Leilão de Maio de 2014

13, 14 e 15 de Maio de 2014



001 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Cangaceiro" - litografia aquarelada - 18 x 16 cm - canto inferior esquerdo - 1957 -
Complemento de técnica: litografia aquarelada pelo artista para capa de livro. Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins. - -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



002 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Cangaceiro - serigrafia - 25/120 - 70 x 50 cm - canto inferior direito - 1979 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



003 - CLÓVIS GRACIANO (1907 - 1988)

São Cristóvão - serigrafia - 23 x 13 cm - canto inferior esquerdo na tela serigráfica -
Obra impressa por Ateliê Mário Della Parra - Serigrafias - Rio de Janeiro, RJ. -

Pintor, desenhista, cenógrafo, gravador, ilustrador, nasceu em Araras - SP e faleceu em São Paulo. Em São Paulo, a partir de 1934, realizou estudos com o pintor Waldemar da Costa, entre 1935 e 1937. Em 1937, integrou o Grupo Santa Helena com Francisco Rebolo, Mario Zanini, Bonadei e outros. Frequentou o curso de desenho da Escola Paulista de Belas Artes até 1938. Membro da Família Artística Paulista - FAP, em 1939 foi eleito presidente do grupo. Participou regularmente dos Salões do Sindicato dos Artistas Plásticos e, em 1941, realizou sua primeira individual. Em 1948, foi sócio-fundador do Museu de Arte Moderna de São Paulo - MAM/SP. Viajou para a Europa em 1949, com o prêmio recebido no Salão Nacional de Belas Artes. Permaneceu dois anos em Paris, onde estudou pintura mural e gravura. A partir dos anos 1950, dedicou-se principalmente à pintura mural. Em 1971, assumiu o cargo de diretor da Pinacoteca do Estado de São Paulo. De 1976 a 1978, exerceu a função de adido cultural em Paris. Participou por toda sua vida de muitas mostras e Salões oficiais pelo o Brasil e pelo mundo. MEC, VOL. 2, PÁG. 280; PONTUAL, PÁG. 247/8; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 225 A 227; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; ARTE NO BRASIL, PÁG. 784; LEONOR AMARANTE, PÁG. 58; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 433; VOL. 4, PÁG.483; VOL. 5, NPÁG. 450; ACERVO FIEO.



004 - EDMUNDO SIMAS (1941)

Pescadores - óleo sobre tela - 122 x 71 cm - canto inferior esquerdo e dorso -

Baiano de Salvador, o artista assina suas obras EDMUNDO SIMAS. Executou em 1969 um mural com 3 metros em alto relevo em cimento cru para a Prefeitura de sua cidade. Especializou-se em desenho e serigrafia. Executou técnicas mistas para cenografia do filme "Revanche dos Bravos" da MGM. Expõe individualmente desde 1969 e coletivamente a partir de 1972, com premiação em 1973 e 1978. JULIO LOUZADA, vol. 4, pág. 1043



005 - HERMELINDO FIAMINGHI (1920 - 2004)

"Corluz" - litografia - 28/60 - 51 x 70 cm - canto inferior direito - 1995 -
No estado. -

Nasceu em São Paulo, a 22 de outubro de 1920. Pintor e artista gráfico. Dedicou-se regularmente à pintura a partir de 1950, com seu mestre Volpi. Foi um dos pioneiros do concretismo, com o qual rompeu anos mais tarde, para fazer uma pintura mais solta, através de seu diálogo com a cor e da interação com a luz em contato com a natureza. Expõs individualmente a partir de 1961 e coletivamente desde 1955, sempre com premiações. JULIO LOUZADA, vol. 4 pág. 401; ITAÚ CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 928; LEONOR AMARANTE, pág. 75.



006 - JOSELITO DUQUE (XX)

"A festa" - óleo sobre tela - 80 x 120 cm - canto inferior direito - 1974 -

Pintor e desenhista baiano com diversas participações em exposições e Salões oficiais. reynivaldobritoartesvisuais.blogspot.com.br.



007 - MONICA BARKI (1956)

Composição - serigrafia - 105/110 - 48 x 56 cm - canto inferior direito - 1995 -

Pintora, gravadora, fotógrafa, designer e professora nascida no Rio de Janeiro. Estudou artes com Ivan Serpa e Bruno Tausz entre 1968 e 1976. Graduou-se em Comunicação Visual e em Artes Plásticas pela PUC/RJ em 1980. Entre 1980 e 1982 cursou litografia com Antônio Grosso e, em 1986, cerâmica com Celeida Tostes e pintura com Luiz Aquila na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, RJ. Realizou muitas exposições individuais, participou de várias mostras coletivas e Salões oficiais, inclusive da Bienal Internacional de São Paulo (1991). Recebeu prêmios em: Belo Horizonte, MG (1977); Florianópolis, SC (1979); Curitiba, PR (1981). Foi realizada,no Museu Nacional de Belas Artes/Ibram (2011/2012), uma exposição retrospectiva sua e foi lançado o livro ‘Monica Barki - Arquivo Sensível’. ITAU CULTURAL; www.monicabarki.com.br; www.museus.gov.br.



008 - TORQUATO BASSI (1880 - 1967)

Pescadores - óleo sobre tela colada em eucatex - 51 x 90 cm - canto inferior direito -

Nascido em Ferrara / Itália, veio para o Brasil ainda muito jovem, fixando-se em São Paulo, onde desenvolveu sua vida artística. Participou durante anos do Salão de Belas Artes do Rio de Janeiro, Salão Paulista de Belas Artes e de mostras de pintores italianos. Tem obras na Pinacoteca do Estado de São Paulo e no Museu Paulista de Belas Artes. TEODORO BRAGA, pág. 47; PONTUAL, pág. 58; MEC, vol. 1, pág. 188; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 89; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO, RUTH TARASANTCHI.



009 - EDGARD OEHLMEYER (1909 - 1967)

Figura - técnica mista - 20 x 15 cm - centro inferior - 1964 -

Nasceu em Rio Claro, no dia 31 de maio e falecido em 4 de outubro de 1967. Nessa cidade cursou na Escola Profissional a seção de pintura com o prof. Carlos Hadler. Discípulo de Rocco, foi destacado paisagista e pintor de naturezas-mortas, tendo obtido diversas premiações nos SNBA e SPBA. TEODORO BRAGA, pág. 175; MEC. Vol.3, pág. 291; MAYER/1984, pag. 1070; TEIXEIRA LEITE, pág. 362; PONTUAL, pág. 389; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



010 - TITO DE ALENCASTRO (1934 - 1999)

Composição - litografia - 20/150 - 70 x 100 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e mosaicista, radicou-se em 1961 em São Paulo, após ter estudado no Rio de Janeiro com Abelardo Zaluar, José Morais e Johnny Friedlaender. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 29; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 6; PONTUAL, pág. 14; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



011 - PAOLO RISSONE (1925)

Composição - óleo sobre cartão - 46 x 75 cm - canto inferior direito - 1966 -

Pintor natural de Reggio Calabria-Itália. No Brasil por volta de 1948, residiu nas cidades de Santos e Rio de Janeiro. Retornou definitivamente para Itália, em 1968. Participa de várias exposições e executa diversos desenhos para ilustrar o Suplemento Literário, entre 1956 e 1967. Entre as exposições de que participa, destacam-se: I à 7ª Bienal Internacional de São Paulo, de 1951 a 1963 (Prêmio Aquisição,1953; Isenção de Júri, 1961); I Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro, 1952; 27ª Bienal de Veneza, Itália, 1954; 47 Artistas do Prêmio Leirner de Arte Contemporânea, na Galeria de Arte das Folhas, São Paulo, 1959; Obras para ilustração do Suplemento Literário 1956-1967, no MAM/SP, São Paulo, 1993. . JULIO LOUZADA, vol. 3, pág. 965; MEC, vol. 4; PONTUAL, pág. 453; ITAU CULTURAL



012 - SAMIRA DARWICHE (1945)

"Marítima" - óleo sobre tela - 90 x 111 cm - canto inferior direito e dorso -

Nasceu em São Paulo. Pintora, gravadora e desenhista ativa em São Paulo. Expôs individualmente pela primeira vez em 1986 e coletivamente em 1984. Participou de exposições internacionais em 1977, 1978, 1986, 1989 e 1994. JULIO LOUZADA, vol.7, pág.204



013 - ADELAIDE SIQUEIRA (1918)

Paisagem - óleo sobre tela - 30 x 20 cm - canto inferior direito - 1987 -

Pintora nascida em São Paulo, SP, a 15/10/1918. Iniciou-se na pintura em 1958. Foi aluna dos artistas Renato Pinto, Colette Pujol e Loris Foggiato. Dedica-se ao impressionismo clássico, privilegiando flores e paisagens. Individuais em 1991. Recebeu Menção Honrosa em 1988, pelo III Prêmio Acadêmico de Artes Plásticas-SP. JULIO LOUZADA, vol. 5 pág. 996.



014 - ENRICO BIANCO (1918 - 2013)

Jangadeiros - serigrafia - 73/200 - 50 x 70 cm - canto inferior direito -

Nascido na Itália, é hoje considerado um de nossos melhores pintores. Atingiu um estilo pessoal, figurativo, eminentemente lírico, baseado em um desenho livre e numa cor sensível. THEODORO BRAGA, pág. 54; WALMIR AYALA, vol. 1, págs. 99, 110 e 104; MEC, vol. 1, pág. 242; PONTUAL, pág. 76; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 594. Acervo FIEO. -



015 - JOSÉ SIMEONE (1930 - 2009)

Barcos - óleo sobre madeira - 21 x 34 cm - canto inferior esquerdo - 1978 -

Pintor paulistano ligado à arte figurativa, com características impressionistas. Seu estilo se aproxima dos oitocentistas italianos e franceses, sendo que o crítico Pietro Maria Bardi também identificava em sua obra influências do grupo Santa Helena. Proveniente de família de artistas pintores (Angelo e João Simeone). Participa de coletivas a partir de 1962 (já com premiação). MEC, vol. 4, pág. 285; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 923; TEIXEIRA LEITE, pág. 482; Acervo FIEO.



016 - HELIO DE CASTRO (1960)

Barcos - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2008 -

Excepcional pintor de paisagens e marinhas, dono de refinada técnica e composição, com inspiração nas escolas européias. Julio Lousada, vol. 4, pág. 514



017 - MAXIMO LA MALFA (1943)

"Ibiúna" - serigrafia - P. A. - 48 x 70 cm - canto inferior direito - 1994 -

Italiano de Turim (Piemonte), transferiu-se para o Brasil, fixando residência na Bahia, onde é ativo. Estudou na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UBA. Expõe individualmente desde 1986, e coletivamente a partir de 1980. JULIO LOUZADA vol.4, pág.670.



018 - RENINA KATZ (1925)

Composição - litografia - H. C. - 51 x 75 cm - canto inferior direito - 1995 -

Pintora, gravadora e professora, Renina Katz é paulista. Sua arte é dominada pelo vigor e pela imaginação. MEC vol.2, pág.403/4; PONTUAL, pág. 288/9; WALMIR AYALA vol.1, pág.441; JULIO LOUZADA vol.11, pág.262; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 606; ARTE NO BRASIL, pág. 834; LEONOR AMARANTE, pág. 98, Acervo FIEO.



019 - ALUISIO CARVÃO (1920 - 2001)

Composição - aquarela - 16 x 11 cm - canto inferior direito -

Importante pintor, escultor, Ilustrador, ator e cenógrafo brasileiro, natural de Belém-PA. Em 1952 estuda pintura com Ivan Serpa, no MAM-RJ, participando, entre 1954 e 1956, Grupo Frente e, entre 1960 e 1961, integra o Grupo Neoconcreto. Nos anos seguintes viaja para a Europa com o prêmio de viagem recebido no SNAM-RJ. No fim dos anos 60 passa a empregar materiais não tradicionais, como tampinhas metálicas de garrafa, pregos e barbante agrupados em suportes de madeira. Em 1996 ocorre retrospectiva de sua obra no Museu Metropolitano de Arte, em Curitiba, no Museu de Arte Moderna - MAM/BA e no MAM/RJ. "A preocupação inicial de Aluísio Carvão era com a forma: reduzir a obra a estruturas elementares, gestálticas. A partir da dissidência neoconcreta, da qual fez parte, é a cor que irá se impor, envolvendo a estrutura, ou melhor, a cor é, ela mesma, espaço. Carvão não é um pintor metafísico. Através da cor ele revela sua relação sensual com o mundo. Como ele diz: ´Vermelhos-guarás, araras, aroma das flores de manacá, o som do vento terral, o calor equatorial, o amarelo-laranja do sol, ressonâncias atávicas de Van Gogh e Mondrian, em trânsito pela Península Ibérica, Nordeste, Amazônia e nosso litoral daqui´. Nas pinturas da ´série cromativa´ ou no ´cubocor´ da fase neoconcreta, Carvão dá à cor sua máxima concretude e fisicalidade, mas, feito isto, ocorre a retração da cor, que se mutiplica em complementares, abrindo caminho para a caracterização como espaço lírico, território da memória. Sua linguagem e seus motivos são aéreos: sóis, luas, pipas, bandeirolas, mastros, arcos. Enfim, são formas que voam e ascendem, sem contudo perder o vínculo com a terra. " Frederico Morais, in MORAIS, Frederico. Vertente construtiva. In: DACOLEÇÃO: os caminhos da arte brasileira. São Paulo: Júlio Bogoricin, 1986. p. 131-132. JULIO LOUZADA, vol. 5 pág. 210/211; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, 655; LEONOR AMARANTE, 75; ARTE NO BRASIL, 921; Acervo FIEO.



020 - JOÃO CAMARA (1944)

"Auto retrato litográfico" - litografia - 133/300 - 32 x 26 cm - canto inferior direito -

Importantíssimo artista nacional, natural de João Pessoa, PB, e radicado em Olinda, PE. Pintor, desenhista e gravador, João Câmara conquistou os primeiros prêmios de pintura e de gravura nos SPMEP de 1962 E 1964. Neste último ano fundou, em companhia de artistas locais, o Atelier Coletivo de Ribeira, em Olinda. Exerceu o magistério entre 1967 e 1969, lecionando pintura no Setor de Arte da Universidade Federal da Paraíba. Suas obras, tratando de temas atuais, reúnem mensagens poéticas com uma dose de surrealismo, e que segundo o crítico Walmyr Ayala, " desmistifica toda e qualquer atitude romântica" . Walter Zanini, por sua vez, comenta (1967), que " Suas imagens encadeadas quase como um ´puzzle` parecem amalgamar deuses aztecas e ícones do baralho, assumindo ar de aquilina ´terribilitá` sobriamente derrisório." Participou de quase todas as mostras mais importantes do País, com sucesso de crítica. ITAU CULTURAL; PONTUAL, pág. 100; TEIXEIRA LEITE, pág. 100; WALTER ZANINI , pág. 754; ARTE NO BRASIL, pág. 688; Acervo FIEO.



021 - VITTÓRIO GOBBIS (1894 - 1968)

"Rua de São Bento" - litografia - 445/500 - 30 x 38 cm - canto inferior direito - 1954 -

Natural de Treviso, Itália. Iniciou seus estudos na terra de origem, tendo após fixado residência em São Paulo, onde foi pintor atuante. Obteve diversas premiações nos Salões Paulistas, no SNBA e no Salão Paulista de Arte Moderna. Participou da I e II Bienais de São Paulo. O MNBA e o MASP possuem obras deste festejado pintor. MEC, vol.2, pág.271; TEIXEIRA LEITE, pág. 220; PONTUAL, pág.240; WALMIR AYALA, vol.1, pág.350; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 579; ARTE NO BRASIL, pág. 777, Acervo FIEO.



022 - LIVROS


1) "ROBERTO LOEB: ARQUITETO". SILVANA MARIA ROSSO. SÃO PAULO: BEI COMUNICAÇÃO, 2011.
2) "TOMIE OHTAKE: NA TRAMA ESPIRITUAL DA ARTE BRASILEIRA. EXPOSIÇÃO COMEMORATIVA DOS 90 ANOS DA ARTISTA". CURADORIA DE PAULO HERKENHOFF. SÃO PAULO: INSTITUTO TOMIE OHTAKE, 2003.
3) "PAULO PASTA: A PINTURA É QUE É ISTO". TADEU CHIARELLI.PORTO ALEGRE: FUNDAÇÃO IBERÊ CAMARGO, 2013
4) "MARIO MERZ". CATÁLOGO. CURADORIA DE DANILO ECCER. SÃO PAULO: PINACOTECA DO ESTADO DE SÃO PAULO; RIO DE JANEIRO: PAÇO IMPERIAL DO RIO DE JANEIRO; SALVADOR: MUSEU DE ARTE MODERNA DA BAHIA, 2003.
5) "NELSON FELIX". TEXTOS: GLÓRIA FERREIRA, SÔNIA SALZSTEIN E NELSON BRISSAC. VERSÃO PARA O INGLÊS: STEVE BERG. RIO DE JANEIRO: CASA DA PALAVRA, 2001.



023 - SONIA MENNA BARRETO (1953)

"The trip" - giclée - 200/500 - 25 x 30 cm - canto inferior direito -

Nascida Sônia Regina Gomes Menna Barreto de Barros Falcão, no dia 5 de novembro de 1953, na cidade de São Paulo-SP. Cursou desenho com Waldemar da Costa e pintura com Luiz Portinari, no Centro de Artes Cândido Portinari e, com Jorge Mori, assimila a técnica do óleo sobre linho e a veladura ou "glacis" utilizada pelos mestres clássicos do passado. Sobre a obra da artista, assim escreveu Flávio de Aquino, no catálogo da sua exposição na Galeria André, SP, 1989: "Sônia Regina Gomes Menna Barreto de Barros Falcão, ou simplesmente Menna Barreto - assina obras-primas em pequenos formatos, como miniaturas. Pouco conhecida, surge agora como a grande novidade da pintura fantástica brasileira. Menna Barreto dá uma conotação hiper-realista, mas sem colagens ou assemblagens. Sua arte tem um clima misterioso de castelos fantasmas ou de fragmentos de Paris, com suas ruas e casas. Seu valor reside no caráter arquipoético das obras. " ITAU CULTURAL



024 - RUBENS IANELLI (1953)

Composição - serigrafia - 97/100 - 65 x 47 cm - canto inferior direito - 2010 -

Pintor, desenhista, escultor, designer, ilustrador e médico, Rubens Vaz Ianelli nasceu em São Paulo. Filho do artista plástico Arcangelo Ianelli e sobrinho de Thomaz Ianelli, pintor e aquarelista, Rubens é autodidata, mas teve uma estreita ligação com as artes desde a infância. Destaca-se, ao longo de sua carreira, a partir da década de 1970, a ativa participação nos Salões oficiais do país onde obteve muitos prêmios: São Caetano do Sul, SP (1972, 1973, 1981); Santos, SP (1973); Santo André, SP (1973); Rio Claro, SP (1981); Rio de Janeiro, RJ (1988); São Paulo (1987, 1989). Realizou exposições individuais em: São José dos Campos, SP (1981, 2007); São Paulo (1989); Rio de Janeiro (1989, 2003, 2005); Santos, SP (1991 - sala especial na Bienal); Vitória, ES (1993); Belo Horizonte, MG (1999, 2003); Porto Alegre, RS (2005); Lisboa, Portugal (2008). www.rubensianelli.com.br; www.artprice.com.



025 - DOMENICO CALABRONE (1928 - 1999)

Touro - múltiplo em bronze - n° 01 - 15 x 26 x 8 cm - assinado -

Pintor, escultor, ceramista e joalheiro. Nascido na Calábria, Itália, completou seus estudos artísticos em Roma, no ano de 1951. Fixou-se em São Paulo em 1954, passando e frequentar a Escola de Arte do Museu de Arte Moderna. Sua escultura, hoje conhecida internacionalmente, destaca-se pelo vigor de suas mensagens e pela alta qualidade artística e técnica. JULIO LOUZADA vol.2, pág.194; ITAU CULTURAL; LEONOR AMARANTE, pág. 336; WALTER ZANINI, pág. 770.



026 - ANDRÉ LHOTE (1885 - 1962)

Figura - desenho a carvão - 30 x 21 cm - canto inferior direito -

Pintor, ilustrador, crítico, escultor, desenhista, teórico da arte e professor nascido em Bordeaux, Aquitânia - França e falecido em Paris, França. Aprendeu escultura em madeira no estúdio de um fabricante de móveis aos treze anos. Um pouco mais tarde entrou na Escola de Belas Artes para estudar escultura. Autodidaticamente estudou pintura até que apresentou suas obras em uma primeira exposição individual (1910). Quatro anos depois mudou-se para Paris. Como não estava interessado apenas no lado prático da pintura mas também em seus fundamentos teóricos, tornou-se um dos fundadores da revista 'Nouvelle Revue Française’ em que publicou suas considerações críticas sobre a arte até 1940. Exerceu ampla influência sobre artistas mais jovens, tanto franceses como estrangeiros, através de sua própria academia de arte, a ‘Académie Montparnasse’, inaugurada em 1922. Numa visita ao Rio de Janeiro (1952) fundou um ramo sul americano da instituição. Seus escritos incluem tratados sobre a pintura de paisagens (1939) e a de figuras (1950). Participou da mostra coletiva ‘Ecole de Paris’ (1930) em Recife-PE, Rio de Janeiro e São Paulo. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 574; OXFORD PÁG. 306; www.andre-lhote.com; www.mac.usp.br; www.britannica.com; www.tate.org.uk; artnet.com; web.artprice.com.



027 - CARLOS GEYER (1912 - XX)

"Caminho do Sumaré" - gravura original - 28 x 40 cm - canto inferior direito -

Pintor e gravador radicado no Rio de Janeiro. JULIO LOUZADA vol.11, pág.127



028 - GARIBALDI (1938)

Barcos - óleo sobre eucatex - 25 x 33 cm - canto inferior esquerdo - 1981 -

Pintor, desenhista e xilógrafo, José Garilbadi Pacas de Lima nasceu em Caruaru, Pernambuco, em 1938. Aos vinte anos, transferiu-se para a cidade de São Paulo. Residente na zona leste da cidade, manteve intensa relação de trabalho com Menacho e Martins de Porangaba, com quem cria, em 1976, o Ateliê da Rua Herval. Em 1980, expôe juntamente com Porangaba no Centro Cívico de Santo André. Participou de numerosas coletivas, salões de arte (Ribeirão Preto, Santo André, São Caetano do Sul) e realizou 7 individuais, entre elas "São Paulo - Zona Leste", Espaço Cultural Unimarco, 2003, e "Via Sacra", xilogravuras coloridas, no Brazilian-American Cultural Institute, em Washington, USA, em 2004. Segundo o crítico Enock Sacramento, as paisagens de Garibaldi são "uma obra primorosa, preciosa e amorosa sobre a zone leste de São Paulo".



029 - WALTER CAVALHEIRO (1933 - 1997)

"O velho fusca 68" - óleo sobre tela - 50 x 100 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1991 -

Pintor com diversas participações em exposições individuais e coletivas e com premiações em salões oficiais. JULIO LOUZADA, vol. 3, pág. 243



030 - ANTONIO BANDEIRA (1922 - 1967)

Composição - aquarela - 21 x 27 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, nascido em Fortaleza, CE e falecido em Paris, onde viveu a maior parte de sua vida. É um dos pioneiros da arte abstrata no Brasil. Iniciou-se na pintura como autodidata. Em 1941, em Fortaleza, participou, ao lado de Mário Baratta, entre outros, da criação do Centro Cultural de Belas Artes depois, Sociedade Cearense de Artes Plásticas. Em 1945, transferiu-se para o Rio de Janeiro e, no ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual. Contemplado pelo governo francês com bolsa de estudos, permaneceu em Paris de 1946 a 1950 onde frequentou a Escola Nacional Superior de Belas Artes e a ‘Académie de la Grande Chaumière’. Entre 1947 e 1948 participou do ‘Salon d'Automne’ e do ‘Salon d'Art Libre’. Tomou parte em reuniões de artistas e formou o Grupo Banbryols (ban de Bandeira; bry de Camille Bryen; e ols de Wols), que durou de 1949 a 1951. Voltou ao Brasil em 1951 e apresentou-se na 1ª Bienal Internacional de São Paulo. Em 1952, criou um mural para o Instituto dos Arquitetos do Brasil, em São Paulo. Retornou a Paris em 1954 em razão do Prêmio Fiat, obtido na 2ª Bienal Internacional de São Paulo, mas não deixou de expor no Brasil. Permaneceu na Europa até 1959, passando pela Inglaterra e Bélgica, onde, em 1958, realizou um painel para o ‘Palais des Beaux-Arts’. Ao retornar ao Brasil teve uma atividade artística intensa, participou de importantes exposições, em paralelo a mostras em Paris, Munique, Verona, Londres e Nova York. Voltou a Paris em 1965, onde permaneceu até sua morte. BENEZIT, VOL.1, PÁG.415; MEYER/87, PÁG.606; MEC, VOL.1, PÁGS.159,160 E 167; PONTUAL, PÁGS. 48 E 49; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁGS. 71 A 74; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 52 A 54; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; ARTE NO BRASIL, PÁG. 599; LEONOR AMARANTE, PÁG. 34; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 86; ACERVO FIEO; web.artprice.com; pitoresco.com; pinturabrasileira.com.



031 - GUIMA (1927 - 1993)

Paisagem - óleo sobre tela - 33 x 41 cm - dorso -

Pintor e desenhista de mérito invulgar, Guima era paulista de Taubaté, residiu por muitos anos no Rio de Janeiro e praticava o figurativismo expressionista, por vezes eivado de notas líricas, de outras descambando para o fantástico. MEC, vol. 2, pág. 306; PONTUAL, pág.257; WALMIR AYALA, vol. 1, págs. 377/8; JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 407; ITAÚ CULTURAL.



032 - DAREL VALENÇA LINS (1924)

Mulher - litografia - P. A. - 43 x 27 cm - canto inferior direito -

Este importante pintor, gravador, desenhista e professor, conquistou em 1957, no SNAM, o prêmio de viagem ao estrangeiro, voltando a ser contemplado na VII Bienal de São Paulo, como o melhor desenhista nacional. Foi aluno de Henrique Oswald e recebeu aconselhamento técnico de Goeldi. MEC vol.3, pág. 18; PONTUAL, pág.160/161; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 715; ARTE NO BRASIL, pág. 839; LEONOR AMARANTE, pág. 125; Acervo FIEO.



033 - OSCAR NIEMEYER (1907 - 2012)

Congresso Nacional - desenho a nanquim - 13 x 22 cm - canto inferior esquerdo -

Oscar Niemeyer Soares Filho nasceu no Rio de Janeiro. Arquiteto, gravador e urbanista. Forma-se em arquitetura pela Escola Nacional de Belas Artes - ENBA, Rio de Janeiro, em 1934. Nesse ano, passa a freqüentar o escritório do arquiteto e urbanista Lucio Costa. Em 1936, integra a comissão criada para definir os planos da sede do Ministério da Educação e Saúde, no Rio de Janeiro, com a supervisão do arquiteto suíço Le Corbusier, a quem assiste como desenhista. Entre 1940 e 1944 projeta o conjunto arquitetônico da Pampulha, Belo Horizonte - MG, que se configura como um marco de sua obra, pois rompe com os conceitos rigorosos do funcionalismo e utiliza uma linguagem de formas novas, de superfícies curvas, explorando as possibilidades plásticas do concreto armado. Em 1947, é convidado pela Organização das Nações Unidas - ONU a participar da comissão de arquitetos encarregada de definir os planos de sua futura sede em Nova York. Seu projeto, associado ao de Le Corbusier, é escolhido como base do plano definitivo. No Rio de Janeiro, em 1955, funda a revista ‘Módulo’ e no ano seguinte começa a colaborar na construção da nova capital do Brasil, Brasília, cujo plano urbanístico é confiado a Lucio Costa. Participou da I e II Bienal Internacional de São Paulo. Em 1965 é realizada uma retrospectiva sua no Museu do Louvre, Paris, a primeira dedicada a um arquiteto. Projetou inúmeras obras pelo mundo e recebeu vários prêmios. O Parque Ibirapuera (1951), São Paulo, também foi um dos seus grandes projetos. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.5, PÁG.744; VOL.6, PÁG.785; MEC, VOL.3, PÁG. 263; DICIONÁRIO OXFORD; www.niemeyer.org.br.



034 - EDUARDO SUED (1925)

Composição - serigrafia - 16/100 - 47 x 66 cm - canto inferior direito - 2009 -

Natural da cidade do Rio de Janeiro-RJ, onde reside e é ativo. Pintor, desenhista, ilustrador e gravador. Formou-se na Escola Nacional de Engenharia do Rio de Janeiro em 1948. Foi aluno de desenho e pintura do pintor Henrique Boese. Trabalhou como desenhista no escritório do arquiteto Oscar Niemeyer (1950-1951). Freqüenta os ateliês de La Grande Chaumière e L'Académies Julian em Paris (1951), retornando ao Rio de Janeiro em 1953, onde estuda gravura em metal com Iberê Camargo. Diversas exposições coletivas e individuais. JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 975/976; ARTE NO BRASIL, pág. 814; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



035 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Paisagem - aquarela - 24 x 64 cm - canto inferior esquerdo ilegível -



036 - INOS CORRADIN (1929)

Menino com bicicleta - serigrafia - 32/90 - 42 x 32 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, escultor e cenógrafo, nascido em Vogogna, Itália. Por volta de 1932 mudou-se com a família para Castelbaldo - Padova, onde, em 1945, estudou pintura com professor Tardivello. Em 1947 colaborou com o pintor Pendin na execução de um mural referente aos mártires da resistência italiana em Castelbaldo. Veio, em 1950, para Jundiaí e São Paulo onde fez parte do núcleo artístico Cooperativa em São Paulo, dirigido pelo pintor argentino Oswaldo Gil Navarro. Executou cenários para o Ballet do IV Centenário de São Paulo, em 1954. Em 1979 foi contratado para pintar um cenário para o Teatro de Rovigo, Itália. Realizou diversas exposições individuais, participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais pelo Brasil e pelo mundo. Foi premiado em Paris (1975) e em Ferrara, Itália (1976). JULIO LOUZADA, VOL. 11, PÁG. 152; PONTUAL, PÁG. 143; MEC, VOL. 1, PÁG. 448; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 215; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; inoscorradin.com.br.



037 - CABRAL (1948)

Figura - desenho a nanquim - 32 x 23 cm - centro inferior -

Antônio Hélio Cabral, formado em arquitetura pela USP em 1974. Foi professor de pintura e desenho em diversas instituições de 1973 a 1984, tendo organizado mostras de artes brasileiras no Museu Lasar Segall, cujo ateliê de artes plásticas também orientou por algum tempo. Como pintor é adepto do figurativismo expressionista. TEIXEIRA LEITE, pág. 96; JULIO LOUZADA vol.10, pág.159; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



038 - FULVIO PENNACCHI (1905 - 1992)

Trabalhadores - serigrafia - 192/195 - 45 x 63 cm - canto inferior direito - 1986 -

Pintor, ceramista, desenhista, ilustrador, gravador, professor nascido na cidade de Villa Collemandina, Itália e falecido em São Paulo. Em 1924 foi para Lucca e iniciou sua formação artística no ‘Regio Istituto di Belle Arti’ onde teve aulas com o pintor Pio Semeghini. Mudou-se para São Paulo em 1929 e dedicou-se a diferentes atividades até 1933, quando passou a auxiliar Galileo Emendabili na execução de monumentos funerários. Em 1935, conheceu Francisco Rebolo, passou a frequentar seu ateliê e conviveu com os artistas do Grupo Santa Helena. Nessa mesma época integrou a Família Artística Paulista e iniciou a produção de painéis em afresco e óleo para residências, igrejas, hotéis e outras edificações, destacando-se os afrescos de grandes dimensões para a Igreja Nossa Senhora da Paz, no bairro do Glicério, executados entre 1941 e 1948. Em 1965, iniciou um período de recolhimento e manteve-se afastado das exposições e do circuito artístico. Em 1973, reabriu seu ateliê e recebeu diversas homenagens no Brasil e na Itália. Nesse mesmo ano conheceu a ceramista Eunice Pessoa e com ela desenvolveu um grande número de peças que foram expostas em 1975. Sem nunca ter abandonado as atividades artísticas, voltou a figurar em diversas mostras e continuou a produzir painéis em afresco. Em 1980, Pietro Maria Bardi publicou um livro sobre sua obra. Nove anos depois, foi lançado o livro ‘Ofício Pennacchi’, organizado por Valério Antonio Pennacchi, responsável também pela publicação, em 2002, do livro ‘Fulvio Pennacchi: Pintura Mural’. Importante retrospectiva da obra do artista foi realizada, em 1973, no MAM - São Paulo. TEODORO BRAGA, PÁG. 192; MEC, VOL, 3, PÁG. 365; WALMIR AYALA, VOL, 2, PÁG. 182; PONTUAL, PÁG. 416; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 784; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 740; ACERVO FIEO.



039 - RENZO GORI (1911 - 1999)

Árabes - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor de estilo, participou de diversos Salões Nacionais, com premiações; muito apreciado por colecionadores de cenas árabes. TEODORO BRAGA, pág. 110; MEC, vol. 2, pág. 278; JULIO LOUZADA, vol. 9, pág. 390; Acervo FIEO.



040 - SANY SASSY (XIX - XX)

Natureza morta - óleo sobre tela - 60 x 73 cm - canto inferior direito - 1921 -
Ex coleção José Adolpho da Silva Gordo, São Paulo - SP. -

Pintor da escola europeia com cotação no mercado de arte internacional. www.artprice.com; www.arcadja.com; www.auction.fr.



041 - MANOEL SANTIAGO (1897 - 1987)

Cascudas - óleo sobre tela - 61 x 51 cm - canto inferior direito e dorso -

Manoel Colafante Caledônio de Assumpção Santiago nasceu em Manaus, AM e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, desenhista e professor. Mudou-se para Belém em 1903 e iniciou estudos de pintura. Desde 1916 já praticava a arte não figurativa. Em 1919 transferiu-se para o Rio de Janeiro, cursou Direito e frequentou a Escola Nacional de Belas Artes, onde foi aluno de Rodolfo Chambelland e Baptista da Costa. Na época, teve aulas particulares com Eliseu Visconti. Foi casado com a pintora Haydeá Santiago. Participou em 1927 do Salão Nacional de Belas Artes e recebeu o prêmio viagem ao exterior, entre vários outros. Foi para Paris no ano seguinte, e lá permaneceu por cinco anos. De volta ao Rio de Janeiro, em 1932, tornou-se professor do Instituto de Belas Artes. Em 1934, passou a lecionar pintura e desenho no Núcleo Bernardelli, figurando entre seus alunos José Pancetti, Edson Motta, Bustamante Sá, Ado Malagoli, Rescála e Milton Dacosta. Participou da I Bienal Internacional de São Paulo (1951) e do 8º Panorama da Arte Brasileira (1976). PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, VOL. 1, PÁG. 241; TEODORO BRAGA, PÁG. 211; CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO DE PAISAGEM BRASILEIRA, MEC-MNBA /RIO/1944; MAYER/84, PÁG. 1158; REIS JR, PÁG. 378; PONTUAL, PÁG. 473; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 292; ITAÚ CULTURAL, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 865; ACERVO FIEO.



042 - CARYBÉ (1911 - 1997)

Retirantes - serigrafia - 91/100 - 46 x 63 cm - canto inferior direito -

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



043 - RENOT (1932)

Composição - tapeçaria - 101 x 125 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor, desenhista, gravador e tapeceiro, Reinaldo Eliomar de Freitas Marques da Silva nasceu em Santa Luzia, Bahia. Assina Renot. Autodidata, começou a pintar em 1957 e, em 1964, com a inauguração da Galeria Quirino, em Salvador, iniciou sua formação artesanal. Tornou-se amigo de vários intelectuais e artistas baianos entre os quais Jenner Augusto, Jorge Amado e Manuel Quirino. Quirino, com quem trabalhou, foi também o seu mestre na arte de tecer (1964). Foi responsável pelos calendários-tapeçaria que fez para a Basf e Bosh do Brasil em 1977. Realizou muitas exposições individuais em: Salvador, BA (1970, 1971, 1972, 1977); Porto Alegre, RS (1970); Rio de Janeiro (1971, 1974); São Paulo (1972, 1973, 1975 a 1978, 1982); Hamburgo, Alemanha (1971); Londres, Inglaterra (1972); Barcelona, Espanha (1974); Genebra, Suíça (1974); Buenos Aires, Argentina (1975); Paris, França (1976); Estados Unidos (1978, 1980). Participou de várias coletivas e mostras oficiais pelo Brasil e exterior. Atua também como perito, marchand e organizador de leilões. JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 816; VOL. 7, PÁG. 590; ITAU CULTURAL; MEC VOL. 4, PÁG. 53; web.artprice.com.



044 - FRANCISCO BRENNAND (1927)

Flores - tapeçaria - 66 x 56 cm - centro inferior - 1975 -
No estado. -

Pintor e ceramista. Estudou com André Lhote e Fernand Léger, em Paris. Participou de importantes bienais e salões, nacionais e internacionais. Realizou individuais de pintura e cerâmica no MAM-SP em 1960 e outras importantes salas de arte. Executou trabalhos murais em edifícios públicos e particulares no Recife e no estrangeiro. Suassuna considerou a sua pintura "bela, forte e brasileira". Brennand é referência mundial como artista puramente brasileiro. JULIO LOUZADA, VOL, 10, pág 141. PONTUAL, pág, 88. MEC, VOL , 1, pág, 294; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 717; ARTE NO BRASIL, pág. 879. Acervo FIEO. -



045 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

Banhista - escultura em bronze - 19 x 9 x 9 cm - assinado -
Ex coleção Sebastião Alves - Bragança Paulista - SP. -

Escultor e pintor paulista, iniciou seus estudos de escultura em Roma 1920/1922. Mais tarde tornou-se aluno de Maillol, em Paris, onde também frequentou as academias Ranson e de La Grande Chaumière, em 1936. É considerado o maior escultor nacional. MEC, vol.2, pág. 250/1; PONTUAL, pág. 237/8; MAYER/84, pág. 1333; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 587; ARTE NO BRASIL, pág. 715; LEONOR AMARANTE, pág. 18.



046 - OSWALDO GOELDI (1895 - 1961)

Na peixaria - xilogravura - 1/15 - 15 x 20 cm - canto inferior direito -

Desenhista, gravador e professor, nascido no Rio de Janeiro, filho de Emilio A Goeldi, naturalista suiço. A partir dos seis anos estudou na Suiça. Sua obra sofreu influência do expressionista austríaco Alfred Kubin. Retornando ao Brasil em 1919, realizou no Rio de Janeiro sua primeira exposição em 1921, no Liceu de Artes e Ofícios. Publicou albuns e ilustrou diversos e importantes livros. É artista altamente conceituado no País e no exterior, tendo merecido diversas homenagens póstumas, inclusive em filme. PONTUAL pág. 240; JULIO LOUZADA vol.11, pág130; MEC vol. 2, pág.271; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 521; ARTE NO BRASIL, pág. 672; Acervo FIEO.



047 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Paisagem - serigrafia - 23 x 13 cm - canto inferior esquerdo na tela serigráfica -
Obra impressa por Ateliê Mário Della Parra - Serigrafias - Rio de Janeiro, RJ. -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



048 - GIUSEPPE CASCIARO (1863 - 1941)

Paisagem - óleo sobre madeira - 50 x 70 cm - canto inferior esquerdo - 1933 -

Italiano, o autor foi ativo na cidade de Nápoles. Nos certames de que participou, foi premiado diversas vezes. Obteve uma medalha de de bronze na Exposição Universal de Paris, em 1900. O Museu de Munique possui duas obras suas. BENEZIT vol 2 pág. 573



049 - SERGIO VIDAL (1945)

"Roda de Samba" - óleo sobre tela - 50 x 60 cm - centro inferior e dorso - 1982 -

Pintor, gravador, escultor e músico, nascido na cidade do Rio de Janeiro-RJ. O consagrado crítico de arte, Quirino Campofiorito, assim escreveu sobre o autor: " ... Vidal encontra sua temática na convivência popular, e a traduz (gente e ambiente) com a eloquência poética de quem realmente sente o assunto e sabe dar-lhe proporção justa". Vidal realizou exposição individual e coletivas, com sucesso de crítica e de público. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 1033. Acervo FIEO.



050 - JOÃO BAPTISTA CASTAGNETO (1862 - 1900)

Barco - óleo sobre madeira - 8 x 13 cm - canto inferior direito -
Ex coleção José Adolpho da Silva Gordo, São Paulo - SP. -

Pintor especializado em marinhas, foi aluno de Georg Grimm, exímio colorista, fez impressionismo institivamente; pintou em geral pequenos quadros a óleo, usando como suporte até tampas de caixas de charuto; fez também aquarelas e desenhos. MEC vol.1, pág. 368; PONTUAL, págs. 117/118; TEIXEIRA LEITE, pág. 112; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 416; LEONOR AMARANTE, pág. 42.



051 - QUIRINO CAMPOFIORITO (1902 - 1993)
RETIRADO

Natureza morta - óleo sobre madeira - 31 x 41 cm - canto inferior direito - 1982 -

Pintor, desenhista, gravador, crítico, ilustrador, caricaturista e professor, natural da cidade de Belém-PA, e falecido em Niterói-RJ. Estudou pintura na ENBA-RJ, tendo como professores Modesto Brocos, João Batista da Costa, Augusto Bracet e Rodolfo Chambelland. Prêmio Viagem à Europa em 1929. Em Paris, estuda no Ateliê de Pongheon da Académie Julian e na Académie de La Grand Chaumière, até 1932. Em Roma, freqüenta o curso de pintura da Escola de Belle Arti e o curso de desenho do Círculo Artístico e da Academia Inglesa de Roma, entre 1932 e 1934. Participou do Núcleo Bernardelli, tornando-se seu presidente em 1942. Expôs individualmente por diversas vezes no Rio de Janeiro, participando de coletivas por diversas cidades brasileiras. "Se bem que o magistério e a atividade crítica tenham sem dúvida roubado ao artista tempo precioso, Campofiorito é autor de considerável bagagem, destacando-se como autor de vistas urbanas, estudos de nu e figuras, naturezas-mortas e alegorias, nas quais repercute muito intensa a influência de De Chirico e do Metafisicismo". LEITE, José Roberto Teixeira. REIS JR., pág. 382; TEODORO BRAGA, pág. 63; WALMIR AYALA, vol. 1, pags. 162 e 165; PONTUAL, pág. 103/104; TEIXEIRA LEITE, pág. 102; MEC, vol. 1, pág. 332; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 572; ARTE NO BRASIL, pág. 647; Acervo FIEO.



052 - ESCOLA EUROPÉIA, SÉC. XIX - XX

Paisagem da Baviera - óleo sobre tela - 80 x 60 cm - canto inferior direito ilegível -



053 - FERNANDO COELHO (1939)

Paisagem - óleo sobre tela - 15 x 30 cm - canto inferior direito - 1964 -

Pintor baiano nascido em Salvador. Inicialmente publicitário de sucesso, dedica-se integralmente à pintura a partir de 1963. Além de exposições individuais nas Galerias Querino (Salvador), Astréia (SP), e Bonino (RJ), expôs na Alemanha e participou dos SNAM e BNAP. Produz pintura que, fixando paisagens urbanos, se situa entre o figurativismo e o abstracionismo. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 209/210; MEC, vol. 1,pág. 441; PONTUAL, pág. 139; TEIXEIRA LEITE, pág. 126; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 74.; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO.



054 - TOMÁS SANTA ROSA (1909 - 1956)

Roda de samba - desenho a lápis - 20 x 20 cm - canto inferior direito -

Pintor, gravador, cenógrafo e professor. Oriundo da Paraíba, onde nasceu, fixou-se no Rio de Janeiro, iniciando em 1930 sua bem sucedida carreira de ilustrador de obras de autores estrangeiros e brasileiros, que inclui, dentre outros, Graciliano Ramos, José Lins do Rêgo, Jorge Amado, Castro Alves e muitos outros. Sua obra tem reconhecimento nacional e unanimidade de crítica, havendo se destacado em todas as áreas das artes que praticou. PONTUAL, pág. 472; TEIXEIRA LEITE, pág. 460; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 572; LEONOR AMARANTE.



055 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Paisagem - aquarela - 59 x 40 cm - canto inferior direito ilegível -



056 - CARLOS BASTOS (1925)

Girassóis - óleo sobre tela - 92 x 60 cm - canto inferior direito -

Pintor e desenhista baiano, um dos precursores do modernismo em Salvador, em 1944. Também cenógrafo e ilustrador, sua pintura é notável pela predominância da linha e pelo sentimento poético que a informa. WALMIR AYALA, vol.1, págs.89 A 91; PONTUAL, pág. 58; JULIO LOUZADA, vol.10, pág.99; ITAU CULTURAL.



057 - ANGELO CANNONE (1899 - 1992)

Pastores - óleo sobre eucatex - 24 x 30 cm - canto inferior direito e dorso - 1982 -

Nascido na Itália, radicou-se no Brasil. Seu estilo liga-se ao dos Macchiajoli oitocentistas (os equivalentes italianos dos impressionistas franceses) e ao de Pratella em especial. São especialmente notáveis suas paisagens e marinhas. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 168; JULIO LOUZADA vol.11, pág.54; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



058 - MARIO ZANINI (1907 - 1971)

Flores - óleo sobre cartão - 38 x 25 cm - canto inferior direito -

Pintor, decorador, ceramista, professor, Mário Zanini nasceu e faleceu em São Paulo. Foi um dos integrantes de dois importantes movimentos artísticos considerados históricos na pintura paulista: o Grupo Santa Helena e a Família Artística Paulista. Sua formação artística se deu em São Paulo quando aos 13 anos iniciou curso de pintura da Escola Profissional Masculina do Brás e de 1924 a 1926, matriculou-se no curso de desenho e artes do Liceu de Artes e Ofícios. Conheceu Alfredo Volpi em 1927 e no ano seguinte estudou com o pintor Georg Elpons. Trabalhou no escritório de decoração de Francisco Rebolo entre 1933 e 1938. Em 1940 recebeu medalha de prata no 46º Salão Nacional de Belas Artes e foi convidado por Rossi Osir a trabalhar em seu ateliê de azulejos artísticos, o Osirarte. Em 1950, viajou por seis meses pela Itália, em companhia de Volpi e Osir. A partir de 1968 lecionou na Faculdade de Belas Artes de São Paulo. Participou de vários Salões oficiais e mostras coletivas no Brasil, como I e III Bienal Internacional de São Paulo e no exterior. Sua família doou 108 de suas obras ao Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo - MAC/USP em 1974. MEC, VOL. 4, PÁG. 531; PONTUAL, PÁG. 557; TEODORO BRAGA, PÁG. 250; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 451; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; ARTE NO BRASIL, PÁG. 778; LEONOR AMARANTE, PÁG.38; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 1085; ACERVO FIEO.



059 - TADASHI KAMINAGAI (1899 - 1982)

Paraíso - guache - 25 x 35 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, professor, Tadashi Kaminagai nasceu em Hiroshima, Japão e faleceu em Paris, França. Por iniciativa da família, ingressou aos 14 anos num mosteiro budista na cidade japonesa de Kobe. Dois anos depois, viajou para as Índias Ocidentais Holandesas, atual Indonésia, atuando como missionário e agricultor até 1927. Nesse ano, decidido a seguir carreira artística, mudou-se para Paris, onde conheceu o artista Tsugouharu Foujita, que o orientou na pintura. Paralelamente à atividade artística, trabalhou como moldureiro. No início da década de 1930, expôs quadros nos salões parisienses e retornou ao Japão em 1938. Embarcou para o Brasil um ano após a eclosão da Segunda Guerra Mundial trazendo consigo uma carta de recomendação endereçada a Candido Portinari. Fixou residência no Rio de Janeiro e, em 1941, instalou ateliê e oficina de molduras no bairro de Santa Teresa, onde trabalhou e atuou como professor de diversos artistas brasileiros e nipo-brasileiros, como Inimá de Paula, Flavio-Shiró e Tikashi Fukushima, entre outros. Sua primeira exposição individual, por volta de 1945, foi organizada por Portinari no Rio de Janeiro. Em 1947, passou a integrar o Grupo Seibi. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais como a 1ª e 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1951 e 1953). Foi premiado no Rio de Janeiro (1944, 1950). Retornou ao Japão em 1954 e três anos mais tarde voltou a fixar-se em Paris. Viveu entre o Japão, a França e o Brasil, até seu falecimento. ITAU CULTURAL; TEODORO BRAGA, PÁG.134; BENEZIT, VOL.6, PÁG.152; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁG.; MEC, VOL.2, PÁG.401; PONTUAL, PÁG.287; WALTER ZANINI, PÁG. 643; ARTE NO BRASIL; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 506; ACERVO FIEO.



060 - FELISBERTO RANZINI (1881 - 1976)

"Igreja da Glória do Outeiro" - óleo sobre madeira - 25 x 39 cm - canto inferior direito e dorso - Rio de Janeiro -

Arquiteto, desenhista e escritor, Felisberto Ranzini nasceu em Mântua, Itália e faleceu em São Paulo - SP. Sobresaiu-se principalmente na técnica de aquarela, na qual se especializou. Suas composições em óleo são claras e detalhadas, quase que miniaturistas. JULIO LOUZADA, vol 1, pág. 805; MEC vol.4, pág. 26, RUTH TARASANTCHI.



061 - EDIVAL RAMOSA (1940)

"Andrômeda" - chumbo, vidro e alumínio - 37 x 56 cm - canto inferior direito e dorso - 2010 - Ubatuba, SP -

Pintor, desenhista e escultor, Edival Ramosa de Andrade nasceu em São Gonçalo, RJ. Foi para o Oriente Médio, servindo no Batalhão Suez e conheceu várias cidades europeias. Morou em Milão de 1964 a 1974, e lá frequentou o ateliê de Arnaldo Pomodoro, Lucio Fontana e Enrico Baj. Realizou individuais em diversas cidades da Itália (Milão, Ferrara, Verona, Trieste, e outras) como também em São Paulo, Rio de Janeiro, Cuiabá, Brasília, Ribeirão Preto, na Austrália (Canberra) e na Bélgica. Também participou de inúmeras coletivas no exterior e no Brasil, como o Panorama da Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1988, 1991). Foi premiado, em 1968, na Itália (Milão, Arezzo e Sicília). De volta ao Brasil, montou ateliê em Cabo Frio, RJ (1974) e, nos anos 80, fixou residência em Ribeirão Preto (SP). MEC VOL. 4, PÁG. 25; ITAU CULTURAL.



062 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Composição - desenho a lápis - 16 x 11 cm - centro direito - 1982 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins. -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



063 - IBERÊ CAMARGO (1914 - 1994)

"Jardim zoológico de Roma" - litografia - 2/21 - 19 x 30 cm - canto inferior direito - 1949 -
Reproduzida na página 341 do "Catálogo Raisonné Iberê Camargo - vol 1/ gravuras - Mônica Zielinsky". -

Natural da cidade de Restinga Seca, RS, e falecido na capital gaúcha. Foi aluno de Salvador Parlagreco e João Fahrion. No Rio de Janeiro, a partir de 1942, estudou pouco tempo na Escola Nacional de Belas Artes, trocando-a pelos ensinamentos de Guignard. Recebeu o prêmio viagem ao estrangeiro em 1947, na Divisão Moderna do Salão Nacional de Belas Artes. Morou dois anos em Paris e Roma, aperfeiçoando-se com De Chirico, Lhote, Achille e Rosa em pintura e Petrucci em gravura. Foi considerado o Melhor Pintor Nacional na VI Bienal de São Paulo, em 1961. MEC, vol.1, pág.328 e 329; WALMIR AYALA, vol.1, pág.156 a 158; JULIO LOUZADA, vol.11, pág.51; TEIXEIRA LEITE, pág.101; PONTUAL, pág.100 e 101; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 573; ARTE NO BRASIL, pág. 853; LEONOR AMARANTE, pág. 127.



064 - ANTONIO BANDEIRA (1922 - 1967)

Composição - desenho a nanquim, aquarela e guache - 31 x 25 cm - canto inferior direito - 1956 -

Pintor, desenhista, gravador, nascido em Fortaleza, CE e falecido em Paris, onde viveu a maior parte de sua vida. É um dos pioneiros da arte abstrata no Brasil. Iniciou-se na pintura como autodidata. Em 1941, em Fortaleza, participou, ao lado de Mário Baratta, entre outros, da criação do Centro Cultural de Belas Artes depois, Sociedade Cearense de Artes Plásticas. Em 1945, transferiu-se para o Rio de Janeiro e, no ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual. Contemplado pelo governo francês com bolsa de estudos, permaneceu em Paris de 1946 a 1950 onde frequentou a Escola Nacional Superior de Belas Artes e a ‘Académie de la Grande Chaumière’. Entre 1947 e 1948 participou do ‘Salon d'Automne’ e do ‘Salon d'Art Libre’. Tomou parte em reuniões de artistas e formou o Grupo Banbryols (ban de Bandeira; bry de Camille Bryen; e ols de Wols), que durou de 1949 a 1951. Voltou ao Brasil em 1951 e apresentou-se na 1ª Bienal Internacional de São Paulo. Em 1952, criou um mural para o Instituto dos Arquitetos do Brasil, em São Paulo. Retornou a Paris em 1954 em razão do Prêmio Fiat, obtido na 2ª Bienal Internacional de São Paulo, mas não deixou de expor no Brasil. Permaneceu na Europa até 1959, passando pela Inglaterra e Bélgica, onde, em 1958, realizou um painel para o ‘Palais des Beaux-Arts’. Ao retornar ao Brasil teve uma atividade artística intensa, participou de importantes exposições, em paralelo a mostras em Paris, Munique, Verona, Londres e Nova York. Voltou a Paris em 1965, onde permaneceu até sua morte. BENEZIT, VOL.1, PÁG.415; MEYER/87, PÁG.606; MEC, VOL.1, PÁGS.159,160 E 167; PONTUAL, PÁGS. 48 E 49; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁGS. 71 A 74; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 52 A 54; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; ARTE NO BRASIL, PÁG. 599; LEONOR AMARANTE, PÁG. 34; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 86; ACERVO FIEO; web.artprice.com; pitoresco.com; pinturabrasileira.com.



065 - AGENOR FRANCISCO DOS SANTOS (1932)

Maternidade - escultura em madeira - 27 x 16 x 8 cm - assinado -

Escultor desde os sete anos de idade, autodidata, nasceu em Alagoinhas, Bahia. Filho do carpinteiro Tertuliano Sikilo dos Santos, de origem africana, e de Importília Marques de Jesus, descendentes de imigrantes chineses e portugueses. Suas primeiras obras estão no convento dos capuchinhos em Alagoinhas, onde esculpiu todas as portas e portões de madeira com motivos religiosos e, ainda, inúmeras imagens em cedro. Trabalhou também com o barro e foi restaurador do Museu de Arte Sacra da Bahia. www.artistasdeembu.com.br.



066 - DIONISIO DEL SANTO (1925 - 1999)

Composição - guache - 14 x 14 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e serigrafista, nasceu em Colatina-ES, e faleceu em Vitória, naquele mesmo Estado. Autodidata. Em 1975, recebe o Prêmio de Melhor Exposição de Gravura do Ano, da APCA. Participou da 9ª Bienal Internacional de São Paulo, 1967 (Prêmio Itamarati Aquisição) e do Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro, 1968 (Prêmio Isenção do Júri). JULIO LOUZADA vol.11, pág. 88; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 682; ARTE NO BRASIL, pág. 934.



067 - WALTER LEWY (1905 - 1995)

"Composição surrealista" - óleo sobre tela colada em madeira - 20 x 29 cm - canto inferior esquerdo - 1971 -
Com etiqueta de Estúdio ML Arte e Objetos - Rua Pamplona, 1171, São Paulo - no dorso. -

Gravador, pintor, ilustrador, paisagista, desenhista e publicitário nascido em Bad Oldesloe, Alemanha e falecido em São Paulo. Estudou na Escola de Artes e Ofícios de Dortmund, Alemanha (1923-1927). Nesse período, filiou-se à tendência do realismo mágico. Em 1928 participou de coletivas em Dortmund, Gelsenkirchen, Boclusim e outras cidades. Com a crise econômica de 1929, Lewy perdeu seu emprego de desenhista numa gráfica e foi viver com os pais no interior, tornando-se ilustrador de anedotas em jornais. Realizou sua primeira exposição individual em Bad Lippspringe (1932), mas foi fechada quando a Câmara de Arte Alemã proibiu a participação de judeus na vida artística. Escapando dessa situação opressora, o artista imigrou para o Brasil (1938), retomando profissionalmente a pintura. Deixou para trás centenas de trabalhos, que foram enviados para a Holanda e perdidos durante os bombardeios da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). No Brasil, fixou-se em São Paulo. Nos primeiros anos fez desenho publicitário e mais tarde capas de livros e ilustrações para diversas editoras. Ilustrou obras de Bertrand Russell, Machado de Assis e Arnold Toynbee, entre outras. Mais tarde, empregou-se como diagramador, letrista e arte-finalista nas agências de propaganda De Carli, Lintas Publicidade, Martinelli, Santos & Santos e Thompson Propaganda. Participou de Salões Nacionais e Bienais de São Paulo, entre 1951 e 1965, recebendo diversas premiações oficiais. JULIO LOUZADA, VOL. 10, PÁG. 497; MEC, VOL. 2, PÁG. 474; TEODORO BRAGA, PÁG. 245; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 286; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 630; LEONOR AMARANTE, PÁG. 142; ACERVO FIEO.



068 - ALBERTO TEIXEIRA (1925 - 2011)

Composição - guache - 28 x 34 cm - canto inferior esquerdo - 1967 -

Alberto Dias D'Almeida Teixeira nasceu em São João do Estoril, Portugal e faleceu em Campinas, SP. Pintor, desenhista e professor. Assinou em monograma até 1984 e depois A. Teixeira. Estudou desenho e pintura na Sociedade Nacional de Belas Artes (1947-1950), em Lisboa. Fixando residência em São Paulo, em 1950, foi aluno de Samson Flexor e tornou-se membro do Atelier Abstração. Expôs em diversas edições da Bienal Internacional de São Paulo (entre 1953 e 1965), do Panorama da Arte Atual Brasileira (1970 e 1973) e na Bienal Brasil Século XX, organizada pela Fundação Bienal de São Paulo (1994). Suas participações no Prêmio Leirner de Arte Contemporânea e no 1º Salão Esso de Artistas Jovens lhe renderam, respectivamente, o segundo e o primeiro prêmio em pintura. JULIO LOUZADA, VOL. 3 PÁGS. 1118 A 1122; ITAU CULTURAL; PONTUAL, PÁG. 517; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 497; MEC VOL. 4, PÁG. 376; ACERVO FIEO.



069 - JOSÉ JOAQUIM MONTEIRO FRANÇA (1875 - 1944)

Barcos - pastel - 28 x 38 cm - canto inferior direito - 1903 - Paris -

Natural de Pindamonhangaba SP, onde nasceu em 21 de outubro e falecido nesta Capital, SP, em 24 de março. No Rio de Janeiro, foi aluno de Henrique Bernardelli e de Bérard na ENBA. Na Europa, onde passou parte de sua vida artística, decorou em 1906, o Pavilhão do Brasil na Exposição Internacional em Turin, Itália. "(...) Monteiro França dedica-se à análise de sua sensação visual, levando-a a um altíssimo grau de intensidade colorida, de maneira que cor e forma constituem um todo. A aplicação da massa em toques horizontais e verticais, a estilização geométrica dos volumes na estrutura interna dos planos revelam a longínqua influência de Cézanne, profundo renovador da pintura mundial nas primeiras décadas do século XX". Dominique Edouard Baechler, in Pintura acadêmica: Pintura de gênero: obras primas de uma coleção paulista : 1860-1920. São Paulo: Imprensa Oficial, 1982. LAUDELINO FREIRE, pág. 513; TEODORO BRAGA, pág. 164; REIS JUNIOR, pág. 366; MAYER/84, pág. 1040; JULIO LOUZADA, vol.11, pág.216; ITAÚ CULTURAL; TEIXEIRA LEITE, pág. 332.



070 - CHICO ANYSIO (1931 - 2012)

"Massagüeira II" - óleo sobre tela - 30 x 70 cm - canto inferior direito e dorso -

Natural de Maranguape, Ceará, este famoso artista e humorista, conhecido pela suas múltiplas facetas, também nos surpreende com suas marinhas, de cores suaves de composição harmoniosa. JULIO LOUZADA, vol.3 pág. 58



071 - FUKA (LUIZ FERNANDO DA CUNHA PEPE) (1948)

"Abstração" - acrílico sobre eucatex - 50 x 50 cm - canto inferior direito e dorso - 1986 -

Mineiro de Uberaba, nascido a 13 de agosto de 1948. Dedica-se excluvamente à pintura a partir de 1981. Segundo o premiado artista Sansão Campos Pereira, da ABBA: "...Fuka pereniza na combinação de suas cores um universo de beleza e lirismo onde demonstra conhecer tão bem as diversas mudanças de sombra e luz. A beleza de sua obra é inata, perene e consciente na multiplicidade da diversidade temática." JULIO LOUZADA, vol. 4, pág. 429



072 - DJANIRA DA MOTTA E SILVA (1914 - 1979)

Figuras - desenho a nanquim e sépia - 20 x 13 cm - canto inferior direito -

Pintora, desenhista, ilustradora, cartazista, cenógrafa e gravadora. Djanira da Motta e Silva nasceu em Avaré, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. No final da década de 1930, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde teve suas primeiras instruções de desenho no Liceu de Artes Ofícios e com o pintor Emeric Marcier, hóspede da pensão que Djanira instalou no bairro de Santa Teresa. Os contatos com os artistas Carlos Scliar, Milton Dacosta , Arpad Szenes , Vieira da Silva e Jean-Pierre Chabloz , frequentadores de sua pensão, proporcionaram um ambiente estimulador que a levou a expor no 48º Salão Nacional de Belas Artes, em 1942. No ano seguinte, realizou sua primeira mostra individual, na Associação Brasileira de Imprensa - ABI. Em 1945, viajou para Nova York. De volta ao Brasil, realizou o mural ‘Candomblé’ para a residência do escritor Jorge Amado, em Salvador, e painel para o Liceu Municipal de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Entre 1953 e 1954, viajou a estudo para a União Soviética. De volta ao Rio de Janeiro, tornou-se uma das líderes do movimento pelo Salão Preto e Branco, um protesto de artistas contra os altos preços do material para pintura. Realizou em 1963, o painel de azulejos ‘Santa Bárbara’, para a capela do túnel Santa Bárbara, Laranjeiras, Rio de Janeiro. No ano de 1966, a editora Cultrix publicou um álbum com poemas e serigrafias de sua autoria. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil, EUA e Europa. Foi premiada no Rio de Janeiro (1943, 1944, 1949, 1950 a 1953, 1955, 1963) e em São Paulo (1951, 1955). Participou da 1ª e da 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955). Em 1977, o Museu Nacional de Belas Artes - MNBA, realizou uma grande retrospectiva de sua obra. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 336; PONTUAL, PÁG. 181; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 164; MEC, VOL. 2, PÁG 58; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG, 263; WALTER ZANINI, PÁG. 810; ARTE NO BRASIL, PÁG. 824; ACERVO FIEO.



073 - GRYNER (1917 - 2009)

Nu - óleo sobre tela - 61 x 45 cm - canto inferior direito -

Pintor, Rachmyl Mendel Gryner nasceu em Ilza, Polônia. Assina Gryner. Fez seus estudos artísticos na Europa. Transferiu-se para o Brasil em 1935 e aqui se aperfeiçoou no Liceu de Artes e Ofícios - RJ, onde foi aluno de Tomás Santa Rosa e Armando Vianna, entre outros. Cursou ainda cenografia na Escola Nacional de Belas Artes - RJ. Entre 1948 e 1950 voltou à Europa, passando por Polônia, Bélgica e França, expondo seus trabalhos. No Rio de Janeiro expôs individualmente (1966) e, entre 1952 e 1966, participou de Salões oficiais onde foi premiado. Realizou também obras em mosaico no Rio de Janeiro. JULIO LOUZADA VOL.6, PÁG.471; mosaicosdobrasil.tripod.com/id45.html.



074 - MARIA LEONTINA (1917 - 1984)

Composição - aquarela - 35 x 26 cm - canto inferior direito - 1956 -

Pintora, gravadora e desenhista. Maria Leontina Mendes Franco da Costa nasceu em São Paulo, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. Iniciou estudos de desenho com Antônio Covello, em São Paulo (1938), e na primeira metade da década de 1940 estudou pintura com Waldemar da Costa. Em 1946, no Rio de Janeiro, frequentou o ateliê de Bruno Giorgi e fez curso de museologia no Museu Histórico Nacional, entre 1946 e 1948. Em 1947, participou da exposição ‘19 Pintores’, na Galeria Prestes Maia, em São Paulo, ao lado de Lothar Charoux, Marcelo Grassmann, Aldemir Martins, Luiz Sacilotto e Flavio-Shiró. Em 1951, foi convidada pelo psiquiatra e crítico de arte Osório César para orientar o setor de artes plásticas do Hospital Psiquiátrico do Juqueri. No mesmo ano, organizou uma mostra dos internos no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Em 1952, com bolsa de estudo do governo francês, viajou para a Europa, acompanhada pelo marido, o pintor Milton Dacosta. Em Paris, entre 1952 e 1954, frequentou o ateliê de gravura de Johnny Friedlaender. Na década de 1960, realizou painel de azulejos para o Edifício Copan e vitrais para a Igreja Episcopal Brasileira da Santíssima Trindade, ambos em São Paulo. Realizou exposições individuais e participou de inúmeras mostras, Salões oficiais e Bienais como a Bienal de Veneza (1950, 1952, 1956). Foi premiada no Rio de Janeiro (1944, 1950, 1955, 1957, 1980); em São Paulo (1944; 1947; 1951; 1954; 1958; 1960; 1980; 1955, 1959, 1965 - Bienais Internacionais; 1969, 1970 - Panoramas da Arte Atual Brasileira; 1975 - prêmio pintura da Associação Paulista de Críticos de Artes - APCA); Brasília, DF (1980); Curitiba, PR (1980; Porto Alegre, RS (1980); Nova York (1960 - Fundação Guggenheim). ITAU CULTURAL; MEC, VOL. 2, PÁG. 471; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 309; PONTUAL, PÁG. 338; ARTE NO BRASIL, PÁG. 772; LEONOR AMARANTE, PÁG. 25; WALTER ZANINI, PÁG. 645; JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 572.



075 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Tipos populares - guache - cada 13 x 9 cm - canto inferior direito ilegível -
Trabalho composto de cinco obras montadas em uma única moldura. -



076 - IVAN SERPA (1923 - 1973)

Bicho - gravura - P. A. - 19 x 15 cm - canto inferior direito - 10/04/63 -

Pintor, desenhista, gravador e professor, Ivan Ferreira Serpa nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Estudou gravura e desenho com Axel Leskoschek (entre 1946 e 1948) no Rio de Janeiro. Em 1949, ministrou suas primeiras aulas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, onde, a partir de 1952, exerceu sistemática atividade didática, em especial no ensino infantil. Foi um dos precursores do concretismo no Brasil, criando ao lado de Aluisio Carvão, Lígia Clark, Hélio Oiticica e outros o Grupo Frente, que se manteve ativo de 1954 a 1956, inclusive com exposições no Rio de Janeiro. Participou da Divisão Moderna do SNBA (1947-1951). Em 1957, recebeu o prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna, RJ. Participou da exposição ’Opinião 65’, evento que marca a difusão de uma nova arte de tendência figurativa, a neofiguração. Em 1970, fundou, com Bruno Tausz, o Centro de Pesquisa de Arte no Rio de Janeiro. Participou da Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1961, 1963, 1965) e da Bienal de Veneza (1952, 1954, 1962, 1966). PONTUAL, PÁG 486; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 605; ARTE NO BRASIL, PÁG. 840; LEONOR AMARANTE, PÁG. 26; MEC VOL. 4, PÁG. 221; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 899.



077 - FERNANDO ODRIOZOLA (1921 - 1986)

Composição - técnica mista - 30 x 21 cm - canto inferior direito - 1975 -

Fernando Pascual Odriozola nasceu em Oviedo, Espanha e faleceu em São Paulo. Pintor, desenhista e gravador. Começou a pintar em 1936. Veio para o Brasil em 1953 e fixou residência em São Paulo. No ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual na Galeria Portinari. O Museu de Arte Moderna de São Paulo dedicou-lhe outra individual, em 1955. Na década de 1960, lecionou no Instituto de Arte Contemporânea da Fundação Armando Álvares Penteado e colaborou como ilustrador nos jornais O Estado de S. Paulo e Diário de S. Paulo, e na revista Habitat. Em 1964, integrou, com Wesley Duke Lee , Yo Yoshitome e Bin Kondo , o Grupo Austral, ligado ao movimento internacional Phases. Participou das 7ª, 8ª, 9ª, 12ª, 13ª, 14ª, 15ª e 18ª Bienais Internacionais de São Paulo onde foi premiado na 7ª, 8ª, e 14ª edição; da 7ª Bienal de Tóquio; dos 2º e 5º Panoramas da Arte Atual Brasileira, entre outras. No ano de seu falecimento, o Centro Cultural São Paulo (CCSP) realizou uma exposição retrospectiva póstuma em sua homenagem. JULIO LOUZADA VOL.11, PÁG. 231; MEC VOL.3, PÁG.291; PONTUAL PÁG. 389; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 737; ARTE NO BRASIL PÁG.907; LEONOR AMARANTE PÁG. 143; ACERVO FIEO.



078 - LYDIO BANDEIRA DE MELLO (1929)

Paisagem - técnica mista - 30 x 43 cm - canto inferior esquerdo - 2008 -

Pintor, desenhista e professor, nascido em Leopoldina, MG. Estudou na antiga Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, diplomando-se em 1951. Pintou na Itália, decorando um convento Franciscano (1962). No Brasil participou de diversas coletivas, a partir de 1954, recebendo premiações. JULIO LOUZADA, vol. 1 pág. 89



079 - JOÃO PONCE PAZ (1900 - 1988)

Figuras - óleo sobre eucatex - 56 x 38 cm - canto inferior esquerdo - 1984 -

Expôs em São Paulo em 1983; em 1985 no Museu Lasar Segall e MASP, a convite de Pietro Maria Bardi; pintor do Grupo "Vila Monumento", com Volpi, Rebolo, Zanini, Gobbis, Mecatti e outros. MEC vol.3, pág.357.



080 - CARYBÉ (1911 - 1997)

"Briga do homem lobo" - desenho a nanquim e aquarela - 41 x 33 cm - canto inferior direito -

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



081 - ROSARIO MORENO (1918)

Composição - técnica mista - 55 x 36 cm - canto inferior esquerdo - 1961 -

Artista com participação na Bienal Internacional de São Paulo e em Evandro Carneiro Leilões - Rio de Janeiro.



082 - FLÁVIO DE CARVALHO (1899 - 1973)

Nus - gravura - 1/100 - 50 x 36 cm - canto inferior direito - 1972 -

Pintor, desenhista, escultor, cenógrafo, engenheiro civil, arquiteto e escritor. Educou-se na Inglaterra. Foi um dos pioneiros da arquitetura moderna no Brasil. Figura polêmica e provocativa, teve vida cultural bastante agitada. Participou em diversas bienais e exposições nacionais e internacionais. TEODORO BRAGA, pág. 95/96/97; REIS JR., pág. 379; PONTUAL, pág. 113/114; MEC, vol.1, pág. 363; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 177.; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 478; ARTE NO BRASIL, pág. 746; LEONOR AMARANTE, pág. 28; Acervo FIEO.



083 - MICHEL DE GALLARD (1921 - 2007)

Paisagem - óleo sobre tela - 60 x 73 cm - canto inferior direito - 1956 -

Pintor da Escola Francesa, nascido em Villefranche-d’Allier e falecido em Yonne, França. Deixou os estudos de medicina e se dedicou à pintura freqüentando a Academia da Grande Chaumière et Arts Décoratifs. Foi um dos representantes do movimento realista miserabiliste. Participou regularmente de exposições em importantes galerias parisienses, Salões oficiais e internacionais. Recebeu vários prêmios e possui obras em muitos museus da Europa. BENEZIT, VOL.4, PÁG. 591; www.presidence.fr; www.artnet.com.



084 - J. CARLOS (1884 - 1950)

"Os carneiros!" - desenho a nanquim e aquarela - 41 x 29 cm - canto inferior direito -
Capa da revista Careta de 29 de outubro de 1938, n° 1584, Ano XXXI. Reproduzido na página 239 do livro "J. Carlos contra a guerra" texto de Arthur Dapieve e organização de Cássio Loredano. -

Nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, desenhista, ilustrador e caricaturista. Realizou mais de cem mil desenhos, não se conhecendo um único ruim. Observador arguto, retratou com maestria e humor o cotidiano de sua cidade natal, da qual, consta, ausentou-se por duas únicas ocasiões. JULIO LOUZADA vol. 10, pág. 181; CARICATURISTAS BRASILEIROS, de Pedro Corrêa do Lago, pág. 74; WALTER ZANINI, pág. 448; ARTE NO BRASIL, pág. 646.



085 - HONÓRIO PEÇANHA (1907 - 1992)

"Estácio de Sá" - escultura em bronze - 22 x 9 x 8 cm - dorso -

Escultor e professor que nasceu em Macuco, RJ e faleceu em Niterói, RJ. Iniciou sua formação estudando escultura no Instituto João Alfredo, Rio de Janeiro, entre 1921 e 1924. Foi aluno de Eduardo Augusto de Barros e Modestino Kanto, com quem continuou os estudos no Liceu de Artes e Ofícios. Lecionou escultura nesta mesma instituição, alguns anos depois. Por volta de 1927, frequentou as aulas de Correia Lima e em 1928, entrou para a Escola Nacional de Belas Artes. Na década de 30, viajou para Paris, França, onde estudou na Academia ‘de La Grande Chaumière’. Venceu, com Modestino Kanto, o concurso ao Monumento a Marechal Deodoro (1925/1926). Participou de várias edições, no Rio de Janeiro, do Salão de Belas Artes e do Salão Nacional de Arte Moderna. Foi premiado em 1930, 1931, 1935 - Prêmio de Viagem à Europa, 1939 - Prêmio de Viagem ao País, 1942, 1955. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 13, PÁG. 255; MEC VOL. 3; PÁG. 357; PONTUAL PÁG. 409.



086 - ADOLFO FONZARI (1880 - 1959)

Paisagem - óleo sobre madeira - 26 x 37 cm - canto inferior esquerdo -
Com etiquetas da exposição "Iconografia Paulistana em coleções particulares" realizada no Museu da Casa Brasileira - São Paulo, SP - pela Sociarte em 1998/1999. -

Pintor e decorador italiano. Expôs individualmente em Curitiba-PR (1937), Porto Alegre (1939) e São Paulo (1941). Obteve premiações em salões estaduais em São Paulo e Rio Grande do Sul. É de sua autoria a decoração do teto do Teatro Santa Helena, SP. THEODORO BRAGA, pág.98; Pintores Italianos no Brasil-abril/82; TEIXEIRA LEITE, pág.205; MEC. Vol.2, pág.186; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO, RUTH TARASANTCHI.



087 - MARCELO GRASSMANN (1925 - 2013)
RETIRADO

Figura - litografia - P. A. - 29 x 24 cm - canto inferior direito -

Desenhista, gravador, ilustrador, pintor, escultor e professor, nasceu em São Simão, SP. Estuda fundição, mecânica e entalhe em madeira na Escola Profissional Masculina do Brás, SP. Passa a realizar xilogravuras a partir de 1943. Atua como ilustrador do Suplemento Literário do ‘Diário de São Paulo’, do ‘O Estado de S. Paulo’ e do ‘Jornal do Estado da Guanabara’. Quando reside no Rio de Janeiro, a partir de 1949, freqüenta os cursos de gravura em metal, com Henrique Oswald e de litografia, com Poty, no Liceu de Artes e Ofícios. Em Salvador (1952), trabalha com Mario Cravo Júnior. .Recebe o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Arte Moderna (1953) e vai para a Academia de Artes Aplicadas, em Viena. Passa a dedicar-se principalmente ao desenho, à litografia e à gravura em metal. Em 1969, sua obra completa é adquirida pelo governo do Estado de São Paulo, passando a integrar o acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo . Em 1978, a casa em que nasceu, em São Simão, é transformada em museu e tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo - Condephaat. Participou de muitas exposições e das Bienais de: São Paulo (1951 a 1961, 1967, 1969, 1979, 1985, 1989); Veneza (1950, 1956, 1958, 1962); Paris (1959). Principais prêmios: Bienal de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1959, 1967); Bienal de Veneza (1950, 1956, 1958,1962); Bienal de Paris (1959). PONTUAL, PÁG. 249; MEC, VOL. 2, PÁG. 281 E 282; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG. 439; VOL. 5, PÁG. 453; VOL. 9, PÁG. 383.



088 - AXEL LESKOSCHEK (1889 - 1976)

Paisagem - aquarela - 24 x 34 cm - canto inferior direito -

Importante gravador, pintor e professor austríaco. Realizou sua formação artística na Áustria e ali publicou álbuns de xilogravuras e águas-fortes. Veio residir no Brasil em 1930, fugindo do nazismo, aqui ficando até 1950. Ilustrou diversas publicações nacionais, entre elas, e principalmente, as edições brasileiras dos romances de Dostoiévski (Ed. José Olimpio). Foi professor, entre outros, de Renina Katz, Fayga Ostrower e Ivan Serpa. MAYER/88, pág.494; JULIO LOUZADA, vol.1, pág.609; BENEZIT, vol.6, pág.612, ART PRICE ANNUAL/2000, pág.1464; PONTUAL, pág.309, TEIXEIRA LEITE, pág.284; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 605; ARTE NO BRASIL, pág. 840; Acervo FIEO.



089 - EDUARDO BORTK (1950)

"Museu do futuro" - óleo sobre tela - 80 x 50 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1975 -

Pintor, Carlos Eduardo de Mendonça Bortkeivicz nasceu no Rio de Janeiro. Assinava C. Bortkeivicz. Atualmente assina E. Bortk. Começou a pintar em 1968 incentivado pela sua mãe, também pintora. Frequentou o ateliê de Ivan Serpa e de Eugênio de Proença Sigaud. Exposições individuais: Rio de Janeiro (1974, 1975). Coletivas: Rio de Janeiro (1972, 1974, 1980, 1987, 1992 a 1994); Alemanha (1980); França (1987), Brasília, DF (1992). Prêmios: Rio de Janeiro (1974, 1987, 1992 a 1994), Brasília, DF (1992). JULIO LOUZADA VOL. 6, PÁG. 145; VOL. 7, PÁG. 96; www.latinamericanart.com ; askart.com; artnet.com; arcadja.com; sothebys.com; christies.com; invaluable.com; artfact.com.



090 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Casa de pescador - aquarela - 14 x 19 cm - canto inferior direito -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



091 - EURIDYCE BRESSANI (1906 - 1992)

Nossa Senhora - desenho a nanquim - 47 x 32 cm - canto inferior esquerdo - 1960 -

Desenhista natural da cidade do Rio de Janeiro, onde nasceu a 5/11/1906. Autodidata, começou a desenhar em 1957, depois de aposentada, pois segundo ela o desenho lhe fazia companhia. Evoca cenas e tipos de sua infância. Em 1961 foi premiada pela melhor ilustração de livros obtida com o romance Memórias de um Sargento de Milícias. Ilustrou diversos outros importantes livros de autores nacionais. Possui obras em vários museus, como MAM-RJ e MAM-Bahia. Julio Louzada lista as diversas e importantes exposições de que participou. JULIO LOUZADA, vol. 2 pág. 377



092 - JEAN DEWASNE (1921 - 1999)

Composição - serigrafia - 59/300 - 63 x 47 cm - canto superior esquerdo -

Pintor, escultor, arquiteto, professor, ilustrador que nasceu em Hellemmes-Lille, Nord-Pas-de-Calais - França e faleceu em Paris, França. Sua formação artística foi densa e precoce com os estudos de violino e de desenho desde a infância. Cursou pintura e arquitetura na Escola de Belas Artes. Em 1946 recebeu o Prêmio Kandinsky e também participou da fundação do ‘Salão das Realidades Novas’ (1947), em Paris. Junto com o pintor Edgard Pillet criou o ‘Atelier d’Art Abstrait’ na ‘Académie de La Grande Chaumière’ que precipitou a ruptura entre os defensores da abstração geométrica e as pinturas da abstração lírica. Por volta de 1950 começou a realizar obras que denominou ‘antiesculturas’ cuja importância foi acentuada a partir dos anos de 1960. Expôs regularmente em Paris, Bruxelas, Copenhagen, Milão. Em 1952 e em 1968 participou da Bienal de Veneza sendo que nessa última, com uma sala inteira ocupou um lugar de destaque na representação da França. Expôs no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (1955) e se recusou a participar, representando a França, da Bienal Internacional de São Paulo em 1969. BENEZIT VOL. 3, PÁG. 552; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 325; jeandewasne.com; www.artinamericamagazine.com; www.londonartsgroup.com; artnet.com; artprice.com.



093 - CARYBÉ (1911 - 1997)

"A sol aberto" - serigrafia - 96/250 - 45 x 63 cm - canto inferior direito na tela serigráfica -

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



094 - LÊNIO BRAGA (1931 - 1973)

O pintor - desenho a nanquim - 32 x 47 cm - centro inferior - 15 de abril de 1965 -

Desenhista, artista gráfico, gravador, ilustrador, escultor, ceramista e fotógrafo nascido em Ribeirão Claro, PR e falecido no Rio de Janeiro, RJ. Autodidata, iniciou-se na pintura por volta de 1950. Estudou gravura com Lívio Abramo e Ylen Kerr no MAM, SP em 1955. Morou no Rio de Janeiro, Salvador, BA (1956 a 1970) e voltou para o Rio de Janeiro. Executou, na Bahia, numerosos murais em edifícios públicos, como os da Estação Rodoviária de Feira de Santana, do Banco do Comércio do Nordeste, da Estação Rodoviária de Jequié e de Conquista, da Capela dedicada ao Menino Jesus de Praga em Itapetinga. O painel ‘Entrada de Cristo em Salvador’, adquirido pela Petrobrás, ilustrou o livro ‘Pescadores de Milagres (1967) de Clarival Valadares. Realizou exposições individuais e participou de vários Salões oficiais como: 1ª e 2ª Bienais Nacionais de Artes Plásticas de Salvador, BA (1966 e 1968) onde recebeu o Grande Prêmio de Pintura na de 1966 e 9ª Bienal Internacional de São Paulo (1967). ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 1, PAG. 149; MEC VOL. 1, PÁG. 289; PONTUAL PÁG. 85; brasilartesenciclopedias.com.br; www.catalogodasartes.com.br.



095 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Garrafas - óleo sobre tela - 45 x 37 cm - canto inferior direito ilegível - 1969 -



096 - HEITOR DE PINHO (1897 - 1968)

Paisagem - óleo sobre tela - 34 x 41 cm - canto inferior direito -

Nascido e falecido na cidade do Rio de Janeiro, onde estudou na antiga Escola Nacional de Belas Artes. Foi discípulo de Rodolfo Chambelland, Batista da Costa, Lucílio de Albuquerque e Modesto Brocos. Participa de Salões Oficiais a partir de 1924, recebendo diversas premiações. JULIO LOUZADA, vol.11, pág.247; MEC. Vol.3, pág.400; WALMIR AYALA. Vol.2, pág.194; TEIXEIRA LEITE, pág.408; PONTUAL, pág.426.



097 - GALDINO GUTTMANN BICHO (1888 - 1955)

Paisagem - óleo sobre tela colada em madeira - 38 x 47 cm - canto inferior esquerdo - 1916 -

Nascido em Petrópolis, passou sua infância em Sergipe, transferindo-se para o Rio de Janeiro, onde iniciou seus estudos. Foi aluno de Zeferino da Costa e de Rodolpho Amoedo. Recebeu diversos prêmios pelas suas participações em Salões Nacionais, inclusive o de Viagem à Europa em 1921. De espírito inquieto e temperamento polêmico, foi elemento ativo na vida artística carioca, sobretudo antes do predomínio das tendências modernas de que fora um dos precursores, pelo gosto nas pesquisas de luz dos impressionistas. LAUDELINO FREIRE, pág. 512; TEODORO BRAGA, pág. 114; REIS JUNIOR, pág. 372; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 104; PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, vol. 2, pág. 248; ARTE NO BRASIL, pág. 602.



098 - JOSÉ DE OLIVEIRA MACAPARANA (1952)

Composição - óleo sobre tela - 56 x 35 cm - canto inferior direito e dorso - 1976 -

Escultor, autodidata, o artista é natural de Macaparana, PE, sendo filho e neto de marceneiros. Faz sua primeira exposição individual na Galeria Empetur em 1970, no Recife. Entre 1972 e 1973, reside no Rio de Janeiro; depois muda-se para São Paulo. Entre as mostras de que participa, destacam-se: IV Bienal Ibero-Americana de Arte, Cidade do México, 1984 (Artista Convidado); Salão de Arte Contemporânea, São Paulo, 1986; MAC - 25 Anos, no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, 1988; Bienal Internacional de São Paulo 1991; Tendências Construtivas no Acervo do MAC/USP, no Centro Cultural Banco do Brasil, Rio de Janeiro, 1996. JULIO LOUZADA, vol. 9 pág. 509; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



099 - MAURICE LELOIR (1853 - 1940)

Ventania - aquarela - 28 x 21 cm - lado direito -

Pintor, desenhista, gravador e ilustrador nascido e falecido em Paris. Foi aluno de seu pai Auguste Leloir, de seu irmão Louis Leloir, de sua mãe Héloise Colin-Leloir e de seu avô Alexandre Colin. Foi membro e depois presidente da Sociedade dos Aquarelistas Franceses. Ilustrador de J.J. Rousseau; Molière, Balzac, Musset, Alexandre Dumas pai e outros. Fundou a Sociedade da História dos Costumes onde foi presidente de 1906 a 1940. BENEZIT VOL.6, PÁG. 558; fineoldart.com; artcyclopedia.com; artnet.com; arcadja.com.



100 - FULVIO PENNACCHI (1905 - 1992)

"Volta do trabalho" - óleo sobre eucatex - 22 x 32 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1983 -
Com etiqueta do ateliê do autor n° 013-BO.593-83A, no dorso. -

Pintor, ceramista, desenhista, ilustrador, gravador, professor nascido na cidade de Villa Collemandina, Itália e falecido em São Paulo. Em 1924 foi para Lucca e iniciou sua formação artística no ‘Regio Istituto di Belle Arti’ onde teve aulas com o pintor Pio Semeghini. Mudou-se para São Paulo em 1929 e dedicou-se a diferentes atividades até 1933, quando passou a auxiliar Galileo Emendabili na execução de monumentos funerários. Em 1935, conheceu Francisco Rebolo, passou a frequentar seu ateliê e conviveu com os artistas do Grupo Santa Helena. Nessa mesma época integrou a Família Artística Paulista e iniciou a produção de painéis em afresco e óleo para residências, igrejas, hotéis e outras edificações, destacando-se os afrescos de grandes dimensões para a Igreja Nossa Senhora da Paz, no bairro do Glicério, executados entre 1941 e 1948. Em 1965, iniciou um período de recolhimento e manteve-se afastado das exposições e do circuito artístico. Em 1973, reabriu seu ateliê e recebeu diversas homenagens no Brasil e na Itália. Nesse mesmo ano conheceu a ceramista Eunice Pessoa e com ela desenvolveu um grande número de peças que foram expostas em 1975. Sem nunca ter abandonado as atividades artísticas, voltou a figurar em diversas mostras e continuou a produzir painéis em afresco. Em 1980, Pietro Maria Bardi publicou um livro sobre sua obra. Nove anos depois, foi lançado o livro ‘Ofício Pennacchi’, organizado por Valério Antonio Pennacchi, responsável também pela publicação, em 2002, do livro ‘Fulvio Pennacchi: Pintura Mural’. Importante retrospectiva da obra do artista foi realizada, em 1973, no MAM - São Paulo. TEODORO BRAGA, PÁG. 192; MEC, VOL, 3, PÁG. 365; WALMIR AYALA, VOL, 2, PÁG. 182; PONTUAL, PÁG. 416; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 784; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 740; ACERVO FIEO.



101 - LISE FORELL (1924)

Paisagem - óleo sobre tela - 40 x 60 cm - canto inferior esquerdo - 1982 -

Pintora e desenhista nascida em Brno, país atualmente conhecido como República Tcheca. Iniciou seus estudos artísticos, em sua terra natal, com o pintor Gustavo Bohn. Quando iniciou a I Guerra Mundial emigrou com a família para a Bélgica onde cursou a Academia de Belas Artes de Antuérpia. Depois de ter passado alguns meses no Campo de Concentração Sidi El Aiashi, Marrocos, veio para o Brasil em 1941. Realizou muitas exposições individuais pelo Brasil, Europa, Estados Unidos, Israel e participou de diversas mostras e Salões oficiais. liseforell.blogspot.com.br; www.al.sp.gov.br/noticia.



102 - ANTONIO BANDEIRA (1922 - 1967)

Composição - desenho a nanquim e aquarela - 30 x 22 cm - canto inferior direito - 1964 -

Pintor, desenhista, gravador, nascido em Fortaleza, CE e falecido em Paris, onde viveu a maior parte de sua vida. É um dos pioneiros da arte abstrata no Brasil. Iniciou-se na pintura como autodidata. Em 1941, em Fortaleza, participou, ao lado de Mário Baratta, entre outros, da criação do Centro Cultural de Belas Artes depois, Sociedade Cearense de Artes Plásticas. Em 1945, transferiu-se para o Rio de Janeiro e, no ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual. Contemplado pelo governo francês com bolsa de estudos, permaneceu em Paris de 1946 a 1950 onde frequentou a Escola Nacional Superior de Belas Artes e a ‘Académie de la Grande Chaumière’. Entre 1947 e 1948 participou do ‘Salon d'Automne’ e do ‘Salon d'Art Libre’. Tomou parte em reuniões de artistas e formou o Grupo Banbryols (ban de Bandeira; bry de Camille Bryen; e ols de Wols), que durou de 1949 a 1951. Voltou ao Brasil em 1951 e apresentou-se na 1ª Bienal Internacional de São Paulo. Em 1952, criou um mural para o Instituto dos Arquitetos do Brasil, em São Paulo. Retornou a Paris em 1954 em razão do Prêmio Fiat, obtido na 2ª Bienal Internacional de São Paulo, mas não deixou de expor no Brasil. Permaneceu na Europa até 1959, passando pela Inglaterra e Bélgica, onde, em 1958, realizou um painel para o ‘Palais des Beaux-Arts’. Ao retornar ao Brasil teve uma atividade artística intensa, participou de importantes exposições, em paralelo a mostras em Paris, Munique, Verona, Londres e Nova York. Voltou a Paris em 1965, onde permaneceu até sua morte. BENEZIT, VOL.1, PÁG.415; MEYER/87, PÁG.606; MEC, VOL.1, PÁGS.159,160 E 167; PONTUAL, PÁGS. 48 E 49; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁGS. 71 A 74; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 52 A 54; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; ARTE NO BRASIL, PÁG. 599; LEONOR AMARANTE, PÁG. 34; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 86; ACERVO FIEO; web.artprice.com; pitoresco.com; pinturabrasileira.com.



103 - SILVIO OPPENHEIM (1941 - 2012)

Flores - serigrafia - P. A. - 50 x 70 cm - canto inferior esquerdo - 1992 -

Nascido em São Paulo, formou-se pela faculdade de arquitetura da USP, em 1965. Inicialmente figurativo, passou para a abstração de forma muito natural. Perfeccionista, usava as cores de forma quase puras em requintado grafismo. Participou de exposições desde 1962 com sempre renovado sucesso de crítica e de público JULIO LOUZADA, vol.11, pág.233; MEC, vol.3, pág.301; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO.



104 - ROSINA BECKER DO VALLE (1914 - 2000)

"A floresta" - óleo sobre tela - 44 x 35 cm - centro inferior e dorso - 1970 -

Foi aluna de Ivan Serpa, no Atelier Livre de Pintura do MAM-RJ. Pintora ingênua ou naif, Rosina tem como principais temas as manifestações populares, como carnaval, capoeira, etc. Participa de coletivas oficiais desde 1957 (Salão Nacional de Arte Moderna-RJ). Diversas instituições possuem obras suas em acervo, tais como MAM-RJ, MAM-SP, Museu de Buenos Aires, Museu de Hamburgo, Alemanha, Fundação Castro Maia-RJ. etc WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 401; MEC, vol. 4, pág. 441; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 330; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 810.



105 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

Maternidade - escultura em bronze - 47 x 15 x 11 cm - assinado -

Escultor e pintor paulista, iniciou seus estudos de escultura em Roma 1920/1922. Mais tarde tornou-se aluno de Maillol, em Paris, onde também frequentou as academias Ranson e de La Grande Chaumière, em 1936. É considerado o maior escultor nacional. MEC, vol.2, pág. 250/1; PONTUAL, pág. 237/8; MAYER/84, pág. 1333; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 587; ARTE NO BRASIL, pág. 715; LEONOR AMARANTE, pág. 18.



106 - SELMA SIL (1942)

"Santana do Parnaíba" - óleo sobre eucatex - 32 x 29 cm - canto inferior direito e dorso - 1986 -

Batizada Selma Nair Diana Alcantara Silveira, nasceu na cidade de São Paulo-SP, no dia 5/10/1942. Foi aluna de Olga Fiorini na Escola Nacional de Desenho. Estudou pintura com Rios Pinto, Francisco Gallotti e Miguel Palias Lopes. Participa de exposições coletivas desde 1978. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 896



107 - CARMÉLIO CRUZ (1924)

"Maternidade" - óleo sobre tela - 61 x 50 cm - canto inferior direito - 1976 -
Com etiqueta de Samarte Empreendimentos Artísticos - Rio de Janeiro, RJ - no dorso. -

Natural de Canindé, CE. Pintor e desenhista iniciou suas atividades artísticas em sua terra natal. De 1947 a 1950 lecionou desenho no Rio, na Associação Brasileira de Desenho. Fixou-se em São Paulo a partir de então, participando de diversas Bienais até 1967 e nos SNAM, de 1959 a 1963, recebendo diversas premiações. Expôs individualmente em diversas cidades do País. Sobre sua obra, assim se referiu Theon Spanudis (1965): "Partindo de algumas experiências plásticas de Paul Klee, desenvolveu nos últimos anos uma pintura sui-generis, que se caracteriza pelo feliz casamento de dois elementos diferentes, senão opostos (...) Um elemento rítmico, linear que invade a tela e a subdivide em segmentos rítmicos, e um elemento cromático, difuso", encontrando nas suas obras "evocações poéticas de muros antigos, muros abandonados, muros com musgo, e a melancolia de cidadezinhas do interior (...) com seus humildes casebres ritmicamente seriados." MEC, vol. 1, pág. 498; PONTUAL, pág. 152; WALMIR AYALA, vol. 1, págs. 224/226; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 697; LEONOR AMARANTE, pág. 18; Acervo FIEO.



108 - ALDO BONADEI (1906 - 1974)

Paisagem - desenho a carvão - 17 x 22 cm - canto inferior direito -

Pintor, designer, gravador, figurinista e professor - Aldo Cláudio Felipe Bonadei nasceu e faleceu em São Paulo, SP. Entre 1923 e 1928 foi aluno de Pedro Alexandrino, período em que também frequentou o ateliê de Antonio Rocco. Viajou para a Itália, entre 1930 e 1931, e frequentou a Academia de Belas Artes de Florença, onde teve aulas com Felice Carena e seu assistente Ennio Pozzi, ambos ligados ao movimento ‘novecento’. Nesse período, dedicou-se ao desenho da figura humana, principalmente ao nu. Retornou a São Paulo no início da década de 1930 e participou ativamente do Grupo Santa Helena, da Família Artística Paulista - FAP e do Sindicato dos Artistas Plásticos. Em 1949 lecionou na Escola Livre de Artes Plásticas, primeira escola de arte moderna de São Paulo e participou do Grupo Teatro de Vanguarda. No ano seguinte, fundou a Oficina de Arte - O. D. A., com Odetto Guersoni e Bassano Vaccarini. No fim da década de 1950 atuou como figurinista nas peças ‘Vestido de Noiva’, de Nelson Rodrigues, e ‘Casamento Suspeitoso’, de Ariano Suassuna. Também desenhou alguns figurinos para dois filmes dirigidos por Walter Hugo Khoury: ‘Fronteiras do Inferno’ (1958) e ‘Na Garganta do Diabo’(1959). Realizou muitas exposições individuais e participou de vários Salões oficiais destacando-se: Bienal Internacional de São Paulo (1ª, 2ª, 3ª, 6ª, 7ª); Bienal de Veneza (1952); Panorama da Arte Moderna Brasileira (1970). MEC, VOL. 1, PÁG. 247; PONTUAL, PÁGS. 78/79; ARTE NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 1041; ART PRICE ANNUAL 2000, PÁG. 258; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 79; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; LEONOR AMARANTE, PÁG. 72; ACERVO FIEO.



109 - IZRAEL SZAJNBRUM (1924)

Figuras - óleo sobre eucatex - 48 x 36 cm - canto inferior direito - 1978 -

Natural da Polônia, o autor é arquiteto e pintor. Assina Brum e I. Szajnbrum. Veio para o Brasil em 1937, ficando-se no Rio de Janeiro, onde formou-se em arquitetura pela Faculdade Nacional. Fez estudos de pintura com Augusto Bracet e Rodolfo Chambelland. Participou do SNBA, da I BSP e dos SNAM entre 1954 e 1958. PONTUAL, pág. 508; JULIO LOUZADA, vol. 4 , pág. 1071



110 - JOSÉ PANCETTI (1902 - 1958)

Marinha - óleo sobre tela - 27 x 34 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1951 - Barra -

Giuseppe Gianinni Pancetti nasceu em Campinas, SP e faleceu no Rio de Janeiro. Filho de imigrantes italianos foi mandado aos dez anos de idade para a Itália, onde trabalhou em diversos ofícios até entrar para a marinha mercante italiana. De volta ao Brasil, em 1920, trabalhou na Oficina Beppe, São Paulo (1921), especializada em decoração de pintura de parede, como cartazista, pintor de parede e auxiliar do pintor Adolfo Fonzari. Em 1922 ingressou na Marinha de Guerra Brasileira, viajando pelo país e exterior, transferindo-se para a reserva em 1946, no posto de Segundo Tenente. Começou a pintar, auto didaticamente em 1924 e, em 1925, servindo no encouraçado Minas Gerais, pintou suas primeiras obras. No ano seguinte, para progredir na carreira, integrou o quadro de pintores dentro da "Companhia de Praticantes e Especialistas em Convés". Passou a frequentar, a partir de 1932, o Núcleo Bernardelli, no Rio de Janeiro, onde recebeu orientação de Manoel Santiago, Edson Motta, Rescála e Bruno Lechowski. Participou do Salão Nacional de Belas Artes, sendo premiado em 1934, 1936, 1939 e, já na Divisão Moderna, recebeu o Prêmio Viagem ao Estrangeiro (1941), o Prêmio Viagem ao País (1947) e a Medalha de Ouro (1948). Figurou na Bienal de Veneza em 1950; ano em que passa a residir em Salvador, BA. Integrou a mostra "Um Século de Pintura Brasileira", realizada no Museu Nacional de Belas Artes (1952) e a exposição "Arte Moderna no Brasil" que percorreu as cidades de Buenos Aires, Rosário, Santiago e Lima, todas em 1957. Participou duas vezes da Bienal de São Paulo, em 1951 e 1955. Mereceu Sala Especial na Bienal da Bahia - Salvador, em 1966. O Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro realizou, em 1962, exposição retrospectiva de sua obra. TEODORO BRAGA, PÁG. 130; PONTUAL, PÁGS. 403 E 404; MEC, VOL. 3, PÁG. 332; REIS JUNIOR, PÁG. 383; ITAU CULTURAL; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 380; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 597; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28; www.mamcampinas.com.br.



111 - WAICHI TSUTAKA (1911 - 1995)

Composição - óleo sobre tela - 24 x 24 cm - centro inferior - 1960 -

Pintor nascido em Nishinomiya - Hyogo, Japão. Estudou arte ocidental em Osaka (1942-1944) e viajou, entre 1959 e 1963, pelo Canadá, Estados Unidos, Américas Central e do Sul, Itália, Inglaterra, Suíça e França. Entre as muitas exposições realizadas destacam-se as individuais em: Osaka, Tóquio, Hiroshima, Kobe, São Paulo e as participações de mostras e Salões oficiais em: São Paulo (1957 e 1959 - Bienais Internacionais); Nova York (1960); Berlim (1961); Tóquio (1963). O Museu de Arte Moderna de São Paulo possui, em seu acervo, obras suas. BENEZIT VOL. 10, PÁG. 300; ITAU CULTURAL; MEC VOL. 4, PÁG. 413; JULIO LOUZADA VOL. 5, PÁG. 1070; www.artprice.com; www.artnet.com; www.okamura-pic.co.jp.



112 - NICOLA FABRICATORE (1889 - 1960)

Porto - aquarela - 42 x 54 cm - canto inferior esquerdo -

Napolitano, pintava figuras, retratos, paisagens e naturezas mortas. Participou da Quadriennali d'Arte Romana, em 1931, 1935, 1939 e 1943, além de outros certames de prestigio em sua terra natal. Esteve em São Paulo, onde pintou cenas urbanas e paisagens da várzea do Rio Tietê. Citado em Pintores Italianos no Brasil, ed. SOCIARTE/1982; ART SALE, vol.1, pág.372; JULIO LOUZADA, ed.1987, pág.381; ART PRICE ANNUAL, 200, PÁG.768; ITAU CULTURAL, RUTH TARASANTCHI.



113 - ANTONIO POTEIRO (1925 - 2010)

Girassóis - óleo sobre tela - 25 x 30 cm - canto inferior direito e dorso - 2006 -

Português de Braga, viveu em São Paulo e Minas Gerais, radicando-se definitivamente em Goiânia, desde 1967. O sobrenome artístico Poteiro vem das obras em barro e cerâmica que trabalhou por mais de 12 anos, até se transformar no pintor original e vigoroso que foi. Amigo de Siron Franco, seu grande incentivador na pintura. WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 217; TEIXEIRA LEITE, págs 31 e 32; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 808; LEONOR AMARANTE, pág. 294, Acervo FIEO.



114 - LIVIO ABRAMO (1903 - 1992)

Figuras - xilogravura - 20/119 - 18 x 27 cm - canto inferior esquerdo -

Gravador, desenhista, pintor, ilustrador, jornalista e professor, nasceu em Araraquara, SP e faleceu em Assunção, Paraguai. Mudou-se para São Paulo, onde, em 1909, estudou desenho com Enrico Vio no Colégio Dante Alighieri. No início dos anos de 1920, fez ilustrações para pequenos jornais e entrou em contato com a obra de Oswaldo Goeldi e de gravadores expressionistas alemães. Realizou as primeiras gravuras em 1926. Em 1947, ilustrou o livro ‘Pelo Sertão’, do escritor Afonso Arinos de Mello Franco, publicado em 1949. Com essa série de ilustrações, apresentadas no Salão Nacional de Belas Artes, obteve o prêmio de viagem ao exterior. Seguiu para a Europa em 1951. Em Paris frequentou o Atelier 17, aperfeiçoando-se em gravura em metal com Stanley William Hayter. De volta ao Brasil, foi premiado como o melhor gravador nacional na Bienal Internacional de São Paulo, nas edições de 1953 e de 1963. Deu aulas de xilogravura na Escola de Artesanato do Museu de Arte Moderna de São Paulo. Foram seus alunos, entre outros, Maria Bonomi e Antonio Henrique Amaral . Fundou o Estúdio Gravura, em 1960, com Maria Bonomi. Em 1962, foi convidado pelo Itamaraty a integrar a Missão Cultural Brasil-Paraguai, posteriormente Centro de Estudos Brasileiros. Mudou-se para o Paraguai e dirigiu até 1992, o Setor de Artes Plásticas e Visuais. Foi fundador do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Paraguai. PONTUAL, PÁG. 1, JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 19; MEC VOL.1, PÁG. 33; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 795; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28; ACERVO FIEO.



115 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Nus - múltiplo em bronze - 2/20 - 23 x 8 x 4 cm - assinado -



116 - MARIA LEONOR APPE (1933)

Flores - óleo sobre tela - 60 x 60 cm - canto inferior direito - 2014 -

Nasceu em Santos, SP, no dia 22 de maio, transferindo residência para a Capital com a família em 1942, onde reside e é ativa. Desde cedo acompanhava o trabalho do pai, então pintor amador, que procurava incentivá-la nas artes plásticas. Autodidata, após o falecimento do pai em 1968, dedica-se à pintura, recebendo ensinamentos dos mestres Nestor Peres, Colete Pujol e Waldemar da Costa. A partir de 1990 dedica-se totalmente à pintura e à aquarela; integra a Diretoria da Associação Paulista de Belas Artes, da qual é sócia benemérita e conselheira perpétua. Participou de diversos certames oficiais, com premiações várias, tais como medalhas de bronze e de prata.



117 - SYLVIO PINTO (1918 - 1997)

Flores - óleo sobre tela - 101 x 50 cm - canto inferior direito e dorso -

Freqüentou o Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro, lá recebendo suas primeiras noções de desenho. Mais tarde, recebe lições do pai - o Pinto das Tintas. Conheceu Pancetti na casa paterna. Em 1938 estudou no Núcleo Bernardelli e a partir de 1940 dedica-se exclusivamente à pintura. Participou de vários Salões de Belas Artes, recebendo inúmeros prêmios. MEC, vol. 3, pág. 419, Acervo FIEO.



118 - EUGÊNIO DE PROENÇA SIGAUD (1889 - 1979)

"O socador" - óleo sobre tela colada em cartão - 44 x 24 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1940 -
Com carimbo do ateliê do autor e a seguinte inscrição no dorso: "Exquise do trabalho 1.00 x 0.80 que figurou na exposição internacional de Buenos Ayres e que foi publicado no 'La Prensa' ". -

Estudou desenho na Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro com Modesto Brocos, formando-se em arquitetura em 1932, nessa mesma escola. A partir de 1935, dedicou-se à pintura mural e, de 1937, à pintura de temas sociais, com predominância de motivos de operários em construção e trabalhadores rurais. Caracteriza-se por uma grande versatilidade técnica, sendo dos raros pintores brasileiros a utilizar, lado a lado, o óleo, a têmpera e a encáustica, além da aquarela e do guache. Participou do Núcleo Bernardelli. PONTUAL, pág. 489; MEC, vol. 4, pág. 243; TEIXEIRA LEITE, pág. 475 e 476; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 324 a 327; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 579; ARTE NO BRASIL, pág. 763, Acervo FIEO.



119 - ALOISIO LUCAS DE SIQUEIRA (1938)

"Mulata" - óleo sobre tela - 92 x 72 cm - canto inferior direito - 1969 -
Com etiqueta da exposição "Primitivos Brasileiros" realizada no Paço das Artes, Avenida Europa, 158 - São Paulo, SP. Procedente da coleção do crítico de arte Mário Schenberg, São Paulo - SP. -

Natural de Serra Talhada, PE. Transferindo-se para São Paulo em 1963, conheceu Mário Schemberg, que o incentivou a permanecer sempre fiel à sua maneira de ser como pintor, que transmite a pureza e o sentimento do sertanejo do nordeste. ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 215; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO.



120 - ROBERTO BURLE MARX (1909 - 1994)

Composição - desenho a nanquim e aquarela - 48 x 69 cm - canto inferior direito - 1987 -
Reproduzido no convite deste leilão. -

Nasceu em São Paulo e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, paisagista, arquiteto, desenhista, pintor, gravador, litógrafo, escultor, tapeceiro, ceramista, designer de jóias, decorador. Durante a infância viveu no Rio de Janeiro. Foi com a família para a Alemanha, em 1928. Em 1929, freqüentou o ateliê de pintura de Degner Klemn. Nos jardins e museus botânicos de Dahlen, em Berlim, entusiasmou-se ao encontrar exemplares da flora brasileira. De volta ao Brasil, fez curso de pintura e arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1930 - 1934), onde foi aluno de Leo Putz , Augusto Bracet e Celso Antônio. Seu primeiro projeto paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, em 1932. Entre 1934 e 1937, ocupou o cargo de diretor de parques e jardins do Recife, PE, onde passou a residir. Nesse período, foi com freqüência ao Rio de Janeiro e teve aulas com Candido Portinari e com o escritor Mário de Andrade. Em 1937, retornou ao Rio de Janeiro e trabalhou como assistente de Candido Portinari. Foi em 1949, conforme sua paixão por plantas e seu interesse por botânica e jardinagem, que Burle Marx adquiriu um sítio em Barra de Guaratiba, RJ. Com auxílio de botânicos, viajou, coletou, catalogou exemplares de plantas do Brasil e reproduziu em seu sítio a diversidade fitogeográfica brasileira. Em 1985 doou esse sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.Realizou muitas exposições individuais e projetos paisagísticos, participou de diversas mostras oficiais coletivas pelo Brasil e no exterior. PONTUAL, PÁG. 94; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 93; MEC. VOL.1, PÁG.303; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 738; LEONOR AMARANTE, PÁG. 98; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 179; artnet.com.



121 - BORDALLO PINHEIRO (1846 - 1905)

Figura - desenho a nanquim - 48 x 29 cm - canto inferior esquerdo -

Rafael Augusto Bordallo Prostes Pinheiro. Importantíssimo desenhista e caricaturista português, esteve no Brasil de 1875 a 1879. PONTUAL, pág. 426; MEC, vol. 3, pág. 400; JÚLIO LOUZADA, vol. 9, pág. 680.



122 - ALIBERTO BARONI (1911 - 1994)

Luta - óleo sobre eucatex - 98 x 66 cm - canto inferior direito -

Pintor ativo em São Paulo. Discípulo de Antonio Rocco, participou várias vezes do Salão Paulista de Belas Artes, premiado com menção honrosa (1935), medalha de prata (1959), pequena medalha de ouro (1960), prêmio Prefeitura de São Paulo (1962), Assembléia Legislativa (1965). Figurou no Salão de Belas Artes / Rio de Janeiro (1931 e 1941) e na Exposição de Belas Artes da Muse Italiche, SP (1928). Realizou individuais em São Paulo e outros estados. MEC, vol. 1, pág. 182; JÚLIO LOUZADA/1985, pág. 95 e vol. 6, pág. 103; PONTUAL, pág. 54; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



123 - ERNESTO CAVALIN (1913 - 1990)

Jardim - óleo sobre tela - 50 x 30 cm - canto inferior direito e dorso -
Com dedicatória. -

Pintor naïf italiano que nasceu em Badoere e faleceu em Pádua. Autodidata. Expôs em diversas cidades italianas, entre as principais: Roma, Treviso, Pádua, Veneza, Milão. Também na Austrália, na Suíça e, no Brasil, l nas seguintes cidades: São Paulo (1980), Penápolis, SP (1981, 1983), São José do Rio Preto, SP (1984) e Assis, SP. Possui obras no Museu do Sol, em Penápolis - SP e na Pinacoteca do Estado de São Paulo. www.pinacoteca.org.br; www.webalice.it; www.diariodepenapolis.com.br; www.comanducci.it.



124 - CARYBÉ (1911 - 1997)

"Vadiação" - serigrafia - 70/200 - 45 x 62 cm - canto inferior direito -
Reproduzido no catálogo da Mostra Itinerante do artista realizada em treze capitais em 1995. -

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



125 - IONE SALDANHA (1921 - 2001)

Carretel - têmpera sobre bobina - 65 x 65 x 53 cm - assinado -
Ex coleção Renato Antônio Brogiolo. - Rio de Janeiro. -

Gaúcha de Alegrete, faleceu na cidade do Rio de Janeiro-RJ, onde residiu e foi ativa. Pintora, escultora e desenhista, realizou seus primeiros estudos no Rio de Janeiro, no ateliê de Pedro Luís Corrêa de Araújo, em 1948. Estudou a técnica de afresco em Paris, na Académie Julian, e em Florença, na Itália (1951). Inicialmente, produz obras figurativas, como cenas cotidianas e retratos. Realiza também uma série de pinturas de casarios, em que enfatiza a geometria. Posteriormente, sua produção adquire um caráter abstrato. No fim da década de 1960, passa utilizar novos suportes, abandonando a superfície bidimensional, e pintando sobre ripas, carretéis (bobinas de madeira para cabos elétricos) e bambus. Participa de várias edições da Bienal de São Paulo, com prêmio aquisição em 1967, e sala especial em 1975 e 1979. Em 2001, ano de seu falecimento, é realizada a retrospectiva Ione Saldanha e a Simplicidade da Cor, no Museu de Arte Contemporânea de Niterói - MAC/Niterói. "O que logo impressiona no desdobramento da pintura de Ione Saldanha, a partir da segunda metade dos anos 40, é a coerência interna do percurso, o rumo ordenado e lógico que a tem feito deslocar-se de um a outro ponto sem abandonar a concentração do interesse em alguns poucos problemas básicos (...). Na obra dos últimos 20 anos, Ione Saldanha, sem sair de seu casulo, alinhou-se numa via frequente da pintura contemporânea". PONTUAL, Roberto. Entre dois séculos: arte brasileira do século XX na coleção Gilberto Chateaubriand. JULIO LOUZADA, vol. 5, pág. 916, 917 e 918; ITAUCULTURAL; RGS, pág. 263/264



126 - JOAQUIM TENREIRO (1906 - 1992)

Composição - guache - 29 x 42 cm - canto inferior direito -

Designer, escultor, pintor, gravador e desenhista, Joaquim Albuquerque Tenreiro nasceu em Melo Guarda, Portugal e faleceu em Itapira, SP. Filho e neto de marceneiros, aos dois anos de idade mudou-se para o Brasil com a família. Retornou a Portugal em 1914 e ajudou o pai a realizar trabalhos em madeira. Iniciou aulas de pintura. Em 1928, transferiu-se definitivamente para o Rio de Janeiro, passando a frequentar o curso de desenho do Liceu Literário Português onde conquistou o prêmio Joaquim Alves Meira, a maior láurea daquele estabelecimento e fez cursos no Liceu de Artes e Ofícios. Em 1931, integrou o Núcleo Bernardelli. Na década de 1940, dedicou-se à pintura de retrato, de paisagem e de natureza-morta. Entre 1933 e 1943, trabalhou como designer de móveis nas empresas Laubissh & Hirth, Leandro Martins e Francisco Gomes. Em 1943, montou sua primeira oficina, a Langenbach & Tenreiro e, alguns anos depois, inaugurou duas lojas de móveis; primeiro no Rio de Janeiro e, posteriormente, em São Paulo. É o renovador do mobiliário brasileiro, responsável por toda uma linha de criação em que a funcionalidade se alia o bom gosto e o aproveitamento racional dos materiais do País. No final da década de 1960, Joaquim Tenreiro encerrou as atividades na área da concepção e fabricação de móveis para dedicar-se exclusivamente às artes plásticas, principalmente à escultura. Participou do Panorama da Arte Atual Brasileira, SP (1972, 1973, 1975, 1978, 1988), da Bienal Internacional de São Paulo (1965), entre outras, e realizou uma retrospectiva no MAM, RJ (1977). Tem pinturas suas figurando no MAM, SP, no MNBA e Museu Manchete, RJ. MEC, VOL.4, PÁGS.381 E 382; PONTUAL, PÁG.520; TEIXEIRA LEITE, PÁG.504; WALMIR AYALA, VOL.2, PÁG.376 E 377; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG.973; VOL. 5, PÁG. 1042; VOL.6, PÁG. 1111; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 580; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; www.joaquimtenreiro.com; renome.com.br; pinturabrasileira.com; web.artprice.com.



127 - GLAUCO PINTO DE MORAES (1928 - 1990)

Engate - desenho a carvão - 28 x 38 cm - canto inferior direito - 1980 -
Este desenho é um projeto para serigrafia a três cores chapadas, realizado pelo autor em São Paulo, 6/11/80, conforme inscrições no dorso. -

Pintor, desenhista e gravador nascido em Passo Fundo, RS e falecido em São Paulo, em 5/5/1990. Em 1968 abandona a carreira jurídica para se dedicar somente à pintura. Para tanto muda-se para São Paulo, onde participa com sucesso na XIII BSP, através do tema Locomotivas. Artista engajado, participou de todos os movimentos nas décadas de 70 e 80. O festejado crítico Jacob Klintowitz assim se referiu ao artista e obra no seu livro O Oficio da Arte: A Pintura: "um dos casos raros de pintor tardio, oriundo de outra atividade. Talvez seja o que explique a repentina maturidade humana desta pintura já revelada pronta aos olhos do público brasileiro." TEIXEIRA LEITE, 408; JULIO LOUZADA, vol. 12, pág. 179; RGS, pág. 226; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 754; LEONOR AMARANTE, pág. 267.



128 - ANTONIO THYRSO (1943)

Composição - óleo sobre tela colada em eucatex - 41 x 50 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor, desenhista e gravador. Nasceu em Sapucaia-SP. Estudou pintura e desenho com Eduardo Sued e Nelson Nóbrega; gravura com Mário Gruber, M. Grassmann e Darel. José Roberto Teixeira Leite o definiu como um dos principais gravadores brasileiros com menos de 35 anos de idade. Exposições individuais desde 1971, coletivas a partir de 1962, incluvie no exterior. Diversas premiações, tais como em 1962 (Medalha de Bronze - Salão do Paraná) dentre outras. JULIO LOUZADA, vol 07 - pág 50



129 - JOÃO CALIXTO (1922 - 1994)

"Carnaval XX - Porta-bandeira" - aquarela - 66 x 48 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1978 -
Com etiqueta da exposição "Iconografia e arte do carnaval século XIX e XX" realizada na Pinacoteca do Estado de São Paulo - São Paulo, SP. -

Natural de São Paulo, Capital, João Batista Calixto de Jesus foi pintor, serígrafo, publicitário e professor. Freqüentou a Escola de Belas Artes de São Paulo, de 1947 a 1952; cursou história da estética no Museu de Arte de São Paulo em 1961, e serigrafia no Sesi em 1969. Realizou a sua primeira exposição individual em 1954. Decorou a Igreja Nossa Senhora do Paraíso, 1954. Especializou-se em artes gráficas. Atua como professor na Escola Panamericana de Arte e na Faculdade de Belas Artes de São Paulo, onde tornou-se professor-titular em 1971. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, vol 3- pag 196



130 - ALDIR MENDES DE SOUZA (1941 - 2007)

"Geometria da terra n° 14" - óleo sobre tela - 120 x 180 cm - 1982 -
Reproduzido no convite deste leilão. - Com etiquetas das seguintes exposições: Sociedade Nacional de Belas Artes - Lisboa, Portugal; "Ambasciata del Brasile" - Roma, Itália; "Galerie Debret" - Paris, França; "Casa do Brasil" - Madri, Espanha e Dan Galeria , São Paulo, SP, todas no dorso. -

Pintor, desenhista, gravador, escultor, médico, roteirista e diretor de cinema nascido e falecido em São Paulo. Autodidata em pintura começou a expor no início da década de 1960, desenvolvendo paralelamente as carreiras de médico e de artista. Em 1992, comemorou 30 anos de pintura com exposição no Paço das Artes, em São Paulo. No mesmo ano, na Itália, publicou ‘Geometrie Parlanti’, livro sobre sua obra que conta com textos de críticos italianos e com um poema de Haroldo de Campos, escrito com base na obra de Souza especialmente para essa publicação. Ao longo de sua carreira participou de eventos de destaque como a Bienal Internacional de São Paulo (1967, 1969, 1971, 1973 e 1977), Bienal Ibero Americana do México (1987 e 1989), Bienal de Havana Cuba (1991), além de diversas exposições individuais em galerias dos Estados Unidos, Itália, Portugal, França e Espanha. Em 2006 realizou a exposição Cores do Buraco Negro, com performance da bailarina Larissa de Moraes, no Centro Brasileiro Britânico, em São Paulo. Foi premiado em: São Paulo (1966, 1970, 1972 – Bienal Nacional, 1977 – Bienal Internacional); São Caetano do Sul, SP (1967, 1968); Campinas, SP (1968); Curitiba, PR (1969, 1979); Belo Horizonte, MG (1970); Santo André, SP (1970); Rio de Janeiro (1971); Cidade do México, México (1982). PONTUAL, PÁG. 501; MEC, VOL. 4, PÁG. 310; CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO PANORAMA DE ARTE ATUAL BRASILEIRA - MUSEU DE ARTE MODERNA -1976; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 18; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 349; JÚLIO LOUZADA, VOL. 10, PÁG. 40; ITAÚ CULTURAL; LEONOR AMARANTE, PÁG. 252; ACERVO FIEO; www.escritoriodearte.com; masp.art.br; www.catalogodasartes.com.br; www.pinacoteca.org.br; www.artprice.com.



131 - LULA CARDOSO AYRES (1910 - 1987)

Figura - guache - 48 x 32 cm - canto inferior direito -

Pintor, fotógrafo, desenhista, ilustrador, muralista, cenógrafo, professor, Luiz Gonzaga Cardoso Ayres nasceu e faleceu em Recife, PE. Estudou desenho e pintura com Heinrich Moser (1922 a 1924). Viajou para Paris em 1925, frequentou museus e ateliês de pintores como Maurice Denis e entrou em contato com os movimentos artísticos modernos da Europa. Regressou ao Brasil no ano seguinte. No Rio de Janeiro, estabeleceu ateliê no bairro de Laranjeiras, frequentou informalmente a Escola Nacional de Belas Artes e teve aulas com Rodolfo Amoedo e Carlos Chambelland. Conheceu Candido Portinari, de quem se tornou amigo. Profissionalmente, realizou cenários para teatro e atuou como ilustrador e caricaturista na revista ‘Para Todos’. No fim de 1932, voltou a Pernambuco para ajudar a administrar a usina de açúcar da família e residiu em Cucaú até 1944. Retornou ao Recife. Executou painéis e murais em várias cidades brasileiras, entre eles se destaca o elaborado para o Aeroporto dos Guararapes e para o metrô (1984), no Recife. Em 1947, fundou um curso de desenho para crianças. Como professor, atuou na Escola de Belas Artes do atual Centro de Artes e Comunicação da Universidade Federal de Pernambuco. Participou de muitas mostras coletivas e das três primeiras Bienais de São Paulo (1951 a 1955). Em 1960, realizou exposição retrospectiva no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 31; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 293; WALTER ZANINI, PÁG. 637; ARTE NO BRASIL, PÁG. 879; ACERVO FIEO.



132 - ALBERTO DA VEIGA GUIGNARD (1896 - 1962)

Paisagem - desenho a nanquim - 22 x 14 cm - canto inferior direito -

Pintor, professor, desenhista, ilustrador e gravador, Alberto da Veiga Guignard nasceu em Nova Friburgo, RJ e faleceu em Belo Horizonte, MG. Mudou-se com a família para a Europa em 1907. Em dois períodos, entre 1917 e 1918 e entre 1921 e 1923, frequentou a Real Academia de Belas Artes de Munique, onde estudou com Hermann Groeber e Adolf Hengeler. Aperfeiçoou-se em Florença e em Paris, onde participou do Salão de Outono. Retornou para o Rio de Janeiro em 1929 e integrou-se ao cenário cultural por meio do contato com Ismael Nery. Participou do Salão Revolucionário de 1931, e foi destacado por Mário de Andrade como uma das revelações da mostra. Em 1941, integrou a Comissão Organizadora da Divisão de Arte Moderna do Salão Nacional de Belas Artes, com Oscar Niemeyer e Aníbal Machado. Em 1943, passou a orientar alunos em seu ateliê e criou o Grupo Guignard. A única exposição do grupo, realizada no Diretório Acadêmico da Escola Nacional de Belas Artes, foi fechada por alunos conservadores e reinaugurada na Associação Brasileira de Imprensa. Em 1944, a convite do prefeito Juscelino Kubitschek, transferiu-se para Belo Horizonte e começou a lecionar e dirigir o curso livre de desenho e pintura da Escola de Belas Artes, por onde passaram Amilcar de Castro, Farnese de Andrade e Lygia Clark, entre outros. Permaneceu à frente da escola até 1962, quando, em sua homenagem, esta passou a chamar-se Escola Guignard. Participou da Bienal de Veneza (1928, 1952); da Bienal Internacional de São Paulo (1951) e outras. PONTUAL, PÁG. 254; MEC, VOL. 2, PAG. 304; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 236; JULIO LOUZADA, VOL. 10, PÁG. 404; ART PRICE ANNUAL 2000, PÁG. 1013; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 373; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 559; ARTE NO BRASIL, PÁG. 505; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28; www.pinturabrasileira.com; www.brasilescola.com; web.artprice.com.



133 - CYLENE BITTENCOURT (1929 - 2012)

"Mulheres na rede" - óleo sobre tela - 60 x 60 cm - canto superior direito e dorso - 1984 -

Pintora e desenhista carioca estudou de 1946 a 1950 com Carlos Chambelland, e de 1950 a 1955 na Escola de Belas Artes Dom Henrique Cavalleiro. Residiu em Paris de 1958 a 1968, ali se dedicando ao desenho industrial, com padrões de tecidos para firmas da França e Itália. Só recomeçou a pintar em 1974, passando por uma fase abstrata, antes de encenar de novo o figurativismo com nús, bailarinas, crianças. Após uma série de banhistas, em 1976, assumiu sua temática, atual, onde preponderam artesãs, operárias, gente humilde que usa as mãos para criar. JULIO LOUZADA, vol.1, pág. 128.



134 - HENRIQUE MANZO (1896 - 1982)

"Copos de leite" - óleo sobre tela - 62 x 51 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1948 -

Pintor, desenhista, professor e cenógrafo que nasceu em São Bernardo do Campo, SP e faleceu em São Paulo. Formou-se no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo e posteriormente foi aluno de Alfredo Norfini. Em 1922, participou da fundação da Sociedade Paulista de Belas Artes. Em paralelo às artes plásticas, atuou como cenógrafo, trabalhando para Ana Pavlova, Procópio Ferreira, Froes e para a Companhia Elsa Garide, além de realizar muitos gabinetes para o Conservatório Musical de São Paulo. Durante vários anos foi professor da Escola Paulista de Belas Artes e atuou como pintor e restaurador do Museu Paulista da Universidade de São Paulo (conhecido como Museu do Ipiranga). Em 1944, auxiliado por seu irmão, fez a decoração da Igreja de São Bento em Marília. Participou da I Bienal de São Paulo e de muitos outros Salões oficiais obtendo vários prêmios: Rio de Janeiro (1925, 1929); São Paulo (1934, 1935, 1939, 1945, 1946, 1951, 1956, 1957, 1959, 1965). TEODORO BRAGA; MEC VOL. 3, PÁG. 65; ITAU CULTURAL.



135 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Paisagem - óleo sobre tela - 18 x 28 cm - canto inferior direito ilegível -



136 - MAURICIO NOGUEIRA LIMA (1930 - 1999)

Composição - guache - 40 x 29 cm - canto inferior direito - 1968 -

Natural da cidade do Recife, PE, o autor foi pintor, arquiteto, desenhista e professor. Frequentou o Instituto de Belas Artes de Porto Alegre, o MAM-SP e diplomou-se em arquitetura pela Faculdade Mackenzie-SP. Ligado ao grupo Ruptura, Maurício tornou-se um artista de acentuados princípios racionais, sendo o autor de algumas introduções no campo da animação ótica dos espaços, na seriação das construções e ainda na busca específica de retículas coloridas.Participou do Salão Paulista de Arte Moderna, onde obteve, dentre outros, o 1º Prêmio em Cartaz (1951 e 1957). Participou também do movimento de arte concreta, figurando nas exposições do MAM-SP (1956), no MEC-RJ (1957), na Exposição Internacional de Arte Concreta, em Zurique (1960), etc JULIO LOUZADA, vol 1, pags 678 e 679; ITAU CULTURAL.



137 - ANA CRISTINA ANDRADE (1953)

" Brinquedos " - gravura - 24/30 - 25 x 30 cm - canto inferior direito - 1995 -

Ana Cristina Andrade Moreira é pintora, gravadora, desenhista, professora e designer vidreira. Iniciou sua formação artística na Escola Superior de Arte Santa Marcelina, SP (1972-1975). Aprendeu gravura em metal (1980-1990) com Iole Di Natale; técnicas de gravura na Scuola Internazionale di Gráfica em Veneza, Itália (1983); Gravura Especial com Evandro Carlos Jardim, no MAC-SP (1991); Técnica Calcográfica Experimental com Mario Benedetti, na FASM-SP (1997); Vitrofusão com Roberto Bonino. Exposições individuais: São Paulo, SP (1984, 1987, 1995, 2003); Bauru, SP (1989); “Projeto Interior com Arte” – Museu Banespa (1998 – Exposição itinerante pelo interior do Estado de São Paulo). Coletivas: Epinal, França (1975); São Paulo, SP (1974, 1982, 1984, 1985, 1986, 1988, 1994, 1995, 2000, 2002 a 2004, 2012 – SP ESTAMPA); Santo André, SP (1982); Novo Hamburgo, RS (1982); Taiwan, China (1983, 1985); San Juan, Porto Rico (1983); Santos, SP (1983); Cabo Frio, RJ (1983); Ribeirão Preto,SP (1984); Curitiba, PR (1984); Piracicaba,SP (1984); Veneza, Itália (1984, 1985); Campinas, SP (1985); São José do Rio Preto, SP (1986); Limeira, SP (1986); Washington D.C.,EUA (1991); Campos do Jordão, SP (1991); Kanagawa, Japão (1992); Maastricht, Holanda (1993); Illinois, EUA (1994); Cidade do México, México (1996); Jacareí, SP (1998); Budapeste, Hungria (1996); Uzice, Yuguslávia (1997); Ourense, Espanha (1994, 2006). Prêmios: São Paulo, SP (1974); Novo Hamburgo, RS (1982); Santos, SP (1983); Ribeirão Preto, SP (1984); Curitiba, PR (1984); Piracicaba, SP (1984); Campinas, SP (1985); São José do Rio Preto, SP (1986). JULIO LOUZADA, vol.1, pág. 62; vol.2, pág. 66; Acervo FIEO. ITAU CULTURAL.



138 - CÂNDIDO PORTINARI (1903 - 1962)

"O delírio" - gravura - 30 x 20 cm - canto inferior direito -
Complemento de técnica: água-forte. Registrado no Projeto Portinari no tema Figura Humana/Natureza. -

Pintor, gravador, ilustrador e professor. Nasceu em Brodósqui, SP e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou-se na pintura em meados da década de 1910, auxiliando na decoração da Igreja Matriz de Brodósqui. Em 1918, mudou-se para o Rio de Janeiro e, no ano seguinte, ingressou no Liceu de Artes e Ofícios e na Escola Nacional de Belas Artes , na qual cursou desenho figurativo com Lucílio de Albuquerque e pintura com Rodolfo Amoedo , Baptista da Costa e Rodolfo Chambelland . Em 1929, viajou para a Europa com o prêmio de viagem ao exterior, e percorreu vários países durante dois anos. Em 1935, recebeu prêmio do Carnegie Institute de Pittsburgh pela pintura ‘Café’, tornando-se o primeiro modernista brasileiro premiado no exterior. No mesmo ano, foi convidado a lecionar pintura mural e de cavalete no Instituto de Arte da Universidade do Distrito Federal, quando teve como alunos Burle Marx e Edith Behring , entre outros. Em 1936, realizou seu primeiro mural, que integrou o Monumento Rodoviário da Estrada Rio-São Paulo. Em seguida, convidado pelo ministro Gustavo Capanema pintou vários painéis para o novo prédio do Ministério da Educação e Cultura (MEC). Em 1940, após exposição itinerante pelos Estados Unidos, a Universidade de Chicago publicou o primeiro livro a seu respeito, ‘Portinari: His Life and Art’. Em 1941, pintou os painéis para a Biblioteca do Congresso em Washington D.C.. Em 1956, com a inauguração dos painéis ‘Guerra e Paz’ na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, recebeu o prêmio Guggenheim. BENEZIT, VOL.8, PÁGS. 440; REIS JUNIOR, PÁGS. 383; TEODORO BRAGA, PÁGS. 195; PONTUAL, PÁGS. 432; MEC, VOL.3, PÁGS 427; MAYER. 89, PÁG.1327; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 550; ARTE NO BRASIL, PÁG. 571; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12; F. ACQUARONE, PÁG. 241



139 - TITO DE ALENCASTRO (1934 - 1999)

Composição - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito e dorso - 03/01/1984 -
Com certificado n° 666 firmado pelo autor, no dorso. -

Pintor, desenhista, gravador e mosaicista, radicou-se em 1961 em São Paulo, após ter estudado no Rio de Janeiro com Abelardo Zaluar, José Morais e Johnny Friedlaender. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 29; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 6; PONTUAL, pág. 14; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



140 - ANITA MALFATTI (1896 - 1964)

Menina - óleo sobre tela colada em eucatex - 32 x 24 cm - canto inferior direito -
Reproduzido no convite e na quarta capa do catálogo deste leilão. - Reproduzido sob o n° 50 em catálogo de Leilão de Arte de James Lisboa, leiloeiro oficial, São Paulo - SP. -

Proto-mártir do modernismo brasileiro, com sua mostra de 1917 em São Paulo, Anita Malfatti foi, no dizer de Dario da Silva Brito, o "estopim" da Semana de 1922. Recebeu prêmio de honra no Salão Paulista de 1934. Várias exposições coletivas e individuais como: Anita Malfatti no Museu de Arte Brasileira - FAAP. BENEZIT, vol. 7, pág. 118; TEODORO BRAGA, pag. 151/2; MEC, vol. 3, pág. 45; PONTUAL, pág. 332/3; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 33 e 35; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 478; ARTE NO BRASIL, pág. 652; LEONOR AMARANTE, pág. 24.



141 - PIERRE ALECHINSKY (1927)

Composição - gravura - 31/75 - 51 x 65 cm - canto inferior direito -

Importante pintor e gravador nascido em Bruxelas, Bélgica, no dia 19/10/1927. Reside em Paris, França. Desde muito jovem, o artista estuda na École National Supérieure d`Architeture et des Arts Décoratifs, desenvolvendo ilustrações de livros e tipografia. Aos vinte anos, em 1947, se junta ao Jovem Pintura Belga, grupo que um ano depois se integra ao Grupo CoBrA. Assume a organização das exposições e da revista CoBrA, além de produzir obras de estilo vigoroso e espontâneo para várias mostras. Marcada pela espontaneidade e pelo estilo violento de criação, sua obra caminha pela abstração e pelas múltiplas formas de explorar a criatividade. Com a dissolução do grupo, em 1951, vai para Paris, onde explora o surrealismo de Max Ernst. Participa da última exposição internacional surrealista, organizada por André Breton, em 1963. Depois do CoBrA, o que mais desperta seu interesse é a gravura inspirada nas caligrafias chinesas e japonesas. Em viagem ao Japão, ainda nos anos 50, abandona cada vez mais a pintura à óleo para se dedicar a pintura acrílica. Principalmente depois de 65, sua obra difere muito da realizada na época do CoBrA, buscando sempre novas técnicas e novas experiências, sendo conhecido hoje em dia mais como um artista gráfico do que como pintor. Em qualquer uma das diferentes fases de Alechinsky, a busca pelas novas linguagens e o caráter eruptivo de suas obras estão presentes. BENEZIT, vol. 1 , pág. 99 e 100. ART PRICE ANNUAL 2000



142 - ANNA VASCO (1881 - 1938)

Paisagem - aquarela - 22 x 20 cm - canto inferior direito - 1904 - Petrópolis -

Pintora e desenhista nascida e falecida no Rio de Janeiro. Irmã da também pintora Maria Vasco. Por volta de 1897 teve aulas, junto com sua irmã, com o pintor Benno Treidler. Participou de diversos Salões oficiais e foi premiada na Exposição Geral de Belas Artes, Rio de Janeiro, em 1898, 1904 e 1905. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 10, PÁG. 903.



143 - MARIO ZANINI (1907 - 1971)

Paisagem - óleo sobre eucatex - 25 x 33 cm - canto inferior direito - 1965 -
Ex coleção Luiz Ernesto Kavall, São Paulo - SP. -

Pintor, decorador, ceramista, professor, Mário Zanini nasceu e faleceu em São Paulo. Foi um dos integrantes de dois importantes movimentos artísticos considerados históricos na pintura paulista: o Grupo Santa Helena e a Família Artística Paulista. Sua formação artística se deu em São Paulo quando aos 13 anos iniciou curso de pintura da Escola Profissional Masculina do Brás e de 1924 a 1926, matriculou-se no curso de desenho e artes do Liceu de Artes e Ofícios. Conheceu Alfredo Volpi em 1927 e no ano seguinte estudou com o pintor Georg Elpons. Trabalhou no escritório de decoração de Francisco Rebolo entre 1933 e 1938. Em 1940 recebeu medalha de prata no 46º Salão Nacional de Belas Artes e foi convidado por Rossi Osir a trabalhar em seu ateliê de azulejos artísticos, o Osirarte. Em 1950, viajou por seis meses pela Itália, em companhia de Volpi e Osir. A partir de 1968 lecionou na Faculdade de Belas Artes de São Paulo. Participou de vários Salões oficiais e mostras coletivas no Brasil, como I e III Bienal Internacional de São Paulo e no exterior. Sua família doou 108 de suas obras ao Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo - MAC/USP em 1974. MEC, VOL. 4, PÁG. 531; PONTUAL, PÁG. 557; TEODORO BRAGA, PÁG. 250; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 451; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; ARTE NO BRASIL, PÁG. 778; LEONOR AMARANTE, PÁG.38; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 1085; ACERVO FIEO.



144 - ATHOS BULCÃO (1918 - 2008)

"Estudo azulejos" - óleo sobre tela - 25 x 33 cm - dorso - 1960 -
Com as seguintes inscrições no dorso: "Salão nobre - n° 003-12". -

Pintor e desenhista. Começou a dedicar-se a arte estimulado por Portinari, que, em 1945, o convidou a trabalhar nas obras da Pampulha, em Belo Horizonte. No ano anterior realizara exposição individual na sede recém-inaugurada do Instituto dos Arquitetos do Brasil no Rio de Janeiro, voltando a fazê-lo na Capital mineira em 1946 e 1947. Já então conquistara medalhas de prata em pintura e desenho no SNBA. Recebendo bolsa de estudos no governo francês, viajou em 1948 para Paris, onde permaneceu um ano, visitando ainda a Itália. De regresso ao Brasil, passou a dedicar-se também a trabalhos no campo da decoração. Residindo mais recentemente em Brasília, ali criou azulejos e vitrais para a Igreja de Nossa Senhora de Fátima, com motivos cristãos da Pomba e da Estrela, símbolos do Divino Espírito Santo e da natividade. Participou como isento de júri dos II SAMDF (1965), realizando em 1968 exposição individual de desenhos em Brasília (Galeria Encontro). Rubem Braga focalizou-o em uma crônica publicada na revista Manchete (14 de agosto de 1954). TEODORO BRAGA, PÁG. 59; MEC, vol. 1, pág. 301; WALMIR AYALA, vol.1, pág. 140; PONTUAL, pág. 93; TEIXEIRA LEITE, pág. 92; JÚLIO LOUZADA, vol. 7, pág.112; ITAÚ CULTURAL.



145 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Madona - escultura em madeira - 97 x 14 x 14 cm - não assinado -



146 - DJANIRA DA MOTTA E SILVA (1914 - 1979)

Músicos - aquarela - 26 x 21 cm - canto inferior direito -

Pintora, desenhista, ilustradora, cartazista, cenógrafa e gravadora. Djanira da Motta e Silva nasceu em Avaré, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. No final da década de 1930, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde teve suas primeiras instruções de desenho no Liceu de Artes Ofícios e com o pintor Emeric Marcier, hóspede da pensão que Djanira instalou no bairro de Santa Teresa. Os contatos com os artistas Carlos Scliar, Milton Dacosta , Arpad Szenes , Vieira da Silva e Jean-Pierre Chabloz , frequentadores de sua pensão, proporcionaram um ambiente estimulador que a levou a expor no 48º Salão Nacional de Belas Artes, em 1942. No ano seguinte, realizou sua primeira mostra individual, na Associação Brasileira de Imprensa - ABI. Em 1945, viajou para Nova York. De volta ao Brasil, realizou o mural ‘Candomblé’ para a residência do escritor Jorge Amado, em Salvador, e painel para o Liceu Municipal de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Entre 1953 e 1954, viajou a estudo para a União Soviética. De volta ao Rio de Janeiro, tornou-se uma das líderes do movimento pelo Salão Preto e Branco, um protesto de artistas contra os altos preços do material para pintura. Realizou em 1963, o painel de azulejos ‘Santa Bárbara’, para a capela do túnel Santa Bárbara, Laranjeiras, Rio de Janeiro. No ano de 1966, a editora Cultrix publicou um álbum com poemas e serigrafias de sua autoria. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil, EUA e Europa. Foi premiada no Rio de Janeiro (1943, 1944, 1949, 1950 a 1953, 1955, 1963) e em São Paulo (1951, 1955). Participou da 1ª e da 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955). Em 1977, o Museu Nacional de Belas Artes - MNBA, realizou uma grande retrospectiva de sua obra. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 336; PONTUAL, PÁG. 181; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 164; MEC, VOL. 2, PÁG 58; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG, 263; WALTER ZANINI, PÁG. 810; ARTE NO BRASIL, PÁG. 824; ACERVO FIEO.



147 - DIONISIO DEL SANTO (1925 - 1999)

Composição - guache - 19 x 19 cm - canto inferior direito - 1986 -

Pintor, desenhista, gravador e serigrafista, nasceu em Colatina-ES, e faleceu em Vitória, naquele mesmo Estado. Autodidata. Em 1975, recebe o Prêmio de Melhor Exposição de Gravura do Ano, da APCA. Participou da 9ª Bienal Internacional de São Paulo, 1967 (Prêmio Itamarati Aquisição) e do Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro, 1968 (Prêmio Isenção do Júri). JULIO LOUZADA vol.11, pág. 88; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 682; ARTE NO BRASIL, pág. 934.



148 - ARNALDO FERRARI (1906 - 1974)

Casario - técnica mista - 29 x 19 cm - canto inferior direito -
Com dedicatória: "Ao amigo Peretto, of. o A Ferrari". -

Pintor, desenhista e professor, Arnaldo Ferrari nasceu e faleceu em São Paulo SP. Seguindo a profissão do pai, trabalhou como pintor decorador, realizando frisos decorativos para residências. Estudou artes decorativas no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, entre 1925 e 1935. Em 1934, dividiu um ateliê com amigos no edifício Santa Helena e, pela amizade com o pintor Mario Zanini, aproximou-se dos demais integrantes do Grupo Santa Helena. Frequentou também o curso livre de pintura e desenho na Escola Nacional de Belas Artes, entre 1936 e 1938, onde teve aulas de desenho e pintura com Enrico Vio. Entre 1950 e 1959, integrou o Grupo Guanabara, com Thomaz Ianelli, Tomie Ohtake, Tikashi Fukushima e Oswald de Andrade Filho, entre outros. Realizou diversas exposições individuais, participou de várias mostras e Salões oficiais e foi premiado em São Paulo (1958, 1959, 1961, 1963, 1966) e em Santo André (1971). Participou da 7ª à 11ª Bienal Internacional de São Paulo (1963, 1965, 1967, 1969, 1971). Foi apresentada retrospectiva de sua obra em 1975, no Paço das Artes, SP e catálogo com textos de Theon Spanudis, José Geraldo Vieira e Mário Schenberg, entre outros. ITAÚ CULTURAL; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 304; MEC, VOL. 2, PÁG. 149; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 191; PONTUAL, PÁG. 207; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 378; WALTER ZANINI, PÁG.678, ACERVO FIEO.



149 - ROBERTO BURLE MARX (1909 - 1994)

Composição - aquarela - 24 x 31 cm - canto inferior esquerdo -

Nasceu em São Paulo e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, paisagista, arquiteto, desenhista, pintor, gravador, litógrafo, escultor, tapeceiro, ceramista, designer de jóias, decorador. Durante a infância viveu no Rio de Janeiro. Foi com a família para a Alemanha, em 1928. Em 1929, freqüentou o ateliê de pintura de Degner Klemn. Nos jardins e museus botânicos de Dahlen, em Berlim, entusiasmou-se ao encontrar exemplares da flora brasileira. De volta ao Brasil, fez curso de pintura e arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1930 - 1934), onde foi aluno de Leo Putz , Augusto Bracet e Celso Antônio. Seu primeiro projeto paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, em 1932. Entre 1934 e 1937, ocupou o cargo de diretor de parques e jardins do Recife, PE, onde passou a residir. Nesse período, foi com freqüência ao Rio de Janeiro e teve aulas com Candido Portinari e com o escritor Mário de Andrade. Em 1937, retornou ao Rio de Janeiro e trabalhou como assistente de Candido Portinari. Foi em 1949, conforme sua paixão por plantas e seu interesse por botânica e jardinagem, que Burle Marx adquiriu um sítio em Barra de Guaratiba, RJ. Com auxílio de botânicos, viajou, coletou, catalogou exemplares de plantas do Brasil e reproduziu em seu sítio a diversidade fitogeográfica brasileira. Em 1985 doou esse sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.Realizou muitas exposições individuais e projetos paisagísticos, participou de diversas mostras oficiais coletivas pelo Brasil e no exterior. PONTUAL, PÁG. 94; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 93; MEC. VOL.1, PÁG.303; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 738; LEONOR AMARANTE, PÁG. 98; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 179; artnet.com.



150 - TOMÁS SANTA ROSA (1909 - 1956)

Música - óleo sobre tela - 100 x 72 cm - canto inferior direito e dorso - 1952 - Rio de Janeiro -
Reproduzido no convite deste leilão. - Com etiqueta da Galeria Intercontinental, Rua Maria Quitéria, 42, Ipanema - Rio de Janeiro, no dorso. -

Pintor, gravador, cenógrafo e professor. Oriundo da Paraíba, onde nasceu, fixou-se no Rio de Janeiro, iniciando em 1930 sua bem sucedida carreira de ilustrador de obras de autores estrangeiros e brasileiros, que inclui, dentre outros, Graciliano Ramos, José Lins do Rêgo, Jorge Amado, Castro Alves e muitos outros. Sua obra tem reconhecimento nacional e unanimidade de crítica, havendo se destacado em todas as áreas das artes que praticou. PONTUAL, pág. 472; TEIXEIRA LEITE, pág. 460; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 572; LEONOR AMARANTE.



151 - WALTER LEWY (1905 - 1995)

Paisagem surreal - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito - 1979 -

Gravador, pintor, ilustrador, paisagista, desenhista e publicitário nascido em Bad Oldesloe, Alemanha e falecido em São Paulo. Estudou na Escola de Artes e Ofícios de Dortmund, Alemanha (1923-1927). Nesse período, filiou-se à tendência do realismo mágico. Em 1928 participou de coletivas em Dortmund, Gelsenkirchen, Boclusim e outras cidades. Com a crise econômica de 1929, Lewy perdeu seu emprego de desenhista numa gráfica e foi viver com os pais no interior, tornando-se ilustrador de anedotas em jornais. Realizou sua primeira exposição individual em Bad Lippspringe (1932), mas foi fechada quando a Câmara de Arte Alemã proibiu a participação de judeus na vida artística. Escapando dessa situação opressora, o artista imigrou para o Brasil (1938), retomando profissionalmente a pintura. Deixou para trás centenas de trabalhos, que foram enviados para a Holanda e perdidos durante os bombardeios da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). No Brasil, fixou-se em São Paulo. Nos primeiros anos fez desenho publicitário e mais tarde capas de livros e ilustrações para diversas editoras. Ilustrou obras de Bertrand Russell, Machado de Assis e Arnold Toynbee, entre outras. Mais tarde, empregou-se como diagramador, letrista e arte-finalista nas agências de propaganda De Carli, Lintas Publicidade, Martinelli, Santos & Santos e Thompson Propaganda. Participou de Salões Nacionais e Bienais de São Paulo, entre 1951 e 1965, recebendo diversas premiações oficiais. JULIO LOUZADA, VOL. 10, PÁG. 497; MEC, VOL. 2, PÁG. 474; TEODORO BRAGA, PÁG. 245; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 286; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 630; LEONOR AMARANTE, PÁG. 142; ACERVO FIEO.



152 - CARLOS SCLIAR (1920 - 2001)

"Paisagem VIII" - vinil encerado sobre tela - 56 x 37 cm - centro inferior e dorso - 04/04/1976 - Ouro Preto -
Com etiqueta de Azulão Galeria - São Paulo, SP - no dorso. -

Desenhista, gravador, pintor, ilustrador, cenógrafo, roteirista e designer gráfico que nasceu em Santa Maria da Boca do Monte, RS e faleceu no Rio de Janeiro. Assina Scliar. Estudou com Gustav Epstein, em Porto Alegre, em 1934. Participou, em 1938, da fundação da Associação Riograndense de Artes Plásticas Francisco Lisboa. Entre 1939 e 1947, residindo em São Paulo, integrou a Família Artística Paulista - FAP. No Rio de Janeiro, escreveu e dirigiu em 1944 o documentário 'Escadas', sobre os pintores Arpad Szenes e Vieira da Silva com os quais conviveu desde 1941. Convocado pela Força Expedicionária Brasileira - FEB, participou da Segunda Guerra Mundial, na Itália. Morando em Paris de 1947 a 1950, cursou gravura com Galanis na Escola de Belas Artes e teve contato com o gravador mexicano Leopoldo Méndez. De volta ao Brasil, fundou com Vasco Prado o Clube de Gravura de Porto Alegre. Em 1956, passou a viver no Rio de Janeiro. Foi diretor do departamento de arte da revista 'Senhor' entre 1958 e 1960. Fundou a editora Ediarte, em 1962, com os colecionadores Gilberto Chateaubriand, Michel Loeb, Carlos Nicolaievski e o pintor José Paulo Moreira da Fonseca. Realizou durante toda sua vida exposições individuais e participou de inúmeras coletivas e Salões oficiais, recebendo muitos prêmios. Também foram realizadas várias exposições póstumas. MEC VOL.4, PÁG. 214; TEODORO BRAGA, PÁG. 66; WALMIR AYALA VOL.2, PÁG. 306 a 309; PONTUAL, PÁG. 479 e 480; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG.884; VOL.2, PÁG. 925; VOL.13, PÁG. 305; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; RGS, PÁG. 442; ACERVO FIEO.



153 - ANGELO CANNONE (1899 - 1992)

Barcos - óleo sobre tela - 55 x 45 cm - canto inferior direito - 1927 - Napoli -
No estado. -

Nascido na Itália, radicou-se no Brasil. Seu estilo liga-se ao dos Macchiajoli oitocentistas (os equivalentes italianos dos impressionistas franceses) e ao de Pratella em especial. São especialmente notáveis suas paisagens e marinhas. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 168; JULIO LOUZADA vol.11, pág.54; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



154 - MARIA LEONTINA (1917 - 1984)

Composição - pastel - 14 x 20 cm - canto inferior direito -

Pintora, gravadora e desenhista. Maria Leontina Mendes Franco da Costa nasceu em São Paulo, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. Iniciou estudos de desenho com Antônio Covello, em São Paulo (1938), e na primeira metade da década de 1940 estudou pintura com Waldemar da Costa. Em 1946, no Rio de Janeiro, frequentou o ateliê de Bruno Giorgi e fez curso de museologia no Museu Histórico Nacional, entre 1946 e 1948. Em 1947, participou da exposição ‘19 Pintores’, na Galeria Prestes Maia, em São Paulo, ao lado de Lothar Charoux, Marcelo Grassmann, Aldemir Martins, Luiz Sacilotto e Flavio-Shiró. Em 1951, foi convidada pelo psiquiatra e crítico de arte Osório César para orientar o setor de artes plásticas do Hospital Psiquiátrico do Juqueri. No mesmo ano, organizou uma mostra dos internos no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Em 1952, com bolsa de estudo do governo francês, viajou para a Europa, acompanhada pelo marido, o pintor Milton Dacosta. Em Paris, entre 1952 e 1954, frequentou o ateliê de gravura de Johnny Friedlaender. Na década de 1960, realizou painel de azulejos para o Edifício Copan e vitrais para a Igreja Episcopal Brasileira da Santíssima Trindade, ambos em São Paulo. Realizou exposições individuais e participou de inúmeras mostras, Salões oficiais e Bienais como a Bienal de Veneza (1950, 1952, 1956). Foi premiada no Rio de Janeiro (1944, 1950, 1955, 1957, 1980); em São Paulo (1944; 1947; 1951; 1954; 1958; 1960; 1980; 1955, 1959, 1965 - Bienais Internacionais; 1969, 1970 - Panoramas da Arte Atual Brasileira; 1975 - prêmio pintura da Associação Paulista de Críticos de Artes - APCA); Brasília, DF (1980); Curitiba, PR (1980; Porto Alegre, RS (1980); Nova York (1960 - Fundação Guggenheim). ITAU CULTURAL; MEC, VOL. 2, PÁG. 471; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 309; PONTUAL, PÁG. 338; ARTE NO BRASIL, PÁG. 772; LEONOR AMARANTE, PÁG. 25; WALTER ZANINI, PÁG. 645; JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 572.



155 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XIX - XX

Paisagem - óleo sobre tela - 57 x 79 cm - canto inferior direito -
Beltran. -



156 - MARCELO GRASSMANN (1925 - 2013)

Guerreiro - desenho a nanquim e aguada - 50 x 70 cm - canto inferior direito - 2007 -

Desenhista, gravador, ilustrador, pintor, escultor e professor, nasceu em São Simão, SP. Estuda fundição, mecânica e entalhe em madeira na Escola Profissional Masculina do Brás, SP. Passa a realizar xilogravuras a partir de 1943. Atua como ilustrador do Suplemento Literário do ‘Diário de São Paulo’, do ‘O Estado de S. Paulo’ e do ‘Jornal do Estado da Guanabara’. Quando reside no Rio de Janeiro, a partir de 1949, freqüenta os cursos de gravura em metal, com Henrique Oswald e de litografia, com Poty, no Liceu de Artes e Ofícios. Em Salvador (1952), trabalha com Mario Cravo Júnior. .Recebe o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Arte Moderna (1953) e vai para a Academia de Artes Aplicadas, em Viena. Passa a dedicar-se principalmente ao desenho, à litografia e à gravura em metal. Em 1969, sua obra completa é adquirida pelo governo do Estado de São Paulo, passando a integrar o acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo . Em 1978, a casa em que nasceu, em São Simão, é transformada em museu e tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo - Condephaat. Participou de muitas exposições e das Bienais de: São Paulo (1951 a 1961, 1967, 1969, 1979, 1985, 1989); Veneza (1950, 1956, 1958, 1962); Paris (1959). Principais prêmios: Bienal de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1959, 1967); Bienal de Veneza (1950, 1956, 1958,1962); Bienal de Paris (1959). PONTUAL, PÁG. 249; MEC, VOL. 2, PÁG. 281 E 282; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG. 439; VOL. 5, PÁG. 453; VOL. 9, PÁG. 383.



157 - J. CARLOS (1884 - 1950)

"Goal!!..." - desenho a nanquim e aquarela - 37 x 27 cm - canto inferior direito -
Capa da revista Fon Fon. -

Nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, desenhista, ilustrador e caricaturista. Realizou mais de cem mil desenhos, não se conhecendo um único ruim. Observador arguto, retratou com maestria e humor o cotidiano de sua cidade natal, da qual, consta, ausentou-se por duas únicas ocasiões. JULIO LOUZADA vol. 10, pág. 181; CARICATURISTAS BRASILEIROS, de Pedro Corrêa do Lago, pág. 74; WALTER ZANINI, pág. 448; ARTE NO BRASIL, pág. 646.



158 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Gato vermelho com vaso de flores" - acrílico sobre tela - 60 x 80 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2003 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins. -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



159 - JOSÉ SIMEONE (1930 - 2009)

Paisagem - óleo sobre tela - 18 x 26 cm - canto inferior esquerdo - 1981 -

Pintor paulistano ligado à arte figurativa, com características impressionistas. Seu estilo se aproxima dos oitocentistas italianos e franceses, sendo que o crítico Pietro Maria Bardi também identificava em sua obra influências do grupo Santa Helena. Proveniente de família de artistas pintores (Angelo e João Simeone). Participa de coletivas a partir de 1962 (já com premiação). MEC, vol. 4, pág. 285; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 923; TEIXEIRA LEITE, pág. 482; Acervo FIEO.



160 - ANTONIO BANDEIRA (1922 - 1967)

Composição - aquarela e guache - 50 x 70 cm - canto inferior direito - 1966 -
Reproduzido no convite deste leilão. - Ex coleção Renato Antônio Brogiolo. - Rio de Janeiro. -

Pintor, desenhista, gravador, nascido em Fortaleza, CE e falecido em Paris, onde viveu a maior parte de sua vida. É um dos pioneiros da arte abstrata no Brasil. Iniciou-se na pintura como autodidata. Em 1941, em Fortaleza, participou, ao lado de Mário Baratta, entre outros, da criação do Centro Cultural de Belas Artes depois, Sociedade Cearense de Artes Plásticas. Em 1945, transferiu-se para o Rio de Janeiro e, no ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual. Contemplado pelo governo francês com bolsa de estudos, permaneceu em Paris de 1946 a 1950 onde frequentou a Escola Nacional Superior de Belas Artes e a ‘Académie de la Grande Chaumière’. Entre 1947 e 1948 participou do ‘Salon d'Automne’ e do ‘Salon d'Art Libre’. Tomou parte em reuniões de artistas e formou o Grupo Banbryols (ban de Bandeira; bry de Camille Bryen; e ols de Wols), que durou de 1949 a 1951. Voltou ao Brasil em 1951 e apresentou-se na 1ª Bienal Internacional de São Paulo. Em 1952, criou um mural para o Instituto dos Arquitetos do Brasil, em São Paulo. Retornou a Paris em 1954 em razão do Prêmio Fiat, obtido na 2ª Bienal Internacional de São Paulo, mas não deixou de expor no Brasil. Permaneceu na Europa até 1959, passando pela Inglaterra e Bélgica, onde, em 1958, realizou um painel para o ‘Palais des Beaux-Arts’. Ao retornar ao Brasil teve uma atividade artística intensa, participou de importantes exposições, em paralelo a mostras em Paris, Munique, Verona, Londres e Nova York. Voltou a Paris em 1965, onde permaneceu até sua morte. BENEZIT, VOL.1, PÁG.415; MEYER/87, PÁG.606; MEC, VOL.1, PÁGS.159,160 E 167; PONTUAL, PÁGS. 48 E 49; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁGS. 71 A 74; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 52 A 54; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; ARTE NO BRASIL, PÁG. 599; LEONOR AMARANTE, PÁG. 34; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 86; ACERVO FIEO; web.artprice.com; pitoresco.com; pinturabrasileira.com.



161 - TOMÁS SANTA ROSA (1909 - 1956)

"Pirangi" - guache - 28 x 38 cm - canto inferior direito -
Original para ilustração do livro " Cacau " de Jorge Amado. -

Pintor, gravador, cenógrafo e professor. Oriundo da Paraíba, onde nasceu, fixou-se no Rio de Janeiro, iniciando em 1930 sua bem sucedida carreira de ilustrador de obras de autores estrangeiros e brasileiros, que inclui, dentre outros, Graciliano Ramos, José Lins do Rêgo, Jorge Amado, Castro Alves e muitos outros. Sua obra tem reconhecimento nacional e unanimidade de crítica, havendo se destacado em todas as áreas das artes que praticou. PONTUAL, pág. 472; TEIXEIRA LEITE, pág. 460; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 572; LEONOR AMARANTE.



162 - CARYBÉ (1911 - 1997)

Violeiro - desenho a nanquim - 30 x 22 cm - canto inferior direito -
Reproduzido na página 176 do livro "Carybé - As Sete Portas da Bahia", Livraria Martins Editora, São Paulo, SP, 1962. -

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



163 - AGOSTINHO BATISTA DE FREITAS (1927 - 1997)

Buscando lenha - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior esquerdo - 1992 -

Começou a pintar no início da década de 1950 (e ele próprio relatou que vendia seus trabalhos na Praça do Correio da capital paulista) sendo logo descoberto por Pietro Maria Bardi que organizou uma exposição de seus trabalhos no Museu de Arte de São Paulo, em 1952, mais tarde apresentados também, no Museu de Arte Moderna de São Paulo e da Bahia e no Museu de Arte Contemporânea de Campinas. Participou da XXXIII Bienal de Veneza (1966). MEC, vol. 2, pág. 210; PONTUAL, pág. 225; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 323; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 208; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 214; ITAÚ CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 832; Acervo FIEO.



164 - FERNANDO COELHO (1939)

Marinha - óleo sobre tela - 101 x 100 cm - canto inferior direito - 1968 -

Pintor baiano nascido em Salvador. Inicialmente publicitário de sucesso, dedica-se integralmente à pintura a partir de 1963. Além de exposições individuais nas Galerias Querino (Salvador), Astréia (SP), e Bonino (RJ), expôs na Alemanha e participou dos SNAM e BNAP. Produz pintura que, fixando paisagens urbanos, se situa entre o figurativismo e o abstracionismo. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 209/210; MEC, vol. 1,pág. 441; PONTUAL, pág. 139; TEIXEIRA LEITE, pág. 126; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 74.; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO.



165 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

Índio - escultura em bronze - 50 x 28 x 27 cm - assinado -

Escultor e pintor paulista, iniciou seus estudos de escultura em Roma 1920/1922. Mais tarde tornou-se aluno de Maillol, em Paris, onde também frequentou as academias Ranson e de La Grande Chaumière, em 1936. É considerado o maior escultor nacional. MEC, vol.2, pág. 250/1; PONTUAL, pág. 237/8; MAYER/84, pág. 1333; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 587; ARTE NO BRASIL, pág. 715; LEONOR AMARANTE, pág. 18.



166 - IVAN SERPA (1923 - 1973)

Composição - guache - 27 x 21 cm - canto inferior direito - 1952 -

Pintor, desenhista, gravador e professor, Ivan Ferreira Serpa nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Estudou gravura e desenho com Axel Leskoschek (entre 1946 e 1948) no Rio de Janeiro. Em 1949, ministrou suas primeiras aulas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, onde, a partir de 1952, exerceu sistemática atividade didática, em especial no ensino infantil. Foi um dos precursores do concretismo no Brasil, criando ao lado de Aluisio Carvão, Lígia Clark, Hélio Oiticica e outros o Grupo Frente, que se manteve ativo de 1954 a 1956, inclusive com exposições no Rio de Janeiro. Participou da Divisão Moderna do SNBA (1947-1951). Em 1957, recebeu o prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna, RJ. Participou da exposição ’Opinião 65’, evento que marca a difusão de uma nova arte de tendência figurativa, a neofiguração. Em 1970, fundou, com Bruno Tausz, o Centro de Pesquisa de Arte no Rio de Janeiro. Participou da Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1961, 1963, 1965) e da Bienal de Veneza (1952, 1954, 1962, 1966). PONTUAL, PÁG 486; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 605; ARTE NO BRASIL, PÁG. 840; LEONOR AMARANTE, PÁG. 26; MEC VOL. 4, PÁG. 221; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 899.



167 - ARTHUR LUIS PIZA (1928)

"Rouge - Vert - Bleu" - gravura - 98/99 - 63 x 48 cm - canto inferior direito -
Reproduzido sob o número 142 do livro "Piza: catálogo geral da obra gravada". -

Gravador, desenhista, pintor e escultor, nasceu em São Paulo, SP. Assina Piza. Iniciou a formação artística em 1943, estudando pintura e afresco com Antonio Gomide. Após participar da 1ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1951, viajou para a Europa e passou a residir em Paris. Freqüentou o ateliê de Johnny Friedlaender, aperfeiçoando-se nas técnicas de gravura em metal. Realizou muitas exposições individuais e coletivas, participou de vários Salões oficiais e obteve importantes prêmios: Bienal Internacional de São Paulo (1953, 1959); Trienal de Grenchen, Suíça (1961); Bienal de Liubliana, atual Eslovênia (1961); Exposição Internacional de Havana, Cuba (1965); Bienal de Santiago do Chile (1965); Bienal de Veneza (1966); Bienal de Cracóvia, Polônia (1970); Bienal Internacional de Florença, Itália (1970); Bienal de San Juan, Porto Rico (1970, 1979); Mostra de Gravura, Curitiba – PR (1978); Bienal da Cidade do México (1980). No fim dos anos 1980, cria um mural tridimensional para o Centro Cultural da França, em Damasco, Síria. Em 2002, são apresentadas na Pinacoteca do Estado de São Paulo e no Museu de Arte do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, duas amplas retrospectivas de sua obra. BENEZIT VOL. 8, PÁG. 370; MEC, VOL. 3, PÁG. 422; PONTUAL, PÁG. 428/29; JÚLIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 773; VOL. 2, PÁG. 823; VOL. 4, PÁG.899; VOL.6, PÁG. 896; VOL.13, PÁG. 268; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, PÁG. 855; LEONOR AMARANTE, PÁG. 75; ACERVO FIEO; artfacts.net; artcyclopedia.com; artnet.com; artprice.com



168 - DARIO MECATTI (1909 - 1976)

Marinha - óleo sobre tela - 20 x 28 cm - canto inferior direito -

Pintor e desenhista nascido em Florença, Itália e falecido em São Paulo, SP. Na Itália recebeu orientação artística de Camillo Innocenti, trabalhou em um banco e pintou cartazes para a sala de cinema de seu primo. Em 1933, mudou-se para a África, onde permaneceu por aproximadamente sete anos viajando pelo norte do continente. Neste período conheceu a Líbia, Ilha de Malta, Tunísia, Turquia, Argélia, Marrocos, além de Portugal e Espanha. Durante a viagem retratou cenas destes países e realizou algumas exposições com o pintor florentino Renzo Gori, com quem residiu por pouco tempo em Paris. Em 1939, conheceu a Ilha de São Miguel, nos Açores e lá encontrou Maria da Paz com quem posteriormente se casou. No ano de 1940, mudou-se para o Brasil, passou pouco tempo no Rio de Janeiro e depois um período em Minas Gerais, onde visitou as cidades de Belo Horizonte, Juiz de Fora e Ouro Preto. Mudou-se no final do ano para São Paulo, onde entre 1941 e 1945, trabalhou na Galeria Fiorentina, na Rua Barão de Itapetininga, de propriedade de Malho Benedetti. Em 1945 conheceu Nicolino Bianco que passou a adquirir os quadros do artista para serem expostos na Loja de Móveis Paschoal Bianco. Apresentou-o para clientes e amigos que passaram a encomendar retratos. Neste período entrou em contato com Ezio Barbini, dono da Galeria Internacional que vendeu regularmente suas obras, além de apresenta-lo a um grupo de jovens artistas a quem orientou. Em 1946 construiu na Rua Feliciano Maia a sua casa estúdio, onde realizou exposições individuais anuais, sendo a última no ano de 1976, data de seu falecimento. TEODORO BRAGA, PÁG. 161/2; MEC, VOL. 3, PÁG. 109; PONTUAL, PÁG. 352; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 72; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 320; ITAÚ CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 611; ACERVO FIEO.



170 - ALFREDO VOLPI (1896 - 1988)

Paisagem - óleo sobre madeira - 20 x 15 cm - canto inferior direito - c. 1930 -

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.



171 - RENOT (1932)

"Baiana de São Tomé" - acrílico sobre tela - 80 x 60 cm - canto superior direito e dorso - 2014 -

Pintor, desenhista, gravador e tapeceiro, Reinaldo Eliomar de Freitas Marques da Silva nasceu em Santa Luzia, Bahia. Assina Renot. Autodidata, começou a pintar em 1957 e, em 1964, com a inauguração da Galeria Quirino, em Salvador, iniciou sua formação artesanal. Tornou-se amigo de vários intelectuais e artistas baianos entre os quais Jenner Augusto, Jorge Amado e Manuel Quirino. Quirino, com quem trabalhou, foi também o seu mestre na arte de tecer (1964). Foi responsável pelos calendários-tapeçaria que fez para a Basf e Bosh do Brasil em 1977. Realizou muitas exposições individuais em: Salvador, BA (1970, 1971, 1972, 1977); Porto Alegre, RS (1970); Rio de Janeiro (1971, 1974); São Paulo (1972, 1973, 1975 a 1978, 1982); Hamburgo, Alemanha (1971); Londres, Inglaterra (1972); Barcelona, Espanha (1974); Genebra, Suíça (1974); Buenos Aires, Argentina (1975); Paris, França (1976); Estados Unidos (1978, 1980). Participou de várias coletivas e mostras oficiais pelo Brasil e exterior. Atua também como perito, marchand e organizador de leilões. JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 816; VOL. 7, PÁG. 590; ITAU CULTURAL; MEC VOL. 4, PÁG. 53; web.artprice.com.



172 - ADRIANO GAMBIM (1983)

"Estação da Luz, em cores quentes" - serigrafia - 23/30 - 29 x 41 cm - canto inferior direito - 2013 -

Pintor, desenhista, gravador e professor. Sua formação artística foi na UNIMESP e UNESP, São Paulo. Realizou exposições individuais em Guarulhos (2008, 2009, 2010, 2011) e tem participado de várias mostras coletivas e Salões oficiais, destacando-se: Guarulhos, SP (2007 a 2013); Araras, SP (2013); Brasília, DF (2013); Araraquara, SP (2012); Curitiba, PR (2012); Ribeirão Preto, SP (2010); Santo André, SP (2010); Santos, SP (2011); Ceará (2012); Espanha (2005 a 2008, 2013); México (2009); Itália (2007, 2009); Japão (2008); Romênia (2007, 2010). Foi premiado em: Guarulhos, SP (2007 a 2009, 2011); Mairiporã, SP (2011); Espanha (2011); Araraquara, SP (2010, 2012); Araras, SP (2012). artesvisuaisguarulhos.blogspot.com.br, web.artprice.com.



173 - INGRES SPELTRI (1940)

"Abstrato Opus 15214" - óleo sobre tela - 74 x 100 cm - canto inferior direito e dorso - 9/2000 -

Nasceu em Jau, São Paulo, em 20/01/1940. Pintor, desenhista, escultor, gravador e professor. Apresentando uma pintura de fases bem demarcadas, onde as possibilidades plásticas do cubismo, do construtivismo e do concretismo foram exploradas com paixão e rigor de pesquisa, o autor tem percorrido um rico itinerário em sua incessante buscar de universo expressivo e de uma linguagem pictórica definitiva. O autor é professor titular da Escola Panamericana de Arte, SP. JULIO LOUZADA, vol 1, pág 937; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



174 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulata - serigrafia - P. A. - 51 x 43 cm - canto inferior direito -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



175 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Flores - óleo sobre tela - 65 x 54 cm - canto inferior direito -
V. Morvillo - 1 - 9 - 63. -



176 - MARIA HELENA BORTKIEWICZ (XX)

Marinha - óleo sobre tela - 16 x 22 cm - canto inferior direito - 1973 -

Pintora com diversas exposições individuais e coletivas. Participação em Salões Oficiais.



177 - MANOEL SANTIAGO (1897 - 1987)

Pescadores - óleo sobre tela - 33 x 46 cm - canto inferior direito e dorso -

Manoel Colafante Caledônio de Assumpção Santiago nasceu em Manaus, AM e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, desenhista e professor. Mudou-se para Belém em 1903 e iniciou estudos de pintura. Desde 1916 já praticava a arte não figurativa. Em 1919 transferiu-se para o Rio de Janeiro, cursou Direito e frequentou a Escola Nacional de Belas Artes, onde foi aluno de Rodolfo Chambelland e Baptista da Costa. Na época, teve aulas particulares com Eliseu Visconti. Foi casado com a pintora Haydeá Santiago. Participou em 1927 do Salão Nacional de Belas Artes e recebeu o prêmio viagem ao exterior, entre vários outros. Foi para Paris no ano seguinte, e lá permaneceu por cinco anos. De volta ao Rio de Janeiro, em 1932, tornou-se professor do Instituto de Belas Artes. Em 1934, passou a lecionar pintura e desenho no Núcleo Bernardelli, figurando entre seus alunos José Pancetti, Edson Motta, Bustamante Sá, Ado Malagoli, Rescála e Milton Dacosta. Participou da I Bienal Internacional de São Paulo (1951) e do 8º Panorama da Arte Brasileira (1976). PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, VOL. 1, PÁG. 241; TEODORO BRAGA, PÁG. 211; CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO DE PAISAGEM BRASILEIRA, MEC-MNBA /RIO/1944; MAYER/84, PÁG. 1158; REIS JR, PÁG. 378; PONTUAL, PÁG. 473; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 292; ITAÚ CULTURAL, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 865; ACERVO FIEO.



178 - FAYGA OSTROWER (1920 - 2001)

Composição - xilogravura - 45/50 - 91 x 51 cm - centro inferior - 1972 -

Gravadora, pintora, desenhista, ilustradora, teórica da arte e professora. Natural de Lodz, Polônia. No Brasil, Rio de Janeiro, desde a década de 1930. Cursa artes gráficas na Fundação Getúlio Vargas, em 1947, onde estuda xilogravura com Axl Leskoschek e gravura em metal com Carlos Oswald, entre outros. Em 1969, a Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro publica um álbum de gravuras realizadas entre 1954 e 1966. Dentre as muitas coletivas de que participou, no País e no exterior, destacamos as seguintes nacionais: 1ª Bienal Internacional de São Paulo (1951); Exposição Nacional de Arte Abstrata (1953) e, Salão Preto e Branco (1954). MEC. Vol.3, pág.303; JULIO LOUZADA, pág.234; PONTUAL, págs.395 e 396.; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 606; ARTE NO BRASIL, pág. 840; LEONOR AMARANTE, pág. 28; Acervo FIEO.



179 - TARSILA DO AMARAL (1890 - 1973)

Paisagem - desenho a nanquim - 20 x 15 cm - canto inferior direito -

Pintora e desenhista, Tarsila do Amaral nasceu em Capivari, SP e faleceu em São Paulo. Estudou escultura com William Zadig e com Mantovani, em 1916, na capital paulista. No ano seguinte teve aulas de pintura e desenho com Pedro Alexandrino, onde conheceu Anita Malfatti. Ambas tiveram aulas com o pintor Georg Elpons. Em 1920 viajou para Paris e estudou na ‘Académie Julian’ e com Émile Renard. Ao retornar ao Brasil formou em 1922, em São Paulo, o Grupo dos Cinco, com Anita Malfatti, Mário de Andrade, Menotti del Picchia e Oswald de Andrade. Em 1923, novamente em Paris, frequentou o ateliê de André Lhote, Albert Gleizes e Fernand Léger. Foi a criadora de duas das principais tendências ou movimentos de nossa arte nacionalista: o Pau Brasil e o Antropofagia. A convite da Comissão do IV Centenário de São Paulo fez, em 1954, o painel ‘Procissão do Santíssimo’ e, em 1956, entregou ‘O Batizado de Macunaíma’, sobre a obra de Mário de Andrade, para a Livraria Martins Editora. A retrospectiva Tarsila: 50 Anos de Pintura, organizada pela crítica de arte Aracy Amaral e apresentada no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo , em 1969, ajudou a consolidar a importância da artista. TEODORO BRAGA, PÁG. 220; REIS JR., PÁG.388; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 365; MEC, VOL. 4, PÁG. 370; PONTUAL, PÁG. 511; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 492; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 389; ARTE NO BRASIL, PÁG. 577; LEONOR AMARANTE, PÁG. 24; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 958.



180 - INIMÁ DE PAULA (1918 - 1999)

Casario - desenho a nanquim - 30 x 22 cm - canto inferior esquerdo - 1970 -

Mineiro de Itanhomi, Inimá, depois de prestar o serviço militar em Juiz de Fora, passou a frequentar o Núcleo Antônio Parreiras (que no início dispunha de professores, mas logo se transformou em ateliê livre), da mesma cidade, em 1938. Integrou-se ao grupo de Bandeira e Aldemir Martins na cidade de Fortaleza (1941). No Rio frequentou o ateliê de Portinari e realizou a sua primeira individual (1948). Recebeu o prêmio viagem ao estrangeiro no I SNAM (1952), certame do qual participou por diversas vêzes até 1960. Em Paris estudou com Lothe. É um de nossos artistas mais completos. JULIO LOUZADA, vol.11, pág.152; PONTUAL, pág. 271; MEC, vol.3, pág.355; WALMIR AYALA, vol.1, págs. 401 1 404; TEIXEIRA LEITE, pág.260; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 637; ARTE NO BRASIL, pág. 870; Acervo FIEO.



181 - RENINA KATZ (1925)

Retirantes - xilogravura - 75/80 - 24 x 20 cm - canto inferior direito -

Pintora, gravadora e professora, Renina Katz é paulista. Sua arte é dominada pelo vigor e pela imaginação. MEC vol.2, pág.403/4; PONTUAL, pág. 288/9; WALMIR AYALA vol.1, pág.441; JULIO LOUZADA vol.11, pág.262; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 606; ARTE NO BRASIL, pág. 834; LEONOR AMARANTE, pág. 98, Acervo FIEO.



182 - JORGE GUINLE FILHO (1947 - 1987)

Composição - desenho a nanquim e aquarela - 23 x 18 cm - canto inferior esquerdo - 1978 -

Pintor, desenhista e gravador nascido e falecido em Nova York, EUA. Mudou-se com a família para o Brasil ainda no ano de seu nascimento e permaneceu no Rio de Janeiro até 1955. Desse ano até 1962, acompanhando a mãe, morou em Paris e, em seguida, em Nova York, onde residiu até 1965. Na França, em paralelo a sua formação regular, iniciou, como autodidata, estudos de pintura e frequentou museus e galerias de arte, prática que manteve quando se transferiu para os Estados Unidos. De 1965 a 1974 viveu no Rio de Janeiro e passou temporadas em Londres e Paris, cidade para onde retornou nesse último ano e se estabeleceu por mais três anos. Em 1977, voltou a residir no Rio de Janeiro. Seu trabalho ganhou repercussão e, na década de 1980, integrou as principais exposições de arte do país. A produção do artista, concentrada em seus últimos sete anos de vida, foi dedicada, sobretudo à pintura. Jorge Guinle foi um importante incentivador da revalorização da pintura promovida pelo grupo de jovens artistas conhecido como Geração 80. Participou da mostra ‘Como Vai Você, Geração 80?’, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage - EAV/Parque Lage, Rio de Janeiro, 1984, escreveu um texto para a edição especial da revista ‘Módulo’ dedicada a essa mostra, participou de várias exposições e eventos realizados por esses artistas e escreveu sobre suas obras. Participou também da 17ª e 18ª Bienal Internacional de São Paulo (1983 e 1985). Em 1985 recebeu o Prêmio de Viagem ao Estrangeiro no 8º Salão Nacional de Artes Plásticas, MAM-RJ. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL. 2, PÁG.482; LEONOR AMARANTE, PÁG. 312. ACERVO FIEO.



183 - MILTON DACOSTA (1915 - 1988)

Vênus - serigrafia - 32/100 - 50 x 65 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador. Milton Rodrigues da Costa nasceu em Niterói, RJ e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou estudos de desenho e pintura, em 1929, com o professor alemão August Hantv. No ano seguinte matriculou-se no curso livre de Marques Júnior, na Escola Nacional de Belas Artes. Junto com Edson Motta, Bustamante Sá e Ado Malagoli , entre outros, criou o Núcleo Bernardelli em 1931. Viajou para Estados Unidos em 1945, com o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Belas Artes do ano anterior. Na cidade de Nova York, estudou na Art's Students League of New York. Em 1946, foi para a Europa e após visita a vários países, fixou-se em Paris, onde estudou na Académie de La Grande Chaumière. Conheceu Pablo Picasso, por intermédio de Cícero Dias, e freqüentou os ateliês de Georges Braque e Georges Rouault. Expôs no Salon d'Automne (Paris) e regressou ao Brasil em 1947. Em 1949, casou-se com a pintora Maria Leontina e passou a residir em São Paulo. Realizou muitas exposições individuais e também recebeu prêmios nas Bienais Internacionais de São Paulo (1955, 1957). TEODORO BRAGA, PÁG. 163; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 229; MEC, VOL. 2, PÁG. 13; BENEZIT, VOL. 3, PÁG.315; ITAU CULTURAL; PONTUAL, PÁG. 155; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; ACERVO FIEO.



184 - SONIA MENNA BARRETO (1953)

"Lápis de Tróia" - giclée - 200/500 - 25 x 30 cm - canto inferior direito -

Nascida Sônia Regina Gomes Menna Barreto de Barros Falcão, no dia 5 de novembro de 1953, na cidade de São Paulo-SP. Cursou desenho com Waldemar da Costa e pintura com Luiz Portinari, no Centro de Artes Cândido Portinari e, com Jorge Mori, assimila a técnica do óleo sobre linho e a veladura ou "glacis" utilizada pelos mestres clássicos do passado. Sobre a obra da artista, assim escreveu Flávio de Aquino, no catálogo da sua exposição na Galeria André, SP, 1989: "Sônia Regina Gomes Menna Barreto de Barros Falcão, ou simplesmente Menna Barreto - assina obras-primas em pequenos formatos, como miniaturas. Pouco conhecida, surge agora como a grande novidade da pintura fantástica brasileira. Menna Barreto dá uma conotação hiper-realista, mas sem colagens ou assemblagens. Sua arte tem um clima misterioso de castelos fantasmas ou de fragmentos de Paris, com suas ruas e casas. Seu valor reside no caráter arquipoético das obras. " ITAU CULTURAL



185 - SONIA EBLING (1926 - 2006)

Sofia - escultura em bronze - 22 x 5 x 11 cm - assinado -
Ex coleção Sebastião Alves - Bragança Paulista - SP. -

Nascida em Taquara, RS, SONIA EBLING consagrou-se como escultora e pintora. Participou da I Bienal de São Paulo. Premiada com viagem ao exterior no I SNAM. Morou em Paris 15 anos, onde frenquentou ateliês de artistas importantes e onde aperfeiçoou a sua importante e bela obra. MEC, vol. 2, pág. 89; PONTUAL, pág. 187; JULIO LOUZADA, vol 13, pág. 119; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 720; ARTE NO BRASIL, pág. 868; RGS, pág. 454.



186 - YOSHIYA TAKAOKA (1909 - 1978)

Briga de galos - desenho a nanquim - 27 x 19 cm - canto inferior direito -

Pintor e desenhista nascido em Tóquio, Japão, veio para o Brasil em 1925, fixando-se no interior de São Paulo, trabalhando na lavoura. Mudou-se para São Paulo, onde ganhava a vida vendendo pastéis, fazendo caricaturas e como pintor de paredes. Foi aluno de Bruno Lechowsky no Rio de Janeiro. Foi um dos fundadores do Grupo Seibi, que reuniu artistas plásticos da colônia japonesa em São Paulo (1935). Fundou em 1948, juntamente com Geraldo de Barros e Antonio Carelli, o Grupo dos Quinze. Viveu em Paris de 1952 a 1953, estudando técnica de mosaico; Freqüentou o Núcleo Bernardelli, onde se ligou de amizade a Pancetti. Participou de diversos salões e exposições, nacionais e estrangeiras, recebendo diversas premiações. PONTUAL, pág. 510; TEIXEIRA LEITE, pág. 490; MEC, vol. 4, pág. 352; TEODORO BRAGA, pág. 220; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 361; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 579; ARTE NO BRASIL.



187 - MAURICIO ARRAES (1956)

Contraste - óleo sobre tela - 74 x 94 cm - canto inferior direito - 1988 -

Pintor, desenhista e cenógrafo, Maurício Arraes de Alencar nasceu em Recife, PE. Durante o tempo de exílio do pai, Miguel Arraes, o pintor viveu entre a Argélia e a França, onde cursou Sociologia da Arte em Paris. Quando regressou ao Brasil, em 1978, passou a se dedicar exclusivamente às artes plásticas. Realizou exposições individuais em: Recife, PE (2011, 2012) e participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais no: Rio de Janeiro (1978, 1981, 1982, 1985); Curitiba, PR (1979); Salvador, BA (1988); Olinda, PE (1989); São Paulo (2011). ITAU CULTURAL; www.mauricioarraes.com; fernandomachado.blog.br/um-sucesso-o-vernissage-de-mauricio-arraes.



188 - IRINEIDE KLOCKNER (1961)

Composição - óleo sobre tela - 60 x 40 cm - canto inferior direito -

Pintora nascida em Maringá, PR. Já morou em Portugal onde aprimorou suas técnicas artísticas e atualmente reside em Maringá.



189 - BRUNO LECHOWSKY (1889 - 1941)

Paisagem com Corcovado - óleo sobre tela - 37 x 46 cm - canto inferior direito - 1939 - Rio de Janeiro -

Natural da Polônia, este grande pintor e professor veio para o Brasil em 1926, fixando-se inicialmente no Paraná, para depois vir a residir de forma permanente no Rio de Janeiro, o qual pintou com todas as cores e luzes. Integrou o Núcleo Bernardelli, onde orientou mestres como Tamaki, Takaoka, e principalmente Pancetti, a quem chegaria a marcar, inclusive nas cores chapadas. TEODORO BRAGA, pág. 139; PONTUAL, pág. 305; MEC, vol. 2, pág. 465; TEIXEIRA LEITE, pág. 281/282; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 449; ARTE NO BRASIL, pág. 764.



190 - INNOCÊNCIO BORGHESE (1897 - 1985)

Paisagem - óleo sobre eucatex - 26 x 35 cm - canto inferior direito - 1975 - Guarulhos -

Pintor e professor paulista, participante do Salão Paulista de Belas Artes, de 1935 a 1961. Diversas exposições individuais e coletivas, com muitas premiações. Pintou muitas paisagens tendo como tema a cidade de São Paulo. TEODORO BRAGA, pág 56; MEC, vol. 1, pág. 251; Acervo FIEO.



191 - SILVIA ALVES (1947)

"Céu de outono em São Paulo" - óleo sobre tela - 40 x 40 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2014 -

Pintora, desenhista, escultora, gravadora, ilustradora, professora, poetiza e atriz Silvia Ferraro Alves nasceu em São Paulo. Estudou desenho e escultura com Alvaro de Bauptista (1980 a 1984) na Universidade de Campinas; formou-se em Pintura na Faculdade de Belas Artes (1986); mestrado em Aquarela na Faculdade Santa Marcelina (1998); frequentou o ateliê de Gravura do Museu Lasar Segall (1985 a 1988); os ateliês de pintura e desenho dos professores Lecy Bomfim, Salvador Rodrigues, Deusdedith Campanelli, Colette Pujol, Djalma Urban, Francisco Cuoco, Fang, o ateliê de escultura no Museu Brasileiro de Escultura (1980 a 1994) e aquarela com Iole Di Natale (1994 a 1998). Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais. Foi premiada em 1983, 1989, 1991, 1993, 1994, 1997, 1999, 2000, em São Paulo. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL, 10, PÁG, 49; www.silviaalves.art.br.



192 - JOSÉ PAULO MOREIRA DA FONSECA (1922 - 2004)

"Água na serra" - óleo sobre eucatex - 23 x 22 cm - canto inferior direito e dorso - 1970 - Rio de Janeiro -

Pintor, advogado, filósofo e poeta, nascido e falecido no Rio de Janeiro. Autodidata, dedicou-se à pintura a partir de 1950. Realizou várias exposições individuais em São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Alemanha, Portugal, Inglaterra, Áustria, Estados Unidos, México e participou de muitas mostras e Salões oficiais pelo Brasil e Europa. MEC, VOL. 2, PÁG. 183; WALMIR AYALA VOL. 1, PÁG. 423 A 427; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 268; ITAU CULTURAL, ACERVO FIEO.



193 - JOSÉ ANTONIO MORETO (1938)

"Rua da fonte" - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1990 - Tiradentes MG -

Natural de Pederneiras, SP, onde nasceu em 14/7/1938. Seu principal mestre e orientador foi Aldo Cardarelli. Fixou-se em Campinas, onde seu talento paisagista é bem reconhecido. Sua pintura é neo-clássica, e produz paisagens, marinhas, naturezas-mortas e figuras. JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 694; ITAU CULTURAL, Acervo FIEO.



194 - AGI STRAUS (1926)

Nu - técnica mista - 16 x 24 cm - canto inferior direito - 1999 -

Pintora, desenhista e gravadora. Vindo residir em São Paulo, aqui estudou com Darel e Poty, no Museu de Arte de São Paulo, dedicando-se, também, ao aperfeiçoamento na pintura e técnica do afresco com Gaetano Miani. Recebeu no SPAM diversas premiações. Desde 1955 vem realizando exposições individuais em São Paulo e no exterior. A respeito de seus trabalhos, por volta de 1964, disse José Geraldo Vieira serem eles realizados com "sensibilização prévia do suporte, seja pergaminho, tela ou duratex, para conseguir texturas de fundo, impregnação, relevo e matéria. Para tanto a artista suplica a superfície a fim de tranformá-la em bossagem adequada (...) resultam sugestões híbridas, espaciais e telúricas, mas sempre expressionistas por causa da desagregação cromática e dos efeitos de microgeografia ou siderais". JULIO LOUZADA,vol. 11, pág. 312; MEC, vol. 4, pág 343/44; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 355; PONTUAL, pág. 506; TEIXEIRA LEITE, pág. 488; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



195 - FANG, CHEN KONG (1931 - 2012)

Flores - litografia - P. A. 7/10 - 33 x 49 cm - canto inferior direito - 1990 -

Pintor, desenhista e gravador. Ativo em São Paulo, estudou com Y. Takaoka; expôs nos Salões de Belas Artes de São Paulo e do Rio de Janeiro, obtendo diversas premiações. Tem obras em coleções particulares e na Pinacoteca de São Paulo. MEC, vol. 2, pág. 124; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 366; TEIXEIRA LEITE, pág. 189; PONTUAL, pág. 201.; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



196 - LUBRA (XX)

Rosas - óleo sobre tela - 46 x 39 cm - canto inferior direito -

Pintor e professor ativo em São Paulo. JULIO LOUZADA vol.4, pág. 636.



197 - POTTY LAZZAROTO (1924 - 1998)

Toureiro - litografia - 2/20 - 64 x 44 cm - canto inferior direito -

Desenhista, gravador e professor. Foi discípulo dileto de Carlos Oswald. Aperfeiçoou-se em Paris, como bolsista do governo francês, de 1946 a 1947. MEC, vol. 3, pág. 433; PONTUAL, pág. 437; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 254; WALTER ZANINI, pág. 602; ARTE NO BRASIL, pág. 883. Acervo FIEO.



198 - ITALO CENCINI (1924 - 2011)

Paisagem - aquarela - 23 x 32 cm - canto inferior direito - 1978 -

Natural de São Paulo, onde inicia seus estudos artísticos na Escola de Belas Artes (1948/1949) e freqüenta cursos de Modelo Vivo no MASP e MAM/SP. No Rio de Janeiro RJ freqüenta a ENBA. Ciça França Lourenço, apresentando o artista e sua obra por ocasião de mostra na PINACOTECA-SP (1986), já dizia: " Seu início já indicava a capacidade de aceitação de mudanças, pois profissionalizou-se na escola de ler, ver e discutir com pessoas experientes como Bonadei, Volpi e Danilo Di Prete. Sua personalidade teve a dose de simplicidade necessária para somar com as diferenças, não se sentindo ameaçado com a força do desconhecido. Curioso, sente-se atraído; vale-se porém das mudanças, quando estas se apoderam de sua interioridade. Acima da ditadura da moda, sobreviveu expressionista, quando abstração era palavra de ordem, o que não o impediu de assumi-la no momento em que sobrepujou sua figuração mitológica. Técnica e estética estão totalmente a serviço da carga expressiva, marca inconfundível de Ítalo. " JULIO LOUZADA, vol, 12, pág, 104. MEC, vol 1, pág, 396; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 717; ARTE NO BRASIL, pág. 899; LEONOR AMARANTE, pág. 146; Acervo FIEO.



199 - VIRGÍLIO DELLA MONICA (1889 - 1956)

Paisagem - óleo sobre tela - 50 x 65 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor ativo em São Paulo, onde participou do Salão Paulista de Belas Artes em 1940 e 1942. Pintou paisagens, naturezas mortas e figuras. THEODORO BRAGA; JULIO LOUZADA, vol. 5, pág. 302; ACERVO FIEO, pág. 280.



200 - MODESTO BROCOS Y GOMES (1852 - 1936)

"Dr. João de Saldanha da Gama" - gravura - 23 x 16 cm - canto inferior esquerdo na matriz -

Pintor, desenhista, gravador e professor, nascido em Santiago de Compostela, Espanha, a 9 de fevereiro de 1852, e falecido na cidade do Rio de Janeiro, onde era radicado e ativo, no dia 28 de novembro de 1936. Era brasileiro naturalizado. Estudou com Vitor Meireles e Zeferino da Costa, na Academia Imperial de Belas Artes-RJ (até 1875). Em Paris estudou com Henri Lehmann. Em 1952, o MNBA-RJ organizou importante retrospectiva de sua obra, por ocasião do centenário do seu nascimento. JULIO LOUZADA vol.10, pág. 144; MEC vol.1, pág. 297; PONTUAL, pág. 91; TEIXEIRA LEITE, pág. 88; WALMIR AYALA vol.1, pág.134; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 418; 602.



201 - JOSÉ PAULO LICATTI (1910 - 1990)

"Forte da Praia de São Sebastião" - óleo sobre eucatex - 28 x 34 cm - canto inferior direito -

Nasceu em Taquaritinga, SP em 5 de agosto e faleceu em São Paulo, Capital, no dia 27 de outubro. Pintor e desenhista, foi ativo em São Paulo. Em 1935 formou-se em desenho e pintura na Faculdade de Belas Artes de SP. Foi discípulo dos professores Antonio Rocco e Enrico Vio, da Real Academia de Napoles. Desde 1939 o artista conquista diversas premiações e tem grande participação em exposições no Brasil e no Exterior. Assina suas obras P. LICATTI. JULIO LOUZADA, vol.11, pág.173; Acervo FIEO.



202 - YUJI ARIMIZU (1952)

Na feira - óleo sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior esquerdo -

Filho do artista plástico Konosuke Arimizu, o autor sempre teve um relacionamento com a pintura desde a sua infância. Interessou-se cedo pela pintura primitiva, recebendo influência de Portinari. São marcantes suas figuras, cafuzas, vestindo geralmente roupas amarelas. Expôs com premiações em São Paulo, Sorocaba, São José dos Campos, Santos, tendo participado de coletivas no exterior.



203 - JOSÉ BENEVENUTO MADUREIRA (1903 - 1976)

"Favela santista" - óleo sobre eucatex - 23 x 33 cm - canto inferior esquerdo -

Nascido em Sorocaba / SP, radicou-se em Santos onde foi ativo em sua arte. Estudou com Campos Ayres e Enrico Vio. Participou de coletivas no Salão Paulista de Belas Artes / SP, Salão Nacional de Belas Artes / RJ e Salão de Belas Artes / Santos/SP, tendo recebido diversos prêmios. Tem obras na Pinacoteca do Estado de São Paulo, Palácio e Prefeitura de São Paulo. MEC, vol. 3, pág. 36; JULIO LOUZADA, vol.1, pág. 566, Acervo FIEO.



204 - BRAZ DIAS (1936)

Homem pássaro - desenho a nanquim e aquarela - 17 x 23 cm - canto inferior direito - 1974 -

Pintor, desenhista e gravador. Estudou gravura com Livio Abramo no MAM-SP. Participou do Salão Paulista de Arte Moderna, recebendo o prêmio de aquisição (1959), e a medalha de bronze (1963). Participou ainda do VII Salão Nacional de Arte Moderna (1959) e da VI Bienal de São Paulo (1961). Individualmente expôs no exterior na Alemanha (1983, 1987, 1993 e 1997), e na Suiça ( de 1998 a 2005). Estudou na Itália, mercê de bolsa de estudos (1960/1961). Trabalhou em Barcelona-Espanha, em artes gráficas (1966). PONTUAL , pág. 229; MEC, vol. 2, pág. 216; JÚLIO LOUZADA, vol. 11, pág. 90; ACERVO FIEO, pág. 605.



205 - F. SOBRALL (1955)

"Casario e garrafa" - técnica mista sobre tela - 20 x 30 cm - canto inferior direito e dorso -

Pernambucano de Lagedo, onde nasceu a 15 de dezembro de 1955. Em São Paulo a partir de 1962, onde realiza seus estudos artístico, recebendo orientação de Rebolo no final da década de 70. Expôs individualmente em 1976, dando início à sua participação em inúmeras exposições coletivas, com sucesso de critica.



206 - NEIDE FERREIRA TURRA (1940)

"Campos do Jordão" - óleo sobre tela - 19 x 27 cm - canto inferior direito -

Nasceu em Juiz de Fora, MG. Assina Neide F. Turra. Em 1972 iniciou sua formação artística, em São Paulo, na Escola Rudolf Steiner, sob a orientação de Ulrich Blaich e Kirsten Baloni. Também estudou com Collete Pujol, Hélio Becherini e Habuba Farah Ricetti. Participou de várias exposições, Salões oficiais e em muitas como membro de júri. Exposições: São Paulo, SP (1977 a 1980, 1984); Itu, SP (1977); Rio Claro, SP (1977); Limeira, SP (1977); Rio de Janeiro, RJ (1977, 1978, 1980); Amparo, SP (1978); Valença, RJ (1978); São Lourenço, MG (1979); Jundiaí, SP (1979); Saint-Lô, França (1979); Santa Fé, Argentina (1979); Belo Horizonte, MG (1979); Salvador, BA (1979); Santos, SP (1979); Bauru, SP (1979); Matão, SP (1980). Prêmios: Rio Claro, SP (1977); Rio de Janeiro, RJ (1978 a 1980); Poá, SP (1979). JULIO LOUZADA, vol.1, pág. 1000; vol..2, pág. 1008. Acervo FIEO.



207 - VITTÓRIO GOBBIS (1894 - 1968)

"Mercado São João" - litografia - 445/500 - 30 x 38 cm - canto inferior direito - 1954 -

Natural de Treviso, Itália. Iniciou seus estudos na terra de origem, tendo após fixado residência em São Paulo, onde foi pintor atuante. Obteve diversas premiações nos Salões Paulistas, no SNBA e no Salão Paulista de Arte Moderna. Participou da I e II Bienais de São Paulo. O MNBA e o MASP possuem obras deste festejado pintor. MEC, vol.2, pág.271; TEIXEIRA LEITE, pág. 220; PONTUAL, pág.240; WALMIR AYALA, vol.1, pág.350; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 579; ARTE NO BRASIL, pág. 777, Acervo FIEO.



208 - VENÍCIO ALVES NOGUEIRA (1965)

Bailado - desenho a lápis - 40 x 27 cm - canto inferior direito - 2013 -

Pintor, desenhista e cenógrafo. É natural de Carmo do Cajuru- MG e autodidata. Tem realizado exposições individuais e participado de inúmeras coletivas e Salões oficiais pelo Brasil e exterior como o Circuito Internacional de Arte Brasileira (2001 a 2004, 2006, 2009). Recebeu menções honrosas em São Paulo (2001 a 2006). http://davincigallery.net/art/pt/venicio-nogueira.html.



209 - RUBENS GERCHMAN (1942 - 2008)

Lindonéia - litografia off set - P. A. - 30 x 30 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, escultor nascido no Rio de Janeiro e falecido em São Paulo. Em 1957, freqüenta o Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro, onde estuda desenho. Faz curso de xilogravura com Adir Botelho e freqüenta a Escola Nacional de Belas Artes - Enba, entre 1960 e 1961. Em 1967, é contemplado com o prêmio de viagem ao exterior no 16º Salão Nacional de Arte Moderna e viaja para os Estados Unidos. Reside em Nova York entre 1968 e 1972. Retorna ao Brasil e faz o roteiro, a cenografia e a direção do filme 'Triunfo Hermético' e os curtas 'ValCarnal' e 'Behind the Broken Glass'. De 1975 a 1979, assume a direção da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, RJ. É co-fundador e diretor da revista 'Malasartes'. Em 1978, viaja para os Estados Unidos com bolsa da Fundação John Simon Guggenheim. Em 1982, permanece por um ano em Berlim como artista residente, a convite do Deutscher Akademischer Austauch Dienst - DAAD [Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico]. Realizou diversas exposições individuais e participou de muitas mostras oficiais no Brasil e pelo mundo recendo prêmios na Bienal de São Paulo (1965), Bienal de Salvador, BA (1966), Bienal de Cali, Colômbia (1967, 1970). JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 417; PONTUAL, PÁG. 235; TEIXEIRA LEITE, "in" A GRAVURA BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 734; ARTE NO BRASIL, PÁG. 974; LEONOR AMARANTE, PÁG. 143, MEC VOL. 2, PÁG. 246; Acervo FIEO.



210 - ALFREDO VOLPI (1896 - 1988)

Bandeirinhas - litografia off set - 36/100 - 35 x 25 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.



211 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Rosto - litografia - 6/30 - 60 x 45 cm - canto inferior direito -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



212 - RUBENS GERCHMAN (1942 - 2008)

"Tem-po" - serigrafia - 9/100 - 35 x 25 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, escultor nascido no Rio de Janeiro e falecido em São Paulo. Em 1957, freqüenta o Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro, onde estuda desenho. Faz curso de xilogravura com Adir Botelho e freqüenta a Escola Nacional de Belas Artes - Enba, entre 1960 e 1961. Em 1967, é contemplado com o prêmio de viagem ao exterior no 16º Salão Nacional de Arte Moderna e viaja para os Estados Unidos. Reside em Nova York entre 1968 e 1972. Retorna ao Brasil e faz o roteiro, a cenografia e a direção do filme 'Triunfo Hermético' e os curtas 'ValCarnal' e 'Behind the Broken Glass'. De 1975 a 1979, assume a direção da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, RJ. É co-fundador e diretor da revista 'Malasartes'. Em 1978, viaja para os Estados Unidos com bolsa da Fundação John Simon Guggenheim. Em 1982, permanece por um ano em Berlim como artista residente, a convite do Deutscher Akademischer Austauch Dienst - DAAD [Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico]. Realizou diversas exposições individuais e participou de muitas mostras oficiais no Brasil e pelo mundo recendo prêmios na Bienal de São Paulo (1965), Bienal de Salvador, BA (1966), Bienal de Cali, Colômbia (1967, 1970). JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 417; PONTUAL, PÁG. 235; TEIXEIRA LEITE, "in" A GRAVURA BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 734; ARTE NO BRASIL, PÁG. 974; LEONOR AMARANTE, PÁG. 143, MEC VOL. 2, PÁG. 246; Acervo FIEO.



213 - CALIXTO SALES (XX)

"Menino soltando balão" - óleo sobre tela - 32 x 42 cm - canto inferior direito e dorso - 30 - 6 -81 Salvador BA -

Pintor e desenhista natural de Nagé, região de Maragojipe - Bahia. Calixto Áureo de Sales começou a desenhar na infância. Teve como orientador e incentivador, o seu irmão e também artista plástico, Washington Sales. Foi pioneiro da pintura naïf no Pelourinho, onde já residia desde 1970. Exposições individuais: Salvador, BA (1966, 1971, 1982 a 1984, 1995, 1997); Piracicaba, SP (1986, 1990); Ilhéus, BA (1991). Coletivas: Florença, Itália (1967); Salvador, BA (1967, 1968, 1973, 1974, 1985, 1987, 1988, 1994, 1996, 1997); Rio de Janeiro (1974); Campinas, SP (1986); Piracicaba, SP (1986); São Paulo (1986); Ilhéus, BA (1989); Curitiba, PR (1991); Brasília, DF (1992). Foi premiado na Bahia em 1967. www.calixtosales.com.



214 - HENRI CARRIERES (1947)

Natureza morta - giclée - 60 x 80 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor, desenhista e escultor, Henri Laurent Yves nasceu em Valence, França. Autodidata, veio para o Brasil, fixou-se no Rio de Janeiro e se iniciou no campo da arte em 1966. Participou do Salão Nacional de Belas Artes - RJ (1968, 1971), do Salão Nacional de Arte Moderna - RJ, do I Salão de Belas Artes de Petrópolis (Medalha) e da exposição da Real Galeria de Arte - RJ (1971). JULIO LOUSADA VOL. 1, PÁG. 219; MEC VOL. 1, PÁG. 361; PONTUAL PÁG. 112.



215 - JOSÉ FONSECA (XX - 1991)

Natureza morta - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior direito -

Nasceu na cidade do Rio de Janeiro, e faleceu em São Paulo, no mês de abril de 1991. Pintor, participou dos SPBA, recebendo prêmios em 1974, 1976, 1977. JULIO LOUZADA, vol.8, pág.325



216 - MONICA BARKI (1956)

Composição - serigrafia - 101/120 - 50 x 70 cm - canto inferior direito - 1995 -

Pintora, gravadora, fotógrafa, designer e professora nascida no Rio de Janeiro. Estudou artes com Ivan Serpa e Bruno Tausz entre 1968 e 1976. Graduou-se em Comunicação Visual e em Artes Plásticas pela PUC/RJ em 1980. Entre 1980 e 1982 cursou litografia com Antônio Grosso e, em 1986, cerâmica com Celeida Tostes e pintura com Luiz Aquila na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, RJ. Realizou muitas exposições individuais, participou de várias mostras coletivas e Salões oficiais, inclusive da Bienal Internacional de São Paulo (1991). Recebeu prêmios em: Belo Horizonte, MG (1977); Florianópolis, SC (1979); Curitiba, PR (1981). Foi realizada,no Museu Nacional de Belas Artes/Ibram (2011/2012), uma exposição retrospectiva sua e foi lançado o livro ‘Monica Barki - Arquivo Sensível’. ITAU CULTURAL; www.monicabarki.com.br; www.museus.gov.br.



217 - CHESTER EARLES (1821 - 1905)

Paisagem - desenho a lápis - 17 x 24 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor e desenhista inglês nascido em Londres e falecido em Melbourne - Victória, Austrália. Depois de ter iniciado sua carreira como pintor de miniaturas de retratos na Galeria Nacional de Londres, entrou para a Academia Real (1844 a 1863) e para a Sociedade dos Artistas Britânicos (1842 a 1863). Nesse período participou de muitas mostras oficiais nessa cidade. Esteve em Paris em 1846 para estudos. Em 1866 foi para Melbourne, Austrália onde viviam duas de suas irmãs. Lá também se casou e viveu até falecer. Trabalhou num banco, além de continuar expondo suas obras pela Austrália, Londres e Estados Unidos. BENEZIT VOL. 4; PÁG. 92; web.artprice.com; www.daao.org.au, www.artfact.com; www.artnet.com; www.arcadja.com.



218 - TRINAZ FOX (RUBENS FERREIRA TRINAZ FOX) (1899 - 1964)

Figuras - desenho a nanquim - 37 x 37 cm - canto inferior direito -
Com etiqueta de Aloisio Cravo leilões, lote 67, no dorso. -

Pintor, desenhista e caricaturista. Viveu durante muitos anos na Europa. De volta ao Brasil, colaborou em diversas revistas e jornais cariocas na década de 1920, inclusive como redator, destacando-se: D. Quixote, O Tagarela e O Combate. entre 1930 e 1940 fixou-se na Argentina, publicando trabalhos na imprensa de Buenos Aires e Santa Fé. PONTUAL, pág. 526; MEC vol.2, pág. 188; HISTORIA DA CARICATURA NO BRASIL, pág. 1421;



219 - OSNI CHACON (1962)

Cavalo - óleo sobre tela colada em eucatex - 44 x 32 cm - canto inferior direito - 1992 -

Pintor nascido em Jaú com diversas exposições coletivas e participação em Salões Oficiais. -



220 - TITO DE ALENCASTRO (1934 - 1999)

Composição - litografia - 69/100 - 50 x 70 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e mosaicista, radicou-se em 1961 em São Paulo, após ter estudado no Rio de Janeiro com Abelardo Zaluar, José Morais e Johnny Friedlaender. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 29; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 6; PONTUAL, pág. 14; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



221 - ADRIAN HENRY VAN EMELEN (1886 - 1945)

Descascando batatas - óleo sobre tela - 61 x 46 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor e escultor ativo em São Paulo na primeira metade do Séc.XIX. Foi autor das figuras de bronze, dos bandeirantes: Manoel Preto e Francisco Brito Peixoto e da tela TROPEIROS À BEIRA DA ESTRADA (1830), atualmente no Museu Paulistano. MEC, vol.2, pág.111; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 1022, Acervo FIEO.



222 - SAMSON FLEXOR (1907 - 1971)

Bípede - aquarela - 23 x 16 cm - canto inferior direito - 1971 -

Pintor nascido na Romênia, estudou em Paris, onde fez em 1927 sua primeira individual, radicando-se em 1946 em São Paulo, onde faleceu. Foi um dos pioneiros do abstracionismo no Brasil, tendo criado em 1948 o Atelier Abstração. Em 1968 sua obra foi objeto de importante retrospectiva no MAM-RJ. BENEZIT vol. 4, pág. 402; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 313/4; TEIXEIRA LEITE, pág. 198; PONTUAL, pág. 217/8; MEC, vol. 2, pág. 179 e 180; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 917; LEONOR AMARANTE, pág. 75; WALTER ZANINI, pág. 643, Acervo FIEO.



223 - TOMOSHIGUE KUSUNO (1935)

Carlitos - litografia - 70/100 - 30 x 40 cm - canto inferior direito -

Desenhista, pintor, artista visual, professor e gravador, natural de Yubari, Japão. . Estudou na Universidade de Arte e fez parte do Núcleo de Arte de Vanguarda, em Tóquio, Japão, na década de 1950. Imigrou para o Brasil em 1960 fixando-se em São Paulo. No ano seguinte, participou do 10º Salão Paulista de Arte Moderna. Em 1962 foi premiado no Salão do Paraná, em Curitiba, e no Salão do Grupo Seibi de Artistas Plásticos, em São Paulo - neste salão também ganhou o grande prêmio em 1970, na sua 14ª edição. Ainda na década de 1960, uniu-se a artistas ligados a tendências da nova figuração e participou das mostras: ‘Opinião 65’, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e ‘Propostas 65’, na Fundação Armando Álvares Penteado, SP. No Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, expôs em várias ocasiões, participando da mostra Jovem Arte Contemporânea, na qual recebeu prêmios em 1967 e 1972. Participou também da Bienal Internacional de São Paulo (1963, 1965, 1967, 1977, 1983, 1985), do Panorama da Arte Atual Brasileira – MAM, SP (1970, 1976, 1977, 1979, 1986). JULIO LOUZADA, VOL.4, PÁG.1101; MEC, VOL.2, PÁG.430; PONTUAL, PÁG.295; TEIXEIRA LEITE, PÁG.274; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁG.452; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 697; ARTE NO BRASIL, PÁG. 968; LEONOR AMARANTE, PÁG. 171, ACERVO FIEO.



224 - ELIZABETH CORTELA (1950)

Composição - litografia - 40/90 - 50 x 35 cm - canto inferior esquerdo - 1999 -

Elizabeth Cortella Oliveira Lima. Assina Elizabeth Cortella. É natural de São Paulo, SP. Participou de diversas exposições e Salões oficiais como: em 1984 - São Paulo (Itu, Ribeirão Preto, São Paulo); Roma, Itália; em 1985 - Piracicaba, SP; Estocolmo, Suécia; em 1986 - São Paulo (Santo André, Ribeirão Preto, Prudente, Franca, Piracicaba), Paraná; em 1987 - Chile (Valparaiso), São Paulo (Santo André, Franca, Marília); em 1988 - São Paulo (Americana, Mococa, Santo André, São Paulo), Rio de Janeiro (RJ), Brasília (DF); em 1990 - São Paulo (Ribeirão Preto, São Paulo), Paraná; em 1991 - São Paulo (SP); em 1992 - São Paulo (Jundiaí); em 1994 e 1995 - São Paulo (SP). Individuais: São Paulo, SP (1987,1993). Prêmios: Roma, Itália (1984); Prudente, SP; Franca, SP (1986); Franca, SP (1987); São Paulo, SP (1988); São Paulo, SP (1991). JULIO LOUZADA, vol. 3, pág. 291; vol. 4, pág.283; vol.13, pág. 92.



225 - JOSÉ SIMEONE (1930 - 2009)

Natureza morta - óleo sobre tela - 40 x 33 cm - canto inferior direito - 1973 -

Pintor paulistano ligado à arte figurativa, com características impressionistas. Seu estilo se aproxima dos oitocentistas italianos e franceses, sendo que o crítico Pietro Maria Bardi também identificava em sua obra influências do grupo Santa Helena. Proveniente de família de artistas pintores (Angelo e João Simeone). Participa de coletivas a partir de 1962 (já com premiação). MEC, vol. 4, pág. 285; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 923; TEIXEIRA LEITE, pág. 482; Acervo FIEO.



226 - CHARLES LAPICQUE (1898 - 1988)

Figura - litografia - 53/195 - 62 x 44 cm - canto inferior direito -

Importantissimo pintor, escultor e gravador francês, natural de Theizé, e falecido em Orsay, em 15 de julho de1988. Como engenheiro desenvolveu sua paixão pelos desenhos geométricos e perspectivas. Incentivado por Jacques Lipchitz, ele decide em 1928 dedicar-se mais à pintura. Em 1937, Lapicque foi contratado para executar 5 paineis decorativos para o Palais de la Découverte em Paris. Despertou particular interesse no Cubismo. Junto com Jean Bazaine e Maurice Estève formaram um grupo distinto da Ecole de Paris. BENEZIT, vol 6 pág. 442/443



227 - MAURICIO NOGUEIRA LIMA (1930 - 1999)

Composição - serigrafia - 80/100 - 46 x 31 cm - canto inferior direito - 1972 -

Natural da cidade do Recife, PE, o autor foi pintor, arquiteto, desenhista e professor. Frequentou o Instituto de Belas Artes de Porto Alegre, o MAM-SP e diplomou-se em arquitetura pela Faculdade Mackenzie-SP. Ligado ao grupo Ruptura, Maurício tornou-se um artista de acentuados princípios racionais, sendo o autor de algumas introduções no campo da animação ótica dos espaços, na seriação das construções e ainda na busca específica de retículas coloridas.Participou do Salão Paulista de Arte Moderna, onde obteve, dentre outros, o 1º Prêmio em Cartaz (1951 e 1957). Participou também do movimento de arte concreta, figurando nas exposições do MAM-SP (1956), no MEC-RJ (1957), na Exposição Internacional de Arte Concreta, em Zurique (1960), etc JULIO LOUZADA, vol 1, pags 678 e 679; ITAU CULTURAL.



228 - RENINA KATZ (1925)

"Desdobramento" - litografia - 17/25 - 62 x 47 cm - canto inferior direito - 1974 -

Pintora, gravadora e professora, Renina Katz é paulista. Sua arte é dominada pelo vigor e pela imaginação. MEC vol.2, pág.403/4; PONTUAL, pág. 288/9; WALMIR AYALA vol.1, pág.441; JULIO LOUZADA vol.11, pág.262; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 606; ARTE NO BRASIL, pág. 834; LEONOR AMARANTE, pág. 98, Acervo FIEO.



229 - VITTÓRIO GOBBIS (1894 - 1968)

"Ladeira" - litografia - 445/500 - 30 x 39 cm - canto inferior direito - 1954 -

Natural de Treviso, Itália. Iniciou seus estudos na terra de origem, tendo após fixado residência em São Paulo, onde foi pintor atuante. Obteve diversas premiações nos Salões Paulistas, no SNBA e no Salão Paulista de Arte Moderna. Participou da I e II Bienais de São Paulo. O MNBA e o MASP possuem obras deste festejado pintor. MEC, vol.2, pág.271; TEIXEIRA LEITE, pág. 220; PONTUAL, pág.240; WALMIR AYALA, vol.1, pág.350; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 579; ARTE NO BRASIL, pág. 777, Acervo FIEO.



230 - JOÃO CAMARA (1944)

Nu - litografia - 78/100 - 39 x 27 cm - canto inferior direito -

Importantíssimo artista nacional, natural de João Pessoa, PB, e radicado em Olinda, PE. Pintor, desenhista e gravador, João Câmara conquistou os primeiros prêmios de pintura e de gravura nos SPMEP de 1962 E 1964. Neste último ano fundou, em companhia de artistas locais, o Atelier Coletivo de Ribeira, em Olinda. Exerceu o magistério entre 1967 e 1969, lecionando pintura no Setor de Arte da Universidade Federal da Paraíba. Suas obras, tratando de temas atuais, reúnem mensagens poéticas com uma dose de surrealismo, e que segundo o crítico Walmyr Ayala, " desmistifica toda e qualquer atitude romântica" . Walter Zanini, por sua vez, comenta (1967), que " Suas imagens encadeadas quase como um ´puzzle` parecem amalgamar deuses aztecas e ícones do baralho, assumindo ar de aquilina ´terribilitá` sobriamente derrisório." Participou de quase todas as mostras mais importantes do País, com sucesso de crítica. ITAU CULTURAL; PONTUAL, pág. 100; TEIXEIRA LEITE, pág. 100; WALTER ZANINI , pág. 754; ARTE NO BRASIL, pág. 688; Acervo FIEO.



231 - ANATOL WLADYSLAW (1913 - 2004)

Composição - desenho a lapis de cor e aquarela - 23 x 29 cm - canto inferior direito - 1956 -

Pintor e desenhista nascido em Varsóvia, Polonia; faleceu em São Paulo, aos 91 anos de idade. No Brasil desde 1930, fixou residência em São Paulo, naturalizando-se brasileiro. Dedicou-se à pintura e ao desenho a partir de 1946, participando da I à IX Bienal, recebendo diversas premiações. Formado em engenharia no Mackenzie, tornou-se um dos pioneiros da arte abstrata, participando ativamente do movimento Ruptura, ao lado de Valdemar Cordeiro, Lothar Charoux e Luiz Sacilotto. Figura no acervo do MAM-RJ e MNBA de Buenos Aires. JULIO LOUZADA, VOL, 4, pág, 1177. MEC, VOL, 4 pág, 512. TEIXEIRA LEITE, pág, 544. WALMIR AYALA, VOL 2. pág, 442; PONTUAL, pág. 553; ITAÚ CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 921.



232 - LOIO PÉRSIO (1927 - 2004)

Formas - guache - 14 x 20 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador, artista gráfico e publicitário, Loio PérsioNavarro Vieira de Magalhães nasceu em Tapiratiba, SP e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou os estudos artísticos com Guido Viaro, em Curitiba, PR.Transferiu-se para o Rio de Janeiro e completou sua formação estudando pintura com Ado Malagoli e cenografia com Santa Rosa (1949- 1950). Em 1951, retornou a Curitiba e fundou o Centro de Gravura do Paraná. Em1953, trabalhou em ateliê comum com o pintor, desenhista e gravador alemão Gunther Schierz, discípulo de Käthe Kollwitz. Transferiu-se para São Paulo em 1958.Com o prêmio de viagem ao exterior, concedido pelo Salão Nacional de Arte Moderna em 1963, viajou para a Europa, no ano seguinte. Foi convidado a trabalhar na Escola Superior de Arte de Stuttgart, Alemanha, em 1965. Entre 1975 e 1976, viajou para Roma, Londres e, em Paris, tornou-se pintor residente na Fundação Karoly. Em 1981, mudou-se para Belo Horizonte, onde lecionou desenho e pintura na Escola Guignard. Em 1995, fixou-se novamente em Curitiba. Realizou inúmeras exposições individuais e participou devárias mostras coletivas, Salões oficiais no Brasil e exterior ganhando muitos prêmios. ITAU CULTURAL; MEC VOL. 3, PÁG.391; PONTUAL, PÁG. 318; JULIO LOUZADAVOL. 5, PÁG.584; VOL.7, PÁG. 404.



233 - SONIA MENNA BARRETO (1953)

"Século XX" - giclée - 200/500 - 25 x 30 cm - canto inferior direito -

Nascida Sônia Regina Gomes Menna Barreto de Barros Falcão, no dia 5 de novembro de 1953, na cidade de São Paulo-SP. Cursou desenho com Waldemar da Costa e pintura com Luiz Portinari, no Centro de Artes Cândido Portinari e, com Jorge Mori, assimila a técnica do óleo sobre linho e a veladura ou "glacis" utilizada pelos mestres clássicos do passado. Sobre a obra da artista, assim escreveu Flávio de Aquino, no catálogo da sua exposição na Galeria André, SP, 1989: "Sônia Regina Gomes Menna Barreto de Barros Falcão, ou simplesmente Menna Barreto - assina obras-primas em pequenos formatos, como miniaturas. Pouco conhecida, surge agora como a grande novidade da pintura fantástica brasileira. Menna Barreto dá uma conotação hiper-realista, mas sem colagens ou assemblagens. Sua arte tem um clima misterioso de castelos fantasmas ou de fragmentos de Paris, com suas ruas e casas. Seu valor reside no caráter arquipoético das obras. " ITAU CULTURAL



234 - ARMANDO VIANNA (1897 - 1988)

Paisagem - aquarela - 30 x 21 cm - canto inferior esquerdo -

Este grande pintor carioca foi discípulo de Rodolfo Chambelland e Rodolfo Amoedo na antiga Escola Nacional de Belas Artes e de Eurico Alves e Stefano Cavalaro, no Liceu de Arte e Ofícios do Rio de Janeiro. É ainda hoje, considerado um dos maiores aquarelistas brasileiros. Realizou exposições individuais e em todas as principais capitais brasileiras. MEC vol.4, pág.470; JULIO LOUZADA vol.3, pág.186. PONTUAL pág. 538; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



235 - BETH KLOTZ (1968)

"Tributo III" - acrílico sobre tela - 100 x 70 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1991 -

Pintora com diversas participações em exposições coletivas e Salões Oficiais. ITAUCULTURAL.



236 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

Candangos - múltiplo em bronze - 41 x 20 x 5 cm - assinado -

Escultor e pintor paulista, iniciou seus estudos de escultura em Roma 1920/1922. Mais tarde tornou-se aluno de Maillol, em Paris, onde também frequentou as academias Ranson e de La Grande Chaumière, em 1936. É considerado o maior escultor nacional. MEC, vol.2, pág. 250/1; PONTUAL, pág. 237/8; MAYER/84, pág. 1333; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 587; ARTE NO BRASIL, pág. 715; LEONOR AMARANTE, pág. 18.



237 - CARLOS LEÃO (1906 - 1982)

Figura - desenho a nanquim e aquarela - 27 x 20 cm - canto inferior direito -

Arquiteto, pintor e desenhista ativo no Rio de Janeiro. Participou com Lucio Costa no projeto do edifício sede do Ministério de Educação do Rio de Janeiro (1937). Excepcional desenhista, praticou igualmente a pintura, sempre fiel a uma só temática - "a mulher, seu corpo, seu mundo de amor, sexo e poesia". MEC, vol. 2, pág. 462/3; TEIXEIRA LEITE, pág. 281; PONTUAL, PÁG. 303; JULIO LOUZADA VOL.11, PÁG.171; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 602; ARTE NO BRASIL, pág. 746.



238 - GASTÃO FORMENTI (1894 - 1974)

Rochedos - óleo sobre eucatex - 16 x 22 cm - canto inferior direito - 1971 -

Pintor nascido em Guaratinguetá-SP. Após iniciar-se em arte com Pedro Strina, em São Paulo, foi residir no Rio de Janeiro, onde, com seu pai, dedicou-se à execução de vitrais. Recebeu medalhas de bronze e de prata no SNBA, do qual ainda participava em 1961. TEODORO BRAGA, pág. 98; WALMIR AYALA vol.1, pág.317; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



239 - EDIVAL RAMOSA (1940)

"Tríade" - areias e metal - 54 x 38 cm - dorso - Abril de 2003 Ubatuba, SP -

Pintor, desenhista e escultor, Edival Ramosa de Andrade nasceu em São Gonçalo, RJ. Foi para o Oriente Médio, servindo no Batalhão Suez e conheceu várias cidades europeias. Morou em Milão de 1964 a 1974, e lá frequentou o ateliê de Arnaldo Pomodoro, Lucio Fontana e Enrico Baj. Realizou individuais em diversas cidades da Itália (Milão, Ferrara, Verona, Trieste, e outras) como também em São Paulo, Rio de Janeiro, Cuiabá, Brasília, Ribeirão Preto, na Austrália (Canberra) e na Bélgica. Também participou de inúmeras coletivas no exterior e no Brasil, como o Panorama da Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1988, 1991). Foi premiado, em 1968, na Itália (Milão, Arezzo e Sicília). De volta ao Brasil, montou ateliê em Cabo Frio, RJ (1974) e, nos anos 80, fixou residência em Ribeirão Preto (SP). MEC VOL. 4, PÁG. 25; ITAU CULTURAL.



240 - ANTONIO BANDEIRA (1922 - 1967)

Composição - aquarela e guache - 20 x 27 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, nascido em Fortaleza, CE e falecido em Paris, onde viveu a maior parte de sua vida. É um dos pioneiros da arte abstrata no Brasil. Iniciou-se na pintura como autodidata. Em 1941, em Fortaleza, participou, ao lado de Mário Baratta, entre outros, da criação do Centro Cultural de Belas Artes depois, Sociedade Cearense de Artes Plásticas. Em 1945, transferiu-se para o Rio de Janeiro e, no ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual. Contemplado pelo governo francês com bolsa de estudos, permaneceu em Paris de 1946 a 1950 onde frequentou a Escola Nacional Superior de Belas Artes e a ‘Académie de la Grande Chaumière’. Entre 1947 e 1948 participou do ‘Salon d'Automne’ e do ‘Salon d'Art Libre’. Tomou parte em reuniões de artistas e formou o Grupo Banbryols (ban de Bandeira; bry de Camille Bryen; e ols de Wols), que durou de 1949 a 1951. Voltou ao Brasil em 1951 e apresentou-se na 1ª Bienal Internacional de São Paulo. Em 1952, criou um mural para o Instituto dos Arquitetos do Brasil, em São Paulo. Retornou a Paris em 1954 em razão do Prêmio Fiat, obtido na 2ª Bienal Internacional de São Paulo, mas não deixou de expor no Brasil. Permaneceu na Europa até 1959, passando pela Inglaterra e Bélgica, onde, em 1958, realizou um painel para o ‘Palais des Beaux-Arts’. Ao retornar ao Brasil teve uma atividade artística intensa, participou de importantes exposições, em paralelo a mostras em Paris, Munique, Verona, Londres e Nova York. Voltou a Paris em 1965, onde permaneceu até sua morte. BENEZIT, VOL.1, PÁG.415; MEYER/87, PÁG.606; MEC, VOL.1, PÁGS.159,160 E 167; PONTUAL, PÁGS. 48 E 49; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁGS. 71 A 74; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 52 A 54; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; ARTE NO BRASIL, PÁG. 599; LEONOR AMARANTE, PÁG. 34; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 86; ACERVO FIEO; web.artprice.com; pitoresco.com; pinturabrasileira.com.



241 - GUSTAVO ROSA (1946 - 2013)

"O espinho da rosa feriu Zé..." - litografia - 30/30 - 50 x 35 cm - canto inferior direito - 1978 -

Grande pintor paulistano, ganhador de muitos prêmios em Salões Oficiais. Tem exposto regularmente no Brasil e no exterior com grande sucesso. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 274; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



242 - DARCILIO LIMA (1944)

Composição - litografia - 21/50 - 59 x 26 cm - canto inferior direito - 1969 -
No estado. -

Cearense de Cascavel, o festejado desenhista Darcilio foi para o Rio de Janeiro, e já depois de haver iniciado autodidaticamente seu trabalho no campo da pintura e da utilização do lápis cêra. Recebeu orientação de Ivan Serpa, passando a dedicar-se especialmente ao desenho a bico-de-pena, com a permanente fixação gráfica da fantasia erótica como veículo de impacto crítico. PONTUAL, pág. 159. MEC, vol.1, pág.17; WALTER ZANINI, pág. 760; LEONOR AMARANTE; ITAU CULTURAL.



243 - OSCAR NIEMEYER (1907 - 2012)

Projeto - desenho a nanquim - 11 x 20 cm - canto inferior esquerdo -

Oscar Niemeyer Soares Filho nasceu no Rio de Janeiro. Arquiteto, gravador e urbanista. Forma-se em arquitetura pela Escola Nacional de Belas Artes - ENBA, Rio de Janeiro, em 1934. Nesse ano, passa a freqüentar o escritório do arquiteto e urbanista Lucio Costa. Em 1936, integra a comissão criada para definir os planos da sede do Ministério da Educação e Saúde, no Rio de Janeiro, com a supervisão do arquiteto suíço Le Corbusier, a quem assiste como desenhista. Entre 1940 e 1944 projeta o conjunto arquitetônico da Pampulha, Belo Horizonte - MG, que se configura como um marco de sua obra, pois rompe com os conceitos rigorosos do funcionalismo e utiliza uma linguagem de formas novas, de superfícies curvas, explorando as possibilidades plásticas do concreto armado. Em 1947, é convidado pela Organização das Nações Unidas - ONU a participar da comissão de arquitetos encarregada de definir os planos de sua futura sede em Nova York. Seu projeto, associado ao de Le Corbusier, é escolhido como base do plano definitivo. No Rio de Janeiro, em 1955, funda a revista ‘Módulo’ e no ano seguinte começa a colaborar na construção da nova capital do Brasil, Brasília, cujo plano urbanístico é confiado a Lucio Costa. Participou da I e II Bienal Internacional de São Paulo. Em 1965 é realizada uma retrospectiva sua no Museu do Louvre, Paris, a primeira dedicada a um arquiteto. Projetou inúmeras obras pelo mundo e recebeu vários prêmios. O Parque Ibirapuera (1951), São Paulo, também foi um dos seus grandes projetos. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.5, PÁG.744; VOL.6, PÁG.785; MEC, VOL.3, PÁG. 263; DICIONÁRIO OXFORD; www.niemeyer.org.br.



244 - EDUARDO SUED (1925)

Composição - serigrafia - 18/150 - 48 x 68 cm - canto inferior direito - 2008 -

Natural da cidade do Rio de Janeiro-RJ, onde reside e é ativo. Pintor, desenhista, ilustrador e gravador. Formou-se na Escola Nacional de Engenharia do Rio de Janeiro em 1948. Foi aluno de desenho e pintura do pintor Henrique Boese. Trabalhou como desenhista no escritório do arquiteto Oscar Niemeyer (1950-1951). Freqüenta os ateliês de La Grande Chaumière e L'Académies Julian em Paris (1951), retornando ao Rio de Janeiro em 1953, onde estuda gravura em metal com Iberê Camargo. Diversas exposições coletivas e individuais. JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 975/976; ARTE NO BRASIL, pág. 814; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



245 - WALDECI DE DEUS (1952)

"O circo chegou" - óleo sobre tela - 90 x 100 cm - canto inferior direito - 1985 -

Pintora, natural de Boa Nova, Bahia. Veio para São Paulo, com a família, aos quinze anos de idade. Autodidata, começou a pintar no final dos anos 60 e já em 1969 ganhou seu primeiro prêmio ao participar de uma coletiva. Realizou exposições individuais em: São Paulo, Osasco, Santos, Ribeirão Preto, Jaboticabal, Suzano, Salvador - BA e participou de várias coletivas pelo Brasil, Estados Unidos, Alemanha e Itália. www.waldecidedeus.kit.net.



246 - INGRES SPELTRI (1940)

"Pianista - Opus 21007" - acrílico sobre eucatex - 50 x 70 cm - canto inferior direito e dorso -

Nasceu em Jau, São Paulo, em 20/01/1940. Pintor, desenhista, escultor, gravador e professor. Apresentando uma pintura de fases bem demarcadas, onde as possibilidades plásticas do cubismo, do construtivismo e do concretismo foram exploradas com paixão e rigor de pesquisa, o autor tem percorrido um rico itinerário em sua incessante buscar de universo expressivo e de uma linguagem pictórica definitiva. O autor é professor titular da Escola Panamericana de Arte, SP. JULIO LOUZADA, vol 1, pág 937; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



247 - CABRAL (1948)

Composição - óleo sobre tela - 40 x 30 cm - canto inferior esquerdo - 1991 -

Antônio Hélio Cabral, formado em arquitetura pela USP em 1974. Foi professor de pintura e desenho em diversas instituições de 1973 a 1984, tendo organizado mostras de artes brasileiras no Museu Lasar Segall, cujo ateliê de artes plásticas também orientou por algum tempo. Como pintor é adepto do figurativismo expressionista. TEIXEIRA LEITE, pág. 96; JULIO LOUZADA vol.10, pág.159; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



248 - FULVIO PENNACCHI (1905 - 1992)

Família - litografia - P. A. 1/30 - 50 x 34 cm - canto inferior direito - 1979 -

Pintor, ceramista, desenhista, ilustrador, gravador, professor nascido na cidade de Villa Collemandina, Itália e falecido em São Paulo. Em 1924 foi para Lucca e iniciou sua formação artística no ‘Regio Istituto di Belle Arti’ onde teve aulas com o pintor Pio Semeghini. Mudou-se para São Paulo em 1929 e dedicou-se a diferentes atividades até 1933, quando passou a auxiliar Galileo Emendabili na execução de monumentos funerários. Em 1935, conheceu Francisco Rebolo, passou a frequentar seu ateliê e conviveu com os artistas do Grupo Santa Helena. Nessa mesma época integrou a Família Artística Paulista e iniciou a produção de painéis em afresco e óleo para residências, igrejas, hotéis e outras edificações, destacando-se os afrescos de grandes dimensões para a Igreja Nossa Senhora da Paz, no bairro do Glicério, executados entre 1941 e 1948. Em 1965, iniciou um período de recolhimento e manteve-se afastado das exposições e do circuito artístico. Em 1973, reabriu seu ateliê e recebeu diversas homenagens no Brasil e na Itália. Nesse mesmo ano conheceu a ceramista Eunice Pessoa e com ela desenvolveu um grande número de peças que foram expostas em 1975. Sem nunca ter abandonado as atividades artísticas, voltou a figurar em diversas mostras e continuou a produzir painéis em afresco. Em 1980, Pietro Maria Bardi publicou um livro sobre sua obra. Nove anos depois, foi lançado o livro ‘Ofício Pennacchi’, organizado por Valério Antonio Pennacchi, responsável também pela publicação, em 2002, do livro ‘Fulvio Pennacchi: Pintura Mural’. Importante retrospectiva da obra do artista foi realizada, em 1973, no MAM - São Paulo. TEODORO BRAGA, PÁG. 192; MEC, VOL, 3, PÁG. 365; WALMIR AYALA, VOL, 2, PÁG. 182; PONTUAL, PÁG. 416; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 784; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 740; ACERVO FIEO.



249 - RENZO GORI (1911 - 1999)

Marinha - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor de estilo, participou de diversos Salões Nacionais, com premiações; muito apreciado por colecionadores de cenas árabes. TEODORO BRAGA, pág. 110; MEC, vol. 2, pág. 278; JULIO LOUZADA, vol. 9, pág. 390; Acervo FIEO.



250 - RENÉE LEFÈVRE (1910 - 1996)

Vaso de flores - óleo sobre tela - 55 x 38 cm - canto inferior direito -

Nasceu (17/julho) e faleceu (26/abril) em São Paulo. Foi aluna de desenho de Pedro Alexandrino. Freqüentou a Academia Julian e a Academia de La Grande Chaumiere em Paris. Pintora e ilustradora, integrou a Família Artística Paulista. Expôs individualmente pela primeira vez em 1941, e coletivamente a partir de 1934, inclusive no exterior, recebendo premiações. O crítico Geraldo Ferraz assim se referiu à sua obra, conforme consta em JULIO LOUZADA abaixo mencionado: "Renée Lefevre gosta de pintar e desenhar paisagens, pequenas cidades do interior, praças, ruas, igrejas, casarões. Às vezes é seduzida pelas cenas regionais com figuras humanas. Raramente pinta naturezas-mortas. Conscientemente evita composições panorâmicas. Em geral, está empenhada em simples transposições pictóricas de fragmentos da realidade brasileira, que hoje é histórica. Sem dúvida, essas vistas do Brasil antigo são submetidas a um processo de afeto pessoal, a uma validade de poetização lírica, onde a artista revela as ocultas seduções de formas ressuscitadas da arquitetura barroca, formas tão brasileiras, tão graciosas, tão cativantes, já tão esquecidas, ainda que presentes e vivas (...) Será difícil classificar seus quadros, pintados em gama de cores luminosas, apagadas; esses desenhos sutis, sensibilizados, de caligrafia arejada, dentro das correntes reconhecidas da pintura atual. Parecem surgidos de outra época, aliás como são também essas parcelas do Brasil colonial fontes de sua inspiração. " JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 532; MEC. vol.2,. pág.465; PONTUAL, pág.306; TEIXEIRA LEITE, pág.283; WALMIR AYALA, vol.1, págs.466 e 467; ITAÚ CULTURAL. Acervo FIEO.



251 - MANOEL SANTIAGO (1897 - 1987)

Marinha - óleo sobre tela - 46 x 61 cm - canto inferior direito -

Manoel Colafante Caledônio de Assumpção Santiago nasceu em Manaus, AM e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, desenhista e professor. Mudou-se para Belém em 1903 e iniciou estudos de pintura. Desde 1916 já praticava a arte não figurativa. Em 1919 transferiu-se para o Rio de Janeiro, cursou Direito e frequentou a Escola Nacional de Belas Artes, onde foi aluno de Rodolfo Chambelland e Baptista da Costa. Na época, teve aulas particulares com Eliseu Visconti. Foi casado com a pintora Haydeá Santiago. Participou em 1927 do Salão Nacional de Belas Artes e recebeu o prêmio viagem ao exterior, entre vários outros. Foi para Paris no ano seguinte, e lá permaneceu por cinco anos. De volta ao Rio de Janeiro, em 1932, tornou-se professor do Instituto de Belas Artes. Em 1934, passou a lecionar pintura e desenho no Núcleo Bernardelli, figurando entre seus alunos José Pancetti, Edson Motta, Bustamante Sá, Ado Malagoli, Rescála e Milton Dacosta. Participou da I Bienal Internacional de São Paulo (1951) e do 8º Panorama da Arte Brasileira (1976). PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, VOL. 1, PÁG. 241; TEODORO BRAGA, PÁG. 211; CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO DE PAISAGEM BRASILEIRA, MEC-MNBA /RIO/1944; MAYER/84, PÁG. 1158; REIS JR, PÁG. 378; PONTUAL, PÁG. 473; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 292; ITAÚ CULTURAL, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 865; ACERVO FIEO.



252 - CARYBÉ (1911 - 1997)

"Xaréu (arrastão)" - serigrafia - 58/200 - 45 x 60 cm - canto inferior direito -
Reproduzido no catálogo da Mostra Itinerante do artista realizada em treze capitais em 1995. -

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



253 - FRANCISCO GALENO (1957)

Composição - serigrafia - 27/100 - 47 x 65 cm - canto inferior direito - 1995 -

Pintor, escultor e gravador, Francisco de Fátima Galeno Carvalho nasceu em Parnaíba, PI, ma, aos oito anos, mudou-se com a família para Brazilândia, cidade satélite de Brasília, Distrito Federal. Assina Galeno. Em 1977 frequentou o Atelier Escola de Moreira de Azevedo em Brasília onde foi lançado na coletiva ’Os Novos Pintores de Brasília’. Fez curso-livre com Maria Pacca no Centro de Criatividade da Fundação Cultural do DF, sob a direção de Luís Áquila. Realizou exposições individuais em: Brasília, DF (1980, 1984, 1993, 1994); Rio de Janeiro (1988, 1994, 1996, 2004); São Paulo (1989, 1995); Goiânia, GO (1995); Recife, PE (1996). Participou de muitos Salões oficiais e foi premiado em: Brasília, DF (1979, 1981 a 1984, 1987, 1990 – Prêmio Viagem ao exterior); Florianópolis, SC (1995). ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 4, PÁG. 444; VOL. 5, PÁG. 408; VOL. 11, PÁG. 123; www.galeriapontes.com.br; www.portocultura.com.br.



254 - OTTO BÜNGNER (1890 - 1965)

Rosas - aquarela - 48 x 29 cm - canto inferior direito - Rio -

Pintor alemão, radicado no Brasil, participou de diversos Salões Nacionais de Belas Artes/RJ conquistando Medalha de Prata em 1915 e Menção Honrosa de Primeiro Grau em 1918; e da Exposição Flamboyant, organizada pela Sociedade Brasileira de Belas Artes/RJ em 1940. JÚLIO LOUZADA, vol. 5, pág. 169; ITAÚ CULTURAL.



255 - AGENOR FRANCISCO DOS SANTOS (1932)

Africana - escultura em madeira - 87 x 17 x 27 cm - assinado -

Escultor desde os sete anos de idade, autodidata, nasceu em Alagoinhas, Bahia. Filho do carpinteiro Tertuliano Sikilo dos Santos, de origem africana, e de Importília Marques de Jesus, descendentes de imigrantes chineses e portugueses. Suas primeiras obras estão no convento dos capuchinhos em Alagoinhas, onde esculpiu todas as portas e portões de madeira com motivos religiosos e, ainda, inúmeras imagens em cedro. Trabalhou também com o barro e foi restaurador do Museu de Arte Sacra da Bahia. www.artistasdeembu.com.br.



256 - RENOT (1932)

Planta - serigrafia - P. A. - 36 x 25 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e tapeceiro, Reinaldo Eliomar de Freitas Marques da Silva nasceu em Santa Luzia, Bahia. Assina Renot. Autodidata, começou a pintar em 1957 e, em 1964, com a inauguração da Galeria Quirino, em Salvador, iniciou sua formação artesanal. Tornou-se amigo de vários intelectuais e artistas baianos entre os quais Jenner Augusto, Jorge Amado e Manuel Quirino. Quirino, com quem trabalhou, foi também o seu mestre na arte de tecer (1964). Foi responsável pelos calendários-tapeçaria que fez para a Basf e Bosh do Brasil em 1977. Realizou muitas exposições individuais em: Salvador, BA (1970, 1971, 1972, 1977); Porto Alegre, RS (1970); Rio de Janeiro (1971, 1974); São Paulo (1972, 1973, 1975 a 1978, 1982); Hamburgo, Alemanha (1971); Londres, Inglaterra (1972); Barcelona, Espanha (1974); Genebra, Suíça (1974); Buenos Aires, Argentina (1975); Paris, França (1976); Estados Unidos (1978, 1980). Participou de várias coletivas e mostras oficiais pelo Brasil e exterior. Atua também como perito, marchand e organizador de leilões. JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 816; VOL. 7, PÁG. 590; ITAU CULTURAL; MEC VOL. 4, PÁG. 53; web.artprice.com.



257 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Casal - serigrafia - 13 x 23 cm - centro inferior -
Obra impressa por Ateliê Mário Della Parra - Serigrafias - Rio de Janeiro, RJ. -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



258 - GENTIL GARCEZ (1903 - 1992)

Paisagem - óleo sobre tela - 42 x 69 cm - canto inferior direito - 1937 -

Sua primeira individual deu-se em 1922. Participou assiduamente de certames artísticos realizados em São Paulo e em outras cidades do País. TEODORO BRAGA, pág. 105; MEC, vol. 2, pág. 240/241; JULIO LOUZADA, vol 1, pág. 410; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



259 - SÉRVULO ESMERALDO (1929)

Fachada - gravura - 3/8 - 19 x 16 cm - canto inferior direito - 1956 -

Cearense de Crato, onde nasceu a 27 de fevereiro de 1929. Escultor e gravador. Importante representante da arte nacional. Expõe individualmente desde 1951, em São Paulo, Rio e Ceará. Participa de coletivas nacionais a partir de 1974 (MAC-SP) e internacionais a partir de 1956 (Cracóvia). É artista de extenso curriculum de exposições e premiações. Tem reconhecimento e cotação internacional. JULIO LOUZADA vol. 4 pág. 365; ARTE NO BRASIL, vol. 2, pág. 855; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 703; LEONOR AMARANTE, pág. 75.



260 - GEORGINA DE ALBUQUERQUE (1885 - 1962)

Feira - óleo sobre tela - 26 x 34 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1961 -

Pintora e professora. Aos 15 anos, inicia sua formação artística com o pintor italiano Rosalbino Santoro (1858 - s.d.). Muda-se para o Rio de Janeiro em 1904, matricula-se na Escola Nacional de Belas Artes - Enba e estuda com Henrique Bernardelli. Em 1906, casa-se com o pintor Lucílio de Albuquerque e viaja para a França. Em Paris, frequenta a École Nationale Supérieure des Beaux-Arts e ainda a Académie Julian, onde é aluna de Henri Royer. Volta ao Brasil em 1911, expõe em São Paulo e, partir dessa data, participa regularmente da Exposição Geral de Belas Artes. De 1927 a 1948, leciona desenho artístico na Enba e, em 1935, é professora do curso de artes decorativas do Instituto de Artes da Universidade do Distrito Federal. Em 1940, em sua casa no bairro de Laranjeiras, no Rio de Janeiro, funda o Museu Lucílio de Albuquerque, e institui um curso pioneiro de desenho e pintura para crianças. Entre 1952 e 1954, exerce o cargo de diretora da Enba. TEIXEIRA LEITE, págs. 15 e 16; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 22 a 26; TEODORO BRAGA, pág. 107; REIS JR., pág. 370; PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, vol. 1, págs.17 e 141; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 455; ARTE NO BRASIL, pág 574; Acervo FIEO, RUTH TARASANTCHI.



261 - OSWALDO ESTRIBITA DE ALMEIDA (1936)

"Hotel Vila Inglêsa" - óleo sobre tela - 54 x 73 cm - canto inferior direito e dorso - 1986 -

JULIO LOUZADA vol.6, pág. 1086, Acervo FIEO.



262 - ESCOLA CUZQUENHA, SÉC.XIX

Coroação de Nossa Senhora - óleo sobre tela - 79 x 67 cm - não assinado -



263 - FERNANDO COELHO (1939)

"Reunião" - acrílico sobre tela - 38 x 55 cm - centro inferior e dorso - 1978 - Bahia -

Pintor baiano nascido em Salvador. Inicialmente publicitário de sucesso, dedica-se integralmente à pintura a partir de 1963. Além de exposições individuais nas Galerias Querino (Salvador), Astréia (SP), e Bonino (RJ), expôs na Alemanha e participou dos SNAM e BNAP. Produz pintura que, fixando paisagens urbanos, se situa entre o figurativismo e o abstracionismo. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 209/210; MEC, vol. 1,pág. 441; PONTUAL, pág. 139; TEIXEIRA LEITE, pág. 126; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 74.; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO.



264 - HODAKA YOSHIDA (1926 - 1995)

Composição - foto-litografia e xilogravura - 55 x 75 cm - canto inferior direito -
Obra reproduzida no site http://www.hodakayoshidaprints.com/id11.html. -

Gravador, pintor e professor nascido em Tóquio, Japão. É o segundo filho de um casal de celebrados gravadores. Começou a fazer xilogravuras em 1949. Viajou muito pelo mundo e foi influenciado pelas culturas que conheceu. Sua técnica de gravura não se limitou à xilogravura, mas também incluiu a monotipia, gravações em cobre, serigrafia, litografia, placa de zinco e técnicas de foto transferência, sendo pioneiro, no Japão, nos anos de 1960 e 1970. A partir de 1948 realizou várias exposições individuais e participou de mostras e Salões oficiais em: Tóquio (Bienal), Lugano, Liubliana, Cracóvia, França, Ibiza e outros. Recebeu muitos prêmios. BENEZIT VOL.10, PÁG.850; www.hodakayoshidaprints.com; www.myjapanesehanga.com; www.moma.org; www.artprice.com; artist.christies.com.



265 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Paisagem - aquarela - 25 x 23 cm - lado direito ilegível -



266 - JOHNNY FRIEDLANDER (1912 - 1992)

Composição - gravura - 12/50 - 51 x 40 cm - canto inferior direito -

Gravador, pintor, desenhista e professor, nascido em Pless, Alemanha, radicou-se em Paris, adotando a nacionalidade francesa. Após a II Guerra Mundial, passou a dedicar-se preferentemente à gravura. Expôs individualmente por diversas ocasiões na Galeria La Hune de Paris, figurando ainda na III Bienal de São Paulo. Foi professor em seu ateliê de gravura, dos brasileiros Artur Luis Piza, Edite Behring e outros. É um dos mais destacados artistas da gravura contemnporânea mundial. PONTUAL, pág. 227; ART PRICE ANNUAL 2000, pág. 858; WALTER ZANINI, pág. 703; ARTE NO BRASIL, pág. 817; LEONOR AMARANTE, pág. 124.



267 - ANGELO COGLIATI (1915 - 2004)

Marinha - óleo sobre tela - 24 x 35 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, escultor, designer e professor nascido em Seveso - Milão, Itália. Foi para a Real Academia de Brera - Milão onde estudou pintura com o pintor W.Ranghieri, escultura com o Prof. Poliaghi, afrescos e murais para igrejas com o Prof. Aristide Albertella. Uma das primeiras participações artísticas de Angelo Cogliati (1938) foi na mostra do beato Angélico, Artesanato Provincial e Mostra dos Independentes de Milão. Ganhou muitos prêmios da escola de pintura de Brera e realizou várias exposições individuais. Em 1947, depois de haver participado da segunda guerra mundial, desembarcou no Brasil, fixou residência em São Paulo. Expôs no Teatro Municipal de São Paulo (1947), no Rio de Janeiro (1952) e outras exposições foram realizadas nos anos seguintes. Morador do bairro de Vila Mariana desde 1949, quando se casou, recebeu uma das mais belas homenagens que um artista pode receber; a prefeitura na época batizou o quarteirão onde se localiza sua casa de "Quadra Angelo Cogliati", o que o transformou em patrimônio do bairro. Obras de sua autoria: as pinturas das arcadas da fachada e do interior da Igreja Ortodoxa do Paraíso (na Rua Vergueiro); a Via Crucis da Igreja de São Francisco (centro de São Paulo), a pintura da Santa Generosa na Igreja Santa Generosa (na Av. Bernardino de Campos), a pintura em óleo sobre tela da Santa Filomena na Igreja do Santíssimo Sacramento (na Rua Tutóia); a pintura de Santa Catarina, um quadro a óleo sobre tela, exposto na diretoria do Hospital Santa Catarina, na Av. Paulista; a pintura retratando a vida de São Camilo, óleo sobre fórmica que se encontra exposto no hall de entrada do Hospital São Camilo (Av. Pompéia n. 1178). Há também várias estátuas e bustos em bronze e mármore que saíram do cinzel de Angelo Cogliati e hoje encontram-se espalhadas por muitas cidades brasileiras. JULIO LOUZADA VOL. 13, PÁG. 89; www.edesfrancesca.com.br.



268 - MARIO ZANINI (1907 - 1971)

"Iconografia de São Paulo" - óleo sobre tela - 37 x 46 cm - canto inferior direito - 1964 -

Pintor, decorador, ceramista, professor, Mário Zanini nasceu e faleceu em São Paulo. Foi um dos integrantes de dois importantes movimentos artísticos considerados históricos na pintura paulista: o Grupo Santa Helena e a Família Artística Paulista. Sua formação artística se deu em São Paulo quando aos 13 anos iniciou curso de pintura da Escola Profissional Masculina do Brás e de 1924 a 1926, matriculou-se no curso de desenho e artes do Liceu de Artes e Ofícios. Conheceu Alfredo Volpi em 1927 e no ano seguinte estudou com o pintor Georg Elpons. Trabalhou no escritório de decoração de Francisco Rebolo entre 1933 e 1938. Em 1940 recebeu medalha de prata no 46º Salão Nacional de Belas Artes e foi convidado por Rossi Osir a trabalhar em seu ateliê de azulejos artísticos, o Osirarte. Em 1950, viajou por seis meses pela Itália, em companhia de Volpi e Osir. A partir de 1968 lecionou na Faculdade de Belas Artes de São Paulo. Participou de vários Salões oficiais e mostras coletivas no Brasil, como I e III Bienal Internacional de São Paulo e no exterior. Sua família doou 108 de suas obras ao Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo - MAC/USP em 1974. MEC, VOL. 4, PÁG. 531; PONTUAL, PÁG. 557; TEODORO BRAGA, PÁG. 250; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 451; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; ARTE NO BRASIL, PÁG. 778; LEONOR AMARANTE, PÁG.38; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 1085; ACERVO FIEO.



269 - WALDOMIRO DE DEUS (1944)

Composição - técnica mista - 32 x 22 cm - canto inferior direito - 1968 -

Baiano de Boa Nova, Waldomiro de Deus é pintor e gravador. Em São Paulo desde 1960, expunha seus trabalhos nas praças da capital. Expõe em espaços oficiais desde 1965, inclusive no exterior. Ao todo já realizou mais de 100 exposições, com sucesso de crítica e de público. O seu trabalho mescla o misticismo religioso afro-baiano com elementos do cotidiano. ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 239; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO.



270 - DENIS ETCHEVERRY (1867 - 1950)

Menina de azul - óleo sobre madeira - 56 x 46 cm - canto inferior direito -
Ex coleção José Adolpho da Silva Gordo, São Paulo - SP. -

Pintor e desenhista, Hubert-Denis Etcheverry nasceu e faleceu em Bayonne, França. Foi aluno de Bonnat, Zo e Albert Maignan. Pertenceu à Sociedade dos Artistas Franceses onde foi premiado em 1895, 1899 e1900. O Museu de Bayonne conserva a obra ‘Philémon et Baucis’ que lhe valeu o segundo grande prêmio de Roma em 1892. Obras suas participaram de coletivas na Pinacoteca de São Paulo (1976) e no Itaú Cultural, São Paulo (2004). BENEZIT VOL. 4, PÁG. 207; ITAÚ CULTURAL; americanart.si.edu; www.artprice.com; www.artnet.co; artist.christies.com.



271 - TARSILA DO AMARAL (1890 - 1973)

"A escada" - gravura - 40/100 - 56 x 38 cm - canto inferior direito - 1972 -
Esta gravura consta no catálogo Raisonné de Tarsila do Amaral sob o n° Gdoc020, editado por Base 7 como "técnica não identificada sobre papel". -

Pintora e desenhista, Tarsila do Amaral nasceu em Capivari, SP e faleceu em São Paulo. Estudou escultura com William Zadig e com Mantovani, em 1916, na capital paulista. No ano seguinte teve aulas de pintura e desenho com Pedro Alexandrino, onde conheceu Anita Malfatti. Ambas tiveram aulas com o pintor Georg Elpons. Em 1920 viajou para Paris e estudou na ‘Académie Julian’ e com Émile Renard. Ao retornar ao Brasil formou em 1922, em São Paulo, o Grupo dos Cinco, com Anita Malfatti, Mário de Andrade, Menotti del Picchia e Oswald de Andrade. Em 1923, novamente em Paris, frequentou o ateliê de André Lhote, Albert Gleizes e Fernand Léger. Foi a criadora de duas das principais tendências ou movimentos de nossa arte nacionalista: o Pau Brasil e o Antropofagia. A convite da Comissão do IV Centenário de São Paulo fez, em 1954, o painel ‘Procissão do Santíssimo’ e, em 1956, entregou ‘O Batizado de Macunaíma’, sobre a obra de Mário de Andrade, para a Livraria Martins Editora. A retrospectiva Tarsila: 50 Anos de Pintura, organizada pela crítica de arte Aracy Amaral e apresentada no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo , em 1969, ajudou a consolidar a importância da artista. TEODORO BRAGA, PÁG. 220; REIS JR., PÁG.388; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 365; MEC, VOL. 4, PÁG. 370; PONTUAL, PÁG. 511; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 492; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 389; ARTE NO BRASIL, PÁG. 577; LEONOR AMARANTE, PÁG. 24; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 958.



272 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Figura - desenho a lápis - 21 x 15 cm - centro inferior - 1976 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins. -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



273 - GERALDO DECOURT (1911)

"Pintura II" - óleo sobre eucatex - 73 x 60 cm - canto inferior direito -
Com etiqueta do Ateliê e da Galeria Michel, Rua Augusta 567 - São Paulo, SP - no dorso. -

Pintor autodidata nascido em Campinas, SP. Dedicou-se inicialmente à música popular como compositor. Em 1958 fez parte do Grupo Vanguarda. Realizou exposições individuais e participou de muitos Salões oficiais. Foi premiado no Salão Paulista de Arte Moderna, São Paulo em 1961, 1962, 1963; no Salão de Arte Contemporânea de Campinas, SP, em 1965, 1966 e em Vitória, ES, em 1966. ITAU CULTURAL; MEC VOL. 2, PÁG. 22; PONTUAL PÁG. 164; www.mamcampinas.com.br.



274 - ANTONIO BANDEIRA (1922 - 1967)

Composição - desenho a nanquim e aquarela - 43 x 61 cm - canto inferior direito - 1964 -
Com dedicatória datada de 30/03/1964. -

Pintor, desenhista, gravador, nascido em Fortaleza, CE e falecido em Paris, onde viveu a maior parte de sua vida. É um dos pioneiros da arte abstrata no Brasil. Iniciou-se na pintura como autodidata. Em 1941, em Fortaleza, participou, ao lado de Mário Baratta, entre outros, da criação do Centro Cultural de Belas Artes depois, Sociedade Cearense de Artes Plásticas. Em 1945, transferiu-se para o Rio de Janeiro e, no ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual. Contemplado pelo governo francês com bolsa de estudos, permaneceu em Paris de 1946 a 1950 onde frequentou a Escola Nacional Superior de Belas Artes e a ‘Académie de la Grande Chaumière’. Entre 1947 e 1948 participou do ‘Salon d'Automne’ e do ‘Salon d'Art Libre’. Tomou parte em reuniões de artistas e formou o Grupo Banbryols (ban de Bandeira; bry de Camille Bryen; e ols de Wols), que durou de 1949 a 1951. Voltou ao Brasil em 1951 e apresentou-se na 1ª Bienal Internacional de São Paulo. Em 1952, criou um mural para o Instituto dos Arquitetos do Brasil, em São Paulo. Retornou a Paris em 1954 em razão do Prêmio Fiat, obtido na 2ª Bienal Internacional de São Paulo, mas não deixou de expor no Brasil. Permaneceu na Europa até 1959, passando pela Inglaterra e Bélgica, onde, em 1958, realizou um painel para o ‘Palais des Beaux-Arts’. Ao retornar ao Brasil teve uma atividade artística intensa, participou de importantes exposições, em paralelo a mostras em Paris, Munique, Verona, Londres e Nova York. Voltou a Paris em 1965, onde permaneceu até sua morte. BENEZIT, VOL.1, PÁG.415; MEYER/87, PÁG.606; MEC, VOL.1, PÁGS.159,160 E 167; PONTUAL, PÁGS. 48 E 49; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁGS. 71 A 74; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 52 A 54; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; ARTE NO BRASIL, PÁG. 599; LEONOR AMARANTE, PÁG. 34; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 86; ACERVO FIEO; web.artprice.com; pitoresco.com; pinturabrasileira.com.



275 - FRANCISCO STOCKINGER (1919 - 2009)

Maternidade - escultura de parede com relevo - 18 x 6 cm - canto inferior direito -

Natural de Traum, Áustria, Xico Stockinger, como é conhecido, foi aluno de Bruno Giorgi e desde 1954, radicado em Porto Alegre, á um escultor da figura humana e do animal. Também é excelente desenhista e gravador. Começou a expor na década de 40, no Rio de Janeiro, recebendo premiações. Desempenhou importante papel no desenvolvimento das artes plástica gaúcha. Tem seu nome firmado no cenário nacional e internacional, como escultor expressivo e original. JULIO LOUZADA, vol.11, pág.311; PONTUAL, pág.506; MEC., vol.4, pág.342/3.; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 720; ARTE NO BRASIL, pág. 868; LEONOR AMARANTE, pág. 136.



276 - DIONISIO DEL SANTO (1925 - 1999)

Figura - guache - 21 x 15 cm - canto inferior direito - 1979 -

Pintor, desenhista, gravador e serigrafista, nasceu em Colatina-ES, e faleceu em Vitória, naquele mesmo Estado. Autodidata. Em 1975, recebe o Prêmio de Melhor Exposição de Gravura do Ano, da APCA. Participou da 9ª Bienal Internacional de São Paulo, 1967 (Prêmio Itamarati Aquisição) e do Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro, 1968 (Prêmio Isenção do Júri). JULIO LOUZADA vol.11, pág. 88; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 682; ARTE NO BRASIL, pág. 934.



277 - WILHELM BRAUER (1924)

Paisagem - óleo sobre tela - 62 x 92 cm - canto inferior direito -

Pintor e desenhista alemão que foi aluno de Bröoker, em Munique. Fez viagens de estudo pela Europa e permaneceu por longo tempo em Viena, Áustria. Realizou exposições na Alemanha, Áustria e participou de diversas mostras internacionais. www.artprice.com; www.invaluable.com; www.arcadja.com.



278 - AGOSTINHO BATISTA DE FREITAS (1927 - 1997)

Volta do trabalho - óleo sobre tela - 54 x 65 cm - canto inferior esquerdo - 10/01/1969 -

Começou a pintar no início da década de 1950 (e ele próprio relatou que vendia seus trabalhos na Praça do Correio da capital paulista) sendo logo descoberto por Pietro Maria Bardi que organizou uma exposição de seus trabalhos no Museu de Arte de São Paulo, em 1952, mais tarde apresentados também, no Museu de Arte Moderna de São Paulo e da Bahia e no Museu de Arte Contemporânea de Campinas. Participou da XXXIII Bienal de Veneza (1966). MEC, vol. 2, pág. 210; PONTUAL, pág. 225; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 323; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 208; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 214; ITAÚ CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 832; Acervo FIEO.



279 - LOTHAR CHAROUX (1912 - 1987)

Linhas - guache - 27 x 23 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista e professor austríaco, natural de Viena. Assinava Charoux. Iniciou os estudos artísticos com seu tio, o escultor austríaco Siegfried Charoux. Transferiu-se para o Brasil em 1928, fixando residência em São Paulo. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios da cidade onde conheceu Valdemar da Costa, com ele fazendo aprendizado de pintura a partir de 1940. Posteriormente passa a lecionar desenho no Liceu de Artes e Ofícios e no SENAI. Em 1947, realizou sua primeira exposição individual, na Galeria Itapetininga. Em 1952, participou da fundação do Grupo Ruptura, ao lado de Waldemar Cordeiro, Geraldo de Barros, Anatol Wladyslaw e outros. Com Hermelindo Fiaminghi e Luiz Sacilotto , cria a Associação de Artes Visuais NT - Novas Tendências, em 1963. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras oficiais nacionais como a Bienal Internacional de São Paulo (I a IX, XII, XIII), Panorama da Arte Atual Brasileira (1º ao 3º, 6º, 9º, 11º, 12º) e no exterior. É homenageado com retrospectiva no Museu de Arte Moderna de São Paulo e no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro em 1974. Em 2005, é publicado o livro ‘Lothar Charoux: A Poética da Linha’, pela historiadora de arte Maria Alice Milliet. PONTUAL, PÁG. 131; MEC VOL. 1, PÁG. 433; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 254; VOL. 9, PÁG.207; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 645; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; ACERVO FIEO.



280 - BIN KONDO (1937)

Composição - óleo sobre tela - 116 x 73 cm - canto inferior direito - 1963 -
No estado. -

Pintor e desenhista chinês. Realizou sua formação artística no Japão, residindo em São Paulo desde 1960. Diversas exposições individuais e coletivas. Várias premiações.PONTUAL, pág. 292; MEC, vol.2, pág. 411; JÚLIO LOUZADA, vol. 9, pág. 453; WALTER ZANINI, pág. 697, Acervo FIEO.



281 - MARIE LOUISE MATTOS (1916)

Paisagem - óleo sobre madeira - 50 x 40 cm - canto inferior direito e dorso -

Nascida em Paris, França, filha do escultor Antônio Pinto de Mattos. Pintora, cresceu em ambiente de intensa produção artística, tomando gosto pela arte desde muito criança. Transferiu-se para o Brasil na dec. de 40, passou a frequentar o Liceu de Artes e Ofícios do RJ, onde foi aluna de Armando Viana (1946). Já no ano seguinte recebia Menção Honrosa no SNBA. Nesse mesmo salão conquistou ainda a Medalha de Prata (1951). Ganhadora de prêmio viagem 'a Europa (1960), participou de salões na capital da França. Algumas de suas obras encontram-se no MNBA-RJ. JULIO LOUZADA, vol. 1 pág. 610, Acervo FIEO.



282 - DJANIRA DA MOTTA E SILVA (1914 - 1979)

Violoncelista - desenho a nanquim - 20 x 14 cm - canto inferior direito -

Pintora, desenhista, ilustradora, cartazista, cenógrafa e gravadora. Djanira da Motta e Silva nasceu em Avaré, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. No final da década de 1930, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde teve suas primeiras instruções de desenho no Liceu de Artes Ofícios e com o pintor Emeric Marcier, hóspede da pensão que Djanira instalou no bairro de Santa Teresa. Os contatos com os artistas Carlos Scliar, Milton Dacosta , Arpad Szenes , Vieira da Silva e Jean-Pierre Chabloz , frequentadores de sua pensão, proporcionaram um ambiente estimulador que a levou a expor no 48º Salão Nacional de Belas Artes, em 1942. No ano seguinte, realizou sua primeira mostra individual, na Associação Brasileira de Imprensa - ABI. Em 1945, viajou para Nova York. De volta ao Brasil, realizou o mural ‘Candomblé’ para a residência do escritor Jorge Amado, em Salvador, e painel para o Liceu Municipal de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Entre 1953 e 1954, viajou a estudo para a União Soviética. De volta ao Rio de Janeiro, tornou-se uma das líderes do movimento pelo Salão Preto e Branco, um protesto de artistas contra os altos preços do material para pintura. Realizou em 1963, o painel de azulejos ‘Santa Bárbara’, para a capela do túnel Santa Bárbara, Laranjeiras, Rio de Janeiro. No ano de 1966, a editora Cultrix publicou um álbum com poemas e serigrafias de sua autoria. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil, EUA e Europa. Foi premiada no Rio de Janeiro (1943, 1944, 1949, 1950 a 1953, 1955, 1963) e em São Paulo (1951, 1955). Participou da 1ª e da 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955). Em 1977, o Museu Nacional de Belas Artes - MNBA, realizou uma grande retrospectiva de sua obra. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 336; PONTUAL, PÁG. 181; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 164; MEC, VOL. 2, PÁG 58; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG, 263; WALTER ZANINI, PÁG. 810; ARTE NO BRASIL, PÁG. 824; ACERVO FIEO.



283 - GRYNER (1917 - 2009)

"Paisagem" - óleo sobre tela - 60 x 81 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor, Rachmyl Mendel Gryner nasceu em Ilza, Polônia. Assina Gryner. Fez seus estudos artísticos na Europa. Transferiu-se para o Brasil em 1935 e aqui se aperfeiçoou no Liceu de Artes e Ofícios - RJ, onde foi aluno de Tomás Santa Rosa e Armando Vianna, entre outros. Cursou ainda cenografia na Escola Nacional de Belas Artes - RJ. Entre 1948 e 1950 voltou à Europa, passando por Polônia, Bélgica e França, expondo seus trabalhos. No Rio de Janeiro expôs individualmente (1966) e, entre 1952 e 1966, participou de Salões oficiais onde foi premiado. Realizou também obras em mosaico no Rio de Janeiro. JULIO LOUZADA VOL.6, PÁG.471; mosaicosdobrasil.tripod.com/id45.html.



284 - HOMERO DA ROCHA (1915)

Paisagem - óleo sobre tela - 46 x 55 cm - canto inferior esquerdo - 1951 -

Pintor e desenhista nascido no Rio de Janeiro. Autodidata, foi depois discípulo de Moacir Alves. Participou de muitas mostras e Salões oficiais, entre os quais: Salão Nacional de Belas Artes, RJ (1952, 1958, 1970, 1973). Recebeu menção honrosa em 1970 e 1973. MEC VOL. 4, PÁG. 84; PONTUAL PÁG. 454; JULIO LOUZADA VOL. 5, PÁG. 890.



285 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Paisagem - aquarela - 26 x 35 cm - canto inferior esquerdo ilegível - 1938 -



286 - IVAN SERPA (1923 - 1973)

Linhas - desenho a caneta esferográfica e colagem - 23 x 15 cm - canto inferior direito - 1953 -

Pintor, desenhista, gravador e professor, Ivan Ferreira Serpa nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Estudou gravura e desenho com Axel Leskoschek (entre 1946 e 1948) no Rio de Janeiro. Em 1949, ministrou suas primeiras aulas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, onde, a partir de 1952, exerceu sistemática atividade didática, em especial no ensino infantil. Foi um dos precursores do concretismo no Brasil, criando ao lado de Aluisio Carvão, Lígia Clark, Hélio Oiticica e outros o Grupo Frente, que se manteve ativo de 1954 a 1956, inclusive com exposições no Rio de Janeiro. Participou da Divisão Moderna do SNBA (1947-1951). Em 1957, recebeu o prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna, RJ. Participou da exposição ’Opinião 65’, evento que marca a difusão de uma nova arte de tendência figurativa, a neofiguração. Em 1970, fundou, com Bruno Tausz, o Centro de Pesquisa de Arte no Rio de Janeiro. Participou da Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1961, 1963, 1965) e da Bienal de Veneza (1952, 1954, 1962, 1966). PONTUAL, PÁG 486; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 605; ARTE NO BRASIL, PÁG. 840; LEONOR AMARANTE, PÁG. 26; MEC VOL. 4, PÁG. 221; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 899.



287 - FERNANDO ODRIOZOLA (1921 - 1986)

Composição - técnica mista - 13 x 55 cm - centro inferior -

Fernando Pascual Odriozola nasceu em Oviedo, Espanha e faleceu em São Paulo. Pintor, desenhista e gravador. Começou a pintar em 1936. Veio para o Brasil em 1953 e fixou residência em São Paulo. No ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual na Galeria Portinari. O Museu de Arte Moderna de São Paulo dedicou-lhe outra individual, em 1955. Na década de 1960, lecionou no Instituto de Arte Contemporânea da Fundação Armando Álvares Penteado e colaborou como ilustrador nos jornais O Estado de S. Paulo e Diário de S. Paulo, e na revista Habitat. Em 1964, integrou, com Wesley Duke Lee , Yo Yoshitome e Bin Kondo , o Grupo Austral, ligado ao movimento internacional Phases. Participou das 7ª, 8ª, 9ª, 12ª, 13ª, 14ª, 15ª e 18ª Bienais Internacionais de São Paulo onde foi premiado na 7ª, 8ª, e 14ª edição; da 7ª Bienal de Tóquio; dos 2º e 5º Panoramas da Arte Atual Brasileira, entre outras. No ano de seu falecimento, o Centro Cultural São Paulo (CCSP) realizou uma exposição retrospectiva póstuma em sua homenagem. JULIO LOUZADA VOL.11, PÁG. 231; MEC VOL.3, PÁG.291; PONTUAL PÁG. 389; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 737; ARTE NO BRASIL PÁG.907; LEONOR AMARANTE PÁG. 143; ACERVO FIEO.



288 - RODRIGO DE HARO (1939)

Mulher - desenho a carvão - 78 x 52 cm - canto inferior esquerdo -
Com etiqueta de Galeria Seta, Rua Antonio Carlos, 282 - São Paulo, SP - no dorso. -

Rodrigo de Haro nasceu em Paris-França. Pintor, desenhista e escritor. Divide suas atividades profissionais entre Florianópolis e São Paulo. Por volta de 1987, trabalha na decoração do Teatro Municipal de Florianópolis com 80 painéis Mandalas. Entre as mostras de que participa, destacam-se: Coletiva Artistas Catarinenses, Santa Catarina, 1955 (Prêmio Aquisição); Salão Nacional do Paraná, 1967; Arte Fantástica, no Paço das Artes de São Paulo, 1972; Destaques da Pintura Brasileira, no Museu de Arte Moderna de São Paulo, 1985; Mostra do Desenho Brasileiro, no Museu de Arte Contemporânea de Curitiba, Paraná, 1994. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 244; PONTUAL, pág. 260; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 143; WALTER ZANINI, pág. 805; ITAU CULTURAL.



289 - MIGUEL ANGEL GUERRA (1936)

"Interferências I" - óleo sobre tela - 73 x 60 cm - dorso - 1976 -

Pintor e desenhista com diversas participações em mostras e Salões oficiais. JULIO LOUSADA VOL. 3, PÁG. 493.



290 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulata - guache - 53 x 40 cm - canto inferior direito -
Com dedicatória ao amigo Luiz Peixoto. -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



291 - ALFREDO EUGUL SAMAD (XX)

"O ferroviário" - óleo sobre tela - 40 x 30 cm - canto inferior direito - 19/02/79 -

Pintor argentino natural de Navarro, Provincia de Buenos Aires. Fixou residência no Brasil a partir de 1954. Expôs individualmente em Buenos Aires em 1951, participando de coletivas a partir de 1953, destacando-se: III Salão Nacional de Artes Plásticas do Rio de Janeiro (Gravura), Salão Museu de Arte Moderna -MAM-SP (Desenho) e III Salão Brasileiro de Arte (Fundação Mokiti Okada) São Paulo (pintura). Recebeu o Prêmio Aquisição no III Salão de Arte Contemporânea de Americana-SP.



292 - FLAVIO IMPERIO (1935 - 1985)

"Pé céu" - litografia - 13/30 - 63 x 52 cm - canto inferior esquerdo - 1976 -

Pintor, desenhista, arquiteto, cenógrafo e professor, nasceu e faleceu em São Paulo-Capital. Cursou desenho na Escola de Artesanato do MAM-SP, entre 1956 e 1958. Em 1961 forma-se em arquitetura pela FAU da USP. No ano seguinte integra o Grupo do Teatro Oficina, realizando cenografias, figurinos, direção e roteiros teatrais. De 1962 a 1966, é professor responsável pelo Curso de Cenografia da Escola de Arte Dramática da Universidade São Paulo e de 1962 a 1977 integra o grupo docente de comunicação visual do Departamento de Projeto da FAU/USP. Ministra curso para formação de professores de desenho na FAAP, de 1964 a 1967. Em 1966, realiza a primeira exposição individual, na Galeria Goeldi, no Rio de Janeiro. Executa cenografia e figurinos para shows de Maria Bethânia e para o show Doces Bárbaros, com Gilberto Gil, Gal Costa, Maria Bethânia e Caetano Veloso em 1976. Integra o corpo docente do curso de arquitetura e urbanismo na Faculdade de Belas Artes de São Paulo, de 1981 a 1985. Também nesse ano realiza cenografias para desfiles de moda em São Paulo. Desenvolve cenários e figurinos para diversas peças, entre elas Morte e Vida Severina, de João Cabral de Melo Neto; Arena Contra Zumbi, de Guarnieri e Boal; Roda Viva, de Chico Buarque de Holanda; Ópera dos Três Vinténs, de Brecht, e A Falecida, de Nelson Rodrigues. Recebe os prêmios Governador do Estado, Saci, Molière, Associação Paulista de Críticos de Arte, entre outros. Após sua morte é fundada a Sociedade Cultural Flávio Império e publicado o livro Flávio Império, organizado por Renina Katz e Amélia Hamburger. JULIO LOUZADA, vol. 1 pág. 480; ITAU CULTURAL.



293 - BENEDITO CALIXTO DE JESUS (1853 - 1927)

Paisagem - desenho a lápis - 37 x 29 cm - centro inferior - 1905 -

Pintor, professor, historiador, ensaísta, nascido em Conceição de Itanhaém, SP e falecido em São Paulo. Transferiu-se para Brotas, SP, onde adquiriu noções de pintura com o tio Joaquim Pedro de Jesus, ao auxiliá-lo na restauração de imagens sacras de uma igreja local. Realizou sua primeira individual em São Paulo, no ano de 1881. Fixou-se por algum tempo em Santos e depois de ter executado a decoração do Teatro Guarani, partiu para Paris em 1883, estudando na Academia Julian e no ateliê de Jean François Raffaëlli. Retornou ao Brasil em 1885 e passou a residir em São Vicente. Produziu inúmeras marinhas em que representa o litoral paulista; realizou diversos painéis de temas religiosos para igrejas na capital e interior do Estado de São Paulo; pintou vistas de antigos trechos das cidades de São Paulo, Santos e São Vicente para o Museu Paulista da Universidade de São Paulo, por encomenda do diretor do museu o historiador Afonso d´Escragnolle Taunay. Dedicou-se também a estudos históricos da região e à preservação de seu patrimônio e publicou, entre outros, os livros 'A Vila de Itanhaém' (1895) e 'Capitanias Paulistas' (1924). Existem obras suas nos acervos de diversos museus brasileiros. TEODORO BRAGA PÁG. 51; REIS JR PÁG. 214; LAUDELINO FREIRE PÁG. 387; PONTUAL PÁG. 68/69; MEC VOL.1, PÁG. 326/327; WALMIR AYALA VOL.1, PÁG.153; MAYER/83 PÁG. 601; TEIXEIRA LEITE PÁG. 97; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 505; ARTE NO BRASIL PÁG. 599, RUTH TARASANTCHI; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 172.



294 - J. CARLOS (1884 - 1950)

Circo - desenho a nanquim - 20 x 13 cm - canto inferior direito -

Nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, desenhista, ilustrador e caricaturista. Realizou mais de cem mil desenhos, não se conhecendo um único ruim. Observador arguto, retratou com maestria e humor o cotidiano de sua cidade natal, da qual, consta, ausentou-se por duas únicas ocasiões. JULIO LOUZADA vol. 10, pág. 181; CARICATURISTAS BRASILEIROS, de Pedro Corrêa do Lago, pág. 74; WALTER ZANINI, pág. 448; ARTE NO BRASIL, pág. 646.



295 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

Esfinge - escultura em bronze - 15 x 28 x 6 cm - assinado -
Ex coleção Sebastião Alves - Bragança Paulista - SP. -

Escultor e pintor paulista, iniciou seus estudos de escultura em Roma 1920/1922. Mais tarde tornou-se aluno de Maillol, em Paris, onde também frequentou as academias Ranson e de La Grande Chaumière, em 1936. É considerado o maior escultor nacional. MEC, vol.2, pág. 250/1; PONTUAL, pág. 237/8; MAYER/84, pág. 1333; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 587; ARTE NO BRASIL, pág. 715; LEONOR AMARANTE, pág. 18.



296 - EDSON MOTTA (1910 - 1981)

Paisagem - óleo sobre tela - 60 x 73 cm - canto inferior direito - 1966 -

Mineiro de Juiz de Fora, estudou na ENBA no Rio de Janeiro, onde foi aluno de Rodolfo Chambelland, Marques Junior e Outros. Foi um dos fundadores do Núcleo Bernardelli, que dirigiu por alguns anos. Expositor nas diversas versões do SNBA. Em 1939 ganhou o premio viagem à Europa, onde estudou Conservação e Restauro, ofício que lhe renderia prestígio e respeito no País, PONTUAL, 374; TEIXEIRA LEITE, 336; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 579.



297 - JOSÉ DE OLIVEIRA (SÉC. XX)

Amazônia - óleo sobre tela - 102 x 123 cm - canto inferior esquerdo - 1986 - Amazonas -

Pintor nascido na Amazônia. Sua obra retrata o cotidiano da floresta.



298 - MARCELO GRASSMANN (1925 - 2013)
RETIRADO

Maternidade - litografia - P. A. - 29 x 24 cm - canto inferior direito -

Desenhista, gravador, ilustrador, pintor, escultor e professor, nasceu em São Simão, SP. Estuda fundição, mecânica e entalhe em madeira na Escola Profissional Masculina do Brás, SP. Passa a realizar xilogravuras a partir de 1943. Atua como ilustrador do Suplemento Literário do ‘Diário de São Paulo’, do ‘O Estado de S. Paulo’ e do ‘Jornal do Estado da Guanabara’. Quando reside no Rio de Janeiro, a partir de 1949, freqüenta os cursos de gravura em metal, com Henrique Oswald e de litografia, com Poty, no Liceu de Artes e Ofícios. Em Salvador (1952), trabalha com Mario Cravo Júnior. .Recebe o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Arte Moderna (1953) e vai para a Academia de Artes Aplicadas, em Viena. Passa a dedicar-se principalmente ao desenho, à litografia e à gravura em metal. Em 1969, sua obra completa é adquirida pelo governo do Estado de São Paulo, passando a integrar o acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo . Em 1978, a casa em que nasceu, em São Simão, é transformada em museu e tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo - Condephaat. Participou de muitas exposições e das Bienais de: São Paulo (1951 a 1961, 1967, 1969, 1979, 1985, 1989); Veneza (1950, 1956, 1958, 1962); Paris (1959). Principais prêmios: Bienal de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1959, 1967); Bienal de Veneza (1950, 1956, 1958,1962); Bienal de Paris (1959). PONTUAL, PÁG. 249; MEC, VOL. 2, PÁG. 281 E 282; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG. 439; VOL. 5, PÁG. 453; VOL. 9, PÁG. 383.



299 - ALPHONSE - ETIENNE DINET (1861 - 1929)

Paisagem do Cairo - desenho a nanquim, aquarela e guache - 32 x 44 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor e ilustrador nascido em Paris, França. Frequentou a Escola de Belas Artes e trabalhou na Academia Julien. Ganhou a medalha de prata em pintura na Exposição Universal de 1889 e, no mesmo ano, fundou a ‘Société Nationale des Beaux-Arts’ junto à Meissonier, Puvis de Chavannes, Rodin, Carolus-Duran e Charles Cottet. Em 1882 partiu para a Algéria em companhia de Lucien Simon. Em 1913 converteu-se ao Islamismo passando a se chamar Nasreddine Dinet. O Museu de Arte Moderna de Paris, o de Mulhouse, o de Nice e o da Algéria possuem obras suas. BENEZIT VOL. 3, PÁG. 588; web.artprice.com; artist.christies.com; arcadja.com; artnet.fr ; quintessences.unblog.fr; pt.wikipedia.org.



300 - EMMANUEL MANE-KATZ (1894 - 1962)

Figura - óleo sobre tela - 55 x 46 cm - canto superior esquerdo -

Pintor, escultor e professor nascido em Kremenchug, Ucrânia e falecido em Tel Aviv, Israel. Vinha de uma família judia ortodoxa e pretendia ser rabino. Após estudar na Escola de Belas Artes em Kiev foi para Paris (1913) onde frequentou no ateliê de Fernand Cormon. Voltou para a Ucrânia depois da I Guerra, trabalhou na comitiva do Ballet Russo e foi nomeado professor na Academia de Cracóvia (1917). Voltou para Paris (1921) e conseguiu a cidadania francesa (1927). Participou, desde então, dos principais Salões parisienses e realizou exposições individuais. Entre 1928 e 1937 viajou para o Egito, Palestina e Síria. De 1940 a 1945, refugiou-se em Nova York onde começou a fazer esculturas. Após a II Guerra realizou várias viagens a Israel, de 1948 até o seu falecimento, e foi deixando uma série de trabalhos seus e de sua coleção particular de etnografia judaica em Haifa que formaram as bases do Museu Mane-Katz. Em 1953 doou também oito pinturas suas para o Museu Glitzenstein em Safed. BENEZIT VOL. 7, PÁG. 132; rogallery.com; www.bbc.co.uk; www.tate.org.uk; www.artprice.com; www.artnet.com; www.catalogodasartes.com.br.



301 - JEAN COCTEAU (1889 - 1963)

"Souvenir" - desenho a lápis - 30 x 23 cm - centro inferior -

Artista, pintor, ceramista e escritor francês, mundialmente conhecido pela sua poesia, ficção, filmes, balets, etc. A obra de Cocteau reflete a influência recebida e a experiência do artista como: o surrealismo, a psicanálise, o cubismo, a religião católica, etc . No seu tempo Cocteau promoveu uma vanguarda de estilo e moda. Foi amigo de Pablo Picasso, do compositor Erik Satie, do escritor Marcel Proust, e do diretor russo Serge Diaghilev. Jean Cocteau nasceu em Maisons-Lafitte. Seu pai suicidou-se quando Jean tinha somente nove anos, era advogado e amante da pintura, influenciando muito o jovem Jean. JULIO LOUZADA, vol 9 - pág 214; BENEZIT, vol 3 - pág 89



302 - LARA CAMPIGLIA (1974)

Composição - técnica mista - 70 x 100 cm - dorso - 2012 -
Com certificado de autenticidade firmado pela autora no dorso. -

Pintora, designer e escritora nascida em Montevidéu, Uruguai. Começou a experimentar pintura e gravura nos ateliês de Freddie Frau, Juan Carlos Rua, Ateliê Pocitos e Ateliê Botijo. Estudou Belas Artes (1991-1992), Arquitetura (1993-1995), Marketing (1996-1998) e Desenho Gráfico (1999-2000). Continuou sua formação no Ateliê Montevidéu (2004-2005), com Cléver Lara (2006) e a partir de 2008 com Fernando López Lage na Fundação de Arte Contemporânea, em Montevidéu. Tem realizado muitas exposições individuais e participado de várias mostras coletivas no Uruguai como na Fundação Atchugarry (2010), Museu Zorrilla de San Martin (2012); também nos Estados Unidos, Espanha, Turquia. No Uruguai suas obras estão permanentemente expostas na Fundação de Arte Contemporânea, Atelier & Art Gallery Lara Campiglia, Edifício El Tilo, Edifício Principessa, Restaurante Francis, Edifício Museum, sala vip do Aeroporto Internacional de Carrasco, Edifício Cygnus, Torres Delphinus e Torres Náuticas. Possui um estúdio de Arte em Montevidéu e outro em Punta Del Leste. www.laracampiglia.com; www.artfusionartists.com; www.artprice.com; www.artnet.com; www.lamoa.net.



303 - CARYBÉ (1911 - 1997)

"Sertão" - serigrafia - 70/190 - 65 x 89 cm - canto inferior direito -
Reproduzido na capa do catálogo da Mostra Itinerante do artista realizada em treze capitais em 1995. -

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



304 - HENRIQUE BERNARDELLI (1858 - 1936)

Figura - óleo sobre madeira - 25 x 22 cm - canto inferior esquerdo - 1935 -

Natural de Valparaíso, Chile, Henrique Bernardelli faleceu no Rio de Janeiro, cidade brasileira que adotou, inclusive a nacionalidade na década de 1870. Frequentou a Academia Imperial de Belas Artes, inclusive como aluno de Zeferino da Costa. Em 1878 viajou para a Itália, encontrando-se com o irmão, Rodolfo, escultor, que gozava merecido prêmio de viagem conquistado na Academia. Foi professor da ENBA-RJ. Os seus trabalhos inculcam um temperamento irriquieto, nervoso, sôfrego de impressões. A sua obra é original, vigorosa, cheia de calor e de ousadia. MEC, vol.1, pág.217/218; WALMIR AYALA, vol.1, pág.96/7; TEIXEIRA LEITE, pág.71, ARTE NO BRASIL, vol.1, pág.32; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 411; ARTE NO BRASIL, pág. 392; F. ACQUARONE.



305 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Paisagem - óleo sobre tela - 50 x 66 cm - canto inferior direito ilegível -



306 - MARIO SILÉSIO (1913 - 1990)

"Movimento e formas V" - desenho a nanquim e guache - 25 x 20 cm - canto inferior direito - 1963 -

Pintor, desenhista, muralista e vitralista. Cursa direito na Universidade de Minas Gerais - UMG (atual Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG), em Belo Horizonte, entre 1930 e 1935. Estuda desenho e pintura na Escola de Belas Artes de Belo Horizonte (Escola Guignard), sob a orientação de Alberto da Veiga Guignard, entre 1943 e 1949. Em 1953 viaja para Paris, como bolsista do governo francês, e ingressa no curso de André Lhote. De volta ao Brasil, entre 1957 e 1960 executa diversos painéis em edifícios públicos e privados de Belo Horizonte, como Banco Mineiro de Produção, Condomínio Retiro das Pedras, Inspetoria de Trânsito, Teatro Marília, Escola de Direito da UFMG e Departamento Estadual de Trânsito. É também de Silésio o mural feito para o Clube dos Engenheiros, em Araruama, Rio de Janeiro. Executa os vitrais da Igreja dos Ferros em 1964. ITAÚ CULTURAL.



307 - GALILEU EMENDABLI (1902 - 1978)

Sagrada Família - desenho a lápis - 14 x 11 cm - centro inferior - 1948 -
Reproduzido sob o n° 85 em site de Leilão de Arte de James Lisboa, leiloeiro oficial, São Paulo - SP. -

Pintor, desenhista, escultor, ativo em São Paulo. É de sua autoria o Obelisco do Ibirapuera, obra monumental dedicada à memória dos heróis constitucionalistas. ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 634; Acervo FIEO.



308 - J. BIANCHI (1963)

Composição - óleo sobre tela - 80 x 80 cm - canto inferior direito -

Nasceu em São Paulo, Capital, em 6 de outubro de 1963. Autodidata em princípio, frequentou posteriormente escolas de desenho e pintura em São Paulo. Executou o painel da Igreja Lugar Forte, em São Paulo (1990). Individuais a partir de 1988 e coletivas desde 1989, inclusive internacionais, em Portugal e EUA. JÚLIO LOUZADA, vol. 11 pág. 35



309 - SAUL STEINBERG (1914 - 1999)

Figuras - desenho a nanquim e aquarela - 27 x 37 cm - canto inferior esquerdo -

Desenhista, pintor, gravador, ilustrador, cartunista, escultor, natural da Romênia. Estudou Filosofia em Bucareste, Romênia e Arquitetura em Milão, Itália. Nos anos 30 publicou seus cartuns na revista italiana Bertoldo. Em 1940, seus desenhos começam a aparecer nas revistas ‘Life’ e’ Harper’s Bazaar’. Vai para os Estados Unidos em 1941 e passa a publicar, regularmente, seus trabalhos na revista ‘The New Yorker’ por quase 60 anos, além de se dedicar intensamente às diversas formas de expressão. A primeira exposição de seus trabalhos se deu em Nova York, em 1943. E várias outras aconteceram por museus da Europa e Estados Unidos, inclusive no Museu de Arte de São Paulo, São Paulo. Retrospectivas de sua obra foram realizadas no Museu Whitney de Arte Americana, Nova York (1978); no Instituto de Arte Moderna, em Valencia - Espanha (2002); na Pinacoteca do Estado, São Paulo (2011). BENEZ IT, VOL. 9, PÁG. 805; MEC, VOL. 4, PÁG. 341; ITAU CULTURAL; www.saulsteinbergfoundation.org; www.artcyclopedia.com; www.britannica.com.



310 - MARC CHAGALL (1887 - 1985)

Tribo de Benjamim - litografia - 63 x 47 cm - canto inferior direito -
Reproduzido na capa do livro "The Jerusalem Windows - Marc Chagall". Edição Charles Sorlier. -

Pintor, gravador e vitralista, nasceu em Vitebsk, Bielorussia, em 7 de julho de 1887. Iniciou-se em pintura no ateliê de um retratista local. Em 1908 estudou na Academia de Arte de São Petersburgo. Seguiu para Paris em 1910, ligando-se a Blaise Cendrars, Max Jacob e Apollinaire e aos pintores Delaunay, Modigliani e La Fresnay. Marc Chagall trabalhou intensamente para integrar seu mundo de fantasias na linguagem moderna, derivada do fauvismo e do cubismo. Irrompendo a revolução socialista de 1917, foi nomeado comissário de belas-artes do governo de Vitebsk. Fundou uma escola aberta a todas as tendências, entrou em conflito com Malevitch e acabou demitindo-se. Em 1931 Chagall visitou a Palestina e a Síria e publicou Ma vie (Minha vida), autobiografia ilustrada por gravuras que já haviam aparecido em Berlim em 1923. A partir de 1935 o clima de guerra e de perseguição aos judeus repercutiu em sua pintura, na qual os elementos dramáticos, sociais e religiosos passaram a tomar vulto. Em 1941 foi para os Estados Unidos, onde em 1944 morreu Bella Chagall, sua esposa, causando-lhe grande depressão. Mergulhou de novo no mundo das evocações e concluiu o quadro "Autour d'elle" ("Em torno dela", Musée National d'Art Moderne, Paris), iniciado em 1937 e que se tornou uma síntese de sua temática. Regressou definitivamente à França em 1947. Reconhecido como um dos maiores pintores do Século 20, Marc Chagall morreu em Saint-Paul de Vence, no sul da França, em 28 de março de 1985. BENEZIT, vol. 2, pág. 638



311 - ROBERTO DE SOUZA (1935)

Menino - óleo sobre eucatex - 56 x 39 cm - canto inferior esquerdo -
Com dedicatória. -

Pintor e historiador. Foi aluno de Aurélio d'Alincourt, Oswaldo Teixeira e Edgard Walter. Participou de diversas exposições e salões oficiais desde 1967, obtendo várias premiações. JULIO LOUZADA vol 1, pág. 932; ITAÚ CULTURAL.



312 - ANTONIO BANDEIRA (1922 - 1967)

Composição - aquarela - 20 x 15 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, nascido em Fortaleza, CE e falecido em Paris, onde viveu a maior parte de sua vida. É um dos pioneiros da arte abstrata no Brasil. Iniciou-se na pintura como autodidata. Em 1941, em Fortaleza, participou, ao lado de Mário Baratta, entre outros, da criação do Centro Cultural de Belas Artes depois, Sociedade Cearense de Artes Plásticas. Em 1945, transferiu-se para o Rio de Janeiro e, no ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual. Contemplado pelo governo francês com bolsa de estudos, permaneceu em Paris de 1946 a 1950 onde frequentou a Escola Nacional Superior de Belas Artes e a ‘Académie de la Grande Chaumière’. Entre 1947 e 1948 participou do ‘Salon d'Automne’ e do ‘Salon d'Art Libre’. Tomou parte em reuniões de artistas e formou o Grupo Banbryols (ban de Bandeira; bry de Camille Bryen; e ols de Wols), que durou de 1949 a 1951. Voltou ao Brasil em 1951 e apresentou-se na 1ª Bienal Internacional de São Paulo. Em 1952, criou um mural para o Instituto dos Arquitetos do Brasil, em São Paulo. Retornou a Paris em 1954 em razão do Prêmio Fiat, obtido na 2ª Bienal Internacional de São Paulo, mas não deixou de expor no Brasil. Permaneceu na Europa até 1959, passando pela Inglaterra e Bélgica, onde, em 1958, realizou um painel para o ‘Palais des Beaux-Arts’. Ao retornar ao Brasil teve uma atividade artística intensa, participou de importantes exposições, em paralelo a mostras em Paris, Munique, Verona, Londres e Nova York. Voltou a Paris em 1965, onde permaneceu até sua morte. BENEZIT, VOL.1, PÁG.415; MEYER/87, PÁG.606; MEC, VOL.1, PÁGS.159,160 E 167; PONTUAL, PÁGS. 48 E 49; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁGS. 71 A 74; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 52 A 54; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; ARTE NO BRASIL, PÁG. 599; LEONOR AMARANTE, PÁG. 34; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 86; ACERVO FIEO; web.artprice.com; pitoresco.com; pinturabrasileira.com.



313 - ALEX VALLAURI (1949 - 1987)

Composição - guache e colagem - 77 x 53 cm - centro - 1972 -

Natural de Asmara, Etiópia, faleceu em São Paulo-SP. Grafiteiro, artista gráfico, pintor, desenhista, cenógrafo e gravador. Chegou ao Brasil com a família em 1965. Era residente e ativo na capital paulista. Iniciou-se em xilogravura, retratando personagens do porto de Santos. No começo da década de 1970, formou-se em comunicação visual pela FAAP-SP. Especializou-se em litografia no Litho Art Center de Estocolomo, em 1975. Retornou ao Brasil em 1978, realizando grafites em espaços públicos de São Paulo. Produzia silhuetas de figuras, com tinta spray sobre moldes de papelão. Residiu em Nova York entre 1982 e 1983, onde cursou artes gráficas no Pratt Institute. Nesse período, fez grafites nos muros da cidade. Além de usar o muro como suporte, seus trabalhos estampam camisetas, broches e adesivos. Voltou ao Brasil e começa a lecionar na Faap. Em sua produção destaca-se a série A Rainha do Frango Assado, que é também tema de instalação apresentada na 18ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1985. Retrospectiva Viva Vallauri, realizada no Museu da Imagem e do Som - MIS, em São Paulo, em 1998. JULIO LOUZADA, vol 3 pag 1170; ITAUCULTURAL.



314 - RUBEM VALENTIM (1922 - 1991)

"Emblema 84" - acrílico sobre tela - 50 x 35 cm - dorso - 1984 - Brasília, DF -

Escultor, pintor, gravador, professor nascido em Salvador, BA e falecido em São Paulo. Iniciou-se nas artes visuais na década de 1940, como pintor autodidata. Entre 1946 e 1947 participou do movimento de renovação das artes plásticas na Bahia, com Mario Cravo Júnior, Carlos Bastos e outros artistas. Em 1953 formou-se em jornalismo pela Universidade da Bahia e publicou artigos sobre arte. Residiu no Rio de Janeiro entre 1957 e 1963, onde se tornou professor assistente de Carlos Cavalcanti no curso de história da arte do Instituto de Belas Artes. Residiu em Roma entre 1963 e 1966, com o prêmio viagem ao exterior, obtido no Salão Nacional de Arte Moderna. Em 1966 participou do Festival Mundial de Artes Negras em Dacar, Senegal. Ao retornar ao Brasil, residiu em Brasília e lecionou pintura no Ateliê Livre do Instituto de Artes da Universidade de Brasília - UnB. Em 1972, fez um mural de mármore para o edifício-sede da Novacap em Brasília, considerado sua primeira obra pública. Em 1979, Valentim realizou escultura de concreto aparente, instalada na Praça da Sé, em São Paulo, definindo-a como o Marco Sincrético da Cultura Afro-Brasileira e, no mesmo ano e foi designado, por uma comissão de críticos, para executar cinco medalhões de ouro, prata e bronze, para a Casa da Moeda do Brasil. Em 1998 o Museu de Arte Moderna da Bahia inaugurou a Sala Especial Rubem Valentim no Parque de Esculturas. Foi premiado nas Bienais Internacionais de São Paulo de 1967 e 1973, entre outros. PONTUAL, PÁG.532; WALMIR AYALA, VOL.2, PÁGS.395; TEIXEIRA LEITE, PÁG.517; MEC, VOL.4, PÁG.443; JULIO LOUZADA, VOL.11, PÁG.330; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 682; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 257, ACERVO FIEO; web.artprice.com.



315 - JOAQUIM TENREIRO (1906 - 1992)

Círculos - escultura em madeira pintada - 76 x 81 x 15 cm - dorso - déc. 1970 -
Reproduzido sob o n° 145 em catálogo de leilão de Aloisio Cravo, São Paulo - SP. -

Designer, escultor, pintor, gravador e desenhista, Joaquim Albuquerque Tenreiro nasceu em Melo Guarda, Portugal e faleceu em Itapira, SP. Filho e neto de marceneiros, aos dois anos de idade mudou-se para o Brasil com a família. Retornou a Portugal em 1914 e ajudou o pai a realizar trabalhos em madeira. Iniciou aulas de pintura. Em 1928, transferiu-se definitivamente para o Rio de Janeiro, passando a frequentar o curso de desenho do Liceu Literário Português onde conquistou o prêmio Joaquim Alves Meira, a maior láurea daquele estabelecimento e fez cursos no Liceu de Artes e Ofícios. Em 1931, integrou o Núcleo Bernardelli. Na década de 1940, dedicou-se à pintura de retrato, de paisagem e de natureza-morta. Entre 1933 e 1943, trabalhou como designer de móveis nas empresas Laubissh & Hirth, Leandro Martins e Francisco Gomes. Em 1943, montou sua primeira oficina, a Langenbach & Tenreiro e, alguns anos depois, inaugurou duas lojas de móveis; primeiro no Rio de Janeiro e, posteriormente, em São Paulo. É o renovador do mobiliário brasileiro, responsável por toda uma linha de criação em que a funcionalidade se alia o bom gosto e o aproveitamento racional dos materiais do País. No final da década de 1960, Joaquim Tenreiro encerrou as atividades na área da concepção e fabricação de móveis para dedicar-se exclusivamente às artes plásticas, principalmente à escultura. Participou do Panorama da Arte Atual Brasileira, SP (1972, 1973, 1975, 1978, 1988), da Bienal Internacional de São Paulo (1965), entre outras, e realizou uma retrospectiva no MAM, RJ (1977). Tem pinturas suas figurando no MAM, SP, no MNBA e Museu Manchete, RJ. MEC, VOL.4, PÁGS.381 E 382; PONTUAL, PÁG.520; TEIXEIRA LEITE, PÁG.504; WALMIR AYALA, VOL.2, PÁG.376 E 377; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG.973; VOL. 5, PÁG. 1042; VOL.6, PÁG. 1111; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 580; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; www.joaquimtenreiro.com; renome.com.br; pinturabrasileira.com; web.artprice.com.



316 - CAMILO EDUARDO TAVARES (1932)

"A procissão de Nossa Senhora Aparecida" - óleo sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior direito e dorso - Paraty - RJ -

Paulistano, o pintor foi membro de juri da Associação dos Artistas Plásticos de São Paulo. Segundo depoimento do próprio artista: " Os meus quadros são carregados de humanismo, amor e realidade, uma verdadeira mensagem filosófica pois quem leva a vida com amor à arte, é feliz." Expõe individualmente desde 1971, inclusive MAM-RJ em 1974; e coletivamente a partir de 1970. Internacionalmente, expôs a partir de 1971, destacando-se Alemanha, EUA, México e Itália. JULIO LOUZADA, vol.4, pág. 1083. Acervo FIEO.



317 - ANA MARIA MORTARI (1954)

Marinha - óleo sobre tela - 40 x 60 cm - canto inferior direito -

Pintora, desenhista e professora paulista, com participação em mais de duas centenas de salões de artes plásticas, em todo o Brasil, tendo recebido: 10 medalhas de ouro, 19 de prata, 24 de bronze, 3 placas de prata, 7 troféus, 55 menções honrosas, 54 diplomas, 8 premiações especiais e aquisições. Foi membro e presidente de juri de seleção e premiação em vários salões oficiais de belas artes. Escreve artigos sobre artes, cores, técnicas e emprego dos diversos elementos da pintura, além de dedicar-se ao óleo, a aquarela, litogravura, murais e painéis. Ilustrou o suplemento de jornal paulista e livros editados na Europa, sendo correspondente cultural de artes no exterior. Participou de mais de 150 exposições individuais e coletivas, possuindo quadros em vários museus do Brasil e de outros paises. JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 618; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



318 - CARLOS OSWALD (1882 - 1971)

Pedra de Itapuca - Icaraí - gravura - 20 x 30 cm - canto inferior direito -

Gravador, pintor, desenhista, decorador, professor e escritor. Nasceu em Florença, Itália e faleceu em Petrópolis, RJ. Graduou-se como físico-matemático em 1902, pelo Instituto Galileo Galilei, em Florença. No ano seguinte, ingressou na ‘Accademia di Belle Arti di Firenze’. Viajou para o Brasil pela primeira vez em 1906 e realizou no Rio de Janeiro a primeira exposição individual no país. Retornou à Europa em 1908, estudou gravura com o americano Carl Strauss em Florença e viajou para Munique, onde aprendeu a técnica da água-forte. Em 1911, participou da decoração do pavilhão do Brasil, na Exposição Internacional de Turim. Fez a segunda viagem ao Rio de Janeiro em 1913 e realizou uma exposição com Eugênio Latour na Escola Nacional de Belas Artes . Foi nomeado, em 1914, professor de gravura e desenho no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro e é considerado o introdutor da gravura no Brasil. No ano de 1930, fez o desenho final do ‘Monumento ao Cristo Redentor’. A obra foi executada na França pelo escultor Paul Landowski e instalada no Morro do Corcovado, Rio de Janeiro, em 1931. Publicou, em 1957, a autobiografia ‘Como Me Tornei Pintor’. Em 1963, o Museu Nacional de Belas Artes - RJ adquiriu quase todas as suas obras em gravuras. Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais e foi premiado no Rio de Janeiro em 1904, 1906, 1909, 1912, 1913, 1916 e realizou diversas exposições individuais. PONTUAL, PÁG. 397; ARTE NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 1053; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 699; MEC VOL. 3, PÁG. 304; ACERVO FIEO.



319 - IZRAEL SZAJNBRUM (1924)

Rostos - óleo sobre eucatex - 40 x 33 cm - canto inferior direito - 1978 -

Natural da Polônia, o autor é arquiteto e pintor. Assina Brum e I. Szajnbrum. Veio para o Brasil em 1937, ficando-se no Rio de Janeiro, onde formou-se em arquitetura pela Faculdade Nacional. Fez estudos de pintura com Augusto Bracet e Rodolfo Chambelland. Participou do SNBA, da I BSP e dos SNAM entre 1954 e 1958. PONTUAL, pág. 508; JULIO LOUZADA, vol. 4 , pág. 1071



320 - ZAO WOU KI (1921 - 2013)

Composição - litografia - E. A. - 31 x 24 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, litógrafo, ilustrador, pintor de cartões para tapeçaria e professor nasceu em Pequim, China e faleceu em Nyon, Suíça. Aos quatorze anos começou a estudar pintura a óleo na Academia de Arte de Hangzhou, China. De 1941 a 1947 foi professor nessa mesma academia e onde realizou sua primeira exposição individual. Em 1948 imigrou para Paris e conheceu Henri Michaux, Alberto Giacometti, Joan Miró e Maria Elena Vieira da Silva. Fez cursos na Academia ‘Grande Chaumière’ e ensinou litografia. Um ano depois realizou sua primeira individual em Paris e, em seguida, por toda a Europa. Tornou-se cidadão francês em 1964. Viajou pelos Estados Unidos entre 1957 e 1958. Sua primeira grande retrospectiva foi no Museu Folkwang em Essen, Alemanha. Participou de muitos certames oficiais como: da Bienal de Veneza (1996), da Bienal de São Paulo como convidado (1955), de uma coletiva no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (2003), entre outros. Recebeu numerosos prêmios e o Prêmio Imperial Japonês. BENEZIT VOL. 10, PÁG. 870; ITAU CULTURAL; www.zao-wou-ki.com; web.artprice.com; artist.christies.com; artnet.com.



321 - ENZO FERRARA (1984)

"Festa do Divino em frente à Igreja..." - acrílico sobre tela - 60 x 80 cm - canto superior esquerdo - 2010 -
Complemento do título: "Festa do Divino em frente à Igreja de N. Sr. do Rosário dos homens pretos". -

Pintor, Enzo Cícero Tiago Aparecido de Lima Santos nasceu em São Paulo. Assina Enzo Ferrara. Vive em Mogi das Cruzes, SP, desde2005. Criou, em 2009, com os artistas plásticos Zeti Muniz, Adelaide L. Swettler, João Ruíz, Marineis Dias, Nerival Rodrigues e Sirley Lacerda o grupo de artes ‘Frontispício’ (Frente Especial). Expôs individualmente em: Mogi das Cruzes (2006); Diadema, SP (2012). Tem participado de mostras coletivas e Salões oficiais em: Mogi das Cruzes (2008); Piracicaba, SP (2010, 2012 - 10ª e 11ª Bienais de Arte Naïf do Brasil); São Paulo (2011); Santo André, SP (2012). Foi premiado em Suzano, SP (2011); Piracicaba (2012 - Bienal de Arte Naïf do Brasil). Possui obras no Museu de Arte Popular de Diadema, no Museu Internacional de Arte Naïf do Brasil - RJ; na Pinacoteca de São Bernardo do Campo, SP. JULIO LOUZADA VOL. 7, PÁG. 254; www.dgabc.com.br; ofrontispicio.blogspot.com.br; www.odiariodemogi.inf.br; www.diadema.sp.gov.br



322 - GEORGE GROSZ (1893 - 1959)

Chegada do trem - desenho a lápis - 12 x 20 cm - canto inferior direito ilegível - 03/06/12 -

Pintor, desenhista, caricaturista, ilustrador, professor e escritor. Georg, depois George - nasceu e faleceu em Berlim, Alemanha. Com dezesseis anos se inscreveu na Academia de Belas Artes de Dresden (1909-1911), na Escola de Artes Decorativas de Berlim (1912-1914) onde foi aluno de Bruno Paul e Orlik e no Atelier Colarossi (1913) em Paris. Depois de ter servido na I Guerra (1914-1915) voltou para Berlim onde fez desenhos e pinturas atacando a corrupção social dos alemães. Participou ativamente do movimento ‘Dada’ em Berlim e colaborou com John Heartfield e Raoul Hausmann na invenção da fotomontagem. Sua primeira exposição foi em Munique em 1920 e muitos de seus desenhos de cunho acusatório foram publicados em álbuns como: ‘Gott mit uns’, ‘Ecce Homo’, ‘Der Spiesser-Spiegel’ e outros. Em 1932, como professor , foi para os Estados Unidos lecionar no’ Art Students League’ - Nova York onde se naturalizou e permaneceu até 1955. BENEZIT VOL. 5, PÁG. 236; www.moma.org; www.tate.org.uk; www.museothyssen.org; www.nationalgalleries.org; artprice.com; artnet.com.



323 - ANTONIO POTEIRO (1925 - 2010)

Carro de bois - óleo sobre tela - 25 x 30 cm - canto inferior direito e dorso - 2006 -

Português de Braga, viveu em São Paulo e Minas Gerais, radicando-se definitivamente em Goiânia, desde 1967. O sobrenome artístico Poteiro vem das obras em barro e cerâmica que trabalhou por mais de 12 anos, até se transformar no pintor original e vigoroso que foi. Amigo de Siron Franco, seu grande incentivador na pintura. WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 217; TEIXEIRA LEITE, págs 31 e 32; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 808; LEONOR AMARANTE, pág. 294, Acervo FIEO.



324 - LIVIO ABRAMO (1903 - 1992)

Índia - xilogravura - 27 x 19 cm - canto inferior esquerdo - 1954 - Brasil -

Gravador, desenhista, pintor, ilustrador, jornalista e professor, nasceu em Araraquara, SP e faleceu em Assunção, Paraguai. Mudou-se para São Paulo, onde, em 1909, estudou desenho com Enrico Vio no Colégio Dante Alighieri. No início dos anos de 1920, fez ilustrações para pequenos jornais e entrou em contato com a obra de Oswaldo Goeldi e de gravadores expressionistas alemães. Realizou as primeiras gravuras em 1926. Em 1947, ilustrou o livro ‘Pelo Sertão’, do escritor Afonso Arinos de Mello Franco, publicado em 1949. Com essa série de ilustrações, apresentadas no Salão Nacional de Belas Artes, obteve o prêmio de viagem ao exterior. Seguiu para a Europa em 1951. Em Paris frequentou o Atelier 17, aperfeiçoando-se em gravura em metal com Stanley William Hayter. De volta ao Brasil, foi premiado como o melhor gravador nacional na Bienal Internacional de São Paulo, nas edições de 1953 e de 1963. Deu aulas de xilogravura na Escola de Artesanato do Museu de Arte Moderna de São Paulo. Foram seus alunos, entre outros, Maria Bonomi e Antonio Henrique Amaral . Fundou o Estúdio Gravura, em 1960, com Maria Bonomi. Em 1962, foi convidado pelo Itamaraty a integrar a Missão Cultural Brasil-Paraguai, posteriormente Centro de Estudos Brasileiros. Mudou-se para o Paraguai e dirigiu até 1992, o Setor de Artes Plásticas e Visuais. Foi fundador do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Paraguai. PONTUAL, PÁG. 1, JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 19; MEC VOL.1, PÁG. 33; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 795; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28; ACERVO FIEO.



325 - ALFREDO CESCHIATTI (1918 - 1989)

Justiça - múltiplo em bronze - 14 x 6 x 7 cm - assinado -

Natural de Belo Horizonte. Escultor, desenhista e professor. Passou a frequentar a antiga ENBA em 1940, depois de uma viagem à Europa, especialmente Itália, iniciada em 1938. Na Divisão Moderna do SNBA recebeu, como escultor as medalhas de bronze (1943) e de prata (1944), bem como o prêmio de viagem ao estrangeiro (1945), com o baixo-relevo para a Igreja de São Francisco de Assis, da Pampulha, em Belo Horizonte e, como desenhista, a medalha de prata (1945). Esteve mais uma vez na Europa entre 1946 e 1948, anos em que realizou exposição individual no Instituto dos Arquitetos do Brasil (GB). Figurou na II BSP e no II SNAM, em 1953. Fazendo parte da equipe que, em 1956, venceu o concurso de projetos para o Monumento aos Mortos da II Guerra Mundial (GB), ali executou o conjunto alusivo às três forças armadas. Integrou a Comissão Nacional de Belas Artes em 1960 e 1961, e entre 1963 e 1965, lecionou escultura e desenho na Universidade de Brasília. Quirino Campofiorito citou-o no estudo Ëscultura Moderna no Brasil"(Revista Crítica de Arte, nº único 1962). De seus trabalhos mais conhecidos destacam-se as esculturas As Banhistas e A Justiça, que se encontram, respectivamente, no lago em frente ao Palácio da Alvorada e defronte ao Supremo Tribunal Federal (Praça dos Três Poderes), em Brasília. Há ainda, obras escultóricas de sua autoria, entre outras no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Ministério das Relações Exteriores (Brasília) e em um edifício que Oscar Niemeyer projetou no conjunto residencial Hansa (setor ocidental de Berlim), assim como na embaixada brasileira em Moscou. MEC, vol. 1, pág. 397; PONTUAL, pág. 127; JÚLIO LOUZADA, vol. 11, pág. 70; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 609; ARTE NO BRASIL, pág. 872.



326 - JOAN MIRÓ (1893 - 1980)

Composição - litografia - H. C. - 32 x 24 cm - canto inferior direito -
Litografia original do livro "Joan Miró litógrafo II 1953-1963" de autoria de Raymond Queneau - Ediciones Polígrafa, S. A. - Barcelona, Espanha. -

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador, ceramista e escultor. Assinava Joan Miró e Miró. Nasceu em Montroig, Espanha e faleceu em Palma de Mallorca - Ilhas Baleares, Espanha. Entrou para Escola de Belas Artes de Barcelona com quinze anos, aperfeiçoando-se com o arquiteto Gali. Começou a expor em 1918 na sua terra natal e pouco depois, transfere-se para Paris. Assinou o manifesto surrealista em 1924. Em 1940 voltou à Espanha - Mallorca. Trabalhou com o ceramista Llorens Artigas. Em 1947 realizou um mural em Cincinnati, EUA, e um para a Universidade de Harvard, em 1950 (hoje substituído por uma cópia cerâmica, cujo original se encontra no MOMA de Nova York). Em 1958 trabalhou em dois gigantescos murais em cerâmica para a UNESCO, em Paris. A Fundação Joan Miró foi inaugurada em Montjuic, Barcelona, em 1975. Outras obras suas podem ser vistas na maioria dos museus e coleções de arte moderna espalhados pelo mundo. JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG.638; VOL. 4, PÁG. 746; VOL. 6, PÁG. 735; VOL.8, PÁG. 576; BENEZIT, VOL. 7, PÁG. 435; ITAU CULTURAL; DICIONÁRIO OXFORD DE ARTE – MARTINS FONTES.



327 - MARIA BONOMI (1935)

"Toledo, flor espada" - litografia - 38/50 - 102 x 68 cm - canto inferior direito - 1978 -
No estado. -

Gravadora, pintora, figurinista, cenógrafa, muralista e escultora. No Brasil desde os nove anos de idade, residiu no Rio de Janeiro, com o seu avô, o construtor Conde Martinelli. Em 1950, já em São Paulo, estudou inicialmente com Yolanda Mohalyi, em seguida, a partir 1953, com Karl Plattner e Livio Abramo. Fez estudos de aperfeiçoamento no exterior, estudando com grandes mestres. Participante assídua de exposições coletivas, salões e mostras nacionais e internacionais, com muitas premiações. JULIO LOUZADA vol.1, pág. 142; PONTUAL, pág. 80; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI,pág. 692; ARTE NO BRASIL, pág. 837; LEONOR AMARANTE, pág. 75, Acervo FIEO.



328 - EUGÊNIO DE PROENÇA SIGAUD (1889 - 1979)

"A bandeira de alerta na praia" - óleo sobre eucatex - 25 x 15 cm - canto inferior direito e dorso - 1978 -
Com etiqueta da Galeria Bahiart, Rua Carlos Góes, 234, Leblon - Rio de Janeiro, RJ - no dorso. -

Estudou desenho na Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro com Modesto Brocos, formando-se em arquitetura em 1932, nessa mesma escola. A partir de 1935, dedicou-se à pintura mural e, de 1937, à pintura de temas sociais, com predominância de motivos de operários em construção e trabalhadores rurais. Caracteriza-se por uma grande versatilidade técnica, sendo dos raros pintores brasileiros a utilizar, lado a lado, o óleo, a têmpera e a encáustica, além da aquarela e do guache. Participou do Núcleo Bernardelli. PONTUAL, pág. 489; MEC, vol. 4, pág. 243; TEIXEIRA LEITE, pág. 475 e 476; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 324 a 327; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 579; ARTE NO BRASIL, pág. 763, Acervo FIEO.



329 - SONIA MENNA BARRETO (1953)

"Torre de Babel" - giclée - 200/500 - 21 x 28 cm - canto inferior direito -

Nascida Sônia Regina Gomes Menna Barreto de Barros Falcão, no dia 5 de novembro de 1953, na cidade de São Paulo-SP. Cursou desenho com Waldemar da Costa e pintura com Luiz Portinari, no Centro de Artes Cândido Portinari e, com Jorge Mori, assimila a técnica do óleo sobre linho e a veladura ou "glacis" utilizada pelos mestres clássicos do passado. Sobre a obra da artista, assim escreveu Flávio de Aquino, no catálogo da sua exposição na Galeria André, SP, 1989: "Sônia Regina Gomes Menna Barreto de Barros Falcão, ou simplesmente Menna Barreto - assina obras-primas em pequenos formatos, como miniaturas. Pouco conhecida, surge agora como a grande novidade da pintura fantástica brasileira. Menna Barreto dá uma conotação hiper-realista, mas sem colagens ou assemblagens. Sua arte tem um clima misterioso de castelos fantasmas ou de fragmentos de Paris, com suas ruas e casas. Seu valor reside no caráter arquipoético das obras. " ITAU CULTURAL



330 - MANOEL SANTIAGO (1897 - 1987)

Vista do Rio de Janeiro com Corcovado - óleo sobre tela - 81 x 65 cm - canto inferior direito - 1946 - Rio de Janeiro -
Reproduzido no convite deste leilão. -

Manoel Colafante Caledônio de Assumpção Santiago nasceu em Manaus, AM e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, desenhista e professor. Mudou-se para Belém em 1903 e iniciou estudos de pintura. Desde 1916 já praticava a arte não figurativa. Em 1919 transferiu-se para o Rio de Janeiro, cursou Direito e frequentou a Escola Nacional de Belas Artes, onde foi aluno de Rodolfo Chambelland e Baptista da Costa. Na época, teve aulas particulares com Eliseu Visconti. Foi casado com a pintora Haydeá Santiago. Participou em 1927 do Salão Nacional de Belas Artes e recebeu o prêmio viagem ao exterior, entre vários outros. Foi para Paris no ano seguinte, e lá permaneceu por cinco anos. De volta ao Rio de Janeiro, em 1932, tornou-se professor do Instituto de Belas Artes. Em 1934, passou a lecionar pintura e desenho no Núcleo Bernardelli, figurando entre seus alunos José Pancetti, Edson Motta, Bustamante Sá, Ado Malagoli, Rescála e Milton Dacosta. Participou da I Bienal Internacional de São Paulo (1951) e do 8º Panorama da Arte Brasileira (1976). PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, VOL. 1, PÁG. 241; TEODORO BRAGA, PÁG. 211; CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO DE PAISAGEM BRASILEIRA, MEC-MNBA /RIO/1944; MAYER/84, PÁG. 1158; REIS JR, PÁG. 378; PONTUAL, PÁG. 473; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 292; ITAÚ CULTURAL, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 865; ACERVO FIEO.



331 - LEOPOLDO RAIMO (1912 - 2001)

Formas - desenho a nanquim e aquarela - 20 x 28 cm - canto inferior direito - 1953 -

Pintor e gravador, nascido em Botucatu/SP, com diversas participações em Salões e Exposições, tais como: Salão Paulista de Arte Moderna, Salão Baiano de Belas Artes, Bienal de São Paulo e Salão Nacional de Arte Moderna, entre outros. MEC. VOL. 4, PÁG. 22



332 - ALICE BRILL (1920 - 2013)

Composição - guache - 48 x 33 cm - canto inferior direito - 1974 -

No Brasil desde os 14 anos, esta artista alemã, nascida em Colônia, radicou-se em São Paulo, onde estudou com Osir, Bonadei e Yolanda Mohalyi, aperfeiçoando-se com bolsa de estudos nos Estados Unidos. Estudou gravura em São Paulo com Karl-Heinz Hansen, voltando a fazê-lo com Potty Lazzarotto em 1950, no MASP.Como pintora, a primeira exposição de que participou, em 1944, foi o Salão do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo, desde então, este sempre presente em diversas coletivas nacionais e estrangeiras. Sua pintura traz a cidade em suas telas. JULIO LOUZADA, vol. 8, pág. 134; MEC, vol. 1, pág. 296; PONTUAL, pág. 90; TEIXEIRA LEITE, pág. 88; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 717; Acervo FIEO.



333 - HISAMATSU MITAKE (1916)

Marinha - óleo sobre tela - 41 x 58 cm - canto inferior esquerdo - 1971 -

Pintor com participações nas seguintes mostras: II Salão de Paisagem Paulista, em 1969; Salão de Belas Artes de Santos-SP, em 1971 e Salão de Belas Artes de Piracicaba-SP, em 1972. JULIO LOUZADA, vol.3, pág. 746.



334 - CARYBÉ (1911 - 1997)

"De tardinha" - serigrafia - 115/200 - 30 x 40 cm - canto inferior direito -
Reproduzido no catálogo da Mostra Itinerante do artista realizada em treze capitais em 1995. -

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



335 - MESTRE CORNELIO (1956)

São Francisco - escultura em madeira - 61 x 22 x 20 cm - base - 1987 - Piauí, Brasil -

Escultor, José Cornélio de Abreu nasceu em Campo Maior, Piauí. De família pobre, ajudava seu pai, carpinteiro, a fazer o teto da igreja local quando o padre o incumbiu de fazer o Cristo, pois achava que tinha talento. Na mesma semana chegou à cidade o renomado escultor cearense Carlos B (Barroso) que o padre o levou até sua casa. Sem dinheiro, acharam um galho de cajueiro e nele esculpiram o Cristo que saiu com um braço torto porque o galho era assim. Quando foi organizado o Centro de Artesanato da cidade vendeu sua primeira carranca que tinha cara de jumento e, logo depois, tirou o segundo lugar num concurso de presépios. Com a morte de Mestre Dezinho, Mestre Expedito e Mestre Cornélio são os mais velhos nessa tradição de santeiros e entalhadores do Piauí; turismo.gov.br; piaui.com.br.



336 - JOAQUIM TENREIRO (1906 - 1992)

Fita - múltiplo em madeira - 3/12 - 90 x 33 x 3 cm - assinado - 1975 -

Designer, escultor, pintor, gravador e desenhista, Joaquim Albuquerque Tenreiro nasceu em Melo Guarda, Portugal e faleceu em Itapira, SP. Filho e neto de marceneiros, aos dois anos de idade mudou-se para o Brasil com a família. Retornou a Portugal em 1914 e ajudou o pai a realizar trabalhos em madeira. Iniciou aulas de pintura. Em 1928, transferiu-se definitivamente para o Rio de Janeiro, passando a frequentar o curso de desenho do Liceu Literário Português onde conquistou o prêmio Joaquim Alves Meira, a maior láurea daquele estabelecimento e fez cursos no Liceu de Artes e Ofícios. Em 1931, integrou o Núcleo Bernardelli. Na década de 1940, dedicou-se à pintura de retrato, de paisagem e de natureza-morta. Entre 1933 e 1943, trabalhou como designer de móveis nas empresas Laubissh & Hirth, Leandro Martins e Francisco Gomes. Em 1943, montou sua primeira oficina, a Langenbach & Tenreiro e, alguns anos depois, inaugurou duas lojas de móveis; primeiro no Rio de Janeiro e, posteriormente, em São Paulo. É o renovador do mobiliário brasileiro, responsável por toda uma linha de criação em que a funcionalidade se alia o bom gosto e o aproveitamento racional dos materiais do País. No final da década de 1960, Joaquim Tenreiro encerrou as atividades na área da concepção e fabricação de móveis para dedicar-se exclusivamente às artes plásticas, principalmente à escultura. Participou do Panorama da Arte Atual Brasileira, SP (1972, 1973, 1975, 1978, 1988), da Bienal Internacional de São Paulo (1965), entre outras, e realizou uma retrospectiva no MAM, RJ (1977). Tem pinturas suas figurando no MAM, SP, no MNBA e Museu Manchete, RJ. MEC, VOL.4, PÁGS.381 E 382; PONTUAL, PÁG.520; TEIXEIRA LEITE, PÁG.504; WALMIR AYALA, VOL.2, PÁG.376 E 377; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG.973; VOL. 5, PÁG. 1042; VOL.6, PÁG. 1111; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 580; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; www.joaquimtenreiro.com; renome.com.br; pinturabrasileira.com; web.artprice.com.



337 - MARIO ZANINI (1907 - 1971)

Mar - pintura sobre azulejo - 30 x 30 cm - não assinado -
Reproduzido no catálogo da exposição "A Osirarte" realizada pela Caixa Cultural, São Paulo, em 2006/2007. -

Pintor, decorador, ceramista, professor, Mário Zanini nasceu e faleceu em São Paulo. Foi um dos integrantes de dois importantes movimentos artísticos considerados históricos na pintura paulista: o Grupo Santa Helena e a Família Artística Paulista. Sua formação artística se deu em São Paulo quando aos 13 anos iniciou curso de pintura da Escola Profissional Masculina do Brás e de 1924 a 1926, matriculou-se no curso de desenho e artes do Liceu de Artes e Ofícios. Conheceu Alfredo Volpi em 1927 e no ano seguinte estudou com o pintor Georg Elpons. Trabalhou no escritório de decoração de Francisco Rebolo entre 1933 e 1938. Em 1940 recebeu medalha de prata no 46º Salão Nacional de Belas Artes e foi convidado por Rossi Osir a trabalhar em seu ateliê de azulejos artísticos, o Osirarte. Em 1950, viajou por seis meses pela Itália, em companhia de Volpi e Osir. A partir de 1968 lecionou na Faculdade de Belas Artes de São Paulo. Participou de vários Salões oficiais e mostras coletivas no Brasil, como I e III Bienal Internacional de São Paulo e no exterior. Sua família doou 108 de suas obras ao Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo - MAC/USP em 1974. MEC, VOL. 4, PÁG. 531; PONTUAL, PÁG. 557; TEODORO BRAGA, PÁG. 250; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 451; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; ARTE NO BRASIL, PÁG. 778; LEONOR AMARANTE, PÁG.38; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 1085; ACERVO FIEO.



338 - ARMANDO BALLONI (1901 - 1975)

Galo - serigrafia - 1/25 - 66 x 46 cm - canto inferior esquerdo - 1954 -

Italiano, o pintor foi ativo em São Paulo, onde participou do Salão Paulista de Belas Artes a partir de 1933. Foi premiado com medalha de bronze, do Salão de Arte Moderna (1954), e em outros Salões oficiais. Participou da I e II Bienal de São Paulo.Membro e expositor da Familia Artistica Paulista. MEC, vol. 1, pág.159; JULIO LOUZADA vol.10, pág. 87; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 582, Acervo FIEO.



339 - LUCINDA GARCEZ (XX)

Natureza morta - óleo sobre tela - 35 x 52 cm - canto inferior direito - 1927 -

Pintora e desenhista com diversas participações em mostras e Salões oficiais. JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 432.



340 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Flores - óleo sobre tela - 41 x 33 cm - canto inferior esquerdo - 1968 -
Reproduzido no convite deste leilão. -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



341 - YAACOOV AGAM (1928)

Composição - serigrafia - 68/252 - 27 x 32 cm - canto inferior direito -

Pintor, escultor e professor, natural de Rishon-le-Zion, Israel. Cursou, em Jerusalém, a Escola de Arte de Bezalel. Depois de ter sido preso, em 1945, pelos ingleses, viaja pela Europa e Estados Unidos. Na Suíça, foi aluno de S. Giedion e Johannes Itten. Em 1951, fixa-se em Paris onde freqüenta o Ateliê de Arte Abstrata e a Academia da “Grande Chaumière”. Na década 60 viaja aos Estados Unidos para ministrar aulas e conferências. Exposições individuais: Paris (1953, 1956, 2002, 2003, 2007); Israel (1956); Bélgica (1958); Inglaterra (1959); Suíça (1962, 2004); Estados Unidos (1966, 1999). Muitas foram as exposições oficiais e coletivas, com destaque: Paris (1955, 1967); São Paulo, SP (1963 – Bienal Internacional). Possui obras em Museus da Alemanha, França, Holanda, Israel, e Estados Unidos. Dentre suas realizações monumentais, pode-se citar: o teto do Centro de Convenções de Jerusalém e um Salão do Palácio de “Elysée”, Paris. BENEZIT, VOL.1, PÁG.51; www.artprice.com.



342 - ALBERTO DA VEIGA GUIGNARD (1896 - 1962)

Igreja - desenho a lápis - 27 x 20 cm - canto inferior direito -

Pintor, professor, desenhista, ilustrador e gravador, Alberto da Veiga Guignard nasceu em Nova Friburgo, RJ e faleceu em Belo Horizonte, MG. Mudou-se com a família para a Europa em 1907. Em dois períodos, entre 1917 e 1918 e entre 1921 e 1923, frequentou a Real Academia de Belas Artes de Munique, onde estudou com Hermann Groeber e Adolf Hengeler. Aperfeiçoou-se em Florença e em Paris, onde participou do Salão de Outono. Retornou para o Rio de Janeiro em 1929 e integrou-se ao cenário cultural por meio do contato com Ismael Nery. Participou do Salão Revolucionário de 1931, e foi destacado por Mário de Andrade como uma das revelações da mostra. Em 1941, integrou a Comissão Organizadora da Divisão de Arte Moderna do Salão Nacional de Belas Artes, com Oscar Niemeyer e Aníbal Machado. Em 1943, passou a orientar alunos em seu ateliê e criou o Grupo Guignard. A única exposição do grupo, realizada no Diretório Acadêmico da Escola Nacional de Belas Artes, foi fechada por alunos conservadores e reinaugurada na Associação Brasileira de Imprensa. Em 1944, a convite do prefeito Juscelino Kubitschek, transferiu-se para Belo Horizonte e começou a lecionar e dirigir o curso livre de desenho e pintura da Escola de Belas Artes, por onde passaram Amilcar de Castro, Farnese de Andrade e Lygia Clark, entre outros. Permaneceu à frente da escola até 1962, quando, em sua homenagem, esta passou a chamar-se Escola Guignard. Participou da Bienal de Veneza (1928, 1952); da Bienal Internacional de São Paulo (1951) e outras. PONTUAL, PÁG. 254; MEC, VOL. 2, PAG. 304; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 236; JULIO LOUZADA, VOL. 10, PÁG. 404; ART PRICE ANNUAL 2000, PÁG. 1013; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 373; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 559; ARTE NO BRASIL, PÁG. 505; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28; www.pinturabrasileira.com; www.brasilescola.com; web.artprice.com.



343 - CLAUDIO TOZZI (1944)

Fivela - serigrafia - 42/50 - 40 x 50 cm - centro inferior - 1971 -

Pintor, arquiteto e gravador paulista com diversas exposições e participações em salões e bienais no Brasil e no exterior. Dedicou-se inicialmente à colagem e à gravura, numa utilização crítica das histórias em quadrinhos; numa fase posterior passou a criar múltiplos tridimensionais e a efetuar pesquisas em torno dos efeitos ópticos. WALMIR AYALA vol.2, pág.388/9; PONTUAL, pág.525/6; TEIXEIRA LEITE, pág. 512; ARTE NO BRASIL vol.2, pág.1059; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 740; LEONOR AMARANTE, pág. 170; Acervo FIEO.



344 - YEDDO NOGUEIRA TITZE (1935)

Natureza morta - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior direito - 1981 -

Pintor, desenhista, tapeceiro, professor nascido em Santana do Livramento, RS. Assina Yeddo. Formou-se em pintura pela Escola de Artes da UFRS e foi aluno de Aldo Malagoli. Como bolsista do governo francês (1960-1962) estudou na Escola Nacional Superior de Paris onde foi aluno de Marcel Gromaire e na Escola de Aubusson (1967-1968) onde executou um trabalho, a pedido daquele governo, para o Museu da Tapeçaria. Ainda em Paris estudou pintura com André Lhote. Residiu em Brasília (1976 a 1979) e foi o responsável pelo setor de Artes Plásticas da FUNARTE e pelo projeto de criaçãodo Núcleo Ocupacional de Gama, cidade satélite, através do Departamento de Cultura do Distrito Federal. Em 1979 retornou para o sul e assumiu o cargo como professor titular da cadeira de Pintura do Instituto de Artes da UFRS. Realizou várias exposições individuais e participou de muitas mostras e Salões oficiais. Foi premiado em: Porto Alegre, RS (1958, 1959, 1963, 1964, 1970); São Paulo (1975); Buenos Aires, Argentina (1975). ITAUCULTURAL; JULIO LOUSADA VOL. 3, PÁG. 1231; www.guion.com.br.



345 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Mulher com flores - óleo sobre tela - 60 x 50 cm - canto inferior direito -
Maichen. Com estudo no dorso. -



346 - MAURICIO NOGUEIRA LIMA (1930 - 1999)

"Estudo I" - desenho a nanquim - 29 x 21 cm - canto inferior direito - 1953 -

Natural da cidade do Recife, PE, o autor foi pintor, arquiteto, desenhista e professor. Frequentou o Instituto de Belas Artes de Porto Alegre, o MAM-SP e diplomou-se em arquitetura pela Faculdade Mackenzie-SP. Ligado ao grupo Ruptura, Maurício tornou-se um artista de acentuados princípios racionais, sendo o autor de algumas introduções no campo da animação ótica dos espaços, na seriação das construções e ainda na busca específica de retículas coloridas.Participou do Salão Paulista de Arte Moderna, onde obteve, dentre outros, o 1º Prêmio em Cartaz (1951 e 1957). Participou também do movimento de arte concreta, figurando nas exposições do MAM-SP (1956), no MEC-RJ (1957), na Exposição Internacional de Arte Concreta, em Zurique (1960), etc JULIO LOUZADA, vol 1, pags 678 e 679; ITAU CULTURAL.



347 - ANA CRISTINA ANDRADE (1953)

"Interior I" - monotipia - 29 x 40 cm - canto inferior direito - 1988 -

Ana Cristina Andrade Moreira é pintora, gravadora, desenhista, professora e designer vidreira. Iniciou sua formação artística na Escola Superior de Arte Santa Marcelina, SP (1972-1975). Aprendeu gravura em metal (1980-1990) com Iole Di Natale; técnicas de gravura na Scuola Internazionale di Gráfica em Veneza, Itália (1983); Gravura Especial com Evandro Carlos Jardim, no MAC-SP (1991); Técnica Calcográfica Experimental com Mario Benedetti, na FASM-SP (1997); Vitrofusão com Roberto Bonino. Exposições individuais: São Paulo, SP (1984, 1987, 1995, 2003); Bauru, SP (1989); “Projeto Interior com Arte” – Museu Banespa (1998 – Exposição itinerante pelo interior do Estado de São Paulo). Coletivas: Epinal, França (1975); São Paulo, SP (1974, 1982, 1984, 1985, 1986, 1988, 1994, 1995, 2000, 2002 a 2004, 2012 – SP ESTAMPA); Santo André, SP (1982); Novo Hamburgo, RS (1982); Taiwan, China (1983, 1985); San Juan, Porto Rico (1983); Santos, SP (1983); Cabo Frio, RJ (1983); Ribeirão Preto,SP (1984); Curitiba, PR (1984); Piracicaba,SP (1984); Veneza, Itália (1984, 1985); Campinas, SP (1985); São José do Rio Preto, SP (1986); Limeira, SP (1986); Washington D.C.,EUA (1991); Campos do Jordão, SP (1991); Kanagawa, Japão (1992); Maastricht, Holanda (1993); Illinois, EUA (1994); Cidade do México, México (1996); Jacareí, SP (1998); Budapeste, Hungria (1996); Uzice, Yuguslávia (1997); Ourense, Espanha (1994, 2006). Prêmios: São Paulo, SP (1974); Novo Hamburgo, RS (1982); Santos, SP (1983); Ribeirão Preto, SP (1984); Curitiba, PR (1984); Piracicaba, SP (1984); Campinas, SP (1985); São José do Rio Preto, SP (1986). JULIO LOUZADA, vol.1, pág. 62; vol.2, pág. 66; Acervo FIEO. ITAU CULTURAL.



348 - CÂNDIDO PORTINARI (1903 - 1962)

"A bordo" - gravura - H. C. - 35 x 26 cm - canto inferior direito - 1943 -
Complemento de técnica: água-forte. Com dedicatória. Registrada no Projeto Portinari tema Figura humana/ diversos. -

Pintor, gravador, ilustrador e professor. Nasceu em Brodósqui, SP e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou-se na pintura em meados da década de 1910, auxiliando na decoração da Igreja Matriz de Brodósqui. Em 1918, mudou-se para o Rio de Janeiro e, no ano seguinte, ingressou no Liceu de Artes e Ofícios e na Escola Nacional de Belas Artes , na qual cursou desenho figurativo com Lucílio de Albuquerque e pintura com Rodolfo Amoedo , Baptista da Costa e Rodolfo Chambelland . Em 1929, viajou para a Europa com o prêmio de viagem ao exterior, e percorreu vários países durante dois anos. Em 1935, recebeu prêmio do Carnegie Institute de Pittsburgh pela pintura ‘Café’, tornando-se o primeiro modernista brasileiro premiado no exterior. No mesmo ano, foi convidado a lecionar pintura mural e de cavalete no Instituto de Arte da Universidade do Distrito Federal, quando teve como alunos Burle Marx e Edith Behring , entre outros. Em 1936, realizou seu primeiro mural, que integrou o Monumento Rodoviário da Estrada Rio-São Paulo. Em seguida, convidado pelo ministro Gustavo Capanema pintou vários painéis para o novo prédio do Ministério da Educação e Cultura (MEC). Em 1940, após exposição itinerante pelos Estados Unidos, a Universidade de Chicago publicou o primeiro livro a seu respeito, ‘Portinari: His Life and Art’. Em 1941, pintou os painéis para a Biblioteca do Congresso em Washington D.C.. Em 1956, com a inauguração dos painéis ‘Guerra e Paz’ na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, recebeu o prêmio Guggenheim. BENEZIT, VOL.8, PÁGS. 440; REIS JUNIOR, PÁGS. 383; TEODORO BRAGA, PÁGS. 195; PONTUAL, PÁGS. 432; MEC, VOL.3, PÁGS 427; MAYER. 89, PÁG.1327; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 550; ARTE NO BRASIL, PÁG. 571; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12; F. ACQUARONE, PÁG. 241



349 - ARNOLD MARC GORTER (1866 - 1933)

Paisagem - aquarela - 46 x 66 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor da Escola Holandesa nascido em Almelo. Estudou na Academia Nacional de Amsterdam. Desde 1900 participou dos Salões anuais de Paris. Obteve sucesso não só na Holanda como também na Alemanha e na França recebendo premiações em 1904, 1905, 1906, 1910 e 1915. Por volta de 1914 expôs na Inglaterra - Academia Real Britânica e Academia Real Escocesa, nos Estados Unidos e no Canadá. BENEZIT VOL. 5, PÁG. 121; web.artprice.com; askart.com; artnet.com; artfinding.com; christies.com.



350 - ALFREDO CESCHIATTI (1918 - 1989)

Guanabara - escultura em bronze - 29 x 80 x 20 cm - assinado -
Reproduzido no convite deste leilão. - Com selo Zani Fundição Artística - Rio, Brasil. Ex coleção Renato Antônio Brogiolo - Rio de Janeiro RJ. -

Natural de Belo Horizonte. Escultor, desenhista e professor. Passou a frequentar a antiga ENBA em 1940, depois de uma viagem à Europa, especialmente Itália, iniciada em 1938. Na Divisão Moderna do SNBA recebeu, como escultor as medalhas de bronze (1943) e de prata (1944), bem como o prêmio de viagem ao estrangeiro (1945), com o baixo-relevo para a Igreja de São Francisco de Assis, da Pampulha, em Belo Horizonte e, como desenhista, a medalha de prata (1945). Esteve mais uma vez na Europa entre 1946 e 1948, anos em que realizou exposição individual no Instituto dos Arquitetos do Brasil (GB). Figurou na II BSP e no II SNAM, em 1953. Fazendo parte da equipe que, em 1956, venceu o concurso de projetos para o Monumento aos Mortos da II Guerra Mundial (GB), ali executou o conjunto alusivo às três forças armadas. Integrou a Comissão Nacional de Belas Artes em 1960 e 1961, e entre 1963 e 1965, lecionou escultura e desenho na Universidade de Brasília. Quirino Campofiorito citou-o no estudo Ëscultura Moderna no Brasil"(Revista Crítica de Arte, nº único 1962). De seus trabalhos mais conhecidos destacam-se as esculturas As Banhistas e A Justiça, que se encontram, respectivamente, no lago em frente ao Palácio da Alvorada e defronte ao Supremo Tribunal Federal (Praça dos Três Poderes), em Brasília. Há ainda, obras escultóricas de sua autoria, entre outras no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Ministério das Relações Exteriores (Brasília) e em um edifício que Oscar Niemeyer projetou no conjunto residencial Hansa (setor ocidental de Berlim), assim como na embaixada brasileira em Moscou. MEC, vol. 1, pág. 397; PONTUAL, pág. 127; JÚLIO LOUZADA, vol. 11, pág. 70; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 609; ARTE NO BRASIL, pág. 872.



351 - TOMIE OHTAKE (1913)

Composição - gravura - P. A. - 62 x 88 cm - canto inferior direito -

Importantíssima pintora, nascida em Kyoto, Japão, e radicada no Brasil desde 1936, País que adotou inclusive a cidadania. Iniciou-se artisticamente a partir de 1950, com o pintor japonês visitante Keiya Sugano. Ligou-se ao Grupo Seibi, em cujos salões obteve diversas premiações. Participou ainda por várias vezes, com premiações, do SPAM e do SNAM. MEC, vol. 3, pág. 323; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 791; BENEZIT, vol. 7, pág. 791; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 140/141; PONTUAL, pág. 390; ART PRICE ANNUAL 1990, pág. 1464; TEIXEIRA LEITE, pág. 362/3/4; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 939; LEONOR AMARANTE, pág. 170; WALTER ZANINI, pág. 693; Acervo FIEO.



352 - ANTONIO BANDEIRA (1922 - 1967)

Figuras - aquarela - 28 x 20 cm - canto inferior direito - 1951 -

Pintor, desenhista, gravador, nascido em Fortaleza, CE e falecido em Paris, onde viveu a maior parte de sua vida. É um dos pioneiros da arte abstrata no Brasil. Iniciou-se na pintura como autodidata. Em 1941, em Fortaleza, participou, ao lado de Mário Baratta, entre outros, da criação do Centro Cultural de Belas Artes depois, Sociedade Cearense de Artes Plásticas. Em 1945, transferiu-se para o Rio de Janeiro e, no ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual. Contemplado pelo governo francês com bolsa de estudos, permaneceu em Paris de 1946 a 1950 onde frequentou a Escola Nacional Superior de Belas Artes e a ‘Académie de la Grande Chaumière’. Entre 1947 e 1948 participou do ‘Salon d'Automne’ e do ‘Salon d'Art Libre’. Tomou parte em reuniões de artistas e formou o Grupo Banbryols (ban de Bandeira; bry de Camille Bryen; e ols de Wols), que durou de 1949 a 1951. Voltou ao Brasil em 1951 e apresentou-se na 1ª Bienal Internacional de São Paulo. Em 1952, criou um mural para o Instituto dos Arquitetos do Brasil, em São Paulo. Retornou a Paris em 1954 em razão do Prêmio Fiat, obtido na 2ª Bienal Internacional de São Paulo, mas não deixou de expor no Brasil. Permaneceu na Europa até 1959, passando pela Inglaterra e Bélgica, onde, em 1958, realizou um painel para o ‘Palais des Beaux-Arts’. Ao retornar ao Brasil teve uma atividade artística intensa, participou de importantes exposições, em paralelo a mostras em Paris, Munique, Verona, Londres e Nova York. Voltou a Paris em 1965, onde permaneceu até sua morte. BENEZIT, VOL.1, PÁG.415; MEYER/87, PÁG.606; MEC, VOL.1, PÁGS.159,160 E 167; PONTUAL, PÁGS. 48 E 49; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁGS. 71 A 74; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 52 A 54; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; ARTE NO BRASIL, PÁG. 599; LEONOR AMARANTE, PÁG. 34; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 86; ACERVO FIEO; web.artprice.com; pitoresco.com; pinturabrasileira.com.



353 - MARIO ZANINI (1907 - 1971)

Paisagem - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito - década 1940 -
Com etiqueta de Galeria Seta, Rua Antonio Carlos, 282 - São Paulo, SP - no dorso. -

Pintor, decorador, ceramista, professor, Mário Zanini nasceu e faleceu em São Paulo. Foi um dos integrantes de dois importantes movimentos artísticos considerados históricos na pintura paulista: o Grupo Santa Helena e a Família Artística Paulista. Sua formação artística se deu em São Paulo quando aos 13 anos iniciou curso de pintura da Escola Profissional Masculina do Brás e de 1924 a 1926, matriculou-se no curso de desenho e artes do Liceu de Artes e Ofícios. Conheceu Alfredo Volpi em 1927 e no ano seguinte estudou com o pintor Georg Elpons. Trabalhou no escritório de decoração de Francisco Rebolo entre 1933 e 1938. Em 1940 recebeu medalha de prata no 46º Salão Nacional de Belas Artes e foi convidado por Rossi Osir a trabalhar em seu ateliê de azulejos artísticos, o Osirarte. Em 1950, viajou por seis meses pela Itália, em companhia de Volpi e Osir. A partir de 1968 lecionou na Faculdade de Belas Artes de São Paulo. Participou de vários Salões oficiais e mostras coletivas no Brasil, como I e III Bienal Internacional de São Paulo e no exterior. Sua família doou 108 de suas obras ao Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo - MAC/USP em 1974. MEC, VOL. 4, PÁG. 531; PONTUAL, PÁG. 557; TEODORO BRAGA, PÁG. 250; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 451; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; ARTE NO BRASIL, PÁG. 778; LEONOR AMARANTE, PÁG.38; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 1085; ACERVO FIEO.



354 - AUGUSTO JOSÉ MARQUES JÚNIOR (1887 - 1960)

Flores - óleo sobre eucatex - 65 x 85 cm - canto inferior esquerdo - 1959 -

Discípulo de Visconti, grande pintor e mestre de pintura, Marques Júnior foi, no lado de Cavalleiro, um dos renovadores da arte nacional, nos primeiros anos do século XX. REIS JR. , pág. 371; TEODORO BRAGA, pág. 159; PONTUAL, pág. 341.342; MEC, vol. 3, pág. 76; TEIXEIRA LEITE, pág. 315; Primores da Pintura no Brasil, pág. 277.



355 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

Caravela - escultura em mármore - 22 x 21 x 10 cm - assinado -

Escultor e pintor paulista, iniciou seus estudos de escultura em Roma 1920/1922. Mais tarde tornou-se aluno de Maillol, em Paris, onde também frequentou as academias Ranson e de La Grande Chaumière, em 1936. É considerado o maior escultor nacional. MEC, vol.2, pág. 250/1; PONTUAL, pág. 237/8; MAYER/84, pág. 1333; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 587; ARTE NO BRASIL, pág. 715; LEONOR AMARANTE, pág. 18.



356 - DJANIRA DA MOTTA E SILVA (1914 - 1979)

Anjos músicos - desenho a nanquim - 22 x 14 cm - canto inferior direito -

Pintora, desenhista, ilustradora, cartazista, cenógrafa e gravadora. Djanira da Motta e Silva nasceu em Avaré, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. No final da década de 1930, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde teve suas primeiras instruções de desenho no Liceu de Artes Ofícios e com o pintor Emeric Marcier, hóspede da pensão que Djanira instalou no bairro de Santa Teresa. Os contatos com os artistas Carlos Scliar, Milton Dacosta , Arpad Szenes , Vieira da Silva e Jean-Pierre Chabloz , frequentadores de sua pensão, proporcionaram um ambiente estimulador que a levou a expor no 48º Salão Nacional de Belas Artes, em 1942. No ano seguinte, realizou sua primeira mostra individual, na Associação Brasileira de Imprensa - ABI. Em 1945, viajou para Nova York. De volta ao Brasil, realizou o mural ‘Candomblé’ para a residência do escritor Jorge Amado, em Salvador, e painel para o Liceu Municipal de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Entre 1953 e 1954, viajou a estudo para a União Soviética. De volta ao Rio de Janeiro, tornou-se uma das líderes do movimento pelo Salão Preto e Branco, um protesto de artistas contra os altos preços do material para pintura. Realizou em 1963, o painel de azulejos ‘Santa Bárbara’, para a capela do túnel Santa Bárbara, Laranjeiras, Rio de Janeiro. No ano de 1966, a editora Cultrix publicou um álbum com poemas e serigrafias de sua autoria. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil, EUA e Europa. Foi premiada no Rio de Janeiro (1943, 1944, 1949, 1950 a 1953, 1955, 1963) e em São Paulo (1951, 1955). Participou da 1ª e da 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955). Em 1977, o Museu Nacional de Belas Artes - MNBA, realizou uma grande retrospectiva de sua obra. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 336; PONTUAL, PÁG. 181; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 164; MEC, VOL. 2, PÁG 58; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG, 263; WALTER ZANINI, PÁG. 810; ARTE NO BRASIL, PÁG. 824; ACERVO FIEO.



357 - DIONISIO DEL SANTO (1925 - 1999)

"Gado no pasto" - óleo sobre tela - 100 x 120 cm - canto inferior direito e dorso - 1986 -

Pintor, desenhista, gravador e serigrafista, nasceu em Colatina-ES, e faleceu em Vitória, naquele mesmo Estado. Autodidata. Em 1975, recebe o Prêmio de Melhor Exposição de Gravura do Ano, da APCA. Participou da 9ª Bienal Internacional de São Paulo, 1967 (Prêmio Itamarati Aquisição) e do Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro, 1968 (Prêmio Isenção do Júri). JULIO LOUZADA vol.11, pág. 88; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 682; ARTE NO BRASIL, pág. 934.



358 - ARNALDO PEDROSO D'HORTA (1914 - 1973)

Pássaros - desenho a nanquim - 67 x 48 cm - centro inferior - 1960 - São Paulo -

Gravador e crítico de arte, o autor nasceu e faleceu em São Paulo-SP. Iniciou a sua carreira no jornalismo em 1931, escrevendo para vários jornais, revistas e emissoras de rádio. Começa a pintar aos 34 anos. Entre 1954 e 1955, elabora a capa do álbum para o Ballet do 4º Centenário e o catálogo da Bienal Internacional de São Paulo. Dedica-se à gravura em metal e à xilogravura. É o primeiro artista brasileiro premiado na Bienal de Veneza, em 1954. Participa do Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro, várias edições entre 1952 e 1970 (isenção de júri, 1955, e prêmio viagem ao estrangeiro, 1960); Individual, no MAM/SP, 1952 e 1956; Bienal Internacional de São Paulo, várias edições, entre 1953 e 1961; Artistas Latino-Americanos, no Musée d?Art Moderne de la Ville de Paris, 1962. Postumamente suas obras figuram em Arnaldo Pedroso D'Horta: desenhos, incisões, xilogravuras, no Centro Cultural São Paulo, 1983; Obras para Ilustração do Suplemento Literário: 1956 - 1967, no MAM/SP, 1993; Bienal Brasil Século XX, na Fundação Bienal, São Paulo, 1994. "Na recusa oposta a todas as soluções da moda, na procura contraditória de ritmos (que ousaríamos chamar, por sua vez, antidecorativos, desde que podem envolver uma corajosa opção em favor do feio), define-se esta exigência intelectual, que é básica em Arnaldo. Assim, o inédito das formas empresta-lhe autonomia suficiente para se impor como expressão. (...) Arnaldo Pedroso D´Horta gosta dos modos de expressão que, por meio de conquistas lentas, contínuas, laboriosas, tendem a um efeito que comove também a própria mente, a uma geometria da desordem alcançada através de sensíveis vibrações. (...) O que nos parece importante é o conflito, a teimosia, a aplicação sem tréguas que transparece dos seus trabalhos, a luta dramática, sempre renovada, com o traço." Armando B. Ferrari Críticas sobre Arnaldo Pedroso D´Horta para catálogo da XV Bienal - SP (Curriculum do artista). ITAU CULTURAL, Acervo FIEO.



359 - ROBERTO DE ALMEIDA (1940)

Natureza morta - óleo sobre madeira - 47 x 51 cm - canto inferior esquerdo - 1986 -

Pernambucano do Recife, este artista foi aluno do curso regular da Escola de Belas Artes da Universidade de Munique, Alemanha. Em 1964 participa da fundação do Atelier e Galeria do Mercado da Ribeira, em Olinda, onde também lecionava História da arte. Exposições individuais e coletivas no Rio de Janeiro e coletivas em Salvador e Recife. JULIO LOUZADA, vol.1 pág. 51.



360 - MARIO ZANINI (1907 - 1971)

Paisagem - óleo sobre tela - 49 x 63 cm - canto inferior direito -
Reproduzido no convite deste leilão. -

Pintor, decorador, ceramista, professor, Mário Zanini nasceu e faleceu em São Paulo. Foi um dos integrantes de dois importantes movimentos artísticos considerados históricos na pintura paulista: o Grupo Santa Helena e a Família Artística Paulista. Sua formação artística se deu em São Paulo quando aos 13 anos iniciou curso de pintura da Escola Profissional Masculina do Brás e de 1924 a 1926, matriculou-se no curso de desenho e artes do Liceu de Artes e Ofícios. Conheceu Alfredo Volpi em 1927 e no ano seguinte estudou com o pintor Georg Elpons. Trabalhou no escritório de decoração de Francisco Rebolo entre 1933 e 1938. Em 1940 recebeu medalha de prata no 46º Salão Nacional de Belas Artes e foi convidado por Rossi Osir a trabalhar em seu ateliê de azulejos artísticos, o Osirarte. Em 1950, viajou por seis meses pela Itália, em companhia de Volpi e Osir. A partir de 1968 lecionou na Faculdade de Belas Artes de São Paulo. Participou de vários Salões oficiais e mostras coletivas no Brasil, como I e III Bienal Internacional de São Paulo e no exterior. Sua família doou 108 de suas obras ao Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo - MAC/USP em 1974. MEC, VOL. 4, PÁG. 531; PONTUAL, PÁG. 557; TEODORO BRAGA, PÁG. 250; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 451; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; ARTE NO BRASIL, PÁG. 778; LEONOR AMARANTE, PÁG.38; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 1085; ACERVO FIEO.



361 - WALTER LEWY (1905 - 1995)

Paisagem surreal - óleo sobre tela - 41 x 51 cm - canto inferior esquerdo - 1979 -

Gravador, pintor, ilustrador, paisagista, desenhista e publicitário nascido em Bad Oldesloe, Alemanha e falecido em São Paulo. Estudou na Escola de Artes e Ofícios de Dortmund, Alemanha (1923-1927). Nesse período, filiou-se à tendência do realismo mágico. Em 1928 participou de coletivas em Dortmund, Gelsenkirchen, Boclusim e outras cidades. Com a crise econômica de 1929, Lewy perdeu seu emprego de desenhista numa gráfica e foi viver com os pais no interior, tornando-se ilustrador de anedotas em jornais. Realizou sua primeira exposição individual em Bad Lippspringe (1932), mas foi fechada quando a Câmara de Arte Alemã proibiu a participação de judeus na vida artística. Escapando dessa situação opressora, o artista imigrou para o Brasil (1938), retomando profissionalmente a pintura. Deixou para trás centenas de trabalhos, que foram enviados para a Holanda e perdidos durante os bombardeios da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). No Brasil, fixou-se em São Paulo. Nos primeiros anos fez desenho publicitário e mais tarde capas de livros e ilustrações para diversas editoras. Ilustrou obras de Bertrand Russell, Machado de Assis e Arnold Toynbee, entre outras. Mais tarde, empregou-se como diagramador, letrista e arte-finalista nas agências de propaganda De Carli, Lintas Publicidade, Martinelli, Santos & Santos e Thompson Propaganda. Participou de Salões Nacionais e Bienais de São Paulo, entre 1951 e 1965, recebendo diversas premiações oficiais. JULIO LOUZADA, VOL. 10, PÁG. 497; MEC, VOL. 2, PÁG. 474; TEODORO BRAGA, PÁG. 245; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 286; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 630; LEONOR AMARANTE, PÁG. 142; ACERVO FIEO.



362 - CARLOS SCLIAR (1920 - 2001)

Paisagem - desenho a nanquim - 38 x 21 cm - centro inferior -

Desenhista, gravador, pintor, ilustrador, cenógrafo, roteirista e designer gráfico que nasceu em Santa Maria da Boca do Monte, RS e faleceu no Rio de Janeiro. Assina Scliar. Estudou com Gustav Epstein, em Porto Alegre, em 1934. Participou, em 1938, da fundação da Associação Riograndense de Artes Plásticas Francisco Lisboa. Entre 1939 e 1947, residindo em São Paulo, integrou a Família Artística Paulista - FAP. No Rio de Janeiro, escreveu e dirigiu em 1944 o documentário 'Escadas', sobre os pintores Arpad Szenes e Vieira da Silva com os quais conviveu desde 1941. Convocado pela Força Expedicionária Brasileira - FEB, participou da Segunda Guerra Mundial, na Itália. Morando em Paris de 1947 a 1950, cursou gravura com Galanis na Escola de Belas Artes e teve contato com o gravador mexicano Leopoldo Méndez. De volta ao Brasil, fundou com Vasco Prado o Clube de Gravura de Porto Alegre. Em 1956, passou a viver no Rio de Janeiro. Foi diretor do departamento de arte da revista 'Senhor' entre 1958 e 1960. Fundou a editora Ediarte, em 1962, com os colecionadores Gilberto Chateaubriand, Michel Loeb, Carlos Nicolaievski e o pintor José Paulo Moreira da Fonseca. Realizou durante toda sua vida exposições individuais e participou de inúmeras coletivas e Salões oficiais, recebendo muitos prêmios. Também foram realizadas várias exposições póstumas. MEC VOL.4, PÁG. 214; TEODORO BRAGA, PÁG. 66; WALMIR AYALA VOL.2, PÁG. 306 a 309; PONTUAL, PÁG. 479 e 480; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG.884; VOL.2, PÁG. 925; VOL.13, PÁG. 305; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; RGS, PÁG. 442; ACERVO FIEO.



363 - ANGELO CANNONE (1899 - 1992)

Amalfi - óleo sobre eucatex - 29 x 39 cm - canto inferior esquerdo -

Nascido na Itália, radicou-se no Brasil. Seu estilo liga-se ao dos Macchiajoli oitocentistas (os equivalentes italianos dos impressionistas franceses) e ao de Pratella em especial. São especialmente notáveis suas paisagens e marinhas. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 168; JULIO LOUZADA vol.11, pág.54; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



364 - MARIA LEONTINA (1917 - 1984)

Composição - guache - 16 x 23 cm - canto inferior direito - 1952 -

Pintora, gravadora e desenhista. Maria Leontina Mendes Franco da Costa nasceu em São Paulo, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. Iniciou estudos de desenho com Antônio Covello, em São Paulo (1938), e na primeira metade da década de 1940 estudou pintura com Waldemar da Costa. Em 1946, no Rio de Janeiro, frequentou o ateliê de Bruno Giorgi e fez curso de museologia no Museu Histórico Nacional, entre 1946 e 1948. Em 1947, participou da exposição ‘19 Pintores’, na Galeria Prestes Maia, em São Paulo, ao lado de Lothar Charoux, Marcelo Grassmann, Aldemir Martins, Luiz Sacilotto e Flavio-Shiró. Em 1951, foi convidada pelo psiquiatra e crítico de arte Osório César para orientar o setor de artes plásticas do Hospital Psiquiátrico do Juqueri. No mesmo ano, organizou uma mostra dos internos no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Em 1952, com bolsa de estudo do governo francês, viajou para a Europa, acompanhada pelo marido, o pintor Milton Dacosta. Em Paris, entre 1952 e 1954, frequentou o ateliê de gravura de Johnny Friedlaender. Na década de 1960, realizou painel de azulejos para o Edifício Copan e vitrais para a Igreja Episcopal Brasileira da Santíssima Trindade, ambos em São Paulo. Realizou exposições individuais e participou de inúmeras mostras, Salões oficiais e Bienais como a Bienal de Veneza (1950, 1952, 1956). Foi premiada no Rio de Janeiro (1944, 1950, 1955, 1957, 1980); em São Paulo (1944; 1947; 1951; 1954; 1958; 1960; 1980; 1955, 1959, 1965 - Bienais Internacionais; 1969, 1970 - Panoramas da Arte Atual Brasileira; 1975 - prêmio pintura da Associação Paulista de Críticos de Artes - APCA); Brasília, DF (1980); Curitiba, PR (1980; Porto Alegre, RS (1980); Nova York (1960 - Fundação Guggenheim). ITAU CULTURAL; MEC, VOL. 2, PÁG. 471; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 309; PONTUAL, PÁG. 338; ARTE NO BRASIL, PÁG. 772; LEONOR AMARANTE, PÁG. 25; WALTER ZANINI, PÁG. 645; JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 572.



365 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XIX - XX

Marinha - óleo sobre tela colada em madeira - 35 x 60 cm - canto inferior direito -
C Malfatti. -



366 - MARIA FREIRE (1919)

"Composição em 4 tons" - aquarela - 29 x 41 cm - canto inferior direito -

Artista do Uruguai que tem realizado inúmeras exposições individuais: Uruguai (1970, 1975, 1977, 1987, 1990, 1992, 1998); São Paulo (1956 - MAM); Rio de Janeiro ( 1957 - MAM); Espanha (1958); Bélgica (1959); Argentina (1967). Coletivas: Uruguai (1982, 1983, 1990, 1996, 2006); EUA (1992, 2001); Inglaterra (1994, 1996); Espanha (1997), México (2002); Porto Alegre (2005 - Bienal do Mercosul); Suíça (2005). www.fundacaobienal.art.br; www.artnet.com; artprice.com; www.artinfo.com



367 - J. CARLOS (1884 - 1950)

Reforma agrária - desenho a nanquim e aquarela - 40 x 28 cm - canto inferior esquerdo -
Capa da revista "O Malho". -

Nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, desenhista, ilustrador e caricaturista. Realizou mais de cem mil desenhos, não se conhecendo um único ruim. Observador arguto, retratou com maestria e humor o cotidiano de sua cidade natal, da qual, consta, ausentou-se por duas únicas ocasiões. JULIO LOUZADA vol. 10, pág. 181; CARICATURISTAS BRASILEIROS, de Pedro Corrêa do Lago, pág. 74; WALTER ZANINI, pág. 448; ARTE NO BRASIL, pág. 646.



368 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Paisagem - óleo sobre tela - 60 x 80 cm - centro inferior e dorso - 2000 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins. -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



369 - JOSINALDO FERREIRA BARBOSA (1951)

Carro de bois - acrílico sobre tela colada em eucatex - 23 x 33 cm - canto inferior direito - 1980 -

Pintor, assina Josinaldo. Com diversas exposições individuais e coletivas no Brasil e no exterior. Tambem participou de Salões, entre eles o Salão de Piracicaba. JÚLIO LOUZADA vol. 12 pág. 214.



370 - JORGE GUINLE FILHO (1947 - 1987)

"Céu Selado" - óleo sobre tela - 120 x 150 cm - canto inferior direito e dorso - 1980 -
Reproduzido no convite deste leilão. - Com certificado de autenticidade firmado por Marco Aurélio Cardoso Rodrigues, herdeiro do autor, datado de 8 de abril de 2013. -

Pintor, desenhista e gravador nascido e falecido em Nova York, EUA. Mudou-se com a família para o Brasil ainda no ano de seu nascimento e permaneceu no Rio de Janeiro até 1955. Desse ano até 1962, acompanhando a mãe, morou em Paris e, em seguida, em Nova York, onde residiu até 1965. Na França, em paralelo a sua formação regular, iniciou, como autodidata, estudos de pintura e frequentou museus e galerias de arte, prática que manteve quando se transferiu para os Estados Unidos. De 1965 a 1974 viveu no Rio de Janeiro e passou temporadas em Londres e Paris, cidade para onde retornou nesse último ano e se estabeleceu por mais três anos. Em 1977, voltou a residir no Rio de Janeiro. Seu trabalho ganhou repercussão e, na década de 1980, integrou as principais exposições de arte do país. A produção do artista, concentrada em seus últimos sete anos de vida, foi dedicada, sobretudo à pintura. Jorge Guinle foi um importante incentivador da revalorização da pintura promovida pelo grupo de jovens artistas conhecido como Geração 80. Participou da mostra ‘Como Vai Você, Geração 80?’, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage - EAV/Parque Lage, Rio de Janeiro, 1984, escreveu um texto para a edição especial da revista ‘Módulo’ dedicada a essa mostra, participou de várias exposições e eventos realizados por esses artistas e escreveu sobre suas obras. Participou também da 17ª e 18ª Bienal Internacional de São Paulo (1983 e 1985). Em 1985 recebeu o Prêmio de Viagem ao Estrangeiro no 8º Salão Nacional de Artes Plásticas, MAM-RJ. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL. 2, PÁG.482; LEONOR AMARANTE, PÁG. 312. ACERVO FIEO.



371 - TOMOO HANDA (1906 - 1996)

Porto - óleo sobre tela - 38 x 46 cm - canto inferior esquerdo - 1975 -

Pintor, desenhista e historiador. Natural de Utsonomiya, Japão, imigrou para o Brasil no início do séc. passado.Foi o grande precursor dos artistas nipo-brasileiros em atividade no País, cuja obra praticou com finura e lirismo. Foi o mestre inconteste de duas gerações de artistas que nele tinham seu líder. PONTUAL, 259; JULIO LOUZADA, vol. 2, 489; TEIXEIRA LEITE, pág. 242; ITAU CULTURAL ; WALTER ZANINI, pág. 587.



372 - CARYBÉ (1911 - 1997)

Músico - desenho a nanquim - 30 x 22 cm - canto inferior direito -
Reproduzido na página 172 do livro "Carybé - As Sete Portas da Bahia", Livraria Martins Editora, São Paulo, SP, 1962. -

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



373 - AGOSTINHO BATISTA DE FREITAS (1927 - 1997)

Na fazenda - óleo sobre tela - 70 x 100 cm - canto inferior direito - 1991 -

Começou a pintar no início da década de 1950 (e ele próprio relatou que vendia seus trabalhos na Praça do Correio da capital paulista) sendo logo descoberto por Pietro Maria Bardi que organizou uma exposição de seus trabalhos no Museu de Arte de São Paulo, em 1952, mais tarde apresentados também, no Museu de Arte Moderna de São Paulo e da Bahia e no Museu de Arte Contemporânea de Campinas. Participou da XXXIII Bienal de Veneza (1966). MEC, vol. 2, pág. 210; PONTUAL, pág. 225; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 323; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 208; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 214; ITAÚ CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 832; Acervo FIEO.



374 - FERNANDO COELHO (1939)

"Quebra mar" - óleo sobre tela - 55 x 80 cm - canto inferior direito e dorso - 1979 - Bahia -
No estado. -

Pintor baiano nascido em Salvador. Inicialmente publicitário de sucesso, dedica-se integralmente à pintura a partir de 1963. Além de exposições individuais nas Galerias Querino (Salvador), Astréia (SP), e Bonino (RJ), expôs na Alemanha e participou dos SNAM e BNAP. Produz pintura que, fixando paisagens urbanos, se situa entre o figurativismo e o abstracionismo. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 209/210; MEC, vol. 1,pág. 441; PONTUAL, pág. 139; TEIXEIRA LEITE, pág. 126; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 74.; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO.



375 - IVAN SERPA (1923 - 1973)

Figuras e formas - desenho a nanquim e guache - 31 x 22 cm - canto inferior direito - 1965 -

Pintor, desenhista, gravador e professor, Ivan Ferreira Serpa nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Estudou gravura e desenho com Axel Leskoschek (entre 1946 e 1948) no Rio de Janeiro. Em 1949, ministrou suas primeiras aulas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, onde, a partir de 1952, exerceu sistemática atividade didática, em especial no ensino infantil. Foi um dos precursores do concretismo no Brasil, criando ao lado de Aluisio Carvão, Lígia Clark, Hélio Oiticica e outros o Grupo Frente, que se manteve ativo de 1954 a 1956, inclusive com exposições no Rio de Janeiro. Participou da Divisão Moderna do SNBA (1947-1951). Em 1957, recebeu o prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna, RJ. Participou da exposição ’Opinião 65’, evento que marca a difusão de uma nova arte de tendência figurativa, a neofiguração. Em 1970, fundou, com Bruno Tausz, o Centro de Pesquisa de Arte no Rio de Janeiro. Participou da Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1961, 1963, 1965) e da Bienal de Veneza (1952, 1954, 1962, 1966). PONTUAL, PÁG 486; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 605; ARTE NO BRASIL, PÁG. 840; LEONOR AMARANTE, PÁG. 26; MEC VOL. 4, PÁG. 221; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 899.



376 - SONIA EBLING (1926 - 2006)

Mulher com violão - escultura em bronze - 24 x 11 x 10 cm - assinado -
Ex coleção Sebastião Alves - Bragança Paulista - SP. -

Nascida em Taquara, RS, SONIA EBLING consagrou-se como escultora e pintora. Participou da I Bienal de São Paulo. Premiada com viagem ao exterior no I SNAM. Morou em Paris 15 anos, onde frenquentou ateliês de artistas importantes e onde aperfeiçoou a sua importante e bela obra. MEC, vol. 2, pág. 89; PONTUAL, pág. 187; JULIO LOUZADA, vol 13, pág. 119; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 720; ARTE NO BRASIL, pág. 868; RGS, pág. 454.



377 - ATTILIO PRATELLA (1856 - 1932)

Pescadores - óleo sobre tela - 50 x 68 cm - centro inferior -

Este excepcional pintor italiano nasceu em Lugo, na Romagni no dia 11 de abril de 1856. Ativo na cidade de Nápolis onde pintou fantásticas paisagens e marinhas de uma realidade sensível, suas obras muito apreceiadas, são disputadas em leilões realizados nas principais cidades da Europa. O autor consta do acervo de museus da Itália e outro países europeus. BENEZIT, vol. 8, pág. 472; MAYER/83, pág. 987; BOLAFFI, nº 12, pág. 280; ART PRICE ANNUAL/2000, pág. 2020.



378 - DÉCIO VILARES (1851 - 1931)

Rosto - sépia - 18 x 11 cm - canto inferior esquerdo - 5/4/1902 -
Com dedicatória. Ex coleção José Adolpho da Silva Gordo, São Paulo - SP. -

Pintor, retratista, fez da figura feminina o seu tema predileto. Criou a bandeira da República, substituindo o escudo pelo Cruzeiro do Sul e acrescentando o lema positivista " Ordem e Progresso" . Dedicou-se também à escultura. ARTE NO BRASIL vol.2, pág.1060; PONTUAL, pág.542; MEC vol.4, pág. 478; TEIXEIRA LEITE, pág. 526; ITAÚ CULTURAL.



380 - MARIO GRUBER (1927 - 2011)

"Fantasiado de vermelho" - óleo sobre tela - 80 x 70 cm - canto inferior direito e dorso - 2006 -
Com certificado de autenticidade, firmado pelo autor em 5 de Abril de 2008. -

Pintor, desenhista, gravador, escultor, muralista - Mário Gruber Correia nasceu em Santos, SP. Autodidata, começou a pintar em 1943. Mudou-se para São Paulo em 1946 e matriculou-se na Escola de Belas Artes, onde foi aluno do escultor Nicolau Rollo. Em 1947, ganhou o primeiro prêmio de pintura na exposição do grupo ’19 Pintores’. No ano seguinte realizou sua primeira exposição individual e passou a estudar gravura com Poty e a trabalhar com Di Cavalcanti. Recebeu bolsa de estudo em 1949, foi morar em Paris, onde estudou na ‘École Nationale Supérieure des Beaux-Arts’ com o gravador Édouard Goerg e trabalhou com Candido Portinari. Retornou ao Brasil em 1951 e fundou o Clube de Gravura (posteriormente Clube de Arte) em sua cidade natal, onde voltou a residir. Foi professor de gravura no Museu de Arte Moderna de São Paulo em 1953 e na Fundação Armando Álvares Penteado entre 1961 e 1964. De 1974 a 1978, morou em Paris, depois, ao retornar ao Brasil, morou em Olinda, Pernambuco. Em 1979, montou ateliê em Nova York. De volta a São Paulo, realizou obras de grande porte em espaços públicos como a estação Sé do Metrô e o Memorial da América Latina. Além de ter realizado muitas exposições individuais, participou de várias mostras e salões oficiais: Salão Paulista de Arte Moderna; Panorama da Arte Moderna Brasileira; Bienal Internacional de São Paulo e na França, Espanha, Estados Unidos, Colômbia, Holanda, Finlândia, Alemanha. PONTUAL, PÁG. 253; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 370; MEC, VOL. 1, PÁG. 466; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 448; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.649; ARTE NO BRASIL, PÁG. 803; LEONOR AMARANTE, PÁG. 376; ACERVO FIEO.



381 - RENOT (1932)

"Pronta para a festa" - acrílico sobre tela - 84 x 75 cm - canto superior direito e dorso - 2008 -
Esta obra participou da exposição do artista na Pizzaria Cristal em Agosto de 2008. -

Pintor, desenhista, gravador e tapeceiro, Reinaldo Eliomar de Freitas Marques da Silva nasceu em Santa Luzia, Bahia. Assina Renot. Autodidata, começou a pintar em 1957 e, em 1964, com a inauguração da Galeria Quirino, em Salvador, iniciou sua formação artesanal. Tornou-se amigo de vários intelectuais e artistas baianos entre os quais Jenner Augusto, Jorge Amado e Manuel Quirino. Quirino, com quem trabalhou, foi também o seu mestre na arte de tecer (1964). Foi responsável pelos calendários-tapeçaria que fez para a Basf e Bosh do Brasil em 1977. Realizou muitas exposições individuais em: Salvador, BA (1970, 1971, 1972, 1977); Porto Alegre, RS (1970); Rio de Janeiro (1971, 1974); São Paulo (1972, 1973, 1975 a 1978, 1982); Hamburgo, Alemanha (1971); Londres, Inglaterra (1972); Barcelona, Espanha (1974); Genebra, Suíça (1974); Buenos Aires, Argentina (1975); Paris, França (1976); Estados Unidos (1978, 1980). Participou de várias coletivas e mostras oficiais pelo Brasil e exterior. Atua também como perito, marchand e organizador de leilões. JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 816; VOL. 7, PÁG. 590; ITAU CULTURAL; MEC VOL. 4, PÁG. 53; web.artprice.com.



382 - ADRIANO GAMBIM (1983)

"Estação da Luz" - serigrafia - 10/30 - 20 x 20 cm - canto inferior direito - 2014 -
Reproduzido no catálogo do "70° Salão Ararense de Artes Plásticas" de 2012. Obra ganhadora da Medalha de Bronze do respectivo salão. -

Pintor, desenhista, gravador e professor. Sua formação artística foi na UNIMESP e UNESP, São Paulo. Realizou exposições individuais em Guarulhos (2008, 2009, 2010, 2011) e tem participado de várias mostras coletivas e Salões oficiais, destacando-se: Guarulhos, SP (2007 a 2013); Araras, SP (2013); Brasília, DF (2013); Araraquara, SP (2012); Curitiba, PR (2012); Ribeirão Preto, SP (2010); Santo André, SP (2010); Santos, SP (2011); Ceará (2012); Espanha (2005 a 2008, 2013); México (2009); Itália (2007, 2009); Japão (2008); Romênia (2007, 2010). Foi premiado em: Guarulhos, SP (2007 a 2009, 2011); Mairiporã, SP (2011); Espanha (2011); Araraquara, SP (2010, 2012); Araras, SP (2012). artesvisuaisguarulhos.blogspot.com.br, web.artprice.com.



383 - INGRES SPELTRI (1940)

"Série Fósseis - Opus 21314" - óleo sobre tela - 80 x 85 cm - canto inferior direito e dorso - 1997 -

Nasceu em Jau, São Paulo, em 20/01/1940. Pintor, desenhista, escultor, gravador e professor. Apresentando uma pintura de fases bem demarcadas, onde as possibilidades plásticas do cubismo, do construtivismo e do concretismo foram exploradas com paixão e rigor de pesquisa, o autor tem percorrido um rico itinerário em sua incessante buscar de universo expressivo e de uma linguagem pictórica definitiva. O autor é professor titular da Escola Panamericana de Arte, SP. JULIO LOUZADA, vol 1, pág 937; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



384 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulata e pássaros - serigrafia - 13 x 23 cm - centro superior na tela serigráfica -
Obra impressa por Ateliê Mário Della Parra - Serigrafias - Rio de Janeiro, RJ. -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



385 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Portão - óleo sobre tela - 46 x 38 cm - canto inferior direito ilegível - 1979 -



386 - BENEDITO JOSÉ DE ANDRADE (1906 - 1979)

Lago - óleo sobre tela - 60 x 120 cm - canto inferior direito -

Através de sua arte obteve destaques e prêmio nas exposições em que participou, como o SPBA, onde foi agraciado com o Prêmio Costa Ribeiro. Recebeu Medalha de Bronze em 1948 e Pequena Medalha de Prata em 1949. Mais tarde em 1951, conquistou o Prêmio Prefeitura de São Paulo. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, onde foi aluno de Viggiani, Panelli e Enrico Vio. Além do SPBA, participou e também obteve premiações no Salão de Belas Artes e no Salão de Santos. Colecionadores particulares do Brasil e do exterior possuem obras suas. JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 57; MEC, vol. 1, pág. 80; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



387 - MAPA

Mapa da América do Sul - litografia aquarelada - 41 x 33 cm - 1850 -
Executado Thomas C. O. Cowperthwait. -



388 - FAYGA OSTROWER (1920 - 2001)

Composição - gravura - 61/110 - 26 x 48 cm - canto inferior esquerdo - 1966 -

Gravadora, pintora, desenhista, ilustradora, teórica da arte e professora. Natural de Lodz, Polônia. No Brasil, Rio de Janeiro, desde a década de 1930. Cursa artes gráficas na Fundação Getúlio Vargas, em 1947, onde estuda xilogravura com Axl Leskoschek e gravura em metal com Carlos Oswald, entre outros. Em 1969, a Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro publica um álbum de gravuras realizadas entre 1954 e 1966. Dentre as muitas coletivas de que participou, no País e no exterior, destacamos as seguintes nacionais: 1ª Bienal Internacional de São Paulo (1951); Exposição Nacional de Arte Abstrata (1953) e, Salão Preto e Branco (1954). MEC. Vol.3, pág.303; JULIO LOUZADA, pág.234; PONTUAL, págs.395 e 396.; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 606; ARTE NO BRASIL, pág. 840; LEONOR AMARANTE, pág. 28; Acervo FIEO.



389 - TARSILA DO AMARAL (1890 - 1973)

Paisagem - desenho a nanquim - 16 x 20 cm - canto inferior direito -

Pintora e desenhista, Tarsila do Amaral nasceu em Capivari, SP e faleceu em São Paulo. Estudou escultura com William Zadig e com Mantovani, em 1916, na capital paulista. No ano seguinte teve aulas de pintura e desenho com Pedro Alexandrino, onde conheceu Anita Malfatti. Ambas tiveram aulas com o pintor Georg Elpons. Em 1920 viajou para Paris e estudou na ‘Académie Julian’ e com Émile Renard. Ao retornar ao Brasil formou em 1922, em São Paulo, o Grupo dos Cinco, com Anita Malfatti, Mário de Andrade, Menotti del Picchia e Oswald de Andrade. Em 1923, novamente em Paris, frequentou o ateliê de André Lhote, Albert Gleizes e Fernand Léger. Foi a criadora de duas das principais tendências ou movimentos de nossa arte nacionalista: o Pau Brasil e o Antropofagia. A convite da Comissão do IV Centenário de São Paulo fez, em 1954, o painel ‘Procissão do Santíssimo’ e, em 1956, entregou ‘O Batizado de Macunaíma’, sobre a obra de Mário de Andrade, para a Livraria Martins Editora. A retrospectiva Tarsila: 50 Anos de Pintura, organizada pela crítica de arte Aracy Amaral e apresentada no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo , em 1969, ajudou a consolidar a importância da artista. TEODORO BRAGA, PÁG. 220; REIS JR., PÁG.388; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 365; MEC, VOL. 4, PÁG. 370; PONTUAL, PÁG. 511; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 492; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 389; ARTE NO BRASIL, PÁG. 577; LEONOR AMARANTE, PÁG. 24; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 958.



390 - INIMÁ DE PAULA (1918 - 1999)

Rua - desenho a nanquim - 30 x 22 cm - canto inferior direito - 1970 -

Mineiro de Itanhomi, Inimá, depois de prestar o serviço militar em Juiz de Fora, passou a frequentar o Núcleo Antônio Parreiras (que no início dispunha de professores, mas logo se transformou em ateliê livre), da mesma cidade, em 1938. Integrou-se ao grupo de Bandeira e Aldemir Martins na cidade de Fortaleza (1941). No Rio frequentou o ateliê de Portinari e realizou a sua primeira individual (1948). Recebeu o prêmio viagem ao estrangeiro no I SNAM (1952), certame do qual participou por diversas vêzes até 1960. Em Paris estudou com Lothe. É um de nossos artistas mais completos. JULIO LOUZADA, vol.11, pág.152; PONTUAL, pág. 271; MEC, vol.3, pág.355; WALMIR AYALA, vol.1, págs. 401 1 404; TEIXEIRA LEITE, pág.260; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 637; ARTE NO BRASIL, pág. 870; Acervo FIEO.



391 - RENINA KATZ (1925)

"Favela" - xilogravura - 75/80 - 28 x 23 cm - canto inferior direito -

Pintora, gravadora e professora, Renina Katz é paulista. Sua arte é dominada pelo vigor e pela imaginação. MEC vol.2, pág.403/4; PONTUAL, pág. 288/9; WALMIR AYALA vol.1, pág.441; JULIO LOUZADA vol.11, pág.262; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 606; ARTE NO BRASIL, pág. 834; LEONOR AMARANTE, pág. 98, Acervo FIEO.



392 - JORGE CRESTA GUINLE (1943 - XX)

"Paisagem cósmica" - óleo sobre tela - 60 x 70 cm - canto inferior esquerdo e dorso -

Pintor nascido no Rio de Janeiro, RJ. Assinava J. Cresta Guinle e Cresta Guinle. Depois de uma primeira exposição, resultado de um autodidatismo sem conseqüência, voltou a expor, com excelentes resultados, 1973, em mostra coletiva. A esta altura já tinha recebido orientações de Roberto Magalhães. Desde então vem participando de inúmeras exposições e Salões oficiais. Individuais: Rio de Janeiro (1976 a 1979, 1984); São Paulo (1977); França (1977, 1978, 1983); Salvador, BA (1978); Cataguases, MG (1978); Niterói, RJ (1979). Coletivas: Rio de Janeiro (1973, 1977 a 1980, 1983, 1995); São Paulo ( 1977 - Bienal Internacional; 1978- I Bienal Latino Americana); França (1979); Canadá (1982, 1983). Prêmios: Rio de Janeiro (1977 a 1980, 1983). DICIONÁRIO DE PINTORES BRASILEIROS - BOZANO SIMONSEN, VOL. 1, PÁG. 38; JULIO LOUZADA, VOL. 3, PÁG. 498, VOL. 8, PÁG. 379; VOL. 10, PÁG. 407.



393 - MILTON DACOSTA (1915 - 1988)

Natureza morta - serigrafia - 11/100 - 40 x 90 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador. Milton Rodrigues da Costa nasceu em Niterói, RJ e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou estudos de desenho e pintura, em 1929, com o professor alemão August Hantv. No ano seguinte matriculou-se no curso livre de Marques Júnior, na Escola Nacional de Belas Artes. Junto com Edson Motta, Bustamante Sá e Ado Malagoli , entre outros, criou o Núcleo Bernardelli em 1931. Viajou para Estados Unidos em 1945, com o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Belas Artes do ano anterior. Na cidade de Nova York, estudou na Art's Students League of New York. Em 1946, foi para a Europa e após visita a vários países, fixou-se em Paris, onde estudou na Académie de La Grande Chaumière. Conheceu Pablo Picasso, por intermédio de Cícero Dias, e freqüentou os ateliês de Georges Braque e Georges Rouault. Expôs no Salon d'Automne (Paris) e regressou ao Brasil em 1947. Em 1949, casou-se com a pintora Maria Leontina e passou a residir em São Paulo. Realizou muitas exposições individuais e também recebeu prêmios nas Bienais Internacionais de São Paulo (1955, 1957). TEODORO BRAGA, PÁG. 163; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 229; MEC, VOL. 2, PÁG. 13; BENEZIT, VOL. 3, PÁG.315; ITAU CULTURAL; PONTUAL, PÁG. 155; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; ACERVO FIEO.



394 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

Nu - escultura em bronze - 28 x 18 x 22 cm - assinado -

Escultor e pintor paulista, iniciou seus estudos de escultura em Roma 1920/1922. Mais tarde tornou-se aluno de Maillol, em Paris, onde também frequentou as academias Ranson e de La Grande Chaumière, em 1936. É considerado o maior escultor nacional. MEC, vol.2, pág. 250/1; PONTUAL, pág. 237/8; MAYER/84, pág. 1333; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 587; ARTE NO BRASIL, pág. 715; LEONOR AMARANTE, pág. 18.



395 - NAIR HERMES DA FONSECA (1886 - 1981)

Figura - desenho a carvão e aquarela - 19 x 16 cm - canto inferior esquerdo -

Nasceu na cidade do Rio de Janeiro e faleceu na cidade de Niterói-RJ. Também conhecida como Nair de Teffé, assinava RIAN (caricaturas) e Nair Hermes da Fonseca (pinturas). Filha do Barão de Teffé e esposa do Marechal e Presidente da República Hermes da Fonseca, levou uma vida agitada e exótica, principalmente se considerarmos sua filiação aristocrática e a posição de mulher em seu tempo. Publicou suas caricaturas na revista Fon-Fon a partir de 1909. A partir de 1910, nessa mesma revista, publica a série de charges intitulada Galeria das Elegâncias, onde retratava personalidades femininas da época. Foi estimuladora do maxixe como gênero musical e dança, escadalizando a sociedade de seu tempo. Ilustrou o livro The Beautiful Rio de Janeiro, editado em Londres. Fez ainda caricaturas para a série de crônicas de Oto Prazeres, reunidas no livro Petrópolis, a Encantadora. Em 1989, A República no Traço de Rian, exposição intinenrante das suas obras percorreu lo Norte e Nordeste e em 1990, a mesma exposição ocorreu no Museu Histórico Nacional-RJ, além de salões no Sul e no Sudeste. JULIOLOUZADA, vol 5 pág 385; História da Caricatura no Brasil, pág. 1266.



396 - SONIA MENNA BARRETO (1953)

"The art book" - giclée - 200/500 - 25 x 30 cm - canto inferior direito -

Nascida Sônia Regina Gomes Menna Barreto de Barros Falcão, no dia 5 de novembro de 1953, na cidade de São Paulo-SP. Cursou desenho com Waldemar da Costa e pintura com Luiz Portinari, no Centro de Artes Cândido Portinari e, com Jorge Mori, assimila a técnica do óleo sobre linho e a veladura ou "glacis" utilizada pelos mestres clássicos do passado. Sobre a obra da artista, assim escreveu Flávio de Aquino, no catálogo da sua exposição na Galeria André, SP, 1989: "Sônia Regina Gomes Menna Barreto de Barros Falcão, ou simplesmente Menna Barreto - assina obras-primas em pequenos formatos, como miniaturas. Pouco conhecida, surge agora como a grande novidade da pintura fantástica brasileira. Menna Barreto dá uma conotação hiper-realista, mas sem colagens ou assemblagens. Sua arte tem um clima misterioso de castelos fantasmas ou de fragmentos de Paris, com suas ruas e casas. Seu valor reside no caráter arquipoético das obras. " ITAU CULTURAL



397 - MAURICIO ARRAES (1956)

Cidade vista do alto - óleo sobre tela - 75 x 100 cm - canto inferior direito - 1988 -

Pintor, desenhista e cenógrafo, Maurício Arraes de Alencar nasceu em Recife, PE. Durante o tempo de exílio do pai, Miguel Arraes, o pintor viveu entre a Argélia e a França, onde cursou Sociologia da Arte em Paris. Quando regressou ao Brasil, em 1978, passou a se dedicar exclusivamente às artes plásticas. Realizou exposições individuais em: Recife, PE (2011, 2012) e participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais no: Rio de Janeiro (1978, 1981, 1982, 1985); Curitiba, PR (1979); Salvador, BA (1988); Olinda, PE (1989); São Paulo (2011). ITAU CULTURAL; www.mauricioarraes.com; fernandomachado.blog.br/um-sucesso-o-vernissage-de-mauricio-arraes.



398 - IRINEIDE KLOCKNER (1961)

Composição - óleo sobre tela - 60 x 40 cm - canto inferior direito -

Pintora nascida em Maringá, PR. Já morou em Portugal onde aprimorou suas técnicas artísticas e atualmente reside em Maringá.



399 - DENES CSANKY (XIX - XX)

Paisagem - aquarela - 11 x 19 cm - canto inferior direito - 1945 -

Pintor húngaro, estudou em Paris com Jean Paul Laurenz. Expôs seus trabalhos na Europa e na América, tendo também participado de salões internacionais recebendo premiações. De 1924 a 1935 foi diretor do Museu de Budapeste e de 1935 a 1945 foi diretor do Museu das Artes Instrutivas da Hungria. O Museu Histórico Municipal de Budapeste possui mais de 700 aquarelas de sua autoria.



400 - INNOCÊNCIO BORGHESE (1897 - 1985)

"Sítio do Zé Reis" - óleo sobre eucatex - 36 x 47 cm - canto inferior direito e dorso - 1970 - Guarulhos -

Pintor e professor paulista, participante do Salão Paulista de Belas Artes, de 1935 a 1961. Diversas exposições individuais e coletivas, com muitas premiações. Pintou muitas paisagens tendo como tema a cidade de São Paulo. TEODORO BRAGA, pág 56; MEC, vol. 1, pág. 251; Acervo FIEO.



401 - HANS STEINER (1910 - 1974)

"Amanhecer" - gravura - 14/100 - 41 x 32 cm - canto inferior direito -

Natural da Áustria, veio ainda jovem para o Brasil. Pintor, desenhista e gravador, estudou no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro. Foi discípulo de Eurico Alves e Carlos Oswald, que teve influência decisiva na sua vida. Participou de numerosas exposições coletivas no Rio de Janeiro, de 1937 a 1941. Expôs em Viena, na Áustria. MEC. vol. 4, pág. 341



402 - JOSÉ PAULO MOREIRA DA FONSECA (1922 - 2004)

"Portal barroco verde" - óleo sobre tela - 33 x 24 cm - canto inferior direito e dorso - 1962 - Rio de Janeiro -

Pintor, advogado, filósofo e poeta, nascido e falecido no Rio de Janeiro. Autodidata, dedicou-se à pintura a partir de 1950. Realizou várias exposições individuais em São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Alemanha, Portugal, Inglaterra, Áustria, Estados Unidos, México e participou de muitas mostras e Salões oficiais pelo Brasil e Europa. MEC, VOL. 2, PÁG. 183; WALMIR AYALA VOL. 1, PÁG. 423 A 427; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 268; ITAU CULTURAL, ACERVO FIEO.



403 - JOSÉ ANTONIO MORETO (1938)

Paisagem - óleo sobre eucatex - 24 x 40 cm - canto inferior esquerdo - 1990 -

Natural de Pederneiras, SP, onde nasceu em 14/7/1938. Seu principal mestre e orientador foi Aldo Cardarelli. Fixou-se em Campinas, onde seu talento paisagista é bem reconhecido. Sua pintura é neo-clássica, e produz paisagens, marinhas, naturezas-mortas e figuras. JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 694; ITAU CULTURAL, Acervo FIEO.



404 - GERSON DE SOUZA (1926 - 2008)

Menino - óleo sobre cartão - 36 x 27 cm - canto inferior esquerdo - 1962 -

Pintor. Autodidata. Fixou-se no Rio de Janeiro, onde exerceu a profissão de carteiro dos Correios, e onde começou a pintar em 1950. Participou da V Bienal de São Paulo, de vários Salões Nacionais e exposições coletivas no exterior. Várias individuais e coletivas no País. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 127; PONTUAL, pág. 236/237; MEC, vol. 2, pág. 248; TEIXEIRA LEITE, pág. 220; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 347, Acervo FIEO.



405 - FANG, CHEN KONG (1931 - 2012)

Casario - litografia - II/IV - 34 x 49 cm - canto inferior direito - 1991 -

Pintor, desenhista e gravador. Ativo em São Paulo, estudou com Y. Takaoka; expôs nos Salões de Belas Artes de São Paulo e do Rio de Janeiro, obtendo diversas premiações. Tem obras em coleções particulares e na Pinacoteca de São Paulo. MEC, vol. 2, pág. 124; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 366; TEIXEIRA LEITE, pág. 189; PONTUAL, pág. 201.; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



406 - AGI STRAUS (1926)

Nu - técnica mista - 26 x 20 cm - canto inferior esquerdo -

Pintora, desenhista e gravadora. Vindo residir em São Paulo, aqui estudou com Darel e Poty, no Museu de Arte de São Paulo, dedicando-se, também, ao aperfeiçoamento na pintura e técnica do afresco com Gaetano Miani. Recebeu no SPAM diversas premiações. Desde 1955 vem realizando exposições individuais em São Paulo e no exterior. A respeito de seus trabalhos, por volta de 1964, disse José Geraldo Vieira serem eles realizados com "sensibilização prévia do suporte, seja pergaminho, tela ou duratex, para conseguir texturas de fundo, impregnação, relevo e matéria. Para tanto a artista suplica a superfície a fim de tranformá-la em bossagem adequada (...) resultam sugestões híbridas, espaciais e telúricas, mas sempre expressionistas por causa da desagregação cromática e dos efeitos de microgeografia ou siderais". JULIO LOUZADA,vol. 11, pág. 312; MEC, vol. 4, pág 343/44; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 355; PONTUAL, pág. 506; TEIXEIRA LEITE, pág. 488; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



407 - LYDIA LANTERY (XX)

Jardim - óleo sobre tela - 70 x 50 cm - canto inferior direito -

Pintora e professora nascida na França. Assina Lantery. Ainda menina mudou-se para Santos, SP, com a família. Retornou à Europa para estudar pintura e desenho na Escola de Belas Artes de Paris. Foi lecionar pintura em Lyon onde, juntamente com Esquivel - pintor espanhol com quem veio posteriormente a se casar, fundou o Núcleo de Estudos da Escola Francesa de pintura Contemporânea. Voltou ao Brasil em 1959, lecionou na Escola de Belas Artes do Rio de Janeiro e, em 1975, cursou a Associação Paulista de Belas Artes e teve como mestres: Collet Pujol, Aurélia Cavalcanti e Eldine Lopper. Frequentou também os ateliês de Salvador Rodrigues Jr e Satie Kawagushi. Realizou exposição individual na Assembléia Legislativa de São Paulo em 1998. Participou de diversos salões oficiais no interior de São Paulo, nas cidades de: Amparo, Atibaia, Matão, Ribeirão Preto, Araras, Piracicaba, Diadema, Limeira e no estado do Rio de Janeiro. Recebeu os prêmios: Honra ao Mérito na coletiva do Espaço Cultural Astra e Medalha de Prata pela Secretaria de Cultura, Esportes e Turismo de Diadema. JULIO LOUZADA VOL. 5, PÁG. 552; www.catalogodasartes.com.br.



408 - SHEILA BRANNINGAN (1914)

Composição - pastel - 20 x 27 cm - canto inferior direito - 1968 -

Artista inglesa, nascida em Chester, e radicada entre nós (São Paulo), a partir de 1957, onde já no ano seguinte expunha na Bienal da cidade. Participou do SNAM, com premiação. Em 1961 expõe individualmente no MAM-SP, integrando no mesmo ano a representação brasileira na VI Bienal de Tóquio. Sua pintura é abstrata, finamente elaborada e se destacando pelo cromatismo e pelo acentuado jogo de texturas. TEIXEIRA LEITE, pág. 84; PONTUAL, pág. 106/107; MEC, vol. 1, pág. 292; JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 139; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 692.



409 - PIETRINA CHECCACCI (1941)

"Summer rose" - serigrafia - P. C. - 29 x 32 cm - canto inferior direito - 1987 -

Nasceu em Taranto, Itália. Pintora e desenhista. Vindo para o Brasil em 1954, fixou-se no Rio de Janeiro. Formou-se no curso de pintura da antiga ENBA em 1964. Apresentando seus trabalhos desde 1961, participou, entre outras mostras coletivas, dos XII, XIII, XIV, XV, XVII, XVIII SNAM (entre 1963 e 1969), Exposição Geral de Belas Artes do IV Centenário (GB, 1965), Prêmio Homenagem a Dante (Piccola Galeria, GB, 1965) I e II SEAJ (1965 e 1968), I Salão de Abril (Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, 1966), XXIV Spar. BA (1967 / segundo prêmio de pintura) e XXII e XXIII SMBABH (1967 e 1968). Expôs individualmente no Instituto de Belas Artes (GB, 1961), nas galerias Varanda (GB, 1966), Grupiara (Belo Horizonte, 1966), Celina (Juiz de Fora, 1966), Concivivium (Salvador, 1967), da Cultura Francesa (Porto Alegre, 1968) e Atelier de Arte (Belo Horizonte, 1969), bem como na Petite Galerie (GB, 1968), apresentando nesta última seus estandartes. PONTUAL, pág. 133; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 203; MEC, vol. 1, pág. 435; WALTER ZANINI, pág. 740; ITAÚ CULTURAL. Acervo FIEO.



410 - MODESTO BROCOS Y GOMES (1852 - 1936)

"Frei Antônio de Arrabida" - gravura - 23 x 16 cm - não assinado -

Pintor, desenhista, gravador e professor, nascido em Santiago de Compostela, Espanha, a 9 de fevereiro de 1852, e falecido na cidade do Rio de Janeiro, onde era radicado e ativo, no dia 28 de novembro de 1936. Era brasileiro naturalizado. Estudou com Vitor Meireles e Zeferino da Costa, na Academia Imperial de Belas Artes-RJ (até 1875). Em Paris estudou com Henri Lehmann. Em 1952, o MNBA-RJ organizou importante retrospectiva de sua obra, por ocasião do centenário do seu nascimento. JULIO LOUZADA vol.10, pág. 144; MEC vol.1, pág. 297; PONTUAL, pág. 91; TEIXEIRA LEITE, pág. 88; WALMIR AYALA vol.1, pág.134; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 418; 602.



411 - EMANOEL ARAÚJO (1940)

Composição - litografia - 78/140 - 34 x 43 cm - canto inferior direito -

Gravador e escultor, o baiano Emanuel Araújo estudou com Henrique Oswald e expõe individualmente desde 1960, já tendo mostrado sua obra em inúmeras cidades do Brasil, Europa, Estados Unidos e Extremo Oriente. Foi Diretor da PINACOTECA do Estado de São Paulo, cujo cargo exerceu com extrema competência. TEIXEIRA LEITE, pág. 190; MEC, vol. 2, pág. 143; PONTUAL, pág. 37; JULIO LOUZADA, vol 1, págs. 68/69 e vol. 11, pág. 18; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 846; WALTER ZANINI, pág. 770; Acervo FIEO.



412 - ITIBERÊ MASSULO (1956)

Ponte dos Açorianos - Porto Alegre - óleo sobre tela - 82 x 66 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista e arquiteto nascido em Porto Alegre, RS. Assina Massulo. Cursou arquitetura em Porto Alegre. Em 1983 frequentou o ateliê de Alice Brueeggmann e veio para São Paulo onde desenvolveu trabalho em desenho de mobiliário. Em 1987 mudou-se para Chapecó, SC. Exposições individuais: Gravataí, RS (1975, 1981); Brasília, DF (1982); Chapecó, SC (1987). Coletivas: Porto Alegre (1974); São Paulo (1982, 1989). Foi premiado em 1973 no Salão do Jovem Artista, RS. JULIO LOUZADA VOL. 4, PÁG. 704.



413 - BELMONTE, BENEDITO BASTOS BARRETO (1887 - 1947)

Figura - desenho a nanquim - 41 x 30 cm - canto inferior direito -

Nascido em São Paulo. Desenhista, caricaturista e jornalista. Depois de estrear na imprensa ilustrada em 1912, popularizou-se com a criação do personagem Juca Pato, na Folha da Noite, de São Paulo. Na Folha da Manhã , de São Paulo, apresentou, de 1936 em diante, diversas caricaturas de campanha contra o nazismo. Além dos álbuns de desenhos que publicou - como Angústias do Juca Pato (1926), O Amor através dos Séculos (1928) e No Reino da Confusão (1939) - ilustrou livros infantis de Monteiro Lobato. TEODORO BRAGA, pág. 49 e 50; PONTUAL, pág. 67; MEC, vl. 1, pág. 213; TEIXEIRA LEITE, pág. 69; JULIO LOUZADA, vol.10, pág. 103; CARICATURISTAS BRASILEIROS, de Pedro Corrêa do Lago, pág. 100; ARTE NO BRASIL, pág. 392; WALTER ZANINI, pág. 806; Acervo FIEO.



414 - MENASE WAIDERGORN (1927)

Favela - óleo sobre tela - 60 x 30 cm - canto inferior direito -

Romeno da cidade de Hotin, Waidergorn veio para o Brasil em 1932, onde seus pais fixaram residência em São Paulo. Ingressou na APBA, onde conheceu Mecatti, que muito o estimulou e orientou, dele assimilando a luminosidade da pintura peninsular muito a gosto do ottocento italiano. Sua pintura aborda todos os gêneros, baseadas tanto nas recordações da infância pobre como nas lembranças das viagens que fez ao norte da Africa e Europa. Participou de diversos salões e coletivas, recebendo diversas premiações JULIO LOUZADA vol.11, pág. 330; Acervo FIEO.



415 - F. SOBRALL (1955)

"Casario" - técnica mista - 40 x 30 cm - canto inferior direito - 2003 -

Pernambucano de Lagedo, onde nasceu a 15 de dezembro de 1955. Em São Paulo a partir de 1962, onde realiza seus estudos artístico, recebendo orientação de Rebolo no final da década de 70. Expôs individualmente em 1976, dando início à sua participação em inúmeras exposições coletivas, com sucesso de critica.



416 - UBIRAJARA RIBEIRO (1930 - 2002)

"Horizontais e verticais" - litografia - P. A. - 48 x 34 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, artista gráfico, arquiteto e professor paulistano, nascido em 2 de outubro de 1930. Estudou pintura e gravura nas cidade de São Paulo e Salvador, com Pedro Corona, Waldemar da Costa e Mário Cravo Jr. Para o autor a arte é a corporificação de um processo de criatividade e percepção. Expôs individualmente pela primeira vez em 1964, na Galeria Seta-SP. Dentre as coletivas, destacam-se a da FAAP-SP, em 1965, I SPAC-SP, 1969. Foi escolhido como Melhor Gravador do Ano, em 1977, pela APCA. JULIO LOUZADA vol. 11 pág. 266; ITAÚ CULTURAL.



417 - PAULO EDUARDO SAYEG (1960)

Composição - desenho a nanquim - 24 x 27 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista e gravador paulistano. Ativo em São Paulo, onde realizou diversas exposições individuais e assíduas participações em coletivas. Em 1987, foi considerado pela APCA, como o Melhor Desenhista do Ano. JULIO LOUZADA vol.3, pág.1032, Acervo FIEO.



418 - YUJI ARIMIZU (1952)

Trabalhadores - óleo sobre tela - 84 x 71 cm - canto inferior esquerdo -

Filho do artista plástico Konosuke Arimizu, o autor sempre teve um relacionamento com a pintura desde a sua infância. Interessou-se cedo pela pintura primitiva, recebendo influência de Portinari. São marcantes suas figuras, cafuzas, vestindo geralmente roupas amarelas. Expôs com premiações em São Paulo, Sorocaba, São José dos Campos, Santos, tendo participado de coletivas no exterior.



419 - RUBENS GERCHMAN (1942 - 2008)

"Tempo" - litografia - H. C. - 30 x 23 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, escultor nascido no Rio de Janeiro e falecido em São Paulo. Em 1957, freqüenta o Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro, onde estuda desenho. Faz curso de xilogravura com Adir Botelho e freqüenta a Escola Nacional de Belas Artes - Enba, entre 1960 e 1961. Em 1967, é contemplado com o prêmio de viagem ao exterior no 16º Salão Nacional de Arte Moderna e viaja para os Estados Unidos. Reside em Nova York entre 1968 e 1972. Retorna ao Brasil e faz o roteiro, a cenografia e a direção do filme 'Triunfo Hermético' e os curtas 'ValCarnal' e 'Behind the Broken Glass'. De 1975 a 1979, assume a direção da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, RJ. É co-fundador e diretor da revista 'Malasartes'. Em 1978, viaja para os Estados Unidos com bolsa da Fundação John Simon Guggenheim. Em 1982, permanece por um ano em Berlim como artista residente, a convite do Deutscher Akademischer Austauch Dienst - DAAD [Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico]. Realizou diversas exposições individuais e participou de muitas mostras oficiais no Brasil e pelo mundo recendo prêmios na Bienal de São Paulo (1965), Bienal de Salvador, BA (1966), Bienal de Cali, Colômbia (1967, 1970). JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 417; PONTUAL, PÁG. 235; TEIXEIRA LEITE, "in" A GRAVURA BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 734; ARTE NO BRASIL, PÁG. 974; LEONOR AMARANTE, PÁG. 143, MEC VOL. 2, PÁG. 246; Acervo FIEO.



420 - ALFREDO VOLPI (1896 - 1988)

Fachada - serigrafia - 92 x 46 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.



421 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Tartaruga - gravura - 64/100 - 33 x 30 cm - canto inferior direito -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



422 - CALASANS NETO (1932)

"II Itapoã céu" - xilogravura - P. A. - 47 x 32 cm - canto inferior direito - 1977 - Bahia -
Com dedicatória. -

Gravador, desenhista e pintor baiano. Foi aluno de Genaro de Carvalho e Mário Cravo Jr. . Diversas exposições realizadas. MEC, vol. 1, pág. 324; PONTUAL, pág. 98; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 149/150; JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 160; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 720; ARTE NO BRASIL, pág. 846.



423 - BENEDITO LUIZI (1933)

Paisagem - óleo sobre tela - 27 x 35 cm - canto inferior direito - 1965 -

Pintor ativo em São Paulo. Participou do SPBA de 1960, recebendo menção honrosa e grande medalha de prata, em 1963. MEC, vol.2, pág. 512.



424 - HENRIQUE BOESE (1897 - 1982)

Composição - litografia - 3/100 - 68 x 40 cm - canto inferior direito - 1965 -

Natural de Berlim, Alemanha. Pintor. Realizou seus estudos na sua cidade natal, onde foi discípulo de Kothe Kollwitz, entre os anos de 1918 e 1922. Fixou residência no Brasil em 1938, vivendo algum tempo em Caraguatatuba, no litoral paulista. Sua primeira fase foi dedicada 'a pintura expressionista, voltando-se mais tarde para o abstracionismo, gênero em que se fixou e o consagrou. Participou da II, III, V 'a IX Bienal de São Paulo, entre 1953 e 1967, premiado com Isenção do Júri. Realizou exposições individuais no MAM-SP, nas Galerias Seta, São Luiz e Astreia, todas em São Paulo. Participou de exposição em Hamburgo. na Alemanha. JULIO LOUZADA vol. 10 pág. 121; PONTUAL, pág. 78; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 697.



425 - JOSÉ BENEVENUTO MADUREIRA (1903 - 1976)

Paisagem - óleo sobre cartão - 16 x 24 cm - canto inferior direito -

Nascido em Sorocaba / SP, radicou-se em Santos onde foi ativo em sua arte. Estudou com Campos Ayres e Enrico Vio. Participou de coletivas no Salão Paulista de Belas Artes / SP, Salão Nacional de Belas Artes / RJ e Salão de Belas Artes / Santos/SP, tendo recebido diversos prêmios. Tem obras na Pinacoteca do Estado de São Paulo, Palácio e Prefeitura de São Paulo. MEC, vol. 3, pág. 36; JULIO LOUZADA, vol.1, pág. 566, Acervo FIEO.



426 - IVALD GRANATO (1949)

Figuras - litografia - P. A. - 30 x 40 cm - canto inferior direito - 1997 -

Pintor e desenhista. Natural de Campos, RJ, onde viveu até 1966. Estudou com Robert Newman, ingressando em 1967 na Escola de Belas Artes da Universidade do Rio de Janeiro. Em 1968 participa do grupo de vanguarda "Nova Figuração Brasileira". Sua atividade artística desde a década de 60 revela a influência do conceitualismo de Duchamp, mais cerebral do que pictórico, e da "body art", de Joseph Beyus. PONTUAL, pág. 248; TEIXEIRA LEITE, pág. 228; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág.740; ARTE NO BRASIL, pág. 974; LEONOR AMARANTE, pág. 267; Acervo FIEO.



427 - CALISTO CORDEIRO, DITO K.LIXTO (1877 - 1957)

Reunião - desenho a nanquim - 20 x 28 cm - canto inferior esquerdo -

Desenhista, caricaturista e pintor. Estudou na ENBA. Desenhou o primeiro sêlo de impôsto de consumo impresso no Brasil. Sua atividade de caricaturista durou mais de 30 anos, com intensa colaboração em jornais e revistas do Rio de Janeiro, tais como O Riso, D. Quixote, Carêta, A Semana Ilustrada, Fon-Fon!, Ilustração Brasileira, A Caricatura, O Cruzeiro, O Tagarela, O Malho e tantas outras. Participou de diversos certames do gênero. Sua excepcional obra é até hoje objeto de estudo por especialistas, que não se cansam de lhe tecer elogiosas críticas. PONTUAL, pág. 291; JULIO LOUZADA vol 12 pág. 218; WALTER ZANINI, pág. 806; ARTE NO BRASIL; HISTÓRIA DA CARICATURA NO BRASIL, pág. 1014.



428 - TORQUATO BASSI (1880 - 1967)

Cais - óleo sobre tela colada em eucatex - 22 x 30 cm - canto inferior esquerdo -

Nascido em Ferrara / Itália, veio para o Brasil ainda muito jovem, fixando-se em São Paulo, onde desenvolveu sua vida artística. Participou durante anos do Salão de Belas Artes do Rio de Janeiro, Salão Paulista de Belas Artes e de mostras de pintores italianos. Tem obras na Pinacoteca do Estado de São Paulo e no Museu Paulista de Belas Artes. TEODORO BRAGA, pág. 47; PONTUAL, pág. 58; MEC, vol. 1, pág. 188; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 89; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO, RUTH TARASANTCHI.



429 - NIWA SHIRO (1934)

Composição - óleo sobre tela - 50 x 50 cm - canto inferior esquerdo - 1978 -

Pintor nascido em Okazaki - Honshu, Japão. Veio para o Brasil em 1958, fixando-se em São Paulo onde integrou o Grupo Sakai do Embu. Exposições individuais: São Paulo (1970, 1973, 1974); Teresópolis, RJ (1972); Ystad, Suécia (1974); Paris, França (1974). Participou de mostras e Salões oficiais em São Paulo nos anos de 1974, 1975, 1976, 1977 a 1979. Foi premiado, em 1978, no VII Salão Bunkyo, SP. MEC VOL. 4, PÁG. 242; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 6, PÁG. 792.



430 - JOSÉ SIMEONE (1930 - 2009)

Paisagem - óleo sobre madeira - 19 x 33 cm - canto inferior direito - 1977 -

Pintor paulistano ligado à arte figurativa, com características impressionistas. Seu estilo se aproxima dos oitocentistas italianos e franceses, sendo que o crítico Pietro Maria Bardi também identificava em sua obra influências do grupo Santa Helena. Proveniente de família de artistas pintores (Angelo e João Simeone). Participa de coletivas a partir de 1962 (já com premiação). MEC, vol. 4, pág. 285; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 923; TEIXEIRA LEITE, pág. 482; Acervo FIEO.



431 - ALFREDO VOLPI (1896 - 1988)

Bandeirinhas - litografia off set - 88/200 - 45 x 60 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.



432 - SAMIRA DARWICHE (1945)

"Marítma II" - óleo sobre tela - 90 x 111 cm - centro inferior e dorso -

Nasceu em São Paulo. Pintora, gravadora e desenhista ativa em São Paulo. Expôs individualmente pela primeira vez em 1986 e coletivamente em 1984. Participou de exposições internacionais em 1977, 1978, 1986, 1989 e 1994. JULIO LOUZADA, vol.7, pág.204



433 - RENINA KATZ (1925)

Composição - litografia - 2/80 - 70 x 50 cm - canto inferior direito - 1984 -

Pintora, gravadora e professora, Renina Katz é paulista. Sua arte é dominada pelo vigor e pela imaginação. MEC vol.2, pág.403/4; PONTUAL, pág. 288/9; WALMIR AYALA vol.1, pág.441; JULIO LOUZADA vol.11, pág.262; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 606; ARTE NO BRASIL, pág. 834; LEONOR AMARANTE, pág. 98, Acervo FIEO.



434 - TOMIE OHTAKE (1913)

Composição - gravura - 4/100 - 94 x 66 cm - canto inferior direito - 1987 -

Importantíssima pintora, nascida em Kyoto, Japão, e radicada no Brasil desde 1936, País que adotou inclusive a cidadania. Iniciou-se artisticamente a partir de 1950, com o pintor japonês visitante Keiya Sugano. Ligou-se ao Grupo Seibi, em cujos salões obteve diversas premiações. Participou ainda por várias vezes, com premiações, do SPAM e do SNAM. MEC, vol. 3, pág. 323; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 791; BENEZIT, vol. 7, pág. 791; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 140/141; PONTUAL, pág. 390; ART PRICE ANNUAL 1990, pág. 1464; TEIXEIRA LEITE, pág. 362/3/4; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 939; LEONOR AMARANTE, pág. 170; WALTER ZANINI, pág. 693; Acervo FIEO.



435 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Nu - escultura em bronze - 23 x 13 x 7 cm - ilegível -



436 - ELIZABETH CORTELA (1950)

Composição - litografia - 89/90 - 50 x 35 cm - canto inferior direito - 1995 -

Elizabeth Cortella Oliveira Lima. Assina Elizabeth Cortella. É natural de São Paulo, SP. Participou de diversas exposições e Salões oficiais como: em 1984 - São Paulo (Itu, Ribeirão Preto, São Paulo); Roma, Itália; em 1985 - Piracicaba, SP; Estocolmo, Suécia; em 1986 - São Paulo (Santo André, Ribeirão Preto, Prudente, Franca, Piracicaba), Paraná; em 1987 - Chile (Valparaiso), São Paulo (Santo André, Franca, Marília); em 1988 - São Paulo (Americana, Mococa, Santo André, São Paulo), Rio de Janeiro (RJ), Brasília (DF); em 1990 - São Paulo (Ribeirão Preto, São Paulo), Paraná; em 1991 - São Paulo (SP); em 1992 - São Paulo (Jundiaí); em 1994 e 1995 - São Paulo (SP). Individuais: São Paulo, SP (1987,1993). Prêmios: Roma, Itália (1984); Prudente, SP; Franca, SP (1986); Franca, SP (1987); São Paulo, SP (1988); São Paulo, SP (1991). JULIO LOUZADA, vol. 3, pág. 291; vol. 4, pág.283; vol.13, pág. 92.



437 - MAXIMO LA MALFA (1943)

Flores - serigrafia - P. A. - 48 x 70 cm - canto inferior direito - 1994 -

Italiano de Turim (Piemonte), transferiu-se para o Brasil, fixando residência na Bahia, onde é ativo. Estudou na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UBA. Expõe individualmente desde 1986, e coletivamente a partir de 1980. JULIO LOUZADA vol.4, pág.670.



438 - EUGÊNIO ACOSTA (1896 - XX)

Flores - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior direito -

Nascido EUGÊNIO ACOSTA MEDINA. Pintor espanhol que foi ativo no Rio de Janeiro. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 274; TEODORO BRAGA; ACERVO FIEO, pág. 143.



439 - AUGUSTO RODRIGUES (1913 - 1993)

Rosto - desenho a nanquim - 57 x 45 cm - canto inferior esquerdo - 1964 -

Desenhista, caricaturista e educador, Augusto Rodrigues nasceu em Recife-PE, onde frequentou a partir de 1932, o ateliê de Percy Lau. Participou em 1934 da primeira exposição de arte moderna de Pernambuco. Desenhista e caricaturista por excelência, o artista destacou-se no Sul do País, participando de salões, coletivas e individuais, recebendo honrarias e premiações. Criou diversos personagens, amparado na visão do cotidiano das grandes cidades. MEC, vol. 4, pág. 89; PONTUAL, pág. 457; TEODORO BRAGA, pag. 43; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 602; ARTE NO BRASIL, pág. 517.



440 - JOÃO CAMARA (1944)

Figura - desenho a nanquim - 19 x 15 cm - canto inferior direito - 1965 -

Importantíssimo artista nacional, natural de João Pessoa, PB, e radicado em Olinda, PE. Pintor, desenhista e gravador, João Câmara conquistou os primeiros prêmios de pintura e de gravura nos SPMEP de 1962 E 1964. Neste último ano fundou, em companhia de artistas locais, o Atelier Coletivo de Ribeira, em Olinda. Exerceu o magistério entre 1967 e 1969, lecionando pintura no Setor de Arte da Universidade Federal da Paraíba. Suas obras, tratando de temas atuais, reúnem mensagens poéticas com uma dose de surrealismo, e que segundo o crítico Walmyr Ayala, " desmistifica toda e qualquer atitude romântica" . Walter Zanini, por sua vez, comenta (1967), que " Suas imagens encadeadas quase como um ´puzzle` parecem amalgamar deuses aztecas e ícones do baralho, assumindo ar de aquilina ´terribilitá` sobriamente derrisório." Participou de quase todas as mostras mais importantes do País, com sucesso de crítica. ITAU CULTURAL; PONTUAL, pág. 100; TEIXEIRA LEITE, pág. 100; WALTER ZANINI , pág. 754; ARTE NO BRASIL, pág. 688; Acervo FIEO.



441 - HEINZ LEINFELLNER (1911 - 1974)

Nu - desenho a lápis - 53 x 36 cm - canto inferior direito - 10/04/59 -

Escultor, desenhista, ceramista e professor nascido em Steinbruck, Styrie - Áustria. Frequentou a escola de Artes e Ofícios em Graz e a Escola de Belas Artes de Viena (1932-1933) onde foi aluno de Anton Hanak. Foi assistente de Wotruba (1947-1951), professor na escola de Artes Aplicadas de Viena (1959) e membro fundador da ‘Art Club International’ de Viena. Com esse grupo participou de muitas exposições pela Áustria e no exterior. Também participou da Bienal de Veneza (1954); da Bienal Internacional de São Paulo (1956); da exposição internacional de esculturas de Anvers - Middelheim (1959) e da Documenta de Kassel (1959). BENEZIT VOL. 6, PÁG. 553; www.ledelarge.fr; web.artprice.com.



442 - LIVROS


1)"REMBRANDT E A ARTE DA GRAVURA". CATÁLOGO. TEXTOS: EVA ORNSTEIN-VAN SLOOTEN, MARIJKE HOLTROP E PETER SCHATBORN. BRASÍLIA: SÃO PAULO: CENTRO CULTURAL BANCO DO BRASIL, 2002.
2) RAOUL DUFY: O PINTOR DA VIDA MODERNA - COLEÇÃO DO MUSEU DE ARTE MODERNA DA CIDADE DE PARIS". CATÁLOGO. COORDENAÇÃO DOMINIQUE GAGNEUX (PARIS) E REJANE CINTRÃO (SÃO PAULO). SÃO PAULO: MUSEU DE ARTE MODERNA, 1999.
3) "THE ART OF WATERCOLOURS". FIONA E ISLA HACKNEY. LONDRES: NEW BURLINGTON, 1993.
4) "DAS TAL DER LOIRE". FOTOGRAFIA: JAROSLAV PONCAR. TEXTO: JEHAN DESPERT. EDIÇÃO ALEMÃ: EMONS VERLAG, 1997.
5) "HENRI ROUSSEAU". DORA VALLIER. PARIS: FLAMMARION, 1970.



443 - GUIDO TOTOLI (1937)

Paisagem - óleo sobre tela - 50 x6 0 cm - canto inferior direito -

Italiano, radicado no Brasil, Totoli é acima de tudo ótimo paisagista e pintor de figuras, fazendo uso de uma cor e de uma pincelada vivas e truculentas. Tem se dedicado com muita felicidade às cerâmicas. MEC, vol.4, pág. 408; JULIO LOUZADA, vol.11, pág. 325, Acervo FIEO.



444 - RUBENS IANELLI (1953)

Composição - serigrafia - 97/100 - 65 x 47 cm - canto inferior direito - 2010 -

Pintor, desenhista, escultor, designer, ilustrador e médico, Rubens Vaz Ianelli nasceu em São Paulo. Filho do artista plástico Arcangelo Ianelli e sobrinho de Thomaz Ianelli, pintor e aquarelista, Rubens é autodidata, mas teve uma estreita ligação com as artes desde a infância. Destaca-se, ao longo de sua carreira, a partir da década de 1970, a ativa participação nos Salões oficiais do país onde obteve muitos prêmios: São Caetano do Sul, SP (1972, 1973, 1981); Santos, SP (1973); Santo André, SP (1973); Rio Claro, SP (1981); Rio de Janeiro, RJ (1988); São Paulo (1987, 1989). Realizou exposições individuais em: São José dos Campos, SP (1981, 2007); São Paulo (1989); Rio de Janeiro (1989, 2003, 2005); Santos, SP (1991 - sala especial na Bienal); Vitória, ES (1993); Belo Horizonte, MG (1999, 2003); Porto Alegre, RS (2005); Lisboa, Portugal (2008). www.rubensianelli.com.br; www.artprice.com.



445 - SONIA MENNA BARRETO (1953)

"Swift river" - giclée - 200/500 - 25 x 30 cm - canto inferior direito -

Nascida Sônia Regina Gomes Menna Barreto de Barros Falcão, no dia 5 de novembro de 1953, na cidade de São Paulo-SP. Cursou desenho com Waldemar da Costa e pintura com Luiz Portinari, no Centro de Artes Cândido Portinari e, com Jorge Mori, assimila a técnica do óleo sobre linho e a veladura ou "glacis" utilizada pelos mestres clássicos do passado. Sobre a obra da artista, assim escreveu Flávio de Aquino, no catálogo da sua exposição na Galeria André, SP, 1989: "Sônia Regina Gomes Menna Barreto de Barros Falcão, ou simplesmente Menna Barreto - assina obras-primas em pequenos formatos, como miniaturas. Pouco conhecida, surge agora como a grande novidade da pintura fantástica brasileira. Menna Barreto dá uma conotação hiper-realista, mas sem colagens ou assemblagens. Sua arte tem um clima misterioso de castelos fantasmas ou de fragmentos de Paris, com suas ruas e casas. Seu valor reside no caráter arquipoético das obras. " ITAU CULTURAL



446 - BRUNO GIAMPA (XX - XX)

Barco - óleo sobre tela - 27 x 41 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1956 - Rio de Janeiro -

Pintor ativo em Porto Alegre. Com diversas exposições individuais e participação de salões nacionais nas décadas de 1950 e 1960. MEC, vol. 2, pág. 249; JÚLIO LOUZADA, vol. 10, pág. 380.



447 - CARLOS GEYER (1912 - XX)

"Baixada - Rio de Janeiro" - gravura original - 31 x 23 cm - canto inferior direito -

Pintor e gravador radicado no Rio de Janeiro. JULIO LOUZADA vol.11, pág.127



448 - GARIBALDI (1938)

Barcos - óleo sobre tela - 28 x 40 cm - canto inferior esquerdo - 1977 -

Pintor, desenhista e xilógrafo, José Garilbadi Pacas de Lima nasceu em Caruaru, Pernambuco, em 1938. Aos vinte anos, transferiu-se para a cidade de São Paulo. Residente na zona leste da cidade, manteve intensa relação de trabalho com Menacho e Martins de Porangaba, com quem cria, em 1976, o Ateliê da Rua Herval. Em 1980, expôe juntamente com Porangaba no Centro Cívico de Santo André. Participou de numerosas coletivas, salões de arte (Ribeirão Preto, Santo André, São Caetano do Sul) e realizou 7 individuais, entre elas "São Paulo - Zona Leste", Espaço Cultural Unimarco, 2003, e "Via Sacra", xilogravuras coloridas, no Brazilian-American Cultural Institute, em Washington, USA, em 2004. Segundo o crítico Enock Sacramento, as paisagens de Garibaldi são "uma obra primorosa, preciosa e amorosa sobre a zone leste de São Paulo".



449 - ROBERTO MAGALHÃES (1940)

"Personagem alegre" - desenho a nanquim e aquarela - 28 x 20 cm - canto inferior direito - 1975 -

Gravador e desenhista, praticamente autodidata, fez rápidos estudos na antiga ENBA, no Rio de Janeiro, sua cidade natal, onde é ativo. Desde 1963 participa de coletivas e salões, tendo recebido diversas premiações. É desenhista festejado pela crítica especializada. PONTUAL, pág. 328; ITAÚ CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 966; LEONOR AMARANTE, pág. 143. Acervo FIEO.



450 - ANTONIO BANDEIRA (1922 - 1967)

Composição - aquarela - 15 x 20 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, nascido em Fortaleza, CE e falecido em Paris, onde viveu a maior parte de sua vida. É um dos pioneiros da arte abstrata no Brasil. Iniciou-se na pintura como autodidata. Em 1941, em Fortaleza, participou, ao lado de Mário Baratta, entre outros, da criação do Centro Cultural de Belas Artes depois, Sociedade Cearense de Artes Plásticas. Em 1945, transferiu-se para o Rio de Janeiro e, no ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual. Contemplado pelo governo francês com bolsa de estudos, permaneceu em Paris de 1946 a 1950 onde frequentou a Escola Nacional Superior de Belas Artes e a ‘Académie de la Grande Chaumière’. Entre 1947 e 1948 participou do ‘Salon d'Automne’ e do ‘Salon d'Art Libre’. Tomou parte em reuniões de artistas e formou o Grupo Banbryols (ban de Bandeira; bry de Camille Bryen; e ols de Wols), que durou de 1949 a 1951. Voltou ao Brasil em 1951 e apresentou-se na 1ª Bienal Internacional de São Paulo. Em 1952, criou um mural para o Instituto dos Arquitetos do Brasil, em São Paulo. Retornou a Paris em 1954 em razão do Prêmio Fiat, obtido na 2ª Bienal Internacional de São Paulo, mas não deixou de expor no Brasil. Permaneceu na Europa até 1959, passando pela Inglaterra e Bélgica, onde, em 1958, realizou um painel para o ‘Palais des Beaux-Arts’. Ao retornar ao Brasil teve uma atividade artística intensa, participou de importantes exposições, em paralelo a mostras em Paris, Munique, Verona, Londres e Nova York. Voltou a Paris em 1965, onde permaneceu até sua morte. BENEZIT, VOL.1, PÁG.415; MEYER/87, PÁG.606; MEC, VOL.1, PÁGS.159,160 E 167; PONTUAL, PÁGS. 48 E 49; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁGS. 71 A 74; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 52 A 54; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; ARTE NO BRASIL, PÁG. 599; LEONOR AMARANTE, PÁG. 34; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 86; ACERVO FIEO; web.artprice.com; pitoresco.com; pinturabrasileira.com.



451 - MARIA HELENA (1932)

Igreja - óleo sobre tela - 33 x 46 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1972 -

Pintora e escultora, atua há mais de 30 anos na área, tendo suas obras em importantes acervos particulares, como também em centros culturais de São Paulo. Leciona pintura e a arte de esculpir em seu Atelier no Alto da Lapa. Premiada em diversos salões nacionais, sua obra esta catalogada no Anuário de Artes Plásticas.



452 - DAREL VALENÇA LINS (1924)

Menina - litografia - 1/100 - 24 x 34 cm - canto inferior direito -

Este importante pintor, gravador, desenhista e professor, conquistou em 1957, no SNAM, o prêmio de viagem ao estrangeiro, voltando a ser contemplado na VII Bienal de São Paulo, como o melhor desenhista nacional. Foi aluno de Henrique Oswald e recebeu aconselhamento técnico de Goeldi. MEC vol.3, pág. 18; PONTUAL, pág.160/161; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 715; ARTE NO BRASIL, pág. 839; LEONOR AMARANTE, pág. 125; Acervo FIEO.



453 - OSCAR PEREIRA DA SILVA (1867 - 1939)

Paisagem - óleo sobre cartão - 10 x 18 cm - canto inferior esquerdo -

Grande pintor brasileiro; prêmio de viagem à Europa em 1889, aperfeiçoou-se em Paris com Gérome e Leon Bonnat. "Sem ter revelado impulsos vigorosos que lhe evidenciassem poder emotivo, Oscar Pereira da Silva soube manter no transcorrer de bem cinquenta e sete anos de produção permanente e intensa, desde que retornou ao país, em 1896, todo o cuidado de um desenho severamente elaborado, sem num só instante voltar-se para o novo semblante que a pintura adquiria nessa transposição de tempo. " Quirino Campofiorito, in CAMPOFIORITO, Quirino. História da Pintura Brasileira no Século XIX. Ed.Pinakotheke-SP, 1983. PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, vol. 1, págs. 245/281; TEODORO BRAGA, pág. 177/8; LAUDELINO FREIRE, pág. 383; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 185; MEC, vol. 4, pág.277; PONTUAL, pág. 419; TEIXEIRA LEITE, pág. 402; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 437; ARTE NO BRASIL, pág. 553, Acervo FIEO; F. ACQUARONE, pág. 187, RUTH TARASANTCHI.



454 - EDUARDO SUED (1925)

Composição - serigrafia - 16/100 - 47 x 65 cm - canto inferior direito - 2009 -

Natural da cidade do Rio de Janeiro-RJ, onde reside e é ativo. Pintor, desenhista, ilustrador e gravador. Formou-se na Escola Nacional de Engenharia do Rio de Janeiro em 1948. Foi aluno de desenho e pintura do pintor Henrique Boese. Trabalhou como desenhista no escritório do arquiteto Oscar Niemeyer (1950-1951). Freqüenta os ateliês de La Grande Chaumière e L'Académies Julian em Paris (1951), retornando ao Rio de Janeiro em 1953, onde estuda gravura em metal com Iberê Camargo. Diversas exposições coletivas e individuais. JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 975/976; ARTE NO BRASIL, pág. 814; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



455 - ALFREDO VOLPI (1896 - 1988)

Violeiro - pintura sobre azulejo - 15 x 15 cm - canto inferior direito -
Com etiqueta do Ateliê de Arte Decorativa - Osirarte, São Paulo - SP, no dorso. -

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.



456 - INOS CORRADIN (1929)

Brincando - serigrafia - 73/100 - 41 x 58 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, escultor e cenógrafo, nascido em Vogogna, Itália. Por volta de 1932 mudou-se com a família para Castelbaldo - Padova, onde, em 1945, estudou pintura com professor Tardivello. Em 1947 colaborou com o pintor Pendin na execução de um mural referente aos mártires da resistência italiana em Castelbaldo. Veio, em 1950, para Jundiaí e São Paulo onde fez parte do núcleo artístico Cooperativa em São Paulo, dirigido pelo pintor argentino Oswaldo Gil Navarro. Executou cenários para o Ballet do IV Centenário de São Paulo, em 1954. Em 1979 foi contratado para pintar um cenário para o Teatro de Rovigo, Itália. Realizou diversas exposições individuais, participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais pelo Brasil e pelo mundo. Foi premiado em Paris (1975) e em Ferrara, Itália (1976). JULIO LOUZADA, VOL. 11, PÁG. 152; PONTUAL, PÁG. 143; MEC, VOL. 1, PÁG. 448; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 215; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; inoscorradin.com.br.



457 - CABRAL (1948)

Figura - sangüínea - 30 x 42 cm - canto inferior esquerdo - 1999 -

Antônio Hélio Cabral, formado em arquitetura pela USP em 1974. Foi professor de pintura e desenho em diversas instituições de 1973 a 1984, tendo organizado mostras de artes brasileiras no Museu Lasar Segall, cujo ateliê de artes plásticas também orientou por algum tempo. Como pintor é adepto do figurativismo expressionista. TEIXEIRA LEITE, pág. 96; JULIO LOUZADA vol.10, pág.159; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



458 - FULVIO PENNACCHI (1905 - 1992)

Pescadores - gravura - 1/30 - 38 x 22 cm - canto inferior direito - 1978 -

Pintor, ceramista, desenhista, ilustrador, gravador, professor nascido na cidade de Villa Collemandina, Itália e falecido em São Paulo. Em 1924 foi para Lucca e iniciou sua formação artística no ‘Regio Istituto di Belle Arti’ onde teve aulas com o pintor Pio Semeghini. Mudou-se para São Paulo em 1929 e dedicou-se a diferentes atividades até 1933, quando passou a auxiliar Galileo Emendabili na execução de monumentos funerários. Em 1935, conheceu Francisco Rebolo, passou a frequentar seu ateliê e conviveu com os artistas do Grupo Santa Helena. Nessa mesma época integrou a Família Artística Paulista e iniciou a produção de painéis em afresco e óleo para residências, igrejas, hotéis e outras edificações, destacando-se os afrescos de grandes dimensões para a Igreja Nossa Senhora da Paz, no bairro do Glicério, executados entre 1941 e 1948. Em 1965, iniciou um período de recolhimento e manteve-se afastado das exposições e do circuito artístico. Em 1973, reabriu seu ateliê e recebeu diversas homenagens no Brasil e na Itália. Nesse mesmo ano conheceu a ceramista Eunice Pessoa e com ela desenvolveu um grande número de peças que foram expostas em 1975. Sem nunca ter abandonado as atividades artísticas, voltou a figurar em diversas mostras e continuou a produzir painéis em afresco. Em 1980, Pietro Maria Bardi publicou um livro sobre sua obra. Nove anos depois, foi lançado o livro ‘Ofício Pennacchi’, organizado por Valério Antonio Pennacchi, responsável também pela publicação, em 2002, do livro ‘Fulvio Pennacchi: Pintura Mural’. Importante retrospectiva da obra do artista foi realizada, em 1973, no MAM - São Paulo. TEODORO BRAGA, PÁG. 192; MEC, VOL, 3, PÁG. 365; WALMIR AYALA, VOL, 2, PÁG. 182; PONTUAL, PÁG. 416; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 784; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 740; ACERVO FIEO.



459 - RENZO GORI (1911 - 1999)

Mercador árabe no oásis - óleo sobre tela - 70 x 50 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor de estilo, participou de diversos Salões Nacionais, com premiações; muito apreciado por colecionadores de cenas árabes. TEODORO BRAGA, pág. 110; MEC, vol. 2, pág. 278; JULIO LOUZADA, vol. 9, pág. 390; Acervo FIEO.



460 - LUÍS CLÁUDIO MORGILLI (1955)

Natureza morta - óleo sobre tela - 75 x 92 cm - canto inferior esquerdo e dorso -
Reproduzido no catálogo de exposição do artista realizada em 1989 no Salão Nobre IV Centenário, São Paulo - SP. -

Pintor e desenhista com diversas participações em Salões Nacionais tais como em 1997, no XVI Exp. de Artistas Contemporâneos da SOCIARTE / SP, em 1998 na Galeria Ranulpho em Recife. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág.219.



461 - MANOEL SANTIAGO (1897 - 1987)

Paisagem - óleo sobre tela - 62 x 47 cm - canto inferior esquerdo e dorso -

Manoel Colafante Caledônio de Assumpção Santiago nasceu em Manaus, AM e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, desenhista e professor. Mudou-se para Belém em 1903 e iniciou estudos de pintura. Desde 1916 já praticava a arte não figurativa. Em 1919 transferiu-se para o Rio de Janeiro, cursou Direito e frequentou a Escola Nacional de Belas Artes, onde foi aluno de Rodolfo Chambelland e Baptista da Costa. Na época, teve aulas particulares com Eliseu Visconti. Foi casado com a pintora Haydeá Santiago. Participou em 1927 do Salão Nacional de Belas Artes e recebeu o prêmio viagem ao exterior, entre vários outros. Foi para Paris no ano seguinte, e lá permaneceu por cinco anos. De volta ao Rio de Janeiro, em 1932, tornou-se professor do Instituto de Belas Artes. Em 1934, passou a lecionar pintura e desenho no Núcleo Bernardelli, figurando entre seus alunos José Pancetti, Edson Motta, Bustamante Sá, Ado Malagoli, Rescála e Milton Dacosta. Participou da I Bienal Internacional de São Paulo (1951) e do 8º Panorama da Arte Brasileira (1976). PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, VOL. 1, PÁG. 241; TEODORO BRAGA, PÁG. 211; CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO DE PAISAGEM BRASILEIRA, MEC-MNBA /RIO/1944; MAYER/84, PÁG. 1158; REIS JR, PÁG. 378; PONTUAL, PÁG. 473; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 292; ITAÚ CULTURAL, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 865; ACERVO FIEO.



462 - CARYBÉ (1911 - 1997)

"Criadores de pássaros" - serigrafia - 103/250 - 64 x 44 cm - canto inferior direito na tela serigráfica -

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



463 - FRANCISCO BRENNAND (1927)

"Pássaro azul" - serigrafia - 9/50 - 56 x 75 cm - canto inferior direito - 1975 -

Pintor e ceramista. Estudou com André Lhote e Fernand Léger, em Paris. Participou de importantes bienais e salões, nacionais e internacionais. Realizou individuais de pintura e cerâmica no MAM-SP em 1960 e outras importantes salas de arte. Executou trabalhos murais em edifícios públicos e particulares no Recife e no estrangeiro. Suassuna considerou a sua pintura "bela, forte e brasileira". Brennand é referência mundial como artista puramente brasileiro. JULIO LOUZADA, VOL, 10, pág 141. PONTUAL, pág, 88. MEC, VOL , 1, pág, 294; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 717; ARTE NO BRASIL, pág. 879. Acervo FIEO. -



464 - RENOT (1932)

"Pássaros e baianas da cidade de Cachoeira" - óleo sobre tela - 23 x 18 cm - canto superior direito e dorso - 1980 -

Pintor, desenhista, gravador e tapeceiro, Reinaldo Eliomar de Freitas Marques da Silva nasceu em Santa Luzia, Bahia. Assina Renot. Autodidata, começou a pintar em 1957 e, em 1964, com a inauguração da Galeria Quirino, em Salvador, iniciou sua formação artesanal. Tornou-se amigo de vários intelectuais e artistas baianos entre os quais Jenner Augusto, Jorge Amado e Manuel Quirino. Quirino, com quem trabalhou, foi também o seu mestre na arte de tecer (1964). Foi responsável pelos calendários-tapeçaria que fez para a Basf e Bosh do Brasil em 1977. Realizou muitas exposições individuais em: Salvador, BA (1970, 1971, 1972, 1977); Porto Alegre, RS (1970); Rio de Janeiro (1971, 1974); São Paulo (1972, 1973, 1975 a 1978, 1982); Hamburgo, Alemanha (1971); Londres, Inglaterra (1972); Barcelona, Espanha (1974); Genebra, Suíça (1974); Buenos Aires, Argentina (1975); Paris, França (1976); Estados Unidos (1978, 1980). Participou de várias coletivas e mostras oficiais pelo Brasil e exterior. Atua também como perito, marchand e organizador de leilões. JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 816; VOL. 7, PÁG. 590; ITAU CULTURAL; MEC VOL. 4, PÁG. 53; web.artprice.com.



465 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

São Francisco - escultura em bronze - 23 x 9 x 5 cm - base -
Ex coleção Sebastião Alves - Bragança Paulista - SP. -

Escultor e pintor paulista, iniciou seus estudos de escultura em Roma 1920/1922. Mais tarde tornou-se aluno de Maillol, em Paris, onde também frequentou as academias Ranson e de La Grande Chaumière, em 1936. É considerado o maior escultor nacional. MEC, vol.2, pág. 250/1; PONTUAL, pág. 237/8; MAYER/84, pág. 1333; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 587; ARTE NO BRASIL, pág. 715; LEONOR AMARANTE, pág. 18.



466 - OSWALDO GOELDI (1895 - 1961)

Autorretrato - desenho a nanquim - 38 x 27 cm - canto inferior direito -

Desenhista, gravador e professor, nascido no Rio de Janeiro, filho de Emilio A Goeldi, naturalista suiço. A partir dos seis anos estudou na Suiça. Sua obra sofreu influência do expressionista austríaco Alfred Kubin. Retornando ao Brasil em 1919, realizou no Rio de Janeiro sua primeira exposição em 1921, no Liceu de Artes e Ofícios. Publicou albuns e ilustrou diversos e importantes livros. É artista altamente conceituado no País e no exterior, tendo merecido diversas homenagens póstumas, inclusive em filme. PONTUAL pág. 240; JULIO LOUZADA vol.11, pág130; MEC vol. 2, pág.271; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 521; ARTE NO BRASIL, pág. 672; Acervo FIEO.



467 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Paisagem - serigrafia - 22 x 15 cm - centro inferior na tela serigráfica -
Obra impressa por Ateliê Mário Della Parra - Serigrafias - Rio de Janeiro, RJ. -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



468 - GIUSEPPE CASCIARO (1863 - 1941)

Paisagem - óleo sobre madeira - 17 x 23 cm - canto inferior esquerdo -

Italiano, o autor foi ativo na cidade de Nápoles. Nos certames de que participou, foi premiado diversas vezes. Obteve uma medalha de de bronze na Exposição Universal de Paris, em 1900. O Museu de Munique possui duas obras suas. BENEZIT vol 2 pág. 573



469 - SERGIO VIDAL (1945)

Músicos - óleo sobre tela - 35 x 27 cm - canto inferior direito - 1976 -

Pintor, gravador, escultor e músico, nascido na cidade do Rio de Janeiro-RJ. O consagrado crítico de arte, Quirino Campofiorito, assim escreveu sobre o autor: " ... Vidal encontra sua temática na convivência popular, e a traduz (gente e ambiente) com a eloquência poética de quem realmente sente o assunto e sabe dar-lhe proporção justa". Vidal realizou exposição individual e coletivas, com sucesso de crítica e de público. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 1033. Acervo FIEO.



470 - JANOS VISKI (1891 - 1969)

Tropilha - óleo sobre tela - 70 x 100 cm - canto inferior direito -

Realizou seus estudos em Budapeste. Pintou cenas da vida dos pastores da Hungria e dos pampas da Argentina, país para o qual se transferiu em 1936. Após, realizou diversas exposições em Buenos Aires e mudou-se para o Brasil, fixando-se no Rio Grande do Sul. Participou de diversas exposições em Porto Alegre durante os anos em que ali morou, regressando algum tempo depois para Budapeste, onde veio a falecer. JULIO LOUZADA vol.5, pág.1116.



471 - QUIRINO CAMPOFIORITO (1902 - 1993)

"Netuno" - óleo sobre madeira - 47 x 56 cm - canto inferior direito e dorso - Niterói -

Pintor, desenhista, gravador, crítico, ilustrador, caricaturista e professor, natural da cidade de Belém-PA, e falecido em Niterói-RJ. Estudou pintura na ENBA-RJ, tendo como professores Modesto Brocos, João Batista da Costa, Augusto Bracet e Rodolfo Chambelland. Prêmio Viagem à Europa em 1929. Em Paris, estuda no Ateliê de Pongheon da Académie Julian e na Académie de La Grand Chaumière, até 1932. Em Roma, freqüenta o curso de pintura da Escola de Belle Arti e o curso de desenho do Círculo Artístico e da Academia Inglesa de Roma, entre 1932 e 1934. Participou do Núcleo Bernardelli, tornando-se seu presidente em 1942. Expôs individualmente por diversas vezes no Rio de Janeiro, participando de coletivas por diversas cidades brasileiras. "Se bem que o magistério e a atividade crítica tenham sem dúvida roubado ao artista tempo precioso, Campofiorito é autor de considerável bagagem, destacando-se como autor de vistas urbanas, estudos de nu e figuras, naturezas-mortas e alegorias, nas quais repercute muito intensa a influência de De Chirico e do Metafisicismo". LEITE, José Roberto Teixeira. REIS JR., pág. 382; TEODORO BRAGA, pág. 63; WALMIR AYALA, vol. 1, pags. 162 e 165; PONTUAL, pág. 103/104; TEIXEIRA LEITE, pág. 102; MEC, vol. 1, pág. 332; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 572; ARTE NO BRASIL, pág. 647; Acervo FIEO.



472 - ESCOLA CUZQUENHA, SÉC.XIX

Santo - óleo sobre tela - 155 x 93 cm - não assinado -



473 - FERNANDO COELHO (1939)

Paisagem - óleo sobre tela - 33 x 55 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1968 -

Pintor baiano nascido em Salvador. Inicialmente publicitário de sucesso, dedica-se integralmente à pintura a partir de 1963. Além de exposições individuais nas Galerias Querino (Salvador), Astréia (SP), e Bonino (RJ), expôs na Alemanha e participou dos SNAM e BNAP. Produz pintura que, fixando paisagens urbanos, se situa entre o figurativismo e o abstracionismo. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 209/210; MEC, vol. 1,pág. 441; PONTUAL, pág. 139; TEIXEIRA LEITE, pág. 126; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 74.; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO.



474 - TOMÁS SANTA ROSA (1909 - 1956)

Figura - desenho a lápis - 20 x 14 cm - canto inferior direito -

Pintor, gravador, cenógrafo e professor. Oriundo da Paraíba, onde nasceu, fixou-se no Rio de Janeiro, iniciando em 1930 sua bem sucedida carreira de ilustrador de obras de autores estrangeiros e brasileiros, que inclui, dentre outros, Graciliano Ramos, José Lins do Rêgo, Jorge Amado, Castro Alves e muitos outros. Sua obra tem reconhecimento nacional e unanimidade de crítica, havendo se destacado em todas as áreas das artes que praticou. PONTUAL, pág. 472; TEIXEIRA LEITE, pág. 460; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 572; LEONOR AMARANTE.



475 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Paisagem - guache - 39 x 54 cm - canto inferior direito ilegível -



476 - BENJAMIN SILVA (1927)

Composição - aquarela - 43 x 29 cm - canto inferior direito -

Cearense de Juazeiro, Benjamin Silva antes de se mudar para o Rio de Janeiro, então com 20 anos, foi seringueiro no Amazonas. Foi aluno de Inimá de Paula na Escola do Povo, nos idos de 1950. Inicialmente figurativista, após 1963 adota uma linha de expressionismo agressivo. Sua pintura passeou também pelo surrealismo. MEC, vol.4, pág.246; TEIXEIRA LEITE, pág.70; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 697; ARTE NO BRASIL, pág. 943.



477 - ANGELO CANNONE (1899 - 1992)

Porto - óleo sobre eucatex - 30 x 40 cm - canto inferior direito -

Nascido na Itália, radicou-se no Brasil. Seu estilo liga-se ao dos Macchiajoli oitocentistas (os equivalentes italianos dos impressionistas franceses) e ao de Pratella em especial. São especialmente notáveis suas paisagens e marinhas. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 168; JULIO LOUZADA vol.11, pág.54; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



478 - MARIO ZANINI (1907 - 1971)

Casario - técnica mista - 22 x 32 cm - canto inferior direito -

Pintor, decorador, ceramista, professor, Mário Zanini nasceu e faleceu em São Paulo. Foi um dos integrantes de dois importantes movimentos artísticos considerados históricos na pintura paulista: o Grupo Santa Helena e a Família Artística Paulista. Sua formação artística se deu em São Paulo quando aos 13 anos iniciou curso de pintura da Escola Profissional Masculina do Brás e de 1924 a 1926, matriculou-se no curso de desenho e artes do Liceu de Artes e Ofícios. Conheceu Alfredo Volpi em 1927 e no ano seguinte estudou com o pintor Georg Elpons. Trabalhou no escritório de decoração de Francisco Rebolo entre 1933 e 1938. Em 1940 recebeu medalha de prata no 46º Salão Nacional de Belas Artes e foi convidado por Rossi Osir a trabalhar em seu ateliê de azulejos artísticos, o Osirarte. Em 1950, viajou por seis meses pela Itália, em companhia de Volpi e Osir. A partir de 1968 lecionou na Faculdade de Belas Artes de São Paulo. Participou de vários Salões oficiais e mostras coletivas no Brasil, como I e III Bienal Internacional de São Paulo e no exterior. Sua família doou 108 de suas obras ao Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo - MAC/USP em 1974. MEC, VOL. 4, PÁG. 531; PONTUAL, PÁG. 557; TEODORO BRAGA, PÁG. 250; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 451; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; ARTE NO BRASIL, PÁG. 778; LEONOR AMARANTE, PÁG.38; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 1085; ACERVO FIEO.



479 - GILBERTO SALVADOR (1946)

"Visita à lagoa" - óleo sobre tela - 30 x 30 cm - canto inferior direito e dorso - 1981 -

Paulistano, Gilberto Salvador é pintor e desenhista, desfrutando de reconhecidos méritos pela critica especializada. Participou da IX Bienal de São Paulo (1967) e de outros Salões Oficiais a partir desse mesmo ano, recebendo diversas premiações. MEC, vol. 4, pág. 153; PONTUAL, pág. 469; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 740; ARTE NO BRASIL, pág. 971; LEONOR AMARANTE, pág. 185; Acervo FIEO.



480 - CLODOMIRO AMAZONAS (1893 - 1953)

Paisagem - óleo sobre madeira - 26 x 39 cm - canto inferior direito -

Clodomiro Amazonas Monteiro, nasceu em Taubaté-SP, e faleceu na Capital-SP. Pintor e restaurador, iniciou-se em pintura aos 16 anos, realizando restaurações em telas e afrescos do Convento Santa Clara, em Taubaté. Fixa residência em São Paulo em 1906, quando entra em contato com a obra de Baptista da Costa e tem aulas com o pintor Carlo de Servi. Manteve contato com intelectuais, escritores e artistas como Monteiro Lobato, Menotti del Picchia, Lucílio e Georgina de Albuquerque e também Pedro Alexandrino, entre outros. É um dos fundadores do Salão Paulista de Belas Artes, em 1934. Amazonas foi artista de méritos, cuja pintura, vazada num desenho de grande solidez, e um colorido realista, não deixa de irradiar certa rústica poesia. MEC, vol. 1, pág. 75; TEIXEIRA LEITE, pág. 26; PONTUAL, pág. 24; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 42; TEODORO BRAGA, pág. 72; ITAU CULTURAL, RUTH TARASANTCHI.



481 - TADASHI KAMINAGAI (1899 - 1982)

Viela no centro do Rio - óleo sobre tela - 46 x 33 cm - canto inferior direito - 1953 -

Pintor, desenhista, professor, Tadashi Kaminagai nasceu em Hiroshima, Japão e faleceu em Paris, França. Por iniciativa da família, ingressou aos 14 anos num mosteiro budista na cidade japonesa de Kobe. Dois anos depois, viajou para as Índias Ocidentais Holandesas, atual Indonésia, atuando como missionário e agricultor até 1927. Nesse ano, decidido a seguir carreira artística, mudou-se para Paris, onde conheceu o artista Tsugouharu Foujita, que o orientou na pintura. Paralelamente à atividade artística, trabalhou como moldureiro. No início da década de 1930, expôs quadros nos salões parisienses e retornou ao Japão em 1938. Embarcou para o Brasil um ano após a eclosão da Segunda Guerra Mundial trazendo consigo uma carta de recomendação endereçada a Candido Portinari. Fixou residência no Rio de Janeiro e, em 1941, instalou ateliê e oficina de molduras no bairro de Santa Teresa, onde trabalhou e atuou como professor de diversos artistas brasileiros e nipo-brasileiros, como Inimá de Paula, Flavio-Shiró e Tikashi Fukushima, entre outros. Sua primeira exposição individual, por volta de 1945, foi organizada por Portinari no Rio de Janeiro. Em 1947, passou a integrar o Grupo Seibi. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais como a 1ª e 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1951 e 1953). Foi premiado no Rio de Janeiro (1944, 1950). Retornou ao Japão em 1954 e três anos mais tarde voltou a fixar-se em Paris. Viveu entre o Japão, a França e o Brasil, até seu falecimento. ITAU CULTURAL; TEODORO BRAGA, PÁG.134; BENEZIT, VOL.6, PÁG.152; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁG.; MEC, VOL.2, PÁG.401; PONTUAL, PÁG.287; WALTER ZANINI, PÁG. 643; ARTE NO BRASIL; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 506; ACERVO FIEO.



482 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Marinha com coqueiros" - acrílico sobre tela - 80 x 100 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2002 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins. -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



483 - CARLOS MARTINS (1924 - 1999)

Lagoa - óleo sobre tela - 16 x 22 cm - canto inferior direito -

Pintor e desenhista fluminense, com diversas participações em salões oficiais, exposições individuais e coletivas. Retrata as paisagens de sua terra com emoção e lirismo. MEC. vol.3, pág, 79; JULIO LOUZADA, vol.9 pág.553; ITAÚ CULTURAL.



484 - ANTONIO BANDEIRA (1922 - 1967)

Composição - aquarela - 19 x 16 cm - canto inferior direito - 1967 -

Pintor, desenhista, gravador, nascido em Fortaleza, CE e falecido em Paris, onde viveu a maior parte de sua vida. É um dos pioneiros da arte abstrata no Brasil. Iniciou-se na pintura como autodidata. Em 1941, em Fortaleza, participou, ao lado de Mário Baratta, entre outros, da criação do Centro Cultural de Belas Artes depois, Sociedade Cearense de Artes Plásticas. Em 1945, transferiu-se para o Rio de Janeiro e, no ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual. Contemplado pelo governo francês com bolsa de estudos, permaneceu em Paris de 1946 a 1950 onde frequentou a Escola Nacional Superior de Belas Artes e a ‘Académie de la Grande Chaumière’. Entre 1947 e 1948 participou do ‘Salon d'Automne’ e do ‘Salon d'Art Libre’. Tomou parte em reuniões de artistas e formou o Grupo Banbryols (ban de Bandeira; bry de Camille Bryen; e ols de Wols), que durou de 1949 a 1951. Voltou ao Brasil em 1951 e apresentou-se na 1ª Bienal Internacional de São Paulo. Em 1952, criou um mural para o Instituto dos Arquitetos do Brasil, em São Paulo. Retornou a Paris em 1954 em razão do Prêmio Fiat, obtido na 2ª Bienal Internacional de São Paulo, mas não deixou de expor no Brasil. Permaneceu na Europa até 1959, passando pela Inglaterra e Bélgica, onde, em 1958, realizou um painel para o ‘Palais des Beaux-Arts’. Ao retornar ao Brasil teve uma atividade artística intensa, participou de importantes exposições, em paralelo a mostras em Paris, Munique, Verona, Londres e Nova York. Voltou a Paris em 1965, onde permaneceu até sua morte. BENEZIT, VOL.1, PÁG.415; MEYER/87, PÁG.606; MEC, VOL.1, PÁGS.159,160 E 167; PONTUAL, PÁGS. 48 E 49; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁGS. 71 A 74; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 52 A 54; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; ARTE NO BRASIL, PÁG. 599; LEONOR AMARANTE, PÁG. 34; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 86; ACERVO FIEO; web.artprice.com; pitoresco.com; pinturabrasileira.com.



485 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Cangaceiro - escultura em cerâmica pintada e vitrificada - 25 x 14 x 13 cm - assinado - 08/04/64 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



486 - DIONISIO DEL SANTO (1925 - 1999)

Composição - guache - 19 x 18 cm - canto inferior direito - 1987 -

Pintor, desenhista, gravador e serigrafista, nasceu em Colatina-ES, e faleceu em Vitória, naquele mesmo Estado. Autodidata. Em 1975, recebe o Prêmio de Melhor Exposição de Gravura do Ano, da APCA. Participou da 9ª Bienal Internacional de São Paulo, 1967 (Prêmio Itamarati Aquisição) e do Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro, 1968 (Prêmio Isenção do Júri). JULIO LOUZADA vol.11, pág. 88; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 682; ARTE NO BRASIL, pág. 934.



487 - WALTER LEWY (1905 - 1995)

Composição surreal - óleo sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior direito - 1970 -

Gravador, pintor, ilustrador, paisagista, desenhista e publicitário nascido em Bad Oldesloe, Alemanha e falecido em São Paulo. Estudou na Escola de Artes e Ofícios de Dortmund, Alemanha (1923-1927). Nesse período, filiou-se à tendência do realismo mágico. Em 1928 participou de coletivas em Dortmund, Gelsenkirchen, Boclusim e outras cidades. Com a crise econômica de 1929, Lewy perdeu seu emprego de desenhista numa gráfica e foi viver com os pais no interior, tornando-se ilustrador de anedotas em jornais. Realizou sua primeira exposição individual em Bad Lippspringe (1932), mas foi fechada quando a Câmara de Arte Alemã proibiu a participação de judeus na vida artística. Escapando dessa situação opressora, o artista imigrou para o Brasil (1938), retomando profissionalmente a pintura. Deixou para trás centenas de trabalhos, que foram enviados para a Holanda e perdidos durante os bombardeios da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). No Brasil, fixou-se em São Paulo. Nos primeiros anos fez desenho publicitário e mais tarde capas de livros e ilustrações para diversas editoras. Ilustrou obras de Bertrand Russell, Machado de Assis e Arnold Toynbee, entre outras. Mais tarde, empregou-se como diagramador, letrista e arte-finalista nas agências de propaganda De Carli, Lintas Publicidade, Martinelli, Santos & Santos e Thompson Propaganda. Participou de Salões Nacionais e Bienais de São Paulo, entre 1951 e 1965, recebendo diversas premiações oficiais. JULIO LOUZADA, VOL. 10, PÁG. 497; MEC, VOL. 2, PÁG. 474; TEODORO BRAGA, PÁG. 245; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 286; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 630; LEONOR AMARANTE, PÁG. 142; ACERVO FIEO.



488 - AGOSTINHO BATISTA DE FREITAS (1927 - 1997)

Buscando lenha - óleo sobre tela - 46 x 61 cm - canto inferior direito - 1987 -

Começou a pintar no início da década de 1950 (e ele próprio relatou que vendia seus trabalhos na Praça do Correio da capital paulista) sendo logo descoberto por Pietro Maria Bardi que organizou uma exposição de seus trabalhos no Museu de Arte de São Paulo, em 1952, mais tarde apresentados também, no Museu de Arte Moderna de São Paulo e da Bahia e no Museu de Arte Contemporânea de Campinas. Participou da XXXIII Bienal de Veneza (1966). MEC, vol. 2, pág. 210; PONTUAL, pág. 225; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 323; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 208; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 214; ITAÚ CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 832; Acervo FIEO.



489 - EMILIO PETTORUTI (1892 - 1971)

Composição - desenho a nanquim - 28 x 24 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor e desenhista nascido em La Plata, Argentina, onde cursou a Academia de Belas Artes e participou de algumas mostras. Em 1913 foi para a Itália e se envolveu com a vanguarda artística italiana, jovens artistas e com o já famoso Marinetti, autor do 'Manifesto Futurista'. Em 1916 realizou sua primeira individual na Galleria Gonelli que foi uma das bases do Futurismo em Florença. Em Roma conviveu com Soffici, Carrá e De Chirico, entre outros. Depois de ter exposto em diferentes cidades italianas foi para Alemanha, e expôs na Galeria Sturm de Berlim, que representava a vanguarda alemã. Em Paris tornou-se amigo de Juan Gris e Gino Severini. Retornou a Buenos Aires e, em 1924, realizou sua primeira exposição depois de anos de ausência. Foi diretor do Museu Provincial de La Plata. Em 1940 foi organizada uma retrospectiva de suas obras em Buenos Aires. A partir de 1944 expôs nos Estados Unidos, Chile e Europa. Em Paris expôs junto com Latour, Masson e Miró. Recebeu o prêmio Continental Guggenheim das Américas em 1956. Escreveu suas memórias que foram publicadas, em 1966, com o título "Um pintor diante do espelho". Em 1971, com obras realizadas entre 1914 e 1924, representou a Argentina na Bienal de São Paulo. www.pettoruti.com; www.buenosaires.gov.ar; www.allaboutarts.com.br; www.artcyclopedia.com.



490 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

"Mercado de peixe" - tapeçaria - 76 x 103 cm - canto inferior esquerdo -
Com etiqueta n° 488 de Irineu Angulo, leiloeiro oficial, no dorso. -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



491 - ISABEL DE JESUS (1938)

Gato - desenho a nanquim e guache - 49 x 32 cm - canto inferior direito - 1973 -

Mineira de Cabo Verde, é pintora e desenhista. Começou a pintar em 1965, já em São Paulo. Estudou anteriormente desenho com Iracema Arditi. Participou do setor de desenho do XXIII SPar.BA, 1966, realizando exposições individuais no mesmo ano em São Paulo e Rio. MEC, vol.2, pág.374; PONTUAL, pág.280; JULIO LOUZADA, vol.11, pág.158; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 226; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



492 - DJANIRA DA MOTTA E SILVA (1914 - 1979)

Cangaceiro - desenho a nanquim - 20 x 15 cm - canto inferior direito -

Pintora, desenhista, ilustradora, cartazista, cenógrafa e gravadora. Djanira da Motta e Silva nasceu em Avaré, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. No final da década de 1930, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde teve suas primeiras instruções de desenho no Liceu de Artes Ofícios e com o pintor Emeric Marcier, hóspede da pensão que Djanira instalou no bairro de Santa Teresa. Os contatos com os artistas Carlos Scliar, Milton Dacosta , Arpad Szenes , Vieira da Silva e Jean-Pierre Chabloz , frequentadores de sua pensão, proporcionaram um ambiente estimulador que a levou a expor no 48º Salão Nacional de Belas Artes, em 1942. No ano seguinte, realizou sua primeira mostra individual, na Associação Brasileira de Imprensa - ABI. Em 1945, viajou para Nova York. De volta ao Brasil, realizou o mural ‘Candomblé’ para a residência do escritor Jorge Amado, em Salvador, e painel para o Liceu Municipal de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Entre 1953 e 1954, viajou a estudo para a União Soviética. De volta ao Rio de Janeiro, tornou-se uma das líderes do movimento pelo Salão Preto e Branco, um protesto de artistas contra os altos preços do material para pintura. Realizou em 1963, o painel de azulejos ‘Santa Bárbara’, para a capela do túnel Santa Bárbara, Laranjeiras, Rio de Janeiro. No ano de 1966, a editora Cultrix publicou um álbum com poemas e serigrafias de sua autoria. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil, EUA e Europa. Foi premiada no Rio de Janeiro (1943, 1944, 1949, 1950 a 1953, 1955, 1963) e em São Paulo (1951, 1955). Participou da 1ª e da 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955). Em 1977, o Museu Nacional de Belas Artes - MNBA, realizou uma grande retrospectiva de sua obra. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 336; PONTUAL, PÁG. 181; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 164; MEC, VOL. 2, PÁG 58; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG, 263; WALTER ZANINI, PÁG. 810; ARTE NO BRASIL, PÁG. 824; ACERVO FIEO.



493 - GRYNER (1917 - 2009)

"Cabritos" - óleo sobre tela - 60 x 81 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor, Rachmyl Mendel Gryner nasceu em Ilza, Polônia. Assina Gryner. Fez seus estudos artísticos na Europa. Transferiu-se para o Brasil em 1935 e aqui se aperfeiçoou no Liceu de Artes e Ofícios - RJ, onde foi aluno de Tomás Santa Rosa e Armando Vianna, entre outros. Cursou ainda cenografia na Escola Nacional de Belas Artes - RJ. Entre 1948 e 1950 voltou à Europa, passando por Polônia, Bélgica e França, expondo seus trabalhos. No Rio de Janeiro expôs individualmente (1966) e, entre 1952 e 1966, participou de Salões oficiais onde foi premiado. Realizou também obras em mosaico no Rio de Janeiro. JULIO LOUZADA VOL.6, PÁG.471; mosaicosdobrasil.tripod.com/id45.html.



494 - MARIA LEONTINA (1917 - 1984)

Composição - pastel - 17 x 18 cm - canto inferior direito -

Pintora, gravadora e desenhista. Maria Leontina Mendes Franco da Costa nasceu em São Paulo, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. Iniciou estudos de desenho com Antônio Covello, em São Paulo (1938), e na primeira metade da década de 1940 estudou pintura com Waldemar da Costa. Em 1946, no Rio de Janeiro, frequentou o ateliê de Bruno Giorgi e fez curso de museologia no Museu Histórico Nacional, entre 1946 e 1948. Em 1947, participou da exposição ‘19 Pintores’, na Galeria Prestes Maia, em São Paulo, ao lado de Lothar Charoux, Marcelo Grassmann, Aldemir Martins, Luiz Sacilotto e Flavio-Shiró. Em 1951, foi convidada pelo psiquiatra e crítico de arte Osório César para orientar o setor de artes plásticas do Hospital Psiquiátrico do Juqueri. No mesmo ano, organizou uma mostra dos internos no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Em 1952, com bolsa de estudo do governo francês, viajou para a Europa, acompanhada pelo marido, o pintor Milton Dacosta. Em Paris, entre 1952 e 1954, frequentou o ateliê de gravura de Johnny Friedlaender. Na década de 1960, realizou painel de azulejos para o Edifício Copan e vitrais para a Igreja Episcopal Brasileira da Santíssima Trindade, ambos em São Paulo. Realizou exposições individuais e participou de inúmeras mostras, Salões oficiais e Bienais como a Bienal de Veneza (1950, 1952, 1956). Foi premiada no Rio de Janeiro (1944, 1950, 1955, 1957, 1980); em São Paulo (1944; 1947; 1951; 1954; 1958; 1960; 1980; 1955, 1959, 1965 - Bienais Internacionais; 1969, 1970 - Panoramas da Arte Atual Brasileira; 1975 - prêmio pintura da Associação Paulista de Críticos de Artes - APCA); Brasília, DF (1980); Curitiba, PR (1980; Porto Alegre, RS (1980); Nova York (1960 - Fundação Guggenheim). ITAU CULTURAL; MEC, VOL. 2, PÁG. 471; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 309; PONTUAL, PÁG. 338; ARTE NO BRASIL, PÁG. 772; LEONOR AMARANTE, PÁG. 25; WALTER ZANINI, PÁG. 645; JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 572.



495 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Figura - serigrafia - 171/225 - 61 x 43 cm - canto inferior direito -
Com caracteres hebraicos. -



496 - IVAN SERPA (1923 - 1973)

Composição - desenho a nanquim - 23 x 30 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e professor, Ivan Ferreira Serpa nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Estudou gravura e desenho com Axel Leskoschek (entre 1946 e 1948) no Rio de Janeiro. Em 1949, ministrou suas primeiras aulas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, onde, a partir de 1952, exerceu sistemática atividade didática, em especial no ensino infantil. Foi um dos precursores do concretismo no Brasil, criando ao lado de Aluisio Carvão, Lígia Clark, Hélio Oiticica e outros o Grupo Frente, que se manteve ativo de 1954 a 1956, inclusive com exposições no Rio de Janeiro. Participou da Divisão Moderna do SNBA (1947-1951). Em 1957, recebeu o prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna, RJ. Participou da exposição ’Opinião 65’, evento que marca a difusão de uma nova arte de tendência figurativa, a neofiguração. Em 1970, fundou, com Bruno Tausz, o Centro de Pesquisa de Arte no Rio de Janeiro. Participou da Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1961, 1963, 1965) e da Bienal de Veneza (1952, 1954, 1962, 1966). PONTUAL, PÁG 486; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 605; ARTE NO BRASIL, PÁG. 840; LEONOR AMARANTE, PÁG. 26; MEC VOL. 4, PÁG. 221; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 899.



497 - FERNANDO P (1917)

Mulatas - óleo sobre tela - 80 x 60 cm - canto inferior direito e dorso - 1950 -

Nascido FERNANDO Clóvis Pereira, em São Luis do Maranhão, MA. Assina suas obras Fernando P. Realizou exposição em 1938 em sua cidade natal, transferindo-se após para o Rio de Janeiro, onde foi discípulo de Santa Rosa. Aperfeiçoou seus estudos em Paris, com André Lothe (pintura) e Gino Severini (mosaico). Expôs regularmente no SNAM-RJ, a partir de 1943, com um grande numero de premiações. JULIO LOUZADA, vol. 1 pág. 377; ITAÚ CULTURAL.



498 - VITTÓRIO GOBBIS (1894 - 1968)

Natureza morta - óleo sobre tela - 60 x 73 cm - centro inferior - 1931 -

Natural de Treviso, Itália. Iniciou seus estudos na terra de origem, tendo após fixado residência em São Paulo, onde foi pintor atuante. Obteve diversas premiações nos Salões Paulistas, no SNBA e no Salão Paulista de Arte Moderna. Participou da I e II Bienais de São Paulo. O MNBA e o MASP possuem obras deste festejado pintor. MEC, vol.2, pág.271; TEIXEIRA LEITE, pág. 220; PONTUAL, pág.240; WALMIR AYALA, vol.1, pág.350; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 579; ARTE NO BRASIL, pág. 777, Acervo FIEO.



499 - WALDOMIRO SANTANNA (1952)

"Happy hour em frente à ponte estaiada" - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito e dorso - 2011 -
Série São Paulo. -

Pintor e professor, Waldomiro de Freitas Sant'Anna nasceu na cidade paulista de Itápolis. Estudou na Escola de Belas Artes de São Paulo e na Escola de Artes Plásticas da Associação de Ensino de Ribeirão Preto, com Bassano Vaccarini e Pedro Manoel Gismondi. De 1977 a 1981, leciona desenho e pintura para os cursos de educação artística e arquitetura da Universidade Estadual de Londrina, no Paraná. É um dos fundadores da Vila dos Artistas de Osasco, em São Paulo. Entre as exposições de que participa, destacam-se: Salão de Arte Jovem, na União Cultural Brasil-Estados Unidos, Santos, 1973; Bienal Nacional, São Paulo, 1976; Exposição Ribeirão Preto, no Paço das Artes, São Paulo, 1984; Mostra Comemorativa do Cinqüentenário de Londrina - Sala Especial, Paraná, 1984, Mostra Individual, na Galeria Itaú Cultural, Ribeirão Preto, 1981; Mostra Coletiva, na Galeria Itaú Cultural, Ribeirão Preto, 1984/1986; Mostra Festa Junina, São Paulo, 1984/1987. ITAÚ CULTURAL.



500 - KASUO WAKABAYASHI (1931)

Composição - óleo sobre tela - 92 x 73 cm - canto inferior direito e dorso - 1962 -

Pintor natural da cidade japonesa de Kobe. Inicia seus estudos na Escola Técnica de Hikone, em Shiga (Japão), em 1944. Em 1946, inicia aprendizado de pintura a óleo. Torna-se membro do Grupo Babel, composto por Rokuichi, Kaibara, Ko Nishimura e outros. Em 1952 monta seu atelier. Em 1961, vem para o Brasil e radica-se em São Paulo, onde integra-se ao Grupo Seibi. Em 1966, é convidado para ser membro do júri do 10º Salão do Grupo Seibi de Artistas Plásticos, salão em que ganha a Grande Medalha de Ouro, na edição de 1963. Em 1968, naturaliza-se brasileiro. Entre 1963 e 1967, participa de várias edições da Bienal Internacional de São Paulo, recebendo o Prêmio Aquisição do Itamarati na 9ª edição. Em 1984, participa da exposição itinerante por Europa e América, Mestres do Abstracionismo Brasileiro; em 1994, participa da Bienal Brasil Século XX, na Fundação Bienal de São Paulo. Em 2001, realiza exposição individual comemorativa dos seus 70 anos, na A Galeria em São Paulo. TEIXEIRA LEITE, pág. 540; PONTUAL, pág. 550; ITAÚ CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 939, Acervo FIEO.



501 - JOHN GRAZ (1891 - 1980)

Fuga para o Egito - técnica mista - 33 x 48 cm - canto inferior direito -

Pintor suíço, estudou em Genebra, Munique e Paris. Casando-se com a brasileira Regina Gomide em 1920, fixou-se no Brasil, de onde não mais sairia. Foi um dos integrantes da Semana de Arte Moderna de 1922. Sua arte alia decorativismo e estilização. TEODORO BRAGA, pág. 112; PONTUAL, pág. 251; MEC, vol. 2, pág. 283; ITAU CULTURAL.; WALTER ZANINI, pág. 530; ARTE NO BRASIL, pág. 672; LEONOR AMARANTE, pág. 200, Acervo FIEO.



502 - FLÁVIO DE CARVALHO (1899 - 1973)

Nus - gravura - 1/11 - 47 x 64 cm - canto inferior direito - 1972 -

Pintor, desenhista, escultor, cenógrafo, engenheiro civil, arquiteto e escritor. Educou-se na Inglaterra. Foi um dos pioneiros da arquitetura moderna no Brasil. Figura polêmica e provocativa, teve vida cultural bastante agitada. Participou em diversas bienais e exposições nacionais e internacionais. TEODORO BRAGA, pág. 95/96/97; REIS JR., pág. 379; PONTUAL, pág. 113/114; MEC, vol.1, pág. 363; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 177.; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 478; ARTE NO BRASIL, pág. 746; LEONOR AMARANTE, pág. 28; Acervo FIEO.



503 - ANDRÉ CYPRIANO (1964)

"Quilombola e Panacuns" - fotografia - 1/124 - 73 x 50 cm - 2005 - 2005 -
Intitulado no dorso. -

Fotógrafo paulistano. Estudou fotografia em São Francisco e vive nos Estados Unidos desde 1990. Possui interesse por projetos sociais e culturais e frequentemente tem seus documentários fotográficos utilizados em seminários educativos. Realiza vários projetos que são expostos em galerias e museus do Brasil, Europa e EUA. É autor do livro "Rocinha" (Senac Editora, 2005), um projeto especial que retrata a vida na favela, e "O Caldeirão do Diabo" (Cosac Naify, 2001). Ganhou diversos prêmios por suas obras, como o "San Francisco City College’s Photography Department of Scholarship" (1992); o "World Image Award Competition" pelo Photo District News, Nova York (1992); o "Portrait Excellence Award" (1996); o "New Works Awards" pelo En Foco, Nova York (1998); o "Mother Jones International Fund for Documentary Photography" (1999); Bolsa Vitae de Artes, São Paulo (2002); o "Caracas Think Tank" (2003); o "All Roads Photography Program" para National Geographic Society (2005). www.andrecypriano.com; fotoempauta.com. br; www.culturesofresistance.org; www.fredericosevegallery.com; www.artprice.com.



504 - J. CARLOS (1884 - 1950)

Carnaval - desenho a nanquim e aquarela - 25 x 14 cm - canto inferior direito -

Nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, desenhista, ilustrador e caricaturista. Realizou mais de cem mil desenhos, não se conhecendo um único ruim. Observador arguto, retratou com maestria e humor o cotidiano de sua cidade natal, da qual, consta, ausentou-se por duas únicas ocasiões. JULIO LOUZADA vol. 10, pág. 181; CARICATURISTAS BRASILEIROS, de Pedro Corrêa do Lago, pág. 74; WALTER ZANINI, pág. 448; ARTE NO BRASIL, pág. 646.



505 - FRANCISCO STOCKINGER (1919 - 2009)

Mulher - múltiplo em bronze - 21 x 4 x 4,5 cm - base -

Natural de Traum, Áustria, Xico Stockinger, como é conhecido, foi aluno de Bruno Giorgi e desde 1954, radicado em Porto Alegre, á um escultor da figura humana e do animal. Também é excelente desenhista e gravador. Começou a expor na década de 40, no Rio de Janeiro, recebendo premiações. Desempenhou importante papel no desenvolvimento das artes plástica gaúcha. Tem seu nome firmado no cenário nacional e internacional, como escultor expressivo e original. JULIO LOUZADA, vol.11, pág.311; PONTUAL, pág.506; MEC., vol.4, pág.342/3.; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 720; ARTE NO BRASIL, pág. 868; LEONOR AMARANTE, pág. 136.



506 - JOSÉ MARQUES CAMPÃO (1892 - 1949)

Paisagem - aquarela - 35 x 26 cm - canto inferior direito -

Excelente paisagista paulistano, aluno de Oscar Pereira da Silva, da Academia Julian - Paris, e da Escola Nacional Superior de Belas Artes de Paris, entre 1912 e 1918. Foi membro da Comissão de Orientação Artística de São Paulo em 1944. Expôs no Salão dos Artistas Franceses e em diversas exposições coletivas e individuais. TEODORO BRAGA, pág. 61/62; PONTUAL, pág. 102; MEC, vol. 1, pág. 331; REIS JR., pág. 374; WALMIR AYALA, vol. 1,pág. 160; ITAU CULTURAL, Acervo FIEO, RUTH TARASANTCHI.



507 - MARCELO GRASSMANN (1925 - 2013)
RETIRADO

Figuras - litografia - P. A. - 29 x 24 cm - canto inferior direito -

Desenhista, gravador, ilustrador, pintor, escultor e professor, nasceu em São Simão, SP. Estuda fundição, mecânica e entalhe em madeira na Escola Profissional Masculina do Brás, SP. Passa a realizar xilogravuras a partir de 1943. Atua como ilustrador do Suplemento Literário do ‘Diário de São Paulo’, do ‘O Estado de S. Paulo’ e do ‘Jornal do Estado da Guanabara’. Quando reside no Rio de Janeiro, a partir de 1949, freqüenta os cursos de gravura em metal, com Henrique Oswald e de litografia, com Poty, no Liceu de Artes e Ofícios. Em Salvador (1952), trabalha com Mario Cravo Júnior. .Recebe o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Arte Moderna (1953) e vai para a Academia de Artes Aplicadas, em Viena. Passa a dedicar-se principalmente ao desenho, à litografia e à gravura em metal. Em 1969, sua obra completa é adquirida pelo governo do Estado de São Paulo, passando a integrar o acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo . Em 1978, a casa em que nasceu, em São Simão, é transformada em museu e tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo - Condephaat. Participou de muitas exposições e das Bienais de: São Paulo (1951 a 1961, 1967, 1969, 1979, 1985, 1989); Veneza (1950, 1956, 1958, 1962); Paris (1959). Principais prêmios: Bienal de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1959, 1967); Bienal de Veneza (1950, 1956, 1958,1962); Bienal de Paris (1959). PONTUAL, PÁG. 249; MEC, VOL. 2, PÁG. 281 E 282; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG. 439; VOL. 5, PÁG. 453; VOL. 9, PÁG. 383.



508 - MANOEL MARTINS (1911 - 1979)

Retirantes - técnica mista - 31 x 48 cm - canto inferior direito - 1957 -

Natural de São Paulo, MANOEL MARTINS participou ativamente do Grupo Santa Helena, onde defendeu a necessidade de fazer da arte uma profissão, e ocupar com ela, um espaço na sociedade. Manoel Martins, a partir da exposição da Familia Artística Paulista em 1937, realizado pelos integrantes do Grupo, desenvolveu obras no âmbito do figurativo, buscando incorporar a vida, o movimento, as aglomerações do mundo urbano, substituindo a figuração pós-impressionistas por elementos racionais do cubismo com a valorização do expressionismo. TEIXEIRA LEITE, pág. 316; JULIO LOUZADA, vol.11, pág. 201; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 584; ARTE NO BRASIL, pág. 784, Acervo FIEO.



509 - HENRIQUE BONIFACIO (1954)

Paisagem - óleo sobre eucatex - 22 x 30 cm - canto inferior esquerdo -
Com dedicatória. -

Pintor fluminense nascido em Niterói/RJ. Frequentou a Escola Fluminense de Belas Artes de 1971 a 1974. Em 1975 passou a cursar a Escola Nacional de Belas Artes/RJ onde permaneceu até 1981 estudando com Israel Pedrosa. Participou de diversos salões oficiais, com premiações e inúmeras exposições individuais pelo Brasil. O Banco do Estado do Ceará e a Petrobras possuem obras em seus acervos. JÚLIO LOUZADA, vol. 3, pág. 143.



510 - FULVIO PENNACCHI (1905 - 1992)

"Figuras caminhando à beira mar" - óleo sobre eucatex - 20 x 30 cm - canto inferior direito e dorso - 1984 -
Com etiqueta do ateliê do autor n° 015-BO-241.86A, no dorso. -

Pintor, ceramista, desenhista, ilustrador, gravador, professor nascido na cidade de Villa Collemandina, Itália e falecido em São Paulo. Em 1924 foi para Lucca e iniciou sua formação artística no ‘Regio Istituto di Belle Arti’ onde teve aulas com o pintor Pio Semeghini. Mudou-se para São Paulo em 1929 e dedicou-se a diferentes atividades até 1933, quando passou a auxiliar Galileo Emendabili na execução de monumentos funerários. Em 1935, conheceu Francisco Rebolo, passou a frequentar seu ateliê e conviveu com os artistas do Grupo Santa Helena. Nessa mesma época integrou a Família Artística Paulista e iniciou a produção de painéis em afresco e óleo para residências, igrejas, hotéis e outras edificações, destacando-se os afrescos de grandes dimensões para a Igreja Nossa Senhora da Paz, no bairro do Glicério, executados entre 1941 e 1948. Em 1965, iniciou um período de recolhimento e manteve-se afastado das exposições e do circuito artístico. Em 1973, reabriu seu ateliê e recebeu diversas homenagens no Brasil e na Itália. Nesse mesmo ano conheceu a ceramista Eunice Pessoa e com ela desenvolveu um grande número de peças que foram expostas em 1975. Sem nunca ter abandonado as atividades artísticas, voltou a figurar em diversas mostras e continuou a produzir painéis em afresco. Em 1980, Pietro Maria Bardi publicou um livro sobre sua obra. Nove anos depois, foi lançado o livro ‘Ofício Pennacchi’, organizado por Valério Antonio Pennacchi, responsável também pela publicação, em 2002, do livro ‘Fulvio Pennacchi: Pintura Mural’. Importante retrospectiva da obra do artista foi realizada, em 1973, no MAM - São Paulo. TEODORO BRAGA, PÁG. 192; MEC, VOL, 3, PÁG. 365; WALMIR AYALA, VOL, 2, PÁG. 182; PONTUAL, PÁG. 416; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 784; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 740; ACERVO FIEO.



511 - PEDRO AMÉRICO DE FIGUEIREDO E MELLO (1843 - 1905)

Rosto - desenho a carvão - 36 x 31 cm - centro inferior -

Natural de Areia, PB 1843, residiu e foi ativo no Rio de Janeiro e na Europa, onde veio a falecer na cidade de Florença, Itália.. Pintor, desenhista, professor, caricaturista, escritor. Frequentou a Academia Imperial de Belas Artes-RJ. Entre 1859 e 1864, com bolsa concedida pelo imperador Dom Pedro II (1825-1891), estuda na École National Superiéure des Beaux-Arts de Paris, onde é aluno de Ingres, Léon Cogniet, Hippolyte Flandrin e Carle-Horace Vernet; Em 1865 fixa-se em Bruxelas, Bélgica, e titula-se doutor em ciências naturais pela Université de Bruxelas em 1868. Alterna estadas no Rio de Janeiro e em Florença, mas continua como professor de estética, história da arte e arqueologia na Aiba. Nos anos de 1870 e 1871, é responsável pela revista de caricatura A Comédia Social. Entre 1886 e 1888, pinta a tela Independência ou Morte para o Salão de Honra do Museu do Ipiranga, atualmente Museu Paulista da Universidade de São Paulo. JULIO LOUZADA, vol. 13 pág.11; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 391. MEC, PONTUAL pág. 411; ARTE NO BRASIL, pág. 514; F. ACQUARONE, pág. 67.



512 - JOÃO JOSÉ RESCALA (1910 - 1986)

"Terra caída - Orucará" - óleo sobre tela - 54 x 73 cm - canto inferior direito - 12 - 1938 - Amazonas -

Natural do Rio de Janeiro, Rescala é pintor, desenhista e professor. Frequentou o Liceu de Artes e Ofícios e a antiga ENBA daquela cidade. Foi um dos fundadores do Núcleo Bernardelli. Paisagista e pintor de cenas de costumes, conquistou diversas medalhas e premios, inclusive de viagem, nos diversos SNBA que participou. Restaurou diversas obras de arte pertencentes a instituições religiosas da Bahia e Pernambuco, inclusive do Museu de Arte Sacra. MEC vol.4, pág. 54; PONTUAL, pág. 449; WALTER ZANINI, pág. 579, Acervo FIEO.



513 - CARYBÉ (1911 - 1997)

"Cantoria da manhã" - serigrafia - 90/250 - 46 x 62 cm - canto inferior direito na tela serigráfica -

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



514 - JORDÃO DE OLIVEIRA (1900 - 1980)

Paisagem - óleo sobre tela - 47 x 38 cm - canto inferior direito -

Natural de Aracajú, Sergipe. Foi pintor e professor. Iniciou sua carreira artística sob a orientação do mestre Quintino Marques. Fixou residência no Rio de Janeiro, onde estudou na antiga ENBA, tendo Baptista da Costa, Lucilio de Albuquerque e Rodolpho Chambelland como professores. Posteriormente, como livre docente, assumiu a cadeira de pintura da Escola de Belas Artes da Universidade Federal do RJ. A partir de 1924 participa de coletivas, recebendo premiações. As suas obras traduzem um equilibrio de cor e massas, que dão as características do seu trabalho. Obras suas se encontram no MNBA, Pinacoteca-SP, e em outros museus importantes do Pa~is. JULIO LOUZADA, vol 1 pág. 691.



515 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Paisagem - óleo sobre eucatex - 50 x 33 cm - canto inferior direito ilegível -



516 - SALVADOR DALI (1904 - 1989)

Figura - gravura - E. A. - 54 x 37 cm - canto inferior direito -
No estado. -

Pintor, gravador e cartazista. Grande mestre Catalão. Personagem extravagante, louco, irreverente, apocalíptico, são alguns dos adjetivos mais frequentes dados à sua pessoa, mas foi, sobretudo, um gênio. ART PRICE ANNUAL, 2000, págs.582 a 585: BENEZIT, vol.3, págs. 329 a 331; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 309



517 - GALDINO GUTTMANN BICHO (1888 - 1955)

Paisagem - óleo sobre tela colada em cartão - 34 x 40 cm - canto inferior direito e dorso - 1944 -

Nascido em Petrópolis, passou sua infância em Sergipe, transferindo-se para o Rio de Janeiro, onde iniciou seus estudos. Foi aluno de Zeferino da Costa e de Rodolpho Amoedo. Recebeu diversos prêmios pelas suas participações em Salões Nacionais, inclusive o de Viagem à Europa em 1921. De espírito inquieto e temperamento polêmico, foi elemento ativo na vida artística carioca, sobretudo antes do predomínio das tendências modernas de que fora um dos precursores, pelo gosto nas pesquisas de luz dos impressionistas. LAUDELINO FREIRE, pág. 512; TEODORO BRAGA, pág. 114; REIS JUNIOR, pág. 372; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 104; PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, vol. 2, pág. 248; ARTE NO BRASIL, pág. 602.



518 - JOSÉ DE OLIVEIRA MACAPARANA (1952)

Composição - colagem - 75 x 75 cm - dorso - Agosto de 2000 -

Escultor, autodidata, o artista é natural de Macaparana, PE, sendo filho e neto de marceneiros. Faz sua primeira exposição individual na Galeria Empetur em 1970, no Recife. Entre 1972 e 1973, reside no Rio de Janeiro; depois muda-se para São Paulo. Entre as mostras de que participa, destacam-se: IV Bienal Ibero-Americana de Arte, Cidade do México, 1984 (Artista Convidado); Salão de Arte Contemporânea, São Paulo, 1986; MAC - 25 Anos, no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, 1988; Bienal Internacional de São Paulo 1991; Tendências Construtivas no Acervo do MAC/USP, no Centro Cultural Banco do Brasil, Rio de Janeiro, 1996. JULIO LOUZADA, vol. 9 pág. 509; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



519 - NELSON ICIBACI (1922)

Natureza morta - óleo sobre tela - 50 x 60 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1985 -

Pintor e desenhista, nasceu em São Paulo-SP, no dia 27 de agosto de 1922. Estudou desenho no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo e técnica de pintura com os professores particulares, como mestre A. Costa Jr. Participou de diversas exposições coletivas oficiais, com premiações ( conforme extensa lista publicada na bibliografia abaixo ), e de leilões de arte em São Paulo, onde foi ativo. JULIO LOUZADA, vol 2 - pág 509



520 - ALBERTO DA VEIGA GUIGNARD (1896 - 1962)

Natureza morta - guache - 23 x 18 cm - canto inferior direito - 1949 -
Acompanha nota fiscal de compra em leilão n° 8136 do Espaço Urca Arte Ltda. Rua Conde de Irajá, 612, Botafogo - Rio de Janeiro, RJ. -

Pintor, professor, desenhista, ilustrador e gravador, Alberto da Veiga Guignard nasceu em Nova Friburgo, RJ e faleceu em Belo Horizonte, MG. Mudou-se com a família para a Europa em 1907. Em dois períodos, entre 1917 e 1918 e entre 1921 e 1923, frequentou a Real Academia de Belas Artes de Munique, onde estudou com Hermann Groeber e Adolf Hengeler. Aperfeiçoou-se em Florença e em Paris, onde participou do Salão de Outono. Retornou para o Rio de Janeiro em 1929 e integrou-se ao cenário cultural por meio do contato com Ismael Nery. Participou do Salão Revolucionário de 1931, e foi destacado por Mário de Andrade como uma das revelações da mostra. Em 1941, integrou a Comissão Organizadora da Divisão de Arte Moderna do Salão Nacional de Belas Artes, com Oscar Niemeyer e Aníbal Machado. Em 1943, passou a orientar alunos em seu ateliê e criou o Grupo Guignard. A única exposição do grupo, realizada no Diretório Acadêmico da Escola Nacional de Belas Artes, foi fechada por alunos conservadores e reinaugurada na Associação Brasileira de Imprensa. Em 1944, a convite do prefeito Juscelino Kubitschek, transferiu-se para Belo Horizonte e começou a lecionar e dirigir o curso livre de desenho e pintura da Escola de Belas Artes, por onde passaram Amilcar de Castro, Farnese de Andrade e Lygia Clark, entre outros. Permaneceu à frente da escola até 1962, quando, em sua homenagem, esta passou a chamar-se Escola Guignard. Participou da Bienal de Veneza (1928, 1952); da Bienal Internacional de São Paulo (1951) e outras. PONTUAL, PÁG. 254; MEC, VOL. 2, PAG. 304; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 236; JULIO LOUZADA, VOL. 10, PÁG. 404; ART PRICE ANNUAL 2000, PÁG. 1013; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 373; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 559; ARTE NO BRASIL, PÁG. 505; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28; www.pinturabrasileira.com; www.brasilescola.com; web.artprice.com.



521 - ALFREDO GALVÃO (1900 - 1987)

Paisagem - aquarela - 17 x 11 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor e professor de arte, ex-diretor do Museu Nacional de Belas Artes, Galvão foi aluno de Amoedo, Chambelland e Lucílio de Albuquerque, tendo conquistado o prêmio de viagem ao estrangeiro no Salão Nacional de Belas Artes de 1927. Cultivou todos os gêneros, fiel ao estilo de sua mocidade. TEODORO BRAGA, págs. 30 e 105; Catálogo da Exp. De Paisagem Brasileira - Min. da Educ. e Saúde - MNBA / Rio / 1944 - n/nº P. 149; REIS JR. ,pág. 380; MEC, vol. 2, pág. 237; PONTUAL, pág. 231; TEIXEIRA LEITE, pág. 214.



522 - ANTONIO BANDEIRA (1922 - 1967)

Composição - aquarela - 15 x 20 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, nascido em Fortaleza, CE e falecido em Paris, onde viveu a maior parte de sua vida. É um dos pioneiros da arte abstrata no Brasil. Iniciou-se na pintura como autodidata. Em 1941, em Fortaleza, participou, ao lado de Mário Baratta, entre outros, da criação do Centro Cultural de Belas Artes depois, Sociedade Cearense de Artes Plásticas. Em 1945, transferiu-se para o Rio de Janeiro e, no ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual. Contemplado pelo governo francês com bolsa de estudos, permaneceu em Paris de 1946 a 1950 onde frequentou a Escola Nacional Superior de Belas Artes e a ‘Académie de la Grande Chaumière’. Entre 1947 e 1948 participou do ‘Salon d'Automne’ e do ‘Salon d'Art Libre’. Tomou parte em reuniões de artistas e formou o Grupo Banbryols (ban de Bandeira; bry de Camille Bryen; e ols de Wols), que durou de 1949 a 1951. Voltou ao Brasil em 1951 e apresentou-se na 1ª Bienal Internacional de São Paulo. Em 1952, criou um mural para o Instituto dos Arquitetos do Brasil, em São Paulo. Retornou a Paris em 1954 em razão do Prêmio Fiat, obtido na 2ª Bienal Internacional de São Paulo, mas não deixou de expor no Brasil. Permaneceu na Europa até 1959, passando pela Inglaterra e Bélgica, onde, em 1958, realizou um painel para o ‘Palais des Beaux-Arts’. Ao retornar ao Brasil teve uma atividade artística intensa, participou de importantes exposições, em paralelo a mostras em Paris, Munique, Verona, Londres e Nova York. Voltou a Paris em 1965, onde permaneceu até sua morte. BENEZIT, VOL.1, PÁG.415; MEYER/87, PÁG.606; MEC, VOL.1, PÁGS.159,160 E 167; PONTUAL, PÁGS. 48 E 49; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁGS. 71 A 74; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 52 A 54; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; ARTE NO BRASIL, PÁG. 599; LEONOR AMARANTE, PÁG. 34; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 86; ACERVO FIEO; web.artprice.com; pitoresco.com; pinturabrasileira.com.



523 - ANTONIO ROCCO (1880 - 1944)

Nossa Senhora - óleo sobre tela - 69 x 49 cm - lado esquerdo -

Pintor italiano, natural de Amalfi. Frequentou o Instituto de Belas Artes de Nápoles. No Brasil, fixou-se em São Paulo. Participou do SNBA e no SPBA de 1933, recebendo importantes premiações. A PINACOTECA - SP possui obras de sua autoria. TEODORO BRAGA; JULIO LOUZADA, vol 13 pág. 286; ITAÚ CULTURAL, RUTH TARASANTCHI.



524 - ROSINA BECKER DO VALLE (1914 - 2000)

"Conjunto popular" - guache - 27 x 36 cm - canto inferior direito - 1964 -

Foi aluna de Ivan Serpa, no Atelier Livre de Pintura do MAM-RJ. Pintora ingênua ou naif, Rosina tem como principais temas as manifestações populares, como carnaval, capoeira, etc. Participa de coletivas oficiais desde 1957 (Salão Nacional de Arte Moderna-RJ). Diversas instituições possuem obras suas em acervo, tais como MAM-RJ, MAM-SP, Museu de Buenos Aires, Museu de Hamburgo, Alemanha, Fundação Castro Maia-RJ. etc WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 401; MEC, vol. 4, pág. 441; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 330; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 810.



525 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

Mulher sentada - escultura em bronze - 32 x 10 x 13 cm - assinado -
Ex coleção Sebastião Alves - Bragança Paulista - SP. -

Escultor e pintor paulista, iniciou seus estudos de escultura em Roma 1920/1922. Mais tarde tornou-se aluno de Maillol, em Paris, onde também frequentou as academias Ranson e de La Grande Chaumière, em 1936. É considerado o maior escultor nacional. MEC, vol.2, pág. 250/1; PONTUAL, pág. 237/8; MAYER/84, pág. 1333; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 587; ARTE NO BRASIL, pág. 715; LEONOR AMARANTE, pág. 18.



526 - CÍCERO DIAS (1908 - 2003)

"Bicicleta" - litografia - E. A. - 65 x 95 cm - canto inferior esquerdo -
Com certificado de autenticidade de Simões de Assis Galeria de Arte - Curitiba - PR, datada de 30 de agosto de 2013. -

Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, cenógrafo e professor - Cícero dos Santos Dias nasceu em Escada, PE e faleceu em Paris. Iniciou estudos de desenho em sua terra natal e mudou-se para o Rio de Janeiro, onde se matriculou, em 1925, nos cursos de arquitetura e pintura da Escola Nacional de Belas Artes, mas não os concluiu. Entrou em contato com o grupo modernista e, em 1929, colaborou com a ‘Revista de Antropofagia’. Em 1931, no Salão Revolucionário, na Enba, expôs o polêmico painel, tanto por sua dimensão quanto pela temática: ‘Eu Vi o Mundo... Ele Começava no Recife’. Ilustrou, em 1933, ‘Casa Grande & Senzala’, de Gilberto Freyre. Em 1937 foi preso no Recife quando da decretação do Estado Novo. A seguir, incentivado por Di Cavalcanti, viajou para Paris onde conheceu Georges Braque, Henri Matisse, Fernand Léger e Pablo Picasso, de quem se tornou amigo. Em 1942, foi preso pelos nazistas e enviado a Baden-Baden, na Alemanha. Entre 1943 e 1945, viveu em Lisboa como Adido Cultural da Embaixada do Brasil. Retornou a Paris onde integrou o grupo abstrato Espace. Em 1948, realizou o mural do edifício da Secretaria das Finanças do Estado de Pernambuco, considerado o primeiro trabalho abstrato do gênero na América Latina. Em 1965, foi homenageado com sala especial na Bienal Internacional de São Paulo. Inaugurou, em 1991, painel de 20 metros na Estação Brigadeiro do Metrô de São Paulo. No Rio de Janeiro, foi inaugurada a Sala Cícero Dias no Museu Nacional de Belas Artes - MNBA. Recebeu do governo francês a Ordem Nacional do Mérito da França, em 1998, aos 91 anos. MEC, VOL.2, PÁG.50; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁG.252; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 157, PONTUAL, PÁGS. 174; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 715; LEONOR AMARANTE, PÁG. 146; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 334; ACERVO FIEO; web.artprice.com.



527 - CARMÉLIO CRUZ (1924)

"Carinho" - óleo sobre tela - 46 x 38 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1982 - Rio de Janeiro -

Natural de Canindé, CE. Pintor e desenhista iniciou suas atividades artísticas em sua terra natal. De 1947 a 1950 lecionou desenho no Rio, na Associação Brasileira de Desenho. Fixou-se em São Paulo a partir de então, participando de diversas Bienais até 1967 e nos SNAM, de 1959 a 1963, recebendo diversas premiações. Expôs individualmente em diversas cidades do País. Sobre sua obra, assim se referiu Theon Spanudis (1965): "Partindo de algumas experiências plásticas de Paul Klee, desenvolveu nos últimos anos uma pintura sui-generis, que se caracteriza pelo feliz casamento de dois elementos diferentes, senão opostos (...) Um elemento rítmico, linear que invade a tela e a subdivide em segmentos rítmicos, e um elemento cromático, difuso", encontrando nas suas obras "evocações poéticas de muros antigos, muros abandonados, muros com musgo, e a melancolia de cidadezinhas do interior (...) com seus humildes casebres ritmicamente seriados." MEC, vol. 1, pág. 498; PONTUAL, pág. 152; WALMIR AYALA, vol. 1, págs. 224/226; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 697; LEONOR AMARANTE, pág. 18; Acervo FIEO.



528 - ELENA NIKITINA (1940)

Interior - óleo sobre tela colada em madeira - 34 x 26 cm - centro superior e dorso - 2004 -

Pintora, desenhista, cenógrafa de TV e professora nascida em Moscou, Rússia. Cursou a Escola de Belas Artes de Moscou (1967). Até 1976 exerceu várias atividades ligadas às artes quando se mudou para o Brasil, incentivada pela irmã e seu cunhado, o artista plástico brasileiro Octávio Araújo. Tanto na Rússia como aqui no Brasil, realizou muitas exposições individuais e participou de mostras coletivas e Salões oficiais. Foi premiada em Moscou (1970) e em Leningrado, atual São Petersburgo, Rússia (1971). ITAU CULTURAL, JULIO LOUSADA VOL. 1, PÁG. 675; VOL. 4, PÁG. 802; www.catalogodasartes.com.br; www.artprice.com.



529 - IVONE VISCONTI CAVALLEIRO (1901 - 1965)

Santa - óleo sobre eucatex - 30 x 26 cm - canto inferior esquerdo -
Ex coleção José Adolpho da Silva Gordo, São Paulo - SP. -

Nasceu em Paris, França e faleceu na cidade do Rio de Janeiro. Pintora, desenhista e ceramista, começou a sua formação artística com o seu pai, o pintor Eliseu Visconti. Estudou gravura com Osvaldo Goeldi (na antiga ENBA) e pintura com André Lhote. Recebeu as medalhas de prata em pintura e de ouro em arte decorativa no SNBA, bem como a medalha de ouro no Salão da Associação dos Artistas Brasileiros de 1964. Participou ainda do VI ao XII SNAM (1957-1964). Era casada com o pintor Henrique Cavaleiro. PONTUAL, 123; JULIO LOUZADA, vol.10, pág.211; MEC, vol.1, pág.393; REIS JR.; TEIXEIRA LEITE, pág.533; WALMIR AYALA, vol.2, pág.424 a 426.



530 - WEGA NERY (1912 - 2007)

"Evocação" - óleo sobre tela - 50 x 60 cm - canto inferior direito e dorso - 1978 - Guarujá -
Ex coleção jornalista José Tavares de Miranda - São Paulo, SP. -

Natural de Corumbá-MT, estudou desenho e pintura na Escola de Belas Artes em São Paulo entre 1946 e 1949. Nos anos 50, aperfeiçoou estudos com Joaquim da Rocha Ferreira, Yoshiya Takaoka e Samson Flexor. Participou do Grupo Guanabara em 1952 e do Atelier-Abstração, liderado por Samson Flexor, em 1953. Expõs individualmente a partir de 1955. Recebeu o prêmio de melhor desenhista nacional em 1957 e o prêmio aquisição nacional em 1963. PONTUAL, pág. 551; TEIXEIRA LEITE, pág. 541, JULIO LOUZADA vol.9, pág. 919; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 682; ARTE NO BRASIL, pág. 942; LEONOR AMARANTE, pág. 57.



531 - WAICHI TSUTAKA (1911 - 1995)

Composição - óleo sobre tela - 74 x 60 cm - canto inferior direito -
Com etiqueta de Documenta Galeria de Arte - São Paulo, SP - no dorso. -

Pintor nascido em Nishinomiya - Hyogo, Japão. Estudou arte ocidental em Osaka (1942-1944) e viajou, entre 1959 e 1963, pelo Canadá, Estados Unidos, Américas Central e do Sul, Itália, Inglaterra, Suíça e França. Entre as muitas exposições realizadas destacam-se as individuais em: Osaka, Tóquio, Hiroshima, Kobe, São Paulo e as participações de mostras e Salões oficiais em: São Paulo (1957 e 1959 - Bienais Internacionais); Nova York (1960); Berlim (1961); Tóquio (1963). O Museu de Arte Moderna de São Paulo possui, em seu acervo, obras suas. BENEZIT VOL. 10, PÁG. 300; ITAU CULTURAL; MEC VOL. 4, PÁG. 413; JULIO LOUZADA VOL. 5, PÁG. 1070; www.artprice.com; www.artnet.com; www.okamura-pic.co.jp.



532 - NICOLA FABRICATORE (1889 - 1960)

Maternidade - óleo sobre tela - 61 x 46 cm - canto inferior esquerdo -

Napolitano, pintava figuras, retratos, paisagens e naturezas mortas. Participou da Quadriennali d'Arte Romana, em 1931, 1935, 1939 e 1943, além de outros certames de prestigio em sua terra natal. Esteve em São Paulo, onde pintou cenas urbanas e paisagens da várzea do Rio Tietê. Citado em Pintores Italianos no Brasil, ed. SOCIARTE/1982; ART SALE, vol.1, pág.372; JULIO LOUZADA, ed.1987, pág.381; ART PRICE ANNUAL, 200, PÁG.768; ITAU CULTURAL, RUTH TARASANTCHI.



533 - ANTONIO POTEIRO (1925 - 2010)

Flores e pássaros - óleo sobre tela - 25 x 30 cm - canto inferior direito e dorso - 2007 -

Português de Braga, viveu em São Paulo e Minas Gerais, radicando-se definitivamente em Goiânia, desde 1967. O sobrenome artístico Poteiro vem das obras em barro e cerâmica que trabalhou por mais de 12 anos, até se transformar no pintor original e vigoroso que foi. Amigo de Siron Franco, seu grande incentivador na pintura. WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 217; TEIXEIRA LEITE, págs 31 e 32; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 808; LEONOR AMARANTE, pág. 294, Acervo FIEO.



534 - LIVIO ABRAMO (1903 - 1992)

Paisagem - xilogravura - P. A. - 20 x 22 cm - canto inferior direito - 1966 -
Com a seguinte dedicatória: "Ao Marcelo, Sonia um bom 1967 com o abraço de Livio Abramo." -

Gravador, desenhista, pintor, ilustrador, jornalista e professor, nasceu em Araraquara, SP e faleceu em Assunção, Paraguai. Mudou-se para São Paulo, onde, em 1909, estudou desenho com Enrico Vio no Colégio Dante Alighieri. No início dos anos de 1920, fez ilustrações para pequenos jornais e entrou em contato com a obra de Oswaldo Goeldi e de gravadores expressionistas alemães. Realizou as primeiras gravuras em 1926. Em 1947, ilustrou o livro ‘Pelo Sertão’, do escritor Afonso Arinos de Mello Franco, publicado em 1949. Com essa série de ilustrações, apresentadas no Salão Nacional de Belas Artes, obteve o prêmio de viagem ao exterior. Seguiu para a Europa em 1951. Em Paris frequentou o Atelier 17, aperfeiçoando-se em gravura em metal com Stanley William Hayter. De volta ao Brasil, foi premiado como o melhor gravador nacional na Bienal Internacional de São Paulo, nas edições de 1953 e de 1963. Deu aulas de xilogravura na Escola de Artesanato do Museu de Arte Moderna de São Paulo. Foram seus alunos, entre outros, Maria Bonomi e Antonio Henrique Amaral . Fundou o Estúdio Gravura, em 1960, com Maria Bonomi. Em 1962, foi convidado pelo Itamaraty a integrar a Missão Cultural Brasil-Paraguai, posteriormente Centro de Estudos Brasileiros. Mudou-se para o Paraguai e dirigiu até 1992, o Setor de Artes Plásticas e Visuais. Foi fundador do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Paraguai. PONTUAL, PÁG. 1, JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 19; MEC VOL.1, PÁG. 33; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 795; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28; ACERVO FIEO.



535 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Pelé - escultura em bronze - 43 x 7 x 17 cm - não assinado -



536 - MARIA LEONOR APPE (1933)

Floresta - óleo sobre tela - 60 x 50 cm - canto inferior direito - 2014 -

Nasceu em Santos, SP, no dia 22 de maio, transferindo residência para a Capital com a família em 1942, onde reside e é ativa. Desde cedo acompanhava o trabalho do pai, então pintor amador, que procurava incentivá-la nas artes plásticas. Autodidata, após o falecimento do pai em 1968, dedica-se à pintura, recebendo ensinamentos dos mestres Nestor Peres, Colete Pujol e Waldemar da Costa. A partir de 1990 dedica-se totalmente à pintura e à aquarela; integra a Diretoria da Associação Paulista de Belas Artes, da qual é sócia benemérita e conselheira perpétua. Participou de diversos certames oficiais, com premiações várias, tais como medalhas de bronze e de prata.



537 - FLAVIO SHIRÓ TANAKA (1928)

Composição - pastel - 48 x 64 cm - canto inferior esquerdo -
Reproduzido sob o n° 109 em catálogo de Leilão de Canvas Galeria de Arte - São Paulo, SP. -

Nasceu em Sapporo, Japão, imigrando com a família para o Brasil em 1932. Após estada no Pará, transfere-se para São Paulo em 1940, onde trava amizade com Octávio Araújo, Marcelo Grassmann e Luiz Sacilotto. Freqüenta o Grupo Santa Helena (1943). Em 1947, integra o Grupo Seibi, participa da mostra 19 Pintores e, em 1949, do Grupo 15. Em 1950, realiza a primeira individual na Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro. Com bolsa de estudo, viaja a Paris, onde permanece de 1953 a 1983. Estuda mosaico com Gino Severini, gravura em metal com Johnny Friedlaender e litografia na Escola Superior de Belas Artes de Paris; também freqüenta o ateliê de Sugai e Tabuchi. Nesse período, participa também do movimento artístico brasileiro e integra o Grupo Austral (Movimento Phases) de São Paulo.. JULIO LOUZADA vol.11, pág. 298.; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 649; ARTE NO BRASIL, pág. 803; LEONOR AMARANTE, pág. 330.



538 - EUGÊNIO DE PROENÇA SIGAUD (1889 - 1979)

Pescadores - óleo sobre tela - 38 x 63 cm - canto inferior direito e dorso - 1965 - Recife -

Estudou desenho na Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro com Modesto Brocos, formando-se em arquitetura em 1932, nessa mesma escola. A partir de 1935, dedicou-se à pintura mural e, de 1937, à pintura de temas sociais, com predominância de motivos de operários em construção e trabalhadores rurais. Caracteriza-se por uma grande versatilidade técnica, sendo dos raros pintores brasileiros a utilizar, lado a lado, o óleo, a têmpera e a encáustica, além da aquarela e do guache. Participou do Núcleo Bernardelli. PONTUAL, pág. 489; MEC, vol. 4, pág. 243; TEIXEIRA LEITE, pág. 475 e 476; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 324 a 327; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 579; ARTE NO BRASIL, pág. 763, Acervo FIEO.



539 - SUSSELY (XX)

Picos nevados - óleo sobre tela - 80 x 60 cm - canto inferior direito - 1967 -

Pintor argentino com diversas exposições pela América Latina.



540 - LOUIS GABRIEL EUGÈNE ISABEY (1803 - 1886)

Porto - óleo sobre tela - 40 x 60 cm - canto inferior direito -
Reproduzido no convite deste leilão. -

Pintor de gênero, de marinhas, paisagens, aquarelista e litógrafo francês, nascido e falecido na cidade de Paris (22/7/1803-27/4/1886). Representantante da escola francesa de pintura. O melhor de sua produção está na pintura de marinhas e, a costa das regiões francesas da Normandia e Bretanha, foram frequentes fontes de inspiração. A Holanda, a Inglaterra e a Argélia, para onde seguiu em 1830, como desenhista oficial de uma expedição, serviram também de tema para as suas pinturas. BENEZIT, vol. 5, pág. 730/731/732; ART PRICE ANNUAL 2000, pág. 1204



541 - JENNER AUGUSTO (1924 - 2003)

Tropeiros - pastel - 21 x 30 cm - canto inferior direito - 3/12/1955 -

Natural de Aracajú, SE, fixou-se em Salvador a partir de 1949. Juntamente com Mario Cravo Júnior, Carybé e Genaro de Carvalho, trabalhou pela renovação das artes plásticas da Bahia (1950). Seus temas preferidos são os alagados, marinhas e sacros. MEC vol.1, pág.148; PONTUAL, pág. 279; JULIO LOUZADA vol.11, pág. 157; WALTER ZANINI, pág. 717; ARTE NO BRASIL, pág. 874; LEONOR AMARANTE, pág. 75, Acervo FIEO.



542 - ALIBERTO BARONI (1911 - 1994)

Coroinhas - óleo sobre tela - 54 x 35 cm - canto inferior direito -

Pintor ativo em São Paulo. Discípulo de Antonio Rocco, participou várias vezes do Salão Paulista de Belas Artes, premiado com menção honrosa (1935), medalha de prata (1959), pequena medalha de ouro (1960), prêmio Prefeitura de São Paulo (1962), Assembléia Legislativa (1965). Figurou no Salão de Belas Artes / Rio de Janeiro (1931 e 1941) e na Exposição de Belas Artes da Muse Italiche, SP (1928). Realizou individuais em São Paulo e outros estados. MEC, vol. 1, pág. 182; JÚLIO LOUZADA/1985, pág. 95 e vol. 6, pág. 103; PONTUAL, pág. 54; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



543 - LEOPOLD KARL MÜLLER (1834 - 1892)

Interior de igreja - aquarela - 36 x 25 cm - canto inferior direito -

Pintor e desenhista alemão nascido em Dresden, Alemanha e falecido em Weidlingen, Áustria. Quando jovem trabalhou no ateliê de seu pai que era litógrafo e depois recebeu aulas de K. Blaas. Foi diretor da Academia de Belas Artes de Viena. Por suas viagens ao Egito, países balcânicos e Turquia consagrou-se à pintura de costumes orientais, além das cenas da vida vienense. Expôs em Viena, Berlim e Dresden. JULIO LOUZADA VOL. 13, PÁG. 234; www.artprice.com; www.christies.com; www.arcadja.com.



544 - CARYBÉ (1911 - 1997)

Figura - desenho a nanquim e aguada - 27 x 20 cm - canto inferior direito -
Com a seguinte inscrição: "Estudo livro Aradia". -

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



545 - MARGARITA FARRÉ (1939)

Nu - escultura em bronze - 38 x 61 x 33 cm - assinado -
Reproduzido sob o n° 201 em catálogo de Leilão de Arte de James Lisboa, leiloeiro oficial, São Paulo - SP. -

Iniciou sua formação artística em 1973, com curso de desenho na FAAP, ali também estudando escutura com sob a orientação do professor Juan Godiño. Frequenta os atelier de Calabrone e Becheroni (1983 e 1984). Participa e realiza mostras coletivas e individuais a partir de 1984. JULIO LOUZADA, vol. 3 pág. 397.



546 - JOAQUIM TENREIRO (1906 - 1992)

Formas - óleo sobre eucatex - 46 x 35 cm - canto inferior direito e dorso - 1972 -

Designer, escultor, pintor, gravador e desenhista, Joaquim Albuquerque Tenreiro nasceu em Melo Guarda, Portugal e faleceu em Itapira, SP. Filho e neto de marceneiros, aos dois anos de idade mudou-se para o Brasil com a família. Retornou a Portugal em 1914 e ajudou o pai a realizar trabalhos em madeira. Iniciou aulas de pintura. Em 1928, transferiu-se definitivamente para o Rio de Janeiro, passando a frequentar o curso de desenho do Liceu Literário Português onde conquistou o prêmio Joaquim Alves Meira, a maior láurea daquele estabelecimento e fez cursos no Liceu de Artes e Ofícios. Em 1931, integrou o Núcleo Bernardelli. Na década de 1940, dedicou-se à pintura de retrato, de paisagem e de natureza-morta. Entre 1933 e 1943, trabalhou como designer de móveis nas empresas Laubissh & Hirth, Leandro Martins e Francisco Gomes. Em 1943, montou sua primeira oficina, a Langenbach & Tenreiro e, alguns anos depois, inaugurou duas lojas de móveis; primeiro no Rio de Janeiro e, posteriormente, em São Paulo. É o renovador do mobiliário brasileiro, responsável por toda uma linha de criação em que a funcionalidade se alia o bom gosto e o aproveitamento racional dos materiais do País. No final da década de 1960, Joaquim Tenreiro encerrou as atividades na área da concepção e fabricação de móveis para dedicar-se exclusivamente às artes plásticas, principalmente à escultura. Participou do Panorama da Arte Atual Brasileira, SP (1972, 1973, 1975, 1978, 1988), da Bienal Internacional de São Paulo (1965), entre outras, e realizou uma retrospectiva no MAM, RJ (1977). Tem pinturas suas figurando no MAM, SP, no MNBA e Museu Manchete, RJ. MEC, VOL.4, PÁGS.381 E 382; PONTUAL, PÁG.520; TEIXEIRA LEITE, PÁG.504; WALMIR AYALA, VOL.2, PÁG.376 E 377; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG.973; VOL. 5, PÁG. 1042; VOL.6, PÁG. 1111; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 580; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; www.joaquimtenreiro.com; renome.com.br; pinturabrasileira.com; web.artprice.com.



547 - IRACEMA ARDITI (1924 - 2006)

"Temporada" - óleo sobre tela - 33 x 22 cm - canto inferior direito e dorso - 1977 -

Esta festejadíssima artista brasileira, tanto em solo pátrio como no exterior, nasceu em São Paulo, SP. Suas obras ganharam o mundo pela linguagem própria e límpida de suas obras, nada ingênua ou primitiva. PONTUAL, pág. 272; TEIXEIRA LEITE, pág. 261; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



548 - ANTONIO THYRSO (1943)

Interior - óleo sobre tela colada em eucatex - 60 x 60 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista e gravador. Nasceu em Sapucaia-SP. Estudou pintura e desenho com Eduardo Sued e Nelson Nóbrega; gravura com Mário Gruber, M. Grassmann e Darel. José Roberto Teixeira Leite o definiu como um dos principais gravadores brasileiros com menos de 35 anos de idade. Exposições individuais desde 1971, coletivas a partir de 1962, incluvie no exterior. Diversas premiações, tais como em 1962 (Medalha de Bronze - Salão do Paraná) dentre outras. JULIO LOUZADA, vol 07 - pág 50



549 - PEDRO WEINGÄRTNER (1856 - 1929)

Espadachim - desenho a nanquim - 22 x 12 cm - canto inferior direito - 1889 -

Pintor gaúcho de origem alemã, Weingärtner estudou no Brasil, Alemanha e Itália, residindo por longos anos na Europa. Ao retornar ao Brasil, dedicou-se a temática gauchesca, que lhe motivou os trabalhos mais sensíveis. Um dos pioneiros da gravura de arte no Brasil. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 343; BENEZIT, vol. 10, pág. 675; TEODORO BRAGA, pág. 246; REIS JUNIOR, pág. 220/224; MEC, vol. 4, pág. 506/507; LAUDELINO FREIRE, pág. 386; PONTUAL, pág. 551/552; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 438/439; MAYER/84, pág. 1268; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 443; ARTE NO BRASIL, pág. 560; RGS, pág. 402.



550 - MARIA POLO (1937 - 1983)

Composição - óleo sobre tela - 130 x 160 cm - canto inferior direito - 1966 -
Reproduzido no convite deste leilão. - No estado. -

Pintora, desenhista, gravadora e vitralista nascida em Veneza, Itália e falecida no Rio de Janeiro. Estudou no Instituto de Arte de Veneza, entre 1949 e 1955 e no ateliê de De Pisis, em Roma, de 1955 a 1959. Veio para o Brasil em 1959 fixando-se em São Paulo e, a partir de 1962, no Rio de Janeiro. Realizou diversas exposições individuais em algumas das principais capitais do País e no exterior. Participou de muitas mostras e Salões oficiais, entre as quais: Bienal Internacional de São Paulo (1963, 1965, 1967); Panorama de Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1969, 1970, 1973). Foi premiada no 10º Salão Paulista de Arte Moderna, SP (1961). MEC, VOL. 3, PÁG. 424; PONTUAL, PÁG. 430; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 776; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 697; www.catalogodasartes.com.br; www.bolsadearte.com; www.artprice.com.



551 - LUCIANO MAURICIO (1925)

"Frutas de Bem Querer" - óleo sobre eucatex - 35 x 50 cm - canto inferior esquerdo - 21/10/1971 -

Natural da cidade do Rio de Janeiro, onde é ativo. Pintor, desenhista e cenógrafo. Formou-se em pintura pela antiga ENBA. Recebeu menção honrosa em desenho e medalha de prata em arte decorativa no SNBA. Figurou ainda nos III, XI, XII, XIV e XV SNAM (entre 1954 e 1966), na VIII BSP (1965). Em 1955 lecionou no MASP. JULIO LOUZADA, vol. 1; TEIXEIRA LEITE, pág 292; MEC, vol. 3 pág. 107; PONTUAL, pág. 350.



552 - ALBERTO DA VEIGA GUIGNARD (1896 - 1962)

Ouro Preto - desenho a nanquim - 15 x 23 cm - canto inferior direito -

Pintor, professor, desenhista, ilustrador e gravador, Alberto da Veiga Guignard nasceu em Nova Friburgo, RJ e faleceu em Belo Horizonte, MG. Mudou-se com a família para a Europa em 1907. Em dois períodos, entre 1917 e 1918 e entre 1921 e 1923, frequentou a Real Academia de Belas Artes de Munique, onde estudou com Hermann Groeber e Adolf Hengeler. Aperfeiçoou-se em Florença e em Paris, onde participou do Salão de Outono. Retornou para o Rio de Janeiro em 1929 e integrou-se ao cenário cultural por meio do contato com Ismael Nery. Participou do Salão Revolucionário de 1931, e foi destacado por Mário de Andrade como uma das revelações da mostra. Em 1941, integrou a Comissão Organizadora da Divisão de Arte Moderna do Salão Nacional de Belas Artes, com Oscar Niemeyer e Aníbal Machado. Em 1943, passou a orientar alunos em seu ateliê e criou o Grupo Guignard. A única exposição do grupo, realizada no Diretório Acadêmico da Escola Nacional de Belas Artes, foi fechada por alunos conservadores e reinaugurada na Associação Brasileira de Imprensa. Em 1944, a convite do prefeito Juscelino Kubitschek, transferiu-se para Belo Horizonte e começou a lecionar e dirigir o curso livre de desenho e pintura da Escola de Belas Artes, por onde passaram Amilcar de Castro, Farnese de Andrade e Lygia Clark, entre outros. Permaneceu à frente da escola até 1962, quando, em sua homenagem, esta passou a chamar-se Escola Guignard. Participou da Bienal de Veneza (1928, 1952); da Bienal Internacional de São Paulo (1951) e outras. PONTUAL, PÁG. 254; MEC, VOL. 2, PAG. 304; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 236; JULIO LOUZADA, VOL. 10, PÁG. 404; ART PRICE ANNUAL 2000, PÁG. 1013; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 373; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 559; ARTE NO BRASIL, PÁG. 505; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28; www.pinturabrasileira.com; www.brasilescola.com; web.artprice.com.



553 - CYLENE BITTENCOURT (1929 - 2012)

"Na rede" - óleo sobre tela - 62 x 50 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1985 -

Pintora e desenhista carioca estudou de 1946 a 1950 com Carlos Chambelland, e de 1950 a 1955 na Escola de Belas Artes Dom Henrique Cavalleiro. Residiu em Paris de 1958 a 1968, ali se dedicando ao desenho industrial, com padrões de tecidos para firmas da França e Itália. Só recomeçou a pintar em 1974, passando por uma fase abstrata, antes de encenar de novo o figurativismo com nús, bailarinas, crianças. Após uma série de banhistas, em 1976, assumiu sua temática, atual, onde preponderam artesãs, operárias, gente humilde que usa as mãos para criar. JULIO LOUZADA, vol.1, pág. 128.



554 - TITO DE ALENCASTRO (1934 - 1999)

Composição - óleo sobre tela colada em eucatex - 100 x 40 cm - dorso -
Com certificado n° 1116 firmado pelo autor, no dorso. -

Pintor, desenhista, gravador e mosaicista, radicou-se em 1961 em São Paulo, após ter estudado no Rio de Janeiro com Abelardo Zaluar, José Morais e Johnny Friedlaender. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 29; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 6; PONTUAL, pág. 14; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



555 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Na beira do Sena - óleo sobre tela - 60 x 120 cm - canto inferior direito ilegível - Paris -



556 - MAURICIO NOGUEIRA LIMA (1930 - 1999)

Círculos e formas - desenho a nanquim - 29 x 22 cm - canto inferior direito - 1959 -

Natural da cidade do Recife, PE, o autor foi pintor, arquiteto, desenhista e professor. Frequentou o Instituto de Belas Artes de Porto Alegre, o MAM-SP e diplomou-se em arquitetura pela Faculdade Mackenzie-SP. Ligado ao grupo Ruptura, Maurício tornou-se um artista de acentuados princípios racionais, sendo o autor de algumas introduções no campo da animação ótica dos espaços, na seriação das construções e ainda na busca específica de retículas coloridas.Participou do Salão Paulista de Arte Moderna, onde obteve, dentre outros, o 1º Prêmio em Cartaz (1951 e 1957). Participou também do movimento de arte concreta, figurando nas exposições do MAM-SP (1956), no MEC-RJ (1957), na Exposição Internacional de Arte Concreta, em Zurique (1960), etc JULIO LOUZADA, vol 1, pags 678 e 679; ITAU CULTURAL.



557 - ANA CRISTINA ANDRADE (1953)

"Arranjo I" - técnica mista - 50 x 78 cm - canto inferior direito -
Complemento de técnica: gravura em metal e carimbo. -

Ana Cristina Andrade Moreira é pintora, gravadora, desenhista, professora e designer vidreira. Iniciou sua formação artística na Escola Superior de Arte Santa Marcelina, SP (1972-1975). Aprendeu gravura em metal (1980-1990) com Iole Di Natale; técnicas de gravura na Scuola Internazionale di Gráfica em Veneza, Itália (1983); Gravura Especial com Evandro Carlos Jardim, no MAC-SP (1991); Técnica Calcográfica Experimental com Mario Benedetti, na FASM-SP (1997); Vitrofusão com Roberto Bonino. Exposições individuais: São Paulo, SP (1984, 1987, 1995, 2003); Bauru, SP (1989); “Projeto Interior com Arte” – Museu Banespa (1998 – Exposição itinerante pelo interior do Estado de São Paulo). Coletivas: Epinal, França (1975); São Paulo, SP (1974, 1982, 1984, 1985, 1986, 1988, 1994, 1995, 2000, 2002 a 2004, 2012 – SP ESTAMPA); Santo André, SP (1982); Novo Hamburgo, RS (1982); Taiwan, China (1983, 1985); San Juan, Porto Rico (1983); Santos, SP (1983); Cabo Frio, RJ (1983); Ribeirão Preto,SP (1984); Curitiba, PR (1984); Piracicaba,SP (1984); Veneza, Itália (1984, 1985); Campinas, SP (1985); São José do Rio Preto, SP (1986); Limeira, SP (1986); Washington D.C.,EUA (1991); Campos do Jordão, SP (1991); Kanagawa, Japão (1992); Maastricht, Holanda (1993); Illinois, EUA (1994); Cidade do México, México (1996); Jacareí, SP (1998); Budapeste, Hungria (1996); Uzice, Yuguslávia (1997); Ourense, Espanha (1994, 2006). Prêmios: São Paulo, SP (1974); Novo Hamburgo, RS (1982); Santos, SP (1983); Ribeirão Preto, SP (1984); Curitiba, PR (1984); Piracicaba, SP (1984); Campinas, SP (1985); São José do Rio Preto, SP (1986). JULIO LOUZADA, vol.1, pág. 62; vol.2, pág. 66; Acervo FIEO. ITAU CULTURAL.



558 - CÂNDIDO PORTINARI (1903 - 1962)

"Escravatura" - desenho a lápis - 19 x 23 cm - não assinado -
Com atestado de autenticidade n° 1328A do Projeto Portinari, com a seguinte observação: "Esboço para a pintura mural para o Palácio Gustavo Capanema, Rio de Janeiro, RJ, não executada." Com estudos e a seguinte declaração no dorso: "N° 609 desenho de autoria de Cândido Portinari, autenticado por Maria Victoria Portinari." -

Pintor, gravador, ilustrador e professor. Nasceu em Brodósqui, SP e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou-se na pintura em meados da década de 1910, auxiliando na decoração da Igreja Matriz de Brodósqui. Em 1918, mudou-se para o Rio de Janeiro e, no ano seguinte, ingressou no Liceu de Artes e Ofícios e na Escola Nacional de Belas Artes , na qual cursou desenho figurativo com Lucílio de Albuquerque e pintura com Rodolfo Amoedo , Baptista da Costa e Rodolfo Chambelland . Em 1929, viajou para a Europa com o prêmio de viagem ao exterior, e percorreu vários países durante dois anos. Em 1935, recebeu prêmio do Carnegie Institute de Pittsburgh pela pintura ‘Café’, tornando-se o primeiro modernista brasileiro premiado no exterior. No mesmo ano, foi convidado a lecionar pintura mural e de cavalete no Instituto de Arte da Universidade do Distrito Federal, quando teve como alunos Burle Marx e Edith Behring , entre outros. Em 1936, realizou seu primeiro mural, que integrou o Monumento Rodoviário da Estrada Rio-São Paulo. Em seguida, convidado pelo ministro Gustavo Capanema pintou vários painéis para o novo prédio do Ministério da Educação e Cultura (MEC). Em 1940, após exposição itinerante pelos Estados Unidos, a Universidade de Chicago publicou o primeiro livro a seu respeito, ‘Portinari: His Life and Art’. Em 1941, pintou os painéis para a Biblioteca do Congresso em Washington D.C.. Em 1956, com a inauguração dos painéis ‘Guerra e Paz’ na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, recebeu o prêmio Guggenheim. BENEZIT, VOL.8, PÁGS. 440; REIS JUNIOR, PÁGS. 383; TEODORO BRAGA, PÁGS. 195; PONTUAL, PÁGS. 432; MEC, VOL.3, PÁGS 427; MAYER. 89, PÁG.1327; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 550; ARTE NO BRASIL, PÁG. 571; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12; F. ACQUARONE, PÁG. 241



559 - MILTON DACOSTA (1915 - 1988)

Menina - desenho a nanquim - 21 x 18 cm - canto inferior direito - 1954 -

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador. Milton Rodrigues da Costa nasceu em Niterói, RJ e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou estudos de desenho e pintura, em 1929, com o professor alemão August Hantv. No ano seguinte matriculou-se no curso livre de Marques Júnior, na Escola Nacional de Belas Artes. Junto com Edson Motta, Bustamante Sá e Ado Malagoli , entre outros, criou o Núcleo Bernardelli em 1931. Viajou para Estados Unidos em 1945, com o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Belas Artes do ano anterior. Na cidade de Nova York, estudou na Art's Students League of New York. Em 1946, foi para a Europa e após visita a vários países, fixou-se em Paris, onde estudou na Académie de La Grande Chaumière. Conheceu Pablo Picasso, por intermédio de Cícero Dias, e freqüentou os ateliês de Georges Braque e Georges Rouault. Expôs no Salon d'Automne (Paris) e regressou ao Brasil em 1947. Em 1949, casou-se com a pintora Maria Leontina e passou a residir em São Paulo. Realizou muitas exposições individuais e também recebeu prêmios nas Bienais Internacionais de São Paulo (1955, 1957). TEODORO BRAGA, PÁG. 163; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 229; MEC, VOL. 2, PÁG. 13; BENEZIT, VOL. 3, PÁG.315; ITAU CULTURAL; PONTUAL, PÁG. 155; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; ACERVO FIEO.



560 - JOSÉ PANCETTI (1902 - 1958)

Pescadores - óleo sobre cartão - 40 x 27 cm - canto inferior direito -
Reproduzido no convite e na quarta capa do catálogo deste leilão. - Acompanha nota fiscal de compra em leilão n° 8533 do Espaço Urca Arte Ltda. Rua Conde de Irajá, 612, Botafogo - Rio de Janeiro, RJ. -

Giuseppe Gianinni Pancetti nasceu em Campinas, SP e faleceu no Rio de Janeiro. Filho de imigrantes italianos foi mandado aos dez anos de idade para a Itália, onde trabalhou em diversos ofícios até entrar para a marinha mercante italiana. De volta ao Brasil, em 1920, trabalhou na Oficina Beppe, São Paulo (1921), especializada em decoração de pintura de parede, como cartazista, pintor de parede e auxiliar do pintor Adolfo Fonzari. Em 1922 ingressou na Marinha de Guerra Brasileira, viajando pelo país e exterior, transferindo-se para a reserva em 1946, no posto de Segundo Tenente. Começou a pintar, auto didaticamente em 1924 e, em 1925, servindo no encouraçado Minas Gerais, pintou suas primeiras obras. No ano seguinte, para progredir na carreira, integrou o quadro de pintores dentro da "Companhia de Praticantes e Especialistas em Convés". Passou a frequentar, a partir de 1932, o Núcleo Bernardelli, no Rio de Janeiro, onde recebeu orientação de Manoel Santiago, Edson Motta, Rescála e Bruno Lechowski. Participou do Salão Nacional de Belas Artes, sendo premiado em 1934, 1936, 1939 e, já na Divisão Moderna, recebeu o Prêmio Viagem ao Estrangeiro (1941), o Prêmio Viagem ao País (1947) e a Medalha de Ouro (1948). Figurou na Bienal de Veneza em 1950; ano em que passa a residir em Salvador, BA. Integrou a mostra "Um Século de Pintura Brasileira", realizada no Museu Nacional de Belas Artes (1952) e a exposição "Arte Moderna no Brasil" que percorreu as cidades de Buenos Aires, Rosário, Santiago e Lima, todas em 1957. Participou duas vezes da Bienal de São Paulo, em 1951 e 1955. Mereceu Sala Especial na Bienal da Bahia - Salvador, em 1966. O Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro realizou, em 1962, exposição retrospectiva de sua obra. TEODORO BRAGA, PÁG. 130; PONTUAL, PÁGS. 403 E 404; MEC, VOL. 3, PÁG. 332; REIS JUNIOR, PÁG. 383; ITAU CULTURAL; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 380; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 597; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28; www.mamcampinas.com.br.



561 - MARIO ZANINI (1907 - 1971)

Mercado Municipal - São Paulo - óleo sobre tela - 50 x 65 cm - canto inferior direito - 1969 -

Pintor, decorador, ceramista, professor, Mário Zanini nasceu e faleceu em São Paulo. Foi um dos integrantes de dois importantes movimentos artísticos considerados históricos na pintura paulista: o Grupo Santa Helena e a Família Artística Paulista. Sua formação artística se deu em São Paulo quando aos 13 anos iniciou curso de pintura da Escola Profissional Masculina do Brás e de 1924 a 1926, matriculou-se no curso de desenho e artes do Liceu de Artes e Ofícios. Conheceu Alfredo Volpi em 1927 e no ano seguinte estudou com o pintor Georg Elpons. Trabalhou no escritório de decoração de Francisco Rebolo entre 1933 e 1938. Em 1940 recebeu medalha de prata no 46º Salão Nacional de Belas Artes e foi convidado por Rossi Osir a trabalhar em seu ateliê de azulejos artísticos, o Osirarte. Em 1950, viajou por seis meses pela Itália, em companhia de Volpi e Osir. A partir de 1968 lecionou na Faculdade de Belas Artes de São Paulo. Participou de vários Salões oficiais e mostras coletivas no Brasil, como I e III Bienal Internacional de São Paulo e no exterior. Sua família doou 108 de suas obras ao Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo - MAC/USP em 1974. MEC, VOL. 4, PÁG. 531; PONTUAL, PÁG. 557; TEODORO BRAGA, PÁG. 250; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 451; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; ARTE NO BRASIL, PÁG. 778; LEONOR AMARANTE, PÁG.38; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 1085; ACERVO FIEO.



562 - ANNA VASCO (1881 - 1938)

Paisagem - aquarela - 23 x 20 cm - canto inferior esquerdo - 1904 - Petrópolis -

Pintora e desenhista nascida e falecida no Rio de Janeiro. Irmã da também pintora Maria Vasco. Por volta de 1897 teve aulas, junto com sua irmã, com o pintor Benno Treidler. Participou de diversos Salões oficiais e foi premiada na Exposição Geral de Belas Artes, Rio de Janeiro, em 1898, 1904 e 1905. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 10, PÁG. 903.



563 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

"Ivette" - desenho a lápis - 32 x 22 cm - canto inferior esquerdo - 27/12/1964 -
Com a seguinte dedicatória: "À minha querida Ivette beijos do E di Cavalcanti 27 - 12 - 64". -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



564 - ATHOS BULCÃO (1918 - 2008)

"Desenvolvimento I" - guache - 28 x 27 cm - canto inferior direito -

Pintor e desenhista. Começou a dedicar-se a arte estimulado por Portinari, que, em 1945, o convidou a trabalhar nas obras da Pampulha, em Belo Horizonte. No ano anterior realizara exposição individual na sede recém-inaugurada do Instituto dos Arquitetos do Brasil no Rio de Janeiro, voltando a fazê-lo na Capital mineira em 1946 e 1947. Já então conquistara medalhas de prata em pintura e desenho no SNBA. Recebendo bolsa de estudos no governo francês, viajou em 1948 para Paris, onde permaneceu um ano, visitando ainda a Itália. De regresso ao Brasil, passou a dedicar-se também a trabalhos no campo da decoração. Residindo mais recentemente em Brasília, ali criou azulejos e vitrais para a Igreja de Nossa Senhora de Fátima, com motivos cristãos da Pomba e da Estrela, símbolos do Divino Espírito Santo e da natividade. Participou como isento de júri dos II SAMDF (1965), realizando em 1968 exposição individual de desenhos em Brasília (Galeria Encontro). Rubem Braga focalizou-o em uma crônica publicada na revista Manchete (14 de agosto de 1954). TEODORO BRAGA, PÁG. 59; MEC, vol. 1, pág. 301; WALMIR AYALA, vol.1, pág. 140; PONTUAL, pág. 93; TEIXEIRA LEITE, pág. 92; JÚLIO LOUZADA, vol. 7, pág.112; ITAÚ CULTURAL.



565 - ZEZINHO DE TRACUNHAEM (1939)

Cangaceiro - escultura em cerâmica - 44 x 29 x 22 cm - dorso -
Cerâmica utilitária: moringa. Reproduzida na página 18 do livro "O sertão da caatinga, dos santos, dos beatos e dos cabras da peste".-

José Joaquim da Silva, o Zezinho de Tracunhaém, nasceu em Vitória de Santo Antão, Pernambuco. Durante parte de sua juventude foi cambiteiro, cortador de cana, agricultor, pedreiro e barbeiro. Na década de 60, Zezinho construiu sua profissão a partir da observação do trabalho da ceramista Lídia Vieira, em Tracunhaém, PE. Logo no início de sua produção, montou um ateliê no Centro de Tracunhaém, realizando depois sua primeira exposição na biblioteca municipal da cidade vizinha, Nazaré da Mata (1966), onde exibiu 60 bonecos. Em 1968, decidiu morar em Tracunhaém, dedicando-se exclusivamente ao trabalho de ceramista. Zezinho se especializou na arte santeira, produzindo santos com alturas que variam de 70 centímetros a 2 metros de altura. A modelagem das obras de Zezinho é toda feita à mão, com a utilização apenas de uma espátula de madeira e outra de metal. Ele tem obras espalhadas pelo mundo, em museus, igrejas, coleções particulares e tem figurado em inúmeros salões de arte. Dentre as honrarias recebidas pelo seu trabalho se destacam: o troféu ’Construtores da Cultura Cidade do Recife’ (1992), o título de ‘Cidadão da Cidade de Tracunhaém ‘(2002) e o título de ’Patrimônio Vivo de Pernambuco’ (2007). www.museucasadopontal.com.br; www.galeriaestacao.com.br; www.nacaocultural.org.br; zezinhodetracunhaem.blogspot.com.br; artepopularbrasil.blogspot.com.br.



566 - DJANIRA DA MOTTA E SILVA (1914 - 1979)

Músicos - desenho a nanquim - 20 x 12 cm - canto inferior direito -

Pintora, desenhista, ilustradora, cartazista, cenógrafa e gravadora. Djanira da Motta e Silva nasceu em Avaré, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. No final da década de 1930, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde teve suas primeiras instruções de desenho no Liceu de Artes Ofícios e com o pintor Emeric Marcier, hóspede da pensão que Djanira instalou no bairro de Santa Teresa. Os contatos com os artistas Carlos Scliar, Milton Dacosta , Arpad Szenes , Vieira da Silva e Jean-Pierre Chabloz , frequentadores de sua pensão, proporcionaram um ambiente estimulador que a levou a expor no 48º Salão Nacional de Belas Artes, em 1942. No ano seguinte, realizou sua primeira mostra individual, na Associação Brasileira de Imprensa - ABI. Em 1945, viajou para Nova York. De volta ao Brasil, realizou o mural ‘Candomblé’ para a residência do escritor Jorge Amado, em Salvador, e painel para o Liceu Municipal de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Entre 1953 e 1954, viajou a estudo para a União Soviética. De volta ao Rio de Janeiro, tornou-se uma das líderes do movimento pelo Salão Preto e Branco, um protesto de artistas contra os altos preços do material para pintura. Realizou em 1963, o painel de azulejos ‘Santa Bárbara’, para a capela do túnel Santa Bárbara, Laranjeiras, Rio de Janeiro. No ano de 1966, a editora Cultrix publicou um álbum com poemas e serigrafias de sua autoria. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil, EUA e Europa. Foi premiada no Rio de Janeiro (1943, 1944, 1949, 1950 a 1953, 1955, 1963) e em São Paulo (1951, 1955). Participou da 1ª e da 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955). Em 1977, o Museu Nacional de Belas Artes - MNBA, realizou uma grande retrospectiva de sua obra. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 336; PONTUAL, PÁG. 181; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 164; MEC, VOL. 2, PÁG 58; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG, 263; WALTER ZANINI, PÁG. 810; ARTE NO BRASIL, PÁG. 824; ACERVO FIEO.



567 - DIONISIO DEL SANTO (1925 - 1999)

"Contemplação" - óleo sobre tela - 65 x 86 cm - canto inferior direito e dorso - 1980 -

Pintor, desenhista, gravador e serigrafista, nasceu em Colatina-ES, e faleceu em Vitória, naquele mesmo Estado. Autodidata. Em 1975, recebe o Prêmio de Melhor Exposição de Gravura do Ano, da APCA. Participou da 9ª Bienal Internacional de São Paulo, 1967 (Prêmio Itamarati Aquisição) e do Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro, 1968 (Prêmio Isenção do Júri). JULIO LOUZADA vol.11, pág. 88; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 682; ARTE NO BRASIL, pág. 934.



568 - ARNALDO FERRARI (1906 - 1974)

Composição - óleo sobre tela - 50 x 40 cm - canto inferior direito e dorso - 1966 -

Pintor, desenhista e professor, Arnaldo Ferrari nasceu e faleceu em São Paulo SP. Seguindo a profissão do pai, trabalhou como pintor decorador, realizando frisos decorativos para residências. Estudou artes decorativas no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, entre 1925 e 1935. Em 1934, dividiu um ateliê com amigos no edifício Santa Helena e, pela amizade com o pintor Mario Zanini, aproximou-se dos demais integrantes do Grupo Santa Helena. Frequentou também o curso livre de pintura e desenho na Escola Nacional de Belas Artes, entre 1936 e 1938, onde teve aulas de desenho e pintura com Enrico Vio. Entre 1950 e 1959, integrou o Grupo Guanabara, com Thomaz Ianelli, Tomie Ohtake, Tikashi Fukushima e Oswald de Andrade Filho, entre outros. Realizou diversas exposições individuais, participou de várias mostras e Salões oficiais e foi premiado em São Paulo (1958, 1959, 1961, 1963, 1966) e em Santo André (1971). Participou da 7ª à 11ª Bienal Internacional de São Paulo (1963, 1965, 1967, 1969, 1971). Foi apresentada retrospectiva de sua obra em 1975, no Paço das Artes, SP e catálogo com textos de Theon Spanudis, José Geraldo Vieira e Mário Schenberg, entre outros. ITAÚ CULTURAL; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 304; MEC, VOL. 2, PÁG. 149; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 191; PONTUAL, PÁG. 207; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 378; WALTER ZANINI, PÁG.678, ACERVO FIEO.



569 - ROBERTO BURLE MARX (1909 - 1994)

Composição - desenho a nanquim e aguada - 46 x 65 cm - canto inferior direito - 1983 -

Nasceu em São Paulo e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, paisagista, arquiteto, desenhista, pintor, gravador, litógrafo, escultor, tapeceiro, ceramista, designer de jóias, decorador. Durante a infância viveu no Rio de Janeiro. Foi com a família para a Alemanha, em 1928. Em 1929, freqüentou o ateliê de pintura de Degner Klemn. Nos jardins e museus botânicos de Dahlen, em Berlim, entusiasmou-se ao encontrar exemplares da flora brasileira. De volta ao Brasil, fez curso de pintura e arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1930 - 1934), onde foi aluno de Leo Putz , Augusto Bracet e Celso Antônio. Seu primeiro projeto paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, em 1932. Entre 1934 e 1937, ocupou o cargo de diretor de parques e jardins do Recife, PE, onde passou a residir. Nesse período, foi com freqüência ao Rio de Janeiro e teve aulas com Candido Portinari e com o escritor Mário de Andrade. Em 1937, retornou ao Rio de Janeiro e trabalhou como assistente de Candido Portinari. Foi em 1949, conforme sua paixão por plantas e seu interesse por botânica e jardinagem, que Burle Marx adquiriu um sítio em Barra de Guaratiba, RJ. Com auxílio de botânicos, viajou, coletou, catalogou exemplares de plantas do Brasil e reproduziu em seu sítio a diversidade fitogeográfica brasileira. Em 1985 doou esse sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.Realizou muitas exposições individuais e projetos paisagísticos, participou de diversas mostras oficiais coletivas pelo Brasil e no exterior. PONTUAL, PÁG. 94; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 93; MEC. VOL.1, PÁG.303; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 738; LEONOR AMARANTE, PÁG. 98; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 179; artnet.com.



570 - DJANIRA DA MOTTA E SILVA (1914 - 1979)

"Meu sonho de criança" - óleo sobre tela - 73 x 92 cm - canto inferior direito e dorso - 1945 -
Reproduzido no convite e na quarta capa do catálogo deste leilão. -

Pintora, desenhista, ilustradora, cartazista, cenógrafa e gravadora. Djanira da Motta e Silva nasceu em Avaré, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. No final da década de 1930, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde teve suas primeiras instruções de desenho no Liceu de Artes Ofícios e com o pintor Emeric Marcier, hóspede da pensão que Djanira instalou no bairro de Santa Teresa. Os contatos com os artistas Carlos Scliar, Milton Dacosta , Arpad Szenes , Vieira da Silva e Jean-Pierre Chabloz , frequentadores de sua pensão, proporcionaram um ambiente estimulador que a levou a expor no 48º Salão Nacional de Belas Artes, em 1942. No ano seguinte, realizou sua primeira mostra individual, na Associação Brasileira de Imprensa - ABI. Em 1945, viajou para Nova York. De volta ao Brasil, realizou o mural ‘Candomblé’ para a residência do escritor Jorge Amado, em Salvador, e painel para o Liceu Municipal de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Entre 1953 e 1954, viajou a estudo para a União Soviética. De volta ao Rio de Janeiro, tornou-se uma das líderes do movimento pelo Salão Preto e Branco, um protesto de artistas contra os altos preços do material para pintura. Realizou em 1963, o painel de azulejos ‘Santa Bárbara’, para a capela do túnel Santa Bárbara, Laranjeiras, Rio de Janeiro. No ano de 1966, a editora Cultrix publicou um álbum com poemas e serigrafias de sua autoria. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil, EUA e Europa. Foi premiada no Rio de Janeiro (1943, 1944, 1949, 1950 a 1953, 1955, 1963) e em São Paulo (1951, 1955). Participou da 1ª e da 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955). Em 1977, o Museu Nacional de Belas Artes - MNBA, realizou uma grande retrospectiva de sua obra. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 336; PONTUAL, PÁG. 181; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 164; MEC, VOL. 2, PÁG 58; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG, 263; WALTER ZANINI, PÁG. 810; ARTE NO BRASIL, PÁG. 824; ACERVO FIEO.



571 - WALTER LEWY (1905 - 1995)

Paisagem surreal - óleo sobre tela - 33 x 47 cm - canto inferior direito - 1976 -

Gravador, pintor, ilustrador, paisagista, desenhista e publicitário nascido em Bad Oldesloe, Alemanha e falecido em São Paulo. Estudou na Escola de Artes e Ofícios de Dortmund, Alemanha (1923-1927). Nesse período, filiou-se à tendência do realismo mágico. Em 1928 participou de coletivas em Dortmund, Gelsenkirchen, Boclusim e outras cidades. Com a crise econômica de 1929, Lewy perdeu seu emprego de desenhista numa gráfica e foi viver com os pais no interior, tornando-se ilustrador de anedotas em jornais. Realizou sua primeira exposição individual em Bad Lippspringe (1932), mas foi fechada quando a Câmara de Arte Alemã proibiu a participação de judeus na vida artística. Escapando dessa situação opressora, o artista imigrou para o Brasil (1938), retomando profissionalmente a pintura. Deixou para trás centenas de trabalhos, que foram enviados para a Holanda e perdidos durante os bombardeios da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). No Brasil, fixou-se em São Paulo. Nos primeiros anos fez desenho publicitário e mais tarde capas de livros e ilustrações para diversas editoras. Ilustrou obras de Bertrand Russell, Machado de Assis e Arnold Toynbee, entre outras. Mais tarde, empregou-se como diagramador, letrista e arte-finalista nas agências de propaganda De Carli, Lintas Publicidade, Martinelli, Santos & Santos e Thompson Propaganda. Participou de Salões Nacionais e Bienais de São Paulo, entre 1951 e 1965, recebendo diversas premiações oficiais. JULIO LOUZADA, VOL. 10, PÁG. 497; MEC, VOL. 2, PÁG. 474; TEODORO BRAGA, PÁG. 245; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 286; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 630; LEONOR AMARANTE, PÁG. 142; ACERVO FIEO.



572 - CARLOS SCLIAR (1920 - 2001)

"Bule e ovo, mais meditação" - vinavil e colagem - 56 x 37 cm - canto inferior direito e dorso - 17/12/1967 - Cabo Frio RJ -

Desenhista, gravador, pintor, ilustrador, cenógrafo, roteirista e designer gráfico que nasceu em Santa Maria da Boca do Monte, RS e faleceu no Rio de Janeiro. Assina Scliar. Estudou com Gustav Epstein, em Porto Alegre, em 1934. Participou, em 1938, da fundação da Associação Riograndense de Artes Plásticas Francisco Lisboa. Entre 1939 e 1947, residindo em São Paulo, integrou a Família Artística Paulista - FAP. No Rio de Janeiro, escreveu e dirigiu em 1944 o documentário 'Escadas', sobre os pintores Arpad Szenes e Vieira da Silva com os quais conviveu desde 1941. Convocado pela Força Expedicionária Brasileira - FEB, participou da Segunda Guerra Mundial, na Itália. Morando em Paris de 1947 a 1950, cursou gravura com Galanis na Escola de Belas Artes e teve contato com o gravador mexicano Leopoldo Méndez. De volta ao Brasil, fundou com Vasco Prado o Clube de Gravura de Porto Alegre. Em 1956, passou a viver no Rio de Janeiro. Foi diretor do departamento de arte da revista 'Senhor' entre 1958 e 1960. Fundou a editora Ediarte, em 1962, com os colecionadores Gilberto Chateaubriand, Michel Loeb, Carlos Nicolaievski e o pintor José Paulo Moreira da Fonseca. Realizou durante toda sua vida exposições individuais e participou de inúmeras coletivas e Salões oficiais, recebendo muitos prêmios. Também foram realizadas várias exposições póstumas. MEC VOL.4, PÁG. 214; TEODORO BRAGA, PÁG. 66; WALMIR AYALA VOL.2, PÁG. 306 a 309; PONTUAL, PÁG. 479 e 480; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG.884; VOL.2, PÁG. 925; VOL.13, PÁG. 305; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; RGS, PÁG. 442; ACERVO FIEO.



573 - ANGELO CANNONE (1899 - 1992)

Porto - óleo sobre eucatex - 20 x 30 cm - canto inferior direito -

Nascido na Itália, radicou-se no Brasil. Seu estilo liga-se ao dos Macchiajoli oitocentistas (os equivalentes italianos dos impressionistas franceses) e ao de Pratella em especial. São especialmente notáveis suas paisagens e marinhas. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 168; JULIO LOUZADA vol.11, pág.54; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



574 - ANGELO MUCHETTI (1912 - 1960)

"Primavera" - óleo sobre eucatex - 30 x 40 cm - canto inferior esquerdo - 1951 -

Pintor, desenhista e caricaturista italiano nascido em Preseglie e falecido em Saló. Passou quase toda sua vida em Saló com alguns períodos em Vincenza. Foram seus mestres: Pier Focardi e Angelo Landi. Participou de várias mostras coletivas oficiais em Vincenza, Thiene, Salo e Brescia. Possui obras no Museu Cívico de Vincenza. www.dizionariopittoribresciani.it; www.artprice.com; www.kijiji.it; www.arte.go.it.



575 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Cebolas - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito ilegível - 1950 -



576 - MARCELO GRASSMANN (1925 - 2013)

Guerreiro - gravura - 38/60 - 52 x 78 cm - canto inferior direito -

Desenhista, gravador, ilustrador, pintor, escultor e professor, nasceu em São Simão, SP. Estuda fundição, mecânica e entalhe em madeira na Escola Profissional Masculina do Brás, SP. Passa a realizar xilogravuras a partir de 1943. Atua como ilustrador do Suplemento Literário do ‘Diário de São Paulo’, do ‘O Estado de S. Paulo’ e do ‘Jornal do Estado da Guanabara’. Quando reside no Rio de Janeiro, a partir de 1949, freqüenta os cursos de gravura em metal, com Henrique Oswald e de litografia, com Poty, no Liceu de Artes e Ofícios. Em Salvador (1952), trabalha com Mario Cravo Júnior. .Recebe o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Arte Moderna (1953) e vai para a Academia de Artes Aplicadas, em Viena. Passa a dedicar-se principalmente ao desenho, à litografia e à gravura em metal. Em 1969, sua obra completa é adquirida pelo governo do Estado de São Paulo, passando a integrar o acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo . Em 1978, a casa em que nasceu, em São Simão, é transformada em museu e tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo - Condephaat. Participou de muitas exposições e das Bienais de: São Paulo (1951 a 1961, 1967, 1969, 1979, 1985, 1989); Veneza (1950, 1956, 1958, 1962); Paris (1959). Principais prêmios: Bienal de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1959, 1967); Bienal de Veneza (1950, 1956, 1958,1962); Bienal de Paris (1959). PONTUAL, PÁG. 249; MEC, VOL. 2, PÁG. 281 E 282; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG. 439; VOL. 5, PÁG. 453; VOL. 9, PÁG. 383.



577 - J. CARLOS (1884 - 1950)

Tempos de guerra - desenho a nanquim e guache - 40 x 28 cm - canto inferior direito -
Capa da revista Careta. -

Nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, desenhista, ilustrador e caricaturista. Realizou mais de cem mil desenhos, não se conhecendo um único ruim. Observador arguto, retratou com maestria e humor o cotidiano de sua cidade natal, da qual, consta, ausentou-se por duas únicas ocasiões. JULIO LOUZADA vol. 10, pág. 181; CARICATURISTAS BRASILEIROS, de Pedro Corrêa do Lago, pág. 74; WALTER ZANINI, pág. 448; ARTE NO BRASIL, pág. 646.



578 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Galinha d'angola - óleo e nanquim sobre papel - 96 x 61 cm - canto inferior direito - 1957 -
Reproduzido sob o n° 221 em catálogo de Leilão de Arte de James Lisboa, leiloeiro oficial, São Paulo - SP. -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



579 - JOSÉ MARIA DE ALMEIDA (1906 - 1995)

Casario - óleo sobre tela - 40 x 32 cm - canto inferior direito e dorso - 1942 - Ouro Preto -

Pintor português, radicado no Brasil (Rio de Janeiro) desde 1920; estudou pintura no Liceu de Artes e Ofícios e na antiga ENBA, onde foi aluno de Rodolfo Chambelland. Conquistou, no SNBA (ao qual começou a comparecer em 1937), menção honrosa (1939) e as medalhas de bronze (1943) e de prata (1949). Foi premiado também no Salão da Associação dos Artistas Brasileiros (medalhas de ouro e de honra em 1955 e 1965). Fez diversas exposições individuais no Palace Hotel (GB), entre 1940 e 1949, bem como no MNBA (1952 - 1958). Realizou viagens por várias cidades européias que ficaram retratadas em sua pintura, de caráter inteiramente figurativo. TEODORO BRAGA, pág. 31; Catálogo da Exp. de Paisagem Brasileira, Min. da Educ. e Saúde. - MNBA/Rio/1944; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 32; JÚLIO LOUZADA, vol. 11, pág. 7, Acervo FIEO.



580 - TARSILA DO AMARAL (1890 - 1973)

Paisagem antropofágica - aquarela - 17 x 12,5 cm - canto inferior direito - 1929 -
Reproduzido no convite e na capa do catálogo deste leilão. - Com certificado de autenticidade n° 58.81/11 assinado pelo Prof. Dr. José Roberto Teixeira Leite, São Paulo - SP, datado de 18 de novembro de 1981. -

Pintora e desenhista, Tarsila do Amaral nasceu em Capivari, SP e faleceu em São Paulo. Estudou escultura com William Zadig e com Mantovani, em 1916, na capital paulista. No ano seguinte teve aulas de pintura e desenho com Pedro Alexandrino, onde conheceu Anita Malfatti. Ambas tiveram aulas com o pintor Georg Elpons. Em 1920 viajou para Paris e estudou na ‘Académie Julian’ e com Émile Renard. Ao retornar ao Brasil formou em 1922, em São Paulo, o Grupo dos Cinco, com Anita Malfatti, Mário de Andrade, Menotti del Picchia e Oswald de Andrade. Em 1923, novamente em Paris, frequentou o ateliê de André Lhote, Albert Gleizes e Fernand Léger. Foi a criadora de duas das principais tendências ou movimentos de nossa arte nacionalista: o Pau Brasil e o Antropofagia. A convite da Comissão do IV Centenário de São Paulo fez, em 1954, o painel ‘Procissão do Santíssimo’ e, em 1956, entregou ‘O Batizado de Macunaíma’, sobre a obra de Mário de Andrade, para a Livraria Martins Editora. A retrospectiva Tarsila: 50 Anos de Pintura, organizada pela crítica de arte Aracy Amaral e apresentada no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo , em 1969, ajudou a consolidar a importância da artista. TEODORO BRAGA, PÁG. 220; REIS JR., PÁG.388; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 365; MEC, VOL. 4, PÁG. 370; PONTUAL, PÁG. 511; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 492; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 389; ARTE NO BRASIL, PÁG. 577; LEONOR AMARANTE, PÁG. 24; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 958.



581 - MIRA SCHENDEL (1918 - 1988)

Composição - monotipia - 30 x 20 cm - canto inferior direito - 1966 -

Myrrha Dagmar Dub nasceu em Zurique, Suíça e faleceu em São Paulo. Desenhista, pintora, escultora. Mudou-se para Milão, Itália, na década de 1930, onde estudou arte e filosofia. Abandonou os estudos durante a Segunda Guerra Mundial. Estabeleceu-se em Roma em 1946, e, em 1949, mudou-se para o Brasil. Fixou residência em Porto Alegre, onde trabalhou com design gráfico, fez pintura, cerâmica, poemas e restauro de imagens barrocas, assinando com seu nome de casada Mirra Hargesheimer. Sua participação na 1ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1951, permitiu contato com experiências internacionais e a inserção na cena nacional. Dois anos depois se mudou para São Paulo e adotou o sobrenome Schendel. Realizou muitas exposições individuais pelo Brasil e no exterior. Participou de muitos Salões oficiais e mostras coletivas como: Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955, 1963, 1965, 1967- Prêmio, 1969 - Menção Honrosa, 1981); Bienal de Veneza (1978); Panorama da Arte Atual Brasileira (1969, 1971, 1974, 1977, 1984), entre outras. Após sua morte, muitas exposições apresentaram sua obra dentro e fora do Brasil e, em 1994, a 22ª Bienal Internacional de São Paulo lhe dedica uma sala especial. Em 1997, o marchand Paulo Figueiredo doa grande número de obras da artista ao Museu de Arte Moderna de São Paulo. TEIXEIRA LEITE, pág. 464; JULIO LOUZADA, vol. 13, pág. 304; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 688; LEONOR AMARANTE, pág. 187; www.mac.usp.br; web.artprice.com.



582 - CARYBÉ (1911 - 1997)

Figura - desenho a nanquim e aquarela - 26 x 20 cm - canto inferior direito -
Com a seguinte inscrição: "Estudo livro Aradia". -

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



583 - AGOSTINHO BATISTA DE FREITAS (1927 - 1997)

Plantação Irrigada - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior direito - 1992 -

Começou a pintar no início da década de 1950 (e ele próprio relatou que vendia seus trabalhos na Praça do Correio da capital paulista) sendo logo descoberto por Pietro Maria Bardi que organizou uma exposição de seus trabalhos no Museu de Arte de São Paulo, em 1952, mais tarde apresentados também, no Museu de Arte Moderna de São Paulo e da Bahia e no Museu de Arte Contemporânea de Campinas. Participou da XXXIII Bienal de Veneza (1966). MEC, vol. 2, pág. 210; PONTUAL, pág. 225; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 323; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 208; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 214; ITAÚ CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 832; Acervo FIEO.



584 - FERNANDO IKOMA (1934)

Voltando da pesca - óleo sobre eucatex - 50 x 40 cm - canto inferior direito -
Com etiqueta da Dan Galeria, Rua Padre João Manoel, 1160 - São Paulo, SP - no dorso. -

Pintor e desenhista. Foi considerado um dos melhores desenhistas da América do Sul. Vive no Paraná. JULIO LOUZADA, vol. 13 pág. 170; ITAÚ CULTURAL.



585 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

São Jorge - escultura em bronze - 72 x 60 x 17 cm - assinado -

Escultor e pintor paulista, iniciou seus estudos de escultura em Roma 1920/1922. Mais tarde tornou-se aluno de Maillol, em Paris, onde também frequentou as academias Ranson e de La Grande Chaumière, em 1936. É considerado o maior escultor nacional. MEC, vol.2, pág. 250/1; PONTUAL, pág. 237/8; MAYER/84, pág. 1333; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 587; ARTE NO BRASIL, pág. 715; LEONOR AMARANTE, pág. 18.



586 - IVAN SERPA (1923 - 1973)

Composição - guache - 20 x 29 cm - canto inferior direito - 1957 -

Pintor, desenhista, gravador e professor, Ivan Ferreira Serpa nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Estudou gravura e desenho com Axel Leskoschek (entre 1946 e 1948) no Rio de Janeiro. Em 1949, ministrou suas primeiras aulas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, onde, a partir de 1952, exerceu sistemática atividade didática, em especial no ensino infantil. Foi um dos precursores do concretismo no Brasil, criando ao lado de Aluisio Carvão, Lígia Clark, Hélio Oiticica e outros o Grupo Frente, que se manteve ativo de 1954 a 1956, inclusive com exposições no Rio de Janeiro. Participou da Divisão Moderna do SNBA (1947-1951). Em 1957, recebeu o prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna, RJ. Participou da exposição ’Opinião 65’, evento que marca a difusão de uma nova arte de tendência figurativa, a neofiguração. Em 1970, fundou, com Bruno Tausz, o Centro de Pesquisa de Arte no Rio de Janeiro. Participou da Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1961, 1963, 1965) e da Bienal de Veneza (1952, 1954, 1962, 1966). PONTUAL, PÁG 486; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 605; ARTE NO BRASIL, PÁG. 840; LEONOR AMARANTE, PÁG. 26; MEC VOL. 4, PÁG. 221; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 899.



587 - ARTHUR LUIS PIZA (1928)

"Sans Titre" - gravura - 204/220 - 66 x 50 cm - canto inferior direito -
Reproduzido sob o número 22 do livro "Piza: catálogo geral da obra gravada". -

Gravador, desenhista, pintor e escultor, nasceu em São Paulo, SP. Assina Piza. Iniciou a formação artística em 1943, estudando pintura e afresco com Antonio Gomide. Após participar da 1ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1951, viajou para a Europa e passou a residir em Paris. Freqüentou o ateliê de Johnny Friedlaender, aperfeiçoando-se nas técnicas de gravura em metal. Realizou muitas exposições individuais e coletivas, participou de vários Salões oficiais e obteve importantes prêmios: Bienal Internacional de São Paulo (1953, 1959); Trienal de Grenchen, Suíça (1961); Bienal de Liubliana, atual Eslovênia (1961); Exposição Internacional de Havana, Cuba (1965); Bienal de Santiago do Chile (1965); Bienal de Veneza (1966); Bienal de Cracóvia, Polônia (1970); Bienal Internacional de Florença, Itália (1970); Bienal de San Juan, Porto Rico (1970, 1979); Mostra de Gravura, Curitiba – PR (1978); Bienal da Cidade do México (1980). No fim dos anos 1980, cria um mural tridimensional para o Centro Cultural da França, em Damasco, Síria. Em 2002, são apresentadas na Pinacoteca do Estado de São Paulo e no Museu de Arte do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, duas amplas retrospectivas de sua obra. BENEZIT VOL. 8, PÁG. 370; MEC, VOL. 3, PÁG. 422; PONTUAL, PÁG. 428/29; JÚLIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 773; VOL. 2, PÁG. 823; VOL. 4, PÁG.899; VOL.6, PÁG. 896; VOL.13, PÁG. 268; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, PÁG. 855; LEONOR AMARANTE, PÁG. 75; ACERVO FIEO; artfacts.net; artcyclopedia.com; artnet.com; artprice.com



588 - DARIO MECATTI (1909 - 1976)

Paris - óleo sobre tela colada em cartão - 27 x 19 cm - canto inferior direito -

Pintor e desenhista nascido em Florença, Itália e falecido em São Paulo, SP. Na Itália recebeu orientação artística de Camillo Innocenti, trabalhou em um banco e pintou cartazes para a sala de cinema de seu primo. Em 1933, mudou-se para a África, onde permaneceu por aproximadamente sete anos viajando pelo norte do continente. Neste período conheceu a Líbia, Ilha de Malta, Tunísia, Turquia, Argélia, Marrocos, além de Portugal e Espanha. Durante a viagem retratou cenas destes países e realizou algumas exposições com o pintor florentino Renzo Gori, com quem residiu por pouco tempo em Paris. Em 1939, conheceu a Ilha de São Miguel, nos Açores e lá encontrou Maria da Paz com quem posteriormente se casou. No ano de 1940, mudou-se para o Brasil, passou pouco tempo no Rio de Janeiro e depois um período em Minas Gerais, onde visitou as cidades de Belo Horizonte, Juiz de Fora e Ouro Preto. Mudou-se no final do ano para São Paulo, onde entre 1941 e 1945, trabalhou na Galeria Fiorentina, na Rua Barão de Itapetininga, de propriedade de Malho Benedetti. Em 1945 conheceu Nicolino Bianco que passou a adquirir os quadros do artista para serem expostos na Loja de Móveis Paschoal Bianco. Apresentou-o para clientes e amigos que passaram a encomendar retratos. Neste período entrou em contato com Ezio Barbini, dono da Galeria Internacional que vendeu regularmente suas obras, além de apresenta-lo a um grupo de jovens artistas a quem orientou. Em 1946 construiu na Rua Feliciano Maia a sua casa estúdio, onde realizou exposições individuais anuais, sendo a última no ano de 1976, data de seu falecimento. TEODORO BRAGA, PÁG. 161/2; MEC, VOL. 3, PÁG. 109; PONTUAL, PÁG. 352; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 72; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 320; ITAÚ CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 611; ACERVO FIEO.



589 - MARIA LEONTINA (1917 - 1984)

Composição - pastel - 31 x 43 cm - canto inferior direito -

Pintora, gravadora e desenhista. Maria Leontina Mendes Franco da Costa nasceu em São Paulo, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. Iniciou estudos de desenho com Antônio Covello, em São Paulo (1938), e na primeira metade da década de 1940 estudou pintura com Waldemar da Costa. Em 1946, no Rio de Janeiro, frequentou o ateliê de Bruno Giorgi e fez curso de museologia no Museu Histórico Nacional, entre 1946 e 1948. Em 1947, participou da exposição ‘19 Pintores’, na Galeria Prestes Maia, em São Paulo, ao lado de Lothar Charoux, Marcelo Grassmann, Aldemir Martins, Luiz Sacilotto e Flavio-Shiró. Em 1951, foi convidada pelo psiquiatra e crítico de arte Osório César para orientar o setor de artes plásticas do Hospital Psiquiátrico do Juqueri. No mesmo ano, organizou uma mostra dos internos no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Em 1952, com bolsa de estudo do governo francês, viajou para a Europa, acompanhada pelo marido, o pintor Milton Dacosta. Em Paris, entre 1952 e 1954, frequentou o ateliê de gravura de Johnny Friedlaender. Na década de 1960, realizou painel de azulejos para o Edifício Copan e vitrais para a Igreja Episcopal Brasileira da Santíssima Trindade, ambos em São Paulo. Realizou exposições individuais e participou de inúmeras mostras, Salões oficiais e Bienais como a Bienal de Veneza (1950, 1952, 1956). Foi premiada no Rio de Janeiro (1944, 1950, 1955, 1957, 1980); em São Paulo (1944; 1947; 1951; 1954; 1958; 1960; 1980; 1955, 1959, 1965 - Bienais Internacionais; 1969, 1970 - Panoramas da Arte Atual Brasileira; 1975 - prêmio pintura da Associação Paulista de Críticos de Artes - APCA); Brasília, DF (1980); Curitiba, PR (1980; Porto Alegre, RS (1980); Nova York (1960 - Fundação Guggenheim). ITAU CULTURAL; MEC, VOL. 2, PÁG. 471; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 309; PONTUAL, PÁG. 338; ARTE NO BRASIL, PÁG. 772; LEONOR AMARANTE, PÁG. 25; WALTER ZANINI, PÁG. 645; JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 572.



590 - ANTONIO BANDEIRA (1922 - 1967)

Composição - óleo sobre tela - 61 x 50 cm - canto inferior direito - 1965 -
Com certificado de autenticidade firmado por Roberto Galvão - Fortaleza, CE - em 10 de fevereiro de 2010. Reproduzido no Caderno 2 do jornal "O Estado de São Paulo" de 28/07/2010. -

Pintor, desenhista, gravador, nascido em Fortaleza, CE e falecido em Paris, onde viveu a maior parte de sua vida. É um dos pioneiros da arte abstrata no Brasil. Iniciou-se na pintura como autodidata. Em 1941, em Fortaleza, participou, ao lado de Mário Baratta, entre outros, da criação do Centro Cultural de Belas Artes depois, Sociedade Cearense de Artes Plásticas. Em 1945, transferiu-se para o Rio de Janeiro e, no ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual. Contemplado pelo governo francês com bolsa de estudos, permaneceu em Paris de 1946 a 1950 onde frequentou a Escola Nacional Superior de Belas Artes e a ‘Académie de la Grande Chaumière’. Entre 1947 e 1948 participou do ‘Salon d'Automne’ e do ‘Salon d'Art Libre’. Tomou parte em reuniões de artistas e formou o Grupo Banbryols (ban de Bandeira; bry de Camille Bryen; e ols de Wols), que durou de 1949 a 1951. Voltou ao Brasil em 1951 e apresentou-se na 1ª Bienal Internacional de São Paulo. Em 1952, criou um mural para o Instituto dos Arquitetos do Brasil, em São Paulo. Retornou a Paris em 1954 em razão do Prêmio Fiat, obtido na 2ª Bienal Internacional de São Paulo, mas não deixou de expor no Brasil. Permaneceu na Europa até 1959, passando pela Inglaterra e Bélgica, onde, em 1958, realizou um painel para o ‘Palais des Beaux-Arts’. Ao retornar ao Brasil teve uma atividade artística intensa, participou de importantes exposições, em paralelo a mostras em Paris, Munique, Verona, Londres e Nova York. Voltou a Paris em 1965, onde permaneceu até sua morte. BENEZIT, VOL.1, PÁG.415; MEYER/87, PÁG.606; MEC, VOL.1, PÁGS.159,160 E 167; PONTUAL, PÁGS. 48 E 49; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁGS. 71 A 74; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 52 A 54; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; ARTE NO BRASIL, PÁG. 599; LEONOR AMARANTE, PÁG. 34; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 86; ACERVO FIEO; web.artprice.com; pitoresco.com; pinturabrasileira.com.



591 - RENOT (1932)

"Eu sei" - acrílico sobre plotagem - 80 x 64 cm - canto superior direito e dorso - 2008 -
Reproduzido no convite de exposição do artista na Pizzaria Cristal em Agosto de 2008. -

Pintor, desenhista, gravador e tapeceiro, Reinaldo Eliomar de Freitas Marques da Silva nasceu em Santa Luzia, Bahia. Assina Renot. Autodidata, começou a pintar em 1957 e, em 1964, com a inauguração da Galeria Quirino, em Salvador, iniciou sua formação artesanal. Tornou-se amigo de vários intelectuais e artistas baianos entre os quais Jenner Augusto, Jorge Amado e Manuel Quirino. Quirino, com quem trabalhou, foi também o seu mestre na arte de tecer (1964). Foi responsável pelos calendários-tapeçaria que fez para a Basf e Bosh do Brasil em 1977. Realizou muitas exposições individuais em: Salvador, BA (1970, 1971, 1972, 1977); Porto Alegre, RS (1970); Rio de Janeiro (1971, 1974); São Paulo (1972, 1973, 1975 a 1978, 1982); Hamburgo, Alemanha (1971); Londres, Inglaterra (1972); Barcelona, Espanha (1974); Genebra, Suíça (1974); Buenos Aires, Argentina (1975); Paris, França (1976); Estados Unidos (1978, 1980). Participou de várias coletivas e mostras oficiais pelo Brasil e exterior. Atua também como perito, marchand e organizador de leilões. JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 816; VOL. 7, PÁG. 590; ITAU CULTURAL; MEC VOL. 4, PÁG. 53; web.artprice.com.



592 - ADRIANO GAMBIM (1983)

"Detalhe da arquitetura de Santos..." - serigrafia - 17/50 - 20 x 28 cm - canto inferior direito - 2012 -
Complemento do título: "Detalhe da arquitetura de Santos, no final de tarde". Reproduzido no catálogo do "70° Salão Ararense de Artes Plásticas" de 2012. Obra ganhadora da Medalha de Bronze do respectivo salão. -

Pintor, desenhista, gravador e professor. Sua formação artística foi na UNIMESP e UNESP, São Paulo. Realizou exposições individuais em Guarulhos (2008, 2009, 2010, 2011) e tem participado de várias mostras coletivas e Salões oficiais, destacando-se: Guarulhos, SP (2007 a 2013); Araras, SP (2013); Brasília, DF (2013); Araraquara, SP (2012); Curitiba, PR (2012); Ribeirão Preto, SP (2010); Santo André, SP (2010); Santos, SP (2011); Ceará (2012); Espanha (2005 a 2008, 2013); México (2009); Itália (2007, 2009); Japão (2008); Romênia (2007, 2010). Foi premiado em: Guarulhos, SP (2007 a 2009, 2011); Mairiporã, SP (2011); Espanha (2011); Araraquara, SP (2010, 2012); Araras, SP (2012). artesvisuaisguarulhos.blogspot.com.br, web.artprice.com.



593 - INGRES SPELTRI (1940)

"Abstrato Opus 5533" - óleo sobre eucatex - 49 x 100 cm - canto inferior direito e dorso - 1994 -

Nasceu em Jau, São Paulo, em 20/01/1940. Pintor, desenhista, escultor, gravador e professor. Apresentando uma pintura de fases bem demarcadas, onde as possibilidades plásticas do cubismo, do construtivismo e do concretismo foram exploradas com paixão e rigor de pesquisa, o autor tem percorrido um rico itinerário em sua incessante buscar de universo expressivo e de uma linguagem pictórica definitiva. O autor é professor titular da Escola Panamericana de Arte, SP. JULIO LOUZADA, vol 1, pág 937; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



594 - TOMÁS SANTA ROSA (1909 - 1956)

Composição - guache - 37 x 28 cm - canto inferior direito -
No estado. -

Pintor, gravador, cenógrafo e professor. Oriundo da Paraíba, onde nasceu, fixou-se no Rio de Janeiro, iniciando em 1930 sua bem sucedida carreira de ilustrador de obras de autores estrangeiros e brasileiros, que inclui, dentre outros, Graciliano Ramos, José Lins do Rêgo, Jorge Amado, Castro Alves e muitos outros. Sua obra tem reconhecimento nacional e unanimidade de crítica, havendo se destacado em todas as áreas das artes que praticou. PONTUAL, pág. 472; TEIXEIRA LEITE, pág. 460; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 572; LEONOR AMARANTE.



595 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Veneza - óleo sobre cartão - 34 x 49 cm - não assinado -
Com estudo no dorso. -



596 - MANOEL SANTIAGO (1897 - 1987)

No bosque - óleo sobre cartão - 22 x 29 cm - canto inferior direito e dorso -

Manoel Colafante Caledônio de Assumpção Santiago nasceu em Manaus, AM e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, desenhista e professor. Mudou-se para Belém em 1903 e iniciou estudos de pintura. Desde 1916 já praticava a arte não figurativa. Em 1919 transferiu-se para o Rio de Janeiro, cursou Direito e frequentou a Escola Nacional de Belas Artes, onde foi aluno de Rodolfo Chambelland e Baptista da Costa. Na época, teve aulas particulares com Eliseu Visconti. Foi casado com a pintora Haydeá Santiago. Participou em 1927 do Salão Nacional de Belas Artes e recebeu o prêmio viagem ao exterior, entre vários outros. Foi para Paris no ano seguinte, e lá permaneceu por cinco anos. De volta ao Rio de Janeiro, em 1932, tornou-se professor do Instituto de Belas Artes. Em 1934, passou a lecionar pintura e desenho no Núcleo Bernardelli, figurando entre seus alunos José Pancetti, Edson Motta, Bustamante Sá, Ado Malagoli, Rescála e Milton Dacosta. Participou da I Bienal Internacional de São Paulo (1951) e do 8º Panorama da Arte Brasileira (1976). PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, VOL. 1, PÁG. 241; TEODORO BRAGA, PÁG. 211; CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO DE PAISAGEM BRASILEIRA, MEC-MNBA /RIO/1944; MAYER/84, PÁG. 1158; REIS JR, PÁG. 378; PONTUAL, PÁG. 473; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 292; ITAÚ CULTURAL, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 865; ACERVO FIEO.



597 - THÉO (DJALMA PIRES FERREIRA) (1901 - 1980)

Políticos - desenho a nanquim e aquarela - 30 x 42 cm - canto inferior direito -

Caricaturista, Djalma Pires Ferreira, conhecido como Théo, nasceu na Bahia e veio para o Rio de Janeiro com 21 anos. Publicou seus primeiros trabalhos na "Tarde" (1918 a 1922) e no "Diário de Notícias", Seção Esportes (1919). Foi o divulgador da "Bola do Dia" das colunas de "O Globo" e colaborou no "Malho", "Careta", "Fon-Fon", outras revistas e jornais do Rio de Janeiro e na "Cigarra", em São Paulo. Exposições póstumas: São Paulo (1997, 2003); Belo Horizonte, MG (1997); Campinas, SP (1997); Brasília, DF (1998). ITAU CULTURAL; MEC VOL. 4, PÁG. 384; CARICATURISTAS BRASILEIROS, 1836 - 2001 PÁG. 120.



598 - FULVIO PENNACCHI (1905 - 1992)

Casal - desenho a caneta hidrográfica - 18 x 14 cm - canto inferior direito - 1947 -

Pintor, ceramista, desenhista, ilustrador, gravador, professor nascido na cidade de Villa Collemandina, Itália e falecido em São Paulo. Em 1924 foi para Lucca e iniciou sua formação artística no ‘Regio Istituto di Belle Arti’ onde teve aulas com o pintor Pio Semeghini. Mudou-se para São Paulo em 1929 e dedicou-se a diferentes atividades até 1933, quando passou a auxiliar Galileo Emendabili na execução de monumentos funerários. Em 1935, conheceu Francisco Rebolo, passou a frequentar seu ateliê e conviveu com os artistas do Grupo Santa Helena. Nessa mesma época integrou a Família Artística Paulista e iniciou a produção de painéis em afresco e óleo para residências, igrejas, hotéis e outras edificações, destacando-se os afrescos de grandes dimensões para a Igreja Nossa Senhora da Paz, no bairro do Glicério, executados entre 1941 e 1948. Em 1965, iniciou um período de recolhimento e manteve-se afastado das exposições e do circuito artístico. Em 1973, reabriu seu ateliê e recebeu diversas homenagens no Brasil e na Itália. Nesse mesmo ano conheceu a ceramista Eunice Pessoa e com ela desenvolveu um grande número de peças que foram expostas em 1975. Sem nunca ter abandonado as atividades artísticas, voltou a figurar em diversas mostras e continuou a produzir painéis em afresco. Em 1980, Pietro Maria Bardi publicou um livro sobre sua obra. Nove anos depois, foi lançado o livro ‘Ofício Pennacchi’, organizado por Valério Antonio Pennacchi, responsável também pela publicação, em 2002, do livro ‘Fulvio Pennacchi: Pintura Mural’. Importante retrospectiva da obra do artista foi realizada, em 1973, no MAM - São Paulo. TEODORO BRAGA, PÁG. 192; MEC, VOL, 3, PÁG. 365; WALMIR AYALA, VOL, 2, PÁG. 182; PONTUAL, PÁG. 416; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 784; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 740; ACERVO FIEO.



599 - TARSILA DO AMARAL (1890 - 1973)

Paisagem - desenho a nanquim - 20 x 13 cm - canto inferior direito -

Pintora e desenhista, Tarsila do Amaral nasceu em Capivari, SP e faleceu em São Paulo. Estudou escultura com William Zadig e com Mantovani, em 1916, na capital paulista. No ano seguinte teve aulas de pintura e desenho com Pedro Alexandrino, onde conheceu Anita Malfatti. Ambas tiveram aulas com o pintor Georg Elpons. Em 1920 viajou para Paris e estudou na ‘Académie Julian’ e com Émile Renard. Ao retornar ao Brasil formou em 1922, em São Paulo, o Grupo dos Cinco, com Anita Malfatti, Mário de Andrade, Menotti del Picchia e Oswald de Andrade. Em 1923, novamente em Paris, frequentou o ateliê de André Lhote, Albert Gleizes e Fernand Léger. Foi a criadora de duas das principais tendências ou movimentos de nossa arte nacionalista: o Pau Brasil e o Antropofagia. A convite da Comissão do IV Centenário de São Paulo fez, em 1954, o painel ‘Procissão do Santíssimo’ e, em 1956, entregou ‘O Batizado de Macunaíma’, sobre a obra de Mário de Andrade, para a Livraria Martins Editora. A retrospectiva Tarsila: 50 Anos de Pintura, organizada pela crítica de arte Aracy Amaral e apresentada no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo , em 1969, ajudou a consolidar a importância da artista. TEODORO BRAGA, PÁG. 220; REIS JR., PÁG.388; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 365; MEC, VOL. 4, PÁG. 370; PONTUAL, PÁG. 511; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 492; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 389; ARTE NO BRASIL, PÁG. 577; LEONOR AMARANTE, PÁG. 24; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 958.



600 - INIMÁ DE PAULA (1918 - 1999)

Paisagem - desenho a nanquim - 30 x 22 cm - canto inferior esquerdo - 1970 -

Mineiro de Itanhomi, Inimá, depois de prestar o serviço militar em Juiz de Fora, passou a frequentar o Núcleo Antônio Parreiras (que no início dispunha de professores, mas logo se transformou em ateliê livre), da mesma cidade, em 1938. Integrou-se ao grupo de Bandeira e Aldemir Martins na cidade de Fortaleza (1941). No Rio frequentou o ateliê de Portinari e realizou a sua primeira individual (1948). Recebeu o prêmio viagem ao estrangeiro no I SNAM (1952), certame do qual participou por diversas vêzes até 1960. Em Paris estudou com Lothe. É um de nossos artistas mais completos. JULIO LOUZADA, vol.11, pág.152; PONTUAL, pág. 271; MEC, vol.3, pág.355; WALMIR AYALA, vol.1, págs. 401 1 404; TEIXEIRA LEITE, pág.260; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 637; ARTE NO BRASIL, pág. 870; Acervo FIEO.



601 - VICENTE COPPOLA (1926 - 1998)

Cavalo - óleo sobre tela - 50 x 60 cm - canto inferior direito e dorso - 1990 -

Autodidata, desde cedo dedicou-se ao desenho, e mais tarde à publicidade. Em 1975 voltou-se para a pintura à óleo, buscando maior realização. No início, pintou principalmente paisagens e marinhas, retratando a natureza com sensibilidade. Viu de imediato seu trabalho reconhecido, pois já no ano de 1979, foi convidado pela Sociarte para fazer parte de coletiva. Inicialmente recebeu orientação de Dario Mecatti. Foi no Regimento da Cavalaria, onde serviu, que começou a gostar de cavalos e conhecer profundamente as raças que retrata desde então, principalmente para criadores. Foi pintor exclusivo da Tableau, com Luiz Carlos Moreira, durante vários anos, tendo nesse período todos os seus quadros vendidos.Era membro da Associação Paulista de Belas Artes. JULIO LOUZADA vol.4, pág. 275.



602 - JORGE GUINLE FILHO (1947 - 1987)

Composição - óleo sobre papel colado em disco de vinil - d = 18 cm - centro inferior -

Pintor, desenhista e gravador nascido e falecido em Nova York, EUA. Mudou-se com a família para o Brasil ainda no ano de seu nascimento e permaneceu no Rio de Janeiro até 1955. Desse ano até 1962, acompanhando a mãe, morou em Paris e, em seguida, em Nova York, onde residiu até 1965. Na França, em paralelo a sua formação regular, iniciou, como autodidata, estudos de pintura e frequentou museus e galerias de arte, prática que manteve quando se transferiu para os Estados Unidos. De 1965 a 1974 viveu no Rio de Janeiro e passou temporadas em Londres e Paris, cidade para onde retornou nesse último ano e se estabeleceu por mais três anos. Em 1977, voltou a residir no Rio de Janeiro. Seu trabalho ganhou repercussão e, na década de 1980, integrou as principais exposições de arte do país. A produção do artista, concentrada em seus últimos sete anos de vida, foi dedicada, sobretudo à pintura. Jorge Guinle foi um importante incentivador da revalorização da pintura promovida pelo grupo de jovens artistas conhecido como Geração 80. Participou da mostra ‘Como Vai Você, Geração 80?’, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage - EAV/Parque Lage, Rio de Janeiro, 1984, escreveu um texto para a edição especial da revista ‘Módulo’ dedicada a essa mostra, participou de várias exposições e eventos realizados por esses artistas e escreveu sobre suas obras. Participou também da 17ª e 18ª Bienal Internacional de São Paulo (1983 e 1985). Em 1985 recebeu o Prêmio de Viagem ao Estrangeiro no 8º Salão Nacional de Artes Plásticas, MAM-RJ. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL. 2, PÁG.482; LEONOR AMARANTE, PÁG. 312. ACERVO FIEO.



603 - ELZA DE OLIVEIRA SOUZA (1928 - 2006)

Altar - guache - 47 x 32 cm - canto inferior esquerdo - 1964 -

Pernambucana do Recife. Esta importante pintora iniciou suas atividades com o prof. Ivan Serpa. Integrou o grupo de nordestinos que se apresentou na Galeria Giro, no RJ, em 1968. Seu interesse pelo registro da figura humana é praticamente exclusivo. Walmir Ayala afirma: " ... O biotipo que Elza repete obcessivamente, diz respeito ao povo de sua família conterrânea. São gente do povo, sem sofisticação, despojada do requinte civilizatório, mas embebida de um outro requinte, que diz respeito 'as latadas, trepadeiras em flor, animais domésticos, temáticas." JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 313, Acervo FIEO.



604 - SONIA EBLING (1926 - 2006)

Claridade - escultura em bronze - 60 x 11 x 27 cm - assinado -
Ex coleção Sebastião Alves - Bragança Paulista - SP. -

Nascida em Taquara, RS, SONIA EBLING consagrou-se como escultora e pintora. Participou da I Bienal de São Paulo. Premiada com viagem ao exterior no I SNAM. Morou em Paris 15 anos, onde frenquentou ateliês de artistas importantes e onde aperfeiçoou a sua importante e bela obra. MEC, vol. 2, pág. 89; PONTUAL, pág. 187; JULIO LOUZADA, vol 13, pág. 119; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 720; ARTE NO BRASIL, pág. 868; RGS, pág. 454.



605 - REINALDO MANZKE (1906 - 1980)

Paisagem - óleo sobre tela - 46 x 38 cm - canto inferior esquerdo - 1971 -

Pintor, nascido em falecido em Blumenau, SC. Participou regularmente do Salão Paulista de Belas Artes, recebendo premiações diversas. JULIO LOUZADA, vol 9, pág, 529. MEC, VOL, 3,pág, 65. PONTUAL,pág,335; TEODORO BRAGA; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



606 - SONIA MENNA BARRETO (1953)

"Agosto" - giclée - 201/500 - 25 x 30 cm - canto inferior direito -

Nascida Sônia Regina Gomes Menna Barreto de Barros Falcão, no dia 5 de novembro de 1953, na cidade de São Paulo-SP. Cursou desenho com Waldemar da Costa e pintura com Luiz Portinari, no Centro de Artes Cândido Portinari e, com Jorge Mori, assimila a técnica do óleo sobre linho e a veladura ou "glacis" utilizada pelos mestres clássicos do passado. Sobre a obra da artista, assim escreveu Flávio de Aquino, no catálogo da sua exposição na Galeria André, SP, 1989: "Sônia Regina Gomes Menna Barreto de Barros Falcão, ou simplesmente Menna Barreto - assina obras-primas em pequenos formatos, como miniaturas. Pouco conhecida, surge agora como a grande novidade da pintura fantástica brasileira. Menna Barreto dá uma conotação hiper-realista, mas sem colagens ou assemblagens. Sua arte tem um clima misterioso de castelos fantasmas ou de fragmentos de Paris, com suas ruas e casas. Seu valor reside no caráter arquipoético das obras. " ITAU CULTURAL



607 - MAURICIO ARRAES (1956)

Pôr do sol - óleo sobre tela - 70 x 100 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista e cenógrafo, Maurício Arraes de Alencar nasceu em Recife, PE. Durante o tempo de exílio do pai, Miguel Arraes, o pintor viveu entre a Argélia e a França, onde cursou Sociologia da Arte em Paris. Quando regressou ao Brasil, em 1978, passou a se dedicar exclusivamente às artes plásticas. Realizou exposições individuais em: Recife, PE (2011, 2012) e participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais no: Rio de Janeiro (1978, 1981, 1982, 1985); Curitiba, PR (1979); Salvador, BA (1988); Olinda, PE (1989); São Paulo (2011). ITAU CULTURAL; www.mauricioarraes.com; fernandomachado.blog.br/um-sucesso-o-vernissage-de-mauricio-arraes.



608 - IRINEIDE KLOCKNER (1961)

Composição - óleo sobre tela - 60 x 40 cm - canto inferior direito -

Pintora nascida em Maringá, PR. Já morou em Portugal onde aprimorou suas técnicas artísticas e atualmente reside em Maringá.



609 - VICENTE CARUSO (1913 - 1988)

Nu - óleo sobre eucatex - 23 x 16 cm - canto inferior direito -

Pintor. No Rio de Janeiro, conquistou diversas premiações nos salões oficiais de que participou, tais como: Salão da Sociedade dos Artistas Brasileiros, em 1968 e Salão Nacional de Belas Artes, em 1970. Em São Paulo, ganhou a Pequena Medalha de Prata, no Salão Paulista de Belas Artes de 1952. JULIO LOUZADA, vol 1, pág 220, Acervo FIEO.



610 - INNOCÊNCIO BORGHESE (1897 - 1985)

Na beira do rio - óleo sobre eucatex - 22 x 50 cm - canto inferior direito - 1970 - Guarulhos -

Pintor e professor paulista, participante do Salão Paulista de Belas Artes, de 1935 a 1961. Diversas exposições individuais e coletivas, com muitas premiações. Pintou muitas paisagens tendo como tema a cidade de São Paulo. TEODORO BRAGA, pág 56; MEC, vol. 1, pág. 251; Acervo FIEO.



611 - AURÉLIO D'ALINCOURT (1919 - 1990)

Nu - óleo sobre tela colada em eucatex - 31 x 25 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, ilustrador e professor. Começa a pintar em 1942, sob a orientação de Oswaldo Teixeira e Carlos Chambelland. Cursou a Académie de la Grande Chaumière, Paris, 1952. Atuou como membro da Academia Brasileira de Belas Artes-RJ, em 1956 e faz ilustrações para a revista O Cruzeiro, entre 1957 e 1960. Lecionou pintura no Instituto de Belas Artes. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 234; MEC, vol. 2, pág. 13; PONTUAL, pág. 157; JÚLIO LOUZADA, vol. 11, pág. 82; ITAUCULTURAL.



612 - JOSÉ SABÓIA (1949)

Trabalhador - óleo sobre tela - 50 x 60 cm - canto inferior direito -

Nascido em Almadina (BA). Indo para o Rio de Janeiro em 1967, começou a pintar no ano seguinte, passando a expor seus trabalhos na Feira Hippie de Ipanema. Sua primeira individual deu-se em Fortaleza em 1970; a partir de então, tem exposto com freqüência no Rio de Janeiro e em São Paulo. A pintura de Sabóia partiu de uma raiz eminentemente popular, tendo atingido depois um rebuscamento que se traduz no caprichoso desenho de linhas recurvas, na pincelada lisa, impessoal, no colorido reduzido a três ou quatro tons básicos e na composição, dotada daquele inconfundível horror vacui dos ingênuos. JULIO LOUZADA vol. 11, pág. 278; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 228; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO.



613 - JOSÉ ANTONIO MORETO (1938)

Barcos - óleo sobre eucatex - 24 x 40 cm - canto inferior esquerdo - 1991 -

Natural de Pederneiras, SP, onde nasceu em 14/7/1938. Seu principal mestre e orientador foi Aldo Cardarelli. Fixou-se em Campinas, onde seu talento paisagista é bem reconhecido. Sua pintura é neo-clássica, e produz paisagens, marinhas, naturezas-mortas e figuras. JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 694; ITAU CULTURAL, Acervo FIEO.



614 - KENNEDY BAHIA (1929 - 2005)

Baianas - tapeçaria - 49 x 53 cm - canto superior esquerdo -

Pintor e tapeceiro, KENNEDY era natural de Viña del Mar, Chile. Sua obras estão repletas de sentimentos. Os temas principais do artista são a fauna e flora brasileiras, aos quais dedicou seu amor e admiração por toda a sua vida. Era residente e ativo na Bahia, de onde adotou o nome artístico. JULIO LOUZADA, vol.10, pág.85; MEC, vol.2, pág.406; PONTUAL, pág.290



615 - FANG, CHEN KONG (1931 - 2012)

Peixe - desenho a nanquim - 50 x 65 cm - canto inferior direito - 2002 -

Pintor, desenhista e gravador. Ativo em São Paulo, estudou com Y. Takaoka; expôs nos Salões de Belas Artes de São Paulo e do Rio de Janeiro, obtendo diversas premiações. Tem obras em coleções particulares e na Pinacoteca de São Paulo. MEC, vol. 2, pág. 124; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 366; TEIXEIRA LEITE, pág. 189; PONTUAL, pág. 201.; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



616 - PAULO FERNANDO GRUBER (1961)

Flores - litografia - 36/50 - 78 x 55 cm - canto inferior direito - 6/1989 -

O autor é gravador, ativo em São Paulo. Expôs coletivamente em 1992, na mostra Polaridades e Perspectivas II, juntamente com seis artistas veteranos e seis artistas jovens. O autor é filho do consagrado artista nacional Mario Gruber. JULIO LOUZADA, vol. 6, pág. 471.



617 - SILVIA ALVES (1947)

"Rosas amarelas" - aquarela - 25 x 18 cm - canto inferior direito - 2013 -

Pintora, desenhista, escultora, gravadora, ilustradora, professora, poetiza e atriz Silvia Ferraro Alves nasceu em São Paulo. Estudou desenho e escultura com Alvaro de Bauptista (1980 a 1984) na Universidade de Campinas; formou-se em Pintura na Faculdade de Belas Artes (1986); mestrado em Aquarela na Faculdade Santa Marcelina (1998); frequentou o ateliê de Gravura do Museu Lasar Segall (1985 a 1988); os ateliês de pintura e desenho dos professores Lecy Bomfim, Salvador Rodrigues, Deusdedith Campanelli, Colette Pujol, Djalma Urban, Francisco Cuoco, Fang, o ateliê de escultura no Museu Brasileiro de Escultura (1980 a 1994) e aquarela com Iole Di Natale (1994 a 1998). Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais. Foi premiada em 1983, 1989, 1991, 1993, 1994, 1997, 1999, 2000, em São Paulo. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL, 10, PÁG, 49; www.silviaalves.art.br.



618 - EDMOND ROSTAN (1898 - 1978)

Figuras - técnica mista - 33 x 44 cm - canto inferior direito -

Pintor e desenhista. Assinava Edmond Roustan. Participou de diversos Salões oficiais e exposições coletivas. É provável que tenha falecido no Rio de Janeiro. JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 843.



619 - TATIANA LUKIANOV (1907 - XX)

Admirando o arco íris - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior direito -

Pintora natural de Leningrado, Rússia. Naturalizada brasileira teve sua formação artística na Academia de Belas Artes de Leningrado, completando seus estudos com Paulo Lukianov, na Rússia; Doriani, na Itália e Eberling, na Alemanha. Participou de inúmeras exposições e Salões oficiais em São Paulo, Rio de Janeiro, Rússia, Áustria, Alemanha e recebeu diversos prêmios em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Portugal e França. JULIO LOUZADA, vol.4, pág. 643. ITAU CULTURAL.



620 - MODESTO BROCOS Y GOMES (1852 - 1936)

"Cônego Januário da Cunha Barbosa" - gravura - 23 x 16 cm - canto inferior esquerdo na matriz -

Pintor, desenhista, gravador e professor, nascido em Santiago de Compostela, Espanha, a 9 de fevereiro de 1852, e falecido na cidade do Rio de Janeiro, onde era radicado e ativo, no dia 28 de novembro de 1936. Era brasileiro naturalizado. Estudou com Vitor Meireles e Zeferino da Costa, na Academia Imperial de Belas Artes-RJ (até 1875). Em Paris estudou com Henri Lehmann. Em 1952, o MNBA-RJ organizou importante retrospectiva de sua obra, por ocasião do centenário do seu nascimento. JULIO LOUZADA vol.10, pág. 144; MEC vol.1, pág. 297; PONTUAL, pág. 91; TEIXEIRA LEITE, pág. 88; WALMIR AYALA vol.1, pág.134; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 418; 602.



621 - EMANOEL ARAÚJO (1940)

Composição - xilogravura - 45/50 - 34 x 31 cm - canto inferior direito -

Gravador e escultor, o baiano Emanuel Araújo estudou com Henrique Oswald e expõe individualmente desde 1960, já tendo mostrado sua obra em inúmeras cidades do Brasil, Europa, Estados Unidos e Extremo Oriente. Foi Diretor da PINACOTECA do Estado de São Paulo, cujo cargo exerceu com extrema competência. TEIXEIRA LEITE, pág. 190; MEC, vol. 2, pág. 143; PONTUAL, pág. 37; JULIO LOUZADA, vol 1, págs. 68/69 e vol. 11, pág. 18; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 846; WALTER ZANINI, pág. 770; Acervo FIEO.



622 - HENRY VITOR (1939)

"Um mundo novo" - óleo sobre tela - 40 x 30 cm - canto inferior direito e dorso - 1988 -

Pintor e gravador mineiro de Guaxupé, onde nasceu a 2 de abril de 1939. Reside e é ativo na cidade de São Paulo SP. Autodidata, fez cursos de Jornalismo, Propaganda e Comunicações. Expôs individualmente nos anos de 1972, 1973, 1984 e 1991 em São Paulo SP. Coletivas a partir de 1971, inclusive no exterior. "Há elementos que revelam o ingênuo mas nem sempre permitem ajuizar se a obra é crítica ou artesanal. O autodidatismo, como o de Vitor, é uma constante. Expressa uma visão pessoal da realidade ou configurações de sonho. Retrata a vida filtrada, livremente, pelos olhos de cada um e interpretada por um sentimento intrínseco. " Jorge Anthonio, in HENRY Vitor: pinturas. Apresentação de Jorge Anthonio. São Paulo: Galeria Jacques Ardies, 1991. HENRY Vitor: pinturas. Apresentação de Jorge Anthonio. São Paulo: Galeria Jacques Ardies, 1991. JULIO LOUZADA, vol.11, pág.145, MEC,vol.4, pág.49; ITAÚ CULTURAL.



623 - AFONSO GUAIRA HERBELE (1880 - 1942)

Paisagem de Minas - desenho a nanquim - 9 x 18 cm - canto inferior direito -
Obra especialmente elaborada para ilustrar o livro "História de Conceição do Mato Dentro", de autoria de Geraldo Dutra de Morais, edição da Biblioteca Mineira de Cultura, 1942, página 117. -

Topógrafo, cartógrafo e paisagista autodidata nascido em Ulm - Wurtemberg, Alemanha, e falecido em Belo Horizonte, MG. Naturalizou-se brasileiro e viveu no Brasil (Paraná, Rio de Janeiro, Minas Gerais) por 42 anos, onde exerceu sua profissão. Seu apelido Guaíra (denominação indígena do Salto das Sete Quedas situado à margem brasileira do rio Paraná) foi incorporado legalmente ao seu nome. Em Belo Horizonte, entre muitos dos seus trabalhos, contam-se os relativos à Carta Geográfica de Belo Horizonte e os desenhos paisagísticos de todas as grutas mineiras com que ilustrou o trabalho 'As Grutas em Minas Gerais', editado em 1939, pelo Departamento Estadual de Estatística. www.cantacantos.com.br/revista/index.php/rbg/article/view/749/686



624 - MAURICIO FONSECA (1958)

"Flores" - acrílico sobre tela - 50 x 50 cm - canto inferior direito e dorso - 2009 -

Nasceu em São Paulo, Capital, a 4 de dezembro de 1958. Pintor, assinava MAURICIO. Atualmente, assina MAURICIO FONSECA. Frequentou a Escola de Belas Artes de São Paulo, em 1976, e a Escola Panamericana de Arte-SP, em 1977. Individuais a partir de 1978 e coletivas desde 1984. Recebeu prêmios em 1982. JULIO LOUZADA, vol.9, pág.326



625 - F. SOBRALL (1955)

"Paisagem" - técnica mista sobre eucatex - 34 x 48 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2014 -

Pernambucano de Lagedo, onde nasceu a 15 de dezembro de 1955. Em São Paulo a partir de 1962, onde realiza seus estudos artístico, recebendo orientação de Rebolo no final da década de 70. Expôs individualmente em 1976, dando início à sua participação em inúmeras exposições coletivas, com sucesso de critica.



626 - TERESA MIRANDA (1954)

"Nova germinação XVI" - gravura - 5/15 - 56 x 69 cm - canto inferior direito - 1969 -
No estado. -

JULIO LOUZADA vol.10, pág.600.



627 - ODIL MIRANDA RIBEIRO (1961)

"Perfis Cidades 20" - carvão sobre tela - 80 x 80 cm - centro inferior e dorso -

Pintor nascido em São Paulo. Atualmente vive e trabalha em Curitiba. Formou-se em pintura pela Escola de Música e Belas Artes de Curitiba, PR, e é, atualmente, mestrando na Universidade Tuiuti do Paraná. Entre 2007 e 2009 frequentou o curso de pintura no ateliê de Felipe Scandelari. Em 2009, no México, frequentou o ateliê de pintura na "Casa de La Cultura Jesús Reyes Heroles", sob orientação do "Maestro Pedro Hernandes". Exposições coletivas: Curitiba, PR (2008, 2011, 2012); México (2009); São Paulo (2011, 2012); Ponta Grossa, PR (2011, 2012); Piracicaba, SP (2011, 2013); Blumenau, SC (2012); Santo André, SP (2013). Foi premiado em: Ponta Grossa, PR (2011, 2012); São Paulo (2011, 2012). odilmirandaribeiro.wordpress.com; jornalmeuparana.com.br.



628 - YASUICHI KOJIMA (1934)

"Casa de pau a pique" - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito e dorso - 2003 -

Pintor e ceramista nascido em Tajimi, Japão - cuja população vive de cerâmica e porcelana. Seu pseudônimo artístico é Kojima. Recebeu influência de seu pai, Shigueo Kojima - tradicional artista e ceramista japonês conhecido pelo nome artístico Juho Kojima. Formou-se na Escola de Cerâmica Industrial de Tajimi - Gifu, Japão. Veio para o Brasil em 1953, trabalhou por cinco anos em São Caetano e transferiu-se para Mauá onde, como seu pai, montou sua própria fábrica de cerâmicas e porcelanas que está em atividade até hoje. Naturalizou-se brasileiro e estudou pintura com Manabu Mabe, Takaoka e Nakajima. Realizou exposição individual em Poá, SP (2009) e no Museu de Arte do Parlamento de São Paulo (2013). Participou de diversas mostras e Salões oficiais em: São Bernardo do Campo, SP (1967); São Paulo (1968, 1969, 2001 a 2010); Poá, SP (2009-como convidado); Embu, SP (2012 - Prêmio Prata). www.mauamemoria.com.br; www.radaroficial.com.br/d/31498914; issuu.com/shinzenbi/docs/makoto_5/27.



629 - RUBENS GERCHMAN (1942 - 2008)

"Art" - litografia - H. C. - 30 x 23 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, escultor nascido no Rio de Janeiro e falecido em São Paulo. Em 1957, freqüenta o Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro, onde estuda desenho. Faz curso de xilogravura com Adir Botelho e freqüenta a Escola Nacional de Belas Artes - Enba, entre 1960 e 1961. Em 1967, é contemplado com o prêmio de viagem ao exterior no 16º Salão Nacional de Arte Moderna e viaja para os Estados Unidos. Reside em Nova York entre 1968 e 1972. Retorna ao Brasil e faz o roteiro, a cenografia e a direção do filme 'Triunfo Hermético' e os curtas 'ValCarnal' e 'Behind the Broken Glass'. De 1975 a 1979, assume a direção da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, RJ. É co-fundador e diretor da revista 'Malasartes'. Em 1978, viaja para os Estados Unidos com bolsa da Fundação John Simon Guggenheim. Em 1982, permanece por um ano em Berlim como artista residente, a convite do Deutscher Akademischer Austauch Dienst - DAAD [Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico]. Realizou diversas exposições individuais e participou de muitas mostras oficiais no Brasil e pelo mundo recendo prêmios na Bienal de São Paulo (1965), Bienal de Salvador, BA (1966), Bienal de Cali, Colômbia (1967, 1970). JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 417; PONTUAL, PÁG. 235; TEIXEIRA LEITE, "in" A GRAVURA BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 734; ARTE NO BRASIL, PÁG. 974; LEONOR AMARANTE, PÁG. 143, MEC VOL. 2, PÁG. 246; Acervo FIEO.



630 - ALFREDO VOLPI (1896 - 1988)

Fachada - serigrafia - 114/200 - 60 x 30 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.