Leilão de Novembro de 2018

05 e 06 de Novembro de 2018



001 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Galo - serigrafia - 54/100 - 66 x 47 cm - canto inferior direito - 1967 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



002 - ALFREDO VOLPI (1896 - 1988)

Fachada - serigrafia - 40/50 - 58 x 42 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.



003 - AGENOR SILVA (1940)

Figura - desenho a nanquim e aquarela - 50 x 31 cm - canto inferior direito - 02/1971 - São Paulo -
No estado.

Pintor e desenhista, Agenor Conceição da Silva, nasceu em Bom Jesus, RS. Sua formação é basicamente autodidata, recebendo alguma orientação artística de Vicente Caruzo e Inácio Justo. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1968, 1969, 1973, 1980, 1981, 1984); Catanduva, SP (1983); Bom Jesus, RS (1984); Gramado, RS (1987); Taquara, RS (1987); Londrina, PR (1991); Curitiba, PR (1992). Participou de muitas exposições coletivas da APBA - SP, desde 1970, onde recebeu alguns prêmios; de mostra coletiva em Buenos Aires, Argentina (1970) e em Nova York, EUA (1985). ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL.6, PÁG. 1052.



004 - AGRIPINO PESSOA CASTELLO BRANCO (1929)

Porto - óleo sobre tela - 14 x 24 cm - canto inferior direito -

Pintor assina Castello Branco. Participou de diversas exposições individuais e coletivas. JULIO LOUZADA ,vol. 7, pag. 153



005 - CANCIO (XX)

Barcos - óleo sobre tela - 20 x 40 cm - canto inferior direito - 1987 -

Artista plástico com diversas participações em mostras coletivas.



006 - CHRISTIANE GRIGOLETTO (1968)

Composição - técnica mista sobre tela - 50 x 50 cm - canto inferior direito -
No estado.

Pintora natural da cidade paulista de Jundiaí, onde nasceu a 28 de abril de 1968. Iniciou na arte em 1979, na escola Espaço Arte. Formou-se em 1989, na PUC de Campinas-SP. Individuais em Campinas e Jundiaí, nos anos de 1993 a 1996. JULIO LOUZADA, vol. 9, pág. 386



007 - DIVANY VANNI (1936)

Pescadores - óleo sobre tela colada em eucatex - 34 x 23 cm - canto inferior direito -

Pintor, natural de Guarantã-SP. Autodidata. Segundo a crítica de arte Josette Balsa, o autor é um dos mais originais pintores representantes da arte ingênua (naif). Segundo ainda a crítica "...As cores alegres, limpas, as linhas elegantes, a alvura simbólica, acrescentam sua limpidez ao tema bucólico. As obras permitem assim uma fuga da realidade dramática e sufocante, uma volta às fontes perenes de felicidade...". Exposições no Brasil desde 1971 e no exterior em 1973 e 1982. JULIO LOUZADA, vol 03 - pág 1174



008 - ESCOLA JAPONESA, SÉC. XX

Gueixas - pintura sobre seda - 42,5 x 21 cm - centro esquerdo ilegível -
No estado. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")



009 - GUIMA (1927 - 1993)

Paisagem - óleo sobre tela - 19 x 24 cm - canto inferior direito e dorso - 1979 -
No estado.

Pintor e desenhista de mérito invulgar, Guima era paulista de Taubaté, residiu por muitos anos no Rio de Janeiro e praticava o figurativismo expressionista, por vezes eivado de notas líricas, de outras descambando para o fantástico. MEC, vol. 2, pág. 306; PONTUAL, pág.257; WALMIR AYALA, vol. 1, págs. 377/8; JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 407; ITAÚ CULTURAL.



010 - GLADYS MALDAUM (1943)

Paisagem - pastel - 48 x 69 cm - canto inferior esquerdo - 1982 - Bahia -

Pintora e desenhista natural de São Paulo, SP. Iniciou sua carreira em 1961, cursando desenho e modelo vivo com o prof. José Roncoleto (Lubra), aperfeiçoando-se na figura com o prof. Amadeo Scavone (entre 1965 e 1975). Estudou Composição e Sumiê com o pintor Fang (1970). Seguiu os cursos (de 1974 a 1976) de pintura mural do prof. Manuel Villaseñor e o de Modelado do prof. Juan Luis Vassallo Parodi, na Escola Superior San Fernando, em Madri, Espanha. Realizou muitas exposições individuais e participou de diversas mostras coletivas e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu prêmios e menções por seus trabalhos, entre eles: o Segundo Prêmio de Desenho (1976) no Circulo de Belas Artes de Madri, a Pequena Medalha de Prata (1980) no Salão Paulista de Belas Artes e o Prêmio APBA (2002) da Associação Paulista de Belas Artes. MEC VOL. 3, PÁG. 45; JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 624; VOL. 4, PÁG. 668; VOL. 6, PÁG. 653; VOL. 9, PÁG. 523; VOL. 11, PÁG. 190, ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



011 - AUGUSTO HERKENHOFF (1965 - XX)

"Dr. Geral" - óleo sobre tela - 80 x 60 cm - dorso - 2008 -

Nasceu em Cachoeiro do Itapemirim, ES. Formou-se em Direito, no Rio de Janeiro, em 1984.De 1985 a 1986, estudou com Katie Van Scherpenberg no MAM/RJ. Entre 1985 e 1988 estudou pintura com Ronaldo do Rego Macedo, Katie Van Scherpenberg e Manfredo Souzanetto, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Entre 1986 e 1995 participou de diversos Salões, entre eles o I Salão Capixaba de Artes Plásticas, V Salão da Ferrovia – RFFSA, onde recebeu o Prêmio Aquisição, no Rio de Janeiro, 12º Salão Carioca de Arte Universitária, 13º e 16º Salão Carioca Rioarte, VII Salão Paulista de Arte Contemporânea, 13º Salão Nacional de Artes Plásticas, Rio de Janeiro, XV Salão Nacional de Artes Plásticas, recebendo o 1º Prêmio, com a séria Amarelas, Rio de Janeiro. Neste mesmo período participou de várias exposições individuais e coletivas em diversos estados do Brasil. http://pt.shvoong.com/humanities/424525-biografia-augusto-herkenhoff/



012 - BERNARDO CID (1925 - 1982)

"Imagem 20" - litografia - H.C. V/X - 35 x 25 cm - canto inferior direito - 1980 -
No estado.

Pintor, escultor, desenhista e gravador autodidata nascido e falecido em São Paulo. Ganhou o concurso de escultura da Câmara Brasileira do Livro (CBL) e foi o responsável pela concepção da estatueta do prêmio Jabuti (1959). Participou do grupo Realismo Mágico (anos de 1960), com Wesley Duke Lee e do grupo Austral - desdobramento do movimento Phases de Paris, em São Paulo. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1952 a 1954, 1964, 1967, 1968, 1971, 1977, 1981); Ribeirão Preto, SP (1959); Londres, Inglaterra (1969); Washington, EUA (1974); Porto Alegre, RS (1978); Goiânia, GO (1979). Das mostras coletivas e Salões oficiais de que participou, destacam-se: Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro (1959); Bienal Internacional de São Paulo (1959, 1965); Salão Paulista de Arte Moderna, SP (1959, 1961 - Menção Honrosa, 1968 - Prêmio Governador do Estado); Panorama da Arte Atual Brasileira, MAM - SP (1969, 1976); Bienal Nacional de São Paulo (1976); Tradição e Ruptura: Síntese de Arte e Cultura Brasileiras, na Fundação Bienal de São Paulo (1984 a 1985); A Arte do Imaginário, na Galeria Encontro das Artes, SP (1985); 100 Obras Itaú, MASP - SP (1985); Bienal Brasil Século XX, na Fundação Bienal de São Paulo (1994); Os Colecionadores - Guita e José Mindlin: Matrizes e Gravuras, no Centro Cultural FIESP, SP (1998). MEC VOL.1, PÁG.437; PONTUAL PÁG.73; CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO PANORAMA DA ARTE ATUAL BRASILEIRA- MUSEU DE ARTE MODERNA DE SÃO PAULO/1976; WALMIR AYALA VOL. 1, PÁG. 205; BENEZIT; TEIXEIRA LEITE PÁG.74; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 737; ARTE NO BRASIL PÁG. 910; www.pinturabrasileira.com; www.artprice.com.



013 - CANCIO (XX)

Barcos - óleo sobre tela - 30 x 60 cm - canto inferior direito - 1987 -
No estado.

Artista plástico com diversas participações em mostras coletivas.



014 - EDGARD CALHADO (1943)

Colheita - óleo sobre tela - 30 x 20 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor natural de Olimpia, SP, onde nasceu em 20 de julho de 1943. Em 1968, já residindo em Osasco, SP, formou o Grupo de Osasco, expondo na Praça da República, SP. A partir de 1975, dedica-se exclusivamente à pintura. Expôs seus trabalhos na Itália (Nápoles) e nos EUA (Miami). Autodidata, em seus temas predominam as reminiscências de sua infância, vegetações agrícolas, motivos rurais, etc. Possui extenso curriculum de exposições, individuais, a partir de 1968, e coletivas, depois de 1966, no Brasil e no Exterior. JULIO LOUZADA, vol. 3 pág. 193



015 - EUGÊNIO DE PROENÇA SIGAUD (1889 - 1979)

Estudo - desenho a lápis de cera - 28 x 38 cm - canto inferior direito -
No estado.

Estudou desenho na Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro com Modesto Brocos, formando-se em arquitetura em 1932, nessa mesma escola. A partir de 1935, dedicou-se à pintura mural e, de 1937, à pintura de temas sociais, com predominância de motivos de operários em construção e trabalhadores rurais. Caracteriza-se por uma grande versatilidade técnica, sendo dos raros pintores brasileiros a utilizar, lado a lado, o óleo, a têmpera e a encáustica, além da aquarela e do guache. Participou do Núcleo Bernardelli. PONTUAL, pág. 489; MEC, vol. 4, pág. 243; TEIXEIRA LEITE, pág. 475 e 476; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 324 a 327; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 579; ARTE NO BRASIL, pág. 763, Acervo FIEO.



016 - FERNANDO BARROS (XX)

Casario - acrílico sobre tela - 33,5 x 46 cm - canto inferior direito e dorso - São Paulo -

Pintor atuante em São Paulo. Assina Barros. Participou de mostras coletivas e recebeu alguns prêmios e medalhas.



017 - GENEVIÈVE CLAISSE (1935)

Composição - colagem - 15/30 - 60 x 77 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Desenhista, pintora, tapeceira, gravadora, escultora e artista multimídia nascida em Quiévy (Nord), França. Aluna e colaboradora de Auguste Herbin, do qual é aparentada. Sua primeira exposição foi em Paris, em 1958. Depois de 1960 expôs nos Estados Unidos e na maior parte dos Salões franceses e estrangeiros como: Salão de Maio (1960); Bienal de Paris (1965, 1967, 1970 - Prêmio); Salão de Outono (1965, 1970); Tel-Aviv (1965); Montreal, Canadá (1967); Tchecoslováquia (1968); Japão (1969); Egito (1970). Possui obras nos Museus de: Washington; Fundação Joseph Hirshhorn; I.B.M. Corporation, Nova York; Museu Cantonal de Belas Artes de Lausanne; Museu de Chaux-de-Fond; Museu de Grenoble; Chicago (Arte Contemporânea); Buffalo, Albright Knox Art. BENEZIT VOL.3, PÁG. 47; artprice.com; artnet.com; askart.com.



018 - HENRIQUE GOLDSHMIDT (1865 - 1952)

Cristo - desenho a nanquim - 51 x 39,5 cm - centro inferior -
No estado.

Pintor e desenhista nascido (24/2) e falecido no Rio de Janeiro-RJ. Especializou-se nas pequenas e delicadas aquarelas, privilegiando as localidades cariocas. Foi chamado de "...talentoso pintor miniaturista e fantasista" pelo jornal O Paíz do Rio de Janeiro. TEODORO BRAGA, pág. 109; LAUDELINO FREIRE, pág. 389; JULIO LOUZADA, vol. 5, pág. 442.



019 - JONAS MATOS (1984)

Mar revolto - óleo sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor autodidata nascido em Tucuruí, Pará. Atualmente reside em Guarulhos, SP dedicando seu tempo integral à pintura. https://www.artmajeur.com/pt/gallery/celio-kennedy/portfolio/jonas-matos/291925; https://betomelodia.blogspot.com.br/2017/03/carlos-miranda-betomelodia-brasil-jonas-matos-pintores-paisagismo-impressionismo-artes-plasticas-brasileiras-brazilian-painters-artists-art-brazil.html.



020 - GIUSEPPE PERISSINOTTO (1881 - 1965)

"Arredores de Porto Alegre" - óleo sobre madeira - 26 x 34 cm - canto inferior esquerdo -

Nascido em Musile, Veneza, Itália, veio para o Brasil ainda criança e cuja família radicou-se no interior de São Paulo. Fez estudos de pintura na Academia de Belas Artes de Veneza, para onde retornou aos dezoitos anos, prosseguindo para Florença e demais centros de arte da Itália onde se aperfeiçoou; retornou a cidade de São Paulo em 1912, dedicando-se exclusivamente a sua pintura que sempre teve como tema paisagens, marinhas naturezas mortas e figuras. Expôs em várias capitais do Brasil, com sucesso de crítica e público; foi um dos idealizadores do SPBA, ao lado de Souza Pereira e outros. ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO, RUTH TARASANTCHI.



021 - PAULO GERSON RIBEIRO (1969)

"Caminho de volta" - óleo sobre tela - 20 x 30 cm - canto inferior direito e dorso - 2018 -

Pintor e professor. Assina Gerson. Sua principal exposição individual foi a "Arte sem Limites" no Espaço Cultural Cidade Ademar, SP. Tem participado de exposições coletivas.



022 - REINALDO MANZKE (1906 - 1980)

Paisagem - guache - 19 x 28,5 cm - canto inferior esquerdo -
No estado.

Pintor, nascido e falecido em Blumenau, SC. Participou regularmente do Salão Paulista de Belas Artes, recebendo premiações diversas. JULIO LOUZADA, vol 9, pág, 529. MEC, VOL, 3,pág, 65. PONTUAL,pág,335; TEODORO BRAGA; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



023 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XIX - XX

Figuras - técnica mista - 29 x 23 cm - canto inferior direito - 1920 -
No estado.



024 - MILTON DACOSTA (1915 - 1988)

Vênus e pássaro amoroso - serigrafia - 5/30 - 26 x 18 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador. Milton Rodrigues da Costa nasceu em Niterói, RJ e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou estudos de desenho e pintura (1929) com o professor alemão August Hantv. No ano seguinte matriculou-se no curso livre de Marques Júnior, na Escola Nacional de Belas Artes. Junto com Edson Motta, Bustamante Sá e Ado Malagoli, entre outros, criou o Núcleo Bernardelli (1931). Viajou para Estados Unidos (1945), com o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Belas Artes do ano anterior. Na cidade de Nova York, estudou na "Art's Students League". Foi para a Europa (1946) e após visita a vários países, fixou-se em Paris, onde estudou na "Académie de La Grande Chaumière". Conheceu Pablo Picasso, por intermédio de Cícero Dias, e frequentou os ateliês de Georges Braque e Georges Rouault. Expôs no "Salon d'Automne", Paris e regressou ao Brasil (1947). Casou-se com a pintora Maria Leontina (1949) e passou a residir em São Paulo. Realizou muitas exposições individuais, entre as quais, a "Homenagem a Milton Dacosta" na Galeria da Praça, RJ, com curadoria de Luiz Carlos Moreira (1973). Participou de inúmeros Salões e mostras coletivas, como: Bienal de Veneza (1950); Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1979); Panorama de Arte Brasileira, MAM – SP (1971). Foi premiado, também, nas Bienais Internacionais de São Paulo (1955, 1957). TEODORO BRAGA, PÁG. 163; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 229; MEC, VOL. 2, PÁG. 13; BENEZIT, VOL. 3, PÁG.315; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 302; VOL. 3, PÁG. 310; ITAU CULTURAL; PONTUAL, PÁG. 155; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



025 - RUBEM VALENTIM (1922 - 1991)

Emblema - serigrafia - 54/70 - 60 x 44 cm - canto inferior direito - 1970 - Brasília -

Escultor, pintor, gravador, professor nascido em Salvador, BA e falecido em São Paulo. Iniciou-se nas artes visuais na década de 1940, como pintor autodidata. Entre 1946 e 1947 participou do movimento de renovação das artes plásticas na Bahia, com Mario Cravo Júnior, Carlos Bastos e outros artistas. Em 1953 formou-se em jornalismo pela Universidade da Bahia e publicou artigos sobre arte. Residiu no Rio de Janeiro entre 1957 e 1963, onde se tornou professor assistente de Carlos Cavalcanti no curso de história da arte do Instituto de Belas Artes. Residiu em Roma entre 1963 e 1966, com o prêmio viagem ao exterior, obtido no Salão Nacional de Arte Moderna. Em 1966 participou do Festival Mundial de Artes Negras em Dacar, Senegal. Ao retornar ao Brasil, residiu em Brasília e lecionou pintura no Ateliê Livre do Instituto de Artes da Universidade de Brasília - UnB. Em 1972, fez um mural de mármore para o edifício-sede da Novacap em Brasília, considerado sua primeira obra pública. Em 1979, Valentim realizou escultura de concreto aparente, instalada na Praça da Sé, em São Paulo, definindo-a como o Marco Sincrético da Cultura Afro-Brasileira e, no mesmo ano e foi designado, por uma comissão de críticos, para executar cinco medalhões de ouro, prata e bronze, para a Casa da Moeda do Brasil. Em 1998 o Museu de Arte Moderna da Bahia inaugurou a Sala Especial Rubem Valentim no Parque de Esculturas. Foi premiado nas Bienais Internacionais de São Paulo de 1967 e 1973, entre outros. PONTUAL, PÁG.532; WALMIR AYALA, VOL.2, PÁGS.395; TEIXEIRA LEITE, PÁG.517; MEC, VOL.4, PÁG.443; JULIO LOUZADA, VOL.11, PÁG.330; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 682; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 257, ACERVO FIEO; web.artprice.com.



026 - ADRIANA XAVIER (XX)

Boneca - escultura em barro policromado - 27 x 10 x 10 cm - assinado -

Artesã da Comunidade de Campo Buriti do Vale do Jequitinhonha, MG com participações em mostras coletivas.



027 - IUR SERAVAT FULAM (1959)

"Estudo 11" - caneta gel - 21 x 29 cm - dorso - 2018 -

Pseudônimo do autor. Natural de São Paulo (SP), filho primogênito de um casal ligado à atividade cultural (pai artista gráfico e plástico e mãe escritora). Autodidata neste campo, embora tenha tido grande estímulo para o desenho e a pintura acompanhando a atividade artística de seu pai, que também foi marchand a partir da década de 60, permitindo que tivesse estreito contato e pudesse realizar uma grande experimentação ao longo dos anos tanto para a linguagem figurativa com temas ligados ao cotidiano, como para a geométrica. É professor universitário e consultor na área de assuntos públicos e instituições políticas.



028 - JOÃO CARNEIRO DA CUNHA (1942)

Paisagem - óleo sobre eucatex - 61 x 81 cm - canto inferior direito - 1981 -

Pintor, desenhista, ilustrador, performer, artista multimídia, natural do Rio de Janeiro. Sua formação artística foi em São Paulo, SP. Participou de diversos Salões e exposições coletivas: em Campinas, SP; Brasília, DF ; Belo Horizonte, MG; Curitiba, PR; Antuérpia, Bélgica; Joinville, SC; Vitória, ES; São Paulo, SP. Individuais: em Campinas. JULIO LOUZADA, vol.. 8, pág. 173; ITAÚ CULTURAL.



029 - MANOEL MARTINS (1911 - 1979)

Naufrágio - litografia - nº 5/Exp 97 - 23 x 32 cm - canto inferior direito -
Procedente da coleção do crítico de arte Mário Schenberg, São Paulo - SP. -

Pintor, desenhista, gravador, escultor, ilustrador e ourives nascido e falecido em São Paulo. Iniciou-se na carreira artística exercendo o ofício de ourives (1924), dedicou-se à relojoaria (1927) e ao comércio. Voltou a dedicar-se às artes frequentando as aulas (1931) ministradas pelo escultor Vicente Larocca. Frequentou também alguns cursos oferecidos pela Sociedade Pró-Arte Moderna - Spam, situada em uma rua próxima ao Edifício Santa Helena. Passou a dividir (1936) o ateliê com Mario Zanini e conheceu os demais integrantes do Grupo Santa Helena. No ano seguinte, integrou a Família Artística Paulista - FAP. Viajou a Salvador (1944) e ilustrou o livro "Bahia de Todos os Santos" de Jorge Amado. Foi o responsável, junto com o jornalista Odorico Tavares, pela primeira exposição de arte moderna naquela cidade. Realizou exposição individual em São Paulo (1963). Participou de mostras coletivas e Salões oficiais em: São Paulo (1937 a 1942, 1944, 1948, 1951 – Bienal Internacional, 1958, 1962 a 1969, 1972, 1975 a 1979 – Panorama da Arte Moderna, MAM); Rio de Janeiro (1940, 1941, 1949, 1950, 1952, 1953, 1962 e 1963 – Bienal de Arte Moderna); Porto Alegre, RS (1940); Salvador, BA (1949); Inglaterra (1944, 1945); Goiânia, GO (1954); Dresden, Alemanha (1967). TEIXEIRA LEITE PÁG. 316; MEC VOL. 3, PÁG. 97; PONTUAL PÁG. 344; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 596; VOL. 4, PÁG. 698; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 584; ARTE NO BRASIL PÁG. 784, ACERVO FIEO; www.artprice.com.



030 - HEITOR DE PINHO (1897 - 1968)

Barcos - óleo sobre tela - 27 x 41 cm - canto inferior direito - 1948 -

Nascido e falecido na cidade do Rio de Janeiro, onde estudou na antiga Escola Nacional de Belas Artes. Foi discípulo de Rodolfo Chambelland, Batista da Costa, Lucílio de Albuquerque e Modesto Brocos. Participa de Salões Oficiais a partir de 1924, recebendo diversas premiações. JULIO LOUZADA, vol.11, pág.247; MEC. Vol.3, pág.400; WALMIR AYALA. Vol.2, pág.194; TEIXEIRA LEITE, pág.408; PONTUAL, pág.426.



031 - YOLANDA MOHALYI (1909 - 1978)

Composição - técnica mista sobre papel - 16 x 24,5 cm - canto inferior direito - 1959 -

Pintora, desenhista, gravadora e professora, Yolanda Lederer Mohalyi nasceu em Kolozsvar, capital da Transilvânia, Hungria (atual Cluj Napoca, Romênia) e faleceu em São Paulo, SP. Na Hungria estudou pintura na Escola Livre de Nagygania e na Real Academia de Belas Artes de Budapeste (1927). Em 1931, veio para o Brasil e fixou-se em São Paulo, onde lecionou desenho e pintura. Foram seus alunos, entre outros, Maria Bonomi e Giselda Leirner. A partir de 1935, começou a frequentar o ateliê de Lasar Segall. Integrou o Grupo Sete (1937) ao lado de Victor Brecheret, Antonio Gomide e Elisabeth Nobiling. Em 1951 realizou suas primeiras xilogravuras com Hansen Bahia . Entre as décadas de 1950 e 1960 executou, em São Paulo, vitrais para a Fundação Armando Álvares Penteado – FAAP, murais para as igrejas Cristo Operário e São Domingos, mosaicos para residências particulares e vitrais para a Capela de São Francisco, em Itatiaia. Representou o Brasil na 1ª Bienal Americana de Arte (1962), Argentina, tendo alguns de seus trabalhos escolhidos pelo crítico Herbert Read para uma exposição itinerante nos Estados Unidos. Participou da I, II, IV, V, VI, VII, VIII e IX Bienal Internacional de São Paulo; da II e V Bienais de Tóquio, entre outras, Recebeu diversos prêmios como: o Prêmio Leirner de Arte Contemporânea (1958), o Prêmio de Melhor Pintor Nacional na 7ª Bienal Internacional de São Paulo (1963). TEIXEIRA LEITE, PÁG. 331; PONTUAL, PÁG. 363; MEC VOL.3, PÁG. 168; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 937; LEONOR AMARANTE, PÁG. 75; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 639; ACERVO FIEO; www.pinacoteca.org.br; mam.org.br; masp.art.br; www.artprice.com.



032 - YOSHINO MABE (1934)

Flores - óleo sobre tela - 50 x 40 cm - canto inferior direito - 1987 -

Pintora e desenhista. Foi esposa do pintor Manabu Mabe. Participou das mostras coletivas: "Laços do Olhar" – Instituto Tomie Ohtake, SP (2008); Bunkyo, SP (2012); "Mulheres em Diálogo" – Museu Barão de Mauá, Mauá (2015), entre outras. ITAU CULTURAL; www.maua.sp.gov.br.



033 - AGENOR SILVA (1940)

Mulher - desenho a nanquim - 24 x 14 cm - canto inferior direito - 04/08/1969 -
No estado.

Pintor e desenhista, Agenor Conceição da Silva, nasceu em Bom Jesus, RS. Sua formação é basicamente autodidata, recebendo alguma orientação artística de Vicente Caruzo e Inácio Justo. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1968, 1969, 1973, 1980, 1981, 1984); Catanduva, SP (1983); Bom Jesus, RS (1984); Gramado, RS (1987); Taquara, RS (1987); Londrina, PR (1991); Curitiba, PR (1992). Participou de muitas exposições coletivas da APBA - SP, desde 1970, onde recebeu alguns prêmios; de mostra coletiva em Buenos Aires, Argentina (1970) e em Nova York, EUA (1985). ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL.6, PÁG. 1052.



034 - MARCELO GRASSMANN (1925 - 2013)

Figuras - xilogravura - 24 x 29 cm - canto inferior direito - 1949 -

Desenhista, gravador, ilustrador, pintor, escultor e professor, nasceu em São Simão, SP. Estuda fundição, mecânica e entalhe em madeira na Escola Profissional Masculina do Brás, SP. Passa a realizar xilogravuras a partir de 1943. Atua como ilustrador do Suplemento Literário do ‘Diário de São Paulo’, do ‘O Estado de S. Paulo’ e do ‘Jornal do Estado da Guanabara’. Quando reside no Rio de Janeiro, a partir de 1949, freqüenta os cursos de gravura em metal, com Henrique Oswald e de litografia, com Poty, no Liceu de Artes e Ofícios. Em Salvador (1952), trabalha com Mario Cravo Júnior. .Recebe o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Arte Moderna (1953) e vai para a Academia de Artes Aplicadas, em Viena. Passa a dedicar-se principalmente ao desenho, à litografia e à gravura em metal. Em 1969, sua obra completa é adquirida pelo governo do Estado de São Paulo, passando a integrar o acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo . Em 1978, a casa em que nasceu, em São Simão, é transformada em museu e tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo - Condephaat. Participou de muitas exposições e das Bienais de: São Paulo (1951 a 1961, 1967, 1969, 1979, 1985, 1989); Veneza (1950, 1956, 1958, 1962); Paris (1959). Principais prêmios: Bienal de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1959, 1967); Bienal de Veneza (1950, 1956, 1958,1962); Bienal de Paris (1959). PONTUAL, PÁG. 249; MEC, VOL. 2, PÁG. 281 E 282; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG. 439; VOL. 5, PÁG. 453; VOL. 9, PÁG. 383.



035 - IGNÁCIO DA NEGA (1945)

"Bar e hotel" - óleo sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior esquerdo - 1982 -

Natural de Surubim, PE. Iniciou-se na decoração de andores de procissão, ajudando a sua mãe. Recebeu orientação de Alaerte Bandim. Em São Paulo, orienta-se com M. Boy e Iracema Arditi. Seu tema preferido são as cenas típicas do nordeste. Participou de diversas exposições coletivas e individuais. JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 511. Acervo FIEO. -



036 - RAUL POMPÉIA (1863 - 1895)

Caçando estrelas - desenho a nanquim - 25 x 18 cm - canto inferior direito -

Romancista, poeta, contista, cronista, jornalista e caricaturista, Raul d'Ávila Pompéia nasceu em Jacuecanga, RJ e faleceu no Rio de Janeiro. Em 1873, mudou-se com a família para o Rio de Janeiro onde foi matriculado como interno no Colégio Abílio, dirigido por Dr. Abílio César Borges, Barão de Macaúbas. Nessa escola redigiu e ilustrou, revelando-se desenhista e caricaturista, o jornal "O Archote". Os anos de internato lhe inspiraram, mais tarde, a escrever "O Ateneu". Publicou seu primeiro romance, 'Uma tragédia no Amazonas', em 1880. No ano seguinte, mudou-se para São Paulo, onde se matriculou na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco. No ano de 1883 publicou o romance 'As jóias da coroa' com ideais contra a monarquia. O envolvimento com os pensamentos abolicionistas e republicanos e da convivência nas rodas de boemia podem ter sido os motivos pelos quais o autor se transferiu para a Faculdade de Direito do Recife, acompanhado de muitos colegas que também haviam sido reprovados no 3º ano. Ao voltar para o Rio de Janeiro, em 1885, dedicou-se ao jornalismo, escrevendo crônicas, artigos, contos e folhetins. Foi durante essa época que começou a escrever “O Ateneu”, romance autobiográfico, que fez muito sucesso ao ser publicado em folhetim na Gazeta de Notícias. Com a implantação da República, passou a lecionar mitologia na Escola Nacional de Belas Artes, RJ. Engajado na imprensa política levou uma vida muito agitada, envolvendo-se em várias polêmicas e situações de inimizade. ITAU CULTURAL; www.infoescola.com; educacao.uol.com.br; www.e-biografias.net; brasilescola.uol.com.br.



037 - IRINEIDE KLOCKNER (1961)

Composição - óleo sobre tela - 70 x 50 cm - dorso -

Pintora nascida em Maringá, PR, Iniciou sua carreira artística em 1983. Desde 2000, dedica-se exclusivamente à pintura em tela, tendo durante estes anos aprimorado sua arte em diversas técnicas, através da convivência com artistas de diferentes estilos. Nos últimos anos tem buscado inspiração em grandes nomes do Abstracionismo, como Jackson Pollock e Jonas Gerard, e desenvolveu seu próprio estilo. Em sua arte, expressa a beleza da vida, em todos seus pormenores e complexidades, na união dos traços aparentemente desconexos se criam momentos únicos. Durante sua carreira, participou de exposições ao longo de toda a região Sul, tendo assinado mais de 2000 obras de arte, que hoje embelezam residências e ambientes corporativos em todo o Brasil. http://www.klockner-art.com; www.artprice.com.



038 - CID SERRA NEGRA (1924)

Santo - óleo sobre eucatex - 96 x 62,5 cm - lado direito e dorso -
No estado.

Pintor nascido em 28 de janeiro de 1924 na cidade paulista de SERRA NEGRA, cujo nome adotou artísticamente. Seu verdadeiro nome é Cid de Abreu. Executou pinturas decorativas da Igreja de São Benedito, em sua cidade natal. JULIO LOUZADA vol.4, pág. 264.



039 - TRINAZ FOX (1899 - 1964)

Palhaço - desenho a nanquim e aquarela - 34 x 24 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor, desenhista e caricaturista. Viveu durante muitos anos na Europa. De volta ao Brasil, colaborou em diversas revistas e jornais cariocas na década de 1920, inclusive como redator, destacando-se: D. Quixote, O Tagarela e O Combate. entre 1930 e 1940 fixou-se na Argentina, publicando trabalhos na imprensa de Buenos Aires e Santa Fé. PONTUAL, pág. 526; MEC vol.2, pág. 188; HISTORIA DA CARICATURA NO BRASIL, pág. 1421;



040 - ELYSITO (XX)

No estábulo - óleo sobre tela - 65 x 70 cm - canto inferior direito -
Reproduzido no livro "Arte Ingênua Brasileira" de autoria de Jacob Klintowitz.

Pintor autodidata. Assina Elysito. Iniciou-se na pintura usando como suporte, latas, caixas de madeira e papelão. Nada produziu entre 1967 e 1977, ano em que reiniciou suas pinturas sobre caixas de madeira (caixas de frutas). Participou da exposição ‘Raízes’ na Galeria Seta, SP (1980) e expôs individualmente no mesmo espaço no ano seguinte. JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 371.



041 - ANTONIO PETICOV (1946)

Encontro - serigrafia - 37/100 - 49 x 69 cm - canto inferior direito - 1975 -
No estado.

Nasceu em Assis, SP. Desenhista, gravador e escultor. Autodidata. Integra os movimentos movimentos artísticos de vanguarda da segunda metade da década de 60. De produção diversificada, segue tendências variadas das vanguardas artísticas internacionais das últimas décadas. Participa de várias exposições entre elas, Bienal Internacional de São Paulo, 1967, 1969 e 1989; Panorama da Pintura Brasileira, no MAM/SP, São Paulo, 1983; Destaques da Arte Contemporânea Brasileira, no MAM/SP, 1985; Bienal Brasileira de Design, Curitiba, 1990; OFF Bienal, no MuBE, São Paulo, 1996; Arte Suporte Computador, na Casa das Rosas, São Paulo, 1997. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 757/758; WALTER ZANINI, pág. 760; LEONOR AMARANTE, pág. 185. Acervo FIEO.



042 - MACIEJ ANTONI BABINSKI (1931)

Composição surreal - gravura - 9/80 - 14 x 17 cm - canto inferior direito -

Gravador, ilustrador, pintor, desenhista e professor nascido em Varsóvia, Polônia. Migrou com a família para a Inglaterra (1940), por causa da Segunda Guerra Mundial. Iniciou sua formação artística com o padre Raphael Williams O.S.B. Fixou-se com a família em Montreal, Canadá (1949) onde estudou pintura com John Goodwin Lyman, na "McGill University". Além disso, teve aulas de gravura com Eldon Grier e fez cursos de desenho e pintura com Goodrich Roberts na "Art Association of Montreal". Paralelamente, aproximou-se do grupo de vanguarda "Les Automatistes" reunido em torno de Paul-Émile Borduas e, juntos, expuseram no "Musée des Beaux-Arts de Montréal" (1952) e realizou sua primeira individual (1953). Mudou-se para o Brasil (1953) e permaneceu no Rio de Janeiro até 1965. Teve contato com Oswaldo Goeldi, Augusto Rodrigues e Darel. Realizou 24 águas-fortes para o livro "Cadernos de João", de Aníbal Machado, editado pelos Cem Bibliófilos do Brasil (1961). Em 1965 foi convidado a lecionar no Instituto Central de Artes da Universidade de Brasília - ICA/UnB, da qual se afastou um ano depois em virtude de perseguições políticas. Após viver oito anos em São Paulo (1966 a 1974), mudou-se para Minas Gerais e foi lecionar na Universidade Federal de Uberlândia (1979 a 1987). Com a anistia política foi reintegrado à UnB (1988), lá permanecendo até se aposentar (1991) quando passou a residir no interior do Ceará. Expôs na Bienal Internacional de São Paulo (1967, 1985). Participou de várias edições do Salão Nacional de Arte Moderna, do Salão Paulista e do Panorama da Arte Atual Brasileira, entre outros eventos de arte. Foi realizada a retrospectiva "Babinski: 50 Anos de Brasil", em Brasília (2004). TEIXEIRA LEITE PÁG. 48; PONTUAL PÁGS. 46 E 47; MEC VOL. 1, PÁG. 157; WALMIR AYALA VOL. 1, PÁG. 69; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 81; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 720; ARTE NO BRASIL PÁG. 903, ACERVO FIEO; www.iar.unicamp.br; www.artprice.com.



043 - ANTONIO CUNHA (XIX - XX)

Natureza morta - óleo sobre tela - 39,5 x 49 cm - canto inferior direito - 1941 - Rio de Janeiro -
No estado.

Pintor, com participação e premiação (medalha de bronze) no SNBA-RJ em 1948 e no Salão da SBBA-RJ (1948). JULIO LOUZADA, vol 10, pág 251.



044 - NORHÁ BELTRAN (1929)

Flautista - desenho a nanquim e aquarela - 23 x 15,5 cm - canto inferior direito - São Paulo -

Pintora boliviana natural de La Paz. Estudou arte nas Academias de Belas Artes de La Paz, Viena, e Madrid. No Brasil estudou com Heitor Usai. Individuais em 1960, 62 e 64 em Belo Horizonte e SP. Coletivas a partir de 1959. Fez várias exposições no exterior, em seu país natal, na Áustria, Suiça, Espanha e Caribe. JULIO LOUZADA, vol 4 , pág 130



045 - MARCELO GRASSMANN (1925 - 2013)

Figura - desenho a caneta tinteiro - 37 x 28 cm - canto inferior direito - 05/1946 -

Desenhista, gravador, ilustrador, pintor, escultor e professor, nasceu em São Simão, SP. Estuda fundição, mecânica e entalhe em madeira na Escola Profissional Masculina do Brás, SP. Passa a realizar xilogravuras a partir de 1943. Atua como ilustrador do Suplemento Literário do ‘Diário de São Paulo’, do ‘O Estado de S. Paulo’ e do ‘Jornal do Estado da Guanabara’. Quando reside no Rio de Janeiro, a partir de 1949, freqüenta os cursos de gravura em metal, com Henrique Oswald e de litografia, com Poty, no Liceu de Artes e Ofícios. Em Salvador (1952), trabalha com Mario Cravo Júnior. .Recebe o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Arte Moderna (1953) e vai para a Academia de Artes Aplicadas, em Viena. Passa a dedicar-se principalmente ao desenho, à litografia e à gravura em metal. Em 1969, sua obra completa é adquirida pelo governo do Estado de São Paulo, passando a integrar o acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo . Em 1978, a casa em que nasceu, em São Simão, é transformada em museu e tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo - Condephaat. Participou de muitas exposições e das Bienais de: São Paulo (1951 a 1961, 1967, 1969, 1979, 1985, 1989); Veneza (1950, 1956, 1958, 1962); Paris (1959). Principais prêmios: Bienal de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1959, 1967); Bienal de Veneza (1950, 1956, 1958,1962); Bienal de Paris (1959). PONTUAL, PÁG. 249; MEC, VOL. 2, PÁG. 281 E 282; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG. 439; VOL. 5, PÁG. 453; VOL. 9, PÁG. 383.



046 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

No barco - óleo sobre tela - 69 x 79 cm - canto inferior esquerdo - 17/02/1968 -
Gene Woiskl. No estado.



047 - MAURICIO NOGUEIRA LIMA (1930 - 1999)

Marilyn - serigrafia - 6/25/100 - 41 x 41 cm - canto inferior direito - 1969/1974 -

Pintor, arquiteto, desenhista, artista gráfico e professor natural do Recife, PE; faleceu em Campinas, SP. Frequentou o Instituto de Belas Artes de Porto Alegre, o MAM-SP e diplomou-se em arquitetura pela Faculdade Mackenzie-SP. Trabalhou no campo de comunicação visual sendo um dos responsáveis pela renovação da Arte-Cartaz Paulista (1951). Em 1953 passou a fazer parte do Grupo Ruptura, a convite de Waldemar Cordeiro. Participou de várias edições do Salão Paulista de Arte Moderna, onde obteve, dentre outros, o 1º Prêmio em Cartaz (1951 e 1957); das Bienais de 1955 a 1967; da Exposição Nacional de Arte Concreta; da mostra Panorama da Arte Atual Brasileira; da mostra Tendências Construtivas e de outras exposições em: Buenos Aires, Rosário, Santiago, Lima, Roma, Londres, Paris (Salão de Outono) e Zurique (exposição de Arte Concreta –'Konkrete Kunst', organizada por Max Bill). Recebeu o convite (1954) para representar o Brasil na 27ª Bienal de Veneza, no entanto, recusou se apresentar por terem negado a participação de outros membros do Grupo Ruptura. Em São Paulo pintou murais no Largo São Bento, no Edifício Estação Ciência, nas estações São Bento e Santana do Metrô, na Praça Roosevelt, na fachada do MAC/USP e fez uma pintura lateral no Elevado Costa e Silva (popularmente conhecido como Minhocão). Em 1958, foi responsável pela criação da logomarca e programação visual da 1ª Feira Internacional da Indústria Têxtil - Fenit, em São Paulo e, em 1960, realizou as primeiras grandes instalações ambientais para indústrias automobilísticas no Salão do Automóvel. MEC VOL. 2, PÁG. 481; PONTUAL PÁG. 314; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 678; www.pinturabrasileira.com; www.mac.usp.br; www.pinacoteca.org.br; www.artprice.com.



048 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Mulher com trança - tapeçaria - 93 x 69 cm - canto inferior direito -
Bastos.



049 - MENASE VAIDERGORN (1927)

"Passeio amoroso" - óleo sobre madeira - 26 x 27 cm - canto inferior direito -

Pintor nascido em Hotin, Romênia. Assina MVAIDERGORN. Seus pais vieram para o Brasil (1932) fixando residência em São Paulo. Ingressou na Associação Paulista de Belas Artes (fim da década de 1940) onde conheceu Dario Mecatti que muito o estimulou. Viajou pelo norte da África e Europa. Realizou exposições individuais e participou de diversos salões e mostras coletivas oficiais, recebendo diversos prêmios, entre eles: os do Salão Paulista de Belas Artes, SP (1976 - Medalha de Bronze, 2000 – Prêmio Aquisição, 2001 – Grande Medalha de Prata). JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 1011; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



050 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

Nu - escultura em bronze - 31 x 13 x 21 cm - assinado -
Ex coleção Renato Antônio Brogiolo - Rio de Janeiro, RJ.

Escultor, desenhista e pintor paulista nascido em Mococa, SP e falecido no Rio de Janeiro. Mudou-se com a família para Itália, e fixou-se em Roma (1913). Iniciou estudos de desenho e escultura com o professor Loss (1920). Participou de movimentos antifascistas e foi preso (1931) por motivos políticos. Foi extraditado para o Brasil (1935) por intervenção do embaixador brasileiro na Itália. Em 1937, viajou para Paris e frequentou as academias ‘La Grand Chaumière’ e ‘Ranson’, onde estudou com Aristide Maillol e conviveu com Henry Moore, Marino Marini e Charles Despiau. Em 1939, retornou a São Paulo e junto com Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Sérgio Milliet, entre outros, participou do Movimento Modernista; foi um dos membros da Família Artística Paulista e do Grupo Santa Helena. Em 1943, transferiu-se para o Rio de Janeiro. A convite do ministro Gustavo Capanema instalou ateliê no antigo Hospício da Praia Vermelha, onde orientou jovens artistas como Francisco Stockinger. Possui obras em espaços públicos como ‘Monumento à Juventude Brasileira’ (1947), nos jardins do antigo Ministério da Educação e Saúde, atual Palácio Gustavo Capanema - RJ; ‘Candangos’ (1960), na Praça dos Três Poderes, e ‘Meteoro’ (1967), no lago do edifício do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília; ‘Integração’ (1989), no Memorial da América Latina, em São Paulo. Participou das Bienais de Veneza (1950, 1952); participou das I, II, IV e IX Bienais de São Paulo, período em que recebeu o prêmio de melhor escultor brasileiro (1953) e sala especial (1967). MEC, VOL.2, PÁG. 250; PONTUAL, PÁG. 237; MAYER/84, PÁG. 1333; BENEZIT VOL. 5, PÁG. 14; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 715; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 422; www.artprice.com; www.pinturabrasileira.com; www.dec.ufcg.edu.br; www.monumentos.art.br.



051 - ALFREDO VOLPI (1896 - 1988)

Mastro e bandeirinhas - serigrafia - 31/100 - 33 x 45 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.



052 - ANTONIO PESSOA (1943)

Composição - múltiplo em bronze - 07 x 02 x 03 cm - assinado -

Escultor, assina Tonny. Radicado no Rio de Janeiro detentor de bom curriculo nacional e internacional com inumeras participações em Salões Oficiais,varias vezes premiado. Ótimo mercado.



053 - ANTONIO GREPPI (XIX - XX)

Figura - aquarela - 26 x 18 cm - canto inferior esquerdo -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, litógrafo e caricaturista da Escola Italiana. Expôs na Academia Real de Londres e no Instituto Britânico de paisagens de Veneza, em 1860 e 1861. Participou de vários Salões oficiais, principalmente entre 1840 e 1860. BENEZIT VOL. 5, PÁG. 196; www.artnet.com; www.artprice.com.



054 - MARCIO SCHIAZ (1965)

Barcos - litografia - 6/170 - 24,5 x 33 cm - canto inferior direito - 14/05/2009 -

Paulistano, o pintor nasceu em 10/5/1965. Estudou na APBA-SP, onde desenvolveu curso de desenho e pintura, frequentado sessões de modelo vivo. Individuais desde 1989 e coletivas em Salões Oficiais, com sucesso de crítica. Recebeu diversos prêmios. JULIO LOUZADA, vol.13, pág. 304; Acervo FIEO.



055 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Figura com paisagem" - desenho a lápis - 31 x 23 cm - centro inferior - Março de 1958 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



056 - RUBEM VALENTIM (1922 - 1991)

Emblema - serigrafia - 24/40 - 39 x 25,5 cm - canto inferior direito - 1980 - Distrito Federal -

Escultor, pintor, gravador, professor nascido em Salvador, BA e falecido em São Paulo. Iniciou-se nas artes visuais na década de 1940, como pintor autodidata. Entre 1946 e 1947 participou do movimento de renovação das artes plásticas na Bahia, com Mario Cravo Júnior, Carlos Bastos e outros artistas. Em 1953 formou-se em jornalismo pela Universidade da Bahia e publicou artigos sobre arte. Residiu no Rio de Janeiro entre 1957 e 1963, onde se tornou professor assistente de Carlos Cavalcanti no curso de história da arte do Instituto de Belas Artes. Residiu em Roma entre 1963 e 1966, com o prêmio viagem ao exterior, obtido no Salão Nacional de Arte Moderna. Em 1966 participou do Festival Mundial de Artes Negras em Dacar, Senegal. Ao retornar ao Brasil, residiu em Brasília e lecionou pintura no Ateliê Livre do Instituto de Artes da Universidade de Brasília - UnB. Em 1972, fez um mural de mármore para o edifício-sede da Novacap em Brasília, considerado sua primeira obra pública. Em 1979, Valentim realizou escultura de concreto aparente, instalada na Praça da Sé, em São Paulo, definindo-a como o Marco Sincrético da Cultura Afro-Brasileira e, no mesmo ano e foi designado, por uma comissão de críticos, para executar cinco medalhões de ouro, prata e bronze, para a Casa da Moeda do Brasil. Em 1998 o Museu de Arte Moderna da Bahia inaugurou a Sala Especial Rubem Valentim no Parque de Esculturas. Foi premiado nas Bienais Internacionais de São Paulo de 1967 e 1973, entre outros. PONTUAL, PÁG.532; WALMIR AYALA, VOL.2, PÁGS.395; TEIXEIRA LEITE, PÁG.517; MEC, VOL.4, PÁG.443; JULIO LOUZADA, VOL.11, PÁG.330; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 682; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 257, ACERVO FIEO; web.artprice.com.



057 - ANTONIA BEZERRA LEÃO (1914)

São Francisco - escultura em terracota - 55 x 16 x 15 cm - assinado - Tracunhaém - PE -
No estado.

Antonia Bezerra Leão nasceu em Tracunhaém, PE. Filha de louceira, aos dez anos fazia bichinhos de barro e paliteiros que o pai vendia nas feiras de Carpina e Nazaré, PE.. Casou-se aos quinze anos, foi morar em Goiana, PE e aperfeiçoou o modelado do barro com frade Luís. Dezesseis anos depois voltou a Tracunhaém onde trabalhou até a sua morte. Criou figuras humanas isoladas e bichos; na representação do sagrado, seus santos se caracterizam no modo de esculpir dos ceramistas de Tracunhaém em oposição aos de Caruaru que apresentam uma forma mais realista da crônica do cotidiano.



058 - ARTE INDÍGENA BRASILEIRA

Paca - escultura em madeira - 26 x 62 x 20 cm - não assinado -
No estado.



059 - SAMSON FLEXOR (1907 - 1971)

Composição - aquarela - 11,5 x 17 cm - canto inferior direito - 1952 -
No estado.

Pintor nascido na Romênia, estudou em Paris, onde fez em 1927 sua primeira individual, radicando-se em 1946 em São Paulo, onde faleceu. Foi um dos pioneiros do abstracionismo no Brasil, tendo criado em 1948 o Atelier Abstração. Em 1968 sua obra foi objeto de importante retrospectiva no MAM-RJ. BENEZIT vol. 4, pág. 402; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 313/4; TEIXEIRA LEITE, pág. 198; PONTUAL, pág. 217/8; MEC, vol. 2, pág. 179 e 180; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 917; LEONOR AMARANTE, pág. 75; WALTER ZANINI, pág. 643, Acervo FIEO.



060 - ABELARDO ZALUAR (1924 - 1987)

Composição - óleo sobre eucatex - 60 x 50 cm - canto inferior direito - 1978 -
Ex coleção Antonio de Souza Naves Filho - Campinas - SP.

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador, fotógrafo e professor nascido em Niterói, RJ e falecido no Rio de Janeiro. Frequentou as aulas da Escola Nacional de Belas Artes, RJ (entre 1944 e 1948) e, nessa mesma década, criou com outros colegas, a Escolinha de Arte do Brasil. Realizou exposições individuais no; Rio de Janeiro (1947, 1955, 1962, 1969, 1984, 1987); Belo Horizonte, MG (1959, 1969); São Paulo (1959, 1962, 1971, 1975 – Retrospectiva no MAM); Porto Alegre, RS (1961, 1980 – MARGS); Lisboa, Portugal (1964); Roma, Itália (1965); Londres, Inglaterra (1971); Santos, SP (1977); Resende, RJ (1978 – Retrospectiva no MAM); Curitiba, PR (1979 – Retrospectiva no MAC). Participou de diversas mostras coletivas, como a Bienal Internacional de São Paulo (1961, 11971, 1973, 1975), o Panorama de Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1970, 1971, 1973, 1979, 1983, 1986). Conquistou o Prêmio Leirner de Arte Contemporânea - Desenho, em São Paulo (1959); o prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna, no Rio de Janeiro (1963); o prêmio aquisição no 4º Salão de Arte Moderna do Distrito Federal (1967) e menção honrosa na 1ª Bienal Ibero-Americana de Pintura, na Cidade do México (1978). WALMIR AYALA VOL. 2, PÁG. 449; MEC VOL. 4, PÁG. 527; PONTUAL PÁG. 556; TEIXEIRA LEITE PÁG. 546; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 682; ARTE NO BRASIL PÁG. 934; LEONOR AMARANTE PÁG. 218; JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 1079; www.brasilartesenciclopedias.com.br; www.artprice.com.



061 - CARLOS FURTADO (XX)

Pão de Açúcar - serigrafia - P.A. - 19 x 43 cm - canto inferior direito -
Com dedicatória.

Pintor português, ativo em São Paulo, SP, onde fixou residência em 1980. Iniciou-se fazendo capas para as editoras Roswitha Kemps, Massao Ohno, Difel, etc. Lançou livros ilustrados homenageando grandes poetas, tais como: Fernando Pessoa, Garcia Lorca, Florbela Espanca, dentre outros. Expôs individualmente no clube A Hebraica em 1982, e coletivamente em 1997, na mostra 15 artistas brasileiros interpretam bebidas de sucesso, no Caribé Escritório de Arte-SP. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 121



062 - OMAR PELLEGATTA (1925 - 2000)

Anjo músico - óleo sobre telha cerâmica - 54 x 21 cm - não assinado -
No estado.

Pintor, desenhista e gravador nascido em Busto Arsizio, Itália. Assina Pellegata. Veio para o Brasil em 1927, estudou na Associação Paulista de Belas Artes, foi aluno de Ettore Federighi e Durval Pereira, Takaoka, Mário Zanini, Otone Zorlini. Viveu e trabalhou em Santos, SP. Fez parte do Grupo Tapir (1970) com Giancarlo Zorlini, João Simeone, José Procópio de Moraes, Glicério Geraldo Canelosso e do Grupo Chácara Flora com Emídio Dias de Carvalho, Arlindo Ortolani, Heitor Carilo, Glicério Geraldo Canelosso. Realizou exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil como: Salão Paulista de Belas Artes (desde 1958), Salão Municipal de Belas Artes de Belo Horizonte, MG (1960), entre outros, recebendo muitos prêmios. JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG.735; MEC VOL.3, PÁG.363; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.brasilartesenciclopedias.com.br; www.artprice.com.



063 - ROBERTO BURLE MARX (1909 - 1994)

Composição - serigrafia - 69/100 - 38 x 49 cm - canto inferior direito - 1976 -

Nasceu em São Paulo e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, paisagista, arquiteto, desenhista,gravador, litógrafo, escultor, tapeceiro, ceramista, designer de jóias, decorador. Durante a infância viveu no Rio de Janeiro. Foi com a família para a Alemanha, em 1928. Em 1929, freqüentou o ateliê de pintura de Degner Klemn. Nos jardins e museus botânicos de Dahlen, em Berlim, entusiasmou-se ao encontrar exemplares da flora brasileira. De volta ao Brasil, fez curso de pintura e arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1930 - 1934), onde foi aluno de Leo Putz , Augusto Bracet e Celso Antônio. Seu primeiro projeto paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, em 1932. Entre 1934 e 1937, ocupou o cargo de diretor de parques e jardins do Recife, PE, onde passou a residir. Nesse período, foi com freqüência ao Rio de Janeiro e teve aulas com Candido Portinari e com o escritor Mário de Andrade. Em 1937, retornou ao Rio de Janeiro e trabalhou como assistente de Candido Portinari. Foi em 1949, conforme sua paixão por plantas e seu interesse por botânica e jardinagem, que Burle Marx adquiriu um sítio em Barra de Guaratiba, RJ. Com auxílio de botânicos, viajou, coletou, catalogou exemplares de plantas do Brasil e reproduziu em seu sítio a diversidade fitogeográfica brasileira. Em 1985 doou esse sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.Realizou muitas exposições individuais e projetos paisagísticos, participou de diversas mostras oficiais coletivas pelo Brasil e no exterior. PONTUAL, PÁG. 94; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 93; MEC. VOL.1, PÁG.303; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 738; LEONOR AMARANTE, PÁG. 98; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 179; artnet.com. ACERVO FIEO.



064 - TITO DE ALENCASTRO (1934 - 1999)

Composição - óleo sobre papel - 18,5 x 11 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, mosaicista, cenógrafo, dramaturgo, poeta, ator e cantor nascido no Rio de Janeiro e falecido em São Paulo. Assina Tito de Alencastro. Ingressou na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1956) onde estudou desenho com Zaluar e composição com Quirino Campofiorito e Santa Rosa. Paralelamente, estudou técnicas de mosaico com José Moraes e gravura em metal com Johnny Friedlaender no MAM, RJ. Formou-se em Museologia pelo Museu Nacional de Belas Artes, RJ, estudando com Gustavo Barroso. Atuou em numerosos concertos de câmara e óperas no Rio de Janeiro como ator e cantor. Fixou residência em São Paulo em 1961. Como cenógrafo, trabalhou no filme "Roleta Russa" e nas peças "O Grande Sonhador", "Você Pode Ser O Que Quiser", "Macho Beleza e Monólogo a Dois", as três de sua autoria. Executou os painéis "Os Imigrantes" e "O Trabalho e o Lazer" (1979). Realizou exposições individuais em: São Paulo (1966 – Galeria Seta, 1970, 1973, 1976, 1980 a 1985, 1995); Rio de janeiro (1967, 1978, 1983); Uberlândia, MG (1981); Brasília, DF (1980); Curitiba, PR (1984). Participou de inúmeros Salões e mostras coletivas. Recebeu o primeiro Prêmio Aquisição no I Salão da Jovem Gravura no MAM, RJ. WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 29; PONTUAL PÁG. 14; MEC VOL, 1, PÁG. 45; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 39, VOL. 2, PÁG. 43; VOL. 11, PÁG. 6; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; brasilartesenciclopedias.com.br; www.artprice.com.



065 - LIVIO ABRAMO (1903 - 1992)

Casario - xilogravura - P.A. - 21,5 x 27 cm - canto inferior esquerdo - 1966 - Paraguay -

Gravador, desenhista, pintor, ilustrador, jornalista e professor, nasceu em Araraquara, SP e faleceu em Assunção, Paraguai. Mudou-se para São Paulo, onde, em 1909, estudou desenho com Enrico Vio no Colégio Dante Alighieri. No início dos anos de 1920, fez ilustrações para pequenos jornais e entrou em contato com a obra de Oswaldo Goeldi e de gravadores expressionistas alemães. Realizou as primeiras gravuras em 1926. Em 1947, ilustrou o livro ‘Pelo Sertão’, do escritor Afonso Arinos de Mello Franco, publicado em 1949. Com essa série de ilustrações, apresentadas no Salão Nacional de Belas Artes, obteve o prêmio de viagem ao exterior. Seguiu para a Europa em 1951. Em Paris frequentou o Atelier 17, aperfeiçoando-se em gravura em metal com Stanley William Hayter. De volta ao Brasil, foi premiado como o melhor gravador nacional na Bienal Internacional de São Paulo, nas edições de 1953 e de 1963. Deu aulas de xilogravura na Escola de Artesanato do Museu de Arte Moderna de São Paulo. Foram seus alunos, entre outros, Maria Bonomi e Antonio Henrique Amaral . Fundou o Estúdio Gravura, em 1960, com Maria Bonomi. Em 1962, foi convidado pelo Itamaraty a integrar a Missão Cultural Brasil-Paraguai, posteriormente Centro de Estudos Brasileiros. Mudou-se para o Paraguai e dirigiu até 1992, o Setor de Artes Plásticas e Visuais. Foi fundador do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Paraguai. PONTUAL, PÁG. 1, JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 19; MEC VOL.1, PÁG. 33; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 795; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28; ACERVO FIEO.



066 - MARIO SILÉSIO (1913 - 1990)

Composição - guache - 17 x 23,5 cm - canto inferior direito -
Ex coleção Renato Antônio Brogiolo - Rio de Janeiro, RJ.

Pintor, desenhista, muralista e vitralista. Cursa direito na Universidade de Minas Gerais - UMG (atual Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG), em Belo Horizonte, entre 1930 e 1935. Estuda desenho e pintura na Escola de Belas Artes de Belo Horizonte (Escola Guignard), sob a orientação de Alberto da Veiga Guignard, entre 1943 e 1949. Em 1953 viaja para Paris, como bolsista do governo francês, e ingressa no curso de André Lhote. De volta ao Brasil, entre 1957 e 1960 executa diversos painéis em edifícios públicos e privados de Belo Horizonte, como Banco Mineiro de Produção, Condomínio Retiro das Pedras, Inspetoria de Trânsito, Teatro Marília, Escola de Direito da UFMG e Departamento Estadual de Trânsito. É também de Silésio o mural feito para o Clube dos Engenheiros, em Araruama, Rio de Janeiro. Executa os vitrais da Igreja dos Ferros em 1964. ITAÚ CULTURAL.



067 - CARLO BRANCACCIO (1861 - 1920)

Paisagem - óleo sobre tela - 72 x 110 cm - canto inferior esquerdo -
No estado. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Nasceu e faleceu em Nápoles. Participou de inúmeras exposições e Salões oficiais em Nápoles, Milão, Londres, Mônaco, Paris (1902 a 1904, 1907) e Buenos Aires. JULIO LOUZADA, vol. 4, pág. 173; BENEZIT, vol.2, pág. 270.



068 - TOMÁS SANTA ROSA (1909 - 1956)

Figura - guache - 17,5 x 11,5 cm - canto inferior direito -
No estado.

Pintor, gravador, cenógrafo e professor autodidata, Tomás Santa Rosa Júnior nasceu em João Pessoa, PB e falecido em Nova Délhi, Índia. Fixou-se no Rio de Janeiro (1932), começou a trabalhar como auxiliar de Portinari e iniciou também sua carreira de ilustrador que se estenderia por longa série de obras de escritores brasileiros e estrangeiros, que incluiu, dentre outros, Graciliano Ramos, José Lins do Rêgo, Jorge Amado, Castro Alves, Dostoievski. É considerado o primeiro cenógrafo moderno brasileiro. Entre as exposições das quais participou destacam-se: o Salão Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro (1941 - Medalha de Prata); Um Século de Pintura Brasileira, no Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro (1952); II Bienal Internacional de São Paulo (1953); Salão Preto e Branco do III Salão Nacional de Arte Moderna do Rio de Janeiro (1954); 'Arts Primitifs et Modernes Brésiliennes', no Museu de Etnografia de Neuchâtel, Suíça (1955). Após sua morte, suas obras foram expostas nas seguintes mostras: Exposição de Artes Gráficas de Tomás Santa Rosa, na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro (1958); Retrospectiva no Teatro Municipal do Rio de Janeiro (1975); Santa Rosa, Carnaval e Figurinos na Fundação Nacional de Arte (Funarte) de São Paulo (1985); e Bienal Brasil Século XX, na Fundação Bienal de São Paulo (1994). PONTUAL, PÁG. 472; MEC VOL. 4, PÁG. 177; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 460; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 572; LEONOR AMARANTE; www.funarte.gov.br; cpdoc.fgv.br; www.artprice.com.



069 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Paisagem - aquarela - 33 x 38 cm - canto inferior esquerdo ilegível - 1989 -
No estado.



070 - ALDO BONADEI (1906 - 1974)

Casario - óleo sobre eucatex - 26 x 33 cm - centro inferior - 1971 -
Com etiqueta de Azulão Galeria - São Paulo, SP - no dorso.

Pintor, designer, gravador, figurinista e professor - Aldo Cláudio Felipe Bonadei nasceu e faleceu em São Paulo, SP. Entre 1923 e 1928 foi aluno de Pedro Alexandrino, período em que também frequentou o ateliê de Antonio Rocco. Viajou para a Itália, entre 1930 e 1931, e frequentou a Academia de Belas Artes de Florença, onde teve aulas com Felice Carena e seu assistente Ennio Pozzi, ambos ligados ao movimento ‘novecento’. Nesse período, dedicou-se ao desenho da figura humana, principalmente ao nu. Retornou a São Paulo no início da década de 1930 e participou ativamente do Grupo Santa Helena, da Família Artística Paulista - FAP e do Sindicato dos Artistas Plásticos. Em 1949 lecionou na Escola Livre de Artes Plásticas, primeira escola de arte moderna de São Paulo e participou do Grupo Teatro de Vanguarda. No ano seguinte, fundou a Oficina de Arte - O. D. A., com Odetto Guersoni e Bassano Vaccarini. No fim da década de 1950 atuou como figurinista nas peças ‘Vestido de Noiva’, de Nelson Rodrigues, e ‘Casamento Suspeitoso’, de Ariano Suassuna. Também desenhou alguns figurinos para dois filmes dirigidos por Walter Hugo Khoury: ‘Fronteiras do Inferno’ (1958) e ‘Na Garganta do Diabo’(1959). Realizou muitas exposições individuais e participou de vários Salões oficiais destacando-se: Bienal Internacional de São Paulo (1ª, 2ª, 3ª, 6ª, 7ª); Bienal de Veneza (1952); Panorama da Arte Moderna Brasileira (1970). MEC, VOL. 1, PÁG. 247; PONTUAL, PÁGS. 78/79; ARTE NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 1041; ART PRICE ANNUAL 2000, PÁG. 258; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 79; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; LEONOR AMARANTE, PÁG. 72; ACERVO FIEO.



071 - CARYBÉ (1911 - 1997)

"Na praia" - serigrafia - 64/200 - 29 x 39 cm - canto inferior direito -
Reproduzido no catálogo da Mostra Itinerante do artista realizada em treze galerias em 1995, realização Galvão Bueno Marketing Cultural e patrocínio da Galeria de Arte André - São Paulo - SP.

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



072 - SAMANTA ELIAS (XX)

Jardim - acrílico sobre tela - 25 x 25 cm - lado direito - 1978 -

Pintora. Assina Samanta. Formou-se na Escola Paulista de Belas Artes (1961) e começou a pintar profissionalmente em 1967. Realizou exposição individual em São Paulo (1984). Participou de mostras coletivas e Salões oficiais, destacando-se as edições do XXXIV, do XXXV, do XXXVIII Salão Paulista de Belas Artes, SP; coletivas em: Genebra, Suíça (1972); Tóquio, Japão (1973); Roma, Itália (1974); Cidade do México, México (1977); entre muitas outras pelo Brasil e exterior. JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 908.



073 - ANTONIO AUGUSTO MARX (1919 - 2008)

Paisagem - óleo sobre tela - 70 x 60 cm - canto inferior direito e dorso - 1989 -

Arquiteto e pintor ativo em São Paulo, onde participa de mostras coletivas a partir de 1966, com reconhecimento de crítica e público. Artista de muitos recursos técnicos, suas obras tem como tema a paisagem, do campo e da cidade, com conteúdo de atmosfera, côr e equilibrio. MEC vol.3, pág. 99; PONTUAL, pág. 346; JULIO LOUZADA vol.11, pág. 203; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 803, Acervo FIEO.



074 - ALEXANDRE RAPOPORT (1929)

Figuras - monotipia - 38,5 x 30,5 cm - canto inferior direito - 1957 -

Arquiteto, pintor, gravador, desenhista industrial e professor, RAPOPORT nasceu no Rio de Janeiro, onde cursou a Faculdade Nacional de Arquitetura da antiga Universidade do Brasil. Fêz aprendizado de gravura na antiga ENBA em 1952. Conquistou menções honrosas em pintura e desenho no SNBA a partir de 1948. WALMIR AYALA,vol. 2, pág. 237; MEC, vol. 4, pág. 26; PONTUAL, pág. 447; TEIXEIRA LEITE, pág. 431; JÚLIO LOUZADA, vol. 11, pág. 260; ITAU CULTURAL.



075 - EDY GOMES CAROLLO (1921 - 2000)

Laçador - óleo sobre tela colada em eucatex - 31 x 50 cm - canto inferior direito - 1972 -

Filho e discípulo de Sobragil Gomes Carollo, participou do Salão Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, com diversas premiações. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 173 e 174.



076 - SERGIO VIDAL (1945)

"Revelando o craque" - técnica mista sobre tela - 47 x 43 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2018 - Rio de Janeiro -

Pintor, gravador, escultor e músico, nascido na cidade do Rio de Janeiro-RJ. O consagrado crítico de arte, Quirino Campofiorito, assim escreveu sobre o autor: " ... Vidal encontra sua temática na convivência popular, e a traduz (gente e ambiente) com a eloquência poética de quem realmente sente o assunto e sabe dar-lhe proporção justa". Vidal realizou exposição individual e coletivas, com sucesso de crítica e de público. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 1033. Acervo FIEO.



077 - LOUCO FILHO (1961)

Rei - escultura em madeira - 82 x 15 x 09 cm - assinado - 11/12/2003 -

Celestino Gama da Silva, que assina suas obras como Louco Filho, nasceu, no município de Muritiba, BA. Foi criado em Cachoeira, cidade histórica do Recôncavo Baiano, onde reside e mantém seu ateliê. É filho do escultor Boaventura da Silva Filho, conhecido como Louco (1929-1992), de quem herdou o talento e o apelido. Exposição coletiva em São Felix, BA (1991). LIMA, BETH E VALFRIDO - “EM NOME DO AUTOR”; ITAU CULTURAL; www.popular.art.br; www.acasa.org.br.



078 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulata - desenho a lápis - 21 x 14,5 cm - canto inferior esquerdo -
No estado.

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



079 - SYLVIO PINTO (1918 - 1997)

Paris - óleo sobre tela - 46 x 55 cm - canto inferior direito -
No estado.

Pintor, Sylvio da Silva Pinto nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Assina S. Pinto. Teve as primeiras noções de desenho no Liceu de Artes e Ofícios, RJ. Mais tarde recebeu lições de seu pai – o Pinto das Tintas. Foi ainda na casa paterna que conheceu Pancetti. Estudou no Núcleo Bernardelli (1938) e se dedicou exclusivamente à pintura a partir de 1940. Fundou e dirigiu no Jacarezinho, bairro carioca, uma escolinha de arte para crianças pobres. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1988, 1992); Brasília, DF (1988,1993); Rio de Janeiro (1989, 1991, 1993, 1994, 1995); Constância, Portugal (1991). Participou de várias mostras coletivas e Salões oficiais como a I Bienal Internacional de São Paulo (1951). Foi premiado no: Rio de Janeiro (1941, 1943, 1945, 1948, 1949, 1952 – Prêmio Viagem ao Exterior, 1957 – Prêmio Viagem Nacional, 1988, 1989); Salvador, BA (1946, 1950); Constância, Portugal (1994); Brasília, DF (1994); Niterói, RJ (1996). MEC, VOL. 3, PÁG. 419, ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 4, PÁG. 894; VOL. 5, PÁG. 820; VOL. 6, PÁG. 890; VOL. 7, PÁG. 562; VOL. 8, PÁG. 661; VOL. 10, PÁG. 693; ACERVO FIEO; www.academia.org.br; www.artprice.com.



080 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Vaso com flores" - acrílico sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2003 - São Paulo -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



081 - DARCILIO LIMA (1944 - 1991)

Composição surreal - litografia - 7/50 - 67 x 45 cm - canto inferior direito - 1968 -

Cearense de Cascavel, o festejado desenhista Darcilio foi para o Rio de Janeiro, e já depois de haver iniciado autodidaticamente seu trabalho no campo da pintura e da utilização do lápis cêra. Recebeu orientação de Ivan Serpa, passando a dedicar-se especialmente ao desenho a bico-de-pena, com a permanente fixação gráfica da fantasia erótica como veículo de impacto crítico. PONTUAL, pág. 159. MEC, vol.1, pág.17; WALTER ZANINI, pág. 760; LEONOR AMARANTE; ITAU CULTURAL.



082 - INGRES SPELTRI (1940)

"Vaso com flores" - óleo sobre tela - 63 x 67 cm - centro inferior e dorso -

Pintor, desenhista, escultor, gravador e professor nascido em Jau, SP. Filho do pintor Augusto Speltri com quem se iniciou na pintura, ainda criança. Em 1959 mudou-se para São Paulo onde estudou Música (1960-1964). Foi professor titular da Escola Panamericana de Arte, SP. Realizou exposições individuais, em São Paulo, nos anos de 1977, 1981, 1978, 1984. Participou de várias mostras e Salões oficiais, sendo premiado em: São Paulo (1963, 1966, 1970, 1971); Santo André, SP (1976). JULIO LOUZADA VOL. 5, PÁG. 1012; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; MEC VOL. 4, PÁG. 338; PONTUAL PÁG. 504; www.artprice.com; www.speltri.com.



083 - FANG (1931 - 2012)

Paisagem - óleo sobre tela - 100 x 80 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1982 -
Ex-coleção Antônio Maluf - Galeria Seta - São Paulo - SP. No estado.

Pintor, desenhista, gravador e professor, Chien Kong Fang, ou simplesmente Fang, nasceu na cidade de Tung Cheng, China e faleceu em São Paulo. Estudou sumiê e aquarela na China em 1945. Veio morar em São Paulo com a família em 1951, naturalizando-se brasileiro em 1971. Entre 1954 e 1956, estudou pintura com Yoshiya Takaoka em São Paulo. Viajou, em 1977, para a América do Norte, Europa e Ásia, onde desenvolveu o seu trabalho de pintura. Em 1981, foi realizado o curta metragem biográfico ‘O Caminho de Fang’, em São Paulo. Visitou a China, convidado pelo governo chinês, em 1985. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1959, 1961, 1962, 1978, 1981, 1993, 2005); Salvador, BA (1962); Rio de Janeiro (1978, 1986); Schleswing, Alemanha (1985); Lugana, EUA (1990); Americana, SP (1994); Formosa, Taiwan (1994). Foi premiado no Rio de Janeiro (1957) e em São Paulo (1960 a 1962, 1967 a 1969, 1978, 1979, 1991). Participou do Panorama da Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1978). MEC, VOL. 2, PÁG. 124; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 366; VOL. 6, PÁG. 378; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 189; PONTUAL, PÁG. 201; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; www.fang.com.br; www.artprice.com.



084 - VERA ROITMAN (1942)

Família - óleo sobre tela - 54 x 45 cm - canto inferior direito - 1985 -

Pintora, desenhista e gravadora, Vera Motlis Roitman nasceu no Rio de Janeiro. Estudou no Museu de Arte Moderna, RJ. Integrou a equipe de paginação da revista "Jóia" (1967, 1968). Realizou exposição individual em São Paulo (1989). Participou da I Bienal de Artes Plásticas de Salvador, BA (1966); do XVII e do XVIII Salão Nacional de Arte Moderna, RJ (1968, 1969); da Mostra Internacional de Desenho da Universidade de Porto Rico (1968); do Salão da Bússola – MAM, RJ (1969); da 3ª Mostra Anual de Gravura Cidade de Curitiba, Curitiba – PR (1980); entre outras. MEC VOL. 4, PÁG. 96; PONTUAL PÁG. 460; ITAU CULTURAL.



085 - EDGARD OEHLMEYER (1909 - 1967)

Marinha - óleo sobre eucatex - 20 x 28 cm - canto inferior esquerdo - 1964 -
No estado.

Pintor nascido em Rio Claro e falecido em São Paulo. Nessa cidade cursou pintura com o prof. Carlos Hadler na Escola Profissional. Foi discípulo de Amadeo Scavone e Antonio Rocco. Realizou exposição individual em São Paulo (1941). Participou de várias edições do Salão Paulista de Belas Artes, SP; do Salão Nacional de Belas Artes, RJ e outras mostras oficiais. Foi premiado em: São Paulo (1939, 1940, 1946, 1949, 1953, 1962); Rio de Janeiro (1947). TEODORO BRAGA, PÁG. 175; MEC. VOL.3, PÁG. 291; MAYER/1984, PAG. 1070; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 362; PONTUAL, PÁG. 389; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 686; www.museuvirt.com.br.



086 - JOSÉ SIMEONE (1930 - 2009)

Paisagem - óleo sobre tela - 65 x 50 cm - canto inferior direito - 1988 -
No estado.

Pintor paulistano ligado à arte figurativa, com características impressionistas. Seu estilo se aproxima dos oitocentistas italianos e franceses, sendo que o crítico Pietro Maria Bardi também identificava em sua obra influências do grupo Santa Helena. Proveniente de família de artistas pintores (Angelo e João Simeone). Participa de coletivas a partir de 1962 (já com premiação). MEC, vol. 4, pág. 285; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 923; TEIXEIRA LEITE, pág. 482; Acervo FIEO.



087 - INOS CORRADIN (1929)

Sanfoneiro - escultura em cerâmica - 16 x 10 x 08 cm - assinado -

Pintor, desenhista, gravador, escultor e cenógrafo, nascido em Vogogna, Itália. Por volta de 1932 mudou-se com a família para Castelbaldo - Padova, onde, em 1945, estudou pintura com professor Tardivello. Em 1947 colaborou com o pintor Pendin na execução de um mural referente aos mártires da resistência italiana em Castelbaldo. Veio, em 1950, para Jundiaí e São Paulo onde fez parte do núcleo artístico Cooperativa em São Paulo, dirigido pelo pintor argentino Oswaldo Gil Navarro. Executou cenários para o Ballet do IV Centenário de São Paulo, em 1954. Em 1979 foi contratado para pintar um cenário para o Teatro de Rovigo, Itália. Realizou diversas exposições individuais, participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais pelo Brasil e pelo mundo. Foi premiado em Paris (1975) e em Ferrara, Itália (1976). JULIO LOUZADA, VOL. 11, PÁG. 152; PONTUAL, PÁG. 143; MEC, VOL. 1, PÁG. 448; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 215; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; inoscorradin.com.br.



088 - MARIA LEONTINA (1917 - 1984)

"Páginas" - serigrafia sobre tela - 45/60 - 48 x 49 cm - dorso -

Pintora, gravadora e desenhista. Maria Leontina Mendes Franco da Costa nasceu em São Paulo, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. Iniciou estudos de desenho com Antônio Covello, em São Paulo (1938), e na primeira metade da década de 1940 estudou pintura com Waldemar da Costa. Em 1946, no Rio de Janeiro, frequentou o ateliê de Bruno Giorgi e fez curso de museologia no Museu Histórico Nacional, entre 1946 e 1948. Em 1947, participou da exposição ‘19 Pintores’, na Galeria Prestes Maia, em São Paulo, ao lado de Lothar Charoux, Marcelo Grassmann, Aldemir Martins, Luiz Sacilotto e Flavio-Shiró. Em 1951, foi convidada pelo psiquiatra e crítico de arte Osório César para orientar o setor de artes plásticas do Hospital Psiquiátrico do Juqueri. No mesmo ano, organizou uma mostra dos internos no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Em 1952, com bolsa de estudo do governo francês, viajou para a Europa, acompanhada pelo marido, o pintor Milton Dacosta. Em Paris, entre 1952 e 1954, frequentou o ateliê de gravura de Johnny Friedlaender. Na década de 1960, realizou painel de azulejos para o Edifício Copan e vitrais para a Igreja Episcopal Brasileira da Santíssima Trindade, ambos em São Paulo. Realizou exposições individuais e participou de inúmeras mostras, Salões oficiais e Bienais como a Bienal de Veneza (1950, 1952, 1956). Foi premiada no Rio de Janeiro (1944, 1950, 1955, 1957, 1980); em São Paulo (1944; 1947; 1951; 1954; 1958; 1960; 1980; 1955, 1959, 1965 - Bienais Internacionais; 1969, 1970 - Panoramas da Arte Atual Brasileira; 1975 - prêmio pintura da Associação Paulista de Críticos de Artes - APCA); Brasília, DF (1980); Curitiba, PR (1980; Porto Alegre, RS (1980); Nova York (1960 - Fundação Guggenheim). ITAU CULTURAL; MEC, VOL. 2, PÁG. 471; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 309; PONTUAL, PÁG. 338; ARTE NO BRASIL, PÁG. 772; LEONOR AMARANTE, PÁG. 25; WALTER ZANINI, PÁG. 645; JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 572.



089 - IVAN SERPA (1923 - 1973)

Composição - aquarela - 19 x 14,5 cm - canto inferior direito - 1954 -

Pintor, desenhista, gravador e professor, Ivan Ferreira Serpa nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Estudou gravura e desenho com Axel Leskoschek (entre 1946 e 1948) no Rio de Janeiro. Em 1949, ministrou suas primeiras aulas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, onde, a partir de 1952, exerceu sistemática atividade didática, em especial no ensino infantil. Foi um dos precursores do concretismo no Brasil, criando ao lado de Aluisio Carvão, Lígia Clark, Hélio Oiticica e outros o Grupo Frente, que se manteve ativo de 1954 a 1956, inclusive com exposições no Rio de Janeiro. Participou da Divisão Moderna do SNBA (1947-1951). Em 1957, recebeu o prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna, RJ. Participou da exposição ’Opinião 65’, evento que marca a difusão de uma nova arte de tendência figurativa, a neofiguração. Em 1970, fundou, com Bruno Tausz, o Centro de Pesquisa de Arte no Rio de Janeiro. Participou da Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1961, 1963, 1965) e da Bienal de Veneza (1952, 1954, 1962, 1966). PONTUAL, PÁG 486; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 605; ARTE NO BRASIL, PÁG. 840; LEONOR AMARANTE, PÁG. 26; MEC VOL. 4, PÁG. 221; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 899.



090 - AGUSTIN SALINAS Y TERUEL (1862 - 1915)

Menina - óleo sobre tela - 46 x 36 cm - canto inferior esquerdo - 1912 - São Paulo -
Reproduzido no convite deste Leilão. No estado. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor espanhol, estudou em Madri, na Escola Superior de Pintura, e na Academia Espanhola de Roma. Viveu muitos anos na Itália, para onde se transferiu em 1883 e onde mais tarde manteve ateliê com o irmão Pablo Salinas. Segundo José Roberto Teixeira Leite, era um boêmio "despreocupado com os bens materiais e levando vida desorganizada". Obsessivo por viagens, esteve várias vezes na Holanda e mais de uma vez no Brasil, tendo aqui participado da Exposição Geral de Belas Artes de 1910. Consta que também realizou exposições em São Paulo e Rio de Janeiro. Sua obra integra diversos museus da Europa e, no Brasil, o acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo e de coleções particulares. BENEZIT, vol. 9, pág. 249; BOLAFFI, vol. 12, pág. 305; MAYER/84, pág. 1156; TEODORO BRAGA, pág. 210; ANUAIRE DES COTES INTERNATIONAL, pág. 1728; ART PRICE ANNUAL 2000, pág. 2202.



091 - DAREL VALENÇA LINS (1924 - 2017)

Família - desenho a nanquim - 22,5 x 15 cm - canto inferior direito - 1956 -
No estado.

Gravador, pintor, desenhista, ilustrador e professor nascido em Palmares, PE. Estudou na Escola de Belas Artes do Recife, atual Universidade Federal de Pernambuco (entre 1941 e 1942). Mudou-se para o Rio de Janeiro (1946); estudou gravura em metal com Henrique Oswald (1948) e recebeu aconselhamento técnico de Oswaldo Goeldi. Atuou como ilustrador em diversos periódicos: revista 'Manchete'; jornais 'Última Hora' e 'Diário de Notícias'; diversos livros: 'Memórias de um Sargento de Milícias' (1957), de Manuel Antônio de Almeida; 'Poranduba Amazonense' (1961), de Barbosa Rodrigues; 'São Bernardo' (1992), de Graciliano Ramos e 'A Polaquinha' (2002), de Dalton Trevisan. Encarregou-se das publicações da Sociedade dos Cem Bibliófilos do Brasil (entre 1953 e 1966). Lecionou gravura em metal no Museu de Arte de São Paulo - Masp (1951); litografia na Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro (entre 1955 e 1957) e na FAAP, São Paulo (1961 a 1964). Realizou painéis para o Palácio dos Arcos, em Brasília (1968-1969) e para a IBM do Brasil, no Rio de Janeiro (1979). Realizou muitas exposições individuais, destacando-se: Rio de Janeiro (1949, 1963, 1964, 1966, 1968, 1973, 1995); Recife, PE (1951); Itália (1952 – Milão, 1958 - Roma); São Paulo (1953 – MASP, 1960, 1967). Participou de várias mostras e Salões oficiais, entre as quais: Salão Nacional de Arte Moderna (1952 a 1960) onde recebeu Prêmio de Viagem ao País (1952) e Prêmio de Viagem ao Estrangeiro (1957); Bienal Internacional de São Paulo (1961 a 1967) recebendo Prêmio Melhor Desenhista Nacional (1963) e Sala Especial (1965); Gravadores Brasileiros Contemporâneos, EUA (1966); Bienal de Tóquio, Japão (1964); Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa (1988, 1993). MEC VOL.3, PÁG. 18; PONTUAL, PÁG.160; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 313; VOL. 8, PÁG. 246; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 715; ARTE NO BRASIL, PÁG. 839; LEONOR AMARANTE, PÁG. 125; ACERVO FIEO; www.graphias.com.br; www.artprice.com.



092 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Senhora - óleo sobre tela - 59 x 50 cm - canto inferior direito - 22/04/1968 -
Gene Woiskl. No estado.



093 - JOSÉ BARBOSA (1948)

Festa - óleo sobre tela - 26 x 33 cm - canto inferior esquerdo - 1974 -
No estado.

Pernambucano de Olinda, onde nasceu em agosto de 1948. Filho de marceneiro, iniciou sua carreira em 1963, como escultor-talhador, incentivado pelo pintor Adão Pinheiro. Integrou e organizou o movimento de Arte Ribeira, que tinha a participação dos artistas João Câmara, Vicente do Rego Monteiro e Guita Charifker - movimento dissolvido pouco tempo depois pela repressão militar. No Rio de Janeiro envolveu-se com a elite artística carioca, participando do progresso da vanguarda com suas talhas e gravuras em metal com imagerns exuberantes inspiradas na sua terra natal. Residiu na Alemanha, expondo seus trabalhos na França, Alemanha, Suiça e Inglaterra. Individuais a partir de 1964 e coletivas desde 1965. JULIO LOUZADA, vol. 12, pág. 36; ITAU CULTURAL.



094 - FÉLIX BRISSOT DE WARVILLE (1818 - 1892)

Estábulo - óleo sobre tela - 70 x 100 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista frances, Félix Saturnin Brissot de Warville nasceu em Véron – Yonne e faleceu em Versailles. Foi aluno de Léon Cogniet, na Escola de Belas Artes de Paris. Trabalhou como administrador no Palácio de Compiègne. Pintou muitas cenas campestres e de animais pelas províncias francesas e pela Espanha (1870 a 1875). BENEZIT; www.artprice.com.



095 - DIEGO RIVERA (1886 - 1957)

Camponês - técnica mista sobre papel - 20,5 x 15,5 cm - canto inferior direito -
Procedente da coleção Dr. Carlos Perktold - Belo Horizonte - MG. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor mexicano, nascido em Guanajuato, o mais célebre artista ligado à revivescência da pintura monumental em afresco, que constitui a mais importante contribuição do México à arte moderna em geral. Viveu de 1907 a 1921 na Europa, onde se familiarizou com os movimentos modernos e embora tenha chegado a fazer experimentos como, por exemplo, o cubismo, sua arte madura enraizava-se firmemente na tradição mexicana. Destacou-se num programa de pintura de murais destinados a glorificar a história e o povo do México num espírito de fervor revolucionário, a partir de 1921. Muitos exemplos de sua obra podem ser vistos em edifícios públicos da Cidade do México como na sede do Secretariado da Educação, no Palácio Nacional do México; na Escola Nacional de Arquitetura de Chapingo, no Palácio de Cortés em Cuernavaca; no Instituto de Arte de Detroit, EUA. Ao longo de sua carreira também executou um grande número de pinturas de cavalete. Há um museu dedicado à sua obra na Cidade do México. Esteve na XXII Bienal de São Paulo (1994). BENEZIT VOL.8, PÁG. 783; DICIONÁRIO OXFORD PÁG.453; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 826; www.britannica.com; www.riveramural.com; www.infoescola.com; www.artchive.com; www.artcyclopedia.com



096 - J. CARLOS (1884 - 1950)

Amigos - desenho a nanquim e guache - 20 x 29 cm - canto inferior direito -

Chargista, caricaturista, desenhista, pintor, ilustrador, José Carlos de Brito Cunha nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi um dos formadores da tradição da charge brasileira ao lado de Raul Pederneiras e K.Lixto, e criador de tipos como a negrinha 'Lamparina', a 'Melindrosa' e o 'Almofadinha'. Autodidata, iniciou a carreira de caricaturista ainda estudante, quando publicou um de seus desenhos na revista 'O Tagarela' (1902). Em seguida, passou a colaborar regularmente com a revista e no ano seguinte desenhou sua primeira capa na publicação. Colaborou em muitos órgãos da imprensa carioca como 'O Tico Tico', 'Fon-Fon', 'Careta', 'A Cigarra', 'Vida Moderna', 'Eu Sei Tudo', 'Revista da Semana' e 'O Cruzeiro'. Entre 1922 e 1930, exerceu o cargo de diretor artístico das empresas 'O Malho', onde iniciou uma grande série de charges de caráter político, satirizando fatos e personalidades nacionais e estrangeiras. A vertente política foi explorada pelo artista desde o início de sua carreira, sendo ele o responsável pela execução de uma série de charges antibelicistas executadas no período abrangido pelas duas grandes guerras e principalmente durante os dois governos de Getúlio Vargas (1883 - 1954). Esses trabalhos foram publicados principalmente na revista 'A Careta'. Também fez esculturas, foi autor de teatro de revista e letrista de música popular. JULIO LOUZADA vol. 10, pág. 181; CARICATURISTAS BRASILEIROS, de Pedro Corrêa do Lago, pág. 74; WALTER ZANINI, pág. 448; ARTE NO BRASIL, pág. 646; ITAU CULTURAL; www.ims.com.br; www.dec.ufcg.edu.br; www.artprice.com.



097 - IRINEIDE KLOCKNER (1961)

Composição - óleo sobre tela - 70 x 50 cm - dorso -

Pintora nascida em Maringá, PR, Iniciou sua carreira artística em 1983. Desde 2000, dedica-se exclusivamente à pintura em tela, tendo durante estes anos aprimorado sua arte em diversas técnicas, através da convivência com artistas de diferentes estilos. Nos últimos anos tem buscado inspiração em grandes nomes do Abstracionismo, como Jackson Pollock e Jonas Gerard, e desenvolveu seu próprio estilo. Em sua arte, expressa a beleza da vida, em todos seus pormenores e complexidades, na união dos traços aparentemente desconexos se criam momentos únicos. Durante sua carreira, participou de exposições ao longo de toda a região Sul, tendo assinado mais de 2000 obras de arte, que hoje embelezam residências e ambientes corporativos em todo o Brasil. http://www.klockner-art.com; www.artprice.com.



098 - WALTER LEWY (1905 - 1995)

Cajus - óleo sobre tela - 72 x 93 cm - canto inferior direito - 1983 -
No estado.

Gravador, pintor, ilustrador, paisagista, desenhista e publicitário nascido em Bad Oldesloe, Alemanha e falecido em São Paulo. Estudou na Escola de Artes e Ofícios de Dortmund, Alemanha (1923-1927). Nesse período, filiou-se à tendência do realismo mágico. Em 1928 participou de coletivas em Dortmund, Gelsenkirchen, Boclusim e outras cidades. Com a crise econômica de 1929, Lewy perdeu seu emprego de desenhista numa gráfica e foi viver com os pais no interior, tornando-se ilustrador de anedotas em jornais. Realizou sua primeira exposição individual em Bad Lippspringe (1932), mas foi fechada quando a Câmara de Arte Alemã proibiu a participação de judeus na vida artística. Escapando dessa situação opressora, o artista imigrou para o Brasil (1938), retomando profissionalmente a pintura. Deixou para trás centenas de trabalhos, que foram enviados para a Holanda e perdidos durante os bombardeios da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). No Brasil, fixou-se em São Paulo. Nos primeiros anos fez desenho publicitário e mais tarde capas de livros e ilustrações para diversas editoras. Ilustrou obras de Bertrand Russell, Machado de Assis e Arnold Toynbee, entre outras. Mais tarde, empregou-se como diagramador, letrista e arte-finalista nas agências de propaganda De Carli, Lintas Publicidade, Martinelli, Santos & Santos e Thompson Propaganda. Participou de Salões Nacionais e Bienais de São Paulo, entre 1951 e 1965, recebendo diversas premiações oficiais. JULIO LOUZADA, VOL. 10, PÁG. 497; MEC, VOL. 2, PÁG. 474; TEODORO BRAGA, PÁG. 245; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 286; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 630; LEONOR AMARANTE, PÁG. 142; ACERVO FIEO.



099 - FRANCISCO DA SILVA (1910 - 1985)

Peixe - têmpera sobre tela - 64 x 44 cm - centro inferior - 1975 -
No estado.

Pintor e desenhista, Francisco Domingos da Silva nasceu em Alto Tejo, AC e faleceu em Fortaleza, CE. Filho de índio peruano com brasileira, ainda criança se fixou em Fortaleza, por volta de 1937, onde começou a desenhar a carvão e giz sobre muros e paredes de casebres de pescadores. Na década de 40, sob o incentivo do crítico e pintor suíço Jean Pierre Chabloz, iniciou-se na pintura a guache juntamente com Chabloz, Antônio Bandeira e Inimá de Paula. O mesmo Jean Pierre lança-o em Paris. Entre 1961 e 1963, trabalhou no recém-criado Museu de Arte da UFCE. Expôs individualmente no Brasil a partir de 1943 e em diversas mostras coletivas no Brasil e exterior, com premiações, destacando-se a recebida na XXXIII Bienal de Veneza (1966). JULIO LOUZADA, VOL. 1 PÁG. 909; ITAU CULTURAL; LEONOR AMARANTE; ARTE NO BRASIL, ACERVO FIEO; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 478.



100 - JOÃO ALVES (1905 - 1970)

Paisagem da Bahia - óleo sobre tela - 90 x 116 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1967 -
Reproduzido no convite deste Leilão. No estado.

Pintor ingênuo, autodidata, cuja obra tem como tema a paisagem urbana de Salvador, capital de seu Estado natal. Expôs individualmente no Museu de Arte Moderna de Salvador em 1961, e na Galeria Montmartre - RJ em 1965, com apresentação de Jorge Amado. JULIO LOUZADA vol. 9 pág 38; TEIXEIRA LEITE, pág. 22; ITAU CULTURAL; MEC, vol. 1, pág. 71; PONTUAL, pág. 20. Acervo FIEO.



101 - ALFREDO VOLPI (1896 - 1988)

Fachada - serigrafia - 36/50 - 36 x 23,5 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.



102 - MARIO ZANINI (1907 - 1971)

Rosto - desenho a carvão e pastel - 44 x 31 cm - canto inferior direito -
No estado.

Pintor, decorador, ceramista, professor, Mário Zanini nasceu e faleceu em São Paulo. Foi um dos integrantes de dois importantes movimentos artísticos considerados históricos na pintura paulista: o Grupo Santa Helena e a Família Artística Paulista. Sua formação artística se deu em São Paulo quando aos 13 anos iniciou curso de pintura da Escola Profissional Masculina do Brás e de 1924 a 1926, matriculou-se no curso de desenho e artes do Liceu de Artes e Ofícios. Conheceu Alfredo Volpi em 1927 e no ano seguinte estudou com o pintor Georg Elpons. Trabalhou no escritório de decoração de Francisco Rebolo entre 1933 e 1938. Em 1940 recebeu medalha de prata no 46º Salão Nacional de Belas Artes e foi convidado por Rossi Osir a trabalhar em seu ateliê de azulejos artísticos, o Osirarte. Em 1950, viajou por seis meses pela Itália, em companhia de Volpi e Osir. A partir de 1968 lecionou na Faculdade de Belas Artes de São Paulo. Participou de vários Salões oficiais e mostras coletivas no Brasil, como I e III Bienal Internacional de São Paulo e no exterior. Sua família doou 108 de suas obras ao Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo - MAC/USP em 1974. MEC, VOL. 4, PÁG. 531; PONTUAL, PÁG. 557; TEODORO BRAGA, PÁG. 250; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 451; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; ARTE NO BRASIL, PÁG. 778; LEONOR AMARANTE, PÁG.38; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 1085; ACERVO FIEO.



103 - ROBERTO FEITOSA (1943)

Paisagem - óleo sobre tela colada em eucatex - 40 x 78 cm - canto inferior esquerdo - 1980/1981 -

Pintor natural da cidade do Rio de Janeiro-RJ. Segundo o crítico Roberto Pontual, "A atividade de pintar foi acontecimento inesperado e repentino na sua vida, por volta de 1968. Professor de inglês, integrado diretamente na contemporaneidade, isto pareceria entrar em conflito com a infância que permanece na sua pintura. Mas se o tema ali é o mundo sob a visão de criança, a técnica de Feitosa, apesar do quase absoluto autodidatismo, atinge requinte surpreendente - o que veio situá-lo em posição especial entre tantos outros pintores ingênuos surgidos mais ou menos à mesma época. Não é propriamente o passado mítico da humanidade o que ele deseja fixar, localizando-o em luminoso e harmônico Paraíso vegetal, como mero ilustrador de temas bíblicos; com a dose exata de subconsciência, termina registrando partículas e estruturas que simbolizam referências mais viscerais à própria condição humana de vir ao mundo no corpo da uterina tranquilidade e de precisar romper o ovo da harmonia para fundar o rumo de sua existência. O corpo da uterina tranquilidade está todo contido nas formas ovais que persistentemente utiliza para nelas distribuir a fundação de seu magnético universo: elas atuam em diversos níveis simbólicos, sintetizando a forma da Terra, que também é mãe, asilo, proteção, recolhimento, fonte da qual se parte um dia, expulso, para receber e enfrentar o mundo". PONTUAL, Roberto. Arte/Brasil/hoje: 50 anos depois. São Paulo: Collectio, 1973. ITAUCULTURAL, JULIO LOUZADA vol 2 pág 391 e vol 3 pág 400.



104 - TARSILA DO AMARAL (1890 - 1973)

Paisagem - desenho a nanquim - 14 x 20 cm - canto inferior direito -

Pintora e desenhista, Tarsila do Amaral nasceu em Capivari, SP e faleceu em São Paulo. Estudou escultura com William Zadig e com Mantovani, em 1916, na capital paulista. No ano seguinte teve aulas de pintura e desenho com Pedro Alexandrino, onde conheceu Anita Malfatti. Ambas tiveram aulas com o pintor Georg Elpons. Em 1920 viajou para Paris e estudou na ‘Académie Julian’ e com Émile Renard. Ao retornar ao Brasil formou em 1922, em São Paulo, o Grupo dos Cinco, com Anita Malfatti, Mário de Andrade, Menotti del Picchia e Oswald de Andrade. Em 1923, novamente em Paris, frequentou o ateliê de André Lhote, Albert Gleizes e Fernand Léger. Foi a criadora de duas das principais tendências ou movimentos de nossa arte nacionalista: o Pau Brasil e o Antropofagia. A convite da Comissão do IV Centenário de São Paulo fez, em 1954, o painel ‘Procissão do Santíssimo’ e, em 1956, entregou ‘O Batizado de Macunaíma’, sobre a obra de Mário de Andrade, para a Livraria Martins Editora. A retrospectiva Tarsila: 50 Anos de Pintura, organizada pela crítica de arte Aracy Amaral e apresentada no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo , em 1969, ajudou a consolidar a importância da artista. TEODORO BRAGA, PÁG. 220; REIS JR., PÁG.388; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 365; MEC, VOL. 4, PÁG. 370; PONTUAL, PÁG. 511; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 492; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 389; ARTE NO BRASIL, PÁG. 577; LEONOR AMARANTE, PÁG. 24; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 958.



105 - CARMELA GROSS (1946)

Composição - técnica mista e colagem sobre papel - 47 x 33 cm - dorso - Março de 2003 -
No estado.

Maria do Carmo Gross Nitsche nasceu em São Paulo-SP. Artista multimídia, freqüentou o curso de artes plásticas na FAAP-SP, entre 1965 e 1969. Em 1967, apresentou a obra Nuvens, com imagens esquemáticas, em madeira, que aludem ao universo das histórias em quadrinhos e ao desenho infantil. Desde os anos 1970 atua em linguagens diversificadas, como desenho e litografia, utilizando novos meios como carimbos, heliografia, xerox e videoarte, e desenvolvendo experiências de transposição entre mídias. A partir da década de 1980, sua obra desenvolve-se entre a pintura e o desenho, e entre a pintura e o objeto, passando a explorar também a arquitetura do espaço expositivo. "Carmela Gross, desde os Carimbos dos anos 70 até o ambiente Facas criado em 1995, vem demonstrando a possibilidade de subverter o estereótipo através da repetição do gesto. Dessa insistência, que poderia ser mal entendida como submissão ao modelo, extrai a possibilidade de libertar, pela imprecisão, o diferente." MILLIET, Maria Alice. Carmela Gross. In: O ÚNICO/o mesmo/o a-fundamento. Curadoria Maria Alice Milliet. São Paulo: Valu Oria Galeria de Arte, 1996. p. 7-8. Individuais a partir de 1977 e coletivas desde 1966. MEC, vol 2, pág. 284; ITAUCULTURAL.



106 - HERMANN TRAUGOTT RÜDISÜHLI (1864 - 1944)

Paisagem - óleo sobre cartão - 45 x 60 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista suiço com participações em mostras coletivas. www.artprice.com.



107 - PIETRO SCOPPETTA (1863 - 1920)

Jovem - óleo sobre madeira - 40 x 40 cm - canto superior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista e ilustrador italiano nascido em Amalfi e falecido em Nápoles. Foi aluno de Giacomo Di Chirico; estudou em Roma, Paris e Londres. Como ilustrador, trabalhou para Treves ("Illustrazione Italiana"). digilander.libero.it/trombealvento/vari/scopetta.htm; www.artprice.com.



108 - PEDRO BIRKENSTEIN (1924)

Composição - óleo sobre tela - 55 x 45 cm - canto inferior direito - 1980 -
No estado.

Pintor e desenhista nascido em São Paulo. Dedicou-se totalmente à arte a partir dos anos 50, sob a orientação de Edmundo Migliaccio, E. Federighi, Castellane e Zanotto (FAAP). Realizou diversas exposições individuais e participou de mostras coletivas e oficiais pelo Brasil e no exterior, recebendo diversos prêmios no Salão Paulista de Belas Artes, SP (1966, 1970, 1972, 1973, 1977, 1978); em Rio Claro, SP (1976, 1977, 1978); em Paris, França (1984); em Lisboa, Portugal (1985); em Tampa, EUA (1986); em Nice, França (1987); em Pequim, China (1988). JULIO LOUZADA, VOL 2 - PÁG 136; ITAU CULTURAL; www.birkenstein.art.br.



109 - WALDOMIRO DE DEUS (1944)

"Seres de ostencio" - óleo sobre tela - 60 x 60 cm - centro inferior e dorso - 1997 -

Pintor e desenhista, Waldomiro de Deus Souza nasceu em Itagibá, BA. De origem humilde, levou uma vida itinerante pelo sertão baiano e norte de Minas Gerais até vir para São Paulo (1959), quando trabalhou como engraxate. Começou a pintar em 1961, utilizando guache e cartolina encontrados na casa de um antiquário, onde trabalhou como jardineiro. Acusado de negligência, perdeu o emprego e levou seus trabalhos para exposição no Viaduto do Chá - acabou vendendo dois deles para um americano no primeiro dia. Em 1962, o decorador Terry Della Stuffa forneceu-lhe material e um lugar para pintar e, em 1966, fez a sua primeira exposição individual na Fundação Armando Álvares Penteado - FAAP. Expôs em vários países como a França, Inglaterra, Itália, Bélgica, Alemanha, Inglaterra, Estados Unidos. Vive em São Paulo e tem ateliê também em Goiânia. É considerado o maior primitivista brasileiro ao lado de José Antônio da Silva, Djanira e reconhecido internacionalmente como um dos mais criativos pintores naïfs. Em 1983 foi premiado com a ‘Awarding the Statue of Victory’ pelo Centro ‘Studi e Ricerche Delle Nazioni’ na Itália e, em 2000, teve uma sala própria na V Bienal Naïfs do Brasil. Possui obras em acervos importantes, como os da Pinacoteca do Estado (São Paulo, SP), do Museu de Arte Contemporânea de São Paulo (MAC-USP), da Galeria Nacional de Bolonha na Itália; entre outros. ARTE NAIF NO BRASIL PÁG. 239; ITAU CULTURAL, artepopularbrasil.blogspot.com.br; waldomirodedeus.wordpress.com; ACERVO FIEO.



110 - CARLOS OSWALD (1882 - 1971)

Natureza morta - óleo sobre tela - 50 x 61 cm - canto inferior esquerdo -
Reproduzido no convite deste Leilão. No estado.

Gravador, pintor, desenhista, decorador, professor e escritor. Nasceu em Florença, Itália e faleceu em Petrópolis, RJ. Graduou-se como físico-matemático em 1902, pelo Instituto Galileo Galilei, em Florença. No ano seguinte, ingressou na ‘Accademia di Belle Arti di Firenze’. Viajou para o Brasil pela primeira vez em 1906 e realizou no Rio de Janeiro a primeira exposição individual no país. Retornou à Europa em 1908, estudou gravura com o americano Carl Strauss em Florença e viajou para Munique, onde aprendeu a técnica da água-forte. Em 1911, participou da decoração do pavilhão do Brasil, na Exposição Internacional de Turim. Fez a segunda viagem ao Rio de Janeiro em 1913 e realizou uma exposição com Eugênio Latour na Escola Nacional de Belas Artes . Foi nomeado, em 1914, professor de gravura e desenho no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro e é considerado o introdutor da gravura no Brasil. No ano de 1930, fez o desenho final do ‘Monumento ao Cristo Redentor’. A obra foi executada na França pelo escultor Paul Landowski e instalada no Morro do Corcovado, Rio de Janeiro, em 1931. Publicou, em 1957, a autobiografia ‘Como Me Tornei Pintor’. Em 1963, o Museu Nacional de Belas Artes - RJ adquiriu quase todas as suas obras em gravuras. Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais e foi premiado no Rio de Janeiro em 1904, 1906, 1909, 1912, 1913, 1916 e realizou diversas exposições individuais. PONTUAL, PÁG. 397; ARTE NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 1053; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 699; MEC VOL. 3, PÁG. 304; ACERVO FIEO.



111 - DJANIRA DA MOTTA E SILVA (1914 - 1979)

Moenda - serigrafia - P.A. - 36,5 x 53,5 cm - canto inferior direito -

Pintora, desenhista, ilustradora, cartazista, cenógrafa e gravadora. Djanira da Motta e Silva nasceu em Avaré, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. No final da década de 1930, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde teve suas primeiras instruções de desenho no Liceu de Artes Ofícios e com o pintor Emeric Marcier, hóspede da pensão que Djanira instalou no bairro de Santa Teresa. Os contatos com os artistas Carlos Scliar, Milton Dacosta , Arpad Szenes , Vieira da Silva e Jean-Pierre Chabloz , frequentadores de sua pensão, proporcionaram um ambiente estimulador que a levou a expor no 48º Salão Nacional de Belas Artes, em 1942. No ano seguinte, realizou sua primeira mostra individual, na Associação Brasileira de Imprensa - ABI. Em 1945, viajou para Nova York. De volta ao Brasil, realizou o mural ‘Candomblé’ para a residência do escritor Jorge Amado, em Salvador, e painel para o Liceu Municipal de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Entre 1953 e 1954, viajou a estudo para a União Soviética. De volta ao Rio de Janeiro, tornou-se uma das líderes do movimento pelo Salão Preto e Branco, um protesto de artistas contra os altos preços do material para pintura. Realizou em 1963, o painel de azulejos ‘Santa Bárbara’, para a capela do túnel Santa Bárbara, Laranjeiras, Rio de Janeiro. No ano de 1966, a editora Cultrix publicou um álbum com poemas e serigrafias de sua autoria. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil, EUA e Europa. Foi premiada no Rio de Janeiro (1943, 1944, 1949, 1950 a 1953, 1955, 1963) e em São Paulo (1951, 1955). Participou da 1ª e da 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955). Em 1977, o Museu Nacional de Belas Artes - MNBA, realizou uma grande retrospectiva de sua obra. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 336; PONTUAL, PÁG. 181; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 164; MEC, VOL. 2, PÁG 58; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG, 263; WALTER ZANINI, PÁG. 810; ARTE NO BRASIL, PÁG. 824; ACERVO FIEO.



112 - OCTAV BÃNCILÃ (1872 - 1944)

Natureza morta - óleo sobre cartão - 30,5 x 27 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista, gravador, professor e ativista político romeno nascido em Botosani e falecido em Bucareste. Frequentou a Escola de Belas Artes de Iasi onde foi aluno de Gheorghe Panaiteanu Bardasare, Constantin Daniel Stahi e Emanoil Bardasare. Entre 1894 e 1898, continuou seus estudos na Academia de Belas Artes de Munique. Em Iasi foi professor de desenho e caligrafia na Escola Normal "Vasile Lupu" (1901) e no ginásio "Stefan cel Mare", e desde 1916 até 1937 foi professor na Escola de Belas Artes. Durante o período 1908-1935, relizou exposições individuais, participou de mostras coletivas em Iasi e Bucareste e com outros artistas da época: Gheorghe Petrascu, Jean Alexandru Steriadi, Paul Verona, Ion Mateescu. Em 1942 recebeu o Prêmio Nacional, no Salão da Moldávia. g1b2i3.wordpress.com/alexandru-ciucurencu-pictor-roman/octav-bancila-4-februarie-1872-botosani-–-3-aprilie-1944-bucuresti/; www.artprice.com; www.mutualart.com.



113 - NEWTON REZENDE (1912 - 1994)

Figuras - desenho a nanquim e aquarela - 40 x 28 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e escultor, Newton da Silva Rezende nasceu em São Paulo, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. Foi autodidata em pintura. Viajou a Buenos Aires (1946) onde trabalhou como artista publicitário. De volta ao Brasil, fixou residência no Rio de Janeiro e realizou sua primeira individual, no Instituto dos Arquitetos do Brasil, RJ (1948). Participou do Concurso Internacional de Publicidade (1962) em Miami, Estados Unidos, e recebeu Menção Honrosa. Recebeu o título de Diretor do Ano (1968), outorgado pelo Clube dos Diretores de Arte do Brasil. Realizou mais exposições individuais em: São Paulo (1971 - Museu de Arte Brasileira – FAAP, 1973, 1975); Rio de Janeiro (1962, 1965, 1968, 1969, 1970, 1972, 1974). Participou do Salão Nacional de Belas Artes, RJ (1948); do Salão Nacional de Arte Moderna, RJ (1954 a 1958); do Panorama da Arte Atual Brasileira – MAM, SP (1974, 1979), entre outras mostras coletivas e oficiais. Ferreira Gullar escreveu um livro sobre sua obra que foi editado pela Galeria Bonino (1980). A Rede Globo e a Riotur lhe prestaram homenagem: a primeira em Noite Única em 1983 e, a segunda em 1986. MEC VOL. 4, PÁG. 54; PONTUAL PÁG. 450; ITAU CULTURAL; TEIXEIRA LEITE PÁG. 444; WALTER ZANINI PÁG. 755; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 820; www.artprice.com; www.artnet.com; www.blouinartinfo.com.



114 - WALDOMIRO DE DEUS (1944)

Figuras - técnica mista sobre papel - 44 x 32 cm - canto inferior direito - 2005 -

Pintor e desenhista, Waldomiro de Deus Souza nasceu em Itagibá, BA. De origem humilde, levou uma vida itinerante pelo sertão baiano e norte de Minas Gerais até vir para São Paulo (1959), quando trabalhou como engraxate. Começou a pintar em 1961, utilizando guache e cartolina encontrados na casa de um antiquário, onde trabalhou como jardineiro. Acusado de negligência, perdeu o emprego e levou seus trabalhos para exposição no Viaduto do Chá - acabou vendendo dois deles para um americano no primeiro dia. Em 1962, o decorador Terry Della Stuffa forneceu-lhe material e um lugar para pintar e, em 1966, fez a sua primeira exposição individual na Fundação Armando Álvares Penteado - FAAP. Expôs em vários países como a França, Inglaterra, Itália, Bélgica, Alemanha, Inglaterra, Estados Unidos. Vive em São Paulo e tem ateliê também em Goiânia. É considerado o maior primitivista brasileiro ao lado de José Antônio da Silva, Djanira e reconhecido internacionalmente como um dos mais criativos pintores naïfs. Em 1983 foi premiado com a ‘Awarding the Statue of Victory’ pelo Centro ‘Studi e Ricerche Delle Nazioni’ na Itália e, em 2000, teve uma sala própria na V Bienal Naïfs do Brasil. Possui obras em acervos importantes, como os da Pinacoteca do Estado (São Paulo, SP), do Museu de Arte Contemporânea de São Paulo (MAC-USP), da Galeria Nacional de Bolonha na Itália; entre outros. ARTE NAIF NO BRASIL PÁG. 239; ITAU CULTURAL, artepopularbrasil.blogspot.com.br; waldomirodedeus.wordpress.com; ACERVO FIEO.



115 - AUGUSTO JOSÉ MARQUES JÚNIOR (1887 - 1960)

Flores - óleo sobre cartão - 48 x 40 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor, desenhista e professor nascido e falecido no Rio de Janeiro. Estudou na Escola Nacional de Belas Artes (a partir de 1905), foi aluno de Baptista da Costa, Eliseu Visconti, Zeferino da Costa e Bérard. Recebeu o Prêmio Viagem ao Exterior (1916), viajando para Paris em 1917, onde permaneceu até meados de 1922. Frequentou na "Académie Julian", o ateliê de Jean-Paul Laurense o de Adolphe Dechaenaud na "Académie de la Grande Chaumière". Perdeu quase todos os seus trabalhos num incêndio em seu ateliê (1921). De volta ao Brasil (1922), foi nomeado docente de pintura da ENBA. Regeu as cadeiras de desenho figurado (de 1934 a 1937) e de pintura (de 1938 a 1948). Em 1948 tornou-se livre-docente da II cadeira de desenho artístico e, em 1950, catedrático de desenho de modelo vivo. Em 1952, foi escolhido vice-diretor da ENBA. Fez sua primeira exposição individual em 1922, na Galeria Jorge, no Rio de Janeiro. Expôs em São Paulo, em 1923 com Hélios Seelinger e, em 1935 com Henrique Cavalleiro. Foi presidente da Sociedade Brasileira de Belas Artes e membro efetivo do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (SPHAN). Foi responsável pela decoração do restaurante da antiga Câmara dos Deputados, no Rio de Janeiro, e pelas ilustrações do livro "O Rio de Janeiro no tempo dos vice-reis", de Luiz Edmundo, publicado em 1951. Participou de diversas exposições coletivas como: Exposição Geral de Belas Artes, Rio de Janeiro (1913 - menção honrosa, 1915 - medalha de bronze, 1916 - medalha de prata, 1921, 1922,1924, 1925, 1926 - medalha de ouro, 1927 a 1930, 1933); "Salon des Artistes Français", Paris (1920); Coletiva Grupo Almeida Júnior, São Paulo (1928). REIS JR., PÁG. 371; TEODORO BRAGA, PÁG. 159; PONTUAL, PÁG. 341.342; MEC, VOL. 3, PÁG. 76; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 315; PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, PÁG. 277; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 588; ITAU CULTURAL; www.brasilartesenciclopedias.com.br; www.artprice.com.



116 - MOACYR ALVES (1904 - 1982)

Paisagem - óleo sobre tela - 46 x 55 cm - canto inferior direito -

Carioca de nascimento, diplomou-se em arquitetura na antiga Universidade do Brasil. Anos mais tarde tornou-se membro e ocupou o cargo de secretário da Sociedade Brasileira de Artes do Rio de Janeiro. Começou a participar de coletivas em 1930, sendo grande o número de premiações.Possui obras no antigo Palácio da Fazenda (RJ) e na sede na Light, em Toronto, Canadá. JULIO LOUZADA vol.9, pág. 38; ITAÚ CULTURAL.



117 - HENRI JOSEPH HARPIGNIES (1819 - 1916)

Paisagem - óleo sobre tela - 42 x 55 cm - canto inferior esquerdo - 1907 -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor francês nascido em Valenciennes e falecido em Saint Privé. Foi um viajante comercial, mas seu gosto pela pintura o levou, aos 27 anos, a se tornar artista. Decidiu ter aulas de pintura com Achard e, após uma viagem de estudos à Itália, expôs no Salão de Paris em 1853. Estudou profundamente a Escola de Barbizon e especialmente Corot. Continuou participando do Salão de Paris até que, em 1863, sua pintura foi recusada pelo Salão. Destruiu a pintura e partiu para a Itália onde permaneceu por dois anos. Retornou a Paris com uma série de pinturas e voltou a participar dos Salões (1866, 1868, 1869,1878, 1897) ganhando várias medalhas até finalmente conseguir o Grande Prêmio em 1900. Recebeu a Cruz do Cavaleiro da Legião de Honra (1875), a Cruz de Oficial (1883) e a Cruz de Comandante (1901). Participou também da exposição da Sociedade dos Novos Aquarelistas tanto em Londres como na França. BENEZIT VOL. 5, PÁG. 409; JULIO LOUZADA VOL. 10, PÁG. 417; web.artprice.com; 19thcenturypaintings.com; www.nationalgallery.org.uk; www.artcyclopedia.com.



118 - ESTER GRINSPUM (1955)

"Composição III" - desenho a lápis - 25 x 25 cm - canto inferior direito - 1983 -
Ex coleção Dr. Nelson Mendes - Marília - SP.

Desenhista, escultora, gravadora, pintora e ilustradora nascida na cidade do Recife--PE. Estuda com Baravelli e Marcello Nitsche no Instituto de Arte e Decoração, com Renina Katz, Flávio Império, Cláudio Tozzi, Flávio Motta, Aracy Amaral e Luis Carlos Daher no decorrer da década de 1970. Cursa arquitetura na FAU/USP de 1973 a 1977. Na década de 90, recebe bolsa de pesquisa para artistas da Fundacion Helena Segy, Paris, bolsa de trabalho do European Ceramic Work Center, em s'Hertogenbosch, Holanda, e bolsa de residência no Cité des Arts, Paris. Expõe individual e coletivamente desde 1981, com sucesso de crítica e de público. ITAUCULTURAL; Acervo FIEO. -



119 - LUIZ VENTURA (1930)

Monge - óleo sobre tela - 25 x 30 cm - canto inferior direito e dorso - 1984 -

Pintor, desenhista e gravador, com várias exposições individuais e participação em coletivas no Brasil e no exterior. Aperfeiçoa seus estudos na Europa e Oriente. Dá aulas de gravura em madeira na Universidade Católica no Chile. Publica em Honduras, o seu "Manual de Grabado em Madera, Técnicas Occidental y Oriental". ITAÚ CULTURAL.



120 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulheres - desenho a nanquim - 89 x 72,5 cm - canto inferior direito - 1972 -
Reproduzido no convite deste Leilão. Ex coleção Roberto Mansur - São Paulo - SP.

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



121 - MANOEL SANTIAGO (1897 - 1987)

Praia - óleo sobre madeira - 19 x 24 cm - canto inferior esquerdo e dorso -
No estado.

Manoel Colafante Caledônio de Assumpção Santiago nasceu em Manaus, AM e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, desenhista e professor. Mudou-se para Belém em 1903 e iniciou estudos de pintura. Desde 1916 já praticava a arte não figurativa. Em 1919 transferiu-se para o Rio de Janeiro, cursou Direito e frequentou a Escola Nacional de Belas Artes, onde foi aluno de Rodolfo Chambelland e Baptista da Costa. Na época, teve aulas particulares com Eliseu Visconti. Foi casado com a pintora Haydeá Santiago. Participou em 1927 do Salão Nacional de Belas Artes e recebeu o prêmio viagem ao exterior, entre vários outros. Foi para Paris no ano seguinte, e lá permaneceu por cinco anos. De volta ao Rio de Janeiro, em 1932, tornou-se professor do Instituto de Belas Artes. Em 1934, passou a lecionar pintura e desenho no Núcleo Bernardelli, figurando entre seus alunos José Pancetti, Edson Motta, Bustamante Sá, Ado Malagoli, Rescála e Milton Dacosta. Participou da I Bienal Internacional de São Paulo (1951) e do 8º Panorama da Arte Brasileira (1976). PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, VOL. 1, PÁG. 241; TEODORO BRAGA, PÁG. 211; CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO DE PAISAGEM BRASILEIRA, MEC-MNBA /RIO/1944; MAYER/84, PÁG. 1158; REIS JR, PÁG. 378; PONTUAL, PÁG. 473; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 292; ITAÚ CULTURAL, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 865; ACERVO FIEO.



122 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

"Mulatas" - desenho a nanquim - 30 x 21 cm - canto superior direito - 1968 -
Com certificado de autenticidade de "Renot Escritório de Prestação de Serviços para o Mercado de Arte", datado de 03 de julho de 2002, São Paulo - SP. No estado.

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



123 - MENASE VAIDERGORN (1927)

"Hino Nacional" - óleo sobre tela colada em eucatex - 30 x 24 cm - canto inferior direito -

Pintor nascido em Hotin, Romênia. Assina MVAIDERGORN. Seus pais vieram para o Brasil (1932) fixando residência em São Paulo. Ingressou na Associação Paulista de Belas Artes (fim da década de 1940) onde conheceu Dario Mecatti que muito o estimulou. Viajou pelo norte da África e Europa. Realizou exposições individuais e participou de diversos salões e mostras coletivas oficiais, recebendo diversos prêmios, entre eles: os do Salão Paulista de Belas Artes, SP (1976 - Medalha de Bronze, 2000 – Prêmio Aquisição, 2001 – Grande Medalha de Prata). JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 1011; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



124 - MAURICIO NOGUEIRA LIMA (1930 - 1999)

Composição - guache - 26 x 17 cada cm - canto inferior direito - 1965 -
Trabalho composto de duas obras montadas em uma única moldura, assinadas individualmente. No estado.

Pintor, arquiteto, desenhista, artista gráfico e professor natural do Recife, PE; faleceu em Campinas, SP. Frequentou o Instituto de Belas Artes de Porto Alegre, o MAM-SP e diplomou-se em arquitetura pela Faculdade Mackenzie-SP. Trabalhou no campo de comunicação visual sendo um dos responsáveis pela renovação da Arte-Cartaz Paulista (1951). Em 1953 passou a fazer parte do Grupo Ruptura, a convite de Waldemar Cordeiro. Participou de várias edições do Salão Paulista de Arte Moderna, onde obteve, dentre outros, o 1º Prêmio em Cartaz (1951 e 1957); das Bienais de 1955 a 1967; da Exposição Nacional de Arte Concreta; da mostra Panorama da Arte Atual Brasileira; da mostra Tendências Construtivas e de outras exposições em: Buenos Aires, Rosário, Santiago, Lima, Roma, Londres, Paris (Salão de Outono) e Zurique (exposição de Arte Concreta –'Konkrete Kunst', organizada por Max Bill). Recebeu o convite (1954) para representar o Brasil na 27ª Bienal de Veneza, no entanto, recusou se apresentar por terem negado a participação de outros membros do Grupo Ruptura. Em São Paulo pintou murais no Largo São Bento, no Edifício Estação Ciência, nas estações São Bento e Santana do Metrô, na Praça Roosevelt, na fachada do MAC/USP e fez uma pintura lateral no Elevado Costa e Silva (popularmente conhecido como Minhocão). Em 1958, foi responsável pela criação da logomarca e programação visual da 1ª Feira Internacional da Indústria Têxtil - Fenit, em São Paulo e, em 1960, realizou as primeiras grandes instalações ambientais para indústrias automobilísticas no Salão do Automóvel. MEC VOL. 2, PÁG. 481; PONTUAL PÁG. 314; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 678; www.pinturabrasileira.com; www.mac.usp.br; www.pinacoteca.org.br; www.artprice.com.



125 - LIVIO ABRAMO (1903 - 1992)

Composição - xilogravura - H.C. - 28 x 18 cm - canto inferior esquerdo -

Gravador, desenhista, pintor, ilustrador, jornalista e professor, nasceu em Araraquara, SP e faleceu em Assunção, Paraguai. Mudou-se para São Paulo, onde, em 1909, estudou desenho com Enrico Vio no Colégio Dante Alighieri. No início dos anos de 1920, fez ilustrações para pequenos jornais e entrou em contato com a obra de Oswaldo Goeldi e de gravadores expressionistas alemães. Realizou as primeiras gravuras em 1926. Em 1947, ilustrou o livro ‘Pelo Sertão’, do escritor Afonso Arinos de Mello Franco, publicado em 1949. Com essa série de ilustrações, apresentadas no Salão Nacional de Belas Artes, obteve o prêmio de viagem ao exterior. Seguiu para a Europa em 1951. Em Paris frequentou o Atelier 17, aperfeiçoando-se em gravura em metal com Stanley William Hayter. De volta ao Brasil, foi premiado como o melhor gravador nacional na Bienal Internacional de São Paulo, nas edições de 1953 e de 1963. Deu aulas de xilogravura na Escola de Artesanato do Museu de Arte Moderna de São Paulo. Foram seus alunos, entre outros, Maria Bonomi e Antonio Henrique Amaral . Fundou o Estúdio Gravura, em 1960, com Maria Bonomi. Em 1962, foi convidado pelo Itamaraty a integrar a Missão Cultural Brasil-Paraguai, posteriormente Centro de Estudos Brasileiros. Mudou-se para o Paraguai e dirigiu até 1992, o Setor de Artes Plásticas e Visuais. Foi fundador do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Paraguai. PONTUAL, PÁG. 1, JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 19; MEC VOL.1, PÁG. 33; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 795; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28; ACERVO FIEO.



126 - MARYSIA PORTINARI (1937)

"Noivos na escadaria" - óleo sobre eucatex - 40 x 50 cm - canto inferior direito -
Com etiqueta de Documenta Galeria de Arte - São Paulo, SP e de Acervo Galeria de Arte - Rio de Janeiro, no dorso.

Pintora, desenhista, gravadora e escultora, Maria Marysia Portinari Greggio nasceu em Araçatuba, SP. Assina Marysia. Estudou desenho e pintura com Waldemar da Costa e teve aulas sobre história da arte com Flávio Motta, no MASP (1955). Expôs pela primeira vez em São Paulo (1957). No mesmo ano, teve obras expostas em Lisboa e Madri. Vivendo entre São Paulo e Rio de Janeiro, tornou-se assistente e aluna de seu tio, o pintor Candido Portinari. Em 1959, pintou um mural para o Lloyd Seguros Gerais em São Paulo. Foi eleita presidente do Clube dos Artistas e Amigos da Arte, o "Clubinho" (1974). Realizou exposições individuais em: Salvador, BA (1962); São Paulo (1957, 1963, 1964, 1966, 1971, 1976, 1978, 1988, 1989,1990 a 1995, 1999, 2000, 2008); Santos, SP (1978); Londrina, PR (1995); Brasília, DF (2011). Participou de diversas mostras coletivas e Salões oficiais, sendo premiada em São Paulo (1957, 1962 – Salão Paulista de Arte Moderna, 1970). Recebeu, também, o prêmio de "Melhor Pintor do Ano" (1963), concedido pela TV Excelsior e, mais tarde, pela Associação de Imprensa de São Paulo (1971). JULIO LOUZADA, VOL. 1 PÁG. 501; VOL. 4, PÁG. 700; VOL.6, PÁG. 692; VOL. 8, PÁG. 542; VOL. 12, PÁG. 266; ITAU CULTURAL, ACERVO FIEO; brasilartesenciclopedias.com.br; www.artprice.com.



127 - ROBERTO BURLE MARX (1909 - 1994)

Composição - técnica mista sobre papel - 48 x 68,5 cm - canto inferior direito - 1985 -
Ex coleção Renato Antônio Brogiolo - Rio de Janeiro, RJ.

Nasceu em São Paulo e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, paisagista, arquiteto, desenhista,gravador, litógrafo, escultor, tapeceiro, ceramista, designer de jóias, decorador. Durante a infância viveu no Rio de Janeiro. Foi com a família para a Alemanha, em 1928. Em 1929, freqüentou o ateliê de pintura de Degner Klemn. Nos jardins e museus botânicos de Dahlen, em Berlim, entusiasmou-se ao encontrar exemplares da flora brasileira. De volta ao Brasil, fez curso de pintura e arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1930 - 1934), onde foi aluno de Leo Putz , Augusto Bracet e Celso Antônio. Seu primeiro projeto paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, em 1932. Entre 1934 e 1937, ocupou o cargo de diretor de parques e jardins do Recife, PE, onde passou a residir. Nesse período, foi com freqüência ao Rio de Janeiro e teve aulas com Candido Portinari e com o escritor Mário de Andrade. Em 1937, retornou ao Rio de Janeiro e trabalhou como assistente de Candido Portinari. Foi em 1949, conforme sua paixão por plantas e seu interesse por botânica e jardinagem, que Burle Marx adquiriu um sítio em Barra de Guaratiba, RJ. Com auxílio de botânicos, viajou, coletou, catalogou exemplares de plantas do Brasil e reproduziu em seu sítio a diversidade fitogeográfica brasileira. Em 1985 doou esse sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.Realizou muitas exposições individuais e projetos paisagísticos, participou de diversas mostras oficiais coletivas pelo Brasil e no exterior. PONTUAL, PÁG. 94; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 93; MEC. VOL.1, PÁG.303; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 738; LEONOR AMARANTE, PÁG. 98; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 179; artnet.com. ACERVO FIEO.



128 - LUIZ VERRI (1912 - 1990)

"Natureza morta" - óleo sobre tela - 46 x 38 cm - canto inferior direito e dorso - 1989 - Rio de Janeiro -

Natural de Pirassununga - SP, cursou a partir de 1932 a Escola de Belas Artes de São Paulo, travou amizade com Francisco Rebolo, Volpi, Penacchi , Zanini e todos os demais integrantes do histórico grupo Santa Helena. Participou de diversas coletivas a partir de 1945, inclusive do SNBA - RJ, em 1954 e 1958 recebendo medalhas de bronze e de prata, respectivamente. Sua pincelada impetuosa, traz emoção e arrojo. Uma pintura exprecionista. MEC, vol. 4, pág. 470; JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 1033; ITAU CULTURAL, Acervo FIEO.



129 - JOSÉ SABÓIA (1949)

Goleiro - óleo sobre tela - 30 x 30 cm - canto inferior direito -

Pintor, José Sabóia do Nascimento nasceu em Almadina-BA. Artista autodidata foi para o Rio de Janeiro em 1967 e começou a pintar no ano seguinte, passando a expor seus trabalhos na feira hippie de Ipanema. Fez sua primeira exposição individual em Fortaleza, CE (1970). Entre as exposições de que participou, destacam-se: I e III Salão Nacional de Artes Plásticas do Ceará, Fortaleza, (1969, 1971 - Prêmio Aquisição); Dez Pintores no Rio de Janeiro, no MNBA, RJ (1983); ‘Brésil Naifs’, Paris (1986); ‘Salon d'Art Naif’- Marseilha, França (1987); ‘Pintura, Presença e Povo na Arte Brasileira’ no Museu da Casa Brasileira - São Paulo (1990); ‘Visões do Rio’ no MAM, RJ (1996). No exterior expôs individualmente em São Francisco, EUA e Munique, Alemanha, além de participar de coletivas em vários países e, principalmente na França, com exposições organizadas pela Galeria Jacqueline Bricard e uma presença cativa na ‘Galerie Naïfs du Monde Entier’ em Paris. José Sabóia participou do Concurso Internacional de Morges, quando seu quadro foi eleito pelo público, a melhor obra de 60 participantes de 22 países, premiação que originou o convite da Galeria Kasper para realizar uma exposição individual em 1997. JULIO LOUZADA vol. 11, pág. 278; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 228; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO; www.artprice.com; www.nautilus.com.br; www.ardies.com.



130 - BENIAMINO PARLAGRECO (1856 - 1902)

Carro de bois - óleo sobre tela - 60 x 82 cm - canto inferior direito -
Reproduzido no convite deste Leilão.

Pintor e desenhista italiano, tendo realizado sua formação artística em Nápoles, veio fixar-se no Rio de Janeiro em 1895, onde morreria de febre amarela. Já em 1898 conquistava a medalha de outro no Salão Nacional de Belas Artes. Encontram-se obras suas no Museu Nacional de Belas Artes e na Pinacoteca do Estado de São Paulo.Obras de sua autoria são raríssimas e grandemente disputadas. LAUDELINO FREIRE, pág. 517; THEODORO BRAGA, pág. 183; WALMIR AYALA, vol.2, pág.57; PONTUAL, págs. 386 e 406; ARTE NO BRASIL.



131 - FANG (1931 - 2012)

Figura e pássaros - gravura - 143/200 - 52 x 38 cm - canto inferior direito - 1996 -

Pintor, desenhista, gravador e professor, Chien Kong Fang, ou simplesmente Fang, nasceu na cidade de Tung Cheng, China e faleceu em São Paulo. Estudou sumiê e aquarela na China em 1945. Veio morar em São Paulo com a família em 1951, naturalizando-se brasileiro em 1971. Entre 1954 e 1956, estudou pintura com Yoshiya Takaoka em São Paulo. Viajou, em 1977, para a América do Norte, Europa e Ásia, onde desenvolveu o seu trabalho de pintura. Em 1981, foi realizado o curta metragem biográfico ‘O Caminho de Fang’, em São Paulo. Visitou a China, convidado pelo governo chinês, em 1985. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1959, 1961, 1962, 1978, 1981, 1993, 2005); Salvador, BA (1962); Rio de Janeiro (1978, 1986); Schleswing, Alemanha (1985); Lugana, EUA (1990); Americana, SP (1994); Formosa, Taiwan (1994). Foi premiado no Rio de Janeiro (1957) e em São Paulo (1960 a 1962, 1967 a 1969, 1978, 1979, 1991). Participou do Panorama da Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1978). MEC, VOL. 2, PÁG. 124; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 366; VOL. 6, PÁG. 378; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 189; PONTUAL, PÁG. 201; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; www.fang.com.br; www.artprice.com.



132 - MOACIR ANDRADE (1927 - 2016)

Meninos pegando pipa - técnica mista sobre papel - 64 x 46 cm - canto inferior direito - 1964 - Amazonas -

Pintor, desenhista e professor, Moacir Couto de Andrade nasceu e faleceu em Manaus, Amazonas. Iniciou-se na pintura como autodidata. Por volta de 1942, estudou desenho na Escola Técnica de Manaus. Graduou-se em Museologia pelo Museu Histórico Nacional, no Rio de Janeiro. Em 1954, aproximadamente, integrou o Clube da Madruga – grupo de artistas amazonenses renovadores na cidade de Manaus. Colaborou na fundação da Escola de Belas Artes de Manaus e do Museu de Arte Folclórica e Popular do Amazonas. Realizou exposições individuais em: Manaus, AM (1952, 1954 a 1956, 1958, 1960, 1961, 1963, 1974, 1976 a 1978); São Paulo (1956, 1958 – MAM, 1972 – MAM, 1974, 1975); Porto Alegre, RS (1962); Salvador, BA (1964); Brasília, DF (1956, 1963, 1964, 1976); Rio de Janeiro (1959, 1966, 1974); Belém, PA 1966); Fortaleza, CE (1966). Participou de mostras coletivas e Salões oficiais como: I Salão de Arte Moderna de Manaus (1960); I Bienal de Artes Plásticas da Bahia (1966); "Doze Pintores Brasileiros", Londres (1971); entre outros. MEC VOL. 1, PÁG. 99; JULIO LOUZADA VOL. 13, PÁG. 14; ITAU CULTURAL; www.artprice.com.



133 - MARIA LEONTINA (1917 - 1984)

Composição - pastel - 22 x 16 cm - canto inferior esquerdo -

Pintora, gravadora e desenhista. Maria Leontina Mendes Franco da Costa nasceu em São Paulo, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. Iniciou estudos de desenho com Antônio Covello, em São Paulo (1938), e na primeira metade da década de 1940 estudou pintura com Waldemar da Costa. Em 1946, no Rio de Janeiro, frequentou o ateliê de Bruno Giorgi e fez curso de museologia no Museu Histórico Nacional, entre 1946 e 1948. Em 1947, participou da exposição ‘19 Pintores’, na Galeria Prestes Maia, em São Paulo, ao lado de Lothar Charoux, Marcelo Grassmann, Aldemir Martins, Luiz Sacilotto e Flavio-Shiró. Em 1951, foi convidada pelo psiquiatra e crítico de arte Osório César para orientar o setor de artes plásticas do Hospital Psiquiátrico do Juqueri. No mesmo ano, organizou uma mostra dos internos no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Em 1952, com bolsa de estudo do governo francês, viajou para a Europa, acompanhada pelo marido, o pintor Milton Dacosta. Em Paris, entre 1952 e 1954, frequentou o ateliê de gravura de Johnny Friedlaender. Na década de 1960, realizou painel de azulejos para o Edifício Copan e vitrais para a Igreja Episcopal Brasileira da Santíssima Trindade, ambos em São Paulo. Realizou exposições individuais e participou de inúmeras mostras, Salões oficiais e Bienais como a Bienal de Veneza (1950, 1952, 1956). Foi premiada no Rio de Janeiro (1944, 1950, 1955, 1957, 1980); em São Paulo (1944; 1947; 1951; 1954; 1958; 1960; 1980; 1955, 1959, 1965 - Bienais Internacionais; 1969, 1970 - Panoramas da Arte Atual Brasileira; 1975 - prêmio pintura da Associação Paulista de Críticos de Artes - APCA); Brasília, DF (1980); Curitiba, PR (1980; Porto Alegre, RS (1980); Nova York (1960 - Fundação Guggenheim). ITAU CULTURAL; MEC, VOL. 2, PÁG. 471; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 309; PONTUAL, PÁG. 338; ARTE NO BRASIL, PÁG. 772; LEONOR AMARANTE, PÁG. 25; WALTER ZANINI, PÁG. 645; JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 572.



134 - JORGE GUINLE FILHO (1947 - 1987)

Composição - técnica mista - 15 x 23 cm - canto inferior esquerdo - 1980 -
No estado.

Pintor, desenhista e gravador nascido e falecido em Nova York, EUA. Mudou-se com a família para o Brasil ainda no ano de seu nascimento e permaneceu no Rio de Janeiro até 1955. Desse ano até 1962, acompanhando a mãe, morou em Paris e, em seguida, em Nova York, onde residiu até 1965. Na França, em paralelo a sua formação regular, iniciou, como autodidata, estudos de pintura e frequentou museus e galerias de arte, prática que manteve quando se transferiu para os Estados Unidos. De 1965 a 1974 viveu no Rio de Janeiro e passou temporadas em Londres e Paris, cidade para onde retornou nesse último ano e se estabeleceu por mais três anos. Em 1977, voltou a residir no Rio de Janeiro. Seu trabalho ganhou repercussão e, na década de 1980, integrou as principais exposições de arte do país. A produção do artista, concentrada em seus últimos sete anos de vida, foi dedicada, sobretudo à pintura. Jorge Guinle foi um importante incentivador da revalorização da pintura promovida pelo grupo de jovens artistas conhecido como Geração 80. Participou da mostra ‘Como Vai Você, Geração 80?’, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage - EAV/Parque Lage, Rio de Janeiro, 1984, escreveu um texto para a edição especial da revista ‘Módulo’ dedicada a essa mostra, participou de várias exposições e eventos realizados por esses artistas e escreveu sobre suas obras. Participou também da 17ª e 18ª Bienal Internacional de São Paulo (1983 e 1985). Em 1985 recebeu o Prêmio de Viagem ao Estrangeiro no 8º Salão Nacional de Artes Plásticas, MAM-RJ. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL. 2, PÁG.482; LEONOR AMARANTE, PÁG. 312. ACERVO FIEO.



135 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Paris - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior esquerdo - 1949 -



136 - OSCAR ROTHKIRCH (1880 - 1961)

"Panorama Rio" - gravura - 15 x 21 cm - canto inferior direito - 1980 -
Paspatur no estado. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, gravador e professor alemão. Realizou exposição individual com pinturas e gravuras (águas-fortes), em 1934, no Liceu de Artes e Ofícios – SP, onde se destacaram as águas-fortes coloridas por um processo de impressão com tintas a óleo desenvolvido pelo artista. Participou da Exposição Geral de Belas Artes, RJ em 1930 e 1933. ITAU CULTURAL; memoria.bn.br; www.artprice.com.



137 - JOHN ATKINSON GRIMSHAW (1836 - 1893)

Paisagem - óleo sobre tela - 50 x 68 cm - canto inferior direito -
No estado. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista inglês nascido e falecido em Leeds. Artista autodidata. Era funcionário da "Great Northern Railway" até 1861 quando passou a se dedicar integralmente à pintura. Começou a expor seus trabalhos em Leeds na década de 1860. Pintou, principalmente, para patronos de arte privados e exibiu apenas cinco trabalhos na "Royal Academy" entre 1874 e 1886 e um na Galeria Grosvenor. BENEZIT; www.johnatkinsongrimshaw.org; www.artprice.com.



138 - VITALINO NETO (XX)

Trio virgulino - escultura em terracota - 18 x 18 x 08 cm - assinado -

Ceramista de Caruaru-PE, o autor é neto e herdeiro da arte do grande Mestre Vitalino. Citado no livro O REINADO DA LUA, Escultores Populares do Nordeste, de Silvia Rodrigues Coimbra e Outros, Ed. Salamdra, 1980.



139 - GERSON DE SOUZA (1926 - 2008)

Pássaro - desenho a lápis de cor - 16 x 24 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor. Autodidata. Fixou-se no Rio de Janeiro, onde exerceu a profissão de carteiro dos Correios, e onde começou a pintar em 1950. Participou da V Bienal de São Paulo, de vários Salões Nacionais e exposições coletivas no exterior. Várias individuais e coletivas no País. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 127; PONTUAL, pág. 236/237; MEC, vol. 2, pág. 248; TEIXEIRA LEITE, pág. 220; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 347, Acervo FIEO.



140 - MILTON DACOSTA (1915 - 1988)

Figura - óleo sobre tela - 30 x 30 cm - canto inferior direito -
Reproduzido no convite deste Leilão. Procedente da coleção Dr. Carlos Perktold - Belo Horizonte - MG.

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador. Milton Rodrigues da Costa nasceu em Niterói, RJ e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou estudos de desenho e pintura (1929) com o professor alemão August Hantv. No ano seguinte matriculou-se no curso livre de Marques Júnior, na Escola Nacional de Belas Artes. Junto com Edson Motta, Bustamante Sá e Ado Malagoli, entre outros, criou o Núcleo Bernardelli (1931). Viajou para Estados Unidos (1945), com o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Belas Artes do ano anterior. Na cidade de Nova York, estudou na "Art's Students League". Foi para a Europa (1946) e após visita a vários países, fixou-se em Paris, onde estudou na "Académie de La Grande Chaumière". Conheceu Pablo Picasso, por intermédio de Cícero Dias, e frequentou os ateliês de Georges Braque e Georges Rouault. Expôs no "Salon d'Automne", Paris e regressou ao Brasil (1947). Casou-se com a pintora Maria Leontina (1949) e passou a residir em São Paulo. Realizou muitas exposições individuais, entre as quais, a "Homenagem a Milton Dacosta" na Galeria da Praça, RJ, com curadoria de Luiz Carlos Moreira (1973). Participou de inúmeros Salões e mostras coletivas, como: Bienal de Veneza (1950); Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1979); Panorama de Arte Brasileira, MAM – SP (1971). Foi premiado, também, nas Bienais Internacionais de São Paulo (1955, 1957). TEODORO BRAGA, PÁG. 163; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 229; MEC, VOL. 2, PÁG. 13; BENEZIT, VOL. 3, PÁG.315; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 302; VOL. 3, PÁG. 310; ITAU CULTURAL; PONTUAL, PÁG. 155; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



141 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulata - serigrafia - 6/10 - 1ª cor - 46 x 65 cm - canto inferior direito -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



142 - FULVIO PENNACCHI (1905 - 1992)

Figuras - desenho a lápis de cor - 13 x 10 cm - canto superior esquerdo - 1953 -
No estado.

Pintor, ceramista, desenhista, ilustrador, gravador, professor nascido na cidade de Villa Collemandina, Itália e falecido em São Paulo. Em 1924 foi para Lucca e iniciou sua formação artística no ‘Regio Istituto di Belle Arti’ onde teve aulas com o pintor Pio Semeghini. Mudou-se para São Paulo em 1929 e dedicou-se a diferentes atividades até 1933, quando passou a auxiliar Galileo Emendabili na execução de monumentos funerários. Em 1935, conheceu Francisco Rebolo, passou a frequentar seu ateliê e conviveu com os artistas do Grupo Santa Helena. Nessa mesma época integrou a Família Artística Paulista e iniciou a produção de painéis em afresco e óleo para residências, igrejas, hotéis e outras edificações, destacando-se os afrescos de grandes dimensões para a Igreja Nossa Senhora da Paz, no bairro do Glicério, executados entre 1941 e 1948. Em 1965, iniciou um período de recolhimento e manteve-se afastado das exposições e do circuito artístico. Em 1973, reabriu seu ateliê e recebeu diversas homenagens no Brasil e na Itália. Nesse mesmo ano conheceu a ceramista Eunice Pessoa e com ela desenvolveu um grande número de peças que foram expostas em 1975. Sem nunca ter abandonado as atividades artísticas, voltou a figurar em diversas mostras e continuou a produzir painéis em afresco. Em 1980, Pietro Maria Bardi publicou um livro sobre sua obra. Nove anos depois, foi lançado o livro ‘Ofício Pennacchi’, organizado por Valério Antonio Pennacchi, responsável também pela publicação, em 2002, do livro ‘Fulvio Pennacchi: Pintura Mural’. Importante retrospectiva da obra do artista foi realizada, em 1973, no MAM - São Paulo. TEODORO BRAGA, PÁG. 192; MEC, VOL, 3, PÁG. 365; WALMIR AYALA, VOL, 2, PÁG. 182; PONTUAL, PÁG. 416; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 784; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 740; ACERVO FIEO.



143 - RAMÓN CASAS Y CARBO (1866 - 1932)

"Dama con sombrero" - desenho a carvão e lápis de cor - 55,5 x 37 cm - canto inferior direito -
No estado. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista e ilustrador espanhol nascido e falecido em Barcelona. Tinha dezesseis anos quando foi para Paris estudar com Carolus Duran (1882) e depois, na Espanha, estudou com os mestres no Prado. Ficou em Paris até 1894 e teve contato com Utrillo, Rusiñol e Zuloaga, entre outros. Expôs retratos de crianças no "Salon de la Société Nationale des Beaux-Arts" que era membro desde 1903; recebeu a comenda do "Cavaleiro da Legião de Honra"; na "Exposición Nacional de Bellas Artes" ganhou a medalha de terceiro lugar (1892) e a do primeiro lugar (1904) e teve uma sala com suas obras em homenagem ao centenário de seu nascimento. Participou de outras coletivas oficiais e recebeu medalhas de ouro em Berlim, Munique e Viena. BENEZIT; www.artprice.com; art-now-and-then.blogspot.com.br/2013/10/ramon-casas-y-carbo.html.



144 - POTY LAZZAROTO (1924 - 1998)

"Matadouro" - litografia - 6/100 - 48 x 36 cm - canto inferior direito -

Gravador, desenhista, ilustrador, muralista, escritor e professor, Napoleon Potyguara Lazzarotto nasceu e faleceu em Curitiba, PR. Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1942 e estudou pintura na Escola Nacional de Belas Artes . Frequentou o curso de gravura com Carlos Oswald no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro. Em 1946 viajou para Paris, onde permaneceu por um ano, como bolsista do governo francês. Estudou litografia na ‘École Supérieure des Beaux-Arts’. Em 1950 fundou, juntamente com Flávio Motta , a Escola Livre de Artes Plásticas na qual lecionou desenho e gravura. Nessa época organizou o primeiro curso de gravura do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand. Organizou ao longo da década de 1950 cursos sobre gravura em Curitiba, Salvador e Recife. Nos anos de 1960 teve destaque como muralista, com diversas obras em edifícios públicos e particulares no país e no exterior como: o da Casa do Brasil, em Paris (1950) e o painel para o Memorial da América Latina, em São Paulo (1988). Teve relevante atuação como ilustrador de obras literárias como as de Jorge Amado, Graciliano Ramos, Euclides da Cunha e Dalton Trevisan, entre outros. Realizou diversas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais tanto pelo Brasil como no exterior. Foi premiado várias vezes. A partir dos anos de 1980 foram lançadas várias publicações sobre sua produção, entre elas: ‘Poty, o artista gráfico’, de Orlando Silva (1980); ‘Poty Ilustrador’, de Antônio Houaiss (1988); ‘Poty: Trilhos, Trilhas e Traços’, de Valêncio Xavier Niculitcheff (1994), ‘Poty: o lirismo dos anos 90’, de Regina Casillo (2000). MEC VOL. 3, PÁG. 433; PONTUAL PÁG. 437; JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 929; VOL. 11, PÁG. 254; WALTER ZANINI PÁG. 602; ARTE NO BRASIL PÁG. 883. ACERVO FIEO; ITAU CULTURAL; www.cultura.pr.gov.br; www.curitiba-parana.net; www.artprice.com; www.fundacaoculturaldecuritiba.com.br.



145 - LOTHAR CHAROUX (1912 - 1987)

Linhas - guache - 25 x 10 cm - canto inferior direito e dorso -
Com a seguinte inscrição no dorso : "Feliz Natal e Próspero Ano Novo, Charoux".

Pintor, desenhista e professor austríaco, natural de Viena. Assinava Charoux. Iniciou os estudos artísticos com seu tio, o escultor austríaco Siegfried Charoux. Transferiu-se para o Brasil em 1928, fixando residência em São Paulo. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios da cidade onde conheceu Valdemar da Costa, com ele fazendo aprendizado de pintura a partir de 1940. Posteriormente passa a lecionar desenho no Liceu de Artes e Ofícios e no SENAI. Em 1947, realizou sua primeira exposição individual, na Galeria Itapetininga. Em 1952, participou da fundação do Grupo Ruptura, ao lado de Waldemar Cordeiro, Geraldo de Barros, Anatol Wladyslaw e outros. Com Hermelindo Fiaminghi e Luiz Sacilotto , cria a Associação de Artes Visuais NT - Novas Tendências, em 1963. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras oficiais nacionais como a Bienal Internacional de São Paulo (I a IX, XII, XIII), Panorama da Arte Atual Brasileira (1º ao 3º, 6º, 9º, 11º, 12º) e no exterior. É homenageado com retrospectiva no Museu de Arte Moderna de São Paulo e no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro em 1974. Em 2005, é publicado o livro ‘Lothar Charoux: A Poética da Linha’, pela historiadora de arte Maria Alice Milliet. PONTUAL, PÁG. 131; MEC VOL. 1, PÁG. 433; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 254; VOL. 9, PÁG.207; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 645; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; ACERVO FIEO.



146 - ODETTO GUERSONI (1924 - 2007)

"Mandala" - xilogravura - H.C. - 48 x 35 cm - canto inferior direito - 1976 -

Nasceu em Jaboticabal-SP, e faleceu na cidade de São Paulo, onde residia e era ativo. Gravador, pintor, desenhista, ilustrador e escultor. Estudou pintura e artes decorativas no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo - Laosp, entre 1941 e 1945. Nesse período, expôs no Sindicato dos Artistas Plásticos e freqüentava o círculo de artistas do Grupo Santa Helena. Em 1947, participa da exposição 19 Pintores, na Galeria Prestes Maia, e é contemplado com uma bolsa de estudo pelo governo francês, no mesmo ano viaja para Paris, onde inicia trabalhos em gravura. Em 1951 fundou a Oficina de Arte, em São Paulo. Estudou gravura com René Cottet, em Genebra e, em Paris, trabalhou no ateliê de Stanley Hayter. A partir de 1960, freqüenta, como estagiário, algumas escolas de arte nos Estados Unidos e no Japão como a The New York School of Printing e a Osaka University, respectivamente. Em 1971, também no Japão, freqüentou o ateliê de I. Jokuriti. Dois anos mais tarde, foi eleito melhor gravador do ano pela Associação Paulista de Críticos de Arte - APCA. Em 1983, participou, com sala especial, da Bienal Ibero-Americana de Montevidéu. Em 1994, a Pinacoteca do Estado de São Paulo realizou uma retrospectiva da obra do artista; , mostra que voltou a acontecer em 2007 sobre a sua obra gráfica, na Estação Pinacoteca-SP, no mesmo ano da morte do autor, que ainda a assistiu em vida. JULIO LOUZADA, vol.1, pág. 452; MEC, vol,2, pág, 303; TEIXEIRA LEITE, pág,236; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 645; ARTE NO BRASIL, pág. 803; LEONOR AMARANTE, pág. 146, Acervo FIEO.



147 - MIGUEL DOS SANTOS (1944)

Figura - óleo sobre tela - 122 x 80 cm - canto inferior direito - X-1974 - João Pessoa - PB -
Com etiqueta nº 19 da Galeria Mirante das Artes que foi de propriedade do Professor Pietro Maria Bardi, Fundador e Diretor do Museu de Arte de São Paulo, MASP, no dorso. No estado.

Pintor, desenhista e ceramista, Miguel Domingos dos Santos nasceu em Caruaru, PE. Assina Miguel dos Santos. Residindo em João Pessoa desde 1960, apresentou pela primeira vez suas pinturas em 1961 no Recife. Em 1967 começou a dedicar-se também à cerâmica. Realizou exposições individuais em: Connecticut, EUA (1967); João Pessoa, PA (1968, 1971, 1980, 1987); Belo Horizonte, MG (1968); Juiz de Fora, MG (1969); Recife, PE (1970, 1976, 1982, 1987); Rio de Janeiro (1972, 1975, 1980, 1986); São Paulo (1975, 1979, 1982, 1986 - MASP, 1987). Participou de inúmeras mostras e Salões oficiais pelo Brasil e no exterior como em: Bruxelas, Bélgica (1973); Nigéria (1977); Santiago do Chile, Chile (1980); Alemanha (1987); Copenhague, Dinamarca (1989). MEC VOL. 4, PÁG. 186; PONTUAL PÁG. 476; JULIO LOUZADA, VOL. 9, PÁG. 773; ITAU CULTURAL; www.artprice.com.



148 - OMAR PELLEGATTA (1925 - 2000)

Ouro Preto - óleo sobre tela - 46 x 55 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor, desenhista e gravador nascido em Busto Arsizio, Itália. Assina Pellegata. Veio para o Brasil em 1927, estudou na Associação Paulista de Belas Artes, foi aluno de Ettore Federighi e Durval Pereira, Takaoka, Mário Zanini, Otone Zorlini. Viveu e trabalhou em Santos, SP. Fez parte do Grupo Tapir (1970) com Giancarlo Zorlini, João Simeone, José Procópio de Moraes, Glicério Geraldo Canelosso e do Grupo Chácara Flora com Emídio Dias de Carvalho, Arlindo Ortolani, Heitor Carilo, Glicério Geraldo Canelosso. Realizou exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil como: Salão Paulista de Belas Artes (desde 1958), Salão Municipal de Belas Artes de Belo Horizonte, MG (1960), entre outros, recebendo muitos prêmios. JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG.735; MEC VOL.3, PÁG.363; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.brasilartesenciclopedias.com.br; www.artprice.com.



149 - FRANCO CENNI (1909 - 1973)

Tropeiro - óleo sobre tela - 76 x 56 cm - canto inferior direito -
No estado.

Pintor, desenhista, escritor e crítico de arte italiano nascido em Milão e falecido em São Paulo. Realizou exposição individual no Rio de Janeiro (1940) e em São Paulo (1941). Participou de várias edições do Salão Paulista de Belas Artes, SP (1934, 1936, 1937, 1939, 1940, 1942, 1943, 1945 a 1948) sendo premiado em 1943, 1945 e 1946; entre outras mostras coletivas. PONTUAL PÁG. 126, MEC VOL. 1, PÁG. 396; ITAU CULTURAL.



150 - DJANIRA DA MOTTA E SILVA (1914 - 1979)

Peixaria - guache - 31 x 53,5 cm - canto inferior direito -
Reproduzido no convite deste Leilão. Ex coleção Dr. Paulo Nascimento Lopes, São Paulo - SP.

Pintora, desenhista, ilustradora, cartazista, cenógrafa e gravadora. Djanira da Motta e Silva nasceu em Avaré, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. No final da década de 1930, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde teve suas primeiras instruções de desenho no Liceu de Artes Ofícios e com o pintor Emeric Marcier, hóspede da pensão que Djanira instalou no bairro de Santa Teresa. Os contatos com os artistas Carlos Scliar, Milton Dacosta , Arpad Szenes , Vieira da Silva e Jean-Pierre Chabloz , frequentadores de sua pensão, proporcionaram um ambiente estimulador que a levou a expor no 48º Salão Nacional de Belas Artes, em 1942. No ano seguinte, realizou sua primeira mostra individual, na Associação Brasileira de Imprensa - ABI. Em 1945, viajou para Nova York. De volta ao Brasil, realizou o mural ‘Candomblé’ para a residência do escritor Jorge Amado, em Salvador, e painel para o Liceu Municipal de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Entre 1953 e 1954, viajou a estudo para a União Soviética. De volta ao Rio de Janeiro, tornou-se uma das líderes do movimento pelo Salão Preto e Branco, um protesto de artistas contra os altos preços do material para pintura. Realizou em 1963, o painel de azulejos ‘Santa Bárbara’, para a capela do túnel Santa Bárbara, Laranjeiras, Rio de Janeiro. No ano de 1966, a editora Cultrix publicou um álbum com poemas e serigrafias de sua autoria. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil, EUA e Europa. Foi premiada no Rio de Janeiro (1943, 1944, 1949, 1950 a 1953, 1955, 1963) e em São Paulo (1951, 1955). Participou da 1ª e da 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955). Em 1977, o Museu Nacional de Belas Artes - MNBA, realizou uma grande retrospectiva de sua obra. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 336; PONTUAL, PÁG. 181; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 164; MEC, VOL. 2, PÁG 58; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG, 263; WALTER ZANINI, PÁG. 810; ARTE NO BRASIL, PÁG. 824; ACERVO FIEO.



151 - FAYGA OSTROWER (1920 - 2001)

Composição - serigrafia - 34/200 - 52 x 37 cm - canto inferior direito - 1983 -

Gravadora, pintora, desenhista, ilustradora, teórica da arte e professora. Natural de Lodz, Polônia. No Brasil, Rio de Janeiro, desde a década de 1930. Cursa artes gráficas na Fundação Getúlio Vargas, em 1947, onde estuda xilogravura com Axl Leskoschek e gravura em metal com Carlos Oswald, entre outros. Em 1969, a Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro publica um álbum de gravuras realizadas entre 1954 e 1966. Dentre as muitas coletivas de que participou, no País e no exterior, destacamos as seguintes nacionais: 1ª Bienal Internacional de São Paulo (1951); Exposição Nacional de Arte Abstrata (1953) e, Salão Preto e Branco (1954). MEC. Vol.3, pág.303; JULIO LOUZADA, pág.234; PONTUAL, págs.395 e 396.; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 606; ARTE NO BRASIL, pág. 840; LEONOR AMARANTE, pág. 28; Acervo FIEO.



152 - FRANCISCO GONZALES (1954)

"A luz e a sombra" - técnica mista sobre eucatex - 43 x 53 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1979 -

Artista paulistano, com participação em coletivas, salões e exposições individuais desde 1975. "... Ao longo da década de 70, Gonzales construiu uma obra organizada, formal e coloristicamente limpa, em que o virtuosismo técnico apurou-se cada vez mais. (...) Com substancial base de desenho e apurado conhecimento colorístico, Gonzalez, que foi atraído pelo surreal e pelo metafísico desde que fez sua opção pela arte, descobriu o real na primeira metade da década de 80. (...) Mais recentemente, entretanto, Gonzales retornou aos domínios da super-realidade, ao terreno do imprevisto, do desconhecido, do mistério. (...) Enfim, criou uma obra pictórica que o posiciona entre os mais significativos pintores brasileiros de tendência figurativa de sua geração. " . Enock Sacramento in FRANCISCO Gonzalez. Apresentação de Enock Sacramento. São Paulo: Galeria Paulo Prado, 1989. ITAÚ CULTURAL; JULIO LOUZADA, vol. 13, pág. 154. Acervo FIEO. -



153 - JUAN ANTONIO BENLLIURE Y GIL (1860 - 1930)

Espanhola - aquarela - 14,5 x 9,5 cm - centro inferior -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista e professor espanhol nascido em Valencia e falecido em Madri. Veio de uma família de artistas conhecida como "Clã Benlliure". Foi aluno de Francisco Salinas e de seu irmão José, estudou em Roma na Academia Espanhola. Foi professor de artes na Escola Superior de Belas Artes de São Fernando e na Academia de Madri. Participou de Salões oficiais e foi premiado na Exposição Nacional de Madri em 1884, 1887, 1892, 1895, 1901, 1920 e na Exposição de Roma em 1919. BENEZIT; marianobenlliure.org; www.biografiasyvidas.com; www.artprice.com.



154 - ALFREDO EUGUL SAMAD (XX)

"Figura na praia" - óleo sobre tela - 61 x 50 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 16/11/1971 -
No estado.

Pintor argentino natural de Navarro, Provincia de Buenos Aires. Fixou residência no Brasil a partir de 1954. Expôs individualmente em Buenos Aires em 1951, participando de coletivas a partir de 1953, destacando-se: III Salão Nacional de Artes Plásticas do Rio de Janeiro (Gravura), Salão Museu de Arte Moderna -MAM-SP (Desenho) e III Salão Brasileiro de Arte (Fundação Mokiti Okada) São Paulo (pintura). Recebeu o Prêmio Aquisição no III Salão de Arte Contemporânea de Americana-SP.



155 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Figura" - desenho a lápis - 31 x 23 cm - centro inferior - Março de 1958 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



156 - IVAN SERPA (1923 - 1973)

Composição - óleo sobre cartão - 31 x 46,5 cm - canto superior esquerdo - 1961 -
No estado.

Pintor, desenhista, gravador e professor, Ivan Ferreira Serpa nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Estudou gravura e desenho com Axel Leskoschek (entre 1946 e 1948) no Rio de Janeiro. Em 1949, ministrou suas primeiras aulas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, onde, a partir de 1952, exerceu sistemática atividade didática, em especial no ensino infantil. Foi um dos precursores do concretismo no Brasil, criando ao lado de Aluisio Carvão, Lígia Clark, Hélio Oiticica e outros o Grupo Frente, que se manteve ativo de 1954 a 1956, inclusive com exposições no Rio de Janeiro. Participou da Divisão Moderna do SNBA (1947-1951). Em 1957, recebeu o prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna, RJ. Participou da exposição ’Opinião 65’, evento que marca a difusão de uma nova arte de tendência figurativa, a neofiguração. Em 1970, fundou, com Bruno Tausz, o Centro de Pesquisa de Arte no Rio de Janeiro. Participou da Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1961, 1963, 1965) e da Bienal de Veneza (1952, 1954, 1962, 1966). PONTUAL, PÁG 486; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 605; ARTE NO BRASIL, PÁG. 840; LEONOR AMARANTE, PÁG. 26; MEC VOL. 4, PÁG. 221; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 899.



157 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XIX

Pastor - técnica mista sobre papel - 43 x 57 cm - canto inferior direito -
No estado.



158 - DJANIRA DA MOTTA E SILVA (1914 - 1979)

Flautista - aquarela e guache - 21 x 13 cm - canto inferior direito -

Pintora, desenhista, ilustradora, cartazista, cenógrafa e gravadora. Djanira da Motta e Silva nasceu em Avaré, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. No final da década de 1930, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde teve suas primeiras instruções de desenho no Liceu de Artes Ofícios e com o pintor Emeric Marcier, hóspede da pensão que Djanira instalou no bairro de Santa Teresa. Os contatos com os artistas Carlos Scliar, Milton Dacosta , Arpad Szenes , Vieira da Silva e Jean-Pierre Chabloz , frequentadores de sua pensão, proporcionaram um ambiente estimulador que a levou a expor no 48º Salão Nacional de Belas Artes, em 1942. No ano seguinte, realizou sua primeira mostra individual, na Associação Brasileira de Imprensa - ABI. Em 1945, viajou para Nova York. De volta ao Brasil, realizou o mural ‘Candomblé’ para a residência do escritor Jorge Amado, em Salvador, e painel para o Liceu Municipal de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Entre 1953 e 1954, viajou a estudo para a União Soviética. De volta ao Rio de Janeiro, tornou-se uma das líderes do movimento pelo Salão Preto e Branco, um protesto de artistas contra os altos preços do material para pintura. Realizou em 1963, o painel de azulejos ‘Santa Bárbara’, para a capela do túnel Santa Bárbara, Laranjeiras, Rio de Janeiro. No ano de 1966, a editora Cultrix publicou um álbum com poemas e serigrafias de sua autoria. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil, EUA e Europa. Foi premiada no Rio de Janeiro (1943, 1944, 1949, 1950 a 1953, 1955, 1963) e em São Paulo (1951, 1955). Participou da 1ª e da 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955). Em 1977, o Museu Nacional de Belas Artes - MNBA, realizou uma grande retrospectiva de sua obra. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 336; PONTUAL, PÁG. 181; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 164; MEC, VOL. 2, PÁG 58; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG, 263; WALTER ZANINI, PÁG. 810; ARTE NO BRASIL, PÁG. 824; ACERVO FIEO.



159 - DAKIR PARREIRAS (1893 - 1967)

Lagoa Rodrigues de Freitas - aquarela - 27 x 44 cm - canto inferior direito - 1950 -
No estado.

Filho e discípulo do grande Antonio Parreiras, aperfeiçoou-se em Paris com Laurens, destacando-se como paisagista e retratista de méritos. LAUDELINO FREIRE, pág. 519; TEODORO BRAGA, pág. 184; MEC, vol.3, pág. 336; PONTUAL, pág. 407; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 170; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



160 - ALDO BONADEI (1906 - 1974)

Casario - óleo sobre cartão - 35 x 52 cm - canto inferior esquerdo - 1969 -
Reproduzido no convite deste Leilão.

Pintor, designer, gravador, figurinista e professor - Aldo Cláudio Felipe Bonadei nasceu e faleceu em São Paulo, SP. Entre 1923 e 1928 foi aluno de Pedro Alexandrino, período em que também frequentou o ateliê de Antonio Rocco. Viajou para a Itália, entre 1930 e 1931, e frequentou a Academia de Belas Artes de Florença, onde teve aulas com Felice Carena e seu assistente Ennio Pozzi, ambos ligados ao movimento ‘novecento’. Nesse período, dedicou-se ao desenho da figura humana, principalmente ao nu. Retornou a São Paulo no início da década de 1930 e participou ativamente do Grupo Santa Helena, da Família Artística Paulista - FAP e do Sindicato dos Artistas Plásticos. Em 1949 lecionou na Escola Livre de Artes Plásticas, primeira escola de arte moderna de São Paulo e participou do Grupo Teatro de Vanguarda. No ano seguinte, fundou a Oficina de Arte - O. D. A., com Odetto Guersoni e Bassano Vaccarini. No fim da década de 1950 atuou como figurinista nas peças ‘Vestido de Noiva’, de Nelson Rodrigues, e ‘Casamento Suspeitoso’, de Ariano Suassuna. Também desenhou alguns figurinos para dois filmes dirigidos por Walter Hugo Khoury: ‘Fronteiras do Inferno’ (1958) e ‘Na Garganta do Diabo’(1959). Realizou muitas exposições individuais e participou de vários Salões oficiais destacando-se: Bienal Internacional de São Paulo (1ª, 2ª, 3ª, 6ª, 7ª); Bienal de Veneza (1952); Panorama da Arte Moderna Brasileira (1970). MEC, VOL. 1, PÁG. 247; PONTUAL, PÁGS. 78/79; ARTE NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 1041; ART PRICE ANNUAL 2000, PÁG. 258; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 79; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; LEONOR AMARANTE, PÁG. 72; ACERVO FIEO.



161 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Bahia - serigrafia - 21,5 x 14,5 cm - centro inferior na tela serigráfica -
Obra impressa por Ateliê Mário Della Parra - Serigrafias - Rio de Janeiro, RJ.

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



162 - INGRES SPELTRI (1940)

"Violino" - óleo sobre tela - 60 x 80 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor, desenhista, escultor, gravador e professor nascido em Jau, SP. Filho do pintor Augusto Speltri com quem se iniciou na pintura, ainda criança. Em 1959 mudou-se para São Paulo onde estudou Música (1960-1964). Foi professor titular da Escola Panamericana de Arte, SP. Realizou exposições individuais, em São Paulo, nos anos de 1977, 1981, 1978, 1984. Participou de várias mostras e Salões oficiais, sendo premiado em: São Paulo (1963, 1966, 1970, 1971); Santo André, SP (1976). JULIO LOUZADA VOL. 5, PÁG. 1012; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; MEC VOL. 4, PÁG. 338; PONTUAL PÁG. 504; www.artprice.com; www.speltri.com.



163 - IRINEIDE KLOCKNER (1961)

Composição - óleo sobre tela - 70 x 50 cm - dorso -

Pintora nascida em Maringá, PR, Iniciou sua carreira artística em 1983. Desde 2000, dedica-se exclusivamente à pintura em tela, tendo durante estes anos aprimorado sua arte em diversas técnicas, através da convivência com artistas de diferentes estilos. Nos últimos anos tem buscado inspiração em grandes nomes do Abstracionismo, como Jackson Pollock e Jonas Gerard, e desenvolveu seu próprio estilo. Em sua arte, expressa a beleza da vida, em todos seus pormenores e complexidades, na união dos traços aparentemente desconexos se criam momentos únicos. Durante sua carreira, participou de exposições ao longo de toda a região Sul, tendo assinado mais de 2000 obras de arte, que hoje embelezam residências e ambientes corporativos em todo o Brasil. http://www.klockner-art.com; www.artprice.com.



164 - ÉLON BRASIL (1957)

"Curumin do Rio Negro" - óleo sobre tela - 40 x 41 cm - dorso - São Paulo -

Artista plástico autodidata nascido na praia de Jurujuba, em Niterói-RJ, onde aos seis anos de idade começou a rabiscar seus primeiros crayons. Mudando-se para São Paulo (1968), ganhou sua primeira medalha de ouro na II PINARTE de Pinheiros. Em 1970, juntamente com os artistas Aldemir Martins, Clóvis Graciano e Carlos Scliar, ilustrou o livro de poesias "Cantando os Gols" de Tito Battine. Morou na Suíça por seis meses. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1993, 1998, 1999, 2002, 2006, 2008); Toronto, Canadá (1993); Basiléia, Suíça (1993, 1995, 1997, 1999); Bahia (1993, 1995); Berna, Suíça (1995); Bruxelas, Bélgica (1996); Blumenau, SC (1998); Rio de Janeiro (1999); Paris, França (2004); Londres, Inglaterra (2005); Los Angeles, EUA (2006). Tem participado de mostras coletivas e oficiais. ITAU CULTURAL; www.elon.brasil.nom.br.



165 - LEÓN FERRARI (1920 - 2013)

Dormitório - litografia - 81/100 - 69 x 75 cm - canto inferior direito - 1986 -
No estado.

Gravador e escultor argentino, natural da cidade de Buenos Aires. Começou a fazer escultura em 1954, com diversos materiais e com arame de aço inoxidável. Em 1962, iniciou sua série de desenhos escritos. Em 1964 colaborou com Rafael Albertino no livro de poesias e desenhos "Escritos en el Aire", editado por Vanni Scheiwiller em Milão. Em 1965, abandonou a arte abstrata e participou do movimento cultural que acompanhou a atividade política argentina, colaborando na organização de diversas mostras coletivas. A partir de 1976 fixa residência no Brasil, em São Paulo, onde voltou a esculpir e experimentar outras técnicas, como fotocópias, etc. Desenvolveu uma série de esculturas sonoras que deram origem aos instrumentos lúdicos musicais com os quais deu 4 concertos-performance. JULIO LOUZADA, vol. 3, pág. 403



166 - GAETANO ESPOSITO (1858 - 1911)

Pescador - óleo sobre tela - 45 x 30 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Excepcional paisagista e pintor de história, nasceu em Salermo / Itália. Expôs a partir de 1877 em Nápolis e Turin / Itália.Especializou-se em retratos e paisagens; diversas exposições em seu país e em diversas cidades européias. ART PRICE ANNUAL 2000, pág. 758; BENEZIT, vol. 4, pág. 200.



167 - DIONISIO DEL SANTO (1925 - 1999)

Figura - guache - 17 x 13 cm - canto inferior direito - 1977 -

Pintor, desenhista, gravador e serigrafista, nasceu em Colatina-ES, e faleceu em Vitória, naquele mesmo Estado. Autodidata. Em 1975, recebe o Prêmio de Melhor Exposição de Gravura do Ano, da APCA. Participou da 9ª Bienal Internacional de São Paulo, 1967 (Prêmio Itamarati Aquisição) e do Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro, 1968 (Prêmio Isenção do Júri). JULIO LOUZADA vol.11, pág. 88; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 682; ARTE NO BRASIL, pág. 934.



168 - ARTE POPULAR BRASILEIRA (XX)

Brincando de roda - escultura em terracota - 10 x 18 x 16 cm - assinado -
Carminha.



169 - ARNALDO FERRARI (1906 - 1974)

Casario - técnica mista sobre cartão - 39 x 32 cm - canto inferior direito -
No estado.

Pintor, desenhista e professor, Arnaldo Ferrari nasceu e faleceu em São Paulo SP. Seguindo a profissão do pai, trabalhou como pintor decorador, realizando frisos decorativos para residências. Estudou artes decorativas no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, entre 1925 e 1935. Em 1934, dividiu um ateliê com amigos no edifício Santa Helena e, pela amizade com o pintor Mario Zanini, aproximou-se dos demais integrantes do Grupo Santa Helena. Frequentou também o curso livre de pintura e desenho na Escola Nacional de Belas Artes, entre 1936 e 1938, onde teve aulas de desenho e pintura com Enrico Vio. Entre 1950 e 1959, integrou o Grupo Guanabara, com Thomaz Ianelli, Tomie Ohtake, Tikashi Fukushima e Oswald de Andrade Filho, entre outros. Realizou diversas exposições individuais, participou de várias mostras e Salões oficiais e foi premiado em São Paulo (1958, 1959, 1961, 1963, 1966) e em Santo André (1971). Participou da 7ª à 11ª Bienal Internacional de São Paulo (1963, 1965, 1967, 1969, 1971). Foi apresentada retrospectiva de sua obra em 1975, no Paço das Artes, SP e catálogo com textos de Theon Spanudis, José Geraldo Vieira e Mário Schenberg, entre outros. ITAÚ CULTURAL; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 304; MEC, VOL. 2, PÁG. 149; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 191; PONTUAL, PÁG. 207; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 378; WALTER ZANINI, PÁG.678, ACERVO FIEO.



170 - ROBERTO BURLE MARX (1909 - 1994)

Composição - óleo sobre tela - 80 x 100 cm - canto inferior direito - 1989 -
Reproduzido na quarta capa do catálogo deste Leilão. Com certificado de autenticidade firmado pelo autor, datado de 16 de abril de 1992.

Nasceu em São Paulo e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, paisagista, arquiteto, desenhista,gravador, litógrafo, escultor, tapeceiro, ceramista, designer de jóias, decorador. Durante a infância viveu no Rio de Janeiro. Foi com a família para a Alemanha, em 1928. Em 1929, freqüentou o ateliê de pintura de Degner Klemn. Nos jardins e museus botânicos de Dahlen, em Berlim, entusiasmou-se ao encontrar exemplares da flora brasileira. De volta ao Brasil, fez curso de pintura e arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1930 - 1934), onde foi aluno de Leo Putz , Augusto Bracet e Celso Antônio. Seu primeiro projeto paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, em 1932. Entre 1934 e 1937, ocupou o cargo de diretor de parques e jardins do Recife, PE, onde passou a residir. Nesse período, foi com freqüência ao Rio de Janeiro e teve aulas com Candido Portinari e com o escritor Mário de Andrade. Em 1937, retornou ao Rio de Janeiro e trabalhou como assistente de Candido Portinari. Foi em 1949, conforme sua paixão por plantas e seu interesse por botânica e jardinagem, que Burle Marx adquiriu um sítio em Barra de Guaratiba, RJ. Com auxílio de botânicos, viajou, coletou, catalogou exemplares de plantas do Brasil e reproduziu em seu sítio a diversidade fitogeográfica brasileira. Em 1985 doou esse sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.Realizou muitas exposições individuais e projetos paisagísticos, participou de diversas mostras oficiais coletivas pelo Brasil e no exterior. PONTUAL, PÁG. 94; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 93; MEC. VOL.1, PÁG.303; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 738; LEONOR AMARANTE, PÁG. 98; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 179; artnet.com. ACERVO FIEO.



171 - GUILHERME DE FARIA (1942)

Nu - litografia - 40/90 - 20 x 22 cm - canto inferior direito - 1976 -
No estado.

Pintor, gravador, desenhista e poeta, Guilherme Caiuby de Faria nasceu em São Paulo. Teve formação autodidata. Iniciou carreira artística em 1962, dedicando-se à produção de desenhos, gravuras e pinturas. Realizou viagem ao interior da Bahia e de Pernambuco, entrando em contato com artistas populares (por volta de 1970). Realizou exposições individuais em: São Paulo (1964, 1966, 1967, 1971, 1974, 1984, 1996, 1997, 2010); Toronto, Canadá (1975); Assunção, Paraguai (1976); Porto Alegre, RS (1978); Ribeirão Preto, SP (1980); Marília, SP (1980); Munique, Alemanha (1983); Quito, Equador (1986); Penápolis, SP (1987); entre outras. Participou de mostras coletivas e oficiais como: I Exposição do Jovem Desenho Nacional, MAC – SP (1965); Panorama da Arte Atual Brasileira, MAM – SP (1969, 1971, 1974, 1977, 1980); Bienal Internacional de São Paulo (1967); I Bienal Latino-Americana, SP (1978); "25 Contemporary Brazilian Artists", Tóquio – Japão (1979); Bienal Internacional de Artes Gráficas, Liubliana – Eslovênia (1989). A partir de 2001 passou a compor cordéis de cunho sertanejo, publicando-os em folhetos ilustrados com xilogravuras de sua autoria. Iniciou carreira de cordelista e declamador em São Paulo, dedicando-se também à divulgação de contos e poemas atribuídos à escritora Alma Welt. MEC VOL.2, PÁG. 142; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 371; VOL. 13, PÁG. 126; PONTUAL PÁG. 202; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.brasilartesenciclopedias.com.br; biografias.netsaber.com.br; www.bcb.gov.br; www.artprice.com.



172 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Paisagem - aquarela - 35 x 23 cm - canto inferior esquerdo ilegível - 1956 -



173 - MARGHERITA CAFFI (1647 - 1710)

Flores - óleo sobre tela - 70 x 99 cm - canto inferior esquerdo -
No estado. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintora e desenhista italiana nascida em Cremona e falecida em Milão. Suas obras têm sido comercializadas em leilões e participado de exposições coletivas como na "Uffizi Galleries, The Uffizi", Itália; em Munique, Alemanha (2003) no Kunsthalle der Hypo-Kulturstiftung intitulada "Still World: Três séculos de pintura de natureza-morta italiana" (Stille Welt: Italienische Stilleben aus Drei Jahrhunderten); entre outras. BENEZIT; www.artprice.com; www.mutualart.com.



174 - CARLOS PAEZ VILARÓ (1923 - 2014)

Peixe - técnica mista sobre papel - 30 x 37 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista, escultor, ceramista, muralista uruguaio nascido em Montevidéu e falecido em Casapueblo. Autodidata, desde cedo se envolveu com as artes gráficas trabalhando na imprensa em Barracas e Avellaneda, em Buenos Aires. No final da década de 1940 regressou a Montevidéu e passou a dedicar-se inteiramente aos temas do Candomblé e da dança afro-oriental. Esses mesmos temas o motivaram a fazer uma viagem ao Brasil e aos países onde a raça negra predomina como Senegal, Libéria, Congo, Camarões e Nigéria. Conheceu Picasso, Dali, De Chirico e Calder em seus ateliês (década de 1950). Em 1969 regressou ao Uruguai e continuou as obras de sua casa, conhecida como 'Casapueblo' em Punta Ballena, modelada com suas próprias mãos e com ajuda dos pescadores, que se transformou em um símbolo do lugar. A partir de 1970 viveu alternadamente nos Estados Unidos, Brasil e Uruguai. Realizou exposições, entre outras, na França, Inglaterra, Estados Unidos e retrospectivas na China e no Egito. Participou também da Bienal Internacional de São Paulo em 1965, 1969 e 1971. Sua arte mural se encontra no Uruguai, Chile, Brasil, África, Austrália, Estados Unidos, Polinésia. ITAU CULTURAL; BENEZIT VOL. 8, PÁG. 80; carlospaezvilaro.com.uy; www.pinacoteca.org.br; www.artprice.com.



175 - LOUCO - BOAVENTURA DA SILVA FILHO (1932 - 1992)

Maternidade - escultura em madeira - 73 x 18 x 04 cm - assinado - 07/03/1977 -

O autor, conhecido como Louco, é natural de Cachoeira, histórica cidade baiana, às margens do rio Paraguaçu. Foi aí que começou seu trabalho. Pouco a pouco suas esculturas tornaram-se amplamente conhecidas, garantindo, para Boaventura, um lugar de destaque entre os artistas populares brasileiros. A partir do reconhecimento de sua obra, participou de exposições significativas como a mostra do Centro Domus, em Milão, Itália; o Espírito Criador do Povo Brasileiro, através da coleção de Abelardo Rodrigues, e Sete Brasileiros e seu Universo, em Brasília. É dele a seguinte explicação para o seu novo nome: "É porque sou louco pra trabalhar! Fui o primeiro artista da cidade. Trabalho com inspiração e amor. Às vezes me afasto de tudo - vou pro mato, fico lá sozinho, sem zuada, só com o meu radinho e os troncos de madeira, despreocupado, longe da mulher, dos dez filhos, dos fregueses. eles conversam muito e atrapalham. E a mulher quer muita coisa, Mulher é como criança, nada chega." (texto extraído do livro O Reinado da Lua - Escultores Populares do Nordeste, de Silvia Rodrigues Coimbra, Flávia Martins e Maria Letícia Duarte - Ed. Salamandra, 1980, págs. 112, 113 e 114).



176 - ESTER GRINSPUM (1955)

"Composição I" - técnica mista sobre papel - 25 x 25 cm - canto inferior direito - 1983 -
Ex coleção Dr. Nelson Mendes - Marília - SP.

Desenhista, escultora, gravadora, pintora e ilustradora nascida na cidade do Recife--PE. Estuda com Baravelli e Marcello Nitsche no Instituto de Arte e Decoração, com Renina Katz, Flávio Império, Cláudio Tozzi, Flávio Motta, Aracy Amaral e Luis Carlos Daher no decorrer da década de 1970. Cursa arquitetura na FAU/USP de 1973 a 1977. Na década de 90, recebe bolsa de pesquisa para artistas da Fundacion Helena Segy, Paris, bolsa de trabalho do European Ceramic Work Center, em s'Hertogenbosch, Holanda, e bolsa de residência no Cité des Arts, Paris. Expõe individual e coletivamente desde 1981, com sucesso de crítica e de público. ITAUCULTURAL; Acervo FIEO. -



177 - ALFRED VERWEE (1838 - 1895)

Marinha - óleo sobre tela - 36 x 60 cm - canto inferior esquerdo -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista e gravador, Alfred Jacques Verwee nasceu em St-Joost-ten-Node e faleceu em Bruxelas. Iniciou-se com seu pai - o pintor Louis Pierre Verwee, trabalhou com Verboeckhoven e estudou com F.K. Deweirdt (1853-1858). Viveu em Londres (1867-1868), viajou pela Itália e Países Baixos. No seu retorno à Bélgica fundou e dirigiu uma associação de pintores em Knokke. Em Bruxelas ajudou a fundar a Sociedade de Belas Artes (1868). Sempre ia a Paris e conviveu com Diaz, Théodore Rousseau, Manet, Barye e Troyon. A partir de 1857 participou dos Salões de Bruxelas com Medalha de Ouro em 1863; dos Salões de Paris com medalhas em 1864 e 1878; da Exposição Universal de Paris com Medalha de Ouro em 1889. Recebeu a comenda do Cavaleiro da Legião de Honra (1881), Cavaleiro da Ordem de Leopoldo (1871), Oficial (1881) e Comandante (1894). BENEZIT; art-now-and-then.blogspot.com.br; www.artprice.com.



178 - MARTINS JESUS (XIX - XX)

"Túmulo de Júlio Franck" - desenho a nanquim - 17 x 10 cm - canto inferior direito -
No estado.

Pintor, desenhista e ilustrador, contemporâneo de Volpi, Bonadei, Hugo Adami, Manoel Martins e outros da Famíla Artística Paulista. Colaborou em revistas de São Paulo e Rio de Janeiro como ilustrador do gênero do retrato e do desenho documentário. De sua autoria, a 'Ilustração Brasileira', RJ, de setembro de 1929, reproduziu uma série de desenhos que representam aspectos arquitetônicos da cidade de São Paulo em 1822. COLEÇÃO MÁRIO DE ANDRADE – ARTES PLÁSTICAS, INSTITUTO DE ESTUDOS BRASILEIROS – UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO, 1998.



179 - IVAN SERPA (1923 - 1973)

Composição - técnica mista sobre tela - 50 x 35,5 cm - canto inferior direito - 1953 -
Ex coleção Antonio de Souza Naves Filho - Campinas - SP.

Pintor, desenhista, gravador e professor, Ivan Ferreira Serpa nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Estudou gravura e desenho com Axel Leskoschek (entre 1946 e 1948) no Rio de Janeiro. Em 1949, ministrou suas primeiras aulas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, onde, a partir de 1952, exerceu sistemática atividade didática, em especial no ensino infantil. Foi um dos precursores do concretismo no Brasil, criando ao lado de Aluisio Carvão, Lígia Clark, Hélio Oiticica e outros o Grupo Frente, que se manteve ativo de 1954 a 1956, inclusive com exposições no Rio de Janeiro. Participou da Divisão Moderna do SNBA (1947-1951). Em 1957, recebeu o prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna, RJ. Participou da exposição ’Opinião 65’, evento que marca a difusão de uma nova arte de tendência figurativa, a neofiguração. Em 1970, fundou, com Bruno Tausz, o Centro de Pesquisa de Arte no Rio de Janeiro. Participou da Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1961, 1963, 1965) e da Bienal de Veneza (1952, 1954, 1962, 1966). PONTUAL, PÁG 486; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 605; ARTE NO BRASIL, PÁG. 840; LEONOR AMARANTE, PÁG. 26; MEC VOL. 4, PÁG. 221; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 899.



180 - JOSÉ INACIO (1927)

"Flores na serra" - óleo sobre tela - 40 x 33 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1967 -
No estado.

Pintor primitivista assina ZÉ INÁCIO. Começou a pintar em 1961, foi irmão da pintora Iracema Arditi. Participou de coletivas na Galeria Seta, SP (1962); VII e VIII Bienal de São Paulo (1963 e 1965); Salão Esso de Artistas Jovens, RJ (1965); Galeria Voltaico, RJ (1969); Club Pueblo, em Madrid; e outras capitais européias (1970); Galeria Brasileira de Arte, SP e Salão Nacional de Arte Moderna. Individuais na Galeria Seta, SP. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 1087.



181 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Nu - serigrafia - 74/100 - 70 x 50 cm - canto inferior direito - 1982 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



182 - MÁRIO DE OLIVEIRA MENDES, DITO MENDEZ (1907 - 1996)

Vendedor de laranjas - desenho a nanquim e guache - 20 x 26 cm - canto inferior esquerdo -

Mário de Oliveira Mendes. Desenhista, caricaturista e pintor nascido em Baturité, Ceará. Residiu no Amazonas, Maranhão e Bahia, antes de fixar-se no Rio de Janeiro onde fez sua carreira de caricaturista, em 1927. Em 1950, publica o livro: "Aprenda a Desenhar Caricaturas". Exposições coletivas: Rio de Janeiro, RJ (1944 e 1965). Exposições póstumas: Belo Horizonte - MG, São Paulo - SP, Campinas - SP (1997); Brasília - DF e Penápolis - SP (1998); Fortaleza - CE (2001) e São Paulo - SP, Rio de Janeiro - RJ (2003). MEC, vol. 3, pág. 137; JULIO LOUZADA, vol. 6, pág. 719 e ITAÚ CULTURAL.



183 - AUGUSTO JOSÉ MARQUES JÚNIOR (1887 - 1960)

Flores - óleo sobre cartão colado em eucatex - 30 x 22 cm - canto superior direito -

Pintor, desenhista e professor nascido e falecido no Rio de Janeiro. Estudou na Escola Nacional de Belas Artes (a partir de 1905), foi aluno de Baptista da Costa, Eliseu Visconti, Zeferino da Costa e Bérard. Recebeu o Prêmio Viagem ao Exterior (1916), viajando para Paris em 1917, onde permaneceu até meados de 1922. Frequentou na "Académie Julian", o ateliê de Jean-Paul Laurense o de Adolphe Dechaenaud na "Académie de la Grande Chaumière". Perdeu quase todos os seus trabalhos num incêndio em seu ateliê (1921). De volta ao Brasil (1922), foi nomeado docente de pintura da ENBA. Regeu as cadeiras de desenho figurado (de 1934 a 1937) e de pintura (de 1938 a 1948). Em 1948 tornou-se livre-docente da II cadeira de desenho artístico e, em 1950, catedrático de desenho de modelo vivo. Em 1952, foi escolhido vice-diretor da ENBA. Fez sua primeira exposição individual em 1922, na Galeria Jorge, no Rio de Janeiro. Expôs em São Paulo, em 1923 com Hélios Seelinger e, em 1935 com Henrique Cavalleiro. Foi presidente da Sociedade Brasileira de Belas Artes e membro efetivo do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (SPHAN). Foi responsável pela decoração do restaurante da antiga Câmara dos Deputados, no Rio de Janeiro, e pelas ilustrações do livro "O Rio de Janeiro no tempo dos vice-reis", de Luiz Edmundo, publicado em 1951. Participou de diversas exposições coletivas como: Exposição Geral de Belas Artes, Rio de Janeiro (1913 - menção honrosa, 1915 - medalha de bronze, 1916 - medalha de prata, 1921, 1922,1924, 1925, 1926 - medalha de ouro, 1927 a 1930, 1933); "Salon des Artistes Français", Paris (1920); Coletiva Grupo Almeida Júnior, São Paulo (1928). REIS JR., PÁG. 371; TEODORO BRAGA, PÁG. 159; PONTUAL, PÁG. 341.342; MEC, VOL. 3, PÁG. 76; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 315; PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, PÁG. 277; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 588; ITAU CULTURAL; www.brasilartesenciclopedias.com.br; www.artprice.com.



184 - MARIO ALFREDO CARISTINA (1945)

Natureza morta - óleo sobre tela - 28 x 38,5 cm - canto inferior direito -

Autodidata, embora tenha frequentado os ateliês de Ettore Federighi e Carlos Bueno Assunção. Pintou o litoral paulista em companhia de Domingos Antequera. Em 1976, participou da Bienal Nacional-SP. JULIO LOUZADA, vol. 3 pág. 218. ACERVO FIEO.



185 - MARCELO GRASSMANN (1925 - 2013)

Menina - desenho a nanquim - 49 x 34,5 cm - canto inferior direito - 1947 -
No estado.

Desenhista, gravador, ilustrador, pintor, escultor e professor, nasceu em São Simão, SP. Estuda fundição, mecânica e entalhe em madeira na Escola Profissional Masculina do Brás, SP. Passa a realizar xilogravuras a partir de 1943. Atua como ilustrador do Suplemento Literário do ‘Diário de São Paulo’, do ‘O Estado de S. Paulo’ e do ‘Jornal do Estado da Guanabara’. Quando reside no Rio de Janeiro, a partir de 1949, freqüenta os cursos de gravura em metal, com Henrique Oswald e de litografia, com Poty, no Liceu de Artes e Ofícios. Em Salvador (1952), trabalha com Mario Cravo Júnior. .Recebe o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Arte Moderna (1953) e vai para a Academia de Artes Aplicadas, em Viena. Passa a dedicar-se principalmente ao desenho, à litografia e à gravura em metal. Em 1969, sua obra completa é adquirida pelo governo do Estado de São Paulo, passando a integrar o acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo . Em 1978, a casa em que nasceu, em São Simão, é transformada em museu e tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo - Condephaat. Participou de muitas exposições e das Bienais de: São Paulo (1951 a 1961, 1967, 1969, 1979, 1985, 1989); Veneza (1950, 1956, 1958, 1962); Paris (1959). Principais prêmios: Bienal de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1959, 1967); Bienal de Veneza (1950, 1956, 1958,1962); Bienal de Paris (1959). PONTUAL, PÁG. 249; MEC, VOL. 2, PÁG. 281 E 282; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG. 439; VOL. 5, PÁG. 453; VOL. 9, PÁG. 383.



186 - MARCIO SCHIAZ (1965)

"Composição" - óleo sobre tela - 16 x 22 cm - canto inferior direito e dorso -

Paulistano, o pintor nasceu em 10/5/1965. Estudou na APBA-SP, onde desenvolveu curso de desenho e pintura, frequentado sessões de modelo vivo. Individuais desde 1989 e coletivas em Salões Oficiais, com sucesso de crítica. Recebeu diversos prêmios. JULIO LOUZADA, vol.13, pág. 304; Acervo FIEO.



187 - MARCOS DE OLIVEIRA (XX)

"Círculo" - acrílico sobre tela - 25 x 25 cm - dorso - 2013 - São Paulo -
No estado.

Diretor de arte e artista plástico, Marcos Oliveira trabalha com a arte Naïf moderna. Ele também apresenta a cultura nordestina com cores intensas e mãos e pés destacados pelo tamanho. Para ele o Naïf representa o que o Brasil tem de melhor. A arte Naïf é o cartão postal do Brasil no exterior.-



188 - MAX THEODOR STRECKENBACH (1865 - 1936)

Natureza morta - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior esquerdo -
No estado. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista e gravador alemão nascido e falecido em Eckernförde. De 1876 a 1885 estudou medicina na "Schleswig Cathedral School" por diversas cidades da Alemanha. Foi autodidata em pintura e, em 1902, após retorno a Eckernförde, decidiu optar pela pintura. Seus trabalhos ganharam notoriedade nacional, foram expostos pela Alemanha e, por muitas vezes, capa da revista americana "Better Homes and Gardens". BENEZIT; www.artprice.com; www.artnet.com.



189 - LARISSA (1972)

Meninos soltando pipa - óleo sobre tela - 40 x 30 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1974 -

Pintora, Larissa Isabel Sebenello Ferreira nasceu em Porto Alegre, RS. Assina Larissa. Iniciou seus estudos artísticos na Escola Panamericana de Artes, SP (1990). Depois teve aulas com Heitor Carrillo e, a partir de 1993, radicou-se no Guarujá – SP onde passou a frequentar as aulas de pintura na Galeria de Arte Santista com os professores Bastos e Charleaux. Também teve aulas com Elisio Vidal, em Santos – SP. Realizou exposição individual no Guarujá, SP (1993) e tem participado de mostras coletivas e oficiais. Recebeu Menção Honrosa no I Concurso de Desenho e Pintura do Guarujá, SP (1993) e no II Guaruj'Art/SP (1994). JULIO LOUZADA VOL. 8, PÁG. 452.



190 - MARIO ZANINI (1907 - 1971)

"Parque da Aclimação" - aquarela e guache - 24 x 34 cm - canto inferior direito - 1961 -

Pintor, decorador, ceramista, professor, Mário Zanini nasceu e faleceu em São Paulo. Foi um dos integrantes de dois importantes movimentos artísticos considerados históricos na pintura paulista: o Grupo Santa Helena e a Família Artística Paulista. Sua formação artística se deu em São Paulo quando aos 13 anos iniciou curso de pintura da Escola Profissional Masculina do Brás e de 1924 a 1926, matriculou-se no curso de desenho e artes do Liceu de Artes e Ofícios. Conheceu Alfredo Volpi em 1927 e no ano seguinte estudou com o pintor Georg Elpons. Trabalhou no escritório de decoração de Francisco Rebolo entre 1933 e 1938. Em 1940 recebeu medalha de prata no 46º Salão Nacional de Belas Artes e foi convidado por Rossi Osir a trabalhar em seu ateliê de azulejos artísticos, o Osirarte. Em 1950, viajou por seis meses pela Itália, em companhia de Volpi e Osir. A partir de 1968 lecionou na Faculdade de Belas Artes de São Paulo. Participou de vários Salões oficiais e mostras coletivas no Brasil, como I e III Bienal Internacional de São Paulo e no exterior. Sua família doou 108 de suas obras ao Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo - MAC/USP em 1974. MEC, VOL. 4, PÁG. 531; PONTUAL, PÁG. 557; TEODORO BRAGA, PÁG. 250; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 451; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; ARTE NO BRASIL, PÁG. 778; LEONOR AMARANTE, PÁG.38; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 1085; ACERVO FIEO.



191 - LOTHAR CHAROUX (1912 - 1987)

Linhas - serigrafia - 30/50 - 71 x 50 cm - canto inferior direito - 1976 -

Pintor, desenhista e professor austríaco, natural de Viena. Assinava Charoux. Iniciou os estudos artísticos com seu tio, o escultor austríaco Siegfried Charoux. Transferiu-se para o Brasil em 1928, fixando residência em São Paulo. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios da cidade onde conheceu Valdemar da Costa, com ele fazendo aprendizado de pintura a partir de 1940. Posteriormente passa a lecionar desenho no Liceu de Artes e Ofícios e no SENAI. Em 1947, realizou sua primeira exposição individual, na Galeria Itapetininga. Em 1952, participou da fundação do Grupo Ruptura, ao lado de Waldemar Cordeiro, Geraldo de Barros, Anatol Wladyslaw e outros. Com Hermelindo Fiaminghi e Luiz Sacilotto , cria a Associação de Artes Visuais NT - Novas Tendências, em 1963. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras oficiais nacionais como a Bienal Internacional de São Paulo (I a IX, XII, XIII), Panorama da Arte Atual Brasileira (1º ao 3º, 6º, 9º, 11º, 12º) e no exterior. É homenageado com retrospectiva no Museu de Arte Moderna de São Paulo e no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro em 1974. Em 2005, é publicado o livro ‘Lothar Charoux: A Poética da Linha’, pela historiadora de arte Maria Alice Milliet. PONTUAL, PÁG. 131; MEC VOL. 1, PÁG. 433; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 254; VOL. 9, PÁG.207; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 645; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; ACERVO FIEO.



192 - INÁCIO RODRIGUES (1946)

Peixes - técnica mista sobre tela colada em eucatex - 08 x 31 cm - canto inferior esquerdo - 2010 -

Pintor, desenhista, entalhador e gravador, natural de Acaraú, CE. Iniciou-se em pintura como autodidata (1957). Viajou para diversos países da América Latina (1960-1965) com o objetivo de participar de exposições e acabou se fixando, em 1966, no Rio de Janeiro. Pintou a cúpula da Catedral Municipal e o Hotel Porto Velho em Porto Velho, RO (1962 e 1965). Expôs individualmente em diversas capitais brasileiras e também no exterior. Participou de muitas mostras e Salões oficiais e foi premiado em: Curitiba, PR (1971); Rio de Janeiro (1970, 1973, 1975, 1977, 1978); Belo Horizonte, MG (1970, 1971); Campinas, SP (1971, 1972); Florianópolis, SC (1972); Niterói, RJ (1974); Embu, SP (1974); Amparo, SP (1994, 1996); São José dos Campos, SP (1983). JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 834; VOL. 4, PÁG. 959; VOL. 12, PÁG. 345; TEIXEIRA LEITE PÁG. 450. WALMIR AYALA VOL. 2, PÁG. 259; MEC VOL. 4, PÁG. 91; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



193 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Caricatura - técnica mista - 32 x 23,5 cm - canto inferior direito - 1959 -
T. A. - No estado.



194 - PIETRO SCOPPETTA (1863 - 1920)

Paris - óleo sobre madeira - 23 x 43 cm - canto inferior esquerdo -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista e ilustrador italiano nascido em Amalfi e falecido em Nápoles. Foi aluno de Giacomo Di Chirico; estudou em Roma, Paris e Londres. Como ilustrador, trabalhou para Treves ("Illustrazione Italiana"). digilander.libero.it/trombealvento/vari/scopetta.htm; www.artprice.com.



195 - ALBERTO DA VEIGA GUIGNARD (1896 - 1962)

Ouro Preto - técnica mista sobre papel - 17,5 x 26,5 cm - canto inferior direito -
Ex coleção Marchand Isaac Ficz, Rio de Janeiro - RJ.

Pintor, professor, desenhista, ilustrador e gravador, Alberto da Veiga Guignard nasceu em Nova Friburgo, RJ e faleceu em Belo Horizonte, MG. Mudou-se com a família para a Europa em 1907. Em dois períodos, entre 1917 e 1918 e entre 1921 e 1923, frequentou a Real Academia de Belas Artes de Munique, onde estudou com Hermann Groeber e Adolf Hengeler. Aperfeiçoou-se em Florença e em Paris, onde participou do Salão de Outono. Retornou para o Rio de Janeiro em 1929 e integrou-se ao cenário cultural por meio do contato com Ismael Nery. Participou do Salão Revolucionário de 1931, e foi destacado por Mário de Andrade como uma das revelações da mostra. Em 1941, integrou a Comissão Organizadora da Divisão de Arte Moderna do Salão Nacional de Belas Artes, com Oscar Niemeyer e Aníbal Machado. Em 1943, passou a orientar alunos em seu ateliê e criou o Grupo Guignard. A única exposição do grupo, realizada no Diretório Acadêmico da Escola Nacional de Belas Artes, foi fechada por alunos conservadores e reinaugurada na Associação Brasileira de Imprensa. Em 1944, a convite do prefeito Juscelino Kubitschek, transferiu-se para Belo Horizonte e começou a lecionar e dirigir o curso livre de desenho e pintura da Escola de Belas Artes, por onde passaram Amilcar de Castro, Farnese de Andrade e Lygia Clark, entre outros. Permaneceu à frente da escola até 1962, quando, em sua homenagem, esta passou a chamar-se Escola Guignard. Participou da Bienal de Veneza (1928, 1952); da Bienal Internacional de São Paulo (1951) e outras. PONTUAL, PÁG. 254; MEC, VOL. 2, PAG. 304; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 236; JULIO LOUZADA, VOL. 10, PÁG. 404; ART PRICE ANNUAL 2000, PÁG. 1013; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 373; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 559; ARTE NO BRASIL, PÁG. 505; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28; www.pinturabrasileira.com; www.brasilescola.com; web.artprice.com.



196 - JOEL FIRMINO DO AMARAL (1951)

"Sítio São Bento" - óleo sobre tela colada em eucatex - 18 x 24 cm - canto inferior direito e dorso - 2017 -

Pintor nascido em São Paulo, onde é ativo. Assina Amaral. Foi aluno de Colette Pujol. Tem participado de mostras coletivas e Salões oficiais. Recebeu: prêmio aquisição no SAPBA (1985); prêmio no SPBA-SP (1988); Menção Honrosa no 38º Salão Livre APBA (1989); Troféu APBA no 19º Salão Paisagem Paulista (1990); Troféu Inocêncio Borghese no 20º Salão Paulista de Artes APBA (1992); 1º lugar no 3o. Salão Artes Plásticas Brasil/Portugal (1995); Grande Medalha de Prata no 1º Salão de Paisagem Brasileira (2000); Pequena Medalha de Ouro no 6º Salão de Desenho (2006); Prêmio APBA no 28º Salão de Paisagem Paulista APBA. JULIO LOUZADA, VOL. 9, PÁG. 39; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



197 - JOSÉ MORAES (1921 - 2003)

"A figura com cara Picassiana" - óleo sobre tela - 40 x 20 cm - canto inferior direito e dorso - 1987 - São Paulo -

Pintor, gravador, desenhista, escultor, ilustrador e professor, José Machado de Morais nasceu no Rio de Janeiro e faleceu em São Paulo. Assina José Moraes. Formou-se em pintura pela Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1941). Paralelamente aos estudos universitários, teve aulas de pintura com Quirino Campofiorito. Tornou-se assistente de Candido Portinari, em Brodosqui (1942) e trabalhou com o mesmo na execução do painel da capela de São Francisco de Assis, de Oscar Niemeyer, em Belo Horizonte (1945). Realizou exposições individuais no: Rio de Janeiro (1945, 1947, 1966, 1968, 1969, 1970); São Paulo (1962, 1965, 1967, 1970, 1979 – MAM, SP, 1982, 1983, 1984, 1986); Bagé, RS (1946, 1979); Pelotas, RS (1946); Porto Aiegre, RS (1948, 1980, 1988, 1992, 1995); Uberlândia, MG (1952, 1972, 1977, 1978, 1987); Belo Horizonte, MG (1964); Campinas, SP (1974); Cataguases, MG (1981); Goiânia, GO (1987); Brasília, DF (1989, 1995). Participou de várias mostras coletivas e Salões oficiais pelo Brasil como: Panorama da Arte Brasileira – MAM, São Paulo (1969, 1970, 1971, 1973, 1976, 1977) e no exterior. Foi premiado, nos anos de 1940, em quatro edições do Salão Nacional de Belas Artes – RJ. Com o prêmio Viagem ao Exterior recebido na 55ª edição (1949), viajou para Itália onde permaneceu estudando pintura mural (1950 a 1951). De volta ao Rio de Janeiro, dedicou-se à execução de mosaicos e afrescos até 1958, quando se mudou para São Paulo. Tornou-se professor na FAAP (1967). Aperfeiçoou-se em serigrafia (1971) com Michel Caza, em Paris, para onde retornou em outras três ocasiões, com a mesma finalidade. Fez também estágios em litografia com Michel Potier, na "École de Beaux-Arts", Paris, e com Eugène Shenker, no "Centre de Gravure Contemporaine", Genebra. MEC VOL. 3, PÁG. 196; Pontual pág. 369; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 646; VOL. 2, PÁG. 689; VOL. 5, PÁG. 706; VOL. 6, PÁG. 748; VOL. 8, PÁG. 586; VOL. 12, PÁG. 278; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 602, ACERVO FIEO.



198 - JOSÉ SABÓIA (1949)

Velas - óleo sobre tela - 49 x 69 cm - canto inferior esquerdo -
No estado.

Pintor, José Sabóia do Nascimento nasceu em Almadina-BA. Artista autodidata foi para o Rio de Janeiro em 1967 e começou a pintar no ano seguinte, passando a expor seus trabalhos na feira hippie de Ipanema. Fez sua primeira exposição individual em Fortaleza, CE (1970). Entre as exposições de que participou, destacam-se: I e III Salão Nacional de Artes Plásticas do Ceará, Fortaleza, (1969, 1971 - Prêmio Aquisição); Dez Pintores no Rio de Janeiro, no MNBA, RJ (1983); ‘Brésil Naifs’, Paris (1986); ‘Salon d'Art Naif’- Marseilha, França (1987); ‘Pintura, Presença e Povo na Arte Brasileira’ no Museu da Casa Brasileira - São Paulo (1990); ‘Visões do Rio’ no MAM, RJ (1996). No exterior expôs individualmente em São Francisco, EUA e Munique, Alemanha, além de participar de coletivas em vários países e, principalmente na França, com exposições organizadas pela Galeria Jacqueline Bricard e uma presença cativa na ‘Galerie Naïfs du Monde Entier’ em Paris. José Sabóia participou do Concurso Internacional de Morges, quando seu quadro foi eleito pelo público, a melhor obra de 60 participantes de 22 países, premiação que originou o convite da Galeria Kasper para realizar uma exposição individual em 1997. JULIO LOUZADA vol. 11, pág. 278; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 228; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO; www.artprice.com; www.nautilus.com.br; www.ardies.com.



199 - ALFREDO VOLPI (1896 - 1988)

Bandeirinhas - serigrafia - 12/30 - 40 x 28 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.



200 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Cangaceiro - litografia - 17/60 - 55 x 41 cm - canto inferior direito - 1976 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



201 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Galo - serigrafia - 4/100 - 22,5 x 16 cm - canto inferior direito - 1958 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



202 - ALFREDO VOLPI (1896 - 1988)

Bandeirinhas - serigrafia - 49/50 - 40 x 27 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.



203 - AGENOR SILVA (1940)

"A ascenção de um Deus" - técnica mista sobre cartão - 26 x 23,5 cm - canto inferior esquerdo - 1981 -
No estado.

Pintor e desenhista, Agenor Conceição da Silva, nasceu em Bom Jesus, RS. Sua formação é basicamente autodidata, recebendo alguma orientação artística de Vicente Caruzo e Inácio Justo. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1968, 1969, 1973, 1980, 1981, 1984); Catanduva, SP (1983); Bom Jesus, RS (1984); Gramado, RS (1987); Taquara, RS (1987); Londrina, PR (1991); Curitiba, PR (1992). Participou de muitas exposições coletivas da APBA - SP, desde 1970, onde recebeu alguns prêmios; de mostra coletiva em Buenos Aires, Argentina (1970) e em Nova York, EUA (1985). ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL.6, PÁG. 1052.



204 - AUGUSTO RODRIGUES (1913 - 1993)

Crianças - desenho a lápis - 32 x 22 cm - canto inferior direito - 1969 -

Desenhista, caricaturista e educador, Augusto Rodrigues nasceu em Recife-PE, onde frequentou a partir de 1932, o ateliê de Percy Lau. Participou em 1934 da primeira exposição de arte moderna de Pernambuco. Desenhista e caricaturista por excelência, o artista destacou-se no Sul do País, participando de salões, coletivas e individuais, recebendo honrarias e premiações. Criou diversos personagens, amparado na visão do cotidiano das grandes cidades. MEC, vol. 4, pág. 89; PONTUAL, pág. 457; TEODORO BRAGA, pag. 43; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 602; ARTE NO BRASIL, pág. 517.



205 - CANCIO (XX)

Barcos - óleo sobre tela - 30 x 60 cm - canto inferior direito - 1987 -
No estado.

Artista plástico com diversas participações em mostras coletivas.



206 - CARLOS GEYER (1912 - XX)

Pão de Açúcar - aquarela - 29 x 23 cm - canto inferior esquerdo - 1936 - Rio de Janeiro -
No estado.

Pintor e gravador radicado no Rio de Janeiro. JULIO LOUZADA vol.11, pág.127



207 - DIVANY VANNI (1936)

Crianças brincando - óleo sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior direito -

Pintor, natural de Guarantã-SP. Autodidata. Segundo a crítica de arte Josette Balsa, o autor é um dos mais originais pintores representantes da arte ingênua (naif). Segundo ainda a crítica "...As cores alegres, limpas, as linhas elegantes, a alvura simbólica, acrescentam sua limpidez ao tema bucólico. As obras permitem assim uma fuga da realidade dramática e sufocante, uma volta às fontes perenes de felicidade...". Exposições no Brasil desde 1971 e no exterior em 1973 e 1982. JULIO LOUZADA, vol 03 - pág 1174



208 - ESCOLA HAITIANA, SEC XX

Negras - acrílico sobre tela - 20 x 25 cm - canto inferior direito ilegível - Haiti -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")



209 - GUIMA (1927 - 1993)

Paisagem - óleo sobre tela - 16 x 22 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor e desenhista de mérito invulgar, Guima era paulista de Taubaté, residiu por muitos anos no Rio de Janeiro e praticava o figurativismo expressionista, por vezes eivado de notas líricas, de outras descambando para o fantástico. MEC, vol. 2, pág. 306; PONTUAL, pág.257; WALMIR AYALA, vol. 1, págs. 377/8; JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 407; ITAÚ CULTURAL.



210 - GLADYS MALDAUM (1943)

No espelho - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior direito - 1991 -
Ex-coleção Antônio Maluf - Galeria Seta - São Paulo - SP. No estado.

Pintora e desenhista natural de São Paulo, SP. Iniciou sua carreira em 1961, cursando desenho e modelo vivo com o prof. José Roncoleto (Lubra), aperfeiçoando-se na figura com o prof. Amadeo Scavone (entre 1965 e 1975). Estudou Composição e Sumiê com o pintor Fang (1970). Seguiu os cursos (de 1974 a 1976) de pintura mural do prof. Manuel Villaseñor e o de Modelado do prof. Juan Luis Vassallo Parodi, na Escola Superior San Fernando, em Madri, Espanha. Realizou muitas exposições individuais e participou de diversas mostras coletivas e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu prêmios e menções por seus trabalhos, entre eles: o Segundo Prêmio de Desenho (1976) no Circulo de Belas Artes de Madri, a Pequena Medalha de Prata (1980) no Salão Paulista de Belas Artes e o Prêmio APBA (2002) da Associação Paulista de Belas Artes. MEC VOL. 3, PÁG. 45; JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 624; VOL. 4, PÁG. 668; VOL. 6, PÁG. 653; VOL. 9, PÁG. 523; VOL. 11, PÁG. 190, ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



211 - AUGUSTO HERKENHOFF (1965 - XX)

"Drunk" - acrílico sobre tela - 40 x 40 cm - dorso - 2009 -

Nasceu em Cachoeiro do Itapemirim, ES. Formou-se em Direito, no Rio de Janeiro, em 1984.De 1985 a 1986, estudou com Katie Van Scherpenberg no MAM/RJ. Entre 1985 e 1988 estudou pintura com Ronaldo do Rego Macedo, Katie Van Scherpenberg e Manfredo Souzanetto, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Entre 1986 e 1995 participou de diversos Salões, entre eles o I Salão Capixaba de Artes Plásticas, V Salão da Ferrovia – RFFSA, onde recebeu o Prêmio Aquisição, no Rio de Janeiro, 12º Salão Carioca de Arte Universitária, 13º e 16º Salão Carioca Rioarte, VII Salão Paulista de Arte Contemporânea, 13º Salão Nacional de Artes Plásticas, Rio de Janeiro, XV Salão Nacional de Artes Plásticas, recebendo o 1º Prêmio, com a séria Amarelas, Rio de Janeiro. Neste mesmo período participou de várias exposições individuais e coletivas em diversos estados do Brasil. http://pt.shvoong.com/humanities/424525-biografia-augusto-herkenhoff/



212 - BENJAMIN SILVA (1927)

"O poder emana da força" - óleo sobre tela - 50 x 39 cm - canto inferior direito e dorso - LXVII -

Pintor e gravador cearense natural de Juazeiro. Foi seringueiro no Amazonas. Assina Benjamin. Mudou-se para o Rio de Janeiro (1948), estudou com Inimá de Paula e Sigaud na Escola do Povo. No MAM, RJ, foi aluno de Santa Rosa e, no Liceu de Artes e Ofícios, aprendeu gravura com Orlando da Silva. Realizou exposições individuais no: Rio de Janeiro (1957 a 1959, 1963, 1964, 1967, 1974, 1976); São Paulo (1958, 1971); Washington, EUA (1969); Veneza, Itália (1971); Belo Horizonte, MG (1972); Nova York, EUA (1974). Participou da Bienal Internacional de São Paulo (1959, 1963, 1965); do Panorama da Arte Atual Brasileira – MAM, SP (1970); de doze edições do Salão Nacional de Arte Moderna, RJ (entre 1953 e 1969) e de muitas outras mostras coletivas e Salões oficiais. Recebeu prêmios, inclusive, o Prêmio Viagem ao Estrangeiro no SNAM, RJ (1959) partindo em seguida para a Europa. Passou a residir em Paris (1960), onde realizou pesquisas e estudos em diversos museus e também na "Académie de la Grande Chaumière", da qual desistiu por discordar da orientação recebida. Partiu para o Oriente Próximo, onde continuou seus estudos em museus. Retornou ao Brasil por volta de 1962. MEC VOL.4, PÁG.246; TEIXEIRA LEITE PÁG.70; WALTER ZANINI PÁG. 697; ARTE NO BRASIL PÁG. 943; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 907; VOL. 3, PÁG. 107; ITAU CULTURAL; www.artprice.com.



213 - CLAUDIO TOZZI (1944)

Papagaio - serigrafia - 34/100 - 60 x 41 cm - canto inferior direito -
No estado.

Pintor, arquiteto e gravador, Claudio José Tozzi nasceu em São Paulo. É mestre em arquitetura pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo. Realizou diversas exposições individuais. Participou, entre várias mostras e Salões oficiais, da Bienal Internacional de São Paulo em 1967, 1969, 1977, 1985, 1989, 1991; do Panorama da Arte Atual Brasileira em 1971, 1973, 1976, 1977, 1979, 1980, 1983; da Bienal de Veneza em 1976; da Bienal de Paris em 1980. Criou painéis para espaços públicos de São Paulo, como: ‘Zebra’, colocado na lateral de um prédio da Praça da República; na Estação Sé do Metrô, em 1979; na Estação Barra Funda do Metrô, em 1989; no edifício da Cultura Inglesa, em 1995 e, no Rio de Janeiro, na Estação Maracanã do Metrô Rio, em 1998. WALMIR AYALA VOL.2, PÁG.388; PONTUAL PÁG.525; TEIXEIRA LEITE PÁG. 512; ARTE NO BRASIL VOL.2, PÁG.1059; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 740; LEONOR AMARANTE PÁG. 170; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 992; www.eca.usp.br; www.pinacoteca.org.br.



214 - EDUARDO MORI (1943)

Composição - desenho a lápis de cor - 23,5 x 33 cm - canto sup esquerdo e canto inf direito -

Nascido em São Paulo, iniciou seus estudo artísticos em Paris, onde residiu por longos anos, realizando algumas exposições de desenhos e óleos, retratando cenas do cotidiano. Posteriormente radicou-se em Los Angeles - EUA onde, mais liberto da influência acadêmica, se fixou no abstracionismo, buscando apenas na cor a forma de expressar toda a sua arte, com a qual se consagrou. www.artprice.com.



215 - ELIZA MELLO (1913 - C. 1990)

"Ilha dos amores" - óleo sobre tela - 61 x 73 cm - canto inferior direito e dorso - 1987 -

Pintora, Eliza Gonçalves de Mello começou a expressar-se artisticamente depois dos sessenta anos de idade, antes de ficar viúva. Faleceu no início dos anos 90. Deixou uma obra pequena. Suas pinturas participaram da "Bienal Naïfs do Brasil", Piracicaba – SP (1996, 2002); da exposição "Pop Brasil: a arte popular e o popular na arte", Centro Cultural Banco do Brasil – SP (2002). ITAU CULTURAL; www.galeriabrasiliana.com.br/conteudo/index.php?option=com_easygallery&act=categories&cid=17&Itemid=99999999.



216 - FREDERICO BRACHER JUNIOR (1920 - 1984)

"Bananas e maçãs" - óleo sobre tela colada em eucatex - 12 x 16 cm - canto inferior direito - 1978 -
Com etiqueta da Realidade Galeria de Arte, Rua Ataufo de Paiva, 135 - Rio de Janeiro - RJ, no dorso.

Natural da cidade do Rio de Janeiro e falecido em BH, MG. Pintor, desenhista, escultor, gravador, ceramista, violinista, professor de pintura e de violino. Inicia seus estudos de pintura com Amilcar Agretti (1931). Sua pintura, durante toda sua carreira, é realizada dentro do modelo acadêmico. Funda a Associação dos Artistas Plásticos de Minas Gerais. Casa-se com Lélia Lenz, com quem tem quatro filhos: Amarilis, Amíriam, Alexandre e Alcione, dos quais os três primeiros tornam-se artistas plásticos. A partir de 1935 realiza várias exposições individuais no Automóvel Clube de Montes Claros MG e no de Belo Horizonte. Em 1938 recebe o Prêmio de Pintura do jornal Estado de Minas. Inaugura, em Montes Claros, sua primeira escola de artes para o ensino de pintura e música, em 1939. Em 1980 realiza no Palácio das Artes de Belo Horizonte uma retrospectiva em comemoração aos seus 50 anos de vida artística. Em 1986, dois anos após sua morte, o Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro realiza uma ampla retrospectiva da sua obra, numa mostra que segue para o Museu de Arte de São Paulo, e outras cidades. JULIO LOUZADA, vol. 2 pág. 159; ITAU CULTURAL.



217 - HANNAH BRANDT (1923)

Paisagem - óleo sobre tela - 30 x 45,5 cm - canto inferior direito - 1961 -

Pintora, desenhista e gravadora, natural de Essen, Alemanha. Radicada no Brasil, estudou mosaico, pintura e gravura com Livio Abramo e Maria Bonomi, em São Paulo, e arte comercial nos Estados Unidos. Expôs individualmente em 1969 (São Paulo), e participa de coletivas a partir de 1963. Recebeu diversos prêmios nos salões de que participou, figurando no acervo de diversos museus nacionais e no exterior, tais como: MAB-FAAP-SP, Museu de Skopje-Iuguslávia. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 43



218 - INNOCÊNCIO BORGHESE (1897 - 1985)

Sítio - óleo sobre eucatex - 23 x 35 cm - canto inferior direito - 1975 - Guarulhos - SP -

Pintor e professor paulista, participante do Salão Paulista de Belas Artes, de 1935 a 1961. Diversas exposições individuais e coletivas, com muitas premiações. Pintou muitas paisagens tendo como tema a cidade de São Paulo. TEODORO BRAGA, pág 56; MEC, vol. 1, pág. 251; Acervo FIEO.



219 - JONAS MATOS (1984)

Paisagem - óleo sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor autodidata nascido em Tucuruí, Pará. Atualmente reside em Guarulhos, SP dedicando seu tempo integral à pintura. https://www.artmajeur.com/pt/gallery/celio-kennedy/portfolio/jonas-matos/291925; https://betomelodia.blogspot.com.br/2017/03/carlos-miranda-betomelodia-brasil-jonas-matos-pintores-paisagismo-impressionismo-artes-plasticas-brasileiras-brazilian-painters-artists-art-brazil.html.



220 - GEZA HELLER (1902 - 1992)

Paisagem - óleo sobre eucatex - 30 x 45 cm - canto inferior direito - 1975 -
No estado.

Natural da cidade húngara de Kecskemer, e falecido no Rio de Janeiro, em 20/3/1992, cidade onde fixou residência. Pintor, desenhista, ilustrador, gravador e arquiteto. Integrou o grupo de sete artistas que em torno de Guignard desenvolvem uma visão introspectiva da natureza. Entre eles Iberê Camargo, Milton Risuro, e outros. Foi premiado com o 1º lugar no concurso de priojetos para a remodelação do Jockey Club de São Paulo. Participou, com premiações, de diversos salões oficiais. TEIXEIRA LEITE, pág. 244; JULIO LOUZADA vol 13 pág. 165; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 598.



221 - PAULO GERSON RIBEIRO (1969)

"Vista de rio II" - óleo sobre tela - 20 x30 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2017 -

Pintor e professor. Assina Gerson. Sua principal exposição individual foi a "Arte sem Limites" no Espaço Cultural Cidade Ademar, SP. Tem participado de exposições coletivas.



222 - ROBERTO COHEN (XX)

Barco - óleo sobre tela - 16 x 22 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor com diversas participações em mostras e Salões oficiais. Assina R. Cohen. JULIO LOUZADA VOL. 13, PÁG. 89.



223 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XIX

Dama - óleo sobre madeira - 25 x 19 cm - não assinado -
No estado.



224 - YOLANDA MOHALYI (1909 - 1978)

Figuras - xilogravura - P.A. - 30 x 30 cm - canto inferior direito -

Pintora, desenhista, gravadora e professora, Yolanda Lederer Mohalyi nasceu em Kolozsvar, capital da Transilvânia, Hungria (atual Cluj Napoca, Romênia) e faleceu em São Paulo, SP. Na Hungria estudou pintura na Escola Livre de Nagygania e na Real Academia de Belas Artes de Budapeste (1927). Em 1931, veio para o Brasil e fixou-se em São Paulo, onde lecionou desenho e pintura. Foram seus alunos, entre outros, Maria Bonomi e Giselda Leirner. A partir de 1935, começou a frequentar o ateliê de Lasar Segall. Integrou o Grupo Sete (1937) ao lado de Victor Brecheret, Antonio Gomide e Elisabeth Nobiling. Em 1951 realizou suas primeiras xilogravuras com Hansen Bahia . Entre as décadas de 1950 e 1960 executou, em São Paulo, vitrais para a Fundação Armando Álvares Penteado – FAAP, murais para as igrejas Cristo Operário e São Domingos, mosaicos para residências particulares e vitrais para a Capela de São Francisco, em Itatiaia. Representou o Brasil na 1ª Bienal Americana de Arte (1962), Argentina, tendo alguns de seus trabalhos escolhidos pelo crítico Herbert Read para uma exposição itinerante nos Estados Unidos. Participou da I, II, IV, V, VI, VII, VIII e IX Bienal Internacional de São Paulo; da II e V Bienais de Tóquio, entre outras, Recebeu diversos prêmios como: o Prêmio Leirner de Arte Contemporânea (1958), o Prêmio de Melhor Pintor Nacional na 7ª Bienal Internacional de São Paulo (1963). TEIXEIRA LEITE, PÁG. 331; PONTUAL, PÁG. 363; MEC VOL.3, PÁG. 168; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 937; LEONOR AMARANTE, PÁG. 75; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 639; ACERVO FIEO; www.pinacoteca.org.br; mam.org.br; masp.art.br; www.artprice.com.



225 - RUBEM VALENTIM (1922 - 1991)

Emblema serigráfico - serigrafia - 42/100 - 33 x 25 cm - canto inferior direito - 1988 - Brasília -

Escultor, pintor, gravador, professor nascido em Salvador, BA e falecido em São Paulo. Iniciou-se nas artes visuais na década de 1940, como pintor autodidata. Entre 1946 e 1947 participou do movimento de renovação das artes plásticas na Bahia, com Mario Cravo Júnior, Carlos Bastos e outros artistas. Em 1953 formou-se em jornalismo pela Universidade da Bahia e publicou artigos sobre arte. Residiu no Rio de Janeiro entre 1957 e 1963, onde se tornou professor assistente de Carlos Cavalcanti no curso de história da arte do Instituto de Belas Artes. Residiu em Roma entre 1963 e 1966, com o prêmio viagem ao exterior, obtido no Salão Nacional de Arte Moderna. Em 1966 participou do Festival Mundial de Artes Negras em Dacar, Senegal. Ao retornar ao Brasil, residiu em Brasília e lecionou pintura no Ateliê Livre do Instituto de Artes da Universidade de Brasília - UnB. Em 1972, fez um mural de mármore para o edifício-sede da Novacap em Brasília, considerado sua primeira obra pública. Em 1979, Valentim realizou escultura de concreto aparente, instalada na Praça da Sé, em São Paulo, definindo-a como o Marco Sincrético da Cultura Afro-Brasileira e, no mesmo ano e foi designado, por uma comissão de críticos, para executar cinco medalhões de ouro, prata e bronze, para a Casa da Moeda do Brasil. Em 1998 o Museu de Arte Moderna da Bahia inaugurou a Sala Especial Rubem Valentim no Parque de Esculturas. Foi premiado nas Bienais Internacionais de São Paulo de 1967 e 1973, entre outros. PONTUAL, PÁG.532; WALMIR AYALA, VOL.2, PÁGS.395; TEIXEIRA LEITE, PÁG.517; MEC, VOL.4, PÁG.443; JULIO LOUZADA, VOL.11, PÁG.330; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 682; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 257, ACERVO FIEO; web.artprice.com.



226 - ADRIANA XAVIER (XX)

Boneca - escultura em barro policromado - 26 x 10 x 10 cm - não assinado -
No estado.

Artesã da Comunidade de Campo Buriti do Vale do Jequitinhonha, MG com participações em mostras coletivas.



227 - ISABEL DE JESUS (1938)

Flores - técnica mista sobre papel - 24,5 x 19 cm - canto inferior esquerdo - 1973 -
No estado.

Mineira de Cabo Verde, é pintora e desenhista. Começou a pintar em 1965, já em São Paulo. Estudou anteriormente desenho com Iracema Arditi. Participou do setor de desenho do XXIII SPar.BA, 1966, realizando exposições individuais no mesmo ano em São Paulo e Rio. MEC, vol.2, pág.374; PONTUAL, pág.280; JULIO LOUZADA, vol.11, pág.158; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 226; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



228 - NICOLA FABRICATORE (1889 - 1960)

Paisagem - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior esquerdo -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Napolitano, pintava figuras, retratos, paisagens e naturezas mortas. Participou da Quadriennali d'Arte Romana, em 1931, 1935, 1939 e 1943, além de outros certames de prestigio em sua terra natal. Esteve em São Paulo, onde pintou cenas urbanas e paisagens da várzea do Rio Tietê. Citado em Pintores Italianos no Brasil, ed. SOCIARTE/1982; ART SALE, vol.1, pág.372; JULIO LOUZADA, ed.1987, pág.381; ART PRICE ANNUAL, 200, PÁG.768; ITAU CULTURAL, RUTH TARASANTCHI.



229 - MANOEL MARTINS (1911 - 1979)

Cidade - litografia - nº 1/Ex. 43 - 23,5 x 32,5 cm - canto inferior direito -
Procedente da coleção do crítico de arte Mário Schenberg, São Paulo - SP.

Pintor, desenhista, gravador, escultor, ilustrador e ourives nascido e falecido em São Paulo. Iniciou-se na carreira artística exercendo o ofício de ourives (1924), dedicou-se à relojoaria (1927) e ao comércio. Voltou a dedicar-se às artes frequentando as aulas (1931) ministradas pelo escultor Vicente Larocca. Frequentou também alguns cursos oferecidos pela Sociedade Pró-Arte Moderna - Spam, situada em uma rua próxima ao Edifício Santa Helena. Passou a dividir (1936) o ateliê com Mario Zanini e conheceu os demais integrantes do Grupo Santa Helena. No ano seguinte, integrou a Família Artística Paulista - FAP. Viajou a Salvador (1944) e ilustrou o livro "Bahia de Todos os Santos" de Jorge Amado. Foi o responsável, junto com o jornalista Odorico Tavares, pela primeira exposição de arte moderna naquela cidade. Realizou exposição individual em São Paulo (1963). Participou de mostras coletivas e Salões oficiais em: São Paulo (1937 a 1942, 1944, 1948, 1951 – Bienal Internacional, 1958, 1962 a 1969, 1972, 1975 a 1979 – Panorama da Arte Moderna, MAM); Rio de Janeiro (1940, 1941, 1949, 1950, 1952, 1953, 1962 e 1963 – Bienal de Arte Moderna); Porto Alegre, RS (1940); Salvador, BA (1949); Inglaterra (1944, 1945); Goiânia, GO (1954); Dresden, Alemanha (1967). TEIXEIRA LEITE PÁG. 316; MEC VOL. 3, PÁG. 97; PONTUAL PÁG. 344; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 596; VOL. 4, PÁG. 698; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 584; ARTE NO BRASIL PÁG. 784, ACERVO FIEO; www.artprice.com.



230 - WALTER LEWY (1905 - 1995)

Paisagem surreal - óleo sobre tela - 33 x 46 cm - canto inferior direito - 1975 -

Gravador, pintor, ilustrador, paisagista, desenhista e publicitário nascido em Bad Oldesloe, Alemanha e falecido em São Paulo. Estudou na Escola de Artes e Ofícios de Dortmund, Alemanha (1923-1927). Nesse período, filiou-se à tendência do realismo mágico. Em 1928 participou de coletivas em Dortmund, Gelsenkirchen, Boclusim e outras cidades. Com a crise econômica de 1929, Lewy perdeu seu emprego de desenhista numa gráfica e foi viver com os pais no interior, tornando-se ilustrador de anedotas em jornais. Realizou sua primeira exposição individual em Bad Lippspringe (1932), mas foi fechada quando a Câmara de Arte Alemã proibiu a participação de judeus na vida artística. Escapando dessa situação opressora, o artista imigrou para o Brasil (1938), retomando profissionalmente a pintura. Deixou para trás centenas de trabalhos, que foram enviados para a Holanda e perdidos durante os bombardeios da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). No Brasil, fixou-se em São Paulo. Nos primeiros anos fez desenho publicitário e mais tarde capas de livros e ilustrações para diversas editoras. Ilustrou obras de Bertrand Russell, Machado de Assis e Arnold Toynbee, entre outras. Mais tarde, empregou-se como diagramador, letrista e arte-finalista nas agências de propaganda De Carli, Lintas Publicidade, Martinelli, Santos & Santos e Thompson Propaganda. Participou de Salões Nacionais e Bienais de São Paulo, entre 1951 e 1965, recebendo diversas premiações oficiais. JULIO LOUZADA, VOL. 10, PÁG. 497; MEC, VOL. 2, PÁG. 474; TEODORO BRAGA, PÁG. 245; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 286; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 630; LEONOR AMARANTE, PÁG. 142; ACERVO FIEO.



231 - TADAO (1947)

Figura - serigrafia - 26/100 - 59 x 83 cm - canto inferior direito - 1990 -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Tadao Nakabayashi, nasceu em Shimane, Japão. Suas pinturas sempre tiveram o caráter contemplativo do budismo. Atualmente, o artista encontrou um novo estilo: são formas e figuras lúdicas em cores suaves, mas sem deixar de lado o budismo. Individuais desde 1985 e coletivas em 1988. Internacionais em 1976, 1978 e 1987, todas no Japão. JULIO LOUZADA, vol.4, pág. 1075



232 - JAMES STARK (1794 - 1859)

Paisagem - óleo sobre madeira - 27 x 21 cm - não assinado -
No estado. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista e gravador inglês nascido em Norwich e falecido em Londres. Estudou com John Crome por três anos e foi para a Academia Real, em Londres. Começou a expor suas obras em 1812 e logo teve de retornar a Norwich, por problemas de saúde. Logo que melhorou, participou ativamente das exposições da Sociedade dos Artistas de Norwich da qual era membro desde 1812. Foi premiado pela "British Institution" (1818). Viveu, depois de se casar, em Yarmouth (1821 – 1827) e retornou a Norwich para publicar as gravuras da "Scenery of the Rivers Yare, Waveney and Bure". Foi para Windsor (1840) e voltou a Londres (1849), sempre participando de exposições. BENEZIT; www.tate.org.uk; http://www.macconnal-mason.com/Stark-James-DesktopDefault.aspx?tabid=45&tabindex=44&artistid=28284;www.artprice.com.



233 - ALCIDES NAVAL (1909 - XX)

Carnaval - óleo sobre tela - 42 x 26 cm - canto inferior direito - 1972 -

Desenhista, pintor, artista gráfico, nascido em Belém/PA. Aperfeiçoou sua pintura com José Pancetti e realizou inúmeras exposições individuais e coletivas no Brasil e no exterior. JÚLIO LOUZADA, vol. 3, pág. 793.



234 - WILHELM WOLLER (1907 - 1954)

No barco - técnica mista sobre papel - 30 x 40 cm - canto inferior direito -
No estado. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista, cenógrafo e diretor de arte alemão nascido em Gummersbach, Rhineland, Alemanha e falecido em Nova York, EUA. Estudou na "Arts and Craft School" em Bielefeld, Wesphalia, nas Academias de Belas Artes de Dresden e de Berlim, mas, a sua única exposição individual na Alemanha (Berlim - 1935) foi fechada pela Gestapo 20 minutos após a inauguração, pois, sua arte foi qualificada como arte degenerada. Viveu no Rio de Janeiro (1939 - 1945) como refugiado de guerra, pintando e trabalhando como diretor de uma companhia cinematográfica. Seu quadro "Namoro Sentimental", exposto na Galeria Askanazy, RJ, na Exposição de Arte Condenada pelo III Reich (1945) foi rasgado por três jovens. Viajou pelo Amazonas (1947). Mudou - se para Nova York (1949) onde atuou como cenógrafo de televisão. Depois viajou pela Europa (1954) e retornou aos EUA. Foi incorporado ao grupo artístico surgido na Alemanha conhecido como "Die Brücke" (A Ponte). www.wilhelmwoller.com; berlimvisitaspersonalizadas.com; www.artprice.com.



235 - IONE SALDANHA (1921 - 2001)

Composição - óleo sobre tela - 19 x 27 cm - canto inferior direito -
Ex coleção Dr. Paulo Nascimento Lopes, São Paulo - SP.

Pintora, escultora e desenhista nascida em Alegrete, RS e falecida no Rio de Janeiro. Realizou seus primeiros estudos no Rio de Janeiro, no ateliê de Pedro Luís Corrêa de Araújo (1948). Estudou a técnica de afresco em Paris, na ‘Académie Julian’, e em Florença, na Itália (1951). Realizou exposições individuais em: Rio de Janeiro (1956, 1959, 1962, 1965, 1968, 1971, 1981, 1984, 1987, 1988,1990); São Paulo (1956, 1983, 1985, 1987); Santiago do Chile, Chile (1961); Berna, Suíça (1963, 1964); Roma, Itália (1964). Em 1969 recebeu o prêmio de viagem ao exterior no 7º Resumo de Arte do Jornal do Brasil e foi para os Estados Unidos e Europa. Participou de várias edições da Bienal de São Paulo, com prêmio aquisição em 1967 e sala especial em 1975 e 1979. Em 2001 foi realizada a retrospectiva ’Ione Saldanha e a Simplicidade da Cor’, no Museu de Arte Contemporânea de Niterói - MAC/Niterói. PONTUAL PÁG.468; MEC VOL. 4, PÁG. 150; JULIO LOUZADA, VOL. 3, PÁG. 1004; VOL. 5, PÁG. 916; ITAUCULTURAL; RGS PÁG. 263; www.macvirtual.usp.br; www.margs.rs.gov.br; www.cultura.rj.gov.br; www.galeria-ipanema; www.artprice.com.



236 - WALDOMIRO DE DEUS (1944)

Figuras - desenho a nanquim - 25 x 17,5 cm - canto inferior direito - 1967 -

Pintor e desenhista, Waldomiro de Deus Souza nasceu em Itagibá, BA. De origem humilde, levou uma vida itinerante pelo sertão baiano e norte de Minas Gerais até vir para São Paulo (1959), quando trabalhou como engraxate. Começou a pintar em 1961, utilizando guache e cartolina encontrados na casa de um antiquário, onde trabalhou como jardineiro. Acusado de negligência, perdeu o emprego e levou seus trabalhos para exposição no Viaduto do Chá - acabou vendendo dois deles para um americano no primeiro dia. Em 1962, o decorador Terry Della Stuffa forneceu-lhe material e um lugar para pintar e, em 1966, fez a sua primeira exposição individual na Fundação Armando Álvares Penteado - FAAP. Expôs em vários países como a França, Inglaterra, Itália, Bélgica, Alemanha, Inglaterra, Estados Unidos. Vive em São Paulo e tem ateliê também em Goiânia. É considerado o maior primitivista brasileiro ao lado de José Antônio da Silva, Djanira e reconhecido internacionalmente como um dos mais criativos pintores naïfs. Em 1983 foi premiado com a ‘Awarding the Statue of Victory’ pelo Centro ‘Studi e Ricerche Delle Nazioni’ na Itália e, em 2000, teve uma sala própria na V Bienal Naïfs do Brasil. Possui obras em acervos importantes, como os da Pinacoteca do Estado (São Paulo, SP), do Museu de Arte Contemporânea de São Paulo (MAC-USP), da Galeria Nacional de Bolonha na Itália; entre outros. ARTE NAIF NO BRASIL PÁG. 239; ITAU CULTURAL, artepopularbrasil.blogspot.com.br; waldomirodedeus.wordpress.com; ACERVO FIEO.



237 - IRINEIDE KLOCKNER (1961)

Composição - óleo sobre tela - 70 x 50 cm - dorso -

Pintora nascida em Maringá, PR, Iniciou sua carreira artística em 1983. Desde 2000, dedica-se exclusivamente à pintura em tela, tendo durante estes anos aprimorado sua arte em diversas técnicas, através da convivência com artistas de diferentes estilos. Nos últimos anos tem buscado inspiração em grandes nomes do Abstracionismo, como Jackson Pollock e Jonas Gerard, e desenvolveu seu próprio estilo. Em sua arte, expressa a beleza da vida, em todos seus pormenores e complexidades, na união dos traços aparentemente desconexos se criam momentos únicos. Durante sua carreira, participou de exposições ao longo de toda a região Sul, tendo assinado mais de 2000 obras de arte, que hoje embelezam residências e ambientes corporativos em todo o Brasil. http://www.klockner-art.com; www.artprice.com.



238 - CID SERRA NEGRA (1924)

"Santa Tereza da Vila" - óleo sobre eucatex - 61 x 56,5 cm - centro superior -
No estado.

Pintor nascido em 28 de janeiro de 1924 na cidade paulista de SERRA NEGRA, cujo nome adotou artísticamente. Seu verdadeiro nome é Cid de Abreu. Executou pinturas decorativas da Igreja de São Benedito, em sua cidade natal. JULIO LOUZADA vol.4, pág. 264.



239 - WELLINGTON VIRGOLINO (1929 - 1988)

Namorados - serigrafia - 31/100 - 32 x 51 cm - canto inferior direito -

Pernambucado do Recife, é pintor e gravador. Pinturas de cromatismo vigoroso e variado em ambientações típicas do nordeste cercam as figuras que povoam os trabalhos de Virgolino, em criações de grande habilidade e lirismo. A propósito de sua obra, assim se manifestou Walter Zanini, na obra de PONTUAL abaixo mencionada: " A raiz popularesca (...) amolda-se perfeitamente ao caráter simbólico e arcaizante de suas representações dominadas por um certo tema exposto com clareza e concisão, não obstante a avassalante presença dos motivos de preenchimento que movimentam e enriquecem todos os aspectos da composição. Na cor densa e úmida transparece ainda a sensibilidade equatorial deste pintor que soube definir uma própria e instintiva fantasia poética." JULIO LOUZADA, vol 1, pág 1039; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 717; ARTE NO BRASIL, pág. 879; PONTUAL, pág. 543.



240 - ELZA DE OLIVEIRA SOUZA (1928 - 2006)

Família - óleo sobre tela - 50 x 64 cm - canto inferior esquerdo -

Pernambucana do Recife. Esta importante pintora iniciou suas atividades com o prof. Ivan Serpa. Integrou o grupo de nordestinos que se apresentou na Galeria Giro, no RJ, em 1968. Seu interesse pelo registro da figura humana é praticamente exclusivo. Walmir Ayala afirma: " ... O biotipo que Elza repete obcessivamente, diz respeito ao povo de sua família conterrânea. São gente do povo, sem sofisticação, despojada do requinte civilizatório, mas embebida de um outro requinte, que diz respeito 'as latadas, trepadeiras em flor, animais domésticos, temáticas." JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 313, Acervo FIEO.



241 - ARTHUR LUIS PIZA (1928)

"Sans trite" - água tinta - 66 x 50 cm - canto inferior direito -
Complemento de técnica: aquatinte noir , vert. Reproduzido sobre o n°22 do catálogo geral da obra gravado de Piza.

Gravador, desenhista, pintor e escultor, nasceu em São Paulo, SP. Assina Piza. Iniciou a formação artística em 1943, estudando pintura e afresco com Antonio Gomide. Após participar da 1ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1951, viajou para a Europa e passou a residir em Paris. Freqüentou o ateliê de Johnny Friedlaender, aperfeiçoando-se nas técnicas de gravura em metal. Realizou muitas exposições individuais e coletivas, participou de vários Salões oficiais e obteve importantes prêmios: Bienal Internacional de São Paulo (1953, 1959); Trienal de Grenchen, Suíça (1961); Bienal de Liubliana, atual Eslovênia (1961); Exposição Internacional de Havana, Cuba (1965); Bienal de Santiago do Chile (1965); Bienal de Veneza (1966); Bienal de Cracóvia, Polônia (1970); Bienal Internacional de Florença, Itália (1970); Bienal de San Juan, Porto Rico (1970, 1979); Mostra de Gravura, Curitiba – PR (1978); Bienal da Cidade do México (1980). No fim dos anos 1980, cria um mural tridimensional para o Centro Cultural da França, em Damasco, Síria. Em 2002, são apresentadas na Pinacoteca do Estado de São Paulo e no Museu de Arte do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, duas amplas retrospectivas de sua obra. BENEZIT VOL. 8, PÁG. 370; MEC, VOL. 3, PÁG. 422; PONTUAL, PÁG. 428/29; JÚLIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 773; VOL. 2, PÁG. 823; VOL. 4, PÁG.899; VOL.6, PÁG. 896; VOL.13, PÁG. 268; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, PÁG. 855; LEONOR AMARANTE, PÁG. 75; ACERVO FIEO; artfacts.net; artcyclopedia.com; artnet.com; artprice.com



242 - JOEL FIRMINO DO AMARAL (1951)

Paraty - óleo sobre tela - 30 x 24 cm - canto inferior direito e dorso - 2018 -

Pintor nascido em São Paulo, onde é ativo. Assina Amaral. Foi aluno de Colette Pujol. Tem participado de mostras coletivas e Salões oficiais. Recebeu: prêmio aquisição no SAPBA (1985); prêmio no SPBA-SP (1988); Menção Honrosa no 38º Salão Livre APBA (1989); Troféu APBA no 19º Salão Paisagem Paulista (1990); Troféu Inocêncio Borghese no 20º Salão Paulista de Artes APBA (1992); 1º lugar no 3o. Salão Artes Plásticas Brasil/Portugal (1995); Grande Medalha de Prata no 1º Salão de Paisagem Brasileira (2000); Pequena Medalha de Ouro no 6º Salão de Desenho (2006); Prêmio APBA no 28º Salão de Paisagem Paulista APBA. JULIO LOUZADA, VOL. 9, PÁG. 39; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



243 - ANTONIO DEL NIDO Y NAVAS (1893 - XX)

Músico - óleo sobre tela - 46 x 27 cm - canto inferior direito -
No estado. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista espanhol com participações em mostras coletivas. www.artprice.com; http://research.frick.org/spanish/browserecord.php?-action=browse&-recid=3648.



244 - KICHIZAEMON TAKAHASHI (1908 - 1977)

"Feira livre" - aquarela - 32,5 x 41 cm - canto inferior esquerdo - 1967 - São Paulo -
No estado.

Natural do Japão, imigrou para o Brasil em 1927, fixando-se no interior do Estado de São Paulo, onde trabalhou durante 4 anos na lavoura, vindo depois para a Capital. Estudou na SPBA (1936-1938), participando do SNBA. Na déc. de 1950 integrou o Grupo Guanabara. Recebeu no SPBA medalha de bronze (1959, prêmio de aquisição 1961 e 1963, prêmio Prefeitura de São Paulo, 1962 e medalha de prata no VIII Salão de Seibi (1964). PONTUAL, pág. 509



245 - MARCELO GRASSMANN (1925 - 2013)

Gato - desenho a nanquim - 15,5 x 23 cm - canto inferior direito - 12/1946 -

Desenhista, gravador, ilustrador, pintor, escultor e professor, nasceu em São Simão, SP. Estuda fundição, mecânica e entalhe em madeira na Escola Profissional Masculina do Brás, SP. Passa a realizar xilogravuras a partir de 1943. Atua como ilustrador do Suplemento Literário do ‘Diário de São Paulo’, do ‘O Estado de S. Paulo’ e do ‘Jornal do Estado da Guanabara’. Quando reside no Rio de Janeiro, a partir de 1949, freqüenta os cursos de gravura em metal, com Henrique Oswald e de litografia, com Poty, no Liceu de Artes e Ofícios. Em Salvador (1952), trabalha com Mario Cravo Júnior. .Recebe o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Arte Moderna (1953) e vai para a Academia de Artes Aplicadas, em Viena. Passa a dedicar-se principalmente ao desenho, à litografia e à gravura em metal. Em 1969, sua obra completa é adquirida pelo governo do Estado de São Paulo, passando a integrar o acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo . Em 1978, a casa em que nasceu, em São Simão, é transformada em museu e tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo - Condephaat. Participou de muitas exposições e das Bienais de: São Paulo (1951 a 1961, 1967, 1969, 1979, 1985, 1989); Veneza (1950, 1956, 1958, 1962); Paris (1959). Principais prêmios: Bienal de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1959, 1967); Bienal de Veneza (1950, 1956, 1958,1962); Bienal de Paris (1959). PONTUAL, PÁG. 249; MEC, VOL. 2, PÁG. 281 E 282; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG. 439; VOL. 5, PÁG. 453; VOL. 9, PÁG. 383.



246 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

"Cópia de A Virgem do Rochedo" - óleo sobre tela - 100 x 72 cm - canto inferior direito ilegível - 2005 -



247 - MAURINO DE ARAÚJO (1943)

Santa - desenho a caneta esferográfica - 29,5 x 21 cm - canto inferior direito - 12/2000 -

Escultor e pintor natural da cidade mineira de Rio Casca, onde nasceu a 28 de maio de 1943. Reside e é ativo em Belo Horizonte. Ainda pequeno aprendeu a modelar potes e bonecos de argila. Fez sua primeira individual em 1972. Participou de exposição na ciadade de Lagos, Nigéria, em 1977. Recebeu diversos prêmios. Sugerimos a leitura do relato sobre a vida do artista feito por Clarival do Prado Valadares na bibliografia abaixo indicada. JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 574



248 - BENEDITO JOSÉ DOS SANTOS (1937)

Santana - escultura em madeira - 41 x 15 x 07 cm - assinado -

Nasceu em 1937, em Maceió, AL. Aprende a ler sem mestre, observando os rótulos de mercadorias. Transfere-se aos 15 anos de idade para Recife (PE), onde se inicia como escultor entalhando figuras inspiradas nas formas de raízes e troncos de madeira, que encontra ao acaso. Em alguns anos de atividade, especializa-se na feitura de imagens sagradas e de santos. Dotado de grande refinamento estético, produz obras em estilo inconfundível, entre as quais se destaca o “enterro na rede”. Participou das mais importantes mostras de arte realizadas no Brasil e no exterior, tornando-se reconhecido como um dos principais artistas populares do Brasil.



249 - MENASE VAIDERGORN (1927)

"Ode ao amor" - óleo sobre tela colada em mdf - 40 x 27 cm - canto inferior direito -

Pintor nascido em Hotin, Romênia. Assina MVAIDERGORN. Seus pais vieram para o Brasil (1932) fixando residência em São Paulo. Ingressou na Associação Paulista de Belas Artes (fim da década de 1940) onde conheceu Dario Mecatti que muito o estimulou. Viajou pelo norte da África e Europa. Realizou exposições individuais e participou de diversos salões e mostras coletivas oficiais, recebendo diversos prêmios, entre eles: os do Salão Paulista de Belas Artes, SP (1976 - Medalha de Bronze, 2000 – Prêmio Aquisição, 2001 – Grande Medalha de Prata). JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 1011; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



250 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

Labareda - escultura em mármore - 18 x 09 x 03 cm - assinado -
Ex coleção Renato Antônio Brogiolo - Rio de Janeiro, RJ.

Escultor, desenhista e pintor paulista nascido em Mococa, SP e falecido no Rio de Janeiro. Mudou-se com a família para Itália, e fixou-se em Roma (1913). Iniciou estudos de desenho e escultura com o professor Loss (1920). Participou de movimentos antifascistas e foi preso (1931) por motivos políticos. Foi extraditado para o Brasil (1935) por intervenção do embaixador brasileiro na Itália. Em 1937, viajou para Paris e frequentou as academias ‘La Grand Chaumière’ e ‘Ranson’, onde estudou com Aristide Maillol e conviveu com Henry Moore, Marino Marini e Charles Despiau. Em 1939, retornou a São Paulo e junto com Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Sérgio Milliet, entre outros, participou do Movimento Modernista; foi um dos membros da Família Artística Paulista e do Grupo Santa Helena. Em 1943, transferiu-se para o Rio de Janeiro. A convite do ministro Gustavo Capanema instalou ateliê no antigo Hospício da Praia Vermelha, onde orientou jovens artistas como Francisco Stockinger. Possui obras em espaços públicos como ‘Monumento à Juventude Brasileira’ (1947), nos jardins do antigo Ministério da Educação e Saúde, atual Palácio Gustavo Capanema - RJ; ‘Candangos’ (1960), na Praça dos Três Poderes, e ‘Meteoro’ (1967), no lago do edifício do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília; ‘Integração’ (1989), no Memorial da América Latina, em São Paulo. Participou das Bienais de Veneza (1950, 1952); participou das I, II, IV e IX Bienais de São Paulo, período em que recebeu o prêmio de melhor escultor brasileiro (1953) e sala especial (1967). MEC, VOL.2, PÁG. 250; PONTUAL, PÁG. 237; MAYER/84, PÁG. 1333; BENEZIT VOL. 5, PÁG. 14; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 715; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 422; www.artprice.com; www.pinturabrasileira.com; www.dec.ufcg.edu.br; www.monumentos.art.br.



251 - ADRIANO LEMOS (1973 - XXI)

Solidão - desenho a caneta esferográfica - 30 x 21 cm - canto inferior direito - 2014 - Bahia -
No estado.

Pintor, desenhista, escultor e grafiteiro com diversas participações em exposições coletivas. Era artista exclusivo de J.B. Goldenberg Escritório de Arte.



252 - ANTONIO PESSOA (1943)

Composição - múltiplo em bronze - 12 x 05 x 1,5 cm - assinado -

Escultor, assina Tonny. Radicado no Rio de Janeiro detentor de bom curriculo nacional e internacional com inumeras participações em Salões Oficiais,varias vezes premiado. Ótimo mercado.



253 - BIBI ZOGBÉ (1890 - 1973)

Flores - óleo sobre eucatex - 85 x 74 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintora - Labibé Zogbé, conhecida como Bibi, nasceu em Sahel Alma, Líbano. Emigrou para a Argentina aos dezesseis anos. Sua carreira artística começou em 1930 com aulas de pintura com Dimitrov Bogdan e uma série de exposições em: Buenos Aires (1934), Paris (1935), Chile (1939), Uruguai, Rio de Janeiro. Depois da Segunda Guerra viveu em Paris, Dakar e Líbano (1947). No Líbano, realizou uma exposição individual em 'Cénacle Libanais' e participou de uma mostra coletiva no Museu Nacional Libanês (1947). Seu talento foi reconhecido, o que lhe valeu ser mencionada no Benezit. Conhecida, desde sua primeira individual, como 'A pintora das flores'. lebanesepainters.com; www.onefineart.com; www.artprice.com; www.askart.com; www.invaluable.com.



254 - NONÊ DE ANDRADE (1914 - 1972)

Conversando - litografia - nº2/ Ex. 43 - 32,5 x 23,5 cm - canto inferior direito -
Procedente da coleção do crítico de arte Mário Schenberg, São Paulo - SP. - No estado.

Pintor, desenhista e escritor, nascido e falecido em São Paulo, Capital. O artista era filho de Oswald de Andrade, um dos idealizadores da Semana de Arte Moderna. Iniciou seus estudos em Paris, e, no Brasil, recebeu orientação de Portinari, Segall, Tarsila e Anita Malfatti, filiando-se desde então às tendências inovadoras das artes plásticas brasileiras. Expositor do SNBA-RJ e da Bienal de SP. São numerosas as referências críticas a respeito de sua obra. MEC, vol 1 pág. 100; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 584; LEONOR AMARANTE, pág. 75, Acervo FIEO.



255 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Figura com paisagem" - desenho a lápis - 31 x 23 cm - canto inferior esquerdo - Março de 1958 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



256 - RUBEM LUDOLF (1932 - 2010)

Composição - serigrafia - 34/50 - 29 x 50 cm - canto inferior direito -

Batizado Rubem Mauro Cardoso Ludolf, o artista nasceu em Maceió-AL. Foi pintor, arquiteto e paisagista, formou-se em 1955 pela Escola Nacional de Arquitetura da Universidade Brasil-RJ. Foi aluno de Ivan Serpa no curso livre de pintura do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro - MAM/RJ. Integrou o Grupo Frente entre 1955 e 1956. "Apesar de os artistas concretos do Rio de Janeiro logo terem se desvinculado da ortodoxia do Grupo Ruptura de São Paulo, criando o movimento neoconcreto, Ludolf manteve-se fiel aos princípios teóricos que nortearam o manifesto paulista. Sua obra seguiu regularmente as questões das estruturas seriadas,dos efeitos ópticos orientados pela visão gestáltica do espaço, da cor programada." Ligia Canongia, in PROJETO Arte Brasileira: abstração geométrica 2. Rio de Janeiro: Funarte. Instituto Nacional de Artes Plásticas, 1988. O artista expõe individualmente a partir de 1958 e coletivamente participa de exposições desde 1954. ITAUCULTURAL; TEIXEIRA LEITE, pág. 292; WALTER ZANINI, pág. 676; MEC, vol. 2, pág. 511.



257 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

Composição - escultura em mármore - 22 x 11 x 03 cm - assinado -
Ex coleção Renato Antônio Brogiolo - Rio de Janeiro, RJ. No estado.

Escultor, desenhista e pintor paulista nascido em Mococa, SP e falecido no Rio de Janeiro. Mudou-se com a família para Itália, e fixou-se em Roma (1913). Iniciou estudos de desenho e escultura com o professor Loss (1920). Participou de movimentos antifascistas e foi preso (1931) por motivos políticos. Foi extraditado para o Brasil (1935) por intervenção do embaixador brasileiro na Itália. Em 1937, viajou para Paris e frequentou as academias ‘La Grand Chaumière’ e ‘Ranson’, onde estudou com Aristide Maillol e conviveu com Henry Moore, Marino Marini e Charles Despiau. Em 1939, retornou a São Paulo e junto com Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Sérgio Milliet, entre outros, participou do Movimento Modernista; foi um dos membros da Família Artística Paulista e do Grupo Santa Helena. Em 1943, transferiu-se para o Rio de Janeiro. A convite do ministro Gustavo Capanema instalou ateliê no antigo Hospício da Praia Vermelha, onde orientou jovens artistas como Francisco Stockinger. Possui obras em espaços públicos como ‘Monumento à Juventude Brasileira’ (1947), nos jardins do antigo Ministério da Educação e Saúde, atual Palácio Gustavo Capanema - RJ; ‘Candangos’ (1960), na Praça dos Três Poderes, e ‘Meteoro’ (1967), no lago do edifício do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília; ‘Integração’ (1989), no Memorial da América Latina, em São Paulo. Participou das Bienais de Veneza (1950, 1952); participou das I, II, IV e IX Bienais de São Paulo, período em que recebeu o prêmio de melhor escultor brasileiro (1953) e sala especial (1967). MEC, VOL.2, PÁG. 250; PONTUAL, PÁG. 237; MAYER/84, PÁG. 1333; BENEZIT VOL. 5, PÁG. 14; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 715; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 422; www.artprice.com; www.pinturabrasileira.com; www.dec.ufcg.edu.br; www.monumentos.art.br.



258 - ARTE POPULAR BRASILEIRA (XX)

No baile - escultura em madeira - 31 x 12 x 09 cm - não assinado -
No estado.



259 - SILVIA DE LEON CHALREO (1905 - 1991)

Figuras - óleo sobre tela colada em cartão - 16 x 54 cm - canto inferior direito -

Pintora, crítica de arte, professora, escritora, ilustradora, tradutora e jornalista nascida e falecida no Rio de Janeiro. Assina Silvia. Autodidata. Seu interesse pela pintura de temática popular começou nos anos 40, e já em 1943 suas telas eram aceitas pelo júri do Salão Nacional de Belas Artes, RJ, na sua Divisão Moderna, obtendo Menção Honrosa (1943), Medalha de Bronze (1947), Medalha de Prata (1948), bem como Isenção de Júri, entre outros prêmios. Expôs individualmente em: São Paulo (1945, 1972); Rio de Janeiro (1978, 1984); Curitiba, PR (1979); Brasília, DF (1979). Participou de mostras coletivas e oficiais como: Salão Nacional de Belas Artes, RJ (1941, 1943 a 1950); Salão Municipal de Belas Artes, RJ (1949, 1950, 1954, 1955); "Bienal Interamericana de Pintura y Grabado", Cidade do México – México (1958); Grande Exposição de Arte Naïf Brasileira, SP (1994); Bienal Naïfs do Brasil, Piracicaba – SP (2002); e outras, inclusive nos EUA e Europa. TEIXEIRA LEITE, PÁG. 482; JULIO LOUZADA, VOL. 1 PÁG. 921; VOL. 2, PÁG. 953; ITAU CULTURAL; www.ardies.com; www.artprice.com.



260 - ANATOL WLADYSLAW (1913 - 2004)

Composição - óleo sobre tela - 46 x 37 cm - canto inferior esquerdo - 1955 -
Ex coleção Dr. Paulo Nascimento Lopes, São Paulo - SP. No estado.

Pintor e desenhista nascido em Varsóvia, Polonia; faleceu em São Paulo, aos 91 anos de idade. No Brasil desde 1930, fixou residência em São Paulo, naturalizando-se brasileiro. Dedicou-se à pintura e ao desenho a partir de 1946, participando da I à IX Bienal, recebendo diversas premiações. Formado em engenharia no Mackenzie, tornou-se um dos pioneiros da arte abstrata, participando ativamente do movimento Ruptura, ao lado de Valdemar Cordeiro, Lothar Charoux e Luiz Sacilotto. Figura no acervo do MAM-RJ e MNBA de Buenos Aires. JULIO LOUZADA, VOL, 4, pág, 1177. MEC, VOL, 4 pág, 512. TEIXEIRA LEITE, pág, 544. WALMIR AYALA, VOL 2. pág, 442; PONTUAL, pág. 553; ITAÚ CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 921.



261 - CARLOS SCLIAR (1920 - 2001)

Bule - serigrafia - 2/13 - 49,5 x 35 cm - canto inferior direito - 1972 -

Desenhista, gravador, pintor, ilustrador, cenógrafo, roteirista e designer gráfico que nasceu em Santa Maria da Boca do Monte, RS e faleceu no Rio de Janeiro. Assina Scliar. Estudou com Gustav Epstein, em Porto Alegre, em 1934. Participou, em 1938, da fundação da Associação Riograndense de Artes Plásticas Francisco Lisboa. Entre 1939 e 1947, residindo em São Paulo, integrou a Família Artística Paulista - FAP. No Rio de Janeiro, escreveu e dirigiu em 1944 o documentário 'Escadas', sobre os pintores Arpad Szenes e Vieira da Silva com os quais conviveu desde 1941. Convocado pela Força Expedicionária Brasileira - FEB, participou da Segunda Guerra Mundial, na Itália. Morando em Paris de 1947 a 1950, cursou gravura com Galanis na Escola de Belas Artes e teve contato com o gravador mexicano Leopoldo Méndez. De volta ao Brasil, fundou com Vasco Prado o Clube de Gravura de Porto Alegre. Em 1956, passou a viver no Rio de Janeiro. Foi diretor do departamento de arte da revista 'Senhor' entre 1958 e 1960. Fundou a editora Ediarte, em 1962, com os colecionadores Gilberto Chateaubriand, Michel Loeb, Carlos Nicolaievski e o pintor José Paulo Moreira da Fonseca. Realizou durante toda sua vida exposições individuais e participou de inúmeras coletivas e Salões oficiais, recebendo muitos prêmios. Também foram realizadas várias exposições póstumas. MEC VOL.4, PÁG. 214; TEODORO BRAGA, PÁG. 66; WALMIR AYALA VOL.2, PÁG. 306 a 309; PONTUAL, PÁG. 479 e 480; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG.884; VOL.2, PÁG. 925; VOL.13, PÁG. 305; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; RGS, PÁG. 442; ACERVO FIEO.



262 - OMAR PELLEGATTA (1925 - 2000)

Anjo músico - óleo sobre telha cerâmica - 52 x 21 cm - não assinado -
No estado.

Pintor, desenhista e gravador nascido em Busto Arsizio, Itália. Assina Pellegata. Veio para o Brasil em 1927, estudou na Associação Paulista de Belas Artes, foi aluno de Ettore Federighi e Durval Pereira, Takaoka, Mário Zanini, Otone Zorlini. Viveu e trabalhou em Santos, SP. Fez parte do Grupo Tapir (1970) com Giancarlo Zorlini, João Simeone, José Procópio de Moraes, Glicério Geraldo Canelosso e do Grupo Chácara Flora com Emídio Dias de Carvalho, Arlindo Ortolani, Heitor Carilo, Glicério Geraldo Canelosso. Realizou exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil como: Salão Paulista de Belas Artes (desde 1958), Salão Municipal de Belas Artes de Belo Horizonte, MG (1960), entre outros, recebendo muitos prêmios. JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG.735; MEC VOL.3, PÁG.363; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.brasilartesenciclopedias.com.br; www.artprice.com.



263 - RENINA KATZ (1925)

Composição - litografia - 9/60 - 34 x 71 cm - canto inferior direito - 1995 -

Gravadora, desenhista, ilustradora e professora, Renina Katz Pedreira nasceu no Rio de Janeiro. Assina Renina e Renina Katz. Cursou a Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1947 a 1950) e teve como professores, entre outros, Henrique Cavalleiro e Quirino Campofiorito. Licenciou-se em desenho pela Faculdade de Filosofia da Universidade do Brasil. Iniciou-se em xilogravura com Axl Leskoschek, em 1946. Incentivada por Poty, ingressou no curso de gravura em metal, oferecido por Carlos Oswald no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro. Mudou-se para São Paulo em 1951, e lecionou gravura no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand e, posteriormente, na Fundação Armando Álvares Penteado, até a década de 1960. Em 1956, publicou o primeiro álbum de gravuras, intitulado ‘Favela’. A partir dessa data, foi docente da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo por 28 anos. Realizou muitas exposições individuais pelo Brasil, EUA, Chile, Paraguai, Portugal, Itália, Holanda e participou, entre as diversas mostras e Salões oficiais, das: Bienal Internacional de São Paulo (1955, 1959, 1961, 1963, 1985, 1989); Bienal de Veneza, Itália (1956, 1986); Panorama da Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1974, 1977, 1980, 1984). Foi premiada no Rio de Janeiro (1951, 1952) e em São Paulo (1955, 1984). MEC VOL.2, PÁG.403; PONTUAL, PÁG. 288; WALMIR AYALA VOL.1, PÁG.441; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG.15; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 606; ARTE NO BRASIL; www.artprice.com; www.catalogodasartes.com.br; www.editora.unicamp.br; www.laboratoriodasartes.com.br; artenaescola.org.br.



264 - TORQUATO BASSI (1880 - 1967)

Lavadeiras - óleo sobre tela colada em eucatex - 63 x 83 cm - canto inferior esquerdo -

Nascido em Ferrara / Itália, veio para o Brasil ainda muito jovem, fixando-se em São Paulo, onde desenvolveu sua vida artística. Participou durante anos do Salão de Belas Artes do Rio de Janeiro, Salão Paulista de Belas Artes e de mostras de pintores italianos. Tem obras na Pinacoteca do Estado de São Paulo e no Museu Paulista de Belas Artes. TEODORO BRAGA, pág. 47; PONTUAL, pág. 58; MEC, vol. 1, pág. 188; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 89; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO, RUTH TARASANTCHI.



265 - LIVIO ABRAMO (1903 - 1992)

Composição - xilogravura - P.A. - 18 x 15 cm - canto inferior esquerdo - 1951 - Rio de Janeiro -
No estado.

Gravador, desenhista, pintor, ilustrador, jornalista e professor, nasceu em Araraquara, SP e faleceu em Assunção, Paraguai. Mudou-se para São Paulo, onde, em 1909, estudou desenho com Enrico Vio no Colégio Dante Alighieri. No início dos anos de 1920, fez ilustrações para pequenos jornais e entrou em contato com a obra de Oswaldo Goeldi e de gravadores expressionistas alemães. Realizou as primeiras gravuras em 1926. Em 1947, ilustrou o livro ‘Pelo Sertão’, do escritor Afonso Arinos de Mello Franco, publicado em 1949. Com essa série de ilustrações, apresentadas no Salão Nacional de Belas Artes, obteve o prêmio de viagem ao exterior. Seguiu para a Europa em 1951. Em Paris frequentou o Atelier 17, aperfeiçoando-se em gravura em metal com Stanley William Hayter. De volta ao Brasil, foi premiado como o melhor gravador nacional na Bienal Internacional de São Paulo, nas edições de 1953 e de 1963. Deu aulas de xilogravura na Escola de Artesanato do Museu de Arte Moderna de São Paulo. Foram seus alunos, entre outros, Maria Bonomi e Antonio Henrique Amaral . Fundou o Estúdio Gravura, em 1960, com Maria Bonomi. Em 1962, foi convidado pelo Itamaraty a integrar a Missão Cultural Brasil-Paraguai, posteriormente Centro de Estudos Brasileiros. Mudou-se para o Paraguai e dirigiu até 1992, o Setor de Artes Plásticas e Visuais. Foi fundador do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Paraguai. PONTUAL, PÁG. 1, JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 19; MEC VOL.1, PÁG. 33; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 795; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28; ACERVO FIEO.



266 - MARIO SILÉSIO (1913 - 1990)

Composição - técnica mista sobre cartão - 54 x 68 cm - canto inferior direito - 1958 -
Ex coleção Antonio de Souza Naves Filho - Campinas - SP.

Pintor, desenhista, muralista e vitralista. Cursa direito na Universidade de Minas Gerais - UMG (atual Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG), em Belo Horizonte, entre 1930 e 1935. Estuda desenho e pintura na Escola de Belas Artes de Belo Horizonte (Escola Guignard), sob a orientação de Alberto da Veiga Guignard, entre 1943 e 1949. Em 1953 viaja para Paris, como bolsista do governo francês, e ingressa no curso de André Lhote. De volta ao Brasil, entre 1957 e 1960 executa diversos painéis em edifícios públicos e privados de Belo Horizonte, como Banco Mineiro de Produção, Condomínio Retiro das Pedras, Inspetoria de Trânsito, Teatro Marília, Escola de Direito da UFMG e Departamento Estadual de Trânsito. É também de Silésio o mural feito para o Clube dos Engenheiros, em Araruama, Rio de Janeiro. Executa os vitrais da Igreja dos Ferros em 1964. ITAÚ CULTURAL.



267 - EMILE CHARLES LAMBINET (1815 - 1877)

Na beira do rio - óleo sobre papel colado em madeira - 33 x 45 cm - canto inferior direito -
No estado. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Nascido em Versailles, esse pintor expôs em salões da França entre 1833 e 1878; sua excelente pintura foi comparada às de Corot e Daubigny; excepcional paisagista, com obras em diversos Museus da Europa. ART PRICE ANNUAL 2000, pág. 1390; BENEZIT , vol. 6, pág. 404.



268 - MARIA LEONTINA (1917 - 1984)

Composição - pastel - 16 x 22 cm - canto inferior esquerdo -

Pintora, gravadora e desenhista. Maria Leontina Mendes Franco da Costa nasceu em São Paulo, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. Iniciou estudos de desenho com Antônio Covello, em São Paulo (1938), e na primeira metade da década de 1940 estudou pintura com Waldemar da Costa. Em 1946, no Rio de Janeiro, frequentou o ateliê de Bruno Giorgi e fez curso de museologia no Museu Histórico Nacional, entre 1946 e 1948. Em 1947, participou da exposição ‘19 Pintores’, na Galeria Prestes Maia, em São Paulo, ao lado de Lothar Charoux, Marcelo Grassmann, Aldemir Martins, Luiz Sacilotto e Flavio-Shiró. Em 1951, foi convidada pelo psiquiatra e crítico de arte Osório César para orientar o setor de artes plásticas do Hospital Psiquiátrico do Juqueri. No mesmo ano, organizou uma mostra dos internos no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Em 1952, com bolsa de estudo do governo francês, viajou para a Europa, acompanhada pelo marido, o pintor Milton Dacosta. Em Paris, entre 1952 e 1954, frequentou o ateliê de gravura de Johnny Friedlaender. Na década de 1960, realizou painel de azulejos para o Edifício Copan e vitrais para a Igreja Episcopal Brasileira da Santíssima Trindade, ambos em São Paulo. Realizou exposições individuais e participou de inúmeras mostras, Salões oficiais e Bienais como a Bienal de Veneza (1950, 1952, 1956). Foi premiada no Rio de Janeiro (1944, 1950, 1955, 1957, 1980); em São Paulo (1944; 1947; 1951; 1954; 1958; 1960; 1980; 1955, 1959, 1965 - Bienais Internacionais; 1969, 1970 - Panoramas da Arte Atual Brasileira; 1975 - prêmio pintura da Associação Paulista de Críticos de Artes - APCA); Brasília, DF (1980); Curitiba, PR (1980; Porto Alegre, RS (1980); Nova York (1960 - Fundação Guggenheim). ITAU CULTURAL; MEC, VOL. 2, PÁG. 471; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 309; PONTUAL, PÁG. 338; ARTE NO BRASIL, PÁG. 772; LEONOR AMARANTE, PÁG. 25; WALTER ZANINI, PÁG. 645; JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 572.



269 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Avenida Paulista - desenho a nanquim - 53 x 43 cm - não assinado -



270 - ALDO BONADEI (1906 - 1974)

Flores - óleo sobre tela colada em eucatex - 48 x 33 cm - canto inferior esquerdo - 1970 -
Ex coleção Dr. Paulo Nascimento Lopes, São Paulo - SP.

Pintor, designer, gravador, figurinista e professor - Aldo Cláudio Felipe Bonadei nasceu e faleceu em São Paulo, SP. Entre 1923 e 1928 foi aluno de Pedro Alexandrino, período em que também frequentou o ateliê de Antonio Rocco. Viajou para a Itália, entre 1930 e 1931, e frequentou a Academia de Belas Artes de Florença, onde teve aulas com Felice Carena e seu assistente Ennio Pozzi, ambos ligados ao movimento ‘novecento’. Nesse período, dedicou-se ao desenho da figura humana, principalmente ao nu. Retornou a São Paulo no início da década de 1930 e participou ativamente do Grupo Santa Helena, da Família Artística Paulista - FAP e do Sindicato dos Artistas Plásticos. Em 1949 lecionou na Escola Livre de Artes Plásticas, primeira escola de arte moderna de São Paulo e participou do Grupo Teatro de Vanguarda. No ano seguinte, fundou a Oficina de Arte - O. D. A., com Odetto Guersoni e Bassano Vaccarini. No fim da década de 1950 atuou como figurinista nas peças ‘Vestido de Noiva’, de Nelson Rodrigues, e ‘Casamento Suspeitoso’, de Ariano Suassuna. Também desenhou alguns figurinos para dois filmes dirigidos por Walter Hugo Khoury: ‘Fronteiras do Inferno’ (1958) e ‘Na Garganta do Diabo’(1959). Realizou muitas exposições individuais e participou de vários Salões oficiais destacando-se: Bienal Internacional de São Paulo (1ª, 2ª, 3ª, 6ª, 7ª); Bienal de Veneza (1952); Panorama da Arte Moderna Brasileira (1970). MEC, VOL. 1, PÁG. 247; PONTUAL, PÁGS. 78/79; ARTE NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 1041; ART PRICE ANNUAL 2000, PÁG. 258; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 79; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; LEONOR AMARANTE, PÁG. 72; ACERVO FIEO.



271 - CARYBÉ (1911 - 1997)

"Bate papo" - serigrafia - 103/200 - 49 x 67 cm - canto inferior direito -
Reproduzido no catálogo da Mostra Itinerante do artista realizada em treze galerias em 1995, realização Galvão Bueno Marketing Cultural e patrocínio da Galeria de Arte André - São Paulo - SP. No estado.

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



272 - TÉIA DE SOUSAS (1945)

"Balão vermelho" - óleo sobre tela - 24 x 19 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2018 -

Pintora primitiva ativa no Estado de São Paulo. Suas obras nos trazem belas cenas do cotidiano das pessoas no campo. Suas cores são bem dosadas e a composição agrada aos olhos, pois traz harmonia e tranquilidade. A artista expõe regularmente, com sucesso de público e vendas.



273 - ANTONIO AUGUSTO MARX (1919 - 2008)

Flores - óleo sobre tela - 70 x 70 cm - canto inferior direito e dorso - 1992 -

Arquiteto e pintor ativo em São Paulo, onde participa de mostras coletivas a partir de 1966, com reconhecimento de crítica e público. Artista de muitos recursos técnicos, suas obras tem como tema a paisagem, do campo e da cidade, com conteúdo de atmosfera, côr e equilibrio. MEC vol.3, pág. 99; PONTUAL, pág. 346; JULIO LOUZADA vol.11, pág. 203; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 803, Acervo FIEO.



274 - ALOISIO LUCAS DE SIQUEIRA (1938)

Anunciação - óleo sobre tela - 70 x 50 cm - canto inferior direito -
No estado.

Natural de Serra Talhada, PE. Transferindo-se para São Paulo em 1963, conheceu Mário Schemberg, que o incentivou a permanecer sempre fiel à sua maneira de ser como pintor, que transmite a pureza e o sentimento do sertanejo do nordeste. ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 215; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO.



275 - ENRICO VIO (1847 - 1960)

Paisagem - óleo sobre cartão - 17 x 25 cm - canto inferior direito -

Pintor e professor. Estudou no Instituto de Belas Artes de Veneza, sendo discípulo de Ettore Tito e Guglielmo Ciardi. Individuais em Veneza (1904) e Milão (1906). Veio para o Brasil, fixando-se em São Paulo, onde dedicou-se ao ensino da pintura, formando numerosos discípulos. Participou do Salão Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro (1916 e 1936), obtendo medalha de prata no primeiro. Foi também premiado no Salão Paulista de Belas Artes, São Paulo. Seus trabalhos foram expostos em "O Retrato na Coleção da Pinacoteca", Secretaria da Cultura, Ciências e Tecnologia, Pinacoteca do Estado, São Paulo (1976). Realizou exposições individuais no liceu de Artes e Ofício de São Paulo, a partir de 1902. Referências a seu respeito em: Guia de Seção Histórica do Museu Paulista de Afonso E. Taunay, S.P. (1937); Anuário da Escola Politécnica de São Paulo, 1937, pág.23; Revista do Instituto Geográfico Brasileiro, vol.265, out/dez (1964), pág.130; TEODORO BRAGA, pág.239; ITAU CULTURAL; PONTUAL, pág. 543; WALTER ZANINI, pág. 505, RUTH TARASANTCHI.



276 - SILVIA REALI SERVADEI (1949)

"Pilotis nos alagados" - óleo sobre tela - 79 x 59 cm - canto superior direito - Recife -

Pintora, desenhista e ilustradora nascida em São Paulo. Iniciou-se na pintura através de seu pai, Giuseppe Fantazzini. Também recebeu orientações de Pedro de Alzaga, Dario Mecatti e Maria da Paz. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1973, 1981, 1983, 1986, 1987, 1994, 1998, 1999); Curitiba, PR (1986). Tem participado de diversas mostras coletivas e oficiais desde 1969 no Brasil e em vários países, destacando-se: 29º Salão de Belas Artes de Piracicaba, Piracicaba – SP (1981); "Kunsthaudlung Gallery Scheswing", Alemanha (1987, 1992); "The Annual Brazilian Exhibition", Galeria Abney, Nova York – EUA (1996); "Creative Arts Guild", Dalton, Geórgia - EUA (1996). Foi premiada em: São Paulo (1975, 1981, 1985, 1986, 1987). Também tem atuado na Arte Contemporânea dedicando-se a ocupar espaços de grandes dimensões, com apropriações e instalações de grande porte. JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 940; VOL. 3, PÁG. 1048; www.realiservadei.com.br; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO.



277 - SONIA EBLING (1926 - 2006)

Sofia - escultura em bronze - 32 x 10 x 05 cm - assinado -
Ex coleção Renato Antônio Brogiolo - Rio de Janeiro, RJ.

Escultora, pintora e professora, Sonia Ebling de Kermoal nasceu em Taquara, RS e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou sua formação fazendo cursos de pintura e escultura na Escola de Belas Artes do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro, entre 1944 e 1951. De 1956 a 1959, viajou por vários países da Europa, estudando com Zadkine, em Paris, França. Residiu nessa cidade, entre 1959 e 1968, e recebeu uma bolsa de estudo da Fundação Calouste Gulbenkian. De volta ao Brasil, executou relevo para o Palácio dos Arcos, em Brasília. Realizou muitas exposições individuais, entre elas: Rio de Janeiro (1959, 1967); Paris, França (1961); Alemanha (1964); Porto Alegre, RS (1967); Brasília, DF (1968); Washington, EUA (1968). Diversas foram as participações em mostras coletivas e oficiais, destacando-se: Salão Nacional de Arte Moderna, RJ (1951- Prêmio Isenção de Júri, 1952, 1953, 1955 – Prêmio Viagem ao Exterior); Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1959, 1965, 1967); Salão de Belas Artes do Rio Grande do Sul (1953, 1956 – Prêmio); Salão Baiano de Belas Artes (1954); Salão Paulista de Arte Moderna (1955); 'Salon des Femmes Peintres et Sculpteurs', Museu de Arte Moderna de Paris (1957); Bienal de Arte Triveneta, Pádua – Itália (1957). MEC VOL. 2, PÁG. 89; PONTUAL PÁG. 187; JULIO LOUZADA VOL 3, PÁG. 363; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 720; ARTE NO BRASIL PÁG. 868; RGS PÁG. 454; soniaeblingesculturas.com.br; www.brasilartesenciclopedias.com.br; www.artprice.com.



278 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulata - desenho a lápis - 20,5 x 12,5 cm - canto inferior esquerdo -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



279 - SYLVIO PINTO (1918 - 1997)

Marinha - óleo sobre tela - 22 x 35 cm - canto inferior direito -

Pintor, Sylvio da Silva Pinto nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Assina S. Pinto. Teve as primeiras noções de desenho no Liceu de Artes e Ofícios, RJ. Mais tarde recebeu lições de seu pai – o Pinto das Tintas. Foi ainda na casa paterna que conheceu Pancetti. Estudou no Núcleo Bernardelli (1938) e se dedicou exclusivamente à pintura a partir de 1940. Fundou e dirigiu no Jacarezinho, bairro carioca, uma escolinha de arte para crianças pobres. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1988, 1992); Brasília, DF (1988,1993); Rio de Janeiro (1989, 1991, 1993, 1994, 1995); Constância, Portugal (1991). Participou de várias mostras coletivas e Salões oficiais como a I Bienal Internacional de São Paulo (1951). Foi premiado no: Rio de Janeiro (1941, 1943, 1945, 1948, 1949, 1952 – Prêmio Viagem ao Exterior, 1957 – Prêmio Viagem Nacional, 1988, 1989); Salvador, BA (1946, 1950); Constância, Portugal (1994); Brasília, DF (1994); Niterói, RJ (1996). MEC, VOL. 3, PÁG. 419, ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 4, PÁG. 894; VOL. 5, PÁG. 820; VOL. 6, PÁG. 890; VOL. 7, PÁG. 562; VOL. 8, PÁG. 661; VOL. 10, PÁG. 693; ACERVO FIEO; www.academia.org.br; www.artprice.com.



280 - AGUSTIN SALINAS Y TERUEL (1862 - 1915)

Menina - óleo sobre tela - 46 x 35 cm - canto inferior esquerdo - 1912 - São paulo -
No estado. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor espanhol, estudou em Madri, na Escola Superior de Pintura, e na Academia Espanhola de Roma. Viveu muitos anos na Itália, para onde se transferiu em 1883 e onde mais tarde manteve ateliê com o irmão Pablo Salinas. Segundo José Roberto Teixeira Leite, era um boêmio "despreocupado com os bens materiais e levando vida desorganizada". Obsessivo por viagens, esteve várias vezes na Holanda e mais de uma vez no Brasil, tendo aqui participado da Exposição Geral de Belas Artes de 1910. Consta que também realizou exposições em São Paulo e Rio de Janeiro. Sua obra integra diversos museus da Europa e, no Brasil, o acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo e de coleções particulares. BENEZIT, vol. 9, pág. 249; BOLAFFI, vol. 12, pág. 305; MAYER/84, pág. 1156; TEODORO BRAGA, pág. 210; ANUAIRE DES COTES INTERNATIONAL, pág. 1728; ART PRICE ANNUAL 2000, pág. 2202.



281 - DARCILIO LIMA (1944 - 1991)

Figuras surreais - litografia - 15/20 - 62 x 42 cm - canto inferior direito - 1971 -
No estado.

Cearense de Cascavel, o festejado desenhista Darcilio foi para o Rio de Janeiro, e já depois de haver iniciado autodidaticamente seu trabalho no campo da pintura e da utilização do lápis cêra. Recebeu orientação de Ivan Serpa, passando a dedicar-se especialmente ao desenho a bico-de-pena, com a permanente fixação gráfica da fantasia erótica como veículo de impacto crítico. PONTUAL, pág. 159. MEC, vol.1, pág.17; WALTER ZANINI, pág. 760; LEONOR AMARANTE; ITAU CULTURAL.



282 - INGRES SPELTRI (1940)

Girassol - óleo sobre tela - 80 x 80 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor, desenhista, escultor, gravador e professor nascido em Jau, SP. Filho do pintor Augusto Speltri com quem se iniciou na pintura, ainda criança. Em 1959 mudou-se para São Paulo onde estudou Música (1960-1964). Foi professor titular da Escola Panamericana de Arte, SP. Realizou exposições individuais, em São Paulo, nos anos de 1977, 1981, 1978, 1984. Participou de várias mostras e Salões oficiais, sendo premiado em: São Paulo (1963, 1966, 1970, 1971); Santo André, SP (1976). JULIO LOUZADA VOL. 5, PÁG. 1012; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; MEC VOL. 4, PÁG. 338; PONTUAL PÁG. 504; www.artprice.com; www.speltri.com.



283 - FARNESE DE ANDRADE (1926 - 1996)

Composição - técnica mista e colagem sobre papel - 43,5 x 27 cm - canto inferior direito - 1961 -
No estado.

Pintor, escultor, desenhista, gravador, ilustrador, Farnese de Andrade Neto nasceu em Araguari, MG e faleceu no Rio de Janeiro. Mudou-se para Belo Horizonte (1942) onde estudou desenho com Guignard, na Escola do Parque (entre 1945 e 1948). Foi para o Rio de Janeiro (1948) para tratar uma tuberculose pulmonar. Trabalhou como ilustrador (entre 1950 e 1960) para o Suplemento Literário do 'Diário de Notícias', 'Correio da Manhã', ' Jornal de Letras', e para as revistas 'Rio Magazine', 'Sombra', 'O Cruzeiro', 'Revista Branca' e 'Manchete'. Em 1959, frequentou o Ateliê de Gravura do MAM, RJ, aperfeiçoando-se em gravura em metal com Johnny Friedlaender. Em 1964 começou a criar obras com materiais descartados, coletados nas praias e nos aterros, conduzindo-o aos 'assemblages' e às 'caixas'. Posteriormente utilizou armários, oratórios, gamelas, ex-votos, adquiridos em antiquários e depósitos de materiais usados. Fotografias antigas também estão presentes em sua obra. A partir de 1967, utilizou resina de poliéster, envolvendo materiais perecíveis. Realizou exposições individuais e participou de inúmeras mostras coletivas e oficiais, destacando-se: VI a IX Bienal Internacional de São Paulo (1961 a 1967); Bienal de Carrara, Itália (1962); Bienal Americana de Gravura, Chile (1963, 1965); Bienal de Tóquio, Japão (1964); Bienal de Veneza (1968); Panorama Atual da Arte brasileira, SP (1969, 1975); Sala Especial na I Bienal de Arte Panamericana, SP (1978), entre outras. No Salão Nacional de Arte Moderna, RJ (1969, 1970) recebeu o prêmio de viagem ao país e ao exterior, respectivamente. Partiu para a Espanha, instalou um estúdio em Barcelona e lá permaneceu até 1975. Também foi premiado em Belo Horizonte, MG (1962); Curitiba, PR (1962); Brasília, DF (1966); São Paulo (1967 – IX Bienal). PONTUAL PÁG. 203; MEC VOL. 2, PÁG. 143; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 64; VOL. 2, PÁG. 68; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 760; ARTE NO BRASIL, PÁG. 911; ACERVO FIEO; www.pinturabrasileira.com; www.artprice.com.



284 - WALTER STUART LLOYD (XIX - XX)

Paisagem - óleo sobre tela - 41 x 92 cm - canto inferior esquerdo - 1880 -
No estado. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista inglês. Viveu e trabalhou em Brighton. Foi membro da Sociedade Real dos Artistas Britânicos. Participou de exposições, de 1875 a 1913, na "Royal Academy", na "Royal Society of British Artists", na "Royal Institute of Painters in Watercolours". BENEZIT; www.haynesfineart.com; www.artprice.com.



285 - EDOARDO DE MARTINO (1838 - 1912)

Paisagem - aquarela - 14 x 23 cm - canto inferior esquerdo -
No estado.

Pintor especializado em marinhas e cenas navais. Suas belas telas, cuja precisão de detalhes e harmonia de concepção logo agradaram, e o colocaram em excelente posição junto ao Governo Imperial, ainda mais que contava com a amizade dos Almirantes Barroso e Tamandaré, que conhecera na sua viagem da Europa para Montevidéu, de passagem pelo Recife e Rio de Janeiro. Foi designado pintor oficial, a fim de fixar e retratar para a posteridade cenas e episódios da Guerra do Paraguai. BENEZIT, vol. 7, pág. 225; LAUDELINO FREIRE, págs. 135, 141, 154 e 503; TEODORO BRAGA, pág. 81; REIS JR, pág. 132; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 245; ARTE NO BRASIL, pág. 533.



286 - HEITOR DE PINHO (1897 - 1968)

Barcos - óleo sobre madeira - 15,5 x 22 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1954 -

Nascido e falecido na cidade do Rio de Janeiro, onde estudou na antiga Escola Nacional de Belas Artes. Foi discípulo de Rodolfo Chambelland, Batista da Costa, Lucílio de Albuquerque e Modesto Brocos. Participa de Salões Oficiais a partir de 1924, recebendo diversas premiações. JULIO LOUZADA, vol.11, pág.247; MEC. Vol.3, pág.400; WALMIR AYALA. Vol.2, pág.194; TEIXEIRA LEITE, pág.408; PONTUAL, pág.426.



287 - INOS CORRADIN (1929)

Bules - óleo sobre eucatex - 61 x 51,5 cm - canto inferior esquerdo -
Ex coleção Josef Bartzion, São Paulo - SP.

Pintor, desenhista, gravador, escultor e cenógrafo, nascido em Vogogna, Itália. Por volta de 1932 mudou-se com a família para Castelbaldo - Padova, onde, em 1945, estudou pintura com professor Tardivello. Em 1947 colaborou com o pintor Pendin na execução de um mural referente aos mártires da resistência italiana em Castelbaldo. Veio, em 1950, para Jundiaí e São Paulo onde fez parte do núcleo artístico Cooperativa em São Paulo, dirigido pelo pintor argentino Oswaldo Gil Navarro. Executou cenários para o Ballet do IV Centenário de São Paulo, em 1954. Em 1979 foi contratado para pintar um cenário para o Teatro de Rovigo, Itália. Realizou diversas exposições individuais, participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais pelo Brasil e pelo mundo. Foi premiado em Paris (1975) e em Ferrara, Itália (1976). JULIO LOUZADA, VOL. 11, PÁG. 152; PONTUAL, PÁG. 143; MEC, VOL. 1, PÁG. 448; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 215; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; inoscorradin.com.br.



288 - JOUBERT PANTANERO (1946)

"Dança do matrimônio" - óleo sobre tela - 70 x 55 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2007 -

Pintor, escultor, gravador e tapeceiro, natural de Corumbá, MS, onde nasceu a 4 de fevereiro de 1946. O colecionador Samuel Senna comenta sua obra: " ... Profundo conhecedor das formas anatômicas multicoloridas dos elementos que compõem o seu habitat ( o Pantanal Matogrossense), Joubert é um expressionista das artes plásticas." Individuais em 1994, no Espaço Cultural Banco do Brasil de Dourados-MS e no Hilton Hotel-SP. JULIO LOUZADA, vol 8 pág 635



289 - IVAN SERPA (1923 - 1973)

Figuras mascaradas - técnica mista sobre papel - 20 x 20 cm - canto inferior direito - 1970 -
No estado.

Pintor, desenhista, gravador e professor, Ivan Ferreira Serpa nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Estudou gravura e desenho com Axel Leskoschek (entre 1946 e 1948) no Rio de Janeiro. Em 1949, ministrou suas primeiras aulas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, onde, a partir de 1952, exerceu sistemática atividade didática, em especial no ensino infantil. Foi um dos precursores do concretismo no Brasil, criando ao lado de Aluisio Carvão, Lígia Clark, Hélio Oiticica e outros o Grupo Frente, que se manteve ativo de 1954 a 1956, inclusive com exposições no Rio de Janeiro. Participou da Divisão Moderna do SNBA (1947-1951). Em 1957, recebeu o prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna, RJ. Participou da exposição ’Opinião 65’, evento que marca a difusão de uma nova arte de tendência figurativa, a neofiguração. Em 1970, fundou, com Bruno Tausz, o Centro de Pesquisa de Arte no Rio de Janeiro. Participou da Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1961, 1963, 1965) e da Bienal de Veneza (1952, 1954, 1962, 1966). PONTUAL, PÁG 486; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 605; ARTE NO BRASIL, PÁG. 840; LEONOR AMARANTE, PÁG. 26; MEC VOL. 4, PÁG. 221; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 899.



290 - JOÃO BAPTISTA BORDON (1882 - 1917)

Na beira do lago - óleo sobre madeira - 27 x 38 cm - canto inferior direito -
Reproduzido no convite deste Leilão. Com a seguinte dedicatória: "Ao amigo Dr. Carlos C. Pinheiro, lembrança de J. B. Bordon".

Natural do Rio de Janeiro, onde foi aluno de Zeferino da Costa e Batista da Costa, na Escola Nacional de Belas Artes. Expôs por diversas ocasiões no SNBA, recebendo prêmio de viajem a Europa, onde veio a falecer subitamente, com menos de 35 anos. Grande paisagista imprimiu em sua obras nostalgia e lirísmo JULIO LOUZADA, vol, 10 pág, 126. MEC, vol, 1 pág, 250. PONTUAL, pág 81. TEIXEIRA LEITE,pág, 82. WALMIR AYALA, vol, 1 pág, 116; ITAU CULTURAL.



291 - CARLOS SCLIAR (1920 - 2001)

Figuras - litografia - nº5/ Ex. 43 - 32,5 x 23,5 cm - canto inferior direito -
Procedente da coleção do crítico de arte Mário Schenberg, São Paulo - SP. - No estado.

Desenhista, gravador, pintor, ilustrador, cenógrafo, roteirista e designer gráfico que nasceu em Santa Maria da Boca do Monte, RS e faleceu no Rio de Janeiro. Assina Scliar. Estudou com Gustav Epstein, em Porto Alegre, em 1934. Participou, em 1938, da fundação da Associação Riograndense de Artes Plásticas Francisco Lisboa. Entre 1939 e 1947, residindo em São Paulo, integrou a Família Artística Paulista - FAP. No Rio de Janeiro, escreveu e dirigiu em 1944 o documentário 'Escadas', sobre os pintores Arpad Szenes e Vieira da Silva com os quais conviveu desde 1941. Convocado pela Força Expedicionária Brasileira - FEB, participou da Segunda Guerra Mundial, na Itália. Morando em Paris de 1947 a 1950, cursou gravura com Galanis na Escola de Belas Artes e teve contato com o gravador mexicano Leopoldo Méndez. De volta ao Brasil, fundou com Vasco Prado o Clube de Gravura de Porto Alegre. Em 1956, passou a viver no Rio de Janeiro. Foi diretor do departamento de arte da revista 'Senhor' entre 1958 e 1960. Fundou a editora Ediarte, em 1962, com os colecionadores Gilberto Chateaubriand, Michel Loeb, Carlos Nicolaievski e o pintor José Paulo Moreira da Fonseca. Realizou durante toda sua vida exposições individuais e participou de inúmeras coletivas e Salões oficiais, recebendo muitos prêmios. Também foram realizadas várias exposições póstumas. MEC VOL.4, PÁG. 214; TEODORO BRAGA, PÁG. 66; WALMIR AYALA VOL.2, PÁG. 306 a 309; PONTUAL, PÁG. 479 e 480; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG.884; VOL.2, PÁG. 925; VOL.13, PÁG. 305; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; RGS, PÁG. 442; ACERVO FIEO.



292 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Meninas - óleo sobre tela - 61 x 78 cm - canto inferior direito - 08/06/1966 -
Gene Woiskl. No estado.



293 - IVAN BLIN (XX)

Paisagem - óleo sobre tela - 27 x 35 cm - canto inferior esquerdo - 1970 -

Pintor e desenhista com várias participações em mostras coletivas. Em 1970 realizou exposição individual na Galeria Montmartre Jorge, Rio de Janeiro. MEC VOL. 1, PÁG. 245; JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 142.



294 - FILIP PAPST (1915)

Paisagem nevada - óleo sobre tela - 70 x 100 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista romeno com várias participações em mostras coletivas. www.artprice.com; www.artnet.com.



295 - DIMITRI ISMAILOVITCH (1898 - 1976)

Paisagem - óleo sobre tela colada em eucatex - 27 x 35 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor russo, estudou em 1918 e 1919 na Academia de Belas Artes da Ucrânia, e em 1927 radicou-se no Rio de Janeiro, tendo participado de diversas exposições individuais e salões oficiais. Pintor de natureza morta, paisagem e retratos. TEODORO BRAGA, pág. 123; REIS JUNIOR, pág. 379; PONTUAL, pág. 274; MEC, vol. 2, pág. 367; ITAÚ CULTURAL.



296 - J. CARLOS (1884 - 1950)

Povo - desenho a nanquim e guache - 28,5 x 40,5 cm - canto inferior direito -

Chargista, caricaturista, desenhista, pintor, ilustrador, José Carlos de Brito Cunha nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi um dos formadores da tradição da charge brasileira ao lado de Raul Pederneiras e K.Lixto, e criador de tipos como a negrinha 'Lamparina', a 'Melindrosa' e o 'Almofadinha'. Autodidata, iniciou a carreira de caricaturista ainda estudante, quando publicou um de seus desenhos na revista 'O Tagarela' (1902). Em seguida, passou a colaborar regularmente com a revista e no ano seguinte desenhou sua primeira capa na publicação. Colaborou em muitos órgãos da imprensa carioca como 'O Tico Tico', 'Fon-Fon', 'Careta', 'A Cigarra', 'Vida Moderna', 'Eu Sei Tudo', 'Revista da Semana' e 'O Cruzeiro'. Entre 1922 e 1930, exerceu o cargo de diretor artístico das empresas 'O Malho', onde iniciou uma grande série de charges de caráter político, satirizando fatos e personalidades nacionais e estrangeiras. A vertente política foi explorada pelo artista desde o início de sua carreira, sendo ele o responsável pela execução de uma série de charges antibelicistas executadas no período abrangido pelas duas grandes guerras e principalmente durante os dois governos de Getúlio Vargas (1883 - 1954). Esses trabalhos foram publicados principalmente na revista 'A Careta'. Também fez esculturas, foi autor de teatro de revista e letrista de música popular. JULIO LOUZADA vol. 10, pág. 181; CARICATURISTAS BRASILEIROS, de Pedro Corrêa do Lago, pág. 74; WALTER ZANINI, pág. 448; ARTE NO BRASIL, pág. 646; ITAU CULTURAL; www.ims.com.br; www.dec.ufcg.edu.br; www.artprice.com.



297 - IRINEIDE KLOCKNER (1961)

Composição - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - dorso -

Pintora nascida em Maringá, PR, Iniciou sua carreira artística em 1983. Desde 2000, dedica-se exclusivamente à pintura em tela, tendo durante estes anos aprimorado sua arte em diversas técnicas, através da convivência com artistas de diferentes estilos. Nos últimos anos tem buscado inspiração em grandes nomes do Abstracionismo, como Jackson Pollock e Jonas Gerard, e desenvolveu seu próprio estilo. Em sua arte, expressa a beleza da vida, em todos seus pormenores e complexidades, na união dos traços aparentemente desconexos se criam momentos únicos. Durante sua carreira, participou de exposições ao longo de toda a região Sul, tendo assinado mais de 2000 obras de arte, que hoje embelezam residências e ambientes corporativos em todo o Brasil. http://www.klockner-art.com; www.artprice.com.



298 - RUBEM LUDOLF (1932 - 2010)

Composição - óleo sobre tela - 60 x 50 cm - dorso - 2005 -
Ex coleção Antonio de Souza Naves Filho - Campinas - SP.

Batizado Rubem Mauro Cardoso Ludolf, o artista nasceu em Maceió-AL. Foi pintor, arquiteto e paisagista, formou-se em 1955 pela Escola Nacional de Arquitetura da Universidade Brasil-RJ. Foi aluno de Ivan Serpa no curso livre de pintura do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro - MAM/RJ. Integrou o Grupo Frente entre 1955 e 1956. "Apesar de os artistas concretos do Rio de Janeiro logo terem se desvinculado da ortodoxia do Grupo Ruptura de São Paulo, criando o movimento neoconcreto, Ludolf manteve-se fiel aos princípios teóricos que nortearam o manifesto paulista. Sua obra seguiu regularmente as questões das estruturas seriadas,dos efeitos ópticos orientados pela visão gestáltica do espaço, da cor programada." Ligia Canongia, in PROJETO Arte Brasileira: abstração geométrica 2. Rio de Janeiro: Funarte. Instituto Nacional de Artes Plásticas, 1988. O artista expõe individualmente a partir de 1958 e coletivamente participa de exposições desde 1954. ITAUCULTURAL; TEIXEIRA LEITE, pág. 292; WALTER ZANINI, pág. 676; MEC, vol. 2, pág. 511.



299 - HENFIL (HENRIQUE DE SOUZA FILHO) (1944 - 1988)

"Orelhão" - desenho a nanquim - 26 x 20,5 cm - canto superior esquerdo -

Mineiro de Ribeirão das Neves, onde nasceu em 5 de fevereiro de 1944, e faleceu na cidade do Rio de Janeiro-RJ, em 4 de janeiro de 1988. Iniciou sua carreira como cartunista, quadrinhista, foi colaborador de O Pasquim (1969). Em 1970 lançou a revista Os Fradinhos, seus personagens mais famosos e que possuem sua marca registrada: um desenho humorístico, crítico e satírico, com personagens tipicamente brasileiros e que retratavam a situação nacional da época. Sua importância na História em Quadrinhos no Brasil se deve à renovação que trouxe ao desenho humorístico nacional. Henfil atuou ainda em teatro, cinema, televisão e literatura, tendo sido marcante a sua atuação nos movimentos políticos e sociais do País.



300 - JOSÉ PANCETTI (1902 - 1958)

Auto retrato - técnica mista sobre papel - 36 x 26 cm - lado direito - Rio de Janeiro -
Reproduzido no convite deste Leilão. Procedente da coleção Dr. Carlos Perktold - Belo Horizonte - MG.

Giuseppe Gianinni Pancetti nasceu em Campinas, SP e faleceu no Rio de Janeiro. Filho de imigrantes italianos foi mandado aos dez anos de idade para a Itália, onde trabalhou em diversos ofícios até entrar para a marinha mercante italiana. De volta ao Brasil, em 1920, trabalhou na Oficina Beppe, São Paulo (1921), especializada em decoração de pintura de parede, como cartazista, pintor de parede e auxiliar do pintor Adolfo Fonzari. Em 1922 ingressou na Marinha de Guerra Brasileira, viajando pelo país e exterior, transferindo-se para a reserva em 1946, no posto de Segundo Tenente. Começou a pintar, auto didaticamente em 1924 e, em 1925, servindo no encouraçado Minas Gerais, pintou suas primeiras obras. No ano seguinte, para progredir na carreira, integrou o quadro de pintores dentro da "Companhia de Praticantes e Especialistas em Convés". Passou a frequentar, a partir de 1932, o Núcleo Bernardelli, no Rio de Janeiro, onde recebeu orientação de Manoel Santiago, Edson Motta, Rescála e Bruno Lechowski. Participou do Salão Nacional de Belas Artes, sendo premiado em 1934, 1936, 1939 e, já na Divisão Moderna, recebeu o Prêmio Viagem ao Estrangeiro (1941), o Prêmio Viagem ao País (1947) e a Medalha de Ouro (1948). Figurou na Bienal de Veneza em 1950; ano em que passa a residir em Salvador, BA. Integrou a mostra "Um Século de Pintura Brasileira", realizada no Museu Nacional de Belas Artes (1952) e a exposição "Arte Moderna no Brasil" que percorreu as cidades de Buenos Aires, Rosário, Santiago e Lima, todas em 1957. Participou duas vezes da Bienal de São Paulo, em 1951 e 1955. Mereceu Sala Especial na Bienal da Bahia - Salvador, em 1966. O Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro realizou, em 1962, exposição retrospectiva de sua obra. TEODORO BRAGA, PÁG. 130; PONTUAL, PÁGS. 403 E 404; MEC, VOL. 3, PÁG. 332; REIS JUNIOR, PÁG. 383; ITAU CULTURAL; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 380; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 597; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28; www.mamcampinas.com.br.



301 - ALFREDO VOLPI (1896 - 1988)

Vela, bandeira e mastro - serigrafia - 31/100 - 53 x 28 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.



302 - MARIO ZANINI (1907 - 1971)

Picadeiro - aquarela - 26 x 36 cm - canto inferior direito -
Com a seguinte dedicatória: "Ao amigo Ruy, com estima e carinho. Mario Zanini". -

Pintor, decorador, ceramista, professor, Mário Zanini nasceu e faleceu em São Paulo. Foi um dos integrantes de dois importantes movimentos artísticos considerados históricos na pintura paulista: o Grupo Santa Helena e a Família Artística Paulista. Sua formação artística se deu em São Paulo quando aos 13 anos iniciou curso de pintura da Escola Profissional Masculina do Brás e de 1924 a 1926, matriculou-se no curso de desenho e artes do Liceu de Artes e Ofícios. Conheceu Alfredo Volpi em 1927 e no ano seguinte estudou com o pintor Georg Elpons. Trabalhou no escritório de decoração de Francisco Rebolo entre 1933 e 1938. Em 1940 recebeu medalha de prata no 46º Salão Nacional de Belas Artes e foi convidado por Rossi Osir a trabalhar em seu ateliê de azulejos artísticos, o Osirarte. Em 1950, viajou por seis meses pela Itália, em companhia de Volpi e Osir. A partir de 1968 lecionou na Faculdade de Belas Artes de São Paulo. Participou de vários Salões oficiais e mostras coletivas no Brasil, como I e III Bienal Internacional de São Paulo e no exterior. Sua família doou 108 de suas obras ao Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo - MAC/USP em 1974. MEC, VOL. 4, PÁG. 531; PONTUAL, PÁG. 557; TEODORO BRAGA, PÁG. 250; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 451; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; ARTE NO BRASIL, PÁG. 778; LEONOR AMARANTE, PÁG.38; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 1085; ACERVO FIEO.



303 - RODOLPHO TAMANINI NETTO (1951)

Passeio de barco - óleo sobre tela - 16 x 22 cm - canto inferior esquerdo -

Nasceu em São Paulo. Pintor urbano, soube captar o ambiente de sua cidade natal, essa cidade tão complexa, tão imensa, tão feia, mas que a gente ama, ficando com jeito de explicar as razões dessa paixão para quem não vive aqui (Jacques Ardies). JULIO LOUZADA vol.9, pág. 834; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 235.



304 - TARSILA DO AMARAL (1890 - 1973)

Paisagem - desenho a nanquim - 12 x 20 cm - canto inferior direito -

Pintora e desenhista, Tarsila do Amaral nasceu em Capivari, SP e faleceu em São Paulo. Estudou escultura com William Zadig e com Mantovani, em 1916, na capital paulista. No ano seguinte teve aulas de pintura e desenho com Pedro Alexandrino, onde conheceu Anita Malfatti. Ambas tiveram aulas com o pintor Georg Elpons. Em 1920 viajou para Paris e estudou na ‘Académie Julian’ e com Émile Renard. Ao retornar ao Brasil formou em 1922, em São Paulo, o Grupo dos Cinco, com Anita Malfatti, Mário de Andrade, Menotti del Picchia e Oswald de Andrade. Em 1923, novamente em Paris, frequentou o ateliê de André Lhote, Albert Gleizes e Fernand Léger. Foi a criadora de duas das principais tendências ou movimentos de nossa arte nacionalista: o Pau Brasil e o Antropofagia. A convite da Comissão do IV Centenário de São Paulo fez, em 1954, o painel ‘Procissão do Santíssimo’ e, em 1956, entregou ‘O Batizado de Macunaíma’, sobre a obra de Mário de Andrade, para a Livraria Martins Editora. A retrospectiva Tarsila: 50 Anos de Pintura, organizada pela crítica de arte Aracy Amaral e apresentada no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo , em 1969, ajudou a consolidar a importância da artista. TEODORO BRAGA, PÁG. 220; REIS JR., PÁG.388; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 365; MEC, VOL. 4, PÁG. 370; PONTUAL, PÁG. 511; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 492; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 389; ARTE NO BRASIL, PÁG. 577; LEONOR AMARANTE, PÁG. 24; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 958.



305 - CARLOS OSWALD (1882 - 1971)

Paisagem - óleo sobre tela - 26 x 41 cm - canto inferior direito -
No estado.

Gravador, pintor, desenhista, decorador, professor e escritor. Nasceu em Florença, Itália e faleceu em Petrópolis, RJ. Graduou-se como físico-matemático em 1902, pelo Instituto Galileo Galilei, em Florença. No ano seguinte, ingressou na ‘Accademia di Belle Arti di Firenze’. Viajou para o Brasil pela primeira vez em 1906 e realizou no Rio de Janeiro a primeira exposição individual no país. Retornou à Europa em 1908, estudou gravura com o americano Carl Strauss em Florença e viajou para Munique, onde aprendeu a técnica da água-forte. Em 1911, participou da decoração do pavilhão do Brasil, na Exposição Internacional de Turim. Fez a segunda viagem ao Rio de Janeiro em 1913 e realizou uma exposição com Eugênio Latour na Escola Nacional de Belas Artes . Foi nomeado, em 1914, professor de gravura e desenho no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro e é considerado o introdutor da gravura no Brasil. No ano de 1930, fez o desenho final do ‘Monumento ao Cristo Redentor’. A obra foi executada na França pelo escultor Paul Landowski e instalada no Morro do Corcovado, Rio de Janeiro, em 1931. Publicou, em 1957, a autobiografia ‘Como Me Tornei Pintor’. Em 1963, o Museu Nacional de Belas Artes - RJ adquiriu quase todas as suas obras em gravuras. Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais e foi premiado no Rio de Janeiro em 1904, 1906, 1909, 1912, 1913, 1916 e realizou diversas exposições individuais. PONTUAL, PÁG. 397; ARTE NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 1053; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 699; MEC VOL. 3, PÁG. 304; ACERVO FIEO.



306 - NILSON DE VIÇOSA (1966)

Engraxate - escultura em madeira - 35 x 30 x 16 cm - assinado -

Escultor e mestre-artesão alagoano, conhecido como Nilson de Viçosa, nasceu em Palmeira dos Índios. Começou a trabalhar pintando letreiros. Ingressou na PM (1988) e foi transferido para Viçosa – AL (1990), onde vive até hoje. Trabalhou como desenhista e, em 1995, começou a esculpir figuras de madeira. Participou da mostra “Mestres de Alagoas” no Rio de Janeiro (2008). galeriabrasiliana.com.br/galeria/acervo/madeira/nilson-de-vicosa/; artenaifrio.blogspot.com.br; www.alagoas24horas.com.br.



307 - TORQUATO BASSI (1880 - 1967)

Na praia - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior direito -
No estado.

Nascido em Ferrara / Itália, veio para o Brasil ainda muito jovem, fixando-se em São Paulo, onde desenvolveu sua vida artística. Participou durante anos do Salão de Belas Artes do Rio de Janeiro, Salão Paulista de Belas Artes e de mostras de pintores italianos. Tem obras na Pinacoteca do Estado de São Paulo e no Museu Paulista de Belas Artes. TEODORO BRAGA, pág. 47; PONTUAL, pág. 58; MEC, vol. 1, pág. 188; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 89; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO, RUTH TARASANTCHI.



308 - RAPHAEL GALVEZ (1907 - 1998)

"Jogo de cores" - óleo sobre papelão - 34 x 54 cm - canto inferior direito e dorso - 1947 - São Paulo -
Com etiqueta da exposição do artista na Pinacoteca do Estado de São Paulo, no dorso. No estado.

Pintor, desenhista, escultor e arquiteto, nascido em São Paulo, Capital. Artista de formação artesanal, teve como tema de sua obra a sua cidade natal. JULIO LOUZADA, vol 10, pág 372; PONTUAL, pág. 231; MEC, vol 2, pág, 239; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 630; Acervo FIEO.



309 - WILSON VICENTE (1951)

Pintora - óleo sobre tela - 70 x 50 cm - canto inferior direito - 2018 -

Pintor, natural de Cataguazes, MG, onde nasceu a 28/1/1951. Em 1991, 1992 e 1993, participa das X, XI e XII Exposições de Artistas Contemporâneos na Sociearte - SP. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 344.



310 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

Menino - escultura em bronze - 20 x 14 x 19 cm - assinado -
Reproduzido no convite deste Leilão. Ex coleção Renato Antônio Brogiolo - Rio de Janeiro, RJ.

Escultor, desenhista e pintor paulista nascido em Mococa, SP e falecido no Rio de Janeiro. Mudou-se com a família para Itália, e fixou-se em Roma (1913). Iniciou estudos de desenho e escultura com o professor Loss (1920). Participou de movimentos antifascistas e foi preso (1931) por motivos políticos. Foi extraditado para o Brasil (1935) por intervenção do embaixador brasileiro na Itália. Em 1937, viajou para Paris e frequentou as academias ‘La Grand Chaumière’ e ‘Ranson’, onde estudou com Aristide Maillol e conviveu com Henry Moore, Marino Marini e Charles Despiau. Em 1939, retornou a São Paulo e junto com Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Sérgio Milliet, entre outros, participou do Movimento Modernista; foi um dos membros da Família Artística Paulista e do Grupo Santa Helena. Em 1943, transferiu-se para o Rio de Janeiro. A convite do ministro Gustavo Capanema instalou ateliê no antigo Hospício da Praia Vermelha, onde orientou jovens artistas como Francisco Stockinger. Possui obras em espaços públicos como ‘Monumento à Juventude Brasileira’ (1947), nos jardins do antigo Ministério da Educação e Saúde, atual Palácio Gustavo Capanema - RJ; ‘Candangos’ (1960), na Praça dos Três Poderes, e ‘Meteoro’ (1967), no lago do edifício do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília; ‘Integração’ (1989), no Memorial da América Latina, em São Paulo. Participou das Bienais de Veneza (1950, 1952); participou das I, II, IV e IX Bienais de São Paulo, período em que recebeu o prêmio de melhor escultor brasileiro (1953) e sala especial (1967). MEC, VOL.2, PÁG. 250; PONTUAL, PÁG. 237; MAYER/84, PÁG. 1333; BENEZIT VOL. 5, PÁG. 14; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 715; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 422; www.artprice.com; www.pinturabrasileira.com; www.dec.ufcg.edu.br; www.monumentos.art.br.



311 - EDU CARDOSO

Figuras - serigrafia - 56/100 - 43 x 33 cm - canto inferior direito -

Pintor autodidata, natural de Avaré, SP. Tem participado de inúmeras exposições e Salões oficiais. Individuais: Avaré, SP (2003 e 2005); Vinhedo, SP (2004). Coletivas: São Paulo, SP (2003); Vinhedo, SP (2004).



312 - PÉRICLES (1924 - 1961)

"O amigo da onça" - técnica mista - 39 x 28 cm - canto inferior direito -

Caricaturista e cartunista, Péricles de Andrade Maranhão nasceu em Recife, PE e faleceu no Rio de Janeiro. Publicou seus primeiros desenhos na Revista do Colégio Marista do Recife, onde estudou na década de 1930. Por volta de 1942, chegou ao Rio de Janeiro e ingressou nos 'Diários Associados', de Assis Chateaubriand, iniciando sua produção em 'O Guri' e, pouco depois, na revista 'A Cigarra', onde lançou seu personagem 'Oliveira Trapalhão'. A partir de 1945, ilustrou os textos de Millôr Fernandes na seção Pif-Paf da revista 'O Cruzeiro'. 'Laurindo e Miriato Gostosão' foram outros personagens criados por Péricles, mas o de maior sucesso foi 'O Amigo da Onça', publicado pela primeira vez em 1943 em' O Cruzeiro'. 'O Amigo da Onça' foi produzido por quase 20 anos e, mesmo após a morte de seu criador, continuou a ser publicado no traço de Carlos Estevão. Sua criação foi capaz de transpor as páginas desenhadas em 'O Cruzeiro' e permanecer na memória visual e humorística brasileira. Seus trabalhos participaram, após a sua morte, de exposições em: Curitiba, PR (1980); São Paulo (1983, 1997, 2001); Belo Horizonte (1997); Brasília (1998); Penápolis, SP (1998). ITAU CULTURAL.



313 - MILTON DACOSTA (1915 - 1988)

Menina e borboletas - guache - 15 x 18,5 cm - canto inferior esquerdo -
Ex-coleção Zito Saback - Rio de Janeiro - RJ.

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador. Milton Rodrigues da Costa nasceu em Niterói, RJ e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou estudos de desenho e pintura (1929) com o professor alemão August Hantv. No ano seguinte matriculou-se no curso livre de Marques Júnior, na Escola Nacional de Belas Artes. Junto com Edson Motta, Bustamante Sá e Ado Malagoli, entre outros, criou o Núcleo Bernardelli (1931). Viajou para Estados Unidos (1945), com o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Belas Artes do ano anterior. Na cidade de Nova York, estudou na "Art's Students League". Foi para a Europa (1946) e após visita a vários países, fixou-se em Paris, onde estudou na "Académie de La Grande Chaumière". Conheceu Pablo Picasso, por intermédio de Cícero Dias, e frequentou os ateliês de Georges Braque e Georges Rouault. Expôs no "Salon d'Automne", Paris e regressou ao Brasil (1947). Casou-se com a pintora Maria Leontina (1949) e passou a residir em São Paulo. Realizou muitas exposições individuais, entre as quais, a "Homenagem a Milton Dacosta" na Galeria da Praça, RJ, com curadoria de Luiz Carlos Moreira (1973). Participou de inúmeros Salões e mostras coletivas, como: Bienal de Veneza (1950); Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1979); Panorama de Arte Brasileira, MAM – SP (1971). Foi premiado, também, nas Bienais Internacionais de São Paulo (1955, 1957). TEODORO BRAGA, PÁG. 163; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 229; MEC, VOL. 2, PÁG. 13; BENEZIT, VOL. 3, PÁG.315; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 302; VOL. 3, PÁG. 310; ITAU CULTURAL; PONTUAL, PÁG. 155; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



314 - VINCENZO CENCIN (1925 - 2010)

Na praia - óleo sobre madeira - d=17 cm - assinado -

Pintor e engenheiro nascido em Veneza, Itália e falecido em São Paulo. Formou-se engenheiro eletromecânico na Itália. Iniciou-se na pintura sob a orientação de Francescchini (1941) na cidade de Tolmezzo. Durante a Segunda Guerra Mundial enfrentou os fascistas e foi preso por alemães, ficando um ano e meio em um campo de concentração. Terminada a guerra emigrou para o Brasil, fixando residência em São Paulo (1949). Nos anos de 1950, 1960 e 1970, sem abandonar a pintura, trabalhou como engenheiro eletrônico numa indústria de eletrodomésticos de São Paulo. Em 1980 aposentou-se para dedicar-se somente à pintura, montando em 1981 a Galeria Velha Europa. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1981, 1982, 1992); Fortaleza, CE (1986); Rio de Janeiro (1986, 1987, 1988); Blumenau, SC (1990). Participou de diversas mostras coletivas e Salões oficiais, recebendo alguns prêmios. Em 1992 realizou-se exposição comemorativa dos 50 anos de sua pintura em São Paulo. JULIO LOUZADA, VOL.2, PÁG. 262; VOL. 6, PÁG. 239; ITAU CULTURAL; portalartes.com.br; oscardambrosio.com.br; www.artprice.com.



315 - BIGIO GERARDENGHI (1876 - 1957)

No galinheiro - óleo sobre tela - 48 x 62 cm - canto inferior esquerdo -
No estado.

Italiano de Dronero, Piemonte, onde nasceu em 7/8/1876. Pintor e professor, oriundo de família nobre, o autor sempre viveu em Nápoles, onde realizou estudos e concluiu sua formação artística. Reputado pintor de paisagens e marinhas, figurou em diversas exposições na Itália, onde ganhou a medalha de ouro na Exposição Internacional de Nápoles, e em 1916, quando o seu quadro Lã para os Soldados, foi escolhido pela Cruz Vermelha Italiana para ser reproduzido como propaganda de Socorros de Guerra. No Brasil sua obra foi muito bem recebida pela público e crítica, figurando em diversas exposições. BENEZIT, vol.4, pág. 681; MAYER/84, pág. 835; TEODORO BRAGA, pág. 107; JULIO LOUZADA vol.1, pág. 415; ITAÚ CULTURAL, RUTH TARASANTCHI.



316 - NEY TECÍDIO (1929)

Retrato de José Vieira - técnica mista sobre eucatex - 61 x 37 cm - canto inferior esquerdo - 1984 -
Com dedicatória no dorso. No estado.

Pintor, desenhista e professor nascido na cidade do Rio de Janeiro, no dia 16 de julho de 1929. O crítico Mário Margutti discutiu sobre as obras do artista dizendo que " No princípio, ele desenvolvida o tracejado puro, criando jogos de linhas sobre o papel. O desejo de plasmar volumes trouxe o sombreado, as meias-tintas e um curioso contradesenho: sobre fundo negro. Ney construia figuras realistas para estruturas vazadas em branco. A seguir veio o mergulho no mundo enfeitiçante das cores, através da difícil arte da aquarela. Daí para a pintura foi um passo natural ..." JULIO LOUZADA, vol. 4, pág. 1084



317 - JAN FRANS I VAN BREDAEL (1686 - 1750)

Paisagem com figuras - óleo sobre tela - 56 x 70 cm - canto inferior esquerdo -
No estado. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista holandês com participações em mostras coletivas. Suas obras têm sido comercializadas em diversos leilões na Europa. www.artprice.com; www.invaluable.com.



318 - ESTER GRINSPUM (1955)

"Composição II" - técnica mista sobre papel - 25 x 25 cm - canto inferior direito - 1983 -
Ex coleção Dr. Nelson Mendes - Marília - SP.

Desenhista, escultora, gravadora, pintora e ilustradora nascida na cidade do Recife--PE. Estuda com Baravelli e Marcello Nitsche no Instituto de Arte e Decoração, com Renina Katz, Flávio Império, Cláudio Tozzi, Flávio Motta, Aracy Amaral e Luis Carlos Daher no decorrer da década de 1970. Cursa arquitetura na FAU/USP de 1973 a 1977. Na década de 90, recebe bolsa de pesquisa para artistas da Fundacion Helena Segy, Paris, bolsa de trabalho do European Ceramic Work Center, em s'Hertogenbosch, Holanda, e bolsa de residência no Cité des Arts, Paris. Expõe individual e coletivamente desde 1981, com sucesso de crítica e de público. ITAUCULTURAL; Acervo FIEO. -



319 - MALISA (1913)

Flores - guache - 56 x 47 cm - canto inferior direito - 1990 - Rio -

Batizada Maria Luiza Gomide Staffa, pintora e desenhista natural da cidade do Rio de Janeiro. Foi aluna de Carlos Chambelland. Foi premiada diversas vezes no SNBA-RJ e no SMBA-RJ. JULIO LOUZADA, vol.13 pág 205.



320 - ANTONIO BANDEIRA (1922 - 1967)

"Abstrato lírico - tachismo" - desenho a nanquim e aquarela - 42 x 30 cm - canto inferior direito - 1959 -
Reproduzido no convite deste Leilão. Com Certificado de Autenticidade nº IAB-1607 do Instituto Antonio Bandeira.

Pintor, desenhista, gravador, nascido em Fortaleza, CE e falecido em Paris, onde viveu a maior parte de sua vida. É um dos pioneiros da arte abstrata no Brasil. Iniciou-se na pintura como autodidata. Em 1941, em Fortaleza, participou, ao lado de Mário Baratta, entre outros, da criação do Centro Cultural de Belas Artes depois, Sociedade Cearense de Artes Plásticas. Em 1945, transferiu-se para o Rio de Janeiro e, no ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual. Contemplado pelo governo francês com bolsa de estudos, permaneceu em Paris de 1946 a 1950 onde frequentou a Escola Nacional Superior de Belas Artes e a ‘Académie de la Grande Chaumière’. Entre 1947 e 1948 participou do ‘Salon d'Automne’ e do ‘Salon d'Art Libre’. Tomou parte em reuniões de artistas e formou o Grupo Banbryols (ban de Bandeira; bry de Camille Bryen; e ols de Wols), que durou de 1949 a 1951. Voltou ao Brasil em 1951 e apresentou-se na 1ª Bienal Internacional de São Paulo. Em 1952, criou um mural para o Instituto dos Arquitetos do Brasil, em São Paulo. Retornou a Paris em 1954 em razão do Prêmio Fiat, obtido na 2ª Bienal Internacional de São Paulo, mas não deixou de expor no Brasil. Permaneceu na Europa até 1959, passando pela Inglaterra e Bélgica, onde, em 1958, realizou um painel para o ‘Palais des Beaux-Arts’. Ao retornar ao Brasil teve uma atividade artística intensa, participou de importantes exposições, em paralelo a mostras em Paris, Munique, Verona, Londres e Nova York. Voltou a Paris em 1965, onde permaneceu até sua morte. BENEZIT, VOL.1, PÁG.415; MEYER/87, PÁG.606; MEC, VOL.1, PÁGS.159,160 E 167; PONTUAL, PÁGS. 48 E 49; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁGS. 71 A 74; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 52 A 54; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; ARTE NO BRASIL, PÁG. 599; LEONOR AMARANTE, PÁG. 34; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 86; ACERVO FIEO; web.artprice.com; pitoresco.com; pinturabrasileira.com.



321 - MANOEL SANTIAGO (1897 - 1987)

Pescadores - óleo sobre cartão colado em eucatex - 11 x 24 cm - canto inferior esquerdo - Década de 1950 -
No estado.

Manoel Colafante Caledônio de Assumpção Santiago nasceu em Manaus, AM e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, desenhista e professor. Mudou-se para Belém em 1903 e iniciou estudos de pintura. Desde 1916 já praticava a arte não figurativa. Em 1919 transferiu-se para o Rio de Janeiro, cursou Direito e frequentou a Escola Nacional de Belas Artes, onde foi aluno de Rodolfo Chambelland e Baptista da Costa. Na época, teve aulas particulares com Eliseu Visconti. Foi casado com a pintora Haydeá Santiago. Participou em 1927 do Salão Nacional de Belas Artes e recebeu o prêmio viagem ao exterior, entre vários outros. Foi para Paris no ano seguinte, e lá permaneceu por cinco anos. De volta ao Rio de Janeiro, em 1932, tornou-se professor do Instituto de Belas Artes. Em 1934, passou a lecionar pintura e desenho no Núcleo Bernardelli, figurando entre seus alunos José Pancetti, Edson Motta, Bustamante Sá, Ado Malagoli, Rescála e Milton Dacosta. Participou da I Bienal Internacional de São Paulo (1951) e do 8º Panorama da Arte Brasileira (1976). PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, VOL. 1, PÁG. 241; TEODORO BRAGA, PÁG. 211; CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO DE PAISAGEM BRASILEIRA, MEC-MNBA /RIO/1944; MAYER/84, PÁG. 1158; REIS JR, PÁG. 378; PONTUAL, PÁG. 473; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 292; ITAÚ CULTURAL, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 865; ACERVO FIEO.



322 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulata na sacada - técnica mista sobre papel - 20,5 x 15,5 cm - canto inferior direito -
Procedente da coleção Dr. Carlos Perktold - Belo Horizonte - MG.

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



323 - MENASE VAIDERGORN (1927)

"Israelita em Oração" - óleo sobre tela colada em eucatex - 23 x 16 cm - canto inferior direito -
Moldura no estado.

Pintor nascido em Hotin, Romênia. Assina MVAIDERGORN. Seus pais vieram para o Brasil (1932) fixando residência em São Paulo. Ingressou na Associação Paulista de Belas Artes (fim da década de 1940) onde conheceu Dario Mecatti que muito o estimulou. Viajou pelo norte da África e Europa. Realizou exposições individuais e participou de diversos salões e mostras coletivas oficiais, recebendo diversos prêmios, entre eles: os do Salão Paulista de Belas Artes, SP (1976 - Medalha de Bronze, 2000 – Prêmio Aquisição, 2001 – Grande Medalha de Prata). JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 1011; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



324 - MAURICIO NOGUEIRA LIMA (1930 - 1999)

Composição - técnica mista sobre papel - 31 x 34 cm - canto inferior direito - 1955 -
Ex coleção Antonio de Souza Naves Filho - Campinas - SP.

Pintor, arquiteto, desenhista, artista gráfico e professor natural do Recife, PE; faleceu em Campinas, SP. Frequentou o Instituto de Belas Artes de Porto Alegre, o MAM-SP e diplomou-se em arquitetura pela Faculdade Mackenzie-SP. Trabalhou no campo de comunicação visual sendo um dos responsáveis pela renovação da Arte-Cartaz Paulista (1951). Em 1953 passou a fazer parte do Grupo Ruptura, a convite de Waldemar Cordeiro. Participou de várias edições do Salão Paulista de Arte Moderna, onde obteve, dentre outros, o 1º Prêmio em Cartaz (1951 e 1957); das Bienais de 1955 a 1967; da Exposição Nacional de Arte Concreta; da mostra Panorama da Arte Atual Brasileira; da mostra Tendências Construtivas e de outras exposições em: Buenos Aires, Rosário, Santiago, Lima, Roma, Londres, Paris (Salão de Outono) e Zurique (exposição de Arte Concreta –'Konkrete Kunst', organizada por Max Bill). Recebeu o convite (1954) para representar o Brasil na 27ª Bienal de Veneza, no entanto, recusou se apresentar por terem negado a participação de outros membros do Grupo Ruptura. Em São Paulo pintou murais no Largo São Bento, no Edifício Estação Ciência, nas estações São Bento e Santana do Metrô, na Praça Roosevelt, na fachada do MAC/USP e fez uma pintura lateral no Elevado Costa e Silva (popularmente conhecido como Minhocão). Em 1958, foi responsável pela criação da logomarca e programação visual da 1ª Feira Internacional da Indústria Têxtil - Fenit, em São Paulo e, em 1960, realizou as primeiras grandes instalações ambientais para indústrias automobilísticas no Salão do Automóvel. MEC VOL. 2, PÁG. 481; PONTUAL PÁG. 314; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 678; www.pinturabrasileira.com; www.mac.usp.br; www.pinacoteca.org.br; www.artprice.com.



325 - LIVIO ABRAMO (1903 - 1992)

Composição - xilogravura - H.C. - 28 x 20 cm - canto inferior esquerdo -
No estado.

Gravador, desenhista, pintor, ilustrador, jornalista e professor, nasceu em Araraquara, SP e faleceu em Assunção, Paraguai. Mudou-se para São Paulo, onde, em 1909, estudou desenho com Enrico Vio no Colégio Dante Alighieri. No início dos anos de 1920, fez ilustrações para pequenos jornais e entrou em contato com a obra de Oswaldo Goeldi e de gravadores expressionistas alemães. Realizou as primeiras gravuras em 1926. Em 1947, ilustrou o livro ‘Pelo Sertão’, do escritor Afonso Arinos de Mello Franco, publicado em 1949. Com essa série de ilustrações, apresentadas no Salão Nacional de Belas Artes, obteve o prêmio de viagem ao exterior. Seguiu para a Europa em 1951. Em Paris frequentou o Atelier 17, aperfeiçoando-se em gravura em metal com Stanley William Hayter. De volta ao Brasil, foi premiado como o melhor gravador nacional na Bienal Internacional de São Paulo, nas edições de 1953 e de 1963. Deu aulas de xilogravura na Escola de Artesanato do Museu de Arte Moderna de São Paulo. Foram seus alunos, entre outros, Maria Bonomi e Antonio Henrique Amaral . Fundou o Estúdio Gravura, em 1960, com Maria Bonomi. Em 1962, foi convidado pelo Itamaraty a integrar a Missão Cultural Brasil-Paraguai, posteriormente Centro de Estudos Brasileiros. Mudou-se para o Paraguai e dirigiu até 1992, o Setor de Artes Plásticas e Visuais. Foi fundador do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Paraguai. PONTUAL, PÁG. 1, JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 19; MEC VOL.1, PÁG. 33; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 795; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28; ACERVO FIEO.



326 - MARIA POLO (1937 - 1983)

Composição - óleo sobre tela - 75 x 51 cm - canto inferior esquerdo - 1963 -

Pintora, desenhista, gravadora e vitralista nascida em Veneza, Itália e falecida no Rio de Janeiro. Estudou no Instituto de Arte de Veneza, entre 1949 e 1955 e no ateliê de De Pisis, em Roma, de 1955 a 1959. Veio para o Brasil em 1959 fixando-se em São Paulo e, a partir de 1962, no Rio de Janeiro. Realizou diversas exposições individuais em algumas das principais capitais do País e no exterior. Participou de muitas mostras e Salões oficiais, entre as quais: Bienal Internacional de São Paulo (1963, 1965, 1967); Panorama de Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1969, 1970, 1973). Foi premiada no 10º Salão Paulista de Arte Moderna, SP (1961). MEC, VOL. 3, PÁG. 424; PONTUAL, PÁG. 430; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 776; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 697; www.catalogodasartes.com.br; www.bolsadearte.com; www.artprice.com.



327 - ROBERTO BURLE MARX (1909 - 1994)

Composição - técnica mista sobre papel - 61 x 82 cm - canto inferior direito e dorso - 23/05/1991-Rio de Janeiro -

Nasceu em São Paulo e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, paisagista, arquiteto, desenhista,gravador, litógrafo, escultor, tapeceiro, ceramista, designer de jóias, decorador. Durante a infância viveu no Rio de Janeiro. Foi com a família para a Alemanha, em 1928. Em 1929, freqüentou o ateliê de pintura de Degner Klemn. Nos jardins e museus botânicos de Dahlen, em Berlim, entusiasmou-se ao encontrar exemplares da flora brasileira. De volta ao Brasil, fez curso de pintura e arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1930 - 1934), onde foi aluno de Leo Putz , Augusto Bracet e Celso Antônio. Seu primeiro projeto paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, em 1932. Entre 1934 e 1937, ocupou o cargo de diretor de parques e jardins do Recife, PE, onde passou a residir. Nesse período, foi com freqüência ao Rio de Janeiro e teve aulas com Candido Portinari e com o escritor Mário de Andrade. Em 1937, retornou ao Rio de Janeiro e trabalhou como assistente de Candido Portinari. Foi em 1949, conforme sua paixão por plantas e seu interesse por botânica e jardinagem, que Burle Marx adquiriu um sítio em Barra de Guaratiba, RJ. Com auxílio de botânicos, viajou, coletou, catalogou exemplares de plantas do Brasil e reproduziu em seu sítio a diversidade fitogeográfica brasileira. Em 1985 doou esse sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.Realizou muitas exposições individuais e projetos paisagísticos, participou de diversas mostras oficiais coletivas pelo Brasil e no exterior. PONTUAL, PÁG. 94; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 93; MEC. VOL.1, PÁG.303; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 738; LEONOR AMARANTE, PÁG. 98; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 179; artnet.com. ACERVO FIEO.



328 - MARIA FREIRE (1919 - 2015)

"Composição em 4 tons" - desenho a nanquim e guache - 30 x 41 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Artista do Uruguai que realizou inúmeras exposições individuais: Uruguai (1970, 1975, 1977, 1987, 1990, 1992, 1998); São Paulo (1956 - MAM); Rio de Janeiro ( 1957 - MAM); Espanha (1958); Bélgica (1959); Argentina (1967). Coletivas: Uruguai (1982, 1983, 1990, 1996, 2006); EUA (1992, 2001); Inglaterra (1994, 1996); Espanha (1997), México (2002); Porto Alegre (2005 - Bienal do Mercosul); Suíça (2005). www.fundacaobienal.art.br; www.artnet.com; artprice.com; www.artinfo.com



329 - JOSÉ PAULO MOREIRA DA FONSECA (1922 - 2004)

"Favela" - óleo sobre madeira - 41 x 33 cm - centro inferior e dorso - 15/IV/1986 - RJ -
Com inscrições no dorso.

Pintor, advogado, filósofo e poeta, nascido e falecido no Rio de Janeiro. Autodidata, dedicou-se à pintura a partir de 1950. Realizou várias exposições individuais em São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Alemanha, Portugal, Inglaterra, Áustria, Estados Unidos, México e participou de muitas mostras e Salões oficiais pelo Brasil e Europa. MEC, VOL. 2, PÁG. 183; WALMIR AYALA VOL. 1, PÁG. 423 A 427; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 268; ITAU CULTURAL, ACERVO FIEO.



330 - BRUNO LECHOWSKY (1889 - 1941)

Praia de Copacabana - óleo sobre madeira - 35,5 x 46 cm - canto inferior esquerdo - 1940 - Rio de Janeiro -
Reproduzido no convite deste Leilão.

Natural da Polônia, este grande pintor e professor veio para o Brasil em 1926, fixando-se inicialmente no Paraná, para depois vir a residir de forma permanente no Rio de Janeiro, o qual pintou com todas as cores e luzes. Integrou o Núcleo Bernardelli, onde orientou mestres como Tamaki, Takaoka, e principalmente Pancetti, a quem chegaria a marcar, inclusive nas cores chapadas. TEODORO BRAGA, pág. 139; PONTUAL, pág. 305; MEC, vol. 2, pág. 465; TEIXEIRA LEITE, pág. 281/282; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 449; ARTE NO BRASIL, pág. 764.



331 - FANG (1931 - 2012)

Pássaros - litografia - P.A. - 21 x 36 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e professor, Chien Kong Fang, ou simplesmente Fang, nasceu na cidade de Tung Cheng, China e faleceu em São Paulo. Estudou sumiê e aquarela na China em 1945. Veio morar em São Paulo com a família em 1951, naturalizando-se brasileiro em 1971. Entre 1954 e 1956, estudou pintura com Yoshiya Takaoka em São Paulo. Viajou, em 1977, para a América do Norte, Europa e Ásia, onde desenvolveu o seu trabalho de pintura. Em 1981, foi realizado o curta metragem biográfico ‘O Caminho de Fang’, em São Paulo. Visitou a China, convidado pelo governo chinês, em 1985. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1959, 1961, 1962, 1978, 1981, 1993, 2005); Salvador, BA (1962); Rio de Janeiro (1978, 1986); Schleswing, Alemanha (1985); Lugana, EUA (1990); Americana, SP (1994); Formosa, Taiwan (1994). Foi premiado no Rio de Janeiro (1957) e em São Paulo (1960 a 1962, 1967 a 1969, 1978, 1979, 1991). Participou do Panorama da Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1978). MEC, VOL. 2, PÁG. 124; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 366; VOL. 6, PÁG. 378; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 189; PONTUAL, PÁG. 201; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; www.fang.com.br; www.artprice.com.



332 - MOACIR ANDRADE (1927 - 2016)

Barqueiros - técnica mista sobre papel - 46 x 63,5 cm - lado direito - 1964 - Amazonas -

Pintor, desenhista e professor, Moacir Couto de Andrade nasceu e faleceu em Manaus, Amazonas. Iniciou-se na pintura como autodidata. Por volta de 1942, estudou desenho na Escola Técnica de Manaus. Graduou-se em Museologia pelo Museu Histórico Nacional, no Rio de Janeiro. Em 1954, aproximadamente, integrou o Clube da Madruga – grupo de artistas amazonenses renovadores na cidade de Manaus. Colaborou na fundação da Escola de Belas Artes de Manaus e do Museu de Arte Folclórica e Popular do Amazonas. Realizou exposições individuais em: Manaus, AM (1952, 1954 a 1956, 1958, 1960, 1961, 1963, 1974, 1976 a 1978); São Paulo (1956, 1958 – MAM, 1972 – MAM, 1974, 1975); Porto Alegre, RS (1962); Salvador, BA (1964); Brasília, DF (1956, 1963, 1964, 1976); Rio de Janeiro (1959, 1966, 1974); Belém, PA 1966); Fortaleza, CE (1966). Participou de mostras coletivas e Salões oficiais como: I Salão de Arte Moderna de Manaus (1960); I Bienal de Artes Plásticas da Bahia (1966); "Doze Pintores Brasileiros", Londres (1971); entre outros. MEC VOL. 1, PÁG. 99; JULIO LOUZADA VOL. 13, PÁG. 14; ITAU CULTURAL; www.artprice.com.



333 - MARIA LEONTINA (1917 - 1984)

Estandarte - pastel - 33 x 26 cm - canto inferior direito - 1969 -
Procedente da coleção Dr. Carlos Perktold - Belo Horizonte - MG.

Pintora, gravadora e desenhista. Maria Leontina Mendes Franco da Costa nasceu em São Paulo, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. Iniciou estudos de desenho com Antônio Covello, em São Paulo (1938), e na primeira metade da década de 1940 estudou pintura com Waldemar da Costa. Em 1946, no Rio de Janeiro, frequentou o ateliê de Bruno Giorgi e fez curso de museologia no Museu Histórico Nacional, entre 1946 e 1948. Em 1947, participou da exposição ‘19 Pintores’, na Galeria Prestes Maia, em São Paulo, ao lado de Lothar Charoux, Marcelo Grassmann, Aldemir Martins, Luiz Sacilotto e Flavio-Shiró. Em 1951, foi convidada pelo psiquiatra e crítico de arte Osório César para orientar o setor de artes plásticas do Hospital Psiquiátrico do Juqueri. No mesmo ano, organizou uma mostra dos internos no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Em 1952, com bolsa de estudo do governo francês, viajou para a Europa, acompanhada pelo marido, o pintor Milton Dacosta. Em Paris, entre 1952 e 1954, frequentou o ateliê de gravura de Johnny Friedlaender. Na década de 1960, realizou painel de azulejos para o Edifício Copan e vitrais para a Igreja Episcopal Brasileira da Santíssima Trindade, ambos em São Paulo. Realizou exposições individuais e participou de inúmeras mostras, Salões oficiais e Bienais como a Bienal de Veneza (1950, 1952, 1956). Foi premiada no Rio de Janeiro (1944, 1950, 1955, 1957, 1980); em São Paulo (1944; 1947; 1951; 1954; 1958; 1960; 1980; 1955, 1959, 1965 - Bienais Internacionais; 1969, 1970 - Panoramas da Arte Atual Brasileira; 1975 - prêmio pintura da Associação Paulista de Críticos de Artes - APCA); Brasília, DF (1980); Curitiba, PR (1980; Porto Alegre, RS (1980); Nova York (1960 - Fundação Guggenheim). ITAU CULTURAL; MEC, VOL. 2, PÁG. 471; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 309; PONTUAL, PÁG. 338; ARTE NO BRASIL, PÁG. 772; LEONOR AMARANTE, PÁG. 25; WALTER ZANINI, PÁG. 645; JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 572.



334 - JOSÉ DE FREITAS (1935)

"Marriage Chez Buddha" - guache - 17,5 x 29 cm - canto inferior direito - 1977 -

Pernambucano de Vitória de Santo Antão, onde nasceu a 14/12/1935. Pintor, desenhista e ator. A partir de 1967 participa de exposições individuais e coletivas no Brasil e no exterior. Em 1972 viajou para Londres, onde viveu, pintou e expôs. Produziu cenários com bravura e profundo conhecimento de teatro, retratando as mais difíceis passagens da Biblia e outras matérias simbólicas. Roberto Pontual teceu-lhe elogiosa crítica, estabelecendo um paralelo entre as suas excepcionais qualidades de ator e artista plástico. JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 418



335 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Paisagem - aquarela e guache - 27 x 37,5 cm - canto inferior direito ilegível - 1986 -
No estado.



336 - PAGU (1910 - 1962)

Caçadora - desenho a nanquim - 22 x 28 cm - canto inferior direito -
Reproduzido na página "Revista de Antropofagia", publicada pelo Diário de São Paulo.

Escritora e jornalista, Patrícia Rehder Galvão nasceu em São João da Boa Vista, SP. Muda-se com a família para São Paulo quando tinha três anos. Aos dezoito anos, após ter completado seus estudos, já está integrada ao Movimento Antropofágico, de cunho Modernista, sob influência de Oswald de Andrade e Tarsila do Amaral, colaborando com desenhos para a Revista de Antropofagia. Em 1931, junto com Oswald de Andrade, funda o jornal tablóide O Homem do Povo onde escreve artigos, faz desenhos, charges e vinhetas. Em 1933 Pagú lança seu primeiro romance, Parque Industrial - romance proletário, sob o pseudônimo de Mara Lobo por exigência do Partido Comunista. Falece em Santos, SP, depois de uma vida de militância política e social bastante agitada. www.vidaslusofonas.pt/pagu; pt.wikipedia.org.



337 - KURT BOIGER (1909 - 1974)

Menino - óleo sobre cartão - 25 x 20 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor, desenhista e professor nascido em Werchetz, Iugoslávia e falecido em Guaratuba, PR. Formou-se em Arquitetura e Educação Física em Nuremberg, Alemanha. Em 1928, imigrou para o Brasil e fixou residência em Curitiba. Também estudou desenho, na Europa, e pintura, em Curitiba, com Lange de Morretes. Em Blumenau, ministrou aulas na Fundação Cultural. Realizou exposições individuais em São Paulo, Santa Catarina, Curitiba e interior do Paraná. Participou de diversas mostras coletivas e Salões oficiais pelo Brasil. Foi premiado no Salão Paranaense de Belas Artes, Curitiba – PR (1947, 1951 e 1953) e no Salão Nacional de Belas Artes, RJ (1954). MEC VOL. 1, PÁG. 246; JULIO LOUZADA VOL. 6, PÁG. 136; ITAU CULTURAL; www.arte.seed.pr.gov.br; www.blumenau.sc.gov.br; www.artprice.com.



338 - JOEL GALDINO DE FREITAS (XX)

Figura - escultura em terracota - 22 x 16 x 10 cm - assinado -

Joel Galdino de Freitas é filho de Mestre Galdino e sempre esteve muito próximo do pai. Amassava barro desde os nove anos de idade. Passou dez anos em Vitória - ES e com a morte do pai (1996), da mãe e de seus dois irmãos, resolveu voltar à terra natal. Desde 1999 trabalha solitariamente no Memorial Mestre Galdino, em Caruaru - PE, construído pela Prefeitura e pela Fundação de Cultura, rodeado pelas figuras e imagens que aprendeu a fazer com o pai.



339 - GUIDO TOTOLI (1937)

Paisagem - óleo sobre tela - 54 x 65 cm - canto inferior direito -

Italiano, radicado no Brasil, Totoli é acima de tudo ótimo paisagista e pintor de figuras, fazendo uso de uma cor e de uma pincelada vivas e truculentas. Tem se dedicado com muita felicidade às cerâmicas. MEC, vol.4, pág. 408; JULIO LOUZADA, vol.11, pág. 325, Acervo FIEO.



340 - UBI BAVA (1915 - 1988)

Composição - óleo e colagem sobre tela - 54 x 32 cm - dorso - 1958 -
Reproduzido no convite deste Leilão. Com a seguinte dedicatória: "Ao amigo João, com carinho. Obrigado, Bava". Ex coleção Dr. Paulo Nascimento Lopes, São Paulo - SP. No estado.

Natural da cidade paulista de Santos. Faleceu em São Paulo. Arquiteto, professor, pintor, desenhista e escultor. Foi aluno de Lucilio de Albuquerque e de Henrique Cavalleiro. Foi professor de desenho artístico da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Rio de Janeiro, FAU/UFRJ. Entre as diversas exposições de que participou, destacam-se: Salão Nacional de Belas Artes - Divisão Moderna, Rio de Janeiro (1949); Bienal Internacional de São Paulo (1951 a 1955, 1959, 1973, 1975); Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro (1961, 1968); Panorama de Arte Atual Brasileira, MAM/SP (1975, 1976); Exposição Itinerante de Arte Moderna no Brasil por Argentina, Chile e Peru (1957). Foi premiado no Rio de Janeiro (1949, 1961 - Prêmio de Viagem ao Estrangeiro); Curitiba, PR (1972). Viajou pela Europa, com o Prêmio de Viagem, e se fixou na Itália por dois anos. TEIXEIRA LEITE; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL. 5 PÁG. 98; WALTER ZANINI, PÁG. 676; LEONOR AMARANTE; ARTE NO BRASIL, PÁG. 933; pitoresco.com.br; mac.pr.gov.br; arcadja.com;web.artprice.com.



341 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulata - serigrafia - 9/10 - 2ª cor - 47 x 66 cm - canto inferior direito -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



342 - FRANS KRAJCBERG (1921 - 2017)

Composição - técnica mista - 14,5 x 28 cm - canto inferior direito - 1978 -
No estado.

Escultor, pintor, gravador e fotógrafo nascido em Kozienice, Polônia. Estudou engenharia e artes na Universidade de Leningrado, Rússia. Durante a Segunda Guerra Mundial perdeu toda a família em um campo de concentração. Mudou-se para a Alemanha, ingressando na Academia de Belas Artes de Stuttgart, onde foi aluno de Willy Baumeister. Chegou ao Brasil em 1948. Em 1951, participou da 1ª Bienal Internacional de São Paulo com duas pinturas. Residiu por um breve período no Paraná, isolando-se na floresta para pintar. Em 1956, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde dividiu o ateliê com o escultor Franz Weissmann. Naturalizou-se brasileiro no ano seguinte. A partir de 1958, alternou residência entre o Rio de Janeiro, Paris e Ibiza. Desde 1972, reside em Nova Viçosa, no litoral sul da Bahia. Ampliou o trabalho com escultura, iniciado em Minas Gerais, utilizando troncos e raízes, sobre os quais realiza intervenções. Viaja constantemente para a Amazônia e Mato Grosso e fotografa os desmatamentos e queimadas, revelando imagens dramáticas. Na década de 1980, iniciou a série ‘Africana’, utilizando raízes, cipós e caules de palmeiras associados a pigmentos minerais. O Instituto Frans Krajcberg, em Curitiba, foi inaugurado em 2003 recebendo a doação de mais de uma centena de obras do artista. No fim de 2008 realizou sua primeira grande exposição individual em São Paulo - 65 esculturas e 40 fotos de queimadas, exibidas no pavilhão da Oca, no Parque do Ibirapuera. TEIXEIRA LEITE, PÁG. 272; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 645; ARTE NO BRASIL, PÁG. 778; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 514; VOL. 6, PÁG. 559; MEC VOL. 2, PÁG. 411; PONTUAL PÁG. 293; www.artprice.com; www.eca.usp.br; www.macniteroi.com.br; planetasustentavel.abril.com.br.



343 - RENOT (1932)

"Casario da baixa do cabula" - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto superior direito e dorso - 1988 -

Pintor, desenhista, gravador e tapeceiro, Reinaldo Eliomar de Freitas Marques da Silva nasceu em Santa Luzia, Bahia. Assina Renot. Autodidata, começou a pintar em 1957 e, em 1964, com a inauguração da Galeria Quirino, em Salvador, iniciou sua formação artesanal. Tornou-se amigo de vários intelectuais e artistas baianos entre os quais Jenner Augusto, Jorge Amado e Manuel Quirino. Quirino, com quem trabalhou, foi também o seu mestre na arte de tecer (1964). Foi responsável pelos calendários-tapeçaria que fez para a Basf e Bosh do Brasil em 1977. Realizou muitas exposições individuais em: Salvador, BA (1970, 1971, 1972, 1977); Porto Alegre, RS (1970); Rio de Janeiro (1971, 1974); São Paulo (1972, 1973, 1975 a 1978, 1982); Hamburgo, Alemanha (1971); Londres, Inglaterra (1972); Barcelona, Espanha (1974); Genebra, Suíça (1974); Buenos Aires, Argentina (1975); Paris, França (1976); Estados Unidos (1978, 1980). Participou de várias coletivas e mostras oficiais pelo Brasil e exterior. Atua também como perito, marchand e organizador de leilões. JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 816; VOL. 7, PÁG. 590; ITAU CULTURAL; MEC VOL. 4, PÁG. 53; web.artprice.com.



344 - RENINA KATZ (1925)

"Favela" - xilogravura - 11/80 - 12,5 x 12 cm - canto inferior direito -
No estado.

Gravadora, desenhista, ilustradora e professora, Renina Katz Pedreira nasceu no Rio de Janeiro. Assina Renina e Renina Katz. Cursou a Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1947 a 1950) e teve como professores, entre outros, Henrique Cavalleiro e Quirino Campofiorito. Licenciou-se em desenho pela Faculdade de Filosofia da Universidade do Brasil. Iniciou-se em xilogravura com Axl Leskoschek, em 1946. Incentivada por Poty, ingressou no curso de gravura em metal, oferecido por Carlos Oswald no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro. Mudou-se para São Paulo em 1951, e lecionou gravura no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand e, posteriormente, na Fundação Armando Álvares Penteado, até a década de 1960. Em 1956, publicou o primeiro álbum de gravuras, intitulado ‘Favela’. A partir dessa data, foi docente da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo por 28 anos. Realizou muitas exposições individuais pelo Brasil, EUA, Chile, Paraguai, Portugal, Itália, Holanda e participou, entre as diversas mostras e Salões oficiais, das: Bienal Internacional de São Paulo (1955, 1959, 1961, 1963, 1985, 1989); Bienal de Veneza, Itália (1956, 1986); Panorama da Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1974, 1977, 1980, 1984). Foi premiada no Rio de Janeiro (1951, 1952) e em São Paulo (1955, 1984). MEC VOL.2, PÁG.403; PONTUAL, PÁG. 288; WALMIR AYALA VOL.1, PÁG.441; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG.15; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 606; ARTE NO BRASIL; www.artprice.com; www.catalogodasartes.com.br; www.editora.unicamp.br; www.laboratoriodasartes.com.br; artenaescola.org.br.



345 - LOTHAR CHAROUX (1912 - 1987)

Linhas - técnica mista sobre papel - 20 x 7,5 cm - centro inferior - 1963 -
No estado.

Pintor, desenhista e professor austríaco, natural de Viena. Assinava Charoux. Iniciou os estudos artísticos com seu tio, o escultor austríaco Siegfried Charoux. Transferiu-se para o Brasil em 1928, fixando residência em São Paulo. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios da cidade onde conheceu Valdemar da Costa, com ele fazendo aprendizado de pintura a partir de 1940. Posteriormente passa a lecionar desenho no Liceu de Artes e Ofícios e no SENAI. Em 1947, realizou sua primeira exposição individual, na Galeria Itapetininga. Em 1952, participou da fundação do Grupo Ruptura, ao lado de Waldemar Cordeiro, Geraldo de Barros, Anatol Wladyslaw e outros. Com Hermelindo Fiaminghi e Luiz Sacilotto , cria a Associação de Artes Visuais NT - Novas Tendências, em 1963. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras oficiais nacionais como a Bienal Internacional de São Paulo (I a IX, XII, XIII), Panorama da Arte Atual Brasileira (1º ao 3º, 6º, 9º, 11º, 12º) e no exterior. É homenageado com retrospectiva no Museu de Arte Moderna de São Paulo e no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro em 1974. Em 2005, é publicado o livro ‘Lothar Charoux: A Poética da Linha’, pela historiadora de arte Maria Alice Milliet. PONTUAL, PÁG. 131; MEC VOL. 1, PÁG. 433; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 254; VOL. 9, PÁG.207; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 645; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; ACERVO FIEO.



346 - OSWALDO GOELDI (1895 - 1961)

Girassol - xilogravura colorida - 11 x 09 cm - canto inferior direito -
Reproduzido sob o n° 92 - J em catálogo de Leilão da Bolsa de Arte do Rio de Janeiro, realizado em 19 de maio de 2009, em São Paulo.

Desenhista, gravador, ilustrador e professor nascido e falecido no Rio de Janeiro, filho de Emilio Goeldi, naturalista suíço. Com um ano de idade, mudou-se com a família para Belém, Pará e depois para Berna, Suíça (1905). Em Zurique, ingressou no curso de Engenharia e, em Genebra, matriculou-se na 'Ecole des Arts et Métiers' (1917) mas, abandonou ambos os cursos. A seguir, passou a ter aulas no ateliê de Serge Pahnke e Henri van Muyden. Realizou sua primeira exposição individual (1917), em Berna, quando conheceu a obra de Alfred Kubin, sua grande influência artística e com quem se correspondeu por vários anos. Retornou ao Brasil (1919), trabalhou como ilustrador e realizou sua primeira exposição individual no Rio de Janeiro (1921). Conheceu Ricardo Bampi (1923) que o iniciou na xilogravura. Fez desenhos e gravuras para periódicos e livros como 'Cobra Norato', de Raul Bopp (1937) com suas primeiras xilogravuras coloridas, entre outros. Foi professor na Escolinha de Arte do Brasil (1952) e na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1955) onde abriu uma oficina de xilogravura. Exposições individuais em: Berna, Suíça (1917, 1930); Rio de Janeiro (1921); Belém, PA (1938); São Paulo (1951); Paris (1952). Participou de várias exposições coletivas e mostras oficiais, destacando-se: Exposição itinerante da 'International Business Machine Corporation', EUA (1941 a 1944); 'Exhibition of Modern Brazilian Paintings', Inglaterra (1943, 1944, 1945); Bienal Internacional de São Paulo (1951 - Prêmio de Gravura, 1953 - Sala Especial, 1955, 1961, 1969, 1971, 1979, 1985); Bienal de Veneza (1950, 1952, 1956, 1958); Bienal de Gravura, Checoslováquia (1950); Bienal Internacional de Xilogravura, Tóquio (1952); Bienal Interamericana do México, Cidade do México (1960 - I Prêmio Internacional de Gravura). PONTUAL PÁG.240; JULIO LOUZADA VOL.11, PÁG.130; MEC VOL.2, PÁG.271; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG.521; ARTE NO BRASIL PÁG. 672; ACERVO FIEO; www.oswaldogoeldi.org.br; www.centrovirtualgoeldi.com; www.pinacoteca.org.br; www.artprice.com.



347 - MIGUEL DOS SANTOS (1944)

Figura - cerâmica - 44 x 31,5 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1984 -

Pintor, desenhista e ceramista, Miguel Domingos dos Santos nasceu em Caruaru, PE. Assina Miguel dos Santos. Residindo em João Pessoa desde 1960, apresentou pela primeira vez suas pinturas em 1961 no Recife. Em 1967 começou a dedicar-se também à cerâmica. Realizou exposições individuais em: Connecticut, EUA (1967); João Pessoa, PA (1968, 1971, 1980, 1987); Belo Horizonte, MG (1968); Juiz de Fora, MG (1969); Recife, PE (1970, 1976, 1982, 1987); Rio de Janeiro (1972, 1975, 1980, 1986); São Paulo (1975, 1979, 1982, 1986 - MASP, 1987). Participou de inúmeras mostras e Salões oficiais pelo Brasil e no exterior como em: Bruxelas, Bélgica (1973); Nigéria (1977); Santiago do Chile, Chile (1980); Alemanha (1987); Copenhague, Dinamarca (1989). MEC VOL. 4, PÁG. 186; PONTUAL PÁG. 476; JULIO LOUZADA, VOL. 9, PÁG. 773; ITAU CULTURAL; www.artprice.com.



348 - OMAR PELLEGATTA (1925 - 2000)

Romeiros - óleo sobre eucatex - 37 x 26 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor, desenhista e gravador nascido em Busto Arsizio, Itália. Assina Pellegata. Veio para o Brasil em 1927, estudou na Associação Paulista de Belas Artes, foi aluno de Ettore Federighi e Durval Pereira, Takaoka, Mário Zanini, Otone Zorlini. Viveu e trabalhou em Santos, SP. Fez parte do Grupo Tapir (1970) com Giancarlo Zorlini, João Simeone, José Procópio de Moraes, Glicério Geraldo Canelosso e do Grupo Chácara Flora com Emídio Dias de Carvalho, Arlindo Ortolani, Heitor Carilo, Glicério Geraldo Canelosso. Realizou exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil como: Salão Paulista de Belas Artes (desde 1958), Salão Municipal de Belas Artes de Belo Horizonte, MG (1960), entre outros, recebendo muitos prêmios. JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG.735; MEC VOL.3, PÁG.363; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.brasilartesenciclopedias.com.br; www.artprice.com.



349 - FRANCISCO REBOLO GONSALES (1903 - 1980)

Jardim - técnica mista sobre papel - 27,5 x 20,5 cm - canto inferior esquerdo -
Procedente da coleção Dr. Carlos Perktold - Belo Horizonte - MG.

Pintor e gravador nascido e falecido em São Paulo. Iniciou seus estudos em artes na Escola Profissional Masculina do Brás, onde teve aulas de desenho com o professor Barquita (1915 e 1917). Aos 14 anos, trabalhou como aprendiz de decorador de paredes. Paralelamente à sua atividade como decorador, atuou como jogador de futebol. Em 1926, montou ateliê de decoração na Rua São Bento. A partir de 1933, transferiu seu ateliê para uma sala no Palacete Santa Helena, quando se iniciou na pintura. A partir de 1935, partilhou seu ateliê com Mario Zanini. Posteriormente, outras salas do Palacete foram transformadas em ateliês e ocupadas por vários pintores, entre eles: Fulvio Pennacchi, Bonadei, Humberto Rosa, Clóvis Graciano, Alfredo Volpi, Rizzotti e Manoel Martins. Mais tarde, este grupo de artistas passou a ser denominado Grupo Santa Helena. Rebolo esteve presente em todos os importantes eventos ligados à história da arte moderna. Integrou, por exemplo, o Salão de Maio, os Salões da Família Artística Paulista e do Sindicato dos Artistas Plásticos; pertenceu ao grupo de artistas que defendeu a criação de um Museu de Arte Moderna em São Paulo e, mais tarde, a Bienal, entre outros feitos que foram relatados na cronologia de sua vida artística. Um ponto alto de sua carreira foi quando recebeu, no Salão de Arte Moderna do Rio de Janeiro, o "Prêmio de Viagem ao Exterior", em 1954. Em 1956, fez curso de restauração no Vaticano, participando da recuperação de uma obra de Raphael. A partir de 1959, incentivado por Marcelo Grassmann, iniciou uma série de experiências como gravador. MEC, VOL. 4, PÁG. 28; TEODORO BRAGA, PÁG. 202; PONTUAL, PÁG. 447; REIS JR., PÁG. 382; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 433; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; LEONOR AMARANTE, PÁG. 13; ARTE NO BRASIL; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 807; VOL. 13, PÁG. 278; www.sampa.art.br; www.macvirtual.usp.br; www.unesp.br.



350 - MARIO GRUBER (1927 - 2011)

"Da série fantasiado" - óleo sobre madeira - 59 x 71,5 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1991 -
Reproduzido no convite deste Leilão.

Pintor, desenhista, gravador, escultor, muralista - Mário Gruber Correia nasceu em Santos, SP. Autodidata, começou a pintar em 1943. Mudou-se para São Paulo em 1946 e matriculou-se na Escola de Belas Artes, onde foi aluno do escultor Nicolau Rollo. Em 1947, ganhou o primeiro prêmio de pintura na exposição do grupo ’19 Pintores’. No ano seguinte realizou sua primeira exposição individual e passou a estudar gravura com Poty e a trabalhar com Di Cavalcanti. Recebeu bolsa de estudo em 1949, foi morar em Paris, onde estudou na ‘École Nationale Supérieure des Beaux-Arts’ com o gravador Édouard Goerg e trabalhou com Candido Portinari. Retornou ao Brasil em 1951 e fundou o Clube de Gravura (posteriormente Clube de Arte) em sua cidade natal, onde voltou a residir. Foi professor de gravura no Museu de Arte Moderna de São Paulo em 1953 e na Fundação Armando Álvares Penteado entre 1961 e 1964. De 1974 a 1978, morou em Paris, depois, ao retornar ao Brasil, morou em Olinda, Pernambuco. Em 1979, montou ateliê em Nova York. De volta a São Paulo, realizou obras de grande porte em espaços públicos como a estação Sé do Metrô e o Memorial da América Latina. Além de ter realizado muitas exposições individuais, participou de várias mostras e salões oficiais: Salão Paulista de Arte Moderna; Panorama da Arte Moderna Brasileira; Bienal Internacional de São Paulo e na França, Espanha, Estados Unidos, Colômbia, Holanda, Finlândia, Alemanha. PONTUAL, PÁG. 253; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 370; MEC, VOL. 1, PÁG. 466; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 448; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.649; ARTE NO BRASIL, PÁG. 803; LEONOR AMARANTE, PÁG. 376; ACERVO FIEO.



351 - GLAUCO PINTO DE MORAES (1928 - 1990)

Engate - serigrafia - 47/90 - 50 x 35 cm - canto inferior direito - 1982 -

Pintor, desenhista e gravador nascido em Passo Fundo, RS e falecido em São Paulo, em 5/5/1990. Em 1968 abandona a carreira jurídica para se dedicar somente à pintura. Para tanto muda-se para São Paulo, onde participa com sucesso na XIII BSP, através do tema Locomotivas. Artista engajado, participou de todos os movimentos nas décadas de 70 e 80. O festejado crítico Jacob Klintowitz assim se referiu ao artista e obra no seu livro O Oficio da Arte: A Pintura: "um dos casos raros de pintor tardio, oriundo de outra atividade. Talvez seja o que explique a repentina maturidade humana desta pintura já revelada pronta aos olhos do público brasileiro." TEIXEIRA LEITE, 408; JULIO LOUZADA, vol. 12, pág. 179; RGS, pág. 226; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 754; LEONOR AMARANTE, pág. 267.



352 - FRANCISCO OSWALD (1918 - 1985)

Casarão - óleo sobre eucatex - 70 x 80 cm - canto inferior direito -

Nascido e falecido na cidade do Rio de Janeiro, este brilhante pintor, foi filho do grande artista Carlos Oswald, e neto do festejado músico Henrique Oswald. Suas telas não deixam de traduzir a sensibilidade que o artista herdou de seus ancestrais, produzindo, numa técnica própria, paisagens de rara harmonia. Individuais na Galeria de Arte do Copacabana Palace, em 1971 e 1973. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 700.



353 - LORENZO DELLEANI (1840 - 1908)

Paisagem invernal - óleo sobre madeira - 60 x 84,5 cm - canto inferior direito - 16/05/1906 -
No estado. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista e gravador italiano nascido em Pollone, Piemonte e falecido em Turim. Foi mandado por seus pais para St-Jean-de-Maurienne - França para aprender música, mas desistiu e optou pela pintura. Até seu retorno para a Itália, estudou na Academia Albertina. Expôs pela primeira vez em 1863. BENEZIT; www.artprice.com.



354 - DICINHO (1945)

Mulher e flores - técnica mista sobre tela - 40 x 30 cm - canto inferior direito -
No estado.

Artista plástico nascido em Jequié, BA. Realizou exposições individuais em São Paulo (1975 – MASP, 1983 - SESC Pompéia e Vila Nova, Galeria Seta), Salvador (1975), Jequié, BA (2009) e participou de mostras coletivas em São Paulo, Salvador, Tóquio – Japão. Foi premiado pelo SESC Pompéia. www.processoedecisao.com.br.



355 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Paisagem com figura" - desenho a lápis - 31 x 23 cm - canto inferior esquerdo - Março de 1958 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



356 - IVAN SERPA (1923 - 1973)

Série negra - desenho a nanquim e guache - 27 x 19 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor, desenhista, gravador e professor, Ivan Ferreira Serpa nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Estudou gravura e desenho com Axel Leskoschek (entre 1946 e 1948) no Rio de Janeiro. Em 1949, ministrou suas primeiras aulas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, onde, a partir de 1952, exerceu sistemática atividade didática, em especial no ensino infantil. Foi um dos precursores do concretismo no Brasil, criando ao lado de Aluisio Carvão, Lígia Clark, Hélio Oiticica e outros o Grupo Frente, que se manteve ativo de 1954 a 1956, inclusive com exposições no Rio de Janeiro. Participou da Divisão Moderna do SNBA (1947-1951). Em 1957, recebeu o prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna, RJ. Participou da exposição ’Opinião 65’, evento que marca a difusão de uma nova arte de tendência figurativa, a neofiguração. Em 1970, fundou, com Bruno Tausz, o Centro de Pesquisa de Arte no Rio de Janeiro. Participou da Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1961, 1963, 1965) e da Bienal de Veneza (1952, 1954, 1962, 1966). PONTUAL, PÁG 486; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 605; ARTE NO BRASIL, PÁG. 840; LEONOR AMARANTE, PÁG. 26; MEC VOL. 4, PÁG. 221; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 899.



357 - AUTOR DESCONHECIDO

Retrato - desenho a carvão e pastel - 47 x 36 cm - não assinado -
No estado.



358 - MARCOS COELHO BENJAMIM (1952)

Composição - escultura de parede em madeira e cobre - 32 x 32 cm - dorso - 1996 - Belo Horizonte -
No estado.

Pintor, desenhista, ilustrador, escultor, objetista e cenógrafo, nasceu em Nanuque-MG, radicando-se em Belo Horizonte a partir de 1969. Desenvolveu intenso trabalho como cartunista, artista gráfico e ilustrador capista, colaborando com jornais e revistas. Em 1988, a revista Galeria publicou que " ... Seus trabalhos são charges, desenhos, pinturas e objetos - além da música e da poesia - saída das mãos de quem consegue dar perfeito equilíbrio entre linguagem, forma e soluções harmônicas para suas obras." O próprio artista define: "Meus trabalhos não tem tema ou discussão. Tudo que faço é um diário do cotidiano, das relações humanas que se transformam em objetos, pinturas ou desenhos." Individuais a partir de 1976 e coletivas desde 1972, inclusive no exterior, com reconhecido sucesso pelo público e crítica especializada. JULIO LOUZADA, vol. 5 pág 106, ITAUCULTURAL



359 - FERNANDO BARRETO (1929)

"Araxá" - óleo sobre madeira - 27 x 46 cm - canto inferior esquerdo - 1980 -
Paspatur no estado.

Pintor, restaurador e professor mineiro, nascido em Araxá. Estudou no Rio de Janeiro, na antiga ENBA, onde diplomou-se em 1953 e na qual, anos mais tarde, foi professor de desenho. Expôs pela primeira vez em 1949, antes mesmo de se formar. Participou do SNAM-RJ nos anos de 1955 e 1957. Foi restaurador brilhante e muito requisitado, com diversos convites oficiais. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 95



360 - IBERÊ CAMARGO (1914 - 1994)

"Dado branco" - óleo sobre tela - 34 x 38 cm - canto inferior direito e dorso - 20/07/82 - Porto Alegre -
Reproduzido na quarta capa do catálogo deste Leilão. Procedente da coleção Dr. Enzo Poggiani, São Paulo - SP, adquirido na Galeria Paulo Prado, São Paulo - SP e com certificado de autenticidade firmado pelo autor, datado de 30 de agosto de 1983.

Pintor, gravador, desenhista, escritor e professor, natural da cidade de Restinga Seca, RS, e falecido em Porto Alegre. Foi aluno de Salvador Parlagreco e João Fahrion. No Rio de Janeiro, a partir de 1942, estudou pouco tempo na Escola Nacional de Belas Artes, trocando-a pelos ensinamentos de Guignard. Fundou com outros artistas o 'Grupo Guignard' (1943). Recebeu o prêmio viagem ao estrangeiro em 1947. Morou dois anos em Paris e Roma, aperfeiçoando-se com De Chirico, Lhote, Achille e Rosa em pintura e com Petrucci, em gravura. Voltou ao Brasil (1950) e tornou-se membro da Comissão Nacional de Artes Plásticas (1952). Fundou o curso de gravura do Instituto Municipal de Belas Artes do Rio de Janeiro (1953), hoje Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Executou painel de 49 metros quadrados (1966) oferecido pelo Brasil à Organização Mundial de Saúde (OMS), em Genebra. Realizou inúmeras exposições individuais e participou de mostras coletivas e Salões oficiais pelo Brasil e exterior como Bienal Internacional de São Paulo, Bienal de Arte Hispano-Americana em Madri, Bienal de Veneza, Bienal de Gravuras em Tóquio, entre outras exposições importantes. Foi considerado o Melhor Pintor Nacional na VI Bienal de São Paulo (1961) e conquistou inúmeros prêmios. Entre suas publicações, constam o artigo 'Tratado sobre Gravura em Metal' (1964), o livro técnico 'A Gravura' (1992) e o livro de contos 'No Andar do Tempo: 9 contos e um esboço autobiográfico' (1988). MEC, VOL.1, PÁG.328; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁG.156; JULIO LOUZADA, VOL.11, PÁG.51; TEIXEIRA LEITE, PÁG.101; PONTUAL, PÁG.100; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 853; LEONOR AMARANTE, PÁG. 127; www.iberecamargo.org.br; brasilescola.uol.com.br; www.pinacoteca.org.br; www.artprice.com.



361 - ERNEST TROVA (1927 - 2009)

"Save our planet, save our people" - serigrafia - A.P. - 51 x 51 cm - canto inferior direito - 1971 -
Ex coleção Diplomata Sérgio Lacerda, Rio de Janeiro - RJ. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista, gravador e escultor americano autodidata nascido em St Louis, MO e falecido em Richmond Heights – Missouri. Participou de exposições coletivas e mostras oficiais desde 1953. No final dos anos 60 e início dos 70, estava entre os escultores mais reconhecidos nos Estados Unidos, resultando em convites para expor em três "Whitney Annuals" - EUA, três Bienais de Veneza – Itália e Documenta 4 em Kassel, Alemanha. Realizou exposições individuais em: Boston, EUA (1963); Jerusalém, Israel (1971 – "Israel Museum"); Boca Raton – Flórida, EUA (2007 – "Boca Raton Museum of Art"). BENEZIT; etrova.org/news.html; www.artprice.com.



362 - INGRES SPELTRI (1940)

"Sonata em ré maior" - óleo sobre tela - 60 x 80 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor, desenhista, escultor, gravador e professor nascido em Jau, SP. Filho do pintor Augusto Speltri com quem se iniciou na pintura, ainda criança. Em 1959 mudou-se para São Paulo onde estudou Música (1960-1964). Foi professor titular da Escola Panamericana de Arte, SP. Realizou exposições individuais, em São Paulo, nos anos de 1977, 1981, 1978, 1984. Participou de várias mostras e Salões oficiais, sendo premiado em: São Paulo (1963, 1966, 1970, 1971); Santo André, SP (1976). JULIO LOUZADA VOL. 5, PÁG. 1012; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; MEC VOL. 4, PÁG. 338; PONTUAL PÁG. 504; www.artprice.com; www.speltri.com.



363 - IRINEIDE KLOCKNER (1961)

Composição - óleo sobre tela - 70 x 50 cm - dorso -

Pintora nascida em Maringá, PR, Iniciou sua carreira artística em 1983. Desde 2000, dedica-se exclusivamente à pintura em tela, tendo durante estes anos aprimorado sua arte em diversas técnicas, através da convivência com artistas de diferentes estilos. Nos últimos anos tem buscado inspiração em grandes nomes do Abstracionismo, como Jackson Pollock e Jonas Gerard, e desenvolveu seu próprio estilo. Em sua arte, expressa a beleza da vida, em todos seus pormenores e complexidades, na união dos traços aparentemente desconexos se criam momentos únicos. Durante sua carreira, participou de exposições ao longo de toda a região Sul, tendo assinado mais de 2000 obras de arte, que hoje embelezam residências e ambientes corporativos em todo o Brasil. http://www.klockner-art.com; www.artprice.com.



364 - ÉLON BRASIL (1957)

"Adolescente xinguana" - óleo sobre tela - 80 x 60 cm - canto superior esquerdo e dorso - São Paulo -

Artista plástico autodidata nascido na praia de Jurujuba, em Niterói-RJ, onde aos seis anos de idade começou a rabiscar seus primeiros crayons. Mudando-se para São Paulo (1968), ganhou sua primeira medalha de ouro na II PINARTE de Pinheiros. Em 1970, juntamente com os artistas Aldemir Martins, Clóvis Graciano e Carlos Scliar, ilustrou o livro de poesias "Cantando os Gols" de Tito Battine. Morou na Suíça por seis meses. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1993, 1998, 1999, 2002, 2006, 2008); Toronto, Canadá (1993); Basiléia, Suíça (1993, 1995, 1997, 1999); Bahia (1993, 1995); Berna, Suíça (1995); Bruxelas, Bélgica (1996); Blumenau, SC (1998); Rio de Janeiro (1999); Paris, França (2004); Londres, Inglaterra (2005); Los Angeles, EUA (2006). Tem participado de mostras coletivas e oficiais. ITAU CULTURAL; www.elon.brasil.nom.br.



365 - LIVIO ABRAMO (1903 - 1992)

Figuras - xilogravura - 22 x 28 cm - canto inferior esquerdo -

Gravador, desenhista, pintor, ilustrador, jornalista e professor, nasceu em Araraquara, SP e faleceu em Assunção, Paraguai. Mudou-se para São Paulo, onde, em 1909, estudou desenho com Enrico Vio no Colégio Dante Alighieri. No início dos anos de 1920, fez ilustrações para pequenos jornais e entrou em contato com a obra de Oswaldo Goeldi e de gravadores expressionistas alemães. Realizou as primeiras gravuras em 1926. Em 1947, ilustrou o livro ‘Pelo Sertão’, do escritor Afonso Arinos de Mello Franco, publicado em 1949. Com essa série de ilustrações, apresentadas no Salão Nacional de Belas Artes, obteve o prêmio de viagem ao exterior. Seguiu para a Europa em 1951. Em Paris frequentou o Atelier 17, aperfeiçoando-se em gravura em metal com Stanley William Hayter. De volta ao Brasil, foi premiado como o melhor gravador nacional na Bienal Internacional de São Paulo, nas edições de 1953 e de 1963. Deu aulas de xilogravura na Escola de Artesanato do Museu de Arte Moderna de São Paulo. Foram seus alunos, entre outros, Maria Bonomi e Antonio Henrique Amaral . Fundou o Estúdio Gravura, em 1960, com Maria Bonomi. Em 1962, foi convidado pelo Itamaraty a integrar a Missão Cultural Brasil-Paraguai, posteriormente Centro de Estudos Brasileiros. Mudou-se para o Paraguai e dirigiu até 1992, o Setor de Artes Plásticas e Visuais. Foi fundador do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Paraguai. PONTUAL, PÁG. 1, JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 19; MEC VOL.1, PÁG. 33; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 795; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28; ACERVO FIEO.



366 - JEAN METZINGER (1883 - 1956)

Mulher e flores - óleo sobre cartão - 55 x 46 cm - canto inferior esquerdo -
No estado. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e teórico francês nascido em Nantes e falecido em Paris. Começou a pintar aos 15 anos, em 1903 fixou-se em Paris e frequentou diversas academias. Também frequentou o ateliê de Pablo Picasso em Bateau-Lavoir. A partir de 1910, passou a observar os passos experimentais da primeira fase da pintura cubista de Georges Braque e Picasso, resultando no artigo "Notas sobre a Pintura". No mesmo ano, expôs no Salão de Outono com Albert Gleizes e Le Fauconnier e, no Salão dos Independentes, o 'Retrato de Guillaume Apollinaire', considerado o primeiro retrato cubista. Em 1911, no mesmo Salão, foi um dos principais organizadores da primeira grande manifestação pública do Cubismo, a 'Sala 41' e um dos fundadores da ‘Section d'Or’ com exposição de mesmo nome - evento em que convergem as várias linhas cubistas. Escreveu, em 1912, junto com Albert Gleizes ‘Du Cubisme’ - a primeira obra desta nova estética. Participou dos principais Salões de Paris, de Berlim (1913), Nova York (1916). Após o servir na I Guerra Mundial voltou a Paris. Realizou exposições individuais em Londres, Inglaterra (1930) e em Chicago, EUA (1953). BENEZIT VOL. 7, PÁG. 364; OXFORD PÁG. 347; ITAU CULTURAL; www.jean-metzinger.com; www.mac.usp.br; www.guggenheim.org; www.metmuseum.org; www.tate.org.uk; www.philamuseum.org; web.artprice.com; artnet.com



367 - DIONISIO DEL SANTO (1925 - 1999)

Casal - guache - 48 x 34 cm - canto inferior direito - 1958 -
No estado.

Pintor, desenhista, gravador e serigrafista, nasceu em Colatina-ES, e faleceu em Vitória, naquele mesmo Estado. Autodidata. Em 1975, recebe o Prêmio de Melhor Exposição de Gravura do Ano, da APCA. Participou da 9ª Bienal Internacional de São Paulo, 1967 (Prêmio Itamarati Aquisição) e do Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro, 1968 (Prêmio Isenção do Júri). JULIO LOUZADA vol.11, pág. 88; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 682; ARTE NO BRASIL, pág. 934.



368 - ARTE POPULAR BRASILEIRA (XX)

Rosto - cerâmica - 37 x 25 x 25 cm - assinado - 1978 -
Antonio. No estado.



369 - ANTONIO GOMIDE (1895 - 1967)

Deposição - desenho a nanquim - 21 x 13 cm - canto inferior direito -

Pintor, escultor, decorador e cenógrafo. Antonio Gonçalves Gomide nasceu em Itapetininga, SP e faleceu em Ubatuba, SP. Mudou-se com a família para a Suíça em 1913, e frequentou a Academia de Belas Artes de Genebra até 1918, onde estudou com Gillard e Ferdinand Hodler. Mudou-se para a França na década de 1920. Em 1922, em Toulouse, trabalhou com Marcel Lenoir, com quem aprendeu a técnica do afresco. De 1924 a 1926, em Paris, instalou ateliê e entrou em contato com artistas europeus ligados aos movimentos de vanguarda. No ambiente parisiense, conviveu também com Victor Brecheret e Vicente do Rego Monteiro. Retornou ao Brasil em 1929. Em 1932, atuou na fundação da Sociedade Pró-Arte Moderna e fundou o CAM (Clube dos Artistas Modernos), juntamente com Flávio de Carvalho, Carlos Prado e Di Cavalcanti. Na área das artes decorativas, com Regina Graz e John Graz, é considerado um dos introdutores do estilo ‘art deco’ no país. Nos anos 60, a perda de sua visão o obriga a mudar novamente seu destino como artista. Em uma relutância em abandonar a arte, dedicou-se a lecionar, transmitindo para novas gerações a herança modernista. Foi a escultura, no entanto, que lhe permitiu continuar sua produção, apesar da dificuldade em enxergar. Com a visão bastante comprometida, retirou-se para Ubatuba, onde viveu em reclusão até a sua morte. Em 1968 o Museu de Arte Contemporânea dedicou-lhe importante retrospectiva. THEODORO BRAGA, PÁG.110, REIS JUNIOR, PÁG. 377; PONTUAL, PÁG. 244; MEC, VOL. 2, PÁG. 275; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 353, ART PRINCE ANNUAL 2000, PÁG. 955; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 222; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 548; ARTE NO BRASIL, PÁG. 694; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 427; ACERVO FIEO; www.mac.usp.br; web.artprice.com.



370 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Paisagem - óleo sobre tela - 38 x 48 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1962 -
Reproduzido no convite e na capa do catálogo deste Leilão. Com carimbo da Petite Galerie - Praça General Ozório 53, Rio de Janeiro, no dorso e procedente da coleção Roberto Mansur - São Paulo - SP.

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



371 - JOÃO ROSSI (1923 - 2000)

Paisagem - gravura - 68/70 - 59 x 44,5 cm - canto inferior direito -

Pintor, gravador, ceramista, escultor, muralista e professor nascido e falecido em São Paulo. Viajou para o Uruguai (1949) onde foi diretor (1950) da Associação Cristã de Moços de Montevidéu, foi professor de educação física e, paralelamente, de desenho e pintura. Foi para o Paraguai (1951) trabalhar na Associação Cristã de Moços de Assunção e ministrou conferências sobre arte e aulas de desenho, pintura e história da arte. Ensinou pintura ao ar livre e novas técnicas de emprego do pincel e da espátula e formou o Grupo Arte Nuevo. Voltou a São Paulo (1953) e lecionou na Escola de Artesanato do MAM, SP ao lado de Nelson Nóbrega, Lívio Abramo e Wolfgang Pfeiffer; na Escola de Arte da FAAP. Tornou-se diretor dessa escola em 1959 e da Faculdade de Artes Plásticas da mesma instituição em 1962. Foi professor da Faculdade de Artes Plásticas da Universidade Presbiteriana Mackenzie (1970). Executou com Caciporé Torres os murais "História e Evolução da Cidade de São Paulo", para a fachada do Palácio dos Bandeirantes (1968). Realizou exposições individuais em: São Paulo (1959, 1977, 1982, 1983 – Retrospectiva no MASP, 1990, 1992 – Retrospectiva na Pinacoteca, 1999, 2000); Curitiba, PR (1982, 1983, 1999); Florianópolis, SC (1982); Assunção, Paraguai (1975, 1979, 1992); La Habana, Cuba (1987); Bogotá, Colômbia (1991); Brasília, DF (1999); Rio de Janeiro (2000). Participou da 8ª Bienal Internacional de São Paulo (1965) e de outras mostras coletivas no Brasil, Paraguai, Uruguai, Argentina, Colômbia, Venezuela, Holanda, Itália, Cuba, Japão, China, Canadá, México e EUA. Recebeu o Prêmio – Melhor Gravador do Ano em 1990. TEIXEIRA LEITE PÁG. 452; PONTUAL PÁG. 462; WALTER ZANINI PÁG. 734; MEC VOL. 4, PÁG. 120; JULIO LOUZADA VOL. 3 PÁG. 991; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.joaorossi.com.br; www.artprice.com.



372 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

"O comboio" - óleo sobre tela - 33 x 46 cm - canto inferior direito - 1977 -
Ranchini. No estado.



373 - MARIE LAURENCIN (1883 - 1956)

Figura - guache - 17 x 12 cm - canto superior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintora, desenhista, gravadora, ilustradora e cenógrafa nascida e falecida em Paris, França. Em Sèvres, aprendeu pintura em porcelana; em Paris, desenho com Madelaine Lemaire e estudou na ‘Académie Humbert’ onde conheceu Georges Braque e Francis Picabia. Pertenceu à associação de pintores e poetas conhecida como ‘Bateau Lavoir’ que incluía Picasso, Braque, Gris, Max Jacob, André Salmon e outros. Em Paris, sua primeira exposição foi no Salão dos Independentes (1907). Depois, exposições nas Galerias: Barbazanges (1912), Paul Rosenberg (1920) e participou, no Petit Palais, da exposição "Maitres de l’Art Indépendents" (1937). A partir de 1924, como cenógrafa, produziu para Diaghilev o "Ballets russe" e "Comédie Francaise" (1928). Entre os livros que ilustrou destacam-se: "La Tentative Amoureuse" de André Gides, "Alice in Wonderland" de Lewis Caroll. BENEZIT VOL. 6, PÁG. 477; ITAU CULTURAL; www.marielaurencin.com; www.moma.org; www.tate.org.uk; web.artprice.com; artnet.com; www.britannica.com.



374 - CÍCERO DIAS (1908 - 2003)

Figura e pássaros - técnica mista sobre papel - 16,5 x 13 cm - canto inferior direito -
Com palíndromo de Dias - "Said". Procedente da coleção Dr. Carlos Perktold - Belo Horizonte - MG.

Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, cenógrafo e professor - Cícero dos Santos Dias nasceu em Escada, PE e faleceu em Paris. Iniciou estudos de desenho em sua terra natal e mudou-se para o Rio de Janeiro, onde se matriculou, em 1925, nos cursos de arquitetura e pintura da Escola Nacional de Belas Artes, mas não os concluiu. Entrou em contato com o grupo modernista e, em 1929, colaborou com a ‘Revista de Antropofagia’. Em 1931, no Salão Revolucionário, na Enba, expôs o polêmico painel, tanto por sua dimensão quanto pela temática: ‘Eu Vi o Mundo... Ele Começava no Recife’. Ilustrou, em 1933, ‘Casa Grande & Senzala’, de Gilberto Freyre. Em 1937 foi preso no Recife quando da decretação do Estado Novo. A seguir, incentivado por Di Cavalcanti, viajou para Paris onde conheceu Georges Braque, Henri Matisse, Fernand Léger e Pablo Picasso, de quem se tornou amigo. Em 1942, foi preso pelos nazistas e enviado a Baden-Baden, na Alemanha. Entre 1943 e 1945, viveu em Lisboa como Adido Cultural da Embaixada do Brasil. Retornou a Paris onde integrou o grupo abstrato Espace. Em 1948, realizou o mural do edifício da Secretaria das Finanças do Estado de Pernambuco, considerado o primeiro trabalho abstrato do gênero na América Latina. Em 1965, foi homenageado com sala especial na Bienal Internacional de São Paulo. Inaugurou, em 1991, painel de 20 metros na Estação Brigadeiro do Metrô de São Paulo. No Rio de Janeiro, foi inaugurada a Sala Cícero Dias no Museu Nacional de Belas Artes - MNBA. Recebeu do governo francês a Ordem Nacional do Mérito da França, em 1998, aos 91 anos. MEC, VOL.2, PÁG.50; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁG.252; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 157, PONTUAL, PÁGS. 174; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 715; LEONOR AMARANTE, PÁG. 146; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 334; ACERVO FIEO; web.artprice.com.



375 - LOUCO - BOAVENTURA DA SILVA FILHO (1932 - 1992)

Cristo - escultura em madeira - 31 x 14 x 10 cm - assinado - 1979 -

O autor, conhecido como Louco, é natural de Cachoeira, histórica cidade baiana, às margens do rio Paraguaçu. Foi aí que começou seu trabalho. Pouco a pouco suas esculturas tornaram-se amplamente conhecidas, garantindo, para Boaventura, um lugar de destaque entre os artistas populares brasileiros. A partir do reconhecimento de sua obra, participou de exposições significativas como a mostra do Centro Domus, em Milão, Itália; o Espírito Criador do Povo Brasileiro, através da coleção de Abelardo Rodrigues, e Sete Brasileiros e seu Universo, em Brasília. É dele a seguinte explicação para o seu novo nome: "É porque sou louco pra trabalhar! Fui o primeiro artista da cidade. Trabalho com inspiração e amor. Às vezes me afasto de tudo - vou pro mato, fico lá sozinho, sem zuada, só com o meu radinho e os troncos de madeira, despreocupado, longe da mulher, dos dez filhos, dos fregueses. eles conversam muito e atrapalham. E a mulher quer muita coisa, Mulher é como criança, nada chega." (texto extraído do livro O Reinado da Lua - Escultores Populares do Nordeste, de Silvia Rodrigues Coimbra, Flávia Martins e Maria Letícia Duarte - Ed. Salamandra, 1980, págs. 112, 113 e 114).



376 - ERICH BRILL (1895 - 1942)

Estudo - desenho a lápis e carvão - 27,5 x 22 cm - canto inferior direito -
No estado. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista nascido em Lubeck - Schleswig-Holstein, Alemanha e falecido em Jungfernhof - Riga (Letônia). Em 1897 a família transferiu-se para Hamburgo onde concluiu o curso superior de Sociologia e Filosofia e teve aulas de artes com Adolf Meier (1916- 1918), em Berlim. Em 1919 frequentou a Escola de Artes e Ofícios em Frankfurt e, entre1920-1922, a Escola de Artes e Ofícios de Hamburgo. Em 1922 viajou à Palestina para onde retornou dois anos depois. Passou por Paris e expôs em Ascona, Zurique, Berlim, Hamburgo e Praga. Em1934 chegou ao Brasil acompanhando sua filha, Alice Brill, que se tornou também pintora, gravadora, fotógrafa que vinha ao encontro da mãe. Chegou a expor no Rio de Janeiro (1934), em São Paulo (1935) e, em 1937, retornou a Hamburgo, ficando preso durante cinco anos pelos nazistas. Após ter sido libertado, voltou a ser preso, uma semana depois, e deportado para o campo de concentração. O Museu de Hamburgo possui obras suas. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 10, PÁG. 142; www.artprice.com; www.arqshoah.com.br; www.pinacoteca.org.br; www.artnet.com.



377 - ALDARI HENRIQUES TOLEDO (1915 - 2000)

Nu - desenho a nanquim - 50 x 34 cm - canto inferior direito - 1967 -
Com estudo no dorso.

Arquiteto, pintor e desenhista nascido e falecido no Rio de Janeiro. Tendo feito estudos com Portinari na antiga Universidade do Distrito Federal (entre 1932 e 1935), dedicou-se à pintura e ao desenho paralelamente à sua atividade preferencial no campo da arquitetura. Participou de todos os Salões Modernos realizados no Brasil desde 1935 e recebeu Medalha de Prata em Pintura (1940) e Desenho (1941) na Divisão Moderna do SNBA e Menção Honrosa em Arquitetura no mesmo certame, do qual foi membro do júri em 1943. Expôs em Londres, Inglaterra (1944) e participou de mostra de artistas brasileiros na Argentina - Buenos Aires e La Plata (1945). TEIXEIRA LEITE PÁG. 510; PONTUAL, PÁG. 523; MEC VOL. 4, PÁG. 404; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 980; ITAU CULTURAL.



378 - MANOEL SANTIAGO (1897 - 1987)

Estudo - desenho a carvão - 40 x 25 cm - canto inferior esquerdo -
Com dedicatória. No estado.

Manoel Colafante Caledônio de Assumpção Santiago nasceu em Manaus, AM e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, desenhista e professor. Mudou-se para Belém em 1903 e iniciou estudos de pintura. Desde 1916 já praticava a arte não figurativa. Em 1919 transferiu-se para o Rio de Janeiro, cursou Direito e frequentou a Escola Nacional de Belas Artes, onde foi aluno de Rodolfo Chambelland e Baptista da Costa. Na época, teve aulas particulares com Eliseu Visconti. Foi casado com a pintora Haydeá Santiago. Participou em 1927 do Salão Nacional de Belas Artes e recebeu o prêmio viagem ao exterior, entre vários outros. Foi para Paris no ano seguinte, e lá permaneceu por cinco anos. De volta ao Rio de Janeiro, em 1932, tornou-se professor do Instituto de Belas Artes. Em 1934, passou a lecionar pintura e desenho no Núcleo Bernardelli, figurando entre seus alunos José Pancetti, Edson Motta, Bustamante Sá, Ado Malagoli, Rescála e Milton Dacosta. Participou da I Bienal Internacional de São Paulo (1951) e do 8º Panorama da Arte Brasileira (1976). PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, VOL. 1, PÁG. 241; TEODORO BRAGA, PÁG. 211; CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO DE PAISAGEM BRASILEIRA, MEC-MNBA /RIO/1944; MAYER/84, PÁG. 1158; REIS JR, PÁG. 378; PONTUAL, PÁG. 473; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 292; ITAÚ CULTURAL, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 865; ACERVO FIEO.



379 - JOAQUIM TENREIRO (1906 - 1992)

Composição - técnica mista sobre cartão - 53 x 53 cm - canto inferior direito - 1972 -
Ex coleção Antonio de Souza Naves Filho - Campinas - SP.

Designer, escultor, pintor, gravador e desenhista, Joaquim Albuquerque Tenreiro nasceu em Melo Guarda, Portugal e faleceu em Itapira, SP. Filho e neto de marceneiros, aos dois anos de idade mudou-se para o Brasil com a família. Retornou a Portugal em 1914 e ajudou o pai a realizar trabalhos em madeira. Iniciou aulas de pintura. Em 1928, transferiu-se definitivamente para o Rio de Janeiro, passando a frequentar o curso de desenho do Liceu Literário Português onde conquistou o prêmio Joaquim Alves Meira, a maior láurea daquele estabelecimento e fez cursos no Liceu de Artes e Ofícios. Em 1931, integrou o Núcleo Bernardelli. Na década de 1940, dedicou-se à pintura de retrato, de paisagem e de natureza-morta. Entre 1933 e 1943, trabalhou como designer de móveis nas empresas Laubissh & Hirth, Leandro Martins e Francisco Gomes. Em 1943, montou sua primeira oficina, a Langenbach & Tenreiro e, alguns anos depois, inaugurou duas lojas de móveis; primeiro no Rio de Janeiro e, posteriormente, em São Paulo. É o renovador do mobiliário brasileiro, responsável por toda uma linha de criação em que a funcionalidade se alia o bom gosto e o aproveitamento racional dos materiais do País. No final da década de 1960, Joaquim Tenreiro encerrou as atividades na área da concepção e fabricação de móveis para dedicar-se exclusivamente às artes plásticas, principalmente à escultura. Participou do Panorama da Arte Atual Brasileira, SP (1972, 1973, 1975, 1978, 1988), da Bienal Internacional de São Paulo (1965), entre outras, e realizou uma retrospectiva no MAM, RJ (1977). Tem pinturas suas figurando no MAM, SP, no MNBA e Museu Manchete, RJ. MEC, VOL.4, PÁGS.381 E 382; PONTUAL, PÁG.520; TEIXEIRA LEITE, PÁG.504; WALMIR AYALA, VOL.2, PÁG.376 E 377; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG.973; VOL. 5, PÁG. 1042; VOL.6, PÁG. 1111; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 580; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; www.joaquimtenreiro.com; renome.com.br; pinturabrasileira.com; web.artprice.com.



380 - JOSÉ INACIO (1927)

Na fazenda - óleo sobre tela - 38 x 55 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1969 -
Com etiqueta de Documenta Galeria de Arte - São Paulo, SP - no dorso.

Pintor primitivista assina ZÉ INÁCIO. Começou a pintar em 1961, foi irmão da pintora Iracema Arditi. Participou de coletivas na Galeria Seta, SP (1962); VII e VIII Bienal de São Paulo (1963 e 1965); Salão Esso de Artistas Jovens, RJ (1965); Galeria Voltaico, RJ (1969); Club Pueblo, em Madrid; e outras capitais européias (1970); Galeria Brasileira de Arte, SP e Salão Nacional de Arte Moderna. Individuais na Galeria Seta, SP. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 1087.



381 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Cangaceiro - serigrafia - 61/100 - 42 x 30 cm - canto inferior direito - 1960 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



382 - MARIO ZANINI (1907 - 1971)

Estudo - desenho a nanquim - 26,5 x 22 cm - canto inferior direito - 1936 -
No estado.

Pintor, decorador, ceramista, professor, Mário Zanini nasceu e faleceu em São Paulo. Foi um dos integrantes de dois importantes movimentos artísticos considerados históricos na pintura paulista: o Grupo Santa Helena e a Família Artística Paulista. Sua formação artística se deu em São Paulo quando aos 13 anos iniciou curso de pintura da Escola Profissional Masculina do Brás e de 1924 a 1926, matriculou-se no curso de desenho e artes do Liceu de Artes e Ofícios. Conheceu Alfredo Volpi em 1927 e no ano seguinte estudou com o pintor Georg Elpons. Trabalhou no escritório de decoração de Francisco Rebolo entre 1933 e 1938. Em 1940 recebeu medalha de prata no 46º Salão Nacional de Belas Artes e foi convidado por Rossi Osir a trabalhar em seu ateliê de azulejos artísticos, o Osirarte. Em 1950, viajou por seis meses pela Itália, em companhia de Volpi e Osir. A partir de 1968 lecionou na Faculdade de Belas Artes de São Paulo. Participou de vários Salões oficiais e mostras coletivas no Brasil, como I e III Bienal Internacional de São Paulo e no exterior. Sua família doou 108 de suas obras ao Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo - MAC/USP em 1974. MEC, VOL. 4, PÁG. 531; PONTUAL, PÁG. 557; TEODORO BRAGA, PÁG. 250; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 451; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; ARTE NO BRASIL, PÁG. 778; LEONOR AMARANTE, PÁG.38; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 1085; ACERVO FIEO.



383 - CADMO FAUSTO (1901 - XX)

Paisagem - óleo sobre tela - 50 x 65 cm - canto inferior direito -
Com etiqueta da Galeria Bahiart, Rua Carlos Góes, 234 - Rio de Janeiro, RJ. -

Natural da cidade do Rio de Janeiro-RJ. Pintor e professor, iniciou sua formação artística na antiga ENBA, ali estudando com Rodolfo Amoedo, Rodolfo Chambelland e Lucílio de Albuquerque. Obteve diversas e importantes premiações nos SNBA. Aperfeiçoou-se em Paris, mercê de prêmio recebido em um desses Salões. Foi vencedor de concursos de alegorias destinadas a papel moeda brasileiros. PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, vol. 2, pág. 41; TEODORO BRAGA, pág. 60; MEC, vol. 2, pág. 144; PONTUAL, pág. 97/98; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 297; JULIO LOUZADA, vol. 5, pág. 175.



384 - MARIO ALFREDO CARISTINA (1945)

Natureza morta - óleo sobre tela - 28,5 x 39 cm - canto inferior direito -

Autodidata, embora tenha frequentado os ateliês de Ettore Federighi e Carlos Bueno Assunção. Pintou o litoral paulista em companhia de Domingos Antequera. Em 1976, participou da Bienal Nacional-SP. JULIO LOUZADA, vol. 3 pág. 218. ACERVO FIEO.



385 - MARCELO GRASSMANN (1925 - 2013)

Cavalos - sangüínea - 22 x 16 cm - canto inferior direito - 1944 -
No estado.

Desenhista, gravador, ilustrador, pintor, escultor e professor, nasceu em São Simão, SP. Estuda fundição, mecânica e entalhe em madeira na Escola Profissional Masculina do Brás, SP. Passa a realizar xilogravuras a partir de 1943. Atua como ilustrador do Suplemento Literário do ‘Diário de São Paulo’, do ‘O Estado de S. Paulo’ e do ‘Jornal do Estado da Guanabara’. Quando reside no Rio de Janeiro, a partir de 1949, freqüenta os cursos de gravura em metal, com Henrique Oswald e de litografia, com Poty, no Liceu de Artes e Ofícios. Em Salvador (1952), trabalha com Mario Cravo Júnior. .Recebe o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Arte Moderna (1953) e vai para a Academia de Artes Aplicadas, em Viena. Passa a dedicar-se principalmente ao desenho, à litografia e à gravura em metal. Em 1969, sua obra completa é adquirida pelo governo do Estado de São Paulo, passando a integrar o acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo . Em 1978, a casa em que nasceu, em São Simão, é transformada em museu e tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo - Condephaat. Participou de muitas exposições e das Bienais de: São Paulo (1951 a 1961, 1967, 1969, 1979, 1985, 1989); Veneza (1950, 1956, 1958, 1962); Paris (1959). Principais prêmios: Bienal de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1959, 1967); Bienal de Veneza (1950, 1956, 1958,1962); Bienal de Paris (1959). PONTUAL, PÁG. 249; MEC, VOL. 2, PÁG. 281 E 282; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG. 439; VOL. 5, PÁG. 453; VOL. 9, PÁG. 383.



386 - MARCIO SCHIAZ (1965)

Nu - técnica mista sobre papel - 20 x 26 cm - canto inferior direito -

Paulistano, o pintor nasceu em 10/5/1965. Estudou na APBA-SP, onde desenvolveu curso de desenho e pintura, frequentado sessões de modelo vivo. Individuais desde 1989 e coletivas em Salões Oficiais, com sucesso de crítica. Recebeu diversos prêmios. JULIO LOUZADA, vol.13, pág. 304; Acervo FIEO.



387 - MARCOS ZECHETTO (1949)

"Jangada" - óleo sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior direito e dorso - 1984 -
No estado.

Natural da cidade paulista de Guararapes, onde nasceu a 1 de maio de 1949. Ativo em São Paulo, até 1984 assinava C. Marcos. Atualmente assina Marcos Zechetto. É filho do pintor José Lino Zechetto. Recebeu orientação de Pellegatta, Zorlini, Cassiani, Óppido e Ortolani. Expõe coletivamente desde 1976, com premiações, destacando-se: Medalha de Ouro, em 2000, no 26 Salão da Paisagem Paulista da APBA; Medalha de Ouro, em 2001, no 5 Salão de Belas Artes de Serra Negra; Troféu de Ouro, em 2001, no 1º Salão Nacional de Artes Plásticas de Barueri; e Grande Medalha de Prata , em 2000, no Salão de Arte Sacra da APBA-SP." JULIO LOUZADA



388 - MOSÈ DI GIOSUÈ BIANCHI (1840 - 1904)

Na sacada - óleo sobre tela - 55,5 x 40 cm - canto inferior esquerdo -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista e gravador italiano nascido em Monza, Lombardia e falecido em Milão. Estudou com Giuseppe Bertini na Academia de Belas Artes de Brera, em Milão. Durante seus estudos, viajou para Roma, Veneza e Paris onde expôs, com sucesso, pela primeira vez (1878). Estabeleceu-se em Milão. Na "Exposition Universelle" em Paris de 1900 expôs uma série de águas-fortes. A partir de 1898, atuou como diretor da "Accademia di Belle Arti Cignaroli", em Verona. BENEZIT; www.artprice.com.



389 - MANOEL PASTANA (1888 - XX)

Figura - óleo sobre madeira - 23 x 18 cm - canto inferior esquerdo - XXVI -
No estado.

Pintor e ceramista, nasceu em Belém, PA. Seus primeiros estudos de arte são realizados sob a orientação dos professores Theodoro Braga e Francisco Estrada (1908) na cidade de Belém. Nessa época já recebe premiações, inclusive Medalha de Ouro, com sua participação em exposições escolares (1910). Foi co-fundador da Associação dos Artistas Plásticos de Belém. Como ceramista, dedicou-se ao artesanato e realizou pesquisas sobre a arte indígena brasileira. Como pintor, contribui para o abandono das fórmulas acadêmicas como regra de produção artística, em favor do modernismo que ganhava seu espaço dia-a-dia. Foi membro de juri de seleção e premiação do SNBA. Realizou sua primeira individual em 1917 (Jaú-SP) Participou de diversas coletivas, com importantes e regulares premiações. JULIO LOUZADA, vol 1 pág 727



390 - MARIO ZANINI (1907 - 1971)

"Vaso de flores" - óleo sobre cartão colado em eucatex - 31 x 23 cm - canto inferior direito -
Com etiqueta de Azulão Galeria - São Paulo, SP - no dorso.

Pintor, decorador, ceramista, professor, Mário Zanini nasceu e faleceu em São Paulo. Foi um dos integrantes de dois importantes movimentos artísticos considerados históricos na pintura paulista: o Grupo Santa Helena e a Família Artística Paulista. Sua formação artística se deu em São Paulo quando aos 13 anos iniciou curso de pintura da Escola Profissional Masculina do Brás e de 1924 a 1926, matriculou-se no curso de desenho e artes do Liceu de Artes e Ofícios. Conheceu Alfredo Volpi em 1927 e no ano seguinte estudou com o pintor Georg Elpons. Trabalhou no escritório de decoração de Francisco Rebolo entre 1933 e 1938. Em 1940 recebeu medalha de prata no 46º Salão Nacional de Belas Artes e foi convidado por Rossi Osir a trabalhar em seu ateliê de azulejos artísticos, o Osirarte. Em 1950, viajou por seis meses pela Itália, em companhia de Volpi e Osir. A partir de 1968 lecionou na Faculdade de Belas Artes de São Paulo. Participou de vários Salões oficiais e mostras coletivas no Brasil, como I e III Bienal Internacional de São Paulo e no exterior. Sua família doou 108 de suas obras ao Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo - MAC/USP em 1974. MEC, VOL. 4, PÁG. 531; PONTUAL, PÁG. 557; TEODORO BRAGA, PÁG. 250; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 451; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; ARTE NO BRASIL, PÁG. 778; LEONOR AMARANTE, PÁG.38; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 1085; ACERVO FIEO.



391 - LOTHAR CHAROUX (1912 - 1987)

Linhas - serigrafia - 9/25 - 30 x 30 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista e professor austríaco, natural de Viena. Assinava Charoux. Iniciou os estudos artísticos com seu tio, o escultor austríaco Siegfried Charoux. Transferiu-se para o Brasil em 1928, fixando residência em São Paulo. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios da cidade onde conheceu Valdemar da Costa, com ele fazendo aprendizado de pintura a partir de 1940. Posteriormente passa a lecionar desenho no Liceu de Artes e Ofícios e no SENAI. Em 1947, realizou sua primeira exposição individual, na Galeria Itapetininga. Em 1952, participou da fundação do Grupo Ruptura, ao lado de Waldemar Cordeiro, Geraldo de Barros, Anatol Wladyslaw e outros. Com Hermelindo Fiaminghi e Luiz Sacilotto , cria a Associação de Artes Visuais NT - Novas Tendências, em 1963. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras oficiais nacionais como a Bienal Internacional de São Paulo (I a IX, XII, XIII), Panorama da Arte Atual Brasileira (1º ao 3º, 6º, 9º, 11º, 12º) e no exterior. É homenageado com retrospectiva no Museu de Arte Moderna de São Paulo e no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro em 1974. Em 2005, é publicado o livro ‘Lothar Charoux: A Poética da Linha’, pela historiadora de arte Maria Alice Milliet. PONTUAL, PÁG. 131; MEC VOL. 1, PÁG. 433; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 254; VOL. 9, PÁG.207; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 645; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; ACERVO FIEO.



392 - HOLMES NEVES (1925 - 2008)

Paisagem - técnica mista sobre eucatex - 21,5 x 32,5 cm - canto inferior direito -

Natural de Lima Duarte, MG. Pintor, desenhista e gravador. Fixou residência no Rio de Janeiro, após estudos com Guignard, Misabel Pedrosa e Edite Behring em Belo Horizonte. Sobre a sua obra, transcrevemos texto de Henrique Pongetti, na apresentação do artista no catálogo de sua mostra HOLMES Neves: pinturas, na Galeria de Arte e Pesquisa da UFES, 1978: ". . . Eu gosto muito da pintura de Holmes, dos seus quadros de Ouro Preto, motivo insistente e fascinante na sua obra. Se o tema e certa sutileza de feitura nos lembra o Mestre, há hoje na sua arte uma autonomia indiscutível, as marcas de uma inconfundível personalidade. Suas cidades mortas não surgem envoltas na melancolia acinzentada que parecia refletir nas paisagens a alma infantil e ao mesmo tempo infeliz de Guignard. Sobre a pátina do tempo suas casas e igrejas, transfiguradas pela luz montanhesa, recebem cores festivas, reconquistam a mocidade, revivem. " TEIXEIRA LEITE, pág. 352; JULIO LOUZADA, vol.10, pág. 425; ITAÚ CULTURAL; PONTUAL, pág. 383; Acervo FIEO.



393 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

"Vista tirada do Saco S. Francisco" - fotografia - 16 x 22 cm - não assinado - 1955 - Rio de Janeiro -
No estado.



394 - RUDOLF VON BOHR (1818 - 1872)

Dama - óleo sobre tela - 58 x 46 cm - canto inferior esquerdo -
No estado. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista austríaco nascido em Viena com diversas participações em exposições e Salões coletivos. www.artprice.com; www.dorotheum.com.



395 - ANTOINE VOLLON (1833 - 1900)

Faisão - óleo sobre madeira - 47 x 36 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e gravador francês nascido em Lyon e falecido em Paris. Iniciou-se como aprendiz de um gravador, cursou a Escola de Belas Artes de Lyon (1850-1853) onde foi aluno do gravador Vibert e trabalhou como decorador de panelas e fogões. Em 1859 mudou-se para Paris e conviveu com Théodule Ribot, François Bonvin, Daubigny e Daumier. Autodidata como pintor, expôs nas edições do 'Salon' desde 1864. Foi premiado em Lyon (1852 – gravura), em Paris (1865, 1868, 1869, 1878, 1900) e foi oficial da Legião de Honra. Em 1879, Edmond Renoir – irmão do pintor impressionista Pierre-August Renoir, organizou uma exposição retrospectiva de suas obras e por isso foi eleito membro do 'Institute de France' (1894). BENEZIT VOL. 10, PÁG.565; ITAU CULTURAL; www.wildenstein.com; www.nationalgallery.org.uk; www.stephenongpin.com; www.frick.org; www.metmuseum.org; www.artprice.com; www.artnet.com.



396 - JOEL FIRMINO DO AMARAL (1951)

"Ouro Preto" - óleo sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior direito e dorso - 2018 -

Pintor nascido em São Paulo, onde é ativo. Assina Amaral. Foi aluno de Colette Pujol. Tem participado de mostras coletivas e Salões oficiais. Recebeu: prêmio aquisição no SAPBA (1985); prêmio no SPBA-SP (1988); Menção Honrosa no 38º Salão Livre APBA (1989); Troféu APBA no 19º Salão Paisagem Paulista (1990); Troféu Inocêncio Borghese no 20º Salão Paulista de Artes APBA (1992); 1º lugar no 3o. Salão Artes Plásticas Brasil/Portugal (1995); Grande Medalha de Prata no 1º Salão de Paisagem Brasileira (2000); Pequena Medalha de Ouro no 6º Salão de Desenho (2006); Prêmio APBA no 28º Salão de Paisagem Paulista APBA. JULIO LOUZADA, VOL. 9, PÁG. 39; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



397 - JOSÉ MORAES (1921 - 2003)

Figura - óleo sobre madeira - 15 x 10 cm - centro inferior - 1964 -

Pintor, gravador, desenhista, escultor, ilustrador e professor, José Machado de Morais nasceu no Rio de Janeiro e faleceu em São Paulo. Assina José Moraes. Formou-se em pintura pela Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1941). Paralelamente aos estudos universitários, teve aulas de pintura com Quirino Campofiorito. Tornou-se assistente de Candido Portinari, em Brodosqui (1942) e trabalhou com o mesmo na execução do painel da capela de São Francisco de Assis, de Oscar Niemeyer, em Belo Horizonte (1945). Realizou exposições individuais no: Rio de Janeiro (1945, 1947, 1966, 1968, 1969, 1970); São Paulo (1962, 1965, 1967, 1970, 1979 – MAM, SP, 1982, 1983, 1984, 1986); Bagé, RS (1946, 1979); Pelotas, RS (1946); Porto Aiegre, RS (1948, 1980, 1988, 1992, 1995); Uberlândia, MG (1952, 1972, 1977, 1978, 1987); Belo Horizonte, MG (1964); Campinas, SP (1974); Cataguases, MG (1981); Goiânia, GO (1987); Brasília, DF (1989, 1995). Participou de várias mostras coletivas e Salões oficiais pelo Brasil como: Panorama da Arte Brasileira – MAM, São Paulo (1969, 1970, 1971, 1973, 1976, 1977) e no exterior. Foi premiado, nos anos de 1940, em quatro edições do Salão Nacional de Belas Artes – RJ. Com o prêmio Viagem ao Exterior recebido na 55ª edição (1949), viajou para Itália onde permaneceu estudando pintura mural (1950 a 1951). De volta ao Rio de Janeiro, dedicou-se à execução de mosaicos e afrescos até 1958, quando se mudou para São Paulo. Tornou-se professor na FAAP (1967). Aperfeiçoou-se em serigrafia (1971) com Michel Caza, em Paris, para onde retornou em outras três ocasiões, com a mesma finalidade. Fez também estágios em litografia com Michel Potier, na "École de Beaux-Arts", Paris, e com Eugène Shenker, no "Centre de Gravure Contemporaine", Genebra. MEC VOL. 3, PÁG. 196; Pontual pág. 369; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 646; VOL. 2, PÁG. 689; VOL. 5, PÁG. 706; VOL. 6, PÁG. 748; VOL. 8, PÁG. 586; VOL. 12, PÁG. 278; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 602, ACERVO FIEO.



398 - JOSÉ SABÓIA (1949)

Trabalhadores - óleo sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior direito -

Pintor, José Sabóia do Nascimento nasceu em Almadina-BA. Artista autodidata foi para o Rio de Janeiro em 1967 e começou a pintar no ano seguinte, passando a expor seus trabalhos na feira hippie de Ipanema. Fez sua primeira exposição individual em Fortaleza, CE (1970). Entre as exposições de que participou, destacam-se: I e III Salão Nacional de Artes Plásticas do Ceará, Fortaleza, (1969, 1971 - Prêmio Aquisição); Dez Pintores no Rio de Janeiro, no MNBA, RJ (1983); ‘Brésil Naifs’, Paris (1986); ‘Salon d'Art Naif’- Marseilha, França (1987); ‘Pintura, Presença e Povo na Arte Brasileira’ no Museu da Casa Brasileira - São Paulo (1990); ‘Visões do Rio’ no MAM, RJ (1996). No exterior expôs individualmente em São Francisco, EUA e Munique, Alemanha, além de participar de coletivas em vários países e, principalmente na França, com exposições organizadas pela Galeria Jacqueline Bricard e uma presença cativa na ‘Galerie Naïfs du Monde Entier’ em Paris. José Sabóia participou do Concurso Internacional de Morges, quando seu quadro foi eleito pelo público, a melhor obra de 60 participantes de 22 países, premiação que originou o convite da Galeria Kasper para realizar uma exposição individual em 1997. JULIO LOUZADA vol. 11, pág. 278; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 228; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO; www.artprice.com; www.nautilus.com.br; www.ardies.com.



399 - ALFREDO VOLPI (1896 - 1988)

Bandeirinhas - serigrafia - 38/100 - 46 x 33 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.



400 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Cangaceiro - litografia - 15/50 - 70 x 51 cm - canto inferior direito - 1970 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.