Leilão de Março de 2019

25 e 26 de Março de 2019



001 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Galo - serigrafia - 32/60 - 60 x 41 cm - canto inferior direito - 1966 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



002 - ALFREDO VOLPI (1896 - 1988)

Bandeirinhas - serigrafia - 38/50 - 45 x 32 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.



003 - ALBANO AGNER DE CARVALHO (1899 - 1986)

Pão de Açúcar - aquarela - 11 x 21 cm - canto inferior direito -

Nasceu em Curitiba, PR, onde fez estudos de pintura com o mestre Alfredo Andersen. Indo para o Rio de Janeiro em 1929, integrou-se desde então nas atividades artísticas locais, lá expondo individualmente em 1930, 1943, 1950 e 1961. Expôs também em Curitiba, em 1950, 1952, 1966 e 1968. Recebeu menção honrosa no SNBA e medalha de prata no Salão Fluminense de Belas Artes. PONTUAL, pág. 113; MEC, vol. 1, pág. 361; TEODORO BRAGA, pág. 29; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 176/177; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO, pág. 925.



004 - ALEX VALLAURI (1949 - 1987)

Sátiro - técnica mista sobre papel - 19 x 14 cm - não assinado -
Com selo de identificação do autor.

Natural de Asmara, Etiópia, faleceu em São Paulo-SP. Grafiteiro, artista gráfico, pintor, desenhista, cenógrafo e gravador. Chegou ao Brasil com a família em 1965. Era residente e ativo na capital paulista. Iniciou-se em xilogravura, retratando personagens do porto de Santos. No começo da década de 1970, formou-se em comunicação visual pela FAAP-SP. Especializou-se em litografia no Litho Art Center de Estocolomo, em 1975. Retornou ao Brasil em 1978, realizando grafites em espaços públicos de São Paulo. Produzia silhuetas de figuras, com tinta spray sobre moldes de papelão. Residiu em Nova York entre 1982 e 1983, onde cursou artes gráficas no Pratt Institute. Nesse período, fez grafites nos muros da cidade. Além de usar o muro como suporte, seus trabalhos estampam camisetas, broches e adesivos. Voltou ao Brasil e começa a lecionar na Faap. Em sua produção destaca-se a série A Rainha do Frango Assado, que é também tema de instalação apresentada na 18ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1985. Retrospectiva Viva Vallauri, realizada no Museu da Imagem e do Som - MIS, em São Paulo, em 1998. JULIO LOUZADA, vol 3 pag 1170; ITAUCULTURAL.



005 - MILTON MARIANO DA SILVA (1943)

Pescadores - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista e artista gráfico, natural da cidade mineira de Varginha. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios no período de 1965 a 1968, época em que tornou-se desenhista publicitário e diagramador. Recebeu influência de Antonio Maia, Laerpe Motta e Sami Mattar, artistas com quem conviveu. Sua obra retrata paisagens da infância e adolescência, com cromatismos quentes, mostrando o movimento de montanhas e serras de Minas Gerais. Expôs individualmente em 1974 e participa de coletivas desde 1968. JULIO LOUZADA, vol. 3, pág. 682



006 - NESTOR JUNIOR (1983)

Mascaradas - serigrafia - 10/100 - 49 x 34 cm - canto inferior direito -
Paspatur no estado.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador nascido em Itajaí, SC. Hoje vive e trabalha em Florianópolis. Formou-se em Comunicação na Universidade Leonardo Da Vinci (2008). Realizou exposições individuais e participou de mostras coletivas pelo Brasil, Portugal, França e Espanha. Iniciou a carreira como ilustrador em Blumenau, quando fez as aquarelas do livro infantil "A Vaca Minuciosa" junto com o autor Pochyua Andrade. http://literaturainfantiljuvenilsc.ufsc.br/autores/jr-nestor.



007 - AGUILLAR NAVARRO (1917 - 1983)

Paisagem - óleo sobre tela - 33 x 41 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor espanhol, natural de Barcelona. Desde os 13 anos de idade, quando residia em Paris, percorria as ruas fazendo delas temas para os seus quadros, o que lhe permitiu realizar a primeira individual aos 16 anos. Sua trajetória artística foi acompanhada de várias exposições com uma série de premiações internacionais e reconhecimento pela crítica francesa. No Brasil, vários foram os prêmios, com menções nos Salões Paulista de Belas Artes. Suas telas retratam Paris ou o Brasil, onde as cores vibrantes irradiam toda a natureza. JULIO LOUZADA vol.9, pág. 614; ACERVO FIEO, pág. 41.



008 - ALEX DOS SANTOS (1980)

"A feirinha" - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior direito - 2019 -

Alex Benedito dos Santos nasceu em Jaboticabal, SP, no dia 13 de fevereiro de 1980. Pintor autodidata, fez cursos de escultura com o prof. Silvio Scarpa e xilogravura com o prof. Saulo. Participou de "workshops" com o pintor Sigbert Franklin, em 2001. Tem participado regularmente dos diversos Salões Oficiais nas cidades do interior do Estado, destacando-se: I e II Bienal de Artes e Cultura de Jaboticabal, em 1999 e 2001, Salão de Artes Plásticas de Brodósqui, em 2003, quando foi selecionado para o Mapa Cultural Paulista, Salão de Artes Plásticas de Araraquara, em 2003, Salão de Artes Plásticas de Guarulhos, onde obteve Menção Honrosa, em 2004, Salão de Artes Plásticas de Santos, em 2004, Salão de Artes de Piracicaba, em 2005, Salão de Artes Plásticas de Sales de Oliveira, em 2005, onde obteve Menção Honrosa, Salão de Artes Plásticas de Catanduva, obtendo Menção Honrosa, em 2006. Foi premiado com o 1º lugar nos Salões de Artes de Mococa, em 2003, Sales de Oliveira, em 2003, Araraquara, em 2004 e Piracicaba, em 2006. Expõe individualmente desde 2004. Acervo FIEO. -



009 - FEDERICH (1945)

Composição - óleo sobre massa plástica sobre tela - 50 x 60 cm - canto inferior direito e dorso - 1977 -
No estado. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor francês, que viveu e trabalhou em São Paulo na década 1960/1980, com sucesso. Acervo FIEO.



010 - REGINA SILVEIRA (1939)

Cidade - serigrafia - P.A. - 44 x 58 cm - canto inferior direito - 1976/1982 -

Gravadora, desenhista, pintora e ilustradora, a artista nasceu em Porto Alegre, RS. Formada pelo Instituto de Belas Artes da UFRGS. Aperfeiçoou-se em pintura com Iberê Camargo, xilogravura com Francisco Stockinger e litogravura com Marcelo Grassmann. Participa de coletivas a partir de 1958, ganhando notoriedade nacional. "Esta arte séria de REGINA SILVEIRA representa um dos resultados mais modernos da criação no Rio Grande do Sul. Ela alcança resultados, que explorados em toda a sua profundidade e riqueza, contribuirão decisivamente para a nossa compreensão do mundo moderno e do drama de consciência em que vivemos." (Carlos Scarinci, Diretor do Museu de Arte do RS). JULIO LOUZADA, vol. 3 pág. 1063; RGS, pág. 413; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 697; LEONOR AMARANTE, pág. 308, Acervo FIEO.



011 - MILTON DACOSTA (1915 - 1988)

Alexandre - serigrafia - 14/100 - 78 x 32 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador. Milton Rodrigues da Costa nasceu em Niterói, RJ e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou estudos de desenho e pintura (1929) com o professor alemão August Hantv. No ano seguinte matriculou-se no curso livre de Marques Júnior, na Escola Nacional de Belas Artes. Junto com Edson Motta, Bustamante Sá e Ado Malagoli, entre outros, criou o Núcleo Bernardelli (1931). Viajou para Estados Unidos (1945), com o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Belas Artes do ano anterior. Na cidade de Nova York, estudou na "Art's Students League". Foi para a Europa (1946) e após visita a vários países, fixou-se em Paris, onde estudou na "Académie de La Grande Chaumière". Conheceu Pablo Picasso, por intermédio de Cícero Dias, e frequentou os ateliês de Georges Braque e Georges Rouault. Expôs no "Salon d'Automne", Paris e regressou ao Brasil (1947). Casou-se com a pintora Maria Leontina (1949) e passou a residir em São Paulo. Realizou muitas exposições individuais, entre as quais, a "Homenagem a Milton Dacosta" na Galeria da Praça, RJ, com curadoria de Luiz Carlos Moreira (1973). Participou de inúmeros Salões e mostras coletivas, como: Bienal de Veneza (1950); Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1979); Panorama de Arte Brasileira, MAM – SP (1971). Foi premiado, também, nas Bienais Internacionais de São Paulo (1955, 1957). TEODORO BRAGA, PÁG. 163; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 229; MEC, VOL. 2, PÁG. 13; BENEZIT, VOL. 3, PÁG.315; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 302; VOL. 3, PÁG. 310; ITAU CULTURAL; PONTUAL, PÁG. 155; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



012 - FRANCISCO CUOCO (1928)

Nobres - óleo sobre eucatex e colagem - 25 x 72 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor e professor, participou do Salão Paulista de Belas Artes onde obteve medalha de bronze e o 2º prêmio Governo do Estado-1956-1970; participou, também, do 1º Salão Panamericano de Arte-RGS-1958; 3º Salão de Arte de São Bernardo do Campo-1970 e do Salão Oficial de Belas Artes de Santos-1970/71. MEC, vol. 1, pág. 502; Acervo FIEO.



013 - GERALDO CASTRO (1914 - 1992)

Barcos - óleo sobre tela - 100 x 50 cm - canto inferior direito -

Nascido e falecido no Rio de Janeiro. Pintor de orientação conservadora, ainda assim logrou impor-se à consideração de críticos como Quirino Campofiorito, o qual lhe louvou a liberdade cromática e a sensibilidade vibrante. São especialmente apreciadas as suas marinhas, feitas com agilidade de execução e com energia. Expositor do Salão Nacional de Belas Artes desde 1947, nele recebeu em 1962 o prêmio de viagem ao estrangeiro. MEC vol.1, pág.387; ITAÚ CULTURAL;.



014 - INÁCIO RODRIGUES (1946)

Fósseis - técnica mista sobre tela - 08 x 31 cm - canto inferior esquerdo - 2010 -

Pintor, desenhista, entalhador e gravador, natural de Acaraú, CE. Iniciou-se em pintura como autodidata (1957). Viajou para diversos países da América Latina (1960-1965) com o objetivo de participar de exposições e acabou se fixando, em 1966, no Rio de Janeiro. Pintou a cúpula da Catedral Municipal e o Hotel Porto Velho em Porto Velho, RO (1962 e 1965). Expôs individualmente em diversas capitais brasileiras e também no exterior. Participou de muitas mostras e Salões oficiais e foi premiado em: Curitiba, PR (1971); Rio de Janeiro (1970, 1973, 1975, 1977, 1978); Belo Horizonte, MG (1970, 1971); Campinas, SP (1971, 1972); Florianópolis, SC (1972); Niterói, RJ (1974); Embu, SP (1974); Amparo, SP (1994, 1996); São José dos Campos, SP (1983). JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 834; VOL. 4, PÁG. 959; VOL. 12, PÁG. 345; TEIXEIRA LEITE PÁG. 450. WALMIR AYALA VOL. 2, PÁG. 259; MEC VOL. 4, PÁG. 91; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



015 - TOMIE OHTAKE (1913 - 2015)

Composição - gravura - P.A. - 47 x 67 cm - canto inferior direito - 1989 -

Pintora, gravadora, escultora nascida em Kyoto, Japão e radicada no Brasil desde 1936, país que adotou, inclusive, a cidadania. Fixou-se em São Paulo. Em 1952, iniciou-se em pintura com o artista Keisuke Sugano. No ano seguinte, integrou o Grupo Seibi, do qual participavam Manabu Mabe, Tikashi Fukushima, Flavio - Shiró, Tadashi Kaminagai , entre outros. A partir dos anos 1970, trabalhou com serigrafia, litogravura e gravura em metal. Dedicou-se também à escultura e realizou algumas delas para espaços públicos. Realizou muitas exposições individuais em todo o Brasil e exterior, além de ter participado de diversas mostras e Salões oficiais como: Bienal Internacional de São Paulo (1961, 1963, 1965, 1985, 1989, 1996, 1998); Bienal de Veneza, Itália (1972); Panorama da Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1969, 1970, 1973, 1976, 1983, 1986, 1989, 1993). Recebeu, em Brasília, o Prêmio Nacional de Artes Plásticas do Ministério da Cultura - Minc, em 1995 e muitos outros. Em 2000 foi criado o Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo. MEC, VOL. 3, PÁG. 323; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 690; BENEZIT, VOL. 7, PÁG. 791; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 140; PONTUAL, PÁG. 390; ART PRICE ANNUAL 1990, PÁG. 1464; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 362; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, PÁG. 939; LEONOR AMARANTE, PÁG. 170; WALTER ZANINI, PÁG. 693; ACERVO FIEO.



016 - GASTÃO Z. FRAZÃO (XX)

Composição - técnica mista sobre eucatex - 76,5 x 56 cm - canto inferior direito -

Artista plástico e arquiteto que tem participado de mostras coletivas e Salões oficiais, destacando-se: Bienal Internacional de São Paulo, São Paulo (1967); Salão Paulista de Arte Contemporânea, São Paulo (1976); Salão Nacional de Artes Plásticas, Rio de Janeiro (1979). ITAUCULTURAL.



017 - ABRAHAN PALATNIK (1928)

Elefante - múltiplo em acrílico - 05 x 09x 1,5 cm - não assinado -

Artista cinético, pintor, desenhista, escultor, natural de Natal, RN. Em 1932, muda-se com a família para a região onde, atualmente, se localiza o Estado de Israel. Inicia seus estudos de arte no ateliê do pintor Haaron Avni e do escultor Sternshus e estuda estética com Shor. Freqüenta o Instituto Municipal de Arte de Tel Aviv. Retorna ao Brasil em 1948 e se instala no Rio de Janeiro. Convive com os artistas Ivan Serpa, Renina Katz e Almir Mavignier. Por volta de 1949, inicia estudos no campo da luz e do movimento, que resultam no Aparelho Cinecromático, exposto em 1951 na I Bienal Internacional de São Paulo, onde recebe menção honrosa do júri internacional. Em 1954, integra o Grupo Frente, ao lado de Ivan Serpa, Ferreira Gullar, Mário Pedrosa, Franz Weissmann, Lygia Clark e outros. Desenvolve a partir de 1964 os Objetos Cinéticos, um desdobramento dos cinecromáticos e é considerado, internacionalmente, um dos pioneiros da arte cinética. Participou também das II, III, V, VI, VIII, IX Bienais de São Paulo, do IX Salão Nacional de Arte Moderna, RJ, e da XXII Bienal de Veneza, entre muitas outras no Brasil e no exterior. BENEZIT VOL. 8, PÁG. 89; PONTUAL, PÁG. 401; MEC VOL.3, PÁG. 329; ITAUCULTURAL.



018 - MANOEL MENACHO (1926 - 2011)

Casario - pastel - 19 x 32 cm - canto inferior esquerdo e centro inferior - 1974 -
Paspatur no estado.

Pintor e gravador ativo em São Paulo, SP, onde participa desde 1959 de vários Salões, entre eles SPBA (1959), Salão de Belas Artes de Santos (1970/1971) e tantos outros. JULIO LOUZADA, vol. 13 pág. 223, Acervo FIEO.



019 - MENASE VAIDERGORN (1927)

Lavadeiras - óleo sobre tela - 25 x 35 cm - canto inferior direito -

Pintor nascido em Hotin, Romênia. Assina MVAIDERGORN. Seus pais vieram para o Brasil (1932) fixando residência em São Paulo. Ingressou na Associação Paulista de Belas Artes (fim da década de 1940) onde conheceu Dario Mecatti que muito o estimulou. Viajou pelo norte da África e Europa. Realizou exposições individuais e participou de diversos salões e mostras coletivas oficiais, recebendo diversos prêmios, entre eles: os do Salão Paulista de Belas Artes, SP (1976 - Medalha de Bronze, 2000 – Prêmio Aquisição, 2001 – Grande Medalha de Prata). JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 1011; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



020 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Gato Amarelo" - acrílico sobre papel - 42 x 30 cm - canto inferior esquerdo - Década de 2000 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



021 - FERNANDO DURÃO (XX)

Composição - off set - A-16/07 - 44 x 62 cm - canto inferior direito -

Pintor e fotógrafo. Expôs individualmente em 1990, no Paço das Artes Francisco Matarazzo Sobrinho-SP, e coletivamente em 1988, no MAC de Campinas-SP e em 1994, no Museu da Cultura da PUC-SP. JULIOLOUZADA, vol 10 pág. 303



022 - FERRACIOLI (1949)

"Perfil Quixotesco" - óleo sobre tela - 50 x 40 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 09/1991 -

Nascido em Mococa, SP, FERRACIOLI é um artista com linguagem própria, apresentando um misto feliz de erotismo, misticismo e ficção científica. Dedica-se exclusivamente à pintura desde 1970. Em sua pintura atual, síntese de suas diversas fases, predominam texturas, além da busca de efeitos cromáticos num disciplinado rigor geométrico. Expõe individualmente com sucesso desde 1974, e participa de coletivas desde 1969, inclusive no exterior: Itália, Japão e USA. JULIO LOUZADA, vol.11, pág.110; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



023 - FRANCISCO CASSIANI (1921)

Paisagem - óleo sobre tela colada em eucatex - 22 x 16 cm - canto inferior esquerdo -

Nasceu em Mogi Mirim/SP, em 22/9/1921. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios em São Paulo e na Associação Paulista de Belas Artes, estudando posteriormente com o professor e pintor Castellane. Dedicou-se especialmente às naturezas mortas e paisagens, encontrando na histórica e bela cidade de Paraty/RJ, sua maior fonte de inspiração. MEC, vol. 1, pág. 368; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 60; Acervo FIEO.



024 - JOEL FIRMINO DO AMARAL (1951)

Ouro Preto - óleo sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior direito e dorso - 2019 -

Pintor nascido em São Paulo, onde é ativo. Assina Amaral. Foi aluno de Colette Pujol. Tem participado de mostras coletivas e Salões oficiais. Recebeu: prêmio aquisição no SAPBA (1985); prêmio no SPBA-SP (1988); Menção Honrosa no 38º Salão Livre APBA (1989); Troféu APBA no 19º Salão Paisagem Paulista (1990); Troféu Inocêncio Borghese no 20º Salão Paulista de Artes APBA (1992); 1º lugar no 3o. Salão Artes Plásticas Brasil/Portugal (1995); Grande Medalha de Prata no 1º Salão de Paisagem Brasileira (2000); Pequena Medalha de Ouro no 6º Salão de Desenho (2006); Prêmio APBA no 28º Salão de Paisagem Paulista APBA. JULIO LOUZADA, VOL. 9, PÁG. 39; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



025 - GIUSEPPE PERISSINOTTO (1881 - 1965)

"Recanto Serrano" - óleo sobre tela - 41 x 33 cm - canto inferior esquerdo - Rio de Janeiro -
Com carimbos do Salão Paulista de Belas Artes de 1960 e 1962, no dorso. No estado.

Nascido em Musile, Veneza, Itália, veio para o Brasil ainda criança e cuja família radicou-se no interior de São Paulo. Fez estudos de pintura na Academia de Belas Artes de Veneza, para onde retornou aos dezoitos anos, prosseguindo para Florença e demais centros de arte da Itália onde se aperfeiçoou; retornou a cidade de São Paulo em 1912, dedicando-se exclusivamente a sua pintura que sempre teve como tema paisagens, marinhas naturezas mortas e figuras. Expôs em várias capitais do Brasil, com sucesso de crítica e público; foi um dos idealizadores do SPBA, ao lado de Souza Pereira e outros. ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO, RUTH TARASANTCHI.



026 - RUBENS GERCHMAN (1942 - 2008)

"Juntos" - serigrafia - 50/50 - 50 x 70 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, escultor nascido no Rio de Janeiro e falecido em São Paulo. Em 1957, freqüenta o Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro, onde estuda desenho. Faz curso de xilogravura com Adir Botelho e freqüenta a Escola Nacional de Belas Artes - Enba, entre 1960 e 1961. Em 1967, é contemplado com o prêmio de viagem ao exterior no 16º Salão Nacional de Arte Moderna e viaja para os Estados Unidos. Reside em Nova York entre 1968 e 1972. Retorna ao Brasil e faz o roteiro, a cenografia e a direção do filme 'Triunfo Hermético' e os curtas 'ValCarnal' e 'Behind the Broken Glass'. De 1975 a 1979, assume a direção da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, RJ. É co-fundador e diretor da revista 'Malasartes'. Em 1978, viaja para os Estados Unidos com bolsa da Fundação John Simon Guggenheim. Em 1982, permanece por um ano em Berlim como artista residente, a convite do Deutscher Akademischer Austauch Dienst - DAAD [Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico]. Realizou diversas exposições individuais e participou de muitas mostras oficiais no Brasil e pelo mundo recendo prêmios na Bienal de São Paulo (1965), Bienal de Salvador, BA (1966), Bienal de Cali, Colômbia (1967, 1970). JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 417; PONTUAL, PÁG. 235; TEIXEIRA LEITE, "in" A GRAVURA BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 734; ARTE NO BRASIL, PÁG. 974; LEONOR AMARANTE, PÁG. 143, MEC VOL. 2, PÁG. 246; Acervo FIEO.



027 - FRANS KRAJCBERG (1921 - 2017)

Composição - técnica mista sobre papel - 20 x 20 cm - canto inferior direito -

Escultor, pintor, gravador e fotógrafo nascido em Kozienice, Polônia. Estudou engenharia e artes na Universidade de Leningrado, Rússia. Durante a Segunda Guerra Mundial perdeu toda a família em um campo de concentração. Mudou-se para a Alemanha, ingressando na Academia de Belas Artes de Stuttgart, onde foi aluno de Willy Baumeister. Chegou ao Brasil em 1948. Em 1951, participou da 1ª Bienal Internacional de São Paulo com duas pinturas. Residiu por um breve período no Paraná, isolando-se na floresta para pintar. Em 1956, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde dividiu o ateliê com o escultor Franz Weissmann. Naturalizou-se brasileiro no ano seguinte. A partir de 1958, alternou residência entre o Rio de Janeiro, Paris e Ibiza. Desde 1972, reside em Nova Viçosa, no litoral sul da Bahia. Ampliou o trabalho com escultura, iniciado em Minas Gerais, utilizando troncos e raízes, sobre os quais realiza intervenções. Viaja constantemente para a Amazônia e Mato Grosso e fotografa os desmatamentos e queimadas, revelando imagens dramáticas. Na década de 1980, iniciou a série ‘Africana’, utilizando raízes, cipós e caules de palmeiras associados a pigmentos minerais. O Instituto Frans Krajcberg, em Curitiba, foi inaugurado em 2003 recebendo a doação de mais de uma centena de obras do artista. No fim de 2008 realizou sua primeira grande exposição individual em São Paulo - 65 esculturas e 40 fotos de queimadas, exibidas no pavilhão da Oca, no Parque do Ibirapuera. TEIXEIRA LEITE, PÁG. 272; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 645; ARTE NO BRASIL, PÁG. 778; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 514; VOL. 6, PÁG. 559; MEC VOL. 2, PÁG. 411; PONTUAL PÁG. 293; www.artprice.com; www.eca.usp.br; www.macniteroi.com.br; planetasustentavel.abril.com.br.



028 - CAROL KOSSAK (1895 - 1976)

Marinha - técnica mista sobre papel - 14 x 20 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor polonês ativo em São Paulo. Assinava C. Kossak e C. Kokott. Realizou exposição individual em 1941 em São Paulo e participou de várias exposições coletivas e Salões nas décadas de 30 e 40. MEC VOL.2 PÁG. 411; TEODORO BRAGA, PÁG. 134; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 512; VOL. 12, PÁG. 218; ACERVO FIEO; ITAU CULTURAL; www.artprice.com.



029 - FULVIO PENNACCHI (1905 - 1992)

Pescadores - desenho a nanquim - 22 x 14 cm - canto inferior direito - 1959 -

Pintor, ceramista, desenhista, ilustrador, gravador, professor nascido na cidade de Villa Collemandina, Itália e falecido em São Paulo. Em 1924 foi para Lucca e iniciou sua formação artística no ‘Regio Istituto di Belle Arti’ onde teve aulas com o pintor Pio Semeghini. Mudou-se para São Paulo em 1929 e dedicou-se a diferentes atividades até 1933, quando passou a auxiliar Galileo Emendabili na execução de monumentos funerários. Em 1935, conheceu Francisco Rebolo, passou a frequentar seu ateliê e conviveu com os artistas do Grupo Santa Helena. Nessa mesma época integrou a Família Artística Paulista e iniciou a produção de painéis em afresco e óleo para residências, igrejas, hotéis e outras edificações, destacando-se os afrescos de grandes dimensões para a Igreja Nossa Senhora da Paz, no bairro do Glicério, executados entre 1941 e 1948. Em 1965, iniciou um período de recolhimento e manteve-se afastado das exposições e do circuito artístico. Em 1973, reabriu seu ateliê e recebeu diversas homenagens no Brasil e na Itália. Nesse mesmo ano conheceu a ceramista Eunice Pessoa e com ela desenvolveu um grande número de peças que foram expostas em 1975. Sem nunca ter abandonado as atividades artísticas, voltou a figurar em diversas mostras e continuou a produzir painéis em afresco. Em 1980, Pietro Maria Bardi publicou um livro sobre sua obra. Nove anos depois, foi lançado o livro ‘Ofício Pennacchi’, organizado por Valério Antonio Pennacchi, responsável também pela publicação, em 2002, do livro ‘Fulvio Pennacchi: Pintura Mural’. Importante retrospectiva da obra do artista foi realizada, em 1973, no MAM - São Paulo. TEODORO BRAGA, PÁG. 192; MEC, VOL, 3, PÁG. 365; WALMIR AYALA, VOL, 2, PÁG. 182; PONTUAL, PÁG. 416; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 784; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 740; ACERVO FIEO.



030 - ARLINDO CASTELLANE DI CARLI (1910 - 1985)

"Natureza morta com uvas" - óleo sobre tela - 46 x 36 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor e escultor. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, onde foi aluno de José Maria da Silva Neves e de Enrico Vio. Suas primeiras realizações foram na pintura. Mais tarde passou a dedicar-se também à escultura. Sofreu influência do pintor Armando Balloni. Em 1942, estreando no SPBA, recebeu prêmio de menção honrosa, seguindo-se nos anos posteriores, diversas premiações, inclusive de viagem ao estrangeiro. MEC, vol. 1, pág. 355; WALMIR AYALA, vol.1, págs. 183 e 184; ITAÚ CULTURAL.



031 - OCTÁVIO ARAÚJO (1926 - 2015)

"Salomé com a cabeça de João Batista" - litografia - P.A. VIII/IX - 68 x 49 cm - canto inferior direito - 1972 -

Pintor, desenhista, ilustrador, gravador e artista gráfico, Octávio Ferreira de Araújo nasceu em Terra Roxa, SP e faleceu em São Paulo. Estudou pintura na Escola Profissional Masculina do Brás, SP com Edmundo Migliaccio e José Barchitta (1939 e 1943). Integrou o Grupo dos 19 (1947). Dois anos depois, viajou para Paris onde estudou gravura na "École National Supérieure des Beaux-Arts" e frequentou o Gabinete de Estampas do Museu do Louvre. Retornou ao Brasil (1951) e, no ano seguinte, passou a residir no Rio de Janeiro. Indicado pelo pintor Clóvis Graciano, trabalhou como auxiliar de Candido Portinari. Com o prêmio de gravura do Salão Para Todos, realizado no Rio de Janeiro (1959), viajou para a China. Recebeu uma bolsa de estudos (1960) do Instituto Répin, em Leningrado, atual São Petersburgo, patrocinada pelo Ministério da Cultura da União Soviética (atual Rússia). Frequentou o Instituto Poligráfico em Moscou (1961). Permaneceu nessa cidade por oito anos, e trabalhou como ilustrador de livros latino-americanos, tradutor e dublador de documentários. Foi realizada a mostra "Octávio Araújo: 20 Anos Depois" (1972) no MASP, SP, e foi publicado o livro "Octávio Ferreira de Araújo: 10 Anos de Pintura" (1979) de José Roberto Teixeira Leite. Participou do Panorama da Arte Atual Brasileira, MAM – SP (1971, 1974); da Bienal Nacional, SP (1974); entre outras exposições no Brasil e no exterior.TEIXEIRA LEITE PÁG. 34; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 71; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL PÁG. 803; WALTER ZANINI PÁG. 645; ACERVO FIEO; www.pinturabrasileira.com; www.artprice.com.



032 - GILDA LISBOA (XX)

Natureza morta - óleo sobre cartão colado em eucatex - 35 x 54 cm - canto inferior direito -

Carioca, nascida de família tradicional, bisneta do almirante Tamandaré, Gilda Lisboa se projetou como artista plástica na década de 40, atuando principalmente no Rio de Janeiro. Estudou desenho com Eurico Alves e pintura na Sociedade Brasileira de Belas Artes. Nos anos 60 realizou importantes exposições individuais. Foi detentora de vários e significativos prêmios. JULIO LOUZADA, vol. 1 pág. 545 e 546



033 - ANTONIO PESSOA (1943)

Mulheres - escultura em bronze - 27,5 x 09 x 07 cm - assinado -
Base no estado.

Escultor, assina Tonny. Radicado no Rio de Janeiro detentor de bom curriculo nacional e internacional com inumeras participações em Salões Oficiais,varias vezes premiado. Ótimo mercado.



034 - FRANCISCO DA SILVA (1910 - 1985)

Peixe - têmpera sobre tela - 42 x 58 cm - canto inferior direito - 1975 -
No estado.

Pintor e desenhista, Francisco Domingos da Silva nasceu em Alto Tejo, AC e faleceu em Fortaleza, CE. Filho de índio peruano com brasileira, ainda criança se fixou em Fortaleza, por volta de 1937, onde começou a desenhar a carvão e giz sobre muros e paredes de casebres de pescadores. Na década de 40, sob o incentivo do crítico e pintor suíço Jean Pierre Chabloz, iniciou-se na pintura a guache juntamente com Chabloz, Antônio Bandeira e Inimá de Paula. O mesmo Jean Pierre lança-o em Paris. Entre 1961 e 1963, trabalhou no recém-criado Museu de Arte da UFCE. Expôs individualmente no Brasil a partir de 1943 e em diversas mostras coletivas no Brasil e exterior, com premiações, destacando-se a recebida na XXXIII Bienal de Veneza (1966). JULIO LOUZADA, VOL. 1 PÁG. 909; ITAU CULTURAL; LEONOR AMARANTE; ARTE NO BRASIL, ACERVO FIEO; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 478.



035 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

Meteoro - escultura em bronze - 14 x 12 x 08 cm - assinado -
Ex coleção Renato Antônio Brogiolo - Rio de Janeiro, RJ.

Escultor, desenhista e pintor paulista nascido em Mococa, SP e falecido no Rio de Janeiro. Mudou-se com a família para Itália, e fixou-se em Roma (1913). Iniciou estudos de desenho e escultura com o professor Loss (1920). Participou de movimentos antifascistas e foi preso (1931) por motivos políticos. Foi extraditado para o Brasil (1935) por intervenção do embaixador brasileiro na Itália. Em 1937, viajou para Paris e frequentou as academias ‘La Grand Chaumière’ e ‘Ranson’, onde estudou com Aristide Maillol e conviveu com Henry Moore, Marino Marini e Charles Despiau. Em 1939, retornou a São Paulo e junto com Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Sérgio Milliet, entre outros, participou do Movimento Modernista; foi um dos membros da Família Artística Paulista e do Grupo Santa Helena. Em 1943, transferiu-se para o Rio de Janeiro. A convite do ministro Gustavo Capanema instalou ateliê no antigo Hospício da Praia Vermelha, onde orientou jovens artistas como Francisco Stockinger. Possui obras em espaços públicos como ‘Monumento à Juventude Brasileira’ (1947), nos jardins do antigo Ministério da Educação e Saúde, atual Palácio Gustavo Capanema - RJ; ‘Candangos’ (1960), na Praça dos Três Poderes, e ‘Meteoro’ (1967), no lago do edifício do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília; ‘Integração’ (1989), no Memorial da América Latina, em São Paulo. Participou das Bienais de Veneza (1950, 1952); participou das I, II, IV e IX Bienais de São Paulo, período em que recebeu o prêmio de melhor escultor brasileiro (1953) e sala especial (1967). MEC, VOL.2, PÁG. 250; PONTUAL, PÁG. 237; MAYER/84, PÁG. 1333; BENEZIT VOL. 5, PÁG. 14; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 715; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 422; www.artprice.com; www.pinturabrasileira.com; www.dec.ufcg.edu.br; www.monumentos.art.br.



036 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Paisagem - óleo sobre tela - 41 x 26 cm - não assinado -



037 - HÉLIOS SEELINGER (1878 - 1965)

Figura - guache - 30 x 23 cm - canto inferior direito - década de 1940 -

Natural do Rio de Janeiro, seu pai era alemão e sua mãe brasileira, descendentes de franceses e gregos. O artista estudou na ENBA (1892-1896), onde foi aluno de Henrique Bernardelli. Recebeu influência do artista alemão Franz von Stuck, na Academia de Belas Artes de Munique, onde ali foram seus contemporâneos Kandinsky, Paul Klee e Franz Marc. SEELINGER decorou o salão nobre do Clube Naval do Rio de Janeiro, a convite do Ministério do Marinha (1910). PONTUAL, pág.481; TEIXEIRA LEITE, pág. 466; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 431; ARTE NO BRASIL, pág. 574.



038 - HUGO MASCARENHAS (XX)

"Margaridas" - óleo sobre tela - 35 x 27 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor e escultor. Participou do Salão de Belas Artes do Rio Grande do Sul, Porto Alegre 1943. MEC, vol 3 , pagina 100.



039 - HENRI CARRIERES (1947)

Natureza morta - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior esquerdo e dorso -

Pintor, desenhista e escultor, Henri Laurent Yves nasceu em Valence, França. Autodidata, veio para o Brasil, fixou-se no Rio de Janeiro e se iniciou no campo da arte em 1966. Participou do Salão Nacional de Belas Artes - RJ (1968, 1971), do Salão Nacional de Arte Moderna - RJ, do I Salão de Belas Artes de Petrópolis (Medalha) e da exposição da Real Galeria de Arte - RJ (1971). JULIO LOUSADA VOL. 1, PÁG. 219; MEC VOL. 1, PÁG. 361; PONTUAL PÁG. 112.



040 - FRANCISCO BRENNAND (1927)

Prêmio A.P.C.A. - múltiplo em bronze - 17 x 09 x 09 cm - assinado - 2016 -

Pintor e ceramista. Estudou com André Lhote e Fernand Léger, em Paris. Participou de importantes bienais e salões, nacionais e internacionais. Realizou individuais de pintura e cerâmica no MAM-SP em 1960 e outras importantes salas de arte. Executou trabalhos murais em edifícios públicos e particulares no Recife e no estrangeiro. Suassuna considerou a sua pintura "bela, forte e brasileira". Brennand é referência mundial como artista puramente brasileiro. JULIO LOUZADA, VOL, 10, pág 141. PONTUAL, pág, 88. MEC, VOL , 1, pág, 294; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 717; ARTE NO BRASIL, pág. 879. Acervo FIEO. -



041 - ENRICO BIANCO (1918 - 2013)

Arando a terra - litografia - Prova - 33 x 25 cm - canto inferior direito - 1949 -
Ilustração para o livro "O Caçador de Esmeraldas de Olavo Bilac".

Pintor, desenhista, gravador e ilustrador nascido em Roma, Itália e falecido no Rio de Janeiro. Filho da pianista Maria Bianco-Lanzi e de Francesco Bianco, escritor e correspondente internacional do "Jornal do Brasil". Na década de 1930, em Roma, iniciou seus estudos com Maud Latou, Deoclécio Redig de Campos - que chegou a diretor do Museu do Vaticano, Dante Ricci - outrora professor da família real. Sua primeira exposição individual se deu em Roma (1936). Logo depois de sua chegada ao Brasil, Rio de Janeiro (entre 1935 e 1937) estudou com Portinari no Instituto de Arte da Universidade do Distrito Federal e, no ano seguinte, foi seu assistente em diversas obras, destacando-se os murais do MEC, os painéis do Banco da Bahia, o edifício da ONU, entre outros. Ilustrou edição especial de Caçada de Esmeraldas, de Olavo Bilac e o álbum de gravação do poema sinfônico Anhanguera, de Hekel Tavares, em 1951. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras coletivas e Salões oficiais inclusive da Bienal de São Paulo (1951), da Bienal do México (1960). Exposições retrospectivas de suas obras foram realizadas, em 1982, no Museu Nacional de Belas Artes - RJ e no Museu de Arte de São Paulo - SP. THEODORO BRAGA, PÁG. 54; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 99; MEC, VOL. 1, PÁG. 242; PONTUAL, PÁG. 76; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 594; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG.124; VOL. 2, PÁG. 132; www.pinturabrasileira.com; www.artprice.com; www.galeriandre.com.br.



042 - J. BORGES (JOSÉ FRANCISCO BORGES) (1935)

"Quero-quero" - serigrafia - 32 x 24 cm - canto inferior direito - 2016 -

Gravador e pintor, nasceu em Bezerros, PE, em 20/12/1935. Tinha sucesso com seus folhetos de cordel, mas foi a falta de material de ilustração para a capa de seu próximo trabalho que o levou para a xilogravura, passando a ser reconhecido nacional e internacionalmente. Em novembro de 1997 veio para São Paulo como um dos convidados do Encontro da Cultura Brasileira, na exposição O Cordel e a Arte dos Livros, que aconteceu no Salão Arco 2 da Estação Julio Prestes. JULIO LOUZADA, vol 10, pág 127; Acervo FIEO; ITAÚ CULTURAL.



043 - JOSÉ SABÓIA (1949)

Trabalhador - óleo sobre tela colada em madeira - 24,5 x 17 cm - canto inferior direito -

Pintor, José Sabóia do Nascimento nasceu em Almadina-BA. Artista autodidata foi para o Rio de Janeiro em 1967 e começou a pintar no ano seguinte, passando a expor seus trabalhos na feira hippie de Ipanema. Fez sua primeira exposição individual em Fortaleza, CE (1970). Entre as exposições de que participou, destacam-se: I e III Salão Nacional de Artes Plásticas do Ceará, Fortaleza, (1969, 1971 - Prêmio Aquisição); Dez Pintores no Rio de Janeiro, no MNBA, RJ (1983); ‘Brésil Naifs’, Paris (1986); ‘Salon d'Art Naif’- Marseilha, França (1987); ‘Pintura, Presença e Povo na Arte Brasileira’ no Museu da Casa Brasileira - São Paulo (1990); ‘Visões do Rio’ no MAM, RJ (1996). No exterior expôs individualmente em São Francisco, EUA e Munique, Alemanha, além de participar de coletivas em vários países e, principalmente na França, com exposições organizadas pela Galeria Jacqueline Bricard e uma presença cativa na ‘Galerie Naïfs du Monde Entier’ em Paris. José Sabóia participou do Concurso Internacional de Morges, quando seu quadro foi eleito pelo público, a melhor obra de 60 participantes de 22 países, premiação que originou o convite da Galeria Kasper para realizar uma exposição individual em 1997. JULIO LOUZADA vol. 11, pág. 278; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 228; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO; www.artprice.com; www.nautilus.com.br; www.ardies.com.



044 - INNOCÊNCIO BORGHESE (1897 - 1985)

Sítio - óleo sobre eucatex - 18 x 27 cm - canto inferior direito - 1930 - São Paulo -

Pintor e professor paulista, participante do Salão Paulista de Belas Artes, de 1935 a 1961. Diversas exposições individuais e coletivas, com muitas premiações. Pintou muitas paisagens tendo como tema a cidade de São Paulo. TEODORO BRAGA, pág 56; MEC, vol. 1, pág. 251; Acervo FIEO.



045 - J. CARLOS (1884 - 1950)

O Marchand - desenho a nanquim e guache - 39 x 28 cm - canto inferior direito -

Chargista, caricaturista, desenhista, pintor, ilustrador, José Carlos de Brito Cunha nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi um dos formadores da tradição da charge brasileira ao lado de Raul Pederneiras e K.Lixto, e criador de tipos como a negrinha 'Lamparina', a 'Melindrosa' e o 'Almofadinha'. Autodidata, iniciou a carreira de caricaturista ainda estudante, quando publicou um de seus desenhos na revista 'O Tagarela' (1902). Em seguida, passou a colaborar regularmente com a revista e no ano seguinte desenhou sua primeira capa na publicação. Colaborou em muitos órgãos da imprensa carioca como 'O Tico Tico', 'Fon-Fon', 'Careta', 'A Cigarra', 'Vida Moderna', 'Eu Sei Tudo', 'Revista da Semana' e 'O Cruzeiro'. Entre 1922 e 1930, exerceu o cargo de diretor artístico das empresas 'O Malho', onde iniciou uma grande série de charges de caráter político, satirizando fatos e personalidades nacionais e estrangeiras. A vertente política foi explorada pelo artista desde o início de sua carreira, sendo ele o responsável pela execução de uma série de charges antibelicistas executadas no período abrangido pelas duas grandes guerras e principalmente durante os dois governos de Getúlio Vargas (1883 - 1954). Esses trabalhos foram publicados principalmente na revista 'A Careta'. Também fez esculturas, foi autor de teatro de revista e letrista de música popular. JULIO LOUZADA vol. 10, pág. 181; CARICATURISTAS BRASILEIROS, de Pedro Corrêa do Lago, pág. 74; WALTER ZANINI, pág. 448; ARTE NO BRASIL, pág. 646; ITAU CULTURAL; www.ims.com.br; www.dec.ufcg.edu.br; www.artprice.com.



046 - LECY BOMFIM (1927 - 2013)

Peixe - óleo sobre tela - 40 x 40 cm - canto inferior direito - 2001 -

Natural de Santos, SP, onde nasceu em 20 de maio de 1927. Iniciou seus estudos artísticos com o prof. José Roncolleto Lubra, em 1945. Em São Paulo, onde foi ativa até o ano de 2000, estudou com os profs. Joseph Trabulsi, Silvio Alves e Arlindo Castellane. Entre 1946 e 1978, expôs em Salões Oficiais no eixo Rio-São Paulo, recebendo muitas premiações, inclusive em Salões Internacionais de que participou de 1979 a 1987. Participou da Bienal Internacional de São Paulo em 1976. Expõe em coletivas e individuais a partir de 1974, entre elas 12, 13 e 14a. Exposição de Artistas Contemporâneos da Sociearte (1993-1994-1995), Galeria Clube Atlético Paulistano-SP (1979), entre outras. Suas obras constam de acervos particulares e de museus, tais como o de Santiago, no Chile, PINACOTECA-SP, Municipal de Taubaté-SP, etc. JULIO LOUZADA, vol.1, pág. 138. ACERVO FIEO.



047 - LIA MITTARAKIS (1934 - 1998)

Flores - óleo sobre eucatex - 53 x 71 cm - canto superior direito - 1991 - Ilha De Paquetá -

Pintora e professora nascida no Rio de Janeiro e falecida na Ilha de Paquetá, RJ. Autodidata em pintura ensinou a sua técnica na Escolinha de Arte, na Ilha de Paquetá onde vivia. Expôs individualmente no Rio de Janeiro em 1964, 1965, 1969, 1970, 1972, 1974, 1982. Entre as mostras e salões dos quais participou, destacam-se: Salão Nacional de Arte Moderna, RJ; "Naifs del Brasile, Naifs di Haiti" no Festival Mundial de Spoleto, Itália; "Artistas Brasileiros" em Bratislava, Tchecoslováquia (1969); Encontro Carioca de Pintura Ingênua, RJ (1977); “O mundo fascinante dos Pintores Naïfs” no Paço Imperial (1988 e 1989); Naïfs em Coletiva, na Villa Riso Tradição - Arte Cultura (Sala Especial), RJ (1997); além de outras coletivas no Rio de Janeiro, Itália, Estados Unidos, Alemanha, Suíça, Portugal, Inglaterra, Argentina, Tchecoslováquia e Cidade do México. ITAU CULTURAL; www.ardies.com; artenaifrio.blogspot.com; www.artprice.com.



048 - ARTE POPULAR BRASILEIRA (XX)

Santa - escultura em madeira - 28 x 11 x 07 cm - assinado -
J. Diniz.



049 - JOSÉ DE DOME (1921 - 1982)

Catavento - óleo sobre tela colada em eucatex - 35 x 12,5 cm - centro inferior -
Com dedicatória.

Pintor e desenhista, José Antonio dos Santos nasceu em Estância, SE. Assina José de Dome. Autodidata, residiu por vinte e dois anos em Salvador - BA onde recebeu orientações de Jenner Augusto, Mário Cravo, Carlos Bastos, Carybé, Mirabeau e, no Rio de Janeiro, firmou-se como pintor (década de 60). Pouco depois se instalou em Cabo Frio, RJ. Realizou exposições individuais em: Salvador, BA (1955, 1956, 1958, 1964); Rio de Janeiro (1961, 1964 a 1968, 1972); Lima, Peru (1966); São Paulo (1969); Londres (1971). Participou também de muitas mostras coletivas e oficiais. MEC VOL. 2, PÁG. 60; PONTUAL, pág. 183; JULIO LOUZADA, VOL. 1; PÁG. 339; ITAU CULTURAL; www.artprice.com.



050 - ANTONIO GOMIDE (1895 - 1967)

"Estudo para Anárquia" - aquarela - 25 x 19,5 cm - canto inferior direito -

Pintor, escultor, decorador e cenógrafo. Antonio Gonçalves Gomide nasceu em Itapetininga, SP e faleceu em Ubatuba, SP. Mudou-se com a família para a Suíça em 1913, e frequentou a Academia de Belas Artes de Genebra até 1918, onde estudou com Gillard e Ferdinand Hodler. Mudou-se para a França na década de 1920. Em 1922, em Toulouse, trabalhou com Marcel Lenoir, com quem aprendeu a técnica do afresco. De 1924 a 1926, em Paris, instalou ateliê e entrou em contato com artistas europeus ligados aos movimentos de vanguarda. No ambiente parisiense, conviveu também com Victor Brecheret e Vicente do Rego Monteiro. Retornou ao Brasil em 1929. Em 1932, atuou na fundação da Sociedade Pró-Arte Moderna e fundou o CAM (Clube dos Artistas Modernos), juntamente com Flávio de Carvalho, Carlos Prado e Di Cavalcanti. Na área das artes decorativas, com Regina Graz e John Graz, é considerado um dos introdutores do estilo ‘art deco’ no país. Nos anos 60, a perda de sua visão o obriga a mudar novamente seu destino como artista. Em uma relutância em abandonar a arte, dedicou-se a lecionar, transmitindo para novas gerações a herança modernista. Foi a escultura, no entanto, que lhe permitiu continuar sua produção, apesar da dificuldade em enxergar. Com a visão bastante comprometida, retirou-se para Ubatuba, onde viveu em reclusão até a sua morte. Em 1968 o Museu de Arte Contemporânea dedicou-lhe importante retrospectiva. THEODORO BRAGA, PÁG.110, REIS JUNIOR, PÁG. 377; PONTUAL, PÁG. 244; MEC, VOL. 2, PÁG. 275; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 353, ART PRINCE ANNUAL 2000, PÁG. 955; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 222; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 548; ARTE NO BRASIL, PÁG. 694; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 427; ACERVO FIEO; www.mac.usp.br; web.artprice.com.



051 - SALVADOR CARUSO (1906 - 1951)

Casarão - óleo sobre cartão - 24 x 32 cm - canto inferior direito -

Nasceu e faleceu em São Paulo, sendo ativo na cidade de Campinas-SP. Foi orientado pelos pintores Antonio Rocco, Túlio Mugnaini e Bernadino de Sousa Pereira. Expôs individualmente em São Paulo (1938) e no Rio de Janeiro, além de inúmeras participações em salões oficiais e exposições coletivas. "...Caruso se fez pintor de cabeças, por excelência, quase que esquecido do encanto das paisagens. E buscava no homem negro estudo de alma e de expressão, harmonizando, sem dar por isso, o que possuía de idealismo inato com a realidade social, a qual pretendia fixar como pincel." Julio Mariano, in: Caruso: um dos três artistas da mansarda do "61". Correio Popular, Campinas, 9 maio 1972. JULIO LOUZADA vol.10, pág. 186; ITAÚ CULTURAL, PONTUAL, Acervo FIEO.



052 - ANGELO CANNONE (1899 - 1992)

Feira - óleo sobre madeira - 10 x 22 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista e professor nascido em Abruzzo, Itália. Assinava D’Angelo, Angelo Cannone e A. Cannone. Aos cinco anos mudou-se para Nápoles com sua família. Em fins de 1947, veio para o Brasil, residiu algum tempo em São Paulo e depois se mudou para o Rio de Janeiro, onde se radicou e lá faleceu. Estudou no Instituto de Belas Artes de Nápoles com Paolo Vetri. Viveu em Roma durante quatro anos com uma pensão conquistada em um concurso em Nápoles. Lecionou desenho no Instituto Técnico. Expôs individualmente em São Paulo (1947, 1993) e no Rio de Janeiro (1947, 1973, 1980, 1984). Foi premiado, na Itália, em: 1922, 1925, 1929, 1941 e, no Brasil, em 1960. Em 1972 pintou o retrato do papa Pio X, em tamanho natural, que está na Igreja dos Italianos, RJ. WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 168; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 187; VOL. 3, PÁG. 203; VOL.8, PÁG. 165; VOL. 9, PÁG. 171; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; brasilartesenciclopedias.com.br; www.artprice.com; www.arcadja.com.



053 - LOTHAR CHAROUX (1912 - 1987)

Linhas - guache - 30 x 12 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista e professor austríaco, natural de Viena. Assinava Charoux. Iniciou os estudos artísticos com seu tio, o escultor austríaco Siegfried Charoux. Transferiu-se para o Brasil em 1928, fixando residência em São Paulo. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios da cidade onde conheceu Valdemar da Costa, com ele fazendo aprendizado de pintura a partir de 1940. Posteriormente passa a lecionar desenho no Liceu de Artes e Ofícios e no SENAI. Em 1947, realizou sua primeira exposição individual, na Galeria Itapetininga. Em 1952, participou da fundação do Grupo Ruptura, ao lado de Waldemar Cordeiro, Geraldo de Barros, Anatol Wladyslaw e outros. Com Hermelindo Fiaminghi e Luiz Sacilotto , cria a Associação de Artes Visuais NT - Novas Tendências, em 1963. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras oficiais nacionais como a Bienal Internacional de São Paulo (I a IX, XII, XIII), Panorama da Arte Atual Brasileira (1º ao 3º, 6º, 9º, 11º, 12º) e no exterior. É homenageado com retrospectiva no Museu de Arte Moderna de São Paulo e no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro em 1974. Em 2005, é publicado o livro ‘Lothar Charoux: A Poética da Linha’, pela historiadora de arte Maria Alice Milliet. PONTUAL, PÁG. 131; MEC VOL. 1, PÁG. 433; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 254; VOL. 9, PÁG.207; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 645; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; ACERVO FIEO.



054 - J. CARLOS (1884 - 1950)

"O anônimo" - desenho a nanquim e aquarela - 23 x 37 cm - não assinado -
Com certificado da família do autor, datado de 27 de abril de 2008. Com inscrições no dorso. No estado.

Chargista, caricaturista, desenhista, pintor, ilustrador, José Carlos de Brito Cunha nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi um dos formadores da tradição da charge brasileira ao lado de Raul Pederneiras e K.Lixto, e criador de tipos como a negrinha 'Lamparina', a 'Melindrosa' e o 'Almofadinha'. Autodidata, iniciou a carreira de caricaturista ainda estudante, quando publicou um de seus desenhos na revista 'O Tagarela' (1902). Em seguida, passou a colaborar regularmente com a revista e no ano seguinte desenhou sua primeira capa na publicação. Colaborou em muitos órgãos da imprensa carioca como 'O Tico Tico', 'Fon-Fon', 'Careta', 'A Cigarra', 'Vida Moderna', 'Eu Sei Tudo', 'Revista da Semana' e 'O Cruzeiro'. Entre 1922 e 1930, exerceu o cargo de diretor artístico das empresas 'O Malho', onde iniciou uma grande série de charges de caráter político, satirizando fatos e personalidades nacionais e estrangeiras. A vertente política foi explorada pelo artista desde o início de sua carreira, sendo ele o responsável pela execução de uma série de charges antibelicistas executadas no período abrangido pelas duas grandes guerras e principalmente durante os dois governos de Getúlio Vargas (1883 - 1954). Esses trabalhos foram publicados principalmente na revista 'A Careta'. Também fez esculturas, foi autor de teatro de revista e letrista de música popular. JULIO LOUZADA vol. 10, pág. 181; CARICATURISTAS BRASILEIROS, de Pedro Corrêa do Lago, pág. 74; WALTER ZANINI, pág. 448; ARTE NO BRASIL, pág. 646; ITAU CULTURAL; www.ims.com.br; www.dec.ufcg.edu.br; www.artprice.com.



055 - HELENOS SILVA (1941)

"Onírico" - óleo sobre tela - 60 x 50 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1989 - São Paulo -

Pintor pernambucano, há longos anos em São Paulo, já participou da Bienal de São Paulo e realizou inúmeras individuais. MEC, vol. 2-pág. 334; WALMIR AYALA, vol. 1-págs. 386/7; PONTUAL, pág. 262; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 462, ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO.



056 - MENASE VAIDERGORN (1927)

No pulpito - óleo sobre tela - 40 x 30 cm - canto inferior direito e dorso - 1976 - São Paulo -
No estado.

Pintor nascido em Hotin, Romênia. Assina MVAIDERGORN. Seus pais vieram para o Brasil (1932) fixando residência em São Paulo. Ingressou na Associação Paulista de Belas Artes (fim da década de 1940) onde conheceu Dario Mecatti que muito o estimulou. Viajou pelo norte da África e Europa. Realizou exposições individuais e participou de diversos salões e mostras coletivas oficiais, recebendo diversos prêmios, entre eles: os do Salão Paulista de Belas Artes, SP (1976 - Medalha de Bronze, 2000 – Prêmio Aquisição, 2001 – Grande Medalha de Prata). JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 1011; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



057 - O. RIBEIRO (1950)

"Avenida Alegre" - óleo sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior direito e dorso - 1997 -

Pintor, Osvaldo Ribeiro dos Santos nasceu em Braúna, SP. Morou em Penápolis, SP; em 1981, mudou-se para Jundiaí e iniciou um curso de Artes Plásticas em Itu, formando-se professor de Educação Artística. Realizou exposições individuais em: Penápolis, SP (1986); Jundiaí, SP (1989, 1993, 1996, 2007); São Paulo (1990, 2007). Tem participado de muitas mostras coletivas e Salões oficiais, inclusive em Portugal. Produziu trabalhos especiais para os jornais 'The Guardian' da Inglaterra e 'El Mercurio' do Chile. Recebeu os prêmios: o Troféu Professor Rubens Anganuzzi - Itu, SP; a Grande Medalha de Ouro (Pintura Moderna) – Itu, SP; Destaque 90 – IX SAIAMC – Salão de Artes Plásticas Instituto Alberto Mesquita de Camargo – Universidade São Judas Tadeu – São Paulo. www.oribeiro.net.



058 - INGRES SPELTRI (1940)

"Fachada e bandeiras - Homenagem a Volpi" - têmpera sobre tela - 80 x 60 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor, desenhista, escultor, gravador e professor nascido em Jau, SP. Filho do pintor Augusto Speltri com quem se iniciou na pintura, ainda criança. Em 1959 mudou-se para São Paulo onde estudou Música (1960-1964). Foi professor titular da Escola Panamericana de Arte, SP. Realizou exposições individuais, em São Paulo, nos anos de 1977, 1981, 1978, 1984. Participou de várias mostras e Salões oficiais, sendo premiado em: São Paulo (1963, 1966, 1970, 1971); Santo André, SP (1976). JULIO LOUZADA VOL. 5, PÁG. 1012; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; MEC VOL. 4, PÁG. 338; PONTUAL PÁG. 504; www.artprice.com; www.speltri.com.



059 - ALBERTO LUME (1944)

Composição - óleo sobre tela - 60 x 80 cm - canto inferior direito - 2000 -

Português da Ilha da Madeira, onde nasceu a 6/2/1944, LUME, como é conhecido e assina as suas obras, fixou residência no Brasil a partir de 1954. Trouxe na sua bagagens sólidos conhecimentos de bom desenhista e excepcional colorista. Adota os temas brasileiros em suas obras com rara felicidade, fazendo com que as suas obras sejam muito disputadas em leilões e por colecionadores. JULIO LOUZADA, vol. 2 pág. 601 602



060 - ANTONIO MAIA (1928 - 2008)

"O milagre da vida" - óleo sobre tela - 50 x 65 cm - dorso - 15/08/1965 - RJ -

Natural de Carmópolis, SE. Pintor e desenhista. Radicado no Rio de Janeiro desde 1955. Em 1959 fez suas primeiras apresentações em coletivas. Estreou no SNAM, obtendo o prêmio de viagem ao exterior (1969). Pertencente àquele grupo de artistas que organizam seu trabalho em torno de valores culturais vindos da expressão popular, o artista assumiu como um dos temas de sua pintura a imagem do ex-voto., escultura religiosa de caráter popular e votivo. O ex-voto representa, para o artista, um ponto de partida na realização de uma paisagem brasileira sem conotações urbanas. É uma pintura em que o mundo dos homens é construído pelos homens e por suas criações. O artista empresta às figuras com que trabalha, os ex-votos, conotações de análise ideológica, e o faz sem palavras, apenas pela força da presença visual. Figurou em diversas coletivas nacionais e internacionais, conquistando prestigio de critica e público. MEC vol.3, pág.42; PONTUAL, pág. 330 e 331; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 697; Acervo FIEO.



061 - DJANIRA DA MOTTA E SILVA (1914 - 1979)

Trabalhador - serigrafia - 53 x 36 cm - canto inferior esquerdo -

Pintora, desenhista, ilustradora, cartazista, cenógrafa e gravadora. Djanira da Motta e Silva nasceu em Avaré, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. No final da década de 1930, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde teve suas primeiras instruções de desenho no Liceu de Artes Ofícios e com o pintor Emeric Marcier, hóspede da pensão que Djanira instalou no bairro de Santa Teresa. Os contatos com os artistas Carlos Scliar, Milton Dacosta , Arpad Szenes , Vieira da Silva e Jean-Pierre Chabloz , frequentadores de sua pensão, proporcionaram um ambiente estimulador que a levou a expor no 48º Salão Nacional de Belas Artes, em 1942. No ano seguinte, realizou sua primeira mostra individual, na Associação Brasileira de Imprensa - ABI. Em 1945, viajou para Nova York. De volta ao Brasil, realizou o mural ‘Candomblé’ para a residência do escritor Jorge Amado, em Salvador, e painel para o Liceu Municipal de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Entre 1953 e 1954, viajou a estudo para a União Soviética. De volta ao Rio de Janeiro, tornou-se uma das líderes do movimento pelo Salão Preto e Branco, um protesto de artistas contra os altos preços do material para pintura. Realizou em 1963, o painel de azulejos ‘Santa Bárbara’, para a capela do túnel Santa Bárbara, Laranjeiras, Rio de Janeiro. No ano de 1966, a editora Cultrix publicou um álbum com poemas e serigrafias de sua autoria. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil, EUA e Europa. Foi premiada no Rio de Janeiro (1943, 1944, 1949, 1950 a 1953, 1955, 1963) e em São Paulo (1951, 1955). Participou da 1ª e da 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955). Em 1977, o Museu Nacional de Belas Artes - MNBA, realizou uma grande retrospectiva de sua obra. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 336; PONTUAL, PÁG. 181; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 164; MEC, VOL. 2, PÁG 58; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG, 263; WALTER ZANINI, PÁG. 810; ARTE NO BRASIL, PÁG. 824; ACERVO FIEO.



062 - NANDO RIBEIRO (1963)

"Mulheres" - óleo sobre tela - 40 x 30 cm - canto inferior direito e dorso - 2007 -

Cearense de Pires Ferreira, onde nasceu em 30/3/1963. Segundo Milton Teixeira, "...Os valores artísticos, inerentes no jovem (...) recriaram a terra craquelenta em colheitas e as figuras sedentas e as substituiram por jovens saciados de olhares passivos, próprios dos que não anseiam mudança alguma. A onirilidade de Nando Ribeiro traz para a tela seu mundo recriado, grandemente influenciado pelos mestres brasileiros, como Di Cavalcanti e Portinari." Coletivas a partir de 1983 em São Paulo e no exterior, com sucesso de crítica. JULIO LOUZADA, vol 8 - pág 698



063 - JOÃO MENDES NOGUEIRA (1913 - 1978)

Roda de Samba - óleo sobre tela - 51 x 83 cm - canto inferior direito - 1964 -

Natural de Campinas, neste Estado, é descendende de tradicional família daquela cidade. Pintor, escultor, músico e advogado. Foi considerado o pintor oficial das arcadas da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, haja vista a sua indisfarçável preferência pelo tema, além do samba no morro, Don Quixote, festas juninas e o folclore. Foi exímio micro-escultor, reproduzindo cenas bíblicas e outras pitorescas.



064 - ALCIDES CRUZ (1913 - 1988)

Flores - óleo sobre eucatex - 32,5 x 24 cm - canto inferior direito -

Este excepcional e importante pintor de paisagens e de figuras, é natural do Rio de Janeiro, onde estudou com Henrique Cavalleiro na ENBA. Participou por diversas vezes no SNBA e de outros Salões nacionais, obtendo o reconhecimento de público e crítica. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 224; TEIXEIRA LEITE, pág. 138; JÚLIO LOUZADA, vol. 9, pág. 230; ITAÚ CULTURAL.



065 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Descanso" - desenho a nanquim - 22 x 32,5 cm - canto inferior esquerdo - 1953 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins. No estado.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



066 - MARIO GRUBER (1927 - 2011)

Mascarado - litografia - 134/150 - 46 x 31 cm - canto inferior direito - 1970 -

Pintor, desenhista, gravador, escultor, muralista - Mário Gruber Correia nasceu em Santos, SP. Autodidata, começou a pintar em 1943. Mudou-se para São Paulo em 1946 e matriculou-se na Escola de Belas Artes, onde foi aluno do escultor Nicolau Rollo. Em 1947, ganhou o primeiro prêmio de pintura na exposição do grupo ’19 Pintores’. No ano seguinte realizou sua primeira exposição individual e passou a estudar gravura com Poty e a trabalhar com Di Cavalcanti. Recebeu bolsa de estudo em 1949, foi morar em Paris, onde estudou na ‘École Nationale Supérieure des Beaux-Arts’ com o gravador Édouard Goerg e trabalhou com Candido Portinari. Retornou ao Brasil em 1951 e fundou o Clube de Gravura (posteriormente Clube de Arte) em sua cidade natal, onde voltou a residir. Foi professor de gravura no Museu de Arte Moderna de São Paulo em 1953 e na Fundação Armando Álvares Penteado entre 1961 e 1964. De 1974 a 1978, morou em Paris, depois, ao retornar ao Brasil, morou em Olinda, Pernambuco. Em 1979, montou ateliê em Nova York. De volta a São Paulo, realizou obras de grande porte em espaços públicos como a estação Sé do Metrô e o Memorial da América Latina. Além de ter realizado muitas exposições individuais, participou de várias mostras e salões oficiais: Salão Paulista de Arte Moderna; Panorama da Arte Moderna Brasileira; Bienal Internacional de São Paulo e na França, Espanha, Estados Unidos, Colômbia, Holanda, Finlândia, Alemanha. PONTUAL, PÁG. 253; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 370; MEC, VOL. 1, PÁG. 466; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 448; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.649; ARTE NO BRASIL, PÁG. 803; LEONOR AMARANTE, PÁG. 376; ACERVO FIEO.



067 - JAIR GLASS (1948)

Tenente George - técnica mista sobre papel - 35 x 22,5 cm - canto superior direito - 07/76 -

Pintor e desenhista natural de São Paulo-SP. Estudou desenho e plástica na Faculdade de Belas Artes de São Paulo. Expõe individualmente desde 1977 e coletivamente a partir de 1973. JULIO LOUZADA vol. 3 pág. 461; ITAU CULTURAL.



068 - ARTE POPULAR BRASILEIRA (XX)

Carranca - escultura em madeira - 70 x 30 x 33 cm - assinado -
Cabeção.



069 - JOSÉ MORAES (1921 - 2003)

"Lupe" - aguada de nanquim - 32 x 23 cm - canto inferior direito - 1959 -
No estado.

Pintor, gravador, desenhista, escultor, ilustrador e professor, José Machado de Morais nasceu no Rio de Janeiro e faleceu em São Paulo. Assina José Moraes. Formou-se em pintura pela Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1941). Paralelamente aos estudos universitários, teve aulas de pintura com Quirino Campofiorito. Tornou-se assistente de Candido Portinari, em Brodosqui (1942) e trabalhou com o mesmo na execução do painel da capela de São Francisco de Assis, de Oscar Niemeyer, em Belo Horizonte (1945). Realizou exposições individuais no: Rio de Janeiro (1945, 1947, 1966, 1968, 1969, 1970); São Paulo (1962, 1965, 1967, 1970, 1979 – MAM, SP, 1982, 1983, 1984, 1986); Bagé, RS (1946, 1979); Pelotas, RS (1946); Porto Aiegre, RS (1948, 1980, 1988, 1992, 1995); Uberlândia, MG (1952, 1972, 1977, 1978, 1987); Belo Horizonte, MG (1964); Campinas, SP (1974); Cataguases, MG (1981); Goiânia, GO (1987); Brasília, DF (1989, 1995). Participou de várias mostras coletivas e Salões oficiais pelo Brasil como: Panorama da Arte Brasileira – MAM, São Paulo (1969, 1970, 1971, 1973, 1976, 1977) e no exterior. Foi premiado, nos anos de 1940, em quatro edições do Salão Nacional de Belas Artes – RJ. Com o prêmio Viagem ao Exterior recebido na 55ª edição (1949), viajou para Itália onde permaneceu estudando pintura mural (1950 a 1951). De volta ao Rio de Janeiro, dedicou-se à execução de mosaicos e afrescos até 1958, quando se mudou para São Paulo. Tornou-se professor na FAAP (1967). Aperfeiçoou-se em serigrafia (1971) com Michel Caza, em Paris, para onde retornou em outras três ocasiões, com a mesma finalidade. Fez também estágios em litografia com Michel Potier, na "École de Beaux-Arts", Paris, e com Eugène Shenker, no "Centre de Gravure Contemporaine", Genebra. MEC VOL. 3, PÁG. 196; Pontual pág. 369; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 646; VOL. 2, PÁG. 689; VOL. 5, PÁG. 706; VOL. 6, PÁG. 748; VOL. 8, PÁG. 586; VOL. 12, PÁG. 278; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 602, ACERVO FIEO.



070 - MIGUEL DOS SANTOS (1944)

Figura - escultura em cerâmica - 49 x 25 x 20 cm - assinado - 1974 - João Pessoa -
No estado.

Pintor, desenhista e ceramista, Miguel Domingos dos Santos nasceu em Caruaru, PE. Assina Miguel dos Santos. Residindo em João Pessoa desde 1960, apresentou pela primeira vez suas pinturas em 1961 no Recife. Em 1967 começou a dedicar-se também à cerâmica. Realizou exposições individuais em: Connecticut, EUA (1967); João Pessoa, PA (1968, 1971, 1980, 1987); Belo Horizonte, MG (1968); Juiz de Fora, MG (1969); Recife, PE (1970, 1976, 1982, 1987); Rio de Janeiro (1972, 1975, 1980, 1986); São Paulo (1975, 1979, 1982, 1986 - MASP, 1987). Participou de inúmeras mostras e Salões oficiais pelo Brasil e no exterior como em: Bruxelas, Bélgica (1973); Nigéria (1977); Santiago do Chile, Chile (1980); Alemanha (1987); Copenhague, Dinamarca (1989). MEC VOL. 4, PÁG. 186; PONTUAL PÁG. 476; JULIO LOUZADA, VOL. 9, PÁG. 773; ITAU CULTURAL; www.artprice.com.



071 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Figuras - desenho a nanquim - canto inferior esquerdo ilegível - 1976 -
Medidas 19 x 30,5 cm cada. Trabalho composto de três obras montadas em uma única moldura.



072 - JOSÉ PINTO (1932 - 2008)

"Porta de Deró" - óleo sobre tela - 46 x 38 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1996 - Porto Seguro - BA -

José Wense Pinto é natural de Ilhéus, BA. Assina José Pinto. Autodidata, veio para o Rio de Janeiro em 1951. Em 1953 freqüenta a Associação Brasileira de Desenho e começa a pintar profissionalmente em1969. Participou de diversas exposições e Salões oficiais: 1969,1970 a 1974 - Rio de Janeiro, RJ; 1970; Milão e Espoleto, Itália; Nova York, EUA; Londres, Inglaterra; 1971 - Recife,PE. Individuais: 1969 e 1971 - Rio de Janeiro, RJ; 1970 - Bahia; 1971 - São Paulo, SP e 1973 - Brasília, DF. Prêmios: 1972 - Rio de Janeiro, RJ. Possui obras em: Museu Regional de Feira de Santana, BA; Museu Laval - Henri Rousseau, França; Museu de Viçosa, MG; Agências do Banco do Brasil em São Francisco, EUA; acervo da Cia. Shell e Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro, RJ. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág.769; vol. 8, pág. 660. ITAU CULTURAL.



073 - CAROL KOSSAK (1895 - 1976)

Paisagem - óleo sobre tela - 38 x 46 cm - canto inferior esquerdo -
No estado.

Pintor polonês ativo em São Paulo. Assinava C. Kossak e C. Kokott. Realizou exposição individual em 1941 em São Paulo e participou de várias exposições coletivas e Salões nas décadas de 30 e 40. MEC VOL.2 PÁG. 411; TEODORO BRAGA, PÁG. 134; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 512; VOL. 12, PÁG. 218; ACERVO FIEO; ITAU CULTURAL; www.artprice.com.



074 - MARCELO GRASSMANN (1925 - 2013)

Composição - monotipia - 20 x 30 cm - canto inferior direito - 12/1947 -
Com estudo no dorso.

Desenhista, gravador, ilustrador, pintor, escultor e professor, nasceu em São Simão, SP. Estuda fundição, mecânica e entalhe em madeira na Escola Profissional Masculina do Brás, SP. Passa a realizar xilogravuras a partir de 1943. Atua como ilustrador do Suplemento Literário do ‘Diário de São Paulo’, do ‘O Estado de S. Paulo’ e do ‘Jornal do Estado da Guanabara’. Quando reside no Rio de Janeiro, a partir de 1949, freqüenta os cursos de gravura em metal, com Henrique Oswald e de litografia, com Poty, no Liceu de Artes e Ofícios. Em Salvador (1952), trabalha com Mario Cravo Júnior. .Recebe o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Arte Moderna (1953) e vai para a Academia de Artes Aplicadas, em Viena. Passa a dedicar-se principalmente ao desenho, à litografia e à gravura em metal. Em 1969, sua obra completa é adquirida pelo governo do Estado de São Paulo, passando a integrar o acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo . Em 1978, a casa em que nasceu, em São Simão, é transformada em museu e tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo - Condephaat. Participou de muitas exposições e das Bienais de: São Paulo (1951 a 1961, 1967, 1969, 1979, 1985, 1989); Veneza (1950, 1956, 1958, 1962); Paris (1959). Principais prêmios: Bienal de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1959, 1967); Bienal de Veneza (1950, 1956, 1958,1962); Bienal de Paris (1959). PONTUAL, PÁG. 249; MEC, VOL. 2, PÁG. 281 E 282; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG. 439; VOL. 5, PÁG. 453; VOL. 9, PÁG. 383.



075 - EDUARDO IGLESIAS (1940)

Pescadores - óleo sobre tela - 65 x 65 cm - canto inferior direito e dorso - 1976 -
No estado.

Natural de Marilia, SP. Transferiu-se para São Paulo em 1957. Participa de exposições desde 1962. Já apresentou seus trabalhos no Brasil, Estados Unidos e Europa. Seus trabalhos levam o expectador e o analista a uma incursão, nem sempre fácil, através do mundo das ambiguidades visuais ou das imagens oníricas... É assim que várias de suas composições, com figuras ou pássaros, tornam-se fantásticos vasos de flores, ou um navegante, que faz seu barco ir cortando as vagas, com uma árvore florida, 'a feição da vela de uma escuna submete a indagações o suporte de suas telas..." . (Antonio Bento, crítico de arte, 1981). JULIO LOUZADA vol.2, pág. 510; ITAU CULTURAL, Acervo FIEO.



076 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulata na cadeira de balanço - serigrafia - 57 x 38 cm - canto inferior direito -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



077 - IUR SERAVAT FULAM (1959)

"Série carroças carroceiros" - óleo sobre madeira - 29 x 40 cm - dorso - 2018 -

Pseudônimo do autor. Natural de São Paulo (SP), filho primogênito de um casal ligado à atividade cultural (pai artista gráfico e plástico e mãe escritora). Autodidata neste campo, embora tenha tido grande estímulo para o desenho e a pintura acompanhando a atividade artística de seu pai, que também foi marchand a partir da década de 60, permitindo que tivesse estreito contato e pudesse realizar uma grande experimentação ao longo dos anos tanto para a linguagem figurativa com temas ligados ao cotidiano, como para a geométrica. É professor universitário e consultor na área de assuntos públicos e instituições políticas.



078 - ANTONIO GOMIDE (1895 - 1967)

Batalha - desenho a lápis - 40 x 40 cm - canto inferior esquerdo -
Reproduzido sob o n° 019 em catálogo de Leilão de Arte de James Lisboa, Leiloeiro Oficial, São Paulo - SP, realizado em 26 de Novembro de 2018. No estado.

Pintor, escultor, decorador e cenógrafo. Antonio Gonçalves Gomide nasceu em Itapetininga, SP e faleceu em Ubatuba, SP. Mudou-se com a família para a Suíça em 1913, e frequentou a Academia de Belas Artes de Genebra até 1918, onde estudou com Gillard e Ferdinand Hodler. Mudou-se para a França na década de 1920. Em 1922, em Toulouse, trabalhou com Marcel Lenoir, com quem aprendeu a técnica do afresco. De 1924 a 1926, em Paris, instalou ateliê e entrou em contato com artistas europeus ligados aos movimentos de vanguarda. No ambiente parisiense, conviveu também com Victor Brecheret e Vicente do Rego Monteiro. Retornou ao Brasil em 1929. Em 1932, atuou na fundação da Sociedade Pró-Arte Moderna e fundou o CAM (Clube dos Artistas Modernos), juntamente com Flávio de Carvalho, Carlos Prado e Di Cavalcanti. Na área das artes decorativas, com Regina Graz e John Graz, é considerado um dos introdutores do estilo ‘art deco’ no país. Nos anos 60, a perda de sua visão o obriga a mudar novamente seu destino como artista. Em uma relutância em abandonar a arte, dedicou-se a lecionar, transmitindo para novas gerações a herança modernista. Foi a escultura, no entanto, que lhe permitiu continuar sua produção, apesar da dificuldade em enxergar. Com a visão bastante comprometida, retirou-se para Ubatuba, onde viveu em reclusão até a sua morte. Em 1968 o Museu de Arte Contemporânea dedicou-lhe importante retrospectiva. THEODORO BRAGA, PÁG.110, REIS JUNIOR, PÁG. 377; PONTUAL, PÁG. 244; MEC, VOL. 2, PÁG. 275; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 353, ART PRINCE ANNUAL 2000, PÁG. 955; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 222; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 548; ARTE NO BRASIL, PÁG. 694; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 427; ACERVO FIEO; www.mac.usp.br; web.artprice.com.



079 - MANOEL MENACHO (1926 - 2011)

Natureza morta - óleo sobre tela - 65 x 50 cm - canto superior direito e dorso - 1974 -

Pintor e gravador ativo em São Paulo, SP, onde participa desde 1959 de vários Salões, entre eles SPBA (1959), Salão de Belas Artes de Santos (1970/1971) e tantos outros. JULIO LOUZADA, vol. 13 pág. 223, Acervo FIEO.



080 - BENEDITO JOSÉ DE ANDRADE (1906 - 1979)

O comício no galinheiro - óleo sobre tela - 60 x 120 cm - canto inferior direito e dorso - 1974 - São Paulo -

Através de sua arte obteve destaques e prêmio nas exposições em que participou, como o SPBA, onde foi agraciado com o Prêmio Costa Ribeiro. Recebeu Medalha de Bronze em 1948 e Pequena Medalha de Prata em 1949. Mais tarde em 1951, conquistou o Prêmio Prefeitura de São Paulo. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, onde foi aluno de Viggiani, Panelli e Enrico Vio. Além do SPBA, participou e também obteve premiações no Salão de Belas Artes e no Salão de Santos. Colecionadores particulares do Brasil e do exterior possuem obras suas. JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 57; MEC, vol. 1, pág. 80; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



081 - DIONISIO DEL SANTO (1925 - 1999)

"Composição com vacas" - serigrafia - 45/100 - 40 x 58 cm - canto inferior direito - 1987 -

Pintor, desenhista, gravador e serigrafista, nasceu em Colatina-ES, e faleceu em Vitória, naquele mesmo Estado. Autodidata. Em 1975, recebe o Prêmio de Melhor Exposição de Gravura do Ano, da APCA. Participou da 9ª Bienal Internacional de São Paulo, 1967 (Prêmio Itamarati Aquisição) e do Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro, 1968 (Prêmio Isenção do Júri). JULIO LOUZADA vol.11, pág. 88; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 682; ARTE NO BRASIL, pág. 934.



082 - GUIMA (1927 - 1993)

"Marinha e Balão" - óleo sobre tela - 50 x 60 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor e desenhista de mérito invulgar, Guima era paulista de Taubaté, residiu por muitos anos no Rio de Janeiro e praticava o figurativismo expressionista, por vezes eivado de notas líricas, de outras descambando para o fantástico. MEC, vol. 2, pág. 306; PONTUAL, pág.257; WALMIR AYALA, vol. 1, págs. 377/8; JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 407; ITAÚ CULTURAL.



083 - ARTE POPULAR BRASILEIRA (XX)

Profeta - escultura em cerâmica patinada - 22 x 10 x 10 cm - assinado - 1986 -
Chico Santos - S. Rita - PE.



084 - CARLOS SCLIAR (1920 - 2001)

Vela - vinil sobre cartão - 22,5 x 16 cm - canto inferior esquerdo - 1965 -
Com dedicatória.

Desenhista, gravador, pintor, ilustrador, cenógrafo, roteirista e designer gráfico que nasceu em Santa Maria da Boca do Monte, RS e faleceu no Rio de Janeiro. Assina Scliar. Estudou com Gustav Epstein, em Porto Alegre, em 1934. Participou, em 1938, da fundação da Associação Riograndense de Artes Plásticas Francisco Lisboa. Entre 1939 e 1947, residindo em São Paulo, integrou a Família Artística Paulista - FAP. No Rio de Janeiro, escreveu e dirigiu em 1944 o documentário 'Escadas', sobre os pintores Arpad Szenes e Vieira da Silva com os quais conviveu desde 1941. Convocado pela Força Expedicionária Brasileira - FEB, participou da Segunda Guerra Mundial, na Itália. Morando em Paris de 1947 a 1950, cursou gravura com Galanis na Escola de Belas Artes e teve contato com o gravador mexicano Leopoldo Méndez. De volta ao Brasil, fundou com Vasco Prado o Clube de Gravura de Porto Alegre. Em 1956, passou a viver no Rio de Janeiro. Foi diretor do departamento de arte da revista 'Senhor' entre 1958 e 1960. Fundou a editora Ediarte, em 1962, com os colecionadores Gilberto Chateaubriand, Michel Loeb, Carlos Nicolaievski e o pintor José Paulo Moreira da Fonseca. Realizou durante toda sua vida exposições individuais e participou de inúmeras coletivas e Salões oficiais, recebendo muitos prêmios. Também foram realizadas várias exposições póstumas. MEC VOL.4, PÁG. 214; TEODORO BRAGA, PÁG. 66; WALMIR AYALA VOL.2, PÁG. 306 a 309; PONTUAL, PÁG. 479 e 480; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG.884; VOL.2, PÁG. 925; VOL.13, PÁG. 305; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; RGS, PÁG. 442; ACERVO FIEO.



085 - LUIS PAULO BARAVELLI (1942)

Figura - grafite sobre madeira - 60 x 41,5 cm - canto inferior direito - 07/07/1981 -
Reproduzido sob o n° 287 em catálogo de Leilão de Arte de James Lisboa, Leiloeiro Oficial, São Paulo - SP, realizado em 30 de Novembro a 02 de Dezembro de 2015.

Paulistano, BARAVELLI é pintor, desenhista, escultor, arquiteto e artista gráfico, formado em desenho e pintura na FAAP-SP, e em arquitetura na USP. Aperfeiçoou-se em pintura com Wesley Duke Lee. Fundos a Escola de Arte Brasil, juntamente com Carlos Alberto Fajardo, José Resende e Frederico Nasser. É um pesquisador de múltiplas técnicas e materiais, desde o desenho e a pintura até a escultura e o objeto, desde o ferro e a madeira até o acrílico e a fórmica. É artista contemporâneo de expressão e reconhecimento da crítica especializada. JULIO LOUZADA vol.2, pág. 98; TEIXEIRA LEITE, pág. 55; ITAÚ CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 908; LEONOR AMARANTE, pág. 154; Acervo FIEO.



086 - FANG (1931 - 2012)

Paisagem - gravura com realce de cor - 2/30 - 23 x 33 cm - canto inferior direito - 1988 -

Pintor, desenhista, gravador e professor, Chien Kong Fang, ou simplesmente Fang, nasceu na cidade de Tung Cheng, China e faleceu em São Paulo. Estudou sumiê e aquarela na China em 1945. Veio morar em São Paulo com a família em 1951, naturalizando-se brasileiro em 1971. Entre 1954 e 1956, estudou pintura com Yoshiya Takaoka em São Paulo. Viajou, em 1977, para a América do Norte, Europa e Ásia, onde desenvolveu o seu trabalho de pintura. Em 1981, foi realizado o curta metragem biográfico ‘O Caminho de Fang’, em São Paulo. Visitou a China, convidado pelo governo chinês, em 1985. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1959, 1961, 1962, 1978, 1981, 1993, 2005); Salvador, BA (1962); Rio de Janeiro (1978, 1986); Schleswing, Alemanha (1985); Lugana, EUA (1990); Americana, SP (1994); Formosa, Taiwan (1994). Foi premiado no Rio de Janeiro (1957) e em São Paulo (1960 a 1962, 1967 a 1969, 1978, 1979, 1991). Participou do Panorama da Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1978). MEC, VOL. 2, PÁG. 124; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 366; VOL. 6, PÁG. 378; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 189; PONTUAL, PÁG. 201; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; www.fang.com.br; www.artprice.com.



087 - MILTON DACOSTA (1915 - 1988)

Composição - técnica mista - 12 x 41 cm - dorso - 1967 -
Obra no formato de um leque.No estado.

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador. Milton Rodrigues da Costa nasceu em Niterói, RJ e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou estudos de desenho e pintura (1929) com o professor alemão August Hantv. No ano seguinte matriculou-se no curso livre de Marques Júnior, na Escola Nacional de Belas Artes. Junto com Edson Motta, Bustamante Sá e Ado Malagoli, entre outros, criou o Núcleo Bernardelli (1931). Viajou para Estados Unidos (1945), com o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Belas Artes do ano anterior. Na cidade de Nova York, estudou na "Art's Students League". Foi para a Europa (1946) e após visita a vários países, fixou-se em Paris, onde estudou na "Académie de La Grande Chaumière". Conheceu Pablo Picasso, por intermédio de Cícero Dias, e frequentou os ateliês de Georges Braque e Georges Rouault. Expôs no "Salon d'Automne", Paris e regressou ao Brasil (1947). Casou-se com a pintora Maria Leontina (1949) e passou a residir em São Paulo. Realizou muitas exposições individuais, entre as quais, a "Homenagem a Milton Dacosta" na Galeria da Praça, RJ, com curadoria de Luiz Carlos Moreira (1973). Participou de inúmeros Salões e mostras coletivas, como: Bienal de Veneza (1950); Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1979); Panorama de Arte Brasileira, MAM – SP (1971). Foi premiado, também, nas Bienais Internacionais de São Paulo (1955, 1957). TEODORO BRAGA, PÁG. 163; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 229; MEC, VOL. 2, PÁG. 13; BENEZIT, VOL. 3, PÁG.315; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 302; VOL. 3, PÁG. 310; ITAU CULTURAL; PONTUAL, PÁG. 155; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



088 - HEITOR DE PINHO (1897 - 1968)

Paisagem - óleo sobre madeira - 38 x 46 cm - canto inferior direito - 1946 -
Com etiqueta de Aloisio Cravo, Leiloeiro Oficial, no dorso.

Nascido e falecido na cidade do Rio de Janeiro, onde estudou na antiga Escola Nacional de Belas Artes. Foi discípulo de Rodolfo Chambelland, Batista da Costa, Lucílio de Albuquerque e Modesto Brocos. Participa de Salões Oficiais a partir de 1924, recebendo diversas premiações. JULIO LOUZADA, vol.11, pág.247; MEC. Vol.3, pág.400; WALMIR AYALA. Vol.2, pág.194; TEIXEIRA LEITE, pág.408; PONTUAL, pág.426.



089 - ESCOLA ITALIANA SÉC XX

Paisagem - aquarela - 09 x 12,5 cm - canto inferior direito ilegível -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")



090 - BENEDITO CALIXTO DE JESUS (1853 - 1927)

"Mata com Rio" - óleo sobre madeira - 19,5 x 9,8 cm - canto inferior esquerdo -
Com expertise firmada por Celso Calixto Rios em 17 de abril de 2018.

Pintor, professor, historiador, ensaísta, nascido em Conceição de Itanhaém, SP e falecido em São Paulo. Transferiu-se para Brotas, SP, onde adquiriu noções de pintura com o tio Joaquim Pedro de Jesus, ao auxiliá-lo na restauração de imagens sacras de uma igreja local. Realizou sua primeira individual em São Paulo, no ano de 1881. Fixou-se por algum tempo em Santos e depois de ter executado a decoração do Teatro Guarani, partiu para Paris em 1883, estudando na Academia Julian e no ateliê de Jean François Raffaëlli. Retornou ao Brasil em 1885 e passou a residir em São Vicente. Produziu inúmeras marinhas em que representa o litoral paulista; realizou diversos painéis de temas religiosos para igrejas na capital e interior do Estado de São Paulo; pintou vistas de antigos trechos das cidades de São Paulo, Santos e São Vicente para o Museu Paulista da Universidade de São Paulo, por encomenda do diretor do museu o historiador Afonso d´Escragnolle Taunay. Dedicou-se também a estudos históricos da região e à preservação de seu patrimônio e publicou, entre outros, os livros 'A Vila de Itanhaém' (1895) e 'Capitanias Paulistas' (1924). Existem obras suas nos acervos de diversos museus brasileiros. TEODORO BRAGA PÁG. 51; REIS JR PÁG. 214; LAUDELINO FREIRE PÁG. 387; PONTUAL PÁG. 68/69; MEC VOL.1, PÁG. 326/327; WALMIR AYALA VOL.1, PÁG.153; MAYER/83 PÁG. 601; TEIXEIRA LEITE PÁG. 97; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 505; ARTE NO BRASIL PÁG. 599, RUTH TARASANTCHI; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 172. ACERVO FIEO.



091 - J. BORGES (JOSÉ FRANCISCO BORGES) (1935)

"Santa Joana D'arc" - matriz de xilogravura - 17 x 11 cm - centro inferior -

Gravador e pintor, nasceu em Bezerros, PE, em 20/12/1935. Tinha sucesso com seus folhetos de cordel, mas foi a falta de material de ilustração para a capa de seu próximo trabalho que o levou para a xilogravura, passando a ser reconhecido nacional e internacionalmente. Em novembro de 1997 veio para São Paulo como um dos convidados do Encontro da Cultura Brasileira, na exposição O Cordel e a Arte dos Livros, que aconteceu no Salão Arco 2 da Estação Julio Prestes. JULIO LOUZADA, vol 10, pág 127; Acervo FIEO; ITAÚ CULTURAL.



092 - TOMÁS SANTA ROSA (1909 - 1956)

Noite de fada - desenho a nanquim - 25 x 30 cm - canto inferior direito -

Pintor, gravador, cenógrafo e professor autodidata, Tomás Santa Rosa Júnior nasceu em João Pessoa, PB e falecido em Nova Délhi, Índia. Fixou-se no Rio de Janeiro (1932), começou a trabalhar como auxiliar de Portinari e iniciou também sua carreira de ilustrador que se estenderia por longa série de obras de escritores brasileiros e estrangeiros, que incluiu, dentre outros, Graciliano Ramos, José Lins do Rêgo, Jorge Amado, Castro Alves, Dostoievski. É considerado o primeiro cenógrafo moderno brasileiro. Entre as exposições das quais participou destacam-se: o Salão Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro (1941 - Medalha de Prata); Um Século de Pintura Brasileira, no Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro (1952); II Bienal Internacional de São Paulo (1953); Salão Preto e Branco do III Salão Nacional de Arte Moderna do Rio de Janeiro (1954); 'Arts Primitifs et Modernes Brésiliennes', no Museu de Etnografia de Neuchâtel, Suíça (1955). Após sua morte, suas obras foram expostas nas seguintes mostras: Exposição de Artes Gráficas de Tomás Santa Rosa, na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro (1958); Retrospectiva no Teatro Municipal do Rio de Janeiro (1975); Santa Rosa, Carnaval e Figurinos na Fundação Nacional de Arte (Funarte) de São Paulo (1985); e Bienal Brasil Século XX, na Fundação Bienal de São Paulo (1994). PONTUAL, PÁG. 472; MEC VOL. 4, PÁG. 177; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 460; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 572; LEONOR AMARANTE; www.funarte.gov.br; cpdoc.fgv.br; www.artprice.com.



093 - JOSÉ WASTH RODRIGUES (1891 - 1957)

Paisagem - desenho a nanquim - 28 x 21 cm - canto inferior direito - 1929 -

Pintor, desenhista e historiador paulistano, foi pensionado pelo Estado de São Paulo, estudando no Jean-Paul Laurens, em Paris, de cujo salão oficial participou em 1914. Dedicou-se com intensidade ao desenho a bico de pena. Executou os desenhos e aquarelas do livro Uniformes do Exército Brasileiro, de Gustavo Barroso. JULIO LOUZADA, VOL ,12, pág, 347. MEC, VOL, 4, pág, 92; ITAÚ CULTURAL; ARTE NO BRASIL, Acervo FIEO, RUTH TARASANTCHI.



094 - TARSILA DO AMARAL (1890 - 1973)

"O Lago" - serigrafia - P.A. - 36 x 54 cm - canto inferior direito - 1972 - São Paulo -

Pintora e desenhista, Tarsila do Amaral nasceu em Capivari, SP e faleceu em São Paulo. Estudou escultura com William Zadig e com Mantovani, em 1916, na capital paulista. No ano seguinte teve aulas de pintura e desenho com Pedro Alexandrino, onde conheceu Anita Malfatti. Ambas tiveram aulas com o pintor Georg Elpons. Em 1920 viajou para Paris e estudou na ‘Académie Julian’ e com Émile Renard. Ao retornar ao Brasil formou em 1922, em São Paulo, o Grupo dos Cinco, com Anita Malfatti, Mário de Andrade, Menotti del Picchia e Oswald de Andrade. Em 1923, novamente em Paris, frequentou o ateliê de André Lhote, Albert Gleizes e Fernand Léger. Foi a criadora de duas das principais tendências ou movimentos de nossa arte nacionalista: o Pau Brasil e o Antropofagia. A convite da Comissão do IV Centenário de São Paulo fez, em 1954, o painel ‘Procissão do Santíssimo’ e, em 1956, entregou ‘O Batizado de Macunaíma’, sobre a obra de Mário de Andrade, para a Livraria Martins Editora. A retrospectiva Tarsila: 50 Anos de Pintura, organizada pela crítica de arte Aracy Amaral e apresentada no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo , em 1969, ajudou a consolidar a importância da artista. TEODORO BRAGA, PÁG. 220; REIS JR., PÁG.388; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 365; MEC, VOL. 4, PÁG. 370; PONTUAL, PÁG. 511; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 492; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 389; ARTE NO BRASIL, PÁG. 577; LEONOR AMARANTE, PÁG. 24; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 958.



095 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Figuras - aguada de nanquim - 92 x 65 cm - canto inferior direito -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



096 - MARIA BONOMI (1935)

Composição - litografia - P.A. - 70 x 49 cm - canto inferior direito - 1983 -

Gravadora, pintora, figurinista, cenógrafa, muralista e escultora nascida em Meina, Itália. Mudou-se para o Rio de Janeiro ainda criança. Em São Paulo (década de 1950), estudou inicialmente com Yolanda Mohalyi, Karl Plattner e Livio Abramo. Na 'Columbia University', Nova York - EUA estudou artes gráficas com Hans Muller e História da Arte Comparada com Meyer Schapiro. Obteve bolsa de estudos no Pratt Institute, Nova York - EUA onde trabalhou com Seong Moy e Fritz Eichenberg, entre outros. De volta ao Brasil (1959) continuou seu aperfeiçoamento na gravura com Friedlaender no MAM, RJ. Fundou com Lívio Abramo o 'Estudio Gravura' (década de 1960), em São Paulo. Realizou várias exposições individuais e tem participado de muitas mostras coletivas e oficiais, no Brasil e no exterior. Recebeu, entre outros, o Prêmio de Melhor Gravador da VIII Bienal de São Paulo (1965); o Prêmio de Gravura na V Bienal de Paris (1968); o Prêmio de Gravura da VIII Exposição Internacional Ljubljana, modalidade xilogravura; o Prêmio de Aquisição na IX Bienal de mesmo nome (1971), culminando com o Prêmio Internacional de Gravura, modalidade litografia (1983). Como cenógrafa vale destacar o Prêmio de Revelação de Cenógrafa e Melhor Figurinista com a peça 'As feiticeiras de Salém' de Arthur Miller. O Prêmio Revelação dado pela APCT – Associação Paulista de Críticos Teatrais se repetiu nos anos de 1962, 1965 e 1967. Em 1965, recebeu o Prêmio Molière como melhor cenógrafa da peça "A megera domada”, de Shakespeare. Desde 1975 tem realizado numerosos painéis em concreto, de grandes dimensões, como os do Saguão do Maksoud Hotel e do Banco Sudameris do Brasil, as fachadas laterais do Esporte Clube Sírio e do Edifício J. Riskallah Joye, todos em São Paulo e, em Santiago do Chile, os painéis do Banco Exterior da Espanha. JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG.142; PONTUAL PÁG.80; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG.692; ARTE NO BRASIL PÁG.837; LEONOR AMARANTE PÁG.75, ACERVO FIEO; www.memorial.org.br; www.pinacoteca.org.br; www.bcb.gov.br; www.artprice.com.



097 - JANY M. RUCK (1939)

"Linha, cor e forma" - óleo sobre tela - 40 x 20 cm - canto inferior direito e dorso - 2018 -

Pintora, professora e restauradora, Jany Marylene Ruck nasceu em Agudos, SP. Assinava Jany até 1984. Atualmente assina JM. Ruck. Em Campinas fez cursos livres de desenho e pintura com Elenice Menegon, Aldo Cardarelli, Djalma Urban e Álvaro de Batista. Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais. Foi premiada em: São José do Rio Preto, SP (1984, 1985, 1991); Campinas, SP (1985, 1996); São João da Boa Vista, SP (1985); Itatiba, SP (1985,1987, 1988); Mogi Mirim, SP (1987); Poços de Caldas, MG (1987); Piracicaba, SP (1988); Limeira, SP (1989); Araras, SP (1991); Ribeirão Preto, SP (2003). ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 7 PÁG. 614; VOL. 9, PÁG. 750.



098 - ANGELO CANNONE (1899 - 1992)

Feira - óleo sobre eucatex - 30 x 40 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor, desenhista e professor nascido em Abruzzo, Itália. Assinava D’Angelo, Angelo Cannone e A. Cannone. Aos cinco anos mudou-se para Nápoles com sua família. Em fins de 1947, veio para o Brasil, residiu algum tempo em São Paulo e depois se mudou para o Rio de Janeiro, onde se radicou e lá faleceu. Estudou no Instituto de Belas Artes de Nápoles com Paolo Vetri. Viveu em Roma durante quatro anos com uma pensão conquistada em um concurso em Nápoles. Lecionou desenho no Instituto Técnico. Expôs individualmente em São Paulo (1947, 1993) e no Rio de Janeiro (1947, 1973, 1980, 1984). Foi premiado, na Itália, em: 1922, 1925, 1929, 1941 e, no Brasil, em 1960. Em 1972 pintou o retrato do papa Pio X, em tamanho natural, que está na Igreja dos Italianos, RJ. WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 168; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 187; VOL. 3, PÁG. 203; VOL.8, PÁG. 165; VOL. 9, PÁG. 171; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; brasilartesenciclopedias.com.br; www.artprice.com; www.arcadja.com.



099 - JOSÉ SABÓIA (1949)

Jogadores do Flamengo - óleo sobre tela - 24 x 32 cm - canto superior direito - 1981 -

Pintor, José Sabóia do Nascimento nasceu em Almadina-BA. Artista autodidata foi para o Rio de Janeiro em 1967 e começou a pintar no ano seguinte, passando a expor seus trabalhos na feira hippie de Ipanema. Fez sua primeira exposição individual em Fortaleza, CE (1970). Entre as exposições de que participou, destacam-se: I e III Salão Nacional de Artes Plásticas do Ceará, Fortaleza, (1969, 1971 - Prêmio Aquisição); Dez Pintores no Rio de Janeiro, no MNBA, RJ (1983); ‘Brésil Naifs’, Paris (1986); ‘Salon d'Art Naif’- Marseilha, França (1987); ‘Pintura, Presença e Povo na Arte Brasileira’ no Museu da Casa Brasileira - São Paulo (1990); ‘Visões do Rio’ no MAM, RJ (1996). No exterior expôs individualmente em São Francisco, EUA e Munique, Alemanha, além de participar de coletivas em vários países e, principalmente na França, com exposições organizadas pela Galeria Jacqueline Bricard e uma presença cativa na ‘Galerie Naïfs du Monde Entier’ em Paris. José Sabóia participou do Concurso Internacional de Morges, quando seu quadro foi eleito pelo público, a melhor obra de 60 participantes de 22 países, premiação que originou o convite da Galeria Kasper para realizar uma exposição individual em 1997. JULIO LOUZADA vol. 11, pág. 278; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 228; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO; www.artprice.com; www.nautilus.com.br; www.ardies.com.



100 - MANOEL SANTIAGO (1897 - 1987)

Paisagem - óleo sobre madeira - 15,5 x 22 cm - canto inferior direito e dorso - Década de 1950 -
No estado.

Manoel Colafante Caledônio de Assumpção Santiago nasceu em Manaus, AM e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, desenhista e professor. Mudou-se para Belém em 1903 e iniciou estudos de pintura. Desde 1916 já praticava a arte não figurativa. Em 1919 transferiu-se para o Rio de Janeiro, cursou Direito e frequentou a Escola Nacional de Belas Artes, onde foi aluno de Rodolfo Chambelland e Baptista da Costa. Na época, teve aulas particulares com Eliseu Visconti. Foi casado com a pintora Haydeá Santiago. Participou em 1927 do Salão Nacional de Belas Artes e recebeu o prêmio viagem ao exterior, entre vários outros. Foi para Paris no ano seguinte, e lá permaneceu por cinco anos. De volta ao Rio de Janeiro, em 1932, tornou-se professor do Instituto de Belas Artes. Em 1934, passou a lecionar pintura e desenho no Núcleo Bernardelli, figurando entre seus alunos José Pancetti, Edson Motta, Bustamante Sá, Ado Malagoli, Rescála e Milton Dacosta. Participou da I Bienal Internacional de São Paulo (1951) e do 8º Panorama da Arte Brasileira (1976). PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, VOL. 1, PÁG. 241; TEODORO BRAGA, PÁG. 211; CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO DE PAISAGEM BRASILEIRA, MEC-MNBA /RIO/1944; MAYER/84, PÁG. 1158; REIS JR, PÁG. 378; PONTUAL, PÁG. 473; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 292; ITAÚ CULTURAL, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 865; ACERVO FIEO.



101 - DILA (DILEUSA DINIS RODRIGUES) (1939)

"Aldeia" - litografia aquarelada - P.A. - 47 x 60 cm - canto inferior direito - 1980 -

Pintora e gravadora, DILA se expressa plasticamente com esse olhar brasileiro que é a sua grande marca. Sua arte não tem referência entre os "naifs" nem entre os primitivistas do mundo inteiro. Ela é única." Trecho do crítico maranhense Ubiratan Teixeira. JULIO LOUZADA, vol. 7 - pág. 221; ITAÚ CULTURAL.



102 - ARTE POPULAR BRASILEIRA (XX)

Anjos - entalhe em madeira - 40 x 56 cm - centro inferior e dorso -
J.R.



103 - MENASE VAIDERGORN (1927)

"Descanso final" - óleo sobre tela - 30 x 50 cm - canto inferior direito -

Pintor nascido em Hotin, Romênia. Assina MVAIDERGORN. Seus pais vieram para o Brasil (1932) fixando residência em São Paulo. Ingressou na Associação Paulista de Belas Artes (fim da década de 1940) onde conheceu Dario Mecatti que muito o estimulou. Viajou pelo norte da África e Europa. Realizou exposições individuais e participou de diversos salões e mostras coletivas oficiais, recebendo diversos prêmios, entre eles: os do Salão Paulista de Belas Artes, SP (1976 - Medalha de Bronze, 2000 – Prêmio Aquisição, 2001 – Grande Medalha de Prata). JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 1011; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



104 - MOSÈ DI GIOSUÈ BIANCHI (1840 - 1904)

Na sacada - óleo sobre tela - 55,5 x 40 cm - canto inferior esquerdo -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista e gravador italiano nascido em Monza, Lombardia e falecido em Milão. Estudou com Giuseppe Bertini na Academia de Belas Artes de Brera, em Milão. Durante seus estudos, viajou para Roma, Veneza e Paris onde expôs, com sucesso, pela primeira vez (1878). Estabeleceu-se em Milão. Na "Exposition Universelle" em Paris de 1900 expôs uma série de águas-fortes. A partir de 1898, atuou como diretor da "Accademia di Belle Arti Cignaroli", em Verona. BENEZIT; www.artprice.com.



105 - GENTIL GARCEZ (1903 - 1992)

Pecadores - óleo sobre tela - 65 x 101 cm - canto inferior direito -
No estado.

Pintor nascido e falecido em Santos, SP. Iniciou-se na pintura, ainda criança, sob as orientaçõesde sua mãe que era hábil desenhista. Depois frequentou o ateliê de Benedicto Calixto. Expôs individualmente em São Paulo (1920); Santos (1921, 1923, 1936). Participou do Salão Paulista de Belas Artes em 1934, 1935, 1937, 1939, 1940, 1942 onde foi premiado nas edições de 1940 e 1941. Foi membro da comissão de seleção e premiação do Salão Oficial de Santos em 1970. Por encomenda do governo de Minas Gerais, realizou uma série de trabalhos para as várias repartições públicas de Belo Horizonte. TEODORO BRAGA, PÁG. 105; MEC, VOL. 2, PÁG. 240; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 410; VOL. 4, PÁG. 452; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.novomilenio.inf.br; www.artprice.com.



106 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Paisagem - óleo sobre papel colado em madeira - 38 x 45 cm - canto inferior direito ilegível -
No estado.



107 - PÍNDARO MARTINS CASTELO BRANCO (1930)

Natureza morta - óleo sobre tela - 16 x 38 cm - canto inferior esquerdo - 1988 -

Pintor, professor, ilustrador e cartazista, natural de Floriano-PI. Estudou na antiga ENBA-RJ, onde foi aluno de Henrique Cavalleiro. Expõe individualmente desde 1966 e coletivamente desde 1960, em certames oficiais de importância, recebendo premiações. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 246; ITAÚ CULTURAL.



108 - INGRES SPELTRI (1940)

"Mastro e bandeira - Lembrando Volpi" - têmpera sobre tela - 80 x 60 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor, desenhista, escultor, gravador e professor nascido em Jau, SP. Filho do pintor Augusto Speltri com quem se iniciou na pintura, ainda criança. Em 1959 mudou-se para São Paulo onde estudou Música (1960-1964). Foi professor titular da Escola Panamericana de Arte, SP. Realizou exposições individuais, em São Paulo, nos anos de 1977, 1981, 1978, 1984. Participou de várias mostras e Salões oficiais, sendo premiado em: São Paulo (1963, 1966, 1970, 1971); Santo André, SP (1976). JULIO LOUZADA VOL. 5, PÁG. 1012; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; MEC VOL. 4, PÁG. 338; PONTUAL PÁG. 504; www.artprice.com; www.speltri.com.



109 - SALVADOR RODRIGUES JR (1907 - 1995)

"Fachada da Matriz de Paraty" - óleo sobre tela - 41 x 33 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1985 - Paraty -

Nasceu em Cádiz, Espanha, a 8 de abril de 1907. Veio a falecer no dia 24 de julho de 1995, em São Paulo-SP. Pintor e professor. A sua pintura é toda poesia e sem artifícios. O artista não imita ninguém. Tem estilo e sentido próprios. Estas algumas das observações do crítico da Sociarte, José Cornelsen. O autor obteve mais de uma centena de medalhas e troféus em certames oficiais. JULIO LOUZADA vol.9, pág.741, Acervo FIEO.



110 - MANOEL PACHECO (XX - XX)

Casario - óleo sobre tela - 38 x 46 cm - canto inferior direito -

Pintor e desenhista com diversas participações em exposições coletivas e salões oficiais. JULIO LOUZADA, vol. 13, pág. 248



111 - MANEZINHO ARAUJO (1910 - 1993)

Pássaros - serigrafia - 62/90 - 39 x 51 cm - canto inferior direito - 1975 -

Com apenas dezesseis anos de idade mudou-se para Recife, a fim de concluir seus estudos. Após cursar a escola de comércio de Pernambuco, transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde foi buscar fama através da música, sua primeira paixão. Destacou-se como compositor e intérprete de música popular nordestina, o que lhe valeu a possibilidade de montar um restaurante de comida nordestina em SP, muito famoso durante vários anos, o Cabeça Chata. Apesar de viver, em SP, suas raízes ainda permanecem em Pernambuco. De uma forma autodidata começou a dedicar-se à pintura, retratando o folclore nordestino, sua gente, suas vidas, fase que sustentou até o seu desaparecimento, com uma menção surrealista. Expôs individualmente nas Galerias Astreia e Capela (SP), e na Ranulfo em Recife (1969). Em 1968, apresentado por Aldemir Martins, teve publicado o álbum de serigrafias Meu Brasil. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 56; MEC, vol. 1, pág. 109; PONTUAL, pág. 38; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 18; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 832; Acervo FIEO.



112 - DUMAS SEIXAS (1958)

"A, B, C, D" - litografia sobre cartão colado em tela - 70 x 50 cm - canto inferior direito - 1992 -

Antônio Carlos Dumas Seixas nasceu e cresceu em Belém, PA. Transferiu-se para São Bernardo do Campo, SP onde vive e trabalha. Realizou exposições individuais em: Belém, PA (1986, 2001, 2003); São Paulo (1992, 1996, 2011); Havana, Cuba (1992); São Bernardo do Campo, SP (2000, 2010); Rio de Janeiro (2013). Tem participado de muitas mostras e Salões oficiais, entre as quais: IV Bienal Nacional de Santos, Santos - SP (1993); V Bienal de Santo André - Dumas Gráfico - sala especial (2010). Foi premiado no: 1º Salão Paraense de Arte Contemporânea - Belém, PA (1992); no 2º Salão de Artes Plásticas de São Bernardo do Campo, SP (1992); no Salão de Arte Contemporânea - Santo André, SP (2001). Em 2003 foi bolsista de projeto para Criação Artística do Instituto de Artes do Pará (IAP), Belém - PA. ITAU CULTURAL; www.dumasseixas.com/dumas.



113 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Canto de ateliê - desenho a nanquim - 22 x 29 cm - centro inferior -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



114 - JOSÉ CAVALIERE (1952)

Cavaleiros árabes - óleo sobre tela - 19 x 27 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor e desenhista paulistano, nasceu a 3 de junho de 1952. Neto do premiado paisagista italiano Giuseppe Cavaliere, teve orientação artística de W. Maguetas e Giovanni Óppido, tendo se identificado mais com as tendências impressionistas deste último.Formado em jornalismo, também foi desenhista publicitário e diretor de arte em diversas agências de São Paulo. Tem preferência temática pela pasiagem rural, cenas urbanas, naturezas mortas, cenas árabes, marinhas, casarios, animais e flores. Individuais em 1990 e 1991. Diversas coletivas, com premiação em 1991 - pequena Medalha de Prata - no III SAP de Cristais Paulista-SP. JULIO LOUZADA, vol 5 - pág 222



115 - CAROL KOSSAK (1895 - 1976)

No bar - óleo sobre tela - 60 x 50 cm - canto inferior direito -
Com certificado de autenticidade firmado pelo autor, datado de São Paulo, 06 de dezembro de 1972.

Pintor polonês ativo em São Paulo. Assinava C. Kossak e C. Kokott. Realizou exposição individual em 1941 em São Paulo e participou de várias exposições coletivas e Salões nas décadas de 30 e 40. MEC VOL.2 PÁG. 411; TEODORO BRAGA, PÁG. 134; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 512; VOL. 12, PÁG. 218; ACERVO FIEO; ITAU CULTURAL; www.artprice.com.



116 - OCTÁVIO ARAÚJO (1926 - 2015)

Casal - xilogravura - P.A. - 27 x 13 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, ilustrador, gravador e artista gráfico, Octávio Ferreira de Araújo nasceu em Terra Roxa, SP e faleceu em São Paulo. Estudou pintura na Escola Profissional Masculina do Brás, SP com Edmundo Migliaccio e José Barchitta (1939 e 1943). Integrou o Grupo dos 19 (1947). Dois anos depois, viajou para Paris onde estudou gravura na "École National Supérieure des Beaux-Arts" e frequentou o Gabinete de Estampas do Museu do Louvre. Retornou ao Brasil (1951) e, no ano seguinte, passou a residir no Rio de Janeiro. Indicado pelo pintor Clóvis Graciano, trabalhou como auxiliar de Candido Portinari. Com o prêmio de gravura do Salão Para Todos, realizado no Rio de Janeiro (1959), viajou para a China. Recebeu uma bolsa de estudos (1960) do Instituto Répin, em Leningrado, atual São Petersburgo, patrocinada pelo Ministério da Cultura da União Soviética (atual Rússia). Frequentou o Instituto Poligráfico em Moscou (1961). Permaneceu nessa cidade por oito anos, e trabalhou como ilustrador de livros latino-americanos, tradutor e dublador de documentários. Foi realizada a mostra "Octávio Araújo: 20 Anos Depois" (1972) no MASP, SP, e foi publicado o livro "Octávio Ferreira de Araújo: 10 Anos de Pintura" (1979) de José Roberto Teixeira Leite. Participou do Panorama da Arte Atual Brasileira, MAM – SP (1971, 1974); da Bienal Nacional, SP (1974); entre outras exposições no Brasil e no exterior.TEIXEIRA LEITE PÁG. 34; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 71; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL PÁG. 803; WALTER ZANINI PÁG. 645; ACERVO FIEO; www.pinturabrasileira.com; www.artprice.com.



117 - JOEL FIRMINO DO AMARAL (1951)

"Igreja Nossa Senhora das Dores" - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior direito e dorso - 2018 - Paraty - RJ -

Pintor nascido em São Paulo, onde é ativo. Assina Amaral. Foi aluno de Colette Pujol. Tem participado de mostras coletivas e Salões oficiais. Recebeu: prêmio aquisição no SAPBA (1985); prêmio no SPBA-SP (1988); Menção Honrosa no 38º Salão Livre APBA (1989); Troféu APBA no 19º Salão Paisagem Paulista (1990); Troféu Inocêncio Borghese no 20º Salão Paulista de Artes APBA (1992); 1º lugar no 3o. Salão Artes Plásticas Brasil/Portugal (1995); Grande Medalha de Prata no 1º Salão de Paisagem Brasileira (2000); Pequena Medalha de Ouro no 6º Salão de Desenho (2006); Prêmio APBA no 28º Salão de Paisagem Paulista APBA. JULIO LOUZADA, VOL. 9, PÁG. 39; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



118 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Composição - escultura em metal - 26 x 13 x 07 cm - não assinado -
No estado.



119 - IRINEIDE KLOCKNER (1961)

Composição - óleo sobre tela - 70 x 50 cm - dorso -

Pintora nascida em Maringá, PR, Iniciou sua carreira artística em 1983. Desde 2000, dedica-se exclusivamente à pintura em tela, tendo durante estes anos aprimorado sua arte em diversas técnicas, através da convivência com artistas de diferentes estilos. Nos últimos anos tem buscado inspiração em grandes nomes do Abstracionismo, como Jackson Pollock e Jonas Gerard, e desenvolveu seu próprio estilo. Em sua arte, expressa a beleza da vida, em todos seus pormenores e complexidades, na união dos traços aparentemente desconexos se criam momentos únicos. Durante sua carreira, participou de exposições ao longo de toda a região Sul, tendo assinado mais de 2000 obras de arte, que hoje embelezam residências e ambientes corporativos em todo o Brasil. http://www.klockner-art.com; www.artprice.com.



120 - CHANINA (1927 - 2012)

Nu - óleo sobre tela - 60 x 73 cm - canto inferior direito -
Reproduzido no convite deste Leilão. No estado.

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador e professor, Chanina Luwisz Szejnbejn é natural de Zofjowce, Polônia. Assina Chanina. Veio para o Brasil em 1936. Cursa gravura em metal com Anna Letycia, litografia com João Quaglia e composição com Fayga Ostrower, em Belo Horizonte, em meados de 1940. Em 1946, estuda com Guignard e Franz Weissmann no Instituto de Belas Artes de Belo Horizonte, hoje Escola Guignard. Nesse mesmo ano, ingressa no curso de medicina da Universidade Federal de Minas Gerais, UFMG, formando-se em 1955. Em paralelo ao exercício da medicina, dedica-se às atividades artísticas e ao ensino, tornando-se professor de pintura na Escola Guignard. Exposições individuais: Belo Horizonte (1961, 1965, 1972, 1975, 1977, 1979, 1982, 1988, 2004); Rio de Janeiro (1971). Coletivas: Belo Horizonte (1952 a 1954, 1964, 1966 a 1970, 1972 a 1974, 1976, 1977, 1979, 1982, 1987); São Paulo (1964, 1967 – Bienal Internacional, 1969 e 1977 – Panorama da Arte Atual Brasileira, MAM; 1970, 1981, 1990); Rio de Janeiro (1967 a 1970, 1974, 1976, 1977, 1981, 1997); Ouro Preto (1970, 1989); Brasília (1966); Barcelona, Espanha (1969, 1970, 1972); Curitiba (1966, 1967, 1971); Salvador (1966); Vitória (1966); Estados Unidos (1967). Prêmios: Belo Horizonte (1953, 1954, 1966, 1967, 1969, 1979); Barcelona, Espanha (1969, 1970, 1972); Vitória (1966); Rio de Janeiro (1976). JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 263; VOL. 4, PÁG. 256; VOL. 9, PÁG. 206; VOL. 10, PÁG. 223; PONTUAL, PÁG.130; MEC, VOL.1, PÁG. 400.



121 - LOTHAR CHAROUX (1912 - 1987)

Linhas - serigrafia - 34/50 - 71,5 x 50 cm - canto inferior direito - 1976 -

Pintor, desenhista e professor austríaco, natural de Viena. Assinava Charoux. Iniciou os estudos artísticos com seu tio, o escultor austríaco Siegfried Charoux. Transferiu-se para o Brasil em 1928, fixando residência em São Paulo. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios da cidade onde conheceu Valdemar da Costa, com ele fazendo aprendizado de pintura a partir de 1940. Posteriormente passa a lecionar desenho no Liceu de Artes e Ofícios e no SENAI. Em 1947, realizou sua primeira exposição individual, na Galeria Itapetininga. Em 1952, participou da fundação do Grupo Ruptura, ao lado de Waldemar Cordeiro, Geraldo de Barros, Anatol Wladyslaw e outros. Com Hermelindo Fiaminghi e Luiz Sacilotto , cria a Associação de Artes Visuais NT - Novas Tendências, em 1963. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras oficiais nacionais como a Bienal Internacional de São Paulo (I a IX, XII, XIII), Panorama da Arte Atual Brasileira (1º ao 3º, 6º, 9º, 11º, 12º) e no exterior. É homenageado com retrospectiva no Museu de Arte Moderna de São Paulo e no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro em 1974. Em 2005, é publicado o livro ‘Lothar Charoux: A Poética da Linha’, pela historiadora de arte Maria Alice Milliet. PONTUAL, PÁG. 131; MEC VOL. 1, PÁG. 433; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 254; VOL. 9, PÁG.207; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 645; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; ACERVO FIEO.



122 - EDGARD OEHLMEYER (1909 - 1967)

Vaso de flores - desenho a lápis - 16 x 19 cm - canto inferior direito - 1959 -

Pintor nascido em Rio Claro e falecido em São Paulo. Nessa cidade cursou pintura com o prof. Carlos Hadler na Escola Profissional. Foi discípulo de Amadeo Scavone e Antonio Rocco. Realizou exposição individual em São Paulo (1941). Participou de várias edições do Salão Paulista de Belas Artes, SP; do Salão Nacional de Belas Artes, RJ e outras mostras oficiais. Foi premiado em: São Paulo (1939, 1940, 1946, 1949, 1953, 1962); Rio de Janeiro (1947). TEODORO BRAGA, PÁG. 175; MEC. VOL.3, PÁG. 291; MAYER/1984, PAG. 1070; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 362; PONTUAL, PÁG. 389; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 686; www.museuvirt.com.br.



123 - FRANCISCO OSWALD (1918 - 1985)

Cavalo - óleo sobre eucatex - 21 x 11 cm - canto inferior direito e dorso -

Nascido e falecido na cidade do Rio de Janeiro, este brilhante pintor, foi filho do grande artista Carlos Oswald, e neto do festejado músico Henrique Oswald. Suas telas não deixam de traduzir a sensibilidade que o artista herdou de seus ancestrais, produzindo, numa técnica própria, paisagens de rara harmonia. Individuais na Galeria de Arte do Copacabana Palace, em 1971 e 1973. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 700.



124 - NANDO RIBEIRO (1963)

Violonista - óleo sobre tela colada em eucatex - 35 x 20 cm - canto inferior direito e dorso - 2019 -

Cearense de Pires Ferreira, onde nasceu em 30/3/1963. Segundo Milton Teixeira, "...Os valores artísticos, inerentes no jovem (...) recriaram a terra craquelenta em colheitas e as figuras sedentas e as substituiram por jovens saciados de olhares passivos, próprios dos que não anseiam mudança alguma. A onirilidade de Nando Ribeiro traz para a tela seu mundo recriado, grandemente influenciado pelos mestres brasileiros, como Di Cavalcanti e Portinari." Coletivas a partir de 1983 em São Paulo e no exterior, com sucesso de crítica. JULIO LOUZADA, vol 8 - pág 698



125 - ALBERTO DA VEIGA GUIGNARD (1896 - 1962)

Ouro Preto - desenho a nanquim - 20 x 14 cm - canto inferior direito -
Ex coleção Marchand Isaac Ficz, Rio de Janeiro - RJ.

Pintor, professor, desenhista, ilustrador e gravador, Alberto da Veiga Guignard nasceu em Nova Friburgo, RJ e faleceu em Belo Horizonte, MG. Mudou-se com a família para a Europa em 1907. Em dois períodos, entre 1917 e 1918 e entre 1921 e 1923, frequentou a Real Academia de Belas Artes de Munique, onde estudou com Hermann Groeber e Adolf Hengeler. Aperfeiçoou-se em Florença e em Paris, onde participou do Salão de Outono. Retornou para o Rio de Janeiro em 1929 e integrou-se ao cenário cultural por meio do contato com Ismael Nery. Participou do Salão Revolucionário de 1931, e foi destacado por Mário de Andrade como uma das revelações da mostra. Em 1941, integrou a Comissão Organizadora da Divisão de Arte Moderna do Salão Nacional de Belas Artes, com Oscar Niemeyer e Aníbal Machado. Em 1943, passou a orientar alunos em seu ateliê e criou o Grupo Guignard. A única exposição do grupo, realizada no Diretório Acadêmico da Escola Nacional de Belas Artes, foi fechada por alunos conservadores e reinaugurada na Associação Brasileira de Imprensa. Em 1944, a convite do prefeito Juscelino Kubitschek, transferiu-se para Belo Horizonte e começou a lecionar e dirigir o curso livre de desenho e pintura da Escola de Belas Artes, por onde passaram Amilcar de Castro, Farnese de Andrade e Lygia Clark, entre outros. Permaneceu à frente da escola até 1962, quando, em sua homenagem, esta passou a chamar-se Escola Guignard. Participou da Bienal de Veneza (1928, 1952); da Bienal Internacional de São Paulo (1951) e outras. PONTUAL, PÁG. 254; MEC, VOL. 2, PAG. 304; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 236; JULIO LOUZADA, VOL. 10, PÁG. 404; ART PRICE ANNUAL 2000, PÁG. 1013; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 373; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 559; ARTE NO BRASIL, PÁG. 505; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28; www.pinturabrasileira.com; www.brasilescola.com; web.artprice.com.



126 - GLAUCO RODRIGUES (1929 - 2004)

"E no fundo do peito..." - litografia - 23/60 - 42 x 62 cm - canto inferior direito - 1979 -
Complemento de título: "E no fundo do peito do demônio também bate um coração?"

Natural de Bagé, RS. Pintor, desenhista, gravador e programador visual. Frequentou a Escola de Belas Artes de Porto Alegre (1947). Radicando-se no Rio de Janeiro, participou com méritos na Divisão Moderna dos SNBA, de 1949, 1950 e 1951. Criou o Clube da Gravura de Porto Alegre, ao lado de Scliar, Vasco Prado, Danúbio Gonçalves e Glênio Bianchetti (1950). Participou ainda do I ao X SNAM e das edições da Bienal de São Paulo (entre 1959 e 1967). JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 269; MEC, vol. 4, págs. 90/91; PONTUAL, pág. 458; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 256/257; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 697; ARTE NO BRASIL, pág. 842; RGS, pág. 226. Acervo FIEO. -



127 - DJANIRA DA MOTTA E SILVA (1914 - 1979)

Estudo - desenho a carvão - 55 x 47 cm - canto inferior direito -

Pintora, desenhista, ilustradora, cartazista, cenógrafa e gravadora. Djanira da Motta e Silva nasceu em Avaré, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. No final da década de 1930, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde teve suas primeiras instruções de desenho no Liceu de Artes Ofícios e com o pintor Emeric Marcier, hóspede da pensão que Djanira instalou no bairro de Santa Teresa. Os contatos com os artistas Carlos Scliar, Milton Dacosta , Arpad Szenes , Vieira da Silva e Jean-Pierre Chabloz , frequentadores de sua pensão, proporcionaram um ambiente estimulador que a levou a expor no 48º Salão Nacional de Belas Artes, em 1942. No ano seguinte, realizou sua primeira mostra individual, na Associação Brasileira de Imprensa - ABI. Em 1945, viajou para Nova York. De volta ao Brasil, realizou o mural ‘Candomblé’ para a residência do escritor Jorge Amado, em Salvador, e painel para o Liceu Municipal de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Entre 1953 e 1954, viajou a estudo para a União Soviética. De volta ao Rio de Janeiro, tornou-se uma das líderes do movimento pelo Salão Preto e Branco, um protesto de artistas contra os altos preços do material para pintura. Realizou em 1963, o painel de azulejos ‘Santa Bárbara’, para a capela do túnel Santa Bárbara, Laranjeiras, Rio de Janeiro. No ano de 1966, a editora Cultrix publicou um álbum com poemas e serigrafias de sua autoria. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil, EUA e Europa. Foi premiada no Rio de Janeiro (1943, 1944, 1949, 1950 a 1953, 1955, 1963) e em São Paulo (1951, 1955). Participou da 1ª e da 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955). Em 1977, o Museu Nacional de Belas Artes - MNBA, realizou uma grande retrospectiva de sua obra. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 336; PONTUAL, PÁG. 181; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 164; MEC, VOL. 2, PÁG 58; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG, 263; WALTER ZANINI, PÁG. 810; ARTE NO BRASIL, PÁG. 824; ACERVO FIEO.



128 - MARGHERITA CAFFI (1647 - 1710)

Flores - óleo sobre tela - 70 x 99 cm - canto inferior esquerdo -
No estado. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintora e desenhista italiana nascida em Cremona e falecida em Milão. Suas obras têm sido comercializadas em leilões e participado de exposições coletivas como na "Uffizi Galleries, The Uffizi", Itália; em Munique, Alemanha (2003) no Kunsthalle der Hypo-Kulturstiftung intitulada "Still World: Três séculos de pintura de natureza-morta italiana" (Stille Welt: Italienische Stilleben aus Drei Jahrhunderten); entre outras. BENEZIT; www.artprice.com; www.mutualart.com.



129 - TAKASHI FUKUSHIMA (1950)

"Lis" - litografia - P.I. - 32 x 69 cm - canto inferior direito - 2005 -

Filho do pintor Tikashi Fukushima, nasceu em São Paulo, Capital. Estuda com Luiz Paulo Baravelli em 1970 e, no mesmo ano, ingressa na FAU-SP. Paralelamente aos estudos universitários, expõe nas Bienais Internacionais de São Paulo em 1973 e 1975, obtendo, nesta última, prêmio aquisição. Em 1990 estuda na Universidade Nacional de Artes e Música de Tóquio, Japão, com bolsa concedida pela Fundação Japão. No mesmo ano, recebe o prêmio de excelência na 1ª Bienal Brasileira de Design, em Curitiba. Desde 1992 leciona desenho no curso de arquitetura e urbanismo da Faculdade de Belas Artes de São Paulo. JULIO LOUZADA, vol. 13 pág. 141; ITAÚ CULTURAL; LEONOR AMARANTE, pág. 231, Acervo FIEO.



130 - HEITOR DOS PRAZERES (1898 - 1966)

"Ensaiando o samba" - óleo sobre eucatex - 38 x 52 cm - canto inferior direito - 15/04/1959 - RJ -
Reproduzido no convite deste Leilão. Com autenticação da família do artista, na pessoa do curador da obra, Sr. Heitor dos Prazeres Filho.

Pintor, compositor, marceneiro, Heitor dos Prazeres nasceu e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. Iniciou-se na pintura por volta de 1937, como autodidata, estimulado pelo jornalista e desenhista Carlos Cavalcanti. No período de 1937 a 1946, trabalhou em rádios do Rio de Janeiro e ingressou como ritmista na Rádio Nacional, em 1943. Recebeu o 3º lugar para artistas nacionais na 1ª Bienal Internacional de São Paulo (1951) e foi homenageado com sala especial na 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1953). No ano seguinte, criou cenários e figurinos para o Balé do IV Centenário da Cidade de São Paulo. Realizou sua primeira exposição individual, em 1959, no Rio de Janeiro. Em 1965, Antônio Carlos Fontoura produziu um documentário sobre sua obra. Tornou-se um artista destacado, atuando como compositor, instrumentista e letrista de música popular brasileira. Participou da fundação das primeiras escolas de samba cariocas, entre elas a Estação Primeira de Mangueira. Em comemoração ao centenário de seu nascimento, em 1999, foi realizada mostra retrospectiva no Espaço BNDES e no Museu Nacional de Belas Artes. Em 2003, foi publicado o livro ‘Heitor dos Prazeres: Sua Arte e Seu Tempo’, da jornalista Alba Lírio. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.11, PÁG.247; MEC. VOL.3, PÁG.400; WALMIR AYALA. VOL.2, PÁG.194; TEIXEIRA LEITE, PÁG.408; PONTUAL, PAG.439; WALTER ZANINI, PÁG.810; LEONOR AMARANTE, PÁG. 266; ACERVO FIEO.



131 - DARCILIO LIMA (1944 - 1991)

Figuras fantásticas - litografia - 14/20 - 68 x 49 cm - canto inferior direito - 1971 -

Cearense de Cascavel, o festejado desenhista Darcilio foi para o Rio de Janeiro, e já depois de haver iniciado autodidaticamente seu trabalho no campo da pintura e da utilização do lápis cêra. Recebeu orientação de Ivan Serpa, passando a dedicar-se especialmente ao desenho a bico-de-pena, com a permanente fixação gráfica da fantasia erótica como veículo de impacto crítico. PONTUAL, pág. 159. MEC, vol.1, pág.17; WALTER ZANINI, pág. 760; LEONOR AMARANTE; ITAU CULTURAL.



132 - OMAR PELLEGATTA (1925 - 2000)

Paisagem - óleo sobre tela - 27 x 35 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor, desenhista e gravador nascido em Busto Arsizio, Itália. Assina Pellegata. Veio para o Brasil em 1927, estudou na Associação Paulista de Belas Artes, foi aluno de Ettore Federighi e Durval Pereira, Takaoka, Mário Zanini, Otone Zorlini. Viveu e trabalhou em Santos, SP. Fez parte do Grupo Tapir (1970) com Giancarlo Zorlini, João Simeone, José Procópio de Moraes, Glicério Geraldo Canelosso e do Grupo Chácara Flora com Emídio Dias de Carvalho, Arlindo Ortolani, Heitor Carilo, Glicério Geraldo Canelosso. Realizou exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil como: Salão Paulista de Belas Artes (desde 1958), Salão Municipal de Belas Artes de Belo Horizonte, MG (1960), entre outros, recebendo muitos prêmios. JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG.735; MEC VOL.3, PÁG.363; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.brasilartesenciclopedias.com.br; www.artprice.com.



133 - MANOEL SANTIAGO (1897 - 1987)

Pescadores - óleo sobre cartão colado em eucatex - 11 x 24 cm - canto inferior esquerdo - Década de 1950 -
No estado.

Manoel Colafante Caledônio de Assumpção Santiago nasceu em Manaus, AM e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, desenhista e professor. Mudou-se para Belém em 1903 e iniciou estudos de pintura. Desde 1916 já praticava a arte não figurativa. Em 1919 transferiu-se para o Rio de Janeiro, cursou Direito e frequentou a Escola Nacional de Belas Artes, onde foi aluno de Rodolfo Chambelland e Baptista da Costa. Na época, teve aulas particulares com Eliseu Visconti. Foi casado com a pintora Haydeá Santiago. Participou em 1927 do Salão Nacional de Belas Artes e recebeu o prêmio viagem ao exterior, entre vários outros. Foi para Paris no ano seguinte, e lá permaneceu por cinco anos. De volta ao Rio de Janeiro, em 1932, tornou-se professor do Instituto de Belas Artes. Em 1934, passou a lecionar pintura e desenho no Núcleo Bernardelli, figurando entre seus alunos José Pancetti, Edson Motta, Bustamante Sá, Ado Malagoli, Rescála e Milton Dacosta. Participou da I Bienal Internacional de São Paulo (1951) e do 8º Panorama da Arte Brasileira (1976). PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, VOL. 1, PÁG. 241; TEODORO BRAGA, PÁG. 211; CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO DE PAISAGEM BRASILEIRA, MEC-MNBA /RIO/1944; MAYER/84, PÁG. 1158; REIS JR, PÁG. 378; PONTUAL, PÁG. 473; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 292; ITAÚ CULTURAL, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 865; ACERVO FIEO.



134 - MARIA LEONTINA (1917 - 1984)

Estandarte - pastel - 35 x 25 cm - canto inferior direito -
Ex coleção Antonio de Souza Naves Filho - Campinas - SP.

Pintora, gravadora e desenhista. Maria Leontina Mendes Franco da Costa nasceu em São Paulo, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. Iniciou estudos de desenho com Antônio Covello, em São Paulo (1938), e na primeira metade da década de 1940 estudou pintura com Waldemar da Costa. Em 1946, no Rio de Janeiro, frequentou o ateliê de Bruno Giorgi e fez curso de museologia no Museu Histórico Nacional, entre 1946 e 1948. Em 1947, participou da exposição ‘19 Pintores’, na Galeria Prestes Maia, em São Paulo, ao lado de Lothar Charoux, Marcelo Grassmann, Aldemir Martins, Luiz Sacilotto e Flavio-Shiró. Em 1951, foi convidada pelo psiquiatra e crítico de arte Osório César para orientar o setor de artes plásticas do Hospital Psiquiátrico do Juqueri. No mesmo ano, organizou uma mostra dos internos no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Em 1952, com bolsa de estudo do governo francês, viajou para a Europa, acompanhada pelo marido, o pintor Milton Dacosta. Em Paris, entre 1952 e 1954, frequentou o ateliê de gravura de Johnny Friedlaender. Na década de 1960, realizou painel de azulejos para o Edifício Copan e vitrais para a Igreja Episcopal Brasileira da Santíssima Trindade, ambos em São Paulo. Realizou exposições individuais e participou de inúmeras mostras, Salões oficiais e Bienais como a Bienal de Veneza (1950, 1952, 1956). Foi premiada no Rio de Janeiro (1944, 1950, 1955, 1957, 1980); em São Paulo (1944; 1947; 1951; 1954; 1958; 1960; 1980; 1955, 1959, 1965 - Bienais Internacionais; 1969, 1970 - Panoramas da Arte Atual Brasileira; 1975 - prêmio pintura da Associação Paulista de Críticos de Artes - APCA); Brasília, DF (1980); Curitiba, PR (1980; Porto Alegre, RS (1980); Nova York (1960 - Fundação Guggenheim). ITAU CULTURAL; MEC, VOL. 2, PÁG. 471; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 309; PONTUAL, PÁG. 338; ARTE NO BRASIL, PÁG. 772; LEONOR AMARANTE, PÁG. 25; WALTER ZANINI, PÁG. 645; JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 572.



135 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

Labareda - escultura em mármore - 18 x 09 x 2,5 cm - assinado -
Ex coleção Renato Antônio Brogiolo - Rio de Janeiro, RJ.

Escultor, desenhista e pintor paulista nascido em Mococa, SP e falecido no Rio de Janeiro. Mudou-se com a família para Itália, e fixou-se em Roma (1913). Iniciou estudos de desenho e escultura com o professor Loss (1920). Participou de movimentos antifascistas e foi preso (1931) por motivos políticos. Foi extraditado para o Brasil (1935) por intervenção do embaixador brasileiro na Itália. Em 1937, viajou para Paris e frequentou as academias ‘La Grand Chaumière’ e ‘Ranson’, onde estudou com Aristide Maillol e conviveu com Henry Moore, Marino Marini e Charles Despiau. Em 1939, retornou a São Paulo e junto com Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Sérgio Milliet, entre outros, participou do Movimento Modernista; foi um dos membros da Família Artística Paulista e do Grupo Santa Helena. Em 1943, transferiu-se para o Rio de Janeiro. A convite do ministro Gustavo Capanema instalou ateliê no antigo Hospício da Praia Vermelha, onde orientou jovens artistas como Francisco Stockinger. Possui obras em espaços públicos como ‘Monumento à Juventude Brasileira’ (1947), nos jardins do antigo Ministério da Educação e Saúde, atual Palácio Gustavo Capanema - RJ; ‘Candangos’ (1960), na Praça dos Três Poderes, e ‘Meteoro’ (1967), no lago do edifício do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília; ‘Integração’ (1989), no Memorial da América Latina, em São Paulo. Participou das Bienais de Veneza (1950, 1952); participou das I, II, IV e IX Bienais de São Paulo, período em que recebeu o prêmio de melhor escultor brasileiro (1953) e sala especial (1967). MEC, VOL.2, PÁG. 250; PONTUAL, PÁG. 237; MAYER/84, PÁG. 1333; BENEZIT VOL. 5, PÁG. 14; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 715; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 422; www.artprice.com; www.pinturabrasileira.com; www.dec.ufcg.edu.br; www.monumentos.art.br.



136 - JEAN BAPTISTE DEBRET (1708 - 1848)

"Sauvages Goyanas" - litografia colorida - 49 x 33 cm - não assinado -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista, gravador, professor, decorador, cenógrafo. Nasceu e faleceu em Paris, França. Freqüenta a Academia de Belas Artes, em Paris, entre 1785 e 1789, aluno de Jacques-Louis David, seu primo e líder do neoclassicismo francês. Por volta de 1806, trabalha como pintor na corte de Napoleão. Após a queda do imperador e com a morte de seu único filho, Debret decide integrar a Missão Artística Francesa, que vem ao Brasil em 1816. Instala-se no Rio de Janeiro e, a partir de 1817, ministra aulas de pintura em seu ateliê. Por volta de 1825, realiza águas-fortes, que estão na Seção de Estampas da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. De 1826 a 1831, é professor de pintura histórica na Academia Imperial de Belas Artes - Aiba, atividade que alterna com viagens para várias cidades do país, quando retrata tipos humanos, costumes e paisagens locais. Em 1829, organiza a Exposição da Classe de Pintura Histórica da Imperial Academia das Bellas Artes, primeira mostra pública de arte no Brasil. Deixa o país em 1831 e retorna a Paris. Entre 1834 e 1839, edita, o livro Viagem Pitoresca e Histórica ao Brasil, em três volumes, ilustrado com litogravuras que têm como base as aquarelas realizadas com seus estudos e observações ITAUCULTURAL



137 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Composição - escultura em bronze - 22 x 06 x 05 cm - não assinado -
No estado.



138 - ANGELO CANNONE (1899 - 1992)

Marinha com barcos - óleo sobre madeira - 12 x 22 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor, desenhista e professor nascido em Abruzzo, Itália. Assinava D’Angelo, Angelo Cannone e A. Cannone. Aos cinco anos mudou-se para Nápoles com sua família. Em fins de 1947, veio para o Brasil, residiu algum tempo em São Paulo e depois se mudou para o Rio de Janeiro, onde se radicou e lá faleceu. Estudou no Instituto de Belas Artes de Nápoles com Paolo Vetri. Viveu em Roma durante quatro anos com uma pensão conquistada em um concurso em Nápoles. Lecionou desenho no Instituto Técnico. Expôs individualmente em São Paulo (1947, 1993) e no Rio de Janeiro (1947, 1973, 1980, 1984). Foi premiado, na Itália, em: 1922, 1925, 1929, 1941 e, no Brasil, em 1960. Em 1972 pintou o retrato do papa Pio X, em tamanho natural, que está na Igreja dos Italianos, RJ. WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 168; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 187; VOL. 3, PÁG. 203; VOL.8, PÁG. 165; VOL. 9, PÁG. 171; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; brasilartesenciclopedias.com.br; www.artprice.com; www.arcadja.com.



139 - VICTOR VASARELY (1908 - 1997)

Composição - serigrafia - E.A. - 40 x 32 cm - canto inferior direito - 1956 -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Natural de Pecs, Hungria, onde nasceu a 9 de abril de 1908. Pintor e gravador, viveu em Paris desde 1930, naturalizando-se frânces em 1961. Iniciou-se na Academia de Padolini-Volkmann, Hungria, filiando-se à Bauhaus de Budapest. Mestre da pesquisa abastrata, é tido como continuador do espírito que moveu as realizações da Bauhaus, de de Albers e de Moholy Nagy. Deu um impulso excepcional à arte ótica, pela qualidade de suas realizações. Expôs individualmente em Paris, Bruxelas, Copenhagen, Estocolmo e outros grandes centros culturais europeus. WALTER ZANINI, pág. 664; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 1024; LEONOR AMARANTE, pág. 137;



140 - FERNANDO ODRIOZOLA (1921 - 1986)

Composição - óleo sobre madeira - 80 x 69 cm - canto inferior direito - 1973 -
Reproduzido no convite deste Leilão.

Fernando Pascual Odriozola nasceu em Oviedo, Espanha e faleceu em São Paulo. Pintor, desenhista e gravador. Começou a pintar em 1936. Veio para o Brasil em 1953 e fixou residência em São Paulo. No ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual na Galeria Portinari. O Museu de Arte Moderna de São Paulo dedicou-lhe outra individual, em 1955. Na década de 1960, lecionou no Instituto de Arte Contemporânea da Fundação Armando Álvares Penteado e colaborou como ilustrador nos jornais O Estado de S. Paulo e Diário de S. Paulo, e na revista Habitat. Em 1964, integrou, com Wesley Duke Lee , Yo Yoshitome e Bin Kondo , o Grupo Austral, ligado ao movimento internacional Phases. Participou das 7ª, 8ª, 9ª, 12ª, 13ª, 14ª, 15ª e 18ª Bienais Internacionais de São Paulo onde foi premiado na 7ª, 8ª, e 14ª edição; da 7ª Bienal de Tóquio; dos 2º e 5º Panoramas da Arte Atual Brasileira, entre outras. No ano de seu falecimento, o Centro Cultural São Paulo (CCSP) realizou uma exposição retrospectiva póstuma em sua homenagem. JULIO LOUZADA VOL.11, PÁG. 231; MEC VOL.3, PÁG.291; PONTUAL PÁG. 389; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 737; ARTE NO BRASIL PÁG.907; LEONOR AMARANTE PÁG. 143; ACERVO FIEO.



141 - ANA ALICE FRANCISQUETTI (1939)

"Mar" - água forte - 37 x 47 cm - canto inferior direito - 2011 -
Complemento de técnica: "água forte, água tinta, carborundum em cores".

Desenhista, gravadora e arteterapeuta nascida em São Paulo. Sua formação artística iniciou-se no Núcleo dos Gravadores de São Paulo; teve orientações de Marysia Portinari, Paolo Maranca, Paulo Menten, Evandro Carlos Jardim, Romildo Paiva, Ernesto Cabat e Regina Silveira. Assina Ana Alice nos desenhos e Ana Alice Francisquetti nas gravuras. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1970, 1976, 1981, 1983, 2001); Belém, PA (1980); Curitiba, PR (1999, 2001 – Museu da Gravura); Campinas, SP (1999). Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Foi premiada em: Piracicaba, SP (1971, 1972, 1976 – IV, V e IX Salão de Arte Contemporânea respectivamente); Embu, SP (1975); São Paulo (1976, 1977 - Prêmio Governador do Estado, 1984); Taboão da Serra, SP (1980); Assis, SP (1982); Recife, PE (1983); Ribeirão Preto, SP (1981, 1985); Santo André, SP (1991). JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 61; VOL. 2, PÁG. 64; ITAU CULTURAL; www.graphias.com.br; www.apap.art.br.



142 - EUGÊNIO DE PROENÇA SIGAUD (1889 - 1979)

Trabalhador - óleo sobre eucatex - 23 x 18 cm - canto inferior direito -

Estudou desenho na Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro com Modesto Brocos, formando-se em arquitetura em 1932, nessa mesma escola. A partir de 1935, dedicou-se à pintura mural e, de 1937, à pintura de temas sociais, com predominância de motivos de operários em construção e trabalhadores rurais. Caracteriza-se por uma grande versatilidade técnica, sendo dos raros pintores brasileiros a utilizar, lado a lado, o óleo, a têmpera e a encáustica, além da aquarela e do guache. Participou do Núcleo Bernardelli. PONTUAL, pág. 489; MEC, vol. 4, pág. 243; TEIXEIRA LEITE, pág. 475 e 476; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 324 a 327; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 579; ARTE NO BRASIL, pág. 763, Acervo FIEO.



143 - JOSÉ SABÓIA (1949)

Colhendo mangas - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito -

Pintor, José Sabóia do Nascimento nasceu em Almadina-BA. Artista autodidata foi para o Rio de Janeiro em 1967 e começou a pintar no ano seguinte, passando a expor seus trabalhos na feira hippie de Ipanema. Fez sua primeira exposição individual em Fortaleza, CE (1970). Entre as exposições de que participou, destacam-se: I e III Salão Nacional de Artes Plásticas do Ceará, Fortaleza, (1969, 1971 - Prêmio Aquisição); Dez Pintores no Rio de Janeiro, no MNBA, RJ (1983); ‘Brésil Naifs’, Paris (1986); ‘Salon d'Art Naif’- Marseilha, França (1987); ‘Pintura, Presença e Povo na Arte Brasileira’ no Museu da Casa Brasileira - São Paulo (1990); ‘Visões do Rio’ no MAM, RJ (1996). No exterior expôs individualmente em São Francisco, EUA e Munique, Alemanha, além de participar de coletivas em vários países e, principalmente na França, com exposições organizadas pela Galeria Jacqueline Bricard e uma presença cativa na ‘Galerie Naïfs du Monde Entier’ em Paris. José Sabóia participou do Concurso Internacional de Morges, quando seu quadro foi eleito pelo público, a melhor obra de 60 participantes de 22 países, premiação que originou o convite da Galeria Kasper para realizar uma exposição individual em 1997. JULIO LOUZADA vol. 11, pág. 278; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 228; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO; www.artprice.com; www.nautilus.com.br; www.ardies.com.



144 - MANOEL MARTINS (1911 - 1979)

Cidade - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, escultor, ilustrador e ourives nascido e falecido em São Paulo. Iniciou-se na carreira artística exercendo o ofício de ourives (1924), dedicou-se à relojoaria (1927) e ao comércio. Voltou a dedicar-se às artes frequentando as aulas (1931) ministradas pelo escultor Vicente Larocca. Frequentou também alguns cursos oferecidos pela Sociedade Pró-Arte Moderna - Spam, situada em uma rua próxima ao Edifício Santa Helena. Passou a dividir (1936) o ateliê com Mario Zanini e conheceu os demais integrantes do Grupo Santa Helena. No ano seguinte, integrou a Família Artística Paulista - FAP. Viajou a Salvador (1944) e ilustrou o livro "Bahia de Todos os Santos" de Jorge Amado. Foi o responsável, junto com o jornalista Odorico Tavares, pela primeira exposição de arte moderna naquela cidade. Realizou exposição individual em São Paulo (1963). Participou de mostras coletivas e Salões oficiais em: São Paulo (1937 a 1942, 1944, 1948, 1951 – Bienal Internacional, 1958, 1962 a 1969, 1972, 1975 a 1979 – Panorama da Arte Moderna, MAM); Rio de Janeiro (1940, 1941, 1949, 1950, 1952, 1953, 1962 e 1963 – Bienal de Arte Moderna); Porto Alegre, RS (1940); Salvador, BA (1949); Inglaterra (1944, 1945); Goiânia, GO (1954); Dresden, Alemanha (1967). TEIXEIRA LEITE PÁG. 316; MEC VOL. 3, PÁG. 97; PONTUAL PÁG. 344; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 596; VOL. 4, PÁG. 698; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 584; ARTE NO BRASIL PÁG. 784, ACERVO FIEO; www.artprice.com.



145 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Paisagem do Rio - óleo sobre madeira - 30 x 40 cm - canto inferior direito -
Dacunha - Rio.



146 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulata - serigrafia - P.A. 2ª cor - 44 x 66 cm - canto inferior direito -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



147 - MARIO SILÉSIO (1913 - 1990)

Composição - guache - 20 x 16 cm - canto inferior direito - 1963 -

Pintor, desenhista, muralista e vitralista. Cursa direito na Universidade de Minas Gerais - UMG (atual Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG), em Belo Horizonte, entre 1930 e 1935. Estuda desenho e pintura na Escola de Belas Artes de Belo Horizonte (Escola Guignard), sob a orientação de Alberto da Veiga Guignard, entre 1943 e 1949. Em 1953 viaja para Paris, como bolsista do governo francês, e ingressa no curso de André Lhote. De volta ao Brasil, entre 1957 e 1960 executa diversos painéis em edifícios públicos e privados de Belo Horizonte, como Banco Mineiro de Produção, Condomínio Retiro das Pedras, Inspetoria de Trânsito, Teatro Marília, Escola de Direito da UFMG e Departamento Estadual de Trânsito. É também de Silésio o mural feito para o Clube dos Engenheiros, em Araruama, Rio de Janeiro. Executa os vitrais da Igreja dos Ferros em 1964. ITAÚ CULTURAL.



148 - MANOEL MENACHO (1926 - 2011)

Natureza morta - óleo sobre madeira - 15 x 23 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1976 -

Pintor e gravador ativo em São Paulo, SP, onde participa desde 1959 de vários Salões, entre eles SPBA (1959), Salão de Belas Artes de Santos (1970/1971) e tantos outros. JULIO LOUZADA, vol. 13 pág. 223, Acervo FIEO.



149 - MENASE VAIDERGORN (1927)

"Coral" - óleo sobre tela colada em eucatex - 39 x 24 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor nascido em Hotin, Romênia. Assina MVAIDERGORN. Seus pais vieram para o Brasil (1932) fixando residência em São Paulo. Ingressou na Associação Paulista de Belas Artes (fim da década de 1940) onde conheceu Dario Mecatti que muito o estimulou. Viajou pelo norte da África e Europa. Realizou exposições individuais e participou de diversos salões e mostras coletivas oficiais, recebendo diversos prêmios, entre eles: os do Salão Paulista de Belas Artes, SP (1976 - Medalha de Bronze, 2000 – Prêmio Aquisição, 2001 – Grande Medalha de Prata). JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 1011; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



150 - NONÊ DE ANDRADE (1914 - 1972)

Amantes - óleo sobre tela - 65 x 100 cm - canto inferior direito - 1969 -
Reproduzido no convite deste Leilão e também reproduzido sob o n° 339 em catálogo de Leilão de Arte de James Lisboa, Leiloeiro Oficial, São Paulo - SP, realizado de 30 de Novembro a 02 de Dezembro de 2015.

Pintor, desenhista e escritor, nascido e falecido em São Paulo, Capital. O artista era filho de Oswald de Andrade, um dos idealizadores da Semana de Arte Moderna. Iniciou seus estudos em Paris, e, no Brasil, recebeu orientação de Portinari, Segall, Tarsila e Anita Malfatti, filiando-se desde então às tendências inovadoras das artes plásticas brasileiras. Expositor do SNBA-RJ e da Bienal de SP. São numerosas as referências críticas a respeito de sua obra. MEC, vol 1 pág. 100; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 584; LEONOR AMARANTE, pág. 75, Acervo FIEO.



151 - ANDRÉ LANSKOY (1902 - 1976)

Composição - serigrafia - 1/20 - 23 x 20 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista, ilustrador e pintor de cartões para tapeçaria, Andrei Michailovich Lanskoy nasceu em Moscou, Rússia e faleceu em Paris. Quando estourou a Revolução Russa (1919) fugiu para Kiev, permaneceu um tempo na Crimeia até chegar a Paris (1921) onde permaneceu pelo resto de sua vida. Aprendeu pintura na 'Académie de la Grande Chaumière'. Foi aceito no 'Salon d'Automne' (1923) e sua primeira exposição individual, em Paris, foi em 1925. Muitas individuais e mostras oficiais foram realizadas em Bruxelas, Londres, Lausanne, Zurique, Berlim, Nova York, Países Baixos, como Documenta II (1958) e 'Les Peintres Russes de l'école de Paris' no Museu de Saint Denis, Paris (1960). BENEZIT - VOL. 6, PÁG. 437; www.andre-lanskoy.com; www.artprice.com; www.blouinartinfo.com; www.editionedartmag.com.



152 - SYLVIO PINTO (1918 - 1997)

Pescador - óleo sobre eucatex - 16 x 23 cm - canto inferior direito -

Pintor, Sylvio da Silva Pinto nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Assina S. Pinto. Teve as primeiras noções de desenho no Liceu de Artes e Ofícios, RJ. Mais tarde recebeu lições de seu pai – o Pinto das Tintas. Foi ainda na casa paterna que conheceu Pancetti. Estudou no Núcleo Bernardelli (1938) e se dedicou exclusivamente à pintura a partir de 1940. Fundou e dirigiu no Jacarezinho, bairro carioca, uma escolinha de arte para crianças pobres. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1988, 1992); Brasília, DF (1988,1993); Rio de Janeiro (1989, 1991, 1993, 1994, 1995); Constância, Portugal (1991). Participou de várias mostras coletivas e Salões oficiais como a I Bienal Internacional de São Paulo (1951). Foi premiado no: Rio de Janeiro (1941, 1943, 1945, 1948, 1949, 1952 – Prêmio Viagem ao Exterior, 1957 – Prêmio Viagem Nacional, 1988, 1989); Salvador, BA (1946, 1950); Constância, Portugal (1994); Brasília, DF (1994); Niterói, RJ (1996). MEC, VOL. 3, PÁG. 419, ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 4, PÁG. 894; VOL. 5, PÁG. 820; VOL. 6, PÁG. 890; VOL. 7, PÁG. 562; VOL. 8, PÁG. 661; VOL. 10, PÁG. 693; ACERVO FIEO; www.academia.org.br; www.artprice.com.



153 - DAISY NASSER (1944)

Totem - escultura em bronze - 25,5 x 13 x 7,5 cm - assinado -

Escultora. Formação artística na Escola Panamericana de Arte, Escola Paulista de Decoração e na FAAP-SP. Frequentou o ateliê livre de escultura com Calabrone e Becheroni. Participou de diversas exposições coletivas e salões de arte, no País e no exterior, recebendo premiações. JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 708/709



154 - THÉO (DJALMA PIRES FERREIRA) (1901 - 1980)

A conversa do Político - desenho a nanquim e aquarela - 34 x 26 cm - canto inferior direito -

Caricaturista, Théo é o pseudônimo de Djalma Pires Ferreira, nascido na Bahia e falecido em Araruama, RJ, filho de um ex-tenente da Guerra de Canudos. Veio para o Rio de Janeiro com 21 anos. Autodidata, publicou seus primeiros trabalhos na "Tarde" (1918 a 1922) e no "Diário de Notícias", seção esportes (1919). Foi o divulgador da "Bola do Dia" das colunas de "O Globo" e colaborou no "Malho", "Careta", "Fon-Fon", em outras revistas e jornais do Rio de Janeiro e na "Cigarra", em São Paulo. Exposições póstumas: São Paulo (1997, 2003); Belo Horizonte, MG (1997); Campinas, SP (1997); Brasília, DF (1998). ITAU CULTURAL; MEC VOL. 4, PÁG. 384; CARICATURISTAS BRASILEIROS 1836 – 2001, PÁG. 120; memoria.oglobo.globo.com; www.guiadosquadrinhos.com; www.ibahia.com.



155 - HEINZ KÜHN (1908 - 1987)

"Mulheres" - pastel - 61 x 47 cm - centro inferior - 1952 -

Pintor nascido em Berlim, Alemanha, e falecido em São Paulo. Iniciou seus estudos em sua terra natal, expondo obras na Alemanha e na França. Transferiu-se para o Brasil em 1950, fixando residência em São Paulo. Realizou exposições individuais em São Paulo (1952, 1956 - MAM, 1959 a 1962). Participou de mostras e Salões oficiais, entre eles: II, III e VIII da Bienal Internacional de São Paulo; II, IX, X e XIV Salão Paulista de Arte Moderna onde conquistou a Medalha de Prata (1952), o Prêmio Aquisição (1955) e a Medalha de Ouro (1965); XVIII Salão Municipal de Belo Horizonte; I Concurso Nacional de Joias - Prêmio de Viagem a Brasília. MEC VOL. 2, PÁG. 430; PONTUAL PÁG. 295; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 688; www.artprice.com.



156 - HANSEN BAHIA (1915 - 1978)

Cangaceiro - xilogravura - 18/40 - 74 x 36 cm - canto inferior direito - 1959 -
No estado.

Gravador, escultor, pintor, ilustrador, poeta, escritor, cineasta e professor, Karl Heinz Hansen nasceu em Hamburgo, Alemanha e faleceu em São Paulo. Serviu como soldado (entre 1936 e 1945) na Segunda Guerra Mundial e atuou como ilustrador de histórias infantis. Autodidata, realizou suas primeiras xilogravuras entre 1946 e 1948. Fixando-se sucessivamente na Itália, Suécia, Inglaterra, emigrou para o Brasil em 1950 residindo de início em São Paulo e a partir de 1955 em Salvador. Ilustrou a publicação 'Flor de São Miguel' (1957), com textos de Jorge Amado, Vinicius de Moraes e de sua autoria; 'Navio Negreiro' (1958), de Castro Alves. Em homenagem à Bahia passou a assinar seus trabalhos como Hansen-Bahia a partir de sua volta à terra natal em 1959. Lá permaneceu até 1963, enquanto trabalhou no ateliê de gravura fundado por ele mesmo no castelo Tittmoning. Viveu na Etiópia (entre 1963 e 1966) onde ajudou a estabelecer a Escola de Belas Artes na cidade de Addis Abeba. Retornou a Salvador e naturalizou-se. Tornou-se professor de artes gráficas da Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia (1967). Dois anos antes de sua morte, doou em testamento sua produção artística para a cidade de Cachoeira, Bahia, onde foi criada a Fundação Hansen Bahia que recebeu seu acervo artístico de xilogravuras, matrizes, livros, pinturas, prensas e ferramentas de trabalho. Realizou exposições individuais no: Museu de Arte de São Paulo (1950, 1953, 1966); Museu Nacional de Belas Artes, RJ (1952); Museu de Arte Moderna de São Paulo (1954, 1956); Buenos Aires, Argentina (1954, 1955, 1958), entre outras. Participou de muitas mostras coletivas e oficiais como: Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1961); Salão Nacional de Arte Moderna (1954, 1955). PONTUAL PÁG. 260; MEC VOL. 1, PÁG. 157; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 81; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 720; ARTE NO BRASIL, PÁG. 842; ACERVO FIEO, PÁG. 251; www.hansenbahia.com.br; www.artprice.com.



157 - MORIYO KOJIMA (1936)

"Monumento e Túnel Ayrton Senna" - óleo sobre tela - 60 x 80 cm - canto inferior direito e dorso - 2004 -

Pintora nascida em Mirandópolis, SP. Em 1945 mudou-se para Itaquera e depois para Mauá. Tem participado de inúmeras exposições, destacando-se as de: Mauá, SP (2001 e 2002 – Salão de Arte; 2015 – 'Mulheres em Diálogo'; 2016 – Pintores residentes de Mauá); São Paulo (2003 – 3º Salão Figurativo de Bunkyo); Poá, SP (2007 – 2º Salão de Arte); Mogi das Cruzes, SP (2008 – '100 anos da Imigração Japonesa no Brasil'); Embu, SP (2010 – 'Homenagem à Imigração Japonesa', 2014, 2015). Foi premiada em: Poá, SP (2007); Mauá (2015).



158 - INGRES SPELTRI (1940)

"Fachada e bandeiras - Variações Volpianas" - têmpera sobre tela - 60 x 80 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor, desenhista, escultor, gravador e professor nascido em Jau, SP. Filho do pintor Augusto Speltri com quem se iniciou na pintura, ainda criança. Em 1959 mudou-se para São Paulo onde estudou Música (1960-1964). Foi professor titular da Escola Panamericana de Arte, SP. Realizou exposições individuais, em São Paulo, nos anos de 1977, 1981, 1978, 1984. Participou de várias mostras e Salões oficiais, sendo premiado em: São Paulo (1963, 1966, 1970, 1971); Santo André, SP (1976). JULIO LOUZADA VOL. 5, PÁG. 1012; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; MEC VOL. 4, PÁG. 338; PONTUAL PÁG. 504; www.artprice.com; www.speltri.com.



159 - RENINA KATZ (1925)

"Agreste III" - litografia - 10/36 - 70 x 49 cm - canto inferior direito -
No estado.

Gravadora, desenhista, ilustradora e professora, Renina Katz Pedreira nasceu no Rio de Janeiro. Assina Renina e Renina Katz. Cursou a Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1947 a 1950) e teve como professores, entre outros, Henrique Cavalleiro e Quirino Campofiorito. Licenciou-se em desenho pela Faculdade de Filosofia da Universidade do Brasil. Iniciou-se em xilogravura com Axl Leskoschek, em 1946. Incentivada por Poty, ingressou no curso de gravura em metal, oferecido por Carlos Oswald no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro. Mudou-se para São Paulo em 1951, e lecionou gravura no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand e, posteriormente, na Fundação Armando Álvares Penteado, até a década de 1960. Em 1956, publicou o primeiro álbum de gravuras, intitulado ‘Favela’. A partir dessa data, foi docente da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo por 28 anos. Realizou muitas exposições individuais pelo Brasil, EUA, Chile, Paraguai, Portugal, Itália, Holanda e participou, entre as diversas mostras e Salões oficiais, das: Bienal Internacional de São Paulo (1955, 1959, 1961, 1963, 1985, 1989); Bienal de Veneza, Itália (1956, 1986); Panorama da Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1974, 1977, 1980, 1984). Foi premiada no Rio de Janeiro (1951, 1952) e em São Paulo (1955, 1984). MEC VOL.2, PÁG.403; PONTUAL, PÁG. 288; WALMIR AYALA VOL.1, PÁG.441; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG.15; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 606; ARTE NO BRASIL; www.artprice.com; www.catalogodasartes.com.br; www.editora.unicamp.br; www.laboratoriodasartes.com.br; artenaescola.org.br.



160 - ANTONIO BANDEIRA (1922 - 1967)

Composição - técnica mista sobre cartão - 13,8 x 24,3 cm - não assinado -
Reproduzido no convite deste Leilão. Com Certificado de Autenticidade nº IAB-1031 do Instituto Antonio Bandeira.

Pintor, desenhista, gravador, nascido em Fortaleza, CE e falecido em Paris, onde viveu a maior parte de sua vida. É um dos pioneiros da arte abstrata no Brasil. Iniciou-se na pintura como autodidata. Em 1941, em Fortaleza, participou, ao lado de Mário Baratta, entre outros, da criação do Centro Cultural de Belas Artes depois, Sociedade Cearense de Artes Plásticas. Em 1945, transferiu-se para o Rio de Janeiro e, no ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual. Contemplado pelo governo francês com bolsa de estudos, permaneceu em Paris de 1946 a 1950 onde frequentou a Escola Nacional Superior de Belas Artes e a ‘Académie de la Grande Chaumière’. Entre 1947 e 1948 participou do ‘Salon d'Automne’ e do ‘Salon d'Art Libre’. Tomou parte em reuniões de artistas e formou o Grupo Banbryols (ban de Bandeira; bry de Camille Bryen; e ols de Wols), que durou de 1949 a 1951. Voltou ao Brasil em 1951 e apresentou-se na 1ª Bienal Internacional de São Paulo. Em 1952, criou um mural para o Instituto dos Arquitetos do Brasil, em São Paulo. Retornou a Paris em 1954 em razão do Prêmio Fiat, obtido na 2ª Bienal Internacional de São Paulo, mas não deixou de expor no Brasil. Permaneceu na Europa até 1959, passando pela Inglaterra e Bélgica, onde, em 1958, realizou um painel para o ‘Palais des Beaux-Arts’. Ao retornar ao Brasil teve uma atividade artística intensa, participou de importantes exposições, em paralelo a mostras em Paris, Munique, Verona, Londres e Nova York. Voltou a Paris em 1965, onde permaneceu até sua morte. BENEZIT, VOL.1, PÁG.415; MEYER/87, PÁG.606; MEC, VOL.1, PÁGS.159,160 E 167; PONTUAL, PÁGS. 48 E 49; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁGS. 71 A 74; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 52 A 54; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; ARTE NO BRASIL, PÁG. 599; LEONOR AMARANTE, PÁG. 34; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 86; ACERVO FIEO; web.artprice.com; pitoresco.com; pinturabrasileira.com.



161 - RUBEM VALENTIM (1922 - 1991)

"Emblema Serigráfico" - serigrafia - 18/100 - 33 x 24 cm - canto inferior direito - 1988 - Brasília -

Escultor, pintor, gravador, professor nascido em Salvador, BA e falecido em São Paulo. Iniciou-se nas artes visuais na década de 1940, como pintor autodidata. Entre 1946 e 1947 participou do movimento de renovação das artes plásticas na Bahia, com Mario Cravo Júnior, Carlos Bastos e outros artistas. Em 1953 formou-se em jornalismo pela Universidade da Bahia e publicou artigos sobre arte. Residiu no Rio de Janeiro entre 1957 e 1963, onde se tornou professor assistente de Carlos Cavalcanti no curso de história da arte do Instituto de Belas Artes. Residiu em Roma entre 1963 e 1966, com o prêmio viagem ao exterior, obtido no Salão Nacional de Arte Moderna. Em 1966 participou do Festival Mundial de Artes Negras em Dacar, Senegal. Ao retornar ao Brasil, residiu em Brasília e lecionou pintura no Ateliê Livre do Instituto de Artes da Universidade de Brasília - UnB. Em 1972, fez um mural de mármore para o edifício-sede da Novacap em Brasília, considerado sua primeira obra pública. Em 1979, Valentim realizou escultura de concreto aparente, instalada na Praça da Sé, em São Paulo, definindo-a como o Marco Sincrético da Cultura Afro-Brasileira e, no mesmo ano e foi designado, por uma comissão de críticos, para executar cinco medalhões de ouro, prata e bronze, para a Casa da Moeda do Brasil. Em 1998 o Museu de Arte Moderna da Bahia inaugurou a Sala Especial Rubem Valentim no Parque de Esculturas. Foi premiado nas Bienais Internacionais de São Paulo de 1967 e 1973, entre outros. PONTUAL, PÁG.532; WALMIR AYALA, VOL.2, PÁGS.395; TEIXEIRA LEITE, PÁG.517; MEC, VOL.4, PÁG.443; JULIO LOUZADA, VOL.11, PÁG.330; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 682; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 257, ACERVO FIEO; web.artprice.com.



162 - TOMÁS SANTA ROSA (1909 - 1956)

"Noite de Reis" - guache - 25 x 19 cm - não assinado - 30/05/1940 -
Complemento de título: "Figurinos de Santa Rosa, para a peça Noite de Reis". No estado.

Pintor, gravador, cenógrafo e professor autodidata, Tomás Santa Rosa Júnior nasceu em João Pessoa, PB e falecido em Nova Délhi, Índia. Fixou-se no Rio de Janeiro (1932), começou a trabalhar como auxiliar de Portinari e iniciou também sua carreira de ilustrador que se estenderia por longa série de obras de escritores brasileiros e estrangeiros, que incluiu, dentre outros, Graciliano Ramos, José Lins do Rêgo, Jorge Amado, Castro Alves, Dostoievski. É considerado o primeiro cenógrafo moderno brasileiro. Entre as exposições das quais participou destacam-se: o Salão Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro (1941 - Medalha de Prata); Um Século de Pintura Brasileira, no Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro (1952); II Bienal Internacional de São Paulo (1953); Salão Preto e Branco do III Salão Nacional de Arte Moderna do Rio de Janeiro (1954); 'Arts Primitifs et Modernes Brésiliennes', no Museu de Etnografia de Neuchâtel, Suíça (1955). Após sua morte, suas obras foram expostas nas seguintes mostras: Exposição de Artes Gráficas de Tomás Santa Rosa, na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro (1958); Retrospectiva no Teatro Municipal do Rio de Janeiro (1975); Santa Rosa, Carnaval e Figurinos na Fundação Nacional de Arte (Funarte) de São Paulo (1985); e Bienal Brasil Século XX, na Fundação Bienal de São Paulo (1994). PONTUAL, PÁG. 472; MEC VOL. 4, PÁG. 177; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 460; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 572; LEONOR AMARANTE; www.funarte.gov.br; cpdoc.fgv.br; www.artprice.com.



163 - SALVADOR RODRIGUES JR (1907 - 1995)

"Vista de Campos do Jordão" - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito e dorso - 1985 -

Nasceu em Cádiz, Espanha, a 8 de abril de 1907. Veio a falecer no dia 24 de julho de 1995, em São Paulo-SP. Pintor e professor. A sua pintura é toda poesia e sem artifícios. O artista não imita ninguém. Tem estilo e sentido próprios. Estas algumas das observações do crítico da Sociarte, José Cornelsen. O autor obteve mais de uma centena de medalhas e troféus em certames oficiais. JULIO LOUZADA vol.9, pág.741, Acervo FIEO.



164 - MARCELO GRASSMANN (1925 - 2013)

Animais - gravura - P.A. - 33 x 48 cm - canto inferior direito -

Desenhista, gravador, ilustrador, pintor, escultor e professor, nasceu em São Simão, SP. Estuda fundição, mecânica e entalhe em madeira na Escola Profissional Masculina do Brás, SP. Passa a realizar xilogravuras a partir de 1943. Atua como ilustrador do Suplemento Literário do ‘Diário de São Paulo’, do ‘O Estado de S. Paulo’ e do ‘Jornal do Estado da Guanabara’. Quando reside no Rio de Janeiro, a partir de 1949, freqüenta os cursos de gravura em metal, com Henrique Oswald e de litografia, com Poty, no Liceu de Artes e Ofícios. Em Salvador (1952), trabalha com Mario Cravo Júnior. .Recebe o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Arte Moderna (1953) e vai para a Academia de Artes Aplicadas, em Viena. Passa a dedicar-se principalmente ao desenho, à litografia e à gravura em metal. Em 1969, sua obra completa é adquirida pelo governo do Estado de São Paulo, passando a integrar o acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo . Em 1978, a casa em que nasceu, em São Simão, é transformada em museu e tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo - Condephaat. Participou de muitas exposições e das Bienais de: São Paulo (1951 a 1961, 1967, 1969, 1979, 1985, 1989); Veneza (1950, 1956, 1958, 1962); Paris (1959). Principais prêmios: Bienal de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1959, 1967); Bienal de Veneza (1950, 1956, 1958,1962); Bienal de Paris (1959). PONTUAL, PÁG. 249; MEC, VOL. 2, PÁG. 281 E 282; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG. 439; VOL. 5, PÁG. 453; VOL. 9, PÁG. 383.



165 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Vigia" - desenho a nanquim - 26,5 x 20 cm - canto inferior esquerdo - 1953 -
Complemento do título: "Cafuné - Luiz Duarte". Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins. No estado.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



166 - SINVAL CORREIA SOARES (1927)

Pescadores - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior direito - 1981 -

Pintor baiano, nascido em Morro do Chapéu, no dia 15 de junho de 1927. Iniciou a sua formação artística em São Paulo, frequentando durante os anos 1956 e 1957 a Associação Paulista de Belas Artes, para onde volta no ano de 1961, e sob orientação da Professora Ana Guerreiro Schultz, começa a afirmar-se no terreno criativo do expressionismo. Expõe individualmente a partir de 1966, em São Paulo-SP, e coletivamente a partir de 1956. "Sem qualquer hermetismo, autor de grande simplicidade, os trabalhos de Sinval Correia Soares cativam pela singeleza dos temas, pela composição harmônica e pelo intenso cromatismo que imprime aos desenhos, às pinturas ou aos seus murais. Um lírico visual, sabe como ninguém transpor para a tela ou para o papel, as paisagens, o colorido e os tipos físicos da Bahia, berço de sua infância e juventude." Milton de Andrade , in SINVAL: exposição de pinturas e desenhos. Ubatuba: Hotel Solar das Águas Cantantes, 1980. JULIO LOUZADA, vol.1 , pág. 924/925; PONTUAL, pág.; 497



167 - OSWALDO PINHEIRO (1890 - 1923)

Lavadeiras - óleo sobre tela - 33 x 41 cm - canto inferior direito -

Estudou com Carlos de Servi, em São Paulo e na Academia Julian em Paris - Tem obras na Pinacoteca do Estado de São Paulo. JULIO LOUZADA vol. 10 pág. 688.



168 - YASUICHI KOJIMA (1934)

"Marília em 1929" - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito e dorso - 2005 -

Pintor e ceramista nascido em Tajimi, Japão - cuja população vive de cerâmica e porcelana. Seu pseudônimo artístico é Kojima. Recebeu influência de seu pai, Shigueo Kojima - tradicional artista e ceramista japonês conhecido pelo nome artístico Juho Kojima. Formou-se na Escola de Cerâmica Industrial de Tajimi - Gifu, Japão. Veio para o Brasil em 1953, trabalhou por cinco anos em São Caetano e transferiu-se para Mauá onde, como seu pai, montou sua própria fábrica de cerâmicas e porcelanas que está em atividade até hoje. Naturalizou-se brasileiro e estudou pintura com Manabu Mabe, Takaoka e Nakajima. Realizou exposição individual em Poá, SP (2009) e no Museu de Arte do Parlamento de São Paulo (2013). Participou de diversas mostras e Salões oficiais em: São Bernardo do Campo, SP (1967); São Paulo (1968, 1969, 2001 a 2010); Poá, SP (2009-como convidado); Embu, SP (2012 - Prêmio Prata). www.mauamemoria.com.br; www.radaroficial.com.br/d/31498914; issuu.com/shinzenbi/docs/makoto_5/27.



169 - YUJI TAMAKI (1916 - 1979)

"Porta Verde" - óleo sobre tela - 81 x 65 cm - canto inferior esquerdo -
Com etiqueta de No Sobrado Galeria de Arte, Rua Pamplona 1495, São Paulo - SP.

Nascido em Fukui, Japão, é um dos mais significativos pintores nipo-brasileiros. Foi também professor. Chegou ao Brasil em 1932. Junto com Takaoka, vai para o Rio de Janeiro, onde estudou com Bruno Lechowsky, congregando o Núcleo Bernardelli. Em São Paulo integra o Seibi-kai, participando do III SPBA e do SNBA em 1937 e 1938, conquistando medalhas de bronze e ouro, respectivamente. Integrou o Grupo do Jacaré e do Guanabara (II, III). Sua obra é marcada pelo mancha cromática, essencialidade do desenho, avizinhando-se do que seria posteriormente a abstração. JULIO LOUZADA vol.8, pág. 820; WALTER ZANINI, pág. 579; ARTE NO BRASIL



1703 - BENEDITO CALIXTO DE JESUS (1853 - 1927)

"Porto de Tumiarú em S. Vicente" - óleo sobre cartão - 40,8 x 32,4 cm - canto inferior direito - 1918 -
Reproduzido no convite deste Leilão. Com expertise firmada por Celso Calixto Rios em 21 de março de 2017.

Pintor, professor, historiador, ensaísta, nascido em Conceição de Itanhaém, SP e falecido em São Paulo. Transferiu-se para Brotas, SP, onde adquiriu noções de pintura com o tio Joaquim Pedro de Jesus, ao auxiliá-lo na restauração de imagens sacras de uma igreja local. Realizou sua primeira individual em São Paulo, no ano de 1881. Fixou-se por algum tempo em Santos e depois de ter executado a decoração do Teatro Guarani, partiu para Paris em 1883, estudando na Academia Julian e no ateliê de Jean François Raffaëlli. Retornou ao Brasil em 1885 e passou a residir em São Vicente. Produziu inúmeras marinhas em que representa o litoral paulista; realizou diversos painéis de temas religiosos para igrejas na capital e interior do Estado de São Paulo; pintou vistas de antigos trechos das cidades de São Paulo, Santos e São Vicente para o Museu Paulista da Universidade de São Paulo, por encomenda do diretor do museu o historiador Afonso d´Escragnolle Taunay. Dedicou-se também a estudos históricos da região e à preservação de seu patrimônio e publicou, entre outros, os livros 'A Vila de Itanhaém' (1895) e 'Capitanias Paulistas' (1924). Existem obras suas nos acervos de diversos museus brasileiros. TEODORO BRAGA PÁG. 51; REIS JR PÁG. 214; LAUDELINO FREIRE PÁG. 387; PONTUAL PÁG. 68/69; MEC VOL.1, PÁG. 326/327; WALMIR AYALA VOL.1, PÁG.153; MAYER/83 PÁG. 601; TEIXEIRA LEITE PÁG. 97; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 505; ARTE NO BRASIL PÁG. 599, RUTH TARASANTCHI; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 172. ACERVO FIEO.



171 - CARYBÉ (1911 - 1997)

"Os acrobatas" - serigrafia - 116/180 - 69 x 94 cm - canto inferior direito -
Reproduzido no catálogo da Mostra Itinerante do artista realizada em treze galerias em 1995, realização Galvão Bueno Marketing Cultural e patrocínio da Galeria de Arte André - São Paulo - SP.

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



172 - JOÃO JULIÃO (1968)

Negra - escultura em madeira policromada - 21 x 12 x 09 cm - assinado -

João de Pádua Lisboa, conhecido como João Julião, nasceu na zona rural chamada Alagoinha que faz parte de Prados, MG. Um dos nove filhos de José de Pádua Lisboa (conhecido como Zezinho Julião, sobrenome do avô) - carpinteiro, fabricante de arreios para montaria, móveis rústicos, caibros que transmitiu aos filhos a técnica de trabalhar a madeira. As obras da família Julião foram expostas em Paris (1987) na exposição "Brésil, Arts Populaires" e na Mostra do Redescobrimento na Fundação Bienal, em São Paulo (2000). EM NOME DO AUTOR: ARTISTAS ARTESÃOS DO BRASIL, DE BETH LIMA E VALFRIDO LIMA, EDITORA PROPOSTA; LÉLIA COELHO FROTA, PEQUENO DICIONÁRIO DA ARTE DO POVO BRASILEIRO - PÁG. 261 A 263; galeriapontes.com.br.



173 - ARMANDO BALLONI (1901 - 1975)

Cavalo - monotipia - 45 x 31 cm - canto inferior direito - 1965 -

Italiano, o pintor foi ativo em São Paulo, onde participou do Salão Paulista de Belas Artes a partir de 1933. Foi premiado com medalha de bronze, do Salão de Arte Moderna (1954), e em outros Salões oficiais. Participou da I e II Bienal de São Paulo.Membro e expositor da Familia Artistica Paulista. MEC, vol. 1, pág.159; JULIO LOUZADA vol.10, pág. 87; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 582, Acervo FIEO.



174 - OSCAR NIEMEYER (1907 - 2012)

"Até quando?" - litografia - 17/100 - 45 x 65 cm - canto inferior direito -

Oscar Niemeyer Soares Filho nasceu no Rio de Janeiro. Arquiteto, gravador e urbanista. Forma-se em arquitetura pela Escola Nacional de Belas Artes - ENBA, Rio de Janeiro, em 1934. Nesse ano, passa a freqüentar o escritório do arquiteto e urbanista Lucio Costa. Em 1936, integra a comissão criada para definir os planos da sede do Ministério da Educação e Saúde, no Rio de Janeiro, com a supervisão do arquiteto suíço Le Corbusier, a quem assiste como desenhista. Entre 1940 e 1944 projeta o conjunto arquitetônico da Pampulha, Belo Horizonte - MG, que se configura como um marco de sua obra, pois rompe com os conceitos rigorosos do funcionalismo e utiliza uma linguagem de formas novas, de superfícies curvas, explorando as possibilidades plásticas do concreto armado. Em 1947, é convidado pela Organização das Nações Unidas - ONU a participar da comissão de arquitetos encarregada de definir os planos de sua futura sede em Nova York. Seu projeto, associado ao de Le Corbusier, é escolhido como base do plano definitivo. No Rio de Janeiro, em 1955, funda a revista ‘Módulo’ e no ano seguinte começa a colaborar na construção da nova capital do Brasil, Brasília, cujo plano urbanístico é confiado a Lucio Costa. Participou da I e II Bienal Internacional de São Paulo. Em 1965 é realizada uma retrospectiva sua no Museu do Louvre, Paris, a primeira dedicada a um arquiteto. Projetou inúmeras obras pelo mundo e recebeu vários prêmios. O Parque Ibirapuera (1951), São Paulo, também foi um dos seus grandes projetos. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.5, PÁG.744; VOL.6, PÁG.785; MEC, VOL.3, PÁG. 263; DICIONÁRIO OXFORD; www.niemeyer.org.br.



175 - JAN FRANS I VAN BREDAEL (1686 - 1750)

Paisagem com figuras - óleo sobre tela - 56 x 70 cm - canto inferior esquerdo -
No estado. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista holandês com participações em mostras coletivas. Suas obras têm sido comercializadas em diversos leilões na Europa. www.artprice.com; www.invaluable.com.



176 - ANTONIO MARIA CONSTANTINO (1957)

"Frutas e objetos" - óleo sobre tela - 60 x 60 cm - canto inferior direito e dorso - 11/2011 -
Com certificado de autenticidade firmado pelo autor, no dorso. No estado.

Pintor e desenhista nascido em Lisboa, Portugal. Iniciou seu aprendizado artístico com seu pai, Manoel M. Constantino, um ceramista especializado em azulejos com motivos religiosos. Veio para o Brasil com onze anos fixando residência no Rio de Janeiro. Aos quinze anos começou a desenhar. Frequentou o ateliê de Manoel Santiago. Aos vinte e dois anos foi para Paris junto com o artista Giacomo Galli. Voltou ao Brasil e passou a residir em São Paulo. Participou do Salão dos Adolescentes em Lisboa (1977); da exposição na Galeria Almada Negreiros em Lisboa (1984); da exposição no Espaço Cultural Banco do Brasil (1990); do Salão de Arte Casa e Jardim (1994, 1995); do Salão de Arte Vinhedo (2000, 2005, 2007).



177 - ENZO FERRARA (1984)

Festa Junina - óleo sobre tela - 60 x 100 cm - canto inferior esquerdo - 2008 -

Pintor, Enzo Cícero Tiago Aparecido de Lima Santos nasceu em São Paulo. Assina Enzo Ferrara. Vive em Mogi das Cruzes, SP, desde2005. Criou, em 2009, com os artistas plásticos Zeti Muniz, Adelaide L. Swettler, João Ruíz, Marineis Dias, Nerival Rodrigues e Sirley Lacerda o grupo de artes ‘Frontispício’ (Frente Especial). Expôs individualmente em: Mogi das Cruzes (2006); Diadema, SP (2012). Tem participado de mostras coletivas e Salões oficiais em: Mogi das Cruzes (2008); Piracicaba, SP (2010, 2012 - 10ª e 11ª Bienais de Arte Naïf do Brasil); São Paulo (2011); Santo André, SP (2012). Foi premiado em Suzano, SP (2011); Piracicaba (2012 - Bienal de Arte Naïf do Brasil). Possui obras no Museu de Arte Popular de Diadema, no Museu Internacional de Arte Naïf do Brasil - RJ; na Pinacoteca de São Bernardo do Campo, SP. JULIO LOUZADA VOL. 7, PÁG. 254; www.dgabc.com.br; ofrontispicio.blogspot.com.br; www.odiariodemogi.inf.br; www.diadema.sp.gov.br



178 - PAULA KADUNC (1954)

Composição - acrílico sobre tela - 50 x 40 cm - dorso - 2019 -
Registrado sob o nº 779 no catálogo da autora.

Paula Kadunc, pseudônimo artístico de Maria Paula Kadunc, nasceu em São Paulo. Frequentou um curso clássico de arte e comunicação na época de colégio. Formou-se em historia (1975) e nos anos seguintes realizou viagens de estudo pela Europa, Japão, China e Filipinas. No inicio da década de 80 trabalhou no Museu de Arte de São Paulo como assessora de imprensa e relações publicas auxiliando ainda na curadoria de diversas exposições. Na década de 90 frequentou o ateliê do escultor Paulo Tadee onde trabalhou com desenhos e pinturas geométricas e passou a fundir esculturas em bronze. Estudou técnica de pintura com Marysia Portinari. Tem participado com suas obras de várias exposições coletivas e leilões de arte. Possui obras em diversas coleções particulares e no Museu de Arte do Parlamento de São Paulo. www.artemaisnet.com.br/artistas/paula-kadunc.html; www.catalogodasartes.com.br; www.al.sp.gov.br; www.artprice.com; www.askart.com.



179 - ERMES DE BERNARDI (1934)

Colhendo flores - óleo sobre eucatex - 42 x 52 cm - canto inferior direito - 1983 -

Pintor contemporâneo radicado em São Paulo, Capital, onde teve participação significativa no SPBA, conquistando com êxito a Medalha de Bronze. MEC, vol. 1, pág. 221; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 115; ITAU CULTURAL



180 - IBERÊ CAMARGO (1914 - 1994)

"Um dado negro" - óleo sobre tela - 74 x 103 cm - canto inferior direito e dorso - 28/09/1983 -
Reproduzido na quarta capa do catálogo deste Leilão. Com a seguinte dedicatória no dorso: "Para o querido Athié, lembrança do Iberê". Acompanha a obra declaração de propriedade firmada pelo Ex Deputado Federal Athié Jorge Coury, datada de Santos, 25 de janeiro de 1990.

Pintor, gravador, desenhista, escritor e professor, natural da cidade de Restinga Seca, RS, e falecido em Porto Alegre. Foi aluno de Salvador Parlagreco e João Fahrion. No Rio de Janeiro, a partir de 1942, estudou pouco tempo na Escola Nacional de Belas Artes, trocando-a pelos ensinamentos de Guignard. Fundou com outros artistas o 'Grupo Guignard' (1943). Recebeu o prêmio viagem ao estrangeiro em 1947. Morou dois anos em Paris e Roma, aperfeiçoando-se com De Chirico, Lhote, Achille e Rosa em pintura e com Petrucci, em gravura. Voltou ao Brasil (1950) e tornou-se membro da Comissão Nacional de Artes Plásticas (1952). Fundou o curso de gravura do Instituto Municipal de Belas Artes do Rio de Janeiro (1953), hoje Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Executou painel de 49 metros quadrados (1966) oferecido pelo Brasil à Organização Mundial de Saúde (OMS), em Genebra. Realizou inúmeras exposições individuais e participou de mostras coletivas e Salões oficiais pelo Brasil e exterior como Bienal Internacional de São Paulo, Bienal de Arte Hispano-Americana em Madri, Bienal de Veneza, Bienal de Gravuras em Tóquio, entre outras exposições importantes. Foi considerado o Melhor Pintor Nacional na VI Bienal de São Paulo (1961) e conquistou inúmeros prêmios. Entre suas publicações, constam o artigo 'Tratado sobre Gravura em Metal' (1964), o livro técnico 'A Gravura' (1992) e o livro de contos 'No Andar do Tempo: 9 contos e um esboço autobiográfico' (1988). MEC, VOL.1, PÁG.328; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁG.156; JULIO LOUZADA, VOL.11, PÁG.51; TEIXEIRA LEITE, PÁG.101; PONTUAL, PÁG.100; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 853; LEONOR AMARANTE, PÁG. 127; www.iberecamargo.org.br; brasilescola.uol.com.br; www.pinacoteca.org.br; www.artprice.com.



181 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

"Iconografia Paulistana" - óleo sobre tela - 55 x 45 cm - canto inferior esquerdo -
E. Cobos. Com etiqueta da Exposição "Iconografia Paulistana em Coleções Particulares", realizada pela Sociarte em 1998/1999, no Museu da Casa Brasileira, São Paulo/SP. Ex-coleção Antônio Maluf - Galeria Seta - São Paulo - SP.



182 - WALTER LEWY (1905 - 1995)

Paisagem surreal - óleo sobre eucatex - 32 x 41 cm - canto inferior direito - 1979 -

Gravador, pintor, ilustrador, paisagista, desenhista e publicitário nascido em Bad Oldesloe, Alemanha e falecido em São Paulo. Estudou na Escola de Artes e Ofícios de Dortmund, Alemanha (1923-1927). Nesse período, filiou-se à tendência do realismo mágico. Em 1928 participou de coletivas em Dortmund, Gelsenkirchen, Boclusim e outras cidades. Com a crise econômica de 1929, Lewy perdeu seu emprego de desenhista numa gráfica e foi viver com os pais no interior, tornando-se ilustrador de anedotas em jornais. Realizou sua primeira exposição individual em Bad Lippspringe (1932), mas foi fechada quando a Câmara de Arte Alemã proibiu a participação de judeus na vida artística. Escapando dessa situação opressora, o artista imigrou para o Brasil (1938), retomando profissionalmente a pintura. Deixou para trás centenas de trabalhos, que foram enviados para a Holanda e perdidos durante os bombardeios da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). No Brasil, fixou-se em São Paulo. Nos primeiros anos fez desenho publicitário e mais tarde capas de livros e ilustrações para diversas editoras. Ilustrou obras de Bertrand Russell, Machado de Assis e Arnold Toynbee, entre outras. Mais tarde, empregou-se como diagramador, letrista e arte-finalista nas agências de propaganda De Carli, Lintas Publicidade, Martinelli, Santos & Santos e Thompson Propaganda. Participou de Salões Nacionais e Bienais de São Paulo, entre 1951 e 1965, recebendo diversas premiações oficiais. JULIO LOUZADA, VOL. 10, PÁG. 497; MEC, VOL. 2, PÁG. 474; TEODORO BRAGA, PÁG. 245; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 286; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 630; LEONOR AMARANTE, PÁG. 142; ACERVO FIEO.



183 - PEDRO PINTO PERES (1841 - 1923)

Canário - aquarela - 30 x 20 cm - canto inferior esquerdo -

Nascido em Lisboa, Portugal, fixou-se no Rio de Janeiro ainda na infância, freqüentando o Liceu Imperial de Artes e Ofícios. Estudou na Academia Imperial das Belas Artes. Em 1879, pela apresentação de sua tela "Elevação da Cruz", na Exposição Geral de Belas Artes, do referido ano, organizada pela Academia, foi condecorado como Cavaleiro da Ordem Imperial da Rosa. Esteve na Europa entre 1879 e 1881. Dedicou-se também ao ensino do desenho. Trabalhou com dedicação em retratos, quadros de gênero, fantasias e telas históricas. LAUDELINO FREIRE, pág.152; MEC, vol.3, pág.389: REIS JR, pág. 176, PONTUAL, pág.420; WALMIR AYALA, vol.2, pág.185; História da Pintura Brasileira, de QUIRINO CAMPOFIORITO, pág.107.



184 - NILDA NEVES (1961)

A casa do João de Barro - técnica mista sobre cartão colado em madeira - 30 x 42 cm - canto inferior direito -

Pintora. Nasceu em 1961 em Botuporã, no sertão da Bahia. Em Brumado, BA, estudou contabilidade. Com a família morou em várias cidades do estado, voltou para sua cidade natal onde foi professora particular e de escola pública, ensinando matemática. Perdendo parte da família nos anos de 1990, resolveu vir para São Paulo em 1999 e, em 2010, escreveu o romance ‘O Lavrador do Sertão’ em três dias. Logo depois lançou ‘O Belo Sertão’, com os seres lendários do Brasil, na Bienal do Livro do mesmo ano. Para produzir a capa do livro resolveu ela mesma pintar e, desde então, não parou mais de produzir, contando suas lembranças e histórias do sertão. Em 2015 realizou sua primeira individual –‘ Meu Sertão’ na Galeria Mezanino, SP; participou da 45º Chapel Art Show, SP (2016) e da Bienal Naïf (2016)- SESC Piracicaba, SP. www.galeriamezanino.com/nilda_neves.htm ; bienalnaifs.sescsp.org.br/2016/artistas/nilda-neves.



185 - RENE NASCIMENTO (XX)

"Thompson Street Soho NY" - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito e dorso - 2019 -

Pintor, desenhista, gravador, designer têxtil e decorador nascido em Belo Horizonte, MG. Foi aluno de Carlos Volney na Escola Guignard (1977) e graduou-se pela Escola de Belas Artes da UFMG (1983 a 1989), ambas em Belo Horizonte, especializando-se em pintura sob a orientação de Amílcar de Castro, Álvaro Apocalypse, Haroldo Mattos, Marisa Trancoso, Jarbas Juarez e Mário Zavagli. Cursou também a Escola de Artes Visuais do Parque Lage (1989), Rio de Janeiro; a FAAP, São Paulo (1990); 'The Art Students League of New York', Nova York, EUA (2006 a 2010). Vive em Nova York, EUA desde 2003. Realizou exposições individuais em: Belo Horizonte, MG (1980, 1998, 1999); Salvador, BA (1990); Brasília, DF (2000); Nova York, EUA (2003, 2006, 2010, 2012); Rio de Janeiro (2013); Búzios, RJ (2013). Participou de muitas coletivas e Salões oficiais no Brasil, Estados Unidos, China e Europa. Minas Gerais, Estados Unidos e Canadá possuem murais de sua autoria. www.renenascimento.com; JULIO LOUZADA VOL. 5, PÁG. 732; VOL. 13, PÁG. 237.



186 - TOMÁS SANTA ROSA (1909 - 1956)

Composição - óleo sobre cartão - 30 x 23,5 cm - canto inferior direito -
No estado.

Pintor, gravador, cenógrafo e professor autodidata, Tomás Santa Rosa Júnior nasceu em João Pessoa, PB e falecido em Nova Délhi, Índia. Fixou-se no Rio de Janeiro (1932), começou a trabalhar como auxiliar de Portinari e iniciou também sua carreira de ilustrador que se estenderia por longa série de obras de escritores brasileiros e estrangeiros, que incluiu, dentre outros, Graciliano Ramos, José Lins do Rêgo, Jorge Amado, Castro Alves, Dostoievski. É considerado o primeiro cenógrafo moderno brasileiro. Entre as exposições das quais participou destacam-se: o Salão Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro (1941 - Medalha de Prata); Um Século de Pintura Brasileira, no Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro (1952); II Bienal Internacional de São Paulo (1953); Salão Preto e Branco do III Salão Nacional de Arte Moderna do Rio de Janeiro (1954); 'Arts Primitifs et Modernes Brésiliennes', no Museu de Etnografia de Neuchâtel, Suíça (1955). Após sua morte, suas obras foram expostas nas seguintes mostras: Exposição de Artes Gráficas de Tomás Santa Rosa, na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro (1958); Retrospectiva no Teatro Municipal do Rio de Janeiro (1975); Santa Rosa, Carnaval e Figurinos na Fundação Nacional de Arte (Funarte) de São Paulo (1985); e Bienal Brasil Século XX, na Fundação Bienal de São Paulo (1994). PONTUAL, PÁG. 472; MEC VOL. 4, PÁG. 177; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 460; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 572; LEONOR AMARANTE; www.funarte.gov.br; cpdoc.fgv.br; www.artprice.com.



187 - MESTRE GALDINO (1929 - 1996)

Figura folclórica - escultura em terracota - 30 x 10 x 06 cm - assinado -
No estado.

Manuel Galdino de Freitas nasceu na cidade pernambucana de São Caetano, próximo ao Alto do Moura onde faleceu. Em 1940, mudou-se para Caruaru, PE, onde passou a trabalhar em olaria, fazendo telhas e tijolos. Tornou-se funcionário municipal trabalhando na construção civil. Nas horas vagas, distraía-se modelando figuras de barro, entre elas a de Judas, para as brincadeiras de malhação da Semana Santa. Sua trajetória como artista teve início a partir de 1974, quando foi destacado pela prefeitura para executar serviços no Alto do Moura, onde fez amigos que o introduziram na arte de "bonecos", principal atividade local. Apaixonou-se de tal maneira pela modelagem em cerâmica, que se despediu do trabalho público e mudou-se com a família para o Alto do Moura. Tentou vários negócios alternativos, ao mesmo tempo em que se dedicou febrilmente à produção de novos bonecos. Suas criações formaram um repertório de obras delirantes e originais, consagrando os monstros autofágicos e outros personagens de forte conteúdo onírico, como Lampião-Sereia e São Francisco Cangaceiro. O Museu do Barro de Caruaru e o Memorial Mestre Galdino, criado em 1996, são alguns dos museus onde se pode admirar sua obra. ITAU CULTURAL; www.popular.art.br; artepopularbrasil.blogspot.com.br.



188 - JOSÉ BENEVENUTO MADUREIRA (1903 - 1976)

Na beira do lago - óleo sobre tela - 41 x 55 cm - canto inferior direito -

Nascido em Sorocaba / SP, radicou-se em Santos onde foi ativo em sua arte. Estudou com Campos Ayres e Enrico Vio. Participou de coletivas no Salão Paulista de Belas Artes / SP, Salão Nacional de Belas Artes / RJ e Salão de Belas Artes / Santos/SP, tendo recebido diversos prêmios. Tem obras na Pinacoteca do Estado de São Paulo, Palácio e Prefeitura de São Paulo. MEC, vol. 3, pág. 36; JULIO LOUZADA, vol.1, pág. 566, Acervo FIEO.



189 - ANGELO CANNONE (1899 - 1992)

Na estrada - óleo sobre madeira - 14 x 24 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor, desenhista e professor nascido em Abruzzo, Itália. Assinava D’Angelo, Angelo Cannone e A. Cannone. Aos cinco anos mudou-se para Nápoles com sua família. Em fins de 1947, veio para o Brasil, residiu algum tempo em São Paulo e depois se mudou para o Rio de Janeiro, onde se radicou e lá faleceu. Estudou no Instituto de Belas Artes de Nápoles com Paolo Vetri. Viveu em Roma durante quatro anos com uma pensão conquistada em um concurso em Nápoles. Lecionou desenho no Instituto Técnico. Expôs individualmente em São Paulo (1947, 1993) e no Rio de Janeiro (1947, 1973, 1980, 1984). Foi premiado, na Itália, em: 1922, 1925, 1929, 1941 e, no Brasil, em 1960. Em 1972 pintou o retrato do papa Pio X, em tamanho natural, que está na Igreja dos Italianos, RJ. WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 168; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 187; VOL. 3, PÁG. 203; VOL.8, PÁG. 165; VOL. 9, PÁG. 171; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; brasilartesenciclopedias.com.br; www.artprice.com; www.arcadja.com.



190 - ALBERTO DA VEIGA GUIGNARD (1896 - 1962)

Retrato de moça - óleo sobre tela - 33 x 24 cm - canto inferior direito -
Reproduzido no convite deste Leilão. Com Laudo de Autenticidade da Fundação Guignard, datado de Belo Horizonte, 01 de fevereiro de 2019.

Pintor, professor, desenhista, ilustrador e gravador, Alberto da Veiga Guignard nasceu em Nova Friburgo, RJ e faleceu em Belo Horizonte, MG. Mudou-se com a família para a Europa em 1907. Em dois períodos, entre 1917 e 1918 e entre 1921 e 1923, frequentou a Real Academia de Belas Artes de Munique, onde estudou com Hermann Groeber e Adolf Hengeler. Aperfeiçoou-se em Florença e em Paris, onde participou do Salão de Outono. Retornou para o Rio de Janeiro em 1929 e integrou-se ao cenário cultural por meio do contato com Ismael Nery. Participou do Salão Revolucionário de 1931, e foi destacado por Mário de Andrade como uma das revelações da mostra. Em 1941, integrou a Comissão Organizadora da Divisão de Arte Moderna do Salão Nacional de Belas Artes, com Oscar Niemeyer e Aníbal Machado. Em 1943, passou a orientar alunos em seu ateliê e criou o Grupo Guignard. A única exposição do grupo, realizada no Diretório Acadêmico da Escola Nacional de Belas Artes, foi fechada por alunos conservadores e reinaugurada na Associação Brasileira de Imprensa. Em 1944, a convite do prefeito Juscelino Kubitschek, transferiu-se para Belo Horizonte e começou a lecionar e dirigir o curso livre de desenho e pintura da Escola de Belas Artes, por onde passaram Amilcar de Castro, Farnese de Andrade e Lygia Clark, entre outros. Permaneceu à frente da escola até 1962, quando, em sua homenagem, esta passou a chamar-se Escola Guignard. Participou da Bienal de Veneza (1928, 1952); da Bienal Internacional de São Paulo (1951) e outras. PONTUAL, PÁG. 254; MEC, VOL. 2, PAG. 304; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 236; JULIO LOUZADA, VOL. 10, PÁG. 404; ART PRICE ANNUAL 2000, PÁG. 1013; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 373; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 559; ARTE NO BRASIL, PÁG. 505; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28; www.pinturabrasileira.com; www.brasilescola.com; web.artprice.com.



191 - CLAUDIO TOZZI (1944)

Mulheres - serigrafia em técnica mista - 31/110 - 49 x 69 cm - canto inferior direito -

Pintor, arquiteto e gravador, Claudio José Tozzi nasceu em São Paulo. É mestre em arquitetura pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo. Realizou diversas exposições individuais. Participou, entre várias mostras e Salões oficiais, da Bienal Internacional de São Paulo em 1967, 1969, 1977, 1985, 1989, 1991; do Panorama da Arte Atual Brasileira em 1971, 1973, 1976, 1977, 1979, 1980, 1983; da Bienal de Veneza em 1976; da Bienal de Paris em 1980. Criou painéis para espaços públicos de São Paulo, como: ‘Zebra’, colocado na lateral de um prédio da Praça da República; na Estação Sé do Metrô, em 1979; na Estação Barra Funda do Metrô, em 1989; no edifício da Cultura Inglesa, em 1995 e, no Rio de Janeiro, na Estação Maracanã do Metrô Rio, em 1998. WALMIR AYALA VOL.2, PÁG.388; PONTUAL PÁG.525; TEIXEIRA LEITE PÁG. 512; ARTE NO BRASIL VOL.2, PÁG.1059; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 740; LEONOR AMARANTE PÁG. 170; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 992; www.eca.usp.br; www.pinacoteca.org.br.



192 - MANOEL SANTIAGO (1897 - 1987)

Pão de Açúcar - óleo sobre eucatex - 18 x 20 cm - canto inferior esquerdo -
No estado.

Manoel Colafante Caledônio de Assumpção Santiago nasceu em Manaus, AM e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, desenhista e professor. Mudou-se para Belém em 1903 e iniciou estudos de pintura. Desde 1916 já praticava a arte não figurativa. Em 1919 transferiu-se para o Rio de Janeiro, cursou Direito e frequentou a Escola Nacional de Belas Artes, onde foi aluno de Rodolfo Chambelland e Baptista da Costa. Na época, teve aulas particulares com Eliseu Visconti. Foi casado com a pintora Haydeá Santiago. Participou em 1927 do Salão Nacional de Belas Artes e recebeu o prêmio viagem ao exterior, entre vários outros. Foi para Paris no ano seguinte, e lá permaneceu por cinco anos. De volta ao Rio de Janeiro, em 1932, tornou-se professor do Instituto de Belas Artes. Em 1934, passou a lecionar pintura e desenho no Núcleo Bernardelli, figurando entre seus alunos José Pancetti, Edson Motta, Bustamante Sá, Ado Malagoli, Rescála e Milton Dacosta. Participou da I Bienal Internacional de São Paulo (1951) e do 8º Panorama da Arte Brasileira (1976). PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, VOL. 1, PÁG. 241; TEODORO BRAGA, PÁG. 211; CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO DE PAISAGEM BRASILEIRA, MEC-MNBA /RIO/1944; MAYER/84, PÁG. 1158; REIS JR, PÁG. 378; PONTUAL, PÁG. 473; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 292; ITAÚ CULTURAL, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 865; ACERVO FIEO.



193 - TARSILA DO AMARAL (1890 - 1973)

Paisagem - desenho a nanquim - 12,5 x 20,5 cm - canto inferior direito -

Pintora e desenhista, Tarsila do Amaral nasceu em Capivari, SP e faleceu em São Paulo. Estudou escultura com William Zadig e com Mantovani, em 1916, na capital paulista. No ano seguinte teve aulas de pintura e desenho com Pedro Alexandrino, onde conheceu Anita Malfatti. Ambas tiveram aulas com o pintor Georg Elpons. Em 1920 viajou para Paris e estudou na ‘Académie Julian’ e com Émile Renard. Ao retornar ao Brasil formou em 1922, em São Paulo, o Grupo dos Cinco, com Anita Malfatti, Mário de Andrade, Menotti del Picchia e Oswald de Andrade. Em 1923, novamente em Paris, frequentou o ateliê de André Lhote, Albert Gleizes e Fernand Léger. Foi a criadora de duas das principais tendências ou movimentos de nossa arte nacionalista: o Pau Brasil e o Antropofagia. A convite da Comissão do IV Centenário de São Paulo fez, em 1954, o painel ‘Procissão do Santíssimo’ e, em 1956, entregou ‘O Batizado de Macunaíma’, sobre a obra de Mário de Andrade, para a Livraria Martins Editora. A retrospectiva Tarsila: 50 Anos de Pintura, organizada pela crítica de arte Aracy Amaral e apresentada no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo , em 1969, ajudou a consolidar a importância da artista. TEODORO BRAGA, PÁG. 220; REIS JR., PÁG.388; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 365; MEC, VOL. 4, PÁG. 370; PONTUAL, PÁG. 511; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 492; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 389; ARTE NO BRASIL, PÁG. 577; LEONOR AMARANTE, PÁG. 24; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 958.



194 - GOLB CARVALHO (1956)

Pescadores - óleo sobre tela - 25 x 60 cm - canto inferior direito -

Pintor natural de Guanhães, MG, onde nasceu a 4/5/1956. Pinta desde a infância, quando aos 17 anos muda-se com a família para BH, dedicando-se à pintura das cidades históricas, e aos temas regionais e folclóricos. Realizou exposições individuais nas cidades de Ouro Preto, Mariana e Belo Horizonte. Em 1979 fixou residência em São Paulo, onde realizou individual em 1982. JULIO LOUZADA, vol. 3, pág. 231. Acervo FIEO. -



195 - SÉRGIO BERTONI (1926)

"Rua do Carmo" - óleo sobre tela - 100 x 100 cm - canto inferior esquerdo - 1984 -
Ex-coleção Antônio Maluf - Galeria Seta - São Paulo - SP.

Nasceu em Niterói, RJ em 21/9/1926. Pintor e escultor, formou-se na Faculdade de Belas Artes de São Paulo em 1950. Em Abril de 1982 sua exposição "Paulicéia Desvairada", no MASP, mereceu comentário de Pietro Maria Bardi: "Original o panorama que Bertoni nos oferece do fato urbano, arte e documento acertados por um pintor de extraordinário valor". Para o próprio artista sua pintura é um trabalho de crônica e reportagem de seu tempo. Expôs indivudualmente em São Paulo e em Campinas. Participou de coletivas no MAM-SP e Centro Cultural de São Paulo e Galeria SESC-Paulista. JULIO LOUZADA, vol 2 pág 126



196 - ROBERTO DE LAMONICA (1933 - 1995)

Interior - gravura - 2/20 - 40 x 22 cm - canto inferior direito - 1954 -

Gravador, pintor e professor. Inicia seus estudos na Escola de Belas Artes de São Paulo. Trabalha no Museu de Arte de São Paulo sob orientação de Poty e Darel; mais tarde, estuda gravura com Renina Katz. Em 1958, muda-se para o Rio de Janeiro e estuda com Orlando da Silva no Liceu de Artes e Ofícios. No ano seguinte, aperfeiçoa-se com Johnny Friedlaender no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Em 1963, é convidado para lecionar na Escola de Belas Artes de Minneapolis, Estados Unidos. Em 1965, recebe a Bolsa Guggenheim e, no ano seguinte, vai para Nova York onde leciona gravura em várias instituições, como a New School for Social Research e a Art Students League. De 1982 a 1984, dirige o atelier de gravura da Universidade de Sydney. ITAÚ CULTURAL; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 521.



197 - WALTER SHIGETO TANAKA (1910 - 1970)

Marinha - técnica mista sobre papel - 33 x 44 cm - canto inferior direito -

Pintor e artista gráfico natural de Kumamoto, Japão e falecido em São Paulo. Viveu parte de sua infância no Peru, tendo se iniciado em pintura na sua terra natal. Imigrou em 1930, fixando-se em São Paulo, onde estudou durante quatro anos na Escola de Belas Artes de São Paulo (1932 a 1936). Com Tomoo Handa, Tamaki , Yoshiya Takaoka criou o Grupo Seibi. Integrou também os Grupos: 15, Jacaré e Guanabara. Participou de inúmeras mostras oficiais, entre elas: I Salão de Arte Moderna, SP (1951 - Prêmio Governador do Estado); Salão Nacional de Arte Moderna, RJ (1952 - Medalha de Prata); Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953); Bienal de Tóquio, Japão (1952). ITAU CULTURAL; MEC VOL. 4, PÁG. 369; PONTUAL PÁG. 510; JULIO LOUZADA, VOL. 11; WALTER ZANINI, PÁG. 587; www.brasilartesenciclopedias.com.br; www.usp.br/revistausp/27/14mariacecilia.pdf; www.mabe.com.br.



198 - SILVIA ALVES (1947)

"A garrafa de vinho" - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1986 -

Pintora, desenhista, escultora, gravadora, ilustradora, professora, poetiza e atriz Silvia Ferraro Alves nasceu em São Paulo. Estudou desenho e escultura com Alvaro de Bauptista (1980 a 1984) na Universidade de Campinas; formou-se em Pintura na Faculdade de Belas Artes (1986); mestrado em Aquarela na Faculdade Santa Marcelina (1998); frequentou o ateliê de Gravura do Museu Lasar Segall (1985 a 1988); os ateliês de pintura e desenho dos professores Lecy Bomfim, Salvador Rodrigues, Deusdedith Campanelli, Colette Pujol, Djalma Urban, Francisco Cuoco, Fang, o ateliê de escultura no Museu Brasileiro de Escultura (1980 a 1994) e aquarela com Iole Di Natale (1994 a 1998). Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais. Foi premiada em 1983, 1989, 1991, 1993, 1994, 1997, 1999, 2000, em São Paulo. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL, 10, PÁG, 49; www.silviaalves.art.br.



199 - FANG (1931 - 2012)

Cavalo - desenho a nanquim e aguada - 14 x 19 cm - canto inferior esquerdo - 1976 -

Pintor, desenhista, gravador e professor, Chien Kong Fang, ou simplesmente Fang, nasceu na cidade de Tung Cheng, China e faleceu em São Paulo. Estudou sumiê e aquarela na China em 1945. Veio morar em São Paulo com a família em 1951, naturalizando-se brasileiro em 1971. Entre 1954 e 1956, estudou pintura com Yoshiya Takaoka em São Paulo. Viajou, em 1977, para a América do Norte, Europa e Ásia, onde desenvolveu o seu trabalho de pintura. Em 1981, foi realizado o curta metragem biográfico ‘O Caminho de Fang’, em São Paulo. Visitou a China, convidado pelo governo chinês, em 1985. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1959, 1961, 1962, 1978, 1981, 1993, 2005); Salvador, BA (1962); Rio de Janeiro (1978, 1986); Schleswing, Alemanha (1985); Lugana, EUA (1990); Americana, SP (1994); Formosa, Taiwan (1994). Foi premiado no Rio de Janeiro (1957) e em São Paulo (1960 a 1962, 1967 a 1969, 1978, 1979, 1991). Participou do Panorama da Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1978). MEC, VOL. 2, PÁG. 124; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 366; VOL. 6, PÁG. 378; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 189; PONTUAL, PÁG. 201; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; www.fang.com.br; www.artprice.com.



200 - JOSÉ PANCETTI (1902 - 1958)

Marinha - óleo sobre tela - 60 x 78 cm - canto inferior direito e dorso - 1954 - Bahia -
Reproduzido no convite deste Leilão. Com dedicatória no dorso e carta de próprio punho do Autor, para o dedicado Sr. Caio Ribeiro, datada de 14 de dezembro de 1954.

Giuseppe Gianinni Pancetti nasceu em Campinas, SP e faleceu no Rio de Janeiro. Filho de imigrantes italianos foi mandado aos dez anos de idade para a Itália, onde trabalhou em diversos ofícios até entrar para a marinha mercante italiana. De volta ao Brasil, em 1920, trabalhou na Oficina Beppe, São Paulo (1921), especializada em decoração de pintura de parede, como cartazista, pintor de parede e auxiliar do pintor Adolfo Fonzari. Em 1922 ingressou na Marinha de Guerra Brasileira, viajando pelo país e exterior, transferindo-se para a reserva em 1946, no posto de Segundo Tenente. Começou a pintar, auto didaticamente em 1924 e, em 1925, servindo no encouraçado Minas Gerais, pintou suas primeiras obras. No ano seguinte, para progredir na carreira, integrou o quadro de pintores dentro da "Companhia de Praticantes e Especialistas em Convés". Passou a frequentar, a partir de 1932, o Núcleo Bernardelli, no Rio de Janeiro, onde recebeu orientação de Manoel Santiago, Edson Motta, Rescála e Bruno Lechowski. Participou do Salão Nacional de Belas Artes, sendo premiado em 1934, 1936, 1939 e, já na Divisão Moderna, recebeu o Prêmio Viagem ao Estrangeiro (1941), o Prêmio Viagem ao País (1947) e a Medalha de Ouro (1948). Figurou na Bienal de Veneza em 1950; ano em que passa a residir em Salvador, BA. Integrou a mostra "Um Século de Pintura Brasileira", realizada no Museu Nacional de Belas Artes (1952) e a exposição "Arte Moderna no Brasil" que percorreu as cidades de Buenos Aires, Rosário, Santiago e Lima, todas em 1957. Participou duas vezes da Bienal de São Paulo, em 1951 e 1955. Mereceu Sala Especial na Bienal da Bahia - Salvador, em 1966. O Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro realizou, em 1962, exposição retrospectiva de sua obra. TEODORO BRAGA, PÁG. 130; PONTUAL, PÁGS. 403 E 404; MEC, VOL. 3, PÁG. 332; REIS JUNIOR, PÁG. 383; ITAU CULTURAL; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 380; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 597; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28; www.mamcampinas.com.br.



201 - CÉLIA NAHAS GARCIA (1967)

"Grafite 4" - técnica mista sobre acrílico - 69 x 98 cm - canto inferior direito -

Artista plástica nascida em São Paulo. É pedagoga e desenvolve sua arte como autodidata. Realizou exposições individuais em São Paulo (2013, 2014) e tem participado de inúmeras mostras coletivas e oficiais, destacando-se: 'Exposição Museo do Café' (2013);?'Artexpo New York', Nova York -



202 - CÍCERO MONTEIRO (1939)

Domingo - óleo sobre tela - 50 x 40 cm - canto inferior direito - 1979 -

Alagoano de União dos Palmares, aos dezoito anos foi para o Recife-PE, ingressando na Marinha. Radicou-se em São Paulo, onde produziu intensamente, sendo considerado por Ciccilio Matarazzo, famoso mecenas, um dos mais importantes e originais pintores primitivos brasileiros. JULIO LOUZADA vol.3, pág. 754; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



203 - RITA GOMES FERREIRA (1959)

Boneca - escultura em terracota policromada - 24 x 10 x 10 cm - assinado -

Rita Gomes Ferreira nasceu no dia 26 de junho de 1959, em Coqueiro Campo, Minas Novas, em Minas Gerais. Aprendeu a trabalhar no barro com sua tia Rosa, quando tinha aproximadamente 11 anos. Mais velha, foi morar em outra cidade e só voltou a trabalhar com barro em 2000, já com 39 anos, quando retornou a Coqueiro Campo. Recomeçou fazendo peças pequenas, como galinhas e flores, mas agora já desenvolve bonecas, segundo ela, as peças mais difíceis. Ela diz que trabalha com cerâmica por necessidade, pois é uma fonte de renda, embora goste de criar sempre peças novas. Membro da Associação dos Artesãos de Coqueiro Campo, já participou de feiras em Montes Claros e em Minas Novas. Fonte: Museu Casa do Pontal/RJ.



204 - NADIR MORO (1950)

Paisagem - óleo sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior direito - 1986 -

Natural de Pedreira, SP. Pintor, participa em certames coletivos desde 1977, expondo individualmente desde 1978, sempre com sucesso de público e crítica. JULIO LOUZADA vol.3, pág. 768, ACERVO FIEO.



205 - HEITOR DOS PRAZERES (1898 - 1966)

"Pierrô com Frevistas" - óleo sobre placa - 29,5 x 29,5 cm - canto inferior direito -
Com autenticação da família do artista, na pessoa do curador da obra, Sr. Heitor dos Prazeres Filho.

Pintor, compositor, marceneiro, Heitor dos Prazeres nasceu e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. Iniciou-se na pintura por volta de 1937, como autodidata, estimulado pelo jornalista e desenhista Carlos Cavalcanti. No período de 1937 a 1946, trabalhou em rádios do Rio de Janeiro e ingressou como ritmista na Rádio Nacional, em 1943. Recebeu o 3º lugar para artistas nacionais na 1ª Bienal Internacional de São Paulo (1951) e foi homenageado com sala especial na 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1953). No ano seguinte, criou cenários e figurinos para o Balé do IV Centenário da Cidade de São Paulo. Realizou sua primeira exposição individual, em 1959, no Rio de Janeiro. Em 1965, Antônio Carlos Fontoura produziu um documentário sobre sua obra. Tornou-se um artista destacado, atuando como compositor, instrumentista e letrista de música popular brasileira. Participou da fundação das primeiras escolas de samba cariocas, entre elas a Estação Primeira de Mangueira. Em comemoração ao centenário de seu nascimento, em 1999, foi realizada mostra retrospectiva no Espaço BNDES e no Museu Nacional de Belas Artes. Em 2003, foi publicado o livro ‘Heitor dos Prazeres: Sua Arte e Seu Tempo’, da jornalista Alba Lírio. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.11, PÁG.247; MEC. VOL.3, PÁG.400; WALMIR AYALA. VOL.2, PÁG.194; TEIXEIRA LEITE, PÁG.408; PONTUAL, PAG.439; WALTER ZANINI, PÁG.810; LEONOR AMARANTE, PÁG. 266; ACERVO FIEO.



206 - ESCOLA ITALIANA SÉC XX

Pescadores - aquarela - 35 x 24 cada cm - não assinado -
No estado. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")



207 - COSTA VAL (1937)

Mulher - óleo sobre tela colada em eucatex - 31 x 26 cm - canto inferior esquerdo e dorso -

Regina da Costa Val é pintora, desenhista, gravadora e médica. Assina Costa Val. Embora se considere uma artista autodidata, teve oportunidade de frequentar cursos de desenho e gravura, destacando-se: o 1º semestre do curso de Arte da Universidade Mineira onde obteve uma bolsa de estudo com o gravador alemão J. Friedlander no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro; desenho em Roma, Itália (1990); faz parte do grupo de estudos de Filosofia de Arte ministrado pelo prof. Moacyr Laterza, PHD pela "University Temple of Philadelphia"; xilogravura com Rubem Grillo em Belo Horizonte, MG (1995); desenho na Escola de Belas Artes em Limoges, França (1981); cursos em vários Festivais de Inverno em Ouro Preto, MG; desenho com Carlos Fajardo em São Paulo; "Intervenção com Esculturas em Espaço Público" com Guto Lacaz e Carlos Fajardo em Ouro Preto, MG (1994). Realizou exposições individuais em: Belo Horizonte, MG (1983, 1986); São Paulo (1985); Uberlândia, MG (1986); Rio de Janeiro (1987). Participou de Salões oficiais e mostras coletivas em vários estados brasileiros e no exterior. JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 303; http://reginadacostaval.com.br/quadro.htm.



208 - JOSÉ PAULO MOREIRA DA FONSECA (1922 - 2004)

Cachoeira - óleo sobre eucatex - 50 x 22 cm - canto inferior esquerdo - 1971 -

Pintor, advogado, filósofo e poeta, nascido e falecido no Rio de Janeiro. Autodidata, dedicou-se à pintura a partir de 1950. Realizou várias exposições individuais em São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Alemanha, Portugal, Inglaterra, Áustria, Estados Unidos, México e participou de muitas mostras e Salões oficiais pelo Brasil e Europa. MEC, VOL. 2, PÁG. 183; WALMIR AYALA VOL. 1, PÁG. 423 A 427; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 268; ITAU CULTURAL, ACERVO FIEO.



209 - YOLANDA MOHALYI (1909 - 1978)

Composição - aquarela - 43 x 27 cm - canto inferior direito - 1958 - São Paulo -
Com a seguinte dedicatória: "Ao Antônio Bento off. Yolanda Mohaly. São Paulo, Abril 58".

Pintora, desenhista, gravadora e professora, Yolanda Lederer Mohalyi nasceu em Kolozsvar, capital da Transilvânia, Hungria (atual Cluj Napoca, Romênia) e faleceu em São Paulo, SP. Na Hungria estudou pintura na Escola Livre de Nagygania e na Real Academia de Belas Artes de Budapeste (1927). Em 1931, veio para o Brasil e fixou-se em São Paulo, onde lecionou desenho e pintura. Foram seus alunos, entre outros, Maria Bonomi e Giselda Leirner. A partir de 1935, começou a frequentar o ateliê de Lasar Segall. Integrou o Grupo Sete (1937) ao lado de Victor Brecheret, Antonio Gomide e Elisabeth Nobiling. Em 1951 realizou suas primeiras xilogravuras com Hansen Bahia . Entre as décadas de 1950 e 1960 executou, em São Paulo, vitrais para a Fundação Armando Álvares Penteado – FAAP, murais para as igrejas Cristo Operário e São Domingos, mosaicos para residências particulares e vitrais para a Capela de São Francisco, em Itatiaia. Representou o Brasil na 1ª Bienal Americana de Arte (1962), Argentina, tendo alguns de seus trabalhos escolhidos pelo crítico Herbert Read para uma exposição itinerante nos Estados Unidos. Participou da I, II, IV, V, VI, VII, VIII e IX Bienal Internacional de São Paulo; da II e V Bienais de Tóquio, entre outras, Recebeu diversos prêmios como: o Prêmio Leirner de Arte Contemporânea (1958), o Prêmio de Melhor Pintor Nacional na 7ª Bienal Internacional de São Paulo (1963). TEIXEIRA LEITE, PÁG. 331; PONTUAL, PÁG. 363; MEC VOL.3, PÁG. 168; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 937; LEONOR AMARANTE, PÁG. 75; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 639; ACERVO FIEO; www.pinacoteca.org.br; mam.org.br; masp.art.br; www.artprice.com.



210 - TOMAS ANUNCIAÇÃO (1818 - 1879)

Paisagem - óleo sobre madeira - 21 x 29 cm - canto inferior esquerdo -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Importante pintor português, cujos temas preferidos eram os animais e as paisagens. Discípulo de Antonio Manuel da Fonseca e Benjamim Comte. Participou da 3ª Expo. Trienal da Academia Real de Belas Artes (1852). Como paisagista combateu o convencionalismo do tempo, dando-nos atmosferas mais reais e tonalidades mais verdadeiras e mais fortes. FERNANDO DE PAMPLONA, vol. 1, págs. 83, 84 e 85



211 - J. BORGES (JOSÉ FRANCISCO BORGES) (1935)

"A jardineira" - serigrafia - 64 x 47 cm - canto inferior direito - 2009 -

Gravador e pintor, nasceu em Bezerros, PE, em 20/12/1935. Tinha sucesso com seus folhetos de cordel, mas foi a falta de material de ilustração para a capa de seu próximo trabalho que o levou para a xilogravura, passando a ser reconhecido nacional e internacionalmente. Em novembro de 1997 veio para São Paulo como um dos convidados do Encontro da Cultura Brasileira, na exposição O Cordel e a Arte dos Livros, que aconteceu no Salão Arco 2 da Estação Julio Prestes. JULIO LOUZADA, vol 10, pág 127; Acervo FIEO; ITAÚ CULTURAL.



212 - ARMANDO SENDIN (1928)

Composição - técnica mista sobre papel - 10 x 13 cm - canto inferior direito -
Paspatur no estado.

Pintor, desenhista, gravador, escultor e ceramista. Realizou estudos artísticos na Espanha e na França. Retornando ao Brasil, (após figurar em mostras coletivas no estrangeiro) e fixando-se em São Paulo, participou em 1967, do 1º SOP, XVI SPAM, I Salão de Arte Contemporânea de Santos (Prêmio Prefeitura). Ganhou o 1º Prêmio de pintura na mostra Roma e a Campanha Romana (Auditório-Itália, São Paulo). Ainda em 1967, expôs individualmente na Galeria F. Domingo, de São Paulo, voltando a fazê-lo nas galerias KLM (São Paulo, 1968), do Centro Cultural Brasil-Estados Unidos (São Paulo, 1968) e Goeldi (GB, 1968), também apresentado seus trabalhos, com Maria de Lourdes Novais e Vitor Décio Gerhard, na Galeria IBEU (GB, 1968). Figurou ainda no II SOP (1968). A respeito de suas obras, de caráter abstracionista, disse Samson Flexor, em 1968: "Considero os óleos e guaches de Armando Sendin como sendo lugares ideais de encontro e fusão dos elementos primordiais: a terra e o fogo. Fusão resultando em cinzas com focos de brasa que a frescura dos azuis-turquesa mal consegue apagar". Em 1965 publicou o livro Cerâmica Artística, especialidade que lecionou, entre 1959 e 1964, em escola por ele próprio fundada em São Paulo. TEIXEIRA LEITE, pág.472; WALMIR AYALA, vol.2, pág.316-317; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 754; LEONOR AMARANTE, pág. 196. Acervo FIEO.



213 - RENZO GORI (1911 - 1999)

Paisagem - óleo sobre eucatex - 16,5 x 10,5 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor, desenhista, restaurador e músico nascido em Florença, Itália. Assina Gori. Era filho de renomado pintor e restaurador. Exímio violinista passou a estudar saxofone e clarineta, tornando-se hábil instrumentista. Foi para a África com vinte e dois anos, formou um conjunto musical com músicos italianos para tocar em festas e casamentos. Depois foi para Túnis, Malta, voltou para Túnis e depois para o Marrocos francês. Desenhava nas horas de folga. Data dessa época seu encontro com Dario Mecatti, também músico e competente violinista que tinha ido para a África em 1933. Com tantas identificações na arte e na música, ficaram muito amigos, tornando-se seu inseparável discípulo. Apaixonou-se pela pintura e produziu dia e noite. Foi para Paris e Açores onde realizou várias exposições com êxito. Embarcou como marinheiro e veio para o Brasil, junto com Mecatti, aportando no Rio de Janeiro. Sempre expondo, percorreu várias cidades até se instalar em São Paulo. Abriu seu ateliê de restauro em 1945. Exposições individuais: Brasília, DF (1977); São Paulo (1977). Participou de muitas mostras e Salões oficiais no: Marrocos – Fez, Rabat, Casablanca (1936, 1937, 1939); Açores, São Miguel (1939); Rio de Janeiro (1940); Belo Horizonte, MG (1940); São Paulo (1940, 1941 a 1944, 1946, 1949, 1975, 1976, 1978, 1979); Curitiba, PR (1943); Petrópolis, RJ (1945). Foi premiado no Salão Paulista de Belas Artes em 1943. TEODORO BRAGA PÁG. 110; MEC VOL. 2, PÁG. 278; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 430; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



214 - ZECHETTO (1927)

"Barcos" - óleo sobre tela - 51 x 41 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1982 - São Paulo -

José Lino ZECHETTO nasceu em Birigui, SP, em 2 de janeiro de 1927. Sobre este sensível pintor, assim escreveu Theodoro Meireles, em artigo publicado n'O Estado de São Paulo, edição de 18/5/1980: " Observação, pensamento, trabalho marcam a sua carreira, transparecem na sua pintura que vem de longo tempo crescendo aparentemente tranquila, escondendo às vezes, o quanto de inquietação artística, de observação constantee apaixonada e até mesmo sofrida, se concentra em apenas uma tela." O autor expõe coletivamente desde 1966, com diversas premiações, constando em coleções particulares do Brasil e do Exterior. MEC, vol 4, pág. 531; JULIO LOUZADA vol.10, pág. 960, Acervo FIEO.



215 - JOSÉ ANDRADE (XX)

Onça - escultura em madeira - 09 x 27 x 10 cm - assinado -

Escultor de Prados, MG, com diversas participações em mostras coletivas.



216 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Capela - óleo sobre aglomerado - 44 x 60 cm - não assinado -
No estado.



217 - FRANCISCO BRENNAND (1927)

Composição - cerâmica - 10 x 10 cm - não assinado -

Pintor e ceramista. Estudou com André Lhote e Fernand Léger, em Paris. Participou de importantes bienais e salões, nacionais e internacionais. Realizou individuais de pintura e cerâmica no MAM-SP em 1960 e outras importantes salas de arte. Executou trabalhos murais em edifícios públicos e particulares no Recife e no estrangeiro. Suassuna considerou a sua pintura "bela, forte e brasileira". Brennand é referência mundial como artista puramente brasileiro. JULIO LOUZADA, VOL, 10, pág 141. PONTUAL, pág, 88. MEC, VOL , 1, pág, 294; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 717; ARTE NO BRASIL, pág. 879. Acervo FIEO. -



218 - MILTON DACOSTA (1915 - 1988)

Vênus - serigrafia - 9/30 - 22 x 30 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador. Milton Rodrigues da Costa nasceu em Niterói, RJ e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou estudos de desenho e pintura (1929) com o professor alemão August Hantv. No ano seguinte matriculou-se no curso livre de Marques Júnior, na Escola Nacional de Belas Artes. Junto com Edson Motta, Bustamante Sá e Ado Malagoli, entre outros, criou o Núcleo Bernardelli (1931). Viajou para Estados Unidos (1945), com o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Belas Artes do ano anterior. Na cidade de Nova York, estudou na "Art's Students League". Foi para a Europa (1946) e após visita a vários países, fixou-se em Paris, onde estudou na "Académie de La Grande Chaumière". Conheceu Pablo Picasso, por intermédio de Cícero Dias, e frequentou os ateliês de Georges Braque e Georges Rouault. Expôs no "Salon d'Automne", Paris e regressou ao Brasil (1947). Casou-se com a pintora Maria Leontina (1949) e passou a residir em São Paulo. Realizou muitas exposições individuais, entre as quais, a "Homenagem a Milton Dacosta" na Galeria da Praça, RJ, com curadoria de Luiz Carlos Moreira (1973). Participou de inúmeros Salões e mostras coletivas, como: Bienal de Veneza (1950); Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1979); Panorama de Arte Brasileira, MAM – SP (1971). Foi premiado, também, nas Bienais Internacionais de São Paulo (1955, 1957). TEODORO BRAGA, PÁG. 163; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 229; MEC, VOL. 2, PÁG. 13; BENEZIT, VOL. 3, PÁG.315; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 302; VOL. 3, PÁG. 310; ITAU CULTURAL; PONTUAL, PÁG. 155; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



219 - WELLINGTON VIRGOLINO (1929 - 1988)

Namorados - serigrafia - 6/100 - 39 x 58 cm - canto inferior direito -

Pernambucado do Recife, é pintor e gravador. Pinturas de cromatismo vigoroso e variado em ambientações típicas do nordeste cercam as figuras que povoam os trabalhos de Virgolino, em criações de grande habilidade e lirismo. A propósito de sua obra, assim se manifestou Walter Zanini, na obra de PONTUAL abaixo mencionada: " A raiz popularesca (...) amolda-se perfeitamente ao caráter simbólico e arcaizante de suas representações dominadas por um certo tema exposto com clareza e concisão, não obstante a avassalante presença dos motivos de preenchimento que movimentam e enriquecem todos os aspectos da composição. Na cor densa e úmida transparece ainda a sensibilidade equatorial deste pintor que soube definir uma própria e instintiva fantasia poética." JULIO LOUZADA, vol 1, pág 1039; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 717; ARTE NO BRASIL, pág. 879; PONTUAL, pág. 543.



220 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Cangaceiro - litografia - 18/50 - 73 x 52 cm - canto inferior direito - 1970 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



221 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Galo - serigrafia - 43/100 - 51 x 37 cm - canto inferior direito - 1996 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



222 - ALFREDO VOLPI (1896 - 1988)

Bandeirinhas - serigrafia - 67/100 - 67 x 37 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.



223 - ALBANO AGNER DE CARVALHO (1899 - 1986)

Paisagem - aquarela - 15,5 x 23,5 cm - canto inferior direito -

Nasceu em Curitiba, PR, onde fez estudos de pintura com o mestre Alfredo Andersen. Indo para o Rio de Janeiro em 1929, integrou-se desde então nas atividades artísticas locais, lá expondo individualmente em 1930, 1943, 1950 e 1961. Expôs também em Curitiba, em 1950, 1952, 1966 e 1968. Recebeu menção honrosa no SNBA e medalha de prata no Salão Fluminense de Belas Artes. PONTUAL, pág. 113; MEC, vol. 1, pág. 361; TEODORO BRAGA, pág. 29; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 176/177; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO, pág. 925.



224 - ANTONIO NÁSSARA (1910)

O brinde - serigrafia - 197/200 - 49 x 69 cm - canto inferior direito -
No estado.

Natural da cidade do Rio de Janeiro, onde nasceu a 11 de novembro de 1910. Desenhista, caricaturista e pintor. Estudou na Escola de Belas Artes, RJ. Dedicou-se ao jornalismo e à composição de música popular. A vida nacional lhe proporcionou uma intensa produção gráfica no campo da sãtira política, comentando com sarcasmo acontecimentos do Brasil e do exterior. JULIO LOUZADA, vol. 6 pág.770;



225 - ODETTE EID (1922)

Maternidade - escultura em bronze - 13 x 13 x 5 cm - assinado -

Natural de Zahle, Líbano, ODETTE EID sempre foi uma estudiosa da sua arte maior, que é a escultura. Frequentou os ateliês dos grandes mestres nacionais, como Becheroni e Calabrone. Em vôo solo expôs na Europa em Salões e Galerias de renome. Segundo a crítica especializada, a escultura de ODETTE EID "é fluída, volátil e leve". (Alberto Beuttenmuller). JULIO LOUZADA, vol. 13 pág. 119



226 - NEWTON CAVALCANTI (1930 - 2006)

Multidão - gravura - P.A. - 42 x 31 cm - canto inferior esquerdo -

Gravador, pintor, aquarelista, ilustrador, natural de Bom Conselho-PE. Inicia seus estudos nos ateliês de Raimundo Cela e de Oswald Goeldi. Em 1954, ingressa na Escola de Belas Artes da Universidade Estadual do Rio de Janeiro. Entre 1973 e 1975, viaja para a Europa, onde participa de cursos e estágios na Inglaterra, na Itália e na Alemanha, patrocinado pela Fundação Brasileira de Educação e pelo governo alemão. Participa de exposições como o Salão Nacional de Arte Moderna, várias edições entre 1958 e 1972; Bienal Internacional de São Paulo, várias edições entre 1963 e 1985; Bienal de Paris, 1963; Brazilian Art Today, na Noruega, Áustria, Suécia e Inglaterra, 1965 e Mostra Rio Gravura, Rio de Janeiro, 1999. JULIO LOUZADA vol.9, pág.192; TEXEIRA LEITE, pág. 115; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 720; ARTE NO BRASIL, pág. 850.



227 - AMIRA BESSONE (1927)

"Baianas" - óleo sobre tela - 20 x 20 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1987 -

Pintora e desenhista. Em 1937 iniciou estudo de desenho e pintura sob a orientação de Josef Panzner; de 1943 a 1946 estudou desenho e escultura; em 1947 aperfeiçoou-se em pintura e desenho; em 1948 trabalhou em Paris como desenhista de jóias e bijouterias, e continuou os estudos de pintura com Therese Durain; em 1950 transferiu-se para o Brasil, e no ano seguinte trabalhou junto a Walt Disney Productions, em São Paulo, onde criou artigos Disney; em 1961 começou na carreira de artista plástica. Participou de Salões Coletivos e recebeu inúmeros prêmios. JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 113



228 - AUGUSTINE RAMOS PIMENTEL GOMES (1933)

Paisagem - óleo sobre tela - 33 x 41 cm - canto inferior direito - 1986 -

Pintor primitivo nascido em Fortaleza, CE, com diversas participações em mostras coletivas.



229 - FEDERICH (1945)

Composição - óleo sobre massa plástica sobre tela - 60 x 70 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1980 -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor francês, que viveu e trabalhou em São Paulo na década 1960/1980, com sucesso. Acervo FIEO.



230 - JOÃO CAMARA (1944)

"Flora" - litografia - 13/30 - 69 x 47 cm - canto inferior esquerdo -

Importantíssimo artista nacional, natural de João Pessoa, PB, e radicado em Olinda, PE. Pintor, desenhista e gravador, João Câmara conquistou os primeiros prêmios de pintura e de gravura nos SPMEP de 1962 E 1964. Neste último ano fundou, em companhia de artistas locais, o Atelier Coletivo de Ribeira, em Olinda. Exerceu o magistério entre 1967 e 1969, lecionando pintura no Setor de Arte da Universidade Federal da Paraíba. Suas obras, tratando de temas atuais, reúnem mensagens poéticas com uma dose de surrealismo, e que segundo o crítico Walmyr Ayala, " desmistifica toda e qualquer atitude romântica" . Walter Zanini, por sua vez, comenta (1967), que " Suas imagens encadeadas quase como um ´puzzle` parecem amalgamar deuses aztecas e ícones do baralho, assumindo ar de aquilina ´terribilitá` sobriamente derrisório." Participou de quase todas as mostras mais importantes do País, com sucesso de crítica. ITAU CULTURAL; PONTUAL, pág. 100; TEIXEIRA LEITE, pág. 100; WALTER ZANINI , pág. 754; ARTE NO BRASIL, pág. 688; Acervo FIEO.



231 - NORBERTO NICOLA (1930 - 2007)

Flores - serigrafia - 27/50 - 65 x 48 cm - canto inferior direito -

Pintor e tapeceiro. Foi aluno de pintura de Samson Flexor, no Atelier Abstração, em 1954. Em 1959, estudou nos centros tapeceiros europeus e cria, com Jacques Douchez, o Ateliê Douchez-Nicola de Tapeçaria. Entre as exposições de que participou, destacam-se: Salão Paulista de Arte Moderna, São Paulo, de 1956 a 1960 (várias vezes premiado); Bienal Internacional de São Paulo, várias edições entre 1963 e 1975; Mostra de Tapeçaria Brasileira, no MAB/Faap, São Paulo, 1974 (1º prêmio); Trienal de Tapeçaria, no MAM/SP, 1979 (Hors Concours); Arte Plumária do Brasil, no Smithsonian Institute e no Museu de Antropologia, Washington (Estados Unidos) e Cidade do México, México, 1982; Bienal Brasil Século XX, na Fundação Bienal, São Paulo, 1994. JULIO LOUZADA vol, 4 pág, 800; MEC, vol, 3, pág, 261 e 262; WALMIR AYALA, vol 2, pág, 132; TEIXEIRA LEITE, pág 354. PONTUAL, pág, 384; ITAÚ CULTURAL; LEONOR AMARANTE, pág. 207.



232 - FREDERICO BRACHER JUNIOR (1920 - 1984)

"Cesta de flores" - óleo sobre tela colada em eucatex - 15 x 16 cm - canto inferior direito - 1978 -
Com etiqueta da Realidade Galeria de Arte, Rua Ataulfo de Paiva, 135 - Rio de Janeiro - RJ, no dorso.

Natural da cidade do Rio de Janeiro e falecido em BH, MG. Pintor, desenhista, escultor, gravador, ceramista, violinista, professor de pintura e de violino. Inicia seus estudos de pintura com Amilcar Agretti (1931). Sua pintura, durante toda sua carreira, é realizada dentro do modelo acadêmico. Funda a Associação dos Artistas Plásticos de Minas Gerais. Casa-se com Lélia Lenz, com quem tem quatro filhos: Amarilis, Amíriam, Alexandre e Alcione, dos quais os três primeiros tornam-se artistas plásticos. A partir de 1935 realiza várias exposições individuais no Automóvel Clube de Montes Claros MG e no de Belo Horizonte. Em 1938 recebe o Prêmio de Pintura do jornal Estado de Minas. Inaugura, em Montes Claros, sua primeira escola de artes para o ensino de pintura e música, em 1939. Em 1980 realiza no Palácio das Artes de Belo Horizonte uma retrospectiva em comemoração aos seus 50 anos de vida artística. Em 1986, dois anos após sua morte, o Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro realiza uma ampla retrospectiva da sua obra, numa mostra que segue para o Museu de Arte de São Paulo, e outras cidades. JULIO LOUZADA, vol. 2 pág. 159; ITAU CULTURAL.



233 - GILDA LISBOA (XX)

Viela - óleo sobre eucatex - 26 x 17 cm - canto inferior direito -

Carioca, nascida de família tradicional, bisneta do almirante Tamandaré, Gilda Lisboa se projetou como artista plástica na década de 40, atuando principalmente no Rio de Janeiro. Estudou desenho com Eurico Alves e pintura na Sociedade Brasileira de Belas Artes. Nos anos 60 realizou importantes exposições individuais. Foi detentora de vários e significativos prêmios. JULIO LOUZADA, vol. 1 pág. 545 e 546



234 - JANY M. RUCK (1939)

"Cor e perfume" - óleo sobre tela - 24 x 18 cm - canto inferior direito e dorso - 2019 -

Pintora, professora e restauradora, Jany Marylene Ruck nasceu em Agudos, SP. Assinava Jany até 1984. Atualmente assina JM. Ruck. Em Campinas fez cursos livres de desenho e pintura com Elenice Menegon, Aldo Cardarelli, Djalma Urban e Álvaro de Batista. Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais. Foi premiada em: São José do Rio Preto, SP (1984, 1985, 1991); Campinas, SP (1985, 1996); São João da Boa Vista, SP (1985); Itatiba, SP (1985,1987, 1988); Mogi Mirim, SP (1987); Poços de Caldas, MG (1987); Piracicaba, SP (1988); Limeira, SP (1989); Araras, SP (1991); Ribeirão Preto, SP (2003). ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 7 PÁG. 614; VOL. 9, PÁG. 750.



235 - TOMIE OHTAKE (1913 - 2015)

Composição - serigrafia - P.I. 7/15 - 38 x 57 cm - canto inferior direito - 1968 -

Pintora, gravadora, escultora nascida em Kyoto, Japão e radicada no Brasil desde 1936, país que adotou, inclusive, a cidadania. Fixou-se em São Paulo. Em 1952, iniciou-se em pintura com o artista Keisuke Sugano. No ano seguinte, integrou o Grupo Seibi, do qual participavam Manabu Mabe, Tikashi Fukushima, Flavio - Shiró, Tadashi Kaminagai , entre outros. A partir dos anos 1970, trabalhou com serigrafia, litogravura e gravura em metal. Dedicou-se também à escultura e realizou algumas delas para espaços públicos. Realizou muitas exposições individuais em todo o Brasil e exterior, além de ter participado de diversas mostras e Salões oficiais como: Bienal Internacional de São Paulo (1961, 1963, 1965, 1985, 1989, 1996, 1998); Bienal de Veneza, Itália (1972); Panorama da Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1969, 1970, 1973, 1976, 1983, 1986, 1989, 1993). Recebeu, em Brasília, o Prêmio Nacional de Artes Plásticas do Ministério da Cultura - Minc, em 1995 e muitos outros. Em 2000 foi criado o Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo. MEC, VOL. 3, PÁG. 323; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 690; BENEZIT, VOL. 7, PÁG. 791; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 140; PONTUAL, PÁG. 390; ART PRICE ANNUAL 1990, PÁG. 1464; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 362; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, PÁG. 939; LEONOR AMARANTE, PÁG. 170; WALTER ZANINI, PÁG. 693; ACERVO FIEO.



236 - GASTÃO Z. FRAZÃO (XX)

Composição - técnica mista sobre eucatex - 76,5 x 56 cm - canto inferior direito -

Artista plástico e arquiteto que tem participado de mostras coletivas e Salões oficiais, destacando-se: Bienal Internacional de São Paulo, São Paulo (1967); Salão Paulista de Arte Contemporânea, São Paulo (1976); Salão Nacional de Artes Plásticas, Rio de Janeiro (1979). ITAUCULTURAL.



237 - ADÃO DE LOURDES CASSIANO (1945)

Coruja - escultura em madeira - 25 x 14 x 12 cm - assinado -

Escultor, natural de Mariana, MG. Até os 26 anos trabalhou na construção civil.. Conheceu a pedra sabão, bastante comum e farta na região, quando foi construir o Grupo Escolar de Cachoeira do Brumado, distrito de Mariana. Começou a esculpir algumas peças. Foi discípulo do escultor Artur Pereira que o convenceu a largar a pedra e usar a madeira. A madeira que uso, eu mesmo vou cortar, guiado pelo IBAMA. Nós retiramos o cedro, mas plantamos novas árvores.



238 - MANOEL MENACHO (1926 - 2011)

Natureza morta - óleo sobre madeira - 22 x 29 cm - canto inferior direito e dorso - 1976 -
No estado.

Pintor e gravador ativo em São Paulo, SP, onde participa desde 1959 de vários Salões, entre eles SPBA (1959), Salão de Belas Artes de Santos (1970/1971) e tantos outros. JULIO LOUZADA, vol. 13 pág. 223, Acervo FIEO.



239 - MENASE VAIDERGORN (1927)

Na mata - óleo sobre tela - 23 x 18 cm - canto inferior direito -

Pintor nascido em Hotin, Romênia. Assina MVAIDERGORN. Seus pais vieram para o Brasil (1932) fixando residência em São Paulo. Ingressou na Associação Paulista de Belas Artes (fim da década de 1940) onde conheceu Dario Mecatti que muito o estimulou. Viajou pelo norte da África e Europa. Realizou exposições individuais e participou de diversos salões e mostras coletivas oficiais, recebendo diversos prêmios, entre eles: os do Salão Paulista de Belas Artes, SP (1976 - Medalha de Bronze, 2000 – Prêmio Aquisição, 2001 – Grande Medalha de Prata). JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 1011; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



240 - AMILCAR DE CASTRO (1920 - 2002)

Composição - litografia - 49/100 - 67 x 99 cm - canto inferior direito -

Escultor e desenhista mineiro, nascido em Paraisópolis. Autodidata em escultura, estudou desenho e pintura com Guignard (BH, 1942-1950). Assinou o manifesto do movimento neoconcreto, participando das exposições do grupo no MAM-RJ (1959), MAM-SP (1961), MEC-RJ (1960). " ... o ponto comum de todas elas (as obras do autor) estava na expressão de uma fôrça interior contida pelos ritmos implacáveis e decisivos da estrutura." (Ferreira Gullar, referindo-se às obras do autor na época das exposições do Grupo). Amilcar participou das Bienais de SP de 1953 a 1965, nos SNAM, entre 1960 e 1967, além de tantas outras mostras de expressão internacional, que lhe trouxeram prestigio de público e de sempre elevada crítica. ITAÚ CULTURAL; PONTUAL, pág. 119; JULIO LOUZADA, VOL, 10 pág, 198; MEC, VOL, 1 pág, 386; WALTER ZANINI, pág. 656; ARTE NO BRASIL, pág. 872; LEONOR AMARANTE, pág. 136; Acervo FIEO.



241 - FAYGA OSTROWER (1920 - 2001)

Rosto - desenho a nanquim e aquarela - 29 x 20,5 cm - lado direito -
No estado.

Gravadora, pintora, desenhista, ilustradora, teórica da arte e professora. Natural de Lodz, Polônia. No Brasil, Rio de Janeiro, desde a década de 1930. Cursa artes gráficas na Fundação Getúlio Vargas, em 1947, onde estuda xilogravura com Axl Leskoschek e gravura em metal com Carlos Oswald, entre outros. Em 1969, a Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro publica um álbum de gravuras realizadas entre 1954 e 1966. Dentre as muitas coletivas de que participou, no País e no exterior, destacamos as seguintes nacionais: 1ª Bienal Internacional de São Paulo (1951); Exposição Nacional de Arte Abstrata (1953) e, Salão Preto e Branco (1954). MEC. Vol.3, pág.303; JULIO LOUZADA, pág.234; PONTUAL, págs.395 e 396.; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 606; ARTE NO BRASIL, pág. 840; LEONOR AMARANTE, pág. 28; Acervo FIEO.



242 - FRANCISCO PROHANE (1921)

Natureza morta - óleo sobre eucatex - 40 x 50 cm - canto inferior direito -

Nascido no Piemonte, Itália, na cidade de Santa Vitória, Prohane imigrou para o Brasil em 1931, com a família. Recebeu orientação de Osvaldo Fuoco, Osvaldo L. Siqueira e Francisco Cuoco. Em agosto de 1983 recebeu a Comenda da Ordem do Mérito das Artes Plásticas e em dezembro do mesmo ano, a de Cavaleiro Oficial. Considerado pintor do campo, Prohane é remanescente do grupo de artistas que pintam ao natural. Também é conhecido como um dos maiores pesquisadores do folclore brasileiro. JULIO LOUZADA vol.10, pág.715; Acervo FIEO.



243 - FRANCISCO CÉA (1908 - XX)

"Floresta iluminada" - óleo sobre tela - 22 x 16 cm - canto inferior direito e dorso - 1988 -

Pintor e desenhista com várias participações em mostras coletivas e Salões oficiais. Recebeu Medalha de Bronze no Salão Nacional de Belas Artes - Rio de Janeiro, em 1954. ITAU CULTURAL; MEC VOL. 1, PÁG. 394; JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 247; VOL. 13, PÁG. 80; web.artprice.com



244 - JOEL FIRMINO DO AMARAL (1951)

Paraty - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito e dorso - 2019 -

Pintor nascido em São Paulo, onde é ativo. Assina Amaral. Foi aluno de Colette Pujol. Tem participado de mostras coletivas e Salões oficiais. Recebeu: prêmio aquisição no SAPBA (1985); prêmio no SPBA-SP (1988); Menção Honrosa no 38º Salão Livre APBA (1989); Troféu APBA no 19º Salão Paisagem Paulista (1990); Troféu Inocêncio Borghese no 20º Salão Paulista de Artes APBA (1992); 1º lugar no 3o. Salão Artes Plásticas Brasil/Portugal (1995); Grande Medalha de Prata no 1º Salão de Paisagem Brasileira (2000); Pequena Medalha de Ouro no 6º Salão de Desenho (2006); Prêmio APBA no 28º Salão de Paisagem Paulista APBA. JULIO LOUZADA, VOL. 9, PÁG. 39; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



245 - IGNÁCIO DA NEGA (1945)

"As barrigudinhas" - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito e dorso - 1981 -
Com etiqueta do autor no dorso.

Natural de Surubim, PE. Iniciou-se na decoração de andores de procissão, ajudando a sua mãe. Recebeu orientação de Alaerte Bandim. Em São Paulo, orienta-se com M. Boy e Iracema Arditi. Seu tema preferido são as cenas típicas do nordeste. Participou de diversas exposições coletivas e individuais. JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 511. Acervo FIEO. -



246 - RUBENS GERCHMAN (1942 - 2008)

"Ar" - serigrafia - P.A. - 60 x 42 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, escultor nascido no Rio de Janeiro e falecido em São Paulo. Em 1957, freqüenta o Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro, onde estuda desenho. Faz curso de xilogravura com Adir Botelho e freqüenta a Escola Nacional de Belas Artes - Enba, entre 1960 e 1961. Em 1967, é contemplado com o prêmio de viagem ao exterior no 16º Salão Nacional de Arte Moderna e viaja para os Estados Unidos. Reside em Nova York entre 1968 e 1972. Retorna ao Brasil e faz o roteiro, a cenografia e a direção do filme 'Triunfo Hermético' e os curtas 'ValCarnal' e 'Behind the Broken Glass'. De 1975 a 1979, assume a direção da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, RJ. É co-fundador e diretor da revista 'Malasartes'. Em 1978, viaja para os Estados Unidos com bolsa da Fundação John Simon Guggenheim. Em 1982, permanece por um ano em Berlim como artista residente, a convite do Deutscher Akademischer Austauch Dienst - DAAD [Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico]. Realizou diversas exposições individuais e participou de muitas mostras oficiais no Brasil e pelo mundo recendo prêmios na Bienal de São Paulo (1965), Bienal de Salvador, BA (1966), Bienal de Cali, Colômbia (1967, 1970). JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 417; PONTUAL, PÁG. 235; TEIXEIRA LEITE, "in" A GRAVURA BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 734; ARTE NO BRASIL, PÁG. 974; LEONOR AMARANTE, PÁG. 143, MEC VOL. 2, PÁG. 246; Acervo FIEO.



247 - FLÁVIO POLYCENO (XX)

"Beringelas - estudo" - óleo sobre cartão - 13,5 x 19 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 02/02/1974 -

Pintor, desenhista com participações em mostras coletivas e Salões oficiais como: Salão da Paisagem Paulista, SP (1969 a 1971); Salão Paulista de Belas Artes, SP (1971 a 1974, 1976 a 1979, 1981). JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 921;



248 - CAROL KOSSAK (1895 - 1976)

Jangada - técnica mista sobre papel - 19 x 15 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor polonês ativo em São Paulo. Assinava C. Kossak e C. Kokott. Realizou exposição individual em 1941 em São Paulo e participou de várias exposições coletivas e Salões nas décadas de 30 e 40. MEC VOL.2 PÁG. 411; TEODORO BRAGA, PÁG. 134; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 512; VOL. 12, PÁG. 218; ACERVO FIEO; ITAU CULTURAL; www.artprice.com.



249 - GENARO DE CARVALHO (1926 - 1971)

Casal - desenho a nanquim - 62,5 x 48 cm - canto inferior direito -

Tapeceiro, pintor, desenhista. Genaro Antônio Dantas de Carvalho era natural da cidade de Salvador-BA, onde também faleceu. Em 1944, vai para o Rio de Janeiro, e estuda desenho com Henrique Cavalleiro na Sociedade Brasileira de Belas Artes. É considerado um dos principais ativistas pela renovação da arte na Bahia, ao lado de Carlos Bastos, Caribé e Mario Cravo Jr. Com bolsa de estudos do governo francês, Genaro embarca para Paris em 1949, lá estuda com André Lhote e Fernand Léger na École Nationale de Beaux-Arts. Participa, em 1950, dos Salões de Outono, de Maio e dos Independentes. No ano de 1955, cria o primeiro ateliê de tapeçaria no Brasil, na cidade de Salvador, Bahia. Seu trabalho de maior destaque é o mural realizado para o salão interno do Hotel da Bahia, obra com 200 metros quadrados, intitulada Festejos Regionais Bahianos. Em 1967, a Divisão de Cultura do Departamento de Estado Americano realiza o documentário Genaro e a Tapeçaria Brasileira. Expõe na Bienal Internacional de São Paulo, 1951 e 1955; Bienal Internacional de Tapeçaria, Suiça, 1965; e 1º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM, São Paulo, 1969. Postumamente sua obra figura na 1ª Mostra Brasileira de Tapeçaria, no MAB/FAAP, 1974; Tradição e Ruptura, São Paulo, 1984; e 100 Artistas Plásticos da Bahia, no Museu de Arte Sacra, Salvador, 1999. JULIO LOUZADA vol.3, pág. 231; WALTER ZANINI, pág. 638; LEONOR AMARANTE, pág. 75; ITAU CULTURAL.



250 - ARNALDO FERRARI (1906 - 1974)

Figura - guache - 46 x 55 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista e professor, Arnaldo Ferrari nasceu e faleceu em São Paulo SP. Seguindo a profissão do pai, trabalhou como pintor decorador, realizando frisos decorativos para residências. Estudou artes decorativas no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, entre 1925 e 1935. Em 1934, dividiu um ateliê com amigos no edifício Santa Helena e, pela amizade com o pintor Mario Zanini, aproximou-se dos demais integrantes do Grupo Santa Helena. Frequentou também o curso livre de pintura e desenho na Escola Nacional de Belas Artes, entre 1936 e 1938, onde teve aulas de desenho e pintura com Enrico Vio. Entre 1950 e 1959, integrou o Grupo Guanabara, com Thomaz Ianelli, Tomie Ohtake, Tikashi Fukushima e Oswald de Andrade Filho, entre outros. Realizou diversas exposições individuais, participou de várias mostras e Salões oficiais e foi premiado em São Paulo (1958, 1959, 1961, 1963, 1966) e em Santo André (1971). Participou da 7ª à 11ª Bienal Internacional de São Paulo (1963, 1965, 1967, 1969, 1971). Foi apresentada retrospectiva de sua obra em 1975, no Paço das Artes, SP e catálogo com textos de Theon Spanudis, José Geraldo Vieira e Mário Schenberg, entre outros. ITAÚ CULTURAL; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 304; MEC, VOL. 2, PÁG. 149; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 191; PONTUAL, PÁG. 207; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 378; WALTER ZANINI, PÁG.678, ACERVO FIEO.



251 - OCTÁVIO ARAÚJO (1926 - 2015)

"Templo de Afrodite" - litografia - 39/100 - 65 x 49 cm - canto inferior direito - 1972 -
Obra reproduzida no catálogo da exposição "Octávio Araújo 20 anos depois" realizada no Museu de Arte de São Paulo "Assis Chateaubriand" - MASP - em outubro de 1972. No estado.

Pintor, desenhista, ilustrador, gravador e artista gráfico, Octávio Ferreira de Araújo nasceu em Terra Roxa, SP e faleceu em São Paulo. Estudou pintura na Escola Profissional Masculina do Brás, SP com Edmundo Migliaccio e José Barchitta (1939 e 1943). Integrou o Grupo dos 19 (1947). Dois anos depois, viajou para Paris onde estudou gravura na "École National Supérieure des Beaux-Arts" e frequentou o Gabinete de Estampas do Museu do Louvre. Retornou ao Brasil (1951) e, no ano seguinte, passou a residir no Rio de Janeiro. Indicado pelo pintor Clóvis Graciano, trabalhou como auxiliar de Candido Portinari. Com o prêmio de gravura do Salão Para Todos, realizado no Rio de Janeiro (1959), viajou para a China. Recebeu uma bolsa de estudos (1960) do Instituto Répin, em Leningrado, atual São Petersburgo, patrocinada pelo Ministério da Cultura da União Soviética (atual Rússia). Frequentou o Instituto Poligráfico em Moscou (1961). Permaneceu nessa cidade por oito anos, e trabalhou como ilustrador de livros latino-americanos, tradutor e dublador de documentários. Foi realizada a mostra "Octávio Araújo: 20 Anos Depois" (1972) no MASP, SP, e foi publicado o livro "Octávio Ferreira de Araújo: 10 Anos de Pintura" (1979) de José Roberto Teixeira Leite. Participou do Panorama da Arte Atual Brasileira, MAM – SP (1971, 1974); da Bienal Nacional, SP (1974); entre outras exposições no Brasil e no exterior.TEIXEIRA LEITE PÁG. 34; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 71; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL PÁG. 803; WALTER ZANINI PÁG. 645; ACERVO FIEO; www.pinturabrasileira.com; www.artprice.com.



252 - HENRY VITOR (1939)

Fazenda - óleo sobre tela - 10 x 15 cm - canto inferior direito -

Pintor e gravador mineiro de Guaxupé, onde nasceu a 2 de abril de 1939. Reside e é ativo na cidade de São Paulo SP. Autodidata, fez cursos de Jornalismo, Propaganda e Comunicações. Expôs individualmente nos anos de 1972, 1973, 1984 e 1991 em São Paulo SP. Coletivas a partir de 1971, inclusive no exterior. "Há elementos que revelam o ingênuo mas nem sempre permitem ajuizar se a obra é crítica ou artesanal. O autodidatismo, como o de Vitor, é uma constante. Expressa uma visão pessoal da realidade ou configurações de sonho. Retrata a vida filtrada, livremente, pelos olhos de cada um e interpretada por um sentimento intrínseco. " Jorge Anthonio, in HENRY Vitor: pinturas. Apresentação de Jorge Anthonio. São Paulo: Galeria Jacques Ardies, 1991. HENRY Vitor: pinturas. Apresentação de Jorge Anthonio. São Paulo: Galeria Jacques Ardies, 1991. JULIO LOUZADA, vol.11, pág.145, MEC,vol.4, pág.49; ITAÚ CULTURAL.



253 - ANTONIO PESSOA (1943)

Composição - escultura em bronze - 22 x 10 x 10 cm - assinado -

Escultor, assina Tonny. Radicado no Rio de Janeiro detentor de bom curriculo nacional e internacional com inumeras participações em Salões Oficiais,varias vezes premiado. Ótimo mercado.



254 - FRANCISCO DA SILVA (1910 - 1985)

Animais fantásticas - têmpera sobre tela - 50 x 69 cm - centro inferior - 1972 -
No estado.

Pintor e desenhista, Francisco Domingos da Silva nasceu em Alto Tejo, AC e faleceu em Fortaleza, CE. Filho de índio peruano com brasileira, ainda criança se fixou em Fortaleza, por volta de 1937, onde começou a desenhar a carvão e giz sobre muros e paredes de casebres de pescadores. Na década de 40, sob o incentivo do crítico e pintor suíço Jean Pierre Chabloz, iniciou-se na pintura a guache juntamente com Chabloz, Antônio Bandeira e Inimá de Paula. O mesmo Jean Pierre lança-o em Paris. Entre 1961 e 1963, trabalhou no recém-criado Museu de Arte da UFCE. Expôs individualmente no Brasil a partir de 1943 e em diversas mostras coletivas no Brasil e exterior, com premiações, destacando-se a recebida na XXXIII Bienal de Veneza (1966). JULIO LOUZADA, VOL. 1 PÁG. 909; ITAU CULTURAL; LEONOR AMARANTE; ARTE NO BRASIL, ACERVO FIEO; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 478.



255 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

Nu feminino - escultura em mármore - 16 x 06 x 04 cm - assinado -
Ex coleção Renato Antônio Brogiolo - Rio de Janeiro, RJ.

Escultor, desenhista e pintor paulista nascido em Mococa, SP e falecido no Rio de Janeiro. Mudou-se com a família para Itália, e fixou-se em Roma (1913). Iniciou estudos de desenho e escultura com o professor Loss (1920). Participou de movimentos antifascistas e foi preso (1931) por motivos políticos. Foi extraditado para o Brasil (1935) por intervenção do embaixador brasileiro na Itália. Em 1937, viajou para Paris e frequentou as academias ‘La Grand Chaumière’ e ‘Ranson’, onde estudou com Aristide Maillol e conviveu com Henry Moore, Marino Marini e Charles Despiau. Em 1939, retornou a São Paulo e junto com Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Sérgio Milliet, entre outros, participou do Movimento Modernista; foi um dos membros da Família Artística Paulista e do Grupo Santa Helena. Em 1943, transferiu-se para o Rio de Janeiro. A convite do ministro Gustavo Capanema instalou ateliê no antigo Hospício da Praia Vermelha, onde orientou jovens artistas como Francisco Stockinger. Possui obras em espaços públicos como ‘Monumento à Juventude Brasileira’ (1947), nos jardins do antigo Ministério da Educação e Saúde, atual Palácio Gustavo Capanema - RJ; ‘Candangos’ (1960), na Praça dos Três Poderes, e ‘Meteoro’ (1967), no lago do edifício do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília; ‘Integração’ (1989), no Memorial da América Latina, em São Paulo. Participou das Bienais de Veneza (1950, 1952); participou das I, II, IV e IX Bienais de São Paulo, período em que recebeu o prêmio de melhor escultor brasileiro (1953) e sala especial (1967). MEC, VOL.2, PÁG. 250; PONTUAL, PÁG. 237; MAYER/84, PÁG. 1333; BENEZIT VOL. 5, PÁG. 14; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 715; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 422; www.artprice.com; www.pinturabrasileira.com; www.dec.ufcg.edu.br; www.monumentos.art.br.



256 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Paisagem - óleo sobre tela - 60 x 50 cm - canto inferior direito - 1952 -
José.



257 - HENFIL (HENRIQUE DE SOUZA FILHO) (1944 - 1988)

"Orelhão" - desenho a nanquim - 26 x 20,5 cm - canto superior esquerdo -

Mineiro de Ribeirão das Neves, onde nasceu em 5 de fevereiro de 1944, e faleceu na cidade do Rio de Janeiro-RJ, em 4 de janeiro de 1988. Iniciou sua carreira como cartunista, quadrinhista, foi colaborador de O Pasquim (1969). Em 1970 lançou a revista Os Fradinhos, seus personagens mais famosos e que possuem sua marca registrada: um desenho humorístico, crítico e satírico, com personagens tipicamente brasileiros e que retratavam a situação nacional da época. Sua importância na História em Quadrinhos no Brasil se deve à renovação que trouxe ao desenho humorístico nacional. Henfil atuou ainda em teatro, cinema, televisão e literatura, tendo sido marcante a sua atuação nos movimentos políticos e sociais do País.



258 - ISAURA DE MORAIS RIBEIRO (XX)

Procissão - óleo sobre tela - 24 x 18 cm - canto inferior direito e dorso - 1989 -
Com certificado de autenticidade emitido pela autora, datado de 11 de agosto de 1989, São Paulo - SP, no dorso.

Artista plástica com diversas participações em mostras coletivas. Artista exclusiva da L'Hasta Galeria de Arte, SP.



259 - KINYA IKOMA (1918)

Composição - óleo sobre tela - 51 x 51 cm - canto inferior direito e dorso - 1998 -

Japonês da cidade de Mieken, imigrou para o Brasil em 1931, tornando-se lavrador no interior do Estado de São Paulo. A partir de 1960 dedica-se integralmente à pintura, no gênero abstracionismo-lírico. Expõe coletivamente a partir de 1976 e individualmente desde 1975. JULIO LOUZADA , vol. 10, pág, 434; TEIXEIRA LEITE, pág, 252, Acervo FIEO.



260 - FRANCISCO BRENNAND (1927)

Painel - cerâmica - 50 x 50 cm - centro inferior -
Com marca da Oficina Cerâmica Francisco Brennand.

Pintor e ceramista. Estudou com André Lhote e Fernand Léger, em Paris. Participou de importantes bienais e salões, nacionais e internacionais. Realizou individuais de pintura e cerâmica no MAM-SP em 1960 e outras importantes salas de arte. Executou trabalhos murais em edifícios públicos e particulares no Recife e no estrangeiro. Suassuna considerou a sua pintura "bela, forte e brasileira". Brennand é referência mundial como artista puramente brasileiro. JULIO LOUZADA, VOL, 10, pág 141. PONTUAL, pág, 88. MEC, VOL , 1, pág, 294; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 717; ARTE NO BRASIL, pág. 879. Acervo FIEO. -



261 - J. BORGES (JOSÉ FRANCISCO BORGES) (1935)

"Gaturamo" - serigrafia - 32 x 24 cm - canto inferior direito - 2016 -

Gravador e pintor, nasceu em Bezerros, PE, em 20/12/1935. Tinha sucesso com seus folhetos de cordel, mas foi a falta de material de ilustração para a capa de seu próximo trabalho que o levou para a xilogravura, passando a ser reconhecido nacional e internacionalmente. Em novembro de 1997 veio para São Paulo como um dos convidados do Encontro da Cultura Brasileira, na exposição O Cordel e a Arte dos Livros, que aconteceu no Salão Arco 2 da Estação Julio Prestes. JULIO LOUZADA, vol 10, pág 127; Acervo FIEO; ITAÚ CULTURAL.



262 - JOSÉ SABÓIA (1949)

Trabalhadores - óleo sobre tela - 70 x 50 cm - canto inferior direito -

Pintor, José Sabóia do Nascimento nasceu em Almadina-BA. Artista autodidata foi para o Rio de Janeiro em 1967 e começou a pintar no ano seguinte, passando a expor seus trabalhos na feira hippie de Ipanema. Fez sua primeira exposição individual em Fortaleza, CE (1970). Entre as exposições de que participou, destacam-se: I e III Salão Nacional de Artes Plásticas do Ceará, Fortaleza, (1969, 1971 - Prêmio Aquisição); Dez Pintores no Rio de Janeiro, no MNBA, RJ (1983); ‘Brésil Naifs’, Paris (1986); ‘Salon d'Art Naif’- Marseilha, França (1987); ‘Pintura, Presença e Povo na Arte Brasileira’ no Museu da Casa Brasileira - São Paulo (1990); ‘Visões do Rio’ no MAM, RJ (1996). No exterior expôs individualmente em São Francisco, EUA e Munique, Alemanha, além de participar de coletivas em vários países e, principalmente na França, com exposições organizadas pela Galeria Jacqueline Bricard e uma presença cativa na ‘Galerie Naïfs du Monde Entier’ em Paris. José Sabóia participou do Concurso Internacional de Morges, quando seu quadro foi eleito pelo público, a melhor obra de 60 participantes de 22 países, premiação que originou o convite da Galeria Kasper para realizar uma exposição individual em 1997. JULIO LOUZADA vol. 11, pág. 278; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 228; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO; www.artprice.com; www.nautilus.com.br; www.ardies.com.



263 - ANGEL BOTELLO (1913 - 1986)

Figura - óleo sobre madeira - 28 x 38 cm - canto inferior direito - 1960 -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista, escultor e artista gráfico. Nasceu em Cangas de Morrazo, Galícia, Espanha. De 1920 a 1935 viveu em Bordeaux, França, onde estudou na Escola de Belas Artes. Voltou para a Espanha, lutou na Guerra Civil Espanhola, vai para a França e República Dominicana (1939), Cuba (1940), Haiti (1944 a 1953). Em 1953, muda-se com sua família para San Juan, Puerto Rico, até vir a falecer depois de intensa atividade artística e viagens de estudo à Paris e Itália. Exposições: República Dominicana (1940); Haiti (1944); EUA (1972, 1980, 1987), Puerto Rico (1977); Inglaterra (1990); Espanha (2005). en.wikipedia.org; artbrokerage.com; web.artprice.com; www.christies.co.uk; www.artnet.



264 - IVÊNIO PIRES (1954)

Nu - óleo sobre eucatex - 76 x 60 cm - canto inferior direito - 1979 -

Pintor e desenhista, este artista natural e de formação artística em Pernambuco, é ativo em São Paulo. Participou de diversos e importantes salões oficiais nordestinos e paulistas. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 772, Acervo FIEO.



265 - J. CARLOS (1884 - 1950)

A conversa no sítio - desenho a nanquim, aquarela e guache - 41 x 29 cm - canto inferior direito -
Capa da Revista "O Malho".

Chargista, caricaturista, desenhista, pintor, ilustrador, José Carlos de Brito Cunha nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi um dos formadores da tradição da charge brasileira ao lado de Raul Pederneiras e K.Lixto, e criador de tipos como a negrinha 'Lamparina', a 'Melindrosa' e o 'Almofadinha'. Autodidata, iniciou a carreira de caricaturista ainda estudante, quando publicou um de seus desenhos na revista 'O Tagarela' (1902). Em seguida, passou a colaborar regularmente com a revista e no ano seguinte desenhou sua primeira capa na publicação. Colaborou em muitos órgãos da imprensa carioca como 'O Tico Tico', 'Fon-Fon', 'Careta', 'A Cigarra', 'Vida Moderna', 'Eu Sei Tudo', 'Revista da Semana' e 'O Cruzeiro'. Entre 1922 e 1930, exerceu o cargo de diretor artístico das empresas 'O Malho', onde iniciou uma grande série de charges de caráter político, satirizando fatos e personalidades nacionais e estrangeiras. A vertente política foi explorada pelo artista desde o início de sua carreira, sendo ele o responsável pela execução de uma série de charges antibelicistas executadas no período abrangido pelas duas grandes guerras e principalmente durante os dois governos de Getúlio Vargas (1883 - 1954). Esses trabalhos foram publicados principalmente na revista 'A Careta'. Também fez esculturas, foi autor de teatro de revista e letrista de música popular. JULIO LOUZADA vol. 10, pág. 181; CARICATURISTAS BRASILEIROS, de Pedro Corrêa do Lago, pág. 74; WALTER ZANINI, pág. 448; ARTE NO BRASIL, pág. 646; ITAU CULTURAL; www.ims.com.br; www.dec.ufcg.edu.br; www.artprice.com.



266 - LEON LEHMANN (1873 - 1953)

Flores - óleo sobre cartão - 49,5 x 41 cm - canto inferior direito -
No estado. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista alemão nascido e falecido em Altkirch, Alsácia, quando a Alsácia ainda não pertencia à França. Decidiu viver na França. Começou a se preparar para a Escola de Belas Artes e, por causa de sua saúde, retirou-se para Trappe-d'acey onde permaneceu por dois anos. Foi muito amigo da família de Georges Rouault, a quem ele conheceu no ateliê de Gustave Moreau, e viveu com eles por quatorze anos. Conheceu também Matisse, Dufy, Asselin e Marquet. A Primeira Guerra veio testar sua saúde e só voltou a pintar no seu término. Faleceu quando tinha acabado as decorações da Capela de Voirons. Em Paris, participou do "Salons des Artistes Français", "des Indépendants" e "d'Automne" onde uma sala foi dedicada aos seus trabalhos em 1936. Exposições retrospectivas de suas obras foram realizadas no "Musée des Beaux-Arts", em Besançon (1958) e na "Parisian gallery" (1963). BENEZIT; www.artprice.com.



267 - LIA MITTARAKIS (1934 - 1998)

Marinha - óleo sobre eucatex - 73 x 53 cm - canto inferior esquerdo - 1988 - Ilha De Paquetá -

Pintora e professora nascida no Rio de Janeiro e falecida na Ilha de Paquetá, RJ. Autodidata em pintura ensinou a sua técnica na Escolinha de Arte, na Ilha de Paquetá onde vivia. Expôs individualmente no Rio de Janeiro em 1964, 1965, 1969, 1970, 1972, 1974, 1982. Entre as mostras e salões dos quais participou, destacam-se: Salão Nacional de Arte Moderna, RJ; "Naifs del Brasile, Naifs di Haiti" no Festival Mundial de Spoleto, Itália; "Artistas Brasileiros" em Bratislava, Tchecoslováquia (1969); Encontro Carioca de Pintura Ingênua, RJ (1977); “O mundo fascinante dos Pintores Naïfs” no Paço Imperial (1988 e 1989); Naïfs em Coletiva, na Villa Riso Tradição - Arte Cultura (Sala Especial), RJ (1997); além de outras coletivas no Rio de Janeiro, Itália, Estados Unidos, Alemanha, Suíça, Portugal, Inglaterra, Argentina, Tchecoslováquia e Cidade do México. ITAU CULTURAL; www.ardies.com; artenaifrio.blogspot.com; www.artprice.com.



268 - ARTE POPULAR BRASILEIRA (XX)

Nossa Senhora e o Menino - escultura em madeira - 30 x 06 x 06 cm - não assinado -



269 - JOSÉ JULIO DE SOUZA PINTO (1855 - 1939)

Figuras - desenho a lápis - 12 x 16 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor de gênero, retratista e paisagista, natural da Ilha de Terceira, Açores - Portugal. Cursou a Academia de Belas Artes do Porto e foi aluno de João Correia. Ganhando Prêmio de Viagem, residiu muitos anos em Paris, onde acabou permanecendo, encerrada a bolsa, por um longo período de sua vida, tornando-se discípulo de Cabanel e Yvon. Participou de inúmeras exposições, ganhando prêmios em 1883, 1889, 1895 e Hors Concours, em 1900, na Exposição Universal. Possui obras em vários museus. Faleceu na cidade do Porto, Portugal. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 936.



270 - ANTONIO BANDEIRA (1922 - 1967)

Composição - técnica mista sobre cartão - 17 x 16,5 cm - não assinado -
Com Certificado de Autenticidade nº IAB-1030 do Instituto Antonio Bandeira.

Pintor, desenhista, gravador, nascido em Fortaleza, CE e falecido em Paris, onde viveu a maior parte de sua vida. É um dos pioneiros da arte abstrata no Brasil. Iniciou-se na pintura como autodidata. Em 1941, em Fortaleza, participou, ao lado de Mário Baratta, entre outros, da criação do Centro Cultural de Belas Artes depois, Sociedade Cearense de Artes Plásticas. Em 1945, transferiu-se para o Rio de Janeiro e, no ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual. Contemplado pelo governo francês com bolsa de estudos, permaneceu em Paris de 1946 a 1950 onde frequentou a Escola Nacional Superior de Belas Artes e a ‘Académie de la Grande Chaumière’. Entre 1947 e 1948 participou do ‘Salon d'Automne’ e do ‘Salon d'Art Libre’. Tomou parte em reuniões de artistas e formou o Grupo Banbryols (ban de Bandeira; bry de Camille Bryen; e ols de Wols), que durou de 1949 a 1951. Voltou ao Brasil em 1951 e apresentou-se na 1ª Bienal Internacional de São Paulo. Em 1952, criou um mural para o Instituto dos Arquitetos do Brasil, em São Paulo. Retornou a Paris em 1954 em razão do Prêmio Fiat, obtido na 2ª Bienal Internacional de São Paulo, mas não deixou de expor no Brasil. Permaneceu na Europa até 1959, passando pela Inglaterra e Bélgica, onde, em 1958, realizou um painel para o ‘Palais des Beaux-Arts’. Ao retornar ao Brasil teve uma atividade artística intensa, participou de importantes exposições, em paralelo a mostras em Paris, Munique, Verona, Londres e Nova York. Voltou a Paris em 1965, onde permaneceu até sua morte. BENEZIT, VOL.1, PÁG.415; MEYER/87, PÁG.606; MEC, VOL.1, PÁGS.159,160 E 167; PONTUAL, PÁGS. 48 E 49; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁGS. 71 A 74; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 52 A 54; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; ARTE NO BRASIL, PÁG. 599; LEONOR AMARANTE, PÁG. 34; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 86; ACERVO FIEO; web.artprice.com; pitoresco.com; pinturabrasileira.com.



271 - RONI BRANDÃO (1935 - 1991)

Guerreiros - óleo sobre tela - 50 x 50 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 11/1979 São Paulo -

Pintor e desenhista, nascido em Pirajú-SP. Começa a dedicar-se às artes a partir de 1967. Iniciando com desenhos em preto e branco, depois veio a cor, o óleo, trazendo as grandes figuras femininas. Depois de 1978 as paisagens se expandiam, silenciosas, infinitas, como se fossem de outros planetas. Participou de exposições e salões nacionais e internacionais a partir de 1967, recebendo diversos prêmios. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 150; MEC, VOL 1, pág, 291; ITAÚ CULTURAL.



272 - ANGELO CANNONE (1899 - 1992)

Pescadores - óleo sobre madeira - 10 x 22 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor, desenhista e professor nascido em Abruzzo, Itália. Assinava D’Angelo, Angelo Cannone e A. Cannone. Aos cinco anos mudou-se para Nápoles com sua família. Em fins de 1947, veio para o Brasil, residiu algum tempo em São Paulo e depois se mudou para o Rio de Janeiro, onde se radicou e lá faleceu. Estudou no Instituto de Belas Artes de Nápoles com Paolo Vetri. Viveu em Roma durante quatro anos com uma pensão conquistada em um concurso em Nápoles. Lecionou desenho no Instituto Técnico. Expôs individualmente em São Paulo (1947, 1993) e no Rio de Janeiro (1947, 1973, 1980, 1984). Foi premiado, na Itália, em: 1922, 1925, 1929, 1941 e, no Brasil, em 1960. Em 1972 pintou o retrato do papa Pio X, em tamanho natural, que está na Igreja dos Italianos, RJ. WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 168; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 187; VOL. 3, PÁG. 203; VOL.8, PÁG. 165; VOL. 9, PÁG. 171; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; brasilartesenciclopedias.com.br; www.artprice.com; www.arcadja.com.



273 - PABLO PICASSO (1881 - 1973)

Figuras - off set - 39 x 24 cm - não assinado -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista, escultor, gravador, ceramista, artista gráfico e designer, Pablo Ruiz Picasso nasceu em Málaga, Espanha e faleceu em Mougins, França. Filho de um pintor e mestre de desenho, foi extraordinariamente precoce dominando o desenho acadêmico ainda na infância. Em 1904 estabeleceu-se em Paris tornando-se o centro de um círculo de artistas e escritores de vanguarda como André Breton, Guillaume Apollinaire e Gertrude Stein. Revolucionário, genial, vanguardista, visionário são elogios que definiram Picasso como um dos mestres da pintura. Sua ampla biografia e sua obra representam a arte do século XX. Embora sua obra seja convencionalmente dividida em fases, Picasso trabalhava numa grande variedade de temas e estilos ao mesmo tempo. Sua pintura “Les Demoiselles d’Avignon” (1906-7) é tida como o marco mais importante no desenvolvimento da pintura contemporânea e o primeiro prenúncio do cubismo que desenvolveu em íntima associação com Braque e depois com Gris. Sua obra mais famosa “Guernica” (1937), pintada para o pavilhão espanhol da Exposição Universal de Paris de 1937, expressa toda sua revolta e horror à destruição de Guernica, capital do país basco, durante a Guerra Civil Espanhola (1936-1939). No campo da escultura foi um dos primeiros artistas a compor esculturas a partir da montagem de materiais variados (e não por modelagem ou entalhe) e fez uso brilhante de objetos encontrados. Também como artista gráfico inclui-se entre os maiores do século. Existem museus consagrados à sua obra em Paris e Barcelona, e outros exemplos de sua inigualável produção distribuem-se por museus do mundo inteiro. Foi o primeiro artista vivo a expor suas obras no Museu do Louvre, quando completou 90 anos. BENEZIT VOL.8, PÁG. 297; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 763; ITAÚ CULTURAL; COLEÇÃO FOLHA GRANDES MESTRES DA PINTURA VOL. 6; infoescola.com; guggenheim.org; moma.org; a rtprice.com; arcadja.com; christies.com.



274 - JEAN COCTEAU (1889 - 1963)

Menino - desenho a nanquim - 27 x 18,5 cm - canto inferior esquerdo - 1943 -
Com a seguinte inscrição: "Souvenir de Jean Cocteau - 1943". (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Artista, pintor, ceramista e escritor francês, mundialmente conhecido pela sua poesia, ficção, filmes, balets, etc. A obra de Cocteau reflete a influência recebida e a experiência do artista como: o surrealismo, a psicanálise, o cubismo, a religião católica, etc . No seu tempo Cocteau promoveu uma vanguarda de estilo e moda. Foi amigo de Pablo Picasso, do compositor Erik Satie, do escritor Marcel Proust, e do diretor russo Serge Diaghilev. Jean Cocteau nasceu em Maisons-Lafitte. Seu pai suicidou-se quando Jean tinha somente nove anos, era advogado e amante da pintura, influenciando muito o jovem Jean. JULIO LOUZADA, vol 9 - pág 214; BENEZIT, vol 3 - pág 89



275 - HEITOR DOS PRAZERES (1898 - 1966)

"Crianças brincando" - óleo sobre eucatex - 40 x 50 cm - canto inferior direito - 07/09/1961 -
Com autenticação da família do artista, na pessoa do curador da obra, Sr. Heitor dos Prazeres Filho.

Pintor, compositor, marceneiro, Heitor dos Prazeres nasceu e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. Iniciou-se na pintura por volta de 1937, como autodidata, estimulado pelo jornalista e desenhista Carlos Cavalcanti. No período de 1937 a 1946, trabalhou em rádios do Rio de Janeiro e ingressou como ritmista na Rádio Nacional, em 1943. Recebeu o 3º lugar para artistas nacionais na 1ª Bienal Internacional de São Paulo (1951) e foi homenageado com sala especial na 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1953). No ano seguinte, criou cenários e figurinos para o Balé do IV Centenário da Cidade de São Paulo. Realizou sua primeira exposição individual, em 1959, no Rio de Janeiro. Em 1965, Antônio Carlos Fontoura produziu um documentário sobre sua obra. Tornou-se um artista destacado, atuando como compositor, instrumentista e letrista de música popular brasileira. Participou da fundação das primeiras escolas de samba cariocas, entre elas a Estação Primeira de Mangueira. Em comemoração ao centenário de seu nascimento, em 1999, foi realizada mostra retrospectiva no Espaço BNDES e no Museu Nacional de Belas Artes. Em 2003, foi publicado o livro ‘Heitor dos Prazeres: Sua Arte e Seu Tempo’, da jornalista Alba Lírio. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.11, PÁG.247; MEC. VOL.3, PÁG.400; WALMIR AYALA. VOL.2, PÁG.194; TEIXEIRA LEITE, PÁG.408; PONTUAL, PAG.439; WALTER ZANINI, PÁG.810; LEONOR AMARANTE, PÁG. 266; ACERVO FIEO.



276 - MENASE VAIDERGORN (1927)

"Três irmãos" - óleo sobre tela colada em eucatex - 29 x 24 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor nascido em Hotin, Romênia. Assina MVAIDERGORN. Seus pais vieram para o Brasil (1932) fixando residência em São Paulo. Ingressou na Associação Paulista de Belas Artes (fim da década de 1940) onde conheceu Dario Mecatti que muito o estimulou. Viajou pelo norte da África e Europa. Realizou exposições individuais e participou de diversos salões e mostras coletivas oficiais, recebendo diversos prêmios, entre eles: os do Salão Paulista de Belas Artes, SP (1976 - Medalha de Bronze, 2000 – Prêmio Aquisição, 2001 – Grande Medalha de Prata). JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 1011; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



277 - OMAR PELLEGATTA (1925 - 2000)

Igreja - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor, desenhista e gravador nascido em Busto Arsizio, Itália. Assina Pellegata. Veio para o Brasil em 1927, estudou na Associação Paulista de Belas Artes, foi aluno de Ettore Federighi e Durval Pereira, Takaoka, Mário Zanini, Otone Zorlini. Viveu e trabalhou em Santos, SP. Fez parte do Grupo Tapir (1970) com Giancarlo Zorlini, João Simeone, José Procópio de Moraes, Glicério Geraldo Canelosso e do Grupo Chácara Flora com Emídio Dias de Carvalho, Arlindo Ortolani, Heitor Carilo, Glicério Geraldo Canelosso. Realizou exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil como: Salão Paulista de Belas Artes (desde 1958), Salão Municipal de Belas Artes de Belo Horizonte, MG (1960), entre outros, recebendo muitos prêmios. JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG.735; MEC VOL.3, PÁG.363; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.brasilartesenciclopedias.com.br; www.artprice.com.



278 - INGRES SPELTRI (1940)

Composição - têmpera sobre tela - 50 x 71 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor, desenhista, escultor, gravador e professor nascido em Jau, SP. Filho do pintor Augusto Speltri com quem se iniciou na pintura, ainda criança. Em 1959 mudou-se para São Paulo onde estudou Música (1960-1964). Foi professor titular da Escola Panamericana de Arte, SP. Realizou exposições individuais, em São Paulo, nos anos de 1977, 1981, 1978, 1984. Participou de várias mostras e Salões oficiais, sendo premiado em: São Paulo (1963, 1966, 1970, 1971); Santo André, SP (1976). JULIO LOUZADA VOL. 5, PÁG. 1012; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; MEC VOL. 4, PÁG. 338; PONTUAL PÁG. 504; www.artprice.com; www.speltri.com.



279 - ALBERTO LUME (1944)

Nu - óleo sobre tela - 50 x 100 cm - canto inferior direito -

Português da Ilha da Madeira, onde nasceu a 6/2/1944, LUME, como é conhecido e assina as suas obras, fixou residência no Brasil a partir de 1954. Trouxe na sua bagagens sólidos conhecimentos de bom desenhista e excepcional colorista. Adota os temas brasileiros em suas obras com rara felicidade, fazendo com que as suas obras sejam muito disputadas em leilões e por colecionadores. JULIO LOUZADA, vol. 2 pág. 601 602



280 - ANTONIO PACHECO FERRAZ (1904 - 2006)

Ladeira - óleo sobre tela colada em cartão - 34 x 32 cm - canto inferior esquerdo - 1963 -

Natural de Piracicaba, este pintor sensível, paisagista e retratista, viajou para Paris em 1926, ali estudando, inclusive, com Jean Paul Laurens, na Academia Julian e na Escola de Belas Artes . Ainda em Paris participou do Salão dos Artistas Franceses de 1928 a 1929. Diversos museus tem obras suas, inclusive a PINACOTECA-SP e MNBA da Bretanha. WALMIR AYALA, vol.2, pág.155; PONTUAL, pág.400; TEIXEIRA LEITE, pág.372; MEC, vol. 2, pág. 150; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



281 - DJANIRA DA MOTTA E SILVA (1914 - 1979)

Casa de farinha - serigrafia - 36 x 53 cm - canto inferior esquerdo -

Pintora, desenhista, ilustradora, cartazista, cenógrafa e gravadora. Djanira da Motta e Silva nasceu em Avaré, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. No final da década de 1930, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde teve suas primeiras instruções de desenho no Liceu de Artes Ofícios e com o pintor Emeric Marcier, hóspede da pensão que Djanira instalou no bairro de Santa Teresa. Os contatos com os artistas Carlos Scliar, Milton Dacosta , Arpad Szenes , Vieira da Silva e Jean-Pierre Chabloz , frequentadores de sua pensão, proporcionaram um ambiente estimulador que a levou a expor no 48º Salão Nacional de Belas Artes, em 1942. No ano seguinte, realizou sua primeira mostra individual, na Associação Brasileira de Imprensa - ABI. Em 1945, viajou para Nova York. De volta ao Brasil, realizou o mural ‘Candomblé’ para a residência do escritor Jorge Amado, em Salvador, e painel para o Liceu Municipal de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Entre 1953 e 1954, viajou a estudo para a União Soviética. De volta ao Rio de Janeiro, tornou-se uma das líderes do movimento pelo Salão Preto e Branco, um protesto de artistas contra os altos preços do material para pintura. Realizou em 1963, o painel de azulejos ‘Santa Bárbara’, para a capela do túnel Santa Bárbara, Laranjeiras, Rio de Janeiro. No ano de 1966, a editora Cultrix publicou um álbum com poemas e serigrafias de sua autoria. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil, EUA e Europa. Foi premiada no Rio de Janeiro (1943, 1944, 1949, 1950 a 1953, 1955, 1963) e em São Paulo (1951, 1955). Participou da 1ª e da 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955). Em 1977, o Museu Nacional de Belas Artes - MNBA, realizou uma grande retrospectiva de sua obra. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 336; PONTUAL, PÁG. 181; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 164; MEC, VOL. 2, PÁG 58; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG, 263; WALTER ZANINI, PÁG. 810; ARTE NO BRASIL, PÁG. 824; ACERVO FIEO.



282 - NANDO RIBEIRO (1963)

Menino e pássaro - óleo sobre tela colada em eucatex - 35 x 20 cm - canto inferior direito e dorso - 2019 -

Cearense de Pires Ferreira, onde nasceu em 30/3/1963. Segundo Milton Teixeira, "...Os valores artísticos, inerentes no jovem (...) recriaram a terra craquelenta em colheitas e as figuras sedentas e as substituiram por jovens saciados de olhares passivos, próprios dos que não anseiam mudança alguma. A onirilidade de Nando Ribeiro traz para a tela seu mundo recriado, grandemente influenciado pelos mestres brasileiros, como Di Cavalcanti e Portinari." Coletivas a partir de 1983 em São Paulo e no exterior, com sucesso de crítica. JULIO LOUZADA, vol 8 - pág 698



283 - ARLINDO ORTOLANI (1912)

Árvores - óleo sobre eucatex - 49 x 39 cm - canto inferior direito -

Nasceu em Santa Cruz das Palmeiras-SP, em 14 de outubro de 1912. Pintor e escultor, desenvolveu suas atividades artísticas com Gino Bruno na pintura e Batista Ferri na escultura. Seus trabalhos foram premiados nos diversos certames oficiais de que participou, destacando-se: SPBA-SP (1960, 1962, 1963 e 1968), conquistando a Medalha de Bronze, entre outros. Segundo a crítica especializada, o autor "(...) tem conseguido através da paisagem uma corporificação por suas concepções escultóricas, aonde os ´corpos´ logram mais plasticidade nos movimentos e que, unidos à paisagem, complementam uma qualidade mais completa que aqueles que somente vêem e fixam a matéria contemplativa. Por este motivo ´os contornos´ se fazem mais precisos e definidos, alcançando maior movimento. (...). Braulio Sánches-Sáez - in EXPOSIÇÃO de pinturas à óleo e têmpera de Arlindo Ortolani. Texto de Braulio Sánchez-Sáez. Ribeirão Preto: Galeria de Arte Athanase Sarantópoulos, Stream Palace Hotel, s.d. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 696; ITAU CULTURAL, Acervo FIEO.



284 - ALCIDES CRUZ (1913 - 1988)

Porto - óleo sobre tela - 54 x 64 cm - canto inferior direito -

Este excepcional e importante pintor de paisagens e de figuras, é natural do Rio de Janeiro, onde estudou com Henrique Cavalleiro na ENBA. Participou por diversas vezes no SNBA e de outros Salões nacionais, obtendo o reconhecimento de público e crítica. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 224; TEIXEIRA LEITE, pág. 138; JÚLIO LOUZADA, vol. 9, pág. 230; ITAÚ CULTURAL.



285 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Orgulhoso" - desenho a nanquim - 22 x 32,5 cm - canto inferior direito - 1953 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins. No estado.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



286 - MILTON DACOSTA (1915 - 1988)

Cabeça de Alexandre - serigrafia - P.A. - 42 x 30 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador. Milton Rodrigues da Costa nasceu em Niterói, RJ e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou estudos de desenho e pintura (1929) com o professor alemão August Hantv. No ano seguinte matriculou-se no curso livre de Marques Júnior, na Escola Nacional de Belas Artes. Junto com Edson Motta, Bustamante Sá e Ado Malagoli, entre outros, criou o Núcleo Bernardelli (1931). Viajou para Estados Unidos (1945), com o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Belas Artes do ano anterior. Na cidade de Nova York, estudou na "Art's Students League". Foi para a Europa (1946) e após visita a vários países, fixou-se em Paris, onde estudou na "Académie de La Grande Chaumière". Conheceu Pablo Picasso, por intermédio de Cícero Dias, e frequentou os ateliês de Georges Braque e Georges Rouault. Expôs no "Salon d'Automne", Paris e regressou ao Brasil (1947). Casou-se com a pintora Maria Leontina (1949) e passou a residir em São Paulo. Realizou muitas exposições individuais, entre as quais, a "Homenagem a Milton Dacosta" na Galeria da Praça, RJ, com curadoria de Luiz Carlos Moreira (1973). Participou de inúmeros Salões e mostras coletivas, como: Bienal de Veneza (1950); Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1979); Panorama de Arte Brasileira, MAM – SP (1971). Foi premiado, também, nas Bienais Internacionais de São Paulo (1955, 1957). TEODORO BRAGA, PÁG. 163; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 229; MEC, VOL. 2, PÁG. 13; BENEZIT, VOL. 3, PÁG.315; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 302; VOL. 3, PÁG. 310; ITAU CULTURAL; PONTUAL, PÁG. 155; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



287 - EDUARDO VERDERAME (1971)

"Cabeça Dinossauro" - vinil recortado e adesivado sobre placa - 79 x 79 cm - não assinado -

Artista plástico nascido em São Paulo, formado pela Universidade de São Paulo em 1996. Participou de programas de residência em Viena, Áustria (MuseumsQuartier, 2006); Nova York, EUA (apexart, 2007), no Brasil (Casa das Caldeiras em São Paulo e Interações Florestais, em Minas Gerais, ambas em 2008) e no Reino Unido (Artists Links, 2009). Já participou de muitas mostras individuais e coletivas, no Brasil e no exterior. É cofundador dos coletivos de arte: EIA (Experiência Imersiva Ambiental) e Esqueleto Coletivo - iniciativas independentes que desenvolvem festivais e eventos de arte contemporânea nas ruas de São Paulo, baseadas no direito ao livre uso do espaço público. Em 2010 lançou o livro "Histórias de Igrejas Destruídas", pela Editora Hedra. ITAU CULTURAL; 48hs.wordpress.com/artistas/eduardo-verderame.



288 - ARTE POPULAR BRASILEIRA (XX)

Carranca - escultura em madeira - 69 x 23 x 24 cm - não assinado -



289 - JOSÉ MORAES (1921 - 2003)

Floresta - desenho a nanquim - 46 x 36 cm - canto inferior direito - 21/07/1982 -
No estado.

Pintor, gravador, desenhista, escultor, ilustrador e professor, José Machado de Morais nasceu no Rio de Janeiro e faleceu em São Paulo. Assina José Moraes. Formou-se em pintura pela Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1941). Paralelamente aos estudos universitários, teve aulas de pintura com Quirino Campofiorito. Tornou-se assistente de Candido Portinari, em Brodosqui (1942) e trabalhou com o mesmo na execução do painel da capela de São Francisco de Assis, de Oscar Niemeyer, em Belo Horizonte (1945). Realizou exposições individuais no: Rio de Janeiro (1945, 1947, 1966, 1968, 1969, 1970); São Paulo (1962, 1965, 1967, 1970, 1979 – MAM, SP, 1982, 1983, 1984, 1986); Bagé, RS (1946, 1979); Pelotas, RS (1946); Porto Aiegre, RS (1948, 1980, 1988, 1992, 1995); Uberlândia, MG (1952, 1972, 1977, 1978, 1987); Belo Horizonte, MG (1964); Campinas, SP (1974); Cataguases, MG (1981); Goiânia, GO (1987); Brasília, DF (1989, 1995). Participou de várias mostras coletivas e Salões oficiais pelo Brasil como: Panorama da Arte Brasileira – MAM, São Paulo (1969, 1970, 1971, 1973, 1976, 1977) e no exterior. Foi premiado, nos anos de 1940, em quatro edições do Salão Nacional de Belas Artes – RJ. Com o prêmio Viagem ao Exterior recebido na 55ª edição (1949), viajou para Itália onde permaneceu estudando pintura mural (1950 a 1951). De volta ao Rio de Janeiro, dedicou-se à execução de mosaicos e afrescos até 1958, quando se mudou para São Paulo. Tornou-se professor na FAAP (1967). Aperfeiçoou-se em serigrafia (1971) com Michel Caza, em Paris, para onde retornou em outras três ocasiões, com a mesma finalidade. Fez também estágios em litografia com Michel Potier, na "École de Beaux-Arts", Paris, e com Eugène Shenker, no "Centre de Gravure Contemporaine", Genebra. MEC VOL. 3, PÁG. 196; Pontual pág. 369; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 646; VOL. 2, PÁG. 689; VOL. 5, PÁG. 706; VOL. 6, PÁG. 748; VOL. 8, PÁG. 586; VOL. 12, PÁG. 278; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 602, ACERVO FIEO.



290 - MILTON DACOSTA (1915 - 1988)

"Vênus" - óleo sobre tela - 27 x 22 cm - canto inferior direito e dorso - 1973 -

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador. Milton Rodrigues da Costa nasceu em Niterói, RJ e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou estudos de desenho e pintura (1929) com o professor alemão August Hantv. No ano seguinte matriculou-se no curso livre de Marques Júnior, na Escola Nacional de Belas Artes. Junto com Edson Motta, Bustamante Sá e Ado Malagoli, entre outros, criou o Núcleo Bernardelli (1931). Viajou para Estados Unidos (1945), com o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Belas Artes do ano anterior. Na cidade de Nova York, estudou na "Art's Students League". Foi para a Europa (1946) e após visita a vários países, fixou-se em Paris, onde estudou na "Académie de La Grande Chaumière". Conheceu Pablo Picasso, por intermédio de Cícero Dias, e frequentou os ateliês de Georges Braque e Georges Rouault. Expôs no "Salon d'Automne", Paris e regressou ao Brasil (1947). Casou-se com a pintora Maria Leontina (1949) e passou a residir em São Paulo. Realizou muitas exposições individuais, entre as quais, a "Homenagem a Milton Dacosta" na Galeria da Praça, RJ, com curadoria de Luiz Carlos Moreira (1973). Participou de inúmeros Salões e mostras coletivas, como: Bienal de Veneza (1950); Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1979); Panorama de Arte Brasileira, MAM – SP (1971). Foi premiado, também, nas Bienais Internacionais de São Paulo (1955, 1957). TEODORO BRAGA, PÁG. 163; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 229; MEC, VOL. 2, PÁG. 13; BENEZIT, VOL. 3, PÁG.315; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 302; VOL. 3, PÁG. 310; ITAU CULTURAL; PONTUAL, PÁG. 155; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



291 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Rosto - aquarela - 41 x 33 cm - canto inferior direito -
W.W - 1946 - Rio de Janeiro.



292 - LIONELLO BERTI (1927 - 1976)

Flores - óleo sobre tela - 65 x 50 cm - canto inferior esquerdo -

Natural de Florença, Itália, onde fez seu aprendizado com Ottone Rosai na Academia de Belas-Artes de Florença. No Brasil desde 1957 (Rio de Janeiro, depois Ribeirão Preto-SP, onde faleceu), participou de diversas coletivas, recebendo premiações. Sua obra tem estilo expressionista. TEIXEIRA LEITE, pág. 74; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 84.



293 - CESAR LACANNA (1901 - 1983)

Paisagem - óleo sobre tela - 36 x 47 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor, escultor e ceramista paulista, estudou com Elpons e Barchitta. Como pintor, trabalhou a paisagem, a natureza-morta, nus e retratos, numa atmosfera realista, evocativa de Daumier. TEODORO BRAGA, pág.136; MEC vol.2, pág. 435; WALMIR AYALA, vol.1, pág.453; PONTUAL, pág.297; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 623.



294 - MARCELO GRASSMANN (1925 - 2013)

Composição - monotipia - 20 x 30 cm - canto inferior direito - 12/1947 -
Com estudo no dorso.

Desenhista, gravador, ilustrador, pintor, escultor e professor, nasceu em São Simão, SP. Estuda fundição, mecânica e entalhe em madeira na Escola Profissional Masculina do Brás, SP. Passa a realizar xilogravuras a partir de 1943. Atua como ilustrador do Suplemento Literário do ‘Diário de São Paulo’, do ‘O Estado de S. Paulo’ e do ‘Jornal do Estado da Guanabara’. Quando reside no Rio de Janeiro, a partir de 1949, freqüenta os cursos de gravura em metal, com Henrique Oswald e de litografia, com Poty, no Liceu de Artes e Ofícios. Em Salvador (1952), trabalha com Mario Cravo Júnior. .Recebe o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Arte Moderna (1953) e vai para a Academia de Artes Aplicadas, em Viena. Passa a dedicar-se principalmente ao desenho, à litografia e à gravura em metal. Em 1969, sua obra completa é adquirida pelo governo do Estado de São Paulo, passando a integrar o acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo . Em 1978, a casa em que nasceu, em São Simão, é transformada em museu e tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo - Condephaat. Participou de muitas exposições e das Bienais de: São Paulo (1951 a 1961, 1967, 1969, 1979, 1985, 1989); Veneza (1950, 1956, 1958, 1962); Paris (1959). Principais prêmios: Bienal de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1959, 1967); Bienal de Veneza (1950, 1956, 1958,1962); Bienal de Paris (1959). PONTUAL, PÁG. 249; MEC, VOL. 2, PÁG. 281 E 282; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG. 439; VOL. 5, PÁG. 453; VOL. 9, PÁG. 383.



295 - FARNESE DE ANDRADE (1926 - 1996)

Mulher - técnica mista sobre cartão - 50 x 70 cm - canto inferior esquerdo - 1976 -

Pintor, escultor, desenhista, gravador, ilustrador, Farnese de Andrade Neto nasceu em Araguari, MG e faleceu no Rio de Janeiro. Mudou-se para Belo Horizonte (1942) onde estudou desenho com Guignard, na Escola do Parque (entre 1945 e 1948). Foi para o Rio de Janeiro (1948) para tratar uma tuberculose pulmonar. Trabalhou como ilustrador (entre 1950 e 1960) para o Suplemento Literário do 'Diário de Notícias', 'Correio da Manhã', ' Jornal de Letras', e para as revistas 'Rio Magazine', 'Sombra', 'O Cruzeiro', 'Revista Branca' e 'Manchete'. Em 1959, frequentou o Ateliê de Gravura do MAM, RJ, aperfeiçoando-se em gravura em metal com Johnny Friedlaender. Em 1964 começou a criar obras com materiais descartados, coletados nas praias e nos aterros, conduzindo-o aos 'assemblages' e às 'caixas'. Posteriormente utilizou armários, oratórios, gamelas, ex-votos, adquiridos em antiquários e depósitos de materiais usados. Fotografias antigas também estão presentes em sua obra. A partir de 1967, utilizou resina de poliéster, envolvendo materiais perecíveis. Realizou exposições individuais e participou de inúmeras mostras coletivas e oficiais, destacando-se: VI a IX Bienal Internacional de São Paulo (1961 a 1967); Bienal de Carrara, Itália (1962); Bienal Americana de Gravura, Chile (1963, 1965); Bienal de Tóquio, Japão (1964); Bienal de Veneza (1968); Panorama Atual da Arte brasileira, SP (1969, 1975); Sala Especial na I Bienal de Arte Panamericana, SP (1978), entre outras. No Salão Nacional de Arte Moderna, RJ (1969, 1970) recebeu o prêmio de viagem ao país e ao exterior, respectivamente. Partiu para a Espanha, instalou um estúdio em Barcelona e lá permaneceu até 1975. Também foi premiado em Belo Horizonte, MG (1962); Curitiba, PR (1962); Brasília, DF (1966); São Paulo (1967 – IX Bienal). PONTUAL PÁG. 203; MEC VOL. 2, PÁG. 143; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 64; VOL. 2, PÁG. 68; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 760; ARTE NO BRASIL, PÁG. 911; ACERVO FIEO; www.pinturabrasileira.com; www.artprice.com.



296 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulata - serigrafia - H.C.XIX/XX - 65 x 47 cm - canto inferior direito -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



297 - IUR SERAVAT FULAM (1959)

"Série três forças" - acrílico sobre tela - 50 x 40 cm - canto inferior direito e dorso - 2018/2019 -

Pseudônimo do autor. Natural de São Paulo (SP), filho primogênito de um casal ligado à atividade cultural (pai artista gráfico e plástico e mãe escritora). Autodidata neste campo, embora tenha tido grande estímulo para o desenho e a pintura acompanhando a atividade artística de seu pai, que também foi marchand a partir da década de 60, permitindo que tivesse estreito contato e pudesse realizar uma grande experimentação ao longo dos anos tanto para a linguagem figurativa com temas ligados ao cotidiano, como para a geométrica. É professor universitário e consultor na área de assuntos públicos e instituições políticas.



298 - BUSTAMANTE SÁ (1907 - 1988)

"Campos do Jordão" - óleo sobre tela - 50 x 60 cm - canto inferior direito e dorso -

Natural da cidade do Rio de Janeiro, estudou na ENBA naquela cidade, onde foi aluno de Rodolfo Amoedo e Rodolfo Chambelland. Participou do Núcleo Bernardelli, do qual foi um dos fundadores em 1931. Participou de sucessivas versões do SNBA a partir de 1928, recebendo diversas premiações. Excepcional pintor do gênero paisagem. TEODORO BRAGA, pág. 59; REIS JR. , pág. 385; MEC,vol. 4, pág. 127; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 145 e 147; TEIXEIRA LEITE, pág. 94; JÚLIO LOUZADA, vol. 11, pág. 47; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 579; ARTE NO BRASIL, pág. 763; Acervo FIEO.



299 - MANOEL MENACHO (1926 - 2011)

Natureza morta - óleo sobre tela - 33 x 41 cm - canto superior direito e dorso - 1973 -
No estado.

Pintor e gravador ativo em São Paulo, SP, onde participa desde 1959 de vários Salões, entre eles SPBA (1959), Salão de Belas Artes de Santos (1970/1971) e tantos outros. JULIO LOUZADA, vol. 13 pág. 223, Acervo FIEO.



300 - DJANIRA DA MOTTA E SILVA (1914 - 1979)

Peixaria - guache - 33 x 56 cm - canto inferior direito -
Ex coleção Dr. Paulo Nascimento Lopes, São Paulo - SP.

Pintora, desenhista, ilustradora, cartazista, cenógrafa e gravadora. Djanira da Motta e Silva nasceu em Avaré, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. No final da década de 1930, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde teve suas primeiras instruções de desenho no Liceu de Artes Ofícios e com o pintor Emeric Marcier, hóspede da pensão que Djanira instalou no bairro de Santa Teresa. Os contatos com os artistas Carlos Scliar, Milton Dacosta , Arpad Szenes , Vieira da Silva e Jean-Pierre Chabloz , frequentadores de sua pensão, proporcionaram um ambiente estimulador que a levou a expor no 48º Salão Nacional de Belas Artes, em 1942. No ano seguinte, realizou sua primeira mostra individual, na Associação Brasileira de Imprensa - ABI. Em 1945, viajou para Nova York. De volta ao Brasil, realizou o mural ‘Candomblé’ para a residência do escritor Jorge Amado, em Salvador, e painel para o Liceu Municipal de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Entre 1953 e 1954, viajou a estudo para a União Soviética. De volta ao Rio de Janeiro, tornou-se uma das líderes do movimento pelo Salão Preto e Branco, um protesto de artistas contra os altos preços do material para pintura. Realizou em 1963, o painel de azulejos ‘Santa Bárbara’, para a capela do túnel Santa Bárbara, Laranjeiras, Rio de Janeiro. No ano de 1966, a editora Cultrix publicou um álbum com poemas e serigrafias de sua autoria. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil, EUA e Europa. Foi premiada no Rio de Janeiro (1943, 1944, 1949, 1950 a 1953, 1955, 1963) e em São Paulo (1951, 1955). Participou da 1ª e da 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955). Em 1977, o Museu Nacional de Belas Artes - MNBA, realizou uma grande retrospectiva de sua obra. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 336; PONTUAL, PÁG. 181; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 164; MEC, VOL. 2, PÁG 58; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG, 263; WALTER ZANINI, PÁG. 810; ARTE NO BRASIL, PÁG. 824; ACERVO FIEO.



301 - DIONISIO DEL SANTO (1925 - 1999)

"Menino e gato" - serigrafia - 44/70 - 49 x 49 cm - canto inferior direito - 1970 -

Pintor, desenhista, gravador e serigrafista, nasceu em Colatina-ES, e faleceu em Vitória, naquele mesmo Estado. Autodidata. Em 1975, recebe o Prêmio de Melhor Exposição de Gravura do Ano, da APCA. Participou da 9ª Bienal Internacional de São Paulo, 1967 (Prêmio Itamarati Aquisição) e do Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro, 1968 (Prêmio Isenção do Júri). JULIO LOUZADA vol.11, pág. 88; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 682; ARTE NO BRASIL, pág. 934.



302 - GUIMA (1927 - 1993)

Paisagem - óleo sobre tela - 28 x 36 cm - lado direito e dorso - 1973 - Rio de Janeiro -

Pintor e desenhista de mérito invulgar, Guima era paulista de Taubaté, residiu por muitos anos no Rio de Janeiro e praticava o figurativismo expressionista, por vezes eivado de notas líricas, de outras descambando para o fantástico. MEC, vol. 2, pág. 306; PONTUAL, pág.257; WALMIR AYALA, vol. 1, págs. 377/8; JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 407; ITAÚ CULTURAL.



303 - ARTE POPULAR BRASILEIRA (XX)

Menina - escultura em cerâmica policromada - 51 x 16 x 20 cm - assinado -
Estellita - Santana do Araçuaí - MG.



304 - CARLOS SCLIAR (1920 - 2001)

"A sua saúde" - vinil sobre cartão - 24 x 22 cm - centro inferior - 1969 -
Com dedicatória.

Desenhista, gravador, pintor, ilustrador, cenógrafo, roteirista e designer gráfico que nasceu em Santa Maria da Boca do Monte, RS e faleceu no Rio de Janeiro. Assina Scliar. Estudou com Gustav Epstein, em Porto Alegre, em 1934. Participou, em 1938, da fundação da Associação Riograndense de Artes Plásticas Francisco Lisboa. Entre 1939 e 1947, residindo em São Paulo, integrou a Família Artística Paulista - FAP. No Rio de Janeiro, escreveu e dirigiu em 1944 o documentário 'Escadas', sobre os pintores Arpad Szenes e Vieira da Silva com os quais conviveu desde 1941. Convocado pela Força Expedicionária Brasileira - FEB, participou da Segunda Guerra Mundial, na Itália. Morando em Paris de 1947 a 1950, cursou gravura com Galanis na Escola de Belas Artes e teve contato com o gravador mexicano Leopoldo Méndez. De volta ao Brasil, fundou com Vasco Prado o Clube de Gravura de Porto Alegre. Em 1956, passou a viver no Rio de Janeiro. Foi diretor do departamento de arte da revista 'Senhor' entre 1958 e 1960. Fundou a editora Ediarte, em 1962, com os colecionadores Gilberto Chateaubriand, Michel Loeb, Carlos Nicolaievski e o pintor José Paulo Moreira da Fonseca. Realizou durante toda sua vida exposições individuais e participou de inúmeras coletivas e Salões oficiais, recebendo muitos prêmios. Também foram realizadas várias exposições póstumas. MEC VOL.4, PÁG. 214; TEODORO BRAGA, PÁG. 66; WALMIR AYALA VOL.2, PÁG. 306 a 309; PONTUAL, PÁG. 479 e 480; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG.884; VOL.2, PÁG. 925; VOL.13, PÁG. 305; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; RGS, PÁG. 442; ACERVO FIEO.



305 - LUIS PAULO BARAVELLI (1942)

Quadril - grafite sobre madeira - 60 x 42 cm - canto inferior direito - 07/07/1981 -
Reproduzido sob o n° 288 em catálogo de Leilão de Arte de James Lisboa, Leiloeiro Oficial, São Paulo - SP, realizado em 30 de Novembro a 02 de Dezembro de 2015.

Paulistano, BARAVELLI é pintor, desenhista, escultor, arquiteto e artista gráfico, formado em desenho e pintura na FAAP-SP, e em arquitetura na USP. Aperfeiçoou-se em pintura com Wesley Duke Lee. Fundos a Escola de Arte Brasil, juntamente com Carlos Alberto Fajardo, José Resende e Frederico Nasser. É um pesquisador de múltiplas técnicas e materiais, desde o desenho e a pintura até a escultura e o objeto, desde o ferro e a madeira até o acrílico e a fórmica. É artista contemporâneo de expressão e reconhecimento da crítica especializada. JULIO LOUZADA vol.2, pág. 98; TEIXEIRA LEITE, pág. 55; ITAÚ CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 908; LEONOR AMARANTE, pág. 154; Acervo FIEO.



306 - GLAUCO CAPOZZOLI (1929 - 2003)

Menina na sacada - litografia - P.A. - 50 x 68 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista e gravador nascido em Montevidéu, Uruguai e falecido em Zaragoza, Espanha. Estudou com Ricardo Aguerre e Miguel Angel Pareja na Escola Nacional de Belas Artes, Montevidéu e deu seus primeiros passos na gravura. Realizou exposições individuais e participou de diversas mostras coletivas e oficiais. Recebeu o Primeiro Prêmio, como gravador, no Salão Nacional de Belas Artes, Montevidéu - Uruguai (1962). Na década de 1960 realizou viagens de estudo pela Europa e Estados Unidos. Radicou-se na Espanha em 1971. rogallery.com; unmardepintura.blogspot.com.br/2010/10/glauco-capozzoli.html; www.pintoreslatinoamericanos.com; www.galeriapaulistana.com.br; www.artprice.com; www.artnet.com.



307 - LUIZ PINTO (1939 - 2012)

Curva de rio - óleo sobre tela colada em madeira - 33 x 46 cm - canto inferior direito -

Mineiro de Sete Lagoas, onde nasceu a 19 de agôsto de 1939. Pintor, desenhista, ilustrador e professor. Assinava as suas obras: LUIZ PINTO. Foi aluno de Guignard, com quem iniciou seus estudos de pintura, de 1957 a 1960 (Belo Horizonte). Recebeu aulas de Edgard Walter, no Rio de Janeiro (1968-1969). Ativo em São Paulo a partir de 1984, quando aqui se radicou. Artista de méritos, suas obras são muito apreciadas pelos colecionadores do estilo academico. JULIO LOUZADA vol. 13 pág. 265, Acervo FIEO



308 - IRMA DINWIDDIE (1916)

Marinha - aquarela - 19 x 27 cm - canto inferior direito - 1982 -

Pintora e desenhista nascida na Transilvânia, Romênia. Estudou artes na Romênia e em São Paulo, sob orientação da retratista Condessa Karolyi e da pintora Galina Scheeticoff; cursou técnica em aquarela com Andy Kelly; desenho com Modelo Vivo e Técnicas de Pintura a Óleo e Colagem na FAAP. Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais. Foi premiada em: São João do Meriti, RJ (1980); Rio de Janeiro (1980, 1982); Juiz de fora, MG (1981); Itu, SP (1981) Embu, SP (1981, 1982); Araras, SP (1982); São Lourenço, MG (1982). JULIO LOUZADA, VOL. 6, PÁG. 333.



309 - ESCOLA ITALIANA SÉC XX

Paisagem - aquarela - 13 x 09 cm - canto inferior direito ilegível -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")



310 - BENEDITO CALIXTO DE JESUS (1853 - 1927)

"Nossa Senhora" - desenho a lápis - 94 x 60 cm - canto inferior direito -
Com expertise firmada por Celso Calixto Rios em 13 de fevereiro de 2009. No estado.

Pintor, professor, historiador, ensaísta, nascido em Conceição de Itanhaém, SP e falecido em São Paulo. Transferiu-se para Brotas, SP, onde adquiriu noções de pintura com o tio Joaquim Pedro de Jesus, ao auxiliá-lo na restauração de imagens sacras de uma igreja local. Realizou sua primeira individual em São Paulo, no ano de 1881. Fixou-se por algum tempo em Santos e depois de ter executado a decoração do Teatro Guarani, partiu para Paris em 1883, estudando na Academia Julian e no ateliê de Jean François Raffaëlli. Retornou ao Brasil em 1885 e passou a residir em São Vicente. Produziu inúmeras marinhas em que representa o litoral paulista; realizou diversos painéis de temas religiosos para igrejas na capital e interior do Estado de São Paulo; pintou vistas de antigos trechos das cidades de São Paulo, Santos e São Vicente para o Museu Paulista da Universidade de São Paulo, por encomenda do diretor do museu o historiador Afonso d´Escragnolle Taunay. Dedicou-se também a estudos históricos da região e à preservação de seu patrimônio e publicou, entre outros, os livros 'A Vila de Itanhaém' (1895) e 'Capitanias Paulistas' (1924). Existem obras suas nos acervos de diversos museus brasileiros. TEODORO BRAGA PÁG. 51; REIS JR PÁG. 214; LAUDELINO FREIRE PÁG. 387; PONTUAL PÁG. 68/69; MEC VOL.1, PÁG. 326/327; WALMIR AYALA VOL.1, PÁG.153; MAYER/83 PÁG. 601; TEIXEIRA LEITE PÁG. 97; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 505; ARTE NO BRASIL PÁG. 599, RUTH TARASANTCHI; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 172. ACERVO FIEO.



311 - J. BORGES (JOSÉ FRANCISCO BORGES) (1935)

São Francisco - matriz de xilogravura - 16 x 10 cm - centro inferior -

Gravador e pintor, nasceu em Bezerros, PE, em 20/12/1935. Tinha sucesso com seus folhetos de cordel, mas foi a falta de material de ilustração para a capa de seu próximo trabalho que o levou para a xilogravura, passando a ser reconhecido nacional e internacionalmente. Em novembro de 1997 veio para São Paulo como um dos convidados do Encontro da Cultura Brasileira, na exposição O Cordel e a Arte dos Livros, que aconteceu no Salão Arco 2 da Estação Julio Prestes. JULIO LOUZADA, vol 10, pág 127; Acervo FIEO; ITAÚ CULTURAL.



312 - TOMÁS SANTA ROSA (1909 - 1956)

Sacrifício - desenho a nanquim - 22 x 31 cm - canto inferior direito -

Pintor, gravador, cenógrafo e professor autodidata, Tomás Santa Rosa Júnior nasceu em João Pessoa, PB e falecido em Nova Délhi, Índia. Fixou-se no Rio de Janeiro (1932), começou a trabalhar como auxiliar de Portinari e iniciou também sua carreira de ilustrador que se estenderia por longa série de obras de escritores brasileiros e estrangeiros, que incluiu, dentre outros, Graciliano Ramos, José Lins do Rêgo, Jorge Amado, Castro Alves, Dostoievski. É considerado o primeiro cenógrafo moderno brasileiro. Entre as exposições das quais participou destacam-se: o Salão Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro (1941 - Medalha de Prata); Um Século de Pintura Brasileira, no Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro (1952); II Bienal Internacional de São Paulo (1953); Salão Preto e Branco do III Salão Nacional de Arte Moderna do Rio de Janeiro (1954); 'Arts Primitifs et Modernes Brésiliennes', no Museu de Etnografia de Neuchâtel, Suíça (1955). Após sua morte, suas obras foram expostas nas seguintes mostras: Exposição de Artes Gráficas de Tomás Santa Rosa, na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro (1958); Retrospectiva no Teatro Municipal do Rio de Janeiro (1975); Santa Rosa, Carnaval e Figurinos na Fundação Nacional de Arte (Funarte) de São Paulo (1985); e Bienal Brasil Século XX, na Fundação Bienal de São Paulo (1994). PONTUAL, PÁG. 472; MEC VOL. 4, PÁG. 177; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 460; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 572; LEONOR AMARANTE; www.funarte.gov.br; cpdoc.fgv.br; www.artprice.com.



313 - LUCIA HELENA FONSECA (1945)

Menina - técnica mista sobre papel - 68 x 48 cm - lado direito - 1985 -
No estado.

Pintora e desenhista. Iniciou-se nas artes em 1964. Fez curso livre de desenho na Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Pernambuco. Realizou exposições individuais na Galeria Oficina, Recife - PE (1981, 1983, 1984); no Estúdio A, Recife - PE (1986, 1989); na Galeria Ida e Anita, Curitiba - PR (1989); no Banco Itaú Personalitè, Recife - PE (2005). Participou de inúmeras mostras coletivas e oficiais, destacando-se: Galeria Abelardo Rodrigues, Recife - PE (1970, 1976, 1977); Pintores de Pernambuco, Embaixada do Brasil, Assunção - Paraguai (1986); Galeria Borghese, Rio de Janeiro - RJ (1987); Mulher na Arte Brasileira, João Pessoa - PB (1988); Glenn Galeria de Arte, Alphaville - São Paulo (1993); Prêmio Salão do Museu do Estado (1964); Pintores Pernambucanos, Aeroporto Internacional do Recife (2003); "Internacional Art Export", Nova York - EUA (2004). http://www.artemaior.com.br/anuario2014/perfil.do?codigo=572.



314 - TARSILA DO AMARAL (1890 - 1973)

"Floresta" - serigrafia - P.A. - 36 x 54 cm - canto inferior direito - 1972 - São Paulo -

Pintora e desenhista, Tarsila do Amaral nasceu em Capivari, SP e faleceu em São Paulo. Estudou escultura com William Zadig e com Mantovani, em 1916, na capital paulista. No ano seguinte teve aulas de pintura e desenho com Pedro Alexandrino, onde conheceu Anita Malfatti. Ambas tiveram aulas com o pintor Georg Elpons. Em 1920 viajou para Paris e estudou na ‘Académie Julian’ e com Émile Renard. Ao retornar ao Brasil formou em 1922, em São Paulo, o Grupo dos Cinco, com Anita Malfatti, Mário de Andrade, Menotti del Picchia e Oswald de Andrade. Em 1923, novamente em Paris, frequentou o ateliê de André Lhote, Albert Gleizes e Fernand Léger. Foi a criadora de duas das principais tendências ou movimentos de nossa arte nacionalista: o Pau Brasil e o Antropofagia. A convite da Comissão do IV Centenário de São Paulo fez, em 1954, o painel ‘Procissão do Santíssimo’ e, em 1956, entregou ‘O Batizado de Macunaíma’, sobre a obra de Mário de Andrade, para a Livraria Martins Editora. A retrospectiva Tarsila: 50 Anos de Pintura, organizada pela crítica de arte Aracy Amaral e apresentada no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo , em 1969, ajudou a consolidar a importância da artista. TEODORO BRAGA, PÁG. 220; REIS JR., PÁG.388; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 365; MEC, VOL. 4, PÁG. 370; PONTUAL, PÁG. 511; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 492; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 389; ARTE NO BRASIL, PÁG. 577; LEONOR AMARANTE, PÁG. 24; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 958.



315 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Poema... - desenho a nanquim - 44 x 32 cm - canto inferior direito - Década de 1940 -
Complemento do título : "Poema dedicado a Luiz Peixoto".

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



316 - MARIA BONOMI (1935)

Composição - litografia - 1/100 - 55 x 75 cm - canto inferior direito -

Gravadora, pintora, figurinista, cenógrafa, muralista e escultora nascida em Meina, Itália. Mudou-se para o Rio de Janeiro ainda criança. Em São Paulo (década de 1950), estudou inicialmente com Yolanda Mohalyi, Karl Plattner e Livio Abramo. Na 'Columbia University', Nova York - EUA estudou artes gráficas com Hans Muller e História da Arte Comparada com Meyer Schapiro. Obteve bolsa de estudos no Pratt Institute, Nova York - EUA onde trabalhou com Seong Moy e Fritz Eichenberg, entre outros. De volta ao Brasil (1959) continuou seu aperfeiçoamento na gravura com Friedlaender no MAM, RJ. Fundou com Lívio Abramo o 'Estudio Gravura' (década de 1960), em São Paulo. Realizou várias exposições individuais e tem participado de muitas mostras coletivas e oficiais, no Brasil e no exterior. Recebeu, entre outros, o Prêmio de Melhor Gravador da VIII Bienal de São Paulo (1965); o Prêmio de Gravura na V Bienal de Paris (1968); o Prêmio de Gravura da VIII Exposição Internacional Ljubljana, modalidade xilogravura; o Prêmio de Aquisição na IX Bienal de mesmo nome (1971), culminando com o Prêmio Internacional de Gravura, modalidade litografia (1983). Como cenógrafa vale destacar o Prêmio de Revelação de Cenógrafa e Melhor Figurinista com a peça 'As feiticeiras de Salém' de Arthur Miller. O Prêmio Revelação dado pela APCT – Associação Paulista de Críticos Teatrais se repetiu nos anos de 1962, 1965 e 1967. Em 1965, recebeu o Prêmio Molière como melhor cenógrafa da peça "A megera domada”, de Shakespeare. Desde 1975 tem realizado numerosos painéis em concreto, de grandes dimensões, como os do Saguão do Maksoud Hotel e do Banco Sudameris do Brasil, as fachadas laterais do Esporte Clube Sírio e do Edifício J. Riskallah Joye, todos em São Paulo e, em Santiago do Chile, os painéis do Banco Exterior da Espanha. JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG.142; PONTUAL PÁG.80; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG.692; ARTE NO BRASIL PÁG.837; LEONOR AMARANTE PÁG.75, ACERVO FIEO; www.memorial.org.br; www.pinacoteca.org.br; www.bcb.gov.br; www.artprice.com.



317 - JANY M. RUCK (1939)

"Pequeno Floral" - óleo sobre tela - 24 x 18 cm - canto inferior direito e dorso - 2019 -

Pintora, professora e restauradora, Jany Marylene Ruck nasceu em Agudos, SP. Assinava Jany até 1984. Atualmente assina JM. Ruck. Em Campinas fez cursos livres de desenho e pintura com Elenice Menegon, Aldo Cardarelli, Djalma Urban e Álvaro de Batista. Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais. Foi premiada em: São José do Rio Preto, SP (1984, 1985, 1991); Campinas, SP (1985, 1996); São João da Boa Vista, SP (1985); Itatiba, SP (1985,1987, 1988); Mogi Mirim, SP (1987); Poços de Caldas, MG (1987); Piracicaba, SP (1988); Limeira, SP (1989); Araras, SP (1991); Ribeirão Preto, SP (2003). ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 7 PÁG. 614; VOL. 9, PÁG. 750.



318 - ANGELO CANNONE (1899 - 1992)

Corcovado - óleo sobre eucatex - 20 x 30 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor, desenhista e professor nascido em Abruzzo, Itália. Assinava D’Angelo, Angelo Cannone e A. Cannone. Aos cinco anos mudou-se para Nápoles com sua família. Em fins de 1947, veio para o Brasil, residiu algum tempo em São Paulo e depois se mudou para o Rio de Janeiro, onde se radicou e lá faleceu. Estudou no Instituto de Belas Artes de Nápoles com Paolo Vetri. Viveu em Roma durante quatro anos com uma pensão conquistada em um concurso em Nápoles. Lecionou desenho no Instituto Técnico. Expôs individualmente em São Paulo (1947, 1993) e no Rio de Janeiro (1947, 1973, 1980, 1984). Foi premiado, na Itália, em: 1922, 1925, 1929, 1941 e, no Brasil, em 1960. Em 1972 pintou o retrato do papa Pio X, em tamanho natural, que está na Igreja dos Italianos, RJ. WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 168; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 187; VOL. 3, PÁG. 203; VOL.8, PÁG. 165; VOL. 9, PÁG. 171; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; brasilartesenciclopedias.com.br; www.artprice.com; www.arcadja.com.



319 - JOSÉ SABÓIA (1949)

Trabalhadores - óleo sobre tela - 79 x 64 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor, José Sabóia do Nascimento nasceu em Almadina-BA. Artista autodidata foi para o Rio de Janeiro em 1967 e começou a pintar no ano seguinte, passando a expor seus trabalhos na feira hippie de Ipanema. Fez sua primeira exposição individual em Fortaleza, CE (1970). Entre as exposições de que participou, destacam-se: I e III Salão Nacional de Artes Plásticas do Ceará, Fortaleza, (1969, 1971 - Prêmio Aquisição); Dez Pintores no Rio de Janeiro, no MNBA, RJ (1983); ‘Brésil Naifs’, Paris (1986); ‘Salon d'Art Naif’- Marseilha, França (1987); ‘Pintura, Presença e Povo na Arte Brasileira’ no Museu da Casa Brasileira - São Paulo (1990); ‘Visões do Rio’ no MAM, RJ (1996). No exterior expôs individualmente em São Francisco, EUA e Munique, Alemanha, além de participar de coletivas em vários países e, principalmente na França, com exposições organizadas pela Galeria Jacqueline Bricard e uma presença cativa na ‘Galerie Naïfs du Monde Entier’ em Paris. José Sabóia participou do Concurso Internacional de Morges, quando seu quadro foi eleito pelo público, a melhor obra de 60 participantes de 22 países, premiação que originou o convite da Galeria Kasper para realizar uma exposição individual em 1997. JULIO LOUZADA vol. 11, pág. 278; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 228; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO; www.artprice.com; www.nautilus.com.br; www.ardies.com.



320 - FRANCISCO DA SILVA (1910 - 1985)

"Animais fantásticos" - têmpera sobre tela - 51 x 72 cm - canto inferior esquerdo - 1970 -
Reproduzido no convite deste Leilão. Com etiqueta da Galeria Varanda, Rua Xavier da Silveira, 59 - Rio de Janeiro, RJ - no dorso.

Pintor e desenhista, Francisco Domingos da Silva nasceu em Alto Tejo, AC e faleceu em Fortaleza, CE. Filho de índio peruano com brasileira, ainda criança se fixou em Fortaleza, por volta de 1937, onde começou a desenhar a carvão e giz sobre muros e paredes de casebres de pescadores. Na década de 40, sob o incentivo do crítico e pintor suíço Jean Pierre Chabloz, iniciou-se na pintura a guache juntamente com Chabloz, Antônio Bandeira e Inimá de Paula. O mesmo Jean Pierre lança-o em Paris. Entre 1961 e 1963, trabalhou no recém-criado Museu de Arte da UFCE. Expôs individualmente no Brasil a partir de 1943 e em diversas mostras coletivas no Brasil e exterior, com premiações, destacando-se a recebida na XXXIII Bienal de Veneza (1966). JULIO LOUZADA, VOL. 1 PÁG. 909; ITAU CULTURAL; LEONOR AMARANTE; ARTE NO BRASIL, ACERVO FIEO; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 478.



321 - DILA (DILEUSA DINIS RODRIGUES) (1939)

"Frevo" - litografia aquarelada - 79/100 - 67 x 47 cm - canto inferior direito - 1979 -

Pintora e gravadora, DILA se expressa plasticamente com esse olhar brasileiro que é a sua grande marca. Sua arte não tem referência entre os "naifs" nem entre os primitivistas do mundo inteiro. Ela é única." Trecho do crítico maranhense Ubiratan Teixeira. JULIO LOUZADA, vol. 7 - pág. 221; ITAÚ CULTURAL.



322 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Figura alada - escultura em alumínio - 34 x 15 x 15 cm - não assinado -



323 - MENASE VAIDERGORN (1927)

"Leito de flores" - óleo sobre tela colada em eucatex - 20 x 30 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor nascido em Hotin, Romênia. Assina MVAIDERGORN. Seus pais vieram para o Brasil (1932) fixando residência em São Paulo. Ingressou na Associação Paulista de Belas Artes (fim da década de 1940) onde conheceu Dario Mecatti que muito o estimulou. Viajou pelo norte da África e Europa. Realizou exposições individuais e participou de diversos salões e mostras coletivas oficiais, recebendo diversos prêmios, entre eles: os do Salão Paulista de Belas Artes, SP (1976 - Medalha de Bronze, 2000 – Prêmio Aquisição, 2001 – Grande Medalha de Prata). JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 1011; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



324 - PÉRICLES (1924 - 1961)

"O amigo da onça" - técnica mista - 39 x 28 cm - canto inferior direito -

Caricaturista e cartunista, Péricles de Andrade Maranhão nasceu em Recife, PE e faleceu no Rio de Janeiro. Publicou seus primeiros desenhos na Revista do Colégio Marista do Recife, onde estudou na década de 1930. Por volta de 1942, chegou ao Rio de Janeiro e ingressou nos 'Diários Associados', de Assis Chateaubriand, iniciando sua produção em 'O Guri' e, pouco depois, na revista 'A Cigarra', onde lançou seu personagem 'Oliveira Trapalhão'. A partir de 1945, ilustrou os textos de Millôr Fernandes na seção Pif-Paf da revista 'O Cruzeiro'. 'Laurindo e Miriato Gostosão' foram outros personagens criados por Péricles, mas o de maior sucesso foi 'O Amigo da Onça', publicado pela primeira vez em 1943 em' O Cruzeiro'. 'O Amigo da Onça' foi produzido por quase 20 anos e, mesmo após a morte de seu criador, continuou a ser publicado no traço de Carlos Estevão. Sua criação foi capaz de transpor as páginas desenhadas em 'O Cruzeiro' e permanecer na memória visual e humorística brasileira. Seus trabalhos participaram, após a sua morte, de exposições em: Curitiba, PR (1980); São Paulo (1983, 1997, 2001); Belo Horizonte (1997); Brasília (1998); Penápolis, SP (1998). ITAU CULTURAL.



325 - GENTIL GARCEZ (1903 - 1992)

"Arredores de Santos" - óleo sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor nascido e falecido em Santos, SP. Iniciou-se na pintura, ainda criança, sob as orientaçõesde sua mãe que era hábil desenhista. Depois frequentou o ateliê de Benedicto Calixto. Expôs individualmente em São Paulo (1920); Santos (1921, 1923, 1936). Participou do Salão Paulista de Belas Artes em 1934, 1935, 1937, 1939, 1940, 1942 onde foi premiado nas edições de 1940 e 1941. Foi membro da comissão de seleção e premiação do Salão Oficial de Santos em 1970. Por encomenda do governo de Minas Gerais, realizou uma série de trabalhos para as várias repartições públicas de Belo Horizonte. TEODORO BRAGA, PÁG. 105; MEC, VOL. 2, PÁG. 240; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 410; VOL. 4, PÁG. 452; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.novomilenio.inf.br; www.artprice.com.



326 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Paisagem - óleo sobre tela - 60 x 71 cm - canto inferior direito -



327 - REINALDO MANZKE (1906 - 1980)

Pão de Açúcar - guache - 19 x 27 cm - canto inferior direito -

Pintor, nascido e falecido em Blumenau, SC. Participou regularmente do Salão Paulista de Belas Artes, recebendo premiações diversas. JULIO LOUZADA, vol 9, pág, 529. MEC, VOL, 3,pág, 65. PONTUAL,pág,335; TEODORO BRAGA; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



328 - INGRES SPELTRI (1940)

Castelo - têmpera sobre tela - 60 x 50 cm - canto inferior direito e dorso - 1995 -

Pintor, desenhista, escultor, gravador e professor nascido em Jau, SP. Filho do pintor Augusto Speltri com quem se iniciou na pintura, ainda criança. Em 1959 mudou-se para São Paulo onde estudou Música (1960-1964). Foi professor titular da Escola Panamericana de Arte, SP. Realizou exposições individuais, em São Paulo, nos anos de 1977, 1981, 1978, 1984. Participou de várias mostras e Salões oficiais, sendo premiado em: São Paulo (1963, 1966, 1970, 1971); Santo André, SP (1976). JULIO LOUZADA VOL. 5, PÁG. 1012; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; MEC VOL. 4, PÁG. 338; PONTUAL PÁG. 504; www.artprice.com; www.speltri.com.



329 - SALVADOR RODRIGUES JR (1907 - 1995)

"Rua das flores" - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito e dorso - 1987 - Paraty -

Nasceu em Cádiz, Espanha, a 8 de abril de 1907. Veio a falecer no dia 24 de julho de 1995, em São Paulo-SP. Pintor e professor. A sua pintura é toda poesia e sem artifícios. O artista não imita ninguém. Tem estilo e sentido próprios. Estas algumas das observações do crítico da Sociarte, José Cornelsen. O autor obteve mais de uma centena de medalhas e troféus em certames oficiais. JULIO LOUZADA vol.9, pág.741, Acervo FIEO.



330 - YUJI TAMAKI (1916 - 1979)

Paisagem - óleo sobre tela - 45 x 54 cm - canto inferior esquerdo -
Reproduzido no convite deste Leilão. No estado.

Nascido em Fukui, Japão, é um dos mais significativos pintores nipo-brasileiros. Foi também professor. Chegou ao Brasil em 1932. Junto com Takaoka, vai para o Rio de Janeiro, onde estudou com Bruno Lechowsky, congregando o Núcleo Bernardelli. Em São Paulo integra o Seibi-kai, participando do III SPBA e do SNBA em 1937 e 1938, conquistando medalhas de bronze e ouro, respectivamente. Integrou o Grupo do Jacaré e do Guanabara (II, III). Sua obra é marcada pelo mancha cromática, essencialidade do desenho, avizinhando-se do que seria posteriormente a abstração. JULIO LOUZADA vol.8, pág. 820; WALTER ZANINI, pág. 579; ARTE NO BRASIL



331 - MANEZINHO ARAUJO (1910 - 1993)

Jogando tarrafa - serigrafia - 35/150 - 30 x 40 cm - canto inferior direito -
Com dedicatória.

Com apenas dezesseis anos de idade mudou-se para Recife, a fim de concluir seus estudos. Após cursar a escola de comércio de Pernambuco, transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde foi buscar fama através da música, sua primeira paixão. Destacou-se como compositor e intérprete de música popular nordestina, o que lhe valeu a possibilidade de montar um restaurante de comida nordestina em SP, muito famoso durante vários anos, o Cabeça Chata. Apesar de viver, em SP, suas raízes ainda permanecem em Pernambuco. De uma forma autodidata começou a dedicar-se à pintura, retratando o folclore nordestino, sua gente, suas vidas, fase que sustentou até o seu desaparecimento, com uma menção surrealista. Expôs individualmente nas Galerias Astreia e Capela (SP), e na Ranulfo em Recife (1969). Em 1968, apresentado por Aldemir Martins, teve publicado o álbum de serigrafias Meu Brasil. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 56; MEC, vol. 1, pág. 109; PONTUAL, pág. 38; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 18; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 832; Acervo FIEO.



332 - EVANDRO PRADO (1985)

Paisagem - óleo sobre tela - 20 x 20 cm - dorso - 2013 -

Artista plástico multimídia nascido em Campo Grande, MS. Graduou-se em Artes Visuais pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (2006). Veio para São Paulo (2008). Junto com outros artistas plásticos criam o grupo "Aluga-se". Com exposições em São Paulo, Dinamarca e Campo Grande, o grupo elaborou o projeto “Até Meio Quilo” (2011) que obteve repercussão nacional e viajou por oito cidades do Brasil. Exposições individuais em: Campo Grande, MS (2006, 2008, 2013); Brasília, DF (2006); Rio de Janeiro (2015); São Paulo (2017). Tem participado de diversas mostras coletivas. Foi premiado em: Dourados, MS (2003); Cuiabá, MT (2004 – 3ª Bienal de Arte Moderna, 2005) Macapá, AP (2004, 2008); Atibaia, SP (2009); Praia Grande, SP (2011); Anápolis, GO (2011); Vinhedo, SP (2017); Piracicaba, SP (2017). Com um projeto aprovado pela FUNARTE, na 8ª Rede Nacional de Artes Visuais, o grupo "Aluga-se"recebeu o prêmio de residência artística (2012) na cidade de Piatã, localizada nos arredores da Chapada Diamantina, BA. ITAUCULTURAL; www.evandroprado.com.br.



333 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulata - desenho a lápis - 20,5 x 12,5 cm - canto inferior direito -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



334 - OSCAR TECÍDIO (1926 - 1995)

"Tranquilidade" - óleo sobre eucatex - 13 x 35 cm - canto inferior direito e dorso - 1986 - Rio de Janeiro -

Este excepcional pintor paisagista, era natural do Rio de Janeiro, onde foi ativo. Teve como mestres Osvaldo Teixeira, Armando Ramos e Heitor de Pinho na Escola Nacional de Belas Artes. Dedicou-se em especial pelas marinhas, e foi grande defensor da preservação ecológia. Carlos Drummond de Andrade assim se pronunciou sobre esta bandeira do autor: " Dois colecionadores disputam a compra da Poluição de Tecídio. O que adquirir a obra terá a baía e a poluição em casa. Se for mesmo um bom colecionador, e já possuir, digamos um Castagneto (...), poderá entregar-se a um exercício ecológico amargo útil. A baía de ontem e de hoje. O que tínhamos e o que já perdemos. O que estamos perdendo..." Realizou individual em 1968, participando de coletivas a partir de 1956, recebendo diversas premiações. JULIO LOUZADA, vol. 1 pág. 964.



335 - CAROL KOSSAK (1895 - 1976)

Cavalos - óleo sobre tela - 70 x 100 cm - canto inferior direito -
Com certificado de autenticidade firmado pelo autor, datado São Paulo, 20 de setembro de 1971.

Pintor polonês ativo em São Paulo. Assinava C. Kossak e C. Kokott. Realizou exposição individual em 1941 em São Paulo e participou de várias exposições coletivas e Salões nas décadas de 30 e 40. MEC VOL.2 PÁG. 411; TEODORO BRAGA, PÁG. 134; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 512; VOL. 12, PÁG. 218; ACERVO FIEO; ITAU CULTURAL; www.artprice.com.



336 - OSWALDO GOELDI (1895 - 1961)

"Carroça de lixo" - xilogravura - P.A. - 17 x 12 cm - canto inferior direito -
Com certificado de autenticidade de "Renot Escritório de Prestação de Serviços para o Mercado de Arte", datado de 18 de maio de 2010, São Paulo - SP. No estado.

Desenhista, gravador, ilustrador e professor nascido e falecido no Rio de Janeiro, filho de Emilio Goeldi, naturalista suíço. Com um ano de idade, mudou-se com a família para Belém, Pará e depois para Berna, Suíça (1905). Em Zurique, ingressou no curso de Engenharia e, em Genebra, matriculou-se na 'Ecole des Arts et Métiers' (1917) mas, abandonou ambos os cursos. A seguir, passou a ter aulas no ateliê de Serge Pahnke e Henri van Muyden. Realizou sua primeira exposição individual (1917), em Berna, quando conheceu a obra de Alfred Kubin, sua grande influência artística e com quem se correspondeu por vários anos. Retornou ao Brasil (1919), trabalhou como ilustrador e realizou sua primeira exposição individual no Rio de Janeiro (1921). Conheceu Ricardo Bampi (1923) que o iniciou na xilogravura. Fez desenhos e gravuras para periódicos e livros como 'Cobra Norato', de Raul Bopp (1937) com suas primeiras xilogravuras coloridas, entre outros. Foi professor na Escolinha de Arte do Brasil (1952) e na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1955) onde abriu uma oficina de xilogravura. Exposições individuais em: Berna, Suíça (1917, 1930); Rio de Janeiro (1921); Belém, PA (1938); São Paulo (1951); Paris (1952). Participou de várias exposições coletivas e mostras oficiais, destacando-se: Exposição itinerante da 'International Business Machine Corporation', EUA (1941 a 1944); 'Exhibition of Modern Brazilian Paintings', Inglaterra (1943, 1944, 1945); Bienal Internacional de São Paulo (1951 - Prêmio de Gravura, 1953 - Sala Especial, 1955, 1961, 1969, 1971, 1979, 1985); Bienal de Veneza (1950, 1952, 1956, 1958); Bienal de Gravura, Checoslováquia (1950); Bienal Internacional de Xilogravura, Tóquio (1952); Bienal Interamericana do México, Cidade do México (1960 - I Prêmio Internacional de Gravura). PONTUAL PÁG.240; JULIO LOUZADA VOL.11, PÁG.130; MEC VOL.2, PÁG.271; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG.521; ARTE NO BRASIL PÁG. 672; ACERVO FIEO; www.oswaldogoeldi.org.br; www.centrovirtualgoeldi.com; www.pinacoteca.org.br; www.artprice.com.



337 - JOEL FIRMINO DO AMARAL (1951)

Olaria - óleo sobre tela - 23 x 29 cm - canto inferior direito e dorso - 2016 - Grotinha - MG -

Pintor nascido em São Paulo, onde é ativo. Assina Amaral. Foi aluno de Colette Pujol. Tem participado de mostras coletivas e Salões oficiais. Recebeu: prêmio aquisição no SAPBA (1985); prêmio no SPBA-SP (1988); Menção Honrosa no 38º Salão Livre APBA (1989); Troféu APBA no 19º Salão Paisagem Paulista (1990); Troféu Inocêncio Borghese no 20º Salão Paulista de Artes APBA (1992); 1º lugar no 3o. Salão Artes Plásticas Brasil/Portugal (1995); Grande Medalha de Prata no 1º Salão de Paisagem Brasileira (2000); Pequena Medalha de Ouro no 6º Salão de Desenho (2006); Prêmio APBA no 28º Salão de Paisagem Paulista APBA. JULIO LOUZADA, VOL. 9, PÁG. 39; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



338 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Estrela Dalva - escultura em alumínio - 19 x 20 x 1,5 cm - não assinado -
No estado.



339 - IRINEIDE KLOCKNER (1961)

Composição - óleo sobre tela - 70 x 50 cm - dorso -

Pintora nascida em Maringá, PR, Iniciou sua carreira artística em 1983. Desde 2000, dedica-se exclusivamente à pintura em tela, tendo durante estes anos aprimorado sua arte em diversas técnicas, através da convivência com artistas de diferentes estilos. Nos últimos anos tem buscado inspiração em grandes nomes do Abstracionismo, como Jackson Pollock e Jonas Gerard, e desenvolveu seu próprio estilo. Em sua arte, expressa a beleza da vida, em todos seus pormenores e complexidades, na união dos traços aparentemente desconexos se criam momentos únicos. Durante sua carreira, participou de exposições ao longo de toda a região Sul, tendo assinado mais de 2000 obras de arte, que hoje embelezam residências e ambientes corporativos em todo o Brasil. http://www.klockner-art.com; www.artprice.com.



340 - JOSÉ ANTONIO DA SILVA (1909 - 1996)

"Expressionista" - óleo sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1989 -
Reproduzido no convite deste Leilão.

Pintor, desenhista, escritor, escultor, repentista nascido em Sales de Oliveira, SP e falecido em São Paulo. Trabalhador rural, de pouca formação escolar, foi autodidata. Em 1931, mudou-se para São José do Rio Preto, SP. Participou da exposição de inauguração da Casa de Cultura da cidade (1946), quando suas pinturas chamaram atenção dos críticos Lourival Gomes Machado, Paulo Mendes de Almeida e do filósofo João Cruz e Costa. Dois anos depois, realizou mostra individual na Galeria Domus, SP. Nessa ocasião Pietro Maria Bardi, diretor do MASP, adquiriu seus quadros e depositou parte deles no acervo do museu. O MAM, SP editou seu primeiro livro, ‘Romance de Minha Vida’ (1949). Na 1ª Bienal Internacional de São Paulo (1951), recebeu prêmio aquisição do ‘Museum of Modern Art’ (MoMA) de Nova York. Em 1966, o artista criou o Museu Municipal de Arte Contemporânea de São José do Rio Preto e gravou dois LPs, ambos chamados ‘Registro do Folclore Mais Autêntico do Brasil’, com composições de sua autoria. No mesmo ano, ganhou Sala Especial na 33ª Bienal de Veneza. Publicou ainda os livros ‘Maria Clara’ (1970), ‘Alice’ (1972); ‘Sou Pintor, Sou Poeta’ (1982); e ‘Fazenda da Boa Esperança’ (1987). Transferiu-se de São José do Rio Preto para São Paulo, em 1973. Em 1980, foi fundado o Museu de Arte Primitivista José Antônio da Silva (MAP), em São José do Rio Preto, com obras do artista e peças do antigo Museu Municipal de Arte Contemporânea. Realizou inúmeras exposições individuais e participou de muitos certames oficiais pelo Brasil e exterior recebendo muitos prêmios. MEC, vol. 4, pág. 256; PONTUAL, pág. 493 e 494; TEIXEIRA LEITE, pág. 478; JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 958; ARTE NO BRASIL, vol. 2, pág. 958; BENEZIT, vol. 9, pág. 602; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 227; ITAU CULTURAL; LEONOR AMARANTE, pág. 171; Acervo FIEO.



341 - LOTHAR CHAROUX (1912 - 1987)

Linhas - serigrafia - 29/50 - 72 x 50 cm - canto inferior direito - 1976 -

Pintor, desenhista e professor austríaco, natural de Viena. Assinava Charoux. Iniciou os estudos artísticos com seu tio, o escultor austríaco Siegfried Charoux. Transferiu-se para o Brasil em 1928, fixando residência em São Paulo. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios da cidade onde conheceu Valdemar da Costa, com ele fazendo aprendizado de pintura a partir de 1940. Posteriormente passa a lecionar desenho no Liceu de Artes e Ofícios e no SENAI. Em 1947, realizou sua primeira exposição individual, na Galeria Itapetininga. Em 1952, participou da fundação do Grupo Ruptura, ao lado de Waldemar Cordeiro, Geraldo de Barros, Anatol Wladyslaw e outros. Com Hermelindo Fiaminghi e Luiz Sacilotto , cria a Associação de Artes Visuais NT - Novas Tendências, em 1963. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras oficiais nacionais como a Bienal Internacional de São Paulo (I a IX, XII, XIII), Panorama da Arte Atual Brasileira (1º ao 3º, 6º, 9º, 11º, 12º) e no exterior. É homenageado com retrospectiva no Museu de Arte Moderna de São Paulo e no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro em 1974. Em 2005, é publicado o livro ‘Lothar Charoux: A Poética da Linha’, pela historiadora de arte Maria Alice Milliet. PONTUAL, PÁG. 131; MEC VOL. 1, PÁG. 433; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 254; VOL. 9, PÁG.207; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 645; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; ACERVO FIEO.



342 - ERICH BRILL (1895 - 1942)

Paisagem - desenho a nanquim - 15 x 22 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista nascido em Lubeck - Schleswig-Holstein, Alemanha e falecido em Jungfernhof - Riga (Letônia). Em 1897 a família transferiu-se para Hamburgo onde concluiu o curso superior de Sociologia e Filosofia e teve aulas de artes com Adolf Meier (1916- 1918), em Berlim. Em 1919 frequentou a Escola de Artes e Ofícios em Frankfurt e, entre1920-1922, a Escola de Artes e Ofícios de Hamburgo. Em 1922 viajou à Palestina para onde retornou dois anos depois. Passou por Paris e expôs em Ascona, Zurique, Berlim, Hamburgo e Praga. Em1934 chegou ao Brasil acompanhando sua filha, Alice Brill, que se tornou também pintora, gravadora, fotógrafa que vinha ao encontro da mãe. Chegou a expor no Rio de Janeiro (1934), em São Paulo (1935) e, em 1937, retornou a Hamburgo, ficando preso durante cinco anos pelos nazistas. Após ter sido libertado, voltou a ser preso, uma semana depois, e deportado para o campo de concentração. O Museu de Hamburgo possui obras suas. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 10, PÁG. 142; www.artprice.com; www.arqshoah.com.br; www.pinacoteca.org.br; www.artnet.com.



343 - WILLY JOHANN GUTBROD (XX)

"Alegoria barcos" - óleo sobre eucatex - 65 x 18 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1975 - Rio de Janeiro -

Pintor expressionista natural de Wurtemberg, Alemanha, transferindo-se para o Brasil em 1922. Foi premiado com a Medalhas de Bronze no SNBA-RJ em 1969, e de Prata em 1972. Recebeu também o Prêmio Viagem ao Estrangeiro em 1973. "Dedicado a revelar a vida do povo, não se desgasta num esquema socializante de protesto, ou pelo menos não sacrifica a inocência de sua pintura a uma pretenciosa posição de crítica. A realidade do cotidiano popular surge vertido de limpesa, alegria e decisão, servindo de pretexto, como nos sambas de partido alto, a um rico jogo de formas a cores, à luz do dia, com saúde e garra." - Walmir Ayala, Rio de Janeiro, abril de 1979.



344 - NANDO RIBEIRO (1963)

Menina e pássaro - óleo sobre tela - 30 x 25 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2019 -

Cearense de Pires Ferreira, onde nasceu em 30/3/1963. Segundo Milton Teixeira, "...Os valores artísticos, inerentes no jovem (...) recriaram a terra craquelenta em colheitas e as figuras sedentas e as substituiram por jovens saciados de olhares passivos, próprios dos que não anseiam mudança alguma. A onirilidade de Nando Ribeiro traz para a tela seu mundo recriado, grandemente influenciado pelos mestres brasileiros, como Di Cavalcanti e Portinari." Coletivas a partir de 1983 em São Paulo e no exterior, com sucesso de crítica. JULIO LOUZADA, vol 8 - pág 698



345 - ALBERTO DA VEIGA GUIGNARD (1896 - 1962)

Paisagem - desenho a nanquim - 11 x 18,5 cm - canto inferior esquerdo -
Ex coleção Marchand Isaac Ficz, Rio de Janeiro - RJ.

Pintor, professor, desenhista, ilustrador e gravador, Alberto da Veiga Guignard nasceu em Nova Friburgo, RJ e faleceu em Belo Horizonte, MG. Mudou-se com a família para a Europa em 1907. Em dois períodos, entre 1917 e 1918 e entre 1921 e 1923, frequentou a Real Academia de Belas Artes de Munique, onde estudou com Hermann Groeber e Adolf Hengeler. Aperfeiçoou-se em Florença e em Paris, onde participou do Salão de Outono. Retornou para o Rio de Janeiro em 1929 e integrou-se ao cenário cultural por meio do contato com Ismael Nery. Participou do Salão Revolucionário de 1931, e foi destacado por Mário de Andrade como uma das revelações da mostra. Em 1941, integrou a Comissão Organizadora da Divisão de Arte Moderna do Salão Nacional de Belas Artes, com Oscar Niemeyer e Aníbal Machado. Em 1943, passou a orientar alunos em seu ateliê e criou o Grupo Guignard. A única exposição do grupo, realizada no Diretório Acadêmico da Escola Nacional de Belas Artes, foi fechada por alunos conservadores e reinaugurada na Associação Brasileira de Imprensa. Em 1944, a convite do prefeito Juscelino Kubitschek, transferiu-se para Belo Horizonte e começou a lecionar e dirigir o curso livre de desenho e pintura da Escola de Belas Artes, por onde passaram Amilcar de Castro, Farnese de Andrade e Lygia Clark, entre outros. Permaneceu à frente da escola até 1962, quando, em sua homenagem, esta passou a chamar-se Escola Guignard. Participou da Bienal de Veneza (1928, 1952); da Bienal Internacional de São Paulo (1951) e outras. PONTUAL, PÁG. 254; MEC, VOL. 2, PAG. 304; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 236; JULIO LOUZADA, VOL. 10, PÁG. 404; ART PRICE ANNUAL 2000, PÁG. 1013; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 373; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 559; ARTE NO BRASIL, PÁG. 505; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28; www.pinturabrasileira.com; www.brasilescola.com; web.artprice.com.



346 - INOS CORRADIN (1929)

Jogador de futebol - serigrafia - 2/120 - 54 x 41 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, escultor e cenógrafo, nascido em Vogogna, Itália. Por volta de 1932 mudou-se com a família para Castelbaldo - Padova, onde, em 1945, estudou pintura com professor Tardivello. Em 1947 colaborou com o pintor Pendin na execução de um mural referente aos mártires da resistência italiana em Castelbaldo. Veio, em 1950, para Jundiaí e São Paulo onde fez parte do núcleo artístico Cooperativa em São Paulo, dirigido pelo pintor argentino Oswaldo Gil Navarro. Executou cenários para o Ballet do IV Centenário de São Paulo, em 1954. Em 1979 foi contratado para pintar um cenário para o Teatro de Rovigo, Itália. Realizou diversas exposições individuais, participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais pelo Brasil e pelo mundo. Foi premiado em Paris (1975) e em Ferrara, Itália (1976). JULIO LOUZADA, VOL. 11, PÁG. 152; PONTUAL, PÁG. 143; MEC, VOL. 1, PÁG. 448; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 215; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; inoscorradin.com.br.



347 - DJANIRA DA MOTTA E SILVA (1914 - 1979)

Na feira - desenho a nanquim - 22 x 15,5 cm - canto inferior direito - 1952 -

Pintora, desenhista, ilustradora, cartazista, cenógrafa e gravadora. Djanira da Motta e Silva nasceu em Avaré, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. No final da década de 1930, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde teve suas primeiras instruções de desenho no Liceu de Artes Ofícios e com o pintor Emeric Marcier, hóspede da pensão que Djanira instalou no bairro de Santa Teresa. Os contatos com os artistas Carlos Scliar, Milton Dacosta , Arpad Szenes , Vieira da Silva e Jean-Pierre Chabloz , frequentadores de sua pensão, proporcionaram um ambiente estimulador que a levou a expor no 48º Salão Nacional de Belas Artes, em 1942. No ano seguinte, realizou sua primeira mostra individual, na Associação Brasileira de Imprensa - ABI. Em 1945, viajou para Nova York. De volta ao Brasil, realizou o mural ‘Candomblé’ para a residência do escritor Jorge Amado, em Salvador, e painel para o Liceu Municipal de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Entre 1953 e 1954, viajou a estudo para a União Soviética. De volta ao Rio de Janeiro, tornou-se uma das líderes do movimento pelo Salão Preto e Branco, um protesto de artistas contra os altos preços do material para pintura. Realizou em 1963, o painel de azulejos ‘Santa Bárbara’, para a capela do túnel Santa Bárbara, Laranjeiras, Rio de Janeiro. No ano de 1966, a editora Cultrix publicou um álbum com poemas e serigrafias de sua autoria. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil, EUA e Europa. Foi premiada no Rio de Janeiro (1943, 1944, 1949, 1950 a 1953, 1955, 1963) e em São Paulo (1951, 1955). Participou da 1ª e da 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955). Em 1977, o Museu Nacional de Belas Artes - MNBA, realizou uma grande retrospectiva de sua obra. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 336; PONTUAL, PÁG. 181; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 164; MEC, VOL. 2, PÁG 58; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG, 263; WALTER ZANINI, PÁG. 810; ARTE NO BRASIL, PÁG. 824; ACERVO FIEO.



348 - MAURICIO NOGUEIRA LIMA (1930 - 1999)

Composição - óleo sobre tela - 60 x 73 cm - dorso - 1958 - SP -
Ex coleção Antonio de Souza Naves Filho - Campinas - SP. No estado.

Pintor, arquiteto, desenhista, artista gráfico e professor natural do Recife, PE; faleceu em Campinas, SP. Frequentou o Instituto de Belas Artes de Porto Alegre, o MAM-SP e diplomou-se em arquitetura pela Faculdade Mackenzie-SP. Trabalhou no campo de comunicação visual sendo um dos responsáveis pela renovação da Arte-Cartaz Paulista (1951). Em 1953 passou a fazer parte do Grupo Ruptura, a convite de Waldemar Cordeiro. Participou de várias edições do Salão Paulista de Arte Moderna, onde obteve, dentre outros, o 1º Prêmio em Cartaz (1951 e 1957); das Bienais de 1955 a 1967; da Exposição Nacional de Arte Concreta; da mostra Panorama da Arte Atual Brasileira; da mostra Tendências Construtivas e de outras exposições em: Buenos Aires, Rosário, Santiago, Lima, Roma, Londres, Paris (Salão de Outono) e Zurique (exposição de Arte Concreta –'Konkrete Kunst', organizada por Max Bill). Recebeu o convite (1954) para representar o Brasil na 27ª Bienal de Veneza, no entanto, recusou se apresentar por terem negado a participação de outros membros do Grupo Ruptura. Em São Paulo pintou murais no Largo São Bento, no Edifício Estação Ciência, nas estações São Bento e Santana do Metrô, na Praça Roosevelt, na fachada do MAC/USP e fez uma pintura lateral no Elevado Costa e Silva (popularmente conhecido como Minhocão). Em 1958, foi responsável pela criação da logomarca e programação visual da 1ª Feira Internacional da Indústria Têxtil - Fenit, em São Paulo e, em 1960, realizou as primeiras grandes instalações ambientais para indústrias automobilísticas no Salão do Automóvel. MEC VOL. 2, PÁG. 481; PONTUAL PÁG. 314; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 678; www.pinturabrasileira.com; www.mac.usp.br; www.pinacoteca.org.br; www.artprice.com.



349 - TOMÁS SANTA ROSA (1909 - 1956)

Rosto - litografia - 19 x 14 cm - canto inferior direito -

Pintor, gravador, cenógrafo e professor autodidata, Tomás Santa Rosa Júnior nasceu em João Pessoa, PB e falecido em Nova Délhi, Índia. Fixou-se no Rio de Janeiro (1932), começou a trabalhar como auxiliar de Portinari e iniciou também sua carreira de ilustrador que se estenderia por longa série de obras de escritores brasileiros e estrangeiros, que incluiu, dentre outros, Graciliano Ramos, José Lins do Rêgo, Jorge Amado, Castro Alves, Dostoievski. É considerado o primeiro cenógrafo moderno brasileiro. Entre as exposições das quais participou destacam-se: o Salão Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro (1941 - Medalha de Prata); Um Século de Pintura Brasileira, no Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro (1952); II Bienal Internacional de São Paulo (1953); Salão Preto e Branco do III Salão Nacional de Arte Moderna do Rio de Janeiro (1954); 'Arts Primitifs et Modernes Brésiliennes', no Museu de Etnografia de Neuchâtel, Suíça (1955). Após sua morte, suas obras foram expostas nas seguintes mostras: Exposição de Artes Gráficas de Tomás Santa Rosa, na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro (1958); Retrospectiva no Teatro Municipal do Rio de Janeiro (1975); Santa Rosa, Carnaval e Figurinos na Fundação Nacional de Arte (Funarte) de São Paulo (1985); e Bienal Brasil Século XX, na Fundação Bienal de São Paulo (1994). PONTUAL, PÁG. 472; MEC VOL. 4, PÁG. 177; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 460; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 572; LEONOR AMARANTE; www.funarte.gov.br; cpdoc.fgv.br; www.artprice.com.



350 - SERGIO ROMAGNOLO (1957)

"Tarzan" - acrílico sobre tela - 100 x 70 cm - dorso - 1981 -
Reproduzido no convite deste Leilão.

Pintor, escultor, desenhista, artista intermídia, professor. Estuda na Faculdade de Artes Plásticas da Fundação Armando Álvares Penteado - Faap, por volta de 1975 entra em contato com a obra de Regina Silveira, Nelson Leirner e Julio Plaza. Realiza outdoor para o evento Arte na Rua e o Painel Luminoso do Anhangabaú - Arte Acesa, em 1983. Na mesma época, passa a escrever artigos sobre artes plásticas para revistas especializadas. Em 1985 casa-se com a artista plástica Leda Catunda. ITAÚ CULTURAL. -



351 - DARCILIO LIMA (1944 - 1991)

Surreal - litografia - 1/50 - 70 x 50 cm - canto inferior direito - 1968 -

Cearense de Cascavel, o festejado desenhista Darcilio foi para o Rio de Janeiro, e já depois de haver iniciado autodidaticamente seu trabalho no campo da pintura e da utilização do lápis cêra. Recebeu orientação de Ivan Serpa, passando a dedicar-se especialmente ao desenho a bico-de-pena, com a permanente fixação gráfica da fantasia erótica como veículo de impacto crítico. PONTUAL, pág. 159. MEC, vol.1, pág.17; WALTER ZANINI, pág. 760; LEONOR AMARANTE; ITAU CULTURAL.



352 - OMAR PELLEGATTA (1925 - 2000)

Paisagem - óleo sobre tela - 27 x 34 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista e gravador nascido em Busto Arsizio, Itália. Assina Pellegata. Veio para o Brasil em 1927, estudou na Associação Paulista de Belas Artes, foi aluno de Ettore Federighi e Durval Pereira, Takaoka, Mário Zanini, Otone Zorlini. Viveu e trabalhou em Santos, SP. Fez parte do Grupo Tapir (1970) com Giancarlo Zorlini, João Simeone, José Procópio de Moraes, Glicério Geraldo Canelosso e do Grupo Chácara Flora com Emídio Dias de Carvalho, Arlindo Ortolani, Heitor Carilo, Glicério Geraldo Canelosso. Realizou exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil como: Salão Paulista de Belas Artes (desde 1958), Salão Municipal de Belas Artes de Belo Horizonte, MG (1960), entre outros, recebendo muitos prêmios. JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG.735; MEC VOL.3, PÁG.363; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.brasilartesenciclopedias.com.br; www.artprice.com.



353 - MANOEL SANTIAGO (1897 - 1987)

Paisagem - óleo sobre tela - 55 x 46 cm - canto inferior direito e dorso -

Manoel Colafante Caledônio de Assumpção Santiago nasceu em Manaus, AM e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, desenhista e professor. Mudou-se para Belém em 1903 e iniciou estudos de pintura. Desde 1916 já praticava a arte não figurativa. Em 1919 transferiu-se para o Rio de Janeiro, cursou Direito e frequentou a Escola Nacional de Belas Artes, onde foi aluno de Rodolfo Chambelland e Baptista da Costa. Na época, teve aulas particulares com Eliseu Visconti. Foi casado com a pintora Haydeá Santiago. Participou em 1927 do Salão Nacional de Belas Artes e recebeu o prêmio viagem ao exterior, entre vários outros. Foi para Paris no ano seguinte, e lá permaneceu por cinco anos. De volta ao Rio de Janeiro, em 1932, tornou-se professor do Instituto de Belas Artes. Em 1934, passou a lecionar pintura e desenho no Núcleo Bernardelli, figurando entre seus alunos José Pancetti, Edson Motta, Bustamante Sá, Ado Malagoli, Rescála e Milton Dacosta. Participou da I Bienal Internacional de São Paulo (1951) e do 8º Panorama da Arte Brasileira (1976). PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, VOL. 1, PÁG. 241; TEODORO BRAGA, PÁG. 211; CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO DE PAISAGEM BRASILEIRA, MEC-MNBA /RIO/1944; MAYER/84, PÁG. 1158; REIS JR, PÁG. 378; PONTUAL, PÁG. 473; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 292; ITAÚ CULTURAL, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 865; ACERVO FIEO.



354 - MARIA LEONTINA (1917 - 1984)

Composição - pastel - 16 x 21 cm - canto inferior esquerdo -

Pintora, gravadora e desenhista. Maria Leontina Mendes Franco da Costa nasceu em São Paulo, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. Iniciou estudos de desenho com Antônio Covello, em São Paulo (1938), e na primeira metade da década de 1940 estudou pintura com Waldemar da Costa. Em 1946, no Rio de Janeiro, frequentou o ateliê de Bruno Giorgi e fez curso de museologia no Museu Histórico Nacional, entre 1946 e 1948. Em 1947, participou da exposição ‘19 Pintores’, na Galeria Prestes Maia, em São Paulo, ao lado de Lothar Charoux, Marcelo Grassmann, Aldemir Martins, Luiz Sacilotto e Flavio-Shiró. Em 1951, foi convidada pelo psiquiatra e crítico de arte Osório César para orientar o setor de artes plásticas do Hospital Psiquiátrico do Juqueri. No mesmo ano, organizou uma mostra dos internos no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Em 1952, com bolsa de estudo do governo francês, viajou para a Europa, acompanhada pelo marido, o pintor Milton Dacosta. Em Paris, entre 1952 e 1954, frequentou o ateliê de gravura de Johnny Friedlaender. Na década de 1960, realizou painel de azulejos para o Edifício Copan e vitrais para a Igreja Episcopal Brasileira da Santíssima Trindade, ambos em São Paulo. Realizou exposições individuais e participou de inúmeras mostras, Salões oficiais e Bienais como a Bienal de Veneza (1950, 1952, 1956). Foi premiada no Rio de Janeiro (1944, 1950, 1955, 1957, 1980); em São Paulo (1944; 1947; 1951; 1954; 1958; 1960; 1980; 1955, 1959, 1965 - Bienais Internacionais; 1969, 1970 - Panoramas da Arte Atual Brasileira; 1975 - prêmio pintura da Associação Paulista de Críticos de Artes - APCA); Brasília, DF (1980); Curitiba, PR (1980; Porto Alegre, RS (1980); Nova York (1960 - Fundação Guggenheim). ITAU CULTURAL; MEC, VOL. 2, PÁG. 471; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 309; PONTUAL, PÁG. 338; ARTE NO BRASIL, PÁG. 772; LEONOR AMARANTE, PÁG. 25; WALTER ZANINI, PÁG. 645; JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 572.



355 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

Tensão - escultura em mármore - 50 x 40 cm - canto inferior direito -
Ex coleção Renato Antônio Brogiolo - Rio de Janeiro, RJ.

Escultor, desenhista e pintor paulista nascido em Mococa, SP e falecido no Rio de Janeiro. Mudou-se com a família para Itália, e fixou-se em Roma (1913). Iniciou estudos de desenho e escultura com o professor Loss (1920). Participou de movimentos antifascistas e foi preso (1931) por motivos políticos. Foi extraditado para o Brasil (1935) por intervenção do embaixador brasileiro na Itália. Em 1937, viajou para Paris e frequentou as academias ‘La Grand Chaumière’ e ‘Ranson’, onde estudou com Aristide Maillol e conviveu com Henry Moore, Marino Marini e Charles Despiau. Em 1939, retornou a São Paulo e junto com Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Sérgio Milliet, entre outros, participou do Movimento Modernista; foi um dos membros da Família Artística Paulista e do Grupo Santa Helena. Em 1943, transferiu-se para o Rio de Janeiro. A convite do ministro Gustavo Capanema instalou ateliê no antigo Hospício da Praia Vermelha, onde orientou jovens artistas como Francisco Stockinger. Possui obras em espaços públicos como ‘Monumento à Juventude Brasileira’ (1947), nos jardins do antigo Ministério da Educação e Saúde, atual Palácio Gustavo Capanema - RJ; ‘Candangos’ (1960), na Praça dos Três Poderes, e ‘Meteoro’ (1967), no lago do edifício do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília; ‘Integração’ (1989), no Memorial da América Latina, em São Paulo. Participou das Bienais de Veneza (1950, 1952); participou das I, II, IV e IX Bienais de São Paulo, período em que recebeu o prêmio de melhor escultor brasileiro (1953) e sala especial (1967). MEC, VOL.2, PÁG. 250; PONTUAL, PÁG. 237; MAYER/84, PÁG. 1333; BENEZIT VOL. 5, PÁG. 14; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 715; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 422; www.artprice.com; www.pinturabrasileira.com; www.dec.ufcg.edu.br; www.monumentos.art.br.



356 - JOHNNY FRIEDLANDER (1912 - 1992)

Composição - gravura - 30/40 - 36 x 27 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Gravador, pintor, desenhista e professor, nascido em Pless, Alemanha, radicou-se em Paris, adotando a nacionalidade francesa. Após a II Guerra Mundial, passou a dedicar-se preferentemente à gravura. Expôs individualmente por diversas ocasiões na Galeria La Hune de Paris, figurando ainda na III Bienal de São Paulo. Foi professor em seu ateliê de gravura, dos brasileiros Artur Luis Piza, Edite Behring e outros. É um dos mais destacados artistas da gravura contemnporânea mundial. PONTUAL, pág. 227; ART PRICE ANNUAL 2000, pág. 858; WALTER ZANINI, pág. 703; ARTE NO BRASIL, pág. 817; LEONOR AMARANTE, pág. 124.



357 - CIZIN (XX)

Nossa Senhora - escultura em madeira - 26 x 08 x 08 cm - assinado -

Escultor, Cícero Simplício do Nascimento – Cizin nasceu em Aurora, CE, município vizinho a Juazeiro do Norte. Trabalha com o barro e a madeira para criar suas esculturas, mas é na madeira que alcança a primazia em seu trabalho. O artista iniciou sua carreira, sem ter tido escola e sem saber ler nem escrever, na década de 1980, sob a influência de seu irmão, também artista, Nêgo Simplício. Tem participado de mostras e tem se destacado no cenário da arte popular brasileira. artepopularbrasil.blogspot.com.br/2014/07/cizin.html; www.museucasadopontal.com.br.



358 - ANGELO CANNONE (1899 - 1992)

Bosque - óleo sobre eucatex - 13 x 20 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor, desenhista e professor nascido em Abruzzo, Itália. Assinava D’Angelo, Angelo Cannone e A. Cannone. Aos cinco anos mudou-se para Nápoles com sua família. Em fins de 1947, veio para o Brasil, residiu algum tempo em São Paulo e depois se mudou para o Rio de Janeiro, onde se radicou e lá faleceu. Estudou no Instituto de Belas Artes de Nápoles com Paolo Vetri. Viveu em Roma durante quatro anos com uma pensão conquistada em um concurso em Nápoles. Lecionou desenho no Instituto Técnico. Expôs individualmente em São Paulo (1947, 1993) e no Rio de Janeiro (1947, 1973, 1980, 1984). Foi premiado, na Itália, em: 1922, 1925, 1929, 1941 e, no Brasil, em 1960. Em 1972 pintou o retrato do papa Pio X, em tamanho natural, que está na Igreja dos Italianos, RJ. WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 168; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 187; VOL. 3, PÁG. 203; VOL.8, PÁG. 165; VOL. 9, PÁG. 171; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; brasilartesenciclopedias.com.br; www.artprice.com; www.arcadja.com.



359 - YUTAKA TOYOTA (1931)

"Espaço dia e noite" - serigrafia - 57/60 - 38 x 35 cm - canto inferior direito - 2007 -

Pintor, escultor, desenhista, gravador e cenógrafo. Yutaka Toyota nasceu em Tendo - Yamagata, Japão. Estudou na Universidade de Artes de Tóquio e no Instituto de Pesquisas Industriais de Shizuoka. Neste último cursou ciências exatas e a técnica industrial de lidar com novos materiais. Transferiu-se para o Brasil em 1958. Entre 1965 e 1968, viveu em Milão, Itália, onde conheceu o designer Bruno Munari. Participou da Bienal Internacional de São Paulo (1963, 1965, 1967, 1969, 1987, 1989), do Panorama da Arte Atual Brasileira (1969, 1972, 1975, 1978, 1981, 1985, 1988). Recebeu prêmio na 10ª Bienal Internacional de São Paulo (1969), no 4º Panorama da arte Atual brasileira (1972), no 10º Salão Paulista de Arte Moderna (1963), no 1º Salão Esso de Jovens Artistas (1965); na 2ª Bienal de Artes Plásticas da Bahia, Salvador (1968). A partir da década de 1970, realizou esculturas para espaços públicos e edifícios no Brasil e no exterior: a Praça da Sé (1978), o Hotel Maksoud Plaza (1979), ambos em São Paulo; Parque Toyotomi em Hokkaido, Japão (1979), entre muitos outros. Realizou muitas exposições individuais pelo Brasil, Japão, Europa e Américas. Em 1991, foi eleito melhor escultor pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA), em São Paulo. MEC VOL. 4, PÁG. 409; PONTUAL PÁG. 525; JULIO LOUZADA, VOL 11, PÁG. 325; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 510; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 682; ARTE NO BRASIL, PÁG. 933; LEONOR AMARANTE, PÁG. 171; www.yutakatoyota.com; www.pinturabrasileira.com; web.artprice.com.



360 - MANUEL MESSIAS DOS SANTOS (1945 - 2001)

"Nessa noite o amor foi dela" - xilogravura - 56 x 22 cm - canto inferior esquerdo -
Reproduzido no convite deste Leilão.

Desenhista e gravador nascido em Aracaju, SE e falecido no Rio de Janeiro. Ao longo de sua carreira artística, dedicou-se especialmente à xilogravura. Deu início a sua formação artística como aluno de Abelardo Zaluar, no Museu Nacional de Belas Artes, RJ (1961-1962) e, depois, teve aulas com Ivan Serpa no MAM - RJ (1963- 1964). Realizou exposições individuais no Rio de Janeiro em 1968 e 1974. Participou de diversas mostras coletivas e oficiais, destacando-se: Trabalhos de desenho e gravura, Galeria Instituto Brasil-Estados Unidos, RJ (1964); XIV Salão Nacional de Arte Moderna, RJ (1965); I Bienal Nacional de Artes Plásticas, SP (1966); Três Aspectos da Gravura Contemporânea Brasileira - mostra itinerante (1968 - Panamá; São Domingos, República Dominicana; Bogotá, Colômbia; Quito, Equador; Lima, Peru); Salão de Verão do Jornal do Brasil, MAM – RJ (1969 – Prêmio); II Bienal Iberoamericana do México, México (1980 – Prêmio); III Salão Nacional de Artes Plásticas, RJ (1980 – Prêmio Viagem ao estrangeiro); Mostra Anual de Gravura Cidade de Curitiba, Curitiba – PR (1980 – Prêmio Acervo da Casa da Gravura). Em meados de 1980 foi tema de reportagens em jornais cariocas por então viver na miséria, depois de ter sido considerado um dos nomes mais importantes da gravura brasileira.PONTUAL PÁG. 475; JULIO LOUZADA VOL. 8, PÁG. 750;ITAU CULTURAL; http://www.brasilartesenciclopedias.com.br/nacional/santos_manoel_messias.htm.



361 - ANA ALICE FRANCISQUETTI (1939)

"Asa" - água forte - 1/4 - 38 x 48 cm - canto inferior direito - 2011 -
Complemento de técnica: "água forte, água tinta, carborundum em cores".

Desenhista, gravadora e arteterapeuta nascida em São Paulo. Sua formação artística iniciou-se no Núcleo dos Gravadores de São Paulo; teve orientações de Marysia Portinari, Paolo Maranca, Paulo Menten, Evandro Carlos Jardim, Romildo Paiva, Ernesto Cabat e Regina Silveira. Assina Ana Alice nos desenhos e Ana Alice Francisquetti nas gravuras. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1970, 1976, 1981, 1983, 2001); Belém, PA (1980); Curitiba, PR (1999, 2001 – Museu da Gravura); Campinas, SP (1999). Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Foi premiada em: Piracicaba, SP (1971, 1972, 1976 – IV, V e IX Salão de Arte Contemporânea respectivamente); Embu, SP (1975); São Paulo (1976, 1977 - Prêmio Governador do Estado, 1984); Taboão da Serra, SP (1980); Assis, SP (1982); Recife, PE (1983); Ribeirão Preto, SP (1981, 1985); Santo André, SP (1991). JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 61; VOL. 2, PÁG. 64; ITAU CULTURAL; www.graphias.com.br; www.apap.art.br.



362 - EUGÊNIO DE PROENÇA SIGAUD (1889 - 1979)

Trabalhadores - óleo sobre tela - 80 x 60 cm - canto inferior direito e dorso -
No estado.

Estudou desenho na Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro com Modesto Brocos, formando-se em arquitetura em 1932, nessa mesma escola. A partir de 1935, dedicou-se à pintura mural e, de 1937, à pintura de temas sociais, com predominância de motivos de operários em construção e trabalhadores rurais. Caracteriza-se por uma grande versatilidade técnica, sendo dos raros pintores brasileiros a utilizar, lado a lado, o óleo, a têmpera e a encáustica, além da aquarela e do guache. Participou do Núcleo Bernardelli. PONTUAL, pág. 489; MEC, vol. 4, pág. 243; TEIXEIRA LEITE, pág. 475 e 476; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 324 a 327; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 579; ARTE NO BRASIL, pág. 763, Acervo FIEO.



363 - JOSINALDO FERREIRA BARBOSA (1951)

Pescadores - acrílico sobre tela - 18 x 24 cm - canto inferior direito e dorso - 04/2011 -

Pintor, assina Josinaldo. Com diversas exposições individuais e coletivas no Brasil e no exterior. Tambem participou de Salões, entre eles o Salão de Piracicaba. JÚLIO LOUZADA vol. 12 pág. 214.



364 - MANUEL DE LAS CASAS (1924)

Leitura - acrílico sobre cartão - 48 x 33 cm - canto inferior direito - 1985 -
No estado. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista, muralista, cenógrafo, ilustrador e professor nascido em Madri, Espanha. Mudou-se para o México em 1952 e foi a partir desse ano que começou sua atividade artística alternando a residência em ambos os países. Realizou exposições individuais e participou de diversas mostras coletivas e oficiais tanto na Espanha como no México. Há murais de sua autoria na cidade do México e em Acapulco. www.valdepenas.es; www.artprice.com; www.askart.com.



365 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Lago - óleo sobre eucatex - 32 x 40 cm - canto inferior esquerdo ilegível -



366 - ENRICO BIANCO (1918 - 2013)

Meninos - litografia - 8/100 - 75 x 55 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e ilustrador nascido em Roma, Itália e falecido no Rio de Janeiro. Filho da pianista Maria Bianco-Lanzi e de Francesco Bianco, escritor e correspondente internacional do "Jornal do Brasil". Na década de 1930, em Roma, iniciou seus estudos com Maud Latou, Deoclécio Redig de Campos - que chegou a diretor do Museu do Vaticano, Dante Ricci - outrora professor da família real. Sua primeira exposição individual se deu em Roma (1936). Logo depois de sua chegada ao Brasil, Rio de Janeiro (entre 1935 e 1937) estudou com Portinari no Instituto de Arte da Universidade do Distrito Federal e, no ano seguinte, foi seu assistente em diversas obras, destacando-se os murais do MEC, os painéis do Banco da Bahia, o edifício da ONU, entre outros. Ilustrou edição especial de Caçada de Esmeraldas, de Olavo Bilac e o álbum de gravação do poema sinfônico Anhanguera, de Hekel Tavares, em 1951. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras coletivas e Salões oficiais inclusive da Bienal de São Paulo (1951), da Bienal do México (1960). Exposições retrospectivas de suas obras foram realizadas, em 1982, no Museu Nacional de Belas Artes - RJ e no Museu de Arte de São Paulo - SP. THEODORO BRAGA, PÁG. 54; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 99; MEC, VOL. 1, PÁG. 242; PONTUAL, PÁG. 76; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 594; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG.124; VOL. 2, PÁG. 132; www.pinturabrasileira.com; www.artprice.com; www.galeriandre.com.br.



367 - MAURICIO NOGUEIRA LIMA (1930 - 1999)

Composição - desenho a nanquim - 39 x 31 cm - canto inferior direito - 1958 -

Pintor, arquiteto, desenhista, artista gráfico e professor natural do Recife, PE; faleceu em Campinas, SP. Frequentou o Instituto de Belas Artes de Porto Alegre, o MAM-SP e diplomou-se em arquitetura pela Faculdade Mackenzie-SP. Trabalhou no campo de comunicação visual sendo um dos responsáveis pela renovação da Arte-Cartaz Paulista (1951). Em 1953 passou a fazer parte do Grupo Ruptura, a convite de Waldemar Cordeiro. Participou de várias edições do Salão Paulista de Arte Moderna, onde obteve, dentre outros, o 1º Prêmio em Cartaz (1951 e 1957); das Bienais de 1955 a 1967; da Exposição Nacional de Arte Concreta; da mostra Panorama da Arte Atual Brasileira; da mostra Tendências Construtivas e de outras exposições em: Buenos Aires, Rosário, Santiago, Lima, Roma, Londres, Paris (Salão de Outono) e Zurique (exposição de Arte Concreta –'Konkrete Kunst', organizada por Max Bill). Recebeu o convite (1954) para representar o Brasil na 27ª Bienal de Veneza, no entanto, recusou se apresentar por terem negado a participação de outros membros do Grupo Ruptura. Em São Paulo pintou murais no Largo São Bento, no Edifício Estação Ciência, nas estações São Bento e Santana do Metrô, na Praça Roosevelt, na fachada do MAC/USP e fez uma pintura lateral no Elevado Costa e Silva (popularmente conhecido como Minhocão). Em 1958, foi responsável pela criação da logomarca e programação visual da 1ª Feira Internacional da Indústria Têxtil - Fenit, em São Paulo e, em 1960, realizou as primeiras grandes instalações ambientais para indústrias automobilísticas no Salão do Automóvel. MEC VOL. 2, PÁG. 481; PONTUAL PÁG. 314; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 678; www.pinturabrasileira.com; www.mac.usp.br; www.pinacoteca.org.br; www.artprice.com.



368 - MANOEL SANTIAGO (1897 - 1987)

"Paisagem" - óleo sobre tela colada em eucatex - 16 x 18 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1960 -
Reproduzido na página 191, imagem 195 do livro Manoel Santiago, "Vida, Obra e Crítica".

Manoel Colafante Caledônio de Assumpção Santiago nasceu em Manaus, AM e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, desenhista e professor. Mudou-se para Belém em 1903 e iniciou estudos de pintura. Desde 1916 já praticava a arte não figurativa. Em 1919 transferiu-se para o Rio de Janeiro, cursou Direito e frequentou a Escola Nacional de Belas Artes, onde foi aluno de Rodolfo Chambelland e Baptista da Costa. Na época, teve aulas particulares com Eliseu Visconti. Foi casado com a pintora Haydeá Santiago. Participou em 1927 do Salão Nacional de Belas Artes e recebeu o prêmio viagem ao exterior, entre vários outros. Foi para Paris no ano seguinte, e lá permaneceu por cinco anos. De volta ao Rio de Janeiro, em 1932, tornou-se professor do Instituto de Belas Artes. Em 1934, passou a lecionar pintura e desenho no Núcleo Bernardelli, figurando entre seus alunos José Pancetti, Edson Motta, Bustamante Sá, Ado Malagoli, Rescála e Milton Dacosta. Participou da I Bienal Internacional de São Paulo (1951) e do 8º Panorama da Arte Brasileira (1976). PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, VOL. 1, PÁG. 241; TEODORO BRAGA, PÁG. 211; CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO DE PAISAGEM BRASILEIRA, MEC-MNBA /RIO/1944; MAYER/84, PÁG. 1158; REIS JR, PÁG. 378; PONTUAL, PÁG. 473; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 292; ITAÚ CULTURAL, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 865; ACERVO FIEO.



369 - MENASE VAIDERGORN (1927)

"Roseiral" - óleo sobre tela colada em eucatex - 40 x 20 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor nascido em Hotin, Romênia. Assina MVAIDERGORN. Seus pais vieram para o Brasil (1932) fixando residência em São Paulo. Ingressou na Associação Paulista de Belas Artes (fim da década de 1940) onde conheceu Dario Mecatti que muito o estimulou. Viajou pelo norte da África e Europa. Realizou exposições individuais e participou de diversos salões e mostras coletivas oficiais, recebendo diversos prêmios, entre eles: os do Salão Paulista de Belas Artes, SP (1976 - Medalha de Bronze, 2000 – Prêmio Aquisição, 2001 – Grande Medalha de Prata). JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 1011; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



370 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

Maternidade - escultura em bronze - 47 x 15 x 11 cm - assinado -
Reproduzido no convite deste Leilão.

Escultor, desenhista e pintor paulista nascido em Mococa, SP e falecido no Rio de Janeiro. Mudou-se com a família para Itália, e fixou-se em Roma (1913). Iniciou estudos de desenho e escultura com o professor Loss (1920). Participou de movimentos antifascistas e foi preso (1931) por motivos políticos. Foi extraditado para o Brasil (1935) por intervenção do embaixador brasileiro na Itália. Em 1937, viajou para Paris e frequentou as academias ‘La Grand Chaumière’ e ‘Ranson’, onde estudou com Aristide Maillol e conviveu com Henry Moore, Marino Marini e Charles Despiau. Em 1939, retornou a São Paulo e junto com Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Sérgio Milliet, entre outros, participou do Movimento Modernista; foi um dos membros da Família Artística Paulista e do Grupo Santa Helena. Em 1943, transferiu-se para o Rio de Janeiro. A convite do ministro Gustavo Capanema instalou ateliê no antigo Hospício da Praia Vermelha, onde orientou jovens artistas como Francisco Stockinger. Possui obras em espaços públicos como ‘Monumento à Juventude Brasileira’ (1947), nos jardins do antigo Ministério da Educação e Saúde, atual Palácio Gustavo Capanema - RJ; ‘Candangos’ (1960), na Praça dos Três Poderes, e ‘Meteoro’ (1967), no lago do edifício do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília; ‘Integração’ (1989), no Memorial da América Latina, em São Paulo. Participou das Bienais de Veneza (1950, 1952); participou das I, II, IV e IX Bienais de São Paulo, período em que recebeu o prêmio de melhor escultor brasileiro (1953) e sala especial (1967). MEC, VOL.2, PÁG. 250; PONTUAL, PÁG. 237; MAYER/84, PÁG. 1333; BENEZIT VOL. 5, PÁG. 14; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 715; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 422; www.artprice.com; www.pinturabrasileira.com; www.dec.ufcg.edu.br; www.monumentos.art.br.



371 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Mulher - serigrafia - 171/225 - 62 x 43 cm - canto inferior direito ilegível -



372 - TÉIA DE SOUSAS (1945)

"Clube Med de Sousas" - óleo sobre tela - 20 x 24 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2019 -

Pintora primitiva ativa no Estado de São Paulo. Suas obras nos trazem belas cenas do cotidiano das pessoas no campo. Suas cores são bem dosadas e a composição agrada aos olhos, pois traz harmonia e tranquilidade. A artista expõe regularmente, com sucesso de público e vendas.



373 - ROSA BONHEUR (1822 - 1899)

Touro - escultura em bronze - 18 x 32 x 11,5 cm - assinado -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Rose Marie Rosalie Bonheur, nasceu em Bordeaux e faleceu em Melun. ambas na França. Pintora e escultora, teve em seu pai o primeiro professor. Estudou com Cogniet, sofrendo influências de Lamennais e George Sand. Sua primeira exposição aconteceu em 1841, no Salão de Paris. A esta seguiram-se outras nos anos de 1843 e 1853, sendo que nesta última ela conseguiu tornar-se famosa através da popularização pela gravura de seu quadro Le Marché Aux Chevaux. Mulher ativa e de temperamento inquieto, não dedicou sua vida somente às artes. Foi também Cavaleiro da Legião de Honra em 1865 e Oficial em 1894, além de ser Comandante da Ordem de Isabel, a Católica. Foi grande amiga da Rainha Vitória e por isso aceita por toda a aristocracia inglesa, que passou a admirar as cores impressionistas de suas obras. O MNBA-RJ possui alguns de seus trabalhos. JULIO LOUZADA vol. 13 pág. 46 , BÉNÉZIT vol. 2 págs. 149 e 159 e ARTPRICE 2000 pág. 261



374 - TIDE HELLMEISTER (1942 - 2009)

Composição - técnica mista e colagem - 26 x 26 cm - canto inferior esquerdo -

Artista plástico, pintor, desenhista paulistano, com participações em diversas exposições coletivas em São Paulo e Rio de Janeiro. É hoje um dos mestres da colagem no Brasil. ITAÚ CULTURAL.



375 - HENRI JOSEPH HARPIGNIES (1819 - 1916)

Paisagem - óleo sobre tela - 42 x 55 cm - canto inferior esquerdo - 1907 -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor francês nascido em Valenciennes e falecido em Saint Privé. Foi um viajante comercial, mas seu gosto pela pintura o levou, aos 27 anos, a se tornar artista. Decidiu ter aulas de pintura com Achard e, após uma viagem de estudos à Itália, expôs no Salão de Paris em 1853. Estudou profundamente a Escola de Barbizon e especialmente Corot. Continuou participando do Salão de Paris até que, em 1863, sua pintura foi recusada pelo Salão. Destruiu a pintura e partiu para a Itália onde permaneceu por dois anos. Retornou a Paris com uma série de pinturas e voltou a participar dos Salões (1866, 1868, 1869,1878, 1897) ganhando várias medalhas até finalmente conseguir o Grande Prêmio em 1900. Recebeu a Cruz do Cavaleiro da Legião de Honra (1875), a Cruz de Oficial (1883) e a Cruz de Comandante (1901). Participou também da exposição da Sociedade dos Novos Aquarelistas tanto em Londres como na França. BENEZIT VOL. 5, PÁG. 409; JULIO LOUZADA VOL. 10, PÁG. 417; web.artprice.com; 19thcenturypaintings.com; www.nationalgallery.org.uk; www.artcyclopedia.com.



376 - HANSEN BAHIA (1915 - 1978)

No curral - xilogravura - 36 x 27 cm - canto inferior direito -

Gravador, escultor, pintor, ilustrador, poeta, escritor, cineasta e professor, Karl Heinz Hansen nasceu em Hamburgo, Alemanha e faleceu em São Paulo. Serviu como soldado (entre 1936 e 1945) na Segunda Guerra Mundial e atuou como ilustrador de histórias infantis. Autodidata, realizou suas primeiras xilogravuras entre 1946 e 1948. Fixando-se sucessivamente na Itália, Suécia, Inglaterra, emigrou para o Brasil em 1950 residindo de início em São Paulo e a partir de 1955 em Salvador. Ilustrou a publicação 'Flor de São Miguel' (1957), com textos de Jorge Amado, Vinicius de Moraes e de sua autoria; 'Navio Negreiro' (1958), de Castro Alves. Em homenagem à Bahia passou a assinar seus trabalhos como Hansen-Bahia a partir de sua volta à terra natal em 1959. Lá permaneceu até 1963, enquanto trabalhou no ateliê de gravura fundado por ele mesmo no castelo Tittmoning. Viveu na Etiópia (entre 1963 e 1966) onde ajudou a estabelecer a Escola de Belas Artes na cidade de Addis Abeba. Retornou a Salvador e naturalizou-se. Tornou-se professor de artes gráficas da Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia (1967). Dois anos antes de sua morte, doou em testamento sua produção artística para a cidade de Cachoeira, Bahia, onde foi criada a Fundação Hansen Bahia que recebeu seu acervo artístico de xilogravuras, matrizes, livros, pinturas, prensas e ferramentas de trabalho. Realizou exposições individuais no: Museu de Arte de São Paulo (1950, 1953, 1966); Museu Nacional de Belas Artes, RJ (1952); Museu de Arte Moderna de São Paulo (1954, 1956); Buenos Aires, Argentina (1954, 1955, 1958), entre outras. Participou de muitas mostras coletivas e oficiais como: Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1961); Salão Nacional de Arte Moderna (1954, 1955). PONTUAL PÁG. 260; MEC VOL. 1, PÁG. 157; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 81; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 720; ARTE NO BRASIL, PÁG. 842; ACERVO FIEO, PÁG. 251; www.hansenbahia.com.br; www.artprice.com.



377 - NILSON PIMENTA DA COSTA (1957)

Domingo - óleo sobre tela - 60 x 50 cm - canto inferior esquerdo - 1981 -

Baiano de Caravelas, o autor aprende desenho de forma autodidata, aprimorando-se nesta técnica e iniciando-se na pintura, em ateliê sob orientação de Aline Figueiredo e Humberto Espíndola. Desde o início de sua carreira destaca-se como artista naïf, recebendo diversos prêmios em salões. Participa de várias exposições importantes, entre elas a Bienal Naïfs do Brasil em suas 2ª, 4ª e 5ª edições, organizadas pelo Sesc de São Paulo e do segmento Arte Popular, da Brasil + 500, Mostra do Redescobrimento, na Fundação Bienal em 2000. JULIO LOUZADA, vol. 5, pág. 812; ITAU CULTURAL.



378 - INGRES SPELTRI (1940)

"Construtivismo" - óleo sobre tela - 60 x 80 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor, desenhista, escultor, gravador e professor nascido em Jau, SP. Filho do pintor Augusto Speltri com quem se iniciou na pintura, ainda criança. Em 1959 mudou-se para São Paulo onde estudou Música (1960-1964). Foi professor titular da Escola Panamericana de Arte, SP. Realizou exposições individuais, em São Paulo, nos anos de 1977, 1981, 1978, 1984. Participou de várias mostras e Salões oficiais, sendo premiado em: São Paulo (1963, 1966, 1970, 1971); Santo André, SP (1976). JULIO LOUZADA VOL. 5, PÁG. 1012; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; MEC VOL. 4, PÁG. 338; PONTUAL PÁG. 504; www.artprice.com; www.speltri.com.



379 - RUI MARTINS FERREIRA (XX)

"Barco em repouso" - óleo sobre madeira - 32 x 41 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1950 - Bertioga -

Pintor e professor, nascido na cidade de Campinas. Participou em 1970 do Salão de Belas Artes de Santos-SP. Participou, também, de várias exposições individuais e coletivas tendo feito curso de aperfeiçoamento de pintura em Florença, Itália. MEC, vol 2 pág. 154 e JULIO LOUZADA, vol. 3 pág. 408 e vol. 13 pág. 132



380 - ROBERTO BURLE MARX (1909 - 1994)

Composição - óleo sobre tela - 70 x 80 cm - canto inferior direito - 1974 -
Reproduzido no convite deste Leilão. Com Declaração de Autenticidade firmada pelo Autor, datada de 17 de julho de 1991.

Nasceu em São Paulo e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, paisagista, arquiteto, desenhista,gravador, litógrafo, escultor, tapeceiro, ceramista, designer de jóias, decorador. Durante a infância viveu no Rio de Janeiro. Foi com a família para a Alemanha, em 1928. Em 1929, freqüentou o ateliê de pintura de Degner Klemn. Nos jardins e museus botânicos de Dahlen, em Berlim, entusiasmou-se ao encontrar exemplares da flora brasileira. De volta ao Brasil, fez curso de pintura e arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1930 - 1934), onde foi aluno de Leo Putz , Augusto Bracet e Celso Antônio. Seu primeiro projeto paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, em 1932. Entre 1934 e 1937, ocupou o cargo de diretor de parques e jardins do Recife, PE, onde passou a residir. Nesse período, foi com freqüência ao Rio de Janeiro e teve aulas com Candido Portinari e com o escritor Mário de Andrade. Em 1937, retornou ao Rio de Janeiro e trabalhou como assistente de Candido Portinari. Foi em 1949, conforme sua paixão por plantas e seu interesse por botânica e jardinagem, que Burle Marx adquiriu um sítio em Barra de Guaratiba, RJ. Com auxílio de botânicos, viajou, coletou, catalogou exemplares de plantas do Brasil e reproduziu em seu sítio a diversidade fitogeográfica brasileira. Em 1985 doou esse sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.Realizou muitas exposições individuais e projetos paisagísticos, participou de diversas mostras oficiais coletivas pelo Brasil e no exterior. PONTUAL, PÁG. 94; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 93; MEC. VOL.1, PÁG.303; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 738; LEONOR AMARANTE, PÁG. 98; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 179; artnet.com. ACERVO FIEO.



381 - RUBEM VALENTIM (1922 - 1991)

Emblema - serigrafia - 33/100 - 33 x 24 cm - canto inferior direito - 1972 - Brasília -

Escultor, pintor, gravador, professor nascido em Salvador, BA e falecido em São Paulo. Iniciou-se nas artes visuais na década de 1940, como pintor autodidata. Entre 1946 e 1947 participou do movimento de renovação das artes plásticas na Bahia, com Mario Cravo Júnior, Carlos Bastos e outros artistas. Em 1953 formou-se em jornalismo pela Universidade da Bahia e publicou artigos sobre arte. Residiu no Rio de Janeiro entre 1957 e 1963, onde se tornou professor assistente de Carlos Cavalcanti no curso de história da arte do Instituto de Belas Artes. Residiu em Roma entre 1963 e 1966, com o prêmio viagem ao exterior, obtido no Salão Nacional de Arte Moderna. Em 1966 participou do Festival Mundial de Artes Negras em Dacar, Senegal. Ao retornar ao Brasil, residiu em Brasília e lecionou pintura no Ateliê Livre do Instituto de Artes da Universidade de Brasília - UnB. Em 1972, fez um mural de mármore para o edifício-sede da Novacap em Brasília, considerado sua primeira obra pública. Em 1979, Valentim realizou escultura de concreto aparente, instalada na Praça da Sé, em São Paulo, definindo-a como o Marco Sincrético da Cultura Afro-Brasileira e, no mesmo ano e foi designado, por uma comissão de críticos, para executar cinco medalhões de ouro, prata e bronze, para a Casa da Moeda do Brasil. Em 1998 o Museu de Arte Moderna da Bahia inaugurou a Sala Especial Rubem Valentim no Parque de Esculturas. Foi premiado nas Bienais Internacionais de São Paulo de 1967 e 1973, entre outros. PONTUAL, PÁG.532; WALMIR AYALA, VOL.2, PÁGS.395; TEIXEIRA LEITE, PÁG.517; MEC, VOL.4, PÁG.443; JULIO LOUZADA, VOL.11, PÁG.330; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 682; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 257, ACERVO FIEO; web.artprice.com.



382 - TOMÁS SANTA ROSA (1909 - 1956)

Figura - desenho a nanquim, aquarela e guache - 20,5 x 14,5 cm - canto inferior direito -

Pintor, gravador, cenógrafo e professor autodidata, Tomás Santa Rosa Júnior nasceu em João Pessoa, PB e falecido em Nova Délhi, Índia. Fixou-se no Rio de Janeiro (1932), começou a trabalhar como auxiliar de Portinari e iniciou também sua carreira de ilustrador que se estenderia por longa série de obras de escritores brasileiros e estrangeiros, que incluiu, dentre outros, Graciliano Ramos, José Lins do Rêgo, Jorge Amado, Castro Alves, Dostoievski. É considerado o primeiro cenógrafo moderno brasileiro. Entre as exposições das quais participou destacam-se: o Salão Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro (1941 - Medalha de Prata); Um Século de Pintura Brasileira, no Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro (1952); II Bienal Internacional de São Paulo (1953); Salão Preto e Branco do III Salão Nacional de Arte Moderna do Rio de Janeiro (1954); 'Arts Primitifs et Modernes Brésiliennes', no Museu de Etnografia de Neuchâtel, Suíça (1955). Após sua morte, suas obras foram expostas nas seguintes mostras: Exposição de Artes Gráficas de Tomás Santa Rosa, na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro (1958); Retrospectiva no Teatro Municipal do Rio de Janeiro (1975); Santa Rosa, Carnaval e Figurinos na Fundação Nacional de Arte (Funarte) de São Paulo (1985); e Bienal Brasil Século XX, na Fundação Bienal de São Paulo (1994). PONTUAL, PÁG. 472; MEC VOL. 4, PÁG. 177; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 460; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 572; LEONOR AMARANTE; www.funarte.gov.br; cpdoc.fgv.br; www.artprice.com.



383 - SIRON FRANCO (1947)

"Visões Rupestres" - serigrafia - 150/200 - 47 x 67 cm - canto inferior direito - 1998 -

Pintor, escultor, ilustrador, desenhista, gravador e diretor de arte, Gessiron Alves Franco nasceu em Goiás, GO. Mudou-se para Goiânia (1950) onde estudou pintura (1960) com D. J. Oliveira e Cleber Gouvêa e também foi aluno-ouvinte da Escola de Belas Artes da Universidade Católica de Goiânia. Frequentou os ateliês de Bernardo Cid e Walter Levy, em São Paulo (1969 e 1971), integrando o grupo que fez a exposição 'Surrealismo e Arte Fantástica', na Galeria Seta. Em 1975, com o Prêmio Viagem ao Exterior (1975 – Salão Nacional de Arte Moderna, RJ) residiu entre capitais europeias e o Brasil. Iniciou o projeto 'Ver-A-Cidade' (1979) realizando diversas interferências no espaço urbano de Goiânia. Desde 1986 realiza monumentos públicos baseados na realidade social do país. Fez direção de arte para documentários de televisão (1985 a 1987) como 'Xingu', concebido por Washington Novaes, premiado com medalha de ouro no Festival Internacional de Televisão de Seul. Realizou exposições individuais e participou de inúmeras mostras coletivas e Salões oficiais, destacando-se: Bienal Nacional de Artes Plásticas, Salvador – BA (1968); Bienal Nacional, SP (1974); Bienal Internacional de São Paulo (1975 – Prêmio de Pintura, 1979, 1989, 1991); Panorama da Arte Atual Brasileira, SP (1976, 1983, 1989); Salão Nacional de Arte Contemporânea, Belo Horizonte – MG (1979); Bienal de Valparaíso, Chile (1981); Bienal de Medellín, Colômbia (1981); 'A Cor e o Desenho do Brasil' - Itália, São Paulo, Holanda, Portugal, França (1984); Bienal de Artes Visuais do MERCOSUL, Porto Alegre – RS (1997, 2005); 'Brasil+500 Mostra do Redescobrimento', São Paulo (2000); Bienal de Havana, Cuba (2003), entre outras. WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 343; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 206; JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 957; PONTUAL PÁG. 222; MEC VOL. 2, PÁG. 206; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 760; LEONOR AMARANTE PÁG. 240, ACERVO FIEO; www.pinturabrasileira.com; www.artprice.com.



384 - MARCELO GRASSMANN (1925 - 2013)

Mulheres - xilogravura - P.A. - 38 x 32 cm - canto inferior direito - 1949 -

Desenhista, gravador, ilustrador, pintor, escultor e professor, nasceu em São Simão, SP. Estuda fundição, mecânica e entalhe em madeira na Escola Profissional Masculina do Brás, SP. Passa a realizar xilogravuras a partir de 1943. Atua como ilustrador do Suplemento Literário do ‘Diário de São Paulo’, do ‘O Estado de S. Paulo’ e do ‘Jornal do Estado da Guanabara’. Quando reside no Rio de Janeiro, a partir de 1949, freqüenta os cursos de gravura em metal, com Henrique Oswald e de litografia, com Poty, no Liceu de Artes e Ofícios. Em Salvador (1952), trabalha com Mario Cravo Júnior. .Recebe o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Arte Moderna (1953) e vai para a Academia de Artes Aplicadas, em Viena. Passa a dedicar-se principalmente ao desenho, à litografia e à gravura em metal. Em 1969, sua obra completa é adquirida pelo governo do Estado de São Paulo, passando a integrar o acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo . Em 1978, a casa em que nasceu, em São Simão, é transformada em museu e tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo - Condephaat. Participou de muitas exposições e das Bienais de: São Paulo (1951 a 1961, 1967, 1969, 1979, 1985, 1989); Veneza (1950, 1956, 1958, 1962); Paris (1959). Principais prêmios: Bienal de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1959, 1967); Bienal de Veneza (1950, 1956, 1958,1962); Bienal de Paris (1959). PONTUAL, PÁG. 249; MEC, VOL. 2, PÁG. 281 E 282; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG. 439; VOL. 5, PÁG. 453; VOL. 9, PÁG. 383.



385 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Pegando a língua" - desenho a nanquim - 21,5 x 31,5 cm - canto inferior direito - 29/03/1953 -
Complemento do título : " Pregando a língua". Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins. No estado.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



386 - SOPHIA TASSINARI (1927 - 2005)

Colhendo uva - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior esquerdo e dorso -

Pintora, ceramista e joalheira, esta artista paulistana iniciou seu estudos com Teodoro Braga. Posteriormente teve como companheiros de aula Annita Malfatti e Mario de Andrade. Sua obra é nostálgica, transposta líricamente para as fachadas barrocas, vielas, igrejas e ruínas de cidades históricas brasileiras. JULIO LOUZADA, vol.9, pág. 843; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 644, Acervo FIEO.



387 - OSWALDO LOBO (1940 - 1977)

Mata - óleo sobre eucatex - 24 x 35 cm - canto inferior direito - 1977 -

Nasceu e faleceu em Campinas, SP, (12/10/1940 - 2/7/1977). Estudou com Aldo Cardarelli. Segundo Samyra B. Serpa Crespo, o autor... "Descoberto por conhecido colecionador, recebeu deste integral apoio, dedicando-se, a partir de então, inteiramente à pintura. Foi artista de grande qualidade e recursos, com técnica bem pessoal, segura, forte e amadurecida. Seu tema principal eram as paisagens que, com pinceladas fortes e pastosas, em grossas camadas, refletiam a facilidade com que dominava o pincel (...). " JULIO LOUZADA, vol. 2 pág. 586; ITAU CULTURAL



388 - YASUICHI KOJIMA (1934)

"Igreja Nossa Senhora do Rosário" - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito e dorso - 2005 - Atibaia -
Com etiqueta de exposição realizada na Assembleia Legislativa de São Paulo em 2005, no dorso.

Pintor e ceramista nascido em Tajimi, Japão - cuja população vive de cerâmica e porcelana. Seu pseudônimo artístico é Kojima. Recebeu influência de seu pai, Shigueo Kojima - tradicional artista e ceramista japonês conhecido pelo nome artístico Juho Kojima. Formou-se na Escola de Cerâmica Industrial de Tajimi - Gifu, Japão. Veio para o Brasil em 1953, trabalhou por cinco anos em São Caetano e transferiu-se para Mauá onde, como seu pai, montou sua própria fábrica de cerâmicas e porcelanas que está em atividade até hoje. Naturalizou-se brasileiro e estudou pintura com Manabu Mabe, Takaoka e Nakajima. Realizou exposição individual em Poá, SP (2009) e no Museu de Arte do Parlamento de São Paulo (2013). Participou de diversas mostras e Salões oficiais em: São Bernardo do Campo, SP (1967); São Paulo (1968, 1969, 2001 a 2010); Poá, SP (2009-como convidado); Embu, SP (2012 - Prêmio Prata). www.mauamemoria.com.br; www.radaroficial.com.br/d/31498914; issuu.com/shinzenbi/docs/makoto_5/27.



389 - ANGELO BIGI (1899 - 1953)

Hortências - óleo sobre tela - 40 x 30 cm - canto superior esquerdo - 1946 -

Pintor italiano, imigrou ainda jovem para o Brasil, logo após a I Guerra, fixando-se em Minas Gerais. Manteve curso de artes na cidade de Juiz de Fora, onde foi um dos fundadores do Núcleo Antonio Parreiras. Dedicou-se a mais de um gênero de pintura, como a paisagem, a marinha e a natureza morta. Sobre a sua obra, H. Pereira da Silva comentou em 1948: "apesar de imprimir em alguns de seus quadros um aspecto cenográfico, sabe também em outros surpreender o lado sombrio e simples da vida". MEC, vol. 1, pág. 243; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 104; PONTUAL, pág. 77; ITAÚ CULTURAL.



390 - THOMAZ IANELLI (1932 - 2001)

"Bar da Periferia" - óleo sobre tela - 130 x 280 cm - canto inferior direito -
Reproduzido na quarta capa do catálogo deste Leilão. Com etiqueta da Dan Galeria, Av. Estados Unidos, 1638 - São Paulo, SP, no dorso.

Natural de São Paulo, estudou com Angelo Simeone na Associação Paulista de Belas Artes (1953). Participou de coletivas do Grupo Guanabara. Expôs individualmente desde 1960, em diversas cidade do País e no exterior (Madrid, Paris, Bilbao e Lima), e particpou de coletivas nacionais e estrangeiras, sendo presença constante em mostras antológicas de pintura brasileira no país e no estrangeiro. Sobre sua obra mais recente, já se disse pertencer a um mundo de suavidades carinhosas, poéticas, sem se tornar adocicado, monótono e cansativo. Um mundo feérico, aberto, fluído. Viveu no Paraná, com grande sucesso de público e crítica. TEIXERIA LEITE, pág. 507; MEC, vol. 2, pág. 345; WALTER ZANINI, pág. 755; ARTE NO BRASIL, pág.914, Acervo FIEO.



391 - CARYBÉ (1911 - 1997)

"Sertão" - serigrafia - 51/190 - 69 x 93 cm - canto inferior direito -
Reproduzido na capa do catálogo da Mostra Itinerante do artista realizada em treze galerias em 1995, realização Galvão Bueno Marketing Cultural e patrocínio da Galeria de Arte André - São Paulo - SP.

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



392 - LAURO EZEQUIEL DA SILVA (XX)

Músico - escultura em terracota policromada - 25,5 x 09 x 08 cm - assinado -

Ceramista natural de Caruaru - PE, discípulo de Mestre Vitalino. -



393 - ATHOS BULCÃO (1918 - 2008)

"Senhora sentada" - desenho a nanquim - 28 x 20 cm - canto inferior direito - 1940 -
Com certificado de autenticidade nº 004/2018 da Fundação Athos Bulcão, datado de Brasília, 06 de abril de 2018.

Pintor e desenhista. Começou a dedicar-se a arte estimulado por Portinari, que, em 1945, o convidou a trabalhar nas obras da Pampulha, em Belo Horizonte. No ano anterior realizara exposição individual na sede recém-inaugurada do Instituto dos Arquitetos do Brasil no Rio de Janeiro, voltando a fazê-lo na Capital mineira em 1946 e 1947. Já então conquistara medalhas de prata em pintura e desenho no SNBA. Recebendo bolsa de estudos no governo francês, viajou em 1948 para Paris, onde permaneceu um ano, visitando ainda a Itália. De regresso ao Brasil, passou a dedicar-se também a trabalhos no campo da decoração. Residindo mais recentemente em Brasília, ali criou azulejos e vitrais para a Igreja de Nossa Senhora de Fátima, com motivos cristãos da Pomba e da Estrela, símbolos do Divino Espírito Santo e da natividade. Participou como isento de júri dos II SAMDF (1965), realizando em 1968 exposição individual de desenhos em Brasília (Galeria Encontro). Rubem Braga focalizou-o em uma crônica publicada na revista Manchete (14 de agosto de 1954). TEODORO BRAGA, PÁG. 59; MEC, vol. 1, pág. 301; WALMIR AYALA, vol.1, pág. 140; PONTUAL, pág. 93; TEIXEIRA LEITE, pág. 92; JÚLIO LOUZADA, vol. 7, pág.112; ITAÚ CULTURAL.



394 - PAGU (1910 - 1962)

"Stelamaris" - aquarela - 50 x 35 cm - canto inferior direito - 1953 -
Com a seguinte inscrição: "É uma menina de olhos azuis ou uma mulher de lábios rosas..."

Escritora e jornalista, Patrícia Rehder Galvão nasceu em São João da Boa Vista, SP. Muda-se com a família para São Paulo quando tinha três anos. Aos dezoito anos, após ter completado seus estudos, já está integrada ao Movimento Antropofágico, de cunho Modernista, sob influência de Oswald de Andrade e Tarsila do Amaral, colaborando com desenhos para a Revista de Antropofagia. Em 1931, junto com Oswald de Andrade, funda o jornal tablóide O Homem do Povo onde escreve artigos, faz desenhos, charges e vinhetas. Em 1933 Pagú lança seu primeiro romance, Parque Industrial - romance proletário, sob o pseudônimo de Mara Lobo por exigência do Partido Comunista. Falece em Santos, SP, depois de uma vida de militância política e social bastante agitada. www.vidaslusofonas.pt/pagu; pt.wikipedia.org.



395 - PAUL DÉSIRÉ TROUILLEBERT (1829 - 1900)

Paisagem - óleo sobre tela - 27 x 41 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista francês nascido e falecido em Paris. Estudou com Hebert e Jallebert. Participou de várias edições do "Salon" a partir de 1865. BENEZIT; www.artprice.com; rehs.com/Paul_Desire_Trouillebert_Bio.html.



396 - ARMANDO PACHECO (1913 - 1965)

Veneza - óleo sobre tela - 47 x 38 cm - canto inferior direito -

Pintor, gravador e desenhista, nascido e falecido na cidade do Rio de Janeiro. Ingressou no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro em 1930, aos 17 anos de idade, ali tornando-se aluno de Isaltino Barbosa e aluno de Oswaldo Teixeira no ano seguinte. Na ENBA, foi aluno de Rodolpho Chambelland e Augusto Bracet. Participou regularmente do SNBA-RJ, conquistando prêmio viagem ao Exterior em 1950. Em 1968 o Museu Nacional de Belas Artes realizou um exposição com seus principais trabalhos. JULIO LOUZADA vol.1b, pág.705; TEXEIRA LEITE, pág. 372; ITAÚ CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 766.



397 - ERICO DA SILVA (1932 - 2004)

Composição - técnica mista sobre papel - 28 x 28 cm - canto inferior esquerdo -
No estado.

Nascido em Itajaí, SC. Participou de diversos salões nacionais de arte moderna, recebendo diversas premiações, inclusive de aquisição. A partir de 1970 realiza pesquisas no campo do objeto. JULIO LOUZADA vol. 11, pág. 299; PONTUAL pág. 491; MEC vol. 4, pág. 249; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



398 - PAULA KADUNC (1954)

Composição - acrílico sobre tela - 70 x 50 cm - dorso - 2019 -
Registrado sob o nº 780 no catálogo da autora.

Paula Kadunc, pseudônimo artístico de Maria Paula Kadunc, nasceu em São Paulo. Frequentou um curso clássico de arte e comunicação na época de colégio. Formou-se em historia (1975) e nos anos seguintes realizou viagens de estudo pela Europa, Japão, China e Filipinas. No inicio da década de 80 trabalhou no Museu de Arte de São Paulo como assessora de imprensa e relações publicas auxiliando ainda na curadoria de diversas exposições. Na década de 90 frequentou o ateliê do escultor Paulo Tadee onde trabalhou com desenhos e pinturas geométricas e passou a fundir esculturas em bronze. Estudou técnica de pintura com Marysia Portinari. Tem participado com suas obras de várias exposições coletivas e leilões de arte. Possui obras em diversas coleções particulares e no Museu de Arte do Parlamento de São Paulo. www.artemaisnet.com.br/artistas/paula-kadunc.html; www.catalogodasartes.com.br; www.al.sp.gov.br; www.artprice.com; www.askart.com.



399 - GASTÃO FORMENTI (1894 - 1974)

Pedra de Itapuca - óleo sobre eucatex - 16 x 22 cm - canto inferior direito - 1963 -

Pintor nascido em Guaratinguetá-SP. Após iniciar-se em arte com Pedro Strina, em São Paulo, foi residir no Rio de Janeiro, onde, com seu pai, dedicou-se à execução de vitrais. Recebeu medalhas de bronze e de prata no SNBA, do qual ainda participava em 1961. TEODORO BRAGA, pág. 98; WALMIR AYALA vol.1, pág.317; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



400 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulata - óleo sobre tela - 92 x 64,5 cm - canto inferior direito e dorso - 1965 -
Reproduzido na capa do catálogo e no convite deste Leilão. Com a seguinte dedicatória no dorso: "A minha querida Ivette, beijo do E. Di Cavalcanti, Rio, 06/04/1965". Acompanha a obra carta de próprio punho do autor também datada de 06 de abril de 1965, enviando o referido quadro como presente. Com carimbo da Petite Galerie - Praça General Ozório 53, Rio de Janeiro, no dorso.

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



401 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Cais - óleo sobre madeira - 30 x 20 cm - canto inferior esquerdo ilegível -



402 - WALTER LEWY (1905 - 1995)

Paisagem surreal - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito - 1985 -
No estado.

Gravador, pintor, ilustrador, paisagista, desenhista e publicitário nascido em Bad Oldesloe, Alemanha e falecido em São Paulo. Estudou na Escola de Artes e Ofícios de Dortmund, Alemanha (1923-1927). Nesse período, filiou-se à tendência do realismo mágico. Em 1928 participou de coletivas em Dortmund, Gelsenkirchen, Boclusim e outras cidades. Com a crise econômica de 1929, Lewy perdeu seu emprego de desenhista numa gráfica e foi viver com os pais no interior, tornando-se ilustrador de anedotas em jornais. Realizou sua primeira exposição individual em Bad Lippspringe (1932), mas foi fechada quando a Câmara de Arte Alemã proibiu a participação de judeus na vida artística. Escapando dessa situação opressora, o artista imigrou para o Brasil (1938), retomando profissionalmente a pintura. Deixou para trás centenas de trabalhos, que foram enviados para a Holanda e perdidos durante os bombardeios da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). No Brasil, fixou-se em São Paulo. Nos primeiros anos fez desenho publicitário e mais tarde capas de livros e ilustrações para diversas editoras. Ilustrou obras de Bertrand Russell, Machado de Assis e Arnold Toynbee, entre outras. Mais tarde, empregou-se como diagramador, letrista e arte-finalista nas agências de propaganda De Carli, Lintas Publicidade, Martinelli, Santos & Santos e Thompson Propaganda. Participou de Salões Nacionais e Bienais de São Paulo, entre 1951 e 1965, recebendo diversas premiações oficiais. JULIO LOUZADA, VOL. 10, PÁG. 497; MEC, VOL. 2, PÁG. 474; TEODORO BRAGA, PÁG. 245; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 286; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 630; LEONOR AMARANTE, PÁG. 142; ACERVO FIEO.



403 - PEDRO WEINGÄRTNER (1856 - 1929)

Rosto - gravura - Póstuma - 25 x 25 cm - não assinado - 1916 - Roma -
Edição póstuma com relevo seco do Gabinete de Gravura do Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro - RJ.

Pintor gaúcho de origem alemã, Weingärtner estudou no Brasil, Alemanha e Itália, residindo por longos anos na Europa. Ao retornar ao Brasil, dedicou-se a temática gauchesca, que lhe motivou os trabalhos mais sensíveis. Um dos pioneiros da gravura de arte no Brasil. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 343; BENEZIT, vol. 10, pág. 675; TEODORO BRAGA, pág. 246; REIS JUNIOR, pág. 220/224; MEC, vol. 4, pág. 506/507; LAUDELINO FREIRE, pág. 386; PONTUAL, pág. 551/552; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 438/439; MAYER/84, pág. 1268; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 443; ARTE NO BRASIL, pág. 560; RGS, pág. 402.



404 - TARSILA DO AMARAL (1890 - 1973)

Retrato - desenho a lápis - 25 x 18 cm - centro inferior -

Pintora e desenhista, Tarsila do Amaral nasceu em Capivari, SP e faleceu em São Paulo. Estudou escultura com William Zadig e com Mantovani, em 1916, na capital paulista. No ano seguinte teve aulas de pintura e desenho com Pedro Alexandrino, onde conheceu Anita Malfatti. Ambas tiveram aulas com o pintor Georg Elpons. Em 1920 viajou para Paris e estudou na ‘Académie Julian’ e com Émile Renard. Ao retornar ao Brasil formou em 1922, em São Paulo, o Grupo dos Cinco, com Anita Malfatti, Mário de Andrade, Menotti del Picchia e Oswald de Andrade. Em 1923, novamente em Paris, frequentou o ateliê de André Lhote, Albert Gleizes e Fernand Léger. Foi a criadora de duas das principais tendências ou movimentos de nossa arte nacionalista: o Pau Brasil e o Antropofagia. A convite da Comissão do IV Centenário de São Paulo fez, em 1954, o painel ‘Procissão do Santíssimo’ e, em 1956, entregou ‘O Batizado de Macunaíma’, sobre a obra de Mário de Andrade, para a Livraria Martins Editora. A retrospectiva Tarsila: 50 Anos de Pintura, organizada pela crítica de arte Aracy Amaral e apresentada no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo , em 1969, ajudou a consolidar a importância da artista. TEODORO BRAGA, PÁG. 220; REIS JR., PÁG.388; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 365; MEC, VOL. 4, PÁG. 370; PONTUAL, PÁG. 511; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 492; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 389; ARTE NO BRASIL, PÁG. 577; LEONOR AMARANTE, PÁG. 24; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 958.



405 - RENE NASCIMENTO (XX)

"Park Avenue" - óleo sobre tela - 50 x 60 cm - canto inferior direito e dorso - New York -

Pintor, desenhista, gravador, designer têxtil e decorador nascido em Belo Horizonte, MG. Foi aluno de Carlos Volney na Escola Guignard (1977) e graduou-se pela Escola de Belas Artes da UFMG (1983 a 1989), ambas em Belo Horizonte, especializando-se em pintura sob a orientação de Amílcar de Castro, Álvaro Apocalypse, Haroldo Mattos, Marisa Trancoso, Jarbas Juarez e Mário Zavagli. Cursou também a Escola de Artes Visuais do Parque Lage (1989), Rio de Janeiro; a FAAP, São Paulo (1990); 'The Art Students League of New York', Nova York, EUA (2006 a 2010). Vive em Nova York, EUA desde 2003. Realizou exposições individuais em: Belo Horizonte, MG (1980, 1998, 1999); Salvador, BA (1990); Brasília, DF (2000); Nova York, EUA (2003, 2006, 2010, 2012); Rio de Janeiro (2013); Búzios, RJ (2013). Participou de muitas coletivas e Salões oficiais no Brasil, Estados Unidos, China e Europa. Minas Gerais, Estados Unidos e Canadá possuem murais de sua autoria. www.renenascimento.com; JULIO LOUZADA VOL. 5, PÁG. 732; VOL. 13, PÁG. 237.



406 - VASCO PRADO (1914 - 1998)

Cavalos - múltiplo em alumínio - 14 x 19,5 cm - canto inferior direito - 1980 -
Obra comemorativa dos 25 anos de Volkswagen em Porto Alegre da Panambra - 1955/1980.

Escultor, desenhista e gravador, VASCO PRADO abriu seu primeiro ateliê em 1941. Bolsista do governo francês, estudou na França na Escola de Belas Artes de Paris, tendo recebido ensinamentos de Fernand Léger. De volta ao Brasil em 1951, foi um dos fundadores do Clube de Gravura de Porto Alegre, ao lado de Scliar. Artista atuante, VASCO PRADO valoriza a sua arte pelo esmero e originalidade de suas obras. JULIO LOUZADA vol.9, pág. 699; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 711; ARTE NO BRASIL, pág. 842.



407 - WILSON PIRAN (1951)

"Emoção" - múltiplo em madeira e purpurina - 51 x 12 cm - assinado - 1986 -
Da série: "Nem tudo que brilha é ouro".

Artista plástico nascido em Nova Friburgo, RJ. Transferiu-se para o Rio de Janeiro (1969) e ingressou na antiga Escola Nacional de Belas Artes, frequentando o curso de pintura, aluno de Abelardo Zaluar, Mário Barata e Quirino Campofiorito. Trabalhou como decorador de vitrines de joalherias (de 1970 a 1984) criando e realizando vitrines para lojas pelo Brasil e no exterior. Paralelamente começou a participar de Salões de Arte oficiais e exposições coletivas, recebendo diversos prêmios. Realizou exposições individuais no: Rio de Janeiro (1977 - Museu Nacional de Belas Artes, 1980 – FUNARTE, 1982, 1984, 1989, 2000 - MAM); Porto Alegre, RS (1982); São Paulo (1983). ITAU CULTURAL; www.wilsonpiran.com.



408 - JESUALDO (1940)

"Minha Fazendinha em Três de Maio - RS" - acrílico sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior direito e dorso - 2019 -

Pintor nascido em Santa Rosa, RS. Autodidata no início de sua carreira, teve aulas com Colete Pujol. Participou de vários Salões e exposições oficiais em: Canoas, RS (1960); Aparecida do Norte, SP (1961); São Carlos, SP (1964); São Paulo (1966 a 1968, 1985). Foi premiado, em 1966, no Salão da Escola de Belas Artes de São Paulo.



409 - ANTONIO GARCIA PASCOAL (1939)

"Fogão caipira" - óleo sobre tela - 30 x 20 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2015 -

Assina Pascoal. Pintor nascido em Itapui, SP, em 17 de novembro. Participa de coletivas desde 1990, tendo recebido prêmio, dentre outros, Medalha de Bronze, no SA na CEF em São Caetano do Sul - 1991. JULIO LOUZADA vol.9, pág. 655.



410 - CHARLES FRANÇOIS DAUBIGNY (1817 - 1878)

"La plage de Villerville" - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior esquerdo -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e gravador francês nascido e falecido em Paris. Assina Daubigny. Associado à Escola de Barbizon, não viveu nessa cidade. Foi um dos pioneiros da pintura ‘plein air’ na França. Nascido em uma família de artistas, seu pai e seus tios também pintavam, Daubigny teve como primeiro mestre o próprio pai, Edmé François. Aos dezessete anos, após a morte de sua mãe, resolveu viajar e foi para Roma, onde visitou todos os museus. De volta a Paris, integrou-se à classe de Paul Delaroche na Escola de Belas Artes (1838) e o pintor Granet, conservador do Museu do Louvre, empregou-o como restaurador de quadros. Não era um trabalho que apreciava e achava uma profanação tocar em uma obra prima. Despedido do Louvre passou a fazer ilustrações comerciais, desenhos para caixas de bombons e gravações sobre madeira. Em 1838, 1840 e 1845 participou de Salões apresentando algumas águas-fortes. A partir de 1844, sua reputação como pintor começou a se firmar. Em 1857 expôs, no Salão, a obra ‘Le Printemps’ e com o sucesso, foi encarregado da decoração das escadas dos salões de Estado no Louvre. Graças a esse trabalho e à posse de uma pequena herança, realizou um antigo sonho: mandou construir uma barca - ‘Bottin’ - que lhe serviu de habitação e permitiu uma vida errante em contato direto e permanente com sua fonte de inspiração: os rios e canais. Em 1874 foi feito cavaleiro da ‘Legion d’Honneur’. Vários museus da Europa possuem obras suas. BENEZIT VOL. 3, PÁG. 369; DICIONÁRIO OXFORD PÁG. 143; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG.314; www.charles-francois-daubigny.org; www.nationalgallery.org.uk; www.rehs.co; www.britannica.com; artnet.com; artist.christies.com; web.artprice.com.



411 - DAREL VALENÇA LINS (1924 - 2017)

Cidade - serigrafia - 6/30 - 50 x 50 cm - canto inferior direito - 1969 -

Gravador, pintor, desenhista, ilustrador e professor nascido em Palmares, PE. Estudou na Escola de Belas Artes do Recife, atual Universidade Federal de Pernambuco (entre 1941 e 1942). Mudou-se para o Rio de Janeiro (1946); estudou gravura em metal com Henrique Oswald (1948) e recebeu aconselhamento técnico de Oswaldo Goeldi. Atuou como ilustrador em diversos periódicos: revista 'Manchete'; jornais 'Última Hora' e 'Diário de Notícias'; diversos livros: 'Memórias de um Sargento de Milícias' (1957), de Manuel Antônio de Almeida; 'Poranduba Amazonense' (1961), de Barbosa Rodrigues; 'São Bernardo' (1992), de Graciliano Ramos e 'A Polaquinha' (2002), de Dalton Trevisan. Encarregou-se das publicações da Sociedade dos Cem Bibliófilos do Brasil (entre 1953 e 1966). Lecionou gravura em metal no Museu de Arte de São Paulo - Masp (1951); litografia na Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro (entre 1955 e 1957) e na FAAP, São Paulo (1961 a 1964). Realizou painéis para o Palácio dos Arcos, em Brasília (1968-1969) e para a IBM do Brasil, no Rio de Janeiro (1979). Realizou muitas exposições individuais, destacando-se: Rio de Janeiro (1949, 1963, 1964, 1966, 1968, 1973, 1995); Recife, PE (1951); Itália (1952 – Milão, 1958 - Roma); São Paulo (1953 – MASP, 1960, 1967). Participou de várias mostras e Salões oficiais, entre as quais: Salão Nacional de Arte Moderna (1952 a 1960) onde recebeu Prêmio de Viagem ao País (1952) e Prêmio de Viagem ao Estrangeiro (1957); Bienal Internacional de São Paulo (1961 a 1967) recebendo Prêmio Melhor Desenhista Nacional (1963) e Sala Especial (1965); Gravadores Brasileiros Contemporâneos, EUA (1966); Bienal de Tóquio, Japão (1964); Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa (1988, 1993). MEC VOL.3, PÁG. 18; PONTUAL, PÁG.160; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 313; VOL. 8, PÁG. 246; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 715; ARTE NO BRASIL, PÁG. 839; LEONOR AMARANTE, PÁG. 125; ACERVO FIEO; www.graphias.com.br; www.artprice.com.



412 - MANOEL SANTIAGO (1897 - 1987)

Paisagem - óleo sobre tela colada em eucatex - 28 x 15 cm - canto inferior esquerdo -

Manoel Colafante Caledônio de Assumpção Santiago nasceu em Manaus, AM e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, desenhista e professor. Mudou-se para Belém em 1903 e iniciou estudos de pintura. Desde 1916 já praticava a arte não figurativa. Em 1919 transferiu-se para o Rio de Janeiro, cursou Direito e frequentou a Escola Nacional de Belas Artes, onde foi aluno de Rodolfo Chambelland e Baptista da Costa. Na época, teve aulas particulares com Eliseu Visconti. Foi casado com a pintora Haydeá Santiago. Participou em 1927 do Salão Nacional de Belas Artes e recebeu o prêmio viagem ao exterior, entre vários outros. Foi para Paris no ano seguinte, e lá permaneceu por cinco anos. De volta ao Rio de Janeiro, em 1932, tornou-se professor do Instituto de Belas Artes. Em 1934, passou a lecionar pintura e desenho no Núcleo Bernardelli, figurando entre seus alunos José Pancetti, Edson Motta, Bustamante Sá, Ado Malagoli, Rescála e Milton Dacosta. Participou da I Bienal Internacional de São Paulo (1951) e do 8º Panorama da Arte Brasileira (1976). PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, VOL. 1, PÁG. 241; TEODORO BRAGA, PÁG. 211; CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO DE PAISAGEM BRASILEIRA, MEC-MNBA /RIO/1944; MAYER/84, PÁG. 1158; REIS JR, PÁG. 378; PONTUAL, PÁG. 473; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 292; ITAÚ CULTURAL, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 865; ACERVO FIEO.



413 - TARSILA DO AMARAL (1890 - 1973)

Paisagem - desenho a nanquim - 12,5 x 20,5 cm - canto inferior direito -

Pintora e desenhista, Tarsila do Amaral nasceu em Capivari, SP e faleceu em São Paulo. Estudou escultura com William Zadig e com Mantovani, em 1916, na capital paulista. No ano seguinte teve aulas de pintura e desenho com Pedro Alexandrino, onde conheceu Anita Malfatti. Ambas tiveram aulas com o pintor Georg Elpons. Em 1920 viajou para Paris e estudou na ‘Académie Julian’ e com Émile Renard. Ao retornar ao Brasil formou em 1922, em São Paulo, o Grupo dos Cinco, com Anita Malfatti, Mário de Andrade, Menotti del Picchia e Oswald de Andrade. Em 1923, novamente em Paris, frequentou o ateliê de André Lhote, Albert Gleizes e Fernand Léger. Foi a criadora de duas das principais tendências ou movimentos de nossa arte nacionalista: o Pau Brasil e o Antropofagia. A convite da Comissão do IV Centenário de São Paulo fez, em 1954, o painel ‘Procissão do Santíssimo’ e, em 1956, entregou ‘O Batizado de Macunaíma’, sobre a obra de Mário de Andrade, para a Livraria Martins Editora. A retrospectiva Tarsila: 50 Anos de Pintura, organizada pela crítica de arte Aracy Amaral e apresentada no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo , em 1969, ajudou a consolidar a importância da artista. TEODORO BRAGA, PÁG. 220; REIS JR., PÁG.388; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 365; MEC, VOL. 4, PÁG. 370; PONTUAL, PÁG. 511; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 492; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 389; ARTE NO BRASIL, PÁG. 577; LEONOR AMARANTE, PÁG. 24; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 958.



414 - JOSÉ MORAES (1921 - 2003)

Composição - aquarela - 35 x 26 cm - canto inferior direito - 1990 -

Pintor, gravador, desenhista, escultor, ilustrador e professor, José Machado de Morais nasceu no Rio de Janeiro e faleceu em São Paulo. Assina José Moraes. Formou-se em pintura pela Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1941). Paralelamente aos estudos universitários, teve aulas de pintura com Quirino Campofiorito. Tornou-se assistente de Candido Portinari, em Brodosqui (1942) e trabalhou com o mesmo na execução do painel da capela de São Francisco de Assis, de Oscar Niemeyer, em Belo Horizonte (1945). Realizou exposições individuais no: Rio de Janeiro (1945, 1947, 1966, 1968, 1969, 1970); São Paulo (1962, 1965, 1967, 1970, 1979 – MAM, SP, 1982, 1983, 1984, 1986); Bagé, RS (1946, 1979); Pelotas, RS (1946); Porto Aiegre, RS (1948, 1980, 1988, 1992, 1995); Uberlândia, MG (1952, 1972, 1977, 1978, 1987); Belo Horizonte, MG (1964); Campinas, SP (1974); Cataguases, MG (1981); Goiânia, GO (1987); Brasília, DF (1989, 1995). Participou de várias mostras coletivas e Salões oficiais pelo Brasil como: Panorama da Arte Brasileira – MAM, São Paulo (1969, 1970, 1971, 1973, 1976, 1977) e no exterior. Foi premiado, nos anos de 1940, em quatro edições do Salão Nacional de Belas Artes – RJ. Com o prêmio Viagem ao Exterior recebido na 55ª edição (1949), viajou para Itália onde permaneceu estudando pintura mural (1950 a 1951). De volta ao Rio de Janeiro, dedicou-se à execução de mosaicos e afrescos até 1958, quando se mudou para São Paulo. Tornou-se professor na FAAP (1967). Aperfeiçoou-se em serigrafia (1971) com Michel Caza, em Paris, para onde retornou em outras três ocasiões, com a mesma finalidade. Fez também estágios em litografia com Michel Potier, na "École de Beaux-Arts", Paris, e com Eugène Shenker, no "Centre de Gravure Contemporaine", Genebra. MEC VOL. 3, PÁG. 196; Pontual pág. 369; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 646; VOL. 2, PÁG. 689; VOL. 5, PÁG. 706; VOL. 6, PÁG. 748; VOL. 8, PÁG. 586; VOL. 12, PÁG. 278; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 602, ACERVO FIEO.



415 - OTTONE ZORLINI (1891 - 1967)

Praia - óleo sobre eucatex - 20 x 26 cm - canto inferior direito - 1966 - Santos -

Pintor, escultor, desenhista e ceramista nascido em Gorgo al Monticano - Treviso, Itália e falecido em São Paulo. Iniciou sua trajetória profissional aos 13 anos de idade quando começou a trabalhar em uma fábrica de cerâmica. Os dados sobre sua formação, ainda na Itália, são incertos. Ingressou na Academia de Belas Artes de Veneza (entre 1905 e 1906). Também no início do século XX, teria estudado com o escultor Umberto Feltrin e teria frequentado como aluno o ateliê de cerâmica Cacciapuoti (entre 1911 e 1915). Em Veneza (1919) executou retratos e monumentos funerários. Veio para o Brasil (1927) onde realizou o Monumento aos Heróis da Travessia do Atlântico, em São Paulo, no ano seguinte. Passou a conviver com os pintores Mario Zanini, Francisco Rebolo e Alfredo Volpi, integrantes do Grupo Santa Helena. Com esses artistas, viajou constantemente pelos arredores do litoral paulista, entre 1936 e 1943. Além dessas atividades, participou da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo. De 1959 a 1963, dedicou-se à escultura elaborando bustos e obras fúnebres. Realizou exposições individuais em: Treviso, Itália (1925, 1948); São Paulo (1936, 1950). Participou de exposições coletivas em: Veneza, Itália (1923, 1924 – Bienal); Pádua, Itália (1926); São Paulo - Salão Paulista de Belas Artes (1931 – Medalha de Bronze, 1935 – Grande Medalha de Prata, 1951 – Menção Honrosa, 1957 – Pequena Medalha de Ouro, 1959, 1962 e 1964 – Prêmio Aquisição); Treviso, Itália (1953 – Prêmio, 1954 – Aquisição); entre outras. MEC VOL. 4, PÁGS. 534 E 535; PONTUAL PÁG. 559; CATÁLOGO DE PINTORES ITALIANOS NO BRASIL, SOCIARTE/82; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 1091; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 623; www.artprice.com.



416 - RUBENS GERCHMAN (1942 - 2008)

Amantes - litografia - 28/60 - 70 x 50 cm - canto inferior direito - 1986 -

Pintor, desenhista, gravador, escultor nascido no Rio de Janeiro e falecido em São Paulo. Em 1957, freqüenta o Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro, onde estuda desenho. Faz curso de xilogravura com Adir Botelho e freqüenta a Escola Nacional de Belas Artes - Enba, entre 1960 e 1961. Em 1967, é contemplado com o prêmio de viagem ao exterior no 16º Salão Nacional de Arte Moderna e viaja para os Estados Unidos. Reside em Nova York entre 1968 e 1972. Retorna ao Brasil e faz o roteiro, a cenografia e a direção do filme 'Triunfo Hermético' e os curtas 'ValCarnal' e 'Behind the Broken Glass'. De 1975 a 1979, assume a direção da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, RJ. É co-fundador e diretor da revista 'Malasartes'. Em 1978, viaja para os Estados Unidos com bolsa da Fundação John Simon Guggenheim. Em 1982, permanece por um ano em Berlim como artista residente, a convite do Deutscher Akademischer Austauch Dienst - DAAD [Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico]. Realizou diversas exposições individuais e participou de muitas mostras oficiais no Brasil e pelo mundo recendo prêmios na Bienal de São Paulo (1965), Bienal de Salvador, BA (1966), Bienal de Cali, Colômbia (1967, 1970). JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 417; PONTUAL, PÁG. 235; TEIXEIRA LEITE, "in" A GRAVURA BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 734; ARTE NO BRASIL, PÁG. 974; LEONOR AMARANTE, PÁG. 143, MEC VOL. 2, PÁG. 246; Acervo FIEO.



417 - GUILHERME MOTTA (1949)

Paisagem - aquarela - 27,5 x 37 cm - canto inferior esquerdo -

Arquiteto e artista plástico nascido em São Paulo com diversas participações em exposições coletivas. Participou da mostra "15 artistas" na Galeria SESC Paulista, São Paulo, em 1982. ITAU CULTURAL.



418 - SILVIA ALVES (1947)

"Atmosfera de Outono" - óleo sobre tela - 50 x 60 cm - canto inferior direito e dorso - 2017 -

Pintora, desenhista, escultora, gravadora, ilustradora, professora, poetiza e atriz Silvia Ferraro Alves nasceu em São Paulo. Estudou desenho e escultura com Alvaro de Bauptista (1980 a 1984) na Universidade de Campinas; formou-se em Pintura na Faculdade de Belas Artes (1986); mestrado em Aquarela na Faculdade Santa Marcelina (1998); frequentou o ateliê de Gravura do Museu Lasar Segall (1985 a 1988); os ateliês de pintura e desenho dos professores Lecy Bomfim, Salvador Rodrigues, Deusdedith Campanelli, Colette Pujol, Djalma Urban, Francisco Cuoco, Fang, o ateliê de escultura no Museu Brasileiro de Escultura (1980 a 1994) e aquarela com Iole Di Natale (1994 a 1998). Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais. Foi premiada em 1983, 1989, 1991, 1993, 1994, 1997, 1999, 2000, em São Paulo. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL, 10, PÁG, 49; www.silviaalves.art.br.



419 - FUKA (LUIZ FERNANDO DA CUNHA PEPE) (1948)

"Caldeirão com flores" - óleo sobre tela - 50 x 60 cm - canto inferior direito e dorso -

Mineiro de Uberaba, nascido a 13 de agosto de 1948. Dedica-se excluvamente à pintura a partir de 1981. Segundo o premiado artista Sansão Campos Pereira, da ABBA: "...Fuka pereniza na combinação de suas cores um universo de beleza e lirismo onde demonstra conhecer tão bem as diversas mudanças de sombra e luz. A beleza de sua obra é inata, perene e consciente na multiplicidade da diversidade temática." JULIO LOUZADA, vol. 4, pág. 429



420 - JOHN ATKINSON GRIMSHAW (1836 - 1893)

Paisagem - óleo sobre tela - 50 x 68 cm - canto inferior direito -
No estado. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista inglês nascido e falecido em Leeds. Artista autodidata. Era funcionário da "Great Northern Railway" até 1861 quando passou a se dedicar integralmente à pintura. Começou a expor seus trabalhos em Leeds na década de 1860. Pintou, principalmente, para patronos de arte privados e exibiu apenas cinco trabalhos na "Royal Academy" entre 1874 e 1886 e um na Galeria Grosvenor. BENEZIT; www.johnatkinsongrimshaw.org; www.artprice.com.



421 - CLAUDIO GONÇALVES (1958)

"Porto de Santos" - óleo sobre tela - 80 x 100 cm - canto inferior direito e dorso -

Desenhista, pintor e professor nascido em Ourinhos, SP. Teve aulas de desenho no Ateliê Leandro Frediani em Amparo, SP (1966). Em 1968 mudou-se para São Paulo. Frequentou a Escola Panamericana de Artes (1978) onde teve aulas com Paulo Nesadal (1980); aulas de desenho com Círton Genaro (1981) e aulas de gravura com Romildo Paiva (1987) no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo. Estudou também no ateliê de Manoel M. Menacho (1989 a 1999). Realizou exposições individuais em São Paulo (1997, 2001, 2004, 2007, 2008, 2010) e participou de mostras e Salões oficiais em: Marília, SP (1983); Santo André, SP (1985); Presidente Prudente, SP (1988); São João da Boa Vista, SP (1998); São Paulo (2001, 2003, 2012); Santa Bárbara D’Oeste, SP (2008); Guarulhos, SP (2013); Atibaia, SP (2014). Foi premiado em: Marília, SP (1983); Santo André, SP (1985); Prêmio Paleta Internacional Brasil/Extremo Oriente (1986); Arceburgo, MG (2012, 2013). ITAU CULTURAL; www.claudiogoncalves.com.



422 - CARLOS SÖRENSEN (1928 - 2008)

"Recanto II" - óleo sobre tela - 37 x 47 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1998 -

Paulista de Baurú, Sorensen fez importantes estudos em Paris, onde a convite do governo francês, freqüenta o ateliê de André Lhote, onde conhece Picasso, Roonet e Fernand Léger e no ano seguinte freqüenta a Escola Superior de Belas Artes-Paris, estudando com Gleizes e André Lhote(1952-1953). Foi artista de múltiplas atividades, ceramista, tapeceiro, cenógrafo, ilustrador, arquiteto, designer e pintor, com sucesso de crítica e de público. Citado em Delta Larouse/1970, pág. 6406; MEC vol.4, pág. 309; PONTUAL, pág. 500, WALMIR AYALA vol.2, pág.347; JULIO LOUZADA vol.11, pág. 306; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



423 - RITA GOMES FERREIRA (1959)

Boneca - escultura em terracota policromada - 25 x 10 x 10 cm - assinado -
No estado.

Rita Gomes Ferreira nasceu no dia 26 de junho de 1959, em Coqueiro Campo, Minas Novas, em Minas Gerais. Aprendeu a trabalhar no barro com sua tia Rosa, quando tinha aproximadamente 11 anos. Mais velha, foi morar em outra cidade e só voltou a trabalhar com barro em 2000, já com 39 anos, quando retornou a Coqueiro Campo. Recomeçou fazendo peças pequenas, como galinhas e flores, mas agora já desenvolve bonecas, segundo ela, as peças mais difíceis. Ela diz que trabalha com cerâmica por necessidade, pois é uma fonte de renda, embora goste de criar sempre peças novas. Membro da Associação dos Artesãos de Coqueiro Campo, já participou de feiras em Montes Claros e em Minas Novas. Fonte: Museu Casa do Pontal/RJ.



424 - ARY BARROS (1926)

"Retrato de Salvador Rodrigues Junior" - óleo sobre tela - 50 x 40 cm - canto inferior direito e dorso - 1993 -
No estado.

Pintor, escultor e arquiteto natural desta Capital-SP, onde nasceu a 17/11/1926. Seu contato com a pintura é muito antigo, pois seu pai foi um dos fundadores da Associação Paulista de Belas Artes. Formado em arquitetura, obteve premiações por projetos. Dedicando-se à pintura depois de 32 anos de arquitetura, foi considerado um pesquisador de formas e cores. A paisagem, a figura humana e as composições imprevisíveis de certas telas de um realismo fantástico inédito. JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 104



425 - HEITOR DOS PRAZERES (1898 - 1966)

"Soltando pipa, jogando bola" - óleo sobre placa - 29,5 x 29,5 cm - canto inferior direito - 1958 - Rio de Janeiro -
Com autenticação da família do artista, na pessoa do curador da obra, Sr. Heitor dos Prazeres Filho.

Pintor, compositor, marceneiro, Heitor dos Prazeres nasceu e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. Iniciou-se na pintura por volta de 1937, como autodidata, estimulado pelo jornalista e desenhista Carlos Cavalcanti. No período de 1937 a 1946, trabalhou em rádios do Rio de Janeiro e ingressou como ritmista na Rádio Nacional, em 1943. Recebeu o 3º lugar para artistas nacionais na 1ª Bienal Internacional de São Paulo (1951) e foi homenageado com sala especial na 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1953). No ano seguinte, criou cenários e figurinos para o Balé do IV Centenário da Cidade de São Paulo. Realizou sua primeira exposição individual, em 1959, no Rio de Janeiro. Em 1965, Antônio Carlos Fontoura produziu um documentário sobre sua obra. Tornou-se um artista destacado, atuando como compositor, instrumentista e letrista de música popular brasileira. Participou da fundação das primeiras escolas de samba cariocas, entre elas a Estação Primeira de Mangueira. Em comemoração ao centenário de seu nascimento, em 1999, foi realizada mostra retrospectiva no Espaço BNDES e no Museu Nacional de Belas Artes. Em 2003, foi publicado o livro ‘Heitor dos Prazeres: Sua Arte e Seu Tempo’, da jornalista Alba Lírio. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.11, PÁG.247; MEC. VOL.3, PÁG.400; WALMIR AYALA. VOL.2, PÁG.194; TEIXEIRA LEITE, PÁG.408; PONTUAL, PAG.439; WALTER ZANINI, PÁG.810; LEONOR AMARANTE, PÁG. 266; ACERVO FIEO.



426 - ESCOLA ITALIANA SÉC XX

Marinhas - óleo sobre madeira - canto inferior esquerdo ilegível - Capri -
Lote composto por três obras. Medidas: 1ª) 10 x 12,5 cm. 2ª) 12,5 x 10 cm. 3ª) 9,5 x 12,5 cm. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")



427 - BRAZ DIAS (1936)

"Espera de vôo" - óleo sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior direito e dorso - 1987 -
No estado.

Pintor, desenhista e gravador. Estudou gravura com Livio Abramo no MAM-SP. Participou do Salão Paulista de Arte Moderna, recebendo o prêmio de aquisição (1959), e a medalha de bronze (1963). Participou ainda do VII Salão Nacional de Arte Moderna (1959) e da VI Bienal de São Paulo (1961). Individualmente expôs no exterior na Alemanha (1983, 1987, 1993 e 1997), e na Suiça ( de 1998 a 2005). Estudou na Itália, mercê de bolsa de estudos (1960/1961). Trabalhou em Barcelona-Espanha, em artes gráficas (1966). PONTUAL , pág. 229; MEC, vol. 2, pág. 216; JÚLIO LOUZADA, vol. 11, pág. 90; ACERVO FIEO, pág. 605.



428 - JOSÉ PAULO MOREIRA DA FONSECA (1922 - 2004)

"Louvor a imensidão" - óleo sobre tela - 22 x 27 cm - canto inferior direito - 1983 -

Pintor, advogado, filósofo e poeta, nascido e falecido no Rio de Janeiro. Autodidata, dedicou-se à pintura a partir de 1950. Realizou várias exposições individuais em São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Alemanha, Portugal, Inglaterra, Áustria, Estados Unidos, México e participou de muitas mostras e Salões oficiais pelo Brasil e Europa. MEC, VOL. 2, PÁG. 183; WALMIR AYALA VOL. 1, PÁG. 423 A 427; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 268; ITAU CULTURAL, ACERVO FIEO.



429 - SAMI MATTAR (1930 - 2016)

Menina com flores - óleo sobre tela - 55 x 46 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1974/1983 - RJ -

Artista intermídia, desenhista, programador visual, publicitário, nascido em Mejdlaia, Líbano. Chega com a família no Brasil em 1936. Filho de pais conservadores, que não aceitam sua atividade como artista plástico, desenha às escondidas, até que, em 1947, muda-se para o Rio de Janeiro, onde trabalha como pintor de paredes e lava carros. Autodidata, realizou sua primeira mostra individual em 1954, na Galeria Minarte, Belo Horizonte. Passa a fazer histórias em quadrinhos e chega a ser diretor de arte e criação em publicidade. Em 1969, participa do Manifesto Expansão, realizado no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro - MAM/RJ e, no ano seguinte, do lançamento do poster Barraca - Arte na Praia de Ipanema, no mesmo museu. Atuou como colaborador das revistas Tico-Tico e O Malho, além de produzir capas para a revista Veja (1972) e Shell em Revista (1980). Ilustra o livro O Menino mais Bonito do Mundo, de Ziraldo. Exposições individuais: Rio de Janeiro, RJ (1962, 1970, 1973, 1974, 1976, 1979, 1983, 1985, 1995, 2001, 2002); São Paulo, SP (1968, 1981); Líbano (1975); Brasília, DF (1975, 1979, 1984); Salvador BA (1982); Estados Unidos (1994); Teresópolis, RJ (1996, 2000); Vitória, ES (1999). Coletivas: Belo Horizonte, MG (1954, 1966); Rio de Janeiro, RJ (1965, 1967 a 1979, 1981, 1984, 1985, 1990); Salvador, BA (1966); Brasília, DF (1967, 1968, 1984); São Paulo, SP (1967 – 9ª Bienal Internacional, 1968, 1969, 1971); Líbano (1975); Alemanha (1980);Estados Unidos (1992, 1993, 1996, 1997). Prêmios: Belo Horizonte, MG (1966); São Paulo, SP (1969); Líbano (1975); Estados Unidos (1992, 1996, 1997). ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL. 3, PÁG. 709; Pontual, Roberto – DICIONÁRIO DE ARTES PLÁSTICAS NO BRASIL, PÁG. 349.



430 - WALTER STUART LLOYD (XIX - XX)

Paisagem - óleo sobre tela - 41 x 92 cm - canto inferior esquerdo - 1880 -
No estado. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista inglês. Viveu e trabalhou em Brighton. Foi membro da Sociedade Real dos Artistas Britânicos. Participou de exposições, de 1875 a 1913, na "Royal Academy", na "Royal Society of British Artists", na "Royal Institute of Painters in Watercolours". BENEZIT; www.haynesfineart.com; www.artprice.com.



431 - JAYME XANDÓ (1942 - 2007)

"Cidade" - xilogravura - P.A. - 38 x 26,5 cm - canto inferior direito - 2002 -
No estado.

Artista plástico com diversas participações em mostras e Salões oficiais, destacando-se: Salão Paulista de Arte Moderna, SP (1966); Bienal Nacional, SP (1974); Salão Paulista de Arte Contemporânea, SP (1976); Salão de Ates Plásticas da Noroeste, Penápolis - SP (1982); Salão Nacional de Artes Plásticas, RJ (1982); Mostra de Gravura Cidade de Curitiba, Curitiba – PR (1984). ITAU CULTURAL; www.casadaxilogravura.com.br; www.artprice.com.



432 - ARMANDO SENDIN (1928)

Composição - técnica mista sobre papel - 9,5 x 12,5 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, escultor e ceramista. Realizou estudos artísticos na Espanha e na França. Retornando ao Brasil, (após figurar em mostras coletivas no estrangeiro) e fixando-se em São Paulo, participou em 1967, do 1º SOP, XVI SPAM, I Salão de Arte Contemporânea de Santos (Prêmio Prefeitura). Ganhou o 1º Prêmio de pintura na mostra Roma e a Campanha Romana (Auditório-Itália, São Paulo). Ainda em 1967, expôs individualmente na Galeria F. Domingo, de São Paulo, voltando a fazê-lo nas galerias KLM (São Paulo, 1968), do Centro Cultural Brasil-Estados Unidos (São Paulo, 1968) e Goeldi (GB, 1968), também apresentado seus trabalhos, com Maria de Lourdes Novais e Vitor Décio Gerhard, na Galeria IBEU (GB, 1968). Figurou ainda no II SOP (1968). A respeito de suas obras, de caráter abstracionista, disse Samson Flexor, em 1968: "Considero os óleos e guaches de Armando Sendin como sendo lugares ideais de encontro e fusão dos elementos primordiais: a terra e o fogo. Fusão resultando em cinzas com focos de brasa que a frescura dos azuis-turquesa mal consegue apagar". Em 1965 publicou o livro Cerâmica Artística, especialidade que lecionou, entre 1959 e 1964, em escola por ele próprio fundada em São Paulo. TEIXEIRA LEITE, pág.472; WALMIR AYALA, vol.2, pág.316-317; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 754; LEONOR AMARANTE, pág. 196. Acervo FIEO.



433 - RICARDO CIPICCHIA (1908 - XX)

Negra - guache - 17,5 x 13,5 cm - canto inferior direito -

Escultor e professor, residiu em São Paulo, onde estudou no Liceu de Artes e Oficios. Trabalhou como entalhador, retratando tipos populares e lendas. Realizou individual no Rio de Janeiro em 1939. Recebeu diversas premiações nos salões oficiais: SPBA 1953; Prefeitura do Município de SP 1934, 1941, etc. JULIO LOUZADA, vol. 3, pág. 272



434 - ARLINDO CASTELLANE DI CARLI (1910 - 1985)

Na cozinha - óleo sobre madeira - 32 x 23 cm - canto inferior direito - 1961 -

Pintor e escultor. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, onde foi aluno de José Maria da Silva Neves e de Enrico Vio. Suas primeiras realizações foram na pintura. Mais tarde passou a dedicar-se também à escultura. Sofreu influência do pintor Armando Balloni. Em 1942, estreando no SPBA, recebeu prêmio de menção honrosa, seguindo-se nos anos posteriores, diversas premiações, inclusive de viagem ao estrangeiro. MEC, vol. 1, pág. 355; WALMIR AYALA, vol.1, págs. 183 e 184; ITAÚ CULTURAL.



435 - JOSÉ ANDRADE (XX)

Onça - escultura em madeira policromada - 10 x 26 x 14 cm - assinado -

Escultor de Prados, MG, com diversas participações em mostras coletivas.



436 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Paisagem - óleo sobre tela colada em eucatex - 49 x 69 cm - canto inferior direito - 1951 -
J. Ennemoser. No estado.



437 - FRANCISCO BRENNAND (1927)

Composição - cerâmica - 10 x 10 cm - não assinado -

Pintor e ceramista. Estudou com André Lhote e Fernand Léger, em Paris. Participou de importantes bienais e salões, nacionais e internacionais. Realizou individuais de pintura e cerâmica no MAM-SP em 1960 e outras importantes salas de arte. Executou trabalhos murais em edifícios públicos e particulares no Recife e no estrangeiro. Suassuna considerou a sua pintura "bela, forte e brasileira". Brennand é referência mundial como artista puramente brasileiro. JULIO LOUZADA, VOL, 10, pág 141. PONTUAL, pág, 88. MEC, VOL , 1, pág, 294; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 717; ARTE NO BRASIL, pág. 879. Acervo FIEO. -



438 - MILTON DACOSTA (1915 - 1988)

As vênus e os pássaros - gravura - 40/100 - 30 x 37 cm - canto inferior direito - 1963 -

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador. Milton Rodrigues da Costa nasceu em Niterói, RJ e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou estudos de desenho e pintura (1929) com o professor alemão August Hantv. No ano seguinte matriculou-se no curso livre de Marques Júnior, na Escola Nacional de Belas Artes. Junto com Edson Motta, Bustamante Sá e Ado Malagoli, entre outros, criou o Núcleo Bernardelli (1931). Viajou para Estados Unidos (1945), com o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Belas Artes do ano anterior. Na cidade de Nova York, estudou na "Art's Students League". Foi para a Europa (1946) e após visita a vários países, fixou-se em Paris, onde estudou na "Académie de La Grande Chaumière". Conheceu Pablo Picasso, por intermédio de Cícero Dias, e frequentou os ateliês de Georges Braque e Georges Rouault. Expôs no "Salon d'Automne", Paris e regressou ao Brasil (1947). Casou-se com a pintora Maria Leontina (1949) e passou a residir em São Paulo. Realizou muitas exposições individuais, entre as quais, a "Homenagem a Milton Dacosta" na Galeria da Praça, RJ, com curadoria de Luiz Carlos Moreira (1973). Participou de inúmeros Salões e mostras coletivas, como: Bienal de Veneza (1950); Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1979); Panorama de Arte Brasileira, MAM – SP (1971). Foi premiado, também, nas Bienais Internacionais de São Paulo (1955, 1957). TEODORO BRAGA, PÁG. 163; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 229; MEC, VOL. 2, PÁG. 13; BENEZIT, VOL. 3, PÁG.315; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 302; VOL. 3, PÁG. 310; ITAU CULTURAL; PONTUAL, PÁG. 155; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



439 - MOBY (1922 - 1978)

Composição - óleo sobre cartão colado em eucatex - 35 x 57 cm - canto superior direito - 1959 -

Pintor e desenhista, Mogens Osterbye nasceu em Copenhague, Dinamarca e faleceu em São Paulo. Assinava Moby. Estudou na Escola de Arte Decorativa e na Real Academia de Belas-Artes de Copenhague com o pintor Kresten Iversen. Passou um período em Paris após a Segunda Guerra Mundial. Em seguida, sabe-se que viajou muito de navio pelo Oriente e pelo Atlântico, exercendo várias atividades. Seu primeiro paradeiro no Brasil foi o Recôncavo Baiano, por volta de 1955. Terminou por fixar-se em São Paulo, onde participou do 1º Salão do Trabalho (1962); expôs na Galeria Astréia (1963), no Clube Escandinavo de São Paulo (1964) e na Galeria de Arte da Casa do Artista Plástico (1965). Participou de mostras na Galeria Atrium – SP (1967) e no Paço das Artes (1971). No Rio de Janeiro, realizou uma individual na Galeria Goeldi (1966). PONTUAL PÁG. 363; MEC VOL. 3, PÁG. 1; JULIO LOUZADA VOL. 8, PÁG. 578; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



440 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Pássaro - xilogravura - 13/200 - 14 x 22 cm - canto inferior direito - 1990 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.