arte - São Paulo, SP - no dorso. -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



561 - ELZA DE OLIVEIRA SOUZA (1928 - 2006)

Menino - óleo sobre cartão - 46 x 31 cm - canto inferior esquerdo - 1964 -

Pernambucana do Recife. Esta importante pintora iniciou suas atividades com o prof. Ivan Serpa. Integrou o grupo de nordestinos que se apresentou na Galeria Giro, no RJ, em 1968. Seu interesse pelo registro da figura humana é praticamente exclusivo. Walmir Ayala afirma: " ... O biotipo que Elza repete obcessivamente, diz respeito ao povo de sua família conterrânea. São gente do povo, sem sofisticação, despojada do requinte civilizatório, mas embebida de um outro requinte, que diz respeito 'as latadas, trepadeiras em flor, animais domésticos, temáticas." JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 313, Acervo FIEO.



562 - MENASE WAIDERGORN (1927)

Cidade - óleo sobre eucatex - 23 x 17 cm - canto inferior direito -

Romeno da cidade de Hotin, Waidergorn veio para o Brasil em 1932, onde seus pais fixaram residência em São Paulo. Ingressou na APBA, onde conheceu Mecatti, que muito o estimulou e orientou, dele assimilando a luminosidade da pintura peninsular muito a gosto do ottocento italiano. Sua pintura aborda todos os gêneros, baseadas tanto nas recordações da infância pobre como nas lembranças das viagens que fez ao norte da Africa e Europa. Participou de diversos salões e coletivas, recebendo diversas premiações JULIO LOUZADA vol.11, pág. 330; Acervo FIEO.



563 - JOSÉ FELIPE PARRA PIQUER (1824 - 1864)

Volta da caçada - óleo sobre tela colada em eucatex - 103 x 59 cm - canto inferior direito -
No estado. -

Pintor e desenhista espanhol com participações em mostras e Salões oficiais. Suas obras têm sido comercializadas em vários leilões da Europa. www.artprice.com; artnet.com; arcadja.com.



564 - DOMENICO LAZZARINI (1920 - 1987)

Maternidade - óleo sobre tela - 33 x 19 cm - canto inferior direito -

Nasceu na cidade italiana de Viareggio, vindo a falecer na cidade do Rio de Janeiro. Em 1940, ainda na Itália, nas cidades de Lucca e Florença, realiza estudos com Rosai e Vedova. Já no Brasil, dá aulas de pintura na Escola de Belas Artes de Araraquara, São Paulo, em 1950. Em 1957, cria a Escola de Belas Artes de Ribeirão Preto e, em 1961, leciona no Museu de Arte do Rio de Janeiro. Em 1974, conquista o Prêmio Tetra d'Oro em Roma. Entre as exposições de que participa, destacam-se: Exposição de Lucca, Itália, 1946 a 1948; Bienal de Veneza, Itália, 1948; Jovens Pintores de Araraquara, no Museu de Arte Moderna de São Paulo, 1954; Salão Nacional de Arte Moderna (Isenção de Júri, 1959 e Prêmio Aquisição, 1962), Rio de Janeiro, 1958 a 1962; Bienal Internacional de São Paulo, 1959 e 1961; Galeria de Arte da Folha, São Paulo, 1959 e 1960; Domenico Lazzarini, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, 1963; 100 Obras Itaú, no Museu de Arte de São Paulo, 1985. BÉNÉZIT, vol. 6, pág. 499; JULIO LOUZADA vol. 11, pág. 179; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 697; ARTE NO BRASIL, pág. 964; Acervo FIEO.



565 - ANTONIO BANDEIRA (1922 - 1967)

Composição - óleo sobre tela - 61 x 50 cm - canto inferior direito - 1965 -
Com certificado de autenticidade firmado por Roberto Galvão - Fortaleza, CE - em 10 de fevereiro de 2010. Reproduzido no Caderno 2 do jornal "O Estado de São Paulo" de 28/07/2010. -

Pintor, desenhista, gravador, nascido em Fortaleza, CE e falecido em Paris, onde viveu a maior parte de sua vida. É um dos pioneiros da arte abstrata no Brasil. Iniciou-se na pintura como autodidata. Em 1941, em Fortaleza, participou, ao lado de Mário Baratta, entre outros, da criação do Centro Cultural de Belas Artes depois, Sociedade Cearense de Artes Plásticas. Em 1945, transferiu-se para o Rio de Janeiro e, no ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual. Contemplado pelo governo francês com bolsa de estudos, permaneceu em Paris de 1946 a 1950 onde frequentou a Escola Nacional Superior de Belas Artes e a ‘Académie de la Grande Chaumière’. Entre 1947 e 1948 participou do ‘Salon d'Automne’ e do ‘Salon d'Art Libre’. Tomou parte em reuniões de artistas e formou o Grupo Banbryols (ban de Bandeira; bry de Camille Bryen; e ols de Wols), que durou de 1949 a 1951. Voltou ao Brasil em 1951 e apresentou-se na 1ª Bienal Internacional de São Paulo. Em 1952, criou um mural para o Instituto dos Arquitetos do Brasil, em São Paulo. Retornou a Paris em 1954 em razão do Prêmio Fiat, obtido na 2ª Bienal Internacional de São Paulo, mas não deixou de expor no Brasil. Permaneceu na Europa até 1959, passando pela Inglaterra e Bélgica, onde, em 1958, realizou um painel para o ‘Palais des Beaux-Arts’. Ao retornar ao Brasil teve uma atividade artística intensa, participou de importantes exposições, em paralelo a mostras em Paris, Munique, Verona, Londres e Nova York. Voltou a Paris em 1965, onde permaneceu até sua morte. BENEZIT, VOL.1, PÁG.415; MEYER/87, PÁG.606; MEC, VOL.1, PÁGS.159,160 E 167; PONTUAL, PÁGS. 48 E 49; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁGS. 71 A 74; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 52 A 54; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; ARTE NO BRASIL, PÁG. 599; LEONOR AMARANTE, PÁG. 34; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 86; ACERVO FIEO; web.artprice.com; pitoresco.com; pinturabrasileira.com.



566 - ARTUR BÁRRIO (1945)

Figura - desenho a nanquim e aquarela - 21 x 22 cm - dorso - 1973 -

Nascido Artur Alípio Barrio de Souza Lopes, na cidade do Porto, Portugal, no dia 1 de fevereiro de 1945. Pintor e desenhista. Jovem ainda fixou-se no Rio de Janeiro. Frequentou a Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro, recebendo orientação artística do prof. Onofre Penteado. Trabalha com materiais recicláveis (papel, plástico, etc). Em 1969 participou da seleção da representação para a VI Bienal dos Jovens em Paris, com Ivald Granato e Luis Pires. JULIO LOUZADA vol. 1 pág. 96; ITAU CULTURAL.



567 - SAMSON FLEXOR (1907 - 1971)

Composição - aquarela - 29 x 22 cm - canto inferior direito - 1953 -
No estado.

Pintor nascido na Romênia, estudou em Paris, onde fez em 1927 sua primeira individual, radicando-se em 1946 em São Paulo, onde faleceu. Foi um dos pioneiros do abstracionismo no Brasil, tendo criado em 1948 o Atelier Abstração. Em 1968 sua obra foi objeto de importante retrospectiva no MAM-RJ. BENEZIT vol. 4, pág. 402; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 313/4; TEIXEIRA LEITE, pág. 198; PONTUAL, pág. 217/8; MEC, vol. 2, pág. 179 e 180; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 917; LEONOR AMARANTE, pág. 75; WALTER ZANINI, pág. 643, Acervo FIEO.



568 - DIONISIO DEL SANTO (1925 - 1999)

Figura - guache - 17 x 13 cm - canto inferior direito - 1977 -

Pintor, desenhista, gravador e serigrafista, nasceu em Colatina-ES, e faleceu em Vitória, naquele mesmo Estado. Autodidata. Em 1975, recebe o Prêmio de Melhor Exposição de Gravura do Ano, da APCA. Participou da 9ª Bienal Internacional de São Paulo, 1967 (Prêmio Itamarati Aquisição) e do Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro, 1968 (Prêmio Isenção do Júri). JULIO LOUZADA vol.11, pág. 88; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 682; ARTE NO BRASIL, pág. 934.



569 - ANITA MALFATTI (1896 - 1964)

Utensílios - ponta seca - 18 x 13 cm - canto inferior direito -

Pintora, desenhista, gravadora, ilustradora e professora, Anita Catarina Malfatti nasceu e faleceu em São Paulo. Iniciou seu aprendizado artístico com a mãe, Bety Malfatti. Residiu na Alemanha (1910-1914) onde frequentou, por um ano, a Academia Imperial de Belas Artes - Berlim e, posteriormente, estudou com Fritz Burger-Mühlfeld, Lovis Corinth e Ernst Bischoff-Culm. Nesse período também se dedicou ao estudo da gravura. De 1915 a 1916 residiu em Nova York e teve aulas com George Brant Bridgman, Dimitri Romanoffsky e Dodge, na Arts Students League of New York, e com Homer Boss, na Independent School of Art. Sua primeira individual aconteceu em São Paulo, em 1914. Estudou, também, pintura com Pedro Alexandrino (1919) e com Georg Elpons (1920). Em 1922, participou da Semana de Arte Moderna e integrou ao lado de Tarsila do Amaral, Mário de Andrade, Oswald de Andrade e Menotti Del Pichia, o Grupo dos Cinco. No ano seguinte, recebeu bolsa de estudo do Pensionato Artístico do Estado de São Paulo e partiu para Paris, onde foi aluna de Maurice Denis, frequentou cursos livres de arte e manteve contatos com Fernand Léger, Henri Matisse e Tsugouharu Foujita. Retornou ao Brasil em 1928. Na década de 1930, em São Paulo, integrou a Sociedade Pró-Arte Moderna - SPAM, a Família Artística Paulista - FAP e participou do Salão Revolucionário. Realizou exposições individuais e participou de muitas mostras e Salões oficiais, entre elas a 1ª e a 7ª Bienal Internacional de São Paulo. É considerada a primeira representante do modernismo no Brasil. BENEZIT VOL. 7, PÁG. 118; TEODORO BRAGA PÁG. 151; MEC VOL. 3, PÁG. 45; PONTUAL PÁG. 332; WALMIR AYALA VOL. 2, PÁG. 33; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 478; ARTE NO BRASIL PÁG. 652; LEONOR AMARANTE PÁG. 24; DICIONÁRIO OXFORD; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 571; www.infoescola.com; www.macvirtual.usp.br; www.pinturabrasileira.com; www.fapesp.br.



570 - JUAREZ MACHADO (1941)

O terno - desenho a nanquim e aquarela - 40 x 28 cm - canto inferior esquerdo -

Nasceu em Joinville, SC. Atualmente reside e trabalha em Paris, França, onde mantem ateliê. Pintor, escultor, desenhista, caricaturista, jornalista, cenógrafo, escritor e ator. Desenvolveu sólida carreira como desenhista de charges de humor. Sua arte essencialmente criativa, vai do lirismo à violência, da análise microscópica ao extravasamento onírico. Entre as exposições de que participa, destacam-se: 9ª Bienal Internacional de São Paulo, 1967; Zona Gallery, Nova Iorque (Estados Unidos), 1981; Retrospectiva Quatro Artistas da Geração 60, no MAC/PR, Curitiba, 1987; Châteaux Bordeaux, no Centro Georges Pompidou, Paris, 1988; Retrospectiva, no MAC/Joinville, 1990; Arte na América Latina: 100 Anos de Produção, no Instituto Estadual de Artes Plásticas da UFRGS, Porto Alegre, 1996. "Juarez Machado expõe a natureza humana, olha, registra, interpreta, ilumina, focaliza. É o mundo dos humanos, mas não é o mundo do juiz dos homens. Aqui não estamos no Juízo Final. Juarez é o artista contemporâneo, ele tem este olhar elaborado pela ciência, o grau de consciência reflexiva. Podemos dizer deste ponto de vista, que esta obra humanística e esta atitude de intensa pesquisa confere ao seu trabalho um caráter anti-medieval." Jacob Klintowitz in: "Juarez Machado - Copacabana 100 Anos, Ed. Simões de Assis, 1992." JULIO LOUZADA vol.11, pág. 186; PONTUAL, pág.284; Acervo FIEO; ITAU CULTURAL; MEC, vol. 3; TEIXEIRA LEITE, pág. 298. Acervo FIEO.



571 - CARLOS OSWALD (1882 - 1971)

"Dia chuvoso em Petrópolis" - gravura - 1/100 - 30 x 50 cm - canto inferior direito -
Reproduzido na página 88 do livro "Carlos Oswald" editado pelo Museu Nacional de Belas Artes. -

Gravador, pintor, desenhista, decorador, professor e escritor. Nasceu em Florença, Itália e faleceu em Petrópolis, RJ. Graduou-se como físico-matemático em 1902, pelo Instituto Galileo Galilei, em Florença. No ano seguinte, ingressou na ‘Accademia di Belle Arti di Firenze’. Viajou para o Brasil pela primeira vez em 1906 e realizou no Rio de Janeiro a primeira exposição individual no país. Retornou à Europa em 1908, estudou gravura com o americano Carl Strauss em Florença e viajou para Munique, onde aprendeu a técnica da água-forte. Em 1911, participou da decoração do pavilhão do Brasil, na Exposição Internacional de Turim. Fez a segunda viagem ao Rio de Janeiro em 1913 e realizou uma exposição com Eugênio Latour na Escola Nacional de Belas Artes . Foi nomeado, em 1914, professor de gravura e desenho no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro e é considerado o introdutor da gravura no Brasil. No ano de 1930, fez o desenho final do ‘Monumento ao Cristo Redentor’. A obra foi executada na França pelo escultor Paul Landowski e instalada no Morro do Corcovado, Rio de Janeiro, em 1931. Publicou, em 1957, a autobiografia ‘Como Me Tornei Pintor’. Em 1963, o Museu Nacional de Belas Artes - RJ adquiriu quase todas as suas obras em gravuras. Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais e foi premiado no Rio de Janeiro em 1904, 1906, 1909, 1912, 1913, 1916 e realizou diversas exposições individuais. PONTUAL, PÁG. 397; ARTE NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 1053; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 699; MEC VOL. 3, PÁG. 304; ACERVO FIEO.



572 - LIVROS


1)"CLAUDIO TOZZI: O UNIVERSO CONSTRUÍDO DA IMAGEM". JACOB KLINTOWITZ. BRASIL: VALOART, 1989.
2)"BRENNAND: ARTE E SONHO". JÚLIO TAVARES. SÃO PAULO: TERRA DAS ARTES, 2007.
3)"IBERÊ CAMARGO: MODERNO NO LIMITE". MÔNICA ZIELINSKY E SÔNIA SALZSTEIN. CATÁLOGO DE EXPOSIÇÃO. RIO DE JANEIRO; PORTO ALEGRE: FUNDAÇÃO IBERÊ CAMARGO, 2008.
4)"TARSILA". MARIA ADELAIDE AMARAL. CATÁLOGO DE EXPOSIÇÃO. SÃO PAULO: SESC, 2003.
5)"ERNESTO DE FIORI: UMA RETROSPECTIVA". MAYRA LAUDANNA (CUR. E TEXTOS), LEON KOSSOVITCH E WOLFGANG PFEIFER (TEXTOS). SÃO PAULO: PINACOTECA DO ESTADO, 1997.
6)"VICENTE DO REGO MONTEIRO: 1899 - 1970". WALTER ZANINI. SÃO PAULO: EMPRESA DAS ARTES: MARIGO EDITORA, 1997.
7)"GUERRA E PAZ - PORTINARI". JOÃO CÂNDIDO PORTINARI (COORD.). RIO DE JANEIRO: PROJETO PORTINARI, 2010.




573 - ANGELO CANNONE (1899 - 1992)

Feira - óleo sobre eucatex - 24 x 29 cm - canto inferior direito e dorso -

Nascido na Itália, radicou-se no Brasil. Seu estilo liga-se ao dos Macchiajoli oitocentistas (os equivalentes italianos dos impressionistas franceses) e ao de Pratella em especial. São especialmente notáveis suas paisagens e marinhas. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 168; JULIO LOUZADA vol.11, pág.54; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



574 - MIRIAN (1939 - 1996)

"Tereza batista vai à guerra" - óleo sobre madeira - 24 x 35 cm - canto inferior direito - 1986 -
Com estudo no dorso. -

Natural deTrindade-GO e falecida no Rio de Janeiro-RJ, cidade onde foi residente e ativa. Pintora e gravadora primitiva, estudou na Escola de Belas Artes de Goiás, bem como frequentou os cursos ministrados por Ivan Serpa no MAM/RJ. Realizou individuais em 1966, 1972, 1974, 1984, participando de coletivas a partir de 1963. Segundo o crítico José Roberto Teixeira Leite, na bibliografia abaixo indicada, "Sua arte evoca, via de regra sobre pequenos suportes de madeira, num desenho cru e de contornos vigorosos e em meio a um colorido esmaltado, de cores chapadas, cenas populares, passistas, tipos circenses, santos, violeiros e brincadeiras infantis, traduzindo um rico mundo de idéias e com evidentes qualidades plásticas. Em obras mais recentes, nas quais retratou com intenção caricata os idolos da música popular brasileira, Mirian revela nova faceta de sua personalidade - a ironia, certa branda pitada de crítica social e de costumes." TEIXEIRA LEITE, pág. 327; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 638; Acervo FIEO.



575 - ABRAHAN PALATNIK (1928)

"Coleção composta de ..." - escultura em acrílico -
Complemento do título: Coleção composta de oito esculturas em acrílico representando animais.

Artista cinético, pintor, desenhista, escultor, natural de Natal, RN. Em 1932, muda-se com a família para a região onde, atualmente, se localiza o Estado de Israel. Inicia seus estudos de arte no ateliê do pintor Haaron Avni e do escultor Sternshus e estuda estética com Shor. Freqüenta o Instituto Municipal de Arte de Tel Aviv. Retorna ao Brasil em 1948 e se instala no Rio de Janeiro. Convive com os artistas Ivan Serpa, Renina Katz e Almir Mavignier. Por volta de 1949, inicia estudos no campo da luz e do movimento, que resultam no Aparelho Cinecromático, exposto em 1951 na I Bienal Internacional de São Paulo, onde recebe menção honrosa do júri internacional. Em 1954, integra o Grupo Frente, ao lado de Ivan Serpa, Ferreira Gullar, Mário Pedrosa, Franz Weissmann, Lygia Clark e outros. Desenvolve a partir de 1964 os Objetos Cinéticos, um desdobramento dos cinecromáticos e é considerado, internacionalmente, um dos pioneiros da arte cinética. Participou também das II, III, V, VI, VIII, IX Bienais de São Paulo, do IX Salão Nacional de Arte Moderna, RJ, e da XXII Bienal de Veneza, entre muitas outras no Brasil e no exterior. BENEZIT VOL. 8, PÁG. 89; PONTUAL, PÁG. 401; MEC VOL.3, PÁG. 329; ITAUCULTURAL.



576 - INOS CORRADIN (1929)

Moça - óleo sobre tela - 116 x 41 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor, desenhista, gravador, escultor e cenógrafo, nascido em Vogogna, Itália. Por volta de 1932 mudou-se com a família para Castelbaldo - Padova, onde, em 1945, estudou pintura com professor Tardivello. Em 1947 colaborou com o pintor Pendin na execução de um mural referente aos mártires da resistência italiana em Castelbaldo. Veio, em 1950, para Jundiaí e São Paulo onde fez parte do núcleo artístico Cooperativa em São Paulo, dirigido pelo pintor argentino Oswaldo Gil Navarro. Executou cenários para o Ballet do IV Centenário de São Paulo, em 1954. Em 1979 foi contratado para pintar um cenário para o Teatro de Rovigo, Itália. Realizou diversas exposições individuais, participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais pelo Brasil e pelo mundo. Foi premiado em Paris (1975) e em Ferrara, Itália (1976). JULIO LOUZADA, VOL. 11, PÁG. 152; PONTUAL, PÁG. 143; MEC, VOL. 1, PÁG. 448; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 215; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; inoscorradin.com.br.



577 - OMAR PELEGATTA (1925 - 2000)

Marinha - óleo sobre eucatex - 19 x 27 cm - canto inferior esquerdo -

Italiano da Lombardia, PELLEGATTA foi pintor e gravador dedicado a temas sacros e casarios coloniais. Em sua obra, o ser humano é apresentado sempre de modo idealizado, na figura de ternas madonas, santos, coroinhas e cavaleiros. Participou de diversas coletivas e salões, a partir de 1957, recebendo premiações em sua maioria. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág.735; MEC vol.3, pág.363; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



578 - ALDO BONADEI (1906 - 1974)

Figura - desenho a lápis e aquarela - 27 x 21 cm - canto inferior direito - 1962 -

Pintor, designer, gravador, figurinista e professor - Aldo Cláudio Felipe Bonadei nasceu e faleceu em São Paulo, SP. Entre 1923 e 1928 foi aluno de Pedro Alexandrino, período em que também frequentou o ateliê de Antonio Rocco. Viajou para a Itália, entre 1930 e 1931, e frequentou a Academia de Belas Artes de Florença, onde teve aulas com Felice Carena e seu assistente Ennio Pozzi, ambos ligados ao movimento ‘novecento’. Nesse período, dedicou-se ao desenho da figura humana, principalmente ao nu. Retornou a São Paulo no início da década de 1930 e participou ativamente do Grupo Santa Helena, da Família Artística Paulista - FAP e do Sindicato dos Artistas Plásticos. Em 1949 lecionou na Escola Livre de Artes Plásticas, primeira escola de arte moderna de São Paulo e participou do Grupo Teatro de Vanguarda. No ano seguinte, fundou a Oficina de Arte - O. D. A., com Odetto Guersoni e Bassano Vaccarini. No fim da década de 1950 atuou como figurinista nas peças ‘Vestido de Noiva’, de Nelson Rodrigues, e ‘Casamento Suspeitoso’, de Ariano Suassuna. Também desenhou alguns figurinos para dois filmes dirigidos por Walter Hugo Khoury: ‘Fronteiras do Inferno’ (1958) e ‘Na Garganta do Diabo’(1959). Realizou muitas exposições individuais e participou de vários Salões oficiais destacando-se: Bienal Internacional de São Paulo (1ª, 2ª, 3ª, 6ª, 7ª); Bienal de Veneza (1952); Panorama da Arte Moderna Brasileira (1970). MEC, VOL. 1, PÁG. 247; PONTUAL, PÁGS. 78/79; ARTE NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 1041; ART PRICE ANNUAL 2000, PÁG. 258; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 79; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; LEONOR AMARANTE, PÁG. 72; ACERVO FIEO.



579 - DOMINGOS VIEGAS DE TOLEDO PIZA (1887 - 1945)

Natureza morta - óleo sobre tela - 46 x 55 cm - canto superior direito -

Pintor, estudou em Paris, voltando para o Brasil em 1933; dedicou-se à paisagem, com características expressionistas. ARTE NO BRASIL, vol. 2, pág. 1054; TEIXEIRA LEITE, pág. 510; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 587.



580 - RUBEM VALENTIM (1922 - 1991)

"Emblema 88" - acrílico sobre tela - 70 x 50 cm - dorso - 1988 - Brasília - DF -

Escultor, pintor, gravador, professor nascido em Salvador, BA e falecido em São Paulo. Iniciou-se nas artes visuais na década de 1940, como pintor autodidata. Entre 1946 e 1947 participou do movimento de renovação das artes plásticas na Bahia, com Mario Cravo Júnior, Carlos Bastos e outros artistas. Em 1953 formou-se em jornalismo pela Universidade da Bahia e publicou artigos sobre arte. Residiu no Rio de Janeiro entre 1957 e 1963, onde se tornou professor assistente de Carlos Cavalcanti no curso de história da arte do Instituto de Belas Artes. Residiu em Roma entre 1963 e 1966, com o prêmio viagem ao exterior, obtido no Salão Nacional de Arte Moderna. Em 1966 participou do Festival Mundial de Artes Negras em Dacar, Senegal. Ao retornar ao Brasil, residiu em Brasília e lecionou pintura no Ateliê Livre do Instituto de Artes da Universidade de Brasília - UnB. Em 1972, fez um mural de mármore para o edifício-sede da Novacap em Brasília, considerado sua primeira obra pública. Em 1979, Valentim realizou escultura de concreto aparente, instalada na Praça da Sé, em São Paulo, definindo-a como o Marco Sincrético da Cultura Afro-Brasileira e, no mesmo ano e foi designado, por uma comissão de críticos, para executar cinco medalhões de ouro, prata e bronze, para a Casa da Moeda do Brasil. Em 1998 o Museu de Arte Moderna da Bahia inaugurou a Sala Especial Rubem Valentim no Parque de Esculturas. Foi premiado nas Bienais Internacionais de São Paulo de 1967 e 1973, entre outros. PONTUAL, PÁG.532; WALMIR AYALA, VOL.2, PÁGS.395; TEIXEIRA LEITE, PÁG.517; MEC, VOL.4, PÁG.443; JULIO LOUZADA, VOL.11, PÁG.330; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 682; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 257, ACERVO FIEO; web.artprice.com.



581 - EDUARDO CARLSON (1924)

Barcos - óleo sobre eucatex - 16 x 22 cm - canto inferior direito -

Pintor natural de Bauru, SP. Assina E. Carlson. Foi aluno de Edgar Walter, Armando Viana, Carlos Cavalcanti, no Rio de Janeiro, e de Anson Coriant Piper, nos Estados Unidos. Participou de inúmeras exposições coletivas e Salões oficiais, ganhando muitos prêmios em: Rio de Janeiro (1956, 1960, 1962, 1966, 1968, 1970, 1973 a 1975, 1978 a 1980, 1982, 1983); Valença, RJ (1972, 1974, 1975, 1980); Niterói, RJ (1970, 1974); São Paulo (entre 1963 e 1976). JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 212; VOL. 6, PÁG. 204; MEC, VOL. 1, PÁG. 357.



582 - LUIZ ZERBINI (1959)

Composição - serigrafia - H. C. - 70 x 50 cm - canto inferior direito -

Artista multimídia, Luiz Pierre Zerbini nasceu em São Paulo. Aos quatro anos de idade, começou a ter aulas de pintura com Van Acker. Posteriormente estudou fotografia com Carlos Moreira e aquarela com Dudi Maia Rosa. Entre 1978 e 1980, frequentou o curso de artes plásticas da Fundação Armando Álvares Penteado, SP. No início da década de 1980 mudou-se para o Rio de Janeiro, passou a trabalhar como cenógrafo do grupo de teatro ‘Asdrúbal Trouxe o Trombone’ e fez performances em bares cariocas em parceria com a atriz Regina Casé. Sua primeira exposição individual foi em Madri, Espanha (1982) e outras se destacam em: Instituto Tomie Ohtake, São Paulo (2006); Centro Universitário Maria Antonia, São Paulo (2008); Casa de Cultura Laura Alvim, RJ (2009); Galpão Fortes Vilaça, São Paulo (2010); Max Wigram Gallery, Londres, (2011, 2013); Museu de Arte Moderna, RJ (2012); Inhotim - Brumadinho, MG (2013). Ocupou parte do Salão Nacional de Artes Plásticas no Rio de Janeiro e recebeu referência especial do júri (1985). Participou da 19ª Bienal Internacional de São Paulo (1987). Integrante da chamada Geração 80. Em 1995, recebeu o grande prêmio da crítica na categoria artes visuais da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA). Nesse mesmo ano, criou, em parceria com Barrão, Sérgio Mekler e Chico Neves, o grupo Chelpa Ferro, que trabalha com escultura, instalações tecnológicas e música eletrônica. ITAU CULTURAL; www.inhotim.tv.br; www.fortesvilaca.com; www.artrio.art.br; www.maxwigram.com; www2.cultura.gov.br; www.artprice.com.



583 - TADASHI KAMINAGAI (1899 - 1982)

Casario - guache - 18 x 26 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, professor, Tadashi Kaminagai nasceu em Hiroshima, Japão e faleceu em Paris, França. Por iniciativa da família, ingressou aos 14 anos num mosteiro budista na cidade japonesa de Kobe. Dois anos depois, viajou para as Índias Ocidentais Holandesas, atual Indonésia, atuando como missionário e agricultor até 1927. Nesse ano, decidido a seguir carreira artística, mudou-se para Paris, onde conheceu o artista Tsugouharu Foujita, que o orientou na pintura. Paralelamente à atividade artística, trabalhou como moldureiro. No início da década de 1930, expôs quadros nos salões parisienses e retornou ao Japão em 1938. Embarcou para o Brasil um ano após a eclosão da Segunda Guerra Mundial trazendo consigo uma carta de recomendação endereçada a Candido Portinari. Fixou residência no Rio de Janeiro e, em 1941, instalou ateliê e oficina de molduras no bairro de Santa Teresa, onde trabalhou e atuou como professor de diversos artistas brasileiros e nipo-brasileiros, como Inimá de Paula, Flavio-Shiró e Tikashi Fukushima, entre outros. Sua primeira exposição individual, por volta de 1945, foi organizada por Portinari no Rio de Janeiro. Em 1947, passou a integrar o Grupo Seibi. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais como a 1ª e 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1951 e 1953). Foi premiado no Rio de Janeiro (1944, 1950). Retornou ao Japão em 1954 e três anos mais tarde voltou a fixar-se em Paris. Viveu entre o Japão, a França e o Brasil, até seu falecimento. ITAU CULTURAL; TEODORO BRAGA, PÁG.134; BENEZIT, VOL.6, PÁG.152; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁG.; MEC, VOL.2, PÁG.401; PONTUAL, PÁG.287; WALTER ZANINI, PÁG. 643; ARTE NO BRASIL; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 506; ACERVO FIEO.



584 - CAROL KOSSAK (1895 - 1976)

Paisagem - óleo sobre tela - 42 x 46 cm - canto inferior esquerdo -

Excepcional pintor ativo em São Paulo, onde realizou exposição individual em 1941. Consta ainda em sua bibliografia, ter participado de várias exposições nas décadas de 30 e 40. Pintou marinhas, animais, principalmente cavalos e figuras. Reputado como grande retratista. MEC vol.2 pág. 411; TEODORO BRAGA, pág. 134.; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 512, Acervo FIEO.



585 - YOSHIYA TAKAOKA (1909 - 1978)

Flores - aquarela - 31 x 24 cm - canto inferior direito - 1945 -

Pintor e desenhista nascido em Tóquio, Japão, veio para o Brasil em 1925, fixando-se no interior de São Paulo, trabalhando na lavoura. Mudou-se para São Paulo, onde ganhava a vida vendendo pastéis, fazendo caricaturas e como pintor de paredes. Foi aluno de Bruno Lechowsky no Rio de Janeiro. Foi um dos fundadores do Grupo Seibi, que reuniu artistas plásticos da colônia japonesa em São Paulo (1935). Fundou em 1948, juntamente com Geraldo de Barros e Antonio Carelli, o Grupo dos Quinze. Viveu em Paris de 1952 a 1953, estudando técnica de mosaico; Freqüentou o Núcleo Bernardelli, onde se ligou de amizade a Pancetti. Participou de diversos salões e exposições, nacionais e estrangeiras, recebendo diversas premiações. PONTUAL, pág. 510; TEIXEIRA LEITE, pág. 490; MEC, vol. 4, pág. 352; TEODORO BRAGA, pág. 220; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 361; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 579; ARTE NO BRASIL.



586 - NICOLA DE CORSI (1882 - 1956)

Pescadores - óleo sobre madeira - 21 x 27 cm - canto inferior esquerdo -
Ex coleção Milton Gallon, São Paulo - SP.-

Embora tenha nascido na Rússia, a ascendência de Nicola de Corsi era espanhola, e toda a sua formação se deu em Nápoles, Itália, para onde se transferiu com toda a família ainda quando pequeno. Foi discípulo de Giacinto Gigante. Expôs na Bienal de Veneza em 1910. Esteve duas vezes no Brasil, onde mostrou o seu precioso trabalho. O jornal O Estado de São Paulo o chamou de Pintor das Multidões. JULIO LOUZADA vol.1, pág.315; ART PRICE ANNUAL 2000, pág. 539, RUTH TARASANTCHI.



587 - RUI AMARAL (1960)

Robô - guache sobre papel - 47 x 67 cm - não assinado -

Artista plástico multimídia e ativista cultural, paulista, é um dos pioneiros do movimento do ‘graffiti’ brasileiro. Trabalha com desenho animado, pintura, ‘webart’, instalações. Formado pela FAAP em artes plásticas, fez parte de uma época denominada geração 80. Formou um dos grupos que mais agitou o circuito artístico paulista, o ‘Tupynãodá’, cujos integrantes foram os primeiros a grafitar à luz do dia. Sofreu perseguições da polícia, chegando a ser preso várias vezes e processado criminalmente pela prefeitura de São Paulo. Já expôs na Pinacoteca do Estado, no MAC, no MIS, na Funarte, no MASP e no Paço das Artes. Participou da exposição ‘A Trama do Gosto: um outro olhar sobre o cotidiano’ - na Fundação Bienal (1987). Atualmente tem se dedicado ao Bicudo, seu personagem criado no ‘graffiti’, que virou o primeiro 'Toy Art' do Brasil feito em vinil. Tem uma produtora multimídia, a ‘Artbr’, pioneira em conteúdo para banda larga no país; coordena projetos de arte e educação voltados à valorização da cidadania junto a comunidades carentes. ITAU CULTURAL; www.artbr.com.br; br.noticias.yahoo.com/rui-amaral; territoriopoeticocidadetiradentes.wordpress.com/rui-amaral; darua.blogfolha.uol.com.br; www.sp.senac.br.



588 - ANA CRISTINA ANDRADE (1953)

"Trevi" - gravura em metal - 14/15 - 49 x 39 cm - canto inferior direito - 1983 -
Complemento de técnica: ponta seca e maneira negra. -

Ana Cristina Andrade Moreira é pintora, gravadora, desenhista, professora e designer vidreira. Iniciou sua formação artística na Escola Superior de Arte Santa Marcelina, SP (1972-1975). Aprendeu gravura em metal (1980-1990) com Iole Di Natale; técnicas de gravura na Scuola Internazionale di Gráfica em Veneza, Itália (1983); Gravura Especial com Evandro Carlos Jardim, no MAC-SP (1991); Técnica Calcográfica Experimental com Mario Benedetti, na FASM-SP (1997); Vitrofusão com Roberto Bonino. Exposições individuais: São Paulo, SP (1984, 1987, 1995, 2003); Bauru, SP (1989); “Projeto Interior com Arte” – Museu Banespa (1998 – Exposição itinerante pelo interior do Estado de São Paulo). Coletivas: Epinal, França (1975); São Paulo, SP (1974, 1982, 1984, 1985, 1986, 1988, 1994, 1995, 2000, 2002 a 2004, 2012 – SP ESTAMPA); Santo André, SP (1982); Novo Hamburgo, RS (1982); Taiwan, China (1983, 1985); San Juan, Porto Rico (1983); Santos, SP (1983); Cabo Frio, RJ (1983); Ribeirão Preto,SP (1984); Curitiba, PR (1984); Piracicaba,SP (1984); Veneza, Itália (1984, 1985); Campinas, SP (1985); São José do Rio Preto, SP (1986); Limeira, SP (1986); Washington D.C.,EUA (1991); Campos do Jordão, SP (1991); Kanagawa, Japão (1992); Maastricht, Holanda (1993); Illinois, EUA (1994); Cidade do México, México (1996); Jacareí, SP (1998); Budapeste, Hungria (1996); Uzice, Yuguslávia (1997); Ourense, Espanha (1994, 2006). Prêmios: São Paulo, SP (1974); Novo Hamburgo, RS (1982); Santos, SP (1983); Ribeirão Preto, SP (1984); Curitiba, PR (1984); Piracicaba, SP (1984); Campinas, SP (1985); São José do Rio Preto, SP (1986). JULIO LOUZADA, vol.1, pág. 62; vol.2, pág. 66; Acervo FIEO. ITAU CULTURAL.



589 - EDGARD OEHLMEYER (1909 - 1967)

Senhora - desenho a nanquim e aguada - 21 x 15 cm - centro inferior - 1965 -

Nasceu em Rio Claro, no dia 31 de maio e falecido em 4 de outubro de 1967. Nessa cidade cursou na Escola Profissional a seção de pintura com o prof. Carlos Hadler. Discípulo de Rocco, foi destacado paisagista e pintor de naturezas-mortas, tendo obtido diversas premiações nos SNBA e SPBA. TEODORO BRAGA, pág. 175; MEC. Vol.3, pág. 291; MAYER/1984, pag. 1070; TEIXEIRA LEITE, pág. 362; PONTUAL, pág. 389; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



590 - JOSÉ VELLOSO SALGADO (1864 - 1945)

Camponesa - óleo sobre madeira - 33 x 20 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor, professor e decorador da Escola Portuguesa nascido em Melon, Orense - Espanha. Veio para Lisboa com dez anos e aprendeu desenho litográfico com um tio litógrafo. Frequentou a Academia Real de Belas Artes. Foi aluno, em Lisboa, de Ferreira Chaves e Simões de Almeida; depois, em Paris como pensionista do estado, de Cabanel e Élie Dalaunay. Trabalhou em Lisboa, mas figurou nos Salões de Paris onde foi premiado em 1891, 1892 e 1900 (Medalha de Ouro na Exposição Universal); Brasil (1908); Portugal (1911). Expôs também em; Munique, Alemanha (1893); Antuérpia, Bélgica (1894); Berlim, Alemanha (1896); Estados Unidos (1904); Rio de Janeiro (1908). Possui obras de decoração no Museu Colonial e Etnográfico da Sociedade de Geografia, no Palácio da Bolsa, na Universidade do Porto, na Antiga Faculdade de Medicina do Porto, entre outras. DICIONÁRIO DE PINTORES E ESCULTORES PORTUGUESES, FERNANDO PAMPLONA; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 432; JULIO LOUZADA VOL. 9, PÁG. 759; www.artprice.com; www.dezenovevinte.net; www.artnet.com; www.christies.com.



591 - EDY GOMES CAROLLO (1921 - 2000)

Rochedos - óleo sobre madeira - 20 x 26 cm - canto inferior esquerdo -

Filho e discípulo de Sobragil Gomes Carollo, participou do Salão Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, com diversas premiações. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 173 e 174.



592 - STANILAS VICTOR LÉPINE (1835 - 1892)

Marinha - óleo sobre tela - 25 x 34 cm - canto inferior esquerdo -
Com carimbo de Jacobi Expert - Paris. -

Pintor francês, Stanislas Victor Edmond Lépine nasceu em Caen e faleceu em Paris. Iniciou-se na pintura, por conta própria, fazendo cópias de pinturas no Museu do Louvre até que se tornou aluno de Corot (década de 1960). Começou a expor no Salão de Paris em 1859, recebeu menção honrosa em 1884, duas medalhas na Exposição Internacional (1889), medalha no Salão de Paris (1889), medalha em Madri (1891). Participou também da primeira Exposição Impressionista na galeria do fotógrafo Nadar (1874) e da exposição ‘Impressionistas’ em Nova York (1886). Suas obras podem ser vistas em museus e galerias da Europa e Estados Unidos. BENEZIT VOL. 6, PÁG. 595; www.artprice.com; artist.christies.com; www.richardgreen.com; www.nationalgallery.org.uk; www.rehs.com; www.museothyssen.org; mushecht.haifa.ac.il; www.musee-orsay.fr; www.nationalgallery.co.uk; www.museumwales.ac.uk.



593 - MENASE WAIDERGORN (1927)

Cavaleiros árabes - óleo sobre tela colada em eucatex - 13 x 15 cm - canto inferior direito -

Romeno da cidade de Hotin, Waidergorn veio para o Brasil em 1932, onde seus pais fixaram residência em São Paulo. Ingressou na APBA, onde conheceu Mecatti, que muito o estimulou e orientou, dele assimilando a luminosidade da pintura peninsular muito a gosto do ottocento italiano. Sua pintura aborda todos os gêneros, baseadas tanto nas recordações da infância pobre como nas lembranças das viagens que fez ao norte da Africa e Europa. Participou de diversos salões e coletivas, recebendo diversas premiações JULIO LOUZADA vol.11, pág. 330; Acervo FIEO.



594 - DARO (1946)

Bailarina - óleo sobre tela - 30 x 20 cm - canto inferior direito -

Natural de Mirassol, SP, é pintor e gravador. Segundo Olavo Drummond, na apresentação das obras do autor, assim a ele se refere: " A arte de Daro é a explosão da beleza adolescente da belle-epoque. Traz o suporte de uma mediunidade congênita, capaz de catalogar as sombras do meio século, sem jamais haver convivido com o esplendor daquela época. O artista vence o tempo com a mesma força com que o tempo imortalizará o artista." JULIO LOUZADA, vol 2, pág. 330; Acervo FIEO.



595 - SONIA EBLING (1926 - 2006)

Banhista - escultura em bronze - 33 x 11 x 9 cm - assinado -

Nascida em Taquara, RS, SONIA EBLING consagrou-se como escultora e pintora. Participou da I Bienal de São Paulo. Premiada com viagem ao exterior no I SNAM. Morou em Paris 15 anos, onde frenquentou ateliês de artistas importantes e onde aperfeiçoou a sua importante e bela obra. MEC, vol. 2, pág. 89; PONTUAL, pág. 187; JULIO LOUZADA, vol 13, pág. 119; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 720; ARTE NO BRASIL, pág. 868; RGS, pág. 454.



596 - DJANIRA DA MOTTA E SILVA (1914 - 1979)

Altar - óleo sobre madeira - 48 x 30 cm - canto inferior direito -

Pintora, desenhista, ilustradora, cartazista, cenógrafa e gravadora. Djanira da Motta e Silva nasceu em Avaré, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. No final da década de 1930, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde teve suas primeiras instruções de desenho no Liceu de Artes Ofícios e com o pintor Emeric Marcier, hóspede da pensão que Djanira instalou no bairro de Santa Teresa. Os contatos com os artistas Carlos Scliar, Milton Dacosta , Arpad Szenes , Vieira da Silva e Jean-Pierre Chabloz , frequentadores de sua pensão, proporcionaram um ambiente estimulador que a levou a expor no 48º Salão Nacional de Belas Artes, em 1942. No ano seguinte, realizou sua primeira mostra individual, na Associação Brasileira de Imprensa - ABI. Em 1945, viajou para Nova York. De volta ao Brasil, realizou o mural ‘Candomblé’ para a residência do escritor Jorge Amado, em Salvador, e painel para o Liceu Municipal de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Entre 1953 e 1954, viajou a estudo para a União Soviética. De volta ao Rio de Janeiro, tornou-se uma das líderes do movimento pelo Salão Preto e Branco, um protesto de artistas contra os altos preços do material para pintura. Realizou em 1963, o painel de azulejos ‘Santa Bárbara’, para a capela do túnel Santa Bárbara, Laranjeiras, Rio de Janeiro. No ano de 1966, a editora Cultrix publicou um álbum com poemas e serigrafias de sua autoria. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil, EUA e Europa. Foi premiada no Rio de Janeiro (1943, 1944, 1949, 1950 a 1953, 1955, 1963) e em São Paulo (1951, 1955). Participou da 1ª e da 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955). Em 1977, o Museu Nacional de Belas Artes - MNBA, realizou uma grande retrospectiva de sua obra. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 336; PONTUAL, PÁG. 181; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 164; MEC, VOL. 2, PÁG 58; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG, 263; WALTER ZANINI, PÁG. 810; ARTE NO BRASIL, PÁG. 824; ACERVO FIEO.



598 - MARIO SILÉSIO (1913 - 1990)

Formas - técnica mista - 25 x 20 cm - canto inferior direito - 1963 -

Pintor, desenhista, muralista e vitralista. Cursa direito na Universidade de Minas Gerais - UMG (atual Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG), em Belo Horizonte, entre 1930 e 1935. Estuda desenho e pintura na Escola de Belas Artes de Belo Horizonte (Escola Guignard), sob a orientação de Alberto da Veiga Guignard, entre 1943 e 1949. Em 1953 viaja para Paris, como bolsista do governo francês, e ingressa no curso de André Lhote. De volta ao Brasil, entre 1957 e 1960 executa diversos painéis em edifícios públicos e privados de Belo Horizonte, como Banco Mineiro de Produção, Condomínio Retiro das Pedras, Inspetoria de Trânsito, Teatro Marília, Escola de Direito da UFMG e Departamento Estadual de Trânsito. É também de Silésio o mural feito para o Clube dos Engenheiros, em Araruama, Rio de Janeiro. Executa os vitrais da Igreja dos Ferros em 1964. ITAÚ CULTURAL.



599 - FRANCISCO REBOLO GONSALES (1903 - 1980)

Paisagem paulistana - óleo sobre tela - 23 x 32 cm - canto inferior direito -

Pintor e gravador nascido e falecido em São Paulo. Iniciou seus estudos em artes na Escola Profissional Masculina do Brás, onde teve aulas de desenho com o professor Barquita (1915 e 1917). Aos 14 anos, trabalhou como aprendiz de decorador de paredes. Paralelamente à sua atividade como decorador, atuou como jogador de futebol. Em 1926, montou ateliê de decoração na Rua São Bento. A partir de 1933, transferiu seu ateliê para uma sala no Palacete Santa Helena, quando se iniciou na pintura. A partir de 1935, partilhou seu ateliê com Mario Zanini. Posteriormente, outras salas do Palacete foram transformadas em ateliês e ocupadas por vários pintores, entre eles: Fulvio Pennacchi, Bonadei, Humberto Rosa, Clóvis Graciano, Alfredo Volpi, Rizzotti e Manoel Martins. Mais tarde, este grupo de artistas passou a ser denominado Grupo Santa Helena. Rebolo esteve presente em todos os importantes eventos ligados à história da arte moderna. Integrou, por exemplo, o Salão de Maio, os Salões da Família Artística Paulista e do Sindicato dos Artistas Plásticos; pertenceu ao grupo de artistas que defendeu a criação de um Museu de Arte Moderna em São Paulo e, mais tarde, a Bienal, entre outros feitos que foram relatados na cronologia de sua vida artística. Um ponto alto de sua carreira foi quando recebeu, no Salão de Arte Moderna do Rio de Janeiro, o "Prêmio de Viagem ao Exterior", em 1954. Em 1956, fez curso de restauração no Vaticano, participando da recuperação de uma obra de Raphael. A partir de 1959, incentivado por Marcelo Grassmann, iniciou uma série de experiências como gravador. MEC, VOL. 4, PÁG. 28; TEODORO BRAGA, PÁG. 202; PONTUAL, PÁG. 447; REIS JR., PÁG. 382; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 433; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; LEONOR AMARANTE, PÁG. 13; ARTE NO BRASIL; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 807; VOL. 13, PÁG. 278; www.sampa.art.br; www.macvirtual.usp.br; www.unesp.br.



600 - JOAQUIM TENREIRO (1906 - 1992)

Círculos - óleo sobre eucatex - 60 x 60 cm - canto inferior direito e dorso - 1976 -
Reproduzido no convite deste leilão.

Designer, escultor, pintor, gravador e desenhista, Joaquim Albuquerque Tenreiro nasceu em Melo Guarda, Portugal e faleceu em Itapira, SP. Filho e neto de marceneiros, aos dois anos de idade mudou-se para o Brasil com a família. Retornou a Portugal em 1914 e ajudou o pai a realizar trabalhos em madeira. Iniciou aulas de pintura. Em 1928, transferiu-se definitivamente para o Rio de Janeiro, passando a frequentar o curso de desenho do Liceu Literário Português onde conquistou o prêmio Joaquim Alves Meira, a maior láurea daquele estabelecimento e fez cursos no Liceu de Artes e Ofícios. Em 1931, integrou o Núcleo Bernardelli. Na década de 1940, dedicou-se à pintura de retrato, de paisagem e de natureza-morta. Entre 1933 e 1943, trabalhou como designer de móveis nas empresas Laubissh & Hirth, Leandro Martins e Francisco Gomes. Em 1943, montou sua primeira oficina, a Langenbach & Tenreiro e, alguns anos depois, inaugurou duas lojas de móveis; primeiro no Rio de Janeiro e, posteriormente, em São Paulo. É o renovador do mobiliário brasileiro, responsável por toda uma linha de criação em que a funcionalidade se alia o bom gosto e o aproveitamento racional dos materiais do País. No final da década de 1960, Joaquim Tenreiro encerrou as atividades na área da concepção e fabricação de móveis para dedicar-se exclusivamente às artes plásticas, principalmente à escultura. Participou do Panorama da Arte Atual Brasileira, SP (1972, 1973, 1975, 1978, 1988), da Bienal Internacional de São Paulo (1965), entre outras, e realizou uma retrospectiva no MAM, RJ (1977). Tem pinturas suas figurando no MAM, SP, no MNBA e Museu Manchete, RJ. MEC, VOL.4, PÁGS.381 E 382; PONTUAL, PÁG.520; TEIXEIRA LEITE, PÁG.504; WALMIR AYALA, VOL.2, PÁG.376 E 377; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG.973; VOL. 5, PÁG. 1042; VOL.6, PÁG. 1111; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 580; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; www.joaquimtenreiro.com; renome.com.br; pinturabrasileira.com; web.artprice.com.



601 - BERNARDINO DE SOUZA PEREIRA (1895 - 1985)

Velho pescador - óleo sobre tela - 60 x 45 cm - canto inferior direito e dorso - 1972 - Itanhaém -

Pintor. Ativo em São Paulo. Foi discípulo de Antonio Rocco. Participou do SNBA, RJ, obtendo menção honrosa (1923), medalha de prata (1930); do SPBA, São Paulo, conquistando a grande medalha de ouro em 1934. De sua autoria o Museu Paulista possui a tela "Primeira Experiência com Balão de Bartolomeu de Gusmão". TEODORO BRAGA, pág. 53; MEC, vol. 3, pág. 367; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO, RUTH TARASANTCHI.



602 - OSWALDO GOELDI (1895 - 1961)

Paisagem - desenho a nanquim - 20 x 25 cm - canto inferior direito -
Ex coleção Alberto Costa Dezon, Rio de Janeiro - RJ. -

Desenhista, gravador e professor, nascido no Rio de Janeiro, filho de Emilio A Goeldi, naturalista suiço. A partir dos seis anos estudou na Suiça. Sua obra sofreu influência do expressionista austríaco Alfred Kubin. Retornando ao Brasil em 1919, realizou no Rio de Janeiro sua primeira exposição em 1921, no Liceu de Artes e Ofícios. Publicou albuns e ilustrou diversos e importantes livros. É artista altamente conceituado no País e no exterior, tendo merecido diversas homenagens póstumas, inclusive em filme. PONTUAL pág. 240; JULIO LOUZADA vol.11, pág130; MEC vol. 2, pág.271; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 521; ARTE NO BRASIL, pág. 672; Acervo FIEO.



603 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Paisagem" - acrílico sobre tela - 60 x 80 cm - canto inferior esquerdo - 2001 -
Com certificado de autenticidade firmado pelo autor, datado de 20 de janeiro de 2004. -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



604 - CARYBÉ (1911 - 1997)

Cavaleiros - aquarela - 50 x 68 cm - canto inferior direito - 1973 -

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



605 - DURVAL PEREIRA (1917 - 1984)

Paisagem - óleo sobre tela - 60 x 120 cm - canto inferior esquerdo -

Nascido e falecido em São Paulo onde foi pintor e professor ativo. Premiado com a Menção Honrosa no Salão Paulista de Belas Artes em 1944, passou a viver exclusivamente da pintura. Em 1946, estudou artes plásticas na Associação Paulista de Belas Artes. Pintava ao ar livre, aos domingos, com os pintores Salvador Rodrigues, Salvador Santisteban, Cirilo Agostinho, Jaime Dinis, Djalma Urban, Innocencio Borghese, e outros. Premiado praticamente em todos os Salões de que participou, acumulou, em toda sua carreira, 419 prêmios de todos os cantos do mundo. Recebeu ao todo, 15 comendas das mais importantes do Brasil. Nos últimos três anos de sua vida recebeu também todos os Primeiros Prêmios e Medalhas de Ouro nas exposições de Paris, Rouen, Lyon, Roma, Miami e Milão (o maior prêmio dado à pintura: ‘La Madonina de Milano’). MEC, vol. 3, pág. 368; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 749; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO; www.tntarte.com.br.



606 - ANTONIO BANDEIRA (1922 - 1967)

Composição - aquarela - 20 x 24 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, nascido em Fortaleza, CE e falecido em Paris, onde viveu a maior parte de sua vida. É um dos pioneiros da arte abstrata no Brasil. Iniciou-se na pintura como autodidata. Em 1941, em Fortaleza, participou, ao lado de Mário Baratta, entre outros, da criação do Centro Cultural de Belas Artes depois, Sociedade Cearense de Artes Plásticas. Em 1945, transferiu-se para o Rio de Janeiro e, no ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual. Contemplado pelo governo francês com bolsa de estudos, permaneceu em Paris de 1946 a 1950 onde frequentou a Escola Nacional Superior de Belas Artes e a ‘Académie de la Grande Chaumière’. Entre 1947 e 1948 participou do ‘Salon d'Automne’ e do ‘Salon d'Art Libre’. Tomou parte em reuniões de artistas e formou o Grupo Banbryols (ban de Bandeira; bry de Camille Bryen; e ols de Wols), que durou de 1949 a 1951. Voltou ao Brasil em 1951 e apresentou-se na 1ª Bienal Internacional de São Paulo. Em 1952, criou um mural para o Instituto dos Arquitetos do Brasil, em São Paulo. Retornou a Paris em 1954 em razão do Prêmio Fiat, obtido na 2ª Bienal Internacional de São Paulo, mas não deixou de expor no Brasil. Permaneceu na Europa até 1959, passando pela Inglaterra e Bélgica, onde, em 1958, realizou um painel para o ‘Palais des Beaux-Arts’. Ao retornar ao Brasil teve uma atividade artística intensa, participou de importantes exposições, em paralelo a mostras em Paris, Munique, Verona, Londres e Nova York. Voltou a Paris em 1965, onde permaneceu até sua morte. BENEZIT, VOL.1, PÁG.415; MEYER/87, PÁG.606; MEC, VOL.1, PÁGS.159,160 E 167; PONTUAL, PÁGS. 48 E 49; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁGS. 71 A 74; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 52 A 54; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; ARTE NO BRASIL, PÁG. 599; LEONOR AMARANTE, PÁG. 34; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 86; ACERVO FIEO; web.artprice.com; pitoresco.com; pinturabrasileira.com.



607 - MARIO ZANINI (1907 - 1971)

Igreja - óleo sobre tela - 41 x 33 cm - canto inferior direito -

Pintor, decorador, ceramista, professor, Mário Zanini nasceu e faleceu em São Paulo. Foi um dos integrantes de dois importantes movimentos artísticos considerados históricos na pintura paulista: o Grupo Santa Helena e a Família Artística Paulista. Sua formação artística se deu em São Paulo quando aos 13 anos iniciou curso de pintura da Escola Profissional Masculina do Brás e de 1924 a 1926, matriculou-se no curso de desenho e artes do Liceu de Artes e Ofícios. Conheceu Alfredo Volpi em 1927 e no ano seguinte estudou com o pintor Georg Elpons. Trabalhou no escritório de decoração de Francisco Rebolo entre 1933 e 1938. Em 1940 recebeu medalha de prata no 46º Salão Nacional de Belas Artes e foi convidado por Rossi Osir a trabalhar em seu ateliê de azulejos artísticos, o Osirarte. Em 1950, viajou por seis meses pela Itália, em companhia de Volpi e Osir. A partir de 1968 lecionou na Faculdade de Belas Artes de São Paulo. Participou de vários Salões oficiais e mostras coletivas no Brasil, como I e III Bienal Internacional de São Paulo e no exterior. Sua família doou 108 de suas obras ao Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo - MAC/USP em 1974. MEC, VOL. 4, PÁG. 531; PONTUAL, PÁG. 557; TEODORO BRAGA, PÁG. 250; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 451; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; ARTE NO BRASIL, PÁG. 778; LEONOR AMARANTE, PÁG.38; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 1085; ACERVO FIEO.



608 - RITA LOUREIRO (1952)

Sonho amazônico - óleo sobre tela - 61 x 46 cm - canto inferior direito - 1981 -

Pintora autodidata nascida em Manaus, AM. Viveu no Rio de Janeiro, de 1976 a 1979, onde começou a pintar. Voltou para Manaus. Foi incluída no livro ‘Le Rêve et Les Naifs’ publicado pela Editora Max Fourny - Paris, França (1982) e ilustrou uma edição para bibliófilos do livro ‘Macunaína’ de Mário de Andrade no Rio de Janeiro (1984). Realizou várias exposições individuais no Brasil, Alemanha e Inglaterra. Participou também de mostras e Salões oficiais. ITAU CULTURAL.



609 - GENTIL GARCEZ (1903 - 1992)

Trabalhador - óleo sobre tela - 40 x 30 cm - canto inferior direito -

Sua primeira individual deu-se em 1922. Participou assiduamente de certames artísticos realizados em São Paulo e em outras cidades do País. TEODORO BRAGA, pág. 105; MEC, vol. 2, pág. 240/241; JULIO LOUZADA, vol 1, pág. 410; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



610 - HEITOR DOS PRAZERES (1898 - 1966)

Samba - óleo sobre madeira - 42 x 50 cm - canto inferior direito - 25/4/1950 -Rio de Janeiro -
Reproduzido no convite deste leilão. -

Pintor, compositor, marceneiro, Heitor dos Prazeres nasceu e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. Iniciou-se na pintura por volta de 1937, como autodidata, estimulado pelo jornalista e desenhista Carlos Cavalcanti. No período de 1937 a 1946, trabalhou em rádios do Rio de Janeiro e ingressou como ritmista na Rádio Nacional, em 1943. Recebeu o 3º lugar para artistas nacionais na 1ª Bienal Internacional de São Paulo (1951) e foi homenageado com sala especial na 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1953). No ano seguinte, criou cenários e figurinos para o Balé do IV Centenário da Cidade de São Paulo. Realizou sua primeira exposição individual, em 1959, no Rio de Janeiro. Em 1965, Antônio Carlos Fontoura produziu um documentário sobre sua obra. Tornou-se um artista destacado, atuando como compositor, instrumentista e letrista de música popular brasileira. Participou da fundação das primeiras escolas de samba cariocas, entre elas a Estação Primeira de Mangueira. Em comemoração ao centenário de seu nascimento, em 1999, foi realizada mostra retrospectiva no Espaço BNDES e no Museu Nacional de Belas Artes. Em 2003, foi publicado o livro ‘Heitor dos Prazeres: Sua Arte e Seu Tempo’, da jornalista Alba Lírio. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.11, PÁG.247; MEC. VOL.3, PÁG.400; WALMIR AYALA. VOL.2, PÁG.194; TEIXEIRA LEITE, PÁG.408; PONTUAL, PAG.439; WALTER ZANINI, PÁG.810; LEONOR AMARANTE, PÁG. 266; ACERVO FIEO.



611 - LEO PUTZ (1869 - 1940)

Paisagem - óleo sobre cartão - 26 x 34 cm - canto inferior direito -

Nasceu em Meran, Tirol, hoje pertencente à Itália. Assina L. Putz. Representante da Escola Alemã foi pintor, ilustrador e professor. Estudou na Academia de Belas Artes de Munique, na Academia Julian em Paris e foi um dos fundadores do grupo "Scholle" de Munique. Viveu no Brasil (1929 a 1933) onde foi professor de pintura na Escola Nacional de Belas Artes, RJ, e na Argentina. Participou de muitas exposições, recebeu vários prêmios e possui obras nos Museus de: Bucareste, Budapeste, Chicago, Colônia, Detroit, Dresden, Düsseldorf, Leipzig, Mainz, Munique, Paris, Schelssheim e Sttutgart. Exposições póstumas de suas obras foram realizadas no Rio de Janeiro (1984, 2000) e em Fortaleza (1984). ITAU CULTURAL; BENEZIT, VOL. 8, PÁG. 529; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 792; artprice.com; artnet.com; askart.com; leo-putz.de; leo-putz.com; sothebys.com.



612 - LIVROS


1)"BRENNAND: PINTURAS 1978 A 1994". TEXTO DE JORGE AMADO. CATÁLOGO DE EXPOSIÇÃO. RECIFE: GALERIA ESPAÇO VIVO, 1994.
2)"HISTÓRIA DA ARTE BRASILEIRA". PIETRO MARIA BARDI. SÃO PAULO: MELHORAMENTOS, 1975.
3)"30 ARTISTAS BRASILEIROS NA COLEÇÃO DO BANCOCIDADE". ENOCK SACRAMENTO. SÃO PAULO: BANCOCIDADE, 1995.
4)"JOÃO CÂMARA: DUAS CIDADES - PINTURAS E OBJETOS". TEXTO DE EMANOEL ARAÚJO. CATÁLOGO DE EXPOSIÇÃO. SÃO PAULO: PINACOTECA DO ESTADO; RIO DE JANEIRO: MUSEU NACIONAL DE BELAS ARTES, 2002.
5)"O ALEIJADINHO DE VILA RICA". WALDEMAR DE ALMEIDA BARBOSA. BELO HORIZONTE: ED. ITATIAIA; SÃO PAULO: ED. DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO, 1984.
6)"TARSILA: SUA OBRA E SEU TEMPO". ARACY ABREU AMARAL. SÃO PAULO: TENENGE, 1986.




613 - DANILO DI PRETE (1911 - 1985)

Paisagem cósmica - óleo e areia sobre madeira - 80 x 60 cm - canto inferior direito -

Nasceu em Pisa, Itália. Foi pintor e programador visual. Autodidata, iniciou a sua carreira na Itália. No Brasil desde 1946, participou de todas as Bienais de São Paulo, de 1951 a 1967, nelas recebendo o prêmio de Melhor Pintor Nacional em 1951 e 1965, dispondo de salas especiais para os seus trabalhos em 1961 e 1967. Foi o primeiro colocado no concurso internacional de cartazes para a VII BSP. Artista premiadíssimo. JULIO LOUZADA vol.10, pág.286; TEIXEIRA LEITE , pág. 163; PONTUAL, pág. 179; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 647; ARTE NO BRASIL, pág. 898; LEONOR AMARANTE, pág. 13.



614 - IVAN SERPA (1923 - 1973)

Linhas - desenho a nanquim e colagem - 25 x 18 cm - canto inferior direito - 1953 -

Pintor, desenhista, gravador e professor, Ivan Ferreira Serpa nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Estudou gravura e desenho com Axel Leskoschek (entre 1946 e 1948) no Rio de Janeiro. Em 1949, ministrou suas primeiras aulas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, onde, a partir de 1952, exerceu sistemática atividade didática, em especial no ensino infantil. Foi um dos precursores do concretismo no Brasil, criando ao lado de Aluisio Carvão, Lígia Clark, Hélio Oiticica e outros o Grupo Frente, que se manteve ativo de 1954 a 1956, inclusive com exposições no Rio de Janeiro. Participou da Divisão Moderna do SNBA (1947-1951). Em 1957, recebeu o prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna, RJ. Participou da exposição ’Opinião 65’, evento que marca a difusão de uma nova arte de tendência figurativa, a neofiguração. Em 1970, fundou, com Bruno Tausz, o Centro de Pesquisa de Arte no Rio de Janeiro. Participou da Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1961, 1963, 1965) e da Bienal de Veneza (1952, 1954, 1962, 1966). PONTUAL, PÁG 486; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 605; ARTE NO BRASIL, PÁG. 840; LEONOR AMARANTE, PÁG. 26; MEC VOL. 4, PÁG. 221; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 899.



615 - PAUL JOSEPH JAMIN (1853 - 1903)

Vikings - óleo sobre tela - 41 x 27 cm - canto inferior esquerdo -
Reproduzido no convite deste leilão. -

Pintor nascido e falecido em Paris. Foi aluno de Boulanger, Jules Lefebvre e da Academia de Belas Artes. Começou a expor nos Salões franceses em 1879 e foi membro da Sociedade dos Artistas Franceses a partir de 1883. Foi premiado em 1892, 1889, 1898. Executou uma obra para a decoração da nova Sorbonne. BENEZIT VOL. 6, PÁG. 27; www.artprice.com; www.art.com.



616 - MARCELO GRASSMANN (1925 - 2013)

Figuras - técnica mista - 36 x 46 cm - canto inferior esquerdo - 1975 -

Desenhista, gravador, ilustrador, pintor, escultor e professor, nasceu em São Simão, SP. Estuda fundição, mecânica e entalhe em madeira na Escola Profissional Masculina do Brás, SP. Passa a realizar xilogravuras a partir de 1943. Atua como ilustrador do Suplemento Literário do ‘Diário de São Paulo’, do ‘O Estado de S. Paulo’ e do ‘Jornal do Estado da Guanabara’. Quando reside no Rio de Janeiro, a partir de 1949, freqüenta os cursos de gravura em metal, com Henrique Oswald e de litografia, com Poty, no Liceu de Artes e Ofícios. Em Salvador (1952), trabalha com Mario Cravo Júnior. .Recebe o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Arte Moderna (1953) e vai para a Academia de Artes Aplicadas, em Viena. Passa a dedicar-se principalmente ao desenho, à litografia e à gravura em metal. Em 1969, sua obra completa é adquirida pelo governo do Estado de São Paulo, passando a integrar o acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo . Em 1978, a casa em que nasceu, em São Simão, é transformada em museu e tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo - Condephaat. Participou de muitas exposições e das Bienais de: São Paulo (1951 a 1961, 1967, 1969, 1979, 1985, 1989); Veneza (1950, 1956, 1958, 1962); Paris (1959). Principais prêmios: Bienal de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1959, 1967); Bienal de Veneza (1950, 1956, 1958,1962); Bienal de Paris (1959). PONTUAL, PÁG. 249; MEC, VOL. 2, PÁG. 281 E 282; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG. 439; VOL. 5, PÁG. 453; VOL. 9, PÁG. 383.



617 - GIZELA KLIMASZEWSKA (1903 - 1997)

Vaso de flores - óleo sobre tela - 67 x 55 cm - canto inferior direito - 1970 -

Pintora e desenhista polonesa - Gizela Klimaszewska-Hufnagel-Arct nasceu em Varsóvia onde fez sua formação. Pertenceu aos grupos: "Ars Feminae", "Cor", "Powisle". Foi esposa do também pintor e artista gráfico Eugeniusz Arct. Participou em várias mostras e Salões oficiais. Suas obras têm sido comercializadas em diversos leilões da Europa. www.artprice.com; www.askart.com; www.bellotto.pl.



618 - TOMÁS SANTA ROSA (1909 - 1956)

Bailarino - técnica mista - 33 x 20 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor, gravador, cenógrafo e professor. Oriundo da Paraíba, onde nasceu, fixou-se no Rio de Janeiro, iniciando em 1930 sua bem sucedida carreira de ilustrador de obras de autores estrangeiros e brasileiros, que inclui, dentre outros, Graciliano Ramos, José Lins do Rêgo, Jorge Amado, Castro Alves e muitos outros. Sua obra tem reconhecimento nacional e unanimidade de crítica, havendo se destacado em todas as áreas das artes que praticou. PONTUAL, pág. 472; TEIXEIRA LEITE, pág. 460; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 572; LEONOR AMARANTE.



619 - ALBERTO DA VEIGA GUIGNARD (1896 - 1962)

Ouro Preto - aquarela - 22 x 29 cm - canto inferior direito -
Ex coleção Isaac Ficz, Rio de Janeiro - RJ. -

Pintor, professor, desenhista, ilustrador e gravador, Alberto da Veiga Guignard nasceu em Nova Friburgo, RJ e faleceu em Belo Horizonte, MG. Mudou-se com a família para a Europa em 1907. Em dois períodos, entre 1917 e 1918 e entre 1921 e 1923, frequentou a Real Academia de Belas Artes de Munique, onde estudou com Hermann Groeber e Adolf Hengeler. Aperfeiçoou-se em Florença e em Paris, onde participou do Salão de Outono. Retornou para o Rio de Janeiro em 1929 e integrou-se ao cenário cultural por meio do contato com Ismael Nery. Participou do Salão Revolucionário de 1931, e foi destacado por Mário de Andrade como uma das revelações da mostra. Em 1941, integrou a Comissão Organizadora da Divisão de Arte Moderna do Salão Nacional de Belas Artes, com Oscar Niemeyer e Aníbal Machado. Em 1943, passou a orientar alunos em seu ateliê e criou o Grupo Guignard. A única exposição do grupo, realizada no Diretório Acadêmico da Escola Nacional de Belas Artes, foi fechada por alunos conservadores e reinaugurada na Associação Brasileira de Imprensa. Em 1944, a convite do prefeito Juscelino Kubitschek, transferiu-se para Belo Horizonte e começou a lecionar e dirigir o curso livre de desenho e pintura da Escola de Belas Artes, por onde passaram Amilcar de Castro, Farnese de Andrade e Lygia Clark, entre outros. Permaneceu à frente da escola até 1962, quando, em sua homenagem, esta passou a chamar-se Escola Guignard. Participou da Bienal de Veneza (1928, 1952); da Bienal Internacional de São Paulo (1951) e outras. PONTUAL, PÁG. 254; MEC, VOL. 2, PAG. 304; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 236; JULIO LOUZADA, VOL. 10, PÁG. 404; ART PRICE ANNUAL 2000, PÁG. 1013; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 373; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 559; ARTE NO BRASIL, PÁG. 505; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28; www.pinturabrasileira.com; www.brasilescola.com; web.artprice.com.



620 - DARIO MECATTI (1909 - 1976)

Marinha - óleo sobre tela - 77 x 93 cm - não assinado -
Reproduzido no convite e na quarta capa do catálogo deste leilão. Ex coleção Milton Gallon, São Paulo - SP. -

Pintor e desenhista nascido em Florença, Itália e falecido em São Paulo, SP. Na Itália recebeu orientação artística de Camillo Innocenti, trabalhou em um banco e pintou cartazes para a sala de cinema de seu primo. Em 1933, mudou-se para a África, onde permaneceu por aproximadamente sete anos viajando pelo norte do continente. Neste período conheceu a Líbia, Ilha de Malta, Tunísia, Turquia, Argélia, Marrocos, além de Portugal e Espanha. Durante a viagem retratou cenas destes países e realizou algumas exposições com o pintor florentino Renzo Gori, com quem residiu por pouco tempo em Paris. Em 1939, conheceu a Ilha de São Miguel, nos Açores e lá encontrou Maria da Paz com quem posteriormente se casou. No ano de 1940, mudou-se para o Brasil, passou pouco tempo no Rio de Janeiro e depois um período em Minas Gerais, onde visitou as cidades de Belo Horizonte, Juiz de Fora e Ouro Preto. Mudou-se no final do ano para São Paulo, onde entre 1941 e 1945, trabalhou na Galeria Fiorentina, na Rua Barão de Itapetininga, de propriedade de Malho Benedetti. Em 1945 conheceu Nicolino Bianco que passou a adquirir os quadros do artista para serem expostos na Loja de Móveis Paschoal Bianco. Apresentou-o para clientes e amigos que passaram a encomendar retratos. Neste período entrou em contato com Ezio Barbini, dono da Galeria Internacional que vendeu regularmente suas obras, além de apresenta-lo a um grupo de jovens artistas a quem orientou. Em 1946 construiu na Rua Feliciano Maia a sua casa estúdio, onde realizou exposições individuais anuais, sendo a última no ano de 1976, data de seu falecimento. TEODORO BRAGA, PÁG. 161/2; MEC, VOL. 3, PÁG. 109; PONTUAL, PÁG. 352; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 72; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 320; ITAÚ CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 611; ACERVO FIEO.



621 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

Mulher ao Luar - escultura em bronze - 49 x 24 x 20 cm - assinado -
Ex coleção Sebastião Alves - Bragança Paulista - SP. -

Escultor e pintor paulista, iniciou seus estudos de escultura em Roma 1920/1922. Mais tarde tornou-se aluno de Maillol, em Paris, onde também frequentou as academias Ranson e de La Grande Chaumière, em 1936. É considerado o maior escultor nacional. MEC, vol.2, pág. 250/1; PONTUAL, pág. 237/8; MAYER/84, pág. 1333; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 587; ARTE NO BRASIL, pág. 715; LEONOR AMARANTE, pág. 18.



622 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Lote composto por três esculturas: -
a) Escultura em bronze, medindo 44 x 13 x 13 cm, assinada, década de 1950. b) Escultura em bronze, medindo 13 x 8 x 8 cm, não assinada. c) Escultura original em madeira, medindo 50 x 16 x 12 cm, não assinada. Com certificados individuais de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins. -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



623 - MILTON DACOSTA (1915 - 1988)

Criança brincando - desenho a nanquim - 21 x 18 cm - canto inferior direito - 1954 -

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador. Milton Rodrigues da Costa nasceu em Niterói, RJ e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou estudos de desenho e pintura, em 1929, com o professor alemão August Hantv. No ano seguinte matriculou-se no curso livre de Marques Júnior, na Escola Nacional de Belas Artes. Junto com Edson Motta, Bustamante Sá e Ado Malagoli , entre outros, criou o Núcleo Bernardelli em 1931. Viajou para Estados Unidos em 1945, com o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Belas Artes do ano anterior. Na cidade de Nova York, estudou na Art's Students League of New York. Em 1946, foi para a Europa e após visita a vários países, fixou-se em Paris, onde estudou na Académie de La Grande Chaumière. Conheceu Pablo Picasso, por intermédio de Cícero Dias, e freqüentou os ateliês de Georges Braque e Georges Rouault. Expôs no Salon d'Automne (Paris) e regressou ao Brasil em 1947. Em 1949, casou-se com a pintora Maria Leontina e passou a residir em São Paulo. Realizou muitas exposições individuais e também recebeu prêmios nas Bienais Internacionais de São Paulo (1955, 1957). TEODORO BRAGA, PÁG. 163; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 229; MEC, VOL. 2, PÁG. 13; BENEZIT, VOL. 3, PÁG.315; ITAU CULTURAL; PONTUAL, PÁG. 155; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; ACERVO FIEO.



624 - MENASE WAIDERGORN (1927)

Artesão - óleo sobre eucatex - 22 x 17 cm - canto inferior direito -

Romeno da cidade de Hotin, Waidergorn veio para o Brasil em 1932, onde seus pais fixaram residência em São Paulo. Ingressou na APBA, onde conheceu Mecatti, que muito o estimulou e orientou, dele assimilando a luminosidade da pintura peninsular muito a gosto do ottocento italiano. Sua pintura aborda todos os gêneros, baseadas tanto nas recordações da infância pobre como nas lembranças das viagens que fez ao norte da Africa e Europa. Participou de diversos salões e coletivas, recebendo diversas premiações JULIO LOUZADA vol.11, pág. 330; Acervo FIEO.



625 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Veneza - óleo sobre madeira - 50 x 70 cm - canto inferior direito -
E. Giordano. -



626 - MANOEL SANTIAGO (1897 - 1987)

Antigo cais da Praça XV no Rio de Janeiro - óleo sobre tela - 41 x 53 cm - canto inferior esquerdo e dorso -

Manoel Colafante Caledônio de Assumpção Santiago nasceu em Manaus, AM e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, desenhista e professor. Mudou-se para Belém em 1903 e iniciou estudos de pintura. Desde 1916 já praticava a arte não figurativa. Em 1919 transferiu-se para o Rio de Janeiro, cursou Direito e frequentou a Escola Nacional de Belas Artes, onde foi aluno de Rodolfo Chambelland e Baptista da Costa. Na época, teve aulas particulares com Eliseu Visconti. Foi casado com a pintora Haydeá Santiago. Participou em 1927 do Salão Nacional de Belas Artes e recebeu o prêmio viagem ao exterior, entre vários outros. Foi para Paris no ano seguinte, e lá permaneceu por cinco anos. De volta ao Rio de Janeiro, em 1932, tornou-se professor do Instituto de Belas Artes. Em 1934, passou a lecionar pintura e desenho no Núcleo Bernardelli, figurando entre seus alunos José Pancetti, Edson Motta, Bustamante Sá, Ado Malagoli, Rescála e Milton Dacosta. Participou da I Bienal Internacional de São Paulo (1951) e do 8º Panorama da Arte Brasileira (1976). PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, VOL. 1, PÁG. 241; TEODORO BRAGA, PÁG. 211; CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO DE PAISAGEM BRASILEIRA, MEC-MNBA /RIO/1944; MAYER/84, PÁG. 1158; REIS JR, PÁG. 378; PONTUAL, PÁG. 473; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 292; ITAÚ CULTURAL, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 865; ACERVO FIEO.



627 - MARIA LEONTINA (1917 - 1984)

Estandarte - pastel - 23 x 30 cm - canto inferior esquerdo - 1975 -

Pintora, gravadora e desenhista. Maria Leontina Mendes Franco da Costa nasceu em São Paulo, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. Iniciou estudos de desenho com Antônio Covello, em São Paulo (1938), e na primeira metade da década de 1940 estudou pintura com Waldemar da Costa. Em 1946, no Rio de Janeiro, frequentou o ateliê de Bruno Giorgi e fez curso de museologia no Museu Histórico Nacional, entre 1946 e 1948. Em 1947, participou da exposição ‘19 Pintores’, na Galeria Prestes Maia, em São Paulo, ao lado de Lothar Charoux, Marcelo Grassmann, Aldemir Martins, Luiz Sacilotto e Flavio-Shiró. Em 1951, foi convidada pelo psiquiatra e crítico de arte Osório César para orientar o setor de artes plásticas do Hospital Psiquiátrico do Juqueri. No mesmo ano, organizou uma mostra dos internos no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Em 1952, com bolsa de estudo do governo francês, viajou para a Europa, acompanhada pelo marido, o pintor Milton Dacosta. Em Paris, entre 1952 e 1954, frequentou o ateliê de gravura de Johnny Friedlaender. Na década de 1960, realizou painel de azulejos para o Edifício Copan e vitrais para a Igreja Episcopal Brasileira da Santíssima Trindade, ambos em São Paulo. Realizou exposições individuais e participou de inúmeras mostras, Salões oficiais e Bienais como a Bienal de Veneza (1950, 1952, 1956). Foi premiada no Rio de Janeiro (1944, 1950, 1955, 1957, 1980); em São Paulo (1944; 1947; 1951; 1954; 1958; 1960; 1980; 1955, 1959, 1965 - Bienais Internacionais; 1969, 1970 - Panoramas da Arte Atual Brasileira; 1975 - prêmio pintura da Associação Paulista de Críticos de Artes - APCA); Brasília, DF (1980); Curitiba, PR (1980; Porto Alegre, RS (1980); Nova York (1960 - Fundação Guggenheim). ITAU CULTURAL; MEC, VOL. 2, PÁG. 471; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 309; PONTUAL, PÁG. 338; ARTE NO BRASIL, PÁG. 772; LEONOR AMARANTE, PÁG. 25; WALTER ZANINI, PÁG. 645; JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 572.



628 - REGINA GOMIDE GRAZ (1897 - 1973)

Figura - aquarela - 26 x 21 cm - canto inferior direito -

Pintora, decoradora. Entre 1913 e 1920 estuda na Escola de Belas Artes e de Artes Decorativas de Genebra, Suíça, ao lado de seu irmão Antonio Gomide e de John Graz, com quem se casa em 1920. Nesse ano volta ao Brasil. Em 1923, no Rio de Janeiro, realiza pesquisa sobre tecelagem indígena do Alto Amazonas, sendo, ao lado de Vicente do Rego Monteiro, pioneira no interesse pela tradição indígena brasileira. Dedica-se à tapeçaria e confecciona paneaux, colchas, almofadas, tecidos e abajures em estilo cubista e art deco. Em 1930, participa com seu marido da decoração da Casa Modernista, projetada por Gregori Warchavchik em São Paulo. De 1932 a 1934 faz parte da Sociedade Pró-Arte Moderna - Spam e entre 1934 e 1940 participa do Grupo 7 com Victor Brecheret, Elisabeth Nobiling, Yolanda Mohalyi, Rino Levi, John Graz e Antonio Gomide. Cria em 1941 a Indústria de Tapetes Regina Ltda. ITAUCULTURAL



629 - ANGELO CANNONE (1899 - 1992)

"Paisagem nos Appeninos" - óleo sobre eucatex - 30 x 30 cm - canto inferior esquerdo e dorso -

Nascido na Itália, radicou-se no Brasil. Seu estilo liga-se ao dos Macchiajoli oitocentistas (os equivalentes italianos dos impressionistas franceses) e ao de Pratella em especial. São especialmente notáveis suas paisagens e marinhas. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 168; JULIO LOUZADA vol.11, pág.54; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



630 - JOSÉ PANCETTI (1902 - 1958)

"Marinha com crianças" - óleo sobre tela - 23 x 31 cm - canto inferior esquerdo -
Reproduzido no convite e na quarta capa do catálogo deste leilão. Ex coleção Editora Itatiaia - Belo Horizonte, MG. -

Giuseppe Gianinni Pancetti nasceu em Campinas, SP e faleceu no Rio de Janeiro. Filho de imigrantes italianos foi mandado aos dez anos de idade para a Itália, onde trabalhou em diversos ofícios até entrar para a marinha mercante italiana. De volta ao Brasil, em 1920, trabalhou na Oficina Beppe, São Paulo (1921), especializada em decoração de pintura de parede, como cartazista, pintor de parede e auxiliar do pintor Adolfo Fonzari. Em 1922 ingressou na Marinha de Guerra Brasileira, viajando pelo país e exterior, transferindo-se para a reserva em 1946, no posto de Segundo Tenente. Começou a pintar, auto didaticamente em 1924 e, em 1925, servindo no encouraçado Minas Gerais, pintou suas primeiras obras. No ano seguinte, para progredir na carreira, integrou o quadro de pintores dentro da "Companhia de Praticantes e Especialistas em Convés". Passou a frequentar, a partir de 1932, o Núcleo Bernardelli, no Rio de Janeiro, onde recebeu orientação de Manoel Santiago, Edson Motta, Rescála e Bruno Lechowski. Participou do Salão Nacional de Belas Artes, sendo premiado em 1934, 1936, 1939 e, já na Divisão Moderna, recebeu o Prêmio Viagem ao Estrangeiro (1941), o Prêmio Viagem ao País (1947) e a Medalha de Ouro (1948). Figurou na Bienal de Veneza em 1950; ano em que passa a residir em Salvador, BA. Integrou a mostra "Um Século de Pintura Brasileira", realizada no Museu Nacional de Belas Artes (1952) e a exposição "Arte Moderna no Brasil" que percorreu as cidades de Buenos Aires, Rosário, Santiago e Lima, todas em 1957. Participou duas vezes da Bienal de São Paulo, em 1951 e 1955. Mereceu Sala Especial na Bienal da Bahia - Salvador, em 1966. O Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro realizou, em 1962, exposição retrospectiva de sua obra. TEODORO BRAGA, PÁG. 130; PONTUAL, PÁGS. 403 E 404; MEC, VOL. 3, PÁG. 332; REIS JUNIOR, PÁG. 383; ITAU CULTURAL; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 380; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 597; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28; www.mamcampinas.com.br.



631 - JOÃO DUTRA (1893 - 1984)

Paisagem - óleo sobre madeira - 12 x 18 cm - canto inferior direito - 1922 -

Nasceu em Rio Claro, SP, e faleceu em Piracicaba-SP. Descendente da família Dutra, composta de pintores ativos em São Paulo a partir do Séc. XVIII durante várias gerações. Expôs pela primeira vez em 1919, em São Paulo, onde realizaria outras mostras até 1937. Participou do SNBA, recendo medalha de prata. Destacou-se como autor de naturezas mortas. TEODORO BRAGA, pág. 85; MEC, vol. 2, pág. 84; TEIXEIRA LEITE, pág. 171; PONTUAL, pág. 186; ITAU CULTURAL, RUTH TARASANTCHI.



632 - WEGA NERY (1912 - 2007)

"Horizonte dos sonhos" - óleo sobre tela - 60 x 80 cm - canto inferior direito e dorso - 1986 -

Natural de Corumbá-MT, estudou desenho e pintura na Escola de Belas Artes em São Paulo entre 1946 e 1949. Nos anos 50, aperfeiçoou estudos com Joaquim da Rocha Ferreira, Yoshiya Takaoka e Samson Flexor. Participou do Grupo Guanabara em 1952 e do Atelier-Abstração, liderado por Samson Flexor, em 1953. Expõs individualmente a partir de 1955. Recebeu o prêmio de melhor desenhista nacional em 1957 e o prêmio aquisição nacional em 1963. PONTUAL, pág. 551; TEIXEIRA LEITE, pág. 541, JULIO LOUZADA vol.9, pág. 919; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 682; ARTE NO BRASIL, pág. 942; LEONOR AMARANTE, pág. 57.



633 - JORGE GUINLE FILHO (1947 - 1987)

Figura - óleo sobre papel - 44 x 32 cm - canto inferior esquerdo - 1976 -
Com certificado de autenticidade firmado por Marco Aurélio Cardoso Rodrigues, herdeiro do artista. -

Pintor, desenhista e gravador nascido e falecido em Nova York, EUA. Mudou-se com a família para o Brasil ainda no ano de seu nascimento e permaneceu no Rio de Janeiro até 1955. Desse ano até 1962, acompanhando a mãe, morou em Paris e, em seguida, em Nova York, onde residiu até 1965. Na França, em paralelo a sua formação regular, iniciou, como autodidata, estudos de pintura e frequentou museus e galerias de arte, prática que manteve quando se transferiu para os Estados Unidos. De 1965 a 1974 viveu no Rio de Janeiro e passou temporadas em Londres e Paris, cidade para onde retornou nesse último ano e se estabeleceu por mais três anos. Em 1977, voltou a residir no Rio de Janeiro. Seu trabalho ganhou repercussão e, na década de 1980, integrou as principais exposições de arte do país. A produção do artista, concentrada em seus últimos sete anos de vida, foi dedicada, sobretudo à pintura. Jorge Guinle foi um importante incentivador da revalorização da pintura promovida pelo grupo de jovens artistas conhecido como Geração 80. Participou da mostra ‘Como Vai Você, Geração 80?’, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage - EAV/Parque Lage, Rio de Janeiro, 1984, escreveu um texto para a edição especial da revista ‘Módulo’ dedicada a essa mostra, participou de várias exposições e eventos realizados por esses artistas e escreveu sobre suas obras. Participou também da 17ª e 18ª Bienal Internacional de São Paulo (1983 e 1985). Em 1985 recebeu o Prêmio de Viagem ao Estrangeiro no 8º Salão Nacional de Artes Plásticas, MAM-RJ. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL. 2, PÁG.482; LEONOR AMARANTE, PÁG. 312. ACERVO FIEO.



634 - TARSILA DO AMARAL (1890 - 1973)

Palmeiras - serigrafia - 47 x 36 cm - canto inferior direito - 1972 - São Paulo -
Com a seguinte dedicatória: "Para Renée Sasson". -

Pintora e desenhista, Tarsila do Amaral nasceu em Capivari, SP e faleceu em São Paulo. Estudou escultura com William Zadig e com Mantovani, em 1916, na capital paulista. No ano seguinte teve aulas de pintura e desenho com Pedro Alexandrino, onde conheceu Anita Malfatti. Ambas tiveram aulas com o pintor Georg Elpons. Em 1920 viajou para Paris e estudou na ‘Académie Julian’ e com Émile Renard. Ao retornar ao Brasil formou em 1922, em São Paulo, o Grupo dos Cinco, com Anita Malfatti, Mário de Andrade, Menotti del Picchia e Oswald de Andrade. Em 1923, novamente em Paris, frequentou o ateliê de André Lhote, Albert Gleizes e Fernand Léger. Foi a criadora de duas das principais tendências ou movimentos de nossa arte nacionalista: o Pau Brasil e o Antropofagia. A convite da Comissão do IV Centenário de São Paulo fez, em 1954, o painel ‘Procissão do Santíssimo’ e, em 1956, entregou ‘O Batizado de Macunaíma’, sobre a obra de Mário de Andrade, para a Livraria Martins Editora. A retrospectiva Tarsila: 50 Anos de Pintura, organizada pela crítica de arte Aracy Amaral e apresentada no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo , em 1969, ajudou a consolidar a importância da artista. TEODORO BRAGA, PÁG. 220; REIS JR., PÁG.388; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 365; MEC, VOL. 4, PÁG. 370; PONTUAL, PÁG. 511; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 492; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 389; ARTE NO BRASIL, PÁG. 577; LEONOR AMARANTE, PÁG. 24; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 958.



635 - CACIPORÉ TORRES (1932)

Composição - escultura em bronze - 23 x 3 x 9 cm - assinado -

Nascido CACIPORÉ de Sá Coutinho de Lamare TÔRRES, na cidade de Araçatuba, SP. É escultor e professor. Participou do I SPAM (1951) e da I, II, III, VI, VIII e IX Bienal de São Paulo. Recebeu diversos prêmios, inclusive de viagem à Europa em 1951. MEC, vol. 4, pág. 406; PONTUAL, pág. 524; JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 156; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 769; ARTE NO BRASIL, pág. 899; LEONOR AMARANTE, pág. 23.



636 - J. CARLOS (1884 - 1950)

A consulta - desenho a nanquim e aquarela - 20 x 28 cm - canto inferior direito -

Nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, desenhista, ilustrador e caricaturista. Realizou mais de cem mil desenhos, não se conhecendo um único ruim. Observador arguto, retratou com maestria e humor o cotidiano de sua cidade natal, da qual, consta, ausentou-se por duas únicas ocasiões. JULIO LOUZADA vol. 10, pág. 181; CARICATURISTAS BRASILEIROS, de Pedro Corrêa do Lago, pág. 74; WALTER ZANINI, pág. 448; ARTE NO BRASIL, pág. 646.



637 - TAKESHI SUZUKI (1908 - 1987)

Paisagem - óleo sobre tela - 50 x 61 cm - canto inferior direito e dorso -
Ex coleção Milton Gallon, São Paulo - SP. -

Natural de Tóquio, Japão. Compõe o I Salão Paulista de Belas Artes. Realiza duas exposições individuais na Galeria Domus-SP em 1948 e 1949. Integra o Grupo Jacaré e do Guanabara. Participa do Grupo Seibi. Era considerado um dos mais respeitáveis artistas plásticos nipo-brasileiros. As paisagens caracterizam-se por riqueza de detalhes e procura de ângulos menos enobrecidos, focalizando fundos de quintal e imagens mais despojadas, parecendo inacabadas e que conferem expressão ao conjunto. JULIO LOUZADA vol.9 pág.829; ITAU CULTURAL.



638 - OMAR PELEGATTA (1925 - 2000)

Casario - óleo sobre eucatex - 19 x 27 cm - canto inferior esquerdo -

Italiano da Lombardia, PELLEGATTA foi pintor e gravador dedicado a temas sacros e casarios coloniais. Em sua obra, o ser humano é apresentado sempre de modo idealizado, na figura de ternas madonas, santos, coroinhas e cavaleiros. Participou de diversas coletivas e salões, a partir de 1957, recebendo premiações em sua maioria. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág.735; MEC vol.3, pág.363; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



639 - EDGARD OEHLMEYER (1909 - 1967)

Paisagem - desenho a nanquim e aguada - 14 x 20 cm - canto inferior direito - 1967 -

Nasceu em Rio Claro, no dia 31 de maio e falecido em 4 de outubro de 1967. Nessa cidade cursou na Escola Profissional a seção de pintura com o prof. Carlos Hadler. Discípulo de Rocco, foi destacado paisagista e pintor de naturezas-mortas, tendo obtido diversas premiações nos SNBA e SPBA. TEODORO BRAGA, pág. 175; MEC. Vol.3, pág. 291; MAYER/1984, pag. 1070; TEIXEIRA LEITE, pág. 362; PONTUAL, pág. 389; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



640 - JOSÉ FERRAZ DE ALMEIDA JR. (1850 - 1899)

Apóstolo - óleo sobre tela - 47 x 40 cm - canto inferior direito - 1895 -
Reproduzido no convite e na capa do catálogo deste leilão. -

Nasceu em Itú, SP, 8/5/1850, e faleceu, assassinado em Piracicaba, em 13/11/1899. Foi aluno de Vitor Meirelles (pintura) e de Jules Le Chevrel (desenho), a Academia Imperial de Belas Artes, do Rio de Janeiro. Seu curso foi brilhante, tendo obtido 9 premiações. Foi pensionista do Império, aperfeiçoando-se na Europa. Pinta com singular maestria temas ligados ao homem do campo, retratos e paisagens rurais. JULIO LOUZADA vol.1, pág. 49; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 418; ARTE NO BRASIL, pág. 566; F. ACQUARONE, pág. 89, RUTH TARASANTCHI.



641 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulata - xilogravura - P. A. - 30 x 37 cm - canto inferior direito -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



642 - WALTER LEWY (1905 - 1995)

Crocodilo - óleo sobre tela - 46 x 104 cm - canto inferior direito - 1966 -

Gravador, pintor, ilustrador, paisagista, desenhista e publicitário nascido em Bad Oldesloe, Alemanha e falecido em São Paulo. Estudou na Escola de Artes e Ofícios de Dortmund, Alemanha (1923-1927). Nesse período, filiou-se à tendência do realismo mágico. Em 1928 participou de coletivas em Dortmund, Gelsenkirchen, Boclusim e outras cidades. Com a crise econômica de 1929, Lewy perdeu seu emprego de desenhista numa gráfica e foi viver com os pais no interior, tornando-se ilustrador de anedotas em jornais. Realizou sua primeira exposição individual em Bad Lippspringe (1932), mas foi fechada quando a Câmara de Arte Alemã proibiu a participação de judeus na vida artística. Escapando dessa situação opressora, o artista imigrou para o Brasil (1938), retomando profissionalmente a pintura. Deixou para trás centenas de trabalhos, que foram enviados para a Holanda e perdidos durante os bombardeios da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). No Brasil, fixou-se em São Paulo. Nos primeiros anos fez desenho publicitário e mais tarde capas de livros e ilustrações para diversas editoras. Ilustrou obras de Bertrand Russell, Machado de Assis e Arnold Toynbee, entre outras. Mais tarde, empregou-se como diagramador, letrista e arte-finalista nas agências de propaganda De Carli, Lintas Publicidade, Martinelli, Santos & Santos e Thompson Propaganda. Participou de Salões Nacionais e Bienais de São Paulo, entre 1951 e 1965, recebendo diversas premiações oficiais. JULIO LOUZADA, VOL. 10, PÁG. 497; MEC, VOL. 2, PÁG. 474; TEODORO BRAGA, PÁG. 245; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 286; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 630; LEONOR AMARANTE, PÁG. 142; ACERVO FIEO.



643 - DJANIRA DA MOTTA E SILVA (1914 - 1979)

Anjos sobre o Rio de Janeiro - desenho a nanquim - 28 x 20 cm - canto inferior direito -

Pintora, desenhista, ilustradora, cartazista, cenógrafa e gravadora. Djanira da Motta e Silva nasceu em Avaré, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. No final da década de 1930, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde teve suas primeiras instruções de desenho no Liceu de Artes Ofícios e com o pintor Emeric Marcier, hóspede da pensão que Djanira instalou no bairro de Santa Teresa. Os contatos com os artistas Carlos Scliar, Milton Dacosta , Arpad Szenes , Vieira da Silva e Jean-Pierre Chabloz , frequentadores de sua pensão, proporcionaram um ambiente estimulador que a levou a expor no 48º Salão Nacional de Belas Artes, em 1942. No ano seguinte, realizou sua primeira mostra individual, na Associação Brasileira de Imprensa - ABI. Em 1945, viajou para Nova York. De volta ao Brasil, realizou o mural ‘Candomblé’ para a residência do escritor Jorge Amado, em Salvador, e painel para o Liceu Municipal de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Entre 1953 e 1954, viajou a estudo para a União Soviética. De volta ao Rio de Janeiro, tornou-se uma das líderes do movimento pelo Salão Preto e Branco, um protesto de artistas contra os altos preços do material para pintura. Realizou em 1963, o painel de azulejos ‘Santa Bárbara’, para a capela do túnel Santa Bárbara, Laranjeiras, Rio de Janeiro. No ano de 1966, a editora Cultrix publicou um álbum com poemas e serigrafias de sua autoria. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil, EUA e Europa. Foi premiada no Rio de Janeiro (1943, 1944, 1949, 1950 a 1953, 1955, 1963) e em São Paulo (1951, 1955). Participou da 1ª e da 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955). Em 1977, o Museu Nacional de Belas Artes - MNBA, realizou uma grande retrospectiva de sua obra. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 336; PONTUAL, PÁG. 181; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 164; MEC, VOL. 2, PÁG 58; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG, 263; WALTER ZANINI, PÁG. 810; ARTE NO BRASIL, PÁG. 824; ACERVO FIEO.



644 - SERGIO MILLIET (1898 - 1966)

Frade - técnica mista - 36 x 26 cm - canto inferior esquerdo -
Ex coleção Tina Costa e Silva - São Paulo - SP. -

Nascido e falecido em São Paulo, Capital. Poeta, ensaísta, crítico literário e de arte, e pintor. Ao lado de suas múltiplas atividades de poeta, crítico e estudioso das artes plásticas, Sergio Milliet também foi assíduo pintor de domingo, especialmente das praias de Santos. Foi diretor artístico do MAM-SP, o qual organizou em 1969, uma exposição de sua pintura, comentada no Jornal do Brasill, de 22/9/1969. PONTUAL, pág. 361; JULIO LOUZADA vol.10, pág. 598; ITAÚ CULTURAL; TEIXEIRA LEITE, pág. 325. Acervo FIEO.



645 - ANGELO SIMEONE (1899 - 1963)

"Ponte Antonio Dias" - óleo sobre tela - 50 x 65 cm - canto inferior direito - Ouro Preto - MG -

Pintor italiano, veio com a família para o Brasil em 1901, fixando-se em São Paulo, onde, aos dezessete anos, passou a freqüentar o Liceu de Artes e Ofícios como aluno de José Perissinoto. Participando regularmente do SPBA, nele obteve o prêmio Prefeitura de São Paulo, 1934,1953 e 1956, medalha de bronze,1935, pequena e grande medalhas de prata 1941 e 1944, primeiro prêmio Governo do Estado 1957, prêmios de aquisição 1957, 1959, 1961 e 1962, prêmio Caixa Econômica Federal de São Paulo, 1963 e prêmio Polifix, 1964. Conquistou, ainda, medalha de prata no Salão Santista de Belas Artes do Rio Grande do Sul. Foi incluído na mostra 50 Anos da Paisagem Brasileira, organizada por Sergio Miliet, em São Paulo . Há obras de sua autoria na Pinacoteca e no Palácio do Governo desse último Estado. Quirino da Silva focalizou-o na sua coluna do Diário da Noite (São Paulo, 20 de junho de 1968). TEODORO BRAGA, pág. 216; MEC, vol.4, pág. 285; PONTUAL, pág. 497; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 340; TEIXEIRA LEITE, pág. 483; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO, pág. 388, RUTH TARASANTCHI.



646 - BUSTAMANTE SÁ (1907 - 1988)

Paisagem - óleo sobre eucatex - 16 x 40 cm - canto inferior direito -

Natural da cidade do Rio de Janeiro, estudou na ENBA naquela cidade, onde foi aluno de Rodolfo Amoedo e Rodolfo Chambelland. Participou do Núcleo Bernardelli, do qual foi um dos fundadores em 1931. Participou de sucessivas versões do SNBA a partir de 1928, recebendo diversas premiações. Excepcional pintor do gênero paisagem. TEODORO BRAGA, pág. 59; REIS JR. , pág. 385; MEC,vol. 4, pág. 127; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 145 e 147; TEIXEIRA LEITE, pág. 94; JÚLIO LOUZADA, vol. 11, pág. 47; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 579; ARTE NO BRASIL, pág. 763; Acervo FIEO.



647 - SERGIO CAIRES BERBER (1941)

"As comadres" - óleo sobre tela - 50 x 60 cm - canto inferior esquerdo e dorso -

Natural de Florianópolis, SC. Pintor e desenhista. Assina Berber. Sua formação artística foi em São Paulo, SP. Participou de diversos Salões oficiais e exposições coletivas: São Paulo (1965, 1966, em 1967 na Bienal de São Paulo, 1968, 1970, 1971, 2001); Campinas, SP (1967); Porto Alegre, RS (1969); Ribeirão preto, SP (2002); Santos, SP (1967, 1968, 1970, 1971); Vitória, ES (1967); Salvador, BA (1968); Belo Horizonte, MG (1971). Prêmios: São Paulo, SP (1966 e 1970); Campinas, SP (1967 e 1968); Taubaté, SP (1998 e 1999). ITAÚ CULTURAL. JULIO LOUZADA, vol. 12, pág. 46; vol. 13, pág. 37.



648 - ODIL MIRANDA RIBEIRO (1961)

"Indivíduos 7" - carvão sobre tela - 100 x 100 cm - canto inferior direito e dorso - 2012 -

Pintor nascido em São Paulo. Atualmente vive e trabalha em Curitiba. Formou-se em pintura pela Escola de Música e Belas Artes de Curitiba, PR, e é, atualmente, mestrando na Universidade Tuiuti do Paraná. Entre 2007 e 2009 frequentou o curso de pintura no ateliê de Felipe Scandelari. Em 2009, no México, frequentou o ateliê de pintura na "Casa de La Cultura Jesús Reyes Heroles", sob orientação do "Maestro Pedro Hernandes". Exposições coletivas: Curitiba, PR (2008, 2011, 2012); México (2009); São Paulo (2011, 2012); Ponta Grossa, PR (2011, 2012); Piracicaba, SP (2011, 2013); Blumenau, SC (2012); Santo André, SP (2013). Foi premiado em: Ponta Grossa, PR (2011, 2012); São Paulo (2011, 2012). odilmirandaribeiro.wordpress.com; jornalmeuparana.com.br.



649 - JOÃO SIMEONI (1907 - 1969)

Vaso de flores - óleo sobre tela - 46 x 33 cm - canto inferior direito -

Paisagista de origem italiana, sua obra caracteriza-se pela força e pelo lirismo. MEC, vol. 4-pág. 285. Acervo FIEO.



650 - FUKUDA (ROBERTO KENJI FUKUDA) (1943 - 2008)

Composição - acrílico sobre tela - 80 x 80 cm - canto inferior direito -

Pintor, gravador e escultor nascido em Indiana, SP, e ativo na Capital. Filho de artista (seu pai é o pintor Tamotsu Fukuda), pinta desde cedo. Suas telas não passam desapercebidas, sejam pelas cores harmoniosas, vivas e vibrantes, sejam pela suavidade das composições, que tranquilizam o expectador. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 120; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



651 - JESUS FUERTES (1938 - 2006)

Natureza morta - óleo sobre tela - 9 x 12 cm - canto inferior direito - 1987 -

Pintor e escultor espanhol. Expôs pela 1ª vez em Berlim, conquistando o 2º prêmio no Salão Internacional dos Jovens Surrealistas Europeus, em 1955. Várias exposições entre 1954 e 1972 em Paris, Bruxelas, Nova York, Genebra, Roma, Boston, Zaragoza, conquistando em 1962, o Grande Prêmio de Roma.JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 361; ITAU CULTURAL.



652 - LIVROS


1)"MONET: O MESTRE DO IMPRESSIONISMO". CATÁLOGO DE EXPOSIÇÃO. RIO DE JANEIRO: MUSEU NACIONAL DE BELAS ARTES; SÃO PAULO: MUSEU DE ARTE ASSIS CHATEAUBRIAND, 1997.
2)"GAUGUIN". ALAN BOWNESS. OXFORD: PAHAIDON, 1977.
3)"IMPRESSIONIST GARDENS". JUDITH BUMPUS. LONDON: PHAIDON, 2000.
4)"BERTHE MORISOT". ANNE HIGONNET. NEW YORK: RIZZOLI ART SERIES, 1993.
5)"AUGUSTE RENOIR". PETER H. FEIST. COLOGNE: TASCHEN, 1987.
6)"GEORGIA O'KEEFFE 1887 - 1986: FLORES NO DESERTO". BRITTA BENKE. COLÓNIA: TASCHEN, 1994.
7)"KLIMT". MARIA COSTANTINO. LONDON: BISON BOOKS, 1994.
8)"CÉZANNE". F. NOVOTNY. OXFORD: PHAIDON; NEW YORK: E. P. DUTTON, 1979.




653 - OTONI GALI ROSA (1939)

Cavalo - óleo sobre eucatex - 11 x 17 cm - canto inferior direito - 1983 -

Desenhista, pintor, gravador e professor, natural de Olímpia, SP. A obra de Otoni marca-se pela constante temática dos cavalos, que povoaram sua infância. Com sua obra, o autor foi muito premiado nos diversos certames de que participou. JULIO LOUZADA vol.1, pág.841; ITAÚ CULTURAL.



654 - SANDRO DONATELLO TEIXEIRA (1945)

Autorretrato - pastel - 30 x 22 cm - canto inferior direito -

Pintor e professor, nascido no Rio de Janeiro. Assina Sandro Donatello. Iniciou estudos no ateliê de seu pai, o pintor Oswaldo Teixeira e, em 1967 viajou para a Europa, completando sua formação. Lecionou no Instituto de Belas Artes do Rio de Janeiro, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, em seu ateliê particular e foi membro do Conselho de Arte da Fundação Escola de Serviço Público. Realizou exposições individuais em: Rio de Janeiro (1978 a 1981, 1986, 1996, 1998, 2013); Niterói, RJ (1979, 1991); Curitiba, PR (1979); Teresina, PI (1976). Desde 1971 tem participando de muitos salões de arte e exposições coletivas, nos estados: Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Paraná, Bahia, Maranhão, Piauí, Goiás e Mato Grosso. Foi premiado em: Niterói, RJ (1974); Rio de Janeiro (1975); Goiânia, GO (1976); Belo Horizonte, MG (1977); Paraty, RJ (2004). ITAU CULTURAL; MEC VOL. 4, PÁG. 379; JULIO LOUZADA VOL. 6, PÁG. 338; www.artedata.com.



655 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

Nu - escultura em bronze - 78 x 16 x 17 cm - assinado -
Ex coleção Sebastião Alves - Bragança Paulista - SP. -

Escultor e pintor paulista, iniciou seus estudos de escultura em Roma 1920/1922. Mais tarde tornou-se aluno de Maillol, em Paris, onde também frequentou as academias Ranson e de La Grande Chaumière, em 1936. É considerado o maior escultor nacional. MEC, vol.2, pág. 250/1; PONTUAL, pág. 237/8; MAYER/84, pág. 1333; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 587; ARTE NO BRASIL, pág. 715; LEONOR AMARANTE, pág. 18.



656 - MERIO AMEGLIO (1897 - 1970)

"Notre Dame" - óleo sobre madeira - 20 x 27 cm - canto inferior direito e dorso - 1951 - Paris -

Pintor nascido em San Remo, Itália e falecido em Paris. Foi educado, desde muito jovem, na França - região da "Côte d’Azur". Em 1938 mudou-se para Paris e passou a viver em Montmartre junto aos artistas de vanguarda da época como: Pablo Picasso, Jacques Villon, Jean Paul François Galle, Van Dongen, Severini. Foi membro e participante dos salões e recebeu Menção Honrosa na Exposição de Arte Internacional de 1938. Sempre pintando, viajou pela Itália e interior da França. Em 1969 foi realizada uma exposição retrospectiva de sua obra na Galeria Cambaceres, em Paris. BENEZIT VOL. 1, PÁG.154; www.artprice.com; www.wallyfindlay.com; www.bantamfinearts.com, artist.christies.com.



657 - GEORGES WAMBACH (1901 - 1965)

Moça - aquarela - 30 x 24 cm - canto inferior esquerdo - 1941 -
Com dedicatória. -

Belga de nascimento, veio a falecer no Rio de Janeiro. Excepcional aquarelista, que retratou o Brasil em suas inúmeras incursões. "Georges Wambach (1901-1965) talvez tenha sido um dos últimos exemplares de uma espécie em extinção, ou já extinta, quem sabe: a dos artistas viajantes de que o século XIX foi pródigo. Artistas com cavalete, paleta, tintas e pincéis na mochila, que vararam o mundo em busca do fantástico, do erótico, e, sobretudo, do excitante desconhecido, aventura que até custou a vida de alguns como Adrien Taunay, que viu a morte aos 25 anos em pleno Mato Grosso." Fernando Cerqueira Lemos, in AQUARELAS de Georges Wambach: impressões do Brasil. Ed. Marca d´Água-SP, 1988. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 343; TEIXEIRA LEITE, pág. 540; ITAÚ CULTURAL.



658 - RENZO GORI (1911 - 1999)

Paisagem - óleo sobre eucatex - 24 x 32 cm - canto inferior direito -

Pintor de estilo, participou de diversos Salões Nacionais, com premiações; muito apreciado por colecionadores de cenas árabes. TEODORO BRAGA, pág. 110; MEC, vol. 2, pág. 278; JULIO LOUZADA, vol. 9, pág. 390; Acervo FIEO.



659 - CARLOS SCLIAR (1920 - 2001)

"Paisagem XXXIV" - vinil e colagem encerado sobre tela - 55 x 75 cm - canto inferior direito e dorso - 14/05/85 - Ouro Preto MG -

Desenhista, gravador, pintor, ilustrador, cenógrafo, roteirista e designer gráfico que nasceu em Santa Maria da Boca do Monte, RS e faleceu no Rio de Janeiro. Assina Scliar. Estudou com Gustav Epstein, em Porto Alegre, em 1934. Participou, em 1938, da fundação da Associação Riograndense de Artes Plásticas Francisco Lisboa. Entre 1939 e 1947, residindo em São Paulo, integrou a Família Artística Paulista - FAP. No Rio de Janeiro, escreveu e dirigiu em 1944 o documentário 'Escadas', sobre os pintores Arpad Szenes e Vieira da Silva com os quais conviveu desde 1941. Convocado pela Força Expedicionária Brasileira - FEB, participou da Segunda Guerra Mundial, na Itália. Morando em Paris de 1947 a 1950, cursou gravura com Galanis na Escola de Belas Artes e teve contato com o gravador mexicano Leopoldo Méndez. De volta ao Brasil, fundou com Vasco Prado o Clube de Gravura de Porto Alegre. Em 1956, passou a viver no Rio de Janeiro. Foi diretor do departamento de arte da revista 'Senhor' entre 1958 e 1960. Fundou a editora Ediarte, em 1962, com os colecionadores Gilberto Chateaubriand, Michel Loeb, Carlos Nicolaievski e o pintor José Paulo Moreira da Fonseca. Realizou durante toda sua vida exposições individuais e participou de inúmeras coletivas e Salões oficiais, recebendo muitos prêmios. Também foram realizadas várias exposições póstumas. MEC VOL.4, PÁG. 214; TEODORO BRAGA, PÁG. 66; WALMIR AYALA VOL.2, PÁG. 306 a 309; PONTUAL, PÁG. 479 e 480; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG.884; VOL.2, PÁG. 925; VOL.13, PÁG. 305; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; RGS, PÁG. 442; ACERVO FIEO.



660 - TITO DE ALENCASTRO (1934 - 1999)

Composição - serigrafia - P. A. - 59 x 42 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e mosaicista, radicou-se em 1961 em São Paulo, após ter estudado no Rio de Janeiro com Abelardo Zaluar, José Morais e Johnny Friedlaender. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 29; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 6; PONTUAL, pág. 14; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



661 - AUGUSTO HERKENHOFF (1965 - XX)

"Dr. Von" - óleo sobre tela - 100 x 80 cm - centro esquerdo e dorso - 2000 -

Nasceu em Cachoeiro do Itapemirim, ES. Formou-se em Direito, no Rio de Janeiro, em 1984.De 1985 a 1986, estudou com Katie Van Scherpenberg no MAM/RJ. Entre 1985 e 1988 estudou pintura com Ronaldo do Rego Macedo, Katie Van Scherpenberg e Manfredo Souzanetto, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Entre 1986 e 1995 participou de diversos Salões, entre eles o I Salão Capixaba de Artes Plásticas, V Salão da Ferrovia – RFFSA, onde recebeu o Prêmio Aquisição, no Rio de Janeiro, 12º Salão Carioca de Arte Universitária, 13º e 16º Salão Carioca Rioarte, VII Salão Paulista de Arte Contemporânea, 13º Salão Nacional de Artes Plásticas, Rio de Janeiro, XV Salão Nacional de Artes Plásticas, recebendo o 1º Prêmio, com a séria Amarelas, Rio de Janeiro. Neste mesmo período participou de várias exposições individuais e coletivas em diversos estados do Brasil. http://pt.shvoong.com/humanities/424525-biografia-augusto-herkenhoff/



662 - RUBENS GERCHMAN (1942 - 2008)

Lindonéia - litografia off set - P. A. - 28 x 27 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, escultor nascido no Rio de Janeiro e falecido em São Paulo. Em 1957, freqüenta o Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro, onde estuda desenho. Faz curso de xilogravura com Adir Botelho e freqüenta a Escola Nacional de Belas Artes - Enba, entre 1960 e 1961. Em 1967, é contemplado com o prêmio de viagem ao exterior no 16º Salão Nacional de Arte Moderna e viaja para os Estados Unidos. Reside em Nova York entre 1968 e 1972. Retorna ao Brasil e faz o roteiro, a cenografia e a direção do filme 'Triunfo Hermético' e os curtas 'ValCarnal' e 'Behind the Broken Glass'. De 1975 a 1979, assume a direção da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, RJ. É co-fundador e diretor da revista 'Malasartes'. Em 1978, viaja para os Estados Unidos com bolsa da Fundação John Simon Guggenheim. Em 1982, permanece por um ano em Berlim como artista residente, a convite do Deutscher Akademischer Austauch Dienst - DAAD [Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico]. Realizou diversas exposições individuais e participou de muitas mostras oficiais no Brasil e pelo mundo recendo prêmios na Bienal de São Paulo (1965), Bienal de Salvador, BA (1966), Bienal de Cali, Colômbia (1967, 1970). JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 417; PONTUAL, PÁG. 235; TEIXEIRA LEITE, "in" A GRAVURA BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 734; ARTE NO BRASIL, PÁG. 974; LEONOR AMARANTE, PÁG. 143, MEC VOL. 2, PÁG. 246; Acervo FIEO.



663 - ALUISIO CARVÃO (1920 - 2001)

Composição - aquarela - 17 x 13 cm - canto inferior direito -

Importante pintor, escultor, Ilustrador, ator e cenógrafo brasileiro, natural de Belém-PA. Em 1952 estuda pintura com Ivan Serpa, no MAM-RJ, participando, entre 1954 e 1956, Grupo Frente e, entre 1960 e 1961, integra o Grupo Neoconcreto. Nos anos seguintes viaja para a Europa com o prêmio de viagem recebido no SNAM-RJ. No fim dos anos 60 passa a empregar materiais não tradicionais, como tampinhas metálicas de garrafa, pregos e barbante agrupados em suportes de madeira. Em 1996 ocorre retrospectiva de sua obra no Museu Metropolitano de Arte, em Curitiba, no Museu de Arte Moderna - MAM/BA e no MAM/RJ. "A preocupação inicial de Aluísio Carvão era com a forma: reduzir a obra a estruturas elementares, gestálticas. A partir da dissidência neoconcreta, da qual fez parte, é a cor que irá se impor, envolvendo a estrutura, ou melhor, a cor é, ela mesma, espaço. Carvão não é um pintor metafísico. Através da cor ele revela sua relação sensual com o mundo. Como ele diz: ´Vermelhos-guarás, araras, aroma das flores de manacá, o som do vento terral, o calor equatorial, o amarelo-laranja do sol, ressonâncias atávicas de Van Gogh e Mondrian, em trânsito pela Península Ibérica, Nordeste, Amazônia e nosso litoral daqui´. Nas pinturas da ´série cromativa´ ou no ´cubocor´ da fase neoconcreta, Carvão dá à cor sua máxima concretude e fisicalidade, mas, feito isto, ocorre a retração da cor, que se mutiplica em complementares, abrindo caminho para a caracterização como espaço lírico, território da memória. Sua linguagem e seus motivos são aéreos: sóis, luas, pipas, bandeirolas, mastros, arcos. Enfim, são formas que voam e ascendem, sem contudo perder o vínculo com a terra. " Frederico Morais, in MORAIS, Frederico. Vertente construtiva. In: DACOLEÇÃO: os caminhos da arte brasileira. São Paulo: Júlio Bogoricin, 1986. p. 131-132. JULIO LOUZADA, vol. 5 pág. 210/211; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, 655; LEONOR AMARANTE, 75; ARTE NO BRASIL, 921; Acervo FIEO.



664 - INGRES SPELTRI (1940)

"Casarios - Opus 30.596" - óleo sobre eucatex - 50 x 70 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor, desenhista, escultor, gravador e professor nascido em Jau, SP. Filho do pintor Augusto Speltri com quem se iniciou na pintura, ainda criança. Em 1959 mudou-se para São Paulo onde estudou Música (1960-1964). É professor titular da Escola Panamericana de Arte, SP. Realizou exposições individuais, em São Paulo, nos anos de 1977, 1981, 1978, 1984. Participou de várias mostras e Salões oficiais, sendo premiado em: São Paulo (1963, 1966, 1970, 1971); Santo André, SP (1976). JULIO LOUZADA VOL. 5, PÁG. 1012; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; MEC VOL. 4, PÁG. 338; PONTUAL PÁG. 504; www.artprice.com; www.speltri.com.



665 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Gado - óleo sobre eucatex - 41 x 50 cm - canto inferior esquerdo -
Monte. -



666 - DOMINGOS ANTEQUERA (1921 - 1984)

Marinha - óleo sobre tela colada em eucatex - 27 x 18 cm - canto inferior esquerdo - 1981 -

Natural de Lençois Paulista, SP. Faleceu em São Paulo, em 8 de outubro de 1984. Assinava seus trabalhos D. ANTEQUERA. Desenvolveu-se artisticamente com os pintores Cirilo Agostini, Migliaccio e José Barchita. Impresionista, é considerado um artista de sensibilidade invulgar, cuja obra é repleta de recursos técnicos próprios, fortes e seguros. A bibliografia abaixo exibe extensa lista de exposições e prêmios recebidos pelo artista. JULIO LOUZADA, vol.3, pág.56, Acervo FIEO.



667 - HARRY ELSAS (1925 - 1994)

Músico - óleo sobre madeira - 46 x 37 cm - canto inferior direito -

Muralista, gravador, pintor, Heinz Hugo Erich Elsas nasceu em Stuttgart, Alemanha e faleceu em Taubaté, SP. Iniciou a carreira artística como autodidata. Radicado no Brasil desde 1936 foi fortemente influenciado pela cultura regional do Nordeste. Em 1945 recebeu orientações de Lasar Segall e realizou sua primeira mostra individual no Ministério da Educação e Cultura no Rio de Janeiro. A partir de 1970, fixou-se em São Paulo e executou murais para o Banco Safra (1971) e Banco Cidade de São Paulo (1976). Realizou exposições individuais em São Paulo, Rio de Janeiro e Estados Unidos. Participou de coletivas no Brasil e no exterior a partir de 1962. JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 355; MEC VOL, 2, PÁG, 111; TEIXEIRA LEITE PÁG 176; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



668 - GIUSEPPE PERISSINOTTO (1881 - 1965)

Nu - óleo sobre tela colada em madeira - 19 x 32 cm - canto inferior direito -

Nascido em Musile, Veneza, Itália, veio para o Brasil ainda criança e cuja família radicou-se no interior de São Paulo. Fez estudos de pintura na Academia de Belas Artes de Veneza, para onde retornou aos dezoitos anos, prosseguindo para Florença e demais centros de arte da Itália onde se aperfeiçoou; retornou a cidade de São Paulo em 1912, dedicando-se exclusivamente a sua pintura que sempre teve como tema paisagens, marinhas naturezas mortas e figuras. Expôs em várias capitais do Brasil, com sucesso de crítica e público; foi um dos idealizadores do SPBA, ao lado de Souza Pereira e outros. ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO, RUTH TARASANTCHI.



669 - JULIO VIEIRA (1933 - 2000)

Figura - óleo sobre tela - 81 x 60 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1982 - Rio de Janeiro -

Natural da cidade do Rio de Janeiro, foi pintor, gravador e desenhista. Fez curso na antiga Escola Nacional de Belas Artes, entre 1952 e 1956, estudando gravura com Goeldi entre 1954 e 1956. Um trecho da lavra do crítico e pintor Quirino Campofiorito sobre a arte única do artista: " ..A vantagem de Júlio Vieira era sua fidelidade ao transe terrestre. Sua pintura foi sempre um gesto doloroso. Muitas águas rolaram, desde então. Oficializou-se o concretismo e o neoconcretismo. Júlio sempre marginal e sempre um excelente artista. MEC vol. 4 pág. 475 - JULIO LOUZADA, vol. 1 pág. 1034; ITAU CULTURAL



670 - REINALDO MANZKE (1906 - 1980)

Na beira do rio - guache - 10 x 15 cm - canto inferior direito -

Pintor, nascido em falecido em Blumenau, SC. Participou regularmente do Salão Paulista de Belas Artes, recebendo premiações diversas. JULIO LOUZADA, vol 9, pág, 529. MEC, VOL, 3,pág, 65. PONTUAL,pág,335; TEODORO BRAGA; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



671 - ALFREDO NORFINI (1867 - 1945)

Paisagem - aquarela - 18 x 25 cm - canto inferior direito - 1941 -

Pintor, fez os primeiros estudos na cidade natal, Florença, Itália, e mais tarde cursou a Real Academia San Lucca, de Roma, pela qual se diplomou em 1892. Vindo ao Brasil, radicou-se em São Paulo, participando de várias exposições no Rio de Janeiro, São Paulo e Recife. Participou do SNBA, nos anos 1899, 1908, 1909, e do Salão Paulista de Belas Artes, obtendo pequena medalha de prata (1934 - 1943). LAUDELINO FREIRE, pág. 518; TEODORO BRAGA, pág. 173; MEC, vol. 3, pág. 267; PONTUAL, pág. 386; ITAÚ CULTURAL, RUTH TARASANTCHI.



672 - AGI STRAUS (1926)

"Dançarina" - técnica mista - 20 x 16 cm - canto inferior direito -

Pintora, desenhista e gravadora. Vindo residir em São Paulo, aqui estudou com Darel e Poty, no Museu de Arte de São Paulo, dedicando-se, também, ao aperfeiçoamento na pintura e técnica do afresco com Gaetano Miani. Recebeu no SPAM diversas premiações. Desde 1955 vem realizando exposições individuais em São Paulo e no exterior. A respeito de seus trabalhos, por volta de 1964, disse José Geraldo Vieira serem eles realizados com "sensibilização prévia do suporte, seja pergaminho, tela ou duratex, para conseguir texturas de fundo, impregnação, relevo e matéria. Para tanto a artista suplica a superfície a fim de tranformá-la em bossagem adequada (...) resultam sugestões híbridas, espaciais e telúricas, mas sempre expressionistas por causa da desagregação cromática e dos efeitos de microgeografia ou siderais". JULIO LOUZADA,vol. 11, pág. 312; MEC, vol. 4, pág 343/44; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 355; PONTUAL, pág. 506; TEIXEIRA LEITE, pág. 488; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



673 - ANTONIO LIZARRAGA (1924 - 2009)

Composição - serigrafia - 20/25 - 64 x 84 cm - canto inferior direito - 1974 -

Pintor e desenhista de talento nascido na Argentina. Veio residir em São Paulo-SP, onde participou do XII SNAM (1964) e outros salões oficiais, recebendo diversas premiações. Participou da IX Bienal de São Paulo. PONTUAL, pág. 317; TEIXEIRA LEITE, pág. 288; ITAÚ CULTURAL; LEONOR AMARANTE, pág. 217; WALTER ZANINI, pág. 764; Acervo FIEO.



674 - JOAQUIM TENREIRO (1906 - 1992)

Fita - múltiplo em madeira - 3/12 - 90 x 33 x 3 cm - assinado - 1975 -
Ex coleção Renato Antônio Brogiolo. - Rio de Janeiro. -

Designer, escultor, pintor, gravador e desenhista, Joaquim Albuquerque Tenreiro nasceu em Melo Guarda, Portugal e faleceu em Itapira, SP. Filho e neto de marceneiros, aos dois anos de idade mudou-se para o Brasil com a família. Retornou a Portugal em 1914 e ajudou o pai a realizar trabalhos em madeira. Iniciou aulas de pintura. Em 1928, transferiu-se definitivamente para o Rio de Janeiro, passando a frequentar o curso de desenho do Liceu Literário Português onde conquistou o prêmio Joaquim Alves Meira, a maior láurea daquele estabelecimento e fez cursos no Liceu de Artes e Ofícios. Em 1931, integrou o Núcleo Bernardelli. Na década de 1940, dedicou-se à pintura de retrato, de paisagem e de natureza-morta. Entre 1933 e 1943, trabalhou como designer de móveis nas empresas Laubissh & Hirth, Leandro Martins e Francisco Gomes. Em 1943, montou sua primeira oficina, a Langenbach & Tenreiro e, alguns anos depois, inaugurou duas lojas de móveis; primeiro no Rio de Janeiro e, posteriormente, em São Paulo. É o renovador do mobiliário brasileiro, responsável por toda uma linha de criação em que a funcionalidade se alia o bom gosto e o aproveitamento racional dos materiais do País. No final da década de 1960, Joaquim Tenreiro encerrou as atividades na área da concepção e fabricação de móveis para dedicar-se exclusivamente às artes plásticas, principalmente à escultura. Participou do Panorama da Arte Atual Brasileira, SP (1972, 1973, 1975, 1978, 1988), da Bienal Internacional de São Paulo (1965), entre outras, e realizou uma retrospectiva no MAM, RJ (1977). Tem pinturas suas figurando no MAM, SP, no MNBA e Museu Manchete, RJ. MEC, VOL.4, PÁGS.381 E 382; PONTUAL, PÁG.520; TEIXEIRA LEITE, PÁG.504; WALMIR AYALA, VOL.2, PÁG.376 E 377; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG.973; VOL. 5, PÁG. 1042; VOL.6, PÁG. 1111; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 580; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; www.joaquimtenreiro.com; renome.com.br; pinturabrasileira.com; web.artprice.com.



675 - INOS CORRADIN (1929)

São Francisco - serigrafia - 150/150 - 96 x 52 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, escultor e cenógrafo, nascido em Vogogna, Itália. Por volta de 1932 mudou-se com a família para Castelbaldo - Padova, onde, em 1945, estudou pintura com professor Tardivello. Em 1947 colaborou com o pintor Pendin na execução de um mural referente aos mártires da resistência italiana em Castelbaldo. Veio, em 1950, para Jundiaí e São Paulo onde fez parte do núcleo artístico Cooperativa em São Paulo, dirigido pelo pintor argentino Oswaldo Gil Navarro. Executou cenários para o Ballet do IV Centenário de São Paulo, em 1954. Em 1979 foi contratado para pintar um cenário para o Teatro de Rovigo, Itália. Realizou diversas exposições individuais, participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais pelo Brasil e pelo mundo. Foi premiado em Paris (1975) e em Ferrara, Itália (1976). JULIO LOUZADA, VOL. 11, PÁG. 152; PONTUAL, PÁG. 143; MEC, VOL. 1, PÁG. 448; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 215; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; inoscorradin.com.br.



676 - ADRIANO GAMBIM (1983)

"O menor abandonado" - xilogravura - 20/26 - 30 x 41 cm - canto inferior direito - 2012 -

Pintor, desenhista, gravador e arte-educador. Sua formação artística foi na UNIMESP e UNESP, São Paulo. Realizou exposições individuais em Guarulhos (2004, 2008, 2009, 2010, 2011) e tem participado de várias mostras coletivas e Salões individuais como: Guarulhos, SP (2001, 2007 a 2013); São Paulo (2008, 2010); Araraquara, SP (2006, 2010, 2012); Franca, SP (2008); Catanduva, SP (2008); Suzano, SP (2009); Ubatuba, SP (2005, 2009); Ribeirão Preto, SP (2010); Mairiporã, SP (2010); Santo André, SP (2010); Santos, SP (2011); Araras, SP (2013); Embu, SP (2013); Curitiba, PR (2012); Porto Alegre, RS (2013); Brasília, DF (2013); Castro, PR (2013); Ceará (2012); Espanha (2005 a 2008, 2013); Finlândia (2007); México (2009); Itália (2007, 2009); Romênia (2007, 2010). Foi premiado em: Guarulhos, SP (2007 a 2009, 2011); Mairiporã, SP (2011); Espanha (2011); Araraquara, SP (2010, 2012, 2013); Araras, SP (2012); Rio Claro, SP (2013). www.artprice.com.



677 - ANGEL SAN MARTIN (1938)

Paisagem - óleo sobre tela - 40 x 60 cm - canto superior direito -

Pintor, desenhista, professor e escultor chileno. Aluno da Universidade de Belas Artes do Chile, de 1964 a 1969, graduando-se com distinção e recebendo o título de Professor do Estado de Artes Plásticas. Veio para o Brasil em 1977, ministrando curso na PUC-SP. Recebeu menção especial da imprensa especializada por sua obra. JULIO LOUZADA, vol.9, pág, 762; ITAÚ CULTURAL. Acervo FIEO.-



678 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Paisagem da Bahia - serigrafia - 23 x 16 cm - centro inferior na tela serigráfica -
Obra impressa por Ateliê Mário Della Parra - Serigrafias - Rio de Janeiro, RJ. -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



679 - ANNA LETYCIA (1929)

Composição - serigrafia - 7/50 - 44 x 54 cm - canto inferior direito - 1978 -

Fluminense de Petrópolis, é gravadora e professora. Estudou com André Lhote e Ivan Serpa no Rio de Janeiro. A partir da década de 1950 voltou-se inteiramente para o trabalho como gravadora. Foi aluna de Iberê Camargo, Darel e Goeldi, ainda no Rio de Janeiro. Artista de renome nacional e internacional, cujas obras enriquecem acervos privados e públicos. PONTUAL, pág. 28; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 16; WALTER ZANINI, pág. 703; LEONOR AMARANTE; ARTE NO BRASIL.



680 - HENRIQUE LÉO FUHRO (1938 - 2002)

"2° fuso" - xilogravura - 15/30 - 44 x 30 cm - canto inferior direito - 1967 -

Pintor, desenhista e gravador, nascido na cidade do Rio Grande, RS, e ativo na cidade de Porto Alegre, onde reside. Inicia sua carreira como pintor com participação no Salão de Artes Plásticas da ARAP Francisco Lisboa, em 1957. Expõe individualmente a partir de 1963. Premiado diversas vezes, inclusive na I Bienal Nacional de Artes Plásticas de Salvador, obtendo o prêmio "ex-ae-quo" na II Exposição da Jovem Gravura Nacional no MAC-SP. Participou da IX BSP. É referência internacional da arte brasileira, tendo participado em exposições no exterior. RGS, pág. 247; PONTUAL, pág. 228; JULIO LOUZADA vol. 4 pág. 428; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 740.



681 - MENASE WAIDERGORN (1927)

Paisagem - óleo sobre tela - 20 x 41 cm - canto inferior direito -

Romeno da cidade de Hotin, Waidergorn veio para o Brasil em 1932, onde seus pais fixaram residência em São Paulo. Ingressou na APBA, onde conheceu Mecatti, que muito o estimulou e orientou, dele assimilando a luminosidade da pintura peninsular muito a gosto do ottocento italiano. Sua pintura aborda todos os gêneros, baseadas tanto nas recordações da infância pobre como nas lembranças das viagens que fez ao norte da Africa e Europa. Participou de diversos salões e coletivas, recebendo diversas premiações JULIO LOUZADA vol.11, pág. 330; Acervo FIEO.



682 - LIVROS


1)"L'ECOLE DE PARIS1904-1929". BEAUX ARTS MAGAZINE. PARIS: BEAUX ARTS, 2000.
2)"PALETAS 98". SÃO PAULO: MARCO MARKOVITCH, 1998.
3)"MICHEL-ANGE DESSINATEUR". PARIS: CONNAISSANCE DES ARTS, 1989.
4)"THE MODERN PRIMITIVES". MADELEINE GAVELLE. TRADUÇÃO PARA O INGLÊS BERNARD JACOBSON. NEW YORK: SPADEM, 1978.
5)"IMPRESSIONNISME ET LA MODE/IMPRESSIONISM AND FASHION". PHILIPPE THIÉBAUT. TRADUÇÃO PARA O INGLÊS JOHN LEE. EDIÇÃO BILÍNGUE. PARIS: MUSEÉ D'ORSAY: SKIRA FLAMMARION, 2012.
6)"SIGNAC AU GRAND PALAIS: DOSSIER DE L'ART". N° 74. MARS 2001.
7)"LA CÈNE DE LÉONARD DE VINCI". PIETRO C. MARANI. ITÁLIA: SKIRA, 2009.
8)"BOTTICELLI DRAWINGS". NEW YORK: DOVER PUBLICATIONS, 1982.
9)"LEONARDO: ARTE E CIÊNCIA - AS MÁQUINAS". TRADUÇÃO LEONARDO ANTUNES. SÃO PAULO: GLOBO, 2004.
10)"INGRES". GENEVA: ALBERT SKIRA; NEW YORK: RIZZOLI, 1991.
11) "LE SURRÉALISME". BEAUX ARTS MAGAZINE. PARIS: BEAUX ARTS.
12)"MORANDI: I MAESTRI DEL COLORE". ALBERTO MARTINI. MILANO: FRATELLI FABBRI EDITORI, 1976/77.
13)"MASTERS OF WORLD PAINTING: ANDRÉ DERAIN". NATALIA BRODSKAYA. TRADUÇÃO PARA O INGLÊS MONICA WILKINSON. NEW YORK: HARRY N. ABRAMS; LENINGRAD: AURORA ART, 1981.
14)"OBRAS PRIMAS DE BRUEGHEL". CHRISOPHER BROWN. SÃO PAULO/LISBOA: VERBO, 1975.




683 - ALBERTO DA VEIGA GUIGNARD (1896 - 1962)

Paisagem - desenho a nanquim - 10 x 12 cm - canto inferior direito -

Pintor, professor, desenhista, ilustrador e gravador, Alberto da Veiga Guignard nasceu em Nova Friburgo, RJ e faleceu em Belo Horizonte, MG. Mudou-se com a família para a Europa em 1907. Em dois períodos, entre 1917 e 1918 e entre 1921 e 1923, frequentou a Real Academia de Belas Artes de Munique, onde estudou com Hermann Groeber e Adolf Hengeler. Aperfeiçoou-se em Florença e em Paris, onde participou do Salão de Outono. Retornou para o Rio de Janeiro em 1929 e integrou-se ao cenário cultural por meio do contato com Ismael Nery. Participou do Salão Revolucionário de 1931, e foi destacado por Mário de Andrade como uma das revelações da mostra. Em 1941, integrou a Comissão Organizadora da Divisão de Arte Moderna do Salão Nacional de Belas Artes, com Oscar Niemeyer e Aníbal Machado. Em 1943, passou a orientar alunos em seu ateliê e criou o Grupo Guignard. A única exposição do grupo, realizada no Diretório Acadêmico da Escola Nacional de Belas Artes, foi fechada por alunos conservadores e reinaugurada na Associação Brasileira de Imprensa. Em 1944, a convite do prefeito Juscelino Kubitschek, transferiu-se para Belo Horizonte e começou a lecionar e dirigir o curso livre de desenho e pintura da Escola de Belas Artes, por onde passaram Amilcar de Castro, Farnese de Andrade e Lygia Clark, entre outros. Permaneceu à frente da escola até 1962, quando, em sua homenagem, esta passou a chamar-se Escola Guignard. Participou da Bienal de Veneza (1928, 1952); da Bienal Internacional de São Paulo (1951) e outras. PONTUAL, PÁG. 254; MEC, VOL. 2, PAG. 304; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 236; JULIO LOUZADA, VOL. 10, PÁG. 404; ART PRICE ANNUAL 2000, PÁG. 1013; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 373; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 559; ARTE NO BRASIL, PÁG. 505; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28; www.pinturabrasileira.com; www.brasilescola.com; web.artprice.com.



684 - ALBERTO TEIXEIRA (1925 - 2011)

Composição - técnica mista - 29 x 40 cm - canto inferior direito - 1955 -

Alberto Dias D'Almeida Teixeira nasceu em São João do Estoril, Portugal e faleceu em Campinas, SP. Pintor, desenhista e professor. Assinou em monograma até 1984 e depois A. Teixeira. Estudou desenho e pintura na Sociedade Nacional de Belas Artes (1947-1950), em Lisboa. Fixando residência em São Paulo, em 1950, foi aluno de Samson Flexor e tornou-se membro do Atelier Abstração. Expôs em diversas edições da Bienal Internacional de São Paulo (entre 1953 e 1965), do Panorama da Arte Atual Brasileira (1970 e 1973) e na Bienal Brasil Século XX, organizada pela Fundação Bienal de São Paulo (1994). Suas participações no Prêmio Leirner de Arte Contemporânea e no 1º Salão Esso de Artistas Jovens lhe renderam, respectivamente, o segundo e o primeiro prêmio em pintura. JULIO LOUZADA, VOL. 3 PÁGS. 1118 A 1122; ITAU CULTURAL; PONTUAL, PÁG. 517; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 497; MEC VOL. 4, PÁG. 376; ACERVO FIEO.



685 - ALBANO VIZOTTO FILHO (1928)

Natureza morta - óleo sobre eucatex - 13 x 15 cm - canto inferior direito -

Pintor e escultor ativo em São Paulo. São muito apreciadas as suas naturezas mortas. MEC, vol. 4, pág. 495; JULIO LOUZADA, vol. 9, pág. 30; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO.



686 - ALBERT ANTOINE POZZO (1885 - XX)

Entalhador - óleo sobre tela - 73 x 54 cm - canto inferior direito - 1939 -
Atribuído. -

Pintor da Escola Francesa nascido em Paris. Foi aluno de Cormon. Participou do Salão dos Artistas Franceses depois de 1913 e do Salão dos Independentes depois de 1920. Foi premiado em 1922 (Menção Honrosa) e 1923 (Medalha de Prata). BENEZIT VOL. 8, PÁG. 465; www.artprice.com.



687 - GUSTAVO ROSA (1946 - 2013)

Moça - prato em cerâmica - 22 x 22 cm - canto inferior direito -

Grande pintor paulistano, ganhador de muitos prêmios em Salões Oficiais. Tem exposto regularmente no Brasil e no exterior com grande sucesso. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 274; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



688 - ANTONIO EUGÊNIO PASCOTTO (1924)

"Santa Bárbara d'Oeste" - óleo sobre eucatex - 30 x 41 cm - canto inferior esquerdo - 1969 -

Natural de Mineiros do Tietê, SP, sua formação artística foi dada pelo pintor florentino, radicado no Brasil, Dario Mecatti. Foi moldureiro e restaurador de quadros, cuja técnica lhe foi ensinada por Renzo Gori. A partir de 1960 veio regularmente participando de diversas exposições coletivas e Salões oficiais no estado de São Paulo onde recebeu inúmeros prêmios, destacando-se: São Paulo, SP (1966, 1970, 1971, 1975, 1978, 1980, 1982, 1984, 1986); São Bernardo do Campo, SP (1970, 1976, 1986); Catanduva, SP (1981) e Ribeirão Pires, SP (1979). Exposições individuais em São Paulo, SP (1988 e 1990). JULIO LOUZADA, vol.13, pág. 432. ITAU CULTURAL.



689 - ALBANO VIZOTTO FILHO (1928)

Natureza morta - óleo sobre eucatex - 12 x 16 cm - canto inferior direito -

Pintor e escultor ativo em São Paulo. São muito apreciadas as suas naturezas mortas. MEC, vol. 4, pág. 495; JULIO LOUZADA, vol. 9, pág. 30; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO.



690 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Galo - gravura - 40/100 - 44 x 35 cm - canto inferior direito -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.