Leilão de Novembro de 2017

29, 29 e 30 de Novembro de 2017



001 - ALFREDO VOLPI (1896 - 1988)

Bandeirinhas - litografia off set - P.A. - 65 x 46 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.



002 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Galo - serigrafia - 3/100 - 55 x 44 cm - canto inferior direito - 1986 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



003 - IVO BLASI (1932 - 2008)

Barcos - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito e dorso - 1993 -

Foi pintor atuante em São Paulo. Viveu na Itália por algum tempo, onde frequentou cursos de arte. No Brasil cursou a Escola Paulista de Belas Artes, tendo participado de diversas exposições. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 36; Acervo FIEO.



004 - FRANCISCO CÉA (1908 - XX)

Paisagem - óleo sobre tela colada em madeira - 17 x 12 cm - canto inferior direito e dorso - 1981 - Minas Gerais -

Pintor e desenhista com várias participações em mostras coletivas e Salões oficiais. Recebeu Medalha de Bronze no Salão Nacional de Belas Artes - Rio de Janeiro, em 1954. ITAU CULTURAL; MEC VOL. 1, PÁG. 394; JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 247; VOL. 13, PÁG. 80; web.artprice.com



005 - EDGARD MENEZES (XX)

Barcos - óleo sobre tela - 24 x 33 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1978 -

Pintor com atividades artísticas concentradas no Rio de Janeiro. Figurou no Salão Nacional de Belas Artes de 1970 e 1971, tendo conquistado, no último, a Menção Honrosa. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 631.



006 - MASANORI URAGAMI (1918 - 2004)

Rio de Janeiro - óleo sobre tela - 28 x 46 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1984 -

Pintor. Inicia seus estudos de pintura, em Tóquio, Japão, na década de 30, onde é aluno do pintor Kojima e cursa a Escola de Belas Artes. Posteriormente forma-se pela Universidade de Arte Masalino, na mesma cidade. É um dos iniciadores da Escola de Arte para Criança, por ele organizada em Kyushu e o realizador da primeira exposição de arte infantil. Em 1959, viaja para Paris, França, onde recebe orientação artística de Georges Cheyssial e atua como copiador no Museu do Louvre. A partir de 1966, fixa residência no Brasil, onde realiza o painel Bandeira de Ontem e de Hoje em 1971, instalado no Supremo Tribunal Federal, em Brasília. Reside temporariamente na Costa Rica e em Israel, onde faz estudos sobre bíblia judaica e retrata festas religiosas e paisagens locais. ITAÚ CULTURAL; JÚLIO LOUZADA, vol. 3, pág. 1159.



007 - ROBERTO DE ALMEIDA (1940)

Florista - óleo sobre tela - 54,5 x 38 cm - canto inferior esquerdo -

Pernambucano do Recife, este artista foi aluno do curso regular da Escola de Belas Artes da Universidade de Munique, Alemanha. Em 1964 participa da fundação do Atelier e Galeria do Mercado da Ribeira, em Olinda, onde também lecionava História da arte. Exposições individuais e coletivas no Rio de Janeiro e coletivas em Salvador e Recife. JULIO LOUZADA, vol.1 pág. 51.



008 - HOLMES NEVES (1925 - 2008)

Paisagem - óleo sobre tela - 33 x 24 cm - canto inferior esquerdo - 1977 -

Natural de Lima Duarte, MG. Pintor, desenhista e gravador. Fixou residência no Rio de Janeiro, após estudos com Guignard, Misabel Pedrosa e Edite Behring em Belo Horizonte. Sobre a sua obra, transcrevemos texto de Henrique Pongetti, na apresentação do artista no catálogo de sua mostra HOLMES Neves: pinturas, na Galeria de Arte e Pesquisa da UFES, 1978: ". . . Eu gosto muito da pintura de Holmes, dos seus quadros de Ouro Preto, motivo insistente e fascinante na sua obra. Se o tema e certa sutileza de feitura nos lembra o Mestre, há hoje na sua arte uma autonomia indiscutível, as marcas de uma inconfundível personalidade. Suas cidades mortas não surgem envoltas na melancolia acinzentada que parecia refletir nas paisagens a alma infantil e ao mesmo tempo infeliz de Guignard. Sobre a pátina do tempo suas casas e igrejas, transfiguradas pela luz montanhesa, recebem cores festivas, reconquistam a mocidade, revivem. " TEIXEIRA LEITE, pág. 352; JULIO LOUZADA, vol.10, pág. 425; ITAÚ CULTURAL; PONTUAL, pág. 383; Acervo FIEO.



009 - AUGUSTO HERKENHOFF (1965 - XX)

Sou lindo - técnica mista - 63 x 49 cm - canto inferior esquerdo - 1995 -

Nasceu em Cachoeiro do Itapemirim, ES. Formou-se em Direito, no Rio de Janeiro, em 1984.De 1985 a 1986, estudou com Katie Van Scherpenberg no MAM/RJ. Entre 1985 e 1988 estudou pintura com Ronaldo do Rego Macedo, Katie Van Scherpenberg e Manfredo Souzanetto, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Entre 1986 e 1995 participou de diversos Salões, entre eles o I Salão Capixaba de Artes Plásticas, V Salão da Ferrovia – RFFSA, onde recebeu o Prêmio Aquisição, no Rio de Janeiro, 12º Salão Carioca de Arte Universitária, 13º e 16º Salão Carioca Rioarte, VII Salão Paulista de Arte Contemporânea, 13º Salão Nacional de Artes Plásticas, Rio de Janeiro, XV Salão Nacional de Artes Plásticas, recebendo o 1º Prêmio, com a séria Amarelas, Rio de Janeiro. Neste mesmo período participou de várias exposições individuais e coletivas em diversos estados do Brasil. http://pt.shvoong.com/humanities/424525-biografia-augusto-herkenhoff/



010 - SILVIA ALVES (1947)

"Jardim da Aclimação I" - óleo sobre tela - 54 x 65 cm - centro esquerdo e dorso - 1987 -

Pintora, desenhista, escultora, gravadora, ilustradora, professora, poetiza e atriz Silvia Ferraro Alves nasceu em São Paulo. Estudou desenho e escultura com Alvaro de Bauptista (1980 a 1984) na Universidade de Campinas; formou-se em Pintura na Faculdade de Belas Artes (1986); mestrado em Aquarela na Faculdade Santa Marcelina (1998); frequentou o ateliê de Gravura do Museu Lasar Segall (1985 a 1988); os ateliês de pintura e desenho dos professores Lecy Bomfim, Salvador Rodrigues, Deusdedith Campanelli, Colette Pujol, Djalma Urban, Francisco Cuoco, Fang, o ateliê de escultura no Museu Brasileiro de Escultura (1980 a 1994) e aquarela com Iole Di Natale (1994 a 1998). Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais. Foi premiada em 1983, 1989, 1991, 1993, 1994, 1997, 1999, 2000, em São Paulo. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL, 10, PÁG, 49; www.silviaalves.art.br.



011 - ETTORE FEDERIGHI (1909 - 1979)

Natureza morta - óleo sobre tela - 48 x 63 cm - canto inferior direito -

Pintor ativo em São Paulo, participou do SPBA, conquistando menção honrosa (1952), pequena medalha de prata (1957), prêmio aquisição (1958 / 59 / 60), grande medalha de prata (1961) e várias outras, bem como várias participações em Salões. MEC, vol. 2, pág. 145; JULIO LOUZADA, vol. 4, pág. 387.; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



012 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Paisagem - óleo sobre cartão - 39 x 29 cm - não assinado -



013 - JOSÉ MORAES (1921 - 2003)

Nu - desenho a nanquim - 49 x 34 cm - embaixo - 1981 -

Carioca, nascido José Machado de Morais, em 10/5/1921. Pintor, gravador, desenhista e professor. Aluno rebelde da antiga Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, foi figura importante no embate entre conservadores e modernos na década de 40, concorrendo com o seu trabalho e militância, para a difusão do modernismo pelo país, e na conquista da "Divisão Moderna", no Salão Nacional de Belas Artes. Foi aluno de Quirino Campofiorito, Portinari, com quem trabalhou na execução de diversas obras. Participou de diversos Salões com merecido reconhecimento. JULIO LOUZADA, vol. 13 pág. 230; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 602, Acervo FIEO.



014 - ANTONIO PESSOA (1943)

Figuras - múltiplo em bronze - assinado -
Lote composto por dois múltiplos do autor, medidas: 07 x 05 x 04 cm. e 09 x 06 x 02 cm.

Escultor, assina Tonny. Radicado no Rio de Janeiro detentor de bom curriculo nacional e internacional com inumeras participações em Salões Oficiais,varias vezes premiado. Ótimo mercado.



015 - ROMEU CAIANI (1923 - 1997)

Paisagem - óleo sobre eucatex - 34 x 37 cm - canto inferior direito -

Pintor ativo em São Paulo, com diversas participações em coletivas, tais como: Salão da Paisagem Paulista (1968, 1969 e 1970), com premiação. JULIO LOUZADA, vol.11, pág.49; MEC, vol.1, pág.324, Acervo FIEO.



016 - JOSÉ SIMEONE (1930 - 2009)

Casario - óleo sobre tela - 43 x 56 cm - canto inferior direito e dorso - 1983 -

Pintor paulistano ligado à arte figurativa, com características impressionistas. Seu estilo se aproxima dos oitocentistas italianos e franceses, sendo que o crítico Pietro Maria Bardi também identificava em sua obra influências do grupo Santa Helena. Proveniente de família de artistas pintores (Angelo e João Simeone). Participa de coletivas a partir de 1962 (já com premiação). MEC, vol. 4, pág. 285; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 923; TEIXEIRA LEITE, pág. 482; Acervo FIEO.



017 - BANKSY (1974)

"Love in the air" - litografia off set - 65/150 - 37 x 28 cm - canto inferior direito na matriz -
Com certificado de Edicion, emitido por C & S (Luxemburgo) Salerno e Hijos - USA - SPAIN - ITALY - FRANCE - e relevo seco do editor. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Grafiteiro, pintor, ativista, cineasta. Chama-se Robin Banks e nasceu em Bristol - Inglaterra, de acordo com o tabloide inglês 'Daily Mail', mas ninguém conseguiu comprovar. A revelação de sua identidade já esteve em leilão no site e-Bay, mas a oferta foi retirada. Passou anos desenvolvendo sua técnica até se lançar em trabalhos maiores e mais polêmicos - sem nunca revelar sua identidade. Considerado o criador da 'street art', ganhou notoriedade através das intervenções urbanas - modificando sinalizações de rua, imprimindo sua própria moeda e, ilegalmente, pendurando suas obras em instituições como o Louvre e o Museu de Arte Moderna. Hoje suas obras se espalham por galerias em: Londres, Los Angeles, Nova York, Roma, Munique, e até no muro que separa Israel e Palestina (2005). Assinou a capa do álbum 'Think Tank' (2003), da banda Blur. Em 2009 uma exposição de suas obras 'Banksy vs Bristol Museum' foi realizada em sua cidade natal. Seu documentário 'Exit Through the Gift Shop' (2011) chegou a ser indicado ao Oscar. super.abril.com.br; www.smithsonianmag.com; www.artprice.com; banksy.co.uk; www.artsy.net; www.artnet.com.



018 - NICOLA PETTI (1904 - 1983)

Palhaço - óleo sobre tela - 41 x 36 cm - canto inferior direito -

Ativo em São Paulo, foi também excepcional desenhista, aluno nesta capital, do pintor e professor alemão Georg Ficher Elpons; participou assiduamente do Salão Paulista de Belas Artes, desde sua inauguração em 1933, onde foi muito premiado. MEC, vol. 3, pág. 393; JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 685; ITAU CULTURAL, Acervo FIEO.



019 - ANDRÉ SZYMEZAKOWSKI (XX)

Músico - óleo sobre tela - 68 x 48 cm - canto inferior direito -
No estado.

Pintor e desenhista com participações em exposições coletivas. JULIO LOUZADA VOL. 3; PÁG. 1104.



020 - IGNÁCIO DA NEGA (1945)

"O quarto da Anatália" - óleo sobre tela - 38 x 46 cm - canto inferior direito e dorso - 1981 -
Ex-coleção Antônio Maluf - Galeria Seta - São Paulo - SP.

Natural de Surubim, PE. Iniciou-se na decoração de andores de procissão, ajudando a sua mãe. Recebeu orientação de Alaerte Bandim. Em São Paulo, orienta-se com M. Boy e Iracema Arditi. Seu tema preferido são as cenas típicas do nordeste. Participou de diversas exposições coletivas e individuais. JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 511. Acervo FIEO. -



021 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Cangaceiro - litografia - 7/60 - 52 x 32 cm - canto inferior direito - 1976 -
No estado.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



022 - ALEX DOS SANTOS (1980)

"Colhendo melancia" - óleo sobre tela - 50 x 81 cm - canto inferior esquerdo - 1977 -

Alex Benedito dos Santos nasceu em Jaboticabal, SP, no dia 13 de fevereiro de 1980. Pintor autodidata, fez cursos de escultura com o prof. Silvio Scarpa e xilogravura com o prof. Saulo. Participou de "workshops" com o pintor Sigbert Franklin, em 2001. Tem participado regularmente dos diversos Salões Oficiais nas cidades do interior do Estado, destacando-se: I e II Bienal de Artes e Cultura de Jaboticabal, em 1999 e 2001, Salão de Artes Plásticas de Brodósqui, em 2003, quando foi selecionado para o Mapa Cultural Paulista, Salão de Artes Plásticas de Araraquara, em 2003, Salão de Artes Plásticas de Guarulhos, onde obteve Menção Honrosa, em 2004, Salão de Artes Plásticas de Santos, em 2004, Salão de Artes de Piracicaba, em 2005, Salão de Artes Plásticas de Sales de Oliveira, em 2005, onde obteve Menção Honrosa, Salão de Artes Plásticas de Catanduva, obtendo Menção Honrosa, em 2006. Foi premiado com o 1º lugar nos Salões de Artes de Mococa, em 2003, Sales de Oliveira, em 2003, Araraquara, em 2004 e Piracicaba, em 2006. Expõe individualmente desde 2004. Acervo FIEO. -



023 - EDGARD OEHLMEYER (1909 - 1967)

Velho - óleo sobre cartão - 18 x 12 cm - canto inferior esquerdo - 1962 -

Pintor nascido em Rio Claro e falecido em São Paulo. Nessa cidade cursou pintura com o prof. Carlos Hadler na Escola Profissional. Foi discípulo de Amadeo Scavone e Antonio Rocco. Realizou exposição individual em São Paulo (1941). Participou de várias edições do Salão Paulista de Belas Artes, SP; do Salão Nacional de Belas Artes, RJ e outras mostras oficiais. Foi premiado em: São Paulo (1939, 1940, 1946, 1949, 1953, 1962); Rio de Janeiro (1947). TEODORO BRAGA, PÁG. 175; MEC. VOL.3, PÁG. 291; MAYER/1984, PAG. 1070; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 362; PONTUAL, PÁG. 389; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 686; www.museuvirt.com.br.



024 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Paisagem - óleo sobre tela colada em cartão - 27 x 36 cm - canto inferior esquerdo ilegível -



025 - NOEMIA MOURÃO (1912 - 1992)

Figura - guache - 33 x 24 cm - canto inferior direito -

Pintora e desenhista. Assina Noemia. Realizou sua primeira individual em 1934, no Rio de Janeiro. Residiu na Europa de 1934 a 1940, frequentando em Paris as academias de la Grande Chaumière e Ranson. Expôs em Montevideu e Buenos Aires. Foi citada por REIS JUNIOR e TEODORO BRAGA. Foi aluna (1932) e mulher (1933) de Di Cavalcanti. MEC vol.3, pág. 265; WALMIR AYALA vol.2, pág.135; PONTUAL, pág. 375; TEIXEIRA LEITE, pág. 356; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 684. Acervo FIEO.



026 - VITTÓRIO CUTTIN (1918 - XX)

Crianças brincando - óleo sobre eucatex - 48 x 33 cm - canto inferior direito -

Pintor e professor nascido em Florença, Itália. Estudou em Trieste com o professor Falzari. Participou da II Guerra Mundial. Logo depois da guerra, emigrou para Buenos Aires, Argentina, onde fez várias exposições individuais. Veio para o Brasil em 1952 e passou a residir em São Paulo realizando também algumas individuais. Transferindo-se para Santos, SP, manteve em sua casa uma exposição permanente. Participou do XI Salão Oficial de Belas Artes de Santos, em 1970 e 1971, do XXXV Salão Paulista de Belas Artes, em 1970, entre outros. Depois morou em Campinas e Bauru onde viveu por quase vinte anos até falecer. JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG. 297; MEC, VOL. 1, PÁG. 503; www.casaartecanoas.com.br; www.redebomdia.com.br.



027 - FRANCISCO DA SILVA (1910 - 1985)

Galo - óleo sobre tela - 35 x 26 cm - canto inferior direito - 1974 -

Pintor e desenhista, Francisco Domingos da Silva nasceu em Alto Tejo, AC e faleceu em Fortaleza, CE. Filho de índio peruano com brasileira, ainda criança se fixou em Fortaleza, por volta de 1937, onde começou a desenhar a carvão e giz sobre muros e paredes de casebres de pescadores. Na década de 40, sob o incentivo do crítico e pintor suíço Jean Pierre Chabloz, iniciou-se na pintura a guache juntamente com Chabloz, Antônio Bandeira e Inimá de Paula. O mesmo Jean Pierre lança-o em Paris. Entre 1961 e 1963, trabalhou no recém-criado Museu de Arte da UFCE. Expôs individualmente no Brasil a partir de 1943 e em diversas mostras coletivas no Brasil e exterior, com premiações, destacando-se a recebida na XXXIII Bienal de Veneza (1966). JULIO LOUZADA, VOL. 1 PÁG. 909; ITAU CULTURAL; LEONOR AMARANTE; ARTE NO BRASIL, ACERVO FIEO; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 478.



028 - JOEL FIRMINO DO AMARAL (1951)

Paisagem - óleo sobre tela colada em eucatex - 17 x 23 cm - canto inferior direito -

Pintor radicado em São Paulo, onde é ativo. São muito apreciadas as suas aquarelas, que retratam os casarios de cidades mineiras e do interior do País. Em 1985, recebeu prêmio aquisição no SPBA, e em 1988 prêmio no SPBA-SP. JULIO LOUZADA, vol. 9, pág. 39; Acervo FIEO.



029 - AXEL LESKOSCHEK (1889 - 1976)

Paisagem - aquarela - 25 x 35 cm - canto inferior direito -

Importante gravador, pintor e professor austríaco. Realizou sua formação artística na Áustria e ali publicou álbuns de xilogravuras e águas-fortes. Veio residir no Brasil em 1930, fugindo do nazismo, aqui ficando até 1950. Ilustrou diversas publicações nacionais, entre elas, e principalmente, as edições brasileiras dos romances de Dostoiévski (Ed. José Olimpio). Foi professor, entre outros, de Renina Katz, Fayga Ostrower e Ivan Serpa. MAYER/88, pág.494; JULIO LOUZADA, vol.1, pág.609; BENEZIT, vol.6, pág.612, ART PRICE ANNUAL/2000, pág.1464; PONTUAL, pág.309, TEIXEIRA LEITE, pág.284; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 605; ARTE NO BRASIL, pág. 840; Acervo FIEO.



030 - MANOEL SANTIAGO (1897 - 1987)

Pescadores - óleo sobre madeira - 16 x 26 cm - canto inferior esquerdo e dorso - Década de 1950 -

Manoel Colafante Caledônio de Assumpção Santiago nasceu em Manaus, AM e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, desenhista e professor. Mudou-se para Belém em 1903 e iniciou estudos de pintura. Desde 1916 já praticava a arte não figurativa. Em 1919 transferiu-se para o Rio de Janeiro, cursou Direito e frequentou a Escola Nacional de Belas Artes, onde foi aluno de Rodolfo Chambelland e Baptista da Costa. Na época, teve aulas particulares com Eliseu Visconti. Foi casado com a pintora Haydeá Santiago. Participou em 1927 do Salão Nacional de Belas Artes e recebeu o prêmio viagem ao exterior, entre vários outros. Foi para Paris no ano seguinte, e lá permaneceu por cinco anos. De volta ao Rio de Janeiro, em 1932, tornou-se professor do Instituto de Belas Artes. Em 1934, passou a lecionar pintura e desenho no Núcleo Bernardelli, figurando entre seus alunos José Pancetti, Edson Motta, Bustamante Sá, Ado Malagoli, Rescála e Milton Dacosta. Participou da I Bienal Internacional de São Paulo (1951) e do 8º Panorama da Arte Brasileira (1976). PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, VOL. 1, PÁG. 241; TEODORO BRAGA, PÁG. 211; CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO DE PAISAGEM BRASILEIRA, MEC-MNBA /RIO/1944; MAYER/84, PÁG. 1158; REIS JR, PÁG. 378; PONTUAL, PÁG. 473; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 292; ITAÚ CULTURAL, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 865; ACERVO FIEO.



031 - ARTE INDÍGENA BRASILEIRA

Vaso - cerâmica - 30 x 30 cm -
Ex coleção do pintor Aldemir Martins - São Paulo - SP.



032 - JANY M. RUCK (1939)

"Capoeira" - técnica mista - 60 x 49 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2017 -

Pintora, professora e restauradora, Jany Marylene Ruck nasceu em Agudos, SP. Assinava Jany até 1984. Atualmente assina JM. Ruck. Em Campinas fez cursos livres de desenho e pintura com Elenice Menegon, Aldo Cardarelli, Djalma Urban e Álvaro de Batista. Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais. Foi premiada em: São José do Rio Preto, SP (1984, 1985, 1991); Campinas, SP (1985, 1996); São João da Boa Vista, SP (1985); Itatiba, SP (1985,1987, 1988); Mogi Mirim, SP (1987); Poços de Caldas, MG (1987); Piracicaba, SP (1988); Limeira, SP (1989); Araras, SP (1991); Ribeirão Preto, SP (2003). ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 7 PÁG. 614; VOL. 9, PÁG. 750.



033 - ROBERTO BURLE MARX (1909 - 1994)

Composição - litografia - 20/100 - 55 x 74 cm - canto inferior direito -

Nasceu em São Paulo e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, paisagista, arquiteto, desenhista, pintor, gravador, litógrafo, escultor, tapeceiro, ceramista, designer de jóias, decorador. Durante a infância viveu no Rio de Janeiro. Foi com a família para a Alemanha, em 1928. Em 1929, freqüentou o ateliê de pintura de Degner Klemn. Nos jardins e museus botânicos de Dahlen, em Berlim, entusiasmou-se ao encontrar exemplares da flora brasileira. De volta ao Brasil, fez curso de pintura e arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1930 - 1934), onde foi aluno de Leo Putz , Augusto Bracet e Celso Antônio. Seu primeiro projeto paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, em 1932. Entre 1934 e 1937, ocupou o cargo de diretor de parques e jardins do Recife, PE, onde passou a residir. Nesse período, foi com freqüência ao Rio de Janeiro e teve aulas com Candido Portinari e com o escritor Mário de Andrade. Em 1937, retornou ao Rio de Janeiro e trabalhou como assistente de Candido Portinari. Foi em 1949, conforme sua paixão por plantas e seu interesse por botânica e jardinagem, que Burle Marx adquiriu um sítio em Barra de Guaratiba, RJ. Com auxílio de botânicos, viajou, coletou, catalogou exemplares de plantas do Brasil e reproduziu em seu sítio a diversidade fitogeográfica brasileira. Em 1985 doou esse sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.Realizou muitas exposições individuais e projetos paisagísticos, participou de diversas mostras oficiais coletivas pelo Brasil e no exterior. PONTUAL, PÁG. 94; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 93; MEC. VOL.1, PÁG.303; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 738; LEONOR AMARANTE, PÁG. 98; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 179; artnet.com. ACERVO FIEO.



034 - EDUARDO LIMA (1954)

"Detalhes" - litografia - 75/116 - 44 x 62 cm - canto inferior direito - 1994 -
Paspatur no estado.

Natural da Capital paulista, onde nasceu a 16/1/1954. Estudou desenho e pintura com Zozo e Waldemar da Costa (1972/1977). Em 1975, formou em Desenho Industrial na Universidade Mackenzie-SP, recebendo orientação em pintura Sumi-ê com Massao Okinaka. No ano de 1979, trabalhou na diagramação do fascículo Arte no Brasil, da Editora Abril-SP. Individuais a partir de 1980 e coletivas desde 1975, inclusive no exterior. JULIO LOUZADA, vol. 3 pag. 617;



035 - INGRES SPELTRI (1940)

"Violino" - óleo sobre tela - 60 x 80 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor, desenhista, escultor, gravador e professor nascido em Jau, SP. Filho do pintor Augusto Speltri com quem se iniciou na pintura, ainda criança. Em 1959 mudou-se para São Paulo onde estudou Música (1960-1964). É professor titular da Escola Panamericana de Arte, SP. Realizou exposições individuais, em São Paulo, nos anos de 1977, 1981, 1978, 1984. Participou de várias mostras e Salões oficiais, sendo premiado em: São Paulo (1963, 1966, 1970, 1971); Santo André, SP (1976). JULIO LOUZADA VOL. 5, PÁG. 1012; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; MEC VOL. 4, PÁG. 338; PONTUAL PÁG. 504; www.artprice.com; www.speltri.com.



036 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Paisagem - técnica mista - 28 x 22 cm - canto inferior direito -
Pranc/. No estado.



037 - PAULO GERSON RIBEIRO (1969)

"Um dia de sol" - óleo sobre tela - 20 x 30 cm - canto inferior direito e dorso - 2016 -

Pintor e professor. Assina Gerson. Sua principal exposição individual foi a "Arte sem Limites" no Espaço Cultural Cidade Ademar, SP. Tem participado de exposições coletivas.



038 - MENASE WAIDERGORN (1927)

Marinha - óleo sobre tela - 24 x 30 cm - canto inferior direito -

Pintor nascido em Hotin, Romênia. Seus pais vieram para o Brasil (1932) fixando residência em São Paulo. Ingressou na Associação Paulista de Belas Artes (fim da década de 1940), onde conheceu Dario Mecatti. Viajou pelo norte da África e Europa. Participou de diversos salões, coletivas oficiais e recebeu diversos prêmios. JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 1011; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



039 - ANTONIO PESSOA (1943)

Composição - múltiplo em bronze - 13 x 12 x 03 cm - assinado -

Escultor, assina Tonny. Radicado no Rio de Janeiro detentor de bom curriculo nacional e internacional com inumeras participações em Salões Oficiais,varias vezes premiado. Ótimo mercado.



040 - GIOVANNI BOLDINI (1842 - 1931)

Moça - pastel - 60 x 42 cm - canto inferior direito - 1904 -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor italiano nascido em Ferrara, filho de um pintor de temas religiosos. Mudou-se para Florença (1962) para estudar pintura e se associou ao movimento dos ‘Macchiaioli’, embora tenha se tornado mais conhecido por seus retratos. Foi para Paris (1867); para Londres e voltou a Paris (1872) tornando-se amigo de Edgar Degas. Tornou-se famoso retratista tanto em Londres como em Paris. Foi comissário da Exposição de Paris de 1889 e recebeu a comenda da Legião de Honra por esse feito. BENEZIT; www.giovanniboldini.org; artemoderna.comune.fe.it; www.artprice.com.



041 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Cangaceiro" - desenho a caneta hidrográfica e aquarela - 10 x 15 cm - lado esquerdo - 1976 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



042 - OMAR PELLEGATTA (1925 - 2000)

"Paraty" - óleo sobre cartão - 23 x 28 cm - canto inferior direito -
Com carimbo do ateliê do autor no dorso.

Pintor, desenhista e gravador nascido em Busto Arsizio, Itália. Assina Pellegata. Veio para o Brasil em 1927, estudou na Associação Paulista de Belas Artes, foi aluno de Ettore Federighi e Durval Pereira, Takaoka, Mário Zanini, Otone Zorlini. Viveu e trabalhou em Santos, SP. Fez parte do Grupo Tapir (1970) com Giancarlo Zorlini, João Simeone, José Procópio de Moraes, Glicério Geraldo Canelosso e do Grupo Chácara Flora com Emídio Dias de Carvalho, Arlindo Ortolani, Heitor Carilo, Glicério Geraldo Canelosso. Realizou exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil como: Salão Paulista de Belas Artes (desde 1958), Salão Municipal de Belas Artes de Belo Horizonte, MG (1960), entre outros, recebendo muitos prêmios. JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG.735; MEC VOL.3, PÁG.363; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.brasilartesenciclopedias.com.br; www.artprice.com.



043 - SYLVIO PINTO (1918 - 1997)

Marinha - óleo sobre tela - 40 x 55 cm - canto inferior direito -

Pintor, Sylvio da Silva Pinto nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Assina S. Pinto. Teve as primeiras noções de desenho no Liceu de Artes e Ofícios, RJ. Mais tarde recebeu lições de seu pai – o Pinto das Tintas. Foi ainda na casa paterna que conheceu Pancetti. Estudou no Núcleo Bernardelli (1938) e se dedicou exclusivamente à pintura a partir de 1940. Fundou e dirigiu no Jacarezinho, bairro carioca, uma escolinha de arte para crianças pobres. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1988, 1992); Brasília, DF (1988,1993); Rio de Janeiro (1989, 1991, 1993, 1994, 1995); Constância, Portugal (1991). Participou de várias mostras coletivas e Salões oficiais como a I Bienal Internacional de São Paulo (1951). Foi premiado no: Rio de Janeiro (1941, 1943, 1945, 1948, 1949, 1952 – Prêmio Viagem ao Exterior, 1957 – Prêmio Viagem Nacional, 1988, 1989); Salvador, BA (1946, 1950); Constância, Portugal (1994); Brasília, DF (1994); Niterói, RJ (1996). MEC, VOL. 3, PÁG. 419, ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 4, PÁG. 894; VOL. 5, PÁG. 820; VOL. 6, PÁG. 890; VOL. 7, PÁG. 562; VOL. 8, PÁG. 661; VOL. 10, PÁG. 693; ACERVO FIEO; www.academia.org.br; www.artprice.com.



044 - DIONISIO DEL SANTO (1925 - 1999)

Pastor - guache - 21 x 20 cm - canto inferior direito - 1983 -

Pintor, desenhista, gravador e serigrafista, nasceu em Colatina-ES, e faleceu em Vitória, naquele mesmo Estado. Autodidata. Em 1975, recebe o Prêmio de Melhor Exposição de Gravura do Ano, da APCA. Participou da 9ª Bienal Internacional de São Paulo, 1967 (Prêmio Itamarati Aquisição) e do Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro, 1968 (Prêmio Isenção do Júri). JULIO LOUZADA vol.11, pág. 88; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 682; ARTE NO BRASIL, pág. 934.



045 - ROBERTO BURLE MARX (1909 - 1994)

Composição - técnica mista - 45 x 54 cm - canto inferior direito - 1987 -
Ex coleção Renato Antônio Brogiolo - Rio de Janeiro, RJ.

Nasceu em São Paulo e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, paisagista, arquiteto, desenhista, pintor, gravador, litógrafo, escultor, tapeceiro, ceramista, designer de jóias, decorador. Durante a infância viveu no Rio de Janeiro. Foi com a família para a Alemanha, em 1928. Em 1929, freqüentou o ateliê de pintura de Degner Klemn. Nos jardins e museus botânicos de Dahlen, em Berlim, entusiasmou-se ao encontrar exemplares da flora brasileira. De volta ao Brasil, fez curso de pintura e arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1930 - 1934), onde foi aluno de Leo Putz , Augusto Bracet e Celso Antônio. Seu primeiro projeto paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, em 1932. Entre 1934 e 1937, ocupou o cargo de diretor de parques e jardins do Recife, PE, onde passou a residir. Nesse período, foi com freqüência ao Rio de Janeiro e teve aulas com Candido Portinari e com o escritor Mário de Andrade. Em 1937, retornou ao Rio de Janeiro e trabalhou como assistente de Candido Portinari. Foi em 1949, conforme sua paixão por plantas e seu interesse por botânica e jardinagem, que Burle Marx adquiriu um sítio em Barra de Guaratiba, RJ. Com auxílio de botânicos, viajou, coletou, catalogou exemplares de plantas do Brasil e reproduziu em seu sítio a diversidade fitogeográfica brasileira. Em 1985 doou esse sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.Realizou muitas exposições individuais e projetos paisagísticos, participou de diversas mostras oficiais coletivas pelo Brasil e no exterior. PONTUAL, PÁG. 94; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 93; MEC. VOL.1, PÁG.303; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 738; LEONOR AMARANTE, PÁG. 98; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 179; artnet.com. ACERVO FIEO.



046 - HERTON ROITMAN (1943)

Composição - técnica mista e colagem - 21 x 13,5 cm - canto inferior direito - 1997 -

Nascido em Porto Alegre, RS, no dia 28 de junho de 1943. Residindo em São Paulo, formou-se pela ECA-USP. Com parte de sua vida artística voltada para o teatro e elaboração de figurinos, fez diversos cursos ligados a esta arte, onde também lecionou. Participa de exposições a partir de 1966, apresentando a mostra Máscaras, na Galeria Guignard, de BH-MG. ganhando diversos prêmios, tais como os de Melhor Figurinista do Ano, nos anos de 1964, 65, 66, 67, o de Melhor Cenógrafo, 1967, Revelação Desenho, 1967, e o de Melhor Figurinista Brasileiro, medalha de outro, XII Bienal Internacional, SP. RGS, pág. 251.



047 - RENZO GORI (1911 - 1999)

Na estrada - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito -

Pintor de estilo, participou de diversos Salões Nacionais, com premiações; muito apreciado por colecionadores de cenas árabes. TEODORO BRAGA, pág. 110; MEC, vol. 2, pág. 278; JULIO LOUZADA, vol. 9, pág. 390; Acervo FIEO.



048 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Natureza morta - óleo sobre tela - 60,5 x 80,5 cm - não assinado -



049 - MARIA BONOMI (1935)

"Rotativa" - litografia - 1/1 - 70 x 50 cm - canto inferior direito - 1965 -
No estado.

Gravadora, pintora, figurinista, cenógrafa, muralista e escultora nascida em Meina, Itália. Mudou-se para o Rio de Janeiro ainda criança. Em São Paulo (década de 1950), estudou inicialmente com Yolanda Mohalyi, Karl Plattner e Livio Abramo. Na 'Columbia University', Nova York - EUA estudou artes gráficas com Hans Muller e História da Arte Comparada com Meyer Schapiro. Obteve bolsa de estudos no Pratt Institute, Nova York - EUA onde trabalhou com Seong Moy e Fritz Eichenberg, entre outros. De volta ao Brasil (1959) continuou seu aperfeiçoamento na gravura com Friedlaender no MAM, RJ. Fundou com Lívio Abramo o 'Estudio Gravura' (década de 1960), em São Paulo. Realizou várias exposições individuais e tem participado de muitas mostras coletivas e oficiais, no Brasil e no exterior. Recebeu, entre outros, o Prêmio de Melhor Gravador da VIII Bienal de São Paulo (1965); o Prêmio de Gravura na V Bienal de Paris (1968); o Prêmio de Gravura da VIII Exposição Internacional Ljubljana, modalidade xilogravura; o Prêmio de Aquisição na IX Bienal de mesmo nome (1971), culminando com o Prêmio Internacional de Gravura, modalidade litografia (1983). Como cenógrafa vale destacar o Prêmio de Revelação de Cenógrafa e Melhor Figurinista com a peça 'As feiticeiras de Salém' de Arthur Miller. O Prêmio Revelação dado pela APCT – Associação Paulista de Críticos Teatrais se repetiu nos anos de 1962, 1965 e 1967. Em 1965, recebeu o Prêmio Molière como melhor cenógrafa da peça "A megera domada”, de Shakespeare. Desde 1975 tem realizado numerosos painéis em concreto, de grandes dimensões, como os do Saguão do Maksoud Hotel e do Banco Sudameris do Brasil, as fachadas laterais do Esporte Clube Sírio e do Edifício J. Riskallah Joye, todos em São Paulo e, em Santiago do Chile, os painéis do Banco Exterior da Espanha. JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG.142; PONTUAL PÁG.80; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG.692; ARTE NO BRASIL PÁG.837; LEONOR AMARANTE PÁG.75, ACERVO FIEO; www.memorial.org.br; www.pinacoteca.org.br; www.bcb.gov.br; www.artprice.com.



050 - IAPONI ARAÚJO SOARES (1942 - 1996)

Festa - óleo sobre tela - 65 x 50 cm - canto inferior direito -
No estado.

Natural de São Vicente, Rio Grande do Norte, o autor participou em 1962 da organização do Museu de Arte Popular de Natal/RN. A partir de então, IAPONI começou a se interessas pelos autos populares de sua terra (congos de calçola, ararunas, bois-calembas), então em decadência, surgindo a idéia de fixá-los com desenhos e pinturas. A partir de 1963 participa de exposições coletivas. Sua pintura documenta a literatura oral nordestina, conservando os mesmos títulos saborosos dos livrinhos de cordel. ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 226; JULIO LOUZADA, vol. 10 pág. 431; ITAÚ CULTURAL.



051 - HELENA LOPES (1941)

Composição - gravura - 10/78 - 62 x 91 cm - canto inferior direito -

Pintora, desenhista e gravadora nascida em São Paulo. Estudou na Faculdade de Artes Plásticas da Universidade de Brasília – UnB (1984), recebeu Bolsa de Aperfeiçoamento do CNPq destinada à pesquisa "Cerrado: fonte geradora de imagens em gravura em metal". Participou de eventos como parte das atividades do Atelier de Gravuras da Universidade (1986 a 1990). Responde pelo Atelier Revisão da Gravura. Participou de diversas mostras coletivas e oficiais em: Brasília, DF (1987, 1998 – Panorama de Artes Visuais no DF, 2000, 2004, 2007 a 2010); Ribeirão Preto, SP (1993); Recife, PE (2000); São Paulo (2000, 2006, 2010); Santo André, SP (2003- Sala Especial na 2ª Bienal de Gravura de Santo André); Inglaterra (2005); Lisboa, Portugal (2011); Porto, Portugal (2012). Recebeu o I e o III Prêmio Maimeri em Buenos Aires e em São Paulo, respectivamente (2000). ITAU CULTURAL; www.arteinfinita.com.br/helena-lopes/.



052 - PAULA KADUNC (1954)

Composição - acrílico sobre tela colada em eucatex - 30 x 40 cm - dorso - 2017 -
Registrado sob o nº 693 no catálogo da autora.

Paula Kadunc, pseudônimo artístico de Maria Paula Kadunc, nasceu em São Paulo. Frequentou um curso clássico de arte e comunicação na época de colégio. Formou-se em historia (1975) e nos anos seguintes realizou viagens de estudo pela Europa, Japão, China e Filipinas. No inicio da década de 80 trabalhou no Museu de Arte de São Paulo como assessora de imprensa e relações publicas auxiliando ainda na curadoria de diversas exposições. Na década de 90 frequentou o ateliê do escultor Paulo Tadee onde trabalhou com desenhos e pinturas geométricas e passou a fundir esculturas em bronze. Estudou técnica de pintura com Marysia Portinari. Tem participado com suas obras de várias exposições coletivas e leilões de arte. Possui obras em diversas coleções particulares e no Museu de Arte do Parlamento de São Paulo. www.artemaisnet.com.br/artistas/paula-kadunc.html; www.catalogodasartes.com.br; www.al.sp.gov.br; www.artprice.com; www.askart.com.



053 - TARSILA DO AMARAL (1890 - 1973)

"Aluísio Azevedo" - desenho a nanquim - 30 x 20 cm - canto inferior direito -
Com certificado de autenticidade de "Renot Escritório de Prestação de Serviços para o Mercado de Arte", datado de 02 de setembro de 2004, São Paulo - SP.

Pintora e desenhista, Tarsila do Amaral nasceu em Capivari, SP e faleceu em São Paulo. Estudou escultura com William Zadig e com Mantovani, em 1916, na capital paulista. No ano seguinte teve aulas de pintura e desenho com Pedro Alexandrino, onde conheceu Anita Malfatti. Ambas tiveram aulas com o pintor Georg Elpons. Em 1920 viajou para Paris e estudou na ‘Académie Julian’ e com Émile Renard. Ao retornar ao Brasil formou em 1922, em São Paulo, o Grupo dos Cinco, com Anita Malfatti, Mário de Andrade, Menotti del Picchia e Oswald de Andrade. Em 1923, novamente em Paris, frequentou o ateliê de André Lhote, Albert Gleizes e Fernand Léger. Foi a criadora de duas das principais tendências ou movimentos de nossa arte nacionalista: o Pau Brasil e o Antropofagia. A convite da Comissão do IV Centenário de São Paulo fez, em 1954, o painel ‘Procissão do Santíssimo’ e, em 1956, entregou ‘O Batizado de Macunaíma’, sobre a obra de Mário de Andrade, para a Livraria Martins Editora. A retrospectiva Tarsila: 50 Anos de Pintura, organizada pela crítica de arte Aracy Amaral e apresentada no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo , em 1969, ajudou a consolidar a importância da artista. TEODORO BRAGA, PÁG. 220; REIS JR., PÁG.388; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 365; MEC, VOL. 4, PÁG. 370; PONTUAL, PÁG. 511; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 492; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 389; ARTE NO BRASIL, PÁG. 577; LEONOR AMARANTE, PÁG. 24; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 958.



054 - ANTONIO AUGUSTO MARX (1919 - 2008)

"Rio Pinheiro com draga" - óleo sobre tela - 51 x 70 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1982 - São Paulo -

Arquiteto e pintor ativo em São Paulo, onde participa de mostras coletivas a partir de 1966, com reconhecimento de crítica e público. Artista de muitos recursos técnicos, suas obras tem como tema a paisagem, do campo e da cidade, com conteúdo de atmosfera, côr e equilibrio. MEC vol.3, pág. 99; PONTUAL, pág. 346; JULIO LOUZADA vol.11, pág. 203; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 803, Acervo FIEO.



055 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Gato" - desenho a nanquim e aquarela - 7,5 x 10,5 cm - canto inferior esquerdo - 1982 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



056 - DANILO DI PRETE (1911 - 1985)

Composição - óleo sobre tela - 38 x 45 cm - canto inferior direito e dorso - 1963 - São Paulo -

Pintor, artista visual, ilustrador e cartazista nascido em Pisa, Itália. Autodidata, iniciou sua carreira aos vinte anos na Itália. Integrou na Segunda Guerra Mundial o grupo de 'Artistas Italianos em Armas' e, com eles, ilustrou episódios da guerra na Albânia, Grécia e Iugoslávia, sendo premiado em: Caselli (1932), Livorno (1933), Viareggio (1938), Florença (1939), Cremona e Nápoles (1943). Chegou ao Brasil em 1946, fixou-se em São Paulo dedicando-se à atividade publicitária e, como cartazista, representou o Brasil e foi premiado em várias mostras internacionais de propaganda. Participou da Quadrienal de Roma (1943), Salão de Maio, Paris (1952); XXVI e XXX Bienal de Veneza (1952 e 1960); Bienal Internacional de São Paulo (1951 a 1967 - nelas recebendo o prêmio de Melhor Pintor Nacional em 1951 e 1965 e salas especiais de seus trabalhos em 1961 e 1967); Bienal Americana de Arte, Córdoba – Argentina (1962); entre outras mostras no Brasil e exterior com mais prêmios. JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG.333; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 163; PONTUAL, PÁG. 179; MEC VOL. 2, PÁG. 57; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 647; ARTE NO BRASIL, PÁG. 898; LEONOR AMARANTE, PÁG. 13; www.pinturabrasileira.com; www.pinacoteca.org.br; www.moma.org; www.artprice.com; www.arcadja.com; www.artnet.com.



057 - TITO DE ALENCASTRO (1934 - 1999)

"Bruma no cais" - óleo sobre tela colada em eucatex - 90 x 60 cm - canto inferior direito e dorso - 1983 -
Autenticado no dorso pelo autor e por Yur Fogaça, herdeiro do artista.

Pintor, desenhista, gravador e mosaicista, radicou-se em 1961 em São Paulo, após ter estudado no Rio de Janeiro com Abelardo Zaluar, José Morais e Johnny Friedlaender. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 29; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 6; PONTUAL, pág. 14; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



058 - INÁCIO RODRIGUES (1946)

"Litoral Norte" - acrílico sobre cartão - 42 x 50 cm - canto inferior direito e dorso - 2012 -

Pintor, desenhista, entalhador e gravador, natural de Acaraú, CE. Iniciou-se em pintura como autodidata (1957). Viajou para diversos países da América Latina (1960-1965) com o objetivo de participar de exposições e acabou se fixando, em 1966, no Rio de Janeiro. Pintou a cúpula da Catedral Municipal e o Hotel Porto Velho em Porto Velho, RO (1962 e 1965). Expôs individualmente em diversas capitais brasileiras e também no exterior. Participou de muitas mostras e Salões oficiais e foi premiado em: Curitiba, PR (1971); Rio de Janeiro (1970, 1973, 1975, 1977, 1978); Belo Horizonte, MG (1970, 1971); Campinas, SP (1971, 1972); Florianópolis, SC (1972); Niterói, RJ (1974); Embu, SP (1974); Amparo, SP (1994, 1996); São José dos Campos, SP (1983). JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 834; VOL. 4, PÁG. 959; VOL. 12, PÁG. 345; TEIXEIRA LEITE PÁG. 450. WALMIR AYALA VOL. 2, PÁG. 259; MEC VOL. 4, PÁG. 91; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



059 - ARTE POPULAR BRASILEIRA (XX)

Galinha - escultura em madeira - 20 x 31 x 21 cm - assinado -
J.



060 - ALDO BONADEI (1906 - 1974)

Vaso de flores - técnica mista - 46 x 31 cm - canto inferior direito - 1968 -
Ex coleção Paulo Eurico Soares, São Paulo - SP.

Pintor, designer, gravador, figurinista e professor - Aldo Cláudio Felipe Bonadei nasceu e faleceu em São Paulo, SP. Entre 1923 e 1928 foi aluno de Pedro Alexandrino, período em que também frequentou o ateliê de Antonio Rocco. Viajou para a Itália, entre 1930 e 1931, e frequentou a Academia de Belas Artes de Florença, onde teve aulas com Felice Carena e seu assistente Ennio Pozzi, ambos ligados ao movimento ‘novecento’. Nesse período, dedicou-se ao desenho da figura humana, principalmente ao nu. Retornou a São Paulo no início da década de 1930 e participou ativamente do Grupo Santa Helena, da Família Artística Paulista - FAP e do Sindicato dos Artistas Plásticos. Em 1949 lecionou na Escola Livre de Artes Plásticas, primeira escola de arte moderna de São Paulo e participou do Grupo Teatro de Vanguarda. No ano seguinte, fundou a Oficina de Arte - O. D. A., com Odetto Guersoni e Bassano Vaccarini. No fim da década de 1950 atuou como figurinista nas peças ‘Vestido de Noiva’, de Nelson Rodrigues, e ‘Casamento Suspeitoso’, de Ariano Suassuna. Também desenhou alguns figurinos para dois filmes dirigidos por Walter Hugo Khoury: ‘Fronteiras do Inferno’ (1958) e ‘Na Garganta do Diabo’(1959). Realizou muitas exposições individuais e participou de vários Salões oficiais destacando-se: Bienal Internacional de São Paulo (1ª, 2ª, 3ª, 6ª, 7ª); Bienal de Veneza (1952); Panorama da Arte Moderna Brasileira (1970). MEC, VOL. 1, PÁG. 247; PONTUAL, PÁGS. 78/79; ARTE NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 1041; ART PRICE ANNUAL 2000, PÁG. 258; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 79; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; LEONOR AMARANTE, PÁG. 72; ACERVO FIEO.



061 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Madona com menino - óleo sobre madeira - 31 x 24 cm - não assinado -



062 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Pássaro" - acrílico sobre papel - 14 x 20 cm - canto inferior direito - 1992 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



063 - MARIA GUADALUPE (1914 - 2015)

"Festa de São João" - óleo sobre tela - 50 x 60 cm - canto inferior direito - 2010 -

Pintora autodidata, Maria Guadalupe Mundin da Costa Canedo nasceu em Monte Carmelo, MG. Assina M. Guadalupe. Começou a pintar profissionalmente a partir de 1969. Viveu e trabalhou em São Paulo. Expôs individualmente em: São Paulo (1969 a 1971, 1974, 1977, 1983); Belo Horizonte, MG (1972, 1975). Participou de mostras coletivas e oficiais em: São Paulo (1979 a 1984, 1986 a 1991, 1993); Piracicaba, SP (1992); Rio de Janeiro (1985); Paris, França (1983); Holanda (1983); Brasília, DF (1987). Foi premiada em Monte Sião, MG (1978); Piracicaba, SP (1992). JULIO LOUZADA VOL. 4, PÁG. 681; VOL. 6, PÁG. 472; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 232. Acervo FIEO; artenaifrio.blogspot.com.br.



064 - DAVID MERCADÉ RECASENS (XX)

Parque - aquarela - 42 x 56 cm - canto inferior direito - 1959 -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista com diversas participações em mostras e salões oficiais. www.artprice.com.



065 - DURVAL PEREIRA (1917 - 1984)

Barcos - óleo sobre tela colada em cartão - 15 x 20 cm - canto inferior direito -

Nascido e falecido em São Paulo onde foi pintor e professor ativo. Premiado com a Menção Honrosa no Salão Paulista de Belas Artes em 1944, passou a viver exclusivamente da pintura. Em 1946, estudou artes plásticas na Associação Paulista de Belas Artes. Pintava ao ar livre, aos domingos, com os pintores Salvador Rodrigues, Salvador Santisteban, Cirilo Agostinho, Jaime Dinis, Djalma Urban, Innocencio Borghese, e outros. Premiado praticamente em todos os Salões de que participou, acumulou, em toda sua carreira, 419 prêmios de todos os cantos do mundo. Recebeu ao todo, 15 comendas das mais importantes do Brasil. Nos últimos três anos de sua vida recebeu também todos os Primeiros Prêmios e Medalhas de Ouro nas exposições de Paris, Rouen, Lyon, Roma, Miami e Milão (o maior prêmio dado à pintura: ‘La Madonina de Milano’). MEC, vol. 3, pág. 368; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 749; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO; www.tntarte.com.br.



066 - GENTIL GARCEZ (1903 - 1992)

No campo - óleo sobre tela - 40 x 30 cm - canto inferior direito -

Pintor nascido e falecido em Santos, SP. Iniciou-se na pintura, ainda criança, sob as orientaçõesde sua mãe que era hábil desenhista. Depois frequentou o ateliê de Benedicto Calixto. Expôs individualmente em São Paulo (1920); Santos (1921, 1923, 1936). Participou do Salão Paulista de Belas Artes em 1934, 1935, 1937, 1939, 1940, 1942 onde foi premiado nas edições de 1940 e 1941. Foi membro da comissão de seleção e premiação do Salão Oficial de Santos em 1970. Por encomenda do governo de Minas Gerais, realizou uma série de trabalhos para as várias repartições públicas de Belo Horizonte. TEODORO BRAGA, PÁG. 105; MEC, VOL. 2, PÁG. 240; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 410; VOL. 4, PÁG. 452; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.novomilenio.inf.br; www.artprice.com.



067 - ALICE GONSALVES (1901 - 1987)

Natureza morta - óleo sobre madeira - 57 x 66 cm - canto inferior direito -

Pintora paulista, com diversas participações em exposições coletivas nacionais. Recebeu menção honrosa no Salão Paulista de Belas Arte de 1949. MEC, vol. 2, pág. 276; JULIO LOUZADA, vol, 5 pág 447



068 - SILVIO OPPENHEIM (1941 - 2012)

Composição - litografia - 38/40 - 50 x 70 cm -
No estado.

Pintor, desenhista, arquiteto e professor nascido e falecido em São Paulo. Formou-se pela Faculdade de Arquitetura da USP (1965) e completou sua formação na Alemanha, quando ganhou do governo alemão uma bolsa de estudos para a 'Technisce Universitat' (TU) em Berlim Ocidental. Em 1979 assumiu a cadeira de arquitetura de interiores na Faculdade de Arquitetura da Universidade Mackenzie. Produziu intensamente como arquiteto e como artista plástico. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1965, 1972, 1975 a 1977, 1979, 1981, 1982, 1986 a 1989); Rio de Janeiro (1985); Brasília, DF (1978); Curitiba, PR (1980, 1987); Goiânia, GO (1989); Vitória, ES (1989). Participou de exposições coletivas e oficiais como: Bienal Internacional de São Paulo (1963, 1965, 1967, 1969); '5 Pintores de Vanguarda', Porto Alegre, RS (1965); Panorama de Arte Brasileira, MAM – SP (1971, 1973, 1976, 1979); Tóquio, Japão (1985) e outras. JULIO LOUZADA, VOL. 2, PÁG.745; VOL. 4, PÁG. 829; MEC, VOL.3, PÁG.301; ITAU CULTURAL, ACERVO FIEO; www.pinacoteca.org.br; www.sp.senac.br; www.resenhando.com; www.artprice.com.



069 - HEINZ KÜHN (1908 - 1987)

Composição - técnica mista - 36 x 24 cm - canto inferior direito - 1960 -

Pintor nascido em Berlim, Alemanha, e falecido em São Paulo. Iniciou seus estudos em sua terra natal, expondo obras na Alemanha e na França. Transferiu-se para o Brasil em 1950, fixando residência em São Paulo. Realizou exposições individuais em São Paulo (1952, 1956 - MAM, 1959 a 1962). Participou de mostras e Salões oficiais, entre eles: II, III e VIII da Bienal Internacional de São Paulo; II, IX, X e XIV Salão Paulista de Arte Moderna onde conquistou a Medalha de Prata (1952), o Prêmio Aquisição (1955) e a Medalha de Ouro (1965); XVIII Salão Municipal de Belo Horizonte; I Concurso Nacional de Joias - Prêmio de Viagem a Brasília. MEC VOL. 2, PÁG. 430; PONTUAL PÁG. 295; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 688; www.artprice.com.



070 - GEORGINA DE ALBUQUERQUE (1885 - 1962)

Praça - aquarela - 24 x 31 cm - canto inferior esquerdo -

Pintora e professora. Aos 15 anos, inicia sua formação artística com o pintor italiano Rosalbino Santoro (1858 - s.d.). Muda-se para o Rio de Janeiro em 1904, matricula-se na Escola Nacional de Belas Artes - Enba e estuda com Henrique Bernardelli. Em 1906, casa-se com o pintor Lucílio de Albuquerque e viaja para a França. Em Paris, frequenta a École Nationale Supérieure des Beaux-Arts e ainda a Académie Julian, onde é aluna de Henri Royer. Volta ao Brasil em 1911, expõe em São Paulo e, partir dessa data, participa regularmente da Exposição Geral de Belas Artes. De 1927 a 1948, leciona desenho artístico na Enba e, em 1935, é professora do curso de artes decorativas do Instituto de Artes da Universidade do Distrito Federal. Em 1940, em sua casa no bairro de Laranjeiras, no Rio de Janeiro, funda o Museu Lucílio de Albuquerque, e institui um curso pioneiro de desenho e pintura para crianças. Entre 1952 e 1954, exerce o cargo de diretora da Enba. TEIXEIRA LEITE, págs. 15 e 16; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 22 a 26; TEODORO BRAGA, pág. 107; REIS JR., pág. 370; PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, vol. 1, págs.17 e 141; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 455; ARTE NO BRASIL, pág 574; Acervo FIEO, RUTH TARASANTCHI.



071 - JOSÉ ANTONIO DA SILVA (1909 - 1996)

Fazenda - óleo sobre cartão - 26 x 30 cm - canto inferior direito e dorso - 1981 -

Pintor, desenhista, escritor, escultor, repentista nascido em Sales de Oliveira, SP e falecido em São Paulo. Trabalhador rural, de pouca formação escolar, foi autodidata. Em 1931, mudou-se para São José do Rio Preto, SP. Participou da exposição de inauguração da Casa de Cultura da cidade (1946), quando suas pinturas chamaram atenção dos críticos Lourival Gomes Machado, Paulo Mendes de Almeida e do filósofo João Cruz e Costa. Dois anos depois, realizou mostra individual na Galeria Domus, SP. Nessa ocasião Pietro Maria Bardi, diretor do MASP, adquiriu seus quadros e depositou parte deles no acervo do museu. O MAM, SP editou seu primeiro livro, ‘Romance de Minha Vida’ (1949). Na 1ª Bienal Internacional de São Paulo (1951), recebeu prêmio aquisição do ‘Museum of Modern Art’ (MoMA) de Nova York. Em 1966, o artista criou o Museu Municipal de Arte Contemporânea de São José do Rio Preto e gravou dois LPs, ambos chamados ‘Registro do Folclore Mais Autêntico do Brasil’, com composições de sua autoria. No mesmo ano, ganhou Sala Especial na 33ª Bienal de Veneza. Publicou ainda os livros ‘Maria Clara’ (1970), ‘Alice’ (1972); ‘Sou Pintor, Sou Poeta’ (1982); e ‘Fazenda da Boa Esperança’ (1987). Transferiu-se de São José do Rio Preto para São Paulo, em 1973. Em 1980, foi fundado o Museu de Arte Primitivista José Antônio da Silva (MAP), em São José do Rio Preto, com obras do artista e peças do antigo Museu Municipal de Arte Contemporânea. Realizou inúmeras exposições individuais e participou de muitos certames oficiais pelo Brasil e exterior recebendo muitos prêmios. MEC, vol. 4, pág. 256; PONTUAL, pág. 493 e 494; TEIXEIRA LEITE, pág. 478; JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 958; ARTE NO BRASIL, vol. 2, pág. 958; BENEZIT, vol. 9, pág. 602; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 227; ITAU CULTURAL; LEONOR AMARANTE, pág. 171; Acervo FIEO.



072 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Lagoa Rodrigo de Freitas - óleo sobre eucatex - 46 x 62 cm - não assinado -



073 - LIZANDRA TONIDANDEL (1974)

"Campo imaginário" - fotografia - 46 x 69 cm - dorso -

Fotógrafa, Lizandra Tonidandel de Assis é graduada em música e direito. Formou-se em fotografia pela Escola Panamericana de Artes e Design (2012). Participou da exposição "Sonho, memória e alucinação" (2012) em São Paulo. É membro da "Nuestra Mirada".



074 - MARGARITA FARRÉ (1939)

Composição - escultura em bronze - 14 x 17 x 04 cm - assinado -

Iniciou sua formação artística em 1973, com curso de desenho na FAAP, ali também estudando escutura com sob a orientação do professor Juan Godiño. Frequenta os atelier de Calabrone e Becheroni (1983 e 1984). Participa e realiza mostras coletivas e individuais a partir de 1984. JULIO LOUZADA, vol. 3 pág. 397.



075 - CLÓVIS GRACIANO (1907 - 1988)

"Cartão de natal" - guache - 31 x 20 cm - canto inferior direito - 1964 -
Com certificado de autenticidade n° 0427/0903 do Projeto Graciano, datado de 30/03/2004. Com certificado de autenticidade de "Renot Escritório de Prestação de Serviços para o Mercado de Arte", datado de 06 de abril de 2004, São Paulo - SP. e etiqueta de Renato Magalhães Gouvêa Escritório de Arte, Rua Pelotas, 475 - São Paulo - SP.

Pintor, desenhista, cenógrafo, gravador, ilustrador, nasceu em Araras - SP e faleceu em São Paulo. Em São Paulo, a partir de 1934, realizou estudos com o pintor Waldemar da Costa, entre 1935 e 1937. Em 1937, integrou o Grupo Santa Helena com Francisco Rebolo, Mario Zanini, Bonadei e outros. Frequentou o curso de desenho da Escola Paulista de Belas Artes até 1938. Membro da Família Artística Paulista - FAP, em 1939 foi eleito presidente do grupo. Participou regularmente dos Salões do Sindicato dos Artistas Plásticos e, em 1941, realizou sua primeira individual. Em 1948, foi sócio-fundador do Museu de Arte Moderna de São Paulo - MAM/SP. Viajou para a Europa em 1949, com o prêmio recebido no Salão Nacional de Belas Artes. Permaneceu dois anos em Paris, onde estudou pintura mural e gravura. A partir dos anos 1950, dedicou-se principalmente à pintura mural. Em 1971, assumiu o cargo de diretor da Pinacoteca do Estado de São Paulo. De 1976 a 1978, exerceu a função de adido cultural em Paris. Participou por toda sua vida de muitas mostras e Salões oficiais pelo o Brasil e pelo mundo. MEC, VOL. 2, PÁG. 280; PONTUAL, PÁG. 247/8; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 225 A 227; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; ARTE NO BRASIL, PÁG. 784; LEONOR AMARANTE, PÁG. 58; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 433; VOL. 4, PÁG.483; VOL. 5, NPÁG. 450; ACERVO FIEO.



076 - ORLANDO TERUZ (1902 - 1984)

Mulher e cavalo - desenho a nanquim - 30 x 33 cm - canto inferior direito -

Natural do Rio de Janeiro, RJ, foi aluno de Rodolfo Chambelland e Batista da Costa na antiga ENBA. Participa do SNBA a partir de 1924, ganhando diversas premiações, inclusive o prêmio de viagem ao exterior. Diversos e importantes museus do mundo tem obras suas, inclusive o Hermitage de Moscou. TERUZ encanta pela sua apurada técnica e temas, seus personagens e suas cores. TEODORO BRAGA- pág. 226; PONTUAL- -págs. 520/1; WALMIR AYALA, vol. 2-págs. 379/81; MEC, vol. 4-pág. 383; TEIXEIRA LEITE, pág. 505; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 578, Acervo FIEO.



077 - ANTONIO POTEIRO (1925 - 2010)

Flores - óleo sobre tela - 25 x 30 cm - canto inferior direito - 2007 -

Escultor, pintor e ceramista, Antonio Batista de Souza nasceu em Aldeia de Santa Cristina da Pousa, Braga - Portugal e faleceu em Goiânia, GO. Imigrou com a família para o Brasil em 1926. Fixaram-se em Araguari, no Triângulo Mineiro. Autodidata, herdou do pai a técnica e a sensibilidade iniciando suas atividades como ceramista. Em 1958, já com sua família constituída, passou a viver definitivamente em Goiás. Adotou o apelido de "Poteiro", por sugestão da folclorista Regina Lacerda, que o orientou a assinar seus bonecos de barro. Mais tarde foi estimulado a pintar telas por Siron Franco e Cleber Gouvêa. Lecionou cerâmica no Centro de Atividades do SESC e nas cidades de Hannover e Düsseldorf, na Alemanha. Realizou exposições individuais e participou de muitas mostras coletivas e oficiais pelo Brasil e exterior, como: Bienal Internacional de São Paulo (1981 e 1991); Biennalle Internazionale "NAIF", Cittá di Como, Itália (1976); V Bienalle Internazionale "NAIFS", entre Fiera e Lombardia, Itália (1980); III Bienal de Havana, Cuba (1989); III Bienal de Artes de Goiás (1993) e Bienal Brasileira de Arte "NAIF", SESC Piracicaba (1994). Recebeu o prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte - APCA, na categoria escultura (1985), Menção Honrosa na I Bienal Internacional de Óbidos – Portugal (1987); Grande Prêmio no XIV Salão Nacional de Arte de Belo Horizonte, MG (1982); entre outros. Em 1997, foi homenageado com a Comenda da Ordem do Mérito Cultural, do Ministério da Cultura, Brasil. WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 217; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 31; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 808; LEONOR AMARANTE, PÁG. 294, MEC VOL. 3, PÁG. 432; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 925; VOL. 4, PÁG. 907; www.antoniopoteiro.com; artepopularbrasil.blogspot.com.br; www.artprice.com.



078 - LIONELLO BERTI (1927 - 1976)

Favela - óleo sobre mdf - 92 x 68 cm - canto inferior direito -

Natural de Florença, Itália, onde fez seu aprendizado com Ottone Rosai na Academia de Belas-Artes de Florença. No Brasil desde 1957 (Rio de Janeiro, depois Ribeirão Preto-SP, onde faleceu), participou de diversas coletivas, recebendo premiações. Sua obra tem estilo expressionista. TEIXEIRA LEITE, pág. 74; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 84.



079 - OCTACÍLIA JOSEFA DE MELO (1935)

"Pierrô da lágrima azul" - óleo sobre tela - 55 x 46 cm - centro direito e dorso - 1977 - Rio de Janeiro -

Pintora nascida no Recife, PE. Participou de mostras coletivas, entre elas: "Encontros e Reencontros na Arte Naïf: Brasil-Haiti" em Brasília, DF (2005). ITAU CULTURAL; www.jrquintaoartenaif.com/pintores/Brasil/musassis_n%20a%20p.htm.



080 - RENATO NATALI (1883 - 1979)

Na praia - óleo sobre cartão colado em eucatex - 36 x 72 cm - canto inferior esquerdo -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Desenhista, pintor e gravador da Escola Italiana nascido em Livorno, Itália. Começou a desenhar e a pintar por conta própria. Sua primeira pintura conhecida data de 1898 e seu primeiro reconhecimento foi uma Medalha de Prata, em 1903, do Ministério da Educação. Foi para Inglaterra e em Brighton participou de uma Mostra Internacional de Litografia (1913). Em Paris conhece Amedeo Modigliani e outros pintores franceses. Retorna para Livorno em 1914. Desenhou para ‘Il Mondo’ nos anos de 1920. Realizou muitas exposições individuais em Livorno, Roma, Genova, Milão e participou de mostras oficiais em Livorno, na região da Toscana e em Veneza (Bienal de 1905).. Em 1971 e 1972 recebeu prêmios em Florença e em Londres. BENEZIT VOL. 7, PÁG.658; JULIO LOUZADA VOL. 4, PÁG.789; VOL.11, PÁG.224; www.800artstudio.com; artnet.com. askart.com; artfact.com; christies.com artprice.com.



081 - MANABU MABE (1924 - 1997)

Composição - serigrafia - 38/100 - 12 x 19 cm - canto inferior esquerdo - 1975 -

Pintor, desenhista, gravador e ilustrador nascido no Japão e falecido em São Paulo. Assina Mabe. De Kobe, Japão, emigrou com a família para o Brasil (1934) para dedicar-se ao trabalho na lavoura de café no interior de São Paulo. Interessado em pintura, começou a pesquisar, como autodidata, em revistas japonesas e livros sobre arte. No fim da década de 1940, em São Paulo, conheceu o pintor Tomoo Handa e Yoshiya Takaoka. Integrou-se ao Grupo Seibi, Grupo 15, Grupo Guanabara. Mudou-se para São Paulo (1957) para dedicar-se exclusivamente à pintura. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras coletivas e oficiais no Brasil e exterior. Entre muitos prêmios recebidos, destacam-se: 1953 - Prêmio aquisição no Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro; 1957 - Pequena Medalha de Ouro no VI Salão Paulista de Arte Moderna, SP; 1958 - Grande Medalha de Ouro no VII Salão Paulista de Arte Moderna, São Paulo; 1959 - Prêmio Governador do Estado no VIII Salão Paulista de Arte Moderna, SP; Prêmio Leirner de Arte Contemporânea, SP; Melhor Pintor Nacional na 5ª Bienal Internacional de São Paulo; Prêmio Braun e Prêmio Bolsa de Estudos na I Bienal de Paris, França; Prêmio aquisição no ‘Dallas Museum of Fine Arts’, Dallas, Estados Unidos; 1960 - Prêmio Fiat na 30ª Bienal de Veneza, Itália; 1962 - Primeiro Prêmio na I Bienal Americana de Arte de Córdoba, Espanha. ARTE NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 1050; EIXEIRA LEITE, PÁG. 296; PONTUAL, PÁG. 325; MEC, VOL. 3, PÁG. 13; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 644; LEONOR AMARANTE, PÁG. 83, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 561; ACERVO FIEO; www.mabe.com.br; www.pinturabrasileira.com; www.museumanabumabe.com.br; www.escritoriodearte.com; www.brasilescola.com; www.artprice.com.



082 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Gato vermelho" - acrílico sobre papel - 29 x 42 cm - canto inferior esquerdo -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



083 - YOSHIYA TAKAOKA (1909 - 1978)

Paisagem - aquarela - 24 x 35 cm - canto inferior direito - 1967 -

Pintor e desenhista nascido em Tóquio, Japão, veio para o Brasil em 1925, fixando-se no interior de São Paulo, trabalhando na lavoura. Mudou-se para São Paulo, onde ganhava a vida vendendo pastéis, fazendo caricaturas e como pintor de paredes. Foi aluno de Bruno Lechowsky no Rio de Janeiro. Foi um dos fundadores do Grupo Seibi, que reuniu artistas plásticos da colônia japonesa em São Paulo (1935). Fundou em 1948, juntamente com Geraldo de Barros e Antonio Carelli, o Grupo dos Quinze. Viveu em Paris de 1952 a 1953, estudando técnica de mosaico; Freqüentou o Núcleo Bernardelli, onde se ligou de amizade a Pancetti. Participou de diversos salões e exposições, nacionais e estrangeiras, recebendo diversas premiações. PONTUAL, pág. 510; TEIXEIRA LEITE, pág. 490; MEC, vol. 4, pág. 352; TEODORO BRAGA, pág. 220; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 361; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 579; ARTE NO BRASIL.



084 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Elevador lotado - desenho a nanquim - 15 x 11 cm - canto inferior direito ilegível -



085 - ANTONIO BANDEIRA (1922 - 1967)

Composição - técnica mista - 20 x 30 cm - canto inferior direito - 1965 -
Ex coleção Dr. Noel Grinberg - Rio de Janeiro, RJ .

Pintor, desenhista, gravador, nascido em Fortaleza, CE e falecido em Paris, onde viveu a maior parte de sua vida. É um dos pioneiros da arte abstrata no Brasil. Iniciou-se na pintura como autodidata. Em 1941, em Fortaleza, participou, ao lado de Mário Baratta, entre outros, da criação do Centro Cultural de Belas Artes depois, Sociedade Cearense de Artes Plásticas. Em 1945, transferiu-se para o Rio de Janeiro e, no ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual. Contemplado pelo governo francês com bolsa de estudos, permaneceu em Paris de 1946 a 1950 onde frequentou a Escola Nacional Superior de Belas Artes e a ‘Académie de la Grande Chaumière’. Entre 1947 e 1948 participou do ‘Salon d'Automne’ e do ‘Salon d'Art Libre’. Tomou parte em reuniões de artistas e formou o Grupo Banbryols (ban de Bandeira; bry de Camille Bryen; e ols de Wols), que durou de 1949 a 1951. Voltou ao Brasil em 1951 e apresentou-se na 1ª Bienal Internacional de São Paulo. Em 1952, criou um mural para o Instituto dos Arquitetos do Brasil, em São Paulo. Retornou a Paris em 1954 em razão do Prêmio Fiat, obtido na 2ª Bienal Internacional de São Paulo, mas não deixou de expor no Brasil. Permaneceu na Europa até 1959, passando pela Inglaterra e Bélgica, onde, em 1958, realizou um painel para o ‘Palais des Beaux-Arts’. Ao retornar ao Brasil teve uma atividade artística intensa, participou de importantes exposições, em paralelo a mostras em Paris, Munique, Verona, Londres e Nova York. Voltou a Paris em 1965, onde permaneceu até sua morte. BENEZIT, VOL.1, PÁG.415; MEYER/87, PÁG.606; MEC, VOL.1, PÁGS.159,160 E 167; PONTUAL, PÁGS. 48 E 49; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁGS. 71 A 74; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 52 A 54; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; ARTE NO BRASIL, PÁG. 599; LEONOR AMARANTE, PÁG. 34; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 86; ACERVO FIEO; web.artprice.com; pitoresco.com; pinturabrasileira.com.



086 - ALFREDO VOLPI (1896 - 1988)

Triângulos - serigrafia - 24 x 14 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.



087 - YUJI TAMAKI (1916 - 1979)

Paisagem - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - lado esquerdo -
No estado.

Nascido em Fukui, Japão, é um dos mais significativos pintores nipo-brasileiros. Foi também professor. Chegou ao Brasil em 1932. Junto com Takaoka, vai para o Rio de Janeiro, onde estudou com Bruno Lechowsky, congregando o Núcleo Bernardelli. Em São Paulo integra o Seibi-kai, participando do III SPBA e do SNBA em 1937 e 1938, conquistando medalhas de bronze e ouro, respectivamente. Integrou o Grupo do Jacaré e do Guanabara (II, III). Sua obra é marcada pelo mancha cromática, essencialidade do desenho, avizinhando-se do que seria posteriormente a abstração. JULIO LOUZADA vol.8, pág. 820; WALTER ZANINI, pág. 579; ARTE NO BRASIL



088 - ARTHUR LUIS PIZA (1928)

Composição - gravura - 156/220 - 64 x 48 cm - canto inferior direito -

Gravador, desenhista, pintor e escultor, nasceu em São Paulo, SP. Assina Piza. Iniciou a formação artística em 1943, estudando pintura e afresco com Antonio Gomide. Após participar da 1ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1951, viajou para a Europa e passou a residir em Paris. Freqüentou o ateliê de Johnny Friedlaender, aperfeiçoando-se nas técnicas de gravura em metal. Realizou muitas exposições individuais e coletivas, participou de vários Salões oficiais e obteve importantes prêmios: Bienal Internacional de São Paulo (1953, 1959); Trienal de Grenchen, Suíça (1961); Bienal de Liubliana, atual Eslovênia (1961); Exposição Internacional de Havana, Cuba (1965); Bienal de Santiago do Chile (1965); Bienal de Veneza (1966); Bienal de Cracóvia, Polônia (1970); Bienal Internacional de Florença, Itália (1970); Bienal de San Juan, Porto Rico (1970, 1979); Mostra de Gravura, Curitiba – PR (1978); Bienal da Cidade do México (1980). No fim dos anos 1980, cria um mural tridimensional para o Centro Cultural da França, em Damasco, Síria. Em 2002, são apresentadas na Pinacoteca do Estado de São Paulo e no Museu de Arte do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, duas amplas retrospectivas de sua obra. BENEZIT VOL. 8, PÁG. 370; MEC, VOL. 3, PÁG. 422; PONTUAL, PÁG. 428/29; JÚLIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 773; VOL. 2, PÁG. 823; VOL. 4, PÁG.899; VOL.6, PÁG. 896; VOL.13, PÁG. 268; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, PÁG. 855; LEONOR AMARANTE, PÁG. 75; ACERVO FIEO; artfacts.net; artcyclopedia.com; artnet.com; artprice.com



089 - ANGELO CANNONE (1899 - 1992)

Paisagem - óleo sobre eucatex - 18 x 23 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista e professor nascido em Abruzzo, Itália. Assinava D’Angelo, Angelo Cannone e A. Cannone. Aos cinco anos mudou-se para Nápoles com sua família. Em fins de 1947, veio para o Brasil, residiu algum tempo em São Paulo e depois se mudou para o Rio de Janeiro, onde se radicou e lá faleceu. Estudou no Instituto de Belas Artes de Nápoles com Paolo Vetri. Viveu em Roma durante quatro anos com uma pensão conquistada em um concurso em Nápoles. Lecionou desenho no Instituto Técnico. Expôs individualmente em São Paulo (1947, 1993) e no Rio de Janeiro (1947, 1973, 1980, 1984). Foi premiado, na Itália, em: 1922, 1925, 1929, 1941 e, no Brasil, em 1960. Em 1972 pintou o retrato do papa Pio X, em tamanho natural, que está na Igreja dos Italianos, RJ. WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 168; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 187; VOL. 3, PÁG. 203; VOL.8, PÁG. 165; VOL. 9, PÁG. 171; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; brasilartesenciclopedias.com.br; www.artprice.com; www.arcadja.com.



090 - JOÃO DUTRA (1893 - 1984)

Natureza morta - óleo sobre tela - 54 x 64 cm - canto inferior direito -

Nasceu em Rio Claro, SP, e faleceu em Piracicaba-SP. Descendente da família Dutra, composta de pintores ativos em São Paulo a partir do Séc. XVIII durante várias gerações. Expôs pela primeira vez em 1919, em São Paulo, onde realizaria outras mostras até 1937. Participou do SNBA, recendo medalha de prata. Destacou-se como autor de naturezas mortas. TEODORO BRAGA, pág. 85; MEC, vol. 2, pág. 84; TEIXEIRA LEITE, pág. 171; PONTUAL, pág. 186; ITAU CULTURAL, RUTH TARASANTCHI.



091 - ARTE POPULAR BRASILEIRA (XX)

Profetas - entalhe em madeira - 41 x 18 x 04 cm - centro inferior e dorso - 1972 - Bahia -
Chimbão.



092 - ANA CRISTINA ANDRADE (1953)

"Flores" - aquarela - 56 x 38 cm - lado direito -

Ana Cristina Andrade Moreira é pintora, gravadora, desenhista, professora e designer vidreira. Iniciou sua formação artística na Escola Superior de Arte Santa Marcelina, SP (1972-1975). Aprendeu gravura em metal (1980-1990) com Iole Di Natale; técnicas de gravura na Scuola Internazionale di Gráfica em Veneza, Itália (1983); Gravura Especial com Evandro Carlos Jardim, no MAC-SP (1991); Técnica Calcográfica Experimental com Mario Benedetti, na FASM-SP (1997); Vitrofusão com Roberto Bonino. Exposições individuais: São Paulo, SP (1984, 1987, 1995, 2003); Bauru, SP (1989); “Projeto Interior com Arte” – Museu Banespa (1998 – Exposição itinerante pelo interior do Estado de São Paulo). Coletivas: Epinal, França (1975); São Paulo, SP (1974, 1982, 1984, 1985, 1986, 1988, 1994, 1995, 2000, 2002 a 2004, 2012 – SP ESTAMPA); Santo André, SP (1982); Novo Hamburgo, RS (1982); Taiwan, China (1983, 1985); San Juan, Porto Rico (1983); Santos, SP (1983); Cabo Frio, RJ (1983); Ribeirão Preto,SP (1984); Curitiba, PR (1984); Piracicaba,SP (1984); Veneza, Itália (1984, 1985); Campinas, SP (1985); São José do Rio Preto, SP (1986); Limeira, SP (1986); Washington D.C.,EUA (1991); Campos do Jordão, SP (1991); Kanagawa, Japão (1992); Maastricht, Holanda (1993); Illinois, EUA (1994); Cidade do México, México (1996); Jacareí, SP (1998); Budapeste, Hungria (1996); Uzice, Yuguslávia (1997); Ourense, Espanha (1994, 2006). Prêmios: São Paulo, SP (1974); Novo Hamburgo, RS (1982); Santos, SP (1983); Ribeirão Preto, SP (1984); Curitiba, PR (1984); Piracicaba, SP (1984); Campinas, SP (1985); São José do Rio Preto, SP (1986). JULIO LOUZADA, vol.1, pág. 62; vol.2, pág. 66; Acervo FIEO. ITAU CULTURAL.



093 - DJANIRA DA MOTTA E SILVA (1914 - 1979)

Flautistas - aquarela e guache - 21 x 15 cm - canto inferior esquerdo -

Pintora, desenhista, ilustradora, cartazista, cenógrafa e gravadora. Djanira da Motta e Silva nasceu em Avaré, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. No final da década de 1930, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde teve suas primeiras instruções de desenho no Liceu de Artes Ofícios e com o pintor Emeric Marcier, hóspede da pensão que Djanira instalou no bairro de Santa Teresa. Os contatos com os artistas Carlos Scliar, Milton Dacosta , Arpad Szenes , Vieira da Silva e Jean-Pierre Chabloz , frequentadores de sua pensão, proporcionaram um ambiente estimulador que a levou a expor no 48º Salão Nacional de Belas Artes, em 1942. No ano seguinte, realizou sua primeira mostra individual, na Associação Brasileira de Imprensa - ABI. Em 1945, viajou para Nova York. De volta ao Brasil, realizou o mural ‘Candomblé’ para a residência do escritor Jorge Amado, em Salvador, e painel para o Liceu Municipal de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Entre 1953 e 1954, viajou a estudo para a União Soviética. De volta ao Rio de Janeiro, tornou-se uma das líderes do movimento pelo Salão Preto e Branco, um protesto de artistas contra os altos preços do material para pintura. Realizou em 1963, o painel de azulejos ‘Santa Bárbara’, para a capela do túnel Santa Bárbara, Laranjeiras, Rio de Janeiro. No ano de 1966, a editora Cultrix publicou um álbum com poemas e serigrafias de sua autoria. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil, EUA e Europa. Foi premiada no Rio de Janeiro (1943, 1944, 1949, 1950 a 1953, 1955, 1963) e em São Paulo (1951, 1955). Participou da 1ª e da 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955). Em 1977, o Museu Nacional de Belas Artes - MNBA, realizou uma grande retrospectiva de sua obra. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 336; PONTUAL, PÁG. 181; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 164; MEC, VOL. 2, PÁG 58; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG, 263; WALTER ZANINI, PÁG. 810; ARTE NO BRASIL, PÁG. 824; ACERVO FIEO.



094 - CARLOS LOUSADA (1905 - 1984)

Figura - óleo sobre madeira - 54,5 x 45,5 cm - canto inferior esquerdo -
No estado.

Autodidata, começou a pintar em 1956 e já nesse ano foi aceito no Salão Ferroviário promovido pelo Ministério da Viação. Participou do Salão Nacional de Arte Moderna de 1962 a 1969, recebendo o certificado de Isenção de Júri em 1967, e da Bienal da Bahia em 1966, assim como da mostra " Três Primitivos ", na Galeria Relevo, Rio de Janeiro (1965). Realizou mostras individuais no Museu de Arte Moderna da Bahia (1964), e na Galeria Rosalvo Ribeiro, de Maceió (1965), e em conjunto com Heitor dos Prazeres e Ivan Moraes no Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro (1966).



095 - SONIA EBLING (1926 - 2006)

Banhista - escultura em bronze - 34 x 09 x 10 cm - assinado -

Escultora, pintora e professora, Sonia Ebling de Kermoal nasceu em Taquara, RS e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou sua formação fazendo cursos de pintura e escultura na Escola de Belas Artes do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro, entre 1944 e 1951. De 1956 a 1959, viajou por vários países da Europa, estudando com Zadkine, em Paris, França. Residiu nessa cidade, entre 1959 e 1968, e recebeu uma bolsa de estudo da Fundação Calouste Gulbenkian. De volta ao Brasil, executou relevo para o Palácio dos Arcos, em Brasília. Realizou muitas exposições individuais, entre elas: Rio de Janeiro (1959, 1967); Paris, França (1961); Alemanha (1964); Porto Alegre, RS (1967); Brasília, DF (1968); Washington, EUA (1968). Diversas foram as participações em mostras coletivas e oficiais, destacando-se: Salão Nacional de Arte Moderna, RJ (1951- Prêmio Isenção de Júri, 1952, 1953, 1955 – Prêmio Viagem ao Exterior); Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1959, 1965, 1967); Salão de Belas Artes do Rio Grande do Sul (1953, 1956 – Prêmio); Salão Baiano de Belas Artes (1954); Salão Paulista de Arte Moderna (1955); 'Salon des Femmes Peintres et Sculpteurs', Museu de Arte Moderna de Paris (1957); Bienal de Arte Triveneta, Pádua – Itália (1957). MEC VOL. 2, PÁG. 89; PONTUAL PÁG. 187; JULIO LOUZADA VOL 3, PÁG. 363; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 720; ARTE NO BRASIL PÁG. 868; RGS PÁG. 454; soniaeblingesculturas.com.br; www.brasilartesenciclopedias.com.br; www.artprice.com.



096 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Rabino - óleo sobre tela - 60 x 50 cm - não assinado -



097 - CHRISTINA PARISI (1946)

Paisagem - técnica mista - 48 x 69 cm - centro inferior -

Desenhista e gravadora. Faz curso de especialização em desenho e história da arte na Fundação Armando Alvares Penteado - FAAP. É aluna de Odair Magalhães e Selma Daffre, em curso de gravura em metal. Em 1979, realiza sua primeira exposição individual na Pinacoteca Municipal de Franca, na cidade de Franca, em São Paulo. Em 1980, ganha o Prêmio Revelação do Ano da Associação Paulista de Críticos de Arte. ITAÚ CULTURAL.



098 - MENASE WAIDERGORN (1927)

"Porta bandeira" - óleo sobre tela - 35 x 50 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor nascido em Hotin, Romênia. Seus pais vieram para o Brasil (1932) fixando residência em São Paulo. Ingressou na Associação Paulista de Belas Artes (fim da década de 1940), onde conheceu Dario Mecatti. Viajou pelo norte da África e Europa. Participou de diversos salões, coletivas oficiais e recebeu diversos prêmios. JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 1011; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



099 - FRITZ - ANISIO OSCAR DA MOTA (1891 - 1969)

Pronta para o baile - desenho a nanquim e aquarela - 16 x 15 cm - canto inferior direito -
Com dedicatória.

Nasceu e faleceu na cidade do Rio de Janeiro-RJ. Desenhista, caricaturista e escultor. Publicou seu primeiro desenho na edição de 9 de julho de 1910 da revista carioca O Malho. Três anos mais tarde estreava, já utilizando o pseudônimo pelo qual ficaria conhecido, em Figuras e Figurões, com caricaturas em torno do marechal Hermes da Fonseca. Entre 1915 e 1940 foi colaborador de diversas publicações do Rio de Janeiro, como D. Quixote, Jornal do Brasil, A Manhã, Diário da Noite, O Globo, Paratodos, e O Tico-Tico (onde criou, de 1925 a 1930, a figura de Pirolito). Colaborou também para o jornal argentino La Prensa. PONTUAL, 227, História da Caricatura no Brasil, pág. 1308.



100 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

Chama - escultura em bronze - 27 x 18 x 18 cm - assinado -
Ex coleção Renato Antônio Brogiolo - Rio de Janeiro, RJ. Obs.: Medida acima não contempla a base. Medida da base: 25 x 26 x 26 cm.

Escultor, desenhista e pintor paulista nascido em Mococa, SP e falecido no Rio de Janeiro. Mudou-se com a família para Itália, e fixou-se em Roma (1913). Iniciou estudos de desenho e escultura com o professor Loss (1920). Participou de movimentos antifascistas e foi preso (1931) por motivos políticos. Foi extraditado para o Brasil (1935) por intervenção do embaixador brasileiro na Itália. Em 1937, viajou para Paris e frequentou as academias ‘La Grand Chaumière’ e ‘Ranson’, onde estudou com Aristide Maillol e conviveu com Henry Moore, Marino Marini e Charles Despiau. Em 1939, retornou a São Paulo e junto com Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Sérgio Milliet, entre outros, participou do Movimento Modernista; foi um dos membros da Família Artística Paulista e do Grupo Santa Helena. Em 1943, transferiu-se para o Rio de Janeiro. A convite do ministro Gustavo Capanema instalou ateliê no antigo Hospício da Praia Vermelha, onde orientou jovens artistas como Francisco Stockinger. Possui obras em espaços públicos como ‘Monumento à Juventude Brasileira’ (1947), nos jardins do antigo Ministério da Educação e Saúde, atual Palácio Gustavo Capanema - RJ; ‘Candangos’ (1960), na Praça dos Três Poderes, e ‘Meteoro’ (1967), no lago do edifício do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília; ‘Integração’ (1989), no Memorial da América Latina, em São Paulo. Participou das Bienais de Veneza (1950, 1952); participou das I, II, IV e IX Bienais de São Paulo, período em que recebeu o prêmio de melhor escultor brasileiro (1953) e sala especial (1967). MEC, VOL.2, PÁG. 250; PONTUAL, PÁG. 237; MAYER/84, PÁG. 1333; BENEZIT VOL. 5, PÁG. 14; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 715; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 422; www.artprice.com; www.pinturabrasileira.com; www.dec.ufcg.edu.br; www.monumentos.art.br.



101 - FRANCESCO PAOLO MICHETTI (1851 - 1929)

Jovem - pastel - 56 x 45 cm - canto inferior direito -
No estado. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e gravador nascido em Tocco da Casauria, Itália e falecido em Francavilla a Mare, Itália. Estudou na Academia de Nápoles, tendo sido discípulo de Filippo Palizzi, Domenico Morelli e Dalbuono. Expôs diversas vezes na Bienal de Veneza e no Salão de Paris; também em Roma, Turim, Anversa e Berlim.Obteve duas Medalhas de Ouro em Berlim (1886, 1891) e uma Medalha de Ouro em Paris (1900). Possui obras em museus de Berlim, Bucareste, Chicago, Nápoles, Filadélfia, Roma, Stuttgart, Trieste, Veneza e Viena. BENEZIT VOL. 7, PÁG. 395; JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 679; www.francescopaolomichetti.it; artcyclopedia.com; arcadja.com; artnet.com; web.artprice.com.



102 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Coruja - xilogravura - P.A. - 31 x 36 cm - canto inferior direito - 1988 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



103 - CLAUDIO TOZZI (1944)

Varanda - serigrafia - P.A. - 40 x 62 cm - canto inferior direito -

Pintor, arquiteto e gravador, Claudio José Tozzi nasceu em São Paulo. É mestre em arquitetura pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo. Realizou diversas exposições individuais. Participou, entre várias mostras e Salões oficiais, da Bienal Internacional de São Paulo em 1967, 1969, 1977, 1985, 1989, 1991; do Panorama da Arte Atual Brasileira em 1971, 1973, 1976, 1977, 1979, 1980, 1983; da Bienal de Veneza em 1976; da Bienal de Paris em 1980. Criou painéis para espaços públicos de São Paulo, como: ‘Zebra’, colocado na lateral de um prédio da Praça da República; na Estação Sé do Metrô, em 1979; na Estação Barra Funda do Metrô, em 1989; no edifício da Cultura Inglesa, em 1995 e, no Rio de Janeiro, na Estação Maracanã do Metrô Rio, em 1998. WALMIR AYALA VOL.2, PÁG.388; PONTUAL PÁG.525; TEIXEIRA LEITE PÁG. 512; ARTE NO BRASIL VOL.2, PÁG.1059; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 740; LEONOR AMARANTE PÁG. 170; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 992; www.eca.usp.br; www.pinacoteca.org.br.



104 - TIAGO (1943)

São Sebastião - entalhe em madeira - 96 x 32 cm - canto inferior esquerdo -

Nascido Sebastião Wilson Ferreira de Amorim, em Limoeiro, PE. Pintor, entalhador, autodidata, ativo em Pernambuco. Considerado um dos dez melhores pintores do Recife. Participou de diversas coletivas a partir de 1964, conquistando o respeito da crítica e o sucesso de público. MEC, vol. 4 pág 402



105 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Vaso azul com flores" - acrílico sobre tela - 80 x 60 cm - canto inferior direito e dorso - 2003 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



106 - J. CARLOS (1884 - 1950)

Figuras - desenho a nanquim - 20 x 14 cm - canto inferior direito -

Chargista, caricaturista, desenhista, pintor, ilustrador, José Carlos de Brito Cunha nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi um dos formadores da tradição da charge brasileira ao lado de Raul Pederneiras e K.Lixto, e criador de tipos como a negrinha 'Lamparina', a 'Melindrosa' e o 'Almofadinha'. Autodidata, iniciou a carreira de caricaturista ainda estudante, quando publicou um de seus desenhos na revista 'O Tagarela' (1902). Em seguida, passou a colaborar regularmente com a revista e no ano seguinte desenhou sua primeira capa na publicação. Colaborou em muitos órgãos da imprensa carioca como 'O Tico Tico', 'Fon-Fon', 'Careta', 'A Cigarra', 'Vida Moderna', 'Eu Sei Tudo', 'Revista da Semana' e 'O Cruzeiro'. Entre 1922 e 1930, exerceu o cargo de diretor artístico das empresas 'O Malho', onde iniciou uma grande série de charges de caráter político, satirizando fatos e personalidades nacionais e estrangeiras. A vertente política foi explorada pelo artista desde o início de sua carreira, sendo ele o responsável pela execução de uma série de charges antibelicistas executadas no período abrangido pelas duas grandes guerras e principalmente durante os dois governos de Getúlio Vargas (1883 - 1954). Esses trabalhos foram publicados principalmente na revista 'A Careta'. Também fez esculturas, foi autor de teatro de revista e letrista de música popular. JULIO LOUZADA vol. 10, pág. 181; CARICATURISTAS BRASILEIROS, de Pedro Corrêa do Lago, pág. 74; WALTER ZANINI, pág. 448; ARTE NO BRASIL, pág. 646; ITAU CULTURAL; www.ims.com.br; www.dec.ufcg.edu.br; www.artprice.com.



107 - JOÃO TIMÓTHEO DA COSTA (1879 - 1930)

Rosa - óleo sobre tela colada em madeira - 27 x 21 cm - canto inferior esquerdo - 1921 - Rio de Janeiro -

Pintor e decorador ativo no Rio de Janeiro, onde nasceu e faleceu. Ingresou na ENBA-RJ em 1894, onde foi aluno de Rodolfo Amoedo e João Zeferino da Costa. Expôs no SNBA-RJ entre 1906-1913, tendo obtido todos os prêmios, exceto o de viagem, que nunca pleiteou. Além de retratos, marinhas, cenas de gênero e gravuras em metal, deixou decorações em diversos edifícios públicos e particulares, como por exemplo no Copacabana Palace-RJ. O MNBA possui diversas obras suas. MEC, vol. 1, pág. 471; TEIXEIRA LEITE, pág. 508. ITAÚ CULTURAL, ARTE NO BRASIL, PONTUAL, pág. 522; ARTE NO BRASIL, pág. 556.



108 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Objetos - óleo sobre tela - 44 x 37 cm - canto inferior esquerdo ilegível -



109 - KICHIZAEMON TAKAHASHI (1908 - 1977)

"Pico do Jaraguá" - aquarela - 25 x 34 cm - canto inferior esquerdo - 1961 -

Natural do Japão, imigrou para o Brasil em 1927, fixando-se no interior do Estado de São Paulo, onde trabalhou durante 4 anos na lavoura, vindo depois para a Capital. Estudou na SPBA (1936-1938), participando do SNBA. Na déc. de 1950 integrou o Grupo Guanabara. Recebeu no SPBA medalha de bronze (1959, prêmio de aquisição 1961 e 1963, prêmio Prefeitura de São Paulo, 1962 e medalha de prata no VIII Salão de Seibi (1964). PONTUAL, pág. 509



110 - ATTILIO PRATELLA (1856 - 1932)

Marinha - óleo sobre madeira - 29 x 39 cm - canto inferior direito -
Reproduzido no convite deste Leilão. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Este excepcional pintor italiano nasceu em Lugo, na Romagni no dia 11 de abril de 1856. Ativo na cidade de Nápolis onde pintou fantásticas paisagens e marinhas de uma realidade sensível, suas obras muito apreceiadas, são disputadas em leilões realizados nas principais cidades da Europa. O autor consta do acervo de museus da Itália e outro países europeus. BENEZIT, vol. 8, pág. 472; MAYER/83, pág. 987; BOLAFFI, nº 12, pág. 280; ART PRICE ANNUAL/2000, pág. 2020.



111 - LOTHAR CHAROUX (1912 - 1987)

"A permutação" - serigrafia - 8/25 - 35 x35 cm - canto inferior direito - 1974 -

Pintor, desenhista e professor austríaco, natural de Viena. Assinava Charoux. Iniciou os estudos artísticos com seu tio, o escultor austríaco Siegfried Charoux. Transferiu-se para o Brasil em 1928, fixando residência em São Paulo. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios da cidade onde conheceu Valdemar da Costa, com ele fazendo aprendizado de pintura a partir de 1940. Posteriormente passa a lecionar desenho no Liceu de Artes e Ofícios e no SENAI. Em 1947, realizou sua primeira exposição individual, na Galeria Itapetininga. Em 1952, participou da fundação do Grupo Ruptura, ao lado de Waldemar Cordeiro, Geraldo de Barros, Anatol Wladyslaw e outros. Com Hermelindo Fiaminghi e Luiz Sacilotto , cria a Associação de Artes Visuais NT - Novas Tendências, em 1963. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras oficiais nacionais como a Bienal Internacional de São Paulo (I a IX, XII, XIII), Panorama da Arte Atual Brasileira (1º ao 3º, 6º, 9º, 11º, 12º) e no exterior. É homenageado com retrospectiva no Museu de Arte Moderna de São Paulo e no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro em 1974. Em 2005, é publicado o livro ‘Lothar Charoux: A Poética da Linha’, pela historiadora de arte Maria Alice Milliet. PONTUAL, PÁG. 131; MEC VOL. 1, PÁG. 433; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 254; VOL. 9, PÁG.207; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 645; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; ACERVO FIEO.



112 - NEWTON CAVALCANTI (1930 - 2006)

Paisagem - técnica mista - 43 x 62 cm - canto inferior esquerdo - 1968 -
No estado.

Gravador, pintor, aquarelista, ilustrador, natural de Bom Conselho-PE. Inicia seus estudos nos ateliês de Raimundo Cela e de Oswald Goeldi. Em 1954, ingressa na Escola de Belas Artes da Universidade Estadual do Rio de Janeiro. Entre 1973 e 1975, viaja para a Europa, onde participa de cursos e estágios na Inglaterra, na Itália e na Alemanha, patrocinado pela Fundação Brasileira de Educação e pelo governo alemão. Participa de exposições como o Salão Nacional de Arte Moderna, várias edições entre 1958 e 1972; Bienal Internacional de São Paulo, várias edições entre 1963 e 1985; Bienal de Paris, 1963; Brazilian Art Today, na Noruega, Áustria, Suécia e Inglaterra, 1965 e Mostra Rio Gravura, Rio de Janeiro, 1999. JULIO LOUZADA vol.9, pág.192; TEXEIRA LEITE, pág. 115; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 720; ARTE NO BRASIL, pág. 850.



113 - OSWALDO GOELDI (1895 - 1961)

Maternidade - xilogravura - 33 x 19 cm - canto inferior direito -
No estado.

Desenhista, gravador, ilustrador e professor nascido e falecido no Rio de Janeiro, filho de Emilio Goeldi, naturalista suíço. Com um ano de idade, mudou-se com a família para Belém, Pará e depois para Berna, Suíça (1905). Em Zurique, ingressou no curso de Engenharia e, em Genebra, matriculou-se na 'Ecole des Arts et Métiers' (1917) mas, abandonou ambos os cursos. A seguir, passou a ter aulas no ateliê de Serge Pahnke e Henri van Muyden. Realizou sua primeira exposição individual (1917), em Berna, quando conheceu a obra de Alfred Kubin, sua grande influência artística e com quem se correspondeu por vários anos. Retornou ao Brasil (1919), trabalhou como ilustrador e realizou sua primeira exposição individual no Rio de Janeiro (1921). Conheceu Ricardo Bampi (1923) que o iniciou na xilogravura. Fez desenhos e gravuras para periódicos e livros como 'Cobra Norato', de Raul Bopp (1937) com suas primeiras xilogravuras coloridas, entre outros. Foi professor na Escolinha de Arte do Brasil (1952) e na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1955) onde abriu uma oficina de xilogravura. Exposições individuais em: Berna, Suíça (1917, 1930); Rio de Janeiro (1921); Belém, PA (1938); São Paulo (1951); Paris (1952). Participou de várias exposições coletivas e mostras oficiais, destacando-se: Exposição itinerante da 'International Business Machine Corporation', EUA (1941 a 1944); 'Exhibition of Modern Brazilian Paintings', Inglaterra (1943, 1944, 1945); Bienal Internacional de São Paulo (1951 - Prêmio de Gravura, 1953 - Sala Especial, 1955, 1961, 1969, 1971, 1979, 1985); Bienal de Veneza (1950, 1952, 1956, 1958); Bienal de Gravura, Checoslováquia (1950); Bienal Internacional de Xilogravura, Tóquio (1952); Bienal Interamericana do México, Cidade do México (1960 - I Prêmio Internacional de Gravura). PONTUAL PÁG.240; JULIO LOUZADA VOL.11, PÁG.130; MEC VOL.2, PÁG.271; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG.521; ARTE NO BRASIL PÁG. 672; ACERVO FIEO; www.oswaldogoeldi.org.br; www.centrovirtualgoeldi.com; www.pinacoteca.org.br; www.artprice.com.



114 - TOMÁS SANTA ROSA (1909 - 1956)

Mulher - guache - 19 x 15 cm - canto inferior direito -

Pintor, gravador, cenógrafo e professor autodidata, Tomás Santa Rosa Júnior nasceu em João Pessoa, PB e falecido em Nova Délhi, Índia. Fixou-se no Rio de Janeiro (1932), começou a trabalhar como auxiliar de Portinari e iniciou também sua carreira de ilustrador que se estenderia por longa série de obras de escritores brasileiros e estrangeiros, que incluiu, dentre outros, Graciliano Ramos, José Lins do Rêgo, Jorge Amado, Castro Alves, Dostoievski. É considerado o primeiro cenógrafo moderno brasileiro. Entre as exposições das quais participou destacam-se: o Salão Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro (1941 - Medalha de Prata); Um Século de Pintura Brasileira, no Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro (1952); II Bienal Internacional de São Paulo (1953); Salão Preto e Branco do III Salão Nacional de Arte Moderna do Rio de Janeiro (1954); 'Arts Primitifs et Modernes Brésiliennes', no Museu de Etnografia de Neuchâtel, Suíça (1955). Após sua morte, suas obras foram expostas nas seguintes mostras: Exposição de Artes Gráficas de Tomás Santa Rosa, na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro (1958); Retrospectiva no Teatro Municipal do Rio de Janeiro (1975); Santa Rosa, Carnaval e Figurinos na Fundação Nacional de Arte (Funarte) de São Paulo (1985); e Bienal Brasil Século XX, na Fundação Bienal de São Paulo (1994). PONTUAL, PÁG. 472; MEC VOL. 4, PÁG. 177; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 460; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 572; LEONOR AMARANTE; www.funarte.gov.br; cpdoc.fgv.br; www.artprice.com.



115 - KLAUDIO URSIC (1924)

Paisagem - óleo sobre tela - 60 x 80 cm - canto inferior direito - 1980 -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Natural da Yugoslavia, estudou na Italia. No Brasil, realizou diversas exposições individuais na cidade de São Paulo, além de participar de Salões Oficiais e de coletivas em destacadas Galeria do País. JULIO LOUZADA vol. 3 - pág. 1162.



116 - MOBY (1922 - 1978)

Composição - óleo sobre eucatex - 15 x 23 cm - canto superior direito - 1960 -

Moby, nome artístico de Mogns Osterbie, natural de Copenhagem, Dinamarca. Pintor e desenhista, frequentou na sua cidade natal a Escola de Arte Decorativa e a Real Academia de Belas Artes. No Brasil, fixou-se em São Paulo, onde realizou diversas individuais, cuja crítica, principalmente de Quirino da Silva, lhe foram favoráveis, transcrevendo comentários de Mário Schenberg. PONTUAL, pág. 363; MEC, vol. 3, pág. 1; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



117 - TOMIE OHTAKE (1913 - 2015)

Composição - técnica mista - 18 x 30 cm - canto inferior direito - 1993 -

Pintora, gravadora, escultora nascida em Kyoto, Japão e radicada no Brasil desde 1936, país que adotou, inclusive, a cidadania. Fixou-se em São Paulo. Em 1952, iniciou-se em pintura com o artista Keisuke Sugano. No ano seguinte, integrou o Grupo Seibi, do qual participavam Manabu Mabe, Tikashi Fukushima, Flavio - Shiró, Tadashi Kaminagai , entre outros. A partir dos anos 1970, trabalhou com serigrafia, litogravura e gravura em metal. Dedicou-se também à escultura e realizou algumas delas para espaços públicos. Realizou muitas exposições individuais em todo o Brasil e exterior, além de ter participado de diversas mostras e Salões oficiais como: Bienal Internacional de São Paulo (1961, 1963, 1965, 1985, 1989, 1996, 1998); Bienal de Veneza, Itália (1972); Panorama da Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1969, 1970, 1973, 1976, 1983, 1986, 1989, 1993). Recebeu, em Brasília, o Prêmio Nacional de Artes Plásticas do Ministério da Cultura - Minc, em 1995 e muitos outros. Em 2000 foi criado o Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo. MEC, VOL. 3, PÁG. 323; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 690; BENEZIT, VOL. 7, PÁG. 791; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 140; PONTUAL, PÁG. 390; ART PRICE ANNUAL 1990, PÁG. 1464; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 362; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, PÁG. 939; LEONOR AMARANTE, PÁG. 170; WALTER ZANINI, PÁG. 693; ACERVO FIEO.



118 - FULVIO PENNACCHI (1905 - 1992)

"Realejo" - gravura - P.A. - 38 x 60 cm - canto inferior direito - 1975 -

Pintor, ceramista, desenhista, ilustrador, gravador, professor nascido na cidade de Villa Collemandina, Itália e falecido em São Paulo. Em 1924 foi para Lucca e iniciou sua formação artística no ‘Regio Istituto di Belle Arti’ onde teve aulas com o pintor Pio Semeghini. Mudou-se para São Paulo em 1929 e dedicou-se a diferentes atividades até 1933, quando passou a auxiliar Galileo Emendabili na execução de monumentos funerários. Em 1935, conheceu Francisco Rebolo, passou a frequentar seu ateliê e conviveu com os artistas do Grupo Santa Helena. Nessa mesma época integrou a Família Artística Paulista e iniciou a produção de painéis em afresco e óleo para residências, igrejas, hotéis e outras edificações, destacando-se os afrescos de grandes dimensões para a Igreja Nossa Senhora da Paz, no bairro do Glicério, executados entre 1941 e 1948. Em 1965, iniciou um período de recolhimento e manteve-se afastado das exposições e do circuito artístico. Em 1973, reabriu seu ateliê e recebeu diversas homenagens no Brasil e na Itália. Nesse mesmo ano conheceu a ceramista Eunice Pessoa e com ela desenvolveu um grande número de peças que foram expostas em 1975. Sem nunca ter abandonado as atividades artísticas, voltou a figurar em diversas mostras e continuou a produzir painéis em afresco. Em 1980, Pietro Maria Bardi publicou um livro sobre sua obra. Nove anos depois, foi lançado o livro ‘Ofício Pennacchi’, organizado por Valério Antonio Pennacchi, responsável também pela publicação, em 2002, do livro ‘Fulvio Pennacchi: Pintura Mural’. Importante retrospectiva da obra do artista foi realizada, em 1973, no MAM - São Paulo. TEODORO BRAGA, PÁG. 192; MEC, VOL, 3, PÁG. 365; WALMIR AYALA, VOL, 2, PÁG. 182; PONTUAL, PÁG. 416; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 784; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 740; ACERVO FIEO.



119 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Montmartre - óleo sobre tela - 48 x 58 cm - não assinado -



120 - ALDO BONADEI (1906 - 1974)

Jarro com flores - óleo sobre tela colada em madeira - 41 x 33 cm - canto inferior esquerdo - 1970 -
Reproduzido no convite deste Leilão. Com etiqueta e carimbo do Mirante das Artes de Pietro Maria Bardi, São Paulo - SP, no dorso .

Pintor, designer, gravador, figurinista e professor - Aldo Cláudio Felipe Bonadei nasceu e faleceu em São Paulo, SP. Entre 1923 e 1928 foi aluno de Pedro Alexandrino, período em que também frequentou o ateliê de Antonio Rocco. Viajou para a Itália, entre 1930 e 1931, e frequentou a Academia de Belas Artes de Florença, onde teve aulas com Felice Carena e seu assistente Ennio Pozzi, ambos ligados ao movimento ‘novecento’. Nesse período, dedicou-se ao desenho da figura humana, principalmente ao nu. Retornou a São Paulo no início da década de 1930 e participou ativamente do Grupo Santa Helena, da Família Artística Paulista - FAP e do Sindicato dos Artistas Plásticos. Em 1949 lecionou na Escola Livre de Artes Plásticas, primeira escola de arte moderna de São Paulo e participou do Grupo Teatro de Vanguarda. No ano seguinte, fundou a Oficina de Arte - O. D. A., com Odetto Guersoni e Bassano Vaccarini. No fim da década de 1950 atuou como figurinista nas peças ‘Vestido de Noiva’, de Nelson Rodrigues, e ‘Casamento Suspeitoso’, de Ariano Suassuna. Também desenhou alguns figurinos para dois filmes dirigidos por Walter Hugo Khoury: ‘Fronteiras do Inferno’ (1958) e ‘Na Garganta do Diabo’(1959). Realizou muitas exposições individuais e participou de vários Salões oficiais destacando-se: Bienal Internacional de São Paulo (1ª, 2ª, 3ª, 6ª, 7ª); Bienal de Veneza (1952); Panorama da Arte Moderna Brasileira (1970). MEC, VOL. 1, PÁG. 247; PONTUAL, PÁGS. 78/79; ARTE NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 1041; ART PRICE ANNUAL 2000, PÁG. 258; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 79; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; LEONOR AMARANTE, PÁG. 72; ACERVO FIEO.



121 - ARTE POPULAR BRASILEIRA (XX)

Esculturas em terracota - Variadas em cm -
Lote composto de duas peças.



122 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Marinha com coqueiro" - acrílico sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2002 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



123 - STEPHEN ROBERT KOEKKOEK (1887 - 1934)

Mercado - óleo sobre cartão - 39 x 49,5 cm - canto inferior direito -
No estado. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor britânico nascido em Londres e falecido em Santiago do Chile. Descendente de uma família de artistas holandeses, destacando-se dezesseis pintores consagrados da Escola Holandesa, inclusive seu pai, Hermanus Junior Koek Koek sob o pseudônimo J. Van Couver que havia se radicado em Londres em 1869. Viveu até os 21 anos na Inglaterra e, após a morte de seu pai, vendeu todos seus bens e iniciou uma grande viagem do Canadá até a Terra do Fogo. Instalou-se em Mendoza, Argentina onde desenvolveu grande parte de sua obra. Viveu e realizou exposições em vários lugares como: Argentina, Chile, Bolívia, Uruguai, Estados Unidos, Peru, Brasil. www.revistamagenta.com; arnoldogualino.blogspot.com.br; www.artprice.com; www.artnet.com.



124 - PAULO VALLE JÚNIOR (1889 - 1958)

Lago - óleo sobre eucatex - 20 x 29 cm - canto inferior esquerdo -

Assina Valle Jr. Pintor e desenhista nascido em Pirassununga, SP e falecido em São Paulo. Ingressou no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo em 1902, onde estudou com Oscar Pereira da Silva até 1906. Nesse ano viajou para Paris, com bolsa de estudo concedida pelo governo do Estado de São Paulo, frequentou a ‘Académie Julian’ - Paris e foi aluno dos pintores Marcel André Baschet, Jean-Paul Laurens e Henri Paul Royer. O Estado de São Paulo lhe concedeu mais uma bolsa de estudo (1913) e foi para a Europa onde ficou até 1915. Teve uma relevante participação no processo de profissionalização dos artistas em São Paulo, na criação da Sociedade Paulista de Belas Artes, em 1924, no debate sobre a criação do Departamento Histórico e Artístico do Estado de São Paulo e na fundação do Sindicato dos Pintores de São Paulo, primeiro do gênero no Brasil. Entre 1937 e 1954, ocupou a presidência do Salão Paulista de Belas Artes e participou da comissão organizadora e do júri de seleção de várias edições do evento. Entre 1948 e 1952, passou nova temporada na ‘Académie Julian’, com apoio de Irene e Freddy Keller, seus parentes, que receberam parte da sua produção do período pelo custeio da viagem. Além de ter participado de várias mostras oficiais, apresentou uma exposição retrospectiva na Galeria Prestes Maia, em São Paulo, em 1956. TEODORO BRAGA PÁG. 187; REIS JUNIOR PÁG. 373; MEC VOL. 4, PÁG. 441; PONTUAL PÁG. 531; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO, RUTH TARASANTCHI; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 1019; www.artprice.com.



125 - VIRGÍLIO DELLA MONICA (1889 - 1956)

Paisagem - óleo sobre cartão - 17 x 23 cm - canto inferior direito -

Pintor ativo em São Paulo, onde participou do Salão Paulista de Belas Artes em 1940 e 1942. Pintou paisagens, naturezas mortas e figuras. THEODORO BRAGA; JULIO LOUZADA, vol. 5, pág. 302; ACERVO FIEO, pág. 280.



126 - JOSÉ SABÓIA (1949)

Colhendo frutas - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior direito -

Pintor, José Sabóia do Nascimento nasceu em Almadina-BA. Artista autodidata foi para o Rio de Janeiro em 1967 e começou a pintar no ano seguinte, passando a expor seus trabalhos na feira hippie de Ipanema. Fez sua primeira exposição individual em Fortaleza, CE (1970). Entre as exposições de que participou, destacam-se: I e III Salão Nacional de Artes Plásticas do Ceará, Fortaleza, (1969, 1971 - Prêmio Aquisição); Dez Pintores no Rio de Janeiro, no MNBA, RJ (1983); ‘Brésil Naifs’, Paris (1986); ‘Salon d'Art Naif’- Marseilha, França (1987); ‘Pintura, Presença e Povo na Arte Brasileira’ no Museu da Casa Brasileira - São Paulo (1990); ‘Visões do Rio’ no MAM, RJ (1996). No exterior expôs individualmente em São Francisco, EUA e Munique, Alemanha, além de participar de coletivas em vários países e, principalmente na França, com exposições organizadas pela Galeria Jacqueline Bricard e uma presença cativa na ‘Galerie Naïfs du Monde Entier’ em Paris. José Sabóia participou do Concurso Internacional de Morges, quando seu quadro foi eleito pelo público, a melhor obra de 60 participantes de 22 países, premiação que originou o convite da Galeria Kasper para realizar uma exposição individual em 1997. JULIO LOUZADA vol. 11, pág. 278; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 228; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO; www.artprice.com; www.nautilus.com.br; www.ardies.com.



127 - SAMSON FLEXOR (1907 - 1971)

Composição - guache - 18 x 15 cm - canto inferior direito - 1954 -

Pintor nascido na Romênia, estudou em Paris, onde fez em 1927 sua primeira individual, radicando-se em 1946 em São Paulo, onde faleceu. Foi um dos pioneiros do abstracionismo no Brasil, tendo criado em 1948 o Atelier Abstração. Em 1968 sua obra foi objeto de importante retrospectiva no MAM-RJ. BENEZIT vol. 4, pág. 402; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 313/4; TEIXEIRA LEITE, pág. 198; PONTUAL, pág. 217/8; MEC, vol. 2, pág. 179 e 180; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 917; LEONOR AMARANTE, pág. 75; WALTER ZANINI, pág. 643, Acervo FIEO.



128 - ALBERTO DA VEIGA GUIGNARD (1896 - 1962)

Ouro Preto - desenho a nanquim - 21 x 12 cm - canto inferior direito -
Ex coleção Marchand Isaac Ficz, Rio de Janeiro - RJ.

Pintor, professor, desenhista, ilustrador e gravador, Alberto da Veiga Guignard nasceu em Nova Friburgo, RJ e faleceu em Belo Horizonte, MG. Mudou-se com a família para a Europa em 1907. Em dois períodos, entre 1917 e 1918 e entre 1921 e 1923, frequentou a Real Academia de Belas Artes de Munique, onde estudou com Hermann Groeber e Adolf Hengeler. Aperfeiçoou-se em Florença e em Paris, onde participou do Salão de Outono. Retornou para o Rio de Janeiro em 1929 e integrou-se ao cenário cultural por meio do contato com Ismael Nery. Participou do Salão Revolucionário de 1931, e foi destacado por Mário de Andrade como uma das revelações da mostra. Em 1941, integrou a Comissão Organizadora da Divisão de Arte Moderna do Salão Nacional de Belas Artes, com Oscar Niemeyer e Aníbal Machado. Em 1943, passou a orientar alunos em seu ateliê e criou o Grupo Guignard. A única exposição do grupo, realizada no Diretório Acadêmico da Escola Nacional de Belas Artes, foi fechada por alunos conservadores e reinaugurada na Associação Brasileira de Imprensa. Em 1944, a convite do prefeito Juscelino Kubitschek, transferiu-se para Belo Horizonte e começou a lecionar e dirigir o curso livre de desenho e pintura da Escola de Belas Artes, por onde passaram Amilcar de Castro, Farnese de Andrade e Lygia Clark, entre outros. Permaneceu à frente da escola até 1962, quando, em sua homenagem, esta passou a chamar-se Escola Guignard. Participou da Bienal de Veneza (1928, 1952); da Bienal Internacional de São Paulo (1951) e outras. PONTUAL, PÁG. 254; MEC, VOL. 2, PAG. 304; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 236; JULIO LOUZADA, VOL. 10, PÁG. 404; ART PRICE ANNUAL 2000, PÁG. 1013; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 373; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 559; ARTE NO BRASIL, PÁG. 505; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28; www.pinturabrasileira.com; www.brasilescola.com; web.artprice.com.



129 - MARCELO GRASSMANN (1925 - 2013)

Guerreiro - gravura - P.A. - 37 x 47 cm - canto inferior direito -
Ex-coleção Antônio Maluf - Galeria Seta - São Paulo - SP.

Desenhista, gravador, ilustrador, pintor, escultor e professor, nasceu em São Simão, SP. Estuda fundição, mecânica e entalhe em madeira na Escola Profissional Masculina do Brás, SP. Passa a realizar xilogravuras a partir de 1943. Atua como ilustrador do Suplemento Literário do ‘Diário de São Paulo’, do ‘O Estado de S. Paulo’ e do ‘Jornal do Estado da Guanabara’. Quando reside no Rio de Janeiro, a partir de 1949, freqüenta os cursos de gravura em metal, com Henrique Oswald e de litografia, com Poty, no Liceu de Artes e Ofícios. Em Salvador (1952), trabalha com Mario Cravo Júnior. .Recebe o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Arte Moderna (1953) e vai para a Academia de Artes Aplicadas, em Viena. Passa a dedicar-se principalmente ao desenho, à litografia e à gravura em metal. Em 1969, sua obra completa é adquirida pelo governo do Estado de São Paulo, passando a integrar o acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo . Em 1978, a casa em que nasceu, em São Simão, é transformada em museu e tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo - Condephaat. Participou de muitas exposições e das Bienais de: São Paulo (1951 a 1961, 1967, 1969, 1979, 1985, 1989); Veneza (1950, 1956, 1958, 1962); Paris (1959). Principais prêmios: Bienal de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1959, 1967); Bienal de Veneza (1950, 1956, 1958,1962); Bienal de Paris (1959). PONTUAL, PÁG. 249; MEC, VOL. 2, PÁG. 281 E 282; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG. 439; VOL. 5, PÁG. 453; VOL. 9, PÁG. 383.



130 - FRANCISCO AURÉLIO DE FIGUEIREDO E MELO (1856 - 1916)

"D'après Caracciolo" - óleo sobre tela - 81 x 100 cm - canto superior direito -
Reproduzido no convite deste Leilão. No estado.

Este excepcional pintor, desenhista, caricaturista, escultor e escritor brasileiro, nasceu na Paraíba, na cidade de Areia, e faleceu na cidade do Rio de Janeiro. Estudou com Le Chevrel e com seu irmão, o pintor Pedro Américo, na Academia Imperial das Belas Artes, do Rio de Janeiro. Aperfeiçoou-se em Florença, Itália, ainda orientado pelo irmão, que lá também se fixara em 1874. De retorno ao Brasil, depois de visitar outros países do velho mundo, realizou exposições no Rio de Janeiro e no Norte do País, bem como nas capitais das repúblicas do Prata, sempre com retumbante sucesso de crítica e de público. THEODORO BRAGA, pág. 44; Primores da Pintura no Brasil, vol. 1, pág. 97; REIS JR, págs. 214-220 e 246; LAUDELINO FREIRE, pág. 293; PONTUAL, págs. 213 e 214; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 310; ARTE NO BRASIL, pág. 599. MEC, vol.1, pág. 149.



131 - CARYBÉ (1911 - 1997)

"De tardinha" - serigrafia - P.I.(18) - 29 x 39 cm - canto inferior direito -
Reproduzido no catálogo da Mostra Itinerante do artista realizada em treze capitais em 1995, realização Galvão Bueno Marketing Cultural e patrocínio da Galeria de Arte André - São Paulo - SP.

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



132 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Paisagem - aquarela - 31 x 22 cm - canto inferior esquerdo ilegível - 1949 -



133 - BÁRBARA ROCHLITZ (1941)

Favela - óleo sobre tela - 30 x 20 cm - canto inferior direito - 1986 -

A autora nasceu na cidade poloneza de Drohokycz. Reside em São Paulo desde 1947 e estuda pintura a óleo no ateliê de Lise Forell. Inicia sua atividade artística numa exposição coletiva na Galeria 167, em São Paulo, em 1976. Participa de diversas coletivas no País e no exterior, com premiações, inclusive internacionais. JULIO LOUZADA, vol.10, pág.750; ITAU CULTURAL; ARTE NAIF NO BRASIL.



134 - SALVADOR SANTISTEBAN (1919 - 1995)

Paisagem - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito -

Pintor e desenhista nascido em Sorocaba, SP. Foi aluno de Angelo Simeone na Associação Paulista de Belas Artes. Participou de diversas exposições coletivas, realizando outras tantas individuais. Recebeu premiações nos salões que participou a partir de 1948 até 1993. Em 1972 fez turnê artística pela Europa na companhia dos pintores: Omar Pellegatta, Giancarlo Zorlini, Salvador Rodrigues Junior, Carnelosso e Angelo Simeone. Possui obras em diversos museus paulistas. JULIO LOUZADA vol. 3, pág. 1017; Acervo FIEO.



135 - CARLOS LEÃO (1906 - 1982)

Paisagem - técnica mista - 42 x 28 cm - canto inferior direito -

Arquiteto, pintor e desenhista ativo no Rio de Janeiro. Participou com Lucio Costa no projeto do edifício sede do Ministério de Educação do Rio de Janeiro (1937). Excepcional desenhista, praticou igualmente a pintura, sempre fiel a uma só temática - "a mulher, seu corpo, seu mundo de amor, sexo e poesia". MEC, vol. 2, pág. 462/3; TEIXEIRA LEITE, pág. 281; PONTUAL, PÁG. 303; JULIO LOUZADA VOL.11, PÁG.171; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 602; ARTE NO BRASIL, pág. 746.



136 - PIETRO MARIA BARDI (1900 - 1999)

Condecorado - serigrafia - 2/10 - 34 x 26 cm - canto inferior direito -

Museólogo, crítico, historiador de arte, jornalista, marchand, colecionador e professor italiano nascido em La Spezia e falecido em São Paulo. Era autodidata. Dirigiu por quase 50 anos o MASP, o mais importante museu da América Latina. Produziu artigos e colaborou com os jornais "Gazzetta di Genova", "Indipendente", "Il Giornale di Bergamo", "Popolo di Bergamo"; "Secolo" (1923 – redator), "Corriere della Sera" (1924 – redator), "L'Ambrosiano" (1930). Em 1917, publicou o primeiro de seus 50 livros: "Comento a I possedimenti coloniali". Lutou na Primeira Guerra. A atividade como marchand e crítico de arte teve início em meados da década de 1920, quando comprou a "Galleria dell'Esame", em Milão. Fundou o "Belvedere" (1929), um periódico de arte. Dirigiu a "Galleria di Arte" de Roma (1930) e transferiu-se para a capital italiana. Promoveu a Mostra Italiana de Arquitetura Racional (1931). Em parceria com Massimo Bontempelli fundou a revista "Quadrante" (1933). Em 1941, passou a presidir o "Studio d'Arte Palma", um espaço dedicado à arte e preservação. Após a Segunda Guerra Mundial (1946), divorciou-se e se casou com a arquiteta Lina Bo. Mudou-se para o Brasil. Na bagagem trouxe uma vasta coleção de obras de arte, livros e peças que foram usadas nas diversas exposições que organizou pelo País, como a "Exposição de Pintura Italiana Moderna". Nesse evento, o dono dos Diários Associados, Assis Chateaubriand, convidou-o para assumir a direção do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand, o MASP, inaugurado em 1947. Sob sua tutela, o museu conseguiu adquirir valiosas obras de arte e construiu uma robusta coleção entre 1947 a 1953. A festa de inauguração da nova sede na Avenida Paulista, em 1968, teve a presença da Rainha Elizabeth II, da Inglaterra, que estava na capital paulista. Em 1992, publicou seu último livro, "História do MASP". Ele deixou o comando da instituição em 1996. ITAU CULTURAL; institutobardi.com.br; acervo.estadao.com.br; www.artprice.com.



137 - ENRICO ORTOLANI (1883 - 1972)

Paisagem - óleo sobre madeira - 30 x 41 cm - canto inferior esquerdo -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor nascido em Roma, Itália. Foi aluno da Escola de Artes Industriais e da Academia de Belas Artes de Roma. Representante da Escola Italiana participou de várias exposições e Salões oficiais. Possui obras na Galeria de Arte Moderna dessa mesma cidade. BENEZIT, VOL. 8, PÁG.41; artnet.com; artprice.com; arcadja.com; askart.com.



138 - OMAR PELLEGATTA (1925 - 2000)

"Mosteiro de São Bento" - óleo sobre eucatex - 24 x 34 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1965 - Santos - SP -

Pintor, desenhista e gravador nascido em Busto Arsizio, Itália. Assina Pellegata. Veio para o Brasil em 1927, estudou na Associação Paulista de Belas Artes, foi aluno de Ettore Federighi e Durval Pereira, Takaoka, Mário Zanini, Otone Zorlini. Viveu e trabalhou em Santos, SP. Fez parte do Grupo Tapir (1970) com Giancarlo Zorlini, João Simeone, José Procópio de Moraes, Glicério Geraldo Canelosso e do Grupo Chácara Flora com Emídio Dias de Carvalho, Arlindo Ortolani, Heitor Carilo, Glicério Geraldo Canelosso. Realizou exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil como: Salão Paulista de Belas Artes (desde 1958), Salão Municipal de Belas Artes de Belo Horizonte, MG (1960), entre outros, recebendo muitos prêmios. JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG.735; MEC VOL.3, PÁG.363; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.brasilartesenciclopedias.com.br; www.artprice.com.



139 - FELISBERTO RANZINI (1881 - 1976)

Planta - desenho a lápis - 46 x 29 cm - canto inferior direito - 1921 -

Arquiteto, desenhista e escritor, Felisberto Ranzini nasceu em Mântua, Itália e faleceu em São Paulo - SP. Sobresaiu-se principalmente na técnica de aquarela, na qual se especializou. Suas composições em óleo são claras e detalhadas, quase que miniaturistas. JULIO LOUZADA, vol 1, pág. 805; MEC vol.4, pág. 26, RUTH TARASANTCHI.



140 - IBERÊ CAMARGO (1914 - 1994)

Carretéis e dados - pastel - 30 x 47 cm - canto inferior direito - 1976 -
Reproduzido no convite deste Leilão. Com a seguinte dedicatória: "Para Ana Paula com carinho do Iberê Camargo - 76". Ex coleção Dr. Enzo Poggiani - São Paulo - SP.

Pintor, gravador, desenhista, escritor e professor, natural da cidade de Restinga Seca, RS, e falecido em Porto Alegre. Foi aluno de Salvador Parlagreco e João Fahrion. No Rio de Janeiro, a partir de 1942, estudou pouco tempo na Escola Nacional de Belas Artes, trocando-a pelos ensinamentos de Guignard. Fundou com outros artistas o 'Grupo Guignard' (1943). Recebeu o prêmio viagem ao estrangeiro em 1947. Morou dois anos em Paris e Roma, aperfeiçoando-se com De Chirico, Lhote, Achille e Rosa em pintura e com Petrucci, em gravura. Voltou ao Brasil (1950) e tornou-se membro da Comissão Nacional de Artes Plásticas (1952). Fundou o curso de gravura do Instituto Municipal de Belas Artes do Rio de Janeiro (1953), hoje Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Executou painel de 49 metros quadrados (1966) oferecido pelo Brasil à Organização Mundial de Saúde (OMS), em Genebra. Realizou inúmeras exposições individuais e participou de mostras coletivas e Salões oficiais pelo Brasil e exterior como Bienal Internacional de São Paulo, Bienal de Arte Hispano-Americana em Madri, Bienal de Veneza, Bienal de Gravuras em Tóquio, entre outras exposições importantes. Foi considerado o Melhor Pintor Nacional na VI Bienal de São Paulo (1961) e conquistou inúmeros prêmios. Entre suas publicações, constam o artigo 'Tratado sobre Gravura em Metal' (1964), o livro técnico 'A Gravura' (1992) e o livro de contos 'No Andar do Tempo: 9 contos e um esboço autobiográfico' (1988). MEC, VOL.1, PÁG.328; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁG.156; JULIO LOUZADA, VOL.11, PÁG.51; TEIXEIRA LEITE, PÁG.101; PONTUAL, PÁG.100; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 853; LEONOR AMARANTE, PÁG. 127; www.iberecamargo.org.br; brasilescola.uol.com.br; www.pinacoteca.org.br; www.artprice.com.



141 - LIVIO ABRAMO (1903 - 1992)

Festa - xilogravura - 11/50 - 31 x 21,5 cm - canto inferior esquerdo - 1955 -

Gravador, desenhista, pintor, ilustrador, jornalista e professor, nasceu em Araraquara, SP e faleceu em Assunção, Paraguai. Mudou-se para São Paulo, onde, em 1909, estudou desenho com Enrico Vio no Colégio Dante Alighieri. No início dos anos de 1920, fez ilustrações para pequenos jornais e entrou em contato com a obra de Oswaldo Goeldi e de gravadores expressionistas alemães. Realizou as primeiras gravuras em 1926. Em 1947, ilustrou o livro ‘Pelo Sertão’, do escritor Afonso Arinos de Mello Franco, publicado em 1949. Com essa série de ilustrações, apresentadas no Salão Nacional de Belas Artes, obteve o prêmio de viagem ao exterior. Seguiu para a Europa em 1951. Em Paris frequentou o Atelier 17, aperfeiçoando-se em gravura em metal com Stanley William Hayter. De volta ao Brasil, foi premiado como o melhor gravador nacional na Bienal Internacional de São Paulo, nas edições de 1953 e de 1963. Deu aulas de xilogravura na Escola de Artesanato do Museu de Arte Moderna de São Paulo. Foram seus alunos, entre outros, Maria Bonomi e Antonio Henrique Amaral . Fundou o Estúdio Gravura, em 1960, com Maria Bonomi. Em 1962, foi convidado pelo Itamaraty a integrar a Missão Cultural Brasil-Paraguai, posteriormente Centro de Estudos Brasileiros. Mudou-se para o Paraguai e dirigiu até 1992, o Setor de Artes Plásticas e Visuais. Foi fundador do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Paraguai. PONTUAL, PÁG. 1, JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 19; MEC VOL.1, PÁG. 33; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 795; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28; ACERVO FIEO.



142 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Gato azul" - acrílico sobre papel - 29 x 42 cm - canto inferior direito -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



143 - CAROL KOSSAK (1895 - 1976)

Marinha - óleo sobre tela - 16 x 24 cm - canto inferior esquerdo -

Excepcional pintor ativo em São Paulo, onde realizou exposição individual em 1941. Consta ainda em sua bibliografia, ter participado de várias exposições nas décadas de 30 e 40. Pintou marinhas, animais, principalmente cavalos e figuras. Reputado como grande retratista. MEC vol.2 pág. 411; TEODORO BRAGA, pág. 134.; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 512, Acervo FIEO.



144 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Nobres - óleo sobre tela colada em eucatex - 48 x 68 cm - canto inferior direito -
Douval.



145 - PAULA KADUNC (1954)

Composição - acrílico sobre tela - 80 x 60 cm - dorso - 2016 -
Registrado sob o nº 600 no catálogo da autora.

Paula Kadunc, pseudônimo artístico de Maria Paula Kadunc, nasceu em São Paulo. Frequentou um curso clássico de arte e comunicação na época de colégio. Formou-se em historia (1975) e nos anos seguintes realizou viagens de estudo pela Europa, Japão, China e Filipinas. No inicio da década de 80 trabalhou no Museu de Arte de São Paulo como assessora de imprensa e relações publicas auxiliando ainda na curadoria de diversas exposições. Na década de 90 frequentou o ateliê do escultor Paulo Tadee onde trabalhou com desenhos e pinturas geométricas e passou a fundir esculturas em bronze. Estudou técnica de pintura com Marysia Portinari. Tem participado com suas obras de várias exposições coletivas e leilões de arte. Possui obras em diversas coleções particulares e no Museu de Arte do Parlamento de São Paulo. www.artemaisnet.com.br/artistas/paula-kadunc.html; www.catalogodasartes.com.br; www.al.sp.gov.br; www.artprice.com; www.askart.com.



146 - VIRGÍNIA DÓRIA (1926)

Paisagem - óleo sobre tela - 41 x 27 cm - canto inferior esquerdo - 1979 -

Pintora nascida em Catanduva, SP.Estudou pintura com Durval Pereira e em Londres no Marylebone Institute. Participou com sucesso de diversos salões de arte nacionais a partir de 1977. JULIO LOUZADA, vol 2 pág. 357; ITAÚ CULTURAL.



147 - HEITOR DE PINHO (1897 - 1968)

Noturno - óleo sobre eucatex - 24 x 32 cm - canto inferior direito -

Nascido e falecido na cidade do Rio de Janeiro, onde estudou na antiga Escola Nacional de Belas Artes. Foi discípulo de Rodolfo Chambelland, Batista da Costa, Lucílio de Albuquerque e Modesto Brocos. Participa de Salões Oficiais a partir de 1924, recebendo diversas premiações. JULIO LOUZADA, vol.11, pág.247; MEC. Vol.3, pág.400; WALMIR AYALA. Vol.2, pág.194; TEIXEIRA LEITE, pág.408; PONTUAL, pág.426.



148 - TARSILA DO AMARAL (1890 - 1973)

Paisagem - desenho a nanquim - 16 x 24 cm - canto inferior direito -

Pintora e desenhista, Tarsila do Amaral nasceu em Capivari, SP e faleceu em São Paulo. Estudou escultura com William Zadig e com Mantovani, em 1916, na capital paulista. No ano seguinte teve aulas de pintura e desenho com Pedro Alexandrino, onde conheceu Anita Malfatti. Ambas tiveram aulas com o pintor Georg Elpons. Em 1920 viajou para Paris e estudou na ‘Académie Julian’ e com Émile Renard. Ao retornar ao Brasil formou em 1922, em São Paulo, o Grupo dos Cinco, com Anita Malfatti, Mário de Andrade, Menotti del Picchia e Oswald de Andrade. Em 1923, novamente em Paris, frequentou o ateliê de André Lhote, Albert Gleizes e Fernand Léger. Foi a criadora de duas das principais tendências ou movimentos de nossa arte nacionalista: o Pau Brasil e o Antropofagia. A convite da Comissão do IV Centenário de São Paulo fez, em 1954, o painel ‘Procissão do Santíssimo’ e, em 1956, entregou ‘O Batizado de Macunaíma’, sobre a obra de Mário de Andrade, para a Livraria Martins Editora. A retrospectiva Tarsila: 50 Anos de Pintura, organizada pela crítica de arte Aracy Amaral e apresentada no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo , em 1969, ajudou a consolidar a importância da artista. TEODORO BRAGA, PÁG. 220; REIS JR., PÁG.388; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 365; MEC, VOL. 4, PÁG. 370; PONTUAL, PÁG. 511; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 492; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 389; ARTE NO BRASIL, PÁG. 577; LEONOR AMARANTE, PÁG. 24; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 958.



149 - GIUSEPPE PERISSINOTTO (1881 - 1965)

Paisagem - óleo sobre tela - 22 x 30 cm - canto inferior direito -

Nascido em Musile, Veneza, Itália, veio para o Brasil ainda criança e cuja família radicou-se no interior de São Paulo. Fez estudos de pintura na Academia de Belas Artes de Veneza, para onde retornou aos dezoitos anos, prosseguindo para Florença e demais centros de arte da Itália onde se aperfeiçoou; retornou a cidade de São Paulo em 1912, dedicando-se exclusivamente a sua pintura que sempre teve como tema paisagens, marinhas naturezas mortas e figuras. Expôs em várias capitais do Brasil, com sucesso de crítica e público; foi um dos idealizadores do SPBA, ao lado de Souza Pereira e outros. ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO, RUTH TARASANTCHI.



150 - ROMERO BRITTO (1963)

Gato - acrílico sobre tela - 103 x 103 cm - canto superior esquerdo -
Reproduzido no convite deste Leilão. Com certificado de autenticidade nº WYN 4728-09, do autor, firmado por Roberta Britto.

Romero Francisco da Silva Britto nasceu em Recife, PE. Pintor e gravador autodidata. Começou seu interesse pelas artes na infância, quando usava sucatas, papelões e jornais para exercitar a sua criatividade. Iniciou o curso de Direito na Universidade Católica de Pernambuco, mas depois viajou para os Estados Unidos e lá se estabeleceu. Criou três obras de arte para a ‘Absolut Vodka’ (1988), reproduzidas em mais de 60 publicações internacionais e, em 1995, seu trabalho foi estampado em 1,5 bilhões de latinhas de refrigerante Pepsi. Foi contratado para inserir os astros da Disney no contexto de sua arte pop em 1997. Entre as realizações, merecem destaque: a criação dos selos postais que levam o nome de Esportes para a paz, sobre as olimpíadas de Pequim - China; uma pirâmide que esteve instalada no Hide Park, em Londres, que deverá ser encaminhada para o museu da criança, na cidade do Cairo, Egito. Suas pinturas estão presentes em aeroportos pelo mundo como os de São Paulo, Washington DC, Nova York e Miami. Vale citar outros locais onde se pode ver e apreciar as suas obras: Montreux Jazz Raffles le Montreux Palace Hotel e Azul Basel Children’s Hospital, ambos na Suíça, e o Sheba Sheba Medical Center, Tel Aviv, em Israel. Realizou exposições Individuais a partir de 1991 e participou de mostras coletivas em São Paulo (1998, 2003, 2004); Rio de Janeiro (2003); Brasília (2012); Paris (2008, 2010). ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 12, PÁG. 65; www.britto.com; www.e-biografias.net; www.artprice.com.



151 - ARTE POPULAR BRASILEIRA (XX)

Macacos - escultura em madeira - 21 x 10 x 04 cm - não assinado -



152 - HERTON ROITMAN (1943)

Composição - técnica mista e colagem - 21 x 13,5 cm - canto inferior direito - 1997 -

Nascido em Porto Alegre, RS, no dia 28 de junho de 1943. Residindo em São Paulo, formou-se pela ECA-USP. Com parte de sua vida artística voltada para o teatro e elaboração de figurinos, fez diversos cursos ligados a esta arte, onde também lecionou. Participa de exposições a partir de 1966, apresentando a mostra Máscaras, na Galeria Guignard, de BH-MG. ganhando diversos prêmios, tais como os de Melhor Figurinista do Ano, nos anos de 1964, 65, 66, 67, o de Melhor Cenógrafo, 1967, Revelação Desenho, 1967, e o de Melhor Figurinista Brasileiro, medalha de outro, XII Bienal Internacional, SP. RGS, pág. 251.



153 - ALEXANDRE RAPOPORT (1929)

"O enigma do ciclista" - xilogravura - 7/10 - 30 x 21 cm - canto inferior direito - 1970 -

Arquiteto, pintor, gravador, desenhista industrial e professor, RAPOPORT nasceu no Rio de Janeiro, onde cursou a Faculdade Nacional de Arquitetura da antiga Universidade do Brasil. Fêz aprendizado de gravura na antiga ENBA em 1952. Conquistou menções honrosas em pintura e desenho no SNBA a partir de 1948. WALMIR AYALA,vol. 2, pág. 237; MEC, vol. 4, pág. 26; PONTUAL, pág. 447; TEIXEIRA LEITE, pág. 431; JÚLIO LOUZADA, vol. 11, pág. 260; ITAU CULTURAL.



154 - JOAQUIM TENREIRO (1906 - 1992)

Figura - desenho a nanquim - 23 x 17 cm - canto inferior direito -

Designer, escultor, pintor, gravador e desenhista, Joaquim Albuquerque Tenreiro nasceu em Melo Guarda, Portugal e faleceu em Itapira, SP. Filho e neto de marceneiros, aos dois anos de idade mudou-se para o Brasil com a família. Retornou a Portugal em 1914 e ajudou o pai a realizar trabalhos em madeira. Iniciou aulas de pintura. Em 1928, transferiu-se definitivamente para o Rio de Janeiro, passando a frequentar o curso de desenho do Liceu Literário Português onde conquistou o prêmio Joaquim Alves Meira, a maior láurea daquele estabelecimento e fez cursos no Liceu de Artes e Ofícios. Em 1931, integrou o Núcleo Bernardelli. Na década de 1940, dedicou-se à pintura de retrato, de paisagem e de natureza-morta. Entre 1933 e 1943, trabalhou como designer de móveis nas empresas Laubissh & Hirth, Leandro Martins e Francisco Gomes. Em 1943, montou sua primeira oficina, a Langenbach & Tenreiro e, alguns anos depois, inaugurou duas lojas de móveis; primeiro no Rio de Janeiro e, posteriormente, em São Paulo. É o renovador do mobiliário brasileiro, responsável por toda uma linha de criação em que a funcionalidade se alia o bom gosto e o aproveitamento racional dos materiais do País. No final da década de 1960, Joaquim Tenreiro encerrou as atividades na área da concepção e fabricação de móveis para dedicar-se exclusivamente às artes plásticas, principalmente à escultura. Participou do Panorama da Arte Atual Brasileira, SP (1972, 1973, 1975, 1978, 1988), da Bienal Internacional de São Paulo (1965), entre outras, e realizou uma retrospectiva no MAM, RJ (1977). Tem pinturas suas figurando no MAM, SP, no MNBA e Museu Manchete, RJ. MEC, VOL.4, PÁGS.381 E 382; PONTUAL, PÁG.520; TEIXEIRA LEITE, PÁG.504; WALMIR AYALA, VOL.2, PÁG.376 E 377; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG.973; VOL. 5, PÁG. 1042; VOL.6, PÁG. 1111; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 580; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; www.joaquimtenreiro.com; renome.com.br; pinturabrasileira.com; web.artprice.com.



155 - ANTONIO PESSOA (1943)

Composição - múltiplo em bronze - 17 x 11 x 4,5 cm - assinado -

Escultor, assina Tonny. Radicado no Rio de Janeiro detentor de bom curriculo nacional e internacional com inumeras participações em Salões Oficiais,varias vezes premiado. Ótimo mercado.



156 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Veneza - óleo sobre tela - 44 x 76 cm - não assinado -



157 - MARIO ZANINI (1907 - 1971)

Mulher - desenho a carvão - 53 x 34 cm - canto inferior esquerdo - 1936 -
No estado.

Pintor, decorador, ceramista, professor, Mário Zanini nasceu e faleceu em São Paulo. Foi um dos integrantes de dois importantes movimentos artísticos considerados históricos na pintura paulista: o Grupo Santa Helena e a Família Artística Paulista. Sua formação artística se deu em São Paulo quando aos 13 anos iniciou curso de pintura da Escola Profissional Masculina do Brás e de 1924 a 1926, matriculou-se no curso de desenho e artes do Liceu de Artes e Ofícios. Conheceu Alfredo Volpi em 1927 e no ano seguinte estudou com o pintor Georg Elpons. Trabalhou no escritório de decoração de Francisco Rebolo entre 1933 e 1938. Em 1940 recebeu medalha de prata no 46º Salão Nacional de Belas Artes e foi convidado por Rossi Osir a trabalhar em seu ateliê de azulejos artísticos, o Osirarte. Em 1950, viajou por seis meses pela Itália, em companhia de Volpi e Osir. A partir de 1968 lecionou na Faculdade de Belas Artes de São Paulo. Participou de vários Salões oficiais e mostras coletivas no Brasil, como I e III Bienal Internacional de São Paulo e no exterior. Sua família doou 108 de suas obras ao Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo - MAC/USP em 1974. MEC, VOL. 4, PÁG. 531; PONTUAL, PÁG. 557; TEODORO BRAGA, PÁG. 250; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 451; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; ARTE NO BRASIL, PÁG. 778; LEONOR AMARANTE, PÁG.38; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 1085; ACERVO FIEO.



158 - SERGIO MILLIET (1898 - 1966)

Palhaços - óleo sobre aglomerado - 61 x 49 cm - canto inferior esquerdo -

Nascido e falecido em São Paulo, Capital. Poeta, ensaísta, crítico literário e de arte, e pintor. Ao lado de suas múltiplas atividades de poeta, crítico e estudioso das artes plásticas, Sergio Milliet também foi assíduo pintor de domingo, especialmente das praias de Santos. Foi diretor artístico do MAM-SP, o qual organizou em 1969, uma exposição de sua pintura, comentada no Jornal do Brasill, de 22/9/1969. PONTUAL, pág. 361; JULIO LOUZADA vol.10, pág. 598; ITAÚ CULTURAL; TEIXEIRA LEITE, pág. 325. Acervo FIEO.



159 - ARAQUÉM ALCÂNTARA (1951)

Colhendo café - fotografia - 28 x 32 cm - canto inferior direito - 1983 -

Fotógrafo, jornalista e professor, Araquém Alcântara Pereira nasceu em Florianópolis, SC. Estudou jornalismo na Universidade de Santos (SP). Começou a trabalhar como fotojornalista em São Paulo nos anos setenta, colaborando com os jornais 'O Estado de São Paulo', 'Jornal da Tarde' e com a revista 'Isto É', antes de passar a trabalhar de forma independente em meados dos anos oitenta. Realizou sua primeira matéria de cunho ambientalista, a documentação do Parque da Juréia em Iguape, SP (1979). Celebrado como um dos precursores da fotografia ecológica no país, já publicou mais de 15 livros, tendo ainda participado de várias mostras coletivas e realizado inúmeras exposições individuais. Seu livro 'Terra Brasil' (Editora DBA e, em seguida, Edições Melhoramentos, 1998) é o livro de fotografia brasileiro mais vendido de todos os tempos, tendo ultrapassado a marca dos 100 mil exemplares. Merecem menção ainda os livros: 'Árvores mineiras' (1987); 'Juréia, a luta pela vida' (1988); 'Mar de Dentro e Brasil: Herança ambiental' (1990); 'Estações Ecológicas do Brasil' (1992); 'Santa Catarina' (1993); 'Projeto Dique e Ecologia no Brasil: Mitos e realidade' (1995); 'Brasil Iluminado' (2000); 'Paisagem brasileira' (2003); 'Pantanal' (2003); 'Brasileiros' (2004). Entre prêmios recebidos, destacam-se a 'Presença das Crianças nas Américas', concedido pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância – UNICEF (1979); o Grande Prêmio da 1ª Bienal de Fotografia Ecológica, Porto Alegre (1982); melhor exposição em 1993, concedido pela Associação Paulista de Críticos de Arte - APCA. ITAU CULTURAL; www.funarte.gov.br; www.jornaldafotografia.com.br.



160 - JOAQUIM MIGUEL DUTRA (1864 - 1930)

Natureza morta - óleo sobre tela colada em madeira - 100 x 40 cm - canto inferior direito - 1917 -
Reproduzido na quarta capa do catálogo deste Leilão.

Pintor nascido e falecido em Piracicaba. Notabilizou-se pelas paisagens documentárias locais, realizando ainda trabalhos em São Paulo, Limeira, Caconde, São Carlos e Capivari. Foi pai dos pintores Alipio, Antonio de Pádua, Archimedes e João Dutra.PONTUAL, pág. 186; MEC, vol. 2, pág. 84; TEIXEIRA LEITE, pág. 171, RUTH TARASANTCHI.



161 - OCTAV BÃNCILÃ (1872 - 1944)

Natureza morta - óleo sobre cartão - 30,5 x 27 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista, gravador, professor e ativista político romeno nascido em Botosani e falecido em Bucareste. Frequentou a Escola de Belas Artes de Iasi onde foi aluno de Gheorghe Panaiteanu Bardasare, Constantin Daniel Stahi e Emanoil Bardasare. Entre 1894 e 1898, continuou seus estudos na Academia de Belas Artes de Munique. Em Iasi foi professor de desenho e caligrafia na Escola Normal "Vasile Lupu" (1901) e no ginásio "Stefan cel Mare", e desde 1916 até 1937 foi professor na Escola de Belas Artes. Durante o período 1908-1935, relizou exposições individuais, participou de mostras coletivas em Iasi e Bucareste e com outros artistas da época: Gheorghe Petrascu, Jean Alexandru Steriadi, Paul Verona, Ion Mateescu. Em 1942 recebeu o Prêmio Nacional, no Salão da Moldávia. g1b2i3.wordpress.com/alexandru-ciucurencu-pictor-roman/octav-bancila-4-februarie-1872-botosani-–-3-aprilie-1944-bucuresti/; www.artprice.com; www.mutualart.com.



162 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Vaso com flores" - acrílico sobre papel - 29 x 42 cm - canto inferior direito - década de 2000 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



163 - JOSÉ PAULO MOREIRA DA FONSECA (1922 - 2004)

"Entardecer" - óleo sobre tela - 27 x 19 cm - canto inferior direito e dorso - 1991 -

Pintor, advogado, filósofo e poeta, nascido e falecido no Rio de Janeiro. Autodidata, dedicou-se à pintura a partir de 1950. Realizou várias exposições individuais em São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Alemanha, Portugal, Inglaterra, Áustria, Estados Unidos, México e participou de muitas mostras e Salões oficiais pelo Brasil e Europa. MEC, VOL. 2, PÁG. 183; WALMIR AYALA VOL. 1, PÁG. 423 A 427; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 268; ITAU CULTURAL, ACERVO FIEO.



164 - LUCIANO LO RÉ (1945)

"Espaço 1030" - óleo sobre tela - 70 x 50 cm - canto inferior direito - 1985 -
Ex-coleção Antônio Maluf - Galeria Seta - São Paulo - SP.

Paulistano, Lo Ré nasceu em 17 de maio de 1945. Autodidata em pintura, cedo despertou a atenção da crítica especializada sobre os seus originais trabalhos. Sobre eles, assim se manifestou Radha Abramo: " Luciano Lo Re cria suas metáforas plásticas numa linha de questionamento, diria eu, sadio, portanto, penso, construtivo, sem ser piegas, e sem fazer reprise cansativa da história da pintura. O artista trabalha ao nível da ambiguidade, podendo ela ser considerada, no caso, como suporte para a empatia, suporte sem o QUAL não se estabeleceria a fruição artística. (...)" - Rahda Abramo, in LUCIANO Lo Re. Apresentação de Rahda Abramo. São Paulo: Galeria Paulo Prado, 1982. JULIO LOUZADA, vol 8, pag. 480/481; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



165 - IVAN SERPA (1923 - 1973)

Quadrados - técnica mista - 18 x 14 cm - canto inferior direito - 1972 -

Pintor, desenhista, gravador e professor, Ivan Ferreira Serpa nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Estudou gravura e desenho com Axel Leskoschek (entre 1946 e 1948) no Rio de Janeiro. Em 1949, ministrou suas primeiras aulas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, onde, a partir de 1952, exerceu sistemática atividade didática, em especial no ensino infantil. Foi um dos precursores do concretismo no Brasil, criando ao lado de Aluisio Carvão, Lígia Clark, Hélio Oiticica e outros o Grupo Frente, que se manteve ativo de 1954 a 1956, inclusive com exposições no Rio de Janeiro. Participou da Divisão Moderna do SNBA (1947-1951). Em 1957, recebeu o prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna, RJ. Participou da exposição ’Opinião 65’, evento que marca a difusão de uma nova arte de tendência figurativa, a neofiguração. Em 1970, fundou, com Bruno Tausz, o Centro de Pesquisa de Arte no Rio de Janeiro. Participou da Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1961, 1963, 1965) e da Bienal de Veneza (1952, 1954, 1962, 1966). PONTUAL, PÁG 486; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 605; ARTE NO BRASIL, PÁG. 840; LEONOR AMARANTE, PÁG. 26; MEC VOL. 4, PÁG. 221; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 899.



166 - YASUICHI KOJIMA (1934)

"Igreja São Francisco de Assis" - óleo sobre tela - 80 x 60 cm - canto inferior direito e dorso - 10/11/2003 - Ouro Preto -
Com as seguintes etiquetas no dorso: a - Exposição na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo; b - Exposição Individual de Yasuichi Kojima, Prefeitura de Barueri, novembro de 2013; c - Consulado Geral do Japão em São Paulo; d - Museu Barão de Mauá, Mauá - SP.

Pintor e ceramista nascido em Tajimi, Japão - cuja população vive de cerâmica e porcelana. Seu pseudônimo artístico é Kojima. Recebeu influência de seu pai, Shigueo Kojima - tradicional artista e ceramista japonês conhecido pelo nome artístico Juho Kojima. Formou-se na Escola de Cerâmica Industrial de Tajimi - Gifu, Japão. Veio para o Brasil em 1953, trabalhou por cinco anos em São Caetano e transferiu-se para Mauá onde, como seu pai, montou sua própria fábrica de cerâmicas e porcelanas que está em atividade até hoje. Naturalizou-se brasileiro e estudou pintura com Manabu Mabe, Takaoka e Nakajima. Realizou exposição individual em Poá, SP (2009) e no Museu de Arte do Parlamento de São Paulo (2013). Participou de diversas mostras e Salões oficiais em: São Bernardo do Campo, SP (1967); São Paulo (1968, 1969, 2001 a 2010); Poá, SP (2009-como convidado); Embu, SP (2012 - Prêmio Prata). www.mauamemoria.com.br; www.radaroficial.com.br/d/31498914; issuu.com/shinzenbi/docs/makoto_5/27.



167 - MENASE WAIDERGORN (1927)

Paisagem - óleo sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior direito -

Pintor nascido em Hotin, Romênia. Seus pais vieram para o Brasil (1932) fixando residência em São Paulo. Ingressou na Associação Paulista de Belas Artes (fim da década de 1940), onde conheceu Dario Mecatti. Viajou pelo norte da África e Europa. Participou de diversos salões, coletivas oficiais e recebeu diversos prêmios. JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 1011; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



168 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Menina - óleo sobre tela - 54,5 x 38,5 cm - canto inferior esquerdo ilegível -



169 - SOPHIA TASSINARI (1927 - 2005)

Sambistas - aquarela e guache - 47 x 32 cm - canto inferior direito - 1973 -

Pintora, ceramista e joalheira, esta artista paulistana iniciou seu estudos com Teodoro Braga. Posteriormente teve como companheiros de aula Annita Malfatti e Mario de Andrade. Sua obra é nostálgica, transposta líricamente para as fachadas barrocas, vielas, igrejas e ruínas de cidades históricas brasileiras. JULIO LOUZADA, vol.9, pág. 843; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 644, Acervo FIEO.



170 - ROBERTO BURLE MARX (1909 - 1994)

Composição - óleo sobre tela - 100 x 80 cm - canto inferior direito - 1987 -
Reproduzido na quarta capa do catálogo deste Leilão. Com declaração de autenticidade firmada pelo autor, datada de 12 de outubro de 1991, Rio de Janeiro - RJ. Declaração da Universidade Santa Cecília - UNISANTA datada de 23 de agosto de 2012, confirmando a participação desta obra na Exposição Póstuma em homenagem ao autor em 26 de agosto de 1996, Exposição organizada pelo coordenador cultural Sr. Paulo Bueno Wolf. Acompanha também a obra, carta do Sítio Roberto Burle Marx, Estrada da Barra de Guaratiba , 2019 - Barra de Guaratiba, Rio de Janeiro - RJ., datada de 20 de agosto de 1996, agradecendo a realização da Exposição que homenageou o artista na Universidade Santa Cecília, firmada pelo Sr. Robério Dias - Diretor.

Nasceu em São Paulo e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, paisagista, arquiteto, desenhista, pintor, gravador, litógrafo, escultor, tapeceiro, ceramista, designer de jóias, decorador. Durante a infância viveu no Rio de Janeiro. Foi com a família para a Alemanha, em 1928. Em 1929, freqüentou o ateliê de pintura de Degner Klemn. Nos jardins e museus botânicos de Dahlen, em Berlim, entusiasmou-se ao encontrar exemplares da flora brasileira. De volta ao Brasil, fez curso de pintura e arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1930 - 1934), onde foi aluno de Leo Putz , Augusto Bracet e Celso Antônio. Seu primeiro projeto paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, em 1932. Entre 1934 e 1937, ocupou o cargo de diretor de parques e jardins do Recife, PE, onde passou a residir. Nesse período, foi com freqüência ao Rio de Janeiro e teve aulas com Candido Portinari e com o escritor Mário de Andrade. Em 1937, retornou ao Rio de Janeiro e trabalhou como assistente de Candido Portinari. Foi em 1949, conforme sua paixão por plantas e seu interesse por botânica e jardinagem, que Burle Marx adquiriu um sítio em Barra de Guaratiba, RJ. Com auxílio de botânicos, viajou, coletou, catalogou exemplares de plantas do Brasil e reproduziu em seu sítio a diversidade fitogeográfica brasileira. Em 1985 doou esse sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.Realizou muitas exposições individuais e projetos paisagísticos, participou de diversas mostras oficiais coletivas pelo Brasil e no exterior. PONTUAL, PÁG. 94; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 93; MEC. VOL.1, PÁG.303; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 738; LEONOR AMARANTE, PÁG. 98; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 179; artnet.com. ACERVO FIEO.



171 - CARLOS GEYER (1912 - XX)

Cais - gravura - 34 x 41 cm - canto inferior direito -

Pintor e gravador radicado no Rio de Janeiro. JULIO LOUZADA vol.11, pág.127



172 - INGRES SPELTRI (1940)

"Reencontro" - óleo sobre tela - 80 x 60 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor, desenhista, escultor, gravador e professor nascido em Jau, SP. Filho do pintor Augusto Speltri com quem se iniciou na pintura, ainda criança. Em 1959 mudou-se para São Paulo onde estudou Música (1960-1964). É professor titular da Escola Panamericana de Arte, SP. Realizou exposições individuais, em São Paulo, nos anos de 1977, 1981, 1978, 1984. Participou de várias mostras e Salões oficiais, sendo premiado em: São Paulo (1963, 1966, 1970, 1971); Santo André, SP (1976). JULIO LOUZADA VOL. 5, PÁG. 1012; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; MEC VOL. 4, PÁG. 338; PONTUAL PÁG. 504; www.artprice.com; www.speltri.com.



173 - GIANCARLO ZORLINI (1931)

Paisagem - desenho a nanquim e aquarela - 30 x 21,5 cm - canto inferior direito - 1956 -

Médico de profissão, iniciou-se autodidaticamente na pintura, em 1962. É filho do escultor e pintor Ottone Zorlini. Participou diversas vezes do Salão Paulista de Belas Artes, nele recebendo diversas premiações. Sua pintura tem como tema predominante a paisagem. JULIO LOUZADA vol. 3, pág. 124; MEC vol.4, pág.534; PONTUAL, pág. 559; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



174 - A. VICCINI (XX)

Marinha - óleo sobre eucatex - 06 x 09 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor com participações em mostras e Salões coletivos. JULIO LOUZADA VOL. 5, PÁG. 1105.



175 - EMÍDIO DE SOUZA (1863 - 1949)

Paisagem - óleo sobre tela - 46 x 71 cm - canto inferior esquerdo -
Com etiqueta do Leilão Afonso Nunes - Lote extra Emídio de Souza - Itanhaém - São Paulo, no dorso.

Natural da cidade paulista de Itanhaém, e falecido em Santos SP . Estudou pintura com Benedito Calixto, a quem auxiliou na decoração e pintura para os festejos comemorativos da Lei Áurea. Sobre a sua obra, assim se manifestou Aracy Amaral: "Um artista que não fazia ´Arte Primitiva´, mas um pintor popular que pintava sua gente e seus costumes, assim era Emídio de Souza (...). Daí porque os tipos populares são retratados com tanta acuidade pelo artista que desenha com a cor, apesar da 'mancha' hábil do pincel, e consegue, assim, fixar também com fidelidade a acolhedora atitude de respeito dos moradores da casa visitada pela Bandeira (A propósito de ´BANDEIRA DO DIVINO´). " in PINACOTECA do Estado - São Paulo. Apresentação de Fábio Magalhães. Texto de Aracy Amaral. Rio de Janeiro: FUNARTE; São Paulo: Secretaria Estadual de Cultura, 1982. (Museus brasileiros, 6). JULIO LOUZADA vol.5, pág. 1006; ITAU CULTURAL; TEIXEIRA LEITE, pag. 176; PONTUAL, pag. 501; WALTER ZANINI, pág. 810. ACERVO FIEO.



176 - OVÍDIO DE ANDRADE MELO, DITO JUCA (1925 - 2014)

"Paraty" - óleo sobre tela colada em eucatex - 60 x 80 cm - canto inferior esquerdo - 1977 -
Com etiqueta de Casablanca Galeria de Arte - Rio de Janeiro - RJ, no dorso.

Pintor e embaixador nascido em Barra do Piraí, RJ e falecido no Rio de Janeiro. Entrou para o Itamaraty na década de 50 e quando se aposentou, passou a se dedicar à pintura. Participou de mostras coletivas no: Rio de Janeiro (1988); Piracicaba, SP (2002 – Bienal Naïfs do Brasil); Brasília, DF e São Paulo (2005 – Encontros e Reencontros na Arte Naïf: Brasil-Haiti). ITAU CULTURAL; www.cartacapital.com.br/revista/816/o-guerreiro-da-diplomacia-1102.html.



177 - RAIMUNDO DE OLIVEIRA (1930 - 1966)

Cena bíblica - xilogravura - 32 x 45 cm - não assinado -

Raimundo Falcão de Oliveira nasceu em Feira de Santana, BA e faleceu em Salvador, BA. Pintor, desenhista e gravador. Iniciou-se nas artes por intermédio da mãe, pintora de temática religiosa, que o encaminhou para o desenho e a pintura, como também o orientou na religião. Incentivado pela professora de desenho, expôs pela primeira vez no Ginásio Santanópolis, onde retratou os professores da escola. Após a conclusão do curso ginasial, em 1947, seguiu para Salvador, onde fez cursos regulares de pintura com Maria Célia Amado, na Escola de Belas Artes da Universidade da Bahia, e conheceu Mario Cravo Júnior e Jenner Augusto . Realizou a primeira individual no hall da Prefeitura de Feira de Santana, em 1951, momento em que se ligou a um grupo de artistas independentes, responsável pelos ‘Cadernos da Bahia’. Residiu em São Paulo de 1958 a 1964, depois voltou a morar na Bahia. Viveu no Rio de Janeiro entre 1965 e 1966. Realizou exposição individual no MAM, RJ (1966), entre outras, e participou, também entre outras, da 7ª e 8ª Bienal de São Paulo (1963 e 1965). Em Salvador foi premiado em 1955 e 1956. No ano de sua morte foi editada a ‘Pequena Bíblia de Raimundo de Oliveira. Xilogravuras’, pela Galeria Bonino e Petite Galerie, organizada por Julio Pacello, com prefácio de Jorge Amado. Em 1982, foi publicado o segundo álbum do artista, ‘Via Crucis’, pela Fundação Cultural do Estado da Bahia, e foi inaugurada a Galeria Raimundo de Oliveira, em Salvador. TEIXEIRA LEITE, 365; PONTUAL, 394; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; MEC VOL. 3, PÁG. 299; JULIO LOUZADA VOL. 7, PÁG. 524; ACERVO FIEO.



178 - IUR SERAVAT FULAM (1959)

"Série pentaminos" - técnica mista sobre madeira - 31,5 x 31,5 cm - dorso - 2017 -

Pseudônimo do autor. Natural de São Paulo (SP), filho primogênito de um casal ligado à atividade cultural (pai artista gráfico e plástico e mãe escritora). Autodidata neste campo, embora tenha tido grande estímulo para o desenho e a pintura acompanhando a atividade artística de seu pai, que também foi marchand a partir da década de 60, permitindo que tivesse estreito contato e pudesse realizar uma grande experimentação ao longo dos anos tanto para a linguagem figurativa com temas ligados ao cotidiano, como para a geométrica. É professor universitário e consultor na área de assuntos públicos e instituições políticas.



179 - DIONISIO DEL SANTO (1925 - 1999)

Composição - guache - 15, x 19 cm - canto inferior direito - 1989 -

Pintor, desenhista, gravador e serigrafista, nasceu em Colatina-ES, e faleceu em Vitória, naquele mesmo Estado. Autodidata. Em 1975, recebe o Prêmio de Melhor Exposição de Gravura do Ano, da APCA. Participou da 9ª Bienal Internacional de São Paulo, 1967 (Prêmio Itamarati Aquisição) e do Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro, 1968 (Prêmio Isenção do Júri). JULIO LOUZADA vol.11, pág. 88; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 682; ARTE NO BRASIL, pág. 934.



180 - SILVIO OPPENHEIM (1941 - 2012)

Composição - óleo sobre tela - 100 x 100 cm - centro - 2010 -

Pintor, desenhista, arquiteto e professor nascido e falecido em São Paulo. Formou-se pela Faculdade de Arquitetura da USP (1965) e completou sua formação na Alemanha, quando ganhou do governo alemão uma bolsa de estudos para a 'Technisce Universitat' (TU) em Berlim Ocidental. Em 1979 assumiu a cadeira de arquitetura de interiores na Faculdade de Arquitetura da Universidade Mackenzie. Produziu intensamente como arquiteto e como artista plástico. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1965, 1972, 1975 a 1977, 1979, 1981, 1982, 1986 a 1989); Rio de Janeiro (1985); Brasília, DF (1978); Curitiba, PR (1980, 1987); Goiânia, GO (1989); Vitória, ES (1989). Participou de exposições coletivas e oficiais como: Bienal Internacional de São Paulo (1963, 1965, 1967, 1969); '5 Pintores de Vanguarda', Porto Alegre, RS (1965); Panorama de Arte Brasileira, MAM – SP (1971, 1973, 1976, 1979); Tóquio, Japão (1985) e outras. JULIO LOUZADA, VOL. 2, PÁG.745; VOL. 4, PÁG. 829; MEC, VOL.3, PÁG.301; ITAU CULTURAL, ACERVO FIEO; www.pinacoteca.org.br; www.sp.senac.br; www.resenhando.com; www.artprice.com.



181 - ARTE POPULAR SUL AMERICANA

Figura - escultura em madeira - 16 x 05 x 4,5 cm - não assinado -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")



182 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

No parque - aquarela - 31 x 23 cm - canto inferior direito ilegível - 1949 -



183 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Marinha com coqueiros" - acrílico sobre tela - 60 x 80 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2002 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



184 - FULVIO PENNACCHI (1905 - 1992)

Pássaros - desenho a caneta esferográfica - 04 x 07 cm - canto inferior direito - 1980 -

Pintor, ceramista, desenhista, ilustrador, gravador, professor nascido na cidade de Villa Collemandina, Itália e falecido em São Paulo. Em 1924 foi para Lucca e iniciou sua formação artística no ‘Regio Istituto di Belle Arti’ onde teve aulas com o pintor Pio Semeghini. Mudou-se para São Paulo em 1929 e dedicou-se a diferentes atividades até 1933, quando passou a auxiliar Galileo Emendabili na execução de monumentos funerários. Em 1935, conheceu Francisco Rebolo, passou a frequentar seu ateliê e conviveu com os artistas do Grupo Santa Helena. Nessa mesma época integrou a Família Artística Paulista e iniciou a produção de painéis em afresco e óleo para residências, igrejas, hotéis e outras edificações, destacando-se os afrescos de grandes dimensões para a Igreja Nossa Senhora da Paz, no bairro do Glicério, executados entre 1941 e 1948. Em 1965, iniciou um período de recolhimento e manteve-se afastado das exposições e do circuito artístico. Em 1973, reabriu seu ateliê e recebeu diversas homenagens no Brasil e na Itália. Nesse mesmo ano conheceu a ceramista Eunice Pessoa e com ela desenvolveu um grande número de peças que foram expostas em 1975. Sem nunca ter abandonado as atividades artísticas, voltou a figurar em diversas mostras e continuou a produzir painéis em afresco. Em 1980, Pietro Maria Bardi publicou um livro sobre sua obra. Nove anos depois, foi lançado o livro ‘Ofício Pennacchi’, organizado por Valério Antonio Pennacchi, responsável também pela publicação, em 2002, do livro ‘Fulvio Pennacchi: Pintura Mural’. Importante retrospectiva da obra do artista foi realizada, em 1973, no MAM - São Paulo. TEODORO BRAGA, PÁG. 192; MEC, VOL, 3, PÁG. 365; WALMIR AYALA, VOL, 2, PÁG. 182; PONTUAL, PÁG. 416; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 784; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 740; ACERVO FIEO.



185 - CARLO BRANCACCIO (1861 - 1920)

"Veneza" - óleo sobre tela - 26 x 17 cm - canto inferior esquerdo -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Nasceu e faleceu em Nápoles. Participou de inúmeras exposições e Salões oficiais em Nápoles, Milão, Londres, Mônaco, Paris (1902 a 1904, 1907) e Buenos Aires. JULIO LOUZADA, vol. 4, pág. 173; BENEZIT, vol.2, pág. 270.



186 - BERTONI FILHO (1892 - 1959)

Choupana - óleo sobre tela - 50 x 65 cm - canto inferior direito -

Pintor paisagista, filho de Angelo Bertoni, e irmão de J. Bertoni. Como seu pai, fixou temas do Rio de Janeiro, de grande valor iconográfico. JULIO LOUZADA, vol. 1, pag. 120; ACERVO FIEO, pág. 329.



187 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulata - litografia - 60 x 46 cm - canto inferior direito -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



188 - PEDRO OOKA (XX)

"Casa no campo" - óleo sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior esquerdo e dorso -

Pintor e desenhista nascido em Tupã, SP. Sua formação artística foi na APBA – Associação Paulista de Belas Artes (1965) da qual é membro até hoje. Recebeu orientação dos pintores Manoel Navarro e Domingos Antequera. Realizou exposições individuais em São Paulo: no Espaço Cultural Jumbo Eletro do antigo Shopping Center Matarazzo, no Espaço Cultural Bar Siena, na Galeria de Arte da Sede Social e no Hall do CCR – Esporte Clube Pinheiros. Participou de várias mostras coletivas como: III EXPOPI Exposição Cultural Pinheirense; XIV, XV e XVI Arte Natureza; Salão da Marinha da Associação Paulista de Belas Artes; no Espaço Cultural da Academia Jumping – Unidade II.



189 - NEY TECÍDIO (1929)

"Fibra de campeão" - óleo sobre eucatex - 40 x 30 cm - canto inferior esquerdo e dorso -
Com dedicatória no dorso.

Pintor, desenhista e professor nascido na cidade do Rio de Janeiro, no dia 16 de julho de 1929. O crítico Mário Margutti discutiu sobre as obras do artista dizendo que " No princípio, ele desenvolvida o tracejado puro, criando jogos de linhas sobre o papel. O desejo de plasmar volumes trouxe o sombreado, as meias-tintas e um curioso contradesenho: sobre fundo negro. Ney construia figuras realistas para estruturas vazadas em branco. A seguir veio o mergulho no mundo enfeitiçante das cores, através da difícil arte da aquarela. Daí para a pintura foi um passo natural ..." JULIO LOUZADA, vol. 4, pág. 1084



190 - IVAN SERPA (1923 - 1973)

"Série Amazônica" - óleo sobre tela - 30 x 30 cm - dorso - 09/06/1968 -
Com Certificado de Autenticidade firmado pelo Senhor Rolando Humberto Barsotti, irmão do pintor Hércules Barsotti, datado de 05 de maio de 2009.

Pintor, desenhista, gravador e professor, Ivan Ferreira Serpa nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Estudou gravura e desenho com Axel Leskoschek (entre 1946 e 1948) no Rio de Janeiro. Em 1949, ministrou suas primeiras aulas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, onde, a partir de 1952, exerceu sistemática atividade didática, em especial no ensino infantil. Foi um dos precursores do concretismo no Brasil, criando ao lado de Aluisio Carvão, Lígia Clark, Hélio Oiticica e outros o Grupo Frente, que se manteve ativo de 1954 a 1956, inclusive com exposições no Rio de Janeiro. Participou da Divisão Moderna do SNBA (1947-1951). Em 1957, recebeu o prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna, RJ. Participou da exposição ’Opinião 65’, evento que marca a difusão de uma nova arte de tendência figurativa, a neofiguração. Em 1970, fundou, com Bruno Tausz, o Centro de Pesquisa de Arte no Rio de Janeiro. Participou da Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1961, 1963, 1965) e da Bienal de Veneza (1952, 1954, 1962, 1966). PONTUAL, PÁG 486; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 605; ARTE NO BRASIL, PÁG. 840; LEONOR AMARANTE, PÁG. 26; MEC VOL. 4, PÁG. 221; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 899.



191 - MACIEJ ANTONI BABINSKI (1931)

Figura e animais fantásticos. - gravura em metal - 14/80 - 14 x 17 cm - canto inferior direito -

Natural de Varsóvia, Polônia, viveu sucessivamente na Inglaterra e no Canadá, radicando-se em 1953 no Brasil. Antigo aluno de Maurice Denis em Paris, e expoente da pintura abstracionista canadense. Babinski foi colega de Goeldi, de quem adotou a linguagem expressionista. Esplêndido gravador. Atualmente vive é ativo no Ceará. TEIXEIRA LEITE, pág. 48; PONTUAL, págs. 46 e 47; MEC, vol. 1, pág. 157; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 69; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 24; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 720; ARTE NO BRASIL, pág. 903, Acervo FIEO.



192 - ZECHETTO (1927)

"Interior do Hotel Solar dos Gerânios" - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito e dorso - 1986-Paraty-RJ/São Paulo -

José Lino ZECHETTO nasceu em Birigui, SP, em 2 de janeiro de 1927. Sobre este sensível pintor, assim escreveu Theodoro Meireles, em artigo publicado n'O Estado de São Paulo, edição de 18/5/1980: " Observação, pensamento, trabalho marcam a sua carreira, transparecem na sua pintura que vem de longo tempo crescendo aparentemente tranquila, escondendo às vezes, o quanto de inquietação artística, de observação constantee apaixonada e até mesmo sofrida, se concentra em apenas uma tela." O autor expõe coletivamente desde 1966, com diversas premiações, constando em coleções particulares do Brasil e do Exterior. MEC, vol 4, pág. 531; JULIO LOUZADA vol.10, pág. 960, Acervo FIEO.



193 - SANSÃO CAMPOS PEREIRA (1926 - 2014)

Marinha - óleo sobre tela - 20 x 20 cm - canto inferior direito -

Foi ativo no Rio de Janeiro, foi membro da Academia Brasileira de Artes, e da Academia Brasileira de Belas Artes. Artista várias vezes premiado, participou de diversas coletivas e salões, recebendo premiações várias. Seu tema preferido era a marinha. MEC vol.3, pág.389; JULIO LOUZADA vol.11, pág.243, Acervo FIEO.



194 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Na beira do lago - óleo sobre tela - 74 x 125 cm - canto inferior direito -
Mom Gray.



195 - JOSÉ MORAES (1921 - 2003)

"Estudo" - técnica mista - 26 x 47 cm - canto inferior direito - 1969 - Rio de Janeiro -

Carioca, nascido José Machado de Morais, em 10/5/1921. Pintor, gravador, desenhista e professor. Aluno rebelde da antiga Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, foi figura importante no embate entre conservadores e modernos na década de 40, concorrendo com o seu trabalho e militância, para a difusão do modernismo pelo país, e na conquista da "Divisão Moderna", no Salão Nacional de Belas Artes. Foi aluno de Quirino Campofiorito, Portinari, com quem trabalhou na execução de diversas obras. Participou de diversos Salões com merecido reconhecimento. JULIO LOUZADA, vol. 13 pág. 230; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 602, Acervo FIEO.



196 - JOSÉ ALVES (1953)

Figuras - escultura em madeira - 90,5 x 34 x 03 cm - assinado - Olinda - PE -

Escultor, José Alves da Cruz nasceu no Recife, PE. Desde criança já cutucava pedaços de pau com uma faquinha. Aos 17 anos, foi trabalhar em uma galeria de arte na praia de Boa Viagem, Recife onde conheceu e ajudou Nhô Caboclo no seu trabalho. Começou a fazer seus próprios bonecos, mudou-se para Olinda. Passou a assinar suas peças como Zé Alves de Olinda. http://www.artedobrasil.com.br/jose_alves.html.



197 - GASTÃO Z. FRAZÃO (XX)

Composição - técnica mista - 55 x 37 cm - canto inferior direito - 1967 -

Artista plástico e arquiteto que tem participado de mostras coletivas e Salões oficiais, destacando-se: Bienal Internacional de São Paulo, São Paulo (1967); Salão Paulista de Arte Contemporânea, São Paulo (1976); Salão Nacional de Artes Plásticas, Rio de Janeiro (1979). ITAUCULTURAL.



198 - PEDRO CORRÊA (1920)

Feira - guache - 22 x 11 cm - canto inferior direito -

Paraibano de Campina Grande, foi artisticamente orientado pelo pintor Augusto Rodrigues, no Rio de Janeiro. Fixou residência em São Paulo, onde é ativo, inclusive através de uma escola de arte que mantém na cidade. Participou regularmente do SPBA, tendo também realizado várias individuais. JULIO LOUZADA, vol. 1 pág. 271 e 272, Acervo FIEO.



199 - NIWA SHIRO (1934)

Composição - óleo sobre tela - 50 x 50 cm - canto inferior direito - 1978 -

Pintor nascido em Okazaki - Honshu, Japão. Veio para o Brasil em 1958, fixando-se em São Paulo onde integrou o Grupo Sakai do Embu. Exposições individuais: São Paulo (1970, 1973, 1974); Teresópolis, RJ (1972); Ystad, Suécia (1974); Paris, França (1974). Participou de mostras e Salões oficiais em São Paulo nos anos de 1974, 1975, 1976, 1977 a 1979. Foi premiado, em 1978, no VII Salão Bunkyo, SP. MEC VOL. 4, PÁG. 242; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 6, PÁG. 792.



200 - SAURO DE COL (1936)

Pescadores - óleo sobre tela - 33 x 46 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1982 -

Natural de Itapira, SP. Precoce nas artes, aos 15 anos já trabalhava como cartazista de cinema. Dedica-se exclusivamente à pintura a partir de 1968. A maioria de suas obras está no exterior, em coleções particulares e museus. JULIO LOUZADA vol.1, pág.266



201 - ALCIDES NAVAJAS (1924)

Na estrada - óleo sobre eucatex - 12 x 18 cm - canto inferior direito - 1988 -

Paulistano, nasceu em 9 de novembro de 1924. Autor de uma pintura variada onde aparecem praticamente todos os gêneros, sendo porém as suas paisagens o grande destaque desse artista que expõe há mais de trinta anos. Foi aluno de Angelo Simeone e Innocêncio Borghese, sendo também orientado por Dario Mecatti. Expondo em coletivas e salões oficiais desde o final dos anos 50, o autor construiu sólida carreira, acumulando em seu currículo inúmeros prêmios. JULIO LOUZADA, vol.1, págs. 664/665; Acervo FIEO.



202 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Gato vermelho" - acrílico sobre papel - 29 x 42 cm - canto inferior esquerdo -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



203 - ADÃO SILVÉRIO (1942)

"Terno de Moçambique" - óleo sobre tela - 48 x 59 cm - canto inferior direito e dorso - 1970 -

Adão José Santos, nasceu em Redenção da Serra - SP. Pintor, artista plástico e cenotécnico, seu pseudônimo Adão Silvério foi adotado em 1962. Reside e é ativo na cidade de São José dos Campos - SP. Autodidata, iniciou-se na pintura em 1965 e foi incentivado por Mestre Justino. Desde 1966 participa de exposições coletivas e Salões oficiais pelo Brasil com diversas premiações em: São Paulo (1971, 1977, 1983); Rio Claro, SP (1978); Jacareí, SP (1979); Piracicaba, SP (1981); São José dos Campos, SP (1987); Taubaté, SP (1990, 1991) e outros. MEC, VOL. 4, PÁG. 283; www.adaosilverio.digitalvale.com.br.



204 - MILTON DACOSTA (1915 - 1988)

Vênus - serigrafia - 12/30 - 22 x 15 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador. Milton Rodrigues da Costa nasceu em Niterói, RJ e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou estudos de desenho e pintura, em 1929, com o professor alemão August Hantv. No ano seguinte matriculou-se no curso livre de Marques Júnior, na Escola Nacional de Belas Artes. Junto com Edson Motta, Bustamante Sá e Ado Malagoli , entre outros, criou o Núcleo Bernardelli em 1931. Viajou para Estados Unidos em 1945, com o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Belas Artes do ano anterior. Na cidade de Nova York, estudou na Art's Students League of New York. Em 1946, foi para a Europa e após visita a vários países, fixou-se em Paris, onde estudou na Académie de La Grande Chaumière. Conheceu Pablo Picasso, por intermédio de Cícero Dias, e freqüentou os ateliês de Georges Braque e Georges Rouault. Expôs no Salon d'Automne (Paris) e regressou ao Brasil em 1947. Em 1949, casou-se com a pintora Maria Leontina e passou a residir em São Paulo. Realizou muitas exposições individuais e também recebeu prêmios nas Bienais Internacionais de São Paulo (1955, 1957). TEODORO BRAGA, PÁG. 163; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 229; MEC, VOL. 2, PÁG. 13; BENEZIT, VOL. 3, PÁG.315; ITAU CULTURAL; PONTUAL, PÁG. 155; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; ACERVO FIEO.



205 - ANTONIO GODOY MOREIRA (1899 - 1975)

No pasto - óleo sobre tela - 49 x 40 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor e restaurador, que foi ativo no Estado de São Paulo. JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 386; Acervo FIEO.



206 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XIX - XX

Paisagem - óleo sobre madeira - 23 x 33 cm - canto inferior esquerdo -
Montigny.



207 - BLANCO Y COUTO (1950)

Composição - óleo sobre tela - 18 x 14 cm - canto superior esquerdo e dorso - 1987 -

José Manoel BLANCO Y COUTO nasceu em La Coruña, Espanha, vindo para o Brasil em 1962. Expõe regularmente desde 1975, com sucesso de crítica, público e vendas. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 105; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 36.



208 - FERENC KISS (1944)

Marinha - óleo sobre tela - 50 x 35 cm - canto inferior esquerdo - Ilha Bela -

Nasceu em Kesztheliy, Hungria. Artista autodidata, emigra para o Brasil em 1958, onde freqüenta o curso livre de modelo vivo da Associação Paulista de Belas Artes, em São Paulo. Fez ilustrações a bico de pena para o suplemento literário do jornal "O Estado de São Paulo" entre 1964 e 1965. Participu de diversas coletivas a partir de 1962, destacando-se: Salão Paulista de Belas Artes, São Paulo, 1962/1966 (Medalha de Bronze, 1962 e Medalha de Prata, 1966); Salão Paulista de Arte Moderna, São Paulo, 1962 (Medalha de Bronze); Salão Paulista de Arte Contemporânea, São Paulo, 1969/1972 (Prêmio Aquisição); Panorama da Arte Brasileira, no MAM/SP, 1971. JULIO LOUZADA, vol. 4 pág. 574; ITAÚ CULTURAL; PONTUAL, pág. 290.



209 - HENRIQUE CAVALLEIRO (1892 - 1975)

Estudo - desenho a lápis - 38 x 23 cm - canto inferior direito -
No estado.

Pintor, desenhista e professor. Foi aluno de Eliseu Visconti, tendo recebido em 1918 o prêmio de viagem à Europa. Participou de diversos salões e exposições. REIS JR., pág. 375; TEODORO BRAGA, pág. 117; PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, vol. 2, pág. 45 e 275; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 187 e 190; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 446; ARTE NO BRASIL, pág. 556; Acervo FIEO.



210 - MARCIO SCHIAZ (1965)

"Urca - Rio de Janeiro" - óleo sobre tela - 60 x 100 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2006 -
Registrado sob o nº 2243 no catálogo do autor.

Paulistano, o pintor nasceu em 10/5/1965. Estudou na APBA-SP, onde desenvolveu curso de desenho e pintura, frequentado sessões de modelo vivo. Individuais desde 1989 e coletivas em Salões Oficiais, com sucesso de crítica. Recebeu diversos prêmios. JULIO LOUZADA, vol.13, pág. 304; Acervo FIEO.



211 - NERÃO - (ANTONIO JOAQUIM NERY) (1903 - 1997)

"Frutas" - óleo sobre tela - 46 x 38 cm - canto inferior direito - 1993 -

Pintor primitivo, de singular criatividade em seus temas, expôs individualmente no MASP, tendo sido apresentado em catálogo pelo saudoso P. M. Bardi, que o considerava depois de José Antonio da Silva, o melhor pintor primitivo brasileiro. JULIO LOUZADA, vol. 2 pág. 715, Acervo FIEO.



212 - WALTER SALGADO VEIGA (1932)

"Casario" - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior esquerdo e dorso - Ouro Preto - MG -

Pintor e professor, nascido em Santos, SP. Sua pintura é figurativa. Participou com certa regularidade em Salões de Arte, recebendo premiações. JULIO LOUZADA, vol. 13 pág. 345, Acervo FIEO.



213 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Natal" - gravura - 34/150 - 25 x 35 cm - canto inferior direito - 1992 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



214 - MILTON DACOSTA (1915 - 1988)

Vênus - serigrafia - 13/30 - 22 x 30 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador. Milton Rodrigues da Costa nasceu em Niterói, RJ e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou estudos de desenho e pintura, em 1929, com o professor alemão August Hantv. No ano seguinte matriculou-se no curso livre de Marques Júnior, na Escola Nacional de Belas Artes. Junto com Edson Motta, Bustamante Sá e Ado Malagoli , entre outros, criou o Núcleo Bernardelli em 1931. Viajou para Estados Unidos em 1945, com o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Belas Artes do ano anterior. Na cidade de Nova York, estudou na Art's Students League of New York. Em 1946, foi para a Europa e após visita a vários países, fixou-se em Paris, onde estudou na Académie de La Grande Chaumière. Conheceu Pablo Picasso, por intermédio de Cícero Dias, e freqüentou os ateliês de Georges Braque e Georges Rouault. Expôs no Salon d'Automne (Paris) e regressou ao Brasil em 1947. Em 1949, casou-se com a pintora Maria Leontina e passou a residir em São Paulo. Realizou muitas exposições individuais e também recebeu prêmios nas Bienais Internacionais de São Paulo (1955, 1957). TEODORO BRAGA, PÁG. 163; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 229; MEC, VOL. 2, PÁG. 13; BENEZIT, VOL. 3, PÁG.315; ITAU CULTURAL; PONTUAL, PÁG. 155; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; ACERVO FIEO.



215 - ALFREDO VOLPI (1896 - 1988)

Bandeirinhas - serigrafia - 25/100 - 44 x 59 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.



216 - ALFREDO VOLPI (1896 - 1988)

Bandeirinhas - serigrafia - 14/50 - 38 x 25 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.



217 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Galo - serigrafia - 5/100 - 37 x 28 cm - canto inferior direito - 1985 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



218 - MAX HOLLENDER (1938)

"São Francisco de Assis" - desenho a nanquim - 22 x 20 cm - canto inferior direito - Ouro Preto - MG -

Pintor alemão radicado no Brasil desde 1960, com inúmeras mostras e participações premiadas em Salões Oficiais. JULIO LOUZADA, vol. 1 pág. 473, Acervo FIEO.



219 - MAGDA STÁBILE (1952)

Aula de piano - óleo sobre tela - 40 x 60 cm - canto inferior direito -

Pintora nascida em São Paulo, Capital, em 28/11/1952. Graduada pela Faculdade de Belas Artes de São Paulo. Frequenta os cursos de arte da Escola Panamericana de Artes, SENAI, SESC e do MUBE. Recebe orientações dos professores Franulic, Adelino Rodrigues, Herman Sedoya, Antonio Santos Lopes e Carmen Rolim Arruda. Individuais em 1998 e coletivas a partir de 1978. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 311



220 - GILMAR PINTOL (1953)

"Ilha de pescadores" - óleo sobre tela - 50 x 80 cm - canto inferior esquerdo e dorso -

Pintor e desenhista nascido em Santo André, SP. Assina G. Pintol. Realizou, em 1988, exposições individuais em São Paulo e em Rudge Ramos – São Bernardo do Campo, SP. Tem participado de Salões oficiais e exposições coletivas em: Santo André, SP (1983, 1991); São Paulo (1991, 1994); Matão, SP (1992); Mauá, SP (1992, 1993) São Bernardo do Campo, SP (1993, 1995, 1997); São Caetano do Sul, SP (1996, 1997); Praia Grande, SP (1997); Arujá, SP (1997). Foi premiado em: São Paulo (1988, 1991, 2003- Salão Paulista de Belas Artes); São Bernardo do Campo, SP (1989, 1991, 1992, 1996); Suzano, SP (1997); Itaquaquecetuba, SP (1997). JULIO LOUZADA VOL. 10, PÁG. 697; gilmarpintol.blogspot.com.br.



221 - ERCI BRINO (XX)

Igreja - óleo sobre tela - 11 x 09 cm - canto inferior esquerdo e dorso -

Pintor e desenhista natural do Rio Grande do Sul com diversas participações em mostras coletivas. JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 164; VOL. 4, PÁG. 177.



222 - EDMUNDO SIMAS (1941)

Baianas - óleo sobre tela - 99 x 66 cm - canto inferior esquerdo - 1990 -

Baiano de Salvador, o artista assina suas obras EDMUNDO SIMAS. Executou em 1969 um mural com 3 metros em alto relevo em cimento cru para a Prefeitura de sua cidade. Especializou-se em desenho e serigrafia. Executou técnicas mistas para cenografia do filme "Revanche dos Bravos" da MGM. Expõe individualmente desde 1969 e coletivamente a partir de 1972, com premiação em 1973 e 1978. JULIO LOUZADA, vol. 4, pág. 1043



223 - ARNALDO BARBIERI (1913)

"Casa dos Inconfidentes" - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior direito -

Pintor contemporâneo ativo em São Paulo. Ainda muito jovem fez curso de desenho na Escola Profissional de Franca. Transferiu-se mais tarde para a Capital e frequentou por vários anos o ateliê de Aliberto Baroni. A partir de 1959 participou regularmente do Salão Paulista de Belas Artes, onde conquistou inúmeras premiações, inclusive prêmio de aquisição. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 91; MEC, vol, 1, pág. 179; Acervo FIEO.



224 - HILTON BERREDO (1954)

Favela - óleo sobre tela - 80 x 100 cm - canto inferior direito e dorso -
No estado.

Hilton Esteves de Berredo nasceu no Rio de Janeiro. Assina Berredo. Pintor, escultor, arquiteto e professor. Estudou pintura com Flávio Berredo, Sérgio Campos Mello, Ronaldo Rego Macedo, Aluísio Carvão e Manfredo de Souzanetto. Trabalhou como assistente de Keith Sonnier, em Nova York (1986). Vive e trabalha no Rio de Janeiro onde é professor na Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Exposições individuais: Rio de Janeiro (1982, 1985, 1987, 1991, 1994, 1998); São Paulo (1985, 1987, 1989, 1990, 1995); Vitória, ES (1987); Paris (1988); Berlim (1988); Recife, PE (1989); Belo Horizonte, MG (1990). Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais do Brasil e do exterior. Foi premiado no Rio de Janeiro (1973, 1983) e em Brasília, DF (1990). ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 11, PÁG. 32; artprice.com.



225 - ROBERTO MAGALHÃES (1940)

Figura - serigrafia - 65/200 - 64 x 49 cm - canto inferior direito - 1992 -

Gravador e desenhista, praticamente autodidata, fez rápidos estudos na antiga ENBA, no Rio de Janeiro, sua cidade natal, onde é ativo. Desde 1963 participa de coletivas e salões, tendo recebido diversas premiações. É desenhista festejado pela crítica especializada. PONTUAL, pág. 328; ITAÚ CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 966; LEONOR AMARANTE, pág. 143. Acervo FIEO.



226 - EDÉSIO ESTEVES (1916)

"Largo do Circo" - óleo sobre tela - 64 x 80 cm - canto inferior direito e dorso - 1970 - Ouro Preto - MG -

Pintor, desenhista e caricaturista. Estudou História da Arte na Sorbonne, Paris, em 1930. No Brasil frequentou a ENBA. Fixou-se em Ouro Preto-MG, quando colaborou intensamente com a imprensa. Sua obra teve influência de Takaoka, a quem frequentou. "Por muitos anos, Esteves pintou Ouro Preto, suas paisagens barrocas tão cheias de matizes intercaladas de luzes e sombras quentes e tão ricas pela variedade de sua beleza. Esteves é realmente um pintor, pois pinta com o coração. Seus figurativos também, tão cheios de cores violentas como os fauvistas, fazem um contraste violento com a delicadeza de suas aquarelas". Inimá de Paula, in E. ESTEVES: Brasilidades III. Apresentação de Mari´Stella Tristão e Inimá de Paula. Ouro Preto: Centro de Cultura Integrada, 1990. JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 375; ITAU CULTURAL; TEIXEIRA LEITE, pág.180; MEC, vol. 2, pág. 115.



227 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

No parque - óleo sobre madeira - 22 x 31 cm - não assinado -



228 - JOSÉ MORAES (1921 - 2003)

Leitura - desenho a carvão - 15 x 11 cm - canto inferior direito - 1938 -

Carioca, nascido José Machado de Morais, em 10/5/1921. Pintor, gravador, desenhista e professor. Aluno rebelde da antiga Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, foi figura importante no embate entre conservadores e modernos na década de 40, concorrendo com o seu trabalho e militância, para a difusão do modernismo pelo país, e na conquista da "Divisão Moderna", no Salão Nacional de Belas Artes. Foi aluno de Quirino Campofiorito, Portinari, com quem trabalhou na execução de diversas obras. Participou de diversos Salões com merecido reconhecimento. JULIO LOUZADA, vol. 13 pág. 230; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 602, Acervo FIEO.



229 - ANTONIO PESSOA (1943)

Nu - múltiplo em bronze - 08 x 4,5 x 04 cm - assinado -

Escultor, assina Tonny. Radicado no Rio de Janeiro detentor de bom curriculo nacional e internacional com inumeras participações em Salões Oficiais,varias vezes premiado. Ótimo mercado.



230 - RUBENS VARGAS DOS REIS (1948)

Paisagem - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior direito e dorso - 2005 - Belo Horizonte-MG -

Pintor nascido em Curvelo, MG, em 28 de fevereiro de 1948. Participa de coletivas desde 1981, recebendo premiação. JULIO LOUZADA, vol. 12, pág. 417.



231 - JOSÉ TARANTINO (1953)

Composição - técnica mista sobre tela - 90 x 60 cm - canto inferior direito e dorso - 1986 -

Nasceu em Ribeirão Preto, SP. Frequenta cursos de desenho para adolescentes da FAAP-SP em 1953; estuda pintura e desenho com Oswald de Andrade Filho (1968/1969); pintura com Nelson Nóbrega (1970); e xilo com José Guyer Salles. Sobre a sua obra, assim se manifestou o festejado artista Dudu Santos, por ocasião da exposição das obras do artista na Galeria Dan-SP, em 1989: " ... A idéia de arte deve preceder ao impulso de pintar e deve ter a pretensão de algo novo. Não importa se o resultado se assemelhe a outras ´criações´. Pertence-se a uma família espiritual, a uma corrente criadora. O importante é a célula mater da criação ser em si só princípio novo que impulsione a obra como um todo. Tarantino parte do símbolo centrífugo e infinito, e deste início sua arte caminha e rompe para a criação. A ruptura do movimento centrífugo não é um desligamento agressivo das partes, mas uma explosão natural, paradoxalmente suave.(...)" . Expõe individualmente em 1983, e participa de coletivas a partir desse mesmo ano. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, vol. 12, pág 396.



232 - ANTENOR LAGO (1950)

Figura - litografia - 40/58 - 67 x 47 cm - canto inferior direito -

Desenhista e gravador baiano da cidade de Mataripe, onde nasceu a 17/11/1950. Formado-se em 1972 pela Escola de Belas Artes de Salvador, no ano seguinte transfere sua residência para São Paulo-SP. " ... (...) .. A livre escolha cromática nasce das próprias figuras. Figuras que se espelham e são ao mesmo tempo espelho de um mundo colorido, esquecido no coração do homem ´urbano´. Branco é a cor que une e às vezes decompõe as imagens: umas isoladas, estáticas na própria simples história; outras se abrem em vários planos, não planos volumétricos, mas planos do tempo. O tempo que deforma o homem no seu viver cotidiano, mas pontualmente resgatado por um olhar menino". Anna Dorsa in LAGO: olhar menino. Apresentação de Anna Dorsa. São Paulo: Galeria SESC Paulista, 1986. Individuais a partir de 1978, em Salvador-BA e coletivas desde 1969 - Salvador BA - 3º Prêmio Artistas Novos, no Colégio Estadual da Bahia. JULIO LOUZADA, vol. 3, pág. 585; ITAUCULTURAL



233 - NICOLA PETTI (1904 - 1983)

"Em alto mar" - óleo sobre eucatex - 12 x 18 cm - canto inferior direito e dorso -

Ativo em São Paulo, foi também excepcional desenhista, aluno nesta capital, do pintor e professor alemão Georg Ficher Elpons; participou assiduamente do Salão Paulista de Belas Artes, desde sua inauguração em 1933, onde foi muito premiado. MEC, vol. 3, pág. 393; JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 685; ITAU CULTURAL, Acervo FIEO.



234 - ANTONIO COPPOLA (1839 - c.1902)

Retirantes - guache - 38 x 57 cm - canto inferior esquerdo -
No estado. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista italiano. Seu aprendizado artístico se deu na Academia de Belas Artes de Nápoles. Participou de diversas mostras coletivas e oficiais. BENEZIT; www.artprice.com; www.artnet.com.



235 - JOÃO SIMEONI (1907 - 1969)

Parati - óleo sobre tela - 60 x 81 cm - canto inferior esquerdo - 1969 -

Paisagista de origem italiana, sua obra caracteriza-se pela força e pelo lirismo. MEC, vol. 4-pág. 285. Acervo FIEO.



236 - TAKASHI FUKUSHIMA (1950)

Paisagem - litografia - 54/75 - 48 x 70 cm - canto inferior direito - 1983 -
No estado.

Filho do pintor Tikashi Fukushima, nasceu em São Paulo, Capital. Estuda com Luiz Paulo Baravelli em 1970 e, no mesmo ano, ingressa na FAU-SP. Paralelamente aos estudos universitários, expõe nas Bienais Internacionais de São Paulo em 1973 e 1975, obtendo, nesta última, prêmio aquisição. Em 1990 estuda na Universidade Nacional de Artes e Música de Tóquio, Japão, com bolsa concedida pela Fundação Japão. No mesmo ano, recebe o prêmio de excelência na 1ª Bienal Brasileira de Design, em Curitiba. Desde 1992 leciona desenho no curso de arquitetura e urbanismo da Faculdade de Belas Artes de São Paulo. JULIO LOUZADA, vol. 13 pág. 141; ITAÚ CULTURAL; LEONOR AMARANTE, pág. 231, Acervo FIEO.



237 - FRANCISCO DA SILVA (1910 - 1985)

Galo - óleo sobre tela - 65 x 46 cm - canto inferior esquerdo - 1975 -
No estado.

Pintor e desenhista, Francisco Domingos da Silva nasceu em Alto Tejo, AC e faleceu em Fortaleza, CE. Filho de índio peruano com brasileira, ainda criança se fixou em Fortaleza, por volta de 1937, onde começou a desenhar a carvão e giz sobre muros e paredes de casebres de pescadores. Na década de 40, sob o incentivo do crítico e pintor suíço Jean Pierre Chabloz, iniciou-se na pintura a guache juntamente com Chabloz, Antônio Bandeira e Inimá de Paula. O mesmo Jean Pierre lança-o em Paris. Entre 1961 e 1963, trabalhou no recém-criado Museu de Arte da UFCE. Expôs individualmente no Brasil a partir de 1943 e em diversas mostras coletivas no Brasil e exterior, com premiações, destacando-se a recebida na XXXIII Bienal de Veneza (1966). JULIO LOUZADA, VOL. 1 PÁG. 909; ITAU CULTURAL; LEONOR AMARANTE; ARTE NO BRASIL, ACERVO FIEO; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 478.



238 - ULYSSES FARIAS (1960)

"Plano azul" - técnica mista - 30 x 30 cm - canto inferior direito e dorso - 2016 -

Desenhista, pintor, fotógrafo, escultor, poeta e professor nascido em São Paulo. Tem participado de muitos eventos culturais, mostras e Salões oficiais em Socorro, SP (2006 a 2014); Brasília, DF (2010); Mairiporã, SP (2007); São Paulo (2013). Recebeu, em 2012, o primeiro lugar em um concurso de fotografias.



239 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Paisagem - óleo sobre papel colado em madeira - 20,5 x 28,5 cm - não assinado -



240 - NOEMIA MOURÃO (1912 - 1992)

Ave - desenho a lápis - 24 x 21,5 cm - canto inferior direito -
Com estudo no dorso.

Pintora e desenhista. Assina Noemia. Realizou sua primeira individual em 1934, no Rio de Janeiro. Residiu na Europa de 1934 a 1940, frequentando em Paris as academias de la Grande Chaumière e Ranson. Expôs em Montevideu e Buenos Aires. Foi citada por REIS JUNIOR e TEODORO BRAGA. Foi aluna (1932) e mulher (1933) de Di Cavalcanti. MEC vol.3, pág. 265; WALMIR AYALA vol.2, pág.135; PONTUAL, pág. 375; TEIXEIRA LEITE, pág. 356; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 684. Acervo FIEO.



241 - VITTORE CANNONE (1940)

"Sorrento" - óleo sobre eucatex - 10 x 14 cm - canto inferior direito -

Pintor, filho e discípulo de Angelo Cannone. Ativo no Rio de Janeiro. JULIO LOUZADA, vol. 5, 1117



242 - JOEL FIRMINO DO AMARAL (1951)

Paisagem - óleo sobre tela colada em eucatex - 17 x 23 cm - canto inferior direito -

Pintor radicado em São Paulo, onde é ativo. São muito apreciadas as suas aquarelas, que retratam os casarios de cidades mineiras e do interior do País. Em 1985, recebeu prêmio aquisição no SPBA, e em 1988 prêmio no SPBA-SP. JULIO LOUZADA, vol. 9, pág. 39; Acervo FIEO.



243 - SERGIO MILLIET (1898 - 1966)

Nu feminino - óleo sobre madeira - 32 x 33 cm - canto superior direito -
Reproduzido sob o n° 284 em catálogo de Leilão de Arte de James Lisboa, Leiloeiro Oficial, São Paulo - SP, realizado em dezembro de 2014.

Nascido e falecido em São Paulo, Capital. Poeta, ensaísta, crítico literário e de arte, e pintor. Ao lado de suas múltiplas atividades de poeta, crítico e estudioso das artes plásticas, Sergio Milliet também foi assíduo pintor de domingo, especialmente das praias de Santos. Foi diretor artístico do MAM-SP, o qual organizou em 1969, uma exposição de sua pintura, comentada no Jornal do Brasill, de 22/9/1969. PONTUAL, pág. 361; JULIO LOUZADA vol.10, pág. 598; ITAÚ CULTURAL; TEIXEIRA LEITE, pág. 325. Acervo FIEO.



244 - ALBERTO LUME (1944)

Banhistas - óleo sobre tela - 80 x 100 cm - canto inferior direito -

Português da Ilha da Madeira, onde nasceu a 6/2/1944, LUME, como é conhecido e assina as suas obras, fixou residência no Brasil a partir de 1954. Trouxe na sua bagagens sólidos conhecimentos de bom desenhista e excepcional colorista. Adota os temas brasileiros em suas obras com rara felicidade, fazendo com que as suas obras sejam muito disputadas em leilões e por colecionadores. JULIO LOUZADA, vol. 2 pág. 601 602



245 - MIRIAN (1939 - 1996)

Serenata - óleo sobre madeira - 32,5 x 29,5 cm - lado direito - 1982 -

Pintora e gravadora, Mírian Inês da Silva é natural de Trindade, GO e falecida no Rio de Janeiro, RJ, cidade onde foi residente e ativa. Assina Mírian. Estudou na Escola de Belas Artes de Goiás, bem como frequentou os cursos ministrados por Ivan Serpa no MAM, RJ. Expôs pela primeira vez como gravadora em 1962. Realizou exposições individuais no Rio de Janeiro (1966, 1972, 1974); São Paulo (1984). Participou de mostras coletivas e oficiais em: São Paulo (1963 e 1965 – Bienal Internacional de São Paulo, 1964 - Exposição da Jovem Gravura Nacional, 1993); Goiânia, GO (1964 - Salão Goiano de Belas Artes - Prêmio); Ribeirão Preto, SP (1964 - Exposição da Jovem Gravura Nacional); Belo Horizonte, MG (1965 - Exposição da Jovem Gravura Nacional); Curitiba, PR (1965 - Exposição da Jovem Gravura Nacional); Florianópolis, SC (1965 - Exposição da Jovem Gravura Nacional); Rio de Janeiro (1966 – Salão Nacional de Arte Moderna – Isenção de Júri); Bienal de Gravura de Santiago do Chile (1969); Paris (1975); Londres (1979); entre outras. Recebeu Prêmio Aquisição na Bienal de Arte Naïf no SESC de Piracicaba (1994). TEIXEIRA LEITE, PÁG. 327; MEC VOL. 3, PÁG. 167; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 638; VOL. 4, PÁG. 745; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO.



246 - ARTE INDÍGENA BRASILEIRA

Vaso - cerâmica - 35 x 35 cm -
Ex coleção do pintor Aldemir Martins - São Paulo - SP.



247 - JOÃO ORNELAS (1944 - 2008)

Lavadeiras - óleo sobre tela - 70 x 100 cm - canto inferior direito - 1994 -

Pintor, desenhista e professor, João Carlos dos Santos Ornelas nasceu em Belo Horizonte, MG. Assina João Ornelas. Foi aluno (1962 a 1967) de Aída Fazanelli Guimarães e de Amarilis Chaves. Posteriormente estudou no Instituto de Belas Artes, com Oswaldo Teixeira e Edgard Walter. Realizou exposição individual em Belo Horizonte, MG (1972). Participou de mostras coletivas e Salões oficiais em: Uberlândia, MG (1974); Belo Horizonte, MG (1984, 1985, 1987); São Paulo (1991 a 1993, 1996, 1997); Rio de Janeiro (1995); entre outras. Foi premiado em: Itapetininga, SP (1980); Minas Gerais (1984, 1987). JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 832; VOL. 4, PÁG. 831; VOL. 10, PÁG. 653.



248 - INNOCÊNCIO BORGHESE (1897 - 1985)

Pescador - óleo sobre cartão - 17 x 21 cm - canto inferior direito -

Pintor e professor paulista, participante do Salão Paulista de Belas Artes, de 1935 a 1961. Diversas exposições individuais e coletivas, com muitas premiações. Pintou muitas paisagens tendo como tema a cidade de São Paulo. TEODORO BRAGA, pág 56; MEC, vol. 1, pág. 251; Acervo FIEO.



249 - DARCY PENTEADO (1926 - 1987)

Menino - litografia - 80/100 - 48 x 33 cm - canto inferior direito - 1973 -
Com dedicatória.

Desenhista, pintor, cenógrafo, figurinista e escritor, Darcy Penteado foi a personalidade polimorfe, que buscava tornar a própria existência matéria de arte. Em 1948 passou a integrar em São Paulo o Grupo Novíssimos. Expôs individualmente a partir de 1949, participando de inúmeras exposições coletivas e individuais, no país e no exterior. MEC, vol. 3, pág. 365; PONTUAL, pág. 416; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 241. WALMIR AYALA, vol 2, pág 183; TEIXEIRA LEITE, pág 401; ITAÚ CULTURAL ; WALTER ZANINI, pág. 717; LEONOR AMARANTE, pág. 75.



250 - ROBERTO BURLE MARX (1909 - 1994)

Composição - serigrafia - 28/100 - 36 x 47 cm - canto inferior direito - 1976 -

Nasceu em São Paulo e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, paisagista, arquiteto, desenhista, pintor, gravador, litógrafo, escultor, tapeceiro, ceramista, designer de jóias, decorador. Durante a infância viveu no Rio de Janeiro. Foi com a família para a Alemanha, em 1928. Em 1929, freqüentou o ateliê de pintura de Degner Klemn. Nos jardins e museus botânicos de Dahlen, em Berlim, entusiasmou-se ao encontrar exemplares da flora brasileira. De volta ao Brasil, fez curso de pintura e arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1930 - 1934), onde foi aluno de Leo Putz , Augusto Bracet e Celso Antônio. Seu primeiro projeto paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, em 1932. Entre 1934 e 1937, ocupou o cargo de diretor de parques e jardins do Recife, PE, onde passou a residir. Nesse período, foi com freqüência ao Rio de Janeiro e teve aulas com Candido Portinari e com o escritor Mário de Andrade. Em 1937, retornou ao Rio de Janeiro e trabalhou como assistente de Candido Portinari. Foi em 1949, conforme sua paixão por plantas e seu interesse por botânica e jardinagem, que Burle Marx adquiriu um sítio em Barra de Guaratiba, RJ. Com auxílio de botânicos, viajou, coletou, catalogou exemplares de plantas do Brasil e reproduziu em seu sítio a diversidade fitogeográfica brasileira. Em 1985 doou esse sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.Realizou muitas exposições individuais e projetos paisagísticos, participou de diversas mostras oficiais coletivas pelo Brasil e no exterior. PONTUAL, PÁG. 94; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 93; MEC. VOL.1, PÁG.303; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 738; LEONOR AMARANTE, PÁG. 98; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 179; artnet.com. ACERVO FIEO.



251 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Peixe - óleo sobre eucatex - 38 x 46 cm - canto inferior direito - 1949 -



252 - PINKY WAINER (1954)

Flores - aquarela - 21 x 31 cm - canto inferior direito - 1986 -

Pintora, designer, ilustradora e cenógrafa, Débora Leão Wainer de Oliveira nasceu no Rio de Janeiro. Assina Pinky. Dedica-se à pintura desde a década de 80. Vive em São Paulo. Exposições individuais em: São Paulo (1984, 1986, 1988, 1991, 1994); Rio de Janeiro (1987, 1991). Participou de exposições coletivas e oficiais em: São Paulo (1987 a 1992, 1994, 1995); Curitiba, PR (1994); Rio de Janeiro (2001, 2002). Representou o Brasil na Bienal Internacional UNICEF-Jack Ezra Keats, Nova York – EUA (1992) e participou do Panorama da Arte Atual Brasileira, MAM – SP (1987, 1990). ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 8, PÁG. 659; www1.folha.uol.com.br/fsp/acontece/ac3011200006.htm.



253 - MENASE WAIDERGORN (1927)

Feira - óleo sobre tela - 20 x 30 cm - canto inferior direito -

Pintor nascido em Hotin, Romênia. Seus pais vieram para o Brasil (1932) fixando residência em São Paulo. Ingressou na Associação Paulista de Belas Artes (fim da década de 1940), onde conheceu Dario Mecatti. Viajou pelo norte da África e Europa. Participou de diversos salões, coletivas oficiais e recebeu diversos prêmios. JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 1011; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



254 - ROMILDO DE ANDRADE (XX)

Figuras - entalhe em madeira - 95 x 47 cm - canto inferior direito - Recife - PE -

Entalhador e pintor pernambucano, descendente de uma família de artistas. Morou em Salvador, BA e no Rio de Janeiro. Tem participado de diversas mostras coletivas pelo Brasil. www.jornaldebrasilia.com.br; www.youtube.com/watch?v=wCUfXCkACNg.



255 - HEINRICH SCHÜTZ (1875 - 1946)

Lenhadores - óleo sobre tela - 53 x 73 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista alemão nascido em Offenbach am Main (Hesse). Foi ativo em Munique. Participou de Salões coletivos. O Ministério da Agricultura, em Munique, possui uma obra de sua autoria: "Peasant at Work". BENEZIT; www.artprice.com.



256 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Pássaro - xilogravura - 47/200 - 16,5 x 24,5 cm - canto inferior direito - 1990 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



257 - ORESTE PEZZOTTI (1903 - 1966)

Paisagem - óleo sobre tela colada em cartão - 23 x 33 cm - canto inferior direito -

Pintor italiano, radicado em Campinas / SP, onde executou retratos, paisagens e naturezas mortas. Participou, com premiações, por 5 vezes, no Salão Paulista de Belas Artes, onde recebeu homenagem póstuma em 1966. MEC, vol. 3, pág. 394; Catálogo de Exposição de Pintores Italianos no Brasil - p/ Sociarte/82.; ITAÚ CULTURAL.



258 - SUJARIT HIRANKUL (1946 - 1982)

Tailândia - óleo sobre tela - 55 x 76 cm - canto inferior direito e dorso - 1966 -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista tailandês. Suas obras têm sido comercializadas em muitos leilões pelo mundo. www.artprice.com; artist. christies.com; www.artnet.com.



259 - DIONISIO DEL SANTO (1925 - 1999)

Composição - guache - 20 x 26 cm - canto inferior direito - 1989 -
No estado.

Pintor, desenhista, gravador e serigrafista, nasceu em Colatina-ES, e faleceu em Vitória, naquele mesmo Estado. Autodidata. Em 1975, recebe o Prêmio de Melhor Exposição de Gravura do Ano, da APCA. Participou da 9ª Bienal Internacional de São Paulo, 1967 (Prêmio Itamarati Aquisição) e do Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro, 1968 (Prêmio Isenção do Júri). JULIO LOUZADA vol.11, pág. 88; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 682; ARTE NO BRASIL, pág. 934.



260 - STEPHEN ROBERT KOEKKOEK (1887 - 1934)

Paisagem - óleo sobre cartão - 21 x 20,5 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor britânico nascido em Londres e falecido em Santiago do Chile. Descendente de uma família de artistas holandeses, destacando-se dezesseis pintores consagrados da Escola Holandesa, inclusive seu pai, Hermanus Junior Koek Koek sob o pseudônimo J. Van Couver que havia se radicado em Londres em 1869. Viveu até os 21 anos na Inglaterra e, após a morte de seu pai, vendeu todos seus bens e iniciou uma grande viagem do Canadá até a Terra do Fogo. Instalou-se em Mendoza, Argentina onde desenvolveu grande parte de sua obra. Viveu e realizou exposições em vários lugares como: Argentina, Chile, Bolívia, Uruguai, Estados Unidos, Peru, Brasil. www.revistamagenta.com; arnoldogualino.blogspot.com.br; www.artprice.com; www.artnet.com.



261 - HERTON ROITMAN (1943)

Composição - técnica mista - 21 x 13,5 cm - canto inferior direito - 1997 -

Nascido em Porto Alegre, RS, no dia 28 de junho de 1943. Residindo em São Paulo, formou-se pela ECA-USP. Com parte de sua vida artística voltada para o teatro e elaboração de figurinos, fez diversos cursos ligados a esta arte, onde também lecionou. Participa de exposições a partir de 1966, apresentando a mostra Máscaras, na Galeria Guignard, de BH-MG. ganhando diversos prêmios, tais como os de Melhor Figurinista do Ano, nos anos de 1964, 65, 66, 67, o de Melhor Cenógrafo, 1967, Revelação Desenho, 1967, e o de Melhor Figurinista Brasileiro, medalha de outro, XII Bienal Internacional, SP. RGS, pág. 251.



262 - RENZO GORI (1911 - 1999)

Paisagem - óleo sobre tela - 50 x 61 cm - canto inferior direito -
No estado.

Pintor de estilo, participou de diversos Salões Nacionais, com premiações; muito apreciado por colecionadores de cenas árabes. TEODORO BRAGA, pág. 110; MEC, vol. 2, pág. 278; JULIO LOUZADA, vol. 9, pág. 390; Acervo FIEO.



263 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

No galinheiro - óleo sobre madeira - 48 x 38 cm - canto inferior direito -
B. Catalli.



264 - MARCELO GRASSMANN (1925 - 2013)

Mulher - gravura - 17/50 - 42 x 33 cm - canto inferior direito -
No estado.

Desenhista, gravador, ilustrador, pintor, escultor e professor, nasceu em São Simão, SP. Estuda fundição, mecânica e entalhe em madeira na Escola Profissional Masculina do Brás, SP. Passa a realizar xilogravuras a partir de 1943. Atua como ilustrador do Suplemento Literário do ‘Diário de São Paulo’, do ‘O Estado de S. Paulo’ e do ‘Jornal do Estado da Guanabara’. Quando reside no Rio de Janeiro, a partir de 1949, freqüenta os cursos de gravura em metal, com Henrique Oswald e de litografia, com Poty, no Liceu de Artes e Ofícios. Em Salvador (1952), trabalha com Mario Cravo Júnior. .Recebe o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Arte Moderna (1953) e vai para a Academia de Artes Aplicadas, em Viena. Passa a dedicar-se principalmente ao desenho, à litografia e à gravura em metal. Em 1969, sua obra completa é adquirida pelo governo do Estado de São Paulo, passando a integrar o acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo . Em 1978, a casa em que nasceu, em São Simão, é transformada em museu e tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo - Condephaat. Participou de muitas exposições e das Bienais de: São Paulo (1951 a 1961, 1967, 1969, 1979, 1985, 1989); Veneza (1950, 1956, 1958, 1962); Paris (1959). Principais prêmios: Bienal de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1959, 1967); Bienal de Veneza (1950, 1956, 1958,1962); Bienal de Paris (1959). PONTUAL, PÁG. 249; MEC, VOL. 2, PÁG. 281 E 282; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG. 439; VOL. 5, PÁG. 453; VOL. 9, PÁG. 383.



265 - FRANCISCO DA SILVA (1910 - 1985)

Peixe - têmpera sobre cartão colado em eucatex - 56 x 76 cm - canto inferior direito - 1964 -
Ex-coleção Antônio Maluf - Galeria Seta - São Paulo - SP. No estado.

Pintor e desenhista, Francisco Domingos da Silva nasceu em Alto Tejo, AC e faleceu em Fortaleza, CE. Filho de índio peruano com brasileira, ainda criança se fixou em Fortaleza, por volta de 1937, onde começou a desenhar a carvão e giz sobre muros e paredes de casebres de pescadores. Na década de 40, sob o incentivo do crítico e pintor suíço Jean Pierre Chabloz, iniciou-se na pintura a guache juntamente com Chabloz, Antônio Bandeira e Inimá de Paula. O mesmo Jean Pierre lança-o em Paris. Entre 1961 e 1963, trabalhou no recém-criado Museu de Arte da UFCE. Expôs individualmente no Brasil a partir de 1943 e em diversas mostras coletivas no Brasil e exterior, com premiações, destacando-se a recebida na XXXIII Bienal de Veneza (1966). JULIO LOUZADA, VOL. 1 PÁG. 909; ITAU CULTURAL; LEONOR AMARANTE; ARTE NO BRASIL, ACERVO FIEO; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 478.



266 - GERDA BRENTANI (1906 - 1999)

Insetos - gravura - 7/100 - 22 x 13 cm -

Nasceu em Triestre, Itália, no dia 27 de fevereiro de 1908. Desenhista e gravadora. No Brasil desde 1939, fixou residência em São Paulo, Capital. Iniciou estudos com Ernesto de Fiori e Rossi Osir, por volta de 1940. De traço humoristico, a artista destacou-se no cenário artístico/crítico nacional, cuja obra tem participado em mostras nacionais e internacionais, com sucesso de crítica. JULIO LOUZADA vol.1, pág.153; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 630; Acervo FIEO.



267 - ATHOS BULCÃO (1918 - 2008)

"Azulejos da Igrejinha" - impressão sobre azulejo - 15 x 15 cada cm - não assinado -
Complemento de técnica : "Impressão contemporânea feita pelo Instituto Athos Bulcão, sobre azulejos, com imagens da Igrejinha de Nossa Senhora de Fátima, Brasília - DF"

Pintor e desenhista. Começou a dedicar-se a arte estimulado por Portinari, que, em 1945, o convidou a trabalhar nas obras da Pampulha, em Belo Horizonte. No ano anterior realizara exposição individual na sede recém-inaugurada do Instituto dos Arquitetos do Brasil no Rio de Janeiro, voltando a fazê-lo na Capital mineira em 1946 e 1947. Já então conquistara medalhas de prata em pintura e desenho no SNBA. Recebendo bolsa de estudos no governo francês, viajou em 1948 para Paris, onde permaneceu um ano, visitando ainda a Itália. De regresso ao Brasil, passou a dedicar-se também a trabalhos no campo da decoração. Residindo mais recentemente em Brasília, ali criou azulejos e vitrais para a Igreja de Nossa Senhora de Fátima, com motivos cristãos da Pomba e da Estrela, símbolos do Divino Espírito Santo e da natividade. Participou como isento de júri dos II SAMDF (1965), realizando em 1968 exposição individual de desenhos em Brasília (Galeria Encontro). Rubem Braga focalizou-o em uma crônica publicada na revista Manchete (14 de agosto de 1954). TEODORO BRAGA, PÁG. 59; MEC, vol. 1, pág. 301; WALMIR AYALA, vol.1, pág. 140; PONTUAL, pág. 93; TEIXEIRA LEITE, pág. 92; JÚLIO LOUZADA, vol. 7, pág.112; ITAÚ CULTURAL.



268 - TARSILA DO AMARAL (1890 - 1973)

Paisagem Antropofágica - desenho a lápis - 9 x 18 cm - canto inferior esquerdo -

Pintora e desenhista, Tarsila do Amaral nasceu em Capivari, SP e faleceu em São Paulo. Estudou escultura com William Zadig e com Mantovani, em 1916, na capital paulista. No ano seguinte teve aulas de pintura e desenho com Pedro Alexandrino, onde conheceu Anita Malfatti. Ambas tiveram aulas com o pintor Georg Elpons. Em 1920 viajou para Paris e estudou na ‘Académie Julian’ e com Émile Renard. Ao retornar ao Brasil formou em 1922, em São Paulo, o Grupo dos Cinco, com Anita Malfatti, Mário de Andrade, Menotti del Picchia e Oswald de Andrade. Em 1923, novamente em Paris, frequentou o ateliê de André Lhote, Albert Gleizes e Fernand Léger. Foi a criadora de duas das principais tendências ou movimentos de nossa arte nacionalista: o Pau Brasil e o Antropofagia. A convite da Comissão do IV Centenário de São Paulo fez, em 1954, o painel ‘Procissão do Santíssimo’ e, em 1956, entregou ‘O Batizado de Macunaíma’, sobre a obra de Mário de Andrade, para a Livraria Martins Editora. A retrospectiva Tarsila: 50 Anos de Pintura, organizada pela crítica de arte Aracy Amaral e apresentada no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo , em 1969, ajudou a consolidar a importância da artista. TEODORO BRAGA, PÁG. 220; REIS JR., PÁG.388; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 365; MEC, VOL. 4, PÁG. 370; PONTUAL, PÁG. 511; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 492; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 389; ARTE NO BRASIL, PÁG. 577; LEONOR AMARANTE, PÁG. 24; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 958.



269 - ANTONIO VITOR (1942 - 2011)

"Queimada no aterro" - óleo sobre tela - 45 x 61 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1987 -

Nasceu em São José do Rio Pardo, SP, no dia 27 de novembro de 1942. Pintor e desenhista. Autodidata, Antonio Vitor é um exemplo de perseverança e apuro de qualidade, o que facilmente se percebe em sua obra. Destaca-se a busca pela interação da tradição latino-americana, com segurança de traços e solidez de forma. Expôs no Salão Paulista de Arte Moderna-SP, dos anos 1965, 1967 e 1968; bem como de diversos outros salões oficiais, recebendo premiações. JULIO LOUZADA, vol. 12 pág. 21; ITAU CULTURAL. Acervo FIEO.



270 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Homem tocando violão" - desenho a nanquim e acrílico - 19 x 13,5 cm - canto inferior esquerdo - outubro de 1977 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



271 - CHICO ANYSIO (1931 - 2012)

"Praia do Rio" - óleo sobre tela - 35 x 70 cm - canto inferior direito e dorso - 1993 -

Natural de Maranguape, Ceará, este famoso artista e humorista, conhecido pela suas múltiplas facetas, também nos surpreende com suas marinhas, de cores suaves de composição harmoniosa. JULIO LOUZADA, vol.3 pág. 58



272 - CLÓVIS GRACIANO (1907 - 1988)

Flores - monotipia - 32 x 24 cm - canto inferior direito - 1944 -

Pintor, desenhista, cenógrafo, gravador, ilustrador, nasceu em Araras - SP e faleceu em São Paulo. Em São Paulo, a partir de 1934, realizou estudos com o pintor Waldemar da Costa, entre 1935 e 1937. Em 1937, integrou o Grupo Santa Helena com Francisco Rebolo, Mario Zanini, Bonadei e outros. Frequentou o curso de desenho da Escola Paulista de Belas Artes até 1938. Membro da Família Artística Paulista - FAP, em 1939 foi eleito presidente do grupo. Participou regularmente dos Salões do Sindicato dos Artistas Plásticos e, em 1941, realizou sua primeira individual. Em 1948, foi sócio-fundador do Museu de Arte Moderna de São Paulo - MAM/SP. Viajou para a Europa em 1949, com o prêmio recebido no Salão Nacional de Belas Artes. Permaneceu dois anos em Paris, onde estudou pintura mural e gravura. A partir dos anos 1950, dedicou-se principalmente à pintura mural. Em 1971, assumiu o cargo de diretor da Pinacoteca do Estado de São Paulo. De 1976 a 1978, exerceu a função de adido cultural em Paris. Participou por toda sua vida de muitas mostras e Salões oficiais pelo o Brasil e pelo mundo. MEC, VOL. 2, PÁG. 280; PONTUAL, PÁG. 247/8; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 225 A 227; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; ARTE NO BRASIL, PÁG. 784; LEONOR AMARANTE, PÁG. 58; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 433; VOL. 4, PÁG.483; VOL. 5, NPÁG. 450; ACERVO FIEO.



273 - INÁCIO RODRIGUES (1946)

Paisagem - acrílico sobre tela colada em eucatex - 30 x 30 cm - canto inferior direito e dorso - 1989 -

Pintor, desenhista, entalhador e gravador, natural de Acaraú, CE. Iniciou-se em pintura como autodidata (1957). Viajou para diversos países da América Latina (1960-1965) com o objetivo de participar de exposições e acabou se fixando, em 1966, no Rio de Janeiro. Pintou a cúpula da Catedral Municipal e o Hotel Porto Velho em Porto Velho, RO (1962 e 1965). Expôs individualmente em diversas capitais brasileiras e também no exterior. Participou de muitas mostras e Salões oficiais e foi premiado em: Curitiba, PR (1971); Rio de Janeiro (1970, 1973, 1975, 1977, 1978); Belo Horizonte, MG (1970, 1971); Campinas, SP (1971, 1972); Florianópolis, SC (1972); Niterói, RJ (1974); Embu, SP (1974); Amparo, SP (1994, 1996); São José dos Campos, SP (1983). JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 834; VOL. 4, PÁG. 959; VOL. 12, PÁG. 345; TEIXEIRA LEITE PÁG. 450. WALMIR AYALA VOL. 2, PÁG. 259; MEC VOL. 4, PÁG. 91; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



274 - ARTE POPULAR BRASILEIRA (XX)

Figura - escultura em madeira - 70 x 18 x 18 cm - não assinado -



275 - ALDO BONADEI (1906 - 1974)

Flores - óleo sobre tela - 62 x 50 cm - canto inferior esquerdo - 1970 -

Pintor, designer, gravador, figurinista e professor - Aldo Cláudio Felipe Bonadei nasceu e faleceu em São Paulo, SP. Entre 1923 e 1928 foi aluno de Pedro Alexandrino, período em que também frequentou o ateliê de Antonio Rocco. Viajou para a Itália, entre 1930 e 1931, e frequentou a Academia de Belas Artes de Florença, onde teve aulas com Felice Carena e seu assistente Ennio Pozzi, ambos ligados ao movimento ‘novecento’. Nesse período, dedicou-se ao desenho da figura humana, principalmente ao nu. Retornou a São Paulo no início da década de 1930 e participou ativamente do Grupo Santa Helena, da Família Artística Paulista - FAP e do Sindicato dos Artistas Plásticos. Em 1949 lecionou na Escola Livre de Artes Plásticas, primeira escola de arte moderna de São Paulo e participou do Grupo Teatro de Vanguarda. No ano seguinte, fundou a Oficina de Arte - O. D. A., com Odetto Guersoni e Bassano Vaccarini. No fim da década de 1950 atuou como figurinista nas peças ‘Vestido de Noiva’, de Nelson Rodrigues, e ‘Casamento Suspeitoso’, de Ariano Suassuna. Também desenhou alguns figurinos para dois filmes dirigidos por Walter Hugo Khoury: ‘Fronteiras do Inferno’ (1958) e ‘Na Garganta do Diabo’(1959). Realizou muitas exposições individuais e participou de vários Salões oficiais destacando-se: Bienal Internacional de São Paulo (1ª, 2ª, 3ª, 6ª, 7ª); Bienal de Veneza (1952); Panorama da Arte Moderna Brasileira (1970). MEC, VOL. 1, PÁG. 247; PONTUAL, PÁGS. 78/79; ARTE NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 1041; ART PRICE ANNUAL 2000, PÁG. 258; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 79; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; LEONOR AMARANTE, PÁG. 72; ACERVO FIEO.



276 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Composição - óleo sobre tela - 100 x 80 cm - canto inferior esquerdo e dorso ilegível - 27/11/1998 - São Paulo -



277 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Gato" - aguada de nanquim - 12 x 9,5 cm - canto inferior direito - 1967 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



278 - MARIE LAURENCIN (1883 - 1956)

Menina - óleo sobre tela - 41 x 33 cm - canto superior direito - 1955 -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintora, desenhista, gravadora, ilustradora e cenógrafa nascida e falecida em Paris, França. Em Sèvres, aprendeu pintura em porcelana; em Paris, desenho com Madelaine Lemaire e estudou na ‘Académie Humbert’ onde conheceu Georges Braque e Francis Picabia. Pertenceu à associação de pintores e poetas conhecida como ‘Bateau Lavoir’ que incluía Picasso, Braque, Gris, Max Jacob, André Salmon e outros. Em Paris, sua primeira exposição foi no Salão dos Independentes (1907). Depois, exposições nas Galerias: Barbazanges (1912), Paul Rosenberg (1920) e participou, no Petit Palais, da exposição "Maitres de l’Art Indépendents" (1937). A partir de 1924, como cenógrafa, produziu para Diaghilev o "Ballets russe" e "Comédie Francaise" (1928). Entre os livros que ilustrou destacam-se: "La Tentative Amoureuse" de André Gides, "Alice in Wonderland" de Lewis Caroll. BENEZIT VOL. 6, PÁG. 477; ITAU CULTURAL; www.marielaurencin.com; www.moma.org; www.tate.org.uk; web.artprice.com; artnet.com; www.britannica.com.



279 - AMORELLI (1948)

"Voando para o futuro" - óleo sobre tela - 80 x 80 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1986 -

Pintor e escultor, Gledson Franqueira Amorelli nasceu em Três Corações, MG. Assina Amorelli. Iniciou estudos de pintura em Belo Horizonte com Guignard e Frederico Bracher Junior. Depois de estudar no Centro Acadêmico da Escola de Arte Guignard voltou a Três Corações e abriu a Escola de Pintura Pró-Arte. Foi convidado a participar do ‘Art Center Institute of Design’ na Coréia. Realizou exposições individuais em: Pelotas, RS (1979); Nova Friburgo, RJ (1980); Camboriú, SC (1980); Juiz de Fora, MG (1982); Brasília, DF (1986); Rio de Janeiro (1986). Destacam-se, entre as diversas participações em mostras coletivas e Salões oficiais: Salão de Artes Plásticas,Três Corações, MG (1964); Artistas Jovens da Escola Guignard, Belo Horizonte, MG (1975); Salão de Verão da Tijuca, Rio de Janeiro, RJ (1981); Salão de Artes, Rio de Janeiro, RJ (1981); Salão dos Premiados, Rio de Janeiro, RJ (1982). ITAU CULTURAL, arteamorelli.blogspot.com.br.



280 - EDUARDO DALBONO (1843 - 1915)

Barcos - óleo sobre madeira - 15 x 28 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor nascido em Nápoles, Itália. Sua formação artística foi em Roma com o pintor Marchetti. Ao retornar a Nápoles, aperfeiçoa-se com as orientações de Morelli e Mancinelli. Exposições: Parma (1871); Milão (1872); Turim (1880); Viena, Áustria (1874). Possui obra no Museu Revoltella, em Trieste. BENEZIT, vol.3, pág. 327. COMANDUCCI. ARTPRICE.



281 - GASTÃO FORMENTI (1894 - 1974)

Rosas - óleo sobre tela - 46 x 33 cm - canto inferior direito - 1950 -

Pintor nascido em Guaratinguetá-SP. Após iniciar-se em arte com Pedro Strina, em São Paulo, foi residir no Rio de Janeiro, onde, com seu pai, dedicou-se à execução de vitrais. Recebeu medalhas de bronze e de prata no SNBA, do qual ainda participava em 1961. TEODORO BRAGA, pág. 98; WALMIR AYALA vol.1, pág.317; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



282 - GEORGES WAMBACH (1901 - 1965)

Catedral - desenho a nanquim e aquarela - 24 x 15 cm - canto inferior direito - 1956 -
Com dedicatória. -

Belga de nascimento, veio a falecer no Rio de Janeiro. Excepcional aquarelista, que retratou o Brasil em suas inúmeras incursões. "Georges Wambach (1901-1965) talvez tenha sido um dos últimos exemplares de uma espécie em extinção, ou já extinta, quem sabe: a dos artistas viajantes de que o século XIX foi pródigo. Artistas com cavalete, paleta, tintas e pincéis na mochila, que vararam o mundo em busca do fantástico, do erótico, e, sobretudo, do excitante desconhecido, aventura que até custou a vida de alguns como Adrien Taunay, que viu a morte aos 25 anos em pleno Mato Grosso." Fernando Cerqueira Lemos, in AQUARELAS de Georges Wambach: impressões do Brasil. Ed. Marca d´Água-SP, 1988. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 343; TEIXEIRA LEITE, pág. 540; ITAÚ CULTURAL.



283 - JORGE BRANCO (1941)

Paisagem - óleo sobre tela - 100 x 120 cm - canto inferior direito e dorso - 1989 -

Nasceu em São Paulo, Capital, a 5/12/1941. Realiza trabalhos de pesquisas em diversas áreas, inclusive desenho industrial e pintura (1960), dedicando-se inteiramente à pintura partir de 1979. "Uma rígida e estruturada disciplina formaliza e geometriza a sua arte. No domínio da suavidade cromática, contrasta e harmoniza o intelecto do motivo." José Paulo Myokoyama, crítico de arte. Suas obras estão em coleções particulares no exterior e no Brasil. Expõe coletivamente desde 1978, recebendo diversas premiações. JULIO LOUZADA, vol 2 - pág 161



284 - RENOT (1932)

Pássaro - serigrafia - 60/100 - 56 x 39 cm - canto inferior direito -
No estado.

Pintor, desenhista, gravador e tapeceiro, Reinaldo Eliomar de Freitas Marques da Silva nasceu em Santa Luzia, Bahia. Assina Renot. Autodidata, começou a pintar em 1957 e, em 1964, com a inauguração da Galeria Quirino, em Salvador, iniciou sua formação artesanal. Tornou-se amigo de vários intelectuais e artistas baianos entre os quais Jenner Augusto, Jorge Amado e Manuel Quirino. Quirino, com quem trabalhou, foi também o seu mestre na arte de tecer (1964). Foi responsável pelos calendários-tapeçaria que fez para a Basf e Bosh do Brasil em 1977. Realizou muitas exposições individuais em: Salvador, BA (1970, 1971, 1972, 1977); Porto Alegre, RS (1970); Rio de Janeiro (1971, 1974); São Paulo (1972, 1973, 1975 a 1978, 1982); Hamburgo, Alemanha (1971); Londres, Inglaterra (1972); Barcelona, Espanha (1974); Genebra, Suíça (1974); Buenos Aires, Argentina (1975); Paris, França (1976); Estados Unidos (1978, 1980). Participou de várias coletivas e mostras oficiais pelo Brasil e exterior. Atua também como perito, marchand e organizador de leilões. JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 816; VOL. 7, PÁG. 590; ITAU CULTURAL; MEC VOL. 4, PÁG. 53; web.artprice.com.



285 - ANTONIO PACHECO FERRAZ (1904 - 2006)

Carnaval - óleo sobre madeira - 40 x 27 cm - centro inferior - 1988 -

Natural de Piracicaba, este pintor sensível, paisagista e retratista, viajou para Paris em 1926, ali estudando, inclusive, com Jean Paul Laurens, na Academia Julian e na Escola de Belas Artes . Ainda em Paris participou do Salão dos Artistas Franceses de 1928 a 1929. Diversos museus tem obras suas, inclusive a PINACOTECA-SP e MNBA da Bretanha. WALMIR AYALA, vol.2, pág.155; PONTUAL, pág.400; TEIXEIRA LEITE, pág.372; MEC, vol. 2, pág. 150; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



286 - LEOPOLDO RAIMO (1912 - 2001)

Composição - técnica mista - 33 x 41 cm - canto inferior direito - 1965 -

Pintor e gravador, nascido em Botucatu/SP, com diversas participações em Salões e Exposições, tais como: Salão Paulista de Arte Moderna, Salão Baiano de Belas Artes, Bienal de São Paulo e Salão Nacional de Arte Moderna, entre outros. MEC. VOL. 4, PÁG. 22



287 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

"Senhor José Gorgulho Nogueira" - técnica mista - 20 x 13 cm - não assinado -



288 - NICOLA DE CORSI (1882 - 1956)

Nápoles - aquarela e guache - 16 x 27 cm - canto inferior esquerdo -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Embora tenha nascido na Rússia, a ascendência de Nicola de Corsi era espanhola, e toda a sua formação se deu em Nápoles, Itália, para onde se transferiu com toda a família ainda quando pequeno. Foi discípulo de Giacinto Gigante. Expôs na Bienal de Veneza em 1910. Esteve duas vezes no Brasil, onde mostrou o seu precioso trabalho. O jornal O Estado de São Paulo o chamou de Pintor das Multidões. JULIO LOUZADA vol.1, pág.315; ART PRICE ANNUAL 2000, pág. 539, RUTH TARASANTCHI.



289 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

Nu - escultura em mármore - 23 x 6,5 x 05 cm - assinado -
Ex coleção Renato Antônio Brogiolo - Rio de Janeiro, RJ.

Escultor, desenhista e pintor paulista nascido em Mococa, SP e falecido no Rio de Janeiro. Mudou-se com a família para Itália, e fixou-se em Roma (1913). Iniciou estudos de desenho e escultura com o professor Loss (1920). Participou de movimentos antifascistas e foi preso (1931) por motivos políticos. Foi extraditado para o Brasil (1935) por intervenção do embaixador brasileiro na Itália. Em 1937, viajou para Paris e frequentou as academias ‘La Grand Chaumière’ e ‘Ranson’, onde estudou com Aristide Maillol e conviveu com Henry Moore, Marino Marini e Charles Despiau. Em 1939, retornou a São Paulo e junto com Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Sérgio Milliet, entre outros, participou do Movimento Modernista; foi um dos membros da Família Artística Paulista e do Grupo Santa Helena. Em 1943, transferiu-se para o Rio de Janeiro. A convite do ministro Gustavo Capanema instalou ateliê no antigo Hospício da Praia Vermelha, onde orientou jovens artistas como Francisco Stockinger. Possui obras em espaços públicos como ‘Monumento à Juventude Brasileira’ (1947), nos jardins do antigo Ministério da Educação e Saúde, atual Palácio Gustavo Capanema - RJ; ‘Candangos’ (1960), na Praça dos Três Poderes, e ‘Meteoro’ (1967), no lago do edifício do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília; ‘Integração’ (1989), no Memorial da América Latina, em São Paulo. Participou das Bienais de Veneza (1950, 1952); participou das I, II, IV e IX Bienais de São Paulo, período em que recebeu o prêmio de melhor escultor brasileiro (1953) e sala especial (1967). MEC, VOL.2, PÁG. 250; PONTUAL, PÁG. 237; MAYER/84, PÁG. 1333; BENEZIT VOL. 5, PÁG. 14; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 715; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 422; www.artprice.com; www.pinturabrasileira.com; www.dec.ufcg.edu.br; www.monumentos.art.br.



290 - BENIAMINO PARLAGRECO (1856 - 1902)

Paisagem - óleo sobre tela colada em aglomerado - 20 x 13 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor e desenhista italiano, tendo realizado sua formação artística em Nápoles, veio fixar-se no Rio de Janeiro em 1895, onde morreria de febre amarela. Já em 1898 conquistava a medalha de outro no Salão Nacional de Belas Artes. Encontram-se obras suas no Museu Nacional de Belas Artes e na Pinacoteca do Estado de São Paulo.Obras de sua autoria são raríssimas e grandemente disputadas. LAUDELINO FREIRE, pág. 517; THEODORO BRAGA, pág. 183; WALMIR AYALA, vol.2, pág.57; PONTUAL, págs. 386 e 406; ARTE NO BRASIL.



291 - DJANIRA DA MOTTA E SILVA (1914 - 1979)

Máquina - xilogravura - 27 x 21 cm - canto inferior direito -

Pintora, desenhista, ilustradora, cartazista, cenógrafa e gravadora. Djanira da Motta e Silva nasceu em Avaré, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. No final da década de 1930, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde teve suas primeiras instruções de desenho no Liceu de Artes Ofícios e com o pintor Emeric Marcier, hóspede da pensão que Djanira instalou no bairro de Santa Teresa. Os contatos com os artistas Carlos Scliar, Milton Dacosta , Arpad Szenes , Vieira da Silva e Jean-Pierre Chabloz , frequentadores de sua pensão, proporcionaram um ambiente estimulador que a levou a expor no 48º Salão Nacional de Belas Artes, em 1942. No ano seguinte, realizou sua primeira mostra individual, na Associação Brasileira de Imprensa - ABI. Em 1945, viajou para Nova York. De volta ao Brasil, realizou o mural ‘Candomblé’ para a residência do escritor Jorge Amado, em Salvador, e painel para o Liceu Municipal de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Entre 1953 e 1954, viajou a estudo para a União Soviética. De volta ao Rio de Janeiro, tornou-se uma das líderes do movimento pelo Salão Preto e Branco, um protesto de artistas contra os altos preços do material para pintura. Realizou em 1963, o painel de azulejos ‘Santa Bárbara’, para a capela do túnel Santa Bárbara, Laranjeiras, Rio de Janeiro. No ano de 1966, a editora Cultrix publicou um álbum com poemas e serigrafias de sua autoria. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil, EUA e Europa. Foi premiada no Rio de Janeiro (1943, 1944, 1949, 1950 a 1953, 1955, 1963) e em São Paulo (1951, 1955). Participou da 1ª e da 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955). Em 1977, o Museu Nacional de Belas Artes - MNBA, realizou uma grande retrospectiva de sua obra. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 336; PONTUAL, PÁG. 181; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 164; MEC, VOL. 2, PÁG 58; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG, 263; WALTER ZANINI, PÁG. 810; ARTE NO BRASIL, PÁG. 824; ACERVO FIEO.



292 - ANTONIO PINGITORI (1931)

"Natureza morta" - óleo sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1991 -

Natural de São Paulo, onde nasceu em 20 de janeiro de 1931. Iniciou seus estudos de desenho com o prof. Cláudio Biancardi, aos 12 anos de idade. Frequentou posteriormente curso no MASP e na Pinacoteca-SP. Foi discípulo de Durval Pereira, Salvador Rodrigues Junior e de Nicola Petti. Desde 1961 está radicado em Atibaia, SP. Dedica-se exclusivamente à pintura desde 1980. Em 1987, pintou sete retratos de ex-presidentes da Câmara Municipal de Atibaia. JULIO LOUZADA, vol. 3 pág. 905



293 - JOSÉ FALCONI FILHO (1941)

"Metais - Rosas e frutas" - óleo sobre tela - 60 x 80 cm - canto inferior direito e dorso - 2016 -

Nasceu em Amparo, SP, no dia 31 de janeiro. Pintor, começou a produzir na década de 50, pintando a natureza. Sua obra tem fortes tendências ao impressionismo, com cores quentes e muito movimento. Expõe individualmente desde 1960, participando de coletivas a partir de 1981, com sucesso de crítica. Recebeu diversas premiações. JULIO LOUZADA, vol. 7 pág. 249



294 - MONTEIRO PRESTES (1958)

Natureza morta - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2005 -

Pintor, Marcus Sergius Monteiro Prestes nasceu em Sorocaba, SP. Assina Monteiro Prestes. Tem participado de mostras coletivas e oficiais em: Itapetininga, SP (1966); Sorocaba, SP (1980, 1981, 1982, 1984); Rio de Janeiro (1990); Piracicaba, SP (1990); São Lourenço, MG (1990); Belo Horizonte, MG (1991); Itu, SP (1991); Jundiaí, SP (1992); São Paulo (1992, 1993); Ribeirão Preto, SP (2002). Foi premiado em: Sorocaba, SP (1980, 1981, 1984); Rio de Janeiro (1990); Piracicaba, SP (1990); São Lourenço, MG (1990); Belo Horizonte, MG (1991); Itu, SP (1991). JULIO LOUZADA VOL. 6, PÁG. 745; ITAU CULTURAL; monteiroprestes.blogspot.com.br.



295 - CARL FRANZ BAUER (1879 - 1954)

Cabeça de cavalo - óleo sobre cartão - 21 x 16 cm - centro inferior -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista e ilustrador austríaco nascido em Viena. Estudou na Academia Vienense com Christian Griepenkerl. Completou seus estudos em 1901 e se especializou na representação do esporte e criação de cavalos. Ilustrou diversos livros. BENEZIT; www.askart.com; www.artprice.com; www.christies.com.



296 - MANABU MABE (1924 - 1997)

Composição - serigrafia - 23/150 - 54 x 74 cm - canto inferior direito - 1995 -
No estado.

Pintor, desenhista, gravador e ilustrador nascido no Japão e falecido em São Paulo. Assina Mabe. De Kobe, Japão, emigrou com a família para o Brasil (1934) para dedicar-se ao trabalho na lavoura de café no interior de São Paulo. Interessado em pintura, começou a pesquisar, como autodidata, em revistas japonesas e livros sobre arte. No fim da década de 1940, em São Paulo, conheceu o pintor Tomoo Handa e Yoshiya Takaoka. Integrou-se ao Grupo Seibi, Grupo 15, Grupo Guanabara. Mudou-se para São Paulo (1957) para dedicar-se exclusivamente à pintura. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras coletivas e oficiais no Brasil e exterior. Entre muitos prêmios recebidos, destacam-se: 1953 - Prêmio aquisição no Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro; 1957 - Pequena Medalha de Ouro no VI Salão Paulista de Arte Moderna, SP; 1958 - Grande Medalha de Ouro no VII Salão Paulista de Arte Moderna, São Paulo; 1959 - Prêmio Governador do Estado no VIII Salão Paulista de Arte Moderna, SP; Prêmio Leirner de Arte Contemporânea, SP; Melhor Pintor Nacional na 5ª Bienal Internacional de São Paulo; Prêmio Braun e Prêmio Bolsa de Estudos na I Bienal de Paris, França; Prêmio aquisição no ‘Dallas Museum of Fine Arts’, Dallas, Estados Unidos; 1960 - Prêmio Fiat na 30ª Bienal de Veneza, Itália; 1962 - Primeiro Prêmio na I Bienal Americana de Arte de Córdoba, Espanha. ARTE NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 1050; EIXEIRA LEITE, PÁG. 296; PONTUAL, PÁG. 325; MEC, VOL. 3, PÁG. 13; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 644; LEONOR AMARANTE, PÁG. 83, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 561; ACERVO FIEO; www.mabe.com.br; www.pinturabrasileira.com; www.museumanabumabe.com.br; www.escritoriodearte.com; www.brasilescola.com; www.artprice.com.



297 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Gato verde" - acrílico sobre papel - 29 x 42 cm - canto inferior esquerdo -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



298 - TOMOKI NAKASHIMA (1919)

Paisagem - óleo sobre tela - 67 x 51 cm - canto inferior esquerdo - 1983 -

Natural de Kurume (Fukuoka-Ken), Japão. Assinava Tomoki Nakashima até 1987. A partir de 1988, passou a assinar T. Nakashima. Veio para o Brasil em 1934, radicando-se em São Paulo, e já em 1936 participava do Grupo Seibi. Mantém-se com autodidata até hoje. Participou de diversos Salões oficiais e exposições coletivas: Embu, SP (1975); São Paulo, SP (1976 a 1978, 1980, 1981, 1987); São Bernardo do Campo, SP (1976, 1977); Taubaté, SP (1977). Prêmios: Embu, SP (1975); São Bernardo do Campo, SP (1976, 1977); São Paulo, SP (1980, 1981). JULIO LOUZADA, vol. 3, pág. 788.



299 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Paisagem - óleo sobre tela - 49 x 69 cm - canto inferior direito -
N. Conte.



300 - ANITA MALFATTI (1896 - 1964)

Maternidade - pastel - 26 x 20 cm - canto inferior esquerdo -

Pintora, desenhista, gravadora, ilustradora e professora, Anita Catarina Malfatti nasceu e faleceu em São Paulo. Iniciou seu aprendizado artístico com a mãe, Bety Malfatti. Residiu na Alemanha (1910-1914) onde frequentou, por um ano, a Academia Imperial de Belas Artes - Berlim e, posteriormente, estudou com Fritz Burger-Mühlfeld, Lovis Corinth e Ernst Bischoff-Culm. Nesse período também se dedicou ao estudo da gravura. De 1915 a 1916 residiu em Nova York e teve aulas com George Brant Bridgman, Dimitri Romanoffsky e Dodge, na Arts Students League of New York, e com Homer Boss, na Independent School of Art. Sua primeira individual aconteceu em São Paulo, em 1914. Estudou, também, pintura com Pedro Alexandrino (1919) e com Georg Elpons (1920). Em 1922, participou da Semana de Arte Moderna e integrou ao lado de Tarsila do Amaral, Mário de Andrade, Oswald de Andrade e Menotti Del Pichia, o Grupo dos Cinco. No ano seguinte, recebeu bolsa de estudo do Pensionato Artístico do Estado de São Paulo e partiu para Paris, onde foi aluna de Maurice Denis, frequentou cursos livres de arte e manteve contatos com Fernand Léger, Henri Matisse e Tsugouharu Foujita. Retornou ao Brasil em 1928. Na década de 1930, em São Paulo, integrou a Sociedade Pró-Arte Moderna - SPAM, a Família Artística Paulista - FAP e participou do Salão Revolucionário. Realizou exposições individuais e participou de muitas mostras e Salões oficiais, entre elas a 1ª e a 7ª Bienal Internacional de São Paulo. É considerada a primeira representante do modernismo no Brasil. BENEZIT VOL. 7, PÁG. 118; TEODORO BRAGA PÁG. 151; MEC VOL. 3, PÁG. 45; PONTUAL PÁG. 332; WALMIR AYALA VOL. 2, PÁG. 33; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 478; ARTE NO BRASIL PÁG. 652; LEONOR AMARANTE PÁG. 24; DICIONÁRIO OXFORD; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 571; www.infoescola.com; www.macvirtual.usp.br; www.pinturabrasileira.com; www.fapesp.br.



301 - ALFREDO VOLPI (1896 - 1988)

Fachada - litografia off set - P.A. - 44 x 30 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.



302 - SILVIO AZAMOR (1925 - 1997)

Barcos - óleo sobre madeira - 08 x 23 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor ativo no Rio de Janeiro, foi aluno de Agenor César de Barros. Participou do SNBA-RJ (1948, 1965 e 1968). JULIO LOUZADA vol.11, pág.23



303 - ANTONIO BANDEIRA (1922 - 1967)

Composição - técnica mista - 28 x 18 cm - canto inferior direito - 1958 -
Ex coleção Paulo Eurico Soares, São Paulo - SP.

Pintor, desenhista, gravador, nascido em Fortaleza, CE e falecido em Paris, onde viveu a maior parte de sua vida. É um dos pioneiros da arte abstrata no Brasil. Iniciou-se na pintura como autodidata. Em 1941, em Fortaleza, participou, ao lado de Mário Baratta, entre outros, da criação do Centro Cultural de Belas Artes depois, Sociedade Cearense de Artes Plásticas. Em 1945, transferiu-se para o Rio de Janeiro e, no ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual. Contemplado pelo governo francês com bolsa de estudos, permaneceu em Paris de 1946 a 1950 onde frequentou a Escola Nacional Superior de Belas Artes e a ‘Académie de la Grande Chaumière’. Entre 1947 e 1948 participou do ‘Salon d'Automne’ e do ‘Salon d'Art Libre’. Tomou parte em reuniões de artistas e formou o Grupo Banbryols (ban de Bandeira; bry de Camille Bryen; e ols de Wols), que durou de 1949 a 1951. Voltou ao Brasil em 1951 e apresentou-se na 1ª Bienal Internacional de São Paulo. Em 1952, criou um mural para o Instituto dos Arquitetos do Brasil, em São Paulo. Retornou a Paris em 1954 em razão do Prêmio Fiat, obtido na 2ª Bienal Internacional de São Paulo, mas não deixou de expor no Brasil. Permaneceu na Europa até 1959, passando pela Inglaterra e Bélgica, onde, em 1958, realizou um painel para o ‘Palais des Beaux-Arts’. Ao retornar ao Brasil teve uma atividade artística intensa, participou de importantes exposições, em paralelo a mostras em Paris, Munique, Verona, Londres e Nova York. Voltou a Paris em 1965, onde permaneceu até sua morte. BENEZIT, VOL.1, PÁG.415; MEYER/87, PÁG.606; MEC, VOL.1, PÁGS.159,160 E 167; PONTUAL, PÁGS. 48 E 49; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁGS. 71 A 74; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 52 A 54; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; ARTE NO BRASIL, PÁG. 599; LEONOR AMARANTE, PÁG. 34; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 86; ACERVO FIEO; web.artprice.com; pitoresco.com; pinturabrasileira.com.



304 - ANGELO CANNONE (1899 - 1992)

O passeio - óleo sobre eucatex - 28 x 32 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista e professor nascido em Abruzzo, Itália. Assinava D’Angelo, Angelo Cannone e A. Cannone. Aos cinco anos mudou-se para Nápoles com sua família. Em fins de 1947, veio para o Brasil, residiu algum tempo em São Paulo e depois se mudou para o Rio de Janeiro, onde se radicou e lá faleceu. Estudou no Instituto de Belas Artes de Nápoles com Paolo Vetri. Viveu em Roma durante quatro anos com uma pensão conquistada em um concurso em Nápoles. Lecionou desenho no Instituto Técnico. Expôs individualmente em São Paulo (1947, 1993) e no Rio de Janeiro (1947, 1973, 1980, 1984). Foi premiado, na Itália, em: 1922, 1925, 1929, 1941 e, no Brasil, em 1960. Em 1972 pintou o retrato do papa Pio X, em tamanho natural, que está na Igreja dos Italianos, RJ. WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 168; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 187; VOL. 3, PÁG. 203; VOL.8, PÁG. 165; VOL. 9, PÁG. 171; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; brasilartesenciclopedias.com.br; www.artprice.com; www.arcadja.com.



305 - OSWALDO GOELDI (1895 - 1961)

Chuva - desenho a nanquim - 21 x 30 cm - canto inferior direito -

Desenhista, gravador, ilustrador e professor nascido e falecido no Rio de Janeiro, filho de Emilio Goeldi, naturalista suíço. Com um ano de idade, mudou-se com a família para Belém, Pará e depois para Berna, Suíça (1905). Em Zurique, ingressou no curso de Engenharia e, em Genebra, matriculou-se na 'Ecole des Arts et Métiers' (1917) mas, abandonou ambos os cursos. A seguir, passou a ter aulas no ateliê de Serge Pahnke e Henri van Muyden. Realizou sua primeira exposição individual (1917), em Berna, quando conheceu a obra de Alfred Kubin, sua grande influência artística e com quem se correspondeu por vários anos. Retornou ao Brasil (1919), trabalhou como ilustrador e realizou sua primeira exposição individual no Rio de Janeiro (1921). Conheceu Ricardo Bampi (1923) que o iniciou na xilogravura. Fez desenhos e gravuras para periódicos e livros como 'Cobra Norato', de Raul Bopp (1937) com suas primeiras xilogravuras coloridas, entre outros. Foi professor na Escolinha de Arte do Brasil (1952) e na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1955) onde abriu uma oficina de xilogravura. Exposições individuais em: Berna, Suíça (1917, 1930); Rio de Janeiro (1921); Belém, PA (1938); São Paulo (1951); Paris (1952). Participou de várias exposições coletivas e mostras oficiais, destacando-se: Exposição itinerante da 'International Business Machine Corporation', EUA (1941 a 1944); 'Exhibition of Modern Brazilian Paintings', Inglaterra (1943, 1944, 1945); Bienal Internacional de São Paulo (1951 - Prêmio de Gravura, 1953 - Sala Especial, 1955, 1961, 1969, 1971, 1979, 1985); Bienal de Veneza (1950, 1952, 1956, 1958); Bienal de Gravura, Checoslováquia (1950); Bienal Internacional de Xilogravura, Tóquio (1952); Bienal Interamericana do México, Cidade do México (1960 - I Prêmio Internacional de Gravura). PONTUAL PÁG.240; JULIO LOUZADA VOL.11, PÁG.130; MEC VOL.2, PÁG.271; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG.521; ARTE NO BRASIL PÁG. 672; ACERVO FIEO; www.oswaldogoeldi.org.br; www.centrovirtualgoeldi.com; www.pinacoteca.org.br; www.artprice.com.



306 - ARTE POPULAR BRASILEIRA (XX)

Esculturas em terracota - Variadas em cm -
Lote composto de 4 peças.



307 - ANA CRISTINA ANDRADE (1953)

"Trevi" - gravura em metal - 14/15 - 49 x 39 cm - canto inferior direito - 1983 -
Complemento de técnica: ponta seca e maneira negra. -

Ana Cristina Andrade Moreira é pintora, gravadora, desenhista, professora e designer vidreira. Iniciou sua formação artística na Escola Superior de Arte Santa Marcelina, SP (1972-1975). Aprendeu gravura em metal (1980-1990) com Iole Di Natale; técnicas de gravura na Scuola Internazionale di Gráfica em Veneza, Itália (1983); Gravura Especial com Evandro Carlos Jardim, no MAC-SP (1991); Técnica Calcográfica Experimental com Mario Benedetti, na FASM-SP (1997); Vitrofusão com Roberto Bonino. Exposições individuais: São Paulo, SP (1984, 1987, 1995, 2003); Bauru, SP (1989); “Projeto Interior com Arte” – Museu Banespa (1998 – Exposição itinerante pelo interior do Estado de São Paulo). Coletivas: Epinal, França (1975); São Paulo, SP (1974, 1982, 1984, 1985, 1986, 1988, 1994, 1995, 2000, 2002 a 2004, 2012 – SP ESTAMPA); Santo André, SP (1982); Novo Hamburgo, RS (1982); Taiwan, China (1983, 1985); San Juan, Porto Rico (1983); Santos, SP (1983); Cabo Frio, RJ (1983); Ribeirão Preto,SP (1984); Curitiba, PR (1984); Piracicaba,SP (1984); Veneza, Itália (1984, 1985); Campinas, SP (1985); São José do Rio Preto, SP (1986); Limeira, SP (1986); Washington D.C.,EUA (1991); Campos do Jordão, SP (1991); Kanagawa, Japão (1992); Maastricht, Holanda (1993); Illinois, EUA (1994); Cidade do México, México (1996); Jacareí, SP (1998); Budapeste, Hungria (1996); Uzice, Yuguslávia (1997); Ourense, Espanha (1994, 2006). Prêmios: São Paulo, SP (1974); Novo Hamburgo, RS (1982); Santos, SP (1983); Ribeirão Preto, SP (1984); Curitiba, PR (1984); Piracicaba, SP (1984); Campinas, SP (1985); São José do Rio Preto, SP (1986). JULIO LOUZADA, vol.1, pág. 62; vol.2, pág. 66; Acervo FIEO. ITAU CULTURAL.



308 - MADELEINE JEANNE LEMAIRE (1845 - 1928)

Rosas - óleo sobre cartão - 32 x 40 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintora, desenhista e ilustradora francesa nascida em Les Arcs, Provence e falecida em Paris. Foi aluna de Jeanne Mathilde Herbelin e de Jules Chaplin. Produziu ilustrações para 'Gazette des Beaux-Arts', 'La Vie Moderne' e para diversos livros, entre os quais: "L'Abbé Constantin" de Ludovic Halévy (1887); "L'art d'être grand-père" de Victor Hugo (1888); "Flirt Paul Hervieu's" (1890); "Autour du Coeur" de M. Star (1904); "Lettres inédites" de Madame de Sévigné (1912); "Les Plaisirs et les Jours" de Marcel Proust. Participou do Salão de Paris a partir de 1864 onde recebeu Menção Honrosa (1877); na 'Exposition Universelle' (1900) recebeu Medalha de Prata e a condecoração da 'Légion d'Honneur' (1906). Pertenceu à Sociedade Nacional de Belas Artes desde 1890. BENEZIT; www.felixr.com; www.artprice.com; artist.christies.com; www.sothebys.com.



309 - BONAVENTURA CARIOLATO (1894 - 1989)

"Lago de Garda" - óleo sobre tela - 48 x 63 cm - canto inferior esquerdo - 1958 -

Radicado em São Paulo, este excelente pintor participou ativamente de salões oficiais e de outros realizados periodicamentre, obtendo prêmios significativos no SPBA (menção honrosa em 1934 e medalha de bronze, em 1941). JULIO LOUZADA, vol. 1 pág. 211



310 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

Labareda - escultura em mármore - 21 x 11 x 05 cm - assinado -
Ex coleção Renato Antônio Brogiolo - Rio de Janeiro, RJ.

Escultor, desenhista e pintor paulista nascido em Mococa, SP e falecido no Rio de Janeiro. Mudou-se com a família para Itália, e fixou-se em Roma (1913). Iniciou estudos de desenho e escultura com o professor Loss (1920). Participou de movimentos antifascistas e foi preso (1931) por motivos políticos. Foi extraditado para o Brasil (1935) por intervenção do embaixador brasileiro na Itália. Em 1937, viajou para Paris e frequentou as academias ‘La Grand Chaumière’ e ‘Ranson’, onde estudou com Aristide Maillol e conviveu com Henry Moore, Marino Marini e Charles Despiau. Em 1939, retornou a São Paulo e junto com Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Sérgio Milliet, entre outros, participou do Movimento Modernista; foi um dos membros da Família Artística Paulista e do Grupo Santa Helena. Em 1943, transferiu-se para o Rio de Janeiro. A convite do ministro Gustavo Capanema instalou ateliê no antigo Hospício da Praia Vermelha, onde orientou jovens artistas como Francisco Stockinger. Possui obras em espaços públicos como ‘Monumento à Juventude Brasileira’ (1947), nos jardins do antigo Ministério da Educação e Saúde, atual Palácio Gustavo Capanema - RJ; ‘Candangos’ (1960), na Praça dos Três Poderes, e ‘Meteoro’ (1967), no lago do edifício do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília; ‘Integração’ (1989), no Memorial da América Latina, em São Paulo. Participou das Bienais de Veneza (1950, 1952); participou das I, II, IV e IX Bienais de São Paulo, período em que recebeu o prêmio de melhor escultor brasileiro (1953) e sala especial (1967). MEC, VOL.2, PÁG. 250; PONTUAL, PÁG. 237; MAYER/84, PÁG. 1333; BENEZIT VOL. 5, PÁG. 14; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 715; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 422; www.artprice.com; www.pinturabrasileira.com; www.dec.ufcg.edu.br; www.monumentos.art.br.



311 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Paisagem - óleo sobre eucatex - 50 x 34 cm - canto inferior direito ilegível - 1969 -



312 - CARLOS MATUCK (1958)

"Alchymia" - técnica mista - 103 x 152 cm - canto inferior direito e dorso - Março/abril 1997 -
(Atenção clientes que não residem em São Paulo: transporte especial devido ao tamanho. Consulte-nos antes de dar seu lance) .

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador, quadrinista e fotógrafo nascido em São Paulo. Estudou arquitetura. Foi um dos pioneiros do grafite em São Paulo. Iniciou seu trabalho ainda na década de 1970, utilizando pesquisas com carimbos, recortes e colagens na confecção de estênceis, cujas imagens espalhou pelas ruas de São Paulo até meados dos anos 1980. A partir de 1980 passou a fazer ilustrações para revistas, jornais, editoras e publicou histórias em quadrinhos, como desenhista e roteirista. Participou da 18ª Bienal Internacional de São Paulo (1985) e de outras mostras coletivas em São Paulo (1981, 1984, 1986), Rio de Janeiro (1984). ITAU CULTURAL; www.carlosmatuck.com.br; www.companhiadasletras.com.br; www.sescsp.org.br.



313 - MENASE WAIDERGORN (1927)

"Roqueiros" - óleo sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor nascido em Hotin, Romênia. Seus pais vieram para o Brasil (1932) fixando residência em São Paulo. Ingressou na Associação Paulista de Belas Artes (fim da década de 1940), onde conheceu Dario Mecatti. Viajou pelo norte da África e Europa. Participou de diversos salões, coletivas oficiais e recebeu diversos prêmios. JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 1011; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



314 - ERICO DA SILVA (1932 - 2004)

"Caminho de fé" - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - dorso -

Nascido em Itajaí, SC. Participou de diversos salões nacionais de arte moderna, recebendo diversas premiações, inclusive de aquisição. A partir de 1970 realiza pesquisas no campo do objeto. JULIO LOUZADA vol. 11, pág. 299; PONTUAL pág. 491; MEC vol. 4, pág. 249; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



315 - IVAN SERPA (1923 - 1973)

Composição - técnica mista - 30 x 20 cm - canto inferior direito - 1962 -
Com etiqueta da Galeria Rembrandt - Rua Hilário de Gouveia, 57 - A - Copacabana - Rio de Janeiro - RJ, no dorso.

Pintor, desenhista, gravador e professor, Ivan Ferreira Serpa nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Estudou gravura e desenho com Axel Leskoschek (entre 1946 e 1948) no Rio de Janeiro. Em 1949, ministrou suas primeiras aulas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, onde, a partir de 1952, exerceu sistemática atividade didática, em especial no ensino infantil. Foi um dos precursores do concretismo no Brasil, criando ao lado de Aluisio Carvão, Lígia Clark, Hélio Oiticica e outros o Grupo Frente, que se manteve ativo de 1954 a 1956, inclusive com exposições no Rio de Janeiro. Participou da Divisão Moderna do SNBA (1947-1951). Em 1957, recebeu o prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna, RJ. Participou da exposição ’Opinião 65’, evento que marca a difusão de uma nova arte de tendência figurativa, a neofiguração. Em 1970, fundou, com Bruno Tausz, o Centro de Pesquisa de Arte no Rio de Janeiro. Participou da Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1961, 1963, 1965) e da Bienal de Veneza (1952, 1954, 1962, 1966). PONTUAL, PÁG 486; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 605; ARTE NO BRASIL, PÁG. 840; LEONOR AMARANTE, PÁG. 26; MEC VOL. 4, PÁG. 221; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 899.



316 - FIGUEIREDO SOBRAL (1926)

Composição - aquarela - 46 x 30 cm - centro - 1978 - São Paulo -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

José Maria de FIGUEIREDO SOBRAL nasceu em Lisboa, Portugal. é pintor, desenhista, tapeceiro, gravador, escultor e cineasta. Expôs suas obras em coletivas periódicas em Portugal, em outros países europeus e nos EUA. No Brasil, sua obra teve excelente receptividade, encontrando espaço em galerias das capitais e no interior, sempre com sucesso de crítica e de público. Em 1987, o consultor de arte e professor universitário, Carlos Eduardo Ramiski, assim se pronunciou sobre a obra do autor: "... Em princípio posso afirmar que é extremamente raro nestes dias de especializações em todas as áreas do conhecimento humano, encontrar um artista completo, que tem o privilégio de poucos no domínio de inúmeras técnicas e linguagens diferenciadas. Sobral não se endeusa nem se mistifica por isso, quando poderia perfeitamente permanecer no rastro de um Salvador Dali, por exemplo ..." JULIO LOUZADA, vol. 3 pág. 1075.; ITAÚ CULTURAL.



317 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Vaso com flores" - acrílico sobre papel - 29 x 42 cm - canto inferior esquerdo - década de 2000 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



318 - CLAUDIO TOZZI (1944)

Papagaio - serigrafia - 86/98 - 39 x 59 cm - canto inferior direito -

Pintor, arquiteto e gravador, Claudio José Tozzi nasceu em São Paulo. É mestre em arquitetura pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo. Realizou diversas exposições individuais. Participou, entre várias mostras e Salões oficiais, da Bienal Internacional de São Paulo em 1967, 1969, 1977, 1985, 1989, 1991; do Panorama da Arte Atual Brasileira em 1971, 1973, 1976, 1977, 1979, 1980, 1983; da Bienal de Veneza em 1976; da Bienal de Paris em 1980. Criou painéis para espaços públicos de São Paulo, como: ‘Zebra’, colocado na lateral de um prédio da Praça da República; na Estação Sé do Metrô, em 1979; na Estação Barra Funda do Metrô, em 1989; no edifício da Cultura Inglesa, em 1995 e, no Rio de Janeiro, na Estação Maracanã do Metrô Rio, em 1998. WALMIR AYALA VOL.2, PÁG.388; PONTUAL PÁG.525; TEIXEIRA LEITE PÁG. 512; ARTE NO BRASIL VOL.2, PÁG.1059; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 740; LEONOR AMARANTE PÁG. 170; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 992; www.eca.usp.br; www.pinacoteca.org.br.



319 - ANTONIO PESSOA (1943)

Casal - múltiplo em bronze - 13 x 04 x 03 cm - assinado -

Escultor, assina Tonny. Radicado no Rio de Janeiro detentor de bom curriculo nacional e internacional com inumeras participações em Salões Oficiais,varias vezes premiado. Ótimo mercado.



320 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Gato vermelho e vaso com flores" - acrílico sobre tela - 60 x 80 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2003 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



321 - J. CARLOS (1884 - 1950)

Banhistas - desenho a nanquim e aquarela - 21 x 14 cm - centro inferior -
No estado.

Chargista, caricaturista, desenhista, pintor, ilustrador, José Carlos de Brito Cunha nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi um dos formadores da tradição da charge brasileira ao lado de Raul Pederneiras e K.Lixto, e criador de tipos como a negrinha 'Lamparina', a 'Melindrosa' e o 'Almofadinha'. Autodidata, iniciou a carreira de caricaturista ainda estudante, quando publicou um de seus desenhos na revista 'O Tagarela' (1902). Em seguida, passou a colaborar regularmente com a revista e no ano seguinte desenhou sua primeira capa na publicação. Colaborou em muitos órgãos da imprensa carioca como 'O Tico Tico', 'Fon-Fon', 'Careta', 'A Cigarra', 'Vida Moderna', 'Eu Sei Tudo', 'Revista da Semana' e 'O Cruzeiro'. Entre 1922 e 1930, exerceu o cargo de diretor artístico das empresas 'O Malho', onde iniciou uma grande série de charges de caráter político, satirizando fatos e personalidades nacionais e estrangeiras. A vertente política foi explorada pelo artista desde o início de sua carreira, sendo ele o responsável pela execução de uma série de charges antibelicistas executadas no período abrangido pelas duas grandes guerras e principalmente durante os dois governos de Getúlio Vargas (1883 - 1954). Esses trabalhos foram publicados principalmente na revista 'A Careta'. Também fez esculturas, foi autor de teatro de revista e letrista de música popular. JULIO LOUZADA vol. 10, pág. 181; CARICATURISTAS BRASILEIROS, de Pedro Corrêa do Lago, pág. 74; WALTER ZANINI, pág. 448; ARTE NO BRASIL, pág. 646; ITAU CULTURAL; www.ims.com.br; www.dec.ufcg.edu.br; www.artprice.com.



322 - HÉLIOS SEELINGER (1878 - 1965)

Marinha - óleo sobre cartão - 20 x 30 cm - canto inferior esquerdo -

Natural do Rio de Janeiro, seu pai era alemão e sua mãe brasileira, descendentes de franceses e gregos. O artista estudou na ENBA (1892-1896), onde foi aluno de Henrique Bernardelli. Recebeu influência do artista alemão Franz von Stuck, na Academia de Belas Artes de Munique, onde ali foram seus contemporâneos Kandinsky, Paul Klee e Franz Marc. SEELINGER decorou o salão nobre do Clube Naval do Rio de Janeiro, a convite do Ministério do Marinha (1910). PONTUAL, pág.481; TEIXEIRA LEITE, pág. 466; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 431; ARTE NO BRASIL, pág. 574.



323 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Paisagem - óleo sobre tela - 48 x 65 cm - canto inferior direito ilegível -



324 - JOSÉ WASTH RODRIGUES (1891 - 1957)

Nobres - técnica mista - 25 x 34 cm - canto superior direito -

Pintor, desenhista e historiador paulistano, foi pensionado pelo Estado de São Paulo, estudando no Jean-Paul Laurens, em Paris, de cujo salão oficial participou em 1914. Dedicou-se com intensidade ao desenho a bico de pena. Executou os desenhos e aquarelas do livro Uniformes do Exército Brasileiro, de Gustavo Barroso. JULIO LOUZADA, VOL ,12, pág, 347. MEC, VOL, 4, pág, 92; ITAÚ CULTURAL; ARTE NO BRASIL, Acervo FIEO, RUTH TARASANTCHI.



325 - ALBERT MUNGHARD (1919 - 1998)

Patinação no gelo - óleo sobre madeira - 39 x 29 cm - canto inferior esquerdo -
Reproduzido no convite deste Leilão. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista americano com participações em exposições coletivas. www.artprice.com; www.invaluable.com.



326 - LOTHAR CHAROUX (1912 - 1987)

Linhas - serigrafia - 4/25 - 31 x 31 cm - canto inferior direito - 1973 -

Pintor, desenhista e professor austríaco, natural de Viena. Assinava Charoux. Iniciou os estudos artísticos com seu tio, o escultor austríaco Siegfried Charoux. Transferiu-se para o Brasil em 1928, fixando residência em São Paulo. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios da cidade onde conheceu Valdemar da Costa, com ele fazendo aprendizado de pintura a partir de 1940. Posteriormente passa a lecionar desenho no Liceu de Artes e Ofícios e no SENAI. Em 1947, realizou sua primeira exposição individual, na Galeria Itapetininga. Em 1952, participou da fundação do Grupo Ruptura, ao lado de Waldemar Cordeiro, Geraldo de Barros, Anatol Wladyslaw e outros. Com Hermelindo Fiaminghi e Luiz Sacilotto , cria a Associação de Artes Visuais NT - Novas Tendências, em 1963. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras oficiais nacionais como a Bienal Internacional de São Paulo (I a IX, XII, XIII), Panorama da Arte Atual Brasileira (1º ao 3º, 6º, 9º, 11º, 12º) e no exterior. É homenageado com retrospectiva no Museu de Arte Moderna de São Paulo e no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro em 1974. Em 2005, é publicado o livro ‘Lothar Charoux: A Poética da Linha’, pela historiadora de arte Maria Alice Milliet. PONTUAL, PÁG. 131; MEC VOL. 1, PÁG. 433; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 254; VOL. 9, PÁG.207; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 645; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; ACERVO FIEO.



327 - MARTINS DE PORANGABA (1944)

Nu - técnica mista - 29 x 32 cm - canto inferior direito - 1975 -

Pintor, desenhista, gravador e professor, José Carlos de Porangaba Martins nasceu em Porangaba, SP. Assina José Carlos Martins, J. Martins, Porangaba e Martins de Porangaba. Fixou residência em São Paulo e cursou desenho, pintura e modelo vivo na Associação Paulista de Belas Artes, entre 1967 e 1970. Na década de 70 estudou gravura com Paulo Mentem e modelagem com Olinda Dalma. Fundou o Atelier J. Martins em 1972. Em 1980, lecionou pintura na Escola Panamericana de Artes. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1976, 1979, 1981, 1982 – MAC, 1984, 1987, 1990, 1991, 1994, 2000); Santo André, SP (1980, 1981); Guarujá, SP (1982); Rio de Janeiro (1982); Washington, EUA (1983); Brasília, DF (1988). Tem participado de muitas mostras coletivas e Salões oficiais, recebendo vários prêmios em: São Paulo (1979, 1980, 1982); Piracicaba, SP (1981); Embu, SP (1981); Marília, SP (1981); Rio Claro, SP (1982); Santo André, SP (1983, 1984); Rio de Janeiro (1985) ; Lisboa, Portugal (1985); Tampa, EUA (1986); Nice, França (1987). JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 828; VOL. 4, PÁG. 903; VOL. 6, PÁG. 901; VOL. 9, PÁG. 692; VOL. 13, PÁG. 269; ITAU CULTURAL; www.artprice.com; mporangaba.com.



328 - OSWALDO GOELDI (1895 - 1961)

Pescadores - xilogravura - 20 x 24 cm - canto inferior direito -

Desenhista, gravador, ilustrador e professor nascido e falecido no Rio de Janeiro, filho de Emilio Goeldi, naturalista suíço. Com um ano de idade, mudou-se com a família para Belém, Pará e depois para Berna, Suíça (1905). Em Zurique, ingressou no curso de Engenharia e, em Genebra, matriculou-se na 'Ecole des Arts et Métiers' (1917) mas, abandonou ambos os cursos. A seguir, passou a ter aulas no ateliê de Serge Pahnke e Henri van Muyden. Realizou sua primeira exposição individual (1917), em Berna, quando conheceu a obra de Alfred Kubin, sua grande influência artística e com quem se correspondeu por vários anos. Retornou ao Brasil (1919), trabalhou como ilustrador e realizou sua primeira exposição individual no Rio de Janeiro (1921). Conheceu Ricardo Bampi (1923) que o iniciou na xilogravura. Fez desenhos e gravuras para periódicos e livros como 'Cobra Norato', de Raul Bopp (1937) com suas primeiras xilogravuras coloridas, entre outros. Foi professor na Escolinha de Arte do Brasil (1952) e na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1955) onde abriu uma oficina de xilogravura. Exposições individuais em: Berna, Suíça (1917, 1930); Rio de Janeiro (1921); Belém, PA (1938); São Paulo (1951); Paris (1952). Participou de várias exposições coletivas e mostras oficiais, destacando-se: Exposição itinerante da 'International Business Machine Corporation', EUA (1941 a 1944); 'Exhibition of Modern Brazilian Paintings', Inglaterra (1943, 1944, 1945); Bienal Internacional de São Paulo (1951 - Prêmio de Gravura, 1953 - Sala Especial, 1955, 1961, 1969, 1971, 1979, 1985); Bienal de Veneza (1950, 1952, 1956, 1958); Bienal de Gravura, Checoslováquia (1950); Bienal Internacional de Xilogravura, Tóquio (1952); Bienal Interamericana do México, Cidade do México (1960 - I Prêmio Internacional de Gravura). PONTUAL PÁG.240; JULIO LOUZADA VOL.11, PÁG.130; MEC VOL.2, PÁG.271; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG.521; ARTE NO BRASIL PÁG. 672; ACERVO FIEO; www.oswaldogoeldi.org.br; www.centrovirtualgoeldi.com; www.pinacoteca.org.br; www.artprice.com.



329 - TOMÁS SANTA ROSA (1909 - 1956)

Projeto arquitetônico - técnica mista sobre papel - 22 x 43 cm - canto inferior direito -
No estado.

Pintor, gravador, cenógrafo e professor autodidata, Tomás Santa Rosa Júnior nasceu em João Pessoa, PB e falecido em Nova Délhi, Índia. Fixou-se no Rio de Janeiro (1932), começou a trabalhar como auxiliar de Portinari e iniciou também sua carreira de ilustrador que se estenderia por longa série de obras de escritores brasileiros e estrangeiros, que incluiu, dentre outros, Graciliano Ramos, José Lins do Rêgo, Jorge Amado, Castro Alves, Dostoievski. É considerado o primeiro cenógrafo moderno brasileiro. Entre as exposições das quais participou destacam-se: o Salão Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro (1941 - Medalha de Prata); Um Século de Pintura Brasileira, no Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro (1952); II Bienal Internacional de São Paulo (1953); Salão Preto e Branco do III Salão Nacional de Arte Moderna do Rio de Janeiro (1954); 'Arts Primitifs et Modernes Brésiliennes', no Museu de Etnografia de Neuchâtel, Suíça (1955). Após sua morte, suas obras foram expostas nas seguintes mostras: Exposição de Artes Gráficas de Tomás Santa Rosa, na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro (1958); Retrospectiva no Teatro Municipal do Rio de Janeiro (1975); Santa Rosa, Carnaval e Figurinos na Fundação Nacional de Arte (Funarte) de São Paulo (1985); e Bienal Brasil Século XX, na Fundação Bienal de São Paulo (1994). PONTUAL, PÁG. 472; MEC VOL. 4, PÁG. 177; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 460; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 572; LEONOR AMARANTE; www.funarte.gov.br; cpdoc.fgv.br; www.artprice.com.



330 - WILLIAM ADOLPHE LAMBRECHT (1876 - 1940)

Rua de Túnez - óleo sobre madeira - 50 x 30 cm - canto inferior esquerdo -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista, gravador e ilustrador nascido e falecido em Paris, França. Estudou com Gérome. Participou de várias mostras e Salões oficiais e, em 1921, ganhou uma bolsa de estudos no 'Salon Colonial des Artistes Français' em Paris. Suas obras têm sido comercializadas em vários leilões pelo mundo. meridiangallery.blogspot.com.br; www.worthpoint.com; www.artprice.com; www.mutualart.com.



331 - JOSÉ VELLOSO SALGADO (1864 - 1945)

Camponesa - óleo sobre madeira - 33 x 20 cm - canto inferior esquerdo -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, professor e decorador da Escola Portuguesa nascido em Melon, Orense - Espanha. Veio para Lisboa com dez anos e aprendeu desenho litográfico com um tio litógrafo. Frequentou a Academia Real de Belas Artes. Foi aluno, em Lisboa, de Ferreira Chaves e Simões de Almeida; depois, em Paris como pensionista do estado, de Cabanel e Élie Dalaunay. Trabalhou em Lisboa, mas figurou nos Salões de Paris onde foi premiado em 1891, 1892 e 1900 (Medalha de Ouro na Exposição Universal); Brasil (1908); Portugal (1911). Expôs também em; Munique, Alemanha (1893); Antuérpia, Bélgica (1894); Berlim, Alemanha (1896); Estados Unidos (1904); Rio de Janeiro (1908). Possui obras de decoração no Museu Colonial e Etnográfico da Sociedade de Geografia, no Palácio da Bolsa, na Universidade do Porto, na Antiga Faculdade de Medicina do Porto, entre outras. DICIONÁRIO DE PINTORES E ESCULTORES PORTUGUESES, FERNANDO PAMPLONA; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 432; JULIO LOUZADA VOL. 9, PÁG. 759; www.artprice.com; www.dezenovevinte.net; www.artnet.com; www.christies.com.



332 - MANUEL ALEXANDRE FILHO (1932)

"Maria dos Anjos" - óleo sobre eucatex - 80 x 60 cm - canto inferior direito e dorso - 1967 -

Pintor nascido em Bananeiras, PB. Trabalhou na lavoura, como servente, caixeiro e operário. Mudou-se para o Rio de Janeiro onde começou a pintar, como autodidata, por volta de 1964. Participou de mostras coletivas e oficiais no: Rio de Janeiro (XV, XVI, e XVII SNAM - 1966 a 1968; I BNAP -1966; I SNPJ – 1967); Lisboa (1968); Nigéria (1968); Madri; Paris; Houston; Montevidéu. Anatole Jakovsky o incluiu em seu livro "Peintres Naifs" (1972), Flávio de Aquino em "Aspectos da Pintura Primitiva Brasileira" (1977) e Max Furny em "Provérbio de Pintores Naifs" (1977). Por volta de 1975 voltou a seu estado natal. PONTUAL PÁG. 14; ITAU CULTURAL.



333 - FANG (1931 - 2012)

Vaso de flores - serigrafia - 183/190 - 50 x 60 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e professor, Chien Kong Fang, ou simplesmente Fang, nasceu na cidade de Tung Cheng, China e faleceu em São Paulo. Estudou sumiê e aquarela na China em 1945. Veio morar em São Paulo com a família em 1951, naturalizando-se brasileiro em 1971. Entre 1954 e 1956, estudou pintura com Yoshiya Takaoka em São Paulo. Viajou, em 1977, para a América do Norte, Europa e Ásia, onde desenvolveu o seu trabalho de pintura. Em 1981, foi realizado o curta metragem biográfico ‘O Caminho de Fang’, em São Paulo. Visitou a China, convidado pelo governo chinês, em 1985. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1959, 1961, 1962, 1978, 1981, 1993, 2005); Salvador, BA (1962); Rio de Janeiro (1978, 1986); Schleswing, Alemanha (1985); Lugana, EUA (1990); Americana, SP (1994); Formosa, Taiwan (1994). Foi premiado no Rio de Janeiro (1957) e em São Paulo (1960 a 1962, 1967 a 1969, 1978, 1979, 1991). Participou do Panorama da Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1978). MEC, VOL. 2, PÁG. 124; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 366; VOL. 6, PÁG. 378; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 189; PONTUAL, PÁG. 201; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; www.fang.com.br; www.artprice.com.



334 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Caprichos do amor - escultura em bronze - 17 x 46 x 23 cm - assinatura ilegível -



335 - LOTHAR CHAROUX (1912 - 1987)

"Linhas" - óleo sobre tela - 100 x 35 cm - dorso - 1979 -
Com Certificado de Autenticidade firmado pelo Senhor Raul Sérgio Bueno Charoux, filho do autor, datado de 18 de julho de 2016.

Pintor, desenhista e professor austríaco, natural de Viena. Assinava Charoux. Iniciou os estudos artísticos com seu tio, o escultor austríaco Siegfried Charoux. Transferiu-se para o Brasil em 1928, fixando residência em São Paulo. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios da cidade onde conheceu Valdemar da Costa, com ele fazendo aprendizado de pintura a partir de 1940. Posteriormente passa a lecionar desenho no Liceu de Artes e Ofícios e no SENAI. Em 1947, realizou sua primeira exposição individual, na Galeria Itapetininga. Em 1952, participou da fundação do Grupo Ruptura, ao lado de Waldemar Cordeiro, Geraldo de Barros, Anatol Wladyslaw e outros. Com Hermelindo Fiaminghi e Luiz Sacilotto , cria a Associação de Artes Visuais NT - Novas Tendências, em 1963. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras oficiais nacionais como a Bienal Internacional de São Paulo (I a IX, XII, XIII), Panorama da Arte Atual Brasileira (1º ao 3º, 6º, 9º, 11º, 12º) e no exterior. É homenageado com retrospectiva no Museu de Arte Moderna de São Paulo e no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro em 1974. Em 2005, é publicado o livro ‘Lothar Charoux: A Poética da Linha’, pela historiadora de arte Maria Alice Milliet. PONTUAL, PÁG. 131; MEC VOL. 1, PÁG. 433; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 254; VOL. 9, PÁG.207; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 645; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; ACERVO FIEO.



336 - ARTE POPULAR BRASILEIRA (XX)

Vaso - cerâmica - 35 x 35 cm - assinado -
A. Maques. Ex coleção do pintor Aldemir Martins - São Paulo - SP.



337 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Galo - serigrafia - 19/100 - 20 x 16 cm - canto inferior direito - 1958 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



338 - TADASHI KAMINAGAI (1899 - 1982)

Palafitas - guache - 17 x 33 cm - canto inferior direito - 1948 -

Pintor, desenhista, professor, Tadashi Kaminagai nasceu em Hiroshima, Japão e faleceu em Paris, França. Por iniciativa da família, ingressou aos 14 anos num mosteiro budista na cidade japonesa de Kobe. Dois anos depois, viajou para as Índias Ocidentais Holandesas, atual Indonésia, atuando como missionário e agricultor até 1927. Nesse ano, decidido a seguir carreira artística, mudou-se para Paris, onde conheceu o artista Tsugouharu Foujita, que o orientou na pintura. Paralelamente à atividade artística, trabalhou como moldureiro. No início da década de 1930, expôs quadros nos salões parisienses e retornou ao Japão em 1938. Embarcou para o Brasil um ano após a eclosão da Segunda Guerra Mundial trazendo consigo uma carta de recomendação endereçada a Candido Portinari. Fixou residência no Rio de Janeiro e, em 1941, instalou ateliê e oficina de molduras no bairro de Santa Teresa, onde trabalhou e atuou como professor de diversos artistas brasileiros e nipo-brasileiros, como Inimá de Paula, Flavio-Shiró e Tikashi Fukushima, entre outros. Sua primeira exposição individual, por volta de 1945, foi organizada por Portinari no Rio de Janeiro. Em 1947, passou a integrar o Grupo Seibi. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais como a 1ª e 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1951 e 1953). Foi premiado no Rio de Janeiro (1944, 1950). Retornou ao Japão em 1954 e três anos mais tarde voltou a fixar-se em Paris. Viveu entre o Japão, a França e o Brasil, até seu falecimento. ITAU CULTURAL; TEODORO BRAGA, PÁG.134; BENEZIT, VOL.6, PÁG.152; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁG.; MEC, VOL.2, PÁG.401; PONTUAL, PÁG.287; WALTER ZANINI, PÁG. 643; ARTE NO BRASIL; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 506; ACERVO FIEO.



339 - PAULO VERGUEIRO LOPES DE LEÃO (1889 - 1964)

Paisagem - óleo sobre madeira - 33 x 44 cm - canto inferior direito -

Pintor paulistano, foi bolsista do Governo do Estado de São Paulo na Itália, Florença (1913). Estudou com Biloul, em Paris (1920). Exerceu diversos cargos públicos e privados ligado às artes, como a de Diretor da Pinacoteca de São Paulo, em 1939. Foi paisagista, retratista e pintor de história. TEIXEIRA LEITE, pág.289; JULIO LOUZADA vol.11, pág.179; ITAÚ CULTURAL, RUTH TARASANTCHI.



340 - VALDIR DE CASTRO (1955)

Natureza morta - óleo e colagem sobre tela - 70 x 50 cm - canto inferior direito -

Pintor nascido em Bragança Paulista, SP, (21/5/1955). JULIO LOUZADA vol. 11 pág. 63, Acervo FIEO.



341 - JOSÉ SABÓIA (1949)

Trabalhadores - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito -

Pintor, José Sabóia do Nascimento nasceu em Almadina-BA. Artista autodidata foi para o Rio de Janeiro em 1967 e começou a pintar no ano seguinte, passando a expor seus trabalhos na feira hippie de Ipanema. Fez sua primeira exposição individual em Fortaleza, CE (1970). Entre as exposições de que participou, destacam-se: I e III Salão Nacional de Artes Plásticas do Ceará, Fortaleza, (1969, 1971 - Prêmio Aquisição); Dez Pintores no Rio de Janeiro, no MNBA, RJ (1983); ‘Brésil Naifs’, Paris (1986); ‘Salon d'Art Naif’- Marseilha, França (1987); ‘Pintura, Presença e Povo na Arte Brasileira’ no Museu da Casa Brasileira - São Paulo (1990); ‘Visões do Rio’ no MAM, RJ (1996). No exterior expôs individualmente em São Francisco, EUA e Munique, Alemanha, além de participar de coletivas em vários países e, principalmente na França, com exposições organizadas pela Galeria Jacqueline Bricard e uma presença cativa na ‘Galerie Naïfs du Monde Entier’ em Paris. José Sabóia participou do Concurso Internacional de Morges, quando seu quadro foi eleito pelo público, a melhor obra de 60 participantes de 22 países, premiação que originou o convite da Galeria Kasper para realizar uma exposição individual em 1997. JULIO LOUZADA vol. 11, pág. 278; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 228; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO; www.artprice.com; www.nautilus.com.br; www.ardies.com.



342 - SEPP BAENDERECK (1920 - 1988)

Composição - óleo sobre tela - 146 x 100 cm - canto superior direito - 1965 -
No estado. (Atenção clientes que não residem em São Paulo: transporte especial devido ao tamanho. Consulte-nos antes de dar seu lance) .

Nascido em Hodzag, Iuguslávia, em 09/1/1920 , e falecido em São Paulo, Brasil, em 17/7/1988. Importante pintor, desenhista e gravador, assinava suas obras SEPP. Estudou nas Universidades de Belgrado e de Berlim, e na Escola de Belas Artes de Zagreb, até 1945, quando, no final da guerra, refugia-se na Áustria. Radicou-se no Rio de Janeiro a partir de 1948, onde fez sua primeira individual em 1951. Transfere-se para São Paulo em 1959, realizando, a partir de 1974, expedições ecológicas ao Amazonas junto com Frans Krajcberg, quando produziu diversas obras ligadas à natureza. Participou de mais de trinta coletivas, e realizou diversas exposições individuais. JULIO LOUZADA, vol. 3 pág. 1046; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO.



343 - RENATO ZINI (1890 - 1969)

Paisagem - óleo sobre madeira - 19 x 26 cm - canto inferior esquerdo -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista e fotógrafo italiano nascido em Florença com participações em Salões e exposições coletivas. www.artprice.com; www.gonnelli.it; www.artnet.com.



344 - MARCELO GRASSMANN (1925 - 2013)

Animais fantásticos - xilogravura - 21 x 29 cm - canto inferior direito - 1956 -

Desenhista, gravador, ilustrador, pintor, escultor e professor, nasceu em São Simão, SP. Estuda fundição, mecânica e entalhe em madeira na Escola Profissional Masculina do Brás, SP. Passa a realizar xilogravuras a partir de 1943. Atua como ilustrador do Suplemento Literário do ‘Diário de São Paulo’, do ‘O Estado de S. Paulo’ e do ‘Jornal do Estado da Guanabara’. Quando reside no Rio de Janeiro, a partir de 1949, freqüenta os cursos de gravura em metal, com Henrique Oswald e de litografia, com Poty, no Liceu de Artes e Ofícios. Em Salvador (1952), trabalha com Mario Cravo Júnior. .Recebe o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Arte Moderna (1953) e vai para a Academia de Artes Aplicadas, em Viena. Passa a dedicar-se principalmente ao desenho, à litografia e à gravura em metal. Em 1969, sua obra completa é adquirida pelo governo do Estado de São Paulo, passando a integrar o acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo . Em 1978, a casa em que nasceu, em São Simão, é transformada em museu e tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo - Condephaat. Participou de muitas exposições e das Bienais de: São Paulo (1951 a 1961, 1967, 1969, 1979, 1985, 1989); Veneza (1950, 1956, 1958, 1962); Paris (1959). Principais prêmios: Bienal de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1959, 1967); Bienal de Veneza (1950, 1956, 1958,1962); Bienal de Paris (1959). PONTUAL, PÁG. 249; MEC, VOL. 2, PÁG. 281 E 282; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG. 439; VOL. 5, PÁG. 453; VOL. 9, PÁG. 383.



345 - BEATRIZ MILHAZES (1960)

"A máscara e os óculos" - materiais diversos - 24 x 20 x 13 cm - 19/07/2000 -
Complemento de técnica: Materiais diversos - máscara de lantejoulas sobre óculos de plástico. Reproduzido no convite deste Leilão. Com certificado de autenticidade da autora, datado de 19 de julho de 2000.

Pintora, gravadora, ilustradora e professora nascida no Rio de Janeiro. Nessa cidade formou-se em comunicação social (1981), iniciou-se em artes plásticas ao ingressar na Escola de Artes Visuais do Parque Lage (1980), onde mais tarde lecionou e coordenou atividades culturais. Cursou gravura em metal e linóleo no Atelier 78 (1995 a 1996), com Solange Oliveira e Valério Rodrigues; ilustrou o livro ’As Mil e Uma Noites à Luz do Dia: Sherazade Conta Histórias Árabes’ (1997), de Katia Canton. Participou das exposições que caracterizaram a Geração 80 e foi artista visitante em algumas universidades dos Estados Unidos (1997, 1998). Tem se destacado em mostras brasileiras, internacionais (a partir dos anos 1990) - nos Estados Unidos, na Europa e integra acervos de museus como o MoMA, Guggenheim e Metropolitan, em Nova York. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 6, PÁG. 729; www.fortesvilaca.com.br; www.artprice.com; www.museuoscarniemeyer.org.br; www.moma.org; www.metmuseum.org.



346 - CARYBÉ (1911 - 1997)

"Na praia" - serigrafia - 193/200 - 29 x 39 cm - canto inferior direito -
Reproduzido no catálogo da Mostra Itinerante do artista realizada em treze capitais em 1995, realização Galvão Bueno Marketing Cultural e patrocínio da Galeria de Arte André - São Paulo - SP.

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



347 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Figuras - aquarela - 58 x 77 cm - assinatura ilegível -



348 - ALFREDO ROCCO (1914 - 1999)

Menina - óleo sobre tela colada em cartão - 39 x 31 cm - canto inferior direito -

Nasceu e faleceu em São Paulo, Capital, onde foi ativo. Pintor de retratos, marinhas, e pinturas de gênero. Inicia-se na pintura estudando com Antônio Rocco e Bigio Gerardenghi (1938). Expôs individualmente em Paris (1940); tendo participado de coletivas a partir de 1938. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 828; PONTUAL, pág. 454; MEC, vol. 4, pág. 82/3; ITAÚ CULTURAL.



349 - SALVADOR SANTISTEBAN (1919 - 1995)

Pescadores - óleo sobre tela - 18 x 24 cm - canto inferior direito -
No estado.

Pintor e desenhista nascido em Sorocaba, SP. Foi aluno de Angelo Simeone na Associação Paulista de Belas Artes. Participou de diversas exposições coletivas, realizando outras tantas individuais. Recebeu premiações nos salões que participou a partir de 1948 até 1993. Em 1972 fez turnê artística pela Europa na companhia dos pintores: Omar Pellegatta, Giancarlo Zorlini, Salvador Rodrigues Junior, Carnelosso e Angelo Simeone. Possui obras em diversos museus paulistas. JULIO LOUZADA vol. 3, pág. 1017; Acervo FIEO.



350 - ANATOL WLADYSLAW (1913 - 2004)

Composição - óleo sobre tela colada em eucatex - 22 x 21 cm - canto inferior direito - 1961 -

Pintor e desenhista nascido em Varsóvia, Polonia; faleceu em São Paulo, aos 91 anos de idade. No Brasil desde 1930, fixou residência em São Paulo, naturalizando-se brasileiro. Dedicou-se à pintura e ao desenho a partir de 1946, participando da I à IX Bienal, recebendo diversas premiações. Formado em engenharia no Mackenzie, tornou-se um dos pioneiros da arte abstrata, participando ativamente do movimento Ruptura, ao lado de Valdemar Cordeiro, Lothar Charoux e Luiz Sacilotto. Figura no acervo do MAM-RJ e MNBA de Buenos Aires. JULIO LOUZADA, VOL, 4, pág, 1177. MEC, VOL, 4 pág, 512. TEIXEIRA LEITE, pág, 544. WALMIR AYALA, VOL 2. pág, 442; PONTUAL, pág. 553; ITAÚ CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 921.



351 - PATRÍCIA KAUFMANN (1962)

Meninas - serigrafia - 82/88 - 28 x 64 cm - canto inferior direito -

Pintora, desenhista e gravadora nascida em Guaratinguetá, SP. Mudou-se para o Rio de Janeiro onde abriu seu ateliê e estudou por três anos no Parque Lage. Foi para Porto Alegre (1990), voltou para o Rio (1993) e veio para São Paulo onde vive e trabalha. Realizou várias exposições individuais e participou de mostras coletivas e Salões oficiais em: São Paulo (2003, 2004, 2007, 2009); Campos do Jordão, SP (2011). ITAU CULTURAL; www.arteinfinita.com.br/patricia-kaufmann; www.gravurasnobrasil.com.br.



352 - BELMONTE (1897 - 1947)

Disputa de ministérios - desenho a nanquim e aquarela - 20 x 29 cm - canto inferior direito -

Benedito Bastos Barreto - caricaturista, desenhista, pintor, ilustrador, escritor, jornalista e historiador - nasceu e faleceu em São Paulo. Iniciou sua carreira em 1912 publicando suas primeiras caricaturas na revista paulista ‘Rio Branco’ e paralelamente colaborou na revista carioca ‘D. Quixote’. Durante seus primeiros anos de trabalho publicou em diferentes periódicos paulistas e, em 1921, empregou-se na recém-inaugurada ‘Folha da Noite’, substituindo Voltolino. Nesse periódico passou a utilizar o pseudônimo Belmonte como assinatura de seus desenhos e em 1925 criou o personagem Juca Pato. Durante a Revolução Constitucionalista de 1932 criou o logotipo para os bônus de guerra que no período das batalhas substituíram como dinheiro a moeda oficial. No ano de 1936, começou a publicar no jornal ‘Folha da Manhã’ diversas charges de Juca Pato tendo como temática a crítica ao nazismo. Produzidas até o ano de 1946, elas acabaram se configurando numa grande série sobre a Segunda Guerra Mundial. Essas charges foram reunidas e publicadas em 1982 com o título de ‘Caricatura dos Tempos’. Autor de diversos livros de caricatura e história publicou, entre outros, os seguintes títulos: ‘Assim Falou Juca Pato’ (1933), ’ No Tempo dos Bandeirantes’ (1939) e ‘O Brasil de Ontem’ (1940), com desenhos inspirados nos trabalhos de Rugendas. TEODORO BRAGA, PÁG. 49 E 50; PONTUAL, PÁG. 67; MEC, VOL. 1, PÁG. 213; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 69; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG. 109; CARICATURISTAS BRASILEIROS, DE PEDRO CORRÊA DO LAGO, PÁG. 100; ARTE NO BRASIL, PÁG. 392; WALTER ZANINI, PÁG. 806; ACERVO FIEO; www.artprice.com; www.saopauloantiga.com.br.



353 - OMAR PELLEGATTA (1925 - 2000)

Paisagem mineira - desenho a nanquim - 22 x 17 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista e gravador nascido em Busto Arsizio, Itália. Assina Pellegata. Veio para o Brasil em 1927, estudou na Associação Paulista de Belas Artes, foi aluno de Ettore Federighi e Durval Pereira, Takaoka, Mário Zanini, Otone Zorlini. Viveu e trabalhou em Santos, SP. Fez parte do Grupo Tapir (1970) com Giancarlo Zorlini, João Simeone, José Procópio de Moraes, Glicério Geraldo Canelosso e do Grupo Chácara Flora com Emídio Dias de Carvalho, Arlindo Ortolani, Heitor Carilo, Glicério Geraldo Canelosso. Realizou exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil como: Salão Paulista de Belas Artes (desde 1958), Salão Municipal de Belas Artes de Belo Horizonte, MG (1960), entre outros, recebendo muitos prêmios. JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG.735; MEC VOL.3, PÁG.363; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.brasilartesenciclopedias.com.br; www.artprice.com.



354 - DUDU SANTOS (1943)

"Primavera" - óleo sobre tela - 30 x 20 cm - canto inferior direito e dorso - 2004 -
Com a seguinte dedicatória no dorso: "Junto com a primavera flores para Luiza. Dudu Santos".

Pintor e gravador paulistano, estudou com Mário Gruber, Darel, Grassmann e Nélson Nóbrega, entre outros. Expõe individualmente desde 1961. JULIO LOUZADA, vol, 5, pág, 935; MEC, vol, 4 pág, 182; PONTUAL, pág, 474; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



355 - ALBERTO DA VEIGA GUIGNARD (1896 - 1962)

"Paisagem Mineira" - óleo sobre tela - 41 x 24 cm - canto inferior direito e dorso - 1961 -
Reproduzido no convite deste Leilão. Com carimbo da Petite Galerie - Praça General Ozório 53, Rio de Janeiro, no dorso e com certificado de autenticidade, assinado pelo procurador do autor e diretor da Escola Guignard, Senhor Pierre Santos, nomeado pelo próprio artista para ambas funções. Membro da Fundação Guignard.

Pintor, professor, desenhista, ilustrador e gravador, Alberto da Veiga Guignard nasceu em Nova Friburgo, RJ e faleceu em Belo Horizonte, MG. Mudou-se com a família para a Europa em 1907. Em dois períodos, entre 1917 e 1918 e entre 1921 e 1923, frequentou a Real Academia de Belas Artes de Munique, onde estudou com Hermann Groeber e Adolf Hengeler. Aperfeiçoou-se em Florença e em Paris, onde participou do Salão de Outono. Retornou para o Rio de Janeiro em 1929 e integrou-se ao cenário cultural por meio do contato com Ismael Nery. Participou do Salão Revolucionário de 1931, e foi destacado por Mário de Andrade como uma das revelações da mostra. Em 1941, integrou a Comissão Organizadora da Divisão de Arte Moderna do Salão Nacional de Belas Artes, com Oscar Niemeyer e Aníbal Machado. Em 1943, passou a orientar alunos em seu ateliê e criou o Grupo Guignard. A única exposição do grupo, realizada no Diretório Acadêmico da Escola Nacional de Belas Artes, foi fechada por alunos conservadores e reinaugurada na Associação Brasileira de Imprensa. Em 1944, a convite do prefeito Juscelino Kubitschek, transferiu-se para Belo Horizonte e começou a lecionar e dirigir o curso livre de desenho e pintura da Escola de Belas Artes, por onde passaram Amilcar de Castro, Farnese de Andrade e Lygia Clark, entre outros. Permaneceu à frente da escola até 1962, quando, em sua homenagem, esta passou a chamar-se Escola Guignard. Participou da Bienal de Veneza (1928, 1952); da Bienal Internacional de São Paulo (1951) e outras. PONTUAL, PÁG. 254; MEC, VOL. 2, PAG. 304; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 236; JULIO LOUZADA, VOL. 10, PÁG. 404; ART PRICE ANNUAL 2000, PÁG. 1013; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 373; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 559; ARTE NO BRASIL, PÁG. 505; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28; www.pinturabrasileira.com; www.brasilescola.com; web.artprice.com.



356 - FANG (1931 - 2012)

Gato - desenho a nanquim - 28 x 43 cm - canto inferior direito -
No estado.

Pintor, desenhista, gravador e professor, Chien Kong Fang, ou simplesmente Fang, nasceu na cidade de Tung Cheng, China e faleceu em São Paulo. Estudou sumiê e aquarela na China em 1945. Veio morar em São Paulo com a família em 1951, naturalizando-se brasileiro em 1971. Entre 1954 e 1956, estudou pintura com Yoshiya Takaoka em São Paulo. Viajou, em 1977, para a América do Norte, Europa e Ásia, onde desenvolveu o seu trabalho de pintura. Em 1981, foi realizado o curta metragem biográfico ‘O Caminho de Fang’, em São Paulo. Visitou a China, convidado pelo governo chinês, em 1985. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1959, 1961, 1962, 1978, 1981, 1993, 2005); Salvador, BA (1962); Rio de Janeiro (1978, 1986); Schleswing, Alemanha (1985); Lugana, EUA (1990); Americana, SP (1994); Formosa, Taiwan (1994). Foi premiado no Rio de Janeiro (1957) e em São Paulo (1960 a 1962, 1967 a 1969, 1978, 1979, 1991). Participou do Panorama da Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1978). MEC, VOL. 2, PÁG. 124; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 366; VOL. 6, PÁG. 378; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 189; PONTUAL, PÁG. 201; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; www.fang.com.br; www.artprice.com.



357 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Gato azul" - acrílico sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2002 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



358 - CARLOS RIGOTTI (1930)

Gaúchos - óleo sobre tela colada em eucatex - 50 x 60 cm - canto inferior direito - 1986 -

Pintor e desenhista gaúcho nascido em Vacaria. Autodidata até 1965. Passou a frequentar as aulas do MAM – RJ ministradas por Lazarini e Ivan Serpa. Formou-se em desenho na Escola Nacional de Belas Artes da UFRJ (1969). No ano seguinte estagiou no ateliê de I. Bandeira de Melo, RJ. Também teve aulas com: Quirino Campofiorito na EBA, RJ (1970); Glenio Bianchetti e Leda Watson em Brasília, DF (1977 e 1979). Realizou exposições individuais em: Brasília, DF (1980, 1981); Vacaria, RS (1982, 1986, 1988, 1996, 1997); Caxias do Sul, RS (1997). Participou de mostras coletivas e Salões oficiais no: Rio de Janeiro (1968, 1980); Brasília, DF (1970, 1976 a 1981, 1991); Vacaria, RS (1970 a 1976, 1987, 1990, 1997, 1999); Esmeralda, RS (1992). Foi premiado em 1975, 1978, 1979, 1981, 1994. Os quadros da Via Sacra do Santuário Nossa Senhora da Oliveira, em Vacaria, são de sua autoria. JULIO LOUZADA VOL. 10, PÁG. 744; VOL. 12, PÁG. 340; www.catedralvacaria.org.br.



359 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Vaso de flores - óleo sobre tela - 46 x 38 cm - canto inferior direito - 1939 -
S. Pierard.



360 - PAULA KADUNC (1954)

Composição - acrílico sobre tela - 50 x 75 cm - dorso - 2017 -
Registrado sob o nº 686 no catálogo da autora.

Paula Kadunc, pseudônimo artístico de Maria Paula Kadunc, nasceu em São Paulo. Frequentou um curso clássico de arte e comunicação na época de colégio. Formou-se em historia (1975) e nos anos seguintes realizou viagens de estudo pela Europa, Japão, China e Filipinas. No inicio da década de 80 trabalhou no Museu de Arte de São Paulo como assessora de imprensa e relações publicas auxiliando ainda na curadoria de diversas exposições. Na década de 90 frequentou o ateliê do escultor Paulo Tadee onde trabalhou com desenhos e pinturas geométricas e passou a fundir esculturas em bronze. Estudou técnica de pintura com Marysia Portinari. Tem participado com suas obras de várias exposições coletivas e leilões de arte. Possui obras em diversas coleções particulares e no Museu de Arte do Parlamento de São Paulo. www.artemaisnet.com.br/artistas/paula-kadunc.html; www.catalogodasartes.com.br; www.al.sp.gov.br; www.artprice.com; www.askart.com.



361 - VIRGÍNIA DÓRIA (1926)

"Rosas" - óleo sobre tela - 70 x 50 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintora nascida em Catanduva, SP.Estudou pintura com Durval Pereira e em Londres no Marylebone Institute. Participou com sucesso de diversos salões de arte nacionais a partir de 1977. JULIO LOUZADA, vol 2 pág. 357; ITAÚ CULTURAL.



362 - HAYDÉA SANTIAGO (1896 - 1980)

Paisagem - óleo sobre madeira - 21 x 15 cm - canto inferior direito - 1977 -

Natural da cidade do Rio de Janeiro, onde veio a falecer. Estudou na Escola Nacional de Belas Artes. Foi aluna de Modesto Brocos e Amoedo. Aperfeiçoou seus estudos com Eliseu Visconti. Residiu em Paris com o marido, Manoel Santiago, de 1928 a 1932, participando do Salão de Artistas Franceses. No Brasil recebu diversas premiações no SNBA, bem como nos diversos Salões Oficiais de que participou, tais como SPBA, SMBA-RJ, SNAM e na I BSP. Teve como temas a paisagem, a figura, a natureza morta e o gênero. REIS JUNIOR, vol. 1, pág. 146; TEODORO BRAGA, pág. 211; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 290 e 292; TEIXEIRA LEITE, pág. 460; ITAÚ CULTURAL..



363 - TARSILA DO AMARAL (1890 - 1973)

Cisnes - desenho a nanquim - 14 x 24 cm - canto inferior direito -
No estado.

Pintora e desenhista, Tarsila do Amaral nasceu em Capivari, SP e faleceu em São Paulo. Estudou escultura com William Zadig e com Mantovani, em 1916, na capital paulista. No ano seguinte teve aulas de pintura e desenho com Pedro Alexandrino, onde conheceu Anita Malfatti. Ambas tiveram aulas com o pintor Georg Elpons. Em 1920 viajou para Paris e estudou na ‘Académie Julian’ e com Émile Renard. Ao retornar ao Brasil formou em 1922, em São Paulo, o Grupo dos Cinco, com Anita Malfatti, Mário de Andrade, Menotti del Picchia e Oswald de Andrade. Em 1923, novamente em Paris, frequentou o ateliê de André Lhote, Albert Gleizes e Fernand Léger. Foi a criadora de duas das principais tendências ou movimentos de nossa arte nacionalista: o Pau Brasil e o Antropofagia. A convite da Comissão do IV Centenário de São Paulo fez, em 1954, o painel ‘Procissão do Santíssimo’ e, em 1956, entregou ‘O Batizado de Macunaíma’, sobre a obra de Mário de Andrade, para a Livraria Martins Editora. A retrospectiva Tarsila: 50 Anos de Pintura, organizada pela crítica de arte Aracy Amaral e apresentada no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo , em 1969, ajudou a consolidar a importância da artista. TEODORO BRAGA, PÁG. 220; REIS JR., PÁG.388; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 365; MEC, VOL. 4, PÁG. 370; PONTUAL, PÁG. 511; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 492; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 389; ARTE NO BRASIL, PÁG. 577; LEONOR AMARANTE, PÁG. 24; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 958.



364 - GINO BRUNO (1889 - 1977)

Crianças - óleo sobre tela - 66 x 51 cm - canto inferior direito -
No estado.

Nascido e falecido em São Paulo, este pintor foi especialista em figuras, interiores e naturezas-mortas. TEODORO BRAGA, pág. 108; MEC, vol. 1, pág. 299; PONTUAL, pág. 92; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 135; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 623; Acervo FIEO.



365 - RUBENS GERCHMAN (1942 - 2008)

"Bike" - óleo sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior direito e dorso - 2002 -
Com declaração de autenticidade firmada pelo autor em 08 de novembro de 2002, em São Paulo, SP.

Pintor, desenhista, gravador, escultor nascido no Rio de Janeiro e falecido em São Paulo. Em 1957, freqüenta o Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro, onde estuda desenho. Faz curso de xilogravura com Adir Botelho e freqüenta a Escola Nacional de Belas Artes - Enba, entre 1960 e 1961. Em 1967, é contemplado com o prêmio de viagem ao exterior no 16º Salão Nacional de Arte Moderna e viaja para os Estados Unidos. Reside em Nova York entre 1968 e 1972. Retorna ao Brasil e faz o roteiro, a cenografia e a direção do filme 'Triunfo Hermético' e os curtas 'ValCarnal' e 'Behind the Broken Glass'. De 1975 a 1979, assume a direção da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, RJ. É co-fundador e diretor da revista 'Malasartes'. Em 1978, viaja para os Estados Unidos com bolsa da Fundação John Simon Guggenheim. Em 1982, permanece por um ano em Berlim como artista residente, a convite do Deutscher Akademischer Austauch Dienst - DAAD [Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico]. Realizou diversas exposições individuais e participou de muitas mostras oficiais no Brasil e pelo mundo recendo prêmios na Bienal de São Paulo (1965), Bienal de Salvador, BA (1966), Bienal de Cali, Colômbia (1967, 1970). JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 417; PONTUAL, PÁG. 235; TEIXEIRA LEITE, "in" A GRAVURA BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 734; ARTE NO BRASIL, PÁG. 974; LEONOR AMARANTE, PÁG. 143, MEC VOL. 2, PÁG. 246; Acervo FIEO.



366 - ARTE POPULAR BRASILEIRA (XX)

São Francisco - escultura em madeira - 28 x 4,5 x 08 cm - assinado - Lages do Caldeirão - AL -
Firmino.



367 - HERTON ROITMAN (1943)

Composição - técnica mista - 81 x 60 cm - canto inferior direito - 1997 -

Nascido em Porto Alegre, RS, no dia 28 de junho de 1943. Residindo em São Paulo, formou-se pela ECA-USP. Com parte de sua vida artística voltada para o teatro e elaboração de figurinos, fez diversos cursos ligados a esta arte, onde também lecionou. Participa de exposições a partir de 1966, apresentando a mostra Máscaras, na Galeria Guignard, de BH-MG. ganhando diversos prêmios, tais como os de Melhor Figurinista do Ano, nos anos de 1964, 65, 66, 67, o de Melhor Cenógrafo, 1967, Revelação Desenho, 1967, e o de Melhor Figurinista Brasileiro, medalha de outro, XII Bienal Internacional, SP. RGS, pág. 251.



368 - ALDO BONADEI (1906 - 1974)

Composição - xilogravura - II/V - 60 x 40 cm - canto inferior direito - 1971 -
Com Declaração de autenticidade firmada por Aloisio Cravo - Leiloeiro Público Oficial , datada de 22 de agosto de 2005.

Pintor, designer, gravador, figurinista e professor - Aldo Cláudio Felipe Bonadei nasceu e faleceu em São Paulo, SP. Entre 1923 e 1928 foi aluno de Pedro Alexandrino, período em que também frequentou o ateliê de Antonio Rocco. Viajou para a Itália, entre 1930 e 1931, e frequentou a Academia de Belas Artes de Florença, onde teve aulas com Felice Carena e seu assistente Ennio Pozzi, ambos ligados ao movimento ‘novecento’. Nesse período, dedicou-se ao desenho da figura humana, principalmente ao nu. Retornou a São Paulo no início da década de 1930 e participou ativamente do Grupo Santa Helena, da Família Artística Paulista - FAP e do Sindicato dos Artistas Plásticos. Em 1949 lecionou na Escola Livre de Artes Plásticas, primeira escola de arte moderna de São Paulo e participou do Grupo Teatro de Vanguarda. No ano seguinte, fundou a Oficina de Arte - O. D. A., com Odetto Guersoni e Bassano Vaccarini. No fim da década de 1950 atuou como figurinista nas peças ‘Vestido de Noiva’, de Nelson Rodrigues, e ‘Casamento Suspeitoso’, de Ariano Suassuna. Também desenhou alguns figurinos para dois filmes dirigidos por Walter Hugo Khoury: ‘Fronteiras do Inferno’ (1958) e ‘Na Garganta do Diabo’(1959). Realizou muitas exposições individuais e participou de vários Salões oficiais destacando-se: Bienal Internacional de São Paulo (1ª, 2ª, 3ª, 6ª, 7ª); Bienal de Veneza (1952); Panorama da Arte Moderna Brasileira (1970). MEC, VOL. 1, PÁG. 247; PONTUAL, PÁGS. 78/79; ARTE NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 1041; ART PRICE ANNUAL 2000, PÁG. 258; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 79; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; LEONOR AMARANTE, PÁG. 72; ACERVO FIEO.



369 - IBERÊ CAMARGO (1914 - 1994)

Figura - desenho a nanquim - 16,5 x 13,5 cm - canto inferior esquerdo - 1943 - Rio -

Pintor, gravador, desenhista, escritor e professor, natural da cidade de Restinga Seca, RS, e falecido em Porto Alegre. Foi aluno de Salvador Parlagreco e João Fahrion. No Rio de Janeiro, a partir de 1942, estudou pouco tempo na Escola Nacional de Belas Artes, trocando-a pelos ensinamentos de Guignard. Fundou com outros artistas o 'Grupo Guignard' (1943). Recebeu o prêmio viagem ao estrangeiro em 1947. Morou dois anos em Paris e Roma, aperfeiçoando-se com De Chirico, Lhote, Achille e Rosa em pintura e com Petrucci, em gravura. Voltou ao Brasil (1950) e tornou-se membro da Comissão Nacional de Artes Plásticas (1952). Fundou o curso de gravura do Instituto Municipal de Belas Artes do Rio de Janeiro (1953), hoje Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Executou painel de 49 metros quadrados (1966) oferecido pelo Brasil à Organização Mundial de Saúde (OMS), em Genebra. Realizou inúmeras exposições individuais e participou de mostras coletivas e Salões oficiais pelo Brasil e exterior como Bienal Internacional de São Paulo, Bienal de Arte Hispano-Americana em Madri, Bienal de Veneza, Bienal de Gravuras em Tóquio, entre outras exposições importantes. Foi considerado o Melhor Pintor Nacional na VI Bienal de São Paulo (1961) e conquistou inúmeros prêmios. Entre suas publicações, constam o artigo 'Tratado sobre Gravura em Metal' (1964), o livro técnico 'A Gravura' (1992) e o livro de contos 'No Andar do Tempo: 9 contos e um esboço autobiográfico' (1988). MEC, VOL.1, PÁG.328; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁG.156; JULIO LOUZADA, VOL.11, PÁG.51; TEIXEIRA LEITE, PÁG.101; PONTUAL, PÁG.100; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 853; LEONOR AMARANTE, PÁG. 127; www.iberecamargo.org.br; brasilescola.uol.com.br; www.pinacoteca.org.br; www.artprice.com.



370 - ANTONIO PESSOA (1943)

Composição - múltiplo em bronze - 12 x 05 x 1,5 cm - assinado -

Escultor, assina Tonny. Radicado no Rio de Janeiro detentor de bom curriculo nacional e internacional com inumeras participações em Salões Oficiais,varias vezes premiado. Ótimo mercado.



371 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Natureza morta - óleo sobre madeira - 45 x 30 cm - canto inferior esquerdo ilegível -



372 - LUIGI ALLAVENA (1878 - 1959)

Ruela - aquarela - 22 x 11 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista com diversas participações em mostras e Salões oficiais. www.artprice.com.



373 - SERGIO MILLIET (1898 - 1966)

Mulher - óleo sobre tela - 50 x 40 cm - canto inferior esquerdo -

Nascido e falecido em São Paulo, Capital. Poeta, ensaísta, crítico literário e de arte, e pintor. Ao lado de suas múltiplas atividades de poeta, crítico e estudioso das artes plásticas, Sergio Milliet também foi assíduo pintor de domingo, especialmente das praias de Santos. Foi diretor artístico do MAM-SP, o qual organizou em 1969, uma exposição de sua pintura, comentada no Jornal do Brasill, de 22/9/1969. PONTUAL, pág. 361; JULIO LOUZADA vol.10, pág. 598; ITAÚ CULTURAL; TEIXEIRA LEITE, pág. 325. Acervo FIEO.



374 - ARLINDO CASTELLANE DI CARLI (1910 - 1985)

Natureza morta - óleo sobre tela - 50 x 77 cm - canto inferior direito - 1959 -

Pintor e escultor. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, onde foi aluno de José Maria da Silva Neves e de Enrico Vio. Suas primeiras realizações foram na pintura. Mais tarde passou a dedicar-se também à escultura. Sofreu influência do pintor Armando Balloni. Em 1942, estreando no SPBA, recebeu prêmio de menção honrosa, seguindo-se nos anos posteriores, diversas premiações, inclusive de viagem ao estrangeiro. MEC, vol. 1, pág. 355; WALMIR AYALA, vol.1, págs. 183 e 184; ITAÚ CULTURAL.



375 - PEDRO ALEXANDRINO (1864 - 1942)

Natureza morta - óleo sobre tela - 83 x 83 cm - canto superior direito -
Ex coleção Ministro Firmino Whitaker - São Paulo - SP. Reproduzido no convite deste Leilão e sob o nº 05 em Catálogo de Leilão Lordello e Gobbi, realizado em junho de 2016 - São Paulo.

Pedro Alexandrino Borges nasceu e faleceu em São Paulo, SP. Assina Pedro Alexandrino. Pintor, decorador, desenhista e professor. Iniciou-se na pintura aos 11 anos, ao trabalhar com o decorador francês Barandier, na catedral de Campinas, SP. Nessa época, também auxiliou o decorador francês Stevaux em São Paulo e realizou trabalhos em igrejas, residências e palacetes. Em 1880, recebeu as primeiras lições de pintura do pintor mato-grossense João Boaventura da Cruz. A partir de 1883, estudou com Almeida Júnior em seu ateliê, em São Paulo; de 1887 a 1888, desenho com José Maria de Medeiros, pintura com Zeferino da Costa e como aluno bolsista na Academia Imperial de Belas Artes, RJ. Entre 1890 e 1892 ingressou na Escola Nacional de Belas Artes, mas não conclui o curso. De volta a São Paulo, lecionou desenho no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, em 1895 e 1896. Viajou para Paris em companhia de Almeida Júnior, como pensionista do Estado de São Paulo e frequentou o ateliê de René-Loui Chrétien, a Académie Fernand Carmon, o Ateliê Lauri e estudou com Antoine Vollon e com o pintor Monroy, a partir de 1899. Retornou ao Brasil na primeira década do século XX, estabeleceu-se em São Paulo, onde lecionou desenho e pintura. Teve como alunos: Tarsila do Amaral, Anita Malfatti, Bonadei, entre outros. Realizou exposições individuais e participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais no Brasil e Europa. Foi premiado no Rio de Janeiro (1894, 1895, 1939) e em São Paulo (1922, 1934). TARASANTCHI, RUTH SPRUNG. A VIDA SILENCIOSA NA PINTURA DE PEDRO ALEXANDRINO. 1981. DISSERTAÇÃO (MESTRADO) - ESCOLA DE COMUNICAÇÕES E ARTES - ECA/USP, São Paulo, 1981; ARTISTAS BRASILEIROS - PEDRO ALEXANDRINO -RUTH SPRUNG TARASANTH - Edição EDUSP, 1996; ARTE NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 1039; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 391/2; MEC, VOL. 1, PÁG. 46; ITAU CULTURAL, RUTH TARASANTCHI; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 729; VOL. 13, PÁG. 8; PONTUAL PÁG. 410; web.artprice.com.



376 - RODOLPHO AMOÊDO (1857 - 1941)

Estudo - desenho a lápis e pastel - 30 x 43 cm - canto inferior esquerdo - 1915 -

Natural da cidade de Salvador, o artista chegou ao Rio de Janeiro no ano de 1868, ingressando, cinco anos depois, no Liceu de Artes e Ofícios e, em 1874, na Academia Imperial de Belas Artes, onde teria Vitor Meirelles, Agostinho da Mota e João Zeferino da Costa como mestres. Na Escola de Belas Artes de Paris, já estudante bolsista da Academia, aperfeiçoou-se com Cabanel e Puvis de Chavanes. De volta ao Rio de Janeiro, onde viria a falecer, destacou-se no exercício do magistério, como professor honorário e, posteriormente, como diretor da antiga Escola Nacional de Belas Artes. Dono de grande preciosismo técnico, Amoedo aborda com despojamento os mais delicados matizes nos seus temas, geralmente a figura humana. O MNBA possui em seu acervo mais de 300 obras do artista TEIXEIRA LEITE, 26/29; PONTUAL, pág. 24; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 411; ARTE NO BRASIL, pág. 566.; JULIO LOUZADA, VOL. 1 PÁGS. 58/59/60; F. ACQUARONE, pág. 101.



377 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Marinha com coqueiro" - acrílico sobre papel - 29 x 42 cm - canto inferior esquerdo - década de 2000 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



378 - JOSÉ MARIA DE ALMEIDA (1906 - 1995)

Igreja - óleo sobre tela colada em eucatex - 27 x 41 cm - canto inferior direito -

Pintor português, radicado no Brasil (Rio de Janeiro) desde 1920; estudou pintura no Liceu de Artes e Ofícios e na antiga ENBA, onde foi aluno de Rodolfo Chambelland. Conquistou, no SNBA (ao qual começou a comparecer em 1937), menção honrosa (1939) e as medalhas de bronze (1943) e de prata (1949). Foi premiado também no Salão da Associação dos Artistas Brasileiros (medalhas de ouro e de honra em 1955 e 1965). Fez diversas exposições individuais no Palace Hotel (GB), entre 1940 e 1949, bem como no MNBA (1952 - 1958). Realizou viagens por várias cidades européias que ficaram retratadas em sua pintura, de caráter inteiramente figurativo. TEODORO BRAGA, pág. 31; Catálogo da Exp. de Paisagem Brasileira, Min. da Educ. e Saúde. - MNBA/Rio/1944; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 32; JÚLIO LOUZADA, vol. 11, pág. 7, Acervo FIEO.



379 - LOURDES DE DEUS (1959)

"Mundo tenebroso" - óleo sobre tela - 60 x 80 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2003 -

Nascida em Custódia, PE, em 1959, Lourdes mudou-se para Osasco quando tinha apenas dois anos de idade. Casou-se com o pintor naïf Waldomiro de Deus, em 1976, e convivendo com o dia-a-dia do artista, passou a tomar gosto pela arte, começando a pintar em 1992. Daí em diante, seu trabalho foi se aperfeiçoando. "Assim como o poeta falava das flores, as telas de Lourdes parecem ser feitas para decorar, mas revelam uma consciente e elaborada transformação da realidade. As festas populares do interior e as formas da natureza ganham então novas conotações e levam a refletir sobre a complexidade do mundo moderno que nos afasta das coisas mais simples e belas da vida." Oscar Dambrosio, in: http://www.artcanal.com.br/oscardambrosio/lourdesdedeus.htm. Acervo FIEO.



380 - IVAN SERPA (1923 - 1973)

"Série Amazônica" - óleo sobre tela - 30 x 30 cm - dorso - 07/06/1968 -
Com Certificado de Autenticidade firmado pelo Senhor Rolando Humberto Barsotti, irmão do pintor Hércules Barsotti, datado de 05 de maio de 2009.

Pintor, desenhista, gravador e professor, Ivan Ferreira Serpa nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Estudou gravura e desenho com Axel Leskoschek (entre 1946 e 1948) no Rio de Janeiro. Em 1949, ministrou suas primeiras aulas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, onde, a partir de 1952, exerceu sistemática atividade didática, em especial no ensino infantil. Foi um dos precursores do concretismo no Brasil, criando ao lado de Aluisio Carvão, Lígia Clark, Hélio Oiticica e outros o Grupo Frente, que se manteve ativo de 1954 a 1956, inclusive com exposições no Rio de Janeiro. Participou da Divisão Moderna do SNBA (1947-1951). Em 1957, recebeu o prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna, RJ. Participou da exposição ’Opinião 65’, evento que marca a difusão de uma nova arte de tendência figurativa, a neofiguração. Em 1970, fundou, com Bruno Tausz, o Centro de Pesquisa de Arte no Rio de Janeiro. Participou da Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1961, 1963, 1965) e da Bienal de Veneza (1952, 1954, 1962, 1966). PONTUAL, PÁG 486; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 605; ARTE NO BRASIL, PÁG. 840; LEONOR AMARANTE, PÁG. 26; MEC VOL. 4, PÁG. 221; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 899.



381 - YASUICHI KOJIMA (1934)

Composição - óleo sobre tela - 60 x 70 cm - canto inferior direito e dorso - 2016 -

Pintor e ceramista nascido em Tajimi, Japão - cuja população vive de cerâmica e porcelana. Seu pseudônimo artístico é Kojima. Recebeu influência de seu pai, Shigueo Kojima - tradicional artista e ceramista japonês conhecido pelo nome artístico Juho Kojima. Formou-se na Escola de Cerâmica Industrial de Tajimi - Gifu, Japão. Veio para o Brasil em 1953, trabalhou por cinco anos em São Caetano e transferiu-se para Mauá onde, como seu pai, montou sua própria fábrica de cerâmicas e porcelanas que está em atividade até hoje. Naturalizou-se brasileiro e estudou pintura com Manabu Mabe, Takaoka e Nakajima. Realizou exposição individual em Poá, SP (2009) e no Museu de Arte do Parlamento de São Paulo (2013). Participou de diversas mostras e Salões oficiais em: São Bernardo do Campo, SP (1967); São Paulo (1968, 1969, 2001 a 2010); Poá, SP (2009-como convidado); Embu, SP (2012 - Prêmio Prata). www.mauamemoria.com.br; www.radaroficial.com.br/d/31498914; issuu.com/shinzenbi/docs/makoto_5/27.



382 - MENASE WAIDERGORN (1927)

Pianista - óleo sobre tela - 20 x 30 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor nascido em Hotin, Romênia. Seus pais vieram para o Brasil (1932) fixando residência em São Paulo. Ingressou na Associação Paulista de Belas Artes (fim da década de 1940), onde conheceu Dario Mecatti. Viajou pelo norte da África e Europa. Participou de diversos salões, coletivas oficiais e recebeu diversos prêmios. JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 1011; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



383 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Flores - óleo sobre cartão - cada: 23 x 17 cm - não assinado -
Lote composto por duas obras.



384 - ALBERTO LUME (1944)

Leitura - óleo sobre tela - 80 x 100 cm - canto inferior direito -

Português da Ilha da Madeira, onde nasceu a 6/2/1944, LUME, como é conhecido e assina as suas obras, fixou residência no Brasil a partir de 1954. Trouxe na sua bagagens sólidos conhecimentos de bom desenhista e excepcional colorista. Adota os temas brasileiros em suas obras com rara felicidade, fazendo com que as suas obras sejam muito disputadas em leilões e por colecionadores. JULIO LOUZADA, vol. 2 pág. 601 602



385 - PEDRO WEINGÄRTNER (1856 - 1929)

Paisagem - óleo sobre tela - 56 x 68 cm - canto inferior direito - 1886 -
Reproduzido na quarta capa do catálogo deste Leilão.

Pintor gaúcho de origem alemã, Weingärtner estudou no Brasil, Alemanha e Itália, residindo por longos anos na Europa. Ao retornar ao Brasil, dedicou-se a temática gauchesca, que lhe motivou os trabalhos mais sensíveis. Um dos pioneiros da gravura de arte no Brasil. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 343; BENEZIT, vol. 10, pág. 675; TEODORO BRAGA, pág. 246; REIS JUNIOR, pág. 220/224; MEC, vol. 4, pág. 506/507; LAUDELINO FREIRE, pág. 386; PONTUAL, pág. 551/552; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 438/439; MAYER/84, pág. 1268; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 443; ARTE NO BRASIL, pág. 560; RGS, pág. 402.



386 - BEATRIZ MILHAZES (1960)

Composição - litografia off set - 35/150 - 28 x 38 cm - canto inferior direito na matriz -
Com certificado de Edicion, emitido por C & S (Luxemburgo) Salerno e Hijos - USA - SPAIN - ITALY - FRANCE - e relevo seco do editor.

Pintora, gravadora, ilustradora e professora nascida no Rio de Janeiro. Nessa cidade formou-se em comunicação social (1981), iniciou-se em artes plásticas ao ingressar na Escola de Artes Visuais do Parque Lage (1980), onde mais tarde lecionou e coordenou atividades culturais. Cursou gravura em metal e linóleo no Atelier 78 (1995 a 1996), com Solange Oliveira e Valério Rodrigues; ilustrou o livro ’As Mil e Uma Noites à Luz do Dia: Sherazade Conta Histórias Árabes’ (1997), de Katia Canton. Participou das exposições que caracterizaram a Geração 80 e foi artista visitante em algumas universidades dos Estados Unidos (1997, 1998). Tem se destacado em mostras brasileiras, internacionais (a partir dos anos 1990) - nos Estados Unidos, na Europa e integra acervos de museus como o MoMA, Guggenheim e Metropolitan, em Nova York. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 6, PÁG. 729; www.fortesvilaca.com.br; www.artprice.com; www.museuoscarniemeyer.org.br; www.moma.org; www.metmuseum.org.



387 - INGRES SPELTRI (1940)

"O beijo" - óleo sobre eucatex - 110 x 83 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor, desenhista, escultor, gravador e professor nascido em Jau, SP. Filho do pintor Augusto Speltri com quem se iniciou na pintura, ainda criança. Em 1959 mudou-se para São Paulo onde estudou Música (1960-1964). É professor titular da Escola Panamericana de Arte, SP. Realizou exposições individuais, em São Paulo, nos anos de 1977, 1981, 1978, 1984. Participou de várias mostras e Salões oficiais, sendo premiado em: São Paulo (1963, 1966, 1970, 1971); Santo André, SP (1976). JULIO LOUZADA VOL. 5, PÁG. 1012; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; MEC VOL. 4, PÁG. 338; PONTUAL PÁG. 504; www.artprice.com; www.speltri.com.



388 - GILBERTO DOS ANJOS EVARISTO (1935)

Paisagem - óleo sobre tela - 50 x 40 cm - canto inferior direito - 1981 -
No estado.

Natural de Bragança, Portugal, EVARISTO é autodidata, inciando-se na pintura em 1962. Fez especialização em 1982 com a professora Gladys Maldaum. Desde 1986 participa da exposições coletivas e Salões de Arte, recebendo premiações. JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 377, Acervo FIEO.



389 - FERNANDO VIEIRA DA SILVA (1939)

"O vale das borboletas" - óleo sobre eucatex - 32 x 20 cm - canto inferior direito e dorso - 1976 -

Antônio Fernando Vieira da Silva nasceu no Rio de Janeiro. É autodidata em sua formação artística. Recebeu o Prêmio Funarte, no II Salão de Artes Plásticas da Universidade Federal Fluminense (1977); o Prêmio de Referências Especiais, no II Salão Luiz Teixeira, Minas Gerais (1980) e o Prêmio de Coordenadoria de Cultura do Estado de Minas Gerais, na terceira edição deste mesmo Salão (1981). Realizou exposições individuais no Rio de Janeiro (1970, 1977); em São Paulo (1972); em Brasília (1977); em Niterói (1996). Entre as exposições coletivas das quais participou, destacam-se: Musée D'Art Naif de France (1973); Museu da Imagem e do Som, RJ (1976); Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (1978); ‘The Selden Rodman’, EUA (1983); Centre Cultural Français Alger, Argélia (1985); Galeria Adriana Thorn, Holanda (1987), Arte Brasil 93, Portugal. Foi selecionado para participar da 3ª Bienal de Gravura de Santo André em 2005. Possui obras na coleção Roberto Marinho; no acervo do Musée D'Art Naif de L'lle de France; Fundação Nacional de Arte - FUNARTE; Museu Metropolitano de Curitiba; Museu de Arte Moderna e Primitiva de Guimarães, Portugal e no MEC. ITAU CULTURAL; fernandovdasilva.blogspot.com.br; culturaniteroi.com.br; www.cantogravura.com.br.



390 - GAETANO ESPOSITO (1858 - 1911)

Marinheiro - óleo sobre tela - 45 x 30 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Excepcional paisagista e pintor de história, nasceu em Salermo / Itália. Expôs a partir de 1877 em Nápolis e Turin / Itália.Especializou-se em retratos e paisagens; diversas exposições em seu país e em diversas cidades européias. ART PRICE ANNUAL 2000, pág. 758; BENEZIT, vol. 4, pág. 200.



391 - CLAUDIO BARAKÊ (1966)

Flores - técnica mista - 33 x 22 cm - canto inferior esquerdo - 2005 -

Escultor, pintor, gravador e desenhista, natural desta Capital, SP, onde nasceu a 24/3/1966. Iniciou seus estudos na Escola Panameircana de Arte, aos dez anos, onde formou-se em ilustração e publicidade. Em 1985, frequenta o curso de Artes Plásticas da FAAP-SP. Em 1986, bacharelou-se em escultura na Maryland Institute, College of Art-EUA. Teve como professor o famoso escultor americano Tyloen Street. Estudou em Firenze. Individuais em 1994 e coletivas em 1985 e 1994. Diversos prêmios, inclusive no exterior. JULIO LOUZADA, vol. 7, pág. 69



392 - RENATO ORSINI (XX)

Barcos - óleo sobre cartão colado em eucatex - 45 x 58 cm - canto inferior esquerdo -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista com diversas participações em mostras coletivas. www.artprice.com.



393 - INÁCIO RODRIGUES (1946)

Peixes - técnica mista - 08 x 30 cm - canto inferior esquerdo - 2010 -

Pintor, desenhista, entalhador e gravador, natural de Acaraú, CE. Iniciou-se em pintura como autodidata (1957). Viajou para diversos países da América Latina (1960-1965) com o objetivo de participar de exposições e acabou se fixando, em 1966, no Rio de Janeiro. Pintou a cúpula da Catedral Municipal e o Hotel Porto Velho em Porto Velho, RO (1962 e 1965). Expôs individualmente em diversas capitais brasileiras e também no exterior. Participou de muitas mostras e Salões oficiais e foi premiado em: Curitiba, PR (1971); Rio de Janeiro (1970, 1973, 1975, 1977, 1978); Belo Horizonte, MG (1970, 1971); Campinas, SP (1971, 1972); Florianópolis, SC (1972); Niterói, RJ (1974); Embu, SP (1974); Amparo, SP (1994, 1996); São José dos Campos, SP (1983). JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 834; VOL. 4, PÁG. 959; VOL. 12, PÁG. 345; TEIXEIRA LEITE PÁG. 450. WALMIR AYALA VOL. 2, PÁG. 259; MEC VOL. 4, PÁG. 91; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



394 - DIONISIO DEL SANTO (1925 - 1999)

Composição - guache - 15,5 x 19 cm - canto inferior direito - 1989 -

Pintor, desenhista, gravador e serigrafista, nasceu em Colatina-ES, e faleceu em Vitória, naquele mesmo Estado. Autodidata. Em 1975, recebe o Prêmio de Melhor Exposição de Gravura do Ano, da APCA. Participou da 9ª Bienal Internacional de São Paulo, 1967 (Prêmio Itamarati Aquisição) e do Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro, 1968 (Prêmio Isenção do Júri). JULIO LOUZADA vol.11, pág. 88; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 682; ARTE NO BRASIL, pág. 934.



395 - GEORGES WAMBACH (1901 - 1965)

Nu - óleo sobre tela - 35,5 x 31,5 cm - canto inferior esquerdo - 1956 -

Belga de nascimento, veio a falecer no Rio de Janeiro. Excepcional aquarelista, que retratou o Brasil em suas inúmeras incursões. "Georges Wambach (1901-1965) talvez tenha sido um dos últimos exemplares de uma espécie em extinção, ou já extinta, quem sabe: a dos artistas viajantes de que o século XIX foi pródigo. Artistas com cavalete, paleta, tintas e pincéis na mochila, que vararam o mundo em busca do fantástico, do erótico, e, sobretudo, do excitante desconhecido, aventura que até custou a vida de alguns como Adrien Taunay, que viu a morte aos 25 anos em pleno Mato Grosso." Fernando Cerqueira Lemos, in AQUARELAS de Georges Wambach: impressões do Brasil. Ed. Marca d´Água-SP, 1988. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 343; TEIXEIRA LEITE, pág. 540; ITAÚ CULTURAL.



396 - ARTE POPULAR BRASILEIRA (XX)

Macacos - escultura em madeira - 36 x 19 x 07 cm - assinatura ilegível -



397 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Maternidade - técnica mista - 13,5 x 18,5 cm - não assinado -
No estado.



398 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Gato verde" - acrílico sobre tela - 60 x 80 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2001 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



399 - FRANCISCO DA SILVA (1910 - 1985)

Ave - óleo sobre tela - 70 x 50 cm - centro inferior - 1973 -
No estado.

Pintor e desenhista, Francisco Domingos da Silva nasceu em Alto Tejo, AC e faleceu em Fortaleza, CE. Filho de índio peruano com brasileira, ainda criança se fixou em Fortaleza, por volta de 1937, onde começou a desenhar a carvão e giz sobre muros e paredes de casebres de pescadores. Na década de 40, sob o incentivo do crítico e pintor suíço Jean Pierre Chabloz, iniciou-se na pintura a guache juntamente com Chabloz, Antônio Bandeira e Inimá de Paula. O mesmo Jean Pierre lança-o em Paris. Entre 1961 e 1963, trabalhou no recém-criado Museu de Arte da UFCE. Expôs individualmente no Brasil a partir de 1943 e em diversas mostras coletivas no Brasil e exterior, com premiações, destacando-se a recebida na XXXIII Bienal de Veneza (1966). JULIO LOUZADA, VOL. 1 PÁG. 909; ITAU CULTURAL; LEONOR AMARANTE; ARTE NO BRASIL, ACERVO FIEO; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 478.



400 - DJANIRA DA MOTTA E SILVA (1914 - 1979)

Pescadores - óleo sobre tela - 45 x 45 cm - canto inferior direito -

Pintora, desenhista, ilustradora, cartazista, cenógrafa e gravadora. Djanira da Motta e Silva nasceu em Avaré, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. No final da década de 1930, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde teve suas primeiras instruções de desenho no Liceu de Artes Ofícios e com o pintor Emeric Marcier, hóspede da pensão que Djanira instalou no bairro de Santa Teresa. Os contatos com os artistas Carlos Scliar, Milton Dacosta , Arpad Szenes , Vieira da Silva e Jean-Pierre Chabloz , frequentadores de sua pensão, proporcionaram um ambiente estimulador que a levou a expor no 48º Salão Nacional de Belas Artes, em 1942. No ano seguinte, realizou sua primeira mostra individual, na Associação Brasileira de Imprensa - ABI. Em 1945, viajou para Nova York. De volta ao Brasil, realizou o mural ‘Candomblé’ para a residência do escritor Jorge Amado, em Salvador, e painel para o Liceu Municipal de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Entre 1953 e 1954, viajou a estudo para a União Soviética. De volta ao Rio de Janeiro, tornou-se uma das líderes do movimento pelo Salão Preto e Branco, um protesto de artistas contra os altos preços do material para pintura. Realizou em 1963, o painel de azulejos ‘Santa Bárbara’, para a capela do túnel Santa Bárbara, Laranjeiras, Rio de Janeiro. No ano de 1966, a editora Cultrix publicou um álbum com poemas e serigrafias de sua autoria. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil, EUA e Europa. Foi premiada no Rio de Janeiro (1943, 1944, 1949, 1950 a 1953, 1955, 1963) e em São Paulo (1951, 1955). Participou da 1ª e da 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955). Em 1977, o Museu Nacional de Belas Artes - MNBA, realizou uma grande retrospectiva de sua obra. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 336; PONTUAL, PÁG. 181; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 164; MEC, VOL. 2, PÁG 58; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG, 263; WALTER ZANINI, PÁG. 810; ARTE NO BRASIL, PÁG. 824; ACERVO FIEO.



401 - PIETRINA CHECCACCI (1941)

Figuras - técnica mista - 45 x 30 cm - canto inferior esquerdo - 1966 -
No estado.

Nasceu em Taranto, Itália. Pintora e desenhista. Vindo para o Brasil em 1954, fixou-se no Rio de Janeiro. Formou-se no curso de pintura da antiga ENBA em 1964. Apresentando seus trabalhos desde 1961, participou, entre outras mostras coletivas, dos XII, XIII, XIV, XV, XVII, XVIII SNAM (entre 1963 e 1969), Exposição Geral de Belas Artes do IV Centenário (GB, 1965), Prêmio Homenagem a Dante (Piccola Galeria, GB, 1965) I e II SEAJ (1965 e 1968), I Salão de Abril (Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, 1966), XXIV Spar. BA (1967 / segundo prêmio de pintura) e XXII e XXIII SMBABH (1967 e 1968). Expôs individualmente no Instituto de Belas Artes (GB, 1961), nas galerias Varanda (GB, 1966), Grupiara (Belo Horizonte, 1966), Celina (Juiz de Fora, 1966), Concivivium (Salvador, 1967), da Cultura Francesa (Porto Alegre, 1968) e Atelier de Arte (Belo Horizonte, 1969), bem como na Petite Galerie (GB, 1968), apresentando nesta última seus estandartes. PONTUAL, pág. 133; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 203; MEC, vol. 1, pág. 435; WALTER ZANINI, pág. 740; ITAÚ CULTURAL. Acervo FIEO.



402 - WESLEY DUKE LEE (1931 - 2010)

"Cartografia anímica (álbum)" - off-set - 37 x 49 cada cm - não assinado - 1980 -
Álbum assinado por Patricia Lee. No estado.

Pintor, desenhista, gravador, artista gráfico, professor - nasceu e faleceu em São Paulo. Iniciou seus estudos de desenho em 1950, no MASP. Em 1952 viajou para os EUA para dedicar-se ao aprendizado de artes gráficas na ’Parson's School of Design’ e na ‘American Institute of Graphic Arts’ (Nova York). De volta ao Brasil trabalhou no campo da pintura e do desenho, aperfeiçoando-se com Karl Plattner, em São Paulo (1957). Em seguida transferiu-se para Paris, onde frequentou a ‘Académie de la Grande Chaumière’ e estudou gravura com Johnny Friedlaender. Retornou ao Brasil em 1960. Em 1963, iniciou trabalho com os jovens artistas Carlos Fajardo, Frederico Nasser, José Resende, Luiz Paulo Baravelli, entre outros. Nesse ano, realizou, no João Sebastião Bar, em São Paulo, ‘O Grande Espetáculo das Artes’, um dos primeiros ‘happenings’ do Brasil. Procurou organizar um movimento artístico, o realismo mágico, com Maria Cecília, Bernardo Cid, Otto Stupakoff e Pedro Manuel-Gismondi, e outros. Em 1966, com Nelson Leirner, Geraldo de Barros, José Resende, Carlos Fajardo e Frederico Nasser, fundou, como reação ao mercado de arte, o Grupo Rex, que existiu até 1967. Participou de diversas exposições coletivas e Bienais no Brasil e no exterior, realizando individuais por todo o Brasil. MEC, VOL.2, PÁG.465; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁG.466; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 282; PONTUAL, PÁG.305 E 306; JULIO LOUZADA, VOL.8, PÁG.459; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 734; ARTE NO BRASIL, PÁG. 815; LEONOR AMARANTE, PÁG. 143. ACERVO FIEO.



403 - EMANOEL ARAÚJO (1940)

Composição - litografia - 120/140 - 35 x 45 cm - canto inferior direito - 1971 -

Escultor, desenhista, ilustrador, figurinista, gravador, cenógrafo, pintor, curador e museólogo, Emanoel Alves de Araújo nasceu em Santo Amaro da Purificação, BA. Aprendeu marcenaria com Eufrásio Vargas e trabalhou com linotipia e composição gráfica na Imprensa Oficial em sua cidade natal. Na década de 1960, mudou-se para Salvador e ingressou na Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia, onde estudou gravura com Henrique Oswald. Em 1972, foi premiado com Medalha de Ouro na 3ª Bienal Gráfica de Florença, Itália. Recebeu, no ano seguinte, o prêmio de Melhor Gravador, e, em 1983, o de Melhor Escultor, da Associação Paulista de Críticos de Arte, entre muitos outros prêmios. Entre 1981 e 1983, instalou e dirigiu o Museu de Arte da Bahia, em Salvador. Realizou muitas exposições individuais (desde 1959) e participou de inúmeras mostras coletivas, Salões oficiais nacionais e internacionais. Em 1988, foi convidado a lecionar artes gráficas e escultura no 'Arts College', na 'The City University of New York'. De 1992 a 2002, exerceu o cargo de diretor da Pinacoteca do Estado de São Paulo e foi responsável pela revitalização da instituição. Foi, entre 1995 e 1996, membro convidado da Comissão dos Museus e do Conselho Federal de Política Cultural, instituídos pelo Ministério da Cultura. Fundou o Museu Afro Brasil, em 2004, onde é Diretor Curador. Em 2007 foi homenageado pelo Instituto Tomie Ohtake com a exposição 'Autobiografia do Gesto – Cosmogonia dos Símbolos', que reuniu obras de 45 anos de sua carreira. TEIXEIRA LEITE, PÁG. 190; MEC, VOL. 2, PÁG. 143; PONTUAL, PÁG. 37; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 68; VOL. 2, PÁG. 64; VOL. 4, PÁG. 75; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, PÁG. 846; WALTER ZANINI, PÁG. 770; ACERVO FIEO; www.emanoelaraujo.com.br; www.museuafrobrasil.org.br; www.pinturabrasileira.com; www.museuhistoriconacional.com.br; www.artprice.com.



404 - NEWTON SILVA (1918 - 1997)

"Travessa da ordem" - óleo sobre tela - 61 x 50 cm - canto inferior direito e dorso - 1995 - Salvador - BA -
Com etiqueta n° 1311290001356 de James Lisboa Escritório de Arte - São Paulo, no dorso.

Pintor e desenhista, Newton Raymundo da Silva nasceu em Salvador. Estudou na Escola de Belas Artes. Participou de exposições coletivas em Salvador, BA, em 1967 e 1970, entre outras. ITAU CULTURAL; www.artprice.com.



405 - ITALICO BRASS (1870 - 1943)

Palácio do Doge - Veneza - óleo sobre madeira - 35 x 50 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista austríaco nascido em Gorizia e falecido em Veneza. Estudou com Karl Raupp na Academia de Munique, Alemanha e com William Bouguereau e Jean-Paul Laurens, em Paris. Mudou-se para Veneza, Itália (1895), mas manteve um ateliê em Gorizia. Participou de muitas exposições e mostras oficiais como: Exposição de Bruxelas, Bélgica (1910); diversas edições da Bienal de Veneza (a partir de 1895). Recebeu Menção Honrosa no Salão dos Artistas Franceses, Paris (1894) e foi premiado na Exposição Universal de Paris (1900). Trabalhou como pintor do Comando Supremo da Marinha Real Italiana na I Grande Guerra cujos estudos e 'sketches' foram publicados sob o título 'Sulle Orme di San Marco' (1917). BENEZIT; www.francescaantonacci.com; www.fondazionecarigo.it; www.artprice.com; artist.christies.com.



406 - BIBI ZOGBÉ (1890 - 1973)

Flores - óleo sobre eucatex - 85 x 74 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintora - Labibé Zogbé, conhecida como Bibi, nasceu em Sahel Alma, Líbano. Emigrou para a Argentina aos dezesseis anos. Sua carreira artística começou em 1930 com aulas de pintura com Dimitrov Bogdan e uma série de exposições em: Buenos Aires (1934), Paris (1935), Chile (1939), Uruguai, Rio de Janeiro. Depois da Segunda Guerra viveu em Paris, Dakar e Líbano (1947). No Líbano, realizou uma exposição individual em 'Cénacle Libanais' e participou de uma mostra coletiva no Museu Nacional Libanês (1947). Seu talento foi reconhecido, o que lhe valeu ser mencionada no Benezit. Conhecida, desde sua primeira individual, como 'A pintora das flores'. lebanesepainters.com; www.onefineart.com; www.artprice.com; www.askart.com; www.invaluable.com.



407 - ZÉLIO ANDREZZO (1948)

"Florista" - óleo sobre tela - 64 x 49 cm - canto inferior direito e dorso - 1990 -

Catarinense da bela cidade de Florianópolis, onde nasceu a 15 de dezembro de 1948. Pintor e desenhista. Segundo seus críticos, trata-se de artista obstinado e firme em seu propósito, tendo a disciplina de um espartano, a paciência de um monge e a precisão de um cosmonauta. Participações em coletivas com premiações. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 14.



408 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Natureza morta - óleo sobre tela - 61 x 92 cm - canto inferior esquerdo -
J. Magus.



409 - JOSÉ MORAES (1921 - 2003)

Nu - desenho a nanquim - 49 x 34 cm - embaixo - 1981 -

Carioca, nascido José Machado de Morais, em 10/5/1921. Pintor, gravador, desenhista e professor. Aluno rebelde da antiga Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, foi figura importante no embate entre conservadores e modernos na década de 40, concorrendo com o seu trabalho e militância, para a difusão do modernismo pelo país, e na conquista da "Divisão Moderna", no Salão Nacional de Belas Artes. Foi aluno de Quirino Campofiorito, Portinari, com quem trabalhou na execução de diversas obras. Participou de diversos Salões com merecido reconhecimento. JULIO LOUZADA, vol. 13 pág. 230; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 602, Acervo FIEO.



410 - SANSÃO CAMPOS PEREIRA (1926 - 2014)

Natureza morta - óleo sobre tela de juta - 50 x 80 cm - canto inferior direito -

Foi ativo no Rio de Janeiro, foi membro da Academia Brasileira de Artes, e da Academia Brasileira de Belas Artes. Artista várias vezes premiado, participou de diversas coletivas e salões, recebendo premiações várias. Seu tema preferido era a marinha. MEC vol.3, pág.389; JULIO LOUZADA vol.11, pág.243, Acervo FIEO.



411 - JULES OLITSKI (1922 - 2007)

Figura - objeto - 21 x 21 x 03 cm - assinado -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, escultor e professor nascido em Snovsk - Rússia, atualmente Shchors - Ucrânia e falecido em Nova York, EUA. Em 1923 mudou-se com sua mãe para Nova York, EUA onde se iniciou nos estudos de arte. Estudou também em Paris entre 1949 e 1951 com Ossip Zadkine e na Academia ‘de la Grande Chaumière’. Entre as muitas exposições individuais realizadas, destaca-se a do Museu Metropolitan de Nova York (1969) como sendo a primeira realizada de um artista ainda vivo. Participou da Bienal de Veneza (1966); da Bienal de Tókio, Japão (1967); da Documenta de Kassel, Alemanha (1968). Foi premiado nos Estados Unidos em: Pittsburgh (1961); Nova York (1964); Washington (1967); Columbia (1975). O Museu de Belas Artes de Boston realizou uma retrospectiva de suas obras em 1973. BENEZIT vol. 8, pág. 6; olitski.com; www.tate.org.uk; www.guggenheim.org; www.metmuseum.org; www.britannica.com; www.artnet.com; www.artprice.com.



412 - IGE D'AQUINO (1949)

Composição - óleo sobre tela - 90 x 110 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor Paulista, nascido em Itú, com diversas participações em exposições coletivas e salões oficiais.



413 - PEDRO CORRÊA (1920)

Trabalhador - guache - 22 x 11 cm - canto inferior direito -

Paraibano de Campina Grande, foi artisticamente orientado pelo pintor Augusto Rodrigues, no Rio de Janeiro. Fixou residência em São Paulo, onde é ativo, inclusive através de uma escola de arte que mantém na cidade. Participou regularmente do SPBA, tendo também realizado várias individuais. JULIO LOUZADA, vol. 1 pág. 271 e 272, Acervo FIEO.



414 - SELMA DAFFRÉ (1951)

Composição - óleo sobre tela - 32 x 41 cm - canto inferior direito e dorso - 1987 -

Pintora e gravadora. Estudou desenho e gravura com Savério Castellano (1934), cursa artes plásticas na Fundação Armando Álvares Penteado - Faap e freqüenta a San Martin School, em Londres, Inglaterra. Publicou um álbum de gravuras em metal, juntamente com José Tarantino (1951), Fábio Magalhães (1942) e Guyer Salles (1942), além de estudar aquarela com Nelson Nóbrega (1900-1997). Edita a imagem da gravura Terra Brasilis, ao lado de artistas da Cooperativa de São Paulo; e lança o livro O Desenho como Instrumento. JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 324; ITAU CULTURAL.



415 - GASTÃO Z. FRAZÃO (XX)

Composição - técnica mista - 45 x 64 cm - canto inferior direito -

Artista plástico e arquiteto que tem participado de mostras coletivas e Salões oficiais, destacando-se: Bienal Internacional de São Paulo, São Paulo (1967); Salão Paulista de Arte Contemporânea, São Paulo (1976); Salão Nacional de Artes Plásticas, Rio de Janeiro (1979). ITAUCULTURAL.



416 - NILO SIQUEIRA (1943)

Flores - óleo sobre eucatex - 23 x 17 cm - canto inferior direito -

Pintor natural de Amparo-SP, com diversas participações em exposições coletivas e Salões Oficiais. JULIO LOUZADA, vol. 2 pág. 956, Acervo FIEO.



417 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Gato azul" - acrílico sobre papel - 29 x 42 cm - canto inferior direito -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



418 - ADÃO SILVÉRIO (1942)

Quermesse - técnica mista sobre tela - 44 x 56 cm - canto inferior direito - 1982 -

Adão José Santos, nasceu em Redenção da Serra - SP. Pintor, artista plástico e cenotécnico, seu pseudônimo Adão Silvério foi adotado em 1962. Reside e é ativo na cidade de São José dos Campos - SP. Autodidata, iniciou-se na pintura em 1965 e foi incentivado por Mestre Justino. Desde 1966 participa de exposições coletivas e Salões oficiais pelo Brasil com diversas premiações em: São Paulo (1971, 1977, 1983); Rio Claro, SP (1978); Jacareí, SP (1979); Piracicaba, SP (1981); São José dos Campos, SP (1987); Taubaté, SP (1990, 1991) e outros. MEC, VOL. 4, PÁG. 283; www.adaosilverio.digitalvale.com.br.



419 - LUIZ JASMIN (1940)

Baiana - litografia - 64/100 - 49 x 67 cm - canto inferior direito - 1975 - Bahia -

Baiano de Salvador, JASMIM é pintor e ilustrador. Assina suas obras LUIZ JASMIN. Ativo no Rio de Janeiro, é autor de capas de livros, de discos e ilustrador de revistas, premiado aqui e no exterior. Formou-se na França e nos Estados Unidos. Em Paris, cursou a Escola de Belas Artes e a Academia de la Grand Chaumiére, e em Nova York o Pratt Institute, onde estudou gravura. Expôs individualmente em diversas galerias no exterior, e no país, com sucesso de critica e de público. JULIO LOUZADA vol.3, pág.545; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO.



420 - AFIFI GERARD DABUS (1949)

"O circo" - óleo sobre tela - 50 x 60 cm - canto inferior direito e dorso -
Com etiqueta de Carafizi Galeria de Arte - São Paulo, no dorso.

Pintor, assina AFIFI. Entrou para a Associação Paulista de Belas Artes e no ano seguinte cursava museologia . De 1968 a 1981 integrou o grupo Sabin. Nesse mesmo período estudou desenho e pintura na FAAP-SP, história da arte na Pinacoteca de SP, com Araci Amaral, e pintura popular brasileira com Julia Pedrosa Arias e Carlos Garcia Arias. AFIFI resgata as cores brasileiras, aliada ao convívio do homem com o campo na interpretação particular da harmonia e da quietude daqueles locais, nos trazendo o lirismo da sua ótica. Coletivas a partir de 1965. JULIO LOUZADA, vol. 4, pág. 28



421 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XIX - XX

Oratório de viagem - metal e madeira - 16 x 19 x 4,5 cm -
No estado.



422 - FERNANDO GOMES (1932)

"Mercado de flores" - óleo sobre tela - 16 x 22 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1989 - Rio -

Pintor e escultor, natural de Garanhuns-PE. Mudou-se para MG em 1954, fixando-se na cidade de São João del Rey. Participou da coletiva local e foi premiado em 1959. Dedicou-se à escultura em madeira, explorando temas religiosos. JULIO LOUZADA, vol 01 - pág 427



423 - HENRY VITOR (1939)

No lago - óleo sobre tela - 16 x 12 cm - canto inferior direito - 1976 -

Pintor e gravador mineiro de Guaxupé, onde nasceu a 2 de abril de 1939. Reside e é ativo na cidade de São Paulo SP. Autodidata, fez cursos de Jornalismo, Propaganda e Comunicações. Expôs individualmente nos anos de 1972, 1973, 1984 e 1991 em São Paulo SP. Coletivas a partir de 1971, inclusive no exterior. "Há elementos que revelam o ingênuo mas nem sempre permitem ajuizar se a obra é crítica ou artesanal. O autodidatismo, como o de Vitor, é uma constante. Expressa uma visão pessoal da realidade ou configurações de sonho. Retrata a vida filtrada, livremente, pelos olhos de cada um e interpretada por um sentimento intrínseco. " Jorge Anthonio, in HENRY Vitor: pinturas. Apresentação de Jorge Anthonio. São Paulo: Galeria Jacques Ardies, 1991. HENRY Vitor: pinturas. Apresentação de Jorge Anthonio. São Paulo: Galeria Jacques Ardies, 1991. JULIO LOUZADA, vol.11, pág.145, MEC,vol.4, pág.49; ITAÚ CULTURAL.



424 - MARIO ALFREDO CARISTINA (1945)

Marinha - óleo sobre tela - 16 x 22 cm - canto inferior direito -
No estado.

Autodidata, embora tenha frequentado os ateliês de Ettore Federighi e Carlos Bueno Assunção. Pintou o litoral paulista em companhia de Domingos Antequera. Em 1976, participou da Bienal Nacional-SP. JULIO LOUZADA, vol. 3 pág. 218. ACERVO FIEO.



425 - LUISA DÓRIA (XX)

"Ivo Mesquita - Série Acredite em mim" - técnica mista - 32 x 31 cm - dorso - 2008 -
Com estudo no dorso.

Desenhista, pintora, ilustradora, cartunista e diretora de arte. Formou-se em artes plásticas pela FAAP (2011). Produziu muitos quadrinhos independentes e expôs seus trabalhos plásticos no Chile com a Casa da Xiclet. Criou a produtora Coyote (2011) onde realiza trabalhos voltados para cenografia, direção de arte, manufatura de objetos e efeitos especiais para cinema, vídeos, produções áudio visuais em geral. Sua primeira história em quadrinhos editorial “Aranha” foi lançada pela Cachalote, na coleção 1ØØØ. cargocollective.com/luisadoriakiddo; casadaxiclet.com.



426 - PAPAS STEFANOS (1956)

"Casa Iracema" - óleo sobre tela colada em eucatex - 44 x 53 cm - canto inferior direito -

Nasceu na Ilha de Rodhes, Grécia. Pintor, escultor e poeta, chegou ao Brasil em 1956, radicando-se em Goianira. Os temas de Papas Stefanos estão profundamente ligados 'a vida do universo rural e interiorano do Brasil. A beleza e consistência de sua obra já foi motivo de sensíveis críticas e grande sucesso de público nas diversas exposições que realizou, inclusive com premiações. O artista foi honrado com um poema que lhe dedicou Carlos Drumond de Andrade. JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 849; ITAU CULTURAL.



427 - WALTER LIMA (1934)

Meninas - óleo sobre tela - 22 x 16 cm - canto inferior direito - Rio de Janeiro -

Pintor e desenhista com diversas participações em mostras e Salões oficiais como: Salão do Mar, RJ (1958); Salão Nacional de Belas Artes, RJ (1971) onde recebeu Menção Honrosa. JULIO LOUZADA VOL. 6, PÁG. 597.



428 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Coqueiros - litografia - 7/50 - 65 x 91 cm - canto inferior direito - 1999 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



429 - MILTON DACOSTA (1915 - 1988)

Vênus - serigrafia - 2/30 - 22 x 30 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador. Milton Rodrigues da Costa nasceu em Niterói, RJ e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou estudos de desenho e pintura, em 1929, com o professor alemão August Hantv. No ano seguinte matriculou-se no curso livre de Marques Júnior, na Escola Nacional de Belas Artes. Junto com Edson Motta, Bustamante Sá e Ado Malagoli , entre outros, criou o Núcleo Bernardelli em 1931. Viajou para Estados Unidos em 1945, com o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Belas Artes do ano anterior. Na cidade de Nova York, estudou na Art's Students League of New York. Em 1946, foi para a Europa e após visita a vários países, fixou-se em Paris, onde estudou na Académie de La Grande Chaumière. Conheceu Pablo Picasso, por intermédio de Cícero Dias, e freqüentou os ateliês de Georges Braque e Georges Rouault. Expôs no Salon d'Automne (Paris) e regressou ao Brasil em 1947. Em 1949, casou-se com a pintora Maria Leontina e passou a residir em São Paulo. Realizou muitas exposições individuais e também recebeu prêmios nas Bienais Internacionais de São Paulo (1955, 1957). TEODORO BRAGA, PÁG. 163; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 229; MEC, VOL. 2, PÁG. 13; BENEZIT, VOL. 3, PÁG.315; ITAU CULTURAL; PONTUAL, PÁG. 155; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; ACERVO FIEO.



430 - ALFREDO VOLPI (1896 - 1988)

Bandeirinhas - litografia off set - 168/250 - 80 x 60 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.



431 - ALFREDO VOLPI (1896 - 1988)

Bandeirinhas - serigrafia - 4/100 - 35 x 46 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.



432 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Galo - serigrafia - 43/100 - 51 x 37 cm - canto inferior direito - 1996 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



433 - NELSON DE CASTRO (1935 - 1993)

"Igreja N. Senhora da Glória e Santa Luzia" - óleo sobre tela - 15 x 35 cm - canto inferior esquerdo -
Com certificado de autenticidade do autor no dorso, datado de 13 de julho de 1989, São Paulo - SP.

Pintor e desenhista natural do Rio de Janeiro com diversas participações em salões oficiais e exposições individuais e coletivas. JULIO LOUZADA, vol 7 pág. 156.



434 - IVO BLASI (1932 - 2008)

Marinha - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito e dorso - 1993 -

Foi pintor atuante em São Paulo. Viveu na Itália por algum tempo, onde frequentou cursos de arte. No Brasil cursou a Escola Paulista de Belas Artes, tendo participado de diversas exposições. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 36; Acervo FIEO.



435 - HELVECIO MORAIS (1957)

Paisagem com Ipê amarelo - óleo sobre tela - 55 x 85 cm - canto inferior direito - 2016 -

Pintor, Helvécio Menezes de Morais nasceu em Medeiros, MG. Assina Helvécio Morais. Teve aulas de desenho e pintura com Raymundo Costa (1978 a 1983); com Alberto Braga (1983 a 1989) e frequentou cursos no INAP (1980). Realizou exposições individuais na Fundação Rural Mineira (1981, 1983); Belo Horizonte, MG (1986). Participou de várias mostras coletivas e Salões oficiais onde foi premiado no Salão Mineiro de AP, MG (1980, 1981); Salão Antonio Parreiras, Juiz de Fora – MG (1984, 1985). JULIO LOUZADA VOL. 8, PÁG. 588.



436 - ELY N. GUERIN (XX)

"Miragem" - óleo sobre tela - 50 x 50 cm - canto inferior direito -

Artista ativo em São Paulo com diversas participações em leilões e exposições coletivas. JULIO LOUSADA, vol 2, pág 479.



437 - ÉZIO MONARI (1935)

"Vida Celeste" - óleo sobre madeira - 30 x 13 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1989 -

Pintor ativo em São Paulo. Participou do Salão Paulista de Belas Artes de 1961, recebendo menção honrosa. JULIO LOUZADA vol.7, pág.483; MEC vol.3, pág.169, Acervo FIEO.



438 - HOLMES NEVES (1925 - 2008)

Profeta - desenho a caneta esferográfica - 27 x 20 cm - canto inferior direito - 1972 -

Natural de Lima Duarte, MG. Pintor, desenhista e gravador. Fixou residência no Rio de Janeiro, após estudos com Guignard, Misabel Pedrosa e Edite Behring em Belo Horizonte. Sobre a sua obra, transcrevemos texto de Henrique Pongetti, na apresentação do artista no catálogo de sua mostra HOLMES Neves: pinturas, na Galeria de Arte e Pesquisa da UFES, 1978: ". . . Eu gosto muito da pintura de Holmes, dos seus quadros de Ouro Preto, motivo insistente e fascinante na sua obra. Se o tema e certa sutileza de feitura nos lembra o Mestre, há hoje na sua arte uma autonomia indiscutível, as marcas de uma inconfundível personalidade. Suas cidades mortas não surgem envoltas na melancolia acinzentada que parecia refletir nas paisagens a alma infantil e ao mesmo tempo infeliz de Guignard. Sobre a pátina do tempo suas casas e igrejas, transfiguradas pela luz montanhesa, recebem cores festivas, reconquistam a mocidade, revivem. " TEIXEIRA LEITE, pág. 352; JULIO LOUZADA, vol.10, pág. 425; ITAÚ CULTURAL; PONTUAL, pág. 383; Acervo FIEO.



439 - ARMANDO ROMANELLI (1945)

"Polo" - óleo sobre tela - 35 x 35 cm - canto inferior direito e dorso - 1988 -

Fluminense de Duque de Caxias, Romanelli começou a pintar em 1958, sofrendo influências de Manuel Santiago e Edgard Walter. Em 1960 ingressou no IBA-RJ. Participou do SNBA-RJ, conquistando Menção Honrosa. JULIO LOUZADA, vol. 1 pág. 838; ITAU CULTURAL.



440 - ROBERTO MAGALHÃES (1940)

Figura - serigrafia - 48/200 - 64 x 49 cm - canto inferior direito - 1992 -

Gravador e desenhista, praticamente autodidata, fez rápidos estudos na antiga ENBA, no Rio de Janeiro, sua cidade natal, onde é ativo. Desde 1963 participa de coletivas e salões, tendo recebido diversas premiações. É desenhista festejado pela crítica especializada. PONTUAL, pág. 328; ITAÚ CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 966; LEONOR AMARANTE, pág. 143. Acervo FIEO.



441 - ANTONIO EUGÊNIO PASCOTTO (1924 - 1994)

Paisagem - óleo sobre tela - 61 x 68 cm - canto inferior direito - 1978 -

Natural de Mineiros do Tietê, SP, sua formação artística foi dada pelo pintor florentino, radicado no Brasil, Dario Mecatti. Foi moldureiro e restaurador de quadros, cuja técnica lhe foi ensinada por Renzo Gori. A partir de 1960 veio regularmente participando de diversas exposições coletivas e Salões oficiais no estado de São Paulo onde recebeu inúmeros prêmios, destacando-se: São Paulo, SP (1966, 1970, 1971, 1975, 1978, 1980, 1982, 1984, 1986); São Bernardo do Campo, SP (1970, 1976, 1986); Catanduva, SP (1981) e Ribeirão Pires, SP (1979). Exposições individuais em São Paulo, SP (1988 e 1990). JULIO LOUZADA, vol.13, pág. 432. ITAU CULTURAL.



442 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

A despedida - óleo sobre tela - 82 x 50,5 cm - canto inferior direito ilegível -



443 - JOSÉ MORAES (1921 - 2003)

Leitura - técnica mista - 14 x 10 cm - canto inferior esquerdo - 1938 -

Carioca, nascido José Machado de Morais, em 10/5/1921. Pintor, gravador, desenhista e professor. Aluno rebelde da antiga Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, foi figura importante no embate entre conservadores e modernos na década de 40, concorrendo com o seu trabalho e militância, para a difusão do modernismo pelo país, e na conquista da "Divisão Moderna", no Salão Nacional de Belas Artes. Foi aluno de Quirino Campofiorito, Portinari, com quem trabalhou na execução de diversas obras. Participou de diversos Salões com merecido reconhecimento. JULIO LOUZADA, vol. 13 pág. 230; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 602, Acervo FIEO.



444 - ANTONIO PESSOA (1943)

Composições - múltiplo em bronze - assinado -
Lote composto por dois múltiplos do autor, medidas: 07 x 2,5 x 2,5 cm. e 07 x 3,5 x 0,5 cm.

Escultor, assina Tonny. Radicado no Rio de Janeiro detentor de bom curriculo nacional e internacional com inumeras participações em Salões Oficiais,varias vezes premiado. Ótimo mercado.



445 - ROMEU CAIANI (1923 - 1997)

Paisagem - óleo sobre eucatex - 44 x 34 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor ativo em São Paulo, com diversas participações em coletivas, tais como: Salão da Paisagem Paulista (1968, 1969 e 1970), com premiação. JULIO LOUZADA, vol.11, pág.49; MEC, vol.1, pág.324, Acervo FIEO.



446 - JOSÉ SIMEONE (1930 - 2009)

Marinha - óleo sobre tela - 50 x 64 cm - canto inferior direito - 1981 -

Pintor paulistano ligado à arte figurativa, com características impressionistas. Seu estilo se aproxima dos oitocentistas italianos e franceses, sendo que o crítico Pietro Maria Bardi também identificava em sua obra influências do grupo Santa Helena. Proveniente de família de artistas pintores (Angelo e João Simeone). Participa de coletivas a partir de 1962 (já com premiação). MEC, vol. 4, pág. 285; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 923; TEIXEIRA LEITE, pág. 482; Acervo FIEO.



447 - ANGELO DE AQUINO (1945 - 2007)

Rex o piloto - serigrafia - H.C. - 65 x 95 cm - canto inferior direito -

Mineiro de Belo Horizonte, onde nasceu a 2 de agôsto de 1945. Pintor e gravador, assina ÂNGELO DE AQUINO. Seu trabalho tem um bom conceito em Paris, onde encontra mais incentivo e facilidade do que no Brasil. Em muitos de seus quadros aparece a figura do cão Rex, uma de suas criações. Expõe individualmente desde 1969. Coletivamente, desde 1965, inclusive com diversas e respeitadas criticas no exterior. JULIO LOUZADA vol. 13 pág. 19; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 743, Acervo FIEO.



448 - NICOLA PETTI (1904 - 1983)

Barcos - óleo sobre eucatex - 25 x 34 cm - canto inferior direito -

Ativo em São Paulo, foi também excepcional desenhista, aluno nesta capital, do pintor e professor alemão Georg Ficher Elpons; participou assiduamente do Salão Paulista de Belas Artes, desde sua inauguração em 1933, onde foi muito premiado. MEC, vol. 3, pág. 393; JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 685; ITAU CULTURAL, Acervo FIEO.



449 - ALBERTO LUME (1944)

No jardim - óleo sobre tela - 80 x 100 cm - canto inferior direito -

Português da Ilha da Madeira, onde nasceu a 6/2/1944, LUME, como é conhecido e assina as suas obras, fixou residência no Brasil a partir de 1954. Trouxe na sua bagagens sólidos conhecimentos de bom desenhista e excepcional colorista. Adota os temas brasileiros em suas obras com rara felicidade, fazendo com que as suas obras sejam muito disputadas em leilões e por colecionadores. JULIO LOUZADA, vol. 2 pág. 601 602



450 - MANOEL MARTINS (1911 - 1979)

Na praia - óleo sobre tela - 45 x 60 cm - canto inferior direito - 1972 -

Natural de São Paulo, MANOEL MARTINS participou ativamente do Grupo Santa Helena, onde defendeu a necessidade de fazer da arte uma profissão, e ocupar com ela, um espaço na sociedade. Manoel Martins, a partir da exposição da Familia Artística Paulista em 1937, realizado pelos integrantes do Grupo, desenvolveu obras no âmbito do figurativo, buscando incorporar a vida, o movimento, as aglomerações do mundo urbano, substituindo a figuração pós-impressionistas por elementos racionais do cubismo com a valorização do expressionismo. TEIXEIRA LEITE, pág. 316; JULIO LOUZADA, vol.11, pág. 201; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 584; ARTE NO BRASIL, pág. 784, Acervo FIEO.



451 - SONIA EBLING (1926 - 2006)

"Mickey" - serigrafia - 60/110 - 72 x 60 cm - canto inferior direito -

Escultora, pintora e professora, Sonia Ebling de Kermoal nasceu em Taquara, RS e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou sua formação fazendo cursos de pintura e escultura na Escola de Belas Artes do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro, entre 1944 e 1951. De 1956 a 1959, viajou por vários países da Europa, estudando com Zadkine, em Paris, França. Residiu nessa cidade, entre 1959 e 1968, e recebeu uma bolsa de estudo da Fundação Calouste Gulbenkian. De volta ao Brasil, executou relevo para o Palácio dos Arcos, em Brasília. Realizou muitas exposições individuais, entre elas: Rio de Janeiro (1959, 1967); Paris, França (1961); Alemanha (1964); Porto Alegre, RS (1967); Brasília, DF (1968); Washington, EUA (1968). Diversas foram as participações em mostras coletivas e oficiais, destacando-se: Salão Nacional de Arte Moderna, RJ (1951- Prêmio Isenção de Júri, 1952, 1953, 1955 – Prêmio Viagem ao Exterior); Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1959, 1965, 1967); Salão de Belas Artes do Rio Grande do Sul (1953, 1956 – Prêmio); Salão Baiano de Belas Artes (1954); Salão Paulista de Arte Moderna (1955); 'Salon des Femmes Peintres et Sculpteurs', Museu de Arte Moderna de Paris (1957); Bienal de Arte Triveneta, Pádua – Itália (1957). MEC VOL. 2, PÁG. 89; PONTUAL PÁG. 187; JULIO LOUZADA VOL 3, PÁG. 363; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 720; ARTE NO BRASIL PÁG. 868; RGS PÁG. 454; soniaeblingesculturas.com.br; www.brasilartesenciclopedias.com.br; www.artprice.com.



452 - FRANCISCO DA SILVA (1910 - 1985)

Dragão - óleo sobre tela - 48 x 69 cm - canto inferior direito - 1968 -

Pintor e desenhista, Francisco Domingos da Silva nasceu em Alto Tejo, AC e faleceu em Fortaleza, CE. Filho de índio peruano com brasileira, ainda criança se fixou em Fortaleza, por volta de 1937, onde começou a desenhar a carvão e giz sobre muros e paredes de casebres de pescadores. Na década de 40, sob o incentivo do crítico e pintor suíço Jean Pierre Chabloz, iniciou-se na pintura a guache juntamente com Chabloz, Antônio Bandeira e Inimá de Paula. O mesmo Jean Pierre lança-o em Paris. Entre 1961 e 1963, trabalhou no recém-criado Museu de Arte da UFCE. Expôs individualmente no Brasil a partir de 1943 e em diversas mostras coletivas no Brasil e exterior, com premiações, destacando-se a recebida na XXXIII Bienal de Veneza (1966). JULIO LOUZADA, VOL. 1 PÁG. 909; ITAU CULTURAL; LEONOR AMARANTE; ARTE NO BRASIL, ACERVO FIEO; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 478.



453 - ULYSSES FARIAS (1960)

"Elo" - acrílico sobre madeira - 30 x 30 cm - canto inferior direito e dorso - 2016 -

Desenhista, pintor, fotógrafo, escultor, poeta e professor nascido em São Paulo. Tem participado de muitos eventos culturais, mostras e Salões oficiais em Socorro, SP (2006 a 2014); Brasília, DF (2010); Mairiporã, SP (2007); São Paulo (2013). Recebeu, em 2012, o primeiro lugar em um concurso de fotografias.



454 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

"A dança do lundum 1882" - pintura sobre azulejo - 15 x 15 cm - canto inferior direito - 1946 - São Paulo - SP -
P. Carvalho.



455 - EDGARD OEHLMEYER (1909 - 1967)

Leitura - técnica mista - 20 x 15 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor nascido em Rio Claro e falecido em São Paulo. Nessa cidade cursou pintura com o prof. Carlos Hadler na Escola Profissional. Foi discípulo de Amadeo Scavone e Antonio Rocco. Realizou exposição individual em São Paulo (1941). Participou de várias edições do Salão Paulista de Belas Artes, SP; do Salão Nacional de Belas Artes, RJ e outras mostras oficiais. Foi premiado em: São Paulo (1939, 1940, 1946, 1949, 1953, 1962); Rio de Janeiro (1947). TEODORO BRAGA, PÁG. 175; MEC. VOL.3, PÁG. 291; MAYER/1984, PAG. 1070; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 362; PONTUAL, PÁG. 389; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 686; www.museuvirt.com.br.



456 - VITTÓRIO CUTTIN (1918 - XX)

Paisagem - óleo sobre eucatex - 34 x 52 cm - canto inferior direito -

Pintor e professor nascido em Florença, Itália. Estudou em Trieste com o professor Falzari. Participou da II Guerra Mundial. Logo depois da guerra, emigrou para Buenos Aires, Argentina, onde fez várias exposições individuais. Veio para o Brasil em 1952 e passou a residir em São Paulo realizando também algumas individuais. Transferindo-se para Santos, SP, manteve em sua casa uma exposição permanente. Participou do XI Salão Oficial de Belas Artes de Santos, em 1970 e 1971, do XXXV Salão Paulista de Belas Artes, em 1970, entre outros. Depois morou em Campinas e Bauru onde viveu por quase vinte anos até falecer. JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG. 297; MEC, VOL. 1, PÁG. 503; www.casaartecanoas.com.br; www.redebomdia.com.br.



457 - NOEMIA MOURÃO (1912 - 1992)

Natureza morta - desenho a lápis - 16 x 21 cm - canto inferior direito -
Com estudo no dorso.

Pintora e desenhista. Assina Noemia. Realizou sua primeira individual em 1934, no Rio de Janeiro. Residiu na Europa de 1934 a 1940, frequentando em Paris as academias de la Grande Chaumière e Ranson. Expôs em Montevideu e Buenos Aires. Foi citada por REIS JUNIOR e TEODORO BRAGA. Foi aluna (1932) e mulher (1933) de Di Cavalcanti. MEC vol.3, pág. 265; WALMIR AYALA vol.2, pág.135; PONTUAL, pág. 375; TEIXEIRA LEITE, pág. 356; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 684. Acervo FIEO.



459 - ALBERTO LUME (1944)

Nu - óleo sobre tela - 50 x 100 cm - canto inferior direito -

Português da Ilha da Madeira, onde nasceu a 6/2/1944, LUME, como é conhecido e assina as suas obras, fixou residência no Brasil a partir de 1954. Trouxe na sua bagagens sólidos conhecimentos de bom desenhista e excepcional colorista. Adota os temas brasileiros em suas obras com rara felicidade, fazendo com que as suas obras sejam muito disputadas em leilões e por colecionadores. JULIO LOUZADA, vol. 2 pág. 601 602



460 - MANOEL SANTIAGO (1897 - 1987)

Menina - óleo sobre eucatex - 44 x 36 cm - canto inferior direito e dorso -

Manoel Colafante Caledônio de Assumpção Santiago nasceu em Manaus, AM e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, desenhista e professor. Mudou-se para Belém em 1903 e iniciou estudos de pintura. Desde 1916 já praticava a arte não figurativa. Em 1919 transferiu-se para o Rio de Janeiro, cursou Direito e frequentou a Escola Nacional de Belas Artes, onde foi aluno de Rodolfo Chambelland e Baptista da Costa. Na época, teve aulas particulares com Eliseu Visconti. Foi casado com a pintora Haydeá Santiago. Participou em 1927 do Salão Nacional de Belas Artes e recebeu o prêmio viagem ao exterior, entre vários outros. Foi para Paris no ano seguinte, e lá permaneceu por cinco anos. De volta ao Rio de Janeiro, em 1932, tornou-se professor do Instituto de Belas Artes. Em 1934, passou a lecionar pintura e desenho no Núcleo Bernardelli, figurando entre seus alunos José Pancetti, Edson Motta, Bustamante Sá, Ado Malagoli, Rescála e Milton Dacosta. Participou da I Bienal Internacional de São Paulo (1951) e do 8º Panorama da Arte Brasileira (1976). PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, VOL. 1, PÁG. 241; TEODORO BRAGA, PÁG. 211; CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO DE PAISAGEM BRASILEIRA, MEC-MNBA /RIO/1944; MAYER/84, PÁG. 1158; REIS JR, PÁG. 378; PONTUAL, PÁG. 473; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 292; ITAÚ CULTURAL, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 865; ACERVO FIEO.



461 - ARTE INDÍGENA BRASILEIRA

Vaso - cerâmica - 30 x 34 cm -
Ex coleção do pintor Aldemir Martins - São Paulo - SP.



462 - JANY M. RUCK (1939)

"Flor de maçã" - óleo sobre tela - 50 x 90 cm - canto inferior direito e dorso - 2017 -

Pintora, professora e restauradora, Jany Marylene Ruck nasceu em Agudos, SP. Assinava Jany até 1984. Atualmente assina JM. Ruck. Em Campinas fez cursos livres de desenho e pintura com Elenice Menegon, Aldo Cardarelli, Djalma Urban e Álvaro de Batista. Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais. Foi premiada em: São José do Rio Preto, SP (1984, 1985, 1991); Campinas, SP (1985, 1996); São João da Boa Vista, SP (1985); Itatiba, SP (1985,1987, 1988); Mogi Mirim, SP (1987); Poços de Caldas, MG (1987); Piracicaba, SP (1988); Limeira, SP (1989); Araras, SP (1991); Ribeirão Preto, SP (2003). ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 7 PÁG. 614; VOL. 9, PÁG. 750.



463 - PAULO GERSON RIBEIRO (1969)

"Ipê amarelo" - óleo sobre tela - 20 x 30 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2017 -

Pintor e professor. Assina Gerson. Sua principal exposição individual foi a "Arte sem Limites" no Espaço Cultural Cidade Ademar, SP. Tem participado de exposições coletivas.



464 - DARCILIO LIMA (1944 - 1991)

Figura fantástica - litografia - P.A. - 42 x 30 cm - canto inferior direito - 1969 -

Cearense de Cascavel, o festejado desenhista Darcilio foi para o Rio de Janeiro, e já depois de haver iniciado autodidaticamente seu trabalho no campo da pintura e da utilização do lápis cêra. Recebeu orientação de Ivan Serpa, passando a dedicar-se especialmente ao desenho a bico-de-pena, com a permanente fixação gráfica da fantasia erótica como veículo de impacto crítico. PONTUAL, pág. 159. MEC, vol.1, pág.17; WALTER ZANINI, pág. 760; LEONOR AMARANTE; ITAU CULTURAL.



465 - INGRES SPELTRI (1940)

"Abstrato" - técnica mista - 96 x 82 cm - centro inferior e dorso - 1998 -

Pintor, desenhista, escultor, gravador e professor nascido em Jau, SP. Filho do pintor Augusto Speltri com quem se iniciou na pintura, ainda criança. Em 1959 mudou-se para São Paulo onde estudou Música (1960-1964). É professor titular da Escola Panamericana de Arte, SP. Realizou exposições individuais, em São Paulo, nos anos de 1977, 1981, 1978, 1984. Participou de várias mostras e Salões oficiais, sendo premiado em: São Paulo (1963, 1966, 1970, 1971); Santo André, SP (1976). JULIO LOUZADA VOL. 5, PÁG. 1012; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; MEC VOL. 4, PÁG. 338; PONTUAL PÁG. 504; www.artprice.com; www.speltri.com.



466 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Nobre - óleo sobre madeira - 26 x 19 cm - não assinado -



467 - MENASE WAIDERGORN (1927)

No baile - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito -

Pintor nascido em Hotin, Romênia. Seus pais vieram para o Brasil (1932) fixando residência em São Paulo. Ingressou na Associação Paulista de Belas Artes (fim da década de 1940), onde conheceu Dario Mecatti. Viajou pelo norte da África e Europa. Participou de diversos salões, coletivas oficiais e recebeu diversos prêmios. JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 1011; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



468 - ALFREDO MESCHI (1905 - 1981)

Paisagem - óleo sobre tela colada em cartão - 14 x 22 cm - canto inferior esquerdo - 1934 -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista italiano nascido e falecido em Lucca. Desenhando desde sua infância, aprofundou seus estudos no Instituto de Arte Passaglia (1921-1924). Seguiu os ensinamentos do paisagista Alceste Campriani que chegou a Lucca, de Nápoles, em 1900. Outra figura importante em sua formação foi o pintor Gennaro Villani, com quem morou em Nápoles em 1924. Retornou a Lucca em 1925. Realizou exposições individuais e participou de mostras coletivas e oficiais em: São Francisco (1938); São Paulo, Brasil (1947); Veneza (1948 – Bienal de Veneza); Florença (1950); entre outras. Em 1979 foi realizada uma exposição retrospectiva de suas obras em Lucca. Foi premiado em 1929 (Milão) e em 1932 (Prêmio Caselli). www.800artstudio.com/it-vendita-quadri/artisti-in-catalogo/alfredo-meschi/; www.eosarte.eu; www.artprice.com.



469 - MARGARITA FARRÉ (1939)

Composição - escultura em bronze - 11 x 12 x 05 cm - assinado -

Iniciou sua formação artística em 1973, com curso de desenho na FAAP, ali também estudando escutura com sob a orientação do professor Juan Godiño. Frequenta os atelier de Calabrone e Becheroni (1983 e 1984). Participa e realiza mostras coletivas e individuais a partir de 1984. JULIO LOUZADA, vol. 3 pág. 397.



470 - GIOVANNI FATTORI (1825 - 1905)

"Soldato a cavallo" - óleo sobre madeira - 20 x 12 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e gravador nascido em Livorno e falecido em Florença, ambas na Itália. De origem humilde e modesta, começa a pintar em sua cidade natal e vai para Florença, em 1846, trabalhar no ateliê de Giuseppe Bezzuoli, antes de se inscrever na Academia. Em 1869 foi nomeado professor da Academia de Florença. É considerado o principal representante dos 'macchiaioli'. Expôs em Munique, Viena e Filadélfia, onde ganhou medalhas. Em Paris, recebeu uma menção honrosa em 1889 e uma medalha de ouro na Exposição Universal, em 1900. Possui obras em vários museus da Europa. BENEZIT, VOL.4, PÁG. 282; ART PRICE; ART VALUE; ART NET.



471 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Gato - litografia - P.A. - 46 x 57 cm - canto inferior direito -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



472 - ORESTE PEZZOTTI (1903 - 1966)

Paisagem - óleo sobre tela colada em eucatex - 28 x 36 cm - canto inferior direito -
No estado.

Pintor italiano, radicado em Campinas / SP, onde executou retratos, paisagens e naturezas mortas. Participou, com premiações, por 5 vezes, no Salão Paulista de Belas Artes, onde recebeu homenagem póstuma em 1966. MEC, vol. 3, pág. 394; Catálogo de Exposição de Pintores Italianos no Brasil - p/ Sociarte/82.; ITAÚ CULTURAL.



473 - STIVAL FORTI (1934)

"Família na estação" - óleo e colagem sobre tela - 62 x 71 cm - canto inferior direito -
Ex-coleção Antônio Maluf - Galeria Seta - São Paulo - SP. No estado.

Pintor, José Clovis Stival Forti tem diversas participações em mostras e Salões oficiais como a coletiva na Itaugaleria em São Carlos, SP (1982). ITAUCULTURAL; JULIO LOUSADA VOL. 1, PÁG. 393.



474 - DIONISIO DEL SANTO (1925 - 1999)

Quadrados - guache - 27 x 27 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e serigrafista, nasceu em Colatina-ES, e faleceu em Vitória, naquele mesmo Estado. Autodidata. Em 1975, recebe o Prêmio de Melhor Exposição de Gravura do Ano, da APCA. Participou da 9ª Bienal Internacional de São Paulo, 1967 (Prêmio Itamarati Aquisição) e do Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro, 1968 (Prêmio Isenção do Júri). JULIO LOUZADA vol.11, pág. 88; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 682; ARTE NO BRASIL, pág. 934.



475 - UBIRAJARA RIBEIRO (1930 - 2002)

"Paisagem com rio e árvores" - aquarela - 35 x 50 cm - canto inferior esquerdo -
Ex-coleção Antônio Maluf - Galeria Seta - São Paulo - SP.

Pintor, desenhista, gravador, artista gráfico, arquiteto e professor paulistano, nascido em 2 de outubro de 1930. Estudou pintura e gravura nas cidade de São Paulo e Salvador, com Pedro Corona, Waldemar da Costa e Mário Cravo Jr. Para o autor a arte é a corporificação de um processo de criatividade e percepção. Expôs individualmente pela primeira vez em 1964, na Galeria Seta-SP. Dentre as coletivas, destacam-se a da FAAP-SP, em 1965, I SPAC-SP, 1969. Foi escolhido como Melhor Gravador do Ano, em 1977, pela APCA. JULIO LOUZADA vol. 11 pág. 266; ITAÚ CULTURAL.



476 - HERTON ROITMAN (1943)

Composição - técnica mista e colagem - 21 x 13,5 cm - canto inferior direito - 1997 -

Nascido em Porto Alegre, RS, no dia 28 de junho de 1943. Residindo em São Paulo, formou-se pela ECA-USP. Com parte de sua vida artística voltada para o teatro e elaboração de figurinos, fez diversos cursos ligados a esta arte, onde também lecionou. Participa de exposições a partir de 1966, apresentando a mostra Máscaras, na Galeria Guignard, de BH-MG. ganhando diversos prêmios, tais como os de Melhor Figurinista do Ano, nos anos de 1964, 65, 66, 67, o de Melhor Cenógrafo, 1967, Revelação Desenho, 1967, e o de Melhor Figurinista Brasileiro, medalha de outro, XII Bienal Internacional, SP. RGS, pág. 251.



477 - ROBERT SCHULTZE (1828 - 1910)

Paisagem com lago - óleo sobre tela - 30 x 52 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista alemão nascido em Magdeburg. Frequentou academias em Dresden (1845) e em Düsseldorf (1847). Foi ativo em Munique com participações em mostras e Salões oficiais. BENEZIT; www.artprice.com.



478 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Composição - técnica mista - 36 x 53 cm - canto inferior direito ilegível - 2003 -



479 - MARIA BONOMI (1935)

"Pêndulo" - xilogravura - 68/100 - 25 x 20 cm - canto inferior direito - 1968 -

Gravadora, pintora, figurinista, cenógrafa, muralista e escultora nascida em Meina, Itália. Mudou-se para o Rio de Janeiro ainda criança. Em São Paulo (década de 1950), estudou inicialmente com Yolanda Mohalyi, Karl Plattner e Livio Abramo. Na 'Columbia University', Nova York - EUA estudou artes gráficas com Hans Muller e História da Arte Comparada com Meyer Schapiro. Obteve bolsa de estudos no Pratt Institute, Nova York - EUA onde trabalhou com Seong Moy e Fritz Eichenberg, entre outros. De volta ao Brasil (1959) continuou seu aperfeiçoamento na gravura com Friedlaender no MAM, RJ. Fundou com Lívio Abramo o 'Estudio Gravura' (década de 1960), em São Paulo. Realizou várias exposições individuais e tem participado de muitas mostras coletivas e oficiais, no Brasil e no exterior. Recebeu, entre outros, o Prêmio de Melhor Gravador da VIII Bienal de São Paulo (1965); o Prêmio de Gravura na V Bienal de Paris (1968); o Prêmio de Gravura da VIII Exposição Internacional Ljubljana, modalidade xilogravura; o Prêmio de Aquisição na IX Bienal de mesmo nome (1971), culminando com o Prêmio Internacional de Gravura, modalidade litografia (1983). Como cenógrafa vale destacar o Prêmio de Revelação de Cenógrafa e Melhor Figurinista com a peça 'As feiticeiras de Salém' de Arthur Miller. O Prêmio Revelação dado pela APCT – Associação Paulista de Críticos Teatrais se repetiu nos anos de 1962, 1965 e 1967. Em 1965, recebeu o Prêmio Molière como melhor cenógrafa da peça "A megera domada”, de Shakespeare. Desde 1975 tem realizado numerosos painéis em concreto, de grandes dimensões, como os do Saguão do Maksoud Hotel e do Banco Sudameris do Brasil, as fachadas laterais do Esporte Clube Sírio e do Edifício J. Riskallah Joye, todos em São Paulo e, em Santiago do Chile, os painéis do Banco Exterior da Espanha. JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG.142; PONTUAL PÁG.80; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG.692; ARTE NO BRASIL PÁG.837; LEONOR AMARANTE PÁG.75, ACERVO FIEO; www.memorial.org.br; www.pinacoteca.org.br; www.bcb.gov.br; www.artprice.com.



480 - IAPONI ARAÚJO SOARES (1942 - 1996)

"Pau de sebo" - óleo sobre tela - 80 x 70 cm - canto inferior direito e dorso -
No estado.

Natural de São Vicente, Rio Grande do Norte, o autor participou em 1962 da organização do Museu de Arte Popular de Natal/RN. A partir de então, IAPONI começou a se interessas pelos autos populares de sua terra (congos de calçola, ararunas, bois-calembas), então em decadência, surgindo a idéia de fixá-los com desenhos e pinturas. A partir de 1963 participa de exposições coletivas. Sua pintura documenta a literatura oral nordestina, conservando os mesmos títulos saborosos dos livrinhos de cordel. ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 226; JULIO LOUZADA, vol. 10 pág. 431; ITAÚ CULTURAL.



481 - FULVIO PENNACCHI (1905 - 1992)

Músicos - gravura - 5/30 - 36 x 26 cm - canto inferior direito -
No estado.

Pintor, ceramista, desenhista, ilustrador, gravador, professor nascido na cidade de Villa Collemandina, Itália e falecido em São Paulo. Em 1924 foi para Lucca e iniciou sua formação artística no ‘Regio Istituto di Belle Arti’ onde teve aulas com o pintor Pio Semeghini. Mudou-se para São Paulo em 1929 e dedicou-se a diferentes atividades até 1933, quando passou a auxiliar Galileo Emendabili na execução de monumentos funerários. Em 1935, conheceu Francisco Rebolo, passou a frequentar seu ateliê e conviveu com os artistas do Grupo Santa Helena. Nessa mesma época integrou a Família Artística Paulista e iniciou a produção de painéis em afresco e óleo para residências, igrejas, hotéis e outras edificações, destacando-se os afrescos de grandes dimensões para a Igreja Nossa Senhora da Paz, no bairro do Glicério, executados entre 1941 e 1948. Em 1965, iniciou um período de recolhimento e manteve-se afastado das exposições e do circuito artístico. Em 1973, reabriu seu ateliê e recebeu diversas homenagens no Brasil e na Itália. Nesse mesmo ano conheceu a ceramista Eunice Pessoa e com ela desenvolveu um grande número de peças que foram expostas em 1975. Sem nunca ter abandonado as atividades artísticas, voltou a figurar em diversas mostras e continuou a produzir painéis em afresco. Em 1980, Pietro Maria Bardi publicou um livro sobre sua obra. Nove anos depois, foi lançado o livro ‘Ofício Pennacchi’, organizado por Valério Antonio Pennacchi, responsável também pela publicação, em 2002, do livro ‘Fulvio Pennacchi: Pintura Mural’. Importante retrospectiva da obra do artista foi realizada, em 1973, no MAM - São Paulo. TEODORO BRAGA, PÁG. 192; MEC, VOL, 3, PÁG. 365; WALMIR AYALA, VOL, 2, PÁG. 182; PONTUAL, PÁG. 416; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 784; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 740; ACERVO FIEO.



482 - PAULA KADUNC (1954)

Composição - acrílico sobre tela - 40 x 30 cm - dorso - 2017 -
Registrado sob o nº 691 no catálogo da autora.

Paula Kadunc, pseudônimo artístico de Maria Paula Kadunc, nasceu em São Paulo. Frequentou um curso clássico de arte e comunicação na época de colégio. Formou-se em historia (1975) e nos anos seguintes realizou viagens de estudo pela Europa, Japão, China e Filipinas. No inicio da década de 80 trabalhou no Museu de Arte de São Paulo como assessora de imprensa e relações publicas auxiliando ainda na curadoria de diversas exposições. Na década de 90 frequentou o ateliê do escultor Paulo Tadee onde trabalhou com desenhos e pinturas geométricas e passou a fundir esculturas em bronze. Estudou técnica de pintura com Marysia Portinari. Tem participado com suas obras de várias exposições coletivas e leilões de arte. Possui obras em diversas coleções particulares e no Museu de Arte do Parlamento de São Paulo. www.artemaisnet.com.br/artistas/paula-kadunc.html; www.catalogodasartes.com.br; www.al.sp.gov.br; www.artprice.com; www.askart.com.



483 - TARSILA DO AMARAL (1890 - 1973)

Paisagem Antropofágica - desenho a lápis - 14 x 17 cm - canto inferior esquerdo -
No estado.

Pintora e desenhista, Tarsila do Amaral nasceu em Capivari, SP e faleceu em São Paulo. Estudou escultura com William Zadig e com Mantovani, em 1916, na capital paulista. No ano seguinte teve aulas de pintura e desenho com Pedro Alexandrino, onde conheceu Anita Malfatti. Ambas tiveram aulas com o pintor Georg Elpons. Em 1920 viajou para Paris e estudou na ‘Académie Julian’ e com Émile Renard. Ao retornar ao Brasil formou em 1922, em São Paulo, o Grupo dos Cinco, com Anita Malfatti, Mário de Andrade, Menotti del Picchia e Oswald de Andrade. Em 1923, novamente em Paris, frequentou o ateliê de André Lhote, Albert Gleizes e Fernand Léger. Foi a criadora de duas das principais tendências ou movimentos de nossa arte nacionalista: o Pau Brasil e o Antropofagia. A convite da Comissão do IV Centenário de São Paulo fez, em 1954, o painel ‘Procissão do Santíssimo’ e, em 1956, entregou ‘O Batizado de Macunaíma’, sobre a obra de Mário de Andrade, para a Livraria Martins Editora. A retrospectiva Tarsila: 50 Anos de Pintura, organizada pela crítica de arte Aracy Amaral e apresentada no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo , em 1969, ajudou a consolidar a importância da artista. TEODORO BRAGA, PÁG. 220; REIS JR., PÁG.388; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 365; MEC, VOL. 4, PÁG. 370; PONTUAL, PÁG. 511; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 492; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 389; ARTE NO BRASIL, PÁG. 577; LEONOR AMARANTE, PÁG. 24; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 958.



484 - ANTONIO AUGUSTO MARX (1919 - 2008)

"Avenida Paulista - Noturno" - óleo sobre tela - 49 x 69 cm - canto inferior direito e dorso - 1992 -

Arquiteto e pintor ativo em São Paulo, onde participa de mostras coletivas a partir de 1966, com reconhecimento de crítica e público. Artista de muitos recursos técnicos, suas obras tem como tema a paisagem, do campo e da cidade, com conteúdo de atmosfera, côr e equilibrio. MEC vol.3, pág. 99; PONTUAL, pág. 346; JULIO LOUZADA vol.11, pág. 203; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 803, Acervo FIEO.



485 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Galo" - desenho a lápis e aquarela - 14 x 18 cm - canto inferior esquerdo - 1959 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



486 - INÁCIO RODRIGUES (1946)

"Transfiguração" - acrílico sobre tela - 38 x 38 cm - canto inferior direito e dorso - 2012 -

Pintor, desenhista, entalhador e gravador, natural de Acaraú, CE. Iniciou-se em pintura como autodidata (1957). Viajou para diversos países da América Latina (1960-1965) com o objetivo de participar de exposições e acabou se fixando, em 1966, no Rio de Janeiro. Pintou a cúpula da Catedral Municipal e o Hotel Porto Velho em Porto Velho, RO (1962 e 1965). Expôs individualmente em diversas capitais brasileiras e também no exterior. Participou de muitas mostras e Salões oficiais e foi premiado em: Curitiba, PR (1971); Rio de Janeiro (1970, 1973, 1975, 1977, 1978); Belo Horizonte, MG (1970, 1971); Campinas, SP (1971, 1972); Florianópolis, SC (1972); Niterói, RJ (1974); Embu, SP (1974); Amparo, SP (1994, 1996); São José dos Campos, SP (1983). JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 834; VOL. 4, PÁG. 959; VOL. 12, PÁG. 345; TEIXEIRA LEITE PÁG. 450. WALMIR AYALA VOL. 2, PÁG. 259; MEC VOL. 4, PÁG. 91; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



487 - SHOKICHI TAKAKI (1914 - 2006)

Natureza morta - óleo sobre tela - 28 x 35 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1985 - São Paulo -

Nasceu em Niegata, Japão. No Brasil desde 1927, onde faleceu. Atuou como colono nas lavouras paulistas de café na região de Bebedouro e Nova Granada. Em 1940, já casado, decide vir para a Capital. Autodidata, profissionalizou-se em 1959. Participou de inúmeras mostras coletivas e oficiais como: Salão Paulista de Belas Artes, SP (1952, 1953, 1964, 1968, 1970, 1973, 1975, 1979, 1980, 1984); Salão de Belas Artes de Piracicaba (1963, 1981); Salão Oficial da Academia Paulista de Belas Artes (1981, 1982); Salão de Belas Artes da Sociedade Amigos do Salão Paulista de Belas Artes (1977); Salão de Belas Artes de Ribeirão Preto, SP (1982); 'Le Centre International D´Art Contemporain', Paris – France (1984); 1ª Mostra de Arte Contemporânea Brasileira Expofair - Espelho de Água, Lisboa – Portugal (1985); 'Curtis Hixon Convention Center, Tampa - Flórida – EUA (1986); 'Exposition d´ Artistes Contemporains – Acrópolis Salle des Exposition', Nice – França (1987) e muitas outras. Recebeu premiações como a Pequena e a Grande Medalha de Bronze, a Pequena e a Grande Medalha de Prata, a Pequena e a Grande Medalha de Ouro, Prêmio Viagem ao País e isenção de Júri em quase todas as exposições que participou. JULIO LOUZADA VOL.11, PÁG. 315; MEC VOL. 4, PÁG. 352; ITAU CULTURAL; www.brazilgallery.com.br; www.artprice.com.



488 - ROBERTO BURLE MARX (1909 - 1994)

Composição - desenho a nanquim - 46 x 64 cm - canto inferior direito - 1983 -

Nasceu em São Paulo e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, paisagista, arquiteto, desenhista, pintor, gravador, litógrafo, escultor, tapeceiro, ceramista, designer de jóias, decorador. Durante a infância viveu no Rio de Janeiro. Foi com a família para a Alemanha, em 1928. Em 1929, freqüentou o ateliê de pintura de Degner Klemn. Nos jardins e museus botânicos de Dahlen, em Berlim, entusiasmou-se ao encontrar exemplares da flora brasileira. De volta ao Brasil, fez curso de pintura e arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1930 - 1934), onde foi aluno de Leo Putz , Augusto Bracet e Celso Antônio. Seu primeiro projeto paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, em 1932. Entre 1934 e 1937, ocupou o cargo de diretor de parques e jardins do Recife, PE, onde passou a residir. Nesse período, foi com freqüência ao Rio de Janeiro e teve aulas com Candido Portinari e com o escritor Mário de Andrade. Em 1937, retornou ao Rio de Janeiro e trabalhou como assistente de Candido Portinari. Foi em 1949, conforme sua paixão por plantas e seu interesse por botânica e jardinagem, que Burle Marx adquiriu um sítio em Barra de Guaratiba, RJ. Com auxílio de botânicos, viajou, coletou, catalogou exemplares de plantas do Brasil e reproduziu em seu sítio a diversidade fitogeográfica brasileira. Em 1985 doou esse sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.Realizou muitas exposições individuais e projetos paisagísticos, participou de diversas mostras oficiais coletivas pelo Brasil e no exterior. PONTUAL, PÁG. 94; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 93; MEC. VOL.1, PÁG.303; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 738; LEONOR AMARANTE, PÁG. 98; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 179; artnet.com. ACERVO FIEO.



489 - WESLEY DUKE LEE (1931 - 2010)

"Cartografia anímica nº 759" - litografia off set - 36 x 48 cm - canto inferior direito na matriz -

Pintor, desenhista, gravador, artista gráfico, professor - nasceu e faleceu em São Paulo. Iniciou seus estudos de desenho em 1950, no MASP. Em 1952 viajou para os EUA para dedicar-se ao aprendizado de artes gráficas na ’Parson's School of Design’ e na ‘American Institute of Graphic Arts’ (Nova York). De volta ao Brasil trabalhou no campo da pintura e do desenho, aperfeiçoando-se com Karl Plattner, em São Paulo (1957). Em seguida transferiu-se para Paris, onde frequentou a ‘Académie de la Grande Chaumière’ e estudou gravura com Johnny Friedlaender. Retornou ao Brasil em 1960. Em 1963, iniciou trabalho com os jovens artistas Carlos Fajardo, Frederico Nasser, José Resende, Luiz Paulo Baravelli, entre outros. Nesse ano, realizou, no João Sebastião Bar, em São Paulo, ‘O Grande Espetáculo das Artes’, um dos primeiros ‘happenings’ do Brasil. Procurou organizar um movimento artístico, o realismo mágico, com Maria Cecília, Bernardo Cid, Otto Stupakoff e Pedro Manuel-Gismondi, e outros. Em 1966, com Nelson Leirner, Geraldo de Barros, José Resende, Carlos Fajardo e Frederico Nasser, fundou, como reação ao mercado de arte, o Grupo Rex, que existiu até 1967. Participou de diversas exposições coletivas e Bienais no Brasil e no exterior, realizando individuais por todo o Brasil. MEC, VOL.2, PÁG.465; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁG.466; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 282; PONTUAL, PÁG.305 E 306; JULIO LOUZADA, VOL.8, PÁG.459; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 734; ARTE NO BRASIL, PÁG. 815; LEONOR AMARANTE, PÁG. 143. ACERVO FIEO.



490 - ALDO BONADEI (1906 - 1974)

Flores - óleo sobre cartão colado em eucatex - 50 x 37 cm - canto inferior direito - 1971 -

Pintor, designer, gravador, figurinista e professor - Aldo Cláudio Felipe Bonadei nasceu e faleceu em São Paulo, SP. Entre 1923 e 1928 foi aluno de Pedro Alexandrino, período em que também frequentou o ateliê de Antonio Rocco. Viajou para a Itália, entre 1930 e 1931, e frequentou a Academia de Belas Artes de Florença, onde teve aulas com Felice Carena e seu assistente Ennio Pozzi, ambos ligados ao movimento ‘novecento’. Nesse período, dedicou-se ao desenho da figura humana, principalmente ao nu. Retornou a São Paulo no início da década de 1930 e participou ativamente do Grupo Santa Helena, da Família Artística Paulista - FAP e do Sindicato dos Artistas Plásticos. Em 1949 lecionou na Escola Livre de Artes Plásticas, primeira escola de arte moderna de São Paulo e participou do Grupo Teatro de Vanguarda. No ano seguinte, fundou a Oficina de Arte - O. D. A., com Odetto Guersoni e Bassano Vaccarini. No fim da década de 1950 atuou como figurinista nas peças ‘Vestido de Noiva’, de Nelson Rodrigues, e ‘Casamento Suspeitoso’, de Ariano Suassuna. Também desenhou alguns figurinos para dois filmes dirigidos por Walter Hugo Khoury: ‘Fronteiras do Inferno’ (1958) e ‘Na Garganta do Diabo’(1959). Realizou muitas exposições individuais e participou de vários Salões oficiais destacando-se: Bienal Internacional de São Paulo (1ª, 2ª, 3ª, 6ª, 7ª); Bienal de Veneza (1952); Panorama da Arte Moderna Brasileira (1970). MEC, VOL. 1, PÁG. 247; PONTUAL, PÁGS. 78/79; ARTE NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 1041; ART PRICE ANNUAL 2000, PÁG. 258; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 79; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; LEONOR AMARANTE, PÁG. 72; ACERVO FIEO.



491 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Paisagem - óleo sobre tela - 47,5 x 63 cm - não assinado -
No estado.



492 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Cangaceiros" - desenho a lápis, aquarela e colagem - 23 x 16 cm - canto inferior direito -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



493 - MARIA GUADALUPE (1914 - 2015)

Casamento - óleo sobre tela - 70 x 50 cm - canto inferior direito - 1986 -

Pintora autodidata, Maria Guadalupe Mundin da Costa Canedo nasceu em Monte Carmelo, MG. Assina M. Guadalupe. Começou a pintar profissionalmente a partir de 1969. Viveu e trabalhou em São Paulo. Expôs individualmente em: São Paulo (1969 a 1971, 1974, 1977, 1983); Belo Horizonte, MG (1972, 1975). Participou de mostras coletivas e oficiais em: São Paulo (1979 a 1984, 1986 a 1991, 1993); Piracicaba, SP (1992); Rio de Janeiro (1985); Paris, França (1983); Holanda (1983); Brasília, DF (1987). Foi premiada em Monte Sião, MG (1978); Piracicaba, SP (1992). JULIO LOUZADA VOL. 4, PÁG. 681; VOL. 6, PÁG. 472; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 232. Acervo FIEO; artenaifrio.blogspot.com.br.



494 - BATISTA (1930)

Candomblé - desenho a nanquim - 35 x 54 cm - canto inferior direito - 1968 - Rio de Janeiro -

Pintor, escultor e entalhador, Eugenio Carlos de Almeida Barbosa nasceu em Recife, PE. Assina Batista. Foi casado com a pintora Mady. O livro "Embaixadores da Alma Brasileira" (2004) de Mario Margutti conta a vida e obras suas e da pintora Mady.



495 - DURVAL PEREIRA (1917 - 1984)

Marinha - óleo sobre cartão colado em eucatex - 12 x 22 cm - canto inferior esquerdo - 1971 -

Nascido e falecido em São Paulo onde foi pintor e professor ativo. Premiado com a Menção Honrosa no Salão Paulista de Belas Artes em 1944, passou a viver exclusivamente da pintura. Em 1946, estudou artes plásticas na Associação Paulista de Belas Artes. Pintava ao ar livre, aos domingos, com os pintores Salvador Rodrigues, Salvador Santisteban, Cirilo Agostinho, Jaime Dinis, Djalma Urban, Innocencio Borghese, e outros. Premiado praticamente em todos os Salões de que participou, acumulou, em toda sua carreira, 419 prêmios de todos os cantos do mundo. Recebeu ao todo, 15 comendas das mais importantes do Brasil. Nos últimos três anos de sua vida recebeu também todos os Primeiros Prêmios e Medalhas de Ouro nas exposições de Paris, Rouen, Lyon, Roma, Miami e Milão (o maior prêmio dado à pintura: ‘La Madonina de Milano’). MEC, vol. 3, pág. 368; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 749; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO; www.tntarte.com.br.



496 - DANIELLE CAMARGO

"Entranhas" - óleo sobre tela - 100 x 100 cm - canto superior esquerdo e dorso - 2000 -

Pintora, autodidata. Cursou desenho no MASP-SP e Artes Plásticas na Escola Panamericana-SP. Segundo a autora, a sua arte é "... simples e alegre! Como eu mesma ela tem linguagem própria." Mais informações: http://www.daniellecamargo.com.br/



497 - ALICE BRILL (1920 - 2013)

Casario - óleo sobre tela - 60 x 50 cm - canto inferior direito - 1981 -

No Brasil desde os 14 anos, esta artista alemã, nascida em Colônia, radicou-se em São Paulo, onde estudou com Osir, Bonadei e Yolanda Mohalyi, aperfeiçoando-se com bolsa de estudos nos Estados Unidos. Estudou gravura em São Paulo com Karl-Heinz Hansen, voltando a fazê-lo com Potty Lazzarotto em 1950, no MASP.Como pintora, a primeira exposição de que participou, em 1944, foi o Salão do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo, desde então, este sempre presente em diversas coletivas nacionais e estrangeiras. Sua pintura traz a cidade em suas telas. JULIO LOUZADA, vol. 8, pág. 134; MEC, vol. 1, pág. 296; PONTUAL, pág. 90; TEIXEIRA LEITE, pág. 88; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 717; Acervo FIEO.



498 - CYMBELINO RAMOS DE FREITAS (1887 - 1970)

Paisagem - aquarela - 16 x 23 cm - canto inferior esquerdo -

Natural de São Paulo/SP, foi aquarelista, desenhista e professor. Artista com apresentações destacadas nos salões de pintura acadêmica, sobretudo nas décadas de 30 e 40, no Rio de Janeiro, São Paulo e no exterior. Participou do SNBA - RJ em 1939, 1941 e 1954; do SPBA em 1947, conquistando diversas premiações. Foi presidente da APBA durante vários anos. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 398; Acervo FIEO; ITAU CULTURAL



499 - RENINA KATZ (1925)

"Sub solo" 2 - litografia - P.A. - 24 x 34 cm - canto inferior direito - 1994 -

Gravadora, desenhista, ilustradora e professora, Renina Katz Pedreira nasceu no Rio de Janeiro. Assina Renina e Renina Katz. Cursou a Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1947 a 1950) e teve como professores, entre outros, Henrique Cavalleiro e Quirino Campofiorito. Licenciou-se em desenho pela Faculdade de Filosofia da Universidade do Brasil. Iniciou-se em xilogravura com Axl Leskoschek, em 1946. Incentivada por Poty, ingressou no curso de gravura em metal, oferecido por Carlos Oswald no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro. Mudou-se para São Paulo em 1951, e lecionou gravura no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand e, posteriormente, na Fundação Armando Álvares Penteado, até a década de 1960. Em 1956, publicou o primeiro álbum de gravuras, intitulado ‘Favela’. A partir dessa data, foi docente da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo por 28 anos. Realizou muitas exposições individuais pelo Brasil, EUA, Chile, Paraguai, Portugal, Itália, Holanda e participou, entre as diversas mostras e Salões oficiais, das: Bienal Internacional de São Paulo (1955, 1959, 1961, 1963, 1985, 1989); Bienal de Veneza, Itália (1956, 1986); Panorama da Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1974, 1977, 1980, 1984). Foi premiada no Rio de Janeiro (1951, 1952) e em São Paulo (1955, 1984). MEC VOL.2, PÁG.403; PONTUAL, PÁG. 288; WALMIR AYALA VOL.1, PÁG.441; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG.15; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 606; ARTE NO BRASIL; www.artprice.com; www.catalogodasartes.com.br; www.editora.unicamp.br; www.laboratoriodasartes.com.br; artenaescola.org.br.



500 - GEORGINA DE ALBUQUERQUE (1885 - 1962)

Flores - óleo sobre tela - 56,5 x 40 cm - canto inferior direito -

Pintora e professora. Aos 15 anos, inicia sua formação artística com o pintor italiano Rosalbino Santoro (1858 - s.d.). Muda-se para o Rio de Janeiro em 1904, matricula-se na Escola Nacional de Belas Artes - Enba e estuda com Henrique Bernardelli. Em 1906, casa-se com o pintor Lucílio de Albuquerque e viaja para a França. Em Paris, frequenta a École Nationale Supérieure des Beaux-Arts e ainda a Académie Julian, onde é aluna de Henri Royer. Volta ao Brasil em 1911, expõe em São Paulo e, partir dessa data, participa regularmente da Exposição Geral de Belas Artes. De 1927 a 1948, leciona desenho artístico na Enba e, em 1935, é professora do curso de artes decorativas do Instituto de Artes da Universidade do Distrito Federal. Em 1940, em sua casa no bairro de Laranjeiras, no Rio de Janeiro, funda o Museu Lucílio de Albuquerque, e institui um curso pioneiro de desenho e pintura para crianças. Entre 1952 e 1954, exerce o cargo de diretora da Enba. TEIXEIRA LEITE, págs. 15 e 16; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 22 a 26; TEODORO BRAGA, pág. 107; REIS JR., pág. 370; PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, vol. 1, págs.17 e 141; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 455; ARTE NO BRASIL, pág 574; Acervo FIEO, RUTH TARASANTCHI.



501 - GEDLEY BELCHIOR BRAGA (1967)

Composição - acrílico sobre cartão - 77 x 56 cm - canto inferior direito e dorso - 1987 -

Pintor, desenhista e artista multimídia nascido em Divinópolis, MG. Residiu em Belo Horizonte de 1983 a 1993 onde cursou a Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais. Também estudou desenho e pintura com Inimá de Paula, Carlos Fajardo e Marco Tulio Resende. Especializou-se em Conservação e Restauração de Bens Culturais Móveis. Concluiu o Mestrado e o Doutorado na Universidade de São Paulo. Participou de muitos Salões e mostras oficiais no Brasil e Exterior. Realizou exposições individuais em: Divinópolis, MG (1993, 1995); Belo Horizonte, MG (1993, 1995); Brasília (1995); Passos, MG (1995);Uberlândia, MG (2005) e São Paulo (2005, 2008). ITAU CULTURAL.



502 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Natureza morta - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - não assinado -
No estado.



503 - HANS HERMANN SWOBODA (1910)

"Como é verde o meu vale" - aquarela - 36 x 58 cm - canto inferior direito e dorso - 1980 -

Natural de Berlim, Alemanha, fixou residência em São José dos Campos-SP, para onde veio contratado pelo Centro Técnico de Aeronáutica-CTA. Suas composições sugerem viagens intergalácticas, seres espaciais e interessantes composições geométricas com efeitos tridimensionais. Pinta desde os dezesseis anos. Formou-se engenheiro-técnico, projetista de aviões. Tem mais de 100 coletivas em seu curriculo, e já realizou mais de 17 individuais, com sucesso de público, crítica e de vendas. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 947; Acervo FIEO.



504 - ANTONIO PESSOA (1943)

Composição - múltiplo em bronze - 16 x 07 x 04 cm - assinado -

Escultor, assina Tonny. Radicado no Rio de Janeiro detentor de bom curriculo nacional e internacional com inumeras participações em Salões Oficiais,varias vezes premiado. Ótimo mercado.



505 - FERNANDO ODRIOZOLA (1921 - 1986)

Nu - óleo sobre eucatex - 78 x 57 cm - canto inferior direito - 1977 -
Com etiqueta da 18ª Bienal Internacional de São Paulo, realizada de 04 de outubro a 15 de dezembro de 1985, no dorso. Ex-coleção Antônio Maluf - Galeria Seta - São Paulo - SP.

Fernando Pascual Odriozola nasceu em Oviedo, Espanha e faleceu em São Paulo. Pintor, desenhista e gravador. Começou a pintar em 1936. Veio para o Brasil em 1953 e fixou residência em São Paulo. No ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual na Galeria Portinari. O Museu de Arte Moderna de São Paulo dedicou-lhe outra individual, em 1955. Na década de 1960, lecionou no Instituto de Arte Contemporânea da Fundação Armando Álvares Penteado e colaborou como ilustrador nos jornais O Estado de S. Paulo e Diário de S. Paulo, e na revista Habitat. Em 1964, integrou, com Wesley Duke Lee , Yo Yoshitome e Bin Kondo , o Grupo Austral, ligado ao movimento internacional Phases. Participou das 7ª, 8ª, 9ª, 12ª, 13ª, 14ª, 15ª e 18ª Bienais Internacionais de São Paulo onde foi premiado na 7ª, 8ª, e 14ª edição; da 7ª Bienal de Tóquio; dos 2º e 5º Panoramas da Arte Atual Brasileira, entre outras. No ano de seu falecimento, o Centro Cultural São Paulo (CCSP) realizou uma exposição retrospectiva póstuma em sua homenagem. JULIO LOUZADA VOL.11, PÁG. 231; MEC VOL.3, PÁG.291; PONTUAL PÁG. 389; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 737; ARTE NO BRASIL PÁG.907; LEONOR AMARANTE PÁG. 143; ACERVO FIEO.



506 - JORGE GUINLE FILHO (1947 - 1987)

Composição - óleo sobre cartão - cada 19 x 28 cm - canto inferior esquerdo - 1980 -
Duas obras montadas numa mesma moldura. -

Pintor, desenhista e gravador nascido e falecido em Nova York, EUA. Mudou-se com a família para o Brasil ainda no ano de seu nascimento e permaneceu no Rio de Janeiro até 1955. Desse ano até 1962, acompanhando a mãe, morou em Paris e, em seguida, em Nova York, onde residiu até 1965. Na França, em paralelo a sua formação regular, iniciou, como autodidata, estudos de pintura e frequentou museus e galerias de arte, prática que manteve quando se transferiu para os Estados Unidos. De 1965 a 1974 viveu no Rio de Janeiro e passou temporadas em Londres e Paris, cidade para onde retornou nesse último ano e se estabeleceu por mais três anos. Em 1977, voltou a residir no Rio de Janeiro. Seu trabalho ganhou repercussão e, na década de 1980, integrou as principais exposições de arte do país. A produção do artista, concentrada em seus últimos sete anos de vida, foi dedicada, sobretudo à pintura. Jorge Guinle foi um importante incentivador da revalorização da pintura promovida pelo grupo de jovens artistas conhecido como Geração 80. Participou da mostra ‘Como Vai Você, Geração 80?’, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage - EAV/Parque Lage, Rio de Janeiro, 1984, escreveu um texto para a edição especial da revista ‘Módulo’ dedicada a essa mostra, participou de várias exposições e eventos realizados por esses artistas e escreveu sobre suas obras. Participou também da 17ª e 18ª Bienal Internacional de São Paulo (1983 e 1985). Em 1985 recebeu o Prêmio de Viagem ao Estrangeiro no 8º Salão Nacional de Artes Plásticas, MAM-RJ. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL. 2, PÁG.482; LEONOR AMARANTE, PÁG. 312. ACERVO FIEO.



507 - ANTONIO POTEIRO (1925 - 2010)

Viajantes - óleo sobre tela - 24,5 x 30 cm - canto inferior direito e dorso - 2007 -

Escultor, pintor e ceramista, Antonio Batista de Souza nasceu em Aldeia de Santa Cristina da Pousa, Braga - Portugal e faleceu em Goiânia, GO. Imigrou com a família para o Brasil em 1926. Fixaram-se em Araguari, no Triângulo Mineiro. Autodidata, herdou do pai a técnica e a sensibilidade iniciando suas atividades como ceramista. Em 1958, já com sua família constituída, passou a viver definitivamente em Goiás. Adotou o apelido de "Poteiro", por sugestão da folclorista Regina Lacerda, que o orientou a assinar seus bonecos de barro. Mais tarde foi estimulado a pintar telas por Siron Franco e Cleber Gouvêa. Lecionou cerâmica no Centro de Atividades do SESC e nas cidades de Hannover e Düsseldorf, na Alemanha. Realizou exposições individuais e participou de muitas mostras coletivas e oficiais pelo Brasil e exterior, como: Bienal Internacional de São Paulo (1981 e 1991); Biennalle Internazionale "NAIF", Cittá di Como, Itália (1976); V Bienalle Internazionale "NAIFS", entre Fiera e Lombardia, Itália (1980); III Bienal de Havana, Cuba (1989); III Bienal de Artes de Goiás (1993) e Bienal Brasileira de Arte "NAIF", SESC Piracicaba (1994). Recebeu o prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte - APCA, na categoria escultura (1985), Menção Honrosa na I Bienal Internacional de Óbidos – Portugal (1987); Grande Prêmio no XIV Salão Nacional de Arte de Belo Horizonte, MG (1982); entre outros. Em 1997, foi homenageado com a Comenda da Ordem do Mérito Cultural, do Ministério da Cultura, Brasil. WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 217; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 31; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 808; LEONOR AMARANTE, PÁG. 294, MEC VOL. 3, PÁG. 432; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 925; VOL. 4, PÁG. 907; www.antoniopoteiro.com; artepopularbrasil.blogspot.com.br; www.artprice.com.



508 - LOTHAR CHAROUX (1912 - 1987)

Linhas - guache - 28 x 23 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista e professor austríaco, natural de Viena. Assinava Charoux. Iniciou os estudos artísticos com seu tio, o escultor austríaco Siegfried Charoux. Transferiu-se para o Brasil em 1928, fixando residência em São Paulo. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios da cidade onde conheceu Valdemar da Costa, com ele fazendo aprendizado de pintura a partir de 1940. Posteriormente passa a lecionar desenho no Liceu de Artes e Ofícios e no SENAI. Em 1947, realizou sua primeira exposição individual, na Galeria Itapetininga. Em 1952, participou da fundação do Grupo Ruptura, ao lado de Waldemar Cordeiro, Geraldo de Barros, Anatol Wladyslaw e outros. Com Hermelindo Fiaminghi e Luiz Sacilotto , cria a Associação de Artes Visuais NT - Novas Tendências, em 1963. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras oficiais nacionais como a Bienal Internacional de São Paulo (I a IX, XII, XIII), Panorama da Arte Atual Brasileira (1º ao 3º, 6º, 9º, 11º, 12º) e no exterior. É homenageado com retrospectiva no Museu de Arte Moderna de São Paulo e no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro em 1974. Em 2005, é publicado o livro ‘Lothar Charoux: A Poética da Linha’, pela historiadora de arte Maria Alice Milliet. PONTUAL, PÁG. 131; MEC VOL. 1, PÁG. 433; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 254; VOL. 9, PÁG.207; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 645; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; ACERVO FIEO.



509 - OFRA GRINFEDER (1945)

Composição - técnica mista - 40 x 40 cm - canto inferior direito - 2009 -

Escultora, ceramista, pintora, nasceu em Israel, trasferindo residência para os Estados Unidos, onde formou-se em 1967 na State University of New York. Ainda naquele País, estuda na Alfred Universit e freqüenta a Penland School of Crafts. Fez cursos sobre as técnicas em Raku ministradas por Steve Gamza e por David Miller. Residiu na França, Coréia e Turquia, fixando residência no Brasil. "Influenciada pelas diversas culturas as quais pode observar durante suas diferentes moradias: de Israel ao Brasil, passando pela Coréia, França, Turquia e Estados Unidos, Ofra Grinfeder desenvolve com um raro requinte, um linguajar artístico sensível de formas próprias com materiais coletados ao longo de sua existência. Silvia Meira GRINFEDER, Ofra. Trabalhos com papel. São Paulo: Galeria Nara Roesler, 1994. ITÁU CULTURAL



510 - ERNST KOLBE (1876 - 1945)

Interior - óleo sobre tela - 68 x 74 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista e litógrafo nascido em Marienwerder, atualmente Kwidzyn, Polônia. Estudou na Academia de Artes de Berlim, Alemanha (final do século) e foi para Dresden com seu professor Eugen Bracht. Retornou a Berlim (1906) e se estabeleceu em Steglitz. Viajou bastante, principalmente pela costa Báltica. Participou de exposição coletiva em Berlim (1909), entre outras. BENEZIT; www.artprice.com; www.askart.com; www.mutualart.com.



511 - MANABU MABE (1924 - 1997)

Composição - serigrafia - 67/100 - 58 x 65 cm - canto inferior direito - 1988 -

Pintor, desenhista, gravador e ilustrador nascido no Japão e falecido em São Paulo. Assina Mabe. De Kobe, Japão, emigrou com a família para o Brasil (1934) para dedicar-se ao trabalho na lavoura de café no interior de São Paulo. Interessado em pintura, começou a pesquisar, como autodidata, em revistas japonesas e livros sobre arte. No fim da década de 1940, em São Paulo, conheceu o pintor Tomoo Handa e Yoshiya Takaoka. Integrou-se ao Grupo Seibi, Grupo 15, Grupo Guanabara. Mudou-se para São Paulo (1957) para dedicar-se exclusivamente à pintura. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras coletivas e oficiais no Brasil e exterior. Entre muitos prêmios recebidos, destacam-se: 1953 - Prêmio aquisição no Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro; 1957 - Pequena Medalha de Ouro no VI Salão Paulista de Arte Moderna, SP; 1958 - Grande Medalha de Ouro no VII Salão Paulista de Arte Moderna, São Paulo; 1959 - Prêmio Governador do Estado no VIII Salão Paulista de Arte Moderna, SP; Prêmio Leirner de Arte Contemporânea, SP; Melhor Pintor Nacional na 5ª Bienal Internacional de São Paulo; Prêmio Braun e Prêmio Bolsa de Estudos na I Bienal de Paris, França; Prêmio aquisição no ‘Dallas Museum of Fine Arts’, Dallas, Estados Unidos; 1960 - Prêmio Fiat na 30ª Bienal de Veneza, Itália; 1962 - Primeiro Prêmio na I Bienal Americana de Arte de Córdoba, Espanha. ARTE NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 1050; EIXEIRA LEITE, PÁG. 296; PONTUAL, PÁG. 325; MEC, VOL. 3, PÁG. 13; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 644; LEONOR AMARANTE, PÁG. 83, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 561; ACERVO FIEO; www.mabe.com.br; www.pinturabrasileira.com; www.museumanabumabe.com.br; www.escritoriodearte.com; www.brasilescola.com; www.artprice.com.



512 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Vaso com flores" - acrílico sobre papel - 29 x 42 cm - canto inferior esquerdo - década de 2000 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



513 - JOSÉ ANTONIO MORETO (1938)

Paisagem - óleo sobre eucatex - 09 x 18 cm - canto inferior esquerdo - 1985 -

Natural de Pederneiras, SP, onde nasceu em 14/7/1938. Seu principal mestre e orientador foi Aldo Cardarelli. Fixou-se em Campinas, onde seu talento paisagista é bem reconhecido. Sua pintura é neo-clássica, e produz paisagens, marinhas, naturezas-mortas e figuras. JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 694; ITAU CULTURAL, Acervo FIEO.



514 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Paisagem - óleo sobre tela - 60 x 80 cm - canto inferior esquerdo ilegível -
No estado.



515 - ANTONIO BANDEIRA (1922 - 1967)

Composição - técnica mista - 34 x 24 cm - canto inferior direito - 1963 -
Ex coleção Dr. Noel Grinberg - Rio de Janeiro, RJ .

Pintor, desenhista, gravador, nascido em Fortaleza, CE e falecido em Paris, onde viveu a maior parte de sua vida. É um dos pioneiros da arte abstrata no Brasil. Iniciou-se na pintura como autodidata. Em 1941, em Fortaleza, participou, ao lado de Mário Baratta, entre outros, da criação do Centro Cultural de Belas Artes depois, Sociedade Cearense de Artes Plásticas. Em 1945, transferiu-se para o Rio de Janeiro e, no ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual. Contemplado pelo governo francês com bolsa de estudos, permaneceu em Paris de 1946 a 1950 onde frequentou a Escola Nacional Superior de Belas Artes e a ‘Académie de la Grande Chaumière’. Entre 1947 e 1948 participou do ‘Salon d'Automne’ e do ‘Salon d'Art Libre’. Tomou parte em reuniões de artistas e formou o Grupo Banbryols (ban de Bandeira; bry de Camille Bryen; e ols de Wols), que durou de 1949 a 1951. Voltou ao Brasil em 1951 e apresentou-se na 1ª Bienal Internacional de São Paulo. Em 1952, criou um mural para o Instituto dos Arquitetos do Brasil, em São Paulo. Retornou a Paris em 1954 em razão do Prêmio Fiat, obtido na 2ª Bienal Internacional de São Paulo, mas não deixou de expor no Brasil. Permaneceu na Europa até 1959, passando pela Inglaterra e Bélgica, onde, em 1958, realizou um painel para o ‘Palais des Beaux-Arts’. Ao retornar ao Brasil teve uma atividade artística intensa, participou de importantes exposições, em paralelo a mostras em Paris, Munique, Verona, Londres e Nova York. Voltou a Paris em 1965, onde permaneceu até sua morte. BENEZIT, VOL.1, PÁG.415; MEYER/87, PÁG.606; MEC, VOL.1, PÁGS.159,160 E 167; PONTUAL, PÁGS. 48 E 49; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁGS. 71 A 74; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 52 A 54; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; ARTE NO BRASIL, PÁG. 599; LEONOR AMARANTE, PÁG. 34; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 86; ACERVO FIEO; web.artprice.com; pitoresco.com; pinturabrasileira.com.



516 - ALFREDO VOLPI (1896 - 1988)

Bandeirinhas - serigrafia - 37/70 - 61 x 81 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.



517 - NUNCIATA STEFANO (1926)

Crianças brincando - óleo sobre tela - 22 x 33 cm - canto inferior direito -

Pintora nascida em São Paulo, SP. Assina Nunciata. Autodidata, começou a pintar em 1971 e, desde 1975, vem expondo seus trabalhos. Exposições individuais: Porto Alegre, RS (1976); Caxias do Sul, RS (1977); São Paulo, SP (1977, 1979, 1981, 1983, 1988). Coletivas: Limeira, SP (1975); Rio Claro, SP (1976); São Paulo, SP (1976 a 1983, 1985, 1986, 1987, 1992); Presidente Prudente, SP (1977, 1982); Curitiba, PR (1977); Porto Alegre, RS (1977); São José do Rio Preto, SP (1977); Bauru, SP (1978); Inglaterra (1980, 1981, 1982); Rio de Janeiro (1981, 1982, 1985); Dinamarca (1986); Brasília, DF (1986); França (1986, 1987); Holanda (1987); Piracicaba, SP (1994). Prêmios: Suíça (1984). JULIO LOUZADA, VOL.2, PÁG. 730; VOL.3, PÁG. 813; VOL.4, PÁG.813; VOL.6, PÁG. 800; VOL.8, PÁG. 615; ginagallery.com; fidan-naif.it.



518 - YOLANDA MOHALYI (1909 - 1978)

Composição - aquarela - 30 x 40 cm - canto inferior direito - 1973 -
Com dedicatória. -

Pintora, desenhista, gravadora e professora, Yolanda Lederer Mohalyi nasceu em Kolozsvar, capital da Transilvânia, Hungria (atual Cluj Napoca, Romênia) e faleceu em São Paulo, SP. Na Hungria estudou pintura na Escola Livre de Nagygania e na Real Academia de Belas Artes de Budapeste (1927). Em 1931, veio para o Brasil e fixou-se em São Paulo, onde lecionou desenho e pintura. Foram seus alunos, entre outros, Maria Bonomi e Giselda Leirner. A partir de 1935, começou a frequentar o ateliê de Lasar Segall. Integrou o Grupo Sete (1937) ao lado de Victor Brecheret, Antonio Gomide e Elisabeth Nobiling. Em 1951 realizou suas primeiras xilogravuras com Hansen Bahia . Entre as décadas de 1950 e 1960 executou, em São Paulo, vitrais para a Fundação Armando Álvares Penteado – FAAP, murais para as igrejas Cristo Operário e São Domingos, mosaicos para residências particulares e vitrais para a Capela de São Francisco, em Itatiaia. Representou o Brasil na 1ª Bienal Americana de Arte (1962), Argentina, tendo alguns de seus trabalhos escolhidos pelo crítico Herbert Read para uma exposição itinerante nos Estados Unidos. Participou da I, II, IV, V, VI, VII, VIII e IX Bienal Internacional de São Paulo; da II e V Bienais de Tóquio, entre outras, Recebeu diversos prêmios como: o Prêmio Leirner de Arte Contemporânea (1958), o Prêmio de Melhor Pintor Nacional na 7ª Bienal Internacional de São Paulo (1963). TEIXEIRA LEITE, PÁG. 331; PONTUAL, PÁG. 363; MEC VOL.3, PÁG. 168; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 937; LEONOR AMARANTE, PÁG. 75; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 639; ACERVO FIEO; www.pinacoteca.org.br; mam.org.br; masp.art.br; www.artprice.com.



519 - ANGELO CANNONE (1899 - 1992)

"Faraglioni - Nápoles" - óleo sobre madeira - 34 x 49 cm - canto inferior esquerdo e dorso -

Pintor, desenhista e professor nascido em Abruzzo, Itália. Assinava D’Angelo, Angelo Cannone e A. Cannone. Aos cinco anos mudou-se para Nápoles com sua família. Em fins de 1947, veio para o Brasil, residiu algum tempo em São Paulo e depois se mudou para o Rio de Janeiro, onde se radicou e lá faleceu. Estudou no Instituto de Belas Artes de Nápoles com Paolo Vetri. Viveu em Roma durante quatro anos com uma pensão conquistada em um concurso em Nápoles. Lecionou desenho no Instituto Técnico. Expôs individualmente em São Paulo (1947, 1993) e no Rio de Janeiro (1947, 1973, 1980, 1984). Foi premiado, na Itália, em: 1922, 1925, 1929, 1941 e, no Brasil, em 1960. Em 1972 pintou o retrato do papa Pio X, em tamanho natural, que está na Igreja dos Italianos, RJ. WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 168; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 187; VOL. 3, PÁG. 203; VOL.8, PÁG. 165; VOL. 9, PÁG. 171; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; brasilartesenciclopedias.com.br; www.artprice.com; www.arcadja.com.



520 - WEGA NERY (1912 - 2007)

"Caminho de luz" - óleo sobre tela - 50 x 75 cm - canto inferior direito e dorso - 1970 -
Reproduzido no convite deste Leilão. Com etiqueta da Exposição da artista no Centro Cultural Brasil - Estados Unidos, Rua Jorge Tibiriçá, 5 - Santos - São Paulo, no dorso.

Natural de Corumbá-MT, estudou desenho e pintura na Escola de Belas Artes em São Paulo entre 1946 e 1949. Nos anos 50, aperfeiçoou estudos com Joaquim da Rocha Ferreira, Yoshiya Takaoka e Samson Flexor. Participou do Grupo Guanabara em 1952 e do Atelier-Abstração, liderado por Samson Flexor, em 1953. Expõs individualmente a partir de 1955. Recebeu o prêmio de melhor desenhista nacional em 1957 e o prêmio aquisição nacional em 1963. PONTUAL, pág. 551; TEIXEIRA LEITE, pág. 541, JULIO LOUZADA vol.9, pág. 919; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 682; ARTE NO BRASIL, pág. 942; LEONOR AMARANTE, pág. 57.



521 - ARTE POPULAR BRASILEIRA (XX)

Leão - escultura em terracota - 57 x 22 x 50 cm - não assinado -



522 - ANA CRISTINA ANDRADE (1953)

Mar - aquarela - 37 x 54 cm - canto inferior esquerdo -

Ana Cristina Andrade Moreira é pintora, gravadora, desenhista, professora e designer vidreira. Iniciou sua formação artística na Escola Superior de Arte Santa Marcelina, SP (1972-1975). Aprendeu gravura em metal (1980-1990) com Iole Di Natale; técnicas de gravura na Scuola Internazionale di Gráfica em Veneza, Itália (1983); Gravura Especial com Evandro Carlos Jardim, no MAC-SP (1991); Técnica Calcográfica Experimental com Mario Benedetti, na FASM-SP (1997); Vitrofusão com Roberto Bonino. Exposições individuais: São Paulo, SP (1984, 1987, 1995, 2003); Bauru, SP (1989); “Projeto Interior com Arte” – Museu Banespa (1998 – Exposição itinerante pelo interior do Estado de São Paulo). Coletivas: Epinal, França (1975); São Paulo, SP (1974, 1982, 1984, 1985, 1986, 1988, 1994, 1995, 2000, 2002 a 2004, 2012 – SP ESTAMPA); Santo André, SP (1982); Novo Hamburgo, RS (1982); Taiwan, China (1983, 1985); San Juan, Porto Rico (1983); Santos, SP (1983); Cabo Frio, RJ (1983); Ribeirão Preto,SP (1984); Curitiba, PR (1984); Piracicaba,SP (1984); Veneza, Itália (1984, 1985); Campinas, SP (1985); São José do Rio Preto, SP (1986); Limeira, SP (1986); Washington D.C.,EUA (1991); Campos do Jordão, SP (1991); Kanagawa, Japão (1992); Maastricht, Holanda (1993); Illinois, EUA (1994); Cidade do México, México (1996); Jacareí, SP (1998); Budapeste, Hungria (1996); Uzice, Yuguslávia (1997); Ourense, Espanha (1994, 2006). Prêmios: São Paulo, SP (1974); Novo Hamburgo, RS (1982); Santos, SP (1983); Ribeirão Preto, SP (1984); Curitiba, PR (1984); Piracicaba, SP (1984); Campinas, SP (1985); São José do Rio Preto, SP (1986). JULIO LOUZADA, vol.1, pág. 62; vol.2, pág. 66; Acervo FIEO. ITAU CULTURAL.



523 - DJANIRA DA MOTTA E SILVA (1914 - 1979)

Pinguim - guache - 13 x 08 cm - canto inferior direito - 1948 -
Com certificado de autenticidade de "Renot Escritório de Prestação de Serviços para o Mercado de Arte", datado 15 de abril de 2003, São Paulo - SP.

Pintora, desenhista, ilustradora, cartazista, cenógrafa e gravadora. Djanira da Motta e Silva nasceu em Avaré, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. No final da década de 1930, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde teve suas primeiras instruções de desenho no Liceu de Artes Ofícios e com o pintor Emeric Marcier, hóspede da pensão que Djanira instalou no bairro de Santa Teresa. Os contatos com os artistas Carlos Scliar, Milton Dacosta , Arpad Szenes , Vieira da Silva e Jean-Pierre Chabloz , frequentadores de sua pensão, proporcionaram um ambiente estimulador que a levou a expor no 48º Salão Nacional de Belas Artes, em 1942. No ano seguinte, realizou sua primeira mostra individual, na Associação Brasileira de Imprensa - ABI. Em 1945, viajou para Nova York. De volta ao Brasil, realizou o mural ‘Candomblé’ para a residência do escritor Jorge Amado, em Salvador, e painel para o Liceu Municipal de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Entre 1953 e 1954, viajou a estudo para a União Soviética. De volta ao Rio de Janeiro, tornou-se uma das líderes do movimento pelo Salão Preto e Branco, um protesto de artistas contra os altos preços do material para pintura. Realizou em 1963, o painel de azulejos ‘Santa Bárbara’, para a capela do túnel Santa Bárbara, Laranjeiras, Rio de Janeiro. No ano de 1966, a editora Cultrix publicou um álbum com poemas e serigrafias de sua autoria. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil, EUA e Europa. Foi premiada no Rio de Janeiro (1943, 1944, 1949, 1950 a 1953, 1955, 1963) e em São Paulo (1951, 1955). Participou da 1ª e da 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955). Em 1977, o Museu Nacional de Belas Artes - MNBA, realizou uma grande retrospectiva de sua obra. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 336; PONTUAL, PÁG. 181; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 164; MEC, VOL. 2, PÁG 58; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG, 263; WALTER ZANINI, PÁG. 810; ARTE NO BRASIL, PÁG. 824; ACERVO FIEO.



524 - WILLY MUCHA (1905 - 1995)

Composição - óleo sobre tela - 72 x 60 cm - canto inferior direito e dorso - 1969 -
No estado. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Ativo em Paris, França, onde participou de diversos Salões, inclusive dos Independentes, nos mêses de Maio. Sua pintura evoluiu para o abstracionismo. O Museu de Arte Moderna de Paris possui obra sua. BENEZIT, vol. 7, pág. 581; ART PRICE ANNUAL 2000, pág. 1759.



525 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

Nu - escultura em bronze - 42 x 16 x 6,5 cm - assinado -
Ex coleção Renato Antônio Brogiolo - Rio de Janeiro, RJ.

Escultor, desenhista e pintor paulista nascido em Mococa, SP e falecido no Rio de Janeiro. Mudou-se com a família para Itália, e fixou-se em Roma (1913). Iniciou estudos de desenho e escultura com o professor Loss (1920). Participou de movimentos antifascistas e foi preso (1931) por motivos políticos. Foi extraditado para o Brasil (1935) por intervenção do embaixador brasileiro na Itália. Em 1937, viajou para Paris e frequentou as academias ‘La Grand Chaumière’ e ‘Ranson’, onde estudou com Aristide Maillol e conviveu com Henry Moore, Marino Marini e Charles Despiau. Em 1939, retornou a São Paulo e junto com Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Sérgio Milliet, entre outros, participou do Movimento Modernista; foi um dos membros da Família Artística Paulista e do Grupo Santa Helena. Em 1943, transferiu-se para o Rio de Janeiro. A convite do ministro Gustavo Capanema instalou ateliê no antigo Hospício da Praia Vermelha, onde orientou jovens artistas como Francisco Stockinger. Possui obras em espaços públicos como ‘Monumento à Juventude Brasileira’ (1947), nos jardins do antigo Ministério da Educação e Saúde, atual Palácio Gustavo Capanema - RJ; ‘Candangos’ (1960), na Praça dos Três Poderes, e ‘Meteoro’ (1967), no lago do edifício do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília; ‘Integração’ (1989), no Memorial da América Latina, em São Paulo. Participou das Bienais de Veneza (1950, 1952); participou das I, II, IV e IX Bienais de São Paulo, período em que recebeu o prêmio de melhor escultor brasileiro (1953) e sala especial (1967). MEC, VOL.2, PÁG. 250; PONTUAL, PÁG. 237; MAYER/84, PÁG. 1333; BENEZIT VOL. 5, PÁG. 14; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 715; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 422; www.artprice.com; www.pinturabrasileira.com; www.dec.ufcg.edu.br; www.monumentos.art.br.



526 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Paisagem - óleo sobre madeira - 47 x 61 cm - canto inferior esquerdo ilegível -



527 - ARNALDO FERRARI (1906 - 1974)

Composição - desenho a nanquim e guache - 28 x 22 cm - canto superior esquerdo -

Pintor, desenhista e professor, Arnaldo Ferrari nasceu e faleceu em São Paulo SP. Seguindo a profissão do pai, trabalhou como pintor decorador, realizando frisos decorativos para residências. Estudou artes decorativas no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, entre 1925 e 1935. Em 1934, dividiu um ateliê com amigos no edifício Santa Helena e, pela amizade com o pintor Mario Zanini, aproximou-se dos demais integrantes do Grupo Santa Helena. Frequentou também o curso livre de pintura e desenho na Escola Nacional de Belas Artes, entre 1936 e 1938, onde teve aulas de desenho e pintura com Enrico Vio. Entre 1950 e 1959, integrou o Grupo Guanabara, com Thomaz Ianelli, Tomie Ohtake, Tikashi Fukushima e Oswald de Andrade Filho, entre outros. Realizou diversas exposições individuais, participou de várias mostras e Salões oficiais e foi premiado em São Paulo (1958, 1959, 1961, 1963, 1966) e em Santo André (1971). Participou da 7ª à 11ª Bienal Internacional de São Paulo (1963, 1965, 1967, 1969, 1971). Foi apresentada retrospectiva de sua obra em 1975, no Paço das Artes, SP e catálogo com textos de Theon Spanudis, José Geraldo Vieira e Mário Schenberg, entre outros. ITAÚ CULTURAL; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 304; MEC, VOL. 2, PÁG. 149; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 191; PONTUAL, PÁG. 207; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 378; WALTER ZANINI, PÁG.678, ACERVO FIEO.



528 - MENASE WAIDERGORN (1927)

"Dom Quixote e Sancho" - óleo sobre tela colada em eucatex - 22 x 29 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor nascido em Hotin, Romênia. Seus pais vieram para o Brasil (1932) fixando residência em São Paulo. Ingressou na Associação Paulista de Belas Artes (fim da década de 1940), onde conheceu Dario Mecatti. Viajou pelo norte da África e Europa. Participou de diversos salões, coletivas oficiais e recebeu diversos prêmios. JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 1011; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



529 - CAMILLE - JEAN - BAPTISTE COROT (1796 - 1875)

Paisagem com figuras - óleo sobre tela - 38 x 55,5 cm - canto inferior esquerdo -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Ou Jean-Baptiste-Camille Corot - Pintor, desenhista, gravador e professor nascido em Paris e falecido em Ville-d’Avray (Hauts-de-Seine). Conhecido como Camille Corot. Estudou na ‘Académie Suisse’ em Paris (1817); depois pintura com Achille-Etna Michallon e com Jean-Victor Berlin. De 1825 a 1828 completou sua formação na Itália, detendo-se especialmente em Roma. De volta à França, percorreu vários locais da Normandia e da Borgonha. Voltou à Itália duas vezes e visitou a Suíça, a Holanda e a Inglaterra. A partir de 1827 participou regularmente do ‘Salon’ em Paris embora tenha sido recusado em 1843 e 1847. Recebeu a Primeira Medalha (1848) e se tornou membro do júri do ‘Salon’. Também recebeu a Primeira Medalha na Exposição Universal de Paris (1855 e 1867) e, em Londres (1862). Foi condecorado ‘Cavaleiro da Legião de Honra’ (1846) e ‘Oficial da Legião de Honra’ (1867). Realizou pinturas decorativas na igreja em Rosny-sur-Seine; no transepto da igreja em Ville-d’Avray junto com seu amigo Richomme. Enquanto esteve na Suíça (1857) decorou um salão no castelo em Gruyéres – Fribourg. Pintou dois painéis para a sala de jantar da residência privada do príncipe Demidov em Paris. Entre seus discípulos, destacam-se: Antoine Chintreuil, Stanislas Lépine, Berthe Morisot, Alfred Sisley e Camille Pissarro. BENEZIT; ITAU CULTURAL; educacao.uol.com.br; www.moma.org; www.oldmasterprint.com; www.museothyssen.org; www.artprice.com.



530 - WALDOMIRO DE DEUS (1944)

"Planeta abençoado - Terra abençoada" - óleo sobre tela - 293 x 162 cm - canto inferior direito e dorso - 2012 -
Reproduzido no convite deste Leilão. (Atenção clientes que não residem em São Paulo: transporte especial devido ao tamanho. Consulte-nos antes de dar seu lance) .

Pintor e desenhista, Waldomiro de Deus Souza nasceu em Itagibá, BA. De origem humilde, levou uma vida itinerante pelo sertão baiano e norte de Minas Gerais até vir para São Paulo (1959), quando trabalhou como engraxate. Começou a pintar em 1961, utilizando guache e cartolina encontrados na casa de um antiquário, onde trabalhou como jardineiro. Acusado de negligência, perdeu o emprego e levou seus trabalhos para exposição no Viaduto do Chá - acabou vendendo dois deles para um americano no primeiro dia. Em 1962, o decorador Terry Della Stuffa forneceu-lhe material e um lugar para pintar e, em 1966, fez a sua primeira exposição individual na Fundação Armando Álvares Penteado - FAAP. Expôs em vários países como a França, Inglaterra, Itália, Bélgica, Alemanha, Inglaterra, Estados Unidos. Vive em São Paulo e tem ateliê também em Goiânia. É considerado o maior primitivista brasileiro ao lado de José Antônio da Silva, Djanira e reconhecido internacionalmente como um dos mais criativos pintores naïfs. Em 1983 foi premiado com a ‘Awarding the Statue of Victory’ pelo Centro ‘Studi e Ricerche Delle Nazioni’ na Itália e, em 2000, teve uma sala própria na V Bienal Naïfs do Brasil. Possui obras em acervos importantes, como os da Pinacoteca do Estado (São Paulo, SP), do Museu de Arte Contemporânea de São Paulo (MAC-USP), da Galeria Nacional de Bolonha na Itália; entre outros. ARTE NAIF NO BRASIL PÁG. 239; ITAU CULTURAL, artepopularbrasil.blogspot.com.br; waldomirodedeus.wordpress.com; ACERVO FIEO.



531 - CLODOMIRO AMAZONAS (1893 - 1953)

Casebre - aquarela - 22 x 30 cm - canto inferior esquerdo - 1948 -

Pintor e restaurador, Clodomiro Amazonas Monteiro nasceu em Taubaté, SP e faleceu em São Paulo. Iniciou-se em pintura aos 16 anos, realizando restaurações em telas e afrescos do Convento Santa Clara, em Taubaté. Estudou com o pintor Augusto Luís de Freitas no fim da década de 1890. Interessado em promover atividades culturais, fundou na cidade, em 1905, a Associação Artística e Literária. Passou a viver em São Paulo em 1906, quando entrou em contato com a obra de Baptista da Costa e teve aulas com o pintor Carlo de Servi. Paralelamente às atividades artísticas, trabalhou em repartições públicas e atuou como ilustrador para publicações como a Revista da Semana. A partir de 1924 dedicou-se exclusivamente à pintura. Manteve contato com intelectuais, escritores e artistas como Monteiro Lobato, Menotti del Picchia, Lucílio de Albuquerque,Georgina de Albuquerque e Pedro Alexandrino, entre outros. Foi um dos fundadores do Salão Paulista de Belas Artes, em 1934. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1912, 1918, 1921); Taubaté, SP (1919); Juiz de Fora, MG (1918); Rio de Janeiro (1922, 1926); Recife, PE (1925); Belém do Pará, PA (1925); Fortaleza, CE (1926). MEC, vol. 1, pág. 75; TEIXEIRA LEITE, pág. 26; PONTUAL, pág. 24; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 42; TEODORO BRAGA, pág. 72; ITAU CULTURAL, RUTH TARASANTCHI; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 56; MEC VOL. 1, PÁG. 75; www.artprice.com.



532 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Vaso com flores" - acrílico sobre papel - 42 x 29 cm - canto inferior esquerdo -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



533 - CARLOS OSWALD (1882 - 1971)

"Perfil de Nossa Senhora das Dores" - água forte original - 26 x 18 cm - canto inferior direito -
Reproduzido na página 84 do livro "Carlos Oswald" editado pelo Museu Nacional de Belas Artes - Rio de Janeiro, RJ.

Gravador, pintor, desenhista, decorador, professor e escritor. Nasceu em Florença, Itália e faleceu em Petrópolis, RJ. Graduou-se como físico-matemático em 1902, pelo Instituto Galileo Galilei, em Florença. No ano seguinte, ingressou na ‘Accademia di Belle Arti di Firenze’. Viajou para o Brasil pela primeira vez em 1906 e realizou no Rio de Janeiro a primeira exposição individual no país. Retornou à Europa em 1908, estudou gravura com o americano Carl Strauss em Florença e viajou para Munique, onde aprendeu a técnica da água-forte. Em 1911, participou da decoração do pavilhão do Brasil, na Exposição Internacional de Turim. Fez a segunda viagem ao Rio de Janeiro em 1913 e realizou uma exposição com Eugênio Latour na Escola Nacional de Belas Artes . Foi nomeado, em 1914, professor de gravura e desenho no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro e é considerado o introdutor da gravura no Brasil. No ano de 1930, fez o desenho final do ‘Monumento ao Cristo Redentor’. A obra foi executada na França pelo escultor Paul Landowski e instalada no Morro do Corcovado, Rio de Janeiro, em 1931. Publicou, em 1957, a autobiografia ‘Como Me Tornei Pintor’. Em 1963, o Museu Nacional de Belas Artes - RJ adquiriu quase todas as suas obras em gravuras. Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais e foi premiado no Rio de Janeiro em 1904, 1906, 1909, 1912, 1913, 1916 e realizou diversas exposições individuais. PONTUAL, PÁG. 397; ARTE NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 1053; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 699; MEC VOL. 3, PÁG. 304; ACERVO FIEO.



534 - ABRAHAN PALATNIK (1928)

Galo - múltiplo em acrílico - 24 x 18 x 5,5 cm - assinado -
No estado.

Artista cinético, pintor, desenhista, escultor, natural de Natal, RN. Em 1932, muda-se com a família para a região onde, atualmente, se localiza o Estado de Israel. Inicia seus estudos de arte no ateliê do pintor Haaron Avni e do escultor Sternshus e estuda estética com Shor. Freqüenta o Instituto Municipal de Arte de Tel Aviv. Retorna ao Brasil em 1948 e se instala no Rio de Janeiro. Convive com os artistas Ivan Serpa, Renina Katz e Almir Mavignier. Por volta de 1949, inicia estudos no campo da luz e do movimento, que resultam no Aparelho Cinecromático, exposto em 1951 na I Bienal Internacional de São Paulo, onde recebe menção honrosa do júri internacional. Em 1954, integra o Grupo Frente, ao lado de Ivan Serpa, Ferreira Gullar, Mário Pedrosa, Franz Weissmann, Lygia Clark e outros. Desenvolve a partir de 1964 os Objetos Cinéticos, um desdobramento dos cinecromáticos e é considerado, internacionalmente, um dos pioneiros da arte cinética. Participou também das II, III, V, VI, VIII, IX Bienais de São Paulo, do IX Salão Nacional de Arte Moderna, RJ, e da XXII Bienal de Veneza, entre muitas outras no Brasil e no exterior. BENEZIT VOL. 8, PÁG. 89; PONTUAL, PÁG. 401; MEC VOL.3, PÁG. 329; ITAUCULTURAL.



535 - SONIA EBLING (1926 - 2006)

Figura feminina - escultura em bronze - 20 x 21 x 13 cm - assinado -
Com certificado de autenticidade de "Renot Escritório de Prestação de Serviços para o Mercado de Arte", datado de 15 de abril de 2003, São Paulo - SP.

Escultora, pintora e professora, Sonia Ebling de Kermoal nasceu em Taquara, RS e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou sua formação fazendo cursos de pintura e escultura na Escola de Belas Artes do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro, entre 1944 e 1951. De 1956 a 1959, viajou por vários países da Europa, estudando com Zadkine, em Paris, França. Residiu nessa cidade, entre 1959 e 1968, e recebeu uma bolsa de estudo da Fundação Calouste Gulbenkian. De volta ao Brasil, executou relevo para o Palácio dos Arcos, em Brasília. Realizou muitas exposições individuais, entre elas: Rio de Janeiro (1959, 1967); Paris, França (1961); Alemanha (1964); Porto Alegre, RS (1967); Brasília, DF (1968); Washington, EUA (1968). Diversas foram as participações em mostras coletivas e oficiais, destacando-se: Salão Nacional de Arte Moderna, RJ (1951- Prêmio Isenção de Júri, 1952, 1953, 1955 – Prêmio Viagem ao Exterior); Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1959, 1965, 1967); Salão de Belas Artes do Rio Grande do Sul (1953, 1956 – Prêmio); Salão Baiano de Belas Artes (1954); Salão Paulista de Arte Moderna (1955); 'Salon des Femmes Peintres et Sculpteurs', Museu de Arte Moderna de Paris (1957); Bienal de Arte Triveneta, Pádua – Itália (1957). MEC VOL. 2, PÁG. 89; PONTUAL PÁG. 187; JULIO LOUZADA VOL 3, PÁG. 363; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 720; ARTE NO BRASIL PÁG. 868; RGS PÁG. 454; soniaeblingesculturas.com.br; www.brasilartesenciclopedias.com.br; www.artprice.com.



536 - J. CARLOS (1884 - 1950)

Comentário - desenho a nanquim e aquarela - 34 x 24 cm - canto inferior direito -

Chargista, caricaturista, desenhista, pintor, ilustrador, José Carlos de Brito Cunha nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi um dos formadores da tradição da charge brasileira ao lado de Raul Pederneiras e K.Lixto, e criador de tipos como a negrinha 'Lamparina', a 'Melindrosa' e o 'Almofadinha'. Autodidata, iniciou a carreira de caricaturista ainda estudante, quando publicou um de seus desenhos na revista 'O Tagarela' (1902). Em seguida, passou a colaborar regularmente com a revista e no ano seguinte desenhou sua primeira capa na publicação. Colaborou em muitos órgãos da imprensa carioca como 'O Tico Tico', 'Fon-Fon', 'Careta', 'A Cigarra', 'Vida Moderna', 'Eu Sei Tudo', 'Revista da Semana' e 'O Cruzeiro'. Entre 1922 e 1930, exerceu o cargo de diretor artístico das empresas 'O Malho', onde iniciou uma grande série de charges de caráter político, satirizando fatos e personalidades nacionais e estrangeiras. A vertente política foi explorada pelo artista desde o início de sua carreira, sendo ele o responsável pela execução de uma série de charges antibelicistas executadas no período abrangido pelas duas grandes guerras e principalmente durante os dois governos de Getúlio Vargas (1883 - 1954). Esses trabalhos foram publicados principalmente na revista 'A Careta'. Também fez esculturas, foi autor de teatro de revista e letrista de música popular. JULIO LOUZADA vol. 10, pág. 181; CARICATURISTAS BRASILEIROS, de Pedro Corrêa do Lago, pág. 74; WALTER ZANINI, pág. 448; ARTE NO BRASIL, pág. 646; ITAU CULTURAL; www.ims.com.br; www.dec.ufcg.edu.br; www.artprice.com.



537 - ESCOLA INGLESA, SÉC. XIX

Pasagem - óleo sobre tela - 33 x 41 cm - não assinado -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")



538 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Nu - técnica mista - 16 x 10 cm - canto inferior esquerdo ilegível - 1952 - Roma -
No estado.



539 - FLORIANO TEIXEIRA (1923 - 2000)

Barco - técnica mista - 30 x 21 cm - assinado - 1971 -
Com dedicatória.

Nasceu em Cajapió, Maranhão. Foi pintor, desenhista, gravador e cenógrafo. Estudou desenho, ainda em São Luís (Maranhão), com Rubens Damasceno em 1935 e pintura com João Lázaro de Figueiredo em 1940. Em 1952, em Fortaleza (Ceará), participa da criação do Grupo dos Independentes, com Antonio Bandeira e J. Siqueira. Em 1962, organiza e dirige o Museu de Arte da UFC. Ilustra vários livros, destacando-se entre eles: Dona Flor e seus Dois Maridos, A Morte e a Morte de Quincas Berro D'Água, O Menino Grapiúna - todos de Jorge Amado - e A Terra dos Meninos Pelados, de Graciliano Ramos. Entre as exposições de que participa, destacam-se: Salão de Abril, várias edições entre 1950 e 1957 (Primeiro Prêmio, 1952, 1953, 1957); I ao III Salão dos Independentes, Fortaleza, 1952/1953/1954; I Bienal Nacional de Artes Plásticas, Salvador, 1966 (Grande Prêmio); Panorama da Arte Atual Brasileira, no MAM/SP, de São Paulo, várias edições entre 1969 e 1976; Os Ilustradores de Jorge Amado, na Fundação Casa de Jorge Amado, Salvador, 1988; SCAP: 50 Anos, na Sociedade Cearense de Artes Plásticas, Fortaleza, 1991. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, vol. 13 pág 328



540 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Gato azul" - acrílico sobre tela - 80 x 60 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2003 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



541 - LOTHAR CHAROUX (1912 - 1987)

Linhas - serigrafia - 3/50 - 28 x 42 cm - canto inferior direito - 1970 -

Pintor, desenhista e professor austríaco, natural de Viena. Assinava Charoux. Iniciou os estudos artísticos com seu tio, o escultor austríaco Siegfried Charoux. Transferiu-se para o Brasil em 1928, fixando residência em São Paulo. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios da cidade onde conheceu Valdemar da Costa, com ele fazendo aprendizado de pintura a partir de 1940. Posteriormente passa a lecionar desenho no Liceu de Artes e Ofícios e no SENAI. Em 1947, realizou sua primeira exposição individual, na Galeria Itapetininga. Em 1952, participou da fundação do Grupo Ruptura, ao lado de Waldemar Cordeiro, Geraldo de Barros, Anatol Wladyslaw e outros. Com Hermelindo Fiaminghi e Luiz Sacilotto , cria a Associação de Artes Visuais NT - Novas Tendências, em 1963. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras oficiais nacionais como a Bienal Internacional de São Paulo (I a IX, XII, XIII), Panorama da Arte Atual Brasileira (1º ao 3º, 6º, 9º, 11º, 12º) e no exterior. É homenageado com retrospectiva no Museu de Arte Moderna de São Paulo e no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro em 1974. Em 2005, é publicado o livro ‘Lothar Charoux: A Poética da Linha’, pela historiadora de arte Maria Alice Milliet. PONTUAL, PÁG. 131; MEC VOL. 1, PÁG. 433; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 254; VOL. 9, PÁG.207; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 645; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; ACERVO FIEO.



542 - HUGO ADAMI (1900 - 1999)

Paisagem - óleo sobre tela - 50 x 75 cm - canto inferior direito e dorso -
No estado.

Pintor, cenógrafo, cantor lírico, ator - Pílade Francisco Hugo Adami nasceu em São Paulo. Aos 12 anos cursou pintura na Escola Profissional Masculina do Brás com Giuseppe Barchitta. Estudou com os pintores Alfredo Norfini e Enrico Vio , com os escultores William Zadig e José Cuccé, no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo (1913- 1916). Teve aulas também com Georg Elpons (1917) . Embarcou para Florença (1922) e lá se tornou amigo do poeta Berto Ricci e do pintor Giorgio De Chirico. Estudou pintura na ‘Accademia di Belle Arti di Firenze’ onde foi aluno de Felice Carena, mas logo abandonou a escola para viajar pela Itália. Residiu por um período em Paris. De volta ao Brasil (1928), realizou a primeira individual em São Paulo e Mário de Andrade publicou ensaio sobre a exposição no ‘Diário Nacional’. O contato de Mário de Andrade com a obra de Hugo Adami possibilitou ao crítico repensar seu projeto modernista. Retornou à Europa (1929 até 1932). Participou da Sociedade Pró-Arte Moderna (1932) e integrou o Clube dos Artistas Modernos (1933). Em 1937, participou da primeira exposição da Família Artística Paulista ao lado de Alfredo Volpi , Bonadei , Clóvis Graciano, Rossi Osir, entre outros. Depois de estar na Europa de 1937 a 1940, mudou-se para o Rio de Janeiro. Entre 1945 e 1970, afastou-se das atividades artísticas, só voltando a pintar em 1975. Exposições Individuais em: São Paulo (1928, 1933, 1938, 1986 – MAM/ SP, 1993). Várias foram as mostras coletivas e Salões oficiais dos quais participou como a Bienal de Veneza em 1924 e 1930. Foi premiado no Rio de Janeiro (1921, 1935); São Paulo (1935, 1936).TEODORO BRAGA, PÁG. 120; PONTUAL, PÁG. 3; REIS JUNIOR, PÁG. 380; MEC, VOL. 1, PÁG. 36; WALMIR AYALA, VOL. 1 , PÁG. 11; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 13; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 580; ARTE NO BRASIL, PÁG. 777; ACERVO FIEO, PÁG. 998; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 25; www.dezenovevinte.net; www.pinacoteca.org.br; www.poeticasvisuais.com; www1.folha.uol.com.br; www.artprice.com.



543 - OSWALDO GOELDI (1895 - 1961)

Caminhando - desenho a carvão - 18 x 11 cm - canto inferior direito -

Desenhista, gravador, ilustrador e professor nascido e falecido no Rio de Janeiro, filho de Emilio Goeldi, naturalista suíço. Com um ano de idade, mudou-se com a família para Belém, Pará e depois para Berna, Suíça (1905). Em Zurique, ingressou no curso de Engenharia e, em Genebra, matriculou-se na 'Ecole des Arts et Métiers' (1917) mas, abandonou ambos os cursos. A seguir, passou a ter aulas no ateliê de Serge Pahnke e Henri van Muyden. Realizou sua primeira exposição individual (1917), em Berna, quando conheceu a obra de Alfred Kubin, sua grande influência artística e com quem se correspondeu por vários anos. Retornou ao Brasil (1919), trabalhou como ilustrador e realizou sua primeira exposição individual no Rio de Janeiro (1921). Conheceu Ricardo Bampi (1923) que o iniciou na xilogravura. Fez desenhos e gravuras para periódicos e livros como 'Cobra Norato', de Raul Bopp (1937) com suas primeiras xilogravuras coloridas, entre outros. Foi professor na Escolinha de Arte do Brasil (1952) e na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1955) onde abriu uma oficina de xilogravura. Exposições individuais em: Berna, Suíça (1917, 1930); Rio de Janeiro (1921); Belém, PA (1938); São Paulo (1951); Paris (1952). Participou de várias exposições coletivas e mostras oficiais, destacando-se: Exposição itinerante da 'International Business Machine Corporation', EUA (1941 a 1944); 'Exhibition of Modern Brazilian Paintings', Inglaterra (1943, 1944, 1945); Bienal Internacional de São Paulo (1951 - Prêmio de Gravura, 1953 - Sala Especial, 1955, 1961, 1969, 1971, 1979, 1985); Bienal de Veneza (1950, 1952, 1956, 1958); Bienal de Gravura, Checoslováquia (1950); Bienal Internacional de Xilogravura, Tóquio (1952); Bienal Interamericana do México, Cidade do México (1960 - I Prêmio Internacional de Gravura). PONTUAL PÁG.240; JULIO LOUZADA VOL.11, PÁG.130; MEC VOL.2, PÁG.271; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG.521; ARTE NO BRASIL PÁG. 672; ACERVO FIEO; www.oswaldogoeldi.org.br; www.centrovirtualgoeldi.com; www.pinacoteca.org.br; www.artprice.com.



544 - TOMÁS SANTA ROSA (1909 - 1956)

Borboleta - desenho a lápis de cor - 15 x 13 cm - canto inferior direito -

Pintor, gravador, cenógrafo e professor autodidata, Tomás Santa Rosa Júnior nasceu em João Pessoa, PB e falecido em Nova Délhi, Índia. Fixou-se no Rio de Janeiro (1932), começou a trabalhar como auxiliar de Portinari e iniciou também sua carreira de ilustrador que se estenderia por longa série de obras de escritores brasileiros e estrangeiros, que incluiu, dentre outros, Graciliano Ramos, José Lins do Rêgo, Jorge Amado, Castro Alves, Dostoievski. É considerado o primeiro cenógrafo moderno brasileiro. Entre as exposições das quais participou destacam-se: o Salão Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro (1941 - Medalha de Prata); Um Século de Pintura Brasileira, no Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro (1952); II Bienal Internacional de São Paulo (1953); Salão Preto e Branco do III Salão Nacional de Arte Moderna do Rio de Janeiro (1954); 'Arts Primitifs et Modernes Brésiliennes', no Museu de Etnografia de Neuchâtel, Suíça (1955). Após sua morte, suas obras foram expostas nas seguintes mostras: Exposição de Artes Gráficas de Tomás Santa Rosa, na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro (1958); Retrospectiva no Teatro Municipal do Rio de Janeiro (1975); Santa Rosa, Carnaval e Figurinos na Fundação Nacional de Arte (Funarte) de São Paulo (1985); e Bienal Brasil Século XX, na Fundação Bienal de São Paulo (1994). PONTUAL, PÁG. 472; MEC VOL. 4, PÁG. 177; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 460; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 572; LEONOR AMARANTE; www.funarte.gov.br; cpdoc.fgv.br; www.artprice.com.



545 - KEN HAYES (1962)

"Jump" - aquarela - 22 x 32 cm - canto inferior esquerdo -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor nascido em Leeds, Inglaterra. Cursou Arte e Design no Wakefield College e estudou "Cartoon Animation" na Newport Film School. Por dezenove anos trabalhou como animador de desenhos animados para BBC, ITV, CH4 e S4C. A partir de 2009 passou a se dedicar exclusivamente à pintura. kenhayes.net; www.artnorfolk.co.uk; www.artprice.com.



546 - NELSON MOUAD FELIPE (1952)

"Composição" - técnica mista - 160 x 110 cm - canto inferior direito e dorso - 2009 -
(Atenção clientes que não residem em São Paulo: transporte especial devido ao tamanho. Consulte-nos antes de dar seu lance) .

Formou-se em publicidade. Pintor autodidata. Estudou Pintura com Vera Café e Paulo Calazans, e escultura com Arthur Guerizoli. Realizou pesquisas em museus da Itália, França e Inglaterra. Participa de exposições coletivas, com sucesso de crítica.



547 - JOSINALDO FERREIRA BARBOSA (1951)

"Fartura Ribeirinha" - acrílico sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito e dorso - 2011 -

Pintor, assina Josinaldo. Com diversas exposições individuais e coletivas no Brasil e no exterior. Tambem participou de Salões, entre eles o Salão de Piracicaba. JÚLIO LOUZADA vol. 12 pág. 214.



548 - EUGÊNIO DE PROENÇA SIGAUD (1889 - 1979)

Profeta - litografia - P.A. - 58 x 41 cm - canto inferior esquerdo -

Estudou desenho na Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro com Modesto Brocos, formando-se em arquitetura em 1932, nessa mesma escola. A partir de 1935, dedicou-se à pintura mural e, de 1937, à pintura de temas sociais, com predominância de motivos de operários em construção e trabalhadores rurais. Caracteriza-se por uma grande versatilidade técnica, sendo dos raros pintores brasileiros a utilizar, lado a lado, o óleo, a têmpera e a encáustica, além da aquarela e do guache. Participou do Núcleo Bernardelli. PONTUAL, pág. 489; MEC, vol. 4, pág. 243; TEIXEIRA LEITE, pág. 475 e 476; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 324 a 327; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 579; ARTE NO BRASIL, pág. 763, Acervo FIEO.



549 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Cristo - óleo sobre tela - 29 x 24 cm - não assinado -



550 - MILTON DACOSTA (1915 - 1988)

"Figura e pássaro" - técnica mista - 26 x 30 cm - canto inferior direito e dorso - 1967 -
Reproduzido no convite deste Leilão.

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador. Milton Rodrigues da Costa nasceu em Niterói, RJ e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou estudos de desenho e pintura, em 1929, com o professor alemão August Hantv. No ano seguinte matriculou-se no curso livre de Marques Júnior, na Escola Nacional de Belas Artes. Junto com Edson Motta, Bustamante Sá e Ado Malagoli , entre outros, criou o Núcleo Bernardelli em 1931. Viajou para Estados Unidos em 1945, com o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Belas Artes do ano anterior. Na cidade de Nova York, estudou na Art's Students League of New York. Em 1946, foi para a Europa e após visita a vários países, fixou-se em Paris, onde estudou na Académie de La Grande Chaumière. Conheceu Pablo Picasso, por intermédio de Cícero Dias, e freqüentou os ateliês de Georges Braque e Georges Rouault. Expôs no Salon d'Automne (Paris) e regressou ao Brasil em 1947. Em 1949, casou-se com a pintora Maria Leontina e passou a residir em São Paulo. Realizou muitas exposições individuais e também recebeu prêmios nas Bienais Internacionais de São Paulo (1955, 1957). TEODORO BRAGA, PÁG. 163; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 229; MEC, VOL. 2, PÁG. 13; BENEZIT, VOL. 3, PÁG.315; ITAU CULTURAL; PONTUAL, PÁG. 155; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; ACERVO FIEO.



551 - ARTE POPULAR BRASILEIRA (XX)

Flores - técnica mista - 50 x 22 cm - não assinado -



552 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Gato azul com vaso de flores" - acrílico sobre tela - 40 x 50 cm - centro inferior - 2002 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



553 - MARIO CAMPELLO (1941 - 2000)

Festa junina - óleo sobre tela colada em eucatex - 45 x 60 cm - canto inferior esquerdo - 1969 -

Baiano de Salvador, Mario Campello adquiriu orientação na EBA da Universidade da Bahia. Transferiu-se posteriormente para São Paulo, onde passou a se dedicar, além da pintura, a projetos para murais, tapeçaria e estamparia. Sua primeira exposição ocorreu em 1962. Artista muito apreciado pela delicadeza de seus temas e telas, revelando profundo domínio técnico. JULIO LOUZADA, vol 13 pág. 64; ITAÚ CULTURAL.



554 - PAULO VALLE JÚNIOR (1889 - 1958)

Peixes - óleo sobre cartão colado em eucatex - 11 x 22 cm - canto inferior direito -

Assina Valle Jr. Pintor e desenhista nascido em Pirassununga, SP e falecido em São Paulo. Ingressou no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo em 1902, onde estudou com Oscar Pereira da Silva até 1906. Nesse ano viajou para Paris, com bolsa de estudo concedida pelo governo do Estado de São Paulo, frequentou a ‘Académie Julian’ - Paris e foi aluno dos pintores Marcel André Baschet, Jean-Paul Laurens e Henri Paul Royer. O Estado de São Paulo lhe concedeu mais uma bolsa de estudo (1913) e foi para a Europa onde ficou até 1915. Teve uma relevante participação no processo de profissionalização dos artistas em São Paulo, na criação da Sociedade Paulista de Belas Artes, em 1924, no debate sobre a criação do Departamento Histórico e Artístico do Estado de São Paulo e na fundação do Sindicato dos Pintores de São Paulo, primeiro do gênero no Brasil. Entre 1937 e 1954, ocupou a presidência do Salão Paulista de Belas Artes e participou da comissão organizadora e do júri de seleção de várias edições do evento. Entre 1948 e 1952, passou nova temporada na ‘Académie Julian’, com apoio de Irene e Freddy Keller, seus parentes, que receberam parte da sua produção do período pelo custeio da viagem. Além de ter participado de várias mostras oficiais, apresentou uma exposição retrospectiva na Galeria Prestes Maia, em São Paulo, em 1956. TEODORO BRAGA PÁG. 187; REIS JUNIOR PÁG. 373; MEC VOL. 4, PÁG. 441; PONTUAL PÁG. 531; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO, RUTH TARASANTCHI; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 1019; www.artprice.com.



555 - VIRGÍLIO DELLA MONICA (1889 - 1956)

Paisagem - óleo sobre tela - 50 x 65 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor ativo em São Paulo, onde participou do Salão Paulista de Belas Artes em 1940 e 1942. Pintou paisagens, naturezas mortas e figuras. THEODORO BRAGA; JULIO LOUZADA, vol. 5, pág. 302; ACERVO FIEO, pág. 280.



556 - JOSÉ SABÓIA (1949)

Trabalhadores - óleo sobre tela - 60 x 80 cm - canto inferior direito -
No estado.

Pintor, José Sabóia do Nascimento nasceu em Almadina-BA. Artista autodidata foi para o Rio de Janeiro em 1967 e começou a pintar no ano seguinte, passando a expor seus trabalhos na feira hippie de Ipanema. Fez sua primeira exposição individual em Fortaleza, CE (1970). Entre as exposições de que participou, destacam-se: I e III Salão Nacional de Artes Plásticas do Ceará, Fortaleza, (1969, 1971 - Prêmio Aquisição); Dez Pintores no Rio de Janeiro, no MNBA, RJ (1983); ‘Brésil Naifs’, Paris (1986); ‘Salon d'Art Naif’- Marseilha, França (1987); ‘Pintura, Presença e Povo na Arte Brasileira’ no Museu da Casa Brasileira - São Paulo (1990); ‘Visões do Rio’ no MAM, RJ (1996). No exterior expôs individualmente em São Francisco, EUA e Munique, Alemanha, além de participar de coletivas em vários países e, principalmente na França, com exposições organizadas pela Galeria Jacqueline Bricard e uma presença cativa na ‘Galerie Naïfs du Monde Entier’ em Paris. José Sabóia participou do Concurso Internacional de Morges, quando seu quadro foi eleito pelo público, a melhor obra de 60 participantes de 22 países, premiação que originou o convite da Galeria Kasper para realizar uma exposição individual em 1997. JULIO LOUZADA vol. 11, pág. 278; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 228; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO; www.artprice.com; www.nautilus.com.br; www.ardies.com.



557 - SAMSON FLEXOR (1907 - 1971)

Bípide - aquarela - 27 x 22 cm - centro inferior - 1968 -

Pintor nascido na Romênia, estudou em Paris, onde fez em 1927 sua primeira individual, radicando-se em 1946 em São Paulo, onde faleceu. Foi um dos pioneiros do abstracionismo no Brasil, tendo criado em 1948 o Atelier Abstração. Em 1968 sua obra foi objeto de importante retrospectiva no MAM-RJ. BENEZIT vol. 4, pág. 402; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 313/4; TEIXEIRA LEITE, pág. 198; PONTUAL, pág. 217/8; MEC, vol. 2, pág. 179 e 180; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 917; LEONOR AMARANTE, pág. 75; WALTER ZANINI, pág. 643, Acervo FIEO.



558 - WEGA NERY (1912 - 2007)

Composição - monotipia - 20 x 14 cm - canto inferior direito - 1960 -
Com carimbo da coleção Benedito Lacorte Peretto - São Paulo, no dorso.

Natural de Corumbá-MT, estudou desenho e pintura na Escola de Belas Artes em São Paulo entre 1946 e 1949. Nos anos 50, aperfeiçoou estudos com Joaquim da Rocha Ferreira, Yoshiya Takaoka e Samson Flexor. Participou do Grupo Guanabara em 1952 e do Atelier-Abstração, liderado por Samson Flexor, em 1953. Expõs individualmente a partir de 1955. Recebeu o prêmio de melhor desenhista nacional em 1957 e o prêmio aquisição nacional em 1963. PONTUAL, pág. 551; TEIXEIRA LEITE, pág. 541, JULIO LOUZADA vol.9, pág. 919; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 682; ARTE NO BRASIL, pág. 942; LEONOR AMARANTE, pág. 57.



559 - MARCELO GRASSMANN (1925 - 2013)

Animal fantástico - xilogravura - 29,5 x 21 cm - canto inferior direito - 1955 -

Desenhista, gravador, ilustrador, pintor, escultor e professor, nasceu em São Simão, SP. Estuda fundição, mecânica e entalhe em madeira na Escola Profissional Masculina do Brás, SP. Passa a realizar xilogravuras a partir de 1943. Atua como ilustrador do Suplemento Literário do ‘Diário de São Paulo’, do ‘O Estado de S. Paulo’ e do ‘Jornal do Estado da Guanabara’. Quando reside no Rio de Janeiro, a partir de 1949, freqüenta os cursos de gravura em metal, com Henrique Oswald e de litografia, com Poty, no Liceu de Artes e Ofícios. Em Salvador (1952), trabalha com Mario Cravo Júnior. .Recebe o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Arte Moderna (1953) e vai para a Academia de Artes Aplicadas, em Viena. Passa a dedicar-se principalmente ao desenho, à litografia e à gravura em metal. Em 1969, sua obra completa é adquirida pelo governo do Estado de São Paulo, passando a integrar o acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo . Em 1978, a casa em que nasceu, em São Simão, é transformada em museu e tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo - Condephaat. Participou de muitas exposições e das Bienais de: São Paulo (1951 a 1961, 1967, 1969, 1979, 1985, 1989); Veneza (1950, 1956, 1958, 1962); Paris (1959). Principais prêmios: Bienal de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1959, 1967); Bienal de Veneza (1950, 1956, 1958,1962); Bienal de Paris (1959). PONTUAL, PÁG. 249; MEC, VOL. 2, PÁG. 281 E 282; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG. 439; VOL. 5, PÁG. 453; VOL. 9, PÁG. 383.



560 - HÉRCULES BARSOTTI (1914 - 2010)

"Proposição formativa" - tinta acrílica-vinílica s/tela col.em duratex - dorso - 1976 -
Medidas: 70,1 x 70,1 cm em diagonal. Com Certificado de Autenticidade firmado pelo Senhor Rolando Humberto Barsotti, irmão do autor, datado de 12 de fevereiro de 2009. Reproduzido no convite deste Leilão.

Pintor, desenhista, programador visual, gravador, nascido e falecido em São Paulo, SP. Iniciou-se nas artes em 1926, estudando desenho e composição com o pintor Enrico Vio. Começou a pintar em 1940 e, na década seguinte, realizou as primeiras pinturas concretas, além de trabalhar como desenhista têxtil e projetar figurino para o teatro. Em 1954, com Willys de Castro, fundou o Estúdio de Projetos Gráficos, elaborou ilustrações para várias revistas e desenvolveu estampas de tecidos produzidos em sua tecelagem. Foi para a Europa (1958) com o intuito de estudar novas tendências e aprimorar suas técnicas. Foi premiado no Salão Paulista de Arte Moderna (1958, 1959), no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1960) e realizou diversas exposições individuais. Na década de 1960, foi convidado por Ferreira Gullar a integrar-se ao Grupo Neoconcreto do Rio de Janeiro e participou das exposições de arte do grupo realizadas no Ministério da Educação e Cultura, RJ e no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Em 1960, expôs na mostra 'Konkrete Kunst' (Arte Concreta), organizada por Max Bill, em Zurique. Entre 1963 e 1965, colaborou na fundação e participou do Grupo Novas Tendências, em São Paulo. Participou da IV, V, VI e VIII Bienal Internacional de São Paulo; do Panorama da Arte Atual Brasileira – MAM, SP, entre outras exposições oficiais. Em 2004, o MAM - SP organizou uma retrospectiva do artista. JULIO LOUZADA, VOL. 1, PAG. 98; VOL. 2, PÁG. 108; ITAU CULTURAL; PONTUAL PÁG. 57; MEC VOL. 1; PÁG. 187; www.pinturabrasileira.com; www.macvirtual.usp.br; www.pinacoteca.org.br; www.artprice.com.



561 - CARYBÉ (1911 - 1997)

"Bate papo" - serigrafia - 117/200 - 47 x 64 cm - canto inferior direito -
Reproduzido no catálogo da Mostra Itinerante do artista realizada em treze capitais em 1995, realização Galvão Bueno Marketing Cultural e patrocínio da Galeria de Arte André - São Paulo - SP.

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



562 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Menina - óleo sobre tela colada em eucatex - 91 x 72 cm - canto inferior direito ilegível -



563 - ROSÂNGELA BORGES (1976)

"Família de retirantes" - óleo sobre tela - 50 x 60 cm - canto inferior esquerdo - 2017 -

Pintora pernambucana que nasceu e vive na cidade de Bezerros, localizada em região de clima semiárido, com vegetação de caatinga e mata atlântica. Começou a pintar aos 25 anos por incentivo do seu esposo Manasses Borges que é filho de J. Borges (José Francisco Borges) renomado xilogravurista e cordelista pernambucano. Ilustrou livros didáticos pelas editoras FTD e DIMENSÂO. Tem trabalhos catalogados no Museu de Diadema (São Paulo) e também no Museu da Bahia. Seus trabalhos fazem parte de coleções particulares na França, nos EUA e em diversos Estados do Brasil. www.museudobrinquedopopular.com.br/artistainfo.asp?id=46; artenaifrio.blogspot.com.br/2013/09/rosangela-borges.html.



564 - SAMI MATTAR (1930 - 2016)

Nu - óleo sobre tela - 33 x 24 cm - canto inferior direito e dorso - 1977 - Rio de Janeiro -

Artista intermídia, desenhista, programador visual, publicitário, nascido em Mejdlaia, Líbano. Chega com a família no Brasil em 1936. Filho de pais conservadores, que não aceitam sua atividade como artista plástico, desenha às escondidas, até que, em 1947, muda-se para o Rio de Janeiro, onde trabalha como pintor de paredes e lava carros. Autodidata, realizou sua primeira mostra individual em 1954, na Galeria Minarte, Belo Horizonte. Passa a fazer histórias em quadrinhos e chega a ser diretor de arte e criação em publicidade. Em 1969, participa do Manifesto Expansão, realizado no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro - MAM/RJ e, no ano seguinte, do lançamento do poster Barraca - Arte na Praia de Ipanema, no mesmo museu. Atuou como colaborador das revistas Tico-Tico e O Malho, além de produzir capas para a revista Veja (1972) e Shell em Revista (1980). Ilustra o livro O Menino mais Bonito do Mundo, de Ziraldo. Exposições individuais: Rio de Janeiro, RJ (1962, 1970, 1973, 1974, 1976, 1979, 1983, 1985, 1995, 2001, 2002); São Paulo, SP (1968, 1981); Líbano (1975); Brasília, DF (1975, 1979, 1984); Salvador BA (1982); Estados Unidos (1994); Teresópolis, RJ (1996, 2000); Vitória, ES (1999). Coletivas: Belo Horizonte, MG (1954, 1966); Rio de Janeiro, RJ (1965, 1967 a 1979, 1981, 1984, 1985, 1990); Salvador, BA (1966); Brasília, DF (1967, 1968, 1984); São Paulo, SP (1967 – 9ª Bienal Internacional, 1968, 1969, 1971); Líbano (1975); Alemanha (1980);Estados Unidos (1992, 1993, 1996, 1997). Prêmios: Belo Horizonte, MG (1966); São Paulo, SP (1969); Líbano (1975); Estados Unidos (1992, 1996, 1997). ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL. 3, PÁG. 709; Pontual, Roberto – DICIONÁRIO DE ARTES PLÁSTICAS NO BRASIL, PÁG. 349.



565 - ANA PANA (1953)

Composição - óleo sobre tela - 70 x 50 cm - centro inferior e dorso - 2010 -

Pintora, desenhista e professora, Anna Maria Martins Ferreira nasceu em São Paulo. Iniciou-se em desenho e pintura com Maria Celia Calmon e, depois com Frans Krajcberg, Calabrone, Anísio Campos, entre outros. Participou de exposições em: Belém do Pará, PA (1981); São Paulo (1986 a 1989, 2004 a 2014); Ilha Bela, SP (2003) Barueri, SP (2007); Salvador, BA (2010); Portugal (2010). Recebeu o prêmio ‘Pinacoteca’ da Associação Paulista de Medicina em 2009. ITAU CULTURAL; www.anapana.com.br; www.flickr.com; www.sainttropez.art.br; www.colorida.pt. Acervo Fieo.



566 - MILTON JERON (1958)

"Sonho colorido vermelho" - gravura - P.A. - 66 x 98 cm - canto inferior direito - 2004 -

Pintor e desenhista nascido em Nicósia, Chipre. Sua formação foi em ciências exatas. Autodidata no início, mas, depois, ampliou alguns de seus estudos em Londres na "St. Martin School" e na "Art Students League" em Nova York. Teve contato com artistas como: Elias Murad, Dudi Maia, Tuneu, Antonio Peticov e Sergio Fingermann. Realizou exposição individual em São Paulo (2004) e tem participado de mostras coletivas e oficiais em: São Paulo (2005); Macapá, AP (2006). ITAU CULTURAL; www.arteinfinita.com.br/milton-jeron/.



567 - ANTENOR FINATTI (1923)

Pescador - óleo sobre tela - 27 x 35 cm - canto inferior direito e dorso -

Natural de Pinhal, SP. Pintor, desenhista e professor. Foi aluno de Armando Viana, no Rio de Janeiro, cidade onde se fixou. Participou, com premiação, do SNBA (1961, 1962, 1966 e 1968), além de diversos outros certames de igual importância, com destaque e reconhecidas críticas. JULIO LOUZADA vol.11, pág.112; PONTUAL, pág. 215; MEC. VOL.2 pág. 177; Acervo FIEO.



568 - OMAR PELLEGATTA (1925 - 2000)

Dom Quixote e Sancho Pança - óleo sobre tela - 50 x 40 cm - canto inferior direito - 1989 -
Com dedicatória no dorso.

Pintor, desenhista e gravador nascido em Busto Arsizio, Itália. Assina Pellegata. Veio para o Brasil em 1927, estudou na Associação Paulista de Belas Artes, foi aluno de Ettore Federighi e Durval Pereira, Takaoka, Mário Zanini, Otone Zorlini. Viveu e trabalhou em Santos, SP. Fez parte do Grupo Tapir (1970) com Giancarlo Zorlini, João Simeone, José Procópio de Moraes, Glicério Geraldo Canelosso e do Grupo Chácara Flora com Emídio Dias de Carvalho, Arlindo Ortolani, Heitor Carilo, Glicério Geraldo Canelosso. Realizou exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil como: Salão Paulista de Belas Artes (desde 1958), Salão Municipal de Belas Artes de Belo Horizonte, MG (1960), entre outros, recebendo muitos prêmios. JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG.735; MEC VOL.3, PÁG.363; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.brasilartesenciclopedias.com.br; www.artprice.com.



569 - CALASANS NETO (1932)

Paisagem - matriz de xilogravura - 16 x 22 cm - canto inferior direito -

Gravador, desenhista e pintor baiano. Foi aluno de Genaro de Carvalho e Mário Cravo Jr. . Diversas exposições realizadas. MEC, vol. 1, pág. 324; PONTUAL, pág. 98; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 149/150; JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 160; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 720; ARTE NO BRASIL, pág. 846.



571 - LIVIO ABRAMO (1903 - 1992)

Composição - xilogravura - H.C. - 23 x 32 cm - canto inferior esquerdo - 1953 - Espanha -

Gravador, desenhista, pintor, ilustrador, jornalista e professor, nasceu em Araraquara, SP e faleceu em Assunção, Paraguai. Mudou-se para São Paulo, onde, em 1909, estudou desenho com Enrico Vio no Colégio Dante Alighieri. No início dos anos de 1920, fez ilustrações para pequenos jornais e entrou em contato com a obra de Oswaldo Goeldi e de gravadores expressionistas alemães. Realizou as primeiras gravuras em 1926. Em 1947, ilustrou o livro ‘Pelo Sertão’, do escritor Afonso Arinos de Mello Franco, publicado em 1949. Com essa série de ilustrações, apresentadas no Salão Nacional de Belas Artes, obteve o prêmio de viagem ao exterior. Seguiu para a Europa em 1951. Em Paris frequentou o Atelier 17, aperfeiçoando-se em gravura em metal com Stanley William Hayter. De volta ao Brasil, foi premiado como o melhor gravador nacional na Bienal Internacional de São Paulo, nas edições de 1953 e de 1963. Deu aulas de xilogravura na Escola de Artesanato do Museu de Arte Moderna de São Paulo. Foram seus alunos, entre outros, Maria Bonomi e Antonio Henrique Amaral . Fundou o Estúdio Gravura, em 1960, com Maria Bonomi. Em 1962, foi convidado pelo Itamaraty a integrar a Missão Cultural Brasil-Paraguai, posteriormente Centro de Estudos Brasileiros. Mudou-se para o Paraguai e dirigiu até 1992, o Setor de Artes Plásticas e Visuais. Foi fundador do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Paraguai. PONTUAL, PÁG. 1, JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 19; MEC VOL.1, PÁG. 33; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 795; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28; ACERVO FIEO.



572 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Gato verde" - acrílico sobre papel - 29 x 42 cm - canto inferior direito -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



573 - CAROL KOSSAK (1895 - 1976)

Paisagem com araucárias - guache - 27 x 20 cm - canto inferior esquerdo -

Excepcional pintor ativo em São Paulo, onde realizou exposição individual em 1941. Consta ainda em sua bibliografia, ter participado de várias exposições nas décadas de 30 e 40. Pintou marinhas, animais, principalmente cavalos e figuras. Reputado como grande retratista. MEC vol.2 pág. 411; TEODORO BRAGA, pág. 134.; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 512, Acervo FIEO.



574 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Paisagem - óleo sobre madeira - 13,5 x 18 cm - canto inferior direito ilegível -



575 - PAULA KADUNC (1954)

"Com bordado" - acrílico sobre tela - 60 x 50 cm - dorso -
Registrado sob o nº 374 no catálogo da autora.

Paula Kadunc, pseudônimo artístico de Maria Paula Kadunc, nasceu em São Paulo. Frequentou um curso clássico de arte e comunicação na época de colégio. Formou-se em historia (1975) e nos anos seguintes realizou viagens de estudo pela Europa, Japão, China e Filipinas. No inicio da década de 80 trabalhou no Museu de Arte de São Paulo como assessora de imprensa e relações publicas auxiliando ainda na curadoria de diversas exposições. Na década de 90 frequentou o ateliê do escultor Paulo Tadee onde trabalhou com desenhos e pinturas geométricas e passou a fundir esculturas em bronze. Estudou técnica de pintura com Marysia Portinari. Tem participado com suas obras de várias exposições coletivas e leilões de arte. Possui obras em diversas coleções particulares e no Museu de Arte do Parlamento de São Paulo. www.artemaisnet.com.br/artistas/paula-kadunc.html; www.catalogodasartes.com.br; www.al.sp.gov.br; www.artprice.com; www.askart.com.



576 - TÉIA DE SOUSAS (1945)

"Boteco do bigode" - óleo sobre tela - 50 x 34 cm - canto inferior direito e dorso - 2017 -

Pintora primitiva ativa no Estado de São Paulo. Suas obras nos trazem belas cenas do cotidiano das pessoas no campo. Suas cores são bem dosadas e a composição agrada aos olhos, pois traz harmonia e tranquilidade. A artista expõe regularmente, com sucesso de público e vendas.



577 - TARSILA DO AMARAL (1890 - 1973)

Jibóia - desenho a nanquim - 10 x 17 cm - canto inferior direito - 1929 -
No estado.

Pintora e desenhista, Tarsila do Amaral nasceu em Capivari, SP e faleceu em São Paulo. Estudou escultura com William Zadig e com Mantovani, em 1916, na capital paulista. No ano seguinte teve aulas de pintura e desenho com Pedro Alexandrino, onde conheceu Anita Malfatti. Ambas tiveram aulas com o pintor Georg Elpons. Em 1920 viajou para Paris e estudou na ‘Académie Julian’ e com Émile Renard. Ao retornar ao Brasil formou em 1922, em São Paulo, o Grupo dos Cinco, com Anita Malfatti, Mário de Andrade, Menotti del Picchia e Oswald de Andrade. Em 1923, novamente em Paris, frequentou o ateliê de André Lhote, Albert Gleizes e Fernand Léger. Foi a criadora de duas das principais tendências ou movimentos de nossa arte nacionalista: o Pau Brasil e o Antropofagia. A convite da Comissão do IV Centenário de São Paulo fez, em 1954, o painel ‘Procissão do Santíssimo’ e, em 1956, entregou ‘O Batizado de Macunaíma’, sobre a obra de Mário de Andrade, para a Livraria Martins Editora. A retrospectiva Tarsila: 50 Anos de Pintura, organizada pela crítica de arte Aracy Amaral e apresentada no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo , em 1969, ajudou a consolidar a importância da artista. TEODORO BRAGA, PÁG. 220; REIS JR., PÁG.388; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 365; MEC, VOL. 4, PÁG. 370; PONTUAL, PÁG. 511; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 492; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 389; ARTE NO BRASIL, PÁG. 577; LEONOR AMARANTE, PÁG. 24; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 958.



578 - DJALMA URBAN (1917 - 2010)

Paisagem do Recife - óleo sobre tela colada em eucatex - 24 x 15 cm - canto inferior direito e dorso - 1987 -

Pintor, ilustrador, desenhista, jornalista e professor, nascido na cidade paulista de Leme, no dia 9 de outubro de 1917. Estudou desenho e pintura com Torquato Bassi, Waldemar da Costa, Pedro Alexandrino, Paulo do Vale Júnior, Teodoro Braga e Marques de Leão. Realizou ilustrações e desenhos para o jornal O Estado de S. Paulo. Segundo crítica de Julio Louzada: "Impressionista, a paisagem, a natureza, a marinha e o folclore brasileiros são os seus temas preferidos. Dono de um estilo vigoroso e espontâneo, seus quadros se destacam pela riqueza composicional e cromática. A cor, aliás, sempre em tonalidades quentes, é o forte de sua pintura, assim como os jogos de luz que domina com perfeição. " Expôs individualmente a partir de 1951. JULIO LOUZADA, vol.2, pág.1014; MEC, vol.4, pág.436; THEODORO BRAGA, pág.82; ITAÚ CULTURAL; 37, Acervo FIEO.



579 - GLADYS MALDAUM (1943)

Flores - óleo sobre eucatex - 61 x 37 cm - canto inferior direito - 1994 -
Ex-coleção Antônio Maluf - Galeria Seta - São Paulo - SP.

Pintora e desenhista, natural de São Paulo-SP, onde nasceu a 29/9/1943. Iniciou sua carreira em 1961, cursando desenho e modelo vivo com o prof. Lubra, aperfeiçoando-se na figura com o prof. Amadeo Scavone. Estudou Composição e Sumiê com o pintor Fang. Segundo Enock Sacramento, a autora mostra-se interessada por aspectos particulares da paisagem e da figura humana. Sua obra é uma forma particular de registrar a natureza e uma recriação da figura humana. Individuais a partir de 1970 e coletivas desde 1971, com sucesso de crítica e de público, tendo recebido nestes certames diversas premiações. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 190/191, Acervo FIEO.



580 - MARIO GRUBER (1927 - 2011)

"Série articulados" - óleo sobre tela - 80 x 60 cm - canto inferior direito e dorso - 2002 -
Reproduzido no convite deste Leilão. Com declaração de autenticidade firmada pelo autor, datada de 10 de março de 2008, São Paulo - SP.

Pintor, desenhista, gravador, escultor, muralista - Mário Gruber Correia nasceu em Santos, SP. Autodidata, começou a pintar em 1943. Mudou-se para São Paulo em 1946 e matriculou-se na Escola de Belas Artes, onde foi aluno do escultor Nicolau Rollo. Em 1947, ganhou o primeiro prêmio de pintura na exposição do grupo ’19 Pintores’. No ano seguinte realizou sua primeira exposição individual e passou a estudar gravura com Poty e a trabalhar com Di Cavalcanti. Recebeu bolsa de estudo em 1949, foi morar em Paris, onde estudou na ‘École Nationale Supérieure des Beaux-Arts’ com o gravador Édouard Goerg e trabalhou com Candido Portinari. Retornou ao Brasil em 1951 e fundou o Clube de Gravura (posteriormente Clube de Arte) em sua cidade natal, onde voltou a residir. Foi professor de gravura no Museu de Arte Moderna de São Paulo em 1953 e na Fundação Armando Álvares Penteado entre 1961 e 1964. De 1974 a 1978, morou em Paris, depois, ao retornar ao Brasil, morou em Olinda, Pernambuco. Em 1979, montou ateliê em Nova York. De volta a São Paulo, realizou obras de grande porte em espaços públicos como a estação Sé do Metrô e o Memorial da América Latina. Além de ter realizado muitas exposições individuais, participou de várias mostras e salões oficiais: Salão Paulista de Arte Moderna; Panorama da Arte Moderna Brasileira; Bienal Internacional de São Paulo e na França, Espanha, Estados Unidos, Colômbia, Holanda, Finlândia, Alemanha. PONTUAL, PÁG. 253; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 370; MEC, VOL. 1, PÁG. 466; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 448; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.649; ARTE NO BRASIL, PÁG. 803; LEONOR AMARANTE, PÁG. 376; ACERVO FIEO.



581 - ARTE POPULAR BRASILEIRA (XX)

Figuras - entalhe em madeira - 80 x 41 x 4,5 cm - assinado -
Geraldo A.



582 - HERTON ROITMAN (1943)

Composição - técnica mista - 52 x 72 cm - canto inferior direito - 1997 -

Nascido em Porto Alegre, RS, no dia 28 de junho de 1943. Residindo em São Paulo, formou-se pela ECA-USP. Com parte de sua vida artística voltada para o teatro e elaboração de figurinos, fez diversos cursos ligados a esta arte, onde também lecionou. Participa de exposições a partir de 1966, apresentando a mostra Máscaras, na Galeria Guignard, de BH-MG. ganhando diversos prêmios, tais como os de Melhor Figurinista do Ano, nos anos de 1964, 65, 66, 67, o de Melhor Cenógrafo, 1967, Revelação Desenho, 1967, e o de Melhor Figurinista Brasileiro, medalha de outro, XII Bienal Internacional, SP. RGS, pág. 251.



583 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

No banho - gravura - 17/30 - 19 x 11 cm - canto inferior direito -
Y. Afonso.



584 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulata - desenho a lápis - 20 x 14 cm - canto inferior esquerdo -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



585 - IVAN SERPA (1923 - 1973)

Série negra - desenho a nanquim e aguada - 20 x 17 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e professor, Ivan Ferreira Serpa nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Estudou gravura e desenho com Axel Leskoschek (entre 1946 e 1948) no Rio de Janeiro. Em 1949, ministrou suas primeiras aulas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, onde, a partir de 1952, exerceu sistemática atividade didática, em especial no ensino infantil. Foi um dos precursores do concretismo no Brasil, criando ao lado de Aluisio Carvão, Lígia Clark, Hélio Oiticica e outros o Grupo Frente, que se manteve ativo de 1954 a 1956, inclusive com exposições no Rio de Janeiro. Participou da Divisão Moderna do SNBA (1947-1951). Em 1957, recebeu o prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna, RJ. Participou da exposição ’Opinião 65’, evento que marca a difusão de uma nova arte de tendência figurativa, a neofiguração. Em 1970, fundou, com Bruno Tausz, o Centro de Pesquisa de Arte no Rio de Janeiro. Participou da Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1961, 1963, 1965) e da Bienal de Veneza (1952, 1954, 1962, 1966). PONTUAL, PÁG 486; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 605; ARTE NO BRASIL, PÁG. 840; LEONOR AMARANTE, PÁG. 26; MEC VOL. 4, PÁG. 221; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 899.



586 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

No parque - aquarela - 31 x 22 cm - canto inferior esquerdo ilegível - 20/08/1949 -



587 - HEITOR CARILLO (1924)

Paisagem - óleo sobre madeira - 20 x 37 cm - canto inferior esquerdo - 1972 - São Paulo -

Pintor, compositor e publicitário. Aperfeiçou sua técnica com Pedro Bruno e Silvio Alves. Realizou diversas exposições individuais em seu próprio ateliê, tem figurado em diversos salões e coletivas, conquistando prêmios. JULIO LOUZADA vol. 4, pág. 216



588 - SERGIO MILLIET (1898 - 1966)

Figura - óleo sobre eucatex - 46 x 38 cm - canto inferior esquerdo -

Nascido e falecido em São Paulo, Capital. Poeta, ensaísta, crítico literário e de arte, e pintor. Ao lado de suas múltiplas atividades de poeta, crítico e estudioso das artes plásticas, Sergio Milliet também foi assíduo pintor de domingo, especialmente das praias de Santos. Foi diretor artístico do MAM-SP, o qual organizou em 1969, uma exposição de sua pintura, comentada no Jornal do Brasill, de 22/9/1969. PONTUAL, pág. 361; JULIO LOUZADA vol.10, pág. 598; ITAÚ CULTURAL; TEIXEIRA LEITE, pág. 325. Acervo FIEO.



589 - ARAQUÉM ALCÂNTARA (1951)

Boiada - fotografia - 28 x 32 cm - canto inferior direito - 1983 -

Fotógrafo, jornalista e professor, Araquém Alcântara Pereira nasceu em Florianópolis, SC. Estudou jornalismo na Universidade de Santos (SP). Começou a trabalhar como fotojornalista em São Paulo nos anos setenta, colaborando com os jornais 'O Estado de São Paulo', 'Jornal da Tarde' e com a revista 'Isto É', antes de passar a trabalhar de forma independente em meados dos anos oitenta. Realizou sua primeira matéria de cunho ambientalista, a documentação do Parque da Juréia em Iguape, SP (1979). Celebrado como um dos precursores da fotografia ecológica no país, já publicou mais de 15 livros, tendo ainda participado de várias mostras coletivas e realizado inúmeras exposições individuais. Seu livro 'Terra Brasil' (Editora DBA e, em seguida, Edições Melhoramentos, 1998) é o livro de fotografia brasileiro mais vendido de todos os tempos, tendo ultrapassado a marca dos 100 mil exemplares. Merecem menção ainda os livros: 'Árvores mineiras' (1987); 'Juréia, a luta pela vida' (1988); 'Mar de Dentro e Brasil: Herança ambiental' (1990); 'Estações Ecológicas do Brasil' (1992); 'Santa Catarina' (1993); 'Projeto Dique e Ecologia no Brasil: Mitos e realidade' (1995); 'Brasil Iluminado' (2000); 'Paisagem brasileira' (2003); 'Pantanal' (2003); 'Brasileiros' (2004). Entre prêmios recebidos, destacam-se a 'Presença das Crianças nas Américas', concedido pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância – UNICEF (1979); o Grande Prêmio da 1ª Bienal de Fotografia Ecológica, Porto Alegre (1982); melhor exposição em 1993, concedido pela Associação Paulista de Críticos de Arte - APCA. ITAU CULTURAL; www.funarte.gov.br; www.jornaldafotografia.com.br.



590 - JOAQUIM MIGUEL DUTRA (1864 - 1930)

Natureza morta - óleo sobre tela colada em madeira - 100 x 40 cm - canto inferior direito - 1917 -
Reproduzido na quarta capa do catálogo deste Leilão.

Pintor nascido e falecido em Piracicaba. Notabilizou-se pelas paisagens documentárias locais, realizando ainda trabalhos em São Paulo, Limeira, Caconde, São Carlos e Capivari. Foi pai dos pintores Alipio, Antonio de Pádua, Archimedes e João Dutra.PONTUAL, pág. 186; MEC, vol. 2, pág. 84; TEIXEIRA LEITE, pág. 171, RUTH TARASANTCHI.



591 - LOURENÇO (1945 - 1997)

Moça - óleo sobre eucatex - 90 x 80 cm - canto inferior esquerdo - 1995 -
Ex-coleção Antônio Maluf - Galeria Seta - São Paulo - SP.

Pintor, desenhista, artista gráfico, o artista José Toledo Piza Lourenço Júnior nasceu e faleceu em São Paulo - SP. Estudou desenho com Nelson Nóbrega na Fundação Armando Álvares Penteado, FAAP-SP, entre 1962 e 1965. Neste mesmo ano viaja à Bahia, onde executa a série de desenhos Lavadeiras. Entre 1965 e 1967, trabalha como diagramador para a Editora Abril nas revistas Realidade e Conhecer. Em 1987, é escolhido o melhor pintor do ano por alunos da Chapel School, em São Paulo. Entre as exposições das quais participa, destacam-se: Salão de Belas Artes de São Bernardo do Campo, São Paulo, 1967; Salão Paulista de Arte Moderna, São Paulo, 1969; Panorama de Arte Brasileira, no Hotel Nacional, Brasília, 1970; Image du Brésil, no Manhattan Center, Bruxelas (Bélgica), 1973; Panorama de Arte Atual Brasileira, no Museu de Arte Moderna, MAM/SP, 1973; Mostra Realismo, no Paço das Artes, São Paulo, 1976; José Lourenço, na Galeria Allan Ko, Paris (França), 1978; José Lourenço, na Galeria de Arte André, São Paulo, 1980/1985; Exposição de Pinturas de Lourenço, na Ranulpho Galeria de Arte, Recife, 1989; A Música na Pintura, na Ranulpho Galeria de Arte, São Paulo,1992; 4º Stúdio Unesp, Sesc e Senai de Tecnologia de Imagens, no Sesc/Pompéia, São Paulo, 1996. JULIO LOUZADA, vol 11, pág. 179; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO.



592 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Gato azul com flores" - acrílico sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito e dorso - 2002 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



593 - HENRI DE TOULOUSE LAUTREC (1864 - 1901)

Rosto - técnica mista - 37 x 29 cm - canto inferior direito -
No estado. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista, gravador, caricaturista, ilustrador e designer francês, Henri-Marie-Raymonde de Toulouse-Lautrec-Monfa nasceu em Albi e faleceu em Château de Malromé, Gironde. Descendente de uma família aristocrática recebeu educação artística e foi um menino normal até os 14 anos, quando sofreu um acidente e quebrou um fêmur e, menos de um ano depois, quebrou o outro. Os traumatismos, aliados a uma doença óssea congênita, atrofiaram suas pernas, seu corpo se tornou desproporcional e com dificuldades de locomoção. Estudou com René Princeteau (artista profissional que foi seu tutor), Léon Bonnat (1882) e Fernand Cormon. Ingressou no Liceu Fontanes (1872) em Paris e, depois de bacharelar-se (1881), decidiu tornar-se pintor. Quando adolescente assinava com o pseudônimo Treclau. Montou seu próprio ateliê em Montmartre (1884). Conheceu Van Gogh e vários pintores impressionistas e pós-impressionistas. Colaborou para os periódicos: "Revue Blanche" e "L’Escarmouche". Frequentou e retratou cenas do 'Moulin Rouge', 'Moulin de la Galette', bordéis, cabarés e casas de música. A partir de 1892, produziu muitas gravuras – para álbuns de colecionadores, cardápios, programas de teatro e livros. Expôs, pela primeira vez, no 'Salon des XX' em Bruxelas e, em várias ocasiões, no 'Cercle Volney' e no 'Salon des Indépendants' em Paris. Realizou sua última exposição individual (1895) em Londres, na filial da Galeria Goupil onde foi realizada uma exposição retrospectiva (1914) após sua morte. Em 1922 a família Lautrec doou 600 de suas obras a Albi, sua cidade natal, que para abrigá-las foi criado o Museu Toulouse-Lautrec. BENEZIT; DICIONÁRIO OXFORD DE ARTE; www.toulouse-lautrec-foundation.org; www.historiadasartes.com; educacao.uol.com.br; www.artprice.com.



594 - OSCAR PEREIRA DA SILVA (1867 - 1939)

Jovem senhora - óleo sobre tela - 39 x 30 cm - canto inferior direito -

Pintor, decorador, desenhista, professor, Oscar Pereira da Silva nasceu em São Fidélis, RJ e faleceu em São Paulo. Estudou na Academia Imperial de Belas Artes (1882-1887), foi aluno de Zeferino da Costa, Victor Meirelles, Chaves Pinheiro e José Maria de Medeiros. Em 1887, tornou-se ajudante de Zeferino da Costa na decoração da Igreja da Candelária, no Rio de Janeiro. Conquistou o último prêmio de viagem ao exterior concedido pelo imperador dom Pedro II, transferindo-se para Paris (1889) onde estudou com Léon Bonnat e Jean-Léon Gérôme. No período em que permaneceu na França, produziu diversos estudos e telas. Retornou ao Brasil em 1896. No Rio de Janeiro, realizou uma exposição individual no salão da Escola Nacional de Belas Artes , onde foram apresentados os trabalhos feitos na Europa. No mesmo ano, transferiu-se para São Paulo. Lecionou no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, no Ginásio do Estado e ministrou aulas particulares em seu ateliê. Em 1897, fundou o Núcleo Artístico, que, mais tarde, se transformou na Escola de Belas Artes, onde deu aulas. Trabalhou na decoração do Teatro Municipal de São Paulo (entre 1903 e 1911) elaborando três murais: 'O Teatro na Grécia Antiga', 'A Dança' e 'A Música'. Realizou pinturas para Igreja de Santa Cecília (entre 1907 e 1917). Como pensionista do Governo do Estado de São Paulo, viajou a Paris em 1925. QUIRINO CAMPOFIORITO, IN CAMPOFIORITO, QUIRINO. HISTÓRIA DA PINTURA BRASILEIRA NO SÉCULO XIX. ED.PINAKOTHEKE-SP, 1983. PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL VOL. 1, PÁG. 245; TEODORO BRAGA PÁG. 177; LAUDELINO FREIRE PÁG. 383; WALMIR AYALA VOL. 2, PÁG. 185; MEC VOL. 4, PÁG.277; PONTUAL PÁG. 419; TEIXEIRA LEITE PÁG. 402; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 437; ARTE NO BRASIL PÁG. 553, ACERVO FIEO; F. ACQUARONE PÁG. 187, RUTH TARASANTCHI; www.artprice.com; www.pinacoteca.org.br; www.dezenovevinte.net.



595 - ANTONIO PESSOA (1943)

Composição - múltiplo em bronze - 10 x 07 x 0,5 cm - assinado -

Escultor, assina Tonny. Radicado no Rio de Janeiro detentor de bom curriculo nacional e internacional com inumeras participações em Salões Oficiais,varias vezes premiado. Ótimo mercado.



596 - YASUICHI KOJIMA (1934)

"Igreja de Itaquaquecetuba" - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito e dorso - 2007 -
Obra exposta na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo.

Pintor e ceramista nascido em Tajimi, Japão - cuja população vive de cerâmica e porcelana. Seu pseudônimo artístico é Kojima. Recebeu influência de seu pai, Shigueo Kojima - tradicional artista e ceramista japonês conhecido pelo nome artístico Juho Kojima. Formou-se na Escola de Cerâmica Industrial de Tajimi - Gifu, Japão. Veio para o Brasil em 1953, trabalhou por cinco anos em São Caetano e transferiu-se para Mauá onde, como seu pai, montou sua própria fábrica de cerâmicas e porcelanas que está em atividade até hoje. Naturalizou-se brasileiro e estudou pintura com Manabu Mabe, Takaoka e Nakajima. Realizou exposição individual em Poá, SP (2009) e no Museu de Arte do Parlamento de São Paulo (2013). Participou de diversas mostras e Salões oficiais em: São Bernardo do Campo, SP (1967); São Paulo (1968, 1969, 2001 a 2010); Poá, SP (2009-como convidado); Embu, SP (2012 - Prêmio Prata). www.mauamemoria.com.br; www.radaroficial.com.br/d/31498914; issuu.com/shinzenbi/docs/makoto_5/27.



597 - MENASE WAIDERGORN (1927)

Trabalhadores - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior direito -

Pintor nascido em Hotin, Romênia. Seus pais vieram para o Brasil (1932) fixando residência em São Paulo. Ingressou na Associação Paulista de Belas Artes (fim da década de 1940), onde conheceu Dario Mecatti. Viajou pelo norte da África e Europa. Participou de diversos salões, coletivas oficiais e recebeu diversos prêmios. JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 1011; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



598 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Paisagem - óleo sobre tela - 48 x 55 cm - canto inferior esquerdo - 1956 -
Cardoso.



599 - MARIETTE LYDIS (1894 - 1970)

"Les yeux noirs" - desenho a lápis - 32 x 23 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintora, desenhista, gravadora e ilustradora nascida em Viena, Áustria e falecida em Buenos Aires, Argentina. Viajou pela Rússia, Inglaterra, Itália, Grécia, Egito, Turquia e Estados Unidos. Chegou a Paris em 1927 e logo realizou sua primeira exposição. No início, seu trabalho era voltado para as ilustrações na literatura. Ilustrou: 'Les Fleurs du Mal' de Charles Baudelaire; 'Lettres sur le Serviteur Châtié' de Henri de Montherlant; o Alcorão; 'Autres Rhumbs' de Paul Valéry; 'Le Zodiaque' de Jane Régny; ' Romans et Nouvelles' de Pierre Louys; entre outros. Foi membro do 'Salon d’Automne'. Com a perseguição aos nazistas, viveu por breve período em Winchcombe, Inglaterra e se refugiou em Buenos Aires (1940). BENEZIT; www.annexgalleries.com; www.artprice.com.



600 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

"Baianas com marinha ao fundo" - óleo sobre tela - 80 x 100 cm - canto inferior direito e dorso - 1969 -
Reproduzido no convite e na capa do catálogo deste Leilão. Com recibo original do autor datado de 22 de abril de 1969. Ex coleção Irineu Gomes da Rosa - São Paulo SP.

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



601 - LISE FORELL (1924)

Festa de São João - litografia - 1/30 - 60 x 43 cm - canto inferior direito -

Pintora e desenhista nascida em Brno, país atualmente conhecido como República Tcheca. Iniciou seus estudos artísticos, em sua terra natal, com o pintor Gustavo Bohn. Quando iniciou a I Guerra Mundial emigrou com a família para a Bélgica onde cursou a Academia de Belas Artes de Antuérpia. Depois de ter passado alguns meses no Campo de Concentração Sidi El Aiashi, Marrocos, veio para o Brasil em 1941. Realizou muitas exposições individuais pelo Brasil, Europa, Estados Unidos, Israel e participou de diversas mostras e Salões oficiais. liseforell.blogspot.com.br; www.al.sp.gov.br/noticia.



602 - INGRES SPELTRI (1940)

"Maternidade" - óleo sobre tela - 80 x 60 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor, desenhista, escultor, gravador e professor nascido em Jau, SP. Filho do pintor Augusto Speltri com quem se iniciou na pintura, ainda criança. Em 1959 mudou-se para São Paulo onde estudou Música (1960-1964). É professor titular da Escola Panamericana de Arte, SP. Realizou exposições individuais, em São Paulo, nos anos de 1977, 1981, 1978, 1984. Participou de várias mostras e Salões oficiais, sendo premiado em: São Paulo (1963, 1966, 1970, 1971); Santo André, SP (1976). JULIO LOUZADA VOL. 5, PÁG. 1012; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; MEC VOL. 4, PÁG. 338; PONTUAL PÁG. 504; www.artprice.com; www.speltri.com.



603 - GIANCARLO ZORLINI (1931)

Paisagem - técnica mista - 34 x 26 cm - canto inferior esquerdo - 1997 -

Médico de profissão, iniciou-se autodidaticamente na pintura, em 1962. É filho do escultor e pintor Ottone Zorlini. Participou diversas vezes do Salão Paulista de Belas Artes, nele recebendo diversas premiações. Sua pintura tem como tema predominante a paisagem. JULIO LOUZADA vol. 3, pág. 124; MEC vol.4, pág.534; PONTUAL, pág. 559; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



604 - ORÓZIO BELÉM (1903 - 1985)

"Camille Saint-Saëns" - desenho a carvão - 36 x 27 cm - canto inferior esquerdo - 1936 - Rio de Janeiro -

Mineiro de Sabará, este pintor e professor foi para o Rio de Janeiro com o firme propósito de estudar na antiga ENBA. Ali teve a oportunidade de assitir as aulas de desenho e pintura com os mestres Baptista da Costa, Rodolfo Amoedo e Rodolfo Chambeland, além de estudar ao lado de Portinari, Oswaldo Teixeira, Lula Cardoso Aires, Manuel Santiago e Orlando Teruz, entre outros. Suas obras são compostas, essencialmente, de imagens com cenas de gênero, retratos e tipos populares. Participou regularmente do SNBA-RJ a partir de 1923, obtendo além de outras importantes premiações, a menção honrosa em 1924 e Prêmio Viagem ao Exterior em 1945. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 108; THEODORO BRAGA; REIS JR. Acervo FIEO.



605 - GEORG FRIEDRICH PAPPERITZ (1846 - 1918)

Romeiros - óleo sobre tela - 26,5 x 21 cm - canto inferior direito -
No estado. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista alemão nascido em Dresden e falecido em Munique. Filho do também pintor Gustav Friedrich Papperitz. Frequentou a Academia de Dresden e de Antuérpia. Visitou a Itália, Holanda e Inglaterra. Expôs em Berlim (1886), na Exposição Universal de Paris (1900) onde recebeu uma distinção. BENEZIT; www.artprice.com.



606 - JOSÉ MARQUES CAMPÃO (1892 - 1949)

Paisagem - óleo sobre madeira - 24 x 33 cm - canto inferior direito -

Pintor e desenhista nascido e falecido em São Paulo. Frequentou as aulas de pintura de Oscar Pereira da Silva em São Paulo (1905). Com apenas dezesseis anos recebeu Menção Honrosa pela sua participação no Salão Nacional de Belas Artes, RJ, fato que se repetiu em 1916 quando obteve, no mesmo Salão, a Medalha de Prata. Viajou para Paris, França (entre 1912 e 1918) onde estudou na 'École Nationale Superieure des Beaux-Arts' e na 'Académie Julian' com Jean-Paul Laurens e Paul Albert Laurens. Integrou a Comissão de Orientação Artística em São Paulo (1944). Realizou exposições individuais em: São Paulo, Rio de Janeiro, Argentina, África do Sul, França, Uruguai, Bélgica, entre outras. Participou de numerosas mostras coletivas, destacando-se: Salão Nacional de Belas Artes, RJ (1907 a 1910, 1916, 1919, 1920); 'Salon des Artistes Français', Paris (1927 a 1930, 1931 - Menção Honrosa, 1932); Salão Paulista de Belas Artes, SP (1934, 1937, 1940, 1944, 1945). TEODORO BRAGA PÁG. 61; PONTUAL PÁG. 102; MEC VOL. 1, PÁG. 331; REIS JR. PÁG. 374; WALMIR AYALA VOL. 1, PÁG. 160; ITAU CULTURAL, ACERVO FIEO, RUTH TARASANTCHI; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 179; www.brasilartesenciclopedias.com.br; www.artprice.com; www.artnet.com.



607 - RAIMUNDO DE OLIVEIRA (1930 - 1966)

Santo Antônio - óleo sobre cartão - 27 x 19 cm - canto inferior esquerdo - 1961 -
No estado.

Raimundo Falcão de Oliveira nasceu em Feira de Santana, BA e faleceu em Salvador, BA. Pintor, desenhista e gravador. Iniciou-se nas artes por intermédio da mãe, pintora de temática religiosa, que o encaminhou para o desenho e a pintura, como também o orientou na religião. Incentivado pela professora de desenho, expôs pela primeira vez no Ginásio Santanópolis, onde retratou os professores da escola. Após a conclusão do curso ginasial, em 1947, seguiu para Salvador, onde fez cursos regulares de pintura com Maria Célia Amado, na Escola de Belas Artes da Universidade da Bahia, e conheceu Mario Cravo Júnior e Jenner Augusto . Realizou a primeira individual no hall da Prefeitura de Feira de Santana, em 1951, momento em que se ligou a um grupo de artistas independentes, responsável pelos ‘Cadernos da Bahia’. Residiu em São Paulo de 1958 a 1964, depois voltou a morar na Bahia. Viveu no Rio de Janeiro entre 1965 e 1966. Realizou exposição individual no MAM, RJ (1966), entre outras, e participou, também entre outras, da 7ª e 8ª Bienal de São Paulo (1963 e 1965). Em Salvador foi premiado em 1955 e 1956. No ano de sua morte foi editada a ‘Pequena Bíblia de Raimundo de Oliveira. Xilogravuras’, pela Galeria Bonino e Petite Galerie, organizada por Julio Pacello, com prefácio de Jorge Amado. Em 1982, foi publicado o segundo álbum do artista, ‘Via Crucis’, pela Fundação Cultural do Estado da Bahia, e foi inaugurada a Galeria Raimundo de Oliveira, em Salvador. TEIXEIRA LEITE, 365; PONTUAL, 394; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; MEC VOL. 3, PÁG. 299; JULIO LOUZADA VOL. 7, PÁG. 524; ACERVO FIEO.



608 - IUR SERAVAT FULAM (1959)

"Série concessão à curva" - técnica mista - 29 x 20 cm - canto inferior esquerdo - 2017 -

Pseudônimo do autor. Natural de São Paulo (SP), filho primogênito de um casal ligado à atividade cultural (pai artista gráfico e plástico e mãe escritora). Autodidata neste campo, embora tenha tido grande estímulo para o desenho e a pintura acompanhando a atividade artística de seu pai, que também foi marchand a partir da década de 60, permitindo que tivesse estreito contato e pudesse realizar uma grande experimentação ao longo dos anos tanto para a linguagem figurativa com temas ligados ao cotidiano, como para a geométrica. É professor universitário e consultor na área de assuntos públicos e instituições políticas.



609 - DIONISIO DEL SANTO (1925 - 1999)

Composição - guache - 15,5 x 19 cm - canto inferior direito - 1989 -

Pintor, desenhista, gravador e serigrafista, nasceu em Colatina-ES, e faleceu em Vitória, naquele mesmo Estado. Autodidata. Em 1975, recebe o Prêmio de Melhor Exposição de Gravura do Ano, da APCA. Participou da 9ª Bienal Internacional de São Paulo, 1967 (Prêmio Itamarati Aquisição) e do Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro, 1968 (Prêmio Isenção do Júri). JULIO LOUZADA vol.11, pág. 88; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 682; ARTE NO BRASIL, pág. 934.



610 - AUGUSTO JOSÉ MARQUES JÚNIOR (1887 - 1960)

Flores - óleo sobre eucatex - 65 x 85 cm - canto inferior esquerdo - 1959 -

Discípulo de Visconti, grande pintor e mestre de pintura, Marques Júnior foi, no lado de Cavalleiro, um dos renovadores da arte nacional, nos primeiros anos do século XX. REIS JR. , pág. 371; TEODORO BRAGA, pág. 159; PONTUAL, pág. 341.342; MEC, vol. 3, pág. 76; TEIXEIRA LEITE, pág. 315; Primores da Pintura no Brasil, pág. 277.



611 - ARTE POPULAR BRASILEIRA (XX)

Boneca - escultura em terracota - 36 x 16 x 16 cm - não assinado -



612 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Gato - óleo sobre tela - 33 x 24 cm - lado direito -
R. Latizone.



613 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Marinha com coqueiro" - acrílico sobre papel - 29 x 42 cm - centro inferior - década de 2000 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



614 - FULVIO PENNACCHI (1905 - 1992)

Velho - técnica mista - 20 x 14 cm - canto inferior direito - 1989 -

Pintor, ceramista, desenhista, ilustrador, gravador, professor nascido na cidade de Villa Collemandina, Itália e falecido em São Paulo. Em 1924 foi para Lucca e iniciou sua formação artística no ‘Regio Istituto di Belle Arti’ onde teve aulas com o pintor Pio Semeghini. Mudou-se para São Paulo em 1929 e dedicou-se a diferentes atividades até 1933, quando passou a auxiliar Galileo Emendabili na execução de monumentos funerários. Em 1935, conheceu Francisco Rebolo, passou a frequentar seu ateliê e conviveu com os artistas do Grupo Santa Helena. Nessa mesma época integrou a Família Artística Paulista e iniciou a produção de painéis em afresco e óleo para residências, igrejas, hotéis e outras edificações, destacando-se os afrescos de grandes dimensões para a Igreja Nossa Senhora da Paz, no bairro do Glicério, executados entre 1941 e 1948. Em 1965, iniciou um período de recolhimento e manteve-se afastado das exposições e do circuito artístico. Em 1973, reabriu seu ateliê e recebeu diversas homenagens no Brasil e na Itália. Nesse mesmo ano conheceu a ceramista Eunice Pessoa e com ela desenvolveu um grande número de peças que foram expostas em 1975. Sem nunca ter abandonado as atividades artísticas, voltou a figurar em diversas mostras e continuou a produzir painéis em afresco. Em 1980, Pietro Maria Bardi publicou um livro sobre sua obra. Nove anos depois, foi lançado o livro ‘Ofício Pennacchi’, organizado por Valério Antonio Pennacchi, responsável também pela publicação, em 2002, do livro ‘Fulvio Pennacchi: Pintura Mural’. Importante retrospectiva da obra do artista foi realizada, em 1973, no MAM - São Paulo. TEODORO BRAGA, PÁG. 192; MEC, VOL, 3, PÁG. 365; WALMIR AYALA, VOL, 2, PÁG. 182; PONTUAL, PÁG. 416; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 784; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 740; ACERVO FIEO.



615 - CARLO BRANCACCIO (1861 - 1920)

"Veneza" - óleo sobre tela - 26 x 17 cm - canto inferior esquerdo -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Nasceu e faleceu em Nápoles. Participou de inúmeras exposições e Salões oficiais em Nápoles, Milão, Londres, Mônaco, Paris (1902 a 1904, 1907) e Buenos Aires. JULIO LOUZADA, vol. 4, pág. 173; BENEZIT, vol.2, pág. 270.



616 - BERNARDINO DE SOUZA PEREIRA (1895 - 1985)

Marinha - óleo sobre eucatex - 16 x 23 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1951 - Itanhaém -

Pintor. Ativo em São Paulo. Foi discípulo de Antonio Rocco. Participou do SNBA, RJ, obtendo menção honrosa (1923), medalha de prata (1930); do SPBA, São Paulo, conquistando a grande medalha de ouro em 1934. De sua autoria o Museu Paulista possui a tela "Primeira Experiência com Balão de Bartolomeu de Gusmão". TEODORO BRAGA, pág. 53; MEC, vol. 3, pág. 367; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO, RUTH TARASANTCHI.



617 - BEATRIZ MILHAZES (1960)

"Os pares (1999)" - litografia off set - 34/150 - 22 x 29 cm - canto inferior direito na matriz -
Com certificado de Edicion, emitido por C & S (Luxemburgo) Salerno e Hijos - USA - SPAIN - ITALY - FRANCE - e relevo seco do editor.

Pintora, gravadora, ilustradora e professora nascida no Rio de Janeiro. Nessa cidade formou-se em comunicação social (1981), iniciou-se em artes plásticas ao ingressar na Escola de Artes Visuais do Parque Lage (1980), onde mais tarde lecionou e coordenou atividades culturais. Cursou gravura em metal e linóleo no Atelier 78 (1995 a 1996), com Solange Oliveira e Valério Rodrigues; ilustrou o livro ’As Mil e Uma Noites à Luz do Dia: Sherazade Conta Histórias Árabes’ (1997), de Katia Canton. Participou das exposições que caracterizaram a Geração 80 e foi artista visitante em algumas universidades dos Estados Unidos (1997, 1998). Tem se destacado em mostras brasileiras, internacionais (a partir dos anos 1990) - nos Estados Unidos, na Europa e integra acervos de museus como o MoMA, Guggenheim e Metropolitan, em Nova York. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 6, PÁG. 729; www.fortesvilaca.com.br; www.artprice.com; www.museuoscarniemeyer.org.br; www.moma.org; www.metmuseum.org.



618 - PEDRO OOKA (XX)

"Porto" - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor e desenhista nascido em Tupã, SP. Sua formação artística foi na APBA – Associação Paulista de Belas Artes (1965) da qual é membro até hoje. Recebeu orientação dos pintores Manoel Navarro e Domingos Antequera. Realizou exposições individuais em São Paulo: no Espaço Cultural Jumbo Eletro do antigo Shopping Center Matarazzo, no Espaço Cultural Bar Siena, na Galeria de Arte da Sede Social e no Hall do CCR – Esporte Clube Pinheiros. Participou de várias mostras coletivas como: III EXPOPI Exposição Cultural Pinheirense; XIV, XV e XVI Arte Natureza; Salão da Marinha da Associação Paulista de Belas Artes; no Espaço Cultural da Academia Jumping – Unidade II.



619 - NEWTON COSTA (XX - XX)

Paisagem - aquarela - 24 x 33 cm - canto inferior direito -

Pintor e desenhista com diversas participações em mostras e Salões oficiais. JULIO LOUSADA VOL. 9, PÁG. 226.



620 - IVAN SERPA (1923 - 1973)

Figuras - desenho a nanquim, aquarela e guache - 27 x 18 cm - canto inferior direito - 1959 -

Pintor, desenhista, gravador e professor, Ivan Ferreira Serpa nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Estudou gravura e desenho com Axel Leskoschek (entre 1946 e 1948) no Rio de Janeiro. Em 1949, ministrou suas primeiras aulas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, onde, a partir de 1952, exerceu sistemática atividade didática, em especial no ensino infantil. Foi um dos precursores do concretismo no Brasil, criando ao lado de Aluisio Carvão, Lígia Clark, Hélio Oiticica e outros o Grupo Frente, que se manteve ativo de 1954 a 1956, inclusive com exposições no Rio de Janeiro. Participou da Divisão Moderna do SNBA (1947-1951). Em 1957, recebeu o prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna, RJ. Participou da exposição ’Opinião 65’, evento que marca a difusão de uma nova arte de tendência figurativa, a neofiguração. Em 1970, fundou, com Bruno Tausz, o Centro de Pesquisa de Arte no Rio de Janeiro. Participou da Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1961, 1963, 1965) e da Bienal de Veneza (1952, 1954, 1962, 1966). PONTUAL, PÁG 486; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 605; ARTE NO BRASIL, PÁG. 840; LEONOR AMARANTE, PÁG. 26; MEC VOL. 4, PÁG. 221; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 899.



621 - MACIEJ ANTONI BABINSKI (1931)

Animais fantásticos - gravura - 27/80 - 13 x 18 cm - canto inferior direito -

Natural de Varsóvia, Polônia, viveu sucessivamente na Inglaterra e no Canadá, radicando-se em 1953 no Brasil. Antigo aluno de Maurice Denis em Paris, e expoente da pintura abstracionista canadense. Babinski foi colega de Goeldi, de quem adotou a linguagem expressionista. Esplêndido gravador. Atualmente vive é ativo no Ceará. TEIXEIRA LEITE, pág. 48; PONTUAL, págs. 46 e 47; MEC, vol. 1, pág. 157; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 69; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 24; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 720; ARTE NO BRASIL, pág. 903, Acervo FIEO.



622 - ZÉLIO ANDREZZO (1948)

"Meninas na praia" - óleo sobre eucatex - 18 x 15 cm - canto inferior direito e dorso - 1990 -

Catarinense da bela cidade de Florianópolis, onde nasceu a 15 de dezembro de 1948. Pintor e desenhista. Segundo seus críticos, trata-se de artista obstinado e firme em seu propósito, tendo a disciplina de um espartano, a paciência de um monge e a precisão de um cosmonauta. Participações em coletivas com premiações. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 14.



623 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Vasos com flores - óleo sobre tela - 70 x 50 cm - canto inferior esquerdo ilegível - 1987 -



624 - SANSÃO CAMPOS PEREIRA (1926 - 2014)

Barcos - óleo sobre tela - 100 x 80 cm - canto inferior esquerdo -

Foi ativo no Rio de Janeiro, foi membro da Academia Brasileira de Artes, e da Academia Brasileira de Belas Artes. Artista várias vezes premiado, participou de diversas coletivas e salões, recebendo premiações várias. Seu tema preferido era a marinha. MEC vol.3, pág.389; JULIO LOUZADA vol.11, pág.243, Acervo FIEO.



625 - JOSÉ MORAES (1921 - 2003)

Nu - desenho a lápis e pastel - 29 x 45 cm - centro - 1985 -

Carioca, nascido José Machado de Morais, em 10/5/1921. Pintor, gravador, desenhista e professor. Aluno rebelde da antiga Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, foi figura importante no embate entre conservadores e modernos na década de 40, concorrendo com o seu trabalho e militância, para a difusão do modernismo pelo país, e na conquista da "Divisão Moderna", no Salão Nacional de Belas Artes. Foi aluno de Quirino Campofiorito, Portinari, com quem trabalhou na execução de diversas obras. Participou de diversos Salões com merecido reconhecimento. JULIO LOUZADA, vol. 13 pág. 230; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 602, Acervo FIEO.



626 - JOSÉ ALVES (1953)

Figuras - escultura em madeira - 68 x 17 x 03 cm - assinado -

Escultor, José Alves da Cruz nasceu no Recife, PE. Desde criança já cutucava pedaços de pau com uma faquinha. Aos 17 anos, foi trabalhar em uma galeria de arte na praia de Boa Viagem, Recife onde conheceu e ajudou Nhô Caboclo no seu trabalho. Começou a fazer seus próprios bonecos, mudou-se para Olinda. Passou a assinar suas peças como Zé Alves de Olinda. http://www.artedobrasil.com.br/jose_alves.html.



627 - ALEX VALLAURI (1949 - 1987)

Trapezista - técnica mista - 12 x 17 cm -
Com selo de identificação do autor.

Natural de Asmara, Etiópia, faleceu em São Paulo-SP. Grafiteiro, artista gráfico, pintor, desenhista, cenógrafo e gravador. Chegou ao Brasil com a família em 1965. Era residente e ativo na capital paulista. Iniciou-se em xilogravura, retratando personagens do porto de Santos. No começo da década de 1970, formou-se em comunicação visual pela FAAP-SP. Especializou-se em litografia no Litho Art Center de Estocolomo, em 1975. Retornou ao Brasil em 1978, realizando grafites em espaços públicos de São Paulo. Produzia silhuetas de figuras, com tinta spray sobre moldes de papelão. Residiu em Nova York entre 1982 e 1983, onde cursou artes gráficas no Pratt Institute. Nesse período, fez grafites nos muros da cidade. Além de usar o muro como suporte, seus trabalhos estampam camisetas, broches e adesivos. Voltou ao Brasil e começa a lecionar na Faap. Em sua produção destaca-se a série A Rainha do Frango Assado, que é também tema de instalação apresentada na 18ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1985. Retrospectiva Viva Vallauri, realizada no Museu da Imagem e do Som - MIS, em São Paulo, em 1998. JULIO LOUZADA, vol 3 pag 1170; ITAUCULTURAL.



628 - PEDRO CORRÊA (1920)

Figuras - guache - 23 x 11 cm - canto inferior direito -

Paraibano de Campina Grande, foi artisticamente orientado pelo pintor Augusto Rodrigues, no Rio de Janeiro. Fixou residência em São Paulo, onde é ativo, inclusive através de uma escola de arte que mantém na cidade. Participou regularmente do SPBA, tendo também realizado várias individuais. JULIO LOUZADA, vol. 1 pág. 271 e 272, Acervo FIEO.



629 - GASTÃO Z. FRAZÃO (XX)

Composição - técnica mista - 55 x 37 cm - canto inferior direito - 1960 -

Artista plástico e arquiteto que tem participado de mostras coletivas e Salões oficiais, destacando-se: Bienal Internacional de São Paulo, São Paulo (1967); Salão Paulista de Arte Contemporânea, São Paulo (1976); Salão Nacional de Artes Plásticas, Rio de Janeiro (1979). ITAUCULTURAL.



630 - SAURO DE COL (1936)

"Praia do Flamengo" - óleo sobre tela - 40 x 40 cm - canto inferior esquerdo e dorso - Itapoã - Salvador/BA -

Natural de Itapira, SP. Precoce nas artes, aos 15 anos já trabalhava como cartazista de cinema. Dedica-se exclusivamente à pintura a partir de 1968. A maioria de suas obras está no exterior, em coleções particulares e museus. JULIO LOUZADA vol.1, pág.266



631 - ALCIDES NAVAL (1909 - XX)

Carnaval - óleo sobre tela colada em eucatex - 12 x 38 cm - canto inferior direito -

Desenhista, pintor, artista gráfico, nascido em Belém/PA. Aperfeiçoou sua pintura com José Pancetti e realizou inúmeras exposições individuais e coletivas no Brasil e no exterior. JÚLIO LOUZADA, vol. 3, pág. 793.



632 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Figura - litografia - P.A. - 38 x 29 cm - canto inferior direito - 1992 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



633 - NICOLA PETTI (1904 - 1983)

Paisagem - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior direito -

Ativo em São Paulo, foi também excepcional desenhista, aluno nesta capital, do pintor e professor alemão Georg Ficher Elpons; participou assiduamente do Salão Paulista de Belas Artes, desde sua inauguração em 1933, onde foi muito premiado. MEC, vol. 3, pág. 393; JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 685; ITAU CULTURAL, Acervo FIEO.



634 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulata - serigrafia - 4/100 - 61 x 48 cm - canto inferior direito -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



635 - ADRIANA BANFI PASSARELLI (1947)

Depois do banho - aquarela - 72 x 101 cm - canto inferior direito -

Nasceu em Verbania, Itália. Desenhista, gravadora, pintora. Muda-se para São Paulo em 1963, Na década de 80 freqüenta aulas de óleo e aquarela com o professor José Figueroa. Participa de exposições no Brasil e no exterior. A partir da década de 90, passa a integrar o Acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo. "Adriana Banfi atinge na sua pintura atual propriedades que vem somando de técnicas experimentadas anteriormente: aquarela e gravura, principalmente. A artista quer fazer da cor uma entidade autônoma, ao inserir na densidade da pintura abstrata a transparência da aquarela. Ao mesmo tempo, contrapondo-se à ríspida textura, fruto da rugosidade da superfície da tela, Banfi aproxima-se de processos de gravura (incisione), enquanto harmoniza todo esse universo com um grafismo essencial no equilíbrio e expressivo no gesto. Cada técnica traz em si sua linguagem subjacente. Adriana Banfi retira da aquarela a fluidez das transparências; enquanto a gravura dá-lhe disciplina, textura e profundidade, espécie de anteparo ao melífluo da aquarela, anulando assim a possibilidade de uma dessas linguagens sobrepujar a outra, dominando a outra. Ao contrário, por serem antagônicas em suas propostas, ambas se anulam, deixando à pintura uma fenda para o emergir de sua autonomia. Para conseguir esses efeitos de aguada e de textura, a artista emprega a tinta acrílica, na qual pode realizar a têmpera adequada, ora tornando-a mais fluídica, em busca de transparências, ora densas rugosidades". Alberto Beuttenmüller in BANFI, Adriana. As Quatro estações : pinturas. Fotografia Romulo Fialdini; texto Alberto Beuttenmüller; apresentação Mônica Filgueiras Almeida. São Paulo : Mônica Filgueiras Galeria de Arte, 1998. 2 folhas dobradas il. p. b. color. JULIO LOUZADA vol. 4 pág. 107; ITAU CULTURAL.



636 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XIX - XX

Ovelhas - óleo sobre madeira - 13 x 18 cm - assinado -
A. Ladd.



637 - ANTONIO SEGALA (1934)

Casario - óleo sobre tela colada em eucatex - 22 x 16 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor ativo em São Paulo, de onde extrai belas paisagens para os seus quadros, elaborados com acurada técnica. JULIO LOUZADA vol.9, pág.788



638 - ANTONY PE (1941)

Composição - óleo sobre tela - 90 x 70 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor e desenhista com diversas participações em mostras e Salões oficiais. JULIO LOUSADA VOL .1 PÁG. 728.



639 - EDMUNDO MIGLIACCIO (1903 - 1983)

Trabalhador - desenho a lápis de cor - 30 x 22 cm - canto inferior direito - 1969 -

Pintor, natural do município de Caconde-SP. Filho de imigrantes italianos, batizado Edmundo Francisco Nicodemo Migliaccio, iniciou seus estudos no Liceu, com os mestres Enrico Vio, Angelo Cantu e Torquato Bassi. Acadêmico por formação e vocação, foi fundador da Associação Paulista de Belas Artes. Expositor fiel do Salão Paulista, foi ali várias vezes premiado. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 213; ARTE NO BRASIL, pág. 812.



640 - IVAN GOUSSEFF (1897 - 1953)

Rosas - técnica mista - 30 x 35 cm - canto inferior direito -

Nascido em Viborg, Finlândia e falecido em São Paulo-SP. Fez seus estudos na Academia de Belas Artes de São Petersburgo. Em 1921 emigrou para o Brasil, fixando-se em São Paulo. Foi por cerca de 25 anos autor de cartões para vitrais produzidos pela empresa Conrado Sorgenicht de São Paulo, especializando-se em temas sacros, sendo de sua autoria, por exemplo, a rosácea sobre a porta principal da Catedral de São Paulo. Como pintor trabalhou a óleo, pastel, e aquarela. MEC, vol. 2, pág. 279; JULIO LOUZADA, vol. 4, pág. 483; TEIXEIRA LEITE, pág. 225.



641 - MARIO FAISAL (1937 - 2014)

Caravana Árabe - óleo sobre eucatex - 23 x 26 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, restaurador, professor, compositor e instrumentista nascido em Ibitinga, SP e falecido na Praia Grande, SP. Estudou na Escola Paulista de Belas Artes (1954-1958), escultura e cerâmica no ateliê de Berenice Florshein (1979-1981) e Fundação Mokiti Okada (1995-1998). Participou de diversas mostras coletivas. JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 382; http://www.recantodasletras.com.br/biografias/4833527.



642 - PAPAS STEFANOS (1956)

"Taco de ouro" - óleo sobre tela colada em eucatex - 44 x 54 cm - canto inferior direito -

Nasceu na Ilha de Rodhes, Grécia. Pintor, escultor e poeta, chegou ao Brasil em 1956, radicando-se em Goianira. Os temas de Papas Stefanos estão profundamente ligados 'a vida do universo rural e interiorano do Brasil. A beleza e consistência de sua obra já foi motivo de sensíveis críticas e grande sucesso de público nas diversas exposições que realizou, inclusive com premiações. O artista foi honrado com um poema que lhe dedicou Carlos Drumond de Andrade. JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 849; ITAU CULTURAL.



643 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Vaso de flores - serigrafia - P.A. - 67 x 48 cm - canto inferior direito -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



644 - MILTON DACOSTA (1915 - 1988)

Vênus - serigrafia - 16/30 - 22 x 15 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador. Milton Rodrigues da Costa nasceu em Niterói, RJ e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou estudos de desenho e pintura, em 1929, com o professor alemão August Hantv. No ano seguinte matriculou-se no curso livre de Marques Júnior, na Escola Nacional de Belas Artes. Junto com Edson Motta, Bustamante Sá e Ado Malagoli , entre outros, criou o Núcleo Bernardelli em 1931. Viajou para Estados Unidos em 1945, com o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Belas Artes do ano anterior. Na cidade de Nova York, estudou na Art's Students League of New York. Em 1946, foi para a Europa e após visita a vários países, fixou-se em Paris, onde estudou na Académie de La Grande Chaumière. Conheceu Pablo Picasso, por intermédio de Cícero Dias, e freqüentou os ateliês de Georges Braque e Georges Rouault. Expôs no Salon d'Automne (Paris) e regressou ao Brasil em 1947. Em 1949, casou-se com a pintora Maria Leontina e passou a residir em São Paulo. Realizou muitas exposições individuais e também recebeu prêmios nas Bienais Internacionais de São Paulo (1955, 1957). TEODORO BRAGA, PÁG. 163; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 229; MEC, VOL. 2, PÁG. 13; BENEZIT, VOL. 3, PÁG.315; ITAU CULTURAL; PONTUAL, PÁG. 155; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; ACERVO FIEO.



645 - ALFREDO VOLPI (1896 - 1988)

Fachada - litografia off set - P.A. - 53 x 77 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.