Leilão de Maio de 2018

21 e 22 de Maio de 2018



001 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Gato - serigrafia - 50/75 - 39 x 29 cm - centro inferior - 1970 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



002 - ALFREDO VOLPI (1896 - 1988)

Fachada - serigrafia - 33/50 - 36 x 26 cm - canto inferior direito -
Paspatur no estado.

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.



003 - CAROLUS, (CARLOS CANNONE) (1928 - 1995)

Cavaleiro - óleo sobre tela - 21x 26 cm - canto superior direito e dorso - 1966 -

Pintor, estudou com o pai Angelo Canone, na Itália, antes de emigrar para o Brasil em 1951. Ativo no Rio de Janeiro, realizou diversas exposições individuais e coletivas. MEC, vol.1, pág. 360; JULIO LOUZADA vol.5, pág. 205.



004 - JOSÉ MORAES (1921 - 2003)

Flores - desenho a lapis de cor e aquarela - 31 x 18 cm - canto inferior esquerdo - 05/02/1985 -

Pintor, gravador, desenhista, escultor, ilustrador e professor, José Machado de Morais nasceu no Rio de Janeiro e faleceu em São Paulo. Assina José Moraes. Formou-se em pintura pela Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1941). Paralelamente aos estudos universitários, teve aulas de pintura com Quirino Campofiorito. Tornou-se assistente de Candido Portinari, em Brodosqui (1942) e trabalhou com o mesmo na execução do painel da capela de São Francisco de Assis, de Oscar Niemeyer, em Belo Horizonte (1945). Realizou exposições individuais no: Rio de Janeiro (1945, 1947, 1966, 1968, 1969, 1970); São Paulo (1962, 1965, 1967, 1970, 1979 – MAM, SP, 1982, 1983, 1984, 1986); Bagé, RS (1946, 1979); Pelotas, RS (1946); Porto Aiegre, RS (1948, 1980, 1988, 1992, 1995); Uberlândia, MG (1952, 1972, 1977, 1978, 1987); Belo Horizonte, MG (1964); Campinas, SP (1974); Cataguases, MG (1981); Goiânia, GO (1987); Brasília, DF (1989, 1995). Participou de várias mostras coletivas e Salões oficiais pelo Brasil como: Panorama da Arte Brasileira – MAM, São Paulo (1969, 1970, 1971, 1973, 1976, 1977) e no exterior. Foi premiado, nos anos de 1940, em quatro edições do Salão Nacional de Belas Artes – RJ. Com o prêmio Viagem ao Exterior recebido na 55ª edição (1949), viajou para Itália onde permaneceu estudando pintura mural (1950 a 1951). De volta ao Rio de Janeiro, dedicou-se à execução de mosaicos e afrescos até 1958, quando se mudou para São Paulo. Tornou-se professor na FAAP (1967). Aperfeiçoou-se em serigrafia (1971) com Michel Caza, em Paris, para onde retornou em outras três ocasiões, com a mesma finalidade. Fez também estágios em litografia com Michel Potier, na "École de Beaux-Arts", Paris, e com Eugène Shenker, no "Centre de Gravure Contemporaine", Genebra. MEC VOL. 3, PÁG. 196; Pontual pág. 369; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 646; VOL. 2, PÁG. 689; VOL. 5, PÁG. 706; VOL. 6, PÁG. 748; VOL. 8, PÁG. 586; VOL. 12, PÁG. 278; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 602, ACERVO FIEO.



005 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Cangaceiros - desenho a lápis e aquarela - 19 x 28 cm - canto inferior esquerdo - 1953 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



006 - CHRISTIANE GRIGOLETTO (1968)

Composição - técnica mista sobre tela - 50 x 100 cm - canto inferior direito e dorso - 2007 -
No estado.

Pintora natural da cidade paulista de Jundiaí, onde nasceu a 28 de abril de 1968. Iniciou na arte em 1979, na escola Espaço Arte. Formou-se em 1989, na PUC de Campinas-SP. Individuais em Campinas e Jundiaí, nos anos de 1993 a 1996. JULIO LOUZADA, vol. 9, pág. 386



007 - MARIO ALFREDO CARISTINA (1945)

Pescadores - óleo sobre tela - 19 x 39 cm - canto inferior esquerdo -

Autodidata, embora tenha frequentado os ateliês de Ettore Federighi e Carlos Bueno Assunção. Pintou o litoral paulista em companhia de Domingos Antequera. Em 1976, participou da Bienal Nacional-SP. JULIO LOUZADA, vol. 3 pág. 218. ACERVO FIEO.



008 - GILBERTO AGUILLAR NAVARRO (1940)

Natureza morta - óleo sobre eucatex - 39 x 53,5 cm - canto inferior direito -
No estado.

Pintor e escultor, nasceu na cidade serrana de Petrópolis, RJ, em 23/4/1940. Assina AGUILLAR. JULIO LOUZADA, vol. 5, pág. 29



009 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Paisagem - aquarela - 33 x 23 cm - canto inferior direito ilegível -
No estado.



010 - NICOLA PETTI (1904 - 1983)

Parque de diversões - óleo sobre eucatex - 79 x 59 cm - canto inferior direito -

Foi ativo em São Paulo, excepcional desenhista, aluno nesta capital, do pintor e professor alemão Georg Ficher Elpons; participou assiduamente do Salão Paulista de Belas Artes, desde sua inauguração em 1933, onde foi muito premiado. MEC, vol. 3, pág. 393; JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 685; ITAU CULTURAL, Acervo FIEO.



011 - JACQUELINE ARONIS (1955)

Paisagem - gravura - P.A. - 10 x 16,5 cm - canto inferior direito -

Desenhista, gravadora e professora, natural de São Paulo, SP. Seu aprendizado artístico aconteceu em São Paulo, SP; na Inglaterra e em Portugal com Bartolomeu dos Santos. Exposições individuais: Curitiba, PR (1994); São Paulo, SP (1999, 2001, 2002). Coletivas: São Paulo, SP (1981, 1994); Chile (1989); Curitiba, PR (1990); Estados Unidos (1997); Japão (1998, 2001); Rio de Janeiro, RJ (1999); Egito (2000); Ribeirão Preto, SP (2000). ITAU CULTURAL; www.cantogravura.com.br.



012 - VIRGÍNIA DÓRIA (1926)

Igreja - óleo sobre tela - 54 x 61 cm - canto inferior direito - 1985 -

Pintora nascida em Catanduva, SP.Estudou pintura com Durval Pereira e em Londres no Marylebone Institute. Participou com sucesso de diversos salões de arte nacionais a partir de 1977. JULIO LOUZADA, vol 2 pág. 357; ITAÚ CULTURAL.



013 - LUISE WEISS (1953)

Composição - litografia - P.A. - 28 x 31 cm - canto inferior direito - 1985 -

Gravadora, pintora, fotógrafa e professora nascida em São Paulo. Graduou-se em artes plásticas pela ECA - USP (1977) onde foi aluna de Evandro Carlos Jardim, Regina Silveira e Carmela Gross. Paralelamente à graduação, realizou livros com suas xilogravuras. Foi professora do laboratório de desenho infantil e juvenil da Pinacoteca do Estado de São Paulo (entre 1977 e 1987). Recebeu a Bolsa Vitae pelo projeto Fragmentos (1990). Concluiu o Mestrado (1992) e o Doutorado (1998) na ECA- USP. Foi professora de gravura e desenho na UNICAMP (a partir de 1997). Em 2001 foi para a Áustria, terra de seus antepassados, e munida de fotografias antigas, refotografou alguns dos locais onde viveram. Realizou pinturas, com base nessas fotografias, que foram expostas em 2004. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1981, 1982 – Pinacoteca, 1985, 2010 – MASP); São Carlos, SP (1984) e participou de inúmeras mostras coletivas e oficiais pelo Brasil e exterior, destacando-se: “Jovens Gravadores Brasilenõs”, Cidade de México - México (1976); “Jeune Gravure Contemporaine”, França e Iugoslávia (1987); “Jovem Gravura Brasileira”, Amadora, Portugal. ITAUCULTURAL; www.graphias.com.br; www.artprice.com.



014 - MANOEL NAVARRO (XX)

Paisagem - óleo sobre tela colada em eucatex - 48 x 39 cm - canto inferior direito -
No estado.

Artista ativo em São Paulo, onde participou das mostras do SPBA, conquistando, entre outros, o II Prêmio Prefeitura de São Paulo (1948) e Grande Medalha de Prata (1976). Conceituado e fino retratista. JULIO LOUZADA, vol. 2 pág. 712



015 - GEORGES ANTOINE ROCHEGROSSE (1859 - 1938)

Harém - guache - 20 x 15 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista, ilustrador, litógrafo e professor nascido em Versailles, Seine-et-Oise, França. Iniciou-se na pintura, ainda garoto, com o artista Alfred Dehodencq. Com doze anos entrou para Academia Julian onde foi aluno de Boulanger e Jules Lefebvre. Após 1887 tornou-se membro da Sociedade dos Artistas Franceses. Participou dos muitos Salões oficiais em Paris e foi premiado em 1882, 1883, 1888, 1889 (Exposição Universal); 1906. Foi Cavaleiro da Legião de Honra (1892) e Oficial da Legião de Honra (1910). Ilustrou obras dos escritores e poetas, seus amigos: Baudelaire, Victor Hugo, Gustave Flaubert. Em 1894 foi para a Algéria e, lá, tornou-se professor da Academia de Artes. BENEZIT VOL. 9; PÁG. 24; mbarouen.fr ; www.galeriearyjan.com; www.artprice.com; www.the-athenaeum.org; www.artnet.com; www.christies.com.



016 - FERNANDO BARROS (XX)

Casario - acrílico sobre tela - 30 x 20 cm - canto inferior direito e dorso - São Paulo - SP -

Pintor atuante em São Paulo. Assina Barros. Participou de mostras coletivas e recebeu alguns prêmios e medalhas.



017 - ANÉLIO LATINI FILHO (1926 - 1986)

"Campo" - óleo sobre tela - 37 x 45 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1984 -

Nasceu em Nova Friburgo, RJ. Foi pintor, desenhista e cineasta. Estudou com Antonio Parreiras. Como cineasta, foi o pioneiro do desenho animado no Brasil. MEC, vol. 2, pág. 442; JÚLIO LOUZADA, vol. 11, pág. 169.



018 - RENOT (1932)

Rosto - óleo sobre aglomerado - 22 x 16 cm - canto inferior direito e dorso - 1972 - Bahia -

Pintor, desenhista, gravador e tapeceiro, Reinaldo Eliomar de Freitas Marques da Silva nasceu em Santa Luzia, Bahia. Assina Renot. Autodidata, começou a pintar em 1957 e, em 1964, com a inauguração da Galeria Quirino, em Salvador, iniciou sua formação artesanal. Tornou-se amigo de vários intelectuais e artistas baianos entre os quais Jenner Augusto, Jorge Amado e Manuel Quirino. Quirino, com quem trabalhou, foi também o seu mestre na arte de tecer (1964). Foi responsável pelos calendários-tapeçaria que fez para a Basf e Bosh do Brasil em 1977. Realizou muitas exposições individuais em: Salvador, BA (1970, 1971, 1972, 1977); Porto Alegre, RS (1970); Rio de Janeiro (1971, 1974); São Paulo (1972, 1973, 1975 a 1978, 1982); Hamburgo, Alemanha (1971); Londres, Inglaterra (1972); Barcelona, Espanha (1974); Genebra, Suíça (1974); Buenos Aires, Argentina (1975); Paris, França (1976); Estados Unidos (1978, 1980). Participou de várias coletivas e mostras oficiais pelo Brasil e exterior. Atua também como perito, marchand e organizador de leilões. JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 816; VOL. 7, PÁG. 590; ITAU CULTURAL; MEC VOL. 4, PÁG. 53; web.artprice.com.



019 - MARCIO SCHIAZ (1965)

"Fatia de mamão" - óleo sobre tela colada em madeira - 19 x 25 cm - canto inferior direito e dorso - 2000 -

Paulistano, o pintor nasceu em 10/5/1965. Estudou na APBA-SP, onde desenvolveu curso de desenho e pintura, frequentado sessões de modelo vivo. Individuais desde 1989 e coletivas em Salões Oficiais, com sucesso de crítica. Recebeu diversos prêmios. JULIO LOUZADA, vol.13, pág. 304; Acervo FIEO.



020 - MARIO MAREL AGOSTINELLI (1915 - 2000)

Veneza - óleo sobre tela - 33 x 46 cm - canto inferior direito -
No estado.

Nasceu em Arequipa, Peru. Pintor e escultor. Ativo no Rio de Janeiro, cidade onde se radicou. Estudou na Escola Nacional de Belas Artes de Lima, Peru, com Daniel Hernandes. Fez cursos de aperfeiçoamento na Argentina, França, Itália e Brasil. Expôs individualmente em 1946 e 1966, na Galeria BoninoRJ e coletivamente a partir de 1943. Suas pinturas de cenas e tipos populares, revela virtuosismo de execução e vivacidade de colorido que assume aspecto suntuoso, particularidade acentuada pelo cronista Rubem Braga, na apresentação que fez do artista (1966). WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 15; MEC, vol 1, pág. 38; PONTUAL, págs. 5 e 6; JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 31; ITAU CULTURAL.



021 - MACIEJ ANTONI BABINSKI (1931)

Figuras - gravura - 27/80 - 13 x 18 cm - canto inferior direito -

Natural de Varsóvia, Polônia, viveu sucessivamente na Inglaterra e no Canadá, radicando-se em 1953 no Brasil. Antigo aluno de Maurice Denis em Paris, e expoente da pintura abstracionista canadense. Babinski foi colega de Goeldi, de quem adotou a linguagem expressionista. Esplêndido gravador. Atualmente vive é ativo no Ceará. TEIXEIRA LEITE, pág. 48; PONTUAL, págs. 46 e 47; MEC, vol. 1, pág. 157; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 69; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 24; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 720; ARTE NO BRASIL, pág. 903, Acervo FIEO.



022 - ROBERTO BURLE MARX (1909 - 1994)

"Parahyba" - serigrafia - 1/100 - 69 x 73 cm - canto inferior direito - 1971 -

Nasceu em São Paulo e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, paisagista, arquiteto, desenhista, pintor, gravador, litógrafo, escultor, tapeceiro, ceramista, designer de jóias, decorador. Durante a infância viveu no Rio de Janeiro. Foi com a família para a Alemanha, em 1928. Em 1929, freqüentou o ateliê de pintura de Degner Klemn. Nos jardins e museus botânicos de Dahlen, em Berlim, entusiasmou-se ao encontrar exemplares da flora brasileira. De volta ao Brasil, fez curso de pintura e arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1930 - 1934), onde foi aluno de Leo Putz , Augusto Bracet e Celso Antônio. Seu primeiro projeto paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, em 1932. Entre 1934 e 1937, ocupou o cargo de diretor de parques e jardins do Recife, PE, onde passou a residir. Nesse período, foi com freqüência ao Rio de Janeiro e teve aulas com Candido Portinari e com o escritor Mário de Andrade. Em 1937, retornou ao Rio de Janeiro e trabalhou como assistente de Candido Portinari. Foi em 1949, conforme sua paixão por plantas e seu interesse por botânica e jardinagem, que Burle Marx adquiriu um sítio em Barra de Guaratiba, RJ. Com auxílio de botânicos, viajou, coletou, catalogou exemplares de plantas do Brasil e reproduziu em seu sítio a diversidade fitogeográfica brasileira. Em 1985 doou esse sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.Realizou muitas exposições individuais e projetos paisagísticos, participou de diversas mostras oficiais coletivas pelo Brasil e no exterior. PONTUAL, PÁG. 94; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 93; MEC. VOL.1, PÁG.303; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 738; LEONOR AMARANTE, PÁG. 98; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 179; artnet.com. ACERVO FIEO.



023 - JULIO VIEIRA (1933 - 2000)

Paisagem - pintura sobre gesso - 23 x 11,5 cm - canto superior esquerdo -
Com pintura no dorso. No estado.

Natural da cidade do Rio de Janeiro, foi pintor, gravador e desenhista. Fez curso na antiga Escola Nacional de Belas Artes, entre 1952 e 1956, estudando gravura com Goeldi entre 1954 e 1956. Um trecho da lavra do crítico e pintor Quirino Campofiorito sobre a arte única do artista: " ..A vantagem de Júlio Vieira era sua fidelidade ao transe terrestre. Sua pintura foi sempre um gesto doloroso. Muitas águas rolaram, desde então. Oficializou-se o concretismo e o neoconcretismo. Júlio sempre marginal e sempre um excelente artista. MEC vol. 4 pág. 475 - JULIO LOUZADA, vol. 1 pág. 1034; ITAU CULTURAL



024 - JOSÉ FALCONI FILHO (1941)

"Metais - Rosas e Frutas" - óleo sobre tela - 60 x 80 cm - canto inferior direito e dorso - 2016 - SP -

Pintor e desenhista nascido em Amparo, SP. Começou a produzir na década de 50. Realizou exposições individuais em: Águas de Lindóia, SP (1960); São Paulo (1998, 1999). Tem participado de várias mostras coletivas e oficiais. Foi premiado em: Osasco, SP (1979, 1980, 1985); São Paulo (1982 a 1985, 2003); Salvador, BA (1983, 1984); Rio de Janeiro (1983). JULIO LOUZADA, VOL. 7, PÁG. 249; VOL. 12, PÁG. 150.



025 - OSCAR PEREIRA DA SILVA (1867 - 1939)

Alegoria - guache - 17 x 41 cm - canto inferior direito - 1915 -
No estado.

Pintor, decorador, desenhista, professor, Oscar Pereira da Silva nasceu em São Fidélis, RJ e faleceu em São Paulo. Estudou na Academia Imperial de Belas Artes (1882-1887), foi aluno de Zeferino da Costa, Victor Meirelles, Chaves Pinheiro e José Maria de Medeiros. Em 1887, tornou-se ajudante de Zeferino da Costa na decoração da Igreja da Candelária, no Rio de Janeiro. Conquistou o último prêmio de viagem ao exterior concedido pelo imperador dom Pedro II, transferindo-se para Paris (1889) onde estudou com Léon Bonnat e Jean-Léon Gérôme. No período em que permaneceu na França, produziu diversos estudos e telas. Retornou ao Brasil em 1896. No Rio de Janeiro, realizou uma exposição individual no salão da Escola Nacional de Belas Artes , onde foram apresentados os trabalhos feitos na Europa. No mesmo ano, transferiu-se para São Paulo. Lecionou no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, no Ginásio do Estado e ministrou aulas particulares em seu ateliê. Em 1897, fundou o Núcleo Artístico, que, mais tarde, se transformou na Escola de Belas Artes, onde deu aulas. Trabalhou na decoração do Teatro Municipal de São Paulo (entre 1903 e 1911) elaborando três murais: 'O Teatro na Grécia Antiga', 'A Dança' e 'A Música'. Realizou pinturas para Igreja de Santa Cecília (entre 1907 e 1917). Como pensionista do Governo do Estado de São Paulo, viajou a Paris em 1925. QUIRINO CAMPOFIORITO, IN CAMPOFIORITO, QUIRINO. HISTÓRIA DA PINTURA BRASILEIRA NO SÉCULO XIX. ED.PINAKOTHEKE-SP, 1983. PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL VOL. 1, PÁG. 245; TEODORO BRAGA PÁG. 177; LAUDELINO FREIRE PÁG. 383; WALMIR AYALA VOL. 2, PÁG. 185; MEC VOL. 4, PÁG.277; PONTUAL PÁG. 419; TEIXEIRA LEITE PÁG. 402; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 437; ARTE NO BRASIL PÁG. 553, ACERVO FIEO; F. ACQUARONE PÁG. 187, RUTH TARASANTCHI; www.artprice.com; www.pinacoteca.org.br; www.dezenovevinte.net.



026 - ROBERTO MORICONI (1932 - 1993)

Figuras - desenho a lápis - 43 x 27 cm - canto inferior direito -

Pintor e escultor nascido em Perugia, Itália. Veio residir no Rio de Janeiro em 1953, onde, a partir de 1960 cria capas e ilustrações para a Livraria Freitas Bastos. Participou de algumas edições da Bienal de São Paulo, do SNAM e SEAJ. MEC, vol. 3, pág. 202; PONTUAL, pág. 372; JÚLIO LOUZADA, vol. 10, pág. 617; WALTER ZANINI, pág. 770.



027 - JORGE GUINLE FILHO (1947 - 1987)

Composição - óleo sobre cartão - 25 x 18 cm - canto inferior esquerdo - 1979 -
No estado.

Pintor, desenhista e gravador nascido e falecido em Nova York, EUA. Mudou-se com a família para o Brasil ainda no ano de seu nascimento e permaneceu no Rio de Janeiro até 1955. Desse ano até 1962, acompanhando a mãe, morou em Paris e, em seguida, em Nova York, onde residiu até 1965. Na França, em paralelo a sua formação regular, iniciou, como autodidata, estudos de pintura e frequentou museus e galerias de arte, prática que manteve quando se transferiu para os Estados Unidos. De 1965 a 1974 viveu no Rio de Janeiro e passou temporadas em Londres e Paris, cidade para onde retornou nesse último ano e se estabeleceu por mais três anos. Em 1977, voltou a residir no Rio de Janeiro. Seu trabalho ganhou repercussão e, na década de 1980, integrou as principais exposições de arte do país. A produção do artista, concentrada em seus últimos sete anos de vida, foi dedicada, sobretudo à pintura. Jorge Guinle foi um importante incentivador da revalorização da pintura promovida pelo grupo de jovens artistas conhecido como Geração 80. Participou da mostra ‘Como Vai Você, Geração 80?’, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage - EAV/Parque Lage, Rio de Janeiro, 1984, escreveu um texto para a edição especial da revista ‘Módulo’ dedicada a essa mostra, participou de várias exposições e eventos realizados por esses artistas e escreveu sobre suas obras. Participou também da 17ª e 18ª Bienal Internacional de São Paulo (1983 e 1985). Em 1985 recebeu o Prêmio de Viagem ao Estrangeiro no 8º Salão Nacional de Artes Plásticas, MAM-RJ. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL. 2, PÁG.482; LEONOR AMARANTE, PÁG. 312. ACERVO FIEO.



028 - WALTER LEWY (1905 - 1995)

Paisagem surreal - óleo sobre tela - 42 x 55 cm - canto inferior esquerdo - 1979 -
No estado.

Gravador, pintor, ilustrador, paisagista, desenhista e publicitário nascido em Bad Oldesloe, Alemanha e falecido em São Paulo. Estudou na Escola de Artes e Ofícios de Dortmund, Alemanha (1923-1927). Nesse período, filiou-se à tendência do realismo mágico. Em 1928 participou de coletivas em Dortmund, Gelsenkirchen, Boclusim e outras cidades. Com a crise econômica de 1929, Lewy perdeu seu emprego de desenhista numa gráfica e foi viver com os pais no interior, tornando-se ilustrador de anedotas em jornais. Realizou sua primeira exposição individual em Bad Lippspringe (1932), mas foi fechada quando a Câmara de Arte Alemã proibiu a participação de judeus na vida artística. Escapando dessa situação opressora, o artista imigrou para o Brasil (1938), retomando profissionalmente a pintura. Deixou para trás centenas de trabalhos, que foram enviados para a Holanda e perdidos durante os bombardeios da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). No Brasil, fixou-se em São Paulo. Nos primeiros anos fez desenho publicitário e mais tarde capas de livros e ilustrações para diversas editoras. Ilustrou obras de Bertrand Russell, Machado de Assis e Arnold Toynbee, entre outras. Mais tarde, empregou-se como diagramador, letrista e arte-finalista nas agências de propaganda De Carli, Lintas Publicidade, Martinelli, Santos & Santos e Thompson Propaganda. Participou de Salões Nacionais e Bienais de São Paulo, entre 1951 e 1965, recebendo diversas premiações oficiais. JULIO LOUZADA, VOL. 10, PÁG. 497; MEC, VOL. 2, PÁG. 474; TEODORO BRAGA, PÁG. 245; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 286; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 630; LEONOR AMARANTE, PÁG. 142; ACERVO FIEO.



029 - LYRIA PALOMBINI (1939)

"Sob a chuva" - gravura - 18/50 - 45 x 58,5 cm - canto inferior direito -

Mineira, é desenhista, gravadora e entalhadora. Iniciou seus estudos artísticos no Instituto de Belas Artes do Rio de Janeiro, sob a orientação de Deveza, Teruz e Aurélio D´Alincourt. Aperfeiçoou-se em xilo, ainda no Rio, com Maria de Lourdes Mader Pereira, Vitor Gerhard e José de Lima, cujos trabalhos tiveram grande sucesso nas exposições, levando Walmir Ayala fazer a seguinte observação sobre a artista: " Liria Palombini é a mais nova revelação de gravadora no Rio de Janeiro. Em seu trabalho define-se uma artista que sobrepõe à sensibilidade, sem descuidar-se dela, a inteligência." (1974). Participou de inúmeras coletivas e realizou diversas individuais. JULIO LOUZADA vol.1, pág. 709.



030 - WALDOMIRO SANTANNA (1952)

"Congresso Nacional" - óleo sobre tela - 79 x 100 cm - canto inferior esquerdo -
Série iconográfica - Brasília.

Pintor e professor, Waldomiro de Freitas Sant'Anna nasceu na cidade paulista de Itápolis. Estudou na Escola de Belas Artes de São Paulo e na Escola de Artes Plásticas da Associação de Ensino de Ribeirão Preto, com Bassano Vaccarini e Pedro Manoel Gismondi. De 1977 a 1981, leciona desenho e pintura para os cursos de educação artística e arquitetura da Universidade Estadual de Londrina, no Paraná. É um dos fundadores da Vila dos Artistas de Osasco, em São Paulo. Entre as exposições de que participa, destacam-se: Salão de Arte Jovem, na União Cultural Brasil-Estados Unidos, Santos, 1973; Bienal Nacional, São Paulo, 1976; Exposição Ribeirão Preto, no Paço das Artes, São Paulo, 1984; Mostra Comemorativa do Cinqüentenário de Londrina - Sala Especial, Paraná, 1984, Mostra Individual, na Galeria Itaú Cultural, Ribeirão Preto, 1981; Mostra Coletiva, na Galeria Itaú Cultural, Ribeirão Preto, 1984/1986; Mostra Festa Junina, São Paulo, 1984/1987. ITAÚ CULTURAL.



031 - MILTON DACOSTA (1915 - 1988)

Vênus e pássaro amoroso - serigrafia - 5/30 - 23 x 15,5 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador. Milton Rodrigues da Costa nasceu em Niterói, RJ e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou estudos de desenho e pintura (1929) com o professor alemão August Hantv. No ano seguinte matriculou-se no curso livre de Marques Júnior, na Escola Nacional de Belas Artes. Junto com Edson Motta, Bustamante Sá e Ado Malagoli, entre outros, criou o Núcleo Bernardelli (1931). Viajou para Estados Unidos (1945), com o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Belas Artes do ano anterior. Na cidade de Nova York, estudou na "Art's Students League". Foi para a Europa (1946) e após visita a vários países, fixou-se em Paris, onde estudou na "Académie de La Grande Chaumière". Conheceu Pablo Picasso, por intermédio de Cícero Dias, e frequentou os ateliês de Georges Braque e Georges Rouault. Expôs no "Salon d'Automne", Paris e regressou ao Brasil (1947). Casou-se com a pintora Maria Leontina (1949) e passou a residir em São Paulo. Realizou muitas exposições individuais, entre as quais, a "Homenagem a Milton Dacosta" na Galeria da Praça, RJ, com curadoria de Luiz Carlos Moreira (1973). Participou de inúmeros Salões e mostras coletivas, como: Bienal de Veneza (1950); Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1979); Panorama de Arte Brasileira, MAM – SP (1971). Foi premiado, também, nas Bienais Internacionais de São Paulo (1955, 1957). TEODORO BRAGA, PÁG. 163; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 229; MEC, VOL. 2, PÁG. 13; BENEZIT, VOL. 3, PÁG.315; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 302; VOL. 3, PÁG. 310; ITAU CULTURAL; PONTUAL, PÁG. 155; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



032 - IMRE MAGYAR (XX)

Bambus - óleo sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior direito e dorso - 2006 -

Pintor húngaro, radicado no Brasil desde 1950, com diversas exposições e participação de Salões Oficiais.



033 - IRINEIDE KLOCKNER (1961)

Composição - óleo sobre tela - 40 x 70 cm - dorso -

Nascida em 1961, na cidade de Maringá/PR, Irineide Klöckner iniciou sua carreira artística em 1983, e passou pelos mais variados campos das artes plásticas, vivenciando as mais diversas técnicas de pintura. Desde 2000, Irineide dedica-se exclusivamente à pintura em tela, tendo durante estes anos aprimorado sua arte em diversas técnicas, através da convivência com artistas de diferentes estilos. Nos últimos anos tem buscado inspiração em grandes nomes do Abstracionismo, como Jackson Pollock e Jonas Gerard, e desenvolveu seu próprio estilo. Em sua arte Irineide expressa a beleza da vida, em todos seus pormenores e complexidades, na união dos traços aparentemente desconexos se criam momentos únicos. Durante sua carreira, Klöckner participou de exposições ao longo de toda a região Sul, tendo assinado mais de 2000 obras de arte, que hoje embelezam residências e ambientes corporativos em todo o Brasil.



034 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Cavaleiro militar - desenho a nanquim e aquarela - 23 x 19 cm - canto inferior direito ilegível -



035 - RAIMUNDO CELA (1890 - 1954)

O leitor - desenho a carvão - 56 x 44 cm - canto inferior direito -
Com os seguintes carimbos no dorso : "Salão Nacional de Belas Artes e Salão Municipal de Belas Artes". No estado.

Pintor, desenhista, gravador e professor, Raimundo Cela nasceu em 19/7/1890, na cidade cearense de Sobral, e faleceu em Niterói, RJ, no dia 6/6/1954. Sempre fiel a temática nordestina, suas telas retratam movimentadas cenas de pesca, jangadeiros, mares bravios e as luminosas praias de Fortaleza. JULIO LOUZADA, vol 13, pág. 80; MEC, vol. 1, pág. 395; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 637; ARTE NO BRASIL, pág. 837; F. ACQUARONE, pág. 215.



036 - ALEX DOS SANTOS (1980)

"Colhendo abacate" - óleo sobre tela - 49,5 x 60 cm - centro inferior e dorso - 2018 -

Alex Benedito dos Santos nasceu em Jaboticabal, SP, no dia 13 de fevereiro de 1980. Pintor autodidata, fez cursos de escultura com o prof. Silvio Scarpa e xilogravura com o prof. Saulo. Participou de "workshops" com o pintor Sigbert Franklin, em 2001. Tem participado regularmente dos diversos Salões Oficiais nas cidades do interior do Estado, destacando-se: I e II Bienal de Artes e Cultura de Jaboticabal, em 1999 e 2001, Salão de Artes Plásticas de Brodósqui, em 2003, quando foi selecionado para o Mapa Cultural Paulista, Salão de Artes Plásticas de Araraquara, em 2003, Salão de Artes Plásticas de Guarulhos, onde obteve Menção Honrosa, em 2004, Salão de Artes Plásticas de Santos, em 2004, Salão de Artes de Piracicaba, em 2005, Salão de Artes Plásticas de Sales de Oliveira, em 2005, onde obteve Menção Honrosa, Salão de Artes Plásticas de Catanduva, obtendo Menção Honrosa, em 2006. Foi premiado com o 1º lugar nos Salões de Artes de Mococa, em 2003, Sales de Oliveira, em 2003, Araraquara, em 2004 e Piracicaba, em 2006. Expõe individualmente desde 2004. Acervo FIEO. -



037 - ORLANDO DA SILVA (1923)

Composição - serigrafia - 35 x 2 cm - canto inferior direito -
No estado.

Português da cidade do Porto, veio fixar-se no Rio de Janeiro, onde estudou gravura com Carlos Oswald. Participou das I e V Bienais de São Paulo e do SNAM (1954 a 1962). É reconhecido como verdadeiro continuador de seu mestre Carlos Oswald. PONTUAL, pág. 494; TEIXEIRA LEITE.



038 - IVAN SERPA (1923 - 1973)

Figuras - desenho a nanquim e aquarela - 21 x 15 cm - canto inferior direito - 18-07-72 -

Pintor, desenhista, gravador e professor, Ivan Ferreira Serpa nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Estudou gravura e desenho com Axel Leskoschek (entre 1946 e 1948) no Rio de Janeiro. Em 1949, ministrou suas primeiras aulas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, onde, a partir de 1952, exerceu sistemática atividade didática, em especial no ensino infantil. Foi um dos precursores do concretismo no Brasil, criando ao lado de Aluisio Carvão, Lígia Clark, Hélio Oiticica e outros o Grupo Frente, que se manteve ativo de 1954 a 1956, inclusive com exposições no Rio de Janeiro. Participou da Divisão Moderna do SNBA (1947-1951). Em 1957, recebeu o prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna, RJ. Participou da exposição ’Opinião 65’, evento que marca a difusão de uma nova arte de tendência figurativa, a neofiguração. Em 1970, fundou, com Bruno Tausz, o Centro de Pesquisa de Arte no Rio de Janeiro. Participou da Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1961, 1963, 1965) e da Bienal de Veneza (1952, 1954, 1962, 1966). PONTUAL, PÁG 486; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 605; ARTE NO BRASIL, PÁG. 840; LEONOR AMARANTE, PÁG. 26; MEC VOL. 4, PÁG. 221; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 899.



039 - MAURICIO NOGUEIRA LIMA (1930 - 1999)

Marilyn - serigrafia - 25/100 - 42 x 42 cm - canto inferior direito - 1969/1974 -

Pintor, arquiteto, desenhista, artista gráfico e professor natural do Recife, PE; faleceu em Campinas, SP. Frequentou o Instituto de Belas Artes de Porto Alegre, o MAM-SP e diplomou-se em arquitetura pela Faculdade Mackenzie-SP. Trabalhou no campo de comunicação visual sendo um dos responsáveis pela renovação da Arte-Cartaz Paulista (1951). Em 1953 passou a fazer parte do Grupo Ruptura, a convite de Waldemar Cordeiro. Participou de várias edições do Salão Paulista de Arte Moderna, onde obteve, dentre outros, o 1º Prêmio em Cartaz (1951 e 1957); das Bienais de 1955 a 1967; da Exposição Nacional de Arte Concreta; da mostra Panorama da Arte Atual Brasileira; da mostra Tendências Construtivas e de outras exposições em: Buenos Aires, Rosário, Santiago, Lima, Roma, Londres, Paris (Salão de Outono) e Zurique (exposição de Arte Concreta –'Konkrete Kunst', organizada por Max Bill). Recebeu o convite (1954) para representar o Brasil na 27ª Bienal de Veneza, no entanto, recusou se apresentar por terem negado a participação de outros membros do Grupo Ruptura. Em São Paulo pintou murais no Largo São Bento, no Edifício Estação Ciência, nas estações São Bento e Santana do Metrô, na Praça Roosevelt, na fachada do MAC/USP e fez uma pintura lateral no Elevado Costa e Silva (popularmente conhecido como Minhocão). Em 1958, foi responsável pela criação da logomarca e programação visual da 1ª Feira Internacional da Indústria Têxtil - Fenit, em São Paulo e, em 1960, realizou as primeiras grandes instalações ambientais para indústrias automobilísticas no Salão do Automóvel. MEC VOL. 2, PÁG. 481; PONTUAL PÁG. 314; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 678; www.pinturabrasileira.com; www.mac.usp.br; www.pinacoteca.org.br; www.artprice.com.



040 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Gato azul" - acrílico sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2002 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



041 - RUBEM VALENTIM (1922 - 1991)

Emblema - serigrafia - 31/40 - 60 x 41 cm - canto inferior direito - 1980 - DF -

Escultor, pintor, gravador, professor nascido em Salvador, BA e falecido em São Paulo. Iniciou-se nas artes visuais na década de 1940, como pintor autodidata. Entre 1946 e 1947 participou do movimento de renovação das artes plásticas na Bahia, com Mario Cravo Júnior, Carlos Bastos e outros artistas. Em 1953 formou-se em jornalismo pela Universidade da Bahia e publicou artigos sobre arte. Residiu no Rio de Janeiro entre 1957 e 1963, onde se tornou professor assistente de Carlos Cavalcanti no curso de história da arte do Instituto de Belas Artes. Residiu em Roma entre 1963 e 1966, com o prêmio viagem ao exterior, obtido no Salão Nacional de Arte Moderna. Em 1966 participou do Festival Mundial de Artes Negras em Dacar, Senegal. Ao retornar ao Brasil, residiu em Brasília e lecionou pintura no Ateliê Livre do Instituto de Artes da Universidade de Brasília - UnB. Em 1972, fez um mural de mármore para o edifício-sede da Novacap em Brasília, considerado sua primeira obra pública. Em 1979, Valentim realizou escultura de concreto aparente, instalada na Praça da Sé, em São Paulo, definindo-a como o Marco Sincrético da Cultura Afro-Brasileira e, no mesmo ano e foi designado, por uma comissão de críticos, para executar cinco medalhões de ouro, prata e bronze, para a Casa da Moeda do Brasil. Em 1998 o Museu de Arte Moderna da Bahia inaugurou a Sala Especial Rubem Valentim no Parque de Esculturas. Foi premiado nas Bienais Internacionais de São Paulo de 1967 e 1973, entre outros. PONTUAL, PÁG.532; WALMIR AYALA, VOL.2, PÁGS.395; TEIXEIRA LEITE, PÁG.517; MEC, VOL.4, PÁG.443; JULIO LOUZADA, VOL.11, PÁG.330; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 682; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 257, ACERVO FIEO; web.artprice.com.



042 - JANY M. RUCK (1939)

"Flores e recado" - óleo sobre tela - 34 x 26 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2017 -

Pintora, professora e restauradora, Jany Marylene Ruck nasceu em Agudos, SP. Assinava Jany até 1984. Atualmente assina JM. Ruck. Em Campinas fez cursos livres de desenho e pintura com Elenice Menegon, Aldo Cardarelli, Djalma Urban e Álvaro de Batista. Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais. Foi premiada em: São José do Rio Preto, SP (1984, 1985, 1991); Campinas, SP (1985, 1996); São João da Boa Vista, SP (1985); Itatiba, SP (1985,1987, 1988); Mogi Mirim, SP (1987); Poços de Caldas, MG (1987); Piracicaba, SP (1988); Limeira, SP (1989); Araras, SP (1991); Ribeirão Preto, SP (2003). ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 7 PÁG. 614; VOL. 9, PÁG. 750.



043 - MARIE LAURENCIN (1883 - 1956)

Menina - óleo sobre tela - 41 x 33 cm - canto superior direito - 1955 -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintora, desenhista, gravadora, ilustradora e cenógrafa nascida e falecida em Paris, França. Em Sèvres, aprendeu pintura em porcelana; em Paris, desenho com Madelaine Lemaire e estudou na ‘Académie Humbert’ onde conheceu Georges Braque e Francis Picabia. Pertenceu à associação de pintores e poetas conhecida como ‘Bateau Lavoir’ que incluía Picasso, Braque, Gris, Max Jacob, André Salmon e outros. Em Paris, sua primeira exposição foi no Salão dos Independentes (1907). Depois, exposições nas Galerias: Barbazanges (1912), Paul Rosenberg (1920) e participou, no Petit Palais, da exposição "Maitres de l’Art Indépendents" (1937). A partir de 1924, como cenógrafa, produziu para Diaghilev o "Ballets russe" e "Comédie Francaise" (1928). Entre os livros que ilustrou destacam-se: "La Tentative Amoureuse" de André Gides, "Alice in Wonderland" de Lewis Caroll. BENEZIT VOL. 6, PÁG. 477; ITAU CULTURAL; www.marielaurencin.com; www.moma.org; www.tate.org.uk; web.artprice.com; artnet.com; www.britannica.com.



044 - GINO BRUNO (1889 - 1977)

Flores - óleo sobre eucatex - 59 x 43 cm - canto inferior esquerdo -
No estado.

Nascido e falecido em São Paulo, este pintor foi especialista em figuras, interiores e naturezas-mortas. TEODORO BRAGA, pág. 108; MEC, vol. 1, pág. 299; PONTUAL, pág. 92; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 135; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 623; Acervo FIEO.



045 - SAMSON FLEXOR (1907 - 1971)

Rosto - óleo sobre tela - 46 x 38 cm - canto superior direito e dorso - 1951 -

Pintor nascido na Romênia, estudou em Paris, onde fez em 1927 sua primeira individual, radicando-se em 1946 em São Paulo, onde faleceu. Foi um dos pioneiros do abstracionismo no Brasil, tendo criado em 1948 o Atelier Abstração. Em 1968 sua obra foi objeto de importante retrospectiva no MAM-RJ. BENEZIT vol. 4, pág. 402; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 313/4; TEIXEIRA LEITE, pág. 198; PONTUAL, pág. 217/8; MEC, vol. 2, pág. 179 e 180; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 917; LEONOR AMARANTE, pág. 75; WALTER ZANINI, pág. 643, Acervo FIEO.



046 - RENINA KATZ (1925)

Composição - litografia - 05/30 - 67 x 69 cm - canto inferior direito - 1974 -
No estado.

Gravadora, desenhista, ilustradora e professora, Renina Katz Pedreira nasceu no Rio de Janeiro. Assina Renina e Renina Katz. Cursou a Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1947 a 1950) e teve como professores, entre outros, Henrique Cavalleiro e Quirino Campofiorito. Licenciou-se em desenho pela Faculdade de Filosofia da Universidade do Brasil. Iniciou-se em xilogravura com Axl Leskoschek, em 1946. Incentivada por Poty, ingressou no curso de gravura em metal, oferecido por Carlos Oswald no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro. Mudou-se para São Paulo em 1951, e lecionou gravura no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand e, posteriormente, na Fundação Armando Álvares Penteado, até a década de 1960. Em 1956, publicou o primeiro álbum de gravuras, intitulado ‘Favela’. A partir dessa data, foi docente da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo por 28 anos. Realizou muitas exposições individuais pelo Brasil, EUA, Chile, Paraguai, Portugal, Itália, Holanda e participou, entre as diversas mostras e Salões oficiais, das: Bienal Internacional de São Paulo (1955, 1959, 1961, 1963, 1985, 1989); Bienal de Veneza, Itália (1956, 1986); Panorama da Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1974, 1977, 1980, 1984). Foi premiada no Rio de Janeiro (1951, 1952) e em São Paulo (1955, 1984). MEC VOL.2, PÁG.403; PONTUAL, PÁG. 288; WALMIR AYALA VOL.1, PÁG.441; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG.15; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 606; ARTE NO BRASIL; www.artprice.com; www.catalogodasartes.com.br; www.editora.unicamp.br; www.laboratoriodasartes.com.br; artenaescola.org.br.



047 - HENRY VITOR (1939)

Colheita - óleo sobre tela - 17 x 23 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor e gravador mineiro de Guaxupé, onde nasceu a 2 de abril de 1939. Reside e é ativo na cidade de São Paulo SP. Autodidata, fez cursos de Jornalismo, Propaganda e Comunicações. Expôs individualmente nos anos de 1972, 1973, 1984 e 1991 em São Paulo SP. Coletivas a partir de 1971, inclusive no exterior. "Há elementos que revelam o ingênuo mas nem sempre permitem ajuizar se a obra é crítica ou artesanal. O autodidatismo, como o de Vitor, é uma constante. Expressa uma visão pessoal da realidade ou configurações de sonho. Retrata a vida filtrada, livremente, pelos olhos de cada um e interpretada por um sentimento intrínseco. " Jorge Anthonio, in HENRY Vitor: pinturas. Apresentação de Jorge Anthonio. São Paulo: Galeria Jacques Ardies, 1991. HENRY Vitor: pinturas. Apresentação de Jorge Anthonio. São Paulo: Galeria Jacques Ardies, 1991. JULIO LOUZADA, vol.11, pág.145, MEC,vol.4, pág.49; ITAÚ CULTURAL.



048 - IGNÁCIO DA NEGA (1945)

"O babau" - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito - 2015 -
No estado.

Natural de Surubim, PE. Iniciou-se na decoração de andores de procissão, ajudando a sua mãe. Recebeu orientação de Alaerte Bandim. Em São Paulo, orienta-se com M. Boy e Iracema Arditi. Seu tema preferido são as cenas típicas do nordeste. Participou de diversas exposições coletivas e individuais. JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 511. Acervo FIEO. -



049 - BATISTA (1930)

Candomblé - aguada de nanquim - 34,5 x 53,5 cm - canto inferior direito - 1968 - Rio de Janeiro -
No estado.

Pintor, escultor e entalhador, Eugenio Carlos de Almeida Barbosa nasceu em Recife, PE. Assina Batista. Foi casado com a pintora Mady. O livro "Embaixadores da Alma Brasileira" (2004) de Mario Margutti conta a vida e obras suas e da pintora Mady.



050 - DJANIRA DA MOTTA E SILVA (1914 - 1979)

Serenata - guache - 23,5 x 33 cm - canto inferior esquerdo -

Pintora, desenhista, ilustradora, cartazista, cenógrafa e gravadora. Djanira da Motta e Silva nasceu em Avaré, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. No final da década de 1930, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde teve suas primeiras instruções de desenho no Liceu de Artes Ofícios e com o pintor Emeric Marcier, hóspede da pensão que Djanira instalou no bairro de Santa Teresa. Os contatos com os artistas Carlos Scliar, Milton Dacosta , Arpad Szenes , Vieira da Silva e Jean-Pierre Chabloz , frequentadores de sua pensão, proporcionaram um ambiente estimulador que a levou a expor no 48º Salão Nacional de Belas Artes, em 1942. No ano seguinte, realizou sua primeira mostra individual, na Associação Brasileira de Imprensa - ABI. Em 1945, viajou para Nova York. De volta ao Brasil, realizou o mural ‘Candomblé’ para a residência do escritor Jorge Amado, em Salvador, e painel para o Liceu Municipal de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Entre 1953 e 1954, viajou a estudo para a União Soviética. De volta ao Rio de Janeiro, tornou-se uma das líderes do movimento pelo Salão Preto e Branco, um protesto de artistas contra os altos preços do material para pintura. Realizou em 1963, o painel de azulejos ‘Santa Bárbara’, para a capela do túnel Santa Bárbara, Laranjeiras, Rio de Janeiro. No ano de 1966, a editora Cultrix publicou um álbum com poemas e serigrafias de sua autoria. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil, EUA e Europa. Foi premiada no Rio de Janeiro (1943, 1944, 1949, 1950 a 1953, 1955, 1963) e em São Paulo (1951, 1955). Participou da 1ª e da 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955). Em 1977, o Museu Nacional de Belas Artes - MNBA, realizou uma grande retrospectiva de sua obra. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 336; PONTUAL, PÁG. 181; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 164; MEC, VOL. 2, PÁG 58; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG, 263; WALTER ZANINI, PÁG. 810; ARTE NO BRASIL, PÁG. 824; ACERVO FIEO.



051 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Cangaceiro - serigrafia - 2/100 - 30 x 20 cm - canto inferior direito - 1960 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



052 - INGRES SPELTRI (1940)

"Revivendo Miró" - óleo sobre tela - 59,5 x 74 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor, desenhista, escultor, gravador e professor nascido em Jau, SP. Filho do pintor Augusto Speltri com quem se iniciou na pintura, ainda criança. Em 1959 mudou-se para São Paulo onde estudou Música (1960-1964). É professor titular da Escola Panamericana de Arte, SP. Realizou exposições individuais, em São Paulo, nos anos de 1977, 1981, 1978, 1984. Participou de várias mostras e Salões oficiais, sendo premiado em: São Paulo (1963, 1966, 1970, 1971); Santo André, SP (1976). JULIO LOUZADA VOL. 5, PÁG. 1012; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; MEC VOL. 4, PÁG. 338; PONTUAL PÁG. 504; www.artprice.com; www.speltri.com.



053 - MARIA ROSA E SILVA (XIX - XX)

Conversando - aquarela - 14 x 22 cm - canto inferior direito - 1901 - Recife -

Pintora e aquarelista ativa no Rio de Janeiro.



054 - CARYBÉ (1911 - 1997)

"De tardinha" - serigrafia - P.I. - 29 x 39 cm - canto inferior direito -
Reproduzido no catálogo da Mostra Itinerante do artista realizada em treze capitais em 1995, realização Galvão Bueno Marketing Cultural e patrocínio da Galeria de Arte André - São Paulo - SP.

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



055 - ARCÂNGELO IANELLI (1922 - 2009)

"Pedra roxa" - guache - 42 x 32 cm - canto inferior direito - 1968 -
Com etiqueta nº 4685 de autenticação da Cosme Velho Galeria de Arte, São Paulo - SP, no dorso.

Pintor. Fez aprendizado de pintura com Valdemar da Costa, em São Paulo, a partir de 1942. Participou de diversos Salões no País, e no exterior, obtenções várias e importantes premiações. Seus trabalhos fazem parte do acervo de museus e coleções particulares no mundo todo. Inicialmente figurativo, passou a abstracionismo, trabalhando com blocos cromáticos distribuídos com certo rigor construtivo sobre o espaço plano. A seu respeito, disse o crítico Enrico Crispolti, em 1966: " Mas quais são, então, os temas expressivos próprios da pintura de Ianelli? Ele mesmo, falando-me de experiências já distantes, recorda-me anos de um naturalismo sumário pela vontade de síntese, sublinhado como hoje são propostos em sua pintura horizontes muito diferentes. Creio, no entanto, que uma matriz naturalista preside o intenso lirismo dessa telas recentes de Ianelli (...) ". PONTUAL, pág. 358; MEC vol.3, pág. 345; WALTER ZANINI, pág. 644; ARTE NO BRASIL, pág. 798; LEONOR AMARANTE, pág. 218. Acervo FIEO.



056 - LOTHAR CHAROUX (1912 - 1987)

Linhas - serigrafia - 11/50 - 64 x 49 cm - canto inferior direito - 1974 -

Pintor, desenhista e professor austríaco, natural de Viena. Assinava Charoux. Iniciou os estudos artísticos com seu tio, o escultor austríaco Siegfried Charoux. Transferiu-se para o Brasil em 1928, fixando residência em São Paulo. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios da cidade onde conheceu Valdemar da Costa, com ele fazendo aprendizado de pintura a partir de 1940. Posteriormente passa a lecionar desenho no Liceu de Artes e Ofícios e no SENAI. Em 1947, realizou sua primeira exposição individual, na Galeria Itapetininga. Em 1952, participou da fundação do Grupo Ruptura, ao lado de Waldemar Cordeiro, Geraldo de Barros, Anatol Wladyslaw e outros. Com Hermelindo Fiaminghi e Luiz Sacilotto , cria a Associação de Artes Visuais NT - Novas Tendências, em 1963. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras oficiais nacionais como a Bienal Internacional de São Paulo (I a IX, XII, XIII), Panorama da Arte Atual Brasileira (1º ao 3º, 6º, 9º, 11º, 12º) e no exterior. É homenageado com retrospectiva no Museu de Arte Moderna de São Paulo e no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro em 1974. Em 2005, é publicado o livro ‘Lothar Charoux: A Poética da Linha’, pela historiadora de arte Maria Alice Milliet. PONTUAL, PÁG. 131; MEC VOL. 1, PÁG. 433; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 254; VOL. 9, PÁG.207; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 645; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; ACERVO FIEO.



057 - HÉLVIA NEUTIG (XX)

Vila - óleo sobre tela - 22 x 39 cm - dorso - 1975 - Rio de Janeiro -

Pintora e desenhista com diversas participações em mostras coletivas.



058 - MAX THEODOR STRECKENBACH (1865 - 1936)

Natureza morta - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior esquerdo -
No estado. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista e gravador alemão nascido e falecido em Eckernförde. De 1876 a 1885 estudou medicina na "Schleswig Cathedral School" por diversas cidades da Alemanha. Foi autodidata em pintura e, em 1902, após retorno a Eckernförde, decidiu optar pela pintura. Seus trabalhos ganharam notoriedade nacional, foram expostos pela Alemanha e, por muitas vezes, capa da revista americana "Better Homes and Gardens". BENEZIT; www.artprice.com; www.artnet.com.



059 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Interior - técnica mista - 10,5 x 14,5 cm - canto inferior direito -
Lescot.



060 - ARNALDO FERRARI (1906 - 1974)

"Menino" - óleo sobre madeira - 26 x 22 cm - canto inferior direito -
Com etiqueta de exposição na Secretaria de Cultura, Esportes e Turismo - Conselho Estadual de Cultura - Paço das Artes, São Paulo - SP, no dorso.

Pintor, desenhista e professor, Arnaldo Ferrari nasceu e faleceu em São Paulo SP. Seguindo a profissão do pai, trabalhou como pintor decorador, realizando frisos decorativos para residências. Estudou artes decorativas no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, entre 1925 e 1935. Em 1934, dividiu um ateliê com amigos no edifício Santa Helena e, pela amizade com o pintor Mario Zanini, aproximou-se dos demais integrantes do Grupo Santa Helena. Frequentou também o curso livre de pintura e desenho na Escola Nacional de Belas Artes, entre 1936 e 1938, onde teve aulas de desenho e pintura com Enrico Vio. Entre 1950 e 1959, integrou o Grupo Guanabara, com Thomaz Ianelli, Tomie Ohtake, Tikashi Fukushima e Oswald de Andrade Filho, entre outros. Realizou diversas exposições individuais, participou de várias mostras e Salões oficiais e foi premiado em São Paulo (1958, 1959, 1961, 1963, 1966) e em Santo André (1971). Participou da 7ª à 11ª Bienal Internacional de São Paulo (1963, 1965, 1967, 1969, 1971). Foi apresentada retrospectiva de sua obra em 1975, no Paço das Artes, SP e catálogo com textos de Theon Spanudis, José Geraldo Vieira e Mário Schenberg, entre outros. ITAÚ CULTURAL; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 304; MEC, VOL. 2, PÁG. 149; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 191; PONTUAL, PÁG. 207; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 378; WALTER ZANINI, PÁG.678, ACERVO FIEO.



061 - CARLOS SCLIAR (1920 - 2001)

Vela - serigrafia - 44 x 28 cm - canto inferior direito - 1967 -
Com dedicatória. No estado.

Desenhista, gravador, pintor, ilustrador, cenógrafo, roteirista e designer gráfico que nasceu em Santa Maria da Boca do Monte, RS e faleceu no Rio de Janeiro. Assina Scliar. Estudou com Gustav Epstein, em Porto Alegre, em 1934. Participou, em 1938, da fundação da Associação Riograndense de Artes Plásticas Francisco Lisboa. Entre 1939 e 1947, residindo em São Paulo, integrou a Família Artística Paulista - FAP. No Rio de Janeiro, escreveu e dirigiu em 1944 o documentário 'Escadas', sobre os pintores Arpad Szenes e Vieira da Silva com os quais conviveu desde 1941. Convocado pela Força Expedicionária Brasileira - FEB, participou da Segunda Guerra Mundial, na Itália. Morando em Paris de 1947 a 1950, cursou gravura com Galanis na Escola de Belas Artes e teve contato com o gravador mexicano Leopoldo Méndez. De volta ao Brasil, fundou com Vasco Prado o Clube de Gravura de Porto Alegre. Em 1956, passou a viver no Rio de Janeiro. Foi diretor do departamento de arte da revista 'Senhor' entre 1958 e 1960. Fundou a editora Ediarte, em 1962, com os colecionadores Gilberto Chateaubriand, Michel Loeb, Carlos Nicolaievski e o pintor José Paulo Moreira da Fonseca. Realizou durante toda sua vida exposições individuais e participou de inúmeras coletivas e Salões oficiais, recebendo muitos prêmios. Também foram realizadas várias exposições póstumas. MEC VOL.4, PÁG. 214; TEODORO BRAGA, PÁG. 66; WALMIR AYALA VOL.2, PÁG. 306 a 309; PONTUAL, PÁG. 479 e 480; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG.884; VOL.2, PÁG. 925; VOL.13, PÁG. 305; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; RGS, PÁG. 442; ACERVO FIEO.



062 - INNOCÊNCIO BORGHESE (1897 - 1985)

"Parque Pedro II" - óleo sobre eucatex - 18 x 23 cm - canto inferior direito - 1965 -

Pintor e professor paulista, participante do Salão Paulista de Belas Artes, de 1935 a 1961. Diversas exposições individuais e coletivas, com muitas premiações. Pintou muitas paisagens tendo como tema a cidade de São Paulo. TEODORO BRAGA, pág 56; MEC, vol. 1, pág. 251; Acervo FIEO.



063 - ARTE POPULAR BRASILEIRA (XX)

Viajantes - escultura em terracota - assinados -
Lote composto de duas esculturas, medindo: 1ª) 15 x 06 x 06 cm, 2ª) 12 x 5,5 x 07 cm.



064 - FÁTIMA COURAS (XX)

No bar - óleo sobre tela - 56 x 76 cm - canto inferior direito -

Pintora com diversas participações em mostras coletivas.



065 - JUAN ANTONIO BENLLIURE Y GIL (1860 - 1930)

Espanhola - aquarela - 14,5 x 9,5 cm - centro inferior -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista e professor espanhol nascido em Valencia e falecido em Madri. Veio de uma família de artistas conhecida como "Clã Benlliure". Foi aluno de Francisco Salinas e de seu irmão José, estudou em Roma na Academia Espanhola. Foi professor de artes na Escola Superior de Belas Artes de São Fernando e na Academia de Madri. Participou de Salões oficiais e foi premiado na Exposição Nacional de Madri em 1884, 1887, 1892, 1895, 1901, 1920 e na Exposição de Roma em 1919. BENEZIT; marianobenlliure.org; www.biografiasyvidas.com; www.artprice.com.



066 - GUILHERME DE FARIA (1942)

"Francesca" - litografia - 44/60 - 54 x 44 cm - canto inferior esquerdo - 1978 -

Pintor, gravador, desenhista e poeta, Guilherme Caiuby de Faria nasceu em São Paulo. Teve formação autodidata. Iniciou carreira artística em 1962, dedicando-se à produção de desenhos, gravuras e pinturas. Realizou viagem ao interior da Bahia e de Pernambuco, entrando em contato com artistas populares (por volta de 1970). Realizou exposições individuais em: São Paulo (1964, 1966, 1967, 1971, 1974, 1984, 1996, 1997, 2010); Toronto, Canadá (1975); Assunção, Paraguai (1976); Porto Alegre, RS (1978); Ribeirão Preto, SP (1980); Marília, SP (1980); Munique, Alemanha (1983); Quito, Equador (1986); Penápolis, SP (1987); entre outras. Participou de mostras coletivas e oficiais como: I Exposição do Jovem Desenho Nacional, MAC – SP (1965); Panorama da Arte Atual Brasileira, MAM – SP (1969, 1971, 1974, 1977, 1980); Bienal Internacional de São Paulo (1967); I Bienal Latino-Americana, SP (1978); "25 Contemporary Brazilian Artists", Tóquio – Japão (1979); Bienal Internacional de Artes Gráficas, Liubliana – Eslovênia (1989). A partir de 2001 passou a compor cordéis de cunho sertanejo, publicando-os em folhetos ilustrados com xilogravuras de sua autoria. Iniciou carreira de cordelista e declamador em São Paulo, dedicando-se também à divulgação de contos e poemas atribuídos à escritora Alma Welt. MEC VOL.2, PÁG. 142; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 371; VOL. 13, PÁG. 126; PONTUAL PÁG. 202; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.brasilartesenciclopedias.com.br; biografias.netsaber.com.br; www.bcb.gov.br; www.artprice.com.



067 - EUNICE FIGUEIRA (XX)

Paisagem - óleo sobre tela colada em eucatex - 19 x 38 cm - canto inferior direito -
No estado.

Filha do escultor e pintor Joaquim Lopes Figueira, que fez parte do Grupo Santa Helena. Cumpriu seus estudos artísticos com os professores Nico Rossa / Luigi Neviani na Escola Panamericana de Arte no ano de 1971 / 73.Continuou seus estudos de desenho e pintura com o professor Menacho Martins. Contemporaneamente freqüentou o curso de Modelagem - Escultura no Liceu de Artes e Ofícios com o professor Reidan. Em 1987, participou da Exposição na II Expo Brasil Portugal.



068 - MENASE VAIDERGORN (1927)

"Os retirantes" - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior direito - 1975 -
No estado.

Pintor nascido em Hotin, Romênia. Assina MVAIDERGORN. Seus pais vieram para o Brasil (1932) fixando residência em São Paulo. Ingressou na Associação Paulista de Belas Artes (fim da década de 1940) onde conheceu Dario Mecatti que muito o estimulou. Viajou pelo norte da África e Europa. Realizou exposições individuais e participou de diversos salões e mostras coletivas oficiais, recebendo diversos prêmios, entre eles: os do Salão Paulista de Belas Artes, SP (1976 - Medalha de Bronze, 2000 – Prêmio Aquisição, 2001 – Grande Medalha de Prata). JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 1011; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



069 - FANG (1931 - 2012)

Figura e pássaros - gravura - 143/200 - 52 x 38 cm - canto inferior direito - 1996 -

Pintor, desenhista, gravador e professor, Chien Kong Fang, ou simplesmente Fang, nasceu na cidade de Tung Cheng, China e faleceu em São Paulo. Estudou sumiê e aquarela na China em 1945. Veio morar em São Paulo com a família em 1951, naturalizando-se brasileiro em 1971. Entre 1954 e 1956, estudou pintura com Yoshiya Takaoka em São Paulo. Viajou, em 1977, para a América do Norte, Europa e Ásia, onde desenvolveu o seu trabalho de pintura. Em 1981, foi realizado o curta metragem biográfico ‘O Caminho de Fang’, em São Paulo. Visitou a China, convidado pelo governo chinês, em 1985. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1959, 1961, 1962, 1978, 1981, 1993, 2005); Salvador, BA (1962); Rio de Janeiro (1978, 1986); Schleswing, Alemanha (1985); Lugana, EUA (1990); Americana, SP (1994); Formosa, Taiwan (1994). Foi premiado no Rio de Janeiro (1957) e em São Paulo (1960 a 1962, 1967 a 1969, 1978, 1979, 1991). Participou do Panorama da Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1978). MEC, VOL. 2, PÁG. 124; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 366; VOL. 6, PÁG. 378; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 189; PONTUAL, PÁG. 201; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; www.fang.com.br; www.artprice.com.



070 - FRIEDRICH ZAHN (1826/28 - 1899)

Paisagem - óleo sobre cartão - 29,5 x 23 cm - canto inferior esquerdo -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista alemão com participações em mostras coletivas oficiais. www.artprice.com; www.artnet.de.



071 - CHRISTINA OITICICA (1951)

Composição - litografia - 20/50 - 46 x 63 cm - canto inferior direito - 1998 -

Maria Christina Bastos Oiticica, pintora, desenhista e artista multimídia, é natural do Rio de Janeiro, RJ. Entre idas e vindas pela Europa, em 2003 optou por dividir seu tempo entre os Pirineus do sudoeste da França e o Rio de Janeiro. Tem realizado muitas exposições individuais no Brasil e pelo mundo e também participado de inúmeras mostras coletivas. ITAU CULTURAL; www.christinaoiticica.com.br; pt.wikipedia.org.



072 - JOSÉ PAULO MOREIRA DA FONSECA (1922 - 2004)

"Mar revolto" - óleo sobre eucatex - 18 x 20 cm - canto inferior direito e dorso - 1979 -

Pintor, advogado, filósofo e poeta, nascido e falecido no Rio de Janeiro. Autodidata, dedicou-se à pintura a partir de 1950. Realizou várias exposições individuais em São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Alemanha, Portugal, Inglaterra, Áustria, Estados Unidos, México e participou de muitas mostras e Salões oficiais pelo Brasil e Europa. MEC, VOL. 2, PÁG. 183; WALMIR AYALA VOL. 1, PÁG. 423 A 427; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 268; ITAU CULTURAL, ACERVO FIEO.



073 - TITO DE ALENCASTRO (1934 - 1999)

Composição - óleo sobre tela colada em eucatex - 28 x 18 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor, desenhista, gravador, mosaicista, cenógrafo, dramaturgo, poeta, ator e cantor nascido no Rio de Janeiro e falecido em São Paulo. Assina Tito de Alencastro. Ingressou na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1956) onde estudou desenho com Zaluar e composição com Quirino Campofiorito e Santa Rosa. Paralelamente, estudou técnicas de mosaico com José Moraes e gravura em metal com Johnny Friedlaender no MAM, RJ. Formou-se em Museologia pelo Museu Nacional de Belas Artes, RJ, estudando com Gustavo Barroso. Atuou em numerosos concertos de câmara e óperas no Rio de Janeiro como ator e cantor. Fixou residência em São Paulo em 1961. Como cenógrafo, trabalhou no filme "Roleta Russa" e nas peças "O Grande Sonhador", "Você Pode Ser O Que Quiser", "Macho Beleza e Monólogo a Dois", as três de sua autoria. Executou os painéis "Os Imigrantes" e "O Trabalho e o Lazer" (1979). Realizou exposições individuais em: São Paulo (1966 – Galeria Seta, 1970, 1973, 1976, 1980 a 1985, 1995); Rio de janeiro (1967, 1978, 1983); Uberlândia, MG (1981); Brasília, DF (1980); Curitiba, PR (1984). Participou de inúmeros Salões e mostras coletivas. Recebeu o primeiro Prêmio Aquisição no I Salão da Jovem Gravura no MAM, RJ. WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 29; PONTUAL PÁG. 14; MEC VOL, 1, PÁG. 45; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 39, VOL. 2, PÁG. 43; VOL. 11, PÁG. 6; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; brasilartesenciclopedias.com.br; www.artprice.com.



074 - E. FISTER (XX)

Flores - óleo sobre tela colada em eucatex - 34 x 28 cm - canto inferior direito -

Artista plástico com diversas participações em mostras coletivas. JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 402.



075 - WILLYS (1893 - XX)

Ladeira da Bahia - óleo sobre eucatex - 40 x 20 cm - canto inferior direito -

Thales de Araújo Porto, nome de batismo de Willys, pintor baiano nascido em Salvador. Participou do Salão Baiano de Belas Artes (1949, 1950, 1951 e 1953), obtendo menção honrosa no primeiro e medalha de bronze no último. Expôs no MASP, em 1954. Individual na Galeria Oxumaré, Salvador, em 1953. José Valadares escreveu a seu respeito: " Entre 1924 e 1926, gozou de grande popularidade nos cinemas, teatros e praças públicas do Rio de Janeiro, com os números de pintura que lhe valeram o apelido de Pintor-Relâmpago." MEC. vol.4, pág. 511. JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 1059; ITAUCULTURAL.



076 - ESCOLA JAPONESA, SÉC. XX

Gueixa - pintura sobre seda - 42,5 x 21 cm - canto inferior esquerdo ilegível -
No estado. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")



077 - ELZA DE OLIVEIRA SOUZA (1928 - 2006)

Animais - óleo sobre eucatex - 16,5 x 18 cm - canto inferior esquerdo - 2004 -

Pernambucana do Recife. Esta importante pintora iniciou suas atividades com o prof. Ivan Serpa. Integrou o grupo de nordestinos que se apresentou na Galeria Giro, no RJ, em 1968. Seu interesse pelo registro da figura humana é praticamente exclusivo. Walmir Ayala afirma: " ... O biotipo que Elza repete obcessivamente, diz respeito ao povo de sua família conterrânea. São gente do povo, sem sofisticação, despojada do requinte civilizatório, mas embebida de um outro requinte, que diz respeito 'as latadas, trepadeiras em flor, animais domésticos, temáticas." JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 313, Acervo FIEO.



078 - FELISBERTO RANZINI (1881 - 1976)

Paisagem - aquarela - 23 x 29 cm - canto inferior esquerdo - Lapa de Baixo -
Ex-coleção Antônio Maluf - Galeria Seta - São Paulo - SP.

Arquiteto, desenhista e escritor, Felisberto Ranzini nasceu em Mântua, Itália e faleceu em São Paulo - SP. Sobresaiu-se principalmente na técnica de aquarela, na qual se especializou. Suas composições em óleo são claras e detalhadas, quase que miniaturistas. JULIO LOUZADA, vol 1, pág. 805; MEC vol.4, pág. 26, RUTH TARASANTCHI.



079 - ANTONIO PETICOV (1946)

Encontro - serigrafia - 37/100 - 48,5 x 68,5 cm - canto inferior direito - 1975 -
Com marca em relevo seco da galeria Arte Global - São Paulo SP. No estado.

Nasceu em Assis, SP. Desenhista, gravador e escultor. Autodidata. Integra os movimentos movimentos artísticos de vanguarda da segunda metade da década de 60. De produção diversificada, segue tendências variadas das vanguardas artísticas internacionais das últimas décadas. Participa de várias exposições entre elas, Bienal Internacional de São Paulo, 1967, 1969 e 1989; Panorama da Pintura Brasileira, no MAM/SP, São Paulo, 1983; Destaques da Arte Contemporânea Brasileira, no MAM/SP, 1985; Bienal Brasileira de Design, Curitiba, 1990; OFF Bienal, no MuBE, São Paulo, 1996; Arte Suporte Computador, na Casa das Rosas, São Paulo, 1997. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 757/758; WALTER ZANINI, pág. 760; LEONOR AMARANTE, pág. 185. Acervo FIEO.



080 - MIGUEL DOS SANTOS (1944)

Bicho - cerâmica - 37 x 24 x 2,5 cm - assinado -
Ex-coleção Antônio Maluf - Galeria Seta - São Paulo - SP.

Pintor, desenhista e ceramista, Miguel Domingos dos Santos nasceu em Caruaru, PE. Assina Miguel dos Santos. Residindo em João Pessoa desde 1960, apresentou pela primeira vez suas pinturas em 1961 no Recife. Em 1967 começou a dedicar-se também à cerâmica. Realizou exposições individuais em: Connecticut, EUA (1967); João Pessoa, PA (1968, 1971, 1980, 1987); Belo Horizonte, MG (1968); Juiz de Fora, MG (1969); Recife, PE (1970, 1976, 1982, 1987); Rio de Janeiro (1972, 1975, 1980, 1986); São Paulo (1975, 1979, 1982, 1986 - MASP, 1987). Participou de inúmeras mostras e Salões oficiais pelo Brasil e no exterior como em: Bruxelas, Bélgica (1973); Nigéria (1977); Santiago do Chile, Chile (1980); Alemanha (1987); Copenhague, Dinamarca (1989). MEC VOL. 4, PÁG. 186; PONTUAL PÁG. 476; JULIO LOUZADA, VOL. 9, PÁG. 773; ITAU CULTURAL; www.artprice.com.



081 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Galo - serigrafia - 45/60 - 55 x 35 cm - canto inferior direito - 1966 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



082 - IVAN SERPA (1923 - 1973)

Composição - técnica mista - 29 x 20 cm - canto inferior direito - 1962 -

Pintor, desenhista, gravador e professor, Ivan Ferreira Serpa nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Estudou gravura e desenho com Axel Leskoschek (entre 1946 e 1948) no Rio de Janeiro. Em 1949, ministrou suas primeiras aulas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, onde, a partir de 1952, exerceu sistemática atividade didática, em especial no ensino infantil. Foi um dos precursores do concretismo no Brasil, criando ao lado de Aluisio Carvão, Lígia Clark, Hélio Oiticica e outros o Grupo Frente, que se manteve ativo de 1954 a 1956, inclusive com exposições no Rio de Janeiro. Participou da Divisão Moderna do SNBA (1947-1951). Em 1957, recebeu o prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna, RJ. Participou da exposição ’Opinião 65’, evento que marca a difusão de uma nova arte de tendência figurativa, a neofiguração. Em 1970, fundou, com Bruno Tausz, o Centro de Pesquisa de Arte no Rio de Janeiro. Participou da Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1961, 1963, 1965) e da Bienal de Veneza (1952, 1954, 1962, 1966). PONTUAL, PÁG 486; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 605; ARTE NO BRASIL, PÁG. 840; LEONOR AMARANTE, PÁG. 26; MEC VOL. 4, PÁG. 221; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 899.



083 - THÉO (DJALMA PIRES FERREIRA) (1901 - 1980)

Conchavo político - desenho a nanquim e guache - 18,5 x 29 cm - canto inferior direito -

Caricaturista, Théo é o pseudônimo de Djalma Pires Ferreira, nascido na Bahia e falecido em Araruama, RJ, filho de um ex-tenente da Guerra de Canudos. Veio para o Rio de Janeiro com 21 anos. Autodidata, publicou seus primeiros trabalhos na "Tarde" (1918 a 1922) e no "Diário de Notícias", seção esportes (1919). Foi o divulgador da "Bola do Dia" das colunas de "O Globo" e colaborou no "Malho", "Careta", "Fon-Fon", em outras revistas e jornais do Rio de Janeiro e na "Cigarra", em São Paulo. Exposições póstumas: São Paulo (1997, 2003); Belo Horizonte, MG (1997); Campinas, SP (1997); Brasília, DF (1998). ITAU CULTURAL; MEC VOL. 4, PÁG. 384; CARICATURISTAS BRASILEIROS 1836 – 2001, PÁG. 120; memoria.oglobo.globo.com; www.guiadosquadrinhos.com; www.ibahia.com.



084 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XIX - XX

Natureza morta - óleo sobre tela - 61 x 81 cm - não assinado -



085 - ANTONIO BANDEIRA (1922 - 1967)

Composição - técnica mista - 19,5 x 29 cm - canto inferior direito - 1965 -
Ex coleção Dr. Noel Grinberg - Rio de Janeiro, RJ .

Pintor, desenhista, gravador, nascido em Fortaleza, CE e falecido em Paris, onde viveu a maior parte de sua vida. É um dos pioneiros da arte abstrata no Brasil. Iniciou-se na pintura como autodidata. Em 1941, em Fortaleza, participou, ao lado de Mário Baratta, entre outros, da criação do Centro Cultural de Belas Artes depois, Sociedade Cearense de Artes Plásticas. Em 1945, transferiu-se para o Rio de Janeiro e, no ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual. Contemplado pelo governo francês com bolsa de estudos, permaneceu em Paris de 1946 a 1950 onde frequentou a Escola Nacional Superior de Belas Artes e a ‘Académie de la Grande Chaumière’. Entre 1947 e 1948 participou do ‘Salon d'Automne’ e do ‘Salon d'Art Libre’. Tomou parte em reuniões de artistas e formou o Grupo Banbryols (ban de Bandeira; bry de Camille Bryen; e ols de Wols), que durou de 1949 a 1951. Voltou ao Brasil em 1951 e apresentou-se na 1ª Bienal Internacional de São Paulo. Em 1952, criou um mural para o Instituto dos Arquitetos do Brasil, em São Paulo. Retornou a Paris em 1954 em razão do Prêmio Fiat, obtido na 2ª Bienal Internacional de São Paulo, mas não deixou de expor no Brasil. Permaneceu na Europa até 1959, passando pela Inglaterra e Bélgica, onde, em 1958, realizou um painel para o ‘Palais des Beaux-Arts’. Ao retornar ao Brasil teve uma atividade artística intensa, participou de importantes exposições, em paralelo a mostras em Paris, Munique, Verona, Londres e Nova York. Voltou a Paris em 1965, onde permaneceu até sua morte. BENEZIT, VOL.1, PÁG.415; MEYER/87, PÁG.606; MEC, VOL.1, PÁGS.159,160 E 167; PONTUAL, PÁGS. 48 E 49; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁGS. 71 A 74; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 52 A 54; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; ARTE NO BRASIL, PÁG. 599; LEONOR AMARANTE, PÁG. 34; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 86; ACERVO FIEO; web.artprice.com; pitoresco.com; pinturabrasileira.com.



086 - GIUSEPPE SOLENGHI (1879 - 1944)

Barqueiro - óleo sobre madeira - 16 x 10 cm - canto inferior esquerdo -
No estado. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista italiano nascido em Milão e falecido em Cernobbio. Frequentou a Academia de Brera, Milão (1892 a 1895), foi aluno de Cesare Tallone, E. Bazzaro e Giuseppe Mentessi. Participou de muitas exposições coletivas de Brera e de Salões oficiais organizados pela 'Associação Família Artística' de Milão. Em 1947 uma extensa revisão de sua obra foi apresentada na Galeria Boito, em Milão. BENEZIT; www.edixxon.com; artedesigncernobbio.blogspot.com.br; www.artprice.com.



087 - TÉIA DE SOUSAS (1945)

"Domingo no Rio Atibaia" - óleo sobre tela - 22 x 27 cm - canto inferior direito e dorso - 2018 -

Pintora primitiva ativa no Estado de São Paulo. Suas obras nos trazem belas cenas do cotidiano das pessoas no campo. Suas cores são bem dosadas e a composição agrada aos olhos, pois traz harmonia e tranquilidade. A artista expõe regularmente, com sucesso de público e vendas.



088 - PÉRICLES (1924 - 1961)

"O amigo da onça" - técnica mista - 39 x 28 cm - canto inferior direito -

Caricaturista e cartunista, Péricles de Andrade Maranhão nasceu em Recife, PE e faleceu no Rio de Janeiro. Publicou seus primeiros desenhos na Revista do Colégio Marista do Recife, onde estudou na década de 1930. Por volta de 1942, chegou ao Rio de Janeiro e ingressou nos 'Diários Associados', de Assis Chateaubriand, iniciando sua produção em 'O Guri' e, pouco depois, na revista 'A Cigarra', onde lançou seu personagem 'Oliveira Trapalhão'. A partir de 1945, ilustrou os textos de Millôr Fernandes na seção Pif-Paf da revista 'O Cruzeiro'. 'Laurindo e Miriato Gostosão' foram outros personagens criados por Péricles, mas o de maior sucesso foi 'O Amigo da Onça', publicado pela primeira vez em 1943 em' O Cruzeiro'. 'O Amigo da Onça' foi produzido por quase 20 anos e, mesmo após a morte de seu criador, continuou a ser publicado no traço de Carlos Estevão. Sua criação foi capaz de transpor as páginas desenhadas em 'O Cruzeiro' e permanecer na memória visual e humorística brasileira. Seus trabalhos participaram, após a sua morte, de exposições em: Curitiba, PR (1980); São Paulo (1983, 1997, 2001); Belo Horizonte (1997); Brasília (1998); Penápolis, SP (1998). ITAU CULTURAL.



089 - ANGELO CANNONE (1899 - 1992)

"Mar revolto" - óleo sobre eucatex - 20 x 30 cm - canto inferior direito e dorso -
Com etiqueta de autenticação do autor no dorso. No estado.

Pintor, desenhista e professor nascido em Abruzzo, Itália. Assinava D’Angelo, Angelo Cannone e A. Cannone. Aos cinco anos mudou-se para Nápoles com sua família. Em fins de 1947, veio para o Brasil, residiu algum tempo em São Paulo e depois se mudou para o Rio de Janeiro, onde se radicou e lá faleceu. Estudou no Instituto de Belas Artes de Nápoles com Paolo Vetri. Viveu em Roma durante quatro anos com uma pensão conquistada em um concurso em Nápoles. Lecionou desenho no Instituto Técnico. Expôs individualmente em São Paulo (1947, 1993) e no Rio de Janeiro (1947, 1973, 1980, 1984). Foi premiado, na Itália, em: 1922, 1925, 1929, 1941 e, no Brasil, em 1960. Em 1972 pintou o retrato do papa Pio X, em tamanho natural, que está na Igreja dos Italianos, RJ. WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 168; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 187; VOL. 3, PÁG. 203; VOL.8, PÁG. 165; VOL. 9, PÁG. 171; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; brasilartesenciclopedias.com.br; www.artprice.com; www.arcadja.com.



090 - FRANCISCO GALENO (1957)

"Dando uma luz" - óleo sobre madeira - 110 x 80 cm - dorso - Brazlândia - DF -
No estado.

Pintor, escultor e gravador, Francisco de Fátima Galeno Carvalho nasceu em Parnaíba, PI, ma, aos oito anos, mudou-se com a família para Brazilândia, cidade satélite de Brasília, Distrito Federal. Assina Galeno. Em 1977 frequentou o Atelier Escola de Moreira de Azevedo em Brasília onde foi lançado na coletiva ’Os Novos Pintores de Brasília’. Fez curso-livre com Maria Pacca no Centro de Criatividade da Fundação Cultural do DF, sob a direção de Luís Áquila. Realizou exposições individuais em: Brasília, DF (1980, 1984, 1993, 1994); Rio de Janeiro (1988, 1994, 1996, 2004); São Paulo (1989, 1995); Goiânia, GO (1995); Recife, PE (1996). Participou de muitos Salões oficiais e foi premiado em: Brasília, DF (1979, 1981 a 1984, 1987, 1990 – Prêmio Viagem ao exterior); Florianópolis, SC (1995). ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 4, PÁG. 444; VOL. 5, PÁG. 408; VOL. 11, PÁG. 123; www.galeriapontes.com.br; www.portocultura.com.br.



091 - EVANDRO CARLOS JARDIM (1935)

Composição - gravura - P.A. - 16 x 22 cm - canto inferior direito -

Excepcional gravador e pintor, diplomado pela Escola de Belas Artes de São Paulo, em 1958. Suas obras são sensíveis, tem apuro artesanal e invenção formal; buscam o insólito da paisagem, transformando em arte quase surreal. PONTUAL, pág. 277; MEC, vol. 2, pág. 372; TEIXEIRA LEITE, pág. 264.; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 764; ARTE NO BRASIL, pág. 966; LEONOR AMARANTE, pág. 240. Acervo FIEO. -



092 - RUDOLF WEIGEL (1907 - 1987)

"Sabará" - óleo sobre cartão - 13 x18 cm - canto inferior direito - Minas Gerais -

Pintor austríaco radicado no Brasil, pintou com maestria as cidades de Olinda, Ouro Preto, Salvador, Angra dos Reis e outras, sempre fiel a sua temática do Brasil antigo. MEC vol. 4, pág. 505. JÚLIO LOUZADA vol.11, pág. 343.



093 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Flores" - acrílico sobre papel - 63 x 47 cm - canto inferior direito - 2003 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



094 - TADASHI KAMINAGAI (1899 - 1982)

Índia - guache - 32 x 23 cm - canto inferior direito -
No estado.

Pintor, desenhista, professor, Tadashi Kaminagai nasceu em Hiroshima, Japão e faleceu em Paris, França. Por iniciativa da família, ingressou aos 14 anos num mosteiro budista na cidade japonesa de Kobe. Dois anos depois, viajou para as Índias Ocidentais Holandesas, atual Indonésia, atuando como missionário e agricultor até 1927. Nesse ano, decidido a seguir carreira artística, mudou-se para Paris, onde conheceu o artista Tsugouharu Foujita, que o orientou na pintura. Paralelamente à atividade artística, trabalhou como moldureiro. No início da década de 1930, expôs quadros nos salões parisienses e retornou ao Japão em 1938. Embarcou para o Brasil um ano após a eclosão da Segunda Guerra Mundial trazendo consigo uma carta de recomendação endereçada a Candido Portinari. Fixou residência no Rio de Janeiro e, em 1941, instalou ateliê e oficina de molduras no bairro de Santa Teresa, onde trabalhou e atuou como professor de diversos artistas brasileiros e nipo-brasileiros, como Inimá de Paula, Flavio-Shiró e Tikashi Fukushima, entre outros. Sua primeira exposição individual, por volta de 1945, foi organizada por Portinari no Rio de Janeiro. Em 1947, passou a integrar o Grupo Seibi. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais como a 1ª e 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1951 e 1953). Foi premiado no Rio de Janeiro (1944, 1950). Retornou ao Japão em 1954 e três anos mais tarde voltou a fixar-se em Paris. Viveu entre o Japão, a França e o Brasil, até seu falecimento. ITAU CULTURAL; TEODORO BRAGA, PÁG.134; BENEZIT, VOL.6, PÁG.152; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁG.; MEC, VOL.2, PÁG.401; PONTUAL, PÁG.287; WALTER ZANINI, PÁG. 643; ARTE NO BRASIL; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 506; ACERVO FIEO.



095 - DURVAL PEREIRA (1917 - 1984)

Paisagem - técnica mista - 22 x 32 cm - canto inferior direito -
No estado.

Nascido e falecido em São Paulo onde foi pintor e professor ativo. Premiado com a Menção Honrosa no Salão Paulista de Belas Artes em 1944, passou a viver exclusivamente da pintura. Em 1946, estudou artes plásticas na Associação Paulista de Belas Artes. Pintava ao ar livre, aos domingos, com os pintores Salvador Rodrigues, Salvador Santisteban, Cirilo Agostinho, Jaime Dinis, Djalma Urban, Innocencio Borghese, e outros. Premiado praticamente em todos os Salões de que participou, acumulou, em toda sua carreira, 419 prêmios de todos os cantos do mundo. Recebeu ao todo, 15 comendas das mais importantes do Brasil. Nos últimos três anos de sua vida recebeu também todos os Primeiros Prêmios e Medalhas de Ouro nas exposições de Paris, Rouen, Lyon, Roma, Miami e Milão (o maior prêmio dado à pintura: ‘La Madonina de Milano’). MEC, vol. 3, pág. 368; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 749; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO; www.tntarte.com.br.



096 - RENZO GORI (1911 - 1999)

Rua Árabe - óleo sobre tela - 38 x 46 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, restaurador e músico nascido em Florença, Itália. Assina Gori. Era filho de renomado pintor e restaurador. Exímio violinista passou a estudar saxofone e clarineta, tornando-se hábil instrumentista. Foi para a África com vinte e dois anos, formou um conjunto musical com músicos italianos para tocar em festas e casamentos. Depois foi para Túnis, Malta, voltou para Túnis e depois para o Marrocos francês. Desenhava nas horas de folga. Data dessa época seu encontro com Dario Mecatti, também músico e competente violinista que tinha ido para a África em 1933. Com tantas identificações na arte e na música, ficaram muito amigos, tornando-se seu inseparável discípulo. Apaixonou-se pela pintura e produziu dia e noite. Foi para Paris e Açores onde realizou várias exposições com êxito. Embarcou como marinheiro e veio para o Brasil, junto com Mecatti, aportando no Rio de Janeiro. Sempre expondo, percorreu várias cidades até se instalar em São Paulo. Abriu seu ateliê de restauro em 1945. Exposições individuais: Brasília, DF (1977); São Paulo (1977). Participou de muitas mostras e Salões oficiais no: Marrocos – Fez, Rabat, Casablanca (1936, 1937, 1939); Açores, São Miguel (1939); Rio de Janeiro (1940); Belo Horizonte, MG (1940); São Paulo (1940, 1941 a 1944, 1946, 1949, 1975, 1976, 1978, 1979); Curitiba, PR (1943); Petrópolis, RJ (1945). Foi premiado no Salão Paulista de Belas Artes em 1943. TEODORO BRAGA PÁG. 110; MEC VOL. 2, PÁG. 278; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 430; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



097 - PERCY LAU (1903 - 1972)

Igreja - desenho a lápis - 27 x 20 cm - canto inferior direito -

Desenhista, ilustrador, gravador e pintor, nascido em Arequipa, Peru e falecido no Rio de Janeiro. Em 1921, transferiu-se para Olinda, PE. Foi um dos fundadores do Movimento de Arte Moderna do Recife e lá compartilhou o ateliê com Augusto Rodrigues. Em 1938, estudou no Liceu de Artes e Ofícios com Carlos Oswald, no Rio de Janeiro. Durante 30 anos, foi ilustrador do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que reeditou ‘Tipos e Aspectos do Brasil ‘(1960), baseando-se em textos da Revista Brasileira de Geografia, com desenhos do artista. Criou ilustrações para muitos livros e, em 1963, foi premiado como o melhor ilustrador do ano, conferido pela Câmara Brasileira do Livro, referente ao livro ‘Santa Maria do Belém do Grão-Pará’, de Leandro Tocantins. Em 2000, o Museu Nacional de Belas Artes, RJ promoveu a exposição ‘Percy Lau: um Desenhista e seu Traço'. Realizou exposição individual no Peru (1964) e em Recife, PE (1972). Participou de muitos Salões oficiais, inclusive em Paris (1946) e em Londres (1949). Foi premiado no Rio de Janeiro em 1938, 1953 e 1970. BENEZIT VOL.6, PÁG.472; TEODORO BRAGA PÁG. 192; PONTUAL PÁG. 300; MEC VOL. 2, PÁG. 443; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 602; ARTE NO BRASIL PÁG. 879; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 523; www.desenhandoobrasil.com.br; www.opapeldaarte.com.br; www.artprice.com.



098 - JOSÉ SABÓIA (1949)

Colhendo côco - óleo sobre tela - 60 x 80 cm - canto inferior direito -
No estado.

Pintor, José Sabóia do Nascimento nasceu em Almadina-BA. Artista autodidata foi para o Rio de Janeiro em 1967 e começou a pintar no ano seguinte, passando a expor seus trabalhos na feira hippie de Ipanema. Fez sua primeira exposição individual em Fortaleza, CE (1970). Entre as exposições de que participou, destacam-se: I e III Salão Nacional de Artes Plásticas do Ceará, Fortaleza, (1969, 1971 - Prêmio Aquisição); Dez Pintores no Rio de Janeiro, no MNBA, RJ (1983); ‘Brésil Naifs’, Paris (1986); ‘Salon d'Art Naif’- Marseilha, França (1987); ‘Pintura, Presença e Povo na Arte Brasileira’ no Museu da Casa Brasileira - São Paulo (1990); ‘Visões do Rio’ no MAM, RJ (1996). No exterior expôs individualmente em São Francisco, EUA e Munique, Alemanha, além de participar de coletivas em vários países e, principalmente na França, com exposições organizadas pela Galeria Jacqueline Bricard e uma presença cativa na ‘Galerie Naïfs du Monde Entier’ em Paris. José Sabóia participou do Concurso Internacional de Morges, quando seu quadro foi eleito pelo público, a melhor obra de 60 participantes de 22 países, premiação que originou o convite da Galeria Kasper para realizar uma exposição individual em 1997. JULIO LOUZADA vol. 11, pág. 278; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 228; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO; www.artprice.com; www.nautilus.com.br; www.ardies.com.



099 - LEVINO FANZERES (1884 - 1956)

Pianista - óleo sobre tela colada em eucatex - 19 x 14 cm - canto superior esquerdo -

Pintor e professor. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios e na antiga ENBA, ambas no Rio de Janeiro, recebendo nesta última, orientação de Zeferino da Costa e de João Batista da Costa. Excepcional colorista, interpreta com sentimento e honestidade o momento da natureza que se propõe a retratar, e sempre com admirável êxito. TEIXEIRA LEITE, pág.190; PONTUAL, pág.201; JULIO LOUZADA vol.2, pág.387; ITAU CULTURAL.



100 - JOSEF GOLLER (1868 - 1930)

Porto - óleo sobre tela - 60 x 70 cm - canto inferior esquerdo -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista, ilustrador, professor e criador de vitrais e mosaicos alemão nascido em Dachau e falecido em Obermenzig, perto de Munique. Iniciou-se como pintor de vitrais em Munique e trabalhou para uma firma especializada nesta técnica em Zittau, desde 1887. Em 1890, assumiu a diretoria artística da empresa de Bruno Urban e, em 1899, associou-se fundando a "Urban & Goller". Também trabalhou para a "Dresdener Werkstätten für Handwerkskunst" – um importante local para a criação da arte decorativa na região de Dresden. Em 1902 tornou-se membro de um grupo de artistas conhecidos como "Elbier". Ensinou pintura em vitral na "Kunstgewerbeschule" - Dresden, a partir de 1906. Produziu também obras para o "Dresden City Hall", igrejas e sinagogas. Participou da "Dresden International Exhibition" (1901) e da "World Fair" - St Louis (1904). BENEZIT; www.artprice.com.



101 - MARIO SILÉSIO (1913 - 1990)

Composição - técnica mista - 22 x 28 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, muralista e vitralista. Cursa direito na Universidade de Minas Gerais - UMG (atual Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG), em Belo Horizonte, entre 1930 e 1935. Estuda desenho e pintura na Escola de Belas Artes de Belo Horizonte (Escola Guignard), sob a orientação de Alberto da Veiga Guignard, entre 1943 e 1949. Em 1953 viaja para Paris, como bolsista do governo francês, e ingressa no curso de André Lhote. De volta ao Brasil, entre 1957 e 1960 executa diversos painéis em edifícios públicos e privados de Belo Horizonte, como Banco Mineiro de Produção, Condomínio Retiro das Pedras, Inspetoria de Trânsito, Teatro Marília, Escola de Direito da UFMG e Departamento Estadual de Trânsito. É também de Silésio o mural feito para o Clube dos Engenheiros, em Araruama, Rio de Janeiro. Executa os vitrais da Igreja dos Ferros em 1964. ITAÚ CULTURAL.



102 - ALFREDO VOLPI (1896 - 1988)

Bandeirinhas - serigrafia - 21/30 - 54 x 40 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.



103 - LÊNIO BRAGA (1931 - 1973)

Figura - escultura em metal - 23 x 09 x 09 cm - não assinado -
Reproduzida no site do artista: http://www.leniobraga.com.br/category/esculturas/ . No estado.

Desenhista, artista gráfico, gravador, ilustrador, escultor, ceramista e fotógrafo nascido em Ribeirão Claro, PR e falecido no Rio de Janeiro, RJ. Autodidata, iniciou-se na pintura por volta de 1950. Estudou gravura com Lívio Abramo e Ylen Kerr no MAM, SP em 1955. Morou no Rio de Janeiro, Salvador, BA (1956 a 1970) e voltou para o Rio de Janeiro. Executou, na Bahia, numerosos murais em edifícios públicos, como os da Estação Rodoviária de Feira de Santana, do Banco do Comércio do Nordeste, da Estação Rodoviária de Jequié e de Conquista, da Capela dedicada ao Menino Jesus de Praga em Itapetinga. O painel ‘Entrada de Cristo em Salvador’, adquirido pela Petrobrás, ilustrou o livro ‘Pescadores de Milagres (1967) de Clarival Valadares. Realizou exposições individuais e participou de vários Salões oficiais como: 1ª e 2ª Bienais Nacionais de Artes Plásticas de Salvador, BA (1966 e 1968) onde recebeu o Grande Prêmio de Pintura na de 1966 e 9ª Bienal Internacional de São Paulo (1967). ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 1, PAG. 149; MEC VOL. 1, PÁG. 289; PONTUAL PÁG. 85; brasilartesenciclopedias.com.br; www.catalogodasartes.com.br.



104 - SILVIA DE LEON CHALREO (1905 - 1991)

Praça - desenho a lápis de cor - 22 x 19 cm - canto inferior direito -

Esta importante pintora, crítica de arte, escritora, tradutora e jornalista, nasceu na cidade do Rio de Janeiro. Autodidata, pinta o gênero figurativo primitivo, expondo pela primeira vez em 1941, na Divisão Moderna do SNBA. Possui extenso curriculum de exposições e premiações no País e no exterior. Segundo o crítico Teixeira Leite, "(...) Sua pintura, de caráter primitivista, representa as praias repletas de diminutas figurinhas, o morro carioca, os barracos na favela e os folguedos infantis, numa técnica rudimentar, mas com bom colorido, vívido movimento e inegável atmostera poética." . JULIO LOUZADA, vol. 1 pág. 921; ITAU CULTURAL; TEIXEIRA LEITE, pág. 482.



105 - J. CARLOS (1884 - 1950)

"Capa da revista Careta" - guache - 40 x 27 cm - canto inferior direito -

Chargista, caricaturista, desenhista, pintor, ilustrador, José Carlos de Brito Cunha nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi um dos formadores da tradição da charge brasileira ao lado de Raul Pederneiras e K.Lixto, e criador de tipos como a negrinha 'Lamparina', a 'Melindrosa' e o 'Almofadinha'. Autodidata, iniciou a carreira de caricaturista ainda estudante, quando publicou um de seus desenhos na revista 'O Tagarela' (1902). Em seguida, passou a colaborar regularmente com a revista e no ano seguinte desenhou sua primeira capa na publicação. Colaborou em muitos órgãos da imprensa carioca como 'O Tico Tico', 'Fon-Fon', 'Careta', 'A Cigarra', 'Vida Moderna', 'Eu Sei Tudo', 'Revista da Semana' e 'O Cruzeiro'. Entre 1922 e 1930, exerceu o cargo de diretor artístico das empresas 'O Malho', onde iniciou uma grande série de charges de caráter político, satirizando fatos e personalidades nacionais e estrangeiras. A vertente política foi explorada pelo artista desde o início de sua carreira, sendo ele o responsável pela execução de uma série de charges antibelicistas executadas no período abrangido pelas duas grandes guerras e principalmente durante os dois governos de Getúlio Vargas (1883 - 1954). Esses trabalhos foram publicados principalmente na revista 'A Careta'. Também fez esculturas, foi autor de teatro de revista e letrista de música popular. JULIO LOUZADA vol. 10, pág. 181; CARICATURISTAS BRASILEIROS, de Pedro Corrêa do Lago, pág. 74; WALTER ZANINI, pág. 448; ARTE NO BRASIL, pág. 646; ITAU CULTURAL; www.ims.com.br; www.dec.ufcg.edu.br; www.artprice.com.



106 - FREDERICO BRACHER JUNIOR (1920 - 1984)

Barco - técnica mista - 24 x 15 cm - canto inferior direito - 1976 -
Com etiqueta da Realidade Galeria de Arte, Rua Ataulfo de Paiva, 135 - Rio de Janeiro - RJ.

Natural da cidade do Rio de Janeiro e falecido em BH, MG. Pintor, desenhista, escultor, gravador, ceramista, violinista, professor de pintura e de violino. Inicia seus estudos de pintura com Amilcar Agretti (1931). Sua pintura, durante toda sua carreira, é realizada dentro do modelo acadêmico. Funda a Associação dos Artistas Plásticos de Minas Gerais. Casa-se com Lélia Lenz, com quem tem quatro filhos: Amarilis, Amíriam, Alexandre e Alcione, dos quais os três primeiros tornam-se artistas plásticos. A partir de 1935 realiza várias exposições individuais no Automóvel Clube de Montes Claros MG e no de Belo Horizonte. Em 1938 recebe o Prêmio de Pintura do jornal Estado de Minas. Inaugura, em Montes Claros, sua primeira escola de artes para o ensino de pintura e música, em 1939. Em 1980 realiza no Palácio das Artes de Belo Horizonte uma retrospectiva em comemoração aos seus 50 anos de vida artística. Em 1986, dois anos após sua morte, o Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro realiza uma ampla retrospectiva da sua obra, numa mostra que segue para o Museu de Arte de São Paulo, e outras cidades. JULIO LOUZADA, vol. 2 pág. 159; ITAU CULTURAL.



107 - HUGO ADAMI (1900 - 1999)

"Praça com palmeiras" - óleo sobre tela - 50 x 60 cm - dorso - 1984 -

Pintor, cenógrafo, cantor lírico, ator - Pílade Francisco Hugo Adami nasceu em São Paulo. Aos 12 anos cursou pintura na Escola Profissional Masculina do Brás com Giuseppe Barchitta. Estudou com os pintores Alfredo Norfini e Enrico Vio , com os escultores William Zadig e José Cuccé, no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo (1913- 1916). Teve aulas também com Georg Elpons (1917) . Embarcou para Florença (1922) e lá se tornou amigo do poeta Berto Ricci e do pintor Giorgio De Chirico. Estudou pintura na ‘Accademia di Belle Arti di Firenze’ onde foi aluno de Felice Carena, mas logo abandonou a escola para viajar pela Itália. Residiu por um período em Paris. De volta ao Brasil (1928), realizou a primeira individual em São Paulo e Mário de Andrade publicou ensaio sobre a exposição no ‘Diário Nacional’. O contato de Mário de Andrade com a obra de Hugo Adami possibilitou ao crítico repensar seu projeto modernista. Retornou à Europa (1929 até 1932). Participou da Sociedade Pró-Arte Moderna (1932) e integrou o Clube dos Artistas Modernos (1933). Em 1937, participou da primeira exposição da Família Artística Paulista ao lado de Alfredo Volpi , Bonadei , Clóvis Graciano, Rossi Osir, entre outros. Depois de estar na Europa de 1937 a 1940, mudou-se para o Rio de Janeiro. Entre 1945 e 1970, afastou-se das atividades artísticas, só voltando a pintar em 1975. Exposições Individuais em: São Paulo (1928, 1933, 1938, 1986 – MAM/ SP, 1993). Várias foram as mostras coletivas e Salões oficiais dos quais participou como a Bienal de Veneza em 1924 e 1930. Foi premiado no Rio de Janeiro (1921, 1935); São Paulo (1935, 1936).TEODORO BRAGA, PÁG. 120; PONTUAL, PÁG. 3; REIS JUNIOR, PÁG. 380; MEC, VOL. 1, PÁG. 36; WALMIR AYALA, VOL. 1 , PÁG. 11; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 13; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 580; ARTE NO BRASIL, PÁG. 777; ACERVO FIEO, PÁG. 998; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 25; www.dezenovevinte.net; www.pinacoteca.org.br; www.poeticasvisuais.com; www1.folha.uol.com.br; www.artprice.com.



108 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Cangaceiros - técnica mista - 13 x 11 cm - canto inferior direito - 1975 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins. No estado.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



109 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Natureza morta - óleo sobre cartão - 32 x 45 cm - não assinado -



110 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Figuras - técnica mista - 19,5 x 29,5 cm - canto inferior esquerdo - 1971 -
Ex coleção Sr. Antonio Osmar Alves de Oliveira ,São Paulo - SP.

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



111 - PEDRO CORRÊA (1920)

Músico - guache - 23 x 11 cm - centro inferior -

Paraibano de Campina Grande, foi artisticamente orientado pelo pintor Augusto Rodrigues, no Rio de Janeiro. Fixou residência em São Paulo, onde é ativo, inclusive através de uma escola de arte que mantém na cidade. Participou regularmente do SPBA, tendo também realizado várias individuais. JULIO LOUZADA, vol. 1 pág. 271 e 272, Acervo FIEO.



112 - JOSÉ MORAES (1921 - 2003)

Composição - técnica mista - 62 x 42 cm - canto inferior direito - 1994 -

Pintor, gravador, desenhista, escultor, ilustrador e professor, José Machado de Morais nasceu no Rio de Janeiro e faleceu em São Paulo. Assina José Moraes. Formou-se em pintura pela Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1941). Paralelamente aos estudos universitários, teve aulas de pintura com Quirino Campofiorito. Tornou-se assistente de Candido Portinari, em Brodosqui (1942) e trabalhou com o mesmo na execução do painel da capela de São Francisco de Assis, de Oscar Niemeyer, em Belo Horizonte (1945). Realizou exposições individuais no: Rio de Janeiro (1945, 1947, 1966, 1968, 1969, 1970); São Paulo (1962, 1965, 1967, 1970, 1979 – MAM, SP, 1982, 1983, 1984, 1986); Bagé, RS (1946, 1979); Pelotas, RS (1946); Porto Aiegre, RS (1948, 1980, 1988, 1992, 1995); Uberlândia, MG (1952, 1972, 1977, 1978, 1987); Belo Horizonte, MG (1964); Campinas, SP (1974); Cataguases, MG (1981); Goiânia, GO (1987); Brasília, DF (1989, 1995). Participou de várias mostras coletivas e Salões oficiais pelo Brasil como: Panorama da Arte Brasileira – MAM, São Paulo (1969, 1970, 1971, 1973, 1976, 1977) e no exterior. Foi premiado, nos anos de 1940, em quatro edições do Salão Nacional de Belas Artes – RJ. Com o prêmio Viagem ao Exterior recebido na 55ª edição (1949), viajou para Itália onde permaneceu estudando pintura mural (1950 a 1951). De volta ao Rio de Janeiro, dedicou-se à execução de mosaicos e afrescos até 1958, quando se mudou para São Paulo. Tornou-se professor na FAAP (1967). Aperfeiçoou-se em serigrafia (1971) com Michel Caza, em Paris, para onde retornou em outras três ocasiões, com a mesma finalidade. Fez também estágios em litografia com Michel Potier, na "École de Beaux-Arts", Paris, e com Eugène Shenker, no "Centre de Gravure Contemporaine", Genebra. MEC VOL. 3, PÁG. 196; Pontual pág. 369; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 646; VOL. 2, PÁG. 689; VOL. 5, PÁG. 706; VOL. 6, PÁG. 748; VOL. 8, PÁG. 586; VOL. 12, PÁG. 278; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 602, ACERVO FIEO.



113 - MENASE VAIDERGORN (1927)

"Pescadores" - óleo sobre tela colada em eucatex - 24 x 35 cm - canto inferior direito -

Pintor nascido em Hotin, Romênia. Assina MVAIDERGORN. Seus pais vieram para o Brasil (1932) fixando residência em São Paulo. Ingressou na Associação Paulista de Belas Artes (fim da década de 1940) onde conheceu Dario Mecatti que muito o estimulou. Viajou pelo norte da África e Europa. Realizou exposições individuais e participou de diversos salões e mostras coletivas oficiais, recebendo diversos prêmios, entre eles: os do Salão Paulista de Belas Artes, SP (1976 - Medalha de Bronze, 2000 – Prêmio Aquisição, 2001 – Grande Medalha de Prata). JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 1011; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



114 - HEINZ KÜHN (1908 - 1987)

Composição - técnica mista - 39 x 26 cm - canto inferior direito -

Pintor nascido em Berlim, Alemanha, e falecido em São Paulo. Iniciou seus estudos em sua terra natal, expondo obras na Alemanha e na França. Transferiu-se para o Brasil em 1950, fixando residência em São Paulo. Realizou exposições individuais em São Paulo (1952, 1956 - MAM, 1959 a 1962). Participou de mostras e Salões oficiais, entre eles: II, III e VIII da Bienal Internacional de São Paulo; II, IX, X e XIV Salão Paulista de Arte Moderna onde conquistou a Medalha de Prata (1952), o Prêmio Aquisição (1955) e a Medalha de Ouro (1965); XVIII Salão Municipal de Belo Horizonte; I Concurso Nacional de Joias - Prêmio de Viagem a Brasília. MEC VOL. 2, PÁG. 430; PONTUAL PÁG. 295; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 688; www.artprice.com.



115 - OSCAR PEREIRA DA SILVA (1867 - 1939)

Paisagem - aquarela - 21,5 x 33,5 cm - canto inferior direito - 1906 - São Vicente -
No estado.

Pintor, decorador, desenhista, professor, Oscar Pereira da Silva nasceu em São Fidélis, RJ e faleceu em São Paulo. Estudou na Academia Imperial de Belas Artes (1882-1887), foi aluno de Zeferino da Costa, Victor Meirelles, Chaves Pinheiro e José Maria de Medeiros. Em 1887, tornou-se ajudante de Zeferino da Costa na decoração da Igreja da Candelária, no Rio de Janeiro. Conquistou o último prêmio de viagem ao exterior concedido pelo imperador dom Pedro II, transferindo-se para Paris (1889) onde estudou com Léon Bonnat e Jean-Léon Gérôme. No período em que permaneceu na França, produziu diversos estudos e telas. Retornou ao Brasil em 1896. No Rio de Janeiro, realizou uma exposição individual no salão da Escola Nacional de Belas Artes , onde foram apresentados os trabalhos feitos na Europa. No mesmo ano, transferiu-se para São Paulo. Lecionou no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, no Ginásio do Estado e ministrou aulas particulares em seu ateliê. Em 1897, fundou o Núcleo Artístico, que, mais tarde, se transformou na Escola de Belas Artes, onde deu aulas. Trabalhou na decoração do Teatro Municipal de São Paulo (entre 1903 e 1911) elaborando três murais: 'O Teatro na Grécia Antiga', 'A Dança' e 'A Música'. Realizou pinturas para Igreja de Santa Cecília (entre 1907 e 1917). Como pensionista do Governo do Estado de São Paulo, viajou a Paris em 1925. QUIRINO CAMPOFIORITO, IN CAMPOFIORITO, QUIRINO. HISTÓRIA DA PINTURA BRASILEIRA NO SÉCULO XIX. ED.PINAKOTHEKE-SP, 1983. PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL VOL. 1, PÁG. 245; TEODORO BRAGA PÁG. 177; LAUDELINO FREIRE PÁG. 383; WALMIR AYALA VOL. 2, PÁG. 185; MEC VOL. 4, PÁG.277; PONTUAL PÁG. 419; TEIXEIRA LEITE PÁG. 402; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 437; ARTE NO BRASIL PÁG. 553, ACERVO FIEO; F. ACQUARONE PÁG. 187, RUTH TARASANTCHI; www.artprice.com; www.pinacoteca.org.br; www.dezenovevinte.net.



116 - FILIP PAPST (1915)

Paisagem nevada - óleo sobre tela - 70 x 100 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista romeno com várias participações em mostras coletivas. www.artprice.com; www.artnet.com.



117 - ESCOLA ORIENTAL, SÉC. XX

Montando um búfalo - técnica mista - 45 x 34 cm - lado direito ilegível -
No estado. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")



118 - FULVIO PENNACCHI (1905 - 1992)

"Barco na tempestade..." - desenho a lápis de cêra - 27 x 20 cm - canto inferior esquerdo -
Complemento do título: "Barco na tempestade, da série "Cenas da vida de Jesus" do livro de Plínio Salgado. Reproduzido na página 078 do livro "Pennacchi" de autoria de Pietro Maria Bardi. No estado.

Pintor, ceramista, desenhista, ilustrador, gravador, professor nascido na cidade de Villa Collemandina, Itália e falecido em São Paulo. Em 1924 foi para Lucca e iniciou sua formação artística no ‘Regio Istituto di Belle Arti’ onde teve aulas com o pintor Pio Semeghini. Mudou-se para São Paulo em 1929 e dedicou-se a diferentes atividades até 1933, quando passou a auxiliar Galileo Emendabili na execução de monumentos funerários. Em 1935, conheceu Francisco Rebolo, passou a frequentar seu ateliê e conviveu com os artistas do Grupo Santa Helena. Nessa mesma época integrou a Família Artística Paulista e iniciou a produção de painéis em afresco e óleo para residências, igrejas, hotéis e outras edificações, destacando-se os afrescos de grandes dimensões para a Igreja Nossa Senhora da Paz, no bairro do Glicério, executados entre 1941 e 1948. Em 1965, iniciou um período de recolhimento e manteve-se afastado das exposições e do circuito artístico. Em 1973, reabriu seu ateliê e recebeu diversas homenagens no Brasil e na Itália. Nesse mesmo ano conheceu a ceramista Eunice Pessoa e com ela desenvolveu um grande número de peças que foram expostas em 1975. Sem nunca ter abandonado as atividades artísticas, voltou a figurar em diversas mostras e continuou a produzir painéis em afresco. Em 1980, Pietro Maria Bardi publicou um livro sobre sua obra. Nove anos depois, foi lançado o livro ‘Ofício Pennacchi’, organizado por Valério Antonio Pennacchi, responsável também pela publicação, em 2002, do livro ‘Fulvio Pennacchi: Pintura Mural’. Importante retrospectiva da obra do artista foi realizada, em 1973, no MAM - São Paulo. TEODORO BRAGA, PÁG. 192; MEC, VOL, 3, PÁG. 365; WALMIR AYALA, VOL, 2, PÁG. 182; PONTUAL, PÁG. 416; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 784; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 740; ACERVO FIEO.



119 - BUSTAMANTE SÁ (1907 - 1988)

"Campo Grande" - óleo sobre tela - 37 x 54 cm - canto inferior direito e dorso - Rio de Janeiro -

Natural da cidade do Rio de Janeiro, estudou na ENBA naquela cidade, onde foi aluno de Rodolfo Amoedo e Rodolfo Chambelland. Participou do Núcleo Bernardelli, do qual foi um dos fundadores em 1931. Participou de sucessivas versões do SNBA a partir de 1928, recebendo diversas premiações. Excepcional pintor do gênero paisagem. TEODORO BRAGA, pág. 59; REIS JR. , pág. 385; MEC,vol. 4, pág. 127; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 145 e 147; TEIXEIRA LEITE, pág. 94; JÚLIO LOUZADA, vol. 11, pág. 47; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 579; ARTE NO BRASIL, pág. 763; Acervo FIEO.



120 - PAULO PEDRO LEAL (1894 - 1968)

"A casa da rua" - óleo sobre tela - 60 x 100 cm - canto inferior direito e dorso - 1960 -

Pintor autodidata, artesão e decorador nascido no Rio de Janeiro e falecido em São João do Meriti, RJ. Realizou exposição individual na 'Petite Galerie', RJ (1955). Participou de várias mostras nacionais e internacionais, como: X SNAM (1961); 'O Nu na Arte Contemporânea', RJ (1964); 'Oito Pintores Ingênuos Brasileiros', Paris (1965); 'Artistas Brasileiros Contemporâneos', MAM – Buenos Aires (1966); 'Homenagem a Mário Pedrosa', RJ (1980); 'Tradição e Ruptura: síntese de arte e cultura brasileiras', SP - Fundação Bienal (1984); 'O Mundo Fascinante dos Pintores Naïfs', RJ (1988); 'Brasil + 500 Mostra do Redescobrimento', SP - Fundação Bienal (2000); 'Pop Brasil: a arte popular e o popular na arte', SP (2002). ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 11, PÁG. 170; WALMIR AYALA; www.artprice.com; www.artnet.com.



121 - CARLOS OSWALD (1882 - 1971)

"Paisagem - Dia chuvoso" - gravura - 1/100 - 31 x 49 cm - canto inferior direito -
Reproduzido na página 88 do livro "Carlos Oswald" editado pelo Museu Nacional de Belas Artes. No estado.

Gravador, pintor, desenhista, decorador, professor e escritor. Nasceu em Florença, Itália e faleceu em Petrópolis, RJ. Graduou-se como físico-matemático em 1902, pelo Instituto Galileo Galilei, em Florença. No ano seguinte, ingressou na ‘Accademia di Belle Arti di Firenze’. Viajou para o Brasil pela primeira vez em 1906 e realizou no Rio de Janeiro a primeira exposição individual no país. Retornou à Europa em 1908, estudou gravura com o americano Carl Strauss em Florença e viajou para Munique, onde aprendeu a técnica da água-forte. Em 1911, participou da decoração do pavilhão do Brasil, na Exposição Internacional de Turim. Fez a segunda viagem ao Rio de Janeiro em 1913 e realizou uma exposição com Eugênio Latour na Escola Nacional de Belas Artes . Foi nomeado, em 1914, professor de gravura e desenho no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro e é considerado o introdutor da gravura no Brasil. No ano de 1930, fez o desenho final do ‘Monumento ao Cristo Redentor’. A obra foi executada na França pelo escultor Paul Landowski e instalada no Morro do Corcovado, Rio de Janeiro, em 1931. Publicou, em 1957, a autobiografia ‘Como Me Tornei Pintor’. Em 1963, o Museu Nacional de Belas Artes - RJ adquiriu quase todas as suas obras em gravuras. Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais e foi premiado no Rio de Janeiro em 1904, 1906, 1909, 1912, 1913, 1916 e realizou diversas exposições individuais. PONTUAL, PÁG. 397; ARTE NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 1053; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 699; MEC VOL. 3, PÁG. 304; ACERVO FIEO.



122 - INGRES SPELTRI (1940)

"A violinista" - óleo sobre tela - 80 x 74 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor, desenhista, escultor, gravador e professor nascido em Jau, SP. Filho do pintor Augusto Speltri com quem se iniciou na pintura, ainda criança. Em 1959 mudou-se para São Paulo onde estudou Música (1960-1964). É professor titular da Escola Panamericana de Arte, SP. Realizou exposições individuais, em São Paulo, nos anos de 1977, 1981, 1978, 1984. Participou de várias mostras e Salões oficiais, sendo premiado em: São Paulo (1963, 1966, 1970, 1971); Santo André, SP (1976). JULIO LOUZADA VOL. 5, PÁG. 1012; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; MEC VOL. 4, PÁG. 338; PONTUAL PÁG. 504; www.artprice.com; www.speltri.com.



123 - ANTENOR FINATTI (1923)

Paisagem - óleo sobre eucatex - 21 x 26 cm - canto inferior direito - 1969 -
No estado.

Natural de Pinhal, SP. Pintor, desenhista e professor. Foi aluno de Armando Viana, no Rio de Janeiro, cidade onde se fixou. Participou, com premiação, do SNBA (1961, 1962, 1966 e 1968), além de diversos outros certames de igual importância, com destaque e reconhecidas críticas. JULIO LOUZADA vol.11, pág.112; PONTUAL, pág. 215; MEC. VOL.2 pág. 177; Acervo FIEO.



124 - ALBERTO TEIXEIRA (1925 - 2011)

Composição - desenho a nanquim e aquarela - 28 x 43 cm - canto inferior direito - 1955 -

Alberto Dias D'Almeida Teixeira nasceu em São João do Estoril, Portugal e faleceu em Campinas, SP. Pintor, desenhista e professor. Assinou em monograma até 1984 e depois A. Teixeira. Estudou desenho e pintura na Sociedade Nacional de Belas Artes (1947-1950), em Lisboa. Fixando residência em São Paulo, em 1950, foi aluno de Samson Flexor e tornou-se membro do Atelier Abstração. Expôs em diversas edições da Bienal Internacional de São Paulo (entre 1953 e 1965), do Panorama da Arte Atual Brasileira (1970 e 1973) e na Bienal Brasil Século XX, organizada pela Fundação Bienal de São Paulo (1994). Suas participações no Prêmio Leirner de Arte Contemporânea e no 1º Salão Esso de Artistas Jovens lhe renderam, respectivamente, o segundo e o primeiro prêmio em pintura. JULIO LOUZADA, VOL. 3 PÁGS. 1118 A 1122; ITAU CULTURAL; PONTUAL, PÁG. 517; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 497; MEC VOL. 4, PÁG. 376; ACERVO FIEO.



125 - EMILE CAGNIART (1851 - 1911)

Paisagem - pastel - 32 x 46 cm - canto inferior esquerdo -
No estado. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista francês nascido e falecido em Paris. Foi discípulo de Guillemet. Participou do "Salon" de Paris desde 1877. Foi declarado "hors concours" em 1900 e se tornou membro do comitê. BENEZIT; www.artprice.com; www.mutualart.com.



126 - THEODORO DE BONA (1904 - 1990)

Descida da cruz - desenho a lápis - 13 x 20 cm - canto superior direito -

Natural de Morretes, PR, onde nasceu a 11 de junho de 1904, e falecido em Curitiba, PR, em 20/9/1990. Pintor e desenhista.Foi aluno de Gina Bianchi e Ercília Cecchi. Frequentou assiduamente o ateliê do pintor Alfredo Andersen, convivendo com Traple, Freyesleben, Augusto Perneta, Taborda Jr e outros artistas locais. Aperfeiçoou-se na Europa, para onde seguiu em 1927. Estudou na Real Academia de Belas Artes de Veneza, frequentando aulas de Ettore Tito e Vicenzo Stefani. No Brasil, a partir de 1936, expõe com sucesso as suas obras e leciona pintura e desenho na Escola de Belas Artes do Paraná. JULIO LOUZADA vol. 13 pág. 44; ITAÚ CULTURAL.



127 - ROBERTO COHEN (XX)

Barco - óleo sobre tela - 16 x 22 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor com diversas participações em mostras e Salões oficiais. Assina R. Cohen. JULIO LOUZADA VOL. 13, PÁG. 89.



128 - HILDEBRANDO DE CASTRO (1957)

Composição - técnica mista - 45,5 x 40 cm - canto inferior direito - 1984 - Rio de Janeiro -

Pintor, desenhista e ilustrador autodidata nascido em Olinda, PE. Em 1996 vai para Nova York, mas, atualmente, vive e trabalha em São Paulo. Exposições individuais: Rio de Janeiro (1980, 1986, 1987, 1995, 1998); Munique, Alemanha (1988); Zurique, Suíça (1989, 1990); Nova York (1996); São Paulo (1994, 1997, 2001, 2004); Atlanta, USA (2003). Participou de diversas mostras coletivas e Salões oficiais obtendo prêmios em: Salvador, BA (1987); Nuremberg, Alemanha (1986); Rio de Janeiro (1985, 1995). ITAU CULTURAL; www.hildebrandodecastro.com.br; www.cultura.gov.br; artprice.com.



129 - RUBENS GERCHMAN (1942 - 2008)

O beijo - serigrafia - P.A. XV/XX - 34 x 48 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, escultor nascido no Rio de Janeiro e falecido em São Paulo. Em 1957, freqüenta o Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro, onde estuda desenho. Faz curso de xilogravura com Adir Botelho e freqüenta a Escola Nacional de Belas Artes - Enba, entre 1960 e 1961. Em 1967, é contemplado com o prêmio de viagem ao exterior no 16º Salão Nacional de Arte Moderna e viaja para os Estados Unidos. Reside em Nova York entre 1968 e 1972. Retorna ao Brasil e faz o roteiro, a cenografia e a direção do filme 'Triunfo Hermético' e os curtas 'ValCarnal' e 'Behind the Broken Glass'. De 1975 a 1979, assume a direção da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, RJ. É co-fundador e diretor da revista 'Malasartes'. Em 1978, viaja para os Estados Unidos com bolsa da Fundação John Simon Guggenheim. Em 1982, permanece por um ano em Berlim como artista residente, a convite do Deutscher Akademischer Austauch Dienst - DAAD [Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico]. Realizou diversas exposições individuais e participou de muitas mostras oficiais no Brasil e pelo mundo recendo prêmios na Bienal de São Paulo (1965), Bienal de Salvador, BA (1966), Bienal de Cali, Colômbia (1967, 1970). JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 417; PONTUAL, PÁG. 235; TEIXEIRA LEITE, "in" A GRAVURA BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 734; ARTE NO BRASIL, PÁG. 974; LEONOR AMARANTE, PÁG. 143, MEC VOL. 2, PÁG. 246; Acervo FIEO.



130 - GEORG FISCHER ELPONS (1865 - 1939)

Natureza morta - óleo sobre tela - 62 x 82,3 cm - canto inferior direito - São Paulo -
Reproduzido no convite deste Leilão e sob o nº 250 em catálogo de leilão de Evandro Carneiro, Rio de Janeiro - RJ, realizado em julho de 2004.

Excepcional pintor e professor alemão, nascido em Berlim, e falecido em São Paulo SP, onde residia e era ativo. Participou da 2ª Exposição Brasileira de Belas Artes, no Liceu de Artes e Ofícios, SP (1913) e da Exposição de Pintores Alemães - SP (1923). Postumamente foram realizadas as seguintes exposições da sua obra: 1981 - São Paulo SP - Destaque do Mês, na Pinacoteca do Estado e, 1986 - São Paulo SP - Dezenovevinte: Uma Virada no Século, também na Pinacoteca do Estado. Segundo TEIXEIRA LEITE, a "Sua notoriedade advém contudo bem mais da circunstância de ter sido professor de, entre muitos outros, Di Cavalcanti, Tarsila do Amaral e Anita Malfatti, do que da qualidade intrínseca de sua produção. A despeito de ser chamado em vários textos de pintor impressionista, na verdade pouco lhe interessavam os problemas da luz, enquanto inversamente o atraíam os da matéria e os da cor. " TEIXEIRA LEITE; PONTUAL; MEC; REIS JÚNIOR; TARASANTCHI, Ruth Sprung. Pintores Paisagistas: São Paulo 1890 a 1920. São Paulo: Edusp: Imprensa Oficial do Estado, 2002. 391 p., il. color.; WALTER ZANINI.



131 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Galo - serigrafia - 5/100 - 59 x 43 cm - canto inferior direito - 1974 -
No estado.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



132 - ANÍBAL PINTO DE MATTOS (1889 - 1969)

Princesa Isabel do Brasil - baixo relevo em bronze - d= 22 cm - lado direito - 1944 -

Pintor, escritor, historiador de arte e professor, foi discípulo de Batista da Costa e Zeferino da Costa na antiga ENBA. Em 1916 realizou sua primeira individual. Transferiu-se em seguida para Belo Horizonte, onde foi um dos fundadores da Sociedade Mineira de Belas Artes. Foi o grande responsável pelos movimentos artísticos mineiros das décadas de 1920 a 1950. TEODORO BRAGA, pág. 37; LAUDELINO FREIRE, pág. 513 e 518; MEC, vol. 3, pág. 102; PONTUAL, pág. 347; TEIXEIRA LEITE, pág. 318; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 67; ITAÚ CULTURAL.



133 - KATIE VAN SCHERPENBERG (1940)

"Páscoa 1987" - técnica mista - 50 x 50 cm - dorso - 1987 -
No estado.

Pintora, desenhista, gravadora e professora, Mildrid Catharina van Scherpenberg nasceu em São Paulo, SP. Passou a infância na Inglaterra e veio com a família para o Brasil em 1946. Teve aulas de pintura com Catherina Baratelli, no Rio de Janeiro (entre 1958 e 1960). Viajou para a Europa, fez curso na Academia de Belas Artes da Universidade de Munique, Alemanha (1961). Estudou com o pintor Oscar Kokoschkaem em Salzburg, Áustria (1963). Retornou para o Rio de Janeiro e realizou curso de gravura no MAM, RJ (1966 e 1967). Criou (1978), ao lado de Geni Marcondes, o Núcleo Experimental de Arte em Petrópolis, RJ, no qual lecionou até 1984. A convite do Instituto Nacional de Artes Plásticas trabalhou no projeto "Melhoria de Materiais - análise de tinta a óleo" (de 1982 até 1985), quando a pesquisa foi publicada pela Funarte. Lecionou pintura no MAM,RJ (1983 a 1989), na Escola de Artes Visuais do Parque Lage - EAV, RJ e na Universidade Santa Úrsula, RJ. Realizou exposições individuais no: Rio de Janeiro (1981 a 1984, 1987, 1989, 1992, 1995, 1996, 1999, 2000, 2003); Vitória, ES (1981); São Paulo (1985, 2001); Brasília, DF (1986, 1988); Roma, Itália (1995); Paris, França (1995); Madri, Espanha 91996); Niterói, RJ (2000). Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais como: Salão Nacional de Artes Plásticas, RJ (1978, 1982); Bienal Internacional de São Paulo (1981); Bienal do MERCOSUL, Porto Alegre – RS (2007); entre outras. JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 1173; VOL. 4, PÁG. 1011; ITAU CULTURAL; www.brasilartesenciclopedias.com.br.



134 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Feira - óleo sobre tela - 43 x 54 cm - não assinado -



135 - ANTONIO BANDEIRA (1922 - 1967)

Composição - técnica mista - 26 x 37 cm - canto inferior direito - 1966 -
Com certificado de autenticidade de RENOT ART DEALER - São Paulo - SP datado de 19 de setembro de 1995. Ex coleção Leiloeiro Oficial Waldir de Souza - São Paulo - SP.

Pintor, desenhista, gravador, nascido em Fortaleza, CE e falecido em Paris, onde viveu a maior parte de sua vida. É um dos pioneiros da arte abstrata no Brasil. Iniciou-se na pintura como autodidata. Em 1941, em Fortaleza, participou, ao lado de Mário Baratta, entre outros, da criação do Centro Cultural de Belas Artes depois, Sociedade Cearense de Artes Plásticas. Em 1945, transferiu-se para o Rio de Janeiro e, no ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual. Contemplado pelo governo francês com bolsa de estudos, permaneceu em Paris de 1946 a 1950 onde frequentou a Escola Nacional Superior de Belas Artes e a ‘Académie de la Grande Chaumière’. Entre 1947 e 1948 participou do ‘Salon d'Automne’ e do ‘Salon d'Art Libre’. Tomou parte em reuniões de artistas e formou o Grupo Banbryols (ban de Bandeira; bry de Camille Bryen; e ols de Wols), que durou de 1949 a 1951. Voltou ao Brasil em 1951 e apresentou-se na 1ª Bienal Internacional de São Paulo. Em 1952, criou um mural para o Instituto dos Arquitetos do Brasil, em São Paulo. Retornou a Paris em 1954 em razão do Prêmio Fiat, obtido na 2ª Bienal Internacional de São Paulo, mas não deixou de expor no Brasil. Permaneceu na Europa até 1959, passando pela Inglaterra e Bélgica, onde, em 1958, realizou um painel para o ‘Palais des Beaux-Arts’. Ao retornar ao Brasil teve uma atividade artística intensa, participou de importantes exposições, em paralelo a mostras em Paris, Munique, Verona, Londres e Nova York. Voltou a Paris em 1965, onde permaneceu até sua morte. BENEZIT, VOL.1, PÁG.415; MEYER/87, PÁG.606; MEC, VOL.1, PÁGS.159,160 E 167; PONTUAL, PÁGS. 48 E 49; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁGS. 71 A 74; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 52 A 54; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; ARTE NO BRASIL, PÁG. 599; LEONOR AMARANTE, PÁG. 34; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 86; ACERVO FIEO; web.artprice.com; pitoresco.com; pinturabrasileira.com.



136 - OLDACK DE FREITAS (XX)

Paisagem - óleo sobre tela - 24 x 36 cm - canto inferior direito e dorso - 1982 - Tiradentes - MG -
No estado.

Assina Oldack. Pintor fluminense que foi aluno de Armando Viana e Manuel Santiago. Participou de inúmeras exposições e Salões oficiais. Recebeu vários prêmios: Rio de Janeiro (1941, 1948, 1968). JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG. 399.



137 - NOEMIA MOURÃO (1912 - 1992)

Dançando - técnica mista - 21 x 19 cm - canto inferior direito -
No estado.

Pintora e desenhista. Assina Noemia. Realizou sua primeira individual em 1934, no Rio de Janeiro. Residiu na Europa de 1934 a 1940, frequentando em Paris as academias de la Grande Chaumière e Ranson. Expôs em Montevideu e Buenos Aires. Foi citada por REIS JUNIOR e TEODORO BRAGA. Foi aluna (1932) e mulher (1933) de Di Cavalcanti. MEC vol.3, pág. 265; WALMIR AYALA vol.2, pág.135; PONTUAL, pág. 375; TEIXEIRA LEITE, pág. 356; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 684. Acervo FIEO.



138 - FÉLIX BRISSOT DE WARVILLE (1818 - 1892)

Ovelhas no estábulo - óleo sobre tela - 70 x 100 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista frances, Félix Saturnin Brissot de Warville nasceu em Véron – Yonne e faleceu em Versailles. Foi aluno de Léon Cogniet, na Escola de Belas Artes de Paris. Trabalhou como administrador no Palácio de Compiègne. Pintou muitas cenas campestres e de animais pelas províncias francesas e pela Espanha (1870 a 1875). BENEZIT; www.artprice.com.



139 - JESUÍNO LEITE RIBEIRO (1935 - 2012)

Figuras - óleo sobre tela - 54 x 73 cm - canto superior direito - 1982 -

Jesuíno Leite Ribeiro nasceu e faleceu em Guaxupé, MG. Foi pintor, desenhista, gravador e professor. Assinava Jesuíno e era, na família, conhecido como Zino. Estudou na Escola de Belas Artes de Belo Horizonte e na antiga Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, onde se aperfeiçoou em gravura com Oswaldo Goeldi. Foi professor de desenho no Instituto Central de Artes da Universidade de Brasília. Exposições individuais: Rio de Janeiro (1960, 1969, 1970, 1977, 1979); São Paulo (1963, 1966, 1980, 1983, 1986); Salvado, BA (1963); Roma, Itália (1971, 1972); Campinas, SP (1983); Guaxupé, MG (2010, 2011). Participou de várias mostras oficiais e foi premiado em: Belo Horizonte, MG (1957, 1959); Salvador, BA (1963). JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 495; VOL. 2, PÁG. 535; VOL. 10, PÁG 451; MEC VOL. 2, PÁG. 374; PONTUAL PÁG. 279; ITAU CULTURAL.



140 - DJANIRA DA MOTTA E SILVA (1914 - 1979)

Altar de Cosme e Damião - óleo sobre madeira - 48,5 x 30 cm - canto inferior direito -
Reproduzido no convite deste Leilão.

Pintora, desenhista, ilustradora, cartazista, cenógrafa e gravadora. Djanira da Motta e Silva nasceu em Avaré, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. No final da década de 1930, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde teve suas primeiras instruções de desenho no Liceu de Artes Ofícios e com o pintor Emeric Marcier, hóspede da pensão que Djanira instalou no bairro de Santa Teresa. Os contatos com os artistas Carlos Scliar, Milton Dacosta , Arpad Szenes , Vieira da Silva e Jean-Pierre Chabloz , frequentadores de sua pensão, proporcionaram um ambiente estimulador que a levou a expor no 48º Salão Nacional de Belas Artes, em 1942. No ano seguinte, realizou sua primeira mostra individual, na Associação Brasileira de Imprensa - ABI. Em 1945, viajou para Nova York. De volta ao Brasil, realizou o mural ‘Candomblé’ para a residência do escritor Jorge Amado, em Salvador, e painel para o Liceu Municipal de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Entre 1953 e 1954, viajou a estudo para a União Soviética. De volta ao Rio de Janeiro, tornou-se uma das líderes do movimento pelo Salão Preto e Branco, um protesto de artistas contra os altos preços do material para pintura. Realizou em 1963, o painel de azulejos ‘Santa Bárbara’, para a capela do túnel Santa Bárbara, Laranjeiras, Rio de Janeiro. No ano de 1966, a editora Cultrix publicou um álbum com poemas e serigrafias de sua autoria. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil, EUA e Europa. Foi premiada no Rio de Janeiro (1943, 1944, 1949, 1950 a 1953, 1955, 1963) e em São Paulo (1951, 1955). Participou da 1ª e da 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955). Em 1977, o Museu Nacional de Belas Artes - MNBA, realizou uma grande retrospectiva de sua obra. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 336; PONTUAL, PÁG. 181; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 164; MEC, VOL. 2, PÁG 58; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG, 263; WALTER ZANINI, PÁG. 810; ARTE NO BRASIL, PÁG. 824; ACERVO FIEO.



141 - ONIL D'AQUINO (XX)

Paisagem - óleo sobre eucatex - 17 x 22 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor e desenhista com diversas participações em mostras coletivas.



142 - ELZA DE OLIVEIRA SOUZA (1928 - 2006)

Menina e boneca - óleo sobre tela colada em eucatex - 17 x 14,5 cm - canto inferior direito -

Pernambucana do Recife. Esta importante pintora iniciou suas atividades com o prof. Ivan Serpa. Integrou o grupo de nordestinos que se apresentou na Galeria Giro, no RJ, em 1968. Seu interesse pelo registro da figura humana é praticamente exclusivo. Walmir Ayala afirma: " ... O biotipo que Elza repete obcessivamente, diz respeito ao povo de sua família conterrânea. São gente do povo, sem sofisticação, despojada do requinte civilizatório, mas embebida de um outro requinte, que diz respeito 'as latadas, trepadeiras em flor, animais domésticos, temáticas." JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 313, Acervo FIEO.



143 - MANOEL SANTIAGO (1897 - 1987)

Paisagem - óleo sobre cartão telado - 16 x 21 cm - canto inferior direito e dorso - Década de 1940 -

Manoel Colafante Caledônio de Assumpção Santiago nasceu em Manaus, AM e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, desenhista e professor. Mudou-se para Belém em 1903 e iniciou estudos de pintura. Desde 1916 já praticava a arte não figurativa. Em 1919 transferiu-se para o Rio de Janeiro, cursou Direito e frequentou a Escola Nacional de Belas Artes, onde foi aluno de Rodolfo Chambelland e Baptista da Costa. Na época, teve aulas particulares com Eliseu Visconti. Foi casado com a pintora Haydeá Santiago. Participou em 1927 do Salão Nacional de Belas Artes e recebeu o prêmio viagem ao exterior, entre vários outros. Foi para Paris no ano seguinte, e lá permaneceu por cinco anos. De volta ao Rio de Janeiro, em 1932, tornou-se professor do Instituto de Belas Artes. Em 1934, passou a lecionar pintura e desenho no Núcleo Bernardelli, figurando entre seus alunos José Pancetti, Edson Motta, Bustamante Sá, Ado Malagoli, Rescála e Milton Dacosta. Participou da I Bienal Internacional de São Paulo (1951) e do 8º Panorama da Arte Brasileira (1976). PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, VOL. 1, PÁG. 241; TEODORO BRAGA, PÁG. 211; CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO DE PAISAGEM BRASILEIRA, MEC-MNBA /RIO/1944; MAYER/84, PÁG. 1158; REIS JR, PÁG. 378; PONTUAL, PÁG. 473; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 292; ITAÚ CULTURAL, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 865; ACERVO FIEO.



144 - IUR SERAVAT FULAM (1959)

"Série sem repetição" - técnica mista - 20 x 29 cm - centro inferior e dorso - 2018 -

Pseudônimo do autor. Natural de São Paulo (SP), filho primogênito de um casal ligado à atividade cultural (pai artista gráfico e plástico e mãe escritora). Autodidata neste campo, embora tenha tido grande estímulo para o desenho e a pintura acompanhando a atividade artística de seu pai, que também foi marchand a partir da década de 60, permitindo que tivesse estreito contato e pudesse realizar uma grande experimentação ao longo dos anos tanto para a linguagem figurativa com temas ligados ao cotidiano, como para a geométrica. É professor universitário e consultor na área de assuntos públicos e instituições políticas.



145 - CLÓVIS GRACIANO (1907 - 1988)

Flores - monotipia - 33 x 24 cm - canto inferior direito - 1944 -

Pintor, desenhista, cenógrafo, gravador, ilustrador, nasceu em Araras - SP e faleceu em São Paulo. Em São Paulo, a partir de 1934, realizou estudos com o pintor Waldemar da Costa, entre 1935 e 1937. Em 1937, integrou o Grupo Santa Helena com Francisco Rebolo, Mario Zanini, Bonadei e outros. Frequentou o curso de desenho da Escola Paulista de Belas Artes até 1938. Membro da Família Artística Paulista - FAP, em 1939 foi eleito presidente do grupo. Participou regularmente dos Salões do Sindicato dos Artistas Plásticos e, em 1941, realizou sua primeira individual. Em 1948, foi sócio-fundador do Museu de Arte Moderna de São Paulo - MAM/SP. Viajou para a Europa em 1949, com o prêmio recebido no Salão Nacional de Belas Artes. Permaneceu dois anos em Paris, onde estudou pintura mural e gravura. A partir dos anos 1950, dedicou-se principalmente à pintura mural. Em 1971, assumiu o cargo de diretor da Pinacoteca do Estado de São Paulo. De 1976 a 1978, exerceu a função de adido cultural em Paris. Participou por toda sua vida de muitas mostras e Salões oficiais pelo o Brasil e pelo mundo. MEC, VOL. 2, PÁG. 280; PONTUAL, PÁG. 247/8; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 225 A 227; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; ARTE NO BRASIL, PÁG. 784; LEONOR AMARANTE, PÁG. 58; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 433; VOL. 4, PÁG.483; VOL. 5, NPÁG. 450; ACERVO FIEO.



146 - FRANCISCO OSWALD (1918 - 1985)

Paisagem - óleo sobre eucatex - 49 x 69 cm - canto inferior esquerdo -

Nascido e falecido na cidade do Rio de Janeiro, este brilhante pintor, foi filho do grande artista Carlos Oswald, e neto do festejado músico Henrique Oswald. Suas telas não deixam de traduzir a sensibilidade que o artista herdou de seus ancestrais, produzindo, numa técnica própria, paisagens de rara harmonia. Individuais na Galeria de Arte do Copacabana Palace, em 1971 e 1973. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 700.



147 - FUKUDA (1943)

Composição - técnica mista - 29 x 34 cm - canto inferior direito -

Pintor, gravador e escultor, Roberto Kenji Fukuda nasceu em Indiana, SP. Iniciou-se na pintura com orientação de seu pai, o pintor Tamotsu Fukuda, um dos imigrantes japoneses pioneiros no Brasil. Como escultor foi o responsável pela criação do monumento comemorativo aos Jogos Pan-Americanos, do Rio de Janeiro (2007). Realizou exposições individuais em: Lins, SP (1963); Rio de Janeiro (1988, 1989); São Paulo (1988,1991); Curitiba, PR (1989); Brasília, DF (1989); Belo Horizonte, MG (1991). Participou de várias mostras coletivas pelo Brasil, Alemanha, França e Estados Unidos. JULIO LOUZADA, VOL. 11, PÁG. 120; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO; www.galeriamaradolzan.com.br.



148 - EDUARDO CAMÕES (1955)

"Rio visto de Icaraí" - óleo sobre madeira - 15 x 40 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1984 - Niterói - RJ -

Pintor, desenhista e gravador, sendo que, a partir de 1970, dedicou-se exclusivamente a pintura a óleo. Em 1973 excursionou pelos Estados Unidos, participando de exposições individuais e coletivas. Expôs também no Japão e em várias cidades brasileiras. JÚLIO LOUZADA, vol. 3, pág. 198.



149 - CARDOSO E SILVA (1904 - XX)

Baianas - óleo sobre tela - 59 x 29 cm - canto inferior esquerdo - 1966 -

Pintor, jornalista e escritor que nasceu em Salvador, BA. Estudou pintura como aluno livre da Escola de Belas Artes da Universidade da Bahia e realizou muitas exposições, em Salvador, na década de 1960. PONTUAL, PÁG. 108.



150 - IBERÊ CAMARGO (1914 - 1994)

Dados - técnica mista - 28 x 39 cm - canto inferior direito e dorso - 1982 -
Reproduzido no convite deste Leilão. Com a seguinte dedicatória no dorso: "Athié nossos votos de feliz natal e ano novo com abraços Maria e Iberê - Dez - 1982". Ex-coleção família do Deputado Federal Áthie Jorge Coury - Santos - SP.

Pintor, gravador, desenhista, escritor e professor, natural da cidade de Restinga Seca, RS, e falecido em Porto Alegre. Foi aluno de Salvador Parlagreco e João Fahrion. No Rio de Janeiro, a partir de 1942, estudou pouco tempo na Escola Nacional de Belas Artes, trocando-a pelos ensinamentos de Guignard. Fundou com outros artistas o 'Grupo Guignard' (1943). Recebeu o prêmio viagem ao estrangeiro em 1947. Morou dois anos em Paris e Roma, aperfeiçoando-se com De Chirico, Lhote, Achille e Rosa em pintura e com Petrucci, em gravura. Voltou ao Brasil (1950) e tornou-se membro da Comissão Nacional de Artes Plásticas (1952). Fundou o curso de gravura do Instituto Municipal de Belas Artes do Rio de Janeiro (1953), hoje Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Executou painel de 49 metros quadrados (1966) oferecido pelo Brasil à Organização Mundial de Saúde (OMS), em Genebra. Realizou inúmeras exposições individuais e participou de mostras coletivas e Salões oficiais pelo Brasil e exterior como Bienal Internacional de São Paulo, Bienal de Arte Hispano-Americana em Madri, Bienal de Veneza, Bienal de Gravuras em Tóquio, entre outras exposições importantes. Foi considerado o Melhor Pintor Nacional na VI Bienal de São Paulo (1961) e conquistou inúmeros prêmios. Entre suas publicações, constam o artigo 'Tratado sobre Gravura em Metal' (1964), o livro técnico 'A Gravura' (1992) e o livro de contos 'No Andar do Tempo: 9 contos e um esboço autobiográfico' (1988). MEC, VOL.1, PÁG.328; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁG.156; JULIO LOUZADA, VOL.11, PÁG.51; TEIXEIRA LEITE, PÁG.101; PONTUAL, PÁG.100; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 853; LEONOR AMARANTE, PÁG. 127; www.iberecamargo.org.br; brasilescola.uol.com.br; www.pinacoteca.org.br; www.artprice.com.



151 - NORBERTO NICOLA (1930 - 2007)

Vaso de flores - serigrafia - 28/50 - 64 x 35 cm - canto inferior direito -

Pintor e tapeceiro. Foi aluno de pintura de Samson Flexor, no Atelier Abstração, em 1954. Em 1959, estudou nos centros tapeceiros europeus e cria, com Jacques Douchez, o Ateliê Douchez-Nicola de Tapeçaria. Entre as exposições de que participou, destacam-se: Salão Paulista de Arte Moderna, São Paulo, de 1956 a 1960 (várias vezes premiado); Bienal Internacional de São Paulo, várias edições entre 1963 e 1975; Mostra de Tapeçaria Brasileira, no MAB/Faap, São Paulo, 1974 (1º prêmio); Trienal de Tapeçaria, no MAM/SP, 1979 (Hors Concours); Arte Plumária do Brasil, no Smithsonian Institute e no Museu de Antropologia, Washington (Estados Unidos) e Cidade do México, México, 1982; Bienal Brasil Século XX, na Fundação Bienal, São Paulo, 1994. JULIO LOUZADA vol, 4 pág, 800; MEC, vol, 3, pág, 261 e 262; WALMIR AYALA, vol 2, pág, 132; TEIXEIRA LEITE, pág 354. PONTUAL, pág, 384; ITAÚ CULTURAL; LEONOR AMARANTE, pág. 207.



152 - MARIA LEONTINA (1917 - 1984)

Composição - pastel - 21 x 31 cm - canto inferior direito - 1964 -

Pintora, gravadora e desenhista. Maria Leontina Mendes Franco da Costa nasceu em São Paulo, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. Iniciou estudos de desenho com Antônio Covello, em São Paulo (1938), e na primeira metade da década de 1940 estudou pintura com Waldemar da Costa. Em 1946, no Rio de Janeiro, frequentou o ateliê de Bruno Giorgi e fez curso de museologia no Museu Histórico Nacional, entre 1946 e 1948. Em 1947, participou da exposição ‘19 Pintores’, na Galeria Prestes Maia, em São Paulo, ao lado de Lothar Charoux, Marcelo Grassmann, Aldemir Martins, Luiz Sacilotto e Flavio-Shiró. Em 1951, foi convidada pelo psiquiatra e crítico de arte Osório César para orientar o setor de artes plásticas do Hospital Psiquiátrico do Juqueri. No mesmo ano, organizou uma mostra dos internos no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Em 1952, com bolsa de estudo do governo francês, viajou para a Europa, acompanhada pelo marido, o pintor Milton Dacosta. Em Paris, entre 1952 e 1954, frequentou o ateliê de gravura de Johnny Friedlaender. Na década de 1960, realizou painel de azulejos para o Edifício Copan e vitrais para a Igreja Episcopal Brasileira da Santíssima Trindade, ambos em São Paulo. Realizou exposições individuais e participou de inúmeras mostras, Salões oficiais e Bienais como a Bienal de Veneza (1950, 1952, 1956). Foi premiada no Rio de Janeiro (1944, 1950, 1955, 1957, 1980); em São Paulo (1944; 1947; 1951; 1954; 1958; 1960; 1980; 1955, 1959, 1965 - Bienais Internacionais; 1969, 1970 - Panoramas da Arte Atual Brasileira; 1975 - prêmio pintura da Associação Paulista de Críticos de Artes - APCA); Brasília, DF (1980); Curitiba, PR (1980; Porto Alegre, RS (1980); Nova York (1960 - Fundação Guggenheim). ITAU CULTURAL; MEC, VOL. 2, PÁG. 471; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 309; PONTUAL, PÁG. 338; ARTE NO BRASIL, PÁG. 772; LEONOR AMARANTE, PÁG. 25; WALTER ZANINI, PÁG. 645; JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 572.



153 - TOMÁS SANTA ROSA (1909 - 1956)

"Estrela da manhã" - desenho a nanquim e aquarela - 28,5 x 40 cm - canto inferior esquerdo -
Estudo.

Pintor, gravador, cenógrafo e professor autodidata, Tomás Santa Rosa Júnior nasceu em João Pessoa, PB e falecido em Nova Délhi, Índia. Fixou-se no Rio de Janeiro (1932), começou a trabalhar como auxiliar de Portinari e iniciou também sua carreira de ilustrador que se estenderia por longa série de obras de escritores brasileiros e estrangeiros, que incluiu, dentre outros, Graciliano Ramos, José Lins do Rêgo, Jorge Amado, Castro Alves, Dostoievski. É considerado o primeiro cenógrafo moderno brasileiro. Entre as exposições das quais participou destacam-se: o Salão Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro (1941 - Medalha de Prata); Um Século de Pintura Brasileira, no Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro (1952); II Bienal Internacional de São Paulo (1953); Salão Preto e Branco do III Salão Nacional de Arte Moderna do Rio de Janeiro (1954); 'Arts Primitifs et Modernes Brésiliennes', no Museu de Etnografia de Neuchâtel, Suíça (1955). Após sua morte, suas obras foram expostas nas seguintes mostras: Exposição de Artes Gráficas de Tomás Santa Rosa, na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro (1958); Retrospectiva no Teatro Municipal do Rio de Janeiro (1975); Santa Rosa, Carnaval e Figurinos na Fundação Nacional de Arte (Funarte) de São Paulo (1985); e Bienal Brasil Século XX, na Fundação Bienal de São Paulo (1994). PONTUAL, PÁG. 472; MEC VOL. 4, PÁG. 177; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 460; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 572; LEONOR AMARANTE; www.funarte.gov.br; cpdoc.fgv.br; www.artprice.com.



154 - ALFREDO VOLPI (1896 - 1988)

Fachada - serigrafia - 38/50 - 39 x 24 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.



155 - HEITOR DE PINHO (1897 - 1968)

Paisagem - óleo sobre madeira - 38 x 46 cm - canto inferior direito - 1946 -
Com etiqueta de Aloisio Cravo, leiloeiro oficial, no dorso.

Nascido e falecido na cidade do Rio de Janeiro, onde estudou na antiga Escola Nacional de Belas Artes. Foi discípulo de Rodolfo Chambelland, Batista da Costa, Lucílio de Albuquerque e Modesto Brocos. Participa de Salões Oficiais a partir de 1924, recebendo diversas premiações. JULIO LOUZADA, vol.11, pág.247; MEC. Vol.3, pág.400; WALMIR AYALA. Vol.2, pág.194; TEIXEIRA LEITE, pág.408; PONTUAL, pág.426.



156 - EDITH BEHRING (1916 - 1996)

Composição - gravura - P.A. - 46,5 x 32 cm - canto inferior direito -

Excepcional gravadora nascida e falecida na cidade do Rio de Janeiro-RJ. Estudou desenho e pintura com Candido Portinari na extinta Universidade do Distrito Federal, no Rio de Janeiro; xilogravura com Axl Leskoschek e gravura em metal com Carlos Oswald na Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro. Entre 1953 e 1957, viaja a Paris como bolsista e estuda com Johnny Friedlaender. Volta para o Brasil em 1957 e é convidada a organizar o Atelier de Gravura do MAM/RJ, onde permanece por dez anos. Participa de Graveurs Brésiliens, em Genebra, 1954; Salon de Mai, em Paris, 1955; Bienal Americana de Gravura de Santiago, 1963; Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP, 1969, 1974 e 1977; Prints by Brazilian Women Artists, em Nova York, 1981; e Bienal Brasil Século XX, em São Paulo, 1994. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, vol. 1 pág. 107



157 - DAREL VALENÇA LINS (1924 - 2017)

Composição - desenho a nanquim - 40 x 30 cm - canto inferior direito - 1962 -

Gravador, pintor, desenhista, ilustrador e professor nascido em Palmares, PE. Estudou na Escola de Belas Artes do Recife, atual Universidade Federal de Pernambuco (entre 1941 e 1942). Mudou-se para o Rio de Janeiro (1946); estudou gravura em metal com Henrique Oswald (1948) e recebeu aconselhamento técnico de Oswaldo Goeldi. Atuou como ilustrador em diversos periódicos: revista 'Manchete'; jornais 'Última Hora' e 'Diário de Notícias'; diversos livros: 'Memórias de um Sargento de Milícias' (1957), de Manuel Antônio de Almeida; 'Poranduba Amazonense' (1961), de Barbosa Rodrigues; 'São Bernardo' (1992), de Graciliano Ramos e 'A Polaquinha' (2002), de Dalton Trevisan. Encarregou-se das publicações da Sociedade dos Cem Bibliófilos do Brasil (entre 1953 e 1966). Lecionou gravura em metal no Museu de Arte de São Paulo - Masp (1951); litografia na Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro (entre 1955 e 1957) e na FAAP, São Paulo (1961 a 1964). Realizou painéis para o Palácio dos Arcos, em Brasília (1968-1969) e para a IBM do Brasil, no Rio de Janeiro (1979). Realizou muitas exposições individuais, destacando-se: Rio de Janeiro (1949, 1963, 1964, 1966, 1968, 1973, 1995); Recife, PE (1951); Itália (1952 – Milão, 1958 - Roma); São Paulo (1953 – MASP, 1960, 1967). Participou de várias mostras e Salões oficiais, entre as quais: Salão Nacional de Arte Moderna (1952 a 1960) onde recebeu Prêmio de Viagem ao País (1952) e Prêmio de Viagem ao Estrangeiro (1957); Bienal Internacional de São Paulo (1961 a 1967) recebendo Prêmio Melhor Desenhista Nacional (1963) e Sala Especial (1965); Gravadores Brasileiros Contemporâneos, EUA (1966); Bienal de Tóquio, Japão (1964); Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa (1988, 1993). MEC VOL.3, PÁG. 18; PONTUAL, PÁG.160; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 313; VOL. 8, PÁG. 246; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 715; ARTE NO BRASIL, PÁG. 839; LEONOR AMARANTE, PÁG. 125; ACERVO FIEO; www.graphias.com.br; www.artprice.com.



158 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Galo - técnica mista - 14 x 11 cm - canto inferior direito -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



159 - BRUNO LECHOWSKY (1889 - 1941)

Casario - aquarela - 33 x 30 cm - canto inferior direito - 1936 -

Natural da Polônia, este grande pintor e professor veio para o Brasil em 1926, fixando-se inicialmente no Paraná, para depois vir a residir de forma permanente no Rio de Janeiro, o qual pintou com todas as cores e luzes. Integrou o Núcleo Bernardelli, onde orientou mestres como Tamaki, Takaoka, e principalmente Pancetti, a quem chegaria a marcar, inclusive nas cores chapadas. TEODORO BRAGA, pág. 139; PONTUAL, pág. 305; MEC, vol. 2, pág. 465; TEIXEIRA LEITE, pág. 281/282; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 449; ARTE NO BRASIL, pág. 764.



160 - JOHN ATKINSON GRIMSHAW (1836 - 1893)

Paisagem - óleo sobre tela - 50 x 68 cm - canto inferior direito -
Reproduzido no convite deste Leilão. No estado. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista inglês nascido e falecido em Leeds. Artista autodidata. Era funcionário da "Great Northern Railway" até 1861 quando passou a se dedicar integralmente à pintura. Começou a expor seus trabalhos em Leeds na década de 1860. Pintou, principalmente, para patronos de arte privados e exibiu apenas cinco trabalhos na "Royal Academy" entre 1874 e 1886 e um na Galeria Grosvenor. BENEZIT; www.johnatkinsongrimshaw.org; www.artprice.com.



161 - MILTON DACOSTA (1915 - 1988)

Castelo - serigrafia - 11/100 - 69 x 99 cm - canto inferior direito -
No estado.

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador. Milton Rodrigues da Costa nasceu em Niterói, RJ e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou estudos de desenho e pintura (1929) com o professor alemão August Hantv. No ano seguinte matriculou-se no curso livre de Marques Júnior, na Escola Nacional de Belas Artes. Junto com Edson Motta, Bustamante Sá e Ado Malagoli, entre outros, criou o Núcleo Bernardelli (1931). Viajou para Estados Unidos (1945), com o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Belas Artes do ano anterior. Na cidade de Nova York, estudou na "Art's Students League". Foi para a Europa (1946) e após visita a vários países, fixou-se em Paris, onde estudou na "Académie de La Grande Chaumière". Conheceu Pablo Picasso, por intermédio de Cícero Dias, e frequentou os ateliês de Georges Braque e Georges Rouault. Expôs no "Salon d'Automne", Paris e regressou ao Brasil (1947). Casou-se com a pintora Maria Leontina (1949) e passou a residir em São Paulo. Realizou muitas exposições individuais, entre as quais, a "Homenagem a Milton Dacosta" na Galeria da Praça, RJ, com curadoria de Luiz Carlos Moreira (1973). Participou de inúmeros Salões e mostras coletivas, como: Bienal de Veneza (1950); Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1979); Panorama de Arte Brasileira, MAM – SP (1971). Foi premiado, também, nas Bienais Internacionais de São Paulo (1955, 1957). TEODORO BRAGA, PÁG. 163; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 229; MEC, VOL. 2, PÁG. 13; BENEZIT, VOL. 3, PÁG.315; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 302; VOL. 3, PÁG. 310; ITAU CULTURAL; PONTUAL, PÁG. 155; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



162 - ARLINDO CASTELLANE DI CARLI (1910 - 1985)

Nu - óleo sobre tela - 55 x 38 cm - canto inferior direito - 1971 -

Pintor e escultor. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, onde foi aluno de José Maria da Silva Neves e de Enrico Vio. Suas primeiras realizações foram na pintura. Mais tarde passou a dedicar-se também à escultura. Sofreu influência do pintor Armando Balloni. Em 1942, estreando no SPBA, recebeu prêmio de menção honrosa, seguindo-se nos anos posteriores, diversas premiações, inclusive de viagem ao estrangeiro. MEC, vol. 1, pág. 355; WALMIR AYALA, vol.1, págs. 183 e 184; ITAÚ CULTURAL.



163 - IVAN SERPA (1923 - 1973)

Figuras - litografia - 39/50 - 43 x 32 cm - canto inferior direito - 1969 -
No estado.

Pintor, desenhista, gravador e professor, Ivan Ferreira Serpa nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Estudou gravura e desenho com Axel Leskoschek (entre 1946 e 1948) no Rio de Janeiro. Em 1949, ministrou suas primeiras aulas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, onde, a partir de 1952, exerceu sistemática atividade didática, em especial no ensino infantil. Foi um dos precursores do concretismo no Brasil, criando ao lado de Aluisio Carvão, Lígia Clark, Hélio Oiticica e outros o Grupo Frente, que se manteve ativo de 1954 a 1956, inclusive com exposições no Rio de Janeiro. Participou da Divisão Moderna do SNBA (1947-1951). Em 1957, recebeu o prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna, RJ. Participou da exposição ’Opinião 65’, evento que marca a difusão de uma nova arte de tendência figurativa, a neofiguração. Em 1970, fundou, com Bruno Tausz, o Centro de Pesquisa de Arte no Rio de Janeiro. Participou da Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1961, 1963, 1965) e da Bienal de Veneza (1952, 1954, 1962, 1966). PONTUAL, PÁG 486; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 605; ARTE NO BRASIL, PÁG. 840; LEONOR AMARANTE, PÁG. 26; MEC VOL. 4, PÁG. 221; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 899.



164 - ANNA MARIA MAIOLINO (1942)

Composição - serigrafia - 6/25 - 69 x 99 cm - canto inferior esquerdo - 1988 -

Gravadora pintora, escultora, artista multimídia e desenhista, natural de Scalea (Calábria), Itália. Residiu na Venezuela com a família, onde estudou pintura na Escola de Belas Artes Cristóbal Rojas. Posteriormente transferiu sua residência para o Rio de Janeiro, onde fez curso de gravura em madeira na ENBA. Frequentou o ateliê de Ivan Serpa, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e estudou gravura com Adir Botelho, em 1963. Entre 1968 e 1971, estudou no Pratt Graphic Center, em Nova York. A partir da década de 1970, começou a trabalhar com diversas mídias, como a instalação, a fotografia e filmes. Participou nos anos 60 do movimento carioca Nova Figuração, com Vergara, Gerchman, Antonio Dias e Roberto Magalhães. Realizou exposições individuais a partir de 1967 e participou de inúmeras mostras oficiais pelo Brasil e exterior, inclusive da Bienal de São Paulo. Em 1990, recebeu o prêmio de melhor mostra do ano, da Associação Brasileira de Críticos de Arte - ABCA, pela exposição individual realizada em 1989, no Centro Cultural Cândido Mendes. Realizou em Nova York, em 2002, exposição retrospectiva acompanhada do livro ‘A Life Line/Vida Afora’. Em 2012 venceu a primeira edição do Prêmio MASP/Mercedes-Benz de Artes Visuais e foi umas das artistas que representou o Brasil na Documenta de Kassel, Alemanha. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.5 PÁG.630; MEC VOL. 3, PÁG. 43; PONTUAL PÁG. 331.



165 - GRAUBEM DO MONTE LIMA (1889 - 1972)

Borboletas - óleo sobre tela - 67 x 69 cm - canto inferior direito - 1971 -

Pintora natural de Iguatu, CE. Faleceu na cidade do Rio de Janeiro. Fixou residência no Rio de Janeiro em 1908, onde se iniciou na pintura como autodidata (1958). Em 1960, prosseguiu seus estudos com Ivan Serpa, no MAM-RJ. Entre as exposições das quais participou, destacam-se: Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro, 1962 e 1963; Bienal Internacional de São Paulo, de 1963 a 1967; Bienal Americana de Arte, Córdoba (Argentina), 1964; Oito Pintores Brasileiros, na Galeria Jacques Massol, Paris (França), 1965; Bienal Nacional de Artes Plásticas, Salvador, Bahia, 1966; Artistas Primitivos Brasileiros Contemporâneos, no Museu de Arte Moderna de Buenos Aires, Argentina, 1966. PONTUAL, pag. 250; ITAU CULTURAL; MEC VOL. 2, PÁG. 282; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 443.



166 - ALBERTO MATTERA (1925)

Marinha - óleo sobre eucatex - 27 x 34 cm - canto inferior esquerdo -
No estado.

Pintor natural do Rio de Janeiro. Interessou-se pela pintura desde os treze anos de idade, época em que foi trabalhar na Casa Cavaliére, no Rio de Janeiro, local onde artistas se reuniam. Aos dezenove anos começava a esboçar, às escondidas, seus primeiros trabalhos, entusiasmado e influenciado pelos pintores com os quais convivia. Travou conhecimento com Portinari, Di Cavalcanti, Pancetti, Djanira e outros. Participou do Salão da Sociedade Brasileira de Belas Artes (1953); Salão Fluminense de Belas Artes, em Niterói-RJ (1966), tendo conquistado Medalha de Prata; Salão Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro (1968 e 1972), tendo sido premiado, no último, com Medalha de Bronze. Realizou uma exposição individual em Brasília, em 1987. JULIO LOUZADA, VOL. 3, PÁG. 713; VOL. 4, PÁG. 707; VOL. 13, PÁG. 217.



167 - TORQUATO BASSI (1880 - 1967)

Paisagem - óleo sobre tela - 46 x 75 cm - canto inferior esquerdo -
No estado.

Nascido em Ferrara / Itália, veio para o Brasil ainda muito jovem, fixando-se em São Paulo, onde desenvolveu sua vida artística. Participou durante anos do Salão de Belas Artes do Rio de Janeiro, Salão Paulista de Belas Artes e de mostras de pintores italianos. Tem obras na Pinacoteca do Estado de São Paulo e no Museu Paulista de Belas Artes. TEODORO BRAGA, pág. 47; PONTUAL, pág. 58; MEC, vol. 1, pág. 188; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 89; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO, RUTH TARASANTCHI.



168 - LEÓN FERRARI (1920 - 2013)

Dormitório - litografia - 28/100 - 69 x 65 cm - canto inferior direito - 1986 -

Gravador e escultor argentino, natural da cidade de Buenos Aires. Começou a fazer escultura em 1954, com diversos materiais e com arame de aço inoxidável. Em 1962, iniciou sua série de desenhos escritos. Em 1964 colaborou com Rafael Albertino no livro de poesias e desenhos "Escritos en el Aire", editado por Vanni Scheiwiller em Milão. Em 1965, abandonou a arte abstrata e participou do movimento cultural que acompanhou a atividade política argentina, colaborando na organização de diversas mostras coletivas. A partir de 1976 fixa residência no Brasil, em São Paulo, onde voltou a esculpir e experimentar outras técnicas, como fotocópias, etc. Desenvolveu uma série de esculturas sonoras que deram origem aos instrumentos lúdicos musicais com os quais deu 4 concertos-performance. JULIO LOUZADA, vol. 3, pág. 403



169 - WILLY JOHANN GUTBROD (XX)

Baianas - óleo sobre eucatex - 64 x 18 cm - centro esquerdo -

Pintor expressionista natural de Wurtemberg, Alemanha, transferindo-se para o Brasil em 1922. Foi premiado com a Medalhas de Bronze no SNBA-RJ em 1969, e de Prata em 1972. Recebeu também o Prêmio Viagem ao Estrangeiro em 1973. "Dedicado a revelar a vida do povo, não se desgasta num esquema socializante de protesto, ou pelo menos não sacrifica a inocência de sua pintura a uma pretenciosa posição de crítica. A realidade do cotidiano popular surge vertido de limpesa, alegria e decisão, servindo de pretexto, como nos sambas de partido alto, a um rico jogo de formas a cores, à luz do dia, com saúde e garra." - Walmir Ayala, Rio de Janeiro, abril de 1979.



170 - ROBERTO BURLE MARX (1909 - 1994)

Composição - técnica mista - 74 x 106 cm - canto inferior direito - 1985 -
Reproduzido no convite deste Leilão. Ex coleção Sr. Antonio Osmar Alves de Oliveira, São Paulo - SP.

Nasceu em São Paulo e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, paisagista, arquiteto, desenhista, pintor, gravador, litógrafo, escultor, tapeceiro, ceramista, designer de jóias, decorador. Durante a infância viveu no Rio de Janeiro. Foi com a família para a Alemanha, em 1928. Em 1929, freqüentou o ateliê de pintura de Degner Klemn. Nos jardins e museus botânicos de Dahlen, em Berlim, entusiasmou-se ao encontrar exemplares da flora brasileira. De volta ao Brasil, fez curso de pintura e arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1930 - 1934), onde foi aluno de Leo Putz , Augusto Bracet e Celso Antônio. Seu primeiro projeto paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, em 1932. Entre 1934 e 1937, ocupou o cargo de diretor de parques e jardins do Recife, PE, onde passou a residir. Nesse período, foi com freqüência ao Rio de Janeiro e teve aulas com Candido Portinari e com o escritor Mário de Andrade. Em 1937, retornou ao Rio de Janeiro e trabalhou como assistente de Candido Portinari. Foi em 1949, conforme sua paixão por plantas e seu interesse por botânica e jardinagem, que Burle Marx adquiriu um sítio em Barra de Guaratiba, RJ. Com auxílio de botânicos, viajou, coletou, catalogou exemplares de plantas do Brasil e reproduziu em seu sítio a diversidade fitogeográfica brasileira. Em 1985 doou esse sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.Realizou muitas exposições individuais e projetos paisagísticos, participou de diversas mostras oficiais coletivas pelo Brasil e no exterior. PONTUAL, PÁG. 94; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 93; MEC. VOL.1, PÁG.303; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 738; LEONOR AMARANTE, PÁG. 98; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 179; artnet.com. ACERVO FIEO.



171 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Galo - serigrafia - 7/100 - 54 x 36 cm - canto inferior direito - 1996 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



172 - MENASE VAIDERGORN (1927)

"Trio defensivo" - óleo sobre tela - 30 x 24 cm - canto inferior direito -

Pintor nascido em Hotin, Romênia. Assina MVAIDERGORN. Seus pais vieram para o Brasil (1932) fixando residência em São Paulo. Ingressou na Associação Paulista de Belas Artes (fim da década de 1940) onde conheceu Dario Mecatti que muito o estimulou. Viajou pelo norte da África e Europa. Realizou exposições individuais e participou de diversos salões e mostras coletivas oficiais, recebendo diversos prêmios, entre eles: os do Salão Paulista de Belas Artes, SP (1976 - Medalha de Bronze, 2000 – Prêmio Aquisição, 2001 – Grande Medalha de Prata). JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 1011; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



173 - YOLANDA MOHALYI (1909 - 1978)

Composição - aquarela - 30 x 40 cm - canto inferior direito - 1973 -
Com dedicatória.

Pintora, desenhista, gravadora e professora, Yolanda Lederer Mohalyi nasceu em Kolozsvar, capital da Transilvânia, Hungria (atual Cluj Napoca, Romênia) e faleceu em São Paulo, SP. Na Hungria estudou pintura na Escola Livre de Nagygania e na Real Academia de Belas Artes de Budapeste (1927). Em 1931, veio para o Brasil e fixou-se em São Paulo, onde lecionou desenho e pintura. Foram seus alunos, entre outros, Maria Bonomi e Giselda Leirner. A partir de 1935, começou a frequentar o ateliê de Lasar Segall. Integrou o Grupo Sete (1937) ao lado de Victor Brecheret, Antonio Gomide e Elisabeth Nobiling. Em 1951 realizou suas primeiras xilogravuras com Hansen Bahia . Entre as décadas de 1950 e 1960 executou, em São Paulo, vitrais para a Fundação Armando Álvares Penteado – FAAP, murais para as igrejas Cristo Operário e São Domingos, mosaicos para residências particulares e vitrais para a Capela de São Francisco, em Itatiaia. Representou o Brasil na 1ª Bienal Americana de Arte (1962), Argentina, tendo alguns de seus trabalhos escolhidos pelo crítico Herbert Read para uma exposição itinerante nos Estados Unidos. Participou da I, II, IV, V, VI, VII, VIII e IX Bienal Internacional de São Paulo; da II e V Bienais de Tóquio, entre outras, Recebeu diversos prêmios como: o Prêmio Leirner de Arte Contemporânea (1958), o Prêmio de Melhor Pintor Nacional na 7ª Bienal Internacional de São Paulo (1963). TEIXEIRA LEITE, PÁG. 331; PONTUAL, PÁG. 363; MEC VOL.3, PÁG. 168; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 937; LEONOR AMARANTE, PÁG. 75; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 639; ACERVO FIEO; www.pinacoteca.org.br; mam.org.br; masp.art.br; www.artprice.com.



174 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Menino e rosas - óleo sobre tela colada em cartão - 48 x 65 cm - canto inferior direito ilegível -



175 - OBJETO

Cantil Militar - 24 x 16 x 07 cm - não assinado -
Cantil Militar Europeu da época da Segunda Guerra.



176 - SOCORRO LYRA (XX)

Mulher - óleo sobre mdf - 16 x 16 cm - centro inferior - 2012 -

Pintora pernambucana, Maria do Socorro Lyra e Silva nasceu em Lagoa dos Gatos e cresceu em Caruaru. Iniciou-se nas artes em 1979. Fez cursos de pintura com Ricardo Pessoa, Wandeckson Wanderley, Luiz Notari, Ana Vaz e Pierre Chalita. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1985); Recife, PE (1987, 1992); João Pessoa, PB (1987) e tem participado de mostras coletivas pelo Brasil e exterior como em Portugal (1991) - Porto e Vila do Conde. Recebeu o Prêmio Nominal José Gomes de Figueiredo do Museu do Estado de Pernambuco em 1985. JULIO LOUZADA VOL. 6, 625; ITAU CULTURAL; www.artemaior.com.br/anuario2014/perfil.do?codigo=618.



177 - SERGIO VILANOVA (1962)

Casamento - técnica mista - 32 x 44 cm - canto inferior direito - 1999 -

Pintor autodidata nascido em Pernambuco. Iniciou-se nas artes em 1974 quando recebeu o Prêmio Museu do Estado de Pernambuco. A partir de 1982, passou a realizar exposições individuais e coletivas em várias galerias e espaços culturais do Brasil e do exterior, destacando-se: Centro Cultural H. Stern, Rio de Janeiro; "Laumeier Sculpture Park", Saint Louis, EUA; "Het Domein", Holanda; Cassino do Estoril, Portugal; Museu Internacional de Art Naïf do Brasil; "Museo dele Arti e Tradizioni Popolari di Latina", Fondazione Luigi Faccioli, Roma-Italia (2008); Solar da Marquesa, Olinda-PE (2012). Premiações: Salão de Arte de Pernambuco (1982), Movimento Arte para Todos, Ceará (1983), Salão de Arte Celpe (1983), Prêmio Especial do Salão da Ferrovia, RJ (1986), Prêmio Especial no 1º Salão Marinha, PE (1992). www.al.sp.gov.br/noticia/?id=276023; www.artemaior.com.br.



178 - FERNANDO COELHO (1939)

"Marinha do barquinho só" - óleo sobre tela - 60 x 100 cm - canto inferior direito e dorso - 1977 -

Pintor baiano nascido em Salvador. Inicialmente publicitário de sucesso, dedica-se integralmente à pintura a partir de 1963. Além de exposições individuais nas Galerias Querino (Salvador), Astréia (SP), e Bonino (RJ), expôs na Alemanha e participou dos SNAM e BNAP. Produz pintura que, fixando paisagens urbanos, se situa entre o figurativismo e o abstracionismo. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 209/210; MEC, vol. 1,pág. 441; PONTUAL, pág. 139; TEIXEIRA LEITE, pág. 126; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 74.; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO.



179 - PASSINI (XX)

Marinha - óleo sobre cartão - 31 x 39 cm - canto inferior esquerdo -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista com diversas participações em mostras coletivas.



180 - ALBERTO DA VEIGA GUIGNARD (1896 - 1962)

Cristo - óleo sobre madeira - 35 x 25 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1959 -
Reproduzido no convite deste Leilão. Com carimbo da Petite Galerie - Praça General Ozório 53, Rio de Janeiro, no dorso. Com Laudo de Autenticidade firmado pelo Presidente da Fundação Guignard, Dr. Pierre Santos, datada de 19 de abril de 2018.

Pintor, professor, desenhista, ilustrador e gravador, Alberto da Veiga Guignard nasceu em Nova Friburgo, RJ e faleceu em Belo Horizonte, MG. Mudou-se com a família para a Europa em 1907. Em dois períodos, entre 1917 e 1918 e entre 1921 e 1923, frequentou a Real Academia de Belas Artes de Munique, onde estudou com Hermann Groeber e Adolf Hengeler. Aperfeiçoou-se em Florença e em Paris, onde participou do Salão de Outono. Retornou para o Rio de Janeiro em 1929 e integrou-se ao cenário cultural por meio do contato com Ismael Nery. Participou do Salão Revolucionário de 1931, e foi destacado por Mário de Andrade como uma das revelações da mostra. Em 1941, integrou a Comissão Organizadora da Divisão de Arte Moderna do Salão Nacional de Belas Artes, com Oscar Niemeyer e Aníbal Machado. Em 1943, passou a orientar alunos em seu ateliê e criou o Grupo Guignard. A única exposição do grupo, realizada no Diretório Acadêmico da Escola Nacional de Belas Artes, foi fechada por alunos conservadores e reinaugurada na Associação Brasileira de Imprensa. Em 1944, a convite do prefeito Juscelino Kubitschek, transferiu-se para Belo Horizonte e começou a lecionar e dirigir o curso livre de desenho e pintura da Escola de Belas Artes, por onde passaram Amilcar de Castro, Farnese de Andrade e Lygia Clark, entre outros. Permaneceu à frente da escola até 1962, quando, em sua homenagem, esta passou a chamar-se Escola Guignard. Participou da Bienal de Veneza (1928, 1952); da Bienal Internacional de São Paulo (1951) e outras. PONTUAL, PÁG. 254; MEC, VOL. 2, PAG. 304; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 236; JULIO LOUZADA, VOL. 10, PÁG. 404; ART PRICE ANNUAL 2000, PÁG. 1013; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 373; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 559; ARTE NO BRASIL, PÁG. 505; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28; www.pinturabrasileira.com; www.brasilescola.com; web.artprice.com.



181 - CLAUDIO TOZZI (1944)

Araras - serigrafia - 52/98 - 59 x 42 cm - canto inferior direito -

Pintor, arquiteto e gravador, Claudio José Tozzi nasceu em São Paulo. É mestre em arquitetura pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo. Realizou diversas exposições individuais. Participou, entre várias mostras e Salões oficiais, da Bienal Internacional de São Paulo em 1967, 1969, 1977, 1985, 1989, 1991; do Panorama da Arte Atual Brasileira em 1971, 1973, 1976, 1977, 1979, 1980, 1983; da Bienal de Veneza em 1976; da Bienal de Paris em 1980. Criou painéis para espaços públicos de São Paulo, como: ‘Zebra’, colocado na lateral de um prédio da Praça da República; na Estação Sé do Metrô, em 1979; na Estação Barra Funda do Metrô, em 1989; no edifício da Cultura Inglesa, em 1995 e, no Rio de Janeiro, na Estação Maracanã do Metrô Rio, em 1998. WALMIR AYALA VOL.2, PÁG.388; PONTUAL PÁG.525; TEIXEIRA LEITE PÁG. 512; ARTE NO BRASIL VOL.2, PÁG.1059; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 740; LEONOR AMARANTE PÁG. 170; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 992; www.eca.usp.br; www.pinacoteca.org.br.



182 - OLIVIER CHARLES DE PENNE (1831 - 1897)

Monge - aquarela - 26 x 20 cm - canto inferior direito -
No estado. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista, caricaturista e ilustrador frances nascido em Paris e falecido em Marlotte (agora Bourron-Marlotte), perto de Fontainebleau. Foi aluno de Léon Cogniet e Charles Jacque. Produziu ilustrações para "L'Illustration". Recebeu o segundo Prêmio no "Grand Prix" de Roma (1857). Em Paris, participou do "Salon" e do "Salon des Artistes Français" onde foi premiado com a Medalha de Bronze (1872), Medalha de Prata (1883) e Medalha de Prata na "Exposition Universelle" (1889). BENEZIT; www.artprice.com; www.drouot.com; www.arcadja.com.



183 - ANTONIO HENRIQUE AMARAL (1935 - 2015)

Composição - técnica mista - 21 x 28 cm - canto inferior direito - 1962 -
Com etiqueta de Grifo Galeria de Arte - Alameda Itu, 1062, São Paulo - SP, no dorso.No estado.

Gravador, desenhista e pintor, foi aluno de Lívio Abramo no MAM / SP, e de Shiko Munakata, no Pratt Graphic Art, em Nova York. Artista consagrado nacional e internacionalmente. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 37; MEC, vol. 1, pág. 73; PONTUAL, pág. 21;TEIXEIRA LEITE, pág. 23 a 25; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 754; ARTE NO BRASIL, pág.903; LEONOR AMARANTE, pág. 170; Acervo FIEO.



184 - JOSÉ MARIA DE ALMEIDA (1906 - 1995)

"Rua Cândido Reis - Lamego" - óleo sobre tela - 36 x 27 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1979 - Portugal -

Pintor português, radicado no Brasil (Rio de Janeiro) desde 1920; estudou pintura no Liceu de Artes e Ofícios e na antiga ENBA, onde foi aluno de Rodolfo Chambelland. Conquistou, no SNBA (ao qual começou a comparecer em 1937), menção honrosa (1939) e as medalhas de bronze (1943) e de prata (1949). Foi premiado também no Salão da Associação dos Artistas Brasileiros (medalhas de ouro e de honra em 1955 e 1965). Fez diversas exposições individuais no Palace Hotel (GB), entre 1940 e 1949, bem como no MNBA (1952 - 1958). Realizou viagens por várias cidades européias que ficaram retratadas em sua pintura, de caráter inteiramente figurativo. TEODORO BRAGA, pág. 31; Catálogo da Exp. de Paisagem Brasileira, Min. da Educ. e Saúde. - MNBA/Rio/1944; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 32; JÚLIO LOUZADA, vol. 11, pág. 7, Acervo FIEO.



185 - ALDO BONADEI (1906 - 1974)

Natureza morta - óleo sobre papel colado em eucatex - 27 x 37 cm - canto inferior direito - 1968 -
Com certificado de autenticidade datado de 05 de setembro de 2016 do Leiloeiro Oficial James Lisboa, São Paulo - SP.

Pintor, designer, gravador, figurinista e professor - Aldo Cláudio Felipe Bonadei nasceu e faleceu em São Paulo, SP. Entre 1923 e 1928 foi aluno de Pedro Alexandrino, período em que também frequentou o ateliê de Antonio Rocco. Viajou para a Itália, entre 1930 e 1931, e frequentou a Academia de Belas Artes de Florença, onde teve aulas com Felice Carena e seu assistente Ennio Pozzi, ambos ligados ao movimento ‘novecento’. Nesse período, dedicou-se ao desenho da figura humana, principalmente ao nu. Retornou a São Paulo no início da década de 1930 e participou ativamente do Grupo Santa Helena, da Família Artística Paulista - FAP e do Sindicato dos Artistas Plásticos. Em 1949 lecionou na Escola Livre de Artes Plásticas, primeira escola de arte moderna de São Paulo e participou do Grupo Teatro de Vanguarda. No ano seguinte, fundou a Oficina de Arte - O. D. A., com Odetto Guersoni e Bassano Vaccarini. No fim da década de 1950 atuou como figurinista nas peças ‘Vestido de Noiva’, de Nelson Rodrigues, e ‘Casamento Suspeitoso’, de Ariano Suassuna. Também desenhou alguns figurinos para dois filmes dirigidos por Walter Hugo Khoury: ‘Fronteiras do Inferno’ (1958) e ‘Na Garganta do Diabo’(1959). Realizou muitas exposições individuais e participou de vários Salões oficiais destacando-se: Bienal Internacional de São Paulo (1ª, 2ª, 3ª, 6ª, 7ª); Bienal de Veneza (1952); Panorama da Arte Moderna Brasileira (1970). MEC, VOL. 1, PÁG. 247; PONTUAL, PÁGS. 78/79; ARTE NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 1041; ART PRICE ANNUAL 2000, PÁG. 258; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 79; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; LEONOR AMARANTE, PÁG. 72; ACERVO FIEO.



186 - JOSÉ JULIO DE SOUZA PINTO (1855 - 1939)

Figuras - desenho a lápis - 12 x 16 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor de gênero, retratista e paisagista, natural da Ilha de Terceira, Açores - Portugal. Cursou a Academia de Belas Artes do Porto e foi aluno de João Correia. Ganhando Prêmio de Viagem, residiu muitos anos em Paris, onde acabou permanecendo, encerrada a bolsa, por um longo período de sua vida, tornando-se discípulo de Cabanel e Yvon. Participou de inúmeras exposições, ganhando prêmios em 1883, 1889, 1895 e Hors Concours, em 1900, na Exposição Universal. Possui obras em vários museus. Faleceu na cidade do Porto, Portugal. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 936.



187 - GUIMA (1927 - 1993)

"Marinha" - óleo sobre tela - 16 x 22 cm - canto inferior direito e dorso - 1972 -

Pintor e desenhista de mérito invulgar, Guima era paulista de Taubaté, residiu por muitos anos no Rio de Janeiro e praticava o figurativismo expressionista, por vezes eivado de notas líricas, de outras descambando para o fantástico. MEC, vol. 2, pág. 306; PONTUAL, pág.257; WALMIR AYALA, vol. 1, págs. 377/8; JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 407; ITAÚ CULTURAL.



188 - LORENZO DELLEANI (1840 - 1908)

Paisagem - óleo sobre madeira - 60 x 84,5 cm - canto inferior direito - 16/05/1906 -
No estado. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista e gravador italiano nascido em Pollone, Piemonte e falecido em Turim. Foi mandado por seus pais para St-Jean-de-Maurienne - França para aprender música, mas desistiu e optou pela pintura. Até seu retorno para a Itália, estudou na Academia Albertina. Expôs pela primeira vez em 1863. BENEZIT; www.artprice.com.



189 - GUIDO VIARO (1897 - 1971)

Figuras - desenho a nanquim e aguada - 16 x 21 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e professor, nasceu em Badia Polesine, Itália. Fez estudos de formação artística em Veneza e Bolonha, naquele País, vindo para o Brasil em 1928. Radicou-se em Curitiba 1930, onde lecionou pintura e desenho. Participou, recebendo premiações, em diversos Salões nacionais. JULIO LOUZADA vol.aa, pág.335; TEIXEIRA LEITE, pág. 522, PONTUAL, pág. 539; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 449; ARTE NO BRASIL, pág. 883.



190 - JOSÉ PANCETTI (1902 - 1958)

Figuras na praia - óleo sobre madeira - 30 x 23,5 cm - canto inferior direito - 1946 -
Reproduzido no convite deste Leilão. Com etiqueta da Galeria Bahiart, Rua Carlos Góes, 234 - Rio de Janeiro, RJ, que foi de propriedade do Senhor Zito Saback.

Giuseppe Gianinni Pancetti nasceu em Campinas, SP e faleceu no Rio de Janeiro. Filho de imigrantes italianos foi mandado aos dez anos de idade para a Itália, onde trabalhou em diversos ofícios até entrar para a marinha mercante italiana. De volta ao Brasil, em 1920, trabalhou na Oficina Beppe, São Paulo (1921), especializada em decoração de pintura de parede, como cartazista, pintor de parede e auxiliar do pintor Adolfo Fonzari. Em 1922 ingressou na Marinha de Guerra Brasileira, viajando pelo país e exterior, transferindo-se para a reserva em 1946, no posto de Segundo Tenente. Começou a pintar, auto didaticamente em 1924 e, em 1925, servindo no encouraçado Minas Gerais, pintou suas primeiras obras. No ano seguinte, para progredir na carreira, integrou o quadro de pintores dentro da "Companhia de Praticantes e Especialistas em Convés". Passou a frequentar, a partir de 1932, o Núcleo Bernardelli, no Rio de Janeiro, onde recebeu orientação de Manoel Santiago, Edson Motta, Rescála e Bruno Lechowski. Participou do Salão Nacional de Belas Artes, sendo premiado em 1934, 1936, 1939 e, já na Divisão Moderna, recebeu o Prêmio Viagem ao Estrangeiro (1941), o Prêmio Viagem ao País (1947) e a Medalha de Ouro (1948). Figurou na Bienal de Veneza em 1950; ano em que passa a residir em Salvador, BA. Integrou a mostra "Um Século de Pintura Brasileira", realizada no Museu Nacional de Belas Artes (1952) e a exposição "Arte Moderna no Brasil" que percorreu as cidades de Buenos Aires, Rosário, Santiago e Lima, todas em 1957. Participou duas vezes da Bienal de São Paulo, em 1951 e 1955. Mereceu Sala Especial na Bienal da Bahia - Salvador, em 1966. O Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro realizou, em 1962, exposição retrospectiva de sua obra. TEODORO BRAGA, PÁG. 130; PONTUAL, PÁGS. 403 E 404; MEC, VOL. 3, PÁG. 332; REIS JUNIOR, PÁG. 383; ITAU CULTURAL; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 380; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 597; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28; www.mamcampinas.com.br.



191 - ESCOLA TOSCANA SÉCULO XVIII

Madona com menino - óleo sobre madeira - 44,5 x 30 cm - não assinado -
No estado. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")



192 - DIONISIO DEL SANTO (1925 - 1999)

Composição - guache - 19 x 18 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e serigrafista, nasceu em Colatina-ES, e faleceu em Vitória, naquele mesmo Estado. Autodidata. Em 1975, recebe o Prêmio de Melhor Exposição de Gravura do Ano, da APCA. Participou da 9ª Bienal Internacional de São Paulo, 1967 (Prêmio Itamarati Aquisição) e do Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro, 1968 (Prêmio Isenção do Júri). JULIO LOUZADA vol.11, pág. 88; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 682; ARTE NO BRASIL, pág. 934.



193 - EDSON MOTTA (1910 - 1981)

Paisagem - desenho a nanquim e aquarela - 25 x 17 cm - canto inferior direito -
No estado.

Mineiro de Juiz de Fora, estudou na ENBA no Rio de Janeiro, onde foi aluno de Rodolfo Chambelland, Marques Junior e Outros. Foi um dos fundadores do Núcleo Bernardelli, que dirigiu por alguns anos. Expositor nas diversas versões do SNBA. Em 1939 ganhou o premio viagem à Europa, onde estudou Conservação e Restauro, ofício que lhe renderia prestígio e respeito no País, PONTUAL, 374; TEIXEIRA LEITE, 336; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 579.



194 - BELMONTE (1897 - 1947)

A bronca - desenho a nanquim e aquarela - 30 x 20 cm - canto inferior direito -

Benedito Bastos Barreto - caricaturista, desenhista, pintor, ilustrador, escritor, jornalista e historiador - nasceu e faleceu em São Paulo. Iniciou sua carreira em 1912 publicando suas primeiras caricaturas na revista paulista ‘Rio Branco’ e paralelamente colaborou na revista carioca ‘D. Quixote’. Durante seus primeiros anos de trabalho publicou em diferentes periódicos paulistas e, em 1921, empregou-se na recém-inaugurada ‘Folha da Noite’, substituindo Voltolino. Nesse periódico passou a utilizar o pseudônimo Belmonte como assinatura de seus desenhos e em 1925 criou o personagem Juca Pato. Durante a Revolução Constitucionalista de 1932 criou o logotipo para os bônus de guerra que no período das batalhas substituíram como dinheiro a moeda oficial. No ano de 1936, começou a publicar no jornal ‘Folha da Manhã’ diversas charges de Juca Pato tendo como temática a crítica ao nazismo. Produzidas até o ano de 1946, elas acabaram se configurando numa grande série sobre a Segunda Guerra Mundial. Essas charges foram reunidas e publicadas em 1982 com o título de ‘Caricatura dos Tempos’. Autor de diversos livros de caricatura e história publicou, entre outros, os seguintes títulos: ‘Assim Falou Juca Pato’ (1933), ’ No Tempo dos Bandeirantes’ (1939) e ‘O Brasil de Ontem’ (1940), com desenhos inspirados nos trabalhos de Rugendas. TEODORO BRAGA, PÁG. 49 E 50; PONTUAL, PÁG. 67; MEC, VOL. 1, PÁG. 213; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 69; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG. 109; CARICATURISTAS BRASILEIROS, DE PEDRO CORRÊA DO LAGO, PÁG. 100; ARTE NO BRASIL, PÁG. 392; WALTER ZANINI, PÁG. 806; ACERVO FIEO; www.artprice.com; www.saopauloantiga.com.br.



195 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Baiana - técnica mista - 34 x 27,5 cm - canto inferior direito -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



196 - ASSIS (1912)

"Desfile da Mangueira" - óleo sobre tela - 38 x 48 cm - canto inferior direito - 01/11/1973 -

Pintor, Carlos José de Assis Ribeiro nasceu no Rio de Janeiro. Participou de muitas exposições coletivas. JULIO LOUZADA VOL. 4, PÁG. 85; www.jrquintaoartenaif.com.



197 - ARNALDO FERRARI (1906 - 1974)

Composição - técnica mista - 24 x 22 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista e professor, Arnaldo Ferrari nasceu e faleceu em São Paulo SP. Seguindo a profissão do pai, trabalhou como pintor decorador, realizando frisos decorativos para residências. Estudou artes decorativas no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, entre 1925 e 1935. Em 1934, dividiu um ateliê com amigos no edifício Santa Helena e, pela amizade com o pintor Mario Zanini, aproximou-se dos demais integrantes do Grupo Santa Helena. Frequentou também o curso livre de pintura e desenho na Escola Nacional de Belas Artes, entre 1936 e 1938, onde teve aulas de desenho e pintura com Enrico Vio. Entre 1950 e 1959, integrou o Grupo Guanabara, com Thomaz Ianelli, Tomie Ohtake, Tikashi Fukushima e Oswald de Andrade Filho, entre outros. Realizou diversas exposições individuais, participou de várias mostras e Salões oficiais e foi premiado em São Paulo (1958, 1959, 1961, 1963, 1966) e em Santo André (1971). Participou da 7ª à 11ª Bienal Internacional de São Paulo (1963, 1965, 1967, 1969, 1971). Foi apresentada retrospectiva de sua obra em 1975, no Paço das Artes, SP e catálogo com textos de Theon Spanudis, José Geraldo Vieira e Mário Schenberg, entre outros. ITAÚ CULTURAL; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 304; MEC, VOL. 2, PÁG. 149; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 191; PONTUAL, PÁG. 207; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 378; WALTER ZANINI, PÁG.678, ACERVO FIEO.



198 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Cangaceiro - técnica mista - 10 x 14,5 cm - canto inferior direito - 1969 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



199 - ADELSON DO PRADO (1944)

Menina e flores - técnica mista - 36,5 x 24 cm - canto inferior direito - 1996 -

Pintor e desenhista, Adelson Filadelfo do Prado nasceu em Vitória da Conquista, BA. Assina Adelson do Prado. Autodidata, começou a desenhar aos treze anos, copiando imagens religiosas e igrejas da sua cidade. Realizou a 1ª Convenção dos Artistas Locais (1960) e inaugurou o painel da Biblioteca Pública Monteiro Lobato, em Vitória da Conquista. Transferiu-se para Salvador (1962) participando desde então de diversas exposições coletivas e oficiais, entre as quais da I BNAP (1966). Foi premiado no I SNAP (1966); na mostra coletiva do Museu de Arte Moderna do Espírito Santo, Vitória (1966). Exposições individuais: Salvador, BA (1996, 1998); Rio de Janeiro (1967, 1969, 1971, 1999); Nova York, EUA (1971). Em 1977, inaugurou o painel do Salão Nobre da Tribuna de Honra do Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro. PONTUAL PÁG. 4; TEIXEIRA LEITE PÁG. 14; WALMIR AYALA VOL.2, PÁG.221; MEC VOL. 3, PÁG. 434; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 782; VOL. 9, PÁG. 698; ITAU CULTURAL; artenaifrio.blogspot.com.br; www.artprice.com.



200 - ROBERTO BURLE MARX (1909 - 1994)

Composição - acrílico sobre tela - 80 x 100 cm - canto inferior direito - 1991 -
Reproduzido na quarta capa do catálogo deste Leilão. Com Declaração de autenticidade firmada pelo autor, datada de 12 de abril de 1992.

Nasceu em São Paulo e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, paisagista, arquiteto, desenhista, pintor, gravador, litógrafo, escultor, tapeceiro, ceramista, designer de jóias, decorador. Durante a infância viveu no Rio de Janeiro. Foi com a família para a Alemanha, em 1928. Em 1929, freqüentou o ateliê de pintura de Degner Klemn. Nos jardins e museus botânicos de Dahlen, em Berlim, entusiasmou-se ao encontrar exemplares da flora brasileira. De volta ao Brasil, fez curso de pintura e arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1930 - 1934), onde foi aluno de Leo Putz , Augusto Bracet e Celso Antônio. Seu primeiro projeto paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, em 1932. Entre 1934 e 1937, ocupou o cargo de diretor de parques e jardins do Recife, PE, onde passou a residir. Nesse período, foi com freqüência ao Rio de Janeiro e teve aulas com Candido Portinari e com o escritor Mário de Andrade. Em 1937, retornou ao Rio de Janeiro e trabalhou como assistente de Candido Portinari. Foi em 1949, conforme sua paixão por plantas e seu interesse por botânica e jardinagem, que Burle Marx adquiriu um sítio em Barra de Guaratiba, RJ. Com auxílio de botânicos, viajou, coletou, catalogou exemplares de plantas do Brasil e reproduziu em seu sítio a diversidade fitogeográfica brasileira. Em 1985 doou esse sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.Realizou muitas exposições individuais e projetos paisagísticos, participou de diversas mostras oficiais coletivas pelo Brasil e no exterior. PONTUAL, PÁG. 94; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 93; MEC. VOL.1, PÁG.303; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 738; LEONOR AMARANTE, PÁG. 98; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 179; artnet.com. ACERVO FIEO.



201 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Gato - serigrafia - 19/50 - 54 x 62 cm - canto inferior direito - 2003 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



202 - ALFREDO VOLPI (1896 - 1988)

Fachada - serigrafia - 10/50 - 31 x 39 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.



203 - EDUARDO MORI (1943)

Homem sentado - desenho a lápis - 30 x 20 cm - canto inferior direito - 1967 -

Nascido em São Paulo, iniciou seus estudo artísticos em Paris, onde residiu por longos anos, realizando algumas exposições de desenhos e óleos, retratando cenas do cotidiano. Posteriormente radicou-se em Los Angeles-EUA onde, mais liberto da influência acadêmica, se fixou no abstracionismo, buscando apenas na cor a forma de expressar toda a sua arte, com a qual se consagrou. JULIO LOUZADA vol.11, pág.219



204 - JOSÉ MORAES (1921 - 2003)

"VAT 69" - técnica mista - 44 x 57 cm - canto inferior direito - 1994 -

Pintor, gravador, desenhista, escultor, ilustrador e professor, José Machado de Morais nasceu no Rio de Janeiro e faleceu em São Paulo. Assina José Moraes. Formou-se em pintura pela Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1941). Paralelamente aos estudos universitários, teve aulas de pintura com Quirino Campofiorito. Tornou-se assistente de Candido Portinari, em Brodosqui (1942) e trabalhou com o mesmo na execução do painel da capela de São Francisco de Assis, de Oscar Niemeyer, em Belo Horizonte (1945). Realizou exposições individuais no: Rio de Janeiro (1945, 1947, 1966, 1968, 1969, 1970); São Paulo (1962, 1965, 1967, 1970, 1979 – MAM, SP, 1982, 1983, 1984, 1986); Bagé, RS (1946, 1979); Pelotas, RS (1946); Porto Aiegre, RS (1948, 1980, 1988, 1992, 1995); Uberlândia, MG (1952, 1972, 1977, 1978, 1987); Belo Horizonte, MG (1964); Campinas, SP (1974); Cataguases, MG (1981); Goiânia, GO (1987); Brasília, DF (1989, 1995). Participou de várias mostras coletivas e Salões oficiais pelo Brasil como: Panorama da Arte Brasileira – MAM, São Paulo (1969, 1970, 1971, 1973, 1976, 1977) e no exterior. Foi premiado, nos anos de 1940, em quatro edições do Salão Nacional de Belas Artes – RJ. Com o prêmio Viagem ao Exterior recebido na 55ª edição (1949), viajou para Itália onde permaneceu estudando pintura mural (1950 a 1951). De volta ao Rio de Janeiro, dedicou-se à execução de mosaicos e afrescos até 1958, quando se mudou para São Paulo. Tornou-se professor na FAAP (1967). Aperfeiçoou-se em serigrafia (1971) com Michel Caza, em Paris, para onde retornou em outras três ocasiões, com a mesma finalidade. Fez também estágios em litografia com Michel Potier, na "École de Beaux-Arts", Paris, e com Eugène Shenker, no "Centre de Gravure Contemporaine", Genebra. MEC VOL. 3, PÁG. 196; Pontual pág. 369; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 646; VOL. 2, PÁG. 689; VOL. 5, PÁG. 706; VOL. 6, PÁG. 748; VOL. 8, PÁG. 586; VOL. 12, PÁG. 278; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 602, ACERVO FIEO.



205 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Mulher rendeira - técnica mista - 10,5 x 7,5 cm - centro superior - 1970 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



206 - CHRISTIANE GRIGOLETTO (1968)

Composição - técnica mista sobre tela - 50 x 50 cm - dorso - 2007 -
No estado.

Pintora natural da cidade paulista de Jundiaí, onde nasceu a 28 de abril de 1968. Iniciou na arte em 1979, na escola Espaço Arte. Formou-se em 1989, na PUC de Campinas-SP. Individuais em Campinas e Jundiaí, nos anos de 1993 a 1996. JULIO LOUZADA, vol. 9, pág. 386



207 - MARIO ALFREDO CARISTINA (1945)

Pescadores - óleo sobre tela - 19 x 39 cm - canto inferior direito -

Autodidata, embora tenha frequentado os ateliês de Ettore Federighi e Carlos Bueno Assunção. Pintou o litoral paulista em companhia de Domingos Antequera. Em 1976, participou da Bienal Nacional-SP. JULIO LOUZADA, vol. 3 pág. 218. ACERVO FIEO.



208 - GILBERTO AGUILLAR NAVARRO (1940)

"Cangaceiros" - óleo sobre eucatex - 39,5 x 49,5 cm - canto inferior esquerdo -
No estado.

Pintor e escultor, nasceu na cidade serrana de Petrópolis, RJ, em 23/4/1940. Assina AGUILLAR. JULIO LOUZADA, vol. 5, pág. 29



209 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Veneza - aquarela - 37 x 47 cm - canto inferior direito -
L. Molina. No estado.



210 - TOMIE OHTAKE (1913 - 2015)

Composição - gravura - P.A. - 47 x 66 cm - canto inferior direito - 1989 -

Pintora, gravadora, escultora nascida em Kyoto, Japão e radicada no Brasil desde 1936, país que adotou, inclusive, a cidadania. Fixou-se em São Paulo. Em 1952, iniciou-se em pintura com o artista Keisuke Sugano. No ano seguinte, integrou o Grupo Seibi, do qual participavam Manabu Mabe, Tikashi Fukushima, Flavio - Shiró, Tadashi Kaminagai , entre outros. A partir dos anos 1970, trabalhou com serigrafia, litogravura e gravura em metal. Dedicou-se também à escultura e realizou algumas delas para espaços públicos. Realizou muitas exposições individuais em todo o Brasil e exterior, além de ter participado de diversas mostras e Salões oficiais como: Bienal Internacional de São Paulo (1961, 1963, 1965, 1985, 1989, 1996, 1998); Bienal de Veneza, Itália (1972); Panorama da Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1969, 1970, 1973, 1976, 1983, 1986, 1989, 1993). Recebeu, em Brasília, o Prêmio Nacional de Artes Plásticas do Ministério da Cultura - Minc, em 1995 e muitos outros. Em 2000 foi criado o Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo. MEC, VOL. 3, PÁG. 323; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 690; BENEZIT, VOL. 7, PÁG. 791; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 140; PONTUAL, PÁG. 390; ART PRICE ANNUAL 1990, PÁG. 1464; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 362; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, PÁG. 939; LEONOR AMARANTE, PÁG. 170; WALTER ZANINI, PÁG. 693; ACERVO FIEO.



211 - JAMES COX (1956)

"Epsilon III" - gravura em técnica mista - A.P. - 36,5 x 27 cm - canto inferior direito -
No estado. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor com participações em mostras coletivas. Suas obras têm sido comercializadas em leilões pelo mundo. www.artprice.com.



212 - VIRGÍNIA DÓRIA (1926)

Beco de Ouro Preto - óleo sobre tela - 80 x 60 cm - canto inferior direito -

Pintora nascida em Catanduva, SP.Estudou pintura com Durval Pereira e em Londres no Marylebone Institute. Participou com sucesso de diversos salões de arte nacionais a partir de 1977. JULIO LOUZADA, vol 2 pág. 357; ITAÚ CULTURAL.



213 - LUISE WEISS (1953)

Peixe - litografia - 8/8 - 33 x 35 cm - canto inferior direito - 1985 -

Gravadora, pintora, fotógrafa e professora nascida em São Paulo. Graduou-se em artes plásticas pela ECA - USP (1977) onde foi aluna de Evandro Carlos Jardim, Regina Silveira e Carmela Gross. Paralelamente à graduação, realizou livros com suas xilogravuras. Foi professora do laboratório de desenho infantil e juvenil da Pinacoteca do Estado de São Paulo (entre 1977 e 1987). Recebeu a Bolsa Vitae pelo projeto Fragmentos (1990). Concluiu o Mestrado (1992) e o Doutorado (1998) na ECA- USP. Foi professora de gravura e desenho na UNICAMP (a partir de 1997). Em 2001 foi para a Áustria, terra de seus antepassados, e munida de fotografias antigas, refotografou alguns dos locais onde viveram. Realizou pinturas, com base nessas fotografias, que foram expostas em 2004. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1981, 1982 – Pinacoteca, 1985, 2010 – MASP); São Carlos, SP (1984) e participou de inúmeras mostras coletivas e oficiais pelo Brasil e exterior, destacando-se: “Jovens Gravadores Brasilenõs”, Cidade de México - México (1976); “Jeune Gravure Contemporaine”, França e Iugoslávia (1987); “Jovem Gravura Brasileira”, Amadora, Portugal. ITAUCULTURAL; www.graphias.com.br; www.artprice.com.



214 - MANOEL NAVARRO (XX)

Paisagem - óleo sobre tela - 50 x 40 cm - canto inferior direito -

Artista ativo em São Paulo, onde participou das mostras do SPBA, conquistando, entre outros, o II Prêmio Prefeitura de São Paulo (1948) e Grande Medalha de Prata (1976). Conceituado e fino retratista. JULIO LOUZADA, vol. 2 pág. 712



215 - EMILE CAGNIART (1851 - 1911)

Paisagem - óleo sobre madeira - 31 x 43 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista francês nascido e falecido em Paris. Foi discípulo de Guillemet. Participou do "Salon" de Paris desde 1877. Foi declarado "hors concours" em 1900 e se tornou membro do comitê. BENEZIT; www.artprice.com; www.mutualart.com.



216 - FERNANDO BARROS (XX)

Casario - acrílico sobre tela - 30 x 20 cm - canto inferior direito e dorso - São Paulo -

Pintor atuante em São Paulo. Assina Barros. Participou de mostras coletivas e recebeu alguns prêmios e medalhas.



217 - SHEILA CHAZIN (XX)

Paisagem - óleo sobre eucatex - 18 x 26 cm - canto inferior direito - 1976 -

Pintora natural de Bucareste, Romênia, radicada no Brasil. Participou de várias exposições coletivas e Salões oficiais. JULIO LOUZADA, vol.4, pág. 258.



218 - LUIZ VERRI (1912 - 1990)

Paisagem - óleo sobre tela - 16 x 22 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1983 -
Com dedicatória no dorso. No estado.

Natural de Pirassununga - SP, cursou a partir de 1932 a Escola de Belas Artes de São Paulo, travou amizade com Francisco Rebolo, Volpi, Penacchi , Zanini e todos os demais integrantes do histórico grupo Santa Helena. Participou de diversas coletivas a partir de 1945, inclusive do SNBA - RJ, em 1954 e 1958 recebendo medalhas de bronze e de prata, respectivamente. Sua pincelada impetuosa, traz emoção e arrojo. Uma pintura exprecionista. MEC, vol. 4, pág. 470; JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 1033; ITAU CULTURAL, Acervo FIEO.



219 - RODOLPHO TAMANINI NETTO (1951)

Freiras - técnica mista - 23 x 34 cm - canto inf. esquerdo e canto inf. direito - 09/06/1969 - São Paulo -
No estado.

Nasceu em São Paulo. Pintor urbano, soube captar o ambiente de sua cidade natal, essa cidade tão complexa, tão imensa, tão feia, mas que a gente ama, ficando com jeito de explicar as razões dessa paixão para quem não vive aqui (Jacques Ardies). JULIO LOUZADA vol.9, pág. 834; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 235.



220 - GONZALO FONSECA (1922 - 1997)

Composição - óleo sobre cartão - 19 x 31 cm - canto superior esquerdo -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista e escultor uruguaio nascido em Montevidéu e falecido na Itália. Quando criança visitava frequentemente a Europa junto com a família. Estudou arquitetura na Universidade do Uruguai (1939 a 1941) e frequentou o Ateliê Joaquim Torres Garcia (1942 a 1949), em Montevidéu. Viveu em Paris (1952 a 1957), viajou para o Egito, Espanha e mudou-se para Nova York (1958). Dividiu seu tempo entre Nova York e Itália. Realizou obras públicas (entre 1962 e 1970) - playgrounds, monumentos, passagens subterrâneas em: "New School of Social Research", Nova York; "Alza Laboratory", Palo Alto - California; Reston – Virginia; Bronx, Nova York; torre de concreto na cidade olímpica do México. Realizou exposição individual na "Portland Art Exhibit" (1968) e no "Jewish Museum" em Nova York (1970). Participou de mostras coletivas como: "Latin-American Artists of the 20th Century" no Museu de Arte Moderna de Nova York (1933); "Abstraction: The Amerindian Paradigm" no Centro Julio González do Instituto de Arte Moderna de Valencia (2001). Foi convidado de honra na exposição de esculturas "Volkesund", na Dinamarca (1985). Uma exposição retrospectiva de suas obras e de seu filho Caio foi realizada no Centro Julio González do Instituto de Arte Moderna de Valencia em 2003. BENEZIT; www.gonzalofonseca.com; www.artprice.com.



221 - MACIEJ ANTONI BABINSKI (1931)

Figuras - gravura - P.A. - 23 x 33 cm - canto inferior direito - 1970 -

Natural de Varsóvia, Polônia, viveu sucessivamente na Inglaterra e no Canadá, radicando-se em 1953 no Brasil. Antigo aluno de Maurice Denis em Paris, e expoente da pintura abstracionista canadense. Babinski foi colega de Goeldi, de quem adotou a linguagem expressionista. Esplêndido gravador. Atualmente vive é ativo no Ceará. TEIXEIRA LEITE, pág. 48; PONTUAL, págs. 46 e 47; MEC, vol. 1, pág. 157; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 69; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 24; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 720; ARTE NO BRASIL, pág. 903, Acervo FIEO.



222 - JOSÉ BARBOSA DA CUNHA (1913)

Favela - óleo sobre tela - 61 x 38 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1978 - Maricá -

Pintor autodidata nascido na Ilha de Marajó, PA. Fixou-se no Rio de Janeiro. Participou do Salão de Arte Moderna, RJ (1952 a 1965); Salão Fluminense de Belas-Artes, Niterói/RJ (1960); Salão Anual de Pintura, Recife/PE (1961); ‘Artistas do Norte e Nordeste’/SP (1966). Realizou uma exposição individual em São Paulo (1963). ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 6, PÁG. 101; MEC VOL. 1, PÁG. 501.



223 - JULIO VIEIRA (1933 - 2000)

Figuras - pintura sobre gesso - 13 x 11 cm - canto inferior direito -
Com pintura no dorso. No estado.

Natural da cidade do Rio de Janeiro, foi pintor, gravador e desenhista. Fez curso na antiga Escola Nacional de Belas Artes, entre 1952 e 1956, estudando gravura com Goeldi entre 1954 e 1956. Um trecho da lavra do crítico e pintor Quirino Campofiorito sobre a arte única do artista: " ..A vantagem de Júlio Vieira era sua fidelidade ao transe terrestre. Sua pintura foi sempre um gesto doloroso. Muitas águas rolaram, desde então. Oficializou-se o concretismo e o neoconcretismo. Júlio sempre marginal e sempre um excelente artista. MEC vol. 4 pág. 475 - JULIO LOUZADA, vol. 1 pág. 1034; ITAU CULTURAL



224 - MAX HOLLENDER (1938)

"Rio Dourados" - técnica mista - 30 x 24 cm - canto inferior direito - 1986 - Mato Grosso do Sul -

Pintor alemão radicado no Brasil desde 1960, com inúmeras mostras e participações premiadas em Salões Oficiais. JULIO LOUZADA, vol. 1 pág. 473, Acervo FIEO.



225 - WIFREDO LAM (1902 - 1982)

Figura - pastel - 74 x 54 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista, escultor e gravador nascido em Sagua La Grande - Cuba, filho de pai chinês e de mãe mestiça (de ascendência africana, ameríndia e africana). Tendo estudado em Havana, na Escola Profissional de Pintura e Escultura - Academia de San Aalejandro, partiu para Madri (1923) e depois se mudou para Paris (1938). Tornou-se amigo de Picasso, Braque, Matisse, Miró, Léger, Eluard, Leiris, Tzara, Kahnweiler, Zervos. Conheceu também Pierre Loeb, proprietário da Galeria Pierre onde fez sua primeira exposição individual (1939) e André Breton cujo livro ‘Fata Morgana’ ilustrou (1940). Associou-se aos surrealistas e seguiu com o grupo para Marselha e Martinica (1941). Voltando para Cuba (1942) e após duas visitas ao Haiti (1945, 1946) passou a incorporar à sua obra imagens de deuses e ritos vodus. Voltou a Paris e, a partir da década de 60, passou parte de seu tempo em Albisola Mare, perto de Gênova. Participou de numerosos movimentos artísticos e políticos, relacionando-se com muitos escritores e artistas. Sua obra foi celebrada em numerosas exposições e retrospectivas de envergadura internacional. www.wifredolam.net; ITAU CULTURAL; DICIONÁRIO OXFORD, PÁG. 292; www.moma.org; www.cubaeuropa.com; www.artcyclopedia.com; www.cubanet.org; www.guggenheim.org; www.britannica.com; www.artnet.com; artist.christies.com.



226 - MARCELO CELAU (XX)

Ayrton Senna - serigrafia - 74 x 62 cm - não assinado -

Pintor baiano natural de Ipiaú. Conhecido como Celau. Veio para São Paulo e tem participado de mostras coletivas. ipiauonline.com.br/arte-do-ipiauense-marcelo-celau-continua-brilhando-na-capital-paulista/.



227 - JESUS FUERTES (1938 - 2006)

Peixes - óleo sobre tela - 06 x 09 cm - canto inferior esquerdo - 1986 -

Pintor e escultor espanhol. Expôs pela 1ª vez em Berlim, conquistando o 2º prêmio no Salão Internacional dos Jovens Surrealistas Europeus, em 1955. Várias exposições entre 1954 e 1972 em Paris, Bruxelas, Nova York, Genebra, Roma, Boston, Zaragoza, conquistando em 1962, o Grande Prêmio de Roma.JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 361; ITAU CULTURAL.



228 - CÍCERO DIAS (1908 - 2003)

Figuras - serigrafia - P.A. - 101 x 74 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, cenógrafo e professor - Cícero dos Santos Dias nasceu em Escada, PE e faleceu em Paris. Iniciou estudos de desenho em sua terra natal e mudou-se para o Rio de Janeiro, onde se matriculou, em 1925, nos cursos de arquitetura e pintura da Escola Nacional de Belas Artes, mas não os concluiu. Entrou em contato com o grupo modernista e, em 1929, colaborou com a ‘Revista de Antropofagia’. Em 1931, no Salão Revolucionário, na Enba, expôs o polêmico painel, tanto por sua dimensão quanto pela temática: ‘Eu Vi o Mundo... Ele Começava no Recife’. Ilustrou, em 1933, ‘Casa Grande & Senzala’, de Gilberto Freyre. Em 1937 foi preso no Recife quando da decretação do Estado Novo. A seguir, incentivado por Di Cavalcanti, viajou para Paris onde conheceu Georges Braque, Henri Matisse, Fernand Léger e Pablo Picasso, de quem se tornou amigo. Em 1942, foi preso pelos nazistas e enviado a Baden-Baden, na Alemanha. Entre 1943 e 1945, viveu em Lisboa como Adido Cultural da Embaixada do Brasil. Retornou a Paris onde integrou o grupo abstrato Espace. Em 1948, realizou o mural do edifício da Secretaria das Finanças do Estado de Pernambuco, considerado o primeiro trabalho abstrato do gênero na América Latina. Em 1965, foi homenageado com sala especial na Bienal Internacional de São Paulo. Inaugurou, em 1991, painel de 20 metros na Estação Brigadeiro do Metrô de São Paulo. No Rio de Janeiro, foi inaugurada a Sala Cícero Dias no Museu Nacional de Belas Artes - MNBA. Recebeu do governo francês a Ordem Nacional do Mérito da França, em 1998, aos 91 anos. MEC, VOL.2, PÁG.50; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁG.252; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 157, PONTUAL, PÁGS. 174; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 715; LEONOR AMARANTE, PÁG. 146; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 334; ACERVO FIEO; web.artprice.com.



229 - MAX ERNST (1891 - 1976)

Composição - off set - E.A. - 50 x 32 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e escultor nascido em Bruhl, Alemanha e falecido em Paris. Estudou filosofia e psicologia em Bonn, mas, abandonou a vida acadêmica pela pintura. Sua primeira exposição individual foi em Colônia em 1912 e, em Paris, em 1921. Após servir na Primeira Guerra Mundial, fez-se líder do grupo 'Dada' de Colônia (1919), trabalhando sob o pseudônimo Dadamax e foi o responsável pela adaptação das técnicas de colagem e fotomontagem para uso dos surrealistas. Em 1922 estabeleceu-se em Paris e integrou o movimento surrealista desde a sua formação (1924). Foi um dos primeiros expoentes da frotagem e da decalcomania. Em 1938 desligou-se dos surrealistas. Na Alemanha nazista, seus quadros foram expostos, junto aos de outros artistas na mostra denominada Arte Degenerada, em 1937. Depois da invasão da França e de ter sido internado como inimigo pelos alemães foi para Nova York (1941) e permaneceu nos Estados Unidos até 1948 onde colaborou com Breton e Duchamp na edição do periódico 'VVV'. Voltou à França em 1949, tornou-se cidadão francês em 1958. Recebeu o Grande Prêmio na Bienal de Veneza em 1954 e o Museu Solomon R. Guggenheim realizou uma grande retrospectiva de suas obras a qual foi também realizada, de forma modificada, no Museu de Arte Moderna de Paris em 1975. BENEZIT VOL. 4, PÁG. 187; DICIONÁRIO OXFORD DE ARTE; www.max-ernst.com; www.guggenheim.org; educacao.uol.com.br; masp.art.br; www.artprice.com.



230 - DIONISIO DEL SANTO (1925 - 1999)

"Paisagem de outono" - óleo sobre tela - 81 x 100 cm - canto inferior direito e dorso - 1982 -
Reproduzido no catálogo da exposição "Dionísio Del Santo: mais da justa visibilidade", realizada em 2010 na Canvas / E-arte, São Paulo-SP.

Pintor, desenhista, gravador e serigrafista, nasceu em Colatina-ES, e faleceu em Vitória, naquele mesmo Estado. Autodidata. Em 1975, recebe o Prêmio de Melhor Exposição de Gravura do Ano, da APCA. Participou da 9ª Bienal Internacional de São Paulo, 1967 (Prêmio Itamarati Aquisição) e do Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro, 1968 (Prêmio Isenção do Júri). JULIO LOUZADA vol.11, pág. 88; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 682; ARTE NO BRASIL, pág. 934.



231 - MEM DE SÁ (1935)

"A arca de Noé" - desenho a nanquim e lápis de cor - 22 x 31 cm - canto inferior direito -

Ferdinand Teixeira Mendes, o Mem de Sá, nasceu em Barra do Corda, MA. Desenhista ativo no Rio de Janeiro. Seus desenhos de humor já foram premiados em Monza, na Itália. Colaborou com o jornal carioca Correio da Manhã. MEC, vol 3 pág 135



232 - IMRE MAGYAR (XX)

Na beira do Pântano - óleo sobre tela - 50 x 60 cm - canto inferior direito e dorso - 2008 -
No estado.

Pintor húngaro, radicado no Brasil desde 1950, com diversas exposições e participação de Salões Oficiais.



233 - IRINEIDE KLOCKNER (1961)

Composição - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - dorso -

Nascida em 1961, na cidade de Maringá/PR, Irineide Klöckner iniciou sua carreira artística em 1983, e passou pelos mais variados campos das artes plásticas, vivenciando as mais diversas técnicas de pintura. Desde 2000, Irineide dedica-se exclusivamente à pintura em tela, tendo durante estes anos aprimorado sua arte em diversas técnicas, através da convivência com artistas de diferentes estilos. Nos últimos anos tem buscado inspiração em grandes nomes do Abstracionismo, como Jackson Pollock e Jonas Gerard, e desenvolveu seu próprio estilo. Em sua arte Irineide expressa a beleza da vida, em todos seus pormenores e complexidades, na união dos traços aparentemente desconexos se criam momentos únicos. Durante sua carreira, Klöckner participou de exposições ao longo de toda a região Sul, tendo assinado mais de 2000 obras de arte, que hoje embelezam residências e ambientes corporativos em todo o Brasil.



234 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XIX - XX

Figuras - técnica mista - 29 x 23 cm - canto inferior direito - 1920 -
No estado.



235 - MARIA POLO (1937 - 1983)

Composição - óleo sobre tela - 46 x 38 cm - canto inferior direito - 1964 -

Pintora, desenhista, gravadora e vitralista nascida em Veneza, Itália e falecida no Rio de Janeiro. Estudou no Instituto de Arte de Veneza, entre 1949 e 1955 e no ateliê de De Pisis, em Roma, de 1955 a 1959. Veio para o Brasil em 1959 fixando-se em São Paulo e, a partir de 1962, no Rio de Janeiro. Realizou diversas exposições individuais em algumas das principais capitais do País e no exterior. Participou de muitas mostras e Salões oficiais, entre as quais: Bienal Internacional de São Paulo (1963, 1965, 1967); Panorama de Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1969, 1970, 1973). Foi premiada no 10º Salão Paulista de Arte Moderna, SP (1961). MEC, VOL. 3, PÁG. 424; PONTUAL, PÁG. 430; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 776; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 697; www.catalogodasartes.com.br; www.bolsadearte.com; www.artprice.com.



236 - ALEX DOS SANTOS (1980)

"A festa" - óleo sobre madeira - 51 x 83 cm - canto inferior direito e dorso - 2016 -
No estado.

Alex Benedito dos Santos nasceu em Jaboticabal, SP, no dia 13 de fevereiro de 1980. Pintor autodidata, fez cursos de escultura com o prof. Silvio Scarpa e xilogravura com o prof. Saulo. Participou de "workshops" com o pintor Sigbert Franklin, em 2001. Tem participado regularmente dos diversos Salões Oficiais nas cidades do interior do Estado, destacando-se: I e II Bienal de Artes e Cultura de Jaboticabal, em 1999 e 2001, Salão de Artes Plásticas de Brodósqui, em 2003, quando foi selecionado para o Mapa Cultural Paulista, Salão de Artes Plásticas de Araraquara, em 2003, Salão de Artes Plásticas de Guarulhos, onde obteve Menção Honrosa, em 2004, Salão de Artes Plásticas de Santos, em 2004, Salão de Artes de Piracicaba, em 2005, Salão de Artes Plásticas de Sales de Oliveira, em 2005, onde obteve Menção Honrosa, Salão de Artes Plásticas de Catanduva, obtendo Menção Honrosa, em 2006. Foi premiado com o 1º lugar nos Salões de Artes de Mococa, em 2003, Sales de Oliveira, em 2003, Araraquara, em 2004 e Piracicaba, em 2006. Expõe individualmente desde 2004. Acervo FIEO. -



237 - BENEDITO DA LUZ (1956)

Composição - técnica mista - 42 x 30 cm - canto inferior direito - 2018 -

Pintor, Benedito Paulino da Luz nasceu em Cotia, SP. Autodidata, começou a se interessar pelas artes no início de 1980, por influência e amizade do Padre Jiulio Liverani, artista plástico e pároco na cidade de Vargem Grande Paulista, SP. Em meados dos anos 90 mudou-se para Lorena, SP. Em 2001 começou sua participação no núcleo de Arte Contemporânea da UNIFATEA e desde então, tem participado de exposições coletivas no vale do Paraíba - SP, litoral norte - SP, Belo Horizonte - MG, Curitiba – PR e São Paulo.



238 - HENRIQUE PIZZI (1917)

Paisagem - óleo sobre eucatex - 34 x 24 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor e desenhista natural da cidade de Santos-SP, onde reside e é ativo. Tem realizado destacadas apresentações em sua cidade natal e na Capital. Expondo desde o início dos anos 50, o artista tem participado de inúmeros Salões importantes, com premiações no Salão Paulista de Belas Artes nos anos de 1972, 1973, 1976 e 1977, dentre outras. JULIO LOUZADA, vol 01 - pág 774



239 - HELIO DE CASTRO (1960)

Barcos - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior esquerdo -

Excepcional pintor de paisagens e marinhas, dono de refinada técnica e composição, com inspiração nas escolas européias. JULIO LOUSADA, vol. 4, pág. 514



240 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Marinha com coqueiro" - acrílico sobre tela - 60 x 80 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2000 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



241 - RUBEM VALENTIM (1922 - 1991)

"Emblema serigráfico" - serigrafia - 112/150 - 51 x 33 cm - não assinado - 1974 - Brasília -
Edição póstuma com relevo seco.

Escultor, pintor, gravador, professor nascido em Salvador, BA e falecido em São Paulo. Iniciou-se nas artes visuais na década de 1940, como pintor autodidata. Entre 1946 e 1947 participou do movimento de renovação das artes plásticas na Bahia, com Mario Cravo Júnior, Carlos Bastos e outros artistas. Em 1953 formou-se em jornalismo pela Universidade da Bahia e publicou artigos sobre arte. Residiu no Rio de Janeiro entre 1957 e 1963, onde se tornou professor assistente de Carlos Cavalcanti no curso de história da arte do Instituto de Belas Artes. Residiu em Roma entre 1963 e 1966, com o prêmio viagem ao exterior, obtido no Salão Nacional de Arte Moderna. Em 1966 participou do Festival Mundial de Artes Negras em Dacar, Senegal. Ao retornar ao Brasil, residiu em Brasília e lecionou pintura no Ateliê Livre do Instituto de Artes da Universidade de Brasília - UnB. Em 1972, fez um mural de mármore para o edifício-sede da Novacap em Brasília, considerado sua primeira obra pública. Em 1979, Valentim realizou escultura de concreto aparente, instalada na Praça da Sé, em São Paulo, definindo-a como o Marco Sincrético da Cultura Afro-Brasileira e, no mesmo ano e foi designado, por uma comissão de críticos, para executar cinco medalhões de ouro, prata e bronze, para a Casa da Moeda do Brasil. Em 1998 o Museu de Arte Moderna da Bahia inaugurou a Sala Especial Rubem Valentim no Parque de Esculturas. Foi premiado nas Bienais Internacionais de São Paulo de 1967 e 1973, entre outros. PONTUAL, PÁG.532; WALMIR AYALA, VOL.2, PÁGS.395; TEIXEIRA LEITE, PÁG.517; MEC, VOL.4, PÁG.443; JULIO LOUZADA, VOL.11, PÁG.330; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 682; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 257, ACERVO FIEO; web.artprice.com.



242 - JANY M. RUCK (1939)

"Florata" - aquarela - 22 x 37,5 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2017 -

Pintora, professora e restauradora, Jany Marylene Ruck nasceu em Agudos, SP. Assinava Jany até 1984. Atualmente assina JM. Ruck. Em Campinas fez cursos livres de desenho e pintura com Elenice Menegon, Aldo Cardarelli, Djalma Urban e Álvaro de Batista. Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais. Foi premiada em: São José do Rio Preto, SP (1984, 1985, 1991); Campinas, SP (1985, 1996); São João da Boa Vista, SP (1985); Itatiba, SP (1985,1987, 1988); Mogi Mirim, SP (1987); Poços de Caldas, MG (1987); Piracicaba, SP (1988); Limeira, SP (1989); Araras, SP (1991); Ribeirão Preto, SP (2003). ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 7 PÁG. 614; VOL. 9, PÁG. 750.



243 - MANOEL SANTIAGO (1897 - 1987)

Cascudas - óleo sobre eucatex - 25 x 25 cm - canto inferior esquerdo e dorso -

Manoel Colafante Caledônio de Assumpção Santiago nasceu em Manaus, AM e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, desenhista e professor. Mudou-se para Belém em 1903 e iniciou estudos de pintura. Desde 1916 já praticava a arte não figurativa. Em 1919 transferiu-se para o Rio de Janeiro, cursou Direito e frequentou a Escola Nacional de Belas Artes, onde foi aluno de Rodolfo Chambelland e Baptista da Costa. Na época, teve aulas particulares com Eliseu Visconti. Foi casado com a pintora Haydeá Santiago. Participou em 1927 do Salão Nacional de Belas Artes e recebeu o prêmio viagem ao exterior, entre vários outros. Foi para Paris no ano seguinte, e lá permaneceu por cinco anos. De volta ao Rio de Janeiro, em 1932, tornou-se professor do Instituto de Belas Artes. Em 1934, passou a lecionar pintura e desenho no Núcleo Bernardelli, figurando entre seus alunos José Pancetti, Edson Motta, Bustamante Sá, Ado Malagoli, Rescála e Milton Dacosta. Participou da I Bienal Internacional de São Paulo (1951) e do 8º Panorama da Arte Brasileira (1976). PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, VOL. 1, PÁG. 241; TEODORO BRAGA, PÁG. 211; CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO DE PAISAGEM BRASILEIRA, MEC-MNBA /RIO/1944; MAYER/84, PÁG. 1158; REIS JR, PÁG. 378; PONTUAL, PÁG. 473; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 292; ITAÚ CULTURAL, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 865; ACERVO FIEO.



244 - GINO BRUNO (1889 - 1977)

Natureza morta - óleo sobre tela - 32 x 39,5 cm - canto inferior esquerdo -
No estado.

Nascido e falecido em São Paulo, este pintor foi especialista em figuras, interiores e naturezas-mortas. TEODORO BRAGA, pág. 108; MEC, vol. 1, pág. 299; PONTUAL, pág. 92; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 135; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 623; Acervo FIEO.



245 - MANEZINHO ARAUJO (1910 - 1993)

"Serenata" - óleo sobre tela - 36 x 27 cm - canto inferior direito - 1966 -
Com certificado de autenticidade firmado pelo autor.

Com apenas dezesseis anos de idade mudou-se para Recife, a fim de concluir seus estudos. Após cursar a escola de comércio de Pernambuco, transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde foi buscar fama através da música, sua primeira paixão. Destacou-se como compositor e intérprete de música popular nordestina, o que lhe valeu a possibilidade de montar um restaurante de comida nordestina em SP, muito famoso durante vários anos, o Cabeça Chata. Apesar de viver, em SP, suas raízes ainda permanecem em Pernambuco. De uma forma autodidata começou a dedicar-se à pintura, retratando o folclore nordestino, sua gente, suas vidas, fase que sustentou até o seu desaparecimento, com uma menção surrealista. Expôs individualmente nas Galerias Astreia e Capela (SP), e na Ranulfo em Recife (1969). Em 1968, apresentado por Aldemir Martins, teve publicado o álbum de serigrafias Meu Brasil. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 56; MEC, vol. 1, pág. 109; PONTUAL, pág. 38; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 18; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 832; Acervo FIEO.



246 - HELENOS SILVA (1941)

Figura - litografia - 174/300 - 52 x 46 cm - canto inferior direito - 1975 -

Pintor pernambucano, há longos anos em São Paulo, já participou da Bienal de São Paulo e realizou inúmeras individuais. MEC, vol. 2-pág. 334; WALMIR AYALA, vol. 1-págs. 386/7; PONTUAL, pág. 262; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 462, ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO.



247 - F. IZIDRO MONTEIRO (1893 - 1965)

"Uvas" - óleo sobre tela - 20 x 25 cm - canto inferior direito e dorso - 1950 -

Pintor, desenhista e professor nascido na cidade do Rio de Janeiro, cidade onde inciou a sua carreira artística, através do Liceu de Artes e Ofícios e, mais tarde, na antiga ENBA, onde teve como professores Rodolfo Chambelland, Lucilio de Albuquerque e Baptista da Costa. Participou de diversos Salões oficiais, a partir de 1948. Era formado em Farmacologia. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 643



248 - HIPPOLYTE CAMILLE DELPY (1842 - 1910)

Paisagem - óleo sobre madeira - 28 x 38 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e gravador francês nascido em Joigny e falecido em Paris. Foi aluno de Daubigny e de Corot. Expôs no Salão de Paris a partir de 1869, na Exposição Universal de 1900 e na Sociedade dos Artistas Franceses depois de 1886. Recebeu Menção Honrosa (1881, 1889); Medalha de 3º lugar (1884); Medalha de 2º lugar (1900). BENEZIT VOL. 3, PÁG. 478; JULIO LOUZADA VOL. 1, PAG. 322; www.rehs.com; web.artprice.com; www.artcyclopedia.com; www.artnet.com; artist.christies.com; www.arcadja.com.



249 - GENARO DE CARVALHO (1926 - 1971)

"Roda Gigante" - serigrafia - 35/60 - 38 x 33 cm - canto inferior direito - 1956 - Bahia -

Tapeceiro, pintor, desenhista. Genaro Antônio Dantas de Carvalho era natural da cidade de Salvador-BA, onde também faleceu. Em 1944, vai para o Rio de Janeiro, e estuda desenho com Henrique Cavalleiro na Sociedade Brasileira de Belas Artes. É considerado um dos principais ativistas pela renovação da arte na Bahia, ao lado de Carlos Bastos, Caribé e Mario Cravo Jr. Com bolsa de estudos do governo francês, Genaro embarca para Paris em 1949, lá estuda com André Lhote e Fernand Léger na École Nationale de Beaux-Arts. Participa, em 1950, dos Salões de Outono, de Maio e dos Independentes. No ano de 1955, cria o primeiro ateliê de tapeçaria no Brasil, na cidade de Salvador, Bahia. Seu trabalho de maior destaque é o mural realizado para o salão interno do Hotel da Bahia, obra com 200 metros quadrados, intitulada Festejos Regionais Bahianos. Em 1967, a Divisão de Cultura do Departamento de Estado Americano realiza o documentário Genaro e a Tapeçaria Brasileira. Expõe na Bienal Internacional de São Paulo, 1951 e 1955; Bienal Internacional de Tapeçaria, Suiça, 1965; e 1º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM, São Paulo, 1969. Postumamente sua obra figura na 1ª Mostra Brasileira de Tapeçaria, no MAB/FAAP, 1974; Tradição e Ruptura, São Paulo, 1984; e 100 Artistas Plásticos da Bahia, no Museu de Arte Sacra, Salvador, 1999. JULIO LOUZADA vol.3, pág. 231; WALTER ZANINI, pág. 638; LEONOR AMARANTE, pág. 75; ITAU CULTURAL.



250 - ALDO BONADEI (1906 - 1974)

Interior - óleo sobre tela colada em eucatex - 45 x 35 cm - canto inferior esquerdo - 1971 -

Pintor, designer, gravador, figurinista e professor - Aldo Cláudio Felipe Bonadei nasceu e faleceu em São Paulo, SP. Entre 1923 e 1928 foi aluno de Pedro Alexandrino, período em que também frequentou o ateliê de Antonio Rocco. Viajou para a Itália, entre 1930 e 1931, e frequentou a Academia de Belas Artes de Florença, onde teve aulas com Felice Carena e seu assistente Ennio Pozzi, ambos ligados ao movimento ‘novecento’. Nesse período, dedicou-se ao desenho da figura humana, principalmente ao nu. Retornou a São Paulo no início da década de 1930 e participou ativamente do Grupo Santa Helena, da Família Artística Paulista - FAP e do Sindicato dos Artistas Plásticos. Em 1949 lecionou na Escola Livre de Artes Plásticas, primeira escola de arte moderna de São Paulo e participou do Grupo Teatro de Vanguarda. No ano seguinte, fundou a Oficina de Arte - O. D. A., com Odetto Guersoni e Bassano Vaccarini. No fim da década de 1950 atuou como figurinista nas peças ‘Vestido de Noiva’, de Nelson Rodrigues, e ‘Casamento Suspeitoso’, de Ariano Suassuna. Também desenhou alguns figurinos para dois filmes dirigidos por Walter Hugo Khoury: ‘Fronteiras do Inferno’ (1958) e ‘Na Garganta do Diabo’(1959). Realizou muitas exposições individuais e participou de vários Salões oficiais destacando-se: Bienal Internacional de São Paulo (1ª, 2ª, 3ª, 6ª, 7ª); Bienal de Veneza (1952); Panorama da Arte Moderna Brasileira (1970). MEC, VOL. 1, PÁG. 247; PONTUAL, PÁGS. 78/79; ARTE NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 1041; ART PRICE ANNUAL 2000, PÁG. 258; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 79; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; LEONOR AMARANTE, PÁG. 72; ACERVO FIEO.



251 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Cangaceiro - litografia - 15/60 - 56 x 40 cm - canto inferior direito - 1976 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



252 - INGRES SPELTRI (1940)

"O galo e a cobra" - óleo sobre tela - 80 x 60 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor, desenhista, escultor, gravador e professor nascido em Jau, SP. Filho do pintor Augusto Speltri com quem se iniciou na pintura, ainda criança. Em 1959 mudou-se para São Paulo onde estudou Música (1960-1964). É professor titular da Escola Panamericana de Arte, SP. Realizou exposições individuais, em São Paulo, nos anos de 1977, 1981, 1978, 1984. Participou de várias mostras e Salões oficiais, sendo premiado em: São Paulo (1963, 1966, 1970, 1971); Santo André, SP (1976). JULIO LOUZADA VOL. 5, PÁG. 1012; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; MEC VOL. 4, PÁG. 338; PONTUAL PÁG. 504; www.artprice.com; www.speltri.com.



253 - MARIA LEONTINA (1917 - 1984)

Composição - pastel - 19 x 28,5 cm - canto inferior esquerdo -

Pintora, gravadora e desenhista. Maria Leontina Mendes Franco da Costa nasceu em São Paulo, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. Iniciou estudos de desenho com Antônio Covello, em São Paulo (1938), e na primeira metade da década de 1940 estudou pintura com Waldemar da Costa. Em 1946, no Rio de Janeiro, frequentou o ateliê de Bruno Giorgi e fez curso de museologia no Museu Histórico Nacional, entre 1946 e 1948. Em 1947, participou da exposição ‘19 Pintores’, na Galeria Prestes Maia, em São Paulo, ao lado de Lothar Charoux, Marcelo Grassmann, Aldemir Martins, Luiz Sacilotto e Flavio-Shiró. Em 1951, foi convidada pelo psiquiatra e crítico de arte Osório César para orientar o setor de artes plásticas do Hospital Psiquiátrico do Juqueri. No mesmo ano, organizou uma mostra dos internos no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Em 1952, com bolsa de estudo do governo francês, viajou para a Europa, acompanhada pelo marido, o pintor Milton Dacosta. Em Paris, entre 1952 e 1954, frequentou o ateliê de gravura de Johnny Friedlaender. Na década de 1960, realizou painel de azulejos para o Edifício Copan e vitrais para a Igreja Episcopal Brasileira da Santíssima Trindade, ambos em São Paulo. Realizou exposições individuais e participou de inúmeras mostras, Salões oficiais e Bienais como a Bienal de Veneza (1950, 1952, 1956). Foi premiada no Rio de Janeiro (1944, 1950, 1955, 1957, 1980); em São Paulo (1944; 1947; 1951; 1954; 1958; 1960; 1980; 1955, 1959, 1965 - Bienais Internacionais; 1969, 1970 - Panoramas da Arte Atual Brasileira; 1975 - prêmio pintura da Associação Paulista de Críticos de Artes - APCA); Brasília, DF (1980); Curitiba, PR (1980; Porto Alegre, RS (1980); Nova York (1960 - Fundação Guggenheim). ITAU CULTURAL; MEC, VOL. 2, PÁG. 471; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 309; PONTUAL, PÁG. 338; ARTE NO BRASIL, PÁG. 772; LEONOR AMARANTE, PÁG. 25; WALTER ZANINI, PÁG. 645; JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 572.



254 - CARYBÉ (1911 - 1997)

"Bate papo" - serigrafia - 122/200 - 49 x 65 cm - canto inferior direito -
Reproduzido no catálogo da Mostra Itinerante do artista realizada em treze capitais em 1995, realização Galvão Bueno Marketing Cultural e patrocínio da Galeria de Arte André - São Paulo - SP.

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



255 - ANTONIO BANDEIRA (1922 - 1967)

Composição - desenho a nanquim e aquarela - 19 x 28 cm - canto inferior direito - 1966 -

Pintor, desenhista, gravador, nascido em Fortaleza, CE e falecido em Paris, onde viveu a maior parte de sua vida. É um dos pioneiros da arte abstrata no Brasil. Iniciou-se na pintura como autodidata. Em 1941, em Fortaleza, participou, ao lado de Mário Baratta, entre outros, da criação do Centro Cultural de Belas Artes depois, Sociedade Cearense de Artes Plásticas. Em 1945, transferiu-se para o Rio de Janeiro e, no ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual. Contemplado pelo governo francês com bolsa de estudos, permaneceu em Paris de 1946 a 1950 onde frequentou a Escola Nacional Superior de Belas Artes e a ‘Académie de la Grande Chaumière’. Entre 1947 e 1948 participou do ‘Salon d'Automne’ e do ‘Salon d'Art Libre’. Tomou parte em reuniões de artistas e formou o Grupo Banbryols (ban de Bandeira; bry de Camille Bryen; e ols de Wols), que durou de 1949 a 1951. Voltou ao Brasil em 1951 e apresentou-se na 1ª Bienal Internacional de São Paulo. Em 1952, criou um mural para o Instituto dos Arquitetos do Brasil, em São Paulo. Retornou a Paris em 1954 em razão do Prêmio Fiat, obtido na 2ª Bienal Internacional de São Paulo, mas não deixou de expor no Brasil. Permaneceu na Europa até 1959, passando pela Inglaterra e Bélgica, onde, em 1958, realizou um painel para o ‘Palais des Beaux-Arts’. Ao retornar ao Brasil teve uma atividade artística intensa, participou de importantes exposições, em paralelo a mostras em Paris, Munique, Verona, Londres e Nova York. Voltou a Paris em 1965, onde permaneceu até sua morte. BENEZIT, VOL.1, PÁG.415; MEYER/87, PÁG.606; MEC, VOL.1, PÁGS.159,160 E 167; PONTUAL, PÁGS. 48 E 49; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁGS. 71 A 74; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 52 A 54; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; ARTE NO BRASIL, PÁG. 599; LEONOR AMARANTE, PÁG. 34; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 86; ACERVO FIEO; web.artprice.com; pitoresco.com; pinturabrasileira.com.



256 - LOTHAR CHAROUX (1912 - 1987)

Linhas - serigrafia - 2/50 - 39 x 39 cm - canto inferior direito - 1975 -

Pintor, desenhista e professor austríaco, natural de Viena. Assinava Charoux. Iniciou os estudos artísticos com seu tio, o escultor austríaco Siegfried Charoux. Transferiu-se para o Brasil em 1928, fixando residência em São Paulo. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios da cidade onde conheceu Valdemar da Costa, com ele fazendo aprendizado de pintura a partir de 1940. Posteriormente passa a lecionar desenho no Liceu de Artes e Ofícios e no SENAI. Em 1947, realizou sua primeira exposição individual, na Galeria Itapetininga. Em 1952, participou da fundação do Grupo Ruptura, ao lado de Waldemar Cordeiro, Geraldo de Barros, Anatol Wladyslaw e outros. Com Hermelindo Fiaminghi e Luiz Sacilotto , cria a Associação de Artes Visuais NT - Novas Tendências, em 1963. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras oficiais nacionais como a Bienal Internacional de São Paulo (I a IX, XII, XIII), Panorama da Arte Atual Brasileira (1º ao 3º, 6º, 9º, 11º, 12º) e no exterior. É homenageado com retrospectiva no Museu de Arte Moderna de São Paulo e no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro em 1974. Em 2005, é publicado o livro ‘Lothar Charoux: A Poética da Linha’, pela historiadora de arte Maria Alice Milliet. PONTUAL, PÁG. 131; MEC VOL. 1, PÁG. 433; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 254; VOL. 9, PÁG.207; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 645; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; ACERVO FIEO.



257 - REGINA VATER (1943)

"Vídeo Art" - fotografia off set - 280/1000 - 29 x 61 cm - canto inferior direito -
Vídeo art: "25/ Regina Vater/ Vídeo art/ Galeria Arte Global/ São Paulo".

Artista intermídia, ilustradora, desenhista, pintora, fotógrafa, professora, Regina Maria da Motta Vater nasceu no Rio de Janeiro. Estudou desenho e pintura no ateliê de Frank Schaeffer (1958 a 1962) e com Iberê Camargo (1962 a 1965), no Rio de Janeiro. Cursou por três anos, até 1964, a Faculdade Nacional de Arquitetura e nesse mesmo ano realizou sua primeira exposição individual. No início dos anos 1970, mudou-se para São Paulo e trabalhou nas agências de publicidade DPZ e MPM. Estudou silkscreen no Pratt Institute, em Nova York (1972) quando ganhou o prêmio de viagem ao exterior, concedido pela União Nacional de Arte Moderna. Morou em Paris entre 1974 e 1975. De volta ao Brasil, fez curso de filme super-8, na Escola Griffe, em São Paulo. É autora, entre outros, dos livros infantis ‘Tungo Tungo’ e ‘Uma Amizade Bem Temperada’, publicados no fim da década de 1970. Organizou a primeira exposição de arte contemporânea e experimental brasileira em Nova York: Contemporary Brazilian Works on Paper: 49 artistas, na Nobé Gallery, em 1979. Como bolsista da Fundação Guggenheim, retornou a Nova York, em 1980, para desenvolver pesquisas sobre instalações, iniciada em 1970. Em 1983, editou um número da revista ‘Flue’, publicada pelo Franklin Furnance Archives, dedicado à arte experimental produzida na América Latina. Três anos depois, passou a viver em Austin, Estados Unidos, com o marido, também artista, Bill Lundberg. Foi curadora da exposição Brazilian Visual Poetry, com participação de 51 artistas, no Mexic-Arte Museum, Austin, 2002. Participou da Bienal Internacional de São Paulo (1967, 1969, 1977); do Panorama da Arte Atual Brasileira (1973); da Bienal de Veneza (1976), entre as muitas exposições oficiais. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 13; PÁG. 344; MEC VOL. 4, PÁG. 447; PONTUAL PÁG. 535; www.imediata.com; web.artprice.com.



258 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

Nu - escultura em bronze - 45 x 08 x 10 cm - assinado -

Escultor, desenhista e pintor paulista nascido em Mococa, SP e falecido no Rio de Janeiro. Mudou-se com a família para Itália, e fixou-se em Roma (1913). Iniciou estudos de desenho e escultura com o professor Loss (1920). Participou de movimentos antifascistas e foi preso (1931) por motivos políticos. Foi extraditado para o Brasil (1935) por intervenção do embaixador brasileiro na Itália. Em 1937, viajou para Paris e frequentou as academias ‘La Grand Chaumière’ e ‘Ranson’, onde estudou com Aristide Maillol e conviveu com Henry Moore, Marino Marini e Charles Despiau. Em 1939, retornou a São Paulo e junto com Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Sérgio Milliet, entre outros, participou do Movimento Modernista; foi um dos membros da Família Artística Paulista e do Grupo Santa Helena. Em 1943, transferiu-se para o Rio de Janeiro. A convite do ministro Gustavo Capanema instalou ateliê no antigo Hospício da Praia Vermelha, onde orientou jovens artistas como Francisco Stockinger. Possui obras em espaços públicos como ‘Monumento à Juventude Brasileira’ (1947), nos jardins do antigo Ministério da Educação e Saúde, atual Palácio Gustavo Capanema - RJ; ‘Candangos’ (1960), na Praça dos Três Poderes, e ‘Meteoro’ (1967), no lago do edifício do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília; ‘Integração’ (1989), no Memorial da América Latina, em São Paulo. Participou das Bienais de Veneza (1950, 1952); participou das I, II, IV e IX Bienais de São Paulo, período em que recebeu o prêmio de melhor escultor brasileiro (1953) e sala especial (1967). MEC, VOL.2, PÁG. 250; PONTUAL, PÁG. 237; MAYER/84, PÁG. 1333; BENEZIT VOL. 5, PÁG. 14; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 715; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 422; www.artprice.com; www.pinturabrasileira.com; www.dec.ufcg.edu.br; www.monumentos.art.br.



259 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Caricatura - técnica mista - 32 x 23,5 cm - canto inferior direito - 1959 -
T. A. - No estado.



260 - MANOEL MARTINS (1911 - 1979)

Paisagem - óleo sobre tela - 38 x 61 cm - canto inferior direito - 1973 -
No estado.

Natural de São Paulo, MANOEL MARTINS participou ativamente do Grupo Santa Helena, onde defendeu a necessidade de fazer da arte uma profissão, e ocupar com ela, um espaço na sociedade. Manoel Martins, a partir da exposição da Familia Artística Paulista em 1937, realizado pelos integrantes do Grupo, desenvolveu obras no âmbito do figurativo, buscando incorporar a vida, o movimento, as aglomerações do mundo urbano, substituindo a figuração pós-impressionistas por elementos racionais do cubismo com a valorização do expressionismo. TEIXEIRA LEITE, pág. 316; JULIO LOUZADA, vol.11, pág. 201; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 584; ARTE NO BRASIL, pág. 784, Acervo FIEO.



261 - CARLOS SCLIAR (1920 - 2001)

Barco - serigrafia - 60/100 - 39 x 69 cm - canto inferior direito - 1983 -
No estado.

Desenhista, gravador, pintor, ilustrador, cenógrafo, roteirista e designer gráfico que nasceu em Santa Maria da Boca do Monte, RS e faleceu no Rio de Janeiro. Assina Scliar. Estudou com Gustav Epstein, em Porto Alegre, em 1934. Participou, em 1938, da fundação da Associação Riograndense de Artes Plásticas Francisco Lisboa. Entre 1939 e 1947, residindo em São Paulo, integrou a Família Artística Paulista - FAP. No Rio de Janeiro, escreveu e dirigiu em 1944 o documentário 'Escadas', sobre os pintores Arpad Szenes e Vieira da Silva com os quais conviveu desde 1941. Convocado pela Força Expedicionária Brasileira - FEB, participou da Segunda Guerra Mundial, na Itália. Morando em Paris de 1947 a 1950, cursou gravura com Galanis na Escola de Belas Artes e teve contato com o gravador mexicano Leopoldo Méndez. De volta ao Brasil, fundou com Vasco Prado o Clube de Gravura de Porto Alegre. Em 1956, passou a viver no Rio de Janeiro. Foi diretor do departamento de arte da revista 'Senhor' entre 1958 e 1960. Fundou a editora Ediarte, em 1962, com os colecionadores Gilberto Chateaubriand, Michel Loeb, Carlos Nicolaievski e o pintor José Paulo Moreira da Fonseca. Realizou durante toda sua vida exposições individuais e participou de inúmeras coletivas e Salões oficiais, recebendo muitos prêmios. Também foram realizadas várias exposições póstumas. MEC VOL.4, PÁG. 214; TEODORO BRAGA, PÁG. 66; WALMIR AYALA VOL.2, PÁG. 306 a 309; PONTUAL, PÁG. 479 e 480; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG.884; VOL.2, PÁG. 925; VOL.13, PÁG. 305; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; RGS, PÁG. 442; ACERVO FIEO.



262 - INNOCÊNCIO BORGHESE (1897 - 1985)

Horta - óleo sobre madeira - 32 x 38 cm - canto inferior direito - 1964 -

Pintor e professor paulista, participante do Salão Paulista de Belas Artes, de 1935 a 1961. Diversas exposições individuais e coletivas, com muitas premiações. Pintou muitas paisagens tendo como tema a cidade de São Paulo. TEODORO BRAGA, pág 56; MEC, vol. 1, pág. 251; Acervo FIEO.



263 - ELIO DE GIUSTO (1899 - 1935)

Nu - escultura em bronze - 46 x 09 x 10 cm - assinado -

Escultor nascido na Itália, estudou com Ângelo Zanelli. Executou grupos escultóricos da fachada do Palácio da Justiça. Em 1934 recebeu a Medalha de Ouro no Salão Paulista de Belas Artes de São Paulo. JÚLIO LOUZADA, vol. 9, pág. 371; ITAÚ CULTURAL.



264 - EUGÊNIO ACOSTA (1896 - XX)

Paisagem com araucárias - óleo sobre tela colada em eucatex - 67 x 100 cm - canto inferior direito -

Nascido EUGÊNIO ACOSTA MEDINA. Pintor espanhol que foi ativo no Rio de Janeiro. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 274; TEODORO BRAGA; ACERVO FIEO, pág. 143.



265 - RAMÓN CASAS Y CARBO (1866 - 1932)

"Dama con sombrero" - desenho a carvão e lápis de cor - 55,5 x 37 cm - canto inferior direito -
No estado. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista e ilustrador espanhol nascido e falecido em Barcelona. Tinha dezesseis anos quando foi para Paris estudar com Carolus Duran (1882) e depois, na Espanha, estudou com os mestres no Prado. Ficou em Paris até 1894 e teve contato com Utrillo, Rusiñol e Zuloaga, entre outros. Expôs retratos de crianças no "Salon de la Société Nationale des Beaux-Arts" que era membro desde 1903; recebeu a comenda do "Cavaleiro da Legião de Honra"; na "Exposición Nacional de Bellas Artes" ganhou a medalha de terceiro lugar (1892) e a do primeiro lugar (1904) e teve uma sala com suas obras em homenagem ao centenário de seu nascimento. Participou de outras coletivas oficiais e recebeu medalhas de ouro em Berlim, Munique e Viena. BENEZIT; www.artprice.com; art-now-and-then.blogspot.com.br/2013/10/ramon-casas-y-carbo.html.



266 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulata - serigrafia - 3/10 1ª cor - 44 x 63 cm - canto inferior direito -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



267 - CLAUDIO FACCIOLI (1955)

Composição - acrílico sobre tela - 60 x 80 cm - canto inferior direito e dorso - 1995 - Rio de Janeiro -

Sua formação artística, na década de 1970, foi no Instituto de Belas Artes, atual Escola de Artes Visuais do Parque Lage, Rio de Janeiro, e formou-se em Publicidade e Propaganda, em 1980. Exposições individuais: Rio de Janeiro (1991, 1994, 1998, 2000); Niterói, RJ (1986); Nova Friburgo, RJ (1986). Coletivas: Rio de Janeiro (1988, 1989, 1995 a 1997); Volta Redonda, RJ (1994); São Paulo (1996). Prêmios: Volta Redonda, RJ (1994); Rio de Janeiro (1997). JULIO LOUZADA VOL.10, PÁG. 327; VOL.13, PÁG. 125.



268 - MENASE VAIDERGORN (1927)

"No antiquário" - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior direito e dorso - 1975 - São Paulo -
No estado.

Pintor nascido em Hotin, Romênia. Assina MVAIDERGORN. Seus pais vieram para o Brasil (1932) fixando residência em São Paulo. Ingressou na Associação Paulista de Belas Artes (fim da década de 1940) onde conheceu Dario Mecatti que muito o estimulou. Viajou pelo norte da África e Europa. Realizou exposições individuais e participou de diversos salões e mostras coletivas oficiais, recebendo diversos prêmios, entre eles: os do Salão Paulista de Belas Artes, SP (1976 - Medalha de Bronze, 2000 – Prêmio Aquisição, 2001 – Grande Medalha de Prata). JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 1011; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



269 - ANTONIO POTEIRO (1925 - 2010)

Circo - serigrafia - 17/140 - 71 x 84 cm - canto inferior direito -

Escultor, pintor e ceramista, Antonio Batista de Souza nasceu em Aldeia de Santa Cristina da Pousa, Braga - Portugal e faleceu em Goiânia, GO. Imigrou com a família para o Brasil em 1926. Fixaram-se em Araguari, no Triângulo Mineiro. Autodidata, herdou do pai a técnica e a sensibilidade iniciando suas atividades como ceramista. Em 1958, já com sua família constituída, passou a viver definitivamente em Goiás. Adotou o apelido de "Poteiro", por sugestão da folclorista Regina Lacerda, que o orientou a assinar seus bonecos de barro. Mais tarde foi estimulado a pintar telas por Siron Franco e Cleber Gouvêa. Lecionou cerâmica no Centro de Atividades do SESC e nas cidades de Hannover e Düsseldorf, na Alemanha. Realizou exposições individuais e participou de muitas mostras coletivas e oficiais pelo Brasil e exterior, como: Bienal Internacional de São Paulo (1981 e 1991); Biennalle Internazionale "NAIF", Cittá di Como, Itália (1976); V Bienalle Internazionale "NAIFS", entre Fiera e Lombardia, Itália (1980); III Bienal de Havana, Cuba (1989); III Bienal de Artes de Goiás (1993) e Bienal Brasileira de Arte "NAIF", SESC Piracicaba (1994). Recebeu o prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte - APCA, na categoria escultura (1985), Menção Honrosa na I Bienal Internacional de Óbidos – Portugal (1987); Grande Prêmio no XIV Salão Nacional de Arte de Belo Horizonte, MG (1982); entre outros. Em 1997, foi homenageado com a Comenda da Ordem do Mérito Cultural, do Ministério da Cultura, Brasil. WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 217; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 31; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 808; LEONOR AMARANTE, PÁG. 294, MEC VOL. 3, PÁG. 432; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 925; VOL. 4, PÁG. 907; www.antoniopoteiro.com; artepopularbrasil.blogspot.com.br; www.artprice.com.



270 - FRIEDRICH ZAHN (1826/28 - 1899)

Paisagem - óleo sobre cartão - 29,5 x 23 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista alemão com participações em mostras coletivas oficiais. www.artprice.com; www.artnet.de.



271 - ANNA LETYCIA (1929)

Flores - serigrafia - 24/100 - 50 x 71 cm - canto inferior direito -

Fluminense de Petrópolis, é gravadora e professora. Estudou com André Lhote e Ivan Serpa no Rio de Janeiro. A partir da década de 1950 voltou-se inteiramente para o trabalho como gravadora. Foi aluna de Iberê Camargo, Darel e Goeldi, ainda no Rio de Janeiro. Artista de renome nacional e internacional, cujas obras enriquecem acervos privados e públicos. PONTUAL, pág. 28; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 16; WALTER ZANINI, pág. 703; LEONOR AMARANTE; ARTE NO BRASIL.



272 - JOSÉ PAULO MOREIRA DA FONSECA (1922 - 2004)

"As cercas e a ave" - óleo sobre tela - 24 x 33 cm - canto inferior direito e dorso - 1986 -

Pintor, advogado, filósofo e poeta, nascido e falecido no Rio de Janeiro. Autodidata, dedicou-se à pintura a partir de 1950. Realizou várias exposições individuais em São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Alemanha, Portugal, Inglaterra, Áustria, Estados Unidos, México e participou de muitas mostras e Salões oficiais pelo Brasil e Europa. MEC, VOL. 2, PÁG. 183; WALMIR AYALA VOL. 1, PÁG. 423 A 427; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 268; ITAU CULTURAL, ACERVO FIEO.



273 - TITO DE ALENCASTRO (1934 - 1999)

Composição - óleo sobre tela colada em cartão - 28 x 19 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, mosaicista, cenógrafo, dramaturgo, poeta, ator e cantor nascido no Rio de Janeiro e falecido em São Paulo. Assina Tito de Alencastro. Ingressou na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1956) onde estudou desenho com Zaluar e composição com Quirino Campofiorito e Santa Rosa. Paralelamente, estudou técnicas de mosaico com José Moraes e gravura em metal com Johnny Friedlaender no MAM, RJ. Formou-se em Museologia pelo Museu Nacional de Belas Artes, RJ, estudando com Gustavo Barroso. Atuou em numerosos concertos de câmara e óperas no Rio de Janeiro como ator e cantor. Fixou residência em São Paulo em 1961. Como cenógrafo, trabalhou no filme "Roleta Russa" e nas peças "O Grande Sonhador", "Você Pode Ser O Que Quiser", "Macho Beleza e Monólogo a Dois", as três de sua autoria. Executou os painéis "Os Imigrantes" e "O Trabalho e o Lazer" (1979). Realizou exposições individuais em: São Paulo (1966 – Galeria Seta, 1970, 1973, 1976, 1980 a 1985, 1995); Rio de janeiro (1967, 1978, 1983); Uberlândia, MG (1981); Brasília, DF (1980); Curitiba, PR (1984). Participou de inúmeros Salões e mostras coletivas. Recebeu o primeiro Prêmio Aquisição no I Salão da Jovem Gravura no MAM, RJ. WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 29; PONTUAL PÁG. 14; MEC VOL, 1, PÁG. 45; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 39, VOL. 2, PÁG. 43; VOL. 11, PÁG. 6; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; brasilartesenciclopedias.com.br; www.artprice.com.



274 - ANDRÉ SZYMEZAKOWSKI (XX)

Meninas - óleo sobre tela - 81 x 51,5 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1975 -
No estado.

Pintor e desenhista com participações em exposições coletivas. JULIO LOUZADA VOL. 3; PÁG. 1104.



275 - JOÃO ALVES (1905 - 1970)

Casario - óleo sobre tela - 63 x 52 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1966 -
Com carimbo do Marchand Weber Moraés - Bahia, no dorso.

Pintor ingênuo, autodidata, cuja obra tem como tema a paisagem urbana de Salvador, capital de seu Estado natal. Expôs individualmente no Museu de Arte Moderna de Salvador em 1961, e na Galeria Montmartre - RJ em 1965, com apresentação de Jorge Amado. JULIO LOUZADA vol. 9 pág 38; TEIXEIRA LEITE, pág. 22; ITAU CULTURAL; MEC, vol. 1, pág. 71; PONTUAL, pág. 20. Acervo FIEO.



276 - ESCOLA JAPONESA, SÉC. XX

Gueixas - pintura sobre seda - 42,5 x 21 cm - centro esquerdo ilegível -
No estado. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")



277 - DOMINGO MOTTA (1872 - 1962)

Paisagem - óleo sobre tela - 24 x 33 cm - canto inferior esquerdo -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista e gravador italiano com diversas participações em exposições coletivas. www.artprice.com; www.arcadja.com; www.artnet.com.



278 - ALBERTO DA VEIGA GUIGNARD (1896 - 1962)

Ouro Preto - aquarela - 20 x 26 cm - canto inferior direito -
Ex coleção Marchand Isaac Ficz, Rio de Janeiro - RJ.

Pintor, professor, desenhista, ilustrador e gravador, Alberto da Veiga Guignard nasceu em Nova Friburgo, RJ e faleceu em Belo Horizonte, MG. Mudou-se com a família para a Europa em 1907. Em dois períodos, entre 1917 e 1918 e entre 1921 e 1923, frequentou a Real Academia de Belas Artes de Munique, onde estudou com Hermann Groeber e Adolf Hengeler. Aperfeiçoou-se em Florença e em Paris, onde participou do Salão de Outono. Retornou para o Rio de Janeiro em 1929 e integrou-se ao cenário cultural por meio do contato com Ismael Nery. Participou do Salão Revolucionário de 1931, e foi destacado por Mário de Andrade como uma das revelações da mostra. Em 1941, integrou a Comissão Organizadora da Divisão de Arte Moderna do Salão Nacional de Belas Artes, com Oscar Niemeyer e Aníbal Machado. Em 1943, passou a orientar alunos em seu ateliê e criou o Grupo Guignard. A única exposição do grupo, realizada no Diretório Acadêmico da Escola Nacional de Belas Artes, foi fechada por alunos conservadores e reinaugurada na Associação Brasileira de Imprensa. Em 1944, a convite do prefeito Juscelino Kubitschek, transferiu-se para Belo Horizonte e começou a lecionar e dirigir o curso livre de desenho e pintura da Escola de Belas Artes, por onde passaram Amilcar de Castro, Farnese de Andrade e Lygia Clark, entre outros. Permaneceu à frente da escola até 1962, quando, em sua homenagem, esta passou a chamar-se Escola Guignard. Participou da Bienal de Veneza (1928, 1952); da Bienal Internacional de São Paulo (1951) e outras. PONTUAL, PÁG. 254; MEC, VOL. 2, PAG. 304; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 236; JULIO LOUZADA, VOL. 10, PÁG. 404; ART PRICE ANNUAL 2000, PÁG. 1013; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 373; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 559; ARTE NO BRASIL, PÁG. 505; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28; www.pinturabrasileira.com; www.brasilescola.com; web.artprice.com.



279 - SYLVIO PINTO (1918 - 1997)

Cais - óleo sobre tela - 47 x 56 cm - canto inferior direito - Década de 1960 -
No estado.

Pintor, Sylvio da Silva Pinto nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Assina S. Pinto. Teve as primeiras noções de desenho no Liceu de Artes e Ofícios, RJ. Mais tarde recebeu lições de seu pai – o Pinto das Tintas. Foi ainda na casa paterna que conheceu Pancetti. Estudou no Núcleo Bernardelli (1938) e se dedicou exclusivamente à pintura a partir de 1940. Fundou e dirigiu no Jacarezinho, bairro carioca, uma escolinha de arte para crianças pobres. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1988, 1992); Brasília, DF (1988,1993); Rio de Janeiro (1989, 1991, 1993, 1994, 1995); Constância, Portugal (1991). Participou de várias mostras coletivas e Salões oficiais como a I Bienal Internacional de São Paulo (1951). Foi premiado no: Rio de Janeiro (1941, 1943, 1945, 1948, 1949, 1952 – Prêmio Viagem ao Exterior, 1957 – Prêmio Viagem Nacional, 1988, 1989); Salvador, BA (1946, 1950); Constância, Portugal (1994); Brasília, DF (1994); Niterói, RJ (1996). MEC, VOL. 3, PÁG. 419, ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 4, PÁG. 894; VOL. 5, PÁG. 820; VOL. 6, PÁG. 890; VOL. 7, PÁG. 562; VOL. 8, PÁG. 661; VOL. 10, PÁG. 693; ACERVO FIEO; www.academia.org.br; www.artprice.com.



280 - FRANCISCO BRENNAND (1927)

Peixe - cerâmica - 35 x 54 x 05 cm - canto inferior direito - 1982 -
Reproduzido sob o n° 145 em catálogo de leilão de Aloisio Cravo, São Paulo - SP, realizado em setembro de 2010. (Atenção clientes que não residem em São Paulo: transporte especial devido a fragilidade da peça. Consulte-nos antes de dar seu lance) .

Pintor e ceramista. Estudou com André Lhote e Fernand Léger, em Paris. Participou de importantes bienais e salões, nacionais e internacionais. Realizou individuais de pintura e cerâmica no MAM-SP em 1960 e outras importantes salas de arte. Executou trabalhos murais em edifícios públicos e particulares no Recife e no estrangeiro. Suassuna considerou a sua pintura "bela, forte e brasileira". Brennand é referência mundial como artista puramente brasileiro. JULIO LOUZADA, VOL, 10, pág 141. PONTUAL, pág, 88. MEC, VOL , 1, pág, 294; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 717; ARTE NO BRASIL, pág. 879. Acervo FIEO. -



281 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Galo - serigrafia - P.A. - 54 x 34 cm - canto inferior direito - 1996 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



282 - IVAN SERPA (1923 - 1973)

Composição - guache - 18 x 27 cm - canto inferior direito - 1957 -
No estado.

Pintor, desenhista, gravador e professor, Ivan Ferreira Serpa nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Estudou gravura e desenho com Axel Leskoschek (entre 1946 e 1948) no Rio de Janeiro. Em 1949, ministrou suas primeiras aulas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, onde, a partir de 1952, exerceu sistemática atividade didática, em especial no ensino infantil. Foi um dos precursores do concretismo no Brasil, criando ao lado de Aluisio Carvão, Lígia Clark, Hélio Oiticica e outros o Grupo Frente, que se manteve ativo de 1954 a 1956, inclusive com exposições no Rio de Janeiro. Participou da Divisão Moderna do SNBA (1947-1951). Em 1957, recebeu o prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna, RJ. Participou da exposição ’Opinião 65’, evento que marca a difusão de uma nova arte de tendência figurativa, a neofiguração. Em 1970, fundou, com Bruno Tausz, o Centro de Pesquisa de Arte no Rio de Janeiro. Participou da Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1961, 1963, 1965) e da Bienal de Veneza (1952, 1954, 1962, 1966). PONTUAL, PÁG 486; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 605; ARTE NO BRASIL, PÁG. 840; LEONOR AMARANTE, PÁG. 26; MEC VOL. 4, PÁG. 221; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 899.



283 - TOMÁS SANTA ROSA (1909 - 1956)

Porta bandeira - desenho a nanquim e aquarela - 31 x 21 cm - canto superior direito -

Pintor, gravador, cenógrafo e professor autodidata, Tomás Santa Rosa Júnior nasceu em João Pessoa, PB e falecido em Nova Délhi, Índia. Fixou-se no Rio de Janeiro (1932), começou a trabalhar como auxiliar de Portinari e iniciou também sua carreira de ilustrador que se estenderia por longa série de obras de escritores brasileiros e estrangeiros, que incluiu, dentre outros, Graciliano Ramos, José Lins do Rêgo, Jorge Amado, Castro Alves, Dostoievski. É considerado o primeiro cenógrafo moderno brasileiro. Entre as exposições das quais participou destacam-se: o Salão Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro (1941 - Medalha de Prata); Um Século de Pintura Brasileira, no Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro (1952); II Bienal Internacional de São Paulo (1953); Salão Preto e Branco do III Salão Nacional de Arte Moderna do Rio de Janeiro (1954); 'Arts Primitifs et Modernes Brésiliennes', no Museu de Etnografia de Neuchâtel, Suíça (1955). Após sua morte, suas obras foram expostas nas seguintes mostras: Exposição de Artes Gráficas de Tomás Santa Rosa, na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro (1958); Retrospectiva no Teatro Municipal do Rio de Janeiro (1975); Santa Rosa, Carnaval e Figurinos na Fundação Nacional de Arte (Funarte) de São Paulo (1985); e Bienal Brasil Século XX, na Fundação Bienal de São Paulo (1994). PONTUAL, PÁG. 472; MEC VOL. 4, PÁG. 177; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 460; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 572; LEONOR AMARANTE; www.funarte.gov.br; cpdoc.fgv.br; www.artprice.com.



284 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Paisagem - óleo sobre tela - 57 x 80 cm - canto inferior esquerdo ilegível -
No estado.



285 - ANTONIO BANDEIRA (1922 - 1967)

Composição - técnica mista - 19,5 x 28,5 cm - canto inferior direito - 1965 -
Ex coleção Dr. Noel Grinberg - Rio de Janeiro, RJ .

Pintor, desenhista, gravador, nascido em Fortaleza, CE e falecido em Paris, onde viveu a maior parte de sua vida. É um dos pioneiros da arte abstrata no Brasil. Iniciou-se na pintura como autodidata. Em 1941, em Fortaleza, participou, ao lado de Mário Baratta, entre outros, da criação do Centro Cultural de Belas Artes depois, Sociedade Cearense de Artes Plásticas. Em 1945, transferiu-se para o Rio de Janeiro e, no ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual. Contemplado pelo governo francês com bolsa de estudos, permaneceu em Paris de 1946 a 1950 onde frequentou a Escola Nacional Superior de Belas Artes e a ‘Académie de la Grande Chaumière’. Entre 1947 e 1948 participou do ‘Salon d'Automne’ e do ‘Salon d'Art Libre’. Tomou parte em reuniões de artistas e formou o Grupo Banbryols (ban de Bandeira; bry de Camille Bryen; e ols de Wols), que durou de 1949 a 1951. Voltou ao Brasil em 1951 e apresentou-se na 1ª Bienal Internacional de São Paulo. Em 1952, criou um mural para o Instituto dos Arquitetos do Brasil, em São Paulo. Retornou a Paris em 1954 em razão do Prêmio Fiat, obtido na 2ª Bienal Internacional de São Paulo, mas não deixou de expor no Brasil. Permaneceu na Europa até 1959, passando pela Inglaterra e Bélgica, onde, em 1958, realizou um painel para o ‘Palais des Beaux-Arts’. Ao retornar ao Brasil teve uma atividade artística intensa, participou de importantes exposições, em paralelo a mostras em Paris, Munique, Verona, Londres e Nova York. Voltou a Paris em 1965, onde permaneceu até sua morte. BENEZIT, VOL.1, PÁG.415; MEYER/87, PÁG.606; MEC, VOL.1, PÁGS.159,160 E 167; PONTUAL, PÁGS. 48 E 49; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁGS. 71 A 74; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 52 A 54; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; ARTE NO BRASIL, PÁG. 599; LEONOR AMARANTE, PÁG. 34; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 86; ACERVO FIEO; web.artprice.com; pitoresco.com; pinturabrasileira.com.



286 - GINO BRUNO (1889 - 1977)

Copos de leite - óleo sobre eucatex - 65 x 50 cm - canto inferior direito -
No estado.

Nascido e falecido em São Paulo, este pintor foi especialista em figuras, interiores e naturezas-mortas. TEODORO BRAGA, pág. 108; MEC, vol. 1, pág. 299; PONTUAL, pág. 92; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 135; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 623; Acervo FIEO.



287 - SONYA GRASSMANN (1933 - 1997)

Figura - gravura - 38/100 - 48 x 36 cm - canto inferior direito -

Gravadora e pintora, Anne Marie Elisabeth Graesse nasceu em Burgas, Bulgária e faleceu em São Paulo. Era filha de pintor alemão e trapezista húngara. Veio para o Brasil em 1950, excursionando pelo país com uma trupe de luta livre e seu nome artístico era Sonya Lubovska. Depois da trupe dissolvida, em 1952, passou a trabalhar na Galeria Oxumaré, em Salvador. Nesse ano, conheceu o gravador e desenhista Marcelo Grassmann, casaram-se e passaram a viver em São Paulo. Por volta de 1962 começou a pintar. Realizou exposições individuais em: Porto Alegre, RS (1977); São Paulo (1982, 1986); Brasília, DF (1987). Exposições coletivas em: Penápolis, SP (1975, 1976, 1982); São Paulo (1987, 1994, 1997). Exposições póstumas: São Paulo (2000, 2001); Brasília, DF (2001); Penápolis, SP (2001). JULIO LOUZADA vol.1, pág. 439; ITAU CULTURAL; TEIXEIRA LEITE, pág. 229; www.mercadoarte.com.br; www.mz.usp.br; www.saladeimprensasp.com.br.



288 - PÉRICLES (1924 - 1961)

"O amigo da onça" - técnica mista - 40 x 27 cm - canto inferior direito -

Caricaturista e cartunista, Péricles de Andrade Maranhão nasceu em Recife, PE e faleceu no Rio de Janeiro. Publicou seus primeiros desenhos na Revista do Colégio Marista do Recife, onde estudou na década de 1930. Por volta de 1942, chegou ao Rio de Janeiro e ingressou nos 'Diários Associados', de Assis Chateaubriand, iniciando sua produção em 'O Guri' e, pouco depois, na revista 'A Cigarra', onde lançou seu personagem 'Oliveira Trapalhão'. A partir de 1945, ilustrou os textos de Millôr Fernandes na seção Pif-Paf da revista 'O Cruzeiro'. 'Laurindo e Miriato Gostosão' foram outros personagens criados por Péricles, mas o de maior sucesso foi 'O Amigo da Onça', publicado pela primeira vez em 1943 em' O Cruzeiro'. 'O Amigo da Onça' foi produzido por quase 20 anos e, mesmo após a morte de seu criador, continuou a ser publicado no traço de Carlos Estevão. Sua criação foi capaz de transpor as páginas desenhadas em 'O Cruzeiro' e permanecer na memória visual e humorística brasileira. Seus trabalhos participaram, após a sua morte, de exposições em: Curitiba, PR (1980); São Paulo (1983, 1997, 2001); Belo Horizonte (1997); Brasília (1998); Penápolis, SP (1998). ITAU CULTURAL.



289 - ANGELO CANNONE (1899 - 1992)

Buscando madeira - óleo sobre eucatex - 19 x 24 cm - canto inferior esquerdo -
No estado.

Pintor, desenhista e professor nascido em Abruzzo, Itália. Assinava D’Angelo, Angelo Cannone e A. Cannone. Aos cinco anos mudou-se para Nápoles com sua família. Em fins de 1947, veio para o Brasil, residiu algum tempo em São Paulo e depois se mudou para o Rio de Janeiro, onde se radicou e lá faleceu. Estudou no Instituto de Belas Artes de Nápoles com Paolo Vetri. Viveu em Roma durante quatro anos com uma pensão conquistada em um concurso em Nápoles. Lecionou desenho no Instituto Técnico. Expôs individualmente em São Paulo (1947, 1993) e no Rio de Janeiro (1947, 1973, 1980, 1984). Foi premiado, na Itália, em: 1922, 1925, 1929, 1941 e, no Brasil, em 1960. Em 1972 pintou o retrato do papa Pio X, em tamanho natural, que está na Igreja dos Italianos, RJ. WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 168; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 187; VOL. 3, PÁG. 203; VOL.8, PÁG. 165; VOL. 9, PÁG. 171; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; brasilartesenciclopedias.com.br; www.artprice.com; www.arcadja.com.



290 - ANTONIO JOÃO DE ORLÉANS E BRAGANÇA (1950)

Vista do Rio de Janeiro - aquarela - 45 x 60 cm - canto inferior direito - 2008 -
Com etiqueta de Errol Flynn Galeria de Arte - Belo Horizonte - MG, no dorso.

Dom Antonio João Maria José Jorge Miguel Gabriel Rafael Gonzaga de Orléans e Bragança e Wittelsbach nasceu no Rio de Janeiro, é príncipe do Brasil e de Orléans e Bragança. É aquarelista e vem realizando muitas exposições pelo Brasil. É o sétimo filho e sexto varão de D. Pedro Henrique de Orléans e Bragança, ex-chefe da casa imperial do Brasil, e de D. Maria Isabel da Baviera. Concluiu os estudos secundários em Vassouras e formou-se na Faculdade de Engenharia Civil da Universidade de Barra do Piraí, realizando estágio em Erlangen, Alemanha.pt.wikipedia.org



291 - EVANDRO CARLOS JARDIM (1935)

Janela - gravura - 29/30 - 41 x 29 cm - canto inferior direito -
No estado.

Excepcional gravador e pintor, diplomado pela Escola de Belas Artes de São Paulo, em 1958. Suas obras são sensíveis, tem apuro artesanal e invenção formal; buscam o insólito da paisagem, transformando em arte quase surreal. PONTUAL, pág. 277; MEC, vol. 2, pág. 372; TEIXEIRA LEITE, pág. 264.; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 764; ARTE NO BRASIL, pág. 966; LEONOR AMARANTE, pág. 240. Acervo FIEO. -



292 - RUDOLF VON BOHR (1818 - 1872)

Dama - óleo sobre tela - 58 x 46 cm - canto inferior esquerdo -
No estado. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista austríaco nascido em Viena com diversas participações em exposições e Salões coletivos. www.artprice.com; www.dorotheum.com.



293 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Vaso com flores" - acrílico sobre papel - 42 x 29 cm - canto inferior direito - Década de 2000 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



294 - PAULINA KAZ (1915)

"Três vasos na janela" - óleo sobre tela - 22 x 33 cm - canto inferior direito e dorso -
No estado.

Pintora nascida em Salvador, BA. Estudou pintura com Oswaldo Teixeira e Pedro Bruno, no Rio de Janeiro. No final da década de 50, interrompeu a atividade artística e passou a trabalhar nas áreas de jornalismo e da educação, tornando-se diretora de cultura da revista ‘O Cruzeiro’ e da ‘Bloch Educação’, além de editora do Suplemento de Turismo do ‘Correio da Manhã’. Voltou a pintar em 1984. Em 1991, publicou o livro ‘Paulina Kaz, Desenho e Pintura’. Realizou exposições individuais e participou de inúmeras mostras coletivas e oficiais no Rio de Janeiro, São Paulo, Manaus, Porto Alegre. ITAUCULTURAL.



295 - DURVAL PEREIRA (1917 - 1984)

Marinha - óleo sobre tela colada em eucatex - 15 x 30 cm - canto inferior direito -

Nascido e falecido em São Paulo onde foi pintor e professor ativo. Premiado com a Menção Honrosa no Salão Paulista de Belas Artes em 1944, passou a viver exclusivamente da pintura. Em 1946, estudou artes plásticas na Associação Paulista de Belas Artes. Pintava ao ar livre, aos domingos, com os pintores Salvador Rodrigues, Salvador Santisteban, Cirilo Agostinho, Jaime Dinis, Djalma Urban, Innocencio Borghese, e outros. Premiado praticamente em todos os Salões de que participou, acumulou, em toda sua carreira, 419 prêmios de todos os cantos do mundo. Recebeu ao todo, 15 comendas das mais importantes do Brasil. Nos últimos três anos de sua vida recebeu também todos os Primeiros Prêmios e Medalhas de Ouro nas exposições de Paris, Rouen, Lyon, Roma, Miami e Milão (o maior prêmio dado à pintura: ‘La Madonina de Milano’). MEC, vol. 3, pág. 368; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 749; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO; www.tntarte.com.br.



296 - OSWALDO GOELDI (1895 - 1961)

Rosa - xilogravura - 11 x 9,5 cm - canto inferior direito -
Reproduzido sob o n° 92 - P em catálogo de Leilão da Bolsa de Arte do Rio de Janeiro, realizado em 19 de maio de 2009, em São Paulo.

Desenhista, gravador, ilustrador e professor nascido e falecido no Rio de Janeiro, filho de Emilio Goeldi, naturalista suíço. Com um ano de idade, mudou-se com a família para Belém, Pará e depois para Berna, Suíça (1905). Em Zurique, ingressou no curso de Engenharia e, em Genebra, matriculou-se na 'Ecole des Arts et Métiers' (1917) mas, abandonou ambos os cursos. A seguir, passou a ter aulas no ateliê de Serge Pahnke e Henri van Muyden. Realizou sua primeira exposição individual (1917), em Berna, quando conheceu a obra de Alfred Kubin, sua grande influência artística e com quem se correspondeu por vários anos. Retornou ao Brasil (1919), trabalhou como ilustrador e realizou sua primeira exposição individual no Rio de Janeiro (1921). Conheceu Ricardo Bampi (1923) que o iniciou na xilogravura. Fez desenhos e gravuras para periódicos e livros como 'Cobra Norato', de Raul Bopp (1937) com suas primeiras xilogravuras coloridas, entre outros. Foi professor na Escolinha de Arte do Brasil (1952) e na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1955) onde abriu uma oficina de xilogravura. Exposições individuais em: Berna, Suíça (1917, 1930); Rio de Janeiro (1921); Belém, PA (1938); São Paulo (1951); Paris (1952). Participou de várias exposições coletivas e mostras oficiais, destacando-se: Exposição itinerante da 'International Business Machine Corporation', EUA (1941 a 1944); 'Exhibition of Modern Brazilian Paintings', Inglaterra (1943, 1944, 1945); Bienal Internacional de São Paulo (1951 - Prêmio de Gravura, 1953 - Sala Especial, 1955, 1961, 1969, 1971, 1979, 1985); Bienal de Veneza (1950, 1952, 1956, 1958); Bienal de Gravura, Checoslováquia (1950); Bienal Internacional de Xilogravura, Tóquio (1952); Bienal Interamericana do México, Cidade do México (1960 - I Prêmio Internacional de Gravura). PONTUAL PÁG.240; JULIO LOUZADA VOL.11, PÁG.130; MEC VOL.2, PÁG.271; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG.521; ARTE NO BRASIL PÁG. 672; ACERVO FIEO; www.oswaldogoeldi.org.br; www.centrovirtualgoeldi.com; www.pinacoteca.org.br; www.artprice.com.



297 - JOSÉ PINTO (1932 - 2008)

"Casa de Deró" - óleo sobre tela - 60 x 81 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1994 - Porto Seguro - BA -

José Wense Pinto é natural de Ilhéus, BA. Assina José Pinto. Autodidata, veio para o Rio de Janeiro em 1951. Em 1953 freqüenta a Associação Brasileira de Desenho e começa a pintar profissionalmente em1969. Participou de diversas exposições e Salões oficiais: 1969,1970 a 1974 - Rio de Janeiro, RJ; 1970; Milão e Espoleto, Itália; Nova York, EUA; Londres, Inglaterra; 1971 - Recife,PE. Individuais: 1969 e 1971 - Rio de Janeiro, RJ; 1970 - Bahia; 1971 - São Paulo, SP e 1973 - Brasília, DF. Prêmios: 1972 - Rio de Janeiro, RJ. Possui obras em: Museu Regional de Feira de Santana, BA; Museu Laval - Henri Rousseau, França; Museu de Viçosa, MG; Agências do Banco do Brasil em São Francisco, EUA; acervo da Cia. Shell e Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro, RJ. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág.769; vol. 8, pág. 660. ITAU CULTURAL.



298 - JOSÉ SABÓIA (1949)

"Árvores e homens" - óleo sobre tela - 40 x 60 cm - canto inferior direito -
Com certificado de autenticidade firmado pelo autor.

Pintor, José Sabóia do Nascimento nasceu em Almadina-BA. Artista autodidata foi para o Rio de Janeiro em 1967 e começou a pintar no ano seguinte, passando a expor seus trabalhos na feira hippie de Ipanema. Fez sua primeira exposição individual em Fortaleza, CE (1970). Entre as exposições de que participou, destacam-se: I e III Salão Nacional de Artes Plásticas do Ceará, Fortaleza, (1969, 1971 - Prêmio Aquisição); Dez Pintores no Rio de Janeiro, no MNBA, RJ (1983); ‘Brésil Naifs’, Paris (1986); ‘Salon d'Art Naif’- Marseilha, França (1987); ‘Pintura, Presença e Povo na Arte Brasileira’ no Museu da Casa Brasileira - São Paulo (1990); ‘Visões do Rio’ no MAM, RJ (1996). No exterior expôs individualmente em São Francisco, EUA e Munique, Alemanha, além de participar de coletivas em vários países e, principalmente na França, com exposições organizadas pela Galeria Jacqueline Bricard e uma presença cativa na ‘Galerie Naïfs du Monde Entier’ em Paris. José Sabóia participou do Concurso Internacional de Morges, quando seu quadro foi eleito pelo público, a melhor obra de 60 participantes de 22 países, premiação que originou o convite da Galeria Kasper para realizar uma exposição individual em 1997. JULIO LOUZADA vol. 11, pág. 278; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 228; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO; www.artprice.com; www.nautilus.com.br; www.ardies.com.



299 - MARIO CRAVO JR (1923)

Rosto - gravura em técnica mista - 43,5 x 33 cm - canto inferior direito - 1954 -

Escultor. Após realizar seus estudos, primeiro com um santeiro baiano,e depois com Cozzo, seguiu para os Estados Unidos, aperfeiçoando-se ali com Mestrovic (1949). Teve o prêmio de escultura na II Bienal de São Paulo, e tem participações em várias exposições, dentro e fora do Brasil. Professor de gravura na Universidade da Bahia. Sua escultura, de cunho expressionista, divide-se em duas fases: a figurativa (santos e imagens na tradição barroca) e não figurativa (experiências formais). Mário Cravo trabalha a madeira e o metal com perícia idêntica. Permaneceu na Europa (Berlim e outros centros) entre 1963 e 1964. MEC,vol. 1, págs. 495 a 497; PONTUAL, págs. 150/1; JULIO LOUZADA, Ed./85, págs. 281/2; BENEZIT, vol. 3, pág. 261; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 638; ARTE NO BRASIL, pág. 846; LEONOR AMARANTE, pág. 23.



300 - MOSÈ DI GIOSUÈ BIANCHI (1840 - 1904)

Maternidade - óleo sobre tela - 60 x 49 cm - canto inferior direito -
No estado. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista e gravador italiano nascido em Monza, Lombardia e falecido em Milão. Estudou com Giuseppe Bertini na Academia de Belas Artes de Brera, em Milão. Durante seus estudos, viajou para Roma, Veneza e Paris onde expôs, com sucesso, pela primeira vez (1878). Estabeleceu-se em Milão. Na "Exposition Universelle" em Paris de 1900 expôs uma série de águas-fortes. A partir de 1898, atuou como diretor da "Accademia di Belle Arti Cignaroli", em Verona. BENEZIT; www.artprice.com.



301 - HEINZ BUDWEG (1940)

Montanhas - óleo sobre tela - 80 x 80 cm - canto inferior direito - 2011 -

Pintor, desenhista, artista gráfico, ilustrador, cenógrafo e figurinista de teatro. Imigra para o Brasil em 1953, fixando-se em São Paulo. Nesta cidade, atua como ilustrador e artista gráfico, além de trabalhar como cenógrafo e figurinista. Em 1958, realiza sua primeira mostra Individual, no Colégio Visconde de Porto Seguro. Na década de 70, recebe o Prêmio Jabuti de Literatura Infantil pelas ilustrações dos doze primeiros volumes da série Lendas Brasileiras. Viaja várias vezes para a Amazônia, Alto Xingu e Ilha de Marajó, onde realiza desenhos retratando a paisagem natural, a população e os indígenas locais, além de reportagens e pesquisas sobre o folclore brasileiro registrados em Super 8. Sete anos depois, realiza as imagens que acompanham a apresentação da obra Xingu Simphonie, de Celia Ricci e Edson Leite, em São Paulo. ITAÚ CULTURAL.



302 - ALFREDO VOLPI (1896 - 1988)

Mastro, vela e bandeira - serigrafia - 8/100 - 65 x 45 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.



303 - ROMILDO DE ANDRADE (XX)

"Salve Nossa Senhora do Carmo" - entalhe em madeira - 100 x 24 cm - canto inferior direito -

Entalhador e pintor pernambucano, descendente de uma família de artistas. Morou em Salvador, BA e no Rio de Janeiro. Tem participado de diversas mostras coletivas pelo Brasil. www.jornaldebrasilia.com.br; www.youtube.com/watch?v=wCUfXCkACNg.



304 - SILVIA DE LEON CHALREO (1905 - 1991)

Quermesse - desenho a nanquim e aquarela - 18 x 13 cm - canto inferior direito - 1969 -
No estado.

Esta importante pintora, crítica de arte, escritora, tradutora e jornalista, nasceu na cidade do Rio de Janeiro. Autodidata, pinta o gênero figurativo primitivo, expondo pela primeira vez em 1941, na Divisão Moderna do SNBA. Possui extenso curriculum de exposições e premiações no País e no exterior. Segundo o crítico Teixeira Leite, "(...) Sua pintura, de caráter primitivista, representa as praias repletas de diminutas figurinhas, o morro carioca, os barracos na favela e os folguedos infantis, numa técnica rudimentar, mas com bom colorido, vívido movimento e inegável atmostera poética." . JULIO LOUZADA, vol. 1 pág. 921; ITAU CULTURAL; TEIXEIRA LEITE, pág. 482.



305 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Sonho - desenho a nanquim - 32 x 22 cm - canto inferior direito - 1949 -
Com dedicatória.

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



306 - FREDERICO BRACHER JUNIOR (1920 - 1984)

Paisagem - óleo sobre tela - 19 x 39,5 cm - canto inferior direito e dorso - 1975 -
Com etiqueta da Realidade Galeria de Arte, Rua Ataulfo de Paiva, 135 - Rio de Janeiro - RJ e carimbo do ateliê do autor, no dorso. No estado.

Natural da cidade do Rio de Janeiro e falecido em BH, MG. Pintor, desenhista, escultor, gravador, ceramista, violinista, professor de pintura e de violino. Inicia seus estudos de pintura com Amilcar Agretti (1931). Sua pintura, durante toda sua carreira, é realizada dentro do modelo acadêmico. Funda a Associação dos Artistas Plásticos de Minas Gerais. Casa-se com Lélia Lenz, com quem tem quatro filhos: Amarilis, Amíriam, Alexandre e Alcione, dos quais os três primeiros tornam-se artistas plásticos. A partir de 1935 realiza várias exposições individuais no Automóvel Clube de Montes Claros MG e no de Belo Horizonte. Em 1938 recebe o Prêmio de Pintura do jornal Estado de Minas. Inaugura, em Montes Claros, sua primeira escola de artes para o ensino de pintura e música, em 1939. Em 1980 realiza no Palácio das Artes de Belo Horizonte uma retrospectiva em comemoração aos seus 50 anos de vida artística. Em 1986, dois anos após sua morte, o Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro realiza uma ampla retrospectiva da sua obra, numa mostra que segue para o Museu de Arte de São Paulo, e outras cidades. JULIO LOUZADA, vol. 2 pág. 159; ITAU CULTURAL.



307 - GUYER SALES (1942)

Nu - aquarela - 18 x 20 cm - canto inferior direito - 2000 -

Pintor, desenhista e gravador. Sobre ele escreveu Quirino da Silva, em 1970: "Seu desenho, sua pintura e gravura tem o mesmo ímpeto emocional. O surrealismo é o seu vocabulário. Nos demorados passeios oníricos, Guyer Sales fixa, graficamente, pictoricamente, os instantes que tocam a sua sensibilidade. JULIO LOUZADA vol.1, pág. 856; ITAÚ CULTURAL.



308 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Galo - técnica mista - 14 x 15,5 cm - canto inferior direito -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



309 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Flores - óleo sobre tela - 49 x 35 cm - canto inferior direito -
A. Bonifer.



310 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Rostos - aguada de nanquim - 90 x 73 cm - canto inferior direito - 1972 -
Ex coleção Roberto Mansur - São Paulo - SP.

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



311 - PEDRO CORRÊA (1920)

Baiana - guache - 23 x 11 cm - centro inferior -

Paraibano de Campina Grande, foi artisticamente orientado pelo pintor Augusto Rodrigues, no Rio de Janeiro. Fixou residência em São Paulo, onde é ativo, inclusive através de uma escola de arte que mantém na cidade. Participou regularmente do SPBA, tendo também realizado várias individuais. JULIO LOUZADA, vol. 1 pág. 271 e 272, Acervo FIEO.



312 - JOSÉ MARIA DOS REIS JÚNIOR (1903 - 1985)

Jesus, Maria e José - aquarela - 20 x 26 cm - centro inferior -

Este importante personagem das artes brasileiras nasceu na cidade mineira de Uberaba e faleceu na cidade do Rio de Janeiro. Foi pintor, vitralista, professor, crítico de arte e escritor. Estudou na ENBA-RJ (1920/1923); desenho com Modesto Brocos e pintura com Rodolfo Amoedo. Realizou a primeira exposição individual no Palace Hotel (1923). Mantém contato com os participantes da Semana de Arte Moderna (realizada em 1922 na cidade de São Paulo). Em 1925, integra a Comissão Nacional de Belas Artes. Publicou o livro História da Pintura no Brasil (1944), referência das artes plásticas nacionais. Participou do SNB-RJ - 1921 (Menção Honrosa de Primeiro Grau) e de outros certames de igual importância, com premiações. JULIO LOUZADA, vol. 9 , pág. 724; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 562; ARTE NO BRASIL, pág. 577.



313 - MASSAO OKINAKA (1913 - 2000)

Flores - aquarela - 26,5 x 38 cm - canto inferior direito -
Com estudo no dorso.

Pintor, desenhista, professor e grande mestre do sumiê. Era natural de Kyoto, Japão, onde iniciou os seus estudos artísticos na Escola de Belas Artes. Estudou com Yamamoto Shunkyo na Escola Sanae; Pintura Ocidental na Kansai Bijitsu In; com Onishi Kakyo, Kuroda Jyutaro e Nahara Kenzo. Veio para o Brasil e fixou residência em Lins, SP (1932). Mudou-se para São Paulo (1940). Sete anos depois, casou-se com Alina Rei Takaishi, também pintora. Integrou-se à Associação dos Artistas Internacionais da UNESCO, Grupo Seibi, Grupo do Jacaré; Grupo Quinze e Grupo Guanabara. Formou o Grupo Ypê de sumiê e foi o criador do curso dessa técnica na Aliança Cultural Brasil-Japão. Lecionou na FAAP, na USP e na Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa (Bunkyo). Realizou exposições individuais em: São Paulo (1958, 1967 a 1970, 1972, 1993 – exposição retrospectiva na Pinacoteca); Curitiba, PR (1972); Kobe, Japão (1976). Participou da I Bienal Internacional de São Paulo e de muitos outros Salões oficiais. Foi premiado no Salão Paulista de Belas Artes (1949, 1956, 1960); no Salão Nacional de Belas Artes, RJ (1951); Exposições do Grupo Seibi (1952, 1958, 1960), entre outros. MEC VOL. 3, PÁG. 293; JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 739; VOL. 3, PÁG. 819; VOL. 4, PÁG. 821; VOL.8, PÁG. 620; ITAU CULTURAL, ACERVO FIEO; madeinjapan.com.br; pinacoteca.org.br; www.artprice.com.



314 - EUGÊNIO DE PROENÇA SIGAUD (1889 - 1979)

"Canção" - encáustica sobre madeira - 11 x 19 cm - canto inferior direito e dorso - 1964 -
No estado.

Estudou desenho na Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro com Modesto Brocos, formando-se em arquitetura em 1932, nessa mesma escola. A partir de 1935, dedicou-se à pintura mural e, de 1937, à pintura de temas sociais, com predominância de motivos de operários em construção e trabalhadores rurais. Caracteriza-se por uma grande versatilidade técnica, sendo dos raros pintores brasileiros a utilizar, lado a lado, o óleo, a têmpera e a encáustica, além da aquarela e do guache. Participou do Núcleo Bernardelli. PONTUAL, pág. 489; MEC, vol. 4, pág. 243; TEIXEIRA LEITE, pág. 475 e 476; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 324 a 327; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 579; ARTE NO BRASIL, pág. 763, Acervo FIEO.



315 - OSCAR PEREIRA DA SILVA (1867 - 1939)

Paisagem - aquarela - 21,5 x 33,5 cm - canto inferior direito - 1906 - São Vicente -
No estado.

Pintor, decorador, desenhista, professor, Oscar Pereira da Silva nasceu em São Fidélis, RJ e faleceu em São Paulo. Estudou na Academia Imperial de Belas Artes (1882-1887), foi aluno de Zeferino da Costa, Victor Meirelles, Chaves Pinheiro e José Maria de Medeiros. Em 1887, tornou-se ajudante de Zeferino da Costa na decoração da Igreja da Candelária, no Rio de Janeiro. Conquistou o último prêmio de viagem ao exterior concedido pelo imperador dom Pedro II, transferindo-se para Paris (1889) onde estudou com Léon Bonnat e Jean-Léon Gérôme. No período em que permaneceu na França, produziu diversos estudos e telas. Retornou ao Brasil em 1896. No Rio de Janeiro, realizou uma exposição individual no salão da Escola Nacional de Belas Artes , onde foram apresentados os trabalhos feitos na Europa. No mesmo ano, transferiu-se para São Paulo. Lecionou no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, no Ginásio do Estado e ministrou aulas particulares em seu ateliê. Em 1897, fundou o Núcleo Artístico, que, mais tarde, se transformou na Escola de Belas Artes, onde deu aulas. Trabalhou na decoração do Teatro Municipal de São Paulo (entre 1903 e 1911) elaborando três murais: 'O Teatro na Grécia Antiga', 'A Dança' e 'A Música'. Realizou pinturas para Igreja de Santa Cecília (entre 1907 e 1917). Como pensionista do Governo do Estado de São Paulo, viajou a Paris em 1925. QUIRINO CAMPOFIORITO, IN CAMPOFIORITO, QUIRINO. HISTÓRIA DA PINTURA BRASILEIRA NO SÉCULO XIX. ED.PINAKOTHEKE-SP, 1983. PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL VOL. 1, PÁG. 245; TEODORO BRAGA PÁG. 177; LAUDELINO FREIRE PÁG. 383; WALMIR AYALA VOL. 2, PÁG. 185; MEC VOL. 4, PÁG.277; PONTUAL PÁG. 419; TEIXEIRA LEITE PÁG. 402; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 437; ARTE NO BRASIL PÁG. 553, ACERVO FIEO; F. ACQUARONE PÁG. 187, RUTH TARASANTCHI; www.artprice.com; www.pinacoteca.org.br; www.dezenovevinte.net.



316 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulata - desenho a lápis - 21 x 13 cm - canto inferior direito -
No estado.

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



317 - AUGUSTO JOSÉ MARQUES JÚNIOR (1887 - 1960)

Rosto - óleo sobre cartão - 34 x 24 cm - canto inferior esquerdo - 1931 -
No estado.

Pintor, desenhista e professor nascido e falecido no Rio de Janeiro. Estudou na Escola Nacional de Belas Artes (a partir de 1905), foi aluno de Baptista da Costa, Eliseu Visconti, Zeferino da Costa e Bérard. Recebeu o Prêmio Viagem ao Exterior (1916), viajando para Paris em 1917, onde permaneceu até meados de 1922. Frequentou na "Académie Julian", o ateliê de Jean-Paul Laurense o de Adolphe Dechaenaud na "Académie de la Grande Chaumière". Perdeu quase todos os seus trabalhos num incêndio em seu ateliê (1921). De volta ao Brasil (1922), foi nomeado docente de pintura da ENBA. Regeu as cadeiras de desenho figurado (de 1934 a 1937) e de pintura (de 1938 a 1948). Em 1948 tornou-se livre-docente da II cadeira de desenho artístico e, em 1950, catedrático de desenho de modelo vivo. Em 1952, foi escolhido vice-diretor da ENBA. Fez sua primeira exposição individual em 1922, na Galeria Jorge, no Rio de Janeiro. Expôs em São Paulo, em 1923 com Hélios Seelinger e, em 1935 com Henrique Cavalleiro. Foi presidente da Sociedade Brasileira de Belas Artes e membro efetivo do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (SPHAN). Foi responsável pela decoração do restaurante da antiga Câmara dos Deputados, no Rio de Janeiro, e pelas ilustrações do livro "O Rio de Janeiro no tempo dos vice-reis", de Luiz Edmundo, publicado em 1951. Participou de diversas exposições coletivas como: Exposição Geral de Belas Artes, Rio de Janeiro (1913 - menção honrosa, 1915 - medalha de bronze, 1916 - medalha de prata, 1921, 1922,1924, 1925, 1926 - medalha de ouro, 1927 a 1930, 1933); "Salon des Artistes Français", Paris (1920); Coletiva Grupo Almeida Júnior, São Paulo (1928). REIS JR., PÁG. 371; TEODORO BRAGA, PÁG. 159; PONTUAL, PÁG. 341.342; MEC, VOL. 3, PÁG. 76; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 315; PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, PÁG. 277; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 588; ITAU CULTURAL; www.brasilartesenciclopedias.com.br; www.artprice.com.



318 - FRANS KRAJCBERG (1921 - 2017)

Composição - técnica mista - 14 x 9,5 cm - canto inferior direito - 1972 -

Escultor, pintor, gravador e fotógrafo nascido em Kozienice, Polônia. Estudou engenharia e artes na Universidade de Leningrado, Rússia. Durante a Segunda Guerra Mundial perdeu toda a família em um campo de concentração. Mudou-se para a Alemanha, ingressando na Academia de Belas Artes de Stuttgart, onde foi aluno de Willy Baumeister. Chegou ao Brasil em 1948. Em 1951, participou da 1ª Bienal Internacional de São Paulo com duas pinturas. Residiu por um breve período no Paraná, isolando-se na floresta para pintar. Em 1956, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde dividiu o ateliê com o escultor Franz Weissmann. Naturalizou-se brasileiro no ano seguinte. A partir de 1958, alternou residência entre o Rio de Janeiro, Paris e Ibiza. Desde 1972, reside em Nova Viçosa, no litoral sul da Bahia. Ampliou o trabalho com escultura, iniciado em Minas Gerais, utilizando troncos e raízes, sobre os quais realiza intervenções. Viaja constantemente para a Amazônia e Mato Grosso e fotografa os desmatamentos e queimadas, revelando imagens dramáticas. Na década de 1980, iniciou a série ‘Africana’, utilizando raízes, cipós e caules de palmeiras associados a pigmentos minerais. O Instituto Frans Krajcberg, em Curitiba, foi inaugurado em 2003 recebendo a doação de mais de uma centena de obras do artista. No fim de 2008 realizou sua primeira grande exposição individual em São Paulo - 65 esculturas e 40 fotos de queimadas, exibidas no pavilhão da Oca, no Parque do Ibirapuera. TEIXEIRA LEITE, PÁG. 272; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 645; ARTE NO BRASIL, PÁG. 778; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 514; VOL. 6, PÁG. 559; MEC VOL. 2, PÁG. 411; PONTUAL PÁG. 293; www.artprice.com; www.eca.usp.br; www.macniteroi.com.br; planetasustentavel.abril.com.br.



319 - CALASANS NETO (1932)

Figura alada - xilogravura - 30,5 x 21,5 cm - canto inferior direito -

Gravador, desenhista e pintor baiano. Foi aluno de Genaro de Carvalho e Mário Cravo Jr. . Diversas exposições realizadas. MEC, vol. 1, pág. 324; PONTUAL, pág. 98; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 149/150; JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 160; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 720; ARTE NO BRASIL, pág. 846.



320 - PAULO PEDRO LEAL (1894 - 1968)

"O fim da festa" - óleo sobre tela - 70 x 140 cm - canto inferior direito e dorso - 1963 -
Reproduzido no convite deste Leilão. Com dedicatória no dorso.

Pintor autodidata, artesão e decorador nascido no Rio de Janeiro e falecido em São João do Meriti, RJ. Realizou exposição individual na 'Petite Galerie', RJ (1955). Participou de várias mostras nacionais e internacionais, como: X SNAM (1961); 'O Nu na Arte Contemporânea', RJ (1964); 'Oito Pintores Ingênuos Brasileiros', Paris (1965); 'Artistas Brasileiros Contemporâneos', MAM – Buenos Aires (1966); 'Homenagem a Mário Pedrosa', RJ (1980); 'Tradição e Ruptura: síntese de arte e cultura brasileiras', SP - Fundação Bienal (1984); 'O Mundo Fascinante dos Pintores Naïfs', RJ (1988); 'Brasil + 500 Mostra do Redescobrimento', SP - Fundação Bienal (2000); 'Pop Brasil: a arte popular e o popular na arte', SP (2002). ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 11, PÁG. 170; WALMIR AYALA; www.artprice.com; www.artnet.com.



321 - ANTONIO CUNHA (XIX - XX)

Natureza morta - óleo sobre tela - 39,5 x 49 cm - canto inferior direito - 1941 - Rio de Janeiro -
No estado.

Pintor, com participação e premiação (medalha de bronze) no SNBA-RJ em 1948 e no Salão da SBBA-RJ (1948). JULIO LOUZADA, vol 10, pág 251.



322 - INGRES SPELTRI (1940)

"Snoopy" - óleo sobre tela - 74 x 79 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor, desenhista, escultor, gravador e professor nascido em Jau, SP. Filho do pintor Augusto Speltri com quem se iniciou na pintura, ainda criança. Em 1959 mudou-se para São Paulo onde estudou Música (1960-1964). É professor titular da Escola Panamericana de Arte, SP. Realizou exposições individuais, em São Paulo, nos anos de 1977, 1981, 1978, 1984. Participou de várias mostras e Salões oficiais, sendo premiado em: São Paulo (1963, 1966, 1970, 1971); Santo André, SP (1976). JULIO LOUZADA VOL. 5, PÁG. 1012; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; MEC VOL. 4, PÁG. 338; PONTUAL PÁG. 504; www.artprice.com; www.speltri.com.



323 - ALBERTO DA VEIGA GUIGNARD (1896 - 1962)

Ouro Preto - desenho a nanquim - 20 x 12 cm - canto inferior direito -
Ex coleção Marchand Isaac Ficz, Rio de Janeiro - RJ.

Pintor, professor, desenhista, ilustrador e gravador, Alberto da Veiga Guignard nasceu em Nova Friburgo, RJ e faleceu em Belo Horizonte, MG. Mudou-se com a família para a Europa em 1907. Em dois períodos, entre 1917 e 1918 e entre 1921 e 1923, frequentou a Real Academia de Belas Artes de Munique, onde estudou com Hermann Groeber e Adolf Hengeler. Aperfeiçoou-se em Florença e em Paris, onde participou do Salão de Outono. Retornou para o Rio de Janeiro em 1929 e integrou-se ao cenário cultural por meio do contato com Ismael Nery. Participou do Salão Revolucionário de 1931, e foi destacado por Mário de Andrade como uma das revelações da mostra. Em 1941, integrou a Comissão Organizadora da Divisão de Arte Moderna do Salão Nacional de Belas Artes, com Oscar Niemeyer e Aníbal Machado. Em 1943, passou a orientar alunos em seu ateliê e criou o Grupo Guignard. A única exposição do grupo, realizada no Diretório Acadêmico da Escola Nacional de Belas Artes, foi fechada por alunos conservadores e reinaugurada na Associação Brasileira de Imprensa. Em 1944, a convite do prefeito Juscelino Kubitschek, transferiu-se para Belo Horizonte e começou a lecionar e dirigir o curso livre de desenho e pintura da Escola de Belas Artes, por onde passaram Amilcar de Castro, Farnese de Andrade e Lygia Clark, entre outros. Permaneceu à frente da escola até 1962, quando, em sua homenagem, esta passou a chamar-se Escola Guignard. Participou da Bienal de Veneza (1928, 1952); da Bienal Internacional de São Paulo (1951) e outras. PONTUAL, PÁG. 254; MEC, VOL. 2, PAG. 304; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 236; JULIO LOUZADA, VOL. 10, PÁG. 404; ART PRICE ANNUAL 2000, PÁG. 1013; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 373; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 559; ARTE NO BRASIL, PÁG. 505; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28; www.pinturabrasileira.com; www.brasilescola.com; web.artprice.com.



324 - TIO HOK TJAY (1946)

Passeando - óleo sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior esquerdo - 1978 -
No estado.

Pintor natural de Jacarta, Indonésia. Fixa residência no Brasil em 1967, onde fez diversas exposições (São Paulo), participando de Salões, tais como a pré-Bienal de SP (1970), Salão SEIBI, Salão de Arte Contemporânea de Campinas-SP, e SPAC. De 1971 a 1975 reside em Manaus-M, expondo em 1976 na Bienal Nacional de São Paulo. O crítico Harry Laus comentou a obra do artista. JULIO LOUZADA, vol. 4, pág. 1097.



325 - JOSÉ BENLLIURE Y GIL (1855 - 1937)

Espanhola - desenho a lápis e guache - 25 x 19 cm - canto inferior esquerdo -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista e professor espanhol nascido em Canamelar e falecido em Valencia. Seu pai era pintor. Estudou na Academia de Belas Artes de São Carlos, em Valencia, onde foi aluno de Francisci Domingo. Lecionou na Academia Espanhola da Escola de Belas Artes em Roma de 1903 a 1913. Participou regularmente de mostras oficiais em Madri a partir de 1875 e ganhou vários prêmios; e também do "Salon des Artistes Français" onde ganhou uma Medalha de Bronze em 1889. BENEZIT; www.artprice.com; www.biografiasyvidas.com.



326 - TARSILA DO AMARAL (1890 - 1973)

Paisagem - desenho a nanquim - 14 x 20 cm - canto inferior direito -
No estado.

Pintora e desenhista, Tarsila do Amaral nasceu em Capivari, SP e faleceu em São Paulo. Estudou escultura com William Zadig e com Mantovani, em 1916, na capital paulista. No ano seguinte teve aulas de pintura e desenho com Pedro Alexandrino, onde conheceu Anita Malfatti. Ambas tiveram aulas com o pintor Georg Elpons. Em 1920 viajou para Paris e estudou na ‘Académie Julian’ e com Émile Renard. Ao retornar ao Brasil formou em 1922, em São Paulo, o Grupo dos Cinco, com Anita Malfatti, Mário de Andrade, Menotti del Picchia e Oswald de Andrade. Em 1923, novamente em Paris, frequentou o ateliê de André Lhote, Albert Gleizes e Fernand Léger. Foi a criadora de duas das principais tendências ou movimentos de nossa arte nacionalista: o Pau Brasil e o Antropofagia. A convite da Comissão do IV Centenário de São Paulo fez, em 1954, o painel ‘Procissão do Santíssimo’ e, em 1956, entregou ‘O Batizado de Macunaíma’, sobre a obra de Mário de Andrade, para a Livraria Martins Editora. A retrospectiva Tarsila: 50 Anos de Pintura, organizada pela crítica de arte Aracy Amaral e apresentada no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo , em 1969, ajudou a consolidar a importância da artista. TEODORO BRAGA, PÁG. 220; REIS JR., PÁG.388; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 365; MEC, VOL. 4, PÁG. 370; PONTUAL, PÁG. 511; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 492; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 389; ARTE NO BRASIL, PÁG. 577; LEONOR AMARANTE, PÁG. 24; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 958.



327 - RICARDO SICCURO (1956)

O ovo - óleo sobre tela - 16 x 22,5 cm - canto inferior direito - 1988 -
No estado.

Pintor e desenhista nascido no Rio de Janeiro. Começou a desenhar após ter sofrido grave acidente aos quinze anos e, logo, participou do Salão Nacional de Arte Moderna, RJ (1972 e 1973) com seus desenhos. Formou-se arquiteto e retornou à sua pintura, definitivamente, em 1988. Realizou exposições individuais no Rio de Janeiro (1996, 1999, 2000, 2001); em Juiz de Fora, MG (1997, 1998, 1999); em Nova York, EUA (2000); em San Marino, Itália (2000). Também participou de outras mostras coletivas pelo Brasil, Estados Unidos, Itália, Espanha, Inglaterra, Canadá, México, Venezuela, Argentina e Equador. Foi premiado no Rio de Janeiro (1990, 1998). www.novica.com/artistdetail/?faid=805.



328 - CRISALDO MORAIS (1932 - 1997)

"Contorcionista sobre arame" - óleo sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1987 - Recife - PE -

Pintor e ilustrador, Crisaldo d'Assunção Morais nasceu na cidade do Recife-PE 1932, iniciando-se na pintura como autodidata por volta de 1968, em São Paulo, onde é um dos organizadores do Movimento de Arte da Praça da República. Em 1975, organiza a mostra Festa das Cores no Masp. Ilustra os livros Les Proverbs Vus Par Les Peintres Naifs, de Anatole Jakovsky, e Le Chanson Traditionnelle et Les Peintres Naifs, de Roger Blanchard. Entre as exposições de que participa, destacam-se: Naive Painters of São Paulo, Washington DC (Estados Unidos), 1971; I Salão Internacional de Arte Contemporânea, Paris (França), 1974; Salon Mondial de la Peinture Naive, Levallois-Perret (França), 1975; Le Génie des Naifs, no Grand Palais, Paris (França), 1980; Arte Naif Brasileira, no MAC/Campinas, 1983; Bienal Naifes do Brasil, Sesc, Piracicaba, 1996. ITAU CULTURAL.



329 - ROLANDO DELCOL (1942)

Nu - litografia - 68/75 - 56 x 38 cm - centro inferior -
No estado.

Pintor, desenhista e gravador nascido em Saint-Gilles – Bruxelas, Bélgica. Estudou na Academia de Belas Artes de Saint-Gilles (1965-1971); litografia em Milão (1975) e em Paris (1975); pintura em faiança em Moustiers-Sainte-Marie, França (1978); pintura em porcelana em Florença, Itália (1983). Exposições individuais; Bélgica (1965, 1967, 1969 a 1978, 1981, 1982, 2011 a 2014); Milão, Itália (1970, 1971); Paris, França (1974); Jerusalém, Israel (1975); Moustiers-St-Marie, França (1978 a 1981); Amsterdam, Holanda (1979); Florença, Itália (1983, 1984); Deauville, França (1993); Nova York, EUA (2000); Nashville, EUA (2005); Alemanha (2005); Inglaterra (2015); Moscou, Rússia (2015); Estônia (2015). Participou de inúmeras mostras coletivas e Salões oficiais. BENEZIT; www.roland-delcol.com; www.hyperrealism.net; www.artprice.com.



330 - ANTONIO BANDEIRA (1922 - 1967)

Composição - técnica mista - 42 x 56 cm - canto inferior direito e dorso - 1963 - Rio de Janeiro -
Reproduzido no convite deste Leilão. Com a seguinte dedicatória no dorso: "P. Paulo Costa cordialmente Antonio Bandeira, Rio, 25-XII-1963. Acompanha a obra recibo de venda desta obra pela Galeria Paulo Prado para o Dr. Enzo Poggiani datado de 15 de junho de 1983.

Pintor, desenhista, gravador, nascido em Fortaleza, CE e falecido em Paris, onde viveu a maior parte de sua vida. É um dos pioneiros da arte abstrata no Brasil. Iniciou-se na pintura como autodidata. Em 1941, em Fortaleza, participou, ao lado de Mário Baratta, entre outros, da criação do Centro Cultural de Belas Artes depois, Sociedade Cearense de Artes Plásticas. Em 1945, transferiu-se para o Rio de Janeiro e, no ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual. Contemplado pelo governo francês com bolsa de estudos, permaneceu em Paris de 1946 a 1950 onde frequentou a Escola Nacional Superior de Belas Artes e a ‘Académie de la Grande Chaumière’. Entre 1947 e 1948 participou do ‘Salon d'Automne’ e do ‘Salon d'Art Libre’. Tomou parte em reuniões de artistas e formou o Grupo Banbryols (ban de Bandeira; bry de Camille Bryen; e ols de Wols), que durou de 1949 a 1951. Voltou ao Brasil em 1951 e apresentou-se na 1ª Bienal Internacional de São Paulo. Em 1952, criou um mural para o Instituto dos Arquitetos do Brasil, em São Paulo. Retornou a Paris em 1954 em razão do Prêmio Fiat, obtido na 2ª Bienal Internacional de São Paulo, mas não deixou de expor no Brasil. Permaneceu na Europa até 1959, passando pela Inglaterra e Bélgica, onde, em 1958, realizou um painel para o ‘Palais des Beaux-Arts’. Ao retornar ao Brasil teve uma atividade artística intensa, participou de importantes exposições, em paralelo a mostras em Paris, Munique, Verona, Londres e Nova York. Voltou a Paris em 1965, onde permaneceu até sua morte. BENEZIT, VOL.1, PÁG.415; MEYER/87, PÁG.606; MEC, VOL.1, PÁGS.159,160 E 167; PONTUAL, PÁGS. 48 E 49; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁGS. 71 A 74; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 52 A 54; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; ARTE NO BRASIL, PÁG. 599; LEONOR AMARANTE, PÁG. 34; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 86; ACERVO FIEO; web.artprice.com; pitoresco.com; pinturabrasileira.com.



331 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Pássaro - xilogravura - 50/200 - 15 x 22 cm - canto inferior direito - 1990 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



332 - GEORGE DEACA (1908)

Paisagem - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor e desenhista nascido em Bucareste, Romênia. Quando adolescente ia estudar Direito, mas decidiu-se, profissionalmente, pela arte. Estudou e pintou em suas viagens pela França, Itália, Espanha, Alemanha, Portugal, África e, finalmente, Brasil onde se casou e viveu por muitos anos. Foi selecionado para a "I Exposição Coletiva da Galeria de Artes IV Centenário", SP – uma mostra comemorativa dos quatro séculos de arte do período de 1554 a 1954. Recebeu uma medalha nessa exposição. JULIO LOUZADA VOL. 11, PÁG. 88; www.worthpoint.com/worthopedia/george-deaca-signed-vintage-original-1784810136.



333 - LOTHAR CHAROUX (1912 - 1987)

Linhas - serigrafia - 3/50 - 39 x 39 cm - canto inferior direito - 1975 -

Pintor, desenhista e professor austríaco, natural de Viena. Assinava Charoux. Iniciou os estudos artísticos com seu tio, o escultor austríaco Siegfried Charoux. Transferiu-se para o Brasil em 1928, fixando residência em São Paulo. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios da cidade onde conheceu Valdemar da Costa, com ele fazendo aprendizado de pintura a partir de 1940. Posteriormente passa a lecionar desenho no Liceu de Artes e Ofícios e no SENAI. Em 1947, realizou sua primeira exposição individual, na Galeria Itapetininga. Em 1952, participou da fundação do Grupo Ruptura, ao lado de Waldemar Cordeiro, Geraldo de Barros, Anatol Wladyslaw e outros. Com Hermelindo Fiaminghi e Luiz Sacilotto , cria a Associação de Artes Visuais NT - Novas Tendências, em 1963. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras oficiais nacionais como a Bienal Internacional de São Paulo (I a IX, XII, XIII), Panorama da Arte Atual Brasileira (1º ao 3º, 6º, 9º, 11º, 12º) e no exterior. É homenageado com retrospectiva no Museu de Arte Moderna de São Paulo e no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro em 1974. Em 2005, é publicado o livro ‘Lothar Charoux: A Poética da Linha’, pela historiadora de arte Maria Alice Milliet. PONTUAL, PÁG. 131; MEC VOL. 1, PÁG. 433; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 254; VOL. 9, PÁG.207; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 645; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; ACERVO FIEO.



334 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Flores - óleo sobre tela - 37 x 61 cm - canto inferior esquerdo ilegível -
No estado.



335 - ANTONIO BANDEIRA (1922 - 1967)

Composição - técnica mista - 26 x 37 cm - canto inferior direito - 1966 -
Com certificado de autenticidade de RENOT ART DEALER - São Paulo - SP datado de 19 de setembro de 1995. Ex coleção Leiloeiro Oficial Waldir de Souza - São Paulo - SP.

Pintor, desenhista, gravador, nascido em Fortaleza, CE e falecido em Paris, onde viveu a maior parte de sua vida. É um dos pioneiros da arte abstrata no Brasil. Iniciou-se na pintura como autodidata. Em 1941, em Fortaleza, participou, ao lado de Mário Baratta, entre outros, da criação do Centro Cultural de Belas Artes depois, Sociedade Cearense de Artes Plásticas. Em 1945, transferiu-se para o Rio de Janeiro e, no ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual. Contemplado pelo governo francês com bolsa de estudos, permaneceu em Paris de 1946 a 1950 onde frequentou a Escola Nacional Superior de Belas Artes e a ‘Académie de la Grande Chaumière’. Entre 1947 e 1948 participou do ‘Salon d'Automne’ e do ‘Salon d'Art Libre’. Tomou parte em reuniões de artistas e formou o Grupo Banbryols (ban de Bandeira; bry de Camille Bryen; e ols de Wols), que durou de 1949 a 1951. Voltou ao Brasil em 1951 e apresentou-se na 1ª Bienal Internacional de São Paulo. Em 1952, criou um mural para o Instituto dos Arquitetos do Brasil, em São Paulo. Retornou a Paris em 1954 em razão do Prêmio Fiat, obtido na 2ª Bienal Internacional de São Paulo, mas não deixou de expor no Brasil. Permaneceu na Europa até 1959, passando pela Inglaterra e Bélgica, onde, em 1958, realizou um painel para o ‘Palais des Beaux-Arts’. Ao retornar ao Brasil teve uma atividade artística intensa, participou de importantes exposições, em paralelo a mostras em Paris, Munique, Verona, Londres e Nova York. Voltou a Paris em 1965, onde permaneceu até sua morte. BENEZIT, VOL.1, PÁG.415; MEYER/87, PÁG.606; MEC, VOL.1, PÁGS.159,160 E 167; PONTUAL, PÁGS. 48 E 49; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁGS. 71 A 74; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 52 A 54; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; ARTE NO BRASIL, PÁG. 599; LEONOR AMARANTE, PÁG. 34; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 86; ACERVO FIEO; web.artprice.com; pitoresco.com; pinturabrasileira.com.



336 - NÁDIA MARIA BRAGA (1961)

"Janela florida" - óleo sobre tela - 50 x 60 cm - canto inferior direito e dorso - 2013 -

Pintora e desenhista carioca. Tem participado de diversas mostras coletivas e Salões oficiais, recebendo prêmios no: Salão de Artes Plásticas da Casa de Espanha, RJ (2009; 2011); Salão de Artes Plásticas da Câmara Municipal de Nilópolis, RJ (2009, 2010); Salão de Artes Plásticas do Clube Militar, RJ (2010); Salão de Artes Plásticas da Casa do Minho, RJ (2010); Salão de Artes Plásticas da Escola de Instrução Especializada, RJ (2011); Salão de Artes Plásticas do TRT (2012); Salão de Artes do Arquivo Histórico do Exército (2013).



337 - MARTINS DE PORANGABA (1944)

Composição - técnica mista - 31 x 23 cm - canto inferior direito - 2002/2010 -

Pintor, desenhista, gravador e professor, José Carlos de Porangaba Martins nasceu em Porangaba, SP. Assina José Carlos Martins, J. Martins, Porangaba e Martins de Porangaba. Fixou residência em São Paulo e cursou desenho, pintura e modelo vivo na Associação Paulista de Belas Artes, entre 1967 e 1970. Na década de 70 estudou gravura com Paulo Mentem e modelagem com Olinda Dalma. Fundou o Atelier J. Martins em 1972. Em 1980, lecionou pintura na Escola Panamericana de Artes. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1976, 1979, 1981, 1982 – MAC, 1984, 1987, 1990, 1991, 1994, 2000); Santo André, SP (1980, 1981); Guarujá, SP (1982); Rio de Janeiro (1982); Washington, EUA (1983); Brasília, DF (1988). Tem participado de muitas mostras coletivas e Salões oficiais, recebendo vários prêmios em: São Paulo (1979, 1980, 1982); Piracicaba, SP (1981); Embu, SP (1981); Marília, SP (1981); Rio Claro, SP (1982); Santo André, SP (1983, 1984); Rio de Janeiro (1985) ; Lisboa, Portugal (1985); Tampa, EUA (1986); Nice, França (1987). JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 828; VOL. 4, PÁG. 903; VOL. 6, PÁG. 901; VOL. 9, PÁG. 692; VOL. 13, PÁG. 269; ITAU CULTURAL; www.artprice.com; mporangaba.com.



338 - PAULO CLÁUDIO ROSSI OSIR (1890 - 1959)

Menina - óleo sobre tela colada em madeira - 33,5 x 25 cm - lado esquerdo - 11/03/1941 -

Pintor e arquiteto nascido e falecido em São Paulo. Estudou na Europa, e em 1921 expõe individualmente em sua cidade natal. Integrou, mais tarde, a Família Artística Paulista. Seu estilo combina elementos impressionistas e cubistas. Criou a OSIRARTE, firma especializada no fabrico de azulejos artísticos. TEODORO BRAGA, pág. 208; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 268; PONTUAL, pág. 462; MEC, vol, 3, pág. 303; ITAU CULTURAL; LEONOR AMARANTE, pág. 128; ARTE NO BRASIL; WALTER ZANINI, pág. 579, Acervo FIEO, RUTH TARASANTCHI.



339 - ISABEL DOS SANTOS (1947)

Candomblé - óleo sobre tela - 40 x 30 cm - canto inferior direito - 1971 -
No estado.

Pintora primitiva com várias participações em exposições coletivas no Brasil, inclusive na Mini Galeria USIS em São Paulo e no exterior, onde recebeu diversas menções honrosas. www.embudigital.com.br/2009/05/artistas-sao-a-alma-de-embu.



340 - DJANIRA DA MOTTA E SILVA (1914 - 1979)

Figuras - óleo sobre tela - 64 x 54 cm - canto inferior esquerdo - 1945 -
Reproduzido no convite deste Leilão.

Pintora, desenhista, ilustradora, cartazista, cenógrafa e gravadora. Djanira da Motta e Silva nasceu em Avaré, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. No final da década de 1930, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde teve suas primeiras instruções de desenho no Liceu de Artes Ofícios e com o pintor Emeric Marcier, hóspede da pensão que Djanira instalou no bairro de Santa Teresa. Os contatos com os artistas Carlos Scliar, Milton Dacosta , Arpad Szenes , Vieira da Silva e Jean-Pierre Chabloz , frequentadores de sua pensão, proporcionaram um ambiente estimulador que a levou a expor no 48º Salão Nacional de Belas Artes, em 1942. No ano seguinte, realizou sua primeira mostra individual, na Associação Brasileira de Imprensa - ABI. Em 1945, viajou para Nova York. De volta ao Brasil, realizou o mural ‘Candomblé’ para a residência do escritor Jorge Amado, em Salvador, e painel para o Liceu Municipal de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Entre 1953 e 1954, viajou a estudo para a União Soviética. De volta ao Rio de Janeiro, tornou-se uma das líderes do movimento pelo Salão Preto e Branco, um protesto de artistas contra os altos preços do material para pintura. Realizou em 1963, o painel de azulejos ‘Santa Bárbara’, para a capela do túnel Santa Bárbara, Laranjeiras, Rio de Janeiro. No ano de 1966, a editora Cultrix publicou um álbum com poemas e serigrafias de sua autoria. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil, EUA e Europa. Foi premiada no Rio de Janeiro (1943, 1944, 1949, 1950 a 1953, 1955, 1963) e em São Paulo (1951, 1955). Participou da 1ª e da 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955). Em 1977, o Museu Nacional de Belas Artes - MNBA, realizou uma grande retrospectiva de sua obra. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 336; PONTUAL, PÁG. 181; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 164; MEC, VOL. 2, PÁG 58; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG, 263; WALTER ZANINI, PÁG. 810; ARTE NO BRASIL, PÁG. 824; ACERVO FIEO.



341 - OMAR PELLEGATTA (1925 - 2000)

Marinha - óleo sobre tela - 27 x 35 cm - canto inferior esquerdo -
No estado.

Pintor, desenhista e gravador nascido em Busto Arsizio, Itália. Assina Pellegata. Veio para o Brasil em 1927, estudou na Associação Paulista de Belas Artes, foi aluno de Ettore Federighi e Durval Pereira, Takaoka, Mário Zanini, Otone Zorlini. Viveu e trabalhou em Santos, SP. Fez parte do Grupo Tapir (1970) com Giancarlo Zorlini, João Simeone, José Procópio de Moraes, Glicério Geraldo Canelosso e do Grupo Chácara Flora com Emídio Dias de Carvalho, Arlindo Ortolani, Heitor Carilo, Glicério Geraldo Canelosso. Realizou exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil como: Salão Paulista de Belas Artes (desde 1958), Salão Municipal de Belas Artes de Belo Horizonte, MG (1960), entre outros, recebendo muitos prêmios. JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG.735; MEC VOL.3, PÁG.363; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.brasilartesenciclopedias.com.br; www.artprice.com.



342 - MANOEL SANTIAGO (1897 - 1987)

Vista do Rio - óleo sobre eucatex - 19 x 25 cm - canto inferior esquerdo e dorso -

Manoel Colafante Caledônio de Assumpção Santiago nasceu em Manaus, AM e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, desenhista e professor. Mudou-se para Belém em 1903 e iniciou estudos de pintura. Desde 1916 já praticava a arte não figurativa. Em 1919 transferiu-se para o Rio de Janeiro, cursou Direito e frequentou a Escola Nacional de Belas Artes, onde foi aluno de Rodolfo Chambelland e Baptista da Costa. Na época, teve aulas particulares com Eliseu Visconti. Foi casado com a pintora Haydeá Santiago. Participou em 1927 do Salão Nacional de Belas Artes e recebeu o prêmio viagem ao exterior, entre vários outros. Foi para Paris no ano seguinte, e lá permaneceu por cinco anos. De volta ao Rio de Janeiro, em 1932, tornou-se professor do Instituto de Belas Artes. Em 1934, passou a lecionar pintura e desenho no Núcleo Bernardelli, figurando entre seus alunos José Pancetti, Edson Motta, Bustamante Sá, Ado Malagoli, Rescála e Milton Dacosta. Participou da I Bienal Internacional de São Paulo (1951) e do 8º Panorama da Arte Brasileira (1976). PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, VOL. 1, PÁG. 241; TEODORO BRAGA, PÁG. 211; CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO DE PAISAGEM BRASILEIRA, MEC-MNBA /RIO/1944; MAYER/84, PÁG. 1158; REIS JR, PÁG. 378; PONTUAL, PÁG. 473; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 292; ITAÚ CULTURAL, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 865; ACERVO FIEO.



343 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Gato" - acrílico sobre papel - 28 x 26 cm - centro inferior - 1996 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins. No estado.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



344 - ELZA DE OLIVEIRA SOUZA (1928 - 2006)

Conversando - óleo sobre tela colada em eucatex - 19 x 28 cm - canto inferior direito -
No estado.

Pernambucana do Recife. Esta importante pintora iniciou suas atividades com o prof. Ivan Serpa. Integrou o grupo de nordestinos que se apresentou na Galeria Giro, no RJ, em 1968. Seu interesse pelo registro da figura humana é praticamente exclusivo. Walmir Ayala afirma: " ... O biotipo que Elza repete obcessivamente, diz respeito ao povo de sua família conterrânea. São gente do povo, sem sofisticação, despojada do requinte civilizatório, mas embebida de um outro requinte, que diz respeito 'as latadas, trepadeiras em flor, animais domésticos, temáticas." JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 313, Acervo FIEO.



345 - ROBERTO BURLE MARX (1909 - 1994)

Composição - técnica mista - 40 x 58 cm - canto inferior direito - 1984 -
Ex coleção Renato Antônio Brogiolo - Rio de Janeiro, RJ.

Nasceu em São Paulo e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, paisagista, arquiteto, desenhista, pintor, gravador, litógrafo, escultor, tapeceiro, ceramista, designer de jóias, decorador. Durante a infância viveu no Rio de Janeiro. Foi com a família para a Alemanha, em 1928. Em 1929, freqüentou o ateliê de pintura de Degner Klemn. Nos jardins e museus botânicos de Dahlen, em Berlim, entusiasmou-se ao encontrar exemplares da flora brasileira. De volta ao Brasil, fez curso de pintura e arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1930 - 1934), onde foi aluno de Leo Putz , Augusto Bracet e Celso Antônio. Seu primeiro projeto paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, em 1932. Entre 1934 e 1937, ocupou o cargo de diretor de parques e jardins do Recife, PE, onde passou a residir. Nesse período, foi com freqüência ao Rio de Janeiro e teve aulas com Candido Portinari e com o escritor Mário de Andrade. Em 1937, retornou ao Rio de Janeiro e trabalhou como assistente de Candido Portinari. Foi em 1949, conforme sua paixão por plantas e seu interesse por botânica e jardinagem, que Burle Marx adquiriu um sítio em Barra de Guaratiba, RJ. Com auxílio de botânicos, viajou, coletou, catalogou exemplares de plantas do Brasil e reproduziu em seu sítio a diversidade fitogeográfica brasileira. Em 1985 doou esse sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.Realizou muitas exposições individuais e projetos paisagísticos, participou de diversas mostras oficiais coletivas pelo Brasil e no exterior. PONTUAL, PÁG. 94; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 93; MEC. VOL.1, PÁG.303; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 738; LEONOR AMARANTE, PÁG. 98; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 179; artnet.com. ACERVO FIEO.



346 - HENFIL (HENRIQUE DE SOUZA FILHO) (1944 - 1988)

"Orelhão" - desenho a nanquim - 26 x 20,5 cm - canto superior esquerdo -

Mineiro de Ribeirão das Neves, onde nasceu em 5 de fevereiro de 1944, e faleceu na cidade do Rio de Janeiro-RJ, em 4 de janeiro de 1988. Iniciou sua carreira como cartunista, quadrinhista, foi colaborador de O Pasquim (1969). Em 1970 lançou a revista Os Fradinhos, seus personagens mais famosos e que possuem sua marca registrada: um desenho humorístico, crítico e satírico, com personagens tipicamente brasileiros e que retratavam a situação nacional da época. Sua importância na História em Quadrinhos no Brasil se deve à renovação que trouxe ao desenho humorístico nacional. Henfil atuou ainda em teatro, cinema, televisão e literatura, tendo sido marcante a sua atuação nos movimentos políticos e sociais do País.



347 - FRANCISCO DA SILVA (1910 - 1985)

Peixes - óleo sobre tela - 49 x 69 cm - canto inferior direito - 1972 -

Pintor e desenhista, Francisco Domingos da Silva nasceu em Alto Tejo, AC e faleceu em Fortaleza, CE. Filho de índio peruano com brasileira, ainda criança se fixou em Fortaleza, por volta de 1937, onde começou a desenhar a carvão e giz sobre muros e paredes de casebres de pescadores. Na década de 40, sob o incentivo do crítico e pintor suíço Jean Pierre Chabloz, iniciou-se na pintura a guache juntamente com Chabloz, Antônio Bandeira e Inimá de Paula. O mesmo Jean Pierre lança-o em Paris. Entre 1961 e 1963, trabalhou no recém-criado Museu de Arte da UFCE. Expôs individualmente no Brasil a partir de 1943 e em diversas mostras coletivas no Brasil e exterior, com premiações, destacando-se a recebida na XXXIII Bienal de Veneza (1966). JULIO LOUZADA, VOL. 1 PÁG. 909; ITAU CULTURAL; LEONOR AMARANTE; ARTE NO BRASIL, ACERVO FIEO; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 478.



348 - ALBERTO NICOLAU (1961)

"Paisagem com rosas" - óleo sobre cartão - 112,5 x 76 cm - canto inferior esquerdo - 2007 -
Com etiqueta da Dan Galeria, Av. Estados Unidos, 1638 - São Paulo, SP, no dorso.

Pintor, desenhista e músico nascido em Belém do Pará, PA. Começou a pintar aos nove anos de idade com Ana Luiza Guerreiro Carvalho e estudou desenho e pintura com Benedicto Mello (1971 a 1976), em Belém. Radicado em Paris a partir de 1980, estudou piano na 'École Normale Supérieure de Musique' (1980) e pintura na Academia 'La Grande Chaumière' (1985) e com o pintor Henrique Ahil (1985 a 2000). Tem participado de diversas mostras coletivas e oficiais no: Rio de Janeiro (1987, 1992, 1997, 2000, 2001, 2004, 2010); Belém, PA (1988, 2005, 2006); Paris (1990, 1991, 1997, 1998, 2000 a 2004, 2006); São Paulo (1991, 1993, 1996, 2004, 2009, 2010); Coréia do Sul (1997); Curitiba, PR (2001); Londres, Inglaterra (2003). ITAUCULTURAL; www.albertonicolau.com; www.artprice.com.



349 - FAYGA OSTROWER (1920 - 2001)

Rosto - desenho a nanquim e aquarela - 29 x 20 cm - centro direito -

Gravadora, pintora, desenhista, ilustradora, teórica da arte e professora. Natural de Lodz, Polônia. No Brasil, Rio de Janeiro, desde a década de 1930. Cursa artes gráficas na Fundação Getúlio Vargas, em 1947, onde estuda xilogravura com Axl Leskoschek e gravura em metal com Carlos Oswald, entre outros. Em 1969, a Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro publica um álbum de gravuras realizadas entre 1954 e 1966. Dentre as muitas coletivas de que participou, no País e no exterior, destacamos as seguintes nacionais: 1ª Bienal Internacional de São Paulo (1951); Exposição Nacional de Arte Abstrata (1953) e, Salão Preto e Branco (1954). MEC. Vol.3, pág.303; JULIO LOUZADA, pág.234; PONTUAL, págs.395 e 396.; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 606; ARTE NO BRASIL, pág. 840; LEONOR AMARANTE, pág. 28; Acervo FIEO.



350 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulata com flores - óleo sobre cartão colado em madeira - 72 x 52 cm - canto superior direito - 1972 -
Reproduzido no convite deste Leilão. Ex coleção Senhor Irineu Gomes da Rosa, que adquiriu a obra do Dr. Enzo Poggiani, São Paulo - SP, que por sua vez a adquiriu do próprio artista, conforme declaração datada de 23 de agosto de 1997, firmada pelo Senhor Irineu Gomes da Rosa Filho.

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



351 - NORMAN PERCEVAL ROCKWELL (1894 - 1978)

"Sure she's sound!..." - litografia - 30 x 36 cm - lado direito na matriz -
Complemento do título: "Sure she's sound! I don't deal with gyps!" (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista e ilustrador americano nascido em Nova York e falecido em Stockbridge - Massachusetts. Estudou na ‘New York School of Art’(anteriormente ‘ Chase School of Fine Art’); na ‘National Academy of Design’ – Nova York (1910); na ‘Art Students League’ com Thomas Fogarty e George Bridgman e na ‘Otis College of Art and Design’. Também passou um tempo na ‘Académie Colarossi’ em Paris (1923). Frequentemente aclamado como o maior ilustrador americano, teve estúdio em New Rochelle, NovaYork; em Arlington, Vermont (1939) e em Stockbridge, Massachusetts (1953). Trabalhou aos 21 anos, como ilustrador, para ‘Life’, ‘Literary Digest’ e ‘Country Gentleman’. Fez a primeira capa, de uma série de mais de 320, para ‘Saturday Evening Post’ e para “Look, Ladies' Home Journal” e “McCalls”. Muitas de suas obras podem ser vistas em Stockbridge - Massachusetts no ‘The Norman Rockwell Museum’ e, em outros museus americanos. Recebeu a ‘Presidential Medal of Freedom’ em 1977. BENEZIT; www.saturdayeveningpost.com; www.notablebiographies.com; www.artprice.com.



352 - MARIA LEONTINA (1917 - 1984)

Composição - pastel - 14 x 23 cm - centro inferior -

Pintora, gravadora e desenhista. Maria Leontina Mendes Franco da Costa nasceu em São Paulo, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. Iniciou estudos de desenho com Antônio Covello, em São Paulo (1938), e na primeira metade da década de 1940 estudou pintura com Waldemar da Costa. Em 1946, no Rio de Janeiro, frequentou o ateliê de Bruno Giorgi e fez curso de museologia no Museu Histórico Nacional, entre 1946 e 1948. Em 1947, participou da exposição ‘19 Pintores’, na Galeria Prestes Maia, em São Paulo, ao lado de Lothar Charoux, Marcelo Grassmann, Aldemir Martins, Luiz Sacilotto e Flavio-Shiró. Em 1951, foi convidada pelo psiquiatra e crítico de arte Osório César para orientar o setor de artes plásticas do Hospital Psiquiátrico do Juqueri. No mesmo ano, organizou uma mostra dos internos no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Em 1952, com bolsa de estudo do governo francês, viajou para a Europa, acompanhada pelo marido, o pintor Milton Dacosta. Em Paris, entre 1952 e 1954, frequentou o ateliê de gravura de Johnny Friedlaender. Na década de 1960, realizou painel de azulejos para o Edifício Copan e vitrais para a Igreja Episcopal Brasileira da Santíssima Trindade, ambos em São Paulo. Realizou exposições individuais e participou de inúmeras mostras, Salões oficiais e Bienais como a Bienal de Veneza (1950, 1952, 1956). Foi premiada no Rio de Janeiro (1944, 1950, 1955, 1957, 1980); em São Paulo (1944; 1947; 1951; 1954; 1958; 1960; 1980; 1955, 1959, 1965 - Bienais Internacionais; 1969, 1970 - Panoramas da Arte Atual Brasileira; 1975 - prêmio pintura da Associação Paulista de Críticos de Artes - APCA); Brasília, DF (1980); Curitiba, PR (1980; Porto Alegre, RS (1980); Nova York (1960 - Fundação Guggenheim). ITAU CULTURAL; MEC, VOL. 2, PÁG. 471; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 309; PONTUAL, PÁG. 338; ARTE NO BRASIL, PÁG. 772; LEONOR AMARANTE, PÁG. 25; WALTER ZANINI, PÁG. 645; JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 572.



353 - TOMÁS SANTA ROSA (1909 - 1956)

Figuras - técnica mista - 21 x 16 cm - canto inferior direito -

Pintor, gravador, cenógrafo e professor autodidata, Tomás Santa Rosa Júnior nasceu em João Pessoa, PB e falecido em Nova Délhi, Índia. Fixou-se no Rio de Janeiro (1932), começou a trabalhar como auxiliar de Portinari e iniciou também sua carreira de ilustrador que se estenderia por longa série de obras de escritores brasileiros e estrangeiros, que incluiu, dentre outros, Graciliano Ramos, José Lins do Rêgo, Jorge Amado, Castro Alves, Dostoievski. É considerado o primeiro cenógrafo moderno brasileiro. Entre as exposições das quais participou destacam-se: o Salão Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro (1941 - Medalha de Prata); Um Século de Pintura Brasileira, no Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro (1952); II Bienal Internacional de São Paulo (1953); Salão Preto e Branco do III Salão Nacional de Arte Moderna do Rio de Janeiro (1954); 'Arts Primitifs et Modernes Brésiliennes', no Museu de Etnografia de Neuchâtel, Suíça (1955). Após sua morte, suas obras foram expostas nas seguintes mostras: Exposição de Artes Gráficas de Tomás Santa Rosa, na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro (1958); Retrospectiva no Teatro Municipal do Rio de Janeiro (1975); Santa Rosa, Carnaval e Figurinos na Fundação Nacional de Arte (Funarte) de São Paulo (1985); e Bienal Brasil Século XX, na Fundação Bienal de São Paulo (1994). PONTUAL, PÁG. 472; MEC VOL. 4, PÁG. 177; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 460; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 572; LEONOR AMARANTE; www.funarte.gov.br; cpdoc.fgv.br; www.artprice.com.



354 - ANATOL WLADYSLAW (1913 - 2004)

Rosto - desenho a nanquim - 47 x 32 cm - canto inferior direito - 1966 -

Pintor e desenhista nascido em Varsóvia, Polonia; faleceu em São Paulo, aos 91 anos de idade. No Brasil desde 1930, fixou residência em São Paulo, naturalizando-se brasileiro. Dedicou-se à pintura e ao desenho a partir de 1946, participando da I à IX Bienal, recebendo diversas premiações. Formado em engenharia no Mackenzie, tornou-se um dos pioneiros da arte abstrata, participando ativamente do movimento Ruptura, ao lado de Valdemar Cordeiro, Lothar Charoux e Luiz Sacilotto. Figura no acervo do MAM-RJ e MNBA de Buenos Aires. JULIO LOUZADA, VOL, 4, pág, 1177. MEC, VOL, 4 pág, 512. TEIXEIRA LEITE, pág, 544. WALMIR AYALA, VOL 2. pág, 442; PONTUAL, pág. 553; ITAÚ CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 921.



355 - CARLOS PRADO (1908 - 1992)

Trabalho nos bretes - aquarela - 38 x 62 cm - canto inferior direito - 1963 -

Arquiteto, pintor, gravador e ceramista paulistano. Recebeu menção honrosa no SPBA de 1935, participando também na I e II BSP e na exposição de Arte Moderna no Brasil, realizada em Buenos Aires, Rosário, Santiago do Chile e Valparaíso, em 1957. No dizer de TEIXEIRA LEITE, em sua obra A Gravura Brasileira Contemporânea, Carlos Prado utilizava por vezes a gravura como meio expressivo, subordinando-a, porém, a interesses maiores. TEIXEIRA LEITE, pág. 421; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 254. PONTUAL, pág. 438; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 582; ARTE NO BRASIL, pág. 781. Acervo FIEO.



356 - EDITH BEHRING (1916 - 1996)

Cortina - gravura - P.A. - 46,5 x 32 cm - canto inferior direito -

Excepcional gravadora nascida e falecida na cidade do Rio de Janeiro-RJ. Estudou desenho e pintura com Candido Portinari na extinta Universidade do Distrito Federal, no Rio de Janeiro; xilogravura com Axl Leskoschek e gravura em metal com Carlos Oswald na Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro. Entre 1953 e 1957, viaja a Paris como bolsista e estuda com Johnny Friedlaender. Volta para o Brasil em 1957 e é convidada a organizar o Atelier de Gravura do MAM/RJ, onde permanece por dez anos. Participa de Graveurs Brésiliens, em Genebra, 1954; Salon de Mai, em Paris, 1955; Bienal Americana de Gravura de Santiago, 1963; Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP, 1969, 1974 e 1977; Prints by Brazilian Women Artists, em Nova York, 1981; e Bienal Brasil Século XX, em São Paulo, 1994. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, vol. 1 pág. 107



357 - CANDIDO DE OLIVEIRA (1961)

Paisagem - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito e dorso - 2012 -

Pintor, Edmilson Cândido de Oliveira é natural de Pesqueira, Pernambuco. Assinava até 1985: Edmilson e, atualmente, assina Cândido de Oliveira. Teve como mestres José Ismael e Gilberto Geraldo. Realizou exposição individual em São Paulo (1995) e participa de mostras coletivas desde 1993, com premiações em: Guarulhos, SP (1993); Matão, SP (1994); Amparo, SP (1995); São Paulo (1995). JULIO LOUZADA VOL.7, PÁG. 520; VOL. 8, PÁG. 620; www.artnet.com.



358 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

No bar - técnica mista - 8,5 x 8,5 cm - canto inferior direito - 1996 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



359 - CARLOS PRADO (1908 - 1992)

"Homens versus homens" - gravura - P.A. - 23 x 28 cm - canto inferior direito -

Arquiteto, pintor, gravador e ceramista paulistano. Recebeu menção honrosa no SPBA de 1935, participando também na I e II BSP e na exposição de Arte Moderna no Brasil, realizada em Buenos Aires, Rosário, Santiago do Chile e Valparaíso, em 1957. No dizer de TEIXEIRA LEITE, em sua obra A Gravura Brasileira Contemporânea, Carlos Prado utilizava por vezes a gravura como meio expressivo, subordinando-a, porém, a interesses maiores. TEIXEIRA LEITE, pág. 421; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 254. PONTUAL, pág. 438; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 582; ARTE NO BRASIL, pág. 781. Acervo FIEO.



360 - ALFRED VERWEE (1838 - 1895)

Cavalos na praia - óleo sobre tela - 36 x 60 cm - canto inferior esquerdo -
Reproduzido no convite deste Leilão. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista e gravador, Alfred Jacques Verwee nasceu em St-Joost-ten-Node e faleceu em Bruxelas. Iniciou-se com seu pai - o pintor Louis Pierre Verwee, trabalhou com Verboeckhoven e estudou com F.K. Deweirdt (1853-1858). Viveu em Londres (1867-1868), viajou pela Itália e Países Baixos. No seu retorno à Bélgica fundou e dirigiu uma associação de pintores em Knokke. Em Bruxelas ajudou a fundar a Sociedade de Belas Artes (1868). Sempre ia a Paris e conviveu com Diaz, Théodore Rousseau, Manet, Barye e Troyon. A partir de 1857 participou dos Salões de Bruxelas com Medalha de Ouro em 1863; dos Salões de Paris com medalhas em 1864 e 1878; da Exposição Universal de Paris com Medalha de Ouro em 1889. Recebeu a comenda do Cavaleiro da Legião de Honra (1881), Cavaleiro da Ordem de Leopoldo (1871), Oficial (1881) e Comandante (1894). BENEZIT; art-now-and-then.blogspot.com.br; www.artprice.com.



361 - MILTON DACOSTA (1915 - 1988)

Figura - serigrafia - 51 x 38 cm - canto inferior direito -
No estado.

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador. Milton Rodrigues da Costa nasceu em Niterói, RJ e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou estudos de desenho e pintura (1929) com o professor alemão August Hantv. No ano seguinte matriculou-se no curso livre de Marques Júnior, na Escola Nacional de Belas Artes. Junto com Edson Motta, Bustamante Sá e Ado Malagoli, entre outros, criou o Núcleo Bernardelli (1931). Viajou para Estados Unidos (1945), com o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Belas Artes do ano anterior. Na cidade de Nova York, estudou na "Art's Students League". Foi para a Europa (1946) e após visita a vários países, fixou-se em Paris, onde estudou na "Académie de La Grande Chaumière". Conheceu Pablo Picasso, por intermédio de Cícero Dias, e frequentou os ateliês de Georges Braque e Georges Rouault. Expôs no "Salon d'Automne", Paris e regressou ao Brasil (1947). Casou-se com a pintora Maria Leontina (1949) e passou a residir em São Paulo. Realizou muitas exposições individuais, entre as quais, a "Homenagem a Milton Dacosta" na Galeria da Praça, RJ, com curadoria de Luiz Carlos Moreira (1973). Participou de inúmeros Salões e mostras coletivas, como: Bienal de Veneza (1950); Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1979); Panorama de Arte Brasileira, MAM – SP (1971). Foi premiado, também, nas Bienais Internacionais de São Paulo (1955, 1957). TEODORO BRAGA, PÁG. 163; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 229; MEC, VOL. 2, PÁG. 13; BENEZIT, VOL. 3, PÁG.315; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 302; VOL. 3, PÁG. 310; ITAU CULTURAL; PONTUAL, PÁG. 155; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



362 - BERNARD BUFFET (1928 - 1999)

Vaso de flores - técnica mista - 17,5 x 25,5 cm - lado direito - 1967 -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador e cenógrafo nascido em Paris e falecido em Tortour, Var - França. Com 15 anos (1943) estudou desenho com M. Darfeuille e entrou para a Escola Nacional Superior de Belas Artes onde estudou por dois anos. Em 1946 começou a participar de mostras oficiais, em 1947 realizou sua primeira individual e em 1948 recebeu seu primeiro prêmio. A primeira retrospectiva de seu trabalho se deu na Galeria Charpentier, Paris (1958). Realizou muitas exposições individuais e retrospectivas pelo mundo, além de várias ilustrações para livros e decorações para espetáculos. BENEZIT VOL. 2, PÁG. 381; museebernardbuffet.com; artnet.com; artprice.com.



363 - IVAN SERPA (1923 - 1973)

Figuras - desenho a lápis de cor - 20 x 29 cm - canto inferior direito - 1971 -

Pintor, desenhista, gravador e professor, Ivan Ferreira Serpa nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Estudou gravura e desenho com Axel Leskoschek (entre 1946 e 1948) no Rio de Janeiro. Em 1949, ministrou suas primeiras aulas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, onde, a partir de 1952, exerceu sistemática atividade didática, em especial no ensino infantil. Foi um dos precursores do concretismo no Brasil, criando ao lado de Aluisio Carvão, Lígia Clark, Hélio Oiticica e outros o Grupo Frente, que se manteve ativo de 1954 a 1956, inclusive com exposições no Rio de Janeiro. Participou da Divisão Moderna do SNBA (1947-1951). Em 1957, recebeu o prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna, RJ. Participou da exposição ’Opinião 65’, evento que marca a difusão de uma nova arte de tendência figurativa, a neofiguração. Em 1970, fundou, com Bruno Tausz, o Centro de Pesquisa de Arte no Rio de Janeiro. Participou da Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1961, 1963, 1965) e da Bienal de Veneza (1952, 1954, 1962, 1966). PONTUAL, PÁG 486; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 605; ARTE NO BRASIL, PÁG. 840; LEONOR AMARANTE, PÁG. 26; MEC VOL. 4, PÁG. 221; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 899.



364 - ANTONIO VITOR (1942 - 2011)

"A pedreira" - óleo sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1983 -

Nasceu em São José do Rio Pardo, SP, no dia 27 de novembro de 1942. Pintor e desenhista. Autodidata, Antonio Vitor é um exemplo de perseverança e apuro de qualidade, o que facilmente se percebe em sua obra. Destaca-se a busca pela interação da tradição latino-americana, com segurança de traços e solidez de forma. Expôs no Salão Paulista de Arte Moderna-SP, dos anos 1965, 1967 e 1968; bem como de diversos outros salões oficiais, recebendo premiações. JULIO LOUZADA, vol. 12 pág. 21; ITAU CULTURAL. Acervo FIEO.



365 - GRAUBEM DO MONTE LIMA (1889 - 1972)

Pássaros e borboletas - óleo sobre tela - 65 x 50 cm - canto inferior direito - 1966 -

Pintora natural de Iguatu, CE. Faleceu na cidade do Rio de Janeiro. Fixou residência no Rio de Janeiro em 1908, onde se iniciou na pintura como autodidata (1958). Em 1960, prosseguiu seus estudos com Ivan Serpa, no MAM-RJ. Entre as exposições das quais participou, destacam-se: Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro, 1962 e 1963; Bienal Internacional de São Paulo, de 1963 a 1967; Bienal Americana de Arte, Córdoba (Argentina), 1964; Oito Pintores Brasileiros, na Galeria Jacques Massol, Paris (França), 1965; Bienal Nacional de Artes Plásticas, Salvador, Bahia, 1966; Artistas Primitivos Brasileiros Contemporâneos, no Museu de Arte Moderna de Buenos Aires, Argentina, 1966. PONTUAL, pag. 250; ITAU CULTURAL; MEC VOL. 2, PÁG. 282; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 443.



366 - ALDO RAIMONDI (1902 - 1998)

Animais - aquarela - 10 x 15 cm - canto inferior esquerdo - 1946 -
No estado. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista e gravador italiano nascido em Roma. Foi ativo na Bélgica e participou de diversas exposições coletivas. BENEZIT; www.artprice.com; www.invaluable.com.



367 - ADRIAN HENRY VAN EMELEN (1886 - 1945)

Paisagem - óleo sobre madeira - 34 x 22 cm - canto inferior direito -

Pintor e escultor ativo em São Paulo na primeira metade do Séc. XX. Foi autor das figuras de bronze, dos bandeirantes: Manoel Preto e Francisco Brito Peixoto e da tela TROPEIROS À BEIRA DA ESTRADA (1830), atualmente no Museu Paulistano. MEC, vol.2, pág.111; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 1022, Acervo FIEO.



368 - ANTONIO DE PÁDUA DUTRA (1906 - 1939)

"Auto Retrato" - óleo sobre tela - 72 x 60 cm - canto inferior direito - Paris -
Reproduzido na página 87 do livro "Os Artistas Dutra - Oito Gerações" de autoria de Antonio Carlos Ferreira Velloso.

Integrante da famosa família de artistas Dutra, o autor também nasceu em Piracicaba-SP. Faleceu em Nápoles, Itália. Era bisneto do pintor Miguelzinho Dutra, filho do pintor, escultor e musicista Joaquim Miguel Dutra e irmão dos artistas João, Alípio e Archimedes Dutra. Em 1926 e 1928 participou da Exposição Geral de Belas Artes recebendo, respectivamente, menção honrosa e medalha de bronze. Desenha com seu irmão Archimedes Dutra a capa do manual de Campanha do Voluntário Constitucionalista em 1932. Em 1937, ganha o prêmio de viagem à Europa do Conselho de Orientação Artística de São Paulo e vai a Florença, Itália. Freqüenta a Real Academia de Florença até 1938, como aluno de Fellice Carena. TEODORO BRAGA, pág.84; REIS JUNIOR, pág.290; WALMIR AYALA, vol.1, pág.275; PONTUAL, pág. 186; MEC, vol.2, pág. 84; TEIXEIRA LEITE, pág. 171; ITAU CULTURAL. Acervo FIEO.



369 - TONY KOEGL (1898 - XX)

Pronta para o baile - óleo sobre tela - 94 x 67 cm - canto inferior esquerdo -
No estado.

Nascido na Alemanha, Tony Koegl imigrou para o Brasil em 1927, radicando-se em São Paulo, em 1928. Estudou em Insbruck, Áustria. Grande retratista, também pintou interiores, paisagens e alegorias. JULIO LOUZADA,VOL, 10, pág, 466.



370 - ROBERTO BURLE MARX (1909 - 1994)

Composição - óleo sobre tela - 76 x 98 cm - canto inferior direito - 1984 -
Reproduzido no convite deste Leilão. Com declaração de autenticidade, datada de 17 de julho de 1991, firmada pelo autor.

Nasceu em São Paulo e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, paisagista, arquiteto, desenhista, pintor, gravador, litógrafo, escultor, tapeceiro, ceramista, designer de jóias, decorador. Durante a infância viveu no Rio de Janeiro. Foi com a família para a Alemanha, em 1928. Em 1929, freqüentou o ateliê de pintura de Degner Klemn. Nos jardins e museus botânicos de Dahlen, em Berlim, entusiasmou-se ao encontrar exemplares da flora brasileira. De volta ao Brasil, fez curso de pintura e arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1930 - 1934), onde foi aluno de Leo Putz , Augusto Bracet e Celso Antônio. Seu primeiro projeto paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, em 1932. Entre 1934 e 1937, ocupou o cargo de diretor de parques e jardins do Recife, PE, onde passou a residir. Nesse período, foi com freqüência ao Rio de Janeiro e teve aulas com Candido Portinari e com o escritor Mário de Andrade. Em 1937, retornou ao Rio de Janeiro e trabalhou como assistente de Candido Portinari. Foi em 1949, conforme sua paixão por plantas e seu interesse por botânica e jardinagem, que Burle Marx adquiriu um sítio em Barra de Guaratiba, RJ. Com auxílio de botânicos, viajou, coletou, catalogou exemplares de plantas do Brasil e reproduziu em seu sítio a diversidade fitogeográfica brasileira. Em 1985 doou esse sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.Realizou muitas exposições individuais e projetos paisagísticos, participou de diversas mostras oficiais coletivas pelo Brasil e no exterior. PONTUAL, PÁG. 94; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 93; MEC. VOL.1, PÁG.303; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 738; LEONOR AMARANTE, PÁG. 98; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 179; artnet.com. ACERVO FIEO.



371 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Galo - serigrafia - 11/100 - 59 x 43 cm - canto inferior direito - 1986 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



372 - MENASE VAIDERGORN (1927)

"Casa de sítio" - óleo sobre tela colada em eucatex - 27 x 40 cm - canto inferior direito -

Pintor nascido em Hotin, Romênia. Assina MVAIDERGORN. Seus pais vieram para o Brasil (1932) fixando residência em São Paulo. Ingressou na Associação Paulista de Belas Artes (fim da década de 1940) onde conheceu Dario Mecatti que muito o estimulou. Viajou pelo norte da África e Europa. Realizou exposições individuais e participou de diversos salões e mostras coletivas oficiais, recebendo diversos prêmios, entre eles: os do Salão Paulista de Belas Artes, SP (1976 - Medalha de Bronze, 2000 – Prêmio Aquisição, 2001 – Grande Medalha de Prata). JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 1011; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



373 - YOSHIYA TAKAOKA (1909 - 1978)

Figura - desenho a nanquim - 26 x 24 cm - canto superior direito - 1949 -
No estado.

Pintor e desenhista nascido em Tóquio, Japão, veio para o Brasil em 1925, fixando-se no interior de São Paulo, trabalhando na lavoura. Mudou-se para São Paulo, onde ganhava a vida vendendo pastéis, fazendo caricaturas e como pintor de paredes. Foi aluno de Bruno Lechowsky no Rio de Janeiro. Foi um dos fundadores do Grupo Seibi, que reuniu artistas plásticos da colônia japonesa em São Paulo (1935). Fundou em 1948, juntamente com Geraldo de Barros e Antonio Carelli, o Grupo dos Quinze. Viveu em Paris de 1952 a 1953, estudando técnica de mosaico; Freqüentou o Núcleo Bernardelli, onde se ligou de amizade a Pancetti. Participou de diversos salões e exposições, nacionais e estrangeiras, recebendo diversas premiações. PONTUAL, pág. 510; TEIXEIRA LEITE, pág. 490; MEC, vol. 4, pág. 352; TEODORO BRAGA, pág. 220; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 361; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 579; ARTE NO BRASIL.



374 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Paisagem Árabe - óleo sobre tela - 60 x 50 cm - canto inferior direito e dorso ilegível - 1957 -
No estado.



375 - ESCOLA ASIÁTICA, SÉCULO XX

Camelo com músicos - não assinado -
Par de esculturas em cerâmica policromada, medindo:38 x 28 x 11 cm cada. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")



376 - SERGIO MILLIET (1898 - 1966)

Barcos - óleo sobre tela colada em eucatex - 19 x 25 cm - canto inferior esquerdo -

Nascido e falecido em São Paulo, Capital. Poeta, ensaísta, crítico literário e de arte, e pintor. Ao lado de suas múltiplas atividades de poeta, crítico e estudioso das artes plásticas, Sergio Milliet também foi assíduo pintor de domingo, especialmente das praias de Santos. Foi diretor artístico do MAM-SP, o qual organizou em 1969, uma exposição de sua pintura, comentada no Jornal do Brasill, de 22/9/1969. PONTUAL, pág. 361; JULIO LOUZADA vol.10, pág. 598; ITAÚ CULTURAL; TEIXEIRA LEITE, pág. 325. Acervo FIEO.



377 - SAMSON FLEXOR (1907 - 1971)

Bípede - aquarela - 26 x 20 cm - canto inferior direito -

Pintor nascido na Romênia, estudou em Paris, onde fez em 1927 sua primeira individual, radicando-se em 1946 em São Paulo, onde faleceu. Foi um dos pioneiros do abstracionismo no Brasil, tendo criado em 1948 o Atelier Abstração. Em 1968 sua obra foi objeto de importante retrospectiva no MAM-RJ. BENEZIT vol. 4, pág. 402; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 313/4; TEIXEIRA LEITE, pág. 198; PONTUAL, pág. 217/8; MEC, vol. 2, pág. 179 e 180; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 917; LEONOR AMARANTE, pág. 75; WALTER ZANINI, pág. 643, Acervo FIEO.



378 - MARIE NIVOULIÈS DE PIERREFORT (1879 - 1968)

Flores - óleo sobre madeira - 49 x 40 cm - canto inferior esquerdo -

Natural de Toulon , França, faleceu no Rio de Janeiro, em 1968. Em Paris frequentou os ateliers de Renoir, Bonnard e Manet. Expôs no Salão dos Independentes a partir de 1907 e nos Salões da Sociedade Nacional de Belas Artes desde 1910, ambos em Paris.Em 1938 veio pela primeira vez ao Brasil, participando do SNBA, onde recebeu premiações, fixando-se definitivamente no País a partir de 1959. Atualmente considerada a Debret do Século XX, pois retratou as paisagens e o cotidiano de nossa gente como uma autêntica neo-impressionista. JULIO LOUZADA, VOL, 10 pág, 639. BENEZIT, VOL, 7 pág, 733; ITAÚ CULTURAL.



379 - OSWALDO PINHEIRO (1890 - 1923)

Lavadeiras - óleo sobre tela - 33 x 41 cm - canto inferior direito -

Estudou com Carlos de Servi, em São Paulo e na Academia Julian em Paris - Tem obras na Pinacoteca do Estado de São Paulo. JULIO LOUZADA vol. 10 pág. 688.



380 - ALBERTO DA VEIGA GUIGNARD (1896 - 1962)

"Paisagem Colonial Imaginária" - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior direito e dorso - 1959 -
Reproduzido no convite deste Leilão. Com Laudo de Autenticidade firmado pelo Presidente da Fundação Guignard, Dr. Pierre Santos, datada de 09 de abril de 2018.

Pintor, professor, desenhista, ilustrador e gravador, Alberto da Veiga Guignard nasceu em Nova Friburgo, RJ e faleceu em Belo Horizonte, MG. Mudou-se com a família para a Europa em 1907. Em dois períodos, entre 1917 e 1918 e entre 1921 e 1923, frequentou a Real Academia de Belas Artes de Munique, onde estudou com Hermann Groeber e Adolf Hengeler. Aperfeiçoou-se em Florença e em Paris, onde participou do Salão de Outono. Retornou para o Rio de Janeiro em 1929 e integrou-se ao cenário cultural por meio do contato com Ismael Nery. Participou do Salão Revolucionário de 1931, e foi destacado por Mário de Andrade como uma das revelações da mostra. Em 1941, integrou a Comissão Organizadora da Divisão de Arte Moderna do Salão Nacional de Belas Artes, com Oscar Niemeyer e Aníbal Machado. Em 1943, passou a orientar alunos em seu ateliê e criou o Grupo Guignard. A única exposição do grupo, realizada no Diretório Acadêmico da Escola Nacional de Belas Artes, foi fechada por alunos conservadores e reinaugurada na Associação Brasileira de Imprensa. Em 1944, a convite do prefeito Juscelino Kubitschek, transferiu-se para Belo Horizonte e começou a lecionar e dirigir o curso livre de desenho e pintura da Escola de Belas Artes, por onde passaram Amilcar de Castro, Farnese de Andrade e Lygia Clark, entre outros. Permaneceu à frente da escola até 1962, quando, em sua homenagem, esta passou a chamar-se Escola Guignard. Participou da Bienal de Veneza (1928, 1952); da Bienal Internacional de São Paulo (1951) e outras. PONTUAL, PÁG. 254; MEC, VOL. 2, PAG. 304; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 236; JULIO LOUZADA, VOL. 10, PÁG. 404; ART PRICE ANNUAL 2000, PÁG. 1013; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 373; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 559; ARTE NO BRASIL, PÁG. 505; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28; www.pinturabrasileira.com; www.brasilescola.com; web.artprice.com.



381 - CLAUDIO TOZZI (1944)

"Cinturão" - serigrafia - P.A. - 39 x 50 cm - canto inferior direito - 1971 -

Pintor, arquiteto e gravador, Claudio José Tozzi nasceu em São Paulo. É mestre em arquitetura pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo. Realizou diversas exposições individuais. Participou, entre várias mostras e Salões oficiais, da Bienal Internacional de São Paulo em 1967, 1969, 1977, 1985, 1989, 1991; do Panorama da Arte Atual Brasileira em 1971, 1973, 1976, 1977, 1979, 1980, 1983; da Bienal de Veneza em 1976; da Bienal de Paris em 1980. Criou painéis para espaços públicos de São Paulo, como: ‘Zebra’, colocado na lateral de um prédio da Praça da República; na Estação Sé do Metrô, em 1979; na Estação Barra Funda do Metrô, em 1989; no edifício da Cultura Inglesa, em 1995 e, no Rio de Janeiro, na Estação Maracanã do Metrô Rio, em 1998. WALMIR AYALA VOL.2, PÁG.388; PONTUAL PÁG.525; TEIXEIRA LEITE PÁG. 512; ARTE NO BRASIL VOL.2, PÁG.1059; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 740; LEONOR AMARANTE PÁG. 170; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 992; www.eca.usp.br; www.pinacoteca.org.br.



382 - OCTÁVIO ARAÚJO (1926 - 2015)

Figuras - xilogravura - 26/60 - 14 x 09 cm - canto inferior direito -

Este importante artista brasileiro nasceu em Terra Roxa, SP. Em São Paulo foi aluno de Edmundo Migliaccio e José Barchitta, e teve por colegas, dentre outros, Luiz Sacilotto e Marcelo Grassmann, ao lado de quem, no Rio de Janeiro, com 20 anos de idade, expôs pela primeira vêz. Em 1947 integrou o Grupo dos 19. Trabalhou para Portinari em Paris, na confecção do grande mural Pescadores, com quem aprendeu a disciplina e a consciência profissional. Expôs em viagens que fêz pela China, na então União Soviética e nos Estados Unidos. Na sua obra é destaque a figura da mulher, em leitura ora fantástica, ora mágica, mas sempre perturbadora. TEIXEIRA LEITE, pág. 34; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 71; ARTE NO BRASIL, pág. 803; WALTER ZANINI, pág. 645; Acervo FIEO.



383 - ANTONIO HENRIQUE AMARAL (1935 - 2015)

Figuras - desenho a lápis de cor e grafite - 10,5 x 15 cm - canto inferior direito - 1980 -
Com etiqueta de Grifo Galeria de Arte - Alameda Itu,1062 , São Paulo - SP, no dorso.

Gravador, desenhista e pintor, foi aluno de Lívio Abramo no MAM / SP, e de Shiko Munakata, no Pratt Graphic Art, em Nova York. Artista consagrado nacional e internacionalmente. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 37; MEC, vol. 1, pág. 73; PONTUAL, pág. 21;TEIXEIRA LEITE, pág. 23 a 25; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 754; ARTE NO BRASIL, pág.903; LEONOR AMARANTE, pág. 170; Acervo FIEO.



384 - JOSÉ DE DOME (1921 - 1982)

Catavento - óleo sobre tela colada em eucatex - 35 x 13 cm - centro inferior -
Com dedicatória.

Pintor e desenhista, José Antonio dos Santos nasceu em Estância, SE. Assina José de Dome. Autodidata, residiu por vinte e dois anos em Salvador - BA onde recebeu orientações de Jenner Augusto, Mário Cravo, Carlos Bastos, Carybé, Mirabeau e, no Rio de Janeiro, firmou-se como pintor (década de 60). Pouco depois se instalou em Cabo Frio, RJ. Realizou exposições individuais em: Salvador, BA (1955, 1956, 1958, 1964); Rio de Janeiro (1961, 1964 a 1968, 1972); Lima, Peru (1966); São Paulo (1969); Londres (1971). Participou também de muitas mostras coletivas e oficiais. MEC VOL. 2, PÁG. 60; PONTUAL, pág. 183; JULIO LOUZADA, VOL. 1; PÁG. 339; ITAU CULTURAL; www.artprice.com.



385 - RUBENS GERCHMAN (1942 - 2008)

"O Beijo" - óleo sobre tela - 60 x 60 cm - canto inferior direito e dorso - 2002 -
Com declaração de autenticidade, datada de 15 de Setembro de 2002, firmada pelo autor.

Pintor, desenhista, gravador, escultor nascido no Rio de Janeiro e falecido em São Paulo. Em 1957, freqüenta o Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro, onde estuda desenho. Faz curso de xilogravura com Adir Botelho e freqüenta a Escola Nacional de Belas Artes - Enba, entre 1960 e 1961. Em 1967, é contemplado com o prêmio de viagem ao exterior no 16º Salão Nacional de Arte Moderna e viaja para os Estados Unidos. Reside em Nova York entre 1968 e 1972. Retorna ao Brasil e faz o roteiro, a cenografia e a direção do filme 'Triunfo Hermético' e os curtas 'ValCarnal' e 'Behind the Broken Glass'. De 1975 a 1979, assume a direção da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, RJ. É co-fundador e diretor da revista 'Malasartes'. Em 1978, viaja para os Estados Unidos com bolsa da Fundação John Simon Guggenheim. Em 1982, permanece por um ano em Berlim como artista residente, a convite do Deutscher Akademischer Austauch Dienst - DAAD [Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico]. Realizou diversas exposições individuais e participou de muitas mostras oficiais no Brasil e pelo mundo recendo prêmios na Bienal de São Paulo (1965), Bienal de Salvador, BA (1966), Bienal de Cali, Colômbia (1967, 1970). JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 417; PONTUAL, PÁG. 235; TEIXEIRA LEITE, "in" A GRAVURA BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 734; ARTE NO BRASIL, PÁG. 974; LEONOR AMARANTE, PÁG. 143, MEC VOL. 2, PÁG. 246; Acervo FIEO.



386 - JOAN MIRÓ (1893 - 1980)

Composição - litografia - 100/150 - 30,5 x 48 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador, ceramista e escultor. Assinava Joan Miró e Miró. Nasceu em Montroig, Espanha e faleceu em Palma de Mallorca - Ilhas Baleares, Espanha. Entrou para Escola de Belas Artes de Barcelona com quinze anos, aperfeiçoando-se com o arquiteto Gali. Começou a expor em 1918 na sua terra natal e pouco depois, transfere-se para Paris. Assinou o manifesto surrealista em 1924. Em 1940 voltou à Espanha - Mallorca. Trabalhou com o ceramista Llorens Artigas. Em 1947 realizou um mural em Cincinnati, EUA, e um para a Universidade de Harvard, em 1950 (hoje substituído por uma cópia cerâmica, cujo original se encontra no MOMA de Nova York). Em 1958 trabalhou em dois gigantescos murais em cerâmica para a UNESCO, em Paris. A Fundação Joan Miró foi inaugurada em Montjuic, Barcelona, em 1975. Outras obras suas podem ser vistas na maioria dos museus e coleções de arte moderna espalhados pelo mundo. JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG.638; VOL. 4, PÁG. 746; VOL. 6, PÁG. 735; VOL.8, PÁG. 576; BENEZIT, VOL. 7, PÁG. 435; ITAU CULTURAL; DICIONÁRIO OXFORD DE ARTE – MARTINS FONTES.



387 - GASTÃO FORMENTI (1894 - 1974)

Paisagem - óleo sobre eucatex - 21 x 34 cm - canto inferior direito - 1970 -
No estado.

Pintor nascido em Guaratinguetá-SP. Após iniciar-se em arte com Pedro Strina, em São Paulo, foi residir no Rio de Janeiro, onde, com seu pai, dedicou-se à execução de vitrais. Recebeu medalhas de bronze e de prata no SNBA, do qual ainda participava em 1961. TEODORO BRAGA, pág. 98; WALMIR AYALA vol.1, pág.317; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



388 - EMILE CHARLES LAMBINET (1815 - 1877)

Na beira do rio - óleo sobre papel colado em madeira - 33 x 45 cm - canto inferior direito -
No estado. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Nascido em Versailles, esse pintor expôs em salões da França entre 1833 e 1878; sua excelente pintura foi comparada às de Corot e Daubigny; excepcional paisagista, com obras em diversos Museus da Europa. ART PRICE ANNUAL 2000, pág. 1390; BENEZIT , vol. 6, pág. 404.



389 - GERSON DE SOUZA (1926 - 2008)

Figura - técnica mista - 34 x 25 cm - canto inferior esquerdo - 1975 -

Pintor. Autodidata. Fixou-se no Rio de Janeiro, onde exerceu a profissão de carteiro dos Correios, e onde começou a pintar em 1950. Participou da V Bienal de São Paulo, de vários Salões Nacionais e exposições coletivas no exterior. Várias individuais e coletivas no País. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 127; PONTUAL, pág. 236/237; MEC, vol. 2, pág. 248; TEIXEIRA LEITE, pág. 220; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 347, Acervo FIEO.



390 - JOSÉ PANCETTI (1902 - 1958)

Marinha com rochas - óleo sobre tela - 46 x 63 cm - canto inferior direito e dorso - 1954 -
Reproduzido na quarta capa do catálogo deste Leilão. Ex-coleção Senhora Leonor Whitehead, que a adquiriu do Deputado Federal Athié Jorge Coury, Santos - SP, que por sua vez adquiriu do autor conforme carta datada de 15 de agosto de 1954, que acompanha a obra.

Giuseppe Gianinni Pancetti nasceu em Campinas, SP e faleceu no Rio de Janeiro. Filho de imigrantes italianos foi mandado aos dez anos de idade para a Itália, onde trabalhou em diversos ofícios até entrar para a marinha mercante italiana. De volta ao Brasil, em 1920, trabalhou na Oficina Beppe, São Paulo (1921), especializada em decoração de pintura de parede, como cartazista, pintor de parede e auxiliar do pintor Adolfo Fonzari. Em 1922 ingressou na Marinha de Guerra Brasileira, viajando pelo país e exterior, transferindo-se para a reserva em 1946, no posto de Segundo Tenente. Começou a pintar, auto didaticamente em 1924 e, em 1925, servindo no encouraçado Minas Gerais, pintou suas primeiras obras. No ano seguinte, para progredir na carreira, integrou o quadro de pintores dentro da "Companhia de Praticantes e Especialistas em Convés". Passou a frequentar, a partir de 1932, o Núcleo Bernardelli, no Rio de Janeiro, onde recebeu orientação de Manoel Santiago, Edson Motta, Rescála e Bruno Lechowski. Participou do Salão Nacional de Belas Artes, sendo premiado em 1934, 1936, 1939 e, já na Divisão Moderna, recebeu o Prêmio Viagem ao Estrangeiro (1941), o Prêmio Viagem ao País (1947) e a Medalha de Ouro (1948). Figurou na Bienal de Veneza em 1950; ano em que passa a residir em Salvador, BA. Integrou a mostra "Um Século de Pintura Brasileira", realizada no Museu Nacional de Belas Artes (1952) e a exposição "Arte Moderna no Brasil" que percorreu as cidades de Buenos Aires, Rosário, Santiago e Lima, todas em 1957. Participou duas vezes da Bienal de São Paulo, em 1951 e 1955. Mereceu Sala Especial na Bienal da Bahia - Salvador, em 1966. O Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro realizou, em 1962, exposição retrospectiva de sua obra. TEODORO BRAGA, PÁG. 130; PONTUAL, PÁGS. 403 E 404; MEC, VOL. 3, PÁG. 332; REIS JUNIOR, PÁG. 383; ITAU CULTURAL; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 380; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 597; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28; www.mamcampinas.com.br.



391 - DOMINGOS ANTEQUERA (1921 - 1984)

"Marinha" - óleo sobre tela - 19 x 27 cm - canto inferior direito -

Natural de Lençois Paulista, SP. Faleceu em São Paulo, em 8 de outubro de 1984. Assinava seus trabalhos D. ANTEQUERA. Desenvolveu-se artisticamente com os pintores Cirilo Agostini, Migliaccio e José Barchita. Impresionista, é considerado um artista de sensibilidade invulgar, cuja obra é repleta de recursos técnicos próprios, fortes e seguros. A bibliografia abaixo exibe extensa lista de exposições e prêmios recebidos pelo artista. JULIO LOUZADA, vol.3, pág.56, Acervo FIEO.



392 - DIONISIO DEL SANTO (1925 - 1999)

Composição - guache - 27 x 27 cm - canto inferior direito -
No estado.

Pintor, desenhista, gravador e serigrafista, nasceu em Colatina-ES, e faleceu em Vitória, naquele mesmo Estado. Autodidata. Em 1975, recebe o Prêmio de Melhor Exposição de Gravura do Ano, da APCA. Participou da 9ª Bienal Internacional de São Paulo, 1967 (Prêmio Itamarati Aquisição) e do Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro, 1968 (Prêmio Isenção do Júri). JULIO LOUZADA vol.11, pág. 88; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 682; ARTE NO BRASIL, pág. 934.



393 - EDGARD OEHLMEYER (1909 - 1967)

Pescador - desenho a nanquim - 16 x 23 cm - canto inferior esquerdo - 1966 -

Pintor nascido em Rio Claro e falecido em São Paulo. Nessa cidade cursou pintura com o prof. Carlos Hadler na Escola Profissional. Foi discípulo de Amadeo Scavone e Antonio Rocco. Realizou exposição individual em São Paulo (1941). Participou de várias edições do Salão Paulista de Belas Artes, SP; do Salão Nacional de Belas Artes, RJ e outras mostras oficiais. Foi premiado em: São Paulo (1939, 1940, 1946, 1949, 1953, 1962); Rio de Janeiro (1947). TEODORO BRAGA, PÁG. 175; MEC. VOL.3, PÁG. 291; MAYER/1984, PAG. 1070; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 362; PONTUAL, PÁG. 389; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 686; www.museuvirt.com.br.



394 - AXEL LESKOSCHEK (1889 - 1976)

A visita - xilogravura - 18 x 11 cm - canto inferior direito -

Importante gravador, pintor e professor austríaco. Realizou sua formação artística na Áustria e ali publicou álbuns de xilogravuras e águas-fortes. Veio residir no Brasil em 1930, fugindo do nazismo, aqui ficando até 1950. Ilustrou diversas publicações nacionais, entre elas, e principalmente, as edições brasileiras dos romances de Dostoiévski (Ed. José Olimpio). Foi professor, entre outros, de Renina Katz, Fayga Ostrower e Ivan Serpa. MAYER/88, pág.494; JULIO LOUZADA, vol.1, pág.609; BENEZIT, vol.6, pág.612, ART PRICE ANNUAL/2000, pág.1464; PONTUAL, pág.309, TEIXEIRA LEITE, pág.284; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 605; ARTE NO BRASIL, pág. 840; Acervo FIEO.



395 - MARIO GRUBER (1927 - 2011)

"Estudo do bloco das galinhas" - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito e dorso - 1997 -

Pintor, desenhista, gravador, escultor, muralista - Mário Gruber Correia nasceu em Santos, SP. Autodidata, começou a pintar em 1943. Mudou-se para São Paulo em 1946 e matriculou-se na Escola de Belas Artes, onde foi aluno do escultor Nicolau Rollo. Em 1947, ganhou o primeiro prêmio de pintura na exposição do grupo ’19 Pintores’. No ano seguinte realizou sua primeira exposição individual e passou a estudar gravura com Poty e a trabalhar com Di Cavalcanti. Recebeu bolsa de estudo em 1949, foi morar em Paris, onde estudou na ‘École Nationale Supérieure des Beaux-Arts’ com o gravador Édouard Goerg e trabalhou com Candido Portinari. Retornou ao Brasil em 1951 e fundou o Clube de Gravura (posteriormente Clube de Arte) em sua cidade natal, onde voltou a residir. Foi professor de gravura no Museu de Arte Moderna de São Paulo em 1953 e na Fundação Armando Álvares Penteado entre 1961 e 1964. De 1974 a 1978, morou em Paris, depois, ao retornar ao Brasil, morou em Olinda, Pernambuco. Em 1979, montou ateliê em Nova York. De volta a São Paulo, realizou obras de grande porte em espaços públicos como a estação Sé do Metrô e o Memorial da América Latina. Além de ter realizado muitas exposições individuais, participou de várias mostras e salões oficiais: Salão Paulista de Arte Moderna; Panorama da Arte Moderna Brasileira; Bienal Internacional de São Paulo e na França, Espanha, Estados Unidos, Colômbia, Holanda, Finlândia, Alemanha. PONTUAL, PÁG. 253; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 370; MEC, VOL. 1, PÁG. 466; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 448; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.649; ARTE NO BRASIL, PÁG. 803; LEONOR AMARANTE, PÁG. 376; ACERVO FIEO.



396 - ARTURO CORSI (XIX - XX)

Paisagem - óleo sobre cartão telado - 33 x 25 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista italiano com diversas participações em mostras coletivas. www.artprice.com.



397 - ARMANDO VIANNA (1897 - 1988)

Pescadores - aquarela - 29 x 39 cm - canto inferior esquerdo - 1984 -
No estado.

Este grande pintor carioca foi discípulo de Rodolfo Chambelland e Rodolfo Amoedo na antiga Escola Nacional de Belas Artes e de Eurico Alves e Stefano Cavalaro, no Liceu de Arte e Ofícios do Rio de Janeiro. É ainda hoje, considerado um dos maiores aquarelistas brasileiros. Realizou exposições individuais e em todas as principais capitais brasileiras. MEC vol.4, pág.470; JULIO LOUZADA vol.3, pág.186. PONTUAL pág. 538; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



398 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Pássaro - técnica mista - 9,5 x 13,5 cm - canto inferior direito - 1979 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



399 - ALDO MAZZA MILANO (1880 - 1964)

"Nu" - óleo sobre madeira - 37 x 28,5 cm - canto inferior esquerdo -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista, ilustrador e caricaturista italiano nascido em Milão e falecido em Gavirate, Varese. Estudou na Academia de Brera, em Milão. Trabalhou para o periódico milanês "Guerino Meschino", de 1904 a 1924, fornecendo caricaturas. BENEZIT; www.artprice.com; www.librirarieantichi.com; www.arteliberty.it.



400 - ANTONIO MALUF (1926 - 2005)

"Entreluzes" - óleo sobre madeira - 60 x 60 cm - dorso -
Reproduzido no convite e na capa do catálogo deste Leilão. Registro do autor nº 6062, no dorso.

Pintor, desenhista e artista gráfico nascido e falecido em São Paulo. Formou-se em engenharia civil e cursou, posteriormente, a Escola Livre de Artes Plásticas, SP (1916); pintura com Waldemar da Costa, Nelson Nóbrega e Flexor; gravura no MASP com Poty e Darel; desenho industrial no IAC-MASP. Venceu o concurso para o cartaz da 1ª Bienal Internacional de São Paulo (1951). Realizou pinturas murais e elementos modulares junto com arquitetos. Em 1968 tornou-se proprietário da Galeria Seta, SP. Principais exposições coletivas: Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1967, 1969); I Exposição Nacional de Arte Abstrata, Petrópolis–RJ (1953); I Bienal de Artes Aplicadas de Punta del Este, Uruguai (1965); I Bienal de Desenho Industrial, MAM–RJ (1971); “Projeto Construtivo Brasileiro na Arte: 1950 - 1962”, SP e RJ (1977); “Tradição e Ruptura – síntese de arte e cultura brasileiras”, SP (1984); “O Projeto Arte Brasileira – Abstração Geométrica 1: Concretismo e Neoconcretismo”, RJ e SP (1984); “Construtivismo: Arte Cartaz, 40, 50, 60”, SP (1991); “Arte Construtiva no Brasil – Coleção Adolpho Leirner”, SP e RJ (1998); “Brasil 1920 – 1960. De la Antropofagia a Brasília”, IVAM - Institut Valencià d’art Modern, Valencia – Espanha (2000); “Paralelos: Arte Brasileira da Segunda Metade do Século XX em Contexto – Coleção Cisneros”, SP (2002); “Cuasi Corpus: Arte Concreto y Neoconcreto de Brasil: Una Selección del Acervo del Museo de Arte Moderno de São Paulo y la Colección Adolpho Leirner”, Museu Rufino Tamayo, Cidade do México (2003); “Modernidade Transitiva”, Niterói–RJ (2004); "São Paulo 450 anos", SP (2004); "Expresso Abstrato", Petrópolis-RJ (2005). O Centro Universitário Maria Antônia da Universidade de São Paulo organizou a exposição “Antonio Maluf: Arte Concreta Paulista” (2002). BENEZIT; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 306; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 654; ARTE NO BRASIL, PÁG. 930; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 13, PÁG. 206; www.antoniomaluf.com.br; www.artprice.com.