Leilão de Maio de 2017

02, 03 e 04 de Maio de 2017



001 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Violeiro - gravura - 14 x 14 cm - centro esquerdo - 1966 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



002 - ALFREDO VOLPI (1896 - 1988)

Bandeirinhas - litografia off set - P.A. - 66 x 48 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.



003 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulata - litografia off set - 60 x 45 cm - canto inferior direito -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



004 - MILTON DACOSTA (1915 - 1988)

Alexandre - serigrafia - P.I. - 42 x 31 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador. Milton Rodrigues da Costa nasceu em Niterói, RJ e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou estudos de desenho e pintura, em 1929, com o professor alemão August Hantv. No ano seguinte matriculou-se no curso livre de Marques Júnior, na Escola Nacional de Belas Artes. Junto com Edson Motta, Bustamante Sá e Ado Malagoli , entre outros, criou o Núcleo Bernardelli em 1931. Viajou para Estados Unidos em 1945, com o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Belas Artes do ano anterior. Na cidade de Nova York, estudou na Art's Students League of New York. Em 1946, foi para a Europa e após visita a vários países, fixou-se em Paris, onde estudou na Académie de La Grande Chaumière. Conheceu Pablo Picasso, por intermédio de Cícero Dias, e freqüentou os ateliês de Georges Braque e Georges Rouault. Expôs no Salon d'Automne (Paris) e regressou ao Brasil em 1947. Em 1949, casou-se com a pintora Maria Leontina e passou a residir em São Paulo. Realizou muitas exposições individuais e também recebeu prêmios nas Bienais Internacionais de São Paulo (1955, 1957). TEODORO BRAGA, PÁG. 163; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 229; MEC, VOL. 2, PÁG. 13; BENEZIT, VOL. 3, PÁG.315; ITAU CULTURAL; PONTUAL, PÁG. 155; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; ACERVO FIEO.



005 - CHARLES LAPICQUE (1898 - 1988)

Poster de Exposição - litografia off set - 5/34 - 53 x 40 cm - canto inferior direito -
No estado. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Importantissimo pintor, escultor e gravador francês, natural de Theizé, e falecido em Orsay, em 15 de julho de1988. Como engenheiro desenvolveu sua paixão pelos desenhos geométricos e perspectivas. Incentivado por Jacques Lipchitz, ele decide em 1928 dedicar-se mais à pintura. Em 1937, Lapicque foi contratado para executar 5 paineis decorativos para o Palais de la Découverte em Paris. Despertou particular interesse no Cubismo. Junto com Jean Bazaine e Maurice Estève formaram um grupo distinto da Ecole de Paris. BENEZIT, vol 6 pág. 442/443



006 - JOEL FIRMINO DO AMARAL (1951)

Parati - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito -

Pintor radicado em São Paulo, onde é ativo. São muito apreciadas as suas aquarelas, que retratam os casarios de cidades mineiras e do interior do País. Em 1985, recebeu prêmio aquisição no SPBA, e em 1988 prêmio no SPBA-SP. JULIO LOUZADA, vol. 9, pág. 39; Acervo FIEO.



007 - MARIA ELIANE NUNES (1951)

Composição - serigrafia - 86/120 - 50 x 73 cm - canto inferior direito - 2001 -

Desenhista e pintora. Frequentou os ateliês de Dalton De Lucca, Tilu Clemente, Francisca Junqueira e Sérgio Fingermann. Tem participação em vários Salões de Arte Contemporânea e coletivas em galerias de arte.



008 - CID SERRA NEGRA (1924)

Cristo - óleo sobre madeira - 80 x 36 cm - canto inferior direito -

Pintor nascido em 28 de janeiro de 1924 na cidade paulista de SERRA NEGRA, cujo nome adotou artísticamente. Seu verdadeiro nome é Cid de Abreu. Executou pinturas decorativas da Igreja de São Benedito, em sua cidade natal. JULIO LOUZADA vol.4, pág. 264.



009 - FERNANDO BARRETO (1929)

Paisagem - xilogravura - P.A. - 48 x 64 cm - canto inferior direito - 1985 -

Pintor, restaurador e professor mineiro, nascido em Araxá. Estudou no Rio de Janeiro, na antiga ENBA, onde diplomou-se em 1953 e na qual, anos mais tarde, foi professor de desenho. Expôs pela primeira vez em 1949, antes mesmo de se formar. Participou do SNAM-RJ nos anos de 1955 e 1957. Foi restaurador brilhante e muito requisitado, com diversos convites oficiais. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 95



010 - NILO SIQUEIRA (1943)

Paisagem - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior direito -

Pintor natural de Amparo-SP, com diversas participações em exposições coletivas e Salões Oficiais. JULIO LOUZADA, vol. 2 pág. 956, Acervo FIEO.



011 - GREGÓRIO GRUBER (1957)

Menino - desenho a lápis de cor - 34 x 24 cm - canto inferior direito - 30/07/1981 -

Pintor, desenhista, gravador, cenógrafo, escultor e fotógrafo, nascido em Santos-SP. Filho do artista plástico Mário Gruber, em cujo atelier cursou litografia e fez estágio em artes plásticas e fotografia. Estudou desenho com Frederico Nasser -SP. Em Paris cursou desenho na Académie de la Grand Chaumière. Em 1976 recebeu o Prêmio de Melhor Gravador da APCA-SP. O Itaú Cultural-SP, produz filme sobre o artista (1992). JULIO LOUZADA vol.3, pág. 484; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



012 - SUETONIO MEDEIROS (1970)

Nu - escultura em politetrafluoretileno - 18 x 32 x 10 cm - assinado -

Alagoano, Suetônio Cícero Medeiros ministra aulas de desenho na Fundação Cultural de Blumenau (FCB). Desenvolve uma linguagem própria independente de escola ou estilo, realizando trabalhos nas mais diversas áreas artísticas, como a pintura, escultura, desenho, restauração, modelagem, maquetaria, fundição e metalgrafia. Suas obras baseiam-se em estudos desenvolvidos acerca de filósofos gregos pitagóricos que defendiam a obtenção da harmonia através da proporção da freqüência, enfatizando a crescente necessidade de se conseguir harmonizar as partes com o todo. Realizou várias exposições coletivas e individuais.https://semanadeartesdafurb.wordpress.com/curriculos/



013 - JOSÉ PAULO MOREIRA DA FONSECA (1922 - 2004)

Na beira do rio - óleo sobre tela - 35 x 27 cm - centro inferior - 1988 -

Pintor, advogado, filósofo e poeta, nascido e falecido no Rio de Janeiro. Autodidata, dedicou-se à pintura a partir de 1950. Realizou várias exposições individuais em São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Alemanha, Portugal, Inglaterra, Áustria, Estados Unidos, México e participou de muitas mostras e Salões oficiais pelo Brasil e Europa. MEC, VOL. 2, PÁG. 183; WALMIR AYALA VOL. 1, PÁG. 423 A 427; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 268; ITAU CULTURAL, ACERVO FIEO.



014 - SILVIA ALVES (1947)

"Meu São Paulo" - aquarela - 35 x 49 cm - lado direito e dorso - 2016 -

Pintora, desenhista, escultora, gravadora, ilustradora, professora, poetiza e atriz Silvia Ferraro Alves nasceu em São Paulo. Estudou desenho e escultura com Alvaro de Bauptista (1980 a 1984) na Universidade de Campinas; formou-se em Pintura na Faculdade de Belas Artes (1986); mestrado em Aquarela na Faculdade Santa Marcelina (1998); frequentou o ateliê de Gravura do Museu Lasar Segall (1985 a 1988); os ateliês de pintura e desenho dos professores Lecy Bomfim, Salvador Rodrigues, Deusdedith Campanelli, Colette Pujol, Djalma Urban, Francisco Cuoco, Fang, o ateliê de escultura no Museu Brasileiro de Escultura (1980 a 1994) e aquarela com Iole Di Natale (1994 a 1998). Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais. Foi premiada em 1983, 1989, 1991, 1993, 1994, 1997, 1999, 2000, em São Paulo. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL, 10, PÁG, 49; www.silviaalves.art.br.



015 - ULYSSES FARIAS (1960)

Composição - técnica mista - 30 x 30 cm - canto inferior direito e dorso - 2017 -

Desenhista, pintor, fotógrafo, escultor, poeta e professor nascido em São Paulo. Tem participado de muitos eventos culturais, mostras e Salões oficiais em Socorro, SP (2006 a 2014); Brasília, DF (2010); Mairiporã, SP (2007); São Paulo (2013). Recebeu, em 2012, o primeiro lugar em um concurso de fotografias.



016 - MARIO GRUBER (1927 - 2011)

Máscara - gravura - 25/110 - 17 x 20 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, escultor, muralista - Mário Gruber Correia nasceu em Santos, SP. Autodidata, começou a pintar em 1943. Mudou-se para São Paulo em 1946 e matriculou-se na Escola de Belas Artes, onde foi aluno do escultor Nicolau Rollo. Em 1947, ganhou o primeiro prêmio de pintura na exposição do grupo ’19 Pintores’. No ano seguinte realizou sua primeira exposição individual e passou a estudar gravura com Poty e a trabalhar com Di Cavalcanti. Recebeu bolsa de estudo em 1949, foi morar em Paris, onde estudou na ‘École Nationale Supérieure des Beaux-Arts’ com o gravador Édouard Goerg e trabalhou com Candido Portinari. Retornou ao Brasil em 1951 e fundou o Clube de Gravura (posteriormente Clube de Arte) em sua cidade natal, onde voltou a residir. Foi professor de gravura no Museu de Arte Moderna de São Paulo em 1953 e na Fundação Armando Álvares Penteado entre 1961 e 1964. De 1974 a 1978, morou em Paris, depois, ao retornar ao Brasil, morou em Olinda, Pernambuco. Em 1979, montou ateliê em Nova York. De volta a São Paulo, realizou obras de grande porte em espaços públicos como a estação Sé do Metrô e o Memorial da América Latina. Além de ter realizado muitas exposições individuais, participou de várias mostras e salões oficiais: Salão Paulista de Arte Moderna; Panorama da Arte Moderna Brasileira; Bienal Internacional de São Paulo e na França, Espanha, Estados Unidos, Colômbia, Holanda, Finlândia, Alemanha. PONTUAL, PÁG. 253; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 370; MEC, VOL. 1, PÁG. 466; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 448; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.649; ARTE NO BRASIL, PÁG. 803; LEONOR AMARANTE, PÁG. 376; ACERVO FIEO.



017 - MAGDA STÁBILE (1952)

Violoncelista - óleo sobre tela - 60 x 30 cm - canto inferior direito -

Pintora nascida em São Paulo, Capital, em 28/11/1952. Graduada pela Faculdade de Belas Artes de São Paulo. Frequenta os cursos de arte da Escola Panamericana de Artes, SENAI, SESC e do MUBE. Recebe orientações dos professores Franulic, Adelino Rodrigues, Herman Sedoya, Antonio Santos Lopes e Carmen Rolim Arruda. Individuais em 1998 e coletivas a partir de 1978. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 311



018 - BENE OLIVIER (1932)

Composição - óleo sobre tela - 21 x 26 cm - canto inferior direito e dorso - 1985 -

Formado em Belas Artes, ex-professor da USP, ex-cenógrafo de programas de televisão. Mora em Porto Seguro. JULIO LOUZADA, vol.2, pág.745.



019 - EMILIO GRAU-SALA (1911 - 1975)

Moça - desenho a nanquim e aquarela - 30 x 20 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, ilustrador e decorador nascido em Barcelona, Espanha. Estudou na Escola de Belas Artes de Barcelona e iniciou sua carreira pública em 1929. Mudou-se para Paris em 1932 onde participou dos principais Salões anuais. Nos Estados Unidos, além de ter participado regularmente de exposições, recebeu o Prêmio Carnegie em Pittsburgh. Ilustrou as obras de Flaubert, Baudelaire e Maupassant. BENEZIT VOL. PÁG. 175; www.artprice.com; rogallery.com; artist.christies.com; www.artnet.com.



020 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Galo - desenho a lápis e guache - 12,8 x 11,5 cm - canto inferior direito e superior direito -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins, datado de 22 de março de 2017.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



021 - ALICE BRILL (1920 - 2013)

Paisagem - gravura - 88/200 - 65 x 47 cm - canto inferior direito - 1991 -
Ex-coleção Antônio Maluf - Galeria Seta - São Paulo - SP. Com relevo seco do Clube da Gravura - São Paulo - Brasil.

No Brasil desde os 14 anos, esta artista alemã, nascida em Colônia, radicou-se em São Paulo, onde estudou com Osir, Bonadei e Yolanda Mohalyi, aperfeiçoando-se com bolsa de estudos nos Estados Unidos. Estudou gravura em São Paulo com Karl-Heinz Hansen, voltando a fazê-lo com Potty Lazzarotto em 1950, no MASP.Como pintora, a primeira exposição de que participou, em 1944, foi o Salão do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo, desde então, este sempre presente em diversas coletivas nacionais e estrangeiras. Sua pintura traz a cidade em suas telas. JULIO LOUZADA, vol. 8, pág. 134; MEC, vol. 1, pág. 296; PONTUAL, pág. 90; TEIXEIRA LEITE, pág. 88; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 717; Acervo FIEO.



022 - GIOVANNI (1927 - 1990)

"O pintor triste" - óleo sobre tela - 58 x 78 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1967 - Paquetá -

Pintor e cenógrafo, João Lavrador nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Assinava Giovanni. O apelido vem de criança, quando gostava de cantar músicas líricas e o pessoal resolveu homenagear um cantor de ópera famoso na época: Giovanni Martinelli. Até 1963 trabalhou e viveu num estaleiro em Paquetá, RJ, onde morou por vinte e seis anos pintando embarcações. Fez cenários para peças e começou a pintar. Comercializava seus quadros na Praça General Osório, RJ. Realizou cinco exposições individuais. Julio Louzada vol. 5, pág. 437.



023 - CARLOS BORGES (1959)

Sonho - óleo sobre tela colada em eucatex - 30 x 40 cm - canto superior direito -

Pintor e escultor, natural de Itumbiara, GO. Formou-se em Desenho e Artes Plásticas na UNB, Brasília - DF, em 1982. Exposição individual em Brasília (1992). Coletivas em Brasília, Goiânia, GO e Cuiabá, MT (1991). Prêmios: Brasília, DF (1991, 1992). JULIO LOUZADA, VOL. 6, PÁG.142.



024 - LOUCO FILHO (1961)

Entidade - escultura em madeira - 48 x 05 x 05 cm - assinado -

Celestino Gama da Silva, que assina suas obras como Louco Filho, nasceu, no município de Muritiba, BA. Foi criado em Cachoeira, cidade histórica do Recôncavo Baiano, onde reside e mantém seu ateliê. É filho do escultor Boaventura da Silva Filho, conhecido como Louco (1929-1992), de quem herdou o talento e o apelido. Exposição coletiva em São Felix, BA (1991). LIMA, BETH E VALFRIDO - “EM NOME DO AUTOR”; ITAU CULTURAL; www.popular.art.br; www.acasa.org.br.



025 - CEZAR FORMENTI (1874 - 1944)

Estudo - aquarela - 30 x 24 cm - centro inferior -

Pintor, desenhista e vitralista. Italiano de Ferrara, onde nasceu a 1/9/1874. Falecido no Rio de Janeiro, em 22/1/1944. Tapajós Gomes, jornalista ativo no Rio de Janeiro, escreveu o seguinte sobre o artista: "Cézar Formenti, que desapareceu há poucos dias, foi um artista interessantíssimo, a quem muito ficou a dever a arte no Rio de Janeiro. (...) Longo tempo trabalhou para o grande arquiteto paulista Ramos de Azevedo, pondo em evidência o seu belo talento artístico , que se especializou em decoração, gênero difícil e sedutor, que teve nele um verdadeiro mestre. (...) Figurista completo, desenhista perfeito, Cézar Formenti foi um pintor primoroso, um aquarelista apaixonado e especialmente um decorador realmente notável." TEODORO BRAGA, 98; JULIO LOUZADA, vol. 12 pág. 161; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO, pág. 834.



026 - SEBASTIÃO ROBERTO MIRANDA (1948)

Caravana árabe - óleo sobre cartão - 30 x 40 cm - canto inferior direito -

Natural de Brodosqui, SP, onde nasceu a 26 de agôsto de 1948. Miranda fez cursos individuais para aprimorar o seu dom nato pela pintura, inclusive com o prof. Antonio van Acker, na Escola de Belas Artes de São Paulo. Expôs individualmente a partir de 1987, e participa de coletivas desde 1983. Recebeu prêmios em 1983, 1985, e 1989. JULIO LOUZADA vol.11, pág. 214.



027 - DOUGLAS KRIEGER (1954)

Paisagem - óleo sobre cartão - 21 x 13 cm - canto inferior direito e dorso - 2014 - Curitiba - PR -

Pintor, desenhista e professor nascido em Curitiba, PR. Assinava Bussolo. Iniciou sua carreira em 1977, como discípulo de Theodoro De Bona. Formou-se no Curso de Desenho de Figura Humana na UFPR. Realizou exposições individuais em: Curitiba, PR (1978, 1979, 1983 a 1986, 1995); SESC itinerante no Paraná (1986): Maringá, Toledo, Cascavel, Campo Mourão, Londrina, Pato Branco, Ponta Grossa; Campo Largo, PR (1993); Araucária, PR (1994). Participou de muitas coletivas e mostras oficiais pelo Paraná (1978, 1979, 1980 a 1984). Foi premiado em 1982 e 1983. JULIO LOUZADA VOL. 6, PÁG. 562; VOL. 11, PÁG. 165; douglaskrieger.blogspot.com.br.



028 - RUBENS IANELLI (1953)

Composição - serigrafia - 97/100 - 66 x 47 cm - canto inferior direito - 2010 -

Pintor, desenhista, escultor, designer, ilustrador e médico, Rubens Vaz Ianelli nasceu em São Paulo. Filho do artista plástico Arcangelo Ianelli e sobrinho de Thomaz Ianelli, pintor e aquarelista, Rubens é autodidata, mas teve uma estreita ligação com as artes desde a infância. Destaca-se, ao longo de sua carreira, a partir da década de 1970, a ativa participação nos Salões oficiais do país onde obteve muitos prêmios: São Caetano do Sul, SP (1972, 1973, 1981); Santos, SP (1973); Santo André, SP (1973); Rio Claro, SP (1981); Rio de Janeiro, RJ (1988); São Paulo (1987, 1989). Realizou exposições individuais em: São José dos Campos, SP (1981, 2007); São Paulo (1989); Rio de Janeiro (1989, 2003, 2005); Santos, SP (1991 - sala especial na Bienal); Vitória, ES (1993); Belo Horizonte, MG (1999, 2003); Porto Alegre, RS (2005); Lisboa, Portugal (2008). www.rubensianelli.com.br; www.artprice.com.



029 - MARCOS BARROS (XX)

Fazenda - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior direito e dorso - 2016 -

Marcos César Mendes Barros é pintor. Assina Marcos Barros. Estudou no Instituto Tecnológico em Artes Basileu França (2002), Goiânia - GO. Tem participado de mostras coletivas e oficiais. Recebeu o Primeiro Prêmio em Arte Primitiva no Concurso SESI Arte e Criatividade (1995) – Goiânia, GO.



030 - ALCIDES SANTOS (1945)

Índia - óleo sobre eucatex - 46 x 26 cm - canto inferior direito - 1979 -

Pintor pernambucano que num linearismo sui-generis, e com auxílio de um colorido suave evoca cenas religiosas ou fantásticas, de forte acento popular. TEIXEIRA LEITE, pág. 462; MEC, vol. 4, pág. 180; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 296; JÚLIO LOUZADA, vol. 4, pág. 995; ITAÚ CULTURAL.



031 - LUCIANA NIKAIDO MARCASSA (1969)

"Caminhos sugeridos" - óleo sobre tela - 80 x 70 cm - canto inferior direito e dorso -

Mineira de Poços de Caldas, onde nasceu a 19/12/1969, graduou-se em Artes Plásticas pelo Instituto Saint-Luc, em Liége, Bélgica, cidade onde viveu e participou de exposições durante cinco anos. Expõe individualmente desde 1998 e participa de coletivas a partir de 1994, inclusive internacionais, com diversas premiações. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 192



032 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Paisagem de Poços de Caldas - óleo sobre eucatex - 24 x 32 cm - canto inferior direito - 1975 -
Josimar.



033 - PAULA KADUNC (1954)

Composição - acrílico sobre tela - 70 x 70 cm - dorso - 2016 -
Registrado sobre o nº 636 do catálogo da autora.

Paula Kadunc, pseudônimo artístico de Maria Paula Kadunc, nasceu em São Paulo. Frequentou um curso clássico de arte e comunicação na época de colégio. Formou-se em historia (1975) e nos anos seguintes realizou viagens de estudo pela Europa, Japão, China e Filipinas. No inicio da década de 80 trabalhou no Museu de Arte de São Paulo como assessora de imprensa e relações publicas auxiliando ainda na curadoria de diversas exposições. Na década de 90 frequentou o ateliê do escultor Paulo Tadee onde trabalhou com desenhos e pinturas geométricas e passou a fundir esculturas em bronze. Estudou técnica de pintura com Marysia Portinari. Tem participado com suas obras de várias exposições coletivas e leilões de arte. Possui obras em diversas coleções particulares e no Museu de Arte do Parlamento de São Paulo. www.artemaisnet.com.br/artistas/paula-kadunc.html; www.catalogodasartes.com.br; www.al.sp.gov.br; www.artprice.com; www.askart.com.



034 - INES DOBRILOVICH (1898 - 1974)

Marinha - óleo sobre cartão - 24 x 27 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintora, desenhista, gravadora e ilustradora nascida em Gênova, Itália. Estudou na 'Accademia Ligustica de Belle Arti'; frequentou o ateliê de Giuseppe Sacheri. Colaborou com as revistas: 'Genova' (1934 a 1936); 'Rivista delle Stazioni di cura, soggiorno, turismo' de Roma (1938 a 1939) e com o jornal 'Giornale di Genova' (1935 a 1936). www.galleriarecta.it; www.pittoriliguri.info; www.artprice.com; www.askart.com.



035 - ISABEL DE JESUS (1938)

Flores - técnica mista - 25 x 18 cm - canto inferior direito - 1980 -

Mineira de Cabo Verde, é pintora e desenhista. Começou a pintar em 1965, já em São Paulo. Estudou anteriormente desenho com Iracema Arditi. Participou do setor de desenho do XXIII SPar.BA, 1966, realizando exposições individuais no mesmo ano em São Paulo e Rio. MEC, vol.2, pág.374; PONTUAL, pág.280; JULIO LOUZADA, vol.11, pág.158; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 226; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



036 - ARTE POPULAR BRASILEIRA (XX)

Peixe - escultura em madeira - 03 x 15 x 06 cm - não assinado -



037 - LYRIA PALOMBINI (1939)

Composição - técnica mista - 17 x 10 cm - canto inferior esquerdo -

Mineira, é desenhista, gravadora e entalhadora. Iniciou seus estudos artísticos no Instituto de Belas Artes do Rio de Janeiro, sob a orientação de Deveza, Teruz e Aurélio D´Alincourt. Aperfeiçoou-se em xilo, ainda no Rio, com Maria de Lourdes Mader Pereira, Vitor Gerhard e José de Lima, cujos trabalhos tiveram grande sucesso nas exposições, levando Walmir Ayala fazer a seguinte observação sobre a artista: " Liria Palombini é a mais nova revelação de gravadora no Rio de Janeiro. Em seu trabalho define-se uma artista que sobrepõe à sensibilidade, sem descuidar-se dela, a inteligência." (1974). Participou de inúmeras coletivas e realizou diversas individuais. JULIO LOUZADA vol.1, pág. 709.



038 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulata - serigrafia - 3ª cor 1/10 - 50 x 70 cm - canto inferior direito -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



039 - CLÓVIS GRACIANO (1907 - 1988)

Bailarinos - litografia - 3 ex. 96 - 31 x 22 cm - canto inferior direito -
No estado.

Pintor, desenhista, cenógrafo, gravador, ilustrador, nasceu em Araras - SP e faleceu em São Paulo. Em São Paulo, a partir de 1934, realizou estudos com o pintor Waldemar da Costa, entre 1935 e 1937. Em 1937, integrou o Grupo Santa Helena com Francisco Rebolo, Mario Zanini, Bonadei e outros. Frequentou o curso de desenho da Escola Paulista de Belas Artes até 1938. Membro da Família Artística Paulista - FAP, em 1939 foi eleito presidente do grupo. Participou regularmente dos Salões do Sindicato dos Artistas Plásticos e, em 1941, realizou sua primeira individual. Em 1948, foi sócio-fundador do Museu de Arte Moderna de São Paulo - MAM/SP. Viajou para a Europa em 1949, com o prêmio recebido no Salão Nacional de Belas Artes. Permaneceu dois anos em Paris, onde estudou pintura mural e gravura. A partir dos anos 1950, dedicou-se principalmente à pintura mural. Em 1971, assumiu o cargo de diretor da Pinacoteca do Estado de São Paulo. De 1976 a 1978, exerceu a função de adido cultural em Paris. Participou por toda sua vida de muitas mostras e Salões oficiais pelo o Brasil e pelo mundo. MEC, VOL. 2, PÁG. 280; PONTUAL, PÁG. 247/8; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 225 A 227; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; ARTE NO BRASIL, PÁG. 784; LEONOR AMARANTE, PÁG. 58; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 433; VOL. 4, PÁG.483; VOL. 5, NPÁG. 450; ACERVO FIEO.



040 - INGRES SPELTRI (1940)

"Violinos - opus 15.916" - óleo sobre tela - 60 x 80 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor, desenhista, escultor, gravador e professor nascido em Jau, SP. Filho do pintor Augusto Speltri com quem se iniciou na pintura, ainda criança. Em 1959 mudou-se para São Paulo onde estudou Música (1960-1964). É professor titular da Escola Panamericana de Arte, SP. Realizou exposições individuais, em São Paulo, nos anos de 1977, 1981, 1978, 1984. Participou de várias mostras e Salões oficiais, sendo premiado em: São Paulo (1963, 1966, 1970, 1971); Santo André, SP (1976). JULIO LOUZADA VOL. 5, PÁG. 1012; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; MEC VOL. 4, PÁG. 338; PONTUAL PÁG. 504; www.artprice.com; www.speltri.com.



041 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Presépio - escultura em terracota - 09 x 14 x 6,5 cm - assinado -
No estado.



042 - SEPP BAENDERECK (1920 - 1988)

"Yanonami II" - serigrafia - 8/170 - 45 x 60 cm - canto inferior direito - 1986 -

Nascido em Hodzag, Iuguslávia, em 09/1/1920 , e falecido em São Paulo, Brasil, em 17/7/1988. Importante pintor, desenhista e gravador, assinava suas obras SEPP. Estudou nas Universidades de Belgrado e de Berlim, e na Escola de Belas Artes de Zagreb, até 1945, quando, no final da guerra, refugia-se na Áustria. Radicou-se no Rio de Janeiro a partir de 1948, onde fez sua primeira individual em 1951. Transfere-se para São Paulo em 1959, realizando, a partir de 1974, expedições ecológicas ao Amazonas junto com Frans Krajcberg, quando produziu diversas obras ligadas à natureza. Participou de mais de trinta coletivas, e realizou diversas exposições individuais. JULIO LOUZADA, vol. 3 pág. 1046; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO.



043 - CHARLES EMILE JACQUE (1813 - 1894)

Interior - óleo sobre tela - 24 x 29 cm - canto inferior esquerdo -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador e caricaturista nascido e falecido em Paris, França. Aos dezessete anos trabalhou como aprendiz de um gravador de mapas geográficos. Teve um desenvolvimento quase autodidata pelo seu gosto em desenhar e frequentou o informal 'Atelier Suisse' (1840) onde havia muitos modelos para se desenhar, mas não instruções. Serviu o exército por sete anos e, durante esse período, fez muitos desenhos da vida militar e dos lugares onde passou. Depois esteve por dois anos na Inglaterra, praticou a técnica da xilogravura e trabalhou como ilustrador de livros e jornais. Voltou para a França. Por causa da epidemia de cólera em Paris, em 1849, mudou-se para Fontainebleau, um lugar de muita inspiração para os artistas dessa época tornando-se um dos representantes da Escola de Barbizon. Publicou suas gravuras no "Le Magazin Pittoresque", "L'Illustration", "Le Journal d'Agriculture Pratique". Publicou também seus desenhos como criador de galinhas em Barbizon intitulada "Le Poulailler". Começou a expor no Salão de Paris com suas gravuras a partir de 1845 e pinturas em 1848. Suas gravuras foram premiadas em: 1851, 1867, 1889; e suas pinturas em: 1861, 1863, 1864, 1889 ('Exposition Universelle'). Em 1867 recebeu a condecoração "Chevalier de La Légion D'Honneur" e o "Grand Prix de Rome" que o possibilitou estudar na Itália por quatro anos. Nos anos de 1870 envolveu-se na produção de mobílias estilo Renascença e Gótico em Le Croisic. Sua última participação no Salão de Paris foi em 1894. BENEZIT; www.rehs.com; www.artprice.com; www.musee-orsay.fr.



044 - PAOLO MARANCA (1938 - 2006)

Porto - técnica mista - 38 x 54 cm - canto inferior direito - Santos -

Paulista da Capital, Maranca foi pintor, desenhista, jornalista e crítico de arte. Teve Waldemar da Costa e Clóvis Graciano como mestres, com eles trabalhando na execução de painéis. Liderou a corrente figurativista que se opunha ao abstracionismo em São Paulo. Organizou exposições na cidade que sempre visavam um questionamento aos movimentos existentes. JULIO LOUZADA vol 10 pág. 543; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



045 - ESCOLA FRANCESA SÉC. XX

Moça - escultura em bronze - 38 x 19 x 10 cm - assinatura ilegível -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")



046 - ALFREDO EUGUL SAMAD (XX)

Lavadeira - óleo sobre tela - 70 x 50 cm - canto inferior direito - 1987 -
Ex-coleção Antônio Maluf - Galeria Seta - São Paulo - SP.

Pintor argentino natural de Navarro, Provincia de Buenos Aires. Fixou residência no Brasil a partir de 1954. Expôs individualmente em Buenos Aires em 1951, participando de coletivas a partir de 1953, destacando-se: III Salão Nacional de Artes Plásticas do Rio de Janeiro (Gravura), Salão Museu de Arte Moderna -MAM-SP (Desenho) e III Salão Brasileiro de Arte (Fundação Mokiti Okada) São Paulo (pintura). Recebeu o Prêmio Aquisição no III Salão de Arte Contemporânea de Americana-SP.



047 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Cabeça de índio - guache - 27 x 20 cm - canto inferior direito -
F. Becker. - Procedente da coleção: Dr. Waldemar Teixeira de Carvalho - São Paulo, SP.



048 - ANTONIO PESSOA (1943)

Figura - escultura em bronze - 16 x 5,5 x 03 cm - assinado -

Escultor, assina Tonny. Radicado no Rio de Janeiro detentor de bom curriculo nacional e internacional com inumeras participações em Salões Oficiais,varias vezes premiado. Ótimo mercado.



049 - GERALDO ORTHOF (1903 - 1990)

Natureza morta - óleo sobre tela - 55 x 47 cm - canto superior direito e dorso -

Pintor, cartazista e desenhista, nasceu em Viena, Áustria, e faleceu no Rio de Janeiro-RJ. Inicia seus estudos em sua cidade natal, entre 1917 e 1921, estudando com o pintor Windhager. Em 1922, na Alemanha, ingressa na Academia de Berlim, onde é aluno de Ferdinand Spiegel e Karh Hofer. No Brasil, atua como paginador artístico da revista O Cruzeiro (1928). Entre as exposições de que participa, destacam-se: Exposição da Academia de Belas Artes, Rio de Janeiro, 1926; Salão Nacional de Artes Plásticas, no Palácio da Cultura e no MNBA - Categoria Desenho, Rio de Janeiro, 1978; Exposição do Ministério da Aviação, Rio de Janeiro, 1980 (Medalha de Ouro). JULIO LOUZADA, vol. 2 pag. 746; ITAU CULTURAL.



050 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Vaso vermelho com flores" - acrílico sobre tela - 50 x 40 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2001 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins, datado de 19 de dezembro de 2016.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



051 - ROBERTO BURLE MARX (1909 - 1994)

Composição - serigrafia - 68/120 - 61 x 75 cm - canto inferior direito na tela serigráfica -
Edição póstuma com relevo seco do Projeto Burle Marx.

Nasceu em São Paulo e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, paisagista, arquiteto, desenhista, pintor, gravador, litógrafo, escultor, tapeceiro, ceramista, designer de jóias, decorador. Durante a infância viveu no Rio de Janeiro. Foi com a família para a Alemanha, em 1928. Em 1929, freqüentou o ateliê de pintura de Degner Klemn. Nos jardins e museus botânicos de Dahlen, em Berlim, entusiasmou-se ao encontrar exemplares da flora brasileira. De volta ao Brasil, fez curso de pintura e arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1930 - 1934), onde foi aluno de Leo Putz , Augusto Bracet e Celso Antônio. Seu primeiro projeto paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, em 1932. Entre 1934 e 1937, ocupou o cargo de diretor de parques e jardins do Recife, PE, onde passou a residir. Nesse período, foi com freqüência ao Rio de Janeiro e teve aulas com Candido Portinari e com o escritor Mário de Andrade. Em 1937, retornou ao Rio de Janeiro e trabalhou como assistente de Candido Portinari. Foi em 1949, conforme sua paixão por plantas e seu interesse por botânica e jardinagem, que Burle Marx adquiriu um sítio em Barra de Guaratiba, RJ. Com auxílio de botânicos, viajou, coletou, catalogou exemplares de plantas do Brasil e reproduziu em seu sítio a diversidade fitogeográfica brasileira. Em 1985 doou esse sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.Realizou muitas exposições individuais e projetos paisagísticos, participou de diversas mostras oficiais coletivas pelo Brasil e no exterior. PONTUAL, PÁG. 94; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 93; MEC. VOL.1, PÁG.303; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 738; LEONOR AMARANTE, PÁG. 98; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 179; artnet.com. ACERVO FIEO.



052 - DIONISIO DEL SANTO (1925 - 1999)

Composição - guache - 24 x 18 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e serigrafista, nasceu em Colatina-ES, e faleceu em Vitória, naquele mesmo Estado. Autodidata. Em 1975, recebe o Prêmio de Melhor Exposição de Gravura do Ano, da APCA. Participou da 9ª Bienal Internacional de São Paulo, 1967 (Prêmio Itamarati Aquisição) e do Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro, 1968 (Prêmio Isenção do Júri). JULIO LOUZADA vol.11, pág. 88; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 682; ARTE NO BRASIL, pág. 934.



053 - HILDE WEBER (1913 - 1994)

"Juan Domingo Peron" - desenho a nanquim - 24 x 16 cm - canto inferior esquerdo -

Pintora, desenhista e caricaturista alemã. Iniciou o seu aprendizado de desenho e artes gráficas em Hamburgo, por volta de 1930, interrompendo três anos mais tarde, quando transferiu-se para o Brasil (país de quem se tornaria cidadã naturalizada), fixando-se primeiramente em São Paulo, até 1949. Entre 1941 e 1949, colaborou com trabalhos de pintura para o atelier OSIRARTE de azulejos. Foi caricaturista de diversos periódicos, destacando-se o Estado de São Paulo. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 391; PONTUAL, pág.265; MEC, vol. 2, pág. 337; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 630; ARTE NO BRASIL.



054 - MANOEL SANTIAGO (1897 - 1987)

Praia - óleo sobre eucatex - 23 x 28 cm - canto inferior esquerdo e dorso -

Manoel Colafante Caledônio de Assumpção Santiago nasceu em Manaus, AM e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, desenhista e professor. Mudou-se para Belém em 1903 e iniciou estudos de pintura. Desde 1916 já praticava a arte não figurativa. Em 1919 transferiu-se para o Rio de Janeiro, cursou Direito e frequentou a Escola Nacional de Belas Artes, onde foi aluno de Rodolfo Chambelland e Baptista da Costa. Na época, teve aulas particulares com Eliseu Visconti. Foi casado com a pintora Haydeá Santiago. Participou em 1927 do Salão Nacional de Belas Artes e recebeu o prêmio viagem ao exterior, entre vários outros. Foi para Paris no ano seguinte, e lá permaneceu por cinco anos. De volta ao Rio de Janeiro, em 1932, tornou-se professor do Instituto de Belas Artes. Em 1934, passou a lecionar pintura e desenho no Núcleo Bernardelli, figurando entre seus alunos José Pancetti, Edson Motta, Bustamante Sá, Ado Malagoli, Rescála e Milton Dacosta. Participou da I Bienal Internacional de São Paulo (1951) e do 8º Panorama da Arte Brasileira (1976). PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, VOL. 1, PÁG. 241; TEODORO BRAGA, PÁG. 211; CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO DE PAISAGEM BRASILEIRA, MEC-MNBA /RIO/1944; MAYER/84, PÁG. 1158; REIS JR, PÁG. 378; PONTUAL, PÁG. 473; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 292; ITAÚ CULTURAL, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 865; ACERVO FIEO.



055 - INÁCIO RODRIGUES (1946)

"Pedra da Galinha Choca" - giclée - 30 x 38 cm - dorso - 2017 - Ceará -

Pintor, desenhista, entalhador e gravador, natural de Acaraú, CE. Iniciou-se em pintura como autodidata (1957). Viajou para diversos países da América Latina (1960-1965) com o objetivo de participar de exposições e acabou se fixando, em 1966, no Rio de Janeiro. Pintou a cúpula da Catedral Municipal e o Hotel Porto Velho em Porto Velho, RO (1962 e 1965). Expôs individualmente em diversas capitais brasileiras e também no exterior. Participou de muitas mostras e Salões oficiais e foi premiado em: Curitiba, PR (1971); Rio de Janeiro (1970, 1973, 1975, 1977, 1978); Belo Horizonte, MG (1970, 1971); Campinas, SP (1971, 1972); Florianópolis, SC (1972); Niterói, RJ (1974); Embu, SP (1974); Amparo, SP (1994, 1996); São José dos Campos, SP (1983). JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 834; VOL. 4, PÁG. 959; VOL. 12, PÁG. 345; TEIXEIRA LEITE PÁG. 450. WALMIR AYALA VOL. 2, PÁG. 259; MEC VOL. 4, PÁG. 91; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



056 - BUSTAMANTE SÁ (1907 - 1988)

Paisagem - óleo sobre eucatex - 15 x 40 cm - canto inferior direito -

Natural da cidade do Rio de Janeiro, estudou na ENBA naquela cidade, onde foi aluno de Rodolfo Amoedo e Rodolfo Chambelland. Participou do Núcleo Bernardelli, do qual foi um dos fundadores em 1931. Participou de sucessivas versões do SNBA a partir de 1928, recebendo diversas premiações. Excepcional pintor do gênero paisagem. TEODORO BRAGA, pág. 59; REIS JR. , pág. 385; MEC,vol. 4, pág. 127; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 145 e 147; TEIXEIRA LEITE, pág. 94; JÚLIO LOUZADA, vol. 11, pág. 47; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 579; ARTE NO BRASIL, pág. 763; Acervo FIEO.



057 - GEORGES WAMBACH (1901 - 1965)

Catedral - desenho a nanquim e aquarela - 24 x 15 cm - canto inferior direito - 1956 -
Com dedicatória. -

Belga de nascimento, veio a falecer no Rio de Janeiro. Excepcional aquarelista, que retratou o Brasil em suas inúmeras incursões. "Georges Wambach (1901-1965) talvez tenha sido um dos últimos exemplares de uma espécie em extinção, ou já extinta, quem sabe: a dos artistas viajantes de que o século XIX foi pródigo. Artistas com cavalete, paleta, tintas e pincéis na mochila, que vararam o mundo em busca do fantástico, do erótico, e, sobretudo, do excitante desconhecido, aventura que até custou a vida de alguns como Adrien Taunay, que viu a morte aos 25 anos em pleno Mato Grosso." Fernando Cerqueira Lemos, in AQUARELAS de Georges Wambach: impressões do Brasil. Ed. Marca d´Água-SP, 1988. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 343; TEIXEIRA LEITE, pág. 540; ITAÚ CULTURAL.



058 - LIVROS


1 - Abraham Palatnik - "A Reinvenção da Pintura”, textos de Felipe Scovino, Michael Asbury, Rubem Braga e Abraham Palatnik, Museu de Arte Moderna de São Paulo, 204 páginas, 2014.
2 - Nelson Felix, texto de Rodrigo naves, Cosac & Naify, 206 páginas, 1998.
3 - Anna Maria Maiolino, textos de Marcio Doctors e Anna Maria Maiolino, coleção Portfólio Brasil Artes Plásticas, J. J. Carol Editora, 80 páginas, 2007. 4 - Antonio Dias - "Potência da Pintura”, Curadoria de Paulo Sérgio Duarte, Fundação Iberê Camargo, 100 páginas, 2014.
5 - Marcos Coelho Benjamim, textos de Aracy Amaral, Amilcar de Castro, Frederico Morais, Márcio Sampaio e Roberto Pontual, Editoras C/ Arte, 184 páginas, 2000.
6 - Amélia Toledo - "Entre, A Obra Está Aberta”, texto de Ana Maria de Moraes Belluzzo, Galeria de Arte do SESI, São Paulo, 120 páginas, 1999.
7 - José Bechara: Desenhos - "Como Piscasda de Vaga-Lume”, textos de Fernando Cochiaralle e Paulo Reis, Réptil Editora Ltda., 288 páginas, 2010.
8 - Vicente de Mello, textos de Alberto Saraiva, Jean-Luc Monterosso, Ligia Canongia, Alexandre Melo, Waldir Barreto, Nessia Leonzini, Paulo Reis, Maaretta Jaukkuri e Ivo Mesquita, Coleção Arte e Tecnologia Oi Futuro, Aeroplano Editora e Consultoria Ltda., 240 páginas, 2006.




059 - FRANCISCO PRESTES MAIA (1896 - 1965)

"Esboço de Fórum" - aquarela - lado direito - 1940 -
Conjunto composto de três aquarelas, medindo: 1ª - 19,5 x 36 cm. 2ª - 17,5 x 26 cm. 3ª 25 x 26 cm. Montadas em uma só moldura.

Engenheiro civil, arquiteto, urbanista e professor nascido em Amparo, SP e falecido em São Paulo. Formou-se engenheiro-arquiteto pela Escola Politécnica de São Paulo (1917) onde foi contratado como professor interino (1924) e lecionou desenho geométrico e à mão livre, desenho arquitetônico, esboço do natural e desenho de perspectiva. Teve muitos cargos públicos, inclusive de prefeito de São Paulo. Idealizou diversos projetos urbanísticos e colaborou com as revistas 'Arquitetura e Construções e Investigações'. Apresentou o projeto de um plano geral para São Paulo (1930) baseado em avenidas radiais e perimetrais - 'Estudo de um Plano de Avenidas para a Cidade de São Paulo', conhecido como 'Plano de Avenidas' que foi premiado no 4º Congresso Pan-Americano de Arquitetos no Rio de Janeiro. Foi um dos fundadores do Instituto Paulista de Arquitetos. ITAU CULTURAL; www.saopauloinfoco.com.br.



060 - NOEMIA MOURÃO (1912 - 1992)

Casario - aquarela - 54 x 75 cm - canto inferior direito -
No estado. Reproduzido no convite deste Leilão.

Pintora e desenhista. Assina Noemia. Realizou sua primeira individual em 1934, no Rio de Janeiro. Residiu na Europa de 1934 a 1940, frequentando em Paris as academias de la Grande Chaumière e Ranson. Expôs em Montevideu e Buenos Aires. Foi citada por REIS JUNIOR e TEODORO BRAGA. Foi aluna (1932) e mulher (1933) de Di Cavalcanti. MEC vol.3, pág. 265; WALMIR AYALA vol.2, pág.135; PONTUAL, pág. 375; TEIXEIRA LEITE, pág. 356; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 684. Acervo FIEO.



061 - WALDOMIRO DE DEUS (1944)

"Ida ao médico" - acrílico sobre tela - 70 x 50 cm - canto inferior direito e dorso - 2009 -

Pintor e desenhista, Waldomiro de Deus Souza nasceu em Itagibá, BA. De origem humilde, levou uma vida itinerante pelo sertão baiano e norte de Minas Gerais até vir para São Paulo (1959), quando trabalhou como engraxate. Começou a pintar em 1961, utilizando guache e cartolina encontrados na casa de um antiquário, onde trabalhou como jardineiro. Acusado de negligência, perdeu o emprego e levou seus trabalhos para exposição no Viaduto do Chá - acabou vendendo dois deles para um americano no primeiro dia. Em 1962, o decorador Terry Della Stuffa forneceu-lhe material e um lugar para pintar e, em 1966, fez a sua primeira exposição individual na Fundação Armando Álvares Penteado - FAAP. Expôs em vários países como a França, Inglaterra, Itália, Bélgica, Alemanha, Inglaterra, Estados Unidos. Vive em São Paulo e tem ateliê também em Goiânia. É considerado o maior primitivista brasileiro ao lado de José Antônio da Silva, Djanira e reconhecido internacionalmente como um dos mais criativos pintores naïfs. Em 1983 foi premiado com a ‘Awarding the Statue of Victory’ pelo Centro ‘Studi e Ricerche Delle Nazioni’ na Itália e, em 2000, teve uma sala própria na V Bienal Naïfs do Brasil. Possui obras em acervos importantes, como os da Pinacoteca do Estado (São Paulo, SP), do Museu de Arte Contemporânea de São Paulo (MAC-USP), da Galeria Nacional de Bolonha na Itália; entre outros. ARTE NAIF NO BRASIL PÁG. 239; ITAU CULTURAL, artepopularbrasil.blogspot.com.br; waldomirodedeus.wordpress.com; ACERVO FIEO.



062 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Nu - litografia off set - 85/100 - 53 x 40 cm - canto inferior esquerdo ilegível - 1962 -
Ex coleção do artista plástico Aldemir Martins - São Paulo - SP.



063 - IVAN SERPA (1923 - 1973)

Composição - guache - 23 x 17 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e professor, Ivan Ferreira Serpa nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Estudou gravura e desenho com Axel Leskoschek (entre 1946 e 1948) no Rio de Janeiro. Em 1949, ministrou suas primeiras aulas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, onde, a partir de 1952, exerceu sistemática atividade didática, em especial no ensino infantil. Foi um dos precursores do concretismo no Brasil, criando ao lado de Aluisio Carvão, Lígia Clark, Hélio Oiticica e outros o Grupo Frente, que se manteve ativo de 1954 a 1956, inclusive com exposições no Rio de Janeiro. Participou da Divisão Moderna do SNBA (1947-1951). Em 1957, recebeu o prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna, RJ. Participou da exposição ’Opinião 65’, evento que marca a difusão de uma nova arte de tendência figurativa, a neofiguração. Em 1970, fundou, com Bruno Tausz, o Centro de Pesquisa de Arte no Rio de Janeiro. Participou da Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1961, 1963, 1965) e da Bienal de Veneza (1952, 1954, 1962, 1966). PONTUAL, PÁG 486; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 605; ARTE NO BRASIL, PÁG. 840; LEONOR AMARANTE, PÁG. 26; MEC VOL. 4, PÁG. 221; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 899.



064 - MESTRE NOZA (1897 - 1983)

Frei Damião - escultura em madeira - 16 x 06 x 05 cm - assinado -

Gravador, escultor e santeiro, Inocêncio Medeiros da Costa ou Inocêncio da Costa Nick nasceu em Taquaritinga do Norte, PE e faleceu em São Paulo, SP. Por volta de 1910, foi para Juazeiro do Norte, CE, onde freqüentou a oficina do mestre-escultor José Domingos. Foi soldado da polícia, funcionário de estrada de ferro, funileiro e gravou rótulos para marcas de aguardente. A partir de 1930 dedicou-se à xilogravura e à escultura de imagens de santos em madeira. Em 1965, um álbum contendo gravuras de sua autoria, da série Via Sacra, foi publicado em Paris, com apresentação do gravador Sérvulo Esmeraldo. Participou de diversas exposições em Crato, Recife, Rio de Janeiro e Paris com esculturas e xilogravuras. Exposições póstumas: Curitiba (1984); São Paulo (1985 – 18ª Bienal Internacional, 1994, 1998, 2000 – Mostra do Redescobrimento, 2004); João Pessoa (1993); Juazeiro do Norte (1997); Brasília (2001); Penápolis (2001); Rio de Janeiro (2005). ITAU CULTURAL; PONTUAL, pág. 387; MEC, vol. 3, pág. 268; http://www.fundaj.gov.br.



065 - MÔNICA NADOR (1955)

"Corpo estranho" - litografia - 1/8 - 75 x 56 cm - canto inferior direito -
Esta obra foi executada por Mônica Nador e outros.

Pintora, desenhista e gravadora, Mônica Panizza Nador nasceu em Ribeirão Preto, SP. Graduou-se em Artes Plásticas pela FAAP, SP (1983). Dois anos depois, frequentou o curso de gravura planográfica com Regina Silveira na ECA, USP. Recebeu uma bolsa de estudos (1994) da Mid-America Alliance e viajou para os Estados Unidos. De volta ao Brasil, recebeu a Bolsa Vitae de Artes (1999) na área de artes visuais com o projeto 'Paredes Pinturas'. Neste mesmo ano, desenvolveu em conjunto com os moradores da Vila Rhodia, em São José dos Campos - SP, o projeto 'Paredes Pintadas' que consistiu na criação de desenhos em máscaras de acetato que foram pintados nas casas do bairro. No ano seguinte obteve o título de mestre pela ECA/USP, com a dissertação 'Paredes Pinturas', sob orientação de Regina Silveira. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1983 – a primeira no MAC/USP, 1987, 1988, 1990, 1994 a 1996 – MAM); Brasília, DF (1995), entre outras. Participou de muitas mostras coletivas e oficiais, destacando-se: Bienal Internacional de São Paulo (1983, 1991, 1997, 1998); Panorama de Arte Brasileira – MAM, SP (1989, 1990, 1999, 2001); Bienal de Havana, Cuba (2000); San Diego, EUA (2000). ITAU CULTURAL; brasilartesenciclopedias.com.br; www.artprice.com; www.prefeitura.sp.gov.br; pinacotecadovale.blogspot.com.br.



066 - GILVAN (1930)

"A retirada" - acrílico sobre eucatex - 20 x 30 cm - canto inferior direito - 2002 -
Com certificado do Museu Internacional de Arte Naif do Brasil - MIAN, firmado por Lucien Finkelstein, no dorso.

Batizado como Paulo Gilvan Duarte Bezerril, o artista nasceu na cidade do Recife-PE, em 20 de outubro de 1930. Autodidata. Usa técnica especial, misturando tinta plástica com esmalte e acrílico. Segundo o crítico Walmir Ayala, o autor " ... sem a decantada cor tropical, nivela seu cromatismo sob uma luz baixa que condensa a vibração da tonalidade." Expôs individualmente no Rio de Janeiro, São Paulo, EUA, Paraguai e em outros importantes centros urbanos do País e do exterior, sempre com sucesso de público e crítica. Recebeu diversas premiações. JULIO LOUZADA, vol 2 pág 445



067 - LUCILIO DE ALBUQUERQUE (1877 - 1939)

Quintal - óleo sobre madeira - 21 x 26 cm - canto inferior esquerdo - 1926 -

Natural de Barras, PI, Lucílio de Albuquerque frequentou a ENBA no Rio de Janeiro, onde foi aluno de Zeferino da Costa, Rodolfo Amoedo e Henrique Bernardelli. Expõe pela primeira vez em 1902, recebendo menção e premiações neste e nos demais certames de que participou (1904, 1907 e 1912). Profesor, foi iniciador de Portinari. Artista de vários gêneros, destacou-se como paisagista e pintor de figuras. Foi casado com a artista Georgina de Albuquerque. JULIO LOUZADA, vol. 13, pág. 196; TEIXEIRA LEITE, pág. 16; PONTUAL, pág. 10; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág.455; ARTE NO BRASIL, pág. 564, Acervo FIEO.



068 - LIVIO ABRAMO (1903 - 1992)

Composição - xilogravura - H.C. - 30 x 29 cm - canto inferior esquerdo - 1946 -

Gravador, desenhista, pintor, ilustrador, jornalista e professor, nasceu em Araraquara, SP e faleceu em Assunção, Paraguai. Mudou-se para São Paulo, onde, em 1909, estudou desenho com Enrico Vio no Colégio Dante Alighieri. No início dos anos de 1920, fez ilustrações para pequenos jornais e entrou em contato com a obra de Oswaldo Goeldi e de gravadores expressionistas alemães. Realizou as primeiras gravuras em 1926. Em 1947, ilustrou o livro ‘Pelo Sertão’, do escritor Afonso Arinos de Mello Franco, publicado em 1949. Com essa série de ilustrações, apresentadas no Salão Nacional de Belas Artes, obteve o prêmio de viagem ao exterior. Seguiu para a Europa em 1951. Em Paris frequentou o Atelier 17, aperfeiçoando-se em gravura em metal com Stanley William Hayter. De volta ao Brasil, foi premiado como o melhor gravador nacional na Bienal Internacional de São Paulo, nas edições de 1953 e de 1963. Deu aulas de xilogravura na Escola de Artesanato do Museu de Arte Moderna de São Paulo. Foram seus alunos, entre outros, Maria Bonomi e Antonio Henrique Amaral . Fundou o Estúdio Gravura, em 1960, com Maria Bonomi. Em 1962, foi convidado pelo Itamaraty a integrar a Missão Cultural Brasil-Paraguai, posteriormente Centro de Estudos Brasileiros. Mudou-se para o Paraguai e dirigiu até 1992, o Setor de Artes Plásticas e Visuais. Foi fundador do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Paraguai. PONTUAL, PÁG. 1, JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 19; MEC VOL.1, PÁG. 33; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 795; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28; ACERVO FIEO.



069 - AUGUSTO HERKENHOFF (1965 - XX)

"Dr. Miss" - óleo sobre tela - 100 x 80 cm - não assinado -

Nasceu em Cachoeiro do Itapemirim, ES. Formou-se em Direito, no Rio de Janeiro, em 1984.De 1985 a 1986, estudou com Katie Van Scherpenberg no MAM/RJ. Entre 1985 e 1988 estudou pintura com Ronaldo do Rego Macedo, Katie Van Scherpenberg e Manfredo Souzanetto, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Entre 1986 e 1995 participou de diversos Salões, entre eles o I Salão Capixaba de Artes Plásticas, V Salão da Ferrovia – RFFSA, onde recebeu o Prêmio Aquisição, no Rio de Janeiro, 12º Salão Carioca de Arte Universitária, 13º e 16º Salão Carioca Rioarte, VII Salão Paulista de Arte Contemporânea, 13º Salão Nacional de Artes Plásticas, Rio de Janeiro, XV Salão Nacional de Artes Plásticas, recebendo o 1º Prêmio, com a séria Amarelas, Rio de Janeiro. Neste mesmo período participou de várias exposições individuais e coletivas em diversos estados do Brasil. http://pt.shvoong.com/humanities/424525-biografia-augusto-herkenhoff/



070 - GAETANO ESPOSITO (1858 - 1911)

Marinheiro - óleo sobre tela - 45 x 30 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Excepcional paisagista e pintor de história, nasceu em Salermo / Itália. Expôs a partir de 1877 em Nápolis e Turin / Itália.Especializou-se em retratos e paisagens; diversas exposições em seu país e em diversas cidades européias. ART PRICE ANNUAL 2000, pág. 758; BENEZIT, vol. 4, pág. 200.



071 - BENE OLIVIER (1932)

Composição - óleo sobre tela - 21 x 26 cm - canto inferior direito e dorso - 1985 -

Formado em Belas Artes, ex-professor da USP, ex-cenógrafo de programas de televisão. Mora em Porto Seguro. JULIO LOUZADA, vol.2, pág.745.



072 - JOSÉ SABÓIA (1949)

Torcida do flamengo - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor, José Sabóia do Nascimento nasceu em Almadina-BA. Artista autodidata foi para o Rio de Janeiro em 1967 e começou a pintar no ano seguinte, passando a expor seus trabalhos na feira hippie de Ipanema. Fez sua primeira exposição individual em Fortaleza, CE (1970). Entre as exposições de que participou, destacam-se: I e III Salão Nacional de Artes Plásticas do Ceará, Fortaleza, (1969, 1971 - Prêmio Aquisição); Dez Pintores no Rio de Janeiro, no MNBA, RJ (1983); ‘Brésil Naifs’, Paris (1986); ‘Salon d'Art Naif’- Marseilha, França (1987); ‘Pintura, Presença e Povo na Arte Brasileira’ no Museu da Casa Brasileira - São Paulo (1990); ‘Visões do Rio’ no MAM, RJ (1996). No exterior expôs individualmente em São Francisco, EUA e Munique, Alemanha, além de participar de coletivas em vários países e, principalmente na França, com exposições organizadas pela Galeria Jacqueline Bricard e uma presença cativa na ‘Galerie Naïfs du Monde Entier’ em Paris. José Sabóia participou do Concurso Internacional de Morges, quando seu quadro foi eleito pelo público, a melhor obra de 60 participantes de 22 países, premiação que originou o convite da Galeria Kasper para realizar uma exposição individual em 1997. JULIO LOUZADA vol. 11, pág. 278; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 228; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO; www.artprice.com; www.nautilus.com.br; www.ardies.com.



073 - EUGÊNIO DE PROENÇA SIGAUD (1889 - 1979)

"Narciso" - têmpera sobre tela - 41 x 33 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1975 -

Estudou desenho na Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro com Modesto Brocos, formando-se em arquitetura em 1932, nessa mesma escola. A partir de 1935, dedicou-se à pintura mural e, de 1937, à pintura de temas sociais, com predominância de motivos de operários em construção e trabalhadores rurais. Caracteriza-se por uma grande versatilidade técnica, sendo dos raros pintores brasileiros a utilizar, lado a lado, o óleo, a têmpera e a encáustica, além da aquarela e do guache. Participou do Núcleo Bernardelli. PONTUAL, pág. 489; MEC, vol. 4, pág. 243; TEIXEIRA LEITE, pág. 475 e 476; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 324 a 327; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 579; ARTE NO BRASIL, pág. 763, Acervo FIEO.



074 - JUDITH LAUAND (1922)

Composição - desenho a caneta fineliner - 25 x 17 cm - centro inferior -
No dorso a seguinte inscrição: "Acervo 244 caneta fineliner sobre papel 0175 x 025".

Nasceu na cidade paulista de Pontal. Em 1950 formou-se em artes plásticas na Escola de Belas Artes de Araraquara-SP. Em 1952, já em São Paulo, estuda pintura com Domênico Lazzarini e gravura com Lívio Abramo. Integra o grupo paulista do movimento de arte concreta em 1955. Participa da Bienal Internacional de São Paulo, várias edições entre 1955 e 1969; Exposição Nacional de Arte Concreta, São Paulo, 1956; Tendências Construtivas no Acervo do MAC/USP, Rio de Janeiro, 1996; Arte Construtiva no Brasil: Coleção Adolpho Leirner, São Paulo e Rio de Janeiro, 1998 e 1999. Na crítica de Mario Schenberg, ..." Judith Lauand permanece fiel a sua postura e trajetória concretista. Sua obra recente revela a densidade da composição, o apuramento do cromatismo, o equilíbrio do grafismo, conseguidos por constante pesquisa. Judith envereda agora por novos caminhos realizando obras que podem ser chamadas de assimétricas, onde o geometrismo da decomposição cromática destrói a ‘partição eqüilateral’ presente ao longo de sua obra, criando uma nova simetria. " (LAUAND, Judith. Judith Lauand : pinturas. Sao Paulo : Choice Galeria de Arte, 1986. p. 3). JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 479; ITAU CULTURAL.



075 - HÉRCULES BARSOTTI (1914 - 2010)

Composição - serigrafia - P.A. - 50 x 50 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, programador visual, gravador, nascido e falecido em São Paulo, SP. Iniciou-se nas artes em 1926, estudando desenho e composição com o pintor Enrico Vio. Começou a pintar em 1940 e, na década seguinte, realizou as primeiras pinturas concretas, além de trabalhar como desenhista têxtil e projetar figurino para o teatro. Em 1954, com Willys de Castro, fundou o Estúdio de Projetos Gráficos, elaborou ilustrações para várias revistas e desenvolveu estampas de tecidos produzidos em sua tecelagem. Foi para a Europa (1958) com o intuito de estudar novas tendências e aprimorar suas técnicas. Foi premiado no Salão Paulista de Arte Moderna (1958, 1959), no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1960) e realizou diversas exposições individuais. Na década de 1960, foi convidado por Ferreira Gullar a integrar-se ao Grupo Neoconcreto do Rio de Janeiro e participou das exposições de arte do grupo realizadas no Ministério da Educação e Cultura, RJ e no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Em 1960, expôs na mostra 'Konkrete Kunst' (Arte Concreta), organizada por Max Bill, em Zurique. Entre 1963 e 1965, colaborou na fundação e participou do Grupo Novas Tendências, em São Paulo. Participou da IV, V, VI e VIII Bienal Internacional de São Paulo; do Panorama da Arte Atual Brasileira – MAM, SP, entre outras exposições oficiais. Em 2004, o MAM - SP organizou uma retrospectiva do artista. JULIO LOUZADA, VOL. 1, PAG. 98; VOL. 2, PÁG. 108; ITAU CULTURAL; PONTUAL PÁG. 57; MEC VOL. 1; PÁG. 187; www.pinturabrasileira.com; www.macvirtual.usp.br; www.pinacoteca.org.br; www.artprice.com.



076 - ALFREDO VOLPI (1896 - 1988)

Bandeirinha - têmpera sobre cartão - 18 x 19 cm - canto superior direito - 26/07/1986 -
Bandeirinha feita em capa do catálogo de exposição do artista no MAM São Paulo, com a seguinte dedicatória: "Para o meu amigo Marco com abraço do Volpi 26/07/1986".

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.



077 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Índia - escultura em madeira - 30 x 15 x 16 cm - não assinado -



078 - ARTE POPULAR BRASILEIRA (XX)

Lampião e Maria Bonita - escultura em madeira - 12 x 03 x 02 cada cm - não assinado -



079 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Ninhal - óleo sobre tela - 50 x 40 cm - canto inferior direito - 1992 -
A. Vaz.



080 - ALDO BONADEI (1906 - 1974)

Vaso de flores - óleo sobre cartão telado colado em madeira - 39,5 x 24,3 cm - canto inferior direito - 1972 -
Reproduzido no convite deste Leilão.

Pintor, designer, gravador, figurinista e professor - Aldo Cláudio Felipe Bonadei nasceu e faleceu em São Paulo, SP. Entre 1923 e 1928 foi aluno de Pedro Alexandrino, período em que também frequentou o ateliê de Antonio Rocco. Viajou para a Itália, entre 1930 e 1931, e frequentou a Academia de Belas Artes de Florença, onde teve aulas com Felice Carena e seu assistente Ennio Pozzi, ambos ligados ao movimento ‘novecento’. Nesse período, dedicou-se ao desenho da figura humana, principalmente ao nu. Retornou a São Paulo no início da década de 1930 e participou ativamente do Grupo Santa Helena, da Família Artística Paulista - FAP e do Sindicato dos Artistas Plásticos. Em 1949 lecionou na Escola Livre de Artes Plásticas, primeira escola de arte moderna de São Paulo e participou do Grupo Teatro de Vanguarda. No ano seguinte, fundou a Oficina de Arte - O. D. A., com Odetto Guersoni e Bassano Vaccarini. No fim da década de 1950 atuou como figurinista nas peças ‘Vestido de Noiva’, de Nelson Rodrigues, e ‘Casamento Suspeitoso’, de Ariano Suassuna. Também desenhou alguns figurinos para dois filmes dirigidos por Walter Hugo Khoury: ‘Fronteiras do Inferno’ (1958) e ‘Na Garganta do Diabo’(1959). Realizou muitas exposições individuais e participou de vários Salões oficiais destacando-se: Bienal Internacional de São Paulo (1ª, 2ª, 3ª, 6ª, 7ª); Bienal de Veneza (1952); Panorama da Arte Moderna Brasileira (1970). MEC, VOL. 1, PÁG. 247; PONTUAL, PÁGS. 78/79; ARTE NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 1041; ART PRICE ANNUAL 2000, PÁG. 258; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 79; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; LEONOR AMARANTE, PÁG. 72; ACERVO FIEO.



081 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Festa" - desenho a nanquim - 15,5 x 13 cm - canto inferior direito - 1951 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins, datado de 16 de dezembro de 2016.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



082 - J. CARLOS (1884 - 1950)

Sem teto - desenho a nanquim e aquarela - 22 x 31 cm - canto inferior direito -

Chargista, caricaturista, desenhista, pintor, ilustrador, José Carlos de Brito Cunha nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi um dos formadores da tradição da charge brasileira ao lado de Raul Pederneiras e K.Lixto, e criador de tipos como a negrinha 'Lamparina', a 'Melindrosa' e o 'Almofadinha'. Autodidata, iniciou a carreira de caricaturista ainda estudante, quando publicou um de seus desenhos na revista 'O Tagarela' (1902). Em seguida, passou a colaborar regularmente com a revista e no ano seguinte desenhou sua primeira capa na publicação. Colaborou em muitos órgãos da imprensa carioca como 'O Tico Tico', 'Fon-Fon', 'Careta', 'A Cigarra', 'Vida Moderna', 'Eu Sei Tudo', 'Revista da Semana' e 'O Cruzeiro'. Entre 1922 e 1930, exerceu o cargo de diretor artístico das empresas 'O Malho', onde iniciou uma grande série de charges de caráter político, satirizando fatos e personalidades nacionais e estrangeiras. A vertente política foi explorada pelo artista desde o início de sua carreira, sendo ele o responsável pela execução de uma série de charges antibelicistas executadas no período abrangido pelas duas grandes guerras e principalmente durante os dois governos de Getúlio Vargas (1883 - 1954). Esses trabalhos foram publicados principalmente na revista 'A Careta'. Também fez esculturas, foi autor de teatro de revista e letrista de música popular. JULIO LOUZADA vol. 10, pág. 181; CARICATURISTAS BRASILEIROS, de Pedro Corrêa do Lago, pág. 74; WALTER ZANINI, pág. 448; ARTE NO BRASIL, pág. 646; ITAU CULTURAL; www.ims.com.br; www.dec.ufcg.edu.br; www.artprice.com.



083 - ALDO BONADEI (1906 - 1974)

Rosto - desenho a carvão - 29 x 18 cm - canto inferior direito - 1940 -

Pintor, designer, gravador, figurinista e professor - Aldo Cláudio Felipe Bonadei nasceu e faleceu em São Paulo, SP. Entre 1923 e 1928 foi aluno de Pedro Alexandrino, período em que também frequentou o ateliê de Antonio Rocco. Viajou para a Itália, entre 1930 e 1931, e frequentou a Academia de Belas Artes de Florença, onde teve aulas com Felice Carena e seu assistente Ennio Pozzi, ambos ligados ao movimento ‘novecento’. Nesse período, dedicou-se ao desenho da figura humana, principalmente ao nu. Retornou a São Paulo no início da década de 1930 e participou ativamente do Grupo Santa Helena, da Família Artística Paulista - FAP e do Sindicato dos Artistas Plásticos. Em 1949 lecionou na Escola Livre de Artes Plásticas, primeira escola de arte moderna de São Paulo e participou do Grupo Teatro de Vanguarda. No ano seguinte, fundou a Oficina de Arte - O. D. A., com Odetto Guersoni e Bassano Vaccarini. No fim da década de 1950 atuou como figurinista nas peças ‘Vestido de Noiva’, de Nelson Rodrigues, e ‘Casamento Suspeitoso’, de Ariano Suassuna. Também desenhou alguns figurinos para dois filmes dirigidos por Walter Hugo Khoury: ‘Fronteiras do Inferno’ (1958) e ‘Na Garganta do Diabo’(1959). Realizou muitas exposições individuais e participou de vários Salões oficiais destacando-se: Bienal Internacional de São Paulo (1ª, 2ª, 3ª, 6ª, 7ª); Bienal de Veneza (1952); Panorama da Arte Moderna Brasileira (1970). MEC, VOL. 1, PÁG. 247; PONTUAL, PÁGS. 78/79; ARTE NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 1041; ART PRICE ANNUAL 2000, PÁG. 258; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 79; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; LEONOR AMARANTE, PÁG. 72; ACERVO FIEO.



084 - CARLOS PAEZ VILARÓ (1923 - 2014)

"Estudo para mercadista" - aguada de nanquim - 32 x 40 cm - canto inferior direito - 1956 - Bahia -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista, escultor, ceramista, muralista uruguaio nascido em Montevidéu e falecido em Casapueblo. Autodidata, desde cedo se envolveu com as artes gráficas trabalhando na imprensa em Barracas e Avellaneda, em Buenos Aires. No final da década de 1940 regressou a Montevidéu e passou a dedicar-se inteiramente aos temas do Candomblé e da dança afro-oriental. Esses mesmos temas o motivaram a fazer uma viagem ao Brasil e aos países onde a raça negra predomina como Senegal, Libéria, Congo, Camarões e Nigéria. Conheceu Picasso, Dali, De Chirico e Calder em seus ateliês (década de 1950). Em 1969 regressou ao Uruguai e continuou as obras de sua casa, conhecida como 'Casapueblo' em Punta Ballena, modelada com suas próprias mãos e com ajuda dos pescadores, que se transformou em um símbolo do lugar. A partir de 1970 viveu alternadamente nos Estados Unidos, Brasil e Uruguai. Realizou exposições, entre outras, na França, Inglaterra, Estados Unidos e retrospectivas na China e no Egito. Participou também da Bienal Internacional de São Paulo em 1965, 1969 e 1971. Sua arte mural se encontra no Uruguai, Chile, Brasil, África, Austrália, Estados Unidos, Polinésia. ITAU CULTURAL; BENEZIT VOL. 8, PÁG. 80; carlospaezvilaro.com.uy; www.pinacoteca.org.br; www.artprice.com.



085 - ARMANDO PACHECO (1913 - 1965)

Vilarejo - óleo sobre tela - 57 x 75 cm - canto inferior direito - 1945 -

Pintor, gravador e desenhista, nascido e falecido na cidade do Rio de Janeiro. Ingressou no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro em 1930, aos 17 anos de idade, ali tornando-se aluno de Isaltino Barbosa e aluno de Oswaldo Teixeira no ano seguinte. Na ENBA, foi aluno de Rodolpho Chambelland e Augusto Bracet. Participou regularmente do SNBA-RJ, conquistando prêmio viagem ao Exterior em 1950. Em 1968 o Museu Nacional de Belas Artes realizou um exposição com seus principais trabalhos. JULIO LOUZADA vol.1b, pág.705; TEXEIRA LEITE, pág. 372; ITAÚ CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 766.



086 - TITO DE ALENCASTRO (1934 - 1999)

Composição - óleo sobre tela - 50 x 40 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor, desenhista, gravador e mosaicista, radicou-se em 1961 em São Paulo, após ter estudado no Rio de Janeiro com Abelardo Zaluar, José Morais e Johnny Friedlaender. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 29; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 6; PONTUAL, pág. 14; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



087 - MARIA LEONTINA (1917 - 1984)

Composição - pastel - 16 x 21 cm - canto inferior esquerdo -

Pintora, gravadora e desenhista. Maria Leontina Mendes Franco da Costa nasceu em São Paulo, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. Iniciou estudos de desenho com Antônio Covello, em São Paulo (1938), e na primeira metade da década de 1940 estudou pintura com Waldemar da Costa. Em 1946, no Rio de Janeiro, frequentou o ateliê de Bruno Giorgi e fez curso de museologia no Museu Histórico Nacional, entre 1946 e 1948. Em 1947, participou da exposição ‘19 Pintores’, na Galeria Prestes Maia, em São Paulo, ao lado de Lothar Charoux, Marcelo Grassmann, Aldemir Martins, Luiz Sacilotto e Flavio-Shiró. Em 1951, foi convidada pelo psiquiatra e crítico de arte Osório César para orientar o setor de artes plásticas do Hospital Psiquiátrico do Juqueri. No mesmo ano, organizou uma mostra dos internos no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Em 1952, com bolsa de estudo do governo francês, viajou para a Europa, acompanhada pelo marido, o pintor Milton Dacosta. Em Paris, entre 1952 e 1954, frequentou o ateliê de gravura de Johnny Friedlaender. Na década de 1960, realizou painel de azulejos para o Edifício Copan e vitrais para a Igreja Episcopal Brasileira da Santíssima Trindade, ambos em São Paulo. Realizou exposições individuais e participou de inúmeras mostras, Salões oficiais e Bienais como a Bienal de Veneza (1950, 1952, 1956). Foi premiada no Rio de Janeiro (1944, 1950, 1955, 1957, 1980); em São Paulo (1944; 1947; 1951; 1954; 1958; 1960; 1980; 1955, 1959, 1965 - Bienais Internacionais; 1969, 1970 - Panoramas da Arte Atual Brasileira; 1975 - prêmio pintura da Associação Paulista de Críticos de Artes - APCA); Brasília, DF (1980); Curitiba, PR (1980; Porto Alegre, RS (1980); Nova York (1960 - Fundação Guggenheim). ITAU CULTURAL; MEC, VOL. 2, PÁG. 471; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 309; PONTUAL, PÁG. 338; ARTE NO BRASIL, PÁG. 772; LEONOR AMARANTE, PÁG. 25; WALTER ZANINI, PÁG. 645; JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 572.



088 - NELSON LEIRNER (1932)

"Um mais um são três" - técnica mista e colagem - 33 x 23 cm - canto inferior direito - 1985 -
Com certificado de autenticidade da Galeria Luisa Strina - São Paulo.

Paulista da Capital, o autor descende de uma família de artistas. Foi aluno de Joan Ponç e Samson Flexor. Participa de coletivas a partir de 1958, inclusive com premiações nas bienais de Tóquio e São Paulo. Sua trajetória artística merece ser melhor conhecida pelos admiradores de sua obra. TEIXEIRA LEITE, pág. 283; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 734; ARTE NO BRASIL, pág. 893; LEONOR AMARANTE, pág. 154.



089 - VICTOR VASARELY (1908 - 1997)

Composição cinética - litografia off set - E.A. V - 46 x 46 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Natural de Pecs, Hungria, onde nasceu a 9 de abril de 1908. Pintor e gravador, viveu em Paris desde 1930, naturalizando-se frânces em 1961. Iniciou-se na Academia de Padolini-Volkmann, Hungria, filiando-se à Bauhaus de Budapest. Mestre da pesquisa abastrata, é tido como continuador do espírito que moveu as realizações da Bauhaus, de de Albers e de Moholy Nagy. Deu um impulso excepcional à arte ótica, pela qualidade de suas realizações. Expôs individualmente em Paris, Bruxelas, Copenhagen, Estocolmo e outros grandes centros culturais europeus. WALTER ZANINI, pág. 664; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 1024; LEONOR AMARANTE, pág. 137;



091 - GUERINO GROSSO (1907 - 1988)

Flores - óleo sobre tela - 60 x 40 cm - canto inferior esquerdo - 1985 -

Natural de Rio Claro, neste Estado, Guerino Grosso iniciou seu aprendizado artístico em 1917. Frequentou a Escola de Belas Artes de São Paulo. Artista de grande sensibilidade, dedicou-se à pintura de naturezas mortas com metais, confirmando-se como um dos melhores do gênero. JULIO LOUZADA, vol, 12 ,pág 189. MEC, vol, 2, pág, 284; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



092 - ARTUR PEREIRA (1920 - 2003)

Pato - escultura em madeira - 33 x 11 x 10 cm - assinado -

Escutor autodidata, natural da cidade mineira de Cachoeira do Brumado, onde começou a produzir em 1960. Esculpia em madeira obras do imaginário, da lida das atividades rurais e da fauna. Expôs individualmente em 1989. PONTUAL, pág. 417.



093 - EDGAR COGNAT (1919 - 1994)

Rosto - desenho a carvão - 22 x 20 cm - canto inferior direito - 1942 -

Pintor, desenhista e gravador nascido no Rio de Janeiro. Começou seus estudos aos dezessete anos na classe de desenho, pintura e artes decorativas com o Professor Carlos Chambelland. Aprofundou-se por conta própria na arte da gravura, produzindo obras com o amigo e gravador Hans Steiner. Em 1967, assumiu a direção da Oficina de Gravuras do Liceu de Artes e Ofícios, sucedendo Carlos Oswald, considerado o pai da gravura no Brasil. Participou, entre outros, do Salão Nacional de Belas Artes - RJ; onde obteve medalhas de bronze, prata e de ouro; da I Exposição do Auto-Retrato no Museu Nacional de Belas Artes - RJ (1944); do Salão Paulista de Belas Artes - SP (1942); do Salão Municipal de Belas Artes - RJ (1954). MEC VOL. 1 PÁG. 442; PONTUAL PÁG. 139; ITAU CULTURAL; www.opapeldaarte.com.br.



095 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Composição - desenho a nanquim e aquarela - 31 x 22 cm - canto inferior direito - 1961 -
Souza.



096 - ANATOL WLADYSLAW (1913 - 2004)

Composição - técnica mista - 19 x 25 cm - canto superior esquerdo - 1960 -

Pintor e desenhista nascido em Varsóvia, Polonia; faleceu em São Paulo, aos 91 anos de idade. No Brasil desde 1930, fixou residência em São Paulo, naturalizando-se brasileiro. Dedicou-se à pintura e ao desenho a partir de 1946, participando da I à IX Bienal, recebendo diversas premiações. Formado em engenharia no Mackenzie, tornou-se um dos pioneiros da arte abstrata, participando ativamente do movimento Ruptura, ao lado de Valdemar Cordeiro, Lothar Charoux e Luiz Sacilotto. Figura no acervo do MAM-RJ e MNBA de Buenos Aires. JULIO LOUZADA, VOL, 4, pág, 1177. MEC, VOL, 4 pág, 512. TEIXEIRA LEITE, pág, 544. WALMIR AYALA, VOL 2. pág, 442; PONTUAL, pág. 553; ITAÚ CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 921.



097 - FEDERICO RIBAS MONTENEGRO (1890 - 1952)

Rosto - guache - 37 x 27 cm - canto inferior direito -
No estado. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista, gravador e ilustrador espanhol nascido em Vigo, Galícia e falecido em Madri. Mudou-se para a Argentina ainda criança, retornou à Europa (1912) e se fixou em Paris. A partir de 1916 trabalhou em Madri. Voltou a Buenos Aires por ocasião da Guerra Civil, mas retornou à Espanha em 1949. Executou desenhos de publicidade e ilustrações para muitos jornais e revistas como: ‘Papel y Tinta’ e ‘Ultima Hora’ em Buenos Aires, ‘Mondial’ e ‘Élégances’ em Paris, ‘Present from Paris’, ‘The Seasons’, ‘The Dive’ e ‘Showing Off’. Participou de exposições oficiais, em Madri, como ‘Salón Nacional de la Sociedad Nacional de Bellas Artes’, sendo premiado em 1924, e o ‘Círculo de Bellas Artes’. BENEZIT; www.lahistoriadelapublicidad.com; www.vigoe.es; www.artprice.com.



098 - WALTER LEWY (1905 - 1995)

Paisagem surreal - óleo sobre tela - 60 x 81 cm - canto inferior direito - 1976 -

Gravador, pintor, ilustrador, paisagista, desenhista e publicitário nascido em Bad Oldesloe, Alemanha e falecido em São Paulo. Estudou na Escola de Artes e Ofícios de Dortmund, Alemanha (1923-1927). Nesse período, filiou-se à tendência do realismo mágico. Em 1928 participou de coletivas em Dortmund, Gelsenkirchen, Boclusim e outras cidades. Com a crise econômica de 1929, Lewy perdeu seu emprego de desenhista numa gráfica e foi viver com os pais no interior, tornando-se ilustrador de anedotas em jornais. Realizou sua primeira exposição individual em Bad Lippspringe (1932), mas foi fechada quando a Câmara de Arte Alemã proibiu a participação de judeus na vida artística. Escapando dessa situação opressora, o artista imigrou para o Brasil (1938), retomando profissionalmente a pintura. Deixou para trás centenas de trabalhos, que foram enviados para a Holanda e perdidos durante os bombardeios da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). No Brasil, fixou-se em São Paulo. Nos primeiros anos fez desenho publicitário e mais tarde capas de livros e ilustrações para diversas editoras. Ilustrou obras de Bertrand Russell, Machado de Assis e Arnold Toynbee, entre outras. Mais tarde, empregou-se como diagramador, letrista e arte-finalista nas agências de propaganda De Carli, Lintas Publicidade, Martinelli, Santos & Santos e Thompson Propaganda. Participou de Salões Nacionais e Bienais de São Paulo, entre 1951 e 1965, recebendo diversas premiações oficiais. JULIO LOUZADA, VOL. 10, PÁG. 497; MEC, VOL. 2, PÁG. 474; TEODORO BRAGA, PÁG. 245; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 286; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 630; LEONOR AMARANTE, PÁG. 142; ACERVO FIEO.



099 - JOSÉ SILVEIRA D'AVILA (1924 - 1985)

"Noturno" - água forte original - 17 x 22 cm - canto inferior direito - Rio. -

Pintor, gravador, escultor e vitralista natural de Florianópolis, SC. Estudou pintura e escultura na antiga ENBA, onde foi premiado diversas vezes. No SNAM alcançou inicialmente isenção de Juri e Prêmios Viagem ao País e ao Estrangeiro. Em 1950 organizou juntamente com Carlos Oswald, o Ateliê de Arte para incremento da gravura. Coletivas a partir de 1953, obtendo diversas premiações em Salões Oficiais. JULIO LOUZADA, vol 4 pág. 302. ITAÚ CULTURAL.



100 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Gato vermelho com vaso de flores" - acrílico sobre tela - 60 x 80 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2003 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins, datado de 19 de dezembro de 2016.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



101 - JOSÉ BARBOSA (1948)

Paisagem - óleo sobre tela - 37 x 58 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1968 - Rio de Janeiro -

Pernambucano de Olinda, onde nasceu em agosto de 1948. Filho de marceneiro, iniciou sua carreira em 1963, como escultor-talhador, incentivado pelo pintor Adão Pinheiro. Integrou e organizou o movimento de Arte Ribeira, que tinha a participação dos artistas João Câmara, Vicente do Rego Monteiro e Guita Charifker - movimento dissolvido pouco tempo depois pela repressão militar. No Rio de Janeiro envolveu-se com a elite artística carioca, participando do progresso da vanguarda com suas talhas e gravuras em metal com imagerns exuberantes inspiradas na sua terra natal. Residiu na Alemanha, expondo seus trabalhos na França, Alemanha, Suiça e Inglaterra. Individuais a partir de 1964 e coletivas desde 1965. JULIO LOUZADA, vol. 12, pág. 36; ITAU CULTURAL.



102 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Gato azul com flores" - acrílico sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito e dorso - 2002 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins, datado de 23 de janeiro de 2017.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



103 - POTY LAZZAROTO (1924 - 1998)

Cangaceiro - gravura - P.I. - 21 x 29 cm - canto inferior direito -

Gravador, desenhista, ilustrador, muralista, escritor e professor, Napoleon Potyguara Lazzarotto nasceu e faleceu em Curitiba, PR. Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1942 e estudou pintura na Escola Nacional de Belas Artes . Frequentou o curso de gravura com Carlos Oswald no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro. Em 1946 viajou para Paris, onde permaneceu por um ano, como bolsista do governo francês. Estudou litografia na ‘École Supérieure des Beaux-Arts’. Em 1950 fundou, juntamente com Flávio Motta , a Escola Livre de Artes Plásticas na qual lecionou desenho e gravura. Nessa época organizou o primeiro curso de gravura do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand. Organizou ao longo da década de 1950 cursos sobre gravura em Curitiba, Salvador e Recife. Nos anos de 1960 teve destaque como muralista, com diversas obras em edifícios públicos e particulares no país e no exterior como: o da Casa do Brasil, em Paris (1950) e o painel para o Memorial da América Latina, em São Paulo (1988). Teve relevante atuação como ilustrador de obras literárias como as de Jorge Amado, Graciliano Ramos, Euclides da Cunha e Dalton Trevisan, entre outros. Realizou diversas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais tanto pelo Brasil como no exterior. Foi premiado várias vezes. A partir dos anos de 1980 foram lançadas várias publicações sobre sua produção, entre elas: ‘Poty, o artista gráfico’, de Orlando Silva (1980); ‘Poty Ilustrador’, de Antônio Houaiss (1988); ‘Poty: Trilhos, Trilhas e Traços’, de Valêncio Xavier Niculitcheff (1994), ‘Poty: o lirismo dos anos 90’, de Regina Casillo (2000). MEC VOL. 3, PÁG. 433; PONTUAL PÁG. 437; JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 929; VOL. 11, PÁG. 254; WALTER ZANINI PÁG. 602; ARTE NO BRASIL PÁG. 883. ACERVO FIEO; ITAU CULTURAL; www.cultura.pr.gov.br; www.curitiba-parana.net; www.artprice.com; www.fundacaoculturaldecuritiba.com.br.



104 - GLORIA PÊCEGO (1954)

Nu - múltiplo em bronze - 2/30 - 16 x 10 x 08 cm - assinado -
Ex-coleção Antônio Maluf - Galeria Seta - São Paulo - SP.

Escultora, Maria da Glória Carvalho Pêcego nasceu no Rio de Janeiro. Assina Glória Pêcego ou Glória. Sua formação artística se iniciou no Rio de Janeiro onde cursou artes plásticas; teve aulas com Stella Bastos Mello (desenho e pintura), Azis Aron (fotografia), Marmua (escultura), Isabel Pons (gravura e xilogravura), Jaime Sampaio (escultura). Entre 1977 e 1981: fez curso de escultura na 'International Sommerakademie Für Bildende Kunst'- Salzburg, Áustria, com o italiano Francesco Somaini e na Escola Nacional Superior de Belas Artes de Paris, França, com a professora Walberg; estudou desenho na 'Academie Van Beeldende Kunsten' - Roterdam, Holanda. Tem realizado exposições individuais e participado de mostras coletivas e oficiais, destacando-se: Rio de Janeiro (1970, 1971, 1973, 1976, 1977); São Paulo (1981); Brasília, DF (1985); Fortaleza, CE (1991); Holanda (1980, 1983, 1990, 1997); Antuérpia, Bélgica (1983); Paris, França (1996). JULIO LOUZADA VOL. 4, PÁG. 858; www.processoedecisao.com.br/st-exgaleriaseta.htm; www.masterart.com; www.artprice.com; www.centrepompidou.fr.



105 - ESCOLA CUZQUENHA, SÉC. XX

Arcanjo - óleo sobre tela - 50 x 38 cm - não assinado -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")



106 - MENASE WAIDERGORN (1927)

"O livro" - óleo sobre tela colada em cartão - 50 x 30 cm - canto inferior direito -

Pintor nascido em Hotin, Romênia. Seus pais vieram para o Brasil (1932) fixando residência em São Paulo. Ingressou na Associação Paulista de Belas Artes (fim da década de 1940), onde conheceu Dario Mecatti. Viajou pelo norte da África e Europa. Participou de diversos salões, coletivas oficiais e recebeu diversos prêmios. JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 1011; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



107 - HENFIL (HENRIQUE DE SOUZA FILHO) (1944 - 1988)

"Orelhão" - desenho a nanquim - 26 x 20 cm - canto superior esquerdo -

Mineiro de Ribeirão das Neves, onde nasceu em 5 de fevereiro de 1944, e faleceu na cidade do Rio de Janeiro-RJ, em 4 de janeiro de 1988. Iniciou sua carreira como cartunista, quadrinhista, foi colaborador de O Pasquim (1969). Em 1970 lançou a revista Os Fradinhos, seus personagens mais famosos e que possuem sua marca registrada: um desenho humorístico, crítico e satírico, com personagens tipicamente brasileiros e que retratavam a situação nacional da época. Sua importância na História em Quadrinhos no Brasil se deve à renovação que trouxe ao desenho humorístico nacional. Henfil atuou ainda em teatro, cinema, televisão e literatura, tendo sido marcante a sua atuação nos movimentos políticos e sociais do País.



108 - EDMOND ROSTAN (1898 - 1978)

Mata - óleo sobre tela colada em cartão - 57 x 67 cm - canto inferior direito -

Pintor e desenhista. Assinava Edmond Roustan. Participou de diversos Salões oficiais e exposições coletivas. Falecido no Rio de Janeiro. JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 843.



109 - DARCY PENTEADO (1926 - 1987)

Igreja - desenho a nanquim - 47 x 39 cm - canto inferior direito - 1968 - Israel. -

Desenhista, pintor, cenógrafo, figurinista e escritor, Darcy Penteado foi a personalidade polimorfe, que buscava tornar a própria existência matéria de arte. Em 1948 passou a integrar em São Paulo o Grupo Novíssimos. Expôs individualmente a partir de 1949, participando de inúmeras exposições coletivas e individuais, no país e no exterior. MEC, vol. 3, pág. 365; PONTUAL, pág. 416; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 241. WALMIR AYALA, vol 2, pág 183; TEIXEIRA LEITE, pág 401; ITAÚ CULTURAL ; WALTER ZANINI, pág. 717; LEONOR AMARANTE, pág. 75.



110 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulata - aquarela - 25 x 27 cm - canto inferior direito - 1959 -
Reproduzido no convite deste Leilão.

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



111 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Composição - litografia - 34/120 - 73 x 56 cm - canto inferior direito ilegível -
Ex coleção do artista plástico Aldemir Martins - São Paulo - SP. Com relevo seco de L'OEuvre Gravée.



112 - ANTONIO LEME (XX)

Cangaceira - escultura em terracota - 23 x 08 x 6,5 cm - assinado -

Ceramista natural de Campina Grande, Paraíba onde é ativo.



113 - MARIO ZANINI (1907 - 1971)

"Feira do Cambuci" - aquarela - 13 x 18 cm - canto superior direito -

Pintor, decorador, ceramista, professor, Mário Zanini nasceu e faleceu em São Paulo. Foi um dos integrantes de dois importantes movimentos artísticos considerados históricos na pintura paulista: o Grupo Santa Helena e a Família Artística Paulista. Sua formação artística se deu em São Paulo quando aos 13 anos iniciou curso de pintura da Escola Profissional Masculina do Brás e de 1924 a 1926, matriculou-se no curso de desenho e artes do Liceu de Artes e Ofícios. Conheceu Alfredo Volpi em 1927 e no ano seguinte estudou com o pintor Georg Elpons. Trabalhou no escritório de decoração de Francisco Rebolo entre 1933 e 1938. Em 1940 recebeu medalha de prata no 46º Salão Nacional de Belas Artes e foi convidado por Rossi Osir a trabalhar em seu ateliê de azulejos artísticos, o Osirarte. Em 1950, viajou por seis meses pela Itália, em companhia de Volpi e Osir. A partir de 1968 lecionou na Faculdade de Belas Artes de São Paulo. Participou de vários Salões oficiais e mostras coletivas no Brasil, como I e III Bienal Internacional de São Paulo e no exterior. Sua família doou 108 de suas obras ao Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo - MAC/USP em 1974. MEC, VOL. 4, PÁG. 531; PONTUAL, PÁG. 557; TEODORO BRAGA, PÁG. 250; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 451; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; ARTE NO BRASIL, PÁG. 778; LEONOR AMARANTE, PÁG.38; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 1085; ACERVO FIEO.



114 - TÉIA DE SOUSAS (1945)

"Os cavalinhos" - óleo sobre tela - 23,5 x 29 cm - canto inferior direito e dorso - 2017 -

Pintora primitiva ativa no Estado de São Paulo. Suas obras nos trazem belas cenas do cotidiano das pessoas no campo. Suas cores são bem dosadas e a composição agrada aos olhos, pois traz harmonia e tranquilidade. A artista expõe regularmente, com sucesso de público e vendas.



115 - FRANCISCO DE PAULA (XX)

Porto do Rio - óleo sobre tela - 50 x 65 cm - canto inferior direito -

Pintor ativo no Rio de Janeiro com diversas participações em mostras e Salões oficiais, entre eles: o LIII Salão Nacional de Belas Artes (1948). MEC. VOL. 3, PÁG. 355.



116 - PABLO PICASSO (1881 - 1973)

Minotauro - litografia - 63 x 83 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista, escultor, gravador, ceramista, artista gráfico e designer, Pablo Ruiz Picasso nasceu em Málaga, Espanha e faleceu em Mougins, França. Filho de um pintor e mestre de desenho, foi extraordinariamente precoce dominando o desenho acadêmico ainda na infância. Em 1904 estabeleceu-se em Paris tornando-se o centro de um círculo de artistas e escritores de vanguarda como André Breton, Guillaume Apollinaire e Gertrude Stein. Revolucionário, genial, vanguardista, visionário são elogios que definiram Picasso como um dos mestres da pintura. Sua ampla biografia e sua obra representam a arte do século XX. Embora sua obra seja convencionalmente dividida em fases, Picasso trabalhava numa grande variedade de temas e estilos ao mesmo tempo. Sua pintura “Les Demoiselles d’Avignon” (1906-7) é tida como o marco mais importante no desenvolvimento da pintura contemporânea e o primeiro prenúncio do cubismo que desenvolveu em íntima associação com Braque e depois com Gris. Sua obra mais famosa “Guernica” (1937), pintada para o pavilhão espanhol da Exposição Universal de Paris de 1937, expressa toda sua revolta e horror à destruição de Guernica, capital do país basco, durante a Guerra Civil Espanhola (1936-1939). No campo da escultura foi um dos primeiros artistas a compor esculturas a partir da montagem de materiais variados (e não por modelagem ou entalhe) e fez uso brilhante de objetos encontrados. Também como artista gráfico inclui-se entre os maiores do século. Existem museus consagrados à sua obra em Paris e Barcelona, e outros exemplos de sua inigualável produção distribuem-se por museus do mundo inteiro. Foi o primeiro artista vivo a expor suas obras no Museu do Louvre, quando completou 90 anos. BENEZIT VOL.8, PÁG. 297; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 763; ITAÚ CULTURAL; COLEÇÃO FOLHA GRANDES MESTRES DA PINTURA VOL. 6; infoescola.com; guggenheim.org; moma.org; a rtprice.com; arcadja.com; christies.com.



117 - FELISBERTO RANZINI (1881 - 1976)

Nu - óleo sobre madeira - 27 x 17 cm - canto inferior esquerdo - 1910 -
Ex-coleção Antônio Maluf - Galeria Seta - São Paulo - SP.

Arquiteto, desenhista e escritor, Felisberto Ranzini nasceu em Mântua, Itália e faleceu em São Paulo - SP. Sobresaiu-se principalmente na técnica de aquarela, na qual se especializou. Suas composições em óleo são claras e detalhadas, quase que miniaturistas. JULIO LOUZADA, vol 1, pág. 805; MEC vol.4, pág. 26, RUTH TARASANTCHI.



118 - CLAUDIO TOZZI (1944)

Arara - serigrafia - P.A. - 41 x 63 cm - canto inferior direito -

Pintor, arquiteto e gravador, Claudio José Tozzi nasceu em São Paulo. É mestre em arquitetura pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo. Realizou diversas exposições individuais. Participou, entre várias mostras e Salões oficiais, da Bienal Internacional de São Paulo em 1967, 1969, 1977, 1985, 1989, 1991; do Panorama da Arte Atual Brasileira em 1971, 1973, 1976, 1977, 1979, 1980, 1983; da Bienal de Veneza em 1976; da Bienal de Paris em 1980. Criou painéis para espaços públicos de São Paulo, como: ‘Zebra’, colocado na lateral de um prédio da Praça da República; na Estação Sé do Metrô, em 1979; na Estação Barra Funda do Metrô, em 1989; no edifício da Cultura Inglesa, em 1995 e, no Rio de Janeiro, na Estação Maracanã do Metrô Rio, em 1998. WALMIR AYALA VOL.2, PÁG.388; PONTUAL PÁG.525; TEIXEIRA LEITE PÁG. 512; ARTE NO BRASIL VOL.2, PÁG.1059; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 740; LEONOR AMARANTE PÁG. 170; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 992; www.eca.usp.br; www.pinacoteca.org.br.



119 - GIOVANNI BOLDINI (1842 - 1931)

Moça - pastel - 60 x 42 cm - canto inferior direito - 1904 -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor italiano nascido em Ferrara, filho de um pintor de temas religiosos. Mudou-se para Florença (1962) para estudar pintura e se associou ao movimento dos ‘Macchiaioli’, embora tenha se tornado mais conhecido por seus retratos. Foi para Paris (1867); para Londres e voltou a Paris (1872) tornando-se amigo de Edgar Degas. Tornou-se famoso retratista tanto em Londres como em Paris. Foi comissário da Exposição de Paris de 1889 e recebeu a comenda da Legião de Honra por esse feito. BENEZIT; www.giovanniboldini.org; artemoderna.comune.fe.it; www.artprice.com.



120 - IBERÊ CAMARGO (1914 - 1994)

Carretéis - técnica mista - 60 x 73 cm - canto inferior direito - 1982 -
Reproduzido no convite deste Leilão. Ex coleção Dr. Enzo Poggiani, São Paulo. Acompanha declaração do mesmo confirmando a aquisição da obra diretamente do autor no ano de 1982 na cidade do Rio de Janeiro.

Pintor, gravador, desenhista, escritor e professor, natural da cidade de Restinga Seca, RS, e falecido em Porto Alegre. Foi aluno de Salvador Parlagreco e João Fahrion. No Rio de Janeiro, a partir de 1942, estudou pouco tempo na Escola Nacional de Belas Artes, trocando-a pelos ensinamentos de Guignard. Fundou com outros artistas o 'Grupo Guignard' (1943). Recebeu o prêmio viagem ao estrangeiro em 1947. Morou dois anos em Paris e Roma, aperfeiçoando-se com De Chirico, Lhote, Achille e Rosa em pintura e com Petrucci, em gravura. Voltou ao Brasil (1950) e tornou-se membro da Comissão Nacional de Artes Plásticas (1952). Fundou o curso de gravura do Instituto Municipal de Belas Artes do Rio de Janeiro (1953), hoje Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Executou painel de 49 metros quadrados (1966) oferecido pelo Brasil à Organização Mundial de Saúde (OMS), em Genebra. Realizou inúmeras exposições individuais e participou de mostras coletivas e Salões oficiais pelo Brasil e exterior como Bienal Internacional de São Paulo, Bienal de Arte Hispano-Americana em Madri, Bienal de Veneza, Bienal de Gravuras em Tóquio, entre outras exposições importantes. Foi considerado o Melhor Pintor Nacional na VI Bienal de São Paulo (1961) e conquistou inúmeros prêmios. Entre suas publicações, constam o artigo 'Tratado sobre Gravura em Metal' (1964), o livro técnico 'A Gravura' (1992) e o livro de contos 'No Andar do Tempo: 9 contos e um esboço autobiográfico' (1988). MEC, VOL.1, PÁG.328; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁG.156; JULIO LOUZADA, VOL.11, PÁG.51; TEIXEIRA LEITE, PÁG.101; PONTUAL, PÁG.100; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 853; LEONOR AMARANTE, PÁG. 127; www.iberecamargo.org.br; brasilescola.uol.com.br; www.pinacoteca.org.br; www.artprice.com.



121 - JANY M. RUCK (1939)

"Pequeno floral" - óleo sobre mdf - 35 x 24 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2013 -

Pintora, professora e restauradora, Jany Marylene Ruck nasceu em Agudos, SP. Assinava Jany até 1984. Atualmente assina JM. Ruck. Em Campinas fez cursos livres de desenho e pintura com Elenice Menegon, Aldo Cardarelli, Djalma Urban e Álvaro de Batista. Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais. Foi premiada em: São José do Rio Preto, SP (1984, 1985, 1991); Campinas, SP (1985, 1996); São João da Boa Vista, SP (1985); Itatiba, SP (1985,1987, 1988); Mogi Mirim, SP (1987); Poços de Caldas, MG (1987); Piracicaba, SP (1988); Limeira, SP (1989); Araras, SP (1991); Ribeirão Preto, SP (2003). ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 7 PÁG. 614; VOL. 9, PÁG. 750.



122 - SAMSON FLEXOR (1907 - 1971)

"Composição nº 3" - guache - 45 x 32 cm - canto inferior direito - 1954 -

Pintor nascido na Romênia, estudou em Paris, onde fez em 1927 sua primeira individual, radicando-se em 1946 em São Paulo, onde faleceu. Foi um dos pioneiros do abstracionismo no Brasil, tendo criado em 1948 o Atelier Abstração. Em 1968 sua obra foi objeto de importante retrospectiva no MAM-RJ. BENEZIT vol. 4, pág. 402; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 313/4; TEIXEIRA LEITE, pág. 198; PONTUAL, pág. 217/8; MEC, vol. 2, pág. 179 e 180; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 917; LEONOR AMARANTE, pág. 75; WALTER ZANINI, pág. 643, Acervo FIEO.



123 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Cangaceiro - litografia - 2/50 - 79 x 60 cm - canto inferior direito - 1970 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



124 - SEVERINO VITALINO (1940)

Padre Cícero - escultura em terracota - 26 x 08 x 10 cm - assinado -

Ceramista, Severino Pereira dos Santos - o Severino Vitalino nasceu em Ribeira dos Campos, PE. Ainda criança se mudou (1948) com sua família para o Alto do Moura em Caruaru. Severino é filho do mestre Vitalino e continuador de sua obra. Desde muito pequeno já ajudava seu pai a fazer as pecinhas de barro. Na antiga casa do seu pai, no Alto do Moura, hoje funciona a Casa Museu Mestre Vitalino. É o responsável pelo local onde também utiliza para expor suas peças. Suas obras podem ser encontradas em coleções nacionais e estrangeiras. artepopularbrasil.blogspot.com.br/2010/11/severino-vitalino.html; www.artedobrasil.com.br; www.museucasadopontal.com.br; www.oreinadodalua.com.br.



125 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulata - desenho a lápis - 21 x 13 cm - canto inferior esquerdo -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



126 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Garrafas - óleo sobre eucatex - 47 x 40 cm - não assinado -



127 - AXEL LESKOSCHEK (1889 - 1976)

Figura - xilogravura - 13 x 14 cm - centro inferior -

Importante gravador, pintor e professor austríaco. Realizou sua formação artística na Áustria e ali publicou álbuns de xilogravuras e águas-fortes. Veio residir no Brasil em 1930, fugindo do nazismo, aqui ficando até 1950. Ilustrou diversas publicações nacionais, entre elas, e principalmente, as edições brasileiras dos romances de Dostoiévski (Ed. José Olimpio). Foi professor, entre outros, de Renina Katz, Fayga Ostrower e Ivan Serpa. MAYER/88, pág.494; JULIO LOUZADA, vol.1, pág.609; BENEZIT, vol.6, pág.612, ART PRICE ANNUAL/2000, pág.1464; PONTUAL, pág.309, TEIXEIRA LEITE, pág.284; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 605; ARTE NO BRASIL, pág. 840; Acervo FIEO.



128 - HENRIQUE BERNARDELLI (1858 - 1936)

Volta da caça - óleo sobre madeira - 68 x 34 cm - canto inferior esquerdo -

Natural de Valparaíso, Chile, Henrique Bernardelli faleceu no Rio de Janeiro, cidade brasileira que adotou, inclusive a nacionalidade na década de 1870. Frequentou a Academia Imperial de Belas Artes, inclusive como aluno de Zeferino da Costa. Em 1878 viajou para a Itália, encontrando-se com o irmão, Rodolfo, escultor, que gozava merecido prêmio de viagem conquistado na Academia. Foi professor da ENBA-RJ. Os seus trabalhos inculcam um temperamento irriquieto, nervoso, sôfrego de impressões. A sua obra é original, vigorosa, cheia de calor e de ousadia. MEC, vol.1, pág.217/218; WALMIR AYALA, vol.1, pág.96/7; TEIXEIRA LEITE, pág.71, ARTE NO BRASIL, vol.1, pág.32; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 411; ARTE NO BRASIL, pág. 392; F. ACQUARONE.



129 - IVAN SERPA (1923 - 1973)

Figuras fantásticas - aquarela - 18 x 14 cm - canto inferior direito - 1962 -
Reproduzido sob o n° 142 em catálogo de Leilão da Bolsa de Arte do Rio de Janeiro, realizado em junho de 2016, em São Paulo.

Pintor, desenhista, gravador e professor, Ivan Ferreira Serpa nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Estudou gravura e desenho com Axel Leskoschek (entre 1946 e 1948) no Rio de Janeiro. Em 1949, ministrou suas primeiras aulas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, onde, a partir de 1952, exerceu sistemática atividade didática, em especial no ensino infantil. Foi um dos precursores do concretismo no Brasil, criando ao lado de Aluisio Carvão, Lígia Clark, Hélio Oiticica e outros o Grupo Frente, que se manteve ativo de 1954 a 1956, inclusive com exposições no Rio de Janeiro. Participou da Divisão Moderna do SNBA (1947-1951). Em 1957, recebeu o prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna, RJ. Participou da exposição ’Opinião 65’, evento que marca a difusão de uma nova arte de tendência figurativa, a neofiguração. Em 1970, fundou, com Bruno Tausz, o Centro de Pesquisa de Arte no Rio de Janeiro. Participou da Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1961, 1963, 1965) e da Bienal de Veneza (1952, 1954, 1962, 1966). PONTUAL, PÁG 486; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 605; ARTE NO BRASIL, PÁG. 840; LEONOR AMARANTE, PÁG. 26; MEC VOL. 4, PÁG. 221; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 899.



130 - MARIA POLO (1937 - 1983)

Composição - óleo sobre tela - 46 x 55 cm - canto inferior direito - 1966 -

Pintora, desenhista, gravadora e vitralista nascida em Veneza, Itália e falecida no Rio de Janeiro. Estudou no Instituto de Arte de Veneza, entre 1949 e 1955 e no ateliê de De Pisis, em Roma, de 1955 a 1959. Veio para o Brasil em 1959 fixando-se em São Paulo e, a partir de 1962, no Rio de Janeiro. Realizou diversas exposições individuais em algumas das principais capitais do País e no exterior. Participou de muitas mostras e Salões oficiais, entre as quais: Bienal Internacional de São Paulo (1963, 1965, 1967); Panorama de Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1969, 1970, 1973). Foi premiada no 10º Salão Paulista de Arte Moderna, SP (1961). MEC, VOL. 3, PÁG. 424; PONTUAL, PÁG. 430; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 776; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 697; www.catalogodasartes.com.br; www.bolsadearte.com; www.artprice.com.



131 - CARYBÉ (1911 - 1997)

Faunos - litografia - 2/100 - 11 x 16,5 cm - canto inferior direito -
Ex coleção do pintor Aldemir Martins - São Paulo - SP.

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



132 - CHRISTINA G. DANTAS (1951)

"O arbusto" - óleo sobre tela colada em eucatex - 35 x 45 cm - canto inferior direito e dorso - 1985 -
Ex-coleção Antônio Maluf - Galeria Seta - São Paulo - SP.

Nasceu em São Paulo, Capital. Pintora e gravadora, assina suas obras CHRISTINA. Autodidata, começou a trabalhar à óleo, passando para a acrilica logo depois. Estudou gravura com Marcello Grassmann, produzindo também essa técnica. Participou da exposição coletiva de inauguração da Galeria Grifo-SP. Seus trabalhos encontram-se em coleções de artistas seus contemporâneos. JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 276;



133 - HANSEN BAHIA (1915 - 1978)

Cadeiras - xilogravura - Prova. - 21 x 33 cm - canto inferior direito - 1957 -

Gravador, escultor, pintor, ilustrador, poeta, escritor, cineasta e professor, Karl Heinz Hansen nasceu em Hamburgo, Alemanha e faleceu em São Paulo. Serviu como soldado (entre 1936 e 1945) na Segunda Guerra Mundial e atuou como ilustrador de histórias infantis. Autodidata, realizou suas primeiras xilogravuras entre 1946 e 1948. Fixando-se sucessivamente na Itália, Suécia, Inglaterra, emigrou para o Brasil em 1950 residindo de início em São Paulo e a partir de 1955 em Salvador. Ilustrou a publicação 'Flor de São Miguel' (1957), com textos de Jorge Amado, Vinicius de Moraes e de sua autoria; 'Navio Negreiro' (1958), de Castro Alves. Em homenagem à Bahia passou a assinar seus trabalhos como Hansen-Bahia a partir de sua volta à terra natal em 1959. Lá permaneceu até 1963, enquanto trabalhou no ateliê de gravura fundado por ele mesmo no castelo Tittmoning. Viveu na Etiópia (entre 1963 e 1966) onde ajudou a estabelecer a Escola de Belas Artes na cidade de Addis Abeba. Retornou a Salvador e naturalizou-se. Tornou-se professor de artes gráficas da Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia (1967). Dois anos antes de sua morte, doou em testamento sua produção artística para a cidade de Cachoeira, Bahia, onde foi criada a Fundação Hansen Bahia que recebeu seu acervo artístico de xilogravuras, matrizes, livros, pinturas, prensas e ferramentas de trabalho. Realizou exposições individuais no: Museu de Arte de São Paulo (1950, 1953, 1966); Museu Nacional de Belas Artes, RJ (1952); Museu de Arte Moderna de São Paulo (1954, 1956); Buenos Aires, Argentina (1954, 1955, 1958), entre outras. Participou de muitas mostras coletivas e oficiais como: Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1961); Salão Nacional de Arte Moderna (1954, 1955). PONTUAL PÁG. 260; MEC VOL. 1, PÁG. 157; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 81; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 720; ARTE NO BRASIL, PÁG. 842; ACERVO FIEO, PÁG. 251; www.hansenbahia.com.br; www.artprice.com.



134 - MARCELO GRASSMANN (1925 - 2013)

Nu - xilogravura - P.A. - 15 x 18 cm - canto inferior direito - 1944 -

Desenhista, gravador, ilustrador, pintor, escultor e professor, nasceu em São Simão, SP. Estuda fundição, mecânica e entalhe em madeira na Escola Profissional Masculina do Brás, SP. Passa a realizar xilogravuras a partir de 1943. Atua como ilustrador do Suplemento Literário do ‘Diário de São Paulo’, do ‘O Estado de S. Paulo’ e do ‘Jornal do Estado da Guanabara’. Quando reside no Rio de Janeiro, a partir de 1949, freqüenta os cursos de gravura em metal, com Henrique Oswald e de litografia, com Poty, no Liceu de Artes e Ofícios. Em Salvador (1952), trabalha com Mario Cravo Júnior. .Recebe o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Arte Moderna (1953) e vai para a Academia de Artes Aplicadas, em Viena. Passa a dedicar-se principalmente ao desenho, à litografia e à gravura em metal. Em 1969, sua obra completa é adquirida pelo governo do Estado de São Paulo, passando a integrar o acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo . Em 1978, a casa em que nasceu, em São Simão, é transformada em museu e tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo - Condephaat. Participou de muitas exposições e das Bienais de: São Paulo (1951 a 1961, 1967, 1969, 1979, 1985, 1989); Veneza (1950, 1956, 1958, 1962); Paris (1959). Principais prêmios: Bienal de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1959, 1967); Bienal de Veneza (1950, 1956, 1958,1962); Bienal de Paris (1959). PONTUAL, PÁG. 249; MEC, VOL. 2, PÁG. 281 E 282; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG. 439; VOL. 5, PÁG. 453; VOL. 9, PÁG. 383.



135 - EUGÊNIO LATOUR (1874 - 1942)

Colhendo flores - óleo sobre cartão - 31 x 39 cm - canto inferior esquerdo -

Nascido e falecido na cidade do Rio de Janeiro, onde frequentou a ENBA a partir de 1894. Foi aluno de Rodolfo Amoedo, Zeferino da Costa e H. Bernardelli. Expôs no SNBA em diversas oportunidades, recebendo premiações, inclusive de viagem ao exterior. Latour é um pintor da expressão humana, e feminina sobretudo. Cada cabeça sua representa um estado de alma. Aqui tristeza, dor concentrada; ali a despreocupação e o coquetismo. Sua obra é graciosa, sensível e elegante. JULIO LOUZADA, Vol. pág.522, TEIXEIRA LEITE, pág. 278, PONTUAL, pág. 300, ITAÚ CULTURAL, ARTE NO BRASIL, pág. 556.



136 - SONIA EBLING (1926 - 2006)

Banhista - escultura em bronze - 34 x 09 x 10 cm - assinado -

Escultora, pintora e professora, Sonia Ebling de Kermoal nasceu em Taquara, RS e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou sua formação fazendo cursos de pintura e escultura na Escola de Belas Artes do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro, entre 1944 e 1951. De 1956 a 1959, viajou por vários países da Europa, estudando com Zadkine, em Paris, França. Residiu nessa cidade, entre 1959 e 1968, e recebeu uma bolsa de estudo da Fundação Calouste Gulbenkian. De volta ao Brasil, executou relevo para o Palácio dos Arcos, em Brasília. Realizou muitas exposições individuais, entre elas: Rio de Janeiro (1959, 1967); Paris, França (1961); Alemanha (1964); Porto Alegre, RS (1967); Brasília, DF (1968); Washington, EUA (1968). Diversas foram as participações em mostras coletivas e oficiais, destacando-se: Salão Nacional de Arte Moderna, RJ (1951- Prêmio Isenção de Júri, 1952, 1953, 1955 – Prêmio Viagem ao Exterior); Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1959, 1965, 1967); Salão de Belas Artes do Rio Grande do Sul (1953, 1956 – Prêmio); Salão Baiano de Belas Artes (1954); Salão Paulista de Arte Moderna (1955); 'Salon des Femmes Peintres et Sculpteurs', Museu de Arte Moderna de Paris (1957); Bienal de Arte Triveneta, Pádua – Itália (1957). MEC VOL. 2, PÁG. 89; PONTUAL PÁG. 187; JULIO LOUZADA VOL 3, PÁG. 363; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 720; ARTE NO BRASIL PÁG. 868; RGS PÁG. 454; soniaeblingesculturas.com.br; www.brasilartesenciclopedias.com.br; www.artprice.com.



137 - REGINA VATER (1943)

"Vídeo art" - fotografia off set - 299/1000 - 29 x 60 cm - canto inferior direito -
Vídeo art: "25/ Regina Vater/ Vídeo art/ Galeria Arte Global/ São Paulo".

Artista intermídia, ilustradora, desenhista, pintora, fotógrafa, professora, Regina Maria da Motta Vater nasceu no Rio de Janeiro. Estudou desenho e pintura no ateliê de Frank Schaeffer (1958 a 1962) e com Iberê Camargo (1962 a 1965), no Rio de Janeiro. Cursou por três anos, até 1964, a Faculdade Nacional de Arquitetura e nesse mesmo ano realizou sua primeira exposição individual. No início dos anos 1970, mudou-se para São Paulo e trabalhou nas agências de publicidade DPZ e MPM. Estudou silkscreen no Pratt Institute, em Nova York (1972) quando ganhou o prêmio de viagem ao exterior, concedido pela União Nacional de Arte Moderna. Morou em Paris entre 1974 e 1975. De volta ao Brasil, fez curso de filme super-8, na Escola Griffe, em São Paulo. É autora, entre outros, dos livros infantis ‘Tungo Tungo’ e ‘Uma Amizade Bem Temperada’, publicados no fim da década de 1970. Organizou a primeira exposição de arte contemporânea e experimental brasileira em Nova York: Contemporary Brazilian Works on Paper: 49 artistas, na Nobé Gallery, em 1979. Como bolsista da Fundação Guggenheim, retornou a Nova York, em 1980, para desenvolver pesquisas sobre instalações, iniciada em 1970. Em 1983, editou um número da revista ‘Flue’, publicada pelo Franklin Furnance Archives, dedicado à arte experimental produzida na América Latina. Três anos depois, passou a viver em Austin, Estados Unidos, com o marido, também artista, Bill Lundberg. Foi curadora da exposição Brazilian Visual Poetry, com participação de 51 artistas, no Mexic-Arte Museum, Austin, 2002. Participou da Bienal Internacional de São Paulo (1967, 1969, 1977); do Panorama da Arte Atual Brasileira (1973); da Bienal de Veneza (1976), entre as muitas exposições oficiais. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 13; PÁG. 344; MEC VOL. 4, PÁG. 447; PONTUAL PÁG. 535; www.imediata.com; web.artprice.com.



138 - DAREL VALENÇA LINS (1924)

Pássaro - desenho a carvão - 44 x 61 cm - canto inferior direito - 1966 -
Com a seguinte dedicatória: "Para o mestre Clarival do amigo Darel - 63".

Gravador, pintor, desenhista, ilustrador e professor nascido em Palmares, PE. Estudou na Escola de Belas Artes do Recife, atual Universidade Federal de Pernambuco (entre 1941 e 1942). Mudou-se para o Rio de Janeiro (1946); estudou gravura em metal com Henrique Oswald (1948) e recebeu aconselhamento técnico de Oswaldo Goeldi. Atuou como ilustrador em diversos periódicos: revista 'Manchete'; jornais 'Última Hora' e 'Diário de Notícias'; diversos livros: 'Memórias de um Sargento de Milícias' (1957), de Manuel Antônio de Almeida; 'Poranduba Amazonense' (1961), de Barbosa Rodrigues; 'São Bernardo' (1992), de Graciliano Ramos e 'A Polaquinha' (2002), de Dalton Trevisan. Encarregou-se das publicações da Sociedade dos Cem Bibliófilos do Brasil (entre 1953 e 1966). Lecionou gravura em metal no Museu de Arte de São Paulo - Masp (1951); litografia na Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro (entre 1955 e 1957) e na FAAP, São Paulo (1961 a 1964). Realizou painéis para o Palácio dos Arcos, em Brasília (1968-1969) e para a IBM do Brasil, no Rio de Janeiro (1979). Realizou muitas exposições individuais, destacando-se: Rio de Janeiro (1949, 1963, 1964, 1966, 1968, 1973, 1995); Recife, PE (1951); Itália (1952 – Milão, 1958 - Roma); São Paulo (1953 – MASP, 1960, 1967). Participou de várias mostras e Salões oficiais, entre as quais: Salão Nacional de Arte Moderna (1952 a 1960) onde recebeu Prêmio de Viagem ao País (1952) e Prêmio de Viagem ao Estrangeiro (1957); Bienal Internacional de São Paulo (1961 a 1967) recebendo Prêmio Melhor Desenhista Nacional (1963) e Sala Especial (1965); Gravadores Brasileiros Contemporâneos, EUA (1966); Bienal de Tóquio, Japão (1964); Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa (1988, 1993). MEC VOL.3, PÁG. 18; PONTUAL, PÁG.160; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 313; VOL. 8, PÁG. 246; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 715; ARTE NO BRASIL, PÁG. 839; LEONOR AMARANTE, PÁG. 125; ACERVO FIEO; www.graphias.com.br; www.artprice.com.



139 - ODETTO GUERSONI (1924 - 2007)

Mandala - xilogravura - H.C. - 47 x 34 cm - canto inferior direito - 1976 -

Nasceu em Jaboticabal-SP, e faleceu na cidade de São Paulo, onde residia e era ativo. Gravador, pintor, desenhista, ilustrador e escultor. Estudou pintura e artes decorativas no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo - Laosp, entre 1941 e 1945. Nesse período, expôs no Sindicato dos Artistas Plásticos e freqüentava o círculo de artistas do Grupo Santa Helena. Em 1947, participa da exposição 19 Pintores, na Galeria Prestes Maia, e é contemplado com uma bolsa de estudo pelo governo francês, no mesmo ano viaja para Paris, onde inicia trabalhos em gravura. Em 1951 fundou a Oficina de Arte, em São Paulo. Estudou gravura com René Cottet, em Genebra e, em Paris, trabalhou no ateliê de Stanley Hayter. A partir de 1960, freqüenta, como estagiário, algumas escolas de arte nos Estados Unidos e no Japão como a The New York School of Printing e a Osaka University, respectivamente. Em 1971, também no Japão, freqüentou o ateliê de I. Jokuriti. Dois anos mais tarde, foi eleito melhor gravador do ano pela Associação Paulista de Críticos de Arte - APCA. Em 1983, participou, com sala especial, da Bienal Ibero-Americana de Montevidéu. Em 1994, a Pinacoteca do Estado de São Paulo realizou uma retrospectiva da obra do artista; , mostra que voltou a acontecer em 2007 sobre a sua obra gráfica, na Estação Pinacoteca-SP, no mesmo ano da morte do autor, que ainda a assistiu em vida. JULIO LOUZADA, vol.1, pág. 452; MEC, vol,2, pág, 303; TEIXEIRA LEITE, pág,236; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 645; ARTE NO BRASIL, pág. 803; LEONOR AMARANTE, pág. 146, Acervo FIEO.



140 - ROBERTO BURLE MARX (1909 - 1994)

Composição - técnica mista - 20 x 29 cm - canto inferior direito - 1984 -

Nasceu em São Paulo e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, paisagista, arquiteto, desenhista, pintor, gravador, litógrafo, escultor, tapeceiro, ceramista, designer de jóias, decorador. Durante a infância viveu no Rio de Janeiro. Foi com a família para a Alemanha, em 1928. Em 1929, freqüentou o ateliê de pintura de Degner Klemn. Nos jardins e museus botânicos de Dahlen, em Berlim, entusiasmou-se ao encontrar exemplares da flora brasileira. De volta ao Brasil, fez curso de pintura e arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1930 - 1934), onde foi aluno de Leo Putz , Augusto Bracet e Celso Antônio. Seu primeiro projeto paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, em 1932. Entre 1934 e 1937, ocupou o cargo de diretor de parques e jardins do Recife, PE, onde passou a residir. Nesse período, foi com freqüência ao Rio de Janeiro e teve aulas com Candido Portinari e com o escritor Mário de Andrade. Em 1937, retornou ao Rio de Janeiro e trabalhou como assistente de Candido Portinari. Foi em 1949, conforme sua paixão por plantas e seu interesse por botânica e jardinagem, que Burle Marx adquiriu um sítio em Barra de Guaratiba, RJ. Com auxílio de botânicos, viajou, coletou, catalogou exemplares de plantas do Brasil e reproduziu em seu sítio a diversidade fitogeográfica brasileira. Em 1985 doou esse sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.Realizou muitas exposições individuais e projetos paisagísticos, participou de diversas mostras oficiais coletivas pelo Brasil e no exterior. PONTUAL, PÁG. 94; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 93; MEC. VOL.1, PÁG.303; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 738; LEONOR AMARANTE, PÁG. 98; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 179; artnet.com. ACERVO FIEO.



141 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Nu - escultura em bronze - 23 x 07 x 03 cm - assinado -
Waldeir.



142 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Beira mar - óleo sobre eucatex - 16,5 x 11 cm - canto inferior direito e dorso - VI/1979 -
Reichard Kösler.



143 - LOTHAR CHAROUX (1912 - 1987)

Linhas - serigrafia - 4/50 - 65 x 50 cm - canto inferior direito - 1974 -

Pintor, desenhista e professor austríaco, natural de Viena. Assinava Charoux. Iniciou os estudos artísticos com seu tio, o escultor austríaco Siegfried Charoux. Transferiu-se para o Brasil em 1928, fixando residência em São Paulo. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios da cidade onde conheceu Valdemar da Costa, com ele fazendo aprendizado de pintura a partir de 1940. Posteriormente passa a lecionar desenho no Liceu de Artes e Ofícios e no SENAI. Em 1947, realizou sua primeira exposição individual, na Galeria Itapetininga. Em 1952, participou da fundação do Grupo Ruptura, ao lado de Waldemar Cordeiro, Geraldo de Barros, Anatol Wladyslaw e outros. Com Hermelindo Fiaminghi e Luiz Sacilotto , cria a Associação de Artes Visuais NT - Novas Tendências, em 1963. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras oficiais nacionais como a Bienal Internacional de São Paulo (I a IX, XII, XIII), Panorama da Arte Atual Brasileira (1º ao 3º, 6º, 9º, 11º, 12º) e no exterior. É homenageado com retrospectiva no Museu de Arte Moderna de São Paulo e no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro em 1974. Em 2005, é publicado o livro ‘Lothar Charoux: A Poética da Linha’, pela historiadora de arte Maria Alice Milliet. PONTUAL, PÁG. 131; MEC VOL. 1, PÁG. 433; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 254; VOL. 9, PÁG.207; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 645; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; ACERVO FIEO.



144 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Cangaceiros líricos" - desenho a nanquim - 32 x 24 cm - canto inferior direito - 1952 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins, datado de 15 de dezembro de 2016.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



145 - ANA CRISTINA ANDRADE (1953)

"Composição II" - técnica mista de impressões - Obra única - 52 x 79 cm - canto inferior direito - 2014 -

Ana Cristina Andrade Moreira é pintora, gravadora, desenhista, professora e designer vidreira. Iniciou sua formação artística na Escola Superior de Arte Santa Marcelina, SP (1972-1975). Aprendeu gravura em metal (1980-1990) com Iole Di Natale; técnicas de gravura na Scuola Internazionale di Gráfica em Veneza, Itália (1983); Gravura Especial com Evandro Carlos Jardim, no MAC-SP (1991); Técnica Calcográfica Experimental com Mario Benedetti, na FASM-SP (1997); Vitrofusão com Roberto Bonino. Exposições individuais: São Paulo, SP (1984, 1987, 1995, 2003); Bauru, SP (1989); “Projeto Interior com Arte” – Museu Banespa (1998 – Exposição itinerante pelo interior do Estado de São Paulo). Coletivas: Epinal, França (1975); São Paulo, SP (1974, 1982, 1984, 1985, 1986, 1988, 1994, 1995, 2000, 2002 a 2004, 2012 – SP ESTAMPA); Santo André, SP (1982); Novo Hamburgo, RS (1982); Taiwan, China (1983, 1985); San Juan, Porto Rico (1983); Santos, SP (1983); Cabo Frio, RJ (1983); Ribeirão Preto,SP (1984); Curitiba, PR (1984); Piracicaba,SP (1984); Veneza, Itália (1984, 1985); Campinas, SP (1985); São José do Rio Preto, SP (1986); Limeira, SP (1986); Washington D.C.,EUA (1991); Campos do Jordão, SP (1991); Kanagawa, Japão (1992); Maastricht, Holanda (1993); Illinois, EUA (1994); Cidade do México, México (1996); Jacareí, SP (1998); Budapeste, Hungria (1996); Uzice, Yuguslávia (1997); Ourense, Espanha (1994, 2006). Prêmios: São Paulo, SP (1974); Novo Hamburgo, RS (1982); Santos, SP (1983); Ribeirão Preto, SP (1984); Curitiba, PR (1984); Piracicaba, SP (1984); Campinas, SP (1985); São José do Rio Preto, SP (1986). JULIO LOUZADA, vol.1, pág. 62; vol.2, pág. 66; Acervo FIEO. ITAU CULTURAL.



146 - SYLVIO PINTO (1918 - 1997)

Baiana - óleo sobre tela - 72 x 53 cm - canto inferior direito -

Pintor, Sylvio da Silva Pinto nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Assina S. Pinto. Teve as primeiras noções de desenho no Liceu de Artes e Ofícios, RJ. Mais tarde recebeu lições de seu pai – o Pinto das Tintas. Foi ainda na casa paterna que conheceu Pancetti. Estudou no Núcleo Bernardelli (1938) e se dedicou exclusivamente à pintura a partir de 1940. Fundou e dirigiu no Jacarezinho, bairro carioca, uma escolinha de arte para crianças pobres. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1988, 1992); Brasília, DF (1988,1993); Rio de Janeiro (1989, 1991, 1993, 1994, 1995); Constância, Portugal (1991). Participou de várias mostras coletivas e Salões oficiais como a I Bienal Internacional de São Paulo (1951). Foi premiado no: Rio de Janeiro (1941, 1943, 1945, 1948, 1949, 1952 – Prêmio Viagem ao Exterior, 1957 – Prêmio Viagem Nacional, 1988, 1989); Salvador, BA (1946, 1950); Constância, Portugal (1994); Brasília, DF (1994); Niterói, RJ (1996). MEC, VOL. 3, PÁG. 419, ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 4, PÁG. 894; VOL. 5, PÁG. 820; VOL. 6, PÁG. 890; VOL. 7, PÁG. 562; VOL. 8, PÁG. 661; VOL. 10, PÁG. 693; ACERVO FIEO; www.academia.org.br; www.artprice.com.



147 - ANTONIO BANDEIRA (1922 - 1967)

Natureza morta - guache - 23 x 31 cm - canto inferior direito - X/1945 -

Pintor, desenhista, gravador, nascido em Fortaleza, CE e falecido em Paris, onde viveu a maior parte de sua vida. É um dos pioneiros da arte abstrata no Brasil. Iniciou-se na pintura como autodidata. Em 1941, em Fortaleza, participou, ao lado de Mário Baratta, entre outros, da criação do Centro Cultural de Belas Artes depois, Sociedade Cearense de Artes Plásticas. Em 1945, transferiu-se para o Rio de Janeiro e, no ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual. Contemplado pelo governo francês com bolsa de estudos, permaneceu em Paris de 1946 a 1950 onde frequentou a Escola Nacional Superior de Belas Artes e a ‘Académie de la Grande Chaumière’. Entre 1947 e 1948 participou do ‘Salon d'Automne’ e do ‘Salon d'Art Libre’. Tomou parte em reuniões de artistas e formou o Grupo Banbryols (ban de Bandeira; bry de Camille Bryen; e ols de Wols), que durou de 1949 a 1951. Voltou ao Brasil em 1951 e apresentou-se na 1ª Bienal Internacional de São Paulo. Em 1952, criou um mural para o Instituto dos Arquitetos do Brasil, em São Paulo. Retornou a Paris em 1954 em razão do Prêmio Fiat, obtido na 2ª Bienal Internacional de São Paulo, mas não deixou de expor no Brasil. Permaneceu na Europa até 1959, passando pela Inglaterra e Bélgica, onde, em 1958, realizou um painel para o ‘Palais des Beaux-Arts’. Ao retornar ao Brasil teve uma atividade artística intensa, participou de importantes exposições, em paralelo a mostras em Paris, Munique, Verona, Londres e Nova York. Voltou a Paris em 1965, onde permaneceu até sua morte. BENEZIT, VOL.1, PÁG.415; MEYER/87, PÁG.606; MEC, VOL.1, PÁGS.159,160 E 167; PONTUAL, PÁGS. 48 E 49; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁGS. 71 A 74; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 52 A 54; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; ARTE NO BRASIL, PÁG. 599; LEONOR AMARANTE, PÁG. 34; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 86; ACERVO FIEO; web.artprice.com; pitoresco.com; pinturabrasileira.com.



148 - ANTONIO PESSOA (1943)

Nu - escultura em bronze - 33 x 23 x 04 cm - assinado -

Escultor, assina Tonny. Radicado no Rio de Janeiro detentor de bom curriculo nacional e internacional com inumeras participações em Salões Oficiais,varias vezes premiado. Ótimo mercado.



149 - MAURICIO NOGUEIRA LIMA (1930 - 1999)

Mulher - serigrafia - 1/20 A - 48 x 66 cm - canto inferior direito - 1982 -

Pintor, arquiteto, desenhista, artista gráfico e professor natural do Recife, PE; faleceu em Campinas, SP. Frequentou o Instituto de Belas Artes de Porto Alegre, o MAM-SP e diplomou-se em arquitetura pela Faculdade Mackenzie-SP. Trabalhou no campo de comunicação visual sendo um dos responsáveis pela renovação da Arte-Cartaz Paulista (1951). Em 1953 passou a fazer parte do Grupo Ruptura, a convite de Waldemar Cordeiro. Participou de várias edições do Salão Paulista de Arte Moderna, onde obteve, dentre outros, o 1º Prêmio em Cartaz (1951 e 1957); das Bienais de 1955 a 1967; da Exposição Nacional de Arte Concreta; da mostra Panorama da Arte Atual Brasileira; da mostra Tendências Construtivas e de outras exposições em: Buenos Aires, Rosário, Santiago, Lima, Roma, Londres, Paris (Salão de Outono) e Zurique (exposição de Arte Concreta –'Konkrete Kunst', organizada por Max Bill). Recebeu o convite (1954) para representar o Brasil na 27ª Bienal de Veneza, no entanto, recusou se apresentar por terem negado a participação de outros membros do Grupo Ruptura. Em São Paulo pintou murais no Largo São Bento, no Edifício Estação Ciência, nas estações São Bento e Santana do Metrô, na Praça Roosevelt, na fachada do MAC/USP e fez uma pintura lateral no Elevado Costa e Silva (popularmente conhecido como Minhocão). Em 1958, foi responsável pela criação da logomarca e programação visual da 1ª Feira Internacional da Indústria Têxtil - Fenit, em São Paulo e, em 1960, realizou as primeiras grandes instalações ambientais para indústrias automobilísticas no Salão do Automóvel. MEC VOL. 2, PÁG. 481; PONTUAL PÁG. 314; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 678; www.pinturabrasileira.com; www.mac.usp.br; www.pinacoteca.org.br; www.artprice.com.



150 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

Torso - escultura em mármore negro - 49 x 28 x 15 cm - assinado -
No estado. Reproduzido na quarta capa do catálogo deste leilão. Medida não contempla a base. Medida da base: 30 x 30 x 30 cm. Ex coleção Renato Antônio Brogiolo - Rio de Janeiro, RJ. (Atenção clientes que não residem em São Paulo: transporte especial devido ao peso. Consulte-nos antes de dar seu lance) .

Escultor, desenhista e pintor paulista nascido em Mococa, SP e falecido no Rio de Janeiro. Mudou-se com a família para Itália, e fixou-se em Roma (1913). Iniciou estudos de desenho e escultura com o professor Loss (1920). Participou de movimentos antifascistas e foi preso (1931) por motivos políticos. Foi extraditado para o Brasil (1935) por intervenção do embaixador brasileiro na Itália. Em 1937, viajou para Paris e frequentou as academias ‘La Grand Chaumière’ e ‘Ranson’, onde estudou com Aristide Maillol e conviveu com Henry Moore, Marino Marini e Charles Despiau. Em 1939, retornou a São Paulo e junto com Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Sérgio Milliet, entre outros, participou do Movimento Modernista; foi um dos membros da Família Artística Paulista e do Grupo Santa Helena. Em 1943, transferiu-se para o Rio de Janeiro. A convite do ministro Gustavo Capanema instalou ateliê no antigo Hospício da Praia Vermelha, onde orientou jovens artistas como Francisco Stockinger. Possui obras em espaços públicos como ‘Monumento à Juventude Brasileira’ (1947), nos jardins do antigo Ministério da Educação e Saúde, atual Palácio Gustavo Capanema - RJ; ‘Candangos’ (1960), na Praça dos Três Poderes, e ‘Meteoro’ (1967), no lago do edifício do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília; ‘Integração’ (1989), no Memorial da América Latina, em São Paulo. Participou das Bienais de Veneza (1950, 1952); participou das I, II, IV e IX Bienais de São Paulo, período em que recebeu o prêmio de melhor escultor brasileiro (1953) e sala especial (1967). MEC, VOL.2, PÁG. 250; PONTUAL, PÁG. 237; MAYER/84, PÁG. 1333; BENEZIT VOL. 5, PÁG. 14; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 715; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 422; www.artprice.com; www.pinturabrasileira.com; www.dec.ufcg.edu.br; www.monumentos.art.br.



151 - VITTÓRIO GOBBIS (1894 - 1968)

Nu - desenho a nanquim - 34 x 48 cm - canto inferior direito - 1937 -

Natural de Treviso, Itália. Iniciou seus estudos na terra de origem, tendo após fixado residência em São Paulo, onde foi pintor atuante. Obteve diversas premiações nos Salões Paulistas, no SNBA e no Salão Paulista de Arte Moderna. Participou da I e II Bienais de São Paulo. O MNBA e o MASP possuem obras deste festejado pintor. MEC, vol.2, pág.271; TEIXEIRA LEITE, pág. 220; PONTUAL, pág.240; WALMIR AYALA, vol.1, pág.350; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 579; ARTE NO BRASIL, pág. 777, Acervo FIEO.



152 - DURVAL PEREIRA (1917 - 1984)

Cais - óleo sobre eucatex - 24 x 33 cm - canto inferior direito - 1963 -

Nascido e falecido em São Paulo onde foi pintor e professor ativo. Premiado com a Menção Honrosa no Salão Paulista de Belas Artes em 1944, passou a viver exclusivamente da pintura. Em 1946, estudou artes plásticas na Associação Paulista de Belas Artes. Pintava ao ar livre, aos domingos, com os pintores Salvador Rodrigues, Salvador Santisteban, Cirilo Agostinho, Jaime Dinis, Djalma Urban, Innocencio Borghese, e outros. Premiado praticamente em todos os Salões de que participou, acumulou, em toda sua carreira, 419 prêmios de todos os cantos do mundo. Recebeu ao todo, 15 comendas das mais importantes do Brasil. Nos últimos três anos de sua vida recebeu também todos os Primeiros Prêmios e Medalhas de Ouro nas exposições de Paris, Rouen, Lyon, Roma, Miami e Milão (o maior prêmio dado à pintura: ‘La Madonina de Milano’). MEC, vol. 3, pág. 368; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 749; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO; www.tntarte.com.br.



153 - LEONOR FINI (1907 - 1996)

Figura - gravura aquarelada - E.A. III/XXV - 28 x 38 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Desenhista, pintora, gravadora, ilustradora e cenógrafa, nascida em Buenos Aires, Argentina, filha de pai argentino e mãe italiana. Faleceu em Paris, França. Passou sua infância em Trieste, Itália, em companhia de sua família materna. Sem nenhum estudo formal de arte, estudou na Itália, por conta própria, os mestres da Renascença, do Maneirismo, do Romantismo, os Pré-Rafaelistas e conheceu os pintores Funi, Carra e Tosi. Expos pela primeira vez, com 17 anos, em Trieste. No ano de 1931 mudou-se para Paris e desde 1933 participou das atividades do Grupo Surrealista em Paris, Londres, Nova York, Zurique e Bruxelas. Realizou muitas exposições, participou de vários Salões oficiais como: Bienal de Veneza, Quadrienal de Roma, Salão de Maio em Paris; executou vários cenários para teatros, balés e ilustrou obras de Shakespeare e de Edgar Poe. Exposições retrospectivas na: Bélgica (1965); Itália (1983, 2005, 2009); Japão (1972-1973, 1985-1986, 2005); Estados Unidos (1997, 1999, 2001-2002, 2006, 2008); França (1986, 1997 a 2002, 2004, 2007, 2008); Alemanha (1997-1998). BENEZIT, VOL.4, PÁG.371; JULIO LOUZADA, VOL.5, PÁG.378; artnet.com; artprice.com; www.leonor-fini.com; www.leninimports.com.



154 - ESCOLA JAPONESA, SÉC. XX

Paisagem - aquarela - 54 x 23 cm - canto superior direito ilegível -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")



155 - DJANIRA DA MOTTA E SILVA (1914 - 1979)

Trabalhador - aquarela e guache - 35 x 23 cm - canto inferior direito - 1961 -

Pintora, desenhista, ilustradora, cartazista, cenógrafa e gravadora. Djanira da Motta e Silva nasceu em Avaré, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. No final da década de 1930, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde teve suas primeiras instruções de desenho no Liceu de Artes Ofícios e com o pintor Emeric Marcier, hóspede da pensão que Djanira instalou no bairro de Santa Teresa. Os contatos com os artistas Carlos Scliar, Milton Dacosta , Arpad Szenes , Vieira da Silva e Jean-Pierre Chabloz , frequentadores de sua pensão, proporcionaram um ambiente estimulador que a levou a expor no 48º Salão Nacional de Belas Artes, em 1942. No ano seguinte, realizou sua primeira mostra individual, na Associação Brasileira de Imprensa - ABI. Em 1945, viajou para Nova York. De volta ao Brasil, realizou o mural ‘Candomblé’ para a residência do escritor Jorge Amado, em Salvador, e painel para o Liceu Municipal de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Entre 1953 e 1954, viajou a estudo para a União Soviética. De volta ao Rio de Janeiro, tornou-se uma das líderes do movimento pelo Salão Preto e Branco, um protesto de artistas contra os altos preços do material para pintura. Realizou em 1963, o painel de azulejos ‘Santa Bárbara’, para a capela do túnel Santa Bárbara, Laranjeiras, Rio de Janeiro. No ano de 1966, a editora Cultrix publicou um álbum com poemas e serigrafias de sua autoria. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil, EUA e Europa. Foi premiada no Rio de Janeiro (1943, 1944, 1949, 1950 a 1953, 1955, 1963) e em São Paulo (1951, 1955). Participou da 1ª e da 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955). Em 1977, o Museu Nacional de Belas Artes - MNBA, realizou uma grande retrospectiva de sua obra. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 336; PONTUAL, PÁG. 181; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 164; MEC, VOL. 2, PÁG 58; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG, 263; WALTER ZANINI, PÁG. 810; ARTE NO BRASIL, PÁG. 824; ACERVO FIEO.



156 - MANOEL SANTIAGO (1897 - 1987)

Cascudas - óleo sobre eucatex - 30 x 23 cm - canto inferior esquerdo e dorso -

Manoel Colafante Caledônio de Assumpção Santiago nasceu em Manaus, AM e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, desenhista e professor. Mudou-se para Belém em 1903 e iniciou estudos de pintura. Desde 1916 já praticava a arte não figurativa. Em 1919 transferiu-se para o Rio de Janeiro, cursou Direito e frequentou a Escola Nacional de Belas Artes, onde foi aluno de Rodolfo Chambelland e Baptista da Costa. Na época, teve aulas particulares com Eliseu Visconti. Foi casado com a pintora Haydeá Santiago. Participou em 1927 do Salão Nacional de Belas Artes e recebeu o prêmio viagem ao exterior, entre vários outros. Foi para Paris no ano seguinte, e lá permaneceu por cinco anos. De volta ao Rio de Janeiro, em 1932, tornou-se professor do Instituto de Belas Artes. Em 1934, passou a lecionar pintura e desenho no Núcleo Bernardelli, figurando entre seus alunos José Pancetti, Edson Motta, Bustamante Sá, Ado Malagoli, Rescála e Milton Dacosta. Participou da I Bienal Internacional de São Paulo (1951) e do 8º Panorama da Arte Brasileira (1976). PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, VOL. 1, PÁG. 241; TEODORO BRAGA, PÁG. 211; CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO DE PAISAGEM BRASILEIRA, MEC-MNBA /RIO/1944; MAYER/84, PÁG. 1158; REIS JR, PÁG. 378; PONTUAL, PÁG. 473; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 292; ITAÚ CULTURAL, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 865; ACERVO FIEO.



157 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Figura - gravura - 32 x 25 cm - canto inferior direito ilegível - 1913 -



158 - WILTON TONELLI (1905 - 1977)

Paisagem - óleo sobre madeira - 27 x 35 cm - centro inferior -
Com dedicatória. No estado.

Pintor e desenhista, Wilton Tonelli Rebelo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Discípulo de Armando Vianna. Participou de diversas mostras e Salões Oficiais como: Salão Paulista de Belas Artes, São Paulo (1947); Salão Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro (1948 - Menção Honrosa); Salão Municipal de Belas Artes, Rio de Janeiro (1954); Salão da SBBA, Rio de Janeiro (1956). ITAUCULTURAL; JULIO LOUSADA VOL. 12, PÁG. 839.



159 - ROBERTO BURLE MARX (1909 - 1994)

Composição - serigrafia - P.E. - 60 x 80 cm - canto inferior direito na tela serigráfica -
Edição póstuma com relevo seco do Projeto Burle Marx.

Nasceu em São Paulo e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, paisagista, arquiteto, desenhista, pintor, gravador, litógrafo, escultor, tapeceiro, ceramista, designer de jóias, decorador. Durante a infância viveu no Rio de Janeiro. Foi com a família para a Alemanha, em 1928. Em 1929, freqüentou o ateliê de pintura de Degner Klemn. Nos jardins e museus botânicos de Dahlen, em Berlim, entusiasmou-se ao encontrar exemplares da flora brasileira. De volta ao Brasil, fez curso de pintura e arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1930 - 1934), onde foi aluno de Leo Putz , Augusto Bracet e Celso Antônio. Seu primeiro projeto paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, em 1932. Entre 1934 e 1937, ocupou o cargo de diretor de parques e jardins do Recife, PE, onde passou a residir. Nesse período, foi com freqüência ao Rio de Janeiro e teve aulas com Candido Portinari e com o escritor Mário de Andrade. Em 1937, retornou ao Rio de Janeiro e trabalhou como assistente de Candido Portinari. Foi em 1949, conforme sua paixão por plantas e seu interesse por botânica e jardinagem, que Burle Marx adquiriu um sítio em Barra de Guaratiba, RJ. Com auxílio de botânicos, viajou, coletou, catalogou exemplares de plantas do Brasil e reproduziu em seu sítio a diversidade fitogeográfica brasileira. Em 1985 doou esse sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.Realizou muitas exposições individuais e projetos paisagísticos, participou de diversas mostras oficiais coletivas pelo Brasil e no exterior. PONTUAL, PÁG. 94; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 93; MEC. VOL.1, PÁG.303; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 738; LEONOR AMARANTE, PÁG. 98; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 179; artnet.com. ACERVO FIEO.



160 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

"Paisagem com figuras" - guache sobre cartão - 73 x 93 cm - canto inferior direito - 1961 -
Reproduzido na quarta capa do catálogo deste leilão. Com etiqueta e recibo original de compra na Galeria de Arte Paulo Prado Ltda, Rua Engenheiro Alcides Barbosa 53, São Paulo - SP, datado de 15 de junho de 1983. Ex coleção Senhora Leonor Whitehead - São Paulo - SP.

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



161 - MACIEJ ANTONI BABINSKI (1931)

Composição - gravura - 9/80 - 20 x 18 cm - canto inferior direito -

Natural de Varsóvia, Polônia, viveu sucessivamente na Inglaterra e no Canadá, radicando-se em 1953 no Brasil. Antigo aluno de Maurice Denis em Paris, e expoente da pintura abstracionista canadense. Babinski foi colega de Goeldi, de quem adotou a linguagem expressionista. Esplêndido gravador. Atualmente vive é ativo no Ceará. TEIXEIRA LEITE, pág. 48; PONTUAL, págs. 46 e 47; MEC, vol. 1, pág. 157; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 69; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 24; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 720; ARTE NO BRASIL, pág. 903, Acervo FIEO.



162 - ARTE POPULAR BRASILEIRA (XX)

Onça sentada - escultura em madeira - 06 x 20 x 03 cm - não assinado -



163 - LIVROS


1 - Iberê Camargo - As Horas (O Tempo como Mortivo)”, de Curadoria de Lorenzo Mammi, textos de Iberê Camargo, Lorenzo Mammi e Ferreira Gullar, Fundação Iberê Camargo, 96 páginas, 2014.
2 - Iberê Camargo, catálogo de exposição na Galeria de Arte Ipanema, texto de Cristina Burlamaqui, 64 páginas, 2006.
3 - Renina Katz, EDUSP, textos de Leonor Amarante e Renina Katz, 278 páginas, 1997.
4 - Sonya Grassmann, textos de Antonio Carlos Abdalla e Gabriela Suzana Wilder, Escritório de Arte James Lisboa, 104 páginas, 2004.,br> 5 - Teresa Nazar na Vanguarda Paulista 1965-1975, organização de Myrine Vlavianos, textos de Kátia Canton, Maria Izabel Branco Ribeiro, Olívio Tavares de Araújo, Walter Zanini e João Spinelli, 64 páginas, 2005.
6 - Jorge Guinle, textos de Christina Bach e Ronaldo Brito, Coleção Espaços da Arte Brasileira, editora Cosac & Naify, 128 páginas, 2001.
7 - Jorge Guinle - "Belo Caos”, Textos de Vanda Mangia Klabin e Ronaldo Brito, Fundação Iberê Camargo, Porto Alegre, 120 páginas, 2008.




164 - INÁCIO RODRIGUES (1946)

Paisagem - acrílico sobre tela - 50 x 42 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2017 -

Pintor, desenhista, entalhador e gravador, natural de Acaraú, CE. Iniciou-se em pintura como autodidata (1957). Viajou para diversos países da América Latina (1960-1965) com o objetivo de participar de exposições e acabou se fixando, em 1966, no Rio de Janeiro. Pintou a cúpula da Catedral Municipal e o Hotel Porto Velho em Porto Velho, RO (1962 e 1965). Expôs individualmente em diversas capitais brasileiras e também no exterior. Participou de muitas mostras e Salões oficiais e foi premiado em: Curitiba, PR (1971); Rio de Janeiro (1970, 1973, 1975, 1977, 1978); Belo Horizonte, MG (1970, 1971); Campinas, SP (1971, 1972); Florianópolis, SC (1972); Niterói, RJ (1974); Embu, SP (1974); Amparo, SP (1994, 1996); São José dos Campos, SP (1983). JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 834; VOL. 4, PÁG. 959; VOL. 12, PÁG. 345; TEIXEIRA LEITE PÁG. 450. WALMIR AYALA VOL. 2, PÁG. 259; MEC VOL. 4, PÁG. 91; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



165 - BELMONTE (1897 - 1947)

"Diabo! Não sei como..." - desenho a nanquim e lápis de cor - 23 x 26 cm - canto inferior direito -
Complemento do título: Diabo! Não sei como "sapecar" a madama sem magoar o meu amigo Adolfo... Com carimbo do Departamento de Censura à Imprensa, Rádios e Agências Telegráficas. Controle Geral. VISADO.

Benedito Bastos Barreto - caricaturista, desenhista, pintor, ilustrador, escritor, jornalista e historiador - nasceu e faleceu em São Paulo. Iniciou sua carreira em 1912 publicando suas primeiras caricaturas na revista paulista ‘Rio Branco’ e paralelamente colaborou na revista carioca ‘D. Quixote’. Durante seus primeiros anos de trabalho publicou em diferentes periódicos paulistas e, em 1921, empregou-se na recém-inaugurada ‘Folha da Noite’, substituindo Voltolino. Nesse periódico passou a utilizar o pseudônimo Belmonte como assinatura de seus desenhos e em 1925 criou o personagem Juca Pato. Durante a Revolução Constitucionalista de 1932 criou o logotipo para os bônus de guerra que no período das batalhas substituíram como dinheiro a moeda oficial. No ano de 1936, começou a publicar no jornal ‘Folha da Manhã’ diversas charges de Juca Pato tendo como temática a crítica ao nazismo. Produzidas até o ano de 1946, elas acabaram se configurando numa grande série sobre a Segunda Guerra Mundial. Essas charges foram reunidas e publicadas em 1982 com o título de ‘Caricatura dos Tempos’. Autor de diversos livros de caricatura e história publicou, entre outros, os seguintes títulos: ‘Assim Falou Juca Pato’ (1933), ’ No Tempo dos Bandeirantes’ (1939) e ‘O Brasil de Ontem’ (1940), com desenhos inspirados nos trabalhos de Rugendas. TEODORO BRAGA, PÁG. 49 E 50; PONTUAL, PÁG. 67; MEC, VOL. 1, PÁG. 213; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 69; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG. 109; CARICATURISTAS BRASILEIROS, DE PEDRO CORRÊA DO LAGO, PÁG. 100; ARTE NO BRASIL, PÁG. 392; WALTER ZANINI, PÁG. 806; ACERVO FIEO; www.artprice.com; www.saopauloantiga.com.br.



166 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Gato azul" - acrílico sobre papel - 30 x 42 cm - centro inferior - Década de 2000 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins, datado de 19 de dezembro de 2016.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



167 - FRANCISCO CUOCO (1928)

Mercado - óleo sobre tela - 47 x 67 cm - canto inferior esquerdo - Bahia. -

Pintor e professor, participou do Salão Paulista de Belas Artes onde obteve medalha de bronze e o 2º prêmio Governo do Estado-1956-1970; participou, também, do 1º Salão Panamericano de Arte-RGS-1958; 3º Salão de Arte de São Bernardo do Campo-1970 e do Salão Oficial de Belas Artes de Santos-1970/71. MEC, vol. 1, pág. 502; Acervo FIEO.



168 - CÉLIA NAHAS GARCIA (XX)

"Retrô 1" - técnica mista e colagem - 73 x 100 cm - canto inferior direito -

Artista plástica nascida em São Paulo. É pedagoga e desenvolve sua arte como autodidata. Realizou exposições individuais em São Paulo (2013, 2014) e tem participado de inúmeras mostras coletivas e oficiais, destacando-se: 'Exposição Museo do Café' (2013);?'Artexpo New York', Nova York -



169 - YASUICHI KOJIMA (1934)

"Rosa" - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito e dorso - 2017 -

Pintor e ceramista nascido em Tajimi, Japão - cuja população vive de cerâmica e porcelana. Seu pseudônimo artístico é Kojima. Recebeu influência de seu pai, Shigueo Kojima - tradicional artista e ceramista japonês conhecido pelo nome artístico Juho Kojima. Formou-se na Escola de Cerâmica Industrial de Tajimi - Gifu, Japão. Veio para o Brasil em 1953, trabalhou por cinco anos em São Caetano e transferiu-se para Mauá onde, como seu pai, montou sua própria fábrica de cerâmicas e porcelanas que está em atividade até hoje. Naturalizou-se brasileiro e estudou pintura com Manabu Mabe, Takaoka e Nakajima. Realizou exposição individual em Poá, SP (2009) e no Museu de Arte do Parlamento de São Paulo (2013). Participou de diversas mostras e Salões oficiais em: São Bernardo do Campo, SP (1967); São Paulo (1968, 1969, 2001 a 2010); Poá, SP (2009-como convidado); Embu, SP (2012 - Prêmio Prata). www.mauamemoria.com.br; www.radaroficial.com.br/d/31498914; issuu.com/shinzenbi/docs/makoto_5/27.



170 - WILLIAM ADOLPHE LAMBRECHT (1876 - 1940)

Rua de Túnez - óleo sobre madeira - 50 x 30 cm - canto inferior esquerdo -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista, gravador e ilustrador nascido e falecido em Paris, França. Estudou com Gérome. Participou de várias mostras e Salões oficiais e, em 1921, ganhou uma bolsa de estudos no 'Salon Colonial des Artistes Français' em Paris. Suas obras têm sido comercializadas em vários leilões pelo mundo. meridiangallery.blogspot.com.br; www.worthpoint.com; www.artprice.com; www.mutualart.com.



171 - LUCAS PENNACCHI (1960)

"Uma rua de Lourmarin" - tinta plástica sobre placa - 25 x 25 cm - canto inferior direito - 1992 - França -
Com etiqueta do ateliê do autor n° 398, no dorso.

Pintor, gravador e desenhista paulistano, nascido em 20 de fevereiro de 1960. Filho do festejado artista Fulvio Pennacchi, Lucas dedica-se a retratar paisagens do interior brasileiro e do litoral paulista, de forma delicada e precisa e também peixes, tucanos e outros animais da fauna brasileira com uma leitura atual. JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 678; ITAÚ CULTURAL.



172 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Paisagem - óleo sobre tela - 41 x 57 cm - não assinado -



173 - RAFAEL PEREZ BARRADAS (1890 - 1929)

Operário - desenho a carvão e lápis de cor - 30 x 23 cm - canto superior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista, ilustrador, cenógrafo, figurinista e cartunista uruguaio nascido e falecido em Montevidéu. Filho de pais espanhóis. Não se sabe se teve um aprendizado sistemático, mas, seu pai era pintor. Mudou-se para a Espanha (1913) e viajou para a Itália e França. Sua primeira exposição individual foi em Madri (1918) onde propôs seu conceito estético: o vibracionismo. Trabalhou como ilustrador para muitas revistas em Montevidéu, Buenos Aires e Espanha. Participou de Salões e exposições em Madri (1912, 1917); em Condal - Barcelona (1916); em Montevidéu (1923); em Paris - na Exposição Internacional de Artes Decorativas (1925) onde ganhou o Prêmio na categoria de teatro e na Bienal de Artes Decorativas (1927). Voltou para o Uruguai em 1928. Uma exposição retrospectiva de suas obras foi realizada no Museu de Belas Artes de Montevidéu em 1972. BENEZIT; mnav.gub.uy; www.artprice.com.



174 - JOAQUIM TENREIRO (1906 - 1992)

Fita - múltiplo em madeira - 33 x 87,5 x 2,5 cm - assinado -
Ex coleção Renato Antônio Brogiolo - Rio de Janeiro, RJ. No estado.

Designer, escultor, pintor, gravador e desenhista, Joaquim Albuquerque Tenreiro nasceu em Melo Guarda, Portugal e faleceu em Itapira, SP. Filho e neto de marceneiros, aos dois anos de idade mudou-se para o Brasil com a família. Retornou a Portugal em 1914 e ajudou o pai a realizar trabalhos em madeira. Iniciou aulas de pintura. Em 1928, transferiu-se definitivamente para o Rio de Janeiro, passando a frequentar o curso de desenho do Liceu Literário Português onde conquistou o prêmio Joaquim Alves Meira, a maior láurea daquele estabelecimento e fez cursos no Liceu de Artes e Ofícios. Em 1931, integrou o Núcleo Bernardelli. Na década de 1940, dedicou-se à pintura de retrato, de paisagem e de natureza-morta. Entre 1933 e 1943, trabalhou como designer de móveis nas empresas Laubissh & Hirth, Leandro Martins e Francisco Gomes. Em 1943, montou sua primeira oficina, a Langenbach & Tenreiro e, alguns anos depois, inaugurou duas lojas de móveis; primeiro no Rio de Janeiro e, posteriormente, em São Paulo. É o renovador do mobiliário brasileiro, responsável por toda uma linha de criação em que a funcionalidade se alia o bom gosto e o aproveitamento racional dos materiais do País. No final da década de 1960, Joaquim Tenreiro encerrou as atividades na área da concepção e fabricação de móveis para dedicar-se exclusivamente às artes plásticas, principalmente à escultura. Participou do Panorama da Arte Atual Brasileira, SP (1972, 1973, 1975, 1978, 1988), da Bienal Internacional de São Paulo (1965), entre outras, e realizou uma retrospectiva no MAM, RJ (1977). Tem pinturas suas figurando no MAM, SP, no MNBA e Museu Manchete, RJ. MEC, VOL.4, PÁGS.381 E 382; PONTUAL, PÁG.520; TEIXEIRA LEITE, PÁG.504; WALMIR AYALA, VOL.2, PÁG.376 E 377; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG.973; VOL. 5, PÁG. 1042; VOL.6, PÁG. 1111; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 580; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; www.joaquimtenreiro.com; renome.com.br; pinturabrasileira.com; web.artprice.com.



175 - NEWTON CAVALCANTI (1930 - 2006)

Figuras - óleo sobre tela colada em eucatex - 77 x 75 cm - centro inferior -

Gravador, pintor, aquarelista, ilustrador, natural de Bom Conselho-PE. Inicia seus estudos nos ateliês de Raimundo Cela e de Oswald Goeldi. Em 1954, ingressa na Escola de Belas Artes da Universidade Estadual do Rio de Janeiro. Entre 1973 e 1975, viaja para a Europa, onde participa de cursos e estágios na Inglaterra, na Itália e na Alemanha, patrocinado pela Fundação Brasileira de Educação e pelo governo alemão. Participa de exposições como o Salão Nacional de Arte Moderna, várias edições entre 1958 e 1972; Bienal Internacional de São Paulo, várias edições entre 1963 e 1985; Bienal de Paris, 1963; Brazilian Art Today, na Noruega, Áustria, Suécia e Inglaterra, 1965 e Mostra Rio Gravura, Rio de Janeiro, 1999. JULIO LOUZADA vol.9, pág.192; TEXEIRA LEITE, pág. 115; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 720; ARTE NO BRASIL, pág. 850.



176 - EDY GOMES CAROLLO (1921 - 2000)

Cruzeiro - óleo sobre madeira - 35 x 26 cm - canto inferior direito -

Filho e discípulo de Sobragil Gomes Carollo, participou do Salão Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, com diversas premiações. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 173 e 174.



177 - GASTÃO Z. FRAZÃO (XX)

Composição - técnica mista - 60 x 45 cm - canto inferior direito -

Artista plástico e arquiteto que tem participado de mostras coletivas e Salões oficiais, destacando-se: Bienal Internacional de São Paulo, São Paulo (1967); Salão Paulista de Arte Contemporânea, São Paulo (1976); Salão Nacional de Artes Plásticas, Rio de Janeiro (1979). ITAUCULTURAL.



178 - JOÃO ALVES (1905 - 1970)

Casario - óleo sobre tela - 46 x 55 cm - centro inferior e dorso - 1968 -

Pintor ingênuo, autodidata, cuja obra tem como tema a paisagem urbana de Salvador, capital de seu Estado natal. Expôs individualmente no Museu de Arte Moderna de Salvador em 1961, e na Galeria Montmartre - RJ em 1965, com apresentação de Jorge Amado. JULIO LOUZADA vol. 9 pág 38; TEIXEIRA LEITE, pág. 22; ITAU CULTURAL; MEC, vol. 1, pág. 71; PONTUAL, pág. 20. Acervo FIEO.



179 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Cenas baianas - serigrafia - 21 x 15 cm - centro inferior na tela serigráfica -
Obra impressa por Ateliê Mário Della Parra - Serigrafias - Rio de Janeiro, RJ.

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



180 - DAVID MERCADÉ RECASENS (XX)

Rua em Barcelona - aquarela - 48 x 32 cm - canto inferior direito - 1957 -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista com diversas participações em mostras e salões oficiais. www.artprice.com.



181 - JEAN COCTEAU (1889 - 1963)

Rosto - desenho a nanquim - 25 x 16 cm - canto inferior esquerdo -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Artista, pintor, ceramista e escritor francês, mundialmente conhecido pela sua poesia, ficção, filmes, balets, etc. A obra de Cocteau reflete a influência recebida e a experiência do artista como: o surrealismo, a psicanálise, o cubismo, a religião católica, etc . No seu tempo Cocteau promoveu uma vanguarda de estilo e moda. Foi amigo de Pablo Picasso, do compositor Erik Satie, do escritor Marcel Proust, e do diretor russo Serge Diaghilev. Jean Cocteau nasceu em Maisons-Lafitte. Seu pai suicidou-se quando Jean tinha somente nove anos, era advogado e amante da pintura, influenciando muito o jovem Jean. JULIO LOUZADA, vol 9 - pág 214; BENEZIT, vol 3 - pág 89



182 - LAERPE MOTTA (1933)

"A melindrosa" - óleo sobre mdf - 60 x 50 cm - canto inferior direito -

Pintor e desenhista ativo no Rio de Janeiro, inciou-se autodidaticamente no desenho em 1966. Participou do SNBA, obtendo premiação (1967 e 1968). Dedicando-se especialmente ao desenho a bico-de-pena, seus trabalhos ora mantêm integra a figura, ora a dispersam em um princípio de abstração destinada a obter efeitos de vibração ótica pelo jogo de claros e escuros. PONTUAL, pág. 298; JULIO LOUZADA vol.2, pág. 701; ITAÚ CULTURAL.



183 - YOSHIYA TAKAOKA (1909 - 1978)

"Croquis" - desenho a lápis - 28 x 18 cm - canto inferior esquerdo -
No estado. Com resquícios de etiqueta da Galeria Borghese, Rua Marquês de São Vicente, Rio de Janeiro - RJ, no dorso.

Pintor e desenhista nascido em Tóquio, Japão, veio para o Brasil em 1925, fixando-se no interior de São Paulo, trabalhando na lavoura. Mudou-se para São Paulo, onde ganhava a vida vendendo pastéis, fazendo caricaturas e como pintor de paredes. Foi aluno de Bruno Lechowsky no Rio de Janeiro. Foi um dos fundadores do Grupo Seibi, que reuniu artistas plásticos da colônia japonesa em São Paulo (1935). Fundou em 1948, juntamente com Geraldo de Barros e Antonio Carelli, o Grupo dos Quinze. Viveu em Paris de 1952 a 1953, estudando técnica de mosaico; Freqüentou o Núcleo Bernardelli, onde se ligou de amizade a Pancetti. Participou de diversos salões e exposições, nacionais e estrangeiras, recebendo diversas premiações. PONTUAL, pág. 510; TEIXEIRA LEITE, pág. 490; MEC, vol. 4, pág. 352; TEODORO BRAGA, pág. 220; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 361; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 579; ARTE NO BRASIL.



184 - ERNESTINA (XX)

Pescador - escultura em terracota - 25 x 09 x 08 cm - assinado -

Ceramista natural do Alto do Moura, Caruaru - PE, onde é ativa. Foi aprendiz e colaboradora de Mestre Vitalino. -



185 - INOS CORRADIN (1929)

Marinha - serigrafia - 98/160 - 31 x 57 cm - canto inferior direito -
No estado.

Pintor, desenhista, gravador, escultor e cenógrafo, nascido em Vogogna, Itália. Por volta de 1932 mudou-se com a família para Castelbaldo - Padova, onde, em 1945, estudou pintura com professor Tardivello. Em 1947 colaborou com o pintor Pendin na execução de um mural referente aos mártires da resistência italiana em Castelbaldo. Veio, em 1950, para Jundiaí e São Paulo onde fez parte do núcleo artístico Cooperativa em São Paulo, dirigido pelo pintor argentino Oswaldo Gil Navarro. Executou cenários para o Ballet do IV Centenário de São Paulo, em 1954. Em 1979 foi contratado para pintar um cenário para o Teatro de Rovigo, Itália. Realizou diversas exposições individuais, participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais pelo Brasil e pelo mundo. Foi premiado em Paris (1975) e em Ferrara, Itália (1976). JULIO LOUZADA, VOL. 11, PÁG. 152; PONTUAL, PÁG. 143; MEC, VOL. 1, PÁG. 448; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 215; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; inoscorradin.com.br.



186 - ADRIANO GAMBIM (1983)

"As banhistas" - xilogravura - 12/22 - 14 x 10 cm - canto inferior direito - 2013 -

Pintor, desenhista, gravador e arte-educador. Sua formação artística foi na UNIMESP e UNESP, São Paulo. Realizou exposições individuais em Guarulhos (2004, 2008, 2009, 2010, 2011) e tem participado de várias mostras coletivas e Salões individuais como: Guarulhos, SP (2001, 2007 a 2013); São Paulo (2008, 2010); Araraquara, SP (2006, 2010, 2012); Franca, SP (2008); Catanduva, SP (2008); Suzano, SP (2009); Ubatuba, SP (2005, 2009); Ribeirão Preto, SP (2010); Mairiporã, SP (2010); Santo André, SP (2010); Santos, SP (2011); Araras, SP (2013); Embu, SP (2013); Curitiba, PR (2012); Porto Alegre, RS (2013); Brasília, DF (2013); Castro, PR (2013); Ceará (2012); Espanha (2005 a 2008, 2013); Finlândia (2007); México (2009); Itália (2007, 2009); Romênia (2007, 2010). Foi premiado em: Guarulhos, SP (2007 a 2009, 2011); Mairiporã, SP (2011); Espanha (2011); Araraquara, SP (2010, 2012, 2013); Araras, SP (2012); Rio Claro, SP (2013). www.artprice.com.



187 - MARCIO SCHIAZ (1965)

Flores - aquarela - 22 x 18 cm - canto inferior direito -

Paulistano, o pintor nasceu em 10/5/1965. Estudou na APBA-SP, onde desenvolveu curso de desenho e pintura, frequentado sessões de modelo vivo. Individuais desde 1989 e coletivas em Salões Oficiais, com sucesso de crítica. Recebeu diversos prêmios. JULIO LOUZADA, vol.13, pág. 304; Acervo FIEO.



188 - MIRANDA JUNIOR (XX)

Nu - óleo sobre eucatex - 25 x 20 cm - dorso - 14/07/1982 - Rio -
Com dedicatória.

Pintor e desenhista com diversas participações em mostras coletivas.



189 - PERCIVAL TIRAPELLI (1952)

Composição - litografia - 5/30 - 54 x 35 cm - canto inferior direito - 1980 -
No estado.

Pintor, desenhista, gravador, fotógrafo, historiador, curador, professor e crítico de arte nascido em Nhandeara, SP. Formou-se em Desenho, Plástica e Educação Artística pela Faculdade de Belas Artes de São Paulo e é Mestre (1983) e Doutor (1989), pela escola de Comunicações e Artes da USP. Realizou exposições individuais em: Brasília, DF (1978); São Paulo (1982 – MAC, 1984 – Pinacoteca, 1986); La Paz, Bolívia (1985). Tem participado de inúmeras mostras e Salões oficiais, destacando-se: San Salvador (1975); Santo André, SP (1975, 1976); Antuérpia, Bélgica (1976); Kassel, Alemanha (1976); Cidade do México (1976); Costa Rica (1977); Milão, Itália (1979); São Paulo (1976 – Bienal Nacional, 1977 e 1985 – Bienais Internacionais); La Paz, Bolívia (1983); Curitiba, PR (1981). Foi premiado em: La Paz, Bolívia (1983 – Gravura na II Bienal Internacional de Arte); Santo André, SP (1984 e 1986 – XII e XIV Salão de Arte Contemporânea, 1985 – I Salão Regional de Artes Plásticas); Avaré, SP (1987 - II Salão de Artes Plásticas). ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 1136; www.bv.fapesp.br; tirapeli.pro.br; www.pinacoteca.org.br.



190 - CARVALHO DE CASTRO (1948)

Barcos - óleo sobre tela - 40 x 60 cm - canto inferior direito -

Pintor e desenhista, Antonio Carlos Carvalho de Castro nasceu em São Paulo. Assinava Cacau (até setembro de 1993). Atualmente assina Carvalho de Castro. Estudou pintura na Associação São Bernardense de Belas Artes, SP (1979) onde ganhou uma Medalha de Ouro ainda como aluno. Teve como mestres Paulo Marinho e Moro. Realizou exposição individual em São Bernardo do Campo (1982). Participou de muitas mostras coletivas e oficiais em: São Bernardo do Campo, SP (1981 a 1983, 1985 a 1987, 1989 a 1991); Diadema, SP (1985); Paranapuã, SP (1986); Guaíra, SP (1987); Itatiba, SP (1989); Santo André, SP (1991); Guarujá, SP (1991); Itanhaém, SP (1991); Embu, SP (1992) e, no exterior: Bolívia, Chile, México, Portugal, Espanha, Itália e Japão. Foi premiado em Santo André, SP (1991) e em São Bernardo do Campo, SP (prêmio 'Nossa Gente'). JULIO LOUZADA VOL. 6, PÁG. 217.



191 - BEATRIZ MILHAZES (1960)

"Beleza pura" - litografia off set - 105/300 - 27 x 37 cm - canto inferior direito na matriz -
Com certificado de Edicion, nº REG 390832/2 emitido por Suc. de Salerno e Hijos - USA - SPAIN - ITALY - FRANCE - Editores e carimbo em relevo seco do editor.

Pintora, gravadora, ilustradora e professora nascida no Rio de Janeiro. Nessa cidade formou-se em comunicação social (1981), iniciou-se em artes plásticas ao ingressar na Escola de Artes Visuais do Parque Lage (1980), onde mais tarde lecionou e coordenou atividades culturais. Cursou gravura em metal e linóleo no Atelier 78 (1995 a 1996), com Solange Oliveira e Valério Rodrigues; ilustrou o livro ’As Mil e Uma Noites à Luz do Dia: Sherazade Conta Histórias Árabes’ (1997), de Katia Canton. Participou das exposições que caracterizaram a Geração 80 e foi artista visitante em algumas universidades dos Estados Unidos (1997, 1998). Tem se destacado em mostras brasileiras, internacionais (a partir dos anos 1990) - nos Estados Unidos, na Europa e integra acervos de museus como o MoMA, Guggenheim e Metropolitan, em Nova York. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 6, PÁG. 729; www.fortesvilaca.com.br; www.artprice.com; www.museuoscarniemeyer.org.br; www.moma.org; www.metmuseum.org.



192 - IVO BLASI (1932 - 2008)

"Litoral Sul de São Paulo" - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2004 -

Foi pintor atuante em São Paulo. Viveu na Itália por algum tempo, onde frequentou cursos de arte. No Brasil cursou a Escola Paulista de Belas Artes, tendo participado de diversas exposições. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 36; Acervo FIEO.



193 - JEAN MICHEL BASQUIAT (1960 - 1988)

"Angel" - litografia off set - 105/200 - 28 x 38 cm - canto inferior direito na matriz -
Com certificado de Edicion, nº REG 390832/2 emitido por Suc. de Salerno e Hijos - USA - SPAIN - ITALY - FRANCE - Editores e carimbo em relevo seco do editor. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista, grafiteiro nascido e falecido em Nova York. Sua mãe era de Porto Rico e seu pai do Haiti. Descrevia-se como um pintor autodidata, desenhava desde criança. No começo da década de 1980 foi um ativo grafiteiro escritor e participou da exposição coletiva ‘New York/New Wave’ no ‘Institute for Art and Urban Resources’ em Long Island. Pintou por um tempo com Andy Warhol (1984) e com o pintor italiano Francesco Clemente. Realizou exposições individuais em: 1982 - Nova York, Zurique, Rotterdam, Roma, Los Angeles; 1984 - Edimburgo; Nova York; 1985 – Tókio, Zurique, Califórnia; 1987 - Salzburgo. Participou de mostras coletivas e oficiais em: 1981 - Long Island; 1982 - Documenta, Kassel; 1983 - Munique; ‘Musée Cantonal de Lausanne’; Lucerna; ‘Seibu Museum’, Tókio; 1984 –‘ Musée d’Art Contemporain’, Montreal; 1985 – ‘Institute of Contemporary Art’, Londres; 1985 – ‘Nouvelle Biennale de Paris’; 1987- Paris; 1988 – Paris; além de muitas outras póstumas. Teve uma sala especial na 23ª Bienal de São Paulo (1996) e uma retrospectiva na Pinacoteca do Estado de São Paulo (1998). BENEZIT; www.basquiat.com; educacao.uol.com.br; www.artprice.com.



194 - RUI ALVES CAMPELLO (1905 - 1984)

Paisagem - desenho a nanquim - 33 x 22 cm - canto inferior direito - 1949 - Roma -

Pintor nascido na cidade do Rio de Janeiro. Discípulo de Rodolfo Chambelland, de Honório da Cunha Melo e de Rodolfo Amoedo, na antiga ENBA-RJ. Na Europa frequentou o ateliê de Andre Lhote, em Paris, onde também fez curso de restauração de obras de arte no Louvre. Expositor regular do SNBA, participou também da I Bienal de São Paulo, em 1951. JULIO LOUZADA, vol 3 pág 200



195 - MARIA OTILHA (XX)

Músico - escultura em terracota - 23 x 07 x 5,5 cm - assinado -

Ceramista natural do Alto do Moura, Caruaru – PE. Suas obras estão em coleções nacionais e estrangeiras. Foi contemporânea de Mestre Vitalino.



196 - RUI DE PAULA (XX)

Natureza morta - óleo sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2013 -

Pintor nascido em Jaboticatubas, MG. Aprendeu pintura com Mauro Ferreira, seu primeiro e único professor. Dedica-se exclusivamente à pintura desde 1989. Tem participado de muitas mostras e Salões oficiais pelo Brasil: Campinas, SP (1988); São Paulo (1994 – SOCIARTE); Belo Horizonte, MG (1999, 2003, 2004, 2005, 2006); Londrina, PR (2003); Fortaleza, CE (2001); Rio de Janeiro (2003); Tiradentes, MG (2010), entre outras. E coletivas no exterior: Iraque (1988); Bélgica (1994); Estados Unidos (2002, 2003, 2004); Portugal (2008). ITAU CULTURAL; www.ruidepaula.com.br.



197 - J. BORGES (JOSÉ FRANCISCO BORGES) (1935)

Bumba meu boi - xilogravura - 46 x 63 cm - canto inferior direito - 1979 -
No estado.

Gravador e pintor, nasceu em Bezerros, PE, em 20/12/1935. Tinha sucesso com seus folhetos de cordel, mas foi a falta de material de ilustração para a capa de seu próximo trabalho que o levou para a xilogravura, passando a ser reconhecido nacional e internacionalmente. Em novembro de 1997 veio para São Paulo como um dos convidados do Encontro da Cultura Brasileira, na exposição O Cordel e a Arte dos Livros, que aconteceu no Salão Arco 2 da Estação Julio Prestes. JULIO LOUZADA, vol 10, pág 127; Acervo FIEO; ITAÚ CULTURAL.



198 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Baile - serigrafia - P.A. - 55 x 38 cm - canto inferior direito -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



199 - ALFREDO VOLPI (1896 - 1988)

Bandeirinhas - litografia off set - 71/200 - 93 x 63 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.



200 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Frutas do Nordeste - xilogravura - 15/30 - 50 x 60 cm - canto inferior direito - 1990 -
Com registro nº 2124 Pérez Sola, Itapecerica da Serra - São Paulo, no dorso.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



201 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Gato - litografia off set - 10/30 - 43 x 23 cm - canto inferior direito - 1989 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



202 - ALFREDO VOLPI (1896 - 1988)

Composição - serigrafia - P.A. - 75 x 30 cm - canto inferior direito -
No estado.

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.



203 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulata - litografia off set - 60 x 45 cm - canto inferior direito -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



204 - MANABU MABE (1924 - 1997)

Composição - serigrafia - P.A. - 17 x 25 cm - canto inferior direito - 1974 -

Pintor, desenhista, gravador e ilustrador nascido no Japão e falecido em São Paulo. Assina Mabe. De Kobe, Japão, emigrou com a família para o Brasil (1934) para dedicar-se ao trabalho na lavoura de café no interior de São Paulo. Interessado em pintura, começou a pesquisar, como autodidata, em revistas japonesas e livros sobre arte. No fim da década de 1940, em São Paulo, conheceu o pintor Tomoo Handa e Yoshiya Takaoka. Integrou-se ao Grupo Seibi, Grupo 15, Grupo Guanabara. Mudou-se para São Paulo (1957) para dedicar-se exclusivamente à pintura. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras coletivas e oficiais no Brasil e exterior. Entre muitos prêmios recebidos, destacam-se: 1953 - Prêmio aquisição no Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro; 1957 - Pequena Medalha de Ouro no VI Salão Paulista de Arte Moderna, SP; 1958 - Grande Medalha de Ouro no VII Salão Paulista de Arte Moderna, São Paulo; 1959 - Prêmio Governador do Estado no VIII Salão Paulista de Arte Moderna, SP; Prêmio Leirner de Arte Contemporânea, SP; Melhor Pintor Nacional na 5ª Bienal Internacional de São Paulo; Prêmio Braun e Prêmio Bolsa de Estudos na I Bienal de Paris, França; Prêmio aquisição no ‘Dallas Museum of Fine Arts’, Dallas, Estados Unidos; 1960 - Prêmio Fiat na 30ª Bienal de Veneza, Itália; 1962 - Primeiro Prêmio na I Bienal Americana de Arte de Córdoba, Espanha. ARTE NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 1050; EIXEIRA LEITE, PÁG. 296; PONTUAL, PÁG. 325; MEC, VOL. 3, PÁG. 13; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 644; LEONOR AMARANTE, PÁG. 83, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 561; ACERVO FIEO; www.mabe.com.br; www.pinturabrasileira.com; www.museumanabumabe.com.br; www.escritoriodearte.com; www.brasilescola.com; www.artprice.com.



205 - ALBANO AGNER DE CARVALHO (1899 - 1986)

Paisagem - aquarela - 16 x 28 cm - canto inferior esquerdo -
No estado.

Nasceu em Curitiba, PR, onde fez estudos de pintura com o mestre Alfredo Andersen. Indo para o Rio de Janeiro em 1929, integrou-se desde então nas atividades artísticas locais, lá expondo individualmente em 1930, 1943, 1950 e 1961. Expôs também em Curitiba, em 1950, 1952, 1966 e 1968. Recebeu menção honrosa no SNBA e medalha de prata no Salão Fluminense de Belas Artes. PONTUAL, pág. 113; MEC, vol. 1, pág. 361; TEODORO BRAGA, pág. 29; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 176/177; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO, pág. 925.



206 - JOÃO BAPTISTA (1961)

Paisagem - óleo sobre tela colada em eucatex - 24 x 40 cm - canto inferior esquerdo - 1988 -

Pintor nascido em Poços de Caldas, MG com diversas participações em mostras coletivas e oficiais. JULIO LOUZADA VOL. 5, PÁG. 518.



207 - JORDÃO MACHADO (1954)

Figuras - gravura - 2/20 - 40 x 48 cm - centro inferior - 08/79 -
No estado.

Pintor e desenhista nascido em Goiânia, Goiás, com diversas participações em mostras e Salões oficiais, entre os quais: Panorama de Arte Atual Brasileira, MAM - SP (1987). ITAUCULTURAL.



208 - CAROL KOSSAK (1895 - 1976)

Paisagem - óleo sobre tela - 40 x 34 cm - canto inferior direito -
Obra assinada com pseudônimo: C. Kokott, conforme referência encontrada em Artes Plásticas Brasil, volume 13, página 411 - Júlio Louzada Publicações.

Excepcional pintor ativo em São Paulo, onde realizou exposição individual em 1941. Consta ainda em sua bibliografia, ter participado de várias exposições nas décadas de 30 e 40. Pintou marinhas, animais, principalmente cavalos e figuras. Reputado como grande retratista. MEC vol.2 pág. 411; TEODORO BRAGA, pág. 134.; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 512, Acervo FIEO.



209 - FRANCIS PONTES DE MIRANDA (1947)

Jangada - xilogravura - 15 x 23 cm - canto inferior direito -
Com dedicatória.

Pintora, desenhista e professora, Francisca Maria Cavalcanti Pontes de Miranda nasceu no Rio de Janeiro. Assina Francis Pontes de Miranda e F. P. de Miranda. Formou-se em Design e Artes Plásticas pela 'École Cantonale des Beaux-Arts et Art Appliqué' de Lausanne, Suíça e frequentou também a 'École du Louvre', Paris. Mudou-se para os Estados Unidos (1990), lá permanecendo por cinco anos como professora de desenho e pintura. De volta ao Brasil, criou um ateliê de Pintura e um estúdio de Design. Realizou exposições individuais no Rio de Janeiro em 1989 e 1997. Participou da mostra coletiva 'A Ousadia da Forma' em 1985. JULIO LOUZADA VOL. 10, PÁG. 600.



210 - NOEMIA MOURÃO (1912 - 1992)

Namorados - desenho a nanquim - 32 x 24 cm - centro inferior -

Pintora e desenhista. Assina Noemia. Realizou sua primeira individual em 1934, no Rio de Janeiro. Residiu na Europa de 1934 a 1940, frequentando em Paris as academias de la Grande Chaumière e Ranson. Expôs em Montevideu e Buenos Aires. Foi citada por REIS JUNIOR e TEODORO BRAGA. Foi aluna (1932) e mulher (1933) de Di Cavalcanti. MEC vol.3, pág. 265; WALMIR AYALA vol.2, pág.135; PONTUAL, pág. 375; TEIXEIRA LEITE, pág. 356; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 684. Acervo FIEO.



211 - GERDA BRENTANI (1906 - 1999)

Dom Quixote - técnica mista - 102 x 67 cm - canto inferior direito -
No estado.

Nasceu em Triestre, Itália, no dia 27 de fevereiro de 1908. Desenhista e gravadora. No Brasil desde 1939, fixou residência em São Paulo, Capital. Iniciou estudos com Ernesto de Fiori e Rossi Osir, por volta de 1940. De traço humoristico, a artista destacou-se no cenário artístico/crítico nacional, cuja obra tem participado em mostras nacionais e internacionais, com sucesso de crítica. JULIO LOUZADA vol.1, pág.153; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 630; Acervo FIEO.



212 - ARTE POPULAR BRASILEIRA (XX)

Animal com duas cabeças - escultura em madeira - 19 x 28 x 17 cm - não assinado -



213 - JOSÉ LIMA (1910 - 1980)

Interior de convento - óleo sobre eucatex - 34 x 26 cm - canto inferior direito -
No estado.

Baiano de Salvador, onde foi discípuilo de Presciliano Silva, na Escola de Belas Artes da Bahia. Realizou a decoração da Igreja de São Januário, em São Cristóvão, RJ. JULIO LOUZADA, vol. 2 pág. 580



214 - SERGIO RENATO YPLINSKY (1947)

Menina - óleo sobre tela - 70 x 50 cm - canto inferior direito -

Nasceu em Araxá, MG, no dia 20/2/1947. A sua pintura, de tendência impressionista, evoca o paisagismo, os costumes e os interiores de seculares catedrais do velho mundo. Expõe individualmente a partir de 1969, participando de coletivas a partir de 1976, com diversas premiações. JULIO LOUZADA vol. 13 pág. 360.



215 - ULYSSES FARIAS (1960)

Composição - técnica mista - 30 x 30 cm - centro inferior e dorso - 2017 -

Desenhista, pintor, fotógrafo, escultor, poeta e professor nascido em São Paulo. Tem participado de muitos eventos culturais, mostras e Salões oficiais em Socorro, SP (2006 a 2014); Brasília, DF (2010); Mairiporã, SP (2007); São Paulo (2013). Recebeu, em 2012, o primeiro lugar em um concurso de fotografias.



216 - CARLOS MATUCK (1958)

Ciclista - serigrafia - 69/100 - 66 x 47 cm - canto inferior direito - 2004 -
No estado. Com dedicatória.

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador, quadrinista e fotógrafo nascido em São Paulo. Estudou arquitetura. Foi um dos pioneiros do grafite em São Paulo. Iniciou seu trabalho ainda na década de 1970, utilizando pesquisas com carimbos, recortes e colagens na confecção de estênceis, cujas imagens espalhou pelas ruas de São Paulo até meados dos anos 1980. A partir de 1980 passou a fazer ilustrações para revistas, jornais, editoras e publicou histórias em quadrinhos, como desenhista e roteirista. Participou da 18ª Bienal Internacional de São Paulo (1985) e de outras mostras coletivas em São Paulo (1981, 1984, 1986), Rio de Janeiro (1984). ITAU CULTURAL; www.carlosmatuck.com.br; www.companhiadasletras.com.br; www.sescsp.org.br.



217 - MAGDA STÁBILE (1952)

Espanhola - óleo sobre tela - 60 x 30 cm - canto inferior direito -

Pintora nascida em São Paulo, Capital, em 28/11/1952. Graduada pela Faculdade de Belas Artes de São Paulo. Frequenta os cursos de arte da Escola Panamericana de Artes, SENAI, SESC e do MUBE. Recebe orientações dos professores Franulic, Adelino Rodrigues, Herman Sedoya, Antonio Santos Lopes e Carmen Rolim Arruda. Individuais em 1998 e coletivas a partir de 1978. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 311



218 - BARBARA CRISTINA DEISTER (XX)

"Pão de Açúcar" - acrílico sobre eucatex - 24 x 19 cm - canto inferior direito - 2007 -
Com certificado do Museu Internacional de Arte Naif do Brasil - MIAN, nº 6065 firmado por Lucien Finkelstein, no dorso.

Pintora autodidata nascida no Rio de Janeiro. Realizou sua primeira individual nas salas de leitura da Biblioteca Popular de Botafogo, da Secretaria Municipal de Cultura, Turismo e Esportes, RJ. Participou de mostras coletivas, destacando-se a da Feira de Artesanato promovida pelo Sindicato dos Artesãos na cidade de Miguel Pereira, RJ. www.acasa.org.br/autor/barbara-cristina-deister.



219 - WALDE-MAR (1943)

Índio - guache - 30 x 22 cm - lado esquerdo - 1972 -

Artista plástico, pesquisador da cultura indígena e escritor, Waldemar de Andrade e Silva nasceu em Timburi, SP. Assina Walde-Mar. É descendente de Tupinambás, foi lavrador, balconista, escriturário, jogador de futebol, pugilista e ator de teatro. Começou a pintar em 1968 seguindo os passos de seu irmão Neuton que pintava naïf. Vendia seus quadros na Praça da República em São Paulo, depois no Embu. Publicou três livros: "Lendas e mitos dos índios brasileiros", "O Menino Botovi" e "Anituengo". O primeiro foi editado na Alemanha e no Japão. Realizou exposições individuais e participou de coletivas na Alemanha, França, Bélgica, Áustria, Portugal, Suíça e em outros países. Planejou e inaugurou o Museu do Índio em Embu das Artes, SP. JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 1053; embudasartes.sp.gov.br/JornalCidade/2.php?id=359.



220 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Cangaceiro - desenho a lápis e guache - 16,3 x 11,5 cm - canto inferior direito - 1978 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins, datado de 22 de março de 2017.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



221 - JOSÉ ESTEBAN GRANERO (1950)

Composição - óleo sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior direito e dorso - 1988 -
Ex-coleção Antônio Maluf - Galeria Seta - São Paulo - SP. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista argentino, natural da cidade de Buenos Aires, onde nasceu a 28 de junho de 1950. Ativo em São Paulo, expôs individualmente em 1978, 1979 e 1980; e coletivamente a partir de 1979, inclusive no exterior. JULIO LOUZADA, Vol. 5, pág. 452.



222 - SEBASTIÃO ROBERTO MIRANDA (1948)

Figura - óleo sobre madeira - 25 x 21 cm - canto inferior direito -

Natural de Brodosqui, SP, onde nasceu a 26 de agôsto de 1948. Miranda fez cursos individuais para aprimorar o seu dom nato pela pintura, inclusive com o prof. Antonio van Acker, na Escola de Belas Artes de São Paulo. Expôs individualmente a partir de 1987, e participa de coletivas desde 1983. Recebeu prêmios em 1983, 1985, e 1989. JULIO LOUZADA vol.11, pág. 214.



223 - IUR SERAVAT FULAM (1959)

Composição - acrílico sobre papel - 40 x 28 cm - canto inferior direito - 2016 -
Obra da série três forças.

Pseudônimo do autor. Natural de São Paulo (SP), filho primogênito de um casal ligado à atividade cultural (pai artista gráfico e plástico e mãe escritora). Autodidata neste campo, embora tenha tido grande estímulo para o desenho e a pintura acompanhando a atividade artística de seu pai, que também foi marchand a partir da década de 60, permitindo que tivesse estreito contato e pudesse realizar uma grande experimentação ao longo dos anos tanto para a linguagem figurativa com temas ligados ao cotidiano, como para a geométrica. É professor universitário e consultor na área de assuntos públicos e instituições políticas.



224 - LUIS TOMASELLO (1915 - 2014)

Composição - escultura de parede em madeira - d= 44 cm - dorso - 1974 -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e escultor argentino nascido em La Plata. Quando adolescente teve aulas de desenho, frequentou a ‘Nacional de Bellas Artes Prilidiano Pueyrredón’ em Buenos Aires (1932 a 1938) e a ‘Escuela Superior de Bellas Artes Ernesto de la Cárcova’ (até 1944). Conviveu com os pintores Emilio Pettoruti e Carmelo Arden Quin. Viajou a Paris (1951) e para lá se mudou em 1957 onde havia uma comunidade latina americana de artistas cinéticos. Realizou muitas exposições individuais, participou de mostras coletivas e oficiais. Executou muitas obras públicas na Argentina, França, México e Estados Unidos. Sua obra ‘Chromoplastic Mural ‘(2011) pode ser vista no ‘Nelson-Atkins Museum of Art’ em Kansas City. BENEZIT; www.sicardi.com; www.artprice.com.



225 - GERALDO DE ANDRADE (XX - XXI)

Cena bíblica - entalhe em madeira - 106 x 25 cm - canto inferior direito -

Pintor pernambucano, irmão do também pintor Tarcisio de Andrade, começou a pintar em 1964. Venceu um concurso para ir para o Rio de Janeiro onde viveu por muito tempo, participou de diversas exposições e ganhou muitos prêmios. Recebeu o 'Troféu Imprensa' (1993) em Pernambuco como melhor pintor do Nordeste. Utiliza para sua pintura partes de janelas e portas de demolição, criando formas recortadas e vazadas. Suas obras são conhecidas em todo Brasil e no exterior, principalmente em Nova York, Espanha e Portugal onde possui um grande acervo.



226 - FRANCISCO GONZALES (1954)

"Luzes do tempo" - acrílico sobre tela colada em eucatex - 53 x 70 cm - canto inferior direito e dorso - 1991 -

Artista paulistano, com participação em coletivas, salões e exposições individuais desde 1975. "... Ao longo da década de 70, Gonzales construiu uma obra organizada, formal e coloristicamente limpa, em que o virtuosismo técnico apurou-se cada vez mais. (...) Com substancial base de desenho e apurado conhecimento colorístico, Gonzalez, que foi atraído pelo surreal e pelo metafísico desde que fez sua opção pela arte, descobriu o real na primeira metade da década de 80. (...) Mais recentemente, entretanto, Gonzales retornou aos domínios da super-realidade, ao terreno do imprevisto, do desconhecido, do mistério. (...) Enfim, criou uma obra pictórica que o posiciona entre os mais significativos pintores brasileiros de tendência figurativa de sua geração. " . Enock Sacramento in FRANCISCO Gonzalez. Apresentação de Enock Sacramento. São Paulo: Galeria Paulo Prado, 1989. ITAÚ CULTURAL; JULIO LOUZADA, vol. 13, pág. 154. Acervo FIEO. -



227 - DOUGLAS KRIEGER (1954)

Nu - óleo sobre eucatex - 24 x 33 cm - canto inferior direito - 2008 - Curitiba - PR -

Pintor, desenhista e professor nascido em Curitiba, PR. Assinava Bussolo. Iniciou sua carreira em 1977, como discípulo de Theodoro De Bona. Formou-se no Curso de Desenho de Figura Humana na UFPR. Realizou exposições individuais em: Curitiba, PR (1978, 1979, 1983 a 1986, 1995); SESC itinerante no Paraná (1986): Maringá, Toledo, Cascavel, Campo Mourão, Londrina, Pato Branco, Ponta Grossa; Campo Largo, PR (1993); Araucária, PR (1994). Participou de muitas coletivas e mostras oficiais pelo Paraná (1978, 1979, 1980 a 1984). Foi premiado em 1982 e 1983. JULIO LOUZADA VOL. 6, PÁG. 562; VOL. 11, PÁG. 165; douglaskrieger.blogspot.com.br.



228 - CARLO BRANCACCIO (1861 - 1920)

Veneza - aquarela - 26 x 34 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Nasceu e faleceu em Nápoles. Participou de inúmeras exposições e Salões oficiais em Nápoles, Milão, Londres, Mônaco, Paris (1902 a 1904, 1907) e Buenos Aires. JULIO LOUZADA, vol. 4, pág. 173; BENEZIT, vol.2, pág. 270.



229 - MARCOS TRONCOSO (1953)

"Tropical" - têmpera vinílica sobre tela - 60 x 80 cm - canto inferior direito e dorso - 1992 -

Paulista de Santos, o autor chama para si o desafio de ser artista plástico nos tempos atuais, onde com a sua obra propõe como base a idéia construtiva da liguagem, a criação de uma nova figuração, o futurismo. O artista expõe coletivamente desde 1968 e individualmente a partir de 1978. JULIO LOUZADA, vol. 3, pág. 1154



230 - NICOLO BARABINO (1832 - 1891)

Cristo - "Cópia di Velazquez" - óleo sobre tela - 84 x 61 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor italiano nascido em Sampierdarena – Gênova e falecido em Florença. Iniciou seus estudos artísticos na ‘Accademia Ligustica di Belle Arti’ e, em 1857, recebeu uma bolsa de estudo para a Academia de Belas Artes de Florença. Em 1856 expôs, em Florença, ‘Madone Consolatrice’ e ‘Death of Pope Boniface VIII’ com grande sucesso. Em 1859 pintou ‘Consolatrix afflictorum’ para a capela do hospital de Savona. Viajou para Paris (1880) e três anos depois realizou uma longa viagem pela Espanha. Em 1887 expôs em Veneza e, uma de suas pinturas (‘Madonna - Quasi Oliva Speciosa in Campis ‘), foi comprada pela rainha da Itália. Trabalhou predominantemente em Gênova onde seus afrescos ‘Galileo before the Inquisition’, ‘Caponni Appearing before Charles VIII’ e ‘Sicilian Vespers ‘podem ser encontrados no Palácio Celesia. Trabalhou junto com Luigi Ferrario no Teatro Carlo Felice’. BENEZIT; www.arte.it; www.artprice.com.



231 - LUCIANA NIKAIDO MARCASSA (1969)

"Promenade" - óleo sobre tela - 80 x 80 cm - canto inferior direito e dorso - 2016 -

Mineira de Poços de Caldas, onde nasceu a 19/12/1969, graduou-se em Artes Plásticas pelo Instituto Saint-Luc, em Liége, Bélgica, cidade onde viveu e participou de exposições durante cinco anos. Expõe individualmente desde 1998 e participa de coletivas a partir de 1994, inclusive internacionais, com diversas premiações. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 192



232 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

O atleta - escultura em bronze - 34 x 12 x 06 cm - assinado -
Gouveia.



233 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Na vila - óleo sobre tela - 60 x 120 cm - canto inferior direito -
Almeida.



234 - ITALO CENCINI (1924 - 2011)

Maternidade - desenho a nanquim - 55 x 36 cm - centro inferior - 1957 -
Paspatur no estado.

Natural de São Paulo, onde inicia seus estudos artísticos na Escola de Belas Artes (1948/1949) e freqüenta cursos de Modelo Vivo no MASP e MAM/SP. No Rio de Janeiro RJ freqüenta a ENBA. Ciça França Lourenço, apresentando o artista e sua obra por ocasião de mostra na PINACOTECA-SP (1986), já dizia: " Seu início já indicava a capacidade de aceitação de mudanças, pois profissionalizou-se na escola de ler, ver e discutir com pessoas experientes como Bonadei, Volpi e Danilo Di Prete. Sua personalidade teve a dose de simplicidade necessária para somar com as diferenças, não se sentindo ameaçado com a força do desconhecido. Curioso, sente-se atraído; vale-se porém das mudanças, quando estas se apoderam de sua interioridade. Acima da ditadura da moda, sobreviveu expressionista, quando abstração era palavra de ordem, o que não o impediu de assumi-la no momento em que sobrepujou sua figuração mitológica. Técnica e estética estão totalmente a serviço da carga expressiva, marca inconfundível de Ítalo. " JULIO LOUZADA, vol, 12, pág, 104. MEC, vol 1, pág, 396; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 717; ARTE NO BRASIL, pág. 899; LEONOR AMARANTE, pág. 146; Acervo FIEO.



235 - RUBENS GERCHMAN (1942 - 2008)

"I together you" - litografia - H.C. - 23 x 30 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, escultor nascido no Rio de Janeiro e falecido em São Paulo. Em 1957, freqüenta o Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro, onde estuda desenho. Faz curso de xilogravura com Adir Botelho e freqüenta a Escola Nacional de Belas Artes - Enba, entre 1960 e 1961. Em 1967, é contemplado com o prêmio de viagem ao exterior no 16º Salão Nacional de Arte Moderna e viaja para os Estados Unidos. Reside em Nova York entre 1968 e 1972. Retorna ao Brasil e faz o roteiro, a cenografia e a direção do filme 'Triunfo Hermético' e os curtas 'ValCarnal' e 'Behind the Broken Glass'. De 1975 a 1979, assume a direção da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, RJ. É co-fundador e diretor da revista 'Malasartes'. Em 1978, viaja para os Estados Unidos com bolsa da Fundação John Simon Guggenheim. Em 1982, permanece por um ano em Berlim como artista residente, a convite do Deutscher Akademischer Austauch Dienst - DAAD [Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico]. Realizou diversas exposições individuais e participou de muitas mostras oficiais no Brasil e pelo mundo recendo prêmios na Bienal de São Paulo (1965), Bienal de Salvador, BA (1966), Bienal de Cali, Colômbia (1967, 1970). JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 417; PONTUAL, PÁG. 235; TEIXEIRA LEITE, "in" A GRAVURA BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 734; ARTE NO BRASIL, PÁG. 974; LEONOR AMARANTE, PÁG. 143, MEC VOL. 2, PÁG. 246; Acervo FIEO.



236 - ANTONIO RODRIGUES (XX)

Bumba meu boi - escultura em terracota - 18 x 08 x 09 cm - assinado -

Ceramista natural do Alto do Moura, Caruaru – PE. Suas obras estão em coleções nacionais e estrangeiras.



237 - INIMÁ DE PAULA (1918 - 1999)

Paisagem - desenho a nanquim - 28 x 22 cm - centro inferior -
Paspatur no estado.

Pintor e desenhista mineiro nascido em Itanhomi e falecido em Belo Horizonte. A partir de 1937, frequentou o Núcleo Antônio Parreiras, em Juiz de Fora, MG. Em 1940, instalou-se no Rio de Janeiro e matriculou-se nas aulas de Argemiro Cunha no Liceu de Artes e Ofícios , as quais abandonou em pouco tempo. Passou a pintar com alguns dos ex-integrantes do Núcleo Bernardelli. Em 1944, transferiu-se para Fortaleza, onde conheceu artistas locais e participou da criação da Sociedade Cearense de Artes Plásticas (SCAP). Voltou ao Rio de Janeiro (1945) e expôs com Aldemir Martins, Antonio Bandeira e Jean-Pierre Chabloz , na galeria Askanasy. Em 1948, graças ao apoio de Candido Portinari , fez sua primeira mostra individual no Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB/RJ). Em 1950, ganhou o prêmio de viagem ao país do Salão Nacional de Belas Artes (SNBA) e, no ano seguinte, viajou e expôs na Bahia. Em 1952, recebeu o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Arte Moderna (SNAM). Em Paris (1954-1956) assistiu a cursos na 'Académie de la Grande Chaumière' e na' École Normale Supérieure des Beaux-Arts', acompanhou as aulas de André Lhote e de Gino Severini. Quando voltou participou da V Bienal Internacional de São Paulo e, na primeira metade dos anos 1960, mudou-se para Belo Horizonte. Em 1998 foi criada a Fundação Inimá de Paula em Belo Horizonte. JULIO LOUZADA, VOL.11, PÁG.152; PONTUAL, pág. 271; MEC, VOL.3, PÁG.355; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁGS. 401 1 404; TEIXEIRA LEITE, PÁG.260; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; ARTE NO BRASIL, PÁG. 870; ACERVO FIEO; www.museuinimadepaula.org.br; www.pinturabrasileira.com; www.artprice.com.



238 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulata - serigrafia - 2ª cor 1/10 - 50 x 70 cm - canto inferior direito -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



239 - CRISTIANO DA SILVA (XX)

Contrastes - óleo sobre tela - 60 x 20 cm - canto inferior esquerdo - Rio -

Pintor com diversas participações em mostras coletivas.



240 - HEINZ KÜHN (1908 - 1987)

Composição - óleo sobre tela colada em eucatex - 52 x 30 cm - canto inferior direito - 1985 -
Com etiqueta dos herdeiros do artista, no dorso.

Pintor nascido em Berlim, Alemanha, e falecido em São Paulo. Iniciou seus estudos em sua terra natal, expondo obras na Alemanha e na França. Transferiu-se para o Brasil em 1950, fixando residência em São Paulo. Realizou exposições individuais em São Paulo (1952, 1956 - MAM, 1959 a 1962). Participou de mostras e Salões oficiais, entre eles: II, III e VIII da Bienal Internacional de São Paulo; II, IX, X e XIV Salão Paulista de Arte Moderna onde conquistou a Medalha de Prata (1952), o Prêmio Aquisição (1955) e a Medalha de Ouro (1965); XVIII Salão Municipal de Belo Horizonte; I Concurso Nacional de Joias - Prêmio de Viagem a Brasília. MEC VOL. 2, PÁG. 430; PONTUAL PÁG. 295; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 688; www.artprice.com.



241 - INGRES SPELTRI (1940)

"Violinos - opus 6616" - óleo sobre tela - 60 x 80 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor, desenhista, escultor, gravador e professor nascido em Jau, SP. Filho do pintor Augusto Speltri com quem se iniciou na pintura, ainda criança. Em 1959 mudou-se para São Paulo onde estudou Música (1960-1964). É professor titular da Escola Panamericana de Arte, SP. Realizou exposições individuais, em São Paulo, nos anos de 1977, 1981, 1978, 1984. Participou de várias mostras e Salões oficiais, sendo premiado em: São Paulo (1963, 1966, 1970, 1971); Santo André, SP (1976). JULIO LOUZADA VOL. 5, PÁG. 1012; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; MEC VOL. 4, PÁG. 338; PONTUAL PÁG. 504; www.artprice.com; www.speltri.com.



242 - SÉRGIO BERTONI (1926)

Angélica - Paraíso - óleo sobre tela - 75 x 75 cm - centro direito - 1983 -

Nasceu em Niterói, RJ em 21/9/1926. Pintor e escultor, formou-se na Faculdade de Belas Artes de São Paulo em 1950. Em Abril de 1982 sua exposição "Paulicéia Desvairada", no MASP, mereceu comentário de Pietro Maria Bardi: "Original o panorama que Bertoni nos oferece do fato urbano, arte e documento acertados por um pintor de extraordinário valor". Para o próprio artista sua pintura é um trabalho de crônica e reportagem de seu tempo. Expôs indivudualmente em São Paulo e em Campinas. Participou de coletivas no MAM-SP e Centro Cultural de São Paulo e Galeria SESC-Paulista. JULIO LOUZADA, vol 2 pág 126



243 - CELINA LEMOS DE OLIVEIRA (1917 - XX)

Marinha - óleo sobre eucatex - 52 x 73 cm - canto inferior esquerdo - 1968 -
No estado.

Pintora autodidata. Assina Celina. No Rio de Janeiro participou do Salão Nacional de Arte Moderna (1966); em coletivas da Galeria Oca (1967); no Museu da Imagem e do Som (1968); na Associação Internacional de Artistas Plásticos (1968); entre vários outros salões oficiais e exposições. MEC VOL. 1, PÁG. 395; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 248.



244 - PABLO MATANIA (1936)

Paisagem - óleo sobre tela - 61 x 37 cm - canto inferior esquerdo - 1974 -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista e cartógrafo argentino nascido em Buenos Aires. Veio para o Brasil, Rio de Janeiro, em 1958. Participou de mostras coletivas. JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 608; www.artprice.com; www.mutualart.com.



245 - ENRICO BASTIGLIA (1908 - 1973)

Presépio - óleo sobre tela - 37 x 26 cm - canto inferior esquerdo - 1965 -

Nasceu e faleceu em São Paulo, onde exerceu a sua arte com brilhantismo e dedicação. Com apenas 16 anos já era diplomado em Pintura e Desenho Artístico, tendo recebi orientação do pintor José Barchitta. Trabalhou com o pintor italiano Pietro Gentili a partir de 1926, dedicando-se a partir de então na arte Sacra. Adotou um cromatismo claro que dá um efeito de espacialidade 'as suas composições, apresentando uma centuada nitidez nos gestos das imagens e na harmonia visual do conjunto. É responsável pela decoração de diversas igrejas na cidade e no interior do estado, tais como o Altar Mór da Igreja de Santa Barbara d´Oeste, a Capela Interna da Igreja Coração de Jesus, Em São Paulo. JULIO LOUZADA, vol. 1 pág. 100, 101.



246 - ODOARDO BORRANI (1834 - 1905)

Florença - aquarela - 43 x 24 cm - canto inferior esquerdo -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista, professor, decorador de cerâmica, ilustrador italiano nascido em Pisa e falecido em Florença. Estudou com Bianchi, Bezzuoli e Pollastrini, na Academia de Belas Artes de Florença (1853); depois continuou por conta própria a fazer seus estudos. Sua obra 'Lorenzo the Magnificent Fleeing to the Sacristy of the Cathedral' (1859) recebeu a Medalha de Ouro numa exposição da Academia de Florença. Pertenceu ao Grupo dos Macchiaioli junto com Telemaco Signorini e Vincenzo Cabianca. Em 1862, trabalhou com Giuseppe Abbati, Silvestro Lega, Raffaello Sernesi e Signorini, nos arredores de Florença, perto de Piagentina. Esse grupo de pintores se tornou conhecido como a escola de Piagentina. BENEZIT; www.artprice.com; www.giovannifattori.com; www.tuttartpitturasculturapoesiamusica.com.



247 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Paisagem - litografia - 55/150 - 40 x 52 cm - canto inferior direito ilegível - 1962 -
Ex coleção do artista plástico Aldemir Martins - São Paulo - SP.



248 - JOÃO A. DE SOUZA (XX)

Caboclo - escultura em terracota - 28 x 12 x 9,5 cm - assinado -

Ceramista de Goiana, PE. Suas obras estão em coleções nacionais e estrangeiras.



249 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Gato amarelo com vaso de flores" - acrílico sobre tela - 60 x 80 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2003 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins, datado de 19 de dezembro de 2016.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



250 - ALFREDO ZORRILLA DE SAN MARTIN (1927 - 1990)

"Punta del Este de Antaño" - óleo sobre tela - 50 x 60 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1986 -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista nascido e falecido em montevidéu, Uruguai. Foi advogado e autodidata em pintura. Aos oito anos recebeu o primeiro Prêmio num concurso de pintura. Realizou exposições individuais em: Montevidéu, Uruguai (1962); Buenos Aires, Argentina (1969); Barra de Maldonado, Uruguai (1975, 1976, 1977); Punta del Este, Uruguai (1979, 1980, 1981, 1982, 1984). Possui obras no 'Museo de la Construcción' (Casa de Toribio) – Montevidéu, Uruguai e ' Museo General Aparicio Saravia' - Cerro Largo, Uruguai. www.portondesanpedro.com; www.artprice.com.



251 - ROBERTO BURLE MARX (1909 - 1994)

Composição - serigrafia - 2/120 - 62 x 80 cm - canto inferior direito na tela serigráfica -
Edição póstuma com relevo seco do Projeto Burle Marx.

Nasceu em São Paulo e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, paisagista, arquiteto, desenhista, pintor, gravador, litógrafo, escultor, tapeceiro, ceramista, designer de jóias, decorador. Durante a infância viveu no Rio de Janeiro. Foi com a família para a Alemanha, em 1928. Em 1929, freqüentou o ateliê de pintura de Degner Klemn. Nos jardins e museus botânicos de Dahlen, em Berlim, entusiasmou-se ao encontrar exemplares da flora brasileira. De volta ao Brasil, fez curso de pintura e arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1930 - 1934), onde foi aluno de Leo Putz , Augusto Bracet e Celso Antônio. Seu primeiro projeto paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, em 1932. Entre 1934 e 1937, ocupou o cargo de diretor de parques e jardins do Recife, PE, onde passou a residir. Nesse período, foi com freqüência ao Rio de Janeiro e teve aulas com Candido Portinari e com o escritor Mário de Andrade. Em 1937, retornou ao Rio de Janeiro e trabalhou como assistente de Candido Portinari. Foi em 1949, conforme sua paixão por plantas e seu interesse por botânica e jardinagem, que Burle Marx adquiriu um sítio em Barra de Guaratiba, RJ. Com auxílio de botânicos, viajou, coletou, catalogou exemplares de plantas do Brasil e reproduziu em seu sítio a diversidade fitogeográfica brasileira. Em 1985 doou esse sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.Realizou muitas exposições individuais e projetos paisagísticos, participou de diversas mostras oficiais coletivas pelo Brasil e no exterior. PONTUAL, PÁG. 94; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 93; MEC. VOL.1, PÁG.303; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 738; LEONOR AMARANTE, PÁG. 98; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 179; artnet.com. ACERVO FIEO.



252 - DJALMA RODRIGUES (XX)

Pescador - escultura em terracota - 19 x 07 x 7,5 cm - assinado -

Ceramista natural do Alto do Moura, Caruaru – PE. Suas obras estão em coleções nacionais e estrangeiras.



253 - HUGO ADAMI (1900 - 1999)

Nu - desenho a lápis - 43 x 27 cm - canto inferior direito - 1930 - Paris -

Pintor, cenógrafo, cantor lírico, ator - Pílade Francisco Hugo Adami nasceu em São Paulo. Aos 12 anos cursou pintura na Escola Profissional Masculina do Brás com Giuseppe Barchitta. Estudou com os pintores Alfredo Norfini e Enrico Vio , com os escultores William Zadig e José Cuccé, no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo (1913- 1916). Teve aulas também com Georg Elpons (1917) . Embarcou para Florença (1922) e lá se tornou amigo do poeta Berto Ricci e do pintor Giorgio De Chirico. Estudou pintura na ‘Accademia di Belle Arti di Firenze’ onde foi aluno de Felice Carena, mas logo abandonou a escola para viajar pela Itália. Residiu por um período em Paris. De volta ao Brasil (1928), realizou a primeira individual em São Paulo e Mário de Andrade publicou ensaio sobre a exposição no ‘Diário Nacional’. O contato de Mário de Andrade com a obra de Hugo Adami possibilitou ao crítico repensar seu projeto modernista. Retornou à Europa (1929 até 1932). Participou da Sociedade Pró-Arte Moderna (1932) e integrou o Clube dos Artistas Modernos (1933). Em 1937, participou da primeira exposição da Família Artística Paulista ao lado de Alfredo Volpi , Bonadei , Clóvis Graciano, Rossi Osir, entre outros. Depois de estar na Europa de 1937 a 1940, mudou-se para o Rio de Janeiro. Entre 1945 e 1970, afastou-se das atividades artísticas, só voltando a pintar em 1975. Exposições Individuais em: São Paulo (1928, 1933, 1938, 1986 – MAM/ SP, 1993). Várias foram as mostras coletivas e Salões oficiais dos quais participou como a Bienal de Veneza em 1924 e 1930. Foi premiado no Rio de Janeiro (1921, 1935); São Paulo (1935, 1936).TEODORO BRAGA, PÁG. 120; PONTUAL, PÁG. 3; REIS JUNIOR, PÁG. 380; MEC, VOL. 1, PÁG. 36; WALMIR AYALA, VOL. 1 , PÁG. 11; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 13; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 580; ARTE NO BRASIL, PÁG. 777; ACERVO FIEO, PÁG. 998; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 25; www.dezenovevinte.net; www.pinacoteca.org.br; www.poeticasvisuais.com; www1.folha.uol.com.br; www.artprice.com.



254 - BENJAMIN SILVA (1927)

No parque de diversões - óleo sobre eucatex - 30 x 21 cm - canto inferior esquerdo - LXV -
Moldura no estado.

Cearense de Juazeiro, Benjamin Silva antes de se mudar para o Rio de Janeiro, então com 20 anos, foi seringueiro no Amazonas. Foi aluno de Inimá de Paula na Escola do Povo, nos idos de 1950. Inicialmente figurativista, após 1963 adota uma linha de expressionismo agressivo. Sua pintura passeou também pelo surrealismo. MEC, vol.4, pág.246; TEIXEIRA LEITE, pág.70; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 697; ARTE NO BRASIL, pág. 943.



255 - INÁCIO RODRIGUES (1946)

Paisagem - giclée - 28 x 42 cm - dorso - 2017 -

Pintor, desenhista, entalhador e gravador, natural de Acaraú, CE. Iniciou-se em pintura como autodidata (1957). Viajou para diversos países da América Latina (1960-1965) com o objetivo de participar de exposições e acabou se fixando, em 1966, no Rio de Janeiro. Pintou a cúpula da Catedral Municipal e o Hotel Porto Velho em Porto Velho, RO (1962 e 1965). Expôs individualmente em diversas capitais brasileiras e também no exterior. Participou de muitas mostras e Salões oficiais e foi premiado em: Curitiba, PR (1971); Rio de Janeiro (1970, 1973, 1975, 1977, 1978); Belo Horizonte, MG (1970, 1971); Campinas, SP (1971, 1972); Florianópolis, SC (1972); Niterói, RJ (1974); Embu, SP (1974); Amparo, SP (1994, 1996); São José dos Campos, SP (1983). JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 834; VOL. 4, PÁG. 959; VOL. 12, PÁG. 345; TEIXEIRA LEITE PÁG. 450. WALMIR AYALA VOL. 2, PÁG. 259; MEC VOL. 4, PÁG. 91; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



256 - MARC CHAGALL (1887 - 1985)

Circo - off-set - 42 x 76 cm - centro inferior -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, gravador e vitralista, nasceu em Vitebsk, Bielorussia, em 7 de julho de 1887. Iniciou-se em pintura no ateliê de um retratista local. Em 1908 estudou na Academia de Arte de São Petersburgo. Seguiu para Paris em 1910, ligando-se a Blaise Cendrars, Max Jacob e Apollinaire e aos pintores Delaunay, Modigliani e La Fresnay. Marc Chagall trabalhou intensamente para integrar seu mundo de fantasias na linguagem moderna, derivada do fauvismo e do cubismo. Irrompendo a revolução socialista de 1917, foi nomeado comissário de belas-artes do governo de Vitebsk. Fundou uma escola aberta a todas as tendências, entrou em conflito com Malevitch e acabou demitindo-se. Em 1931 Chagall visitou a Palestina e a Síria e publicou Ma vie (Minha vida), autobiografia ilustrada por gravuras que já haviam aparecido em Berlim em 1923. A partir de 1935 o clima de guerra e de perseguição aos judeus repercutiu em sua pintura, na qual os elementos dramáticos, sociais e religiosos passaram a tomar vulto. Em 1941 foi para os Estados Unidos, onde em 1944 morreu Bella Chagall, sua esposa, causando-lhe grande depressão. Mergulhou de novo no mundo das evocações e concluiu o quadro "Autour d'elle" ("Em torno dela", Musée National d'Art Moderne, Paris), iniciado em 1937 e que se tornou uma síntese de sua temática. Regressou definitivamente à França em 1947. Reconhecido como um dos maiores pintores do Século 20, Marc Chagall morreu em Saint-Paul de Vence, no sul da França, em 28 de março de 1985. BENEZIT, vol. 2, pág. 638



257 - GASTÃO FORMENTI (1894 - 1974)

Cabo Frio - óleo sobre eucatex - 45 x 60 cm - canto inferior direito - 1964 -

Pintor nascido em Guaratinguetá-SP. Após iniciar-se em arte com Pedro Strina, em São Paulo, foi residir no Rio de Janeiro, onde, com seu pai, dedicou-se à execução de vitrais. Recebeu medalhas de bronze e de prata no SNBA, do qual ainda participava em 1961. TEODORO BRAGA, pág. 98; WALMIR AYALA vol.1, pág.317; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



258 - LIVROS


1 - Pancetti - "O Marinheiro Só”, Curadoria de Denise Mattar, textos de Denise Mattar, Ligia Canongia e Wilson Rocha, Museu de Arte Moderna da Bahia,Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro e Museu de Arte Brasileira da FAAP, 172 páginas, 2000.
2 - Pedro Américo - "Pintor Universal”, textos de Lincoln Martins, Governo do Estado da Paraíba e Fundação Banco do Brasil, 124 páginas, 1994.
3 - J. Carlos Em Revista, Curadoria de Julieta Sobral e Cássio Loredano”, Instituto Memória Gráfica Brasileira, Rio de Janeiro, 2014.
4 - Ismael Nery 100 Anos - "A Poética de um Mito”, curadoria de Denise Mattar, textos e poesisas de Ismael Nery, Adalgisa Nery, Murilo Mendes e Denise Mattar, Centro Cultural Banco do Brasil (RJ) e Museu de Arte Brasileira da FAAP, 128 páginas, 2000.
5 - Uma Viagem com Anita – “A Festa da Forma e da Cor”, Curadoria e texto de Denise Mattar, Museu de Arte Brasileira da FAAP, 72 páginas, 2001.
6 - Guignard, texto de Olívio Tavares de Araújo, exposição na Galeria Arte do Brasil, 34 páginas, 1996.
7 - Guignard 1896-1962, curadoria e texto de José Augusto Ribeiro, Fundação Iberê Camargo, 76 páginas, 2008.




259 - JOAN MIRÓ (1893 - 1980)

Composição - serigrafia - 66/150 - 40 x 56 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador, ceramista e escultor. Assinava Joan Miró e Miró. Nasceu em Montroig, Espanha e faleceu em Palma de Mallorca - Ilhas Baleares, Espanha. Entrou para Escola de Belas Artes de Barcelona com quinze anos, aperfeiçoando-se com o arquiteto Gali. Começou a expor em 1918 na sua terra natal e pouco depois, transfere-se para Paris. Assinou o manifesto surrealista em 1924. Em 1940 voltou à Espanha - Mallorca. Trabalhou com o ceramista Llorens Artigas. Em 1947 realizou um mural em Cincinnati, EUA, e um para a Universidade de Harvard, em 1950 (hoje substituído por uma cópia cerâmica, cujo original se encontra no MOMA de Nova York). Em 1958 trabalhou em dois gigantescos murais em cerâmica para a UNESCO, em Paris. A Fundação Joan Miró foi inaugurada em Montjuic, Barcelona, em 1975. Outras obras suas podem ser vistas na maioria dos museus e coleções de arte moderna espalhados pelo mundo. JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG.638; VOL. 4, PÁG. 746; VOL. 6, PÁG. 735; VOL.8, PÁG. 576; BENEZIT, VOL. 7, PÁG. 435; ITAU CULTURAL; DICIONÁRIO OXFORD DE ARTE – MARTINS FONTES.



260 - ANTONIO POTEIRO (1925 - 2010)

Lago - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - centro inferior e dorso - 2007 -
81 anos. Reproduzido no convite deste Leilão.

Escultor, pintor e ceramista, Antonio Batista de Souza nasceu em Aldeia de Santa Cristina da Pousa, Braga - Portugal e faleceu em Goiânia, GO. Imigrou com a família para o Brasil em 1926. Fixaram-se em Araguari, no Triângulo Mineiro. Autodidata, herdou do pai a técnica e a sensibilidade iniciando suas atividades como ceramista. Em 1958, já com sua família constituída, passou a viver definitivamente em Goiás. Adotou o apelido de "Poteiro", por sugestão da folclorista Regina Lacerda, que o orientou a assinar seus bonecos de barro. Mais tarde foi estimulado a pintar telas por Siron Franco e Cleber Gouvêa. Lecionou cerâmica no Centro de Atividades do SESC e nas cidades de Hannover e Düsseldorf, na Alemanha. Realizou exposições individuais e participou de muitas mostras coletivas e oficiais pelo Brasil e exterior, como: Bienal Internacional de São Paulo (1981 e 1991); Biennalle Internazionale "NAIF", Cittá di Como, Itália (1976); V Bienalle Internazionale "NAIFS", entre Fiera e Lombardia, Itália (1980); III Bienal de Havana, Cuba (1989); III Bienal de Artes de Goiás (1993) e Bienal Brasileira de Arte "NAIF", SESC Piracicaba (1994). Recebeu o prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte - APCA, na categoria escultura (1985), Menção Honrosa na I Bienal Internacional de Óbidos – Portugal (1987); Grande Prêmio no XIV Salão Nacional de Arte de Belo Horizonte, MG (1982); entre outros. Em 1997, foi homenageado com a Comenda da Ordem do Mérito Cultural, do Ministério da Cultura, Brasil. WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 217; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 31; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 808; LEONOR AMARANTE, PÁG. 294, MEC VOL. 3, PÁG. 432; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 925; VOL. 4, PÁG. 907; www.antoniopoteiro.com; artepopularbrasil.blogspot.com.br; www.artprice.com.



261 - ADILSON SANTOS (1944)

Menina - óleo sobre tela - 22 x 16 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1972 -
Série "Espera".

Adilson Fagundes Santos nasceu em Poções, BA. Assina Adilson Santos. De formação autodidata, iniciou-se na pintura em 1960. Após breve permanência em Vitória da Conquista e em Salvador, transferiu-se para o Rio de Janeiro em 1969. A partir de 1962 realizou exposições individuais em: Vitória da Conquista, BA; Salvador, BA; Rio de Janeiro; Recife. Também participou de inúmeros Salões oficiais e mostras coletivas em: Salvador, BA (1965, 1966 - Bienal de Artes Plásticas, 1967 a 1970); Brasília, DF (1967 - Salão de Arte Moderna); São Paulo (1968, 1980); Rio de Janeiro (1969 a 1976, 1979, 1982, 1983, 1986, 1988, 1991, 1998); Niterói, RJ (1972); Poços de Caldas, MG (1977); Recife, PE (1977); Hanover, Alemanha (1980); Montreal, Canadá (1982); Vitória da Conquista, BA (1982, 1994). ITAU CULTURAL; MEC VOL. 4, PÁG. 179; PONTUAL PÁG. 474.



262 - IVONETH GOMES MIESSA (1936)

Colheita de algodão - óleo sobre madeira - 10 x 38 cm - dorso - 1986 -

Paranaense de Reserva, onde nasceu a 10 de maio de 1936. Autodidata, seus temas preferidos refletem emoções da infância, bem como numa tentativa de registrar cenas que lhe sugeriam imagens de outras épocas da vida rural da Europa Oriental. O crítico Mário Schenberg, apresentando as obras da artista em exposição realizada na Itaugaleria em 1983, assim se manifestou: " Tive oportunidade de visitar o seu ateliê e ver telas apenas esboçadas que revelavam uma notabilíssima visão espacial abstrata, com muita afinidade espontânea pelo expressionismo abstrato. Isso me explica muita coisa da composição de ritmos especiais das suas paisagens de sabor primitivista . . . Uma pintura de paisagens de tendência expressionista, talvez mesmo de um tipo muito pessoal de arte fantástica, utilizando sua visão peculiar da paisagem e dos seus ritmos especiais. " JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 526; ITAU CULTURAL.



263 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Girassóis - óleo sobre madeira - 18 x 23 cm - canto inferior esquerdo -
Schang.



264 - ARTE POPULAR BRASILEIRA (XX)

Onça - escultura em madeira - 06 x 15 x 3,5 cm - não assinado -



265 - GEORGINA DE ALBUQUERQUE (1885 - 1962)

Rosas - óleo sobre tela - 41 x 33 cm - canto inferior direito -

Pintora e professora. Aos 15 anos, inicia sua formação artística com o pintor italiano Rosalbino Santoro (1858 - s.d.). Muda-se para o Rio de Janeiro em 1904, matricula-se na Escola Nacional de Belas Artes - Enba e estuda com Henrique Bernardelli. Em 1906, casa-se com o pintor Lucílio de Albuquerque e viaja para a França. Em Paris, frequenta a École Nationale Supérieure des Beaux-Arts e ainda a Académie Julian, onde é aluna de Henri Royer. Volta ao Brasil em 1911, expõe em São Paulo e, partir dessa data, participa regularmente da Exposição Geral de Belas Artes. De 1927 a 1948, leciona desenho artístico na Enba e, em 1935, é professora do curso de artes decorativas do Instituto de Artes da Universidade do Distrito Federal. Em 1940, em sua casa no bairro de Laranjeiras, no Rio de Janeiro, funda o Museu Lucílio de Albuquerque, e institui um curso pioneiro de desenho e pintura para crianças. Entre 1952 e 1954, exerce o cargo de diretora da Enba. TEIXEIRA LEITE, págs. 15 e 16; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 22 a 26; TEODORO BRAGA, pág. 107; REIS JR., pág. 370; PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, vol. 1, págs.17 e 141; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 455; ARTE NO BRASIL, pág 574; Acervo FIEO, RUTH TARASANTCHI.



266 - GILBERTO TROMPOWISKY (1912 - 1982)

Garrafas - óleo sobre tela - 50 x 61 cm - canto inferior direito - 1981 -
No estado.

Pintor, nascido provavelmente em Florianópolis, SC, foi muito cedo para o Rio, onde passou a frequentar posteriormente a antiga ENBA e a participar do SNBA. Executou diversos retratos de figuras da sociedade carioca. Coube-lhe criar, por diversas, a decoração para os bailes carnavalescos do Teatro Municipal do Rio de Janeiro. JULIO LOUZADA, vol. 11 pág.326



267 - LUIGI ALLAVENA (1878 - 1959)

Ruela - aquarela - 22 x 11 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista com diversas participações em mostras e Salões oficiais. www.artprice.com.



268 - LOUIS VALTAT (1869 - 1952)

Vaso de flores - óleo sobre tela - 35 x 25 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e gravador francês nascido em Dieppe e falecido em Paris. Foi para Paris jovem e, encorajado por seu pai, um pintor amador, entrou para a Escola de Belas Artes (1887). Frequentou os ateliês de Boulanger, Lefebvre, Harpignies e Gustave Moreau. Estudou também na ‘Académie Julian’. Viajou por um longo período pela Inglaterra (1894); Espanha com Henri de Montfried (1895); Banyuls-sur-Mer; Collioure com Maillol; Itália (Florença e Veneza) (1902); Algéria (1903) e Anthéor (1899 to 1913). Foi para Paris e depois para Choisel no Chevreuse Valley (1924). Participou do ‘Salon des Indépendants’ em Paris (desde 1889), do primeiro ‘Salon d'Automne’ em Paris (1903) e do ‘ Salon d'Automne’ que introduziu os ‘ Fauves’ (1905), ‘Salon des Tuileries’; ‘Gebaüde der Secession’ em Viena (1906); ‘Kunst Salon Ersnt Arnold’ em Dresde, ‘Berline Secession’ em Berlim; Budapeste; Praga, ‘Moskva Tretyakov Galerie’ em Moscou (1908). Expôs nas galerias de Vollard e Druet em Paris. Em 1952 o ‘Salon d'Automne’ mostrou a maior retrospectiva de suas obras e outras: no Musée Galliera - Paris (1956), na ‘Fondation Ghez’ - Genebra (1969) e a no ‘Musée des Beaux-Arts’ - Bordeaux (1995). Foi premiado no ‘Salon d’Automne’ (1890) e recebeu a comenda da Legião de Honra (1927). BENEZIT; www.valtat.com; www.artprice.com.



269 - EMÍDIO DE SOUZA (1863 - 1949)

Altar - desenho a carvão - 29 x 47 cm - canto superior direito - 1940 -

Natural da cidade paulista de Itanhaém, e falecido em Santos SP . Estudou pintura com Benedito Calixto, a quem auxiliou na decoração e pintura para os festejos comemorativos da Lei Áurea. Sobre a sua obra, assim se manifestou Aracy Amaral: "Um artista que não fazia ´Arte Primitiva´, mas um pintor popular que pintava sua gente e seus costumes, assim era Emídio de Souza (...). Daí porque os tipos populares são retratados com tanta acuidade pelo artista que desenha com a cor, apesar da 'mancha' hábil do pincel, e consegue, assim, fixar também com fidelidade a acolhedora atitude de respeito dos moradores da casa visitada pela Bandeira (A propósito de ´BANDEIRA DO DIVINO´). " in PINACOTECA do Estado - São Paulo. Apresentação de Fábio Magalhães. Texto de Aracy Amaral. Rio de Janeiro: FUNARTE; São Paulo: Secretaria Estadual de Cultura, 1982. (Museus brasileiros, 6). JULIO LOUZADA vol.5, pág. 1006; ITAU CULTURAL; TEIXEIRA LEITE, pag. 176; PONTUAL, pag. 501; WALTER ZANINI, pág. 810. ACERVO FIEO.



270 - ADELIO SARRO (1950)

Negra - óleo sobre tela - 60 x 50 cm - centro inferior - 1983 -

Artista do interior paulista, nascido em Andradina, está radicado em São Paulo desde 1968. Sua pintura inicialmente é expressionista e confessadamente inspirada nas obras de Portinari e Segall. Expôs no exterior e em divesos Salões Nacionais, recebendo excelente crítica. JULIO LOUZADA, vol.1 pág. 880, ITAÚ CULTURAL.



271 - BENE OLIVIER (1932)

Composição - óleo sobre tela - 27 x 40 cm - canto inferior esquerdo - 1985 -

Formado em Belas Artes, ex-professor da USP, ex-cenógrafo de programas de televisão. Mora em Porto Seguro. JULIO LOUZADA, vol.2, pág.745.



272 - JOSÉ SABÓIA (1949)

Trabalhadores - óleo sobre tela - 70 x 50 cm - canto inferior direito -

Pintor, José Sabóia do Nascimento nasceu em Almadina-BA. Artista autodidata foi para o Rio de Janeiro em 1967 e começou a pintar no ano seguinte, passando a expor seus trabalhos na feira hippie de Ipanema. Fez sua primeira exposição individual em Fortaleza, CE (1970). Entre as exposições de que participou, destacam-se: I e III Salão Nacional de Artes Plásticas do Ceará, Fortaleza, (1969, 1971 - Prêmio Aquisição); Dez Pintores no Rio de Janeiro, no MNBA, RJ (1983); ‘Brésil Naifs’, Paris (1986); ‘Salon d'Art Naif’- Marseilha, França (1987); ‘Pintura, Presença e Povo na Arte Brasileira’ no Museu da Casa Brasileira - São Paulo (1990); ‘Visões do Rio’ no MAM, RJ (1996). No exterior expôs individualmente em São Francisco, EUA e Munique, Alemanha, além de participar de coletivas em vários países e, principalmente na França, com exposições organizadas pela Galeria Jacqueline Bricard e uma presença cativa na ‘Galerie Naïfs du Monde Entier’ em Paris. José Sabóia participou do Concurso Internacional de Morges, quando seu quadro foi eleito pelo público, a melhor obra de 60 participantes de 22 países, premiação que originou o convite da Galeria Kasper para realizar uma exposição individual em 1997. JULIO LOUZADA vol. 11, pág. 278; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 228; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO; www.artprice.com; www.nautilus.com.br; www.ardies.com.



273 - EUGÊNIO DE PROENÇA SIGAUD (1889 - 1979)

Estudo - desenho a lápis de cêra - 28 x 38 cm - canto inferior direito -
No estado.

Estudou desenho na Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro com Modesto Brocos, formando-se em arquitetura em 1932, nessa mesma escola. A partir de 1935, dedicou-se à pintura mural e, de 1937, à pintura de temas sociais, com predominância de motivos de operários em construção e trabalhadores rurais. Caracteriza-se por uma grande versatilidade técnica, sendo dos raros pintores brasileiros a utilizar, lado a lado, o óleo, a têmpera e a encáustica, além da aquarela e do guache. Participou do Núcleo Bernardelli. PONTUAL, pág. 489; MEC, vol. 4, pág. 243; TEIXEIRA LEITE, pág. 475 e 476; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 324 a 327; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 579; ARTE NO BRASIL, pág. 763, Acervo FIEO.



274 - JUAREZ MACHADO (1941)

Dançarinos - serigrafia - 6/100 - 96 x 66 cm - canto inferior direito -

Nasceu em Joinville, SC. Atualmente reside e trabalha em Paris, França, onde mantem ateliê. Pintor, escultor, desenhista, caricaturista, jornalista, cenógrafo, escritor e ator. Desenvolveu sólida carreira como desenhista de charges de humor. Sua arte essencialmente criativa, vai do lirismo à violência, da análise microscópica ao extravasamento onírico. Entre as exposições de que participa, destacam-se: 9ª Bienal Internacional de São Paulo, 1967; Zona Gallery, Nova Iorque (Estados Unidos), 1981; Retrospectiva Quatro Artistas da Geração 60, no MAC/PR, Curitiba, 1987; Châteaux Bordeaux, no Centro Georges Pompidou, Paris, 1988; Retrospectiva, no MAC/Joinville, 1990; Arte na América Latina: 100 Anos de Produção, no Instituto Estadual de Artes Plásticas da UFRGS, Porto Alegre, 1996. "Juarez Machado expõe a natureza humana, olha, registra, interpreta, ilumina, focaliza. É o mundo dos humanos, mas não é o mundo do juiz dos homens. Aqui não estamos no Juízo Final. Juarez é o artista contemporâneo, ele tem este olhar elaborado pela ciência, o grau de consciência reflexiva. Podemos dizer deste ponto de vista, que esta obra humanística e esta atitude de intensa pesquisa confere ao seu trabalho um caráter anti-medieval." Jacob Klintowitz in: "Juarez Machado - Copacabana 100 Anos, Ed. Simões de Assis, 1992." JULIO LOUZADA vol.11, pág. 186; PONTUAL, pág.284; Acervo FIEO; ITAU CULTURAL; MEC, vol. 3; TEIXEIRA LEITE, pág. 298. Acervo FIEO.



275 - HÉRCULES BARSOTTI (1914 - 2010)

Composição - serigrafia - P.A. - 50 x 50 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, programador visual, gravador, nascido e falecido em São Paulo, SP. Iniciou-se nas artes em 1926, estudando desenho e composição com o pintor Enrico Vio. Começou a pintar em 1940 e, na década seguinte, realizou as primeiras pinturas concretas, além de trabalhar como desenhista têxtil e projetar figurino para o teatro. Em 1954, com Willys de Castro, fundou o Estúdio de Projetos Gráficos, elaborou ilustrações para várias revistas e desenvolveu estampas de tecidos produzidos em sua tecelagem. Foi para a Europa (1958) com o intuito de estudar novas tendências e aprimorar suas técnicas. Foi premiado no Salão Paulista de Arte Moderna (1958, 1959), no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1960) e realizou diversas exposições individuais. Na década de 1960, foi convidado por Ferreira Gullar a integrar-se ao Grupo Neoconcreto do Rio de Janeiro e participou das exposições de arte do grupo realizadas no Ministério da Educação e Cultura, RJ e no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Em 1960, expôs na mostra 'Konkrete Kunst' (Arte Concreta), organizada por Max Bill, em Zurique. Entre 1963 e 1965, colaborou na fundação e participou do Grupo Novas Tendências, em São Paulo. Participou da IV, V, VI e VIII Bienal Internacional de São Paulo; do Panorama da Arte Atual Brasileira – MAM, SP, entre outras exposições oficiais. Em 2004, o MAM - SP organizou uma retrospectiva do artista. JULIO LOUZADA, VOL. 1, PAG. 98; VOL. 2, PÁG. 108; ITAU CULTURAL; PONTUAL PÁG. 57; MEC VOL. 1; PÁG. 187; www.pinturabrasileira.com; www.macvirtual.usp.br; www.pinacoteca.org.br; www.artprice.com.



276 - TADASHI IKOMA (1911)

Mar revolto - óleo sobre tela - 35 x 30 cm - canto inferior esquerdo e dorso -

Pintor e desenhista com diversas participações em mostras coletivas e oficiais, entre as quais, o Salão de Artes Plásticas de Presidente Prudente, Presidente Prudente, SP (1980). ITAU CULTURAL.



277 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Marinha - litografia - 45/100 - 50 x 70 cm - canto inferior direito - 1985 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



278 - NENÉ CAVALCANTI (XX)

Moça - escultura em cerâmica - 35 x 27 x 15 cm - assinado - 2001 -
No estado.

Escultora, Maria das Neves Cavalcanti Moreira nasceu em Alagoa Nova, Paraíba. Mais conhecida por Nené, filha de um agricultor que teve quinze filhos. Começou a fazer esculturas de bonecas quando criança com o barro formado pelas raras chuvas na fazenda onde morava. Mudou-se para João Pessoa com o intuito de terminar o segundo grau, atual ensino médio, cursou Enfermagem, Pedagogia e Educação Artística (meados de 1980) na Universidade Federal da Paraíba. Já expôs suas peças pelo Brasil, Itália, Portugal, Alemanha (2008), França (2008) e Grécia. Recebeu Medalha de Ouro no Salão Universo Feminino, SP (2004) e um Prêmio concedido pela junta da Câmara do Conselho de Ovar, Portugal. www.nenecavalcanti.com.



279 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

"Besseim" - aquarela - 41 x 41 cm - canto inferior esquerdo -
Johny.



280 - EDOUARD-LEON CORTÈS (1882 - 1975)

Paris - óleo sobre tela - 33 x 46 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor nascido e falecido em Lagny-sur-Maine, França. Filho do pintor espanhol Antonio Cortés que foi para a Exposição Universal em Paris (1855) e se estabeleceu com a família em Lagny-sur-Marne. Iniciou seu filho no aprendizado da pintura e, com dezesseis anos, apresentou uma pintura na Sociedade dos Artistas Franceses (1899) onde foi bem recebido pela crítica e pelo público. Foi um ativo membro da ‘Union des Beaux-Arts de Lagny’ (1927 a 1930) e seu primeiro presidente. Participou também de exposições em Paris incluindo: o Salão de Outono, Salão de Inverno, Salão da Sociedade Nacional de Horticultura e Salão dos Independentes, onde ganhou diversos prêmios. BENEZIT VOL. 3, PÁG. 193; JULIO LOUSADA, VOL. 1, PÁG. 272; www.rehs.com; www.artprice.com; artist.christies.com; www.askart.com.



281 - MARIO CRAVO JR (1923)

Composição - desenho a caneta hidrográfica - 35 x 50 cm - canto inferior direito - 1963 -

Escultor. Após realizar seus estudos, primeiro com um santeiro baiano,e depois com Cozzo, seguiu para os Estados Unidos, aperfeiçoando-se ali com Mestrovic (1949). Teve o prêmio de escultura na II Bienal de São Paulo, e tem participações em várias exposições, dentro e fora do Brasil. Professor de gravura na Universidade da Bahia. Sua escultura, de cunho expressionista, divide-se em duas fases: a figurativa (santos e imagens na tradição barroca) e não figurativa (experiências formais). Mário Cravo trabalha a madeira e o metal com perícia idêntica. Permaneceu na Europa (Berlim e outros centros) entre 1963 e 1964. MEC,vol. 1, págs. 495 a 497; PONTUAL, págs. 150/1; JULIO LOUZADA, Ed./85, págs. 281/2; BENEZIT, vol. 3, pág. 261; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 638; ARTE NO BRASIL, pág. 846; LEONOR AMARANTE, pág. 23.



282 - J. CARLOS (1884 - 1950)

O passeio da madame - desenho a nanquim e aquarela - 36 x 26 cm - canto inferior direito -

Chargista, caricaturista, desenhista, pintor, ilustrador, José Carlos de Brito Cunha nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi um dos formadores da tradição da charge brasileira ao lado de Raul Pederneiras e K.Lixto, e criador de tipos como a negrinha 'Lamparina', a 'Melindrosa' e o 'Almofadinha'. Autodidata, iniciou a carreira de caricaturista ainda estudante, quando publicou um de seus desenhos na revista 'O Tagarela' (1902). Em seguida, passou a colaborar regularmente com a revista e no ano seguinte desenhou sua primeira capa na publicação. Colaborou em muitos órgãos da imprensa carioca como 'O Tico Tico', 'Fon-Fon', 'Careta', 'A Cigarra', 'Vida Moderna', 'Eu Sei Tudo', 'Revista da Semana' e 'O Cruzeiro'. Entre 1922 e 1930, exerceu o cargo de diretor artístico das empresas 'O Malho', onde iniciou uma grande série de charges de caráter político, satirizando fatos e personalidades nacionais e estrangeiras. A vertente política foi explorada pelo artista desde o início de sua carreira, sendo ele o responsável pela execução de uma série de charges antibelicistas executadas no período abrangido pelas duas grandes guerras e principalmente durante os dois governos de Getúlio Vargas (1883 - 1954). Esses trabalhos foram publicados principalmente na revista 'A Careta'. Também fez esculturas, foi autor de teatro de revista e letrista de música popular. JULIO LOUZADA vol. 10, pág. 181; CARICATURISTAS BRASILEIROS, de Pedro Corrêa do Lago, pág. 74; WALTER ZANINI, pág. 448; ARTE NO BRASIL, pág. 646; ITAU CULTURAL; www.ims.com.br; www.dec.ufcg.edu.br; www.artprice.com.



283 - ALFREDO CANDIDO (1879 - 1960)

Poema - aquarela - 30 x 22 cm - canto inferior direito - 1941 -

Desenhista, caricaturista e pintor português. Veio para o Brasil em 1895 onde se iniciou na imprensa carioca como chargista. Em 1903, fundou com Manuel Vitorino a revista ilustrada “A Lavra”. Participa, em Portugal, das duas primeiras exposições dos Humoristas (1912 e 1913) e de outras que se realizam entre Lisboa e Porto. Em 1923, realiza uma exposição de aquarelas no Rio de Janeiro e obtém Prêmio da Sociedade Nacional de Belas Artes. Continua expondo seus trabalhos, aqui no Brasil, até 1951. Falece em Portugal. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 54. http://opataco.blogs.sapo.pt.



284 - CARLOS PRADO (1908 - 1992)

Músicos - desenho a lápis - 30 x 42 cm - canto inferior direito - 1942 -
Com estudo no dorso.

Arquiteto, pintor, gravador e ceramista paulistano. Recebeu menção honrosa no SPBA de 1935, participando também na I e II BSP e na exposição de Arte Moderna no Brasil, realizada em Buenos Aires, Rosário, Santiago do Chile e Valparaíso, em 1957. No dizer de TEIXEIRA LEITE, em sua obra A Gravura Brasileira Contemporânea, Carlos Prado utilizava por vezes a gravura como meio expressivo, subordinando-a, porém, a interesses maiores. TEIXEIRA LEITE, pág. 421; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 254. PONTUAL, pág. 438; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 582; ARTE NO BRASIL, pág. 781. Acervo FIEO.



285 - ARMANDO VIANNA (1897 - 1988)

Rosas - aquarela - 17 x 13 cm - canto inferior direito - 1951 -
No estado.

Este grande pintor carioca foi discípulo de Rodolfo Chambelland e Rodolfo Amoedo na antiga Escola Nacional de Belas Artes e de Eurico Alves e Stefano Cavalaro, no Liceu de Arte e Ofícios do Rio de Janeiro. É ainda hoje, considerado um dos maiores aquarelistas brasileiros. Realizou exposições individuais e em todas as principais capitais brasileiras. MEC vol.4, pág.470; JULIO LOUZADA vol.3, pág.186. PONTUAL pág. 538; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



286 - TOMÁS SANTA ROSA (1909 - 1956)

Estrela Dalva - aquarela - 30 x 40 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor, gravador, cenógrafo e professor autodidata, Tomás Santa Rosa Júnior nasceu em João Pessoa, PB e falecido em Nova Délhi, Índia. Fixou-se no Rio de Janeiro (1932), começou a trabalhar como auxiliar de Portinari e iniciou também sua carreira de ilustrador que se estenderia por longa série de obras de escritores brasileiros e estrangeiros, que incluiu, dentre outros, Graciliano Ramos, José Lins do Rêgo, Jorge Amado, Castro Alves, Dostoievski. É considerado o primeiro cenógrafo moderno brasileiro. Entre as exposições das quais participou destacam-se: o Salão Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro (1941 - Medalha de Prata); Um Século de Pintura Brasileira, no Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro (1952); II Bienal Internacional de São Paulo (1953); Salão Preto e Branco do III Salão Nacional de Arte Moderna do Rio de Janeiro (1954); 'Arts Primitifs et Modernes Brésiliennes', no Museu de Etnografia de Neuchâtel, Suíça (1955). Após sua morte, suas obras foram expostas nas seguintes mostras: Exposição de Artes Gráficas de Tomás Santa Rosa, na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro (1958); Retrospectiva no Teatro Municipal do Rio de Janeiro (1975); Santa Rosa, Carnaval e Figurinos na Fundação Nacional de Arte (Funarte) de São Paulo (1985); e Bienal Brasil Século XX, na Fundação Bienal de São Paulo (1994). PONTUAL, PÁG. 472; MEC VOL. 4, PÁG. 177; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 460; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 572; LEONOR AMARANTE; www.funarte.gov.br; cpdoc.fgv.br; www.artprice.com.



287 - MARIA LEONTINA (1917 - 1984)

Composição - pastel - 21 x 31 cm - canto inferior direito - 1964 -

Pintora, gravadora e desenhista. Maria Leontina Mendes Franco da Costa nasceu em São Paulo, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. Iniciou estudos de desenho com Antônio Covello, em São Paulo (1938), e na primeira metade da década de 1940 estudou pintura com Waldemar da Costa. Em 1946, no Rio de Janeiro, frequentou o ateliê de Bruno Giorgi e fez curso de museologia no Museu Histórico Nacional, entre 1946 e 1948. Em 1947, participou da exposição ‘19 Pintores’, na Galeria Prestes Maia, em São Paulo, ao lado de Lothar Charoux, Marcelo Grassmann, Aldemir Martins, Luiz Sacilotto e Flavio-Shiró. Em 1951, foi convidada pelo psiquiatra e crítico de arte Osório César para orientar o setor de artes plásticas do Hospital Psiquiátrico do Juqueri. No mesmo ano, organizou uma mostra dos internos no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Em 1952, com bolsa de estudo do governo francês, viajou para a Europa, acompanhada pelo marido, o pintor Milton Dacosta. Em Paris, entre 1952 e 1954, frequentou o ateliê de gravura de Johnny Friedlaender. Na década de 1960, realizou painel de azulejos para o Edifício Copan e vitrais para a Igreja Episcopal Brasileira da Santíssima Trindade, ambos em São Paulo. Realizou exposições individuais e participou de inúmeras mostras, Salões oficiais e Bienais como a Bienal de Veneza (1950, 1952, 1956). Foi premiada no Rio de Janeiro (1944, 1950, 1955, 1957, 1980); em São Paulo (1944; 1947; 1951; 1954; 1958; 1960; 1980; 1955, 1959, 1965 - Bienais Internacionais; 1969, 1970 - Panoramas da Arte Atual Brasileira; 1975 - prêmio pintura da Associação Paulista de Críticos de Artes - APCA); Brasília, DF (1980); Curitiba, PR (1980; Porto Alegre, RS (1980); Nova York (1960 - Fundação Guggenheim). ITAU CULTURAL; MEC, VOL. 2, PÁG. 471; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 309; PONTUAL, PÁG. 338; ARTE NO BRASIL, PÁG. 772; LEONOR AMARANTE, PÁG. 25; WALTER ZANINI, PÁG. 645; JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 572.



288 - NERÃO - (ANTONIO JOAQUIM NERY) (1903 - 1997)

"Raia reta..." - óleo sobre tela - 38 x 46 cm - canto inferior direito -
No estado. Complemento do título: "Raia reta, muito comum nas cidades pequenas do interior de São Paulo, Minas, Bahia, Mt. Grosso".

Pintor primitivo, de singular criatividade em seus temas, expôs individualmente no MASP, tendo sido apresentado em catálogo pelo saudoso P. M. Bardi, que o considerava depois de José Antonio da Silva, o melhor pintor primitivo brasileiro. JULIO LOUZADA, vol. 2 pág. 715, Acervo FIEO.



289 - VICTOR VASARELY (1908 - 1997)

Composição cinética - litografia off set - E.A. V - 50 x 48 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Natural de Pecs, Hungria, onde nasceu a 9 de abril de 1908. Pintor e gravador, viveu em Paris desde 1930, naturalizando-se frânces em 1961. Iniciou-se na Academia de Padolini-Volkmann, Hungria, filiando-se à Bauhaus de Budapest. Mestre da pesquisa abastrata, é tido como continuador do espírito que moveu as realizações da Bauhaus, de de Albers e de Moholy Nagy. Deu um impulso excepcional à arte ótica, pela qualidade de suas realizações. Expôs individualmente em Paris, Bruxelas, Copenhagen, Estocolmo e outros grandes centros culturais europeus. WALTER ZANINI, pág. 664; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 1024; LEONOR AMARANTE, pág. 137;



290 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulata - óleo sobre tela - 35 x 27 cm - centro inferior -
Reproduzido no convite deste Leilão. Com carimbo da Petite Galerie - Praça General Ozório 53, Rio de Janeiro.

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



291 - ANÍBAL PINTO DE MATTOS (1889 - 1969)

Paisagem - óleo sobre tela - 53 x 70 cm - canto inferior direito - Belo Horizonte. -

Pintor, escritor, historiador de arte e professor, foi discípulo de Batista da Costa e Zeferino da Costa na antiga ENBA. Em 1916 realizou sua primeira individual. Transferiu-se em seguida para Belo Horizonte, onde foi um dos fundadores da Sociedade Mineira de Belas Artes. Foi o grande responsável pelos movimentos artísticos mineiros das décadas de 1920 a 1950. TEODORO BRAGA, pág. 37; LAUDELINO FREIRE, pág. 513 e 518; MEC, vol. 3, pág. 102; PONTUAL, pág. 347; TEIXEIRA LEITE, pág. 318; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 67; ITAÚ CULTURAL.



292 - MARIA OTILHA (XX)

Buscando lenha - escultura em terracota - 20 x 06 x 06 cm - assinado -

Ceramista natural do Alto do Moura, Caruaru – PE. Suas obras estão em coleções nacionais e estrangeiras. Foi contemporânea de Mestre Vitalino.



293 - EDMAR FERNANDES (1982)

Domingo a tarde - óleo sobre tela colada em eucatex - 19 x 14 cm - canto inferior esquerdo - 2014 -

Edmar de Morais Fernandes nasceu em Chã de Alegria, PE. Iniciou-se na arte, ainda na adolescência, quando morava com seus avós numa pequena granja em Aldeia, cidade vizinha de Recife. Admirador da arte do barro desenha desde os treze anos. Possui trabalhos em Portugal, Suíça, França e Espanha. edmardeco.blogspot.com.br.



294 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Cangaceiro" - desenho a lápis - 13 x 11 cm - canto inferior direito - 1997 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins, datado de 09 de dezembro de 2016.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



295 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Parque - óleo sobre eucatex - 26 x 35 cm - canto inferior direito ilegível -



296 - OSWALDO TEIXEIRA (1905 - 1974)

Mulher e flores - óleo sobre tela colada em cartão - 40 x 30 cm - canto superior esquerdo -

Nascido e falecido no Rio, participou de inúmeras mostras nacionais e internacionais, com várias premiações. Foi por vários anos diretor do MNBA do Rio de Janeiro. TEODORO BRAGA, pág. 225; WALMIR AYALA vol.2, pág.373; MEC vol.4, pág. 378; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 573; ARTE NO BRASIL, pág. 577, Acervo FIEO; F. ACQUARONE, pág. 227.



297 - FAYGA OSTROWER (1920 - 2001)

Composição - xilogravura - 5/30 - 43 x 62 cm - centro inferior - 1961 -
No estado.

Gravadora, pintora, desenhista, ilustradora, teórica da arte e professora. Natural de Lodz, Polônia. No Brasil, Rio de Janeiro, desde a década de 1930. Cursa artes gráficas na Fundação Getúlio Vargas, em 1947, onde estuda xilogravura com Axl Leskoschek e gravura em metal com Carlos Oswald, entre outros. Em 1969, a Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro publica um álbum de gravuras realizadas entre 1954 e 1966. Dentre as muitas coletivas de que participou, no País e no exterior, destacamos as seguintes nacionais: 1ª Bienal Internacional de São Paulo (1951); Exposição Nacional de Arte Abstrata (1953) e, Salão Preto e Branco (1954). MEC. Vol.3, pág.303; JULIO LOUZADA, pág.234; PONTUAL, págs.395 e 396.; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 606; ARTE NO BRASIL, pág. 840; LEONOR AMARANTE, pág. 28; Acervo FIEO.



298 - ANDRÉ DENIS (1906 - 1978)

Nu - monotipia - 66 x 40 cm - canto inferior direito -

Escultor e pintor francês, radicado por longos anos em São Paulo, Denis deixou obra valiosa e pessoal. MEC, vol. 2, pág. 28; JÚLIO LOUZADA, vol. 10, pág. 281.



299 - JOSINALDO FERREIRA BARBOSA (1951)

"Os ribeirinhos" - acrílico sobre tela - 20 x 30 cm - canto inferior direito e dorso - 2011 -

Pintor, assina Josinaldo. Com diversas exposições individuais e coletivas no Brasil e no exterior. Tambem participou de Salões, entre eles o Salão de Piracicaba. JÚLIO LOUZADA vol. 12 pág. 214.



300 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Gato amarelo" - acrílico sobre tela - 80 x 60 cm - canto inferior direito e dorso - 2002 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins, datado de 06 de agosto de 2012.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



301 - JOSÉ DE DOME (1921 - 1982)

Composição - técnica mista - 12 x 32 cm - canto inferior direito - 1972 - Cabo Frio -

Pintor e desenhista, José Antonio dos Santos nasceu em Estância, SE. Assina José de Dome. Autodidata, residiu por vinte e dois anos em Salvador - BA onde recebeu orientações de Jenner Augusto, Mário Cravo, Carlos Bastos, Carybé, Mirabeau e, no Rio de Janeiro, firmou-se como pintor (década de 60). Pouco depois se instalou em Cabo Frio, RJ. Realizou exposições individuais em: Salvador, BA (1955, 1956, 1958, 1964); Rio de Janeiro (1961, 1964 a 1968, 1972); Lima, Peru (1966); São Paulo (1969); Londres (1971). Participou também de muitas mostras coletivas e oficiais. MEC VOL. 2, PÁG. 60; PONTUAL, pág. 183; JULIO LOUZADA, VOL. 1; PÁG. 339; ITAU CULTURAL; www.artprice.com.



302 - WALDYR MATTOS (1916)

"Casas" - óleo sobre tela - 55 x 46 cm - canto inferior direito e dorso - 1981 -

Natural da cidade do Rio de Janeiro, onde nasceu a 21/6/1916. Segundo Carlos Cavalcanti, o autor "... Essencialmente figurativo, com algumas incursões sem muito sucesso pela abstração (...) entregou-se ao trabalho dentro dos postulados Pop-Nova Figuração, procurando criar uma arte de acento popular, de fundo urbano, ou suburbano, com forte referência ao social." Individuais a partir de 1960 e coletivas desde 1952. JULIO LOUZADA, vol. 12 - pág 431



303 - POTY LAZZAROTO (1924 - 1998)

Vaqueiro - gravura - P.I. - 25 x 31 cm - canto inferior direito -

Gravador, desenhista, ilustrador, muralista, escritor e professor, Napoleon Potyguara Lazzarotto nasceu e faleceu em Curitiba, PR. Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1942 e estudou pintura na Escola Nacional de Belas Artes . Frequentou o curso de gravura com Carlos Oswald no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro. Em 1946 viajou para Paris, onde permaneceu por um ano, como bolsista do governo francês. Estudou litografia na ‘École Supérieure des Beaux-Arts’. Em 1950 fundou, juntamente com Flávio Motta , a Escola Livre de Artes Plásticas na qual lecionou desenho e gravura. Nessa época organizou o primeiro curso de gravura do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand. Organizou ao longo da década de 1950 cursos sobre gravura em Curitiba, Salvador e Recife. Nos anos de 1960 teve destaque como muralista, com diversas obras em edifícios públicos e particulares no país e no exterior como: o da Casa do Brasil, em Paris (1950) e o painel para o Memorial da América Latina, em São Paulo (1988). Teve relevante atuação como ilustrador de obras literárias como as de Jorge Amado, Graciliano Ramos, Euclides da Cunha e Dalton Trevisan, entre outros. Realizou diversas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais tanto pelo Brasil como no exterior. Foi premiado várias vezes. A partir dos anos de 1980 foram lançadas várias publicações sobre sua produção, entre elas: ‘Poty, o artista gráfico’, de Orlando Silva (1980); ‘Poty Ilustrador’, de Antônio Houaiss (1988); ‘Poty: Trilhos, Trilhas e Traços’, de Valêncio Xavier Niculitcheff (1994), ‘Poty: o lirismo dos anos 90’, de Regina Casillo (2000). MEC VOL. 3, PÁG. 433; PONTUAL PÁG. 437; JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 929; VOL. 11, PÁG. 254; WALTER ZANINI PÁG. 602; ARTE NO BRASIL PÁG. 883. ACERVO FIEO; ITAU CULTURAL; www.cultura.pr.gov.br; www.curitiba-parana.net; www.artprice.com; www.fundacaoculturaldecuritiba.com.br.



304 - ANTONIO PESSOA (1943)

Composição - múltiplo em bronze - assinado -
Lote composto por dois múltiplos do autor, medidas: 09 x 05 x 02 cm. e 09 x 02 x 02 cm.

Escultor, assina Tonny. Radicado no Rio de Janeiro detentor de bom curriculo nacional e internacional com inumeras participações em Salões Oficiais,varias vezes premiado. Ótimo mercado.



305 - ESCOLA JAPONESA, SÉC. XX

Paisagem - aquarela - 55 x 23 cm - canto superior esquerdo ilegível -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")



306 - MENASE WAIDERGORN (1927)

"De mudança" - óleo sobre tela - 35 x 50 cm - canto inferior direito -

Pintor nascido em Hotin, Romênia. Seus pais vieram para o Brasil (1932) fixando residência em São Paulo. Ingressou na Associação Paulista de Belas Artes (fim da década de 1940), onde conheceu Dario Mecatti. Viajou pelo norte da África e Europa. Participou de diversos salões, coletivas oficiais e recebeu diversos prêmios. JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 1011; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



307 - HENFIL (HENRIQUE DE SOUZA FILHO) (1944 - 1988)

"Orelhão" - desenho a nanquim - 30 x 16 cm - canto superior esquerdo -

Mineiro de Ribeirão das Neves, onde nasceu em 5 de fevereiro de 1944, e faleceu na cidade do Rio de Janeiro-RJ, em 4 de janeiro de 1988. Iniciou sua carreira como cartunista, quadrinhista, foi colaborador de O Pasquim (1969). Em 1970 lançou a revista Os Fradinhos, seus personagens mais famosos e que possuem sua marca registrada: um desenho humorístico, crítico e satírico, com personagens tipicamente brasileiros e que retratavam a situação nacional da época. Sua importância na História em Quadrinhos no Brasil se deve à renovação que trouxe ao desenho humorístico nacional. Henfil atuou ainda em teatro, cinema, televisão e literatura, tendo sido marcante a sua atuação nos movimentos políticos e sociais do País.



308 - EDMOND ROSTAN (1898 - 1978)

Paisagem - técnica mista - 32 x 23 cm - canto inferior direito -

Pintor e desenhista. Assinava Edmond Roustan. Participou de diversos Salões oficiais e exposições coletivas. Falecido no Rio de Janeiro. JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 843.



309 - DARCY PENTEADO (1926 - 1987)

"Medalhão Barroco" - gravura - P.A. III/VI - 35 x 24 cm - canto inferior direito - 1978 -
Com dedicatória.

Desenhista, pintor, cenógrafo, figurinista e escritor, Darcy Penteado foi a personalidade polimorfe, que buscava tornar a própria existência matéria de arte. Em 1948 passou a integrar em São Paulo o Grupo Novíssimos. Expôs individualmente a partir de 1949, participando de inúmeras exposições coletivas e individuais, no país e no exterior. MEC, vol. 3, pág. 365; PONTUAL, pág. 416; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 241. WALMIR AYALA, vol 2, pág 183; TEIXEIRA LEITE, pág 401; ITAÚ CULTURAL ; WALTER ZANINI, pág. 717; LEONOR AMARANTE, pág. 75.



310 - GILBERTO SALVADOR (1946)

"Coronas blues" - óleo sobre tela - 100 x 200 cm - canto inferior direito e dorso -
(Atenção clientes que não residem em São Paulo: transporte especial devido ao tamanho. Consulte-nos antes de dar seu lance) .

Paulistano, Gilberto Salvador é pintor e desenhista, desfrutando de reconhecidos méritos pela critica especializada. Participou da IX Bienal de São Paulo (1967) e de outros Salões Oficiais a partir desse mesmo ano, recebendo diversas premiações. MEC, vol. 4, pág. 153; PONTUAL, pág. 469; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 740; ARTE NO BRASIL, pág. 971; LEONOR AMARANTE, pág. 185; Acervo FIEO.



311 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Flores - óleo sobre tela - 48 x 48 cm - canto inferior direito ilegível -



312 - ARTE POPULAR BRASILEIRA (XX)

Gato - escultura em madeira - 07 x 15 x 5,5 cm - não assinado -



313 - TARSILA DO AMARAL (1890 - 1973)

Paisagem - desenho a nanquim - 10 x 17 cm - canto inferior direito -

Pintora e desenhista, Tarsila do Amaral nasceu em Capivari, SP e faleceu em São Paulo. Estudou escultura com William Zadig e com Mantovani, em 1916, na capital paulista. No ano seguinte teve aulas de pintura e desenho com Pedro Alexandrino, onde conheceu Anita Malfatti. Ambas tiveram aulas com o pintor Georg Elpons. Em 1920 viajou para Paris e estudou na ‘Académie Julian’ e com Émile Renard. Ao retornar ao Brasil formou em 1922, em São Paulo, o Grupo dos Cinco, com Anita Malfatti, Mário de Andrade, Menotti del Picchia e Oswald de Andrade. Em 1923, novamente em Paris, frequentou o ateliê de André Lhote, Albert Gleizes e Fernand Léger. Foi a criadora de duas das principais tendências ou movimentos de nossa arte nacionalista: o Pau Brasil e o Antropofagia. A convite da Comissão do IV Centenário de São Paulo fez, em 1954, o painel ‘Procissão do Santíssimo’ e, em 1956, entregou ‘O Batizado de Macunaíma’, sobre a obra de Mário de Andrade, para a Livraria Martins Editora. A retrospectiva Tarsila: 50 Anos de Pintura, organizada pela crítica de arte Aracy Amaral e apresentada no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo , em 1969, ajudou a consolidar a importância da artista. TEODORO BRAGA, PÁG. 220; REIS JR., PÁG.388; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 365; MEC, VOL. 4, PÁG. 370; PONTUAL, PÁG. 511; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 492; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 389; ARTE NO BRASIL, PÁG. 577; LEONOR AMARANTE, PÁG. 24; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 958.



314 - MASSAO OKINAKA (1913 - 2000)

Flores - desenho a nanquim e aquarela - 38 x 26 cm - canto inferior direito -

Pintor e grande mestre do sumi-ê, Massao Okinaka era natural de Kyoto, Japão, onde iniciou os seus estudos artísticos. Imigrante, fixou residência em Lins-SP (1932). Em 1947 ingressa no Seibi-kai, e dois anos após, no Grupo do Jacaré e, a partir de 1993, no Grupo Guanabara. Congrega inúmeras exposições coletivas, com premiações. A paisagem predomina suas telas, apresentando uma marca distintiva, expressando o cotidiano urbano, com requintes técnicos, pleno domínio do desenho e inquietação. JULIO LOUZADA vol.8, pág. 620; ITAU CULTURAL, Acervo FIEO.



315 - FRANCISCO DA SILVA (1910 - 1985)

Bichos - têmpera sobre cartão - 55 x 76 cm - centro inferior - 1969 -
No estado.

Pintor e desenhista, Francisco Domingos da Silva nasceu em Alto Tejo, AC e faleceu em Fortaleza, CE. Filho de índio peruano com brasileira, ainda criança se fixou em Fortaleza, por volta de 1937, onde começou a desenhar a carvão e giz sobre muros e paredes de casebres de pescadores. Na década de 40, sob o incentivo do crítico e pintor suíço Jean Pierre Chabloz, iniciou-se na pintura a guache juntamente com Chabloz, Antônio Bandeira e Inimá de Paula. O mesmo Jean Pierre lança-o em Paris. Entre 1961 e 1963, trabalhou no recém-criado Museu de Arte da UFCE. Expôs individualmente no Brasil a partir de 1943 e em diversas mostras coletivas no Brasil e exterior, com premiações, destacando-se a recebida na XXXIII Bienal de Veneza (1966). JULIO LOUZADA, VOL. 1 PÁG. 909; ITAU CULTURAL; LEONOR AMARANTE; ARTE NO BRASIL, ACERVO FIEO; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 478.



316 - PABLO PICASSO (1881 - 1973)

Menina - litografia off set - E.A. - 54 x 43 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista, escultor, gravador, ceramista, artista gráfico e designer, Pablo Ruiz Picasso nasceu em Málaga, Espanha e faleceu em Mougins, França. Filho de um pintor e mestre de desenho, foi extraordinariamente precoce dominando o desenho acadêmico ainda na infância. Em 1904 estabeleceu-se em Paris tornando-se o centro de um círculo de artistas e escritores de vanguarda como André Breton, Guillaume Apollinaire e Gertrude Stein. Revolucionário, genial, vanguardista, visionário são elogios que definiram Picasso como um dos mestres da pintura. Sua ampla biografia e sua obra representam a arte do século XX. Embora sua obra seja convencionalmente dividida em fases, Picasso trabalhava numa grande variedade de temas e estilos ao mesmo tempo. Sua pintura “Les Demoiselles d’Avignon” (1906-7) é tida como o marco mais importante no desenvolvimento da pintura contemporânea e o primeiro prenúncio do cubismo que desenvolveu em íntima associação com Braque e depois com Gris. Sua obra mais famosa “Guernica” (1937), pintada para o pavilhão espanhol da Exposição Universal de Paris de 1937, expressa toda sua revolta e horror à destruição de Guernica, capital do país basco, durante a Guerra Civil Espanhola (1936-1939). No campo da escultura foi um dos primeiros artistas a compor esculturas a partir da montagem de materiais variados (e não por modelagem ou entalhe) e fez uso brilhante de objetos encontrados. Também como artista gráfico inclui-se entre os maiores do século. Existem museus consagrados à sua obra em Paris e Barcelona, e outros exemplos de sua inigualável produção distribuem-se por museus do mundo inteiro. Foi o primeiro artista vivo a expor suas obras no Museu do Louvre, quando completou 90 anos. BENEZIT VOL.8, PÁG. 297; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 763; ITAÚ CULTURAL; COLEÇÃO FOLHA GRANDES MESTRES DA PINTURA VOL. 6; infoescola.com; guggenheim.org; moma.org; a rtprice.com; arcadja.com; christies.com.



317 - ETSUKO KONDO (1947)

Fachada - óleo sobre tela - 35 x 27 cm - canto inferior direito -

Desenhista e pintora nascida em Kumamoto, Japão. Assina Etsuko. Começou a pintar sob influência do marido e artista plástico Bin Kondo e de Tomoshigue Kusuno. Realizou uma exposição individual no Rio de Janeiro, em 1974 e tem participado de inúmeros Salões oficiais em: São Paulo (1965, 1975 a 1984, 1988, 1992, 1994 a 1996); Japão (1980, 1995, 1996), Jacareí, SP (1997); Ribeirão Preto, SP (1982); Curitiba, PR (1995). Foi premiada, em São Paulo - 1976, 1978, 1979, 1981, 1989. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL. 3, PÁG. 382; VOL. 8; PÁG. 297.



318 - CLAUDIO TOZZI (1944)

Arara - serigrafia - P.A. - 41 x 63 cm - canto inferior direito -

Pintor, arquiteto e gravador, Claudio José Tozzi nasceu em São Paulo. É mestre em arquitetura pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo. Realizou diversas exposições individuais. Participou, entre várias mostras e Salões oficiais, da Bienal Internacional de São Paulo em 1967, 1969, 1977, 1985, 1989, 1991; do Panorama da Arte Atual Brasileira em 1971, 1973, 1976, 1977, 1979, 1980, 1983; da Bienal de Veneza em 1976; da Bienal de Paris em 1980. Criou painéis para espaços públicos de São Paulo, como: ‘Zebra’, colocado na lateral de um prédio da Praça da República; na Estação Sé do Metrô, em 1979; na Estação Barra Funda do Metrô, em 1989; no edifício da Cultura Inglesa, em 1995 e, no Rio de Janeiro, na Estação Maracanã do Metrô Rio, em 1998. WALMIR AYALA VOL.2, PÁG.388; PONTUAL PÁG.525; TEIXEIRA LEITE PÁG. 512; ARTE NO BRASIL VOL.2, PÁG.1059; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 740; LEONOR AMARANTE PÁG. 170; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 992; www.eca.usp.br; www.pinacoteca.org.br.



319 - ALBERTO DA VEIGA GUIGNARD (1896 - 1962)

Ouro Preto - desenho a nanquim - 15 x 23 cm - canto inferior direito -
Ex Coleção Marchand Issac Ficz - Rio de Janeiro.

Pintor, professor, desenhista, ilustrador e gravador, Alberto da Veiga Guignard nasceu em Nova Friburgo, RJ e faleceu em Belo Horizonte, MG. Mudou-se com a família para a Europa em 1907. Em dois períodos, entre 1917 e 1918 e entre 1921 e 1923, frequentou a Real Academia de Belas Artes de Munique, onde estudou com Hermann Groeber e Adolf Hengeler. Aperfeiçoou-se em Florença e em Paris, onde participou do Salão de Outono. Retornou para o Rio de Janeiro em 1929 e integrou-se ao cenário cultural por meio do contato com Ismael Nery. Participou do Salão Revolucionário de 1931, e foi destacado por Mário de Andrade como uma das revelações da mostra. Em 1941, integrou a Comissão Organizadora da Divisão de Arte Moderna do Salão Nacional de Belas Artes, com Oscar Niemeyer e Aníbal Machado. Em 1943, passou a orientar alunos em seu ateliê e criou o Grupo Guignard. A única exposição do grupo, realizada no Diretório Acadêmico da Escola Nacional de Belas Artes, foi fechada por alunos conservadores e reinaugurada na Associação Brasileira de Imprensa. Em 1944, a convite do prefeito Juscelino Kubitschek, transferiu-se para Belo Horizonte e começou a lecionar e dirigir o curso livre de desenho e pintura da Escola de Belas Artes, por onde passaram Amilcar de Castro, Farnese de Andrade e Lygia Clark, entre outros. Permaneceu à frente da escola até 1962, quando, em sua homenagem, esta passou a chamar-se Escola Guignard. Participou da Bienal de Veneza (1928, 1952); da Bienal Internacional de São Paulo (1951) e outras. PONTUAL, PÁG. 254; MEC, VOL. 2, PAG. 304; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 236; JULIO LOUZADA, VOL. 10, PÁG. 404; ART PRICE ANNUAL 2000, PÁG. 1013; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 373; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 559; ARTE NO BRASIL, PÁG. 505; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28; www.pinturabrasileira.com; www.brasilescola.com; web.artprice.com.



320 - ISMAEL NERY (1900 - 1934)

Figuras - desenho a carvão - 20,5 x 17 cm - canto inferior direito - Década de 1920 -
Com carimbo da Petite Galerie - Praça General Ozório 53, Rio de Janeiro.

Pintor e desenhista, considerado o precursor do surrealismo no Brasil; ainda criança fixou-se no Rio de Janeiro; posteriormente fez duas longas viagens à Europa; seus trabalhos iniciais são ligados ao expressionismo; seguem-se o período cubista - ao qual pertence a notável fase azul - e, a partir de 1927, o surrealista. Sua obra trata de temas de amor e poesia, centralizados na figura humana, muitas vezes sua mulher Adalgisa, abstraindo a paisagem e o ambiente. ARTE NO BRASIL, vol. 2, pág. 1052; MEC, vol. 3, pág. 257; TEIXEIRA LEITE, pág. 351/2; PONTUAL, pág. 381/2; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 531; LEONOR AMARANTE, pág. 142.



321 - JANY M. RUCK (1939)

"Vidas de ventos e velas" - óleo sobre tela - 30 x 50 cm - canto inferior direito e dorso - 2015 -

Pintora, professora e restauradora, Jany Marylene Ruck nasceu em Agudos, SP. Assinava Jany até 1984. Atualmente assina JM. Ruck. Em Campinas fez cursos livres de desenho e pintura com Elenice Menegon, Aldo Cardarelli, Djalma Urban e Álvaro de Batista. Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais. Foi premiada em: São José do Rio Preto, SP (1984, 1985, 1991); Campinas, SP (1985, 1996); São João da Boa Vista, SP (1985); Itatiba, SP (1985,1987, 1988); Mogi Mirim, SP (1987); Poços de Caldas, MG (1987); Piracicaba, SP (1988); Limeira, SP (1989); Araras, SP (1991); Ribeirão Preto, SP (2003). ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 7 PÁG. 614; VOL. 9, PÁG. 750.



322 - SALVADOR DALI (1904 - 1989)

Homem - gravura - 35/75 - 43 x 31 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, gravador, escultor, artista gráfico, ilustrador e designer, Salvador Domingo Felipe Jacinto Dalí i Domènech nasceu em Figueira -Catalunha, Espanha e faleceu na Catalunha. Com um interesse precoce pela pintura, entrou para a Escola Especial de Pintura em Madri (1921) e foi aluno de Moreno Carbonero. Depois, ingressou na 'Real Academia de Bellas Artes de San Fernando' também em Madri. Foi expulso dessa escola e preso por atividades políticas antigovernamentais. Expôs, pela primeira vez, em Barcelona (1925). Conviveu com vários cineastas, artistas e escritores famosos, tais como: Luis Bruñel (com o qual colaborou no curta-metragem "Um chien andalou"), Rafael Alberti e Frederico Garcia Lorca. Em 1929, viajou para Paris e conheceu Pablo Picasso. No ano seguinte, começou a fazer parte do movimento artístico conhecido como surrealismo. Casou-se com Elena Ivanovna Diakonova, conhecida como Gala (1934). Deixou o movimento surrealista por motivos políticos (1939). Morou nos Estados Unidos (1940 a 1948) e voltou para a Espanha. Em 1961 colocou em prática um grande projeto: o 'Teatro-Museo Gala Salvador Dali', em sua terra natal, que reuniu grande parte de suas obras e foi inaugurado em 1974. Destacam-se as exposições individuais realizadas em: Nova York, EUA (1941 – MoMA, 'Museum of Modern Art'; 1965 – ' The Gallery of Modern Art); Paris, França (1979 – MNAM, 'Musée National d’Art Moderne' – 'Centre National d’Art et de Culture Georges Pompidou'); Londres, Inglaterra (1980 – 'Tate Gallery'). Exposições retrospectivas foram realizadas em: Tóquio, Japão (1964, itinerante); NovaYork, EUA (1964); Alemanha (1970 – Roterdam, 1971 – Baden-Baden), entre outras. Recebeu a mais alta distinção da Espanha: Grande Cruz de Isabel a Católica (1964). BENEZIT, VOL.3, PÁG. 329; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 309; ITAU CULTURAL; DICIONÁRIO OXFORD DE ARTE; www.salvador-dali.org; salvadordali.com.br; www.suapesquisa.com; www.artprice.com.



323 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Marinha" - acrílico sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito e dorso - 2003 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins, datado de 19 de dezembro de 2016.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



324 - MIGUEL DOS SANTOS (1944)

Lagarto - escultura em cerâmica - 09 x 35,5 x 19 cm - assinado - IX - 1974 -
Ex-coleção Antônio Maluf - Galeria Seta - São Paulo - SP.

Pintor, desenhista e ceramista, Miguel Domingos dos Santos nasceu em Caruaru, PE. Assina Miguel dos Santos. Residindo em João Pessoa desde 1960, apresentou pela primeira vez suas pinturas em 1961 no Recife. Em 1967 começou a dedicar-se também à cerâmica. Realizou exposições individuais em: Connecticut, EUA (1967); João Pessoa, PA (1968, 1971, 1980, 1987); Belo Horizonte, MG (1968); Juiz de Fora, MG (1969); Recife, PE (1970, 1976, 1982, 1987); Rio de Janeiro (1972, 1975, 1980, 1986); São Paulo (1975, 1979, 1982, 1986 - MASP, 1987). Participou de inúmeras mostras e Salões oficiais pelo Brasil e no exterior como em: Bruxelas, Bélgica (1973); Nigéria (1977); Santiago do Chile, Chile (1980); Alemanha (1987); Copenhague, Dinamarca (1989). MEC VOL. 4, PÁG. 186; PONTUAL PÁG. 476; JULIO LOUZADA, VOL. 9, PÁG. 773; ITAU CULTURAL; www.artprice.com.



325 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Trabalhador - aguada de nanquim - 19 x 12 cm - centro inferior -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



326 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Fábricas - gravura - 25 x 32 cm - canto inferior direito ilegível - 1913 -



327 - ATHOS BULCÃO (1918 - 2008)

"Azulejos da Igrejinha" - impressão sobre azulejo - 15 x 15 cada cm - não assinado -
Complemento de técnica : "Impressão contemporânea feita pelo Instituto Athos Bulcão, sobre azulejos, com imagens da Igrejinha de Nossa Senhora de Fátima, Brasília - DF"

Pintor e desenhista. Começou a dedicar-se a arte estimulado por Portinari, que, em 1945, o convidou a trabalhar nas obras da Pampulha, em Belo Horizonte. No ano anterior realizara exposição individual na sede recém-inaugurada do Instituto dos Arquitetos do Brasil no Rio de Janeiro, voltando a fazê-lo na Capital mineira em 1946 e 1947. Já então conquistara medalhas de prata em pintura e desenho no SNBA. Recebendo bolsa de estudos no governo francês, viajou em 1948 para Paris, onde permaneceu um ano, visitando ainda a Itália. De regresso ao Brasil, passou a dedicar-se também a trabalhos no campo da decoração. Residindo mais recentemente em Brasília, ali criou azulejos e vitrais para a Igreja de Nossa Senhora de Fátima, com motivos cristãos da Pomba e da Estrela, símbolos do Divino Espírito Santo e da natividade. Participou como isento de júri dos II SAMDF (1965), realizando em 1968 exposição individual de desenhos em Brasília (Galeria Encontro). Rubem Braga focalizou-o em uma crônica publicada na revista Manchete (14 de agosto de 1954). TEODORO BRAGA, PÁG. 59; MEC, vol. 1, pág. 301; WALMIR AYALA, vol.1, pág. 140; PONTUAL, pág. 93; TEIXEIRA LEITE, pág. 92; JÚLIO LOUZADA, vol. 7, pág.112; ITAÚ CULTURAL.



328 - HENRI DE TOULOUSE LAUTREC (1864 - 1901)

"Ambassadeurs" - poster - 91 x 61 cm - não assinado -
No estado. Ex coleção do artista plástico Aldemir Martins - São Paulo - SP. Editado por "Stedelijk Museum Amsterdam" e impresso em "The Netherlands". (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista, gravador, caricaturista, ilustrador e designer francês, Henri-Marie-Raymonde de Toulouse-Lautrec-Monfa nasceu em Albi e faleceu em Château de Malromé, Gironde. Descendente de uma família aristocrática recebeu educação artística e foi um menino normal até os 14 anos, quando sofreu um acidente e quebrou um fêmur e, menos de um ano depois, quebrou o outro. Os traumatismos, aliados a uma doença óssea congênita, atrofiaram suas pernas, seu corpo se tornou desproporcional e com dificuldades de locomoção. Estudou com René Princeteau (artista profissional que foi seu tutor), Léon Bonnat (1882) e Fernand Cormon. Ingressou no Liceu Fontanes (1872) em Paris e, depois de bacharelar-se (1881), decidiu tornar-se pintor. Quando adolescente assinava com o pseudônimo Treclau. Montou seu próprio ateliê em Montmartre (1884). Conheceu Van Gogh e vários pintores impressionistas e pós-impressionistas. Colaborou para os periódicos: "Revue Blanche" e "L’Escarmouche". Frequentou e retratou cenas do 'Moulin Rouge', 'Moulin de la Galette', bordéis, cabarés e casas de música. A partir de 1892, produziu muitas gravuras – para álbuns de colecionadores, cardápios, programas de teatro e livros. Expôs, pela primeira vez, no 'Salon des XX' em Bruxelas e, em várias ocasiões, no 'Cercle Volney' e no 'Salon des Indépendants' em Paris. Realizou sua última exposição individual (1895) em Londres, na filial da Galeria Goupil onde foi realizada uma exposição retrospectiva (1914) após sua morte. Em 1922 a família Lautrec doou 600 de suas obras a Albi, sua cidade natal, que para abrigá-las foi criado o Museu Toulouse-Lautrec. BENEZIT; DICIONÁRIO OXFORD DE ARTE; www.toulouse-lautrec-foundation.org; www.historiadasartes.com; educacao.uol.com.br; www.artprice.com.



329 - IVAN SERPA (1923 - 1973)

Composição - desenho a nanquim - 20 x 25 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e professor, Ivan Ferreira Serpa nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Estudou gravura e desenho com Axel Leskoschek (entre 1946 e 1948) no Rio de Janeiro. Em 1949, ministrou suas primeiras aulas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, onde, a partir de 1952, exerceu sistemática atividade didática, em especial no ensino infantil. Foi um dos precursores do concretismo no Brasil, criando ao lado de Aluisio Carvão, Lígia Clark, Hélio Oiticica e outros o Grupo Frente, que se manteve ativo de 1954 a 1956, inclusive com exposições no Rio de Janeiro. Participou da Divisão Moderna do SNBA (1947-1951). Em 1957, recebeu o prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna, RJ. Participou da exposição ’Opinião 65’, evento que marca a difusão de uma nova arte de tendência figurativa, a neofiguração. Em 1970, fundou, com Bruno Tausz, o Centro de Pesquisa de Arte no Rio de Janeiro. Participou da Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1961, 1963, 1965) e da Bienal de Veneza (1952, 1954, 1962, 1966). PONTUAL, PÁG 486; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 605; ARTE NO BRASIL, PÁG. 840; LEONOR AMARANTE, PÁG. 26; MEC VOL. 4, PÁG. 221; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 899.



330 - JOSÉ ANTONIO DA SILVA (1909 - 1996)

Fazenda - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1987 -

Pintor, desenhista, escritor, escultor, repentista nascido em Sales de Oliveira, SP e falecido em São Paulo. Trabalhador rural, de pouca formação escolar, foi autodidata. Em 1931, mudou-se para São José do Rio Preto, SP. Participou da exposição de inauguração da Casa de Cultura da cidade (1946), quando suas pinturas chamaram atenção dos críticos Lourival Gomes Machado, Paulo Mendes de Almeida e do filósofo João Cruz e Costa. Dois anos depois, realizou mostra individual na Galeria Domus, SP. Nessa ocasião Pietro Maria Bardi, diretor do MASP, adquiriu seus quadros e depositou parte deles no acervo do museu. O MAM, SP editou seu primeiro livro, ‘Romance de Minha Vida’ (1949). Na 1ª Bienal Internacional de São Paulo (1951), recebeu prêmio aquisição do ‘Museum of Modern Art’ (MoMA) de Nova York. Em 1966, o artista criou o Museu Municipal de Arte Contemporânea de São José do Rio Preto e gravou dois LPs, ambos chamados ‘Registro do Folclore Mais Autêntico do Brasil’, com composições de sua autoria. No mesmo ano, ganhou Sala Especial na 33ª Bienal de Veneza. Publicou ainda os livros ‘Maria Clara’ (1970), ‘Alice’ (1972); ‘Sou Pintor, Sou Poeta’ (1982); e ‘Fazenda da Boa Esperança’ (1987). Transferiu-se de São José do Rio Preto para São Paulo, em 1973. Em 1980, foi fundado o Museu de Arte Primitivista José Antônio da Silva (MAP), em São José do Rio Preto, com obras do artista e peças do antigo Museu Municipal de Arte Contemporânea. Realizou inúmeras exposições individuais e participou de muitos certames oficiais pelo Brasil e exterior recebendo muitos prêmios. MEC, vol. 4, pág. 256; PONTUAL, pág. 493 e 494; TEIXEIRA LEITE, pág. 478; JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 958; ARTE NO BRASIL, vol. 2, pág. 958; BENEZIT, vol. 9, pág. 602; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 227; ITAU CULTURAL; LEONOR AMARANTE, pág. 171; Acervo FIEO.



331 - LOTHAR CHAROUX (1912 - 1987)

Linhas - serigrafia - P.A. - 28 x 42 cm - canto inferior direito - 1970 -

Pintor, desenhista e professor austríaco, natural de Viena. Assinava Charoux. Iniciou os estudos artísticos com seu tio, o escultor austríaco Siegfried Charoux. Transferiu-se para o Brasil em 1928, fixando residência em São Paulo. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios da cidade onde conheceu Valdemar da Costa, com ele fazendo aprendizado de pintura a partir de 1940. Posteriormente passa a lecionar desenho no Liceu de Artes e Ofícios e no SENAI. Em 1947, realizou sua primeira exposição individual, na Galeria Itapetininga. Em 1952, participou da fundação do Grupo Ruptura, ao lado de Waldemar Cordeiro, Geraldo de Barros, Anatol Wladyslaw e outros. Com Hermelindo Fiaminghi e Luiz Sacilotto , cria a Associação de Artes Visuais NT - Novas Tendências, em 1963. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras oficiais nacionais como a Bienal Internacional de São Paulo (I a IX, XII, XIII), Panorama da Arte Atual Brasileira (1º ao 3º, 6º, 9º, 11º, 12º) e no exterior. É homenageado com retrospectiva no Museu de Arte Moderna de São Paulo e no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro em 1974. Em 2005, é publicado o livro ‘Lothar Charoux: A Poética da Linha’, pela historiadora de arte Maria Alice Milliet. PONTUAL, PÁG. 131; MEC VOL. 1, PÁG. 433; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 254; VOL. 9, PÁG.207; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 645; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; ACERVO FIEO.



332 - CHRISTINA OITICICA (1951)

"A justiça" - desenho a nanquim e aquarela - 36 x 28 cm - canto inferior direito - 1986 - Madrid -

Maria Christina Bastos Oiticica, pintora, desenhista e artista multimídia, é natural do Rio de Janeiro, RJ. Entre idas e vindas pela Europa, em 2003 optou por dividir seu tempo entre os Pirineus do sudoeste da França e o Rio de Janeiro. Tem realizado muitas exposições individuais no Brasil e pelo mundo e também participado de inúmeras mostras coletivas. ITAU CULTURAL; www.christinaoiticica.com.br; pt.wikipedia.org.



333 - HANSEN BAHIA (1915 - 1978)

"Bairro de São Miguel" - xilogravura - 40 x 30 cm - canto inferior esquerdo -

Gravador, escultor, pintor, ilustrador, poeta, escritor, cineasta e professor, Karl Heinz Hansen nasceu em Hamburgo, Alemanha e faleceu em São Paulo. Serviu como soldado (entre 1936 e 1945) na Segunda Guerra Mundial e atuou como ilustrador de histórias infantis. Autodidata, realizou suas primeiras xilogravuras entre 1946 e 1948. Fixando-se sucessivamente na Itália, Suécia, Inglaterra, emigrou para o Brasil em 1950 residindo de início em São Paulo e a partir de 1955 em Salvador. Ilustrou a publicação 'Flor de São Miguel' (1957), com textos de Jorge Amado, Vinicius de Moraes e de sua autoria; 'Navio Negreiro' (1958), de Castro Alves. Em homenagem à Bahia passou a assinar seus trabalhos como Hansen-Bahia a partir de sua volta à terra natal em 1959. Lá permaneceu até 1963, enquanto trabalhou no ateliê de gravura fundado por ele mesmo no castelo Tittmoning. Viveu na Etiópia (entre 1963 e 1966) onde ajudou a estabelecer a Escola de Belas Artes na cidade de Addis Abeba. Retornou a Salvador e naturalizou-se. Tornou-se professor de artes gráficas da Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia (1967). Dois anos antes de sua morte, doou em testamento sua produção artística para a cidade de Cachoeira, Bahia, onde foi criada a Fundação Hansen Bahia que recebeu seu acervo artístico de xilogravuras, matrizes, livros, pinturas, prensas e ferramentas de trabalho. Realizou exposições individuais no: Museu de Arte de São Paulo (1950, 1953, 1966); Museu Nacional de Belas Artes, RJ (1952); Museu de Arte Moderna de São Paulo (1954, 1956); Buenos Aires, Argentina (1954, 1955, 1958), entre outras. Participou de muitas mostras coletivas e oficiais como: Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1961); Salão Nacional de Arte Moderna (1954, 1955). PONTUAL PÁG. 260; MEC VOL. 1, PÁG. 157; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 81; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 720; ARTE NO BRASIL, PÁG. 842; ACERVO FIEO, PÁG. 251; www.hansenbahia.com.br; www.artprice.com.



334 - MARCELO GRASSMANN (1925 - 2013)

Figuras - xilogravura - 42 x 30 cm - canto inferior direito - 1949 -

Desenhista, gravador, ilustrador, pintor, escultor e professor, nasceu em São Simão, SP. Estuda fundição, mecânica e entalhe em madeira na Escola Profissional Masculina do Brás, SP. Passa a realizar xilogravuras a partir de 1943. Atua como ilustrador do Suplemento Literário do ‘Diário de São Paulo’, do ‘O Estado de S. Paulo’ e do ‘Jornal do Estado da Guanabara’. Quando reside no Rio de Janeiro, a partir de 1949, freqüenta os cursos de gravura em metal, com Henrique Oswald e de litografia, com Poty, no Liceu de Artes e Ofícios. Em Salvador (1952), trabalha com Mario Cravo Júnior. .Recebe o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Arte Moderna (1953) e vai para a Academia de Artes Aplicadas, em Viena. Passa a dedicar-se principalmente ao desenho, à litografia e à gravura em metal. Em 1969, sua obra completa é adquirida pelo governo do Estado de São Paulo, passando a integrar o acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo . Em 1978, a casa em que nasceu, em São Simão, é transformada em museu e tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo - Condephaat. Participou de muitas exposições e das Bienais de: São Paulo (1951 a 1961, 1967, 1969, 1979, 1985, 1989); Veneza (1950, 1956, 1958, 1962); Paris (1959). Principais prêmios: Bienal de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1959, 1967); Bienal de Veneza (1950, 1956, 1958,1962); Bienal de Paris (1959). PONTUAL, PÁG. 249; MEC, VOL. 2, PÁG. 281 E 282; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG. 439; VOL. 5, PÁG. 453; VOL. 9, PÁG. 383.



335 - EVANDRO CARLOS JARDIM (1935)

No milharal - gravura - 34/200 - 24 x 28,5 cm - canto inferior direito -

Excepcional gravador e pintor, diplomado pela Escola de Belas Artes de São Paulo, em 1958. Suas obras são sensíveis, tem apuro artesanal e invenção formal; buscam o insólito da paisagem, transformando em arte quase surreal. PONTUAL, pág. 277; MEC, vol. 2, pág. 372; TEIXEIRA LEITE, pág. 264.; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 764; ARTE NO BRASIL, pág. 966; LEONOR AMARANTE, pág. 240. Acervo FIEO. -



336 - LEONILDO (XX)

São Francisco - escultura em terracota - 26 x 08 x 08 cm - assinado -

Ceramista natural do Alto do Moura, Caruaru – PE. Suas obras estão em coleções nacionais e estrangeiras.



337 - RAUL PARANHOS PEDERNEIRAS (1874 - 1953)

Rosto - desenho a nanquim - 40 x 30 cm - canto inferior direito -

Desenhista, caricaturista e pintor nascido e falecido na cidade do Rio de Janeiro. Colaborou com as publicações O Mercúrio, REvista da Semana, O Tagarela, Dom Quixote, O Malho e Jornal do Brasil. Publicou o livro Lições de Caricatura (1928). Foi professor na antiga ENBA (1918-1938). Herman Lima disse também que: "sem ter sido um satirista à outrance (...) a característica primacial de sua arte é a de sorrir e fazer sorrir a tudo e a todos, na sua teimosa resistência de boêmio retardatário". Individuais em 1926 e coletivas em 1935, recebendo diversas premiações. JULIO LOUZADA, vol. 8 pág. 687; História da Caricatura no Brasil, pág. 988; Caricaturistas Brasileiros, pág. 60.



338 - DAREL VALENÇA LINS (1924)

Meninas - litografia - 32/50 - 56 x 75 cm - canto inferior direito -

Gravador, pintor, desenhista, ilustrador e professor nascido em Palmares, PE. Estudou na Escola de Belas Artes do Recife, atual Universidade Federal de Pernambuco (entre 1941 e 1942). Mudou-se para o Rio de Janeiro (1946); estudou gravura em metal com Henrique Oswald (1948) e recebeu aconselhamento técnico de Oswaldo Goeldi. Atuou como ilustrador em diversos periódicos: revista 'Manchete'; jornais 'Última Hora' e 'Diário de Notícias'; diversos livros: 'Memórias de um Sargento de Milícias' (1957), de Manuel Antônio de Almeida; 'Poranduba Amazonense' (1961), de Barbosa Rodrigues; 'São Bernardo' (1992), de Graciliano Ramos e 'A Polaquinha' (2002), de Dalton Trevisan. Encarregou-se das publicações da Sociedade dos Cem Bibliófilos do Brasil (entre 1953 e 1966). Lecionou gravura em metal no Museu de Arte de São Paulo - Masp (1951); litografia na Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro (entre 1955 e 1957) e na FAAP, São Paulo (1961 a 1964). Realizou painéis para o Palácio dos Arcos, em Brasília (1968-1969) e para a IBM do Brasil, no Rio de Janeiro (1979). Realizou muitas exposições individuais, destacando-se: Rio de Janeiro (1949, 1963, 1964, 1966, 1968, 1973, 1995); Recife, PE (1951); Itália (1952 – Milão, 1958 - Roma); São Paulo (1953 – MASP, 1960, 1967). Participou de várias mostras e Salões oficiais, entre as quais: Salão Nacional de Arte Moderna (1952 a 1960) onde recebeu Prêmio de Viagem ao País (1952) e Prêmio de Viagem ao Estrangeiro (1957); Bienal Internacional de São Paulo (1961 a 1967) recebendo Prêmio Melhor Desenhista Nacional (1963) e Sala Especial (1965); Gravadores Brasileiros Contemporâneos, EUA (1966); Bienal de Tóquio, Japão (1964); Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa (1988, 1993). MEC VOL.3, PÁG. 18; PONTUAL, PÁG.160; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 313; VOL. 8, PÁG. 246; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 715; ARTE NO BRASIL, PÁG. 839; LEONOR AMARANTE, PÁG. 125; ACERVO FIEO; www.graphias.com.br; www.artprice.com.



339 - OMAR PELLEGATTA (1925 - 2000)

Paisagem - óleo sobre cartão - 30 x 18 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista e gravador nascido em Busto Arsizio, Itália. Assina Pellegata. Veio para o Brasil em 1927, estudou na Associação Paulista de Belas Artes, foi aluno de Ettore Federighi e Durval Pereira, Takaoka, Mário Zanini, Otone Zorlini. Viveu e trabalhou em Santos, SP. Fez parte do Grupo Tapir (1970) com Giancarlo Zorlini, João Simeone, José Procópio de Moraes, Glicério Geraldo Canelosso e do Grupo Chácara Flora com Emídio Dias de Carvalho, Arlindo Ortolani, Heitor Carilo, Glicério Geraldo Canelosso. Realizou exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil como: Salão Paulista de Belas Artes (desde 1958), Salão Municipal de Belas Artes de Belo Horizonte, MG (1960), entre outros, recebendo muitos prêmios. JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG.735; MEC VOL.3, PÁG.363; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.brasilartesenciclopedias.com.br; www.artprice.com.



340 - ROBERT SCHULTZE (1828 - 1910)

Paisagem com lago - óleo sobre tela - 30 x 52 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista alemão nascido em Magdeburg. Frequentou academias em Dresden (1845) e em Düsseldorf (1847). Foi ativo em Munique com participações em mostras e Salões oficiais. BENEZIT; www.artprice.com.



341 - GINO BRUNO (1889 - 1977)

No circo - óleo sobre tela - 40 x 30 cm - canto inferior esquerdo -

Nascido e falecido em São Paulo, este pintor foi especialista em figuras, interiores e naturezas-mortas. TEODORO BRAGA, pág. 108; MEC, vol. 1, pág. 299; PONTUAL, pág. 92; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 135; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 623; Acervo FIEO.



342 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XIX - XX

Bailarina - escultura em bronze - 43 x 22 x 09 cm - não assinado -



343 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Jardim - óleo sobre tela - 32 x 46 cm - canto inferior direito - 1951 -
Torres.



344 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Cangaceiro - gravura - P.A. - 63 x 76 cm - canto inferior direito -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



345 - ANA CRISTINA ANDRADE (1953)

"O girassol" - gravura em metal - 11/15 - 31 x 25 cm - canto inferior direito - 1997 -
Complemento de técnica: ponta seca. -

Ana Cristina Andrade Moreira é pintora, gravadora, desenhista, professora e designer vidreira. Iniciou sua formação artística na Escola Superior de Arte Santa Marcelina, SP (1972-1975). Aprendeu gravura em metal (1980-1990) com Iole Di Natale; técnicas de gravura na Scuola Internazionale di Gráfica em Veneza, Itália (1983); Gravura Especial com Evandro Carlos Jardim, no MAC-SP (1991); Técnica Calcográfica Experimental com Mario Benedetti, na FASM-SP (1997); Vitrofusão com Roberto Bonino. Exposições individuais: São Paulo, SP (1984, 1987, 1995, 2003); Bauru, SP (1989); “Projeto Interior com Arte” – Museu Banespa (1998 – Exposição itinerante pelo interior do Estado de São Paulo). Coletivas: Epinal, França (1975); São Paulo, SP (1974, 1982, 1984, 1985, 1986, 1988, 1994, 1995, 2000, 2002 a 2004, 2012 – SP ESTAMPA); Santo André, SP (1982); Novo Hamburgo, RS (1982); Taiwan, China (1983, 1985); San Juan, Porto Rico (1983); Santos, SP (1983); Cabo Frio, RJ (1983); Ribeirão Preto,SP (1984); Curitiba, PR (1984); Piracicaba,SP (1984); Veneza, Itália (1984, 1985); Campinas, SP (1985); São José do Rio Preto, SP (1986); Limeira, SP (1986); Washington D.C.,EUA (1991); Campos do Jordão, SP (1991); Kanagawa, Japão (1992); Maastricht, Holanda (1993); Illinois, EUA (1994); Cidade do México, México (1996); Jacareí, SP (1998); Budapeste, Hungria (1996); Uzice, Yuguslávia (1997); Ourense, Espanha (1994, 2006). Prêmios: São Paulo, SP (1974); Novo Hamburgo, RS (1982); Santos, SP (1983); Ribeirão Preto, SP (1984); Curitiba, PR (1984); Piracicaba, SP (1984); Campinas, SP (1985); São José do Rio Preto, SP (1986). JULIO LOUZADA, vol.1, pág. 62; vol.2, pág. 66; Acervo FIEO. ITAU CULTURAL.



346 - SYLVIO ALVES (1926)

Flores - óleo sobre tela - 65 x 50 cm - canto inferior direito -

Formado e ativo em São Paulo, foi expositor do Salão Paulista de Belas Artes. Especializou-se na Academia de Belas Artes de Roma e na Escola Superior de Belas Artes, na Academia Julien e na Grande Chaumièrè, na França. MEC, vol. 1, pág. 72; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág.55; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



347 - ANTONIO BANDEIRA (1922 - 1967)

Composição - técnica mista - 23 x 31 cm - canto inferior direito -
Ex coleção Marchand Isaac Ficz, Rio de Janeiro - RJ. -

Pintor, desenhista, gravador, nascido em Fortaleza, CE e falecido em Paris, onde viveu a maior parte de sua vida. É um dos pioneiros da arte abstrata no Brasil. Iniciou-se na pintura como autodidata. Em 1941, em Fortaleza, participou, ao lado de Mário Baratta, entre outros, da criação do Centro Cultural de Belas Artes depois, Sociedade Cearense de Artes Plásticas. Em 1945, transferiu-se para o Rio de Janeiro e, no ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual. Contemplado pelo governo francês com bolsa de estudos, permaneceu em Paris de 1946 a 1950 onde frequentou a Escola Nacional Superior de Belas Artes e a ‘Académie de la Grande Chaumière’. Entre 1947 e 1948 participou do ‘Salon d'Automne’ e do ‘Salon d'Art Libre’. Tomou parte em reuniões de artistas e formou o Grupo Banbryols (ban de Bandeira; bry de Camille Bryen; e ols de Wols), que durou de 1949 a 1951. Voltou ao Brasil em 1951 e apresentou-se na 1ª Bienal Internacional de São Paulo. Em 1952, criou um mural para o Instituto dos Arquitetos do Brasil, em São Paulo. Retornou a Paris em 1954 em razão do Prêmio Fiat, obtido na 2ª Bienal Internacional de São Paulo, mas não deixou de expor no Brasil. Permaneceu na Europa até 1959, passando pela Inglaterra e Bélgica, onde, em 1958, realizou um painel para o ‘Palais des Beaux-Arts’. Ao retornar ao Brasil teve uma atividade artística intensa, participou de importantes exposições, em paralelo a mostras em Paris, Munique, Verona, Londres e Nova York. Voltou a Paris em 1965, onde permaneceu até sua morte. BENEZIT, VOL.1, PÁG.415; MEYER/87, PÁG.606; MEC, VOL.1, PÁGS.159,160 E 167; PONTUAL, PÁGS. 48 E 49; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁGS. 71 A 74; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 52 A 54; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; ARTE NO BRASIL, PÁG. 599; LEONOR AMARANTE, PÁG. 34; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 86; ACERVO FIEO; web.artprice.com; pitoresco.com; pinturabrasileira.com.



348 - CARYBÉ (1911 - 1997)

"Porto Galinha" - serigrafia - P.A. - 63 x 46 cm - canto inferior direito -
Reproduzido no catálogo da Mostra Itinerante do artista realizada em treze capitais em 1995, realização Galvão Bueno Marketing Cultural e patrocínio da Galeria de Arte André - São Paulo - SP.

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



349 - MAURICE VLAMINCK (1876 - 1958)

Paisagem - litografia - H.C. - 28 x 23 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador e escritor francês nascido em Paris e falecido em Rueil-la-Gadelière. Filho de músicos - pai flamengo e mãe francesa. Não teve um aprendizado formal, mas uma orientação de técnicas de desenho (1895) com Jules Robichon, membro da Sociedade dos Artistas Franceses e trabalhou com Henri Rigal na ilha de Chatou no Sena. Após o serviço militar (1896 a 1899) teve lições de música para se tornar um violinista profissional do "Théâtre du Château d’Eau" e continuava pintando nas horas de folga. Conheceu Claude Monet (1900) e André Derain com quem dividiu um estúdio na ilha de Chatou. Ao lado de Matisse e Derain, tornou-se um dos expoentes do Fauvismo. Em Paris, expôs individualmente em 1904, 1906, 1919 e participou do "Salon des Artistes Indépendants" (1905) e do "Salon d'Automne" (1905). Ilustrou 'Le Diable au Corps' de Raymond Radiguet, 'Les Hommes Abandonnés' de Georges Duhamel; 'En Suivant la Seine' de Gustave Coquiot, entre outros; e vários de seus próprios trabalhos, incluindo: 'Histoires et Poèmes de mon Époque', 'Communications' e 'Tournant Dangereux'. BENEZIT; DICIONÁRIO OXFORD DE ARTE; www.maurice-de-vlaminck.com; www.metmuseum.org; www.biografiasyvidas.com; www.acrilex.com.br; www.encyclopedia.com; www.artprice.com; www.artnet.com.



350 - ROBERTO BURLE MARX (1909 - 1994)

Composição - técnica mista - 55 x 75 cm - canto inferior direito - 1987 -
Reproduzido na quarta capa do catálogo deste leilão. Ex coleção Dr. Nelson Mendes - Marília - SP.

Nasceu em São Paulo e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, paisagista, arquiteto, desenhista, pintor, gravador, litógrafo, escultor, tapeceiro, ceramista, designer de jóias, decorador. Durante a infância viveu no Rio de Janeiro. Foi com a família para a Alemanha, em 1928. Em 1929, freqüentou o ateliê de pintura de Degner Klemn. Nos jardins e museus botânicos de Dahlen, em Berlim, entusiasmou-se ao encontrar exemplares da flora brasileira. De volta ao Brasil, fez curso de pintura e arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1930 - 1934), onde foi aluno de Leo Putz , Augusto Bracet e Celso Antônio. Seu primeiro projeto paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, em 1932. Entre 1934 e 1937, ocupou o cargo de diretor de parques e jardins do Recife, PE, onde passou a residir. Nesse período, foi com freqüência ao Rio de Janeiro e teve aulas com Candido Portinari e com o escritor Mário de Andrade. Em 1937, retornou ao Rio de Janeiro e trabalhou como assistente de Candido Portinari. Foi em 1949, conforme sua paixão por plantas e seu interesse por botânica e jardinagem, que Burle Marx adquiriu um sítio em Barra de Guaratiba, RJ. Com auxílio de botânicos, viajou, coletou, catalogou exemplares de plantas do Brasil e reproduziu em seu sítio a diversidade fitogeográfica brasileira. Em 1985 doou esse sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.Realizou muitas exposições individuais e projetos paisagísticos, participou de diversas mostras oficiais coletivas pelo Brasil e no exterior. PONTUAL, PÁG. 94; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 93; MEC. VOL.1, PÁG.303; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 738; LEONOR AMARANTE, PÁG. 98; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 179; artnet.com. ACERVO FIEO.



351 - THÉO (DJALMA PIRES FERREIRA) (1901 - 1980)

Velhas raposas - desenho a nanquim e aquarela - 34 x 26 cm - centro inferior -

Caricaturista, Théo é o pseudônimo de Djalma Pires Ferreira, nascido na Bahia e falecido em Araruama, RJ, filho de um ex-tenente da Guerra de Canudos. Veio para o Rio de Janeiro com 21 anos. Autodidata, publicou seus primeiros trabalhos na "Tarde" (1918 a 1922) e no "Diário de Notícias", seção esportes (1919). Foi o divulgador da "Bola do Dia" das colunas de "O Globo" e colaborou no "Malho", "Careta", "Fon-Fon", em outras revistas e jornais do Rio de Janeiro e na "Cigarra", em São Paulo. Exposições póstumas: São Paulo (1997, 2003); Belo Horizonte, MG (1997); Campinas, SP (1997); Brasília, DF (1998). ITAU CULTURAL; MEC VOL. 4, PÁG. 384; CARICATURISTAS BRASILEIROS 1836 – 2001, PÁG. 120; memoria.oglobo.globo.com; www.guiadosquadrinhos.com; www.ibahia.com.



352 - DOUGLAS KRIEGER (1954)

Ponte Pênsil - óleo sobre eucatex - 40 x 50 cm - canto inferior direito - 2015 -

Pintor, desenhista e professor nascido em Curitiba, PR. Assinava Bussolo. Iniciou sua carreira em 1977, como discípulo de Theodoro De Bona. Formou-se no Curso de Desenho de Figura Humana na UFPR. Realizou exposições individuais em: Curitiba, PR (1978, 1979, 1983 a 1986, 1995); SESC itinerante no Paraná (1986): Maringá, Toledo, Cascavel, Campo Mourão, Londrina, Pato Branco, Ponta Grossa; Campo Largo, PR (1993); Araucária, PR (1994). Participou de muitas coletivas e mostras oficiais pelo Paraná (1978, 1979, 1980 a 1984). Foi premiado em 1982 e 1983. JULIO LOUZADA VOL. 6, PÁG. 562; VOL. 11, PÁG. 165; douglaskrieger.blogspot.com.br.



353 - LEONOR FINI (1907 - 1996)

Bailarina - gravura aquarelada - E.A. III/XXV - 28 x 38 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Desenhista, pintora, gravadora, ilustradora e cenógrafa, nascida em Buenos Aires, Argentina, filha de pai argentino e mãe italiana. Faleceu em Paris, França. Passou sua infância em Trieste, Itália, em companhia de sua família materna. Sem nenhum estudo formal de arte, estudou na Itália, por conta própria, os mestres da Renascença, do Maneirismo, do Romantismo, os Pré-Rafaelistas e conheceu os pintores Funi, Carra e Tosi. Expos pela primeira vez, com 17 anos, em Trieste. No ano de 1931 mudou-se para Paris e desde 1933 participou das atividades do Grupo Surrealista em Paris, Londres, Nova York, Zurique e Bruxelas. Realizou muitas exposições, participou de vários Salões oficiais como: Bienal de Veneza, Quadrienal de Roma, Salão de Maio em Paris; executou vários cenários para teatros, balés e ilustrou obras de Shakespeare e de Edgar Poe. Exposições retrospectivas na: Bélgica (1965); Itália (1983, 2005, 2009); Japão (1972-1973, 1985-1986, 2005); Estados Unidos (1997, 1999, 2001-2002, 2006, 2008); França (1986, 1997 a 2002, 2004, 2007, 2008); Alemanha (1997-1998). BENEZIT, VOL.4, PÁG.371; JULIO LOUZADA, VOL.5, PÁG.378; artnet.com; artprice.com; www.leonor-fini.com; www.leninimports.com.



354 - ESCOLA RUSSA, SÉC. XX

Composição - desenho a lápis de cor - 20 x 30 cm - canto inferior direito -
A.W. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")



355 - DJANIRA DA MOTTA E SILVA (1914 - 1979)

Trabalhador - desenho a nanquim - 22 x 15 cm - canto inferior direito -

Pintora, desenhista, ilustradora, cartazista, cenógrafa e gravadora. Djanira da Motta e Silva nasceu em Avaré, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. No final da década de 1930, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde teve suas primeiras instruções de desenho no Liceu de Artes Ofícios e com o pintor Emeric Marcier, hóspede da pensão que Djanira instalou no bairro de Santa Teresa. Os contatos com os artistas Carlos Scliar, Milton Dacosta , Arpad Szenes , Vieira da Silva e Jean-Pierre Chabloz , frequentadores de sua pensão, proporcionaram um ambiente estimulador que a levou a expor no 48º Salão Nacional de Belas Artes, em 1942. No ano seguinte, realizou sua primeira mostra individual, na Associação Brasileira de Imprensa - ABI. Em 1945, viajou para Nova York. De volta ao Brasil, realizou o mural ‘Candomblé’ para a residência do escritor Jorge Amado, em Salvador, e painel para o Liceu Municipal de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Entre 1953 e 1954, viajou a estudo para a União Soviética. De volta ao Rio de Janeiro, tornou-se uma das líderes do movimento pelo Salão Preto e Branco, um protesto de artistas contra os altos preços do material para pintura. Realizou em 1963, o painel de azulejos ‘Santa Bárbara’, para a capela do túnel Santa Bárbara, Laranjeiras, Rio de Janeiro. No ano de 1966, a editora Cultrix publicou um álbum com poemas e serigrafias de sua autoria. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil, EUA e Europa. Foi premiada no Rio de Janeiro (1943, 1944, 1949, 1950 a 1953, 1955, 1963) e em São Paulo (1951, 1955). Participou da 1ª e da 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955). Em 1977, o Museu Nacional de Belas Artes - MNBA, realizou uma grande retrospectiva de sua obra. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 336; PONTUAL, PÁG. 181; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 164; MEC, VOL. 2, PÁG 58; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG, 263; WALTER ZANINI, PÁG. 810; ARTE NO BRASIL, PÁG. 824; ACERVO FIEO.



356 - MANOEL SANTIAGO (1897 - 1987)

Paisagem - óleo sobre tela colada em eucatex - 15 x 23 cm - canto inferior esquerdo - 1950 -
No estado.

Manoel Colafante Caledônio de Assumpção Santiago nasceu em Manaus, AM e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, desenhista e professor. Mudou-se para Belém em 1903 e iniciou estudos de pintura. Desde 1916 já praticava a arte não figurativa. Em 1919 transferiu-se para o Rio de Janeiro, cursou Direito e frequentou a Escola Nacional de Belas Artes, onde foi aluno de Rodolfo Chambelland e Baptista da Costa. Na época, teve aulas particulares com Eliseu Visconti. Foi casado com a pintora Haydeá Santiago. Participou em 1927 do Salão Nacional de Belas Artes e recebeu o prêmio viagem ao exterior, entre vários outros. Foi para Paris no ano seguinte, e lá permaneceu por cinco anos. De volta ao Rio de Janeiro, em 1932, tornou-se professor do Instituto de Belas Artes. Em 1934, passou a lecionar pintura e desenho no Núcleo Bernardelli, figurando entre seus alunos José Pancetti, Edson Motta, Bustamante Sá, Ado Malagoli, Rescála e Milton Dacosta. Participou da I Bienal Internacional de São Paulo (1951) e do 8º Panorama da Arte Brasileira (1976). PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, VOL. 1, PÁG. 241; TEODORO BRAGA, PÁG. 211; CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO DE PAISAGEM BRASILEIRA, MEC-MNBA /RIO/1944; MAYER/84, PÁG. 1158; REIS JR, PÁG. 378; PONTUAL, PÁG. 473; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 292; ITAÚ CULTURAL, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 865; ACERVO FIEO.



357 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Paisagem - óleo sobre tela - 70 x 50 cm - não assinado -
No estado.



358 - J. CARLOS (1884 - 1950)

No hospital - desenho a nanquim e aquarela - 19 x 28 cm - canto inferior direito -

Chargista, caricaturista, desenhista, pintor, ilustrador, José Carlos de Brito Cunha nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi um dos formadores da tradição da charge brasileira ao lado de Raul Pederneiras e K.Lixto, e criador de tipos como a negrinha 'Lamparina', a 'Melindrosa' e o 'Almofadinha'. Autodidata, iniciou a carreira de caricaturista ainda estudante, quando publicou um de seus desenhos na revista 'O Tagarela' (1902). Em seguida, passou a colaborar regularmente com a revista e no ano seguinte desenhou sua primeira capa na publicação. Colaborou em muitos órgãos da imprensa carioca como 'O Tico Tico', 'Fon-Fon', 'Careta', 'A Cigarra', 'Vida Moderna', 'Eu Sei Tudo', 'Revista da Semana' e 'O Cruzeiro'. Entre 1922 e 1930, exerceu o cargo de diretor artístico das empresas 'O Malho', onde iniciou uma grande série de charges de caráter político, satirizando fatos e personalidades nacionais e estrangeiras. A vertente política foi explorada pelo artista desde o início de sua carreira, sendo ele o responsável pela execução de uma série de charges antibelicistas executadas no período abrangido pelas duas grandes guerras e principalmente durante os dois governos de Getúlio Vargas (1883 - 1954). Esses trabalhos foram publicados principalmente na revista 'A Careta'. Também fez esculturas, foi autor de teatro de revista e letrista de música popular. JULIO LOUZADA vol. 10, pág. 181; CARICATURISTAS BRASILEIROS, de Pedro Corrêa do Lago, pág. 74; WALTER ZANINI, pág. 448; ARTE NO BRASIL, pág. 646; ITAU CULTURAL; www.ims.com.br; www.dec.ufcg.edu.br; www.artprice.com.



359 - ROBERTO BURLE MARX (1909 - 1994)

Composição - serigrafia - 57/120 - 61 x 75 cm - canto inferior direito na tela serigráfica -
Edição póstuma com relevo seco do Projeto Burle Marx.

Nasceu em São Paulo e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, paisagista, arquiteto, desenhista, pintor, gravador, litógrafo, escultor, tapeceiro, ceramista, designer de jóias, decorador. Durante a infância viveu no Rio de Janeiro. Foi com a família para a Alemanha, em 1928. Em 1929, freqüentou o ateliê de pintura de Degner Klemn. Nos jardins e museus botânicos de Dahlen, em Berlim, entusiasmou-se ao encontrar exemplares da flora brasileira. De volta ao Brasil, fez curso de pintura e arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1930 - 1934), onde foi aluno de Leo Putz , Augusto Bracet e Celso Antônio. Seu primeiro projeto paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, em 1932. Entre 1934 e 1937, ocupou o cargo de diretor de parques e jardins do Recife, PE, onde passou a residir. Nesse período, foi com freqüência ao Rio de Janeiro e teve aulas com Candido Portinari e com o escritor Mário de Andrade. Em 1937, retornou ao Rio de Janeiro e trabalhou como assistente de Candido Portinari. Foi em 1949, conforme sua paixão por plantas e seu interesse por botânica e jardinagem, que Burle Marx adquiriu um sítio em Barra de Guaratiba, RJ. Com auxílio de botânicos, viajou, coletou, catalogou exemplares de plantas do Brasil e reproduziu em seu sítio a diversidade fitogeográfica brasileira. Em 1985 doou esse sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.Realizou muitas exposições individuais e projetos paisagísticos, participou de diversas mostras oficiais coletivas pelo Brasil e no exterior. PONTUAL, PÁG. 94; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 93; MEC. VOL.1, PÁG.303; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 738; LEONOR AMARANTE, PÁG. 98; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 179; artnet.com. ACERVO FIEO.



360 - SIRON FRANCO (1947)

"Bíblico" - óleo sobre tela - 110 x 90 cm - centro direito e dorso - 1990 -
Reproduzido na quarta capa do catálogo deste leilão e sob o n° 071 do catálogo de leilão de Aloisio Cravo Leiloeiro Público Oficial, São Paulo - SP, realizado em novembro de 2003.

Pintor, escultor, ilustrador, desenhista, gravador e diretor de arte, Gessiron Alves Franco nasceu em Goiás, GO. Mudou-se para Goiânia (1950) onde estudou pintura (1960) com D. J. Oliveira e Cleber Gouvêa e também foi aluno-ouvinte da Escola de Belas Artes da Universidade Católica de Goiânia. Frequentou os ateliês de Bernardo Cid e Walter Levy, em São Paulo (1969 e 1971), integrando o grupo que fez a exposição 'Surrealismo e Arte Fantástica', na Galeria Seta. Em 1975, com o Prêmio Viagem ao Exterior (1975 – Salão Nacional de Arte Moderna, RJ) residiu entre capitais europeias e o Brasil. Iniciou o projeto 'Ver-A-Cidade' (1979) realizando diversas interferências no espaço urbano de Goiânia. Desde 1986 realiza monumentos públicos baseados na realidade social do país. Fez direção de arte para documentários de televisão (1985 a 1987) como 'Xingu', concebido por Washington Novaes, premiado com medalha de ouro no Festival Internacional de Televisão de Seul. Realizou exposições individuais e participou de inúmeras mostras coletivas e Salões oficiais, destacando-se: Bienal Nacional de Artes Plásticas, Salvador – BA (1968); Bienal Nacional, SP (1974); Bienal Internacional de São Paulo (1975 – Prêmio de Pintura, 1979, 1989, 1991); Panorama da Arte Atual Brasileira, SP (1976, 1983, 1989); Salão Nacional de Arte Contemporânea, Belo Horizonte – MG (1979); Bienal de Valparaíso, Chile (1981); Bienal de Medellín, Colômbia (1981); 'A Cor e o Desenho do Brasil' - Itália, São Paulo, Holanda, Portugal, França (1984); Bienal de Artes Visuais do MERCOSUL, Porto Alegre – RS (1997, 2005); 'Brasil+500 Mostra do Redescobrimento', São Paulo (2000); Bienal de Havana, Cuba (2003), entre outras. WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 343; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 206; JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 957; PONTUAL PÁG. 222; MEC VOL. 2, PÁG. 206; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 760; LEONOR AMARANTE PÁG. 240, ACERVO FIEO; www.pinturabrasileira.com; www.artprice.com.



361 - MABEL FERNANDES MACHADO (1961)

"Ritual de Exú" - acrílico sobre eucatex - 19 x 24 cm - canto inferior esquerdo - 2003 -
Com certificado do Museu Internacional de Arte Naif do Brasil - MIAN, nº 4387 firmado por Lucien Finkelstein, no dorso.

Pintora nascida no Rio de Janeiro. Começou a pintar aos onze anos de idade. Realizou exposição individual no Museu Internacional de Arte Naïf, RJ (2004) e tem participado de diversas mostras coletivas e oficiais como: SESC, RJ (2002); Biblioteca da Ilha do Governador, RJ (2003, 2004); “Naive Spring” Uri and Rami Nachushtan Museum, Kibbutz Ashdot Yaacov Meuchad, Israel (2004); 'Encontros e Reencontros na Arte Naïf: Brasil-Haiti', Centro Cultural Banco do Brasil, Brasília – DF e Museu de Arte Brasileira,São Paulo- SP (2005). ITAUCULTURAL; www.ginagallery.com.



362 - ANTONIO PESSOA (1943)

Mulher - escultura em bronze - 32 x 08 x 03 cm - assinado -

Escultor, assina Tonny. Radicado no Rio de Janeiro detentor de bom curriculo nacional e internacional com inumeras participações em Salões Oficiais,varias vezes premiado. Ótimo mercado.



363 - WERNER E. LEVIN (1920 - 1996)

Natureza morta - óleo sobre tela - 84 x 120 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Natural de Berlim, Alemanha, foi pintor, professor e desenhista. Entre 1962 e 1968, participou de várias exposições coletivas nos Estados Unidos da América-EUA. O artista também esteve presente no I, II e III Salão de Campinas, SP e no SNBA-RJ (1953 e 1954). JULIO LOUZADA, vol. 11, pág.173



364 - INÁCIO RODRIGUES (1946)

Marinha - acrílico sobre tela - 41 x 50 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2013/2017 -

Pintor, desenhista, entalhador e gravador, natural de Acaraú, CE. Iniciou-se em pintura como autodidata (1957). Viajou para diversos países da América Latina (1960-1965) com o objetivo de participar de exposições e acabou se fixando, em 1966, no Rio de Janeiro. Pintou a cúpula da Catedral Municipal e o Hotel Porto Velho em Porto Velho, RO (1962 e 1965). Expôs individualmente em diversas capitais brasileiras e também no exterior. Participou de muitas mostras e Salões oficiais e foi premiado em: Curitiba, PR (1971); Rio de Janeiro (1970, 1973, 1975, 1977, 1978); Belo Horizonte, MG (1970, 1971); Campinas, SP (1971, 1972); Florianópolis, SC (1972); Niterói, RJ (1974); Embu, SP (1974); Amparo, SP (1994, 1996); São José dos Campos, SP (1983). JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 834; VOL. 4, PÁG. 959; VOL. 12, PÁG. 345; TEIXEIRA LEITE PÁG. 450. WALMIR AYALA VOL. 2, PÁG. 259; MEC VOL. 4, PÁG. 91; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



365 - BELMONTE (1897 - 1947)

Disputa de ministérios - desenho a nanquim e aquarela - 20 x 29 cm - canto inferior direito -

Benedito Bastos Barreto - caricaturista, desenhista, pintor, ilustrador, escritor, jornalista e historiador - nasceu e faleceu em São Paulo. Iniciou sua carreira em 1912 publicando suas primeiras caricaturas na revista paulista ‘Rio Branco’ e paralelamente colaborou na revista carioca ‘D. Quixote’. Durante seus primeiros anos de trabalho publicou em diferentes periódicos paulistas e, em 1921, empregou-se na recém-inaugurada ‘Folha da Noite’, substituindo Voltolino. Nesse periódico passou a utilizar o pseudônimo Belmonte como assinatura de seus desenhos e em 1925 criou o personagem Juca Pato. Durante a Revolução Constitucionalista de 1932 criou o logotipo para os bônus de guerra que no período das batalhas substituíram como dinheiro a moeda oficial. No ano de 1936, começou a publicar no jornal ‘Folha da Manhã’ diversas charges de Juca Pato tendo como temática a crítica ao nazismo. Produzidas até o ano de 1946, elas acabaram se configurando numa grande série sobre a Segunda Guerra Mundial. Essas charges foram reunidas e publicadas em 1982 com o título de ‘Caricatura dos Tempos’. Autor de diversos livros de caricatura e história publicou, entre outros, os seguintes títulos: ‘Assim Falou Juca Pato’ (1933), ’ No Tempo dos Bandeirantes’ (1939) e ‘O Brasil de Ontem’ (1940), com desenhos inspirados nos trabalhos de Rugendas. TEODORO BRAGA, PÁG. 49 E 50; PONTUAL, PÁG. 67; MEC, VOL. 1, PÁG. 213; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 69; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG. 109; CARICATURISTAS BRASILEIROS, DE PEDRO CORRÊA DO LAGO, PÁG. 100; ARTE NO BRASIL, PÁG. 392; WALTER ZANINI, PÁG. 806; ACERVO FIEO; www.artprice.com; www.saopauloantiga.com.br.



366 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Peixe" - desenho a caneta hidrográfica - 10,5 x 13,5 cm - canto inferior esquerdo - Maio 1989 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins, datado de 01 de dezembro de 2016.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



367 - LINA GOMES DE SOUZA (XX)

Boneca - escultura em terracota - 41 x 14 x 12 cm - assinado -

Ceramista ativa de Campo Alegre, MG. Suas obras podem ser encontradas em coleções nacionais e estrangeiras.



368 - CÉLIA NAHAS GARCIA (XX)

Grafite - técnica mista e colagem sobre tela - 70 x 100 cm - canto inferior direito -

Artista plástica nascida em São Paulo. É pedagoga e desenvolve sua arte como autodidata. Realizou exposições individuais em São Paulo (2013, 2014) e tem participado de inúmeras mostras coletivas e oficiais, destacando-se: 'Exposição Museo do Café' (2013);?'Artexpo New York', Nova York -



369 - YASUICHI KOJIMA (1934)

"Rosa" - óleo sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior direito e dorso - 2016 -

Pintor e ceramista nascido em Tajimi, Japão - cuja população vive de cerâmica e porcelana. Seu pseudônimo artístico é Kojima. Recebeu influência de seu pai, Shigueo Kojima - tradicional artista e ceramista japonês conhecido pelo nome artístico Juho Kojima. Formou-se na Escola de Cerâmica Industrial de Tajimi - Gifu, Japão. Veio para o Brasil em 1953, trabalhou por cinco anos em São Caetano e transferiu-se para Mauá onde, como seu pai, montou sua própria fábrica de cerâmicas e porcelanas que está em atividade até hoje. Naturalizou-se brasileiro e estudou pintura com Manabu Mabe, Takaoka e Nakajima. Realizou exposição individual em Poá, SP (2009) e no Museu de Arte do Parlamento de São Paulo (2013). Participou de diversas mostras e Salões oficiais em: São Bernardo do Campo, SP (1967); São Paulo (1968, 1969, 2001 a 2010); Poá, SP (2009-como convidado); Embu, SP (2012 - Prêmio Prata). www.mauamemoria.com.br; www.radaroficial.com.br/d/31498914; issuu.com/shinzenbi/docs/makoto_5/27.



370 - ROSITA ADAMO (XIX - XX)

Paisagem - óleo sobre tela - 72 x 91 cm - canto inferior esquerdo -

Pintora ativa no Rio de Janeiro. Foi premiada com medalha de bronze no SNBA/ Rio, 1954. Em 1968 voltou a expor no referido salão e no XXI Salão da Sociedade dos Artista Nacionais, Rio de Janeiro. Em 1970 conquistou menção honrosa no Salão de Artes Plásticas de São Lourenço/MG. MEC, vol.1, pág.36.



371 - GAL OPPIDO (1952)

Rostos - fotografia - 42 x 41 cm - canto inferior direito -
Com relevo seco.

Fotógrafo, arquiteto, desenhista, músico e professor, Marcos Aurélio Oppido nasceu em São Paulo, SP. Graduou-se pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (1975). Foi professor de linguagem visual na Universidade Católica de Campinas (1979 a 1990); fotógrafo do Teatro Municipal e do Balé da Cidade de São Paulo (1989 a 1993); fotógrafo colaborador da Vogue Brasil (1990-2000). Realizou exposições individuais em São Paulo (2003 - Pinacoteca, 2007, 2011). Participou de diversas mostras coletivas e oficiais em: São Paulo (1982- Pinacoteca; 1985 – MAM; 1989 e 2004 – MIS; 1991 e 2009 – MASP; 1996 – MAC; 2000 e 2004 – Centro Cultural São Paulo; 2004 – Instituto Moreira Salles); Washington DC, EUA (1986); Arles, França (1991); Nova York, EUA (1995); Berlim, Alemanha (2006); Paris, França (2009); Rio de Janeiro (2004 e 2012 – MAM); entre outras. Recebeu o Prêmio APCA (1991) como melhor fotógrafo pelo conjunto da obra; Prêmio “Best of Category 2001 - Printing Industries of América” - Projeto gráfico e fotografias do portfólio da Editora Gráfica TAKANO, Chicago, EUA. Publicou os livros: 'DOS DEGRAUS À HISTÓRIA DA CIDADE' (1999); 'SÃO PAULO' (2000); CATÁLOGO DA III BIENAL DO MERCOSUL (2001); 'DAS – UM OLHAR CONTEMPORÂNEO'; 'RITUAL – THE KENNEDY CENTER AMERICARTS'; 'PRATA SOBRE PELE SOBRE PRATA'. ITAUCULTURAL; www.galoppido.com.br; www.colecaopirellimasp.art.br.



372 - LUIS SEOANE (1910 - 1979)

Figura - têmpera sobre cartão - 57 x 35 cm - canto superior esquerdo - 1957 -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista, ilustrador, escritor, advogado nascido em Buenos Aires, Argentina e falecido em A Corunha, Espanha. Em 1910 foi, com seus pais, para a A Corunha, Galícia e, em 1920, mudou-se para Santiago de Compostela onde se formou em Direito e Ciências Sociais (1932). Realizou suas primeiras exposições entre 1927 e 1933. Volta para A Corunha e atuou como advogado trabalhista e participou de atividades políticas. Foi para Buenos Aires quando começou a Guerra Mundial. Publicou livros e revistas. Em 1949 viajou para a Europa, expôs em Londres e conheceu Henry Moore, Herbert Read, Lucien Freud, Pablo Picasso, Oscar Dominguez; em 1952 a 1962 expôs em Nova York; em 1963 a 1979 expôs na Espanha, Alemanha, Itália, Suíça, Brasil. Recebeu prêmios em 1958 na Argentina e em Bruxelas. BENEZIT VOL. 9, PÁG. 525; www.luisseoanefund.org; web.artprice.com; www.britannica.com; www.artnet.com.



373 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

"Flexions" - litografia - 8/10 B - 50 x 71 cm - canto inferior direito - 1975 -
Ex coleção do artista plástico Aldemir Martins - São Paulo - SP.



374 - SUETONIO MEDEIROS (1970)

Nu - escultura em politetrafluoretileno - 37 x 14 x 09 cm - assinado -

Alagoano, Suetônio Cícero Medeiros ministra aulas de desenho na Fundação Cultural de Blumenau (FCB). Desenvolve uma linguagem própria independente de escola ou estilo, realizando trabalhos nas mais diversas áreas artísticas, como a pintura, escultura, desenho, restauração, modelagem, maquetaria, fundição e metalgrafia. Suas obras baseiam-se em estudos desenvolvidos acerca de filósofos gregos pitagóricos que defendiam a obtenção da harmonia através da proporção da freqüência, enfatizando a crescente necessidade de se conseguir harmonizar as partes com o todo. Realizou várias exposições coletivas e individuais.https://semanadeartesdafurb.wordpress.com/curriculos/



375 - NEWTON COSTA (XX - XX)

Paisagem - aquarela - 33 x 25 cm - canto inferior direito -

Pintor e desenhista com diversas participações em mostras e Salões oficiais. JULIO LOUSADA VOL. 9, PÁG. 226.



376 - QUIRINO CAMPOFIORITO (1902 - 1993)

Nadador - desenho a nanquim e guache - 10 x 22 cm - canto inferior direito -
No estado.

Pintor, desenhista, gravador, crítico, ilustrador, caricaturista e professor, natural da cidade de Belém-PA, e falecido em Niterói-RJ. Estudou pintura na ENBA-RJ, tendo como professores Modesto Brocos, João Batista da Costa, Augusto Bracet e Rodolfo Chambelland. Prêmio Viagem à Europa em 1929. Em Paris, estuda no Ateliê de Pongheon da Académie Julian e na Académie de La Grand Chaumière, até 1932. Em Roma, freqüenta o curso de pintura da Escola de Belle Arti e o curso de desenho do Círculo Artístico e da Academia Inglesa de Roma, entre 1932 e 1934. Participou do Núcleo Bernardelli, tornando-se seu presidente em 1942. Expôs individualmente por diversas vezes no Rio de Janeiro, participando de coletivas por diversas cidades brasileiras. "Se bem que o magistério e a atividade crítica tenham sem dúvida roubado ao artista tempo precioso, Campofiorito é autor de considerável bagagem, destacando-se como autor de vistas urbanas, estudos de nu e figuras, naturezas-mortas e alegorias, nas quais repercute muito intensa a influência de De Chirico e do Metafisicismo". LEITE, José Roberto Teixeira. REIS JR., pág. 382; TEODORO BRAGA, pág. 63; WALMIR AYALA, vol. 1, pags. 162 e 165; PONTUAL, pág. 103/104; TEIXEIRA LEITE, pág. 102; MEC, vol. 1, pág. 332; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 572; ARTE NO BRASIL, pág. 647; Acervo FIEO.



377 - GASTÃO Z. FRAZÃO (XX)

Composição - técnica mista - 45 x 60 cm - canto inferior direito - 1962 -

Artista plástico e arquiteto que tem participado de mostras coletivas e Salões oficiais, destacando-se: Bienal Internacional de São Paulo, São Paulo (1967); Salão Paulista de Arte Contemporânea, São Paulo (1976); Salão Nacional de Artes Plásticas, Rio de Janeiro (1979). ITAUCULTURAL.



378 - CANDIDO DE OLIVEIRA (1961)

"Toscana" - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2012 -

Pintor, Edmilson Cândido de Oliveira é natural de Pesqueira, Pernambuco. Assinava até 1985: Edmilson e, atualmente, assina Cândido de Oliveira. Teve como mestres José Ismael e Gilberto Geraldo. Realizou exposição individual em São Paulo (1995) e participa de mostras coletivas desde 1993, com premiações em: Guarulhos, SP (1993); Matão, SP (1994); Amparo, SP (1995); São Paulo (1995). JULIO LOUZADA VOL.7, PÁG. 520; VOL. 8, PÁG. 620; www.artnet.com.



379 - EMIL NOLDE (1867 - 1956)

Nu - gravura - 20 x 11 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista, gravador, escultor e professor, Emil Hansen, filho de camponeses, nasceu em Nolde, norte da Alemanha perto da fronteira com a Dinamarca. Estudou para ser marceneiro e entalhador, quando jovem. Trabalhou em Munique, em Karlsruhe - onde fez o curso de Arte Aplicada e em Berlim. Também fez estudos, entre outros, em Paris (Academia Julian), em Copenhague (escola de Kristian Zartman). Em 1902 se casou e mudou seu nome para Nolde. De 1905 a 1907 foi membro do ‘Die Brücke’, em Dresden, da ‘Secession’, em Berlim, até 1910.. Esteve viajando pela Itália, Rússia, Extremo Oriente e ilhas do Pacífico. Profundamente religioso, suas pinturas mais famosas são figurações do Velho e Novo Testamentos, paisagens e foi um dos expoentes da pintura floral do século XX. Embora tenha sido um antigo defensor do Partido Nacional-Socialista, teve sua obra declarada degenerada pelos nazistas e foi proibido de pintar. Mesmo assim, executou em segredo pequenas aquarelas (chamadas "pinturas não-pintadas"), a partir das quais concebeu grandes telas a óleo depois da guerra. Em 1926 fixou-se em Seebüll, também no norte da Alemanha quase fronteira da Dinamarca, onde viveu até morrer. Lá há a Fundação Nolde que possui uma extraordinária coleção de suas obras. BENEZIT VOL.. 7, PÁG. 743; EMIL NOLDE - CATÁLOGO EXPOSIÇÃO EM PARIS E MONTPELLIER, RMN 2008; DICIONÁRIO OXFORD, PÁG. 379; www.germanexpressionism.com; www.moma.org; www.britannica.com; www.emil-nolde.com.



380 - DE ALCÂNTARA (1949)

"Cabo Frio" - óleo sobre tela - 33 x 46 cm - canto inferior direito -

Pintora nascida em São Paulo. Assinava Vera Nice e, atualmente, V. N. C. de Alcântara. Graduou-se na Faculdade de Belas Artes de São Paulo; teve aulas de pintura com Antonio Ferri e pintura em porcelana com Maria de Lourdes Mello Freire. É membro da Associação Mogiana de Belas Artes em Mogi das Cruzes, SP. Realizou exposições individuais em: Suzano, SP (1990, 1997); São José do Rio Preto, SP (1992); São Bernardo do Campo, SP (1993); Mogi das Cruzes, SP (1994); São Paulo (1995 a 1998). Participou de mostras coletivas em: São Paulo (1968, 1985, 1998, 1999); São Bernardo do Campo, SP (1973 a 1975, 1982, 1988, 1989); Santo André, SP (1987); Suzano (1992); Arujá, SP (1998); Nice, França (1998); Orlando, EUA (1999, 2000). Prêmios em: São Paulo (1968, 1998); São Bernardo do Campo, SP (1973, 1984); Orlando, EUA (1999). JULIO LOUZADA VOL. 8, PÁG. 34; VOL. 12, PÁG. 7; VOL. 13, PÁG. 7.



381 - HEITOR DE PINHO (1897 - 1968)

"No ramal de Mangaratiba" - óleo sobre madeira - 32 x 41 cm - canto inferior direito - 1943 -

Nascido e falecido na cidade do Rio de Janeiro, onde estudou na antiga Escola Nacional de Belas Artes. Foi discípulo de Rodolfo Chambelland, Batista da Costa, Lucílio de Albuquerque e Modesto Brocos. Participa de Salões Oficiais a partir de 1924, recebendo diversas premiações. JULIO LOUZADA, vol.11, pág.247; MEC. Vol.3, pág.400; WALMIR AYALA. Vol.2, pág.194; TEIXEIRA LEITE, pág.408; PONTUAL, pág.426.



382 - CAROLUS, (CARLOS CANNONE) (1928 - 1995)

Figuras - óleo sobre tela - 20 x 30 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor, estudou com o pai Angelo Canone, na Itália, antes de emigrar para o Brasil em 1951. Ativo no Rio de Janeiro, realizou diversas exposições individuais e coletivas. MEC, vol.1, pág. 360; JULIO LOUZADA vol.5, pág. 205.



383 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Gato vermelho" - acrílico sobre papel - 30 x 42 cm - canto inferior direito - Década de 2000 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins, datado de 19 de dezembro de 2016.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



384 - ANTONIO PESSOA (1943)

Dom Quixote - escultura em bronze - 29 x 08 x 13 cm - assinado -

Escultor, assina Tonny. Radicado no Rio de Janeiro detentor de bom curriculo nacional e internacional com inumeras participações em Salões Oficiais,varias vezes premiado. Ótimo mercado.



385 - HUMBERTO TO (XX)

Lavrador - escultura em madeira - 35 x 09 x 6,5 cm - assinado -

Ceramista natural do Piauí. Suas obras estão em coleções nacionais e estrangeiras.



386 - ADRIANO GAMBIM (1983)

Menina - técnica mista - 30 x 20 cm - canto inferior direito - 2016 -

Pintor, desenhista, gravador e arte-educador. Sua formação artística foi na UNIMESP e UNESP, São Paulo. Realizou exposições individuais em Guarulhos (2004, 2008, 2009, 2010, 2011) e tem participado de várias mostras coletivas e Salões individuais como: Guarulhos, SP (2001, 2007 a 2013); São Paulo (2008, 2010); Araraquara, SP (2006, 2010, 2012); Franca, SP (2008); Catanduva, SP (2008); Suzano, SP (2009); Ubatuba, SP (2005, 2009); Ribeirão Preto, SP (2010); Mairiporã, SP (2010); Santo André, SP (2010); Santos, SP (2011); Araras, SP (2013); Embu, SP (2013); Curitiba, PR (2012); Porto Alegre, RS (2013); Brasília, DF (2013); Castro, PR (2013); Ceará (2012); Espanha (2005 a 2008, 2013); Finlândia (2007); México (2009); Itália (2007, 2009); Romênia (2007, 2010). Foi premiado em: Guarulhos, SP (2007 a 2009, 2011); Mairiporã, SP (2011); Espanha (2011); Araraquara, SP (2010, 2012, 2013); Araras, SP (2012); Rio Claro, SP (2013). www.artprice.com.



387 - SILVIO OPPENHEIM (1941 - 2012)

Composição - serigrafia - 17/60 - 34 x 90 cm - canto inferior esquerdo - 2004 -

Pintor, desenhista, arquiteto e professor nascido e falecido em São Paulo. Formou-se pela Faculdade de Arquitetura da USP (1965) e completou sua formação na Alemanha, quando ganhou do governo alemão uma bolsa de estudos para a 'Technisce Universitat' (TU) em Berlim Ocidental. Em 1979 assumiu a cadeira de arquitetura de interiores na Faculdade de Arquitetura da Universidade Mackenzie. Produziu intensamente como arquiteto e como artista plástico. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1965, 1972, 1975 a 1977, 1979, 1981, 1982, 1986 a 1989); Rio de Janeiro (1985); Brasília, DF (1978); Curitiba, PR (1980, 1987); Goiânia, GO (1989); Vitória, ES (1989). Participou de exposições coletivas e oficiais como: Bienal Internacional de São Paulo (1963, 1965, 1967, 1969); '5 Pintores de Vanguarda', Porto Alegre, RS (1965); Panorama de Arte Brasileira, MAM – SP (1971, 1973, 1976, 1979); Tóquio, Japão (1985) e outras. JULIO LOUZADA, VOL. 2, PÁG.745; VOL. 4, PÁG. 829; MEC, VOL.3, PÁG.301; ITAU CULTURAL, ACERVO FIEO; www.pinacoteca.org.br; www.sp.senac.br; www.resenhando.com; www.artprice.com.



388 - MARINO MARINI (1901 - 1980)

Composição - litografia - 323/800 - 40 x 30 cm - canto inferior direito - 1960 -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Nascido em Pistoia, Marini é particularmente famoso por sua série de estilizadas estátuas equestres, que apresentam um homem com os braços estendidos em um cavalo. Provavelmente o exemplo mais famoso é o anjo da Cidade na Coleção Peggy Guggenheim, Veneza. Marini se dedicou principalmente à escultura de cerca de 1922. Há um museu dedicado ao seu trabalho, em Florença (na antiga igreja de São Pancrácio), sua obra também pode ser encontrada em museus da Itália e do mundo, como a Galleria Civica d'Arte Moderna de Milão e do Museu Hirshhorn e Sculpture Garden em Washington, DC trabalho de Marini é autenticado pelos especialistas do Marino Marini Fundação em Pistoia, na Itália. Marine morreu em Viareggio. -



389 - ANTONIO GARCIA PASCOAL (1939)

Parati - óleo sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 03/2017 -

Assina Pascoal. Pintor nascido em Itapui, SP, em 17 de novembro. Participa de coletivas desde 1990, tendo recebido prêmio, dentre outros, Medalha de Bronze, no SA na CEF em São Caetano do Sul - 1991. JULIO LOUZADA vol.9, pág. 655.



390 - ELSA FARIAS (XX)

"São João" - óleo sobre tela - 50 x 40 cm - dorso - 2015 -

Elsa Dias Domingues Farias é pintora autodidata, poetisa e pedagoga. Realizou exposições individuais em: Socorro, SP (2015); São Bernardo do Campo, SP (2016). Tem participado de muitas mostras coletivas e oficiais em: Socorro, SP (2013 – Prêmio, 2015 – Prêmio); Piracicaba, SP (2014 - Bienal de Arte Naïf do Brasil - Prêmio incentivo); Diadema, SP (2015 – Museu de Arte Popular, MAP); Bogotá, Colômbia (2015); Araçariguama, SP (2015); Mogi Guaçu, SP (2015); Kartowice, Polônia (2016); Vila Velha, ES (2016); São Bernardo do Campo, SP (2016); Mogi das Cruzes, SP (2016). www.heloisatolipan.com.br.



391 - GUSTAVO ROSA (1946 - 2013)

Caixa de corações - serigrafia - 30/100 - 50 x 60 cm - canto inferior direito - 1983 -

Pintor, desenhista e gravador, Gustavo Machado Rosa nasceu e faleceu em São Paulo. Realizou a sua primeira exposição individual em São Paulo em 1970, tendo já ganho no ano anterior a medalha de ouro e o prêmio de viagem ao exterior no 1º Festival de Artes Interclubes, no Clube Monte Líbano. Em 1974, estudou gravura com o norte-americano Rudy Pozzati, no Museu de Arte Brasileira da Fundação Armando Álvares Penteado. Em 1979 e 1980 participou da Exposição Brasil-Japão em Tóquio. Expôs, em 1979, no Salão Nacional de Artes Plásticas e, em 1980 e 1983, no Panorama da Arte Atual Brasileira, no MAM - SP. Realizou painéis externos, em 1984, na Rua Bela Cintra e, em 1987, na Rua Mario Ferraz, para Tereza Gureg. Em 1990 participou de exposição coletiva no ‘International Museum of 20th Century Arts’, em Los Angeles, Estados Unidos. Lançou, em 1994, uma grife com o seu nome em Nova York. Em 1998, desenvolveu as capas de cadernos escolares da marca Tilibra. Neste mesmo ano executou uma escultura em homenagem a Maria Esther Bueno, na Praça Califórnia, em São Paulo. Em 2000, montou escultura de um gato, sob o Viaduto Santa Efigênia. Recebeu vários prêmios, expôs e participou de eventos em cidades do Brasil e no exterior como também em Nova York, Massachusetts, Tel-Aviv, Lisboa, Berlim, Hamburgo, Barcelona e Paris. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 274; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO; www.artprice.com; www.mercadoarte.com.br.



392 - JOYCE ROYBAL (1955)

Músicos - técnica mista sobre tela - 50 x 60 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista e cartunista nascido e criado na Itália. Começou a pintar aos dezoito anos. Mudou-se para Nova York, EUA onde vive. Tem participado de mostras e Salões oficiais nos Estados Unidos, França e Itália. www.askart.com; www.artprice.com.



393 - JOSÉ PROCOPIO DE MORAES (1929)

Igreja de Bom Jesus de Pirapora - óleo sobre tela - 50 x 74 cm - canto inferior direito - 1966 - Pirapora. -

Natural e ativo na cidade de Santana do Parnaíba, SP, onde nasceu em 28 de abril de 1929. Pintor e desenhista, é considerado um dos mais importantes intérpretes da paisagem brasileira. Sua fama é decorrência das belas composições de suas naturezas mortas e das solenes paisagens das cidades históricas mineiras. JULIO LOUZADA, vol. 13, Pág. 273, Acervo FIEO. -



394 - OSCAR ROTHKIRCH (1880 - 1961)

"Paisagem da Glória" - gravura - 24 x 30 cm - canto inferior direito - 47 - Rio de Janeiro -
Paspatur no estado. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, gravador e professor alemão. Realizou exposição individual com pinturas e gravuras (águas-fortes), em 1934, no Liceu de Artes e Ofícios – SP, onde se destacaram as águas-fortes coloridas por um processo de impressão com tintas a óleo desenvolvido pelo artista. Participou da Exposição Geral de Belas Artes, RJ em 1930 e 1933. ITAU CULTURAL; memoria.bn.br; www.artprice.com.



395 - ELIAS VITALINO (XX)

Engenho de cana de açúcar - escultura em terracota - 10 x 15 x 12 cm - assinado -

Elias Rodrigues dos Santos (Elias Vitalino) é um dos artesãos da nova geração de artistas populares do Alto do Moura em Caruaru, PE. É neto do Mestre Vitalino e, desde pequeno, descobriu sua intimidade com o barro que o mantém até hoje no caminho traçado pelo seu avô na arte figurativa popular. Suas obras podem ser encontradas em coleções nacionais e estrangeiras. artepopularbrasil.blogspot.com.br/2010/11/elias-vitalino.html; www.museucasadopontal.com.br; www.oreinadodalua.com.br.



396 - BANKSY (1974)

"Love is in the air" - litografia off set - 194/300 - 37 x 27 cm - canto inferior direito na matriz -
Com certificado de Edicion, nº REG 390832/2 emitido por Suc. de Salerno e Hijos - USA - SPAIN - ITALY - FRANCE - Editores e carimbo em relevo seco do editor. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Grafiteiro, pintor, ativista, cineasta. Chama-se Robin Banks e nasceu em Bristol - Inglaterra, de acordo com o tabloide inglês 'Daily Mail', mas ninguém conseguiu comprovar. A revelação de sua identidade já esteve em leilão no site e-Bay, mas a oferta foi retirada. Passou anos desenvolvendo sua técnica até se lançar em trabalhos maiores e mais polêmicos - sem nunca revelar sua identidade. Considerado o criador da 'street art', ganhou notoriedade através das intervenções urbanas - modificando sinalizações de rua, imprimindo sua própria moeda e, ilegalmente, pendurando suas obras em instituições como o Louvre e o Museu de Arte Moderna. Hoje suas obras se espalham por galerias em: Londres, Los Angeles, Nova York, Roma, Munique, e até no muro que separa Israel e Palestina (2005). Assinou a capa do álbum 'Think Tank' (2003), da banda Blur. Em 2009 uma exposição de suas obras 'Banksy vs Bristol Museum' foi realizada em sua cidade natal. Seu documentário 'Exit Through the Gift Shop' (2011) chegou a ser indicado ao Oscar. super.abril.com.br; www.smithsonianmag.com; www.artprice.com; banksy.co.uk; www.artsy.net; www.artnet.com.



397 - HOLMES NEVES (1925 - 2008)

"Peixe" - óleo sobre eucatex - 16 x 22 cm - canto inferior direito -

Natural de Lima Duarte, MG. Pintor, desenhista e gravador. Fixou residência no Rio de Janeiro, após estudos com Guignard, Misabel Pedrosa e Edite Behring em Belo Horizonte. Sobre a sua obra, transcrevemos texto de Henrique Pongetti, na apresentação do artista no catálogo de sua mostra HOLMES Neves: pinturas, na Galeria de Arte e Pesquisa da UFES, 1978: ". . . Eu gosto muito da pintura de Holmes, dos seus quadros de Ouro Preto, motivo insistente e fascinante na sua obra. Se o tema e certa sutileza de feitura nos lembra o Mestre, há hoje na sua arte uma autonomia indiscutível, as marcas de uma inconfundível personalidade. Suas cidades mortas não surgem envoltas na melancolia acinzentada que parecia refletir nas paisagens a alma infantil e ao mesmo tempo infeliz de Guignard. Sobre a pátina do tempo suas casas e igrejas, transfiguradas pela luz montanhesa, recebem cores festivas, reconquistam a mocidade, revivem. " TEIXEIRA LEITE, pág. 352; JULIO LOUZADA, vol.10, pág. 425; ITAÚ CULTURAL; PONTUAL, pág. 383; Acervo FIEO.



398 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulata na janela - serigrafia - P.I. - 58 x 39 cm - canto inferior direito -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



399 - ALFREDO VOLPI (1896 - 1988)

Nossa Senhora e o menino - off-set - 30 x 21 cm - canto inferior direito -
No estado.

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.



400 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Flor - serigrafia - 16 x 16 cm - canto inferior direito - 1984 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



401 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Marinha com jangada - serigrafia - 67/150 - 50 x 50 cm - canto inferior direito - 2003 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



402 - ALFREDO VOLPI (1896 - 1988)

Triângulos - serigrafia - 24 x 14 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.



403 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulata no espelho - serigrafia - 60 x 45 cm - canto inferior direito -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



404 - MILTON DACOSTA (1915 - 1988)

Cabeça de Alexandre - serigrafia - P.A. - 42 x 30 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador. Milton Rodrigues da Costa nasceu em Niterói, RJ e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou estudos de desenho e pintura, em 1929, com o professor alemão August Hantv. No ano seguinte matriculou-se no curso livre de Marques Júnior, na Escola Nacional de Belas Artes. Junto com Edson Motta, Bustamante Sá e Ado Malagoli , entre outros, criou o Núcleo Bernardelli em 1931. Viajou para Estados Unidos em 1945, com o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Belas Artes do ano anterior. Na cidade de Nova York, estudou na Art's Students League of New York. Em 1946, foi para a Europa e após visita a vários países, fixou-se em Paris, onde estudou na Académie de La Grande Chaumière. Conheceu Pablo Picasso, por intermédio de Cícero Dias, e freqüentou os ateliês de Georges Braque e Georges Rouault. Expôs no Salon d'Automne (Paris) e regressou ao Brasil em 1947. Em 1949, casou-se com a pintora Maria Leontina e passou a residir em São Paulo. Realizou muitas exposições individuais e também recebeu prêmios nas Bienais Internacionais de São Paulo (1955, 1957). TEODORO BRAGA, PÁG. 163; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 229; MEC, VOL. 2, PÁG. 13; BENEZIT, VOL. 3, PÁG.315; ITAU CULTURAL; PONTUAL, PÁG. 155; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; ACERVO FIEO.



405 - J. R. SANTOS, DITO ZIZI SAPATEIRO DE MARIANA (1927)

Crianças brincando de roda - óleo sobre tela - 65 x 46 cm - canto inferior direito -

Natural de Mariana, MG, de onde o apelido. Roberto Pontual, festejado crítico, entrevistou o autor: " Pedi-lhe que me descrevesse ou resumisse sua pintura, e ele comentou: ´Pinto coisas imaginárias, baseadas num texto certo de história ou prevendo coisas futuras.´ Perguntei-lhe se costumava ler e ele indicou a Bíblia e os jornais como suas fontes de informação. Daí a fusão, em vários quadros, do mundo bíblico com o mundo atual, o Apocalipse ligando à bomba atômica (...) Daí também a utilização das histórias em quadrinhos, como na tela EPOPÉIA DA AVIAÇÃO: toda estruturada em camadas de tempo traz de baixo para cima, em cinco faixas-fases, Ícaro, Leonardo da Vinci e Bartolomeu de Gusmão reunidos na condição de velhos precursores, um dirigível contornando a Torre Eiffel, o 14 Bis, Santos Dumont e a aviação atual, e, no topo de tudo, a aviação do futuro, representada na corrida de foguetes para um rubro planeta distante. Sua pintura fixa também outros temas, inclusive os de caráter folclórico de vivência mineira." PONTUAL ; JULIO LOUZADA, vol. 3, pág. 1018, ITAU CULTURAL; TEIXEIRA LEITE, pág. 551.



406 - JOÃO CAMARA (1944)

Asteroides - litografia - 47/100 - 32 x 47 cm - canto inferior direito -

Importantíssimo artista nacional, natural de João Pessoa, PB, e radicado em Olinda, PE. Pintor, desenhista e gravador, João Câmara conquistou os primeiros prêmios de pintura e de gravura nos SPMEP de 1962 E 1964. Neste último ano fundou, em companhia de artistas locais, o Atelier Coletivo de Ribeira, em Olinda. Exerceu o magistério entre 1967 e 1969, lecionando pintura no Setor de Arte da Universidade Federal da Paraíba. Suas obras, tratando de temas atuais, reúnem mensagens poéticas com uma dose de surrealismo, e que segundo o crítico Walmyr Ayala, " desmistifica toda e qualquer atitude romântica" . Walter Zanini, por sua vez, comenta (1967), que " Suas imagens encadeadas quase como um ´puzzle` parecem amalgamar deuses aztecas e ícones do baralho, assumindo ar de aquilina ´terribilitá` sobriamente derrisório." Participou de quase todas as mostras mais importantes do País, com sucesso de crítica. ITAU CULTURAL; PONTUAL, pág. 100; TEIXEIRA LEITE, pág. 100; WALTER ZANINI , pág. 754; ARTE NO BRASIL, pág. 688; Acervo FIEO.



407 - CARLOS CHAMBELLAND (1884 - 1950)

Figura - óleo sobre eucatex - 40 x 31 cm - canto inferior direito - 1947 - Rio de Janeiro -

Nasceu e faleceu na cidade do Rio de Janeiro, onde foi ativo. Pintor, professor de pintura e desenho e decorador. Estudou na ENBA-RJ (1901/1907); foi aluno de Zeferino da Costa e Rodolfo Amoedo. Em 1907 recebeu o prêmio de viagem ao exterior, viajando para Paris, onde freqüenta, o ateliê Puvis de Chavannes, com Carriére e Henry Martin. Foi contratado pelo governo brasileiro para a decoração do Pavilhão do Brasil na Exposição Internacional de Turim (Itália), juntamente com seu irmão Rodolfo Chambelland , João Timótheo da Costa e Arthur Timótheo da Costa. O crítico, historiador e pintor carioca Quirino Campofiorito assim escreveu: "A obra de Carlos Chambelland é numerosa e variada nos gêneros abordados, sempre demonstrando o pintor otimista e animado por um entusiasmo nacionalista, entusiasmo este que o leva a preferir, a partir de certa época, a paisagem, os tipos e as cenas populares com que se enriquece sua produção durante o tempo que residiu em Pernambuco. Diferente do ambiente cosmopolita que conhecia no Rio, igual aos dos grandes centros como vira em Paris, o Nordeste lhe desvendou um Brasil autêntico nas coisas populares (...). " in: CAMPOFIORITO, Quirino. História da pintura brasileira no século XIX. Rio de Janeiro: Pinakotheke, 1983. PONTUAL, pág.128; JULIO LOUZADA, vol 1, pág.251; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 573; ARTE NO BRASIL, pág. 596; F. ACQUARONE, pág. 201.



408 - EMERIC MARCIER (1916 - 1990)

Figura - litografia - 5/10 - 47 x 31 cm - canto inferior direito - 1980 -

Pintor romeno, nascido em Cluj. Cursou a Academia Brera, de Milão, atraído pela pintura pré-renascentista italiana. Após breve passagem por Paris, imigrou para o Brasil, onde realizou sua primeira individual em 1940 (Salão dos Artistas Brasileiros-RJ), seguindo-se outras em 1942 e 1944, ambas também na cidade do Rio de Janeiro. Marcier foi um pintor tradicional e renovador ao mesmo tempo. Emprestou sentimento à sua obra, aos seus personagens sacros. Participou de duas Bienais em São Paulo, uma no México e diversas coletivas na Europa, inclusive a Bienal de Arte Sacra de Salzburg, Áustria. TEIXEIRA LEITE, pág. 307/308/309; JULIO LOUZADA, vol. 13, pág. 207; PONTUAL, pág. 335; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 605; ARTE NO BRASIL, pág. 872.



409 - FRANCISCO AQUARONE (1898 - 1954)

Porto - desenho a lápis - 29 x 20 cm - canto inferior esquerdo - 28/11/1948 -
Paspatur no estado.

Historiador, pintor, desenhista, caricaturista, ilustrador, professor, crítico, escritor e jornalista nascido e falecido no Rio de Janeiro, RJ. Cursou a Escola Nacional de Belas Artes onde foi aluno de Baptista da Costa, Modesto Brocos, Rodolfo Chambelland e Rodolfo Amoedo. Trabalhou como jornalista e ilustrador do periódico 'Dom Quixote', a partir de 1918. Posteriormente, colaborou com retratos e ilustrações a bico-de-pena e crayon para periódicos como 'O Jornal', 'A Noite' e 'Dom Casmurro'. Participou dos Salões de Belas Artes – RJ, entre 1926 e 1947, nele recebendo Menção Honrosa (1926 e 1927), Medalha de Bronze (1930) em Pintura e Medalha de Prata (1941) em Desenho; Exposição de Auto-Retratos organizada pelo Museu Nacional de Belas Artes (1944); Salão da Sociedade Brasileira de Belas Artes, RJ (1948). Tornou-se conhecido principalmente por sua atuação como historiador da arte e publicou títulos como: 'Mestres da Pintura no Brasil', em parceria com Queirós Vieira; 'História da Arte no Brasil' (1939); 'Obras-Primas de Rodolfo Amoedo', 'Mestres da Pintura Brasileira' (1941) e 'Primores da Pintura no Brasil' (1942), entre outros. PONTUAL PÁG. 3; MEC VOL. 1, PÁG. 35; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 23; VOL. 5, PÁG. 21; www.artprice.com.



410 - NONÊ DE ANDRADE (1914 - 1972)

"Pagu - a libertária" - litografia - 1 ex. 96 - 30 x 21 cm - canto inferior direito -
No estado.

Pintor, desenhista e escritor, nascido e falecido em São Paulo, Capital. O artista era filho de Oswald de Andrade, um dos idealizadores da Semana de Arte Moderna. Iniciou seus estudos em Paris, e, no Brasil, recebeu orientação de Portinari, Segall, Tarsila e Anita Malfatti, filiando-se desde então às tendências inovadoras das artes plásticas brasileiras. Expositor do SNBA-RJ e da Bienal de SP. São numerosas as referências críticas a respeito de sua obra. MEC, vol 1 pág. 100; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 584; LEONOR AMARANTE, pág. 75, Acervo FIEO.



411 - JOSÉ FALCONI FILHO (1941)

"O galeão e os rochedos" - óleo sobre tela - 60 x 90 cm - canto inferior direito e dorso -

Nasceu em Amparo, SP, no dia 31 de janeiro. Pintor, começou a produzir na década de 50, pintando a natureza. Sua obra tem fortes tendências ao impressionismo, com cores quentes e muito movimento. Expõe individualmente desde 1960, participando de coletivas a partir de 1981, com sucesso de crítica. Recebeu diversas premiações. JULIO LOUZADA, vol. 7 pág. 249



412 - ANTONIO PESSOA (1943)

Nu - múltiplo em bronze - 03 x 6,5 x 3,5 cm - assinado -

Escultor, assina Tonny. Radicado no Rio de Janeiro detentor de bom curriculo nacional e internacional com inumeras participações em Salões Oficiais,varias vezes premiado. Ótimo mercado.



413 - MARINA CARAN (1925 - 2008)

"Paris" - litografia - 8/8 - 48 x 34 cm - canto inferior esquerdo - 1952 -

Pintora, escultora, desenhista, gravadora e ilustradora nascida em Sorocaba, SP e falecida em São Paulo. Inicia sua produção artística em Sorocaba. Em meados de 1950, em São Paulo, conhece Di Cavalcanti, que empresta seu ateliê para estudos e atividades. Viaja para Paris (França), como bolsista do governo francês, para estudar gravura entre 1951 e 1953. Expôs individualmente a partir de 1951 (SP - MASP). Figurando diversas vezes no Salão Paulista de Arte Moderna - SPAM, nele conquistou prêmios de aquisição entre 1954 e 1960. Participou também da Bienal Internacional de São Paulo (1953, 1955, 1965, 1967, 1969, 1985), do Panorama de Arte Atual Brasileira (1969, 1971, 1973) e de muitas outras mostras oficiais. Em 1985 foi realizada uma retrospectiva de sua obra no MASP - SP. PONTUAL, PÁG. 106; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 104; ITAU CULTURAL; MEC VOL. 1, PÁG.353; JULIO LOUZADA, VOL. 5 PÁG. 199/200; LEONOR AMARANTE, PÁG. 194, ACERVO FIEO.



414 - SILVIA ALVES (1947)

"O farol" - óleo sobre tela - 40 x 60 cm - canto inferior direito e dorso - 1993 -

Pintora, desenhista, escultora, gravadora, ilustradora, professora, poetiza e atriz Silvia Ferraro Alves nasceu em São Paulo. Estudou desenho e escultura com Alvaro de Bauptista (1980 a 1984) na Universidade de Campinas; formou-se em Pintura na Faculdade de Belas Artes (1986); mestrado em Aquarela na Faculdade Santa Marcelina (1998); frequentou o ateliê de Gravura do Museu Lasar Segall (1985 a 1988); os ateliês de pintura e desenho dos professores Lecy Bomfim, Salvador Rodrigues, Deusdedith Campanelli, Colette Pujol, Djalma Urban, Francisco Cuoco, Fang, o ateliê de escultura no Museu Brasileiro de Escultura (1980 a 1994) e aquarela com Iole Di Natale (1994 a 1998). Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais. Foi premiada em 1983, 1989, 1991, 1993, 1994, 1997, 1999, 2000, em São Paulo. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL, 10, PÁG, 49; www.silviaalves.art.br.



415 - ULYSSES FARIAS (1960)

Composição - técnica mista - 30 x 30 cm - canto inferior direito e dorso - 2017 -

Desenhista, pintor, fotógrafo, escultor, poeta e professor nascido em São Paulo. Tem participado de muitos eventos culturais, mostras e Salões oficiais em Socorro, SP (2006 a 2014); Brasília, DF (2010); Mairiporã, SP (2007); São Paulo (2013). Recebeu, em 2012, o primeiro lugar em um concurso de fotografias.



416 - APARECIDA AZEDO (1929 - 2006)

"A ponte" - acrílico sobre eucatex - 19 x 24 cm - canto inferior esquerdo - 1998 - Rio -
Com certificado do Museu Internacional de Arte Naif do Brasil - MIAN, nº 3949 firmado por Lucien Finkelstein, no dorso.

Pintora nascida em Brodósqui, SP. No início foi autodidata, mas quando veio para o Rio de Janeiro (1950) foi aluna de Ivan Serpa. Fez sua primeira exposição em 1973. Participou de várias exposições coletivas: Rio de Janeiro (1978, 1979); Piracicaba, SP (1996); Brasília, DF (2005); São Paulo (2005). ITAU CULTURAL; www.acessa.com.



417 - MAGDA STÁBILE (1952)

Pianista - óleo sobre tela - 60 x 30 cm - canto inferior direito -

Pintora nascida em São Paulo, Capital, em 28/11/1952. Graduada pela Faculdade de Belas Artes de São Paulo. Frequenta os cursos de arte da Escola Panamericana de Artes, SENAI, SESC e do MUBE. Recebe orientações dos professores Franulic, Adelino Rodrigues, Herman Sedoya, Antonio Santos Lopes e Carmen Rolim Arruda. Individuais em 1998 e coletivas a partir de 1978. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 311



418 - ANTONIO EUGÊNIO PASCOTTO (1924 - 1994)

"Crepúsculo no parque" - óleo sobre tela colada em eucatex - 18 x 33 cm - canto inferior direito e dorso - 1989 -

Natural de Mineiros do Tietê, SP, sua formação artística foi dada pelo pintor florentino, radicado no Brasil, Dario Mecatti. Foi moldureiro e restaurador de quadros, cuja técnica lhe foi ensinada por Renzo Gori. A partir de 1960 veio regularmente participando de diversas exposições coletivas e Salões oficiais no estado de São Paulo onde recebeu inúmeros prêmios, destacando-se: São Paulo, SP (1966, 1970, 1971, 1975, 1978, 1980, 1982, 1984, 1986); São Bernardo do Campo, SP (1970, 1976, 1986); Catanduva, SP (1981) e Ribeirão Pires, SP (1979). Exposições individuais em São Paulo, SP (1988 e 1990). JULIO LOUZADA, vol.13, pág. 432. ITAU CULTURAL.



419 - EDSON DI BERNARDI (1940)

"Medieval" - acrílico sobre madeira - 40 x 40 cm - canto inferior esquerdo e dorso -
Com etiqueta de Carafizi Galeria de Arte - São Paulo, no dorso.

Nasceu em Florianópolis, SC, em 29 de outubro de 1940. Em 1963 conhece o pintor Carol Kossak, com o qual tem aulas de pintura. Aprimorou sua técnica na Europa e nos EUA. Em 1968 toma contato com a pintura de Mecatti, passando a frequentar o seu ateliê, tornando-se um dos seus discípulos e também um dos maiores divulgadores de sua obra. O autor desenvolve temas de paisagens, motivos árabes, litorais, marinhas, casarios, crianças e flores numa técnica bem particular obtida em anos de pesquisa. Coletivas a partir de 1985, com premiações, destacando-se a Viagem ao Exterior no Salão Curitiba de Arte (1988). Individuais desde 1986. JULIO LOUZADA, vol. 4, pág. 141/142



420 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Gato - gravura - 39/100 - 58 x 48 cm - canto inferior direito - 1981 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



421 - JAYME XANDÓ (1942 - 2007)

"Entrega" - xilogravura - P.A. - 50 x 34 cm - canto inferior direito - 1982 -

Artista plástico com diversas participações em mostras e Salões oficiais, destacando-se: Salão Paulista de Arte Moderna, SP (1966); Bienal Nacional, SP (1974); Salão Paulista de Arte Contemporânea, SP (1976); Salão de Ates Plásticas da Noroeste, Penápolis - SP (1982); Salão Nacional de Artes Plásticas, RJ (1982); Mostra de Gravura Cidade de Curitiba, Curitiba – PR (1984). ITAU CULTURAL; www.casadaxilogravura.com.br; www.artprice.com.



422 - SANDRO MANZINI (1903)

Natureza morta - pastel - 43 x 50 cm - canto inferior direito -

Italiano de Verona, frequentou ainda jovem a Academia de Belas Artes de sua cidade natal, obtendo dois importantes prêmios. Veio para o Brasil em 1925, fixando-se em São Paulo-SP, onde realizou diversas individuais de 1935 a 1941, além de participar com certa frequência do Salão Paulista de Belas Artes, onde obteve Medalha de Bronze em 1940. Tem como temas preferidos naturezas mortas, paisagens e principalmente flores. JULIO LOUZADA, vol 1 - pág 576



423 - CARLOS GEYER (1912 - XX)

"Corcovado" - gravura - 35 x 28 cm - canto inferior direito - 1959 -
No estado.

Pintor e gravador radicado no Rio de Janeiro. JULIO LOUZADA vol.11, pág.127



424 - ANTONIO RODRIGUES (XX)

Ambulante - escultura em terracota - 26 x 10 x 08 cm - assinado -

Ceramista natural do Alto do Moura, Caruaru – PE. Suas obras estão em coleções nacionais e estrangeiras.



425 - ARTE POPULAR BRASILEIRA (XX)

Onça - escultura em madeira - 16 x 06 x 09 cm - não assinado -



426 - FRANCISCO COCULILO (1895 - 1978)

Paisagem - óleo sobre tela - 36 x 44 cm - canto inferior direito -

Paisagista nascido no Rio de Janeiro, aluno de Luiz Graner. Realizou exposições individuais em várias cidades brasileiras. Catálogo de Exp. de Paisagem Brasileira - MEC-MNBA/Rio/1944; MEC, vol. 1, pág. 40; TEODORO BRAGA, pág. 73; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 208; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 74; Acervo FIEO.



427 - DOUGLAS KRIEGER (1954)

Paisagem - óleo sobre cartão - 25 x 20 cm - canto inferior direito - 2014 - Curitiba - PR -

Pintor, desenhista e professor nascido em Curitiba, PR. Assinava Bussolo. Iniciou sua carreira em 1977, como discípulo de Theodoro De Bona. Formou-se no Curso de Desenho de Figura Humana na UFPR. Realizou exposições individuais em: Curitiba, PR (1978, 1979, 1983 a 1986, 1995); SESC itinerante no Paraná (1986): Maringá, Toledo, Cascavel, Campo Mourão, Londrina, Pato Branco, Ponta Grossa; Campo Largo, PR (1993); Araucária, PR (1994). Participou de muitas coletivas e mostras oficiais pelo Paraná (1978, 1979, 1980 a 1984). Foi premiado em 1982 e 1983. JULIO LOUZADA VOL. 6, PÁG. 562; VOL. 11, PÁG. 165; douglaskrieger.blogspot.com.br.



428 - CARLOS OSWALD (1882 - 1971)

"Dia chuvoso em Petrópolis" - gravura - 1/100 - 30 x 50 cm - canto inferior direito -
Reproduzido na página 88 do livro "Carlos Oswald" editado pelo Museu Nacional de Belas Artes. -

Gravador, pintor, desenhista, decorador, professor e escritor. Nasceu em Florença, Itália e faleceu em Petrópolis, RJ. Graduou-se como físico-matemático em 1902, pelo Instituto Galileo Galilei, em Florença. No ano seguinte, ingressou na ‘Accademia di Belle Arti di Firenze’. Viajou para o Brasil pela primeira vez em 1906 e realizou no Rio de Janeiro a primeira exposição individual no país. Retornou à Europa em 1908, estudou gravura com o americano Carl Strauss em Florença e viajou para Munique, onde aprendeu a técnica da água-forte. Em 1911, participou da decoração do pavilhão do Brasil, na Exposição Internacional de Turim. Fez a segunda viagem ao Rio de Janeiro em 1913 e realizou uma exposição com Eugênio Latour na Escola Nacional de Belas Artes . Foi nomeado, em 1914, professor de gravura e desenho no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro e é considerado o introdutor da gravura no Brasil. No ano de 1930, fez o desenho final do ‘Monumento ao Cristo Redentor’. A obra foi executada na França pelo escultor Paul Landowski e instalada no Morro do Corcovado, Rio de Janeiro, em 1931. Publicou, em 1957, a autobiografia ‘Como Me Tornei Pintor’. Em 1963, o Museu Nacional de Belas Artes - RJ adquiriu quase todas as suas obras em gravuras. Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais e foi premiado no Rio de Janeiro em 1904, 1906, 1909, 1912, 1913, 1916 e realizou diversas exposições individuais. PONTUAL, PÁG. 397; ARTE NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 1053; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 699; MEC VOL. 3, PÁG. 304; ACERVO FIEO.



429 - MARCOS VASCONCELLOS (XX)

Paisagem - óleo sobre tela - 51 x 66 cm - canto inferior direito -

Pintor. Realizou exposição individual no Rio de Janeiro (2004). Participou de várias mostras coletivas e Salões oficiais no Rio de Janeiro (1981, 2010); Niterói, RJ (2011). JULIO LOUSADA VOL. 12 PÁG. 417; ITAU CULTURAL.



430 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

"7 flôres" - gravura aquarelada - H.C. - 50 x 35 cm - centro inferior -
Abertura do álbum de gravuras de E. Di Cavalcanti e poema de Carlos Drummond de Andrade.

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



431 - LUCIANA NIKAIDO MARCASSA (1969)

"Vitesse" - óleo sobre tela - 80 x 120 cm - canto inferior direito e dorso - 2015 -

Mineira de Poços de Caldas, onde nasceu a 19/12/1969, graduou-se em Artes Plásticas pelo Instituto Saint-Luc, em Liége, Bélgica, cidade onde viveu e participou de exposições durante cinco anos. Expõe individualmente desde 1998 e participa de coletivas a partir de 1994, inclusive internacionais, com diversas premiações. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 192



432 - MADELEINE JEANNE LEMAIRE (1845 - 1928)

Rosas - óleo sobre cartão - 32 x 40 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintora, desenhista e ilustradora francesa nascida em Les Arcs, Provence e falecida em Paris. Foi aluna de Jeanne Mathilde Herbelin e de Jules Chaplin. Produziu ilustrações para 'Gazette des Beaux-Arts', 'La Vie Moderne' e para diversos livros, entre os quais: "L'Abbé Constantin" de Ludovic Halévy (1887); "L'art d'être grand-père" de Victor Hugo (1888); "Flirt Paul Hervieu's" (1890); "Autour du Coeur" de M. Star (1904); "Lettres inédites" de Madame de Sévigné (1912); "Les Plaisirs et les Jours" de Marcel Proust. Participou do Salão de Paris a partir de 1864 onde recebeu Menção Honrosa (1877); na 'Exposition Universelle' (1900) recebeu Medalha de Prata e a condecoração da 'Légion d'Honneur' (1906). Pertenceu à Sociedade Nacional de Belas Artes desde 1890. BENEZIT; www.felixr.com; www.artprice.com; artist.christies.com; www.sothebys.com.



433 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Figuras - óleo sobre tela colada em eucatex - 66 x 43 cm - canto inferior direito ilegível -



434 - RUBENS GERCHMAN (1942 - 2008)

Rostos - serigrafia - 20 x 19 cm - centro infeiror com monograma -

Pintor, desenhista, gravador, escultor nascido no Rio de Janeiro e falecido em São Paulo. Em 1957, freqüenta o Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro, onde estuda desenho. Faz curso de xilogravura com Adir Botelho e freqüenta a Escola Nacional de Belas Artes - Enba, entre 1960 e 1961. Em 1967, é contemplado com o prêmio de viagem ao exterior no 16º Salão Nacional de Arte Moderna e viaja para os Estados Unidos. Reside em Nova York entre 1968 e 1972. Retorna ao Brasil e faz o roteiro, a cenografia e a direção do filme 'Triunfo Hermético' e os curtas 'ValCarnal' e 'Behind the Broken Glass'. De 1975 a 1979, assume a direção da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, RJ. É co-fundador e diretor da revista 'Malasartes'. Em 1978, viaja para os Estados Unidos com bolsa da Fundação John Simon Guggenheim. Em 1982, permanece por um ano em Berlim como artista residente, a convite do Deutscher Akademischer Austauch Dienst - DAAD [Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico]. Realizou diversas exposições individuais e participou de muitas mostras oficiais no Brasil e pelo mundo recendo prêmios na Bienal de São Paulo (1965), Bienal de Salvador, BA (1966), Bienal de Cali, Colômbia (1967, 1970). JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 417; PONTUAL, PÁG. 235; TEIXEIRA LEITE, "in" A GRAVURA BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 734; ARTE NO BRASIL, PÁG. 974; LEONOR AMARANTE, PÁG. 143, MEC VOL. 2, PÁG. 246; Acervo FIEO.



435 - ISABEL DE JESUS (1938)

Flores - técnica mista - 24 x 16 cm - canto inferior direito - 1980 -

Mineira de Cabo Verde, é pintora e desenhista. Começou a pintar em 1965, já em São Paulo. Estudou anteriormente desenho com Iracema Arditi. Participou do setor de desenho do XXIII SPar.BA, 1966, realizando exposições individuais no mesmo ano em São Paulo e Rio. MEC, vol.2, pág.374; PONTUAL, pág.280; JULIO LOUZADA, vol.11, pág.158; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 226; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



436 - MOACIR DO VALE (XX)

Caboclo - escultura em terracota - 22 x 18 x 05 cm - assinado -

Ceramista natural do Alto do Moura, Caruaru – PE. Suas obras estão em coleções nacionais e estrangeiras.



437 - INES DOBRILOVICH (1898 - 1974)

Marinha - óleo sobre cartão - 24 x 27 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintora, desenhista, gravadora e ilustradora nascida em Gênova, Itália. Estudou na 'Accademia Ligustica de Belle Arti'; frequentou o ateliê de Giuseppe Sacheri. Colaborou com as revistas: 'Genova' (1934 a 1936); 'Rivista delle Stazioni di cura, soggiorno, turismo' de Roma (1938 a 1939) e com o jornal 'Giornale di Genova' (1935 a 1936). www.galleriarecta.it; www.pittoriliguri.info; www.artprice.com; www.askart.com.



438 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulata - serigrafia - 1ª cor 1/10 - 50 x 70 cm - canto inferior direito -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



439 - CLÓVIS GRACIANO (1907 - 1988)

Figura - gravura - E.A. - 09 x 16 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, cenógrafo, gravador, ilustrador, nasceu em Araras - SP e faleceu em São Paulo. Em São Paulo, a partir de 1934, realizou estudos com o pintor Waldemar da Costa, entre 1935 e 1937. Em 1937, integrou o Grupo Santa Helena com Francisco Rebolo, Mario Zanini, Bonadei e outros. Frequentou o curso de desenho da Escola Paulista de Belas Artes até 1938. Membro da Família Artística Paulista - FAP, em 1939 foi eleito presidente do grupo. Participou regularmente dos Salões do Sindicato dos Artistas Plásticos e, em 1941, realizou sua primeira individual. Em 1948, foi sócio-fundador do Museu de Arte Moderna de São Paulo - MAM/SP. Viajou para a Europa em 1949, com o prêmio recebido no Salão Nacional de Belas Artes. Permaneceu dois anos em Paris, onde estudou pintura mural e gravura. A partir dos anos 1950, dedicou-se principalmente à pintura mural. Em 1971, assumiu o cargo de diretor da Pinacoteca do Estado de São Paulo. De 1976 a 1978, exerceu a função de adido cultural em Paris. Participou por toda sua vida de muitas mostras e Salões oficiais pelo o Brasil e pelo mundo. MEC, VOL. 2, PÁG. 280; PONTUAL, PÁG. 247/8; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 225 A 227; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; ARTE NO BRASIL, PÁG. 784; LEONOR AMARANTE, PÁG. 58; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 433; VOL. 4, PÁG.483; VOL. 5, NPÁG. 450; ACERVO FIEO.



440 - INGRES SPELTRI (1940)

"Violino - Opus 17.716" - óleo sobre tela - 60 x 80 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor, desenhista, escultor, gravador e professor nascido em Jau, SP. Filho do pintor Augusto Speltri com quem se iniciou na pintura, ainda criança. Em 1959 mudou-se para São Paulo onde estudou Música (1960-1964). É professor titular da Escola Panamericana de Arte, SP. Realizou exposições individuais, em São Paulo, nos anos de 1977, 1981, 1978, 1984. Participou de várias mostras e Salões oficiais, sendo premiado em: São Paulo (1963, 1966, 1970, 1971); Santo André, SP (1976). JULIO LOUZADA VOL. 5, PÁG. 1012; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; MEC VOL. 4, PÁG. 338; PONTUAL PÁG. 504; www.artprice.com; www.speltri.com.



441 - JOSÉ PANCETTI (1902 - 1958)

Menina - desenho a carvão - 30 x 22,5 cm - canto inferior direito - 1944 -
Com estudo no dorso, assinado e datado de 1944.

Giuseppe Gianinni Pancetti nasceu em Campinas, SP e faleceu no Rio de Janeiro. Filho de imigrantes italianos foi mandado aos dez anos de idade para a Itália, onde trabalhou em diversos ofícios até entrar para a marinha mercante italiana. De volta ao Brasil, em 1920, trabalhou na Oficina Beppe, São Paulo (1921), especializada em decoração de pintura de parede, como cartazista, pintor de parede e auxiliar do pintor Adolfo Fonzari. Em 1922 ingressou na Marinha de Guerra Brasileira, viajando pelo país e exterior, transferindo-se para a reserva em 1946, no posto de Segundo Tenente. Começou a pintar, auto didaticamente em 1924 e, em 1925, servindo no encouraçado Minas Gerais, pintou suas primeiras obras. No ano seguinte, para progredir na carreira, integrou o quadro de pintores dentro da "Companhia de Praticantes e Especialistas em Convés". Passou a frequentar, a partir de 1932, o Núcleo Bernardelli, no Rio de Janeiro, onde recebeu orientação de Manoel Santiago, Edson Motta, Rescála e Bruno Lechowski. Participou do Salão Nacional de Belas Artes, sendo premiado em 1934, 1936, 1939 e, já na Divisão Moderna, recebeu o Prêmio Viagem ao Estrangeiro (1941), o Prêmio Viagem ao País (1947) e a Medalha de Ouro (1948). Figurou na Bienal de Veneza em 1950; ano em que passa a residir em Salvador, BA. Integrou a mostra "Um Século de Pintura Brasileira", realizada no Museu Nacional de Belas Artes (1952) e a exposição "Arte Moderna no Brasil" que percorreu as cidades de Buenos Aires, Rosário, Santiago e Lima, todas em 1957. Participou duas vezes da Bienal de São Paulo, em 1951 e 1955. Mereceu Sala Especial na Bienal da Bahia - Salvador, em 1966. O Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro realizou, em 1962, exposição retrospectiva de sua obra. TEODORO BRAGA, PÁG. 130; PONTUAL, PÁGS. 403 E 404; MEC, VOL. 3, PÁG. 332; REIS JUNIOR, PÁG. 383; ITAU CULTURAL; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 380; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 597; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28; www.mamcampinas.com.br.



442 - SEPP BAENDERECK (1920 - 1988)

"Yanonami I" - serigrafia - 116/175 - 46 x 60 cm - canto inferior direito - 1986 -

Nascido em Hodzag, Iuguslávia, em 09/1/1920 , e falecido em São Paulo, Brasil, em 17/7/1988. Importante pintor, desenhista e gravador, assinava suas obras SEPP. Estudou nas Universidades de Belgrado e de Berlim, e na Escola de Belas Artes de Zagreb, até 1945, quando, no final da guerra, refugia-se na Áustria. Radicou-se no Rio de Janeiro a partir de 1948, onde fez sua primeira individual em 1951. Transfere-se para São Paulo em 1959, realizando, a partir de 1974, expedições ecológicas ao Amazonas junto com Frans Krajcberg, quando produziu diversas obras ligadas à natureza. Participou de mais de trinta coletivas, e realizou diversas exposições individuais. JULIO LOUZADA, vol. 3 pág. 1046; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO.



443 - CÉLIA NAHAS GARCIA (XX)

"Personal Guide" - técnica mista e colagem - 70 x 100 cm - canto inferior direito -

Artista plástica nascida em São Paulo. É pedagoga e desenvolve sua arte como autodidata. Realizou exposições individuais em São Paulo (2013, 2014) e tem participado de inúmeras mostras coletivas e oficiais, destacando-se: 'Exposição Museo do Café' (2013);?'Artexpo New York', Nova York -



444 - PAOLO MARANCA (1938 - 2006)

"Casario" - têmpera sobre madeira - 44 x 54 cm - canto inferior direito e dorso - 1959 -

Paulista da Capital, Maranca foi pintor, desenhista, jornalista e crítico de arte. Teve Waldemar da Costa e Clóvis Graciano como mestres, com eles trabalhando na execução de painéis. Liderou a corrente figurativista que se opunha ao abstracionismo em São Paulo. Organizou exposições na cidade que sempre visavam um questionamento aos movimentos existentes. JULIO LOUZADA vol 10 pág. 543; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



445 - ERICH BRILL (1895 - 1942)

Paisagem - aquarela - 41 x 30 cm - canto inferior direito - 1931 -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista nascido em Lubeck - Schleswig-Holstein, Alemanha e falecido em Jungfernhof - Riga (Letônia). Em 1897 a família transferiu-se para Hamburgo onde concluiu o curso superior de Sociologia e Filosofia e teve aulas de artes com Adolf Meier (1916- 1918), em Berlim. Em 1919 frequentou a Escola de Artes e Ofícios em Frankfurt e, entre1920-1922, a Escola de Artes e Ofícios de Hamburgo. Em 1922 viajou à Palestina para onde retornou dois anos depois. Passou por Paris e expôs em Ascona, Zurique, Berlim, Hamburgo e Praga. Em1934 chegou ao Brasil acompanhando sua filha, Alice Brill, que se tornou também pintora, gravadora, fotógrafa que vinha ao encontro da mãe. Chegou a expor no Rio de Janeiro (1934), em São Paulo (1935) e, em 1937, retornou a Hamburgo, ficando preso durante cinco anos pelos nazistas. Após ter sido libertado, voltou a ser preso, uma semana depois, e deportado para o campo de concentração. O Museu de Hamburgo possui obras suas. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 10, PÁG. 142; www.artprice.com; www.arqshoah.com.br; www.pinacoteca.org.br; www.artnet.com.



446 - YARA DE CASTRO MANIER (1932 - 2011)

Frutas - óleo sobre eucatex - 41 x 33 cm - canto inferior direito -

Pintora e desenhista nascida em Pelotas, RS e falecida em Nova Friburgo, RJ. Fez parte da primeira turma da Escola de Belas Artes de Pelotas onde se formou (1953) sob a orientação de Aldo Locatelli. Mudou-se para o Rio de Janeiro (1957) e foi aluna de Faiga Ostrower e Ivan Serpa. Em 1972 retornou a Pelotas onde viveu até 1978, quando se mudou para Nova Friburgo, RJ. Conquistou o primeiro lugar no concurso promovido pela Sociedade Cultural de Pelotas e teve suas obras expostas em diversas galerias e salas de exposição nacionais, como o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. yaramanier.blogspot.com.br; www.amigosdepelotas.com; www.academia.edu/2492891/UM_AUTORRETRATO_BIOGR%C3%81FICO_IMAGENS_DA_FORMA%C3%87%C3%83O_ART%C3%8DSTICA_DE_HILDA_MATTOS.



447 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Paisagem - litografia - 55/150 - 40 x 53 cm - canto inferior direito ilegível - 1962 -
Ex coleção do artista plástico Aldemir Martins - São Paulo - SP.



448 - JOSÉ GUERRA (1941)

Figura - múltiplo em bronze - 105 - 19 x 09 x 10 cm - assinado -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e escultor, desenvolveu seus estudos de escultura na Escola de Artes Plásticas de Madrid. Também estudou escultura e pintura na Real Escola de São Fernando e na Real Academia de Madrid. Completou seus estudos com o escultor BENJULLE, obtendo o primeiro prêmio de escultura em 1955 na Escola de Artes Plásticas de Madrid e o primeiro prêmio em 1956 da Real Escola de São Fernando também em Madrid. Participou de diversas exposições na Alemanha, França, Espanha, Inglaterra, Estados Unidos, Venezuela e Brasil. JULIO LOUZADA, vol. 6, pág. 473.



449 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Gato amarelo" - acrílico sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2003 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins, datado de 19 de dezembro de 2016.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



450 - IRACEMA ARDITI (1924 - 2006)

"Ecológico" - óleo sobre tela - 46 x 33 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1982 -
Reproduzido no convite deste Leilão. Com etiqueta de André Galeria de Arte - Rua Estados Unidos 2280, São Paulo - SP, no dorso.

Esta festejadíssima artista brasileira, tanto em solo pátrio como no exterior, nasceu em São Paulo, SP. Suas obras ganharam o mundo pela linguagem própria e límpida de suas obras, nada ingênua ou primitiva. PONTUAL, pág. 272; TEIXEIRA LEITE, pág. 261; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



451 - ROBERTO BURLE MARX (1909 - 1994)

Composição - litografia - 21/100 - 55 x 74 cm - canto inferior direito -

Nasceu em São Paulo e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, paisagista, arquiteto, desenhista, pintor, gravador, litógrafo, escultor, tapeceiro, ceramista, designer de jóias, decorador. Durante a infância viveu no Rio de Janeiro. Foi com a família para a Alemanha, em 1928. Em 1929, freqüentou o ateliê de pintura de Degner Klemn. Nos jardins e museus botânicos de Dahlen, em Berlim, entusiasmou-se ao encontrar exemplares da flora brasileira. De volta ao Brasil, fez curso de pintura e arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1930 - 1934), onde foi aluno de Leo Putz , Augusto Bracet e Celso Antônio. Seu primeiro projeto paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, em 1932. Entre 1934 e 1937, ocupou o cargo de diretor de parques e jardins do Recife, PE, onde passou a residir. Nesse período, foi com freqüência ao Rio de Janeiro e teve aulas com Candido Portinari e com o escritor Mário de Andrade. Em 1937, retornou ao Rio de Janeiro e trabalhou como assistente de Candido Portinari. Foi em 1949, conforme sua paixão por plantas e seu interesse por botânica e jardinagem, que Burle Marx adquiriu um sítio em Barra de Guaratiba, RJ. Com auxílio de botânicos, viajou, coletou, catalogou exemplares de plantas do Brasil e reproduziu em seu sítio a diversidade fitogeográfica brasileira. Em 1985 doou esse sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.Realizou muitas exposições individuais e projetos paisagísticos, participou de diversas mostras oficiais coletivas pelo Brasil e no exterior. PONTUAL, PÁG. 94; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 93; MEC. VOL.1, PÁG.303; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 738; LEONOR AMARANTE, PÁG. 98; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 179; artnet.com. ACERVO FIEO.



452 - DIONISIO DEL SANTO (1925 - 1999)

Composição - guache - 19 x 29 cm - canto inferior direito - 1989 -

Pintor, desenhista, gravador e serigrafista, nasceu em Colatina-ES, e faleceu em Vitória, naquele mesmo Estado. Autodidata. Em 1975, recebe o Prêmio de Melhor Exposição de Gravura do Ano, da APCA. Participou da 9ª Bienal Internacional de São Paulo, 1967 (Prêmio Itamarati Aquisição) e do Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro, 1968 (Prêmio Isenção do Júri). JULIO LOUZADA vol.11, pág. 88; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 682; ARTE NO BRASIL, pág. 934.



453 - HILDE WEBER (1913 - 1994)

"Café" - desenho a nanquim e guache - 37 x 32 cm - canto inferior esquerdo -
Com carimbo de publicação datado de 07 de janeiro de 1955 no Jornal Tribuna da Imprensa, no dorso.

Pintora, desenhista e caricaturista alemã. Iniciou o seu aprendizado de desenho e artes gráficas em Hamburgo, por volta de 1930, interrompendo três anos mais tarde, quando transferiu-se para o Brasil (país de quem se tornaria cidadã naturalizada), fixando-se primeiramente em São Paulo, até 1949. Entre 1941 e 1949, colaborou com trabalhos de pintura para o atelier OSIRARTE de azulejos. Foi caricaturista de diversos periódicos, destacando-se o Estado de São Paulo. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 391; PONTUAL, pág.265; MEC, vol. 2, pág. 337; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 630; ARTE NO BRASIL.



454 - BIBI ZOGBÉ (1890 - 1973)

Flores - óleo sobre tela colada em cartão - 40 x 30 cm - canto inferior esquerdo -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintora - Labibé Zogbé, conhecida como Bibi, nasceu em Sahel Alma, Líbano. Emigrou para a Argentina aos dezesseis anos. Sua carreira artística começou em 1930 com aulas de pintura com Dimitrov Bogdan e uma série de exposições em: Buenos Aires (1934), Paris (1935), Chile (1939), Uruguai, Rio de Janeiro. Depois da Segunda Guerra viveu em Paris, Dakar e Líbano (1947). No Líbano, realizou uma exposição individual em 'Cénacle Libanais' e participou de uma mostra coletiva no Museu Nacional Libanês (1947). Seu talento foi reconhecido, o que lhe valeu ser mencionada no Benezit. Conhecida, desde sua primeira individual, como 'A pintora das flores'. lebanesepainters.com; www.onefineart.com; www.artprice.com; www.askart.com; www.invaluable.com.



455 - INÁCIO RODRIGUES (1946)

Paisagens - giclée - 29 x 36 cm - dorso - 2017 -

Pintor, desenhista, entalhador e gravador, natural de Acaraú, CE. Iniciou-se em pintura como autodidata (1957). Viajou para diversos países da América Latina (1960-1965) com o objetivo de participar de exposições e acabou se fixando, em 1966, no Rio de Janeiro. Pintou a cúpula da Catedral Municipal e o Hotel Porto Velho em Porto Velho, RO (1962 e 1965). Expôs individualmente em diversas capitais brasileiras e também no exterior. Participou de muitas mostras e Salões oficiais e foi premiado em: Curitiba, PR (1971); Rio de Janeiro (1970, 1973, 1975, 1977, 1978); Belo Horizonte, MG (1970, 1971); Campinas, SP (1971, 1972); Florianópolis, SC (1972); Niterói, RJ (1974); Embu, SP (1974); Amparo, SP (1994, 1996); São José dos Campos, SP (1983). JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 834; VOL. 4, PÁG. 959; VOL. 12, PÁG. 345; TEIXEIRA LEITE PÁG. 450. WALMIR AYALA VOL. 2, PÁG. 259; MEC VOL. 4, PÁG. 91; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



456 - MANOEL SANTIAGO (1897 - 1987)

"O amigo" - óleo sobre madeira - 24 x 18 cm - canto inferior direito - 1945 - Rio de Janeiro -
Com dedicatória.

Manoel Colafante Caledônio de Assumpção Santiago nasceu em Manaus, AM e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, desenhista e professor. Mudou-se para Belém em 1903 e iniciou estudos de pintura. Desde 1916 já praticava a arte não figurativa. Em 1919 transferiu-se para o Rio de Janeiro, cursou Direito e frequentou a Escola Nacional de Belas Artes, onde foi aluno de Rodolfo Chambelland e Baptista da Costa. Na época, teve aulas particulares com Eliseu Visconti. Foi casado com a pintora Haydeá Santiago. Participou em 1927 do Salão Nacional de Belas Artes e recebeu o prêmio viagem ao exterior, entre vários outros. Foi para Paris no ano seguinte, e lá permaneceu por cinco anos. De volta ao Rio de Janeiro, em 1932, tornou-se professor do Instituto de Belas Artes. Em 1934, passou a lecionar pintura e desenho no Núcleo Bernardelli, figurando entre seus alunos José Pancetti, Edson Motta, Bustamante Sá, Ado Malagoli, Rescála e Milton Dacosta. Participou da I Bienal Internacional de São Paulo (1951) e do 8º Panorama da Arte Brasileira (1976). PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, VOL. 1, PÁG. 241; TEODORO BRAGA, PÁG. 211; CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO DE PAISAGEM BRASILEIRA, MEC-MNBA /RIO/1944; MAYER/84, PÁG. 1158; REIS JR, PÁG. 378; PONTUAL, PÁG. 473; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 292; ITAÚ CULTURAL, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 865; ACERVO FIEO.



457 - GASTÃO FORMENTI (1894 - 1974)

Flores - óleo sobre eucatex - 16 x 22 cm - canto inferior direito - Rio -

Pintor nascido em Guaratinguetá-SP. Após iniciar-se em arte com Pedro Strina, em São Paulo, foi residir no Rio de Janeiro, onde, com seu pai, dedicou-se à execução de vitrais. Recebeu medalhas de bronze e de prata no SNBA, do qual ainda participava em 1961. TEODORO BRAGA, pág. 98; WALMIR AYALA vol.1, pág.317; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



458 - LIVROS


1 - Mestre Valentim, texto de Anna Maria Fausto Monteiro de Carvalho, coleção Espaços da Arte brasileira, Cosac & Naify, 112 paginas, 1999.
2 - Penacchi 100 Anos, Textos de Marcelo Mattos Araújo, Tadeu Chiarelli, Marcos Tognon, Valério Penacchi e Mariarosaria Fabris, ensaios fotográficos de Mitsuê Kobayashi e Hugo Zanella, Pinacoteca do Estado de São Paulo, 164 páginas, 2006.
3 - Ernesto de Fiori - "Tensão e Harmonia”, curadoria e texto de Denise Mattar, Galeria Almeida e Dale, 112 páginas, 2016. 4 - Lothar Charoux - "Razão e Sensibilidade”, curadoria e texto de Maria Alice Milliet, Instituto de Arte Contemporânea, 88 páginas, 2014.
5 - Flávio Império em Cena, curadoria de Glaucia Amaral, textos de Glaucia Amaral, Gianni Ratto, Hélio Eichbauer, Maria Thereza Vargas, Iná Camargo Costa, e Mariangela Alves de Lima, Mário Schenberg, Motta, Sérgio Ferro, Júlio Roberto Katinsky, Amélia Império Hamburger e Isa Mara Lando, 128 páginas, 1998.
6 - Di – “Alguns Inesquecíveis”, texto de Ferreira Gullar, catálogo da mostra no Paulo Kuczynski Escritório de Arte, 2012.
7 - E. Di Cavalcanti, texto de Frederico Morais, catálogo da exposição na DAN Galeria, 1997.




459 - FRANK SCHAEFFER (1917 - 2008)

Vinde a mim as criancinhas - óleo sobre cartão - 100 x 50 cm - canto inferior direito - 1977 -

Pintor, desenhista, ilustrador, gravador, e professor nascido em Belo Horizonte, MG e falecido no Rio de Janeiro. Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1927. Realizou sua formação artística com Wlazek (1933-1935), Arpad Szenes e, entre 1948 e 1949, em Paris: com André Lhote, Fernand Léger, na Escola de Belas Artes foi discípulo de Robert Cami (gravura em metal) e de Ducos de La Haille (pintura mural). Viajou por quase toda a Europa e por diversos países americanos. Na Noruega (1953, 1954) esteve a convite do Ministério das Relações Exteriores, realizando exposições e pronunciando palestras sobre as artes no Brasil. Lecionou na Escola de Belas Artes do Peru (1965). Realizou exposições individuais no Rio de Janeiro (1950, 1967, 1969, 1973); Paris (1954); São Paulo (1968); Belo Horizonte (1972). Participou de diversas mostras e Salões oficiais, destacando-se: Salão Paulista de Belas Artes (1943); Bienal Internacional de São Paulo (I à III, V à IX), Salão Nacional de Belas Artes, RJ (1942 a 1944, 1946, 1951); do Salão Nacional de Arte Moderna (I ao V, VII ao XI), I Bienal Interamericana do México (1958), SAMDF (1964 e 1965). Foi premiado No Salão Nacional de Arte Moderna (1956); Salão Nacional de Belas Artes RJ (1942, 1943, 1951); entre outros. TEODORO BRAGA, PÁG. 101; PONTUAL, PÁG. 477; MEC, VOL. 4, PÁG. 192; CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO DE PAISAGEM BRASILEIRA, MEC-MNBA/RIO/1944; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; www.artprice.com.



460 - ALIPIO DUTRA (1892 - 1964)

Rio - óleo sobre tela - 52 x 60 cm - canto inferior direito - 1915 -
Reproduzido no convite deste Leilão.

Iniciou seus estudos em Piracicaba, com seu pai Joaquim Miguel Dutra, e obteve do Governo do Estado de São Paulo, em 1913, uma pensão para aperfeiçoar-se na Europa. Cursou a Escola Nacional Superior de Belas Artes de Paris, e foi laureado pela Real Academia de Belas Artes de Bruxelas. Em Paris, onde residiu durante 20 anos, frequentou a Academia Julian e os ateliers de Baschet, Royer e Laparra. Expôs no Salão dos Artistas Franceses em 1923 e 1924. Entrou para carreira diplomática em 1921, e quando servia na Embaixada do Brasil em Paris o governo francês fê-lo Cavalheiro da Ordem Nacional da Legião da Honra. Participou de diversas exposições individuais e coletivas, no Brasil e no exterior, tendo recebido inúmeros prêmios. Foi irmão dos pintores João, Archimedes e Antonio de P. Dutra. Seu nome está mencionado no Dictionnairè des Peitres, Sculpteurs, Dessinateurs et Graveurs. Benezit, ed. 1966, vol. 3, pág. 454. Foi paisagista, pintor de gênero, figuras e naturezas mortas. TEODORO BRAGA, pág. 84; BENEZIT, ed. 1976, vol. 4, pág. 71; REIS JR. , pág. 274/75; WALMIR AYALA, vol. 1, pag.274 e 275; PONTUAL, pág. 185/186; MEC, vol. 2, pág. 83; TEIXEIRA LEITE, pág. 171; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO, RUTH TARASANTCHI.



461 - EDSON MOTTA (1910 - 1981)

Beira mar - aquarela - 15 x 23 cm - canto inferior direito -

Mineiro de Juiz de Fora, estudou na ENBA no Rio de Janeiro, onde foi aluno de Rodolfo Chambelland, Marques Junior e Outros. Foi um dos fundadores do Núcleo Bernardelli, que dirigiu por alguns anos. Expositor nas diversas versões do SNBA. Em 1939 ganhou o premio viagem à Europa, onde estudou Conservação e Restauro, ofício que lhe renderia prestígio e respeito no País, PONTUAL, 374; TEIXEIRA LEITE, 336; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 579.



462 - IVAN SERPA (1923 - 1973)

Linhas - desenho a nanquim e colagem - 23 x 15 cm - canto inferior direito - 1953 -

Pintor, desenhista, gravador e professor, Ivan Ferreira Serpa nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Estudou gravura e desenho com Axel Leskoschek (entre 1946 e 1948) no Rio de Janeiro. Em 1949, ministrou suas primeiras aulas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, onde, a partir de 1952, exerceu sistemática atividade didática, em especial no ensino infantil. Foi um dos precursores do concretismo no Brasil, criando ao lado de Aluisio Carvão, Lígia Clark, Hélio Oiticica e outros o Grupo Frente, que se manteve ativo de 1954 a 1956, inclusive com exposições no Rio de Janeiro. Participou da Divisão Moderna do SNBA (1947-1951). Em 1957, recebeu o prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna, RJ. Participou da exposição ’Opinião 65’, evento que marca a difusão de uma nova arte de tendência figurativa, a neofiguração. Em 1970, fundou, com Bruno Tausz, o Centro de Pesquisa de Arte no Rio de Janeiro. Participou da Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1961, 1963, 1965) e da Bienal de Veneza (1952, 1954, 1962, 1966). PONTUAL, PÁG 486; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 605; ARTE NO BRASIL, PÁG. 840; LEONOR AMARANTE, PÁG. 26; MEC VOL. 4, PÁG. 221; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 899.



463 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Natureza morta - óleo sobre tela - 40 x 35 cm - canto inferior direito ilegível -



464 - ARTE POPULAR BRASILEIRA (XX)

"Fofoqueiras fuleiras" - escultura em terracota - 19 x 17 x 09 cm - não assinado -



465 - SERGIO FABRIS (XX)

"Luar sobre a cidade" - óleo sobre tela colada em eucatex - 37 x 53 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, escultor e designer gráfico com diversas participações em mostras coletivas. Realizou exposição individual no Memorial da América Latina, SP em 2016. sergio-fabris.blogspot.com.br.



466 - GILBERTO SALVADOR (1946)

Composição - litografia - 35/100 - 50 x 70 cm - canto inferior direito - 1982 -

Paulistano, Gilberto Salvador é pintor e desenhista, desfrutando de reconhecidos méritos pela critica especializada. Participou da IX Bienal de São Paulo (1967) e de outros Salões Oficiais a partir desse mesmo ano, recebendo diversas premiações. MEC, vol. 4, pág. 153; PONTUAL, pág. 469; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 740; ARTE NO BRASIL, pág. 971; LEONOR AMARANTE, pág. 185; Acervo FIEO.



467 - LUDWIG VALENTA (1882 - 1943)

Bica - óleo sobre tela - 50 x 65 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista austríaco com diversas participações em mostras e Salões oficiais. Suas obras têm sido comercializadas em leilões pelo mundo. www.artprice.com; artist.christies.com.



468 - LEONOR FINI (1907 - 1996)

Homem - gravura aquarelada - E.A. III/XXV - 28 x 38 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Desenhista, pintora, gravadora, ilustradora e cenógrafa, nascida em Buenos Aires, Argentina, filha de pai argentino e mãe italiana. Faleceu em Paris, França. Passou sua infância em Trieste, Itália, em companhia de sua família materna. Sem nenhum estudo formal de arte, estudou na Itália, por conta própria, os mestres da Renascença, do Maneirismo, do Romantismo, os Pré-Rafaelistas e conheceu os pintores Funi, Carra e Tosi. Expos pela primeira vez, com 17 anos, em Trieste. No ano de 1931 mudou-se para Paris e desde 1933 participou das atividades do Grupo Surrealista em Paris, Londres, Nova York, Zurique e Bruxelas. Realizou muitas exposições, participou de vários Salões oficiais como: Bienal de Veneza, Quadrienal de Roma, Salão de Maio em Paris; executou vários cenários para teatros, balés e ilustrou obras de Shakespeare e de Edgar Poe. Exposições retrospectivas na: Bélgica (1965); Itália (1983, 2005, 2009); Japão (1972-1973, 1985-1986, 2005); Estados Unidos (1997, 1999, 2001-2002, 2006, 2008); França (1986, 1997 a 2002, 2004, 2007, 2008); Alemanha (1997-1998). BENEZIT, VOL.4, PÁG.371; JULIO LOUZADA, VOL.5, PÁG.378; artnet.com; artprice.com; www.leonor-fini.com; www.leninimports.com.



469 - MARIA HELENA ANDRÉS (1922)

Marinhas do Ceará - aquarela - 40 x 28 cm - canto inferior direito - 1984 -

Assina Maria H. Andrés. Maria Helena Andrés Ribeiro - pintora, desenhista, escritora e professora, natural de Belo Horizonte, MG. Estuda pintura, no Rio de Janeiro, com Carlos Chambelland, de 1940 a 1944; com Guignard e Edith Behring, de 1944 a 1947; com Theodorus Stamos, em Nova York, em 1961. Exposições individuais: Belo Horizonte (1947, 1953, 1969 a 1982, 1990, 1992, 2005); Rio de Janeiro (1954, 1965, 1969); Estados Unidos (1961, 1962, 1967); São Paulo (1962); Chile (1963); Paris (1967); Roma (1968); Brasília (1982); Madri (1987); Ouro Preto (1988). Principais coletivas: Bienais de São Paulo (1953, 1955, 1959, 1961, 1963, 1967, 1973, 1989). Prêmios: Rio de Janeiro (1943, 1948, 1951, 1953, 1958); Belo Horizonte (1959, 1960, 1962, 1974). PONTUAL, PÁG. 32; MEC, VOL.1, PÁG. 100; JULIO LOUZADA, VOL. 3, PÁG. 52; ITAU CULTURAL



470 - CLÓVIS GRACIANO (1907 - 1988)

Pilando café - guache sobre cartão - 68 x 45 cm - canto inferior esquerdo -
Reproduzido no convite deste Leilão e sob o nº 50 em catálogo de Leilão de Canvas Galeria de Arte, realizado em fevereiro de 2017, São Paulo - SP.

Pintor, desenhista, cenógrafo, gravador, ilustrador, nasceu em Araras - SP e faleceu em São Paulo. Em São Paulo, a partir de 1934, realizou estudos com o pintor Waldemar da Costa, entre 1935 e 1937. Em 1937, integrou o Grupo Santa Helena com Francisco Rebolo, Mario Zanini, Bonadei e outros. Frequentou o curso de desenho da Escola Paulista de Belas Artes até 1938. Membro da Família Artística Paulista - FAP, em 1939 foi eleito presidente do grupo. Participou regularmente dos Salões do Sindicato dos Artistas Plásticos e, em 1941, realizou sua primeira individual. Em 1948, foi sócio-fundador do Museu de Arte Moderna de São Paulo - MAM/SP. Viajou para a Europa em 1949, com o prêmio recebido no Salão Nacional de Belas Artes. Permaneceu dois anos em Paris, onde estudou pintura mural e gravura. A partir dos anos 1950, dedicou-se principalmente à pintura mural. Em 1971, assumiu o cargo de diretor da Pinacoteca do Estado de São Paulo. De 1976 a 1978, exerceu a função de adido cultural em Paris. Participou por toda sua vida de muitas mostras e Salões oficiais pelo o Brasil e pelo mundo. MEC, VOL. 2, PÁG. 280; PONTUAL, PÁG. 247/8; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 225 A 227; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; ARTE NO BRASIL, PÁG. 784; LEONOR AMARANTE, PÁG. 58; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 433; VOL. 4, PÁG.483; VOL. 5, NPÁG. 450; ACERVO FIEO.



471 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Casal - escultura em bronze - 20 x 09 x 04 cm - não assinado -



472 - JOSÉ SABÓIA (1949)

Colhendo frutas - óleo sobre tela - 30 x 50 cm - canto inferior direito -

Pintor, José Sabóia do Nascimento nasceu em Almadina-BA. Artista autodidata foi para o Rio de Janeiro em 1967 e começou a pintar no ano seguinte, passando a expor seus trabalhos na feira hippie de Ipanema. Fez sua primeira exposição individual em Fortaleza, CE (1970). Entre as exposições de que participou, destacam-se: I e III Salão Nacional de Artes Plásticas do Ceará, Fortaleza, (1969, 1971 - Prêmio Aquisição); Dez Pintores no Rio de Janeiro, no MNBA, RJ (1983); ‘Brésil Naifs’, Paris (1986); ‘Salon d'Art Naif’- Marseilha, França (1987); ‘Pintura, Presença e Povo na Arte Brasileira’ no Museu da Casa Brasileira - São Paulo (1990); ‘Visões do Rio’ no MAM, RJ (1996). No exterior expôs individualmente em São Francisco, EUA e Munique, Alemanha, além de participar de coletivas em vários países e, principalmente na França, com exposições organizadas pela Galeria Jacqueline Bricard e uma presença cativa na ‘Galerie Naïfs du Monde Entier’ em Paris. José Sabóia participou do Concurso Internacional de Morges, quando seu quadro foi eleito pelo público, a melhor obra de 60 participantes de 22 países, premiação que originou o convite da Galeria Kasper para realizar uma exposição individual em 1997. JULIO LOUZADA vol. 11, pág. 278; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 228; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO; www.artprice.com; www.nautilus.com.br; www.ardies.com.



473 - EUGÊNIO ACOSTA (1896 - XX)

Paisagem - óleo sobre tela - 32 x 40 cm - canto inferior direito e dorso -
Com etiqueta de Irineu Angulo, leiloeiro oficial, no dorso. -

Nascido EUGÊNIO ACOSTA MEDINA. Pintor espanhol que foi ativo no Rio de Janeiro. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 274; TEODORO BRAGA; ACERVO FIEO, pág. 143.



474 - JUDITH LAUAND (1922)

Composição - técnica mista - 30 x 21 cm - canto inferior direito -

Nasceu na cidade paulista de Pontal. Em 1950 formou-se em artes plásticas na Escola de Belas Artes de Araraquara-SP. Em 1952, já em São Paulo, estuda pintura com Domênico Lazzarini e gravura com Lívio Abramo. Integra o grupo paulista do movimento de arte concreta em 1955. Participa da Bienal Internacional de São Paulo, várias edições entre 1955 e 1969; Exposição Nacional de Arte Concreta, São Paulo, 1956; Tendências Construtivas no Acervo do MAC/USP, Rio de Janeiro, 1996; Arte Construtiva no Brasil: Coleção Adolpho Leirner, São Paulo e Rio de Janeiro, 1998 e 1999. Na crítica de Mario Schenberg, ..." Judith Lauand permanece fiel a sua postura e trajetória concretista. Sua obra recente revela a densidade da composição, o apuramento do cromatismo, o equilíbrio do grafismo, conseguidos por constante pesquisa. Judith envereda agora por novos caminhos realizando obras que podem ser chamadas de assimétricas, onde o geometrismo da decomposição cromática destrói a ‘partição eqüilateral’ presente ao longo de sua obra, criando uma nova simetria. " (LAUAND, Judith. Judith Lauand : pinturas. Sao Paulo : Choice Galeria de Arte, 1986. p. 3). JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 479; ITAU CULTURAL.



475 - HÉRCULES BARSOTTI (1914 - 2010)

Composição - serigrafia - P.A. - 50 x 50 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, programador visual, gravador, nascido e falecido em São Paulo, SP. Iniciou-se nas artes em 1926, estudando desenho e composição com o pintor Enrico Vio. Começou a pintar em 1940 e, na década seguinte, realizou as primeiras pinturas concretas, além de trabalhar como desenhista têxtil e projetar figurino para o teatro. Em 1954, com Willys de Castro, fundou o Estúdio de Projetos Gráficos, elaborou ilustrações para várias revistas e desenvolveu estampas de tecidos produzidos em sua tecelagem. Foi para a Europa (1958) com o intuito de estudar novas tendências e aprimorar suas técnicas. Foi premiado no Salão Paulista de Arte Moderna (1958, 1959), no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1960) e realizou diversas exposições individuais. Na década de 1960, foi convidado por Ferreira Gullar a integrar-se ao Grupo Neoconcreto do Rio de Janeiro e participou das exposições de arte do grupo realizadas no Ministério da Educação e Cultura, RJ e no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Em 1960, expôs na mostra 'Konkrete Kunst' (Arte Concreta), organizada por Max Bill, em Zurique. Entre 1963 e 1965, colaborou na fundação e participou do Grupo Novas Tendências, em São Paulo. Participou da IV, V, VI e VIII Bienal Internacional de São Paulo; do Panorama da Arte Atual Brasileira – MAM, SP, entre outras exposições oficiais. Em 2004, o MAM - SP organizou uma retrospectiva do artista. JULIO LOUZADA, VOL. 1, PAG. 98; VOL. 2, PÁG. 108; ITAU CULTURAL; PONTUAL PÁG. 57; MEC VOL. 1; PÁG. 187; www.pinturabrasileira.com; www.macvirtual.usp.br; www.pinacoteca.org.br; www.artprice.com.



476 - ALIBERTO BARONI (1911 - 1994)

Paixão de Cristo - óleo sobre tela - 30 x 33 cm - canto inferior esquerdo -
Com etiqueta de Marisa Savóia Restauração e Conservação de Telas, São Paulo - SP.

Pintor ativo em São Paulo. Discípulo de Antonio Rocco, participou várias vezes do Salão Paulista de Belas Artes, premiado com menção honrosa (1935), medalha de prata (1959), pequena medalha de ouro (1960), prêmio Prefeitura de São Paulo (1962), Assembléia Legislativa (1965). Figurou no Salão de Belas Artes / Rio de Janeiro (1931 e 1941) e na Exposição de Belas Artes da Muse Italiche, SP (1928). Realizou individuais em São Paulo e outros estados. MEC, vol. 1, pág. 182; JÚLIO LOUZADA/1985, pág. 95 e vol. 6, pág. 103; PONTUAL, pág. 54; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



477 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Família na praia" - desenho a lápis - 20 x 30 cm - canto inferior direito - 1969 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins, datado de 16 de dezembro de 2016.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



478 - SUETONIO MEDEIROS (1970)

Nu - escultura em politetrafluoretileno - 13 x 40 x 15 cm - assinado -

Alagoano, Suetônio Cícero Medeiros ministra aulas de desenho na Fundação Cultural de Blumenau (FCB). Desenvolve uma linguagem própria independente de escola ou estilo, realizando trabalhos nas mais diversas áreas artísticas, como a pintura, escultura, desenho, restauração, modelagem, maquetaria, fundição e metalgrafia. Suas obras baseiam-se em estudos desenvolvidos acerca de filósofos gregos pitagóricos que defendiam a obtenção da harmonia através da proporção da freqüência, enfatizando a crescente necessidade de se conseguir harmonizar as partes com o todo. Realizou várias exposições coletivas e individuais.https://semanadeartesdafurb.wordpress.com/curriculos/



479 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Composição - gravura - 55/150 - 40 x 53 cm - canto inferior direito ilegível - 1962 -
Ex coleção do artista plástico Aldemir Martins - São Paulo - SP.



480 - AGOSTINHO BATISTA DE FREITAS (1927 - 1997)

Cidade - óleo sobre tela - 70 x 100 cm - canto inferior direito - 1989 -
Reproduzido no convite deste Leilão e sob o n° 148 em catálogo de Leilão de Arte de James Lisboa, Leiloeiro Oficial, São Paulo - SP, realizado em março de 2016.

Começou a pintar no início da década de 1950 (e ele próprio relatou que vendia seus trabalhos na Praça do Correio da capital paulista) sendo logo descoberto por Pietro Maria Bardi que organizou uma exposição de seus trabalhos no Museu de Arte de São Paulo, em 1952, mais tarde apresentados também, no Museu de Arte Moderna de São Paulo e da Bahia e no Museu de Arte Contemporânea de Campinas. Participou da XXXIII Bienal de Veneza (1966). MEC, vol. 2, pág. 210; PONTUAL, pág. 225; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 323; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 208; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 214; ITAÚ CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 832; Acervo FIEO.



481 - ALBERTO TEIXEIRA (1925 - 2011)

Composição - guache - 48 x 20 cm - canto inferior direito - 1968 -

Alberto Dias D'Almeida Teixeira nasceu em São João do Estoril, Portugal e faleceu em Campinas, SP. Pintor, desenhista e professor. Assinou em monograma até 1984 e depois A. Teixeira. Estudou desenho e pintura na Sociedade Nacional de Belas Artes (1947-1950), em Lisboa. Fixando residência em São Paulo, em 1950, foi aluno de Samson Flexor e tornou-se membro do Atelier Abstração. Expôs em diversas edições da Bienal Internacional de São Paulo (entre 1953 e 1965), do Panorama da Arte Atual Brasileira (1970 e 1973) e na Bienal Brasil Século XX, organizada pela Fundação Bienal de São Paulo (1994). Suas participações no Prêmio Leirner de Arte Contemporânea e no 1º Salão Esso de Artistas Jovens lhe renderam, respectivamente, o segundo e o primeiro prêmio em pintura. JULIO LOUZADA, VOL. 3 PÁGS. 1118 A 1122; ITAU CULTURAL; PONTUAL, PÁG. 517; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 497; MEC VOL. 4, PÁG. 376; ACERVO FIEO.



482 - J. CARLOS (1884 - 1950)

Egípcia - desenho a nanquim - 26 x 16 cm - canto inferior direito -

Chargista, caricaturista, desenhista, pintor, ilustrador, José Carlos de Brito Cunha nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi um dos formadores da tradição da charge brasileira ao lado de Raul Pederneiras e K.Lixto, e criador de tipos como a negrinha 'Lamparina', a 'Melindrosa' e o 'Almofadinha'. Autodidata, iniciou a carreira de caricaturista ainda estudante, quando publicou um de seus desenhos na revista 'O Tagarela' (1902). Em seguida, passou a colaborar regularmente com a revista e no ano seguinte desenhou sua primeira capa na publicação. Colaborou em muitos órgãos da imprensa carioca como 'O Tico Tico', 'Fon-Fon', 'Careta', 'A Cigarra', 'Vida Moderna', 'Eu Sei Tudo', 'Revista da Semana' e 'O Cruzeiro'. Entre 1922 e 1930, exerceu o cargo de diretor artístico das empresas 'O Malho', onde iniciou uma grande série de charges de caráter político, satirizando fatos e personalidades nacionais e estrangeiras. A vertente política foi explorada pelo artista desde o início de sua carreira, sendo ele o responsável pela execução de uma série de charges antibelicistas executadas no período abrangido pelas duas grandes guerras e principalmente durante os dois governos de Getúlio Vargas (1883 - 1954). Esses trabalhos foram publicados principalmente na revista 'A Careta'. Também fez esculturas, foi autor de teatro de revista e letrista de música popular. JULIO LOUZADA vol. 10, pág. 181; CARICATURISTAS BRASILEIROS, de Pedro Corrêa do Lago, pág. 74; WALTER ZANINI, pág. 448; ARTE NO BRASIL, pág. 646; ITAU CULTURAL; www.ims.com.br; www.dec.ufcg.edu.br; www.artprice.com.



483 - ALDO BONADEI (1906 - 1974)

Estudo - desenho a lápis - 37 x 27 cm - centro inferior - 1943 -

Pintor, designer, gravador, figurinista e professor - Aldo Cláudio Felipe Bonadei nasceu e faleceu em São Paulo, SP. Entre 1923 e 1928 foi aluno de Pedro Alexandrino, período em que também frequentou o ateliê de Antonio Rocco. Viajou para a Itália, entre 1930 e 1931, e frequentou a Academia de Belas Artes de Florença, onde teve aulas com Felice Carena e seu assistente Ennio Pozzi, ambos ligados ao movimento ‘novecento’. Nesse período, dedicou-se ao desenho da figura humana, principalmente ao nu. Retornou a São Paulo no início da década de 1930 e participou ativamente do Grupo Santa Helena, da Família Artística Paulista - FAP e do Sindicato dos Artistas Plásticos. Em 1949 lecionou na Escola Livre de Artes Plásticas, primeira escola de arte moderna de São Paulo e participou do Grupo Teatro de Vanguarda. No ano seguinte, fundou a Oficina de Arte - O. D. A., com Odetto Guersoni e Bassano Vaccarini. No fim da década de 1950 atuou como figurinista nas peças ‘Vestido de Noiva’, de Nelson Rodrigues, e ‘Casamento Suspeitoso’, de Ariano Suassuna. Também desenhou alguns figurinos para dois filmes dirigidos por Walter Hugo Khoury: ‘Fronteiras do Inferno’ (1958) e ‘Na Garganta do Diabo’(1959). Realizou muitas exposições individuais e participou de vários Salões oficiais destacando-se: Bienal Internacional de São Paulo (1ª, 2ª, 3ª, 6ª, 7ª); Bienal de Veneza (1952); Panorama da Arte Moderna Brasileira (1970). MEC, VOL. 1, PÁG. 247; PONTUAL, PÁGS. 78/79; ARTE NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 1041; ART PRICE ANNUAL 2000, PÁG. 258; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 79; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; LEONOR AMARANTE, PÁG. 72; ACERVO FIEO.



484 - CARLOS PAEZ VILARÓ (1923 - 2014)

Marinha - guache - 32 x 42 cm - canto inferior direito - 1956 -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista, escultor, ceramista, muralista uruguaio nascido em Montevidéu e falecido em Casapueblo. Autodidata, desde cedo se envolveu com as artes gráficas trabalhando na imprensa em Barracas e Avellaneda, em Buenos Aires. No final da década de 1940 regressou a Montevidéu e passou a dedicar-se inteiramente aos temas do Candomblé e da dança afro-oriental. Esses mesmos temas o motivaram a fazer uma viagem ao Brasil e aos países onde a raça negra predomina como Senegal, Libéria, Congo, Camarões e Nigéria. Conheceu Picasso, Dali, De Chirico e Calder em seus ateliês (década de 1950). Em 1969 regressou ao Uruguai e continuou as obras de sua casa, conhecida como 'Casapueblo' em Punta Ballena, modelada com suas próprias mãos e com ajuda dos pescadores, que se transformou em um símbolo do lugar. A partir de 1970 viveu alternadamente nos Estados Unidos, Brasil e Uruguai. Realizou exposições, entre outras, na França, Inglaterra, Estados Unidos e retrospectivas na China e no Egito. Participou também da Bienal Internacional de São Paulo em 1965, 1969 e 1971. Sua arte mural se encontra no Uruguai, Chile, Brasil, África, Austrália, Estados Unidos, Polinésia. ITAU CULTURAL; BENEZIT VOL. 8, PÁG. 80; carlospaezvilaro.com.uy; www.pinacoteca.org.br; www.artprice.com.



485 - ARMANDO VIANNA (1897 - 1988)

Paisagem - aquarela - 29 x 39 cm - canto inferior direito -
No estado.

Este grande pintor carioca foi discípulo de Rodolfo Chambelland e Rodolfo Amoedo na antiga Escola Nacional de Belas Artes e de Eurico Alves e Stefano Cavalaro, no Liceu de Arte e Ofícios do Rio de Janeiro. É ainda hoje, considerado um dos maiores aquarelistas brasileiros. Realizou exposições individuais e em todas as principais capitais brasileiras. MEC vol.4, pág.470; JULIO LOUZADA vol.3, pág.186. PONTUAL pág. 538; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



486 - TITO DE ALENCASTRO (1934 - 1999)

"Porta do tempo" - óleo sobre tela - 100 x 80 cm - canto inferior direito - 1981 -

Pintor, desenhista, gravador e mosaicista, radicou-se em 1961 em São Paulo, após ter estudado no Rio de Janeiro com Abelardo Zaluar, José Morais e Johnny Friedlaender. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 29; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 6; PONTUAL, pág. 14; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



487 - GERSON DE SOUZA (1926 - 2008)

"Pioneiros" - óleo sobre eucatex - 24 x 19 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1997 - Rio de Janeiro -
Com certificado do Museu Internacional de Arte Naif do Brasil - MIAN, nº 661 firmado por Lucien Finkelstein, no dorso.

Pintor. Autodidata. Fixou-se no Rio de Janeiro, onde exerceu a profissão de carteiro dos Correios, e onde começou a pintar em 1950. Participou da V Bienal de São Paulo, de vários Salões Nacionais e exposições coletivas no exterior. Várias individuais e coletivas no País. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 127; PONTUAL, pág. 236/237; MEC, vol. 2, pág. 248; TEIXEIRA LEITE, pág. 220; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 347, Acervo FIEO.



488 - NELSON LEIRNER (1932)

"Fio de cabelo" - serigrafia - 83 x 63 cm - canto inferior direito - 1983 -
Com etiqueta nº 1170 da Galeria Luisa Strina - São Paulo, no dorso.

Paulista da Capital, o autor descende de uma família de artistas. Foi aluno de Joan Ponç e Samson Flexor. Participa de coletivas a partir de 1958, inclusive com premiações nas bienais de Tóquio e São Paulo. Sua trajetória artística merece ser melhor conhecida pelos admiradores de sua obra. TEIXEIRA LEITE, pág. 283; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 734; ARTE NO BRASIL, pág. 893; LEONOR AMARANTE, pág. 154.



489 - REMBRANDT VAN RIJN (1606 - 1669)

"Die anatomie" - gravura - 36 x 50 cm - assinado na matriz -
No estado. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista e gravador da Escola Holandesa, Rembrandt Harmenszoon van Rijn nasceu em Leiden e faleceu em Amsterdam. Aos quatorze anos entrou para a Universidade de Leiden e como não lhe interessou o programa, foi estudar arte com o mestre local Jacob van Swanenburch (de 1620 a 1623) e, em Amsterdam, com Pieter Lastman (1624). Em Leiden ainda, trabalhou com o gravador Jan van Vliet - suas primeiras gravuras datadas indicam o ano de 1626 - e começou a ensinar pintura. Seu primeiro aluno foi Gerrit Dou. Mudou-se para Amsterdam (1631), casou-se (1634) e rapidamente se estabeleceu como o principal retratista da cidade – cerca de cinquenta obras datadas de 1632 ou 1633, a maioria é constituída de retratos, além de continuar dando aulas em seu estúdio. Trabalhou suas gravuras, durante a década de 1640, na 'Hundred Guilder Print'. A mais importante encomenda que recebeu na década de 1630 veio do príncipe Frederico Henrique de Orange, consistindo em cinco pinturas de cenas da Paixão. Embora os retratos e cenas religiosas constituam a maior parte de sua obra, ele fez contribuições originais a outros gêneros incluindo a natureza-morta. Na década de 1640 desenvolveu também um interesse pela paisagem; sugeriu-se que, nesse período, ele tenha passado mais tempo no campo para fugir de seus problemas domésticos. É considerado universalmente como o maior água-fortista de todos os tempos e seus desenhos normalmente concebidos como obras independentes e não, como estudos para as pinturas. BENEZIT; DICIONÁRIO OXFORD DE ARTE; REMBRANDT E ARTE DA GRAVURA – catálogo da exposição realizada no Centro Cultural Banco do Brasil, SP em 2002; www.rembrandtpainting.net; www.rijksmuseum.nl; www.metmuseum.org; www.holland.com; www.biography.com; www.metmuseum.org; www.britannica.com; www.nationalgallery.org.uk; www.artprice.com;



490 - MARIA LEONTINA (1917 - 1984)

Paisagem - óleo sobre cartão colado em eucatex - 23 x 28 cm - canto inferior esquerdo - 1962 -

Pintora, gravadora e desenhista. Maria Leontina Mendes Franco da Costa nasceu em São Paulo, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. Iniciou estudos de desenho com Antônio Covello, em São Paulo (1938), e na primeira metade da década de 1940 estudou pintura com Waldemar da Costa. Em 1946, no Rio de Janeiro, frequentou o ateliê de Bruno Giorgi e fez curso de museologia no Museu Histórico Nacional, entre 1946 e 1948. Em 1947, participou da exposição ‘19 Pintores’, na Galeria Prestes Maia, em São Paulo, ao lado de Lothar Charoux, Marcelo Grassmann, Aldemir Martins, Luiz Sacilotto e Flavio-Shiró. Em 1951, foi convidada pelo psiquiatra e crítico de arte Osório César para orientar o setor de artes plásticas do Hospital Psiquiátrico do Juqueri. No mesmo ano, organizou uma mostra dos internos no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Em 1952, com bolsa de estudo do governo francês, viajou para a Europa, acompanhada pelo marido, o pintor Milton Dacosta. Em Paris, entre 1952 e 1954, frequentou o ateliê de gravura de Johnny Friedlaender. Na década de 1960, realizou painel de azulejos para o Edifício Copan e vitrais para a Igreja Episcopal Brasileira da Santíssima Trindade, ambos em São Paulo. Realizou exposições individuais e participou de inúmeras mostras, Salões oficiais e Bienais como a Bienal de Veneza (1950, 1952, 1956). Foi premiada no Rio de Janeiro (1944, 1950, 1955, 1957, 1980); em São Paulo (1944; 1947; 1951; 1954; 1958; 1960; 1980; 1955, 1959, 1965 - Bienais Internacionais; 1969, 1970 - Panoramas da Arte Atual Brasileira; 1975 - prêmio pintura da Associação Paulista de Críticos de Artes - APCA); Brasília, DF (1980); Curitiba, PR (1980; Porto Alegre, RS (1980); Nova York (1960 - Fundação Guggenheim). ITAU CULTURAL; MEC, VOL. 2, PÁG. 471; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 309; PONTUAL, PÁG. 338; ARTE NO BRASIL, PÁG. 772; LEONOR AMARANTE, PÁG. 25; WALTER ZANINI, PÁG. 645; JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 572.



491 - FRANCISCO REBOLO GONSALES (1903 - 1980)

Paisagem - gravura aquarelada - Prova - 36 x 28 cm - canto inferior direito -

Pintor e gravador nascido e falecido em São Paulo. Iniciou seus estudos em artes na Escola Profissional Masculina do Brás, onde teve aulas de desenho com o professor Barquita (1915 e 1917). Aos 14 anos, trabalhou como aprendiz de decorador de paredes. Paralelamente à sua atividade como decorador, atuou como jogador de futebol. Em 1926, montou ateliê de decoração na Rua São Bento. A partir de 1933, transferiu seu ateliê para uma sala no Palacete Santa Helena, quando se iniciou na pintura. A partir de 1935, partilhou seu ateliê com Mario Zanini. Posteriormente, outras salas do Palacete foram transformadas em ateliês e ocupadas por vários pintores, entre eles: Fulvio Pennacchi, Bonadei, Humberto Rosa, Clóvis Graciano, Alfredo Volpi, Rizzotti e Manoel Martins. Mais tarde, este grupo de artistas passou a ser denominado Grupo Santa Helena. Rebolo esteve presente em todos os importantes eventos ligados à história da arte moderna. Integrou, por exemplo, o Salão de Maio, os Salões da Família Artística Paulista e do Sindicato dos Artistas Plásticos; pertenceu ao grupo de artistas que defendeu a criação de um Museu de Arte Moderna em São Paulo e, mais tarde, a Bienal, entre outros feitos que foram relatados na cronologia de sua vida artística. Um ponto alto de sua carreira foi quando recebeu, no Salão de Arte Moderna do Rio de Janeiro, o "Prêmio de Viagem ao Exterior", em 1954. Em 1956, fez curso de restauração no Vaticano, participando da recuperação de uma obra de Raphael. A partir de 1959, incentivado por Marcelo Grassmann, iniciou uma série de experiências como gravador. MEC, VOL. 4, PÁG. 28; TEODORO BRAGA, PÁG. 202; PONTUAL, PÁG. 447; REIS JR., PÁG. 382; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 433; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; LEONOR AMARANTE, PÁG. 13; ARTE NO BRASIL; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 807; VOL. 13, PÁG. 278; www.sampa.art.br; www.macvirtual.usp.br; www.unesp.br.



492 - MARIA OTILHA (XX)

Músico - escultura em terracota - 22 x 06 x 08 cm - assinado -

Ceramista natural do Alto do Moura, Caruaru – PE. Suas obras estão em coleções nacionais e estrangeiras. Foi contemporânea de Mestre Vitalino.



493 - EDGAR COGNAT (1919 - 1994)

"Árvores amigas" - gravura - 2 - 23 x 15 cm - canto inferior direito - 1966 -

Pintor, desenhista e gravador nascido no Rio de Janeiro. Começou seus estudos aos dezessete anos na classe de desenho, pintura e artes decorativas com o Professor Carlos Chambelland. Aprofundou-se por conta própria na arte da gravura, produzindo obras com o amigo e gravador Hans Steiner. Em 1967, assumiu a direção da Oficina de Gravuras do Liceu de Artes e Ofícios, sucedendo Carlos Oswald, considerado o pai da gravura no Brasil. Participou, entre outros, do Salão Nacional de Belas Artes - RJ; onde obteve medalhas de bronze, prata e de ouro; da I Exposição do Auto-Retrato no Museu Nacional de Belas Artes - RJ (1944); do Salão Paulista de Belas Artes - SP (1942); do Salão Municipal de Belas Artes - RJ (1954). MEC VOL. 1 PÁG. 442; PONTUAL PÁG. 139; ITAU CULTURAL; www.opapeldaarte.com.br.



494 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Composição - técnica mista e colagem - 50 x 97 cm - centro esquerdo -
G. Villa.



495 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Marinha com coqueiro" - acrílico sobre papel - 30 x 42 cm - canto inferior esquerdo - Década de 2000 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins, datado de 19 de dezembro de 2016.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



496 - WALTER LEWY (1905 - 1995)

Paisagem surreal - óleo sobre tela - 61 x 81 cm - canto inferior direito - 1975 -

Gravador, pintor, ilustrador, paisagista, desenhista e publicitário nascido em Bad Oldesloe, Alemanha e falecido em São Paulo. Estudou na Escola de Artes e Ofícios de Dortmund, Alemanha (1923-1927). Nesse período, filiou-se à tendência do realismo mágico. Em 1928 participou de coletivas em Dortmund, Gelsenkirchen, Boclusim e outras cidades. Com a crise econômica de 1929, Lewy perdeu seu emprego de desenhista numa gráfica e foi viver com os pais no interior, tornando-se ilustrador de anedotas em jornais. Realizou sua primeira exposição individual em Bad Lippspringe (1932), mas foi fechada quando a Câmara de Arte Alemã proibiu a participação de judeus na vida artística. Escapando dessa situação opressora, o artista imigrou para o Brasil (1938), retomando profissionalmente a pintura. Deixou para trás centenas de trabalhos, que foram enviados para a Holanda e perdidos durante os bombardeios da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). No Brasil, fixou-se em São Paulo. Nos primeiros anos fez desenho publicitário e mais tarde capas de livros e ilustrações para diversas editoras. Ilustrou obras de Bertrand Russell, Machado de Assis e Arnold Toynbee, entre outras. Mais tarde, empregou-se como diagramador, letrista e arte-finalista nas agências de propaganda De Carli, Lintas Publicidade, Martinelli, Santos & Santos e Thompson Propaganda. Participou de Salões Nacionais e Bienais de São Paulo, entre 1951 e 1965, recebendo diversas premiações oficiais. JULIO LOUZADA, VOL. 10, PÁG. 497; MEC, VOL. 2, PÁG. 474; TEODORO BRAGA, PÁG. 245; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 286; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 630; LEONOR AMARANTE, PÁG. 142; ACERVO FIEO.



497 - FAYGA OSTROWER (1920 - 2001)

Composição - litografia - 56/100 - 64 x 44 cm - canto inferior direito - 1980 -
No estado.

Gravadora, pintora, desenhista, ilustradora, teórica da arte e professora. Natural de Lodz, Polônia. No Brasil, Rio de Janeiro, desde a década de 1930. Cursa artes gráficas na Fundação Getúlio Vargas, em 1947, onde estuda xilogravura com Axl Leskoschek e gravura em metal com Carlos Oswald, entre outros. Em 1969, a Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro publica um álbum de gravuras realizadas entre 1954 e 1966. Dentre as muitas coletivas de que participou, no País e no exterior, destacamos as seguintes nacionais: 1ª Bienal Internacional de São Paulo (1951); Exposição Nacional de Arte Abstrata (1953) e, Salão Preto e Branco (1954). MEC. Vol.3, pág.303; JULIO LOUZADA, pág.234; PONTUAL, págs.395 e 396.; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 606; ARTE NO BRASIL, pág. 840; LEONOR AMARANTE, pág. 28; Acervo FIEO.



498 - ANATOL WLADYSLAW (1913 - 2004)

Composição - desenho a nanquim - 22 x 15 cm - canto inferior direito - 1956 -
No estado. Com certificado de autenticidade de Blanka Wladyslaw.

Pintor e desenhista nascido em Varsóvia, Polonia; faleceu em São Paulo, aos 91 anos de idade. No Brasil desde 1930, fixou residência em São Paulo, naturalizando-se brasileiro. Dedicou-se à pintura e ao desenho a partir de 1946, participando da I à IX Bienal, recebendo diversas premiações. Formado em engenharia no Mackenzie, tornou-se um dos pioneiros da arte abstrata, participando ativamente do movimento Ruptura, ao lado de Valdemar Cordeiro, Lothar Charoux e Luiz Sacilotto. Figura no acervo do MAM-RJ e MNBA de Buenos Aires. JULIO LOUZADA, VOL, 4, pág, 1177. MEC, VOL, 4 pág, 512. TEIXEIRA LEITE, pág, 544. WALMIR AYALA, VOL 2. pág, 442; PONTUAL, pág. 553; ITAÚ CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 921.



499 - JOSÉ SILVEIRA D'AVILA (1924 - 1985)

"Diamantina" - água forte original - 18 x 23 cm - canto inferior direito - 1951 -
No estado. Ex-coleção Antônio Maluf - Galeria Seta - São Paulo - SP.

Pintor, gravador, escultor e vitralista natural de Florianópolis, SC. Estudou pintura e escultura na antiga ENBA, onde foi premiado diversas vezes. No SNAM alcançou inicialmente isenção de Juri e Prêmios Viagem ao País e ao Estrangeiro. Em 1950 organizou juntamente com Carlos Oswald, o Ateliê de Arte para incremento da gravura. Coletivas a partir de 1953, obtendo diversas premiações em Salões Oficiais. JULIO LOUZADA, vol 4 pág. 302. ITAÚ CULTURAL.



500 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Gato azul com vaso de flores" - acrílico sobre tela - 80 x 100 cm - centro inferior e dorso - 2003 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins, datado de 19 de dezembro de 2016.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



501 - JOSÉ BARBOSA (1948)

Casamento - óleo sobre tela colada em mdf - 37 x 55 cm - canto inferior esquerdo -

Pernambucano de Olinda, onde nasceu em agosto de 1948. Filho de marceneiro, iniciou sua carreira em 1963, como escultor-talhador, incentivado pelo pintor Adão Pinheiro. Integrou e organizou o movimento de Arte Ribeira, que tinha a participação dos artistas João Câmara, Vicente do Rego Monteiro e Guita Charifker - movimento dissolvido pouco tempo depois pela repressão militar. No Rio de Janeiro envolveu-se com a elite artística carioca, participando do progresso da vanguarda com suas talhas e gravuras em metal com imagerns exuberantes inspiradas na sua terra natal. Residiu na Alemanha, expondo seus trabalhos na França, Alemanha, Suiça e Inglaterra. Individuais a partir de 1964 e coletivas desde 1965. JULIO LOUZADA, vol. 12, pág. 36; ITAU CULTURAL.



502 - OSWALDO GOELDI (1895 - 1961)

Interior - xilogravura - 17 x 24 cm - canto inferior direito -

Desenhista, gravador, ilustrador e professor nascido e falecido no Rio de Janeiro, filho de Emilio Goeldi, naturalista suíço. Com um ano de idade, mudou-se com a família para Belém, Pará e depois para Berna, Suíça (1905). Em Zurique, ingressou no curso de Engenharia e, em Genebra, matriculou-se na 'Ecole des Arts et Métiers' (1917) mas, abandonou ambos os cursos. A seguir, passou a ter aulas no ateliê de Serge Pahnke e Henri van Muyden. Realizou sua primeira exposição individual (1917), em Berna, quando conheceu a obra de Alfred Kubin, sua grande influência artística e com quem se correspondeu por vários anos. Retornou ao Brasil (1919), trabalhou como ilustrador e realizou sua primeira exposição individual no Rio de Janeiro (1921). Conheceu Ricardo Bampi (1923) que o iniciou na xilogravura. Fez desenhos e gravuras para periódicos e livros como 'Cobra Norato', de Raul Bopp (1937) com suas primeiras xilogravuras coloridas, entre outros. Foi professor na Escolinha de Arte do Brasil (1952) e na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1955) onde abriu uma oficina de xilogravura. Exposições individuais em: Berna, Suíça (1917, 1930); Rio de Janeiro (1921); Belém, PA (1938); São Paulo (1951); Paris (1952). Participou de várias exposições coletivas e mostras oficiais, destacando-se: Exposição itinerante da 'International Business Machine Corporation', EUA (1941 a 1944); 'Exhibition of Modern Brazilian Paintings', Inglaterra (1943, 1944, 1945); Bienal Internacional de São Paulo (1951 - Prêmio de Gravura, 1953 - Sala Especial, 1955, 1961, 1969, 1971, 1979, 1985); Bienal de Veneza (1950, 1952, 1956, 1958); Bienal de Gravura, Checoslováquia (1950); Bienal Internacional de Xilogravura, Tóquio (1952); Bienal Interamericana do México, Cidade do México (1960 - I Prêmio Internacional de Gravura). PONTUAL PÁG.240; JULIO LOUZADA VOL.11, PÁG.130; MEC VOL.2, PÁG.271; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG.521; ARTE NO BRASIL PÁG. 672; ACERVO FIEO; www.oswaldogoeldi.org.br; www.centrovirtualgoeldi.com; www.pinacoteca.org.br; www.artprice.com.



503 - POTY LAZZAROTO (1924 - 1998)

São Jorge - técnica mista - 68 x 48 cm - canto inferior direito - 1961 -
Com estudo no dorso.

Gravador, desenhista, ilustrador, muralista, escritor e professor, Napoleon Potyguara Lazzarotto nasceu e faleceu em Curitiba, PR. Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1942 e estudou pintura na Escola Nacional de Belas Artes . Frequentou o curso de gravura com Carlos Oswald no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro. Em 1946 viajou para Paris, onde permaneceu por um ano, como bolsista do governo francês. Estudou litografia na ‘École Supérieure des Beaux-Arts’. Em 1950 fundou, juntamente com Flávio Motta , a Escola Livre de Artes Plásticas na qual lecionou desenho e gravura. Nessa época organizou o primeiro curso de gravura do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand. Organizou ao longo da década de 1950 cursos sobre gravura em Curitiba, Salvador e Recife. Nos anos de 1960 teve destaque como muralista, com diversas obras em edifícios públicos e particulares no país e no exterior como: o da Casa do Brasil, em Paris (1950) e o painel para o Memorial da América Latina, em São Paulo (1988). Teve relevante atuação como ilustrador de obras literárias como as de Jorge Amado, Graciliano Ramos, Euclides da Cunha e Dalton Trevisan, entre outros. Realizou diversas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais tanto pelo Brasil como no exterior. Foi premiado várias vezes. A partir dos anos de 1980 foram lançadas várias publicações sobre sua produção, entre elas: ‘Poty, o artista gráfico’, de Orlando Silva (1980); ‘Poty Ilustrador’, de Antônio Houaiss (1988); ‘Poty: Trilhos, Trilhas e Traços’, de Valêncio Xavier Niculitcheff (1994), ‘Poty: o lirismo dos anos 90’, de Regina Casillo (2000). MEC VOL. 3, PÁG. 433; PONTUAL PÁG. 437; JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 929; VOL. 11, PÁG. 254; WALTER ZANINI PÁG. 602; ARTE NO BRASIL PÁG. 883. ACERVO FIEO; ITAU CULTURAL; www.cultura.pr.gov.br; www.curitiba-parana.net; www.artprice.com; www.fundacaoculturaldecuritiba.com.br.



504 - FAMÍLIA JULIÃO

Touro - entalhe em madeira - 42 x 65 x 30 cm - assinado -
Antônio Julião.

Ativa em Prados, MG. José de Pádua Lisboa (conhecido como Zezinho Julião, sobrenome do avô), carpinteiro, fabricante de arreios para montaria, móveis rústicos, caibros, transmite aos nove filhos a técnica de trabalhar a madeira. Itamar (falecido em 2004) é o primeiro dos irmãos a iniciar-se na escultura, aos dez anos de idade. No início eram imagens de Cristo, santos e anjos até encontrar seu imaginário próprio: montanhas com macacos saindo de grutas e os leões. Os outros irmãos (José, Valdir, João, Eleusa, Eliana, Vicentina, Maria e Antonio) se voltaram para a escultura em madeira devido ao êxito de Itamar. Uns se especializaram em montanhas com pássaros de asas espalmadas e serpentes em alto- relevo, outros em blocos de madeira nos quais são cavadas pequenas grutas de onde emergem cães, onças com filhotes, lobos, tatus. Na vizinhança há outros da família: Anésio Julião (Anésio Geraldo da Silva), Ari, Antonio e Márcio Julião (Márcio Geraldo Luz da Silva), filho de Anésio. Suas obras foram expostas em Paris (1987) na exposição "Brésil, Arts Populaires" e na Mostra do Redescobrimento na Fundação Bienal, em São Paulo (2000). LÉLIA COELHO FROTA , PEQUENO DICIONÁRIO DA ARTE DO POVO BRASILEIRO - PÁG. 261 A 263.



505 - ESCOLA HOLANDESA, SÉC. XIX

Paisagem - óleo sobre madeira - 11 x 22 cm - não assinado -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")



506 - MENASE WAIDERGORN (1927)

"No museu, Guernica" - óleo sobre tela colada em madeira - 26 x 36 cm - canto inferior direito -

Pintor nascido em Hotin, Romênia. Seus pais vieram para o Brasil (1932) fixando residência em São Paulo. Ingressou na Associação Paulista de Belas Artes (fim da década de 1940), onde conheceu Dario Mecatti. Viajou pelo norte da África e Europa. Participou de diversos salões, coletivas oficiais e recebeu diversos prêmios. JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 1011; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



507 - HENFIL (HENRIQUE DE SOUZA FILHO) (1944 - 1988)

O discurso - desenho a nanquim - 11 x 18,5 cm - não assinado - 1986 -
Desenho publicado no Jornal O Globo de 27 de fevereiro de 1986, conforme carimbo do arquivo do jornal, no dorso.

Mineiro de Ribeirão das Neves, onde nasceu em 5 de fevereiro de 1944, e faleceu na cidade do Rio de Janeiro-RJ, em 4 de janeiro de 1988. Iniciou sua carreira como cartunista, quadrinhista, foi colaborador de O Pasquim (1969). Em 1970 lançou a revista Os Fradinhos, seus personagens mais famosos e que possuem sua marca registrada: um desenho humorístico, crítico e satírico, com personagens tipicamente brasileiros e que retratavam a situação nacional da época. Sua importância na História em Quadrinhos no Brasil se deve à renovação que trouxe ao desenho humorístico nacional. Henfil atuou ainda em teatro, cinema, televisão e literatura, tendo sido marcante a sua atuação nos movimentos políticos e sociais do País.



508 - EDNALDO (XX)

No dentista - escultura em terracota - 15 x 09 x 11 cm - assinado -

Ceramista natural do Alto do Moura, Caruaru – PE. Suas obras estão em coleções nacionais e estrangeiras.



509 - DARCY PENTEADO (1926 - 1987)

"Atlante de Sabará" - gravura - 29/40 - 26 x 17 cm - canto inferior direito - 1978 -

Desenhista, pintor, cenógrafo, figurinista e escritor, Darcy Penteado foi a personalidade polimorfe, que buscava tornar a própria existência matéria de arte. Em 1948 passou a integrar em São Paulo o Grupo Novíssimos. Expôs individualmente a partir de 1949, participando de inúmeras exposições coletivas e individuais, no país e no exterior. MEC, vol. 3, pág. 365; PONTUAL, pág. 416; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 241. WALMIR AYALA, vol 2, pág 183; TEIXEIRA LEITE, pág 401; ITAÚ CULTURAL ; WALTER ZANINI, pág. 717; LEONOR AMARANTE, pág. 75.



510 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

"Mulata com barcos" - óleo sobre madeira - 52 x 49 cm - canto inferior direito - 1969 -
Reproduzido no convite deste Leilão. Com recibo original do autor datado de 17 de maio de 1969, Rio de Janeiro. Ex-coleção Deputado Federal Athié Jorge Coury, Santos - SP.

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



511 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XIX - XX

Arando a terra - óleo sobre madeira - 57 x 75 cm - canto inferior esquerdo ilegível -



512 - ALFREDO CESCHIATTI (1918 - 1989)

Guanabara - escultura em bronze - 18 x 47 x 10 cm - assinado -

Natural de Belo Horizonte. Escultor, desenhista e professor. Passou a frequentar a antiga ENBA em 1940, depois de uma viagem à Europa, especialmente Itália, iniciada em 1938. Na Divisão Moderna do SNBA recebeu, como escultor as medalhas de bronze (1943) e de prata (1944), bem como o prêmio de viagem ao estrangeiro (1945), com o baixo-relevo para a Igreja de São Francisco de Assis, da Pampulha, em Belo Horizonte e, como desenhista, a medalha de prata (1945). Esteve mais uma vez na Europa entre 1946 e 1948, anos em que realizou exposição individual no Instituto dos Arquitetos do Brasil (GB). Figurou na II BSP e no II SNAM, em 1953. Fazendo parte da equipe que, em 1956, venceu o concurso de projetos para o Monumento aos Mortos da II Guerra Mundial (GB), ali executou o conjunto alusivo às três forças armadas. Integrou a Comissão Nacional de Belas Artes em 1960 e 1961, e entre 1963 e 1965, lecionou escultura e desenho na Universidade de Brasília. Quirino Campofiorito citou-o no estudo Ëscultura Moderna no Brasil"(Revista Crítica de Arte, nº único 1962). De seus trabalhos mais conhecidos destacam-se as esculturas As Banhistas e A Justiça, que se encontram, respectivamente, no lago em frente ao Palácio da Alvorada e defronte ao Supremo Tribunal Federal (Praça dos Três Poderes), em Brasília. Há ainda, obras escultóricas de sua autoria, entre outras no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Ministério das Relações Exteriores (Brasília) e em um edifício que Oscar Niemeyer projetou no conjunto residencial Hansa (setor ocidental de Berlim), assim como na embaixada brasileira em Moscou. MEC, vol. 1, pág. 397; PONTUAL, pág. 127; JÚLIO LOUZADA, vol. 11, pág. 70; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 609; ARTE NO BRASIL, pág. 872.



513 - PABLO PICASSO (1881 - 1973)

Menina - litografia off set - E.A. - 54 x 43 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista, escultor, gravador, ceramista, artista gráfico e designer, Pablo Ruiz Picasso nasceu em Málaga, Espanha e faleceu em Mougins, França. Filho de um pintor e mestre de desenho, foi extraordinariamente precoce dominando o desenho acadêmico ainda na infância. Em 1904 estabeleceu-se em Paris tornando-se o centro de um círculo de artistas e escritores de vanguarda como André Breton, Guillaume Apollinaire e Gertrude Stein. Revolucionário, genial, vanguardista, visionário são elogios que definiram Picasso como um dos mestres da pintura. Sua ampla biografia e sua obra representam a arte do século XX. Embora sua obra seja convencionalmente dividida em fases, Picasso trabalhava numa grande variedade de temas e estilos ao mesmo tempo. Sua pintura “Les Demoiselles d’Avignon” (1906-7) é tida como o marco mais importante no desenvolvimento da pintura contemporânea e o primeiro prenúncio do cubismo que desenvolveu em íntima associação com Braque e depois com Gris. Sua obra mais famosa “Guernica” (1937), pintada para o pavilhão espanhol da Exposição Universal de Paris de 1937, expressa toda sua revolta e horror à destruição de Guernica, capital do país basco, durante a Guerra Civil Espanhola (1936-1939). No campo da escultura foi um dos primeiros artistas a compor esculturas a partir da montagem de materiais variados (e não por modelagem ou entalhe) e fez uso brilhante de objetos encontrados. Também como artista gráfico inclui-se entre os maiores do século. Existem museus consagrados à sua obra em Paris e Barcelona, e outros exemplos de sua inigualável produção distribuem-se por museus do mundo inteiro. Foi o primeiro artista vivo a expor suas obras no Museu do Louvre, quando completou 90 anos. BENEZIT VOL.8, PÁG. 297; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 763; ITAÚ CULTURAL; COLEÇÃO FOLHA GRANDES MESTRES DA PINTURA VOL. 6; infoescola.com; guggenheim.org; moma.org; a rtprice.com; arcadja.com; christies.com.



514 - TARSILA DO AMARAL (1890 - 1973)

Paisagem - desenho a lápis - 10 x 17 cm - canto inferior esquerdo -

Pintora e desenhista, Tarsila do Amaral nasceu em Capivari, SP e faleceu em São Paulo. Estudou escultura com William Zadig e com Mantovani, em 1916, na capital paulista. No ano seguinte teve aulas de pintura e desenho com Pedro Alexandrino, onde conheceu Anita Malfatti. Ambas tiveram aulas com o pintor Georg Elpons. Em 1920 viajou para Paris e estudou na ‘Académie Julian’ e com Émile Renard. Ao retornar ao Brasil formou em 1922, em São Paulo, o Grupo dos Cinco, com Anita Malfatti, Mário de Andrade, Menotti del Picchia e Oswald de Andrade. Em 1923, novamente em Paris, frequentou o ateliê de André Lhote, Albert Gleizes e Fernand Léger. Foi a criadora de duas das principais tendências ou movimentos de nossa arte nacionalista: o Pau Brasil e o Antropofagia. A convite da Comissão do IV Centenário de São Paulo fez, em 1954, o painel ‘Procissão do Santíssimo’ e, em 1956, entregou ‘O Batizado de Macunaíma’, sobre a obra de Mário de Andrade, para a Livraria Martins Editora. A retrospectiva Tarsila: 50 Anos de Pintura, organizada pela crítica de arte Aracy Amaral e apresentada no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo , em 1969, ajudou a consolidar a importância da artista. TEODORO BRAGA, PÁG. 220; REIS JR., PÁG.388; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 365; MEC, VOL. 4, PÁG. 370; PONTUAL, PÁG. 511; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 492; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 389; ARTE NO BRASIL, PÁG. 577; LEONOR AMARANTE, PÁG. 24; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 958.



515 - FRANCISCO DA SILVA (1910 - 1985)

Galo - têmpera sobre tela - 70 x 49 cm - centro inferior - 1973 -

Pintor e desenhista, Francisco Domingos da Silva nasceu em Alto Tejo, AC e faleceu em Fortaleza, CE. Filho de índio peruano com brasileira, ainda criança se fixou em Fortaleza, por volta de 1937, onde começou a desenhar a carvão e giz sobre muros e paredes de casebres de pescadores. Na década de 40, sob o incentivo do crítico e pintor suíço Jean Pierre Chabloz, iniciou-se na pintura a guache juntamente com Chabloz, Antônio Bandeira e Inimá de Paula. O mesmo Jean Pierre lança-o em Paris. Entre 1961 e 1963, trabalhou no recém-criado Museu de Arte da UFCE. Expôs individualmente no Brasil a partir de 1943 e em diversas mostras coletivas no Brasil e exterior, com premiações, destacando-se a recebida na XXXIII Bienal de Veneza (1966). JULIO LOUZADA, VOL. 1 PÁG. 909; ITAU CULTURAL; LEONOR AMARANTE; ARTE NO BRASIL, ACERVO FIEO; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 478.



516 - CLAUDIO TOZZI (1944)

"Astronauta" - serigrafia - P.A. - 50 x 49 cm - centro inferior - 1970 -

Pintor, arquiteto e gravador, Claudio José Tozzi nasceu em São Paulo. É mestre em arquitetura pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo. Realizou diversas exposições individuais. Participou, entre várias mostras e Salões oficiais, da Bienal Internacional de São Paulo em 1967, 1969, 1977, 1985, 1989, 1991; do Panorama da Arte Atual Brasileira em 1971, 1973, 1976, 1977, 1979, 1980, 1983; da Bienal de Veneza em 1976; da Bienal de Paris em 1980. Criou painéis para espaços públicos de São Paulo, como: ‘Zebra’, colocado na lateral de um prédio da Praça da República; na Estação Sé do Metrô, em 1979; na Estação Barra Funda do Metrô, em 1989; no edifício da Cultura Inglesa, em 1995 e, no Rio de Janeiro, na Estação Maracanã do Metrô Rio, em 1998. WALMIR AYALA VOL.2, PÁG.388; PONTUAL PÁG.525; TEIXEIRA LEITE PÁG. 512; ARTE NO BRASIL VOL.2, PÁG.1059; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 740; LEONOR AMARANTE PÁG. 170; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 992; www.eca.usp.br; www.pinacoteca.org.br.



517 - FELISBERTO RANZINI (1881 - 1976)

"Pico do Canta Galo" - óleo sobre madeira - 16 x 11 cm - canto inferior direito e dorso - 1942 -
Ladeira dos Tabajaras - Rio de Janeiro - RJ.

Arquiteto, desenhista e escritor, Felisberto Ranzini nasceu em Mântua, Itália e faleceu em São Paulo - SP. Sobresaiu-se principalmente na técnica de aquarela, na qual se especializou. Suas composições em óleo são claras e detalhadas, quase que miniaturistas. JULIO LOUZADA, vol 1, pág. 805; MEC vol.4, pág. 26, RUTH TARASANTCHI.



518 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Maternidade - entalhe em madeira - 41 x 23 cm - dorso -
Pedro Celso.



519 - MARIO ZANINI (1907 - 1971)

Paisagem - desenho a nanquim - 30 x 21 cm - canto inferior direito - 1964 -

Pintor, decorador, ceramista, professor, Mário Zanini nasceu e faleceu em São Paulo. Foi um dos integrantes de dois importantes movimentos artísticos considerados históricos na pintura paulista: o Grupo Santa Helena e a Família Artística Paulista. Sua formação artística se deu em São Paulo quando aos 13 anos iniciou curso de pintura da Escola Profissional Masculina do Brás e de 1924 a 1926, matriculou-se no curso de desenho e artes do Liceu de Artes e Ofícios. Conheceu Alfredo Volpi em 1927 e no ano seguinte estudou com o pintor Georg Elpons. Trabalhou no escritório de decoração de Francisco Rebolo entre 1933 e 1938. Em 1940 recebeu medalha de prata no 46º Salão Nacional de Belas Artes e foi convidado por Rossi Osir a trabalhar em seu ateliê de azulejos artísticos, o Osirarte. Em 1950, viajou por seis meses pela Itália, em companhia de Volpi e Osir. A partir de 1968 lecionou na Faculdade de Belas Artes de São Paulo. Participou de vários Salões oficiais e mostras coletivas no Brasil, como I e III Bienal Internacional de São Paulo e no exterior. Sua família doou 108 de suas obras ao Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo - MAC/USP em 1974. MEC, VOL. 4, PÁG. 531; PONTUAL, PÁG. 557; TEODORO BRAGA, PÁG. 250; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 451; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; ARTE NO BRASIL, PÁG. 778; LEONOR AMARANTE, PÁG.38; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 1085; ACERVO FIEO.



520 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

Meteoro - escultura em mármore - 21 x 18 x 14 cm - assinado -

Escultor, desenhista e pintor paulista nascido em Mococa, SP e falecido no Rio de Janeiro. Mudou-se com a família para Itália, e fixou-se em Roma (1913). Iniciou estudos de desenho e escultura com o professor Loss (1920). Participou de movimentos antifascistas e foi preso (1931) por motivos políticos. Foi extraditado para o Brasil (1935) por intervenção do embaixador brasileiro na Itália. Em 1937, viajou para Paris e frequentou as academias ‘La Grand Chaumière’ e ‘Ranson’, onde estudou com Aristide Maillol e conviveu com Henry Moore, Marino Marini e Charles Despiau. Em 1939, retornou a São Paulo e junto com Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Sérgio Milliet, entre outros, participou do Movimento Modernista; foi um dos membros da Família Artística Paulista e do Grupo Santa Helena. Em 1943, transferiu-se para o Rio de Janeiro. A convite do ministro Gustavo Capanema instalou ateliê no antigo Hospício da Praia Vermelha, onde orientou jovens artistas como Francisco Stockinger. Possui obras em espaços públicos como ‘Monumento à Juventude Brasileira’ (1947), nos jardins do antigo Ministério da Educação e Saúde, atual Palácio Gustavo Capanema - RJ; ‘Candangos’ (1960), na Praça dos Três Poderes, e ‘Meteoro’ (1967), no lago do edifício do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília; ‘Integração’ (1989), no Memorial da América Latina, em São Paulo. Participou das Bienais de Veneza (1950, 1952); participou das I, II, IV e IX Bienais de São Paulo, período em que recebeu o prêmio de melhor escultor brasileiro (1953) e sala especial (1967). MEC, VOL.2, PÁG. 250; PONTUAL, PÁG. 237; MAYER/84, PÁG. 1333; BENEZIT VOL. 5, PÁG. 14; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 715; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 422; www.artprice.com; www.pinturabrasileira.com; www.dec.ufcg.edu.br; www.monumentos.art.br.



521 - JANY M. RUCK (1939)

"Flores na sala" - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito e dorso - 2016 -

Pintora, professora e restauradora, Jany Marylene Ruck nasceu em Agudos, SP. Assinava Jany até 1984. Atualmente assina JM. Ruck. Em Campinas fez cursos livres de desenho e pintura com Elenice Menegon, Aldo Cardarelli, Djalma Urban e Álvaro de Batista. Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais. Foi premiada em: São José do Rio Preto, SP (1984, 1985, 1991); Campinas, SP (1985, 1996); São João da Boa Vista, SP (1985); Itatiba, SP (1985,1987, 1988); Mogi Mirim, SP (1987); Poços de Caldas, MG (1987); Piracicaba, SP (1988); Limeira, SP (1989); Araras, SP (1991); Ribeirão Preto, SP (2003). ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 7 PÁG. 614; VOL. 9, PÁG. 750.



522 - SALVADOR DALI (1904 - 1989)

Velho - gravura - 31/75 - 42 x 31 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, gravador, escultor, artista gráfico, ilustrador e designer, Salvador Domingo Felipe Jacinto Dalí i Domènech nasceu em Figueira -Catalunha, Espanha e faleceu na Catalunha. Com um interesse precoce pela pintura, entrou para a Escola Especial de Pintura em Madri (1921) e foi aluno de Moreno Carbonero. Depois, ingressou na 'Real Academia de Bellas Artes de San Fernando' também em Madri. Foi expulso dessa escola e preso por atividades políticas antigovernamentais. Expôs, pela primeira vez, em Barcelona (1925). Conviveu com vários cineastas, artistas e escritores famosos, tais como: Luis Bruñel (com o qual colaborou no curta-metragem "Um chien andalou"), Rafael Alberti e Frederico Garcia Lorca. Em 1929, viajou para Paris e conheceu Pablo Picasso. No ano seguinte, começou a fazer parte do movimento artístico conhecido como surrealismo. Casou-se com Elena Ivanovna Diakonova, conhecida como Gala (1934). Deixou o movimento surrealista por motivos políticos (1939). Morou nos Estados Unidos (1940 a 1948) e voltou para a Espanha. Em 1961 colocou em prática um grande projeto: o 'Teatro-Museo Gala Salvador Dali', em sua terra natal, que reuniu grande parte de suas obras e foi inaugurado em 1974. Destacam-se as exposições individuais realizadas em: Nova York, EUA (1941 – MoMA, 'Museum of Modern Art'; 1965 – ' The Gallery of Modern Art); Paris, França (1979 – MNAM, 'Musée National d’Art Moderne' – 'Centre National d’Art et de Culture Georges Pompidou'); Londres, Inglaterra (1980 – 'Tate Gallery'). Exposições retrospectivas foram realizadas em: Tóquio, Japão (1964, itinerante); NovaYork, EUA (1964); Alemanha (1970 – Roterdam, 1971 – Baden-Baden), entre outras. Recebeu a mais alta distinção da Espanha: Grande Cruz de Isabel a Católica (1964). BENEZIT, VOL.3, PÁG. 329; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 309; ITAU CULTURAL; DICIONÁRIO OXFORD DE ARTE; www.salvador-dali.org; salvadordali.com.br; www.suapesquisa.com; www.artprice.com.



523 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Pássaro - litografia - 69/100 - 70 x 50 cm - canto inferior direito - 1985 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



524 - SONIA EBLING (1926 - 2006)

Girafa - escultura em bronze - 32 x 22 x 04,5 cm - assinado -

Escultora, pintora e professora, Sonia Ebling de Kermoal nasceu em Taquara, RS e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou sua formação fazendo cursos de pintura e escultura na Escola de Belas Artes do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro, entre 1944 e 1951. De 1956 a 1959, viajou por vários países da Europa, estudando com Zadkine, em Paris, França. Residiu nessa cidade, entre 1959 e 1968, e recebeu uma bolsa de estudo da Fundação Calouste Gulbenkian. De volta ao Brasil, executou relevo para o Palácio dos Arcos, em Brasília. Realizou muitas exposições individuais, entre elas: Rio de Janeiro (1959, 1967); Paris, França (1961); Alemanha (1964); Porto Alegre, RS (1967); Brasília, DF (1968); Washington, EUA (1968). Diversas foram as participações em mostras coletivas e oficiais, destacando-se: Salão Nacional de Arte Moderna, RJ (1951- Prêmio Isenção de Júri, 1952, 1953, 1955 – Prêmio Viagem ao Exterior); Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1959, 1965, 1967); Salão de Belas Artes do Rio Grande do Sul (1953, 1956 – Prêmio); Salão Baiano de Belas Artes (1954); Salão Paulista de Arte Moderna (1955); 'Salon des Femmes Peintres et Sculpteurs', Museu de Arte Moderna de Paris (1957); Bienal de Arte Triveneta, Pádua – Itália (1957). MEC VOL. 2, PÁG. 89; PONTUAL PÁG. 187; JULIO LOUZADA VOL 3, PÁG. 363; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 720; ARTE NO BRASIL PÁG. 868; RGS PÁG. 454; soniaeblingesculturas.com.br; www.brasilartesenciclopedias.com.br; www.artprice.com.



525 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulatas - desenho a nanquim - 46 x 34 cm - canto inferior direito - 1961 -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



526 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

"A vida é um presente" - óleo sobre tela - 35 x 27 cm - dorso -
Dina.



527 - AXEL LESKOSCHEK (1889 - 1976)

No bar - xilogravura - 18 x 11 cm - canto inferior direito -
No estado.

Importante gravador, pintor e professor austríaco. Realizou sua formação artística na Áustria e ali publicou álbuns de xilogravuras e águas-fortes. Veio residir no Brasil em 1930, fugindo do nazismo, aqui ficando até 1950. Ilustrou diversas publicações nacionais, entre elas, e principalmente, as edições brasileiras dos romances de Dostoiévski (Ed. José Olimpio). Foi professor, entre outros, de Renina Katz, Fayga Ostrower e Ivan Serpa. MAYER/88, pág.494; JULIO LOUZADA, vol.1, pág.609; BENEZIT, vol.6, pág.612, ART PRICE ANNUAL/2000, pág.1464; PONTUAL, pág.309, TEIXEIRA LEITE, pág.284; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 605; ARTE NO BRASIL, pág. 840; Acervo FIEO.



528 - HENRIQUE CAVALLEIRO (1892 - 1975)

Estudos - desenho a nanquim - 29 x 21 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor, desenhista e professor. Foi aluno de Eliseu Visconti, tendo recebido em 1918 o prêmio de viagem à Europa. Participou de diversos salões e exposições. REIS JR., pág. 375; TEODORO BRAGA, pág. 117; PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, vol. 2, pág. 45 e 275; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 187 e 190; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 446; ARTE NO BRASIL, pág. 556; Acervo FIEO.



529 - IVAN SERPA (1923 - 1973)

Composição - guache - 32 x 28 cm - canto inferior direito - 1970 -

Pintor, desenhista, gravador e professor, Ivan Ferreira Serpa nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Estudou gravura e desenho com Axel Leskoschek (entre 1946 e 1948) no Rio de Janeiro. Em 1949, ministrou suas primeiras aulas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, onde, a partir de 1952, exerceu sistemática atividade didática, em especial no ensino infantil. Foi um dos precursores do concretismo no Brasil, criando ao lado de Aluisio Carvão, Lígia Clark, Hélio Oiticica e outros o Grupo Frente, que se manteve ativo de 1954 a 1956, inclusive com exposições no Rio de Janeiro. Participou da Divisão Moderna do SNBA (1947-1951). Em 1957, recebeu o prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna, RJ. Participou da exposição ’Opinião 65’, evento que marca a difusão de uma nova arte de tendência figurativa, a neofiguração. Em 1970, fundou, com Bruno Tausz, o Centro de Pesquisa de Arte no Rio de Janeiro. Participou da Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1961, 1963, 1965) e da Bienal de Veneza (1952, 1954, 1962, 1966). PONTUAL, PÁG 486; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 605; ARTE NO BRASIL, PÁG. 840; LEONOR AMARANTE, PÁG. 26; MEC VOL. 4, PÁG. 221; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 899.



530 - MARIA POLO (1937 - 1983)

Composição - óleo sobre tela - 70 x 140 cm - canto inferior direito - 1961 -
Reproduzido no convite deste Leilão.

Pintora, desenhista, gravadora e vitralista nascida em Veneza, Itália e falecida no Rio de Janeiro. Estudou no Instituto de Arte de Veneza, entre 1949 e 1955 e no ateliê de De Pisis, em Roma, de 1955 a 1959. Veio para o Brasil em 1959 fixando-se em São Paulo e, a partir de 1962, no Rio de Janeiro. Realizou diversas exposições individuais em algumas das principais capitais do País e no exterior. Participou de muitas mostras e Salões oficiais, entre as quais: Bienal Internacional de São Paulo (1963, 1965, 1967); Panorama de Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1969, 1970, 1973). Foi premiada no 10º Salão Paulista de Arte Moderna, SP (1961). MEC, VOL. 3, PÁG. 424; PONTUAL, PÁG. 430; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 776; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 697; www.catalogodasartes.com.br; www.bolsadearte.com; www.artprice.com.



531 - LOTHAR CHAROUX (1912 - 1987)

Linhas - serigrafia - 1/25 - 31 x 31 cm - canto inferior direito - 1973 -

Pintor, desenhista e professor austríaco, natural de Viena. Assinava Charoux. Iniciou os estudos artísticos com seu tio, o escultor austríaco Siegfried Charoux. Transferiu-se para o Brasil em 1928, fixando residência em São Paulo. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios da cidade onde conheceu Valdemar da Costa, com ele fazendo aprendizado de pintura a partir de 1940. Posteriormente passa a lecionar desenho no Liceu de Artes e Ofícios e no SENAI. Em 1947, realizou sua primeira exposição individual, na Galeria Itapetininga. Em 1952, participou da fundação do Grupo Ruptura, ao lado de Waldemar Cordeiro, Geraldo de Barros, Anatol Wladyslaw e outros. Com Hermelindo Fiaminghi e Luiz Sacilotto , cria a Associação de Artes Visuais NT - Novas Tendências, em 1963. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras oficiais nacionais como a Bienal Internacional de São Paulo (I a IX, XII, XIII), Panorama da Arte Atual Brasileira (1º ao 3º, 6º, 9º, 11º, 12º) e no exterior. É homenageado com retrospectiva no Museu de Arte Moderna de São Paulo e no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro em 1974. Em 2005, é publicado o livro ‘Lothar Charoux: A Poética da Linha’, pela historiadora de arte Maria Alice Milliet. PONTUAL, PÁG. 131; MEC VOL. 1, PÁG. 433; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 254; VOL. 9, PÁG.207; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 645; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; ACERVO FIEO.



532 - CHICO LARANJEIRA (1955)

Festa junina - óleo sobre tela - 50 x 20 cm - canto inferior direito - 2008 -

Pintor, escultor e artesão natural de Pernambuco. Realizou exposições individuais e participou de diversas mostras coletivas, inclusive na Alemanha. Foi premiado no Museu de Arte Contemporânea de Pernambuco em 1983. www.artprice.com.



533 - HANSEN BAHIA (1915 - 1978)

Viela - xilogravura - 40 x 30 cm - canto inferior direito -

Gravador, escultor, pintor, ilustrador, poeta, escritor, cineasta e professor, Karl Heinz Hansen nasceu em Hamburgo, Alemanha e faleceu em São Paulo. Serviu como soldado (entre 1936 e 1945) na Segunda Guerra Mundial e atuou como ilustrador de histórias infantis. Autodidata, realizou suas primeiras xilogravuras entre 1946 e 1948. Fixando-se sucessivamente na Itália, Suécia, Inglaterra, emigrou para o Brasil em 1950 residindo de início em São Paulo e a partir de 1955 em Salvador. Ilustrou a publicação 'Flor de São Miguel' (1957), com textos de Jorge Amado, Vinicius de Moraes e de sua autoria; 'Navio Negreiro' (1958), de Castro Alves. Em homenagem à Bahia passou a assinar seus trabalhos como Hansen-Bahia a partir de sua volta à terra natal em 1959. Lá permaneceu até 1963, enquanto trabalhou no ateliê de gravura fundado por ele mesmo no castelo Tittmoning. Viveu na Etiópia (entre 1963 e 1966) onde ajudou a estabelecer a Escola de Belas Artes na cidade de Addis Abeba. Retornou a Salvador e naturalizou-se. Tornou-se professor de artes gráficas da Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia (1967). Dois anos antes de sua morte, doou em testamento sua produção artística para a cidade de Cachoeira, Bahia, onde foi criada a Fundação Hansen Bahia que recebeu seu acervo artístico de xilogravuras, matrizes, livros, pinturas, prensas e ferramentas de trabalho. Realizou exposições individuais no: Museu de Arte de São Paulo (1950, 1953, 1966); Museu Nacional de Belas Artes, RJ (1952); Museu de Arte Moderna de São Paulo (1954, 1956); Buenos Aires, Argentina (1954, 1955, 1958), entre outras. Participou de muitas mostras coletivas e oficiais como: Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1961); Salão Nacional de Arte Moderna (1954, 1955). PONTUAL PÁG. 260; MEC VOL. 1, PÁG. 157; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 81; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 720; ARTE NO BRASIL, PÁG. 842; ACERVO FIEO, PÁG. 251; www.hansenbahia.com.br; www.artprice.com.



534 - MARCELO GRASSMANN (1925 - 2013)

Animal fantástico - xilogravura - 29 x 21 cm - centro inferior - 1955 -

Desenhista, gravador, ilustrador, pintor, escultor e professor, nasceu em São Simão, SP. Estuda fundição, mecânica e entalhe em madeira na Escola Profissional Masculina do Brás, SP. Passa a realizar xilogravuras a partir de 1943. Atua como ilustrador do Suplemento Literário do ‘Diário de São Paulo’, do ‘O Estado de S. Paulo’ e do ‘Jornal do Estado da Guanabara’. Quando reside no Rio de Janeiro, a partir de 1949, freqüenta os cursos de gravura em metal, com Henrique Oswald e de litografia, com Poty, no Liceu de Artes e Ofícios. Em Salvador (1952), trabalha com Mario Cravo Júnior. .Recebe o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Arte Moderna (1953) e vai para a Academia de Artes Aplicadas, em Viena. Passa a dedicar-se principalmente ao desenho, à litografia e à gravura em metal. Em 1969, sua obra completa é adquirida pelo governo do Estado de São Paulo, passando a integrar o acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo . Em 1978, a casa em que nasceu, em São Simão, é transformada em museu e tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo - Condephaat. Participou de muitas exposições e das Bienais de: São Paulo (1951 a 1961, 1967, 1969, 1979, 1985, 1989); Veneza (1950, 1956, 1958, 1962); Paris (1959). Principais prêmios: Bienal de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1959, 1967); Bienal de Veneza (1950, 1956, 1958,1962); Bienal de Paris (1959). PONTUAL, PÁG. 249; MEC, VOL. 2, PÁG. 281 E 282; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG. 439; VOL. 5, PÁG. 453; VOL. 9, PÁG. 383.



535 - EUGÊNIO LATOUR (1874 - 1942)

Rosto - pastel - 38 x 26 cm - canto inferior direito -
Com dedicatória.

Nascido e falecido na cidade do Rio de Janeiro, onde frequentou a ENBA a partir de 1894. Foi aluno de Rodolfo Amoedo, Zeferino da Costa e H. Bernardelli. Expôs no SNBA em diversas oportunidades, recebendo premiações, inclusive de viagem ao exterior. Latour é um pintor da expressão humana, e feminina sobretudo. Cada cabeça sua representa um estado de alma. Aqui tristeza, dor concentrada; ali a despreocupação e o coquetismo. Sua obra é graciosa, sensível e elegante. JULIO LOUZADA, Vol. pág.522, TEIXEIRA LEITE, pág. 278, PONTUAL, pág. 300, ITAÚ CULTURAL, ARTE NO BRASIL, pág. 556.



536 - IONE SALDANHA (1921 - 2001)

Bambu - têmpera sobre bambu - 193,5 x 06 cm - assinado -
Ex coleção Renato Antônio Brogiolo - Rio de Janeiro, RJ. (Atenção clientes que não residem em São Paulo: transporte especial devido ao tamanho. Consulte-nos antes de dar seu lance) .

Pintora, escultora e desenhista nascida em Alegrete, RS e falecida no Rio de Janeiro. Realizou seus primeiros estudos no Rio de Janeiro, no ateliê de Pedro Luís Corrêa de Araújo (1948). Estudou a técnica de afresco em Paris, na ‘Académie Julian’, e em Florença, na Itália (1951). Realizou exposições individuais em: Rio de Janeiro (1956, 1959, 1962, 1965, 1968, 1971, 1981, 1984, 1987, 1988,1990); São Paulo (1956, 1983, 1985, 1987); Santiago do Chile, Chile (1961); Berna, Suíça (1963, 1964); Roma, Itália (1964). Em 1969 recebeu o prêmio de viagem ao exterior no 7º Resumo de Arte do Jornal do Brasil e foi para os Estados Unidos e Europa. Participou de várias edições da Bienal de São Paulo, com prêmio aquisição em 1967 e sala especial em 1975 e 1979. Em 2001 foi realizada a retrospectiva ’Ione Saldanha e a Simplicidade da Cor’, no Museu de Arte Contemporânea de Niterói - MAC/Niterói. PONTUAL PÁG.468; MEC VOL. 4, PÁG. 150; JULIO LOUZADA, VOL. 3, PÁG. 1004; VOL. 5, PÁG. 916; ITAUCULTURAL; RGS PÁG. 263; www.macvirtual.usp.br; www.margs.rs.gov.br; www.cultura.rj.gov.br; www.galeria-ipanema; www.artprice.com.



537 - RAPHAEL BORDALO PINHEIRO (1846 - 1905)

Dom Pedro II - desenho a nanquim - 49 x 34 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Raphael Augusto Bordalo Pinheiro é natural de Lisboa, Portugal. Pintor, desenhista, gravador, caricaturista e ceramista. Assinava B. P. e Raphael Bordallo Pinheiro. De família de artistas, inicia-se nas artes freqüentando a Escola de Artes Dramáticas e a Academia de Belas Artes de Lisboa. Em 1869 publica suas primeiras caricaturas no jornal A Revolução de Setembro e inicia a produção de seu primeiro álbum, O Calcanhar de Achilles, publicado em 1870. Funda os periódicos A Berlinda e O Binóculo. Em 1871, é premiado na Exposição Internacional de Madri. Em 1872, publica o álbum Apontamentos sobre a Picaresca Viagem do Imperador do Rasilb pela Europa, onde satiriza o imperador dom Pedro II (1825 - 1891). Em 1875, vem para o Brasil e funda o periódico Lanterna Mágica, no qual cria o personagem Zé Povinho. Colabora com O Mosquito, ao lado de Angelo Agostini (1843 - 1910). Em 1876, trabalha em O Fígaro com Cândido de Faria (1849 - 1911). Em 1877, funda o Psit! e no ano seguinte, O Besouro, no qual estampa uma série de caricaturas satirizando os políticos locais. Após sofrer dois atentados na cidade, retorna a Portugal em 1879. Em 1880 cria, com outros artistas portugueses, o Grupo do Leão. Em 1885, funda em Caldas da Rainha a Fábrica de Faianças que revitaliza a produção de cerâmicas dessa região. Em 1889, a produção da fábrica é premiada na Exposição Internacional de Paris. Como responsável pela construção do Pavilhão Português, recebe do governo francês o grau de Cavaleiro da Legião de Honra. Exposições coletivas: Lisboa, Portugal (1868, 1870, 1872, 1874, 1881); Madri, Espanha (1871); Rio de Janeiro, RJ (1876); Paris, França (1889). Exposições póstumas: Rio de Janeiro, RJ (1954, 1965, 2000); São Paulo, SP (1996, 2001, 2004). JULIO LOUZADA, vol. 6, pág. 888; vol. 8, pág. 658. ITAU CULTURAL.



538 - DAREL VALENÇA LINS (1924)

Cidade - gravura - P.I. - 37 x 50 cm - canto inferior direito - 1968 -

Gravador, pintor, desenhista, ilustrador e professor nascido em Palmares, PE. Estudou na Escola de Belas Artes do Recife, atual Universidade Federal de Pernambuco (entre 1941 e 1942). Mudou-se para o Rio de Janeiro (1946); estudou gravura em metal com Henrique Oswald (1948) e recebeu aconselhamento técnico de Oswaldo Goeldi. Atuou como ilustrador em diversos periódicos: revista 'Manchete'; jornais 'Última Hora' e 'Diário de Notícias'; diversos livros: 'Memórias de um Sargento de Milícias' (1957), de Manuel Antônio de Almeida; 'Poranduba Amazonense' (1961), de Barbosa Rodrigues; 'São Bernardo' (1992), de Graciliano Ramos e 'A Polaquinha' (2002), de Dalton Trevisan. Encarregou-se das publicações da Sociedade dos Cem Bibliófilos do Brasil (entre 1953 e 1966). Lecionou gravura em metal no Museu de Arte de São Paulo - Masp (1951); litografia na Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro (entre 1955 e 1957) e na FAAP, São Paulo (1961 a 1964). Realizou painéis para o Palácio dos Arcos, em Brasília (1968-1969) e para a IBM do Brasil, no Rio de Janeiro (1979). Realizou muitas exposições individuais, destacando-se: Rio de Janeiro (1949, 1963, 1964, 1966, 1968, 1973, 1995); Recife, PE (1951); Itália (1952 – Milão, 1958 - Roma); São Paulo (1953 – MASP, 1960, 1967). Participou de várias mostras e Salões oficiais, entre as quais: Salão Nacional de Arte Moderna (1952 a 1960) onde recebeu Prêmio de Viagem ao País (1952) e Prêmio de Viagem ao Estrangeiro (1957); Bienal Internacional de São Paulo (1961 a 1967) recebendo Prêmio Melhor Desenhista Nacional (1963) e Sala Especial (1965); Gravadores Brasileiros Contemporâneos, EUA (1966); Bienal de Tóquio, Japão (1964); Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa (1988, 1993). MEC VOL.3, PÁG. 18; PONTUAL, PÁG.160; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 313; VOL. 8, PÁG. 246; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 715; ARTE NO BRASIL, PÁG. 839; LEONOR AMARANTE, PÁG. 125; ACERVO FIEO; www.graphias.com.br; www.artprice.com.



539 - ODETTO GUERSONI (1924 - 2007)

Mandala - xilogravura - H.C. - 23 x 18 cm - canto inferior direito - 1991 - 1992 -
No estado.

Nasceu em Jaboticabal-SP, e faleceu na cidade de São Paulo, onde residia e era ativo. Gravador, pintor, desenhista, ilustrador e escultor. Estudou pintura e artes decorativas no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo - Laosp, entre 1941 e 1945. Nesse período, expôs no Sindicato dos Artistas Plásticos e freqüentava o círculo de artistas do Grupo Santa Helena. Em 1947, participa da exposição 19 Pintores, na Galeria Prestes Maia, e é contemplado com uma bolsa de estudo pelo governo francês, no mesmo ano viaja para Paris, onde inicia trabalhos em gravura. Em 1951 fundou a Oficina de Arte, em São Paulo. Estudou gravura com René Cottet, em Genebra e, em Paris, trabalhou no ateliê de Stanley Hayter. A partir de 1960, freqüenta, como estagiário, algumas escolas de arte nos Estados Unidos e no Japão como a The New York School of Printing e a Osaka University, respectivamente. Em 1971, também no Japão, freqüentou o ateliê de I. Jokuriti. Dois anos mais tarde, foi eleito melhor gravador do ano pela Associação Paulista de Críticos de Arte - APCA. Em 1983, participou, com sala especial, da Bienal Ibero-Americana de Montevidéu. Em 1994, a Pinacoteca do Estado de São Paulo realizou uma retrospectiva da obra do artista; , mostra que voltou a acontecer em 2007 sobre a sua obra gráfica, na Estação Pinacoteca-SP, no mesmo ano da morte do autor, que ainda a assistiu em vida. JULIO LOUZADA, vol.1, pág. 452; MEC, vol,2, pág, 303; TEIXEIRA LEITE, pág,236; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 645; ARTE NO BRASIL, pág. 803; LEONOR AMARANTE, pág. 146, Acervo FIEO.



540 - MILTON DACOSTA (1915 - 1988)

Vista de Santa Tereza - óleo sobre cartão telado - 34 x 30 cm - canto inferior esquerdo - 1951 - Rio de Janeiro -
Com dedicatória.- Reproduzido no convite deste Leilão.

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador. Milton Rodrigues da Costa nasceu em Niterói, RJ e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou estudos de desenho e pintura, em 1929, com o professor alemão August Hantv. No ano seguinte matriculou-se no curso livre de Marques Júnior, na Escola Nacional de Belas Artes. Junto com Edson Motta, Bustamante Sá e Ado Malagoli , entre outros, criou o Núcleo Bernardelli em 1931. Viajou para Estados Unidos em 1945, com o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Belas Artes do ano anterior. Na cidade de Nova York, estudou na Art's Students League of New York. Em 1946, foi para a Europa e após visita a vários países, fixou-se em Paris, onde estudou na Académie de La Grande Chaumière. Conheceu Pablo Picasso, por intermédio de Cícero Dias, e freqüentou os ateliês de Georges Braque e Georges Rouault. Expôs no Salon d'Automne (Paris) e regressou ao Brasil em 1947. Em 1949, casou-se com a pintora Maria Leontina e passou a residir em São Paulo. Realizou muitas exposições individuais e também recebeu prêmios nas Bienais Internacionais de São Paulo (1955, 1957). TEODORO BRAGA, PÁG. 163; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 229; MEC, VOL. 2, PÁG. 13; BENEZIT, VOL. 3, PÁG.315; ITAU CULTURAL; PONTUAL, PÁG. 155; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; ACERVO FIEO.



541 - LOURENÇO (1945 - 1997)

No circo - óleo sobre tela colada em eucatex - 73 x 64 cm - canto inferior esquerdo - 1973 -

Pintor, desenhista, artista gráfico, o artista José Toledo Piza Lourenço Júnior nasceu e faleceu em São Paulo - SP. Estudou desenho com Nelson Nóbrega na Fundação Armando Álvares Penteado, FAAP-SP, entre 1962 e 1965. Neste mesmo ano viaja à Bahia, onde executa a série de desenhos Lavadeiras. Entre 1965 e 1967, trabalha como diagramador para a Editora Abril nas revistas Realidade e Conhecer. Em 1987, é escolhido o melhor pintor do ano por alunos da Chapel School, em São Paulo. Entre as exposições das quais participa, destacam-se: Salão de Belas Artes de São Bernardo do Campo, São Paulo, 1967; Salão Paulista de Arte Moderna, São Paulo, 1969; Panorama de Arte Brasileira, no Hotel Nacional, Brasília, 1970; Image du Brésil, no Manhattan Center, Bruxelas (Bélgica), 1973; Panorama de Arte Atual Brasileira, no Museu de Arte Moderna, MAM/SP, 1973; Mostra Realismo, no Paço das Artes, São Paulo, 1976; José Lourenço, na Galeria Allan Ko, Paris (França), 1978; José Lourenço, na Galeria de Arte André, São Paulo, 1980/1985; Exposição de Pinturas de Lourenço, na Ranulpho Galeria de Arte, Recife, 1989; A Música na Pintura, na Ranulpho Galeria de Arte, São Paulo,1992; 4º Stúdio Unesp, Sesc e Senai de Tecnologia de Imagens, no Sesc/Pompéia, São Paulo, 1996. JULIO LOUZADA, vol 11, pág. 179; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO.



542 - PEDRO WEINGÄRTNER (1856 - 1929)

Estudos - desenho a nanquim - 19 x 17 cm - canto inferior direito -
No estado.

Pintor gaúcho de origem alemã, Weingärtner estudou no Brasil, Alemanha e Itália, residindo por longos anos na Europa. Ao retornar ao Brasil, dedicou-se a temática gauchesca, que lhe motivou os trabalhos mais sensíveis. Um dos pioneiros da gravura de arte no Brasil. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 343; BENEZIT, vol. 10, pág. 675; TEODORO BRAGA, pág. 246; REIS JUNIOR, pág. 220/224; MEC, vol. 4, pág. 506/507; LAUDELINO FREIRE, pág. 386; PONTUAL, pág. 551/552; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 438/439; MAYER/84, pág. 1268; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 443; ARTE NO BRASIL, pág. 560; RGS, pág. 402.



543 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Nu - desenho a lápis de cor - 19 x 29 cm - canto inferior direito ilegível - 1976 -



544 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Cangaceiro" - desenho a lápis - 21 x 9,5 cm - centro inferior - 1963 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins, datado de 15 de dezembro de 2016.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



545 - ANA CRISTINA ANDRADE (1953)

"Ao entardecer" - óleo sobre tela - 35 x 70 cm - canto inferior direito e dorso - 2010/2011 -

Ana Cristina Andrade Moreira é pintora, gravadora, desenhista, professora e designer vidreira. Iniciou sua formação artística na Escola Superior de Arte Santa Marcelina, SP (1972-1975). Aprendeu gravura em metal (1980-1990) com Iole Di Natale; técnicas de gravura na Scuola Internazionale di Gráfica em Veneza, Itália (1983); Gravura Especial com Evandro Carlos Jardim, no MAC-SP (1991); Técnica Calcográfica Experimental com Mario Benedetti, na FASM-SP (1997); Vitrofusão com Roberto Bonino. Exposições individuais: São Paulo, SP (1984, 1987, 1995, 2003); Bauru, SP (1989); “Projeto Interior com Arte” – Museu Banespa (1998 – Exposição itinerante pelo interior do Estado de São Paulo). Coletivas: Epinal, França (1975); São Paulo, SP (1974, 1982, 1984, 1985, 1986, 1988, 1994, 1995, 2000, 2002 a 2004, 2012 – SP ESTAMPA); Santo André, SP (1982); Novo Hamburgo, RS (1982); Taiwan, China (1983, 1985); San Juan, Porto Rico (1983); Santos, SP (1983); Cabo Frio, RJ (1983); Ribeirão Preto,SP (1984); Curitiba, PR (1984); Piracicaba,SP (1984); Veneza, Itália (1984, 1985); Campinas, SP (1985); São José do Rio Preto, SP (1986); Limeira, SP (1986); Washington D.C.,EUA (1991); Campos do Jordão, SP (1991); Kanagawa, Japão (1992); Maastricht, Holanda (1993); Illinois, EUA (1994); Cidade do México, México (1996); Jacareí, SP (1998); Budapeste, Hungria (1996); Uzice, Yuguslávia (1997); Ourense, Espanha (1994, 2006). Prêmios: São Paulo, SP (1974); Novo Hamburgo, RS (1982); Santos, SP (1983); Ribeirão Preto, SP (1984); Curitiba, PR (1984); Piracicaba, SP (1984); Campinas, SP (1985); São José do Rio Preto, SP (1986). JULIO LOUZADA, vol.1, pág. 62; vol.2, pág. 66; Acervo FIEO. ITAU CULTURAL.



546 - SYLVIO PINTO (1918 - 1997)

Paris - óleo sobre tela - 40 x 60 cm - canto inferior direito -

Pintor, Sylvio da Silva Pinto nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Assina S. Pinto. Teve as primeiras noções de desenho no Liceu de Artes e Ofícios, RJ. Mais tarde recebeu lições de seu pai – o Pinto das Tintas. Foi ainda na casa paterna que conheceu Pancetti. Estudou no Núcleo Bernardelli (1938) e se dedicou exclusivamente à pintura a partir de 1940. Fundou e dirigiu no Jacarezinho, bairro carioca, uma escolinha de arte para crianças pobres. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1988, 1992); Brasília, DF (1988,1993); Rio de Janeiro (1989, 1991, 1993, 1994, 1995); Constância, Portugal (1991). Participou de várias mostras coletivas e Salões oficiais como a I Bienal Internacional de São Paulo (1951). Foi premiado no: Rio de Janeiro (1941, 1943, 1945, 1948, 1949, 1952 – Prêmio Viagem ao Exterior, 1957 – Prêmio Viagem Nacional, 1988, 1989); Salvador, BA (1946, 1950); Constância, Portugal (1994); Brasília, DF (1994); Niterói, RJ (1996). MEC, VOL. 3, PÁG. 419, ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 4, PÁG. 894; VOL. 5, PÁG. 820; VOL. 6, PÁG. 890; VOL. 7, PÁG. 562; VOL. 8, PÁG. 661; VOL. 10, PÁG. 693; ACERVO FIEO; www.academia.org.br; www.artprice.com.



547 - ANTONIO BANDEIRA (1922 - 1967)

Composição - guache - 21 x 27 cm - canto inferior direito -
Ex coleção Antiquário Antonio Caetano, Rio de Janeiro - RJ. -

Pintor, desenhista, gravador, nascido em Fortaleza, CE e falecido em Paris, onde viveu a maior parte de sua vida. É um dos pioneiros da arte abstrata no Brasil. Iniciou-se na pintura como autodidata. Em 1941, em Fortaleza, participou, ao lado de Mário Baratta, entre outros, da criação do Centro Cultural de Belas Artes depois, Sociedade Cearense de Artes Plásticas. Em 1945, transferiu-se para o Rio de Janeiro e, no ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual. Contemplado pelo governo francês com bolsa de estudos, permaneceu em Paris de 1946 a 1950 onde frequentou a Escola Nacional Superior de Belas Artes e a ‘Académie de la Grande Chaumière’. Entre 1947 e 1948 participou do ‘Salon d'Automne’ e do ‘Salon d'Art Libre’. Tomou parte em reuniões de artistas e formou o Grupo Banbryols (ban de Bandeira; bry de Camille Bryen; e ols de Wols), que durou de 1949 a 1951. Voltou ao Brasil em 1951 e apresentou-se na 1ª Bienal Internacional de São Paulo. Em 1952, criou um mural para o Instituto dos Arquitetos do Brasil, em São Paulo. Retornou a Paris em 1954 em razão do Prêmio Fiat, obtido na 2ª Bienal Internacional de São Paulo, mas não deixou de expor no Brasil. Permaneceu na Europa até 1959, passando pela Inglaterra e Bélgica, onde, em 1958, realizou um painel para o ‘Palais des Beaux-Arts’. Ao retornar ao Brasil teve uma atividade artística intensa, participou de importantes exposições, em paralelo a mostras em Paris, Munique, Verona, Londres e Nova York. Voltou a Paris em 1965, onde permaneceu até sua morte. BENEZIT, VOL.1, PÁG.415; MEYER/87, PÁG.606; MEC, VOL.1, PÁGS.159,160 E 167; PONTUAL, PÁGS. 48 E 49; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁGS. 71 A 74; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 52 A 54; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; ARTE NO BRASIL, PÁG. 599; LEONOR AMARANTE, PÁG. 34; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 86; ACERVO FIEO; web.artprice.com; pitoresco.com; pinturabrasileira.com.



548 - CAMARGO FREIRE (1908 - 1991)

"Plantação na serra" - óleo sobre tela colada em eucatex - 37 x 44 cm - canto inferior direito e dorso - Campos do Jordão -

Pintor, professor e muralista, Expedito Camargo Freire nasceu em Campinas, SP e faleceu em Campos do Jordão, SP. Ainda garoto, em Campinas, começou a estudar pintura com os professores italianos Luggi Franco e Oreste Colombari. Foi para o Rio de Janeiro (1936) onde estudou no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro e participou, em companhia de José Pancetti, Bustamante Sá, Eugênio Sigaud, Ado Malagoli e outros, do Núcleo Bernardelli, sob a orientação de Manoel Santiago. Esteve em Campos do Jordão em 1941 para tratamento de saúde e, em 1943, mudou-se para lá. Participou de muitas exposições, Salões oficiais e recebeu vários prêmios, entre eles: no Salão Nacional de Belas Artes - o Prêmio de Viagem pelo País (1948) e o de Viagem ao Estrangeiro (1956). Embarcou no ano seguinte para a Europa e foi aluno da Academia de ‘La Grand Chaumière’, Aliança Francesa Parisiense, além de cursos de pintura e Historia da Arte do Museu do Louvre. Permaneceu oito meses em Paris e o restante do tempo da bolsa de estudos viajou por outros países. Foi incluído na mostra Um Século de Pintura Brasileira, organizada pelo MNBA (1952). MEC, VOL. 2, PÁG. 208; ITAU CULTURAL; www.camposdojordaocultura.com.br; www.artprice.com.



549 - MAURICIO NOGUEIRA LIMA (1930 - 1999)

Menina - serigrafia - 1/20 B - 48 x 65 cm - canto inferior direito - 1982 -

Pintor, arquiteto, desenhista, artista gráfico e professor natural do Recife, PE; faleceu em Campinas, SP. Frequentou o Instituto de Belas Artes de Porto Alegre, o MAM-SP e diplomou-se em arquitetura pela Faculdade Mackenzie-SP. Trabalhou no campo de comunicação visual sendo um dos responsáveis pela renovação da Arte-Cartaz Paulista (1951). Em 1953 passou a fazer parte do Grupo Ruptura, a convite de Waldemar Cordeiro. Participou de várias edições do Salão Paulista de Arte Moderna, onde obteve, dentre outros, o 1º Prêmio em Cartaz (1951 e 1957); das Bienais de 1955 a 1967; da Exposição Nacional de Arte Concreta; da mostra Panorama da Arte Atual Brasileira; da mostra Tendências Construtivas e de outras exposições em: Buenos Aires, Rosário, Santiago, Lima, Roma, Londres, Paris (Salão de Outono) e Zurique (exposição de Arte Concreta –'Konkrete Kunst', organizada por Max Bill). Recebeu o convite (1954) para representar o Brasil na 27ª Bienal de Veneza, no entanto, recusou se apresentar por terem negado a participação de outros membros do Grupo Ruptura. Em São Paulo pintou murais no Largo São Bento, no Edifício Estação Ciência, nas estações São Bento e Santana do Metrô, na Praça Roosevelt, na fachada do MAC/USP e fez uma pintura lateral no Elevado Costa e Silva (popularmente conhecido como Minhocão). Em 1958, foi responsável pela criação da logomarca e programação visual da 1ª Feira Internacional da Indústria Têxtil - Fenit, em São Paulo e, em 1960, realizou as primeiras grandes instalações ambientais para indústrias automobilísticas no Salão do Automóvel. MEC VOL. 2, PÁG. 481; PONTUAL PÁG. 314; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 678; www.pinturabrasileira.com; www.mac.usp.br; www.pinacoteca.org.br; www.artprice.com.



550 - ALDO BONADEI (1906 - 1974)

Casario - óleo sobre tela - 30 x 46 cm - canto inferior direito - 1972 -
Reproduzido no convite deste Leilão. Com etiqueta de Renato Magalhães Gouvêa Escritório de Arte, São Paulo - SP, no dorso.

Pintor, designer, gravador, figurinista e professor - Aldo Cláudio Felipe Bonadei nasceu e faleceu em São Paulo, SP. Entre 1923 e 1928 foi aluno de Pedro Alexandrino, período em que também frequentou o ateliê de Antonio Rocco. Viajou para a Itália, entre 1930 e 1931, e frequentou a Academia de Belas Artes de Florença, onde teve aulas com Felice Carena e seu assistente Ennio Pozzi, ambos ligados ao movimento ‘novecento’. Nesse período, dedicou-se ao desenho da figura humana, principalmente ao nu. Retornou a São Paulo no início da década de 1930 e participou ativamente do Grupo Santa Helena, da Família Artística Paulista - FAP e do Sindicato dos Artistas Plásticos. Em 1949 lecionou na Escola Livre de Artes Plásticas, primeira escola de arte moderna de São Paulo e participou do Grupo Teatro de Vanguarda. No ano seguinte, fundou a Oficina de Arte - O. D. A., com Odetto Guersoni e Bassano Vaccarini. No fim da década de 1950 atuou como figurinista nas peças ‘Vestido de Noiva’, de Nelson Rodrigues, e ‘Casamento Suspeitoso’, de Ariano Suassuna. Também desenhou alguns figurinos para dois filmes dirigidos por Walter Hugo Khoury: ‘Fronteiras do Inferno’ (1958) e ‘Na Garganta do Diabo’(1959). Realizou muitas exposições individuais e participou de vários Salões oficiais destacando-se: Bienal Internacional de São Paulo (1ª, 2ª, 3ª, 6ª, 7ª); Bienal de Veneza (1952); Panorama da Arte Moderna Brasileira (1970). MEC, VOL. 1, PÁG. 247; PONTUAL, PÁGS. 78/79; ARTE NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 1041; ART PRICE ANNUAL 2000, PÁG. 258; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 79; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; LEONOR AMARANTE, PÁG. 72; ACERVO FIEO.



551 - VITTÓRIO GOBBIS (1894 - 1968)

"Piques" - litografia - 127/500 - 30 x 40 cm - canto inferior direito - 1954 - São Paulo -

Natural de Treviso, Itália. Iniciou seus estudos na terra de origem, tendo após fixado residência em São Paulo, onde foi pintor atuante. Obteve diversas premiações nos Salões Paulistas, no SNBA e no Salão Paulista de Arte Moderna. Participou da I e II Bienais de São Paulo. O MNBA e o MASP possuem obras deste festejado pintor. MEC, vol.2, pág.271; TEIXEIRA LEITE, pág. 220; PONTUAL, pág.240; WALMIR AYALA, vol.1, pág.350; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 579; ARTE NO BRASIL, pág. 777, Acervo FIEO.



552 - DURVAL PEREIRA (1917 - 1984)

Marinha - óleo sobre eucatex - 12 x 22 cm - canto inferior esquerdo -

Nascido e falecido em São Paulo onde foi pintor e professor ativo. Premiado com a Menção Honrosa no Salão Paulista de Belas Artes em 1944, passou a viver exclusivamente da pintura. Em 1946, estudou artes plásticas na Associação Paulista de Belas Artes. Pintava ao ar livre, aos domingos, com os pintores Salvador Rodrigues, Salvador Santisteban, Cirilo Agostinho, Jaime Dinis, Djalma Urban, Innocencio Borghese, e outros. Premiado praticamente em todos os Salões de que participou, acumulou, em toda sua carreira, 419 prêmios de todos os cantos do mundo. Recebeu ao todo, 15 comendas das mais importantes do Brasil. Nos últimos três anos de sua vida recebeu também todos os Primeiros Prêmios e Medalhas de Ouro nas exposições de Paris, Rouen, Lyon, Roma, Miami e Milão (o maior prêmio dado à pintura: ‘La Madonina de Milano’). MEC, vol. 3, pág. 368; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 749; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO; www.tntarte.com.br.



553 - LEONOR FINI (1907 - 1996)

Figuras - gravura aquarelada - E.A. III/XXV - 28 x 38 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Desenhista, pintora, gravadora, ilustradora e cenógrafa, nascida em Buenos Aires, Argentina, filha de pai argentino e mãe italiana. Faleceu em Paris, França. Passou sua infância em Trieste, Itália, em companhia de sua família materna. Sem nenhum estudo formal de arte, estudou na Itália, por conta própria, os mestres da Renascença, do Maneirismo, do Romantismo, os Pré-Rafaelistas e conheceu os pintores Funi, Carra e Tosi. Expos pela primeira vez, com 17 anos, em Trieste. No ano de 1931 mudou-se para Paris e desde 1933 participou das atividades do Grupo Surrealista em Paris, Londres, Nova York, Zurique e Bruxelas. Realizou muitas exposições, participou de vários Salões oficiais como: Bienal de Veneza, Quadrienal de Roma, Salão de Maio em Paris; executou vários cenários para teatros, balés e ilustrou obras de Shakespeare e de Edgar Poe. Exposições retrospectivas na: Bélgica (1965); Itália (1983, 2005, 2009); Japão (1972-1973, 1985-1986, 2005); Estados Unidos (1997, 1999, 2001-2002, 2006, 2008); França (1986, 1997 a 2002, 2004, 2007, 2008); Alemanha (1997-1998). BENEZIT, VOL.4, PÁG.371; JULIO LOUZADA, VOL.5, PÁG.378; artnet.com; artprice.com; www.leonor-fini.com; www.leninimports.com.



554 - ESCOLA RUSSA, SÉC. XX

Barcos - técnica mista - 26 x 38 cm - não assinado -
Paspatur no estado. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")



555 - DJANIRA DA MOTTA E SILVA (1914 - 1979)

Anjo - desenho a nanquim - 24 x 20 cm - canto inferior direito -

Pintora, desenhista, ilustradora, cartazista, cenógrafa e gravadora. Djanira da Motta e Silva nasceu em Avaré, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. No final da década de 1930, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde teve suas primeiras instruções de desenho no Liceu de Artes Ofícios e com o pintor Emeric Marcier, hóspede da pensão que Djanira instalou no bairro de Santa Teresa. Os contatos com os artistas Carlos Scliar, Milton Dacosta , Arpad Szenes , Vieira da Silva e Jean-Pierre Chabloz , frequentadores de sua pensão, proporcionaram um ambiente estimulador que a levou a expor no 48º Salão Nacional de Belas Artes, em 1942. No ano seguinte, realizou sua primeira mostra individual, na Associação Brasileira de Imprensa - ABI. Em 1945, viajou para Nova York. De volta ao Brasil, realizou o mural ‘Candomblé’ para a residência do escritor Jorge Amado, em Salvador, e painel para o Liceu Municipal de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Entre 1953 e 1954, viajou a estudo para a União Soviética. De volta ao Rio de Janeiro, tornou-se uma das líderes do movimento pelo Salão Preto e Branco, um protesto de artistas contra os altos preços do material para pintura. Realizou em 1963, o painel de azulejos ‘Santa Bárbara’, para a capela do túnel Santa Bárbara, Laranjeiras, Rio de Janeiro. No ano de 1966, a editora Cultrix publicou um álbum com poemas e serigrafias de sua autoria. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil, EUA e Europa. Foi premiada no Rio de Janeiro (1943, 1944, 1949, 1950 a 1953, 1955, 1963) e em São Paulo (1951, 1955). Participou da 1ª e da 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955). Em 1977, o Museu Nacional de Belas Artes - MNBA, realizou uma grande retrospectiva de sua obra. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 336; PONTUAL, PÁG. 181; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 164; MEC, VOL. 2, PÁG 58; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG, 263; WALTER ZANINI, PÁG. 810; ARTE NO BRASIL, PÁG. 824; ACERVO FIEO.



556 - MANOEL SANTIAGO (1897 - 1987)

Marinha - óleo sobre tela - 46 x 61 cm - canto inferior direito e dorso -

Manoel Colafante Caledônio de Assumpção Santiago nasceu em Manaus, AM e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, desenhista e professor. Mudou-se para Belém em 1903 e iniciou estudos de pintura. Desde 1916 já praticava a arte não figurativa. Em 1919 transferiu-se para o Rio de Janeiro, cursou Direito e frequentou a Escola Nacional de Belas Artes, onde foi aluno de Rodolfo Chambelland e Baptista da Costa. Na época, teve aulas particulares com Eliseu Visconti. Foi casado com a pintora Haydeá Santiago. Participou em 1927 do Salão Nacional de Belas Artes e recebeu o prêmio viagem ao exterior, entre vários outros. Foi para Paris no ano seguinte, e lá permaneceu por cinco anos. De volta ao Rio de Janeiro, em 1932, tornou-se professor do Instituto de Belas Artes. Em 1934, passou a lecionar pintura e desenho no Núcleo Bernardelli, figurando entre seus alunos José Pancetti, Edson Motta, Bustamante Sá, Ado Malagoli, Rescála e Milton Dacosta. Participou da I Bienal Internacional de São Paulo (1951) e do 8º Panorama da Arte Brasileira (1976). PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, VOL. 1, PÁG. 241; TEODORO BRAGA, PÁG. 211; CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO DE PAISAGEM BRASILEIRA, MEC-MNBA /RIO/1944; MAYER/84, PÁG. 1158; REIS JR, PÁG. 378; PONTUAL, PÁG. 473; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 292; ITAÚ CULTURAL, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 865; ACERVO FIEO.



557 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Barcos - óleo sobre aglomerado - 40 x 50 cm - canto inferior esquerdo - 2005 - Rio -
Amarall.



558 - J. CARLOS (1884 - 1950)

Capa da revista "O Malho" - desenho a nanquim e aquarela - 41 x 29 cm - canto inferior direito -

Chargista, caricaturista, desenhista, pintor, ilustrador, José Carlos de Brito Cunha nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi um dos formadores da tradição da charge brasileira ao lado de Raul Pederneiras e K.Lixto, e criador de tipos como a negrinha 'Lamparina', a 'Melindrosa' e o 'Almofadinha'. Autodidata, iniciou a carreira de caricaturista ainda estudante, quando publicou um de seus desenhos na revista 'O Tagarela' (1902). Em seguida, passou a colaborar regularmente com a revista e no ano seguinte desenhou sua primeira capa na publicação. Colaborou em muitos órgãos da imprensa carioca como 'O Tico Tico', 'Fon-Fon', 'Careta', 'A Cigarra', 'Vida Moderna', 'Eu Sei Tudo', 'Revista da Semana' e 'O Cruzeiro'. Entre 1922 e 1930, exerceu o cargo de diretor artístico das empresas 'O Malho', onde iniciou uma grande série de charges de caráter político, satirizando fatos e personalidades nacionais e estrangeiras. A vertente política foi explorada pelo artista desde o início de sua carreira, sendo ele o responsável pela execução de uma série de charges antibelicistas executadas no período abrangido pelas duas grandes guerras e principalmente durante os dois governos de Getúlio Vargas (1883 - 1954). Esses trabalhos foram publicados principalmente na revista 'A Careta'. Também fez esculturas, foi autor de teatro de revista e letrista de música popular. JULIO LOUZADA vol. 10, pág. 181; CARICATURISTAS BRASILEIROS, de Pedro Corrêa do Lago, pág. 74; WALTER ZANINI, pág. 448; ARTE NO BRASIL, pág. 646; ITAU CULTURAL; www.ims.com.br; www.dec.ufcg.edu.br; www.artprice.com.



559 - ROBERTO BURLE MARX (1909 - 1994)

Azulejos - serigrafia - P.A. - 40 x 56 cm - canto inferior direito - 1962 -
No estado.

Nasceu em São Paulo e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, paisagista, arquiteto, desenhista, pintor, gravador, litógrafo, escultor, tapeceiro, ceramista, designer de jóias, decorador. Durante a infância viveu no Rio de Janeiro. Foi com a família para a Alemanha, em 1928. Em 1929, freqüentou o ateliê de pintura de Degner Klemn. Nos jardins e museus botânicos de Dahlen, em Berlim, entusiasmou-se ao encontrar exemplares da flora brasileira. De volta ao Brasil, fez curso de pintura e arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1930 - 1934), onde foi aluno de Leo Putz , Augusto Bracet e Celso Antônio. Seu primeiro projeto paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, em 1932. Entre 1934 e 1937, ocupou o cargo de diretor de parques e jardins do Recife, PE, onde passou a residir. Nesse período, foi com freqüência ao Rio de Janeiro e teve aulas com Candido Portinari e com o escritor Mário de Andrade. Em 1937, retornou ao Rio de Janeiro e trabalhou como assistente de Candido Portinari. Foi em 1949, conforme sua paixão por plantas e seu interesse por botânica e jardinagem, que Burle Marx adquiriu um sítio em Barra de Guaratiba, RJ. Com auxílio de botânicos, viajou, coletou, catalogou exemplares de plantas do Brasil e reproduziu em seu sítio a diversidade fitogeográfica brasileira. Em 1985 doou esse sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.Realizou muitas exposições individuais e projetos paisagísticos, participou de diversas mostras oficiais coletivas pelo Brasil e no exterior. PONTUAL, PÁG. 94; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 93; MEC. VOL.1, PÁG.303; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 738; LEONOR AMARANTE, PÁG. 98; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 179; artnet.com. ACERVO FIEO.



560 - ALFREDO VOLPI (1896 - 1988)

Bandeirinhas - têmpera sobre tela - 33 x 24 cm - dorso -
Registrado no Projeto Alfredo Volpi n.º 2206. Reproduzido: na capa do catálogo e no convite deste Leilão; no livro Alfredo Volpi Catálogo de Obras 2015, página 435, editado pelo Instituto Alfredo Volpi de Arte Moderna; no CD-ROM Alfredo Volpi Vida e Obra ACOAV 2206.

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.



561 - MACIEJ ANTONI BABINSKI (1931)

Figura e animais - gravura - 14/80 - 17 x 20 cm - canto inferior direito -

Natural de Varsóvia, Polônia, viveu sucessivamente na Inglaterra e no Canadá, radicando-se em 1953 no Brasil. Antigo aluno de Maurice Denis em Paris, e expoente da pintura abstracionista canadense. Babinski foi colega de Goeldi, de quem adotou a linguagem expressionista. Esplêndido gravador. Atualmente vive é ativo no Ceará. TEIXEIRA LEITE, pág. 48; PONTUAL, págs. 46 e 47; MEC, vol. 1, pág. 157; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 69; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 24; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 720; ARTE NO BRASIL, pág. 903, Acervo FIEO.



562 - BRONIA WOLKOVIER (XX - XXI)

Mulher - escultura em terracota - 55 x 30 x 17 cm - assinado -

Escultora com diversas participações em mostras coletivas.



563 - WLADIMIR ALVES DE SOUZA (1908 - XX)

"Pedro da Maia" - gravura - 112/150 - 55 x 44 cm - canto inferior direito - 58 -
No estado.

Foi professor da Faculdade de Arquitetura e vice-diretor do MBA/Rio de Janeiro/1958. MEC vol.4, pág. 318/19.



564 - CARYBÉ (1911 - 1997)

"Bate papo" - serigrafia - 65/200 - 50 x 66 cm - canto inferior direito -
Reproduzido no catálogo da Mostra Itinerante do artista realizada em treze capitais em 1995, realização Galvão Bueno Marketing Cultural e patrocínio da Galeria de Arte André - São Paulo - SP.

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



565 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Pássaro" - desenho a nanquim e aquarela - 7,7 x 10,8 cm - canto inferior esquerdo - 1982 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins, datado de 01 de dezembro de 2016.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



566 - INÁCIO RODRIGUES (1946)

Natureza morta - aquarela - 31 x 47 cm - canto inferior direito - 1963 -
No estado.

Pintor, desenhista, entalhador e gravador, natural de Acaraú, CE. Iniciou-se em pintura como autodidata (1957). Viajou para diversos países da América Latina (1960-1965) com o objetivo de participar de exposições e acabou se fixando, em 1966, no Rio de Janeiro. Pintou a cúpula da Catedral Municipal e o Hotel Porto Velho em Porto Velho, RO (1962 e 1965). Expôs individualmente em diversas capitais brasileiras e também no exterior. Participou de muitas mostras e Salões oficiais e foi premiado em: Curitiba, PR (1971); Rio de Janeiro (1970, 1973, 1975, 1977, 1978); Belo Horizonte, MG (1970, 1971); Campinas, SP (1971, 1972); Florianópolis, SC (1972); Niterói, RJ (1974); Embu, SP (1974); Amparo, SP (1994, 1996); São José dos Campos, SP (1983). JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 834; VOL. 4, PÁG. 959; VOL. 12, PÁG. 345; TEIXEIRA LEITE PÁG. 450. WALMIR AYALA VOL. 2, PÁG. 259; MEC VOL. 4, PÁG. 91; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



567 - LIVROS


1- Castellane - “A estilística do axiomismo na pintura de Castellane”, texto de Geraldo Dutra de Moraes,Biblioteca Brasileira de Artes, 144 páginas, 1973.
2-Sigaud -“O pintor dos operários”, texto de Luiz Felipe Gonçalves, apresentação de Edson Motta e análise crítica de Quirino Campofiorito, 137 páginas.
3- J. Carlos - “ Contra a Guerra”, texto de Arthur Dapieve e organização de Cássio Loredano, livro produzido pela Casa da Palavra,Rio de Janeiro 2000.
4- John Graz - “Edição Internacional”, texto de Luiz Felipe Fernandes, 68 páginas, composto e impresso na Gráfica Portinho Cavalcanti Ltda. Rio de Janeiro,1985.
5-Dalí - “Monumental”, produção e revisão de Robert e Nicolas Descharnes , Impresso na Itália, 276 páginas,Brasil 1998.




568 - CÉLIA NAHAS GARCIA (XX)

"Grafite 7" - técnica mista e colagem - 57 x 82 cm - canto inferior direito -

Artista plástica nascida em São Paulo. É pedagoga e desenvolve sua arte como autodidata. Realizou exposições individuais em São Paulo (2013, 2014) e tem participado de inúmeras mostras coletivas e oficiais, destacando-se: 'Exposição Museo do Café' (2013);?'Artexpo New York', Nova York -



569 - YASUICHI KOJIMA (1934)

"Rikka" - óleo sobre tela - 33 x 23 cm - canto inferior direito e dorso - 2003 -

Pintor e ceramista nascido em Tajimi, Japão - cuja população vive de cerâmica e porcelana. Seu pseudônimo artístico é Kojima. Recebeu influência de seu pai, Shigueo Kojima - tradicional artista e ceramista japonês conhecido pelo nome artístico Juho Kojima. Formou-se na Escola de Cerâmica Industrial de Tajimi - Gifu, Japão. Veio para o Brasil em 1953, trabalhou por cinco anos em São Caetano e transferiu-se para Mauá onde, como seu pai, montou sua própria fábrica de cerâmicas e porcelanas que está em atividade até hoje. Naturalizou-se brasileiro e estudou pintura com Manabu Mabe, Takaoka e Nakajima. Realizou exposição individual em Poá, SP (2009) e no Museu de Arte do Parlamento de São Paulo (2013). Participou de diversas mostras e Salões oficiais em: São Bernardo do Campo, SP (1967); São Paulo (1968, 1969, 2001 a 2010); Poá, SP (2009-como convidado); Embu, SP (2012 - Prêmio Prata). www.mauamemoria.com.br; www.radaroficial.com.br/d/31498914; issuu.com/shinzenbi/docs/makoto_5/27.



570 - VALDEIR MACIEL (1937 - 2005)

Composição - óleo sobre tela - 60 x 60 cm - dorso - 1982 -

Natural de Bacabal-MA, residiu e foi ativo em São Paulo. Participou de diversas exposições, destacando-se XI ao XVI Salão Paulista de Arte Moderna - Medalha de Bronze (1963 e 1965); 9ª Bienal Internacional de São Paulo. Segundo o crítico Theon Spanudis: "Ao contrário da pintura de Rubem Valentim, que emana sempre poderosas e vibrantes cargas mágicas, imperiosas e afirmativas, a pintura de Valdeir Maciel, nascido em São Luís do Maranhão e radicado em São Paulo, é mais introvertida, silenciosa, escondida em seu misticismo esotérico, mas de enorme amplitude metafísica e religiosa. Às vezes enigmática, mas raramente luminosa, prefere os coloridos sombrios, obscuros e abscônditos. Começando com um tachismo corriqueiro, foi sacudido em 1961 pela primeira exposição neoconcreta de São Paulo. De lá em diante ele virou geométrico. Mas seu construtivismo não tem nada a ver com o concretismo, ou o neoconcretismo, por causa do seu intenso misticismo e profundidade esotérica. No início ele pintava figurações geométricas no meio da tela, cercadas por toda a superfície vazia da tela, figurações como de objetos sacrais e preciosos de religiões e cultos desconhecidos. Mais tarde ele começou a expandir as suas formulações geométricas e construções esotéricas, até ocupar toda a superfície da tela." in SPANUDIS, Theon. Construtivistas brasileiros. São Paulo: o Autor, s.d. WALMIR AYALA, MEC, PONTUAL, pág. 327; TEIXEIRA LEITE, pág. 298; WALTER ZANINI, pág. 688; JULIO LOUZADA, vol. 12, pág. 245. ITAU CULTURAL.



571 - GUIMA (1927 - 1993)

Marinha - óleo sobre tela - 16 x 24 cm - canto inferior direito e dorso -
Paspatur no estado.

Pintor e desenhista de mérito invulgar, Guima era paulista de Taubaté, residiu por muitos anos no Rio de Janeiro e praticava o figurativismo expressionista, por vezes eivado de notas líricas, de outras descambando para o fantástico. MEC, vol. 2, pág. 306; PONTUAL, pág.257; WALMIR AYALA, vol. 1, págs. 377/8; JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 407; ITAÚ CULTURAL.



572 - INNOCÊNCIO BORGHESE (1897 - 1985)

"Missa de sábado de aleluia" - técnica mista - 18 x 13 cm - canto inferior esquerdo - 1956 -
No estado.

Pintor e professor paulista, participante do Salão Paulista de Belas Artes, de 1935 a 1961. Diversas exposições individuais e coletivas, com muitas premiações. Pintou muitas paisagens tendo como tema a cidade de São Paulo. TEODORO BRAGA, pág 56; MEC, vol. 1, pág. 251; Acervo FIEO.



573 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Feira - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior esquerdo ilegível -



574 - MANUEL EUDÓCIO (1931)

Lampião - escultura em barro - 49 x 12 x 10 cm - assinado -

Manuel Eudócio Rodrigues, natural de Alto do Moura, próximo a Caruaru, (PE). Começa a modelar o barro da mesma maneira como as demais crianças criadas em ambientes oleiros no Brasil: observando os parentes próximos e fazendo animaizinhos de brincadeira. Em 1949, conhece Mestre Vitalino quando este se transfere para o Alto do Moura, tornando-se então seu discípulo. Assim como Zé Caboclo, seu cunhado, inicialmente produzia esculturas em barro natural. Influenciado pelo mercado, passa a pintar parcialmente as peças com tintas fortes e coloridas. Apaixonado pela "arte de boneco", criou um grande repertório de figuras: cangaceiros, casais de noivos a cavalo, maracatus e Bumba-meu-boi. É considerado um dos primeiros ceramistas da localidade onde nasceu e vive até hoje. Casado, teve nove filhos, dos quais cinco seguiram-lhe o ofício.



575 - NEWTON CAVALCANTI (1930 - 2006)

Noturno - xilogravura - P.A. - 35 x 35 cm - canto inferior esquerdo -
No estado.

Gravador, pintor, aquarelista, ilustrador, natural de Bom Conselho-PE. Inicia seus estudos nos ateliês de Raimundo Cela e de Oswald Goeldi. Em 1954, ingressa na Escola de Belas Artes da Universidade Estadual do Rio de Janeiro. Entre 1973 e 1975, viaja para a Europa, onde participa de cursos e estágios na Inglaterra, na Itália e na Alemanha, patrocinado pela Fundação Brasileira de Educação e pelo governo alemão. Participa de exposições como o Salão Nacional de Arte Moderna, várias edições entre 1958 e 1972; Bienal Internacional de São Paulo, várias edições entre 1963 e 1985; Bienal de Paris, 1963; Brazilian Art Today, na Noruega, Áustria, Suécia e Inglaterra, 1965 e Mostra Rio Gravura, Rio de Janeiro, 1999. JULIO LOUZADA vol.9, pág.192; TEXEIRA LEITE, pág. 115; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 720; ARTE NO BRASIL, pág. 850.



576 - BENJAMIN SILVA (1927)

Composição - desenho a nanquim - 48 x 63 cm - canto inferior esquerdo - 1961 -
No estado.

Cearense de Juazeiro, Benjamin Silva antes de se mudar para o Rio de Janeiro, então com 20 anos, foi seringueiro no Amazonas. Foi aluno de Inimá de Paula na Escola do Povo, nos idos de 1950. Inicialmente figurativista, após 1963 adota uma linha de expressionismo agressivo. Sua pintura passeou também pelo surrealismo. MEC, vol.4, pág.246; TEIXEIRA LEITE, pág.70; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 697; ARTE NO BRASIL, pág. 943.



577 - GASTÃO Z. FRAZÃO (XX)

Composição - técnica mista - 60 x 44 cm - canto inferior direito -

Artista plástico e arquiteto que tem participado de mostras coletivas e Salões oficiais, destacando-se: Bienal Internacional de São Paulo, São Paulo (1967); Salão Paulista de Arte Contemporânea, São Paulo (1976); Salão Nacional de Artes Plásticas, Rio de Janeiro (1979). ITAUCULTURAL.



578 - JOÃO TIMÓTHEO DA COSTA (1879 - 1930)

Figura - óleo sobre tela colada em madeira - 46 x 28 cm - canto superior esquerdo - 1925 - Rio de Janeiro -

Pintor e decorador ativo no Rio de Janeiro, onde nasceu e faleceu. Ingresou na ENBA-RJ em 1894, onde foi aluno de Rodolfo Amoedo e João Zeferino da Costa. Expôs no SNBA-RJ entre 1906-1913, tendo obtido todos os prêmios, exceto o de viagem, que nunca pleiteou. Além de retratos, marinhas, cenas de gênero e gravuras em metal, deixou decorações em diversos edifícios públicos e particulares, como por exemplo no Copacabana Palace-RJ. O MNBA possui diversas obras suas. MEC, vol. 1, pág. 471; TEIXEIRA LEITE, pág. 508. ITAÚ CULTURAL, ARTE NO BRASIL, PONTUAL, pág. 522; ARTE NO BRASIL, pág. 556.



579 - RODRIGO DE HARO (1939)

Figura - desenho a nanquim e aguada - 65 x 46 cm - canto inferior direito - 1975 -

Rodrigo de Haro nasceu em Paris-França. Pintor, desenhista e escritor. Divide suas atividades profissionais entre Florianópolis e São Paulo. Por volta de 1987, trabalha na decoração do Teatro Municipal de Florianópolis com 80 painéis Mandalas. Entre as mostras de que participa, destacam-se: Coletiva Artistas Catarinenses, Santa Catarina, 1955 (Prêmio Aquisição); Salão Nacional do Paraná, 1967; Arte Fantástica, no Paço das Artes de São Paulo, 1972; Destaques da Pintura Brasileira, no Museu de Arte Moderna de São Paulo, 1985; Mostra do Desenho Brasileiro, no Museu de Arte Contemporânea de Curitiba, Paraná, 1994. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 244; PONTUAL, pág. 260; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 143; WALTER ZANINI, pág. 805; ITAU CULTURAL.



580 - DJALMA RODRIGUES (XX)

Caboclo - escultura em terracota - 20 x 18 x 08 cm - assinado -

Ceramista natural do Alto do Moura, Caruaru – PE. Suas obras estão em coleções nacionais e estrangeiras.



581 - ROBERTO DE ALMEIDA (1940)

Rostos - técnica mista sobre eucatex - 21 x 26 cm - canto inferior direito -

Pernambucano do Recife, este artista foi aluno do curso regular da Escola de Belas Artes da Universidade de Munique, Alemanha. Em 1964 participa da fundação do Atelier e Galeria do Mercado da Ribeira, em Olinda, onde também lecionava História da arte. Exposições individuais e coletivas no Rio de Janeiro e coletivas em Salvador e Recife. JULIO LOUZADA, vol.1 pág. 51.



582 - PEDRO BIRKEINSTEIN (1924)

Composição - óleo sobre tela - 55 x 45 cm - canto inferior direito - 31/12/1982 -

Nasceu nesta Capital, SP, em 22/2/1924. Dedica-se totalmente à arte a partir dos anos 50, sob a orientação de Edmundo Migliaccio, E. Federighi, Castellane e Zanotto (FAAP). Começou fazendo desenhos e óleos acadêmicos e depois passou para a abstrato, com referências figurativas. Segundo a crítica mencionada na bibliografia abaixo: " ... à primeira vista, as obras de Birkeinstein parecen abstratas, mas, uma leitura mais lenta, do que parece apenas jogo de luz e sombra, formas e cores surgem sua visão poética das favelas e perfis humanos. " Realizou diversas exposições coletivas e individuais no Brasil e no exterior, e suas obras figuram em coleções particulares em diversos países. JULIO LOUZADA, vol 2 - pag 136



583 - RENINA KATZ (1925)

Composição - litografia - 159/200 - 60 x 40 cm - canto inferior direito - 1987 -

Gravadora, desenhista, ilustradora e professora, Renina Katz Pedreira nasceu no Rio de Janeiro. Assina Renina e Renina Katz. Cursou a Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1947 a 1950) e teve como professores, entre outros, Henrique Cavalleiro e Quirino Campofiorito. Licenciou-se em desenho pela Faculdade de Filosofia da Universidade do Brasil. Iniciou-se em xilogravura com Axl Leskoschek, em 1946. Incentivada por Poty, ingressou no curso de gravura em metal, oferecido por Carlos Oswald no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro. Mudou-se para São Paulo em 1951, e lecionou gravura no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand e, posteriormente, na Fundação Armando Álvares Penteado, até a década de 1960. Em 1956, publicou o primeiro álbum de gravuras, intitulado ‘Favela’. A partir dessa data, foi docente da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo por 28 anos. Realizou muitas exposições individuais pelo Brasil, EUA, Chile, Paraguai, Portugal, Itália, Holanda e participou, entre as diversas mostras e Salões oficiais, das: Bienal Internacional de São Paulo (1955, 1959, 1961, 1963, 1985, 1989); Bienal de Veneza, Itália (1956, 1986); Panorama da Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1974, 1977, 1980, 1984). Foi premiada no Rio de Janeiro (1951, 1952) e em São Paulo (1955, 1984). MEC VOL.2, PÁG.403; PONTUAL, PÁG. 288; WALMIR AYALA VOL.1, PÁG.441; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG.15; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 606; ARTE NO BRASIL; www.artprice.com; www.catalogodasartes.com.br; www.editora.unicamp.br; www.laboratoriodasartes.com.br; artenaescola.org.br.



584 - ANTONIO PESSOA (1943)

Composição - escultura em bronze - 32 x 17 x 07 cm - assinado -

Escultor, assina Tonny. Radicado no Rio de Janeiro detentor de bom curriculo nacional e internacional com inumeras participações em Salões Oficiais,varias vezes premiado. Ótimo mercado.



585 - GLAUCO PINTO DE MORAES (1928 - 1990)

"Locomotiva U-1, 4-8-4- nº 601. CABINA" - litografia - 45/200 - 49 x 33 cm - canto inferior direito - 1977 -

Pintor, desenhista e gravador nascido em Passo Fundo, RS e falecido em São Paulo, em 5/5/1990. Em 1968 abandona a carreira jurídica para se dedicar somente à pintura. Para tanto muda-se para São Paulo, onde participa com sucesso na XIII BSP, através do tema Locomotivas. Artista engajado, participou de todos os movimentos nas décadas de 70 e 80. O festejado crítico Jacob Klintowitz assim se referiu ao artista e obra no seu livro O Oficio da Arte: A Pintura: "um dos casos raros de pintor tardio, oriundo de outra atividade. Talvez seja o que explique a repentina maturidade humana desta pintura já revelada pronta aos olhos do público brasileiro." TEIXEIRA LEITE, 408; JULIO LOUZADA, vol. 12, pág. 179; RGS, pág. 226; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 754; LEONOR AMARANTE, pág. 267.



586 - ADRIANO GAMBIM (1983)

"Menina lendo" - desenho a caneta tinteiro - 20 x 14 cm - canto inferior direito - 2016 -

Pintor, desenhista, gravador e arte-educador. Sua formação artística foi na UNIMESP e UNESP, São Paulo. Realizou exposições individuais em Guarulhos (2004, 2008, 2009, 2010, 2011) e tem participado de várias mostras coletivas e Salões individuais como: Guarulhos, SP (2001, 2007 a 2013); São Paulo (2008, 2010); Araraquara, SP (2006, 2010, 2012); Franca, SP (2008); Catanduva, SP (2008); Suzano, SP (2009); Ubatuba, SP (2005, 2009); Ribeirão Preto, SP (2010); Mairiporã, SP (2010); Santo André, SP (2010); Santos, SP (2011); Araras, SP (2013); Embu, SP (2013); Curitiba, PR (2012); Porto Alegre, RS (2013); Brasília, DF (2013); Castro, PR (2013); Ceará (2012); Espanha (2005 a 2008, 2013); Finlândia (2007); México (2009); Itália (2007, 2009); Romênia (2007, 2010). Foi premiado em: Guarulhos, SP (2007 a 2009, 2011); Mairiporã, SP (2011); Espanha (2011); Araraquara, SP (2010, 2012, 2013); Araras, SP (2012); Rio Claro, SP (2013). www.artprice.com.



587 - JORGE GUINLE FILHO (1947 - 1987)

Composição - guache - 28 x 20 cm - canto inferior esquerdo - 1980 -

Pintor, desenhista e gravador nascido e falecido em Nova York, EUA. Mudou-se com a família para o Brasil ainda no ano de seu nascimento e permaneceu no Rio de Janeiro até 1955. Desse ano até 1962, acompanhando a mãe, morou em Paris e, em seguida, em Nova York, onde residiu até 1965. Na França, em paralelo a sua formação regular, iniciou, como autodidata, estudos de pintura e frequentou museus e galerias de arte, prática que manteve quando se transferiu para os Estados Unidos. De 1965 a 1974 viveu no Rio de Janeiro e passou temporadas em Londres e Paris, cidade para onde retornou nesse último ano e se estabeleceu por mais três anos. Em 1977, voltou a residir no Rio de Janeiro. Seu trabalho ganhou repercussão e, na década de 1980, integrou as principais exposições de arte do país. A produção do artista, concentrada em seus últimos sete anos de vida, foi dedicada, sobretudo à pintura. Jorge Guinle foi um importante incentivador da revalorização da pintura promovida pelo grupo de jovens artistas conhecido como Geração 80. Participou da mostra ‘Como Vai Você, Geração 80?’, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage - EAV/Parque Lage, Rio de Janeiro, 1984, escreveu um texto para a edição especial da revista ‘Módulo’ dedicada a essa mostra, participou de várias exposições e eventos realizados por esses artistas e escreveu sobre suas obras. Participou também da 17ª e 18ª Bienal Internacional de São Paulo (1983 e 1985). Em 1985 recebeu o Prêmio de Viagem ao Estrangeiro no 8º Salão Nacional de Artes Plásticas, MAM-RJ. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL. 2, PÁG.482; LEONOR AMARANTE, PÁG. 312. ACERVO FIEO.



588 - JOSÉ PINTO (1932 - 2008)

"O amor é o amor" - óleo sobre eucatex - 38 x 27 cm - lado esquerdo - 2003 -
Com poema do autor no dorso. -

José Wense Pinto é natural de Ilhéus, BA. Assina José Pinto. Autodidata, veio para o Rio de Janeiro em 1951. Em 1953 freqüenta a Associação Brasileira de Desenho e começa a pintar profissionalmente em1969. Participou de diversas exposições e Salões oficiais: 1969,1970 a 1974 - Rio de Janeiro, RJ; 1970; Milão e Espoleto, Itália; Nova York, EUA; Londres, Inglaterra; 1971 - Recife,PE. Individuais: 1969 e 1971 - Rio de Janeiro, RJ; 1970 - Bahia; 1971 - São Paulo, SP e 1973 - Brasília, DF. Prêmios: 1972 - Rio de Janeiro, RJ. Possui obras em: Museu Regional de Feira de Santana, BA; Museu Laval - Henri Rousseau, França; Museu de Viçosa, MG; Agências do Banco do Brasil em São Francisco, EUA; acervo da Cia. Shell e Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro, RJ. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág.769; vol. 8, pág. 660. ITAU CULTURAL.



589 - OLIMPIA COUTO (1947)

Flores - serigrafia - 51/125 - 47 x 66 cm - canto inferior direito -
No estado.

Mineira de Estrela do Indaiá, a autora é pintora, muralista e gravadora. Estudou na Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais-BH. Como assistente da gravurista Yara Tupynambá (1932) , executa os murais Gênesis, A Criação do Mundo, na Igreja de Ferros, MG, e Guerra e Paz, na Câmara Municipal de Belo Horizonte. Em 1979, seu trabalho é destacado em sala especial na Bienal Nacional, em São Paulo. "Sei que deveria, nesta apresentação, falar da limpeza da cor e do domínio que demonstra agora, do arrojo das composições com cortes ousados e planos definidos, do requinte das modulações das cores, sinfonias harmônicas de verdes e rosas, mas a emoção maior de assistir sua plenitude presente, que comove meu coração, dá-me vontade de lembrar-lhe coisas muito mais importantes que a técnica e a estrutura composicional que você adquiriu ao longo dos anos de aprendizado e dura luta. Quero lembrar-lhe, Olímpia, que você é um dos elos de uma grande corrente começada em Florença, no Quatrocentto, com Fra Angelico e Boticelli e chegada à Minas pelas mãos de Guignard, representando algo bem maior que a técnica das transparências e do grafismo que caracterizaram a arte mineira: antes, a capacidade de ver a vida através da poesia das coisas, numa atitude reflexivamente poética que transcende o tempo, herança maior que Guignard nos legou." Yara Tupynambá, in: OLÍMPIA Couto. Belo Horizonte: Galeria Guignard, 1982. JULIO LOUZADA vol.11, pág. 79; ITAÚ CULTURAL.



590 - CARVALHO DE CASTRO (1948)

Barcos - óleo sobre tela - 40 x 60 cm - canto inferior direito -

Pintor e desenhista, Antonio Carlos Carvalho de Castro nasceu em São Paulo. Assinava Cacau (até setembro de 1993). Atualmente assina Carvalho de Castro. Estudou pintura na Associação São Bernardense de Belas Artes, SP (1979) onde ganhou uma Medalha de Ouro ainda como aluno. Teve como mestres Paulo Marinho e Moro. Realizou exposição individual em São Bernardo do Campo (1982). Participou de muitas mostras coletivas e oficiais em: São Bernardo do Campo, SP (1981 a 1983, 1985 a 1987, 1989 a 1991); Diadema, SP (1985); Paranapuã, SP (1986); Guaíra, SP (1987); Itatiba, SP (1989); Santo André, SP (1991); Guarujá, SP (1991); Itanhaém, SP (1991); Embu, SP (1992) e, no exterior: Bolívia, Chile, México, Portugal, Espanha, Itália e Japão. Foi premiado em Santo André, SP (1991) e em São Bernardo do Campo, SP (prêmio 'Nossa Gente'). JULIO LOUZADA VOL. 6, PÁG. 217.



591 - ANTONIO HENRIQUE AMARAL (1935 - 2015)

"Sonho" - serigrafia - 19/75 - 30 x 40 cm - canto inferior direito -

Gravador, desenhista e pintor, foi aluno de Lívio Abramo no MAM / SP, e de Shiko Munakata, no Pratt Graphic Art, em Nova York. Artista consagrado nacional e internacionalmente. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 37; MEC, vol. 1, pág. 73; PONTUAL, pág. 21;TEIXEIRA LEITE, pág. 23 a 25; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 754; ARTE NO BRASIL, pág.903; LEONOR AMARANTE, pág. 170; Acervo FIEO.



592 - GIUSEPPE PALINSKY (XX)

Na beira do rio - óleo sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior direito -

Pintor e desenhista com diversas participações em mostras e Salões oficiais. JULIO LOUSADA VOL. 9, PÁG. 647.



593 - IRMGARD LONGMAN (1919)

Composição - serigrafia - 46/60 - 70 x 50 cm - canto inferior direito -

Pintora, desenhista e gravadora - Irmgard Gätcke Longman nasceu em Wiesbaden, Alemanha. Chegou ao Brasil em 1927 fixando-se em São Paulo. Estudou com Nelson Nóbrega e, mais tarde, dedicou-se ao desenho (1957) e à pintura (1965), fazendo estudos com G. Beck em Frankfurt, Alemanha (1957-1958) e, em São Paulo, com Yolanda Mohalyi (1959-1960) e Henrique Boese (1961). Realizou exposições individuais em: São Paulo (1969, 1970, 1980, 1982 - MAM, 1992 - MAM, 1996, 1998, 2001 - Museu Lasar Segall; 2012); Campinas, SP (1972). Participou de muitas mostras coletivas e foi premiada em 1970, no Salão de Arte Contemporânea de Piracicaba, SP e, em 1974, no Salão Paulista de Belas Artes, SP. MEC VOL. 2, PÁG. 505; PONTUAL PÁG. 319; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 13, PÁG. 195; www.museusegall.org.br; cultura.estadao.com.br.



594 - PIETRINA CHECCACCI (1941)

Rosa - serigrafia - 243/300 - 11 x 11 cm - canto inferior direito - 1987 -

Nasceu em Taranto, Itália. Pintora e desenhista. Vindo para o Brasil em 1954, fixou-se no Rio de Janeiro. Formou-se no curso de pintura da antiga ENBA em 1964. Apresentando seus trabalhos desde 1961, participou, entre outras mostras coletivas, dos XII, XIII, XIV, XV, XVII, XVIII SNAM (entre 1963 e 1969), Exposição Geral de Belas Artes do IV Centenário (GB, 1965), Prêmio Homenagem a Dante (Piccola Galeria, GB, 1965) I e II SEAJ (1965 e 1968), I Salão de Abril (Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, 1966), XXIV Spar. BA (1967 / segundo prêmio de pintura) e XXII e XXIII SMBABH (1967 e 1968). Expôs individualmente no Instituto de Belas Artes (GB, 1961), nas galerias Varanda (GB, 1966), Grupiara (Belo Horizonte, 1966), Celina (Juiz de Fora, 1966), Concivivium (Salvador, 1967), da Cultura Francesa (Porto Alegre, 1968) e Atelier de Arte (Belo Horizonte, 1969), bem como na Petite Galerie (GB, 1968), apresentando nesta última seus estandartes. PONTUAL, pág. 133; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 203; MEC, vol. 1, pág. 435; WALTER ZANINI, pág. 740; ITAÚ CULTURAL. Acervo FIEO.



595 - ARTE POPULAR BRASILEIRA (XX)

Mulher no pilão - escultura em madeira - 17 x 07 x 06 cm - não assinado -



596 - MARCOS ZECHETTO (1949)

"Avenida Paulista - MASP" - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2016 -

Natural da cidade paulista de Guararapes, onde nasceu a 1 de maio de 1949. Ativo em São Paulo, até 1984 assinava C. Marcos. Atualmente assina Marcos Zechetto. É filho do pintor José Lino Zechetto. Recebeu orientação de Pellegatta, Zorlini, Cassiani, Óppido e Ortolani. Expõe coletivamente desde 1976, com premiações, destacando-se: Medalha de Ouro, em 2000, no 26 Salão da Paisagem Paulista da APBA; Medalha de Ouro, em 2001, no 5 Salão de Belas Artes de Serra Negra; Troféu de Ouro, em 2001, no 1º Salão Nacional de Artes Plásticas de Barueri; e Grande Medalha de Prata , em 2000, no Salão de Arte Sacra da APBA-SP." JULIO LOUZADA



597 - REINALDO MANZKE (1906 - 1980)

Pão de Açúcar - guache - 19 x 26 cm - canto inferior direito -

Pintor, nascido e falecido em Blumenau, SC. Participou regularmente do Salão Paulista de Belas Artes, recebendo premiações diversas. JULIO LOUZADA, vol 9, pág, 529. MEC, VOL, 3,pág, 65. PONTUAL,pág,335; TEODORO BRAGA; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



598 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulata com violão - serigrafia - P.A. - 48 x 31 cm - canto inferior direito -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



599 - ALFREDO VOLPI (1896 - 1988)

Fachada - serigrafia - 77/100 - 65 x 95 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.



600 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Marinha - litografia - P.A. - 19 x 22 cm - canto inferior direito -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.