Leilão de Junho de 2018

18 e 19 de Junho de 2018



001 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Galo - serigrafia - 40/60 - 64,5 x 45 cm - canto inferior direito - 1966 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



002 - ALFREDO VOLPI (1896 - 1988)

Bandeirinhas - serigrafia - 34/70 - 53,5 x 73 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.



003 - CARLOS LEÃO (1906 - 1982)

À espera - aquarela - 27 x 20 cm - canto inferior direito -

Arquiteto, pintor e desenhista ativo no Rio de Janeiro. Participou com Lucio Costa no projeto do edifício sede do Ministério de Educação do Rio de Janeiro (1937). Excepcional desenhista, praticou igualmente a pintura, sempre fiel a uma só temática - "a mulher, seu corpo, seu mundo de amor, sexo e poesia". MEC, vol. 2, pág. 462/3; TEIXEIRA LEITE, pág. 281; PONTUAL, PÁG. 303; JULIO LOUZADA VOL.11, PÁG.171; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 602; ARTE NO BRASIL, pág. 746.



004 - CARVALHO DE CASTRO (1948)

Barcos - óleo sobre tela - 30 x 60 cm - canto inferior direito -

Pintor e desenhista, Antonio Carlos Carvalho de Castro nasceu em São Paulo. Assinava Cacau (até setembro de 1993). Atualmente assina Carvalho de Castro. Estudou pintura na Associação São Bernardense de Belas Artes, SP (1979) onde ganhou uma Medalha de Ouro ainda como aluno. Teve como mestres Paulo Marinho e Moro. Realizou exposição individual em São Bernardo do Campo (1982). Participou de muitas mostras coletivas e oficiais em: São Bernardo do Campo, SP (1981 a 1983, 1985 a 1987, 1989 a 1991); Diadema, SP (1985); Paranapuã, SP (1986); Guaíra, SP (1987); Itatiba, SP (1989); Santo André, SP (1991); Guarujá, SP (1991); Itanhaém, SP (1991); Embu, SP (1992) e, no exterior: Bolívia, Chile, México, Portugal, Espanha, Itália e Japão. Foi premiado em Santo André, SP (1991) e em São Bernardo do Campo, SP (prêmio 'Nossa Gente'). JULIO LOUZADA VOL. 6, PÁG. 217.



005 - GAETANO ESPOSITO (1858 - 1911)

Velho homem do mar - óleo sobre tela - 45 x 30 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Excepcional paisagista e pintor de história, nasceu em Salermo / Itália. Expôs a partir de 1877 em Nápolis e Turin / Itália.Especializou-se em retratos e paisagens; diversas exposições em seu país e em diversas cidades européias. ART PRICE ANNUAL 2000, pág. 758; BENEZIT, vol. 4, pág. 200.



006 - CHRISTIANE GRIGOLETTO (1968)

Composição - técnica mista sobre tela - 90 x 50 cm - canto inferior direito e dorso - 2007 -
No estado.

Pintora natural da cidade paulista de Jundiaí, onde nasceu a 28 de abril de 1968. Iniciou na arte em 1979, na escola Espaço Arte. Formou-se em 1989, na PUC de Campinas-SP. Individuais em Campinas e Jundiaí, nos anos de 1993 a 1996. JULIO LOUZADA, vol. 9, pág. 386



007 - AUGUSTO RODRIGUES (1913 - 1993)

Figuras - aguada de nanquim - 45 x 31 cm - canto inferior esquerdo - 1954 -
No estado.

Desenhista, caricaturista e educador, Augusto Rodrigues nasceu em Recife-PE, onde frequentou a partir de 1932, o ateliê de Percy Lau. Participou em 1934 da primeira exposição de arte moderna de Pernambuco. Desenhista e caricaturista por excelência, o artista destacou-se no Sul do País, participando de salões, coletivas e individuais, recebendo honrarias e premiações. Criou diversos personagens, amparado na visão do cotidiano das grandes cidades. MEC, vol. 4, pág. 89; PONTUAL, pág. 457; TEODORO BRAGA, pag. 43; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 602; ARTE NO BRASIL, pág. 517.



008 - ARTE POPULAR BRASILEIRA (XX)

Figuras - entalhe em madeira - 60,5 x 9,5 x 2,5 cm - canto inferior direito -
Farias.



009 - ALFREDO MUCCI (1920)

Fachada - óleo sobre tela - 65 x 65 cm - canto inferior esquerdo - 1973 -
No estado.

Alfredo Mucci nasceu em Roma, Itália. Pintor, desenhista, gravador e mosaicista, estudou pintura e mosaico em Roma e Ravenna. Em l953, transferiu-se para o Brasil e realizou estudos sobre arqueologia, etnografia e folclore, efetuando pesquisas em suas viagens pelo interior do país. Recebeu o Prêmio Brasil, da Sociedade dos Artistas Nacionais, em 1956; foi pesquisador credenciado pela Campanha de Defesa do Folclore Brasileiro e pertence à Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência. Dedicou-se à decoração mural, tendo idealizado e executado numerosos painéis a óleo e em mosaico, especialmente no Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Extrema, MG. É autor do "Compêndio Histórico-técnico da arte do mosaico, editado pelo "Ao Livro Técnico", do Rio de Janeiro, com apresentação de Ricardo Averini, professor de História da Arte da Universidade de Perugia, na Itália. Realizou diversas exposições de pintura na Itália e no Brasil. Suas obras figuram em coleções particulares da Europa, Estados Unidos e Brasil, com destaque as do Museu de Arte de São Paulo e do Museu de Arte do Parlamento de São Paulo. PONTUAL, PÁG.375; MEC, vol. 3, pág.225; www.jusbrasil.com.br.



010 - TOMÁS SANTA ROSA (1909 - 1956)

Composição - óleo sobre cartão - 44 x 29 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor, gravador, cenógrafo e professor autodidata, Tomás Santa Rosa Júnior nasceu em João Pessoa, PB e falecido em Nova Délhi, Índia. Fixou-se no Rio de Janeiro (1932), começou a trabalhar como auxiliar de Portinari e iniciou também sua carreira de ilustrador que se estenderia por longa série de obras de escritores brasileiros e estrangeiros, que incluiu, dentre outros, Graciliano Ramos, José Lins do Rêgo, Jorge Amado, Castro Alves, Dostoievski. É considerado o primeiro cenógrafo moderno brasileiro. Entre as exposições das quais participou destacam-se: o Salão Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro (1941 - Medalha de Prata); Um Século de Pintura Brasileira, no Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro (1952); II Bienal Internacional de São Paulo (1953); Salão Preto e Branco do III Salão Nacional de Arte Moderna do Rio de Janeiro (1954); 'Arts Primitifs et Modernes Brésiliennes', no Museu de Etnografia de Neuchâtel, Suíça (1955). Após sua morte, suas obras foram expostas nas seguintes mostras: Exposição de Artes Gráficas de Tomás Santa Rosa, na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro (1958); Retrospectiva no Teatro Municipal do Rio de Janeiro (1975); Santa Rosa, Carnaval e Figurinos na Fundação Nacional de Arte (Funarte) de São Paulo (1985); e Bienal Brasil Século XX, na Fundação Bienal de São Paulo (1994). PONTUAL, PÁG. 472; MEC VOL. 4, PÁG. 177; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 460; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 572; LEONOR AMARANTE; www.funarte.gov.br; cpdoc.fgv.br; www.artprice.com.



011 - ARAQUÉM ALCÂNTARA (1951)

Cavalos - fotografia - 24 x 30 cm - canto inferior direito - 1983 -

Fotógrafo, jornalista e professor, Araquém Alcântara Pereira nasceu em Florianópolis, SC. Estudou jornalismo na Universidade de Santos (SP). Começou a trabalhar como fotojornalista em São Paulo nos anos setenta, colaborando com os jornais 'O Estado de São Paulo', 'Jornal da Tarde' e com a revista 'Isto É', antes de passar a trabalhar de forma independente em meados dos anos oitenta. Realizou sua primeira matéria de cunho ambientalista, a documentação do Parque da Juréia em Iguape, SP (1979). Celebrado como um dos precursores da fotografia ecológica no país, já publicou mais de 15 livros, tendo ainda participado de várias mostras coletivas e realizado inúmeras exposições individuais. Seu livro 'Terra Brasil' (Editora DBA e, em seguida, Edições Melhoramentos, 1998) é o livro de fotografia brasileiro mais vendido de todos os tempos, tendo ultrapassado a marca dos 100 mil exemplares. Merecem menção ainda os livros: 'Árvores mineiras' (1987); 'Juréia, a luta pela vida' (1988); 'Mar de Dentro e Brasil: Herança ambiental' (1990); 'Estações Ecológicas do Brasil' (1992); 'Santa Catarina' (1993); 'Projeto Dique e Ecologia no Brasil: Mitos e realidade' (1995); 'Brasil Iluminado' (2000); 'Paisagem brasileira' (2003); 'Pantanal' (2003); 'Brasileiros' (2004). Entre prêmios recebidos, destacam-se a 'Presença das Crianças nas Américas', concedido pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância – UNICEF (1979); o Grande Prêmio da 1ª Bienal de Fotografia Ecológica, Porto Alegre (1982); melhor exposição em 1993, concedido pela Associação Paulista de Críticos de Arte - APCA. ITAU CULTURAL; www.funarte.gov.br; www.jornaldafotografia.com.br.



012 - DJALMA URBAN (1917 - 2010)

Jangadeiros - óleo sobre tela colada em eucatex - 24 x 12 cm - canto inferior direito - 1981 -

Pintor, ilustrador, desenhista, jornalista e professor, nascido na cidade paulista de Leme, no dia 9 de outubro de 1917. Estudou desenho e pintura com Torquato Bassi, Waldemar da Costa, Pedro Alexandrino, Paulo do Vale Júnior, Teodoro Braga e Marques de Leão. Realizou ilustrações e desenhos para o jornal O Estado de S. Paulo. Segundo crítica de Julio Louzada: "Impressionista, a paisagem, a natureza, a marinha e o folclore brasileiros são os seus temas preferidos. Dono de um estilo vigoroso e espontâneo, seus quadros se destacam pela riqueza composicional e cromática. A cor, aliás, sempre em tonalidades quentes, é o forte de sua pintura, assim como os jogos de luz que domina com perfeição. " Expôs individualmente a partir de 1951. JULIO LOUZADA, vol.2, pág.1014; MEC, vol.4, pág.436; THEODORO BRAGA, pág.82; ITAÚ CULTURAL; 37, Acervo FIEO.



013 - ALEX DOS SANTOS (1980)

"A vida dos índios" - óleo sobre tela - 40 x 60 cm - canto inferior direito e dorso - 2018 -

Alex Benedito dos Santos nasceu em Jaboticabal, SP, no dia 13 de fevereiro de 1980. Pintor autodidata, fez cursos de escultura com o prof. Silvio Scarpa e xilogravura com o prof. Saulo. Participou de "workshops" com o pintor Sigbert Franklin, em 2001. Tem participado regularmente dos diversos Salões Oficiais nas cidades do interior do Estado, destacando-se: I e II Bienal de Artes e Cultura de Jaboticabal, em 1999 e 2001, Salão de Artes Plásticas de Brodósqui, em 2003, quando foi selecionado para o Mapa Cultural Paulista, Salão de Artes Plásticas de Araraquara, em 2003, Salão de Artes Plásticas de Guarulhos, onde obteve Menção Honrosa, em 2004, Salão de Artes Plásticas de Santos, em 2004, Salão de Artes de Piracicaba, em 2005, Salão de Artes Plásticas de Sales de Oliveira, em 2005, onde obteve Menção Honrosa, Salão de Artes Plásticas de Catanduva, obtendo Menção Honrosa, em 2006. Foi premiado com o 1º lugar nos Salões de Artes de Mococa, em 2003, Sales de Oliveira, em 2003, Araraquara, em 2004 e Piracicaba, em 2006. Expõe individualmente desde 2004. Acervo FIEO. -



014 - ENRICO BIANCO (1918 - 2013)

Jangada - litografia - 25/60 - 47 x 32 cm - canto inferior direito -
No estado.

Pintor, desenhista, gravador e ilustrador nascido em Roma, Itália e falecido no Rio de Janeiro. Filho da pianista Maria Bianco-Lanzi e de Francesco Bianco, escritor e correspondente internacional do "Jornal do Brasil". Na década de 1930, em Roma, iniciou seus estudos com Maud Latou, Deoclécio Redig de Campos - que chegou a diretor do Museu do Vaticano, Dante Ricci - outrora professor da família real. Sua primeira exposição individual se deu em Roma (1936). Logo depois de sua chegada ao Brasil, Rio de Janeiro (entre 1935 e 1937) estudou com Portinari no Instituto de Arte da Universidade do Distrito Federal e, no ano seguinte, foi seu assistente em diversas obras, destacando-se os murais do MEC, os painéis do Banco da Bahia, o edifício da ONU, entre outros. Ilustrou edição especial de Caçada de Esmeraldas, de Olavo Bilac e o álbum de gravação do poema sinfônico Anhanguera, de Hekel Tavares, em 1951. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras coletivas e Salões oficiais inclusive da Bienal de São Paulo (1951), da Bienal do México (1960). Exposições retrospectivas de suas obras foram realizadas, em 1982, no Museu Nacional de Belas Artes - RJ e no Museu de Arte de São Paulo - SP. THEODORO BRAGA, PÁG. 54; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 99; MEC, VOL. 1, PÁG. 242; PONTUAL, PÁG. 76; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 594; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG.124; VOL. 2, PÁG. 132; www.pinturabrasileira.com; www.artprice.com; www.galeriandre.com.br.



015 - JORGE GUINLE FILHO (1947 - 1987)

Composição - técnica mista - 15 x 23 cm - canto inferior esquerdo - 1980 -
No estado.

Pintor, desenhista e gravador nascido e falecido em Nova York, EUA. Mudou-se com a família para o Brasil ainda no ano de seu nascimento e permaneceu no Rio de Janeiro até 1955. Desse ano até 1962, acompanhando a mãe, morou em Paris e, em seguida, em Nova York, onde residiu até 1965. Na França, em paralelo a sua formação regular, iniciou, como autodidata, estudos de pintura e frequentou museus e galerias de arte, prática que manteve quando se transferiu para os Estados Unidos. De 1965 a 1974 viveu no Rio de Janeiro e passou temporadas em Londres e Paris, cidade para onde retornou nesse último ano e se estabeleceu por mais três anos. Em 1977, voltou a residir no Rio de Janeiro. Seu trabalho ganhou repercussão e, na década de 1980, integrou as principais exposições de arte do país. A produção do artista, concentrada em seus últimos sete anos de vida, foi dedicada, sobretudo à pintura. Jorge Guinle foi um importante incentivador da revalorização da pintura promovida pelo grupo de jovens artistas conhecido como Geração 80. Participou da mostra ‘Como Vai Você, Geração 80?’, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage - EAV/Parque Lage, Rio de Janeiro, 1984, escreveu um texto para a edição especial da revista ‘Módulo’ dedicada a essa mostra, participou de várias exposições e eventos realizados por esses artistas e escreveu sobre suas obras. Participou também da 17ª e 18ª Bienal Internacional de São Paulo (1983 e 1985). Em 1985 recebeu o Prêmio de Viagem ao Estrangeiro no 8º Salão Nacional de Artes Plásticas, MAM-RJ. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL. 2, PÁG.482; LEONOR AMARANTE, PÁG. 312. ACERVO FIEO.



016 - AUGUSTINE RAMOS PIMENTEL GOMES (1933)

"Cais do Porto" - óleo sobre tela - 33 x 41 cm - canto inferior direito e dorso - 1956 - Rio de Janeiro -

Pintor primitivo nascido em Fortaleza, CE, com diversas participações em mostras coletivas.



017 - WEGA NERY (1912 - 2007)

Composição - técnica mista - 20 x 16 cm - canto inferior direito - 1950 -

Natural de Corumbá-MT, estudou desenho e pintura na Escola de Belas Artes em São Paulo entre 1946 e 1949. Nos anos 50, aperfeiçoou estudos com Joaquim da Rocha Ferreira, Yoshiya Takaoka e Samson Flexor. Participou do Grupo Guanabara em 1952 e do Atelier-Abstração, liderado por Samson Flexor, em 1953. Expõs individualmente a partir de 1955. Recebeu o prêmio de melhor desenhista nacional em 1957 e o prêmio aquisição nacional em 1963. PONTUAL, pág. 551; TEIXEIRA LEITE, pág. 541, JULIO LOUZADA vol.9, pág. 919; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 682; ARTE NO BRASIL, pág. 942; LEONOR AMARANTE, pág. 57.



018 - ALBERTO LUME (1944)

Crianças - óleo sobre tela - 40 x 30 cm - canto inferior direito -

Português da Ilha da Madeira, onde nasceu a 6/2/1944, LUME, como é conhecido e assina as suas obras, fixou residência no Brasil a partir de 1954. Trouxe na sua bagagens sólidos conhecimentos de bom desenhista e excepcional colorista. Adota os temas brasileiros em suas obras com rara felicidade, fazendo com que as suas obras sejam muito disputadas em leilões e por colecionadores. JULIO LOUZADA, vol. 2 pág. 601 602



019 - JULIO VIEIRA (1933 - 2000)

Paisagem com figuras - óleo sobre tela - 49 x 64 cm - canto superior direito - 1991 -
No estado.

Natural da cidade do Rio de Janeiro, foi pintor, gravador e desenhista. Fez curso na antiga Escola Nacional de Belas Artes, entre 1952 e 1956, estudando gravura com Goeldi entre 1954 e 1956. Um trecho da lavra do crítico e pintor Quirino Campofiorito sobre a arte única do artista: " ..A vantagem de Júlio Vieira era sua fidelidade ao transe terrestre. Sua pintura foi sempre um gesto doloroso. Muitas águas rolaram, desde então. Oficializou-se o concretismo e o neoconcretismo. Júlio sempre marginal e sempre um excelente artista. MEC vol. 4 pág. 475 - JULIO LOUZADA, vol. 1 pág. 1034; ITAU CULTURAL



020 - WALTER LEWY (1905 - 1995)

Paisagem surreal - óleo sobre tela - 27 x 35 cm - canto inferior direito - 1975 -

Gravador, pintor, ilustrador, paisagista, desenhista e publicitário nascido em Bad Oldesloe, Alemanha e falecido em São Paulo. Estudou na Escola de Artes e Ofícios de Dortmund, Alemanha (1923-1927). Nesse período, filiou-se à tendência do realismo mágico. Em 1928 participou de coletivas em Dortmund, Gelsenkirchen, Boclusim e outras cidades. Com a crise econômica de 1929, Lewy perdeu seu emprego de desenhista numa gráfica e foi viver com os pais no interior, tornando-se ilustrador de anedotas em jornais. Realizou sua primeira exposição individual em Bad Lippspringe (1932), mas foi fechada quando a Câmara de Arte Alemã proibiu a participação de judeus na vida artística. Escapando dessa situação opressora, o artista imigrou para o Brasil (1938), retomando profissionalmente a pintura. Deixou para trás centenas de trabalhos, que foram enviados para a Holanda e perdidos durante os bombardeios da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). No Brasil, fixou-se em São Paulo. Nos primeiros anos fez desenho publicitário e mais tarde capas de livros e ilustrações para diversas editoras. Ilustrou obras de Bertrand Russell, Machado de Assis e Arnold Toynbee, entre outras. Mais tarde, empregou-se como diagramador, letrista e arte-finalista nas agências de propaganda De Carli, Lintas Publicidade, Martinelli, Santos & Santos e Thompson Propaganda. Participou de Salões Nacionais e Bienais de São Paulo, entre 1951 e 1965, recebendo diversas premiações oficiais. JULIO LOUZADA, VOL. 10, PÁG. 497; MEC, VOL. 2, PÁG. 474; TEODORO BRAGA, PÁG. 245; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 286; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 630; LEONOR AMARANTE, PÁG. 142; ACERVO FIEO.



021 - CARYBÉ (1911 - 1997)

Lavadeiras - litografia - P.I. - 10,5 x 16,5 cm - canto inferior direito -

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



022 - DJALMA URBAN (1917 - 2010)

Natureza morta - óleo sobre tela - 45 x 60 cm - canto inferior direito - 1989 -

Pintor, ilustrador, desenhista, jornalista e professor, nascido na cidade paulista de Leme, no dia 9 de outubro de 1917. Estudou desenho e pintura com Torquato Bassi, Waldemar da Costa, Pedro Alexandrino, Paulo do Vale Júnior, Teodoro Braga e Marques de Leão. Realizou ilustrações e desenhos para o jornal O Estado de S. Paulo. Segundo crítica de Julio Louzada: "Impressionista, a paisagem, a natureza, a marinha e o folclore brasileiros são os seus temas preferidos. Dono de um estilo vigoroso e espontâneo, seus quadros se destacam pela riqueza composicional e cromática. A cor, aliás, sempre em tonalidades quentes, é o forte de sua pintura, assim como os jogos de luz que domina com perfeição. " Expôs individualmente a partir de 1951. JULIO LOUZADA, vol.2, pág.1014; MEC, vol.4, pág.436; THEODORO BRAGA, pág.82; ITAÚ CULTURAL; 37, Acervo FIEO.



023 - STEPHEN ROBERT KOEKKOEK (1887 - 1934)

Mercado - óleo sobre cartão - 39 x 49,5 cm - canto inferior direito -
No estado. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor britânico nascido em Londres e falecido em Santiago do Chile. Descendente de uma família de artistas holandeses, destacando-se dezesseis pintores consagrados da Escola Holandesa, inclusive seu pai, Hermanus Junior Koek Koek sob o pseudônimo J. Van Couver que havia se radicado em Londres em 1869. Viveu até os 21 anos na Inglaterra e, após a morte de seu pai, vendeu todos seus bens e iniciou uma grande viagem do Canadá até a Terra do Fogo. Instalou-se em Mendoza, Argentina onde desenvolveu grande parte de sua obra. Viveu e realizou exposições em vários lugares como: Argentina, Chile, Bolívia, Uruguai, Estados Unidos, Peru, Brasil. www.revistamagenta.com; arnoldogualino.blogspot.com.br; www.artprice.com; www.artnet.com.



024 - EUGÊNIO DE PROENÇA SIGAUD (1889 - 1979)

Trabalhadores - óleo sobre cartão colado em eucatex - 53 x 24,5 cm - canto inferior direito - 1976 -
No estado.

Estudou desenho na Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro com Modesto Brocos, formando-se em arquitetura em 1932, nessa mesma escola. A partir de 1935, dedicou-se à pintura mural e, de 1937, à pintura de temas sociais, com predominância de motivos de operários em construção e trabalhadores rurais. Caracteriza-se por uma grande versatilidade técnica, sendo dos raros pintores brasileiros a utilizar, lado a lado, o óleo, a têmpera e a encáustica, além da aquarela e do guache. Participou do Núcleo Bernardelli. PONTUAL, pág. 489; MEC, vol. 4, pág. 243; TEIXEIRA LEITE, pág. 475 e 476; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 324 a 327; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 579; ARTE NO BRASIL, pág. 763, Acervo FIEO.



025 - MADELEINE JEANNE LEMAIRE (1845 - 1928)

Rosas - óleo sobre cartão - 32 x 40 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintora, desenhista e ilustradora francesa nascida em Les Arcs, Provence e falecida em Paris. Foi aluna de Jeanne Mathilde Herbelin e de Jules Chaplin. Produziu ilustrações para 'Gazette des Beaux-Arts', 'La Vie Moderne' e para diversos livros, entre os quais: "L'Abbé Constantin" de Ludovic Halévy (1887); "L'art d'être grand-père" de Victor Hugo (1888); "Flirt Paul Hervieu's" (1890); "Autour du Coeur" de M. Star (1904); "Lettres inédites" de Madame de Sévigné (1912); "Les Plaisirs et les Jours" de Marcel Proust. Participou do Salão de Paris a partir de 1864 onde recebeu Menção Honrosa (1877); na 'Exposition Universelle' (1900) recebeu Medalha de Prata e a condecoração da 'Légion d'Honneur' (1906). Pertenceu à Sociedade Nacional de Belas Artes desde 1890. BENEZIT; www.felixr.com; www.artprice.com; artist.christies.com; www.sothebys.com.



026 - CLAUDIO TOZZI (1944)

Papagaio - serigrafia - P.A. - 70 x 50 cm - canto inferior direito -
Ex-coleção Antônio Maluf - Galeria Seta - São Paulo - SP. No estado.

Pintor, arquiteto e gravador, Claudio José Tozzi nasceu em São Paulo. É mestre em arquitetura pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo. Realizou diversas exposições individuais. Participou, entre várias mostras e Salões oficiais, da Bienal Internacional de São Paulo em 1967, 1969, 1977, 1985, 1989, 1991; do Panorama da Arte Atual Brasileira em 1971, 1973, 1976, 1977, 1979, 1980, 1983; da Bienal de Veneza em 1976; da Bienal de Paris em 1980. Criou painéis para espaços públicos de São Paulo, como: ‘Zebra’, colocado na lateral de um prédio da Praça da República; na Estação Sé do Metrô, em 1979; na Estação Barra Funda do Metrô, em 1989; no edifício da Cultura Inglesa, em 1995 e, no Rio de Janeiro, na Estação Maracanã do Metrô Rio, em 1998. WALMIR AYALA VOL.2, PÁG.388; PONTUAL PÁG.525; TEIXEIRA LEITE PÁG. 512; ARTE NO BRASIL VOL.2, PÁG.1059; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 740; LEONOR AMARANTE PÁG. 170; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 992; www.eca.usp.br; www.pinacoteca.org.br.



027 - JOSÉ PAULO MOREIRA DA FONSECA (1922 - 2004)

Paisagem - óleo sobre cartão colado em eucatex - 51 x 23 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1970 -
No estado.

Pintor, advogado, filósofo e poeta, nascido e falecido no Rio de Janeiro. Autodidata, dedicou-se à pintura a partir de 1950. Realizou várias exposições individuais em São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Alemanha, Portugal, Inglaterra, Áustria, Estados Unidos, México e participou de muitas mostras e Salões oficiais pelo Brasil e Europa. MEC, VOL. 2, PÁG. 183; WALMIR AYALA VOL. 1, PÁG. 423 A 427; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 268; ITAU CULTURAL, ACERVO FIEO.



028 - FERNANDO BARROS (XX)

Casario - acrílico sobre tela - 40 x 60 cm - canto inferior direito e dorso - São Paulo - SP -

Pintor atuante em São Paulo. Assina Barros. Participou de mostras coletivas e recebeu alguns prêmios e medalhas.



029 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulata - serigrafia - H.C. VII/XXX - 64 x 46 cm - canto inferior direito -
No estado.

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



030 - VICENTE LEITE (1900 - 1941)

"Serenidade" - óleo sobre cartão - 27 x 35 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1925 - Juiz de Fora - MG -

Pintor e desenhista, Vicente Rosal Ferreira Leite nasceu em Crato, CE e faleceu no Rio de Janeiro. Recebeu bolsa de estudos do governo do Ceará (1920) e mudou-se para o Rio de Janeiro onde, na antiga Escola Nacional de Belas-Artes, teve Cândido Portinari e Orlando Teruz, entre outros, como seus condiscípulos. De 1920 a 1926 estudou sob a orientação de Lucílio de Albuquerque, Rodolfo Chambelland e João Batista da Costa. Participou de muitos Salões oficiais aqui no Brasil, na Argentina e Estados Unidos. Recebeu diversos prêmios como o de Viagem ao País (1935) e o de Viagem à Europa (1940). Executou ainda para o Palácio do Governo do Ceará, uma alegoria da Revolução de 1930. Suas obras podem ser encontradas no Museu Nacional de Belas-Artes, na Pinacoteca do Estado de São Paulo e no Museu Mariano Procópio, em Juiz de Fora. JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 534. PONTUAL PÁG. 308. MEC VOL. 2, PÁG, 468; TEIXEIRA LEITE PÁG. 284; ITAU CULTURAL.



031 - EDUARDO VERDERAME (1971)

Composição - técnica mista - 28 x 41 cm - dorso - 2006 -
No estado.

Artista plástico nascido em São Paulo, formado pela Universidade de São Paulo em 1996. Participou de programas de residência em Viena, Áustria (MuseumsQuartier, 2006); Nova York, EUA (apexart, 2007), no Brasil (Casa das Caldeiras em São Paulo e Interações Florestais, em Minas Gerais, ambas em 2008) e no Reino Unido (Artists Links, 2009). Já participou de muitas mostras individuais e coletivas, no Brasil e no exterior. É cofundador dos coletivos de arte: EIA (Experiência Imersiva Ambiental) e Esqueleto Coletivo - iniciativas independentes que desenvolvem festivais e eventos de arte contemporânea nas ruas de São Paulo, baseadas no direito ao livre uso do espaço público. Em 2010 lançou o livro "Histórias de Igrejas Destruídas", pela Editora Hedra. ITAU CULTURAL; 48hs.wordpress.com/artistas/eduardo-verderame.



032 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XIX - XX

Paisagem - óleo sobre tela - 57 x 79 cm - canto inferior direito -
Baltran.



033 - YASUICHI KOJIMA (1934)

"Rosa" - óleo sobre tela - 60 x 80 cm - canto inferior direito e dorso - 2016 -

Pintor e ceramista nascido em Tajimi, Japão - cuja população vive de cerâmica e porcelana. Seu pseudônimo artístico é Kojima. Recebeu influência de seu pai, Shigueo Kojima - tradicional artista e ceramista japonês conhecido pelo nome artístico Juho Kojima. Formou-se na Escola de Cerâmica Industrial de Tajimi - Gifu, Japão. Veio para o Brasil em 1953, trabalhou por cinco anos em São Caetano e transferiu-se para Mauá onde, como seu pai, montou sua própria fábrica de cerâmicas e porcelanas que está em atividade até hoje. Naturalizou-se brasileiro e estudou pintura com Manabu Mabe, Takaoka e Nakajima. Realizou exposição individual em Poá, SP (2009) e no Museu de Arte do Parlamento de São Paulo (2013). Participou de diversas mostras e Salões oficiais em: São Bernardo do Campo, SP (1967); São Paulo (1968, 1969, 2001 a 2010); Poá, SP (2009-como convidado); Embu, SP (2012 - Prêmio Prata). www.mauamemoria.com.br; www.radaroficial.com.br/d/31498914; issuu.com/shinzenbi/docs/makoto_5/27.



034 - VALQUIRIA FARIA DE BARROS (1951)

Colheita - óleo sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior direito - 1998 -

Pintora nascida em Jaguarão, MG, onde viveu até seus dezoito anos. Estudou em Belo Horizonte e foi para São Paulo (1974). Realizou exposições individuais e tem participado de mostras coletivas e oficiais. Recebeu Medalha de Bronze no XVI Salão do Embu (1979) e Menção Honrosa no XVII Salão da AAAPSP (1980). artenaifrio.blogspot.com/2012/05/valquiria-farias-de-barros-nasceu-em-mg.html.



035 - KAREL LANGER (1878 - 1947)

Mulheres - óleo sobre cartão - 31 x 23 cm - dorso -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista tcheco nascido em Jaromer e falecido em Praga. Frequentou a Academia de Praga onde foi aluno de Julius Marák e de R. Ottenfeld. Também estudou com Benes Knüpfra, em Roma. Participou de várias mostras coletivas. www.artprice.com; www.artnet.com.



036 - DJANIRA DA MOTTA E SILVA (1914 - 1979)

No circo - serigrafia - 23 x 13 cm - canto inferior esquerdo -
Obra impressa por Ateliê Mário Della Parra - Serigrafias - Rio de Janeiro, RJ.

Pintora, desenhista, ilustradora, cartazista, cenógrafa e gravadora. Djanira da Motta e Silva nasceu em Avaré, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. No final da década de 1930, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde teve suas primeiras instruções de desenho no Liceu de Artes Ofícios e com o pintor Emeric Marcier, hóspede da pensão que Djanira instalou no bairro de Santa Teresa. Os contatos com os artistas Carlos Scliar, Milton Dacosta , Arpad Szenes , Vieira da Silva e Jean-Pierre Chabloz , frequentadores de sua pensão, proporcionaram um ambiente estimulador que a levou a expor no 48º Salão Nacional de Belas Artes, em 1942. No ano seguinte, realizou sua primeira mostra individual, na Associação Brasileira de Imprensa - ABI. Em 1945, viajou para Nova York. De volta ao Brasil, realizou o mural ‘Candomblé’ para a residência do escritor Jorge Amado, em Salvador, e painel para o Liceu Municipal de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Entre 1953 e 1954, viajou a estudo para a União Soviética. De volta ao Rio de Janeiro, tornou-se uma das líderes do movimento pelo Salão Preto e Branco, um protesto de artistas contra os altos preços do material para pintura. Realizou em 1963, o painel de azulejos ‘Santa Bárbara’, para a capela do túnel Santa Bárbara, Laranjeiras, Rio de Janeiro. No ano de 1966, a editora Cultrix publicou um álbum com poemas e serigrafias de sua autoria. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil, EUA e Europa. Foi premiada no Rio de Janeiro (1943, 1944, 1949, 1950 a 1953, 1955, 1963) e em São Paulo (1951, 1955). Participou da 1ª e da 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955). Em 1977, o Museu Nacional de Belas Artes - MNBA, realizou uma grande retrospectiva de sua obra. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 336; PONTUAL, PÁG. 181; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 164; MEC, VOL. 2, PÁG 58; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG, 263; WALTER ZANINI, PÁG. 810; ARTE NO BRASIL, PÁG. 824; ACERVO FIEO.



037 - TRINDADE LEAL (1927)

"Marinha - Arco-Íris cor de rosa" - óleo sobre tela - 60 x 60 cm - canto inferior direito - 1971 -
No estado.

Pintor, gravador e desenhista, nascido em Santana do Livramento, RS, vivendo atualmente em Porto Alegre. Autodidata, frequentou o Instituto de Belas Artes de Porto Alegre em 1949. Expõe individualmente a partir dos anos 50, nas cidades de Salvador e Rio de Janeiro. Participou da VII BSP, e do Núcleo de Gravadores Paulistas, sendo citado por TEIXEIRA LEITE na obra "A Gravura Brasileira", como um dos principais jovens gravadores da época. Foi ativo em São Paulo até a década de 80. MEC, vol. 2 pág. 462; RGS, pág. 471; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 720; ARTE NO BRASIL, pág. 964.



038 - TOMÁS SANTA ROSA (1909 - 1956)

Buscando estrela - desenho a nanquim e aquarela - 40,5 x 28,5 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor, gravador, cenógrafo e professor autodidata, Tomás Santa Rosa Júnior nasceu em João Pessoa, PB e falecido em Nova Délhi, Índia. Fixou-se no Rio de Janeiro (1932), começou a trabalhar como auxiliar de Portinari e iniciou também sua carreira de ilustrador que se estenderia por longa série de obras de escritores brasileiros e estrangeiros, que incluiu, dentre outros, Graciliano Ramos, José Lins do Rêgo, Jorge Amado, Castro Alves, Dostoievski. É considerado o primeiro cenógrafo moderno brasileiro. Entre as exposições das quais participou destacam-se: o Salão Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro (1941 - Medalha de Prata); Um Século de Pintura Brasileira, no Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro (1952); II Bienal Internacional de São Paulo (1953); Salão Preto e Branco do III Salão Nacional de Arte Moderna do Rio de Janeiro (1954); 'Arts Primitifs et Modernes Brésiliennes', no Museu de Etnografia de Neuchâtel, Suíça (1955). Após sua morte, suas obras foram expostas nas seguintes mostras: Exposição de Artes Gráficas de Tomás Santa Rosa, na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro (1958); Retrospectiva no Teatro Municipal do Rio de Janeiro (1975); Santa Rosa, Carnaval e Figurinos na Fundação Nacional de Arte (Funarte) de São Paulo (1985); e Bienal Brasil Século XX, na Fundação Bienal de São Paulo (1994). PONTUAL, PÁG. 472; MEC VOL. 4, PÁG. 177; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 460; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 572; LEONOR AMARANTE; www.funarte.gov.br; cpdoc.fgv.br; www.artprice.com.



039 - MARCIO SCHIAZ (1965)

"Vidros" - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior direito e dorso - 2003 -
Registrado sob o nº 1823 no catálogo do autor.

Paulistano, o pintor nasceu em 10/5/1965. Estudou na APBA-SP, onde desenvolveu curso de desenho e pintura, frequentado sessões de modelo vivo. Individuais desde 1989 e coletivas em Salões Oficiais, com sucesso de crítica. Recebeu diversos prêmios. JULIO LOUZADA, vol.13, pág. 304; Acervo FIEO.



040 - TITO DE ALENCASTRO (1934 - 1999)

"Formas e cores" - óleo sobre tela - 90 x 120 cm - dorso - 1985 -
Registrado sob o nº 251 do ateliê do autor. No estado.

Pintor, desenhista, gravador, mosaicista, cenógrafo, dramaturgo, poeta, ator e cantor nascido no Rio de Janeiro e falecido em São Paulo. Assina Tito de Alencastro. Ingressou na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1956) onde estudou desenho com Zaluar e composição com Quirino Campofiorito e Santa Rosa. Paralelamente, estudou técnicas de mosaico com José Moraes e gravura em metal com Johnny Friedlaender no MAM, RJ. Formou-se em Museologia pelo Museu Nacional de Belas Artes, RJ, estudando com Gustavo Barroso. Atuou em numerosos concertos de câmara e óperas no Rio de Janeiro como ator e cantor. Fixou residência em São Paulo em 1961. Como cenógrafo, trabalhou no filme "Roleta Russa" e nas peças "O Grande Sonhador", "Você Pode Ser O Que Quiser", "Macho Beleza e Monólogo a Dois", as três de sua autoria. Executou os painéis "Os Imigrantes" e "O Trabalho e o Lazer" (1979). Realizou exposições individuais em: São Paulo (1966 – Galeria Seta, 1970, 1973, 1976, 1980 a 1985, 1995); Rio de janeiro (1967, 1978, 1983); Uberlândia, MG (1981); Brasília, DF (1980); Curitiba, PR (1984). Participou de inúmeros Salões e mostras coletivas. Recebeu o primeiro Prêmio Aquisição no I Salão da Jovem Gravura no MAM, RJ. WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 29; PONTUAL PÁG. 14; MEC VOL, 1, PÁG. 45; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 39, VOL. 2, PÁG. 43; VOL. 11, PÁG. 6; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; brasilartesenciclopedias.com.br; www.artprice.com.



041 - DARO (1946)

"Ternura" - litografia - 11/96 - 48 x 34 cm - canto inferior direito - 1980 -

Natural de Mirassol, SP, é pintor e gravador. Segundo Olavo Drummond, na apresentação das obras do autor, assim a ele se refere: " A arte de Daro é a explosão da beleza adolescente da belle-epoque. Traz o suporte de uma mediunidade congênita, capaz de catalogar as sombras do meio século, sem jamais haver convivido com o esplendor daquela época. O artista vence o tempo com a mesma força com que o tempo imortalizará o artista." JULIO LOUZADA, vol 2, pág. 330; Acervo FIEO.



042 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"A ferra" - desenho a nanquim - 22 x 32 cm - centro inferior - 1953 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins. No estado.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



043 - WILMA LACERDA (1944)

Natureza morta - óleo sobre tela colada em eucatex - 56 x 76 cm - canto inferior direito -
Com carimbo de Bel Galeria de Arte - São Paulo - SP, no dorso.

Pintora, desenhista, gravadora e ilustradora, Wilma Cisneiros Galvão nasceu em Recife, Pernambuco. Estudou na Escola de Belas Artes – UFPE; no Centro de Pesquisa de Artes da Lagoa, Brasília – DF com Ivan Serpa e Bruno Tausz; com Lula Cardoso Ayres; Gravura e Escultura na Universidade de Brasília, DF; entre outros cursos. Foi ativa no Rio de Janeiro, em Búzios e Cabo Frio. Realizou exposições individuais em Pernambuco e em: Brasília, DF (1970, 1977, 1978, 1986); Rio de Janeiro (1972, 1973, 1975 - MNBA); Cabo Frio, RJ (1972); Fortaleza, CE (1974); Búzios, RJ (1976). Participou de diversas mostras coletivas e oficiais no Brasil e exterior. JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 557; VOL. 4, PÁG. 590; VOL. 10, PÁG. 474; ITAU CULTURAL.



044 - BELMONTE (1897 - 1947)

Disputa pela pasta da fazenda - desenho a nanquim e aquarela - 20 x 29 cm - canto inferior direito -

Benedito Bastos Barreto - caricaturista, desenhista, pintor, ilustrador, escritor, jornalista e historiador - nasceu e faleceu em São Paulo. Iniciou sua carreira em 1912 publicando suas primeiras caricaturas na revista paulista ‘Rio Branco’ e paralelamente colaborou na revista carioca ‘D. Quixote’. Durante seus primeiros anos de trabalho publicou em diferentes periódicos paulistas e, em 1921, empregou-se na recém-inaugurada ‘Folha da Noite’, substituindo Voltolino. Nesse periódico passou a utilizar o pseudônimo Belmonte como assinatura de seus desenhos e em 1925 criou o personagem Juca Pato. Durante a Revolução Constitucionalista de 1932 criou o logotipo para os bônus de guerra que no período das batalhas substituíram como dinheiro a moeda oficial. No ano de 1936, começou a publicar no jornal ‘Folha da Manhã’ diversas charges de Juca Pato tendo como temática a crítica ao nazismo. Produzidas até o ano de 1946, elas acabaram se configurando numa grande série sobre a Segunda Guerra Mundial. Essas charges foram reunidas e publicadas em 1982 com o título de ‘Caricatura dos Tempos’. Autor de diversos livros de caricatura e história publicou, entre outros, os seguintes títulos: ‘Assim Falou Juca Pato’ (1933), ’ No Tempo dos Bandeirantes’ (1939) e ‘O Brasil de Ontem’ (1940), com desenhos inspirados nos trabalhos de Rugendas. TEODORO BRAGA, PÁG. 49 E 50; PONTUAL, PÁG. 67; MEC, VOL. 1, PÁG. 213; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 69; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG. 109; CARICATURISTAS BRASILEIROS, DE PEDRO CORRÊA DO LAGO, PÁG. 100; ARTE NO BRASIL, PÁG. 392; WALTER ZANINI, PÁG. 806; ACERVO FIEO; www.artprice.com; www.saopauloantiga.com.br.



045 - MINO CARTA (1933)

Paisagem - óleo sobre tela - 60 x 80 cm - canto inferior esquerdo - 1976 -
No estado.

Pintor, editor, jornalista italiano de Gênova, onde nasceu a 3 de setembro. Autodidata, recebeu influência do pintor italiano Giorgio Morandi. No Brasil desde 1946. Segundo Jacob Klintowitz: " A convicção de Mino Carta é de que não é possível a expressão fora da linguagem e de que a arte é a construção capaz de articular em mito o caos interior. E o que ele nos traz é justamente a organização de suas memórias e intuições, num percurso emocionalmente denso. E o que mais nos toca, nesta renovação do memorialismo brasileiro, é o encontro, sem quaisquer disfarces, com estas figuras impregnadas do humano." JULIO LOUZADA, vol 5 - pag 207. ITAUCULTURAL



046 - THEODORO MEIRELLES (XX - 2009)

Mulheres - técnica mista - 40 x 30 cm - canto inferior esquerdo - 1973 -

Pintor paulista com diversas exposições individuais e coletivas. Também participou de diversos Salões Oficiais, recebendo inúmeras premiações. JULIO LOUZADA vol.3, pág..724.



047 - MARIO ZANINI (1907 - 1971)

Na beira do rio - técnica mista - 17,5 x 27 cm - canto inferior direito -
No estado.

Pintor, decorador, ceramista, professor, Mário Zanini nasceu e faleceu em São Paulo. Foi um dos integrantes de dois importantes movimentos artísticos considerados históricos na pintura paulista: o Grupo Santa Helena e a Família Artística Paulista. Sua formação artística se deu em São Paulo quando aos 13 anos iniciou curso de pintura da Escola Profissional Masculina do Brás e de 1924 a 1926, matriculou-se no curso de desenho e artes do Liceu de Artes e Ofícios. Conheceu Alfredo Volpi em 1927 e no ano seguinte estudou com o pintor Georg Elpons. Trabalhou no escritório de decoração de Francisco Rebolo entre 1933 e 1938. Em 1940 recebeu medalha de prata no 46º Salão Nacional de Belas Artes e foi convidado por Rossi Osir a trabalhar em seu ateliê de azulejos artísticos, o Osirarte. Em 1950, viajou por seis meses pela Itália, em companhia de Volpi e Osir. A partir de 1968 lecionou na Faculdade de Belas Artes de São Paulo. Participou de vários Salões oficiais e mostras coletivas no Brasil, como I e III Bienal Internacional de São Paulo e no exterior. Sua família doou 108 de suas obras ao Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo - MAC/USP em 1974. MEC, VOL. 4, PÁG. 531; PONTUAL, PÁG. 557; TEODORO BRAGA, PÁG. 250; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 451; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; ARTE NO BRASIL, PÁG. 778; LEONOR AMARANTE, PÁG.38; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 1085; ACERVO FIEO.



048 - SANSÃO CAMPOS PEREIRA (1926 - 2014)

Barco - óleo sobre tela - 26 x 17 cm - canto inferior esquerdo -

Foi ativo no Rio de Janeiro, foi membro da Academia Brasileira de Artes, e da Academia Brasileira de Belas Artes. Artista várias vezes premiado, participou de diversas coletivas e salões, recebendo premiações várias. Seu tema preferido era a marinha. MEC vol.3, pág.389; JULIO LOUZADA vol.11, pág.243, Acervo FIEO.



049 - SANTE BULLO (1895 - 1987)

Caboclos - óleo sobre tela - 35 x 50 cm - canto inferior direito -

Natural de Porto Tolle, Itália, onde nasceu em 6 de setembro de 1895. Fixou residência em São Paulo a partir de 1948, desenvolvendo diversas atividades na área artística, inclusive como professor na Associação Paulista de Belas Artes, no Dante Alighieri, Liceu Franco Brasileiro, Colégio São Luis, etc. Executou além de belos quadros, grandes trabalhos como painéis para decoração de industrias, igrejas e salões comerciais. Pintor de paisagens e cenas urbanas. Retratou várias cidades de Minas Gerais, Bahia e Rio de Janeiro; e, em São Paulo, as cidades litorâneas de Iguape e Cananéia. Um dos pontos altos de sua pintura é a intensa luminosidade e o brilho que confere a seus quadros. Soube tirar extraordinário partido dos claros e escuros, ao mesmo que tempo em que funde numa só obra a força da pintura clássica e o melhor da atmosfera impressionista. Participou de inúmeros certames oficiais, recebendo diversas premiações. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 863/864, Acervo FIEO.



050 - RUBEM VALENTIM (1922 - 1991)

Estudo - guache - 92,5 x 57 cm - canto inferior direito - 1989 -
No estado.

Escultor, pintor, gravador, professor nascido em Salvador, BA e falecido em São Paulo. Iniciou-se nas artes visuais na década de 1940, como pintor autodidata. Entre 1946 e 1947 participou do movimento de renovação das artes plásticas na Bahia, com Mario Cravo Júnior, Carlos Bastos e outros artistas. Em 1953 formou-se em jornalismo pela Universidade da Bahia e publicou artigos sobre arte. Residiu no Rio de Janeiro entre 1957 e 1963, onde se tornou professor assistente de Carlos Cavalcanti no curso de história da arte do Instituto de Belas Artes. Residiu em Roma entre 1963 e 1966, com o prêmio viagem ao exterior, obtido no Salão Nacional de Arte Moderna. Em 1966 participou do Festival Mundial de Artes Negras em Dacar, Senegal. Ao retornar ao Brasil, residiu em Brasília e lecionou pintura no Ateliê Livre do Instituto de Artes da Universidade de Brasília - UnB. Em 1972, fez um mural de mármore para o edifício-sede da Novacap em Brasília, considerado sua primeira obra pública. Em 1979, Valentim realizou escultura de concreto aparente, instalada na Praça da Sé, em São Paulo, definindo-a como o Marco Sincrético da Cultura Afro-Brasileira e, no mesmo ano e foi designado, por uma comissão de críticos, para executar cinco medalhões de ouro, prata e bronze, para a Casa da Moeda do Brasil. Em 1998 o Museu de Arte Moderna da Bahia inaugurou a Sala Especial Rubem Valentim no Parque de Esculturas. Foi premiado nas Bienais Internacionais de São Paulo de 1967 e 1973, entre outros. PONTUAL, PÁG.532; WALMIR AYALA, VOL.2, PÁGS.395; TEIXEIRA LEITE, PÁG.517; MEC, VOL.4, PÁG.443; JULIO LOUZADA, VOL.11, PÁG.330; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 682; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 257, ACERVO FIEO; web.artprice.com.



051 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Gato - serigrafia - 55/75 - 35 x 25 cm - canto inferior esquerdo - 1970 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



052 - ANTONIO PESSOA (1943)

Figura - escultura em bronze - 16 x 5,5 x 03 cm - assinado -

Escultor, assina Tonny. Radicado no Rio de Janeiro detentor de bom curriculo nacional e internacional com inumeras participações em Salões Oficiais,varias vezes premiado. Ótimo mercado.



053 - MARIO SILÉSIO (1913 - 1990)

Composição - técnica mista - 31 x 43 cm - canto inferior direito - 1957 -

Pintor, desenhista, muralista e vitralista. Cursa direito na Universidade de Minas Gerais - UMG (atual Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG), em Belo Horizonte, entre 1930 e 1935. Estuda desenho e pintura na Escola de Belas Artes de Belo Horizonte (Escola Guignard), sob a orientação de Alberto da Veiga Guignard, entre 1943 e 1949. Em 1953 viaja para Paris, como bolsista do governo francês, e ingressa no curso de André Lhote. De volta ao Brasil, entre 1957 e 1960 executa diversos painéis em edifícios públicos e privados de Belo Horizonte, como Banco Mineiro de Produção, Condomínio Retiro das Pedras, Inspetoria de Trânsito, Teatro Marília, Escola de Direito da UFMG e Departamento Estadual de Trânsito. É também de Silésio o mural feito para o Clube dos Engenheiros, em Araruama, Rio de Janeiro. Executa os vitrais da Igreja dos Ferros em 1964. ITAÚ CULTURAL.



054 - SANDRO JOSÉ DA SILVA (1965)

"Colhedores de algodão" - óleo sobre tela - 50 x 90 cm - canto inferior direito e dorso - 2012 -

Pintor autodidata natural de Pernambuco. Cresceu no Rio de Janeiro. Passou a se dedicar profissionalmente à arte a partir dos dezoito anos. Em 1998 mudou-se para Iguaba Grande, Região dos Lagos. Tem participado de várias mostras e Salões oficiais como: ‘Medial 1ª Art Biennial’, Londres (2005 – Prêmio); UNAP, SP (Prêmio); ‘XIII Circuito Internacional de Arte Brasileira’, Polônia – Alemanha - Áustria (2008); ‘International Contemporary Art IV’ (2011), no Museu das Américas – Flórida, EUA e em Santa Fé, Argentina; ‘International Art Fair’ (2012) em Buenos Aires, Argentina.



055 - MANOEL SANTIAGO (1897 - 1987)

Paisagem - óleo sobre tela colada em madeira - 16,5 x 19,5 cm - canto inferior esquerdo -

Manoel Colafante Caledônio de Assumpção Santiago nasceu em Manaus, AM e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, desenhista e professor. Mudou-se para Belém em 1903 e iniciou estudos de pintura. Desde 1916 já praticava a arte não figurativa. Em 1919 transferiu-se para o Rio de Janeiro, cursou Direito e frequentou a Escola Nacional de Belas Artes, onde foi aluno de Rodolfo Chambelland e Baptista da Costa. Na época, teve aulas particulares com Eliseu Visconti. Foi casado com a pintora Haydeá Santiago. Participou em 1927 do Salão Nacional de Belas Artes e recebeu o prêmio viagem ao exterior, entre vários outros. Foi para Paris no ano seguinte, e lá permaneceu por cinco anos. De volta ao Rio de Janeiro, em 1932, tornou-se professor do Instituto de Belas Artes. Em 1934, passou a lecionar pintura e desenho no Núcleo Bernardelli, figurando entre seus alunos José Pancetti, Edson Motta, Bustamante Sá, Ado Malagoli, Rescála e Milton Dacosta. Participou da I Bienal Internacional de São Paulo (1951) e do 8º Panorama da Arte Brasileira (1976). PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, VOL. 1, PÁG. 241; TEODORO BRAGA, PÁG. 211; CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO DE PAISAGEM BRASILEIRA, MEC-MNBA /RIO/1944; MAYER/84, PÁG. 1158; REIS JR, PÁG. 378; PONTUAL, PÁG. 473; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 292; ITAÚ CULTURAL, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 865; ACERVO FIEO.



056 - PAPAS STEFANOS (1956)

Vila - óleo sobre tela colada em eucatex - 44 x 54 cm - canto inferior direito -

Nasceu na Ilha de Rodhes, Grécia. Pintor, escultor e poeta, chegou ao Brasil em 1956, radicando-se em Goianira. Os temas de Papas Stefanos estão profundamente ligados 'a vida do universo rural e interiorano do Brasil. A beleza e consistência de sua obra já foi motivo de sensíveis críticas e grande sucesso de público nas diversas exposições que realizou, inclusive com premiações. O artista foi honrado com um poema que lhe dedicou Carlos Drumond de Andrade. JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 849; ITAU CULTURAL.



057 - ATHOS BULCÃO (1918 - 2008)

Rosto - aquarela - 26,5 x 19 cm - canto inferior esquerdo - 1947 -
No estado.

Pintor e desenhista. Começou a dedicar-se a arte estimulado por Portinari, que, em 1945, o convidou a trabalhar nas obras da Pampulha, em Belo Horizonte. No ano anterior realizara exposição individual na sede recém-inaugurada do Instituto dos Arquitetos do Brasil no Rio de Janeiro, voltando a fazê-lo na Capital mineira em 1946 e 1947. Já então conquistara medalhas de prata em pintura e desenho no SNBA. Recebendo bolsa de estudos no governo francês, viajou em 1948 para Paris, onde permaneceu um ano, visitando ainda a Itália. De regresso ao Brasil, passou a dedicar-se também a trabalhos no campo da decoração. Residindo mais recentemente em Brasília, ali criou azulejos e vitrais para a Igreja de Nossa Senhora de Fátima, com motivos cristãos da Pomba e da Estrela, símbolos do Divino Espírito Santo e da natividade. Participou como isento de júri dos II SAMDF (1965), realizando em 1968 exposição individual de desenhos em Brasília (Galeria Encontro). Rubem Braga focalizou-o em uma crônica publicada na revista Manchete (14 de agosto de 1954). TEODORO BRAGA, PÁG. 59; MEC, vol. 1, pág. 301; WALMIR AYALA, vol.1, pág. 140; PONTUAL, pág. 93; TEIXEIRA LEITE, pág. 92; JÚLIO LOUZADA, vol. 7, pág.112; ITAÚ CULTURAL.



058 - CONCEIÇÃO RODRIGUES (XX)

Composição - técnica mista sobre tela - 110 x 150 cm - dorso - 2004 -
(Atenção clientes que não residem em São Paulo: transporte especial devido ao tamanho. Consulte-nos antes de dar seu lance) . No estado.

Pintora e desenhista com diversas participações em mostras coletivas.



059 - RAYMUNDO JOSE NOGUEIRA (1909 - 1962)

"Composição" - óleo sobre tela - 60 x 73 cm - canto superior direito e dorso -

Pintor, arquiteto, decorador e musicista. Fixou residência no Rio de Janeiro em 1932, e em 1934 começou a pintar, seguindo os moldes acadêmicos. Influenciado pela pintura de Antônio Bandeira, parte para o abstracionismo (1951). No Rio realizou alguns trabalhos de arquitetura, e foi um dos colaboradores de Niemeyer, na construção de Brasília. Participou do Salão Nacional de Arte Moderna do Rio de Janeiro (1952-1962) e das I, II, III, IV e V Bienal de São Paulo (1951-1961). MEC, vol. 3 pág. 266.



060 - MARIO ZANINI (1907 - 1971)

Lavadeiras - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito - 1968 -
Ex coleção Sr. Antonio Osmar Alves de Oliveira ,São Paulo - SP.

Pintor, decorador, ceramista, professor, Mário Zanini nasceu e faleceu em São Paulo. Foi um dos integrantes de dois importantes movimentos artísticos considerados históricos na pintura paulista: o Grupo Santa Helena e a Família Artística Paulista. Sua formação artística se deu em São Paulo quando aos 13 anos iniciou curso de pintura da Escola Profissional Masculina do Brás e de 1924 a 1926, matriculou-se no curso de desenho e artes do Liceu de Artes e Ofícios. Conheceu Alfredo Volpi em 1927 e no ano seguinte estudou com o pintor Georg Elpons. Trabalhou no escritório de decoração de Francisco Rebolo entre 1933 e 1938. Em 1940 recebeu medalha de prata no 46º Salão Nacional de Belas Artes e foi convidado por Rossi Osir a trabalhar em seu ateliê de azulejos artísticos, o Osirarte. Em 1950, viajou por seis meses pela Itália, em companhia de Volpi e Osir. A partir de 1968 lecionou na Faculdade de Belas Artes de São Paulo. Participou de vários Salões oficiais e mostras coletivas no Brasil, como I e III Bienal Internacional de São Paulo e no exterior. Sua família doou 108 de suas obras ao Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo - MAC/USP em 1974. MEC, VOL. 4, PÁG. 531; PONTUAL, PÁG. 557; TEODORO BRAGA, PÁG. 250; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 451; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; ARTE NO BRASIL, PÁG. 778; LEONOR AMARANTE, PÁG.38; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 1085; ACERVO FIEO.



061 - ALFREDO VOLPI (1896 - 1988)

Fachada - serigrafia - 3/100 - 64 x 78,5 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.



062 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Interior - óleo sobre tela - 60 x 49 cm - canto inferior direito -
A. Rotti. No estado.



063 - PABLO MATANIA (1936)

Passeio - óleo sobre tela - 33 x 24 cm - canto inferior esquerdo -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista e cartógrafo argentino nascido em Buenos Aires. Veio para o Brasil, Rio de Janeiro, em 1958. Participou de mostras coletivas. JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 608; www.artprice.com; www.mutualart.com.



064 - ELIFAS ANDREATO (1946)

"E se embebedam do perfume do teu sexo..." - colagem - 65 x 50 cm - canto inferior esquerdo -

Desenhista, ilustrador, artista gráfico, pintor e jornalista nascido em Rolândia, PR. O marco inicial da sua carreira é 1965, quando trabalhava como torneiro mecânico na Fiat Lux, em São Paulo, e começou a pintar painéis que decoravam os bailes da fábrica aos sábados. Nos anos 1960 já trabalhava na Editora Abril onde participou da equipe de criação de inúmeras revistas, fascículos e coleções, como: Placar, Veja e História da Música Popular Brasileira. Nos anos 1970 fundou órgãos da imprensa alternativa como: Opinião, Argumento e Movimento. Iniciou também o trabalho como programador visual para peças teatrais. Ainda nesse período, destacou-se como criador de capas de discos para os mais importantes nomes da MPB. Nos anos 1990 seu trabalho voltou-se para a área editorial, tornando-se responsável pelas históricas coleções MPB Compositores e História do Samba, ambas lançadas pela Editora Globo. Participou do Projeto Memória para o qual criou exposições itinerantes sobre figuras como: Monteiro Lobato, Rui Barbosa e Juscelino Kubitschek. Promoveu dezenas de mostras com sua obra nas principais cidades do País. Atualmente, entre diversas atividades, é diretor editorial do Almanaque Brasil, publicação mensal que circula nos voos da TAM e também de programa televisivo exibido na TV Brasil e TV Cultura – ambos dedicados ao resgate da memória do País e dos grandes fatos e personagens da nossa história. Recebeu o Prêmio Especial Vladimir Herzog (2011), a comenda da Ordem do Mérito Cultural e diversos outros prêmios. JULIO LOUZADA VOL. 9, PÁG. 47; ITAU CULTURAL; www.andreato.com.br; www.emporioelifasandreato.com.br.



065 - MASSAO OKINAKA (1913 - 2000)

Portal - óleo sobre tela - 55 x 43 cm - canto inferior esquerdo - Ouro Preto - MG -

Pintor, desenhista, professor e grande mestre do sumiê. Era natural de Kyoto, Japão, onde iniciou os seus estudos artísticos na Escola de Belas Artes. Estudou com Yamamoto Shunkyo na Escola Sanae; Pintura Ocidental na Kansai Bijitsu In; com Onishi Kakyo, Kuroda Jyutaro e Nahara Kenzo. Veio para o Brasil e fixou residência em Lins, SP (1932). Mudou-se para São Paulo (1940). Sete anos depois, casou-se com Alina Rei Takaishi, também pintora. Integrou-se à Associação dos Artistas Internacionais da UNESCO, Grupo Seibi, Grupo do Jacaré; Grupo Quinze e Grupo Guanabara. Formou o Grupo Ypê de sumiê e foi o criador do curso dessa técnica na Aliança Cultural Brasil-Japão. Lecionou na FAAP, na USP e na Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa (Bunkyo). Realizou exposições individuais em: São Paulo (1958, 1967 a 1970, 1972, 1993 – exposição retrospectiva na Pinacoteca); Curitiba, PR (1972); Kobe, Japão (1976). Participou da I Bienal Internacional de São Paulo e de muitos outros Salões oficiais. Foi premiado no Salão Paulista de Belas Artes (1949, 1956, 1960); no Salão Nacional de Belas Artes, RJ (1951); Exposições do Grupo Seibi (1952, 1958, 1960), entre outros. MEC VOL. 3, PÁG. 293; JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 739; VOL. 3, PÁG. 819; VOL. 4, PÁG. 821; VOL.8, PÁG. 620; ITAU CULTURAL, ACERVO FIEO; madeinjapan.com.br; pinacoteca.org.br; www.artprice.com.



066 - MORIYO KOJIMA (1936)

"Árvore" - óleo sobre tela - 50 x 60 cm - canto inferior direito e dorso - 2004 -

Pintora nascida em Mirandópolis, SP. Em 1945 mudou-se para Itaquera e depois para Mauá. Tem participado de inúmeras exposições, destacando-se as de: Mauá, SP (2001 e 2002 – Salão de Arte; 2015 – 'Mulheres em Diálogo'; 2016 – Pintores residentes de Mauá); São Paulo (2003 – 3º Salão Figurativo de Bunkyo); Poá, SP (2007 – 2º Salão de Arte); Mogi das Cruzes, SP (2008 – '100 anos da Imigração Japonesa no Brasil'); Embu, SP (2010 – 'Homenagem à Imigração Japonesa', 2014, 2015). Foi premiada em: Poá, SP (2007); Mauá (2015).



067 - MASAO ESAKA (XX)

Araucárias - óleo sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior direito e dorso - 1994 -

Pintor e desenhista com diversas participações em mostras coletivas, dentre elas: a exposição "Paisagem Paulistana" na Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social, São Paulo (2004). ITAU CULTURAL.



068 - DARIO MECATTI (1909 - 1976)

Na beira do lago - óleo sobre madeira - 25 x 38,5 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor e desenhista nascido em Florença, Itália e falecido em São Paulo, SP. Na Itália recebeu orientação artística de Camillo Innocenti, trabalhou em um banco e pintou cartazes para a sala de cinema de seu primo. Em 1933, mudou-se para a África, onde permaneceu por aproximadamente sete anos viajando pelo norte do continente. Neste período conheceu a Líbia, Ilha de Malta, Tunísia, Turquia, Argélia, Marrocos, além de Portugal e Espanha. Durante a viagem retratou cenas destes países e realizou algumas exposições com o pintor florentino Renzo Gori, com quem residiu por pouco tempo em Paris. Em 1939, conheceu a Ilha de São Miguel, nos Açores e lá encontrou Maria da Paz com quem posteriormente se casou. No ano de 1940, mudou-se para o Brasil, passou pouco tempo no Rio de Janeiro e depois um período em Minas Gerais, onde visitou as cidades de Belo Horizonte, Juiz de Fora e Ouro Preto. Mudou-se no final do ano para São Paulo, onde entre 1941 e 1945, trabalhou na Galeria Fiorentina, na Rua Barão de Itapetininga, de propriedade de Malho Benedetti. Em 1945 conheceu Nicolino Bianco que passou a adquirir os quadros do artista para serem expostos na Loja de Móveis Paschoal Bianco. Apresentou-o para clientes e amigos que passaram a encomendar retratos. Neste período entrou em contato com Ezio Barbini, dono da Galeria Internacional que vendeu regularmente suas obras, além de apresenta-lo a um grupo de jovens artistas a quem orientou. Em 1946 construiu na Rua Feliciano Maia a sua casa estúdio, onde realizou exposições individuais anuais, sendo a última no ano de 1976, data de seu falecimento.Também pintou sob os pseudônimos de: Felice, G. Felice, Giordano Felice, Giord, N. Giordane, N. Giordani, Nizza e A. Gelli. TEODORO BRAGA, PÁG. 161/2; MEC, VOL. 3, PÁG. 109; PONTUAL, PÁG. 352; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 72; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 320; ITAÚ CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 611; ACERVO FIEO.



069 - OCTAV BÃNCILÃ (1872 - 1944)

Natureza morta - óleo sobre cartão - 30,5 x 27 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista, gravador, professor e ativista político romeno nascido em Botosani e falecido em Bucareste. Frequentou a Escola de Belas Artes de Iasi onde foi aluno de Gheorghe Panaiteanu Bardasare, Constantin Daniel Stahi e Emanoil Bardasare. Entre 1894 e 1898, continuou seus estudos na Academia de Belas Artes de Munique. Em Iasi foi professor de desenho e caligrafia na Escola Normal "Vasile Lupu" (1901) e no ginásio "Stefan cel Mare", e desde 1916 até 1937 foi professor na Escola de Belas Artes. Durante o período 1908-1935, relizou exposições individuais, participou de mostras coletivas em Iasi e Bucareste e com outros artistas da época: Gheorghe Petrascu, Jean Alexandru Steriadi, Paul Verona, Ion Mateescu. Em 1942 recebeu o Prêmio Nacional, no Salão da Moldávia. g1b2i3.wordpress.com/alexandru-ciucurencu-pictor-roman/octav-bancila-4-februarie-1872-botosani-–-3-aprilie-1944-bucuresti/; www.artprice.com; www.mutualart.com.



070 - JAIME HORA (1911 - 1977)

Casario - óleo sobre tela - 65 x 45 cm - canto inferior direito -
Reproduzido sob o número 143 em catálogo de leilão de Roberto Magalhães Gouvêa, realizado em São Paulo - SP.

Natural de Salvador, Bahia, desde criança demonstrava talento para as artes. Foi cartazista de cinema. Cursou a Escola de Belas Artes do Estado, consagrando-se na vida profissional como o "pintor dos casarios baianos". Carlos Chiacchio o descreveu como " ...o artista dos motivos regionais pitorescos. Ninguém como Jaime para surpreender uma rua, um beco, uma travessa, com fraldelins guardando nas janelas. A sua visão realista das coisas vai às maravilhas quanto lhe agrada ou lhe é possível trabalhar aspectos urbanos ou suburbanos". Individuais em 1940 e 1994, em Salvador-BA, e coletivas entre 1940 e 1967, com premiações. Obras nos acervos do Museu do Vaticano e MNBA-RJ. JULIO LOUZADA, vol. 7, pág. 334



071 - MANOEL MARTINS (1911 - 1979)

Trabalhadores - litografia - nº 2 - 32 x 23 cm - canto inferior direito -
Ex coleção crítico de arte Mário Schenberg - São Paulo - SP.

Natural de São Paulo, MANOEL MARTINS participou ativamente do Grupo Santa Helena, onde defendeu a necessidade de fazer da arte uma profissão, e ocupar com ela, um espaço na sociedade. Manoel Martins, a partir da exposição da Familia Artística Paulista em 1937, realizado pelos integrantes do Grupo, desenvolveu obras no âmbito do figurativo, buscando incorporar a vida, o movimento, as aglomerações do mundo urbano, substituindo a figuração pós-impressionistas por elementos racionais do cubismo com a valorização do expressionismo. TEIXEIRA LEITE, pág. 316; JULIO LOUZADA, vol.11, pág. 201; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 584; ARTE NO BRASIL, pág. 784, Acervo FIEO.



072 - SAMSON FLEXOR (1907 - 1971)

Composição - desenho a lápis - 24 x 15 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor nascido na Romênia, estudou em Paris, onde fez em 1927 sua primeira individual, radicando-se em 1946 em São Paulo, onde faleceu. Foi um dos pioneiros do abstracionismo no Brasil, tendo criado em 1948 o Atelier Abstração. Em 1968 sua obra foi objeto de importante retrospectiva no MAM-RJ. BENEZIT vol. 4, pág. 402; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 313/4; TEIXEIRA LEITE, pág. 198; PONTUAL, pág. 217/8; MEC, vol. 2, pág. 179 e 180; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 917; LEONOR AMARANTE, pág. 75; WALTER ZANINI, pág. 643, Acervo FIEO.



073 - APARÍCIO BASÍLIO DA SILVA (1936 - 1992)

Composição - relevo em papel artesanal - 72 x 57 cm - canto inferior direito - 1983 -
No estado.

Aparício Antonio Basílio da Silva era escultor, estilista, ex-presidente do Museu de Arte Moderna de São Paulo e empresário, tendo sido responsável pela linha de perfumes RASTRO, a segunda perfumaria nacional, depois da PHEBO. Em 1981 inaugurou uma exposição de 23 esculturas e 78 múltiplos, em Nova York. Dentre as várias homenagens a ele prestadas estão o "Troféu Aparício Basílio da Silva" [7] e o nome Praça Aparício Basílio, ao local aonde veio a falecer.[8]pt.wikipedia.org.



074 - MANOEL CHATEL DIAS (1917)

Baiana - óleo sobre eucatex - 26 x 21 cm - canto inferior direito -

Seguidor da temática primitivista, exerce suas atividades artísticas na cidade do Rio de Janeiro, onde nasceu. Naquela cidade, participou do SNBA, obtendo Menção Honrosa. Participa de outros certames oficiais nos Estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, e também no exterior (Nova Iorque). JULIO LOUZADA vol.1, pág. 255.



075 - PAULO CLÁUDIO ROSSI OSIR (1890 - 1959)

Pêssegos - óleo sobre madeira - 22 x 30 cm - canto inferior esquerdo - 03/1958 -

Pintor e arquiteto nascido e falecido em São Paulo. Estudou na Europa, e em 1921 expõe individualmente em sua cidade natal. Integrou, mais tarde, a Família Artística Paulista. Seu estilo combina elementos impressionistas e cubistas. Criou a OSIRARTE, firma especializada no fabrico de azulejos artísticos. TEODORO BRAGA, pág. 208; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 268; PONTUAL, pág. 462; MEC, vol, 3, pág. 303; ITAU CULTURAL; LEONOR AMARANTE, pág. 128; ARTE NO BRASIL; WALTER ZANINI, pág. 579, Acervo FIEO, RUTH TARASANTCHI.



076 - JANET GOLDBERG (XX)

"Tristeza" - técnica mista - 40 x 30 cm - canto inferior direito -

Pintora e desenhista com participações em mostras coletivas.



077 - TARSILA DO AMARAL (1890 - 1973)

Paisagem - desenho a nanquim - 12,5 x 19,5 cm - canto inferior direito -
No estado.

Pintora e desenhista, Tarsila do Amaral nasceu em Capivari, SP e faleceu em São Paulo. Estudou escultura com William Zadig e com Mantovani, em 1916, na capital paulista. No ano seguinte teve aulas de pintura e desenho com Pedro Alexandrino, onde conheceu Anita Malfatti. Ambas tiveram aulas com o pintor Georg Elpons. Em 1920 viajou para Paris e estudou na ‘Académie Julian’ e com Émile Renard. Ao retornar ao Brasil formou em 1922, em São Paulo, o Grupo dos Cinco, com Anita Malfatti, Mário de Andrade, Menotti del Picchia e Oswald de Andrade. Em 1923, novamente em Paris, frequentou o ateliê de André Lhote, Albert Gleizes e Fernand Léger. Foi a criadora de duas das principais tendências ou movimentos de nossa arte nacionalista: o Pau Brasil e o Antropofagia. A convite da Comissão do IV Centenário de São Paulo fez, em 1954, o painel ‘Procissão do Santíssimo’ e, em 1956, entregou ‘O Batizado de Macunaíma’, sobre a obra de Mário de Andrade, para a Livraria Martins Editora. A retrospectiva Tarsila: 50 Anos de Pintura, organizada pela crítica de arte Aracy Amaral e apresentada no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo , em 1969, ajudou a consolidar a importância da artista. TEODORO BRAGA, PÁG. 220; REIS JR., PÁG.388; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 365; MEC, VOL. 4, PÁG. 370; PONTUAL, PÁG. 511; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 492; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 389; ARTE NO BRASIL, PÁG. 577; LEONOR AMARANTE, PÁG. 24; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 958.



078 - ALDO BONADEI (1906 - 1974)

Casario - técnica mista - 20 x 15,5 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor, designer, gravador, figurinista e professor - Aldo Cláudio Felipe Bonadei nasceu e faleceu em São Paulo, SP. Entre 1923 e 1928 foi aluno de Pedro Alexandrino, período em que também frequentou o ateliê de Antonio Rocco. Viajou para a Itália, entre 1930 e 1931, e frequentou a Academia de Belas Artes de Florença, onde teve aulas com Felice Carena e seu assistente Ennio Pozzi, ambos ligados ao movimento ‘novecento’. Nesse período, dedicou-se ao desenho da figura humana, principalmente ao nu. Retornou a São Paulo no início da década de 1930 e participou ativamente do Grupo Santa Helena, da Família Artística Paulista - FAP e do Sindicato dos Artistas Plásticos. Em 1949 lecionou na Escola Livre de Artes Plásticas, primeira escola de arte moderna de São Paulo e participou do Grupo Teatro de Vanguarda. No ano seguinte, fundou a Oficina de Arte - O. D. A., com Odetto Guersoni e Bassano Vaccarini. No fim da década de 1950 atuou como figurinista nas peças ‘Vestido de Noiva’, de Nelson Rodrigues, e ‘Casamento Suspeitoso’, de Ariano Suassuna. Também desenhou alguns figurinos para dois filmes dirigidos por Walter Hugo Khoury: ‘Fronteiras do Inferno’ (1958) e ‘Na Garganta do Diabo’(1959). Realizou muitas exposições individuais e participou de vários Salões oficiais destacando-se: Bienal Internacional de São Paulo (1ª, 2ª, 3ª, 6ª, 7ª); Bienal de Veneza (1952); Panorama da Arte Moderna Brasileira (1970). MEC, VOL. 1, PÁG. 247; PONTUAL, PÁGS. 78/79; ARTE NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 1041; ART PRICE ANNUAL 2000, PÁG. 258; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 79; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; LEONOR AMARANTE, PÁG. 72; ACERVO FIEO.



079 - ANNA MARIA MAIOLINO (1942)

Figuras - xilogravura - P.A. - 48 x 66 cm - canto inferior direito - 1963 -

Gravadora pintora, escultora, artista multimídia e desenhista, natural de Scalea (Calábria), Itália. Residiu na Venezuela com a família, onde estudou pintura na Escola de Belas Artes Cristóbal Rojas. Posteriormente transferiu sua residência para o Rio de Janeiro, onde fez curso de gravura em madeira na ENBA. Frequentou o ateliê de Ivan Serpa, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e estudou gravura com Adir Botelho, em 1963. Entre 1968 e 1971, estudou no Pratt Graphic Center, em Nova York. A partir da década de 1970, começou a trabalhar com diversas mídias, como a instalação, a fotografia e filmes. Participou nos anos 60 do movimento carioca Nova Figuração, com Vergara, Gerchman, Antonio Dias e Roberto Magalhães. Realizou exposições individuais a partir de 1967 e participou de inúmeras mostras oficiais pelo Brasil e exterior, inclusive da Bienal de São Paulo. Em 1990, recebeu o prêmio de melhor mostra do ano, da Associação Brasileira de Críticos de Arte - ABCA, pela exposição individual realizada em 1989, no Centro Cultural Cândido Mendes. Realizou em Nova York, em 2002, exposição retrospectiva acompanhada do livro ‘A Life Line/Vida Afora’. Em 2012 venceu a primeira edição do Prêmio MASP/Mercedes-Benz de Artes Visuais e foi umas das artistas que representou o Brasil na Documenta de Kassel, Alemanha. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.5 PÁG.630; MEC VOL. 3, PÁG. 43; PONTUAL PÁG. 331.



080 - INOS CORRADIN (1929)

Natureza morta - óleo sobre tela - 79 x 48,5 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, escultor e cenógrafo, nascido em Vogogna, Itália. Por volta de 1932 mudou-se com a família para Castelbaldo - Padova, onde, em 1945, estudou pintura com professor Tardivello. Em 1947 colaborou com o pintor Pendin na execução de um mural referente aos mártires da resistência italiana em Castelbaldo. Veio, em 1950, para Jundiaí e São Paulo onde fez parte do núcleo artístico Cooperativa em São Paulo, dirigido pelo pintor argentino Oswaldo Gil Navarro. Executou cenários para o Ballet do IV Centenário de São Paulo, em 1954. Em 1979 foi contratado para pintar um cenário para o Teatro de Rovigo, Itália. Realizou diversas exposições individuais, participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais pelo Brasil e pelo mundo. Foi premiado em Paris (1975) e em Ferrara, Itália (1976). JULIO LOUZADA, VOL. 11, PÁG. 152; PONTUAL, PÁG. 143; MEC, VOL. 1, PÁG. 448; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 215; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; inoscorradin.com.br.



081 - JOÃO ROSSI (1932 - 2000)

Paisagem - gravura - 55/170 - 35 x 35 cm - canto inferior direito - 1980 - São Paulo -
No estado.

Pintor, gravador, ceramista, professor e escultor, natural de São Paulo, onde nasceu a 24 de dezembro. Autodidata, lecionou em cursos de desenho, cerâmica e pintura na APBA e na FAAP-SP. Executou murais de cerâmica na cidade de São Paulo. " A paisagem urbana de São Paulo foi sempre o grande tema de João Rossi, um dos artistas mais significativos da geração seguinte à dos artistas do Santa Helena." - Mário Schemberg. JULIO LOUZADA, vol. 7 pág. 610; ITAÚ CULTURAL; TEIXEIRA LEITE, pág. 452; PONTUAL, pág. 463 ; WALTER ZANINI, pág. 734, Acervo FIEO.



082 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Cangaceiro" - desenho a nanquim - 22,5 x 16,5 cm - canto inferior direito - 1953 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins. No estado.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



083 - INÁCIO RODRIGUES (1946)

Peixes - óleo sobre tela colada em cartão - 08 x 31 cm - canto inferior esquerdo - 2010 -

Pintor, desenhista, entalhador e gravador, natural de Acaraú, CE. Iniciou-se em pintura como autodidata (1957). Viajou para diversos países da América Latina (1960-1965) com o objetivo de participar de exposições e acabou se fixando, em 1966, no Rio de Janeiro. Pintou a cúpula da Catedral Municipal e o Hotel Porto Velho em Porto Velho, RO (1962 e 1965). Expôs individualmente em diversas capitais brasileiras e também no exterior. Participou de muitas mostras e Salões oficiais e foi premiado em: Curitiba, PR (1971); Rio de Janeiro (1970, 1973, 1975, 1977, 1978); Belo Horizonte, MG (1970, 1971); Campinas, SP (1971, 1972); Florianópolis, SC (1972); Niterói, RJ (1974); Embu, SP (1974); Amparo, SP (1994, 1996); São José dos Campos, SP (1983). JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 834; VOL. 4, PÁG. 959; VOL. 12, PÁG. 345; TEIXEIRA LEITE PÁG. 450. WALMIR AYALA VOL. 2, PÁG. 259; MEC VOL. 4, PÁG. 91; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



084 - IRI VILELA (1968)

"Às 09:00 h em Amapafuncindelssem" - óleo sobre tela - 30 x 60 cm - canto inferior direito -

Pintor e desenhista autodidata, Iri Honorato Vilela Ferreira nasceu em Brasília, DF. Assina Iri e Iri Vilela. Participou de muitas coletivas e mostras oficiais em: Brasília, DF (1989, 1990, 1993); Anápolis, GO (1991). Foi premiado em 1992 em Brasília, DF e Anápolis, GO. Possui obra no Museu de Arte de Brasília. JÚLIO LOUZADA VOL. 6, PÁG. 1170; Irivilela.wix.com/irivilela.



085 - WALTER SHIGETO TANAKA (1910 - 1970)

Flores - óleo sobre tela - 45 x 40 cm - canto inferior direito - 1942- São Paulo -

Pintor e artista gráfico natural de Kumamoto, Japão e falecido em São Paulo. Viveu parte de sua infância no Peru, tendo se iniciado em pintura na sua terra natal. Imigrou em 1930, fixando-se em São Paulo, onde estudou durante quatro anos na Escola de Belas Artes de São Paulo (1932 a 1936). Com Tomoo Handa, Tamaki , Yoshiya Takaoka criou o Grupo Seibi. Integrou também os Grupos: 15, Jacaré e Guanabara. Participou de inúmeras mostras oficiais, entre elas: I Salão de Arte Moderna, SP (1951 - Prêmio Governador do Estado); Salão Nacional de Arte Moderna, RJ (1952 - Medalha de Prata); Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953); Bienal de Tóquio, Japão (1952). ITAU CULTURAL; MEC VOL. 4, PÁG. 369; PONTUAL PÁG. 510; JULIO LOUZADA, VOL. 11; WALTER ZANINI, PÁG. 587; www.brasilartesenciclopedias.com.br; www.usp.br/revistausp/27/14mariacecilia.pdf; www.mabe.com.br.



086 - DAREL VALENÇA LINS (1924 - 2017)

Figuras - desenho a nanquim - 22,5 x 15,5 cm - canto inferior direito - 1956 -
No estado.

Gravador, pintor, desenhista, ilustrador e professor nascido em Palmares, PE. Estudou na Escola de Belas Artes do Recife, atual Universidade Federal de Pernambuco (entre 1941 e 1942). Mudou-se para o Rio de Janeiro (1946); estudou gravura em metal com Henrique Oswald (1948) e recebeu aconselhamento técnico de Oswaldo Goeldi. Atuou como ilustrador em diversos periódicos: revista 'Manchete'; jornais 'Última Hora' e 'Diário de Notícias'; diversos livros: 'Memórias de um Sargento de Milícias' (1957), de Manuel Antônio de Almeida; 'Poranduba Amazonense' (1961), de Barbosa Rodrigues; 'São Bernardo' (1992), de Graciliano Ramos e 'A Polaquinha' (2002), de Dalton Trevisan. Encarregou-se das publicações da Sociedade dos Cem Bibliófilos do Brasil (entre 1953 e 1966). Lecionou gravura em metal no Museu de Arte de São Paulo - Masp (1951); litografia na Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro (entre 1955 e 1957) e na FAAP, São Paulo (1961 a 1964). Realizou painéis para o Palácio dos Arcos, em Brasília (1968-1969) e para a IBM do Brasil, no Rio de Janeiro (1979). Realizou muitas exposições individuais, destacando-se: Rio de Janeiro (1949, 1963, 1964, 1966, 1968, 1973, 1995); Recife, PE (1951); Itália (1952 – Milão, 1958 - Roma); São Paulo (1953 – MASP, 1960, 1967). Participou de várias mostras e Salões oficiais, entre as quais: Salão Nacional de Arte Moderna (1952 a 1960) onde recebeu Prêmio de Viagem ao País (1952) e Prêmio de Viagem ao Estrangeiro (1957); Bienal Internacional de São Paulo (1961 a 1967) recebendo Prêmio Melhor Desenhista Nacional (1963) e Sala Especial (1965); Gravadores Brasileiros Contemporâneos, EUA (1966); Bienal de Tóquio, Japão (1964); Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa (1988, 1993). MEC VOL.3, PÁG. 18; PONTUAL, PÁG.160; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 313; VOL. 8, PÁG. 246; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 715; ARTE NO BRASIL, PÁG. 839; LEONOR AMARANTE, PÁG. 125; ACERVO FIEO; www.graphias.com.br; www.artprice.com.



087 - SYLVIO PINTO (1918 - 1997)

"Jacarepaguá" - óleo sobre tela - 70 x 90 cm - canto inferior esquerdo e dorso -
No estado.

Pintor, Sylvio da Silva Pinto nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Assina S. Pinto. Teve as primeiras noções de desenho no Liceu de Artes e Ofícios, RJ. Mais tarde recebeu lições de seu pai – o Pinto das Tintas. Foi ainda na casa paterna que conheceu Pancetti. Estudou no Núcleo Bernardelli (1938) e se dedicou exclusivamente à pintura a partir de 1940. Fundou e dirigiu no Jacarezinho, bairro carioca, uma escolinha de arte para crianças pobres. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1988, 1992); Brasília, DF (1988,1993); Rio de Janeiro (1989, 1991, 1993, 1994, 1995); Constância, Portugal (1991). Participou de várias mostras coletivas e Salões oficiais como a I Bienal Internacional de São Paulo (1951). Foi premiado no: Rio de Janeiro (1941, 1943, 1945, 1948, 1949, 1952 – Prêmio Viagem ao Exterior, 1957 – Prêmio Viagem Nacional, 1988, 1989); Salvador, BA (1946, 1950); Constância, Portugal (1994); Brasília, DF (1994); Niterói, RJ (1996). MEC, VOL. 3, PÁG. 419, ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 4, PÁG. 894; VOL. 5, PÁG. 820; VOL. 6, PÁG. 890; VOL. 7, PÁG. 562; VOL. 8, PÁG. 661; VOL. 10, PÁG. 693; ACERVO FIEO; www.academia.org.br; www.artprice.com.



088 - IVAN SERPA (1923 - 1973)

Figuras - desenho a nanquim e aquarela - 18 x 25 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e professor, Ivan Ferreira Serpa nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Estudou gravura e desenho com Axel Leskoschek (entre 1946 e 1948) no Rio de Janeiro. Em 1949, ministrou suas primeiras aulas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, onde, a partir de 1952, exerceu sistemática atividade didática, em especial no ensino infantil. Foi um dos precursores do concretismo no Brasil, criando ao lado de Aluisio Carvão, Lígia Clark, Hélio Oiticica e outros o Grupo Frente, que se manteve ativo de 1954 a 1956, inclusive com exposições no Rio de Janeiro. Participou da Divisão Moderna do SNBA (1947-1951). Em 1957, recebeu o prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna, RJ. Participou da exposição ’Opinião 65’, evento que marca a difusão de uma nova arte de tendência figurativa, a neofiguração. Em 1970, fundou, com Bruno Tausz, o Centro de Pesquisa de Arte no Rio de Janeiro. Participou da Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1961, 1963, 1965) e da Bienal de Veneza (1952, 1954, 1962, 1966). PONTUAL, PÁG 486; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 605; ARTE NO BRASIL, PÁG. 840; LEONOR AMARANTE, PÁG. 26; MEC VOL. 4, PÁG. 221; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 899.



089 - HUMBERTO CERQUEIRA (1915)

Composição - óleo sobre tela - 65 x 82 cm - lado direito e dorso - 1978 -
No estado.

Pintor e desenhista autodidata, Humberto Silva de Cerqueira nasceu em Penedo, AL. Expôs individualmente no Rio de Janeiro em 1960, 1962, 1964, 1966. Participou da Bienal Internacional de São Paulo (1967); Bienal Interamericana do México (1960); Salão Nacional de Arte Moderna, RJ (entre 1956 e 1969, 1970); Salão do Mar, RJ (1957); Salão da Estrada, RJ (1958); Salão Paranaense de Belas Artes, Curitiba – PR (1962); Salão Nacional de Artes Plásticas, RJ (1980). Em 1965 recebeu o Certificado de Isenção de Júri no SNAM, RJ. PONTUAL PÁG. 126; MEC VOL.1, PÁG. 396; JULIO LOUZADA VOL. 7, PÁG.167; ITAU CULTURAL.



091 - ATHOS BULCÃO (1918 - 2008)

Estudo - serigrafia - 47,5 x 33 cm - canto inferior direito - 1956 -

Pintor e desenhista. Começou a dedicar-se a arte estimulado por Portinari, que, em 1945, o convidou a trabalhar nas obras da Pampulha, em Belo Horizonte. No ano anterior realizara exposição individual na sede recém-inaugurada do Instituto dos Arquitetos do Brasil no Rio de Janeiro, voltando a fazê-lo na Capital mineira em 1946 e 1947. Já então conquistara medalhas de prata em pintura e desenho no SNBA. Recebendo bolsa de estudos no governo francês, viajou em 1948 para Paris, onde permaneceu um ano, visitando ainda a Itália. De regresso ao Brasil, passou a dedicar-se também a trabalhos no campo da decoração. Residindo mais recentemente em Brasília, ali criou azulejos e vitrais para a Igreja de Nossa Senhora de Fátima, com motivos cristãos da Pomba e da Estrela, símbolos do Divino Espírito Santo e da natividade. Participou como isento de júri dos II SAMDF (1965), realizando em 1968 exposição individual de desenhos em Brasília (Galeria Encontro). Rubem Braga focalizou-o em uma crônica publicada na revista Manchete (14 de agosto de 1954). TEODORO BRAGA, PÁG. 59; MEC, vol. 1, pág. 301; WALMIR AYALA, vol.1, pág. 140; PONTUAL, pág. 93; TEIXEIRA LEITE, pág. 92; JÚLIO LOUZADA, vol. 7, pág.112; ITAÚ CULTURAL.



092 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Barco - óleo sobre madeira - 13,5 x 22 cm - canto inferior direito e dorso -
Ed. Valliere - Nictheroy - 1936. No estado.



093 - FELÍCIO D'ANDREA (SÉC. XX - 2007)

Ninfas - óleo sobre tela - 62 x 97 cm - canto inferior esquerdo -

Felício D’Andrea Neto - desenhista, pintor, escritor, professor, cineasta e radialista nasceu em Franca, SP. Foi ativo no Rio de Janeiro e, a partir da década de 60, em Angra dos Reis. Como pintor, foi mestre de muitos artistas angrenses. No Rio de Janeiro realizou exposição individual (1970) e participou de vários Salões oficiais como o Salão Nacional de Belas Artes onde foi premiado em 1968, 1970, 1972. MEC VOL.2, PÁG. 15; www.angra.rj.gov.br; riosulnet.globo.com; www.inventarioturistico.com.br.



094 - DIONISIO DEL SANTO (1925 - 1999)

Cavaleiro - guache - 28 x 24 cm - canto inferior direito - 1980 -

Pintor, desenhista, gravador e serigrafista, nasceu em Colatina-ES, e faleceu em Vitória, naquele mesmo Estado. Autodidata. Em 1975, recebe o Prêmio de Melhor Exposição de Gravura do Ano, da APCA. Participou da 9ª Bienal Internacional de São Paulo, 1967 (Prêmio Itamarati Aquisição) e do Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro, 1968 (Prêmio Isenção do Júri). JULIO LOUZADA vol.11, pág. 88; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 682; ARTE NO BRASIL, pág. 934.



095 - VICENTE CUPELLO (XX)

Composição - óleo sobre tela - 90 x 60 cm - canto inferior direito e dorso - 2000 - Rio de Janeiro -
No estado.

Pintor com diversas participações em mostras coletivas.



096 - MANOEL SANTIAGO (1897 - 1987)

Paisagem - óleo sobre eucatex - 14,5 x 16,5 cm - canto inferior esquerdo -

Manoel Colafante Caledônio de Assumpção Santiago nasceu em Manaus, AM e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, desenhista e professor. Mudou-se para Belém em 1903 e iniciou estudos de pintura. Desde 1916 já praticava a arte não figurativa. Em 1919 transferiu-se para o Rio de Janeiro, cursou Direito e frequentou a Escola Nacional de Belas Artes, onde foi aluno de Rodolfo Chambelland e Baptista da Costa. Na época, teve aulas particulares com Eliseu Visconti. Foi casado com a pintora Haydeá Santiago. Participou em 1927 do Salão Nacional de Belas Artes e recebeu o prêmio viagem ao exterior, entre vários outros. Foi para Paris no ano seguinte, e lá permaneceu por cinco anos. De volta ao Rio de Janeiro, em 1932, tornou-se professor do Instituto de Belas Artes. Em 1934, passou a lecionar pintura e desenho no Núcleo Bernardelli, figurando entre seus alunos José Pancetti, Edson Motta, Bustamante Sá, Ado Malagoli, Rescála e Milton Dacosta. Participou da I Bienal Internacional de São Paulo (1951) e do 8º Panorama da Arte Brasileira (1976). PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, VOL. 1, PÁG. 241; TEODORO BRAGA, PÁG. 211; CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO DE PAISAGEM BRASILEIRA, MEC-MNBA /RIO/1944; MAYER/84, PÁG. 1158; REIS JR, PÁG. 378; PONTUAL, PÁG. 473; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 292; ITAÚ CULTURAL, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 865; ACERVO FIEO.



097 - FLÁVIO DE CARVALHO (1899 - 1973)

Vista - desenho a nanquim - 15,5 x 22,5 cm - canto inferior esquerdo -
No estado.

Pintor, desenhista, escultor, arquiteto, cenógrafo, decorador, escritor, teatrólogo e engenheiro, Flávio Resende de Carvalho nasceu em Amparo da Barra Mansa, RJ e faleceu em Valinhos, SP. Mudou-se com a família para São Paulo em 1900. Estudou em Paris (1911) e depois em Newcastle, Inglaterra (1914) onde iniciou o curso de engenharia civil (1918 a 1922) no "Armstrong College" da Universidade de Durham e ingressou no curso noturno de artes da "King Edward the Seventh School of Fine Arts". Voltou a residir em São Paulo (1922) aonde chegou logo após a realização da Semana de Arte Moderna. Abriu um ateliê (1932) onde fundou o Clube dos Artistas Modernos - CAM com Antonio Gomide, Di Cavalcanti e Carlos Prado. Criou o Teatro da Experiência (1933) e encenou o "Bailado do Deus Morto" - espetáculo de teatro-dança de sua autoria para o qual criou cenografia e figurino e que teve, em sua maioria, atores negros. Realizou, em 1934, a sua primeira exposição individual que foi fechada pela polícia sob alegação de atentado ao pudor e reaberta alguns dias depois, por ordem judicial. Realizou os desenhos da "Série Trágica" (1947) em que registrou a morte da própria mãe. Participou da Bienal de Veneza, Itália (1950); Bienal Internacional de São Paulo (1951 a 1967) com Sala Especial e Prêmio Maior na VII edição (1963); XIV Salão Paulista de Arte Moderna, SP com Grande Medalha de Ouro (1965), entre muitas outras mostras oficiais. Como escultor, sua obra Monumento ao Soldado Constitucionalista de 1932 foi premiada no Salão Paulista de Belas Artes (1932). TEODORO BRAGA PÁG. 95; REIS JR. PÁG. 379; PONTUAL PÁG. 113; MEC VOL.1, PÁG. 363; WALMIR AYALA VOL. 1, PÁG. 177; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 478; ARTE NO BRASIL PÁG. 746; LEONOR AMARANTE PÁG. 28; ACERVO FIEO; BENEZIT; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 220; www.artprice.com.



098 - ARMANDO BALLONI (1901 - 1975)

Palhaço - técnica mista - 62 x 40 cm - canto inferior esquerdo -
Paspatur no estado.

Italiano, o pintor foi ativo em São Paulo, onde participou do Salão Paulista de Belas Artes a partir de 1933. Foi premiado com medalha de bronze, do Salão de Arte Moderna (1954), e em outros Salões oficiais. Participou da I e II Bienal de São Paulo.Membro e expositor da Familia Artistica Paulista. MEC, vol. 1, pág.159; JULIO LOUZADA vol.10, pág. 87; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 582, Acervo FIEO.



099 - FULVIO PENNACCHI (1905 - 1992)

Maternidade - aquarela e guache - 11 x 09 cm - canto superior direito - 1978 -
No estado.

Pintor, ceramista, desenhista, ilustrador, gravador, professor nascido na cidade de Villa Collemandina, Itália e falecido em São Paulo. Em 1924 foi para Lucca e iniciou sua formação artística no ‘Regio Istituto di Belle Arti’ onde teve aulas com o pintor Pio Semeghini. Mudou-se para São Paulo em 1929 e dedicou-se a diferentes atividades até 1933, quando passou a auxiliar Galileo Emendabili na execução de monumentos funerários. Em 1935, conheceu Francisco Rebolo, passou a frequentar seu ateliê e conviveu com os artistas do Grupo Santa Helena. Nessa mesma época integrou a Família Artística Paulista e iniciou a produção de painéis em afresco e óleo para residências, igrejas, hotéis e outras edificações, destacando-se os afrescos de grandes dimensões para a Igreja Nossa Senhora da Paz, no bairro do Glicério, executados entre 1941 e 1948. Em 1965, iniciou um período de recolhimento e manteve-se afastado das exposições e do circuito artístico. Em 1973, reabriu seu ateliê e recebeu diversas homenagens no Brasil e na Itália. Nesse mesmo ano conheceu a ceramista Eunice Pessoa e com ela desenvolveu um grande número de peças que foram expostas em 1975. Sem nunca ter abandonado as atividades artísticas, voltou a figurar em diversas mostras e continuou a produzir painéis em afresco. Em 1980, Pietro Maria Bardi publicou um livro sobre sua obra. Nove anos depois, foi lançado o livro ‘Ofício Pennacchi’, organizado por Valério Antonio Pennacchi, responsável também pela publicação, em 2002, do livro ‘Fulvio Pennacchi: Pintura Mural’. Importante retrospectiva da obra do artista foi realizada, em 1973, no MAM - São Paulo. TEODORO BRAGA, PÁG. 192; MEC, VOL, 3, PÁG. 365; WALMIR AYALA, VOL, 2, PÁG. 182; PONTUAL, PÁG. 416; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 784; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 740; ACERVO FIEO.



100 - CONCESSA COLASSO (1928)

"Fantasia da natureza" - tapeçaria - 120 x 150 cm - canto inferior direito e dorso - 1968 -

Tapeceira e gravadora, Concessa Ribeiro Colaço nasceu em Lisboa, Portugal. Assina Concessa Colaço. Começou ainda menina, a trabalhar com seus pais, pois a tapeçaria já era tradição de família. Durante mais de vinte anos dedicou-se a modificar seu modo de tecer obtendo os melhores resultados. Expôs no Rio de Janeiro (1969, 1970, 1971); São Paulo (1970, 1971, 1987, 1988). Possui obras em: 'The Testile Museum' – Washington, EUA; Museu do Vaticano; Museu Nacional da Tchecoslováquia – Praga; Fundação Calouste Gulbekian – Lisboa; Embaixada do Brasil em Paris, Lisboa, Bruxelas, Washington; Palácio da Alvorada – Brasília; MAM – Salvador, BA; Museu de Arte do Rio Grande do Sul; e em muitos outros lugares. MEC VOL. 1, PÁG. 442; JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 289; VOL. 3, PÁG. 281; VOL. 12, PÁG. 111; ITAU CULTURAL; www.artprice.com.



101 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Pássaro - xilogravura - 5/200 - 15 x 22,5 cm - canto inferior direito - 1990 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



102 - ARTE POPULAR BRASILEIRA (XX)

Caboclo - escultura em terracota - 27 x 09 x 11 cm - não assinado - 1976 -
Grupo Zé do Carmo, Goiana - PE. No estado.



103 - INGRES SPELTRI (1940)

"O violão de Miró" - óleo sobre tela - 70 x 79 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor, desenhista, escultor, gravador e professor nascido em Jau, SP. Filho do pintor Augusto Speltri com quem se iniciou na pintura, ainda criança. Em 1959 mudou-se para São Paulo onde estudou Música (1960-1964). É professor titular da Escola Panamericana de Arte, SP. Realizou exposições individuais, em São Paulo, nos anos de 1977, 1981, 1978, 1984. Participou de várias mostras e Salões oficiais, sendo premiado em: São Paulo (1963, 1966, 1970, 1971); Santo André, SP (1976). JULIO LOUZADA VOL. 5, PÁG. 1012; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; MEC VOL. 4, PÁG. 338; PONTUAL PÁG. 504; www.artprice.com; www.speltri.com.



104 - TOMÁS SANTA ROSA (1909 - 1956)

Paisagem - litografia - 39 x 29 cm - canto inferior direito -

Pintor, gravador, cenógrafo e professor autodidata, Tomás Santa Rosa Júnior nasceu em João Pessoa, PB e falecido em Nova Délhi, Índia. Fixou-se no Rio de Janeiro (1932), começou a trabalhar como auxiliar de Portinari e iniciou também sua carreira de ilustrador que se estenderia por longa série de obras de escritores brasileiros e estrangeiros, que incluiu, dentre outros, Graciliano Ramos, José Lins do Rêgo, Jorge Amado, Castro Alves, Dostoievski. É considerado o primeiro cenógrafo moderno brasileiro. Entre as exposições das quais participou destacam-se: o Salão Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro (1941 - Medalha de Prata); Um Século de Pintura Brasileira, no Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro (1952); II Bienal Internacional de São Paulo (1953); Salão Preto e Branco do III Salão Nacional de Arte Moderna do Rio de Janeiro (1954); 'Arts Primitifs et Modernes Brésiliennes', no Museu de Etnografia de Neuchâtel, Suíça (1955). Após sua morte, suas obras foram expostas nas seguintes mostras: Exposição de Artes Gráficas de Tomás Santa Rosa, na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro (1958); Retrospectiva no Teatro Municipal do Rio de Janeiro (1975); Santa Rosa, Carnaval e Figurinos na Fundação Nacional de Arte (Funarte) de São Paulo (1985); e Bienal Brasil Século XX, na Fundação Bienal de São Paulo (1994). PONTUAL, PÁG. 472; MEC VOL. 4, PÁG. 177; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 460; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 572; LEONOR AMARANTE; www.funarte.gov.br; cpdoc.fgv.br; www.artprice.com.



105 - PAULO CLÁUDIO ROSSI OSIR (1890 - 1959)

Rosto - pastel - 43 x 33 cm - lado esquerdo - 26/04/1956 -
No estado.

Pintor e arquiteto nascido e falecido em São Paulo. Estudou na Europa, e em 1921 expõe individualmente em sua cidade natal. Integrou, mais tarde, a Família Artística Paulista. Seu estilo combina elementos impressionistas e cubistas. Criou a OSIRARTE, firma especializada no fabrico de azulejos artísticos. TEODORO BRAGA, pág. 208; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 268; PONTUAL, pág. 462; MEC, vol, 3, pág. 303; ITAU CULTURAL; LEONOR AMARANTE, pág. 128; ARTE NO BRASIL; WALTER ZANINI, pág. 579, Acervo FIEO, RUTH TARASANTCHI.



106 - CARYBÉ (1911 - 1997)

"Na praia" - serigrafia - 137/200 - 29 x 38,5 cm - canto inferior direito -
Reproduzido no catálogo da Mostra Itinerante do artista realizada em treze capitais em 1995, realização Galvão Bueno Marketing Cultural e patrocínio da Galeria de Arte André - São Paulo - SP.

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



107 - PEDRO PINTO PERES (1841 - 1923)

Pássaros - desenho a nanquim - 13 x 20 cm - canto inferior direito -

Nascido em Lisboa, Portugal, fixou-se no Rio de Janeiro ainda na infância, freqüentando o Liceu Imperial de Artes e Ofícios. Estudou na Academia Imperial das Belas Artes. Em 1879, pela apresentação de sua tela "Elevação da Cruz", na Exposição Geral de Belas Artes, do referido ano, organizada pela Academia, foi condecorado como Cavaleiro da Ordem Imperial da Rosa. Esteve na Europa entre 1879 e 1881. Dedicou-se também ao ensino do desenho. Trabalhou com dedicação em retratos, quadros de gênero, fantasias e telas históricas. LAUDELINO FREIRE, pág.152; MEC, vol.3, pág.389: REIS JR, pág. 176, PONTUAL, pág.420; WALMIR AYALA, vol.2, pág.185; História da Pintura Brasileira, de QUIRINO CAMPOFIORITO, pág.107.



108 - PABLO PICASSO (1881 - 1973)

"La paloma azul" - off-set - 49,5 x 64,5 cm - canto inferior direito na matriz - 28/12/1961 -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista, escultor, gravador, ceramista, artista gráfico e designer, Pablo Ruiz Picasso nasceu em Málaga, Espanha e faleceu em Mougins, França. Filho de um pintor e mestre de desenho, foi extraordinariamente precoce dominando o desenho acadêmico ainda na infância. Em 1904 estabeleceu-se em Paris tornando-se o centro de um círculo de artistas e escritores de vanguarda como André Breton, Guillaume Apollinaire e Gertrude Stein. Revolucionário, genial, vanguardista, visionário são elogios que definiram Picasso como um dos mestres da pintura. Sua ampla biografia e sua obra representam a arte do século XX. Embora sua obra seja convencionalmente dividida em fases, Picasso trabalhava numa grande variedade de temas e estilos ao mesmo tempo. Sua pintura “Les Demoiselles d’Avignon” (1906-7) é tida como o marco mais importante no desenvolvimento da pintura contemporânea e o primeiro prenúncio do cubismo que desenvolveu em íntima associação com Braque e depois com Gris. Sua obra mais famosa “Guernica” (1937), pintada para o pavilhão espanhol da Exposição Universal de Paris de 1937, expressa toda sua revolta e horror à destruição de Guernica, capital do país basco, durante a Guerra Civil Espanhola (1936-1939). No campo da escultura foi um dos primeiros artistas a compor esculturas a partir da montagem de materiais variados (e não por modelagem ou entalhe) e fez uso brilhante de objetos encontrados. Também como artista gráfico inclui-se entre os maiores do século. Existem museus consagrados à sua obra em Paris e Barcelona, e outros exemplos de sua inigualável produção distribuem-se por museus do mundo inteiro. Foi o primeiro artista vivo a expor suas obras no Museu do Louvre, quando completou 90 anos. BENEZIT VOL.8, PÁG. 297; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 763; ITAÚ CULTURAL; COLEÇÃO FOLHA GRANDES MESTRES DA PINTURA VOL. 6; infoescola.com; guggenheim.org; moma.org; a rtprice.com; arcadja.com; christies.com.



109 - HÉRCULES BARSOTTI (1914 - 2010)

Composição - serigrafia - V/XV - 70 x 70 cm - dorso -
No estado.

Pintor, desenhista, programador visual, gravador, nascido e falecido em São Paulo, SP. Iniciou-se nas artes em 1926, estudando desenho e composição com o pintor Enrico Vio. Começou a pintar em 1940 e, na década seguinte, realizou as primeiras pinturas concretas, além de trabalhar como desenhista têxtil e projetar figurino para o teatro. Em 1954, com Willys de Castro, fundou o Estúdio de Projetos Gráficos, elaborou ilustrações para várias revistas e desenvolveu estampas de tecidos produzidos em sua tecelagem. Foi para a Europa (1958) com o intuito de estudar novas tendências e aprimorar suas técnicas. Foi premiado no Salão Paulista de Arte Moderna (1958, 1959), no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1960) e realizou diversas exposições individuais. Na década de 1960, foi convidado por Ferreira Gullar a integrar-se ao Grupo Neoconcreto do Rio de Janeiro e participou das exposições de arte do grupo realizadas no Ministério da Educação e Cultura, RJ e no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Em 1960, expôs na mostra 'Konkrete Kunst' (Arte Concreta), organizada por Max Bill, em Zurique. Entre 1963 e 1965, colaborou na fundação e participou do Grupo Novas Tendências, em São Paulo. Participou da IV, V, VI e VIII Bienal Internacional de São Paulo; do Panorama da Arte Atual Brasileira – MAM, SP, entre outras exposições oficiais. Em 2004, o MAM - SP organizou uma retrospectiva do artista. JULIO LOUZADA, VOL. 1, PAG. 98; VOL. 2, PÁG. 108; ITAU CULTURAL; PONTUAL PÁG. 57; MEC VOL. 1; PÁG. 187; www.pinturabrasileira.com; www.macvirtual.usp.br; www.pinacoteca.org.br; www.artprice.com.



110 - BENJAMIN SILVA (1927)

"Paisagem urbana 33" - óleo sobre eucatex - 50 x 63 cm - canto inferior direito e dorso - LXXXIII -

Cearense de Juazeiro, Benjamin Silva antes de se mudar para o Rio de Janeiro, então com 20 anos, foi seringueiro no Amazonas. Foi aluno de Inimá de Paula na Escola do Povo, nos idos de 1950. Inicialmente figurativista, após 1963 adota uma linha de expressionismo agressivo. Sua pintura passeou também pelo surrealismo. MEC, vol.4, pág.246; TEIXEIRA LEITE, pág.70; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 697; ARTE NO BRASIL, pág. 943.



111 - ALFREDO VOLPI (1896 - 1988)

Fachada - serigrafia - 16/50 - 53 x 40 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.



112 - EUGÊNIO PRATI (1889 - 1979)

Figura surreal - desenho a carvão - 27 x 18 cm - canto inferior direito -
No estado.

Escultor, pintor e desenhista, natural de Cerro Veronese, Itália, e falecido em São Paulo-SP. Figura de relevo na escultura paulista, sua produção inclui numerosos crayons e pinturas. Participou de diversos salões, bem como venceu importantes concursos. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 783. MEC vol.3, pág.435/436; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 631.



113 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Rosto - desenho a nanquim - 31,5 x 19,5 cm - canto inferior direito -
No estado.

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



114 - MANEZINHO ARAUJO (1910 - 1993)

Candomblé - serigrafia - P.A. - 35 x 55 cm - canto inferior direito - 1967 -

Com apenas dezesseis anos de idade mudou-se para Recife, a fim de concluir seus estudos. Após cursar a escola de comércio de Pernambuco, transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde foi buscar fama através da música, sua primeira paixão. Destacou-se como compositor e intérprete de música popular nordestina, o que lhe valeu a possibilidade de montar um restaurante de comida nordestina em SP, muito famoso durante vários anos, o Cabeça Chata. Apesar de viver, em SP, suas raízes ainda permanecem em Pernambuco. De uma forma autodidata começou a dedicar-se à pintura, retratando o folclore nordestino, sua gente, suas vidas, fase que sustentou até o seu desaparecimento, com uma menção surrealista. Expôs individualmente nas Galerias Astreia e Capela (SP), e na Ranulfo em Recife (1969). Em 1968, apresentado por Aldemir Martins, teve publicado o álbum de serigrafias Meu Brasil. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 56; MEC, vol. 1, pág. 109; PONTUAL, pág. 38; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 18; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 832; Acervo FIEO.



115 - JOÃO BAPTISTA DE PAULA FONSECA JR (1917 - XX)

Menina - óleo sobre tela - 55 x 46 cm - canto inferior direito e dorso - IV/48 - Rio de Janeiro -
No estado.

Pintor e desenhista nascido no Rio de Janeiro, filho do pintor João Baptista de Paula Fonsêca que foi o seu maior incentivador. Cursou a antiga Escola Nacional de Belas Artes (1950 a 1955) onde mais tarde se tornou professor. Apresentou-se várias vezes no Salão Nacional de Belas Artes, RJ, obtendo Prêmio de Viagem ao Exterior (1988) e no Salão Paulista de Belas Artes – SP (1939, 1949) também premiado em 1939. JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 389; VOL. 6, PÁG. 405; ITAÚ CULTURAL.



116 - RUBEM VALENTIM (1922 - 1991)

Emblema - serigrafia - 50/70 - 61 x 40 cm - canto inferior direito - 1970 - Brasília -

Escultor, pintor, gravador, professor nascido em Salvador, BA e falecido em São Paulo. Iniciou-se nas artes visuais na década de 1940, como pintor autodidata. Entre 1946 e 1947 participou do movimento de renovação das artes plásticas na Bahia, com Mario Cravo Júnior, Carlos Bastos e outros artistas. Em 1953 formou-se em jornalismo pela Universidade da Bahia e publicou artigos sobre arte. Residiu no Rio de Janeiro entre 1957 e 1963, onde se tornou professor assistente de Carlos Cavalcanti no curso de história da arte do Instituto de Belas Artes. Residiu em Roma entre 1963 e 1966, com o prêmio viagem ao exterior, obtido no Salão Nacional de Arte Moderna. Em 1966 participou do Festival Mundial de Artes Negras em Dacar, Senegal. Ao retornar ao Brasil, residiu em Brasília e lecionou pintura no Ateliê Livre do Instituto de Artes da Universidade de Brasília - UnB. Em 1972, fez um mural de mármore para o edifício-sede da Novacap em Brasília, considerado sua primeira obra pública. Em 1979, Valentim realizou escultura de concreto aparente, instalada na Praça da Sé, em São Paulo, definindo-a como o Marco Sincrético da Cultura Afro-Brasileira e, no mesmo ano e foi designado, por uma comissão de críticos, para executar cinco medalhões de ouro, prata e bronze, para a Casa da Moeda do Brasil. Em 1998 o Museu de Arte Moderna da Bahia inaugurou a Sala Especial Rubem Valentim no Parque de Esculturas. Foi premiado nas Bienais Internacionais de São Paulo de 1967 e 1973, entre outros. PONTUAL, PÁG.532; WALMIR AYALA, VOL.2, PÁGS.395; TEIXEIRA LEITE, PÁG.517; MEC, VOL.4, PÁG.443; JULIO LOUZADA, VOL.11, PÁG.330; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 682; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 257, ACERVO FIEO; web.artprice.com.



117 - MARIA HERCÍLIA QUINTAS (1929 - 2015)

Flores - óleo sobre tela - 40 x 30 cm - canto inferior direito -

Pintora, restauradora e professora nascida em São Paulo. Assina M. Hercília. Foi aluna de Anita, Helena e Lucília Fraga, Salvador Rodrigues, Julian P. Ortigosa, Aurélio Ferraz Costa e Daniel Mercedes Terto. Frequentou o Liceu de Artes e Ofícios, o Centro Cultural São Paulo e cursou desenho e pintura no antigo Colégio Des Oiseaux. Exposições individuais em: São Paulo (1990, 1992 a 1994, 1997). Mostras coletivas e Salões oficiais em: São Paulo (1987, 1988, 1989 a 1991, 1995, 1996); Matão, SP (1990, 1991); Botucatu, SP (1991); Presidente Prudente, SP (1991); Itanhaém, SP (1991); Franca, SP (1991, 1992); Ubatuba, SP (1993); La Paz, Bolívia (1989); Cuzco, Peru (1989). Prêmios: São Paulo (1988 a 1990); Presidente Prudente, SP (1991); Itanhaém, SP (1991); Matão, SP (1991). JULIO LOUZADA VOL. 7, PÁG. 332; VOL. 10, PÁG. 421.



118 - AUGUSTO JOSÉ MARQUES JÚNIOR (1887 - 1960)

Flores - óleo sobre cartão - 48 x 40 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor, desenhista e professor nascido e falecido no Rio de Janeiro. Estudou na Escola Nacional de Belas Artes (a partir de 1905), foi aluno de Baptista da Costa, Eliseu Visconti, Zeferino da Costa e Bérard. Recebeu o Prêmio Viagem ao Exterior (1916), viajando para Paris em 1917, onde permaneceu até meados de 1922. Frequentou na "Académie Julian", o ateliê de Jean-Paul Laurense o de Adolphe Dechaenaud na "Académie de la Grande Chaumière". Perdeu quase todos os seus trabalhos num incêndio em seu ateliê (1921). De volta ao Brasil (1922), foi nomeado docente de pintura da ENBA. Regeu as cadeiras de desenho figurado (de 1934 a 1937) e de pintura (de 1938 a 1948). Em 1948 tornou-se livre-docente da II cadeira de desenho artístico e, em 1950, catedrático de desenho de modelo vivo. Em 1952, foi escolhido vice-diretor da ENBA. Fez sua primeira exposição individual em 1922, na Galeria Jorge, no Rio de Janeiro. Expôs em São Paulo, em 1923 com Hélios Seelinger e, em 1935 com Henrique Cavalleiro. Foi presidente da Sociedade Brasileira de Belas Artes e membro efetivo do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (SPHAN). Foi responsável pela decoração do restaurante da antiga Câmara dos Deputados, no Rio de Janeiro, e pelas ilustrações do livro "O Rio de Janeiro no tempo dos vice-reis", de Luiz Edmundo, publicado em 1951. Participou de diversas exposições coletivas como: Exposição Geral de Belas Artes, Rio de Janeiro (1913 - menção honrosa, 1915 - medalha de bronze, 1916 - medalha de prata, 1921, 1922,1924, 1925, 1926 - medalha de ouro, 1927 a 1930, 1933); "Salon des Artistes Français", Paris (1920); Coletiva Grupo Almeida Júnior, São Paulo (1928). REIS JR., PÁG. 371; TEODORO BRAGA, PÁG. 159; PONTUAL, PÁG. 341.342; MEC, VOL. 3, PÁG. 76; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 315; PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, PÁG. 277; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 588; ITAU CULTURAL; www.brasilartesenciclopedias.com.br; www.artprice.com.



119 - RUI AMARAL (1960)

Composição - guache sobre papel - 48 x 68 cm - não assinado -

Artista plástico multimídia e ativista cultural, paulista, é um dos pioneiros do movimento do ‘graffiti’ brasileiro. Trabalha com desenho animado, pintura, ‘webart’, instalações. Formado pela FAAP em artes plásticas, fez parte de uma época denominada geração 80. Formou um dos grupos que mais agitou o circuito artístico paulista, o ‘Tupynãodá’, cujos integrantes foram os primeiros a grafitar à luz do dia. Sofreu perseguições da polícia, chegando a ser preso várias vezes e processado criminalmente pela prefeitura de São Paulo. Já expôs na Pinacoteca do Estado, no MAC, no MIS, na Funarte, no MASP e no Paço das Artes. Participou da exposição ‘A Trama do Gosto: um outro olhar sobre o cotidiano’ - na Fundação Bienal (1987). Atualmente tem se dedicado ao Bicudo, seu personagem criado no ‘graffiti’, que virou o primeiro 'Toy Art' do Brasil feito em vinil. Tem uma produtora multimídia, a ‘Artbr’, pioneira em conteúdo para banda larga no país; coordena projetos de arte e educação voltados à valorização da cidadania junto a comunidades carentes. ITAU CULTURAL; www.artbr.com.br; br.noticias.yahoo.com/rui-amaral; territoriopoeticocidadetiradentes.wordpress.com/rui-amaral; darua.blogfolha.uol.com.br; www.sp.senac.br.



120 - ARNALDO FERRARI (1906 - 1974)

Composição - técnica mista - 21 x 15 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista e professor, Arnaldo Ferrari nasceu e faleceu em São Paulo SP. Seguindo a profissão do pai, trabalhou como pintor decorador, realizando frisos decorativos para residências. Estudou artes decorativas no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, entre 1925 e 1935. Em 1934, dividiu um ateliê com amigos no edifício Santa Helena e, pela amizade com o pintor Mario Zanini, aproximou-se dos demais integrantes do Grupo Santa Helena. Frequentou também o curso livre de pintura e desenho na Escola Nacional de Belas Artes, entre 1936 e 1938, onde teve aulas de desenho e pintura com Enrico Vio. Entre 1950 e 1959, integrou o Grupo Guanabara, com Thomaz Ianelli, Tomie Ohtake, Tikashi Fukushima e Oswald de Andrade Filho, entre outros. Realizou diversas exposições individuais, participou de várias mostras e Salões oficiais e foi premiado em São Paulo (1958, 1959, 1961, 1963, 1966) e em Santo André (1971). Participou da 7ª à 11ª Bienal Internacional de São Paulo (1963, 1965, 1967, 1969, 1971). Foi apresentada retrospectiva de sua obra em 1975, no Paço das Artes, SP e catálogo com textos de Theon Spanudis, José Geraldo Vieira e Mário Schenberg, entre outros. ITAÚ CULTURAL; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 304; MEC, VOL. 2, PÁG. 149; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 191; PONTUAL, PÁG. 207; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 378; WALTER ZANINI, PÁG.678, ACERVO FIEO.



121 - ANTONIO PICCINNI (1846 - 1920)

Nobre - gravura - 20 x 14 cm - canto inferior esquerdo na matriz - 1875 - Roma -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista e gravador italiano nascido em Trani, Apulia e falecido em Roma. Iniciou seus estudos artísticos com Quercia em sua cidade natal. Em 1863, estudou no Instituto de Belas Artes de Nápoles, tendo como mestres Biagio Molinato, Tommaso Aloysio Juvara e Domenico Morelli. Dois anos depois, ganhou bolsa e pensão para estudar pintura, oferecida pela Província de Bari. Como oficial do Ministério da Marinha Italiana, executou os relevos das costas italianas, africana, asiática e americana. Em meados de 1896, veio para o Brasil e viveu no Rio de Janeiro até meados de 1905. Participou da Exposição Geral de Belas Artes, RJ (1895, 1905 - Medalha de Ouro) e da exposição 'Pintores Italianos no Brasil' no MAM, SP (1982). BENEZIT; ITAU CULTURAL; www.artic.edu; www.artprice.com.



122 - ROQUE ADOGLIO (XX)

"Caiçara" - escultura em madeira - 54 x 09 x 15 cm - assinado -

Escultor. Foi aluno de Ricardo Cipicchia. Participou de mostras coletivas e de Salões oficiais como: Salão Paulista de Belas Artes, SP (1943, 1953, 1954, 1980); Salão Paulista de Arte Moderna, SP (1960); Salão de Belas Artes de Piracicaba, SP (1979). Foi premiado no Salão Paulista de Belas Artes (1954), no Salão de Belas Artes de Piracicaba (1979) e recebeu o prêmio Tomás Melo Cruz em 1966. MEC VOL. 1, PÁG. 37; ITAU CULTURAL.



123 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Maternidade - técnica mista - 13,5 x 18,5 cm - não assinado -
No estado.



124 - JUDITH LAUAND (1922)

Composição - técnica mista - 29,5 x 21 cm - canto inferior direito -

Pintora, desenhista e gravadora nascida em Pontal, SP. Formou-se na Escola de Belas Artes de Araraquara, SP (1950) onde estudou pintura com Mario Ybarra de Almeida e Domenico Lazzarini. Mudou-se para São Paulo (1952) e aprendeu gravura com Lívio Abramo. Trabalhou como monitora na 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1954) e entrou em contato com a pintura de Alexandre Wollner e Geraldo de Barros. Em 1955 foi convidada por Waldemar Cordeiro a unir-se ao Grupo Ruptura, sendo até o fim do grupo a única mulher integrante. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1954, 1965, 1971, 1977, 1986, 1996); Campinas, SP (1962). Expôs na inauguração da Galeria NT - Novas Tendências, SP (1963) da qual foi fundadora com Hermelindo Fiaminghi e Luiz Sacilotto. Participou da Bienal Internacional de São Paulo (1955, 1963, 1965, 1967, 1969); Exposição Nacional de Arte Concreta no MAM, SP (1956) e no MAM, RJ (1957); mostra "Konkrete Kunst" em Zurique, Suíça (1960); Panorama da Arte Atual Brasileira, MAM - SP (1969); Tendências Construtivas no Acervo do MAC-USP, Rio de Janeiro (1996); Arte Construtiva no Brasil: Coleção Adolpho Leirner, São Paulo e Rio de Janeiro (1998 e 1999). Foi premiada no Salão Paulista de Arte Moderna (1958, 1959) e recebeu o Prêmio Leirner de Arte Contemporânea (1958). JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 526; VOL. 3, PÁG. 597; ITAU CULTURAL; mam.org.br; www.pinturabrasileira.com; www.artprice.com.



125 - GÉO MICHEL (1883 - 1985)

Paisagem - óleo sobre tela - 60 x 81 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista e gravador nascido em Paris, França. Estudou com François Cormon. Participou de vários Salões oficiais (desde 1920) como o "Salon des Artistes Français", em Paris, onde ganhou a Medalha de Ouro e, no ano seguinte, considerado "Hors Concours". Recebeu também o Prêmio Indochina, em 1923. BENEZIT; www.artprice.com; www.artnet.com.



126 - JOSÉ PAULO MOREIRA DA FONSECA (1922 - 2004)

Paisagem - óleo sobre tela - 61 x 46 cm - canto inferior direito - 1986 -

Pintor, advogado, filósofo e poeta, nascido e falecido no Rio de Janeiro. Autodidata, dedicou-se à pintura a partir de 1950. Realizou várias exposições individuais em São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Alemanha, Portugal, Inglaterra, Áustria, Estados Unidos, México e participou de muitas mostras e Salões oficiais pelo Brasil e Europa. MEC, VOL. 2, PÁG. 183; WALMIR AYALA VOL. 1, PÁG. 423 A 427; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 268; ITAU CULTURAL, ACERVO FIEO.



127 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Figura" - desenho a lápis - 12 x 09 cm - lado esquerdo - 1966 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins. No estado.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



128 - JULIO VIEIRA (1933 - 2000)

"Pastagem" - óleo sobre tela - 61 x 46 cm - canto superior esquerdo e dorso - 1993 - Rio de Janeiro -

Natural da cidade do Rio de Janeiro, foi pintor, gravador e desenhista. Fez curso na antiga Escola Nacional de Belas Artes, entre 1952 e 1956, estudando gravura com Goeldi entre 1954 e 1956. Um trecho da lavra do crítico e pintor Quirino Campofiorito sobre a arte única do artista: " ..A vantagem de Júlio Vieira era sua fidelidade ao transe terrestre. Sua pintura foi sempre um gesto doloroso. Muitas águas rolaram, desde então. Oficializou-se o concretismo e o neoconcretismo. Júlio sempre marginal e sempre um excelente artista. MEC vol. 4 pág. 475 - JULIO LOUZADA, vol. 1 pág. 1034; ITAU CULTURAL



129 - RENOT (1932)

Plantas - serigrafia - P.A. - 36 x 25 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e tapeceiro, Reinaldo Eliomar de Freitas Marques da Silva nasceu em Santa Luzia, Bahia. Assina Renot. Autodidata, começou a pintar em 1957 e, em 1964, com a inauguração da Galeria Quirino, em Salvador, iniciou sua formação artesanal. Tornou-se amigo de vários intelectuais e artistas baianos entre os quais Jenner Augusto, Jorge Amado e Manuel Quirino. Quirino, com quem trabalhou, foi também o seu mestre na arte de tecer (1964). Foi responsável pelos calendários-tapeçaria que fez para a Basf e Bosh do Brasil em 1977. Realizou muitas exposições individuais em: Salvador, BA (1970, 1971, 1972, 1977); Porto Alegre, RS (1970); Rio de Janeiro (1971, 1974); São Paulo (1972, 1973, 1975 a 1978, 1982); Hamburgo, Alemanha (1971); Londres, Inglaterra (1972); Barcelona, Espanha (1974); Genebra, Suíça (1974); Buenos Aires, Argentina (1975); Paris, França (1976); Estados Unidos (1978, 1980). Participou de várias coletivas e mostras oficiais pelo Brasil e exterior. Atua também como perito, marchand e organizador de leilões. JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 816; VOL. 7, PÁG. 590; ITAU CULTURAL; MEC VOL. 4, PÁG. 53; web.artprice.com.



130 - ALEXANDRE RAPOPORT (1929)

Mulher com leque - óleo sobre papel colado em eucatex - 70,5 x 50 cm - centro inferior - 1977 -

Arquiteto, pintor, gravador, desenhista industrial e professor, RAPOPORT nasceu no Rio de Janeiro, onde cursou a Faculdade Nacional de Arquitetura da antiga Universidade do Brasil. Fêz aprendizado de gravura na antiga ENBA em 1952. Conquistou menções honrosas em pintura e desenho no SNBA a partir de 1948. WALMIR AYALA,vol. 2, pág. 237; MEC, vol. 4, pág. 26; PONTUAL, pág. 447; TEIXEIRA LEITE, pág. 431; JÚLIO LOUZADA, vol. 11, pág. 260; ITAU CULTURAL.



131 - ANGELA LEITE (1950)

Concha marinha - desenho a lápis de cor - 34 x 36 cm - canto inferior direito - 1987 -

Ilustradora e gravadora. A artista ilustrou o livro "A Sabedoria dos Animais - Viagens Xamânicas e Mitológicas", de Carminha Levy e Álvaro Machado, lançado em 1995. Individuais a partir de 1993 e coletivas desde 1994. Expôs na Dinamarca (1996) e na Alemanha (1997). JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 171, Acervo FIEO.



132 - ORESTE COLOMBARI (XIX - XX)

Natureza morta - óleo sobre tela - 35 x 54,5 cm - canto inferior direito -
No estado.

Pintor, desenhista e professor italiano. Foi professor de Camargo Freire, em Campinas e de Nicolau José Biagini - pintor da cúpula da Catedral Metropolitana de São Sebastião, em Ribeirão Preto, em viagem de estudos à Itália, na década de 20. Realizou exposições individuais em: São Paulo e Salvador - BA (1940), São Paulo, Santos e Bauru (1941). MEC VOL. 1, PÁG. 443; JULIO LOUZADA VOL. 4, PÁG. 272; www.itaucultural.org.br/aplicexternas/.../artistas_imp.cfm / camargo freire; www.jornalacidade.com.br.



133 - RAUL PARANHOS PEDERNEIRAS (1874 - 1953)

O passeio - desenho a nanquim - 32 x 15 cm - canto inferior esquerdo -

Desenhista, caricaturista e pintor nascido e falecido na cidade do Rio de Janeiro. Colaborou com as publicações O Mercúrio, REvista da Semana, O Tagarela, Dom Quixote, O Malho e Jornal do Brasil. Publicou o livro Lições de Caricatura (1928). Foi professor na antiga ENBA (1918-1938). Herman Lima disse também que: "sem ter sido um satirista à outrance (...) a característica primacial de sua arte é a de sorrir e fazer sorrir a tudo e a todos, na sua teimosa resistência de boêmio retardatário". Individuais em 1926 e coletivas em 1935, recebendo diversas premiações. JULIO LOUZADA, vol. 8 pág. 687; História da Caricatura no Brasil, pág. 988; Caricaturistas Brasileiros, pág. 60.



134 - MASUMI TSUCHIMOTO (1934)

Composição - óleo sobre tela - 54 x 65 cm - canto inferior direito - 1962 -

Escultor e pintor japonês, natural de Gifu-Kem. Fixou residência em são Paulo-SP, a partir de 1959, vindo a participar do festejado e importante Grupo Seibi, figurando em numerosas exposições daquele grupo, conforme lista apresentada na bibliografia abaixo. JULIO LOUZADA, vol 1, pág. 998; WALTER ZANINI, pág. 769.



136 - JOSÉ DE DOME (1921 - 1982)

Composição - técnica mista - 12 x 32 cm - canto inferior direito - 1972 - Cabo Frio -

Pintor e desenhista, José Antonio dos Santos nasceu em Estância, SE. Assina José de Dome. Autodidata, residiu por vinte e dois anos em Salvador - BA onde recebeu orientações de Jenner Augusto, Mário Cravo, Carlos Bastos, Carybé, Mirabeau e, no Rio de Janeiro, firmou-se como pintor (década de 60). Pouco depois se instalou em Cabo Frio, RJ. Realizou exposições individuais em: Salvador, BA (1955, 1956, 1958, 1964); Rio de Janeiro (1961, 1964 a 1968, 1972); Lima, Peru (1966); São Paulo (1969); Londres (1971). Participou também de muitas mostras coletivas e oficiais. MEC VOL. 2, PÁG. 60; PONTUAL, pág. 183; JULIO LOUZADA, VOL. 1; PÁG. 339; ITAU CULTURAL; www.artprice.com.



137 - MILTON DACOSTA (1915 - 1988)

Vênus e pássaro - desenho a lápis de cor - 19 x 25 cm - canto inferior direito - 1964 -
No estado.

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador. Milton Rodrigues da Costa nasceu em Niterói, RJ e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou estudos de desenho e pintura (1929) com o professor alemão August Hantv. No ano seguinte matriculou-se no curso livre de Marques Júnior, na Escola Nacional de Belas Artes. Junto com Edson Motta, Bustamante Sá e Ado Malagoli, entre outros, criou o Núcleo Bernardelli (1931). Viajou para Estados Unidos (1945), com o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Belas Artes do ano anterior. Na cidade de Nova York, estudou na "Art's Students League". Foi para a Europa (1946) e após visita a vários países, fixou-se em Paris, onde estudou na "Académie de La Grande Chaumière". Conheceu Pablo Picasso, por intermédio de Cícero Dias, e frequentou os ateliês de Georges Braque e Georges Rouault. Expôs no "Salon d'Automne", Paris e regressou ao Brasil (1947). Casou-se com a pintora Maria Leontina (1949) e passou a residir em São Paulo. Realizou muitas exposições individuais, entre as quais, a "Homenagem a Milton Dacosta" na Galeria da Praça, RJ, com curadoria de Luiz Carlos Moreira (1973). Participou de inúmeros Salões e mostras coletivas, como: Bienal de Veneza (1950); Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1979); Panorama de Arte Brasileira, MAM – SP (1971). Foi premiado, também, nas Bienais Internacionais de São Paulo (1955, 1957). TEODORO BRAGA, PÁG. 163; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 229; MEC, VOL. 2, PÁG. 13; BENEZIT, VOL. 3, PÁG.315; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 302; VOL. 3, PÁG. 310; ITAU CULTURAL; PONTUAL, PÁG. 155; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



138 - ANGEL BOTELLO (1913 - 1986)

Figura - óleo sobre madeira - 28 x 38 cm - canto inferior direito - 1960 -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista, escultor e artista gráfico. Nasceu em Cangas de Morrazo, Galícia, Espanha. De 1920 a 1935 viveu em Bordeaux, França, onde estudou na Escola de Belas Artes. Voltou para a Espanha, lutou na Guerra Civil Espanhola, vai para a França e República Dominicana (1939), Cuba (1940), Haiti (1944 a 1953). Em 1953, muda-se com sua família para San Juan, Puerto Rico, até vir a falecer depois de intensa atividade artística e viagens de estudo à Paris e Itália. Exposições: República Dominicana (1940); Haiti (1944); EUA (1972, 1980, 1987), Puerto Rico (1977); Inglaterra (1990); Espanha (2005). en.wikipedia.org; artbrokerage.com; web.artprice.com; www.christies.co.uk; www.artnet.



139 - SYLVIO PINTO (1918 - 1997)

Marinha - óleo sobre tela - 38 x 46 cm - canto inferior direito -
No estado.

Pintor, Sylvio da Silva Pinto nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Assina S. Pinto. Teve as primeiras noções de desenho no Liceu de Artes e Ofícios, RJ. Mais tarde recebeu lições de seu pai – o Pinto das Tintas. Foi ainda na casa paterna que conheceu Pancetti. Estudou no Núcleo Bernardelli (1938) e se dedicou exclusivamente à pintura a partir de 1940. Fundou e dirigiu no Jacarezinho, bairro carioca, uma escolinha de arte para crianças pobres. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1988, 1992); Brasília, DF (1988,1993); Rio de Janeiro (1989, 1991, 1993, 1994, 1995); Constância, Portugal (1991). Participou de várias mostras coletivas e Salões oficiais como a I Bienal Internacional de São Paulo (1951). Foi premiado no: Rio de Janeiro (1941, 1943, 1945, 1948, 1949, 1952 – Prêmio Viagem ao Exterior, 1957 – Prêmio Viagem Nacional, 1988, 1989); Salvador, BA (1946, 1950); Constância, Portugal (1994); Brasília, DF (1994); Niterói, RJ (1996). MEC, VOL. 3, PÁG. 419, ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 4, PÁG. 894; VOL. 5, PÁG. 820; VOL. 6, PÁG. 890; VOL. 7, PÁG. 562; VOL. 8, PÁG. 661; VOL. 10, PÁG. 693; ACERVO FIEO; www.academia.org.br; www.artprice.com.



140 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

Nu - escultura em bronze - 31 x 12 x 10 cm - assinado -
Reproduzido no convite deste Leilão. Ex coleção Renato Antônio Brogiolo - Rio de Janeiro, RJ. No estado.

Escultor, desenhista e pintor paulista nascido em Mococa, SP e falecido no Rio de Janeiro. Mudou-se com a família para Itália, e fixou-se em Roma (1913). Iniciou estudos de desenho e escultura com o professor Loss (1920). Participou de movimentos antifascistas e foi preso (1931) por motivos políticos. Foi extraditado para o Brasil (1935) por intervenção do embaixador brasileiro na Itália. Em 1937, viajou para Paris e frequentou as academias ‘La Grand Chaumière’ e ‘Ranson’, onde estudou com Aristide Maillol e conviveu com Henry Moore, Marino Marini e Charles Despiau. Em 1939, retornou a São Paulo e junto com Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Sérgio Milliet, entre outros, participou do Movimento Modernista; foi um dos membros da Família Artística Paulista e do Grupo Santa Helena. Em 1943, transferiu-se para o Rio de Janeiro. A convite do ministro Gustavo Capanema instalou ateliê no antigo Hospício da Praia Vermelha, onde orientou jovens artistas como Francisco Stockinger. Possui obras em espaços públicos como ‘Monumento à Juventude Brasileira’ (1947), nos jardins do antigo Ministério da Educação e Saúde, atual Palácio Gustavo Capanema - RJ; ‘Candangos’ (1960), na Praça dos Três Poderes, e ‘Meteoro’ (1967), no lago do edifício do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília; ‘Integração’ (1989), no Memorial da América Latina, em São Paulo. Participou das Bienais de Veneza (1950, 1952); participou das I, II, IV e IX Bienais de São Paulo, período em que recebeu o prêmio de melhor escultor brasileiro (1953) e sala especial (1967). MEC, VOL.2, PÁG. 250; PONTUAL, PÁG. 237; MAYER/84, PÁG. 1333; BENEZIT VOL. 5, PÁG. 14; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 715; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 422; www.artprice.com; www.pinturabrasileira.com; www.dec.ufcg.edu.br; www.monumentos.art.br.



141 - MANABU MABE (1924 - 1997)

Composição - serigrafia - 65/150 - 70 x 94 cm - canto inferior direito - 1995 -
No estado.

Pintor, desenhista, gravador e ilustrador nascido no Japão e falecido em São Paulo. Assina Mabe. De Kobe, Japão, emigrou com a família para o Brasil (1934) para dedicar-se ao trabalho na lavoura de café no interior de São Paulo. Interessado em pintura, começou a pesquisar, como autodidata, em revistas japonesas e livros sobre arte. No fim da década de 1940, em São Paulo, conheceu o pintor Tomoo Handa e Yoshiya Takaoka. Integrou-se ao Grupo Seibi, Grupo 15, Grupo Guanabara. Mudou-se para São Paulo (1957) para dedicar-se exclusivamente à pintura. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras coletivas e oficiais no Brasil e exterior. Entre muitos prêmios recebidos, destacam-se: 1953 - Prêmio aquisição no Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro; 1957 - Pequena Medalha de Ouro no VI Salão Paulista de Arte Moderna, SP; 1958 - Grande Medalha de Ouro no VII Salão Paulista de Arte Moderna, São Paulo; 1959 - Prêmio Governador do Estado no VIII Salão Paulista de Arte Moderna, SP; Prêmio Leirner de Arte Contemporânea, SP; Melhor Pintor Nacional na 5ª Bienal Internacional de São Paulo; Prêmio Braun e Prêmio Bolsa de Estudos na I Bienal de Paris, França; Prêmio aquisição no ‘Dallas Museum of Fine Arts’, Dallas, Estados Unidos; 1960 - Prêmio Fiat na 30ª Bienal de Veneza, Itália; 1962 - Primeiro Prêmio na I Bienal Americana de Arte de Córdoba, Espanha. ARTE NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 1050; EIXEIRA LEITE, PÁG. 296; PONTUAL, PÁG. 325; MEC, VOL. 3, PÁG. 13; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 644; LEONOR AMARANTE, PÁG. 83, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 561; ACERVO FIEO; www.mabe.com.br; www.pinturabrasileira.com; www.museumanabumabe.com.br; www.escritoriodearte.com; www.brasilescola.com; www.artprice.com.



142 - ANTONIO EUSTÁQUIO (XX)

Paisagem - óleo sobre eucatex - 39 x 49 cm - canto inferior esquerdo -

Nascido em Raul Soares, Minas Gerais, Antônio Eustáquio de Jesus foi criado em Mariana onde recebeu várias influências artísticas. Com apenas 11 ou 12 anos, convivia com artistas locais. Em meados de 1980, mudou-se para o litoral capixaba, onde fazia trabalhos com coisas do mar (conchas corais, areia, etc.). Voltou a Minas (1990) passando a viver em Belo Horizonte, onde começou a pintar. Lá conviveu novamente com artistas, como a pintora Eny de Carvalho. Tem participado de exposições coletivas e oficiais, destacando-se: Coletiva no Casarão Centro Cultural Nhô-Quim Drummond, Sete Lagoas - MG (2007); Coletiva na Casa Thomas Jefferson (2010); Bienal do SESC de Piracicaba (2010 - Prêmio); Exposição no SESC-BH (2012); Exposição na Casa dos Contos, Ouro Preto – MG (2013). Foi convidado a participar do Museu Internacional de Arte Naïf do Brasil – MIAN (RJ). http://artenaifrio.blogspot.com.br/2016/01/antonio-eustaquio.html.



143 - SAUL STEINBERG (1914 - 1999)

"Retrato de Jean Cocteau" - desenho a lápis e carvão - 36 x 25 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Desenhista, pintor, gravador, ilustrador, cartunista, escultor, natural da Romênia. Estudou Filosofia em Bucareste, Romênia e Arquitetura em Milão, Itália. Nos anos 30 publicou seus cartuns na revista italiana Bertoldo. Em 1940, seus desenhos começam a aparecer nas revistas ‘Life’ e’ Harper’s Bazaar’. Vai para os Estados Unidos em 1941 e passa a publicar, regularmente, seus trabalhos na revista ‘The New Yorker’ por quase 60 anos, além de se dedicar intensamente às diversas formas de expressão. A primeira exposição de seus trabalhos se deu em Nova York, em 1943. E várias outras aconteceram por museus da Europa e Estados Unidos, inclusive no Museu de Arte de São Paulo, São Paulo. Retrospectivas de sua obra foram realizadas no Museu Whitney de Arte Americana, Nova York (1978); no Instituto de Arte Moderna, em Valencia - Espanha (2002); na Pinacoteca do Estado, São Paulo (2011). BENEZ IT, VOL. 9, PÁG. 805; MEC, VOL. 4, PÁG. 341; ITAU CULTURAL; www.saulsteinbergfoundation.org; www.artcyclopedia.com; www.britannica.com.



144 - FRANCISCO DA SILVA (1910 - 1985)

Peixe - têmpera sobre tela - 64 x 44 cm - centro inferior - 1975 -
No estado.

Pintor e desenhista, Francisco Domingos da Silva nasceu em Alto Tejo, AC e faleceu em Fortaleza, CE. Filho de índio peruano com brasileira, ainda criança se fixou em Fortaleza, por volta de 1937, onde começou a desenhar a carvão e giz sobre muros e paredes de casebres de pescadores. Na década de 40, sob o incentivo do crítico e pintor suíço Jean Pierre Chabloz, iniciou-se na pintura a guache juntamente com Chabloz, Antônio Bandeira e Inimá de Paula. O mesmo Jean Pierre lança-o em Paris. Entre 1961 e 1963, trabalhou no recém-criado Museu de Arte da UFCE. Expôs individualmente no Brasil a partir de 1943 e em diversas mostras coletivas no Brasil e exterior, com premiações, destacando-se a recebida na XXXIII Bienal de Veneza (1966). JULIO LOUZADA, VOL. 1 PÁG. 909; ITAU CULTURAL; LEONOR AMARANTE; ARTE NO BRASIL, ACERVO FIEO; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 478.



145 - FELISBERTO RANZINI (1881 - 1976)

Jangadeiros - óleo sobre tela - 70 x 50 cm - canto inferior esquerdo - 1960 -

Arquiteto, desenhista e escritor, Felisberto Ranzini nasceu em Mântua, Itália e faleceu em São Paulo - SP. Sobresaiu-se principalmente na técnica de aquarela, na qual se especializou. Suas composições em óleo são claras e detalhadas, quase que miniaturistas. JULIO LOUZADA, vol 1, pág. 805; MEC vol.4, pág. 26, RUTH TARASANTCHI.



146 - RUBEM VALENTIM (1922 - 1991)

Emblema - serigrafia - 62/150 - 62 x 85 cm - canto inferior direito - 1989 -
No estado.

Escultor, pintor, gravador, professor nascido em Salvador, BA e falecido em São Paulo. Iniciou-se nas artes visuais na década de 1940, como pintor autodidata. Entre 1946 e 1947 participou do movimento de renovação das artes plásticas na Bahia, com Mario Cravo Júnior, Carlos Bastos e outros artistas. Em 1953 formou-se em jornalismo pela Universidade da Bahia e publicou artigos sobre arte. Residiu no Rio de Janeiro entre 1957 e 1963, onde se tornou professor assistente de Carlos Cavalcanti no curso de história da arte do Instituto de Belas Artes. Residiu em Roma entre 1963 e 1966, com o prêmio viagem ao exterior, obtido no Salão Nacional de Arte Moderna. Em 1966 participou do Festival Mundial de Artes Negras em Dacar, Senegal. Ao retornar ao Brasil, residiu em Brasília e lecionou pintura no Ateliê Livre do Instituto de Artes da Universidade de Brasília - UnB. Em 1972, fez um mural de mármore para o edifício-sede da Novacap em Brasília, considerado sua primeira obra pública. Em 1979, Valentim realizou escultura de concreto aparente, instalada na Praça da Sé, em São Paulo, definindo-a como o Marco Sincrético da Cultura Afro-Brasileira e, no mesmo ano e foi designado, por uma comissão de críticos, para executar cinco medalhões de ouro, prata e bronze, para a Casa da Moeda do Brasil. Em 1998 o Museu de Arte Moderna da Bahia inaugurou a Sala Especial Rubem Valentim no Parque de Esculturas. Foi premiado nas Bienais Internacionais de São Paulo de 1967 e 1973, entre outros. PONTUAL, PÁG.532; WALMIR AYALA, VOL.2, PÁGS.395; TEIXEIRA LEITE, PÁG.517; MEC, VOL.4, PÁG.443; JULIO LOUZADA, VOL.11, PÁG.330; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 682; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 257, ACERVO FIEO; web.artprice.com.



147 - ANTENOR VAZ (XX)

Procissão - óleo sobre tela - 45 x 55 cm - canto inferior direito e dorso - 1958 - Embu - SP -

Pintor e maestro com diversas participações em mostras coletivas. www.artistasdeembu.com.br/artistas/AntenorVaz/AntenorVaz.html; www.museudosol.art.br; www.artprice.com.



148 - MANOEL SANTIAGO (1897 - 1987)

Paisagem - óleo sobre tela colada em madeira - 23 x 29 cm - canto inferior direito -

Manoel Colafante Caledônio de Assumpção Santiago nasceu em Manaus, AM e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, desenhista e professor. Mudou-se para Belém em 1903 e iniciou estudos de pintura. Desde 1916 já praticava a arte não figurativa. Em 1919 transferiu-se para o Rio de Janeiro, cursou Direito e frequentou a Escola Nacional de Belas Artes, onde foi aluno de Rodolfo Chambelland e Baptista da Costa. Na época, teve aulas particulares com Eliseu Visconti. Foi casado com a pintora Haydeá Santiago. Participou em 1927 do Salão Nacional de Belas Artes e recebeu o prêmio viagem ao exterior, entre vários outros. Foi para Paris no ano seguinte, e lá permaneceu por cinco anos. De volta ao Rio de Janeiro, em 1932, tornou-se professor do Instituto de Belas Artes. Em 1934, passou a lecionar pintura e desenho no Núcleo Bernardelli, figurando entre seus alunos José Pancetti, Edson Motta, Bustamante Sá, Ado Malagoli, Rescála e Milton Dacosta. Participou da I Bienal Internacional de São Paulo (1951) e do 8º Panorama da Arte Brasileira (1976). PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, VOL. 1, PÁG. 241; TEODORO BRAGA, PÁG. 211; CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO DE PAISAGEM BRASILEIRA, MEC-MNBA /RIO/1944; MAYER/84, PÁG. 1158; REIS JR, PÁG. 378; PONTUAL, PÁG. 473; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 292; ITAÚ CULTURAL, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 865; ACERVO FIEO.



149 - GUIDO TOTOLI (1937)

Casario - óleo sobre eucatex - 26,5 x 49 cm - canto inferior direito -

Italiano, radicado no Brasil, Totoli é acima de tudo ótimo paisagista e pintor de figuras, fazendo uso de uma cor e de uma pincelada vivas e truculentas. Tem se dedicado com muita felicidade às cerâmicas. MEC, vol.4, pág. 408; JULIO LOUZADA, vol.11, pág. 325, Acervo FIEO.



150 - ARTUR BÁRRIO (1945)

Composição - óleo sobre tela - 75 x 100 cm - canto superior esquerdo - 1989 -
Reproduzido no convite deste Leilão. No estado.

Nascido Artur Alípio Barrio de Souza Lopes, na cidade do Porto, Portugal, no dia 1 de fevereiro de 1945. Pintor e desenhista. Jovem ainda fixou-se no Rio de Janeiro. Frequentou a Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro, recebendo orientação artística do prof. Onofre Penteado. Trabalha com materiais recicláveis (papel, plástico, etc). Em 1969 participou da seleção da representação para a VI Bienal dos Jovens em Paris, com Ivald Granato e Luis Pires. JULIO LOUZADA vol. 1 pág. 96; ITAU CULTURAL.



151 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Cangaceiro - serigrafia - 35/100 - 25 x 15 cm - canto inferior direito - 1960 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



152 - BENEDITO DA LUZ (1956)

Perfil - argila técnica mista - 31 x 18 x 14 cm - assinado -
Complemento de técnica: "Argila queimada em forno de alta temperatura e aplicação de limalha de ferro". No estado.

Pintor, Benedito Paulino da Luz nasceu em Cotia, SP. Autodidata, começou a se interessar pelas artes no início de 1980, por influência e amizade do Padre Jiulio Liverani, artista plástico e pároco na cidade de Vargem Grande Paulista, SP. Em meados dos anos 90 mudou-se para Lorena, SP. Em 2001 começou sua participação no núcleo de Arte Contemporânea da UNIFATEA e desde então, tem participado de exposições coletivas no vale do Paraíba - SP, litoral norte - SP, Belo Horizonte - MG, Curitiba – PR e São Paulo.



153 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Paisagem - óleo sobre tela - 60 x 50 cm - canto inferior direito - 1958 -
No estado.



154 - JANY M. RUCK (1939)

"Pessegueiro em flor" - óleo sobre eucatex - 50 x 44 cm - canto inferior direito e dorso - 2017 -

Pintora, professora e restauradora, Jany Marylene Ruck nasceu em Agudos, SP. Assinava Jany até 1984. Atualmente assina JM. Ruck. Em Campinas fez cursos livres de desenho e pintura com Elenice Menegon, Aldo Cardarelli, Djalma Urban e Álvaro de Batista. Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais. Foi premiada em: São José do Rio Preto, SP (1984, 1985, 1991); Campinas, SP (1985, 1996); São João da Boa Vista, SP (1985); Itatiba, SP (1985,1987, 1988); Mogi Mirim, SP (1987); Poços de Caldas, MG (1987); Piracicaba, SP (1988); Limeira, SP (1989); Araras, SP (1991); Ribeirão Preto, SP (2003). ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 7 PÁG. 614; VOL. 9, PÁG. 750.



155 - DURVAL PEREIRA (1917 - 1984)

Cais - óleo sobre tela - 80 x 60 cm - canto inferior direito - 1977 -

Nascido e falecido em São Paulo onde foi pintor e professor ativo. Premiado com a Menção Honrosa no Salão Paulista de Belas Artes em 1944, passou a viver exclusivamente da pintura. Em 1946, estudou artes plásticas na Associação Paulista de Belas Artes. Pintava ao ar livre, aos domingos, com os pintores Salvador Rodrigues, Salvador Santisteban, Cirilo Agostinho, Jaime Dinis, Djalma Urban, Innocencio Borghese, e outros. Premiado praticamente em todos os Salões de que participou, acumulou, em toda sua carreira, 419 prêmios de todos os cantos do mundo. Recebeu ao todo, 15 comendas das mais importantes do Brasil. Nos últimos três anos de sua vida recebeu também todos os Primeiros Prêmios e Medalhas de Ouro nas exposições de Paris, Rouen, Lyon, Roma, Miami e Milão (o maior prêmio dado à pintura: ‘La Madonina de Milano’). MEC, vol. 3, pág. 368; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 749; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO; www.tntarte.com.br.



156 - ATHOS BULCÃO (1918 - 2008)

Rosto - desenho a nanquim - 24,5 x 21 cm - canto inferior direito - 1940 -
No estado.

Pintor e desenhista. Começou a dedicar-se a arte estimulado por Portinari, que, em 1945, o convidou a trabalhar nas obras da Pampulha, em Belo Horizonte. No ano anterior realizara exposição individual na sede recém-inaugurada do Instituto dos Arquitetos do Brasil no Rio de Janeiro, voltando a fazê-lo na Capital mineira em 1946 e 1947. Já então conquistara medalhas de prata em pintura e desenho no SNBA. Recebendo bolsa de estudos no governo francês, viajou em 1948 para Paris, onde permaneceu um ano, visitando ainda a Itália. De regresso ao Brasil, passou a dedicar-se também a trabalhos no campo da decoração. Residindo mais recentemente em Brasília, ali criou azulejos e vitrais para a Igreja de Nossa Senhora de Fátima, com motivos cristãos da Pomba e da Estrela, símbolos do Divino Espírito Santo e da natividade. Participou como isento de júri dos II SAMDF (1965), realizando em 1968 exposição individual de desenhos em Brasília (Galeria Encontro). Rubem Braga focalizou-o em uma crônica publicada na revista Manchete (14 de agosto de 1954). TEODORO BRAGA, PÁG. 59; MEC, vol. 1, pág. 301; WALMIR AYALA, vol.1, pág. 140; PONTUAL, pág. 93; TEIXEIRA LEITE, pág. 92; JÚLIO LOUZADA, vol. 7, pág.112; ITAÚ CULTURAL.



157 - ALBERTO DA VEIGA GUIGNARD (1896 - 1962)

Paisagem - desenho a nanquim - 17,5 x 27 cm - canto inferior direito -
Ex coleção Marchand Isaac Ficz, Rio de Janeiro - RJ. No estado.

Pintor, professor, desenhista, ilustrador e gravador, Alberto da Veiga Guignard nasceu em Nova Friburgo, RJ e faleceu em Belo Horizonte, MG. Mudou-se com a família para a Europa em 1907. Em dois períodos, entre 1917 e 1918 e entre 1921 e 1923, frequentou a Real Academia de Belas Artes de Munique, onde estudou com Hermann Groeber e Adolf Hengeler. Aperfeiçoou-se em Florença e em Paris, onde participou do Salão de Outono. Retornou para o Rio de Janeiro em 1929 e integrou-se ao cenário cultural por meio do contato com Ismael Nery. Participou do Salão Revolucionário de 1931, e foi destacado por Mário de Andrade como uma das revelações da mostra. Em 1941, integrou a Comissão Organizadora da Divisão de Arte Moderna do Salão Nacional de Belas Artes, com Oscar Niemeyer e Aníbal Machado. Em 1943, passou a orientar alunos em seu ateliê e criou o Grupo Guignard. A única exposição do grupo, realizada no Diretório Acadêmico da Escola Nacional de Belas Artes, foi fechada por alunos conservadores e reinaugurada na Associação Brasileira de Imprensa. Em 1944, a convite do prefeito Juscelino Kubitschek, transferiu-se para Belo Horizonte e começou a lecionar e dirigir o curso livre de desenho e pintura da Escola de Belas Artes, por onde passaram Amilcar de Castro, Farnese de Andrade e Lygia Clark, entre outros. Permaneceu à frente da escola até 1962, quando, em sua homenagem, esta passou a chamar-se Escola Guignard. Participou da Bienal de Veneza (1928, 1952); da Bienal Internacional de São Paulo (1951) e outras. PONTUAL, PÁG. 254; MEC, VOL. 2, PAG. 304; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 236; JULIO LOUZADA, VOL. 10, PÁG. 404; ART PRICE ANNUAL 2000, PÁG. 1013; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 373; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 559; ARTE NO BRASIL, PÁG. 505; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28; www.pinturabrasileira.com; www.brasilescola.com; web.artprice.com.



158 - BUSTAMANTE SÁ (1907 - 1988)

Paisagem - óleo sobre tela - 50 x 60 cm - canto inferior direito e dorso - Cabo Frio - RJ -

Natural da cidade do Rio de Janeiro, estudou na ENBA naquela cidade, onde foi aluno de Rodolfo Amoedo e Rodolfo Chambelland. Participou do Núcleo Bernardelli, do qual foi um dos fundadores em 1931. Participou de sucessivas versões do SNBA a partir de 1928, recebendo diversas premiações. Excepcional pintor do gênero paisagem. TEODORO BRAGA, pág. 59; REIS JR. , pág. 385; MEC,vol. 4, pág. 127; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 145 e 147; TEIXEIRA LEITE, pág. 94; JÚLIO LOUZADA, vol. 11, pág. 47; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 579; ARTE NO BRASIL, pág. 763; Acervo FIEO.



159 - MARCIO SCHIAZ (1965)

Nu - guache - 27 x 19,5 cm - canto inferior esquerdo -

Paulistano, o pintor nasceu em 10/5/1965. Estudou na APBA-SP, onde desenvolveu curso de desenho e pintura, frequentado sessões de modelo vivo. Individuais desde 1989 e coletivas em Salões Oficiais, com sucesso de crítica. Recebeu diversos prêmios. JULIO LOUZADA, vol.13, pág. 304; Acervo FIEO.



160 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

"Baianas com marinha ao fundo" - óleo sobre tela - 80 x 100 cm - canto inferior direito e dorso - 1969 -
Reproduzido no convite deste Leilão. Com recibo original do autor datado de 22 de abril de 1969. Ex coleção Irineu Gomes da Rosa - São Paulo SP.

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



161 - ALFREDO VOLPI (1896 - 1988)

Bandeirinhas - serigrafia - 47/50 - 58 x 40 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.



162 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Caranguejo" - gravura colorida a mão - Prova única - 29 x 39,5 cm - canto inferior direito - 1982 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



163 - EVANDRO CARLOS JARDIM (1935)

Pássaros - gravura - 10/100 - 26 x 34 cm - canto inferior direito -

Excepcional gravador e pintor, diplomado pela Escola de Belas Artes de São Paulo, em 1958. Suas obras são sensíveis, tem apuro artesanal e invenção formal; buscam o insólito da paisagem, transformando em arte quase surreal. PONTUAL, pág. 277; MEC, vol. 2, pág. 372; TEIXEIRA LEITE, pág. 264.; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 764; ARTE NO BRASIL, pág. 966; LEONOR AMARANTE, pág. 240. Acervo FIEO. -



164 - IVAN SERPA (1923 - 1973)

Cavaleiros - guache - 28 x 22 cm - canto inferior direito - 13/01/1962 -
No estado.

Pintor, desenhista, gravador e professor, Ivan Ferreira Serpa nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Estudou gravura e desenho com Axel Leskoschek (entre 1946 e 1948) no Rio de Janeiro. Em 1949, ministrou suas primeiras aulas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, onde, a partir de 1952, exerceu sistemática atividade didática, em especial no ensino infantil. Foi um dos precursores do concretismo no Brasil, criando ao lado de Aluisio Carvão, Lígia Clark, Hélio Oiticica e outros o Grupo Frente, que se manteve ativo de 1954 a 1956, inclusive com exposições no Rio de Janeiro. Participou da Divisão Moderna do SNBA (1947-1951). Em 1957, recebeu o prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna, RJ. Participou da exposição ’Opinião 65’, evento que marca a difusão de uma nova arte de tendência figurativa, a neofiguração. Em 1970, fundou, com Bruno Tausz, o Centro de Pesquisa de Arte no Rio de Janeiro. Participou da Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1961, 1963, 1965) e da Bienal de Veneza (1952, 1954, 1962, 1966). PONTUAL, PÁG 486; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 605; ARTE NO BRASIL, PÁG. 840; LEONOR AMARANTE, PÁG. 26; MEC VOL. 4, PÁG. 221; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 899.



165 - CESAR LACANNA (1901 - 1983)

Flores - óleo sobre eucatex - 26,5 x 21 cm - canto inferior direito -

Pintor, escultor e ceramista paulista, estudou com Elpons e Barchitta. Como pintor, trabalhou a paisagem, a natureza-morta, nus e retratos, numa atmosfera realista, evocativa de Daumier. TEODORO BRAGA, pág.136; MEC vol.2, pág. 435; WALMIR AYALA, vol.1, pág.453; PONTUAL, pág.297; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 623.



166 - SANSÃO CAMPOS PEREIRA (1926 - 2014)

Barcos - óleo sobre tela - 41 x 33 cm - canto inferior direito -
No estado.

Foi ativo no Rio de Janeiro, foi membro da Academia Brasileira de Artes, e da Academia Brasileira de Belas Artes. Artista várias vezes premiado, participou de diversas coletivas e salões, recebendo premiações várias. Seu tema preferido era a marinha. MEC vol.3, pág.389; JULIO LOUZADA vol.11, pág.243, Acervo FIEO.



167 - ALUISIO CARVÃO (1920 - 2001)

Composição - aquarela - 15 x 12 cm - canto inferior direito -

Pintor, escultor, Ilustrador, ator, cenógrafo e professor nascido em Belém, PA e falecido em Poços de Caldas, MG. Iniciou suas atividades artísticas como ilustrador, no Pará. Atuou também como escultor e cenógrafo. Passou a dedicar-se à pintura em 1946 quando realizou sua primeira exposição individual no Amapá, onde residiu temporariamente. Em 1949 foi contemplado pelo MEC com uma bolsa destinada a professores de artes e mudou-se para o Rio de Janeiro. Ingressou no curso livre de pintura de Ivan Serpa, no MAM, RJ (1952). Integrou o Grupo Frente (entre 1953 e 1956). Assinou com os artistas Amilcar de Castro, Franz Weissmann, Lygia Clark, Lygia Pape e o poeta Reynaldo Jardim, o "Manifesto Neoconcreto", escrito por Ferreira Gullar em 1959. Foi contemplado no Salão Nacional de Arte Moderna com o prêmio de viagem ao exterior. Como artista visitante, ingressou na Hochschule für Gestaltung - HfG, em Ulm, na Alemanha. Viajou por vários países da Europa e retornou ao Brasil em 1963. Participou de inúmeras mostras coletivas e oficiais, no Brasil e exterior, como: 1ª Exposição Nacional de Arte Abstrata (1953), Petrópolis-RJ; mostras do Grupo Frente, RJ (1954 e 1955); 1ª Exposição Nacional de Arte Concreta, SP (1956) e RJ (1957); Bienal Internacional de São Paulo (1953, 1955, 1957, 1961, 1973, 1983, 1991); Salão Nacional de Arte Moderna, RJ (1953 a 1960); 4ª Bienal de Tóquio (1957); 1ª Bienal Interamericana do México (1958); Exposição de Arte Neoconcreta, RJ (1959), SP e Salvador; "Konkrete Kunst", Zurique, Suíça (1960); Exposição de Arte Neoconcreta, Munique, Alemanha; "Nova Objetividade Brasileira", MAM-RJ (1967); "Arte Construtiva no Brasil: Coleção Adolpho Leirner", MAM-SP (1980) e MAM-RJ (1999); exposição retrospectiva no Museu Metropolitano de Arte de Curitiba (1996), no MAM, Salvador–BA e MAM, RJ. PONTUAL PÁG. 115; MEC VOL. 1, PÁG. 367; JULIO LOUZADA, VOL. 5 PÁG. 210; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, 655; LEONOR AMARANTE, 75; ARTE NO BRASIL, 921; ACERVO FIEO.



168 - ROSITA ADAMO (XIX - XX)

Barco - óleo sobre eucatex - 27 x 22 cm - canto inferior direito -

Pintora ativa no Rio de Janeiro. Foi premiada com medalha de bronze no SNBA/ Rio, 1954. Em 1968 voltou a expor no referido salão e no XXI Salão da Sociedade dos Artista Nacionais, Rio de Janeiro. Em 1970 conquistou menção honrosa no Salão de Artes Plásticas de São Lourenço/MG. MEC, vol.1, pág.36.



169 - JOÃO ALVES (1905 - 1970)

Casario - óleo sobre tela - 60 x 80 cm - canto inferior direito - 1964 -
No estado.

Pintor ingênuo, autodidata, cuja obra tem como tema a paisagem urbana de Salvador, capital de seu Estado natal. Expôs individualmente no Museu de Arte Moderna de Salvador em 1961, e na Galeria Montmartre - RJ em 1965, com apresentação de Jorge Amado. JULIO LOUZADA vol. 9 pág 38; TEIXEIRA LEITE, pág. 22; ITAU CULTURAL; MEC, vol. 1, pág. 71; PONTUAL, pág. 20. Acervo FIEO.



170 - BENEDITO CALIXTO DE JESUS (1853 - 1927)

"Porto de Santos" - guache - 40 x 30 cm - canto inferior direito -
Reproduzido no convite deste Leilão. Com expertise firmada por Celso Calixto Rios em 22 de janeiro de 2009.

Pintor, professor, historiador, ensaísta, nascido em Conceição de Itanhaém, SP e falecido em São Paulo. Transferiu-se para Brotas, SP, onde adquiriu noções de pintura com o tio Joaquim Pedro de Jesus, ao auxiliá-lo na restauração de imagens sacras de uma igreja local. Realizou sua primeira individual em São Paulo, no ano de 1881. Fixou-se por algum tempo em Santos e depois de ter executado a decoração do Teatro Guarani, partiu para Paris em 1883, estudando na Academia Julian e no ateliê de Jean François Raffaëlli. Retornou ao Brasil em 1885 e passou a residir em São Vicente. Produziu inúmeras marinhas em que representa o litoral paulista; realizou diversos painéis de temas religiosos para igrejas na capital e interior do Estado de São Paulo; pintou vistas de antigos trechos das cidades de São Paulo, Santos e São Vicente para o Museu Paulista da Universidade de São Paulo, por encomenda do diretor do museu o historiador Afonso d´Escragnolle Taunay. Dedicou-se também a estudos históricos da região e à preservação de seu patrimônio e publicou, entre outros, os livros 'A Vila de Itanhaém' (1895) e 'Capitanias Paulistas' (1924). Existem obras suas nos acervos de diversos museus brasileiros. TEODORO BRAGA PÁG. 51; REIS JR PÁG. 214; LAUDELINO FREIRE PÁG. 387; PONTUAL PÁG. 68/69; MEC VOL.1, PÁG. 326/327; WALMIR AYALA VOL.1, PÁG.153; MAYER/83 PÁG. 601; TEIXEIRA LEITE PÁG. 97; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 505; ARTE NO BRASIL PÁG. 599, RUTH TARASANTCHI; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 172. ACERVO FIEO.



171 - ALFREDO VOLPI (1896 - 1988)

São Francisco - off-set - P.A. - 40 x 30 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.



172 - INGRES SPELTRI (1940)

"Série revivendo Miró" - óleo sobre tela - 80 x 75 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor, desenhista, escultor, gravador e professor nascido em Jau, SP. Filho do pintor Augusto Speltri com quem se iniciou na pintura, ainda criança. Em 1959 mudou-se para São Paulo onde estudou Música (1960-1964). É professor titular da Escola Panamericana de Arte, SP. Realizou exposições individuais, em São Paulo, nos anos de 1977, 1981, 1978, 1984. Participou de várias mostras e Salões oficiais, sendo premiado em: São Paulo (1963, 1966, 1970, 1971); Santo André, SP (1976). JULIO LOUZADA VOL. 5, PÁG. 1012; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; MEC VOL. 4, PÁG. 338; PONTUAL PÁG. 504; www.artprice.com; www.speltri.com.



173 - JOSÉ SABÓIA (1949)

Sanfoneiros - óleo sobre tela - 20 x 40 cm - canto inferior direito -

Pintor, José Sabóia do Nascimento nasceu em Almadina-BA. Artista autodidata foi para o Rio de Janeiro em 1967 e começou a pintar no ano seguinte, passando a expor seus trabalhos na feira hippie de Ipanema. Fez sua primeira exposição individual em Fortaleza, CE (1970). Entre as exposições de que participou, destacam-se: I e III Salão Nacional de Artes Plásticas do Ceará, Fortaleza, (1969, 1971 - Prêmio Aquisição); Dez Pintores no Rio de Janeiro, no MNBA, RJ (1983); ‘Brésil Naifs’, Paris (1986); ‘Salon d'Art Naif’- Marseilha, França (1987); ‘Pintura, Presença e Povo na Arte Brasileira’ no Museu da Casa Brasileira - São Paulo (1990); ‘Visões do Rio’ no MAM, RJ (1996). No exterior expôs individualmente em São Francisco, EUA e Munique, Alemanha, além de participar de coletivas em vários países e, principalmente na França, com exposições organizadas pela Galeria Jacqueline Bricard e uma presença cativa na ‘Galerie Naïfs du Monde Entier’ em Paris. José Sabóia participou do Concurso Internacional de Morges, quando seu quadro foi eleito pelo público, a melhor obra de 60 participantes de 22 países, premiação que originou o convite da Galeria Kasper para realizar uma exposição individual em 1997. JULIO LOUZADA vol. 11, pág. 278; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 228; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO; www.artprice.com; www.nautilus.com.br; www.ardies.com.



174 - MARIO SILÉSIO (1913 - 1990)

Composição - guache - 21 x 25,5 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, muralista e vitralista. Cursa direito na Universidade de Minas Gerais - UMG (atual Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG), em Belo Horizonte, entre 1930 e 1935. Estuda desenho e pintura na Escola de Belas Artes de Belo Horizonte (Escola Guignard), sob a orientação de Alberto da Veiga Guignard, entre 1943 e 1949. Em 1953 viaja para Paris, como bolsista do governo francês, e ingressa no curso de André Lhote. De volta ao Brasil, entre 1957 e 1960 executa diversos painéis em edifícios públicos e privados de Belo Horizonte, como Banco Mineiro de Produção, Condomínio Retiro das Pedras, Inspetoria de Trânsito, Teatro Marília, Escola de Direito da UFMG e Departamento Estadual de Trânsito. É também de Silésio o mural feito para o Clube dos Engenheiros, em Araruama, Rio de Janeiro. Executa os vitrais da Igreja dos Ferros em 1964. ITAÚ CULTURAL.



175 - ABELARDO ZALUAR (1924 - 1987)

Paisagem - óleo sobre madeira - 44 x 37 cm - canto inferior direito - 1946 -

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador, fotógrafo e professor nascido em Niterói, RJ e falecido no Rio de Janeiro. Frequentou as aulas da Escola Nacional de Belas Artes, RJ (entre 1944 e 1948) e, nessa mesma década, criou com outros colegas, a Escolinha de Arte do Brasil. Realizou exposições individuais no; Rio de Janeiro (1947, 1955, 1962, 1969, 1984, 1987); Belo Horizonte, MG (1959, 1969); São Paulo (1959, 1962, 1971, 1975 – Retrospectiva no MAM); Porto Alegre, RS (1961, 1980 – MARGS); Lisboa, Portugal (1964); Roma, Itália (1965); Londres, Inglaterra (1971); Santos, SP (1977); Resende, RJ (1978 – Retrospectiva no MAM); Curitiba, PR (1979 – Retrospectiva no MAC). Participou de diversas mostras coletivas, como a Bienal Internacional de São Paulo (1961, 11971, 1973, 1975), o Panorama de Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1970, 1971, 1973, 1979, 1983, 1986). Conquistou o Prêmio Leirner de Arte Contemporânea - Desenho, em São Paulo (1959); o prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna, no Rio de Janeiro (1963); o prêmio aquisição no 4º Salão de Arte Moderna do Distrito Federal (1967) e menção honrosa na 1ª Bienal Ibero-Americana de Pintura, na Cidade do México (1978). WALMIR AYALA VOL. 2, PÁG. 449; MEC VOL. 4, PÁG. 527; PONTUAL PÁG. 556; TEIXEIRA LEITE PÁG. 546; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 682; ARTE NO BRASIL PÁG. 934; LEONOR AMARANTE PÁG. 218; JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 1079; www.brasilartesenciclopedias.com.br; www.artprice.com.



176 - OSMAR DILLON (1930 - 2013)

Anjo - técnica mista - 38 x 25 cm - canto inferior direito - 1958 -

Paraense de Belém, OSMAR Pacheco DILLON Filho formou-se em arquitetura no Rio de Janeiro. Dedicou-se inicialmente à pintura e à poesia, ambas caracterizadas por uma tendência ao surrealismo. Participou do movimento de arte neo-concreta, expondo no MEC-RJ e MAM-SP. Em sua terceira fase de suas atividades artísticas, passou a trabalhar com materiais fornecidos pela tecnologia contemporânea. TEIXEIRA LEITE, pág. 163; PONTUAL, pág. 178; ITAÚ CULTURAL.



177 - ADOLFO FONZARI (1880 - 1959)

Carro de bois - óleo sobre madeira - 16 x 25 cm - canto inferior direito -
No estado.

Pintor e decorador italiano. Expôs individualmente em Curitiba-PR (1937), Porto Alegre (1939) e São Paulo (1941). Obteve premiações em salões estaduais em São Paulo e Rio Grande do Sul. É de sua autoria a decoração do teto do Teatro Santa Helena, SP. THEODORO BRAGA, pág.98; Pintores Italianos no Brasil-abril/82; TEIXEIRA LEITE, pág.205; MEC. Vol.2, pág.186; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO, RUTH TARASANTCHI.



178 - MARIA LEONTINA (1917 - 1984)

Composição - pastel - 19,5 x 28,5 cm - canto inferior esquerdo -

Pintora, gravadora e desenhista. Maria Leontina Mendes Franco da Costa nasceu em São Paulo, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. Iniciou estudos de desenho com Antônio Covello, em São Paulo (1938), e na primeira metade da década de 1940 estudou pintura com Waldemar da Costa. Em 1946, no Rio de Janeiro, frequentou o ateliê de Bruno Giorgi e fez curso de museologia no Museu Histórico Nacional, entre 1946 e 1948. Em 1947, participou da exposição ‘19 Pintores’, na Galeria Prestes Maia, em São Paulo, ao lado de Lothar Charoux, Marcelo Grassmann, Aldemir Martins, Luiz Sacilotto e Flavio-Shiró. Em 1951, foi convidada pelo psiquiatra e crítico de arte Osório César para orientar o setor de artes plásticas do Hospital Psiquiátrico do Juqueri. No mesmo ano, organizou uma mostra dos internos no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Em 1952, com bolsa de estudo do governo francês, viajou para a Europa, acompanhada pelo marido, o pintor Milton Dacosta. Em Paris, entre 1952 e 1954, frequentou o ateliê de gravura de Johnny Friedlaender. Na década de 1960, realizou painel de azulejos para o Edifício Copan e vitrais para a Igreja Episcopal Brasileira da Santíssima Trindade, ambos em São Paulo. Realizou exposições individuais e participou de inúmeras mostras, Salões oficiais e Bienais como a Bienal de Veneza (1950, 1952, 1956). Foi premiada no Rio de Janeiro (1944, 1950, 1955, 1957, 1980); em São Paulo (1944; 1947; 1951; 1954; 1958; 1960; 1980; 1955, 1959, 1965 - Bienais Internacionais; 1969, 1970 - Panoramas da Arte Atual Brasileira; 1975 - prêmio pintura da Associação Paulista de Críticos de Artes - APCA); Brasília, DF (1980); Curitiba, PR (1980; Porto Alegre, RS (1980); Nova York (1960 - Fundação Guggenheim). ITAU CULTURAL; MEC, VOL. 2, PÁG. 471; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 309; PONTUAL, PÁG. 338; ARTE NO BRASIL, PÁG. 772; LEONOR AMARANTE, PÁG. 25; WALTER ZANINI, PÁG. 645; JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 572.



179 - OCTÁVIO ARAÚJO (1926 - 2015)

"Noturno" - litografia - 6/100 - 50 x 70 cm - canto inferior direito - 1972 -
Obra reproduzida no catálogo da exposição "Octávio Araújo 20 anos depois" realizada no Museu de Arte de São Paulo "Assis Chateaubriand" - MASP - em outubro de 1972. Ex-coleção Antônio Maluf - Galeria Seta - São Paulo - SP.

Este importante artista brasileiro nasceu em Terra Roxa, SP. Em São Paulo foi aluno de Edmundo Migliaccio e José Barchitta, e teve por colegas, dentre outros, Luiz Sacilotto e Marcelo Grassmann, ao lado de quem, no Rio de Janeiro, com 20 anos de idade, expôs pela primeira vêz. Em 1947 integrou o Grupo dos 19. Trabalhou para Portinari em Paris, na confecção do grande mural Pescadores, com quem aprendeu a disciplina e a consciência profissional. Expôs em viagens que fêz pela China, na então União Soviética e nos Estados Unidos. Na sua obra é destaque a figura da mulher, em leitura ora fantástica, ora mágica, mas sempre perturbadora. TEIXEIRA LEITE, pág. 34; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 71; ARTE NO BRASIL, pág. 803; WALTER ZANINI, pág. 645; Acervo FIEO.



180 - ROBERTO BURLE MARX (1909 - 1994)

Composição - técnica mista - 74 x 105 cm - canto inferior direito - 1986 -
Reproduzido no convite deste Leilão. Ex coleção Sr. Antonio Osmar Alves de Oliveira - São Paulo - SP.

Nasceu em São Paulo e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, paisagista, arquiteto, desenhista, pintor, gravador, litógrafo, escultor, tapeceiro, ceramista, designer de jóias, decorador. Durante a infância viveu no Rio de Janeiro. Foi com a família para a Alemanha, em 1928. Em 1929, freqüentou o ateliê de pintura de Degner Klemn. Nos jardins e museus botânicos de Dahlen, em Berlim, entusiasmou-se ao encontrar exemplares da flora brasileira. De volta ao Brasil, fez curso de pintura e arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1930 - 1934), onde foi aluno de Leo Putz , Augusto Bracet e Celso Antônio. Seu primeiro projeto paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, em 1932. Entre 1934 e 1937, ocupou o cargo de diretor de parques e jardins do Recife, PE, onde passou a residir. Nesse período, foi com freqüência ao Rio de Janeiro e teve aulas com Candido Portinari e com o escritor Mário de Andrade. Em 1937, retornou ao Rio de Janeiro e trabalhou como assistente de Candido Portinari. Foi em 1949, conforme sua paixão por plantas e seu interesse por botânica e jardinagem, que Burle Marx adquiriu um sítio em Barra de Guaratiba, RJ. Com auxílio de botânicos, viajou, coletou, catalogou exemplares de plantas do Brasil e reproduziu em seu sítio a diversidade fitogeográfica brasileira. Em 1985 doou esse sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.Realizou muitas exposições individuais e projetos paisagísticos, participou de diversas mostras oficiais coletivas pelo Brasil e no exterior. PONTUAL, PÁG. 94; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 93; MEC. VOL.1, PÁG.303; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 738; LEONOR AMARANTE, PÁG. 98; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 179; artnet.com. ACERVO FIEO.



181 - HÉRCULES BARSOTTI (1914 - 2010)

Composição - serigrafia - I/I - 70 x 70 cm - dorso -

Pintor, desenhista, programador visual, gravador, nascido e falecido em São Paulo, SP. Iniciou-se nas artes em 1926, estudando desenho e composição com o pintor Enrico Vio. Começou a pintar em 1940 e, na década seguinte, realizou as primeiras pinturas concretas, além de trabalhar como desenhista têxtil e projetar figurino para o teatro. Em 1954, com Willys de Castro, fundou o Estúdio de Projetos Gráficos, elaborou ilustrações para várias revistas e desenvolveu estampas de tecidos produzidos em sua tecelagem. Foi para a Europa (1958) com o intuito de estudar novas tendências e aprimorar suas técnicas. Foi premiado no Salão Paulista de Arte Moderna (1958, 1959), no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1960) e realizou diversas exposições individuais. Na década de 1960, foi convidado por Ferreira Gullar a integrar-se ao Grupo Neoconcreto do Rio de Janeiro e participou das exposições de arte do grupo realizadas no Ministério da Educação e Cultura, RJ e no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Em 1960, expôs na mostra 'Konkrete Kunst' (Arte Concreta), organizada por Max Bill, em Zurique. Entre 1963 e 1965, colaborou na fundação e participou do Grupo Novas Tendências, em São Paulo. Participou da IV, V, VI e VIII Bienal Internacional de São Paulo; do Panorama da Arte Atual Brasileira – MAM, SP, entre outras exposições oficiais. Em 2004, o MAM - SP organizou uma retrospectiva do artista. JULIO LOUZADA, VOL. 1, PAG. 98; VOL. 2, PÁG. 108; ITAU CULTURAL; PONTUAL PÁG. 57; MEC VOL. 1; PÁG. 187; www.pinturabrasileira.com; www.macvirtual.usp.br; www.pinacoteca.org.br; www.artprice.com.



182 - ERIMENDES CAETANO DA SILVA (XX)

Lampião e Maria Bonita - escultura em terracota policromada - assinado -
Medidas, Lampião: 31,5 x 07 x 15 cm, Maria Bonita: 27 x 8,5 x 12 cm.

Artesão do barro e pedreiro da região do Alto do Moura, Pernambuco. Antes de ser pedreiro, já era artesão. Seguidor da arte de Vitalino. g1.globo.com/pe/caruaru-regiao/noticia/2015/07/producao-de-arte-figurativa-do-alto-do-moura-comemora-centenario-em-2015.html.



183 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Lago - óleo sobre tela - 73 x 60 cm - canto inferior direito -
A. Costa. No estado.



184 - NANDO RIBEIRO (1963)

Meninas - óleo sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior direito e dorso - 2016 -

Cearense de Pires Ferreira, onde nasceu em 30/3/1963. Segundo Milton Teixeira, "...Os valores artísticos, inerentes no jovem (...) recriaram a terra craquelenta em colheitas e as figuras sedentas e as substituiram por jovens saciados de olhares passivos, próprios dos que não anseiam mudança alguma. A onirilidade de Nando Ribeiro traz para a tela seu mundo recriado, grandemente influenciado pelos mestres brasileiros, como Di Cavalcanti e Portinari." Coletivas a partir de 1983 em São Paulo e no exterior, com sucesso de crítica. JULIO LOUZADA, vol 8 - pág 698



185 - CARLO BRANCACCIO (1861 - 1920)

"Veneza" - óleo sobre tela - 26 x 17 cm - canto inferior esquerdo -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Nasceu e faleceu em Nápoles. Participou de inúmeras exposições e Salões oficiais em Nápoles, Milão, Londres, Mônaco, Paris (1902 a 1904, 1907) e Buenos Aires. JULIO LOUZADA, vol. 4, pág. 173; BENEZIT, vol.2, pág. 270.



186 - HEINZ KÜHN (1908 - 1987)

Composição - técnica mista - 20 x 13 cm - canto inferior direito -

Pintor nascido em Berlim, Alemanha, e falecido em São Paulo. Iniciou seus estudos em sua terra natal, expondo obras na Alemanha e na França. Transferiu-se para o Brasil em 1950, fixando residência em São Paulo. Realizou exposições individuais em São Paulo (1952, 1956 - MAM, 1959 a 1962). Participou de mostras e Salões oficiais, entre eles: II, III e VIII da Bienal Internacional de São Paulo; II, IX, X e XIV Salão Paulista de Arte Moderna onde conquistou a Medalha de Prata (1952), o Prêmio Aquisição (1955) e a Medalha de Ouro (1965); XVIII Salão Municipal de Belo Horizonte; I Concurso Nacional de Joias - Prêmio de Viagem a Brasília. MEC VOL. 2, PÁG. 430; PONTUAL PÁG. 295; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 688; www.artprice.com.



187 - NERÃO - (ANTONIO JOAQUIM NERY) (1903 - 1997)

"Caraguatatuba" - óleo sobre tela - 37 x 45 cm - canto inferior direito - 1987 -

Pintor primitivo, de singular criatividade em seus temas, expôs individualmente no MASP, tendo sido apresentado em catálogo pelo saudoso P. M. Bardi, que o considerava depois de José Antonio da Silva, o melhor pintor primitivo brasileiro. JULIO LOUZADA, vol. 2 pág. 715, Acervo FIEO.



188 - NOEMIA MOURÃO (1912 - 1992)

Namorados - desenho a nanquim - 32 x 24 cm - centro inferior -

Pintora e desenhista. Assina Noemia. Realizou sua primeira individual em 1934, no Rio de Janeiro. Residiu na Europa de 1934 a 1940, frequentando em Paris as academias de la Grande Chaumière e Ranson. Expôs em Montevideu e Buenos Aires. Foi citada por REIS JUNIOR e TEODORO BRAGA. Foi aluna (1932) e mulher (1933) de Di Cavalcanti. MEC vol.3, pág. 265; WALMIR AYALA vol.2, pág.135; PONTUAL, pág. 375; TEIXEIRA LEITE, pág. 356; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 684. Acervo FIEO.



189 - MENASE VAIDERGORN (1927)

"Burrinho de Ouro Preto" - óleo sobre tela colada em eucatex - 30 x 40 cm - canto inferior direito -

Pintor nascido em Hotin, Romênia. Assina MVAIDERGORN. Seus pais vieram para o Brasil (1932) fixando residência em São Paulo. Ingressou na Associação Paulista de Belas Artes (fim da década de 1940) onde conheceu Dario Mecatti que muito o estimulou. Viajou pelo norte da África e Europa. Realizou exposições individuais e participou de diversos salões e mostras coletivas oficiais, recebendo diversos prêmios, entre eles: os do Salão Paulista de Belas Artes, SP (1976 - Medalha de Bronze, 2000 – Prêmio Aquisição, 2001 – Grande Medalha de Prata). JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 1011; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



190 - INIMÁ DE PAULA (1918 - 1999)

"Vaso de flores" - óleo sobre eucatex - 90 x 60 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1968 -
Reproduzido no convite deste Leilão. Com etiqueta n° 4219 de Cláudio Gil Studio de Arte, Rua Teixeira de Melo 30-A, Ipanema, Rio de Janeiro - RJ, no dorso.

Pintor e desenhista mineiro nascido em Itanhomi e falecido em Belo Horizonte. A partir de 1937, frequentou o Núcleo Antônio Parreiras, em Juiz de Fora, MG. Em 1940, instalou-se no Rio de Janeiro e matriculou-se nas aulas de Argemiro Cunha no Liceu de Artes e Ofícios , as quais abandonou em pouco tempo. Passou a pintar com alguns dos ex-integrantes do Núcleo Bernardelli. Em 1944, transferiu-se para Fortaleza, onde conheceu artistas locais e participou da criação da Sociedade Cearense de Artes Plásticas (SCAP). Voltou ao Rio de Janeiro (1945) e expôs com Aldemir Martins, Antonio Bandeira e Jean-Pierre Chabloz , na galeria Askanasy. Em 1948, graças ao apoio de Candido Portinari , fez sua primeira mostra individual no Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB/RJ). Em 1950, ganhou o prêmio de viagem ao país do Salão Nacional de Belas Artes (SNBA) e, no ano seguinte, viajou e expôs na Bahia. Em 1952, recebeu o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Arte Moderna (SNAM). Em Paris (1954-1956) assistiu a cursos na 'Académie de la Grande Chaumière' e na' École Normale Supérieure des Beaux-Arts', acompanhou as aulas de André Lhote e de Gino Severini. Quando voltou participou da V Bienal Internacional de São Paulo e, na primeira metade dos anos 1960, mudou-se para Belo Horizonte. Em 1998 foi criada a Fundação Inimá de Paula em Belo Horizonte. JULIO LOUZADA, VOL.11, PÁG.152; PONTUAL, pág. 271; MEC, VOL.3, PÁG.355; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁGS. 401 1 404; TEIXEIRA LEITE, PÁG.260; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; ARTE NO BRASIL, PÁG. 870; ACERVO FIEO; www.museuinimadepaula.org.br; www.pinturabrasileira.com; www.artprice.com.



191 - JUAREZ MACHADO (1941)

Mulher - serigrafia sobre espelho - 77/200 - 69 x 49 cm - canto inferior direito - 1981 -

Nasceu em Joinville, SC. Atualmente reside e trabalha em Paris, França, onde mantem ateliê. Pintor, escultor, desenhista, caricaturista, jornalista, cenógrafo, escritor e ator. Desenvolveu sólida carreira como desenhista de charges de humor. Sua arte essencialmente criativa, vai do lirismo à violência, da análise microscópica ao extravasamento onírico. Entre as exposições de que participa, destacam-se: 9ª Bienal Internacional de São Paulo, 1967; Zona Gallery, Nova Iorque (Estados Unidos), 1981; Retrospectiva Quatro Artistas da Geração 60, no MAC/PR, Curitiba, 1987; Châteaux Bordeaux, no Centro Georges Pompidou, Paris, 1988; Retrospectiva, no MAC/Joinville, 1990; Arte na América Latina: 100 Anos de Produção, no Instituto Estadual de Artes Plásticas da UFRGS, Porto Alegre, 1996. "Juarez Machado expõe a natureza humana, olha, registra, interpreta, ilumina, focaliza. É o mundo dos humanos, mas não é o mundo do juiz dos homens. Aqui não estamos no Juízo Final. Juarez é o artista contemporâneo, ele tem este olhar elaborado pela ciência, o grau de consciência reflexiva. Podemos dizer deste ponto de vista, que esta obra humanística e esta atitude de intensa pesquisa confere ao seu trabalho um caráter anti-medieval." Jacob Klintowitz in: "Juarez Machado - Copacabana 100 Anos, Ed. Simões de Assis, 1992." JULIO LOUZADA vol.11, pág. 186; PONTUAL, pág.284; Acervo FIEO; ITAU CULTURAL; MEC, vol. 3; TEIXEIRA LEITE, pág. 298. Acervo FIEO.



192 - MARTINS JESUS (XIX - XX)

"Collegio N. D. de Sion - São Paulo" - desenho a nanquim - 17 x 23 cm - canto inferior direito - 1932 -

Pintor, desenhista e ilustrador, contemporâneo de Volpi, Bonadei, Hugo Adami, Manoel Martins e outros da Famíla Artística Paulista. Colaborou em revistas de São Paulo e Rio de Janeiro como ilustrador do gênero do retrato e do desenho documentário. De sua autoria, a 'Ilustração Brasileira', RJ, de setembro de 1929, reproduziu uma série de desenhos que representam aspectos arquitetônicos da cidade de São Paulo em 1822. COLEÇÃO MÁRIO DE ANDRADE – ARTES PLÁSTICAS, INSTITUTO DE ESTUDOS BRASILEIROS – UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO, 1998.



193 - GERARDO DE SOUSA (1950)

O vaqueiro e seus bois - óleo sobre tela - 59 x 71,5 cm - centro inferior - 1975 - Rio de Janeiro -
No estado.

Pintor, Gerardo Luiz de Sousa nasceu em Guaraciaba do Norte, CE. Assina Gerardo de Sousa. Ativo no Rio de Janeiro onde, em 1973, começou a expor seus trabalhos na Feirarte, Praça General Osório. Realizou exposições individuais no: Rio de Janeiro (1974 a 1978, 1980, 1985, 1987); Niterói, RJ (1979, 1983), Teresópolis, RJ (1982). Participou de várias mostras coletivas e Salões oficiais no Rio de Janeiro e pelo o Brasil. No exterior expôs em: Milão (1975); San Salvador, Caracas, Toronto e Nova York (1976); Nova Jersey e Genebra (1977); Santiago do Chile (1979); Paris (1986); Tóquio (1989); Eslováquia (1994). Foi premiado no Rio de Janeiro (1974) e em Piracicaba, SP (1992). MEC VOL. 4, PÁG. 313; JULIO LOUZADA VOL. 11, PÁG. 306.



194 - MARIA TEREZA VIEIRA (1932)

Paisagem - técnica mista - 16 x 22 cm - canto inferior direito - 1971 -

Pintora e desenhista, Maria Tereza Vieira da Silva nasceu em Maceió, AL. Iniciou, aos 16 anos, estudos de pintura com Miguel Torres e com Lourenço Peixoto. Em 1949, realizou exposição individual na Câmara Municipal de Maceió, ocasião em que ganhou bolsa de estudos no Rio de Janeiro. Mudou-se para o Rio de Janeiro (1950) e ingressou na Escola Nacional de Belas Artes onde foi aluna de Henrique Cavalleiro, Edson Motta e Georgina de Albuquerque. Participou, entre outras mostras oficiais, das edições do Salão de Arte Moderna, RJ, em 1951, 1963, 1965 - Prêmio Viagem ao País, 1968, 1969, 1973, 1974. Realizou exposições individuais no Rio de Janeiro (1951, 1960 a 1968) e em Belo Horizonte, MG (1961). ITAU CULTURAL; MEC VOL. 4, PÁG. 476; JULIO LOUSADA VOL. 3 PÁG. 1189; VOL. 6, PÁG. 1168.



195 - ANTONIO FERRIGNO (1863 - 1940)

Pescadores - óleo sobre madeira - 26 x 39,5 cm - canto inferior esquerdo -
No estado.

Representou com maestria a chamada Escola de Amalfi. Estudou com Di Chirico e Morelli. Expôs em 1882 em Nápoles, imigrando para o Brasil em 1892, permanecendo em São Paulo até 05, quando retornou à Itália e fixou residência definitivamente em Salerno. No Brasil executou paisagens e marinhas, utilizando de técnica pictórica empastada e de um colorido cheio de vivacidade. Várias obras suas ficaram no Brasil, em importantes coleções particulares. ANTONIO FERRIGNO; BENEZIT, vol. 4, pág. 343; ANUAL ART SALES INDEX/82, vol.1, pág. 383; TEODORO BRAGA, pág. 94; MEC, vol. 2, pág. 156; LAUDELINO FREIRE, págs. 381 e 389; REIS JÚNIOR, pág. 365; PONTUAL, pág. 212. TEIXEIRA LEITE, pág. 192; ITAÚ CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 535, RUTH TARASANTCHI.



196 - FLORIANO TEIXEIRA (1923 - 2000)

Mulher e flor - serigrafia - 72/100 - 32 x 29 cm - centro inferior - 1972 -

Nasceu em Cajapió, Maranhão. Foi pintor, desenhista, gravador e cenógrafo. Estudou desenho, ainda em São Luís (Maranhão), com Rubens Damasceno em 1935 e pintura com João Lázaro de Figueiredo em 1940. Em 1952, em Fortaleza (Ceará), participa da criação do Grupo dos Independentes, com Antonio Bandeira e J. Siqueira. Em 1962, organiza e dirige o Museu de Arte da UFC. Ilustra vários livros, destacando-se entre eles: Dona Flor e seus Dois Maridos, A Morte e a Morte de Quincas Berro D'Água, O Menino Grapiúna - todos de Jorge Amado - e A Terra dos Meninos Pelados, de Graciliano Ramos. Entre as exposições de que participa, destacam-se: Salão de Abril, várias edições entre 1950 e 1957 (Primeiro Prêmio, 1952, 1953, 1957); I ao III Salão dos Independentes, Fortaleza, 1952/1953/1954; I Bienal Nacional de Artes Plásticas, Salvador, 1966 (Grande Prêmio); Panorama da Arte Atual Brasileira, no MAM/SP, de São Paulo, várias edições entre 1969 e 1976; Os Ilustradores de Jorge Amado, na Fundação Casa de Jorge Amado, Salvador, 1988; SCAP: 50 Anos, na Sociedade Cearense de Artes Plásticas, Fortaleza, 1991. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, vol. 13 pág 328



197 - JOAQUIM TENREIRO (1906 - 1992)

Estudo - técnica mista - 18 x 23,5 cm - canto inferior direito -

Designer, escultor, pintor, gravador e desenhista, Joaquim Albuquerque Tenreiro nasceu em Melo Guarda, Portugal e faleceu em Itapira, SP. Filho e neto de marceneiros, aos dois anos de idade mudou-se para o Brasil com a família. Retornou a Portugal em 1914 e ajudou o pai a realizar trabalhos em madeira. Iniciou aulas de pintura. Em 1928, transferiu-se definitivamente para o Rio de Janeiro, passando a frequentar o curso de desenho do Liceu Literário Português onde conquistou o prêmio Joaquim Alves Meira, a maior láurea daquele estabelecimento e fez cursos no Liceu de Artes e Ofícios. Em 1931, integrou o Núcleo Bernardelli. Na década de 1940, dedicou-se à pintura de retrato, de paisagem e de natureza-morta. Entre 1933 e 1943, trabalhou como designer de móveis nas empresas Laubissh & Hirth, Leandro Martins e Francisco Gomes. Em 1943, montou sua primeira oficina, a Langenbach & Tenreiro e, alguns anos depois, inaugurou duas lojas de móveis; primeiro no Rio de Janeiro e, posteriormente, em São Paulo. É o renovador do mobiliário brasileiro, responsável por toda uma linha de criação em que a funcionalidade se alia o bom gosto e o aproveitamento racional dos materiais do País. No final da década de 1960, Joaquim Tenreiro encerrou as atividades na área da concepção e fabricação de móveis para dedicar-se exclusivamente às artes plásticas, principalmente à escultura. Participou do Panorama da Arte Atual Brasileira, SP (1972, 1973, 1975, 1978, 1988), da Bienal Internacional de São Paulo (1965), entre outras, e realizou uma retrospectiva no MAM, RJ (1977). Tem pinturas suas figurando no MAM, SP, no MNBA e Museu Manchete, RJ. MEC, VOL.4, PÁGS.381 E 382; PONTUAL, PÁG.520; TEIXEIRA LEITE, PÁG.504; WALMIR AYALA, VOL.2, PÁG.376 E 377; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG.973; VOL. 5, PÁG. 1042; VOL.6, PÁG. 1111; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 580; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; www.joaquimtenreiro.com; renome.com.br; pinturabrasileira.com; web.artprice.com.



198 - J. CARLOS (1884 - 1950)

Conversando - desenho a nanquim e aquarela - 28 x 39 cm - canto inferior direito -

Chargista, caricaturista, desenhista, pintor, ilustrador, José Carlos de Brito Cunha nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi um dos formadores da tradição da charge brasileira ao lado de Raul Pederneiras e K.Lixto, e criador de tipos como a negrinha 'Lamparina', a 'Melindrosa' e o 'Almofadinha'. Autodidata, iniciou a carreira de caricaturista ainda estudante, quando publicou um de seus desenhos na revista 'O Tagarela' (1902). Em seguida, passou a colaborar regularmente com a revista e no ano seguinte desenhou sua primeira capa na publicação. Colaborou em muitos órgãos da imprensa carioca como 'O Tico Tico', 'Fon-Fon', 'Careta', 'A Cigarra', 'Vida Moderna', 'Eu Sei Tudo', 'Revista da Semana' e 'O Cruzeiro'. Entre 1922 e 1930, exerceu o cargo de diretor artístico das empresas 'O Malho', onde iniciou uma grande série de charges de caráter político, satirizando fatos e personalidades nacionais e estrangeiras. A vertente política foi explorada pelo artista desde o início de sua carreira, sendo ele o responsável pela execução de uma série de charges antibelicistas executadas no período abrangido pelas duas grandes guerras e principalmente durante os dois governos de Getúlio Vargas (1883 - 1954). Esses trabalhos foram publicados principalmente na revista 'A Careta'. Também fez esculturas, foi autor de teatro de revista e letrista de música popular. JULIO LOUZADA vol. 10, pág. 181; CARICATURISTAS BRASILEIROS, de Pedro Corrêa do Lago, pág. 74; WALTER ZANINI, pág. 448; ARTE NO BRASIL, pág. 646; ITAU CULTURAL; www.ims.com.br; www.dec.ufcg.edu.br; www.artprice.com.



199 - HENFIL (HENRIQUE DE SOUZA FILHO) (1944 - 1988)

"Orelhão" - desenho a nanquim - 26 x 20 cm - canto superior esquerdo -

Mineiro de Ribeirão das Neves, onde nasceu em 5 de fevereiro de 1944, e faleceu na cidade do Rio de Janeiro-RJ, em 4 de janeiro de 1988. Iniciou sua carreira como cartunista, quadrinhista, foi colaborador de O Pasquim (1969). Em 1970 lançou a revista Os Fradinhos, seus personagens mais famosos e que possuem sua marca registrada: um desenho humorístico, crítico e satírico, com personagens tipicamente brasileiros e que retratavam a situação nacional da época. Sua importância na História em Quadrinhos no Brasil se deve à renovação que trouxe ao desenho humorístico nacional. Henfil atuou ainda em teatro, cinema, televisão e literatura, tendo sido marcante a sua atuação nos movimentos políticos e sociais do País.



200 - IBERÊ CAMARGO (1914 - 1994)

Dados - técnica mista - 28 x 39 cm - canto inferior direito - 1976 -
Reproduzido no convite deste Leilão.

Pintor, gravador, desenhista, escritor e professor, natural da cidade de Restinga Seca, RS, e falecido em Porto Alegre. Foi aluno de Salvador Parlagreco e João Fahrion. No Rio de Janeiro, a partir de 1942, estudou pouco tempo na Escola Nacional de Belas Artes, trocando-a pelos ensinamentos de Guignard. Fundou com outros artistas o 'Grupo Guignard' (1943). Recebeu o prêmio viagem ao estrangeiro em 1947. Morou dois anos em Paris e Roma, aperfeiçoando-se com De Chirico, Lhote, Achille e Rosa em pintura e com Petrucci, em gravura. Voltou ao Brasil (1950) e tornou-se membro da Comissão Nacional de Artes Plásticas (1952). Fundou o curso de gravura do Instituto Municipal de Belas Artes do Rio de Janeiro (1953), hoje Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Executou painel de 49 metros quadrados (1966) oferecido pelo Brasil à Organização Mundial de Saúde (OMS), em Genebra. Realizou inúmeras exposições individuais e participou de mostras coletivas e Salões oficiais pelo Brasil e exterior como Bienal Internacional de São Paulo, Bienal de Arte Hispano-Americana em Madri, Bienal de Veneza, Bienal de Gravuras em Tóquio, entre outras exposições importantes. Foi considerado o Melhor Pintor Nacional na VI Bienal de São Paulo (1961) e conquistou inúmeros prêmios. Entre suas publicações, constam o artigo 'Tratado sobre Gravura em Metal' (1964), o livro técnico 'A Gravura' (1992) e o livro de contos 'No Andar do Tempo: 9 contos e um esboço autobiográfico' (1988). MEC, VOL.1, PÁG.328; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁG.156; JULIO LOUZADA, VOL.11, PÁG.51; TEIXEIRA LEITE, PÁG.101; PONTUAL, PÁG.100; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 853; LEONOR AMARANTE, PÁG. 127; www.iberecamargo.org.br; brasilescola.uol.com.br; www.pinacoteca.org.br; www.artprice.com.



201 - ATHOS BULCÃO (1918 - 2008)

Composição - técnica mista - 29 x 20 cm - canto inferior direito - 1940 -

Pintor e desenhista. Começou a dedicar-se a arte estimulado por Portinari, que, em 1945, o convidou a trabalhar nas obras da Pampulha, em Belo Horizonte. No ano anterior realizara exposição individual na sede recém-inaugurada do Instituto dos Arquitetos do Brasil no Rio de Janeiro, voltando a fazê-lo na Capital mineira em 1946 e 1947. Já então conquistara medalhas de prata em pintura e desenho no SNBA. Recebendo bolsa de estudos no governo francês, viajou em 1948 para Paris, onde permaneceu um ano, visitando ainda a Itália. De regresso ao Brasil, passou a dedicar-se também a trabalhos no campo da decoração. Residindo mais recentemente em Brasília, ali criou azulejos e vitrais para a Igreja de Nossa Senhora de Fátima, com motivos cristãos da Pomba e da Estrela, símbolos do Divino Espírito Santo e da natividade. Participou como isento de júri dos II SAMDF (1965), realizando em 1968 exposição individual de desenhos em Brasília (Galeria Encontro). Rubem Braga focalizou-o em uma crônica publicada na revista Manchete (14 de agosto de 1954). TEODORO BRAGA, PÁG. 59; MEC, vol. 1, pág. 301; WALMIR AYALA, vol.1, pág. 140; PONTUAL, pág. 93; TEIXEIRA LEITE, pág. 92; JÚLIO LOUZADA, vol. 7, pág.112; ITAÚ CULTURAL.



202 - JOHANN MORITZ RUGENDAS (1802 - 1858)

Índia - desenho a lápis - 20 x 14,5 cm - não assinado -
Ex coleção Benjamin Steiner - São Paulo - SP. No estado.

Pintor e desenhista, descendente de uma família de gravadores e pintores, iniciou seus serviços artísticos com o pai, professor e diretor de uma escola de desenho em Augsburg. Aperfeiçoou-se na Academia de Belas Artes de Munique. Contratado como desenhista da expedição científica do Barão de Langsdorff, transferiu-se para o Brasil em 1821, mas não completando sua missão. Todavia, ficou no país, realizou diversos trabalhos, fixando as paisagens e costumes do Brasil da época, que retornando à Europa, publicou em Paris, sob o título "Voyage Pittoresque au Brésil", em luxuosa edição litografada por Engelmann, com texto em francês e alemão, em 1835. PONTUAL, pág. 463/464; JULIO LOUZADA, vol. 1 pág. 846.



203 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Pastor - óleo sobre tela - 30 x 20 cm - canto inferior esquerdo -



204 - JOHN NICHOLSON (1951)

Figuras - óleo sobre tela - 62,5 x 90,5 cm - não assinado -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor. Muda-se para o Rio de Janeiro em 1977 depois de estudar artes plásticas na Universidade de Houston e na Universidade do Texas, nos Estados Unidos. Inicia a carreira de professor de pintura na Escola de Artes Visuais do Parque Lage em 1980, ano em que participa de diversas mostras coletivas no Rio de Janeiro e produz, em conjunto com Luiz Aquila e Claudio Kuperman, a Grande Tela, gigantesco painel que representa um claro manifesto de afirmação da pintura. Por causa de sua atuação como pintor e professor nesse período, Nicholson torna-se um dos mestres da chamada Geração 80, lançada no Brasil em exposição histórica realizada no Parque Lage, em 1984. Sua pintura, inicialmente figurativa, se transforma a partir da mudança para o Brasil e da convivência com Luiz Aquila, companheiro de ateliê durante alguns anos, que passa a apoiá-lo na criação abstrata. Suas obras, atualmente, expressam essa abstração através do uso da superposição de planos e das cores fortes da pop arte e do expressionismo abstrato. ITAÚ CULTURAL.



205 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Gato azul" - acrílico sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2002 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



206 - JORGE DEL VALLE (1928)

Floresta - técnica mista - 34 x 25 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Artista Argentino, que junto com Quinquela Martin. Kantor, Riganelli e outros ficou muito conhecido por retratar cenas de La Boca, reduto boemio de Buenos Aires. Possui obras em diversos museus argentinos e internacionais.



207 - GINO BRUNO (1889 - 1977)

Natureza morta - óleo sobre eucatex - 79 x 60 cm - canto superior esquerdo -
No estado.

Nascido e falecido em São Paulo, este pintor foi especialista em figuras, interiores e naturezas-mortas. TEODORO BRAGA, pág. 108; MEC, vol. 1, pág. 299; PONTUAL, pág. 92; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 135; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 623; Acervo FIEO.



208 - JANÚSIA SALES (XX)

Feira - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2004 - Salvador - BA -

Pintora primitiva com participações em mostras coletivas.



209 - JACQUES DOUCHEZ (1921 - 2012)

Composição - óleo sobre tela - 54 x 81 cm - canto inferior direito - 1956 -

Pintor, tapeceiro e professor nascido em Mâcon, França e falecido em São Paulo. Começa sua aprendizagem em pintura ainda na França. Chegando ao Brasil em 1947, aperfeiçoa sua técnica com Caetano de Gennaro. Posteriormente, integra o grupo Atelier-Abstração onde recebe orientação de Flexor. Em 1957, Douchez e seu amigo Norberto Nicola, também aluno de Flexor, cria o Atelier Douchez-Nicola. Exposições individuais: São Paulo, SP (1959, 1963, 1975, 1979, 1984, 1989, 2003); Rio de Janeiro, RJ (1963,1968); Lima, Peru (1965); Washington, EUA (1976); Santos, SP (1977,2003); Campos do Jordão, SP (1981); Curitiba, PR (1982); Campinas, SP (1984); Jundiaí, SP (1987). Exposições coletivas: São Paulo, SP (1953 a 1959 - Bienais de São Paulo, 1961 a 1965,1967 a 1980,1982 a 1988, 1994, 1996, 1998 a 2000); Japão (1955,1970); EUA (1958,1971,1977); França (1958,1975); Belo Horizonte, MG (1961, 1970, 1974,1977); Curitiba, PR (1961); Rio de Janeiro, RJ (1961 a 1963, 1966,1967,1970,1977,1978,1983, 1999); Campinas,SP (1962,1996); Peru (1962,1965,1967); Uruguai (1963); Inglaterra (1965); Chile (1965,1980); México (1966,1970); Áustria (1966); Holanda (1968); Brasília, DF (1969,1973,1977); Alemanha (1970, 1980); Argentina (1975,1977,1978); Portugal (1975,1980); Suíça (1975); Porto Alegre, RS (1981,1985); Penápolis, SP (1982); São Caetano do Sul, SP (1986); Itapecerica da Serra, SP (1988). Prêmios: São Paulo, SP(1953 e 1971- Bienais de São Paulo;1976). ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA,vol.1,pág.341 e vol.2, pág.359.



210 - ALBERTO DA VEIGA GUIGNARD (1896 - 1962)

"Cristo" - óleo sobre madeira - 19,5 x 14,5 cm - canto inferior esquerdo e dorso -
Reproduzido no convite deste Leilão. Com Laudo de Autenticidade firmado pelo atual Presidente da Fundação Guignard, Dr. Pierre Santos, datada de 23 de setembro de 2017.

Pintor, professor, desenhista, ilustrador e gravador, Alberto da Veiga Guignard nasceu em Nova Friburgo, RJ e faleceu em Belo Horizonte, MG. Mudou-se com a família para a Europa em 1907. Em dois períodos, entre 1917 e 1918 e entre 1921 e 1923, frequentou a Real Academia de Belas Artes de Munique, onde estudou com Hermann Groeber e Adolf Hengeler. Aperfeiçoou-se em Florença e em Paris, onde participou do Salão de Outono. Retornou para o Rio de Janeiro em 1929 e integrou-se ao cenário cultural por meio do contato com Ismael Nery. Participou do Salão Revolucionário de 1931, e foi destacado por Mário de Andrade como uma das revelações da mostra. Em 1941, integrou a Comissão Organizadora da Divisão de Arte Moderna do Salão Nacional de Belas Artes, com Oscar Niemeyer e Aníbal Machado. Em 1943, passou a orientar alunos em seu ateliê e criou o Grupo Guignard. A única exposição do grupo, realizada no Diretório Acadêmico da Escola Nacional de Belas Artes, foi fechada por alunos conservadores e reinaugurada na Associação Brasileira de Imprensa. Em 1944, a convite do prefeito Juscelino Kubitschek, transferiu-se para Belo Horizonte e começou a lecionar e dirigir o curso livre de desenho e pintura da Escola de Belas Artes, por onde passaram Amilcar de Castro, Farnese de Andrade e Lygia Clark, entre outros. Permaneceu à frente da escola até 1962, quando, em sua homenagem, esta passou a chamar-se Escola Guignard. Participou da Bienal de Veneza (1928, 1952); da Bienal Internacional de São Paulo (1951) e outras. PONTUAL, PÁG. 254; MEC, VOL. 2, PAG. 304; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 236; JULIO LOUZADA, VOL. 10, PÁG. 404; ART PRICE ANNUAL 2000, PÁG. 1013; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 373; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 559; ARTE NO BRASIL, PÁG. 505; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28; www.pinturabrasileira.com; www.brasilescola.com; web.artprice.com.



211 - JOAQUIM TORRES GARCIA (1874 - 1949)

"APCN573AN" - desenho a nanquim - 20 x 13 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e teórico de arte. Nasceu e faleceu em Montevidéu, Uruguai. Assinava J. Torres-Garcia. Passou grande parte de sua vida na Espanha, para onde se mudou em 1891. Lá estuda pintura e desenho com Vindarelli, além de freqüentar a Academia Baixos e a Escola de Belas Artes de Barcelona. De 1903 a 1907 trabalha com o arquiteto espanhol Antonio Gaudí. Em 1920 começa um período que o levará a Nova York, Itália e Paris, onde se estabelece em 1928. Relaciona-se com os principais expoentes da vanguarda e junto a Seuphort e outros artistas abstratos, cria o grupo e a revista “Cercle et Carré”. Elabora seu sistema estético-filosófico, o Universalismo Construtivo. Em 1934 regressa ao Uruguai com o ideal de impulsionar uma arte própria e inédita para o continente americano. Realizou muitas conferências sobre arte e estética e, em 1942, criou o Ateliê Torres-Garcia: um ateliê de trabalho e ensino coletivo. Assim formou-se a “A Escola do Sul”, uma escola pictórica uruguaia e americana com identidade própria que permanece como um dos mais consistentes movimentos artísticos do século XX. Há um Museu Torres-Garcia em Montevidéu. BENEZIT, VOL. 10, PÁG.236; DICIONÁRIO OXFORD; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.13, PÁG. 336; www.torresgarcia.org.uy; www.artcyclopedia.com.



212 - ELZA DE OLIVEIRA SOUZA (1928 - 2006)

Casal - óleo sobre tela - 14 x 24 cm - canto inferior esquerdo e dorso -

Pernambucana do Recife. Esta importante pintora iniciou suas atividades com o prof. Ivan Serpa. Integrou o grupo de nordestinos que se apresentou na Galeria Giro, no RJ, em 1968. Seu interesse pelo registro da figura humana é praticamente exclusivo. Walmir Ayala afirma: " ... O biotipo que Elza repete obcessivamente, diz respeito ao povo de sua família conterrânea. São gente do povo, sem sofisticação, despojada do requinte civilizatório, mas embebida de um outro requinte, que diz respeito 'as latadas, trepadeiras em flor, animais domésticos, temáticas." JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 313, Acervo FIEO.



213 - HEITOR DE PINHO (1897 - 1968)

Paisagem - óleo sobre tela - 33 x 41 cm - canto inferior direito - 1955 -

Nascido e falecido na cidade do Rio de Janeiro, onde estudou na antiga Escola Nacional de Belas Artes. Foi discípulo de Rodolfo Chambelland, Batista da Costa, Lucílio de Albuquerque e Modesto Brocos. Participa de Salões Oficiais a partir de 1924, recebendo diversas premiações. JULIO LOUZADA, vol.11, pág.247; MEC. Vol.3, pág.400; WALMIR AYALA. Vol.2, pág.194; TEIXEIRA LEITE, pág.408; PONTUAL, pág.426.



214 - H. LAURENT (XX)

Paisagem - óleo sobre tela - 122 x 61 cm - canto inferior direito -
No estado. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor cubano com diversas participações em mostras coletivas.



215 - ROBERTO BURLE MARX (1909 - 1994)

Composição - técnica mista - 40 x 57 cm - canto inferior direito - 1984 -
Ex coleção Renato Antônio Brogiolo - Rio de Janeiro, RJ.

Nasceu em São Paulo e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, paisagista, arquiteto, desenhista, pintor, gravador, litógrafo, escultor, tapeceiro, ceramista, designer de jóias, decorador. Durante a infância viveu no Rio de Janeiro. Foi com a família para a Alemanha, em 1928. Em 1929, freqüentou o ateliê de pintura de Degner Klemn. Nos jardins e museus botânicos de Dahlen, em Berlim, entusiasmou-se ao encontrar exemplares da flora brasileira. De volta ao Brasil, fez curso de pintura e arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1930 - 1934), onde foi aluno de Leo Putz , Augusto Bracet e Celso Antônio. Seu primeiro projeto paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, em 1932. Entre 1934 e 1937, ocupou o cargo de diretor de parques e jardins do Recife, PE, onde passou a residir. Nesse período, foi com freqüência ao Rio de Janeiro e teve aulas com Candido Portinari e com o escritor Mário de Andrade. Em 1937, retornou ao Rio de Janeiro e trabalhou como assistente de Candido Portinari. Foi em 1949, conforme sua paixão por plantas e seu interesse por botânica e jardinagem, que Burle Marx adquiriu um sítio em Barra de Guaratiba, RJ. Com auxílio de botânicos, viajou, coletou, catalogou exemplares de plantas do Brasil e reproduziu em seu sítio a diversidade fitogeográfica brasileira. Em 1985 doou esse sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.Realizou muitas exposições individuais e projetos paisagísticos, participou de diversas mostras oficiais coletivas pelo Brasil e no exterior. PONTUAL, PÁG. 94; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 93; MEC. VOL.1, PÁG.303; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 738; LEONOR AMARANTE, PÁG. 98; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 179; artnet.com. ACERVO FIEO.



216 - GILBERTO SALVADOR (1946)

"Modelo Econômico Brasileiro II" - óleo sobre tela - 50 x 50 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1981 -

Paulistano, Gilberto Salvador é pintor e desenhista, desfrutando de reconhecidos méritos pela critica especializada. Participou da IX Bienal de São Paulo (1967) e de outros Salões Oficiais a partir desse mesmo ano, recebendo diversas premiações. MEC, vol. 4, pág. 153; PONTUAL, pág. 469; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 740; ARTE NO BRASIL, pág. 971; LEONOR AMARANTE, pág. 185; Acervo FIEO.



217 - IBERÊ CAMARGO (1914 - 1994)

Vista da cidade - desenho a nanquim - 24,5 x 32 cm - centro direito -
No estado.

Pintor, gravador, desenhista, escritor e professor, natural da cidade de Restinga Seca, RS, e falecido em Porto Alegre. Foi aluno de Salvador Parlagreco e João Fahrion. No Rio de Janeiro, a partir de 1942, estudou pouco tempo na Escola Nacional de Belas Artes, trocando-a pelos ensinamentos de Guignard. Fundou com outros artistas o 'Grupo Guignard' (1943). Recebeu o prêmio viagem ao estrangeiro em 1947. Morou dois anos em Paris e Roma, aperfeiçoando-se com De Chirico, Lhote, Achille e Rosa em pintura e com Petrucci, em gravura. Voltou ao Brasil (1950) e tornou-se membro da Comissão Nacional de Artes Plásticas (1952). Fundou o curso de gravura do Instituto Municipal de Belas Artes do Rio de Janeiro (1953), hoje Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Executou painel de 49 metros quadrados (1966) oferecido pelo Brasil à Organização Mundial de Saúde (OMS), em Genebra. Realizou inúmeras exposições individuais e participou de mostras coletivas e Salões oficiais pelo Brasil e exterior como Bienal Internacional de São Paulo, Bienal de Arte Hispano-Americana em Madri, Bienal de Veneza, Bienal de Gravuras em Tóquio, entre outras exposições importantes. Foi considerado o Melhor Pintor Nacional na VI Bienal de São Paulo (1961) e conquistou inúmeros prêmios. Entre suas publicações, constam o artigo 'Tratado sobre Gravura em Metal' (1964), o livro técnico 'A Gravura' (1992) e o livro de contos 'No Andar do Tempo: 9 contos e um esboço autobiográfico' (1988). MEC, VOL.1, PÁG.328; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁG.156; JULIO LOUZADA, VOL.11, PÁG.51; TEIXEIRA LEITE, PÁG.101; PONTUAL, PÁG.100; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 853; LEONOR AMARANTE, PÁG. 127; www.iberecamargo.org.br; brasilescola.uol.com.br; www.pinacoteca.org.br; www.artprice.com.



218 - ETTORE FEDERIGHI (1909 - 1979)

Natureza morta - óleo sobre eucatex - 80 x 65 cm - canto superior direito -

Pintor ativo em São Paulo, participou do SPBA, conquistando menção honrosa (1952), pequena medalha de prata (1957), prêmio aquisição (1958 / 59 / 60), grande medalha de prata (1961) e várias outras, bem como várias participações em Salões. MEC, vol. 2, pág. 145; JULIO LOUZADA, vol. 4, pág. 387.; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



219 - FRANCISCO OSWALD (1918 - 1985)

Cavalos - óleo sobre eucatex - 34 x 39 cm - canto inferior direito -
Ex-coleção Antônio Maluf - Galeria Seta - São Paulo - SP. No estado.

Nascido e falecido na cidade do Rio de Janeiro, este brilhante pintor, foi filho do grande artista Carlos Oswald, e neto do festejado músico Henrique Oswald. Suas telas não deixam de traduzir a sensibilidade que o artista herdou de seus ancestrais, produzindo, numa técnica própria, paisagens de rara harmonia. Individuais na Galeria de Arte do Copacabana Palace, em 1971 e 1973. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 700.



220 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Marinha com barcos - óleo sobre tela - 42 x 62 cm - canto inferior direito e dorso - 1971 -
Reproduzido na quarta capa do catálogo deste Leilão. Com carimbo do Mirante das Artes de Pietro Maria Bardi, São Paulo - SP, no dorso .

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



221 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Galo - serigrafia - 6/100 - 53 x 34 cm - canto inferior direito - 1996 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



222 - ALFREDO VOLPI (1896 - 1988)

Bandeirinhas - serigrafia - 42/100 - 33,5 x 42,5 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.



223 - CARLOS PRADO (1908 - 1992)

Procissão - desenho a nanquim - 20 x 23 cm - canto inferior esquerdo - 1940 -

Arquiteto, pintor, gravador e ceramista paulistano. Recebeu menção honrosa no SPBA de 1935, participando também na I e II BSP e na exposição de Arte Moderna no Brasil, realizada em Buenos Aires, Rosário, Santiago do Chile e Valparaíso, em 1957. No dizer de TEIXEIRA LEITE, em sua obra A Gravura Brasileira Contemporânea, Carlos Prado utilizava por vezes a gravura como meio expressivo, subordinando-a, porém, a interesses maiores. TEIXEIRA LEITE, pág. 421; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 254. PONTUAL, pág. 438; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 582; ARTE NO BRASIL, pág. 781. Acervo FIEO.



224 - CASEMIRO RAMOS FILHO (1905 - 1976)

"Mangueiras Estação Riachuelo" - óleo sobre tela colada em cartão - 19 x 27 cm - dorso -

Freqüentou o Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro, onde estudou com Adalberto Matto e Isaltino Barbosa. Teve como professores ainda Rodolpho Amoedo, Carlos Chambelland e Oswaldo Teixeira. Participou do Salão Nacional de Belas Artes, em diversas ocasiões, obtendo premiações e menções honrosas. TEODORO BRAGA, pags. 67 e 200; MEC, vol. 4, pág. 25; ITAU CULTURAL.



225 - GAETANO MIANI (1920 - 1992)

Nu - óleo sobre tela - 50 x 100 cm - canto inferior esquerdo -
No estado. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista, gravador, escultor, tapeceiro e especialista em arte antiga. Nasceu em Troina, Itália. Assina G. Miani. Estudou na Escola de Belas Artes de Palermo e de Milão (1935-1942). A partir de 1947, viveu entre Roma e São Paulo, lecionando pintura e desenho no Museu de Arte de São Paulo e na Fundação Armando Álvares Penteado. Entre 1947 e 1950, pintou o teto da igreja Nossa Senhora do Carmo de Campinas (abóbadas laterais e nave central) e, entre 1954 e 1960, executou vários painéis, destacando-se os do Palácio do Café/SP, Palácio da Fazenda/SP, Catedral de Taubaté e Matriz do Carmo de Campinas. Além dessas atividades, manteve galerias de arte - uma em São Paulo (1957 a 1964) e outra em Nova Iorque, EUA (1979). Participou das Bienais Internacionais de São Paulo de 1951, 1953, 1955, 1959, 1961 e 1963. Em 1988, ganha retrospectiva de sua obra no Museu de Arte de São Paulo e, em 1989, na Associazione Culturale Arte e Collezionismo, em Roma, Itália. ITAU CULTURAL; MEC VOL. 3, PÁG. 161; JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 677; VOL. 4, PÁG.735.



226 - CHRISTINA OITICICA (1951)

"A justiça" - desenho a nanquim e aquarela - 36 x 28 cm - canto inferior direito - 1986 - Madrid -

Maria Christina Bastos Oiticica, pintora, desenhista e artista multimídia, é natural do Rio de Janeiro, RJ. Entre idas e vindas pela Europa, em 2003 optou por dividir seu tempo entre os Pirineus do sudoeste da França e o Rio de Janeiro. Tem realizado muitas exposições individuais no Brasil e pelo mundo e também participado de inúmeras mostras coletivas. ITAU CULTURAL; www.christinaoiticica.com.br; pt.wikipedia.org.



227 - CALISTO CORDEIRO, DITO K.LIXTO (1877 - 1957)

Figuras do nordeste - desenho a nanquim - 23 x 20 cm - canto inferior direito -

Desenhista, caricaturista e pintor. Estudou na ENBA. Desenhou o primeiro sêlo de impôsto de consumo impresso no Brasil. Sua atividade de caricaturista durou mais de 30 anos, com intensa colaboração em jornais e revistas do Rio de Janeiro, tais como O Riso, D. Quixote, Carêta, A Semana Ilustrada, Fon-Fon!, Ilustração Brasileira, A Caricatura, O Cruzeiro, O Tagarela, O Malho e tantas outras. Participou de diversos certames do gênero. Sua excepcional obra é até hoje objeto de estudo por especialistas, que não se cansam de lhe tecer elogiosas críticas. PONTUAL, pág. 291; JULIO LOUZADA vol 12 pág. 218; WALTER ZANINI, pág. 806; ARTE NO BRASIL; HISTÓRIA DA CARICATURA NO BRASIL, pág. 1014.



228 - CHAGAS MAIA (XX)

Mulatas e pombas - óleo sobre tela - 47 x 55 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1986 -

Pintor e desenhista com diversas participações em mostras coletivas. JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 259.



229 - AMIRA BESSONE (1927)

Portão - óleo sobre tela - 70 x 50 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintora e desenhista. Em 1937 iniciou estudo de desenho e pintura sob a orientação de Josef Panzner; de 1943 a 1946 estudou desenho e escultura; em 1947 aperfeiçoou-se em pintura e desenho; em 1948 trabalhou em Paris como desenhista de jóias e bijouterias, e continuou os estudos de pintura com Therese Durain; em 1950 transferiu-se para o Brasil, e no ano seguinte trabalhou junto a Walt Disney Productions, em São Paulo, onde criou artigos Disney; em 1961 começou na carreira de artista plástica. Participou de Salões Coletivos e recebeu inúmeros prêmios. JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 113



230 - VICENTE MECOZZI (1909 - 1964)

Mar revolto - óleo sobre cartão colado em eucatex - 70 x 70 cm - canto inferior esquerdo -

Vicente Caetano Onorato Mecozzi era natural de Frascatti-Itália, vindo a falecer na cidade de São Paulo-SP. Pintor, veio para o Brasil com o pai, o pintor Arnaldo Mecozzi, fixando residência em São Paulo. Nesta cidade estudou na Escola de Belas Artes, e teve aulas com seu pai e com o pintor Lopes de Leão. Foi um dos incentivadores do Sindicato dos Artistas Plásticos e fundador do Clube de Artistas de São Paulo. Decorou, junto com o pai, o Santuário do Sagrado Coração de Maria e a Capela Funerária dos Padres Jesuítas no Cemitério do Santíssimo, além da Matriz do Brás, de Jundiaí e de Santos. Por volta de 1940, passou integrar a Família Artística Paulista - FAP. Coletivas desde 1934, figurando com regularidade nas mostras do Salão Paulista de Belas Artes, onde recebeu diversas premiações. JULIO LOUZADA vol. 2, pág. 661; ITAÚ CULTURAL ; WALTER ZANINI, pág. 587; ARTE NO BRASIL, pág. 798.



231 - AUGUSTO HERKENHOFF (1965 - XX)

Figura - pastel - 64 x 48 cm - canto inferior esquerdo - 1995 -

Nasceu em Cachoeiro do Itapemirim, ES. Formou-se em Direito, no Rio de Janeiro, em 1984.De 1985 a 1986, estudou com Katie Van Scherpenberg no MAM/RJ. Entre 1985 e 1988 estudou pintura com Ronaldo do Rego Macedo, Katie Van Scherpenberg e Manfredo Souzanetto, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Entre 1986 e 1995 participou de diversos Salões, entre eles o I Salão Capixaba de Artes Plásticas, V Salão da Ferrovia – RFFSA, onde recebeu o Prêmio Aquisição, no Rio de Janeiro, 12º Salão Carioca de Arte Universitária, 13º e 16º Salão Carioca Rioarte, VII Salão Paulista de Arte Contemporânea, 13º Salão Nacional de Artes Plásticas, Rio de Janeiro, XV Salão Nacional de Artes Plásticas, recebendo o 1º Prêmio, com a séria Amarelas, Rio de Janeiro. Neste mesmo período participou de várias exposições individuais e coletivas em diversos estados do Brasil. http://pt.shvoong.com/humanities/424525-biografia-augusto-herkenhoff/



232 - DJALMA URBAN (1917 - 2010)

Paraty - óleo sobre tela colada em eucatex - 24 x 15 cm - canto inferior direito - 1988 -

Pintor, ilustrador, desenhista, jornalista e professor, nascido na cidade paulista de Leme, no dia 9 de outubro de 1917. Estudou desenho e pintura com Torquato Bassi, Waldemar da Costa, Pedro Alexandrino, Paulo do Vale Júnior, Teodoro Braga e Marques de Leão. Realizou ilustrações e desenhos para o jornal O Estado de S. Paulo. Segundo crítica de Julio Louzada: "Impressionista, a paisagem, a natureza, a marinha e o folclore brasileiros são os seus temas preferidos. Dono de um estilo vigoroso e espontâneo, seus quadros se destacam pela riqueza composicional e cromática. A cor, aliás, sempre em tonalidades quentes, é o forte de sua pintura, assim como os jogos de luz que domina com perfeição. " Expôs individualmente a partir de 1951. JULIO LOUZADA, vol.2, pág.1014; MEC, vol.4, pág.436; THEODORO BRAGA, pág.82; ITAÚ CULTURAL; 37, Acervo FIEO.



233 - ALEX DOS SANTOS (1980)

"A favela" - óleo sobre tela - 90 x 60 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2018 -

Alex Benedito dos Santos nasceu em Jaboticabal, SP, no dia 13 de fevereiro de 1980. Pintor autodidata, fez cursos de escultura com o prof. Silvio Scarpa e xilogravura com o prof. Saulo. Participou de "workshops" com o pintor Sigbert Franklin, em 2001. Tem participado regularmente dos diversos Salões Oficiais nas cidades do interior do Estado, destacando-se: I e II Bienal de Artes e Cultura de Jaboticabal, em 1999 e 2001, Salão de Artes Plásticas de Brodósqui, em 2003, quando foi selecionado para o Mapa Cultural Paulista, Salão de Artes Plásticas de Araraquara, em 2003, Salão de Artes Plásticas de Guarulhos, onde obteve Menção Honrosa, em 2004, Salão de Artes Plásticas de Santos, em 2004, Salão de Artes de Piracicaba, em 2005, Salão de Artes Plásticas de Sales de Oliveira, em 2005, onde obteve Menção Honrosa, Salão de Artes Plásticas de Catanduva, obtendo Menção Honrosa, em 2006. Foi premiado com o 1º lugar nos Salões de Artes de Mococa, em 2003, Sales de Oliveira, em 2003, Araraquara, em 2004 e Piracicaba, em 2006. Expõe individualmente desde 2004. Acervo FIEO. -



234 - EDSON MOTTA (1910 - 1981)

Paisagem - aquarela - 24,5 x 16,5 cm - canto inferior esquerdo -
No estado.

Mineiro de Juiz de Fora, estudou na ENBA no Rio de Janeiro, onde foi aluno de Rodolfo Chambelland, Marques Junior e Outros. Foi um dos fundadores do Núcleo Bernardelli, que dirigiu por alguns anos. Expositor nas diversas versões do SNBA. Em 1939 ganhou o premio viagem à Europa, onde estudou Conservação e Restauro, ofício que lhe renderia prestígio e respeito no País, PONTUAL, 374; TEIXEIRA LEITE, 336; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 579.



235 - JORGE GUINLE FILHO (1947 - 1987)

Composição - técnica mista - 20 x 30 cm - canto inferior direito e dorso - 1979 - Rio de Janeiro -
No estado.

Pintor, desenhista e gravador nascido e falecido em Nova York, EUA. Mudou-se com a família para o Brasil ainda no ano de seu nascimento e permaneceu no Rio de Janeiro até 1955. Desse ano até 1962, acompanhando a mãe, morou em Paris e, em seguida, em Nova York, onde residiu até 1965. Na França, em paralelo a sua formação regular, iniciou, como autodidata, estudos de pintura e frequentou museus e galerias de arte, prática que manteve quando se transferiu para os Estados Unidos. De 1965 a 1974 viveu no Rio de Janeiro e passou temporadas em Londres e Paris, cidade para onde retornou nesse último ano e se estabeleceu por mais três anos. Em 1977, voltou a residir no Rio de Janeiro. Seu trabalho ganhou repercussão e, na década de 1980, integrou as principais exposições de arte do país. A produção do artista, concentrada em seus últimos sete anos de vida, foi dedicada, sobretudo à pintura. Jorge Guinle foi um importante incentivador da revalorização da pintura promovida pelo grupo de jovens artistas conhecido como Geração 80. Participou da mostra ‘Como Vai Você, Geração 80?’, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage - EAV/Parque Lage, Rio de Janeiro, 1984, escreveu um texto para a edição especial da revista ‘Módulo’ dedicada a essa mostra, participou de várias exposições e eventos realizados por esses artistas e escreveu sobre suas obras. Participou também da 17ª e 18ª Bienal Internacional de São Paulo (1983 e 1985). Em 1985 recebeu o Prêmio de Viagem ao Estrangeiro no 8º Salão Nacional de Artes Plásticas, MAM-RJ. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL. 2, PÁG.482; LEONOR AMARANTE, PÁG. 312. ACERVO FIEO.



236 - CAMILO EDUARDO TAVARES (1932 - 2014)

"Carnaval em Copacabana" - acrílico sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior direito e dorso - 1980 - Rio de Janeiro -

Paulistano, o pintor foi membro de juri da Associação dos Artistas Plásticos de São Paulo. Segundo depoimento do próprio artista: " Os meus quadros são carregados de humanismo, amor e realidade, uma verdadeira mensagem filosófica pois quem leva a vida com amor à arte, é feliz." Expõe individualmente desde 1971, inclusive MAM-RJ em 1974; e coletivamente a partir de 1970. Internacionalmente, expôs a partir de 1971, destacando-se Alemanha, EUA, México e Itália. JULIO LOUZADA, vol.4, pág. 1083. Acervo FIEO.



237 - UBI BAVA (1915 - 1988)

Composição - desenho a lápis - 34 x 28 cm - canto inferior esquerdo - 1973 -

Natural da cidade paulista de Santos. Faleceu em São Paulo. Arquiteto, professor, pintor, desenhista e escultor. Foi aluno de Lucilio de Albuquerque e de Henrique Cavalleiro. Foi professor de desenho artístico da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Rio de Janeiro, FAU/UFRJ. Entre as diversas exposições de que participou, destacam-se: Salão Nacional de Belas Artes - Divisão Moderna, Rio de Janeiro (1949); Bienal Internacional de São Paulo (1951 a 1955, 1959, 1973, 1975); Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro (1961, 1968); Panorama de Arte Atual Brasileira, MAM/SP (1975, 1976); Exposição Itinerante de Arte Moderna no Brasil por Argentina, Chile e Peru (1957). Foi premiado no Rio de Janeiro (1949, 1961 - Prêmio de Viagem ao Estrangeiro); Curitiba, PR (1972). Viajou pela Europa, com o Prêmio de Viagem, e se fixou na Itália por dois anos. TEIXEIRA LEITE; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL. 5 PÁG. 98; WALTER ZANINI, PÁG. 676; LEONOR AMARANTE; ARTE NO BRASIL, PÁG. 933; pitoresco.com.br; mac.pr.gov.br; arcadja.com;web.artprice.com.



238 - ALCIDES NAVAL (1909 - XX)

Feira - óleo sobre tela - 40 x 31 cm - canto inferior direito -

Desenhista, pintor, artista gráfico, nascido em Belém/PA. Aperfeiçoou sua pintura com José Pancetti e realizou inúmeras exposições individuais e coletivas no Brasil e no exterior. JÚLIO LOUZADA, vol. 3, pág. 793.



239 - JULIO VIEIRA (1933 - 2000)

"A luz de um bar" - óleo sobre tela - 54 x 73 cm - canto superior direito e dorso - 1994 -
No estado.

Natural da cidade do Rio de Janeiro, foi pintor, gravador e desenhista. Fez curso na antiga Escola Nacional de Belas Artes, entre 1952 e 1956, estudando gravura com Goeldi entre 1954 e 1956. Um trecho da lavra do crítico e pintor Quirino Campofiorito sobre a arte única do artista: " ..A vantagem de Júlio Vieira era sua fidelidade ao transe terrestre. Sua pintura foi sempre um gesto doloroso. Muitas águas rolaram, desde então. Oficializou-se o concretismo e o neoconcretismo. Júlio sempre marginal e sempre um excelente artista. MEC vol. 4 pág. 475 - JULIO LOUZADA, vol. 1 pág. 1034; ITAU CULTURAL



240 - WEGA NERY (1912 - 2007)

Composição - óleo sobre tela - 100 x 100 cm - canto inferior esquerdo - 1976 -

Natural de Corumbá-MT, estudou desenho e pintura na Escola de Belas Artes em São Paulo entre 1946 e 1949. Nos anos 50, aperfeiçoou estudos com Joaquim da Rocha Ferreira, Yoshiya Takaoka e Samson Flexor. Participou do Grupo Guanabara em 1952 e do Atelier-Abstração, liderado por Samson Flexor, em 1953. Expõs individualmente a partir de 1955. Recebeu o prêmio de melhor desenhista nacional em 1957 e o prêmio aquisição nacional em 1963. PONTUAL, pág. 551; TEIXEIRA LEITE, pág. 541, JULIO LOUZADA vol.9, pág. 919; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 682; ARTE NO BRASIL, pág. 942; LEONOR AMARANTE, pág. 57.



241 - CARYBÉ (1911 - 1997)

"Derrapagem" - serigrafia - 75/200 - 67 x 49 cm - canto inferior direito -
Reproduzido no catálogo da Mostra Itinerante do artista realizada em treze capitais em 1995, realização Galvão Bueno Marketing Cultural e patrocínio da Galeria de Arte André - São Paulo - SP.

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



242 - EDUARDO KENJI TAKEBAYASHI (1949)

Favela - óleo sobre tela colada em eucatex - 49 x 49 cm - canto inferior direito - 1980 -

Nasceu em Junqueirópolis, SP, em 20 de maio de 1949. Participou de coletivas realizadas em SP, Porto Alegre e Brasilia, recebendo premiações. JULIO LOUZADA, vol. 7 pág. 687.



243 - SILVIO AZAMOR (1925 - 1997)

Cais - óleo sobre eucatex - 32 x 24 cm - canto inferior direito - 1975 -

Pintor ativo no Rio de Janeiro, foi aluno de Agenor César de Barros. Participou do SNBA-RJ (1948, 1965 e 1968). JULIO LOUZADA vol.11, pág.23



244 - EUGÊNIO DE PROENÇA SIGAUD (1889 - 1979)

Natureza morta - óleo sobre tela - 60,5 x 49,5 cm - canto inferior direito e dorso -
No estado.

Estudou desenho na Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro com Modesto Brocos, formando-se em arquitetura em 1932, nessa mesma escola. A partir de 1935, dedicou-se à pintura mural e, de 1937, à pintura de temas sociais, com predominância de motivos de operários em construção e trabalhadores rurais. Caracteriza-se por uma grande versatilidade técnica, sendo dos raros pintores brasileiros a utilizar, lado a lado, o óleo, a têmpera e a encáustica, além da aquarela e do guache. Participou do Núcleo Bernardelli. PONTUAL, pág. 489; MEC, vol. 4, pág. 243; TEIXEIRA LEITE, pág. 475 e 476; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 324 a 327; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 579; ARTE NO BRASIL, pág. 763, Acervo FIEO.



245 - JURANDIR PAES LEME (1896 - 1953)

Flamboyant - óleo sobre madeira - 23 x 32 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor e professor, Jurandir dos Reis Paes Leme nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi aluno de Henrique Bernardelli, Rodolfo Amoedo e Luc ílio de Albuquerque. Participou da Exposição Geral de Belas Artes, no Rio de Janeiro (1922, 1923, 1925, 1927 a 1930, 1933) e do Salão Paulista de Balas Artes, em São Paulo (1941, 1942, 1943, 1945, 1949). Foi premiado no Rio de Janeiro (1922, 1924, 1930, 1945 - Prêmio de Viagem ao Exterior), em Niterói, RJ (1942), em São Paulo (1941) e em Porto Alegre (1939). Possui obras no Museu Antonio Parreiras, Niterói e no Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 5, PÁG. 775; VOL. 9, PÁG. 645; MEC VOL. 2, PÁG. 469; PONTUAL PÁG. 400.



246 - CLÓVIS GRACIANO (1907 - 1988)

Músico - gravura - 13/100 - 49 x 35 cm - canto inferior direito - 1974 -

Pintor, desenhista, cenógrafo, gravador, ilustrador, nasceu em Araras - SP e faleceu em São Paulo. Em São Paulo, a partir de 1934, realizou estudos com o pintor Waldemar da Costa, entre 1935 e 1937. Em 1937, integrou o Grupo Santa Helena com Francisco Rebolo, Mario Zanini, Bonadei e outros. Frequentou o curso de desenho da Escola Paulista de Belas Artes até 1938. Membro da Família Artística Paulista - FAP, em 1939 foi eleito presidente do grupo. Participou regularmente dos Salões do Sindicato dos Artistas Plásticos e, em 1941, realizou sua primeira individual. Em 1948, foi sócio-fundador do Museu de Arte Moderna de São Paulo - MAM/SP. Viajou para a Europa em 1949, com o prêmio recebido no Salão Nacional de Belas Artes. Permaneceu dois anos em Paris, onde estudou pintura mural e gravura. A partir dos anos 1950, dedicou-se principalmente à pintura mural. Em 1971, assumiu o cargo de diretor da Pinacoteca do Estado de São Paulo. De 1976 a 1978, exerceu a função de adido cultural em Paris. Participou por toda sua vida de muitas mostras e Salões oficiais pelo o Brasil e pelo mundo. MEC, VOL. 2, PÁG. 280; PONTUAL, PÁG. 247/8; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 225 A 227; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; ARTE NO BRASIL, PÁG. 784; LEONOR AMARANTE, PÁG. 58; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 433; VOL. 4, PÁG.483; VOL. 5, NPÁG. 450; ACERVO FIEO.



247 - JOSÉ PINTO (1932 - 2008)

"São José de Botas" - óleo sobre tela - 35 x 27 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2003 -

José Wense Pinto é natural de Ilhéus, BA. Assina José Pinto. Autodidata, veio para o Rio de Janeiro em 1951. Em 1953 freqüenta a Associação Brasileira de Desenho e começa a pintar profissionalmente em1969. Participou de diversas exposições e Salões oficiais: 1969,1970 a 1974 - Rio de Janeiro, RJ; 1970; Milão e Espoleto, Itália; Nova York, EUA; Londres, Inglaterra; 1971 - Recife,PE. Individuais: 1969 e 1971 - Rio de Janeiro, RJ; 1970 - Bahia; 1971 - São Paulo, SP e 1973 - Brasília, DF. Prêmios: 1972 - Rio de Janeiro, RJ. Possui obras em: Museu Regional de Feira de Santana, BA; Museu Laval - Henri Rousseau, França; Museu de Viçosa, MG; Agências do Banco do Brasil em São Francisco, EUA; acervo da Cia. Shell e Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro, RJ. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág.769; vol. 8, pág. 660. ITAU CULTURAL.



248 - FRANCISCO DA SILVA (1910 - 1985)

Peixes - óleo sobre tela - 49 x 69 cm - canto inferior direito - 1972 -

Pintor e desenhista, Francisco Domingos da Silva nasceu em Alto Tejo, AC e faleceu em Fortaleza, CE. Filho de índio peruano com brasileira, ainda criança se fixou em Fortaleza, por volta de 1937, onde começou a desenhar a carvão e giz sobre muros e paredes de casebres de pescadores. Na década de 40, sob o incentivo do crítico e pintor suíço Jean Pierre Chabloz, iniciou-se na pintura a guache juntamente com Chabloz, Antônio Bandeira e Inimá de Paula. O mesmo Jean Pierre lança-o em Paris. Entre 1961 e 1963, trabalhou no recém-criado Museu de Arte da UFCE. Expôs individualmente no Brasil a partir de 1943 e em diversas mostras coletivas no Brasil e exterior, com premiações, destacando-se a recebida na XXXIII Bienal de Veneza (1966). JULIO LOUZADA, VOL. 1 PÁG. 909; ITAU CULTURAL; LEONOR AMARANTE; ARTE NO BRASIL, ACERVO FIEO; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 478.



249 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Negra - desenho a nanquim - 27 x 18 cm - canto inferior direito -
No estado.

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



250 - VIRGILIO LOPES RODRIGUES (1863 - 1944)

Marinha - óleo sobre tela - 38 x 61 cm - canto inferior esquerdo - 1928 -
No estado.

Pintor e desenhista nascido em Recife, PE e falecido no Rio de Janeiro. Antes de completar 20 anos de idade, transferiu-se para o Rio de Janeiro. Dedicou-se ao comércio de arte, trabalhando no escritório do leiloeiro Joaquim Dias dos Santos. Organizando uma exposição, tomou conhecimento do trabalho de Santa-Olalla, pintor espanhol residente no Rio de Janeiro, com o qual passou a tomar lições de pintura e estabeleceu estreita amizade. Por incentivo do pintor, frequentou o Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro (meados de 1894). Junto com os pintores Manuel Faria, Gastão Formenti, Vicente Leite e Artur Lucas realizou a "Exposição dos Cinco", RJ (1926). Participou do Salão Nacional de Belas Artes, RJ (1894 – 3ª Medalha de Ouro, 1897, 1901, 1904, 1917, 1918, 1923 – Menção Honrosa, 1926 – Menção Honrosa, 1927 – Medalha de Bronze, 1930 – Medalha de Prata); Salão da Primavera, RJ (1923); Salão de Outono, RJ (1926). MEC VOL. 4, PÁG. 94; PONTUAL PÁG. 458; TEODORO BRAGA PÁG. 240; TEIXEIRA LEITE PÁG. 528; ITAU CULTURAL, ACERVO FIEO; www.artprice.com.



251 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulata - serigrafia - 6/10 2ª cor - 43 x 61,5 cm - canto inferior direito -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



252 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XIX - XX

Paisagem - aquarela e nanquim - 17 x 25 cm - canto inferior direito ilegível - 1877 -



253 - YASUICHI KOJIMA (1934)

"Igreja de Itaquaquecetuba" - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito e dorso - 2007 -
Com etiqueta de exposição realizada na Assembleia Legislativa de São Paulo, no dorso.

Pintor e ceramista nascido em Tajimi, Japão - cuja população vive de cerâmica e porcelana. Seu pseudônimo artístico é Kojima. Recebeu influência de seu pai, Shigueo Kojima - tradicional artista e ceramista japonês conhecido pelo nome artístico Juho Kojima. Formou-se na Escola de Cerâmica Industrial de Tajimi - Gifu, Japão. Veio para o Brasil em 1953, trabalhou por cinco anos em São Caetano e transferiu-se para Mauá onde, como seu pai, montou sua própria fábrica de cerâmicas e porcelanas que está em atividade até hoje. Naturalizou-se brasileiro e estudou pintura com Manabu Mabe, Takaoka e Nakajima. Realizou exposição individual em Poá, SP (2009) e no Museu de Arte do Parlamento de São Paulo (2013). Participou de diversas mostras e Salões oficiais em: São Bernardo do Campo, SP (1967); São Paulo (1968, 1969, 2001 a 2010); Poá, SP (2009-como convidado); Embu, SP (2012 - Prêmio Prata). www.mauamemoria.com.br; www.radaroficial.com.br/d/31498914; issuu.com/shinzenbi/docs/makoto_5/27.



254 - YOLANDA MOHALYI (1909 - 1978)

Paisagem - monotipia - 32 x 40 cm - canto inferior direito -

Pintora, desenhista, gravadora e professora, Yolanda Lederer Mohalyi nasceu em Kolozsvar, capital da Transilvânia, Hungria (atual Cluj Napoca, Romênia) e faleceu em São Paulo, SP. Na Hungria estudou pintura na Escola Livre de Nagygania e na Real Academia de Belas Artes de Budapeste (1927). Em 1931, veio para o Brasil e fixou-se em São Paulo, onde lecionou desenho e pintura. Foram seus alunos, entre outros, Maria Bonomi e Giselda Leirner. A partir de 1935, começou a frequentar o ateliê de Lasar Segall. Integrou o Grupo Sete (1937) ao lado de Victor Brecheret, Antonio Gomide e Elisabeth Nobiling. Em 1951 realizou suas primeiras xilogravuras com Hansen Bahia . Entre as décadas de 1950 e 1960 executou, em São Paulo, vitrais para a Fundação Armando Álvares Penteado – FAAP, murais para as igrejas Cristo Operário e São Domingos, mosaicos para residências particulares e vitrais para a Capela de São Francisco, em Itatiaia. Representou o Brasil na 1ª Bienal Americana de Arte (1962), Argentina, tendo alguns de seus trabalhos escolhidos pelo crítico Herbert Read para uma exposição itinerante nos Estados Unidos. Participou da I, II, IV, V, VI, VII, VIII e IX Bienal Internacional de São Paulo; da II e V Bienais de Tóquio, entre outras, Recebeu diversos prêmios como: o Prêmio Leirner de Arte Contemporânea (1958), o Prêmio de Melhor Pintor Nacional na 7ª Bienal Internacional de São Paulo (1963). TEIXEIRA LEITE, PÁG. 331; PONTUAL, PÁG. 363; MEC VOL.3, PÁG. 168; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 937; LEONOR AMARANTE, PÁG. 75; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 639; ACERVO FIEO; www.pinacoteca.org.br; mam.org.br; masp.art.br; www.artprice.com.



255 - LOURENÇO (1945 - 1997)

Bailarinas - óleo sobre tela colada em eucatex - 73 x 65 cm - canto inferior direito - 1994 -

Pintor, desenhista, artista gráfico, o artista José Toledo Piza Lourenço Júnior nasceu e faleceu em São Paulo - SP. Estudou desenho com Nelson Nóbrega na Fundação Armando Álvares Penteado, FAAP-SP, entre 1962 e 1965. Neste mesmo ano viaja à Bahia, onde executa a série de desenhos Lavadeiras. Entre 1965 e 1967, trabalha como diagramador para a Editora Abril nas revistas Realidade e Conhecer. Em 1987, é escolhido o melhor pintor do ano por alunos da Chapel School, em São Paulo. Entre as exposições das quais participa, destacam-se: Salão de Belas Artes de São Bernardo do Campo, São Paulo, 1967; Salão Paulista de Arte Moderna, São Paulo, 1969; Panorama de Arte Brasileira, no Hotel Nacional, Brasília, 1970; Image du Brésil, no Manhattan Center, Bruxelas (Bélgica), 1973; Panorama de Arte Atual Brasileira, no Museu de Arte Moderna, MAM/SP, 1973; Mostra Realismo, no Paço das Artes, São Paulo, 1976; José Lourenço, na Galeria Allan Ko, Paris (França), 1978; José Lourenço, na Galeria de Arte André, São Paulo, 1980/1985; Exposição de Pinturas de Lourenço, na Ranulpho Galeria de Arte, Recife, 1989; A Música na Pintura, na Ranulpho Galeria de Arte, São Paulo,1992; 4º Stúdio Unesp, Sesc e Senai de Tecnologia de Imagens, no Sesc/Pompéia, São Paulo, 1996. JULIO LOUZADA, vol 11, pág. 179; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO.



256 - TÉIA DE SOUSAS (1945)

"Bar do Maneco" - óleo sobre tela - 60 x 37 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintora primitiva ativa no Estado de São Paulo. Suas obras nos trazem belas cenas do cotidiano das pessoas no campo. Suas cores são bem dosadas e a composição agrada aos olhos, pois traz harmonia e tranquilidade. A artista expõe regularmente, com sucesso de público e vendas.



257 - ULYSSES FARIAS (1960)

Composição - técnica mista - 30 x 30 cm - canto inferior direito e dorso - 2016 -

Desenhista, pintor, fotógrafo, escultor, poeta e professor nascido em São Paulo. Tem participado de muitos eventos culturais, mostras e Salões oficiais em Socorro, SP (2006 a 2014); Brasília, DF (2010); Mairiporã, SP (2007); São Paulo (2013). Recebeu, em 2012, o primeiro lugar em um concurso de fotografias.



258 - DJANIRA DA MOTTA E SILVA (1914 - 1979)

Anjo - guache - 22,5 x 13,5 cm - canto inferior direito -

Pintora, desenhista, ilustradora, cartazista, cenógrafa e gravadora. Djanira da Motta e Silva nasceu em Avaré, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. No final da década de 1930, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde teve suas primeiras instruções de desenho no Liceu de Artes Ofícios e com o pintor Emeric Marcier, hóspede da pensão que Djanira instalou no bairro de Santa Teresa. Os contatos com os artistas Carlos Scliar, Milton Dacosta , Arpad Szenes , Vieira da Silva e Jean-Pierre Chabloz , frequentadores de sua pensão, proporcionaram um ambiente estimulador que a levou a expor no 48º Salão Nacional de Belas Artes, em 1942. No ano seguinte, realizou sua primeira mostra individual, na Associação Brasileira de Imprensa - ABI. Em 1945, viajou para Nova York. De volta ao Brasil, realizou o mural ‘Candomblé’ para a residência do escritor Jorge Amado, em Salvador, e painel para o Liceu Municipal de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Entre 1953 e 1954, viajou a estudo para a União Soviética. De volta ao Rio de Janeiro, tornou-se uma das líderes do movimento pelo Salão Preto e Branco, um protesto de artistas contra os altos preços do material para pintura. Realizou em 1963, o painel de azulejos ‘Santa Bárbara’, para a capela do túnel Santa Bárbara, Laranjeiras, Rio de Janeiro. No ano de 1966, a editora Cultrix publicou um álbum com poemas e serigrafias de sua autoria. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil, EUA e Europa. Foi premiada no Rio de Janeiro (1943, 1944, 1949, 1950 a 1953, 1955, 1963) e em São Paulo (1951, 1955). Participou da 1ª e da 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955). Em 1977, o Museu Nacional de Belas Artes - MNBA, realizou uma grande retrospectiva de sua obra. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 336; PONTUAL, PÁG. 181; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 164; MEC, VOL. 2, PÁG 58; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG, 263; WALTER ZANINI, PÁG. 810; ARTE NO BRASIL, PÁG. 824; ACERVO FIEO.



259 - MARCIO SCHIAZ (1965)

"Composição com livros" - óleo sobre tela - 50 x 60 cm - canto inferior direito e dorso - 1992 -
No estado.

Paulistano, o pintor nasceu em 10/5/1965. Estudou na APBA-SP, onde desenvolveu curso de desenho e pintura, frequentado sessões de modelo vivo. Individuais desde 1989 e coletivas em Salões Oficiais, com sucesso de crítica. Recebeu diversos prêmios. JULIO LOUZADA, vol.13, pág. 304; Acervo FIEO.



260 - TRAN MINH THO (1922 - 1993)

Maternidade - óleo sobre madeira - 33 x 21 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Vietnamita da cidade de Cholon, onde nasceu a 15 de maio. Adotando o gênero figurativo-abstrato, o artista possui uma técnica exótica, mas não um exótico que depende de um esforço de atenção, erudito ou cultivado, e sim uma pintura onde a natureza, o homem e as implicações da natureza e das relações sociais da produção transparecem e se fundem numa sucessão de imagens e de registros da vida cotidiana, em todos o seu colorido, ritmo e movimento. Expõe individual e coletivamente a partir de 1965, inclusive no exterior, obtendo diversas premiações. JULIO LOUZADA, vol. 1 pág. 978



261 - EDUARDO MORI (1943)

Linhas e formas - técnica mista - 30 x 41 cm - canto inferior direito - Paris -

Nascido em São Paulo, iniciou seus estudo artísticos em Paris, onde residiu por longos anos, realizando algumas exposições de desenhos e óleos, retratando cenas do cotidiano. Posteriormente radicou-se em Los Angeles-EUA onde, mais liberto da influência acadêmica, se fixou no abstracionismo, buscando apenas na cor a forma de expressar toda a sua arte, com a qual se consagrou. JULIO LOUZADA vol.11, pág.219



262 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Depois" - desenho a nanquim - 20,5 x 26,5 cm - canto inferior esquerdo - 1953 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins. No estado.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



263 - VIRGÍLIO DIAS (1956)

"Parracho" - óleo sobre madeira - 60 x 80 cm - canto inferior direito e dorso - 1993-Arraial D'Ajuda - BA -

Nasceu na cidade do Rio de Janeiro-RJ, em 8 de setembro de 1956. Pinta desde 1974, e dedica-se inteiramente 'a pintura a partir de 1986. " ... Os céus, os casarios, as árvores, os mares de Virgilio Dias evidenciam um pintor castiço, que ao mesmo passo é fiel 'as paisagens que retrata e ao universo da arte, eis que seus quadros nos expõem um hábil uso do pincel, um mosaico livre essencialmente pictórico... " (José Paulo Moreira da Fonseca, poeta e pintor). JULIO LOUZADA vol. 13 pág. 113



264 - TOMÁS SANTA ROSA (1909 - 1956)

"Desespero" - desenho a nanquim e aquarela - 28,5 x 20,5 cm - canto inferior direito -

Pintor, gravador, cenógrafo e professor autodidata, Tomás Santa Rosa Júnior nasceu em João Pessoa, PB e falecido em Nova Délhi, Índia. Fixou-se no Rio de Janeiro (1932), começou a trabalhar como auxiliar de Portinari e iniciou também sua carreira de ilustrador que se estenderia por longa série de obras de escritores brasileiros e estrangeiros, que incluiu, dentre outros, Graciliano Ramos, José Lins do Rêgo, Jorge Amado, Castro Alves, Dostoievski. É considerado o primeiro cenógrafo moderno brasileiro. Entre as exposições das quais participou destacam-se: o Salão Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro (1941 - Medalha de Prata); Um Século de Pintura Brasileira, no Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro (1952); II Bienal Internacional de São Paulo (1953); Salão Preto e Branco do III Salão Nacional de Arte Moderna do Rio de Janeiro (1954); 'Arts Primitifs et Modernes Brésiliennes', no Museu de Etnografia de Neuchâtel, Suíça (1955). Após sua morte, suas obras foram expostas nas seguintes mostras: Exposição de Artes Gráficas de Tomás Santa Rosa, na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro (1958); Retrospectiva no Teatro Municipal do Rio de Janeiro (1975); Santa Rosa, Carnaval e Figurinos na Fundação Nacional de Arte (Funarte) de São Paulo (1985); e Bienal Brasil Século XX, na Fundação Bienal de São Paulo (1994). PONTUAL, PÁG. 472; MEC VOL. 4, PÁG. 177; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 460; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 572; LEONOR AMARANTE; www.funarte.gov.br; cpdoc.fgv.br; www.artprice.com.



265 - MICHEL CORDI (XX)

Fachada - acrílico sobre tela - 34 x 26 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista francês com diversas participações em mostras coletivas. www.artprice.com.



266 - VILMAR RODRIGUES (1931 - 1997)

Natureza morta - óleo sobre tela - 46 x 55 cm - canto inferior direito - 1979 -

Desenhista, ilustrador, cartunista e pintor nascido em Bagé, RS. Em 1945 mudou-se para o Rio de Janeiro e, em 1956, começou a fazer humor para o jornal "Última Hora". Como ilustrador ficou conhecido pela dupla que fez com o escritor Carlos Eduardo Novaes, com Millôr Fernandes e Roberto Scheneider. Também trabalhou no jornal humorístico "O Pasquim", na revista "Pif-Paf", no "Jornal de Notícias", no "Jornal do Brasil", na versão brasileira da revista "Mad" e em quadrinhos de terror (anos de 1980) da editora Vecchi. Participou de mostras coletivas e oficiais no Rio de Janeiro (1976 – SNAM; 1978 e 1980 – SNAP), entre outras. ITAU CULTURAL; www.guiadosquadrinhos.com.



267 - MARIO ZANINI (1907 - 1971)

Marinha - técnica mista - 33,5 x 48,5 cm - canto inferior esquerdo -
No estado.

Pintor, decorador, ceramista, professor, Mário Zanini nasceu e faleceu em São Paulo. Foi um dos integrantes de dois importantes movimentos artísticos considerados históricos na pintura paulista: o Grupo Santa Helena e a Família Artística Paulista. Sua formação artística se deu em São Paulo quando aos 13 anos iniciou curso de pintura da Escola Profissional Masculina do Brás e de 1924 a 1926, matriculou-se no curso de desenho e artes do Liceu de Artes e Ofícios. Conheceu Alfredo Volpi em 1927 e no ano seguinte estudou com o pintor Georg Elpons. Trabalhou no escritório de decoração de Francisco Rebolo entre 1933 e 1938. Em 1940 recebeu medalha de prata no 46º Salão Nacional de Belas Artes e foi convidado por Rossi Osir a trabalhar em seu ateliê de azulejos artísticos, o Osirarte. Em 1950, viajou por seis meses pela Itália, em companhia de Volpi e Osir. A partir de 1968 lecionou na Faculdade de Belas Artes de São Paulo. Participou de vários Salões oficiais e mostras coletivas no Brasil, como I e III Bienal Internacional de São Paulo e no exterior. Sua família doou 108 de suas obras ao Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo - MAC/USP em 1974. MEC, VOL. 4, PÁG. 531; PONTUAL, PÁG. 557; TEODORO BRAGA, PÁG. 250; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 451; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; ARTE NO BRASIL, PÁG. 778; LEONOR AMARANTE, PÁG.38; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 1085; ACERVO FIEO.



268 - SANSÃO CAMPOS PEREIRA (1926 - 2014)

Barcos - óleo sobre tela - 79 x 79 cm - canto inferior esquerdo -

Foi ativo no Rio de Janeiro, foi membro da Academia Brasileira de Artes, e da Academia Brasileira de Belas Artes. Artista várias vezes premiado, participou de diversas coletivas e salões, recebendo premiações várias. Seu tema preferido era a marinha. MEC vol.3, pág.389; JULIO LOUZADA vol.11, pág.243, Acervo FIEO.



269 - SERGIO MILLIET (1898 - 1966)

Paisagem - técnica mista - 25,5 x 38 cm - canto inferior direito - 1950 -

Nascido e falecido em São Paulo, Capital. Poeta, ensaísta, crítico literário e de arte, e pintor. Ao lado de suas múltiplas atividades de poeta, crítico e estudioso das artes plásticas, Sergio Milliet também foi assíduo pintor de domingo, especialmente das praias de Santos. Foi diretor artístico do MAM-SP, o qual organizou em 1969, uma exposição de sua pintura, comentada no Jornal do Brasill, de 22/9/1969. PONTUAL, pág. 361; JULIO LOUZADA vol.10, pág. 598; ITAÚ CULTURAL; TEIXEIRA LEITE, pág. 325. Acervo FIEO.



270 - RUBENS GERCHMAN (1942 - 2008)

"Beijo" - acrílico sobre serigrafia - 65 x 61 cm - canto inferior direito e dorso -
Com etiqueta de Paulo Figueiredo Galeria de Arte, Rua Bela Cintra, 1677, São Paulo - SP, no dorso.

Pintor, desenhista, gravador, escultor nascido no Rio de Janeiro e falecido em São Paulo. Em 1957, freqüenta o Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro, onde estuda desenho. Faz curso de xilogravura com Adir Botelho e freqüenta a Escola Nacional de Belas Artes - Enba, entre 1960 e 1961. Em 1967, é contemplado com o prêmio de viagem ao exterior no 16º Salão Nacional de Arte Moderna e viaja para os Estados Unidos. Reside em Nova York entre 1968 e 1972. Retorna ao Brasil e faz o roteiro, a cenografia e a direção do filme 'Triunfo Hermético' e os curtas 'ValCarnal' e 'Behind the Broken Glass'. De 1975 a 1979, assume a direção da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, RJ. É co-fundador e diretor da revista 'Malasartes'. Em 1978, viaja para os Estados Unidos com bolsa da Fundação John Simon Guggenheim. Em 1982, permanece por um ano em Berlim como artista residente, a convite do Deutscher Akademischer Austauch Dienst - DAAD [Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico]. Realizou diversas exposições individuais e participou de muitas mostras oficiais no Brasil e pelo mundo recendo prêmios na Bienal de São Paulo (1965), Bienal de Salvador, BA (1966), Bienal de Cali, Colômbia (1967, 1970). JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 417; PONTUAL, PÁG. 235; TEIXEIRA LEITE, "in" A GRAVURA BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 734; ARTE NO BRASIL, PÁG. 974; LEONOR AMARANTE, PÁG. 143, MEC VOL. 2, PÁG. 246; Acervo FIEO.



271 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Galo - serigrafia - 20/100 - 19 x 14 cm - canto inferior direito - 1958 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



272 - ANTONIO PESSOA (1943)

Nu - múltiplo em bronze - 12 x 06 x 07 cm - assinado -

Escultor, assina Tonny. Radicado no Rio de Janeiro detentor de bom curriculo nacional e internacional com inumeras participações em Salões Oficiais,varias vezes premiado. Ótimo mercado.



273 - MARILIA RODRIGUES (1937)

Composição - gravura - 6/20 - 61 x 51 cm - canto inferior direito - 1968 -
No estado.

Gravadora, desenhista e professora. Estuda desenho com Haroldo Mattos na Escola de Belas Artes, atual Escola Guignard, em Belo Horizonte, na qual, mais tarde, trabalha com xilogravura. Consegue bolsa para estudar gravura em metal no Ateliê de Gravura do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro - MAM/RJ, com Edith Behring, Anna Letycia e Rossini Perez, entre 1959 e 1962. Estuda também com Oswaldo Goeldi, na Escola Nacional de Belas Artes - Enba. Desde 1963, leciona gravura em metal na Universidade de Brasília, pela qual se aposenta em 1993. Em 1983, leciona na Escola Guignard e, entre 1985 e 1986, na Oficina de Gravura Sesc Tijuca, no Rio de Janeiro. ITAÚ CULTURAL.



274 - ORLANDO BRITO (1920 - 1981)

Marinha - óleo sobre eucatex - 14 x 31 cm - canto inferior direito - 1974 -

Nascido e falecido na cidade do Rio de Janeiro, foi pintor e desenhista. Ocupou durante vários anos, a cadeira de Desenho e Pintura do Instituto de Belas Artes, além de ser membro do juri do SNBA, ambos no Rio de Janeiro. Realizou individuais em diversas Galerias de Arte do Rio de Janeiroe participou também de várias exposições pelo interior do Brasil. Expôs no SNBA-RJ, nos anos de 1954, 1962, 1965 (obtendo neste o Grande Prêmio IV Centenário da cidade), e 1967. JULIO LOUZADA vol.11, pág.44; ITAÚ CULTURAL.



275 - MANOEL SANTIAGO (1897 - 1987)

Paisagem - óleo sobre tela colada em madeira - 16 x 19 cm - canto inferior esquerdo -

Manoel Colafante Caledônio de Assumpção Santiago nasceu em Manaus, AM e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, desenhista e professor. Mudou-se para Belém em 1903 e iniciou estudos de pintura. Desde 1916 já praticava a arte não figurativa. Em 1919 transferiu-se para o Rio de Janeiro, cursou Direito e frequentou a Escola Nacional de Belas Artes, onde foi aluno de Rodolfo Chambelland e Baptista da Costa. Na época, teve aulas particulares com Eliseu Visconti. Foi casado com a pintora Haydeá Santiago. Participou em 1927 do Salão Nacional de Belas Artes e recebeu o prêmio viagem ao exterior, entre vários outros. Foi para Paris no ano seguinte, e lá permaneceu por cinco anos. De volta ao Rio de Janeiro, em 1932, tornou-se professor do Instituto de Belas Artes. Em 1934, passou a lecionar pintura e desenho no Núcleo Bernardelli, figurando entre seus alunos José Pancetti, Edson Motta, Bustamante Sá, Ado Malagoli, Rescála e Milton Dacosta. Participou da I Bienal Internacional de São Paulo (1951) e do 8º Panorama da Arte Brasileira (1976). PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, VOL. 1, PÁG. 241; TEODORO BRAGA, PÁG. 211; CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO DE PAISAGEM BRASILEIRA, MEC-MNBA /RIO/1944; MAYER/84, PÁG. 1158; REIS JR, PÁG. 378; PONTUAL, PÁG. 473; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 292; ITAÚ CULTURAL, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 865; ACERVO FIEO.



276 - RENATO CATALDI (1909 - 1981)

Barcos - óleo sobre eucatex - 15 x 21 cm - dorso -
No estado.

Pintor. Participou com freqüência de certames como o Salão Nacional de Belas Artes, onde obteve várias premiações. MEC, vol. 1, pág. 390; JULIO LOUZADA- vol. 1, pág. 237 e vol. 11, pág. 63



277 - ATHOS BULCÃO (1918 - 2008)

"Carretel" - guache - 22 x 26 cm - canto inferior direito - 1956 -

Pintor e desenhista. Começou a dedicar-se a arte estimulado por Portinari, que, em 1945, o convidou a trabalhar nas obras da Pampulha, em Belo Horizonte. No ano anterior realizara exposição individual na sede recém-inaugurada do Instituto dos Arquitetos do Brasil no Rio de Janeiro, voltando a fazê-lo na Capital mineira em 1946 e 1947. Já então conquistara medalhas de prata em pintura e desenho no SNBA. Recebendo bolsa de estudos no governo francês, viajou em 1948 para Paris, onde permaneceu um ano, visitando ainda a Itália. De regresso ao Brasil, passou a dedicar-se também a trabalhos no campo da decoração. Residindo mais recentemente em Brasília, ali criou azulejos e vitrais para a Igreja de Nossa Senhora de Fátima, com motivos cristãos da Pomba e da Estrela, símbolos do Divino Espírito Santo e da natividade. Participou como isento de júri dos II SAMDF (1965), realizando em 1968 exposição individual de desenhos em Brasília (Galeria Encontro). Rubem Braga focalizou-o em uma crônica publicada na revista Manchete (14 de agosto de 1954). TEODORO BRAGA, PÁG. 59; MEC, vol. 1, pág. 301; WALMIR AYALA, vol.1, pág. 140; PONTUAL, pág. 93; TEIXEIRA LEITE, pág. 92; JÚLIO LOUZADA, vol. 7, pág.112; ITAÚ CULTURAL.



278 - DIONÍSIO GUERRAS (1931)

Fada - óleo sobre tela colada em eucatex - 28 x 23,5 cm - canto inferior esquerdo -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor espanhol nascido na cidade de Galdames, em 3 de fevereiro de 1931. Da amizade do pintor Gonzalo Bilbao, pintor impressionista, começou a pintar no campo. Trabalhou na área de propaganda como desenhista. JULIO LOUZADA, vol. 3, pág. 493/494



279 - REINALDO MANZKE (1906 - 1980)

Paisagem - guache - 27 x 19 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor, nascido e falecido em Blumenau, SC. Participou regularmente do Salão Paulista de Belas Artes, recebendo premiações diversas. JULIO LOUZADA, vol 9, pág, 529. MEC, VOL, 3,pág, 65. PONTUAL,pág,335; TEODORO BRAGA; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



280 - MARIO ZANINI (1907 - 1971)

Lavadeiras - óleo sobre tela - 65 x 80 cm - canto inferior esquerdo - 1964 -
Ex coleção Sr. Antonio Osmar Alves de Oliveira ,São Paulo - SP.

Pintor, decorador, ceramista, professor, Mário Zanini nasceu e faleceu em São Paulo. Foi um dos integrantes de dois importantes movimentos artísticos considerados históricos na pintura paulista: o Grupo Santa Helena e a Família Artística Paulista. Sua formação artística se deu em São Paulo quando aos 13 anos iniciou curso de pintura da Escola Profissional Masculina do Brás e de 1924 a 1926, matriculou-se no curso de desenho e artes do Liceu de Artes e Ofícios. Conheceu Alfredo Volpi em 1927 e no ano seguinte estudou com o pintor Georg Elpons. Trabalhou no escritório de decoração de Francisco Rebolo entre 1933 e 1938. Em 1940 recebeu medalha de prata no 46º Salão Nacional de Belas Artes e foi convidado por Rossi Osir a trabalhar em seu ateliê de azulejos artísticos, o Osirarte. Em 1950, viajou por seis meses pela Itália, em companhia de Volpi e Osir. A partir de 1968 lecionou na Faculdade de Belas Artes de São Paulo. Participou de vários Salões oficiais e mostras coletivas no Brasil, como I e III Bienal Internacional de São Paulo e no exterior. Sua família doou 108 de suas obras ao Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo - MAC/USP em 1974. MEC, VOL. 4, PÁG. 531; PONTUAL, PÁG. 557; TEODORO BRAGA, PÁG. 250; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 451; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; ARTE NO BRASIL, PÁG. 778; LEONOR AMARANTE, PÁG.38; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 1085; ACERVO FIEO.



281 - ALFREDO VOLPI (1896 - 1988)

Fachada e bandeiras - serigrafia - 4/100 - 32 x 36 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.



282 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

"Gare de Montmartre" - óleo sobre tela - 27 x 22 cm - centro inferior - 1974 - Paris -
Crevette.



283 - MARIA LEONOR APPE (1933)

Flores - óleo sobre tela - 60 x 60 cm - canto inferior direito - 2017 -

Nasceu em Santos, SP, no dia 22 de maio, transferindo residência para a Capital com a família em 1942, onde reside e é ativa. Desde cedo acompanhava o trabalho do pai, então pintor amador, que procurava incentivá-la nas artes plásticas. Autodidata, após o falecimento do pai em 1968, dedica-se à pintura, recebendo ensinamentos dos mestres Nestor Peres, Colete Pujol e Waldemar da Costa. A partir de 1990 dedica-se totalmente à pintura e à aquarela; integra a Diretoria da Associação Paulista de Belas Artes, da qual é sócia benemérita e conselheira perpétua. Participou de diversos certames oficiais, com premiações várias, tais como medalhas de bronze e de prata. Acervo Fieo.



284 - EDUARDO CAMÕES (1955)

"Igreja de Santa Luzia em 1890" - óleo sobre tela - 40 x 70 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor, desenhista e gravador, sendo que, a partir de 1970, dedicou-se exclusivamente a pintura a óleo. Em 1973 excursionou pelos Estados Unidos, participando de exposições individuais e coletivas. Expôs também no Japão e em várias cidades brasileiras. JÚLIO LOUZADA, vol. 3, pág. 198.



285 - MANOEL MARTINS (1911 - 1979)

Paisagem - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito -

Natural de São Paulo, MANOEL MARTINS participou ativamente do Grupo Santa Helena, onde defendeu a necessidade de fazer da arte uma profissão, e ocupar com ela, um espaço na sociedade. Manoel Martins, a partir da exposição da Familia Artística Paulista em 1937, realizado pelos integrantes do Grupo, desenvolveu obras no âmbito do figurativo, buscando incorporar a vida, o movimento, as aglomerações do mundo urbano, substituindo a figuração pós-impressionistas por elementos racionais do cubismo com a valorização do expressionismo. TEIXEIRA LEITE, pág. 316; JULIO LOUZADA, vol.11, pág. 201; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 584; ARTE NO BRASIL, pág. 784, Acervo FIEO.



286 - MORIYO KOJIMA (1936)

"Paisagem" - óleo sobre tela - 50 x 60 cm - canto inferior direito - 2004 -

Pintora nascida em Mirandópolis, SP. Em 1945 mudou-se para Itaquera e depois para Mauá. Tem participado de inúmeras exposições, destacando-se as de: Mauá, SP (2001 e 2002 – Salão de Arte; 2015 – 'Mulheres em Diálogo'; 2016 – Pintores residentes de Mauá); São Paulo (2003 – 3º Salão Figurativo de Bunkyo); Poá, SP (2007 – 2º Salão de Arte); Mogi das Cruzes, SP (2008 – '100 anos da Imigração Japonesa no Brasil'); Embu, SP (2010 – 'Homenagem à Imigração Japonesa', 2014, 2015). Foi premiada em: Poá, SP (2007); Mauá (2015).



287 - MARIA HERCÍLIA QUINTAS (1929 - 2015)

"Gruta" - óleo sobre tela - 40 x 60 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintora, restauradora e professora nascida em São Paulo. Assina M. Hercília. Foi aluna de Anita, Helena e Lucília Fraga, Salvador Rodrigues, Julian P. Ortigosa, Aurélio Ferraz Costa e Daniel Mercedes Terto. Frequentou o Liceu de Artes e Ofícios, o Centro Cultural São Paulo e cursou desenho e pintura no antigo Colégio Des Oiseaux. Exposições individuais em: São Paulo (1990, 1992 a 1994, 1997). Mostras coletivas e Salões oficiais em: São Paulo (1987, 1988, 1989 a 1991, 1995, 1996); Matão, SP (1990, 1991); Botucatu, SP (1991); Presidente Prudente, SP (1991); Itanhaém, SP (1991); Franca, SP (1991, 1992); Ubatuba, SP (1993); La Paz, Bolívia (1989); Cuzco, Peru (1989). Prêmios: São Paulo (1988 a 1990); Presidente Prudente, SP (1991); Itanhaém, SP (1991); Matão, SP (1991). JULIO LOUZADA VOL. 7, PÁG. 332; VOL. 10, PÁG. 421.



288 - DARIO VILLARES BARBOSA (1880 - 1952)

Parque - óleo sobre eucatex - 36 x 46 cm - canto inferior esquerdo -

Nasceu em Campinas, SP e faleceu em Paris, França, em 3 de setembro de 1952. Junto com o seu irmão gêmeo e também pintor, Mário Villares Barbosa, iniciou seu aprendizado artístico no atelier de Oscar Pereira da Silva. Especializou-se na Europa, retornando ao Brasil em 1934, tornando-se além de pintor de história e de gênero, professor de paisagismo realístico e crítico, denunciando em suas obras a desumanização da paisagem. JULIO LOUZADA, vol. 13 pág. 28; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 601; ACERVO FIEO, pág. 602, RUTH TARASANTCHI.



289 - GUELFO OSCAR CAMPIGLIA (1907 - 1968)

Paisagem - óleo sobre tela - 26 x 34 cm - canto inferior direito - 1947 -
No estado.

Pintor ativo em São Paulo. Participou do Salão Paulista de Belas Artes, onde recebeu o segundo prêmio Prefeitura de São Paulo (1941) e medalha de bronze (1943). TEODORO BRAGA, pág. 62, Acervo FIEO.



290 - JOÃO DUTRA (1893 - 1984)

Curva do rio - óleo sobre tela - 55 x 66,5 cm - canto inferior esquerdo - 1926 -

Nasceu em Rio Claro, SP, e faleceu em Piracicaba-SP. Descendente da família Dutra, composta de pintores ativos em São Paulo a partir do Séc. XVIII durante várias gerações. Expôs pela primeira vez em 1919, em São Paulo, onde realizaria outras mostras até 1937. Participou do SNBA, recendo medalha de prata. Destacou-se como autor de naturezas mortas. TEODORO BRAGA, pág. 85; MEC, vol. 2, pág. 84; TEIXEIRA LEITE, pág. 171; PONTUAL, pág. 186; ITAU CULTURAL, RUTH TARASANTCHI.



291 - MARIETTE LYDIS (1894 - 1970)

"Les yeux noirs" - desenho a lápis - 32 x 23 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintora, desenhista, gravadora e ilustradora nascida em Viena, Áustria e falecida em Buenos Aires, Argentina. Viajou pela Rússia, Inglaterra, Itália, Grécia, Egito, Turquia e Estados Unidos. Chegou a Paris em 1927 e logo realizou sua primeira exposição. No início, seu trabalho era voltado para as ilustrações na literatura. Ilustrou: 'Les Fleurs du Mal' de Charles Baudelaire; 'Lettres sur le Serviteur Châtié' de Henri de Montherlant; o Alcorão; 'Autres Rhumbs' de Paul Valéry; 'Le Zodiaque' de Jane Régny; ' Romans et Nouvelles' de Pierre Louys; entre outros. Foi membro do 'Salon d’Automne'. Com a perseguição aos nazistas, viveu por breve período em Winchcombe, Inglaterra e se refugiou em Buenos Aires (1940). BENEZIT; www.annexgalleries.com; www.artprice.com.



292 - SAMSON FLEXOR (1907 - 1971)

"Composição nº 15" - guache - 38,5 x 28,5 cm - canto inferior direito - 1954 -

Pintor nascido na Romênia, estudou em Paris, onde fez em 1927 sua primeira individual, radicando-se em 1946 em São Paulo, onde faleceu. Foi um dos pioneiros do abstracionismo no Brasil, tendo criado em 1948 o Atelier Abstração. Em 1968 sua obra foi objeto de importante retrospectiva no MAM-RJ. BENEZIT vol. 4, pág. 402; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 313/4; TEIXEIRA LEITE, pág. 198; PONTUAL, pág. 217/8; MEC, vol. 2, pág. 179 e 180; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 917; LEONOR AMARANTE, pág. 75; WALTER ZANINI, pág. 643, Acervo FIEO.



293 - ARSENIO CINTRA DA SILVA (1833 - 1883)

Guerreiro - desenho a nanquim - 50 x 35 cm - canto inferior direito - 1972 - São Paulo - SP -

Pintor, fotógrafo e professor nascido no Recife, PE e falecido na Bahia. Estudou em Paris, em Roma e foi o responsável por introduzir a técnica de pintura a guache no Brasil. Atuou durante a década de 60 do século XIX basicamente como retratista. Teve papel importante como precursor de uma visão fotográfica de cunho jornalístico, quando documentou os festejos do casamento da Princesa Isabel e do Conde d'Eu, a 15 de outubro de 1864, no Largo do Paço, no Rio de Janeiro. Essas fotografias pertencem a Dom Pedro II e estão conservadas na coleção Thereza Christina Maria da Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro. Transferiu-se para o Rio de Janeiro em 1861 onde participou das Exposições Gerais (1861 a 1863), obtendo prêmios. Postumamente, sua obra foi representada na Exposição Retrospectiva da Pintura no Brasil, no Museu Nacional de Belas Artes em 1948. LAUDELINO FREIRE, PÁG. 150; MEC VOL. 4, PÁG. 245; REIS JR PÁG. 171; PONTUAL PÁG. 490; TEIXEIRA LEITE PÁG. 476; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL PÁG. 5463; JULIO LOUZADA VOL. 9, PÁG. 798; ACERVO FIEO.



294 - MILITÃO DOS SANTOS (1956)

"Seringueiros" - óleo sobre tela - 22 x 27 cm - lado direito e dorso - 1983 - Rio de Janeiro -

Pintor, Antonio Militão dos Santos nasceu em Caruaru, PE. Assina Militão dos Santos. Teve meningite aos sete anos de idade e perdeu 100% de sua audição. Para minimizar a deficiência, sua família o transferiu para o Rio de janeiro (1970) e o matriculou no Instituto Nacional de Educação de Surdos onde teve aulas (1972) com Bustamante Sá. Frequentou, também, o Atelier de Artes Plásticas de Hélio Rodrigues, RJ. ? Sua participação no mercado se iniciou participando do grupo que expunha na feira de arte da Praça General Ozório, em Ipanema, RJ. Em 1982 passou uma temporada entre Uruguai, Argentina e Paraguai, retornando ao Brasil em 1986. Em 1990, voltou para Recife, onde passou a residir. Realizou exposições individuais em Recife, PE (1992, 1993). Participou de muitas mostras coletivas e oficiais, sendo premiado em: São Paulo (1979, 1989 - "Festival de Arte Naïf Brasileira"); São João do Meriti, RJ (1981); Campinas, SP (1987 - "Festival de Arte Naïf Brasileira"). JULIO LOUZADA VOL. 6, PÁG. 1012; ITAU CULTURAL; militaodossantos.com; artenaifrio.blogspot.com; www.artprice.com.



295 - NELSON NOBREGA (1900 - 1997)

Trabalhadores - aquarela - 25 x 30 cm - canto inferior direito - 1937 - São Paulo -

Natural de Piracicaba, SP. Pintor, desenhista e professor. Estudou na Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro. Optou pela pintura moderna, integrando a Familia Artística Paulista no final da década de 30. Pintor de temática variada, destacou-se pelo seu estilo próprio. A sua primeira individual aconteceu em 1926, dando inicio a uma carreira brilhante e muito destacada no cenário nacional. JULIO LOUZADA, vol. 1 pág. 677; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 584.



296 - MANINHA (XX)

Figuras - técnica mista - 24 x 22 cm - canto inferior direito - 1981 -
No estado.

Natural do Estado do Amazonas, a pintora Maninha nunca teve a preocupação de agradar ou contrariar e usando de uma liberdade de expressão rara, suas produções são uma união explosiva de símbolos colhidos com naturalidade desconcertante. Realizou uma individual na Petite Galerie, RJ, em 1868, com crítica de Pietro Maria Bardi. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 574; MEC, vol. 3, pág. 47.



297 - TARSILA DO AMARAL (1890 - 1973)

Paisagem - desenho a nanquim - 14,5 x 20 cm - canto inferior direito -
No estado.

Pintora e desenhista, Tarsila do Amaral nasceu em Capivari, SP e faleceu em São Paulo. Estudou escultura com William Zadig e com Mantovani, em 1916, na capital paulista. No ano seguinte teve aulas de pintura e desenho com Pedro Alexandrino, onde conheceu Anita Malfatti. Ambas tiveram aulas com o pintor Georg Elpons. Em 1920 viajou para Paris e estudou na ‘Académie Julian’ e com Émile Renard. Ao retornar ao Brasil formou em 1922, em São Paulo, o Grupo dos Cinco, com Anita Malfatti, Mário de Andrade, Menotti del Picchia e Oswald de Andrade. Em 1923, novamente em Paris, frequentou o ateliê de André Lhote, Albert Gleizes e Fernand Léger. Foi a criadora de duas das principais tendências ou movimentos de nossa arte nacionalista: o Pau Brasil e o Antropofagia. A convite da Comissão do IV Centenário de São Paulo fez, em 1954, o painel ‘Procissão do Santíssimo’ e, em 1956, entregou ‘O Batizado de Macunaíma’, sobre a obra de Mário de Andrade, para a Livraria Martins Editora. A retrospectiva Tarsila: 50 Anos de Pintura, organizada pela crítica de arte Aracy Amaral e apresentada no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo , em 1969, ajudou a consolidar a importância da artista. TEODORO BRAGA, PÁG. 220; REIS JR., PÁG.388; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 365; MEC, VOL. 4, PÁG. 370; PONTUAL, PÁG. 511; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 492; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 389; ARTE NO BRASIL, PÁG. 577; LEONOR AMARANTE, PÁG. 24; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 958.



298 - ALFREDO EUGUL SAMAD (XX)

Dormindo - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior direito e dorso - 1982 - São Paulo - SP -
No estado.

Pintor argentino natural de Navarro, Provincia de Buenos Aires. Fixou residência no Brasil a partir de 1954. Expôs individualmente em Buenos Aires em 1951, participando de coletivas a partir de 1953, destacando-se: III Salão Nacional de Artes Plásticas do Rio de Janeiro (Gravura), Salão Museu de Arte Moderna -MAM-SP (Desenho) e III Salão Brasileiro de Arte (Fundação Mokiti Okada) São Paulo (pintura). Recebeu o Prêmio Aquisição no III Salão de Arte Contemporânea de Americana-SP.



299 - ALICE BRILL (1920 - 2013)

Paisagem - gravura - P.A. X/X - 25 x 17,5 cada cm - canto inferior direito - 1983 -
Lote composto de duas obras montadas em uma só moldura.

No Brasil desde os 14 anos, esta artista alemã, nascida em Colônia, radicou-se em São Paulo, onde estudou com Osir, Bonadei e Yolanda Mohalyi, aperfeiçoando-se com bolsa de estudos nos Estados Unidos. Estudou gravura em São Paulo com Karl-Heinz Hansen, voltando a fazê-lo com Potty Lazzarotto em 1950, no MASP.Como pintora, a primeira exposição de que participou, em 1944, foi o Salão do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo, desde então, este sempre presente em diversas coletivas nacionais e estrangeiras. Sua pintura traz a cidade em suas telas. JULIO LOUZADA, vol. 8, pág. 134; MEC, vol. 1, pág. 296; PONTUAL, pág. 90; TEIXEIRA LEITE, pág. 88; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 717; Acervo FIEO.



300 - FUKUDA (1943)

Composição - técnica mista sobre tela - 80 x 80 cm - canto inferior direito e dorso - 1989 -
Com etiqueta da Contorno Artes Ltda., Rua Marquês de São Vicente, loja 52, Rio de Janeiro - RJ, no dorso. No estado.

Pintor, gravador e escultor, Roberto Kenji Fukuda nasceu em Indiana, SP. Iniciou-se na pintura com orientação de seu pai, o pintor Tamotsu Fukuda, um dos imigrantes japoneses pioneiros no Brasil. Como escultor foi o responsável pela criação do monumento comemorativo aos Jogos Pan-Americanos, do Rio de Janeiro (2007). Realizou exposições individuais em: Lins, SP (1963); Rio de Janeiro (1988, 1989); São Paulo (1988,1991); Curitiba, PR (1989); Brasília, DF (1989); Belo Horizonte, MG (1991). Participou de várias mostras coletivas pelo Brasil, Alemanha, França e Estados Unidos. JULIO LOUZADA, VOL. 11, PÁG. 120; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO; www.galeriamaradolzan.com.br.



301 - LOTHAR CHAROUX (1912 - 1987)

Linhas - serigrafia - 37/50 - 71 x 49 cm - canto inferior direito - 1976 -

Pintor, desenhista e professor austríaco, natural de Viena. Assinava Charoux. Iniciou os estudos artísticos com seu tio, o escultor austríaco Siegfried Charoux. Transferiu-se para o Brasil em 1928, fixando residência em São Paulo. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios da cidade onde conheceu Valdemar da Costa, com ele fazendo aprendizado de pintura a partir de 1940. Posteriormente passa a lecionar desenho no Liceu de Artes e Ofícios e no SENAI. Em 1947, realizou sua primeira exposição individual, na Galeria Itapetininga. Em 1952, participou da fundação do Grupo Ruptura, ao lado de Waldemar Cordeiro, Geraldo de Barros, Anatol Wladyslaw e outros. Com Hermelindo Fiaminghi e Luiz Sacilotto , cria a Associação de Artes Visuais NT - Novas Tendências, em 1963. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras oficiais nacionais como a Bienal Internacional de São Paulo (I a IX, XII, XIII), Panorama da Arte Atual Brasileira (1º ao 3º, 6º, 9º, 11º, 12º) e no exterior. É homenageado com retrospectiva no Museu de Arte Moderna de São Paulo e no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro em 1974. Em 2005, é publicado o livro ‘Lothar Charoux: A Poética da Linha’, pela historiadora de arte Maria Alice Milliet. PONTUAL, PÁG. 131; MEC VOL. 1, PÁG. 433; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 254; VOL. 9, PÁG.207; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 645; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; ACERVO FIEO.



302 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Depois" - desenho a nanquim - 20,5 x 26,5 cm - centro inferior - 1953 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins. No estado.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



303 - ISABELLA SÁ PEREIRA (1912 - 1995)

Composição - óleo sobre tela - 58 x 76 cm - canto inferior direito e dorso -
No estado.

Pintora, desenhista e professora nascida em São Paulo e falecida em Petrópolis, RJ. Estudou na Escola Nacional de Belas Artes da UFRJ (1931-1936); na "Corcoran School of Art", Washington - EUA (1941-1944). Fez curso de desenho e artes gráficas na Fundação Getúlio Vargas (1948); de cerâmica na antiga Escola Técnica Nacional, RJ (1949-1950); especialização em escultura em metal com Edson Mota (1964-1965). Em Paris, frequentou a "École Métiers d'Arts" (1952). Participou de muitos Salões oficiais como: Salão Nacional de Belas Artes, RJ (1934, 1935, 1947 a 1951); Salão Nacional de Arte Moderna, RJ (1952, 1956 a 1958); Salão Paulista de Belas Artes, SP (1946, 1947); entre outros. Recebeu Medalha de Bronze no Salão Nacional de Belas Artes, RJ em 1934, 1948, 1951 e Medalha de Ouro em 1950; Prêmio Aquisição no Salão Paulista de Belas Artes, SP (1946). MEC VOL. 3, PÁG. 385; ITAU CULTURAL.



304 - IVAN SERPA (1923 - 1973)

Composição - guache - 23 x 23 cm - canto inferior direito - 1971 -
No estado.

Pintor, desenhista, gravador e professor, Ivan Ferreira Serpa nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Estudou gravura e desenho com Axel Leskoschek (entre 1946 e 1948) no Rio de Janeiro. Em 1949, ministrou suas primeiras aulas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, onde, a partir de 1952, exerceu sistemática atividade didática, em especial no ensino infantil. Foi um dos precursores do concretismo no Brasil, criando ao lado de Aluisio Carvão, Lígia Clark, Hélio Oiticica e outros o Grupo Frente, que se manteve ativo de 1954 a 1956, inclusive com exposições no Rio de Janeiro. Participou da Divisão Moderna do SNBA (1947-1951). Em 1957, recebeu o prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna, RJ. Participou da exposição ’Opinião 65’, evento que marca a difusão de uma nova arte de tendência figurativa, a neofiguração. Em 1970, fundou, com Bruno Tausz, o Centro de Pesquisa de Arte no Rio de Janeiro. Participou da Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1961, 1963, 1965) e da Bienal de Veneza (1952, 1954, 1962, 1966). PONTUAL, PÁG 486; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 605; ARTE NO BRASIL, PÁG. 840; LEONOR AMARANTE, PÁG. 26; MEC VOL. 4, PÁG. 221; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 899.



305 - ROGER VAN ROGGER (1914 - 1983)

"A cidade e o campo" - óleo sobre tela - 64 x 80 cm - canto inferior direito -

Excepcional pintor e desenhista autodidata belga, nascido em Antuérpia, e falecido em Toulon, França. Sua obra é fortemente influenciada pela pintura de Permeck e de Smedt. Abandonando o conforto burguês da família, e disposto a levar uma vida mais próxima à natureza, trabalha sucessivamente como pescador, marinheiro, estivador e camponês. Fez crítica de arte e de cinema. Transferiu-se para o Brasil em 1943, fixando residência na cidade do Rio de Janeiro, integrando-se a um grupo de europeus, que como ele buscavam um lugar seguro longe da guerra da Europa. Entre eles Kaminagai, Augusto Zamoisky, Vieira da Silva e Arpad Szenes. Viajou pelos EUA onde realizou importantes exposições. Foi contratado pelo Laboratório Roche, da Suíça, e pintou todos os portos do Brasil, do Amazonas a Santa Catarina. Teixeira Leite, na bibliografia abaixo, comenta: "(...) Destacando-se principalmente como paisagista, pintor de figuras e de naturezas-mortas, dentro da veia expressionista, que era a sua, com a utilização de um desenho de extrema vitalidade e de um colorido violento, no qual predominavam as tonalidades quentes". TEIXEIRA LEITE, pág. 518, ITAUCULTURAL.



306 - ATHOS BULCÃO (1918 - 2008)

Estudo - serigrafia - 47,5 x 33 cm - canto inferior direito - 1956 -

Pintor e desenhista. Começou a dedicar-se a arte estimulado por Portinari, que, em 1945, o convidou a trabalhar nas obras da Pampulha, em Belo Horizonte. No ano anterior realizara exposição individual na sede recém-inaugurada do Instituto dos Arquitetos do Brasil no Rio de Janeiro, voltando a fazê-lo na Capital mineira em 1946 e 1947. Já então conquistara medalhas de prata em pintura e desenho no SNBA. Recebendo bolsa de estudos no governo francês, viajou em 1948 para Paris, onde permaneceu um ano, visitando ainda a Itália. De regresso ao Brasil, passou a dedicar-se também a trabalhos no campo da decoração. Residindo mais recentemente em Brasília, ali criou azulejos e vitrais para a Igreja de Nossa Senhora de Fátima, com motivos cristãos da Pomba e da Estrela, símbolos do Divino Espírito Santo e da natividade. Participou como isento de júri dos II SAMDF (1965), realizando em 1968 exposição individual de desenhos em Brasília (Galeria Encontro). Rubem Braga focalizou-o em uma crônica publicada na revista Manchete (14 de agosto de 1954). TEODORO BRAGA, PÁG. 59; MEC, vol. 1, pág. 301; WALMIR AYALA, vol.1, pág. 140; PONTUAL, pág. 93; TEIXEIRA LEITE, pág. 92; JÚLIO LOUZADA, vol. 7, pág.112; ITAÚ CULTURAL.



307 - SYLVIO PINTO (1918 - 1997)

Futebol - óleo sobre tela - 38 x 58,5 cm - canto inferior direito -

Pintor, Sylvio da Silva Pinto nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Assina S. Pinto. Teve as primeiras noções de desenho no Liceu de Artes e Ofícios, RJ. Mais tarde recebeu lições de seu pai – o Pinto das Tintas. Foi ainda na casa paterna que conheceu Pancetti. Estudou no Núcleo Bernardelli (1938) e se dedicou exclusivamente à pintura a partir de 1940. Fundou e dirigiu no Jacarezinho, bairro carioca, uma escolinha de arte para crianças pobres. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1988, 1992); Brasília, DF (1988,1993); Rio de Janeiro (1989, 1991, 1993, 1994, 1995); Constância, Portugal (1991). Participou de várias mostras coletivas e Salões oficiais como a I Bienal Internacional de São Paulo (1951). Foi premiado no: Rio de Janeiro (1941, 1943, 1945, 1948, 1949, 1952 – Prêmio Viagem ao Exterior, 1957 – Prêmio Viagem Nacional, 1988, 1989); Salvador, BA (1946, 1950); Constância, Portugal (1994); Brasília, DF (1994); Niterói, RJ (1996). MEC, VOL. 3, PÁG. 419, ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 4, PÁG. 894; VOL. 5, PÁG. 820; VOL. 6, PÁG. 890; VOL. 7, PÁG. 562; VOL. 8, PÁG. 661; VOL. 10, PÁG. 693; ACERVO FIEO; www.academia.org.br; www.artprice.com.



308 - DAREL VALENÇA LINS (1924 - 2017)

Nu - desenho a nanquim - 27 x 24,5 cm - canto inferior direito -

Gravador, pintor, desenhista, ilustrador e professor nascido em Palmares, PE. Estudou na Escola de Belas Artes do Recife, atual Universidade Federal de Pernambuco (entre 1941 e 1942). Mudou-se para o Rio de Janeiro (1946); estudou gravura em metal com Henrique Oswald (1948) e recebeu aconselhamento técnico de Oswaldo Goeldi. Atuou como ilustrador em diversos periódicos: revista 'Manchete'; jornais 'Última Hora' e 'Diário de Notícias'; diversos livros: 'Memórias de um Sargento de Milícias' (1957), de Manuel Antônio de Almeida; 'Poranduba Amazonense' (1961), de Barbosa Rodrigues; 'São Bernardo' (1992), de Graciliano Ramos e 'A Polaquinha' (2002), de Dalton Trevisan. Encarregou-se das publicações da Sociedade dos Cem Bibliófilos do Brasil (entre 1953 e 1966). Lecionou gravura em metal no Museu de Arte de São Paulo - Masp (1951); litografia na Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro (entre 1955 e 1957) e na FAAP, São Paulo (1961 a 1964). Realizou painéis para o Palácio dos Arcos, em Brasília (1968-1969) e para a IBM do Brasil, no Rio de Janeiro (1979). Realizou muitas exposições individuais, destacando-se: Rio de Janeiro (1949, 1963, 1964, 1966, 1968, 1973, 1995); Recife, PE (1951); Itália (1952 – Milão, 1958 - Roma); São Paulo (1953 – MASP, 1960, 1967). Participou de várias mostras e Salões oficiais, entre as quais: Salão Nacional de Arte Moderna (1952 a 1960) onde recebeu Prêmio de Viagem ao País (1952) e Prêmio de Viagem ao Estrangeiro (1957); Bienal Internacional de São Paulo (1961 a 1967) recebendo Prêmio Melhor Desenhista Nacional (1963) e Sala Especial (1965); Gravadores Brasileiros Contemporâneos, EUA (1966); Bienal de Tóquio, Japão (1964); Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa (1988, 1993). MEC VOL.3, PÁG. 18; PONTUAL, PÁG.160; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 313; VOL. 8, PÁG. 246; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 715; ARTE NO BRASIL, PÁG. 839; LEONOR AMARANTE, PÁG. 125; ACERVO FIEO; www.graphias.com.br; www.artprice.com.



309 - HUMBERTO CERQUEIRA (1915)

Composição - técnica mista - 62 x 50,5 cm - dorso - 1978 -
No estado.

Pintor e desenhista autodidata, Humberto Silva de Cerqueira nasceu em Penedo, AL. Expôs individualmente no Rio de Janeiro em 1960, 1962, 1964, 1966. Participou da Bienal Internacional de São Paulo (1967); Bienal Interamericana do México (1960); Salão Nacional de Arte Moderna, RJ (entre 1956 e 1969, 1970); Salão do Mar, RJ (1957); Salão da Estrada, RJ (1958); Salão Paranaense de Belas Artes, Curitiba – PR (1962); Salão Nacional de Artes Plásticas, RJ (1980). Em 1965 recebeu o Certificado de Isenção de Júri no SNAM, RJ. PONTUAL PÁG. 126; MEC VOL.1, PÁG. 396; JULIO LOUZADA VOL. 7, PÁG.167; ITAU CULTURAL.



310 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Natureza morta - pastel, aquarela e guache - 26 x 53 cm - canto inferior direito e dorso - 1970 -
Com a seguinte dedicatória no dorso: "Ao querido Mario Gruber uma lembrança de sua visita a este velho amigo. Com carinho e admiração. E. Di Cavalcanti ,12 de março - 1970". Acompanha a obra recibo de venda, datado de 02 de maio de 1996, firmado por Mario Gruber assim como comprovante de depósito em sua conta corrente.

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



311 - TUNEU (1948)

Composição - gravura em técnica mista - P.E. - 78 x 50 cm - canto inferior direito - 1981/1989 -
No estado.

Nascido Antonio Carlos Rodrigues, em São Paulo, Capital. Desenhista e pintor, começou a desenhar profissionalmente por volta de 1960. Foi orientado por Tarsila do Amaral em 1966, mesmo ano que começou a participar de exposições. Artista renomado, Tuneu figurou em diversas exposições importantes no país, que trouxeram o panorama da arte dos dias de hoje. JULIO LOUZADA, vol. 12 pág. 410; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 764; LEONOR AMARANTE, pág.185, Acervo FIEO.



312 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Paisagem - óleo sobre madeira - 13,5 x 18 cm - canto inferior direito ilegível -



313 - GILDEMBERG (1932)

Carro de bois - óleo sobre tela - 46 x 65 cm - canto inferior direito - 1971 -
No estado.

Batizado Gildemberg Oliveira Brandão, nasceu em Itabuna, Bahia. Realiza sua primeira individual quatro anos apenas após iniciar-se na pintura. Experiência que se repetirá por outros três anos com sucesso de critica e de público. Inimá de Paula comenta a obra do artista: "Ele é um artista honesto. (...) trata os temas com muita propriedade, riqueza de movimentos e poesia, sabe tratar o assunto com simplicidade , variedade e unidade". JULIO LOUZADA, vol.2, pág. 445



314 - DIMITRI ISMAILOVITCH (1898 - 1976)

Paisagem - óleo sobre tela colada em eucatex - 27 x 35 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor russo, estudou em 1918 e 1919 na Academia de Belas Artes da Ucrânia, e em 1927 radicou-se no Rio de Janeiro, tendo participado de diversas exposições individuais e salões oficiais. Pintor de natureza morta, paisagem e retratos. TEODORO BRAGA, pág. 123; REIS JUNIOR, pág. 379; PONTUAL, pág. 274; MEC, vol. 2, pág. 367; ITAÚ CULTURAL.



315 - TUNGA (1952 - 2016)

Composição - desenho a lápis - 48 x 89,5 cm - canto inferior direito -
No estado.

Escultor, desenhista, artista performático, Antonio José de Barros Carvalho e Mello Mourão nasceu em Palmares, Pernambuco e faleceu no Rio de Janeiro. Filho do poeta, escritor e jornalista Gerardo Melo Mourão. Mudou-se para o Rio de Janeiro onde concluiu o curso de Arquitetura e Urbanismo na Universidade Santa Úrsula (1974). No mesmo ano, exibiu um conjunto de desenhos em sua primeira mostra individual, sob o título ‘Museu da Masturbação Infantil’ no MAM, RJ. Participou da Bienal Internacional de São Paulo (1981, 1987, 1994, 1998); Bienal de Veneza, Itália (1982); Bienal de Havana, Cuba (1994); de mostras no Canadá, Estados Unidos, Inglaterra e Itália. Expôs também no Museu do Louvre, Paris, com a obra ‘À Luz de Dois Mundos’ (2005). Em 1986, o artista foi premiado pelo governo do Rio Grande do Sul, pela exposição realizada no Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli (Margs). Recebeu o Prêmio Brasília de Artes Plásticas (1990); o Prêmio Mário Pedrosa da Associação Brasileira de Críticos de Arte (1991). Em 2012, inaugurou espaço dedicado à sua produção - a Galeria Psicoativa - localizada no Instituto Inhotim, em Brumadinho, MG. Colaborou com a revista ‘Malasartes’ e o jornal independente ‘A Parte do Fogo’. Publicou encarte na revista ‘Revirão 2 – Revista da Prática Freudiana’ (1985). Realizou o vídeo ‘Nervo de Prata’ (1987); o livro de artista ‘Barroco de Lírios’, publicado pela Cosac & Naify (1997) e, em comemoração aos dez anos da editora, foi lançado ‘Tunga’, reunião de sete livros de artista (2007). Apresentou a obra-performance ‘Tereza’ (1960), em parceria com o músico Arnaldo Antunes e ‘Floresta Sopão – Mondrongos Jambo’ (2002), colaboração com o cineasta Murilo Salles, que registrou a obra no documentário ‘És Tu Brasil’, exibido na televisão em 2003. Suas obras integram importantes acervos de museus nacionais e internacionais. ITAU CULTURAL; www.inhotim.org.br; www.tungaoficial.com.br.



316 - MANOEL SANTIAGO (1897 - 1987)

Paisagem - óleo sobre tela colada em madeira - 19 x 16 cm - canto inferior direito -

Manoel Colafante Caledônio de Assumpção Santiago nasceu em Manaus, AM e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, desenhista e professor. Mudou-se para Belém em 1903 e iniciou estudos de pintura. Desde 1916 já praticava a arte não figurativa. Em 1919 transferiu-se para o Rio de Janeiro, cursou Direito e frequentou a Escola Nacional de Belas Artes, onde foi aluno de Rodolfo Chambelland e Baptista da Costa. Na época, teve aulas particulares com Eliseu Visconti. Foi casado com a pintora Haydeá Santiago. Participou em 1927 do Salão Nacional de Belas Artes e recebeu o prêmio viagem ao exterior, entre vários outros. Foi para Paris no ano seguinte, e lá permaneceu por cinco anos. De volta ao Rio de Janeiro, em 1932, tornou-se professor do Instituto de Belas Artes. Em 1934, passou a lecionar pintura e desenho no Núcleo Bernardelli, figurando entre seus alunos José Pancetti, Edson Motta, Bustamante Sá, Ado Malagoli, Rescála e Milton Dacosta. Participou da I Bienal Internacional de São Paulo (1951) e do 8º Panorama da Arte Brasileira (1976). PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, VOL. 1, PÁG. 241; TEODORO BRAGA, PÁG. 211; CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO DE PAISAGEM BRASILEIRA, MEC-MNBA /RIO/1944; MAYER/84, PÁG. 1158; REIS JR, PÁG. 378; PONTUAL, PÁG. 473; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 292; ITAÚ CULTURAL, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 865; ACERVO FIEO.



317 - FLÁVIO DE CARVALHO (1899 - 1973)

"Retrato de Mário de Andrade" - desenho a nanquim - 24,5 x 18,5 cm - canto superior direito - 1939 -
No estado.

Pintor, desenhista, escultor, arquiteto, cenógrafo, decorador, escritor, teatrólogo e engenheiro, Flávio Resende de Carvalho nasceu em Amparo da Barra Mansa, RJ e faleceu em Valinhos, SP. Mudou-se com a família para São Paulo em 1900. Estudou em Paris (1911) e depois em Newcastle, Inglaterra (1914) onde iniciou o curso de engenharia civil (1918 a 1922) no "Armstrong College" da Universidade de Durham e ingressou no curso noturno de artes da "King Edward the Seventh School of Fine Arts". Voltou a residir em São Paulo (1922) aonde chegou logo após a realização da Semana de Arte Moderna. Abriu um ateliê (1932) onde fundou o Clube dos Artistas Modernos - CAM com Antonio Gomide, Di Cavalcanti e Carlos Prado. Criou o Teatro da Experiência (1933) e encenou o "Bailado do Deus Morto" - espetáculo de teatro-dança de sua autoria para o qual criou cenografia e figurino e que teve, em sua maioria, atores negros. Realizou, em 1934, a sua primeira exposição individual que foi fechada pela polícia sob alegação de atentado ao pudor e reaberta alguns dias depois, por ordem judicial. Realizou os desenhos da "Série Trágica" (1947) em que registrou a morte da própria mãe. Participou da Bienal de Veneza, Itália (1950); Bienal Internacional de São Paulo (1951 a 1967) com Sala Especial e Prêmio Maior na VII edição (1963); XIV Salão Paulista de Arte Moderna, SP com Grande Medalha de Ouro (1965), entre muitas outras mostras oficiais. Como escultor, sua obra Monumento ao Soldado Constitucionalista de 1932 foi premiada no Salão Paulista de Belas Artes (1932). TEODORO BRAGA PÁG. 95; REIS JR. PÁG. 379; PONTUAL PÁG. 113; MEC VOL.1, PÁG. 363; WALMIR AYALA VOL. 1, PÁG. 177; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 478; ARTE NO BRASIL PÁG. 746; LEONOR AMARANTE PÁG. 28; ACERVO FIEO; BENEZIT; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 220; www.artprice.com.



318 - ARMANDO BALLONI (1901 - 1975)

Rabino - óleo sobre madeira - 32 x 23 cm - canto inferior esquerdo - 1945 -

Italiano, o pintor foi ativo em São Paulo, onde participou do Salão Paulista de Belas Artes a partir de 1933. Foi premiado com medalha de bronze, do Salão de Arte Moderna (1954), e em outros Salões oficiais. Participou da I e II Bienal de São Paulo.Membro e expositor da Familia Artistica Paulista. MEC, vol. 1, pág.159; JULIO LOUZADA vol.10, pág. 87; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 582, Acervo FIEO.



319 - GIAN VOGLIOTTI (1929)

"Pirassununga 51" - óleo sobre tela - 50 x 40 cm - dorso -
No estado.

Pintor, desenhista, ilustrador e designer gráfico italiano nascido em Turim. Estudou na Academia Albertina onde foi aluno de Felice Carena e Felice Casorati. Dedicou-se à pintura e à ilustração e colaborou com as principais agências para a campanha de lançamento de produtos industriais: para Ferrero Alba criou os primeiros esboços para chocolates Mon Cheri. Em 1976 mudou-se para o Brasil, fixando-se em São Paulo: aqui continuou sua atividade como ilustrador e designer gráfico na realidade empresarial local. Também abriu um restaurante. Sob curadoria do artista plástico Ricardo Ramalho realizou uma exposição individual no Clube Harmonia, SP, em 2003. lattetigullio.it/portfolio-items/gian-vogliotti/; ricardoramalhoarte.blogspot.com/.



320 - GUSTAVO ROSA (1946 - 2013)

Pássaros - tapeçaria - 204 x 138 cm - canto superior esquerdo -

Pintor, desenhista e gravador, Gustavo Machado Rosa nasceu e faleceu em São Paulo. Realizou a sua primeira exposição individual em São Paulo em 1970, tendo já ganho no ano anterior a medalha de ouro e o prêmio de viagem ao exterior no 1º Festival de Artes Interclubes, no Clube Monte Líbano. Em 1974, estudou gravura com o norte-americano Rudy Pozzati, no Museu de Arte Brasileira da Fundação Armando Álvares Penteado. Em 1979 e 1980 participou da Exposição Brasil-Japão em Tóquio. Expôs, em 1979, no Salão Nacional de Artes Plásticas e, em 1980 e 1983, no Panorama da Arte Atual Brasileira, no MAM - SP. Realizou painéis externos, em 1984, na Rua Bela Cintra e, em 1987, na Rua Mario Ferraz, para Tereza Gureg. Em 1990 participou de exposição coletiva no ‘International Museum of 20th Century Arts’, em Los Angeles, Estados Unidos. Lançou, em 1994, uma grife com o seu nome em Nova York. Em 1998, desenvolveu as capas de cadernos escolares da marca Tilibra. Neste mesmo ano executou uma escultura em homenagem a Maria Esther Bueno, na Praça Califórnia, em São Paulo. Em 2000, montou escultura de um gato, sob o Viaduto Santa Efigênia. Recebeu vários prêmios, expôs e participou de eventos em cidades do Brasil e no exterior como também em Nova York, Massachusetts, Tel-Aviv, Lisboa, Berlim, Hamburgo, Barcelona e Paris. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 274; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO; www.artprice.com; www.mercadoarte.com.br.



321 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Cangaceiro - litografia - P.A. - 62,5 x 43 cm - canto inferior direito - 1976 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



322 - CARLINHOS DE PIMPO (XX)

Florista - escultura em terracota - 63 x 30 x 30 cm - assinado -

Ceramista pernambucano com participações em exposições e feiras de arte popular. Em 2013, o Centro de Artesanato de Pernambuco - Unidade Recife realizou uma mostra de sua técnica artesanal, por ocasião da comemoração de um ano de funcionamento do espaço. agendaculturaldorecife.blogspot.com/2013/09/variada-programacao-cultural-marca.html;blogs.ne10.uol.com.br/social1/2013/09/24/centro-de-artesanato-comemora-um-ano/.



323 - INGRES SPELTRI (1940)

"O violão de Miró" - técnica mista sobre tela - 93 x 85 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor, desenhista, escultor, gravador e professor nascido em Jau, SP. Filho do pintor Augusto Speltri com quem se iniciou na pintura, ainda criança. Em 1959 mudou-se para São Paulo onde estudou Música (1960-1964). É professor titular da Escola Panamericana de Arte, SP. Realizou exposições individuais, em São Paulo, nos anos de 1977, 1981, 1978, 1984. Participou de várias mostras e Salões oficiais, sendo premiado em: São Paulo (1963, 1966, 1970, 1971); Santo André, SP (1976). JULIO LOUZADA VOL. 5, PÁG. 1012; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; MEC VOL. 4, PÁG. 338; PONTUAL PÁG. 504; www.artprice.com; www.speltri.com.



324 - TRINAZ FOX (1899 - 1964)

Figuras - aguada de nanquim - 34 x 50 cm - centro inferior - 1948 -

Pintor, desenhista e caricaturista. Viveu durante muitos anos na Europa. De volta ao Brasil, colaborou em diversas revistas e jornais cariocas na década de 1920, inclusive como redator, destacando-se: D. Quixote, O Tagarela e O Combate. entre 1930 e 1940 fixou-se na Argentina, publicando trabalhos na imprensa de Buenos Aires e Santa Fé. PONTUAL, pág. 526; MEC vol.2, pág. 188; HISTORIA DA CARICATURA NO BRASIL, pág. 1421;



325 - TÚLIO MUGNAINI (1895 - 1975)

"Uma chácara" - óleo sobre madeira - 33 x 41 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1967 - Serra Negra - SP -

Pintor, Mugnaini realizou sua formação artística na Itália e na França. No SPBA conquistou as pequenas medalhas de prata (1933) e de ouro (1943), o segundo prêmio Fernando Costa (1943), o primeiro prêmio Governo do Estado (1957) e os prêmios Assembléia Legislativa do Estado (1960) e Prefeitura de São Paulo (1961). Recebeu ainda medalha de prata no SNBA de 1936. Pintor de paisagens, figuras e naturezas-mortas, coube-lhe realizar os trabalhos decorativos da Basílica de Nossa Senhora do Carmo-SP. De 1945 a 1965, ocupou a diretoria da Pinacoteca do Estado SP, onde se encontra sua tela "Outono", que exibiu no Salão de Paris de 1934. Recebeu consagradoras premiações nos salões nacionais. PONTUAL, pág. 375; TEODORO BRAGA, pág. 165; MEC, vol. 3, pág. 226; REIS JUNIOR, pág. 376; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 615, Acervo FIEO; ITAUCULTURAL, RUTH TARASANTCHI.



326 - CARYBÉ (1911 - 1997)

"De tardinha" - serigrafia - P.I. 20 - 29 x 39 cm - canto inferior direito -
Reproduzido no catálogo da Mostra Itinerante do artista realizada em treze capitais em 1995, realização Galvão Bueno Marketing Cultural e patrocínio da Galeria de Arte André - São Paulo - SP.

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



327 - PÍNDARO MARTINS CASTELO BRANCO (1930)

Mulher e pássaros - aquarela - 27,5 x 38 cm - canto inferior esquerdo - 1983 - Rio de Janeiro -
No estado.

Pintor, professor, ilustrador e cartazista, natural de Floriano-PI. Estudou na antiga ENBA-RJ, onde foi aluno de Henrique Cavalleiro. Expõe individualmente desde 1966 e coletivamente desde 1960, em certames oficiais de importância, recebendo premiações. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 246; ITAÚ CULTURAL.



328 - PERCY LAU (1903 - 1972)

Porto - gravura - 7/100 - 24,5 x 33 cm - canto inferior direito -
No estado.

Desenhista, ilustrador, gravador e pintor, nascido em Arequipa, Peru e falecido no Rio de Janeiro. Em 1921, transferiu-se para Olinda, PE. Foi um dos fundadores do Movimento de Arte Moderna do Recife e lá compartilhou o ateliê com Augusto Rodrigues. Em 1938, estudou no Liceu de Artes e Ofícios com Carlos Oswald, no Rio de Janeiro. Durante 30 anos, foi ilustrador do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que reeditou ‘Tipos e Aspectos do Brasil ‘(1960), baseando-se em textos da Revista Brasileira de Geografia, com desenhos do artista. Criou ilustrações para muitos livros e, em 1963, foi premiado como o melhor ilustrador do ano, conferido pela Câmara Brasileira do Livro, referente ao livro ‘Santa Maria do Belém do Grão-Pará’, de Leandro Tocantins. Em 2000, o Museu Nacional de Belas Artes, RJ promoveu a exposição ‘Percy Lau: um Desenhista e seu Traço'. Realizou exposição individual no Peru (1964) e em Recife, PE (1972). Participou de muitos Salões oficiais, inclusive em Paris (1946) e em Londres (1949). Foi premiado no Rio de Janeiro em 1938, 1953 e 1970. BENEZIT VOL.6, PÁG.472; TEODORO BRAGA PÁG. 192; PONTUAL PÁG. 300; MEC VOL. 2, PÁG. 443; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 602; ARTE NO BRASIL PÁG. 879; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 523; www.desenhandoobrasil.com.br; www.opapeldaarte.com.br; www.artprice.com.



329 - INIMÁ DE PAULA (1918 - 1999)

Paisagem - desenho a nanquim - 28 x 22 cm - centro inferior -
Paspatur no estado.

Pintor e desenhista mineiro nascido em Itanhomi e falecido em Belo Horizonte. A partir de 1937, frequentou o Núcleo Antônio Parreiras, em Juiz de Fora, MG. Em 1940, instalou-se no Rio de Janeiro e matriculou-se nas aulas de Argemiro Cunha no Liceu de Artes e Ofícios , as quais abandonou em pouco tempo. Passou a pintar com alguns dos ex-integrantes do Núcleo Bernardelli. Em 1944, transferiu-se para Fortaleza, onde conheceu artistas locais e participou da criação da Sociedade Cearense de Artes Plásticas (SCAP). Voltou ao Rio de Janeiro (1945) e expôs com Aldemir Martins, Antonio Bandeira e Jean-Pierre Chabloz , na galeria Askanasy. Em 1948, graças ao apoio de Candido Portinari , fez sua primeira mostra individual no Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB/RJ). Em 1950, ganhou o prêmio de viagem ao país do Salão Nacional de Belas Artes (SNBA) e, no ano seguinte, viajou e expôs na Bahia. Em 1952, recebeu o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Arte Moderna (SNAM). Em Paris (1954-1956) assistiu a cursos na 'Académie de la Grande Chaumière' e na' École Normale Supérieure des Beaux-Arts', acompanhou as aulas de André Lhote e de Gino Severini. Quando voltou participou da V Bienal Internacional de São Paulo e, na primeira metade dos anos 1960, mudou-se para Belo Horizonte. Em 1998 foi criada a Fundação Inimá de Paula em Belo Horizonte. JULIO LOUZADA, VOL.11, PÁG.152; PONTUAL, pág. 271; MEC, VOL.3, PÁG.355; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁGS. 401 1 404; TEIXEIRA LEITE, PÁG.260; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; ARTE NO BRASIL, PÁG. 870; ACERVO FIEO; www.museuinimadepaula.org.br; www.pinturabrasileira.com; www.artprice.com.



330 - ARTUR BÁRRIO (1945)

Composição - óleo sobre madeira - 79 x 44 cm - canto superior direito e dorso - 1987 -

Nascido Artur Alípio Barrio de Souza Lopes, na cidade do Porto, Portugal, no dia 1 de fevereiro de 1945. Pintor e desenhista. Jovem ainda fixou-se no Rio de Janeiro. Frequentou a Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro, recebendo orientação artística do prof. Onofre Penteado. Trabalha com materiais recicláveis (papel, plástico, etc). Em 1969 participou da seleção da representação para a VI Bienal dos Jovens em Paris, com Ivald Granato e Luis Pires. JULIO LOUZADA vol. 1 pág. 96; ITAU CULTURAL.



331 - ALFREDO VOLPI (1896 - 1988)

Bandeirinhas - off-set - 204/250 - 89 x 69 cm - canto inferior direito -
No estado.

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.



332 - LUIZ JASMIN (1940)

Menina - desenho a lápis - 58 x 41 cm - canto inferior direito - 1974 -
com dedicatória.

Baiano de Salvador, JASMIM é pintor e ilustrador. Assina suas obras LUIZ JASMIN. Ativo no Rio de Janeiro, é autor de capas de livros, de discos e ilustrador de revistas, premiado aqui e no exterior. Formou-se na França e nos Estados Unidos. Em Paris, cursou a Escola de Belas Artes e a Academia de la Grand Chaumiére, e em Nova York o Pratt Institute, onde estudou gravura. Expôs individualmente em diversas galerias no exterior, e no país, com sucesso de critica e de público. JULIO LOUZADA vol.3, pág.545; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO.



333 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulata - desenho a lápis - 18 x 14 cm - canto inferior esquerdo -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



334 - MILTON DACOSTA (1915 - 1988)

Vênus - serigrafia - 11/30 - 22 x 30 cm - canto inferior direito -
No estado.

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador. Milton Rodrigues da Costa nasceu em Niterói, RJ e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou estudos de desenho e pintura (1929) com o professor alemão August Hantv. No ano seguinte matriculou-se no curso livre de Marques Júnior, na Escola Nacional de Belas Artes. Junto com Edson Motta, Bustamante Sá e Ado Malagoli, entre outros, criou o Núcleo Bernardelli (1931). Viajou para Estados Unidos (1945), com o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Belas Artes do ano anterior. Na cidade de Nova York, estudou na "Art's Students League". Foi para a Europa (1946) e após visita a vários países, fixou-se em Paris, onde estudou na "Académie de La Grande Chaumière". Conheceu Pablo Picasso, por intermédio de Cícero Dias, e frequentou os ateliês de Georges Braque e Georges Rouault. Expôs no "Salon d'Automne", Paris e regressou ao Brasil (1947). Casou-se com a pintora Maria Leontina (1949) e passou a residir em São Paulo. Realizou muitas exposições individuais, entre as quais, a "Homenagem a Milton Dacosta" na Galeria da Praça, RJ, com curadoria de Luiz Carlos Moreira (1973). Participou de inúmeros Salões e mostras coletivas, como: Bienal de Veneza (1950); Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1979); Panorama de Arte Brasileira, MAM – SP (1971). Foi premiado, também, nas Bienais Internacionais de São Paulo (1955, 1957). TEODORO BRAGA, PÁG. 163; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 229; MEC, VOL. 2, PÁG. 13; BENEZIT, VOL. 3, PÁG.315; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 302; VOL. 3, PÁG. 310; ITAU CULTURAL; PONTUAL, PÁG. 155; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



335 - JOSÉ PEDRO COSTIGLIOLO (1902 - 1985)

Composição - óleo sobre tela - 72 x 72 cm - canto inferior esquerdo - LXXVI -
No estado. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista nascido em Montevidéu, Uruguai. Estudou no "Círculo de Bellas Artes" onde foi aluno de Vicente Puig y Guillermo Laborde (1921-1925). Participou da formação do "Grupo de Arte No- figurativo" (1952). Com o usufruto de uma bolsa recebida no "III Salón Bienal de Artes Plásticas" realizou sua primeira viagem à Europa (entre 1957 e 1959), especializando-se na técnica do vitral. Criou muitos cartazes também. Realizou exposições individuais em: São Paulo, Brasil (1956 – MAM); Rio de Janeiro, Brasil (1957 – MAM); "Ateneo Barcelonés", Barcelona, Espanha (1958); "Unión Panamericana", Washington, EUA (1966); Montevidéu, Uruguai (1983 – Retrospectiva) e outras. Participou de diversas mostras coletivas e oficiais, destacando-se: "Pintores Sudamericanos", Nova York, EUA (1961); Bienal Internacional de São Paulo, Brasil (1951, 1953, 1955, 1957, 1961); Bienal de Veneza, Itália (1966). Recebeu prêmios, no Uruguai, em 1929, 1957, 1966. MEC VOL. 1, PÁG. 493; JULIO LOUZADA VOL. 6, PÁG. 277; ITAU CULTURAL; mnav.gub.uy; sammermiami.com; www.artprice.com.



336 - RUBEM VALENTIM (1922 - 1991)

Emblema - serigrafia - 53/70 - 50 x 34 cm - canto inferior direito - 1970 - Brasília -

Escultor, pintor, gravador, professor nascido em Salvador, BA e falecido em São Paulo. Iniciou-se nas artes visuais na década de 1940, como pintor autodidata. Entre 1946 e 1947 participou do movimento de renovação das artes plásticas na Bahia, com Mario Cravo Júnior, Carlos Bastos e outros artistas. Em 1953 formou-se em jornalismo pela Universidade da Bahia e publicou artigos sobre arte. Residiu no Rio de Janeiro entre 1957 e 1963, onde se tornou professor assistente de Carlos Cavalcanti no curso de história da arte do Instituto de Belas Artes. Residiu em Roma entre 1963 e 1966, com o prêmio viagem ao exterior, obtido no Salão Nacional de Arte Moderna. Em 1966 participou do Festival Mundial de Artes Negras em Dacar, Senegal. Ao retornar ao Brasil, residiu em Brasília e lecionou pintura no Ateliê Livre do Instituto de Artes da Universidade de Brasília - UnB. Em 1972, fez um mural de mármore para o edifício-sede da Novacap em Brasília, considerado sua primeira obra pública. Em 1979, Valentim realizou escultura de concreto aparente, instalada na Praça da Sé, em São Paulo, definindo-a como o Marco Sincrético da Cultura Afro-Brasileira e, no mesmo ano e foi designado, por uma comissão de críticos, para executar cinco medalhões de ouro, prata e bronze, para a Casa da Moeda do Brasil. Em 1998 o Museu de Arte Moderna da Bahia inaugurou a Sala Especial Rubem Valentim no Parque de Esculturas. Foi premiado nas Bienais Internacionais de São Paulo de 1967 e 1973, entre outros. PONTUAL, PÁG.532; WALMIR AYALA, VOL.2, PÁGS.395; TEIXEIRA LEITE, PÁG.517; MEC, VOL.4, PÁG.443; JULIO LOUZADA, VOL.11, PÁG.330; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 682; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 257, ACERVO FIEO; web.artprice.com.



337 - RENOT (1932)

Casario - serigrafia - P.A. - 28 x 36 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor, desenhista, gravador e tapeceiro, Reinaldo Eliomar de Freitas Marques da Silva nasceu em Santa Luzia, Bahia. Assina Renot. Autodidata, começou a pintar em 1957 e, em 1964, com a inauguração da Galeria Quirino, em Salvador, iniciou sua formação artesanal. Tornou-se amigo de vários intelectuais e artistas baianos entre os quais Jenner Augusto, Jorge Amado e Manuel Quirino. Quirino, com quem trabalhou, foi também o seu mestre na arte de tecer (1964). Foi responsável pelos calendários-tapeçaria que fez para a Basf e Bosh do Brasil em 1977. Realizou muitas exposições individuais em: Salvador, BA (1970, 1971, 1972, 1977); Porto Alegre, RS (1970); Rio de Janeiro (1971, 1974); São Paulo (1972, 1973, 1975 a 1978, 1982); Hamburgo, Alemanha (1971); Londres, Inglaterra (1972); Barcelona, Espanha (1974); Genebra, Suíça (1974); Buenos Aires, Argentina (1975); Paris, França (1976); Estados Unidos (1978, 1980). Participou de várias coletivas e mostras oficiais pelo Brasil e exterior. Atua também como perito, marchand e organizador de leilões. JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 816; VOL. 7, PÁG. 590; ITAU CULTURAL; MEC VOL. 4, PÁG. 53; web.artprice.com.



338 - AUGUSTO JOSÉ MARQUES JÚNIOR (1887 - 1960)

Flores - óleo sobre tela colada em eucatex - 42 x 50 cm - canto inferior esquerdo - 1959 -

Pintor, desenhista e professor nascido e falecido no Rio de Janeiro. Estudou na Escola Nacional de Belas Artes (a partir de 1905), foi aluno de Baptista da Costa, Eliseu Visconti, Zeferino da Costa e Bérard. Recebeu o Prêmio Viagem ao Exterior (1916), viajando para Paris em 1917, onde permaneceu até meados de 1922. Frequentou na "Académie Julian", o ateliê de Jean-Paul Laurense o de Adolphe Dechaenaud na "Académie de la Grande Chaumière". Perdeu quase todos os seus trabalhos num incêndio em seu ateliê (1921). De volta ao Brasil (1922), foi nomeado docente de pintura da ENBA. Regeu as cadeiras de desenho figurado (de 1934 a 1937) e de pintura (de 1938 a 1948). Em 1948 tornou-se livre-docente da II cadeira de desenho artístico e, em 1950, catedrático de desenho de modelo vivo. Em 1952, foi escolhido vice-diretor da ENBA. Fez sua primeira exposição individual em 1922, na Galeria Jorge, no Rio de Janeiro. Expôs em São Paulo, em 1923 com Hélios Seelinger e, em 1935 com Henrique Cavalleiro. Foi presidente da Sociedade Brasileira de Belas Artes e membro efetivo do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (SPHAN). Foi responsável pela decoração do restaurante da antiga Câmara dos Deputados, no Rio de Janeiro, e pelas ilustrações do livro "O Rio de Janeiro no tempo dos vice-reis", de Luiz Edmundo, publicado em 1951. Participou de diversas exposições coletivas como: Exposição Geral de Belas Artes, Rio de Janeiro (1913 - menção honrosa, 1915 - medalha de bronze, 1916 - medalha de prata, 1921, 1922,1924, 1925, 1926 - medalha de ouro, 1927 a 1930, 1933); "Salon des Artistes Français", Paris (1920); Coletiva Grupo Almeida Júnior, São Paulo (1928). REIS JR., PÁG. 371; TEODORO BRAGA, PÁG. 159; PONTUAL, PÁG. 341.342; MEC, VOL. 3, PÁG. 76; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 315; PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, PÁG. 277; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 588; ITAU CULTURAL; www.brasilartesenciclopedias.com.br; www.artprice.com.



339 - PINCHUS KREMEGNE (1890 - 1981)

Paisagem - óleo sobre tela colada em eucatex - 32 x 47 cm - canto inferior esquerdo -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista, escultor e litógrafo judeu nascido em Zaloudock, Lituânia e falecido em Céret, França. Estudou na Escola de Belas Artes em Vilnius, Lituânia (1909). Foi para Paris (1912) onde morou no edifício "La Ruche" em Montparnasse, conhecido núcleo de residências de artistas. Começou fazendo esculturas, mas se dedicou à pintura a partir de 1915. Conviveu com Soutine, Kikoine, Chagall e Léger. Passou um tempo na Escandinávia (1927) e frequentemente viajava pela França e Israel. Realizou exposições individuais em Paris (regularmente a partir de 1923), Londres e Filadélfia. Durante a Segunda Guerra e com a ocupação alemã, viveu na região central da França – Corrèze, sem conseguir pintar. Participou dos Salões de Paris: "Salon des Indépendants" como escultor (1913); "Salon d'Automne"; "Salon des Tuileries". Uma exposição retrospectiva de suas obras foi realizada na "The Galerie Aittouarès", Paris, em 1998. BENEZIT; www.artprice.com.



340 - ARNALDO FERRARI (1906 - 1974)

"Casario II" - óleo sobre eucatex - 77 x 76 cm - canto inferior direito e dorso -
No estado.

Pintor, desenhista e professor, Arnaldo Ferrari nasceu e faleceu em São Paulo SP. Seguindo a profissão do pai, trabalhou como pintor decorador, realizando frisos decorativos para residências. Estudou artes decorativas no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, entre 1925 e 1935. Em 1934, dividiu um ateliê com amigos no edifício Santa Helena e, pela amizade com o pintor Mario Zanini, aproximou-se dos demais integrantes do Grupo Santa Helena. Frequentou também o curso livre de pintura e desenho na Escola Nacional de Belas Artes, entre 1936 e 1938, onde teve aulas de desenho e pintura com Enrico Vio. Entre 1950 e 1959, integrou o Grupo Guanabara, com Thomaz Ianelli, Tomie Ohtake, Tikashi Fukushima e Oswald de Andrade Filho, entre outros. Realizou diversas exposições individuais, participou de várias mostras e Salões oficiais e foi premiado em São Paulo (1958, 1959, 1961, 1963, 1966) e em Santo André (1971). Participou da 7ª à 11ª Bienal Internacional de São Paulo (1963, 1965, 1967, 1969, 1971). Foi apresentada retrospectiva de sua obra em 1975, no Paço das Artes, SP e catálogo com textos de Theon Spanudis, José Geraldo Vieira e Mário Schenberg, entre outros. ITAÚ CULTURAL; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 304; MEC, VOL. 2, PÁG. 149; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 191; PONTUAL, PÁG. 207; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 378; WALTER ZANINI, PÁG.678, ACERVO FIEO.



341 - ANTONIO VITOR (1942 - 2011)

"Nus transparentes" - técnica mista - 30 x 22 cm - canto inferior direito e dorso - 1977 -

Pintor, desenhista, gravador e professor autodidata, Antonio Vitor da Silva nasceu em São José do Rio Pardo, SP. Assina Antonio Vitor. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1967 a 1969, 1971, 1972, 1976, 1977, 1979, 1981, 1984, 1986, 1990); Santos, SP (1975); Belém, PA (1982); São José dos Campos, SP (1993); Santo André, SP (1994 – Sala Especial no Salão de Arte Contemporânea). Participou de inúmeras mostras coletivas e Salões oficiais em: São Paulo (Salão Paulista de Arte Moderna - 1965, 1967, 1968, Salão Paulista de Arte Contemporânea – 1969, 1970, Panorama da Arte Atual Brasileira, MAM - 1983); Campinas, SP (1967, 1972); São Caetano do Sul, SP (1967 a 1970, 1975); Santo André, SP (1969, 1970, 1973, 1976); Montevidéu, Uruguai (1976); México (1976); dentre outros. Foi premiado em: São Caetano do Sul, SP (1969); Santo André, SP (1969, 1970); Pindamonhangaba, SP (1970). JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 67; VOL. 2, PÁG. 73VOL. 12 PÁG. 21; ITAU CULTURAL. ACERVO FIEO; www.artprice.com.



342 - JOSÉ ALVES (1953)

Figuras - escultura em madeira - 91 x 66 x 03 cm - assinado - Olinda - PE -

Escultor, José Alves da Cruz nasceu no Recife, PE. Desde criança já cutucava pedaços de pau com uma faquinha. Aos 17 anos, foi trabalhar em uma galeria de arte na praia de Boa Viagem, Recife onde conheceu e ajudou Nhô Caboclo no seu trabalho. Começou a fazer seus próprios bonecos, mudou-se para Olinda. Passou a assinar suas peças como Zé Alves de Olinda. http://www.artedobrasil.com.br/jose_alves.html.



343 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Composição - desenho a nanquim - 24 x 27 cm - canto inferior direito ilegível -



344 - LOTHAR CHAROUX (1912 - 1987)

Linhas - técnica mista - 20 x 7,5 cm - centro inferior - 1963 -
No estado.

Pintor, desenhista e professor austríaco, natural de Viena. Assinava Charoux. Iniciou os estudos artísticos com seu tio, o escultor austríaco Siegfried Charoux. Transferiu-se para o Brasil em 1928, fixando residência em São Paulo. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios da cidade onde conheceu Valdemar da Costa, com ele fazendo aprendizado de pintura a partir de 1940. Posteriormente passa a lecionar desenho no Liceu de Artes e Ofícios e no SENAI. Em 1947, realizou sua primeira exposição individual, na Galeria Itapetininga. Em 1952, participou da fundação do Grupo Ruptura, ao lado de Waldemar Cordeiro, Geraldo de Barros, Anatol Wladyslaw e outros. Com Hermelindo Fiaminghi e Luiz Sacilotto , cria a Associação de Artes Visuais NT - Novas Tendências, em 1963. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras oficiais nacionais como a Bienal Internacional de São Paulo (I a IX, XII, XIII), Panorama da Arte Atual Brasileira (1º ao 3º, 6º, 9º, 11º, 12º) e no exterior. É homenageado com retrospectiva no Museu de Arte Moderna de São Paulo e no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro em 1974. Em 2005, é publicado o livro ‘Lothar Charoux: A Poética da Linha’, pela historiadora de arte Maria Alice Milliet. PONTUAL, PÁG. 131; MEC VOL. 1, PÁG. 433; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 254; VOL. 9, PÁG.207; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 645; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; ACERVO FIEO.



345 - GEORG FRIEDRICH PAPPERITZ (1846 - 1918)

Viajantes - óleo sobre tela - 26,5 x 21 cm - canto inferior direito -
No estado. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista alemão nascido em Dresden e falecido em Munique. Filho do também pintor Gustav Friedrich Papperitz. Frequentou a Academia de Dresden e de Antuérpia. Visitou a Itália, Holanda e Inglaterra. Expôs em Berlim (1886), na Exposição Universal de Paris (1900) onde recebeu uma distinção. BENEZIT; www.artprice.com.



346 - JOSÉ PAULO MOREIRA DA FONSECA (1922 - 2004)

"Mar, barco e estacas" - óleo sobre tela - 24 x 19 cm - canto inferior direito e dorso -
No estado.

Pintor, advogado, filósofo e poeta, nascido e falecido no Rio de Janeiro. Autodidata, dedicou-se à pintura a partir de 1950. Realizou várias exposições individuais em São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Alemanha, Portugal, Inglaterra, Áustria, Estados Unidos, México e participou de muitas mostras e Salões oficiais pelo Brasil e Europa. MEC, VOL. 2, PÁG. 183; WALMIR AYALA VOL. 1, PÁG. 423 A 427; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 268; ITAU CULTURAL, ACERVO FIEO.



347 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Jogadores" - desenho a lápis - 12 x 9,2 cm - canto inferior direito - 1966 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins. No estado.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



348 - LAURA BEATRIZ (1949)

Plantas - óleo sobre tela - 90 x 65 cm - canto inferior direito e dorso - 1992 -

Pintora, desenhista, gravadora e ilustradora nascida no Rio de Janeiro. Mora em São Paulo. Começou a expor em 1966, participando de diversas mostras individuais e coletivas. Trabalhou como redatora de publicidade, de 1970 a 1975. Desde 1982, trabalha como ilustradora, colaborando com jornais e revistas. Na literatura infantil, começou em 1984, ilustrando o livro "Era uma vez um segredo", escrito por Yone Meloni Nassar, da Editora FTD. camaradolivro.com.br/autores_det.php?id=76.



349 - TITO DE ALENCASTRO (1934 - 1999)

Composição - serigrafia - 127/199 - 69 x 69 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, mosaicista, cenógrafo, dramaturgo, poeta, ator e cantor nascido no Rio de Janeiro e falecido em São Paulo. Assina Tito de Alencastro. Ingressou na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1956) onde estudou desenho com Zaluar e composição com Quirino Campofiorito e Santa Rosa. Paralelamente, estudou técnicas de mosaico com José Moraes e gravura em metal com Johnny Friedlaender no MAM, RJ. Formou-se em Museologia pelo Museu Nacional de Belas Artes, RJ, estudando com Gustavo Barroso. Atuou em numerosos concertos de câmara e óperas no Rio de Janeiro como ator e cantor. Fixou residência em São Paulo em 1961. Como cenógrafo, trabalhou no filme "Roleta Russa" e nas peças "O Grande Sonhador", "Você Pode Ser O Que Quiser", "Macho Beleza e Monólogo a Dois", as três de sua autoria. Executou os painéis "Os Imigrantes" e "O Trabalho e o Lazer" (1979). Realizou exposições individuais em: São Paulo (1966 – Galeria Seta, 1970, 1973, 1976, 1980 a 1985, 1995); Rio de janeiro (1967, 1978, 1983); Uberlândia, MG (1981); Brasília, DF (1980); Curitiba, PR (1984). Participou de inúmeros Salões e mostras coletivas. Recebeu o primeiro Prêmio Aquisição no I Salão da Jovem Gravura no MAM, RJ. WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 29; PONTUAL PÁG. 14; MEC VOL, 1, PÁG. 45; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 39, VOL. 2, PÁG. 43; VOL. 11, PÁG. 6; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; brasilartesenciclopedias.com.br; www.artprice.com.



350 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

Torso - escultura em bronze - 32 x 15 x 8 cm - assinado -
Ex coleção Renato Antonio Brogiolo - Rio de Janeiro - RJ.

Escultor, desenhista e pintor paulista nascido em Mococa, SP e falecido no Rio de Janeiro. Mudou-se com a família para Itália, e fixou-se em Roma (1913). Iniciou estudos de desenho e escultura com o professor Loss (1920). Participou de movimentos antifascistas e foi preso (1931) por motivos políticos. Foi extraditado para o Brasil (1935) por intervenção do embaixador brasileiro na Itália. Em 1937, viajou para Paris e frequentou as academias ‘La Grand Chaumière’ e ‘Ranson’, onde estudou com Aristide Maillol e conviveu com Henry Moore, Marino Marini e Charles Despiau. Em 1939, retornou a São Paulo e junto com Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Sérgio Milliet, entre outros, participou do Movimento Modernista; foi um dos membros da Família Artística Paulista e do Grupo Santa Helena. Em 1943, transferiu-se para o Rio de Janeiro. A convite do ministro Gustavo Capanema instalou ateliê no antigo Hospício da Praia Vermelha, onde orientou jovens artistas como Francisco Stockinger. Possui obras em espaços públicos como ‘Monumento à Juventude Brasileira’ (1947), nos jardins do antigo Ministério da Educação e Saúde, atual Palácio Gustavo Capanema - RJ; ‘Candangos’ (1960), na Praça dos Três Poderes, e ‘Meteoro’ (1967), no lago do edifício do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília; ‘Integração’ (1989), no Memorial da América Latina, em São Paulo. Participou das Bienais de Veneza (1950, 1952); participou das I, II, IV e IX Bienais de São Paulo, período em que recebeu o prêmio de melhor escultor brasileiro (1953) e sala especial (1967). MEC, VOL.2, PÁG. 250; PONTUAL, PÁG. 237; MAYER/84, PÁG. 1333; BENEZIT VOL. 5, PÁG. 14; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 715; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 422; www.artprice.com; www.pinturabrasileira.com; www.dec.ufcg.edu.br; www.monumentos.art.br.



351 - ANGELA LEITE (1950)

Tamanduá - xilogravura - P.A. I/X - 45 x 53 cm - canto inferior direito -

Ilustradora e gravadora. A artista ilustrou o livro "A Sabedoria dos Animais - Viagens Xamânicas e Mitológicas", de Carminha Levy e Álvaro Machado, lançado em 1995. Individuais a partir de 1993 e coletivas desde 1994. Expôs na Dinamarca (1996) e na Alemanha (1997). JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 171, Acervo FIEO.



352 - OLDACK DE FREITAS (XX)

"Bonfim" - óleo sobre tela - 28 x 42 cm - canto inferior direito e dorso - 1979 - Salvador -
No estado.

Assina Oldack. Pintor fluminense que foi aluno de Armando Viana e Manuel Santiago. Participou de inúmeras exposições e Salões oficiais. Recebeu vários prêmios: Rio de Janeiro (1941, 1948, 1968). JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG. 399.



353 - RODOLPHO AMOÊDO (1857 - 1941)

Paisagem - desenho a lápis - 11,5 x 16 cm - canto inferior direito - Paris -
No estado.

Natural da cidade de Salvador, o artista chegou ao Rio de Janeiro no ano de 1868, ingressando, cinco anos depois, no Liceu de Artes e Ofícios e, em 1874, na Academia Imperial de Belas Artes, onde teria Vitor Meirelles, Agostinho da Mota e João Zeferino da Costa como mestres. Na Escola de Belas Artes de Paris, já estudante bolsista da Academia, aperfeiçoou-se com Cabanel e Puvis de Chavanes. De volta ao Rio de Janeiro, onde viria a falecer, destacou-se no exercício do magistério, como professor honorário e, posteriormente, como diretor da antiga Escola Nacional de Belas Artes. Dono de grande preciosismo técnico, Amoedo aborda com despojamento os mais delicados matizes nos seus temas, geralmente a figura humana. O MNBA possui em seu acervo mais de 300 obras do artista TEIXEIRA LEITE, 26/29; PONTUAL, pág. 24; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 411; ARTE NO BRASIL, pág. 566.; JULIO LOUZADA, VOL. 1 PÁGS. 58/59/60; F. ACQUARONE, pág. 101.



354 - OMAR PELLEGATTA (1925 - 2000)

Capela - óleo sobre eucatex - 31 x 22 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista e gravador nascido em Busto Arsizio, Itália. Assina Pellegata. Veio para o Brasil em 1927, estudou na Associação Paulista de Belas Artes, foi aluno de Ettore Federighi e Durval Pereira, Takaoka, Mário Zanini, Otone Zorlini. Viveu e trabalhou em Santos, SP. Fez parte do Grupo Tapir (1970) com Giancarlo Zorlini, João Simeone, José Procópio de Moraes, Glicério Geraldo Canelosso e do Grupo Chácara Flora com Emídio Dias de Carvalho, Arlindo Ortolani, Heitor Carilo, Glicério Geraldo Canelosso. Realizou exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil como: Salão Paulista de Belas Artes (desde 1958), Salão Municipal de Belas Artes de Belo Horizonte, MG (1960), entre outros, recebendo muitos prêmios. JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG.735; MEC VOL.3, PÁG.363; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.brasilartesenciclopedias.com.br; www.artprice.com.



355 - FRANCISCO REBOLO GONSALES (1903 - 1980)

Paisagem - técnica mista - 14 x 21 cm - canto inferior esquerdo -
No estado.

Pintor e gravador nascido e falecido em São Paulo. Iniciou seus estudos em artes na Escola Profissional Masculina do Brás, onde teve aulas de desenho com o professor Barquita (1915 e 1917). Aos 14 anos, trabalhou como aprendiz de decorador de paredes. Paralelamente à sua atividade como decorador, atuou como jogador de futebol. Em 1926, montou ateliê de decoração na Rua São Bento. A partir de 1933, transferiu seu ateliê para uma sala no Palacete Santa Helena, quando se iniciou na pintura. A partir de 1935, partilhou seu ateliê com Mario Zanini. Posteriormente, outras salas do Palacete foram transformadas em ateliês e ocupadas por vários pintores, entre eles: Fulvio Pennacchi, Bonadei, Humberto Rosa, Clóvis Graciano, Alfredo Volpi, Rizzotti e Manoel Martins. Mais tarde, este grupo de artistas passou a ser denominado Grupo Santa Helena. Rebolo esteve presente em todos os importantes eventos ligados à história da arte moderna. Integrou, por exemplo, o Salão de Maio, os Salões da Família Artística Paulista e do Sindicato dos Artistas Plásticos; pertenceu ao grupo de artistas que defendeu a criação de um Museu de Arte Moderna em São Paulo e, mais tarde, a Bienal, entre outros feitos que foram relatados na cronologia de sua vida artística. Um ponto alto de sua carreira foi quando recebeu, no Salão de Arte Moderna do Rio de Janeiro, o "Prêmio de Viagem ao Exterior", em 1954. Em 1956, fez curso de restauração no Vaticano, participando da recuperação de uma obra de Raphael. A partir de 1959, incentivado por Marcelo Grassmann, iniciou uma série de experiências como gravador. MEC, VOL. 4, PÁG. 28; TEODORO BRAGA, PÁG. 202; PONTUAL, PÁG. 447; REIS JR., PÁG. 382; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 433; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; LEONOR AMARANTE, PÁG. 13; ARTE NO BRASIL; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 807; VOL. 13, PÁG. 278; www.sampa.art.br; www.macvirtual.usp.br; www.unesp.br.



356 - JOSÉ MARIA DIAS DA CRUZ (1935)

Veleiro - óleo sobre tela - 33 x 41 cm - canto inferior direito e dorso - 12/1984 -
No estado.

Natural da cidade do Rio de Janeiro. Estudou pintura com Jan Zach e desenho com ldary Toledo. A partir de 1956 reside em Paris, conde estuda com Emílio Pettoruti, frequentando também a Academia da Grande Chaumière. Expõe individualmente no Brasil a partir de 1975. Equilibrando figura e geometria, transparência e forma pura, o autor realiza uma filtragem mágica do real, sem apelar para as distorções subjetivas ou supra-reais. Seu enfoque diz respeito à representação fotográfica da realidade e sua transposiçãao num espaço virtual. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 226 e 227



357 - SYLVIO KARASAVAS (1905 - 1980)

"Embarcações" - óleo sobre tela - 38 x 55 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista com diversas participações em mostras coletivas e oficiais.



358 - ANGELO BIGI (1899 - 1953)

Marinha - óleo sobre tela colada em eucatex - 63 x 90 cm - canto inferior esquerdo - 1947 -
No estado.

Pintor italiano, imigrou ainda jovem para o Brasil, logo após a I Guerra, fixando-se em Minas Gerais. Manteve curso de artes na cidade de Juiz de Fora, onde foi um dos fundadores do Núcleo Antonio Parreiras. Dedicou-se a mais de um gênero de pintura, como a paisagem, a marinha e a natureza morta. Sobre a sua obra, H. Pereira da Silva comentou em 1948: "apesar de imprimir em alguns de seus quadros um aspecto cenográfico, sabe também em outros surpreender o lado sombrio e simples da vida". MEC, vol. 1, pág. 243; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 104; PONTUAL, pág. 77; ITAÚ CULTURAL.



359 - JOSÉ DE DOME (1921 - 1982)

Monte de Gólgota - óleo sobre tela - 53 x 36 cm - canto inferior esquerdo -
Com a seguinte dedicatória: "Para Raimundo". No estado.

Pintor e desenhista, José Antonio dos Santos nasceu em Estância, SE. Assina José de Dome. Autodidata, residiu por vinte e dois anos em Salvador - BA onde recebeu orientações de Jenner Augusto, Mário Cravo, Carlos Bastos, Carybé, Mirabeau e, no Rio de Janeiro, firmou-se como pintor (década de 60). Pouco depois se instalou em Cabo Frio, RJ. Realizou exposições individuais em: Salvador, BA (1955, 1956, 1958, 1964); Rio de Janeiro (1961, 1964 a 1968, 1972); Lima, Peru (1966); São Paulo (1969); Londres (1971). Participou também de muitas mostras coletivas e oficiais. MEC VOL. 2, PÁG. 60; PONTUAL, pág. 183; JULIO LOUZADA, VOL. 1; PÁG. 339; ITAU CULTURAL; www.artprice.com.



360 - MAURICIO NOGUEIRA LIMA (1930 - 1999)

Composição - acrílica s/ tela s/duratex - 60 x 49 cm - dorso - 1983 -
Reproduzido no convite deste Leilão. No estado.

Pintor, arquiteto, desenhista, artista gráfico e professor natural do Recife, PE; faleceu em Campinas, SP. Frequentou o Instituto de Belas Artes de Porto Alegre, o MAM-SP e diplomou-se em arquitetura pela Faculdade Mackenzie-SP. Trabalhou no campo de comunicação visual sendo um dos responsáveis pela renovação da Arte-Cartaz Paulista (1951). Em 1953 passou a fazer parte do Grupo Ruptura, a convite de Waldemar Cordeiro. Participou de várias edições do Salão Paulista de Arte Moderna, onde obteve, dentre outros, o 1º Prêmio em Cartaz (1951 e 1957); das Bienais de 1955 a 1967; da Exposição Nacional de Arte Concreta; da mostra Panorama da Arte Atual Brasileira; da mostra Tendências Construtivas e de outras exposições em: Buenos Aires, Rosário, Santiago, Lima, Roma, Londres, Paris (Salão de Outono) e Zurique (exposição de Arte Concreta –'Konkrete Kunst', organizada por Max Bill). Recebeu o convite (1954) para representar o Brasil na 27ª Bienal de Veneza, no entanto, recusou se apresentar por terem negado a participação de outros membros do Grupo Ruptura. Em São Paulo pintou murais no Largo São Bento, no Edifício Estação Ciência, nas estações São Bento e Santana do Metrô, na Praça Roosevelt, na fachada do MAC/USP e fez uma pintura lateral no Elevado Costa e Silva (popularmente conhecido como Minhocão). Em 1958, foi responsável pela criação da logomarca e programação visual da 1ª Feira Internacional da Indústria Têxtil - Fenit, em São Paulo e, em 1960, realizou as primeiras grandes instalações ambientais para indústrias automobilísticas no Salão do Automóvel. MEC VOL. 2, PÁG. 481; PONTUAL PÁG. 314; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 678; www.pinturabrasileira.com; www.mac.usp.br; www.pinacoteca.org.br; www.artprice.com.



361 - MANABU MABE (1924 - 1997)

Composição - serigrafia - 16/100 - 34 x 44 cm - canto inferior direito - 1994 -

Pintor, desenhista, gravador e ilustrador nascido no Japão e falecido em São Paulo. Assina Mabe. De Kobe, Japão, emigrou com a família para o Brasil (1934) para dedicar-se ao trabalho na lavoura de café no interior de São Paulo. Interessado em pintura, começou a pesquisar, como autodidata, em revistas japonesas e livros sobre arte. No fim da década de 1940, em São Paulo, conheceu o pintor Tomoo Handa e Yoshiya Takaoka. Integrou-se ao Grupo Seibi, Grupo 15, Grupo Guanabara. Mudou-se para São Paulo (1957) para dedicar-se exclusivamente à pintura. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras coletivas e oficiais no Brasil e exterior. Entre muitos prêmios recebidos, destacam-se: 1953 - Prêmio aquisição no Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro; 1957 - Pequena Medalha de Ouro no VI Salão Paulista de Arte Moderna, SP; 1958 - Grande Medalha de Ouro no VII Salão Paulista de Arte Moderna, São Paulo; 1959 - Prêmio Governador do Estado no VIII Salão Paulista de Arte Moderna, SP; Prêmio Leirner de Arte Contemporânea, SP; Melhor Pintor Nacional na 5ª Bienal Internacional de São Paulo; Prêmio Braun e Prêmio Bolsa de Estudos na I Bienal de Paris, França; Prêmio aquisição no ‘Dallas Museum of Fine Arts’, Dallas, Estados Unidos; 1960 - Prêmio Fiat na 30ª Bienal de Veneza, Itália; 1962 - Primeiro Prêmio na I Bienal Americana de Arte de Córdoba, Espanha. ARTE NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 1050; EIXEIRA LEITE, PÁG. 296; PONTUAL, PÁG. 325; MEC, VOL. 3, PÁG. 13; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 644; LEONOR AMARANTE, PÁG. 83, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 561; ACERVO FIEO; www.mabe.com.br; www.pinturabrasileira.com; www.museumanabumabe.com.br; www.escritoriodearte.com; www.brasilescola.com; www.artprice.com.



362 - ANTONIO EUSTÁQUIO (XX)

Meninas - óleo sobre eucatex - 49 x 39 cm - centro inferior -

Nascido em Raul Soares, Minas Gerais, Antônio Eustáquio de Jesus foi criado em Mariana onde recebeu várias influências artísticas. Com apenas 11 ou 12 anos, convivia com artistas locais. Em meados de 1980, mudou-se para o litoral capixaba, onde fazia trabalhos com coisas do mar (conchas corais, areia, etc.). Voltou a Minas (1990) passando a viver em Belo Horizonte, onde começou a pintar. Lá conviveu novamente com artistas, como a pintora Eny de Carvalho. Tem participado de exposições coletivas e oficiais, destacando-se: Coletiva no Casarão Centro Cultural Nhô-Quim Drummond, Sete Lagoas - MG (2007); Coletiva na Casa Thomas Jefferson (2010); Bienal do SESC de Piracicaba (2010 - Prêmio); Exposição no SESC-BH (2012); Exposição na Casa dos Contos, Ouro Preto – MG (2013). Foi convidado a participar do Museu Internacional de Arte Naïf do Brasil – MIAN (RJ). http://artenaifrio.blogspot.com.br/2016/01/antonio-eustaquio.html.



363 - SONIA DELAUNAY (1885 - 1979)

Cartaz - serigrafia - 79 x 51 cm - canto inferior esquerdo na matriz - 1971 -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Nasceu na Ucrânia, Russia, e faleceu em Paris, França. Gravadora. Juntamente com o marido Robert Delaunay, produziu as decorações para a Exposição Universal de Paris (1937). Simone Frigério escreveu em 1985: " ... Sônia alcançou êxitos maravilhosos nas artes decorativas, no domínio da moda, como o fará, na mesma época, Raoul Dufy. Inventa vestidos de cores simultâneas..." Uma definição dos simultâneos por Sônia: "Nós dividimos as cores, ou antes, as nuances de cores, em quentes e frias. Partimos do elemento da cor pura e criamos planos, formas, profundezas, perspectivas unicamente com esse elemento, abolidas as linhas e o claro-escuro." Internacionais em 1981, em Portugal. JULIO LOUZADA, vol. 12, pág. 128



364 - FERNAND LÉGER (1881 - 1955)

Composição - aquarela - 28 x 20 cm - centro inferior -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista, escultor, ceramista; mosaicista, ilustrador, professor e designer francês, Jules-Fernand-Henri Léger nasceu em Argentan e faleceu em Gif-sur-Yvette. Fez também desenhos para vitrais, tapetes, cenários para o teatro e balé, projetos de decoração e trabalhos para o cinema. Era filho de camponeses. Iniciou a sua formação artística aos catorze anos, sendo aprendiz de um arquiteto em Caen. Cursou a Escola de Artes Decorativas e a Escola de Belas Artes em Paris (a partir de 1900). Conviveu com os artistas: Archipenko, Chagall, Laurens, Lipchitz, Soutine, Delaunay, Blaise Cendrars, Pablo Picasso, Georges Braque, Henri Rousseau, Le Corbusier, Van Doesburg, Mondrian, Ozenfant. Realizou a sua primeira grande obra, “Nus na floresta” (1909-1910), apresentada no Salão dos Independentes (1911). Juntou-se ao Grupo Puteaux (1911) e com Ozenfant fundou um estúdio livre chamado "Académie Moderne", em Paris. Foi recrutado para as trincheiras com o início da Primeira Grande Guerra (1914). Recebeu Tarsila do Amaral em seu ateliê entre 1923-1924. Produziu seu primeiro mural para "Pavillon de l’Esprit Nouveau" construído por Le Corbusier, em Paris (1925). Na Segunda Grande Guerra, exilou-se nos Estados Unidos, onde foi professor na Universidade de Yale e no Mills College, tendo voltado para França em 1945. Concebeu os vitrais da Igreja do Sacré-Coeur de Audincourt e um painel para o Palácio das Nações Unidas em Nova York (1951), entre outras obras. Realizou diversas exposições individuais, destacando-se: em Chicago, EUA (1935 – Retrospectiva); no Museu de Arte Moderna, Paris (1949, 1953); no Museu de Artes Decorativas, Paris (1952, 1955) e muitas outras participações em mostras coletivas e oficiais. Foi homenageado com o Grande Prêmio da Bienal Internacional de São Paulo (1955). BENEZIT; JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 569; ITAU CULTURAL; www.historiadasartes.com; www.ebiografia.com; www.guggenheim.org; www.artprice.com.



365 - FELISBERTO RANZINI (1881 - 1976)

Na beira do lago - óleo sobre tela - 25 x 33 cm - canto inferior esquerdo -

Arquiteto, desenhista e escritor, Felisberto Ranzini nasceu em Mântua, Itália e faleceu em São Paulo - SP. Sobresaiu-se principalmente na técnica de aquarela, na qual se especializou. Suas composições em óleo são claras e detalhadas, quase que miniaturistas. JULIO LOUZADA, vol 1, pág. 805; MEC vol.4, pág. 26, RUTH TARASANTCHI.



366 - RUBENS GERCHMAN (1942 - 2008)

Praia - serigrafia - P.A. - 69 x 85 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, escultor nascido no Rio de Janeiro e falecido em São Paulo. Em 1957, freqüenta o Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro, onde estuda desenho. Faz curso de xilogravura com Adir Botelho e freqüenta a Escola Nacional de Belas Artes - Enba, entre 1960 e 1961. Em 1967, é contemplado com o prêmio de viagem ao exterior no 16º Salão Nacional de Arte Moderna e viaja para os Estados Unidos. Reside em Nova York entre 1968 e 1972. Retorna ao Brasil e faz o roteiro, a cenografia e a direção do filme 'Triunfo Hermético' e os curtas 'ValCarnal' e 'Behind the Broken Glass'. De 1975 a 1979, assume a direção da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, RJ. É co-fundador e diretor da revista 'Malasartes'. Em 1978, viaja para os Estados Unidos com bolsa da Fundação John Simon Guggenheim. Em 1982, permanece por um ano em Berlim como artista residente, a convite do Deutscher Akademischer Austauch Dienst - DAAD [Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico]. Realizou diversas exposições individuais e participou de muitas mostras oficiais no Brasil e pelo mundo recendo prêmios na Bienal de São Paulo (1965), Bienal de Salvador, BA (1966), Bienal de Cali, Colômbia (1967, 1970). JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 417; PONTUAL, PÁG. 235; TEIXEIRA LEITE, "in" A GRAVURA BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 734; ARTE NO BRASIL, PÁG. 974; LEONOR AMARANTE, PÁG. 143, MEC VOL. 2, PÁG. 246; Acervo FIEO.



367 - ARSENIO CINTRA DA SILVA (1833 - 1883)

Paisagem - aquarela - 16 x 20,5 cm - canto inferior direito - 1880 -

Pintor, fotógrafo e professor nascido no Recife, PE e falecido na Bahia. Estudou em Paris, em Roma e foi o responsável por introduzir a técnica de pintura a guache no Brasil. Atuou durante a década de 60 do século XIX basicamente como retratista. Teve papel importante como precursor de uma visão fotográfica de cunho jornalístico, quando documentou os festejos do casamento da Princesa Isabel e do Conde d'Eu, a 15 de outubro de 1864, no Largo do Paço, no Rio de Janeiro. Essas fotografias pertencem a Dom Pedro II e estão conservadas na coleção Thereza Christina Maria da Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro. Transferiu-se para o Rio de Janeiro em 1861 onde participou das Exposições Gerais (1861 a 1863), obtendo prêmios. Postumamente, sua obra foi representada na Exposição Retrospectiva da Pintura no Brasil, no Museu Nacional de Belas Artes em 1948. LAUDELINO FREIRE, PÁG. 150; MEC VOL. 4, PÁG. 245; REIS JR PÁG. 171; PONTUAL PÁG. 490; TEIXEIRA LEITE PÁG. 476; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL PÁG. 5463; JULIO LOUZADA VOL. 9, PÁG. 798; ACERVO FIEO.



368 - MANOEL SANTIAGO (1897 - 1987)

Namorados - óleo sobre cartão colado em madeira - 21 x 26 cm - canto inferior esquerdo -

Manoel Colafante Caledônio de Assumpção Santiago nasceu em Manaus, AM e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, desenhista e professor. Mudou-se para Belém em 1903 e iniciou estudos de pintura. Desde 1916 já praticava a arte não figurativa. Em 1919 transferiu-se para o Rio de Janeiro, cursou Direito e frequentou a Escola Nacional de Belas Artes, onde foi aluno de Rodolfo Chambelland e Baptista da Costa. Na época, teve aulas particulares com Eliseu Visconti. Foi casado com a pintora Haydeá Santiago. Participou em 1927 do Salão Nacional de Belas Artes e recebeu o prêmio viagem ao exterior, entre vários outros. Foi para Paris no ano seguinte, e lá permaneceu por cinco anos. De volta ao Rio de Janeiro, em 1932, tornou-se professor do Instituto de Belas Artes. Em 1934, passou a lecionar pintura e desenho no Núcleo Bernardelli, figurando entre seus alunos José Pancetti, Edson Motta, Bustamante Sá, Ado Malagoli, Rescála e Milton Dacosta. Participou da I Bienal Internacional de São Paulo (1951) e do 8º Panorama da Arte Brasileira (1976). PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, VOL. 1, PÁG. 241; TEODORO BRAGA, PÁG. 211; CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO DE PAISAGEM BRASILEIRA, MEC-MNBA /RIO/1944; MAYER/84, PÁG. 1158; REIS JR, PÁG. 378; PONTUAL, PÁG. 473; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 292; ITAÚ CULTURAL, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 865; ACERVO FIEO.



369 - MENASE VAIDERGORN (1927)

"Queijo, pão e vinho" - óleo sobre tela - 40 x 30 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor nascido em Hotin, Romênia. Assina MVAIDERGORN. Seus pais vieram para o Brasil (1932) fixando residência em São Paulo. Ingressou na Associação Paulista de Belas Artes (fim da década de 1940) onde conheceu Dario Mecatti que muito o estimulou. Viajou pelo norte da África e Europa. Realizou exposições individuais e participou de diversos salões e mostras coletivas oficiais, recebendo diversos prêmios, entre eles: os do Salão Paulista de Belas Artes, SP (1976 - Medalha de Bronze, 2000 – Prêmio Aquisição, 2001 – Grande Medalha de Prata). JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 1011; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



370 - VICTOR ARRUDA (1947)

Composição - acrílico sobre cartão - 70 x 99 cm - dorso - 1986 -
Reproduzido no convite deste Leilão e sob o nº 69 em catálogo de Leilão de Soraia Cals, Rio de Janeiro - RJ, realizado em dezembro de 2012.

Professor, desenhista, gravador e pintor. Como membro organizador do grupo Tato e Contato, é responsável pela instalação do primeiro ateliê de Arte Livre destinado a crianças, na Funabem, Rio de Janeiro, em 1977. Em 1982, torna-se organizador do setor infantil na mostra A Margem da Vida e atua como professor de artes plásticas no Instituto Penal Lemos de Brito. A convite de Oscar Niemeyer, pinta o painel do foyer do teatro do Memorial da América Latina, São Paulo, em 1989. ITAÚ CULTURAL.



371 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Peixes - serigrafia - 42/60 - 50 x 28 cm - canto inferior direito - 1995 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



372 - BENEDITO DA LUZ (1956)

Rosto - argila técnica mista - 33 x 24 x 17 cm - assinado -
Complemento de técnica: "Argila queimada em forno de alta temperatura e aplicação de limalha de ferro".

Pintor, Benedito Paulino da Luz nasceu em Cotia, SP. Autodidata, começou a se interessar pelas artes no início de 1980, por influência e amizade do Padre Jiulio Liverani, artista plástico e pároco na cidade de Vargem Grande Paulista, SP. Em meados dos anos 90 mudou-se para Lorena, SP. Em 2001 começou sua participação no núcleo de Arte Contemporânea da UNIFATEA e desde então, tem participado de exposições coletivas no vale do Paraíba - SP, litoral norte - SP, Belo Horizonte - MG, Curitiba – PR e São Paulo.



373 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Composição - óleo sobre tela - 120 x 120 cm - não assinado -
No estado.



374 - JANY M. RUCK (1939)

"Harmonia floral" - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2016 -

Pintora, professora e restauradora, Jany Marylene Ruck nasceu em Agudos, SP. Assinava Jany até 1984. Atualmente assina JM. Ruck. Em Campinas fez cursos livres de desenho e pintura com Elenice Menegon, Aldo Cardarelli, Djalma Urban e Álvaro de Batista. Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais. Foi premiada em: São José do Rio Preto, SP (1984, 1985, 1991); Campinas, SP (1985, 1996); São João da Boa Vista, SP (1985); Itatiba, SP (1985,1987, 1988); Mogi Mirim, SP (1987); Poços de Caldas, MG (1987); Piracicaba, SP (1988); Limeira, SP (1989); Araras, SP (1991); Ribeirão Preto, SP (2003). ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 7 PÁG. 614; VOL. 9, PÁG. 750.



375 - ÉLON BRASIL (1957)

"Chuva na cidade" - óleo sobre tela - 100 x 130 cm - canto superior esquerdo e dorso - 2011 -
Série Metrópoles.

Artista plástico autodidata nascido na praia de Jurujuba, em Niterói-RJ, onde aos seis anos de idade começou a rabiscar seus primeiros crayons. Mudando-se para São Paulo (1968), ganhou sua primeira medalha de ouro na II PINARTE de Pinheiros. Em 1970, juntamente com os artistas Aldemir Martins, Clóvis Graciano e Carlos Scliar, ilustrou o livro de poesias "Cantando os Gols" de Tito Battine. Morou na Suíça por seis meses. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1993, 1998, 1999, 2002, 2006, 2008); Toronto, Canadá (1993); Basiléia, Suíça (1993, 1995, 1997, 1999); Bahia (1993, 1995); Berna, Suíça (1995); Bruxelas, Bélgica (1996); Blumenau, SC (1998); Rio de Janeiro (1999); Paris, França (2004); Londres, Inglaterra (2005); Los Angeles, EUA (2006). Tem participado de mostras coletivas e oficiais. ITAU CULTURAL; www.elon.brasil.nom.br.



376 - ATHOS BULCÃO (1918 - 2008)

Composição - xilogravura - 6/30 - 32,5 x 25 cm - centro inferior -

Pintor e desenhista. Começou a dedicar-se a arte estimulado por Portinari, que, em 1945, o convidou a trabalhar nas obras da Pampulha, em Belo Horizonte. No ano anterior realizara exposição individual na sede recém-inaugurada do Instituto dos Arquitetos do Brasil no Rio de Janeiro, voltando a fazê-lo na Capital mineira em 1946 e 1947. Já então conquistara medalhas de prata em pintura e desenho no SNBA. Recebendo bolsa de estudos no governo francês, viajou em 1948 para Paris, onde permaneceu um ano, visitando ainda a Itália. De regresso ao Brasil, passou a dedicar-se também a trabalhos no campo da decoração. Residindo mais recentemente em Brasília, ali criou azulejos e vitrais para a Igreja de Nossa Senhora de Fátima, com motivos cristãos da Pomba e da Estrela, símbolos do Divino Espírito Santo e da natividade. Participou como isento de júri dos II SAMDF (1965), realizando em 1968 exposição individual de desenhos em Brasília (Galeria Encontro). Rubem Braga focalizou-o em uma crônica publicada na revista Manchete (14 de agosto de 1954). TEODORO BRAGA, PÁG. 59; MEC, vol. 1, pág. 301; WALMIR AYALA, vol.1, pág. 140; PONTUAL, pág. 93; TEIXEIRA LEITE, pág. 92; JÚLIO LOUZADA, vol. 7, pág.112; ITAÚ CULTURAL.



377 - ALDO BONADEI (1906 - 1974)

Nu - desenho a nanquim - 23 x 32 cm - canto inferior direito - 1944 -

Pintor, designer, gravador, figurinista e professor - Aldo Cláudio Felipe Bonadei nasceu e faleceu em São Paulo, SP. Entre 1923 e 1928 foi aluno de Pedro Alexandrino, período em que também frequentou o ateliê de Antonio Rocco. Viajou para a Itália, entre 1930 e 1931, e frequentou a Academia de Belas Artes de Florença, onde teve aulas com Felice Carena e seu assistente Ennio Pozzi, ambos ligados ao movimento ‘novecento’. Nesse período, dedicou-se ao desenho da figura humana, principalmente ao nu. Retornou a São Paulo no início da década de 1930 e participou ativamente do Grupo Santa Helena, da Família Artística Paulista - FAP e do Sindicato dos Artistas Plásticos. Em 1949 lecionou na Escola Livre de Artes Plásticas, primeira escola de arte moderna de São Paulo e participou do Grupo Teatro de Vanguarda. No ano seguinte, fundou a Oficina de Arte - O. D. A., com Odetto Guersoni e Bassano Vaccarini. No fim da década de 1950 atuou como figurinista nas peças ‘Vestido de Noiva’, de Nelson Rodrigues, e ‘Casamento Suspeitoso’, de Ariano Suassuna. Também desenhou alguns figurinos para dois filmes dirigidos por Walter Hugo Khoury: ‘Fronteiras do Inferno’ (1958) e ‘Na Garganta do Diabo’(1959). Realizou muitas exposições individuais e participou de vários Salões oficiais destacando-se: Bienal Internacional de São Paulo (1ª, 2ª, 3ª, 6ª, 7ª); Bienal de Veneza (1952); Panorama da Arte Moderna Brasileira (1970). MEC, VOL. 1, PÁG. 247; PONTUAL, PÁGS. 78/79; ARTE NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 1041; ART PRICE ANNUAL 2000, PÁG. 258; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 79; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; LEONOR AMARANTE, PÁG. 72; ACERVO FIEO.



378 - BUSTAMANTE SÁ (1907 - 1988)

Paisagem - óleo sobre madeira - 13 x 22,5 cm - canto inferior direito e dorso -

Natural da cidade do Rio de Janeiro, estudou na ENBA naquela cidade, onde foi aluno de Rodolfo Amoedo e Rodolfo Chambelland. Participou do Núcleo Bernardelli, do qual foi um dos fundadores em 1931. Participou de sucessivas versões do SNBA a partir de 1928, recebendo diversas premiações. Excepcional pintor do gênero paisagem. TEODORO BRAGA, pág. 59; REIS JR. , pág. 385; MEC,vol. 4, pág. 127; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 145 e 147; TEIXEIRA LEITE, pág. 94; JÚLIO LOUZADA, vol. 11, pág. 47; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 579; ARTE NO BRASIL, pág. 763; Acervo FIEO.



379 - MARCOS NASCIMENTO (XX)

Colhendo cacau - óleo sobre tela - 70 x 50 cm - canto inferior direito - 2001 -

Pintor primitivo com participações em mostras coletivas.



380 - TOMÁS SANTA ROSA (1909 - 1956)

"Estudo para painel em Brasília - DF" - óleo sobre tela - 72 x 99 cm - canto inferior esquerdo - Brasília -
Reproduzido no convite deste Leilão. Ex coleção Embaixador Wladimir Murtinho, Brasília - DF. No estado.

Pintor, gravador, cenógrafo e professor autodidata, Tomás Santa Rosa Júnior nasceu em João Pessoa, PB e falecido em Nova Délhi, Índia. Fixou-se no Rio de Janeiro (1932), começou a trabalhar como auxiliar de Portinari e iniciou também sua carreira de ilustrador que se estenderia por longa série de obras de escritores brasileiros e estrangeiros, que incluiu, dentre outros, Graciliano Ramos, José Lins do Rêgo, Jorge Amado, Castro Alves, Dostoievski. É considerado o primeiro cenógrafo moderno brasileiro. Entre as exposições das quais participou destacam-se: o Salão Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro (1941 - Medalha de Prata); Um Século de Pintura Brasileira, no Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro (1952); II Bienal Internacional de São Paulo (1953); Salão Preto e Branco do III Salão Nacional de Arte Moderna do Rio de Janeiro (1954); 'Arts Primitifs et Modernes Brésiliennes', no Museu de Etnografia de Neuchâtel, Suíça (1955). Após sua morte, suas obras foram expostas nas seguintes mostras: Exposição de Artes Gráficas de Tomás Santa Rosa, na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro (1958); Retrospectiva no Teatro Municipal do Rio de Janeiro (1975); Santa Rosa, Carnaval e Figurinos na Fundação Nacional de Arte (Funarte) de São Paulo (1985); e Bienal Brasil Século XX, na Fundação Bienal de São Paulo (1994). PONTUAL, PÁG. 472; MEC VOL. 4, PÁG. 177; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 460; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 572; LEONOR AMARANTE; www.funarte.gov.br; cpdoc.fgv.br; www.artprice.com.



381 - ALOYZIO ZALUAR (1937)

"Sem norte" - técnica mista - 31 x 31 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2013 -
Com a seguintes inscrições no dorso: "Sem norte, lá na Urca, fui mandado embora e depois passei a frequentar o local para ver o Mozart (leiloeiro que está com dezoito trabalhos meus há algum tempo... Rio de Janeiro (?)/12/2013) Aloyzio Zaluar.

Natural da cidade do Rio de Janeiro. Passou a frequentar a antiga ENBA em 1956. Participou de diversos SNAM entre 1958 e 1967, recebendo a Certificado de Isenção em 1966. Expõe individualmente a partir de 1964. TEIXEIRA LEITE chamou atenção, em 1964, para a influência de Goeldi nos seus trabalhos que, mais tarde, abordaram a temática do carnaval carioca, levando o artista e poeta José Paulo Moreira da Fonseca a situá-lo na fronteira entre o desenho e a pintura. ITAÚ CULTURAL; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 349; MEC, vol. 4, pág. 528; PONTUAL, pág. 556; ACERVO FIEO, pág. 785. Acervo FIEO. -



382 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Paisagem" - litografia colorida a mão - P.A. - 44,5 x 64 cm - canto inferior direito - 1979 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



383 - GUILLERMO ROUX (1929)

Composição - gravura - 66/82 - 18,5 x 18,5 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista e gravador argentino nascido em Buenos Aires. Estudou na Escola de Belas Artes de Buenos Aires antes de se mudar para Roma para trabalhar como assistente especializado em restauração. Uma retrospectiva de suas obras foi realizada na "The Phillips Collection", Washington, DC - EUA (1988); Museu Nacional de Arte Decorativa, Buenos Aires - Argentina; Museu Staatliche Kunsthalle de Berlin, Berlin - Alemanha e Museu Nacional de Belas Artes, Buenos Aires – Argentina. BENEZIT; www.artprice.com; www.marlboroughgallery.com.



384 - IVAN SERPA (1923 - 1973)

Composição - técnica mista - 20 x 14 cm - canto inferior direito - 1952 -

Pintor, desenhista, gravador e professor, Ivan Ferreira Serpa nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Estudou gravura e desenho com Axel Leskoschek (entre 1946 e 1948) no Rio de Janeiro. Em 1949, ministrou suas primeiras aulas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, onde, a partir de 1952, exerceu sistemática atividade didática, em especial no ensino infantil. Foi um dos precursores do concretismo no Brasil, criando ao lado de Aluisio Carvão, Lígia Clark, Hélio Oiticica e outros o Grupo Frente, que se manteve ativo de 1954 a 1956, inclusive com exposições no Rio de Janeiro. Participou da Divisão Moderna do SNBA (1947-1951). Em 1957, recebeu o prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna, RJ. Participou da exposição ’Opinião 65’, evento que marca a difusão de uma nova arte de tendência figurativa, a neofiguração. Em 1970, fundou, com Bruno Tausz, o Centro de Pesquisa de Arte no Rio de Janeiro. Participou da Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1961, 1963, 1965) e da Bienal de Veneza (1952, 1954, 1962, 1966). PONTUAL, PÁG 486; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 605; ARTE NO BRASIL, PÁG. 840; LEONOR AMARANTE, PÁG. 26; MEC VOL. 4, PÁG. 221; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 899.



385 - CESAR LACANNA (1901 - 1983)

Paisagem - óleo sobre tela colada em eucatex - 30,5 x 44,5 cm - canto inferior esquerdo - 1941 -
No estado.

Pintor, escultor e ceramista paulista, estudou com Elpons e Barchitta. Como pintor, trabalhou a paisagem, a natureza-morta, nus e retratos, numa atmosfera realista, evocativa de Daumier. TEODORO BRAGA, pág.136; MEC vol.2, pág. 435; WALMIR AYALA, vol.1, pág.453; PONTUAL, pág.297; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 623.



386 - ZÉLIO ANDREZZO (1948)

"Florista" - óleo sobre tela - 65 x 49 cm - canto inferior direito e dorso - 1990 -

Catarinense da bela cidade de Florianópolis, onde nasceu a 15 de dezembro de 1948. Pintor e desenhista. Segundo seus críticos, trata-se de artista obstinado e firme em seu propósito, tendo a disciplina de um espartano, a paciência de um monge e a precisão de um cosmonauta. Participações em coletivas com premiações. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 14.



387 - ALUISIO CARVÃO (1920 - 2001)

Composição - técnica mista - 23 x 32 cm - canto inferior direito -
No estado.

Pintor, escultor, Ilustrador, ator, cenógrafo e professor nascido em Belém, PA e falecido em Poços de Caldas, MG. Iniciou suas atividades artísticas como ilustrador, no Pará. Atuou também como escultor e cenógrafo. Passou a dedicar-se à pintura em 1946 quando realizou sua primeira exposição individual no Amapá, onde residiu temporariamente. Em 1949 foi contemplado pelo MEC com uma bolsa destinada a professores de artes e mudou-se para o Rio de Janeiro. Ingressou no curso livre de pintura de Ivan Serpa, no MAM, RJ (1952). Integrou o Grupo Frente (entre 1953 e 1956). Assinou com os artistas Amilcar de Castro, Franz Weissmann, Lygia Clark, Lygia Pape e o poeta Reynaldo Jardim, o "Manifesto Neoconcreto", escrito por Ferreira Gullar em 1959. Foi contemplado no Salão Nacional de Arte Moderna com o prêmio de viagem ao exterior. Como artista visitante, ingressou na Hochschule für Gestaltung - HfG, em Ulm, na Alemanha. Viajou por vários países da Europa e retornou ao Brasil em 1963. Participou de inúmeras mostras coletivas e oficiais, no Brasil e exterior, como: 1ª Exposição Nacional de Arte Abstrata (1953), Petrópolis-RJ; mostras do Grupo Frente, RJ (1954 e 1955); 1ª Exposição Nacional de Arte Concreta, SP (1956) e RJ (1957); Bienal Internacional de São Paulo (1953, 1955, 1957, 1961, 1973, 1983, 1991); Salão Nacional de Arte Moderna, RJ (1953 a 1960); 4ª Bienal de Tóquio (1957); 1ª Bienal Interamericana do México (1958); Exposição de Arte Neoconcreta, RJ (1959), SP e Salvador; "Konkrete Kunst", Zurique, Suíça (1960); Exposição de Arte Neoconcreta, Munique, Alemanha; "Nova Objetividade Brasileira", MAM-RJ (1967); "Arte Construtiva no Brasil: Coleção Adolpho Leirner", MAM-SP (1980) e MAM-RJ (1999); exposição retrospectiva no Museu Metropolitano de Arte de Curitiba (1996), no MAM, Salvador–BA e MAM, RJ. PONTUAL PÁG. 115; MEC VOL. 1, PÁG. 367; JULIO LOUZADA, VOL. 5 PÁG. 210; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, 655; LEONOR AMARANTE, 75; ARTE NO BRASIL, 921; ACERVO FIEO.



388 - SANDRO JOSÉ DA SILVA (1965)

"Recanto de Cabo Frio" - óleo sobre tela - 60 x 50 cm - canto inferior esquerdo e dorso -

Pintor autodidata natural de Pernambuco. Cresceu no Rio de Janeiro. Passou a se dedicar profissionalmente à arte a partir dos dezoito anos. Em 1998 mudou-se para Iguaba Grande, Região dos Lagos. Tem participado de várias mostras e Salões oficiais como: ‘Medial 1ª Art Biennial’, Londres (2005 – Prêmio); UNAP, SP (Prêmio); ‘XIII Circuito Internacional de Arte Brasileira’, Polônia – Alemanha - Áustria (2008); ‘International Contemporary Art IV’ (2011), no Museu das Américas – Flórida, EUA e em Santa Fé, Argentina; ‘International Art Fair’ (2012) em Buenos Aires, Argentina.



389 - JOSÉ CORDEIRO (1942)

"Pelourinho" - óleo sobre tela - 50 x 25 cm - canto inferior direito e dorso - 1971 - Bahia -
No estado.

Pintor e gravador nascido em São Paulo. Autodidata, especializou-se em paisagens e figuras de gênero. Um de seus temas preferidos: o ambiente e a maneira de viver do dia-a-dia, retratando sempre com cores fortes as figuras miúdas, as fachadas amplas ou a visão através de uma brecha da janela, onde se deslumbra uma mulher, um casal, ou, simplesmente, homens batendo papo. Participou do SPAM-1966 e 1968, dentre outros certames oficiais. JULIO LOUZADA vol. 10 pág. 236.



390 - ARCÂNGELO IANELLI (1922 - 2009)

Composição - técnica mista - 49 x 34 cm - canto inferior esquerdo - 1969 -
Reproduzido no convite deste Leilão. No estado.

Pintor. Fez aprendizado de pintura com Valdemar da Costa, em São Paulo, a partir de 1942. Participou de diversos Salões no País, e no exterior, obtenções várias e importantes premiações. Seus trabalhos fazem parte do acervo de museus e coleções particulares no mundo todo. Inicialmente figurativo, passou a abstracionismo, trabalhando com blocos cromáticos distribuídos com certo rigor construtivo sobre o espaço plano. A seu respeito, disse o crítico Enrico Crispolti, em 1966: " Mas quais são, então, os temas expressivos próprios da pintura de Ianelli? Ele mesmo, falando-me de experiências já distantes, recorda-me anos de um naturalismo sumário pela vontade de síntese, sublinhado como hoje são propostos em sua pintura horizontes muito diferentes. Creio, no entanto, que uma matriz naturalista preside o intenso lirismo dessa telas recentes de Ianelli (...) ". PONTUAL, pág. 358; MEC vol.3, pág. 345; WALTER ZANINI, pág. 644; ARTE NO BRASIL, pág. 798; LEONOR AMARANTE, pág. 218. Acervo FIEO.



391 - ALPHONSE LAMOTTE (1844 - 1914)

"Femme nue" - gravura com realce de cor - 47,5 x 21,5 cm - canto inferior direito -
Ex-coleção Antônio Maluf - Galeria Seta - São Paulo - SP. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Gravador e pintor francês nascido em Le Havre. Estudou com Outhwaite e Henriquel-Dupont. Foi diretor da Escola de Belas Artes de Le Havre. Expôs pela primeira vez no "Salon" em 1869 e foi membro da "Société des Artistes Français" a partir de 1833. Foi premiado com medalha de terceiro lugar em 1877, medalha de segundo lugar em 1880, medalha de primeiro lugar em 1883, medalha de ouro na Exposição Universal em 1887 e medalha de bronze em 1893. Recebeu a comenda do "Chevalier of the Légion d'Honneur" em 1889. BENEZIT; www.artprice.com.



392 - IGNEZ MARIA LUISA CORREIA DA COSTA (1907 - 1985)

Lavadeiras - técnica mista - 22,5 x 24 cm - canto inferior direito -
No estado.

Pintora e desenhista nascida em Cuiabá, MT e falecida em Campo Grande, MS. Veio para o Rio de Janeiro e estudou na antiga Escola Nacional de Belas Artes onde foi aluna de Augusto Bracet, Henrique Cavaleiro e Rodolfo Chambelland. Depois recebeu orientação de Gilda Moreira e, mais tarde, de Cândido Portinari. Participou da Exposição Geral de Belas Artes, RJ (1929, 1930, 1933, 1935); "Exhibition of Modern Brazilian Paintings", várias cidades do Reino Unido (1944, 1945); Salão de 31, RJ (1984); Exposição de Artistas Mato-Grossenses, Campo Grande, MS (1966); Salão Nacional de Artes Plásticas, Fortaleza – CE (1984). Foi premiada em 1929, 1930 e 1935 na Exposição Geral de Belas Artes, RJ. MEC VOL. 1, PÁG. 470; ITAU CULTURAL.



393 - JOSÉ SABÓIA (1949)

Trabalhadores - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior direito -

Pintor, José Sabóia do Nascimento nasceu em Almadina-BA. Artista autodidata foi para o Rio de Janeiro em 1967 e começou a pintar no ano seguinte, passando a expor seus trabalhos na feira hippie de Ipanema. Fez sua primeira exposição individual em Fortaleza, CE (1970). Entre as exposições de que participou, destacam-se: I e III Salão Nacional de Artes Plásticas do Ceará, Fortaleza, (1969, 1971 - Prêmio Aquisição); Dez Pintores no Rio de Janeiro, no MNBA, RJ (1983); ‘Brésil Naifs’, Paris (1986); ‘Salon d'Art Naif’- Marseilha, França (1987); ‘Pintura, Presença e Povo na Arte Brasileira’ no Museu da Casa Brasileira - São Paulo (1990); ‘Visões do Rio’ no MAM, RJ (1996). No exterior expôs individualmente em São Francisco, EUA e Munique, Alemanha, além de participar de coletivas em vários países e, principalmente na França, com exposições organizadas pela Galeria Jacqueline Bricard e uma presença cativa na ‘Galerie Naïfs du Monde Entier’ em Paris. José Sabóia participou do Concurso Internacional de Morges, quando seu quadro foi eleito pelo público, a melhor obra de 60 participantes de 22 países, premiação que originou o convite da Galeria Kasper para realizar uma exposição individual em 1997. JULIO LOUZADA vol. 11, pág. 278; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 228; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO; www.artprice.com; www.nautilus.com.br; www.ardies.com.



394 - MARIO SILÉSIO (1913 - 1990)

"Estudo concreto nº 12" - técnica mista - 25 x 32 cm - canto inferior direito - 1958 -

Pintor, desenhista, muralista e vitralista. Cursa direito na Universidade de Minas Gerais - UMG (atual Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG), em Belo Horizonte, entre 1930 e 1935. Estuda desenho e pintura na Escola de Belas Artes de Belo Horizonte (Escola Guignard), sob a orientação de Alberto da Veiga Guignard, entre 1943 e 1949. Em 1953 viaja para Paris, como bolsista do governo francês, e ingressa no curso de André Lhote. De volta ao Brasil, entre 1957 e 1960 executa diversos painéis em edifícios públicos e privados de Belo Horizonte, como Banco Mineiro de Produção, Condomínio Retiro das Pedras, Inspetoria de Trânsito, Teatro Marília, Escola de Direito da UFMG e Departamento Estadual de Trânsito. É também de Silésio o mural feito para o Clube dos Engenheiros, em Araruama, Rio de Janeiro. Executa os vitrais da Igreja dos Ferros em 1964. ITAÚ CULTURAL.



395 - ALBERT PFISTER (1884 - 1978)

Floresta - óleo sobre tela - 60 x 80 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista e decorador suíço nascido em Stäfa e falecido em Erlenbach. Foi aluno de Jean-Paul Laurens em Paris. Participou de muitas mostras coletivas e oficiais. Muitas obras suas se encontram nas paredes da Universidade de Zurique. BENEZIT; www.artprice.com; www.artnet.com.



396 - PERCY DEANE (1921 - 1994)

Menina - óleo sobre madeira - 40 x 27 cm - canto superior esquerdo -

Percy de Mello Deane, nasceu em Manaus-AM, e faleceu na cidade do Rio de Janeiro. Pintor, desenhista, ilustrador e arquiteto. Estudou na Faculdade de Arquitetura da ENBA em 1938, mudando-se para o Rio de Janeiro. Foi amigo de Portinari. A partir de 1938, colabora regularmente, como ilustrador, para diversas publicações, tais como O Jornal, Dom Casmurro, Sombra, Cigarra, O Cruzeiro. Por encomenda de Oscar Niemeyer, realiza o mural do Iate Clube da Pampulha, Belo Horizonte (1942). Foi premiado no SNBA-RJ, em 1940, 1941 e 1943, recebendo neste último o prêmio de viagem ao país. Expõe em Londres, em 1943 e participa da mostra 20 Artistas Brasileños, itinerante pelo Uruguai, Argentina e Chile, em 1945. Realiza mural em mosaico para a Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro, em 1951. Faz ilustrações para vários livros, entre eles: O Feijão e o Sonho (1968), de Orígenes Lessa; A Ponte (1975), de Erico Veríssimo e Memórias do Cárcere (1969), de Graciliano Ramos. JULIO LOUZADA, vol 1 - pág 318; ITAUCULTURAL.



397 - ALBERTO TEIXEIRA (1925 - 2011)

Composição - técnica mista - 29 x 40 cm - canto inferior direito - 1955 -

Alberto Dias D'Almeida Teixeira nasceu em São João do Estoril, Portugal e faleceu em Campinas, SP. Pintor, desenhista e professor. Assinou em monograma até 1984 e depois A. Teixeira. Estudou desenho e pintura na Sociedade Nacional de Belas Artes (1947-1950), em Lisboa. Fixando residência em São Paulo, em 1950, foi aluno de Samson Flexor e tornou-se membro do Atelier Abstração. Expôs em diversas edições da Bienal Internacional de São Paulo (entre 1953 e 1965), do Panorama da Arte Atual Brasileira (1970 e 1973) e na Bienal Brasil Século XX, organizada pela Fundação Bienal de São Paulo (1994). Suas participações no Prêmio Leirner de Arte Contemporânea e no 1º Salão Esso de Artistas Jovens lhe renderam, respectivamente, o segundo e o primeiro prêmio em pintura. JULIO LOUZADA, VOL. 3 PÁGS. 1118 A 1122; ITAU CULTURAL; PONTUAL, PÁG. 517; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 497; MEC VOL. 4, PÁG. 376; ACERVO FIEO.



398 - MARIA LEONTINA (1917 - 1984)

Composição - pastel - 19 x 27 cm - canto inferior esquerdo -

Pintora, gravadora e desenhista. Maria Leontina Mendes Franco da Costa nasceu em São Paulo, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. Iniciou estudos de desenho com Antônio Covello, em São Paulo (1938), e na primeira metade da década de 1940 estudou pintura com Waldemar da Costa. Em 1946, no Rio de Janeiro, frequentou o ateliê de Bruno Giorgi e fez curso de museologia no Museu Histórico Nacional, entre 1946 e 1948. Em 1947, participou da exposição ‘19 Pintores’, na Galeria Prestes Maia, em São Paulo, ao lado de Lothar Charoux, Marcelo Grassmann, Aldemir Martins, Luiz Sacilotto e Flavio-Shiró. Em 1951, foi convidada pelo psiquiatra e crítico de arte Osório César para orientar o setor de artes plásticas do Hospital Psiquiátrico do Juqueri. No mesmo ano, organizou uma mostra dos internos no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Em 1952, com bolsa de estudo do governo francês, viajou para a Europa, acompanhada pelo marido, o pintor Milton Dacosta. Em Paris, entre 1952 e 1954, frequentou o ateliê de gravura de Johnny Friedlaender. Na década de 1960, realizou painel de azulejos para o Edifício Copan e vitrais para a Igreja Episcopal Brasileira da Santíssima Trindade, ambos em São Paulo. Realizou exposições individuais e participou de inúmeras mostras, Salões oficiais e Bienais como a Bienal de Veneza (1950, 1952, 1956). Foi premiada no Rio de Janeiro (1944, 1950, 1955, 1957, 1980); em São Paulo (1944; 1947; 1951; 1954; 1958; 1960; 1980; 1955, 1959, 1965 - Bienais Internacionais; 1969, 1970 - Panoramas da Arte Atual Brasileira; 1975 - prêmio pintura da Associação Paulista de Críticos de Artes - APCA); Brasília, DF (1980); Curitiba, PR (1980; Porto Alegre, RS (1980); Nova York (1960 - Fundação Guggenheim). ITAU CULTURAL; MEC, VOL. 2, PÁG. 471; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 309; PONTUAL, PÁG. 338; ARTE NO BRASIL, PÁG. 772; LEONOR AMARANTE, PÁG. 25; WALTER ZANINI, PÁG. 645; JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 572.



399 - OSCAR NIEMEYER (1907 - 2012)

Brasília - litografia - 8/50 - 49,5 x 69 cm - canto inferior esquerdo -
No estado.

Oscar Niemeyer Soares Filho nasceu no Rio de Janeiro. Arquiteto, gravador e urbanista. Forma-se em arquitetura pela Escola Nacional de Belas Artes - ENBA, Rio de Janeiro, em 1934. Nesse ano, passa a freqüentar o escritório do arquiteto e urbanista Lucio Costa. Em 1936, integra a comissão criada para definir os planos da sede do Ministério da Educação e Saúde, no Rio de Janeiro, com a supervisão do arquiteto suíço Le Corbusier, a quem assiste como desenhista. Entre 1940 e 1944 projeta o conjunto arquitetônico da Pampulha, Belo Horizonte - MG, que se configura como um marco de sua obra, pois rompe com os conceitos rigorosos do funcionalismo e utiliza uma linguagem de formas novas, de superfícies curvas, explorando as possibilidades plásticas do concreto armado. Em 1947, é convidado pela Organização das Nações Unidas - ONU a participar da comissão de arquitetos encarregada de definir os planos de sua futura sede em Nova York. Seu projeto, associado ao de Le Corbusier, é escolhido como base do plano definitivo. No Rio de Janeiro, em 1955, funda a revista ‘Módulo’ e no ano seguinte começa a colaborar na construção da nova capital do Brasil, Brasília, cujo plano urbanístico é confiado a Lucio Costa. Participou da I e II Bienal Internacional de São Paulo. Em 1965 é realizada uma retrospectiva sua no Museu do Louvre, Paris, a primeira dedicada a um arquiteto. Projetou inúmeras obras pelo mundo e recebeu vários prêmios. O Parque Ibirapuera (1951), São Paulo, também foi um dos seus grandes projetos. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.5, PÁG.744; VOL.6, PÁG.785; MEC, VOL.3, PÁG. 263; DICIONÁRIO OXFORD; www.niemeyer.org.br.



400 - PAULO WHITAKER (1958)

Composição - óleo e colagem sobre tela - 70 x 100 cm - centro inferior e dorso - 1987- São Paulo -
Reproduzido no convite deste Leilão e sob o n° 167 em catálogo de Leilão de Arte de James Lisboa, Leiloeiro Oficial, São Paulo - SP, realizado em 25 de junho de 2013 .

Pintor e desenhista, Paulo Galvão Whitaker de Assumpção nasceu em São Paulo. Formou-se em educação artística na Universidade para o Desenvolvimento do Estado de Santa Catarina (1984). Entre 1991 e 1992, foi artista residente no "Plug In", em Winnipeg, Canadá; no "E-Werk Freiburg", em Freiburg, Alemanha; em 1999, no "The Banff Centre for the Arts", em Banff, Canadá. Participou como palestrante do "Dynamic Encounters International Art Workshop: São Paulo - Rio 2002", no Instituto Tomie Ohtake, São Paulo. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1987, 2006); Winnipeg, Canadá (1991); Belo Horizonte, MG (2005). Tem participado de diversas mostras coletivas e oficiais, inclusive da Bienal Internacional de São Paulo (1989, 2002). ITAU CULTURAL; www.artprice.com.



401 - HÉRCULES BARSOTTI (1914 - 2010)

Composição - serigrafia - V/XV - 70 x 70 cm - dorso -

Pintor, desenhista, programador visual, gravador, nascido e falecido em São Paulo, SP. Iniciou-se nas artes em 1926, estudando desenho e composição com o pintor Enrico Vio. Começou a pintar em 1940 e, na década seguinte, realizou as primeiras pinturas concretas, além de trabalhar como desenhista têxtil e projetar figurino para o teatro. Em 1954, com Willys de Castro, fundou o Estúdio de Projetos Gráficos, elaborou ilustrações para várias revistas e desenvolveu estampas de tecidos produzidos em sua tecelagem. Foi para a Europa (1958) com o intuito de estudar novas tendências e aprimorar suas técnicas. Foi premiado no Salão Paulista de Arte Moderna (1958, 1959), no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1960) e realizou diversas exposições individuais. Na década de 1960, foi convidado por Ferreira Gullar a integrar-se ao Grupo Neoconcreto do Rio de Janeiro e participou das exposições de arte do grupo realizadas no Ministério da Educação e Cultura, RJ e no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Em 1960, expôs na mostra 'Konkrete Kunst' (Arte Concreta), organizada por Max Bill, em Zurique. Entre 1963 e 1965, colaborou na fundação e participou do Grupo Novas Tendências, em São Paulo. Participou da IV, V, VI e VIII Bienal Internacional de São Paulo; do Panorama da Arte Atual Brasileira – MAM, SP, entre outras exposições oficiais. Em 2004, o MAM - SP organizou uma retrospectiva do artista. JULIO LOUZADA, VOL. 1, PAG. 98; VOL. 2, PÁG. 108; ITAU CULTURAL; PONTUAL PÁG. 57; MEC VOL. 1; PÁG. 187; www.pinturabrasileira.com; www.macvirtual.usp.br; www.pinacoteca.org.br; www.artprice.com.



402 - IRINÉIA ROSA NUNES DA SILVA (1949)

Cabeça - escultura em cerâmica - 12 x 11 x 11 cm - assinado -

Artesã de cerâmica, Irinéia Rosa Nunes da Silva - Dona Irinéia nasceu em Muquém, município de União dos Palmares - zona da mata Alagoana e faz parte de um grupo de remanescentes quilombolas do povoado. Começou fazendo cabeças de barro para ajudar na renda familiar. Tornou-se conhecida ao participar de feiras de artesanato pelo Brasil afora. Hoje seus trabalhos constam de catálogos da cultura popular elaborados pelo MinC. Faz parte do Registro do Patrimônio Vivo de Alagoas - RPV/AL desde 2005. Em União dos Palmares, AL, há o "Espaço de Memória Artesã Irinéia Rosa Nunes da Silva" que é um Museu de Arte Popular da UNEAL com acervo formado por artefatos dos artistas da Comunidade Remanescente do Quilombo Muquém. Suas obras chegaram a Recife, Rio de Janeiro, São Paulo e Milão. artepopularbrasil.blogspot.com; www.cultura.al.gov.br/politicas-e-acoes/mapeamento-cultural/cultura-popular/artesanato/artesanato-de-uniao-dos-palmares/dona-irineia; turismoalagoas.com/artesao-individual/irineia-rosa-nunes-da-silva-dona-irineia/; www.uneal.edu.br/museus/MuseuMuquem.



403 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Na beira do rio - óleo sobre tela - 73 x 60 cm - canto inferior direito -
A. Costa. No estado.



404 - NILO SIQUEIRA (1943)

Barco - óleo sobre eucatex - 19 x 29 cm - canto inferior direito -
No estado.

Pintor natural de Amparo-SP, com diversas participações em exposições coletivas e Salões Oficiais. JULIO LOUZADA, vol. 2 pág. 956, Acervo FIEO.



405 - CARLO BRANCACCIO (1861 - 1920)

"Veneza" - óleo sobre tela - 26 x 17 cm - canto inferior esquerdo -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Nasceu e faleceu em Nápoles. Participou de inúmeras exposições e Salões oficiais em Nápoles, Milão, Londres, Mônaco, Paris (1902 a 1904, 1907) e Buenos Aires. JULIO LOUZADA, vol. 4, pág. 173; BENEZIT, vol.2, pág. 270.



406 - HEINZ KÜHN (1908 - 1987)

Composição - óleo sobre tela colada em eucatex - 52,5 x 30 cm - canto inferior direito - 1985 -
Com etiqueta dos herdeiros de Heinz Kühn, no dorso.

Pintor nascido em Berlim, Alemanha, e falecido em São Paulo. Iniciou seus estudos em sua terra natal, expondo obras na Alemanha e na França. Transferiu-se para o Brasil em 1950, fixando residência em São Paulo. Realizou exposições individuais em São Paulo (1952, 1956 - MAM, 1959 a 1962). Participou de mostras e Salões oficiais, entre eles: II, III e VIII da Bienal Internacional de São Paulo; II, IX, X e XIV Salão Paulista de Arte Moderna onde conquistou a Medalha de Prata (1952), o Prêmio Aquisição (1955) e a Medalha de Ouro (1965); XVIII Salão Municipal de Belo Horizonte; I Concurso Nacional de Joias - Prêmio de Viagem a Brasília. MEC VOL. 2, PÁG. 430; PONTUAL PÁG. 295; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 688; www.artprice.com.



407 - NERÃO - (ANTONIO JOAQUIM NERY) (1903 - 1997)

"Hidrelectrica Ilha Solteira" - óleo sobre tela - 38 x 46,5 cm - canto inferior direito - 02/1985 -

Pintor primitivo, de singular criatividade em seus temas, expôs individualmente no MASP, tendo sido apresentado em catálogo pelo saudoso P. M. Bardi, que o considerava depois de José Antonio da Silva, o melhor pintor primitivo brasileiro. JULIO LOUZADA, vol. 2 pág. 715, Acervo FIEO.



408 - ODILLA MESTRINER (1928)

"Figuras floridas" - acrílico sobre tela - 50 x 40 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1978 -

Desenhista, pintora, artista gráfica e gravadora, natural de Ribeirão Preto-SP, nascida no dia 18/8/1928. Estudou com Domenico Lazzarini na Escola Municipal de Belas Artes de Ribeirão Preto. Expôs individualmente no RJ, em 1959. Em 1973, recebeu o Prêmio Melhor Desenhista pela Associação Paulista dos Críticos de Arte - APCA. Como nota o historiador da arte Tadeu Chiarelli, Odilla Mestriner associa duas tendências preponderantes, a tentativa de expressar sentimentos e a opção pelo traço e pelo desenho, em contraposição à cor. Em seus primeiros trabalhos, a partir do fim da década de 1950, ela retira os temas do ambiente que a cerca e que se revela também opressor: a casa, com seus muros, janelas e portas, e a cidade, trabalhada de forma geométrica, como uma sucessão de ruas ou quarteirões. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 634; ITAUCULTURAL. Acervo FIEO.



409 - MENASE VAIDERGORN (1927)

"Amanhecer no pesqueiro" - óleo sobre tela colada em eucatex - 27 x 40 cm - canto inferior direito -

Pintor nascido em Hotin, Romênia. Assina MVAIDERGORN. Seus pais vieram para o Brasil (1932) fixando residência em São Paulo. Ingressou na Associação Paulista de Belas Artes (fim da década de 1940) onde conheceu Dario Mecatti que muito o estimulou. Viajou pelo norte da África e Europa. Realizou exposições individuais e participou de diversos salões e mostras coletivas oficiais, recebendo diversos prêmios, entre eles: os do Salão Paulista de Belas Artes, SP (1976 - Medalha de Bronze, 2000 – Prêmio Aquisição, 2001 – Grande Medalha de Prata). JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 1011; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



410 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Gafieira - óleo sobre tela - 46 x 38 cm - canto inferior esquerdo - 1972 -
Reproduzido no convite deste Leilão. Ex coleção Dr. Nelson Mendes - Marilia - SP.

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



411 - JUAREZ MACHADO (1941)

Mulher no espelho - serigrafia sobre espelho - 2/200 - 69 x 49 cm - canto inferior direito - 1981 -
No estado.

Nasceu em Joinville, SC. Atualmente reside e trabalha em Paris, França, onde mantem ateliê. Pintor, escultor, desenhista, caricaturista, jornalista, cenógrafo, escritor e ator. Desenvolveu sólida carreira como desenhista de charges de humor. Sua arte essencialmente criativa, vai do lirismo à violência, da análise microscópica ao extravasamento onírico. Entre as exposições de que participa, destacam-se: 9ª Bienal Internacional de São Paulo, 1967; Zona Gallery, Nova Iorque (Estados Unidos), 1981; Retrospectiva Quatro Artistas da Geração 60, no MAC/PR, Curitiba, 1987; Châteaux Bordeaux, no Centro Georges Pompidou, Paris, 1988; Retrospectiva, no MAC/Joinville, 1990; Arte na América Latina: 100 Anos de Produção, no Instituto Estadual de Artes Plásticas da UFRGS, Porto Alegre, 1996. "Juarez Machado expõe a natureza humana, olha, registra, interpreta, ilumina, focaliza. É o mundo dos humanos, mas não é o mundo do juiz dos homens. Aqui não estamos no Juízo Final. Juarez é o artista contemporâneo, ele tem este olhar elaborado pela ciência, o grau de consciência reflexiva. Podemos dizer deste ponto de vista, que esta obra humanística e esta atitude de intensa pesquisa confere ao seu trabalho um caráter anti-medieval." Jacob Klintowitz in: "Juarez Machado - Copacabana 100 Anos, Ed. Simões de Assis, 1992." JULIO LOUZADA vol.11, pág. 186; PONTUAL, pág.284; Acervo FIEO; ITAU CULTURAL; MEC, vol. 3; TEIXEIRA LEITE, pág. 298. Acervo FIEO.



412 - MARTINS JESUS (XIX - XX)

"Rua do Imperador em 1860" - desenho a nanquim - 16,5 x 23 cm - canto inferior direito - 1932 -

Pintor, desenhista e ilustrador, contemporâneo de Volpi, Bonadei, Hugo Adami, Manoel Martins e outros da Famíla Artística Paulista. Colaborou em revistas de São Paulo e Rio de Janeiro como ilustrador do gênero do retrato e do desenho documentário. De sua autoria, a 'Ilustração Brasileira', RJ, de setembro de 1929, reproduziu uma série de desenhos que representam aspectos arquitetônicos da cidade de São Paulo em 1822. COLEÇÃO MÁRIO DE ANDRADE – ARTES PLÁSTICAS, INSTITUTO DE ESTUDOS BRASILEIROS – UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO, 1998.



413 - GERSON DE SOUZA (1926 - 2008)

Família - técnica mista - 31 x 46 cm - canto inferior esquerdo - 1970 -
No estado.

Pintor. Autodidata. Fixou-se no Rio de Janeiro, onde exerceu a profissão de carteiro dos Correios, e onde começou a pintar em 1950. Participou da V Bienal de São Paulo, de vários Salões Nacionais e exposições coletivas no exterior. Várias individuais e coletivas no País. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 127; PONTUAL, pág. 236/237; MEC, vol. 2, pág. 248; TEIXEIRA LEITE, pág. 220; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 347, Acervo FIEO.



414 - MARLÔ (1952)

Paisagem - óleo sobre tela colada em eucatex - 10 x 12 cm - canto inferior esquerdo - 1982 -

Pintora natural de Ilhéus/BA, iniciou sua carreira em 1974, expondo coletivamente em diversas galerias, entre elas Galeria Cravo-Canela - São Paulo e Galeria Jacques Ardies - São Paulo.



415 - BIBI ZOGBÉ (1890 - 1973)

Flores - óleo sobre eucatex - 85 x 74 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintora - Labibé Zogbé, conhecida como Bibi, nasceu em Sahel Alma, Líbano. Emigrou para a Argentina aos dezesseis anos. Sua carreira artística começou em 1930 com aulas de pintura com Dimitrov Bogdan e uma série de exposições em: Buenos Aires (1934), Paris (1935), Chile (1939), Uruguai, Rio de Janeiro. Depois da Segunda Guerra viveu em Paris, Dakar e Líbano (1947). No Líbano, realizou uma exposição individual em 'Cénacle Libanais' e participou de uma mostra coletiva no Museu Nacional Libanês (1947). Seu talento foi reconhecido, o que lhe valeu ser mencionada no Benezit. Conhecida, desde sua primeira individual, como 'A pintora das flores'. lebanesepainters.com; www.onefineart.com; www.artprice.com; www.askart.com; www.invaluable.com.



416 - FULVIO PENNACCHI (1905 - 1992)

"Dia de chuva" - gravura - P.A. - 50 x 61 cm - canto inferior direito - 1981 -
No estado.

Pintor, ceramista, desenhista, ilustrador, gravador, professor nascido na cidade de Villa Collemandina, Itália e falecido em São Paulo. Em 1924 foi para Lucca e iniciou sua formação artística no ‘Regio Istituto di Belle Arti’ onde teve aulas com o pintor Pio Semeghini. Mudou-se para São Paulo em 1929 e dedicou-se a diferentes atividades até 1933, quando passou a auxiliar Galileo Emendabili na execução de monumentos funerários. Em 1935, conheceu Francisco Rebolo, passou a frequentar seu ateliê e conviveu com os artistas do Grupo Santa Helena. Nessa mesma época integrou a Família Artística Paulista e iniciou a produção de painéis em afresco e óleo para residências, igrejas, hotéis e outras edificações, destacando-se os afrescos de grandes dimensões para a Igreja Nossa Senhora da Paz, no bairro do Glicério, executados entre 1941 e 1948. Em 1965, iniciou um período de recolhimento e manteve-se afastado das exposições e do circuito artístico. Em 1973, reabriu seu ateliê e recebeu diversas homenagens no Brasil e na Itália. Nesse mesmo ano conheceu a ceramista Eunice Pessoa e com ela desenvolveu um grande número de peças que foram expostas em 1975. Sem nunca ter abandonado as atividades artísticas, voltou a figurar em diversas mostras e continuou a produzir painéis em afresco. Em 1980, Pietro Maria Bardi publicou um livro sobre sua obra. Nove anos depois, foi lançado o livro ‘Ofício Pennacchi’, organizado por Valério Antonio Pennacchi, responsável também pela publicação, em 2002, do livro ‘Fulvio Pennacchi: Pintura Mural’. Importante retrospectiva da obra do artista foi realizada, em 1973, no MAM - São Paulo. TEODORO BRAGA, PÁG. 192; MEC, VOL, 3, PÁG. 365; WALMIR AYALA, VOL, 2, PÁG. 182; PONTUAL, PÁG. 416; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 784; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 740; ACERVO FIEO.



417 - JOÃO ZANIN TURIN (1877 - 1949)

"Eu vos abençoo" - placa em cerâmica - 30 x 23 x 02 cm - canto superior direito -

Escultor e pintor nascido em Porto de Cima, PR e falecido em Curitiba, PR. Estudou modelagem na Escola de Artes e Indústrias de Curitiba e frequentou a Escola Nacional de Belas Artes. Partiu para a Europa, foi estudar na Academia Real de Bruxelas onde foi aluno de Pierre-Charles Van der Stappen e de Julio Contam. Depois de deixar a Academia Real (1909) permaneceu por mais dois anos em Bruxelas e visitou a Itália, Holanda, Espanha e Portugal, até se transferir para Paris (1911). Na capital francesa, onde viveu os próximos dez anos, expôs algumas vezes no 'Salon des Artistes Français' (1912 – Menção Honrosa, 1913). Executou um relevo em pedra destinado a uma igreja de Loireau, na Normandia (1917). Em fins de 1922 o artista retorna ao Brasil e se fixa em Curitiba. Participou das mostras oficiais: 'Exposição Geral de Belas Artes', RJ (1922 – Menção Honrosa, 1933, 1948 – Medalha de Ouro); 'Viaro e Turim', Curitiba – PR (1934, 1936); 'Salão de Arte', Curitiba – PR (1938); 'Salão Paranaense de Belas Artes, Curitiba – PR (1947 – Medalha de Ouro, 1948); 'Salão Paulista de Belas Artes, São Paulo (1947 – Medalha de Prata). MEC. VOL. 4, PÁG. 415; ITAU CULTURAL; joaoturin.com.br/sobre/; www.gazetadopovo.com.br.



418 - J. CARLOS (1884 - 1950)

Conversando - desenho a nanquim e aquarela - 20 x 28,5 cm - canto inferior direito -

Chargista, caricaturista, desenhista, pintor, ilustrador, José Carlos de Brito Cunha nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi um dos formadores da tradição da charge brasileira ao lado de Raul Pederneiras e K.Lixto, e criador de tipos como a negrinha 'Lamparina', a 'Melindrosa' e o 'Almofadinha'. Autodidata, iniciou a carreira de caricaturista ainda estudante, quando publicou um de seus desenhos na revista 'O Tagarela' (1902). Em seguida, passou a colaborar regularmente com a revista e no ano seguinte desenhou sua primeira capa na publicação. Colaborou em muitos órgãos da imprensa carioca como 'O Tico Tico', 'Fon-Fon', 'Careta', 'A Cigarra', 'Vida Moderna', 'Eu Sei Tudo', 'Revista da Semana' e 'O Cruzeiro'. Entre 1922 e 1930, exerceu o cargo de diretor artístico das empresas 'O Malho', onde iniciou uma grande série de charges de caráter político, satirizando fatos e personalidades nacionais e estrangeiras. A vertente política foi explorada pelo artista desde o início de sua carreira, sendo ele o responsável pela execução de uma série de charges antibelicistas executadas no período abrangido pelas duas grandes guerras e principalmente durante os dois governos de Getúlio Vargas (1883 - 1954). Esses trabalhos foram publicados principalmente na revista 'A Careta'. Também fez esculturas, foi autor de teatro de revista e letrista de música popular. JULIO LOUZADA vol. 10, pág. 181; CARICATURISTAS BRASILEIROS, de Pedro Corrêa do Lago, pág. 74; WALTER ZANINI, pág. 448; ARTE NO BRASIL, pág. 646; ITAU CULTURAL; www.ims.com.br; www.dec.ufcg.edu.br; www.artprice.com.



419 - IUR SERAVAT FULAM (1959)

Composição - técnica mista - 30 x 40 cm - dorso - 2018 -

Pseudônimo do autor. Natural de São Paulo (SP), filho primogênito de um casal ligado à atividade cultural (pai artista gráfico e plástico e mãe escritora). Autodidata neste campo, embora tenha tido grande estímulo para o desenho e a pintura acompanhando a atividade artística de seu pai, que também foi marchand a partir da década de 60, permitindo que tivesse estreito contato e pudesse realizar uma grande experimentação ao longo dos anos tanto para a linguagem figurativa com temas ligados ao cotidiano, como para a geométrica. É professor universitário e consultor na área de assuntos públicos e instituições políticas.



420 - ALDO BONADEI (1906 - 1974)

Lago - óleo sobre madeira - 34 x 38 cm - canto inferior esquerdo - 1970 -
Reproduzido no convite deste Leilão. Com carimbo do Mirante das Artes de Pietro Maria Bardi, São Paulo - SP, no dorso .

Pintor, designer, gravador, figurinista e professor - Aldo Cláudio Felipe Bonadei nasceu e faleceu em São Paulo, SP. Entre 1923 e 1928 foi aluno de Pedro Alexandrino, período em que também frequentou o ateliê de Antonio Rocco. Viajou para a Itália, entre 1930 e 1931, e frequentou a Academia de Belas Artes de Florença, onde teve aulas com Felice Carena e seu assistente Ennio Pozzi, ambos ligados ao movimento ‘novecento’. Nesse período, dedicou-se ao desenho da figura humana, principalmente ao nu. Retornou a São Paulo no início da década de 1930 e participou ativamente do Grupo Santa Helena, da Família Artística Paulista - FAP e do Sindicato dos Artistas Plásticos. Em 1949 lecionou na Escola Livre de Artes Plásticas, primeira escola de arte moderna de São Paulo e participou do Grupo Teatro de Vanguarda. No ano seguinte, fundou a Oficina de Arte - O. D. A., com Odetto Guersoni e Bassano Vaccarini. No fim da década de 1950 atuou como figurinista nas peças ‘Vestido de Noiva’, de Nelson Rodrigues, e ‘Casamento Suspeitoso’, de Ariano Suassuna. Também desenhou alguns figurinos para dois filmes dirigidos por Walter Hugo Khoury: ‘Fronteiras do Inferno’ (1958) e ‘Na Garganta do Diabo’(1959). Realizou muitas exposições individuais e participou de vários Salões oficiais destacando-se: Bienal Internacional de São Paulo (1ª, 2ª, 3ª, 6ª, 7ª); Bienal de Veneza (1952); Panorama da Arte Moderna Brasileira (1970). MEC, VOL. 1, PÁG. 247; PONTUAL, PÁGS. 78/79; ARTE NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 1041; ART PRICE ANNUAL 2000, PÁG. 258; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 79; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; LEONOR AMARANTE, PÁG. 72; ACERVO FIEO.



421 - ATHOS BULCÃO (1918 - 2008)

"Círculos I e Círculos II" - guache - 26,5 x 23 cada cm - assinado - 1956 -
Trabalho composto de duas obras montadas em uma única moldura. No estado.

Pintor e desenhista. Começou a dedicar-se a arte estimulado por Portinari, que, em 1945, o convidou a trabalhar nas obras da Pampulha, em Belo Horizonte. No ano anterior realizara exposição individual na sede recém-inaugurada do Instituto dos Arquitetos do Brasil no Rio de Janeiro, voltando a fazê-lo na Capital mineira em 1946 e 1947. Já então conquistara medalhas de prata em pintura e desenho no SNBA. Recebendo bolsa de estudos no governo francês, viajou em 1948 para Paris, onde permaneceu um ano, visitando ainda a Itália. De regresso ao Brasil, passou a dedicar-se também a trabalhos no campo da decoração. Residindo mais recentemente em Brasília, ali criou azulejos e vitrais para a Igreja de Nossa Senhora de Fátima, com motivos cristãos da Pomba e da Estrela, símbolos do Divino Espírito Santo e da natividade. Participou como isento de júri dos II SAMDF (1965), realizando em 1968 exposição individual de desenhos em Brasília (Galeria Encontro). Rubem Braga focalizou-o em uma crônica publicada na revista Manchete (14 de agosto de 1954). TEODORO BRAGA, PÁG. 59; MEC, vol. 1, pág. 301; WALMIR AYALA, vol.1, pág. 140; PONTUAL, pág. 93; TEIXEIRA LEITE, pág. 92; JÚLIO LOUZADA, vol. 7, pág.112; ITAÚ CULTURAL.



422 - JOSÉ MORAES (1921 - 2003)

Composição - técnica mista - 61 x 41 cm - canto inferior direito - 1994 -

Pintor, gravador, desenhista, escultor, ilustrador e professor, José Machado de Morais nasceu no Rio de Janeiro e faleceu em São Paulo. Assina José Moraes. Formou-se em pintura pela Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1941). Paralelamente aos estudos universitários, teve aulas de pintura com Quirino Campofiorito. Tornou-se assistente de Candido Portinari, em Brodosqui (1942) e trabalhou com o mesmo na execução do painel da capela de São Francisco de Assis, de Oscar Niemeyer, em Belo Horizonte (1945). Realizou exposições individuais no: Rio de Janeiro (1945, 1947, 1966, 1968, 1969, 1970); São Paulo (1962, 1965, 1967, 1970, 1979 – MAM, SP, 1982, 1983, 1984, 1986); Bagé, RS (1946, 1979); Pelotas, RS (1946); Porto Aiegre, RS (1948, 1980, 1988, 1992, 1995); Uberlândia, MG (1952, 1972, 1977, 1978, 1987); Belo Horizonte, MG (1964); Campinas, SP (1974); Cataguases, MG (1981); Goiânia, GO (1987); Brasília, DF (1989, 1995). Participou de várias mostras coletivas e Salões oficiais pelo Brasil como: Panorama da Arte Brasileira – MAM, São Paulo (1969, 1970, 1971, 1973, 1976, 1977) e no exterior. Foi premiado, nos anos de 1940, em quatro edições do Salão Nacional de Belas Artes – RJ. Com o prêmio Viagem ao Exterior recebido na 55ª edição (1949), viajou para Itália onde permaneceu estudando pintura mural (1950 a 1951). De volta ao Rio de Janeiro, dedicou-se à execução de mosaicos e afrescos até 1958, quando se mudou para São Paulo. Tornou-se professor na FAAP (1967). Aperfeiçoou-se em serigrafia (1971) com Michel Caza, em Paris, para onde retornou em outras três ocasiões, com a mesma finalidade. Fez também estágios em litografia com Michel Potier, na "École de Beaux-Arts", Paris, e com Eugène Shenker, no "Centre de Gravure Contemporaine", Genebra. MEC VOL. 3, PÁG. 196; Pontual pág. 369; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 646; VOL. 2, PÁG. 689; VOL. 5, PÁG. 706; VOL. 6, PÁG. 748; VOL. 8, PÁG. 586; VOL. 12, PÁG. 278; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 602, ACERVO FIEO.



423 - CAMILLA PALLAVICINI (1973)

Composição - óleo sobre tela - 160 x 84 cm - não assinado -
(Atenção clientes que não residem em São Paulo: transporte especial devido ao tamanho. Consulte-nos antes de dar seu lance) . No estado.

Pintora. Formou-se em arquitetura pela FAAP (1997), fez curso de escultura com Israel Kislansky (2001). Em 1999 mudou-se para a uma aldeia de pescadores perto de Salvador, Bahia. Voltou para São Paulo (2001) e realizou sua primeira exposição individual. Tem participado de mostras coletivas em São Paulo (2005, 2006, 2008, 2009).



424 - JOSÉ BARBOSA (1948)

"Capela da Lapa" - óleo sobre tela - 43,5 x 68 cm - canto inferior esquerdo - 1968 - Rio de Janeiro -
No estado.

Pernambucano de Olinda, onde nasceu em agosto de 1948. Filho de marceneiro, iniciou sua carreira em 1963, como escultor-talhador, incentivado pelo pintor Adão Pinheiro. Integrou e organizou o movimento de Arte Ribeira, que tinha a participação dos artistas João Câmara, Vicente do Rego Monteiro e Guita Charifker - movimento dissolvido pouco tempo depois pela repressão militar. No Rio de Janeiro envolveu-se com a elite artística carioca, participando do progresso da vanguarda com suas talhas e gravuras em metal com imagerns exuberantes inspiradas na sua terra natal. Residiu na Alemanha, expondo seus trabalhos na França, Alemanha, Suiça e Inglaterra. Individuais a partir de 1964 e coletivas desde 1965. JULIO LOUZADA, vol. 12, pág. 36; ITAU CULTURAL.



425 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Gato vermelho" - acrílico sobre tela - 50 x 40 cm - canto inferior direito e dorso - 2002 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



426 - JORGE WASHINGTON PINEYRUA (1954)

O passeio - óleo sobre eucatex - 39 x 29 cm - canto inferior esquerdo - 1991 -
No estado.

Pintor uruguaio radicado no Brasil há vários anos. Natural de Libertad, onde nasceu em 17/11/1954. Com 21 anos realizava desenhos para a Editora Abril, dedicando-se a partir dessa mesma época à pintura. Fez vários murais em sua cidade natal. O autor hoje é considerado um dos mais destacados pintores acadêmicos, valorizado pela sua objetividade, composição e distribuição de luz. JULIO LOUZADA, vol. 4, pág. 888



427 - GINO BRUNO (1889 - 1977)

Carnaval - óleo sobre tela de juta - 91 x 73 cm - canto inferior esquerdo - 1959 -

Nascido e falecido em São Paulo, este pintor foi especialista em figuras, interiores e naturezas-mortas. TEODORO BRAGA, pág. 108; MEC, vol. 1, pág. 299; PONTUAL, pág. 92; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 135; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 623; Acervo FIEO.



428 - JAIR GLASS (1948)

Composição - técnica mista - 20 x 26 cm - centro superior - 08/1986 -

Pintor e desenhista natural de São Paulo-SP. Estudou desenho e plástica na Faculdade de Belas Artes de São Paulo. Expõe individualmente desde 1977 e coletivamente a partir de 1973. JULIO LOUZADA vol. 3 pág. 461; ITAU CULTURAL.



429 - J. N. SANTOS SILVA (1893 - XX)

Porto - óleo sobre tela colada em eucatex - 33 x 55 cm - canto inferior esquerdo - 1993 -
No estado.

Pintor e desenhista com diversas participações em mostras coletivas.



430 - MILTON DACOSTA (1915 - 1988)

Figura - óleo sobre cartão colado em madeira - 40 x 30,5 cm - canto inferior esquerdo - 1949 -
Reproduzido na quarta capa do catálogo deste Leilão. Com carimbo da Petite Galerie - Praça General Ozório 53, Rio de Janeiro, no dorso.

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador. Milton Rodrigues da Costa nasceu em Niterói, RJ e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou estudos de desenho e pintura (1929) com o professor alemão August Hantv. No ano seguinte matriculou-se no curso livre de Marques Júnior, na Escola Nacional de Belas Artes. Junto com Edson Motta, Bustamante Sá e Ado Malagoli, entre outros, criou o Núcleo Bernardelli (1931). Viajou para Estados Unidos (1945), com o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Belas Artes do ano anterior. Na cidade de Nova York, estudou na "Art's Students League". Foi para a Europa (1946) e após visita a vários países, fixou-se em Paris, onde estudou na "Académie de La Grande Chaumière". Conheceu Pablo Picasso, por intermédio de Cícero Dias, e frequentou os ateliês de Georges Braque e Georges Rouault. Expôs no "Salon d'Automne", Paris e regressou ao Brasil (1947). Casou-se com a pintora Maria Leontina (1949) e passou a residir em São Paulo. Realizou muitas exposições individuais, entre as quais, a "Homenagem a Milton Dacosta" na Galeria da Praça, RJ, com curadoria de Luiz Carlos Moreira (1973). Participou de inúmeros Salões e mostras coletivas, como: Bienal de Veneza (1950); Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1979); Panorama de Arte Brasileira, MAM – SP (1971). Foi premiado, também, nas Bienais Internacionais de São Paulo (1955, 1957). TEODORO BRAGA, PÁG. 163; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 229; MEC, VOL. 2, PÁG. 13; BENEZIT, VOL. 3, PÁG.315; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 302; VOL. 3, PÁG. 310; ITAU CULTURAL; PONTUAL, PÁG. 155; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



431 - JEAN COCTEAU (1889 - 1963)

Menino - desenho a nanquim - 27 x 18,5 cm - canto inferior esquerdo - 1943 -
Com a seguinte inscrição: "Souvenir de Jean Cocteau - 1943". (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Artista, pintor, ceramista e escritor francês, mundialmente conhecido pela sua poesia, ficção, filmes, balets, etc. A obra de Cocteau reflete a influência recebida e a experiência do artista como: o surrealismo, a psicanálise, o cubismo, a religião católica, etc . No seu tempo Cocteau promoveu uma vanguarda de estilo e moda. Foi amigo de Pablo Picasso, do compositor Erik Satie, do escritor Marcel Proust, e do diretor russo Serge Diaghilev. Jean Cocteau nasceu em Maisons-Lafitte. Seu pai suicidou-se quando Jean tinha somente nove anos, era advogado e amante da pintura, influenciando muito o jovem Jean. JULIO LOUZADA, vol 9 - pág 214; BENEZIT, vol 3 - pág 89



432 - ERICH BRILL (1895 - 1942)

Paisagem - óleo sobre tela colada em cartão - 24 x 37 cm - canto inferior direito - 1931 -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista nascido em Lubeck - Schleswig-Holstein, Alemanha e falecido em Jungfernhof - Riga (Letônia). Em 1897 a família transferiu-se para Hamburgo onde concluiu o curso superior de Sociologia e Filosofia e teve aulas de artes com Adolf Meier (1916- 1918), em Berlim. Em 1919 frequentou a Escola de Artes e Ofícios em Frankfurt e, entre1920-1922, a Escola de Artes e Ofícios de Hamburgo. Em 1922 viajou à Palestina para onde retornou dois anos depois. Passou por Paris e expôs em Ascona, Zurique, Berlim, Hamburgo e Praga. Em1934 chegou ao Brasil acompanhando sua filha, Alice Brill, que se tornou também pintora, gravadora, fotógrafa que vinha ao encontro da mãe. Chegou a expor no Rio de Janeiro (1934), em São Paulo (1935) e, em 1937, retornou a Hamburgo, ficando preso durante cinco anos pelos nazistas. Após ter sido libertado, voltou a ser preso, uma semana depois, e deportado para o campo de concentração. O Museu de Hamburgo possui obras suas. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 10, PÁG. 142; www.artprice.com; www.arqshoah.com.br; www.pinacoteca.org.br; www.artnet.com.



433 - IONE SALDANHA (1921 - 2001)

Composição - guache - 22 x 28 cm - canto inferior esquerdo -

Pintora, escultora e desenhista nascida em Alegrete, RS e falecida no Rio de Janeiro. Realizou seus primeiros estudos no Rio de Janeiro, no ateliê de Pedro Luís Corrêa de Araújo (1948). Estudou a técnica de afresco em Paris, na ‘Académie Julian’, e em Florença, na Itália (1951). Realizou exposições individuais em: Rio de Janeiro (1956, 1959, 1962, 1965, 1968, 1971, 1981, 1984, 1987, 1988,1990); São Paulo (1956, 1983, 1985, 1987); Santiago do Chile, Chile (1961); Berna, Suíça (1963, 1964); Roma, Itália (1964). Em 1969 recebeu o prêmio de viagem ao exterior no 7º Resumo de Arte do Jornal do Brasil e foi para os Estados Unidos e Europa. Participou de várias edições da Bienal de São Paulo, com prêmio aquisição em 1967 e sala especial em 1975 e 1979. Em 2001 foi realizada a retrospectiva ’Ione Saldanha e a Simplicidade da Cor’, no Museu de Arte Contemporânea de Niterói - MAC/Niterói. PONTUAL PÁG.468; MEC VOL. 4, PÁG. 150; JULIO LOUZADA, VOL. 3, PÁG. 1004; VOL. 5, PÁG. 916; ITAUCULTURAL; RGS PÁG. 263; www.macvirtual.usp.br; www.margs.rs.gov.br; www.cultura.rj.gov.br; www.galeria-ipanema; www.artprice.com.



434 - GILSON SANTANA (XX)

Colhendo cacau - acrílico sobre tela - 70 x 52 cm - canto inferior direito e dorso - Salvador-BA -

Pintor primitivo baiano com participações em mostras coletivas.



435 - ROBERTO BURLE MARX (1909 - 1994)

Composição - técnica mista - 40 x 57 cm - canto inferior direito - 1984 -
Ex coleção Renato Antônio Brogiolo - Rio de Janeiro, RJ.

Nasceu em São Paulo e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, paisagista, arquiteto, desenhista, pintor, gravador, litógrafo, escultor, tapeceiro, ceramista, designer de jóias, decorador. Durante a infância viveu no Rio de Janeiro. Foi com a família para a Alemanha, em 1928. Em 1929, freqüentou o ateliê de pintura de Degner Klemn. Nos jardins e museus botânicos de Dahlen, em Berlim, entusiasmou-se ao encontrar exemplares da flora brasileira. De volta ao Brasil, fez curso de pintura e arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1930 - 1934), onde foi aluno de Leo Putz , Augusto Bracet e Celso Antônio. Seu primeiro projeto paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, em 1932. Entre 1934 e 1937, ocupou o cargo de diretor de parques e jardins do Recife, PE, onde passou a residir. Nesse período, foi com freqüência ao Rio de Janeiro e teve aulas com Candido Portinari e com o escritor Mário de Andrade. Em 1937, retornou ao Rio de Janeiro e trabalhou como assistente de Candido Portinari. Foi em 1949, conforme sua paixão por plantas e seu interesse por botânica e jardinagem, que Burle Marx adquiriu um sítio em Barra de Guaratiba, RJ. Com auxílio de botânicos, viajou, coletou, catalogou exemplares de plantas do Brasil e reproduziu em seu sítio a diversidade fitogeográfica brasileira. Em 1985 doou esse sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.Realizou muitas exposições individuais e projetos paisagísticos, participou de diversas mostras oficiais coletivas pelo Brasil e no exterior. PONTUAL, PÁG. 94; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 93; MEC. VOL.1, PÁG.303; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 738; LEONOR AMARANTE, PÁG. 98; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 179; artnet.com. ACERVO FIEO.



436 - GONZALO FONSECA (1922 - 1997)

Composição - técnica mista - 36 x 25 cm - canto superior esquerdo -
Com carimbo da coleção Benedito Lacorte Peretto - São Paulo, no dorso. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista e escultor uruguaio nascido em Montevidéu e falecido na Itália. Quando criança visitava frequentemente a Europa junto com a família. Estudou arquitetura na Universidade do Uruguai (1939 a 1941) e frequentou o Ateliê Joaquim Torres Garcia (1942 a 1949), em Montevidéu. Viveu em Paris (1952 a 1957), viajou para o Egito, Espanha e mudou-se para Nova York (1958). Dividiu seu tempo entre Nova York e Itália. Realizou obras públicas (entre 1962 e 1970) - playgrounds, monumentos, passagens subterrâneas em: "New School of Social Research", Nova York; "Alza Laboratory", Palo Alto - California; Reston – Virginia; Bronx, Nova York; torre de concreto na cidade olímpica do México. Realizou exposição individual na "Portland Art Exhibit" (1968) e no "Jewish Museum" em Nova York (1970). Participou de mostras coletivas como: "Latin-American Artists of the 20th Century" no Museu de Arte Moderna de Nova York (1933); "Abstraction: The Amerindian Paradigm" no Centro Julio González do Instituto de Arte Moderna de Valencia (2001). Foi convidado de honra na exposição de esculturas "Volkesund", na Dinamarca (1985). Uma exposição retrospectiva de suas obras e de seu filho Caio foi realizada no Centro Julio González do Instituto de Arte Moderna de Valencia em 2003. BENEZIT; www.gonzalofonseca.com; www.artprice.com.



437 - MARIO ZANINI (1907 - 1971)

Lavadeiras - óleo sobre tela - 50 x 40 cm - canto inferior esquerdo - 1964 -
Ex coleção Sr. Antonio Osmar Alves de Oliveira ,São Paulo - SP.

Pintor, decorador, ceramista, professor, Mário Zanini nasceu e faleceu em São Paulo. Foi um dos integrantes de dois importantes movimentos artísticos considerados históricos na pintura paulista: o Grupo Santa Helena e a Família Artística Paulista. Sua formação artística se deu em São Paulo quando aos 13 anos iniciou curso de pintura da Escola Profissional Masculina do Brás e de 1924 a 1926, matriculou-se no curso de desenho e artes do Liceu de Artes e Ofícios. Conheceu Alfredo Volpi em 1927 e no ano seguinte estudou com o pintor Georg Elpons. Trabalhou no escritório de decoração de Francisco Rebolo entre 1933 e 1938. Em 1940 recebeu medalha de prata no 46º Salão Nacional de Belas Artes e foi convidado por Rossi Osir a trabalhar em seu ateliê de azulejos artísticos, o Osirarte. Em 1950, viajou por seis meses pela Itália, em companhia de Volpi e Osir. A partir de 1968 lecionou na Faculdade de Belas Artes de São Paulo. Participou de vários Salões oficiais e mostras coletivas no Brasil, como I e III Bienal Internacional de São Paulo e no exterior. Sua família doou 108 de suas obras ao Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo - MAC/USP em 1974. MEC, VOL. 4, PÁG. 531; PONTUAL, PÁG. 557; TEODORO BRAGA, PÁG. 250; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 451; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; ARTE NO BRASIL, PÁG. 778; LEONOR AMARANTE, PÁG.38; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 1085; ACERVO FIEO.



438 - FUNCHAL GARCIA (1889 - XX)

Paisagem - óleo sobre tela - 53 x 73 cm - canto inferior direito -

Mineiro de Leopoldina, foi também escritor e professor. No Rio de Janeiro, estudou no Liceu de Artes e Ofícios, recebendo orientação dentre outros de César Formenti. Expôs no Salão Nacional de Belas Artes, obtendo menção honrosa. TEODORO BRAGA, pág. 104; MEC, vol. 2, pág. 241; Acervo FIEO.



439 - FRANK SCHAEFFER (1917 - 2008)

Reunião - óleo sobre papel - 100 x 50 cm - canto inferior direito - 1977 -

Pintor, desenhista, ilustrador, gravador, e professor nascido em Belo Horizonte, MG e falecido no Rio de Janeiro. Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1927. Realizou sua formação artística com Wlazek (1933-1935), Arpad Szenes e, entre 1948 e 1949, em Paris: com André Lhote, Fernand Léger, na Escola de Belas Artes foi discípulo de Robert Cami (gravura em metal) e de Ducos de La Haille (pintura mural). Viajou por quase toda a Europa e por diversos países americanos. Na Noruega (1953, 1954) esteve a convite do Ministério das Relações Exteriores, realizando exposições e pronunciando palestras sobre as artes no Brasil. Lecionou na Escola de Belas Artes do Peru (1965). Realizou exposições individuais no Rio de Janeiro (1950, 1967, 1969, 1973); Paris (1954); São Paulo (1968); Belo Horizonte (1972). Participou de diversas mostras e Salões oficiais, destacando-se: Salão Paulista de Belas Artes (1943); Bienal Internacional de São Paulo (I à III, V à IX), Salão Nacional de Belas Artes, RJ (1942 a 1944, 1946, 1951); do Salão Nacional de Arte Moderna (I ao V, VII ao XI), I Bienal Interamericana do México (1958), SAMDF (1964 e 1965). Foi premiado No Salão Nacional de Arte Moderna (1956); Salão Nacional de Belas Artes RJ (1942, 1943, 1951); entre outros. TEODORO BRAGA, PÁG. 101; PONTUAL, PÁG. 477; MEC, VOL. 4, PÁG. 192; CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO DE PAISAGEM BRASILEIRA, MEC-MNBA/RIO/1944; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; www.artprice.com.



440 - MANABU MABE (1924 - 1997)

Composição - óleo sobre placa - 43 x 61 cm - canto inferior direito - 1985 -
Reproduzido no convite e na capa do catálogo deste Leilão. Com certificado de autenticidade do Instituto Manabu Mabe.

Pintor, desenhista, gravador e ilustrador nascido no Japão e falecido em São Paulo. Assina Mabe. De Kobe, Japão, emigrou com a família para o Brasil (1934) para dedicar-se ao trabalho na lavoura de café no interior de São Paulo. Interessado em pintura, começou a pesquisar, como autodidata, em revistas japonesas e livros sobre arte. No fim da década de 1940, em São Paulo, conheceu o pintor Tomoo Handa e Yoshiya Takaoka. Integrou-se ao Grupo Seibi, Grupo 15, Grupo Guanabara. Mudou-se para São Paulo (1957) para dedicar-se exclusivamente à pintura. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras coletivas e oficiais no Brasil e exterior. Entre muitos prêmios recebidos, destacam-se: 1953 - Prêmio aquisição no Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro; 1957 - Pequena Medalha de Ouro no VI Salão Paulista de Arte Moderna, SP; 1958 - Grande Medalha de Ouro no VII Salão Paulista de Arte Moderna, São Paulo; 1959 - Prêmio Governador do Estado no VIII Salão Paulista de Arte Moderna, SP; Prêmio Leirner de Arte Contemporânea, SP; Melhor Pintor Nacional na 5ª Bienal Internacional de São Paulo; Prêmio Braun e Prêmio Bolsa de Estudos na I Bienal de Paris, França; Prêmio aquisição no ‘Dallas Museum of Fine Arts’, Dallas, Estados Unidos; 1960 - Prêmio Fiat na 30ª Bienal de Veneza, Itália; 1962 - Primeiro Prêmio na I Bienal Americana de Arte de Córdoba, Espanha. ARTE NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 1050; EIXEIRA LEITE, PÁG. 296; PONTUAL, PÁG. 325; MEC, VOL. 3, PÁG. 13; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 644; LEONOR AMARANTE, PÁG. 83, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 561; ACERVO FIEO; www.mabe.com.br; www.pinturabrasileira.com; www.museumanabumabe.com.br; www.escritoriodearte.com; www.brasilescola.com; www.artprice.com.