Leilão de Março de 2016

8, 9 e 10 de Março de 2016



001 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Cangaceiro - litografia - P.A. - 45 x 32 cm - canto inferior direito - 1974 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



002 - ALFREDO VOLPI (1896 - 1988)

Bandeirinhas - litografia off set - P.A. - 30 x 42 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.



003 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Casal - serigrafia - 20/100 - 65 x 47 cm - canto inferior direito -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



004 - MILTON DACOSTA (1915 - 1988)

Alexandre - serigrafia - H.C. - 42 x 31 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador. Milton Rodrigues da Costa nasceu em Niterói, RJ e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou estudos de desenho e pintura, em 1929, com o professor alemão August Hantv. No ano seguinte matriculou-se no curso livre de Marques Júnior, na Escola Nacional de Belas Artes. Junto com Edson Motta, Bustamante Sá e Ado Malagoli , entre outros, criou o Núcleo Bernardelli em 1931. Viajou para Estados Unidos em 1945, com o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Belas Artes do ano anterior. Na cidade de Nova York, estudou na Art's Students League of New York. Em 1946, foi para a Europa e após visita a vários países, fixou-se em Paris, onde estudou na Académie de La Grande Chaumière. Conheceu Pablo Picasso, por intermédio de Cícero Dias, e freqüentou os ateliês de Georges Braque e Georges Rouault. Expôs no Salon d'Automne (Paris) e regressou ao Brasil em 1947. Em 1949, casou-se com a pintora Maria Leontina e passou a residir em São Paulo. Realizou muitas exposições individuais e também recebeu prêmios nas Bienais Internacionais de São Paulo (1955, 1957). TEODORO BRAGA, PÁG. 163; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 229; MEC, VOL. 2, PÁG. 13; BENEZIT, VOL. 3, PÁG.315; ITAU CULTURAL; PONTUAL, PÁG. 155; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; ACERVO FIEO.



005 - DANIEL CAMILLI (1980)

Composição - gravura - 17 x 11 cm - dorso - 2002 -

Artista plástico nascido em Osasco, SP, com diversas participações em exposições e mostras coletivas. ITAU CULTURAL; www.canalcontemporaneo.art.br.



006 - ARLINDO MESQUITA (1924 - 1987)

Figura - óleo sobre tela colada em cartão - 44 x 30 cm - canto inferior esquerdo - 1971 -

Pintor figurativo de orientação tradicional, Arlindo Mesquita foi autodidata, e começou a pintar e esculpir aos 13 anos. Natural de Arcoverde, PE, transferiu-se para Recife, onde ingressou aos 15 anos na Escola de Aprendizes Marinheiros daquela cidade, servindo até 1944 na Marinha. Desde então fixou residência no Rio de Janeiro, onde foi desenhista de publicidade e pintor expositor frequente do SNBA. No II Salão Pancetti, realizado naquela cidade, em 1967, obteve prêmio de viagem a Paris. JULIO LOUZADA vol.11, pág. 212; PONTUAL pág. 359; MEC vol. 3, pág. 142; TEIXEIRA LEITE, pág. 323; ITAU CULTURAL.



007 - ENRICO BIANCO (1918 - 2013)

Pastor - litografia off set - P.A. - 32 x 49 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e ilustrador nascido em Roma, Itália e falecido no Rio de Janeiro. Filho da pianista Maria Bianco-Lanzi e de Francesco Bianco, escritor e correspondente internacional do "Jornal do Brasil". Na década de 1930, em Roma, iniciou seus estudos com Maud Latou, Deoclécio Redig de Campos - que chegou a diretor do Museu do Vaticano, Dante Ricci - outrora professor da família real. Sua primeira exposição individual se deu em Roma (1936). Logo depois de sua chegada ao Brasil, Rio de Janeiro (entre 1935 e 1937) estudou com Portinari no Instituto de Arte da Universidade do Distrito Federal e, no ano seguinte, foi seu assistente em diversas obras, destacando-se os murais do MEC, os painéis do Banco da Bahia, o edifício da ONU, entre outros. Ilustrou edição especial de Caçada de Esmeraldas, de Olavo Bilac e o álbum de gravação do poema sinfônico Anhanguera, de Hekel Tavares, em 1951. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras coletivas e Salões oficiais inclusive da Bienal de São Paulo (1951), da Bienal do México (1960). Exposições retrospectivas de suas obras foram realizadas, em 1982, no Museu Nacional de Belas Artes - RJ e no Museu de Arte de São Paulo - SP. THEODORO BRAGA, PÁG. 54; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 99; MEC, VOL. 1, PÁG. 242; PONTUAL, PÁG. 76; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 594; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG.124; VOL. 2, PÁG. 132; www.pinturabrasileira.com; www.artprice.com; www.galeriandre.com.br.



008 - CARLOS SILVÉRIO (1957)

"Cortiço" - óleo sobre tela - 40 x 30 cm - canto inferior direito e dorso -

Autodidata, o artista pinta belas paisagens, figuras, marinhas e cenas árabes com um estilo figurativo admirável. Sua sensibilidade para os efeitos cromáticos, sua versão pessoal dos céus cinzentos e sua coragem de pintar releituras de grandes artistas europeus em pequenas dimensões, tem sido essencial para lhe garantir sucesso de crítica e de público para as suas obras. Participou, recebendo premiações de diversos certames na Capital e interior.



009 - DERALDO CLEMENTE (1958)

Paisagem - óleo sobre tela - 24 x 33 cm - canto inferior direito - 2007 -

Pintor nascido em Neves Paulista, SP, cidade vizinha de São José do Rio Preto. Já participou, entre outras mostras coletivas, de várias edições da Bienal Naïfs do Brasil, organizada pelo Serviço Social do Comércio (SESC), em Piracicaba, SP e foi premiado em 2004. ITAU CULTURAL; www.artcanal.com.br; apaginadavida.blogspot.com.br; www.riopreto.sp.gov.br; www.pauloklein.art.br/binaif.htm.



010 - MANEZINHO ARAUJO (1910 - 1993)

Festa de São João - serigrafia - P.A. - 15 x 10 cm - canto inferior direito -

Com apenas dezesseis anos de idade mudou-se para Recife, a fim de concluir seus estudos. Após cursar a escola de comércio de Pernambuco, transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde foi buscar fama através da música, sua primeira paixão. Destacou-se como compositor e intérprete de música popular nordestina, o que lhe valeu a possibilidade de montar um restaurante de comida nordestina em SP, muito famoso durante vários anos, o Cabeça Chata. Apesar de viver, em SP, suas raízes ainda permanecem em Pernambuco. De uma forma autodidata começou a dedicar-se à pintura, retratando o folclore nordestino, sua gente, suas vidas, fase que sustentou até o seu desaparecimento, com uma menção surrealista. Expôs individualmente nas Galerias Astreia e Capela (SP), e na Ranulfo em Recife (1969). Em 1968, apresentado por Aldemir Martins, teve publicado o álbum de serigrafias Meu Brasil. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 56; MEC, vol. 1, pág. 109; PONTUAL, pág. 38; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 18; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 832; Acervo FIEO.



011 - GUSTAVO ROSA (1946 - 2013)

"O espinho da rosa feriu Zé..." - litografia - 12/30 - 34 x 30 cm - canto inferior direito - 1978 -

Pintor, desenhista e gravador, Gustavo Machado Rosa nasceu e faleceu em São Paulo. Realizou a sua primeira exposição individual em São Paulo em 1970, tendo já ganho no ano anterior a medalha de ouro e o prêmio de viagem ao exterior no 1º Festival de Artes Interclubes, no Clube Monte Líbano. Em 1974, estudou gravura com o norte-americano Rudy Pozzati, no Museu de Arte Brasileira da Fundação Armando Álvares Penteado. Em 1979 e 1980 participou da Exposição Brasil-Japão em Tóquio. Expôs, em 1979, no Salão Nacional de Artes Plásticas e, em 1980 e 1983, no Panorama da Arte Atual Brasileira, no MAM - SP. Realizou painéis externos, em 1984, na Rua Bela Cintra e, em 1987, na Rua Mario Ferraz, para Tereza Gureg. Em 1990 participou de exposição coletiva no ‘International Museum of 20th Century Arts’, em Los Angeles, Estados Unidos. Lançou, em 1994, uma grife com o seu nome em Nova York. Em 1998, desenvolveu as capas de cadernos escolares da marca Tilibra. Neste mesmo ano executou uma escultura em homenagem a Maria Esther Bueno, na Praça Califórnia, em São Paulo. Em 2000, montou escultura de um gato, sob o Viaduto Santa Efigênia. Recebeu vários prêmios, expôs e participou de eventos em cidades do Brasil e no exterior como também em Nova York, Massachusetts, Tel-Aviv, Lisboa, Berlim, Hamburgo, Barcelona e Paris. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 274; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO; www.artprice.com; www.mercadoarte.com.br.



012 - EDGAR D´OLIVEIRA (XX)

A mudança - óleo sobre tela colada em cartão - 28 x 41 cm - canto inferior direito -

Pintor nascido em Estrela d'Oeste, SP. Autodidata, foi incentivado pelo pintor José Antonio da Silva que lhe oferecia tintas e pincéis. Participou da 'Bienal Naïfs do Brasil' em Piracicaba, SP (2014) e de exposições em Portugal, Espanha, Argentina e Estados Unidos. bienalnaifs.sescsp.org.br.



013 - ENZO FERRARA (1984)

Centro de Poá - acrílico sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior esquerdo - 2011 -

Pintor, Enzo Cícero Tiago Aparecido de Lima Santos nasceu em São Paulo. Assina Enzo Ferrara. Vive em Mogi das Cruzes, SP, desde2005. Criou, em 2009, com os artistas plásticos Zeti Muniz, Adelaide L. Swettler, João Ruíz, Marineis Dias, Nerival Rodrigues e Sirley Lacerda o grupo de artes ‘Frontispício’ (Frente Especial). Expôs individualmente em: Mogi das Cruzes (2006); Diadema, SP (2012). Tem participado de mostras coletivas e Salões oficiais em: Mogi das Cruzes (2008); Piracicaba, SP (2010, 2012 - 10ª e 11ª Bienais de Arte Naïf do Brasil); São Paulo (2011); Santo André, SP (2012). Foi premiado em Suzano, SP (2011); Piracicaba (2012 - Bienal de Arte Naïf do Brasil). Possui obras no Museu de Arte Popular de Diadema, no Museu Internacional de Arte Naïf do Brasil - RJ; na Pinacoteca de São Bernardo do Campo, SP. JULIO LOUZADA VOL. 7, PÁG. 254; www.dgabc.com.br; ofrontispicio.blogspot.com.br; www.odiariodemogi.inf.br; www.diadema.sp.gov.br



014 - JOSÉ MORAES (1921 - 2003)

Paisagem - litografia off set - 14/30 - 50 x 63 cm - canto inferior direito - 1976 -

Carioca, nascido José Machado de Morais, em 10/5/1921. Pintor, gravador, desenhista e professor. Aluno rebelde da antiga Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, foi figura importante no embate entre conservadores e modernos na década de 40, concorrendo com o seu trabalho e militância, para a difusão do modernismo pelo país, e na conquista da "Divisão Moderna", no Salão Nacional de Belas Artes. Foi aluno de Quirino Campofiorito, Portinari, com quem trabalhou na execução de diversas obras. Participou de diversos Salões com merecido reconhecimento. JULIO LOUZADA, vol. 13 pág. 230; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 602, Acervo FIEO.



015 - HELIO DE CASTRO (1960)

Barcos - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior esquerdo -

Excepcional pintor de paisagens e marinhas, dono de refinada técnica e composição, com inspiração nas escolas européias. JULIO LOUSADA, vol. 4, pág. 514



016 - EUGÊNIO ACOSTA (1896 - XX)

Porto - óleo sobre tela colada em eucatex - 57 x 98 cm - canto inferior direito -

Nascido EUGÊNIO ACOSTA MEDINA. Pintor espanhol que foi ativo no Rio de Janeiro. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 274; TEODORO BRAGA; ACERVO FIEO, pág. 143.



017 - SANSÃO CAMPOS PEREIRA (1926 - 2014)

Marinha - óleo sobre tela - 50 x 50 cm - canto inferior direito -

Foi ativo no Rio de Janeiro, foi membro da Academia Brasileira de Artes, e da Academia Brasileira de Belas Artes. Artista várias vezes premiado, participou de diversas coletivas e salões, recebendo premiações várias. Seu tema preferido era a marinha. MEC vol.3, pág.389; JULIO LOUZADA vol.11, pág.243, Acervo FIEO.



018 - ANTONIO NÁSSARA (1910)

Barão de Itararé - desenho a nanquim - 35 x 30 cm - canto inferior direito -

Natural da cidade do Rio de Janeiro, onde nasceu a 11 de novembro de 1910. Desenhista, caricaturista e pintor. Estudou na Escola de Belas Artes, RJ. Dedicou-se ao jornalismo e à composição de música popular. A vida nacional lhe proporcionou uma intensa produção gráfica no campo da sãtira política, comentando com sarcasmo acontecimentos do Brasil e do exterior. JULIO LOUZADA, vol. 6 pág.770;



019 - FRANCISCO PROHANE (1921)

"Ingazeiros" - óleo sobre eucatex - 18 x 24 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1986 -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Nascido no Piemonte, Itália, na cidade de Santa Vitória, Prohane imigrou para o Brasil em 1931, com a família. Recebeu orientação de Osvaldo Fuoco, Osvaldo L. Siqueira e Francisco Cuoco. Em agosto de 1983 recebeu a Comenda da Ordem do Mérito das Artes Plásticas e em dezembro do mesmo ano, a de Cavaleiro Oficial. Considerado pintor do campo, Prohane é remanescente do grupo de artistas que pintam ao natural. Também é conhecido como um dos maiores pesquisadores do folclore brasileiro. JULIO LOUZADA vol.10, pág.715; Acervo FIEO.



020 - ANTONIO GARCIA PASCOAL (1939)

"Mar revolto" - óleo sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2015 -

Assina Pascoal. Pintor nascido em Itapui, SP, em 17 de novembro. Participa de coletivas desde 1990, tendo recebido prêmio, dentre outros, Medalha de Bronze, no SA na CEF em São Caetano do Sul - 1991. JULIO LOUZADA vol.9, pág. 655.



021 - OTONI GALI ROSA (1939)

"Dos desempenhos - o trote" - litografia - 02/100 - 60 x 73 cm - canto inferior direito - 1982 -

Desenhista, pintor, gravador e professor, natural de Olímpia, SP. A obra de Otoni marca-se pela constante temática dos cavalos, que povoaram sua infância. Com sua obra, o autor foi muito premiado nos diversos certames de que participou. JULIO LOUZADA vol.1, pág.841; ITAÚ CULTURAL.



022 - GUIDO TOTOLI (1937)

Flores - óleo sobre tela - 65 x 50 cm - canto inferior esquerdo -

Italiano, radicado no Brasil, Totoli é acima de tudo ótimo paisagista e pintor de figuras, fazendo uso de uma cor e de uma pincelada vivas e truculentas. Tem se dedicado com muita felicidade às cerâmicas. MEC, vol.4, pág. 408; JULIO LOUZADA, vol.11, pág. 325, Acervo FIEO.



023 - CRISTINA CAPPER SOUZA (1880 - 1954)

Conversando - desenho a nanquim - 16 x 16 cm - canto inferior esquerdo - 1894 -

Pintora paraense, nasceu e faleceu em Belém. Foi para Paris muito jovem, onde frequentou a Academia Julien. Expôs em Lisboa e no Rio de Janeiro JULIO LOUZADA, vol. 10 pág 842



024 - JAVIER ALVARO ASFADUROFF NIBBES (1954)

"Les Femme" - óleo sobre tela - 60 x 90 cm - canto superior direito e dorso - 2015 -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Uruguaio de Montevideu, onde nasceu a 14 de novembro de 1954. Frequentou o Liceu Onze de Cerro Montevidéu, entre 1965 e 1967, sendo aluno de Torres Garcia. A partir de 1994 passou a figurar em bienais e várias exposições coletivas. JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 637



025 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

"Tango" - desenho a nanquim e aquarela - 26 x 34 cm - canto inferior esquerdo ilegível -



026 - PAULO PENNA (1949 - 1988)

Cidade - litografia - P.A. - 50 x 36 cm - centro inferior - 1987 -

Pintor, desenhista e gravador, natural de Rio Grande, RS. Fez figurinos e cenários para teatro e dança, decoração e ilustração. Foi aluno de Ornella Anselmi, Ida Vidal e Nestro Marques Rodrigues. Foi ativo em São Paulo, onde residia. Participou da mostra Os Artistas pelas Diretas, na Folha de São Paulo, em 1984, mesmo ano que expôs na Galeria Paulo Prado-SP, e também recebeu prêmios de aquisição no III Salão de Artes Plásticas de Araraquara e I Salão de Alphaville, SP. JULIO LOUZADA, VOL,5 pág, 797; ITAÚ CULTURAL; RGS, pág. 398.



027 - ALFREDO GALVÃO (1900 - 1987)

Paisagem - óleo sobre madeira - 27 x 17 cm - canto inferior esquerdo - 1947 -

Pintor e professor de arte, ex-diretor do Museu Nacional de Belas Artes, Galvão foi aluno de Amoedo, Chambelland e Lucílio de Albuquerque, tendo conquistado o prêmio de viagem ao estrangeiro no Salão Nacional de Belas Artes de 1927. Cultivou todos os gêneros, fiel ao estilo de sua mocidade. TEODORO BRAGA, págs. 30 e 105; Catálogo da Exp. De Paisagem Brasileira - Min. da Educ. e Saúde - MNBA / Rio / 1944 - n/nº P. 149; REIS JR. ,pág. 380; MEC, vol. 2, pág. 237; PONTUAL, pág. 231; TEIXEIRA LEITE, pág. 214.



028 - ANNA BELLA GEIGER (1933)

"N. 3 summer: Blau Platz" - serigrafia - 82/100 - 72 x 90 cm - canto inferior direito - 1986 -

Escultora, pintora, gravadora, desenhista, artista intermídia e professora natural da cidade do Rio de Janeiro. Inicia seus estudos artísticos no ateliê de Fayga Ostrower. Entre 1960 e 1965, participa do ateliê de gravura em metal do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro - MAM/RJ, onde passa a lecionar três anos mais tarde. Sua obra é marcada pelo uso de diversas linguagens e a exploração de novos materiais e suportes. Nos anos 1970, sua produção tem caráter experimental: fotomontagem, fotogravura, xerox, vídeo e Super-8. Dedica-se também à pintura desde a década de 1980. A partir da década de 1990, emprega novos materiais e produz formas cartográficas vazadas em metal, dentro de caixas de ferro ou gavetas, preenchidas por encáustica. Suas obras situam-se no limite entre pintura, objeto e gravura. ITAUCULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 703; ARTE NO BRASIL, pág. 853; LEONOR AMARANTE, pág. 286; ACERVO MAC.



029 - FABIO MAGALHÃES (1942)

" A loucura" - desenho a nanquim e lápis - 18 x 23 cm - canto inferior direito - 1995 -

Pintor e desenhista natural da cidade de São Paulo, SP. Estudou desenho e pintura com Nelson Nóbrega, em SP (1961) e fez o curso de História da Arte com Wolfgang Pfeiffer, no MASP-SP. Foi aluno do Instituto de Arte e Arqueologia de Paris (1964), quando entrou em contato com Edonard Jaguer e outros ativistas de Phases, movimento internacional de artistas plásticos. Expõe individualmente desde 1962 e coletivamente a partir de 1960. MEC, vol 3, pág. 38; PONTUAL, pág. 328, TEIXEIRA LEITE, pág. 299 ITAUCULTURAL.



030 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Gato - acrílico sobre papel colado em eucatex - 30 x 41 cm - canto inferior direito -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins. -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



031 - SHOKICHI TAKAKI (1914 - 2006)

Rosas - óleo sobre tela - 35 x 27 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2005 -

Nasceu em Niegata, Japão. No Brasil desde 1927, onde faleceu. Atuou como colono nas lavouras paulistas de café na região de Bebedouro e Nova Granada. Em 1940, já casado, decide vir para a Capital. Autodidata, profissionalizou-se em 1959. Participou de inúmeras mostras coletivas e oficiais como: Salão Paulista de Belas Artes, SP (1952, 1953, 1964, 1968, 1970, 1973, 1975, 1979, 1980, 1984); Salão de Belas Artes de Piracicaba (1963, 1981); Salão Oficial da Academia Paulista de Belas Artes (1981, 1982); Salão de Belas Artes da Sociedade Amigos do Salão Paulista de Belas Artes (1977); Salão de Belas Artes de Ribeirão Preto, SP (1982); 'Le Centre International D´Art Contemporain', Paris – France (1984); 1ª Mostra de Arte Contemporânea Brasileira Expofair - Espelho de Água, Lisboa – Portugal (1985); 'Curtis Hixon Convention Center, Tampa - Flórida – EUA (1986); 'Exposition d´ Artistes Contemporains – Acrópolis Salle des Exposition', Nice – França (1987) e muitas outras. Recebeu premiações como a Pequena e a Grande Medalha de Bronze, a Pequena e a Grande Medalha de Prata, a Pequena e a Grande Medalha de Ouro, Prêmio Viagem ao País e isenção de Júri em quase todas as exposições que participou. JULIO LOUZADA VOL.11, PÁG. 315; MEC VOL. 4, PÁG. 352; ITAU CULTURAL; www.brazilgallery.com.br; www.artprice.com.



032 - FRANCISCO BRENNAND (1927)

Flor - cerâmica - 10 x 10 cm - não assinado -

Pintor e ceramista. Estudou com André Lhote e Fernand Léger, em Paris. Participou de importantes bienais e salões, nacionais e internacionais. Realizou individuais de pintura e cerâmica no MAM-SP em 1960 e outras importantes salas de arte. Executou trabalhos murais em edifícios públicos e particulares no Recife e no estrangeiro. Suassuna considerou a sua pintura "bela, forte e brasileira". Brennand é referência mundial como artista puramente brasileiro. JULIO LOUZADA, VOL, 10, pág 141. PONTUAL, pág, 88. MEC, VOL , 1, pág, 294; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 717; ARTE NO BRASIL, pág. 879. Acervo FIEO. -



033 - ARCÂNGELO IANELLI (1922 - 2009)

Composição - técnica mista - 22 x 10 cm - dorso -
Com a seguinte dedicatória: "Ao caro amigo Silvio. Felicidade para 1973, abraços do Ianelli". Reproduzido sob o n° 254 em catálogo de Leilão de Arte de James Lisboa, leiloeiro oficial, São Paulo - SP, realizado em 20 e 21 de Março de 2003.-

Pintor. Fez aprendizado de pintura com Valdemar da Costa, em São Paulo, a partir de 1942. Participou de diversos Salões no País, e no exterior, obtenções várias e importantes premiações. Seus trabalhos fazem parte do acervo de museus e coleções particulares no mundo todo. Inicialmente figurativo, passou a abstracionismo, trabalhando com blocos cromáticos distribuídos com certo rigor construtivo sobre o espaço plano. A seu respeito, disse o crítico Enrico Crispolti, em 1966: " Mas quais são, então, os temas expressivos próprios da pintura de Ianelli? Ele mesmo, falando-me de experiências já distantes, recorda-me anos de um naturalismo sumário pela vontade de síntese, sublinhado como hoje são propostos em sua pintura horizontes muito diferentes. Creio, no entanto, que uma matriz naturalista preside o intenso lirismo dessa telas recentes de Ianelli (...) ". PONTUAL, pág. 358; MEC vol.3, pág. 345; WALTER ZANINI, pág. 644; ARTE NO BRASIL, pág. 798; LEONOR AMARANTE, pág. 218. Acervo FIEO.



034 - MANOEL SANTIAGO (1897 - 1987)

Paisagem - óleo sobre tela - 62 x 47 cm - canto inferior esquerdo e dorso -

Manoel Colafante Caledônio de Assumpção Santiago nasceu em Manaus, AM e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, desenhista e professor. Mudou-se para Belém em 1903 e iniciou estudos de pintura. Desde 1916 já praticava a arte não figurativa. Em 1919 transferiu-se para o Rio de Janeiro, cursou Direito e frequentou a Escola Nacional de Belas Artes, onde foi aluno de Rodolfo Chambelland e Baptista da Costa. Na época, teve aulas particulares com Eliseu Visconti. Foi casado com a pintora Haydeá Santiago. Participou em 1927 do Salão Nacional de Belas Artes e recebeu o prêmio viagem ao exterior, entre vários outros. Foi para Paris no ano seguinte, e lá permaneceu por cinco anos. De volta ao Rio de Janeiro, em 1932, tornou-se professor do Instituto de Belas Artes. Em 1934, passou a lecionar pintura e desenho no Núcleo Bernardelli, figurando entre seus alunos José Pancetti, Edson Motta, Bustamante Sá, Ado Malagoli, Rescála e Milton Dacosta. Participou da I Bienal Internacional de São Paulo (1951) e do 8º Panorama da Arte Brasileira (1976). PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, VOL. 1, PÁG. 241; TEODORO BRAGA, PÁG. 211; CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO DE PAISAGEM BRASILEIRA, MEC-MNBA /RIO/1944; MAYER/84, PÁG. 1158; REIS JR, PÁG. 378; PONTUAL, PÁG. 473; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 292; ITAÚ CULTURAL, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 865; ACERVO FIEO.



035 - FANG (1931 - 2012)

Peixes - serigrafia - 14/160 - 50 x 70 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e professor, Chien Kong Fang, ou simplesmente Fang, nasceu na cidade de Tung Cheng, China e faleceu em São Paulo. Estudou sumiê e aquarela na China em 1945. Veio morar em São Paulo com a família em 1951, naturalizando-se brasileiro em 1971. Entre 1954 e 1956, estudou pintura com Yoshiya Takaoka em São Paulo. Viajou, em 1977, para a América do Norte, Europa e Ásia, onde desenvolveu o seu trabalho de pintura. Em 1981, foi realizado o curta metragem biográfico ‘O Caminho de Fang’, em São Paulo. Visitou a China, convidado pelo governo chinês, em 1985. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1959, 1961, 1962, 1978, 1981, 1993, 2005); Salvador, BA (1962); Rio de Janeiro (1978, 1986); Schleswing, Alemanha (1985); Lugana, EUA (1990); Americana, SP (1994); Formosa, Taiwan (1994). Foi premiado no Rio de Janeiro (1957) e em São Paulo (1960 a 1962, 1967 a 1969, 1978, 1979, 1991). Participou do Panorama da Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1978). MEC, VOL. 2, PÁG. 124; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 366; VOL. 6, PÁG. 378; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 189; PONTUAL, PÁG. 201; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; www.fang.com.br; www.artprice.com.



036 - RENINA KATZ (1925)

Composição - litografia - 05/30 - 67 x 69 cm - canto inferior direito - 1974 -
No estado.-

Gravadora, desenhista, ilustradora e professora, Renina Katz Pedreira nasceu no Rio de Janeiro. Assina Renina e Renina Katz. Cursou a Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1947 a 1950) e teve como professores, entre outros, Henrique Cavalleiro e Quirino Campofiorito. Licenciou-se em desenho pela Faculdade de Filosofia da Universidade do Brasil. Iniciou-se em xilogravura com Axl Leskoschek, em 1946. Incentivada por Poty, ingressou no curso de gravura em metal, oferecido por Carlos Oswald no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro. Mudou-se para São Paulo em 1951, e lecionou gravura no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand e, posteriormente, na Fundação Armando Álvares Penteado, até a década de 1960. Em 1956, publicou o primeiro álbum de gravuras, intitulado ‘Favela’. A partir dessa data, foi docente da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo por 28 anos. Realizou muitas exposições individuais pelo Brasil, EUA, Chile, Paraguai, Portugal, Itália, Holanda e participou, entre as diversas mostras e Salões oficiais, das: Bienal Internacional de São Paulo (1955, 1959, 1961, 1963, 1985, 1989); Bienal de Veneza, Itália (1956, 1986); Panorama da Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1974, 1977, 1980, 1984). Foi premiada no Rio de Janeiro (1951, 1952) e em São Paulo (1955, 1984). MEC VOL.2, PÁG.403; PONTUAL, PÁG. 288; WALMIR AYALA VOL.1, PÁG.441; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG.15; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 606; ARTE NO BRASIL; www.artprice.com; www.catalogodasartes.com.br; www.editora.unicamp.br; www.laboratoriodasartes.com.br; artenaescola.org.br.



037 - INNOCÊNCIO BORGHESE (1897 - 1985)

"Parque Pedro II" - óleo sobre eucatex - 28 x 38 cm - canto inferior direito - 1960 -

Pintor e professor paulista, participante do Salão Paulista de Belas Artes, de 1935 a 1961. Diversas exposições individuais e coletivas, com muitas premiações. Pintou muitas paisagens tendo como tema a cidade de São Paulo. TEODORO BRAGA, pág 56; MEC, vol. 1, pág. 251; Acervo FIEO.



038 - SILVIA ALVES (1947)

Paisagem - óleo sobre eucatex - 15 x 10 cm - canto inferior esquerdo e dorso -

Pintora, desenhista, escultora, gravadora, ilustradora, professora, poetiza e atriz Silvia Ferraro Alves nasceu em São Paulo. Estudou desenho e escultura com Alvaro de Bauptista (1980 a 1984) na Universidade de Campinas; formou-se em Pintura na Faculdade de Belas Artes (1986); mestrado em Aquarela na Faculdade Santa Marcelina (1998); frequentou o ateliê de Gravura do Museu Lasar Segall (1985 a 1988); os ateliês de pintura e desenho dos professores Lecy Bomfim, Salvador Rodrigues, Deusdedith Campanelli, Colette Pujol, Djalma Urban, Francisco Cuoco, Fang, o ateliê de escultura no Museu Brasileiro de Escultura (1980 a 1994) e aquarela com Iole Di Natale (1994 a 1998). Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais. Foi premiada em 1983, 1989, 1991, 1993, 1994, 1997, 1999, 2000, em São Paulo. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL, 10, PÁG, 49; www.silviaalves.art.br.



039 - ALBERTO TEIXEIRA (1925 - 2011)

Fachada - aquarela - 34 x 28 cm - canto inferior direito - 1967 -

Alberto Dias D'Almeida Teixeira nasceu em São João do Estoril, Portugal e faleceu em Campinas, SP. Pintor, desenhista e professor. Assinou em monograma até 1984 e depois A. Teixeira. Estudou desenho e pintura na Sociedade Nacional de Belas Artes (1947-1950), em Lisboa. Fixando residência em São Paulo, em 1950, foi aluno de Samson Flexor e tornou-se membro do Atelier Abstração. Expôs em diversas edições da Bienal Internacional de São Paulo (entre 1953 e 1965), do Panorama da Arte Atual Brasileira (1970 e 1973) e na Bienal Brasil Século XX, organizada pela Fundação Bienal de São Paulo (1994). Suas participações no Prêmio Leirner de Arte Contemporânea e no 1º Salão Esso de Artistas Jovens lhe renderam, respectivamente, o segundo e o primeiro prêmio em pintura. JULIO LOUZADA, VOL. 3 PÁGS. 1118 A 1122; ITAU CULTURAL; PONTUAL, PÁG. 517; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 497; MEC VOL. 4, PÁG. 376; ACERVO FIEO.



040 - ANTONIO LIZARRAGA (1924 - 2009)

"Cor circular" - óleo sobre tela - 80 x 80 cm - dorso - 1997 -
Obra da série: Superfícies da cor.-

Pintor e desenhista de talento nascido na Argentina. Veio residir em São Paulo-SP, onde participou do XII SNAM (1964) e outros salões oficiais, recebendo diversas premiações. Participou da IX Bienal de São Paulo. PONTUAL, pág. 317; TEIXEIRA LEITE, pág. 288; ITAÚ CULTURAL; LEONOR AMARANTE, pág. 217; WALTER ZANINI, pág. 764; Acervo FIEO.



041 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Tocando violão - serigrafia - P.A. - 48 x 31 cm - canto inferior direito -
No estado.-

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



042 - NILSON PIMENTA DA COSTA (1957)

Papai Noel - técnica mista - 09 x 13 cm - canto inferior esquerdo - 2001 -

Baiano de Caravelas, o autor aprende desenho de forma autodidata, aprimorando-se nesta técnica e iniciando-se na pintura, em ateliê sob orientação de Aline Figueiredo e Humberto Espíndola. Desde o início de sua carreira destaca-se como artista naïf, recebendo diversos prêmios em salões. Participa de várias exposições importantes, entre elas a Bienal Naïfs do Brasil em suas 2ª, 4ª e 5ª edições, organizadas pelo Sesc de São Paulo e do segmento Arte Popular, da Brasil + 500, Mostra do Redescobrimento, na Fundação Bienal em 2000. JULIO LOUZADA, vol. 5, pág. 812; ITAU CULTURAL.



043 - IVALD GRANATO (1949)

Composição - litografia - B.P.I. - 27 x 37 cm - canto inferior direito - 1971 -

Pintor e desenhista. Natural de Campos, RJ, onde viveu até 1966. Estudou com Robert Newman, ingressando em 1967 na Escola de Belas Artes da Universidade do Rio de Janeiro. Em 1968 participa do grupo de vanguarda "Nova Figuração Brasileira". Sua atividade artística desde a década de 60 revela a influência do conceitualismo de Duchamp, mais cerebral do que pictórico, e da "body art", de Joseph Beyus. PONTUAL, pág. 248; TEIXEIRA LEITE, pág. 228; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág.740; ARTE NO BRASIL, pág. 974; LEONOR AMARANTE, pág. 267; Acervo FIEO.



044 - SILVIO OPPENHEIM (1941 - 2012)

Composição - óleo sobre tela - 100 x 100 cm - centro direito - 2010 -

Pintor, desenhista, arquiteto e professor nascido e falecido em São Paulo. Formou-se pela Faculdade de Arquitetura da USP (1965) e completou sua formação na Alemanha, quando ganhou do governo alemão uma bolsa de estudos para a 'Technisce Universitat' (TU) em Berlim Ocidental. Em 1979 assumiu a cadeira de arquitetura de interiores na Faculdade de Arquitetura da Universidade Mackenzie. Produziu intensamente como arquiteto e como artista plástico. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1965, 1972, 1975 a 1977, 1979, 1981, 1982, 1986 a 1989); Rio de Janeiro (1985); Brasília, DF (1978); Curitiba, PR (1980, 1987); Goiânia, GO (1989); Vitória, ES (1989). Participou de exposições coletivas e oficiais como: Bienal Internacional de São Paulo (1963, 1965, 1967, 1969); '5 Pintores de Vanguarda', Porto Alegre, RS (1965); Panorama de Arte Brasileira, MAM – SP (1971, 1973, 1976, 1979); Tóquio, Japão (1985) e outras. JULIO LOUZADA, VOL. 2, PÁG.745; VOL. 4, PÁG. 829; MEC, VOL.3, PÁG.301; ITAU CULTURAL, ACERVO FIEO; www.pinacoteca.org.br; www.sp.senac.br; www.resenhando.com; www.artprice.com.



045 - ALFREDO CESCHIATTI (1918 - 1989)

Iaras - múltiplo em bronze - 10 x 27 x 07 cm - assinado -

Natural de Belo Horizonte. Escultor, desenhista e professor. Passou a frequentar a antiga ENBA em 1940, depois de uma viagem à Europa, especialmente Itália, iniciada em 1938. Na Divisão Moderna do SNBA recebeu, como escultor as medalhas de bronze (1943) e de prata (1944), bem como o prêmio de viagem ao estrangeiro (1945), com o baixo-relevo para a Igreja de São Francisco de Assis, da Pampulha, em Belo Horizonte e, como desenhista, a medalha de prata (1945). Esteve mais uma vez na Europa entre 1946 e 1948, anos em que realizou exposição individual no Instituto dos Arquitetos do Brasil (GB). Figurou na II BSP e no II SNAM, em 1953. Fazendo parte da equipe que, em 1956, venceu o concurso de projetos para o Monumento aos Mortos da II Guerra Mundial (GB), ali executou o conjunto alusivo às três forças armadas. Integrou a Comissão Nacional de Belas Artes em 1960 e 1961, e entre 1963 e 1965, lecionou escultura e desenho na Universidade de Brasília. Quirino Campofiorito citou-o no estudo Ëscultura Moderna no Brasil"(Revista Crítica de Arte, nº único 1962). De seus trabalhos mais conhecidos destacam-se as esculturas As Banhistas e A Justiça, que se encontram, respectivamente, no lago em frente ao Palácio da Alvorada e defronte ao Supremo Tribunal Federal (Praça dos Três Poderes), em Brasília. Há ainda, obras escultóricas de sua autoria, entre outras no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Ministério das Relações Exteriores (Brasília) e em um edifício que Oscar Niemeyer projetou no conjunto residencial Hansa (setor ocidental de Berlim), assim como na embaixada brasileira em Moscou. MEC, vol. 1, pág. 397; PONTUAL, pág. 127; JÚLIO LOUZADA, vol. 11, pág. 70; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 609; ARTE NO BRASIL, pág. 872.



046 - TARSILA DO AMARAL (1890 - 1973)

Abaporu - litografia off set - 25 x 20 cm - canto inferior direito - 1972 -

Pintora e desenhista, Tarsila do Amaral nasceu em Capivari, SP e faleceu em São Paulo. Estudou escultura com William Zadig e com Mantovani, em 1916, na capital paulista. No ano seguinte teve aulas de pintura e desenho com Pedro Alexandrino, onde conheceu Anita Malfatti. Ambas tiveram aulas com o pintor Georg Elpons. Em 1920 viajou para Paris e estudou na ‘Académie Julian’ e com Émile Renard. Ao retornar ao Brasil formou em 1922, em São Paulo, o Grupo dos Cinco, com Anita Malfatti, Mário de Andrade, Menotti del Picchia e Oswald de Andrade. Em 1923, novamente em Paris, frequentou o ateliê de André Lhote, Albert Gleizes e Fernand Léger. Foi a criadora de duas das principais tendências ou movimentos de nossa arte nacionalista: o Pau Brasil e o Antropofagia. A convite da Comissão do IV Centenário de São Paulo fez, em 1954, o painel ‘Procissão do Santíssimo’ e, em 1956, entregou ‘O Batizado de Macunaíma’, sobre a obra de Mário de Andrade, para a Livraria Martins Editora. A retrospectiva Tarsila: 50 Anos de Pintura, organizada pela crítica de arte Aracy Amaral e apresentada no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo , em 1969, ajudou a consolidar a importância da artista. TEODORO BRAGA, PÁG. 220; REIS JR., PÁG.388; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 365; MEC, VOL. 4, PÁG. 370; PONTUAL, PÁG. 511; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 492; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 389; ARTE NO BRASIL, PÁG. 577; LEONOR AMARANTE, PÁG. 24; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 958.



047 - MARTINS DE PORANGABA (1944)

"O lobisomem e a donzela" - acrílico sobre tela - 18 x 25 cm - canto inferior direito e dorso - 2006 -

Pintor, desenhista, gravador e professor, José Carlos de Porangaba Martins nasceu em Porangaba, SP. Assina José Carlos Martins, J. Martins, Porangaba e Martins de Porangaba. Fixou residência em São Paulo e cursou desenho, pintura e modelo vivo na Associação Paulista de Belas Artes, entre 1967 e 1970. Na década de 70 estudou gravura com Paulo Mentem e modelagem com Olinda Dalma. Fundou o Atelier J. Martins em 1972. Em 1980, lecionou pintura na Escola Panamericana de Artes. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1976, 1979, 1981, 1982 – MAC, 1984, 1987, 1990, 1991, 1994, 2000); Santo André, SP (1980, 1981); Guarujá, SP (1982); Rio de Janeiro (1982); Washington, EUA (1983); Brasília, DF (1988). Tem participado de muitas mostras coletivas e Salões oficiais, recebendo vários prêmios em: São Paulo (1979, 1980, 1982); Piracicaba, SP (1981); Embu, SP (1981); Marília, SP (1981); Rio Claro, SP (1982); Santo André, SP (1983, 1984); Rio de Janeiro (1985) ; Lisboa, Portugal (1985); Tampa, EUA (1986); Nice, França (1987). JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 828; VOL. 4, PÁG. 903; VOL. 6, PÁG. 901; VOL. 9, PÁG. 692; VOL. 13, PÁG. 269; ITAU CULTURAL; www.artprice.com; mporangaba.com.



048 - CARYBÉ (1911 - 1997)

"Cantoria da manhã" - serigrafia - 76/250 - 50 x 70 cm - canto inferior direito na tela serigráfica -

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



049 - IVAN FREITAS (1931)

Composição - técnica mista - 17 x 14 cm - canto inferior esquerdo - 1968 -

Pintor e muralista, nasceu em João Pessoa-PB. Realiza sua primeira mostra individual na Biblioteca Pública, em 1957. Reside em Paris (1962 e 1963), com bolsa de estudos da Maison de France, e, de 1969 a 1972, em Nova Iorque, Estados Unidos, comissionado pela International Telephone and Telegraph Corporation. De volta ao Brasil, pinta mural de mais de 1000 metros quadrados na parede externa da Escola Nacional de Música, no Rio de Janeiro, em 1984 - o primeiro do Projeto Arte nos Muros. Participa de diversas coletivas, tais como: SNAM-RJ (1959/1961); Bienal Internacional de São Paulo (1961/1975), dentre tantas outras. JULIO LOUZADA vol.11, pág.117; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 764; LEONOR AMARANTE, pág. 239.



050 - ANTONIO PACHECO FERRAZ (1904 - 2006)

"Luar no lar dos velhinhos" - óleo sobre eucatex - 28 x 38 cm - canto inferior direito e dorso - 1981 - Piracicaba -

Natural de Piracicaba, este pintor sensível, paisagista e retratista, viajou para Paris em 1926, ali estudando, inclusive, com Jean Paul Laurens, na Academia Julian e na Escola de Belas Artes . Ainda em Paris participou do Salão dos Artistas Franceses de 1928 a 1929. Diversos museus tem obras suas, inclusive a PINACOTECA-SP e MNBA da Bretanha. WALMIR AYALA, vol.2, pág.155; PONTUAL, pág.400; TEIXEIRA LEITE, pág.372; MEC, vol. 2, pág. 150; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



051 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Pássaro - serigrafia - P.A. - 22 x 10 cm - canto inferior direito -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



052 - MILLAN HORVAT (1946)

Jogo - óleo sobre tela - 80 x 100 cm - canto inferior esquerdo - 1992 -

Pintor iuguslavo, natural de Novi Sad, onde nasceu a 26 de maio de 1946. Residente e ativo em São Paulo, cuja obra foi assim apresentada por Pietro Maria Bardi: " ... sua arte pode ser inscrita na categoria que Ortega y Gasset reservava aos artífices que comunicam e são entendidos pelos apreciadores do figurativo. Pintura rica em percepções que transparecem num conceber geométrico, pacatas colorações justamente apropriadas às composições. As paisagens reconstroem idealmente as arquiteturas, harmonizando-as e as exaltando em sigulares sínteses formais." JULIO LOUZADA, vol. 12 pág. 275, Acervo FIEO.



053 - TAPETE ORIENTAL,


Ponto de nó, feito a mão, de lã, Lambaran, medindo 2,36 x 1,44 = 3,40 m².



054 - ROBERTO BURLE MARX (1909 - 1994)

Composição - serigrafia - 79/120 - 61 x 69 cm - canto inferior direito na tela serigráfica -
Edição póstuma com relevo seco do Projeto Burle Marx.-

Nasceu em São Paulo e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, paisagista, arquiteto, desenhista, pintor, gravador, litógrafo, escultor, tapeceiro, ceramista, designer de jóias, decorador. Durante a infância viveu no Rio de Janeiro. Foi com a família para a Alemanha, em 1928. Em 1929, freqüentou o ateliê de pintura de Degner Klemn. Nos jardins e museus botânicos de Dahlen, em Berlim, entusiasmou-se ao encontrar exemplares da flora brasileira. De volta ao Brasil, fez curso de pintura e arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1930 - 1934), onde foi aluno de Leo Putz , Augusto Bracet e Celso Antônio. Seu primeiro projeto paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, em 1932. Entre 1934 e 1937, ocupou o cargo de diretor de parques e jardins do Recife, PE, onde passou a residir. Nesse período, foi com freqüência ao Rio de Janeiro e teve aulas com Candido Portinari e com o escritor Mário de Andrade. Em 1937, retornou ao Rio de Janeiro e trabalhou como assistente de Candido Portinari. Foi em 1949, conforme sua paixão por plantas e seu interesse por botânica e jardinagem, que Burle Marx adquiriu um sítio em Barra de Guaratiba, RJ. Com auxílio de botânicos, viajou, coletou, catalogou exemplares de plantas do Brasil e reproduziu em seu sítio a diversidade fitogeográfica brasileira. Em 1985 doou esse sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.Realizou muitas exposições individuais e projetos paisagísticos, participou de diversas mostras oficiais coletivas pelo Brasil e no exterior. PONTUAL, PÁG. 94; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 93; MEC. VOL.1, PÁG.303; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 738; LEONOR AMARANTE, PÁG. 98; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 179; artnet.com. ACERVO FIEO.



055 - LIVROS


01) "Claudio Tozzi - Estruturas do Real", Instituto Olga Kos Inclusão Social, texto de Jacob Klintowitz, 2012. 02) "Roberto Magalhães", texto de Frederico Morais, Editora Salamandra, 1996. 03) "Darcílio Lima - Um Universo Fantástico", catálogo de exposição na Caixa Cultural, São Paulo, texto de Guilherme Gutman, 2015. 04) "Wesley Duke Lee", catálogo de exposição na Camargo Galeria de Arte (dois volumes), 2015. 05) "Artur Barrio - A Metáfora dos Fluxos 2000/1968", catálogo de exposição no Paço das Artes (São Paulo), MAM-BA (Salvador) e MAM-RJ (Rio de Janeiro), textos de Vitoria Daniela Bousso, Fernando Cocchiarale, Cristina Freire e Paulo Herkenhoff, 2000. 06) "Situações: Artur Barrio: Registro", catálogo de exposição no CCBB-RJ, 1996.



056 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Nu - aquarela - 34 x 18 cm - canto inferior direito ilegível - 1982 -



057 - INIMÁ DE PAULA (1918 - 1999)

Casario - desenho a nanquim - 30 x 22 cm - canto inferior esquerdo - 1970 -

Pintor e desenhista mineiro nascido em Itanhomi e falecido em Belo Horizonte. A partir de 1937, frequentou o Núcleo Antônio Parreiras, em Juiz de Fora, MG. Em 1940, instalou-se no Rio de Janeiro e matriculou-se nas aulas de Argemiro Cunha no Liceu de Artes e Ofícios , as quais abandonou em pouco tempo. Passou a pintar com alguns dos ex-integrantes do Núcleo Bernardelli. Em 1944, transferiu-se para Fortaleza, onde conheceu artistas locais e participou da criação da Sociedade Cearense de Artes Plásticas (SCAP). Voltou ao Rio de Janeiro (1945) e expôs com Aldemir Martins, Antonio Bandeira e Jean-Pierre Chabloz , na galeria Askanasy. Em 1948, graças ao apoio de Candido Portinari , fez sua primeira mostra individual no Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB/RJ). Em 1950, ganhou o prêmio de viagem ao país do Salão Nacional de Belas Artes (SNBA) e, no ano seguinte, viajou e expôs na Bahia. Em 1952, recebeu o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Arte Moderna (SNAM). Em Paris (1954-1956) assistiu a cursos na 'Académie de la Grande Chaumière' e na' École Normale Supérieure des Beaux-Arts', acompanhou as aulas de André Lhote e de Gino Severini. Quando voltou participou da V Bienal Internacional de São Paulo e, na primeira metade dos anos 1960, mudou-se para Belo Horizonte. Em 1998 foi criada a Fundação Inimá de Paula em Belo Horizonte. JULIO LOUZADA, VOL.11, PÁG.152; PONTUAL, pág. 271; MEC, VOL.3, PÁG.355; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁGS. 401 1 404; TEIXEIRA LEITE, PÁG.260; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; ARTE NO BRASIL, PÁG. 870; ACERVO FIEO; www.museuinimadepaula.org.br; www.pinturabrasileira.com; www.artprice.com.



058 - MILTON DACOSTA (1915 - 1988)

Construção - serigrafia - 19/100 - 68 x 85 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador. Milton Rodrigues da Costa nasceu em Niterói, RJ e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou estudos de desenho e pintura, em 1929, com o professor alemão August Hantv. No ano seguinte matriculou-se no curso livre de Marques Júnior, na Escola Nacional de Belas Artes. Junto com Edson Motta, Bustamante Sá e Ado Malagoli , entre outros, criou o Núcleo Bernardelli em 1931. Viajou para Estados Unidos em 1945, com o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Belas Artes do ano anterior. Na cidade de Nova York, estudou na Art's Students League of New York. Em 1946, foi para a Europa e após visita a vários países, fixou-se em Paris, onde estudou na Académie de La Grande Chaumière. Conheceu Pablo Picasso, por intermédio de Cícero Dias, e freqüentou os ateliês de Georges Braque e Georges Rouault. Expôs no Salon d'Automne (Paris) e regressou ao Brasil em 1947. Em 1949, casou-se com a pintora Maria Leontina e passou a residir em São Paulo. Realizou muitas exposições individuais e também recebeu prêmios nas Bienais Internacionais de São Paulo (1955, 1957). TEODORO BRAGA, PÁG. 163; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 229; MEC, VOL. 2, PÁG. 13; BENEZIT, VOL. 3, PÁG.315; ITAU CULTURAL; PONTUAL, PÁG. 155; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; ACERVO FIEO.



059 - ROLANDO NATAL SCURZIO (1931 - 1998)

"Mostra Dei Cavalli Di São Marco - Veneza" - óleo sobre tela colada em eucatex - 38 x 47 cm - canto inferior direito e dorso - 1977 -

Pintor de tendência figurativa com temática que se extravasa em forte colorido expressionista. Estudou com o professor Mecozzi e com o mestre Arlindo Castellane di Carli. Participou de várias exposições e recebeu vários prêmios em 1978. No Salão Paulista de Belas Artes recebeu Menção Honrosa. JULIO LOUZADA, vol. 7, pág. 647, Acervo FIEO.



060 - LEOPOLDO RAIMO (1912 - 2001)

Composição - óleo sobre cartão - 35 x 30 cm - canto inferior direito - 1952 -

Pintor e gravador, nascido em Botucatu/SP, com diversas participações em Salões e Exposições, tais como: Salão Paulista de Arte Moderna, Salão Baiano de Belas Artes, Bienal de São Paulo e Salão Nacional de Arte Moderna, entre outros. MEC. VOL. 4, PÁG. 22



061 - BEATRIZ MILHAZES (1960)

"Amor de verano" - litografia off set - 138/300 - 27 x 36 cm - canto inferior direito -
Com certificado de Edicion, emitido por Suc. de Salerno e Hijos - (Italy).-

Pintora, gravadora, ilustradora e professora nascida no Rio de Janeiro. Nessa cidade formou-se em comunicação social (1981), iniciou-se em artes plásticas ao ingressar na Escola de Artes Visuais do Parque Lage (1980), onde mais tarde lecionou e coordenou atividades culturais. Cursou gravura em metal e linóleo no Atelier 78 (1995 a 1996), com Solange Oliveira e Valério Rodrigues; ilustrou o livro ’As Mil e Uma Noites à Luz do Dia: Sherazade Conta Histórias Árabes’ (1997), de Katia Canton. Participou das exposições que caracterizaram a Geração 80 e foi artista visitante em algumas universidades dos Estados Unidos (1997, 1998). Tem se destacado em mostras brasileiras, internacionais (a partir dos anos 1990) - nos Estados Unidos, na Europa e integra acervos de museus como o MoMA, Guggenheim e Metropolitan, em Nova York. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 6, PÁG. 729; www.fortesvilaca.com.br; www.artprice.com; www.museuoscarniemeyer.org.br; www.moma.org; www.metmuseum.org.



062 - ALEX VALLAURI (1949 - 1987)

Trapezista - técnica mista - 10 x 15 cm - não assinado -
Com selo de identificação do autor.-

Natural de Asmara, Etiópia, faleceu em São Paulo-SP. Grafiteiro, artista gráfico, pintor, desenhista, cenógrafo e gravador. Chegou ao Brasil com a família em 1965. Era residente e ativo na capital paulista. Iniciou-se em xilogravura, retratando personagens do porto de Santos. No começo da década de 1970, formou-se em comunicação visual pela FAAP-SP. Especializou-se em litografia no Litho Art Center de Estocolomo, em 1975. Retornou ao Brasil em 1978, realizando grafites em espaços públicos de São Paulo. Produzia silhuetas de figuras, com tinta spray sobre moldes de papelão. Residiu em Nova York entre 1982 e 1983, onde cursou artes gráficas no Pratt Institute. Nesse período, fez grafites nos muros da cidade. Além de usar o muro como suporte, seus trabalhos estampam camisetas, broches e adesivos. Voltou ao Brasil e começa a lecionar na Faap. Em sua produção destaca-se a série A Rainha do Frango Assado, que é também tema de instalação apresentada na 18ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1985. Retrospectiva Viva Vallauri, realizada no Museu da Imagem e do Som - MIS, em São Paulo, em 1998. JULIO LOUZADA, vol 3 pag 1170; ITAUCULTURAL.



063 - PAULA KADUNC (1954)

Composição - acrílico sobre tela - 40 x 30 cm - dorso - 2016 -
Obra 579 do catálogo da artista.-

Paula Kadunc, pseudônimo artístico de Maria Paula Kadunc, nasceu em São Paulo. Frequentou um curso clássico de arte e comunicação na época de colégio. Formou-se em historia (1975) e nos anos seguintes realizou viagens de estudo pela Europa, Japão, China e Filipinas. No inicio da década de 80 trabalhou no Museu de Arte de São Paulo como assessora de imprensa e relações publicas auxiliando ainda na curadoria de diversas exposições. Na década de 90 frequentou o ateliê do escultor Paulo Tadee onde trabalhou com desenhos e pinturas geométricas e passou a fundir esculturas em bronze. Estudou técnica de pintura com Marysia Portinari. Tem participado com suas obras de várias exposições coletivas e leilões de arte. Possui obras em diversas coleções particulares e no Museu de Arte do Parlamento de São Paulo. www.artemaisnet.com.br/artistas/paula-kadunc.html; www.catalogodasartes.com.br; www.al.sp.gov.br; www.artprice.com; www.askart.com.



064 - GINO BRUNO (1889 - 1977)

Natureza morta - óleo sobre tela - 46 x 38 cm - canto inferior esquerdo - 1959 -

Nascido e falecido em São Paulo, este pintor foi especialista em figuras, interiores e naturezas-mortas. TEODORO BRAGA, pág. 108; MEC, vol. 1, pág. 299; PONTUAL, pág. 92; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 135; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 623; Acervo FIEO.



065 - ANTONIO PESSOA (1943)

Nus - múltiplo em bronze - assinados -
Lote composto por dois múltiplos do autor, medidas: 08 x 05 x 06 cm. e 07 x 02 x 02 cm. -

Escultor, assina Tonny. Radicado no Rio de Janeiro detentor de bom curriculo nacional e internacional com inumeras participações em Salões Oficiais,varias vezes premiado. Ótimo mercado.



066 - KARL RÖLLING (1904 - 1981)

Paisagem - litografia - 19 x 25 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista e gravador com várias participações em mostras e Salões oficiais. www.artprice.com; www.arcadja.com; www.villageantiques.ch.



067 - CARLOS SCLIAR (1920 - 2001)

Projeto de tríptico - desenho a nanquim - 31 x 64 cm - centro inferior - 1984 -

Desenhista, gravador, pintor, ilustrador, cenógrafo, roteirista e designer gráfico que nasceu em Santa Maria da Boca do Monte, RS e faleceu no Rio de Janeiro. Assina Scliar. Estudou com Gustav Epstein, em Porto Alegre, em 1934. Participou, em 1938, da fundação da Associação Riograndense de Artes Plásticas Francisco Lisboa. Entre 1939 e 1947, residindo em São Paulo, integrou a Família Artística Paulista - FAP. No Rio de Janeiro, escreveu e dirigiu em 1944 o documentário 'Escadas', sobre os pintores Arpad Szenes e Vieira da Silva com os quais conviveu desde 1941. Convocado pela Força Expedicionária Brasileira - FEB, participou da Segunda Guerra Mundial, na Itália. Morando em Paris de 1947 a 1950, cursou gravura com Galanis na Escola de Belas Artes e teve contato com o gravador mexicano Leopoldo Méndez. De volta ao Brasil, fundou com Vasco Prado o Clube de Gravura de Porto Alegre. Em 1956, passou a viver no Rio de Janeiro. Foi diretor do departamento de arte da revista 'Senhor' entre 1958 e 1960. Fundou a editora Ediarte, em 1962, com os colecionadores Gilberto Chateaubriand, Michel Loeb, Carlos Nicolaievski e o pintor José Paulo Moreira da Fonseca. Realizou durante toda sua vida exposições individuais e participou de inúmeras coletivas e Salões oficiais, recebendo muitos prêmios. Também foram realizadas várias exposições póstumas. MEC VOL.4, PÁG. 214; TEODORO BRAGA, PÁG. 66; WALMIR AYALA VOL.2, PÁG. 306 a 309; PONTUAL, PÁG. 479 e 480; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG.884; VOL.2, PÁG. 925; VOL.13, PÁG. 305; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; RGS, PÁG. 442; ACERVO FIEO.



068 - HÉRCULES BARSOTTI (1914 - 2010)

Composição - serigrafia - 33/100 - 50 x 50 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, programador visual, gravador, nascido em São Paulo, SP . Iniciou-se nas artes em 1926, estudando desenho e composição com o pintor Enrico Vio. Começa a pintar em 1940 e, na década seguinte, realiza as primeiras pinturas concretas, além de trabalhar como desenhista têxtil e projetar figurino para o teatro. Em 1954, com Willys de Castro, funda o Estúdio de Projetos Gráficos, elabora ilustrações para várias revistas e desenvolve estampas de tecidos produzidos em sua tecelagem. Na década de 1960, convidado por Ferreira Gullar (1931), integra-se ao Grupo Neoconcreto do Rio de Janeiro e participa das exposições de arte do grupo realizadas no Ministério da Educação e Cultura, no Rio de Janeiro, e no Museu de Arte Moderna de São Paulo - MAM/SP. Em 1960, expõe na mostra Konkrete Kunst [Arte Concreta], organizada por Max Bill, em Zurique. Hercules Barsotti explora a cor, as possibilidades dinâmicas da forma e utiliza formatos de quadros pouco usuais, como losangos, hexágonos, pentágonos e circunferências. Em sua obra a disposição dos campos de cor cria a ilusão de tridimensionalidade. Entre 1963 e 1965, colabora na fundação e participa do Grupo Novas Tendências, em São Paulo. Em 2004, o MAM/SP organiza uma retrospectiva do artista. JULIO LOUZADA, vol. 1, pag. 98; ITAU CULTURAL



069 - MARIO GRUBER (1927 - 2011)

Menina - desenho a nanquim e aquarela - 28 x 21 cm - canto inferior direito - 1971 -

Pintor, desenhista, gravador, escultor, muralista - Mário Gruber Correia nasceu em Santos, SP. Autodidata, começou a pintar em 1943. Mudou-se para São Paulo em 1946 e matriculou-se na Escola de Belas Artes, onde foi aluno do escultor Nicolau Rollo. Em 1947, ganhou o primeiro prêmio de pintura na exposição do grupo ’19 Pintores’. No ano seguinte realizou sua primeira exposição individual e passou a estudar gravura com Poty e a trabalhar com Di Cavalcanti. Recebeu bolsa de estudo em 1949, foi morar em Paris, onde estudou na ‘École Nationale Supérieure des Beaux-Arts’ com o gravador Édouard Goerg e trabalhou com Candido Portinari. Retornou ao Brasil em 1951 e fundou o Clube de Gravura (posteriormente Clube de Arte) em sua cidade natal, onde voltou a residir. Foi professor de gravura no Museu de Arte Moderna de São Paulo em 1953 e na Fundação Armando Álvares Penteado entre 1961 e 1964. De 1974 a 1978, morou em Paris, depois, ao retornar ao Brasil, morou em Olinda, Pernambuco. Em 1979, montou ateliê em Nova York. De volta a São Paulo, realizou obras de grande porte em espaços públicos como a estação Sé do Metrô e o Memorial da América Latina. Além de ter realizado muitas exposições individuais, participou de várias mostras e salões oficiais: Salão Paulista de Arte Moderna; Panorama da Arte Moderna Brasileira; Bienal Internacional de São Paulo e na França, Espanha, Estados Unidos, Colômbia, Holanda, Finlândia, Alemanha. PONTUAL, PÁG. 253; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 370; MEC, VOL. 1, PÁG. 466; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 448; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.649; ARTE NO BRASIL, PÁG. 803; LEONOR AMARANTE, PÁG. 376; ACERVO FIEO.



070 - JOAQUIM MIGUEL DUTRA (1864 - 1930)

Natureza morta - óleo sobre tela colada em cartão - 30 x 45 cm - canto superior direito - 1922 -

Pintor nascido e falecido em Piracicaba. Notabilizou-se pelas paisagens documentárias locais, realizando ainda trabalhos em São Paulo, Limeira, Caconde, São Carlos e Capivari. Foi pai dos pintores Alipio, Antonio de Pádua, Archimedes e João Dutra.PONTUAL, pág. 186; MEC, vol. 2, pág. 84; TEIXEIRA LEITE, pág. 171, RUTH TARASANTCHI.



071 - AMILCAR DE CASTRO (1920 - 2002)

Composição - litografia - P.I. - 18 x 30 cm - centro inferior - 1989 -
No estado.-

Escultor e desenhista mineiro, nascido em Paraisópolis. Autodidata em escultura, estudou desenho e pintura com Guignard (BH, 1942-1950). Assinou o manifesto do movimento neoconcreto, participando das exposições do grupo no MAM-RJ (1959), MAM-SP (1961), MEC-RJ (1960). " ... o ponto comum de todas elas (as obras do autor) estava na expressão de uma fôrça interior contida pelos ritmos implacáveis e decisivos da estrutura." (Ferreira Gullar, referindo-se às obras do autor na época das exposições do Grupo). Amilcar participou das Bienais de SP de 1953 a 1965, nos SNAM, entre 1960 e 1967, além de tantas outras mostras de expressão internacional, que lhe trouxeram prestigio de público e de sempre elevada crítica. ITAÚ CULTURAL; PONTUAL, pág. 119; JULIO LOUZADA, VOL, 10 pág, 198; MEC, VOL, 1 pág, 386; WALTER ZANINI, pág. 656; ARTE NO BRASIL, pág. 872; LEONOR AMARANTE, pág. 136; Acervo FIEO.



072 - POTY LAZZAROTO (1924 - 1998)

Anjos - litografia - P.I. - 23 x 29 cm - canto inferior direito -

Gravador, desenhista, ilustrador, muralista, escritor e professor, Napoleon Potyguara Lazzarotto nasceu e faleceu em Curitiba, PR. Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1942 e estudou pintura na Escola Nacional de Belas Artes . Frequentou o curso de gravura com Carlos Oswald no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro. Em 1946 viajou para Paris, onde permaneceu por um ano, como bolsista do governo francês. Estudou litografia na ‘École Supérieure des Beaux-Arts’. Em 1950 fundou, juntamente com Flávio Motta , a Escola Livre de Artes Plásticas na qual lecionou desenho e gravura. Nessa época organizou o primeiro curso de gravura do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand. Organizou ao longo da década de 1950 cursos sobre gravura em Curitiba, Salvador e Recife. Nos anos de 1960 teve destaque como muralista, com diversas obras em edifícios públicos e particulares no país e no exterior como: o da Casa do Brasil, em Paris (1950) e o painel para o Memorial da América Latina, em São Paulo (1988). Teve relevante atuação como ilustrador de obras literárias como as de Jorge Amado, Graciliano Ramos, Euclides da Cunha e Dalton Trevisan, entre outros. Realizou diversas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais tanto pelo Brasil como no exterior. Foi premiado várias vezes. A partir dos anos de 1980 foram lançadas várias publicações sobre sua produção, entre elas: ‘Poty, o artista gráfico’, de Orlando Silva (1980); ‘Poty Ilustrador’, de Antônio Houaiss (1988); ‘Poty: Trilhos, Trilhas e Traços’, de Valêncio Xavier Niculitcheff (1994), ‘Poty: o lirismo dos anos 90’, de Regina Casillo (2000). MEC VOL. 3, PÁG. 433; PONTUAL PÁG. 437; JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 929; VOL. 11, PÁG. 254; WALTER ZANINI PÁG. 602; ARTE NO BRASIL PÁG. 883. ACERVO FIEO; ITAU CULTURAL; www.cultura.pr.gov.br; www.curitiba-parana.net; www.artprice.com; www.fundacaoculturaldecuritiba.com.br.



073 - CÍCERO DIAS (1908 - 2003)

Pescadores - litografia off set - P.A. - 30 x 36 cm - canto inferior direito -

Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, cenógrafo e professor - Cícero dos Santos Dias nasceu em Escada, PE e faleceu em Paris. Iniciou estudos de desenho em sua terra natal e mudou-se para o Rio de Janeiro, onde se matriculou, em 1925, nos cursos de arquitetura e pintura da Escola Nacional de Belas Artes, mas não os concluiu. Entrou em contato com o grupo modernista e, em 1929, colaborou com a ‘Revista de Antropofagia’. Em 1931, no Salão Revolucionário, na Enba, expôs o polêmico painel, tanto por sua dimensão quanto pela temática: ‘Eu Vi o Mundo... Ele Começava no Recife’. Ilustrou, em 1933, ‘Casa Grande & Senzala’, de Gilberto Freyre. Em 1937 foi preso no Recife quando da decretação do Estado Novo. A seguir, incentivado por Di Cavalcanti, viajou para Paris onde conheceu Georges Braque, Henri Matisse, Fernand Léger e Pablo Picasso, de quem se tornou amigo. Em 1942, foi preso pelos nazistas e enviado a Baden-Baden, na Alemanha. Entre 1943 e 1945, viveu em Lisboa como Adido Cultural da Embaixada do Brasil. Retornou a Paris onde integrou o grupo abstrato Espace. Em 1948, realizou o mural do edifício da Secretaria das Finanças do Estado de Pernambuco, considerado o primeiro trabalho abstrato do gênero na América Latina. Em 1965, foi homenageado com sala especial na Bienal Internacional de São Paulo. Inaugurou, em 1991, painel de 20 metros na Estação Brigadeiro do Metrô de São Paulo. No Rio de Janeiro, foi inaugurada a Sala Cícero Dias no Museu Nacional de Belas Artes - MNBA. Recebeu do governo francês a Ordem Nacional do Mérito da França, em 1998, aos 91 anos. MEC, VOL.2, PÁG.50; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁG.252; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 157, PONTUAL, PÁGS. 174; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 715; LEONOR AMARANTE, PÁG. 146; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 334; ACERVO FIEO; web.artprice.com.



074 - FANG (1931 - 2012)

Figuras - desenho a nanquim e aguada - 35 x 50 cm - canto inferior direito -
Esta obra participou da exposição "Os pincéis de Fang", realizada no Centro Cultural Correio São Paulo, de 09 de maio a 07 de julho de 2014, com apresentação e curadoria de Enock Sacramento.

Pintor, desenhista, gravador e professor, Chien Kong Fang, ou simplesmente Fang, nasceu na cidade de Tung Cheng, China e faleceu em São Paulo. Estudou sumiê e aquarela na China em 1945. Veio morar em São Paulo com a família em 1951, naturalizando-se brasileiro em 1971. Entre 1954 e 1956, estudou pintura com Yoshiya Takaoka em São Paulo. Viajou, em 1977, para a América do Norte, Europa e Ásia, onde desenvolveu o seu trabalho de pintura. Em 1981, foi realizado o curta metragem biográfico ‘O Caminho de Fang’, em São Paulo. Visitou a China, convidado pelo governo chinês, em 1985. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1959, 1961, 1962, 1978, 1981, 1993, 2005); Salvador, BA (1962); Rio de Janeiro (1978, 1986); Schleswing, Alemanha (1985); Lugana, EUA (1990); Americana, SP (1994); Formosa, Taiwan (1994). Foi premiado no Rio de Janeiro (1957) e em São Paulo (1960 a 1962, 1967 a 1969, 1978, 1979, 1991). Participou do Panorama da Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1978). MEC, VOL. 2, PÁG. 124; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 366; VOL. 6, PÁG. 378; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 189; PONTUAL, PÁG. 201; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; www.fang.com.br; www.artprice.com.



075 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Paisagem - óleo sobre eucatex - 30 x 40 cm - canto inferior direito ilegível -



076 - CHRISTINA G. DANTAS (1951)

Interior - óleo sobre tela colada em eucatex - 35 x 45 cm - canto inferior direito - 1985 -
Ex-coleção Antônio Maluf - Galeria Seta - São Paulo - SP.

Nasceu em São Paulo, Capital. Pintora e gravadora, assina suas obras CHRISTINA. Autodidata, começou a trabalhar à óleo, passando para a acrilica logo depois. Estudou gravura com Marcello Grassmann, produzindo também essa técnica. Participou da exposição coletiva de inauguração da Galeria Grifo-SP. Seus trabalhos encontram-se em coleções de artistas seus contemporâneos. JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 276;



077 - DAREL VALENÇA LINS (1924)

"O menino" - litografia - 41/60 - 56 x 75 cm - canto inferior direito -

Gravador, pintor, desenhista, ilustrador e professor nascido em Palmares, PE. Estudou na Escola de Belas Artes do Recife, atual Universidade Federal de Pernambuco (entre 1941 e 1942). Mudou-se para o Rio de Janeiro (1946); estudou gravura em metal com Henrique Oswald (1948) e recebeu aconselhamento técnico de Oswaldo Goeldi. Atuou como ilustrador em diversos periódicos: revista 'Manchete'; jornais 'Última Hora' e 'Diário de Notícias'; diversos livros: 'Memórias de um Sargento de Milícias' (1957), de Manuel Antônio de Almeida; 'Poranduba Amazonense' (1961), de Barbosa Rodrigues; 'São Bernardo' (1992), de Graciliano Ramos e 'A Polaquinha' (2002), de Dalton Trevisan. Encarregou-se das publicações da Sociedade dos Cem Bibliófilos do Brasil (entre 1953 e 1966). Lecionou gravura em metal no Museu de Arte de São Paulo - Masp (1951); litografia na Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro (entre 1955 e 1957) e na FAAP, São Paulo (1961 a 1964). Realizou painéis para o Palácio dos Arcos, em Brasília (1968-1969) e para a IBM do Brasil, no Rio de Janeiro (1979). Realizou muitas exposições individuais, destacando-se: Rio de Janeiro (1949, 1963, 1964, 1966, 1968, 1973, 1995); Recife, PE (1951); Itália (1952 – Milão, 1958 - Roma); São Paulo (1953 – MASP, 1960, 1967). Participou de várias mostras e Salões oficiais, entre as quais: Salão Nacional de Arte Moderna (1952 a 1960) onde recebeu Prêmio de Viagem ao País (1952) e Prêmio de Viagem ao Estrangeiro (1957); Bienal Internacional de São Paulo (1961 a 1967) recebendo Prêmio Melhor Desenhista Nacional (1963) e Sala Especial (1965); Gravadores Brasileiros Contemporâneos, EUA (1966); Bienal de Tóquio, Japão (1964); Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa (1988, 1993). MEC VOL.3, PÁG. 18; PONTUAL, PÁG.160; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 313; VOL. 8, PÁG. 246; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 715; ARTE NO BRASIL, PÁG. 839; LEONOR AMARANTE, PÁG. 125; ACERVO FIEO; www.graphias.com.br; www.artprice.com.



078 - MARIA LEONTINA (1917 - 1984)

Composição - pastel - 16 x 21 cm - canto inferior esquerdo -

Pintora, gravadora e desenhista. Maria Leontina Mendes Franco da Costa nasceu em São Paulo, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. Iniciou estudos de desenho com Antônio Covello, em São Paulo (1938), e na primeira metade da década de 1940 estudou pintura com Waldemar da Costa. Em 1946, no Rio de Janeiro, frequentou o ateliê de Bruno Giorgi e fez curso de museologia no Museu Histórico Nacional, entre 1946 e 1948. Em 1947, participou da exposição ‘19 Pintores’, na Galeria Prestes Maia, em São Paulo, ao lado de Lothar Charoux, Marcelo Grassmann, Aldemir Martins, Luiz Sacilotto e Flavio-Shiró. Em 1951, foi convidada pelo psiquiatra e crítico de arte Osório César para orientar o setor de artes plásticas do Hospital Psiquiátrico do Juqueri. No mesmo ano, organizou uma mostra dos internos no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Em 1952, com bolsa de estudo do governo francês, viajou para a Europa, acompanhada pelo marido, o pintor Milton Dacosta. Em Paris, entre 1952 e 1954, frequentou o ateliê de gravura de Johnny Friedlaender. Na década de 1960, realizou painel de azulejos para o Edifício Copan e vitrais para a Igreja Episcopal Brasileira da Santíssima Trindade, ambos em São Paulo. Realizou exposições individuais e participou de inúmeras mostras, Salões oficiais e Bienais como a Bienal de Veneza (1950, 1952, 1956). Foi premiada no Rio de Janeiro (1944, 1950, 1955, 1957, 1980); em São Paulo (1944; 1947; 1951; 1954; 1958; 1960; 1980; 1955, 1959, 1965 - Bienais Internacionais; 1969, 1970 - Panoramas da Arte Atual Brasileira; 1975 - prêmio pintura da Associação Paulista de Críticos de Artes - APCA); Brasília, DF (1980); Curitiba, PR (1980; Porto Alegre, RS (1980); Nova York (1960 - Fundação Guggenheim). ITAU CULTURAL; MEC, VOL. 2, PÁG. 471; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 309; PONTUAL, PÁG. 338; ARTE NO BRASIL, PÁG. 772; LEONOR AMARANTE, PÁG. 25; WALTER ZANINI, PÁG. 645; JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 572.



079 - TARSILA DO AMARAL (1890 - 1973)

Antropofagia - litografia off set - 26 x 27 cm - canto inferior direito - 1972 -

Pintora e desenhista, Tarsila do Amaral nasceu em Capivari, SP e faleceu em São Paulo. Estudou escultura com William Zadig e com Mantovani, em 1916, na capital paulista. No ano seguinte teve aulas de pintura e desenho com Pedro Alexandrino, onde conheceu Anita Malfatti. Ambas tiveram aulas com o pintor Georg Elpons. Em 1920 viajou para Paris e estudou na ‘Académie Julian’ e com Émile Renard. Ao retornar ao Brasil formou em 1922, em São Paulo, o Grupo dos Cinco, com Anita Malfatti, Mário de Andrade, Menotti del Picchia e Oswald de Andrade. Em 1923, novamente em Paris, frequentou o ateliê de André Lhote, Albert Gleizes e Fernand Léger. Foi a criadora de duas das principais tendências ou movimentos de nossa arte nacionalista: o Pau Brasil e o Antropofagia. A convite da Comissão do IV Centenário de São Paulo fez, em 1954, o painel ‘Procissão do Santíssimo’ e, em 1956, entregou ‘O Batizado de Macunaíma’, sobre a obra de Mário de Andrade, para a Livraria Martins Editora. A retrospectiva Tarsila: 50 Anos de Pintura, organizada pela crítica de arte Aracy Amaral e apresentada no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo , em 1969, ajudou a consolidar a importância da artista. TEODORO BRAGA, PÁG. 220; REIS JR., PÁG.388; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 365; MEC, VOL. 4, PÁG. 370; PONTUAL, PÁG. 511; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 492; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 389; ARTE NO BRASIL, PÁG. 577; LEONOR AMARANTE, PÁG. 24; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 958.



080 - GEORGINA DE ALBUQUERQUE (1885 - 1962)

"Retrato de Jenny Pimentel de Borba" - óleo sobre tela - 81 x 65 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 19-11-1939 -
Com carimbo do Salão Nacional de Belas Artes de 1941.-

Pintora e professora. Aos 15 anos, inicia sua formação artística com o pintor italiano Rosalbino Santoro (1858 - s.d.). Muda-se para o Rio de Janeiro em 1904, matricula-se na Escola Nacional de Belas Artes - Enba e estuda com Henrique Bernardelli. Em 1906, casa-se com o pintor Lucílio de Albuquerque e viaja para a França. Em Paris, frequenta a École Nationale Supérieure des Beaux-Arts e ainda a Académie Julian, onde é aluna de Henri Royer. Volta ao Brasil em 1911, expõe em São Paulo e, partir dessa data, participa regularmente da Exposição Geral de Belas Artes. De 1927 a 1948, leciona desenho artístico na Enba e, em 1935, é professora do curso de artes decorativas do Instituto de Artes da Universidade do Distrito Federal. Em 1940, em sua casa no bairro de Laranjeiras, no Rio de Janeiro, funda o Museu Lucílio de Albuquerque, e institui um curso pioneiro de desenho e pintura para crianças. Entre 1952 e 1954, exerce o cargo de diretora da Enba. TEIXEIRA LEITE, págs. 15 e 16; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 22 a 26; TEODORO BRAGA, pág. 107; REIS JR., pág. 370; PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, vol. 1, págs.17 e 141; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 455; ARTE NO BRASIL, pág 574; Acervo FIEO, RUTH TARASANTCHI.



081 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Cangaceiro - litografia - P.A. - 34 x 30 cm - canto inferior direito - 1968 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



082 - DIONISIO DEL SANTO (1925 - 1999)

Composição - guache - 19 x 18 cm - canto inferior esquerdo - 1986 -

Pintor, desenhista, gravador e serigrafista, nasceu em Colatina-ES, e faleceu em Vitória, naquele mesmo Estado. Autodidata. Em 1975, recebe o Prêmio de Melhor Exposição de Gravura do Ano, da APCA. Participou da 9ª Bienal Internacional de São Paulo, 1967 (Prêmio Itamarati Aquisição) e do Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro, 1968 (Prêmio Isenção do Júri). JULIO LOUZADA vol.11, pág. 88; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 682; ARTE NO BRASIL, pág. 934.



083 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Bordel - litografia off set - 38 x 28 cm - canto inferior direito - 1963 -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



084 - DANILO DI PRETE (1911 - 1985)

Melancia - óleo sobre tela - 38 x 46 cm - canto inferior direito -

Pintor, artista visual, ilustrador e cartazista nascido em Pisa, Itália. Autodidata, iniciou sua carreira aos vinte anos na Itália. Integrou na Segunda Guerra Mundial o grupo de 'Artistas Italianos em Armas' e, com eles, ilustrou episódios da guerra na Albânia, Grécia e Iugoslávia, sendo premiado em: Caselli (1932), Livorno (1933), Viareggio (1938), Florença (1939), Cremona e Nápoles (1943). Chegou ao Brasil em 1946, fixou-se em São Paulo dedicando-se à atividade publicitária e, como cartazista, representou o Brasil e foi premiado em várias mostras internacionais de propaganda. Participou da Quadrienal de Roma (1943), Salão de Maio, Paris (1952); XXVI e XXX Bienal de Veneza (1952 e 1960); Bienal Internacional de São Paulo (1951 a 1967 - nelas recebendo o prêmio de Melhor Pintor Nacional em 1951 e 1965 e salas especiais de seus trabalhos em 1961 e 1967); Bienal Americana de Arte, Córdoba – Argentina (1962); entre outras mostras no Brasil e exterior com mais prêmios. JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG.333; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 163; PONTUAL, PÁG. 179; MEC VOL. 2, PÁG. 57; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 647; ARTE NO BRASIL, PÁG. 898; LEONOR AMARANTE, PÁG. 13; www.pinturabrasileira.com; www.pinacoteca.org.br; www.moma.org; www.artprice.com; www.arcadja.com; www.artnet.com.



085 - LOUCO - BOAVENTURA DA SILVA FILHO (1932 - 1992)

Cristo - entalhe em madeira - 41 x 12 x 03 cm - assinado - 15-11-1982 -

O autor, conhecido como Louco, é natural de Cachoeira, histórica cidade baiana, às margens do rio Paraguaçu. Foi aí que começou seu trabalho. Pouco a pouco suas esculturas tornaram-se amplamente conhecidas, garantindo, para Boaventura, um lugar de destaque entre os artistas populares brasileiros. A partir do reconhecimento de sua obra, participou de exposições significativas como a mostra do Centro Domus, em Milão, Itália; o Espírito Criador do Povo Brasileiro, através da coleção de Abelardo Rodrigues, e Sete Brasileiros e seu Universo, em Brasília. É dele a seguinte explicação para o seu novo nome: "É porque sou louco pra trabalhar! Fui o primeiro artista da cidade. Trabalho com inspiração e amor. Às vezes me afasto de tudo - vou pro mato, fico lá sozinho, sem zuada, só com o meu radinho e os troncos de madeira, despreocupado, longe da mulher, dos dez filhos, dos fregueses. eles conversam muito e atrapalham. E a mulher quer muita coisa, Mulher é como criança, nada chega." (texto extraído do livro O Reinado da Lua - Escultores Populares do Nordeste, de Silvia Rodrigues Coimbra, Flávia Martins e Maria Letícia Duarte - Ed. Salamandra, 1980, págs. 112, 113 e 114).



086 - MARTINS DE PORANGABA (1944)

"O lobisomem e a donzela" - acrílico sobre tela - 18 x 25 cm - canto inferior direito e dorso - 2006 -

Pintor, desenhista, gravador e professor, José Carlos de Porangaba Martins nasceu em Porangaba, SP. Assina José Carlos Martins, J. Martins, Porangaba e Martins de Porangaba. Fixou residência em São Paulo e cursou desenho, pintura e modelo vivo na Associação Paulista de Belas Artes, entre 1967 e 1970. Na década de 70 estudou gravura com Paulo Mentem e modelagem com Olinda Dalma. Fundou o Atelier J. Martins em 1972. Em 1980, lecionou pintura na Escola Panamericana de Artes. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1976, 1979, 1981, 1982 – MAC, 1984, 1987, 1990, 1991, 1994, 2000); Santo André, SP (1980, 1981); Guarujá, SP (1982); Rio de Janeiro (1982); Washington, EUA (1983); Brasília, DF (1988). Tem participado de muitas mostras coletivas e Salões oficiais, recebendo vários prêmios em: São Paulo (1979, 1980, 1982); Piracicaba, SP (1981); Embu, SP (1981); Marília, SP (1981); Rio Claro, SP (1982); Santo André, SP (1983, 1984); Rio de Janeiro (1985) ; Lisboa, Portugal (1985); Tampa, EUA (1986); Nice, França (1987). JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 828; VOL. 4, PÁG. 903; VOL. 6, PÁG. 901; VOL. 9, PÁG. 692; VOL. 13, PÁG. 269; ITAU CULTURAL; www.artprice.com; mporangaba.com.



087 - DJANIRA DA MOTTA E SILVA (1914 - 1979)

Pescadores - guache - 30 x 22 cm - canto inferior direito - 1961 -

Pintora, desenhista, ilustradora, cartazista, cenógrafa e gravadora. Djanira da Motta e Silva nasceu em Avaré, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. No final da década de 1930, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde teve suas primeiras instruções de desenho no Liceu de Artes Ofícios e com o pintor Emeric Marcier, hóspede da pensão que Djanira instalou no bairro de Santa Teresa. Os contatos com os artistas Carlos Scliar, Milton Dacosta , Arpad Szenes , Vieira da Silva e Jean-Pierre Chabloz , frequentadores de sua pensão, proporcionaram um ambiente estimulador que a levou a expor no 48º Salão Nacional de Belas Artes, em 1942. No ano seguinte, realizou sua primeira mostra individual, na Associação Brasileira de Imprensa - ABI. Em 1945, viajou para Nova York. De volta ao Brasil, realizou o mural ‘Candomblé’ para a residência do escritor Jorge Amado, em Salvador, e painel para o Liceu Municipal de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Entre 1953 e 1954, viajou a estudo para a União Soviética. De volta ao Rio de Janeiro, tornou-se uma das líderes do movimento pelo Salão Preto e Branco, um protesto de artistas contra os altos preços do material para pintura. Realizou em 1963, o painel de azulejos ‘Santa Bárbara’, para a capela do túnel Santa Bárbara, Laranjeiras, Rio de Janeiro. No ano de 1966, a editora Cultrix publicou um álbum com poemas e serigrafias de sua autoria. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil, EUA e Europa. Foi premiada no Rio de Janeiro (1943, 1944, 1949, 1950 a 1953, 1955, 1963) e em São Paulo (1951, 1955). Participou da 1ª e da 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955). Em 1977, o Museu Nacional de Belas Artes - MNBA, realizou uma grande retrospectiva de sua obra. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 336; PONTUAL, PÁG. 181; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 164; MEC, VOL. 2, PÁG 58; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG, 263; WALTER ZANINI, PÁG. 810; ARTE NO BRASIL, PÁG. 824; ACERVO FIEO.



088 - MARCELO GRASSMANN (1925 - 2013)

Cavalos alados - xilogravura - 20 x 26 cm - 1956 -

Desenhista, gravador, ilustrador, pintor, escultor e professor, nasceu em São Simão, SP. Estuda fundição, mecânica e entalhe em madeira na Escola Profissional Masculina do Brás, SP. Passa a realizar xilogravuras a partir de 1943. Atua como ilustrador do Suplemento Literário do ‘Diário de São Paulo’, do ‘O Estado de S. Paulo’ e do ‘Jornal do Estado da Guanabara’. Quando reside no Rio de Janeiro, a partir de 1949, freqüenta os cursos de gravura em metal, com Henrique Oswald e de litografia, com Poty, no Liceu de Artes e Ofícios. Em Salvador (1952), trabalha com Mario Cravo Júnior. .Recebe o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Arte Moderna (1953) e vai para a Academia de Artes Aplicadas, em Viena. Passa a dedicar-se principalmente ao desenho, à litografia e à gravura em metal. Em 1969, sua obra completa é adquirida pelo governo do Estado de São Paulo, passando a integrar o acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo . Em 1978, a casa em que nasceu, em São Simão, é transformada em museu e tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo - Condephaat. Participou de muitas exposições e das Bienais de: São Paulo (1951 a 1961, 1967, 1969, 1979, 1985, 1989); Veneza (1950, 1956, 1958, 1962); Paris (1959). Principais prêmios: Bienal de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1959, 1967); Bienal de Veneza (1950, 1956, 1958,1962); Bienal de Paris (1959). PONTUAL, PÁG. 249; MEC, VOL. 2, PÁG. 281 E 282; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG. 439; VOL. 5, PÁG. 453; VOL. 9, PÁG. 383.



089 - NEWTON REZENDE (1912 - 1994)

Surreal - desenho a nanquim - 34 x 27 cm - canto inferior direito - 1971 -

Natural de São Paulo, e falecido no Rio de Janeiro. Autodidata, recebeu influências de Cândido Portinari, Rebolo, Clovis Graciano e Mário Zanini. A partir de 1948 expõe individual e coletivamente. O crítico TEIXEIRA LEITE assim se refere à obra do artista em seu livro abaixo indicado: "Pintor figurativo que não pode a rigor ser reclamado por nenhum movimento ou tendência, Newton Rezende combina em sua obra acentuados dotes de lirismo a uma bem-humorada concepção dos seres e das coisas, inculcando-lhes ligeira nota surrealista. A sua é uma pintura livre, artesanalmente bem articulada, e que brinca, ao mesmo tempo em que mal dissimula a emoção com que enfrenta certos temas: arte verdadeira, descompromissada de teorias e de preconceitos de qualquer espécie, (...)" . PONTUAL, pág. 450; ITAÚ CULTURAL; TEIXEIRA LEITE, pág. 444; WALTER ZANINI, pág. 755.



090 - MIGUEL DOS SANTOS (1944)

Bicho - cerâmica - 27 x 35 cm - centro inferior e dorso - 1974 -
Ex-coleção Antônio Maluf - Galeria Seta - São Paulo - SP.

Pintor, desenhista e ceramista, Miguel Domingos dos Santos nasceu em Caruaru, PE. Assina Miguel dos Santos. Residindo em João Pessoa desde 1960, apresentou pela primeira vez suas pinturas em 1961 no Recife. Em 1967 começou a dedicar-se também à cerâmica. Realizou exposições individuais em: Connecticut, EUA (1967); João Pessoa, PA (1968, 1971, 1980, 1987); Belo Horizonte, MG (1968); Juiz de Fora, MG (1969); Recife, PE (1970, 1976, 1982, 1987); Rio de Janeiro (1972, 1975, 1980, 1986); São Paulo (1975, 1979, 1982, 1986 - MASP, 1987). Participou de inúmeras mostras e Salões oficiais pelo Brasil e no exterior como em: Bruxelas, Bélgica (1973); Nigéria (1977); Santiago do Chile, Chile (1980); Alemanha (1987); Copenhague, Dinamarca (1989). MEC VOL. 4, PÁG. 186; PONTUAL PÁG. 476; JULIO LOUZADA, VOL. 9, PÁG. 773; ITAU CULTURAL; www.artprice.com.



091 - MAX ERNST (1891 - 1976)

Cavalos - litografia - E.A. - 33 x 50 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e escultor nascido em Bruhl, Alemanha e falecido em Paris. Estudou filosofia e psicologia em Bonn, mas, abandonou a vida acadêmica pela pintura. Sua primeira exposição individual foi em Colônia em 1912 e, em Paris, em 1921. Após servir na Primeira Guerra Mundial, fez-se líder do grupo 'Dada' de Colônia (1919), trabalhando sob o pseudônimo Dadamax e foi o responsável pela adaptação das técnicas de colagem e fotomontagem para uso dos surrealistas. Em 1922 estabeleceu-se em Paris e integrou o movimento surrealista desde a sua formação (1924). Foi um dos primeiros expoentes da frotagem e da decalcomania. Em 1938 desligou-se dos surrealistas. Na Alemanha nazista, seus quadros foram expostos, junto aos de outros artistas na mostra denominada Arte Degenerada, em 1937. Depois da invasão da França e de ter sido internado como inimigo pelos alemães foi para Nova York (1941) e permaneceu nos Estados Unidos até 1948 onde colaborou com Breton e Duchamp na edição do periódico 'VVV'. Voltou à França em 1949, tornou-se cidadão francês em 1958. Recebeu o Grande Prêmio na Bienal de Veneza em 1954 e o Museu Solomon R. Guggenheim realizou uma grande retrospectiva de suas obras a qual foi também realizada, de forma modificada, no Museu de Arte Moderna de Paris em 1975. BENEZIT VOL. 4, PÁG. 187; DICIONÁRIO OXFORD DE ARTE; www.max-ernst.com; www.guggenheim.org; educacao.uol.com.br; masp.art.br; www.artprice.com.



092 - ANATOL WLADYSLAW (1913 - 2004)

Figuras - aquarela - 30 x 23 cm - canto inferior direito - 1949 -

Pintor e desenhista nascido em Varsóvia, Polonia; faleceu em São Paulo, aos 91 anos de idade. No Brasil desde 1930, fixou residência em São Paulo, naturalizando-se brasileiro. Dedicou-se à pintura e ao desenho a partir de 1946, participando da I à IX Bienal, recebendo diversas premiações. Formado em engenharia no Mackenzie, tornou-se um dos pioneiros da arte abstrata, participando ativamente do movimento Ruptura, ao lado de Valdemar Cordeiro, Lothar Charoux e Luiz Sacilotto. Figura no acervo do MAM-RJ e MNBA de Buenos Aires. JULIO LOUZADA, VOL, 4, pág, 1177. MEC, VOL, 4 pág, 512. TEIXEIRA LEITE, pág, 544. WALMIR AYALA, VOL 2. pág, 442; PONTUAL, pág. 553; ITAÚ CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 921.



093 - EUGÊNIO DE PROENÇA SIGAUD (1889 - 1979)

"O lenhador negro" - desenho a nanquim - 20 x 14 cm - canto inferior direito - 1975 -

Estudou desenho na Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro com Modesto Brocos, formando-se em arquitetura em 1932, nessa mesma escola. A partir de 1935, dedicou-se à pintura mural e, de 1937, à pintura de temas sociais, com predominância de motivos de operários em construção e trabalhadores rurais. Caracteriza-se por uma grande versatilidade técnica, sendo dos raros pintores brasileiros a utilizar, lado a lado, o óleo, a têmpera e a encáustica, além da aquarela e do guache. Participou do Núcleo Bernardelli. PONTUAL, pág. 489; MEC, vol. 4, pág. 243; TEIXEIRA LEITE, pág. 475 e 476; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 324 a 327; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 579; ARTE NO BRASIL, pág. 763, Acervo FIEO.



094 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

O leite derramado - óleo sobre tela colada em cartão - 36 x 32 cm - canto inferior direito ilegível -



095 - ALFREDO CESCHIATTI (1918 - 1989)

O abraço - escultura em bronze - 33 x 17 x 17 cm - assinado -

Natural de Belo Horizonte. Escultor, desenhista e professor. Passou a frequentar a antiga ENBA em 1940, depois de uma viagem à Europa, especialmente Itália, iniciada em 1938. Na Divisão Moderna do SNBA recebeu, como escultor as medalhas de bronze (1943) e de prata (1944), bem como o prêmio de viagem ao estrangeiro (1945), com o baixo-relevo para a Igreja de São Francisco de Assis, da Pampulha, em Belo Horizonte e, como desenhista, a medalha de prata (1945). Esteve mais uma vez na Europa entre 1946 e 1948, anos em que realizou exposição individual no Instituto dos Arquitetos do Brasil (GB). Figurou na II BSP e no II SNAM, em 1953. Fazendo parte da equipe que, em 1956, venceu o concurso de projetos para o Monumento aos Mortos da II Guerra Mundial (GB), ali executou o conjunto alusivo às três forças armadas. Integrou a Comissão Nacional de Belas Artes em 1960 e 1961, e entre 1963 e 1965, lecionou escultura e desenho na Universidade de Brasília. Quirino Campofiorito citou-o no estudo Ëscultura Moderna no Brasil"(Revista Crítica de Arte, nº único 1962). De seus trabalhos mais conhecidos destacam-se as esculturas As Banhistas e A Justiça, que se encontram, respectivamente, no lago em frente ao Palácio da Alvorada e defronte ao Supremo Tribunal Federal (Praça dos Três Poderes), em Brasília. Há ainda, obras escultóricas de sua autoria, entre outras no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Ministério das Relações Exteriores (Brasília) e em um edifício que Oscar Niemeyer projetou no conjunto residencial Hansa (setor ocidental de Berlim), assim como na embaixada brasileira em Moscou. MEC, vol. 1, pág. 397; PONTUAL, pág. 127; JÚLIO LOUZADA, vol. 11, pág. 70; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 609; ARTE NO BRASIL, pág. 872.



096 - PEDRO WEINGÄRTNER (1856 - 1929)

A espera - desenho a nanquim - 14 x 08 cm - canto superior direito - 19-03-1906 Rio de Janeiro -

Pintor gaúcho de origem alemã, Weingärtner estudou no Brasil, Alemanha e Itália, residindo por longos anos na Europa. Ao retornar ao Brasil, dedicou-se a temática gauchesca, que lhe motivou os trabalhos mais sensíveis. Um dos pioneiros da gravura de arte no Brasil. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 343; BENEZIT, vol. 10, pág. 675; TEODORO BRAGA, pág. 246; REIS JUNIOR, pág. 220/224; MEC, vol. 4, pág. 506/507; LAUDELINO FREIRE, pág. 386; PONTUAL, pág. 551/552; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 438/439; MAYER/84, pág. 1268; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 443; ARTE NO BRASIL, pág. 560; RGS, pág. 402.



097 - JAGUAR (1932)

"Rua Antônio Lapa, 78 Cep: 13100..." - desenho a nanquim e lápis de cor - 22 x 31 cm - centro inferior -
Complemento de título: "Rua Antônio Lapa, 78 - Cep: 13100 - Campinas - SP".-

Sérgio de Magalhães Gomes Jaguaribe começou sua carreira em 1952 na revista Manchete onde, por influência de Borjalo passou a assinar somente Jaguar. No início da década de 1960 passa a ser um dos principais cartunistas da revista Senhor, colaborando também na Revista Civilização Brasileira, na Revista da Semana, no semanário Pif-Paf e nos jornais Última Hora e Tribuna da Imprensa. Em 1969, funda o jornal O Pasquim com Tarso de Castro e Sérgio Cabral. É o único a permanecer até o fim da publicação, em 1991, quando passa a editar o jornal A Notícia. Obras publicadas: Átila, você é bárbaro; Nadie es perfecto; Confesso que bebi; Ipanema, se não me falha a memória. http://pt.wikipedia.org



098 - CARYBÉ (1911 - 1997)

"Batucada" - serigrafia - 48/200 - 91 x 70 cm - canto inferior direito -
Reproduzido no catálogo da Mostra Itinerante do artista realizada em treze capitais em 1995 .

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



099 - PABLO PICASSO (1881 - 1973)

Figuras - litografia off set - 30 x 24 cm - canto inferior direito na matriz -
Edição póstuma.- (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista, escultor, gravador, ceramista, artista gráfico e designer, Pablo Ruiz Picasso nasceu em Málaga, Espanha e faleceu em Mougins, França. Filho de um pintor e mestre de desenho, foi extraordinariamente precoce dominando o desenho acadêmico ainda na infância. Em 1904 estabeleceu-se em Paris tornando-se o centro de um círculo de artistas e escritores de vanguarda como André Breton, Guillaume Apollinaire e Gertrude Stein. Revolucionário, genial, vanguardista, visionário são elogios que definiram Picasso como um dos mestres da pintura. Sua ampla biografia e sua obra representam a arte do século XX. Embora sua obra seja convencionalmente dividida em fases, Picasso trabalhava numa grande variedade de temas e estilos ao mesmo tempo. Sua pintura “Les Demoiselles d’Avignon” (1906-7) é tida como o marco mais importante no desenvolvimento da pintura contemporânea e o primeiro prenúncio do cubismo que desenvolveu em íntima associação com Braque e depois com Gris. Sua obra mais famosa “Guernica” (1937), pintada para o pavilhão espanhol da Exposição Universal de Paris de 1937, expressa toda sua revolta e horror à destruição de Guernica, capital do país basco, durante a Guerra Civil Espanhola (1936-1939). No campo da escultura foi um dos primeiros artistas a compor esculturas a partir da montagem de materiais variados (e não por modelagem ou entalhe) e fez uso brilhante de objetos encontrados. Também como artista gráfico inclui-se entre os maiores do século. Existem museus consagrados à sua obra em Paris e Barcelona, e outros exemplos de sua inigualável produção distribuem-se por museus do mundo inteiro. Foi o primeiro artista vivo a expor suas obras no Museu do Louvre, quando completou 90 anos. BENEZIT VOL.8, PÁG. 297; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 763; ITAÚ CULTURAL; COLEÇÃO FOLHA GRANDES MESTRES DA PINTURA VOL. 6; infoescola.com; guggenheim.org; moma.org; a rtprice.com; arcadja.com; christies.com.



100 - JUDITH LAUAND (1922)

Composição geométrica - óleo sobre tela - 80 x 80 cm - canto inferior esquerdo - 1967 -
Reproduzido no convite deste leilão. Acompanha a obra: a) Recibo de venda da obra pelo Centro Cultural Brasil - Estados Unidos, Rua Jorge Tibiriçá, 5 - Santos - São Paulo, firmado pela sua Diretora, senhora Mary Viotti Bueno Wolf, datado de 23 de Abril de 2000. b) Declaração de confirmação de autenticidade do recibo constante do ítem "a", datada de 01 de Julho de 2015 e firmado pela senhora Mary Viotti Bueno Wolf. c) Certificado de autenticidade, firmado pela autora em 14 de Fevereiro de 2014, com a devida firma reconhecida do 14º Tabelião de Notas de São Paulo. d) Foto da autora acompanhada da obra. e) Foto datada de 2007, da autora, colocando declaração no chassis da obra sobre a troca do mesmo.-

Nasceu na cidade paulista de Pontal. Em 1950 formou-se em artes plásticas na Escola de Belas Artes de Araraquara-SP. Em 1952, já em São Paulo, estuda pintura com Domênico Lazzarini e gravura com Lívio Abramo. Integra o grupo paulista do movimento de arte concreta em 1955. Participa da Bienal Internacional de São Paulo, várias edições entre 1955 e 1969; Exposição Nacional de Arte Concreta, São Paulo, 1956; Tendências Construtivas no Acervo do MAC/USP, Rio de Janeiro, 1996; Arte Construtiva no Brasil: Coleção Adolpho Leirner, São Paulo e Rio de Janeiro, 1998 e 1999. Na crítica de Mario Schenberg, ..." Judith Lauand permanece fiel a sua postura e trajetória concretista. Sua obra recente revela a densidade da composição, o apuramento do cromatismo, o equilíbrio do grafismo, conseguidos por constante pesquisa. Judith envereda agora por novos caminhos realizando obras que podem ser chamadas de assimétricas, onde o geometrismo da decomposição cromática destrói a ‘partição eqüilateral’ presente ao longo de sua obra, criando uma nova simetria. " (LAUAND, Judith. Judith Lauand : pinturas. Sao Paulo : Choice Galeria de Arte, 1986. p. 3). JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 479; ITAU CULTURAL.



101 - ALFREDO VOLPI (1896 - 1988)

Fachada - litografia off set - P.A. - 50 x 71 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.



102 - OSCAR SATIO OIWA (1965)

Tempestade - desenho a lápis - 47 x 62 cm - canto inferior direito - 2003 - NY. -

Pintor, escultor, designer de móveis e jóias. Forma-se arquiteto em 1989 pela FAU/USP. Em paralelo aos estudos universitários, dedica-se ao aprendizado das artes, recebendo treinamento em história da arte para tornar-se monitor na 18ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1985. No mesmo ano, expõe com o artista Ricardo Woo na Galeria Macunaíma, no Rio de Janeiro. Em 1986, ano em que ganha bolsa para estudos no Japão, realiza sua primeira individual, no Cabaret Madame Satã, em São Paulo. Em 1991, ano em que expõe na 21ª Bienal Internacional de São Paulo, transfere-se para Tóquio, Japão, mantendo extensa participação no meio artístico local, sendo premiado em 1995, no Ueno Royal Museum, e, no ano seguinte, na 4ª Bienal de Yokohama. Entre 1995 e 1996 reside em Londres (Inglaterra), com bolsa obtida pelo The Delfine Studio Trust. ITAU CULTURAL.



103 - TAPETE ORIENTAL,


Feito a mão, de lã, Nepales, medindo 235 x 171 cm = 4,02 m².-



104 - CARLOS OSWALD (1882 - 1971)

Árvores - gravura com realce de cor - N 4 - 42 x 30 cm - canto inferior esquerdo -

Gravador, pintor, desenhista, decorador, professor e escritor. Nasceu em Florença, Itália e faleceu em Petrópolis, RJ. Graduou-se como físico-matemático em 1902, pelo Instituto Galileo Galilei, em Florença. No ano seguinte, ingressou na ‘Accademia di Belle Arti di Firenze’. Viajou para o Brasil pela primeira vez em 1906 e realizou no Rio de Janeiro a primeira exposição individual no país. Retornou à Europa em 1908, estudou gravura com o americano Carl Strauss em Florença e viajou para Munique, onde aprendeu a técnica da água-forte. Em 1911, participou da decoração do pavilhão do Brasil, na Exposição Internacional de Turim. Fez a segunda viagem ao Rio de Janeiro em 1913 e realizou uma exposição com Eugênio Latour na Escola Nacional de Belas Artes . Foi nomeado, em 1914, professor de gravura e desenho no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro e é considerado o introdutor da gravura no Brasil. No ano de 1930, fez o desenho final do ‘Monumento ao Cristo Redentor’. A obra foi executada na França pelo escultor Paul Landowski e instalada no Morro do Corcovado, Rio de Janeiro, em 1931. Publicou, em 1957, a autobiografia ‘Como Me Tornei Pintor’. Em 1963, o Museu Nacional de Belas Artes - RJ adquiriu quase todas as suas obras em gravuras. Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais e foi premiado no Rio de Janeiro em 1904, 1906, 1909, 1912, 1913, 1916 e realizou diversas exposições individuais. PONTUAL, PÁG. 397; ARTE NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 1053; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 699; MEC VOL. 3, PÁG. 304; ACERVO FIEO.



105 - ANTONIO PESSOA (1943)

Nus - múltiplo em bronze - assinados -
Lote composto por dois múltiplos do autor, medidas: 12 x 06 x 04 cm. e 08 x 04 x 03 cm. -

Escultor, assina Tonny. Radicado no Rio de Janeiro detentor de bom curriculo nacional e internacional com inumeras participações em Salões Oficiais,varias vezes premiado. Ótimo mercado.



106 - LIVIO ABRAMO (1903 - 1992)

Composição - xilogravura - H.C. - 19 x 15 cm - canto inferior esquerdo - 1951 - Rio de Janeiro -
Com a seguinte dedicatória: "Ao Aldemir e família, com amizade, Lívio Abramo - Asuncion, 1971".-

Gravador, desenhista, pintor, ilustrador, jornalista e professor, nasceu em Araraquara, SP e faleceu em Assunção, Paraguai. Mudou-se para São Paulo, onde, em 1909, estudou desenho com Enrico Vio no Colégio Dante Alighieri. No início dos anos de 1920, fez ilustrações para pequenos jornais e entrou em contato com a obra de Oswaldo Goeldi e de gravadores expressionistas alemães. Realizou as primeiras gravuras em 1926. Em 1947, ilustrou o livro ‘Pelo Sertão’, do escritor Afonso Arinos de Mello Franco, publicado em 1949. Com essa série de ilustrações, apresentadas no Salão Nacional de Belas Artes, obteve o prêmio de viagem ao exterior. Seguiu para a Europa em 1951. Em Paris frequentou o Atelier 17, aperfeiçoando-se em gravura em metal com Stanley William Hayter. De volta ao Brasil, foi premiado como o melhor gravador nacional na Bienal Internacional de São Paulo, nas edições de 1953 e de 1963. Deu aulas de xilogravura na Escola de Artesanato do Museu de Arte Moderna de São Paulo. Foram seus alunos, entre outros, Maria Bonomi e Antonio Henrique Amaral . Fundou o Estúdio Gravura, em 1960, com Maria Bonomi. Em 1962, foi convidado pelo Itamaraty a integrar a Missão Cultural Brasil-Paraguai, posteriormente Centro de Estudos Brasileiros. Mudou-se para o Paraguai e dirigiu até 1992, o Setor de Artes Plásticas e Visuais. Foi fundador do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Paraguai. PONTUAL, PÁG. 1, JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 19; MEC VOL.1, PÁG. 33; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 795; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28; ACERVO FIEO.



107 - ANA CRISTINA ANDRADE (1953)

" Comanchinho " - gravura - 1/15 - 30 x 30 cm - canto inferior direito - 1984 -
Complemento de técnica: Ponta seca e maneira negra.

Ana Cristina Andrade Moreira é pintora, gravadora, desenhista, professora e designer vidreira. Iniciou sua formação artística na Escola Superior de Arte Santa Marcelina, SP (1972-1975). Aprendeu gravura em metal (1980-1990) com Iole Di Natale; técnicas de gravura na Scuola Internazionale di Gráfica em Veneza, Itália (1983); Gravura Especial com Evandro Carlos Jardim, no MAC-SP (1991); Técnica Calcográfica Experimental com Mario Benedetti, na FASM-SP (1997); Vitrofusão com Roberto Bonino. Exposições individuais: São Paulo, SP (1984, 1987, 1995, 2003); Bauru, SP (1989); “Projeto Interior com Arte” – Museu Banespa (1998 – Exposição itinerante pelo interior do Estado de São Paulo). Coletivas: Epinal, França (1975); São Paulo, SP (1974, 1982, 1984, 1985, 1986, 1988, 1994, 1995, 2000, 2002 a 2004, 2012 – SP ESTAMPA); Santo André, SP (1982); Novo Hamburgo, RS (1982); Taiwan, China (1983, 1985); San Juan, Porto Rico (1983); Santos, SP (1983); Cabo Frio, RJ (1983); Ribeirão Preto,SP (1984); Curitiba, PR (1984); Piracicaba,SP (1984); Veneza, Itália (1984, 1985); Campinas, SP (1985); São José do Rio Preto, SP (1986); Limeira, SP (1986); Washington D.C.,EUA (1991); Campos do Jordão, SP (1991); Kanagawa, Japão (1992); Maastricht, Holanda (1993); Illinois, EUA (1994); Cidade do México, México (1996); Jacareí, SP (1998); Budapeste, Hungria (1996); Uzice, Yuguslávia (1997); Ourense, Espanha (1994, 2006). Prêmios: São Paulo, SP (1974); Novo Hamburgo, RS (1982); Santos, SP (1983); Ribeirão Preto, SP (1984); Curitiba, PR (1984); Piracicaba, SP (1984); Campinas, SP (1985); São José do Rio Preto, SP (1986). JULIO LOUZADA, vol.1, pág. 62; vol.2, pág. 66; Acervo FIEO. ITAU CULTURAL.



108 - J. CARLOS (1884 - 1950)

No circo - desenho a nanquim - 18 x 13 cm - canto inferior direito -

Nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, desenhista, ilustrador e caricaturista. Realizou mais de cem mil desenhos, não se conhecendo um único ruim. Observador arguto, retratou com maestria e humor o cotidiano de sua cidade natal, da qual, consta, ausentou-se por duas únicas ocasiões. JULIO LOUZADA vol. 10, pág. 181; CARICATURISTAS BRASILEIROS, de Pedro Corrêa do Lago, pág. 74; WALTER ZANINI, pág. 448; ARTE NO BRASIL, pág. 646.



109 - TÚLIO MUGNAINI (1895 - 1975)

Flores - óleo sobre tela colada em eucatex - 35 x 28 cm - canto inferior esquerdo - 1950 -

Pintor, Mugnaini realizou sua formação artística na Itália e na França. No SPBA conquistou as pequenas medalhas de prata (1933) e de ouro (1943), o segundo prêmio Fernando Costa (1943), o primeiro prêmio Governo do Estado (1957) e os prêmios Assembléia Legislativa do Estado (1960) e Prefeitura de São Paulo (1961). Recebeu ainda medalha de prata no SNBA de 1936. Pintor de paisagens, figuras e naturezas-mortas, coube-lhe realizar os trabalhos decorativos da Basílica de Nossa Senhora do Carmo-SP. De 1945 a 1965, ocupou a diretoria da Pinacoteca do Estado SP, onde se encontra sua tela "Outono", que exibiu no Salão de Paris de 1934. Recebeu consagradoras premiações nos salões nacionais. PONTUAL, pág. 375; TEODORO BRAGA, pág. 165; MEC, vol. 3, pág. 226; REIS JUNIOR, pág. 376; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 615, Acervo FIEO; ITAUCULTURAL, RUTH TARASANTCHI.



110 - HEINZ KUHN (1908 - 1987)

Composição - Pintura e relevo - 131 x 63 cm - dorso - 1979 -
Com etiqueta do "Panorama de Arte Atual Brasileira", realizada no Museu de Arte Moderna de São Paulo, em 1979. Reproduzido sob o n° 263 em catálogo de Leilão de Arte de James Lisboa, leiloeiro oficial, São Paulo - SP, realizado em 29 e 30 de Junho de 2015.-

Pintor nascido em Berlim, Alemanha, e falecido em São Paulo. Iniciou seus estudos em sua terra natal, expondo obras na Alemanha e na França. Transferiu-se para o Brasil em 1950, fixando residência em São Paulo. Realizou exposições individuais em São Paulo (1952, 1956 - MAM, 1959 a 1962). Participou de mostras e Salões oficiais, entre eles: II, III e VIII da Bienal Internacional de São Paulo; II, IX, X e XIV Salão Paulista de Arte Moderna onde conquistou a Medalha de Prata (1952), o Prêmio Aquisição (1955) e a Medalha de Ouro (1965); XVIII Salão Municipal de Belo Horizonte; I Concurso Nacional de Joias - Prêmio de Viagem a Brasília. MEC VOL. 2, PÁG. 430; PONTUAL PÁG. 295; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 688; www.artprice.com.



111 - EMANOEL ARAÚJO (1940)

Cavalo - xilogravura - 03/08 - 104 x 69 cm - canto inferior direito - 1969 -

Escultor, desenhista, ilustrador, figurinista, gravador, cenógrafo, pintor, curador e museólogo, Emanoel Alves de Araújo nasceu em Santo Amaro da Purificação, BA. Aprendeu marcenaria com Eufrásio Vargas e trabalhou com linotipia e composição gráfica na Imprensa Oficial em sua cidade natal. Na década de 1960, mudou-se para Salvador e ingressou na Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia, onde estudou gravura com Henrique Oswald. Em 1972, foi premiado com Medalha de Ouro na 3ª Bienal Gráfica de Florença, Itália. Recebeu, no ano seguinte, o prêmio de Melhor Gravador, e, em 1983, o de Melhor Escultor, da Associação Paulista de Críticos de Arte, entre muitos outros prêmios. Entre 1981 e 1983, instalou e dirigiu o Museu de Arte da Bahia, em Salvador. Realizou muitas exposições individuais (desde 1959) e participou de inúmeras mostras coletivas, Salões oficiais nacionais e internacionais. Em 1988, foi convidado a lecionar artes gráficas e escultura no 'Arts College', na 'The City University of New York'. De 1992 a 2002, exerceu o cargo de diretor da Pinacoteca do Estado de São Paulo e foi responsável pela revitalização da instituição. Foi, entre 1995 e 1996, membro convidado da Comissão dos Museus e do Conselho Federal de Política Cultural, instituídos pelo Ministério da Cultura. Fundou o Museu Afro Brasil, em 2004, onde é Diretor Curador. Em 2007 foi homenageado pelo Instituto Tomie Ohtake com a exposição 'Autobiografia do Gesto – Cosmogonia dos Símbolos', que reuniu obras de 45 anos de sua carreira. TEIXEIRA LEITE, PÁG. 190; MEC, VOL. 2, PÁG. 143; PONTUAL, PÁG. 37; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 68; VOL. 2, PÁG. 64; VOL. 4, PÁG. 75; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, PÁG. 846; WALTER ZANINI, PÁG. 770; ACERVO FIEO; www.emanoelaraujo.com.br; www.museuafrobrasil.org.br; www.pinturabrasileira.com; www.museuhistoriconacional.com.br; www.artprice.com.



112 - THOMAZ IANELLI (1932 - 2001)

Paisagem - aquarela - 26 x 31 cm - canto inferior direito -

Natural de São Paulo, estudou com Angelo Simeone na Associação Paulista de Belas Artes (1953). Participou de coletivas do Grupo Guanabara. Expôs individualmente desde 1960, em diversas cidade do País e no exterior (Madrid, Paris, Bilbao e Lima), e particpou de coletivas nacionais e estrangeiras, sendo presença constante em mostras antológicas de pintura brasileira no país e no estrangeiro. Sobre sua obra mais recente, já se disse pertencer a um mundo de suavidades carinhosas, poéticas, sem se tornar adocicado, monótono e cansativo. Um mundo feérico, aberto, fluído. Viveu no Paraná, com grande sucesso de público e crítica. TEIXERIA LEITE, pág. 507; MEC, vol. 2, pág. 345; WALTER ZANINI, pág. 755; ARTE NO BRASIL, pág.914, Acervo FIEO.



113 - AXEL LESKOSCHEK (1889 - 1976)

Figura - xilogravura - 20 x 13 cm - canto inferior direito -

Importante gravador, pintor e professor austríaco. Realizou sua formação artística na Áustria e ali publicou álbuns de xilogravuras e águas-fortes. Veio residir no Brasil em 1930, fugindo do nazismo, aqui ficando até 1950. Ilustrou diversas publicações nacionais, entre elas, e principalmente, as edições brasileiras dos romances de Dostoiévski (Ed. José Olimpio). Foi professor, entre outros, de Renina Katz, Fayga Ostrower e Ivan Serpa. MAYER/88, pág.494; JULIO LOUZADA, vol.1, pág.609; BENEZIT, vol.6, pág.612, ART PRICE ANNUAL/2000, pág.1464; PONTUAL, pág.309, TEIXEIRA LEITE, pág.284; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 605; ARTE NO BRASIL, pág. 840; Acervo FIEO.



114 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Camponês - óleo sobre tela - 22 x 17 cm - canto inferior direito ilegível -



115 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

Namorados - escultura em bronze - 28 x 13 x 06 cm - assinado -

Escultor, desenhista e pintor paulista nascido em Mococa, SP e falecido no Rio de Janeiro. Mudou-se com a família para Itália, e fixou-se em Roma (1913). Iniciou estudos de desenho e escultura com o professor Loss (1920). Participou de movimentos antifascistas e foi preso (1931) por motivos políticos. Foi extraditado para o Brasil (1935) por intervenção do embaixador brasileiro na Itália. Em 1937, viajou para Paris e frequentou as academias ‘La Grand Chaumière’ e ‘Ranson’, onde estudou com Aristide Maillol e conviveu com Henry Moore, Marino Marini e Charles Despiau. Em 1939, retornou a São Paulo e junto com Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Sérgio Milliet, entre outros, participou do Movimento Modernista; foi um dos membros da Família Artística Paulista e do Grupo Santa Helena. Em 1943, transferiu-se para o Rio de Janeiro. A convite do ministro Gustavo Capanema instalou ateliê no antigo Hospício da Praia Vermelha, onde orientou jovens artistas como Francisco Stockinger. Possui obras em espaços públicos como ‘Monumento à Juventude Brasileira’ (1947), nos jardins do antigo Ministério da Educação e Saúde, atual Palácio Gustavo Capanema - RJ; ‘Candangos’ (1960), na Praça dos Três Poderes, e ‘Meteoro’ (1967), no lago do edifício do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília; ‘Integração’ (1989), no Memorial da América Latina, em São Paulo. Participou das Bienais de Veneza (1950, 1952); participou das I, II, IV e IX Bienais de São Paulo, período em que recebeu o prêmio de melhor escultor brasileiro (1953) e sala especial (1967). MEC, VOL.2, PÁG. 250; PONTUAL, PÁG. 237; MAYER/84, PÁG. 1333; BENEZIT VOL. 5, PÁG. 14; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 715; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 422; www.artprice.com; www.pinturabrasileira.com; www.dec.ufcg.edu.br; www.monumentos.art.br.



116 - REINALDO MANZKE (1906 - 1980)

Jangadeiros - guache - 20 x 30 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor, nascido em falecido em Blumenau, SC. Participou regularmente do Salão Paulista de Belas Artes, recebendo premiações diversas. JULIO LOUZADA, vol 9, pág, 529. MEC, VOL, 3,pág, 65. PONTUAL,pág,335; TEODORO BRAGA; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



117 - DURVAL PEREIRA (1917 - 1984)

"As lavadeiras" - Litografia sobre tela - 72/103 - 37 x 54 cm - dorso -
Esta reprodução sobre tela do quadro "As lavadeiras" de autoria de Durval Pereira, foi feita por processo exclusivo da Litografia Mattavelli S.A. em edição limitada, assinada e autênticada pelo autor, sob o número 72/103.

Nascido e falecido em São Paulo onde foi pintor e professor ativo. Premiado com a Menção Honrosa no Salão Paulista de Belas Artes em 1944, passou a viver exclusivamente da pintura. Em 1946, estudou artes plásticas na Associação Paulista de Belas Artes. Pintava ao ar livre, aos domingos, com os pintores Salvador Rodrigues, Salvador Santisteban, Cirilo Agostinho, Jaime Dinis, Djalma Urban, Innocencio Borghese, e outros. Premiado praticamente em todos os Salões de que participou, acumulou, em toda sua carreira, 419 prêmios de todos os cantos do mundo. Recebeu ao todo, 15 comendas das mais importantes do Brasil. Nos últimos três anos de sua vida recebeu também todos os Primeiros Prêmios e Medalhas de Ouro nas exposições de Paris, Rouen, Lyon, Roma, Miami e Milão (o maior prêmio dado à pintura: ‘La Madonina de Milano’). MEC, vol. 3, pág. 368; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 749; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO; www.tntarte.com.br.



118 - INGRES SPELTRI (1940)

"O violão de Miró" - óleo sobre tela - 71 x 79 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor, desenhista, escultor, gravador e professor nascido em Jau, SP. Filho do pintor Augusto Speltri com quem se iniciou na pintura, ainda criança. Em 1959 mudou-se para São Paulo onde estudou Música (1960-1964). É professor titular da Escola Panamericana de Arte, SP. Realizou exposições individuais, em São Paulo, nos anos de 1977, 1981, 1978, 1984. Participou de várias mostras e Salões oficiais, sendo premiado em: São Paulo (1963, 1966, 1970, 1971); Santo André, SP (1976). JULIO LOUZADA VOL. 5, PÁG. 1012; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; MEC VOL. 4, PÁG. 338; PONTUAL PÁG. 504; www.artprice.com; www.speltri.com.



119 - ENRICO VIO (1847 - 1960)

Paisagem - óleo sobre tela - 46 x 31 cm - canto inferior direito -

Pintor e professor. Estudou no Instituto de Belas Artes de Veneza, sendo discípulo de Ettore Tito e Guglielmo Ciardi. Individuais em Veneza (1904) e Milão (1906). Veio para o Brasil, fixando-se em São Paulo, onde dedicou-se ao ensino da pintura, formando numerosos discípulos. Participou do Salão Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro (1916 e 1936), obtendo medalha de prata no primeiro. Foi também premiado no Salão Paulista de Belas Artes, São Paulo. Seus trabalhos foram expostos em "O Retrato na Coleção da Pinacoteca", Secretaria da Cultura, Ciências e Tecnologia, Pinacoteca do Estado, São Paulo (1976). Realizou exposições individuais no liceu de Artes e Ofício de São Paulo, a partir de 1902. Referências a seu respeito em: Guia de Seção Histórica do Museu Paulista de Afonso E. Taunay, S.P. (1937); Anuário da Escola Politécnica de São Paulo, 1937, pág.23; Revista do Instituto Geográfico Brasileiro, vol.265, out/dez (1964), pág.130; TEODORO BRAGA, pág.239; ITAU CULTURAL; PONTUAL, pág. 543; WALTER ZANINI, pág. 505, RUTH TARASANTCHI.



120 - JOSÉ PANCETTI (1902 - 1958)

Barcos - desenho a carvão e pastel - 31 x 43 cm - canto inferior direito - 1937 -
Reproduzido no convite deste leilão.-

Giuseppe Gianinni Pancetti nasceu em Campinas, SP e faleceu no Rio de Janeiro. Filho de imigrantes italianos foi mandado aos dez anos de idade para a Itália, onde trabalhou em diversos ofícios até entrar para a marinha mercante italiana. De volta ao Brasil, em 1920, trabalhou na Oficina Beppe, São Paulo (1921), especializada em decoração de pintura de parede, como cartazista, pintor de parede e auxiliar do pintor Adolfo Fonzari. Em 1922 ingressou na Marinha de Guerra Brasileira, viajando pelo país e exterior, transferindo-se para a reserva em 1946, no posto de Segundo Tenente. Começou a pintar, auto didaticamente em 1924 e, em 1925, servindo no encouraçado Minas Gerais, pintou suas primeiras obras. No ano seguinte, para progredir na carreira, integrou o quadro de pintores dentro da "Companhia de Praticantes e Especialistas em Convés". Passou a frequentar, a partir de 1932, o Núcleo Bernardelli, no Rio de Janeiro, onde recebeu orientação de Manoel Santiago, Edson Motta, Rescála e Bruno Lechowski. Participou do Salão Nacional de Belas Artes, sendo premiado em 1934, 1936, 1939 e, já na Divisão Moderna, recebeu o Prêmio Viagem ao Estrangeiro (1941), o Prêmio Viagem ao País (1947) e a Medalha de Ouro (1948). Figurou na Bienal de Veneza em 1950; ano em que passa a residir em Salvador, BA. Integrou a mostra "Um Século de Pintura Brasileira", realizada no Museu Nacional de Belas Artes (1952) e a exposição "Arte Moderna no Brasil" que percorreu as cidades de Buenos Aires, Rosário, Santiago e Lima, todas em 1957. Participou duas vezes da Bienal de São Paulo, em 1951 e 1955. Mereceu Sala Especial na Bienal da Bahia - Salvador, em 1966. O Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro realizou, em 1962, exposição retrospectiva de sua obra. TEODORO BRAGA, PÁG. 130; PONTUAL, PÁGS. 403 E 404; MEC, VOL. 3, PÁG. 332; REIS JUNIOR, PÁG. 383; ITAU CULTURAL; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 380; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 597; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28; www.mamcampinas.com.br.



121 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulata - serigrafia - H.C. - 58 x 40 cm - canto inferior direito -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



122 - MARTINS DE PORANGABA (1944)

"O lobisomem e a donzela" - acrílico sobre tela - 18 x 25 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2006 -

Pintor, desenhista, gravador e professor, José Carlos de Porangaba Martins nasceu em Porangaba, SP. Assina José Carlos Martins, J. Martins, Porangaba e Martins de Porangaba. Fixou residência em São Paulo e cursou desenho, pintura e modelo vivo na Associação Paulista de Belas Artes, entre 1967 e 1970. Na década de 70 estudou gravura com Paulo Mentem e modelagem com Olinda Dalma. Fundou o Atelier J. Martins em 1972. Em 1980, lecionou pintura na Escola Panamericana de Artes. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1976, 1979, 1981, 1982 – MAC, 1984, 1987, 1990, 1991, 1994, 2000); Santo André, SP (1980, 1981); Guarujá, SP (1982); Rio de Janeiro (1982); Washington, EUA (1983); Brasília, DF (1988). Tem participado de muitas mostras coletivas e Salões oficiais, recebendo vários prêmios em: São Paulo (1979, 1980, 1982); Piracicaba, SP (1981); Embu, SP (1981); Marília, SP (1981); Rio Claro, SP (1982); Santo André, SP (1983, 1984); Rio de Janeiro (1985) ; Lisboa, Portugal (1985); Tampa, EUA (1986); Nice, França (1987). JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 828; VOL. 4, PÁG. 903; VOL. 6, PÁG. 901; VOL. 9, PÁG. 692; VOL. 13, PÁG. 269; ITAU CULTURAL; www.artprice.com; mporangaba.com.



123 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Gato - acrílico sobre papel colado em eucatex - 30 x 41 cm - canto inferior esquerdo -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins. -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



124 - TARSILA DO AMARAL (1890 - 1973)

Paisagem antropofágica com boi - gravura - II/XX - 16 x 26 cm - canto inferior direito -
Esta gravura consta no catálogo Raisonné de Tarsila do Amaral.

Pintora e desenhista, Tarsila do Amaral nasceu em Capivari, SP e faleceu em São Paulo. Estudou escultura com William Zadig e com Mantovani, em 1916, na capital paulista. No ano seguinte teve aulas de pintura e desenho com Pedro Alexandrino, onde conheceu Anita Malfatti. Ambas tiveram aulas com o pintor Georg Elpons. Em 1920 viajou para Paris e estudou na ‘Académie Julian’ e com Émile Renard. Ao retornar ao Brasil formou em 1922, em São Paulo, o Grupo dos Cinco, com Anita Malfatti, Mário de Andrade, Menotti del Picchia e Oswald de Andrade. Em 1923, novamente em Paris, frequentou o ateliê de André Lhote, Albert Gleizes e Fernand Léger. Foi a criadora de duas das principais tendências ou movimentos de nossa arte nacionalista: o Pau Brasil e o Antropofagia. A convite da Comissão do IV Centenário de São Paulo fez, em 1954, o painel ‘Procissão do Santíssimo’ e, em 1956, entregou ‘O Batizado de Macunaíma’, sobre a obra de Mário de Andrade, para a Livraria Martins Editora. A retrospectiva Tarsila: 50 Anos de Pintura, organizada pela crítica de arte Aracy Amaral e apresentada no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo , em 1969, ajudou a consolidar a importância da artista. TEODORO BRAGA, PÁG. 220; REIS JR., PÁG.388; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 365; MEC, VOL. 4, PÁG. 370; PONTUAL, PÁG. 511; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 492; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 389; ARTE NO BRASIL, PÁG. 577; LEONOR AMARANTE, PÁG. 24; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 958.



125 - ZÉ CABOCLO (1921 - 1973)

Voltando da roça - escultura em cerâmica - 21 x 07 x 06 cm - assinado -

José Antonio da Silva, natural do Alto do Moura, PE. É conhecido como o primeiro discípulo de Vitalino. Filho de louceira, desde criança modelava brinquedos de barro. Foi o caminho inicial para se tornar um dos mais conceituados bonequeiros de Alto do Moura. Trabalhava junto com seu cunhado Manuel Eudócio, irmão de sua mulher. Há várias criações referentes ao cotidiano sertanejo atribuídas aos dois parceiros. Zé Caboclo têm peças no acervo de importantes museus e coleções particulares: Museu do Barro, também conhecido como Espaço Zé Caboclo em Caruaru, PE; Museu do Homem do Nordeste no Recife, PE; Museu Casa do Pontal no Rio de Janeiro, RJ; Museu do Folclore Edison Carneiro no Rio de Janeiro, RJ e Museu da Chácara do Céu (Fundação Raymundo Castro Maya) no Rio de Janeiro, RJ. www.ceramicanorio.com, www.cultura.gov.br.



126 - SYLVIO PINTO (1918 - 1997)

Marinha - óleo sobre tela - 45 x 61 cm - canto inferior direito -

Freqüentou o Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro, lá recebendo suas primeiras noções de desenho. Mais tarde, recebe lições do pai - o Pinto das Tintas. Conheceu Pancetti na casa paterna. Em 1938 estudou no Núcleo Bernardelli e a partir de 1940 dedica-se exclusivamente à pintura. Participou de vários Salões de Belas Artes, recebendo inúmeros prêmios. MEC, vol. 3, pág. 419, Acervo FIEO.



127 - CARLOS SCLIAR (1920 - 2001)

"Paisagem IX..." - vinil - 37 x 56 cm - canto inferior direito e dorso - 27-04-1970 - Ouro Preto -
Complemento de título: "Paisagem IX (Fim do dia e sombra na encosta)".-

Desenhista, gravador, pintor, ilustrador, cenógrafo, roteirista e designer gráfico que nasceu em Santa Maria da Boca do Monte, RS e faleceu no Rio de Janeiro. Assina Scliar. Estudou com Gustav Epstein, em Porto Alegre, em 1934. Participou, em 1938, da fundação da Associação Riograndense de Artes Plásticas Francisco Lisboa. Entre 1939 e 1947, residindo em São Paulo, integrou a Família Artística Paulista - FAP. No Rio de Janeiro, escreveu e dirigiu em 1944 o documentário 'Escadas', sobre os pintores Arpad Szenes e Vieira da Silva com os quais conviveu desde 1941. Convocado pela Força Expedicionária Brasileira - FEB, participou da Segunda Guerra Mundial, na Itália. Morando em Paris de 1947 a 1950, cursou gravura com Galanis na Escola de Belas Artes e teve contato com o gravador mexicano Leopoldo Méndez. De volta ao Brasil, fundou com Vasco Prado o Clube de Gravura de Porto Alegre. Em 1956, passou a viver no Rio de Janeiro. Foi diretor do departamento de arte da revista 'Senhor' entre 1958 e 1960. Fundou a editora Ediarte, em 1962, com os colecionadores Gilberto Chateaubriand, Michel Loeb, Carlos Nicolaievski e o pintor José Paulo Moreira da Fonseca. Realizou durante toda sua vida exposições individuais e participou de inúmeras coletivas e Salões oficiais, recebendo muitos prêmios. Também foram realizadas várias exposições póstumas. MEC VOL.4, PÁG. 214; TEODORO BRAGA, PÁG. 66; WALMIR AYALA VOL.2, PÁG. 306 a 309; PONTUAL, PÁG. 479 e 480; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG.884; VOL.2, PÁG. 925; VOL.13, PÁG. 305; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; RGS, PÁG. 442; ACERVO FIEO.



128 - IVAN SERPA (1923 - 1973)

Figuras - técnica mista - 21 x 16 cm - canto inferior direito - 15-06-1972 -

Pintor, desenhista, gravador e professor, Ivan Ferreira Serpa nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Estudou gravura e desenho com Axel Leskoschek (entre 1946 e 1948) no Rio de Janeiro. Em 1949, ministrou suas primeiras aulas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, onde, a partir de 1952, exerceu sistemática atividade didática, em especial no ensino infantil. Foi um dos precursores do concretismo no Brasil, criando ao lado de Aluisio Carvão, Lígia Clark, Hélio Oiticica e outros o Grupo Frente, que se manteve ativo de 1954 a 1956, inclusive com exposições no Rio de Janeiro. Participou da Divisão Moderna do SNBA (1947-1951). Em 1957, recebeu o prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna, RJ. Participou da exposição ’Opinião 65’, evento que marca a difusão de uma nova arte de tendência figurativa, a neofiguração. Em 1970, fundou, com Bruno Tausz, o Centro de Pesquisa de Arte no Rio de Janeiro. Participou da Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1961, 1963, 1965) e da Bienal de Veneza (1952, 1954, 1962, 1966). PONTUAL, PÁG 486; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 605; ARTE NO BRASIL, PÁG. 840; LEONOR AMARANTE, PÁG. 26; MEC VOL. 4, PÁG. 221; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 899.



129 - ZULA (XX)

"Jogo de forma VII" - desenho a nanquim e lápis de cor - 31 x 45 cm - canto inferior direito - 1988 -

Júlia Fernandes Souza (Zula) é pintora, desenhista, gravadora e ceramista com diversas participações em mostras coletivas e oficiais. gildagelminineuberger.com.br/criticas/zula.htm; mapasdeinfluencias.wordpress.com.



130 - EDMUNDO MIGLIACCIO (1903 - 1983)

"Temperando" - óleo sobre tela - 130 x 100 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1954 -
Reproduzido no convite deste leilão. (Atenção clientes que não residem em São Paulo: transporte apenas por via rodoviária devido ao tamanho. Consulte-nos antes de dar seu lance) .-

Pintor, natural do município de Caconde-SP. Filho de imigrantes italianos, batizado Edmundo Francisco Nicodemo Migliaccio, iniciou seus estudos no Liceu, com os mestres Enrico Vio, Angelo Cantu e Torquato Bassi. Acadêmico por formação e vocação, foi fundador da Associação Paulista de Belas Artes. Expositor fiel do Salão Paulista, foi ali várias vezes premiado. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 213; ARTE NO BRASIL, pág. 812.



131 - HANSEN BAHIA (1915 - 1978)

Paisagem - xilogravura - 36 x 26 cm - canto inferior direito -

Gravador, escultor, pintor, ilustrador, poeta, escritor, cineasta e professor, Karl Heinz Hansen nasceu em Hamburgo, Alemanha e faleceu em São Paulo. Serviu como soldado (entre 1936 e 1945) na Segunda Guerra Mundial e atuou como ilustrador de histórias infantis. Autodidata, realizou suas primeiras xilogravuras entre 1946 e 1948. Fixando-se sucessivamente na Itália, Suécia, Inglaterra, emigrou para o Brasil em 1950 residindo de início em São Paulo e a partir de 1955 em Salvador. Ilustrou a publicação 'Flor de São Miguel' (1957), com textos de Jorge Amado, Vinicius de Moraes e de sua autoria; 'Navio Negreiro' (1958), de Castro Alves. Em homenagem à Bahia passou a assinar seus trabalhos como Hansen-Bahia a partir de sua volta à terra natal em 1959. Lá permaneceu até 1963, enquanto trabalhou no ateliê de gravura fundado por ele mesmo no castelo Tittmoning. Viveu na Etiópia (entre 1963 e 1966) onde ajudou a estabelecer a Escola de Belas Artes na cidade de Addis Abeba. Retornou a Salvador e naturalizou-se. Tornou-se professor de artes gráficas da Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia (1967). Dois anos antes de sua morte, doou em testamento sua produção artística para a cidade de Cachoeira, Bahia, onde foi criada a Fundação Hansen Bahia que recebeu seu acervo artístico de xilogravuras, matrizes, livros, pinturas, prensas e ferramentas de trabalho. Realizou exposições individuais no: Museu de Arte de São Paulo (1950, 1953, 1966); Museu Nacional de Belas Artes, RJ (1952); Museu de Arte Moderna de São Paulo (1954, 1956); Buenos Aires, Argentina (1954, 1955, 1958), entre outras. Participou de muitas mostras coletivas e oficiais como: Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1961); Salão Nacional de Arte Moderna (1954, 1955). PONTUAL PÁG. 260; MEC VOL. 1, PÁG. 157; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 81; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 720; ARTE NO BRASIL, PÁG. 842; ACERVO FIEO, PÁG. 251; www.hansenbahia.com.br; www.artprice.com.



132 - ANTONIO BANDEIRA (1922 - 1967)

Composição - guache - 16 x 24 cm - canto inferior direito -
Ex-coleção Zito Saback - Rio de Janeiro - RJ.-

Pintor, desenhista, gravador, nascido em Fortaleza, CE e falecido em Paris, onde viveu a maior parte de sua vida. É um dos pioneiros da arte abstrata no Brasil. Iniciou-se na pintura como autodidata. Em 1941, em Fortaleza, participou, ao lado de Mário Baratta, entre outros, da criação do Centro Cultural de Belas Artes depois, Sociedade Cearense de Artes Plásticas. Em 1945, transferiu-se para o Rio de Janeiro e, no ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual. Contemplado pelo governo francês com bolsa de estudos, permaneceu em Paris de 1946 a 1950 onde frequentou a Escola Nacional Superior de Belas Artes e a ‘Académie de la Grande Chaumière’. Entre 1947 e 1948 participou do ‘Salon d'Automne’ e do ‘Salon d'Art Libre’. Tomou parte em reuniões de artistas e formou o Grupo Banbryols (ban de Bandeira; bry de Camille Bryen; e ols de Wols), que durou de 1949 a 1951. Voltou ao Brasil em 1951 e apresentou-se na 1ª Bienal Internacional de São Paulo. Em 1952, criou um mural para o Instituto dos Arquitetos do Brasil, em São Paulo. Retornou a Paris em 1954 em razão do Prêmio Fiat, obtido na 2ª Bienal Internacional de São Paulo, mas não deixou de expor no Brasil. Permaneceu na Europa até 1959, passando pela Inglaterra e Bélgica, onde, em 1958, realizou um painel para o ‘Palais des Beaux-Arts’. Ao retornar ao Brasil teve uma atividade artística intensa, participou de importantes exposições, em paralelo a mostras em Paris, Munique, Verona, Londres e Nova York. Voltou a Paris em 1965, onde permaneceu até sua morte. BENEZIT, VOL.1, PÁG.415; MEYER/87, PÁG.606; MEC, VOL.1, PÁGS.159,160 E 167; PONTUAL, PÁGS. 48 E 49; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁGS. 71 A 74; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 52 A 54; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; ARTE NO BRASIL, PÁG. 599; LEONOR AMARANTE, PÁG. 34; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 86; ACERVO FIEO; web.artprice.com; pitoresco.com; pinturabrasileira.com.



133 - TADASHI KAMINAGAI (1899 - 1982)

Paris - óleo sobre cartão - 26 x 33 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, professor, Tadashi Kaminagai nasceu em Hiroshima, Japão e faleceu em Paris, França. Por iniciativa da família, ingressou aos 14 anos num mosteiro budista na cidade japonesa de Kobe. Dois anos depois, viajou para as Índias Ocidentais Holandesas, atual Indonésia, atuando como missionário e agricultor até 1927. Nesse ano, decidido a seguir carreira artística, mudou-se para Paris, onde conheceu o artista Tsugouharu Foujita, que o orientou na pintura. Paralelamente à atividade artística, trabalhou como moldureiro. No início da década de 1930, expôs quadros nos salões parisienses e retornou ao Japão em 1938. Embarcou para o Brasil um ano após a eclosão da Segunda Guerra Mundial trazendo consigo uma carta de recomendação endereçada a Candido Portinari. Fixou residência no Rio de Janeiro e, em 1941, instalou ateliê e oficina de molduras no bairro de Santa Teresa, onde trabalhou e atuou como professor de diversos artistas brasileiros e nipo-brasileiros, como Inimá de Paula, Flavio-Shiró e Tikashi Fukushima, entre outros. Sua primeira exposição individual, por volta de 1945, foi organizada por Portinari no Rio de Janeiro. Em 1947, passou a integrar o Grupo Seibi. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais como a 1ª e 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1951 e 1953). Foi premiado no Rio de Janeiro (1944, 1950). Retornou ao Japão em 1954 e três anos mais tarde voltou a fixar-se em Paris. Viveu entre o Japão, a França e o Brasil, até seu falecimento. ITAU CULTURAL; TEODORO BRAGA, PÁG.134; BENEZIT, VOL.6, PÁG.152; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁG.; MEC, VOL.2, PÁG.401; PONTUAL, PÁG.287; WALTER ZANINI, PÁG. 643; ARTE NO BRASIL; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 506; ACERVO FIEO.



134 - JOAQUIM TENREIRO (1906 - 1992)

"Barbante" - escultura em técnica mista - 80 x 80 cm - canto inferior direito e dorso - 1974 -

Designer, escultor, pintor, gravador e desenhista, Joaquim Albuquerque Tenreiro nasceu em Melo Guarda, Portugal e faleceu em Itapira, SP. Filho e neto de marceneiros, aos dois anos de idade mudou-se para o Brasil com a família. Retornou a Portugal em 1914 e ajudou o pai a realizar trabalhos em madeira. Iniciou aulas de pintura. Em 1928, transferiu-se definitivamente para o Rio de Janeiro, passando a frequentar o curso de desenho do Liceu Literário Português onde conquistou o prêmio Joaquim Alves Meira, a maior láurea daquele estabelecimento e fez cursos no Liceu de Artes e Ofícios. Em 1931, integrou o Núcleo Bernardelli. Na década de 1940, dedicou-se à pintura de retrato, de paisagem e de natureza-morta. Entre 1933 e 1943, trabalhou como designer de móveis nas empresas Laubissh & Hirth, Leandro Martins e Francisco Gomes. Em 1943, montou sua primeira oficina, a Langenbach & Tenreiro e, alguns anos depois, inaugurou duas lojas de móveis; primeiro no Rio de Janeiro e, posteriormente, em São Paulo. É o renovador do mobiliário brasileiro, responsável por toda uma linha de criação em que a funcionalidade se alia o bom gosto e o aproveitamento racional dos materiais do País. No final da década de 1960, Joaquim Tenreiro encerrou as atividades na área da concepção e fabricação de móveis para dedicar-se exclusivamente às artes plásticas, principalmente à escultura. Participou do Panorama da Arte Atual Brasileira, SP (1972, 1973, 1975, 1978, 1988), da Bienal Internacional de São Paulo (1965), entre outras, e realizou uma retrospectiva no MAM, RJ (1977). Tem pinturas suas figurando no MAM, SP, no MNBA e Museu Manchete, RJ. MEC, VOL.4, PÁGS.381 E 382; PONTUAL, PÁG.520; TEIXEIRA LEITE, PÁG.504; WALMIR AYALA, VOL.2, PÁG.376 E 377; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG.973; VOL. 5, PÁG. 1042; VOL.6, PÁG. 1111; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 580; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; www.joaquimtenreiro.com; renome.com.br; pinturabrasileira.com; web.artprice.com.



135 - LIVROS


01) "João Câmara - Dez Casos de Amor e Uma Pintura de Câmara", edição número 750, Texto de Frederico Morais, Fundação Roberto Marinho, 1983. 02) "Goiandira - Arte e Areia", texto de Solange Franco, Instituto Casa Brasil de Cultura, 2011. 03) "Ilustrando o Cerrado", texto de Geni Alexandria, IPHAN, 2009. 04) "Luiz Mauro - Des Peintures Comme des Photographies", catálogo da exposição na Maison Européenne de la Photographie, Parism, textos de Leonel Kaz e Divino Sobral, Filigranes Editions, 2015. 05) "Situações Brasília 2014 - Prêmio de Arte Contemporânea", catálogo de exposição no Museu Nacional do Conjunto Cultural da República, Brasília, 2014/2015. 06) "Os Museus do Mundo", Biblioteca Salvat de Grandes Temas, entrevista com Hugues de Varine-Bohan, Rio de Janeiro, 1979.



136 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Mercado de flores - óleo sobre tela colada em eucatex - 24 x 31 cm - canto inferior direito ilegível -



137 - JUAREZ MACHADO (1941)

Passeio a beira mar - serigrafia - 62/200 - 60 x 45 cm - canto inferior direito -

Nasceu em Joinville, SC. Atualmente reside e trabalha em Paris, França, onde mantem ateliê. Pintor, escultor, desenhista, caricaturista, jornalista, cenógrafo, escritor e ator. Desenvolveu sólida carreira como desenhista de charges de humor. Sua arte essencialmente criativa, vai do lirismo à violência, da análise microscópica ao extravasamento onírico. Entre as exposições de que participa, destacam-se: 9ª Bienal Internacional de São Paulo, 1967; Zona Gallery, Nova Iorque (Estados Unidos), 1981; Retrospectiva Quatro Artistas da Geração 60, no MAC/PR, Curitiba, 1987; Châteaux Bordeaux, no Centro Georges Pompidou, Paris, 1988; Retrospectiva, no MAC/Joinville, 1990; Arte na América Latina: 100 Anos de Produção, no Instituto Estadual de Artes Plásticas da UFRGS, Porto Alegre, 1996. "Juarez Machado expõe a natureza humana, olha, registra, interpreta, ilumina, focaliza. É o mundo dos humanos, mas não é o mundo do juiz dos homens. Aqui não estamos no Juízo Final. Juarez é o artista contemporâneo, ele tem este olhar elaborado pela ciência, o grau de consciência reflexiva. Podemos dizer deste ponto de vista, que esta obra humanística e esta atitude de intensa pesquisa confere ao seu trabalho um caráter anti-medieval." Jacob Klintowitz in: "Juarez Machado - Copacabana 100 Anos, Ed. Simões de Assis, 1992." JULIO LOUZADA vol.11, pág. 186; PONTUAL, pág.284; Acervo FIEO; ITAU CULTURAL; MEC, vol. 3; TEIXEIRA LEITE, pág. 298. Acervo FIEO.



138 - GEORGES ROUAULT (1871 - 1958)

Figura - gravura - 41 x 29 cm - canto inferior direito - 1928 -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, gravador, designer, ilustrador e cenógrafo nascido e falecido em Paris. Iniciou a carreira como pintor de vitrais, estudou na Escola Nacional Superior de Belas Artes de Paris e frequentou o ateliê de Elie Delaunay e de Gustave Moreau. Realizou diversas exposições individuais, entre as quais: Galeria Druet, Paris (1910 – a primeira, 1924); MOMA, Nova York (1938, 1945, 1953); Museu de Arte Moderna – Centro Georges Pompidou, Paris (1952, 1971, 1983, 1992); Museu do Louvre, Paris (1964). Participou de mostras e Salões oficiais como o 'Salon d'Automne' com os 'Fauves' (1905); Bienal de Veneza (1948); várias edições do 'Salon des Artistes Français', do 'Salon des Artistes Independants' e do 'Salon de Mai'. Foi contratado por Vollard para ilustrar, com águas-fortes, vários livros (de 1916 a 1939) como o 'Miserere et Guerre' com texto de André Suarès. Idealizou os vitrais para a igreja de Plateau d'Assy – Haute-Savoie, Passy – França (1945) e, seguidamente, diversos cenários para os balés russos de Serguei Diaguilev. Em 1898 foi o primeiro curador do Museu Moreau. BENEZIT VOL. 9, PÁG. 124; DICIONÁRIO OXFORD DE ARTE; educacao.uol.com.br; www.rouault.org; www.moma.org; www.tate.org.uk www.artprice.com; www.artnet.



139 - ANTONIO AUGUSTO MARX (1919 - 2008)

"Rio Pinheiro com draga" - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1982 -

Arquiteto e pintor ativo em São Paulo, onde participa de mostras coletivas a partir de 1966, com reconhecimento de crítica e público. Artista de muitos recursos técnicos, suas obras tem como tema a paisagem, do campo e da cidade, com conteúdo de atmosfera, côr e equilibrio. MEC vol.3, pág. 99; PONTUAL, pág. 346; JULIO LOUZADA vol.11, pág. 203; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 803, Acervo FIEO.



140 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

"Mulata de rosa" - Guache, carvão e pastel - 24 x 35 cm - canto inferior direito - 1952 -
Reproduzido no convite deste leilão. Procedente da coleção do Sr. Caio Ribeiro, São Paulo - SP. Com etiqueta firmada pelo autor, no dorso.-

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



141 - FUKUDA (1943)

Composição - serigrafia - 67/199 - 69 x 94 cm - canto inferior direito -

Pintor, gravador e escultor, Roberto Kenji Fukuda nasceu em Indiana, SP. Iniciou-se na pintura com orientação de seu pai, o pintor Tamotsu Fukuda, um dos imigrantes japoneses pioneiros no Brasil. Como escultor foi o responsável pela criação do monumento comemorativo aos Jogos Pan-Americanos, do Rio de Janeiro (2007). Realizou exposições individuais em: Lins, SP (1963); Rio de Janeiro (1988, 1989); São Paulo (1988,1991); Curitiba, PR (1989); Brasília, DF (1989); Belo Horizonte, MG (1991). Participou de várias mostras coletivas pelo Brasil, Alemanha, França e Estados Unidos. JULIO LOUZADA, VOL. 11, PÁG. 120; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO; www.galeriamaradolzan.com.br.



142 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulata - desenho a nanquim - 32 x 30 cm - canto inferior esquerdo -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



143 - WALTER LEWY (1905 - 1995)

Paisagem surreal - óleo sobre tela - 27 x 35 cm - canto inferior esquerdo - 1975 -

Gravador, pintor, ilustrador, paisagista, desenhista e publicitário nascido em Bad Oldesloe, Alemanha e falecido em São Paulo. Estudou na Escola de Artes e Ofícios de Dortmund, Alemanha (1923-1927). Nesse período, filiou-se à tendência do realismo mágico. Em 1928 participou de coletivas em Dortmund, Gelsenkirchen, Boclusim e outras cidades. Com a crise econômica de 1929, Lewy perdeu seu emprego de desenhista numa gráfica e foi viver com os pais no interior, tornando-se ilustrador de anedotas em jornais. Realizou sua primeira exposição individual em Bad Lippspringe (1932), mas foi fechada quando a Câmara de Arte Alemã proibiu a participação de judeus na vida artística. Escapando dessa situação opressora, o artista imigrou para o Brasil (1938), retomando profissionalmente a pintura. Deixou para trás centenas de trabalhos, que foram enviados para a Holanda e perdidos durante os bombardeios da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). No Brasil, fixou-se em São Paulo. Nos primeiros anos fez desenho publicitário e mais tarde capas de livros e ilustrações para diversas editoras. Ilustrou obras de Bertrand Russell, Machado de Assis e Arnold Toynbee, entre outras. Mais tarde, empregou-se como diagramador, letrista e arte-finalista nas agências de propaganda De Carli, Lintas Publicidade, Martinelli, Santos & Santos e Thompson Propaganda. Participou de Salões Nacionais e Bienais de São Paulo, entre 1951 e 1965, recebendo diversas premiações oficiais. JULIO LOUZADA, VOL. 10, PÁG. 497; MEC, VOL. 2, PÁG. 474; TEODORO BRAGA, PÁG. 245; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 286; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 630; LEONOR AMARANTE, PÁG. 142; ACERVO FIEO.



144 - FANG (1931 - 2012)

Macaco - desenho a nanquim e aguada - 35 x 50 cm - canto inferior direito -
Esta obra participou da exposição "Os pincéis de Fang", realizada no Centro Cultural Correio São Paulo, de 09 de maio a 07 de julho de 2014, com apresentação e curadoria de Enock Sacramento.

Pintor, desenhista, gravador e professor, Chien Kong Fang, ou simplesmente Fang, nasceu na cidade de Tung Cheng, China e faleceu em São Paulo. Estudou sumiê e aquarela na China em 1945. Veio morar em São Paulo com a família em 1951, naturalizando-se brasileiro em 1971. Entre 1954 e 1956, estudou pintura com Yoshiya Takaoka em São Paulo. Viajou, em 1977, para a América do Norte, Europa e Ásia, onde desenvolveu o seu trabalho de pintura. Em 1981, foi realizado o curta metragem biográfico ‘O Caminho de Fang’, em São Paulo. Visitou a China, convidado pelo governo chinês, em 1985. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1959, 1961, 1962, 1978, 1981, 1993, 2005); Salvador, BA (1962); Rio de Janeiro (1978, 1986); Schleswing, Alemanha (1985); Lugana, EUA (1990); Americana, SP (1994); Formosa, Taiwan (1994). Foi premiado no Rio de Janeiro (1957) e em São Paulo (1960 a 1962, 1967 a 1969, 1978, 1979, 1991). Participou do Panorama da Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1978). MEC, VOL. 2, PÁG. 124; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 366; VOL. 6, PÁG. 378; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 189; PONTUAL, PÁG. 201; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; www.fang.com.br; www.artprice.com.



145 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

Esfinge - múltiplo em bronze - 15 x 07 x 29 cm - assinado -

Escultor, desenhista e pintor paulista nascido em Mococa, SP e falecido no Rio de Janeiro. Mudou-se com a família para Itália, e fixou-se em Roma (1913). Iniciou estudos de desenho e escultura com o professor Loss (1920). Participou de movimentos antifascistas e foi preso (1931) por motivos políticos. Foi extraditado para o Brasil (1935) por intervenção do embaixador brasileiro na Itália. Em 1937, viajou para Paris e frequentou as academias ‘La Grand Chaumière’ e ‘Ranson’, onde estudou com Aristide Maillol e conviveu com Henry Moore, Marino Marini e Charles Despiau. Em 1939, retornou a São Paulo e junto com Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Sérgio Milliet, entre outros, participou do Movimento Modernista; foi um dos membros da Família Artística Paulista e do Grupo Santa Helena. Em 1943, transferiu-se para o Rio de Janeiro. A convite do ministro Gustavo Capanema instalou ateliê no antigo Hospício da Praia Vermelha, onde orientou jovens artistas como Francisco Stockinger. Possui obras em espaços públicos como ‘Monumento à Juventude Brasileira’ (1947), nos jardins do antigo Ministério da Educação e Saúde, atual Palácio Gustavo Capanema - RJ; ‘Candangos’ (1960), na Praça dos Três Poderes, e ‘Meteoro’ (1967), no lago do edifício do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília; ‘Integração’ (1989), no Memorial da América Latina, em São Paulo. Participou das Bienais de Veneza (1950, 1952); participou das I, II, IV e IX Bienais de São Paulo, período em que recebeu o prêmio de melhor escultor brasileiro (1953) e sala especial (1967). MEC, VOL.2, PÁG. 250; PONTUAL, PÁG. 237; MAYER/84, PÁG. 1333; BENEZIT VOL. 5, PÁG. 14; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 715; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 422; www.artprice.com; www.pinturabrasileira.com; www.dec.ufcg.edu.br; www.monumentos.art.br.



146 - YOSHIYA TAKAOKA (1909 - 1978)

Cavalos - desenho a nanquim - 26 x 43 cm - canto inferior direito -
Com certificado de autenticidade de Renot - São Paulo, datado de Março de 2010.-

Pintor e desenhista nascido em Tóquio, Japão, veio para o Brasil em 1925, fixando-se no interior de São Paulo, trabalhando na lavoura. Mudou-se para São Paulo, onde ganhava a vida vendendo pastéis, fazendo caricaturas e como pintor de paredes. Foi aluno de Bruno Lechowsky no Rio de Janeiro. Foi um dos fundadores do Grupo Seibi, que reuniu artistas plásticos da colônia japonesa em São Paulo (1935). Fundou em 1948, juntamente com Geraldo de Barros e Antonio Carelli, o Grupo dos Quinze. Viveu em Paris de 1952 a 1953, estudando técnica de mosaico; Freqüentou o Núcleo Bernardelli, onde se ligou de amizade a Pancetti. Participou de diversos salões e exposições, nacionais e estrangeiras, recebendo diversas premiações. PONTUAL, pág. 510; TEIXEIRA LEITE, pág. 490; MEC, vol. 4, pág. 352; TEODORO BRAGA, pág. 220; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 361; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 579; ARTE NO BRASIL.



147 - DAREL VALENÇA LINS (1924)

Pássaro - desenho a carvão - 44 x 61 cm - canto inferior direito - 1963 -
Com a seguinte dedicatória: "Para o mestre Clarival do amigo Darel - 1963" - Obra dedicada pelo autor para Clarival do Prado Valadares .-

Gravador, pintor, desenhista, ilustrador e professor nascido em Palmares, PE. Estudou na Escola de Belas Artes do Recife, atual Universidade Federal de Pernambuco (entre 1941 e 1942). Mudou-se para o Rio de Janeiro (1946); estudou gravura em metal com Henrique Oswald (1948) e recebeu aconselhamento técnico de Oswaldo Goeldi. Atuou como ilustrador em diversos periódicos: revista 'Manchete'; jornais 'Última Hora' e 'Diário de Notícias'; diversos livros: 'Memórias de um Sargento de Milícias' (1957), de Manuel Antônio de Almeida; 'Poranduba Amazonense' (1961), de Barbosa Rodrigues; 'São Bernardo' (1992), de Graciliano Ramos e 'A Polaquinha' (2002), de Dalton Trevisan. Encarregou-se das publicações da Sociedade dos Cem Bibliófilos do Brasil (entre 1953 e 1966). Lecionou gravura em metal no Museu de Arte de São Paulo - Masp (1951); litografia na Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro (entre 1955 e 1957) e na FAAP, São Paulo (1961 a 1964). Realizou painéis para o Palácio dos Arcos, em Brasília (1968-1969) e para a IBM do Brasil, no Rio de Janeiro (1979). Realizou muitas exposições individuais, destacando-se: Rio de Janeiro (1949, 1963, 1964, 1966, 1968, 1973, 1995); Recife, PE (1951); Itália (1952 – Milão, 1958 - Roma); São Paulo (1953 – MASP, 1960, 1967). Participou de várias mostras e Salões oficiais, entre as quais: Salão Nacional de Arte Moderna (1952 a 1960) onde recebeu Prêmio de Viagem ao País (1952) e Prêmio de Viagem ao Estrangeiro (1957); Bienal Internacional de São Paulo (1961 a 1967) recebendo Prêmio Melhor Desenhista Nacional (1963) e Sala Especial (1965); Gravadores Brasileiros Contemporâneos, EUA (1966); Bienal de Tóquio, Japão (1964); Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa (1988, 1993). MEC VOL.3, PÁG. 18; PONTUAL, PÁG.160; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 313; VOL. 8, PÁG. 246; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 715; ARTE NO BRASIL, PÁG. 839; LEONOR AMARANTE, PÁG. 125; ACERVO FIEO; www.graphias.com.br; www.artprice.com.



148 - CARYBÉ (1911 - 1997)

O ataque do touro - desenho a nanquim - 31 x 20 cm - canto inferior direito -

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



149 - TERESA D'AMICO (1914 - 1965)

"Ossãe" - desenho a nanquim - 35 x 57 cm - canto inferior direito - 1956 - São Paulo -

Escultora, desenhista, gravadora e pintora, Teresa D'Amico Fourpome nasceu e faleceu em São Paulo. Estudou na Escola de Belas Artes de São Paulo, com o professor Nicola Rollo e depois no ateliê de Victor Brecheret. Entre 1941 e 1948, residiu em Nova York, onde frequentou a ‘Rockfeller Foundation’ e o ‘International Education Institute’. Aperfeiçoou-se em escultura com Ossip Zadkine e estudou com William Zorach e Stanley William Hayter. Expôs com o grupo de alunos do Ateliê 17, no Museu de Arte Moderna (MoMA), Nova York. Participou, dentre as muitas mostras oficiais, da Bienal de São Paulo (1951 a 1965), da Bienal de Córdoba, Argentina (1964). Foi premiada na Sociedade Pró-Arte Moderna - Spam (1952 e 1956), prêmios de aquisição (1954 e 1956), prêmio de viagem pelo país (1959), pequena medalha de ouro em escultura (1963), prêmio de aquisição no Salão Paulista de Belas Artes - SPBA (1954), entre outros. ITAU CULTURAL; MEC VOL. 2, PÁG. 15; PONTUAL PÁG. 157; www.artprice.com; www.pinacoteca.org.br.



150 - CLÓVIS GRACIANO (1907 - 1988)

Figura - óleo sobre tela - 65 x 46 cm - canto inferior direito - 1966 -
Reproduzido na quarta capa do catálogo deste leilão. Reproduzido sob o nº 186 em catálogo de leilão de Evandro Carneiro, Rio de Janeiro - RJ, realizado em Novembro de 2002.-

Pintor, desenhista, cenógrafo, gravador, ilustrador, nasceu em Araras - SP e faleceu em São Paulo. Em São Paulo, a partir de 1934, realizou estudos com o pintor Waldemar da Costa, entre 1935 e 1937. Em 1937, integrou o Grupo Santa Helena com Francisco Rebolo, Mario Zanini, Bonadei e outros. Frequentou o curso de desenho da Escola Paulista de Belas Artes até 1938. Membro da Família Artística Paulista - FAP, em 1939 foi eleito presidente do grupo. Participou regularmente dos Salões do Sindicato dos Artistas Plásticos e, em 1941, realizou sua primeira individual. Em 1948, foi sócio-fundador do Museu de Arte Moderna de São Paulo - MAM/SP. Viajou para a Europa em 1949, com o prêmio recebido no Salão Nacional de Belas Artes. Permaneceu dois anos em Paris, onde estudou pintura mural e gravura. A partir dos anos 1950, dedicou-se principalmente à pintura mural. Em 1971, assumiu o cargo de diretor da Pinacoteca do Estado de São Paulo. De 1976 a 1978, exerceu a função de adido cultural em Paris. Participou por toda sua vida de muitas mostras e Salões oficiais pelo o Brasil e pelo mundo. MEC, VOL. 2, PÁG. 280; PONTUAL, PÁG. 247/8; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 225 A 227; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; ARTE NO BRASIL, PÁG. 784; LEONOR AMARANTE, PÁG. 58; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 433; VOL. 4, PÁG.483; VOL. 5, NPÁG. 450; ACERVO FIEO.



151 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulatas - litografia off set - H.C. - 32 x 38 cm - assinado -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



152 - ROBERTO BURLE MARX (1909 - 1994)

Composição - litografia - 41/100 - 55 x 75 cm - canto inferior direito -

Nasceu em São Paulo e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, paisagista, arquiteto, desenhista, pintor, gravador, litógrafo, escultor, tapeceiro, ceramista, designer de jóias, decorador. Durante a infância viveu no Rio de Janeiro. Foi com a família para a Alemanha, em 1928. Em 1929, freqüentou o ateliê de pintura de Degner Klemn. Nos jardins e museus botânicos de Dahlen, em Berlim, entusiasmou-se ao encontrar exemplares da flora brasileira. De volta ao Brasil, fez curso de pintura e arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1930 - 1934), onde foi aluno de Leo Putz , Augusto Bracet e Celso Antônio. Seu primeiro projeto paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, em 1932. Entre 1934 e 1937, ocupou o cargo de diretor de parques e jardins do Recife, PE, onde passou a residir. Nesse período, foi com freqüência ao Rio de Janeiro e teve aulas com Candido Portinari e com o escritor Mário de Andrade. Em 1937, retornou ao Rio de Janeiro e trabalhou como assistente de Candido Portinari. Foi em 1949, conforme sua paixão por plantas e seu interesse por botânica e jardinagem, que Burle Marx adquiriu um sítio em Barra de Guaratiba, RJ. Com auxílio de botânicos, viajou, coletou, catalogou exemplares de plantas do Brasil e reproduziu em seu sítio a diversidade fitogeográfica brasileira. Em 1985 doou esse sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.Realizou muitas exposições individuais e projetos paisagísticos, participou de diversas mostras oficiais coletivas pelo Brasil e no exterior. PONTUAL, PÁG. 94; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 93; MEC. VOL.1, PÁG.303; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 738; LEONOR AMARANTE, PÁG. 98; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 179; artnet.com. ACERVO FIEO.



153 - TAPETE ORIENTAL,


Feito a mão, de lã, Indiano, medindo 252 x 172 cm = 4,33 m².-



154 - MARC CHAGALL (1887 - 1985)

Composição - litografia - 30 x 23 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, gravador e vitralista, nasceu em Vitebsk, Bielorussia, em 7 de julho de 1887. Iniciou-se em pintura no ateliê de um retratista local. Em 1908 estudou na Academia de Arte de São Petersburgo. Seguiu para Paris em 1910, ligando-se a Blaise Cendrars, Max Jacob e Apollinaire e aos pintores Delaunay, Modigliani e La Fresnay. Marc Chagall trabalhou intensamente para integrar seu mundo de fantasias na linguagem moderna, derivada do fauvismo e do cubismo. Irrompendo a revolução socialista de 1917, foi nomeado comissário de belas-artes do governo de Vitebsk. Fundou uma escola aberta a todas as tendências, entrou em conflito com Malevitch e acabou demitindo-se. Em 1931 Chagall visitou a Palestina e a Síria e publicou Ma vie (Minha vida), autobiografia ilustrada por gravuras que já haviam aparecido em Berlim em 1923. A partir de 1935 o clima de guerra e de perseguição aos judeus repercutiu em sua pintura, na qual os elementos dramáticos, sociais e religiosos passaram a tomar vulto. Em 1941 foi para os Estados Unidos, onde em 1944 morreu Bella Chagall, sua esposa, causando-lhe grande depressão. Mergulhou de novo no mundo das evocações e concluiu o quadro "Autour d'elle" ("Em torno dela", Musée National d'Art Moderne, Paris), iniciado em 1937 e que se tornou uma síntese de sua temática. Regressou definitivamente à França em 1947. Reconhecido como um dos maiores pintores do Século 20, Marc Chagall morreu em Saint-Paul de Vence, no sul da França, em 28 de março de 1985. BENEZIT, vol. 2, pág. 638



155 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Barcos - óleo sobre madeira - 19 x 16 cm - canto inferior esquerdo ilegível -



156 - MITSUTAKA KOGURE (1938)

Feira - óleo sobre tela - 33 x 24 cm - canto inferior direito - 1980 -

Natural de Gunmaken, Japão. Formou-se na Escola de Belas Artes de Tóquio. Participou de coletivas naquela cidade até 1960, quando fixa residência em São Paulo. Figurou desde então na BSP (1963) e dos VII e VIII salões de Artes Plásticas do Grupo Seibi, com premiações. Participou também dos salões organizados pelo MAM-RJ e do SPAM-SP. Conforme texto do pintor Tikashi Fukushima, Kogure "pinta becos e cantos obscuros, dando-lhes colorido mágico, modernizando a estrutura." JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 512; MEC, vol. 2-pág. 410; ROBERTO PONTUAL, pág.292; Acervo FIEO.



157 - HÉRCULES BARSOTTI (1914 - 2010)

Composição - serigrafia - 33/100 - 50 x 50 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, programador visual, gravador, nascido em São Paulo, SP . Iniciou-se nas artes em 1926, estudando desenho e composição com o pintor Enrico Vio. Começa a pintar em 1940 e, na década seguinte, realiza as primeiras pinturas concretas, além de trabalhar como desenhista têxtil e projetar figurino para o teatro. Em 1954, com Willys de Castro, funda o Estúdio de Projetos Gráficos, elabora ilustrações para várias revistas e desenvolve estampas de tecidos produzidos em sua tecelagem. Na década de 1960, convidado por Ferreira Gullar (1931), integra-se ao Grupo Neoconcreto do Rio de Janeiro e participa das exposições de arte do grupo realizadas no Ministério da Educação e Cultura, no Rio de Janeiro, e no Museu de Arte Moderna de São Paulo - MAM/SP. Em 1960, expõe na mostra Konkrete Kunst [Arte Concreta], organizada por Max Bill, em Zurique. Hercules Barsotti explora a cor, as possibilidades dinâmicas da forma e utiliza formatos de quadros pouco usuais, como losangos, hexágonos, pentágonos e circunferências. Em sua obra a disposição dos campos de cor cria a ilusão de tridimensionalidade. Entre 1963 e 1965, colabora na fundação e participa do Grupo Novas Tendências, em São Paulo. Em 2004, o MAM/SP organiza uma retrospectiva do artista. JULIO LOUZADA, vol. 1, pag. 98; ITAU CULTURAL



158 - LEÓN FERRARI (1920 - 2013)

Multidão - litografia - P.A. - 29 x 42 cm - canto inferior direito - 1982 -

Gravador e escultor argentino, natural da cidade de Buenos Aires. Começou a fazer escultura em 1954, com diversos materiais e com arame de aço inoxidável. Em 1962, iniciou sua série de desenhos escritos. Em 1964 colaborou com Rafael Albertino no livro de poesias e desenhos "Escritos en el Aire", editado por Vanni Scheiwiller em Milão. Em 1965, abandonou a arte abstrata e participou do movimento cultural que acompanhou a atividade política argentina, colaborando na organização de diversas mostras coletivas. A partir de 1976 fixa residência no Brasil, em São Paulo, onde voltou a esculpir e experimentar outras técnicas, como fotocópias, etc. Desenvolveu uma série de esculturas sonoras que deram origem aos instrumentos lúdicos musicais com os quais deu 4 concertos-performance. JULIO LOUZADA, vol. 3, pág. 403



159 - TARSILA DO AMARAL (1890 - 1973)

Distância - litografia off set - 27 x 30 cm - canto inferior direito - 1972 -

Pintora e desenhista, Tarsila do Amaral nasceu em Capivari, SP e faleceu em São Paulo. Estudou escultura com William Zadig e com Mantovani, em 1916, na capital paulista. No ano seguinte teve aulas de pintura e desenho com Pedro Alexandrino, onde conheceu Anita Malfatti. Ambas tiveram aulas com o pintor Georg Elpons. Em 1920 viajou para Paris e estudou na ‘Académie Julian’ e com Émile Renard. Ao retornar ao Brasil formou em 1922, em São Paulo, o Grupo dos Cinco, com Anita Malfatti, Mário de Andrade, Menotti del Picchia e Oswald de Andrade. Em 1923, novamente em Paris, frequentou o ateliê de André Lhote, Albert Gleizes e Fernand Léger. Foi a criadora de duas das principais tendências ou movimentos de nossa arte nacionalista: o Pau Brasil e o Antropofagia. A convite da Comissão do IV Centenário de São Paulo fez, em 1954, o painel ‘Procissão do Santíssimo’ e, em 1956, entregou ‘O Batizado de Macunaíma’, sobre a obra de Mário de Andrade, para a Livraria Martins Editora. A retrospectiva Tarsila: 50 Anos de Pintura, organizada pela crítica de arte Aracy Amaral e apresentada no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo , em 1969, ajudou a consolidar a importância da artista. TEODORO BRAGA, PÁG. 220; REIS JR., PÁG.388; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 365; MEC, VOL. 4, PÁG. 370; PONTUAL, PÁG. 511; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 492; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 389; ARTE NO BRASIL, PÁG. 577; LEONOR AMARANTE, PÁG. 24; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 958.



160 - ROBERTO BURLE MARX (1909 - 1994)

Composição - óleo sobre tela - 90 x 125 cm - canto inferior direito - 1987 -
Reproduzido na quarta capa do catálogo deste leilão. Com declaração de autenticidade, datada de 18 de Abril de 1992, firmada pelo autor.-

Nasceu em São Paulo e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, paisagista, arquiteto, desenhista, pintor, gravador, litógrafo, escultor, tapeceiro, ceramista, designer de jóias, decorador. Durante a infância viveu no Rio de Janeiro. Foi com a família para a Alemanha, em 1928. Em 1929, freqüentou o ateliê de pintura de Degner Klemn. Nos jardins e museus botânicos de Dahlen, em Berlim, entusiasmou-se ao encontrar exemplares da flora brasileira. De volta ao Brasil, fez curso de pintura e arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1930 - 1934), onde foi aluno de Leo Putz , Augusto Bracet e Celso Antônio. Seu primeiro projeto paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, em 1932. Entre 1934 e 1937, ocupou o cargo de diretor de parques e jardins do Recife, PE, onde passou a residir. Nesse período, foi com freqüência ao Rio de Janeiro e teve aulas com Candido Portinari e com o escritor Mário de Andrade. Em 1937, retornou ao Rio de Janeiro e trabalhou como assistente de Candido Portinari. Foi em 1949, conforme sua paixão por plantas e seu interesse por botânica e jardinagem, que Burle Marx adquiriu um sítio em Barra de Guaratiba, RJ. Com auxílio de botânicos, viajou, coletou, catalogou exemplares de plantas do Brasil e reproduziu em seu sítio a diversidade fitogeográfica brasileira. Em 1985 doou esse sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.Realizou muitas exposições individuais e projetos paisagísticos, participou de diversas mostras oficiais coletivas pelo Brasil e no exterior. PONTUAL, PÁG. 94; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 93; MEC. VOL.1, PÁG.303; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 738; LEONOR AMARANTE, PÁG. 98; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 179; artnet.com. ACERVO FIEO.



161 - GUILHERME DE FARIA (1942)

Dama - litografia - 33/100 - 33 x 22 cm - centro inferior - 1991 -

Pintor, gravador e desenhista paulistano. Expõe individualmente desde 1963, tendo participado de diversas coletivas no Brasil e no exterior. MEC vol.2, pág. 142; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



162 - ALEX VALLAURI (1949 - 1987)

Sátiro - técnica mista - 18 x 14 cm -
Com selo de identificação do autor.-

Natural de Asmara, Etiópia, faleceu em São Paulo-SP. Grafiteiro, artista gráfico, pintor, desenhista, cenógrafo e gravador. Chegou ao Brasil com a família em 1965. Era residente e ativo na capital paulista. Iniciou-se em xilogravura, retratando personagens do porto de Santos. No começo da década de 1970, formou-se em comunicação visual pela FAAP-SP. Especializou-se em litografia no Litho Art Center de Estocolomo, em 1975. Retornou ao Brasil em 1978, realizando grafites em espaços públicos de São Paulo. Produzia silhuetas de figuras, com tinta spray sobre moldes de papelão. Residiu em Nova York entre 1982 e 1983, onde cursou artes gráficas no Pratt Institute. Nesse período, fez grafites nos muros da cidade. Além de usar o muro como suporte, seus trabalhos estampam camisetas, broches e adesivos. Voltou ao Brasil e começa a lecionar na Faap. Em sua produção destaca-se a série A Rainha do Frango Assado, que é também tema de instalação apresentada na 18ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1985. Retrospectiva Viva Vallauri, realizada no Museu da Imagem e do Som - MIS, em São Paulo, em 1998. JULIO LOUZADA, vol 3 pag 1170; ITAUCULTURAL.



163 - EMILIO PETTORUTI (1892 - 1971)

Composição surreal - desenho a nanquim - 15 x 23 cm - canto inferior direito - 1957 -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista nascido em La Plata, Argentina, onde cursou a Academia de Belas Artes e participou de algumas mostras. Em 1913 foi para a Itália e se envolveu com a vanguarda artística italiana, jovens artistas e com o já famoso Marinetti, autor do 'Manifesto Futurista'. Em 1916 realizou sua primeira individual na Galleria Gonelli que foi uma das bases do Futurismo em Florença. Em Roma conviveu com Soffici, Carrá e De Chirico, entre outros. Depois de ter exposto em diferentes cidades italianas foi para Alemanha, e expôs na Galeria Sturm de Berlim, que representava a vanguarda alemã. Em Paris tornou-se amigo de Juan Gris e Gino Severini. Retornou a Buenos Aires e, em 1924, realizou sua primeira exposição depois de anos de ausência. Foi diretor do Museu Provincial de La Plata. Em 1940 foi organizada uma retrospectiva de suas obras em Buenos Aires. A partir de 1944 expôs nos Estados Unidos, Chile e Europa. Em Paris expôs junto com Latour, Masson e Miró. Recebeu o prêmio Continental Guggenheim das Américas em 1956. Escreveu suas memórias que foram publicadas, em 1966, com o título "Um pintor diante do espelho". Em 1971, com obras realizadas entre 1914 e 1924, representou a Argentina na Bienal de São Paulo. www.pettoruti.com; www.buenosaires.gov.ar; www.allaboutarts.com.br; www.artcyclopedia.com.



164 - MARTINS DE PORANGABA (1944)

"O realejo" - acrílico sobre tela - 65 x 115 cm - centro esquerdo e dorso - 2007 -
Este quadro está reproduzido na página 145, obra 277 do livro de "Martins de Porangaba - 45 Anos de Pintura", de autoria de Enock Sacramento, editado em 2008.-

Pintor, desenhista, gravador e professor, José Carlos de Porangaba Martins nasceu em Porangaba, SP. Assina José Carlos Martins, J. Martins, Porangaba e Martins de Porangaba. Fixou residência em São Paulo e cursou desenho, pintura e modelo vivo na Associação Paulista de Belas Artes, entre 1967 e 1970. Na década de 70 estudou gravura com Paulo Mentem e modelagem com Olinda Dalma. Fundou o Atelier J. Martins em 1972. Em 1980, lecionou pintura na Escola Panamericana de Artes. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1976, 1979, 1981, 1982 – MAC, 1984, 1987, 1990, 1991, 1994, 2000); Santo André, SP (1980, 1981); Guarujá, SP (1982); Rio de Janeiro (1982); Washington, EUA (1983); Brasília, DF (1988). Tem participado de muitas mostras coletivas e Salões oficiais, recebendo vários prêmios em: São Paulo (1979, 1980, 1982); Piracicaba, SP (1981); Embu, SP (1981); Marília, SP (1981); Rio Claro, SP (1982); Santo André, SP (1983, 1984); Rio de Janeiro (1985) ; Lisboa, Portugal (1985); Tampa, EUA (1986); Nice, França (1987). JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 828; VOL. 4, PÁG. 903; VOL. 6, PÁG. 901; VOL. 9, PÁG. 692; VOL. 13, PÁG. 269; ITAU CULTURAL; www.artprice.com; mporangaba.com.



165 - ROBERTO MORICONI (1932 - 1993)

Composição - Acrílico e aço inoxidável - 85 x 82 cm - canto inferior direito -

Pintor e escultor nascido em Perugia, Itália. Veio residir no Rio de Janeiro em 1953, onde, a partir de 1960 cria capas e ilustrações para a Livraria Freitas Bastos. Participou de algumas edições da Bienal de São Paulo, do SNAM e SEAJ. MEC, vol. 3, pág. 202; PONTUAL, pág. 372; JÚLIO LOUZADA, vol. 10, pág. 617; WALTER ZANINI, pág. 770.



166 - NORBERTO NICOLA (1930 - 2007)

"Desenvolvimento" - computer art - 01/01 - Exemplar único - 70 x 100 cm - canto inferior direito e dorso - 2003 -
Esta obra participou da exposição 450 anos São Paulo - Bienal - realizada no Museu de Arte Contemporânea.-

Pintor e tapeceiro. Foi aluno de pintura de Samson Flexor, no Atelier Abstração, em 1954. Em 1959, estudou nos centros tapeceiros europeus e cria, com Jacques Douchez, o Ateliê Douchez-Nicola de Tapeçaria. Entre as exposições de que participou, destacam-se: Salão Paulista de Arte Moderna, São Paulo, de 1956 a 1960 (várias vezes premiado); Bienal Internacional de São Paulo, várias edições entre 1963 e 1975; Mostra de Tapeçaria Brasileira, no MAB/Faap, São Paulo, 1974 (1º prêmio); Trienal de Tapeçaria, no MAM/SP, 1979 (Hors Concours); Arte Plumária do Brasil, no Smithsonian Institute e no Museu de Antropologia, Washington (Estados Unidos) e Cidade do México, México, 1982; Bienal Brasil Século XX, na Fundação Bienal, São Paulo, 1994. JULIO LOUZADA vol, 4 pág, 800; MEC, vol, 3, pág, 261 e 262; WALMIR AYALA, vol 2, pág, 132; TEIXEIRA LEITE, pág 354. PONTUAL, pág, 384; ITAÚ CULTURAL; LEONOR AMARANTE, pág. 207.



167 - ANTONIO HENRIQUE AMARAL (1935 - 2015)

"O idolatrado" - xilogravura - 44/300 - 52 x 36 cm - canto inferior direito - 1967 -
Reproduzido na página 149 do livro "Antônio Henrique Amaral - Obra gráfica 1957-2003". – .

Gravador, desenhista e pintor, foi aluno de Lívio Abramo no MAM / SP, e de Shiko Munakata, no Pratt Graphic Art, em Nova York. Artista consagrado nacional e internacionalmente. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 37; MEC, vol. 1, pág. 73; PONTUAL, pág. 21;TEIXEIRA LEITE, pág. 23 a 25; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 754; ARTE NO BRASIL, pág.903; LEONOR AMARANTE, pág. 170; Acervo FIEO.



168 - FRANCISCO BRENNAND (1927)

Estrela - cerâmica - 10 x 10 cm - não assinado -

Pintor e ceramista. Estudou com André Lhote e Fernand Léger, em Paris. Participou de importantes bienais e salões, nacionais e internacionais. Realizou individuais de pintura e cerâmica no MAM-SP em 1960 e outras importantes salas de arte. Executou trabalhos murais em edifícios públicos e particulares no Recife e no estrangeiro. Suassuna considerou a sua pintura "bela, forte e brasileira". Brennand é referência mundial como artista puramente brasileiro. JULIO LOUZADA, VOL, 10, pág 141. PONTUAL, pág, 88. MEC, VOL , 1, pág, 294; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 717; ARTE NO BRASIL, pág. 879. Acervo FIEO. -



169 - JOÃO JOSÉ RESCALA (1910 - 1986)

Lavadeiras - óleo sobre madeira - 20 x 31 cm - canto inferior esquerdo -

Natural do Rio de Janeiro, Rescala é pintor, desenhista e professor. Frequentou o Liceu de Artes e Ofícios e a antiga ENBA daquela cidade. Foi um dos fundadores do Núcleo Bernardelli. Paisagista e pintor de cenas de costumes, conquistou diversas medalhas e premios, inclusive de viagem, nos diversos SNBA que participou. Restaurou diversas obras de arte pertencentes a instituições religiosas da Bahia e Pernambuco, inclusive do Museu de Arte Sacra. MEC vol.4, pág. 54; PONTUAL, pág. 449; WALTER ZANINI, pág. 579, Acervo FIEO.



170 - BENIAMINO PARLAGRECO (1856 - 1902)

Paisagem - óleo sobre cartão - 22 x 16 cm - canto inferior direito -

Pintor e desenhista italiano, tendo realizado sua formação artística em Nápoles, veio fixar-se no Rio de Janeiro em 1895, onde morreria de febre amarela. Já em 1898 conquistava a medalha de outro no Salão Nacional de Belas Artes. Encontram-se obras suas no Museu Nacional de Belas Artes e na Pinacoteca do Estado de São Paulo.Obras de sua autoria são raríssimas e grandemente disputadas. LAUDELINO FREIRE, pág. 517; THEODORO BRAGA, pág. 183; WALMIR AYALA, vol.2, pág.57; PONTUAL, págs. 386 e 406; ARTE NO BRASIL.



171 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Rendeira - litografia - 32 x 25 cm - canto inferior direito - 1980 -
Com a seguinte dedicatória: "Saúde, paz e amor para -1981 - Córa, Aldemir e Mariana".-

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



172 - VASCO PRADO (1914 - 1998)

Dom Quixote - litografia off set - 179/350 - 46 x 32 cm - canto inferior direito -

Escultor, desenhista e gravador, VASCO PRADO abriu seu primeiro ateliê em 1941. Bolsista do governo francês, estudou na França na Escola de Belas Artes de Paris, tendo recebido ensinamentos de Fernand Léger. De volta ao Brasil em 1951, foi um dos fundadores do Clube de Gravura de Porto Alegre, ao lado de Scliar. Artista atuante, VASCO PRADO valoriza a sua arte pelo esmero e originalidade de suas obras. JULIO LOUZADA vol.9, pág. 699; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 711; ARTE NO BRASIL, pág. 842.



173 - FILIPPO DE PISIS (1896 - 1956)

Figura - aguada de nanquim - 25 x 18 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, ilustrador e escritor italiano, Luigi Filippo Tibertelli nasceu em Ferrara e faleceu em Milão. Assumiu o nome artístico Filippo de Pisis por volta de 1912. A partir de 1904 teve aulas de desenho com Odoardo Domenichini, Angelo e Giovanni Longanesi. Realizou estudos literários, científicos e, a partir de 1920, dedicou-se à pintura também. Conviveu com Giorgio de Chirico, Carlo Carra, Alberto Savinio, entre outros. Viveu em Paris até 1939 onde era muito conhecido nos meios literários e artísticos. Entre as exposições individuais, destacam-se as realizadas em: Ferrara (1925); Milão (1926), Paris (1931, 1932, 1934), Roma (1932), Londres (1935). Participou, entre muitas mostras oficiais das: XVI, XVII, XVIII, XIX, XX, XXII, XXV, XXVII Bienais de Veneza; Quadrienais de Roma (1931, 1935, 1939, 1955). Recebeu o Prêmio de Roma (1951), o Prêmio de Florença (1953), o Prêmio de Pintura Marzotto (1954). Em 1967 uma exposição retrospectiva foi realizada no 'Palazzo Strozzi' em Florença. BENEZIT VOL. 8, PÁG. 361; www.bbc.co.uk; www.artprice.com; www.ferraraterraeacqua.it; artemoderna.comune.fe.it.



174 - ZÉLIO ALVES PINTO (1938)

A paisagem - serigrafia - P.A. - 42 x 28 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, escultor, tapeceiro, publicitário, programador visual, artista gráfico, pesquisador, cartunista, escritor e professor, natural da cidade mineira de Conselheiro Pena. Estuda pintura na Academie La Grande Chaumière, em Paris, cidade onde realiza sua primeira individual, na Maison du Brésil, em 1962. Colabora em diversas publicações, tais como A Cigarra, Senhor, Revista da Semana, Jornal do Brasil e O Pasquim. Participa do 22º Salão Nacional de Arte Moderna, no Rio de Janeiro, em 1973, e da exposição Creativité dans l’art bresilien contemporain, nos Museés Royaux des Beaux Arts de Belgique, em Bruxelas (Bélgica), em 1980. Em 1990, realiza a exposição individual Zélio: Ruptura Exposta, no Masp, e, no ano seguinte, Ruptura em Observação, no Museu Municipal de Arte/Central Cultural Portão, em Curitiba. JULIO LOUZADA, vol. 4, pág. 1201; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 806, Acervo FIEO.



175 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Paisagem - óleo sobre madeira - 15 x 21 cm - canto inferior direito ilegível -



176 - ANTONIO MANUEL (1947)

Composição - serigrafia - 03/30 - 49 x 70 cm - canto inferior direito -

Pintor, escultor, gravador e desenhista, Antônio Manuel de Oliveira nasceu em Avelãs de Caminha (Barrados), Portugal. Veio para o Brasil com seis anos de idade, fixando-se no Rio de Janeiro. Em meados da década de 1960, estudou na Escolinha de Arte do Brasil, com Augusto Rodrigues , e freqüentou o ateliê de Ivan Serpa. Foi também aluno ouvinte da Escola Nacional de Belas Artes - Enba. Assinava seus trabalhos, nessa época, com o pseudônimo de Antomá. Realizou muitas exposições individuais: Rio de Janeiro (1967, 1973, 1975, 1980, 1983, 1985, 1986, 1988, 1993, 1997, 2001, 2002); São Paulo (1975, 1986, 1990, 1999, 2002, 2003); Vitória, ES (1998), Niterói, RJ (1998); Paris (1999); Porto, Portugal (2000). Participou de inúmeros Salões oficiais onde se destacam os seguintes prêmios: Rio de Janeiro (1966, 1969); Curitiba, PR (1966, 1968); Campinas, SP (1967, 1968); Petrópolis, RJ (1967); São Paulo (1967 - 9ª Bienal Internacional). ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL. 8, PÁG. 58; VOL. 11, PÁG. 16; PONTUAL, PÁG. 34; MEC, VOL. 3, PÁG. 48.



177 - FRANCISCO DA SILVA (1910 - 1985)

Peixe - têmpera sobre tela - 25 x 35 cm - centro inferior - 1974 -

Pintor e desenhista, Francisco Domingos da Silva nasceu em Alto Tejo, AC e faleceu em Fortaleza, CE. Filho de índio peruano com brasileira, ainda criança se fixou em Fortaleza, por volta de 1937, onde começou a desenhar a carvão e giz sobre muros e paredes de casebres de pescadores. Na década de 40, sob o incentivo do crítico e pintor suíço Jean Pierre Chabloz, iniciou-se na pintura a guache juntamente com Chabloz, Antônio Bandeira e Inimá de Paula. O mesmo Jean Pierre lança-o em Paris. Entre 1961 e 1963, trabalhou no recém-criado Museu de Arte da UFCE. Expôs individualmente no Brasil a partir de 1943 e em diversas mostras coletivas no Brasil e exterior, com premiações, destacando-se a recebida na XXXIII Bienal de Veneza (1966). JULIO LOUZADA, VOL. 1 PÁG. 909; ITAU CULTURAL; LEONOR AMARANTE; ARTE NO BRASIL, ACERVO FIEO; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 478.



178 - LECY BOMFIM (1927 - 2013)

Pierrot - óleo sobre eucatex - 22 x 16 cm - canto inferior direito - 1982 -

Natural de Santos, SP, onde nasceu em 20 de maio de 1927. Iniciou seus estudos artísticos com o prof. José Roncolleto Lubra, em 1945. Em São Paulo, onde foi ativa até o ano de 2000, estudou com os profs. Joseph Trabulsi, Silvio Alves e Arlindo Castellane. Entre 1946 e 1978, expôs em Salões Oficiais no eixo Rio-São Paulo, recebendo muitas premiações, inclusive em Salões Internacionais de que participou de 1979 a 1987. Participou da Bienal Internacional de São Paulo em 1976. Expõe em coletivas e individuais a partir de 1974, entre elas 12, 13 e 14a. Exposição de Artistas Contemporâneos da Sociearte (1993-1994-1995), Galeria Clube Atlético Paulistano-SP (1979), entre outras. Suas obras constam de acervos particulares e de museus, tais como o de Santiago, no Chile, PINACOTECA-SP, Municipal de Taubaté-SP, etc. JULIO LOUZADA, vol.1, pág. 138. ACERVO FIEO.



179 - GASTÃO MANOEL HENRIQUE (1933)

Composição - técnica mista - 32 x 43 cm - canto inferior direito - 1962 -

Natural da cidade paulista de Amparo, o autor é pintor, escultor, desenhista e professor. Entre 1955 e 1958, freqüenta o curso de pintura da ENBA-RJ. Ativo no Rio de Janeiro. Sua produção encaminha-se para o tridimensional, apresentando o Projeto Objetos Conversíveis, entre 1967 a 1969, em várias exposições individuais no Rio de Janeiro e em São Paulo. Entre 1987 e 1996, é professor de educação artística no Instituto de Artes da Unicamp, em Campinas. Na década de 90, participa da Oficina de Pintura e Escultura no Instituto Cultural Ibero-Americano, em Israel. Sobre a sua obra, assim comentou Roberto Pontual : "(...) Na evolução da sua obra, marcada pela extrema frequência no emprego da madeira, há que se observar, igualmente, a substituição paulatina das superfícies bidimensionais pelas formas escultóricas. Fixas ou móveis, de pura arquitetura ou de analogia da paisagem, estas avançaram na amplitude do espaço por um caminho crescentemente despojado e construído. (...) . " PONTUAL, Roberto. Entre dois séculos: arte brasileira do século XX na coleção Gilberto Chateaubriand. Rio de Janeiro: Jornal do Brasil, 1987. WALTER ZANINI, pág. 735; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, vol. 9, pág. 405



180 - CAMILO EDUARDO TAVARES (1932 - 2014)

" 11/12 o dia do engenheiro e arquiteto" - óleo sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior direito -

Paulistano, o pintor foi membro de juri da Associação dos Artistas Plásticos de São Paulo. Segundo depoimento do próprio artista: " Os meus quadros são carregados de humanismo, amor e realidade, uma verdadeira mensagem filosófica pois quem leva a vida com amor à arte, é feliz." Expõe individualmente desde 1971, inclusive MAM-RJ em 1974; e coletivamente a partir de 1970. Internacionalmente, expôs a partir de 1971, destacando-se Alemanha, EUA, México e Itália. JULIO LOUZADA, vol.4, pág. 1083. Acervo FIEO.



181 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

No baile - serigrafia - 56 x 38 cm - canto inferior direito -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



182 - PAULO BRUSCKY (1949)

"Com passos em A 2" - serigrafia - 349/500 - 60 x 41 cm - centro inferior na matriz - 2011 -

Artista multimídia e poeta, Paulo Roberto Barbosa Bruscky nasceu em Recife, PE. No início da carreira, trabalhou com desenho, pintura e gravura. Posteriormente atuou em performances e na produção de livros de artista. Na década de 1960, iniciou pesquisa no campo da arte conceitual e, a partir de 1970, desenvolveu pesquisas em arte-xerox. Atuou no Movimento Internacional de Arte Postal (1973) sendo um dos pioneiros no Brasil nessa arte, e no ano seguinte lançou o Manifesto Nadaísta. Organizou duas exposições internacionais de arte postal no Recife (1975 e 1976). Realizou 30 filmes de artistas e videoarte entre 1979 e 1982, e começou a produzir videoinstalações em 1983. Criou, em 1980, o ‘xerox-filme’ com base em sequências xerográficas. Com a Bolsa Guggenheim de artes visuais recebida em 1981, residiu por um ano em Nova York. Nesse ano, expôs na sala especial sobre arte postal montada na 16ª Bienal Internacional de São Paulo. É editor de livros de artistas e mantém em seu ateliê no Recife importante coleção de livros e documentos sobre arte contemporânea, entre eles correspondência com integrantes dos grupos Fluxus e Gutai. Em 2004, seu ateliê foi integralmente transferido do Recife para São Paulo, sendo remontado em uma das oito salas especiais da 26ª Bienal Internacional de São Paulo. Participou, entre muitas mostras oficiais, do Panorama da Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1984, 2001) e realizou várias exposições individuais. ITAU CULTURAL; MEC VOL. 1, PÁG. 299; PONTUAL PÁG. 93; www.nararoesler.com.br; www.institutotomieohtake.org.br; www.fundacaobienal.art.br; www.mamam.art.br; web.artprice.com.



183 - ONIL DE MELLO (1948)

Paisagem - óleo sobre tela - 50 x 40 cm - canto inferior direito -

Natural de Campnha, MG, o pintor reside e ativa em São Paulo, onde curso a faculdade de Belas Artes. Seu estilo é neo-impressionista, e temas como o cotidiano, as marinhas , os casarios e as naturezas mortas. Participa de coletiva desde 1977, recebendo diversas e merecidas premiações JULIO LOUZADA, Vol. 9 Pág.572



184 - ROMEO DE PAOLI (1908 - 1992)

"Crepúsculo no campo" - óleo sobre cartão - 30 x 22 cm - canto inferior direito - 1976 -

Mineiro de Belo Horizonte, foi pintor, engenheiro e arquiteto. Autodidata, pintou temas que lhe tocavam a sensibilidade, tais como o colonial, o barroco brasileiro, os casarões e seus detalhes. Expôs individualmente pela primeira vez em 1967, obtendo medalhas de ouro e prata. Outras e inúmeras mostras se seguiram, com sucesso de crítica, público e premiações, por todo o País. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 712



185 - HELIO DE CASTRO (1960)

Barcos - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior direito -

Excepcional pintor de paisagens e marinhas, dono de refinada técnica e composição, com inspiração nas escolas européias. JULIO LOUSADA, vol. 4, pág. 514



186 - RUBENS MATUCK (1952)

Cavalos - gravura - 01/08 - 44 x 63 cm - canto inferior direito - 2004 -

Paulistano, o autor é gravador, pintor, escultor, desenhista, ilustrador, designer. Arquiteto pela FAU-SP em 1977. Freqüenta os ateliês de pintura de Aldemir Martins e de Flexor; o de gravura de Evandro Carlos Jardim e de Renina Katz, e o de escultura de Van Acker. Ilustra páginas de publicações, como o Jornal da Tarde, de 1969 a 1976; e as revistas Playboy e IstoÉ, entre outras. É autor e ilustrador de diversos livros infanto-juvenis. Em 1993, recebe o Prêmio Jabuti pela ilustração do livro infantil O sapato furado. Conforme depoimento de Aldemir Martins..."Desenhista dos mais finos e senhor da mão que revela os mistérios das coisas e seres. Conhecedor de peixes, passáros, animais e pessoas. De corpo inteiro aí está Rubens Matuck que conhece e capta a leveza dos traços e a crueza dos sonhos, o mapa da amizade e leva para o papel as dúvidas e certezas das artes. Eis meu amigo que conhece e trilha os caminhos do Nordeste e calca em seda os caminhos de Marco Polo, na poesia dos tempos, como caravaneiro e artista. Da poeira dos tempos sugere retratos, pesquisa de almas, senhor do preto e branco, dono das riquezas das cores, senhor do carinho arabe, misturados nestes sonhos o cadinho da amizade. Meu amigo." in MATUCK, Rubens. Rubens Matuck. São Paulo, Escritório de Arte Val de Almeida Jr., 1993. ITAÚ CULTURAL.



187 - RICHARD HEINTZ (1871 - 1929)

Castelo - técnica mista - 13 x 17 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e gravador belga nascido em Herstal - Liège e falecido em Sy-sur-Ourthe. Como bolsista viveu na Itália (1906-1912) onde realizou muitas pinturas. Viveu na região de Ardennes e pode ser considerado seu paisagista por excelência; também em Sy, Molhan, Nassogne. Possui obra no Museu de Liège. BENEZIT VOL. 5, PÁG. 468; www.artprice.com; www.blouinartinfo.com; www.askart.com; www.artnet.com.



188 - NILO SIQUEIRA (1943)

Paris - óleo sobre tela - 60 x 80 cm - canto inferior direito -

Pintor natural de Amparo-SP, com diversas participações em exposições coletivas e salões oficiais. JULIO LOUZADA, vol. 2 pág. 956, Acervo FIEO.



189 - WAGNER KUROIWA FILHO (1966)

"Torso feminino" - óleo sobre tela - 120 x 80 cm - canto inferior direito e dorso - 2012 -

Pintor e desenhista nascido em Ribeirão Preto, SP. Tem participado de diversas mostras coletivas e oficiais em: Guaratinguetá, SP (1992); São Paulo (1998, 1999, 2000, 2001, 2012, 2013, 2014); São Sebastião, SP (2000, 2015); Florença, Itália (2010 – Bienal); Paraty, RJ (2012, 2014). Recebeu os seguintes prêmios: Premio Jovem Artista, Guaratinguetá - SP (1992); Prêmio Bunkio, Fudação Bunkio - São Paulo (1999); Prêmio Michelangelo, Bienal de São Paulo (1999). wagnerskf.blogspot.com.br.



190 - MARCIO SCHIAZ (1965)

"Composição urbana" - óleo sobre tela - 116 x 106 cm - canto inferior direito e dorso - 1991 -

Paulistano, o pintor nasceu em 10/5/1965. Estudou na APBA-SP, onde desenvolveu curso de desenho e pintura, frequentado sessões de modelo vivo. Individuais desde 1989 e coletivas em Salões Oficiais, com sucesso de crítica. Recebeu diversos prêmios. JULIO LOUZADA, vol.13, pág. 304; Acervo FIEO.



191 - SONIA MENNA BARRETO (1953)

Dama - litografia off set - 79/100 - 68 x 46 cm - canto inferior direito -
Com relevo seco da autora, na obra.-

Nascida Sônia Regina Gomes Menna Barreto de Barros Falcão, no dia 5 de novembro de 1953, na cidade de São Paulo-SP. Cursou desenho com Waldemar da Costa e pintura com Luiz Portinari, no Centro de Artes Cândido Portinari e, com Jorge Mori, assimila a técnica do óleo sobre linho e a veladura ou "glacis" utilizada pelos mestres clássicos do passado. Sobre a obra da artista, assim escreveu Flávio de Aquino, no catálogo da sua exposição na Galeria André, SP, 1989: "Sônia Regina Gomes Menna Barreto de Barros Falcão, ou simplesmente Menna Barreto - assina obras-primas em pequenos formatos, como miniaturas. Pouco conhecida, surge agora como a grande novidade da pintura fantástica brasileira. Menna Barreto dá uma conotação hiper-realista, mas sem colagens ou assemblagens. Sua arte tem um clima misterioso de castelos fantasmas ou de fragmentos de Paris, com suas ruas e casas. Seu valor reside no caráter arquipoético das obras. " ITAU CULTURAL



192 - WILLIAM PEREIRA (1929)

Marinha - óleo sobre tela colada em eucatex - 19 x 19 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor e desenhista paulista com participações em mostras coletivas. JULIO LOUZADA vol.1, pág. 754



193 - CLÓVIS GRACIANO (1907 - 1988)

Toureiro - gravura - 48/75 - 38 x 25 cm - canto inferior direito - 1973 -
No estado.-

Pintor, desenhista, cenógrafo, gravador, ilustrador, nasceu em Araras - SP e faleceu em São Paulo. Em São Paulo, a partir de 1934, realizou estudos com o pintor Waldemar da Costa, entre 1935 e 1937. Em 1937, integrou o Grupo Santa Helena com Francisco Rebolo, Mario Zanini, Bonadei e outros. Frequentou o curso de desenho da Escola Paulista de Belas Artes até 1938. Membro da Família Artística Paulista - FAP, em 1939 foi eleito presidente do grupo. Participou regularmente dos Salões do Sindicato dos Artistas Plásticos e, em 1941, realizou sua primeira individual. Em 1948, foi sócio-fundador do Museu de Arte Moderna de São Paulo - MAM/SP. Viajou para a Europa em 1949, com o prêmio recebido no Salão Nacional de Belas Artes. Permaneceu dois anos em Paris, onde estudou pintura mural e gravura. A partir dos anos 1950, dedicou-se principalmente à pintura mural. Em 1971, assumiu o cargo de diretor da Pinacoteca do Estado de São Paulo. De 1976 a 1978, exerceu a função de adido cultural em Paris. Participou por toda sua vida de muitas mostras e Salões oficiais pelo o Brasil e pelo mundo. MEC, VOL. 2, PÁG. 280; PONTUAL, PÁG. 247/8; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 225 A 227; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; ARTE NO BRASIL, PÁG. 784; LEONOR AMARANTE, PÁG. 58; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 433; VOL. 4, PÁG.483; VOL. 5, NPÁG. 450; ACERVO FIEO.



194 - ANGELO CANNONE (1899 - 1992)

"Capri" - óleo sobre eucatex - 20 x 30 cm - canto inferior esquerdo e dorso -

Pintor, desenhista e professor nascido em Abruzzo, Itália. Assinava D’Angelo, Angelo Cannone e A. Cannone. Aos cinco anos mudou-se para Nápoles com sua família. Em fins de 1947, veio para o Brasil, residiu algum tempo em São Paulo e depois se mudou para o Rio de Janeiro, onde se radicou e lá faleceu. Estudou no Instituto de Belas Artes de Nápoles com Paolo Vetri. Viveu em Roma durante quatro anos com uma pensão conquistada em um concurso em Nápoles. Lecionou desenho no Instituto Técnico. Expôs individualmente em São Paulo (1947, 1993) e no Rio de Janeiro (1947, 1973, 1980, 1984). Foi premiado, na Itália, em: 1922, 1925, 1929, 1941 e, no Brasil, em 1960. Em 1972 pintou o retrato do papa Pio X, em tamanho natural, que está na Igreja dos Italianos, RJ. WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 168; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 187; VOL. 3, PÁG. 203; VOL.8, PÁG. 165; VOL. 9, PÁG. 171; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; brasilartesenciclopedias.com.br; www.artprice.com; www.arcadja.com.



195 - VAQUEIRO (1946)

Paisagem - acrílico sobre tela - 16 x 16 cm - canto inferior direito - 2015 -

Pintor autodidata, Nelson Vaqueiro nasceu em Cândido Mota, SP. Participou de várias mostras coletivas e oficiais, destacando-se: ‘Gente da Terra’ - Paço das Artes, SP (1980); ‘Naive Spring’ Uri and Rami Nachushtan Museum, Kibbutz Ashdot Yaacov Meuchad, Israel (2004). ITAU CULTURAL; JULIO LOUSADA VOL. 1, PÁG. 1023; naiveartonline.com.



196 - ULYSSES FARIAS (1960)

Composição - técnica mista - 60 x 60 cm - canto inferior direito e dorso - 2016 -

Desenhista, pintor, fotógrafo, escultor, poeta e professor nascido em São Paulo. Tem participado de muitos eventos culturais, mostras e Salões oficiais em Socorro, SP (2006 a 2014); Brasília, DF (2010); Mairiporã, SP (2007); São Paulo (2013). Recebeu, em 2012, o primeiro lugar em um concurso de fotografias.



197 - MILTON DACOSTA (1915 - 1988)

Figura - serigrafia - P.I. - 41 x 31 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador. Milton Rodrigues da Costa nasceu em Niterói, RJ e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou estudos de desenho e pintura, em 1929, com o professor alemão August Hantv. No ano seguinte matriculou-se no curso livre de Marques Júnior, na Escola Nacional de Belas Artes. Junto com Edson Motta, Bustamante Sá e Ado Malagoli , entre outros, criou o Núcleo Bernardelli em 1931. Viajou para Estados Unidos em 1945, com o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Belas Artes do ano anterior. Na cidade de Nova York, estudou na Art's Students League of New York. Em 1946, foi para a Europa e após visita a vários países, fixou-se em Paris, onde estudou na Académie de La Grande Chaumière. Conheceu Pablo Picasso, por intermédio de Cícero Dias, e freqüentou os ateliês de Georges Braque e Georges Rouault. Expôs no Salon d'Automne (Paris) e regressou ao Brasil em 1947. Em 1949, casou-se com a pintora Maria Leontina e passou a residir em São Paulo. Realizou muitas exposições individuais e também recebeu prêmios nas Bienais Internacionais de São Paulo (1955, 1957). TEODORO BRAGA, PÁG. 163; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 229; MEC, VOL. 2, PÁG. 13; BENEZIT, VOL. 3, PÁG.315; ITAU CULTURAL; PONTUAL, PÁG. 155; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; ACERVO FIEO.



198 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulatas - serigrafia - H.C. - 52 x 45 cm - canto inferior direito -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



199 - ALFREDO VOLPI (1896 - 1988)

Fachada - serigrafia - H.C. - 41 x 29 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.



200 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Gato - serigrafia - 44/100 - 58 x 81 cm - canto inferior direito - 1990 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



201 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Pássaro - litografia off set - P.A. - 50 x 58 cm - canto inferior direito - 1984 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



202 - ALFREDO VOLPI (1896 - 1988)

Triângulos - serigrafia - 24 x 14 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.



203 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulata com gato - serigrafia - H.C. - 52 x 42 cm - canto inferior direito -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



204 - MILTON DACOSTA (1915 - 1988)

Cabeça de Alexandre - serigrafia - P.A. - 32 x 30 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador. Milton Rodrigues da Costa nasceu em Niterói, RJ e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou estudos de desenho e pintura, em 1929, com o professor alemão August Hantv. No ano seguinte matriculou-se no curso livre de Marques Júnior, na Escola Nacional de Belas Artes. Junto com Edson Motta, Bustamante Sá e Ado Malagoli , entre outros, criou o Núcleo Bernardelli em 1931. Viajou para Estados Unidos em 1945, com o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Belas Artes do ano anterior. Na cidade de Nova York, estudou na Art's Students League of New York. Em 1946, foi para a Europa e após visita a vários países, fixou-se em Paris, onde estudou na Académie de La Grande Chaumière. Conheceu Pablo Picasso, por intermédio de Cícero Dias, e freqüentou os ateliês de Georges Braque e Georges Rouault. Expôs no Salon d'Automne (Paris) e regressou ao Brasil em 1947. Em 1949, casou-se com a pintora Maria Leontina e passou a residir em São Paulo. Realizou muitas exposições individuais e também recebeu prêmios nas Bienais Internacionais de São Paulo (1955, 1957). TEODORO BRAGA, PÁG. 163; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 229; MEC, VOL. 2, PÁG. 13; BENEZIT, VOL. 3, PÁG.315; ITAU CULTURAL; PONTUAL, PÁG. 155; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; ACERVO FIEO.



205 - ARLINDO MESQUITA (1924 - 1987)

Figura - óleo sobre eucatex - 90 x 60 cm - canto inferior direito -

Pintor figurativo de orientação tradicional, Arlindo Mesquita foi autodidata, e começou a pintar e esculpir aos 13 anos. Natural de Arcoverde, PE, transferiu-se para Recife, onde ingressou aos 15 anos na Escola de Aprendizes Marinheiros daquela cidade, servindo até 1944 na Marinha. Desde então fixou residência no Rio de Janeiro, onde foi desenhista de publicidade e pintor expositor frequente do SNBA. No II Salão Pancetti, realizado naquela cidade, em 1967, obteve prêmio de viagem a Paris. JULIO LOUZADA vol.11, pág. 212; PONTUAL pág. 359; MEC vol. 3, pág. 142; TEIXEIRA LEITE, pág. 323; ITAU CULTURAL.



206 - ELIZABETH CORTELLA (1950)

"Algum dia..." - litografia - 136/200 - 31 x 21 cm - canto inferior direito - 1996 -

Elizabeth Cortella Oliveira Lima. Assina Elizabeth Cortella. É natural de São Paulo, SP. Participou de diversas exposições e Salões oficiais como: em 1984 - São Paulo (Itu, Ribeirão Preto, São Paulo); Roma, Itália; em 1985 - Piracicaba, SP; Estocolmo, Suécia; em 1986 - São Paulo (Santo André, Ribeirão Preto, Prudente, Franca, Piracicaba), Paraná; em 1987 - Chile (Valparaiso), São Paulo (Santo André, Franca, Marília); em 1988 - São Paulo (Americana, Mococa, Santo André, São Paulo), Rio de Janeiro (RJ), Brasília (DF); em 1990 - São Paulo (Ribeirão Preto, São Paulo), Paraná; em 1991 - São Paulo (SP); em 1992 - São Paulo (Jundiaí); em 1994 e 1995 - São Paulo (SP). Individuais: São Paulo, SP (1987,1993). Prêmios: Roma, Itália (1984); Prudente, SP; Franca, SP (1986); Franca, SP (1987); São Paulo, SP (1988); São Paulo, SP (1991). JULIO LOUZADA, vol. 3, pág. 291; vol. 4, pág.283; vol.13, pág. 92.



207 - CARLOS SILVÉRIO (1957)

Paisagem - óleo sobre eucatex - 29 x 24 cm - canto inferior esquerdo -

Autodidata, o artista pinta belas paisagens, figuras, marinhas e cenas árabes com um estilo figurativo admirável. Sua sensibilidade para os efeitos cromáticos, sua versão pessoal dos céus cinzentos e sua coragem de pintar releituras de grandes artistas europeus em pequenas dimensões, tem sido essencial para lhe garantir sucesso de crítica e de público para as suas obras. Participou, recebendo premiações de diversos certames na Capital e interior.



208 - DAGOBERTO VITO, DITO DAVI (1950)

Flores - óleo sobre tela - 81 x 60 cm - canto inferior esquerdo -

Natural da cidade do Rio de Janeiro, onde nasceu a 5 de abril de 1950, transferiu-se posteriormente para São Paulo, SP, onde é residente e ativo. Em 1969 ingressou na Faculdade Paulista de Belas Artes. Foi bolsista em Paris, onde aprimorou seus estudos sobre o impresionismo. Expõe individualmente a partir de 1983 e coletivamente desde 1972, com premiações. JULIO LOUZADA, vol.13 pág. 105



209 - FERNANDO LEMOS (1926)

Composição - litografia - 38/60 - 53 x 71 cm - canto inferior direito - 1991 -

José Fernandes de Lemos nasceu em Lisboa, Portugal. Pintor, desenhista, fotógrafo, gravador, artista gráfico, muralista, poeta. Estuda pintura e litografia na Escola de Artes Decorativas Antonio Arroio, e pintura na Sociedade Nacional de Belas Artes, em Lisboa. Cedo identifica-se e define-se como "surrealista, pintando, desenhando, escrevendo poesia" e fotografando. Os poucos anos dedicados à fotografia, entre 1949 e 1951, possibilitou-lhe realizar uma série de exposições individuais no Brasil e na Europa e ganhar o Prêmio Anual de Fotografia, concedido pelo Centro Português de Fotografia, na cidade do Porto, em 2001. Em 1953, muda-se para São Paulo, naturalizando-se brasileiro por volta de 1960. Em 1955, vai a Portugal, Suíça, Holanda e França com o prêmio viagem ao exterior recebido da Fundação Bienal de São Paulo e, em 1962, recebe bolsa de estudos para o Japão, patrocinada pela Fundação Calouste Gulbenkian. Participa, entre outras exposições coletivas, da Bienal Internacional de São Paulo, várias edições entre 1953 e 1967; Salão Paulista de Arte Moderna, São Paulo, 1958; Panorama da Arte Brasileira, no MAM/SP, em 1970, 1973 e 1979; Tradição e Ruptura: síntese de arte e cultura brasileiras, na Fundação Bienal, São Paulo, em 1984; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, vol. 1 págs. 536/537. Acervo FIEO.



210 - E. BARBATO (XX)

Marinha - óleo sobre tela - 56 x 92 cm - canto inferior direito -

Pintor e desenhista paulista com participações em mostras coletivas.



211 - EMILIO WOLFF (XX)

Paisagem - óleo sobre madeira - 40 x 33 cm - canto inferior direito -

Pintor ativo em São Paulo, SP, onde realizou exposição individual na Galeria Prestes Maia (1960), e recebeu medalha de Bronze no SPBA-SP (1963) JULIO LOUZADA, vol. 4, pág. 1177.



212 - JOÃO ROSSI (1932 - 2000)

Composição - gravura - P.A. - 34 x 51 cm - canto inferior direito - 1978 - São Paulo -
Com a seguinte dedicatória: "P/ Aldemir, meu amigo".-

Pintor, gravador, ceramista, professor e escultor, natural de São Paulo, onde nasceu a 24 de dezembro. Autodidata, lecionou em cursos de desenho, cerâmica e pintura na APBA e na FAAP-SP. Executou murais de cerâmica na cidade de São Paulo. " A paisagem urbana de São Paulo foi sempre o grande tema de João Rossi, um dos artistas mais significativos da geração seguinte à dos artistas do Santa Helena." - Mário Schemberg. JULIO LOUZADA, vol. 7 pág. 610; ITAÚ CULTURAL; TEIXEIRA LEITE, pág. 452; PONTUAL, pág. 463 ; WALTER ZANINI, pág. 734, Acervo FIEO.



213 - ESCOLA CUZQUENHA, SÉC.XIX

"Nuestra Senora della fé" - óleo sobre tela - 94 x 68 cm - não assinado -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")



214 - ALEXANDRE RAPOPORT (1929)

Figura - técnica mista - 11 x 09 cm - centro inferior - 1994 -

Arquiteto, pintor, gravador, desenhista industrial e professor, RAPOPORT nasceu no Rio de Janeiro, onde cursou a Faculdade Nacional de Arquitetura da antiga Universidade do Brasil. Fêz aprendizado de gravura na antiga ENBA em 1952. Conquistou menções honrosas em pintura e desenho no SNBA a partir de 1948. WALMIR AYALA,vol. 2, pág. 237; MEC, vol. 4, pág. 26; PONTUAL, pág. 447; TEIXEIRA LEITE, pág. 431; JÚLIO LOUZADA, vol. 11, pág. 260; ITAU CULTURAL.



215 - HÉLCIO IÓRIO (1925)

Paisagem - óleo sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor e professor nascido em São Paulo, em 27 de novembro de 1925. Cursou a EPBA e frequentou os ateliers de Oscar Campiglia e Angelo Simeoni. JULIO LOUZADA vol.11, pág. 154; Acervo FIEO.



216 - FRANCISCO CÉA (1908 - XX)

"Paisagem florida" - óleo sobre tela - 22 x 16 cm - canto inferior direito e dorso - 1989 -

Pintor e desenhista com várias participações em mostras coletivas e Salões oficiais. Recebeu Medalha de Bronze no Salão Nacional de Belas Artes - Rio de Janeiro, em 1954. ITAU CULTURAL; MEC VOL. 1, PÁG. 394; JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 247; VOL. 13, PÁG. 80; web.artprice.com



217 - SANSÃO CAMPOS PEREIRA (1926 - 2014)

Marinha - óleo sobre tela - 40 x 20 cm - canto inferior direito -

Foi ativo no Rio de Janeiro, foi membro da Academia Brasileira de Artes, e da Academia Brasileira de Belas Artes. Artista várias vezes premiado, participou de diversas coletivas e salões, recebendo premiações várias. Seu tema preferido era a marinha. MEC vol.3, pág.389; JULIO LOUZADA vol.11, pág.243, Acervo FIEO.



218 - LUIZ AQUILA (1943)

Composição - serigrafia - 37/70 - 50 x 70 cm - canto inferior direito -

Nascido no Rio de Janeiro, pintor, desenhista, gravador, professor. Em 1959 e 1960, tem aulas de pintura com Aluísio Carvão (1920 - 2001) e de xilogravura com Oswaldo Goeldi (1895 - 1961). Muda-se para Brasília em 1962, e freqüenta cursos no Instituto de Arte e Arquitetura da Universidade de Brasília - UnB como aluno livre. Em 1965, recebe bolsa do governo francês e reside na Cité International des Arts [Cidade Internacional das Artes], em Paris. Nesse ano, viaja para Lisboa, e trabalha na Sociedade de Gravadores Portugueses. Permanece na Europa até 1968, quando volta ao Brasil e torna-se professor de desenho e plástica da UnB, função que exerce até 1972. Em seguida, vai a Londres e estuda gravura na Slade School of Fine Arts. Em 1978, coordena o Centro de Criatividade de Brasília, um projeto da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura - Unesco, e expõe na 27ª Bienal de Veneza. De 1979 a 1986, leciona pintura na Escola de Artes Visuais do Parque Lage - EAV/Parque Lage, Rio de Janeiro, período em que exerce importante papel na formação dos jovens artistas da Geração 80. ITAÚ CULTURAL



219 - GUERINO GROSSO (1907 - 1988)

Rosas - óleo sobre tela - 60 x 120 cm - canto inferior esquerdo - 1973 -

Natural de Rio Claro, neste Estado, Guerino Grosso iniciou seu aprendizado artístico em 1917. Frequentou a Escola de Belas Artes de São Paulo. Artista de grande sensibilidade, dedicou-se à pintura de naturezas mortas com metais, confirmando-se como um dos melhores do gênero. JULIO LOUZADA, vol, 12 ,pág 189. MEC, vol, 2, pág, 284; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



220 - ANTONIO GARCIA PASCOAL (1939)

Paris - óleo sobre tela - 20 x 40 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2015 -

Assina Pascoal. Pintor nascido em Itapui, SP, em 17 de novembro. Participa de coletivas desde 1990, tendo recebido prêmio, dentre outros, Medalha de Bronze, no SA na CEF em São Caetano do Sul - 1991. JULIO LOUZADA vol.9, pág. 655.



221 - CARMÉLIO CRUZ (1924)

Composição - gravura e colagem - Única - 40 x 26 cm - canto inferior direito - 1967 -

Natural de Canindé, CE. Pintor e desenhista iniciou suas atividades artísticas em sua terra natal. De 1947 a 1950 lecionou desenho no Rio, na Associação Brasileira de Desenho. Fixou-se em São Paulo a partir de então, participando de diversas Bienais até 1967 e nos SNAM, de 1959 a 1963, recebendo diversas premiações. Expôs individualmente em diversas cidades do País. Sobre sua obra, assim se referiu Theon Spanudis (1965): "Partindo de algumas experiências plásticas de Paul Klee, desenvolveu nos últimos anos uma pintura sui-generis, que se caracteriza pelo feliz casamento de dois elementos diferentes, senão opostos (...) Um elemento rítmico, linear que invade a tela e a subdivide em segmentos rítmicos, e um elemento cromático, difuso", encontrando nas suas obras "evocações poéticas de muros antigos, muros abandonados, muros com musgo, e a melancolia de cidadezinhas do interior (...) com seus humildes casebres ritmicamente seriados." MEC, vol. 1, pág. 498; PONTUAL, pág. 152; WALMIR AYALA, vol. 1, págs. 224/226; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 697; LEONOR AMARANTE, pág. 18; Acervo FIEO.



222 - J. TRABOULSI (1912 - XX)

Dançarina - óleo sobre tela - 100 x 81 cm - canto inferior direito -

Pintor, natural da Siria. Em 1938, foi nomeado pintor oficial da Corte Real do Egito. Fixou residência em São Paulo, naturalizando-se brasileiro, em 1955. Participou das coletivas do Salão do Governo do Egito (1938), recebendo Medalha de Ouro; da Bienal de Veneza (1940); da Bienal de Messina, Itália (1951). Em 1954, o autor ganhou um concurso para idealizar e pintar a Catedral Ortodoxa de São Paulo. Pintou retratos de reis, presidentes e cardeais. Realizou individuais no Cairo, e em São Paulo. MEC, vol. 4, pág. 410



223 - PAULO PENNA (1949 - 1988)

Noturno - litografia - 23/50 - 50 x 35 cm - centro inferior - 1987 -

Pintor, desenhista e gravador, natural de Rio Grande, RS. Fez figurinos e cenários para teatro e dança, decoração e ilustração. Foi aluno de Ornella Anselmi, Ida Vidal e Nestro Marques Rodrigues. Foi ativo em São Paulo, onde residia. Participou da mostra Os Artistas pelas Diretas, na Folha de São Paulo, em 1984, mesmo ano que expôs na Galeria Paulo Prado-SP, e também recebeu prêmios de aquisição no III Salão de Artes Plásticas de Araraquara e I Salão de Alphaville, SP. JULIO LOUZADA, VOL,5 pág, 797; ITAÚ CULTURAL; RGS, pág. 398.



224 - JOSÉ RIOS PINTO (1926)

Jangadeiros - óleo sobre eucatex - 15 x 25 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor paulista da cidade de Santa Lúcia, onde nasceu a 22 de agosto de 1926. Estudou com Reynaldo Manzke e Campão, na Capital, nas técnicas de óleo e aquarela. Participa dos Salões Oficiais a partir de 1974, havendo recebido mais de 95 prêmios com suas lindas paisagens, que o consagraram. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 824.



225 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Porto - gravura - 28 x 23 cm - canto inferior direito ilegível -
Com diversas inscrições.-



226 - HENFIL (HENRIQUE DE SOUZA FILHO) (1944 - 1988)

"Orelhão" - desenho a nanquim - 30 x 20 cm - canto superior esquerdo -

Mineiro de Ribeirão das Neves, onde nasceu em 5 de fevereiro de 1944, e faleceu na cidade do Rio de Janeiro-RJ, em 4 de janeiro de 1988. Iniciou sua carreira como cartunista, quadrinhista, foi colaborador de O Pasquim (1969). Em 1970 lançou a revista Os Fradinhos, seus personagens mais famosos e que possuem sua marca registrada: um desenho humorístico, crítico e satírico, com personagens tipicamente brasileiros e que retratavam a situação nacional da época. Sua importância na História em Quadrinhos no Brasil se deve à renovação que trouxe ao desenho humorístico nacional. Henfil atuou ainda em teatro, cinema, televisão e literatura, tendo sido marcante a sua atuação nos movimentos políticos e sociais do País.



227 - MARIO ZANINI (1907 - 1971)

Paisagem - desenho a carvão - 20 x 15 cm - canto inferior direito - 1950 -

Pintor, decorador, ceramista, professor, Mário Zanini nasceu e faleceu em São Paulo. Foi um dos integrantes de dois importantes movimentos artísticos considerados históricos na pintura paulista: o Grupo Santa Helena e a Família Artística Paulista. Sua formação artística se deu em São Paulo quando aos 13 anos iniciou curso de pintura da Escola Profissional Masculina do Brás e de 1924 a 1926, matriculou-se no curso de desenho e artes do Liceu de Artes e Ofícios. Conheceu Alfredo Volpi em 1927 e no ano seguinte estudou com o pintor Georg Elpons. Trabalhou no escritório de decoração de Francisco Rebolo entre 1933 e 1938. Em 1940 recebeu medalha de prata no 46º Salão Nacional de Belas Artes e foi convidado por Rossi Osir a trabalhar em seu ateliê de azulejos artísticos, o Osirarte. Em 1950, viajou por seis meses pela Itália, em companhia de Volpi e Osir. A partir de 1968 lecionou na Faculdade de Belas Artes de São Paulo. Participou de vários Salões oficiais e mostras coletivas no Brasil, como I e III Bienal Internacional de São Paulo e no exterior. Sua família doou 108 de suas obras ao Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo - MAC/USP em 1974. MEC, VOL. 4, PÁG. 531; PONTUAL, PÁG. 557; TEODORO BRAGA, PÁG. 250; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 451; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; ARTE NO BRASIL, PÁG. 778; LEONOR AMARANTE, PÁG.38; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 1085; ACERVO FIEO.



228 - CALISTO CORDEIRO, DITO K.LIXTO (1877 - 1957)

General - desenho a nanquim e aguada - 29 x 22 cm - dorso -

Desenhista, caricaturista e pintor. Estudou na ENBA. Desenhou o primeiro sêlo de impôsto de consumo impresso no Brasil. Sua atividade de caricaturista durou mais de 30 anos, com intensa colaboração em jornais e revistas do Rio de Janeiro, tais como O Riso, D. Quixote, Carêta, A Semana Ilustrada, Fon-Fon!, Ilustração Brasileira, A Caricatura, O Cruzeiro, O Tagarela, O Malho e tantas outras. Participou de diversos certames do gênero. Sua excepcional obra é até hoje objeto de estudo por especialistas, que não se cansam de lhe tecer elogiosas críticas. PONTUAL, pág. 291; JULIO LOUZADA vol 12 pág. 218; WALTER ZANINI, pág. 806; ARTE NO BRASIL; HISTÓRIA DA CARICATURA NO BRASIL, pág. 1014.



229 - ADRIAN HENRY VAN EMELEN (1886 - 1945)

"A histórica igreja de São Miguel" - óleo sobre madeira - 36 x 53 cm - canto inferior direito -

Pintor e escultor ativo em São Paulo na primeira metade do Séc.XIX. Foi autor das figuras de bronze, dos bandeirantes: Manoel Preto e Francisco Brito Peixoto e da tela TROPEIROS À BEIRA DA ESTRADA (1830), atualmente no Museu Paulistano. MEC, vol.2, pág.111; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 1022, Acervo FIEO.



230 - MANUEL GOMES MOREIRA (XIX - XX)

Natureza morta - óleo sobre tela - 60 x 73 cm - canto inferior direito - 1952 -

Desenhista e pintor com diversas participações em exposições coletivas e Salões oficiais como, entre outros, o II Salão da Primavera - Liceu de Artes e Ofícios, no Rio de Janeiro (1924). MEC VOL. 3, PÁG. 200.



231 - MILTON DACOSTA (1915 - 1988)

Nu - gravura - XIII - 23 x 25 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador. Milton Rodrigues da Costa nasceu em Niterói, RJ e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou estudos de desenho e pintura, em 1929, com o professor alemão August Hantv. No ano seguinte matriculou-se no curso livre de Marques Júnior, na Escola Nacional de Belas Artes. Junto com Edson Motta, Bustamante Sá e Ado Malagoli , entre outros, criou o Núcleo Bernardelli em 1931. Viajou para Estados Unidos em 1945, com o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Belas Artes do ano anterior. Na cidade de Nova York, estudou na Art's Students League of New York. Em 1946, foi para a Europa e após visita a vários países, fixou-se em Paris, onde estudou na Académie de La Grande Chaumière. Conheceu Pablo Picasso, por intermédio de Cícero Dias, e freqüentou os ateliês de Georges Braque e Georges Rouault. Expôs no Salon d'Automne (Paris) e regressou ao Brasil em 1947. Em 1949, casou-se com a pintora Maria Leontina e passou a residir em São Paulo. Realizou muitas exposições individuais e também recebeu prêmios nas Bienais Internacionais de São Paulo (1955, 1957). TEODORO BRAGA, PÁG. 163; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 229; MEC, VOL. 2, PÁG. 13; BENEZIT, VOL. 3, PÁG.315; ITAU CULTURAL; PONTUAL, PÁG. 155; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; ACERVO FIEO.



232 - FRANCISCO BRENNAND (1927)

Composição - cerâmica - 10 x 10 cm - não assinado -

Pintor e ceramista. Estudou com André Lhote e Fernand Léger, em Paris. Participou de importantes bienais e salões, nacionais e internacionais. Realizou individuais de pintura e cerâmica no MAM-SP em 1960 e outras importantes salas de arte. Executou trabalhos murais em edifícios públicos e particulares no Recife e no estrangeiro. Suassuna considerou a sua pintura "bela, forte e brasileira". Brennand é referência mundial como artista puramente brasileiro. JULIO LOUZADA, VOL, 10, pág 141. PONTUAL, pág, 88. MEC, VOL , 1, pág, 294; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 717; ARTE NO BRASIL, pág. 879. Acervo FIEO. -



233 - ADOLFO CIRILO DE SOUZA CARNEIRO (1854 - XX)

Trabalhador - desenho a lápis - 33 x 40 cm - canto inferior direito -

Pintor pernambucano que estudou na Academia de Belas Artes do Porto, Portugal e, em Paris, foi aluno de Alexandre Cabanel na Escola de Belas Artes (1873). Viajou para a Itália e se fixou em Florença onde executou sua obra mais famosa: 'Deposição de Jesus Cristo'. A tela foi enviada à Academia Imperial de Belas Artes do Rio de Janeiro, acompanhada por carta onde o artista solicitava recursos para continuar seus estudos na Europa. Em 1879, essa obra foi apresentada na então Exposição Geral de Belas Artes, anos mais tarde transformada no Salão Nacional de Belas Artes, sendo premiada com Medalha de Ouro e, atualmente, fazendo parte da coleção brasileira do Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro. Suas obras participaram da' Exposição Retrospectiva: obras dos grandes mestres da pintura e seus discípulos', São Paulo (1940). MEC VOL. 1, PÁG. 357; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 212; ITAU CULTURAL; dept.sfcollege.edu.



234 - ALFREDO RULLO RIZZOTTI (1909 - 1972)

Figuras - técnica mista - 32 x 22 cm - canto inferior direito - 1943 -

Pintor, nascido em São Paulo. Foi um dos integrantes do Grupo Santa Helena, fundado por Rebolo em 1935. Participou do I Salão Baiano de Belas Artes, Salvador / 1949. Referências a seu respeito, em 40 anos, Grupo Santa Helena (março de 1975) publicado pelo Paço das Artes - Museu da Imagem e do Som / SP. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 827 e vol. 4, pág. 948; MEC, vol. 4, pág. 82; TEIXEIRA LEITE, pág. 446.



235 - HEITOR DE PINHO (1897 - 1968)

Paisagem - óleo sobre tela - 40 x 56 cm - canto inferior direito - 1948 -

Nascido e falecido na cidade do Rio de Janeiro, onde estudou na antiga Escola Nacional de Belas Artes. Foi discípulo de Rodolfo Chambelland, Batista da Costa, Lucílio de Albuquerque e Modesto Brocos. Participa de Salões Oficiais a partir de 1924, recebendo diversas premiações. JULIO LOUZADA, vol.11, pág.247; MEC. Vol.3, pág.400; WALMIR AYALA. Vol.2, pág.194; TEIXEIRA LEITE, pág.408; PONTUAL, pág.426.



236 - RENINA KATZ (1925)

"Arroio" - litografia - 31/70 - 60 x 40 cm - canto inferior direito - 1994 -
Com a seguinte dedicatória: "Para Silvia com carinho. Renina - 94". No estado.-

Gravadora, desenhista, ilustradora e professora, Renina Katz Pedreira nasceu no Rio de Janeiro. Assina Renina e Renina Katz. Cursou a Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1947 a 1950) e teve como professores, entre outros, Henrique Cavalleiro e Quirino Campofiorito. Licenciou-se em desenho pela Faculdade de Filosofia da Universidade do Brasil. Iniciou-se em xilogravura com Axl Leskoschek, em 1946. Incentivada por Poty, ingressou no curso de gravura em metal, oferecido por Carlos Oswald no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro. Mudou-se para São Paulo em 1951, e lecionou gravura no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand e, posteriormente, na Fundação Armando Álvares Penteado, até a década de 1960. Em 1956, publicou o primeiro álbum de gravuras, intitulado ‘Favela’. A partir dessa data, foi docente da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo por 28 anos. Realizou muitas exposições individuais pelo Brasil, EUA, Chile, Paraguai, Portugal, Itália, Holanda e participou, entre as diversas mostras e Salões oficiais, das: Bienal Internacional de São Paulo (1955, 1959, 1961, 1963, 1985, 1989); Bienal de Veneza, Itália (1956, 1986); Panorama da Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1974, 1977, 1980, 1984). Foi premiada no Rio de Janeiro (1951, 1952) e em São Paulo (1955, 1984). MEC VOL.2, PÁG.403; PONTUAL, PÁG. 288; WALMIR AYALA VOL.1, PÁG.441; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG.15; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 606; ARTE NO BRASIL; www.artprice.com; www.catalogodasartes.com.br; www.editora.unicamp.br; www.laboratoriodasartes.com.br; artenaescola.org.br.



237 - INNOCÊNCIO BORGHESE (1897 - 1985)

Cabras - óleo sobre eucatex - 25 x 33 cm - canto inferior direito e dorso - 1970 -

Pintor e professor paulista, participante do Salão Paulista de Belas Artes, de 1935 a 1961. Diversas exposições individuais e coletivas, com muitas premiações. Pintou muitas paisagens tendo como tema a cidade de São Paulo. TEODORO BRAGA, pág 56; MEC, vol. 1, pág. 251; Acervo FIEO.



238 - SILVIA ALVES (1947)

Paisagem - óleo sobre eucatex - 10 x 15 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintora, desenhista, escultora, gravadora, ilustradora, professora, poetiza e atriz Silvia Ferraro Alves nasceu em São Paulo. Estudou desenho e escultura com Alvaro de Bauptista (1980 a 1984) na Universidade de Campinas; formou-se em Pintura na Faculdade de Belas Artes (1986); mestrado em Aquarela na Faculdade Santa Marcelina (1998); frequentou o ateliê de Gravura do Museu Lasar Segall (1985 a 1988); os ateliês de pintura e desenho dos professores Lecy Bomfim, Salvador Rodrigues, Deusdedith Campanelli, Colette Pujol, Djalma Urban, Francisco Cuoco, Fang, o ateliê de escultura no Museu Brasileiro de Escultura (1980 a 1994) e aquarela com Iole Di Natale (1994 a 1998). Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais. Foi premiada em 1983, 1989, 1991, 1993, 1994, 1997, 1999, 2000, em São Paulo. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL, 10, PÁG, 49; www.silviaalves.art.br.



239 - HILDE WEBER (1913 - 1994)

"Presidência da República" - desenho a nanquim e lápis de cor - 33 x 26 cm - canto inferior esquerdo -
Data de publicação da charge: 06-02-1950.-

Pintora, desenhista e caricaturista alemã. Iniciou o seu aprendizado de desenho e artes gráficas em Hamburgo, por volta de 1930, interrompendo três anos mais tarde, quando transferiu-se para o Brasil (país de quem se tornaria cidadã naturalizada), fixando-se primeiramente em São Paulo, até 1949. Entre 1941 e 1949, colaborou com trabalhos de pintura para o atelier OSIRARTE de azulejos. Foi caricaturista de diversos periódicos, destacando-se o Estado de São Paulo. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 391; PONTUAL, pág.265; MEC, vol. 2, pág. 337; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 630; ARTE NO BRASIL.



241 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Galo - gravura - P.A. - 20 x 20 cm - canto inferior direito -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



242 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulata e pomba - serigrafia - P.A. - 59 x 47 cm - canto inferior direito -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



243 - NILSON PIMENTA DA COSTA (1957)

"Aceiro de cerca" - óleo sobre tela - 20 x 28 cm - centro inferior - 1988 -

Baiano de Caravelas, o autor aprende desenho de forma autodidata, aprimorando-se nesta técnica e iniciando-se na pintura, em ateliê sob orientação de Aline Figueiredo e Humberto Espíndola. Desde o início de sua carreira destaca-se como artista naïf, recebendo diversos prêmios em salões. Participa de várias exposições importantes, entre elas a Bienal Naïfs do Brasil em suas 2ª, 4ª e 5ª edições, organizadas pelo Sesc de São Paulo e do segmento Arte Popular, da Brasil + 500, Mostra do Redescobrimento, na Fundação Bienal em 2000. JULIO LOUZADA, vol. 5, pág. 812; ITAU CULTURAL.



244 - TARSILA DO AMARAL (1890 - 1973)

Sol poente - litografia off set - 24 x 27 cm - canto inferior direito - 1972 -

Pintora e desenhista, Tarsila do Amaral nasceu em Capivari, SP e faleceu em São Paulo. Estudou escultura com William Zadig e com Mantovani, em 1916, na capital paulista. No ano seguinte teve aulas de pintura e desenho com Pedro Alexandrino, onde conheceu Anita Malfatti. Ambas tiveram aulas com o pintor Georg Elpons. Em 1920 viajou para Paris e estudou na ‘Académie Julian’ e com Émile Renard. Ao retornar ao Brasil formou em 1922, em São Paulo, o Grupo dos Cinco, com Anita Malfatti, Mário de Andrade, Menotti del Picchia e Oswald de Andrade. Em 1923, novamente em Paris, frequentou o ateliê de André Lhote, Albert Gleizes e Fernand Léger. Foi a criadora de duas das principais tendências ou movimentos de nossa arte nacionalista: o Pau Brasil e o Antropofagia. A convite da Comissão do IV Centenário de São Paulo fez, em 1954, o painel ‘Procissão do Santíssimo’ e, em 1956, entregou ‘O Batizado de Macunaíma’, sobre a obra de Mário de Andrade, para a Livraria Martins Editora. A retrospectiva Tarsila: 50 Anos de Pintura, organizada pela crítica de arte Aracy Amaral e apresentada no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo , em 1969, ajudou a consolidar a importância da artista. TEODORO BRAGA, PÁG. 220; REIS JR., PÁG.388; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 365; MEC, VOL. 4, PÁG. 370; PONTUAL, PÁG. 511; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 492; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 389; ARTE NO BRASIL, PÁG. 577; LEONOR AMARANTE, PÁG. 24; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 958.



245 - ALFREDO CESCHIATTI (1918 - 1989)

Justiça - escultura em bronze - 34 x 16 x 14 cm - assinado -
Ex coleção Renato Antônio Brogiolo - Rio de Janeiro, RJ.

Natural de Belo Horizonte. Escultor, desenhista e professor. Passou a frequentar a antiga ENBA em 1940, depois de uma viagem à Europa, especialmente Itália, iniciada em 1938. Na Divisão Moderna do SNBA recebeu, como escultor as medalhas de bronze (1943) e de prata (1944), bem como o prêmio de viagem ao estrangeiro (1945), com o baixo-relevo para a Igreja de São Francisco de Assis, da Pampulha, em Belo Horizonte e, como desenhista, a medalha de prata (1945). Esteve mais uma vez na Europa entre 1946 e 1948, anos em que realizou exposição individual no Instituto dos Arquitetos do Brasil (GB). Figurou na II BSP e no II SNAM, em 1953. Fazendo parte da equipe que, em 1956, venceu o concurso de projetos para o Monumento aos Mortos da II Guerra Mundial (GB), ali executou o conjunto alusivo às três forças armadas. Integrou a Comissão Nacional de Belas Artes em 1960 e 1961, e entre 1963 e 1965, lecionou escultura e desenho na Universidade de Brasília. Quirino Campofiorito citou-o no estudo Ëscultura Moderna no Brasil"(Revista Crítica de Arte, nº único 1962). De seus trabalhos mais conhecidos destacam-se as esculturas As Banhistas e A Justiça, que se encontram, respectivamente, no lago em frente ao Palácio da Alvorada e defronte ao Supremo Tribunal Federal (Praça dos Três Poderes), em Brasília. Há ainda, obras escultóricas de sua autoria, entre outras no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Ministério das Relações Exteriores (Brasília) e em um edifício que Oscar Niemeyer projetou no conjunto residencial Hansa (setor ocidental de Berlim), assim como na embaixada brasileira em Moscou. MEC, vol. 1, pág. 397; PONTUAL, pág. 127; JÚLIO LOUZADA, vol. 11, pág. 70; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 609; ARTE NO BRASIL, pág. 872.



246 - IVALD GRANATO (1949)

Composição - litografia - P.E. - 27 x 37 cm - canto inferior direito - 1991 -

Pintor e desenhista. Natural de Campos, RJ, onde viveu até 1966. Estudou com Robert Newman, ingressando em 1967 na Escola de Belas Artes da Universidade do Rio de Janeiro. Em 1968 participa do grupo de vanguarda "Nova Figuração Brasileira". Sua atividade artística desde a década de 60 revela a influência do conceitualismo de Duchamp, mais cerebral do que pictórico, e da "body art", de Joseph Beyus. PONTUAL, pág. 248; TEIXEIRA LEITE, pág. 228; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág.740; ARTE NO BRASIL, pág. 974; LEONOR AMARANTE, pág. 267; Acervo FIEO.



247 - MARTINS DE PORANGABA (1944)

"O lobisomem e a donzela" - acrílico sobre tela - 18 x 25 cm - canto superior direito e dorso - 2006 -

Pintor, desenhista, gravador e professor, José Carlos de Porangaba Martins nasceu em Porangaba, SP. Assina José Carlos Martins, J. Martins, Porangaba e Martins de Porangaba. Fixou residência em São Paulo e cursou desenho, pintura e modelo vivo na Associação Paulista de Belas Artes, entre 1967 e 1970. Na década de 70 estudou gravura com Paulo Mentem e modelagem com Olinda Dalma. Fundou o Atelier J. Martins em 1972. Em 1980, lecionou pintura na Escola Panamericana de Artes. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1976, 1979, 1981, 1982 – MAC, 1984, 1987, 1990, 1991, 1994, 2000); Santo André, SP (1980, 1981); Guarujá, SP (1982); Rio de Janeiro (1982); Washington, EUA (1983); Brasília, DF (1988). Tem participado de muitas mostras coletivas e Salões oficiais, recebendo vários prêmios em: São Paulo (1979, 1980, 1982); Piracicaba, SP (1981); Embu, SP (1981); Marília, SP (1981); Rio Claro, SP (1982); Santo André, SP (1983, 1984); Rio de Janeiro (1985) ; Lisboa, Portugal (1985); Tampa, EUA (1986); Nice, França (1987). JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 828; VOL. 4, PÁG. 903; VOL. 6, PÁG. 901; VOL. 9, PÁG. 692; VOL. 13, PÁG. 269; ITAU CULTURAL; www.artprice.com; mporangaba.com.



248 - CARYBÉ (1911 - 1997)

"A sol aberto" - serigrafia - 66/250 - 50 x 70 cm - canto inferior direito na tela serigráfica -

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



249 - ISABEL DE JESUS (1938)

Bichos - técnica mista - 13 x 17 cm - canto inferior esquerdo - 1972 -

Mineira de Cabo Verde, é pintora e desenhista. Começou a pintar em 1965, já em São Paulo. Estudou anteriormente desenho com Iracema Arditi. Participou do setor de desenho do XXIII SPar.BA, 1966, realizando exposições individuais no mesmo ano em São Paulo e Rio. MEC, vol.2, pág.374; PONTUAL, pág.280; JULIO LOUZADA, vol.11, pág.158; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 226; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



250 - ALIPIO DUTRA (1892 - 1964)

"Ilha de Urubuqueçaba..." - óleo sobre tela colada em cartão - 24 x 33 cm - canto inferior direito e dorso -
Complemento de título: "Ilha de Urubuqueçaba vista da ilha Porchat- São Vicente".-

Iniciou seus estudos em Piracicaba, com seu pai Joaquim Miguel Dutra, e obteve do Governo do Estado de São Paulo, em 1913, uma pensão para aperfeiçoar-se na Europa. Cursou a Escola Nacional Superior de Belas Artes de Paris, e foi laureado pela Real Academia de Belas Artes de Bruxelas. Em Paris, onde residiu durante 20 anos, frequentou a Academia Julian e os ateliers de Baschet, Royer e Laparra. Expôs no Salão dos Artistas Franceses em 1923 e 1924. Entrou para carreira diplomática em 1921, e quando servia na Embaixada do Brasil em Paris o governo francês fê-lo Cavalheiro da Ordem Nacional da Legião da Honra. Participou de diversas exposições individuais e coletivas, no Brasil e no exterior, tendo recebido inúmeros prêmios. Foi irmão dos pintores João, Archimedes e Antonio de P. Dutra. Seu nome está mencionado no Dictionnairè des Peitres, Sculpteurs, Dessinateurs et Graveurs. Benezit, ed. 1966, vol. 3, pág. 454. Foi paisagista, pintor de gênero, figuras e naturezas mortas. TEODORO BRAGA, pág. 84; BENEZIT, ed. 1976, vol. 4, pág. 71; REIS JR. , pág. 274/75; WALMIR AYALA, vol. 1, pag.274 e 275; PONTUAL, pág. 185/186; MEC, vol. 2, pág. 83; TEIXEIRA LEITE, pág. 171; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO, RUTH TARASANTCHI.



251 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Borboleta - serigrafia - P.A. - 22 x 16 cm - canto inferior direito -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



252 - MENASE WAIDERGORN (1927)

Camponesa - óleo sobre tela colada em eucatex - 35 x 23 cm - canto inferior direito -

Pintor nascido em Hotin, Romênia. Seus pais vieram para o Brasil (1932) fixando residência em São Paulo. Ingressou na Associação Paulista de Belas Artes (fim da década de 1940), onde conheceu Dario Mecatti. Viajou pelo norte da África e Europa. Participou de diversos salões, coletivas oficiais e recebeu diversos prêmios. JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 1011; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



253 - TAPETE ORIENTAL,


Feito a mão, de lã, Indiano, medindo 200 x 194 cm = 3,88 m².-



254 - ROBERTO BURLE MARX (1909 - 1994)

Composição - serigrafia - 65/120 - 60 x 73 cm - canto inferior direito na tela serigráfica -
Edição póstuma com relevo seco do Projeto Burle Marx.-

Nasceu em São Paulo e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, paisagista, arquiteto, desenhista, pintor, gravador, litógrafo, escultor, tapeceiro, ceramista, designer de jóias, decorador. Durante a infância viveu no Rio de Janeiro. Foi com a família para a Alemanha, em 1928. Em 1929, freqüentou o ateliê de pintura de Degner Klemn. Nos jardins e museus botânicos de Dahlen, em Berlim, entusiasmou-se ao encontrar exemplares da flora brasileira. De volta ao Brasil, fez curso de pintura e arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1930 - 1934), onde foi aluno de Leo Putz , Augusto Bracet e Celso Antônio. Seu primeiro projeto paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, em 1932. Entre 1934 e 1937, ocupou o cargo de diretor de parques e jardins do Recife, PE, onde passou a residir. Nesse período, foi com freqüência ao Rio de Janeiro e teve aulas com Candido Portinari e com o escritor Mário de Andrade. Em 1937, retornou ao Rio de Janeiro e trabalhou como assistente de Candido Portinari. Foi em 1949, conforme sua paixão por plantas e seu interesse por botânica e jardinagem, que Burle Marx adquiriu um sítio em Barra de Guaratiba, RJ. Com auxílio de botânicos, viajou, coletou, catalogou exemplares de plantas do Brasil e reproduziu em seu sítio a diversidade fitogeográfica brasileira. Em 1985 doou esse sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.Realizou muitas exposições individuais e projetos paisagísticos, participou de diversas mostras oficiais coletivas pelo Brasil e no exterior. PONTUAL, PÁG. 94; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 93; MEC. VOL.1, PÁG.303; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 738; LEONOR AMARANTE, PÁG. 98; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 179; artnet.com. ACERVO FIEO.



255 - LIVROS


1) "Jacques Helleu e Chanel - Introduction By Laurence Benaim". Paris:Harry N. Abrams, Inc, 2005. 2) "Luxury Living New York - Photographs By Reto Guntli". New York, Teneues, 2009. 3) "São Paulo na Arquitetura de Arthur". Publisher: Antonio C. Gouveia Jr Fotos: Tuca Reinés Texto: João Carrascosa Arte:Ricardo Van Steen. São Paulo: Editora Décor, 2007. 4) "Johannes Itte - The Art of Color".The Basic Course At The Bauhaus And Later. Revised Editicion. 5) "New York - Provate Views". Jamee Gregory- Design: Charles Davey Photography: Mick Hales. New York. Rizzoli.



256 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XIX - XX

Paisagem - aquarela e nanquim - 17 x 25 cm - canto inferior direito ilegível - 1877 -



257 - FELíCIO D'ANDREA (SÉC. XX - 2007)

Ninfas - óleo sobre tela - 62 x 97 cm - canto inferior esquerdo -

Felício D’Andrea Neto - desenhista, pintor, escritor, professor, cineasta e radialista nasceu em Franca, SP. Foi ativo no Rio de Janeiro e, a partir da década de 60, em Angra dos Reis. Como pintor, foi mestre de muitos artistas angrenses. No Rio de Janeiro realizou exposição individual (1970) e participou de vários Salões oficiais como o Salão Nacional de Belas Artes onde foi premiado em 1968, 1970, 1972. MEC VOL.2, PÁG. 15; www.angra.rj.gov.br; riosulnet.globo.com; www.inventarioturistico.com.br.



258 - JOSÉ DE OLIVEIRA MACAPARANA (1952)

Figura - técnica mista - 23 x 15 cm - centro inferior e dorso - 1981 -
Com a seguinte dedicatória, no dorso: "Para Silvia com um abraço de Macaparana - SP - 81".-

Escultor, autodidata, o artista é natural de Macaparana, PE, sendo filho e neto de marceneiros. Faz sua primeira exposição individual na Galeria Empetur em 1970, no Recife. Entre 1972 e 1973, reside no Rio de Janeiro; depois muda-se para São Paulo. Entre as mostras de que participa, destacam-se: IV Bienal Ibero-Americana de Arte, Cidade do México, 1984 (Artista Convidado); Salão de Arte Contemporânea, São Paulo, 1986; MAC - 25 Anos, no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, 1988; Bienal Internacional de São Paulo 1991; Tendências Construtivas no Acervo do MAC/USP, no Centro Cultural Banco do Brasil, Rio de Janeiro, 1996. JULIO LOUZADA, vol. 9 pág. 509; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



259 - ELYSITO (XX)

Carneiro - óleo sobre tela - 50 x 61 cm - canto inferior direito -
Ex-coleção Antônio Maluf - Galeria Seta - São Paulo - SP.

Pintor autodidata. Assina Elysito. Iniciou-se na pintura usando como suporte, latas, caixas de madeira e papelão. Nada produziu entre 1967 e 1977, ano em que reiniciou suas pinturas sobre caixas de madeira (caixas de frutas). Participou da exposição ‘Raízes’ na Galeria Seta, SP (1980) e expôs individualmente no mesmo espaço no ano seguinte. JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 371.



260 - F. VOGLER (XIX)

Nobres - óleo sobre madeira - 21 x 27 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista com diversas participações em exposições coletivas e Salões oficiais. Suas obras têm sido comercializadas em muitos leilões pelo mundo. www.artprice.com; www.bbc.co.uk; www.artnet.com; www.arcadja.com.



261 - PAULA KADUNC (1954)

Composição - acrílico sobre tela - 40 x 30 cm - dorso - 2016 -
Obra 580 do catálogo da artista.-

Paula Kadunc, pseudônimo artístico de Maria Paula Kadunc, nasceu em São Paulo. Frequentou um curso clássico de arte e comunicação na época de colégio. Formou-se em historia (1975) e nos anos seguintes realizou viagens de estudo pela Europa, Japão, China e Filipinas. No inicio da década de 80 trabalhou no Museu de Arte de São Paulo como assessora de imprensa e relações publicas auxiliando ainda na curadoria de diversas exposições. Na década de 90 frequentou o ateliê do escultor Paulo Tadee onde trabalhou com desenhos e pinturas geométricas e passou a fundir esculturas em bronze. Estudou técnica de pintura com Marysia Portinari. Tem participado com suas obras de várias exposições coletivas e leilões de arte. Possui obras em diversas coleções particulares e no Museu de Arte do Parlamento de São Paulo. www.artemaisnet.com.br/artistas/paula-kadunc.html; www.catalogodasartes.com.br; www.al.sp.gov.br; www.artprice.com; www.askart.com.



262 - ALEX VALLAURI (1949 - 1987)

Bota - técnica mista - 14 x 09 cm - não assinado -
Com selo de identificação do autor.-

Natural de Asmara, Etiópia, faleceu em São Paulo-SP. Grafiteiro, artista gráfico, pintor, desenhista, cenógrafo e gravador. Chegou ao Brasil com a família em 1965. Era residente e ativo na capital paulista. Iniciou-se em xilogravura, retratando personagens do porto de Santos. No começo da década de 1970, formou-se em comunicação visual pela FAAP-SP. Especializou-se em litografia no Litho Art Center de Estocolomo, em 1975. Retornou ao Brasil em 1978, realizando grafites em espaços públicos de São Paulo. Produzia silhuetas de figuras, com tinta spray sobre moldes de papelão. Residiu em Nova York entre 1982 e 1983, onde cursou artes gráficas no Pratt Institute. Nesse período, fez grafites nos muros da cidade. Além de usar o muro como suporte, seus trabalhos estampam camisetas, broches e adesivos. Voltou ao Brasil e começa a lecionar na Faap. Em sua produção destaca-se a série A Rainha do Frango Assado, que é também tema de instalação apresentada na 18ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1985. Retrospectiva Viva Vallauri, realizada no Museu da Imagem e do Som - MIS, em São Paulo, em 1998. JULIO LOUZADA, vol 3 pag 1170; ITAUCULTURAL.



263 - BAJADO (1912 - 1996)

"Todos palhaços" - aquarela - 28 x 46 cm - canto inferior esquerdo - 13-05-1976 -

Natural de Maraial-PE, onde nasceu a 9 de dezembro de 1912, falecendo na cidade de Olinda, no dia 15 de Novembro de 1996. Viveu e foi ativo nas cidades de Recife e Olinda, onde era Cartazista e Pintor de Alegorias para Carnavais. Expôs individualmente em 1990 e 1992. Coletivamente expôs em São Paulo (mostra Tradição e Ruptura), Rio de Janeiro e Paris. Postumamente foram realizadas outras mostras de sua obra. "A matéria-prima de Bajado é o povo de Olinda, com seus costumes, sofrimentos e alegrias; ele os interpreta com bom-humor, em meio a uma atmosfera carnavalesca a que nem sequer faltam, por vezes, a nota fescenina, mulheres de maiô e as sereias praianas, de anatomia desengonçada e tão pouca sensualidade a olhos não-sertanejos. E quando pinta para açougues, neles figura touros enormes, ´bichos que se desgastaram no caminho desde as grutas de Lascaux e Altamira até o sujo matadouro de Peixinhos, e que são mais parentes que propriamente consumo desta população pobre´. " José Roberto Teixeira Leite, na obra abaixo. TEIXEIRA LEITE, pág.51; JULIO LOUZADA, vol.2, pág.96.



264 - GINO BRUNO (1889 - 1977)

Flores - óleo sobre tela - 66 x 56 cm - canto inferior direito -

Nascido e falecido em São Paulo, este pintor foi especialista em figuras, interiores e naturezas-mortas. TEODORO BRAGA, pág. 108; MEC, vol. 1, pág. 299; PONTUAL, pág. 92; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 135; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 623; Acervo FIEO.



265 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

Torso - escultura em bronze - 42 x 12 x 07 cm - assinado -
Base no estado.-

Escultor, desenhista e pintor paulista nascido em Mococa, SP e falecido no Rio de Janeiro. Mudou-se com a família para Itália, e fixou-se em Roma (1913). Iniciou estudos de desenho e escultura com o professor Loss (1920). Participou de movimentos antifascistas e foi preso (1931) por motivos políticos. Foi extraditado para o Brasil (1935) por intervenção do embaixador brasileiro na Itália. Em 1937, viajou para Paris e frequentou as academias ‘La Grand Chaumière’ e ‘Ranson’, onde estudou com Aristide Maillol e conviveu com Henry Moore, Marino Marini e Charles Despiau. Em 1939, retornou a São Paulo e junto com Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Sérgio Milliet, entre outros, participou do Movimento Modernista; foi um dos membros da Família Artística Paulista e do Grupo Santa Helena. Em 1943, transferiu-se para o Rio de Janeiro. A convite do ministro Gustavo Capanema instalou ateliê no antigo Hospício da Praia Vermelha, onde orientou jovens artistas como Francisco Stockinger. Possui obras em espaços públicos como ‘Monumento à Juventude Brasileira’ (1947), nos jardins do antigo Ministério da Educação e Saúde, atual Palácio Gustavo Capanema - RJ; ‘Candangos’ (1960), na Praça dos Três Poderes, e ‘Meteoro’ (1967), no lago do edifício do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília; ‘Integração’ (1989), no Memorial da América Latina, em São Paulo. Participou das Bienais de Veneza (1950, 1952); participou das I, II, IV e IX Bienais de São Paulo, período em que recebeu o prêmio de melhor escultor brasileiro (1953) e sala especial (1967). MEC, VOL.2, PÁG. 250; PONTUAL, PÁG. 237; MAYER/84, PÁG. 1333; BENEZIT VOL. 5, PÁG. 14; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 715; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 422; www.artprice.com; www.pinturabrasileira.com; www.dec.ufcg.edu.br; www.monumentos.art.br.



266 - MANINHA (XX)

"Lili Marlene" - técnica mista - 23 x 20 cm - canto inferior direito - 1981 -

Natural do Estado do Amazonas, a pintora Maninha nunca teve a preocupação de agradar ou contrariar e usando de uma liberdade de expressão rara, suas produções são uma união explosiva de símbolos colhidos com naturalidade desconcertante. Realizou uma individual na Petite Galerie, RJ, em 1868, com crítica de Pietro Maria Bardi. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 574; MEC, vol. 3, pág. 47.



267 - CALASANS NETO (1932)

Paisagem - matriz de xilogravura - 16 x 22 cm - canto inferior direito -

Gravador, desenhista e pintor baiano. Foi aluno de Genaro de Carvalho e Mário Cravo Jr. . Diversas exposições realizadas. MEC, vol. 1, pág. 324; PONTUAL, pág. 98; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 149/150; JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 160; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 720; ARTE NO BRASIL, pág. 846.



268 - HÉRCULES BARSOTTI (1914 - 2010)

Composição - serigrafia - 33 x 100 - 50 x 50 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, programador visual, gravador, nascido em São Paulo, SP . Iniciou-se nas artes em 1926, estudando desenho e composição com o pintor Enrico Vio. Começa a pintar em 1940 e, na década seguinte, realiza as primeiras pinturas concretas, além de trabalhar como desenhista têxtil e projetar figurino para o teatro. Em 1954, com Willys de Castro, funda o Estúdio de Projetos Gráficos, elabora ilustrações para várias revistas e desenvolve estampas de tecidos produzidos em sua tecelagem. Na década de 1960, convidado por Ferreira Gullar (1931), integra-se ao Grupo Neoconcreto do Rio de Janeiro e participa das exposições de arte do grupo realizadas no Ministério da Educação e Cultura, no Rio de Janeiro, e no Museu de Arte Moderna de São Paulo - MAM/SP. Em 1960, expõe na mostra Konkrete Kunst [Arte Concreta], organizada por Max Bill, em Zurique. Hercules Barsotti explora a cor, as possibilidades dinâmicas da forma e utiliza formatos de quadros pouco usuais, como losangos, hexágonos, pentágonos e circunferências. Em sua obra a disposição dos campos de cor cria a ilusão de tridimensionalidade. Entre 1963 e 1965, colabora na fundação e participa do Grupo Novas Tendências, em São Paulo. Em 2004, o MAM/SP organiza uma retrospectiva do artista. JULIO LOUZADA, vol. 1, pag. 98; ITAU CULTURAL



269 - ADOLFO DE ALVIM MENGE (1880 - 1962)

"Carramanchão I" - óleo sobre madeira - 16 x 09 cm - canto inferior direito -

Adolpho de Mello e Alvim Menge nasceu em Niterói, RJ e faleceu no Rio de Janeiro. Desenhista, pintor, escritor e diplomata. Estudou pintura com Max Kuchel e Barbasan Lagueruela em Roma (Itália) e na Escola Nacional de Belas Artes no Rio de Janeiro. Entre 1917 e 1919 residiu em Roma, onde atuou na carreira diplomática. De volta ao país, morou no Rio de Janeiro, onde publicou os livros Fragmentos Históricos (1936) e Terras Longínquas e Fatos Remotos (1940); e colaborou com crônicas na seção literária do Jornal do Comércio (1940 a 1951). Dentre as exposições de que participou, destacam-se: Exposição Geral de Belas-Artes (premiado), Rio de Janeiro, várias edições entre 1907 e 1929; Salão da Sociedade Nacional de Belas-Artes, Lisboa, Portugal, 1917 (Segunda Medalha); Mostra Comemorativa do Centenário da Independência, na Escola Nacional de Belas-Artes, Rio de Janeiro, 1922. Postumamente, suas obras figuraram nas mostras: Retrospectiva no MNBA, Rio de Janeiro, 1981; O Rio é Lindo: A Paisagem Carioca no Acervo do BANERJ, na Galeria de Arte BANERJ, 1985; Visões do Rio, MAM/RJ, 1996. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 631; MEC VOL. 3, PÁG. 141; PONTUAL PÁG. 358.



270 - ABELARDO ZALUAR (1924 - 1987)

"Deslocamento VI" - 60 x 60 cm - canto inferior direito e dorso - 1971 - Rio -
Técnica: Acrílico e colagem sobre tela colada em eucatex. -

Pintor, desenhista, gravador, professor. Entre 1944 e 1948, assiste às aulas da Escola Nacional de Belas Artes (Enba). Participou do I ao XII e do XV SNAM (entre 1952 e 1966/ prêmio de viagem ao estrangeiro em 1963.). Realizou exposições individuais no MNBA (1947) e na Galeria Ambiente (São Paulo, 1960), Museu de Arte de Belo Horizonte (1960), Instituto de Belas Artes de Porto Alegre (1961), Petite Galerie-GB (1962). Sua obra experimentou uma simplificação de traços de tendência geometrizante, levando Frederico Morais a comentar a seu respeito em 1969; "Não se pensem que Zaluar, por ser um partidário da ordem, afaste deliberadamente o imprevisto, a contribuição do acaso, o vôo poético (...) seus últimos trabalhos fazem lembrar, na monumentalidade silenciosa da forma despojada, o mundo futuro do espaço cósmico, das estruturas moventes, das plataformas que se acoplam ou se dividem numa metamorfose constante". Encontra-se representado no acervo do MNBA, Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e Museu de Arte de Belo Horizonte. WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 449/50; MEC, vol. 4, pág. 527; PONTUAL, pág. 556; TEIXEIRA LEITE, pág. 546; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 682; ARTE NO BRASIL, pág. 934; LEONOR AMARANTE, pág. 218.



271 - ALUISIO CARVÃO (1920 - 2001)

Composição - aquarela - 27 x 12 cm - canto inferior direito -

Importante pintor, escultor, Ilustrador, ator e cenógrafo brasileiro, natural de Belém-PA. Em 1952 estuda pintura com Ivan Serpa, no MAM-RJ, participando, entre 1954 e 1956, Grupo Frente e, entre 1960 e 1961, integra o Grupo Neoconcreto. Nos anos seguintes viaja para a Europa com o prêmio de viagem recebido no SNAM-RJ. No fim dos anos 60 passa a empregar materiais não tradicionais, como tampinhas metálicas de garrafa, pregos e barbante agrupados em suportes de madeira. Em 1996 ocorre retrospectiva de sua obra no Museu Metropolitano de Arte, em Curitiba, no Museu de Arte Moderna - MAM/BA e no MAM/RJ. "A preocupação inicial de Aluísio Carvão era com a forma: reduzir a obra a estruturas elementares, gestálticas. A partir da dissidência neoconcreta, da qual fez parte, é a cor que irá se impor, envolvendo a estrutura, ou melhor, a cor é, ela mesma, espaço. Carvão não é um pintor metafísico. Através da cor ele revela sua relação sensual com o mundo. Como ele diz: ´Vermelhos-guarás, araras, aroma das flores de manacá, o som do vento terral, o calor equatorial, o amarelo-laranja do sol, ressonâncias atávicas de Van Gogh e Mondrian, em trânsito pela Península Ibérica, Nordeste, Amazônia e nosso litoral daqui´. Nas pinturas da ´série cromativa´ ou no ´cubocor´ da fase neoconcreta, Carvão dá à cor sua máxima concretude e fisicalidade, mas, feito isto, ocorre a retração da cor, que se mutiplica em complementares, abrindo caminho para a caracterização como espaço lírico, território da memória. Sua linguagem e seus motivos são aéreos: sóis, luas, pipas, bandeirolas, mastros, arcos. Enfim, são formas que voam e ascendem, sem contudo perder o vínculo com a terra. " Frederico Morais, in MORAIS, Frederico. Vertente construtiva. In: DACOLEÇÃO: os caminhos da arte brasileira. São Paulo: Júlio Bogoricin, 1986. p. 131-132. JULIO LOUZADA, vol. 5 pág. 210/211; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, 655; LEONOR AMARANTE, 75; ARTE NO BRASIL, 921; Acervo FIEO.



272 - PRESCILIANO SILVA (1883 - 1965)

"Estudo" - desenho a lápis - 32 x 23 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista e professor, Presciliano Silva frequentou a Escola de Belas Artes da Bahia, onde estudou com Manuel Lopes Rodrigues, aperfeiçoando-se mais tarde, entre 1905 e 1908, com Robert Fleury e Jules Lefevre, na Academia Julian, de Paris. Ativo em Salvador, Bahia, notabilizou-se pelos seus interiores, onde ninguém melhor do que ele consegue pintar esses templos, capelas, sacristias, claustros, e corredores de conventos, que transmitem silenciosos à meia-luz, paz. PONTUAL, pág. 494; ITAÚ CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 602.



273 - MODESTO BROCOS Y GOMES (1852 - 1936)

Mulher trabalhando - gravura - 91/110 - 31 x 50 cm - canto inferior direito na matriz - 1912 - Rio -
Edição póstuma.-

Pintor, desenhista, gravador e professor, nascido em Santiago de Compostela, Espanha, a 9 de fevereiro de 1852, e falecido na cidade do Rio de Janeiro, onde era radicado e ativo, no dia 28 de novembro de 1936. Era brasileiro naturalizado. Estudou com Vitor Meireles e Zeferino da Costa, na Academia Imperial de Belas Artes-RJ (até 1875). Em Paris estudou com Henri Lehmann. Em 1952, o MNBA-RJ organizou importante retrospectiva de sua obra, por ocasião do centenário do seu nascimento. JULIO LOUZADA vol.10, pág. 144; MEC vol.1, pág. 297; PONTUAL, pág. 91; TEIXEIRA LEITE, pág. 88; WALMIR AYALA vol.1, pág.134; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 418; 602.A, ACERVO FIEO.



274 - FANG (1931 - 2012)

Gavião - desenho a nanquim e aguada - 35 x 50 cm - canto inferior esquerdo -
Esta obra participou da exposição "Os pincéis de Fang", realizada no Centro Cultural Correio São Paulo, de 09 de maio a 07 de julho de 2014, com apresentação e curadoria de Enock Sacramento.

Pintor, desenhista, gravador e professor, Chien Kong Fang, ou simplesmente Fang, nasceu na cidade de Tung Cheng, China e faleceu em São Paulo. Estudou sumiê e aquarela na China em 1945. Veio morar em São Paulo com a família em 1951, naturalizando-se brasileiro em 1971. Entre 1954 e 1956, estudou pintura com Yoshiya Takaoka em São Paulo. Viajou, em 1977, para a América do Norte, Europa e Ásia, onde desenvolveu o seu trabalho de pintura. Em 1981, foi realizado o curta metragem biográfico ‘O Caminho de Fang’, em São Paulo. Visitou a China, convidado pelo governo chinês, em 1985. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1959, 1961, 1962, 1978, 1981, 1993, 2005); Salvador, BA (1962); Rio de Janeiro (1978, 1986); Schleswing, Alemanha (1985); Lugana, EUA (1990); Americana, SP (1994); Formosa, Taiwan (1994). Foi premiado no Rio de Janeiro (1957) e em São Paulo (1960 a 1962, 1967 a 1969, 1978, 1979, 1991). Participou do Panorama da Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1978). MEC, VOL. 2, PÁG. 124; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 366; VOL. 6, PÁG. 378; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 189; PONTUAL, PÁG. 201; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; www.fang.com.br; www.artprice.com.



275 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Mata - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior direito -
Hernani.-



276 - OCTÁVIO ARAÚJO (1926 - 2015)

Figuras - xilogravura - XIV - 27 x 19 cm - canto inferior direito -

Este importante artista brasileiro nasceu em Terra Roxa, SP. Em São Paulo foi aluno de Edmundo Migliaccio e José Barchitta, e teve por colegas, dentre outros, Luiz Sacilotto e Marcelo Grassmann, ao lado de quem, no Rio de Janeiro, com 20 anos de idade, expôs pela primeira vêz. Em 1947 integrou o Grupo dos 19. Trabalhou para Portinari em Paris, na confecção do grande mural Pescadores, com quem aprendeu a disciplina e a consciência profissional. Expôs em viagens que fêz pela China, na então União Soviética e nos Estados Unidos. Na sua obra é destaque a figura da mulher, em leitura ora fantástica, ora mágica, mas sempre perturbadora. TEIXEIRA LEITE, pág. 34; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 71; ARTE NO BRASIL, pág. 803; WALTER ZANINI, pág. 645; Acervo FIEO.



277 - DAREL VALENÇA LINS (1924)

"Darel como na década de 50" - litografia - P.A. - 16 x 12 cm - canto inferior direito -

Gravador, pintor, desenhista, ilustrador e professor nascido em Palmares, PE. Estudou na Escola de Belas Artes do Recife, atual Universidade Federal de Pernambuco (entre 1941 e 1942). Mudou-se para o Rio de Janeiro (1946); estudou gravura em metal com Henrique Oswald (1948) e recebeu aconselhamento técnico de Oswaldo Goeldi. Atuou como ilustrador em diversos periódicos: revista 'Manchete'; jornais 'Última Hora' e 'Diário de Notícias'; diversos livros: 'Memórias de um Sargento de Milícias' (1957), de Manuel Antônio de Almeida; 'Poranduba Amazonense' (1961), de Barbosa Rodrigues; 'São Bernardo' (1992), de Graciliano Ramos e 'A Polaquinha' (2002), de Dalton Trevisan. Encarregou-se das publicações da Sociedade dos Cem Bibliófilos do Brasil (entre 1953 e 1966). Lecionou gravura em metal no Museu de Arte de São Paulo - Masp (1951); litografia na Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro (entre 1955 e 1957) e na FAAP, São Paulo (1961 a 1964). Realizou painéis para o Palácio dos Arcos, em Brasília (1968-1969) e para a IBM do Brasil, no Rio de Janeiro (1979). Realizou muitas exposições individuais, destacando-se: Rio de Janeiro (1949, 1963, 1964, 1966, 1968, 1973, 1995); Recife, PE (1951); Itália (1952 – Milão, 1958 - Roma); São Paulo (1953 – MASP, 1960, 1967). Participou de várias mostras e Salões oficiais, entre as quais: Salão Nacional de Arte Moderna (1952 a 1960) onde recebeu Prêmio de Viagem ao País (1952) e Prêmio de Viagem ao Estrangeiro (1957); Bienal Internacional de São Paulo (1961 a 1967) recebendo Prêmio Melhor Desenhista Nacional (1963) e Sala Especial (1965); Gravadores Brasileiros Contemporâneos, EUA (1966); Bienal de Tóquio, Japão (1964); Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa (1988, 1993). MEC VOL.3, PÁG. 18; PONTUAL, PÁG.160; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 313; VOL. 8, PÁG. 246; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 715; ARTE NO BRASIL, PÁG. 839; LEONOR AMARANTE, PÁG. 125; ACERVO FIEO; www.graphias.com.br; www.artprice.com.



278 - MARIA LEONTINA (1917 - 1984)

Lençóis - gravura - 34/40 - 18 x 25 cm - canto inferior direito -

Pintora, gravadora e desenhista. Maria Leontina Mendes Franco da Costa nasceu em São Paulo, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. Iniciou estudos de desenho com Antônio Covello, em São Paulo (1938), e na primeira metade da década de 1940 estudou pintura com Waldemar da Costa. Em 1946, no Rio de Janeiro, frequentou o ateliê de Bruno Giorgi e fez curso de museologia no Museu Histórico Nacional, entre 1946 e 1948. Em 1947, participou da exposição ‘19 Pintores’, na Galeria Prestes Maia, em São Paulo, ao lado de Lothar Charoux, Marcelo Grassmann, Aldemir Martins, Luiz Sacilotto e Flavio-Shiró. Em 1951, foi convidada pelo psiquiatra e crítico de arte Osório César para orientar o setor de artes plásticas do Hospital Psiquiátrico do Juqueri. No mesmo ano, organizou uma mostra dos internos no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Em 1952, com bolsa de estudo do governo francês, viajou para a Europa, acompanhada pelo marido, o pintor Milton Dacosta. Em Paris, entre 1952 e 1954, frequentou o ateliê de gravura de Johnny Friedlaender. Na década de 1960, realizou painel de azulejos para o Edifício Copan e vitrais para a Igreja Episcopal Brasileira da Santíssima Trindade, ambos em São Paulo. Realizou exposições individuais e participou de inúmeras mostras, Salões oficiais e Bienais como a Bienal de Veneza (1950, 1952, 1956). Foi premiada no Rio de Janeiro (1944, 1950, 1955, 1957, 1980); em São Paulo (1944; 1947; 1951; 1954; 1958; 1960; 1980; 1955, 1959, 1965 - Bienais Internacionais; 1969, 1970 - Panoramas da Arte Atual Brasileira; 1975 - prêmio pintura da Associação Paulista de Críticos de Artes - APCA); Brasília, DF (1980); Curitiba, PR (1980; Porto Alegre, RS (1980); Nova York (1960 - Fundação Guggenheim). ITAU CULTURAL; MEC, VOL. 2, PÁG. 471; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 309; PONTUAL, PÁG. 338; ARTE NO BRASIL, PÁG. 772; LEONOR AMARANTE, PÁG. 25; WALTER ZANINI, PÁG. 645; JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 572.



279 - TAKASHI FUKUSHIMA (1950)

Composição - técnica mista - 50 x 70 cm - canto inferior direito - 1994 -

Filho do pintor Tikashi Fukushima, nasceu em São Paulo, Capital. Estuda com Luiz Paulo Baravelli em 1970 e, no mesmo ano, ingressa na FAU-SP. Paralelamente aos estudos universitários, expõe nas Bienais Internacionais de São Paulo em 1973 e 1975, obtendo, nesta última, prêmio aquisição. Em 1990 estuda na Universidade Nacional de Artes e Música de Tóquio, Japão, com bolsa concedida pela Fundação Japão. No mesmo ano, recebe o prêmio de excelência na 1ª Bienal Brasileira de Design, em Curitiba. Desde 1992 leciona desenho no curso de arquitetura e urbanismo da Faculdade de Belas Artes de São Paulo. JULIO LOUZADA, vol. 13 pág. 141; ITAÚ CULTURAL; LEONOR AMARANTE, pág. 231, Acervo FIEO.



280 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulatas - desenho a nanquim e aquarela - 32 x 45 cm - canto inferior direito - Década de 1930 -
No trabalho, poema do autor dedicado a Luiz Peixoto.-

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



281 - CID SERRA NEGRA (1924)

Santana Mestra - óleo sobre eucatex - 35 x 25 cm - canto inferior direito -

Pintor nascido em 28 de janeiro de 1924 na cidade paulista de SERRA NEGRA, cujo nome adotou artísticamente. Seu verdadeiro nome é Cid de Abreu. Executou pinturas decorativas da Igreja de São Benedito, em sua cidade natal. JULIO LOUZADA vol.4, pág. 264.



282 - DIONISIO DEL SANTO (1925 - 1999)

Composição - guache - 19 x 18 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e serigrafista, nasceu em Colatina-ES, e faleceu em Vitória, naquele mesmo Estado. Autodidata. Em 1975, recebe o Prêmio de Melhor Exposição de Gravura do Ano, da APCA. Participou da 9ª Bienal Internacional de São Paulo, 1967 (Prêmio Itamarati Aquisição) e do Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro, 1968 (Prêmio Isenção do Júri). JULIO LOUZADA vol.11, pág. 88; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 682; ARTE NO BRASIL, pág. 934.



283 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Gato - acrílico sobre papel colado em eucatex - 30 x 41 cm - canto inferior esquerdo -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins. -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



284 - DARCILIO LIMA (1944)

Figura surreal - litografia - P.A. - 65 x 50 cm - canto inferior direito -

Cearense de Cascavel, o festejado desenhista Darcilio foi para o Rio de Janeiro, e já depois de haver iniciado autodidaticamente seu trabalho no campo da pintura e da utilização do lápis cêra. Recebeu orientação de Ivan Serpa, passando a dedicar-se especialmente ao desenho a bico-de-pena, com a permanente fixação gráfica da fantasia erótica como veículo de impacto crítico. PONTUAL, pág. 159. MEC, vol.1, pág.17; WALTER ZANINI, pág. 760; LEONOR AMARANTE; ITAU CULTURAL.



285 - JOÃO BEZ BATTI (1940)

Pato - múltiplo em ceramica - 04 x 04 x 09 cm - assinado -

Escultor gaúcho, residente e ativo em Bento Gonçalves. Estudou com Vasco Prado e Zorávia Bettiol (desenho). Sobre a sua obra, assim se manifestou o festejado crítico Jacob Klintowitz: " Com muito pouco ele sugere à sua escultura, estabelece a linha, o claro e o escuro, o forte desenho. Este escultor que trabalha com o bronze, madeira, alumínio, mármore, pedra e o basalto tem o ofício, esta coisa quase perdida, tradição e herança fundamental para o ser humano." JULIO LOUZADA, vol. 4, pág. 125



286 - MARTINS DE PORANGABA (1944)

"O lobisomem e a donzela" - acrílico sobre tela - 18 x 25 cm - canto inferior direito e dorso - 2006 -

Pintor, desenhista, gravador e professor, José Carlos de Porangaba Martins nasceu em Porangaba, SP. Assina José Carlos Martins, J. Martins, Porangaba e Martins de Porangaba. Fixou residência em São Paulo e cursou desenho, pintura e modelo vivo na Associação Paulista de Belas Artes, entre 1967 e 1970. Na década de 70 estudou gravura com Paulo Mentem e modelagem com Olinda Dalma. Fundou o Atelier J. Martins em 1972. Em 1980, lecionou pintura na Escola Panamericana de Artes. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1976, 1979, 1981, 1982 – MAC, 1984, 1987, 1990, 1991, 1994, 2000); Santo André, SP (1980, 1981); Guarujá, SP (1982); Rio de Janeiro (1982); Washington, EUA (1983); Brasília, DF (1988). Tem participado de muitas mostras coletivas e Salões oficiais, recebendo vários prêmios em: São Paulo (1979, 1980, 1982); Piracicaba, SP (1981); Embu, SP (1981); Marília, SP (1981); Rio Claro, SP (1982); Santo André, SP (1983, 1984); Rio de Janeiro (1985) ; Lisboa, Portugal (1985); Tampa, EUA (1986); Nice, França (1987). JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 828; VOL. 4, PÁG. 903; VOL. 6, PÁG. 901; VOL. 9, PÁG. 692; VOL. 13, PÁG. 269; ITAU CULTURAL; www.artprice.com; mporangaba.com.



287 - DJANIRA DA MOTTA E SILVA (1914 - 1979)

Parque de diversões - xilogravura - P.A. Tiragem única - 17 x 20 cm - canto inferior direito - 1967 -

Pintora, desenhista, ilustradora, cartazista, cenógrafa e gravadora. Djanira da Motta e Silva nasceu em Avaré, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. No final da década de 1930, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde teve suas primeiras instruções de desenho no Liceu de Artes Ofícios e com o pintor Emeric Marcier, hóspede da pensão que Djanira instalou no bairro de Santa Teresa. Os contatos com os artistas Carlos Scliar, Milton Dacosta , Arpad Szenes , Vieira da Silva e Jean-Pierre Chabloz , frequentadores de sua pensão, proporcionaram um ambiente estimulador que a levou a expor no 48º Salão Nacional de Belas Artes, em 1942. No ano seguinte, realizou sua primeira mostra individual, na Associação Brasileira de Imprensa - ABI. Em 1945, viajou para Nova York. De volta ao Brasil, realizou o mural ‘Candomblé’ para a residência do escritor Jorge Amado, em Salvador, e painel para o Liceu Municipal de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Entre 1953 e 1954, viajou a estudo para a União Soviética. De volta ao Rio de Janeiro, tornou-se uma das líderes do movimento pelo Salão Preto e Branco, um protesto de artistas contra os altos preços do material para pintura. Realizou em 1963, o painel de azulejos ‘Santa Bárbara’, para a capela do túnel Santa Bárbara, Laranjeiras, Rio de Janeiro. No ano de 1966, a editora Cultrix publicou um álbum com poemas e serigrafias de sua autoria. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil, EUA e Europa. Foi premiada no Rio de Janeiro (1943, 1944, 1949, 1950 a 1953, 1955, 1963) e em São Paulo (1951, 1955). Participou da 1ª e da 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955). Em 1977, o Museu Nacional de Belas Artes - MNBA, realizou uma grande retrospectiva de sua obra. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 336; PONTUAL, PÁG. 181; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 164; MEC, VOL. 2, PÁG 58; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG, 263; WALTER ZANINI, PÁG. 810; ARTE NO BRASIL, PÁG. 824; ACERVO FIEO.



288 - MARCELO GRASSMANN (1925 - 2013)

Figura - poster - 60 x 42 cm - canto inferior direito -
Com a seguinte dedicatória: "Para Aldemir do amigo M. Grassmann". Poster da Exposição Grassmann, realizado na Casa de Cultura de São Simão, Preifeitura Municipal de São Simão - Governo do Estado de São Paulo - Secretaria da Cultura - Ciência e Tecnologia.-

Desenhista, gravador, ilustrador, pintor, escultor e professor, nasceu em São Simão, SP. Estuda fundição, mecânica e entalhe em madeira na Escola Profissional Masculina do Brás, SP. Passa a realizar xilogravuras a partir de 1943. Atua como ilustrador do Suplemento Literário do ‘Diário de São Paulo’, do ‘O Estado de S. Paulo’ e do ‘Jornal do Estado da Guanabara’. Quando reside no Rio de Janeiro, a partir de 1949, freqüenta os cursos de gravura em metal, com Henrique Oswald e de litografia, com Poty, no Liceu de Artes e Ofícios. Em Salvador (1952), trabalha com Mario Cravo Júnior. .Recebe o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Arte Moderna (1953) e vai para a Academia de Artes Aplicadas, em Viena. Passa a dedicar-se principalmente ao desenho, à litografia e à gravura em metal. Em 1969, sua obra completa é adquirida pelo governo do Estado de São Paulo, passando a integrar o acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo . Em 1978, a casa em que nasceu, em São Simão, é transformada em museu e tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo - Condephaat. Participou de muitas exposições e das Bienais de: São Paulo (1951 a 1961, 1967, 1969, 1979, 1985, 1989); Veneza (1950, 1956, 1958, 1962); Paris (1959). Principais prêmios: Bienal de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1959, 1967); Bienal de Veneza (1950, 1956, 1958,1962); Bienal de Paris (1959). PONTUAL, PÁG. 249; MEC, VOL. 2, PÁG. 281 E 282; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG. 439; VOL. 5, PÁG. 453; VOL. 9, PÁG. 383.



289 - SONIA CASTRO (1934)

Maternidade - desenho a carvão - 44 x 35 cm - canto inferior direito - 1965 -
Com a seguinte dedicatória: "Para Aldemir um abraço, Sônia Castro - 65".-

Pintora, desenhista, gravadora e ilustradora nascida em Salvador, BA. Realizou seus estudos artísticos na Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia (1954 – 1959). Em São Paulo (1958) estudou pintura com Mariacélia Amado e artes gráficas com Hedwig Ziegler. Mais tarde, de volta a Salvador, aperfeiçoou-se como gravadora com Henrique Oswald. Realizou exposições individuais em: Salvador, BA (1960, 1962, 1964); São Paulo (1965, 1967, 1968); Rio de Janeiro (1965, 1967). Participou de inúmeras mostras coletivas e oficiais como: IX Bienal Internacional de São Paulo (1967); Bienal Nacional de Artes Plásticas da Bahia (1966, 1968) onde foi premiada em 1966 e, na edição de 1968, recebeu o prêmio de Melhor Gravura Nacional. Também foi premiada em: Belo Horizonte, MG (1959); Santos, SP (1967, 1969); Campinas, SP (1967). MEC VOL. 1, PÁG. 388; PONTUAL PÁG. 120; JULIO LOUZA DA VOL. 1, PÁG. 232; ITAU CULTURAL; www.pinacoteca.org.br; www.dicionario.belasartes.ufba.br.



290 - JOSÉ ANTONIO VAN ACKER (1931 - 2000)

"Marinha" - óleo sobre eucatex - 76 x 123 cm - canto inferior direito e dorso - 1974 - Arcandiza -
Ex-coleção Antônio Maluf - Galeria Seta - São Paulo - SP.

Pintor, escultor, desenhista, gravador e professor nascido em São Paulo, SP, em 4 de dezembro de 1931. Estudou na Escola de Belas-Artes de São Paulo, entre 1951 e 1954, e escultura em madeira com Lazlo Zinner. Sobre a sua obra assim se manifestou Inácio da Silva Telles: " Os quadros de van Acker ferem-nos de maneira estranha. Subitamente nos encontramos cindidos, cada parte de nós atinada em campos antagônicos, e não apenas para uma interessante e cordial discussão, mas para uma guerra aberta, uma guerra total, que ameaça destruir, ganhe quem ganhar, nossas antigas e acomodadas habitações... " O artista expõe individualmente desde 1962, participando de coletivas desde 1954, sempre com premiações. JULIO LOUZADA, vol. 9 págs.887 e 888; ITAÚ CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 966, Acervo FIEO.



291 - ANDY WARHOL (1928 - 1987)

Figura - litografia off set - 1373/2400 - 50 x 38 cm - assinado na matriz -
Edição póstuma.- (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, artista gráfico, ilustrador, fotógrafo e cineasta - Andrew Warhola nasceu na Pensilvânia, EUA, filho de pais originários da Eslováquia. Em 1945 entrou para o Instituto de Tecnologia de Carnegie, em Pittsburgh, hoje Universidade Carnegie Mellon e se graduou em Design. Mudou-se para Nova York, começou a trabalhar como ilustrador de revistas (Vogue, Harper's Bazaar e The New Yorker) e a fazer anúncios publicitários, iniciando uma carreira de sucesso e ganhando diversos prêmios como diretor de arte (do Art Director's Club e do The American Institute of Graphic Arts). Fez a sua primeira mostra individual em Nova York (1952) e esses trabalhos foram mostrados em diversos lugares durante os anos 50, incluindo o Museu de Arte Moderna. Passa a assinar Warhol. Reinventa a Pop Art com seus múltiplos serigráficos com temas do cotidiano e artigos de consumo, além de rostos de celebridades e símbolos icônicos da história da arte. Em meados da década de 1960 radicaliza a idéia de artista multimídia e passa a militar em outras áreas que incluem a música e o cinema. Publica ‘ The Philosophy of Andy Warhol (from A to B and Back Again, 1977)’ e ‘POPism: The Warhol Sixties’, juntamente com Pat Hackett (1982). Nessa época também cria os canais de TV: ‘Andy Warhol's TV e Andy Warhol's Fifteen Minutes’. Suas obras foram expostas em muitos museus e galerias ao redor do mundo. Em 1994 foi inaugurado o The Andy Warhol Museum em Pittsburgh, Pensilvânia. BENEZIT, VOL.10, PÁG. 638; ITAUCULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.9, PÁG. 918; DICIONÁRIO OXFORD DE ARTE; www.warholfoundation.org; /www.warhol.org; educacao.uol.com.br; www.artchive.com; www.artnet.com; www.historiadaarte.com.br; famouspainter.com; artprice.com



292 - ANATOL WLADYSLAW (1913 - 2004)

Barcos - técnica mista - 20 x 30 cm - canto superior esquerdo - 1946 -

Pintor e desenhista nascido em Varsóvia, Polonia; faleceu em São Paulo, aos 91 anos de idade. No Brasil desde 1930, fixou residência em São Paulo, naturalizando-se brasileiro. Dedicou-se à pintura e ao desenho a partir de 1946, participando da I à IX Bienal, recebendo diversas premiações. Formado em engenharia no Mackenzie, tornou-se um dos pioneiros da arte abstrata, participando ativamente do movimento Ruptura, ao lado de Valdemar Cordeiro, Lothar Charoux e Luiz Sacilotto. Figura no acervo do MAM-RJ e MNBA de Buenos Aires. JULIO LOUZADA, VOL, 4, pág, 1177. MEC, VOL, 4 pág, 512. TEIXEIRA LEITE, pág, 544. WALMIR AYALA, VOL 2. pág, 442; PONTUAL, pág. 553; ITAÚ CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 921.



293 - EUGÊNIO DE PROENÇA SIGAUD (1889 - 1979)

Hércules - litografia - E.A. - 24 x 19 cm - canto inferior direito - 1974 -
Obra confeccionada a partir de desenho do autor de 1930.-

Estudou desenho na Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro com Modesto Brocos, formando-se em arquitetura em 1932, nessa mesma escola. A partir de 1935, dedicou-se à pintura mural e, de 1937, à pintura de temas sociais, com predominância de motivos de operários em construção e trabalhadores rurais. Caracteriza-se por uma grande versatilidade técnica, sendo dos raros pintores brasileiros a utilizar, lado a lado, o óleo, a têmpera e a encáustica, além da aquarela e do guache. Participou do Núcleo Bernardelli. PONTUAL, pág. 489; MEC, vol. 4, pág. 243; TEIXEIRA LEITE, pág. 475 e 476; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 324 a 327; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 579; ARTE NO BRASIL, pág. 763, Acervo FIEO.



294 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Pescador - óleo sobre tela - 46 x 63 cm - canto inferior esquerdo ilegível -



295 - ALFREDO CESCHIATTI (1918 - 1989)

Guanabara - múltiplo em bronze - 16 x 44 x 11 cm - assinado -

Natural de Belo Horizonte. Escultor, desenhista e professor. Passou a frequentar a antiga ENBA em 1940, depois de uma viagem à Europa, especialmente Itália, iniciada em 1938. Na Divisão Moderna do SNBA recebeu, como escultor as medalhas de bronze (1943) e de prata (1944), bem como o prêmio de viagem ao estrangeiro (1945), com o baixo-relevo para a Igreja de São Francisco de Assis, da Pampulha, em Belo Horizonte e, como desenhista, a medalha de prata (1945). Esteve mais uma vez na Europa entre 1946 e 1948, anos em que realizou exposição individual no Instituto dos Arquitetos do Brasil (GB). Figurou na II BSP e no II SNAM, em 1953. Fazendo parte da equipe que, em 1956, venceu o concurso de projetos para o Monumento aos Mortos da II Guerra Mundial (GB), ali executou o conjunto alusivo às três forças armadas. Integrou a Comissão Nacional de Belas Artes em 1960 e 1961, e entre 1963 e 1965, lecionou escultura e desenho na Universidade de Brasília. Quirino Campofiorito citou-o no estudo Ëscultura Moderna no Brasil"(Revista Crítica de Arte, nº único 1962). De seus trabalhos mais conhecidos destacam-se as esculturas As Banhistas e A Justiça, que se encontram, respectivamente, no lago em frente ao Palácio da Alvorada e defronte ao Supremo Tribunal Federal (Praça dos Três Poderes), em Brasília. Há ainda, obras escultóricas de sua autoria, entre outras no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Ministério das Relações Exteriores (Brasília) e em um edifício que Oscar Niemeyer projetou no conjunto residencial Hansa (setor ocidental de Berlim), assim como na embaixada brasileira em Moscou. MEC, vol. 1, pág. 397; PONTUAL, pág. 127; JÚLIO LOUZADA, vol. 11, pág. 70; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 609; ARTE NO BRASIL, pág. 872.



296 - PÉRICLES (1924 - 1961)

"O amigo da onça" - guache - 40 x 28 cm - canto inferior direito -

Caricaturista e cartunista, Péricles de Andrade Maranhão nasceu em Recife, PE e faleceu no Rio de Janeiro. Publicou seus primeiros desenhos na Revista do Colégio Marista do Recife, onde estudou na década de 1930. Por volta de 1942, chegou ao Rio de Janeiro e ingressou nos 'Diários Associados', de Assis Chateaubriand, iniciando sua produção em 'O Guri' e, pouco depois, na revista 'A Cigarra', onde lançou seu personagem 'Oliveira Trapalhão'. A partir de 1945, ilustrou os textos de Millôr Fernandes na seção Pif-Paf da revista 'O Cruzeiro'. 'Laurindo e Miriato Gostosão' foram outros personagens criados por Péricles, mas o de maior sucesso foi 'O Amigo da Onça', publicado pela primeira vez em 1943 em' O Cruzeiro'. 'O Amigo da Onça' foi produzido por quase 20 anos e, mesmo após a morte de seu criador, continuou a ser publicado no traço de Carlos Estevão. Sua criação foi capaz de transpor as páginas desenhadas em 'O Cruzeiro' e permanecer na memória visual e humorística brasileira. Seus trabalhos participaram, após a sua morte, de exposições em: Curitiba, PR (1980); São Paulo (1983, 1997, 2001); Belo Horizonte (1997); Brasília (1998); Penápolis, SP (1998). ITAU CULTURAL.



297 - JAGUAR (1932)

"Quantas quer?" - desenho a nanquim - 22 x 31 cm - canto inferior esquerdo -

Sérgio de Magalhães Gomes Jaguaribe começou sua carreira em 1952 na revista Manchete onde, por influência de Borjalo passou a assinar somente Jaguar. No início da década de 1960 passa a ser um dos principais cartunistas da revista Senhor, colaborando também na Revista Civilização Brasileira, na Revista da Semana, no semanário Pif-Paf e nos jornais Última Hora e Tribuna da Imprensa. Em 1969, funda o jornal O Pasquim com Tarso de Castro e Sérgio Cabral. É o único a permanecer até o fim da publicação, em 1991, quando passa a editar o jornal A Notícia. Obras publicadas: Átila, você é bárbaro; Nadie es perfecto; Confesso que bebi; Ipanema, se não me falha a memória. http://pt.wikipedia.org



298 - CARYBÉ (1911 - 1997)

"De tardinha" - serigrafia - 84/200 - 29 x 39 cm - canto inferior direito -
Reproduzido no catálogo da Mostra Itinerante do artista realizada em treze capitais em 1995 .

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



299 - MARIO MAREL AGOSTINELLI (1915 - 2000)

Igreja - óleo sobre madeira - 55 x 46 cm - canto inferior direito -

Nasceu em Arequipa, Peru. Pintor e escultor. Ativo no Rio de Janeiro, cidade onde se radicou. Estudou na Escola Nacional de Belas Artes de Lima, Peru, com Daniel Hernandes. Fez cursos de aperfeiçoamento na Argentina, França, Itália e Brasil. Expôs individualmente em 1946 e 1966, na Galeria BoninoRJ e coletivamente a partir de 1943. Suas pinturas de cenas e tipos populares, revela virtuosismo de execução e vivacidade de colorido que assume aspecto suntuoso, particularidade acentuada pelo cronista Rubem Braga, na apresentação que fez do artista (1966). WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 15; MEC, vol 1, pág. 38; PONTUAL, págs. 5 e 6; JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 31; ITAU CULTURAL.



300 - HEITOR DOS PRAZERES (1898 - 1966)

"Pierrô com as pastoras" - óleo sobre eucatex - 70 x 41 cm - canto inferior direito - 1961 - Rio de Janeiro -
Reproduzido no convite deste leilão. Com autenticação da família do artista, na pessoa do curador da obra, Sr. Heitor dos Prazeres Filho.

Pintor, compositor, marceneiro, Heitor dos Prazeres nasceu e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. Iniciou-se na pintura por volta de 1937, como autodidata, estimulado pelo jornalista e desenhista Carlos Cavalcanti. No período de 1937 a 1946, trabalhou em rádios do Rio de Janeiro e ingressou como ritmista na Rádio Nacional, em 1943. Recebeu o 3º lugar para artistas nacionais na 1ª Bienal Internacional de São Paulo (1951) e foi homenageado com sala especial na 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1953). No ano seguinte, criou cenários e figurinos para o Balé do IV Centenário da Cidade de São Paulo. Realizou sua primeira exposição individual, em 1959, no Rio de Janeiro. Em 1965, Antônio Carlos Fontoura produziu um documentário sobre sua obra. Tornou-se um artista destacado, atuando como compositor, instrumentista e letrista de música popular brasileira. Participou da fundação das primeiras escolas de samba cariocas, entre elas a Estação Primeira de Mangueira. Em comemoração ao centenário de seu nascimento, em 1999, foi realizada mostra retrospectiva no Espaço BNDES e no Museu Nacional de Belas Artes. Em 2003, foi publicado o livro ‘Heitor dos Prazeres: Sua Arte e Seu Tempo’, da jornalista Alba Lírio. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.11, PÁG.247; MEC. VOL.3, PÁG.400; WALMIR AYALA. VOL.2, PÁG.194; TEIXEIRA LEITE, PÁG.408; PONTUAL, PAG.439; WALTER ZANINI, PÁG.810; LEONOR AMARANTE, PÁG. 266; ACERVO FIEO.



301 - ABELARDO ZALUAR (1924 - 1987)

Composição - litografia - 55/150 - 40 x 50 cm - canto inferior direito - 1964 -

Pintor, desenhista, gravador, professor. Entre 1944 e 1948, assiste às aulas da Escola Nacional de Belas Artes (Enba). Participou do I ao XII e do XV SNAM (entre 1952 e 1966/ prêmio de viagem ao estrangeiro em 1963.). Realizou exposições individuais no MNBA (1947) e na Galeria Ambiente (São Paulo, 1960), Museu de Arte de Belo Horizonte (1960), Instituto de Belas Artes de Porto Alegre (1961), Petite Galerie-GB (1962). Sua obra experimentou uma simplificação de traços de tendência geometrizante, levando Frederico Morais a comentar a seu respeito em 1969; "Não se pensem que Zaluar, por ser um partidário da ordem, afaste deliberadamente o imprevisto, a contribuição do acaso, o vôo poético (...) seus últimos trabalhos fazem lembrar, na monumentalidade silenciosa da forma despojada, o mundo futuro do espaço cósmico, das estruturas moventes, das plataformas que se acoplam ou se dividem numa metamorfose constante". Encontra-se representado no acervo do MNBA, Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e Museu de Arte de Belo Horizonte. WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 449/50; MEC, vol. 4, pág. 527; PONTUAL, pág. 556; TEIXEIRA LEITE, pág. 546; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 682; ARTE NO BRASIL, pág. 934; LEONOR AMARANTE, pág. 218.



302 - RAUL PARANHOS PEDERNEIRAS (1874 - 1953)

Figura da noite - guache - 28 x 18 cm - canto inferior direito -

Desenhista, caricaturista e pintor nascido e falecido na cidade do Rio de Janeiro. Colaborou com as publicações O Mercúrio, REvista da Semana, O Tagarela, Dom Quixote, O Malho e Jornal do Brasil. Publicou o livro Lições de Caricatura (1928). Foi professor na antiga ENBA (1918-1938). Herman Lima disse também que: "sem ter sido um satirista à outrance (...) a característica primacial de sua arte é a de sorrir e fazer sorrir a tudo e a todos, na sua teimosa resistência de boêmio retardatário". Individuais em 1926 e coletivas em 1935, recebendo diversas premiações. JULIO LOUZADA, vol. 8 pág. 687; História da Caricatura no Brasil, pág. 988; Caricaturistas Brasileiros, pág. 60.



303 - TAPETE ORIENTAL,


Feito a mão, de lã, Indiano, medindo 243 x 198 cm = 4,81 m².-



304 - CARLOS PAEZ VILARÓ (1923 - 2014)

Vaqueiros - desenho a nanquim - 31 x 40 cm - canto inferior direito - 1956 -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Importante artista uruguaio, nascido em Montevideo, em 1/11/1923. Desde cedo envolveu-se com as artes gráficas, trabalhando na imprensa em Barracas e Avellaneda, em Buenos Aires. Com paixão desenfreada, o autor passou a dedicar-se inteiramente nos temas do Candomblé e da dança afro-oriental. Esses mesmos temas o motivaram a fazer uma longa viagem aos países onde a raça negra predomina, tais como Senegal, Liberia, Congo, etc, com uma produtiva passagem pelo Brasil. Conheceu Picasso, Dali, De Chirico e Calder em seus ateliês. Participou de diversas exposições e realizou muitos murais por onde andou, sempre com muito sucesso de público e crítica.



305 - ANTONIO PESSOA (1943)

Figuras - escultura em bronze - 35 x 13 x 05 cm - assinado -

Escultor, assina Tonny. Radicado no Rio de Janeiro detentor de bom curriculo nacional e internacional com inumeras participações em Salões Oficiais,varias vezes premiado. Ótimo mercado.



306 - LIVIO ABRAMO (1903 - 1992)

Paisagem - aquarela - 20 x 26 cm - canto inferior esquerdo - 1958 -

Gravador, desenhista, pintor, ilustrador, jornalista e professor, nasceu em Araraquara, SP e faleceu em Assunção, Paraguai. Mudou-se para São Paulo, onde, em 1909, estudou desenho com Enrico Vio no Colégio Dante Alighieri. No início dos anos de 1920, fez ilustrações para pequenos jornais e entrou em contato com a obra de Oswaldo Goeldi e de gravadores expressionistas alemães. Realizou as primeiras gravuras em 1926. Em 1947, ilustrou o livro ‘Pelo Sertão’, do escritor Afonso Arinos de Mello Franco, publicado em 1949. Com essa série de ilustrações, apresentadas no Salão Nacional de Belas Artes, obteve o prêmio de viagem ao exterior. Seguiu para a Europa em 1951. Em Paris frequentou o Atelier 17, aperfeiçoando-se em gravura em metal com Stanley William Hayter. De volta ao Brasil, foi premiado como o melhor gravador nacional na Bienal Internacional de São Paulo, nas edições de 1953 e de 1963. Deu aulas de xilogravura na Escola de Artesanato do Museu de Arte Moderna de São Paulo. Foram seus alunos, entre outros, Maria Bonomi e Antonio Henrique Amaral . Fundou o Estúdio Gravura, em 1960, com Maria Bonomi. Em 1962, foi convidado pelo Itamaraty a integrar a Missão Cultural Brasil-Paraguai, posteriormente Centro de Estudos Brasileiros. Mudou-se para o Paraguai e dirigiu até 1992, o Setor de Artes Plásticas e Visuais. Foi fundador do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Paraguai. PONTUAL, PÁG. 1, JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 19; MEC VOL.1, PÁG. 33; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 795; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28; ACERVO FIEO.



307 - ANA CRISTINA ANDRADE (1953)

" Pasto " - gravura em metal - 3/20 - 40 x 30 cm - canto inferior direito -
Complemento de técnica: água forte e água tinta.

Ana Cristina Andrade Moreira é pintora, gravadora, desenhista, professora e designer vidreira. Iniciou sua formação artística na Escola Superior de Arte Santa Marcelina, SP (1972-1975). Aprendeu gravura em metal (1980-1990) com Iole Di Natale; técnicas de gravura na Scuola Internazionale di Gráfica em Veneza, Itália (1983); Gravura Especial com Evandro Carlos Jardim, no MAC-SP (1991); Técnica Calcográfica Experimental com Mario Benedetti, na FASM-SP (1997); Vitrofusão com Roberto Bonino. Exposições individuais: São Paulo, SP (1984, 1987, 1995, 2003); Bauru, SP (1989); “Projeto Interior com Arte” – Museu Banespa (1998 – Exposição itinerante pelo interior do Estado de São Paulo). Coletivas: Epinal, França (1975); São Paulo, SP (1974, 1982, 1984, 1985, 1986, 1988, 1994, 1995, 2000, 2002 a 2004, 2012 – SP ESTAMPA); Santo André, SP (1982); Novo Hamburgo, RS (1982); Taiwan, China (1983, 1985); San Juan, Porto Rico (1983); Santos, SP (1983); Cabo Frio, RJ (1983); Ribeirão Preto,SP (1984); Curitiba, PR (1984); Piracicaba,SP (1984); Veneza, Itália (1984, 1985); Campinas, SP (1985); São José do Rio Preto, SP (1986); Limeira, SP (1986); Washington D.C.,EUA (1991); Campos do Jordão, SP (1991); Kanagawa, Japão (1992); Maastricht, Holanda (1993); Illinois, EUA (1994); Cidade do México, México (1996); Jacareí, SP (1998); Budapeste, Hungria (1996); Uzice, Yuguslávia (1997); Ourense, Espanha (1994, 2006). Prêmios: São Paulo, SP (1974); Novo Hamburgo, RS (1982); Santos, SP (1983); Ribeirão Preto, SP (1984); Curitiba, PR (1984); Piracicaba, SP (1984); Campinas, SP (1985); São José do Rio Preto, SP (1986). JULIO LOUZADA, vol.1, pág. 62; vol.2, pág. 66; Acervo FIEO. ITAU CULTURAL.



308 - J. CARLOS (1884 - 1950)

O falsário e a política - desenho a nanquim e aquarela - 41 x 29 cm - canto inferior direito -
Capa da revista "O Malho". -

Nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, desenhista, ilustrador e caricaturista. Realizou mais de cem mil desenhos, não se conhecendo um único ruim. Observador arguto, retratou com maestria e humor o cotidiano de sua cidade natal, da qual, consta, ausentou-se por duas únicas ocasiões. JULIO LOUZADA vol. 10, pág. 181; CARICATURISTAS BRASILEIROS, de Pedro Corrêa do Lago, pág. 74; WALTER ZANINI, pág. 448; ARTE NO BRASIL, pág. 646.



309 - AUGUSTO JOSÉ MARQUES JÚNIOR (1887 - 1960)

Flores - óleo sobre eucatex - 65 x 85 cm - canto inferior esquerdo - 1959 -

Discípulo de Visconti, grande pintor e mestre de pintura, Marques Júnior foi, no lado de Cavalleiro, um dos renovadores da arte nacional, nos primeiros anos do século XX. REIS JR. , pág. 371; TEODORO BRAGA, pág. 159; PONTUAL, pág. 341.342; MEC, vol. 3, pág. 76; TEIXEIRA LEITE, pág. 315; Primores da Pintura no Brasil, pág. 277.



310 - EMÍDIO DE SOUZA (1863 - 1949)

"Café Girondino - Santos..." - óleo sobre tela - 30 x 35 cm - centro inferior - 1949 -
Reproduzido no convite deste leilão. Complemento e título: "Café Girondino - Santos", ao fundo antiga Igreja de São Pedro da Pedra.-

Natural da cidade paulista de Itanhaém, e falecido em Santos SP . Estudou pintura com Benedito Calixto, a quem auxiliou na decoração e pintura para os festejos comemorativos da Lei Áurea. Sobre a sua obra, assim se manifestou Aracy Amaral: "Um artista que não fazia ´Arte Primitiva´, mas um pintor popular que pintava sua gente e seus costumes, assim era Emídio de Souza (...). Daí porque os tipos populares são retratados com tanta acuidade pelo artista que desenha com a cor, apesar da 'mancha' hábil do pincel, e consegue, assim, fixar também com fidelidade a acolhedora atitude de respeito dos moradores da casa visitada pela Bandeira (A propósito de ´BANDEIRA DO DIVINO´). " in PINACOTECA do Estado - São Paulo. Apresentação de Fábio Magalhães. Texto de Aracy Amaral. Rio de Janeiro: FUNARTE; São Paulo: Secretaria Estadual de Cultura, 1982. (Museus brasileiros, 6). JULIO LOUZADA vol.5, pág. 1006; ITAU CULTURAL; TEIXEIRA LEITE, pag. 176; PONTUAL, pag. 501; WALTER ZANINI, pág. 810. ACERVO FIEO.



311 - EMANOEL ARAÚJO (1940)

Composição - serigrafia - P.A. - 16 x 21 cm - canto inferior direito -

Escultor, desenhista, ilustrador, figurinista, gravador, cenógrafo, pintor, curador e museólogo, Emanoel Alves de Araújo nasceu em Santo Amaro da Purificação, BA. Aprendeu marcenaria com Eufrásio Vargas e trabalhou com linotipia e composição gráfica na Imprensa Oficial em sua cidade natal. Na década de 1960, mudou-se para Salvador e ingressou na Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia, onde estudou gravura com Henrique Oswald. Em 1972, foi premiado com Medalha de Ouro na 3ª Bienal Gráfica de Florença, Itália. Recebeu, no ano seguinte, o prêmio de Melhor Gravador, e, em 1983, o de Melhor Escultor, da Associação Paulista de Críticos de Arte, entre muitos outros prêmios. Entre 1981 e 1983, instalou e dirigiu o Museu de Arte da Bahia, em Salvador. Realizou muitas exposições individuais (desde 1959) e participou de inúmeras mostras coletivas, Salões oficiais nacionais e internacionais. Em 1988, foi convidado a lecionar artes gráficas e escultura no 'Arts College', na 'The City University of New York'. De 1992 a 2002, exerceu o cargo de diretor da Pinacoteca do Estado de São Paulo e foi responsável pela revitalização da instituição. Foi, entre 1995 e 1996, membro convidado da Comissão dos Museus e do Conselho Federal de Política Cultural, instituídos pelo Ministério da Cultura. Fundou o Museu Afro Brasil, em 2004, onde é Diretor Curador. Em 2007 foi homenageado pelo Instituto Tomie Ohtake com a exposição 'Autobiografia do Gesto – Cosmogonia dos Símbolos', que reuniu obras de 45 anos de sua carreira. TEIXEIRA LEITE, PÁG. 190; MEC, VOL. 2, PÁG. 143; PONTUAL, PÁG. 37; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 68; VOL. 2, PÁG. 64; VOL. 4, PÁG. 75; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, PÁG. 846; WALTER ZANINI, PÁG. 770; ACERVO FIEO; www.emanoelaraujo.com.br; www.museuafrobrasil.org.br; www.pinturabrasileira.com; www.museuhistoriconacional.com.br; www.artprice.com.



312 - MARIA GUADALUPE (1914 - 2015)

"Viagem para lua de mel" - óleo sobre tela - 30 x 50 cm - canto inferior esquerdo -

Seu nome de batismo é Maria Guadalupe Mundin da Costa Canedo, e nasceu na cidade mineira de Monte Carmelo. Atualmente reside em São Paulo-SP, onde é ativa. Pinta profissionalmente a partir de 1969. A partir de 1978 expõe coletivamente a sua obra, que no dizer de Luiz de Almeida Salles " ... Esta arte, arrancada da duração infantil, passa a ser tão natural como as árvores, as tardes, o canto dos pássaros. Maria Guadalupe não nos oferece quadros, mas um mundo coerente e íntegro." ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 232. Acervo FIEO. -



313 - AXEL LESKOSCHEK (1889 - 1976)

"Terceira parte" - xilogravura - 20 x 15 cm - canto inferior direito -

Importante gravador, pintor e professor austríaco. Realizou sua formação artística na Áustria e ali publicou álbuns de xilogravuras e águas-fortes. Veio residir no Brasil em 1930, fugindo do nazismo, aqui ficando até 1950. Ilustrou diversas publicações nacionais, entre elas, e principalmente, as edições brasileiras dos romances de Dostoiévski (Ed. José Olimpio). Foi professor, entre outros, de Renina Katz, Fayga Ostrower e Ivan Serpa. MAYER/88, pág.494; JULIO LOUZADA, vol.1, pág.609; BENEZIT, vol.6, pág.612, ART PRICE ANNUAL/2000, pág.1464; PONTUAL, pág.309, TEIXEIRA LEITE, pág.284; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 605; ARTE NO BRASIL, pág. 840; Acervo FIEO.



314 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Lago - óleo sobre tela - 46 x 55 cm - canto inferior esquerdo ilegível -



315 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

Caravela - escultura em mármore - 16 x 17 x 07 cm - assinado -

Escultor, desenhista e pintor paulista nascido em Mococa, SP e falecido no Rio de Janeiro. Mudou-se com a família para Itália, e fixou-se em Roma (1913). Iniciou estudos de desenho e escultura com o professor Loss (1920). Participou de movimentos antifascistas e foi preso (1931) por motivos políticos. Foi extraditado para o Brasil (1935) por intervenção do embaixador brasileiro na Itália. Em 1937, viajou para Paris e frequentou as academias ‘La Grand Chaumière’ e ‘Ranson’, onde estudou com Aristide Maillol e conviveu com Henry Moore, Marino Marini e Charles Despiau. Em 1939, retornou a São Paulo e junto com Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Sérgio Milliet, entre outros, participou do Movimento Modernista; foi um dos membros da Família Artística Paulista e do Grupo Santa Helena. Em 1943, transferiu-se para o Rio de Janeiro. A convite do ministro Gustavo Capanema instalou ateliê no antigo Hospício da Praia Vermelha, onde orientou jovens artistas como Francisco Stockinger. Possui obras em espaços públicos como ‘Monumento à Juventude Brasileira’ (1947), nos jardins do antigo Ministério da Educação e Saúde, atual Palácio Gustavo Capanema - RJ; ‘Candangos’ (1960), na Praça dos Três Poderes, e ‘Meteoro’ (1967), no lago do edifício do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília; ‘Integração’ (1989), no Memorial da América Latina, em São Paulo. Participou das Bienais de Veneza (1950, 1952); participou das I, II, IV e IX Bienais de São Paulo, período em que recebeu o prêmio de melhor escultor brasileiro (1953) e sala especial (1967). MEC, VOL.2, PÁG. 250; PONTUAL, PÁG. 237; MAYER/84, PÁG. 1333; BENEZIT VOL. 5, PÁG. 14; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 715; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 422; www.artprice.com; www.pinturabrasileira.com; www.dec.ufcg.edu.br; www.monumentos.art.br.



316 - TOMÁS SANTA ROSA (1909 - 1956)

"O destemido" - guache - 18 x 26 cm - canto inferior direito -

Pintor, gravador, cenógrafo e professor. Oriundo da Paraíba, onde nasceu, fixou-se no Rio de Janeiro, iniciando em 1930 sua bem sucedida carreira de ilustrador de obras de autores estrangeiros e brasileiros, que inclui, dentre outros, Graciliano Ramos, José Lins do Rêgo, Jorge Amado, Castro Alves e muitos outros. Sua obra tem reconhecimento nacional e unanimidade de crítica, havendo se destacado em todas as áreas das artes que praticou. PONTUAL, pág. 472; TEIXEIRA LEITE, pág. 460; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 572; LEONOR AMARANTE.



317 - DOMENICO LAZZARINI (1920 - 1987)

Pescador - óleo sobre tela - 16 x 22 cm - canto inferior direito -

Nasceu na cidade italiana de Viareggio, vindo a falecer na cidade do Rio de Janeiro. Em 1940, ainda na Itália, nas cidades de Lucca e Florença, realiza estudos com Rosai e Vedova. Já no Brasil, dá aulas de pintura na Escola de Belas Artes de Araraquara, São Paulo, em 1950. Em 1957, cria a Escola de Belas Artes de Ribeirão Preto e, em 1961, leciona no Museu de Arte do Rio de Janeiro. Em 1974, conquista o Prêmio Tetra d'Oro em Roma. Entre as exposições de que participa, destacam-se: Exposição de Lucca, Itália, 1946 a 1948; Bienal de Veneza, Itália, 1948; Jovens Pintores de Araraquara, no Museu de Arte Moderna de São Paulo, 1954; Salão Nacional de Arte Moderna (Isenção de Júri, 1959 e Prêmio Aquisição, 1962), Rio de Janeiro, 1958 a 1962; Bienal Internacional de São Paulo, 1959 e 1961; Galeria de Arte da Folha, São Paulo, 1959 e 1960; Domenico Lazzarini, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, 1963; 100 Obras Itaú, no Museu de Arte de São Paulo, 1985. BÉNÉZIT, vol. 6, pág. 499; JULIO LOUZADA vol. 11, pág. 179; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 697; ARTE NO BRASIL, pág. 964; Acervo FIEO.



318 - INGRES SPELTRI (1940)

"Revivendo Miró" - óleo sobre tela - 60 x 80 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor, desenhista, escultor, gravador e professor nascido em Jau, SP. Filho do pintor Augusto Speltri com quem se iniciou na pintura, ainda criança. Em 1959 mudou-se para São Paulo onde estudou Música (1960-1964). É professor titular da Escola Panamericana de Arte, SP. Realizou exposições individuais, em São Paulo, nos anos de 1977, 1981, 1978, 1984. Participou de várias mostras e Salões oficiais, sendo premiado em: São Paulo (1963, 1966, 1970, 1971); Santo André, SP (1976). JULIO LOUZADA VOL. 5, PÁG. 1012; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; MEC VOL. 4, PÁG. 338; PONTUAL PÁG. 504; www.artprice.com; www.speltri.com.



319 - ROBERTO MAGALHÃES (1940)

"Sr. Feitoarrégua" - desenho a nanquim - 45 x 32 cm - canto inferior direito - 1977 -

Gravador e desenhista, praticamente autodidata, fez rápidos estudos na antiga ENBA, no Rio de Janeiro, sua cidade natal, onde é ativo. Desde 1963 participa de coletivas e salões, tendo recebido diversas premiações. É desenhista festejado pela crítica especializada. PONTUAL, pág. 328; ITAÚ CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 966; LEONOR AMARANTE, pág. 143. Acervo FIEO.



320 - MIRIAN (1939 - 1996)

Atores - óleo sobre madeira - 28 x 50 cm - canto inferior direito - 1982 -
Reproduzido no convite deste leilão.-

Pintora e gravadora, Mírian Inês da Silva é natural de Trindade, GO e falecida no Rio de Janeiro, RJ, cidade onde foi residente e ativa. Assina Mírian. Estudou na Escola de Belas Artes de Goiás, bem como frequentou os cursos ministrados por Ivan Serpa no MAM, RJ. Expôs pela primeira vez como gravadora em 1962. Realizou exposições individuais no Rio de Janeiro (1966, 1972, 1974); São Paulo (1984). Participou de mostras coletivas e oficiais em: São Paulo (1963 e 1965 – Bienal Internacional de São Paulo, 1964 - Exposição da Jovem Gravura Nacional, 1993); Goiânia, GO (1964 - Salão Goiano de Belas Artes - Prêmio); Ribeirão Preto, SP (1964 - Exposição da Jovem Gravura Nacional); Belo Horizonte, MG (1965 - Exposição da Jovem Gravura Nacional); Curitiba, PR (1965 - Exposição da Jovem Gravura Nacional); Florianópolis, SC (1965 - Exposição da Jovem Gravura Nacional); Rio de Janeiro (1966 – Salão Nacional de Arte Moderna – Isenção de Júri); Bienal de Gravura de Santiago do Chile (1969); Paris (1975); Londres (1979); entre outras. Recebeu Prêmio Aquisição na Bienal de Arte Naïf no SESC de Piracicaba (1994). TEIXEIRA LEITE, PÁG. 327; MEC VOL. 3, PÁG. 167; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 638; VOL. 4, PÁG. 745; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO.



321 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulata - serigrafia - XI/XXX - 61 x 50 cm - canto inferior direito -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



322 - MARTINS DE PORANGABA (1944)

"O lobisomem e a donzela" - acrílico sobre tela - 18 x 25 cm - canto inferior direito e dorso - 2006 -

Pintor, desenhista, gravador e professor, José Carlos de Porangaba Martins nasceu em Porangaba, SP. Assina José Carlos Martins, J. Martins, Porangaba e Martins de Porangaba. Fixou residência em São Paulo e cursou desenho, pintura e modelo vivo na Associação Paulista de Belas Artes, entre 1967 e 1970. Na década de 70 estudou gravura com Paulo Mentem e modelagem com Olinda Dalma. Fundou o Atelier J. Martins em 1972. Em 1980, lecionou pintura na Escola Panamericana de Artes. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1976, 1979, 1981, 1982 – MAC, 1984, 1987, 1990, 1991, 1994, 2000); Santo André, SP (1980, 1981); Guarujá, SP (1982); Rio de Janeiro (1982); Washington, EUA (1983); Brasília, DF (1988). Tem participado de muitas mostras coletivas e Salões oficiais, recebendo vários prêmios em: São Paulo (1979, 1980, 1982); Piracicaba, SP (1981); Embu, SP (1981); Marília, SP (1981); Rio Claro, SP (1982); Santo André, SP (1983, 1984); Rio de Janeiro (1985) ; Lisboa, Portugal (1985); Tampa, EUA (1986); Nice, França (1987). JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 828; VOL. 4, PÁG. 903; VOL. 6, PÁG. 901; VOL. 9, PÁG. 692; VOL. 13, PÁG. 269; ITAU CULTURAL; www.artprice.com; mporangaba.com.



323 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Gato - acrílico sobre papel colado em eucatex - 30 x 41 cm - canto inferior esquerdo -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins. -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



324 - TARSILA DO AMARAL (1890 - 1973)

Manacá - litografia off set - 38 x 31 cm - canto inferior direito - 1972 -

Pintora e desenhista, Tarsila do Amaral nasceu em Capivari, SP e faleceu em São Paulo. Estudou escultura com William Zadig e com Mantovani, em 1916, na capital paulista. No ano seguinte teve aulas de pintura e desenho com Pedro Alexandrino, onde conheceu Anita Malfatti. Ambas tiveram aulas com o pintor Georg Elpons. Em 1920 viajou para Paris e estudou na ‘Académie Julian’ e com Émile Renard. Ao retornar ao Brasil formou em 1922, em São Paulo, o Grupo dos Cinco, com Anita Malfatti, Mário de Andrade, Menotti del Picchia e Oswald de Andrade. Em 1923, novamente em Paris, frequentou o ateliê de André Lhote, Albert Gleizes e Fernand Léger. Foi a criadora de duas das principais tendências ou movimentos de nossa arte nacionalista: o Pau Brasil e o Antropofagia. A convite da Comissão do IV Centenário de São Paulo fez, em 1954, o painel ‘Procissão do Santíssimo’ e, em 1956, entregou ‘O Batizado de Macunaíma’, sobre a obra de Mário de Andrade, para a Livraria Martins Editora. A retrospectiva Tarsila: 50 Anos de Pintura, organizada pela crítica de arte Aracy Amaral e apresentada no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo , em 1969, ajudou a consolidar a importância da artista. TEODORO BRAGA, PÁG. 220; REIS JR., PÁG.388; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 365; MEC, VOL. 4, PÁG. 370; PONTUAL, PÁG. 511; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 492; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 389; ARTE NO BRASIL, PÁG. 577; LEONOR AMARANTE, PÁG. 24; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 958.



325 - MESTRE SAÚBA (1953)

Domingo à tarde - escultura em madeira e tecido, pintada. - 103 x 21 x 41 cm -

Antonio Elias da Silva nasceu em Carpina, Pernambuco. É conhecido pelo apelido que ganhou ainda jovem - Mestre Saúba, o qual faz referência ao fato dele ter conseguido retirar um relógio de dentro de um grande formigueiro de saúbas. Confecciona bonecos de mamulengo, arte que aprendeu com outro mestre de Carpina, Pedro Rosa. Além de escultor, é um exímio dançarino e juntamente com D. Lindalva, uma boneca de madeira em tamanho natural, faz um espetáculo pitoresco que sempre atrai centenas de pessoas nos lugares onde se apresenta. Também é ventríloquo e contracena com o boneco Benedito e outros. Já trabalhou com Alceu Valença, Marisa Monte e Antônio Nóbrega. Em São Paulo, trabalhou na montagem de ‘Cadê o Meu Herói’ no Centro Cultural São Paulo. Morou durante alguns anos em Itapecerica da Serra, SP, mas atualmente vive em sua terra natal, Florestina, município de Carpina, Pernambuco. Fez exposições por todo o país e nos Estados Unidos. Há bonecos de sua autoria em museus e coleções particulares espalhados por todo o Brasil, como o Museu Casa do Pontal (Rio de Janeiro, RJ) e o Centro Cultural São Francisco (João Pessoa, PB). ITAU CULTURAL; artepopularbrasil.blogspot.com.br; EM NOME DO AUTOR - BETH LIMA E VALFRIDO LIMA, PROPOSTA EDITORIAL; www.galeriaestacao.com.br; culturanordestina.blogspot.com.br; www.popular.art.br; www.artedobrasil.com.br.



326 - SYLVIO PINTO (1918 - 1997)

Porto - óleo sobre tela - 50 x 61 cm - canto inferior direito -

Freqüentou o Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro, lá recebendo suas primeiras noções de desenho. Mais tarde, recebe lições do pai - o Pinto das Tintas. Conheceu Pancetti na casa paterna. Em 1938 estudou no Núcleo Bernardelli e a partir de 1940 dedica-se exclusivamente à pintura. Participou de vários Salões de Belas Artes, recebendo inúmeros prêmios. MEC, vol. 3, pág. 419, Acervo FIEO.



327 - CARLOS SCLIAR (1920 - 2001)

"Garrafa" - vinil e colagem sobre cartão - 37 x 13 cm - canto superior esquerdo e dorso - 21-11-1970 - Cabo Frio -

Desenhista, gravador, pintor, ilustrador, cenógrafo, roteirista e designer gráfico que nasceu em Santa Maria da Boca do Monte, RS e faleceu no Rio de Janeiro. Assina Scliar. Estudou com Gustav Epstein, em Porto Alegre, em 1934. Participou, em 1938, da fundação da Associação Riograndense de Artes Plásticas Francisco Lisboa. Entre 1939 e 1947, residindo em São Paulo, integrou a Família Artística Paulista - FAP. No Rio de Janeiro, escreveu e dirigiu em 1944 o documentário 'Escadas', sobre os pintores Arpad Szenes e Vieira da Silva com os quais conviveu desde 1941. Convocado pela Força Expedicionária Brasileira - FEB, participou da Segunda Guerra Mundial, na Itália. Morando em Paris de 1947 a 1950, cursou gravura com Galanis na Escola de Belas Artes e teve contato com o gravador mexicano Leopoldo Méndez. De volta ao Brasil, fundou com Vasco Prado o Clube de Gravura de Porto Alegre. Em 1956, passou a viver no Rio de Janeiro. Foi diretor do departamento de arte da revista 'Senhor' entre 1958 e 1960. Fundou a editora Ediarte, em 1962, com os colecionadores Gilberto Chateaubriand, Michel Loeb, Carlos Nicolaievski e o pintor José Paulo Moreira da Fonseca. Realizou durante toda sua vida exposições individuais e participou de inúmeras coletivas e Salões oficiais, recebendo muitos prêmios. Também foram realizadas várias exposições póstumas. MEC VOL.4, PÁG. 214; TEODORO BRAGA, PÁG. 66; WALMIR AYALA VOL.2, PÁG. 306 a 309; PONTUAL, PÁG. 479 e 480; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG.884; VOL.2, PÁG. 925; VOL.13, PÁG. 305; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; RGS, PÁG. 442; ACERVO FIEO.



328 - IVAN SERPA (1923 - 1973)

Linhas - desenho a nanquim - 23 x 16 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e professor, Ivan Ferreira Serpa nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Estudou gravura e desenho com Axel Leskoschek (entre 1946 e 1948) no Rio de Janeiro. Em 1949, ministrou suas primeiras aulas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, onde, a partir de 1952, exerceu sistemática atividade didática, em especial no ensino infantil. Foi um dos precursores do concretismo no Brasil, criando ao lado de Aluisio Carvão, Lígia Clark, Hélio Oiticica e outros o Grupo Frente, que se manteve ativo de 1954 a 1956, inclusive com exposições no Rio de Janeiro. Participou da Divisão Moderna do SNBA (1947-1951). Em 1957, recebeu o prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna, RJ. Participou da exposição ’Opinião 65’, evento que marca a difusão de uma nova arte de tendência figurativa, a neofiguração. Em 1970, fundou, com Bruno Tausz, o Centro de Pesquisa de Arte no Rio de Janeiro. Participou da Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1961, 1963, 1965) e da Bienal de Veneza (1952, 1954, 1962, 1966). PONTUAL, PÁG 486; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 605; ARTE NO BRASIL, PÁG. 840; LEONOR AMARANTE, PÁG. 26; MEC VOL. 4, PÁG. 221; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 899.



329 - ZARAGOZA (1930)

Composição - técnica mista - 81 x 101 cm - canto inferior direito e dorso -
No estado.-

Batizado José Maria Martinez Zaragoza. Pintor, ilustrador e desenhista, diretor de arte, publicitário, cartazista e empresário. Inicia seus estudos com Angela Rosado e estuda na Escola de Belas Artes de Barcelona, Espanha. Em 1957 e 1958, exerce o cargo de diretor de arte na J.W. Thompson, em Nova Iorque, Estados Unidos. Em 1968, funda com Petit e Dualibi, a agência de propaganda DPZ, Dualibi, Petit e Zaragoza S/A. ITÁU CULTURAL.



330 - BIGIO GERARDENGHI (1876 - 1957)

Caiçara - óleo sobre tela - 52 x 45 cm - canto inferior direito -
Reproduzido no convite deste leilão. Ex coleção Milton Gallon, São Paulo - SP.

Italiano de Dronero, Piemonte, onde nasceu em 7/8/1876. Pintor e professor, oriundo de família nobre, o autor sempre viveu em Nápoles, onde realizou estudos e concluiu sua formação artística. Reputado pintor de paisagens e marinhas, figurou em diversas exposições na Itália, onde ganhou a medalha de ouro na Exposição Internacional de Nápoles, e em 1916, quando o seu quadro Lã para os Soldados, foi escolhido pela Cruz Vermelha Italiana para ser reproduzido como propaganda de Socorros de Guerra. No Brasil sua obra foi muito bem recebida pela público e crítica, figurando em diversas exposições. BENEZIT, vol.4, pág. 681; MAYER/84, pág. 835; TEODORO BRAGA, pág. 107; JULIO LOUZADA vol.1, pág. 415; ITAÚ CULTURAL, RUTH TARASANTCHI.



331 - HANSEN BAHIA (1915 - 1978)

Bois - xilogravura - 23 x 31 cm - canto inferior direito -

Gravador, escultor, pintor, ilustrador, poeta, escritor, cineasta e professor, Karl Heinz Hansen nasceu em Hamburgo, Alemanha e faleceu em São Paulo. Serviu como soldado (entre 1936 e 1945) na Segunda Guerra Mundial e atuou como ilustrador de histórias infantis. Autodidata, realizou suas primeiras xilogravuras entre 1946 e 1948. Fixando-se sucessivamente na Itália, Suécia, Inglaterra, emigrou para o Brasil em 1950 residindo de início em São Paulo e a partir de 1955 em Salvador. Ilustrou a publicação 'Flor de São Miguel' (1957), com textos de Jorge Amado, Vinicius de Moraes e de sua autoria; 'Navio Negreiro' (1958), de Castro Alves. Em homenagem à Bahia passou a assinar seus trabalhos como Hansen-Bahia a partir de sua volta à terra natal em 1959. Lá permaneceu até 1963, enquanto trabalhou no ateliê de gravura fundado por ele mesmo no castelo Tittmoning. Viveu na Etiópia (entre 1963 e 1966) onde ajudou a estabelecer a Escola de Belas Artes na cidade de Addis Abeba. Retornou a Salvador e naturalizou-se. Tornou-se professor de artes gráficas da Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia (1967). Dois anos antes de sua morte, doou em testamento sua produção artística para a cidade de Cachoeira, Bahia, onde foi criada a Fundação Hansen Bahia que recebeu seu acervo artístico de xilogravuras, matrizes, livros, pinturas, prensas e ferramentas de trabalho. Realizou exposições individuais no: Museu de Arte de São Paulo (1950, 1953, 1966); Museu Nacional de Belas Artes, RJ (1952); Museu de Arte Moderna de São Paulo (1954, 1956); Buenos Aires, Argentina (1954, 1955, 1958), entre outras. Participou de muitas mostras coletivas e oficiais como: Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1961); Salão Nacional de Arte Moderna (1954, 1955). PONTUAL PÁG. 260; MEC VOL. 1, PÁG. 157; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 81; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 720; ARTE NO BRASIL, PÁG. 842; ACERVO FIEO, PÁG. 251; www.hansenbahia.com.br; www.artprice.com.



332 - ANTONIO BANDEIRA (1922 - 1967)

Composição - aquarela e nanquim - 21 x 15 cm - canto inferior direito - 1964 -
Ex coleção Dr. Noel Grinberg - Rio de Janeiro, RJ .

Pintor, desenhista, gravador, nascido em Fortaleza, CE e falecido em Paris, onde viveu a maior parte de sua vida. É um dos pioneiros da arte abstrata no Brasil. Iniciou-se na pintura como autodidata. Em 1941, em Fortaleza, participou, ao lado de Mário Baratta, entre outros, da criação do Centro Cultural de Belas Artes depois, Sociedade Cearense de Artes Plásticas. Em 1945, transferiu-se para o Rio de Janeiro e, no ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual. Contemplado pelo governo francês com bolsa de estudos, permaneceu em Paris de 1946 a 1950 onde frequentou a Escola Nacional Superior de Belas Artes e a ‘Académie de la Grande Chaumière’. Entre 1947 e 1948 participou do ‘Salon d'Automne’ e do ‘Salon d'Art Libre’. Tomou parte em reuniões de artistas e formou o Grupo Banbryols (ban de Bandeira; bry de Camille Bryen; e ols de Wols), que durou de 1949 a 1951. Voltou ao Brasil em 1951 e apresentou-se na 1ª Bienal Internacional de São Paulo. Em 1952, criou um mural para o Instituto dos Arquitetos do Brasil, em São Paulo. Retornou a Paris em 1954 em razão do Prêmio Fiat, obtido na 2ª Bienal Internacional de São Paulo, mas não deixou de expor no Brasil. Permaneceu na Europa até 1959, passando pela Inglaterra e Bélgica, onde, em 1958, realizou um painel para o ‘Palais des Beaux-Arts’. Ao retornar ao Brasil teve uma atividade artística intensa, participou de importantes exposições, em paralelo a mostras em Paris, Munique, Verona, Londres e Nova York. Voltou a Paris em 1965, onde permaneceu até sua morte. BENEZIT, VOL.1, PÁG.415; MEYER/87, PÁG.606; MEC, VOL.1, PÁGS.159,160 E 167; PONTUAL, PÁGS. 48 E 49; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁGS. 71 A 74; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 52 A 54; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; ARTE NO BRASIL, PÁG. 599; LEONOR AMARANTE, PÁG. 34; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 86; ACERVO FIEO; web.artprice.com; pitoresco.com; pinturabrasileira.com.



333 - TUNEU (1948)

Composição - serigrafia - P.A. - 70 x 50 cm - canto inferior direito - 1975 -

Nascido Antonio Carlos Rodrigues, em São Paulo, Capital. Desenhista e pintor, começou a desenhar profissionalmente por volta de 1960. Foi orientado por Tarsila do Amaral em 1966, mesmo ano que começou a participar de exposições. Artista renomado, Tuneu figurou em diversas exposições importantes no país, que trouxeram o panorama da arte dos dias de hoje. JULIO LOUZADA, vol. 12 pág. 410; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 764; LEONOR AMARANTE, pág.185, Acervo FIEO.



334 - JOHN GRAZ (1891 - 1980)

Figura - desenho a nanquim - 28 x 20 cm - canto inferior direito -

Pintor, decorador, escultor e artista gráfico, John Louis Graz nasceu em Genebra, Suíça e faleceu em São Paulo. Ingressou no curso de arquitetura, decoração e desenho da Escola de Belas Artes de Genebra (1908), onde foi aluno de Eugène Gilliard, Gabriel Vernet e Daniel Baud-Bovy. Foi discípulo também de Edouard Ravel. Na Escola de Belas Artes de Munique (1911 a 1913) estudou decoração, design e publicidade com Carl Moos. Retornou à Escola de Belas Artes de Genebra (1913 a 1915) e passou boa parte do tempo em companhia dos irmãos Regina Gomide e Antonio Gomide. Recebeu, por duas vezes, a Bolsa Lissignol e partiu para estudos na Espanha. De volta à Suíça, realizou vários trabalhos como ilustrador. Em 1920, veio para o Brasil e, nesse mesmo ano, casou-se em São Paulo com Regina Gomide. Por intermédio de Oswald de Andrade, o casal passou a fazer parte da vida intelectual da cidade. Participou da Semana de Arte Moderna de 1922 e de muitas outras exposições coletivas e oficiais. Realizou exposições individuais na capital paulista. Teve um de seus trabalhos publicados na revista Klaxon, 7ª edição (1922). Trabalhou com o arquiteto Gregori Warchavchik (1923). Projetou e executou a decoração de residências paulistanas, desenhando móveis, luminárias, afrescos, vitrais, maçanetas, banheiros e jardins. Tornou-se sócio-fundador da Sociedade Pró-Arte Moderna - SPAM (1932). Produziu inúmeras capas da revista 'Ilustração Artística do Brasil' (anos de 1930) e formou o 'Grupo 7' com Regina Graz, Antonio Gomide, Elisabeth Nobiling , Rino Levi, Victor Brecheret e Yolanda Mohalyi . TEODORO BRAGA PÁG. 112; PONTUAL,PÁG. 251; MEC VOL. 2, PÁG. 283; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 530; ARTE NO BRASIL PÁG. 672; LEONOR AMARANTE PÁG. 200, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 443; ACERVO FIEO; www.institutojohngraz.org.br; www.artprice.com.



335 - LIVROS


01) "Luiz Zerbini - Rasuras", Cosac Naify, 2006. 02) "José Damasceno - Plano de Observação", catálogo de exposição no Santander Cultural, Porto Alegre, curadoria e textos de Ligia Canongia, 2015. 03) "Carlito Carvalhosa", Cosac Naify, textos de Lorenzo mammi, Rodrigo Naves e Alberto Tassinari, 2000. 04) "Delson Uchôa - Belo em Si", Texto de Paula Braga, catálogo de exposição na Galeria Zipper, 2015. 05) "Felipe Barbosa", Editora Dardo (Espanha), bilíngue português-espanhol, textos de Paulo Reis, Guilherme Bueno, Marisa Florido e Rosalina Gouveia, 2008. 06) "Ângela Detânico e Rafael lain - Alfebeto Infinito", catálogo de exposição na Fundação Iberê Camargo, texto de Solange Farkas, 2013. 07) "Heleno Bernardi - Enquanto Falo, as Horas Passam", Secrataria de Cultura do Rio de Janeiro, texto de Roberto Conduru, 2010. 08) "Luiz Carlos Bruignera 1994-2007", Funarte, texto de Fernando Cocchiarale, 2007.



336 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XIX

Paisagem - óleo sobre tela - 47 x 63 cm - não assinado -



337 - FULVIO PENNACCHI (1905 - 1992)

Pescadores - óleo sobre eucatex - 10 x 12 cm - canto inferior esquerdo - 1972 -

Pintor, ceramista, desenhista, ilustrador, gravador, professor nascido na cidade de Villa Collemandina, Itália e falecido em São Paulo. Em 1924 foi para Lucca e iniciou sua formação artística no ‘Regio Istituto di Belle Arti’ onde teve aulas com o pintor Pio Semeghini. Mudou-se para São Paulo em 1929 e dedicou-se a diferentes atividades até 1933, quando passou a auxiliar Galileo Emendabili na execução de monumentos funerários. Em 1935, conheceu Francisco Rebolo, passou a frequentar seu ateliê e conviveu com os artistas do Grupo Santa Helena. Nessa mesma época integrou a Família Artística Paulista e iniciou a produção de painéis em afresco e óleo para residências, igrejas, hotéis e outras edificações, destacando-se os afrescos de grandes dimensões para a Igreja Nossa Senhora da Paz, no bairro do Glicério, executados entre 1941 e 1948. Em 1965, iniciou um período de recolhimento e manteve-se afastado das exposições e do circuito artístico. Em 1973, reabriu seu ateliê e recebeu diversas homenagens no Brasil e na Itália. Nesse mesmo ano conheceu a ceramista Eunice Pessoa e com ela desenvolveu um grande número de peças que foram expostas em 1975. Sem nunca ter abandonado as atividades artísticas, voltou a figurar em diversas mostras e continuou a produzir painéis em afresco. Em 1980, Pietro Maria Bardi publicou um livro sobre sua obra. Nove anos depois, foi lançado o livro ‘Ofício Pennacchi’, organizado por Valério Antonio Pennacchi, responsável também pela publicação, em 2002, do livro ‘Fulvio Pennacchi: Pintura Mural’. Importante retrospectiva da obra do artista foi realizada, em 1973, no MAM - São Paulo. TEODORO BRAGA, PÁG. 192; MEC, VOL, 3, PÁG. 365; WALMIR AYALA, VOL, 2, PÁG. 182; PONTUAL, PÁG. 416; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 784; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 740; ACERVO FIEO.



338 - GEZA HELLER (1902 - 1992)

Paisagem - óleo sobre eucatex - 44 x 30 cm - canto inferior direito - 1975 -

Natural da cidade húngara de Kecskemer, e falecido no Rio de Janeiro, em 20/3/1992, cidade onde fixou residência. Pintor, desenhista, ilustrador, gravador e arquiteto. Integrou o grupo de sete artistas que em torno de Guignard desenvolvem uma visão introspectiva da natureza. Entre eles Iberê Camargo, Milton Risuro, e outros. Foi premiado com o 1º lugar no concurso de priojetos para a remodelação do Jockey Club de São Paulo. Participou, com premiações, de diversos salões oficiais. TEIXEIRA LEITE, pág. 244; JULIO LOUZADA vol 13 pág. 165; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 598.



339 - JUAREZ MACHADO (1941)

O rapto da bailarina - serigrafia - 62/200 - 60 x 45 cm - canto inferior direito -

Nasceu em Joinville, SC. Atualmente reside e trabalha em Paris, França, onde mantem ateliê. Pintor, escultor, desenhista, caricaturista, jornalista, cenógrafo, escritor e ator. Desenvolveu sólida carreira como desenhista de charges de humor. Sua arte essencialmente criativa, vai do lirismo à violência, da análise microscópica ao extravasamento onírico. Entre as exposições de que participa, destacam-se: 9ª Bienal Internacional de São Paulo, 1967; Zona Gallery, Nova Iorque (Estados Unidos), 1981; Retrospectiva Quatro Artistas da Geração 60, no MAC/PR, Curitiba, 1987; Châteaux Bordeaux, no Centro Georges Pompidou, Paris, 1988; Retrospectiva, no MAC/Joinville, 1990; Arte na América Latina: 100 Anos de Produção, no Instituto Estadual de Artes Plásticas da UFRGS, Porto Alegre, 1996. "Juarez Machado expõe a natureza humana, olha, registra, interpreta, ilumina, focaliza. É o mundo dos humanos, mas não é o mundo do juiz dos homens. Aqui não estamos no Juízo Final. Juarez é o artista contemporâneo, ele tem este olhar elaborado pela ciência, o grau de consciência reflexiva. Podemos dizer deste ponto de vista, que esta obra humanística e esta atitude de intensa pesquisa confere ao seu trabalho um caráter anti-medieval." Jacob Klintowitz in: "Juarez Machado - Copacabana 100 Anos, Ed. Simões de Assis, 1992." JULIO LOUZADA vol.11, pág. 186; PONTUAL, pág.284; Acervo FIEO; ITAU CULTURAL; MEC, vol. 3; TEIXEIRA LEITE, pág. 298. Acervo FIEO.



340 - MARTINS DE PORANGABA (1944)

"O lobisomem e a donzela" - acrílico sobre tela - 80 x 120 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2007 -
Reproduzido no convite deste leilão e na página 119, obra 229 do livro de "Martins de Porangaba - 45 Anos de Pintura", de autoria de Enock Sacramento, editado em 2008.-

Pintor, desenhista, gravador e professor, José Carlos de Porangaba Martins nasceu em Porangaba, SP. Assina José Carlos Martins, J. Martins, Porangaba e Martins de Porangaba. Fixou residência em São Paulo e cursou desenho, pintura e modelo vivo na Associação Paulista de Belas Artes, entre 1967 e 1970. Na década de 70 estudou gravura com Paulo Mentem e modelagem com Olinda Dalma. Fundou o Atelier J. Martins em 1972. Em 1980, lecionou pintura na Escola Panamericana de Artes. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1976, 1979, 1981, 1982 – MAC, 1984, 1987, 1990, 1991, 1994, 2000); Santo André, SP (1980, 1981); Guarujá, SP (1982); Rio de Janeiro (1982); Washington, EUA (1983); Brasília, DF (1988). Tem participado de muitas mostras coletivas e Salões oficiais, recebendo vários prêmios em: São Paulo (1979, 1980, 1982); Piracicaba, SP (1981); Embu, SP (1981); Marília, SP (1981); Rio Claro, SP (1982); Santo André, SP (1983, 1984); Rio de Janeiro (1985) ; Lisboa, Portugal (1985); Tampa, EUA (1986); Nice, França (1987). JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 828; VOL. 4, PÁG. 903; VOL. 6, PÁG. 901; VOL. 9, PÁG. 692; VOL. 13, PÁG. 269; ITAU CULTURAL; www.artprice.com; mporangaba.com.



341 - FUKUDA (1943)

Composição - serigrafia - P.I. - 69 x 89 cm - canto inferior direito - 2004 -

Pintor, gravador e escultor, Roberto Kenji Fukuda nasceu em Indiana, SP. Iniciou-se na pintura com orientação de seu pai, o pintor Tamotsu Fukuda, um dos imigrantes japoneses pioneiros no Brasil. Como escultor foi o responsável pela criação do monumento comemorativo aos Jogos Pan-Americanos, do Rio de Janeiro (2007). Realizou exposições individuais em: Lins, SP (1963); Rio de Janeiro (1988, 1989); São Paulo (1988,1991); Curitiba, PR (1989); Brasília, DF (1989); Belo Horizonte, MG (1991). Participou de várias mostras coletivas pelo Brasil, Alemanha, França e Estados Unidos. JULIO LOUZADA, VOL. 11, PÁG. 120; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO; www.galeriamaradolzan.com.br.



342 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Retrato de Aracy - desenho a nanquim e aguada - 40 x 30 cm - centro inferior -
Com a seguinte dedicatória: "Para Aracy, Di Cavalcanti.-

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



343 - WALTER LEWY (1905 - 1995)

Paisagem surreal - óleo sobre tela - 24 x 61 cm - canto inferior direito - 1959 -
Com etiqueta do Salão Paulista de Arte Moderna, no dorso.-

Gravador, pintor, ilustrador, paisagista, desenhista e publicitário nascido em Bad Oldesloe, Alemanha e falecido em São Paulo. Estudou na Escola de Artes e Ofícios de Dortmund, Alemanha (1923-1927). Nesse período, filiou-se à tendência do realismo mágico. Em 1928 participou de coletivas em Dortmund, Gelsenkirchen, Boclusim e outras cidades. Com a crise econômica de 1929, Lewy perdeu seu emprego de desenhista numa gráfica e foi viver com os pais no interior, tornando-se ilustrador de anedotas em jornais. Realizou sua primeira exposição individual em Bad Lippspringe (1932), mas foi fechada quando a Câmara de Arte Alemã proibiu a participação de judeus na vida artística. Escapando dessa situação opressora, o artista imigrou para o Brasil (1938), retomando profissionalmente a pintura. Deixou para trás centenas de trabalhos, que foram enviados para a Holanda e perdidos durante os bombardeios da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). No Brasil, fixou-se em São Paulo. Nos primeiros anos fez desenho publicitário e mais tarde capas de livros e ilustrações para diversas editoras. Ilustrou obras de Bertrand Russell, Machado de Assis e Arnold Toynbee, entre outras. Mais tarde, empregou-se como diagramador, letrista e arte-finalista nas agências de propaganda De Carli, Lintas Publicidade, Martinelli, Santos & Santos e Thompson Propaganda. Participou de Salões Nacionais e Bienais de São Paulo, entre 1951 e 1965, recebendo diversas premiações oficiais. JULIO LOUZADA, VOL. 10, PÁG. 497; MEC, VOL. 2, PÁG. 474; TEODORO BRAGA, PÁG. 245; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 286; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 630; LEONOR AMARANTE, PÁG. 142; ACERVO FIEO.



344 - FANG (1931 - 2012)

Peixe - desenho a nanquim e aguada - 35 x 50 cm - canto inferior direito -
Esta obra participou da exposição "Os pincéis de Fang", realizada no Centro Cultural Correio São Paulo, de 09 de maio a 07 de julho de 2014, com apresentação e curadoria de Enock Sacramento, estando reproduzida na página 11 do catálogo da amostra.-

Pintor, desenhista, gravador e professor, Chien Kong Fang, ou simplesmente Fang, nasceu na cidade de Tung Cheng, China e faleceu em São Paulo. Estudou sumiê e aquarela na China em 1945. Veio morar em São Paulo com a família em 1951, naturalizando-se brasileiro em 1971. Entre 1954 e 1956, estudou pintura com Yoshiya Takaoka em São Paulo. Viajou, em 1977, para a América do Norte, Europa e Ásia, onde desenvolveu o seu trabalho de pintura. Em 1981, foi realizado o curta metragem biográfico ‘O Caminho de Fang’, em São Paulo. Visitou a China, convidado pelo governo chinês, em 1985. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1959, 1961, 1962, 1978, 1981, 1993, 2005); Salvador, BA (1962); Rio de Janeiro (1978, 1986); Schleswing, Alemanha (1985); Lugana, EUA (1990); Americana, SP (1994); Formosa, Taiwan (1994). Foi premiado no Rio de Janeiro (1957) e em São Paulo (1960 a 1962, 1967 a 1969, 1978, 1979, 1991). Participou do Panorama da Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1978). MEC, VOL. 2, PÁG. 124; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 366; VOL. 6, PÁG. 378; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 189; PONTUAL, PÁG. 201; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; www.fang.com.br; www.artprice.com.



345 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

Flautista - escultura em bronze - 77 x 28 x 15 cm - assinado -

Escultor, desenhista e pintor paulista nascido em Mococa, SP e falecido no Rio de Janeiro. Mudou-se com a família para Itália, e fixou-se em Roma (1913). Iniciou estudos de desenho e escultura com o professor Loss (1920). Participou de movimentos antifascistas e foi preso (1931) por motivos políticos. Foi extraditado para o Brasil (1935) por intervenção do embaixador brasileiro na Itália. Em 1937, viajou para Paris e frequentou as academias ‘La Grand Chaumière’ e ‘Ranson’, onde estudou com Aristide Maillol e conviveu com Henry Moore, Marino Marini e Charles Despiau. Em 1939, retornou a São Paulo e junto com Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Sérgio Milliet, entre outros, participou do Movimento Modernista; foi um dos membros da Família Artística Paulista e do Grupo Santa Helena. Em 1943, transferiu-se para o Rio de Janeiro. A convite do ministro Gustavo Capanema instalou ateliê no antigo Hospício da Praia Vermelha, onde orientou jovens artistas como Francisco Stockinger. Possui obras em espaços públicos como ‘Monumento à Juventude Brasileira’ (1947), nos jardins do antigo Ministério da Educação e Saúde, atual Palácio Gustavo Capanema - RJ; ‘Candangos’ (1960), na Praça dos Três Poderes, e ‘Meteoro’ (1967), no lago do edifício do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília; ‘Integração’ (1989), no Memorial da América Latina, em São Paulo. Participou das Bienais de Veneza (1950, 1952); participou das I, II, IV e IX Bienais de São Paulo, período em que recebeu o prêmio de melhor escultor brasileiro (1953) e sala especial (1967). MEC, VOL.2, PÁG. 250; PONTUAL, PÁG. 237; MAYER/84, PÁG. 1333; BENEZIT VOL. 5, PÁG. 14; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 715; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 422; www.artprice.com; www.pinturabrasileira.com; www.dec.ufcg.edu.br; www.monumentos.art.br.



346 - FLAVIO IMPERIO (1935 - 1985)

Composição - técnica mista - 50 x 57 cm - canto inferior direito - 1979 -
Com dedicatória no dorso.-

Pintor, desenhista, arquiteto, cenógrafo e professor, nasceu e faleceu em São Paulo-Capital. Cursou desenho na Escola de Artesanato do MAM-SP, entre 1956 e 1958. Em 1961 forma-se em arquitetura pela FAU da USP. No ano seguinte integra o Grupo do Teatro Oficina, realizando cenografias, figurinos, direção e roteiros teatrais. De 1962 a 1966, é professor responsável pelo Curso de Cenografia da Escola de Arte Dramática da Universidade São Paulo e de 1962 a 1977 integra o grupo docente de comunicação visual do Departamento de Projeto da FAU/USP. Ministra curso para formação de professores de desenho na FAAP, de 1964 a 1967. Em 1966, realiza a primeira exposição individual, na Galeria Goeldi, no Rio de Janeiro. Executa cenografia e figurinos para shows de Maria Bethânia e para o show Doces Bárbaros, com Gilberto Gil, Gal Costa, Maria Bethânia e Caetano Veloso em 1976. Integra o corpo docente do curso de arquitetura e urbanismo na Faculdade de Belas Artes de São Paulo, de 1981 a 1985. Também nesse ano realiza cenografias para desfiles de moda em São Paulo. Desenvolve cenários e figurinos para diversas peças, entre elas Morte e Vida Severina, de João Cabral de Melo Neto; Arena Contra Zumbi, de Guarnieri e Boal; Roda Viva, de Chico Buarque de Holanda; Ópera dos Três Vinténs, de Brecht, e A Falecida, de Nelson Rodrigues. Recebe os prêmios Governador do Estado, Saci, Molière, Associação Paulista de Críticos de Arte, entre outros. Após sua morte é fundada a Sociedade Cultural Flávio Império e publicado o livro Flávio Império, organizado por Renina Katz e Amélia Hamburger. JULIO LOUZADA, vol. 1 pág. 480; ITAU CULTURAL.



347 - DARWIN SILVEIRA PEREIRA (1915 - 1989)

No circo - guache - 40 x 33 cm - canto inferior direito - 1972 - São Paulo -

Conhecido como DARWIN, o autor nasceu em São Vicente, SP. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios e na Escola de Belas Artes de São Paulo. Residiu no Rio de Janeiro, ali recebendo orientação de Axel Leskosckek. "No circo trabalhou alguns anos... e, em certa ocasião, foi até palhaço. Muitas experiências ali adquiridas ainda hoje o orientam, lhe servem, lhe apontam como deve fazer a sua pintura. A obra de Darwin é ele. Seu mundo interior é circense, e é desse mundo que ele faz surgir as figuras e as máscaras. Sim, a paisagem melancólica que ele vitaliza e agita".Quirino da Silva sobre o autor, in LOUZADA, Júlio. abaixo citada . JULIO LOUZADA, vol. 2, págs. 330 a 332., MEC, vol. 3, pág. 368; PONTUAL, pág. 161;



348 - CELSO NINOMIYA (1962)

Mapa - aquarela - 13 x 17 cm - lado direito -

Pintor, desenhista, ilustrador e design gráfico nascido em São Paulo. Estudou arquitetura na FAU-USP e artes plásticas na FAAP, SP. Também teve aulas com Bin Kondo (1983), Setsuko Katayama (1992), Charles Watson (2001) e Ernesto Bonato. Realizou exposição individual em São Paulo (2004). Participou de mostras coletivas e oficiais em: São Paulo (1993, 1998, 2000); no Japão (2002, 2005, 2006). Foi premiado em: Curitiba, PR (1992); São Paulo (1993, 2000, 2003 - Concurso Nacional para Logomarca dos 450 anos da Cidade de São Paulo – Primeiro lugar, em parceria com Sergio Gagliardi). festivaldetv.com.br.



349 - ROBERTO BURLE MARX (1909 - 1994)

Composição - litografia - 03/30 - 19 x 15 cm - canto inferior direito -

Nasceu em São Paulo e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, paisagista, arquiteto, desenhista, pintor, gravador, litógrafo, escultor, tapeceiro, ceramista, designer de jóias, decorador. Durante a infância viveu no Rio de Janeiro. Foi com a família para a Alemanha, em 1928. Em 1929, freqüentou o ateliê de pintura de Degner Klemn. Nos jardins e museus botânicos de Dahlen, em Berlim, entusiasmou-se ao encontrar exemplares da flora brasileira. De volta ao Brasil, fez curso de pintura e arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1930 - 1934), onde foi aluno de Leo Putz , Augusto Bracet e Celso Antônio. Seu primeiro projeto paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, em 1932. Entre 1934 e 1937, ocupou o cargo de diretor de parques e jardins do Recife, PE, onde passou a residir. Nesse período, foi com freqüência ao Rio de Janeiro e teve aulas com Candido Portinari e com o escritor Mário de Andrade. Em 1937, retornou ao Rio de Janeiro e trabalhou como assistente de Candido Portinari. Foi em 1949, conforme sua paixão por plantas e seu interesse por botânica e jardinagem, que Burle Marx adquiriu um sítio em Barra de Guaratiba, RJ. Com auxílio de botânicos, viajou, coletou, catalogou exemplares de plantas do Brasil e reproduziu em seu sítio a diversidade fitogeográfica brasileira. Em 1985 doou esse sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.Realizou muitas exposições individuais e projetos paisagísticos, participou de diversas mostras oficiais coletivas pelo Brasil e no exterior. PONTUAL, PÁG. 94; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 93; MEC. VOL.1, PÁG.303; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 738; LEONOR AMARANTE, PÁG. 98; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 179; artnet.com. ACERVO FIEO.



350 - ALDO BONADEI (1906 - 1974)

Casario - técnica mista - 34 x 25 cm - canto inferior direito - 1972 -
Reproduzido na quarta capa do catálogo deste leilão. Com etiqueta número 23 de Grifo Galeria de Arte - Alameda Ministro Rocha Azevedo, 856, São Paulo - SP, no dorso.-

Pintor, designer, gravador, figurinista e professor - Aldo Cláudio Felipe Bonadei nasceu e faleceu em São Paulo, SP. Entre 1923 e 1928 foi aluno de Pedro Alexandrino, período em que também frequentou o ateliê de Antonio Rocco. Viajou para a Itália, entre 1930 e 1931, e frequentou a Academia de Belas Artes de Florença, onde teve aulas com Felice Carena e seu assistente Ennio Pozzi, ambos ligados ao movimento ‘novecento’. Nesse período, dedicou-se ao desenho da figura humana, principalmente ao nu. Retornou a São Paulo no início da década de 1930 e participou ativamente do Grupo Santa Helena, da Família Artística Paulista - FAP e do Sindicato dos Artistas Plásticos. Em 1949 lecionou na Escola Livre de Artes Plásticas, primeira escola de arte moderna de São Paulo e participou do Grupo Teatro de Vanguarda. No ano seguinte, fundou a Oficina de Arte - O. D. A., com Odetto Guersoni e Bassano Vaccarini. No fim da década de 1950 atuou como figurinista nas peças ‘Vestido de Noiva’, de Nelson Rodrigues, e ‘Casamento Suspeitoso’, de Ariano Suassuna. Também desenhou alguns figurinos para dois filmes dirigidos por Walter Hugo Khoury: ‘Fronteiras do Inferno’ (1958) e ‘Na Garganta do Diabo’(1959). Realizou muitas exposições individuais e participou de vários Salões oficiais destacando-se: Bienal Internacional de São Paulo (1ª, 2ª, 3ª, 6ª, 7ª); Bienal de Veneza (1952); Panorama da Arte Moderna Brasileira (1970). MEC, VOL. 1, PÁG. 247; PONTUAL, PÁGS. 78/79; ARTE NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 1041; ART PRICE ANNUAL 2000, PÁG. 258; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 79; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; LEONOR AMARANTE, PÁG. 72; ACERVO FIEO.



351 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Carnaval - litografia off set - 34 x 25 cm - canto inferior direito - 1963 -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



352 - RUBEM LUDOLF (1932 - 2010)

Composição - técnica mista - 43 x 27 cm - canto inferior esquerdo - 02-1955 -

Batizado Rubem Mauro Cardoso Ludolf, o artista nasceu em Maceió-AL. Foi pintor, arquiteto e paisagista, formou-se em 1955 pela Escola Nacional de Arquitetura da Universidade Brasil-RJ. Foi aluno de Ivan Serpa no curso livre de pintura do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro - MAM/RJ. Integrou o Grupo Frente entre 1955 e 1956. "Apesar de os artistas concretos do Rio de Janeiro logo terem se desvinculado da ortodoxia do Grupo Ruptura de São Paulo, criando o movimento neoconcreto, Ludolf manteve-se fiel aos princípios teóricos que nortearam o manifesto paulista. Sua obra seguiu regularmente as questões das estruturas seriadas,dos efeitos ópticos orientados pela visão gestáltica do espaço, da cor programada." Ligia Canongia, in PROJETO Arte Brasileira: abstração geométrica 2. Rio de Janeiro: Funarte. Instituto Nacional de Artes Plásticas, 1988. O artista expõe individualmente a partir de 1958 e coletivamente participa de exposições desde 1954. ITAUCULTURAL; TEIXEIRA LEITE, pág. 292; WALTER ZANINI, pág. 676; MEC, vol. 2, pág. 511.



353 - TAPETE ORIENTAL,


Feito a mão, de lã, Indiano, medindo 242 x 198 cm = 4,79 m².-



354 - MARC CHAGALL (1887 - 1985)

Figuras - litografia off set - 1455/1800 - 58 x 43 cm - canto inferior direito em relevo seco -
Edição póstuma.- (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, gravador e vitralista, nasceu em Vitebsk, Bielorussia, em 7 de julho de 1887. Iniciou-se em pintura no ateliê de um retratista local. Em 1908 estudou na Academia de Arte de São Petersburgo. Seguiu para Paris em 1910, ligando-se a Blaise Cendrars, Max Jacob e Apollinaire e aos pintores Delaunay, Modigliani e La Fresnay. Marc Chagall trabalhou intensamente para integrar seu mundo de fantasias na linguagem moderna, derivada do fauvismo e do cubismo. Irrompendo a revolução socialista de 1917, foi nomeado comissário de belas-artes do governo de Vitebsk. Fundou uma escola aberta a todas as tendências, entrou em conflito com Malevitch e acabou demitindo-se. Em 1931 Chagall visitou a Palestina e a Síria e publicou Ma vie (Minha vida), autobiografia ilustrada por gravuras que já haviam aparecido em Berlim em 1923. A partir de 1935 o clima de guerra e de perseguição aos judeus repercutiu em sua pintura, na qual os elementos dramáticos, sociais e religiosos passaram a tomar vulto. Em 1941 foi para os Estados Unidos, onde em 1944 morreu Bella Chagall, sua esposa, causando-lhe grande depressão. Mergulhou de novo no mundo das evocações e concluiu o quadro "Autour d'elle" ("Em torno dela", Musée National d'Art Moderne, Paris), iniciado em 1937 e que se tornou uma síntese de sua temática. Regressou definitivamente à França em 1947. Reconhecido como um dos maiores pintores do Século 20, Marc Chagall morreu em Saint-Paul de Vence, no sul da França, em 28 de março de 1985. BENEZIT, vol. 2, pág. 638



355 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

No bar - gravura - 29 x 23 cm - canto inferior direito ilegível -
Com diversas inscrições.-



356 - HAYDÉA SANTIAGO (1896 - 1980)

Estudo de academia - desenho a carvão - 62 x 38 cm - canto inferior esquerdo -
No estado.-

Natural da cidade do Rio de Janeiro, onde veio a falecer. Estudou na Escola Nacional de Belas Artes. Foi aluna de Modesto Brocos e Amoedo. Aperfeiçoou seus estudos com Eliseu Visconti. Residiu em Paris com o marido, Manoel Santiago, de 1928 a 1932, participando do Salão de Artistas Franceses. No Brasil recebu diversas premiações no SNBA, bem como nos diversos Salões Oficiais de que participou, tais como SPBA, SMBA-RJ, SNAM e na I BSP. Teve como temas a paisagem, a figura, a natureza morta e o gênero. REIS JUNIOR, vol. 1, pág. 146; TEODORO BRAGA, pág. 211; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 290 e 292; TEIXEIRA LEITE, pág. 460; ITAÚ CULTURAL..



357 - HÉRCULES BARSOTTI (1914 - 2010)

Composição - serigrafia - 88/100 - 50 x 50 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, programador visual, gravador, nascido em São Paulo, SP . Iniciou-se nas artes em 1926, estudando desenho e composição com o pintor Enrico Vio. Começa a pintar em 1940 e, na década seguinte, realiza as primeiras pinturas concretas, além de trabalhar como desenhista têxtil e projetar figurino para o teatro. Em 1954, com Willys de Castro, funda o Estúdio de Projetos Gráficos, elabora ilustrações para várias revistas e desenvolve estampas de tecidos produzidos em sua tecelagem. Na década de 1960, convidado por Ferreira Gullar (1931), integra-se ao Grupo Neoconcreto do Rio de Janeiro e participa das exposições de arte do grupo realizadas no Ministério da Educação e Cultura, no Rio de Janeiro, e no Museu de Arte Moderna de São Paulo - MAM/SP. Em 1960, expõe na mostra Konkrete Kunst [Arte Concreta], organizada por Max Bill, em Zurique. Hercules Barsotti explora a cor, as possibilidades dinâmicas da forma e utiliza formatos de quadros pouco usuais, como losangos, hexágonos, pentágonos e circunferências. Em sua obra a disposição dos campos de cor cria a ilusão de tridimensionalidade. Entre 1963 e 1965, colabora na fundação e participa do Grupo Novas Tendências, em São Paulo. Em 2004, o MAM/SP organiza uma retrospectiva do artista. JULIO LOUZADA, vol. 1, pag. 98; ITAU CULTURAL



358 - LEONILSON (1957 - 1993)

"Casa triângulo" - poster - 90 x 30 cm - não assinado -
Pôster da exposição realizada na Casa Triângulo 04 de Fevereiro a 05 de Março, na Rua Bento Freitas, 33 - São Paulo com curadoria de Leonilson, 1992.-

Pintor, desenhista, escultor. José Leonilson Bezerra Dias nasceu em Fortaleza, CE e faleceu em São Paulo. Em 1961, muda-se com a família para São Paulo. Entre 1977 e 1980, cursa educação artística na Fundação Armando Álvares Penteado, onde é aluno de Julio Plaza, Nelson Leirner. Tem aulas de aquarela com Dudi Maia Rosa na escola de artes Aster (1978 a 1981). Nesse último ano, em Madri, Espanha, realiza sua primeira individual na galeria Casa do Brasil e viaja para outras cidades da Europa. Retorna ao Brasil em 1982. Na década de 1980, faz parte do grupo de artistas conhecido como Geração 80. Participa, em 1985, das Bienais de São Paulo e Paris. Mas é nos primeiros anos da década de 1990, que o artista firma-se como um dos destaques no panorama cultural brasileiro, com uma obra contundente, expressando como nenhum outro, os dramas e as angústias do homem contemporâneo. Cria seu último trabalho, uma instalação concebida para a Capela do Morumbi, SP, em 1993, que não chega a vê-lo realizado. Por essa mostra e por outra individual realizada no mesmo ano, recebe, em 1994, homenagem póstuma e prêmio da Associação Paulista de Críticos de Artes (APCA). ITAU CULTURAL; www.projetoleonilson.com.br.



359 - TARSILA DO AMARAL (1890 - 1973)

A lua - litografia off set - 32 x 31 cm - canto inferior direito - 1972 -

Pintora e desenhista, Tarsila do Amaral nasceu em Capivari, SP e faleceu em São Paulo. Estudou escultura com William Zadig e com Mantovani, em 1916, na capital paulista. No ano seguinte teve aulas de pintura e desenho com Pedro Alexandrino, onde conheceu Anita Malfatti. Ambas tiveram aulas com o pintor Georg Elpons. Em 1920 viajou para Paris e estudou na ‘Académie Julian’ e com Émile Renard. Ao retornar ao Brasil formou em 1922, em São Paulo, o Grupo dos Cinco, com Anita Malfatti, Mário de Andrade, Menotti del Picchia e Oswald de Andrade. Em 1923, novamente em Paris, frequentou o ateliê de André Lhote, Albert Gleizes e Fernand Léger. Foi a criadora de duas das principais tendências ou movimentos de nossa arte nacionalista: o Pau Brasil e o Antropofagia. A convite da Comissão do IV Centenário de São Paulo fez, em 1954, o painel ‘Procissão do Santíssimo’ e, em 1956, entregou ‘O Batizado de Macunaíma’, sobre a obra de Mário de Andrade, para a Livraria Martins Editora. A retrospectiva Tarsila: 50 Anos de Pintura, organizada pela crítica de arte Aracy Amaral e apresentada no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo , em 1969, ajudou a consolidar a importância da artista. TEODORO BRAGA, PÁG. 220; REIS JR., PÁG.388; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 365; MEC, VOL. 4, PÁG. 370; PONTUAL, PÁG. 511; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 492; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 389; ARTE NO BRASIL, PÁG. 577; LEONOR AMARANTE, PÁG. 24; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 958.



360 - DANILO DI PRETE (1911 - 1985)

Composição - óleo sobre tela - 102 x 102 cm - canto inferior direito -
Reproduzido na quarta capa do catálogo deste leilão.-

Pintor, artista visual, ilustrador e cartazista nascido em Pisa, Itália. Autodidata, iniciou sua carreira aos vinte anos na Itália. Integrou na Segunda Guerra Mundial o grupo de 'Artistas Italianos em Armas' e, com eles, ilustrou episódios da guerra na Albânia, Grécia e Iugoslávia, sendo premiado em: Caselli (1932), Livorno (1933), Viareggio (1938), Florença (1939), Cremona e Nápoles (1943). Chegou ao Brasil em 1946, fixou-se em São Paulo dedicando-se à atividade publicitária e, como cartazista, representou o Brasil e foi premiado em várias mostras internacionais de propaganda. Participou da Quadrienal de Roma (1943), Salão de Maio, Paris (1952); XXVI e XXX Bienal de Veneza (1952 e 1960); Bienal Internacional de São Paulo (1951 a 1967 - nelas recebendo o prêmio de Melhor Pintor Nacional em 1951 e 1965 e salas especiais de seus trabalhos em 1961 e 1967); Bienal Americana de Arte, Córdoba – Argentina (1962); entre outras mostras no Brasil e exterior com mais prêmios. JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG.333; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 163; PONTUAL, PÁG. 179; MEC VOL. 2, PÁG. 57; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 647; ARTE NO BRASIL, PÁG. 898; LEONOR AMARANTE, PÁG. 13; www.pinturabrasileira.com; www.pinacoteca.org.br; www.moma.org; www.artprice.com; www.arcadja.com; www.artnet.com.



361 - GUILHERME DE FARIA (1942)

"Musas" - litografia - 108/110 - 77 x 57 cm - canto superior direito - 1989 -
No estado.-

Pintor, gravador e desenhista paulistano. Expõe individualmente desde 1963, tendo participado de diversas coletivas no Brasil e no exterior. MEC vol.2, pág. 142; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



362 - ADIR BOTELHO (1932)

Figuras - xilogravura - 66/110 - 32 x 39 cm - canto inferior direito - 1964 -

Pintor, desenhista, gravador, artista gráfico, ilustrador, diagramador e professor nascido no Rio de Janeiro. Teve sua formação artística na antiga Escola Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro, especializando-se em gravura. Recebeu orientação de Raimundo Cela e de Oswaldo Goeldi. Foi assistente dos dois professores entre 1952 e 1961, quando assumiu o curso. Diagramou jornais, livros e revistas, além de acompanhar processos de gravação por meio de fotogravura, estereotipia e fotocomposição. Entrou para o Instituto Nacional do Livro como técnico em artes gráficas. Integrou o Conselho de Coordenação dos Cursos da Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro, antiga ENBA, e estruturou o curso de graduação em gravura, implantado em 1971. Participou dos III, IV e VII ao XVIII Salão Nacional de Arte Moderna - RJ, entre 1954 e 1969, conquistando "Isenção de Júri", em 1958 e "Prêmio Viagem ao País", em 1959; V a XI Bienal de São Paulo entre 1959 e 1967; XIX Salão Paranaense de Belas Artes - Curitiba, em 1962, quando conquistou "Prêmio de Melhor Gravador Nacional"; mostra inaugural da Galeria Seta, em São Paulo, em 1963. Em 1991, expôs "Canudos" no MNBA - RJ, uma série de 27 gravuras realizadas entre 1985 e 1988. MEC VOL. 1, PÁG. 252; PONTUAL PÁG. 82; ITAU CULTURAL; www.memoriaeba.com.br; vivagravura.blogspot.com.br; www.casabrasileira.art.br; www.pinacoteca.org.br.



363 - CRIS BIERRENBACH (1964)

"La Defense, Paris #2" - fotografia - 48 x 40 cm - não assinado -

Fotógrafa, Cristiana Bierrenbach Lima nasceu em São Paulo, SP. Estudou geologia (1984 e 1985) antes de optar pelo curso de cinema da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (1992). Em 1990, realizou a primeira exposição individual no projeto 'Foto de Autor' do Museu da Imagem e do Som, São Paulo. Atuou como repórter fotográfica do jornal "Folha de S. Paulo" (entre 1989 e 1991); trabalhou na Revista da Folha (1992 a 1994); nas Semanas de Educação (1994, 1995) da Faculdade de Pedagogia da Universidade Estadual Paulista (UNESP, São Paulo), ministrou o workshop 'A Fotografia como Texto 'para alunos de graduação, pós-graduação e professores. Por um breve período, permaneceu como editora de fotografia da revista 'República'. Em 1996, ilustrou a primeira fotonovela brasileira destinada à veiculação pela internet, "O Moscovita". Colaborou com revistas como "Vogue", 'Carta Capital' e "Marie Claire". Integrou a coleção "FotoPortátil" (2005), lançada pela editora Cosac & Naify. Recebeu os prêmios: Prêmio Atelier de Ocupação Funarte São Paulo (1996); Prêmio Abril Melhor Ensaio Fotográfico matéria Nossos Corpos, revista Elle (2001); Prêmio Porto Seguro de Fotografia Pesquisas Contemporâneas - daguerreótipo (2004); Prêmio Candango Melhor Direção de Arte Longa Metragem (FilmeFobia) 41º Festival de Cinema de Brasília (2008); 13º Prêmio Cultura Inglesa Festival Centro Brasileiro Britânico, São Paulo (2009); Prêmio Aquisitivo: Programa de Exposições CCSP Centro Cultural São Paulo (2009); Prêmio Trajetórias Fundação Joaquim Nabuco (2010); XI Prêmio Funarte Marc Ferrez de Fotografia (2010); Prêmio Funarte de Arte Contemporânea 2010 Ocupação dos Espaços Funarte (2010). ITAU CULTURAL; crisbierrenbach.com; www.colecaopirellimasp.art.br; www.escolasaopaulo.org; www.artprice.com.



364 - MARTINS DE PORANGABA (1944)

"O lobisomem e a donzela" - acrílico sobre tela - 65 x 115 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2007 -
Este quadro está reproduzido na página 113, obra 217 do livro de "Martins de Porangaba - 45 Anos de Pintura", de autoria de Enock Sacramento, editado em 2008.-

Pintor, desenhista, gravador e professor, José Carlos de Porangaba Martins nasceu em Porangaba, SP. Assina José Carlos Martins, J. Martins, Porangaba e Martins de Porangaba. Fixou residência em São Paulo e cursou desenho, pintura e modelo vivo na Associação Paulista de Belas Artes, entre 1967 e 1970. Na década de 70 estudou gravura com Paulo Mentem e modelagem com Olinda Dalma. Fundou o Atelier J. Martins em 1972. Em 1980, lecionou pintura na Escola Panamericana de Artes. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1976, 1979, 1981, 1982 – MAC, 1984, 1987, 1990, 1991, 1994, 2000); Santo André, SP (1980, 1981); Guarujá, SP (1982); Rio de Janeiro (1982); Washington, EUA (1983); Brasília, DF (1988). Tem participado de muitas mostras coletivas e Salões oficiais, recebendo vários prêmios em: São Paulo (1979, 1980, 1982); Piracicaba, SP (1981); Embu, SP (1981); Marília, SP (1981); Rio Claro, SP (1982); Santo André, SP (1983, 1984); Rio de Janeiro (1985) ; Lisboa, Portugal (1985); Tampa, EUA (1986); Nice, França (1987). JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 828; VOL. 4, PÁG. 903; VOL. 6, PÁG. 901; VOL. 9, PÁG. 692; VOL. 13, PÁG. 269; ITAU CULTURAL; www.artprice.com; mporangaba.com.



365 - SERGIO ROMAGNOLO (1957)

"Abdias pequeno" - múltiplo em resina - 129/150 - 18 x 15 x 07 cm - assinado - 2001 -

Pintor, escultor, desenhista, artista intermídia, professor. Estuda na Faculdade de Artes Plásticas da Fundação Armando Álvares Penteado - Faap, por volta de 1975 entra em contato com a obra de Regina Silveira, Nelson Leirner e Julio Plaza. Realiza outdoor para o evento Arte na Rua e o Painel Luminoso do Anhangabaú - Arte Acesa, em 1983. Na mesma época, passa a escrever artigos sobre artes plásticas para revistas especializadas. Em 1985 casa-se com a artista plástica Leda Catunda. ITAÚ CULTURAL. -



366 - MILTON DACOSTA (1915 - 1988)

Figura - serigrafia - P.I. - 41 x 31 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador. Milton Rodrigues da Costa nasceu em Niterói, RJ e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou estudos de desenho e pintura, em 1929, com o professor alemão August Hantv. No ano seguinte matriculou-se no curso livre de Marques Júnior, na Escola Nacional de Belas Artes. Junto com Edson Motta, Bustamante Sá e Ado Malagoli , entre outros, criou o Núcleo Bernardelli em 1931. Viajou para Estados Unidos em 1945, com o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Belas Artes do ano anterior. Na cidade de Nova York, estudou na Art's Students League of New York. Em 1946, foi para a Europa e após visita a vários países, fixou-se em Paris, onde estudou na Académie de La Grande Chaumière. Conheceu Pablo Picasso, por intermédio de Cícero Dias, e freqüentou os ateliês de Georges Braque e Georges Rouault. Expôs no Salon d'Automne (Paris) e regressou ao Brasil em 1947. Em 1949, casou-se com a pintora Maria Leontina e passou a residir em São Paulo. Realizou muitas exposições individuais e também recebeu prêmios nas Bienais Internacionais de São Paulo (1955, 1957). TEODORO BRAGA, PÁG. 163; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 229; MEC, VOL. 2, PÁG. 13; BENEZIT, VOL. 3, PÁG.315; ITAU CULTURAL; PONTUAL, PÁG. 155; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; ACERVO FIEO.



367 - YASUICHI KOJIMA (1934)

"Composição pincelada" - óleo sobre tela - 80 x 100 cm - canto inferior direito e dorso - 2012 -

Pintor e ceramista nascido em Tajimi, Japão - cuja população vive de cerâmica e porcelana. Seu pseudônimo artístico é Kojima. Recebeu influência de seu pai, Shigueo Kojima - tradicional artista e ceramista japonês conhecido pelo nome artístico Juho Kojima. Formou-se na Escola de Cerâmica Industrial de Tajimi - Gifu, Japão. Veio para o Brasil em 1953, trabalhou por cinco anos em São Caetano e transferiu-se para Mauá onde, como seu pai, montou sua própria fábrica de cerâmicas e porcelanas que está em atividade até hoje. Naturalizou-se brasileiro e estudou pintura com Manabu Mabe, Takaoka e Nakajima. Realizou exposição individual em Poá, SP (2009) e no Museu de Arte do Parlamento de São Paulo (2013). Participou de diversas mostras e Salões oficiais em: São Bernardo do Campo, SP (1967); São Paulo (1968, 1969, 2001 a 2010); Poá, SP (2009-como convidado); Embu, SP (2012 - Prêmio Prata). www.mauamemoria.com.br; www.radaroficial.com.br/d/31498914; issuu.com/shinzenbi/docs/makoto_5/27.



368 - FRANCISCO BRENNAND (1927)

Caju - cerâmica - 10 x 10 cm - não assinado -

Pintor e ceramista. Estudou com André Lhote e Fernand Léger, em Paris. Participou de importantes bienais e salões, nacionais e internacionais. Realizou individuais de pintura e cerâmica no MAM-SP em 1960 e outras importantes salas de arte. Executou trabalhos murais em edifícios públicos e particulares no Recife e no estrangeiro. Suassuna considerou a sua pintura "bela, forte e brasileira". Brennand é referência mundial como artista puramente brasileiro. JULIO LOUZADA, VOL, 10, pág 141. PONTUAL, pág, 88. MEC, VOL , 1, pág, 294; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 717; ARTE NO BRASIL, pág. 879. Acervo FIEO. -



369 - PAULA KADUNC (1954)

Composição - acrílico sobre tela - 100 x 80 cm - dorso - 2015 -
Obra 513 do catálogo da artista.-

Paula Kadunc, pseudônimo artístico de Maria Paula Kadunc, nasceu em São Paulo. Frequentou um curso clássico de arte e comunicação na época de colégio. Formou-se em historia (1975) e nos anos seguintes realizou viagens de estudo pela Europa, Japão, China e Filipinas. No inicio da década de 80 trabalhou no Museu de Arte de São Paulo como assessora de imprensa e relações publicas auxiliando ainda na curadoria de diversas exposições. Na década de 90 frequentou o ateliê do escultor Paulo Tadee onde trabalhou com desenhos e pinturas geométricas e passou a fundir esculturas em bronze. Estudou técnica de pintura com Marysia Portinari. Tem participado com suas obras de várias exposições coletivas e leilões de arte. Possui obras em diversas coleções particulares e no Museu de Arte do Parlamento de São Paulo. www.artemaisnet.com.br/artistas/paula-kadunc.html; www.catalogodasartes.com.br; www.al.sp.gov.br; www.artprice.com; www.askart.com.



370 - DAKIR PARREIRAS (1893 - 1967)

Vista do Rio de Janeiro - óleo sobre madeira - 18 x 42 cm - canto inferior direito -

Filho e discípulo do grande Antonio Parreiras, aperfeiçoou-se em Paris com Laurens, destacando-se como paisagista e retratista de méritos. LAUDELINO FREIRE, pág. 519; TEODORO BRAGA, pág. 184; MEC, vol.3, pág. 336; PONTUAL, pág. 407; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 170; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



371 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Cangaceiro - litografia - 80/100 - 30 x 22 cm - canto inferior direito - 1978/1979 -
Com a seguinte dedicatória no dorso: "Felicidades para este Natal e para o Ano Novo. São os votos de Córa, Aldemir e Mariana - Dezembro de 1978".-

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



372 - VASCO PRADO (1914 - 1998)

Dom Quixote - litografia off set - 179/350 - 47 x 33 cm - canto inferior direito - 1987 -

Escultor, desenhista e gravador, VASCO PRADO abriu seu primeiro ateliê em 1941. Bolsista do governo francês, estudou na França na Escola de Belas Artes de Paris, tendo recebido ensinamentos de Fernand Léger. De volta ao Brasil em 1951, foi um dos fundadores do Clube de Gravura de Porto Alegre, ao lado de Scliar. Artista atuante, VASCO PRADO valoriza a sua arte pelo esmero e originalidade de suas obras. JULIO LOUZADA vol.9, pág. 699; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 711; ARTE NO BRASIL, pág. 842.



373 - TADASHI KAMINAGAI (1899 - 1982)

Santo Antônio - guache - 29 x 22 cm - centro inferior -

Pintor, desenhista, professor, Tadashi Kaminagai nasceu em Hiroshima, Japão e faleceu em Paris, França. Por iniciativa da família, ingressou aos 14 anos num mosteiro budista na cidade japonesa de Kobe. Dois anos depois, viajou para as Índias Ocidentais Holandesas, atual Indonésia, atuando como missionário e agricultor até 1927. Nesse ano, decidido a seguir carreira artística, mudou-se para Paris, onde conheceu o artista Tsugouharu Foujita, que o orientou na pintura. Paralelamente à atividade artística, trabalhou como moldureiro. No início da década de 1930, expôs quadros nos salões parisienses e retornou ao Japão em 1938. Embarcou para o Brasil um ano após a eclosão da Segunda Guerra Mundial trazendo consigo uma carta de recomendação endereçada a Candido Portinari. Fixou residência no Rio de Janeiro e, em 1941, instalou ateliê e oficina de molduras no bairro de Santa Teresa, onde trabalhou e atuou como professor de diversos artistas brasileiros e nipo-brasileiros, como Inimá de Paula, Flavio-Shiró e Tikashi Fukushima, entre outros. Sua primeira exposição individual, por volta de 1945, foi organizada por Portinari no Rio de Janeiro. Em 1947, passou a integrar o Grupo Seibi. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais como a 1ª e 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1951 e 1953). Foi premiado no Rio de Janeiro (1944, 1950). Retornou ao Japão em 1954 e três anos mais tarde voltou a fixar-se em Paris. Viveu entre o Japão, a França e o Brasil, até seu falecimento. ITAU CULTURAL; TEODORO BRAGA, PÁG.134; BENEZIT, VOL.6, PÁG.152; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁG.; MEC, VOL.2, PÁG.401; PONTUAL, PÁG.287; WALTER ZANINI, PÁG. 643; ARTE NO BRASIL; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 506; ACERVO FIEO.



374 - ZÉLIO ALVES PINTO (1938)

A queda - serigrafia - P.A. - 15 x 10 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, escultor, tapeceiro, publicitário, programador visual, artista gráfico, pesquisador, cartunista, escritor e professor, natural da cidade mineira de Conselheiro Pena. Estuda pintura na Academie La Grande Chaumière, em Paris, cidade onde realiza sua primeira individual, na Maison du Brésil, em 1962. Colabora em diversas publicações, tais como A Cigarra, Senhor, Revista da Semana, Jornal do Brasil e O Pasquim. Participa do 22º Salão Nacional de Arte Moderna, no Rio de Janeiro, em 1973, e da exposição Creativité dans l’art bresilien contemporain, nos Museés Royaux des Beaux Arts de Belgique, em Bruxelas (Bélgica), em 1980. Em 1990, realiza a exposição individual Zélio: Ruptura Exposta, no Masp, e, no ano seguinte, Ruptura em Observação, no Museu Municipal de Arte/Central Cultural Portão, em Curitiba. JULIO LOUZADA, vol. 4, pág. 1201; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 806, Acervo FIEO.



375 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Paisagem - óleo sobre eucatex - 20 x 28 cm - canto inferior direito ilegível -



376 - PAULO CEZAR MENDES FARIA (1946)

Nu - óleo sobre tela - 30 x 30 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1981 -

Pintor e escultor natural de Juiz de Fora, MG. Assina Mendes Faria. Sua formação artística foi na Escola Nacional de Belas Artes - RJ, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage - RJ e em cursos livres com Aluísio Cravo e Ivan Serpa no MAM - RJ, Bruno Tanz, Hélio Rodrigues, Luís Áquila e Ronaldo Rego Macedo. Em 1981, morando em Petrópolis, integra o Núcleo Experimental de Arte - NEART, onde recebe orientação de Katie van Scherpenberg. Exposições individuais: Rio de Janeiro (1975, 1978, 1982, 1987, 1988); São Paulo (1979, 1989); Brasília, DF (1980); Petrópolis, RJ (1981, 1987, 1991, 1993 a 1995, 2002, 2003); Juiz de Fora, MG (1982, 1985). Coletivas: Rio de Janeiro (1969, 1974, 1976, 1977, 1981, 1986 a 1991, 2003); São Paulo (1987 a 1989); Brasília, DF (1979, 1980, 1990); Blumenau, SC (1977); Petrópolis, RJ (1983, 1985, 1987, 1993, 2002, 2003, 2004); Belém, PA (1986); Recife, PE (1986); Campinas, SP (1986); Curitiba, PR (1986 a 1990); Belo Horizonte, MG (1987); Ribeirão Preto, SP (1988); Niterói, RJ (1990); Americana, SP (1991), Santos, SP (1991). Prêmios: Rio de Janeiro (1969, 1975, 1976, 1979); São Paulo (1989). ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL. 3, PÁG. 396; VOL. 4, PÁG. 730; VOL. 10, PÁG. 586.



377 - FRANCISCO DA SILVA (1910 - 1985)

Pavão - têmpera sobre tela - 50 x 69 cm - canto inferior esquerdo - 1973 -

Pintor e desenhista, Francisco Domingos da Silva nasceu em Alto Tejo, AC e faleceu em Fortaleza, CE. Filho de índio peruano com brasileira, ainda criança se fixou em Fortaleza, por volta de 1937, onde começou a desenhar a carvão e giz sobre muros e paredes de casebres de pescadores. Na década de 40, sob o incentivo do crítico e pintor suíço Jean Pierre Chabloz, iniciou-se na pintura a guache juntamente com Chabloz, Antônio Bandeira e Inimá de Paula. O mesmo Jean Pierre lança-o em Paris. Entre 1961 e 1963, trabalhou no recém-criado Museu de Arte da UFCE. Expôs individualmente no Brasil a partir de 1943 e em diversas mostras coletivas no Brasil e exterior, com premiações, destacando-se a recebida na XXXIII Bienal de Veneza (1966). JULIO LOUZADA, VOL. 1 PÁG. 909; ITAU CULTURAL; LEONOR AMARANTE; ARTE NO BRASIL, ACERVO FIEO; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 478.



378 - RUBENS GERCHMAN (1942 - 2008)

O beijo - serigrafia - H.C. - 57 x 44 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, escultor nascido no Rio de Janeiro e falecido em São Paulo. Em 1957, freqüenta o Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro, onde estuda desenho. Faz curso de xilogravura com Adir Botelho e freqüenta a Escola Nacional de Belas Artes - Enba, entre 1960 e 1961. Em 1967, é contemplado com o prêmio de viagem ao exterior no 16º Salão Nacional de Arte Moderna e viaja para os Estados Unidos. Reside em Nova York entre 1968 e 1972. Retorna ao Brasil e faz o roteiro, a cenografia e a direção do filme 'Triunfo Hermético' e os curtas 'ValCarnal' e 'Behind the Broken Glass'. De 1975 a 1979, assume a direção da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, RJ. É co-fundador e diretor da revista 'Malasartes'. Em 1978, viaja para os Estados Unidos com bolsa da Fundação John Simon Guggenheim. Em 1982, permanece por um ano em Berlim como artista residente, a convite do Deutscher Akademischer Austauch Dienst - DAAD [Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico]. Realizou diversas exposições individuais e participou de muitas mostras oficiais no Brasil e pelo mundo recendo prêmios na Bienal de São Paulo (1965), Bienal de Salvador, BA (1966), Bienal de Cali, Colômbia (1967, 1970). JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 417; PONTUAL, PÁG. 235; TEIXEIRA LEITE, "in" A GRAVURA BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 734; ARTE NO BRASIL, PÁG. 974; LEONOR AMARANTE, PÁG. 143, MEC VOL. 2, PÁG. 246; Acervo FIEO.



379 - ITALO CENCINI (1924 - 2011)

Nu - técnica mista - 50 x 35 cm - centro inferior - 1977 -

Natural de São Paulo, onde inicia seus estudos artísticos na Escola de Belas Artes (1948/1949) e freqüenta cursos de Modelo Vivo no MASP e MAM/SP. No Rio de Janeiro RJ freqüenta a ENBA. Ciça França Lourenço, apresentando o artista e sua obra por ocasião de mostra na PINACOTECA-SP (1986), já dizia: " Seu início já indicava a capacidade de aceitação de mudanças, pois profissionalizou-se na escola de ler, ver e discutir com pessoas experientes como Bonadei, Volpi e Danilo Di Prete. Sua personalidade teve a dose de simplicidade necessária para somar com as diferenças, não se sentindo ameaçado com a força do desconhecido. Curioso, sente-se atraído; vale-se porém das mudanças, quando estas se apoderam de sua interioridade. Acima da ditadura da moda, sobreviveu expressionista, quando abstração era palavra de ordem, o que não o impediu de assumi-la no momento em que sobrepujou sua figuração mitológica. Técnica e estética estão totalmente a serviço da carga expressiva, marca inconfundível de Ítalo. " JULIO LOUZADA, vol, 12, pág, 104. MEC, vol 1, pág, 396; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 717; ARTE NO BRASIL, pág. 899; LEONOR AMARANTE, pág. 146; Acervo FIEO.



380 - CAMILO EDUARDO TAVARES (1932 - 2014)

"A nossa praia na temporada" - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito - 2007 - Praia Grande - SP. -

Paulistano, o pintor foi membro de juri da Associação dos Artistas Plásticos de São Paulo. Segundo depoimento do próprio artista: " Os meus quadros são carregados de humanismo, amor e realidade, uma verdadeira mensagem filosófica pois quem leva a vida com amor à arte, é feliz." Expõe individualmente desde 1971, inclusive MAM-RJ em 1974; e coletivamente a partir de 1970. Internacionalmente, expôs a partir de 1971, destacando-se Alemanha, EUA, México e Itália. JULIO LOUZADA, vol.4, pág. 1083. Acervo FIEO.



381 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

No baile - serigrafia - H.C. - 52 x 45 cm - canto inferior direito -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



382 - SALVADOR RODRIGUES JR (1907 - 1995)

"Praia do Tombo - Guarujá" - óleo sobre eucatex - 40 x 50 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1981 -

Nasceu em Cádiz, Espanha, a 8 de abril de 1907. Veio a falecer no dia 24 de julho de 1995, em São Paulo-SP. Pintor e professor. A sua pintura é toda poesia e sem artifícios. O artista não imita ninguém. Tem estilo e sentido próprios. Estas algumas das observações do crítico da Sociarte, José Cornelsen. O autor obteve mais de uma centena de medalhas e troféus em certames oficiais. JULIO LOUZADA vol.9, pág.741, Acervo FIEO.



383 - NOEMIA MOURÃO (1912 - 1992)

Carnaval - desenho a nanquim - 30 x 42 cm - canto inferior direito -

Pintora e desenhista. Assina Noemia. Realizou sua primeira individual em 1934, no Rio de Janeiro. Residiu na Europa de 1934 a 1940, frequentando em Paris as academias de la Grande Chaumière e Ranson. Expôs em Montevideu e Buenos Aires. Foi citada por REIS JUNIOR e TEODORO BRAGA. Foi aluna (1932) e mulher (1933) de Di Cavalcanti. MEC vol.3, pág. 265; WALMIR AYALA vol.2, pág.135; PONTUAL, pág. 375; TEIXEIRA LEITE, pág. 356; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 684. Acervo FIEO.



384 - OSMAR SILVA MACIEL (1935)

"Melancias" - óleo sobre tela - 78 x 90 cm - canto inferior direito e dorso - 1986 -

Natural de Campinas, SP, onde nasceu a 15/4/1935. Frequentou os ateliês de Ettore Federighi e Edmundo Migliaccio. Tem como tema os elementos da vida interiorana. Participou regularmente de exposições no Estado de São Paulo a partir de 1960, recebendo premiações nos Salões Oficiais. JULIO LOUZADA, vol.2, pag.613.



385 - HELIO DE CASTRO (1960)

Barcos - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior direito -

Excepcional pintor de paisagens e marinhas, dono de refinada técnica e composição, com inspiração nas escolas européias. JULIO LOUSADA, vol. 4, pág. 514



386 - ONIL DE MELLO (1948)

Paisagem - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito -

Natural de Campnha, MG, o pintor reside e ativa em São Paulo, onde curso a faculdade de Belas Artes. Seu estilo é neo-impressionista, e temas como o cotidiano, as marinhas , os casarios e as naturezas mortas. Participa de coletiva desde 1977, recebendo diversas e merecidas premiações JULIO LOUZADA, Vol. 9 Pág.572



387 - SERGIO TELLES (1936)

Na praia - gravura com realce de cor - 64/100 - 21 x 29 cm - canto inferior direito -

Pintor, professor e diplomata, estudou pintura na ENBA/Rio; foi discípulo de Levino Fanzeres, Paul Gagarin, Rodolpho Chambelland e Paschoal Valente. Artista de renome internacional, consagrou-se pela sua requintada técnica de composição e domínio da cor. Com exposição retrospectiva programada para o Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro em 2009. TEIXEIRA LEITE, pág. 503; MEC, vol. 4, pág. 380; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 319; ITAÚ CULTURAL. Acervo FIEO.



388 - MARCIO SCHIAZ (1965)

Pão de Açúcar - óleo sobre madeira - 06 x 07 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2006 -

Paulistano, o pintor nasceu em 10/5/1965. Estudou na APBA-SP, onde desenvolveu curso de desenho e pintura, frequentado sessões de modelo vivo. Individuais desde 1989 e coletivas em Salões Oficiais, com sucesso de crítica. Recebeu diversos prêmios. JULIO LOUZADA, vol.13, pág. 304; Acervo FIEO.



389 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulher sentada - litografia off set - 50 x 35 cm - canto inferior direito - 1963 -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



390 - ANTONIO GARCIA PASCOAL (1939)

"Londres, Inglaterra" - óleo sobre tela - 40 x 60 cm - canto inferior esquerdo - 2007 -

Assina Pascoal. Pintor nascido em Itapui, SP, em 17 de novembro. Participa de coletivas desde 1990, tendo recebido prêmio, dentre outros, Medalha de Bronze, no SA na CEF em São Caetano do Sul - 1991. JULIO LOUZADA vol.9, pág. 655.



391 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

No baile - serigrafia - P.I. - 52 x 45 cm - canto inferior direito -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



392 - WILLIAM PEREIRA (1929)

Flores - óleo sobre tela - 19 x 19 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor e desenhista paulista com participações em mostras coletivas. JULIO LOUZADA vol.1, pág. 754



393 - NILO SIQUEIRA (1943)

Paisagem - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior direito -

Pintor natural de Amparo-SP, com diversas participações em exposições coletivas e salões oficiais. JULIO LOUZADA, vol. 2 pág. 956, Acervo FIEO.



394 - VAQUEIRO (1946)

Paisagem - acrílico sobre tela - 16 x 16 cm - canto inferior direito - 2015 -

Pintor autodidata, Nelson Vaqueiro nasceu em Cândido Mota, SP. Participou de várias mostras coletivas e oficiais, destacando-se: ‘Gente da Terra’ - Paço das Artes, SP (1980); ‘Naive Spring’ Uri and Rami Nachushtan Museum, Kibbutz Ashdot Yaacov Meuchad, Israel (2004). ITAU CULTURAL; JULIO LOUSADA VOL. 1, PÁG. 1023; naiveartonline.com.



395 - ULYSSES FARIAS (1960)

Composição - técnica mista - 60 x 60 cm - canto inferior direito e dorso - 2016 -

Desenhista, pintor, fotógrafo, escultor, poeta e professor nascido em São Paulo. Tem participado de muitos eventos culturais, mostras e Salões oficiais em Socorro, SP (2006 a 2014); Brasília, DF (2010); Mairiporã, SP (2007); São Paulo (2013). Recebeu, em 2012, o primeiro lugar em um concurso de fotografias.



396 - MILTON DACOSTA (1915 - 1988)

Figura - serigrafia - P.I. - 41 x 31 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador. Milton Rodrigues da Costa nasceu em Niterói, RJ e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou estudos de desenho e pintura, em 1929, com o professor alemão August Hantv. No ano seguinte matriculou-se no curso livre de Marques Júnior, na Escola Nacional de Belas Artes. Junto com Edson Motta, Bustamante Sá e Ado Malagoli , entre outros, criou o Núcleo Bernardelli em 1931. Viajou para Estados Unidos em 1945, com o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Belas Artes do ano anterior. Na cidade de Nova York, estudou na Art's Students League of New York. Em 1946, foi para a Europa e após visita a vários países, fixou-se em Paris, onde estudou na Académie de La Grande Chaumière. Conheceu Pablo Picasso, por intermédio de Cícero Dias, e freqüentou os ateliês de Georges Braque e Georges Rouault. Expôs no Salon d'Automne (Paris) e regressou ao Brasil em 1947. Em 1949, casou-se com a pintora Maria Leontina e passou a residir em São Paulo. Realizou muitas exposições individuais e também recebeu prêmios nas Bienais Internacionais de São Paulo (1955, 1957). TEODORO BRAGA, PÁG. 163; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 229; MEC, VOL. 2, PÁG. 13; BENEZIT, VOL. 3, PÁG.315; ITAU CULTURAL; PONTUAL, PÁG. 155; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; ACERVO FIEO.



397 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulata no espelho - serigrafia - H.C. - 42 x 25 cm - canto inferior direito -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



398 - ANDRÉ DENIS (1906 - 1978)

Figura - desenho a lápis - 62 x 31 cm - canto inferior direito -
No estado.-

Escultor e pintor francês, radicado por longos anos em São Paulo, Denis deixou obra valiosa e pessoal. MEC, vol. 2, pág. 28; JÚLIO LOUZADA, vol. 10, pág. 281.



399 - ALFREDO VOLPI (1896 - 1988)

Bandeirinhas - litografia off set - P.A. - 28 x 36 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.



400 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Cangaceiro - serigrafia - 135/150 - 64 x 48 cm - canto inferior direito - 2003 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



401 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Pássaro - serigrafia - P.A. - 40 x 60 cm - canto inferior direito -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



402 - ALFREDO VOLPI (1896 - 1988)

Bandeirinhas - litografia off set - P.A. - 28 x 36 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.



403 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Meia noite - serigrafia - H.C. - 52 x 45 cm - canto inferior direito -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



404 - MILTON DACOSTA (1915 - 1988)

Figura - serigrafia - P.A. - 41 x 31 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador. Milton Rodrigues da Costa nasceu em Niterói, RJ e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou estudos de desenho e pintura, em 1929, com o professor alemão August Hantv. No ano seguinte matriculou-se no curso livre de Marques Júnior, na Escola Nacional de Belas Artes. Junto com Edson Motta, Bustamante Sá e Ado Malagoli , entre outros, criou o Núcleo Bernardelli em 1931. Viajou para Estados Unidos em 1945, com o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Belas Artes do ano anterior. Na cidade de Nova York, estudou na Art's Students League of New York. Em 1946, foi para a Europa e após visita a vários países, fixou-se em Paris, onde estudou na Académie de La Grande Chaumière. Conheceu Pablo Picasso, por intermédio de Cícero Dias, e freqüentou os ateliês de Georges Braque e Georges Rouault. Expôs no Salon d'Automne (Paris) e regressou ao Brasil em 1947. Em 1949, casou-se com a pintora Maria Leontina e passou a residir em São Paulo. Realizou muitas exposições individuais e também recebeu prêmios nas Bienais Internacionais de São Paulo (1955, 1957). TEODORO BRAGA, PÁG. 163; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 229; MEC, VOL. 2, PÁG. 13; BENEZIT, VOL. 3, PÁG.315; ITAU CULTURAL; PONTUAL, PÁG. 155; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; ACERVO FIEO.



405 - BERNARDO CID (1925 - 1982)

"Imagem 14" - litografia - 22/30 - 36 x 67 cm - canto inferior direito - 1979 -

Autodidata, o artista foi natural da cidade de São Paulo, onde também veio a falecer. O crítico Mario Schenberg, em sua obra ´Pensando a arte´. Ed. Nova Stella-SP, 1988, assim comentou a obra do artista: "Nas fases figurativas anteriores a 1960, Bernardo Cid experimentou várias técnicas. De um modo geral, o grafismo desempenhou o papel mais importante nesse período, se bem que tenha empregado também uma técnica de esmaltes. A partir de 1960 iniciou sua fase abstrata informal, que se prolongou até o fim de 1964, quando voltou de novo ao figurativismo. A pintura informal de Cid apresenta um interesse considerável. Algumas obras desse período se aproximam do expressionismo abstrato, revelando um senso cósmico acentuado, adequadamente comunicado por uma linguagem pictórica rica de sensibilidade cromática. A visão cósmica de Cid tem uma dramaticidade contida mas forte. Ela reapareceu combinada com outros elementos em alguns dos seus quadros neo-realistas de 1965. A passagem pelo informalismo enriqueceu consideravelmente a pintura de Cid, combatendo uma predominância excessiva de grafismo, evidenciada nas fases precedentes. Aprimorou o seu senso espacial e deu-lhe musicalidade." MEC, vol.1, pág.437; PONTUAL, pág.73; Catálogo Da Exposição Panorama da Arte Atual Brasileira- Museu de Arte Moderna de São Paulo/1976; WALMIR AYALA, vol. 1, págs. 205/206; BENEZIT, vol.3, pág.31; TEIXEIRA LEITE, pág.74; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 737; ARTE NO BRASIL, pág. 910.



406 - ANTONIO MEIRELLES (1919)

"Olinda" - óleo sobre tela - 22 x 16 cm - canto inferior direito e dorso - 1968 -

Pintor natural da cidade do Recife-PE. Transferiu-se para o Rio de Janeiro em 1936, ingressando na Marinha de Guerra, sem deixar de trabalhar com a pintura, que mais tarde, seria sua dedicação exclusiva. Teve orientação artística de José Pancetti no Liceu de Artes e Ofícios e, também, cursou a antiga ENBA-RJ. Na década de 60 obteve vários prêmios no SNBA-RJ, com medalhas de bronze, prata e menção honrosa. Realizou individuais no Rio de Janeiro, além de participar de Salões Oficiais no Rio e em São Paulo recebendo premiações. JULIO LOUZADA, vol 1, pág 625



407 - DOROTHY BASTOS (1933)

Composição - xilogravura - 13/15 - 55 x 72 cm - canto inferior direito - 1973 -

Pintora, desenhista e gravadora que nasceu em São Paulo, SP, onde também fez seu aprendizado artístico. Exposições individuais: São Paulo (1958, 1961, 1966); Campinas, SP (1960); Santos, SP (1965). Coletivas: São Paulo (entre 1955 e 1967 – Salões Paulistas de Arte Moderna e Bienais Internacionais, entre 1969 e 1987 – Panoramas da Arte Atual Brasileira); Rio de Janeiro (entre 1958 e 1962 – Salões Nacionais de Arte Moderna); Argentina (1960); Portugal (1960); México (1960, 1961 – Bienal); França (1961 – Bienal de Paris); Curitiba (1962, 1965); Ribeirão Preto (1964); Florianópolis (1965); Brasília (1964, 1965); EUA (1961); Peru (1965); Belo Horizonte (entre 1960 e 1965). Prêmios: São Paulo (1957, 1959, 1962, 1964); EUA (1961); Belo Horizonte (1964). JULIO LOUZADA VOL. 7, PÁG. 77; ITAU CULTURAL; PONTUAL, PÁG. 59; MEC VOL. 1, PÁG. 190.



408 - AUGUSTO DUARTE DE CASTRO SEABRA (1909)

"Vitória" - óleo sobre tela - 15 x 22 cm - canto inferior direito e dorso - 1973 -

Natural da cidade serrana de Petrópolis, RJ. Pintor e professor, inciando-se autodidaticamente na pintura em 1940. Participou do SNBA, onde recebeu menção honrosa (1948), medalha de bronze (1952), e medalha de prata (1957), conquistando também diversas premiações nos salões de artes plásticas de Valença e a medalha de prata no Salão da Associação dos Artistas Brasileiros (ex-GB) de 1968. Dedicou-se especialmente à pintura de paisagens; lecionou no Instituto de Belas Artes (ex-GB). PONTUAL, pág. 480; MEC, 4, pág. 215; JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 813.



409 - CLAUDIO GONÇALVES (1958)

"Moça" - óleo sobre eucatex - 40 x 30 cm - canto inferior direito e dorso - 2014 -

Desenhista, pintor e professor nascido em Ourinhos, SP. Teve aulas de desenho no Ateliê Leandro Frediani em Amparo, SP (1966). Em 1968 mudou-se para São Paulo. Frequentou a Escola Panamericana de Artes (1978) onde teve aulas com Paulo Nesadal (1980); aulas de desenho com Círton Genaro (1981) e aulas de gravura com Romildo Paiva (1987) no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo. Estudou também no ateliê de Manoel M. Menacho (1989 a 1999). Realizou exposições individuais em São Paulo (1997, 2001, 2004, 2007, 2008, 2010) e participou de mostras e Salões oficiais em: Marília, SP (1983); Santo André, SP (1985); Presidente Prudente, SP (1988); São João da Boa Vista, SP (1998); São Paulo (2001, 2003, 2012); Santa Bárbara D’Oeste, SP (2008); Guarulhos, SP (2013); Atibaia, SP (2014). Foi premiado em: Marília, SP (1983); Santo André, SP (1985); Prêmio Paleta Internacional Brasil/Extremo Oriente (1986); Arceburgo, MG (2012, 2013). ITAU CULTURAL; www.claudiogoncalves.com.



410 - FRANCISCO REBOLO GONSALES (1903 - 1980)

Paisagem - litografia - 23/50 - 33 x 48 cm - canto inferior direito -

Pintor e gravador nascido e falecido em São Paulo. Iniciou seus estudos em artes na Escola Profissional Masculina do Brás, onde teve aulas de desenho com o professor Barquita (1915 e 1917). Aos 14 anos, trabalhou como aprendiz de decorador de paredes. Paralelamente à sua atividade como decorador, atuou como jogador de futebol. Em 1926, montou ateliê de decoração na Rua São Bento. A partir de 1933, transferiu seu ateliê para uma sala no Palacete Santa Helena, quando se iniciou na pintura. A partir de 1935, partilhou seu ateliê com Mario Zanini. Posteriormente, outras salas do Palacete foram transformadas em ateliês e ocupadas por vários pintores, entre eles: Fulvio Pennacchi, Bonadei, Humberto Rosa, Clóvis Graciano, Alfredo Volpi, Rizzotti e Manoel Martins. Mais tarde, este grupo de artistas passou a ser denominado Grupo Santa Helena. Rebolo esteve presente em todos os importantes eventos ligados à história da arte moderna. Integrou, por exemplo, o Salão de Maio, os Salões da Família Artística Paulista e do Sindicato dos Artistas Plásticos; pertenceu ao grupo de artistas que defendeu a criação de um Museu de Arte Moderna em São Paulo e, mais tarde, a Bienal, entre outros feitos que foram relatados na cronologia de sua vida artística. Um ponto alto de sua carreira foi quando recebeu, no Salão de Arte Moderna do Rio de Janeiro, o "Prêmio de Viagem ao Exterior", em 1954. Em 1956, fez curso de restauração no Vaticano, participando da recuperação de uma obra de Raphael. A partir de 1959, incentivado por Marcelo Grassmann, iniciou uma série de experiências como gravador. MEC, VOL. 4, PÁG. 28; TEODORO BRAGA, PÁG. 202; PONTUAL, PÁG. 447; REIS JR., PÁG. 382; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 433; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; LEONOR AMARANTE, PÁG. 13; ARTE NO BRASIL; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 807; VOL. 13, PÁG. 278; www.sampa.art.br; www.macvirtual.usp.br; www.unesp.br.



411 - DIRCEU JOSE LINO (XX)

"Ponte sobre o rio" - acrílico sobre tela - 40 x 60 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2014 -

Pintor, escultor e professor carioca que tem participado de diversas exposições coletivas no Rio de Janeiro (2010, 2011, 2012, 2013); São João do Meriti, RJ (2010). Recebeu os prêmios: na Associação Brasileira de Desenho, RJ (2010, 2013); na Exposição de Arte do Clube Militar, RJ (2011).



412 - EDMAR FERNANDES (1982)

"Pau de sebo" - acrílico sobre eucatex - 26 x 16 cm - canto inferior direito e dorso - 2013 - Recife - PE -

Edmar de Morais Fernandes nasceu em Chã de Alegria, PE. Iniciou-se na arte, ainda na adolescência, quando morava com seus avós numa pequena granja em Aldeia, cidade vizinha de Recife. Admirador da arte do barro desenha desde os treze anos. Possui trabalhos em Portugal, Suíça, França e Espanha. edmardeco.blogspot.com.br.



413 - ISABEL PONS (1912)

Composição - gravura - 55/150 - 40 x 33 cm - canto inferior direito -

Nasceu em Barcelona, Espanha. Importante gravadora, desenhista e pintora. Estudou pintura na Escola de Belas Artes de Barcelona (1925-1930). Ilustrou poemas de Garcia Lorca. Fixou residencia no Rio de Janeiro a partir de 1948. Estudou gravura com Friedlaender, no MAM-RJ, em 1959. A partir de então dedica-se principalmente à atividade de gravadora em metal, técnica que domina como poucos e a consagrou no cenário nacional e internacional. Está representada em diversos museus brasileiros e estrangeiros, como o MNBA, MAM-RJ, MOMA-NY, etc MEC, vol. 3-pág. 425; PONTUAL-pág. 431; WALMIR AYALA, vol. 2, págs.203/4; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 707; ARTE NO BRASIL, pág. 853; LEONOR AMARANTE, pág. 126.



414 - ERNESTO CAPOBIANCO (1918)

Feira - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior direito -

Pintor ativo em São Paulo. Tem como tema paisagens rurais e casas de colonos. JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 177, Acervo FIEO.



415 - ALEXANDRE RAPOPORT (1929)

Figura - técnica mista - 12 x 10 cm - canto inferior direito - 1994 -

Arquiteto, pintor, gravador, desenhista industrial e professor, RAPOPORT nasceu no Rio de Janeiro, onde cursou a Faculdade Nacional de Arquitetura da antiga Universidade do Brasil. Fêz aprendizado de gravura na antiga ENBA em 1952. Conquistou menções honrosas em pintura e desenho no SNBA a partir de 1948. WALMIR AYALA,vol. 2, pág. 237; MEC, vol. 4, pág. 26; PONTUAL, pág. 447; TEIXEIRA LEITE, pág. 431; JÚLIO LOUZADA, vol. 11, pág. 260; ITAU CULTURAL.



416 - FERRACIOLI (1949)

"Batalha dos sentidos" - óleo sobre tela - 80 x 60 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 05-1986 -

Nascido em Mococa, SP, FERRACIOLI é um artista com linguagem própria, apresentando um misto feliz de erotismo, misticismo e ficção científica. Dedica-se exclusivamente à pintura desde 1970. Em sua pintura atual, síntese de suas diversas fases, predominam texturas, além da busca de efeitos cromáticos num disciplinado rigor geométrico. Expõe individualmente com sucesso desde 1974, e participa de coletivas desde 1969, inclusive no exterior: Itália, Japão e USA. JULIO LOUZADA, vol.11, pág.110; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



417 - SANSÃO CAMPOS PEREIRA (1926 - 2014)

Marinha - óleo sobre tela - 50 x 50 cm - canto inferior direito -

Foi ativo no Rio de Janeiro, foi membro da Academia Brasileira de Artes, e da Academia Brasileira de Belas Artes. Artista várias vezes premiado, participou de diversas coletivas e salões, recebendo premiações várias. Seu tema preferido era a marinha. MEC vol.3, pág.389; JULIO LOUZADA vol.11, pág.243, Acervo FIEO.



418 - KASUO WAKABAYASHI (1931)

Pássaros - serigrafia - P.A. - 70 x 70 cm - canto inferior direito - 2006 -

Pintor natural da cidade japonesa de Kobe. Inicia seus estudos na Escola Técnica de Hikone, em Shiga (Japão), em 1944. Em 1946, inicia aprendizado de pintura a óleo. Torna-se membro do Grupo Babel, composto por Rokuichi, Kaibara, Ko Nishimura e outros. Em 1952 monta seu atelier. Em 1961, vem para o Brasil e radica-se em São Paulo, onde integra-se ao Grupo Seibi. Em 1966, é convidado para ser membro do júri do 10º Salão do Grupo Seibi de Artistas Plásticos, salão em que ganha a Grande Medalha de Ouro, na edição de 1963. Em 1968, naturaliza-se brasileiro. Entre 1963 e 1967, participa de várias edições da Bienal Internacional de São Paulo, recebendo o Prêmio Aquisição do Itamarati na 9ª edição. Em 1984, participa da exposição itinerante por Europa e América, Mestres do Abstracionismo Brasileiro; em 1994, participa da Bienal Brasil Século XX, na Fundação Bienal de São Paulo. Em 2001, realiza exposição individual comemorativa dos seus 70 anos, na A Galeria em São Paulo. TEIXEIRA LEITE, pág. 540; PONTUAL, pág. 550; ITAÚ CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 939, Acervo FIEO.



419 - GENTIL GARCEZ (1903 - 1992)

Pescadores - óleo sobre tela - 43 x 59 cm - canto inferior direito - 1940 -

Sua primeira individual deu-se em 1922. Participou assiduamente de certames artísticos realizados em São Paulo e em outras cidades do País. TEODORO BRAGA, pág. 105; MEC, vol. 2, pág. 240/241; JULIO LOUZADA, vol 1, pág. 410; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



420 - ANTONIO GARCIA PASCOAL (1939)

"Pastagem de gado" - óleo sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior direito e dorso - 2015 -

Assina Pascoal. Pintor nascido em Itapui, SP, em 17 de novembro. Participa de coletivas desde 1990, tendo recebido prêmio, dentre outros, Medalha de Bronze, no SA na CEF em São Caetano do Sul - 1991. JULIO LOUZADA vol.9, pág. 655.



421 - ARLINDO MESQUITA (1924 - 1987)

Composição - aquarela - 48 x 33 cm - canto inferior esquerdo - 1969 -

Pintor figurativo de orientação tradicional, Arlindo Mesquita foi autodidata, e começou a pintar e esculpir aos 13 anos. Natural de Arcoverde, PE, transferiu-se para Recife, onde ingressou aos 15 anos na Escola de Aprendizes Marinheiros daquela cidade, servindo até 1944 na Marinha. Desde então fixou residência no Rio de Janeiro, onde foi desenhista de publicidade e pintor expositor frequente do SNBA. No II Salão Pancetti, realizado naquela cidade, em 1967, obteve prêmio de viagem a Paris. JULIO LOUZADA vol.11, pág. 212; PONTUAL pág. 359; MEC vol. 3, pág. 142; TEIXEIRA LEITE, pág. 323; ITAU CULTURAL.



422 - GUIMA (1927 - 1993)

Marinha - óleo sobre tela - 38 x 46 cm - canto inferior esquerdo e dorso -

Pintor e desenhista de mérito invulgar, Guima era paulista de Taubaté, residiu por muitos anos no Rio de Janeiro e praticava o figurativismo expressionista, por vezes eivado de notas líricas, de outras descambando para o fantástico. MEC, vol. 2, pág. 306; PONTUAL, pág.257; WALMIR AYALA, vol. 1, págs. 377/8; JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 407; ITAÚ CULTURAL.



423 - BRUNO LECHOWSKY (1889 - 1941)

Paisagem do Rio - aquarela - 35 x 46 cm - canto inferior esquerdo -

Natural da Polônia, este grande pintor e professor veio para o Brasil em 1926, fixando-se inicialmente no Paraná, para depois vir a residir de forma permanente no Rio de Janeiro, o qual pintou com todas as cores e luzes. Integrou o Núcleo Bernardelli, onde orientou mestres como Tamaki, Takaoka, e principalmente Pancetti, a quem chegaria a marcar, inclusive nas cores chapadas. TEODORO BRAGA, pág. 139; PONTUAL, pág. 305; MEC, vol. 2, pág. 465; TEIXEIRA LEITE, pág. 281/282; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 449; ARTE NO BRASIL, pág. 764.



424 - AUGUSTO LUIZ DE FREITAS (1868 - 1962)

Paisagem - óleo sobre cartão colado em eucatex - 18 x 25 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor gaúcho, estudou em Portugal e na Escola de Belas Artes do Rio de Janeiro, com Henrique Bernardelli, tendo-se radicado em Roma em fins do século passado, após ter conquistado em 1898 o prêmio de Viagem do Salão Nacional de Artes. Foi um dos decoradores do Pavilhão Brasileiro na Exposição de Turim em 1911. LAUDELINO FREIRE, pág. 515; TEODORO BRAGA, pág. 103; REIS JR., pág. 366; MEC, vol. 2, pág. 210; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 323; PONTUAL, pág. 225; TEIXEIRA LEITE, pág. 208; JÚLIO LOUZADA, vol. 10, pág. 358; RGS, pág. 101, RUTH TARASANTCHI.



425 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Árabes - óleo sobre tela - 38 x 46 cm - canto inferior direito ilegível -



426 - AI HIRSCHFELD (1903 - 2003)

"Laurel e Hardy " - "Abbott e Costello" - desenho a nanquim - 28 x 22 cm - canto inferior direito -
Complemento do título: "Laurel e Hardy " - "Abbott e Costello" - Classic Comedians.- (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Desenhista, caricaturista e ilustrador nascido em St. Louis, MO - EUA. Estudou no 'Art Student's League', Nova York. Mudou-se para Paris (1924) e continuou a estudar. Viajou pelo leste asiático. Tornou-se especialmente conhecido por suas caricaturas no 'New York Times' (a partir de 1929) retratando as personalidades do 'show-business'. Ilustrou vários livros também. Expôs individualmente em Nova York no: 'Staten Island Museum' (1961); Hammer Gallery (1967); 'Museum Performing Arts', Lincoln Center (1968) e foi premiado pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos. alhirschfeld.com; www.artprice.com; www.biography.com.



427 - ANGELO AGOSTINI (1843 - 1910)

Dom Pedro II - desenho a nanquim - 56 x 40 cm - canto inferior esquerdo -

Angelo Agostini nasceu em Vercelli, Itália e faleceu na cidade do Rio de Janeiro, onde residia e era ativo. Caricaturista, ilustrador, desenhista, crítico, pintor, gravador. Estudou desenho em 1858 em Paris, Fixa residência em São Paulo a partir de 1860, e quatro anos depois funda, com Luís Gonzaga Pinto da Gama e Sizenando Barreto Nabuco de Araújo, o semanário liberal Diabo Coxo. Em 1866, cria, com Américo de Campos e Antônio Manuel Reis, o jornal O Cabrião, periódico semanal, no qual publica sátiras sobre a Guerra do Paraguai. Muda-se para o Rio de Janeiro e passa a colaborar no periódico O Arlequim e na revista Vida Fluminense, além de outros periódicos. Durante a campanha abolicionista, Agostini publica na revista a série de caricaturas Cenas da Escravidão, em que, fazendo referência aos passos da paixão, apresenta, em 14 ilustrações, diversas formas de tortura a que eram submetidos os negros cativos. TEODORO BRAGA, pág. 35; LAUDELINO FREIRE, pág. 155; REIS JR., pág. 206; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 17; PONTUAL, pág. 6; TEIXEIRA LEITE,pág. 14; ITAÚ CULTURAL.



428 - NEWTON MESQUITA (1948)

"Depois da festa III" - acrílico sobre tela - 70 x 90 cm - canto inferior direito - 1982 -
Com etiqueta do ateliê do autor, no dorso.

Pintor e gravador paulistano, Newton Mesquita é inquieto; provoca a sua arte com novos experimentos e técnicas. Desenhista de mão cheia, solta o traço com habilidade, recriando imagens, cores e texturas. JULIO LOUZADA, vol. 9, pág. 578; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO.



429 - ANNA LETYCIA (1929)

Composição - técnica mista - 27 x 20 cm - canto inferior esquerdo -

Fluminense de Petrópolis, é gravadora e professora. Estudou com André Lhote e Ivan Serpa no Rio de Janeiro. A partir da década de 1950 voltou-se inteiramente para o trabalho como gravadora. Foi aluna de Iberê Camargo, Darel e Goeldi, ainda no Rio de Janeiro. Artista de renome nacional e internacional, cujas obras enriquecem acervos privados e públicos. PONTUAL, pág. 28; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 16; WALTER ZANINI, pág. 703; LEONOR AMARANTE; ARTE NO BRASIL.



430 - MANOEL SANTIAGO (1897 - 1987)

Paisagem - óleo sobre tela - 38 x 46 cm - canto inferior esquerdo e dorso -

Manoel Colafante Caledônio de Assumpção Santiago nasceu em Manaus, AM e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, desenhista e professor. Mudou-se para Belém em 1903 e iniciou estudos de pintura. Desde 1916 já praticava a arte não figurativa. Em 1919 transferiu-se para o Rio de Janeiro, cursou Direito e frequentou a Escola Nacional de Belas Artes, onde foi aluno de Rodolfo Chambelland e Baptista da Costa. Na época, teve aulas particulares com Eliseu Visconti. Foi casado com a pintora Haydeá Santiago. Participou em 1927 do Salão Nacional de Belas Artes e recebeu o prêmio viagem ao exterior, entre vários outros. Foi para Paris no ano seguinte, e lá permaneceu por cinco anos. De volta ao Rio de Janeiro, em 1932, tornou-se professor do Instituto de Belas Artes. Em 1934, passou a lecionar pintura e desenho no Núcleo Bernardelli, figurando entre seus alunos José Pancetti, Edson Motta, Bustamante Sá, Ado Malagoli, Rescála e Milton Dacosta. Participou da I Bienal Internacional de São Paulo (1951) e do 8º Panorama da Arte Brasileira (1976). PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, VOL. 1, PÁG. 241; TEODORO BRAGA, PÁG. 211; CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO DE PAISAGEM BRASILEIRA, MEC-MNBA /RIO/1944; MAYER/84, PÁG. 1158; REIS JR, PÁG. 378; PONTUAL, PÁG. 473; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 292; ITAÚ CULTURAL, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 865; ACERVO FIEO.



431 - ISMAEL NERY (1900 - 1934)

Estudos - desenho a nanquim - 14 x 20 cm - canto superior esquerdo -
Com estudo no dorso. Ex coleção Renée Sasson, São Paulo - SP.-

Pintor e desenhista, considerado o precursor do surrealismo no Brasil; ainda criança fixou-se no Rio de Janeiro; posteriormente fez duas longas viagens à Europa; seus trabalhos iniciais são ligados ao expressionismo; seguem-se o período cubista - ao qual pertence a notável fase azul - e, a partir de 1927, o surrealista. Sua obra trata de temas de amor e poesia, centralizados na figura humana, muitas vezes sua mulher Adalgisa, abstraindo a paisagem e o ambiente. ARTE NO BRASIL, vol. 2, pág. 1052; MEC, vol. 3, pág. 257; TEIXEIRA LEITE, pág. 351/2; PONTUAL, pág. 381/2; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 531; LEONOR AMARANTE, pág. 142.



432 - FRANCISCO BRENNAND (1927)

Composição - cerâmica - 10 x 10 cm - não assinado -

Pintor e ceramista. Estudou com André Lhote e Fernand Léger, em Paris. Participou de importantes bienais e salões, nacionais e internacionais. Realizou individuais de pintura e cerâmica no MAM-SP em 1960 e outras importantes salas de arte. Executou trabalhos murais em edifícios públicos e particulares no Recife e no estrangeiro. Suassuna considerou a sua pintura "bela, forte e brasileira". Brennand é referência mundial como artista puramente brasileiro. JULIO LOUZADA, VOL, 10, pág 141. PONTUAL, pág, 88. MEC, VOL , 1, pág, 294; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 717; ARTE NO BRASIL, pág. 879. Acervo FIEO. -



433 - TAPETE ORIENTAL,


Feito a mão, de lã, Indiano, medindo 243 x 168 cm = 4,08 m².-



434 - ARMANDO BALLONI (1901 - 1975)

Casal - óleo sobre tela - 40 x 33 cm - canto inferior esquerdo -

Italiano, o pintor foi ativo em São Paulo, onde participou do Salão Paulista de Belas Artes a partir de 1933. Foi premiado com medalha de bronze, do Salão de Arte Moderna (1954), e em outros Salões oficiais. Participou da I e II Bienal de São Paulo.Membro e expositor da Familia Artistica Paulista. MEC, vol. 1, pág.159; JULIO LOUZADA vol.10, pág. 87; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 582, Acervo FIEO.



435 - MARIA BONOMI (1935)

Composição - xilogravura - 07/100 - 41 x 30 cm - canto inferior direito - 1974 -

Gravadora, pintora, figurinista, cenógrafa, muralista e escultora nascida em Meina, Itália. No Brasil, desde os nove anos de idade, residiu no Rio de Janeiro. Na década de 1950, já em São Paulo, estudou inicialmente com Yolanda Mohalyi, Karl Plattner e Livio Abramo. Depois na 'Columbia University', Nova York - EUA estudou artes gráficas com Hans Muller e História da Arte Comparada com Meyer Schapiro. Obteve bolsa de estudos no Pratt Institute, Nova York - EUA onde trabalhou com Seong Moy e Fritz Eichenberg, entre outros. De volta ao Brasil (1959) continuou seu aperfeiçoamento na gravura com Friedlaender no MAM, RJ. Fundou com Lívio Abramo o 'Estudio Gravura' (década de 1960), em São Paulo. Realizou várias exposições individuais e tem participado de muitas mostras coletivas e oficiais, no Brasil e no exterior. Recebeu, entre outros, o Prêmio de Melhor Gravador da VIII Bienal de São Paulo (1965); o Prêmio de Gravura na V Bienal de Paris (1968); o Prêmio de Gravura da VIII Exposição Internacional Ljubljana, modalidade xilogravura; o Prêmio de Aquisição na IX Bienal de mesmo nome (1971), culminando com o Prêmio Internacional de Gravura, modalidade litografia (1983). Como cenógrafa vale destacar o Prêmio de Revelação de Cenógrafa e Melhor Figurinista com a peça 'As feiticeiras de Salém' de Arthur Miller. O Prêmio Revelação dado pela APCT – Associação Paulista de Críticos Teatrais se repetiu nos anos de 1962, 1965 e 1967. Em 1965, recebeu o Prêmio Molière como melhor cenógrafa da peça "A megera domada”, de Shakespeare. Desde 1975 tem realizado numerosos painéis em concreto, de grandes dimensões, como os do Saguão do Maksoud Hotel e do Banco Sudameris do Brasil, as fachadas laterais do Esporte Clube Sírio e do Edifício J. Riskallah Joye, todos em São Paulo e, em Santiago do Chile, os painéis do Banco Exterior da Espanha. JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 142; PONTUAL PÁG. 80; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 692; ARTE NO BRASIL PÁG. 837; LEONOR AMARANTE PÁG. 75, ACERVO FIEO; www.memorial.org.br; www.pinacoteca.org.br; www.bcb



436 - RENINA KATZ (1925)

Paisagem - litografia - 572/800 - 50 x 35 cm - canto inferior direito - 1985 -

Gravadora, desenhista, ilustradora e professora, Renina Katz Pedreira nasceu no Rio de Janeiro. Assina Renina e Renina Katz. Cursou a Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1947 a 1950) e teve como professores, entre outros, Henrique Cavalleiro e Quirino Campofiorito. Licenciou-se em desenho pela Faculdade de Filosofia da Universidade do Brasil. Iniciou-se em xilogravura com Axl Leskoschek, em 1946. Incentivada por Poty, ingressou no curso de gravura em metal, oferecido por Carlos Oswald no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro. Mudou-se para São Paulo em 1951, e lecionou gravura no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand e, posteriormente, na Fundação Armando Álvares Penteado, até a década de 1960. Em 1956, publicou o primeiro álbum de gravuras, intitulado ‘Favela’. A partir dessa data, foi docente da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo por 28 anos. Realizou muitas exposições individuais pelo Brasil, EUA, Chile, Paraguai, Portugal, Itália, Holanda e participou, entre as diversas mostras e Salões oficiais, das: Bienal Internacional de São Paulo (1955, 1959, 1961, 1963, 1985, 1989); Bienal de Veneza, Itália (1956, 1986); Panorama da Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1974, 1977, 1980, 1984). Foi premiada no Rio de Janeiro (1951, 1952) e em São Paulo (1955, 1984). MEC VOL.2, PÁG.403; PONTUAL, PÁG. 288; WALMIR AYALA VOL.1, PÁG.441; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG.15; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 606; ARTE NO BRASIL; www.artprice.com; www.catalogodasartes.com.br; www.editora.unicamp.br; www.laboratoriodasartes.com.br; artenaescola.org.br.



437 - INNOCÊNCIO BORGHESE (1897 - 1985)

"Sítio do Zé Reis" - óleo sobre eucatex - 24 x 35 cm - canto inferior direito e dorso - 1974 -

Pintor e professor paulista, participante do Salão Paulista de Belas Artes, de 1935 a 1961. Diversas exposições individuais e coletivas, com muitas premiações. Pintou muitas paisagens tendo como tema a cidade de São Paulo. TEODORO BRAGA, pág 56; MEC, vol. 1, pág. 251; Acervo FIEO.



438 - SILVIA ALVES (1947)

Flores - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito - 1981 -

Pintora, desenhista, escultora, gravadora, ilustradora, professora, poetiza e atriz Silvia Ferraro Alves nasceu em São Paulo. Estudou desenho e escultura com Alvaro de Bauptista (1980 a 1984) na Universidade de Campinas; formou-se em Pintura na Faculdade de Belas Artes (1986); mestrado em Aquarela na Faculdade Santa Marcelina (1998); frequentou o ateliê de Gravura do Museu Lasar Segall (1985 a 1988); os ateliês de pintura e desenho dos professores Lecy Bomfim, Salvador Rodrigues, Deusdedith Campanelli, Colette Pujol, Djalma Urban, Francisco Cuoco, Fang, o ateliê de escultura no Museu Brasileiro de Escultura (1980 a 1994) e aquarela com Iole Di Natale (1994 a 1998). Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais. Foi premiada em 1983, 1989, 1991, 1993, 1994, 1997, 1999, 2000, em São Paulo. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL, 10, PÁG, 49; www.silviaalves.art.br.



439 - JEANETE ZEIDO (XX)

Composição - aquarela - 28 x 38 cm - canto inferior direito - 1988 -

Pintora, desenhista e gravadora com diversas participações em mostras coletivas e oficiais como: Salão Nacional de Artes Plásticas, Rio de Janeiro (1979, 1984); Salão de Arte Contemporânea de Piracicaba (1981); Salão Paulista de Arte Contemporânea, São Paulo (1984); Salão Nacional de Artes Plásticas, Fortaleza - CE (1984); Mostra da Gravura Cidade de Curitiba, Curitiba - PR (1984). ITAU CULTURAL.



440 - ANTOINE VOLLON (1833 - 1900)

Natureza morta - óleo sobre madeira - 53 x 42 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e gravador francês nascido em Lyon e falecido em Paris. Iniciou-se como aprendiz de um gravador, cursou a Escola de Belas Artes de Lyon (1850-1853) onde foi aluno do gravador Vibert e trabalhou como decorador de panelas e fogões. Em 1859 mudou-se para Paris e conviveu com Théodule Ribot, François Bonvin, Daubigny e Daumier. Autodidata como pintor, expôs nas edições do 'Salon' desde 1864. Foi premiado em Lyon (1852 – gravura), em Paris (1865, 1868, 1869, 1878, 1900) e foi oficial da Legião de Honra. Em 1879, Edmond Renoir – irmão do pintor impressionista Pierre-August Renoir, organizou uma exposição retrospectiva de suas obras e por isso foi eleito membro do 'Institute de France' (1894). BENEZIT VOL. 10, PÁG.565; ITAU CULTURAL; www.wildenstein.com; www.nationalgallery.org.uk; www.stephenongpin.com; www.frick.org; www.metmuseum.org; www.artprice.com; www.artnet.com.



441 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Flores - litografia - 27 x 20 cm - canto inferior esquerdo na matriz -
Com a seguinte dedicatória no dorso|: "Com os votos de Feliz Natal e próspero Ano Novo de Córa, Aldemir, Pedro e Mariana - 1971 - 1972".-

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



442 - NILSON PIMENTA DA COSTA (1957)

Índias - técnica mista - 29 x 41 cm - canto inferior direito - 2002 -

Baiano de Caravelas, o autor aprende desenho de forma autodidata, aprimorando-se nesta técnica e iniciando-se na pintura, em ateliê sob orientação de Aline Figueiredo e Humberto Espíndola. Desde o início de sua carreira destaca-se como artista naïf, recebendo diversos prêmios em salões. Participa de várias exposições importantes, entre elas a Bienal Naïfs do Brasil em suas 2ª, 4ª e 5ª edições, organizadas pelo Sesc de São Paulo e do segmento Arte Popular, da Brasil + 500, Mostra do Redescobrimento, na Fundação Bienal em 2000. JULIO LOUZADA, vol. 5, pág. 812; ITAU CULTURAL.



443 - IVALD GRANATO (1949)

"Nerbulium" - técnica mista - 40 x 51 cm - dorso - 1972 -

Pintor e desenhista. Natural de Campos, RJ, onde viveu até 1966. Estudou com Robert Newman, ingressando em 1967 na Escola de Belas Artes da Universidade do Rio de Janeiro. Em 1968 participa do grupo de vanguarda "Nova Figuração Brasileira". Sua atividade artística desde a década de 60 revela a influência do conceitualismo de Duchamp, mais cerebral do que pictórico, e da "body art", de Joseph Beyus. PONTUAL, pág. 248; TEIXEIRA LEITE, pág. 228; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág.740; ARTE NO BRASIL, pág. 974; LEONOR AMARANTE, pág. 267; Acervo FIEO.



444 - TARSILA DO AMARAL (1890 - 1973)

Morro da favela - litografia off set - 26 x 30 cm - canto inferior direito - 1972 -

Pintora e desenhista, Tarsila do Amaral nasceu em Capivari, SP e faleceu em São Paulo. Estudou escultura com William Zadig e com Mantovani, em 1916, na capital paulista. No ano seguinte teve aulas de pintura e desenho com Pedro Alexandrino, onde conheceu Anita Malfatti. Ambas tiveram aulas com o pintor Georg Elpons. Em 1920 viajou para Paris e estudou na ‘Académie Julian’ e com Émile Renard. Ao retornar ao Brasil formou em 1922, em São Paulo, o Grupo dos Cinco, com Anita Malfatti, Mário de Andrade, Menotti del Picchia e Oswald de Andrade. Em 1923, novamente em Paris, frequentou o ateliê de André Lhote, Albert Gleizes e Fernand Léger. Foi a criadora de duas das principais tendências ou movimentos de nossa arte nacionalista: o Pau Brasil e o Antropofagia. A convite da Comissão do IV Centenário de São Paulo fez, em 1954, o painel ‘Procissão do Santíssimo’ e, em 1956, entregou ‘O Batizado de Macunaíma’, sobre a obra de Mário de Andrade, para a Livraria Martins Editora. A retrospectiva Tarsila: 50 Anos de Pintura, organizada pela crítica de arte Aracy Amaral e apresentada no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo , em 1969, ajudou a consolidar a importância da artista. TEODORO BRAGA, PÁG. 220; REIS JR., PÁG.388; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 365; MEC, VOL. 4, PÁG. 370; PONTUAL, PÁG. 511; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 492; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 389; ARTE NO BRASIL, PÁG. 577; LEONOR AMARANTE, PÁG. 24; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 958.



445 - ANTONIO PESSOA (1943)

Figuras - múltiplo em bronze - assinados -
Lote composto por dois múltiplos do autor, medidas: 13 x 04 x 04 cm. e 10 x 03 x 02 cm. -

Escultor, assina Tonny. Radicado no Rio de Janeiro detentor de bom curriculo nacional e internacional com inumeras participações em Salões Oficiais,varias vezes premiado. Ótimo mercado.



446 - MENASE WAIDERGORN (1927)

Jogando xadrez - óleo sobre tela - 20 x 30 cm - canto inferior direito -

Pintor nascido em Hotin, Romênia. Seus pais vieram para o Brasil (1932) fixando residência em São Paulo. Ingressou na Associação Paulista de Belas Artes (fim da década de 1940), onde conheceu Dario Mecatti. Viajou pelo norte da África e Europa. Participou de diversos salões, coletivas oficiais e recebeu diversos prêmios. JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 1011; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



447 - MARTINS DE PORANGABA (1944)

"O lobisomem e a donzela" - acrílico sobre tela - 18 x 25 cm - canto inferior direito e dorso - 2006 -

Pintor, desenhista, gravador e professor, José Carlos de Porangaba Martins nasceu em Porangaba, SP. Assina José Carlos Martins, J. Martins, Porangaba e Martins de Porangaba. Fixou residência em São Paulo e cursou desenho, pintura e modelo vivo na Associação Paulista de Belas Artes, entre 1967 e 1970. Na década de 70 estudou gravura com Paulo Mentem e modelagem com Olinda Dalma. Fundou o Atelier J. Martins em 1972. Em 1980, lecionou pintura na Escola Panamericana de Artes. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1976, 1979, 1981, 1982 – MAC, 1984, 1987, 1990, 1991, 1994, 2000); Santo André, SP (1980, 1981); Guarujá, SP (1982); Rio de Janeiro (1982); Washington, EUA (1983); Brasília, DF (1988). Tem participado de muitas mostras coletivas e Salões oficiais, recebendo vários prêmios em: São Paulo (1979, 1980, 1982); Piracicaba, SP (1981); Embu, SP (1981); Marília, SP (1981); Rio Claro, SP (1982); Santo André, SP (1983, 1984); Rio de Janeiro (1985) ; Lisboa, Portugal (1985); Tampa, EUA (1986); Nice, França (1987). JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 828; VOL. 4, PÁG. 903; VOL. 6, PÁG. 901; VOL. 9, PÁG. 692; VOL. 13, PÁG. 269; ITAU CULTURAL; www.artprice.com; mporangaba.com.



448 - CARYBÉ (1911 - 1997)

"Pelourinho" - litografia off set - P.A. - 52 x 37 cm - canto inferior direito -

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



449 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

O beijo - serigrafia - 14 x 24 cm - canto inferior direito na tela serigráfica -
Obra impressa por Ateliê Mário Della Parra - Serigrafias - Rio de Janeiro, RJ. -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



450 - ANTONIO PACHECO FERRAZ (1904 - 2006)

"Bretanha - França" - óleo sobre eucatex - 30 x 50 cm - canto inferior esquerdo - 1975 -
Com etiquetas: da 8ª seleção de artistas contemporâneos, exposição realizada em 1989 pela Sociarte; e da XI exposição de artes plásticas de São João da Boa Vista - São Paulo.-

Natural de Piracicaba, este pintor sensível, paisagista e retratista, viajou para Paris em 1926, ali estudando, inclusive, com Jean Paul Laurens, na Academia Julian e na Escola de Belas Artes . Ainda em Paris participou do Salão dos Artistas Franceses de 1928 a 1929. Diversos museus tem obras suas, inclusive a PINACOTECA-SP e MNBA da Bretanha. WALMIR AYALA, vol.2, pág.155; PONTUAL, pág.400; TEIXEIRA LEITE, pág.372; MEC, vol. 2, pág. 150; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



451 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Figura - litografia off set - P.A. - 32 x 24 cm - canto inferior direito -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



452 - LISE FORELL (1924)

Festa junina - litografia - 01/30 - 60 x 43 cm - canto inferior direito -
Reproduzido sob o n° 231 em catálogo de Leilão de Arte de James Lisboa, leiloeiro oficial, São Paulo - SP, realizado em 20 e 21 de Março de 2003.-

Pintora e desenhista nascida em Brno, país atualmente conhecido como República Tcheca. Iniciou seus estudos artísticos, em sua terra natal, com o pintor Gustavo Bohn. Quando iniciou a I Guerra Mundial emigrou com a família para a Bélgica onde cursou a Academia de Belas Artes de Antuérpia. Depois de ter passado alguns meses no Campo de Concentração Sidi El Aiashi, Marrocos, veio para o Brasil em 1941. Realizou muitas exposições individuais pelo Brasil, Europa, Estados Unidos, Israel e participou de diversas mostras e Salões oficiais. liseforell.blogspot.com.br; www.al.sp.gov.br/noticia.



453 - TAPETE ORIENTAL,


Feito a mão, de lã, Indiano, medindo 269 x 178 cm = 4,79 m².-



454 - ROBERTO BURLE MARX (1909 - 1994)

Composição - serigrafia - 63/120 - 62 x 75 cm - canto inferior direito na tela serigráfica -
Edição póstuma com relevo seco do Projeto Burle Marx.-

Nasceu em São Paulo e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, paisagista, arquiteto, desenhista, pintor, gravador, litógrafo, escultor, tapeceiro, ceramista, designer de jóias, decorador. Durante a infância viveu no Rio de Janeiro. Foi com a família para a Alemanha, em 1928. Em 1929, freqüentou o ateliê de pintura de Degner Klemn. Nos jardins e museus botânicos de Dahlen, em Berlim, entusiasmou-se ao encontrar exemplares da flora brasileira. De volta ao Brasil, fez curso de pintura e arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1930 - 1934), onde foi aluno de Leo Putz , Augusto Bracet e Celso Antônio. Seu primeiro projeto paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, em 1932. Entre 1934 e 1937, ocupou o cargo de diretor de parques e jardins do Recife, PE, onde passou a residir. Nesse período, foi com freqüência ao Rio de Janeiro e teve aulas com Candido Portinari e com o escritor Mário de Andrade. Em 1937, retornou ao Rio de Janeiro e trabalhou como assistente de Candido Portinari. Foi em 1949, conforme sua paixão por plantas e seu interesse por botânica e jardinagem, que Burle Marx adquiriu um sítio em Barra de Guaratiba, RJ. Com auxílio de botânicos, viajou, coletou, catalogou exemplares de plantas do Brasil e reproduziu em seu sítio a diversidade fitogeográfica brasileira. Em 1985 doou esse sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.Realizou muitas exposições individuais e projetos paisagísticos, participou de diversas mostras oficiais coletivas pelo Brasil e no exterior. PONTUAL, PÁG. 94; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 93; MEC. VOL.1, PÁG.303; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 738; LEONOR AMARANTE, PÁG. 98; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 179; artnet.com. ACERVO FIEO.



455 - LIVROS


01) "Vontade Construtiva na Coleção Fadel", texto de Paulo Herkenhoff, catálogo de exposição no MAM-SP, 2014. 02) "Raquel Arnaud e o Olhar Contemporâneo", editora Cosac Naify, texto e entrevista de Rodrigo Naves, texto de José Bento, São Paulo, 2005. 03) "Celso Renato", texto de Olívio Tavares de Araújo, editora Casac Naify, 2005. 04) "José Pancetti - Marinheiro", Pintor e Poeta 1902-1958 , catálogo de exposição na Pinakotheke São Paulo, 2003. 05) "Op Art - Ilusões do Olhar", catálogo de exposição no Museu da Casa Brasileira, curadoria de Denise Mattar, 2015. 06) "Diálogos com Palatnik", catálogo de exposição no MAM-SP, curadoria de Felipe Scovino, 2014. 07) "Eduardo Sued - Pinturas 1980-1998", catálogo de exposição no Centro de Arte Hélio Oiticica (Rio de Janeiro), textos de Ronaldo Brito.



456 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XIX

"Dom Pedro de Alcantara..." - litografia off set - 16 x 12 cm - não assinado -
Complemento de título: Dom Pedro de Alcantara - Primeiro Imperador do Brazil - 1798 -1834".-



457 - MARIO ZANINI (1907 - 1971)

Figuras - óleo sobre tela - 35 x 27 cm - canto inferior direito e dorso - 1950 - São Paulo -
Ex coleção Aníbal Matos - Belo Horizonte, MG. -

Pintor, decorador, ceramista, professor, Mário Zanini nasceu e faleceu em São Paulo. Foi um dos integrantes de dois importantes movimentos artísticos considerados históricos na pintura paulista: o Grupo Santa Helena e a Família Artística Paulista. Sua formação artística se deu em São Paulo quando aos 13 anos iniciou curso de pintura da Escola Profissional Masculina do Brás e de 1924 a 1926, matriculou-se no curso de desenho e artes do Liceu de Artes e Ofícios. Conheceu Alfredo Volpi em 1927 e no ano seguinte estudou com o pintor Georg Elpons. Trabalhou no escritório de decoração de Francisco Rebolo entre 1933 e 1938. Em 1940 recebeu medalha de prata no 46º Salão Nacional de Belas Artes e foi convidado por Rossi Osir a trabalhar em seu ateliê de azulejos artísticos, o Osirarte. Em 1950, viajou por seis meses pela Itália, em companhia de Volpi e Osir. A partir de 1968 lecionou na Faculdade de Belas Artes de São Paulo. Participou de vários Salões oficiais e mostras coletivas no Brasil, como I e III Bienal Internacional de São Paulo e no exterior. Sua família doou 108 de suas obras ao Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo - MAC/USP em 1974. MEC, VOL. 4, PÁG. 531; PONTUAL, PÁG. 557; TEODORO BRAGA, PÁG. 250; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 451; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; ARTE NO BRASIL, PÁG. 778; LEONOR AMARANTE, PÁG.38; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 1085; ACERVO FIEO.



458 - SÉRGIO BERTONI (1926)

Esquina - óleo sobre tela - 75 x 75 cm - canto inferior esquerdo - 1982 -

Nasceu em Niterói, RJ em 21/9/1926. Pintor e escultor, formou-se na Faculdade de Belas Artes de São Paulo em 1950. Em Abril de 1982 sua exposição "Paulicéia Desvairada", no MASP, mereceu comentário de Pietro Maria Bardi: "Original o panorama que Bertoni nos oferece do fato urbano, arte e documento acertados por um pintor de extraordinário valor". Para o próprio artista sua pintura é um trabalho de crônica e reportagem de seu tempo. Expôs indivudualmente em São Paulo e em Campinas. Participou de coletivas no MAM-SP e Centro Cultural de São Paulo e Galeria SESC-Paulista. JULIO LOUZADA, vol 2 pág 126



459 - MARIO SILÉSIO (1913 - 1990)

"Estudo concreto nº 12" - desenho a lápis - 25 x 32 cm - canto inferior direito - 1958 -

Pintor, desenhista, muralista e vitralista. Cursa direito na Universidade de Minas Gerais - UMG (atual Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG), em Belo Horizonte, entre 1930 e 1935. Estuda desenho e pintura na Escola de Belas Artes de Belo Horizonte (Escola Guignard), sob a orientação de Alberto da Veiga Guignard, entre 1943 e 1949. Em 1953 viaja para Paris, como bolsista do governo francês, e ingressa no curso de André Lhote. De volta ao Brasil, entre 1957 e 1960 executa diversos painéis em edifícios públicos e privados de Belo Horizonte, como Banco Mineiro de Produção, Condomínio Retiro das Pedras, Inspetoria de Trânsito, Teatro Marília, Escola de Direito da UFMG e Departamento Estadual de Trânsito. É também de Silésio o mural feito para o Clube dos Engenheiros, em Araruama, Rio de Janeiro. Executa os vitrais da Igreja dos Ferros em 1964. ITAÚ CULTURAL.



460 - JOÃO BATISTA FERRI (1896 - XX)

Pátio do colégio - óleo sobre tela - 47 x 68 cm - canto inferior direito -

Nasceu em São Paulo-SP. Foi escultor e professor. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, viajando mais tarde para a Itália, onde frequentou a Academia de Brera, em Milão. Retornando ao Brasil, fixou-se em São Paulo, participando do SPBA a partir de 1935, onde obteve diversas premiações. MEC, vol. 2 pág. 156



461 - BEATRIZ MILHAZES (1960)

"Kunst in Coris" - litografia off set - 37 x 27 cm - canto inferior direito -
Com certificado de Edicion, emitido por Suc. de Salerno e Hijos - (Italy).-

Pintora, gravadora, ilustradora e professora nascida no Rio de Janeiro. Nessa cidade formou-se em comunicação social (1981), iniciou-se em artes plásticas ao ingressar na Escola de Artes Visuais do Parque Lage (1980), onde mais tarde lecionou e coordenou atividades culturais. Cursou gravura em metal e linóleo no Atelier 78 (1995 a 1996), com Solange Oliveira e Valério Rodrigues; ilustrou o livro ’As Mil e Uma Noites à Luz do Dia: Sherazade Conta Histórias Árabes’ (1997), de Katia Canton. Participou das exposições que caracterizaram a Geração 80 e foi artista visitante em algumas universidades dos Estados Unidos (1997, 1998). Tem se destacado em mostras brasileiras, internacionais (a partir dos anos 1990) - nos Estados Unidos, na Europa e integra acervos de museus como o MoMA, Guggenheim e Metropolitan, em Nova York. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 6, PÁG. 729; www.fortesvilaca.com.br; www.artprice.com; www.museuoscarniemeyer.org.br; www.moma.org; www.metmuseum.org.



462 - ALEX VALLAURI (1949 - 1987)

Frango assado - técnica mista - 10 x 15 cm - não assinado -
Com selo de identificação do autor.-

Natural de Asmara, Etiópia, faleceu em São Paulo-SP. Grafiteiro, artista gráfico, pintor, desenhista, cenógrafo e gravador. Chegou ao Brasil com a família em 1965. Era residente e ativo na capital paulista. Iniciou-se em xilogravura, retratando personagens do porto de Santos. No começo da década de 1970, formou-se em comunicação visual pela FAAP-SP. Especializou-se em litografia no Litho Art Center de Estocolomo, em 1975. Retornou ao Brasil em 1978, realizando grafites em espaços públicos de São Paulo. Produzia silhuetas de figuras, com tinta spray sobre moldes de papelão. Residiu em Nova York entre 1982 e 1983, onde cursou artes gráficas no Pratt Institute. Nesse período, fez grafites nos muros da cidade. Além de usar o muro como suporte, seus trabalhos estampam camisetas, broches e adesivos. Voltou ao Brasil e começa a lecionar na Faap. Em sua produção destaca-se a série A Rainha do Frango Assado, que é também tema de instalação apresentada na 18ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1985. Retrospectiva Viva Vallauri, realizada no Museu da Imagem e do Som - MIS, em São Paulo, em 1998. JULIO LOUZADA, vol 3 pag 1170; ITAUCULTURAL.



463 - PAULA KADUNC (1954)

Composição - acrílico sobre tela - 50 x 50 cm - dorso - 2011 -
Obra 404 do catálogo da artista.-

Paula Kadunc, pseudônimo artístico de Maria Paula Kadunc, nasceu em São Paulo. Frequentou um curso clássico de arte e comunicação na época de colégio. Formou-se em historia (1975) e nos anos seguintes realizou viagens de estudo pela Europa, Japão, China e Filipinas. No inicio da década de 80 trabalhou no Museu de Arte de São Paulo como assessora de imprensa e relações publicas auxiliando ainda na curadoria de diversas exposições. Na década de 90 frequentou o ateliê do escultor Paulo Tadee onde trabalhou com desenhos e pinturas geométricas e passou a fundir esculturas em bronze. Estudou técnica de pintura com Marysia Portinari. Tem participado com suas obras de várias exposições coletivas e leilões de arte. Possui obras em diversas coleções particulares e no Museu de Arte do Parlamento de São Paulo. www.artemaisnet.com.br/artistas/paula-kadunc.html; www.catalogodasartes.com.br; www.al.sp.gov.br; www.artprice.com; www.askart.com.



464 - GLADYS MALDAUM (1943)

Flores - óleo sobre eucatex - 62 x 38 cm - canto inferior direito - 1994 -
Ex-coleção Antônio Maluf - Galeria Seta - São Paulo - SP.

Pintora e desenhista, natural de São Paulo-SP, onde nasceu a 29/9/1943. Iniciou sua carreira em 1961, cursando desenho e modelo vivo com o prof. Lubra, aperfeiçoando-se na figura com o prof. Amadeo Scavone. Estudou Composição e Sumiê com o pintor Fang. Segundo Enock Sacramento, a autora mostra-se interessada por aspectos particulares da paisagem e da figura humana. Sua obra é uma forma particular de registrar a natureza e uma recriação da figura humana. Individuais a partir de 1970 e coletivas desde 1971, com sucesso de crítica e de público, tendo recebido nestes certames diversas premiações. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 190/191, Acervo FIEO.



465 - LOUCO - BOAVENTURA DA SILVA FILHO (1932 - 1992)

Profeta - entalhe em madeira - 120 x 20 x 17 cm - assinado - 11-02-1977 -

O autor, conhecido como Louco, é natural de Cachoeira, histórica cidade baiana, às margens do rio Paraguaçu. Foi aí que começou seu trabalho. Pouco a pouco suas esculturas tornaram-se amplamente conhecidas, garantindo, para Boaventura, um lugar de destaque entre os artistas populares brasileiros. A partir do reconhecimento de sua obra, participou de exposições significativas como a mostra do Centro Domus, em Milão, Itália; o Espírito Criador do Povo Brasileiro, através da coleção de Abelardo Rodrigues, e Sete Brasileiros e seu Universo, em Brasília. É dele a seguinte explicação para o seu novo nome: "É porque sou louco pra trabalhar! Fui o primeiro artista da cidade. Trabalho com inspiração e amor. Às vezes me afasto de tudo - vou pro mato, fico lá sozinho, sem zuada, só com o meu radinho e os troncos de madeira, despreocupado, longe da mulher, dos dez filhos, dos fregueses. eles conversam muito e atrapalham. E a mulher quer muita coisa, Mulher é como criança, nada chega." (texto extraído do livro O Reinado da Lua - Escultores Populares do Nordeste, de Silvia Rodrigues Coimbra, Flávia Martins e Maria Letícia Duarte - Ed. Salamandra, 1980, págs. 112, 113 e 114).



466 - HÉRCULES BARSOTTI (1914 - 2010)

Composição - serigrafia - 88/100 - 50 x 50 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, programador visual, gravador, nascido em São Paulo, SP . Iniciou-se nas artes em 1926, estudando desenho e composição com o pintor Enrico Vio. Começa a pintar em 1940 e, na década seguinte, realiza as primeiras pinturas concretas, além de trabalhar como desenhista têxtil e projetar figurino para o teatro. Em 1954, com Willys de Castro, funda o Estúdio de Projetos Gráficos, elabora ilustrações para várias revistas e desenvolve estampas de tecidos produzidos em sua tecelagem. Na década de 1960, convidado por Ferreira Gullar (1931), integra-se ao Grupo Neoconcreto do Rio de Janeiro e participa das exposições de arte do grupo realizadas no Ministério da Educação e Cultura, no Rio de Janeiro, e no Museu de Arte Moderna de São Paulo - MAM/SP. Em 1960, expõe na mostra Konkrete Kunst [Arte Concreta], organizada por Max Bill, em Zurique. Hercules Barsotti explora a cor, as possibilidades dinâmicas da forma e utiliza formatos de quadros pouco usuais, como losangos, hexágonos, pentágonos e circunferências. Em sua obra a disposição dos campos de cor cria a ilusão de tridimensionalidade. Entre 1963 e 1965, colabora na fundação e participa do Grupo Novas Tendências, em São Paulo. Em 2004, o MAM/SP organiza uma retrospectiva do artista. JULIO LOUZADA, vol. 1, pag. 98; ITAU CULTURAL



467 - CARLOS SCLIAR (1920 - 2001)

"Formas mutantes" - vinil encerado - cada 27 x 27 cm - dorso - 14/2/74 - Cabo Frio -
Obra composta de quatro partes montadas na mesma estrutura.

Desenhista, gravador, pintor, ilustrador, cenógrafo, roteirista e designer gráfico que nasceu em Santa Maria da Boca do Monte, RS e faleceu no Rio de Janeiro. Assina Scliar. Estudou com Gustav Epstein, em Porto Alegre, em 1934. Participou, em 1938, da fundação da Associação Riograndense de Artes Plásticas Francisco Lisboa. Entre 1939 e 1947, residindo em São Paulo, integrou a Família Artística Paulista - FAP. No Rio de Janeiro, escreveu e dirigiu em 1944 o documentário 'Escadas', sobre os pintores Arpad Szenes e Vieira da Silva com os quais conviveu desde 1941. Convocado pela Força Expedicionária Brasileira - FEB, participou da Segunda Guerra Mundial, na Itália. Morando em Paris de 1947 a 1950, cursou gravura com Galanis na Escola de Belas Artes e teve contato com o gravador mexicano Leopoldo Méndez. De volta ao Brasil, fundou com Vasco Prado o Clube de Gravura de Porto Alegre. Em 1956, passou a viver no Rio de Janeiro. Foi diretor do departamento de arte da revista 'Senhor' entre 1958 e 1960. Fundou a editora Ediarte, em 1962, com os colecionadores Gilberto Chateaubriand, Michel Loeb, Carlos Nicolaievski e o pintor José Paulo Moreira da Fonseca. Realizou durante toda sua vida exposições individuais e participou de inúmeras coletivas e Salões oficiais, recebendo muitos prêmios. Também foram realizadas várias exposições póstumas. MEC VOL.4, PÁG. 214; TEODORO BRAGA, PÁG. 66; WALMIR AYALA VOL.2, PÁG. 306 a 309; PONTUAL, PÁG. 479 e 480; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG.884; VOL.2, PÁG. 925; VOL.13, PÁG. 305; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; RGS, PÁG. 442; ACERVO FIEO.



468 - HELIO SCHONMANN (1960)

Natureza morta - óleo sobre tela colada em eucatex - 70 x 60 cm - centro inferior - 1986 -
Ex-coleção Antônio Maluf - Galeria Seta - São Paulo - SP.

Natural de São Paulo, nascido em 1 de julho de 1960. Sua formação inicia-se com a frequência ao ateliê do pintor Joji Kussunoki (1969-1974); em 1975, cursou cerâmica com Elizabeth Wanschel e desenho na APBA-SP; em 1978/1979, frequenta o Ateliê Livre Criação em Artes Plásticas do Museu Lasar Segall-SP, as sessões de Modelo Vivo da Pinacoteca do Estado e do Grupo de Raphael Galvez, A. Carelli, S. Mendes, Antonio Helio Cabral e F. di Mauro; de 1979 a 1983, passa a orientador do Ateliê de Livre Criação do Museu Lasar Segall; e, em 1984, estuda escultura com Raphael Galvez. Individual em 1986 - Galeria Seta-SP; e coletivas a partir de 1972, destacando-se XXXII Salão de Belas Artes na Galeria Prestes Maia-SP, e Salão dos Novos de A Hebraica-SP. JULIO LOUZADA, vol. 3 pág. 1034.



469 - NICOLA DE CORSI (1882 - 1956)

Teatro Municipal - pastel - 39 x 31 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Embora tenha nascido na Rússia, a ascendência de Nicola de Corsi era espanhola, e toda a sua formação se deu em Nápoles, Itália, para onde se transferiu com toda a família ainda quando pequeno. Foi discípulo de Giacinto Gigante. Expôs na Bienal de Veneza em 1910. Esteve duas vezes no Brasil, onde mostrou o seu precioso trabalho. O jornal O Estado de São Paulo o chamou de Pintor das Multidões. JULIO LOUZADA vol.1, pág.315; ART PRICE ANNUAL 2000, pág. 539, RUTH TARASANTCHI.



470 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Natureza morta - técnica mista - 11 x 18 cm - canto inferior direito - 1996 -
Com carimbo de autenticação do Instituto Aldemir Martins, no dorso e certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins.-

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



471 - AMILCAR DE CASTRO (1920 - 2002)

Composição - litografia - P.I. - 16 x 21 cm - canto inferior direito - 1989 -

Escultor e desenhista mineiro, nascido em Paraisópolis. Autodidata em escultura, estudou desenho e pintura com Guignard (BH, 1942-1950). Assinou o manifesto do movimento neoconcreto, participando das exposições do grupo no MAM-RJ (1959), MAM-SP (1961), MEC-RJ (1960). " ... o ponto comum de todas elas (as obras do autor) estava na expressão de uma fôrça interior contida pelos ritmos implacáveis e decisivos da estrutura." (Ferreira Gullar, referindo-se às obras do autor na época das exposições do Grupo). Amilcar participou das Bienais de SP de 1953 a 1965, nos SNAM, entre 1960 e 1967, além de tantas outras mostras de expressão internacional, que lhe trouxeram prestigio de público e de sempre elevada crítica. ITAÚ CULTURAL; PONTUAL, pág. 119; JULIO LOUZADA, VOL, 10 pág, 198; MEC, VOL, 1 pág, 386; WALTER ZANINI, pág. 656; ARTE NO BRASIL, pág. 872; LEONOR AMARANTE, pág. 136; Acervo FIEO.



472 - POTY LAZZAROTO (1924 - 1998)

Figura - litografia - P.I. - 18 x 25 cm - canto inferior direito -

Gravador, desenhista, ilustrador, muralista, escritor e professor, Napoleon Potyguara Lazzarotto nasceu e faleceu em Curitiba, PR. Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1942 e estudou pintura na Escola Nacional de Belas Artes . Frequentou o curso de gravura com Carlos Oswald no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro. Em 1946 viajou para Paris, onde permaneceu por um ano, como bolsista do governo francês. Estudou litografia na ‘École Supérieure des Beaux-Arts’. Em 1950 fundou, juntamente com Flávio Motta , a Escola Livre de Artes Plásticas na qual lecionou desenho e gravura. Nessa época organizou o primeiro curso de gravura do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand. Organizou ao longo da década de 1950 cursos sobre gravura em Curitiba, Salvador e Recife. Nos anos de 1960 teve destaque como muralista, com diversas obras em edifícios públicos e particulares no país e no exterior como: o da Casa do Brasil, em Paris (1950) e o painel para o Memorial da América Latina, em São Paulo (1988). Teve relevante atuação como ilustrador de obras literárias como as de Jorge Amado, Graciliano Ramos, Euclides da Cunha e Dalton Trevisan, entre outros. Realizou diversas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais tanto pelo Brasil como no exterior. Foi premiado várias vezes. A partir dos anos de 1980 foram lançadas várias publicações sobre sua produção, entre elas: ‘Poty, o artista gráfico’, de Orlando Silva (1980); ‘Poty Ilustrador’, de Antônio Houaiss (1988); ‘Poty: Trilhos, Trilhas e Traços’, de Valêncio Xavier Niculitcheff (1994), ‘Poty: o lirismo dos anos 90’, de Regina Casillo (2000). MEC VOL. 3, PÁG. 433; PONTUAL PÁG. 437; JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 929; VOL. 11, PÁG. 254; WALTER ZANINI PÁG. 602; ARTE NO BRASIL PÁG. 883. ACERVO FIEO; ITAU CULTURAL; www.cultura.pr.gov.br; www.curitiba-parana.net; www.artprice.com; www.fundacaoculturaldecuritiba.com.br.



473 - CÍCERO DIAS (1908 - 2003)

Uma história - litografia - 71/75 - 95 x 60 cm - centro inferior -

Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, cenógrafo e professor - Cícero dos Santos Dias nasceu em Escada, PE e faleceu em Paris. Iniciou estudos de desenho em sua terra natal e mudou-se para o Rio de Janeiro, onde se matriculou, em 1925, nos cursos de arquitetura e pintura da Escola Nacional de Belas Artes, mas não os concluiu. Entrou em contato com o grupo modernista e, em 1929, colaborou com a ‘Revista de Antropofagia’. Em 1931, no Salão Revolucionário, na Enba, expôs o polêmico painel, tanto por sua dimensão quanto pela temática: ‘Eu Vi o Mundo... Ele Começava no Recife’. Ilustrou, em 1933, ‘Casa Grande & Senzala’, de Gilberto Freyre. Em 1937 foi preso no Recife quando da decretação do Estado Novo. A seguir, incentivado por Di Cavalcanti, viajou para Paris onde conheceu Georges Braque, Henri Matisse, Fernand Léger e Pablo Picasso, de quem se tornou amigo. Em 1942, foi preso pelos nazistas e enviado a Baden-Baden, na Alemanha. Entre 1943 e 1945, viveu em Lisboa como Adido Cultural da Embaixada do Brasil. Retornou a Paris onde integrou o grupo abstrato Espace. Em 1948, realizou o mural do edifício da Secretaria das Finanças do Estado de Pernambuco, considerado o primeiro trabalho abstrato do gênero na América Latina. Em 1965, foi homenageado com sala especial na Bienal Internacional de São Paulo. Inaugurou, em 1991, painel de 20 metros na Estação Brigadeiro do Metrô de São Paulo. No Rio de Janeiro, foi inaugurada a Sala Cícero Dias no Museu Nacional de Belas Artes - MNBA. Recebeu do governo francês a Ordem Nacional do Mérito da França, em 1998, aos 91 anos. MEC, VOL.2, PÁG.50; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁG.252; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 157, PONTUAL, PÁGS. 174; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 715; LEONOR AMARANTE, PÁG. 146; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 334; ACERVO FIEO; web.artprice.com.



474 - FANG (1931 - 2012)

Pescadores - desenho a nanquim e aguada - 35 x 50 cm - canto inferior esquerdo -
Esta obra participou da exposição "Os pincéis de Fang", realizada no Centro Cultural Correio São Paulo, de 09 de maio a 07 de julho de 2014, com apresentação e curadoria de Enock Sacramento.

Pintor, desenhista, gravador e professor, Chien Kong Fang, ou simplesmente Fang, nasceu na cidade de Tung Cheng, China e faleceu em São Paulo. Estudou sumiê e aquarela na China em 1945. Veio morar em São Paulo com a família em 1951, naturalizando-se brasileiro em 1971. Entre 1954 e 1956, estudou pintura com Yoshiya Takaoka em São Paulo. Viajou, em 1977, para a América do Norte, Europa e Ásia, onde desenvolveu o seu trabalho de pintura. Em 1981, foi realizado o curta metragem biográfico ‘O Caminho de Fang’, em São Paulo. Visitou a China, convidado pelo governo chinês, em 1985. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1959, 1961, 1962, 1978, 1981, 1993, 2005); Salvador, BA (1962); Rio de Janeiro (1978, 1986); Schleswing, Alemanha (1985); Lugana, EUA (1990); Americana, SP (1994); Formosa, Taiwan (1994). Foi premiado no Rio de Janeiro (1957) e em São Paulo (1960 a 1962, 1967 a 1969, 1978, 1979, 1991). Participou do Panorama da Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1978). MEC, VOL. 2, PÁG. 124; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 366; VOL. 6, PÁG. 378; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 189; PONTUAL, PÁG. 201; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; www.fang.com.br; www.artprice.com.



475 - ANTONIO DIAS (1944)

Composição - serigrafia - 56/90 - 90 x 61 cm - centro inferior -

Artista multimídia. Aprende com o avô as técnicas elementares do desenho. No final da década de 1950, no Rio de Janeiro, trabalha como desenhista de arquitetura e gráfico. Estuda com Oswaldo Goeldi (1895 - 1961) no Atelier Livre de Gravura da Escola Nacional de Belas Artes - Enba. Na década de 1960, incorpora palavras ou frases às obras. Em 1965, recebe bolsa do governo francês e reside até 1968 em Paris. Depois, transfere-se para Milão, onde mantém ateliê. Em 1971, edita o disco Record: The Space Between e inicia a série The Illustration of Art. Recebe, em 1972, bolsa da Simon Guggenheim Foundation para trabalhar em Nova York. Em 1977, viaja para a Índia e o Nepal, onde estuda técnicas de produção de papel. Inicia uma série de trabalhos que têm como suporte o papel artesanal, o qual se integra às obras pela textura e mistura de pigmentos que contém. Publica em Katmandu o álbum Tramas, de xilografias. Em 1988, reside em Berlim como bolsista do Daad (Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico). Em 1992, torna-se professor da Sommerakademie für bildende Kunst, em Salzburgo, Áustria, e, no ano seguinte da Staatliche Akademie der bildenden Künste, em Karlsruhe, Alemanha. ITAÚ CULTURAL; JULIO LOUZADA, vol. 3, pág.332.



476 - HUGO ADAMI (1900 - 1999)

Marinha - óleo sobre tela - 46 x 56 cm - canto inferior direito -

Pintor, cenógrafo, cantor lírico, ator - Pílade Francisco Hugo Adami nasceu em São Paulo. Aos 12 anos cursou pintura na Escola Profissional Masculina do Brás com Giuseppe Barchitta. Estudou com os pintores Alfredo Norfini e Enrico Vio , com os escultores William Zadig e José Cuccé, no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo (1913- 1916). Teve aulas também com Georg Elpons (1917) . Embarcou para Florença (1922) e lá se tornou amigo do poeta Berto Ricci e do pintor Giorgio De Chirico. Estudou pintura na ‘Accademia di Belle Arti di Firenze’ onde foi aluno de Felice Carena, mas logo abandonou a escola para viajar pela Itália. Residiu por um período em Paris. De volta ao Brasil (1928), realizou a primeira individual em São Paulo e Mário de Andrade publicou ensaio sobre a exposição no ‘Diário Nacional’. O contato de Mário de Andrade com a obra de Hugo Adami possibilitou ao crítico repensar seu projeto modernista. Retornou à Europa (1929 até 1932). Participou da Sociedade Pró-Arte Moderna (1932) e integrou o Clube dos Artistas Modernos (1933). Em 1937, participou da primeira exposição da Família Artística Paulista ao lado de Alfredo Volpi , Bonadei , Clóvis Graciano, Rossi Osir, entre outros. Depois de estar na Europa de 1937 a 1940, mudou-se para o Rio de Janeiro. Entre 1945 e 1970, afastou-se das atividades artísticas, só voltando a pintar em 1975. Exposições Individuais em: São Paulo (1928, 1933, 1938, 1986 – MAM/ SP, 1993). Várias foram as mostras coletivas e Salões oficiais dos quais participou como a Bienal de Veneza em 1924 e 1930. Foi premiado no Rio de Janeiro (1921, 1935); São Paulo (1935, 1936).TEODORO BRAGA, PÁG. 120; PONTUAL, PÁG. 3; REIS JUNIOR, PÁG. 380; MEC, VOL. 1, PÁG. 36; WALMIR AYALA, VOL. 1 , PÁG. 11; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 13; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 580; ARTE NO BRASIL, PÁG. 777; ACERVO FIEO, PÁG. 998; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 25; www.dezenovevinte.net; www.pinacoteca.org.br; www.poeticasvisuais.com; www1.folha.uol.com.br; www.artprice.com.



477 - DAREL VALENÇA LINS (1924)

Paisagem - desenho a nanquim - 31 x 22 cm - canto inferior direito - 1950 -

Gravador, pintor, desenhista, ilustrador e professor nascido em Palmares, PE. Estudou na Escola de Belas Artes do Recife, atual Universidade Federal de Pernambuco (entre 1941 e 1942). Mudou-se para o Rio de Janeiro (1946); estudou gravura em metal com Henrique Oswald (1948) e recebeu aconselhamento técnico de Oswaldo Goeldi. Atuou como ilustrador em diversos periódicos: revista 'Manchete'; jornais 'Última Hora' e 'Diário de Notícias'; diversos livros: 'Memórias de um Sargento de Milícias' (1957), de Manuel Antônio de Almeida; 'Poranduba Amazonense' (1961), de Barbosa Rodrigues; 'São Bernardo' (1992), de Graciliano Ramos e 'A Polaquinha' (2002), de Dalton Trevisan. Encarregou-se das publicações da Sociedade dos Cem Bibliófilos do Brasil (entre 1953 e 1966). Lecionou gravura em metal no Museu de Arte de São Paulo - Masp (1951); litografia na Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro (entre 1955 e 1957) e na FAAP, São Paulo (1961 a 1964). Realizou painéis para o Palácio dos Arcos, em Brasília (1968-1969) e para a IBM do Brasil, no Rio de Janeiro (1979). Realizou muitas exposições individuais, destacando-se: Rio de Janeiro (1949, 1963, 1964, 1966, 1968, 1973, 1995); Recife, PE (1951); Itália (1952 – Milão, 1958 - Roma); São Paulo (1953 – MASP, 1960, 1967). Participou de várias mostras e Salões oficiais, entre as quais: Salão Nacional de Arte Moderna (1952 a 1960) onde recebeu Prêmio de Viagem ao País (1952) e Prêmio de Viagem ao Estrangeiro (1957); Bienal Internacional de São Paulo (1961 a 1967) recebendo Prêmio Melhor Desenhista Nacional (1963) e Sala Especial (1965); Gravadores Brasileiros Contemporâneos, EUA (1966); Bienal de Tóquio, Japão (1964); Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa (1988, 1993). MEC VOL.3, PÁG. 18; PONTUAL, PÁG.160; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 313; VOL. 8, PÁG. 246; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 715; ARTE NO BRASIL, PÁG. 839; LEONOR AMARANTE, PÁG. 125; ACERVO FIEO; www.graphias.com.br; www.artprice.com.



478 - MARIA LEONTINA (1917 - 1984)

Construção - aquarela - 18 x 14 cm - canto inferior direito -
Acompanha recibo da compra realizada em 17 de fevereiro de 1978, da autora. -

Pintora, gravadora e desenhista. Maria Leontina Mendes Franco da Costa nasceu em São Paulo, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. Iniciou estudos de desenho com Antônio Covello, em São Paulo (1938), e na primeira metade da década de 1940 estudou pintura com Waldemar da Costa. Em 1946, no Rio de Janeiro, frequentou o ateliê de Bruno Giorgi e fez curso de museologia no Museu Histórico Nacional, entre 1946 e 1948. Em 1947, participou da exposição ‘19 Pintores’, na Galeria Prestes Maia, em São Paulo, ao lado de Lothar Charoux, Marcelo Grassmann, Aldemir Martins, Luiz Sacilotto e Flavio-Shiró. Em 1951, foi convidada pelo psiquiatra e crítico de arte Osório César para orientar o setor de artes plásticas do Hospital Psiquiátrico do Juqueri. No mesmo ano, organizou uma mostra dos internos no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Em 1952, com bolsa de estudo do governo francês, viajou para a Europa, acompanhada pelo marido, o pintor Milton Dacosta. Em Paris, entre 1952 e 1954, frequentou o ateliê de gravura de Johnny Friedlaender. Na década de 1960, realizou painel de azulejos para o Edifício Copan e vitrais para a Igreja Episcopal Brasileira da Santíssima Trindade, ambos em São Paulo. Realizou exposições individuais e participou de inúmeras mostras, Salões oficiais e Bienais como a Bienal de Veneza (1950, 1952, 1956). Foi premiada no Rio de Janeiro (1944, 1950, 1955, 1957, 1980); em São Paulo (1944; 1947; 1951; 1954; 1958; 1960; 1980; 1955, 1959, 1965 - Bienais Internacionais; 1969, 1970 - Panoramas da Arte Atual Brasileira; 1975 - prêmio pintura da Associação Paulista de Críticos de Artes - APCA); Brasília, DF (1980); Curitiba, PR (1980; Porto Alegre, RS (1980); Nova York (1960 - Fundação Guggenheim). ITAU CULTURAL; MEC, VOL. 2, PÁG. 471; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 309; PONTUAL, PÁG. 338; ARTE NO BRASIL, PÁG. 772; LEONOR AMARANTE, PÁG. 25; WALTER ZANINI, PÁG. 645; JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 572.



479 - TAKASHI FUKUSHIMA (1950)

Composição - óleo sobre tela - 60 x 80 cm - canto inferior direito e dorso - 1998 -

Filho do pintor Tikashi Fukushima, nasceu em São Paulo, Capital. Estuda com Luiz Paulo Baravelli em 1970 e, no mesmo ano, ingressa na FAU-SP. Paralelamente aos estudos universitários, expõe nas Bienais Internacionais de São Paulo em 1973 e 1975, obtendo, nesta última, prêmio aquisição. Em 1990 estuda na Universidade Nacional de Artes e Música de Tóquio, Japão, com bolsa concedida pela Fundação Japão. No mesmo ano, recebe o prêmio de excelência na 1ª Bienal Brasileira de Design, em Curitiba. Desde 1992 leciona desenho no curso de arquitetura e urbanismo da Faculdade de Belas Artes de São Paulo. JULIO LOUZADA, vol. 13 pág. 141; ITAÚ CULTURAL; LEONOR AMARANTE, pág. 231, Acervo FIEO.



480 - ALFREDO CESCHIATTI (1918 - 1989)

Pietá - escultura em bronze - 50 x 11 x 12 cm - assinado -

Natural de Belo Horizonte. Escultor, desenhista e professor. Passou a frequentar a antiga ENBA em 1940, depois de uma viagem à Europa, especialmente Itália, iniciada em 1938. Na Divisão Moderna do SNBA recebeu, como escultor as medalhas de bronze (1943) e de prata (1944), bem como o prêmio de viagem ao estrangeiro (1945), com o baixo-relevo para a Igreja de São Francisco de Assis, da Pampulha, em Belo Horizonte e, como desenhista, a medalha de prata (1945). Esteve mais uma vez na Europa entre 1946 e 1948, anos em que realizou exposição individual no Instituto dos Arquitetos do Brasil (GB). Figurou na II BSP e no II SNAM, em 1953. Fazendo parte da equipe que, em 1956, venceu o concurso de projetos para o Monumento aos Mortos da II Guerra Mundial (GB), ali executou o conjunto alusivo às três forças armadas. Integrou a Comissão Nacional de Belas Artes em 1960 e 1961, e entre 1963 e 1965, lecionou escultura e desenho na Universidade de Brasília. Quirino Campofiorito citou-o no estudo Ëscultura Moderna no Brasil"(Revista Crítica de Arte, nº único 1962). De seus trabalhos mais conhecidos destacam-se as esculturas As Banhistas e A Justiça, que se encontram, respectivamente, no lago em frente ao Palácio da Alvorada e defronte ao Supremo Tribunal Federal (Praça dos Três Poderes), em Brasília. Há ainda, obras escultóricas de sua autoria, entre outras no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Ministério das Relações Exteriores (Brasília) e em um edifício que Oscar Niemeyer projetou no conjunto residencial Hansa (setor ocidental de Berlim), assim como na embaixada brasileira em Moscou. MEC, vol. 1, pág. 397; PONTUAL, pág. 127; JÚLIO LOUZADA, vol. 11, pág. 70; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 609; ARTE NO BRASIL, pág. 872.



481 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Batalha - litografia off set - 38 x 30 cm - canto inferior direito - 1963 -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



482 - DIONISIO DEL SANTO (1925 - 1999)

Figura - guache - 25 x 35 cm - canto inferior direito - 1986 -

Pintor, desenhista, gravador e serigrafista, nasceu em Colatina-ES, e faleceu em Vitória, naquele mesmo Estado. Autodidata. Em 1975, recebe o Prêmio de Melhor Exposição de Gravura do Ano, da APCA. Participou da 9ª Bienal Internacional de São Paulo, 1967 (Prêmio Itamarati Aquisição) e do Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro, 1968 (Prêmio Isenção do Júri). JULIO LOUZADA vol.11, pág. 88; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 682; ARTE NO BRASIL, pág. 934.



483 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Gato vermelho" - acrílico sobre cartão - d=38 cm - lado direito -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



484 - DARCILIO LIMA (1944)

Figura surreal - litografia - P.A. - 40 x 28 cm - canto inferior direito - 1969 -

Cearense de Cascavel, o festejado desenhista Darcilio foi para o Rio de Janeiro, e já depois de haver iniciado autodidaticamente seu trabalho no campo da pintura e da utilização do lápis cêra. Recebeu orientação de Ivan Serpa, passando a dedicar-se especialmente ao desenho a bico-de-pena, com a permanente fixação gráfica da fantasia erótica como veículo de impacto crítico. PONTUAL, pág. 159. MEC, vol.1, pág.17; WALTER ZANINI, pág. 760; LEONOR AMARANTE; ITAU CULTURAL.



485 - VICTOR VASARELY (1908 - 1997)

"Cinétiques" - técnica mista - 30 x 24 x 04 cm -
No dorso etiqueta de Vasarely cinétiques. "Editions Du Griffon - Neuchatel - Switzerland 1973. " Obra apresentada em caixa de acrílico.-

Natural de Pecs, Hungria, onde nasceu a 9 de abril de 1908. Pintor e gravador, viveu em Paris desde 1930, naturalizando-se frânces em 1961. Iniciou-se na Academia de Padolini-Volkmann, Hungria, filiando-se à Bauhaus de Budapest. Mestre da pesquisa abastrata, é tido como continuador do espírito que moveu as realizações da Bauhaus, de de Albers e de Moholy Nagy. Deu um impulso excepcional à arte ótica, pela qualidade de suas realizações. Expôs individualmente em Paris, Bruxelas, Copenhagen, Estocolmo e outros grandes centros culturais europeus. WALTER ZANINI, pág. 664; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 1024; LEONOR AMARANTE, pág. 137;



486 - MARTINS DE PORANGABA (1944)

"O lobisomem e a donzela" - acrílico sobre tela - 18 x 25 cm - centro inferior e dorso - 2006 -

Pintor, desenhista, gravador e professor, José Carlos de Porangaba Martins nasceu em Porangaba, SP. Assina José Carlos Martins, J. Martins, Porangaba e Martins de Porangaba. Fixou residência em São Paulo e cursou desenho, pintura e modelo vivo na Associação Paulista de Belas Artes, entre 1967 e 1970. Na década de 70 estudou gravura com Paulo Mentem e modelagem com Olinda Dalma. Fundou o Atelier J. Martins em 1972. Em 1980, lecionou pintura na Escola Panamericana de Artes. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1976, 1979, 1981, 1982 – MAC, 1984, 1987, 1990, 1991, 1994, 2000); Santo André, SP (1980, 1981); Guarujá, SP (1982); Rio de Janeiro (1982); Washington, EUA (1983); Brasília, DF (1988). Tem participado de muitas mostras coletivas e Salões oficiais, recebendo vários prêmios em: São Paulo (1979, 1980, 1982); Piracicaba, SP (1981); Embu, SP (1981); Marília, SP (1981); Rio Claro, SP (1982); Santo André, SP (1983, 1984); Rio de Janeiro (1985) ; Lisboa, Portugal (1985); Tampa, EUA (1986); Nice, França (1987). JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 828; VOL. 4, PÁG. 903; VOL. 6, PÁG. 901; VOL. 9, PÁG. 692; VOL. 13, PÁG. 269; ITAU CULTURAL; www.artprice.com; mporangaba.com.



487 - PEDRO WEINGÄRTNER (1856 - 1929)

Paisagem - desenho a nanquim - 14 x 29 cm - canto inferior direito -

Pintor gaúcho de origem alemã, Weingärtner estudou no Brasil, Alemanha e Itália, residindo por longos anos na Europa. Ao retornar ao Brasil, dedicou-se a temática gauchesca, que lhe motivou os trabalhos mais sensíveis. Um dos pioneiros da gravura de arte no Brasil. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 343; BENEZIT, vol. 10, pág. 675; TEODORO BRAGA, pág. 246; REIS JUNIOR, pág. 220/224; MEC, vol. 4, pág. 506/507; LAUDELINO FREIRE, pág. 386; PONTUAL, pág. 551/552; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 438/439; MAYER/84, pág. 1268; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 443; ARTE NO BRASIL, pág. 560; RGS, pág. 402.



488 - MARCELO GRASSMANN (1925 - 2013)

Guerreiro - gravura - 56/60 - 44 x 58 cm - canto inferior direito -

Desenhista, gravador, ilustrador, pintor, escultor e professor, nasceu em São Simão, SP. Estuda fundição, mecânica e entalhe em madeira na Escola Profissional Masculina do Brás, SP. Passa a realizar xilogravuras a partir de 1943. Atua como ilustrador do Suplemento Literário do ‘Diário de São Paulo’, do ‘O Estado de S. Paulo’ e do ‘Jornal do Estado da Guanabara’. Quando reside no Rio de Janeiro, a partir de 1949, freqüenta os cursos de gravura em metal, com Henrique Oswald e de litografia, com Poty, no Liceu de Artes e Ofícios. Em Salvador (1952), trabalha com Mario Cravo Júnior. .Recebe o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Arte Moderna (1953) e vai para a Academia de Artes Aplicadas, em Viena. Passa a dedicar-se principalmente ao desenho, à litografia e à gravura em metal. Em 1969, sua obra completa é adquirida pelo governo do Estado de São Paulo, passando a integrar o acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo . Em 1978, a casa em que nasceu, em São Simão, é transformada em museu e tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo - Condephaat. Participou de muitas exposições e das Bienais de: São Paulo (1951 a 1961, 1967, 1969, 1979, 1985, 1989); Veneza (1950, 1956, 1958, 1962); Paris (1959). Principais prêmios: Bienal de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1959, 1967); Bienal de Veneza (1950, 1956, 1958,1962); Bienal de Paris (1959). PONTUAL, PÁG. 249; MEC, VOL. 2, PÁG. 281 E 282; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG. 439; VOL. 5, PÁG. 453; VOL. 9, PÁG. 383.



489 - PAULO CLÁUDIO ROSSI OSIR (1890 - 1959)

Negra - desenho a lápis, carvão e pastel - 41 x 30 cm - lado direito - 13/11/55 -

Pintor e arquiteto nascido e falecido em São Paulo. Estudou na Europa, e em 1921 expõe individualmente em sua cidade natal. Integrou, mais tarde, a Família Artística Paulista. Seu estilo combina elementos impressionistas e cubistas. Criou a OSIRARTE, firma especializada no fabrico de azulejos artísticos. TEODORO BRAGA, pág. 208; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 268; PONTUAL, pág. 462; MEC, vol, 3, pág. 303; ITAU CULTURAL; LEONOR AMARANTE, pág. 128; ARTE NO BRASIL; WALTER ZANINI, pág. 579, Acervo FIEO, RUTH TARASANTCHI.



490 - DJANIRA DA MOTTA E SILVA (1914 - 1979)

No picadeiro - aquarela e guache - 28 x 20 cm - canto inferior direito -

Pintora, desenhista, ilustradora, cartazista, cenógrafa e gravadora. Djanira da Motta e Silva nasceu em Avaré, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. No final da década de 1930, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde teve suas primeiras instruções de desenho no Liceu de Artes Ofícios e com o pintor Emeric Marcier, hóspede da pensão que Djanira instalou no bairro de Santa Teresa. Os contatos com os artistas Carlos Scliar, Milton Dacosta , Arpad Szenes , Vieira da Silva e Jean-Pierre Chabloz , frequentadores de sua pensão, proporcionaram um ambiente estimulador que a levou a expor no 48º Salão Nacional de Belas Artes, em 1942. No ano seguinte, realizou sua primeira mostra individual, na Associação Brasileira de Imprensa - ABI. Em 1945, viajou para Nova York. De volta ao Brasil, realizou o mural ‘Candomblé’ para a residência do escritor Jorge Amado, em Salvador, e painel para o Liceu Municipal de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Entre 1953 e 1954, viajou a estudo para a União Soviética. De volta ao Rio de Janeiro, tornou-se uma das líderes do movimento pelo Salão Preto e Branco, um protesto de artistas contra os altos preços do material para pintura. Realizou em 1963, o painel de azulejos ‘Santa Bárbara’, para a capela do túnel Santa Bárbara, Laranjeiras, Rio de Janeiro. No ano de 1966, a editora Cultrix publicou um álbum com poemas e serigrafias de sua autoria. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil, EUA e Europa. Foi premiada no Rio de Janeiro (1943, 1944, 1949, 1950 a 1953, 1955, 1963) e em São Paulo (1951, 1955). Participou da 1ª e da 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955). Em 1977, o Museu Nacional de Belas Artes - MNBA, realizou uma grande retrospectiva de sua obra. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 336; PONTUAL, PÁG. 181; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 164; MEC, VOL. 2, PÁG 58; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG, 263; WALTER ZANINI, PÁG. 810; ARTE NO BRASIL, PÁG. 824; ACERVO FIEO.



491 - MAX ERNST (1891 - 1976)

Cavalo - litografia - E.A. - 33 x 50 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e escultor nascido em Bruhl, Alemanha e falecido em Paris. Estudou filosofia e psicologia em Bonn, mas, abandonou a vida acadêmica pela pintura. Sua primeira exposição individual foi em Colônia em 1912 e, em Paris, em 1921. Após servir na Primeira Guerra Mundial, fez-se líder do grupo 'Dada' de Colônia (1919), trabalhando sob o pseudônimo Dadamax e foi o responsável pela adaptação das técnicas de colagem e fotomontagem para uso dos surrealistas. Em 1922 estabeleceu-se em Paris e integrou o movimento surrealista desde a sua formação (1924). Foi um dos primeiros expoentes da frotagem e da decalcomania. Em 1938 desligou-se dos surrealistas. Na Alemanha nazista, seus quadros foram expostos, junto aos de outros artistas na mostra denominada Arte Degenerada, em 1937. Depois da invasão da França e de ter sido internado como inimigo pelos alemães foi para Nova York (1941) e permaneceu nos Estados Unidos até 1948 onde colaborou com Breton e Duchamp na edição do periódico 'VVV'. Voltou à França em 1949, tornou-se cidadão francês em 1958. Recebeu o Grande Prêmio na Bienal de Veneza em 1954 e o Museu Solomon R. Guggenheim realizou uma grande retrospectiva de suas obras a qual foi também realizada, de forma modificada, no Museu de Arte Moderna de Paris em 1975. BENEZIT VOL. 4, PÁG. 187; DICIONÁRIO OXFORD DE ARTE; www.max-ernst.com; www.guggenheim.org; educacao.uol.com.br; masp.art.br; www.artprice.com.



492 - MICHEL KIKOÏNE (1892 - 1968)

Paisagem - óleo sobre cartão - 34 x 29 cm - canto inferior esquerdo -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor nascido em Gomel, Russia e falecido em Paris. Estudou na Escola de Belas Artes de Vilna e depois na de Minsk. Foi para Paris, em 1912, onde trabalhou no ateliê de Cormon na Escola de Belas Artes. Durante a Primeira Guerra lutou voluntariamente e, na Segunda Guerra, refugiou-se com sua família perto de Toulouse, França. Depois, voltou para Paris e realizou algumas viagens para Israel. Sua primeira exposição foi em Paris em 1919 e naturalizou-se em 1922. Suas obras foram expostas em Paris, Nova York, Moscou, Copenhagen, Inglaterra, Jerusalém, Tel Aviv. Foi premiado em Paris (1964). Em 2004 uma ala da Galeria de Arte da Universidade de Tel Aviv foi dedicada em honra de sua memória. BENEZIT VOL. 6, PÁG. 213; www.michelkikoine.com; www.artprice.com; www.invaluable.com; artist.christies.com; www.bbc.co.uk.



493 - ESCOLA RUSSA, SÉC. XX

Figura - guache - 29 x 20 cm - canto inferior direito ilegível -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")



494 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Na floresta - óleo sobre tela - 60 x 80 cm - canto inferior esquerdo ilegível -



495 - ALEXANDER ARCHIPENKO (1887 - 1964)

Torso - escultura em bronze - 38 x 08 x 05 cm - assinado - 1914 -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Escultor, pintor, litógrafo e professor nascido em Kiev, Ucrânia e falecido em Nova York, EUA. Sua formação artística se iniciou no Instituto de Artes de Kiev (1902-1905); viveu e expôs em Moscou até se estabelecer em Paris (1908) onde frequentou a Escola de Belas Artes. Participou ativamente do desenvolvimento do Cubismo e trabalhou com Amedeo Modigliano, Henri Guadier-Brzeska, Léger, Apollinaire, Cendrars, Raynal. Em 1912 fez uma das primeiras esculturas 'multi-medium', 'Medrano I', que incluiu madeira, vidro e arame; também criou a pintura escultórica – na qual as formas desenvolvem-se e projetam-se de um fundo pintado e foi um pioneiro na retomada da policromia em escultura. Inventou, em 1924, a 'Archipentura' – tentativa de elaborar pinturas móveis. Expôs no 'Salon des Indépendents', Paris (1910, 1911, 1912); 'Section d'Or', Paris (1912); 'Armory Show', Nova York (1913); 'Société Anonyme', Nova York, (1921 – exposição individual); Bienal de Veneza (1920); entre outras. A partir de 1924 se estabeleceu em Nova York onde abriu sua própria escola de escultura. Em 1969 o Museu Rodin, em Paris, lhe consagrou uma exposição retrospectiva. BENEZIT VOL. 1, PÁG. 246; DICIONÁRIO OXFORD DE ARTE; www.archipenko.org; www.guggenheim.org; www.moma.org; www.britannica.com; www.tate.org.uk; www.artprice.com; artist.christies.com.



496 - MILTON DACOSTA (1915 - 1988)

Construção - serigrafia - 47/100 - 46 x 56 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador. Milton Rodrigues da Costa nasceu em Niterói, RJ e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou estudos de desenho e pintura, em 1929, com o professor alemão August Hantv. No ano seguinte matriculou-se no curso livre de Marques Júnior, na Escola Nacional de Belas Artes. Junto com Edson Motta, Bustamante Sá e Ado Malagoli , entre outros, criou o Núcleo Bernardelli em 1931. Viajou para Estados Unidos em 1945, com o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Belas Artes do ano anterior. Na cidade de Nova York, estudou na Art's Students League of New York. Em 1946, foi para a Europa e após visita a vários países, fixou-se em Paris, onde estudou na Académie de La Grande Chaumière. Conheceu Pablo Picasso, por intermédio de Cícero Dias, e freqüentou os ateliês de Georges Braque e Georges Rouault. Expôs no Salon d'Automne (Paris) e regressou ao Brasil em 1947. Em 1949, casou-se com a pintora Maria Leontina e passou a residir em São Paulo. Realizou muitas exposições individuais e também recebeu prêmios nas Bienais Internacionais de São Paulo (1955, 1957). TEODORO BRAGA, PÁG. 163; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 229; MEC, VOL. 2, PÁG. 13; BENEZIT, VOL. 3, PÁG.315; ITAU CULTURAL; PONTUAL, PÁG. 155; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; ACERVO FIEO.



497 - JOÃO CALIXTO (1922 - 1994)

Futebol - óleo sobre tela - 38 x 46 cm - canto inferior esquerdo - 1972 -
Com expertise firmada por Celso Calixto Rios em 22 de Dezembro de 2015.-

Natural de São Paulo, Capital, João Batista Calixto de Jesus foi pintor, serígrafo, publicitário e professor. Freqüentou a Escola de Belas Artes de São Paulo, de 1947 a 1952; cursou história da estética no Museu de Arte de São Paulo em 1961, e serigrafia no Sesi em 1969. Realizou a sua primeira exposição individual em 1954. Decorou a Igreja Nossa Senhora do Paraíso, 1954. Especializou-se em artes gráficas. Atua como professor na Escola Panamericana de Arte e na Faculdade de Belas Artes de São Paulo, onde tornou-se professor-titular em 1971. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, vol 3- pag 196



498 - CARYBÉ (1911 - 1997)

Caçadores - desenho a nanquim - 30 x 21 cm - canto inferior direito -

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



499 - OSCAR SATIO OIWA (1965)

"Fire Tree" - desenho a carvão - 46 x 61 cm - canto inferior direito - 2003 -

Pintor, escultor, designer de móveis e jóias. Forma-se arquiteto em 1989 pela FAU/USP. Em paralelo aos estudos universitários, dedica-se ao aprendizado das artes, recebendo treinamento em história da arte para tornar-se monitor na 18ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1985. No mesmo ano, expõe com o artista Ricardo Woo na Galeria Macunaíma, no Rio de Janeiro. Em 1986, ano em que ganha bolsa para estudos no Japão, realiza sua primeira individual, no Cabaret Madame Satã, em São Paulo. Em 1991, ano em que expõe na 21ª Bienal Internacional de São Paulo, transfere-se para Tóquio, Japão, mantendo extensa participação no meio artístico local, sendo premiado em 1995, no Ueno Royal Museum, e, no ano seguinte, na 4ª Bienal de Yokohama. Entre 1995 e 1996 reside em Londres (Inglaterra), com bolsa obtida pelo The Delfine Studio Trust. ITAU CULTURAL.



500 - MARIA POLO (1937 - 1983)

Composição - óleo sobre tela - 40 x 30 cm - canto inferior direito - 1969 -
Reproduzido no convite deste leilão.-

Pintora, desenhista, gravadora e vitralista nascida em Veneza, Itália e falecida no Rio de Janeiro. Estudou no Instituto de Arte de Veneza, entre 1949 e 1955 e no ateliê de De Pisis, em Roma, de 1955 a 1959. Veio para o Brasil em 1959 fixando-se em São Paulo e, a partir de 1962, no Rio de Janeiro. Realizou diversas exposições individuais em algumas das principais capitais do País e no exterior. Participou de muitas mostras e Salões oficiais, entre as quais: Bienal Internacional de São Paulo (1963, 1965, 1967); Panorama de Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1969, 1970, 1973). Foi premiada no 10º Salão Paulista de Arte Moderna, SP (1961). MEC, VOL. 3, PÁG. 424; PONTUAL, PÁG. 430; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 776; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 697; www.catalogodasartes.com.br; www.bolsadearte.com; www.artprice.com.



501 - ALFREDO MUCCI (1920)

Fachada - óleo sobre tela - 73 x 100 cm - canto inferior direito -

Alfredo Mucci nasceu em Roma, Itália. Pintor, desenhista, gravador e mosaicista, estudou pintura e mosaico em Roma e Ravenna. Em l953, transferiu-se para o Brasil e realizou estudos sobre arqueologia, etnografia e folclore, efetuando pesquisas em suas viagens pelo interior do país. Recebeu o Prêmio Brasil, da Sociedade dos Artistas Nacionais, em 1956; foi pesquisador credenciado pela Campanha de Defesa do Folclore Brasileiro e pertence à Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência. Dedicou-se à decoração mural, tendo idealizado e executado numerosos painéis a óleo e em mosaico, especialmente no Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Extrema, MG. É autor do "Compêndio Histórico-técnico da arte do mosaico, editado pelo "Ao Livro Técnico", do Rio de Janeiro, com apresentação de Ricardo Averini, professor de História da Arte da Universidade de Perugia, na Itália. Realizou diversas exposições de pintura na Itália e no Brasil. Suas obras figuram em coleções particulares da Europa, Estados Unidos e Brasil, com destaque as do Museu de Arte de São Paulo e do Museu de Arte do Parlamento de São Paulo. PONTUAL, PÁG.375; MEC, vol. 3, pág.225; www.jusbrasil.com.br.



502 - ALFREDO VOLPI (1896 - 1988)

Composição - serigrafia - P.A. - 80 x 60 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.



503 - TAPETE ORIENTAL,


Feito a mão, de lã, Afghan, medindo 300 x 216 cm = 6,48 m².-



504 - CARLOS OSWALD (1882 - 1971)

Carros de bois - gravura - 29 x 41 cm - canto inferior direito -

Gravador, pintor, desenhista, decorador, professor e escritor. Nasceu em Florença, Itália e faleceu em Petrópolis, RJ. Graduou-se como físico-matemático em 1902, pelo Instituto Galileo Galilei, em Florença. No ano seguinte, ingressou na ‘Accademia di Belle Arti di Firenze’. Viajou para o Brasil pela primeira vez em 1906 e realizou no Rio de Janeiro a primeira exposição individual no país. Retornou à Europa em 1908, estudou gravura com o americano Carl Strauss em Florença e viajou para Munique, onde aprendeu a técnica da água-forte. Em 1911, participou da decoração do pavilhão do Brasil, na Exposição Internacional de Turim. Fez a segunda viagem ao Rio de Janeiro em 1913 e realizou uma exposição com Eugênio Latour na Escola Nacional de Belas Artes . Foi nomeado, em 1914, professor de gravura e desenho no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro e é considerado o introdutor da gravura no Brasil. No ano de 1930, fez o desenho final do ‘Monumento ao Cristo Redentor’. A obra foi executada na França pelo escultor Paul Landowski e instalada no Morro do Corcovado, Rio de Janeiro, em 1931. Publicou, em 1957, a autobiografia ‘Como Me Tornei Pintor’. Em 1963, o Museu Nacional de Belas Artes - RJ adquiriu quase todas as suas obras em gravuras. Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais e foi premiado no Rio de Janeiro em 1904, 1906, 1909, 1912, 1913, 1916 e realizou diversas exposições individuais. PONTUAL, PÁG. 397; ARTE NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 1053; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 699; MEC VOL. 3, PÁG. 304; ACERVO FIEO.



505 - LIVROS


1) "Matisse. Taschen. Essers Volkmar". Paris: Casa das Línguas, Ltda, 2002. 2) "Picasso. Anos de Guerra 1937-1945". São Paulo. MASP, 1999. 3) "Jonh Martin. Apocalypse". London. Great British Art Debate, 2012. 4) "Artin The Modern. A Guide To Styles Schools Movements". Amy Dempsey. New York. Harry N. Abrams, Incorporated, 2002. 5) "Fotografia em Revista". São Paulo. FAAP e Editora Abril, 2009.



506 - LIVIO ABRAMO (1903 - 1992)

Composição - xilogravura - H.C. - 33 x 20 cm - canto inferior esquerdo - 1953 - Rio de Janeiro -

Gravador, desenhista, pintor, ilustrador, jornalista e professor, nasceu em Araraquara, SP e faleceu em Assunção, Paraguai. Mudou-se para São Paulo, onde, em 1909, estudou desenho com Enrico Vio no Colégio Dante Alighieri. No início dos anos de 1920, fez ilustrações para pequenos jornais e entrou em contato com a obra de Oswaldo Goeldi e de gravadores expressionistas alemães. Realizou as primeiras gravuras em 1926. Em 1947, ilustrou o livro ‘Pelo Sertão’, do escritor Afonso Arinos de Mello Franco, publicado em 1949. Com essa série de ilustrações, apresentadas no Salão Nacional de Belas Artes, obteve o prêmio de viagem ao exterior. Seguiu para a Europa em 1951. Em Paris frequentou o Atelier 17, aperfeiçoando-se em gravura em metal com Stanley William Hayter. De volta ao Brasil, foi premiado como o melhor gravador nacional na Bienal Internacional de São Paulo, nas edições de 1953 e de 1963. Deu aulas de xilogravura na Escola de Artesanato do Museu de Arte Moderna de São Paulo. Foram seus alunos, entre outros, Maria Bonomi e Antonio Henrique Amaral . Fundou o Estúdio Gravura, em 1960, com Maria Bonomi. Em 1962, foi convidado pelo Itamaraty a integrar a Missão Cultural Brasil-Paraguai, posteriormente Centro de Estudos Brasileiros. Mudou-se para o Paraguai e dirigiu até 1992, o Setor de Artes Plásticas e Visuais. Foi fundador do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Paraguai. PONTUAL, PÁG. 1, JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 19; MEC VOL.1, PÁG. 33; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 795; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28; ACERVO FIEO.



507 - ANA CRISTINA ANDRADE (1953)

" Paisagem " - monotipia - 39 x 59 cm - canto inferior direito - 1990 -

Ana Cristina Andrade Moreira é pintora, gravadora, desenhista, professora e designer vidreira. Iniciou sua formação artística na Escola Superior de Arte Santa Marcelina, SP (1972-1975). Aprendeu gravura em metal (1980-1990) com Iole Di Natale; técnicas de gravura na Scuola Internazionale di Gráfica em Veneza, Itália (1983); Gravura Especial com Evandro Carlos Jardim, no MAC-SP (1991); Técnica Calcográfica Experimental com Mario Benedetti, na FASM-SP (1997); Vitrofusão com Roberto Bonino. Exposições individuais: São Paulo, SP (1984, 1987, 1995, 2003); Bauru, SP (1989); “Projeto Interior com Arte” – Museu Banespa (1998 – Exposição itinerante pelo interior do Estado de São Paulo). Coletivas: Epinal, França (1975); São Paulo, SP (1974, 1982, 1984, 1985, 1986, 1988, 1994, 1995, 2000, 2002 a 2004, 2012 – SP ESTAMPA); Santo André, SP (1982); Novo Hamburgo, RS (1982); Taiwan, China (1983, 1985); San Juan, Porto Rico (1983); Santos, SP (1983); Cabo Frio, RJ (1983); Ribeirão Preto,SP (1984); Curitiba, PR (1984); Piracicaba,SP (1984); Veneza, Itália (1984, 1985); Campinas, SP (1985); São José do Rio Preto, SP (1986); Limeira, SP (1986); Washington D.C.,EUA (1991); Campos do Jordão, SP (1991); Kanagawa, Japão (1992); Maastricht, Holanda (1993); Illinois, EUA (1994); Cidade do México, México (1996); Jacareí, SP (1998); Budapeste, Hungria (1996); Uzice, Yuguslávia (1997); Ourense, Espanha (1994, 2006). Prêmios: São Paulo, SP (1974); Novo Hamburgo, RS (1982); Santos, SP (1983); Ribeirão Preto, SP (1984); Curitiba, PR (1984); Piracicaba, SP (1984); Campinas, SP (1985); São José do Rio Preto, SP (1986). JULIO LOUZADA, vol.1, pág. 62; vol.2, pág. 66; Acervo FIEO. ITAU CULTURAL.



508 - J. CARLOS (1884 - 1950)

Na delegacia - desenho a nanquim e aquarela - 36 x 28 cm - canto inferior direito -

Nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, desenhista, ilustrador e caricaturista. Realizou mais de cem mil desenhos, não se conhecendo um único ruim. Observador arguto, retratou com maestria e humor o cotidiano de sua cidade natal, da qual, consta, ausentou-se por duas únicas ocasiões. JULIO LOUZADA vol. 10, pág. 181; CARICATURISTAS BRASILEIROS, de Pedro Corrêa do Lago, pág. 74; WALTER ZANINI, pág. 448; ARTE NO BRASIL, pág. 646.



509 - REMBRANDT VAN RIJN (1606 - 1669)

Paisagem - gravura - 17 x 26 cm - canto inferior direito na matriz -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista e gravador da Escola Holandesa, Rembrandt Harmenszoon van Rijn nasceu em Leiden e faleceu em Amsterdam. Aos quatorze anos entrou para a Universidade de Leiden e como não lhe interessou o programa, foi estudar arte com o mestre local Jacob van Swanenburch (de 1620 a 1623) e, em Amsterdam, com Pieter Lastman (1624). Em Leiden ainda, trabalhou com o gravador Jan van Vliet - suas primeiras gravuras datadas indicam o ano de 1626 - e começou a ensinar pintura. Seu primeiro aluno foi Gerrit Dou. Mudou-se para Amsterdam (1631), casou-se (1634) e rapidamente se estabeleceu como o principal retratista da cidade – cerca de cinquenta obras datadas de 1632 ou 1633, a maioria é constituída de retratos, além de continuar dando aulas em seu estúdio. Trabalhou suas gravuras, durante a década de 1640, na 'Hundred Guilder Print'. A mais importante encomenda que recebeu na década de 1630 veio do príncipe Frederico Henrique de Orange, consistindo em cinco pinturas de cenas da Paixão. Embora os retratos e cenas religiosas constituam a maior parte de sua obra, ele fez contribuições originais a outros gêneros incluindo a natureza-morta. Na década de 1640 desenvolveu também um interesse pela paisagem; sugeriu-se que, nesse período, ele tenha passado mais tempo no campo para fugir de seus problemas domésticos. É considerado universalmente como o maior água-fortista de todos os tempos e seus desenhos normalmente concebidos como obras independentes e não, como estudos para as pinturas. BENEZIT; DICIONÁRIO OXFORD DE ARTE; REMBRANDT E ARTE DA GRAVURA – catálogo da exposição realizada no Centro Cultural Banco do Brasil, SP em 2002; www.rembrandtpainting.net; www.rijksmuseum.nl; www.metmuseum.org; www.holland.com; www.biography.com; www.metmuseum.org; www.britannica.com; www.nationalgallery.org.uk; www.artprice.com;



510 - EDMUNDO MIGLIACCIO (1903 - 1983)

Natureza morta - óleo sobre tela - 120 x 150 cm - canto inferior direito - 1959 -
Reproduzido no convite deste leilão. Com carimbo do 24° Salão Paulista de Belas Artes, São Paulo - SP, no dorso. (Atenção clientes que não residem em São Paulo: transporte apenas por via rodoviária devido ao tamanho. Consulte-nos antes de dar seu lance) .-

Pintor, natural do município de Caconde-SP. Filho de imigrantes italianos, batizado Edmundo Francisco Nicodemo Migliaccio, iniciou seus estudos no Liceu, com os mestres Enrico Vio, Angelo Cantu e Torquato Bassi. Acadêmico por formação e vocação, foi fundador da Associação Paulista de Belas Artes. Expositor fiel do Salão Paulista, foi ali várias vezes premiado. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 213; ARTE NO BRASIL, pág. 812.



511 - EMANOEL ARAÚJO (1940)

Gato - xilogravura - 52 x 36 cm - canto inferior direito - 1964 -

Escultor, desenhista, ilustrador, figurinista, gravador, cenógrafo, pintor, curador e museólogo, Emanoel Alves de Araújo nasceu em Santo Amaro da Purificação, BA. Aprendeu marcenaria com Eufrásio Vargas e trabalhou com linotipia e composição gráfica na Imprensa Oficial em sua cidade natal. Na década de 1960, mudou-se para Salvador e ingressou na Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia, onde estudou gravura com Henrique Oswald. Em 1972, foi premiado com Medalha de Ouro na 3ª Bienal Gráfica de Florença, Itália. Recebeu, no ano seguinte, o prêmio de Melhor Gravador, e, em 1983, o de Melhor Escultor, da Associação Paulista de Críticos de Arte, entre muitos outros prêmios. Entre 1981 e 1983, instalou e dirigiu o Museu de Arte da Bahia, em Salvador. Realizou muitas exposições individuais (desde 1959) e participou de inúmeras mostras coletivas, Salões oficiais nacionais e internacionais. Em 1988, foi convidado a lecionar artes gráficas e escultura no 'Arts College', na 'The City University of New York'. De 1992 a 2002, exerceu o cargo de diretor da Pinacoteca do Estado de São Paulo e foi responsável pela revitalização da instituição. Foi, entre 1995 e 1996, membro convidado da Comissão dos Museus e do Conselho Federal de Política Cultural, instituídos pelo Ministério da Cultura. Fundou o Museu Afro Brasil, em 2004, onde é Diretor Curador. Em 2007 foi homenageado pelo Instituto Tomie Ohtake com a exposição 'Autobiografia do Gesto – Cosmogonia dos Símbolos', que reuniu obras de 45 anos de sua carreira. TEIXEIRA LEITE, PÁG. 190; MEC, VOL. 2, PÁG. 143; PONTUAL, PÁG. 37; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 68; VOL. 2, PÁG. 64; VOL. 4, PÁG. 75; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, PÁG. 846; WALTER ZANINI, PÁG. 770; ACERVO FIEO; www.emanoelaraujo.com.br; www.museuafrobrasil.org.br; www.pinturabrasileira.com; www.museuhistoriconacional.com.br; www.artprice.com.



512 - NOEL QUINTAVALLE (1893 - 1975)

Na sombra - óleo sobre tela - 44 x 62 cm - canto inferior direito - 1923 -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Noëlqui - pintor, desenhista, escultor, xilogravador e escritor italiano nascido em Ferrara e falecido em Alassio. Estudou na Academia de Brera - Milão, diplomando-se em arquitetura. Em pintura definia-se como autodidata. Até 1927 participou de inúmeras mostras coletivas em várias cidades italianas, inclusive da Bienal de Brera, e de algumas internacionais. Em 1940 estabeleceu-se definitivamente em Alassio. Realizou exposições individuais na Itália: Gênova; Milão (1948 e 1958); Verona (1961); Bologna e, no estrangeiro: Londres, Paris, Nova York, Buenos Aires, Rosário, Montevidéu, Caracas, Zurique, Genebra. Desenvolveu intensa atividade literária e colaborou com revistas de arte e jornais. www.artifigurative.info; www.ottocentoligure.it; www.artprice.com; www.arcadja.com; www.sothebys.com.



513 - AXEL LESKOSCHEK (1889 - 1976)

Figuras - xilogravura - 17 x 11 cm - canto inferior direito -

Importante gravador, pintor e professor austríaco. Realizou sua formação artística na Áustria e ali publicou álbuns de xilogravuras e águas-fortes. Veio residir no Brasil em 1930, fugindo do nazismo, aqui ficando até 1950. Ilustrou diversas publicações nacionais, entre elas, e principalmente, as edições brasileiras dos romances de Dostoiévski (Ed. José Olimpio). Foi professor, entre outros, de Renina Katz, Fayga Ostrower e Ivan Serpa. MAYER/88, pág.494; JULIO LOUZADA, vol.1, pág.609; BENEZIT, vol.6, pág.612, ART PRICE ANNUAL/2000, pág.1464; PONTUAL, pág.309, TEIXEIRA LEITE, pág.284; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 605; ARTE NO BRASIL, pág. 840; Acervo FIEO.



514 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Paisagem - óleo sobre tela - 55 x 41 cm - canto inferior direito ilegível -



515 - ANTONIO PESSOA (1943)

Casal - escultura em bronze - 30 x 07 x 05 cm - assinado -

Escultor, assina Tonny. Radicado no Rio de Janeiro detentor de bom curriculo nacional e internacional com inumeras participações em Salões Oficiais,varias vezes premiado. Ótimo mercado.



516 - OMAR PELEGATTA (1925 - 2000)

Marinha - óleo sobre papel - 48 x 30 cm - canto inferior direito -

Italiano da Lombardia, PELLEGATTA foi pintor e gravador dedicado a temas sacros e casarios coloniais. Em sua obra, o ser humano é apresentado sempre de modo idealizado, na figura de ternas madonas, santos, coroinhas e cavaleiros. Participou de diversas coletivas e salões, a partir de 1957, recebendo premiações em sua maioria. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág.735; MEC vol.3, pág.363; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



517 - DURVAL PEREIRA (1917 - 1984)

Paisagem - óleo sobre tela - 38 x 46 cm - canto inferior direito -

Nascido e falecido em São Paulo onde foi pintor e professor ativo. Premiado com a Menção Honrosa no Salão Paulista de Belas Artes em 1944, passou a viver exclusivamente da pintura. Em 1946, estudou artes plásticas na Associação Paulista de Belas Artes. Pintava ao ar livre, aos domingos, com os pintores Salvador Rodrigues, Salvador Santisteban, Cirilo Agostinho, Jaime Dinis, Djalma Urban, Innocencio Borghese, e outros. Premiado praticamente em todos os Salões de que participou, acumulou, em toda sua carreira, 419 prêmios de todos os cantos do mundo. Recebeu ao todo, 15 comendas das mais importantes do Brasil. Nos últimos três anos de sua vida recebeu também todos os Primeiros Prêmios e Medalhas de Ouro nas exposições de Paris, Rouen, Lyon, Roma, Miami e Milão (o maior prêmio dado à pintura: ‘La Madonina de Milano’). MEC, vol. 3, pág. 368; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 749; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO; www.tntarte.com.br.



518 - INGRES SPELTRI (1940)

"O violão de Miró" - óleo sobre tela - 79 x 80 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor, desenhista, escultor, gravador e professor nascido em Jau, SP. Filho do pintor Augusto Speltri com quem se iniciou na pintura, ainda criança. Em 1959 mudou-se para São Paulo onde estudou Música (1960-1964). É professor titular da Escola Panamericana de Arte, SP. Realizou exposições individuais, em São Paulo, nos anos de 1977, 1981, 1978, 1984. Participou de várias mostras e Salões oficiais, sendo premiado em: São Paulo (1963, 1966, 1970, 1971); Santo André, SP (1976). JULIO LOUZADA VOL. 5, PÁG. 1012; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; MEC VOL. 4, PÁG. 338; PONTUAL PÁG. 504; www.artprice.com; www.speltri.com.



519 - TOMÁS SANTA ROSA (1909 - 1956)

"Segunda classe" - guache - 28 x 38 cm - canto inferior direito -
Ilustração para o livro Cacau de autoria de Jorge Amado, página 173.-

Pintor, gravador, cenógrafo e professor. Oriundo da Paraíba, onde nasceu, fixou-se no Rio de Janeiro, iniciando em 1930 sua bem sucedida carreira de ilustrador de obras de autores estrangeiros e brasileiros, que inclui, dentre outros, Graciliano Ramos, José Lins do Rêgo, Jorge Amado, Castro Alves e muitos outros. Sua obra tem reconhecimento nacional e unanimidade de crítica, havendo se destacado em todas as áreas das artes que praticou. PONTUAL, pág. 472; TEIXEIRA LEITE, pág. 460; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 572; LEONOR AMARANTE.



520 - LEDA CATUNDA (1961)

O bolo - técnica mista - 42 x 59 cm - canto inferior direito -
Reproduzido no convite deste leilão. Estudo.-

Pintora, gravadora, artista multimídia e professora. Leda Catunda Serra nasceu em São Paulo. Cursou artes plásticas na Fundação Armando Álvares Penteado onde foi aluna, entre outros, de Regina Silveira, Julio Plaza, Nelson Leirner e Walter Zanini. Desde o fim dos anos 1980, tem tido relevante atuação docente nos cursos de Artes Plásticas da FAAP e da Faculdade de Artes Santa Marcelina, ministra workshops e cursos livres em várias instituições culturais no Brasil e ocasionalmente no exterior. Tem realizado muitas exposições individuais e participado de várias oficiais como as Bienais Internacionais de São Paulo (1983, 1985, 1994). Recebeu o Prêmio Brasília de Artes Plásticas/Distrito Federal, na categoria aquisição, em 1990. Em 1998, é publicado o livro 'Leda Catunda', de autoria de Tadeu Chiarelli, pela editora Cosac & Naify. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 239; www.fortesvilaça.com; www.mac.usp.br.



521 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulata - serigrafia - P.I. - 60 x 43 cm - canto inferior direito -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



522 - TARSILA DO AMARAL (1890 - 1973)

"Crianças no vilarejo" - gravura - P.A. - 22 x 15 cm - canto inferior direito -
Esta gravura consta no catálogo Raisonné de Tarsila do Amaral. -

Pintora e desenhista, Tarsila do Amaral nasceu em Capivari, SP e faleceu em São Paulo. Estudou escultura com William Zadig e com Mantovani, em 1916, na capital paulista. No ano seguinte teve aulas de pintura e desenho com Pedro Alexandrino, onde conheceu Anita Malfatti. Ambas tiveram aulas com o pintor Georg Elpons. Em 1920 viajou para Paris e estudou na ‘Académie Julian’ e com Émile Renard. Ao retornar ao Brasil formou em 1922, em São Paulo, o Grupo dos Cinco, com Anita Malfatti, Mário de Andrade, Menotti del Picchia e Oswald de Andrade. Em 1923, novamente em Paris, frequentou o ateliê de André Lhote, Albert Gleizes e Fernand Léger. Foi a criadora de duas das principais tendências ou movimentos de nossa arte nacionalista: o Pau Brasil e o Antropofagia. A convite da Comissão do IV Centenário de São Paulo fez, em 1954, o painel ‘Procissão do Santíssimo’ e, em 1956, entregou ‘O Batizado de Macunaíma’, sobre a obra de Mário de Andrade, para a Livraria Martins Editora. A retrospectiva Tarsila: 50 Anos de Pintura, organizada pela crítica de arte Aracy Amaral e apresentada no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo , em 1969, ajudou a consolidar a importância da artista. TEODORO BRAGA, PÁG. 220; REIS JR., PÁG.388; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 365; MEC, VOL. 4, PÁG. 370; PONTUAL, PÁG. 511; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 492; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 389; ARTE NO BRASIL, PÁG. 577; LEONOR AMARANTE, PÁG. 24; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 958.



523 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Gato - acrílico sobre papel colado em eucatex - 30 x 41 cm - centro inferior -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins. -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



524 - MARTINS DE PORANGABA (1944)

"O lobisomem e a donzela" - acrílico sobre tela - 18 x 25 cm - canto inferior direito e dorso - 2006 -

Pintor, desenhista, gravador e professor, José Carlos de Porangaba Martins nasceu em Porangaba, SP. Assina José Carlos Martins, J. Martins, Porangaba e Martins de Porangaba. Fixou residência em São Paulo e cursou desenho, pintura e modelo vivo na Associação Paulista de Belas Artes, entre 1967 e 1970. Na década de 70 estudou gravura com Paulo Mentem e modelagem com Olinda Dalma. Fundou o Atelier J. Martins em 1972. Em 1980, lecionou pintura na Escola Panamericana de Artes. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1976, 1979, 1981, 1982 – MAC, 1984, 1987, 1990, 1991, 1994, 2000); Santo André, SP (1980, 1981); Guarujá, SP (1982); Rio de Janeiro (1982); Washington, EUA (1983); Brasília, DF (1988). Tem participado de muitas mostras coletivas e Salões oficiais, recebendo vários prêmios em: São Paulo (1979, 1980, 1982); Piracicaba, SP (1981); Embu, SP (1981); Marília, SP (1981); Rio Claro, SP (1982); Santo André, SP (1983, 1984); Rio de Janeiro (1985) ; Lisboa, Portugal (1985); Tampa, EUA (1986); Nice, França (1987). JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 828; VOL. 4, PÁG. 903; VOL. 6, PÁG. 901; VOL. 9, PÁG. 692; VOL. 13, PÁG. 269; ITAU CULTURAL; www.artprice.com; mporangaba.com.



525 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

Maternidade - escultura em bronze - 49 x 15 x 11 cm - assinado -

Escultor, desenhista e pintor paulista nascido em Mococa, SP e falecido no Rio de Janeiro. Mudou-se com a família para Itália, e fixou-se em Roma (1913). Iniciou estudos de desenho e escultura com o professor Loss (1920). Participou de movimentos antifascistas e foi preso (1931) por motivos políticos. Foi extraditado para o Brasil (1935) por intervenção do embaixador brasileiro na Itália. Em 1937, viajou para Paris e frequentou as academias ‘La Grand Chaumière’ e ‘Ranson’, onde estudou com Aristide Maillol e conviveu com Henry Moore, Marino Marini e Charles Despiau. Em 1939, retornou a São Paulo e junto com Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Sérgio Milliet, entre outros, participou do Movimento Modernista; foi um dos membros da Família Artística Paulista e do Grupo Santa Helena. Em 1943, transferiu-se para o Rio de Janeiro. A convite do ministro Gustavo Capanema instalou ateliê no antigo Hospício da Praia Vermelha, onde orientou jovens artistas como Francisco Stockinger. Possui obras em espaços públicos como ‘Monumento à Juventude Brasileira’ (1947), nos jardins do antigo Ministério da Educação e Saúde, atual Palácio Gustavo Capanema - RJ; ‘Candangos’ (1960), na Praça dos Três Poderes, e ‘Meteoro’ (1967), no lago do edifício do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília; ‘Integração’ (1989), no Memorial da América Latina, em São Paulo. Participou das Bienais de Veneza (1950, 1952); participou das I, II, IV e IX Bienais de São Paulo, período em que recebeu o prêmio de melhor escultor brasileiro (1953) e sala especial (1967). MEC, VOL.2, PÁG. 250; PONTUAL, PÁG. 237; MAYER/84, PÁG. 1333; BENEZIT VOL. 5, PÁG. 14; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 715; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 422; www.artprice.com; www.pinturabrasileira.com; www.dec.ufcg.edu.br; www.monumentos.art.br.



526 - SYLVIO ARAGÃO (1901 - 1966)

"Velho barracão" - óleo sobre madeira - 38 x 47 cm - canto inferior direito -
Juiz de Fora - MG.-

Pintor e restaurador, Sylvio Ribeiro de Aragão nasceu e faleceu em Minas Gerais. Veio para o Rio de Janeiro, frequentou o Liceu de Artes e Ofícios, tendo estudado com Argemiro Cunha. Em restauração iniciou-se com Edson Motta. Expôs desde 1931 no Salão Nacional de Belas Artes, RJ, onde conquistou Menção Honrosa e Medalha de Bronze; no Salão Paulista de Belas Artes em São Paulo (1947); na I Bienal de São Paulo; no Salão de Arte Moderna, RJ (1952); no Salão Fluminense de Belas Artes em Niterói, RJ (1962); no Salão de Belas Artes do Rio Grande do Sul em Porto Alegre (1954) onde ganhou Medalha de Bronze. Foi um dos fundadores da Sociedade de Belas Artes Antonio Parreiras e um dos criadores do Salão Municipal de Belas Artes, ambos em Juiz de Fora, MG. Foi restaurador, desde 1952, do Museu Mariano Procópio, de Juiz de Fora, MG. ITAU CULTURAL; MEC VOL. 1, PÁG. 106; PONTUAL PÁG. 35; JULIO LOUSADA VOL. 2, PÁG 79; VOL. 13, PÁG. 19.



527 - CARLOS SCLIAR (1920 - 2001)

"Cais e amendoeira" - vinil encerado sobre tela - 22 x 41 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 22-08-1980 - Cabo Frio -

Desenhista, gravador, pintor, ilustrador, cenógrafo, roteirista e designer gráfico que nasceu em Santa Maria da Boca do Monte, RS e faleceu no Rio de Janeiro. Assina Scliar. Estudou com Gustav Epstein, em Porto Alegre, em 1934. Participou, em 1938, da fundação da Associação Riograndense de Artes Plásticas Francisco Lisboa. Entre 1939 e 1947, residindo em São Paulo, integrou a Família Artística Paulista - FAP. No Rio de Janeiro, escreveu e dirigiu em 1944 o documentário 'Escadas', sobre os pintores Arpad Szenes e Vieira da Silva com os quais conviveu desde 1941. Convocado pela Força Expedicionária Brasileira - FEB, participou da Segunda Guerra Mundial, na Itália. Morando em Paris de 1947 a 1950, cursou gravura com Galanis na Escola de Belas Artes e teve contato com o gravador mexicano Leopoldo Méndez. De volta ao Brasil, fundou com Vasco Prado o Clube de Gravura de Porto Alegre. Em 1956, passou a viver no Rio de Janeiro. Foi diretor do departamento de arte da revista 'Senhor' entre 1958 e 1960. Fundou a editora Ediarte, em 1962, com os colecionadores Gilberto Chateaubriand, Michel Loeb, Carlos Nicolaievski e o pintor José Paulo Moreira da Fonseca. Realizou durante toda sua vida exposições individuais e participou de inúmeras coletivas e Salões oficiais, recebendo muitos prêmios. Também foram realizadas várias exposições póstumas. MEC VOL.4, PÁG. 214; TEODORO BRAGA, PÁG. 66; WALMIR AYALA VOL.2, PÁG. 306 a 309; PONTUAL, PÁG. 479 e 480; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG.884; VOL.2, PÁG. 925; VOL.13, PÁG. 305; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; RGS, PÁG. 442; ACERVO FIEO.



528 - IVAN SERPA (1923 - 1973)

Figuras - desenho a nanquim - 28 x 22 cm - canto inferior direito - 1971 -

Pintor, desenhista, gravador e professor, Ivan Ferreira Serpa nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Estudou gravura e desenho com Axel Leskoschek (entre 1946 e 1948) no Rio de Janeiro. Em 1949, ministrou suas primeiras aulas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, onde, a partir de 1952, exerceu sistemática atividade didática, em especial no ensino infantil. Foi um dos precursores do concretismo no Brasil, criando ao lado de Aluisio Carvão, Lígia Clark, Hélio Oiticica e outros o Grupo Frente, que se manteve ativo de 1954 a 1956, inclusive com exposições no Rio de Janeiro. Participou da Divisão Moderna do SNBA (1947-1951). Em 1957, recebeu o prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna, RJ. Participou da exposição ’Opinião 65’, evento que marca a difusão de uma nova arte de tendência figurativa, a neofiguração. Em 1970, fundou, com Bruno Tausz, o Centro de Pesquisa de Arte no Rio de Janeiro. Participou da Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1961, 1963, 1965) e da Bienal de Veneza (1952, 1954, 1962, 1966). PONTUAL, PÁG 486; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 605; ARTE NO BRASIL, PÁG. 840; LEONOR AMARANTE, PÁG. 26; MEC VOL. 4, PÁG. 221; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 899.



529 - RAPHAEL GALVEZ (1907 - 1998)

Natureza morta - óleo sobre cartão colado em eucatex - 35 x 49 cm - canto superior direito - 1971 -

Pintor, desenhista, escultor e arquiteto, nascido em São Paulo, Capital. Artista de formação artesanal, teve como tema de sua obra a sua cidade natal. JULIO LOUZADA, vol 10, pág 372; PONTUAL, pág. 231; MEC, vol 2, pág, 239; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 630; Acervo FIEO.



530 - ELISEU D´ANGELO VISCONTI (1866 - 1944)

"Morro de Santo Antônio" - óleo sobre madeira - 15 x 22 cm - canto inferior direito - C. 1925 -
Reproduzido no convite deste leilão. Registrado no Projeto Eliseu Visconti sob número "P181".-

Considerado o maior pintor que trabalhou no Brasil, nasceu na Itália, mas fez sua formação artística na Escola de Belas Artes do Rio de Janeiro e em Paris. Foi sucessivamente, realista, simbolista, adepto do Art Noveau e pós- impressionista, até chegar em algumas paisagens já quase no fim da vida, a uma síntese admirável de todos esses estilos e tendências. Sua obra-prima - e uma das obras- primas da arte brasileira de todos os tempos - é a decoração do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, principamente o friso do foyer, iniciado em 1914. TEODORO BRAGA, pág. 240/241; LAUDELINO FREIRE, págs. 515/ 133/ 151/ 510 e 512; BENEZIT, vol. 10, pág. 535; REIS JR., pág. 293 /300 /304 /371 /375/ 380/ 381/ 388/ 389; MEC, vol. 4, pág. 393; PONTUAL, pág. 543/544/545; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 422 e 423; MAYER/84, pág. 1252; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 420; ARTE NO BRASIL, pág. 553; LEONOR AMARANTE, pág. 42; Acervo FIEO; F. ACQUARONE, pág. 171.



531 - HANSEN BAHIA (1915 - 1978)

Pescador - xilogravura - 36 x 26 cm - canto inferior direito -

Gravador, escultor, pintor, ilustrador, poeta, escritor, cineasta e professor, Karl Heinz Hansen nasceu em Hamburgo, Alemanha e faleceu em São Paulo. Serviu como soldado (entre 1936 e 1945) na Segunda Guerra Mundial e atuou como ilustrador de histórias infantis. Autodidata, realizou suas primeiras xilogravuras entre 1946 e 1948. Fixando-se sucessivamente na Itália, Suécia, Inglaterra, emigrou para o Brasil em 1950 residindo de início em São Paulo e a partir de 1955 em Salvador. Ilustrou a publicação 'Flor de São Miguel' (1957), com textos de Jorge Amado, Vinicius de Moraes e de sua autoria; 'Navio Negreiro' (1958), de Castro Alves. Em homenagem à Bahia passou a assinar seus trabalhos como Hansen-Bahia a partir de sua volta à terra natal em 1959. Lá permaneceu até 1963, enquanto trabalhou no ateliê de gravura fundado por ele mesmo no castelo Tittmoning. Viveu na Etiópia (entre 1963 e 1966) onde ajudou a estabelecer a Escola de Belas Artes na cidade de Addis Abeba. Retornou a Salvador e naturalizou-se. Tornou-se professor de artes gráficas da Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia (1967). Dois anos antes de sua morte, doou em testamento sua produção artística para a cidade de Cachoeira, Bahia, onde foi criada a Fundação Hansen Bahia que recebeu seu acervo artístico de xilogravuras, matrizes, livros, pinturas, prensas e ferramentas de trabalho. Realizou exposições individuais no: Museu de Arte de São Paulo (1950, 1953, 1966); Museu Nacional de Belas Artes, RJ (1952); Museu de Arte Moderna de São Paulo (1954, 1956); Buenos Aires, Argentina (1954, 1955, 1958), entre outras. Participou de muitas mostras coletivas e oficiais como: Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1961); Salão Nacional de Arte Moderna (1954, 1955). PONTUAL PÁG. 260; MEC VOL. 1, PÁG. 157; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 81; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 720; ARTE NO BRASIL, PÁG. 842; ACERVO FIEO, PÁG. 251; www.hansenbahia.com.br; www.artprice.com.



532 - ANTONIO BANDEIRA (1922 - 1967)

Natureza morta - guache - 23 x 31 cm - canto inferior direito - X/1945 -

Pintor, desenhista, gravador, nascido em Fortaleza, CE e falecido em Paris, onde viveu a maior parte de sua vida. É um dos pioneiros da arte abstrata no Brasil. Iniciou-se na pintura como autodidata. Em 1941, em Fortaleza, participou, ao lado de Mário Baratta, entre outros, da criação do Centro Cultural de Belas Artes depois, Sociedade Cearense de Artes Plásticas. Em 1945, transferiu-se para o Rio de Janeiro e, no ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual. Contemplado pelo governo francês com bolsa de estudos, permaneceu em Paris de 1946 a 1950 onde frequentou a Escola Nacional Superior de Belas Artes e a ‘Académie de la Grande Chaumière’. Entre 1947 e 1948 participou do ‘Salon d'Automne’ e do ‘Salon d'Art Libre’. Tomou parte em reuniões de artistas e formou o Grupo Banbryols (ban de Bandeira; bry de Camille Bryen; e ols de Wols), que durou de 1949 a 1951. Voltou ao Brasil em 1951 e apresentou-se na 1ª Bienal Internacional de São Paulo. Em 1952, criou um mural para o Instituto dos Arquitetos do Brasil, em São Paulo. Retornou a Paris em 1954 em razão do Prêmio Fiat, obtido na 2ª Bienal Internacional de São Paulo, mas não deixou de expor no Brasil. Permaneceu na Europa até 1959, passando pela Inglaterra e Bélgica, onde, em 1958, realizou um painel para o ‘Palais des Beaux-Arts’. Ao retornar ao Brasil teve uma atividade artística intensa, participou de importantes exposições, em paralelo a mostras em Paris, Munique, Verona, Londres e Nova York. Voltou a Paris em 1965, onde permaneceu até sua morte. BENEZIT, VOL.1, PÁG.415; MEYER/87, PÁG.606; MEC, VOL.1, PÁGS.159,160 E 167; PONTUAL, PÁGS. 48 E 49; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁGS. 71 A 74; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 52 A 54; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; ARTE NO BRASIL, PÁG. 599; LEONOR AMARANTE, PÁG. 34; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 86; ACERVO FIEO; web.artprice.com; pitoresco.com; pinturabrasileira.com.



533 - TADASHI KAMINAGAI (1899 - 1982)

Composição - óleo sobre eucatex - 40 x 40 cm - canto inferior esquerdo - 1969 -

Pintor, desenhista, professor, Tadashi Kaminagai nasceu em Hiroshima, Japão e faleceu em Paris, França. Por iniciativa da família, ingressou aos 14 anos num mosteiro budista na cidade japonesa de Kobe. Dois anos depois, viajou para as Índias Ocidentais Holandesas, atual Indonésia, atuando como missionário e agricultor até 1927. Nesse ano, decidido a seguir carreira artística, mudou-se para Paris, onde conheceu o artista Tsugouharu Foujita, que o orientou na pintura. Paralelamente à atividade artística, trabalhou como moldureiro. No início da década de 1930, expôs quadros nos salões parisienses e retornou ao Japão em 1938. Embarcou para o Brasil um ano após a eclosão da Segunda Guerra Mundial trazendo consigo uma carta de recomendação endereçada a Candido Portinari. Fixou residência no Rio de Janeiro e, em 1941, instalou ateliê e oficina de molduras no bairro de Santa Teresa, onde trabalhou e atuou como professor de diversos artistas brasileiros e nipo-brasileiros, como Inimá de Paula, Flavio-Shiró e Tikashi Fukushima, entre outros. Sua primeira exposição individual, por volta de 1945, foi organizada por Portinari no Rio de Janeiro. Em 1947, passou a integrar o Grupo Seibi. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais como a 1ª e 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1951 e 1953). Foi premiado no Rio de Janeiro (1944, 1950). Retornou ao Japão em 1954 e três anos mais tarde voltou a fixar-se em Paris. Viveu entre o Japão, a França e o Brasil, até seu falecimento. ITAU CULTURAL; TEODORO BRAGA, PÁG.134; BENEZIT, VOL.6, PÁG.152; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁG.; MEC, VOL.2, PÁG.401; PONTUAL, PÁG.287; WALTER ZANINI, PÁG. 643; ARTE NO BRASIL; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 506; ACERVO FIEO.



534 - JOAQUIM TENREIRO (1906 - 1992)

"Estudo" - guache - 29 x 41 cm - canto inferior direito -

Designer, escultor, pintor, gravador e desenhista, Joaquim Albuquerque Tenreiro nasceu em Melo Guarda, Portugal e faleceu em Itapira, SP. Filho e neto de marceneiros, aos dois anos de idade mudou-se para o Brasil com a família. Retornou a Portugal em 1914 e ajudou o pai a realizar trabalhos em madeira. Iniciou aulas de pintura. Em 1928, transferiu-se definitivamente para o Rio de Janeiro, passando a frequentar o curso de desenho do Liceu Literário Português onde conquistou o prêmio Joaquim Alves Meira, a maior láurea daquele estabelecimento e fez cursos no Liceu de Artes e Ofícios. Em 1931, integrou o Núcleo Bernardelli. Na década de 1940, dedicou-se à pintura de retrato, de paisagem e de natureza-morta. Entre 1933 e 1943, trabalhou como designer de móveis nas empresas Laubissh & Hirth, Leandro Martins e Francisco Gomes. Em 1943, montou sua primeira oficina, a Langenbach & Tenreiro e, alguns anos depois, inaugurou duas lojas de móveis; primeiro no Rio de Janeiro e, posteriormente, em São Paulo. É o renovador do mobiliário brasileiro, responsável por toda uma linha de criação em que a funcionalidade se alia o bom gosto e o aproveitamento racional dos materiais do País. No final da década de 1960, Joaquim Tenreiro encerrou as atividades na área da concepção e fabricação de móveis para dedicar-se exclusivamente às artes plásticas, principalmente à escultura. Participou do Panorama da Arte Atual Brasileira, SP (1972, 1973, 1975, 1978, 1988), da Bienal Internacional de São Paulo (1965), entre outras, e realizou uma retrospectiva no MAM, RJ (1977). Tem pinturas suas figurando no MAM, SP, no MNBA e Museu Manchete, RJ. MEC, VOL.4, PÁGS.381 E 382; PONTUAL, PÁG.520; TEIXEIRA LEITE, PÁG.504; WALMIR AYALA, VOL.2, PÁG.376 E 377; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG.973; VOL. 5, PÁG. 1042; VOL.6, PÁG. 1111; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 580; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; www.joaquimtenreiro.com; renome.com.br; pinturabrasileira.com; web.artprice.com.



535 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Composição - acrílica sobre porcelana - d= 27 cm - assinado - 1997 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



536 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Natureza morta - óleo sobre tela colada em eucatex - 65 x 87 cm - canto inferior esquerdo ilegível -



537 - GEORGES ROUAULT (1871 - 1958)

Bamboula - gravura - 31 x 16 cm - canto inferior direito na matriz - 1928 -
Da série reencarnações de Pere Ubu. Com carimbo da Galeria Bonino - Buenos Aires, no dorso.- (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, gravador, designer, ilustrador e cenógrafo nascido e falecido em Paris. Iniciou a carreira como pintor de vitrais, estudou na Escola Nacional Superior de Belas Artes de Paris e frequentou o ateliê de Elie Delaunay e de Gustave Moreau. Realizou diversas exposições individuais, entre as quais: Galeria Druet, Paris (1910 – a primeira, 1924); MOMA, Nova York (1938, 1945, 1953); Museu de Arte Moderna – Centro Georges Pompidou, Paris (1952, 1971, 1983, 1992); Museu do Louvre, Paris (1964). Participou de mostras e Salões oficiais como o 'Salon d'Automne' com os 'Fauves' (1905); Bienal de Veneza (1948); várias edições do 'Salon des Artistes Français', do 'Salon des Artistes Independants' e do 'Salon de Mai'. Foi contratado por Vollard para ilustrar, com águas-fortes, vários livros (de 1916 a 1939) como o 'Miserere et Guerre' com texto de André Suarès. Idealizou os vitrais para a igreja de Plateau d'Assy – Haute-Savoie, Passy – França (1945) e, seguidamente, diversos cenários para os balés russos de Serguei Diaguilev. Em 1898 foi o primeiro curador do Museu Moreau. BENEZIT VOL. 9, PÁG. 124; DICIONÁRIO OXFORD DE ARTE; educacao.uol.com.br; www.rouault.org; www.moma.org; www.tate.org.uk www.artprice.com; www.artnet.



538 - ARMANDO SENDIN (1928)

Rosto - técnica mista - 50 x 35 cm - canto inferior direito - 1977 -
Com etiqueta da Galeria Paulo Prado - São Paulo, SP - no dorso.

Pintor, desenhista, gravador, escultor e ceramista. Realizou estudos artísticos na Espanha e na França. Retornando ao Brasil, (após figurar em mostras coletivas no estrangeiro) e fixando-se em São Paulo, participou em 1967, do 1º SOP, XVI SPAM, I Salão de Arte Contemporânea de Santos (Prêmio Prefeitura). Ganhou o 1º Prêmio de pintura na mostra Roma e a Campanha Romana (Auditório-Itália, São Paulo). Ainda em 1967, expôs individualmente na Galeria F. Domingo, de São Paulo, voltando a fazê-lo nas galerias KLM (São Paulo, 1968), do Centro Cultural Brasil-Estados Unidos (São Paulo, 1968) e Goeldi (GB, 1968), também apresentado seus trabalhos, com Maria de Lourdes Novais e Vitor Décio Gerhard, na Galeria IBEU (GB, 1968). Figurou ainda no II SOP (1968). A respeito de suas obras, de caráter abstracionista, disse Samson Flexor, em 1968: "Considero os óleos e guaches de Armando Sendin como sendo lugares ideais de encontro e fusão dos elementos primordiais: a terra e o fogo. Fusão resultando em cinzas com focos de brasa que a frescura dos azuis-turquesa mal consegue apagar". Em 1965 publicou o livro Cerâmica Artística, especialidade que lecionou, entre 1959 e 1964, em escola por ele próprio fundada em São Paulo. TEIXEIRA LEITE, pág.472; WALMIR AYALA, vol.2, pág.316-317; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 754; LEONOR AMARANTE, pág. 196. Acervo FIEO.



539 - JUAREZ MACHADO (1941)

O pintor - desenho a nanquim - 40 x 30 cm - canto inferior esquerdo - 1970 -

Nasceu em Joinville, SC. Atualmente reside e trabalha em Paris, França, onde mantem ateliê. Pintor, escultor, desenhista, caricaturista, jornalista, cenógrafo, escritor e ator. Desenvolveu sólida carreira como desenhista de charges de humor. Sua arte essencialmente criativa, vai do lirismo à violência, da análise microscópica ao extravasamento onírico. Entre as exposições de que participa, destacam-se: 9ª Bienal Internacional de São Paulo, 1967; Zona Gallery, Nova Iorque (Estados Unidos), 1981; Retrospectiva Quatro Artistas da Geração 60, no MAC/PR, Curitiba, 1987; Châteaux Bordeaux, no Centro Georges Pompidou, Paris, 1988; Retrospectiva, no MAC/Joinville, 1990; Arte na América Latina: 100 Anos de Produção, no Instituto Estadual de Artes Plásticas da UFRGS, Porto Alegre, 1996. "Juarez Machado expõe a natureza humana, olha, registra, interpreta, ilumina, focaliza. É o mundo dos humanos, mas não é o mundo do juiz dos homens. Aqui não estamos no Juízo Final. Juarez é o artista contemporâneo, ele tem este olhar elaborado pela ciência, o grau de consciência reflexiva. Podemos dizer deste ponto de vista, que esta obra humanística e esta atitude de intensa pesquisa confere ao seu trabalho um caráter anti-medieval." Jacob Klintowitz in: "Juarez Machado - Copacabana 100 Anos, Ed. Simões de Assis, 1992." JULIO LOUZADA vol.11, pág. 186; PONTUAL, pág.284; Acervo FIEO; ITAU CULTURAL; MEC, vol. 3; TEIXEIRA LEITE, pág. 298. Acervo FIEO.



540 - SILVIO OPPENHEIM (1941 - 2012)

Composição - óleo sobre tela - 100 x 100 cm - centro direito - 2010 -
Reproduzido no convite deste leilão.-

Pintor, desenhista, arquiteto e professor nascido e falecido em São Paulo. Formou-se pela Faculdade de Arquitetura da USP (1965) e completou sua formação na Alemanha, quando ganhou do governo alemão uma bolsa de estudos para a 'Technisce Universitat' (TU) em Berlim Ocidental. Em 1979 assumiu a cadeira de arquitetura de interiores na Faculdade de Arquitetura da Universidade Mackenzie. Produziu intensamente como arquiteto e como artista plástico. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1965, 1972, 1975 a 1977, 1979, 1981, 1982, 1986 a 1989); Rio de Janeiro (1985); Brasília, DF (1978); Curitiba, PR (1980, 1987); Goiânia, GO (1989); Vitória, ES (1989). Participou de exposições coletivas e oficiais como: Bienal Internacional de São Paulo (1963, 1965, 1967, 1969); '5 Pintores de Vanguarda', Porto Alegre, RS (1965); Panorama de Arte Brasileira, MAM – SP (1971, 1973, 1976, 1979); Tóquio, Japão (1985) e outras. JULIO LOUZADA, VOL. 2, PÁG.745; VOL. 4, PÁG. 829; MEC, VOL.3, PÁG.301; ITAU CULTURAL, ACERVO FIEO; www.pinacoteca.org.br; www.sp.senac.br; www.resenhando.com; www.artprice.com.



541 - FUKUDA (1943)

Composição - serigrafia - 83/100 - 65 x 65 cm - canto inferior direito - 2005 -

Pintor, gravador e escultor, Roberto Kenji Fukuda nasceu em Indiana, SP. Iniciou-se na pintura com orientação de seu pai, o pintor Tamotsu Fukuda, um dos imigrantes japoneses pioneiros no Brasil. Como escultor foi o responsável pela criação do monumento comemorativo aos Jogos Pan-Americanos, do Rio de Janeiro (2007). Realizou exposições individuais em: Lins, SP (1963); Rio de Janeiro (1988, 1989); São Paulo (1988,1991); Curitiba, PR (1989); Brasília, DF (1989); Belo Horizonte, MG (1991). Participou de várias mostras coletivas pelo Brasil, Alemanha, França e Estados Unidos. JULIO LOUZADA, VOL. 11, PÁG. 120; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO; www.galeriamaradolzan.com.br.



542 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulata - desenho a lápis - 26 x 19 cm - canto inferior direito - 20-09-1961 -
Com a seguinte dedicatória: "Beijos do E. Di Cavalcanti 20-09-1961".-

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



543 - WALTER LEWY (1905 - 1995)

Paisagem surreal - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior esquerdo - 1978 -

Gravador, pintor, ilustrador, paisagista, desenhista e publicitário nascido em Bad Oldesloe, Alemanha e falecido em São Paulo. Estudou na Escola de Artes e Ofícios de Dortmund, Alemanha (1923-1927). Nesse período, filiou-se à tendência do realismo mágico. Em 1928 participou de coletivas em Dortmund, Gelsenkirchen, Boclusim e outras cidades. Com a crise econômica de 1929, Lewy perdeu seu emprego de desenhista numa gráfica e foi viver com os pais no interior, tornando-se ilustrador de anedotas em jornais. Realizou sua primeira exposição individual em Bad Lippspringe (1932), mas foi fechada quando a Câmara de Arte Alemã proibiu a participação de judeus na vida artística. Escapando dessa situação opressora, o artista imigrou para o Brasil (1938), retomando profissionalmente a pintura. Deixou para trás centenas de trabalhos, que foram enviados para a Holanda e perdidos durante os bombardeios da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). No Brasil, fixou-se em São Paulo. Nos primeiros anos fez desenho publicitário e mais tarde capas de livros e ilustrações para diversas editoras. Ilustrou obras de Bertrand Russell, Machado de Assis e Arnold Toynbee, entre outras. Mais tarde, empregou-se como diagramador, letrista e arte-finalista nas agências de propaganda De Carli, Lintas Publicidade, Martinelli, Santos & Santos e Thompson Propaganda. Participou de Salões Nacionais e Bienais de São Paulo, entre 1951 e 1965, recebendo diversas premiações oficiais. JULIO LOUZADA, VOL. 10, PÁG. 497; MEC, VOL. 2, PÁG. 474; TEODORO BRAGA, PÁG. 245; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 286; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 630; LEONOR AMARANTE, PÁG. 142; ACERVO FIEO.



544 - FANG (1931 - 2012)

Pássaros - desenho a nanquim e aguada - 35 x 50 cm - canto inferior direito -
Esta obra participou da exposição "Os pincéis de Fang", realizada no Centro Cultural Correio São Paulo, de 09 de maio a 07 de julho de 2014, com apresentação e curadoria de Enock Sacramento, estando reproduzida na página 28 do catálogo da amostra. Com estudo no dorso.-

Pintor, desenhista, gravador e professor, Chien Kong Fang, ou simplesmente Fang, nasceu na cidade de Tung Cheng, China e faleceu em São Paulo. Estudou sumiê e aquarela na China em 1945. Veio morar em São Paulo com a família em 1951, naturalizando-se brasileiro em 1971. Entre 1954 e 1956, estudou pintura com Yoshiya Takaoka em São Paulo. Viajou, em 1977, para a América do Norte, Europa e Ásia, onde desenvolveu o seu trabalho de pintura. Em 1981, foi realizado o curta metragem biográfico ‘O Caminho de Fang’, em São Paulo. Visitou a China, convidado pelo governo chinês, em 1985. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1959, 1961, 1962, 1978, 1981, 1993, 2005); Salvador, BA (1962); Rio de Janeiro (1978, 1986); Schleswing, Alemanha (1985); Lugana, EUA (1990); Americana, SP (1994); Formosa, Taiwan (1994). Foi premiado no Rio de Janeiro (1957) e em São Paulo (1960 a 1962, 1967 a 1969, 1978, 1979, 1991). Participou do Panorama da Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1978). MEC, VOL. 2, PÁG. 124; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 366; VOL. 6, PÁG. 378; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 189; PONTUAL, PÁG. 201; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; www.fang.com.br; www.artprice.com.



545 - MIGUEL DOS SANTOS (1944)

Bicho - escultura em cerâmica - 20 x 24 x 07 cm - assinado -

Pintor, desenhista e ceramista, Miguel Domingos dos Santos nasceu em Caruaru, PE. Assina Miguel dos Santos. Residindo em João Pessoa desde 1960, apresentou pela primeira vez suas pinturas em 1961 no Recife. Em 1967 começou a dedicar-se também à cerâmica. Realizou exposições individuais em: Connecticut, EUA (1967); João Pessoa, PA (1968, 1971, 1980, 1987); Belo Horizonte, MG (1968); Juiz de Fora, MG (1969); Recife, PE (1970, 1976, 1982, 1987); Rio de Janeiro (1972, 1975, 1980, 1986); São Paulo (1975, 1979, 1982, 1986 - MASP, 1987). Participou de inúmeras mostras e Salões oficiais pelo Brasil e no exterior como em: Bruxelas, Bélgica (1973); Nigéria (1977); Santiago do Chile, Chile (1980); Alemanha (1987); Copenhague, Dinamarca (1989). MEC VOL. 4, PÁG. 186; PONTUAL PÁG. 476; JULIO LOUZADA, VOL. 9, PÁG. 773; ITAU CULTURAL; www.artprice.com.



546 - TORQUATO BASSI (1880 - 1967)

Paisagem - óleo sobre tela colada em eucatex - 60 x 76 cm - canto inferior direito -

Nascido em Ferrara / Itália, veio para o Brasil ainda muito jovem, fixando-se em São Paulo, onde desenvolveu sua vida artística. Participou durante anos do Salão de Belas Artes do Rio de Janeiro, Salão Paulista de Belas Artes e de mostras de pintores italianos. Tem obras na Pinacoteca do Estado de São Paulo e no Museu Paulista de Belas Artes. TEODORO BRAGA, pág. 47; PONTUAL, pág. 58; MEC, vol. 1, pág. 188; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 89; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO, RUTH TARASANTCHI.



547 - DIEGO RIVERA (1886 - 1957)

Índio - desenho a lápis - 28 x 22 cm - canto inferior esquerdo - 1939 -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor mexicano, nascido em Guanajuato, o mais célebre artista ligado à revivescência da pintura monumental em afresco, que constitui a mais importante contribuição do México à arte moderna em geral. Viveu de 1907 a 1921 na Europa, onde se familiarizou com os movimentos modernos e embora tenha chegado a fazer experimentos como, por exemplo, o cubismo, sua arte madura enraizava-se firmemente na tradição mexicana. Destacou-se num programa de pintura de murais destinados a glorificar a história e o povo do México num espírito de fervor revolucionário, a partir de 1921. Muitos exemplos de sua obra podem ser vistos em edifícios públicos da Cidade do México como na sede do Secretariado da Educação, no Palácio Nacional do México; na Escola Nacional de Arquitetura de Chapingo, no Palácio de Cortés em Cuernavaca; no Instituto de Arte de Detroit, EUA. Ao longo de sua carreira também executou um grande número de pinturas de cavalete. Há um museu dedicado à sua obra na Cidade do México. Esteve na XXII Bienal de São Paulo (1994). BENEZIT VOL.8, PÁG. 783; DICIONÁRIO OXFORD PÁG.453; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 826; www.britannica.com; www.riveramural.com; www.infoescola.com; www.artchive.com; www.artcyclopedia.com



548 - CARYBÉ (1911 - 1997)

"Xaréu" - serigrafia - 71/200 - 50 x 67 cm - canto inferior direito -
Reproduzido no catálogo da Mostra Itinerante do artista realizada em treze capitais em 1995 .

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



549 - ROBERTO BURLE MARX (1909 - 1994)

Composição - serigrafia - P.E. - 61 x 76 cm - canto inferior direito na tela serigráfica -
Edição póstuma com relevo seco do Projeto Burle Marx.-

Nasceu em São Paulo e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, paisagista, arquiteto, desenhista, pintor, gravador, litógrafo, escultor, tapeceiro, ceramista, designer de jóias, decorador. Durante a infância viveu no Rio de Janeiro. Foi com a família para a Alemanha, em 1928. Em 1929, freqüentou o ateliê de pintura de Degner Klemn. Nos jardins e museus botânicos de Dahlen, em Berlim, entusiasmou-se ao encontrar exemplares da flora brasileira. De volta ao Brasil, fez curso de pintura e arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1930 - 1934), onde foi aluno de Leo Putz , Augusto Bracet e Celso Antônio. Seu primeiro projeto paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, em 1932. Entre 1934 e 1937, ocupou o cargo de diretor de parques e jardins do Recife, PE, onde passou a residir. Nesse período, foi com freqüência ao Rio de Janeiro e teve aulas com Candido Portinari e com o escritor Mário de Andrade. Em 1937, retornou ao Rio de Janeiro e trabalhou como assistente de Candido Portinari. Foi em 1949, conforme sua paixão por plantas e seu interesse por botânica e jardinagem, que Burle Marx adquiriu um sítio em Barra de Guaratiba, RJ. Com auxílio de botânicos, viajou, coletou, catalogou exemplares de plantas do Brasil e reproduziu em seu sítio a diversidade fitogeográfica brasileira. Em 1985 doou esse sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.Realizou muitas exposições individuais e projetos paisagísticos, participou de diversas mostras oficiais coletivas pelo Brasil e no exterior. PONTUAL, PÁG. 94; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 93; MEC. VOL.1, PÁG.303; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 738; LEONOR AMARANTE, PÁG. 98; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 179; artnet.com. ACERVO FIEO.



550 - CARYBÉ (1911 - 1997)

No bordel - vinil - 35 x 25 cm - canto inferior direito - 1989 -
Reproduzido na quarta capa do catálogo deste leilão. Com certificado de autenticidade firmado por Nancy Argentina Colina de Bernabó, datado de 14 de Dezembro de 2012 - Salvador - BA. Confirmado pelo Instituto Carybé, através de Solange Bernabó em 13 de novembro de 2015. -

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



551 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Nu - litografia off set - 36 x 28 cm - canto inferior direito - 1963 -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



552 - WEGA NERY (1912 - 2007)

"Sinfonia" - desenho a nanquim - 50 x 36 cm - canto inferior direito - 1957 -
Com etiqueta do "Panorama de Arte Atual Brasileira" realizado no Museu de Arte Moderna de São Paulo - SP, no dorso.-

Natural de Corumbá-MT, estudou desenho e pintura na Escola de Belas Artes em São Paulo entre 1946 e 1949. Nos anos 50, aperfeiçoou estudos com Joaquim da Rocha Ferreira, Yoshiya Takaoka e Samson Flexor. Participou do Grupo Guanabara em 1952 e do Atelier-Abstração, liderado por Samson Flexor, em 1953. Expõs individualmente a partir de 1955. Recebeu o prêmio de melhor desenhista nacional em 1957 e o prêmio aquisição nacional em 1963. PONTUAL, pág. 551; TEIXEIRA LEITE, pág. 541, JULIO LOUZADA vol.9, pág. 919; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 682; ARTE NO BRASIL, pág. 942; LEONOR AMARANTE, pág. 57.



553 - TAPETE ORIENTAL,


Feito a mão, de lã, Indiano, medindo 294 x 248 cm = 7,29 m².-



554 - MARCELO GRASSMANN (1925 - 2013)

Figuras fantásticas - xilogravura - P.A. - 37 x 28 cm - canto inferior direito -
Reproduzido no catálogo da mostra "Marcelo Grassmann - 40 anos de gravura" realizada em 1984 pela Secretaria do Estado da Cultura - Governo Montoro.-

Desenhista, gravador, ilustrador, pintor, escultor e professor, nasceu em São Simão, SP. Estuda fundição, mecânica e entalhe em madeira na Escola Profissional Masculina do Brás, SP. Passa a realizar xilogravuras a partir de 1943. Atua como ilustrador do Suplemento Literário do ‘Diário de São Paulo’, do ‘O Estado de S. Paulo’ e do ‘Jornal do Estado da Guanabara’. Quando reside no Rio de Janeiro, a partir de 1949, freqüenta os cursos de gravura em metal, com Henrique Oswald e de litografia, com Poty, no Liceu de Artes e Ofícios. Em Salvador (1952), trabalha com Mario Cravo Júnior. .Recebe o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Arte Moderna (1953) e vai para a Academia de Artes Aplicadas, em Viena. Passa a dedicar-se principalmente ao desenho, à litografia e à gravura em metal. Em 1969, sua obra completa é adquirida pelo governo do Estado de São Paulo, passando a integrar o acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo . Em 1978, a casa em que nasceu, em São Simão, é transformada em museu e tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo - Condephaat. Participou de muitas exposições e das Bienais de: São Paulo (1951 a 1961, 1967, 1969, 1979, 1985, 1989); Veneza (1950, 1956, 1958, 1962); Paris (1959). Principais prêmios: Bienal de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1959, 1967); Bienal de Veneza (1950, 1956, 1958,1962); Bienal de Paris (1959). PONTUAL, PÁG. 249; MEC, VOL. 2, PÁG. 281 E 282; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG. 439; VOL. 5, PÁG. 453; VOL. 9, PÁG. 383.



555 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Músico - óleo sobre eucatex - 40 x 30 cm - canto inferior direito ilegível -



556 - LIVROS


01) "Do Modernismo à Bienal", catálogo de exposição no Museu de Arte Moderna de São Paulo, organização de Ilsa Kawall Leal Ferreira, 1982. 02) "Niobe Xandó", texto de Antonio Carlos Suster Abdalla, Antonio Gonçalves Filho e Álvaro Machado, Cult Arte e Comunicação, 2015. 03) "Centro Cultural São Paulo - Espaço e Vida", de Fernando Serapião, ensaios fotográficos de Cristiano Mascaro, Mauro Restiffe e Nelson Kon, Editora Monolito, 2012. 04) "Favelas Upgrading", catálogo da participação brasileira na Bienal de Arquitetura de Veneza, curadoria de Ricardo Ohtake e Pedro Cury, 2002. 05) "Alexandre Orion", textos de Boris Kossoy, Diógenes Moura, Walter Firmo e Tristan Manco, Via das Artes, 2006. 06) "Pipa 2013 - Prêmio Investidor Profissional de Arte", catálogo de exposição com indicados no MAM-RJ, 2013. 07) "Pipa 2014 - Prêmio IP Capital Partners de Arte", catálogo de exposição com indicados no MAM-RJ, 2014.



557 - ANTONIO HENRIQUE AMARAL (1935 - 2015)

"Sem saída" - xilogravura - 44/300 - 35 x 48 cm - canto inferior direito - 1967 -
Reproduzido na página 152 do livro "Antônio Henrique Amaral - Obra gráfica 1957-2003". – .

Gravador, desenhista e pintor, foi aluno de Lívio Abramo no MAM / SP, e de Shiko Munakata, no Pratt Graphic Art, em Nova York. Artista consagrado nacional e internacionalmente. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 37; MEC, vol. 1, pág. 73; PONTUAL, pág. 21;TEIXEIRA LEITE, pág. 23 a 25; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 754; ARTE NO BRASIL, pág.903; LEONOR AMARANTE, pág. 170; Acervo FIEO.



558 - LEÓN FERRARI (1920 - 2013)

"Kama Sutra I" - litografia - P.A. - 32 x 20 cm - canto inferior direito - 1979 -

Gravador e escultor argentino, natural da cidade de Buenos Aires. Começou a fazer escultura em 1954, com diversos materiais e com arame de aço inoxidável. Em 1962, iniciou sua série de desenhos escritos. Em 1964 colaborou com Rafael Albertino no livro de poesias e desenhos "Escritos en el Aire", editado por Vanni Scheiwiller em Milão. Em 1965, abandonou a arte abstrata e participou do movimento cultural que acompanhou a atividade política argentina, colaborando na organização de diversas mostras coletivas. A partir de 1976 fixa residência no Brasil, em São Paulo, onde voltou a esculpir e experimentar outras técnicas, como fotocópias, etc. Desenvolveu uma série de esculturas sonoras que deram origem aos instrumentos lúdicos musicais com os quais deu 4 concertos-performance. JULIO LOUZADA, vol. 3, pág. 403



559 - MISABEL PEDROSA (1927)

Nossa Senhora - xilogravura - 26 x 18 cm - canto inferior direito - 1954 -

Misabel Pedrosa - pintora, desenhista, gravadora, ilustradora e professora nascida no Rio de Janeiro, RJ. Cursou gravura com Oswaldo Goeldi e Axel Leskoschek, escultura com Augusto Zamoisky. Freqüentou outros cursos no Rio de Janeiro e América do Norte. Exposições coletivas: Rio de Janeiro, RJ (1947, 1952 a 1967); Bienal Internacional de São Paulo, SP (1953, 1955, 1967); Curitiba, PR (1964, 1965); Belo Horizonte, MG (1964); Londrina, PR (1966); Bienal Nacional da Bahia, Salvador, BA (1966); Ouro Preto, MG (1967); São Paulo, SP (1968); Fortaleza, CE (1970). Individuais: São Paulo, SP (1953,1956); Salvador, BA (1956); Rio de Janeiro, RJ (1959); Nova York, EUA (1968); Roma, Itália (1968); Belo Horizonte, MG (1969). Prêmios: Rio de Janeiro, RJ (1947 e 1953 - Prêmio de viagem à Itália). Possui obras no MAM/SP, MASP/SP, Museu de Arte de Belo Horizonte, Piauí, Ceará, Maranhão, Pernambuco, Manaus, Buenos Aires, Paris, Dinamarca, Suíça, Museu de Nara/Japão, Museu do Vaticano/Itália, MAC de Madri e Museu das Américas em Madri. WALMIR AYALLA. JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 675. ITAU CULTURAL.



560 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulata - óleo sobre tela - 80 x 60 cm - canto superior direito e dorso - 1974 -
Reproduzido no convite e na capa do catálogo deste leilão. Procedente da coleção do Sr. Caio Ribeiro, São Paulo - SP. Acompanha a obra recibo de transferência de propriedade, firmado pela viúva do senhor Caio Ribeiro, senhora Mathilde Kirchner Ribeiro, datado de 20 de Dezembro de 1996.-

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



561 - GUILHERME DE FARIA (1942)

Nu - desenho a nanquim - 70 x 50 cm - canto superior esquerdo - 1974 -

Pintor, gravador e desenhista paulistano. Expõe individualmente desde 1963, tendo participado de diversas coletivas no Brasil e no exterior. MEC vol.2, pág. 142; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



562 - ALEX VALLAURI (1949 - 1987)

Trapezista - técnica mista - 19 x 24 cm - não assinado -
Com selo de identificação do autor.-

Natural de Asmara, Etiópia, faleceu em São Paulo-SP. Grafiteiro, artista gráfico, pintor, desenhista, cenógrafo e gravador. Chegou ao Brasil com a família em 1965. Era residente e ativo na capital paulista. Iniciou-se em xilogravura, retratando personagens do porto de Santos. No começo da década de 1970, formou-se em comunicação visual pela FAAP-SP. Especializou-se em litografia no Litho Art Center de Estocolomo, em 1975. Retornou ao Brasil em 1978, realizando grafites em espaços públicos de São Paulo. Produzia silhuetas de figuras, com tinta spray sobre moldes de papelão. Residiu em Nova York entre 1982 e 1983, onde cursou artes gráficas no Pratt Institute. Nesse período, fez grafites nos muros da cidade. Além de usar o muro como suporte, seus trabalhos estampam camisetas, broches e adesivos. Voltou ao Brasil e começa a lecionar na Faap. Em sua produção destaca-se a série A Rainha do Frango Assado, que é também tema de instalação apresentada na 18ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1985. Retrospectiva Viva Vallauri, realizada no Museu da Imagem e do Som - MIS, em São Paulo, em 1998. JULIO LOUZADA, vol 3 pag 1170; ITAUCULTURAL.



563 - DIONISIO DEL SANTO (1925 - 1999)

"Criança e pipa" - acrílico sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior direito e dorso - 1979 -

Pintor, desenhista, gravador e serigrafista, nasceu em Colatina-ES, e faleceu em Vitória, naquele mesmo Estado. Autodidata. Em 1975, recebe o Prêmio de Melhor Exposição de Gravura do Ano, da APCA. Participou da 9ª Bienal Internacional de São Paulo, 1967 (Prêmio Itamarati Aquisição) e do Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro, 1968 (Prêmio Isenção do Júri). JULIO LOUZADA vol.11, pág. 88; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 682; ARTE NO BRASIL, pág. 934.



564 - MARTINS DE PORANGABA (1944)

"Rapsódia Poética" - acrílico sobre tela - 40 x 77 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1989 -
Com certificado de autencidade emitido pelo Instituto Cultural Martins de Porangaba, datado de 02 de Setembro de 2015.-

Pintor, desenhista, gravador e professor, José Carlos de Porangaba Martins nasceu em Porangaba, SP. Assina José Carlos Martins, J. Martins, Porangaba e Martins de Porangaba. Fixou residência em São Paulo e cursou desenho, pintura e modelo vivo na Associação Paulista de Belas Artes, entre 1967 e 1970. Na década de 70 estudou gravura com Paulo Mentem e modelagem com Olinda Dalma. Fundou o Atelier J. Martins em 1972. Em 1980, lecionou pintura na Escola Panamericana de Artes. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1976, 1979, 1981, 1982 – MAC, 1984, 1987, 1990, 1991, 1994, 2000); Santo André, SP (1980, 1981); Guarujá, SP (1982); Rio de Janeiro (1982); Washington, EUA (1983); Brasília, DF (1988). Tem participado de muitas mostras coletivas e Salões oficiais, recebendo vários prêmios em: São Paulo (1979, 1980, 1982); Piracicaba, SP (1981); Embu, SP (1981); Marília, SP (1981); Rio Claro, SP (1982); Santo André, SP (1983, 1984); Rio de Janeiro (1985) ; Lisboa, Portugal (1985); Tampa, EUA (1986); Nice, França (1987). JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 828; VOL. 4, PÁG. 903; VOL. 6, PÁG. 901; VOL. 9, PÁG. 692; VOL. 13, PÁG. 269; ITAU CULTURAL; www.artprice.com; mporangaba.com.



565 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

Mulher com mão no cabelo - múltiplo em bronze - 44 x 10 x 09 cm - assinado -

Escultor, desenhista e pintor paulista nascido em Mococa, SP e falecido no Rio de Janeiro. Mudou-se com a família para Itália, e fixou-se em Roma (1913). Iniciou estudos de desenho e escultura com o professor Loss (1920). Participou de movimentos antifascistas e foi preso (1931) por motivos políticos. Foi extraditado para o Brasil (1935) por intervenção do embaixador brasileiro na Itália. Em 1937, viajou para Paris e frequentou as academias ‘La Grand Chaumière’ e ‘Ranson’, onde estudou com Aristide Maillol e conviveu com Henry Moore, Marino Marini e Charles Despiau. Em 1939, retornou a São Paulo e junto com Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Sérgio Milliet, entre outros, participou do Movimento Modernista; foi um dos membros da Família Artística Paulista e do Grupo Santa Helena. Em 1943, transferiu-se para o Rio de Janeiro. A convite do ministro Gustavo Capanema instalou ateliê no antigo Hospício da Praia Vermelha, onde orientou jovens artistas como Francisco Stockinger. Possui obras em espaços públicos como ‘Monumento à Juventude Brasileira’ (1947), nos jardins do antigo Ministério da Educação e Saúde, atual Palácio Gustavo Capanema - RJ; ‘Candangos’ (1960), na Praça dos Três Poderes, e ‘Meteoro’ (1967), no lago do edifício do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília; ‘Integração’ (1989), no Memorial da América Latina, em São Paulo. Participou das Bienais de Veneza (1950, 1952); participou das I, II, IV e IX Bienais de São Paulo, período em que recebeu o prêmio de melhor escultor brasileiro (1953) e sala especial (1967). MEC, VOL.2, PÁG. 250; PONTUAL, PÁG. 237; MAYER/84, PÁG. 1333; BENEZIT VOL. 5, PÁG. 14; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 715; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 422; www.artprice.com; www.pinturabrasileira.com; www.dec.ufcg.edu.br; www.monumentos.art.br.



566 - TARSILA DO AMARAL (1890 - 1973)

A gare - litografia off set - 37 x 28 cm - canto inferior direito - 1972 -

Pintora e desenhista, Tarsila do Amaral nasceu em Capivari, SP e faleceu em São Paulo. Estudou escultura com William Zadig e com Mantovani, em 1916, na capital paulista. No ano seguinte teve aulas de pintura e desenho com Pedro Alexandrino, onde conheceu Anita Malfatti. Ambas tiveram aulas com o pintor Georg Elpons. Em 1920 viajou para Paris e estudou na ‘Académie Julian’ e com Émile Renard. Ao retornar ao Brasil formou em 1922, em São Paulo, o Grupo dos Cinco, com Anita Malfatti, Mário de Andrade, Menotti del Picchia e Oswald de Andrade. Em 1923, novamente em Paris, frequentou o ateliê de André Lhote, Albert Gleizes e Fernand Léger. Foi a criadora de duas das principais tendências ou movimentos de nossa arte nacionalista: o Pau Brasil e o Antropofagia. A convite da Comissão do IV Centenário de São Paulo fez, em 1954, o painel ‘Procissão do Santíssimo’ e, em 1956, entregou ‘O Batizado de Macunaíma’, sobre a obra de Mário de Andrade, para a Livraria Martins Editora. A retrospectiva Tarsila: 50 Anos de Pintura, organizada pela crítica de arte Aracy Amaral e apresentada no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo , em 1969, ajudou a consolidar a importância da artista. TEODORO BRAGA, PÁG. 220; REIS JR., PÁG.388; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 365; MEC, VOL. 4, PÁG. 370; PONTUAL, PÁG. 511; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 492; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 389; ARTE NO BRASIL, PÁG. 577; LEONOR AMARANTE, PÁG. 24; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 958.



567 - HÉRCULES BARSOTTI (1914 - 2010)

Composição - serigrafia - I/I - 70 x 70 cm - dorso -

Pintor, desenhista, programador visual, gravador, nascido em São Paulo, SP . Iniciou-se nas artes em 1926, estudando desenho e composição com o pintor Enrico Vio. Começa a pintar em 1940 e, na década seguinte, realiza as primeiras pinturas concretas, além de trabalhar como desenhista têxtil e projetar figurino para o teatro. Em 1954, com Willys de Castro, funda o Estúdio de Projetos Gráficos, elabora ilustrações para várias revistas e desenvolve estampas de tecidos produzidos em sua tecelagem. Na década de 1960, convidado por Ferreira Gullar (1931), integra-se ao Grupo Neoconcreto do Rio de Janeiro e participa das exposições de arte do grupo realizadas no Ministério da Educação e Cultura, no Rio de Janeiro, e no Museu de Arte Moderna de São Paulo - MAM/SP. Em 1960, expõe na mostra Konkrete Kunst [Arte Concreta], organizada por Max Bill, em Zurique. Hercules Barsotti explora a cor, as possibilidades dinâmicas da forma e utiliza formatos de quadros pouco usuais, como losangos, hexágonos, pentágonos e circunferências. Em sua obra a disposição dos campos de cor cria a ilusão de tridimensionalidade. Entre 1963 e 1965, colabora na fundação e participa do Grupo Novas Tendências, em São Paulo. Em 2004, o MAM/SP organiza uma retrospectiva do artista. JULIO LOUZADA, vol. 1, pag. 98; ITAU CULTURAL



568 - FRANCISCO BRENNAND (1927)

Flor - cerâmica - 10 x 10 cm - não assinado -

Pintor e ceramista. Estudou com André Lhote e Fernand Léger, em Paris. Participou de importantes bienais e salões, nacionais e internacionais. Realizou individuais de pintura e cerâmica no MAM-SP em 1960 e outras importantes salas de arte. Executou trabalhos murais em edifícios públicos e particulares no Recife e no estrangeiro. Suassuna considerou a sua pintura "bela, forte e brasileira". Brennand é referência mundial como artista puramente brasileiro. JULIO LOUZADA, VOL, 10, pág 141. PONTUAL, pág, 88. MEC, VOL , 1, pág, 294; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 717; ARTE NO BRASIL, pág. 879. Acervo FIEO. -



569 - TUNEU (1948)

Composição - serigrafia - 35/100 - 52 x 70 cm - canto inferior direito - 1975 -

Nascido Antonio Carlos Rodrigues, em São Paulo, Capital. Desenhista e pintor, começou a desenhar profissionalmente por volta de 1960. Foi orientado por Tarsila do Amaral em 1966, mesmo ano que começou a participar de exposições. Artista renomado, Tuneu figurou em diversas exposições importantes no país, que trouxeram o panorama da arte dos dias de hoje. JULIO LOUZADA, vol. 12 pág. 410; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 764; LEONOR AMARANTE, pág.185, Acervo FIEO.



570 - EDOUARD-LEON CORTÈS (1882 - 1975)

Paris - óleo sobre tela - 33 x 46 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor nascido e falecido em Lagny-sur-Maine, França. Filho do pintor espanhol Antonio Cortés que foi para a Exposição Universal em Paris (1855) e se estabeleceu com a família em Lagny-sur-Marne. Iniciou seu filho no aprendizado da pintura e, com dezesseis anos, apresentou uma pintura na Sociedade dos Artistas Franceses (1899) onde foi bem recebido pela crítica e pelo público. Foi um ativo membro da ‘Union des Beaux-Arts de Lagny’ (1927 a 1930) e seu primeiro presidente. Participou também de exposições em Paris incluindo: o Salão de Outono, Salão de Inverno, Salão da Sociedade Nacional de Horticultura e Salão dos Independentes, onde ganhou diversos prêmios. BENEZIT VOL. 3, PÁG. 193; JULIO LOUSADA, VOL. 1, PÁG. 272; www.rehs.com; www.artprice.com; artist.christies.com; www.askart.com.



571 - COLETTE PUJOL (1913 - 1999)

"Ladeira do Pelourinho" - óleo sobre madeira - 50 x 40 cm - canto inferior direito e dorso - 1950 - Salvador - BA. -

Esta premiadíssima pintora e professora paulistana, recebeu as suas primeiras aulas de desenho e pintura de Antonio Rocco e de Lucília Fraga, ainda na capital paulista. Residindo em Salvador, freqüentou a Escola de Belas Artes, onde foi aluna de Presciliano Silva (1942 a 1944); a partir de 1946 até 1949, estudou na Europa. Possui obras em museus brasileiros. PONTUAL, pág. 440; MEC, vol. 3, pág. 438; TEODORO BRAGA, pág. 73; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



572 - DJANIRA DA MOTTA E SILVA (1914 - 1979)

Figura - litografia off set - P.A. - 44 x 30 cm - canto inferior direito -

Pintora, desenhista, ilustradora, cartazista, cenógrafa e gravadora. Djanira da Motta e Silva nasceu em Avaré, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. No final da década de 1930, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde teve suas primeiras instruções de desenho no Liceu de Artes Ofícios e com o pintor Emeric Marcier, hóspede da pensão que Djanira instalou no bairro de Santa Teresa. Os contatos com os artistas Carlos Scliar, Milton Dacosta , Arpad Szenes , Vieira da Silva e Jean-Pierre Chabloz , frequentadores de sua pensão, proporcionaram um ambiente estimulador que a levou a expor no 48º Salão Nacional de Belas Artes, em 1942. No ano seguinte, realizou sua primeira mostra individual, na Associação Brasileira de Imprensa - ABI. Em 1945, viajou para Nova York. De volta ao Brasil, realizou o mural ‘Candomblé’ para a residência do escritor Jorge Amado, em Salvador, e painel para o Liceu Municipal de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Entre 1953 e 1954, viajou a estudo para a União Soviética. De volta ao Rio de Janeiro, tornou-se uma das líderes do movimento pelo Salão Preto e Branco, um protesto de artistas contra os altos preços do material para pintura. Realizou em 1963, o painel de azulejos ‘Santa Bárbara’, para a capela do túnel Santa Bárbara, Laranjeiras, Rio de Janeiro. No ano de 1966, a editora Cultrix publicou um álbum com poemas e serigrafias de sua autoria. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil, EUA e Europa. Foi premiada no Rio de Janeiro (1943, 1944, 1949, 1950 a 1953, 1955, 1963) e em São Paulo (1951, 1955). Participou da 1ª e da 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955). Em 1977, o Museu Nacional de Belas Artes - MNBA, realizou uma grande retrospectiva de sua obra. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 336; PONTUAL, PÁG. 181; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 164; MEC, VOL. 2, PÁG 58; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG, 263; WALTER ZANINI, PÁG. 810; ARTE NO BRASIL, PÁG. 824; ACERVO FIEO.



573 - VASCO PRADO (1914 - 1998)

Dom Quixote - litografia off set - 179/350 - 46 x 33 cm - canto inferior direito - 1987 -

Escultor, desenhista e gravador, VASCO PRADO abriu seu primeiro ateliê em 1941. Bolsista do governo francês, estudou na França na Escola de Belas Artes de Paris, tendo recebido ensinamentos de Fernand Léger. De volta ao Brasil em 1951, foi um dos fundadores do Clube de Gravura de Porto Alegre, ao lado de Scliar. Artista atuante, VASCO PRADO valoriza a sua arte pelo esmero e originalidade de suas obras. JULIO LOUZADA vol.9, pág. 699; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 711; ARTE NO BRASIL, pág. 842.



574 - ZÉLIO ALVES PINTO (1938)

O pintor - serigrafia - P.A. - 22 x 16 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, escultor, tapeceiro, publicitário, programador visual, artista gráfico, pesquisador, cartunista, escritor e professor, natural da cidade mineira de Conselheiro Pena. Estuda pintura na Academie La Grande Chaumière, em Paris, cidade onde realiza sua primeira individual, na Maison du Brésil, em 1962. Colabora em diversas publicações, tais como A Cigarra, Senhor, Revista da Semana, Jornal do Brasil e O Pasquim. Participa do 22º Salão Nacional de Arte Moderna, no Rio de Janeiro, em 1973, e da exposição Creativité dans l’art bresilien contemporain, nos Museés Royaux des Beaux Arts de Belgique, em Bruxelas (Bélgica), em 1980. Em 1990, realiza a exposição individual Zélio: Ruptura Exposta, no Masp, e, no ano seguinte, Ruptura em Observação, no Museu Municipal de Arte/Central Cultural Portão, em Curitiba. JULIO LOUZADA, vol. 4, pág. 1201; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 806, Acervo FIEO.



575 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Marinha - óleo sobre tela - 45 x 64 cm - canto inferior direito ilegível -



576 - FRANCIS PICABIA (1879 - 1953)

Figuras - desenho a nanquim - 32 x 21 cm - canto inferior esquerdo -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Francis Martinez de Picabia - pintor, desenhista, gravador, escultor, escritor nasceu e faleceu em Paris, França, filho de um diplomata cubano e mãe francesa. Estudou na Escola de Artes Decorativas em Paris (1895-1897). No início de sua carreira adotou o estilo impressionista, foi influenciado pelo cubismo (1909) e integrou o grupo de artistas cubistas ‘Section d’Or’ (1911). Desenvolveu com Marcel Duchamp e Man Ray, em Nova York (1915), a versão americana do movimento de arte ‘Dada’ e contribuiu para o periódico ‘291’. Expôs, nesse período, na galeria de Alfred Stieglitz em Nova York. Em 1916 retornou à Europa instalando-se em Barcelona, Espanha, onde publicou as primeiras edições de seu jornal satírico ‘391’ que foi regularmente publicado até 1924. Associado ao grupo dadaísta de Tristan Tzara e Jean Arp em Zurique - Suíça, em 1919 retornou a Paris e juntou-se por algum tempo aos surrealistas. Foi viver no sul da França, em 1925, e retornou a Paris em 1945, pintando em diferentes estilos. Entre as muitas exposições individuais e mostras coletivas, várias exposições retrospectivas foram realizadas na Europa e Estados Unidos. BENEZIT VOL. 8, PÁG. 293; ITAU CULTURAL; DICIONÁRIO OXFORD; www.picabia.com; www.artprice.com; www.dadart.com; www.britannica.com.



577 - FRANCISCO CUOCO (1928)

Fantasiado - óleo sobre eucatex - 36 x 32 cm - canto inferior esquerdo - 1979 -

Pintor e professor, participou do Salão Paulista de Belas Artes onde obteve medalha de bronze e o 2º prêmio Governo do Estado-1956-1970; participou, também, do 1º Salão Panamericano de Arte-RGS-1958; 3º Salão de Arte de São Bernardo do Campo-1970 e do Salão Oficial de Belas Artes de Santos-1970/71. MEC, vol. 1, pág. 502; Acervo FIEO.



578 - WAGNER PINTO (1965)

Composição - técnica mista - 125 x 145 cm - dorso - 2005 -

Artista plástico nascido em Porto Alegre, RS. Reside em São Paulo e faz parte do coletivo 'Upgrade do macaco'. Realizou exposições individuais em São Paulo e Brasília. Seus trabalhos também já foram apresentados em Londres, Barcelona e Tóquio. Está em várias páginas de uma edição da revista 'Rojo' (setembro de 2009) e na 'Zupi'. revistatrip.uol.com.br/trip/cha-da-tarde; www.overmundo.com.br; www.zupi.com.br; catracalivre.com.br; www.museus.gov.br; www.ideafixa.com; df.divirtasemais.com.br.



579 - PAULO CALAZANS (1947)

"Varal di Napoli" - serigrafia - P.A. - 82 x 66 cm - canto inferior direito - 2014 -

Mineiro de Caratinga, onde nasceu a 25 de maio de 1947. Gravador, desenhista, fotógrafo e poeta. Dos 15 aos 30 anos executou trabalhos na área visual (pintura, ilustração, gravura, fotografia, cenografia, entre outros), o que gerou a sua formação atual. Sua obra reflete várias tendências, ora passando uma releitura na História da Arte no período 1300/1950, ora desenvolvendo imagens a partir do inconsciente racionalizado. Individuais e coletivas a partir de 1983, com premiações. JULIO LOUZADA vol.11, pág. 49.



580 - CARLOS BORGES (1959)

Paisagem - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto superior esquerdo -

Pintor e escultor, natural de Itumbiara, GO. Formou-se em Desenho e Artes Plásticas na UNB, Brasília - DF, em 1982. Exposição individual em Brasília (1992). Coletivas em Brasília, Goiânia, GO e Cuiabá, MT (1991). Prêmios: Brasília, DF (1991, 1992). JULIO LOUZADA, VOL. 6, PÁG.142.



581 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

No baile - serigrafia - H.C. - 52 x 46 cm - canto inferior direito -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



582 - JOÃO BERTONI (1889 - 1980)

Flores - óleo sobre tela - 29 x 36 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor nascido em Madaloni, Itália e falecido no Rio de Janeiro. Assina J. Bertoni. Filho do pintor e professor Ângelo Bertoni e irmão do artista plástico Bertoni Filho. Mencionado pela Imprensa de Curitiba (1941 e 1942) e por Theodoro Braga em ‘Artistas Pintores do Brasil’(1942). JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 120; MEC, VOL. 1, PÁG. 222; ITAU CULTURAL.



583 - NOEMIA MOURÃO (1912 - 1992)

Moça - aquarela - 28 x 19 cm - canto inferior direito -

Pintora e desenhista. Assina Noemia. Realizou sua primeira individual em 1934, no Rio de Janeiro. Residiu na Europa de 1934 a 1940, frequentando em Paris as academias de la Grande Chaumière e Ranson. Expôs em Montevideu e Buenos Aires. Foi citada por REIS JUNIOR e TEODORO BRAGA. Foi aluna (1932) e mulher (1933) de Di Cavalcanti. MEC vol.3, pág. 265; WALMIR AYALA vol.2, pág.135; PONTUAL, pág. 375; TEIXEIRA LEITE, pág. 356; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 684. Acervo FIEO.



584 - PATRICIA GOLOMBEK (1964)

Composição - técnica mista - 25 x 24 x 12 cm - assinado -

Artista plástica nascida em São Paulo. Estudou no Instituto de Educação Caetano de Campos e na Faculdade de Belas Artes de São Paulo (1986). Também estudou com Flávio Império, Renina Katz, Marcelo Nitsche e Ernestina Karman. Realizou exposições individuais em São Paulo em 1994, 1996, 1999, 2003, 2008, 2012. Participou de muitas mostras coletivas e oficiais no Brasil e exterior. Foi premiada em 1989, 1995, 2008, em São Paulo. Foi curadora, em 2014, da exposição "Ramos de Azevedo e a Escola Caetano de Campos" no Arquivo Histórico de São Paulo e, em 2015, lançará o livro pela editora EDUSP sobre a Escola Caetano de Campos e a Educação pública no Estado de São Paulo, que demandou quatro anos de pesquisa. ITAU CULTURAL; golombek.com.br.



585 - HELIO DE CASTRO (1960)

Barcos - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior esquerdo -

Excepcional pintor de paisagens e marinhas, dono de refinada técnica e composição, com inspiração nas escolas européias. JULIO LOUSADA, vol. 4, pág. 514



586 - FABIO PACE (1944)

Composição - técnica mista - 48 x 62 cm - canto inferior direito - 2012 -

Paulistano, nascido a 3 de março de 1944, autodidata, Fabio Pace é pintor, gravador, professor, performancer e cenógrafo. Em 1969 abre a Galeria Tarsila de Arte, SP, ao lado de Tarsila do Amaral, Aldemir Martins e Manezinho Araújo. Na década de 70, elabora painéis para a residência do Conde de Boneval no Guarujá e para os edifícios do Portal do Morumbi em São Paulo. Dentre as exposições de que participa, destacam-se: Mostra Individual, no Masp, São Paulo, 1969; Salão Paulista de Arte Contemporânea, São Paulo, 1971; 100 Obras Itaú, no Masp, São Paulo, 1985; Salão Brasileiro de Marinhas, 1986 (Premiado). JULIO LOUZADA, Vol. 2 pág. 755; ITAU CULTURAL, Acervo FIEO.



587 - MAURITO GANZAROLLI (1929)

Na beira do rio - óleo sobre tela colada em eucatex - 24 x 33 cm - canto inferior esquerdo - 1976 -
Com etiqueta do ateliê do autor, no dorso.-

Pintor e desenhista natural de Campinas, SP, onde nasceu em 29 de janeiro. Formou-se em desenho técnico mecânico, arquitetura, desenho e pintura. Aposentado, dedica-se inteiramente à pintura: naturezas mortas, paisagens e figuras. Expôs a partir de 1952, recebendo inúmeras premiações. JULIO LOUZADA, vol. 3 pág. 447, Acervo FIEO.



588 - MARCIO SCHIAZ (1965)

Corcovado - óleo sobre madeira - 05 x 07 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2006 -

Paulistano, o pintor nasceu em 10/5/1965. Estudou na APBA-SP, onde desenvolveu curso de desenho e pintura, frequentado sessões de modelo vivo. Individuais desde 1989 e coletivas em Salões Oficiais, com sucesso de crítica. Recebeu diversos prêmios. JULIO LOUZADA, vol.13, pág. 304; Acervo FIEO.



589 - RAIMUNDO DE OLIVEIRA (1930 - 1966)

Torre de Babel - xilogravura - 03/10 - 30 x 42 cm - canto inferior direito -

Raimundo Falcão de Oliveira nasceu em Feira de Santana, BA e faleceu em Salvador, BA. Pintor, desenhista e gravador. Iniciou-se nas artes por intermédio da mãe, pintora de temática religiosa, que o encaminhou para o desenho e a pintura, como também o orientou na religião. Incentivado pela professora de desenho, expôs pela primeira vez no Ginásio Santanópolis, onde retratou os professores da escola. Após a conclusão do curso ginasial, em 1947, seguiu para Salvador, onde fez cursos regulares de pintura com Maria Célia Amado, na Escola de Belas Artes da Universidade da Bahia, e conheceu Mario Cravo Júnior e Jenner Augusto . Realizou a primeira individual no hall da Prefeitura de Feira de Santana, em 1951, momento em que se ligou a um grupo de artistas independentes, responsável pelos ‘Cadernos da Bahia’. Residiu em São Paulo de 1958 a 1964, depois voltou a morar na Bahia. Viveu no Rio de Janeiro entre 1965 e 1966. Realizou exposição individual no MAM, RJ (1966), entre outras, e participou, também entre outras, da 7ª e 8ª Bienal de São Paulo (1963 e 1965). Em Salvador foi premiado em 1955 e 1956. No ano de sua morte foi editada a ‘Pequena Bíblia de Raimundo de Oliveira. Xilogravuras’, pela Galeria Bonino e Petite Galerie, organizada por Julio Pacello, com prefácio de Jorge Amado. Em 1982, foi publicado o segundo álbum do artista, ‘Via Crucis’, pela Fundação Cultural do Estado da Bahia, e foi inaugurada a Galeria Raimundo de Oliveira, em Salvador. TEIXEIRA LEITE, 365; PONTUAL, 394; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; MEC VOL. 3, PÁG. 299; JULIO LOUZADA VOL. 7, PÁG. 524; ACERVO FIEO.



590 - GUS BOFA (XIX - 1968)

Rosto - técnica mista - 30 x 27 cm - canto inferior esquerdo - Paris - 1950 -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Nascido Gustave Bianchot, em Paris, foi excepcional desenhista e caricaturista no século XIX. BENEZIT, vol. 2, pag. 114.



591 - SACHIKO (1937)

Composição - óleo sobre tela - 50 x 60 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1993 -

Pintor e designer gráfico natural de Fukui, Japão, onde formou-se em desenho e artes manuais pela Universidade daquela cidade (1957). A partir de 1965 fixa residência em São Paulo-SP. Expõe individualmente em 1963 (Galeria Ginza - Tóquio, Japão), seguindo-se diversas outras em São Paulo, Rio de Janeiro, e outras capitais brasileiras. Coletivas a partir de 1956 . "Ao elaborar seu material plástico, Sachiko recorre - além dos sinais da sua invenção - a elementos arqueológicos inspirados de maneira espontânea na estamparia e na cerâmica utilitária pré-colombiana, verdadeira linguagem arcaica, cheia de símbolos ancestrais e arquétipos." Antonio Zaeto, in SACHIKO: pinturas. Rio de Janeiro: AMNiemeyer Artinteriores, 1982. JULIO LOUZADA, vol.8, pág. 734; ITAUCULTURAL; TEIXEIRA LEITE, PONTUAL, MEC.



592 - SAUL STEINBERG (1914 - 1999)

Cartaz de exposição - litografia off set - 86 x 57 cm - canto inferior direito - Novembro - 1974 -
Cartaz da exposição do artista, realizada de 14 de Abril à 09 de Julho de 1978, no Whitney Museum of American Art.- (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Desenhista, pintor, gravador, ilustrador, cartunista, escultor, natural da Romênia. Estudou Filosofia em Bucareste, Romênia e Arquitetura em Milão, Itália. Nos anos 30 publicou seus cartuns na revista italiana Bertoldo. Em 1940, seus desenhos começam a aparecer nas revistas ‘Life’ e’ Harper’s Bazaar’. Vai para os Estados Unidos em 1941 e passa a publicar, regularmente, seus trabalhos na revista ‘The New Yorker’ por quase 60 anos, além de se dedicar intensamente às diversas formas de expressão. A primeira exposição de seus trabalhos se deu em Nova York, em 1943. E várias outras aconteceram por museus da Europa e Estados Unidos, inclusive no Museu de Arte de São Paulo, São Paulo. Retrospectivas de sua obra foram realizadas no Museu Whitney de Arte Americana, Nova York (1978); no Instituto de Arte Moderna, em Valencia - Espanha (2002); na Pinacoteca do Estado, São Paulo (2011). BENEZ IT, VOL. 9, PÁG. 805; MEC, VOL. 4, PÁG. 341; ITAU CULTURAL; www.saulsteinbergfoundation.org; www.artcyclopedia.com; www.britannica.com.



593 - RUI ALVES CAMPELLO (1905 - 1984)

Parque de diversões - aquarela - 36 x 44 cm - canto inferior direito - 1954 - Angra dos Reis -

Pintor nascido na cidade do Rio de Janeiro. Discípulo de Rodolfo Chambelland, de Honório da Cunha Melo e de Rodolfo Amoedo, na antiga ENBA-RJ. Na Europa frequentou o ateliê de Andre Lhote, em Paris, onde também fez curso de restauração de obras de arte no Louvre. Expositor regular do SNBA, participou também da I Bienal de São Paulo, em 1951. JULIO LOUZADA, vol 3 pág 200



594 - WALDOMIRO SANTANNA (1952)

Paisagem - óleo sobre eucatex - 25 x 30 cm - canto inferior direito -

Pintor e professor, Waldomiro de Freitas Sant'Anna nasceu na cidade paulista de Itápolis. Estudou na Escola de Belas Artes de São Paulo e na Escola de Artes Plásticas da Associação de Ensino de Ribeirão Preto, com Bassano Vaccarini e Pedro Manoel Gismondi. De 1977 a 1981, leciona desenho e pintura para os cursos de educação artística e arquitetura da Universidade Estadual de Londrina, no Paraná. É um dos fundadores da Vila dos Artistas de Osasco, em São Paulo. Entre as exposições de que participa, destacam-se: Salão de Arte Jovem, na União Cultural Brasil-Estados Unidos, Santos, 1973; Bienal Nacional, São Paulo, 1976; Exposição Ribeirão Preto, no Paço das Artes, São Paulo, 1984; Mostra Comemorativa do Cinqüentenário de Londrina - Sala Especial, Paraná, 1984, Mostra Individual, na Galeria Itaú Cultural, Ribeirão Preto, 1981; Mostra Coletiva, na Galeria Itaú Cultural, Ribeirão Preto, 1984/1986; Mostra Festa Junina, São Paulo, 1984/1987. ITAÚ CULTURAL.



595 - VAQUEIRO (1946)

Paisagem - acrílico sobre tela - 16 x 16 cm - canto inferior direito - 2015 -

Pintor autodidata, Nelson Vaqueiro nasceu em Cândido Mota, SP. Participou de várias mostras coletivas e oficiais, destacando-se: ‘Gente da Terra’ - Paço das Artes, SP (1980); ‘Naive Spring’ Uri and Rami Nachushtan Museum, Kibbutz Ashdot Yaacov Meuchad, Israel (2004). ITAU CULTURAL; JULIO LOUSADA VOL. 1, PÁG. 1023; naiveartonline.com.



596 - ULYSSES FARIAS (1960)

Composição - técnica mista - 60 x 60 cm - canto inferior direito e dorso - 2016 -

Desenhista, pintor, fotógrafo, escultor, poeta e professor nascido em São Paulo. Tem participado de muitos eventos culturais, mostras e Salões oficiais em Socorro, SP (2006 a 2014); Brasília, DF (2010); Mairiporã, SP (2007); São Paulo (2013). Recebeu, em 2012, o primeiro lugar em um concurso de fotografias.



597 - MILTON DACOSTA (1915 - 1988)

Figura - serigrafia - P.I. - 41 x 31 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador. Milton Rodrigues da Costa nasceu em Niterói, RJ e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou estudos de desenho e pintura, em 1929, com o professor alemão August Hantv. No ano seguinte matriculou-se no curso livre de Marques Júnior, na Escola Nacional de Belas Artes. Junto com Edson Motta, Bustamante Sá e Ado Malagoli , entre outros, criou o Núcleo Bernardelli em 1931. Viajou para Estados Unidos em 1945, com o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Belas Artes do ano anterior. Na cidade de Nova York, estudou na Art's Students League of New York. Em 1946, foi para a Europa e após visita a vários países, fixou-se em Paris, onde estudou na Académie de La Grande Chaumière. Conheceu Pablo Picasso, por intermédio de Cícero Dias, e freqüentou os ateliês de Georges Braque e Georges Rouault. Expôs no Salon d'Automne (Paris) e regressou ao Brasil em 1947. Em 1949, casou-se com a pintora Maria Leontina e passou a residir em São Paulo. Realizou muitas exposições individuais e também recebeu prêmios nas Bienais Internacionais de São Paulo (1955, 1957). TEODORO BRAGA, PÁG. 163; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 229; MEC, VOL. 2, PÁG. 13; BENEZIT, VOL. 3, PÁG.315; ITAU CULTURAL; PONTUAL, PÁG. 155; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; ACERVO FIEO.



598 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulata - serigrafia - H.C. - 50 x 43 cm - canto inferior direito -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



599 - ALFREDO VOLPI (1896 - 1988)

Bandeirinhas - litografia off set - P.A. - 36 x 47 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.



600 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Gato - litografia off set - 56/65 - 65 x 50 cm - canto inferior direito - 1989 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.