Leilão de Junho de 2016

21, 22 e 23 de Junho de 2016



001 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Gatos - serigrafia - 63/150 - 55 x 75 cm - canto inferior direito - 2002 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



002 - ALFREDO VOLPI (1896 - 1988)

Bandeirinhas - litografia off set - P.A. - 70 x 50 cm - canto inferior direito -
No estado.

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.



003 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulatas - litografia off set - 44 x 35 cm - canto inferior direito - 1963 -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



004 - MILTON DACOSTA (1915 - 1988)

Alexandre - serigrafia - P.I. - 42 x 30 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador. Milton Rodrigues da Costa nasceu em Niterói, RJ e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou estudos de desenho e pintura, em 1929, com o professor alemão August Hantv. No ano seguinte matriculou-se no curso livre de Marques Júnior, na Escola Nacional de Belas Artes. Junto com Edson Motta, Bustamante Sá e Ado Malagoli , entre outros, criou o Núcleo Bernardelli em 1931. Viajou para Estados Unidos em 1945, com o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Belas Artes do ano anterior. Na cidade de Nova York, estudou na Art's Students League of New York. Em 1946, foi para a Europa e após visita a vários países, fixou-se em Paris, onde estudou na Académie de La Grande Chaumière. Conheceu Pablo Picasso, por intermédio de Cícero Dias, e freqüentou os ateliês de Georges Braque e Georges Rouault. Expôs no Salon d'Automne (Paris) e regressou ao Brasil em 1947. Em 1949, casou-se com a pintora Maria Leontina e passou a residir em São Paulo. Realizou muitas exposições individuais e também recebeu prêmios nas Bienais Internacionais de São Paulo (1955, 1957). TEODORO BRAGA, PÁG. 163; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 229; MEC, VOL. 2, PÁG. 13; BENEZIT, VOL. 3, PÁG.315; ITAU CULTURAL; PONTUAL, PÁG. 155; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; ACERVO FIEO.



005 - RUBENS GERCHMAN (1942 - 2008)

Bolas - serigrafia - P.I. 2/10 - 28 x 35 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, escultor nascido no Rio de Janeiro e falecido em São Paulo. Em 1957, freqüenta o Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro, onde estuda desenho. Faz curso de xilogravura com Adir Botelho e freqüenta a Escola Nacional de Belas Artes - Enba, entre 1960 e 1961. Em 1967, é contemplado com o prêmio de viagem ao exterior no 16º Salão Nacional de Arte Moderna e viaja para os Estados Unidos. Reside em Nova York entre 1968 e 1972. Retorna ao Brasil e faz o roteiro, a cenografia e a direção do filme 'Triunfo Hermético' e os curtas 'ValCarnal' e 'Behind the Broken Glass'. De 1975 a 1979, assume a direção da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, RJ. É co-fundador e diretor da revista 'Malasartes'. Em 1978, viaja para os Estados Unidos com bolsa da Fundação John Simon Guggenheim. Em 1982, permanece por um ano em Berlim como artista residente, a convite do Deutscher Akademischer Austauch Dienst - DAAD [Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico]. Realizou diversas exposições individuais e participou de muitas mostras oficiais no Brasil e pelo mundo recendo prêmios na Bienal de São Paulo (1965), Bienal de Salvador, BA (1966), Bienal de Cali, Colômbia (1967, 1970). JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 417; PONTUAL, PÁG. 235; TEIXEIRA LEITE, "in" A GRAVURA BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 734; ARTE NO BRASIL, PÁG. 974; LEONOR AMARANTE, PÁG. 143, MEC VOL. 2, PÁG. 246; Acervo FIEO.



006 - FRANCISCO DA SILVA (1910 - 1985)

Galos - têmpera sobre tela colada em eucatex - 46 x 68 cm - canto inferior direito - 1970 -

Pintor e desenhista, Francisco Domingos da Silva nasceu em Alto Tejo, AC e faleceu em Fortaleza, CE. Filho de índio peruano com brasileira, ainda criança se fixou em Fortaleza, por volta de 1937, onde começou a desenhar a carvão e giz sobre muros e paredes de casebres de pescadores. Na década de 40, sob o incentivo do crítico e pintor suíço Jean Pierre Chabloz, iniciou-se na pintura a guache juntamente com Chabloz, Antônio Bandeira e Inimá de Paula. O mesmo Jean Pierre lança-o em Paris. Entre 1961 e 1963, trabalhou no recém-criado Museu de Arte da UFCE. Expôs individualmente no Brasil a partir de 1943 e em diversas mostras coletivas no Brasil e exterior, com premiações, destacando-se a recebida na XXXIII Bienal de Veneza (1966). JULIO LOUZADA, VOL. 1 PÁG. 909; ITAU CULTURAL; LEONOR AMARANTE; ARTE NO BRASIL, ACERVO FIEO; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 478.



007 - ZECHETTO (1927)

"Barcos" - óleo sobre tela - 80 x 60 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1980 -
No estado.

José Lino ZECHETTO nasceu em Birigui, SP, em 2 de janeiro de 1927. Sobre este sensível pintor, assim escreveu Theodoro Meireles, em artigo publicado n'O Estado de São Paulo, edição de 18/5/1980: " Observação, pensamento, trabalho marcam a sua carreira, transparecem na sua pintura que vem de longo tempo crescendo aparentemente tranquila, escondendo às vezes, o quanto de inquietação artística, de observação constantee apaixonada e até mesmo sofrida, se concentra em apenas uma tela." O autor expõe coletivamente desde 1966, com diversas premiações, constando em coleções particulares do Brasil e do Exterior. MEC, vol 4, pág. 531; JULIO LOUZADA vol.10, pág. 960, Acervo FIEO.



008 - ALBERTO SIMÃO (1915)

Natureza morta - óleo sobre tela - 27 x 35 cm - canto inferior direito e dorso -

Ativo em São Paulo, participou do Salão Paulista de Belas Artes-SP em 1967, 1968 e 1970, obtendo menção honrosa no primeiro e medalha de bronze no segundo. JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 954; MEC, vol. 4, pág. 285;



009 - FRANCISCO CASSIANI (1921)

"Marinha" - óleo sobre tela - 20 x 30 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1982 -

Nasceu em Mogi Mirim/SP, em 22/9/1921. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios em São Paulo e na Associação Paulista de Belas Artes, estudando posteriormente com o professor e pintor Castellane. Dedicou-se especialmente às naturezas mortas e paisagens, encontrando na histórica e bela cidade de Paraty/RJ, sua maior fonte de inspiração. MEC, vol. 1, pág. 368; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 60; Acervo FIEO.



010 - AXEL LESKOSCHEK (1889 - 1976)

No bar - xilogravura - 18 x 14 cm - canto inferior direito -

Importante gravador, pintor e professor austríaco. Realizou sua formação artística na Áustria e ali publicou álbuns de xilogravuras e águas-fortes. Veio residir no Brasil em 1930, fugindo do nazismo, aqui ficando até 1950. Ilustrou diversas publicações nacionais, entre elas, e principalmente, as edições brasileiras dos romances de Dostoiévski (Ed. José Olimpio). Foi professor, entre outros, de Renina Katz, Fayga Ostrower e Ivan Serpa. MAYER/88, pág.494; JULIO LOUZADA, vol.1, pág.609; BENEZIT, vol.6, pág.612, ART PRICE ANNUAL/2000, pág.1464; PONTUAL, pág.309, TEIXEIRA LEITE, pág.284; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 605; ARTE NO BRASIL, pág. 840; Acervo FIEO.



011 - DANIEL CAMILLI (1980)

Composição - gravura - 17 x 11 cm - dorso - 2002 -

Artista plástico nascido em Osasco, SP, com diversas participações em exposições e mostras coletivas. ITAU CULTURAL; www.canalcontemporaneo.art.br.



012 - SIRON FRANCO (1947)

Figura e mão - desenho a caneta esferográfica - 12 x 13 cm - canto inferior direito -

Pintor, escultor, ilustrador, desenhista, gravador e diretor de arte, Gessiron Alves Franco nasceu em Goiás, GO. Mudou-se para Goiânia (1950) onde estudou pintura (1960) com D. J. Oliveira e Cleber Gouvêa e também foi aluno-ouvinte da Escola de Belas Artes da Universidade Católica de Goiânia. Frequentou os ateliês de Bernardo Cid e Walter Levy, em São Paulo (1969 e 1971), integrando o grupo que fez a exposição 'Surrealismo e Arte Fantástica', na Galeria Seta. Em 1975, com o Prêmio Viagem ao Exterior (1975 – Salão Nacional de Arte Moderna, RJ) residiu entre capitais europeias e o Brasil. Iniciou o projeto 'Ver-A-Cidade' (1979) realizando diversas interferências no espaço urbano de Goiânia. Desde 1986 realiza monumentos públicos baseados na realidade social do país. Fez direção de arte para documentários de televisão (1985 a 1987) como 'Xingu', concebido por Washington Novaes, premiado com medalha de ouro no Festival Internacional de Televisão de Seul. Realizou exposições individuais e participou de inúmeras mostras coletivas e Salões oficiais, destacando-se: Bienal Nacional de Artes Plásticas, Salvador – BA (1968); Bienal Nacional, SP (1974); Bienal Internacional de São Paulo (1975 – Prêmio de Pintura, 1979, 1989, 1991); Panorama da Arte Atual Brasileira, SP (1976, 1983, 1989); Salão Nacional de Arte Contemporânea, Belo Horizonte – MG (1979); Bienal de Valparaíso, Chile (1981); Bienal de Medellín, Colômbia (1981); 'A Cor e o Desenho do Brasil' - Itália, São Paulo, Holanda, Portugal, França (1984); Bienal de Artes Visuais do MERCOSUL, Porto Alegre – RS (1997, 2005); 'Brasil+500 Mostra do Redescobrimento', São Paulo (2000); Bienal de Havana, Cuba (2003), entre outras. WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 343; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 206; JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 957; PONTUAL PÁG. 222; MEC VOL. 2, PÁG. 206; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 760; LEONOR AMARANTE PÁG. 240, ACERVO FIEO; www.pinturabrasileira.com; www.artprice.com.



013 - JORGE BRANCO (1941)

Vendedor de pipas - óleo sobre tela colada em eucatex - 15 x 10 cm - canto inferior direito -

Nasceu em São Paulo, Capital, a 5/12/1941. Realiza trabalhos de pesquisas em diversas áreas, inclusive desenho industrial e pintura (1960), dedicando-se inteiramente à pintura partir de 1979. "Uma rígida e estruturada disciplina formaliza e geometriza a sua arte. No domínio da suavidade cromática, contrasta e harmoniza o intelecto do motivo." José Paulo Myokoyama, crítico de arte. Suas obras estão em coleções particulares no exterior e no Brasil. Expõe coletivamente desde 1978, recebendo diversas premiações. JULIO LOUZADA, vol 2 - pág 161



014 - DOMINGOS ANTEQUERA (1921 - 1984)

Tocando a boiada - óleo sobre tela - 19 x 27 cm - canto inferior direito e dorso - 1982 -

Natural de Lençois Paulista, SP. Faleceu em São Paulo, em 8 de outubro de 1984. Assinava seus trabalhos D. ANTEQUERA. Desenvolveu-se artisticamente com os pintores Cirilo Agostini, Migliaccio e José Barchita. Impresionista, é considerado um artista de sensibilidade invulgar, cuja obra é repleta de recursos técnicos próprios, fortes e seguros. A bibliografia abaixo exibe extensa lista de exposições e prêmios recebidos pelo artista. JULIO LOUZADA, vol.3, pág.56, Acervo FIEO.



015 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

"Magia" - litografia - 60/100 - 34 x 49 cm - canto inferior direito ilegível - 1990 -



016 - YASUICHI KOJIMA (1934)

"Flor com jarra branca" - óleo sobre tela - 60 x 40 cm - canto inferior direito e dorso - 2008 -

Pintor e ceramista nascido em Tajimi, Japão - cuja população vive de cerâmica e porcelana. Seu pseudônimo artístico é Kojima. Recebeu influência de seu pai, Shigueo Kojima - tradicional artista e ceramista japonês conhecido pelo nome artístico Juho Kojima. Formou-se na Escola de Cerâmica Industrial de Tajimi - Gifu, Japão. Veio para o Brasil em 1953, trabalhou por cinco anos em São Caetano e transferiu-se para Mauá onde, como seu pai, montou sua própria fábrica de cerâmicas e porcelanas que está em atividade até hoje. Naturalizou-se brasileiro e estudou pintura com Manabu Mabe, Takaoka e Nakajima. Realizou exposição individual em Poá, SP (2009) e no Museu de Arte do Parlamento de São Paulo (2013). Participou de diversas mostras e Salões oficiais em: São Bernardo do Campo, SP (1967); São Paulo (1968, 1969, 2001 a 2010); Poá, SP (2009-como convidado); Embu, SP (2012 - Prêmio Prata). www.mauamemoria.com.br; www.radaroficial.com.br/d/31498914; issuu.com/shinzenbi/docs/makoto_5/27.



017 - JOÃO ROSSI (1932 - 2000)

Composição - gravura - 03/12 - 45 x 19 cm - canto inferior direito -
Com dedicatória.

Pintor, gravador, ceramista, professor e escultor, natural de São Paulo, onde nasceu a 24 de dezembro. Autodidata, lecionou em cursos de desenho, cerâmica e pintura na APBA e na FAAP-SP. Executou murais de cerâmica na cidade de São Paulo. " A paisagem urbana de São Paulo foi sempre o grande tema de João Rossi, um dos artistas mais significativos da geração seguinte à dos artistas do Santa Helena." - Mário Schemberg. JULIO LOUZADA, vol. 7 pág. 610; ITAÚ CULTURAL; TEIXEIRA LEITE, pág. 452; PONTUAL, pág. 463 ; WALTER ZANINI, pág. 734, Acervo FIEO.



018 - SUETONIO MEDEIROS (1970)

Cavalos - desenho a nanquim e aquarela - 29 x 42 cm - canto inferior direito -

Alagoano, Suetônio Cícero Medeiros ministra aulas de desenho na Fundação Cultural de Blumenau (FCB). Desenvolve uma linguagem própria independente de escola ou estilo, realizando trabalhos nas mais diversas áreas artísticas, como a pintura, escultura, desenho, restauração, modelagem, maquetaria, fundição e metalgrafia. Suas obras baseiam-se em estudos desenvolvidos acerca de filósofos gregos pitagóricos que defendiam a obtenção da harmonia através da proporção da freqüência, enfatizando a crescente necessidade de se conseguir harmonizar as partes com o todo. Realizou várias exposições coletivas e individuais.https://semanadeartesdafurb.wordpress.com/curriculos/



019 - GERSON DE SOUZA (1926 - 2008)

Pássaro - desenho a lápis de cor - 16 x 24 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor. Autodidata. Fixou-se no Rio de Janeiro, onde exerceu a profissão de carteiro dos Correios, e onde começou a pintar em 1950. Participou da V Bienal de São Paulo, de vários Salões Nacionais e exposições coletivas no exterior. Várias individuais e coletivas no País. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 127; PONTUAL, pág. 236/237; MEC, vol. 2, pág. 248; TEIXEIRA LEITE, pág. 220; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 347, Acervo FIEO.



020 - ANTONIO PESSOA (1943)

Nu - escultura em bronze - 14 x 08 x 06 cm - assinado -

Escultor, assina Tonny. Radicado no Rio de Janeiro detentor de bom curriculo nacional e internacional com inumeras participações em Salões Oficiais,varias vezes premiado. Ótimo mercado.



021 - FRANCISCO BRENNAND (1927)

Composição - cerâmica - 10 x 10 cm - não assinado -

Pintor e ceramista. Estudou com André Lhote e Fernand Léger, em Paris. Participou de importantes bienais e salões, nacionais e internacionais. Realizou individuais de pintura e cerâmica no MAM-SP em 1960 e outras importantes salas de arte. Executou trabalhos murais em edifícios públicos e particulares no Recife e no estrangeiro. Suassuna considerou a sua pintura "bela, forte e brasileira". Brennand é referência mundial como artista puramente brasileiro. JULIO LOUZADA, VOL, 10, pág 141. PONTUAL, pág, 88. MEC, VOL , 1, pág, 294; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 717; ARTE NO BRASIL, pág. 879. Acervo FIEO. -



022 - ADRIANO GAMBIM (1983)

"Nu feminino III" - desenho a nanquim e lápis de cor - 27 x 16 cm - canto inferior direito - 2012 -

Pintor, desenhista, gravador e arte-educador. Sua formação artística foi na UNIMESP e UNESP, São Paulo. Realizou exposições individuais em Guarulhos (2004, 2008, 2009, 2010, 2011) e tem participado de várias mostras coletivas e Salões individuais como: Guarulhos, SP (2001, 2007 a 2013); São Paulo (2008, 2010); Araraquara, SP (2006, 2010, 2012); Franca, SP (2008); Catanduva, SP (2008); Suzano, SP (2009); Ubatuba, SP (2005, 2009); Ribeirão Preto, SP (2010); Mairiporã, SP (2010); Santo André, SP (2010); Santos, SP (2011); Araras, SP (2013); Embu, SP (2013); Curitiba, PR (2012); Porto Alegre, RS (2013); Brasília, DF (2013); Castro, PR (2013); Ceará (2012); Espanha (2005 a 2008, 2013); Finlândia (2007); México (2009); Itália (2007, 2009); Romênia (2007, 2010). Foi premiado em: Guarulhos, SP (2007 a 2009, 2011); Mairiporã, SP (2011); Espanha (2011); Araraquara, SP (2010, 2012, 2013); Araras, SP (2012); Rio Claro, SP (2013). www.artprice.com.



023 - GIUSEPPE IRLANDINI (1924 - 1997)

Ipanema - óleo sobre madeira - 09 x 12 cm - canto inferior direito e dorso - 1980 -

Natural de Bolzano, Itália, veio para o Brasil em 1948. Em sua terra natal estudou na Academia de Belas Artes de Veneza e residiu em Paris. De 1949 a 1953 trabalhou nos murais do túmulo do Padre José de Anchieta, em Vitória-ES. Dedicou-se a restauração de obras de arte, fundando a Galeria Irlandini-RJ (1968). Realizou diversas exposições. Jacob Klintowitz observa que os trabalhos do artista apresentam-se "...ricos em textura com um colorido seguro. Irlandini experimentou as conquistas da Arte Moderna: movimento, textura, abstração e geometria. E em todas tem revelado o seu metier e o seu talento..." JULIO LOUZADA, vol 01 - pág 484



024 - HARRY ELSAS (1925 - 1994)

Velha - desenho a carvão e pastel - 33 x 21 cm - canto inferior direito -

Muralista, gravador, pintor, Heinz Hugo Erich Elsas nasceu em Stuttgart, Alemanha e faleceu em Taubaté, SP. Iniciou a carreira artística como autodidata. Radicado no Brasil desde 1936 foi fortemente influenciado pela cultura regional do Nordeste. Em 1945 recebeu orientações de Lasar Segall e realizou sua primeira mostra individual no Ministério da Educação e Cultura no Rio de Janeiro. A partir de 1970, fixou-se em São Paulo e executou murais para o Banco Safra (1971) e Banco Cidade de São Paulo (1976). Realizou exposições individuais em São Paulo, Rio de Janeiro e Estados Unidos. Participou de coletivas no Brasil e no exterior a partir de 1962. JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 355; MEC VOL, 2, PÁG, 111; TEIXEIRA LEITE PÁG 176; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



025 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Bosque - óleo sobre tela - 55 x 33 cm - não assinado -



026 - JOEL FIRMINO DO AMARAL (1951)

Igreja de Santa Rita - óleo sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior direito e dorso - 2016 - Paraty -

Pintor radicado em São Paulo, onde é ativo. São muito apreciadas as suas aquarelas, que retratam os casarios de cidades mineiras e do interior do País. Em 1985, recebeu prêmio aquisição no SPBA, e em 1988 prêmio no SPBA-SP. JULIO LOUZADA, vol. 9, pág. 39; Acervo FIEO.



027 - CARLOS BORGES (1959)

Pato - óleo sobre tela colada em eucatex - 32 x 38 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor e escultor, natural de Itumbiara, GO. Formou-se em Desenho e Artes Plásticas na UNB, Brasília - DF, em 1982. Exposição individual em Brasília (1992). Coletivas em Brasília, Goiânia, GO e Cuiabá, MT (1991). Prêmios: Brasília, DF (1991, 1992). JULIO LOUZADA, VOL. 6, PÁG.142.



028 - ESCOLA INGLESA, SÉC. XIX

Paisagens - aquarela - não assinado - C. 1870 -
Conjunto composto de quatro aquarelas, medindo: 1ª 07 x 4,5 cm. 2ª - 4,5 x 7,5 cm. 3ª 5,8 x 9,5 cm. 4ª 7,8 x 6,5 cm., montadas em uma só moldura. Com etiqueta de Henrique C. Mody - Buenos Aires, no dorso. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")



029 - FLÁVIO PRADA (1939)

"O mar de coral" - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito e dorso -
Registrado sobre o nº 367 do catálogo do autor.

Iniciou suas atividades de pintura, como autodidata, a partir de 1989. É membro da Academia Paulista de Medicina Veterinária. Tem participado de inúmeras exposições oficiais: São Paulo (1996 a 1999, 2002); EUA (1997); Jaboticabal, SP (1999); Ribeirão Preto, SP (2000); Extrema, MG (2000); Caraguatatuba, SP (2000); Osasco, SP (2000); Serra Negra, SP (2001); Riviera de São Lourenço, SP (2001); São Lourenço, MG (2002). Individual em São Paulo (2000, 2001). Prêmios: Riviera de São Lourenço, SP (2001); São Paulo (2002).



030 - ALDO BONADEI (1906 - 1974)

Natureza morta - óleo sobre cartão - 22 x 16 cm - canto inferior esquerdo -
Ex coleção Renato Antônio Brogiolo - Rio de Janeiro, RJ. -

Pintor, designer, gravador, figurinista e professor - Aldo Cláudio Felipe Bonadei nasceu e faleceu em São Paulo, SP. Entre 1923 e 1928 foi aluno de Pedro Alexandrino, período em que também frequentou o ateliê de Antonio Rocco. Viajou para a Itália, entre 1930 e 1931, e frequentou a Academia de Belas Artes de Florença, onde teve aulas com Felice Carena e seu assistente Ennio Pozzi, ambos ligados ao movimento ‘novecento’. Nesse período, dedicou-se ao desenho da figura humana, principalmente ao nu. Retornou a São Paulo no início da década de 1930 e participou ativamente do Grupo Santa Helena, da Família Artística Paulista - FAP e do Sindicato dos Artistas Plásticos. Em 1949 lecionou na Escola Livre de Artes Plásticas, primeira escola de arte moderna de São Paulo e participou do Grupo Teatro de Vanguarda. No ano seguinte, fundou a Oficina de Arte - O. D. A., com Odetto Guersoni e Bassano Vaccarini. No fim da década de 1950 atuou como figurinista nas peças ‘Vestido de Noiva’, de Nelson Rodrigues, e ‘Casamento Suspeitoso’, de Ariano Suassuna. Também desenhou alguns figurinos para dois filmes dirigidos por Walter Hugo Khoury: ‘Fronteiras do Inferno’ (1958) e ‘Na Garganta do Diabo’(1959). Realizou muitas exposições individuais e participou de vários Salões oficiais destacando-se: Bienal Internacional de São Paulo (1ª, 2ª, 3ª, 6ª, 7ª); Bienal de Veneza (1952); Panorama da Arte Moderna Brasileira (1970). MEC, VOL. 1, PÁG. 247; PONTUAL, PÁGS. 78/79; ARTE NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 1041; ART PRICE ANNUAL 2000, PÁG. 258; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 79; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; LEONOR AMARANTE, PÁG. 72; ACERVO FIEO.



031 - HENRY VITOR (1939)

Vendedor de balões - óleo sobre tela - 22 x 16 cm - canto inferior direito - 1976 -

Pintor e gravador mineiro de Guaxupé, onde nasceu a 2 de abril de 1939. Reside e é ativo na cidade de São Paulo SP. Autodidata, fez cursos de Jornalismo, Propaganda e Comunicações. Expôs individualmente nos anos de 1972, 1973, 1984 e 1991 em São Paulo SP. Coletivas a partir de 1971, inclusive no exterior. "Há elementos que revelam o ingênuo mas nem sempre permitem ajuizar se a obra é crítica ou artesanal. O autodidatismo, como o de Vitor, é uma constante. Expressa uma visão pessoal da realidade ou configurações de sonho. Retrata a vida filtrada, livremente, pelos olhos de cada um e interpretada por um sentimento intrínseco. " Jorge Anthonio, in HENRY Vitor: pinturas. Apresentação de Jorge Anthonio. São Paulo: Galeria Jacques Ardies, 1991. HENRY Vitor: pinturas. Apresentação de Jorge Anthonio. São Paulo: Galeria Jacques Ardies, 1991. JULIO LOUZADA, vol.11, pág.145, MEC,vol.4, pág.49; ITAÚ CULTURAL.



032 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Bode - desenho a lápis - 16 x 21 cm - canto inferior direito - 1971 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



033 - SILVIA ALVES (1947)

"O sítio em Santa Branca" - óleo sobre tela - 33 x 41 cm - canto inferior direito e dorso - 2016 -

Pintora, desenhista, escultora, gravadora, ilustradora, professora, poetiza e atriz Silvia Ferraro Alves nasceu em São Paulo. Estudou desenho e escultura com Alvaro de Bauptista (1980 a 1984) na Universidade de Campinas; formou-se em Pintura na Faculdade de Belas Artes (1986); mestrado em Aquarela na Faculdade Santa Marcelina (1998); frequentou o ateliê de Gravura do Museu Lasar Segall (1985 a 1988); os ateliês de pintura e desenho dos professores Lecy Bomfim, Salvador Rodrigues, Deusdedith Campanelli, Colette Pujol, Djalma Urban, Francisco Cuoco, Fang, o ateliê de escultura no Museu Brasileiro de Escultura (1980 a 1994) e aquarela com Iole Di Natale (1994 a 1998). Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais. Foi premiada em 1983, 1989, 1991, 1993, 1994, 1997, 1999, 2000, em São Paulo. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL, 10, PÁG, 49; www.silviaalves.art.br.



034 - RAUL PARANHOS PEDERNEIRAS (1874 - 1953)

Na praia - desenho a nanquim - 26 x 20 cm - canto inferior esquerdo -

Desenhista, caricaturista e pintor nascido e falecido na cidade do Rio de Janeiro. Colaborou com as publicações O Mercúrio, REvista da Semana, O Tagarela, Dom Quixote, O Malho e Jornal do Brasil. Publicou o livro Lições de Caricatura (1928). Foi professor na antiga ENBA (1918-1938). Herman Lima disse também que: "sem ter sido um satirista à outrance (...) a característica primacial de sua arte é a de sorrir e fazer sorrir a tudo e a todos, na sua teimosa resistência de boêmio retardatário". Individuais em 1926 e coletivas em 1935, recebendo diversas premiações. JULIO LOUZADA, vol. 8 pág. 687; História da Caricatura no Brasil, pág. 988; Caricaturistas Brasileiros, pág. 60.



035 - JAIME NICOLA DE OLIVEIRA (XX)

Anjo - peanha em madeira - 28 x 30 x 28 cm - não assinado -

Jaime NICOLA de Oliveira, natural de Quipapá(PE), acostumado a desenhar e entalhar a madeira desde criança, aprendeu a esculpir observando o trabalho de um artista do Recife em seu Atelier. Conhecido por suas esculturas de cabeças de Santos e Anjos, tira proveito da textura da madeira para recriar com sua poderosa imaginção até mesmo anjos cangaceiros, além de também esculpir essas formas em pedra calcárea.



036 - MARCELO GRASSMANN (1925 - 2013)

Brincando - litografia off set - 31 x 46 cm - canto inferior esquerdo - 1976 -
Com a seguinte dedicatória: para Mário, M. Grassmann - 1976.

Desenhista, gravador, ilustrador, pintor, escultor e professor, nasceu em São Simão, SP. Estuda fundição, mecânica e entalhe em madeira na Escola Profissional Masculina do Brás, SP. Passa a realizar xilogravuras a partir de 1943. Atua como ilustrador do Suplemento Literário do ‘Diário de São Paulo’, do ‘O Estado de S. Paulo’ e do ‘Jornal do Estado da Guanabara’. Quando reside no Rio de Janeiro, a partir de 1949, freqüenta os cursos de gravura em metal, com Henrique Oswald e de litografia, com Poty, no Liceu de Artes e Ofícios. Em Salvador (1952), trabalha com Mario Cravo Júnior. .Recebe o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Arte Moderna (1953) e vai para a Academia de Artes Aplicadas, em Viena. Passa a dedicar-se principalmente ao desenho, à litografia e à gravura em metal. Em 1969, sua obra completa é adquirida pelo governo do Estado de São Paulo, passando a integrar o acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo . Em 1978, a casa em que nasceu, em São Simão, é transformada em museu e tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo - Condephaat. Participou de muitas exposições e das Bienais de: São Paulo (1951 a 1961, 1967, 1969, 1979, 1985, 1989); Veneza (1950, 1956, 1958, 1962); Paris (1959). Principais prêmios: Bienal de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1959, 1967); Bienal de Veneza (1950, 1956, 1958,1962); Bienal de Paris (1959). PONTUAL, PÁG. 249; MEC, VOL. 2, PÁG. 281 E 282; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG. 439; VOL. 5, PÁG. 453; VOL. 9, PÁG. 383.



037 - FANG (1931 - 2012)

"Menina com pássaro" - aguada de nanquim - 25 x 50 cm - canto inferior esquerdo -
Esta obra participou da exposição "Os pincéis de Fang", realizada no Centro Cultural Correio São Paulo, de 09 de maio a 07 de julho de 2014, com apresentação e curadoria de Enock Sacramento.

Pintor, desenhista, gravador e professor, Chien Kong Fang, ou simplesmente Fang, nasceu na cidade de Tung Cheng, China e faleceu em São Paulo. Estudou sumiê e aquarela na China em 1945. Veio morar em São Paulo com a família em 1951, naturalizando-se brasileiro em 1971. Entre 1954 e 1956, estudou pintura com Yoshiya Takaoka em São Paulo. Viajou, em 1977, para a América do Norte, Europa e Ásia, onde desenvolveu o seu trabalho de pintura. Em 1981, foi realizado o curta metragem biográfico ‘O Caminho de Fang’, em São Paulo. Visitou a China, convidado pelo governo chinês, em 1985. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1959, 1961, 1962, 1978, 1981, 1993, 2005); Salvador, BA (1962); Rio de Janeiro (1978, 1986); Schleswing, Alemanha (1985); Lugana, EUA (1990); Americana, SP (1994); Formosa, Taiwan (1994). Foi premiado no Rio de Janeiro (1957) e em São Paulo (1960 a 1962, 1967 a 1969, 1978, 1979, 1991). Participou do Panorama da Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1978). MEC, VOL. 2, PÁG. 124; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 366; VOL. 6, PÁG. 378; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 189; PONTUAL, PÁG. 201; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; www.fang.com.br; www.artprice.com.



038 - SAMSON FLEXOR (1907 - 1971)

Bípede - aquarela - 40 x 34 cm - canto inferior direito - 1970 -

Pintor nascido na Romênia, estudou em Paris, onde fez em 1927 sua primeira individual, radicando-se em 1946 em São Paulo, onde faleceu. Foi um dos pioneiros do abstracionismo no Brasil, tendo criado em 1948 o Atelier Abstração. Em 1968 sua obra foi objeto de importante retrospectiva no MAM-RJ. BENEZIT vol. 4, pág. 402; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 313/4; TEIXEIRA LEITE, pág. 198; PONTUAL, pág. 217/8; MEC, vol. 2, pág. 179 e 180; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 917; LEONOR AMARANTE, pág. 75; WALTER ZANINI, pág. 643, Acervo FIEO.



039 - JOSÉ RIOS PINTO (1926)

Vila - guache - 23 x 16 cm - canto inferior direito -

Pintor paulista da cidade de Santa Lúcia, onde nasceu a 22 de agosto de 1926. Estudou com Reynaldo Manzke e Campão, na Capital, nas técnicas de óleo e aquarela. Participa dos Salões Oficiais a partir de 1974, havendo recebido mais de 95 prêmios com suas lindas paisagens, que o consagraram. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 824.



040 - NEWTON REZENDE (1912 - 1994)

"Homenagem a Graciliano..." - desenho a nanquim - 30 x 24 cm - centro inferior -
Complemento do título: Homenagem a Graciliano, em "Memórias do Cárcere", NR. Ex-coleção Antônio Maluf - Galeria Seta - São Paulo - SP.

Pintor, desenhista, gravador e escultor, Newton da Silva Rezende nasceu em São Paulo, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. Foi autodidata em pintura. Viajou a Buenos Aires (1946) onde trabalhou como artista publicitário. De volta ao Brasil, fixou residência no Rio de Janeiro e realizou sua primeira individual, no Instituto dos Arquitetos do Brasil, RJ (1948). Participou do Concurso Internacional de Publicidade (1962) em Miami, Estados Unidos, e recebeu Menção Honrosa. Recebeu o título de Diretor do Ano (1968), outorgado pelo Clube dos Diretores de Arte do Brasil. Realizou mais exposições individuais em: São Paulo (1971 - Museu de Arte Brasileira – FAAP, 1973, 1975); Rio de Janeiro (1962, 1965, 1968, 1969, 1970, 1972, 1974). Participou do Salão Nacional de Belas Artes, RJ (1948); do Salão Nacional de Arte Moderna, RJ (1954 a 1958); do Panorama da Arte Atual Brasileira – MAM, SP (1974, 1979), entre outras mostras coletivas e oficiais. Ferreira Gullar escreveu um livro sobre sua obra que foi editado pela Galeria Bonino (1980). A Rede Globo e a Riotur lhe prestaram homenagem: a primeira em Noite Única em 1983 e, a segunda em 1986. MEC VOL. 4, PÁG. 54; PONTUAL PÁG. 450; ITAU CULTURAL; TEIXEIRA LEITE PÁG. 444; WALTER ZANINI PÁG. 755; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 820; www.artprice.com; www.artnet.com; www.blouinartinfo.com.



041 - YOSHIYA TAKAOKA (1909 - 1978)

Patos - aquarela - 26 x 32 cm - canto inferior direito -

Pintor e desenhista nascido em Tóquio, Japão, veio para o Brasil em 1925, fixando-se no interior de São Paulo, trabalhando na lavoura. Mudou-se para São Paulo, onde ganhava a vida vendendo pastéis, fazendo caricaturas e como pintor de paredes. Foi aluno de Bruno Lechowsky no Rio de Janeiro. Foi um dos fundadores do Grupo Seibi, que reuniu artistas plásticos da colônia japonesa em São Paulo (1935). Fundou em 1948, juntamente com Geraldo de Barros e Antonio Carelli, o Grupo dos Quinze. Viveu em Paris de 1952 a 1953, estudando técnica de mosaico; Freqüentou o Núcleo Bernardelli, onde se ligou de amizade a Pancetti. Participou de diversos salões e exposições, nacionais e estrangeiras, recebendo diversas premiações. PONTUAL, pág. 510; TEIXEIRA LEITE, pág. 490; MEC, vol. 4, pág. 352; TEODORO BRAGA, pág. 220; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 361; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 579; ARTE NO BRASIL.



042 - ROMEU CAIANI (1923 - 1997)

Na estrada - óleo sobre tela colada em eucatex - 14 x 22 cm - canto inferior direito -

Pintor ativo em São Paulo, com diversas participações em coletivas, tais como: Salão da Paisagem Paulista (1968, 1969 e 1970), com premiação. JULIO LOUZADA, vol.11, pág.49; MEC, vol.1, pág.324, Acervo FIEO.



043 - CARYBÉ (1911 - 1997)

"Batucada" - serigrafia - 86/200 - 93 x 70 cm - canto inferior direito -
Reproduzido no catálogo da Mostra Itinerante do artista realizada em treze capitais em 1995 .

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



044 - SATYRO MARQUES (1935)

"O poder" - guache - 23 x 15 cm - canto inferior direito -
Estudo dos quatro cavaleiros do apocalipse.

Autodidata, nascido em Alagoas, Satyro é hoje um dos nomes mais prestigiados da pintura brasileira. Satyro mescla sonho e realidade, reinventando a paisagem. Suas obras caracterizam-se por uma instigante harmonização do figurativo estilizado com um idioma abstrato de grande liberdade expressiva. Livro: SATYRO, por Mário Margutti, Ed. Imprinta Gráf. Rio, 1988; JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 922; ITAÚ CULTURAL.



045 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

"Stardust" - óleo sobre tela - 90 x 70 cm - canto inferior esquerdo -
Patersson - N. York - 1972.



046 - WALTER LEWY (1905 - 1995)

Quarto - xilogravura - 8/20 - 21 x 17 cm - canto inferior direito - 1943 -

Gravador, pintor, ilustrador, paisagista, desenhista e publicitário nascido em Bad Oldesloe, Alemanha e falecido em São Paulo. Estudou na Escola de Artes e Ofícios de Dortmund, Alemanha (1923-1927). Nesse período, filiou-se à tendência do realismo mágico. Em 1928 participou de coletivas em Dortmund, Gelsenkirchen, Boclusim e outras cidades. Com a crise econômica de 1929, Lewy perdeu seu emprego de desenhista numa gráfica e foi viver com os pais no interior, tornando-se ilustrador de anedotas em jornais. Realizou sua primeira exposição individual em Bad Lippspringe (1932), mas foi fechada quando a Câmara de Arte Alemã proibiu a participação de judeus na vida artística. Escapando dessa situação opressora, o artista imigrou para o Brasil (1938), retomando profissionalmente a pintura. Deixou para trás centenas de trabalhos, que foram enviados para a Holanda e perdidos durante os bombardeios da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). No Brasil, fixou-se em São Paulo. Nos primeiros anos fez desenho publicitário e mais tarde capas de livros e ilustrações para diversas editoras. Ilustrou obras de Bertrand Russell, Machado de Assis e Arnold Toynbee, entre outras. Mais tarde, empregou-se como diagramador, letrista e arte-finalista nas agências de propaganda De Carli, Lintas Publicidade, Martinelli, Santos & Santos e Thompson Propaganda. Participou de Salões Nacionais e Bienais de São Paulo, entre 1951 e 1965, recebendo diversas premiações oficiais. JULIO LOUZADA, VOL. 10, PÁG. 497; MEC, VOL. 2, PÁG. 474; TEODORO BRAGA, PÁG. 245; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 286; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 630; LEONOR AMARANTE, PÁG. 142; ACERVO FIEO.



047 - GUIDO TOTOLI (1937)

Flores - óleo sobre tela - 60 x 40 cm - canto inferior direito -

Italiano, radicado no Brasil, Totoli é acima de tudo ótimo paisagista e pintor de figuras, fazendo uso de uma cor e de uma pincelada vivas e truculentas. Tem se dedicado com muita felicidade às cerâmicas. MEC, vol.4, pág. 408; JULIO LOUZADA, vol.11, pág. 325, Acervo FIEO.



048 - EDMAR FERNANDES (1982)

"Maracatu Nação" - acrílico sobre tela - 30 x 20 cm - canto inferior esquerdo - 2013 - Pernambuco -

Edmar de Morais Fernandes nasceu em Chã de Alegria, PE. Iniciou-se na arte, ainda na adolescência, quando morava com seus avós numa pequena granja em Aldeia, cidade vizinha de Recife. Admirador da arte do barro desenha desde os treze anos. Possui trabalhos em Portugal, Suíça, França e Espanha. edmardeco.blogspot.com.br.



049 - EVANDRO NORBIM (1934)

Ouro Preto - óleo sobre tela - 27 x 19 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1971 - Minas Gerais -

Pintor autodidata nascido em Vitória, ES. É também engenheiro projetista de estruturas metálicas para torres de linhas de transmissão e subestações elétricas. Ativo no Rio de Janeiro, tendo vivido por alguns anos no interior de Minas. Realizou exposições individuais em: Belo Horizonte, MG (1962, 1964, 1966); Rio de Janeiro (1968, 1970, 1971); São Paulo (1970). Participou de mostras coletivas e Salões oficiais destacando-se, no Brasil: Belo Horizonte, MG (1960 a 1966); São Paulo (1964); Brasília, DF (1960); Rio de Janeiro (1965, 1967 a 1970, 1972) e, no estrangeiro: Estados Unidos (1967, 1975, 1978, 1979, 1981, 1986); Alemanha (1971, 1981); Itália (1972, 1973); Ilhas Baleares, Espanha (1976); Holanda (1980); França (1985). Recebeu Menção Honrosa no XXI Salão de Artistas Nacionais, Rio de Janeiro (1968). MEC VOL. 3, PÁG.267; JULIO LOUZADA, VOL. 5, PÁG. 750; www.sefaz.es.gov.br.



050 - DJANIRA DA MOTTA E SILVA (1914 - 1979)

No parque - guache - 35 x 23 cm - canto inferior direito - 1961 -

Pintora, desenhista, ilustradora, cartazista, cenógrafa e gravadora. Djanira da Motta e Silva nasceu em Avaré, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. No final da década de 1930, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde teve suas primeiras instruções de desenho no Liceu de Artes Ofícios e com o pintor Emeric Marcier, hóspede da pensão que Djanira instalou no bairro de Santa Teresa. Os contatos com os artistas Carlos Scliar, Milton Dacosta , Arpad Szenes , Vieira da Silva e Jean-Pierre Chabloz , frequentadores de sua pensão, proporcionaram um ambiente estimulador que a levou a expor no 48º Salão Nacional de Belas Artes, em 1942. No ano seguinte, realizou sua primeira mostra individual, na Associação Brasileira de Imprensa - ABI. Em 1945, viajou para Nova York. De volta ao Brasil, realizou o mural ‘Candomblé’ para a residência do escritor Jorge Amado, em Salvador, e painel para o Liceu Municipal de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Entre 1953 e 1954, viajou a estudo para a União Soviética. De volta ao Rio de Janeiro, tornou-se uma das líderes do movimento pelo Salão Preto e Branco, um protesto de artistas contra os altos preços do material para pintura. Realizou em 1963, o painel de azulejos ‘Santa Bárbara’, para a capela do túnel Santa Bárbara, Laranjeiras, Rio de Janeiro. No ano de 1966, a editora Cultrix publicou um álbum com poemas e serigrafias de sua autoria. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil, EUA e Europa. Foi premiada no Rio de Janeiro (1943, 1944, 1949, 1950 a 1953, 1955, 1963) e em São Paulo (1951, 1955). Participou da 1ª e da 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955). Em 1977, o Museu Nacional de Belas Artes - MNBA, realizou uma grande retrospectiva de sua obra. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 336; PONTUAL, PÁG. 181; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 164; MEC, VOL. 2, PÁG 58; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG, 263; WALTER ZANINI, PÁG. 810; ARTE NO BRASIL, PÁG. 824; ACERVO FIEO.



051 - ARNALDO PEDROSO D'HORTA (1914 - 1973)

"Macaco" - desenho a nanquim - 65 x 47 cm - canto inferior esquerdo -
São Paulo.

Gravador e crítico de arte, o autor nasceu e faleceu em São Paulo-SP. Iniciou a sua carreira no jornalismo em 1931, escrevendo para vários jornais, revistas e emissoras de rádio. Começa a pintar aos 34 anos. Entre 1954 e 1955, elabora a capa do álbum para o Ballet do 4º Centenário e o catálogo da Bienal Internacional de São Paulo. Dedica-se à gravura em metal e à xilogravura. É o primeiro artista brasileiro premiado na Bienal de Veneza, em 1954. Participa do Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro, várias edições entre 1952 e 1970 (isenção de júri, 1955, e prêmio viagem ao estrangeiro, 1960); Individual, no MAM/SP, 1952 e 1956; Bienal Internacional de São Paulo, várias edições, entre 1953 e 1961; Artistas Latino-Americanos, no Musée d?Art Moderne de la Ville de Paris, 1962. Postumamente suas obras figuram em Arnaldo Pedroso D'Horta: desenhos, incisões, xilogravuras, no Centro Cultural São Paulo, 1983; Obras para Ilustração do Suplemento Literário: 1956 - 1967, no MAM/SP, 1993; Bienal Brasil Século XX, na Fundação Bienal, São Paulo, 1994. "Na recusa oposta a todas as soluções da moda, na procura contraditória de ritmos (que ousaríamos chamar, por sua vez, antidecorativos, desde que podem envolver uma corajosa opção em favor do feio), define-se esta exigência intelectual, que é básica em Arnaldo. Assim, o inédito das formas empresta-lhe autonomia suficiente para se impor como expressão. (...) Arnaldo Pedroso D´Horta gosta dos modos de expressão que, por meio de conquistas lentas, contínuas, laboriosas, tendem a um efeito que comove também a própria mente, a uma geometria da desordem alcançada através de sensíveis vibrações. (...) O que nos parece importante é o conflito, a teimosia, a aplicação sem tréguas que transparece dos seus trabalhos, a luta dramática, sempre renovada, com o traço." Armando B. Ferrari Críticas sobre Arnaldo Pedroso D´Horta para catálogo da XV Bienal - SP (Curriculum do artista). ITAU CULTURAL, Acervo FIEO.



052 - ALICE BRILL (1920 - 2013)

Composição - desenho a nanquim e guache - 13 x 18 cm - canto inferior esquerdo -

No Brasil desde os 14 anos, esta artista alemã, nascida em Colônia, radicou-se em São Paulo, onde estudou com Osir, Bonadei e Yolanda Mohalyi, aperfeiçoando-se com bolsa de estudos nos Estados Unidos. Estudou gravura em São Paulo com Karl-Heinz Hansen, voltando a fazê-lo com Potty Lazzarotto em 1950, no MASP.Como pintora, a primeira exposição de que participou, em 1944, foi o Salão do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo, desde então, este sempre presente em diversas coletivas nacionais e estrangeiras. Sua pintura traz a cidade em suas telas. JULIO LOUZADA, vol. 8, pág. 134; MEC, vol. 1, pág. 296; PONTUAL, pág. 90; TEIXEIRA LEITE, pág. 88; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 717; Acervo FIEO.



053 - PABLO PICASSO (1881 - 1973)

Músicos - giclée - 78/500 - 27 x 27 cm -
Edição póstuma, Collection Domaine Picasso. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista, escultor, gravador, ceramista, artista gráfico e designer, Pablo Ruiz Picasso nasceu em Málaga, Espanha e faleceu em Mougins, França. Filho de um pintor e mestre de desenho, foi extraordinariamente precoce dominando o desenho acadêmico ainda na infância. Em 1904 estabeleceu-se em Paris tornando-se o centro de um círculo de artistas e escritores de vanguarda como André Breton, Guillaume Apollinaire e Gertrude Stein. Revolucionário, genial, vanguardista, visionário são elogios que definiram Picasso como um dos mestres da pintura. Sua ampla biografia e sua obra representam a arte do século XX. Embora sua obra seja convencionalmente dividida em fases, Picasso trabalhava numa grande variedade de temas e estilos ao mesmo tempo. Sua pintura “Les Demoiselles d’Avignon” (1906-7) é tida como o marco mais importante no desenvolvimento da pintura contemporânea e o primeiro prenúncio do cubismo que desenvolveu em íntima associação com Braque e depois com Gris. Sua obra mais famosa “Guernica” (1937), pintada para o pavilhão espanhol da Exposição Universal de Paris de 1937, expressa toda sua revolta e horror à destruição de Guernica, capital do país basco, durante a Guerra Civil Espanhola (1936-1939). No campo da escultura foi um dos primeiros artistas a compor esculturas a partir da montagem de materiais variados (e não por modelagem ou entalhe) e fez uso brilhante de objetos encontrados. Também como artista gráfico inclui-se entre os maiores do século. Existem museus consagrados à sua obra em Paris e Barcelona, e outros exemplos de sua inigualável produção distribuem-se por museus do mundo inteiro. Foi o primeiro artista vivo a expor suas obras no Museu do Louvre, quando completou 90 anos. BENEZIT VOL.8, PÁG. 297; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 763; ITAÚ CULTURAL; COLEÇÃO FOLHA GRANDES MESTRES DA PINTURA VOL. 6; infoescola.com; guggenheim.org; moma.org; a rtprice.com; arcadja.com; christies.com.



054 - TOMÁS SANTA ROSA (1909 - 1956)

Nu - desenho a nanquim e aquarela - 42 x 30 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor, gravador, cenógrafo e professor autodidata, Tomás Santa Rosa Júnior nasceu em João Pessoa, PB e falecido em Nova Délhi, Índia. Fixou-se no Rio de Janeiro (1932), começou a trabalhar como auxiliar de Portinari e iniciou também sua carreira de ilustrador que se estenderia por longa série de obras de escritores brasileiros e estrangeiros, que incluiu, dentre outros, Graciliano Ramos, José Lins do Rêgo, Jorge Amado, Castro Alves, Dostoievski. É considerado o primeiro cenógrafo moderno brasileiro. Entre as exposições das quais participou destacam-se: o Salão Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro (1941 - Medalha de Prata); Um Século de Pintura Brasileira, no Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro (1952); II Bienal Internacional de São Paulo (1953); Salão Preto e Branco do III Salão Nacional de Arte Moderna do Rio de Janeiro (1954); 'Arts Primitifs et Modernes Brésiliennes', no Museu de Etnografia de Neuchâtel, Suíça (1955). Após sua morte, suas obras foram expostas nas seguintes mostras: Exposição de Artes Gráficas de Tomás Santa Rosa, na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro (1958); Retrospectiva no Teatro Municipal do Rio de Janeiro (1975); Santa Rosa, Carnaval e Figurinos na Fundação Nacional de Arte (Funarte) de São Paulo (1985); e Bienal Brasil Século XX, na Fundação Bienal de São Paulo (1994). PONTUAL, PÁG. 472; MEC VOL. 4, PÁG. 177; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 460; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 572; LEONOR AMARANTE; www.funarte.gov.br; cpdoc.fgv.br; www.artprice.com.



055 - ANTONIO PESSOA (1943)

Figura - múltiplo em bronze - 24 x 09 x 03 cm - assinado -

Escultor, assina Tonny. Radicado no Rio de Janeiro detentor de bom curriculo nacional e internacional com inumeras participações em Salões Oficiais,varias vezes premiado. Ótimo mercado.



056 - HEINZ KÜHN (1908 - 1987)

Composição - óleo sobre cartão colado em eucatex - 49 x 65 cm - canto inferior direito - 1956 -

Pintor nascido em Berlim, Alemanha, e falecido em São Paulo. Iniciou seus estudos em sua terra natal, expondo obras na Alemanha e na França. Transferiu-se para o Brasil em 1950, fixando residência em São Paulo. Realizou exposições individuais em São Paulo (1952, 1956 - MAM, 1959 a 1962). Participou de mostras e Salões oficiais, entre eles: II, III e VIII da Bienal Internacional de São Paulo; II, IX, X e XIV Salão Paulista de Arte Moderna onde conquistou a Medalha de Prata (1952), o Prêmio Aquisição (1955) e a Medalha de Ouro (1965); XVIII Salão Municipal de Belo Horizonte; I Concurso Nacional de Joias - Prêmio de Viagem a Brasília. MEC VOL. 2, PÁG. 430; PONTUAL PÁG. 295; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 688; www.artprice.com.



057 - PAULA KADUNC (1954)

Composição - acrílico sobre tela - 30 x 40 cm - dorso - 2016 -
Registrado sobre o nº 617 do catálogo da autora.

Paula Kadunc, pseudônimo artístico de Maria Paula Kadunc, nasceu em São Paulo. Frequentou um curso clássico de arte e comunicação na época de colégio. Formou-se em historia (1975) e nos anos seguintes realizou viagens de estudo pela Europa, Japão, China e Filipinas. No inicio da década de 80 trabalhou no Museu de Arte de São Paulo como assessora de imprensa e relações publicas auxiliando ainda na curadoria de diversas exposições. Na década de 90 frequentou o ateliê do escultor Paulo Tadee onde trabalhou com desenhos e pinturas geométricas e passou a fundir esculturas em bronze. Estudou técnica de pintura com Marysia Portinari. Tem participado com suas obras de várias exposições coletivas e leilões de arte. Possui obras em diversas coleções particulares e no Museu de Arte do Parlamento de São Paulo. www.artemaisnet.com.br/artistas/paula-kadunc.html; www.catalogodasartes.com.br; www.al.sp.gov.br; www.artprice.com; www.askart.com.



058 - CÉLIA NAHAS GARCIA (XX)

Azulejos e flores - técnica mista - 56 x 80 cm - canto inferior direito -

Artista plástica nascida em São Paulo. É pedagoga e desenvolve sua arte como autodidata. Realizou exposições individuais em São Paulo (2013, 2014) e tem participado de inúmeras mostras coletivas e oficiais, destacando-se: 'Exposição Museo do Café' (2013);?'Artexpo New York', Nova York -



059 - ROBERTO BURLE MARX (1909 - 1994)

Composição - serigrafia - 81/120 - 60 x 68 cm - canto inferior direito na tela serigráfica -
Edição póstuma com relevo seco do Projeto Burle Marx.

Nasceu em São Paulo e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, paisagista, arquiteto, desenhista, pintor, gravador, litógrafo, escultor, tapeceiro, ceramista, designer de jóias, decorador. Durante a infância viveu no Rio de Janeiro. Foi com a família para a Alemanha, em 1928. Em 1929, freqüentou o ateliê de pintura de Degner Klemn. Nos jardins e museus botânicos de Dahlen, em Berlim, entusiasmou-se ao encontrar exemplares da flora brasileira. De volta ao Brasil, fez curso de pintura e arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1930 - 1934), onde foi aluno de Leo Putz , Augusto Bracet e Celso Antônio. Seu primeiro projeto paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, em 1932. Entre 1934 e 1937, ocupou o cargo de diretor de parques e jardins do Recife, PE, onde passou a residir. Nesse período, foi com freqüência ao Rio de Janeiro e teve aulas com Candido Portinari e com o escritor Mário de Andrade. Em 1937, retornou ao Rio de Janeiro e trabalhou como assistente de Candido Portinari. Foi em 1949, conforme sua paixão por plantas e seu interesse por botânica e jardinagem, que Burle Marx adquiriu um sítio em Barra de Guaratiba, RJ. Com auxílio de botânicos, viajou, coletou, catalogou exemplares de plantas do Brasil e reproduziu em seu sítio a diversidade fitogeográfica brasileira. Em 1985 doou esse sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.Realizou muitas exposições individuais e projetos paisagísticos, participou de diversas mostras oficiais coletivas pelo Brasil e no exterior. PONTUAL, PÁG. 94; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 93; MEC. VOL.1, PÁG.303; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 738; LEONOR AMARANTE, PÁG. 98; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 179; artnet.com. ACERVO FIEO.



060 - CLODOMIRO AMAZONAS (1893 - 1953)

Paisagem - óleo sobre tela colada em madeira - 27 x 35 cm - canto inferior direito -

Pintor e restaurador, Clodomiro Amazonas Monteiro nasceu em Taubaté, SP e faleceu em São Paulo. Iniciou-se em pintura aos 16 anos, realizando restaurações em telas e afrescos do Convento Santa Clara, em Taubaté. Estudou com o pintor Augusto Luís de Freitas no fim da década de 1890. Interessado em promover atividades culturais, fundou na cidade, em 1905, a Associação Artística e Literária. Passou a viver em São Paulo em 1906, quando entrou em contato com a obra de Baptista da Costa e teve aulas com o pintor Carlo de Servi. Paralelamente às atividades artísticas, trabalhou em repartições públicas e atuou como ilustrador para publicações como a Revista da Semana. A partir de 1924 dedicou-se exclusivamente à pintura. Manteve contato com intelectuais, escritores e artistas como Monteiro Lobato, Menotti del Picchia, Lucílio de Albuquerque,Georgina de Albuquerque e Pedro Alexandrino, entre outros. Foi um dos fundadores do Salão Paulista de Belas Artes, em 1934. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1912, 1918, 1921); Taubaté, SP (1919); Juiz de Fora, MG (1918); Rio de Janeiro (1922, 1926); Recife, PE (1925); Belém do Pará, PA (1925); Fortaleza, CE (1926). MEC, vol. 1, pág. 75; TEIXEIRA LEITE, pág. 26; PONTUAL, pág. 24; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 42; TEODORO BRAGA, pág. 72; ITAU CULTURAL, RUTH TARASANTCHI; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 56; MEC VOL. 1, PÁG. 75; www.artprice.com.



061 - JOSÉ MARIA DOS REIS JÚNIOR (1903 - 1985)

Santana Mestra - aquarela - 20 x 26 cm - centro inferior -

Este importante personagem das artes brasileiras nasceu na cidade mineira de Uberaba e faleceu na cidade do Rio de Janeiro. Foi pintor, vitralista, professor, crítico de arte e escritor. Estudou na ENBA-RJ (1920/1923); desenho com Modesto Brocos e pintura com Rodolfo Amoedo. Realizou a primeira exposição individual no Palace Hotel (1923). Mantém contato com os participantes da Semana de Arte Moderna (realizada em 1922 na cidade de São Paulo). Em 1925, integra a Comissão Nacional de Belas Artes. Publicou o livro História da Pintura no Brasil (1944), referência das artes plásticas nacionais. Participou do SNB-RJ - 1921 (Menção Honrosa de Primeiro Grau) e de outros certames de igual importância, com premiações. JULIO LOUZADA, vol. 9 , pág. 724; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 562; ARTE NO BRASIL, pág. 577.



062 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Paisagem - acrílico sobre papel - 23 x 32 cm - canto inferior esquerdo - Década de 2000 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins e estudo no dorso.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



063 - MARIO ZANINI (1907 - 1971)

No circo - aquarela - 20 x 29 cm - canto inferior direito -

Pintor, decorador, ceramista, professor, Mário Zanini nasceu e faleceu em São Paulo. Foi um dos integrantes de dois importantes movimentos artísticos considerados históricos na pintura paulista: o Grupo Santa Helena e a Família Artística Paulista. Sua formação artística se deu em São Paulo quando aos 13 anos iniciou curso de pintura da Escola Profissional Masculina do Brás e de 1924 a 1926, matriculou-se no curso de desenho e artes do Liceu de Artes e Ofícios. Conheceu Alfredo Volpi em 1927 e no ano seguinte estudou com o pintor Georg Elpons. Trabalhou no escritório de decoração de Francisco Rebolo entre 1933 e 1938. Em 1940 recebeu medalha de prata no 46º Salão Nacional de Belas Artes e foi convidado por Rossi Osir a trabalhar em seu ateliê de azulejos artísticos, o Osirarte. Em 1950, viajou por seis meses pela Itália, em companhia de Volpi e Osir. A partir de 1968 lecionou na Faculdade de Belas Artes de São Paulo. Participou de vários Salões oficiais e mostras coletivas no Brasil, como I e III Bienal Internacional de São Paulo e no exterior. Sua família doou 108 de suas obras ao Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo - MAC/USP em 1974. MEC, VOL. 4, PÁG. 531; PONTUAL, PÁG. 557; TEODORO BRAGA, PÁG. 250; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 451; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; ARTE NO BRASIL, PÁG. 778; LEONOR AMARANTE, PÁG.38; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 1085; ACERVO FIEO.



064 - ANATOL WLADYSLAW (1913 - 2004)

Composição - desenho a nanquim - 33 x 17 cm - canto inferior direito - 1956 -

Pintor e desenhista nascido em Varsóvia, Polonia; faleceu em São Paulo, aos 91 anos de idade. No Brasil desde 1930, fixou residência em São Paulo, naturalizando-se brasileiro. Dedicou-se à pintura e ao desenho a partir de 1946, participando da I à IX Bienal, recebendo diversas premiações. Formado em engenharia no Mackenzie, tornou-se um dos pioneiros da arte abstrata, participando ativamente do movimento Ruptura, ao lado de Valdemar Cordeiro, Lothar Charoux e Luiz Sacilotto. Figura no acervo do MAM-RJ e MNBA de Buenos Aires. JULIO LOUZADA, VOL, 4, pág, 1177. MEC, VOL, 4 pág, 512. TEIXEIRA LEITE, pág, 544. WALMIR AYALA, VOL 2. pág, 442; PONTUAL, pág. 553; ITAÚ CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 921.



065 - TAPETE ORIENTAL,


Ponto de nó, feito a mão, de lã, Indiano, medindo 3,20 x 1,77 m = 5,66 m².



066 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Máscara - entalhe em madeira - 49 x 18 x 11 cm - não assinado -



067 - TUNEU (1948)

Composição - litografia - 34/100 - 32 x 47 cm - canto inferior direito - 1988 -

Nascido Antonio Carlos Rodrigues, em São Paulo, Capital. Desenhista e pintor, começou a desenhar profissionalmente por volta de 1960. Foi orientado por Tarsila do Amaral em 1966, mesmo ano que começou a participar de exposições. Artista renomado, Tuneu figurou em diversas exposições importantes no país, que trouxeram o panorama da arte dos dias de hoje. JULIO LOUZADA, vol. 12 pág. 410; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 764; LEONOR AMARANTE, pág.185, Acervo FIEO.



068 - SYLVIO PINTO (1918 - 1997)

Flores - óleo sobre eucatex - 75 x 50 cm - canto inferior direito -

Pintor, Sylvio da Silva Pinto nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Assina S. Pinto. Teve as primeiras noções de desenho no Liceu de Artes e Ofícios, RJ. Mais tarde recebeu lições de seu pai – o Pinto das Tintas. Foi ainda na casa paterna que conheceu Pancetti. Estudou no Núcleo Bernardelli (1938) e se dedicou exclusivamente à pintura a partir de 1940. Fundou e dirigiu no Jacarezinho, bairro carioca, uma escolinha de arte para crianças pobres. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1988, 1992); Brasília, DF (1988,1993); Rio de Janeiro (1989, 1991, 1993, 1994, 1995); Constância, Portugal (1991). Participou de várias mostras coletivas e Salões oficiais como a I Bienal Internacional de São Paulo (1951). Foi premiado no: Rio de Janeiro (1941, 1943, 1945, 1948, 1949, 1952 – Prêmio Viagem ao Exterior, 1957 – Prêmio Viagem Nacional, 1988, 1989); Salvador, BA (1946, 1950); Constância, Portugal (1994); Brasília, DF (1994); Niterói, RJ (1996). MEC, VOL. 3, PÁG. 419, ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 4, PÁG. 894; VOL. 5, PÁG. 820; VOL. 6, PÁG. 890; VOL. 7, PÁG. 562; VOL. 8, PÁG. 661; VOL. 10, PÁG. 693; ACERVO FIEO; www.academia.org.br; www.artprice.com.



069 - FARNESE DE ANDRADE (1926 - 1996)

Estudos - técnica mista - 43 x 27 cm - canto inferior direito - 1961 -

Pintor, escultor, desenhista, gravador, ilustrador, Farnese de Andrade Neto nasceu em Araguari, MG e faleceu no Rio de Janeiro. Mudou-se para Belo Horizonte (1942) onde estudou desenho com Guignard, na Escola do Parque (entre 1945 e 1948). Foi para o Rio de Janeiro (1948) para tratar uma tuberculose pulmonar. Trabalhou como ilustrador (entre 1950 e 1960) para o Suplemento Literário do 'Diário de Notícias', 'Correio da Manhã', ' Jornal de Letras', e para as revistas 'Rio Magazine', 'Sombra', 'O Cruzeiro', 'Revista Branca' e 'Manchete'. Em 1959, frequentou o Ateliê de Gravura do MAM, RJ, aperfeiçoando-se em gravura em metal com Johnny Friedlaender. Em 1964 começou a criar obras com materiais descartados, coletados nas praias e nos aterros, conduzindo-o aos 'assemblages' e às 'caixas'. Posteriormente utilizou armários, oratórios, gamelas, ex-votos, adquiridos em antiquários e depósitos de materiais usados. Fotografias antigas também estão presentes em sua obra. A partir de 1967, utilizou resina de poliéster, envolvendo materiais perecíveis. Realizou exposições individuais e participou de inúmeras mostras coletivas e oficiais, destacando-se: VI a IX Bienal Internacional de São Paulo (1961 a 1967); Bienal de Carrara, Itália (1962); Bienal Americana de Gravura, Chile (1963, 1965); Bienal de Tóquio, Japão (1964); Bienal de Veneza (1968); Panorama Atual da Arte brasileira, SP (1969, 1975); Sala Especial na I Bienal de Arte Panamericana, SP (1978), entre outras. No Salão Nacional de Arte Moderna, RJ (1969, 1970) recebeu o prêmio de viagem ao país e ao exterior, respectivamente. Partiu para a Espanha, instalou um estúdio em Barcelona e lá permaneceu até 1975. Também foi premiado em Belo Horizonte, MG (1962); Curitiba, PR (1962); Brasília, DF (1966); São Paulo (1967 – IX Bienal). PONTUAL PÁG. 203; MEC VOL. 2, PÁG. 143; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 64; VOL. 2, PÁG. 68; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 760; ARTE NO BRASIL, PÁG. 911; ACERVO FIEO; www.pinturabrasileira.com; www.artprice.com.



070 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Gato azul" - acrílico sobre tela - 60 x 80 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2003 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



071 - MASSAO OKINAKA (1913 - 2000)

"Casas coloniais" - óleo sobre tela - 73 x 100 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1968 - Parati -
Ex-coleção Dr. Constantino Riema - São Paulo.-

Pintor e grande mestre do sumi-ê, Massao Okinaka era natural de Kyoto, Japão, onde iniciou os seus estudos artísticos. Imigrante, fixou residência em Lins-SP (1932). Em 1947 ingressa no Seibi-kai, e dois anos após, no Grupo do Jacaré e, a partir de 1993, no Grupo Guanabara. Congrega inúmeras exposições coletivas, com premiações. A paisagem predomina suas telas, apresentando uma marca distintiva, expressando o cotidiano urbano, com requintes técnicos, pleno domínio do desenho e inquietação. JULIO LOUZADA vol.8, pág. 620; ITAU CULTURAL, Acervo FIEO.



072 - AGI STRAUS (1926)

Paisagem - técnica mista - 21 x 31 cm - canto inferior esquerdo - 2001 -

Pintora, desenhista e gravadora. Vindo residir em São Paulo, aqui estudou com Darel e Poty, no Museu de Arte de São Paulo, dedicando-se, também, ao aperfeiçoamento na pintura e técnica do afresco com Gaetano Miani. Recebeu no SPAM diversas premiações. Desde 1955 vem realizando exposições individuais em São Paulo e no exterior. A respeito de seus trabalhos, por volta de 1964, disse José Geraldo Vieira serem eles realizados com "sensibilização prévia do suporte, seja pergaminho, tela ou duratex, para conseguir texturas de fundo, impregnação, relevo e matéria. Para tanto a artista suplica a superfície a fim de tranformá-la em bossagem adequada (...) resultam sugestões híbridas, espaciais e telúricas, mas sempre expressionistas por causa da desagregação cromática e dos efeitos de microgeografia ou siderais". JULIO LOUZADA,vol. 11, pág. 312; MEC, vol. 4, pág 343/44; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 355; PONTUAL, pág. 506; TEIXEIRA LEITE, pág. 488; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



073 - FERRACIOLI (1949)

Composição - óleo sobre tela colada em eucatex - 10 x 15 cm - canto inferior esquerdo -

Nascido em Mococa, SP, FERRACIOLI é um artista com linguagem própria, apresentando um misto feliz de erotismo, misticismo e ficção científica. Dedica-se exclusivamente à pintura desde 1970. Em sua pintura atual, síntese de suas diversas fases, predominam texturas, além da busca de efeitos cromáticos num disciplinado rigor geométrico. Expõe individualmente com sucesso desde 1974, e participa de coletivas desde 1969, inclusive no exterior: Itália, Japão e USA. JULIO LOUZADA, vol.11, pág.110; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



074 - TOMIE OHTAKE (1913 - 2015)

Composição - gravura - P.A. - 31 x 86 cm - canto inferior direito - 2008 -

Pintora, gravadora, escultora nascida em Kyoto, Japão e radicada no Brasil desde 1936, país que adotou, inclusive, a cidadania. Fixou-se em São Paulo. Em 1952, iniciou-se em pintura com o artista Keisuke Sugano. No ano seguinte, integrou o Grupo Seibi, do qual participavam Manabu Mabe, Tikashi Fukushima, Flavio - Shiró, Tadashi Kaminagai , entre outros. A partir dos anos 1970, trabalhou com serigrafia, litogravura e gravura em metal. Dedicou-se também à escultura e realizou algumas delas para espaços públicos. Realizou muitas exposições individuais em todo o Brasil e exterior, além de ter participado de diversas mostras e Salões oficiais como: Bienal Internacional de São Paulo (1961, 1963, 1965, 1985, 1989, 1996, 1998); Bienal de Veneza, Itália (1972); Panorama da Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1969, 1970, 1973, 1976, 1983, 1986, 1989, 1993). Recebeu, em Brasília, o Prêmio Nacional de Artes Plásticas do Ministério da Cultura - Minc, em 1995 e muitos outros. Em 2000 foi criado o Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo. MEC, VOL. 3, PÁG. 323; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 690; BENEZIT, VOL. 7, PÁG. 791; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 140; PONTUAL, PÁG. 390; ART PRICE ANNUAL 1990, PÁG. 1464; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 362; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, PÁG. 939; LEONOR AMARANTE, PÁG. 170; WALTER ZANINI, PÁG. 693; ACERVO FIEO.



075 - ARTUR PEREIRA (1920 - 2003)

Pássaro - entalhe em madeira - 33 x 10 x 10 cm - assinado -
Reproduzido sob o nº 312b em catálogo de leilão de Soraia Cals, Rio de Janeiro - RJ, realizado em julho de 2010.

Escutor autodidata, natural da cidade mineira de Cachoeira do Brumado, onde começou a produzir em 1960. Esculpia em madeira obras do imaginário, da lida das atividades rurais e da fauna. Expôs individualmente em 1989. PONTUAL, pág. 417.



076 - HELIO SCHONMANN (1960)

Composição - óleo sobre tela colada em eucatex - 61 x 70 cm - canto inferior direito - 1986 -
Ex-coleção Antônio Maluf - Galeria Seta - São Paulo - SP.

Natural de São Paulo, nascido em 1 de julho de 1960. Sua formação inicia-se com a frequência ao ateliê do pintor Joji Kussunoki (1969-1974); em 1975, cursou cerâmica com Elizabeth Wanschel e desenho na APBA-SP; em 1978/1979, frequenta o Ateliê Livre Criação em Artes Plásticas do Museu Lasar Segall-SP, as sessões de Modelo Vivo da Pinacoteca do Estado e do Grupo de Raphael Galvez, A. Carelli, S. Mendes, Antonio Helio Cabral e F. di Mauro; de 1979 a 1983, passa a orientador do Ateliê de Livre Criação do Museu Lasar Segall; e, em 1984, estuda escultura com Raphael Galvez. Individual em 1986 - Galeria Seta-SP; e coletivas a partir de 1972, destacando-se XXXII Salão de Belas Artes na Galeria Prestes Maia-SP, e Salão dos Novos de A Hebraica-SP. JULIO LOUZADA, vol. 3 pág. 1034.



077 - BELMONTE (1897 - 1947)

Tempos de guerra - desenho a nanquim - 20 x 30 cm - canto inferior direito -

Benedito Bastos Barreto - caricaturista, desenhista, pintor, ilustrador, escritor, jornalista e historiador - nasceu e faleceu em São Paulo. Iniciou sua carreira em 1912 publicando suas primeiras caricaturas na revista paulista ‘Rio Branco’ e paralelamente colaborou na revista carioca ‘D. Quixote’. Durante seus primeiros anos de trabalho publicou em diferentes periódicos paulistas e, em 1921, empregou-se na recém-inaugurada ‘Folha da Noite’, substituindo Voltolino. Nesse periódico passou a utilizar o pseudônimo Belmonte como assinatura de seus desenhos e em 1925 criou o personagem Juca Pato. Durante a Revolução Constitucionalista de 1932 criou o logotipo para os bônus de guerra que no período das batalhas substituíram como dinheiro a moeda oficial. No ano de 1936, começou a publicar no jornal ‘Folha da Manhã’ diversas charges de Juca Pato tendo como temática a crítica ao nazismo. Produzidas até o ano de 1946, elas acabaram se configurando numa grande série sobre a Segunda Guerra Mundial. Essas charges foram reunidas e publicadas em 1982 com o título de ‘Caricatura dos Tempos’. Autor de diversos livros de caricatura e história publicou, entre outros, os seguintes títulos: ‘Assim Falou Juca Pato’ (1933), ’ No Tempo dos Bandeirantes’ (1939) e ‘O Brasil de Ontem’ (1940), com desenhos inspirados nos trabalhos de Rugendas. TEODORO BRAGA, PÁG. 49 E 50; PONTUAL, PÁG. 67; MEC, VOL. 1, PÁG. 213; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 69; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG. 109; CARICATURISTAS BRASILEIROS, DE PEDRO CORRÊA DO LAGO, PÁG. 100; ARTE NO BRASIL, PÁG. 392; WALTER ZANINI, PÁG. 806; ACERVO FIEO; www.artprice.com; www.saopauloantiga.com.br.



078 - MARIA POLO (1937 - 1983)

Composição - óleo sobre tela - 30 x 50 cm - canto inferior direito - 1966 -

Pintora, desenhista, gravadora e vitralista nascida em Veneza, Itália e falecida no Rio de Janeiro. Estudou no Instituto de Arte de Veneza, entre 1949 e 1955 e no ateliê de De Pisis, em Roma, de 1955 a 1959. Veio para o Brasil em 1959 fixando-se em São Paulo e, a partir de 1962, no Rio de Janeiro. Realizou diversas exposições individuais em algumas das principais capitais do País e no exterior. Participou de muitas mostras e Salões oficiais, entre as quais: Bienal Internacional de São Paulo (1963, 1965, 1967); Panorama de Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1969, 1970, 1973). Foi premiada no 10º Salão Paulista de Arte Moderna, SP (1961). MEC, VOL. 3, PÁG. 424; PONTUAL, PÁG. 430; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 776; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 697; www.catalogodasartes.com.br; www.bolsadearte.com; www.artprice.com.



079 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Tropeiro - litografia off set - 45 x 32 cm - canto inferior direito -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



080 - ABIGAIL ANDRADE (1864 - 1890)

Flores - óleo sobre tela - 62 x 50 cm - canto inferior esquerdo -

Pintora e desenhista nascida em Vassouras, RJ e falecida em Paris, França. Iniciou os estudos de desenho no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro (1882), um ano após o decreto que permitia a frequência feminina na escola. Foi aluna do cartunista Angelo Agostini e do fotógrafo e pintor Insley Pacheco. Participou da mostra do Liceu de Artes e Ofícios (1882); da Exposição Geral de Belas Artes - Academia Imperial de Belas Artes (1884, 1888) onde recebeu a Medalha de Ouro (1884), sendo a primeira mulher a conquistar tal prêmio. Realizou também duas exposições individuais no Rio de Janeiro (1886). MEC VOL. 01, PÁG. 80, ITAU CULTURAL.



081 - LULA CARDOSO AYRES (1910 - 1987)

"Peixes - Brasil" - serigrafia - 10 x 22 cm - canto inferior esquerdo na tela serigráfica -

Pintor, fotógrafo, desenhista, ilustrador, muralista, cenógrafo, professor, Luiz Gonzaga Cardoso Ayres nasceu e faleceu em Recife, PE. Estudou desenho e pintura com Heinrich Moser (1922 a 1924). Viajou para Paris em 1925, frequentou museus e ateliês de pintores como Maurice Denis e entrou em contato com os movimentos artísticos modernos da Europa. Regressou ao Brasil no ano seguinte. No Rio de Janeiro, estabeleceu ateliê no bairro de Laranjeiras, frequentou informalmente a Escola Nacional de Belas Artes e teve aulas com Rodolfo Amoedo e Carlos Chambelland. Conheceu Candido Portinari, de quem se tornou amigo. Profissionalmente, realizou cenários para teatro e atuou como ilustrador e caricaturista na revista ‘Para Todos’. No fim de 1932, voltou a Pernambuco para ajudar a administrar a usina de açúcar da família e residiu em Cucaú até 1944. Retornou ao Recife. Executou painéis e murais em várias cidades brasileiras, entre eles se destaca o elaborado para o Aeroporto dos Guararapes e para o metrô (1984), no Recife. Em 1947, fundou um curso de desenho para crianças. Como professor, atuou na Escola de Belas Artes do atual Centro de Artes e Comunicação da Universidade Federal de Pernambuco. Participou de muitas mostras coletivas e das três primeiras Bienais de São Paulo (1951 a 1955). Em 1960, realizou exposição retrospectiva no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 31; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 293; WALTER ZANINI, PÁG. 637; ARTE NO BRASIL, PÁG. 879; ACERVO FIEO.



082 - GUIMA (1927 - 1993)

Marinha - óleo sobre tela - 38 x 46 cm - canto inferior esquerdo e dorso -

Pintor e desenhista de mérito invulgar, Guima era paulista de Taubaté, residiu por muitos anos no Rio de Janeiro e praticava o figurativismo expressionista, por vezes eivado de notas líricas, de outras descambando para o fantástico. MEC, vol. 2, pág. 306; PONTUAL, pág.257; WALMIR AYALA, vol. 1, págs. 377/8; JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 407; ITAÚ CULTURAL.



083 - BERNARD MOREIRA (1918 - 2002)

"Praça Paris - Rio de Janeiro" - óleo sobre tela - 34 x 46 cm - canto inferior direito -

Pintor e marchand internacional francês com várias exposições individuais e coletivas na Europa. Suas obras têm sido comercializadas em leilões na França, Inglaterra, Alemanha e Suíça. JULIO LOUZADA VOL. 9, PÁG. 597; www.blouinartinfo.com; www.godofredofrancaleiloes.com.br; www.liveauctioneers.com.



084 - JOÃO BERTONI (1889 - 1980)

Lago - óleo sobre tela - 26 x 34 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor nascido em Madaloni, Itália e falecido no Rio de Janeiro. Assina J. Bertoni. Filho do pintor e professor Ângelo Bertoni e irmão do artista plástico Bertoni Filho. Mencionado pela Imprensa de Curitiba (1941 e 1942) e por Theodoro Braga em ‘Artistas Pintores do Brasil’(1942). JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 120; MEC, VOL. 1, PÁG. 222; ITAU CULTURAL.



085 - ANA CRISTINA ANDRADE (1953)

"Caminhando II" - gravura - 1/10 - 29 x 39 cm - canto inferior direito -
Complemento da técnica: Água forte, água tinta e ponta seca.

Ana Cristina Andrade Moreira é pintora, gravadora, desenhista, professora e designer vidreira. Iniciou sua formação artística na Escola Superior de Arte Santa Marcelina, SP (1972-1975). Aprendeu gravura em metal (1980-1990) com Iole Di Natale; técnicas de gravura na Scuola Internazionale di Gráfica em Veneza, Itália (1983); Gravura Especial com Evandro Carlos Jardim, no MAC-SP (1991); Técnica Calcográfica Experimental com Mario Benedetti, na FASM-SP (1997); Vitrofusão com Roberto Bonino. Exposições individuais: São Paulo, SP (1984, 1987, 1995, 2003); Bauru, SP (1989); “Projeto Interior com Arte” – Museu Banespa (1998 – Exposição itinerante pelo interior do Estado de São Paulo). Coletivas: Epinal, França (1975); São Paulo, SP (1974, 1982, 1984, 1985, 1986, 1988, 1994, 1995, 2000, 2002 a 2004, 2012 – SP ESTAMPA); Santo André, SP (1982); Novo Hamburgo, RS (1982); Taiwan, China (1983, 1985); San Juan, Porto Rico (1983); Santos, SP (1983); Cabo Frio, RJ (1983); Ribeirão Preto,SP (1984); Curitiba, PR (1984); Piracicaba,SP (1984); Veneza, Itália (1984, 1985); Campinas, SP (1985); São José do Rio Preto, SP (1986); Limeira, SP (1986); Washington D.C.,EUA (1991); Campos do Jordão, SP (1991); Kanagawa, Japão (1992); Maastricht, Holanda (1993); Illinois, EUA (1994); Cidade do México, México (1996); Jacareí, SP (1998); Budapeste, Hungria (1996); Uzice, Yuguslávia (1997); Ourense, Espanha (1994, 2006). Prêmios: São Paulo, SP (1974); Novo Hamburgo, RS (1982); Santos, SP (1983); Ribeirão Preto, SP (1984); Curitiba, PR (1984); Piracicaba, SP (1984); Campinas, SP (1985); São José do Rio Preto, SP (1986). JULIO LOUZADA, vol.1, pág. 62; vol.2, pág. 66; Acervo FIEO. ITAU CULTURAL.



086 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Floresta - óleo sobre tela - 55 x 41 cm - canto inferior direito ilegível -



087 - HILDE WEBER (1913 - 1994)

"Televisão: programa para a família" - desenho a nanquim - 40 x 27 cm - canto superior direito -

Pintora, desenhista e caricaturista alemã. Iniciou o seu aprendizado de desenho e artes gráficas em Hamburgo, por volta de 1930, interrompendo três anos mais tarde, quando transferiu-se para o Brasil (país de quem se tornaria cidadã naturalizada), fixando-se primeiramente em São Paulo, até 1949. Entre 1941 e 1949, colaborou com trabalhos de pintura para o atelier OSIRARTE de azulejos. Foi caricaturista de diversos periódicos, destacando-se o Estado de São Paulo. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 391; PONTUAL, pág.265; MEC, vol. 2, pág. 337; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 630; ARTE NO BRASIL.



088 - JOSÉ PINTO (1932 - 2008)

"O amor é o amor" - óleo sobre eucatex - 38 x 27 cm - lado esquerdo - 2003 -
Com poema do autor no dorso. -

José Wense Pinto é natural de Ilhéus, BA. Assina José Pinto. Autodidata, veio para o Rio de Janeiro em 1951. Em 1953 freqüenta a Associação Brasileira de Desenho e começa a pintar profissionalmente em1969. Participou de diversas exposições e Salões oficiais: 1969,1970 a 1974 - Rio de Janeiro, RJ; 1970; Milão e Espoleto, Itália; Nova York, EUA; Londres, Inglaterra; 1971 - Recife,PE. Individuais: 1969 e 1971 - Rio de Janeiro, RJ; 1970 - Bahia; 1971 - São Paulo, SP e 1973 - Brasília, DF. Prêmios: 1972 - Rio de Janeiro, RJ. Possui obras em: Museu Regional de Feira de Santana, BA; Museu Laval - Henri Rousseau, França; Museu de Viçosa, MG; Agências do Banco do Brasil em São Francisco, EUA; acervo da Cia. Shell e Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro, RJ. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág.769; vol. 8, pág. 660. ITAU CULTURAL.



089 - CARLOS LEÃO (1906 - 1982)

Nu - desenho a lápis e aquarela - 40 x 30 cm - centro inferior -

Arquiteto, pintor e desenhista ativo no Rio de Janeiro. Participou com Lucio Costa no projeto do edifício sede do Ministério de Educação do Rio de Janeiro (1937). Excepcional desenhista, praticou igualmente a pintura, sempre fiel a uma só temática - "a mulher, seu corpo, seu mundo de amor, sexo e poesia". MEC, vol. 2, pág. 462/3; TEIXEIRA LEITE, pág. 281; PONTUAL, PÁG. 303; JULIO LOUZADA VOL.11, PÁG.171; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 602; ARTE NO BRASIL, pág. 746.



090 - ANTONIO POTEIRO (1925 - 2010)

Cavalhada - óleo sobre tela - 60 x 80 cm - canto inferior direito e dorso - 2004 -
Reproduzido no convite deste leilão.

Escultor, pintor e ceramista, Antonio Batista de Souza nasceu em Aldeia de Santa Cristina da Pousa, Braga - Portugal e faleceu em Goiânia, GO. Imigrou com a família para o Brasil em 1926. Fixaram-se em Araguari, no Triângulo Mineiro. Autodidata, herdou do pai a técnica e a sensibilidade iniciando suas atividades como ceramista. Em 1958, já com sua família constituída, passou a viver definitivamente em Goiás. Adotou o apelido de "Poteiro", por sugestão da folclorista Regina Lacerda, que o orientou a assinar seus bonecos de barro. Mais tarde foi estimulado a pintar telas por Siron Franco e Cleber Gouvêa. Lecionou cerâmica no Centro de Atividades do SESC e nas cidades de Hannover e Düsseldorf, na Alemanha. Realizou exposições individuais e participou de muitas mostras coletivas e oficiais pelo Brasil e exterior, como: Bienal Internacional de São Paulo (1981 e 1991); Biennalle Internazionale "NAIF", Cittá di Como, Itália (1976); V Bienalle Internazionale "NAIFS", entre Fiera e Lombardia, Itália (1980); III Bienal de Havana, Cuba (1989); III Bienal de Artes de Goiás (1993) e Bienal Brasileira de Arte "NAIF", SESC Piracicaba (1994). Recebeu o prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte - APCA, na categoria escultura (1985), Menção Honrosa na I Bienal Internacional de Óbidos – Portugal (1987); Grande Prêmio no XIV Salão Nacional de Arte de Belo Horizonte, MG (1982); entre outros. Em 1997, foi homenageado com a Comenda da Ordem do Mérito Cultural, do Ministério da Cultura, Brasil. WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 217; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 31; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 808; LEONOR AMARANTE, PÁG. 294, MEC VOL. 3, PÁG. 432; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 925; VOL. 4, PÁG. 907; www.antoniopoteiro.com; artepopularbrasil.blogspot.com.br; www.artprice.com.



091 - EUGÊNIO PRATI (1889 - 1979)

Estudo - desenho a lápis - 40 x 60 cm - canto inferior direito - 1919 -

Escultor, pintor e desenhista, natural de Cerro Veronese, Itália, e falecido em São Paulo-SP. Figura de relevo na escultura paulista, sua produção inclui numerosos crayons e pinturas. Participou de diversos salões, bem como venceu importantes concursos. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 783. MEC vol.3, pág.435/436; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 631.



092 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Cururu" - xilogravura - 32 x 24 cm - canto inferior direito - 1954 -
Com a seguinte inscrição: "Ilustração para o livro Cururu de Paulo Vanzolini - 1954".

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



093 - INGRES SPELTRI (1940)

"Fundo do mar" - óleo sobre tela - 60 x 80 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor, desenhista, escultor, gravador e professor nascido em Jau, SP. Filho do pintor Augusto Speltri com quem se iniciou na pintura, ainda criança. Em 1959 mudou-se para São Paulo onde estudou Música (1960-1964). É professor titular da Escola Panamericana de Arte, SP. Realizou exposições individuais, em São Paulo, nos anos de 1977, 1981, 1978, 1984. Participou de várias mostras e Salões oficiais, sendo premiado em: São Paulo (1963, 1966, 1970, 1971); Santo André, SP (1976). JULIO LOUZADA VOL. 5, PÁG. 1012; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; MEC VOL. 4, PÁG. 338; PONTUAL PÁG. 504; www.artprice.com; www.speltri.com.



094 - POTY LAZZAROTO (1924 - 1998)

Figura - litografia - P.I. - 23 x 32 cm - canto inferior direito -

Gravador, desenhista, ilustrador, muralista, escritor e professor, Napoleon Potyguara Lazzarotto nasceu e faleceu em Curitiba, PR. Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1942 e estudou pintura na Escola Nacional de Belas Artes . Frequentou o curso de gravura com Carlos Oswald no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro. Em 1946 viajou para Paris, onde permaneceu por um ano, como bolsista do governo francês. Estudou litografia na ‘École Supérieure des Beaux-Arts’. Em 1950 fundou, juntamente com Flávio Motta , a Escola Livre de Artes Plásticas na qual lecionou desenho e gravura. Nessa época organizou o primeiro curso de gravura do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand. Organizou ao longo da década de 1950 cursos sobre gravura em Curitiba, Salvador e Recife. Nos anos de 1960 teve destaque como muralista, com diversas obras em edifícios públicos e particulares no país e no exterior como: o da Casa do Brasil, em Paris (1950) e o painel para o Memorial da América Latina, em São Paulo (1988). Teve relevante atuação como ilustrador de obras literárias como as de Jorge Amado, Graciliano Ramos, Euclides da Cunha e Dalton Trevisan, entre outros. Realizou diversas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais tanto pelo Brasil como no exterior. Foi premiado várias vezes. A partir dos anos de 1980 foram lançadas várias publicações sobre sua produção, entre elas: ‘Poty, o artista gráfico’, de Orlando Silva (1980); ‘Poty Ilustrador’, de Antônio Houaiss (1988); ‘Poty: Trilhos, Trilhas e Traços’, de Valêncio Xavier Niculitcheff (1994), ‘Poty: o lirismo dos anos 90’, de Regina Casillo (2000). MEC VOL. 3, PÁG. 433; PONTUAL PÁG. 437; JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 929; VOL. 11, PÁG. 254; WALTER ZANINI PÁG. 602; ARTE NO BRASIL PÁG. 883. ACERVO FIEO; ITAU CULTURAL; www.cultura.pr.gov.br; www.curitiba-parana.net; www.artprice.com; www.fundacaoculturaldecuritiba.com.br.



095 - MARCOS GARROT (1965)

Composição - escultura em ferro pintada - 75 x 10 x 10 cm - assinado - 2005 -

Natural desta Capital-SP, onde a partir dos anos 80 estudou desenho, pintura, gravura e escultura, tendo a figura humana como referência. Participa com regularidade de coletivas, recebendo diversas premiações, dentre elas destacamos: 1º Prêmio de Desenho (1984 - 1º Salão do Hobby e Lazer-SP), Medalha de Ouro em Desenho (1985 - 11º Salão de Artes Plásticas Raymundo Florentino, Jacareí-SP), Menção Honrosa (1986 - coletiva por ocasião do 129º Aninversário de José Malhoa-SP). Realizou exposição individual na Casa de Portugal-SP, em 1987, recebendo a medalha Fernando Pessoa do Consulado Português.



096 - MIRABEAU SAMPAIO (1911 - 1993)

Figura - desenho a nanquim - 34 x 48 cm - canto inferior direito - 1955 -

Escultor, pintor, desenhista e professor, José Mirabeau Sampaio nasceu e faleceu em Salvador, BA. Formou-se em medicina em 1934. Produzia caricaturas dos professores da Faculdade de Medicina, o que despertou o seu interesse em fazer escultura. Cursou a Escola de Belas Artes de Salvador (1927). Realizou exposição individual no Rio de Janeiro (1964) e participou de inúmeras mostras coletivas e oficiais, destacando-se em: Salvador, BA (1956, 1966 – I Bienal Nacional de Artes Plásticas, 1975, 1976); São Paulo (1957, 1959 – Salão Paulista de Arte Moderna e Bienal Internacional); Belo Horizonte, MG (1973). Tornou-se professor de escultura em pedra e madeira na Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia – UFBA e recebeu por suas esculturas dois prêmios: em Salvador (1956), no Grande Salão Baiano (Medalha de Ouro), e, em São Paulo (1959), no Salão Paulista de Arte Moderna (Medalha de Prata). ITAU CULTURAL, JULIO LOUZADA, VOL. 01, PÁG 859; www.dicionario.belasartes.ufba.br.



097 - FANG (1931 - 2012)

Bambus - aguada de nanquim - 29 x 42 cm - canto inferior direito -
Esta obra participou da exposição "Os pincéis de Fang", realizada no Centro Cultural Correio São Paulo, de 09 de maio a 07 de julho de 2014, com apresentação e curadoria de Enock Sacramento, estando reproduzida na página 32 do catálogo da mostra.-

Pintor, desenhista, gravador e professor, Chien Kong Fang, ou simplesmente Fang, nasceu na cidade de Tung Cheng, China e faleceu em São Paulo. Estudou sumiê e aquarela na China em 1945. Veio morar em São Paulo com a família em 1951, naturalizando-se brasileiro em 1971. Entre 1954 e 1956, estudou pintura com Yoshiya Takaoka em São Paulo. Viajou, em 1977, para a América do Norte, Europa e Ásia, onde desenvolveu o seu trabalho de pintura. Em 1981, foi realizado o curta metragem biográfico ‘O Caminho de Fang’, em São Paulo. Visitou a China, convidado pelo governo chinês, em 1985. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1959, 1961, 1962, 1978, 1981, 1993, 2005); Salvador, BA (1962); Rio de Janeiro (1978, 1986); Schleswing, Alemanha (1985); Lugana, EUA (1990); Americana, SP (1994); Formosa, Taiwan (1994). Foi premiado no Rio de Janeiro (1957) e em São Paulo (1960 a 1962, 1967 a 1969, 1978, 1979, 1991). Participou do Panorama da Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1978). MEC, VOL. 2, PÁG. 124; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 366; VOL. 6, PÁG. 378; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 189; PONTUAL, PÁG. 201; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; www.fang.com.br; www.artprice.com.



098 - OMAR PELLEGATTA (1925 - 2000)

Marinha - guache - 28 x 18 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor, desenhista e gravador nascido em Busto Arsizio, Itália. Assina Pellegata. Veio para o Brasil em 1927, estudou na Associação Paulista de Belas Artes, foi aluno de Ettore Federighi e Durval Pereira, Takaoka, Mário Zanini, Otone Zorlini. Viveu e trabalhou em Santos, SP. Fez parte do Grupo Tapir (1970) com Giancarlo Zorlini, João Simeone, José Procópio de Moraes, Glicério Geraldo Canelosso e do Grupo Chácara Flora com Emídio Dias de Carvalho, Arlindo Ortolani, Heitor Carilo, Glicério Geraldo Canelosso. Realizou exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil como: Salão Paulista de Belas Artes (desde 1958), Salão Municipal de Belas Artes de Belo Horizonte, MG (1960), entre outros, recebendo muitos prêmios. JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG.735; MEC VOL.3, PÁG.363; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.brasilartesenciclopedias.com.br; www.artprice.com.



099 - HENRI MATISSE (1869 - 1954)

Mulher - serigrafia - E.A. - 50 x 40 cm - canto inferior esquerdo - 1952 -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Desenhista, pintor, gravador, escultor e artista gráfico francês, Henri-Émile-Benoît Matisse nasceu em Le Cateau – Cambrésis e faleceu em Nice. Assinava Henri Matisse. Em 1891 abandonou o direito pela pintura, estudando com Bouguereau e Moreau, com quem permaneceu até 1896. Depois pintou com Marquet, conheceu Derain e Vlaminck, e, em 1905, com estes e outros amigos do estúdio de Moreau: Friesz, Manguin, Rouault e Dufy realizaram a exposição do ‘Salon d’Automne’ que deu origem ao nome ‘fauves’ (Fauvismo). Por volta de 1920, começou a ser considerado, ao lado de Picasso, como um dos maiores pintores vivos, e foi o mestre supremo das tendências artísticas que se caracterizaram pelo padrão caligráfico e pelo uso abstrato de cores puras. Trabalhou até o fim da vida com diferentes meios, sempre se adaptando à sua condição de saúde. Uma de suas obras mais importantes e originais foi a Capela do Rosário para o Convento Dominicano, em Vence, da qual Matisse projetou cada detalhe, incluindo as vestes dos sacerdotes. Sua obra está presente nos museus e na maior parte das grandes coleções de Arte Moderna do mundo. Em 2009, a Pinacoteca do Estado de São Paulo realizou a primeira exposição individual do artista em nosso país. BENEZIT VOL.7, PÁG. 259; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.6, PÁG. 696; VOL. 10, PÁG.569; www.pinacoteca.org.br; DICIONÁRIO OXFORD DE ARTE – MARTINS FONTES.



100 - WIM L. VAN DIJK (1915 - 1990)

Paisagem Holandesa - óleo sobre tela - 46 x 61 cm - canto inferior direito e dorso - 1965 -
Reproduzido no convite deste leilão. Com diversas inscrições do autor no dorso.

Pintor, desenhista, escritor e professor, Willem Leendert van Dijk nasceu em Westmass, Holanda e faleceu em Petrópolis, RJ. Estudou arte e teologia na Academia de Belas Artes e Universidade de Leiden, Holanda. Em 1935, ganhou viagem ao exterior, conhecendo a França, Itália e Grécia. Deixou na Catedral de S. Hendrik, em Helsinque - Finlândia, um painel representando 'O Triunfo de Cristo no Norte'. Em Milão recebeu uma Medalha de Ouro (1938). Com a Segunda Guerra Mundial, alistou-se na resistência aos nazistas perdendo as duas pernas na frente de batalha. Nomeado 1º Adido Cultural pela Rainha Guilhermina, viajou para o Brasil, fixando residência no Rio de Janeiro (1947) onde realizou sua primeira exposição individual, na Associação Brasileira de Imprensa, no Rio de Janeiro. Particpou do Salão Paulista de Belas Artes, SP, em 1949 e 1952. Ganhou Medalha de Ouro no Salão dos Artistas Nacionais (1951) e Medalha de Prata no Salão dos Artistas Brasileiros, RJ (1952). Realizou exposições nos Estados Unidos, Alemanha, Holanda, França, Dinamarca, Argentina e Japão. Em 1966, a Harwick Collection (Estados Unidos) adquiriu para o seu acervo a tela 'Jangadeiros em ação'. Em 1968, o governador do estado do Rio de Janeiro, Geremias Fontes, ofereceu ao Presidente Costa e Silva suas obras - 'Rio Piabanha – Petrópolis' e 'Petrópolis em Flor' - à rainha Elisabeth II, em visita oficial ao Brasil. Publicou o livro de poemas 'Convite à Exposição' (1960) e tornou-se membro da Academia Petropolitana de Letras (1971). Em 1948, foi lançada a sua biografia 'L'Homme, Le Peintre, L'Oeuvre', de Carlos Torres Pastorino. ITAU CULTURAL; MEC VOL. 4, PÁG. 444; PONTUAL PÁG. 533; JULIO LOUZADA VOL. 4, PÁG. 1130; www.artprice.com.



101 - EUGÊNIO DE PROENÇA SIGAUD (1889 - 1979)

"Acidente com o navio Carioca" - desenho a lápis de cor - 30 x 45 cm - canto inferior esquerdo - 1949 - Rio de Janeiro -

Estudou desenho na Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro com Modesto Brocos, formando-se em arquitetura em 1932, nessa mesma escola. A partir de 1935, dedicou-se à pintura mural e, de 1937, à pintura de temas sociais, com predominância de motivos de operários em construção e trabalhadores rurais. Caracteriza-se por uma grande versatilidade técnica, sendo dos raros pintores brasileiros a utilizar, lado a lado, o óleo, a têmpera e a encáustica, além da aquarela e do guache. Participou do Núcleo Bernardelli. PONTUAL, pág. 489; MEC, vol. 4, pág. 243; TEIXEIRA LEITE, pág. 475 e 476; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 324 a 327; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 579; ARTE NO BRASIL, pág. 763, Acervo FIEO.



102 - ANTONIO BANDEIRA (1922 - 1967)

Composição - desenho a nanquim e guache - 20 x 14 cm - canto inferior direito -
Ex coleção Dr. Noel Grinberg - Rio de Janeiro, RJ .

Pintor, desenhista, gravador, nascido em Fortaleza, CE e falecido em Paris, onde viveu a maior parte de sua vida. É um dos pioneiros da arte abstrata no Brasil. Iniciou-se na pintura como autodidata. Em 1941, em Fortaleza, participou, ao lado de Mário Baratta, entre outros, da criação do Centro Cultural de Belas Artes depois, Sociedade Cearense de Artes Plásticas. Em 1945, transferiu-se para o Rio de Janeiro e, no ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual. Contemplado pelo governo francês com bolsa de estudos, permaneceu em Paris de 1946 a 1950 onde frequentou a Escola Nacional Superior de Belas Artes e a ‘Académie de la Grande Chaumière’. Entre 1947 e 1948 participou do ‘Salon d'Automne’ e do ‘Salon d'Art Libre’. Tomou parte em reuniões de artistas e formou o Grupo Banbryols (ban de Bandeira; bry de Camille Bryen; e ols de Wols), que durou de 1949 a 1951. Voltou ao Brasil em 1951 e apresentou-se na 1ª Bienal Internacional de São Paulo. Em 1952, criou um mural para o Instituto dos Arquitetos do Brasil, em São Paulo. Retornou a Paris em 1954 em razão do Prêmio Fiat, obtido na 2ª Bienal Internacional de São Paulo, mas não deixou de expor no Brasil. Permaneceu na Europa até 1959, passando pela Inglaterra e Bélgica, onde, em 1958, realizou um painel para o ‘Palais des Beaux-Arts’. Ao retornar ao Brasil teve uma atividade artística intensa, participou de importantes exposições, em paralelo a mostras em Paris, Munique, Verona, Londres e Nova York. Voltou a Paris em 1965, onde permaneceu até sua morte. BENEZIT, VOL.1, PÁG.415; MEYER/87, PÁG.606; MEC, VOL.1, PÁGS.159,160 E 167; PONTUAL, PÁGS. 48 E 49; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁGS. 71 A 74; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 52 A 54; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; ARTE NO BRASIL, PÁG. 599; LEONOR AMARANTE, PÁG. 34; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 86; ACERVO FIEO; web.artprice.com; pitoresco.com; pinturabrasileira.com.



103 - BARRICA (1913 - 1993)

Casario - óleo sobre tela colada em eucatex - 29 x 24 cm - canto inferior direito -

Batizado CLIDENOR CAPIBARIBE DE MOURA. Um dos corifeus da arte moderna no Ceará, onde nasceu. Barrica foi pintor e desenhista de tendência expressionista.MEC. Vol.1, pág, 184; PONTUAL, pág.55; WALMIR AYALA, vol.1, pág.84/85. TEIXEIRA LEITE, pág.57; JULIO LOUZADA, vol.10, pág.96; ITAU CULTURAL.



104 - ULYSSES FARIAS (1960)

"Elo" - técnica mista - 60 x 60 cm - canto inferior direito e dorso - 2016 -

Desenhista, pintor, fotógrafo, escultor, poeta e professor nascido em São Paulo. Tem participado de muitos eventos culturais, mostras e Salões oficiais em Socorro, SP (2006 a 2014); Brasília, DF (2010); Mairiporã, SP (2007); São Paulo (2013). Recebeu, em 2012, o primeiro lugar em um concurso de fotografias.



105 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Figura - desenho a nanquim e aquarela - 14 x 09 cm - canto inferior esquerdo -
O. Iranom.



106 - PABLO PICASSO (1881 - 1973)

Paisagem - giclée - 137/500 - 26 x 35 cm -
Edição póstuma, Collection Domaine Picasso. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista, escultor, gravador, ceramista, artista gráfico e designer, Pablo Ruiz Picasso nasceu em Málaga, Espanha e faleceu em Mougins, França. Filho de um pintor e mestre de desenho, foi extraordinariamente precoce dominando o desenho acadêmico ainda na infância. Em 1904 estabeleceu-se em Paris tornando-se o centro de um círculo de artistas e escritores de vanguarda como André Breton, Guillaume Apollinaire e Gertrude Stein. Revolucionário, genial, vanguardista, visionário são elogios que definiram Picasso como um dos mestres da pintura. Sua ampla biografia e sua obra representam a arte do século XX. Embora sua obra seja convencionalmente dividida em fases, Picasso trabalhava numa grande variedade de temas e estilos ao mesmo tempo. Sua pintura “Les Demoiselles d’Avignon” (1906-7) é tida como o marco mais importante no desenvolvimento da pintura contemporânea e o primeiro prenúncio do cubismo que desenvolveu em íntima associação com Braque e depois com Gris. Sua obra mais famosa “Guernica” (1937), pintada para o pavilhão espanhol da Exposição Universal de Paris de 1937, expressa toda sua revolta e horror à destruição de Guernica, capital do país basco, durante a Guerra Civil Espanhola (1936-1939). No campo da escultura foi um dos primeiros artistas a compor esculturas a partir da montagem de materiais variados (e não por modelagem ou entalhe) e fez uso brilhante de objetos encontrados. Também como artista gráfico inclui-se entre os maiores do século. Existem museus consagrados à sua obra em Paris e Barcelona, e outros exemplos de sua inigualável produção distribuem-se por museus do mundo inteiro. Foi o primeiro artista vivo a expor suas obras no Museu do Louvre, quando completou 90 anos. BENEZIT VOL.8, PÁG. 297; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 763; ITAÚ CULTURAL; COLEÇÃO FOLHA GRANDES MESTRES DA PINTURA VOL. 6; infoescola.com; guggenheim.org; moma.org; a rtprice.com; arcadja.com; christies.com.



107 - JUAREZ MACHADO (1941)

Namorados - serigrafia colada em madeira - 55/100 - 70 x 98 cm - canto inferior direito -

Nasceu em Joinville, SC. Atualmente reside e trabalha em Paris, França, onde mantem ateliê. Pintor, escultor, desenhista, caricaturista, jornalista, cenógrafo, escritor e ator. Desenvolveu sólida carreira como desenhista de charges de humor. Sua arte essencialmente criativa, vai do lirismo à violência, da análise microscópica ao extravasamento onírico. Entre as exposições de que participa, destacam-se: 9ª Bienal Internacional de São Paulo, 1967; Zona Gallery, Nova Iorque (Estados Unidos), 1981; Retrospectiva Quatro Artistas da Geração 60, no MAC/PR, Curitiba, 1987; Châteaux Bordeaux, no Centro Georges Pompidou, Paris, 1988; Retrospectiva, no MAC/Joinville, 1990; Arte na América Latina: 100 Anos de Produção, no Instituto Estadual de Artes Plásticas da UFRGS, Porto Alegre, 1996. "Juarez Machado expõe a natureza humana, olha, registra, interpreta, ilumina, focaliza. É o mundo dos humanos, mas não é o mundo do juiz dos homens. Aqui não estamos no Juízo Final. Juarez é o artista contemporâneo, ele tem este olhar elaborado pela ciência, o grau de consciência reflexiva. Podemos dizer deste ponto de vista, que esta obra humanística e esta atitude de intensa pesquisa confere ao seu trabalho um caráter anti-medieval." Jacob Klintowitz in: "Juarez Machado - Copacabana 100 Anos, Ed. Simões de Assis, 1992." JULIO LOUZADA vol.11, pág. 186; PONTUAL, pág.284; Acervo FIEO; ITAU CULTURAL; MEC, vol. 3; TEIXEIRA LEITE, pág. 298. Acervo FIEO.



108 - DJALMA URBAN (1917 - 2010)

Fundo de quintal - óleo sobre tela - 30 x 45 cm - canto inferior direito e dorso - 1980 -

Pintor, ilustrador, desenhista, jornalista e professor, nascido na cidade paulista de Leme, no dia 9 de outubro de 1917. Estudou desenho e pintura com Torquato Bassi, Waldemar da Costa, Pedro Alexandrino, Paulo do Vale Júnior, Teodoro Braga e Marques de Leão. Realizou ilustrações e desenhos para o jornal O Estado de S. Paulo. Segundo crítica de Julio Louzada: "Impressionista, a paisagem, a natureza, a marinha e o folclore brasileiros são os seus temas preferidos. Dono de um estilo vigoroso e espontâneo, seus quadros se destacam pela riqueza composicional e cromática. A cor, aliás, sempre em tonalidades quentes, é o forte de sua pintura, assim como os jogos de luz que domina com perfeição. " Expôs individualmente a partir de 1951. JULIO LOUZADA, vol.2, pág.1014; MEC, vol.4, pág.436; THEODORO BRAGA, pág.82; ITAÚ CULTURAL; 37, Acervo FIEO.



109 - HEINRICH GOLLOB (1886 - 1917)

Paisagem - óleo sobre cartão telado - 30 x 23 cm - canto superior esquerdo -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor da Escola Austríaca nascido em Gratz e falecido em Strassengel. Foi litógrafo e depois estudou na Academia de Belas Artes de Viena, Munique e Gratz. Participou de diversas exposições e mostras oficiais. Em 1918 a 'Sécession' de Viena organizou uma exposição e leilão de suas obras. BENEZIT VOL. 5, PÁG. 95; www.artprice.com; www.artnet.com.



110 - ROBERTO BURLE MARX (1909 - 1994)

Composição - técnica mista - 63 x 83 cm - canto inferior direito e dorso - 23 de maio de 1991 - Rio -
Reproduzido no convite deste leilão.

Nasceu em São Paulo e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, paisagista, arquiteto, desenhista, pintor, gravador, litógrafo, escultor, tapeceiro, ceramista, designer de jóias, decorador. Durante a infância viveu no Rio de Janeiro. Foi com a família para a Alemanha, em 1928. Em 1929, freqüentou o ateliê de pintura de Degner Klemn. Nos jardins e museus botânicos de Dahlen, em Berlim, entusiasmou-se ao encontrar exemplares da flora brasileira. De volta ao Brasil, fez curso de pintura e arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1930 - 1934), onde foi aluno de Leo Putz , Augusto Bracet e Celso Antônio. Seu primeiro projeto paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, em 1932. Entre 1934 e 1937, ocupou o cargo de diretor de parques e jardins do Recife, PE, onde passou a residir. Nesse período, foi com freqüência ao Rio de Janeiro e teve aulas com Candido Portinari e com o escritor Mário de Andrade. Em 1937, retornou ao Rio de Janeiro e trabalhou como assistente de Candido Portinari. Foi em 1949, conforme sua paixão por plantas e seu interesse por botânica e jardinagem, que Burle Marx adquiriu um sítio em Barra de Guaratiba, RJ. Com auxílio de botânicos, viajou, coletou, catalogou exemplares de plantas do Brasil e reproduziu em seu sítio a diversidade fitogeográfica brasileira. Em 1985 doou esse sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.Realizou muitas exposições individuais e projetos paisagísticos, participou de diversas mostras oficiais coletivas pelo Brasil e no exterior. PONTUAL, PÁG. 94; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 93; MEC. VOL.1, PÁG.303; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 738; LEONOR AMARANTE, PÁG. 98; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 179; artnet.com. ACERVO FIEO.



111 - CÂNDIDO PORTINARI (1903 - 1962)

"Cabeça de homem" - gravura - H.C. - 17 x 13 cm - canto inferior direito - 1946 -
Registrado no Projeto Portinari, no tema: Figura humana.

Pintor, gravador, ilustrador e professor. Nasceu em Brodósqui, SP e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou-se na pintura em meados da década de 1910, auxiliando na decoração da Igreja Matriz de Brodósqui. Em 1918, mudou-se para o Rio de Janeiro e, no ano seguinte, ingressou no Liceu de Artes e Ofícios e na Escola Nacional de Belas Artes , na qual cursou desenho figurativo com Lucílio de Albuquerque e pintura com Rodolfo Amoedo , Baptista da Costa e Rodolfo Chambelland . Em 1929, viajou para a Europa com o prêmio de viagem ao exterior, e percorreu vários países durante dois anos. Em 1935, recebeu prêmio do Carnegie Institute de Pittsburgh pela pintura ‘Café’, tornando-se o primeiro modernista brasileiro premiado no exterior. No mesmo ano, foi convidado a lecionar pintura mural e de cavalete no Instituto de Arte da Universidade do Distrito Federal, quando teve como alunos Burle Marx e Edith Behring , entre outros. Em 1936, realizou seu primeiro mural, que integrou o Monumento Rodoviário da Estrada Rio-São Paulo. Em seguida, convidado pelo ministro Gustavo Capanema pintou vários painéis para o novo prédio do Ministério da Educação e Cultura (MEC). Em 1940, após exposição itinerante pelos Estados Unidos, a Universidade de Chicago publicou o primeiro livro a seu respeito, ‘Portinari: His Life and Art’. Em 1941, pintou os painéis para a Biblioteca do Congresso em Washington D.C.. Em 1956, com a inauguração dos painéis ‘Guerra e Paz’ na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, recebeu o prêmio Guggenheim. BENEZIT, VOL.8, PÁGS. 440; REIS JUNIOR, PÁGS. 383; TEODORO BRAGA, PÁGS. 195; PONTUAL, PÁGS. 432; MEC, VOL.3, PÁGS 427; MAYER. 89, PÁG.1327; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 550; ARTE NO BRASIL, PÁG. 571; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12; F. ACQUARONE, PÁG. 241



112 - ALBERTO DA VEIGA GUIGNARD (1896 - 1962)

Ouro Preto - desenho a nanquim - 10 x 18 cm - canto inferior direito - 1960 -

Pintor, professor, desenhista, ilustrador e gravador, Alberto da Veiga Guignard nasceu em Nova Friburgo, RJ e faleceu em Belo Horizonte, MG. Mudou-se com a família para a Europa em 1907. Em dois períodos, entre 1917 e 1918 e entre 1921 e 1923, frequentou a Real Academia de Belas Artes de Munique, onde estudou com Hermann Groeber e Adolf Hengeler. Aperfeiçoou-se em Florença e em Paris, onde participou do Salão de Outono. Retornou para o Rio de Janeiro em 1929 e integrou-se ao cenário cultural por meio do contato com Ismael Nery. Participou do Salão Revolucionário de 1931, e foi destacado por Mário de Andrade como uma das revelações da mostra. Em 1941, integrou a Comissão Organizadora da Divisão de Arte Moderna do Salão Nacional de Belas Artes, com Oscar Niemeyer e Aníbal Machado. Em 1943, passou a orientar alunos em seu ateliê e criou o Grupo Guignard. A única exposição do grupo, realizada no Diretório Acadêmico da Escola Nacional de Belas Artes, foi fechada por alunos conservadores e reinaugurada na Associação Brasileira de Imprensa. Em 1944, a convite do prefeito Juscelino Kubitschek, transferiu-se para Belo Horizonte e começou a lecionar e dirigir o curso livre de desenho e pintura da Escola de Belas Artes, por onde passaram Amilcar de Castro, Farnese de Andrade e Lygia Clark, entre outros. Permaneceu à frente da escola até 1962, quando, em sua homenagem, esta passou a chamar-se Escola Guignard. Participou da Bienal de Veneza (1928, 1952); da Bienal Internacional de São Paulo (1951) e outras. PONTUAL, PÁG. 254; MEC, VOL. 2, PAG. 304; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 236; JULIO LOUZADA, VOL. 10, PÁG. 404; ART PRICE ANNUAL 2000, PÁG. 1013; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 373; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 559; ARTE NO BRASIL, PÁG. 505; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28; www.pinturabrasileira.com; www.brasilescola.com; web.artprice.com.



113 - HEITOR DOS PRAZERES (1898 - 1966)

"Brincando no quintal" - óleo sobre madeira - 60 x 50 cm - canto inferior direito - 1961 - Rio de Janeiro -
Com autenticação da família do artista, na pessoa do curador da obra, Sr. Heitor dos Prazeres Filho.-

Pintor, compositor, marceneiro, Heitor dos Prazeres nasceu e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. Iniciou-se na pintura por volta de 1937, como autodidata, estimulado pelo jornalista e desenhista Carlos Cavalcanti. No período de 1937 a 1946, trabalhou em rádios do Rio de Janeiro e ingressou como ritmista na Rádio Nacional, em 1943. Recebeu o 3º lugar para artistas nacionais na 1ª Bienal Internacional de São Paulo (1951) e foi homenageado com sala especial na 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1953). No ano seguinte, criou cenários e figurinos para o Balé do IV Centenário da Cidade de São Paulo. Realizou sua primeira exposição individual, em 1959, no Rio de Janeiro. Em 1965, Antônio Carlos Fontoura produziu um documentário sobre sua obra. Tornou-se um artista destacado, atuando como compositor, instrumentista e letrista de música popular brasileira. Participou da fundação das primeiras escolas de samba cariocas, entre elas a Estação Primeira de Mangueira. Em comemoração ao centenário de seu nascimento, em 1999, foi realizada mostra retrospectiva no Espaço BNDES e no Museu Nacional de Belas Artes. Em 2003, foi publicado o livro ‘Heitor dos Prazeres: Sua Arte e Seu Tempo’, da jornalista Alba Lírio. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.11, PÁG.247; MEC. VOL.3, PÁG.400; WALMIR AYALA. VOL.2, PÁG.194; TEIXEIRA LEITE, PÁG.408; PONTUAL, PAG.439; WALTER ZANINI, PÁG.810; LEONOR AMARANTE, PÁG. 266; ACERVO FIEO.



114 - LIVIO ABRAMO (1903 - 1992)

Cavalos - litografia - P.A. I/VIII - 48 x 58 cm - canto inferior esquerdo -
No estado.

Gravador, desenhista, pintor, ilustrador, jornalista e professor, nasceu em Araraquara, SP e faleceu em Assunção, Paraguai. Mudou-se para São Paulo, onde, em 1909, estudou desenho com Enrico Vio no Colégio Dante Alighieri. No início dos anos de 1920, fez ilustrações para pequenos jornais e entrou em contato com a obra de Oswaldo Goeldi e de gravadores expressionistas alemães. Realizou as primeiras gravuras em 1926. Em 1947, ilustrou o livro ‘Pelo Sertão’, do escritor Afonso Arinos de Mello Franco, publicado em 1949. Com essa série de ilustrações, apresentadas no Salão Nacional de Belas Artes, obteve o prêmio de viagem ao exterior. Seguiu para a Europa em 1951. Em Paris frequentou o Atelier 17, aperfeiçoando-se em gravura em metal com Stanley William Hayter. De volta ao Brasil, foi premiado como o melhor gravador nacional na Bienal Internacional de São Paulo, nas edições de 1953 e de 1963. Deu aulas de xilogravura na Escola de Artesanato do Museu de Arte Moderna de São Paulo. Foram seus alunos, entre outros, Maria Bonomi e Antonio Henrique Amaral . Fundou o Estúdio Gravura, em 1960, com Maria Bonomi. Em 1962, foi convidado pelo Itamaraty a integrar a Missão Cultural Brasil-Paraguai, posteriormente Centro de Estudos Brasileiros. Mudou-se para o Paraguai e dirigiu até 1992, o Setor de Artes Plásticas e Visuais. Foi fundador do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Paraguai. PONTUAL, PÁG. 1, JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 19; MEC VOL.1, PÁG. 33; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 795; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28; ACERVO FIEO.



115 - TAPETE ORIENTAL,


Ponto de nó, feito a mão, de lã, Paquistanês, medindo 2,03 x 1,99 = 4,04 m².



116 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

Banhista - escultura em bronze - 33 x 8 x 6 cm - assinado -

Escultor, desenhista e pintor paulista nascido em Mococa, SP e falecido no Rio de Janeiro. Mudou-se com a família para Itália, e fixou-se em Roma (1913). Iniciou estudos de desenho e escultura com o professor Loss (1920). Participou de movimentos antifascistas e foi preso (1931) por motivos políticos. Foi extraditado para o Brasil (1935) por intervenção do embaixador brasileiro na Itália. Em 1937, viajou para Paris e frequentou as academias ‘La Grand Chaumière’ e ‘Ranson’, onde estudou com Aristide Maillol e conviveu com Henry Moore, Marino Marini e Charles Despiau. Em 1939, retornou a São Paulo e junto com Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Sérgio Milliet, entre outros, participou do Movimento Modernista; foi um dos membros da Família Artística Paulista e do Grupo Santa Helena. Em 1943, transferiu-se para o Rio de Janeiro. A convite do ministro Gustavo Capanema instalou ateliê no antigo Hospício da Praia Vermelha, onde orientou jovens artistas como Francisco Stockinger. Possui obras em espaços públicos como ‘Monumento à Juventude Brasileira’ (1947), nos jardins do antigo Ministério da Educação e Saúde, atual Palácio Gustavo Capanema - RJ; ‘Candangos’ (1960), na Praça dos Três Poderes, e ‘Meteoro’ (1967), no lago do edifício do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília; ‘Integração’ (1989), no Memorial da América Latina, em São Paulo. Participou das Bienais de Veneza (1950, 1952); participou das I, II, IV e IX Bienais de São Paulo, período em que recebeu o prêmio de melhor escultor brasileiro (1953) e sala especial (1967). MEC, VOL.2, PÁG. 250; PONTUAL, PÁG. 237; MAYER/84, PÁG. 1333; BENEZIT VOL. 5, PÁG. 14; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 715; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 422; www.artprice.com; www.pinturabrasileira.com; www.dec.ufcg.edu.br; www.monumentos.art.br.



117 - MARTINS DE PORANGABA (1944)

"Sonhos imersos" - têmpera sobre tela colada em eucatex - 30 x 40 cm - canto inferior direito e dorso - 1983 -
Com as seguintes etiquetas no dorso: "Ateliê do autor e de Tema Arte Contemporânea, Rua Peixoto Gomide, 1895 - São Paulo - SP.

Pintor, desenhista, gravador e professor, José Carlos de Porangaba Martins nasceu em Porangaba, SP. Assina José Carlos Martins, J. Martins, Porangaba e Martins de Porangaba. Fixou residência em São Paulo e cursou desenho, pintura e modelo vivo na Associação Paulista de Belas Artes, entre 1967 e 1970. Na década de 70 estudou gravura com Paulo Mentem e modelagem com Olinda Dalma. Fundou o Atelier J. Martins em 1972. Em 1980, lecionou pintura na Escola Panamericana de Artes. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1976, 1979, 1981, 1982 – MAC, 1984, 1987, 1990, 1991, 1994, 2000); Santo André, SP (1980, 1981); Guarujá, SP (1982); Rio de Janeiro (1982); Washington, EUA (1983); Brasília, DF (1988). Tem participado de muitas mostras coletivas e Salões oficiais, recebendo vários prêmios em: São Paulo (1979, 1980, 1982); Piracicaba, SP (1981); Embu, SP (1981); Marília, SP (1981); Rio Claro, SP (1982); Santo André, SP (1983, 1984); Rio de Janeiro (1985) ; Lisboa, Portugal (1985); Tampa, EUA (1986); Nice, França (1987). JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 828; VOL. 4, PÁG. 903; VOL. 6, PÁG. 901; VOL. 9, PÁG. 692; VOL. 13, PÁG. 269; ITAU CULTURAL; www.artprice.com; mporangaba.com.



118 - DARCILIO LIMA (1944 - 1991)

Surreal - litografia - P.A. - 60 x 40 cm - canto inferior direito - 1972 -

Cearense de Cascavel, o festejado desenhista Darcilio foi para o Rio de Janeiro, e já depois de haver iniciado autodidaticamente seu trabalho no campo da pintura e da utilização do lápis cêra. Recebeu orientação de Ivan Serpa, passando a dedicar-se especialmente ao desenho a bico-de-pena, com a permanente fixação gráfica da fantasia erótica como veículo de impacto crítico. PONTUAL, pág. 159. MEC, vol.1, pág.17; WALTER ZANINI, pág. 760; LEONOR AMARANTE; ITAU CULTURAL.



119 - FÉLIX LABISSE (1905 - 1982)

Nús - gravura - P.A. I/X - 53 x 47 cm - canto inferior direito - 1957 -
Com dedicatória a Sábato Magaldi. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, designer, artista gráfico, cenógrafo e ilustrador francês nascido em Marchiennes, Nord-Pas-de-Calais e falecido em Neuilly-sur-Seine, Ile de France. Autodidata, começou a pintar no inicio dos anos 20. Suas primeiras criações foram fortemente influenciadas por James Ensor que conheceu em 1922. Envolveu-se com o Surrealismo e se tornou também conhecido pela sua série de “mulheres azuis”, pintadas no início dos anos 60. Participou: na França, do "Salon des Tuileries" (1944), foi membro da Sociedade do "Salon d'Automne" e do comitê do "Salon de Mai"; em Bruxelas, da "Jeune Peinture Française" (1945); de exposições oficiais no Rio de Janeiro (1945), Mônaco (1945), Viena (1946), São Paulo (1950 – MAM, 1957 – Bienal internacional de São Paulo) e em outros países. Visitou o Brasil sete vezes entre 1950 e 1967. Recebeu o 'Grande Prêmio de Decoração de Teatro' na Bienal em São Paulo (1957). Em 1973, suas pinturas foram mostradas em uma exposição retrospectiva no 'Museum Boijmans Van Beuningen', Rotterdam, Holanda, entre outras. BENEZIT VOL. 6, PÁG. 352; ITAU CULTURAL; www.felixlabisse.com; lounge.obviousmag.org; www.artprice.com; artist.christies.com.



120 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"O gato azul" - óleo sobre tela - 40 x 32 cm - canto inferior direito - 1968 -
Reproduzido no convite deste leilão. Com certificado de autenticidade firmado pelo autor, datado de 19 de setembro de 2002, com esta observação: "obra reintelada".

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



121 - VICTOR VASARELY (1908 - 1997)

Composição cinética - litografia off set - E.A. - 27 x 27 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Natural de Pecs, Hungria, onde nasceu a 9 de abril de 1908. Pintor e gravador, viveu em Paris desde 1930, naturalizando-se frânces em 1961. Iniciou-se na Academia de Padolini-Volkmann, Hungria, filiando-se à Bauhaus de Budapest. Mestre da pesquisa abastrata, é tido como continuador do espírito que moveu as realizações da Bauhaus, de de Albers e de Moholy Nagy. Deu um impulso excepcional à arte ótica, pela qualidade de suas realizações. Expôs individualmente em Paris, Bruxelas, Copenhagen, Estocolmo e outros grandes centros culturais europeus. WALTER ZANINI, pág. 664; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 1024; LEONOR AMARANTE, pág. 137;



122 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Natureza morta - acrílico sobre tela - 30 x 30 cm - canto inferior direito - 2001 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



123 - IVAN SERPA (1923 - 1973)

Composição - guache - 18 x 11 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e professor, Ivan Ferreira Serpa nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Estudou gravura e desenho com Axel Leskoschek (entre 1946 e 1948) no Rio de Janeiro. Em 1949, ministrou suas primeiras aulas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, onde, a partir de 1952, exerceu sistemática atividade didática, em especial no ensino infantil. Foi um dos precursores do concretismo no Brasil, criando ao lado de Aluisio Carvão, Lígia Clark, Hélio Oiticica e outros o Grupo Frente, que se manteve ativo de 1954 a 1956, inclusive com exposições no Rio de Janeiro. Participou da Divisão Moderna do SNBA (1947-1951). Em 1957, recebeu o prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna, RJ. Participou da exposição ’Opinião 65’, evento que marca a difusão de uma nova arte de tendência figurativa, a neofiguração. Em 1970, fundou, com Bruno Tausz, o Centro de Pesquisa de Arte no Rio de Janeiro. Participou da Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1961, 1963, 1965) e da Bienal de Veneza (1952, 1954, 1962, 1966). PONTUAL, PÁG 486; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 605; ARTE NO BRASIL, PÁG. 840; LEONOR AMARANTE, PÁG. 26; MEC VOL. 4, PÁG. 221; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 899.



124 - PAULO VALLE JÚNIOR (1889 - 1958)

Marinha - óleo sobre cartão - 24 x 30 cm - canto inferior direito - 1921 -

Assina Valle Jr. Pintor e desenhista nascido em Pirassununga, SP e falecido em São Paulo. Ingressou no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo em 1902, onde estudou com Oscar Pereira da Silva até 1906. Nesse ano viajou para Paris, com bolsa de estudo concedida pelo governo do Estado de São Paulo, frequentou a ‘Académie Julian’ - Paris e foi aluno dos pintores Marcel André Baschet, Jean-Paul Laurens e Henri Paul Royer. O Estado de São Paulo lhe concedeu mais uma bolsa de estudo (1913) e foi para a Europa onde ficou até 1915. Teve uma relevante participação no processo de profissionalização dos artistas em São Paulo, na criação da Sociedade Paulista de Belas Artes, em 1924, no debate sobre a criação do Departamento Histórico e Artístico do Estado de São Paulo e na fundação do Sindicato dos Pintores de São Paulo, primeiro do gênero no Brasil. Entre 1937 e 1954, ocupou a presidência do Salão Paulista de Belas Artes e participou da comissão organizadora e do júri de seleção de várias edições do evento. Entre 1948 e 1952, passou nova temporada na ‘Académie Julian’, com apoio de Irene e Freddy Keller, seus parentes, que receberam parte da sua produção do período pelo custeio da viagem. Além de ter participado de várias mostras oficiais, apresentou uma exposição retrospectiva na Galeria Prestes Maia, em São Paulo, em 1956. TEODORO BRAGA PÁG. 187; REIS JUNIOR PÁG. 373; MEC VOL. 4, PÁG. 441; PONTUAL PÁG. 531; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO, RUTH TARASANTCHI; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 1019; www.artprice.com.



125 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Paisagem - óleo sobre tela - 39 x 71 cm - canto inferior esquerdo -
Ariosto.



126 - HENFIL (HENRIQUE DE SOUZA FILHO) (1944 - 1988)

"Orelhão" - desenho a nanquim - 30 x 20 cm - canto superior esquerdo -

Mineiro de Ribeirão das Neves, onde nasceu em 5 de fevereiro de 1944, e faleceu na cidade do Rio de Janeiro-RJ, em 4 de janeiro de 1988. Iniciou sua carreira como cartunista, quadrinhista, foi colaborador de O Pasquim (1969). Em 1970 lançou a revista Os Fradinhos, seus personagens mais famosos e que possuem sua marca registrada: um desenho humorístico, crítico e satírico, com personagens tipicamente brasileiros e que retratavam a situação nacional da época. Sua importância na História em Quadrinhos no Brasil se deve à renovação que trouxe ao desenho humorístico nacional. Henfil atuou ainda em teatro, cinema, televisão e literatura, tendo sido marcante a sua atuação nos movimentos políticos e sociais do País.



127 - FANG (1931 - 2012)

"Gato I" - aguada de nanquim - 50 x 25 cm - canto inferior esquerdo -
Esta obra participou da exposição "Os pincéis de Fang", realizada no Centro Cultural Correio São Paulo, de 09 de maio a 07 de julho de 2014, com apresentação e curadoria de Enock Sacramento.

Pintor, desenhista, gravador e professor, Chien Kong Fang, ou simplesmente Fang, nasceu na cidade de Tung Cheng, China e faleceu em São Paulo. Estudou sumiê e aquarela na China em 1945. Veio morar em São Paulo com a família em 1951, naturalizando-se brasileiro em 1971. Entre 1954 e 1956, estudou pintura com Yoshiya Takaoka em São Paulo. Viajou, em 1977, para a América do Norte, Europa e Ásia, onde desenvolveu o seu trabalho de pintura. Em 1981, foi realizado o curta metragem biográfico ‘O Caminho de Fang’, em São Paulo. Visitou a China, convidado pelo governo chinês, em 1985. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1959, 1961, 1962, 1978, 1981, 1993, 2005); Salvador, BA (1962); Rio de Janeiro (1978, 1986); Schleswing, Alemanha (1985); Lugana, EUA (1990); Americana, SP (1994); Formosa, Taiwan (1994). Foi premiado no Rio de Janeiro (1957) e em São Paulo (1960 a 1962, 1967 a 1969, 1978, 1979, 1991). Participou do Panorama da Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1978). MEC, VOL. 2, PÁG. 124; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 366; VOL. 6, PÁG. 378; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 189; PONTUAL, PÁG. 201; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; www.fang.com.br; www.artprice.com.



128 - O. RIBEIRO (1950)

"União" - óleo sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior direito e dorso - 1998 -

Pintor, Osvaldo Ribeiro dos Santos nasceu em Braúna, SP. Morou em Penápolis, SP; em 1981, mudou-se para Jundiaí e iniciou um curso de Artes Plásticas em Itu, formando-se professor de Educação Artística. Realizou exposições individuais em: Penápolis, SP (1986); Jundiaí, SP (1989, 1993, 1996, 2007); São Paulo (1990, 2007). Tem participado de muitas mostras coletivas e Salões oficiais, inclusive em Portugal. Produziu trabalhos especiais para os jornais 'The Guardian' da Inglaterra e 'El Mercurio' do Chile. Recebeu os prêmios: o Troféu Professor Rubens Anganuzzi - Itu, SP; a Grande Medalha de Ouro (Pintura Moderna) – Itu, SP; Destaque 90 – IX SAIAMC – Salão de Artes Plásticas Instituto Alberto Mesquita de Camargo – Universidade São Judas Tadeu – São Paulo. www.oribeiro.net.



129 - JESUÍNO LEITE RIBEIRO (1935 - 2012)

Figuras - óleo sobre cartão colado em eucatex - 34 x 49 cm - canto inferior esquerdo - 1989 -
Ex-coleção Antônio Maluf - Galeria Seta - São Paulo - SP.

Jesuíno Leite Ribeiro nasceu e faleceu em Guaxupé, MG. Foi pintor, desenhista, gravador e professor. Assinava Jesuíno e era, na família, conhecido como Zino. Estudou na Escola de Belas Artes de Belo Horizonte e na antiga Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, onde se aperfeiçoou em gravura com Oswaldo Goeldi. Foi professor de desenho no Instituto Central de Artes da Universidade de Brasília. Exposições individuais: Rio de Janeiro (1960, 1969, 1970, 1977, 1979); São Paulo (1963, 1966, 1980, 1983, 1986); Salvado, BA (1963); Roma, Itália (1971, 1972); Campinas, SP (1983); Guaxupé, MG (2010, 2011). Participou de várias mostras oficiais e foi premiado em: Belo Horizonte, MG (1957, 1959); Salvador, BA (1963). JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 495; VOL. 2, PÁG. 535; VOL. 10, PÁG 451; MEC VOL. 2, PÁG. 374; PONTUAL PÁG. 279; ITAU CULTURAL.



130 - DJANIRA DA MOTTA E SILVA (1914 - 1979)

Peixaria - óleo sobre tela - 33 x 22 cm - canto inferior direito -
Reproduzido no convite deste leilão.

Pintora, desenhista, ilustradora, cartazista, cenógrafa e gravadora. Djanira da Motta e Silva nasceu em Avaré, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. No final da década de 1930, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde teve suas primeiras instruções de desenho no Liceu de Artes Ofícios e com o pintor Emeric Marcier, hóspede da pensão que Djanira instalou no bairro de Santa Teresa. Os contatos com os artistas Carlos Scliar, Milton Dacosta , Arpad Szenes , Vieira da Silva e Jean-Pierre Chabloz , frequentadores de sua pensão, proporcionaram um ambiente estimulador que a levou a expor no 48º Salão Nacional de Belas Artes, em 1942. No ano seguinte, realizou sua primeira mostra individual, na Associação Brasileira de Imprensa - ABI. Em 1945, viajou para Nova York. De volta ao Brasil, realizou o mural ‘Candomblé’ para a residência do escritor Jorge Amado, em Salvador, e painel para o Liceu Municipal de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Entre 1953 e 1954, viajou a estudo para a União Soviética. De volta ao Rio de Janeiro, tornou-se uma das líderes do movimento pelo Salão Preto e Branco, um protesto de artistas contra os altos preços do material para pintura. Realizou em 1963, o painel de azulejos ‘Santa Bárbara’, para a capela do túnel Santa Bárbara, Laranjeiras, Rio de Janeiro. No ano de 1966, a editora Cultrix publicou um álbum com poemas e serigrafias de sua autoria. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil, EUA e Europa. Foi premiada no Rio de Janeiro (1943, 1944, 1949, 1950 a 1953, 1955, 1963) e em São Paulo (1951, 1955). Participou da 1ª e da 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955). Em 1977, o Museu Nacional de Belas Artes - MNBA, realizou uma grande retrospectiva de sua obra. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 336; PONTUAL, PÁG. 181; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 164; MEC, VOL. 2, PÁG 58; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG, 263; WALTER ZANINI, PÁG. 810; ARTE NO BRASIL, PÁG. 824; ACERVO FIEO.



131 - SIEGBERT FRANKLIN (1957)

Índio - desenho a nanquim e aquarela - 33 x 23 cm - canto inferior esquerdo - 1984 - São Paulo. -
Com dedicatória no dorso.

Pintor, gravador e desenhista, natural de Fortaleza, CE, onde nasceu a 2 de julho de 1957. Dedica-se integralmente à pintura a partir de 1977, trabalhando com instalações e multimídia, computação gráfica e infogravura. Participa de diversos salões oficiais e coletivas, onde ganha vários e importantes prêmios e menções. Sobre a sua obra, assim se manifestou o crítico Antonio Zago, quando da exposição das obras do artista na Galeria Paulo Prado, 1990: " Desta vez Siegbert Franklin nos chega mais urbano e sofisticado. Alguns elementos - característica pessoal da escrita do pintor - permanecem e até se aprofundam: texturas surpreendentes; sombras de objetos flutuantes (que nos levam a refletir sobre a bidimensionalidade da tela); clima de sonho. O amadurecimento do artista, porém, é mais que evidente. Ao transferir-se de sua terra natal para São Paulo (1982), Siegbert Franklin resolveu voltar-se para as cores fortes e elementos típicos da cultura popular nordestina. Era uma tentativa de afirmar sua especificidade na dispersiva megalópolis. Hoje ele assume a urbanidade, mergulhando nas sutilezas da cultura urbana. O referencial mudou. Ao invés dos símbolos típicos da cerâmica e da tapeçaria popular, o artista trabalha com formas arquitetônicas e máquinas, artifício que se tornou a natureza que envolve o homem contemporâneo. Siegbert Franklin passa a habitar a galáxia freqüentada por Miró, Klee e Torres-Garcia. A ambiguidade evoluiu. Às vezes temos a impressão de que o artista quer mais sugerir do que mostrar. A meio caminho entre a abstração e a figuração encontramos na presente mostra uma geometria rigorosa no fundo das telas, contrastando com formas caóticas, cores e texturas absolutamente rebeldes, que recusam a ordem estabelecida, transbordando o limite racional da linha. (...)" ITAU CULTURAL



132 - ARLINDO MESQUITA (1924 - 1987)

Paisagem - óleo sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior direito -
No estado.

Pintor figurativo de orientação tradicional, Arlindo Mesquita foi autodidata, e começou a pintar e esculpir aos 13 anos. Natural de Arcoverde, PE, transferiu-se para Recife, onde ingressou aos 15 anos na Escola de Aprendizes Marinheiros daquela cidade, servindo até 1944 na Marinha. Desde então fixou residência no Rio de Janeiro, onde foi desenhista de publicidade e pintor expositor frequente do SNBA. No II Salão Pancetti, realizado naquela cidade, em 1967, obteve prêmio de viagem a Paris. JULIO LOUZADA vol.11, pág. 212; PONTUAL pág. 359; MEC vol. 3, pág. 142; TEIXEIRA LEITE, pág. 323; ITAU CULTURAL.



133 - CAROL KOSSAK (1895 - 1976)

Caçador - óleo sobre tela - 32 x 23 cm - canto inferior esquerdo -

Excepcional pintor ativo em São Paulo, onde realizou exposição individual em 1941. Consta ainda em sua bibliografia, ter participado de várias exposições nas décadas de 30 e 40. Pintou marinhas, animais, principalmente cavalos e figuras. Reputado como grande retratista. MEC vol.2 pág. 411; TEODORO BRAGA, pág. 134.; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 512, Acervo FIEO.



134 - WALTER LEWY (1905 - 1995)

Paisagem surreal - óleo sobre tela - 33 x 46 cm - canto inferior direito - 1975 -

Gravador, pintor, ilustrador, paisagista, desenhista e publicitário nascido em Bad Oldesloe, Alemanha e falecido em São Paulo. Estudou na Escola de Artes e Ofícios de Dortmund, Alemanha (1923-1927). Nesse período, filiou-se à tendência do realismo mágico. Em 1928 participou de coletivas em Dortmund, Gelsenkirchen, Boclusim e outras cidades. Com a crise econômica de 1929, Lewy perdeu seu emprego de desenhista numa gráfica e foi viver com os pais no interior, tornando-se ilustrador de anedotas em jornais. Realizou sua primeira exposição individual em Bad Lippspringe (1932), mas foi fechada quando a Câmara de Arte Alemã proibiu a participação de judeus na vida artística. Escapando dessa situação opressora, o artista imigrou para o Brasil (1938), retomando profissionalmente a pintura. Deixou para trás centenas de trabalhos, que foram enviados para a Holanda e perdidos durante os bombardeios da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). No Brasil, fixou-se em São Paulo. Nos primeiros anos fez desenho publicitário e mais tarde capas de livros e ilustrações para diversas editoras. Ilustrou obras de Bertrand Russell, Machado de Assis e Arnold Toynbee, entre outras. Mais tarde, empregou-se como diagramador, letrista e arte-finalista nas agências de propaganda De Carli, Lintas Publicidade, Martinelli, Santos & Santos e Thompson Propaganda. Participou de Salões Nacionais e Bienais de São Paulo, entre 1951 e 1965, recebendo diversas premiações oficiais. JULIO LOUZADA, VOL. 10, PÁG. 497; MEC, VOL. 2, PÁG. 474; TEODORO BRAGA, PÁG. 245; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 286; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 630; LEONOR AMARANTE, PÁG. 142; ACERVO FIEO.



135 - ANTONIO PESSOA (1943)

Nu e bailarina - múltiplo em bronze - assinado -
Lote composto por dois múltiplos do autor, medidas: 14 x 03 x 03 cm. e 15 x 05 x 03 cm.

Escultor, assina Tonny. Radicado no Rio de Janeiro detentor de bom curriculo nacional e internacional com inumeras participações em Salões Oficiais,varias vezes premiado. Ótimo mercado.



136 - MOACYR ALVES (1904 - 1982)

"Cabo Frio" - óleo sobre tela - 60 x 73 cm - canto inferior direito e dorso - 1969 -

Carioca de nascimento, diplomou-se em arquitetura na antiga Universidade do Brasil. Anos mais tarde tornou-se membro e ocupou o cargo de secretário da Sociedade Brasileira de Artes do Rio de Janeiro. Começou a participar de coletivas em 1930, sendo grande o número de premiações.Possui obras no antigo Palácio da Fazenda (RJ) e na sede na Light, em Toronto, Canadá. JULIO LOUZADA vol.9, pág. 38; ITAÚ CULTURAL.



137 - VITTÓRIO GOBBIS (1894 - 1968)

Natureza morta - óleo sobre tela - 50 x 65 cm - canto inferior direito -

Natural de Treviso, Itália. Iniciou seus estudos na terra de origem, tendo após fixado residência em São Paulo, onde foi pintor atuante. Obteve diversas premiações nos Salões Paulistas, no SNBA e no Salão Paulista de Arte Moderna. Participou da I e II Bienais de São Paulo. O MNBA e o MASP possuem obras deste festejado pintor. MEC, vol.2, pág.271; TEIXEIRA LEITE, pág. 220; PONTUAL, pág.240; WALMIR AYALA, vol.1, pág.350; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 579; ARTE NO BRASIL, pág. 777, Acervo FIEO.



138 - MOBY (1922 - 1978)

Nu - óleo sobre tela - 100 x 81 cm - canto inferior direito - 1963 -

Moby, nome artístico de Mogns Osterbie, natural de Copenhagem, Dinamarca. Pintor e desenhista, frequentou na sua cidade natal a Escola de Arte Decorativa e a Real Academia de Belas Artes. No Brasil, fixou-se em São Paulo, onde realizou diversas individuais, cuja crítica, principalmente de Quirino da Silva, lhe foram favoráveis, transcrevendo comentários de Mário Schenberg. PONTUAL, pág. 363; MEC, vol. 3, pág. 1; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



139 - NOEMIA MOURÃO (1912 - 1992)

Fundo do mar - desenho a lápis - 10 x 17 cm - canto inferior direito - 04/09/1935 -

Pintora e desenhista. Assina Noemia. Realizou sua primeira individual em 1934, no Rio de Janeiro. Residiu na Europa de 1934 a 1940, frequentando em Paris as academias de la Grande Chaumière e Ranson. Expôs em Montevideu e Buenos Aires. Foi citada por REIS JUNIOR e TEODORO BRAGA. Foi aluna (1932) e mulher (1933) de Di Cavalcanti. MEC vol.3, pág. 265; WALMIR AYALA vol.2, pág.135; PONTUAL, pág. 375; TEIXEIRA LEITE, pág. 356; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 684. Acervo FIEO.



140 - JOAQUIM TENREIRO (1906 - 1992)

"Ciclistas V" - massa, óleo e pregos sobre madeira - 65 x 65 cm - dorso -

Designer, escultor, pintor, gravador e desenhista, Joaquim Albuquerque Tenreiro nasceu em Melo Guarda, Portugal e faleceu em Itapira, SP. Filho e neto de marceneiros, aos dois anos de idade mudou-se para o Brasil com a família. Retornou a Portugal em 1914 e ajudou o pai a realizar trabalhos em madeira. Iniciou aulas de pintura. Em 1928, transferiu-se definitivamente para o Rio de Janeiro, passando a frequentar o curso de desenho do Liceu Literário Português onde conquistou o prêmio Joaquim Alves Meira, a maior láurea daquele estabelecimento e fez cursos no Liceu de Artes e Ofícios. Em 1931, integrou o Núcleo Bernardelli. Na década de 1940, dedicou-se à pintura de retrato, de paisagem e de natureza-morta. Entre 1933 e 1943, trabalhou como designer de móveis nas empresas Laubissh & Hirth, Leandro Martins e Francisco Gomes. Em 1943, montou sua primeira oficina, a Langenbach & Tenreiro e, alguns anos depois, inaugurou duas lojas de móveis; primeiro no Rio de Janeiro e, posteriormente, em São Paulo. É o renovador do mobiliário brasileiro, responsável por toda uma linha de criação em que a funcionalidade se alia o bom gosto e o aproveitamento racional dos materiais do País. No final da década de 1960, Joaquim Tenreiro encerrou as atividades na área da concepção e fabricação de móveis para dedicar-se exclusivamente às artes plásticas, principalmente à escultura. Participou do Panorama da Arte Atual Brasileira, SP (1972, 1973, 1975, 1978, 1988), da Bienal Internacional de São Paulo (1965), entre outras, e realizou uma retrospectiva no MAM, RJ (1977). Tem pinturas suas figurando no MAM, SP, no MNBA e Museu Manchete, RJ. MEC, VOL.4, PÁGS.381 E 382; PONTUAL, PÁG.520; TEIXEIRA LEITE, PÁG.504; WALMIR AYALA, VOL.2, PÁG.376 E 377; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG.973; VOL. 5, PÁG. 1042; VOL.6, PÁG. 1111; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 580; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; www.joaquimtenreiro.com; renome.com.br; pinturabrasileira.com; web.artprice.com.



141 - MAX ERNST (1891 - 1976)

Composição - litografia off set - E.A. - 50 x 32 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e escultor nascido em Bruhl, Alemanha e falecido em Paris. Estudou filosofia e psicologia em Bonn, mas, abandonou a vida acadêmica pela pintura. Sua primeira exposição individual foi em Colônia em 1912 e, em Paris, em 1921. Após servir na Primeira Guerra Mundial, fez-se líder do grupo 'Dada' de Colônia (1919), trabalhando sob o pseudônimo Dadamax e foi o responsável pela adaptação das técnicas de colagem e fotomontagem para uso dos surrealistas. Em 1922 estabeleceu-se em Paris e integrou o movimento surrealista desde a sua formação (1924). Foi um dos primeiros expoentes da frotagem e da decalcomania. Em 1938 desligou-se dos surrealistas. Na Alemanha nazista, seus quadros foram expostos, junto aos de outros artistas na mostra denominada Arte Degenerada, em 1937. Depois da invasão da França e de ter sido internado como inimigo pelos alemães foi para Nova York (1941) e permaneceu nos Estados Unidos até 1948 onde colaborou com Breton e Duchamp na edição do periódico 'VVV'. Voltou à França em 1949, tornou-se cidadão francês em 1958. Recebeu o Grande Prêmio na Bienal de Veneza em 1954 e o Museu Solomon R. Guggenheim realizou uma grande retrospectiva de suas obras a qual foi também realizada, de forma modificada, no Museu de Arte Moderna de Paris em 1975. BENEZIT VOL. 4, PÁG. 187; DICIONÁRIO OXFORD DE ARTE; www.max-ernst.com; www.guggenheim.org; educacao.uol.com.br; masp.art.br; www.artprice.com.



142 - ARLINDO CASTELLANE DI CARLI (1910 - 1985)

Rosas - óleo sobre tela - 59 x 80 cm - canto inferior direito - 1957 -

Pintor e escultor. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, onde foi aluno de José Maria da Silva Neves e de Enrico Vio. Suas primeiras realizações foram na pintura. Mais tarde passou a dedicar-se também à escultura. Sofreu influência do pintor Armando Balloni. Em 1942, estreando no SPBA, recebeu prêmio de menção honrosa, seguindo-se nos anos posteriores, diversas premiações, inclusive de viagem ao estrangeiro. MEC, vol. 1, pág. 355; WALMIR AYALA, vol.1, págs. 183 e 184; ITAÚ CULTURAL.



143 - CARYBÉ (1911 - 1997)

Trabalhadores - desenho a nanquim - 29 x 22 cm - canto inferior direito -

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



144 - IUR SERAVAT FULAM (1959)

"Em busca da harmonia" - guache e nanquim - 33 x 48 cm - dorso - 2015 -

Pseudônimo do autor. Natural de São Paulo (SP), filho primogênito de um casal ligado à atividade cultural (pai artista gráfico e plástico e mãe escritora). Autodidata neste campo, embora tenha tido grande estímulo para o desenho e a pintura acompanhando a atividade artística de seu pai, que também foi marchand a partir da década de 60, permitindo que tivesse estreito contato e pudesse realizar uma grande experimentação ao longo dos anos tanto para a linguagem figurativa com temas ligados ao cotidiano, como para a geométrica. É professor universitário e consultor na área de assuntos públicos e instituições políticas.



145 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Paris - aquarela - 24 x 20 cm - canto inferior direito ilegível -



146 - PAULA KADUNC (1954)

Composição - acrílico sobre tela - 100 x 80 cm - dorso - 2015 -
Registrado sobre o nº 512 do catálogo da autora.

Paula Kadunc, pseudônimo artístico de Maria Paula Kadunc, nasceu em São Paulo. Frequentou um curso clássico de arte e comunicação na época de colégio. Formou-se em historia (1975) e nos anos seguintes realizou viagens de estudo pela Europa, Japão, China e Filipinas. No inicio da década de 80 trabalhou no Museu de Arte de São Paulo como assessora de imprensa e relações publicas auxiliando ainda na curadoria de diversas exposições. Na década de 90 frequentou o ateliê do escultor Paulo Tadee onde trabalhou com desenhos e pinturas geométricas e passou a fundir esculturas em bronze. Estudou técnica de pintura com Marysia Portinari. Tem participado com suas obras de várias exposições coletivas e leilões de arte. Possui obras em diversas coleções particulares e no Museu de Arte do Parlamento de São Paulo. www.artemaisnet.com.br/artistas/paula-kadunc.html; www.catalogodasartes.com.br; www.al.sp.gov.br; www.artprice.com; www.askart.com.



147 - ROMANO SCARPA (1927 - 2005)

Zé Carioca - desenho a lápis - 33 x 21 cm - centro inferior - 1993 -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Desenhista nascido em Veneza, Itália e falecido em Málaga, Espanha. Trabalhou em animação durante a década de 1940, ambiente que ele abandonou posteriormente para se dedicar totalmente às histórias em quadrinhos. Foi o sucessor de Floyd Gottfredson à frente das histórias do camundongo 'Mickey', na Itália. Criou diversos personagens do universo Disney, como 'Brigite' (a pata apaixonada pelo Tio Patinhas), 'Filomeno', 'Tudinha' (a namorada do João Bafo-de-Onça), a 'Pata Ieié' ou 'Pata Lee' (uma patinha hippie), entre outros, além de ter colaborado, juntamente com Carpi, na elaboração gráfica da 'História e Glória da Dinastia Pato', escrita por Guido Martina. Além dos personagens dos estúdios Disney, Scarpa também desenhou e elaborou histórias para o urso 'Zé Colméia', 'Lupo' (do alemão Rolf Kauka) e 'Angelino'. www.romanoscarpa.net; www.imdb.com; www.guiadosquadrinhos.com; www.artprice.com.



148 - ALEXANDRE RAPOPORT (1929)

"O trombetista" - óleo sobre tela - 35 x 25 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1998 -

Arquiteto, pintor, gravador, desenhista industrial e professor, RAPOPORT nasceu no Rio de Janeiro, onde cursou a Faculdade Nacional de Arquitetura da antiga Universidade do Brasil. Fêz aprendizado de gravura na antiga ENBA em 1952. Conquistou menções honrosas em pintura e desenho no SNBA a partir de 1948. WALMIR AYALA,vol. 2, pág. 237; MEC, vol. 4, pág. 26; PONTUAL, pág. 447; TEIXEIRA LEITE, pág. 431; JÚLIO LOUZADA, vol. 11, pág. 260; ITAU CULTURAL.



149 - HÉRCULES BARSOTTI (1914 - 2010)

Composição - serigrafia - 33/100 - 50 x 50 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, programador visual, gravador, nascido e falecido em São Paulo, SP. Iniciou-se nas artes em 1926, estudando desenho e composição com o pintor Enrico Vio. Começou a pintar em 1940 e, na década seguinte, realizou as primeiras pinturas concretas, além de trabalhar como desenhista têxtil e projetar figurino para o teatro. Em 1954, com Willys de Castro, fundou o Estúdio de Projetos Gráficos, elaborou ilustrações para várias revistas e desenvolveu estampas de tecidos produzidos em sua tecelagem. Foi para a Europa (1958) com o intuito de estudar novas tendências e aprimorar suas técnicas. Foi premiado no Salão Paulista de Arte Moderna (1958, 1959), no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1960) e realizou diversas exposições individuais. Na década de 1960, foi convidado por Ferreira Gullar a integrar-se ao Grupo Neoconcreto do Rio de Janeiro e participou das exposições de arte do grupo realizadas no Ministério da Educação e Cultura, RJ e no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Em 1960, expôs na mostra 'Konkrete Kunst' (Arte Concreta), organizada por Max Bill, em Zurique. Entre 1963 e 1965, colaborou na fundação e participou do Grupo Novas Tendências, em São Paulo. Participou da IV, V, VI e VIII Bienal Internacional de São Paulo; do Panorama da Arte Atual Brasileira – MAM, SP, entre outras exposições oficiais. Em 2004, o MAM - SP organizou uma retrospectiva do artista. JULIO LOUZADA, VOL. 1, PAG. 98; VOL. 2, PÁG. 108; ITAU CULTURAL; PONTUAL PÁG. 57; MEC VOL. 1; PÁG. 187; www.pinturabrasileira.com; www.macvirtual.usp.br; www.pinacoteca.org.br; www.artprice.com.



150 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Duas figuras - óleo sobre tela colada em madeira - 31 x 37 cm - canto inferior direito - 1952 -
Reproduzido na quarta capa do catálogo deste leilão. Ex coleção Irineu Gomes da Rosa - São Paulo - SP.

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



151 - M. MATTOS (XX)

"Ilha das Cabras e Morreti" - aquarela - 23 x 33 cm - canto inferior direito -
Praia dos Sonhos - Itanhaém.

Pintor e desenhista com diversas participações em mostras coletivas. JULIO LOUZADA VOL. 5, PÁG. 665; VOL. 6, PÁG. 706.



152 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Pássaro - litografia - 16/200 - 14 x 21 cm - canto inferior direito - 1990 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



153 - WALTER LEWY (1905 - 1995)

Paisagem surreal - óleo sobre tela - 26 x 34 cm - canto inferior direito - 1972 -

Gravador, pintor, ilustrador, paisagista, desenhista e publicitário nascido em Bad Oldesloe, Alemanha e falecido em São Paulo. Estudou na Escola de Artes e Ofícios de Dortmund, Alemanha (1923-1927). Nesse período, filiou-se à tendência do realismo mágico. Em 1928 participou de coletivas em Dortmund, Gelsenkirchen, Boclusim e outras cidades. Com a crise econômica de 1929, Lewy perdeu seu emprego de desenhista numa gráfica e foi viver com os pais no interior, tornando-se ilustrador de anedotas em jornais. Realizou sua primeira exposição individual em Bad Lippspringe (1932), mas foi fechada quando a Câmara de Arte Alemã proibiu a participação de judeus na vida artística. Escapando dessa situação opressora, o artista imigrou para o Brasil (1938), retomando profissionalmente a pintura. Deixou para trás centenas de trabalhos, que foram enviados para a Holanda e perdidos durante os bombardeios da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). No Brasil, fixou-se em São Paulo. Nos primeiros anos fez desenho publicitário e mais tarde capas de livros e ilustrações para diversas editoras. Ilustrou obras de Bertrand Russell, Machado de Assis e Arnold Toynbee, entre outras. Mais tarde, empregou-se como diagramador, letrista e arte-finalista nas agências de propaganda De Carli, Lintas Publicidade, Martinelli, Santos & Santos e Thompson Propaganda. Participou de Salões Nacionais e Bienais de São Paulo, entre 1951 e 1965, recebendo diversas premiações oficiais. JULIO LOUZADA, VOL. 10, PÁG. 497; MEC, VOL. 2, PÁG. 474; TEODORO BRAGA, PÁG. 245; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 286; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 630; LEONOR AMARANTE, PÁG. 142; ACERVO FIEO.



154 - LEDA CATUNDA (1961)

"Besouro azul" - litografia - 23/45 - 71 x 50 cm - canto inferior direito - 2010 -

Pintora, gravadora, artista multimídia e professora. Leda Catunda Serra nasceu em São Paulo. Cursou artes plásticas na Fundação Armando Álvares Penteado onde foi aluna, entre outros, de Regina Silveira, Julio Plaza, Nelson Leirner e Walter Zanini. Desde o fim dos anos 1980, tem tido relevante atuação docente nos cursos de Artes Plásticas da FAAP e da Faculdade de Artes Santa Marcelina, ministra workshops e cursos livres em várias instituições culturais no Brasil e ocasionalmente no exterior. Tem realizado muitas exposições individuais e participado de várias oficiais como as Bienais Internacionais de São Paulo (1983, 1985, 1994). Recebeu o Prêmio Brasília de Artes Plásticas/Distrito Federal, na categoria aquisição, em 1990. Em 1998, é publicado o livro 'Leda Catunda', de autoria de Tadeu Chiarelli, pela editora Cosac & Naify. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 239; www.fortesvilaça.com; www.mac.usp.br.



155 - QUIRINO CAMPOFIORITO (1902 - 1993)

"Pesca milagrosa" - óleo sobre tela colada em madeira - 58 x 75 cm - canto inferior direito e dorso - 1933 -
Com a seguinte inscrição no dorso: "Esboço para pesca milagrosa feito em Paris - 1933 " Reproduzido sob o nº 141 em catálogo de leilão de Soraia Cals, Rio de Janeiro - RJ, realizado em setembro de 2015.

Pintor, desenhista, gravador, crítico, ilustrador, caricaturista e professor, natural da cidade de Belém-PA, e falecido em Niterói-RJ. Estudou pintura na ENBA-RJ, tendo como professores Modesto Brocos, João Batista da Costa, Augusto Bracet e Rodolfo Chambelland. Prêmio Viagem à Europa em 1929. Em Paris, estuda no Ateliê de Pongheon da Académie Julian e na Académie de La Grand Chaumière, até 1932. Em Roma, freqüenta o curso de pintura da Escola de Belle Arti e o curso de desenho do Círculo Artístico e da Academia Inglesa de Roma, entre 1932 e 1934. Participou do Núcleo Bernardelli, tornando-se seu presidente em 1942. Expôs individualmente por diversas vezes no Rio de Janeiro, participando de coletivas por diversas cidades brasileiras. "Se bem que o magistério e a atividade crítica tenham sem dúvida roubado ao artista tempo precioso, Campofiorito é autor de considerável bagagem, destacando-se como autor de vistas urbanas, estudos de nu e figuras, naturezas-mortas e alegorias, nas quais repercute muito intensa a influência de De Chirico e do Metafisicismo". LEITE, José Roberto Teixeira. REIS JR., pág. 382; TEODORO BRAGA, pág. 63; WALMIR AYALA, vol. 1, pags. 162 e 165; PONTUAL, pág. 103/104; TEIXEIRA LEITE, pág. 102; MEC, vol. 1, pág. 332; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 572; ARTE NO BRASIL, pág. 647; Acervo FIEO.



156 - MIGUEL DOS SANTOS (1944)

Figura - escultura em cerâmica - 20 x 25 x 05 cm - não assinado -
Ex-coleção Antônio Maluf - Galeria Seta - São Paulo - SP.

Pintor, desenhista e ceramista, Miguel Domingos dos Santos nasceu em Caruaru, PE. Assina Miguel dos Santos. Residindo em João Pessoa desde 1960, apresentou pela primeira vez suas pinturas em 1961 no Recife. Em 1967 começou a dedicar-se também à cerâmica. Realizou exposições individuais em: Connecticut, EUA (1967); João Pessoa, PA (1968, 1971, 1980, 1987); Belo Horizonte, MG (1968); Juiz de Fora, MG (1969); Recife, PE (1970, 1976, 1982, 1987); Rio de Janeiro (1972, 1975, 1980, 1986); São Paulo (1975, 1979, 1982, 1986 - MASP, 1987). Participou de inúmeras mostras e Salões oficiais pelo Brasil e no exterior como em: Bruxelas, Bélgica (1973); Nigéria (1977); Santiago do Chile, Chile (1980); Alemanha (1987); Copenhague, Dinamarca (1989). MEC VOL. 4, PÁG. 186; PONTUAL PÁG. 476; JULIO LOUZADA, VOL. 9, PÁG. 773; ITAU CULTURAL; www.artprice.com.



157 - FANG (1931 - 2012)

"Pássaros III" - aguada de nanquim - 25 x 50 cm - canto inferior esquerdo -
Esta obra participou da exposição "Os pincéis de Fang", realizada no Centro Cultural Correio São Paulo, de 09 de maio a 07 de julho de 2014, com apresentação e curadoria de Enock Sacramento, estando reproduzida na página19 do catálogo da mostra.-

Pintor, desenhista, gravador e professor, Chien Kong Fang, ou simplesmente Fang, nasceu na cidade de Tung Cheng, China e faleceu em São Paulo. Estudou sumiê e aquarela na China em 1945. Veio morar em São Paulo com a família em 1951, naturalizando-se brasileiro em 1971. Entre 1954 e 1956, estudou pintura com Yoshiya Takaoka em São Paulo. Viajou, em 1977, para a América do Norte, Europa e Ásia, onde desenvolveu o seu trabalho de pintura. Em 1981, foi realizado o curta metragem biográfico ‘O Caminho de Fang’, em São Paulo. Visitou a China, convidado pelo governo chinês, em 1985. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1959, 1961, 1962, 1978, 1981, 1993, 2005); Salvador, BA (1962); Rio de Janeiro (1978, 1986); Schleswing, Alemanha (1985); Lugana, EUA (1990); Americana, SP (1994); Formosa, Taiwan (1994). Foi premiado no Rio de Janeiro (1957) e em São Paulo (1960 a 1962, 1967 a 1969, 1978, 1979, 1991). Participou do Panorama da Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1978). MEC, VOL. 2, PÁG. 124; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 366; VOL. 6, PÁG. 378; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 189; PONTUAL, PÁG. 201; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; www.fang.com.br; www.artprice.com.



158 - ROY LICHTENSTEIN (1923 - 1997)

"As I opened fire 104 - 2" - litografia off set - 102/300 - 37 x 27 cm - canto inferior direito na matriz -
Com certificado de Edicion, emitido por Suc. de Salerno e Hijos - (Italy). (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista, gravador, escultor e professor americano nascido e falecido em Nova York. Estudou na 'Art Students League' (1939) e na 'Ohio State College' (1940-1943). Serviu na guerra (1943-1946) e após o fim da guerra mudou-se da Alemanha para a França. Voltou a Ohio State University, concluiu a graduação (1949) e lá permaneceu como instrutor até 1951. Realizou sua primeira exposição individual em Nova Iorque. Mudou-se para Cleveland (1951). Pintava num estilo expressionista abstrato não figurativo e, ocasionalmente, fazia desenhos de imagens de personagens já desenhados (Mickey, Pato Donald e outras figuras Disney). Em 1961, surgiram as primeiras pinturas Pop: imagens e técnicas inspiradas na aparência de impressão comercial. Tomou parte da exposição "The New Paintings of Common Objects", no Pasadena Art Museum (1962) - a primeira exposição num museu centrada na arte Pop. Passou então a se dedicar exclusivamente à pintura. Além de exposições individuais, participações em mostras coletivas, retrospectivas foram realizadas: no 'Pasadena Art Museum' que viajou por Mineápolis, Amesterdam, Londres, Berna e Hanover; no 'Solomon E. Guggenheim Museum', a qual viajou para Kansas City, Seattle, Columbus e Chicago; no 'Saint Louis Museum' (1981) que viajou pelos Estados Unidos, Europa e Japão; no 'Museum of Modern Art', Nova Iorque (1987) que também foi exposta em Frankfurt, Alemanha e, em 1993, uma grande retrospectiva no 'Solomon R. Guggenheim Museum', Nova Iorque, tendo sido depois exibida em Los Angeles, Montreal, Munique, Hamburgo, Bruxelas e Columbus - Ohio, terminando em 1996. BENEZIT VOL. 6, PÁG. 652; ITAU CULTURAL; DICIONÁRIO OXFORD DE ARTE; www.lichtensteinfoundation.org; www.artprice.com; www.pintoresfamosos.com.br; www.moma.org; www.tate.org.uk.



159 - ROBERTO BURLE MARX (1909 - 1994)

Composição - serigrafia - 60/120 - 61 x 74 cm - canto inferior direito na tela serigráfica -
Edição póstuma com relevo seco do Projeto Burle Marx.

Nasceu em São Paulo e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, paisagista, arquiteto, desenhista, pintor, gravador, litógrafo, escultor, tapeceiro, ceramista, designer de jóias, decorador. Durante a infância viveu no Rio de Janeiro. Foi com a família para a Alemanha, em 1928. Em 1929, freqüentou o ateliê de pintura de Degner Klemn. Nos jardins e museus botânicos de Dahlen, em Berlim, entusiasmou-se ao encontrar exemplares da flora brasileira. De volta ao Brasil, fez curso de pintura e arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1930 - 1934), onde foi aluno de Leo Putz , Augusto Bracet e Celso Antônio. Seu primeiro projeto paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, em 1932. Entre 1934 e 1937, ocupou o cargo de diretor de parques e jardins do Recife, PE, onde passou a residir. Nesse período, foi com freqüência ao Rio de Janeiro e teve aulas com Candido Portinari e com o escritor Mário de Andrade. Em 1937, retornou ao Rio de Janeiro e trabalhou como assistente de Candido Portinari. Foi em 1949, conforme sua paixão por plantas e seu interesse por botânica e jardinagem, que Burle Marx adquiriu um sítio em Barra de Guaratiba, RJ. Com auxílio de botânicos, viajou, coletou, catalogou exemplares de plantas do Brasil e reproduziu em seu sítio a diversidade fitogeográfica brasileira. Em 1985 doou esse sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.Realizou muitas exposições individuais e projetos paisagísticos, participou de diversas mostras oficiais coletivas pelo Brasil e no exterior. PONTUAL, PÁG. 94; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 93; MEC. VOL.1, PÁG.303; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 738; LEONOR AMARANTE, PÁG. 98; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 179; artnet.com. ACERVO FIEO.



160 - WIFREDO LAM (1902 - 1982)

Composição - guache - 53 x 43 cm - canto inferior esquerdo - 1955 -
Com documento de origem e autenticidade firmado por "Manuel Alejandro Porrero, Vicepresidente de la Fundación Santiago Porrero - Madrid - España, datado de 22 de octubre de 1998". (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista, escultor e gravador nascido em Sagua La Grande - Cuba, filho de pai chinês e de mãe mestiça (de ascendência africana, ameríndia e africana). Tendo estudado em Havana, na Escola Profissional de Pintura e Escultura - Academia de San Aalejandro, partiu para Madri (1923) e depois se mudou para Paris (1938). Tornou-se amigo de Picasso, Braque, Matisse, Miró, Léger, Eluard, Leiris, Tzara, Kahnweiler, Zervos. Conheceu também Pierre Loeb, proprietário da Galeria Pierre onde fez sua primeira exposição individual (1939) e André Breton cujo livro ‘Fata Morgana’ ilustrou (1940). Associou-se aos surrealistas e seguiu com o grupo para Marselha e Martinica (1941). Voltando para Cuba (1942) e após duas visitas ao Haiti (1945, 1946) passou a incorporar à sua obra imagens de deuses e ritos vodus. Voltou a Paris e, a partir da década de 60, passou parte de seu tempo em Albisola Mare, perto de Gênova. Participou de numerosos movimentos artísticos e políticos, relacionando-se com muitos escritores e artistas. Sua obra foi celebrada em numerosas exposições e retrospectivas de envergadura internacional. www.wifredolam.net; ITAU CULTURAL; DICIONÁRIO OXFORD, PÁG. 292; www.moma.org; www.cubaeuropa.com; www.artcyclopedia.com; www.cubanet.org; www.guggenheim.org; www.britannica.com; www.artnet.com; artist.christies.com.



161 - ALEX VALLAURI (1949 - 1987)

Frango assado - técnica mista - 09 x 14 cm - não assinado -
Com selo de identificação do autor.

Natural de Asmara, Etiópia, faleceu em São Paulo-SP. Grafiteiro, artista gráfico, pintor, desenhista, cenógrafo e gravador. Chegou ao Brasil com a família em 1965. Era residente e ativo na capital paulista. Iniciou-se em xilogravura, retratando personagens do porto de Santos. No começo da década de 1970, formou-se em comunicação visual pela FAAP-SP. Especializou-se em litografia no Litho Art Center de Estocolomo, em 1975. Retornou ao Brasil em 1978, realizando grafites em espaços públicos de São Paulo. Produzia silhuetas de figuras, com tinta spray sobre moldes de papelão. Residiu em Nova York entre 1982 e 1983, onde cursou artes gráficas no Pratt Institute. Nesse período, fez grafites nos muros da cidade. Além de usar o muro como suporte, seus trabalhos estampam camisetas, broches e adesivos. Voltou ao Brasil e começa a lecionar na Faap. Em sua produção destaca-se a série A Rainha do Frango Assado, que é também tema de instalação apresentada na 18ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1985. Retrospectiva Viva Vallauri, realizada no Museu da Imagem e do Som - MIS, em São Paulo, em 1998. JULIO LOUZADA, vol 3 pag 1170; ITAUCULTURAL.



162 - PABLO PICASSO (1881 - 1973)

Figura - litografia off set - 1801/2000 - 73 x 55 cm - não assinado -
Edição póstuma. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista, escultor, gravador, ceramista, artista gráfico e designer, Pablo Ruiz Picasso nasceu em Málaga, Espanha e faleceu em Mougins, França. Filho de um pintor e mestre de desenho, foi extraordinariamente precoce dominando o desenho acadêmico ainda na infância. Em 1904 estabeleceu-se em Paris tornando-se o centro de um círculo de artistas e escritores de vanguarda como André Breton, Guillaume Apollinaire e Gertrude Stein. Revolucionário, genial, vanguardista, visionário são elogios que definiram Picasso como um dos mestres da pintura. Sua ampla biografia e sua obra representam a arte do século XX. Embora sua obra seja convencionalmente dividida em fases, Picasso trabalhava numa grande variedade de temas e estilos ao mesmo tempo. Sua pintura “Les Demoiselles d’Avignon” (1906-7) é tida como o marco mais importante no desenvolvimento da pintura contemporânea e o primeiro prenúncio do cubismo que desenvolveu em íntima associação com Braque e depois com Gris. Sua obra mais famosa “Guernica” (1937), pintada para o pavilhão espanhol da Exposição Universal de Paris de 1937, expressa toda sua revolta e horror à destruição de Guernica, capital do país basco, durante a Guerra Civil Espanhola (1936-1939). No campo da escultura foi um dos primeiros artistas a compor esculturas a partir da montagem de materiais variados (e não por modelagem ou entalhe) e fez uso brilhante de objetos encontrados. Também como artista gráfico inclui-se entre os maiores do século. Existem museus consagrados à sua obra em Paris e Barcelona, e outros exemplos de sua inigualável produção distribuem-se por museus do mundo inteiro. Foi o primeiro artista vivo a expor suas obras no Museu do Louvre, quando completou 90 anos. BENEZIT VOL.8, PÁG. 297; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 763; ITAÚ CULTURAL; COLEÇÃO FOLHA GRANDES MESTRES DA PINTURA VOL. 6; infoescola.com; guggenheim.org; moma.org; a rtprice.com; arcadja.com; christies.com.



163 - EMILIO GRAU-SALA (1911 - 1975)

Paisagem - aquarela - 30 x 46 cm - canto superior esquerdo - 1937 -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, ilustrador e decorador nascido em Barcelona, Espanha. Estudou na Escola de Belas Artes de Barcelona e iniciou sua carreira pública em 1929. Mudou-se para Paris em 1932 onde participou dos principais Salões anuais. Nos Estados Unidos, além de ter participado regularmente de exposições, recebeu o Prêmio Carnegie em Pittsburgh. Ilustrou as obras de Flaubert, Baudelaire e Maupassant. BENEZIT VOL. PÁG. 175; www.artprice.com; rogallery.com; artist.christies.com; www.artnet.com.



164 - YANNIS GAITIS (1923 - 1984)

Boneca - guache - 32 x 47 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista e escultor nascido em Atenas, Grécia. Estudou na Escola de Belas Artes de Atenas (1942-1944), teve aulas com Konstandinos Parthenis e Ioannis Filippotis. Em Paris frequentou a 'Académie de la Grande Chaumière' e passou a viver na cidade após 1954. Realizou exposições individuais e participou de mostras oficiais em: 'Tel Aviv Museum', Israel; 'Salon de Mai', Paris; Bienal de São Paulo (1967); 'Muzej Savremene Umetnosti', Belgrado; 'Musée d'Art Moderne de Skopie', Yugoslávia; 'Des Centre Cultural des Beaux Arts', Fernand, France; 'Municipalité de Nikea', Atenas; 'Carnegie International Exhibition' (1964) - Pittsburgh, EUA. Em 2001 uma cópia de um de seus trabalhos foi instalada na estação ferroviária Larissis, em Atenas. Faleceu uma semana antes da abertura de uma exposição retrospectiva de suas obras na Galeria Nacional de Atenas (1984). BENEZIT VOL. 4, PÁG. 585; www.acgart.gr; www.artprice.com; www.askart.com; artist.christies.com; www.artnet.com; www.sothebys.com.



165 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Barcos - aquarela - 15 x 21 cm - não assinado -



166 - TAPETE ORIENTAL,


Ponto de nó, feito a mão, de lã, Iraniano medindo 2,80 x 1,80 = 5,04 m².



167 - NEWTON CAVALCANTI (1930 - 2006)

Capoeira - desenho a nanquim - 14 x 20 cm - canto inferior direito -

Gravador, pintor, aquarelista, ilustrador, natural de Bom Conselho-PE. Inicia seus estudos nos ateliês de Raimundo Cela e de Oswald Goeldi. Em 1954, ingressa na Escola de Belas Artes da Universidade Estadual do Rio de Janeiro. Entre 1973 e 1975, viaja para a Europa, onde participa de cursos e estágios na Inglaterra, na Itália e na Alemanha, patrocinado pela Fundação Brasileira de Educação e pelo governo alemão. Participa de exposições como o Salão Nacional de Arte Moderna, várias edições entre 1958 e 1972; Bienal Internacional de São Paulo, várias edições entre 1963 e 1985; Bienal de Paris, 1963; Brazilian Art Today, na Noruega, Áustria, Suécia e Inglaterra, 1965 e Mostra Rio Gravura, Rio de Janeiro, 1999. JULIO LOUZADA vol.9, pág.192; TEXEIRA LEITE, pág. 115; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 720; ARTE NO BRASIL, pág. 850.



168 - LEVINO FANZERES (1884 - 1956)

Barqueiro - guache - 12 x 16 cm - canto inferior direito -

Pintor e professor. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios e na antiga ENBA, ambas no Rio de Janeiro, recebendo nesta última, orientação de Zeferino da Costa e de João Batista da Costa. Excepcional colorista, interpreta com sentimento e honestidade o momento da natureza que se propõe a retratar, e sempre com admirável êxito. TEIXEIRA LEITE, pág.190; PONTUAL, pág.201; JULIO LOUZADA vol.2, pág.387; ITAU CULTURAL.



169 - ANDY WARHOL (1928 - 1987)

"Carolin Ireland" - litografia off set - 1373/2400 - 50 x 40 cm - assinado na matriz -
Edição póstuma. Com carimbo CMOA, editado pelo Museum of Art Carnegie Institute - Pittsburgh. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, artista gráfico, ilustrador, fotógrafo e cineasta - Andrew Warhola nasceu na Pensilvânia, EUA, filho de pais originários da Eslováquia. Em 1945 entrou para o Instituto de Tecnologia de Carnegie, em Pittsburgh, hoje Universidade Carnegie Mellon e se graduou em Design. Mudou-se para Nova York, começou a trabalhar como ilustrador de revistas (Vogue, Harper's Bazaar e The New Yorker) e a fazer anúncios publicitários, iniciando uma carreira de sucesso e ganhando diversos prêmios como diretor de arte (do Art Director's Club e do The American Institute of Graphic Arts). Fez a sua primeira mostra individual em Nova York (1952) e esses trabalhos foram mostrados em diversos lugares durante os anos 50, incluindo o Museu de Arte Moderna. Passa a assinar Warhol. Reinventa a Pop Art com seus múltiplos serigráficos com temas do cotidiano e artigos de consumo, além de rostos de celebridades e símbolos icônicos da história da arte. Em meados da década de 1960 radicaliza a idéia de artista multimídia e passa a militar em outras áreas que incluem a música e o cinema. Publica ‘ The Philosophy of Andy Warhol (from A to B and Back Again, 1977)’ e ‘POPism: The Warhol Sixties’, juntamente com Pat Hackett (1982). Nessa época também cria os canais de TV: ‘Andy Warhol's TV e Andy Warhol's Fifteen Minutes’. Suas obras foram expostas em muitos museus e galerias ao redor do mundo. Em 1994 foi inaugurado o The Andy Warhol Museum em Pittsburgh, Pensilvânia. BENEZIT, VOL.10, PÁG. 638; ITAUCULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.9, PÁG. 918; DICIONÁRIO OXFORD DE ARTE; www.warholfoundation.org; /www.warhol.org; educacao.uol.com.br; www.artchive.com; www.artnet.com; www.historiadaarte.com.br; famouspainter.com; artprice.com



170 - MEGUMI YUASA (1938)

Árvore - escultura em cerâmica - 34 x 26 x 26 cm -

Escultor e ceramista. É autodidata, iniciando-se nas artes plásticas em 1960. Em 1971, freqüenta por seis meses a Escola Brasil:, a convite de Luiz Paulo Baravelli. Pesquisa materiais e técnicas expondo esculturas e objetos em cerâmica no Brasil e exterior. Desde o início da carreira expõe seu trabalho assiduamente, dando preferência à mostras coletivas. Yuasa está sempre presente nas mostras de artistas nipo-brasileiros, assim como nas exposições comemorativas da imigração japonesa no Brasil. Em 1979 inicia atividades como professor de cerâmica, às quais se dedica até hoje, organizando cursos e oficinas de cerâmica. Entre 1981 a 1982 presta assessoria à Escola Senai Armando Arruda Sampaio. Em 1982 é convidado a ministrar um curso de cerâmica na Universidade Caxias do Sul. Em 1984 é convidado pelo Museu de Artes do Rio Grande do Sul - Margs, a ministrar o curso Observação da Realidade. Em 1988 recebe o Prêmio Escultura Associação Paulista dos Críticos de Arte - APCA. Em 1989, viaja a Lisboa (Portugal) para ministrar curso no Seminário de Cerâmica Brasileira em Lisboa (Portugal). Atualmente, além da cerâmica, utiliza em suas obras materiais como pedra e madeira. ITAÚ CULTURAL



171 - ADRIAN HENRY VAN EMELEN (1886 - 1945)

Pinheiral - óleo sobre madeira - 37 x 25 cm - canto inferior esquerdo - 1932 -

Pintor e escultor ativo em São Paulo na primeira metade do Séc.XIX. Foi autor das figuras de bronze, dos bandeirantes: Manoel Preto e Francisco Brito Peixoto e da tela TROPEIROS À BEIRA DA ESTRADA (1830), atualmente no Museu Paulistano. MEC, vol.2, pág.111; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 1022, Acervo FIEO.



172 - ALIBERTO BARONI (1911 - 1994)

Porto - óleo sobre tela - 65 x 92 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor ativo em São Paulo. Discípulo de Antonio Rocco, participou várias vezes do Salão Paulista de Belas Artes, premiado com menção honrosa (1935), medalha de prata (1959), pequena medalha de ouro (1960), prêmio Prefeitura de São Paulo (1962), Assembléia Legislativa (1965). Figurou no Salão de Belas Artes / Rio de Janeiro (1931 e 1941) e na Exposição de Belas Artes da Muse Italiche, SP (1928). Realizou individuais em São Paulo e outros estados. MEC, vol. 1, pág. 182; JÚLIO LOUZADA/1985, pág. 95 e vol. 6, pág. 103; PONTUAL, pág. 54; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



173 - VALDIVINO ALVES DA CONCEIÇÃO (XX)

Composição - tapeçaria - 147 x 185 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor e tapeceiro ativo em Anápolis, GO, com participações em muitas mostras e feiras por todo o Brasil e ganhando diversos prêmios. Assina VAC. artevac.weebly.com.



174 - IRINEIDE KLOCKNER (1961)

Composição - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - dorso -

Nascida em 1961, na cidade de Maringá/PR, Irineide Klöckner iniciou sua carreira artística em 1983, e passou pelos mais variados campos das artes plásticas, vivenciando as mais diversas técnicas de pintura. Desde 2000, Irineide dedica-se exclusivamente à pintura em tela, tendo durante estes anos aprimorado sua arte em diversas técnicas, através da convivência com artistas de diferentes estilos. Nos últimos anos tem buscado inspiração em grandes nomes do Abstracionismo, como Jackson Pollock e Jonas Gerard, e desenvolveu seu próprio estilo. Em sua arte Irineide expressa a beleza da vida, em todos seus pormenores e complexidades, na união dos traços aparentemente desconexos se criam momentos únicos. Durante sua carreira, Klöckner participou de exposições ao longo de toda a região Sul, tendo assinado mais de 2000 obras de arte, que hoje embelezam residências e ambientes corporativos em todo o Brasil.



175 - ALFREDO CESCHIATTI (1918 - 1989)

Justiça - escultura em bronze - 34 x 16 x 14 cm - assinado -
Ex coleção Renato Antônio Brogiolo - Rio de Janeiro, RJ.

Natural de Belo Horizonte. Escultor, desenhista e professor. Passou a frequentar a antiga ENBA em 1940, depois de uma viagem à Europa, especialmente Itália, iniciada em 1938. Na Divisão Moderna do SNBA recebeu, como escultor as medalhas de bronze (1943) e de prata (1944), bem como o prêmio de viagem ao estrangeiro (1945), com o baixo-relevo para a Igreja de São Francisco de Assis, da Pampulha, em Belo Horizonte e, como desenhista, a medalha de prata (1945). Esteve mais uma vez na Europa entre 1946 e 1948, anos em que realizou exposição individual no Instituto dos Arquitetos do Brasil (GB). Figurou na II BSP e no II SNAM, em 1953. Fazendo parte da equipe que, em 1956, venceu o concurso de projetos para o Monumento aos Mortos da II Guerra Mundial (GB), ali executou o conjunto alusivo às três forças armadas. Integrou a Comissão Nacional de Belas Artes em 1960 e 1961, e entre 1963 e 1965, lecionou escultura e desenho na Universidade de Brasília. Quirino Campofiorito citou-o no estudo Ëscultura Moderna no Brasil"(Revista Crítica de Arte, nº único 1962). De seus trabalhos mais conhecidos destacam-se as esculturas As Banhistas e A Justiça, que se encontram, respectivamente, no lago em frente ao Palácio da Alvorada e defronte ao Supremo Tribunal Federal (Praça dos Três Poderes), em Brasília. Há ainda, obras escultóricas de sua autoria, entre outras no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Ministério das Relações Exteriores (Brasília) e em um edifício que Oscar Niemeyer projetou no conjunto residencial Hansa (setor ocidental de Berlim), assim como na embaixada brasileira em Moscou. MEC, vol. 1, pág. 397; PONTUAL, pág. 127; JÚLIO LOUZADA, vol. 11, pág. 70; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 609; ARTE NO BRASIL, pág. 872.



176 - JOSUEL MIRANDA (XX)

Flores - óleo sobre tela - 60 x 60 cm - canto inferior esquerdo - 1997 -

Pintor e desenhista ativo no Rio de Janeiro, especialmente na comunidade do Vidigal. Tem participações em diversas mostras coletivas e suas obras se encontram em muitos lugares do Brasil e exterior. josuelmiranda.blogspot.com.br.



177 - COLETTE PUJOL (1913 - 1999)

Flores - óleo sobre tela colada em eucatex - 34 x 24 cm - canto inferior direito -

Esta premiadíssima pintora e professora paulistana, recebeu as suas primeiras aulas de desenho e pintura de Antonio Rocco e de Lucília Fraga, ainda na capital paulista. Residindo em Salvador, freqüentou a Escola de Belas Artes, onde foi aluna de Presciliano Silva (1942 a 1944); a partir de 1946 até 1949, estudou na Europa. Possui obras em museus brasileiros. PONTUAL, pág. 440; MEC, vol. 3, pág. 438; TEODORO BRAGA, pág. 73; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



178 - HILÁRIO ZARZANA (1934 - 1991)

Natureza morta - óleo sobre eucatex - 22 x 35 cm - canto inferior direito - 1983 -

Paulistano, o pintor HILARIO era também odontólogo, profissão que exerceu paralelamente às artes até 1981, quando passou a dedicar-se integralmente à pintura. Cursou pintura na Faculdade Marcelo Tupinambá e desenho artístico no IUB. A partir de 1981 expõe suas obras, obtendo premiações. JULIO LOUZADA, vol. 13 pág. 166, Acervo FIEO.



179 - ELMO DIDIER (1936)

Composição - óleo sobre tela - 92 x 73 cm - canto inferior direito e dorso - 1975 -
Ex-coleção Antônio Maluf - Galeria Seta - São Paulo - SP.

Pintor e ilustrador mineiro de Araguari. Iniciou-se na ilustração de revistas e nas esculturas em areia, tendo participado do Grupo da Litográfica Ipiranga. Frequentou a Escola Paulista de Belas Artes. Sobre o artista e obra, assim escreveu seu incentivador Fernando C. Lemos: "... é absolutamente autodidata, extremamente curioso, observador, captando e conseguindo executar as mais difíceis tarefas de ordem técnica, chegando mesmo a resultados surpreendentes no trato do óleo em particular. Sua obra tende para o surreal, dentro de um acabamento impecável". JULIO LOUZADA, vol. 2 pág. 350; ITAU CULTURAL, Acervo FIEO.



180 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

"Floral cp. 4" - óleo sobre tela - 70 x 50 cm - dorso ilegível - 1988 -



181 - MONICA BARKI (1956)

Composição - serigrafia - 65/100 - 61 x 41 cm - canto inferior direito - 1989 -

Pintora, gravadora, fotógrafa, designer e professora nascida no Rio de Janeiro. Estudou artes com Ivan Serpa e Bruno Tausz entre 1968 e 1976. Graduou-se em Comunicação Visual e em Artes Plásticas pela PUC/RJ em 1980. Entre 1980 e 1982 cursou litografia com Antônio Grosso e, em 1986, cerâmica com Celeida Tostes e pintura com Luiz Aquila na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, RJ. Realizou muitas exposições individuais, participou de várias mostras coletivas e Salões oficiais, inclusive da Bienal Internacional de São Paulo (1991). Recebeu prêmios em: Belo Horizonte, MG (1977); Florianópolis, SC (1979); Curitiba, PR (1981). Foi realizada,no Museu Nacional de Belas Artes/Ibram (2011/2012), uma exposição retrospectiva sua e foi lançado o livro ‘Monica Barki - Arquivo Sensível’. ITAU CULTURAL; www.monicabarki.com.br; www.museus.gov.br.



182 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Gato amarelo" - acrílico sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior direito e dorso - 2002 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



183 - MARCO TULIO REZENDE (1950)

Composição - litografia - 24/30 - 50 x 36 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, professor. Estuda na Escola Guignard, em Belo Horizonte, Minas Gerais, entre 1971 e 1974. Conclui o mestrado em 1978, na School of the Art Institute of Chicago, Estados Unidos, como bolsista da Fullbright Comission. Neste mesmo ano, de volta ao Brasil, torna-se professor de desenho do curso de artes plásticas da Escola Guignard, onde permanece até hoje. Realiza sua primeira exposição individual na Galeria Ibeu em 1975, na cidade de Belo Horizonte. Em 1990, viaja para Alemanha com bolsa de estudos concedida pelo Instituto Goethe. ITAÚ CULTURAL.



184 - WAGNER PINTO (1965)

Composição - técnica mista - 20 x 20 cm - dorso - 05/2009 -
No estado.

Artista plástico nascido em Porto Alegre, RS. Reside em São Paulo e faz parte do coletivo 'Upgrade do macaco'. Realizou exposições individuais em São Paulo e Brasília. Seus trabalhos também já foram apresentados em Londres, Barcelona e Tóquio. Está em várias páginas de uma edição da revista 'Rojo' (setembro de 2009) e na 'Zupi'. revistatrip.uol.com.br/trip/cha-da-tarde; www.overmundo.com.br; www.zupi.com.br; catracalivre.com.br; www.museus.gov.br; www.ideafixa.com; df.divirtasemais.com.br.



185 - FRANK KOZIK (1962)

"Dead Che Bust" - escultura em fiberglass - 50 exemplares - 33 x 23 x 18 cm - assinado - 2010 -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Artista multimídia nascido em Madri, Espanha. Seu pai era americano e sua mãe, espanhola. Aos quinze anos mudou-se para Sacramento, CA – EUA e, aos dezoito, entrou para Força Aérea em Austin, Texas. Totalmente autodidata, começou desenhando panfletos para bandas de amigos. Realizou trabalhos para Pearl Jam, 'The White Stripes', 'The Beastie Boys', Green Day, Neil Young e Nirvana. Em meados dos anos 90, dirigiu vários vídeos incluindo Soundgarden’s “Pretty Noose”. Em 1993 foi para São Francisco, CA. Em 2001 voltou-se integralmente para o design e para o ' art toy movement'. Seus trabalhos têm sido exibidos em muitas exposições individuais e mostras coletivas. www.frankkozik.net; www.artprice.com.



186 - DURVAL PEREIRA (1917 - 1984)

Vila de pescadores - óleo sobre tela colada em eucatex - 44 x 64 cm - canto inferior direito -

Nascido e falecido em São Paulo onde foi pintor e professor ativo. Premiado com a Menção Honrosa no Salão Paulista de Belas Artes em 1944, passou a viver exclusivamente da pintura. Em 1946, estudou artes plásticas na Associação Paulista de Belas Artes. Pintava ao ar livre, aos domingos, com os pintores Salvador Rodrigues, Salvador Santisteban, Cirilo Agostinho, Jaime Dinis, Djalma Urban, Innocencio Borghese, e outros. Premiado praticamente em todos os Salões de que participou, acumulou, em toda sua carreira, 419 prêmios de todos os cantos do mundo. Recebeu ao todo, 15 comendas das mais importantes do Brasil. Nos últimos três anos de sua vida recebeu também todos os Primeiros Prêmios e Medalhas de Ouro nas exposições de Paris, Rouen, Lyon, Roma, Miami e Milão (o maior prêmio dado à pintura: ‘La Madonina de Milano’). MEC, vol. 3, pág. 368; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 749; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO; www.tntarte.com.br.



187 - FANG (1931 - 2012)

"Tigre III" - aguada de naquim e aquarela - 50 x 25 cm - canto inferior esquerdo -
Esta obra participou da exposição "Os pincéis de Fang", realizada no Centro Cultural Correio São Paulo, de 09 de maio a 07 de julho de 2014, com apresentação e curadoria de Enock Sacramento, estando reproduzida na página 48 do catálogo da mostra.-

Pintor, desenhista, gravador e professor, Chien Kong Fang, ou simplesmente Fang, nasceu na cidade de Tung Cheng, China e faleceu em São Paulo. Estudou sumiê e aquarela na China em 1945. Veio morar em São Paulo com a família em 1951, naturalizando-se brasileiro em 1971. Entre 1954 e 1956, estudou pintura com Yoshiya Takaoka em São Paulo. Viajou, em 1977, para a América do Norte, Europa e Ásia, onde desenvolveu o seu trabalho de pintura. Em 1981, foi realizado o curta metragem biográfico ‘O Caminho de Fang’, em São Paulo. Visitou a China, convidado pelo governo chinês, em 1985. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1959, 1961, 1962, 1978, 1981, 1993, 2005); Salvador, BA (1962); Rio de Janeiro (1978, 1986); Schleswing, Alemanha (1985); Lugana, EUA (1990); Americana, SP (1994); Formosa, Taiwan (1994). Foi premiado no Rio de Janeiro (1957) e em São Paulo (1960 a 1962, 1967 a 1969, 1978, 1979, 1991). Participou do Panorama da Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1978). MEC, VOL. 2, PÁG. 124; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 366; VOL. 6, PÁG. 378; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 189; PONTUAL, PÁG. 201; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; www.fang.com.br; www.artprice.com.



188 - JOSÉ CARLOS DE LIMA JUNIOR (1965)

Conversando - óleo sobre tela - 50 x 40 cm - canto inferior direito e dorso - 1991 -

Pintor e escultor. Seu trabalho revela um universo fantástico, que é facilmente compreendido porque faz parte da vida das pessoas, ainda que inconscientemente. Pinta paisagens, seres, acontecimentos e outras percepções. Nasceu em Jundiaí, SP, em 2 de setembro de 1965. JULIO LOUZADA Vol. 13 pág. 193



189 - INOS CORRADIN (1929)

Menino e papagaio - serigrafia - 07/50 - 35 x 27 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, escultor e cenógrafo, nascido em Vogogna, Itália. Por volta de 1932 mudou-se com a família para Castelbaldo - Padova, onde, em 1945, estudou pintura com professor Tardivello. Em 1947 colaborou com o pintor Pendin na execução de um mural referente aos mártires da resistência italiana em Castelbaldo. Veio, em 1950, para Jundiaí e São Paulo onde fez parte do núcleo artístico Cooperativa em São Paulo, dirigido pelo pintor argentino Oswaldo Gil Navarro. Executou cenários para o Ballet do IV Centenário de São Paulo, em 1954. Em 1979 foi contratado para pintar um cenário para o Teatro de Rovigo, Itália. Realizou diversas exposições individuais, participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais pelo Brasil e pelo mundo. Foi premiado em Paris (1975) e em Ferrara, Itália (1976). JULIO LOUZADA, VOL. 11, PÁG. 152; PONTUAL, PÁG. 143; MEC, VOL. 1, PÁG. 448; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 215; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; inoscorradin.com.br.



190 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

São Francisco - entalhe em madeira - 45 x 21 x 04 cm - assinado - 1986 -
M.E.T.



191 - IVO BLASI (1932 - 2008)

"Praia da Sununga" - óleo sobre tela - 30 x 60 cm - canto inferior direito e dorso - 1985 - Ubatuba -

Foi pintor atuante em São Paulo. Viveu na Itália por algum tempo, onde frequentou cursos de arte. No Brasil cursou a Escola Paulista de Belas Artes, tendo participado de diversas exposições. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 36; Acervo FIEO.



192 - MITSU (1957)

"Luz no caminho" - óleo sobre tela - 40 x 60 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor. Yasumitsu Higa nasceu em São Paulo. Assina Mitsu. Realizou exposição individual em São Paulo na Casa de Portugal e tem participado de várias mostras coletivas e oficiais em: São Paulo, Brasília - DF, Jundiaí - SP. Recebeu Medalha de Ouro no Salão Portinari, SP; Grande Medalha de Prata - Medart 96. JULIO LOUZADA, VOL.7, PÁG. 480.



193 - IGNÁCIO DA NEGA (1945)

"Nostalgia junina" - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior direito e dorso - 2013 -

Natural de Surubim, PE. Iniciou-se na decoração de andores de procissão, ajudando a sua mãe. Recebeu orientação de Alaerte Bandim. Em São Paulo, orienta-se com M. Boy e Iracema Arditi. Seu tema preferido são as cenas típicas do nordeste. Participou de diversas exposições coletivas e individuais. JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 511. Acervo FIEO. -



194 - JOAN MIRÓ (1893 - 1980)

Composição - litografia - 19 x 38 cm - centro inferior na matriz -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador, ceramista e escultor. Assinava Joan Miró e Miró. Nasceu em Montroig, Espanha e faleceu em Palma de Mallorca - Ilhas Baleares, Espanha. Entrou para Escola de Belas Artes de Barcelona com quinze anos, aperfeiçoando-se com o arquiteto Gali. Começou a expor em 1918 na sua terra natal e pouco depois, transfere-se para Paris. Assinou o manifesto surrealista em 1924. Em 1940 voltou à Espanha - Mallorca. Trabalhou com o ceramista Llorens Artigas. Em 1947 realizou um mural em Cincinnati, EUA, e um para a Universidade de Harvard, em 1950 (hoje substituído por uma cópia cerâmica, cujo original se encontra no MOMA de Nova York). Em 1958 trabalhou em dois gigantescos murais em cerâmica para a UNESCO, em Paris. A Fundação Joan Miró foi inaugurada em Montjuic, Barcelona, em 1975. Outras obras suas podem ser vistas na maioria dos museus e coleções de arte moderna espalhados pelo mundo. JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG.638; VOL. 4, PÁG. 746; VOL. 6, PÁG. 735; VOL.8, PÁG. 576; BENEZIT, VOL. 7, PÁG. 435; ITAU CULTURAL; DICIONÁRIO OXFORD DE ARTE – MARTINS FONTES.



195 - ANTONIO PESSOA (1943)

Bailarina - múltiplo em bronze - 24 x 04 x 04 cm - não assinado -

Escultor, assina Tonny. Radicado no Rio de Janeiro detentor de bom curriculo nacional e internacional com inumeras participações em Salões Oficiais,varias vezes premiado. Ótimo mercado.



196 - J. M. RUCK (1939)

Natureza morta - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito e dorso - 2016 -

Pintora, professora e restauradora, Jany Marylene Ruck nasceu em Agudos, SP. Assinava Jany até 1984. Atualmente assina JM. Ruck. Em Campinas fez cursos livres de desenho e pintura com Elenice Menegon, Aldo Cardarelli, Djalma Urban e Álvaro de Batista. Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais. Foi premiada em: São José do Rio Preto, SP (1984, 1985, 1991); Campinas, SP (1985, 1996); São João da Boa Vista, SP (1985); Itatiba, SP (1985,1987, 1988); Mogi Mirim, SP (1987); Poços de Caldas, MG (1987); Piracicaba, SP (1988); Limeira, SP (1989); Araras, SP (1991); Ribeirão Preto, SP (2003). ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 7 PÁG. 614; VOL. 9, PÁG. 750.



197 - MARIA LUIZA TEIXEIRA E SILVA (1912 - XX)

Flores - óleo sobre tela - 61 x 50 cm - canto inferior direito -

Pintora e desenhista nascida em Belém do Pará, PA. Assina M. L. Teixeira e Silva. Foi discípula de Carlos Oswald e Georgina de Albuquerque. Em 1931 uma obra sua foi escolhida pelo Cardeal Arcebispo do Rio de Janeiro para presentear o Papa Pio XII. O quadro 'Baía de Guanabara' se encontra na Sala de Presentes do Vaticano. Realizou exposições individuais no Rio de Janeiro (1951, 1955) e, em Lages, SC (1969). Participou no Rio de Janeiro do: Salão Nacional de Belas Artes (1947 a 1972 – Prêmio em 1948 e em 1952); Salão da Sociedade dos Artistas Nacionais (1949, 1954 - Prêmio); Salão Municipal de Belas Artes (1950, 1952, 1953); Museu Nacional de Belas Artes – Exposição de Retratos (1954, 1959); Salão de Artes Plásticas da PUC (1954); Salão Carioca (1955); Salão de Artes Plásticas da Sociedade Brasileira de Belas Artes (1961). MEC VOL. 4, PÁG. 276; JULIO LOUZADA VOL. 6, PÁG. 1108.



198 - GASTÃO MANOEL HENRIQUE (1933)

Composição - técnica mista - 37 x 28 cm - canto inferior direito - 04/1961 -

Natural da cidade paulista de Amparo, o autor é pintor, escultor, desenhista e professor. Entre 1955 e 1958, freqüenta o curso de pintura da ENBA-RJ. Ativo no Rio de Janeiro. Sua produção encaminha-se para o tridimensional, apresentando o Projeto Objetos Conversíveis, entre 1967 a 1969, em várias exposições individuais no Rio de Janeiro e em São Paulo. Entre 1987 e 1996, é professor de educação artística no Instituto de Artes da Unicamp, em Campinas. Na década de 90, participa da Oficina de Pintura e Escultura no Instituto Cultural Ibero-Americano, em Israel. Sobre a sua obra, assim comentou Roberto Pontual : "(...) Na evolução da sua obra, marcada pela extrema frequência no emprego da madeira, há que se observar, igualmente, a substituição paulatina das superfícies bidimensionais pelas formas escultóricas. Fixas ou móveis, de pura arquitetura ou de analogia da paisagem, estas avançaram na amplitude do espaço por um caminho crescentemente despojado e construído. (...) . " PONTUAL, Roberto. Entre dois séculos: arte brasileira do século XX na coleção Gilberto Chateaubriand. Rio de Janeiro: Jornal do Brasil, 1987. WALTER ZANINI, pág. 735; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, vol. 9, pág. 405



199 - HELIO DE CASTRO (1960)

Barcos - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior direito -

Excepcional pintor de paisagens e marinhas, dono de refinada técnica e composição, com inspiração nas escolas européias. JULIO LOUSADA, vol. 4, pág. 514



200 - WILLIAM MARTINS RIBEIRO (1990)

Composição - técnica mista - 60 x 42 cm - dorso -

Ilustrador, cartunista e artista plástico nascido em Guarulhos, SP. Tem participado de muitas mostras coletivas e Salões oficiais, destacando-se: III Bienal de Humor Luis D'Oliveira Guimarães, Penela – Portugal (2012); 12° Salão Internacional de Humor de Caratinga edição especial 80 anos de Ziraldo, Caratinga - MG (2012); 'Sansão - Sansão também faz 50 anos' - Memorial da América Latina, SP (2013); 'O Papa Sorriu' – Museu de Arte Sacra de São Paulo, SP (2014); 'Flashexpo Magali 50 anos' - Estação da Sé do Metrô, Estação Alto do Ipiranga, Estação da Luz, SP (2015). Foi finalista no Festival Internacional de Seul 'Cartoon & Animation SICAF' na Coréia do Sul (2011). Colabora mensalmente com as personagens: Watson Pittu e Gogh no jornal 'Graphiq', São Paulo.



201 - SOU KIT GOM (1973)

Flores - serigrafia - P.A. - 50 x 70 cm - canto inferior direito - 2005 -

Iniciou na arte em 1986, no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo. Estudou Publicidade na Fundação Armando Álvares Penteado, e em 1992 foi aluno do pintor Fang. Cursou gravura com Romildo Paiva em 1995. Participa de coletivas desde 1994, recebendo diversas premiações. Expõe individualmente desde 1995. Sobre a sua obra, assim tem se manifestado a crítica especializada: "Observar as obras de Sou Kit é um prazer para os olhos e um deleite para a alma que mergulha na energia criativa e se renova na renovação de cada pincelada, ritmo das linhas e pureza das formas". (Ivanir Pineda Sanches/1997); "A arte de Sou Kit Gom se caracteriza pelo equilibrio e harmonia de traços e cores e através dela ele é capaz de dar abundante vida à sua inspiração. "(Darcy Valente/1999). JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 841



202 - MILTON DACOSTA (1915 - 1988)

Cabeça de Alexandre - serigrafia - P.I. - 42 x 30 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador. Milton Rodrigues da Costa nasceu em Niterói, RJ e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou estudos de desenho e pintura, em 1929, com o professor alemão August Hantv. No ano seguinte matriculou-se no curso livre de Marques Júnior, na Escola Nacional de Belas Artes. Junto com Edson Motta, Bustamante Sá e Ado Malagoli , entre outros, criou o Núcleo Bernardelli em 1931. Viajou para Estados Unidos em 1945, com o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Belas Artes do ano anterior. Na cidade de Nova York, estudou na Art's Students League of New York. Em 1946, foi para a Europa e após visita a vários países, fixou-se em Paris, onde estudou na Académie de La Grande Chaumière. Conheceu Pablo Picasso, por intermédio de Cícero Dias, e freqüentou os ateliês de Georges Braque e Georges Rouault. Expôs no Salon d'Automne (Paris) e regressou ao Brasil em 1947. Em 1949, casou-se com a pintora Maria Leontina e passou a residir em São Paulo. Realizou muitas exposições individuais e também recebeu prêmios nas Bienais Internacionais de São Paulo (1955, 1957). TEODORO BRAGA, PÁG. 163; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 229; MEC, VOL. 2, PÁG. 13; BENEZIT, VOL. 3, PÁG.315; ITAU CULTURAL; PONTUAL, PÁG. 155; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; ACERVO FIEO.



203 - VAQUEIRO (1946)

Paisagem - acrílico sobre tela - 16 x 16 cm - canto inferior direito e dorso - 2015 -

Pintor autodidata, Nelson Vaqueiro nasceu em Cândido Mota, SP. Participou de várias mostras coletivas e oficiais, destacando-se: ‘Gente da Terra’ - Paço das Artes, SP (1980); ‘Naive Spring’ Uri and Rami Nachushtan Museum, Kibbutz Ashdot Yaacov Meuchad, Israel (2004). ITAU CULTURAL; JULIO LOUSADA VOL. 1, PÁG. 1023; naiveartonline.com.



204 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulata - serigrafia - P.I. - 50 x 43 cm - canto inferior direito -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



205 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Figuras - litografia - 24/30 - 35 x 50 cm - canto inferior direito -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



206 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Cangaceiro - serigrafia - 50 x 31 cm - canto inferior direito - 1963 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



207 - ALFREDO VOLPI (1896 - 1988)

Bandeirinhas - litografia off set - 156/250 - 68 x 46 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.



208 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulata - serigrafia - H.C. - 60 x 43 cm - canto inferior direito -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



209 - MILTON DACOSTA (1915 - 1988)

Figura - serigrafia - P.I. - 41 x 31 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador. Milton Rodrigues da Costa nasceu em Niterói, RJ e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou estudos de desenho e pintura, em 1929, com o professor alemão August Hantv. No ano seguinte matriculou-se no curso livre de Marques Júnior, na Escola Nacional de Belas Artes. Junto com Edson Motta, Bustamante Sá e Ado Malagoli , entre outros, criou o Núcleo Bernardelli em 1931. Viajou para Estados Unidos em 1945, com o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Belas Artes do ano anterior. Na cidade de Nova York, estudou na Art's Students League of New York. Em 1946, foi para a Europa e após visita a vários países, fixou-se em Paris, onde estudou na Académie de La Grande Chaumière. Conheceu Pablo Picasso, por intermédio de Cícero Dias, e freqüentou os ateliês de Georges Braque e Georges Rouault. Expôs no Salon d'Automne (Paris) e regressou ao Brasil em 1947. Em 1949, casou-se com a pintora Maria Leontina e passou a residir em São Paulo. Realizou muitas exposições individuais e também recebeu prêmios nas Bienais Internacionais de São Paulo (1955, 1957). TEODORO BRAGA, PÁG. 163; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 229; MEC, VOL. 2, PÁG. 13; BENEZIT, VOL. 3, PÁG.315; ITAU CULTURAL; PONTUAL, PÁG. 155; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; ACERVO FIEO.



210 - RUBENS MATUCK (1952)

Peixe - gravura - 06/24 - 28 x 40 cm - canto inferior direito - 1986 -

Paulistano, o autor é gravador, pintor, escultor, desenhista, ilustrador, designer. Arquiteto pela FAU-SP em 1977. Freqüenta os ateliês de pintura de Aldemir Martins e de Flexor; o de gravura de Evandro Carlos Jardim e de Renina Katz, e o de escultura de Van Acker. Ilustra páginas de publicações, como o Jornal da Tarde, de 1969 a 1976; e as revistas Playboy e IstoÉ, entre outras. É autor e ilustrador de diversos livros infanto-juvenis. Em 1993, recebe o Prêmio Jabuti pela ilustração do livro infantil O sapato furado. Conforme depoimento de Aldemir Martins..."Desenhista dos mais finos e senhor da mão que revela os mistérios das coisas e seres. Conhecedor de peixes, passáros, animais e pessoas. De corpo inteiro aí está Rubens Matuck que conhece e capta a leveza dos traços e a crueza dos sonhos, o mapa da amizade e leva para o papel as dúvidas e certezas das artes. Eis meu amigo que conhece e trilha os caminhos do Nordeste e calca em seda os caminhos de Marco Polo, na poesia dos tempos, como caravaneiro e artista. Da poeira dos tempos sugere retratos, pesquisa de almas, senhor do preto e branco, dono das riquezas das cores, senhor do carinho arabe, misturados nestes sonhos o cadinho da amizade. Meu amigo." in MATUCK, Rubens. Rubens Matuck. São Paulo, Escritório de Arte Val de Almeida Jr., 1993. ITAÚ CULTURAL.



211 - AGRIPINO PESSOA CASTELLO BRANCO (1929)

Paisagem - óleo sobre tela - 16 x 24 cm - canto inferior direito -

Pintor assina Castello Branco. Participou de diversas exposições individuais e coletivas. JULIO LOUZADA ,vol. 7, pag. 153



212 - DENISE KOVALSKI (XX)

Composição - serigrafia - 13/100 - 33 x 48 cm - canto inferior direito -

Pintora e gravadora com diversas participações em mostras e Salões oficiais. JULIO LOUSADA VOL. 6 PÁG. 559.



213 - FRANCISCO CÉA (1908 - XX)

"Vida campestre" - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior direito e dorso - 1985 -

Pintor e desenhista com várias participações em mostras coletivas e Salões oficiais. Recebeu Medalha de Bronze no Salão Nacional de Belas Artes - Rio de Janeiro, em 1954. ITAU CULTURAL; MEC VOL. 1, PÁG. 394; JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 247; VOL. 13, PÁG. 80; web.artprice.com



214 - DIRCE PIRES (1930)

Procissão - óleo sobre tela - 54 x 73 cm - canto inferior direito -

Nasceu em Tatuí, SP, no dia 24 de abril de 1930, assina suas obras DIRCE PIRES. Pintora ingênua, suas obras tem como tema cenas rurais e aspectos da vida interiorana. Viúva do pintor Walter Lewy. Autodidata, com participações em coletivas, inclusive no exterior JULIO LOUZADA, vol. 1 pág. 771, Acervo FIEO.



215 - AXEL LESKOSCHEK (1889 - 1976)

No parque - xilogravura - 18 x 13 cm - canto inferior direito -

Importante gravador, pintor e professor austríaco. Realizou sua formação artística na Áustria e ali publicou álbuns de xilogravuras e águas-fortes. Veio residir no Brasil em 1930, fugindo do nazismo, aqui ficando até 1950. Ilustrou diversas publicações nacionais, entre elas, e principalmente, as edições brasileiras dos romances de Dostoiévski (Ed. José Olimpio). Foi professor, entre outros, de Renina Katz, Fayga Ostrower e Ivan Serpa. MAYER/88, pág.494; JULIO LOUZADA, vol.1, pág.609; BENEZIT, vol.6, pág.612, ART PRICE ANNUAL/2000, pág.1464; PONTUAL, pág.309, TEIXEIRA LEITE, pág.284; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 605; ARTE NO BRASIL, pág. 840; Acervo FIEO.



216 - ERNANE CORTAT (1951)

Primavera - técnica mista - 17 x 26 cm - canto inferior direito -

Nasceu em Santa Clara, Rio de Janeiro. Pintor autodidata, inciou-se nas artes em 1981, já tendo exposto suas obras no Rio de Janeiro, São Paulo, Estados Unidos, Colombia, Venezuela, Chile e Trinidad-Tobago. É ativo no Espirito Santo, onde fixou residência. Walmir Ayala, crítico de arte, assim escreveu sobre a arte deste autor: " ... Sobre um fundo geralmente negro, ele pontilha copas de árvores, telhados, jardins, espelhando um povo miúdo e disponível numa área invadida de serenidade e paz..." JULIO LOUZADA, vol. 13 pág. 92



217 - SIRON FRANCO (1947)

Figuras - desenho a nanquim - 19 x 14 cm - lado direito -

Pintor, escultor, ilustrador, desenhista, gravador e diretor de arte, Gessiron Alves Franco nasceu em Goiás, GO. Mudou-se para Goiânia (1950) onde estudou pintura (1960) com D. J. Oliveira e Cleber Gouvêa e também foi aluno-ouvinte da Escola de Belas Artes da Universidade Católica de Goiânia. Frequentou os ateliês de Bernardo Cid e Walter Levy, em São Paulo (1969 e 1971), integrando o grupo que fez a exposição 'Surrealismo e Arte Fantástica', na Galeria Seta. Em 1975, com o Prêmio Viagem ao Exterior (1975 – Salão Nacional de Arte Moderna, RJ) residiu entre capitais europeias e o Brasil. Iniciou o projeto 'Ver-A-Cidade' (1979) realizando diversas interferências no espaço urbano de Goiânia. Desde 1986 realiza monumentos públicos baseados na realidade social do país. Fez direção de arte para documentários de televisão (1985 a 1987) como 'Xingu', concebido por Washington Novaes, premiado com medalha de ouro no Festival Internacional de Televisão de Seul. Realizou exposições individuais e participou de inúmeras mostras coletivas e Salões oficiais, destacando-se: Bienal Nacional de Artes Plásticas, Salvador – BA (1968); Bienal Nacional, SP (1974); Bienal Internacional de São Paulo (1975 – Prêmio de Pintura, 1979, 1989, 1991); Panorama da Arte Atual Brasileira, SP (1976, 1983, 1989); Salão Nacional de Arte Contemporânea, Belo Horizonte – MG (1979); Bienal de Valparaíso, Chile (1981); Bienal de Medellín, Colômbia (1981); 'A Cor e o Desenho do Brasil' - Itália, São Paulo, Holanda, Portugal, França (1984); Bienal de Artes Visuais do MERCOSUL, Porto Alegre – RS (1997, 2005); 'Brasil+500 Mostra do Redescobrimento', São Paulo (2000); Bienal de Havana, Cuba (2003), entre outras. WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 343; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 206; JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 957; PONTUAL PÁG. 222; MEC VOL. 2, PÁG. 206; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 760; LEONOR AMARANTE PÁG. 240, ACERVO FIEO; www.pinturabrasileira.com; www.artprice.com.



218 - HAJIME HIGAKI (1908 - 1998)

Paisagem - óleo sobre tela - 35 x 44 cm - canto inferior esquerdo -
No estado.

Pintor nascido em Imabari, Japão e falecido em São Paulo. Estudou com Iori Saito e Takeji Fukushima, e na Academia Kawabata, em Tóquio, Japão, na década de 20. Nessa época, realizou sua primeira mostra individual na YMCA em Imabari. Imigrou para o Brasil em 1929 onde, alguns anos depois, cursou a Escola de Belas Artes de São Paulo, com Lopes de Leão. Em 1935, tornou-se um dos fundadores do Grupo Seibi-Kai, participando com frequência de suas exposições. Frequentou esporadicamente as sessões de desenho do Grupo Santa Helena; além disso, participou do Grupo 15 e do Grupo Guanabara. Em 1959 viajou a Paris, França para estudar e conhecer artistas. Participou de mostras e Salões oficiais como: Bienal Internacional de São Paulo (1951), entre muitas outras. Foi premiado em São Paulo em: 1938, 1940, 1948, 1952, 1960, 1969, 1981. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 2, PÁG. 498; VOL. 3, PÁG. 515; MEC VOL. 2, PÁG. 337; www.bunkyo.bunkyonet.org.br; www.pinacoteca.org.br.



219 - INOS CORRADIN (1929)

Cavaleiro - serigrafia - 107/120 - 30 x 35 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, escultor e cenógrafo, nascido em Vogogna, Itália. Por volta de 1932 mudou-se com a família para Castelbaldo - Padova, onde, em 1945, estudou pintura com professor Tardivello. Em 1947 colaborou com o pintor Pendin na execução de um mural referente aos mártires da resistência italiana em Castelbaldo. Veio, em 1950, para Jundiaí e São Paulo onde fez parte do núcleo artístico Cooperativa em São Paulo, dirigido pelo pintor argentino Oswaldo Gil Navarro. Executou cenários para o Ballet do IV Centenário de São Paulo, em 1954. Em 1979 foi contratado para pintar um cenário para o Teatro de Rovigo, Itália. Realizou diversas exposições individuais, participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais pelo Brasil e pelo mundo. Foi premiado em Paris (1975) e em Ferrara, Itália (1976). JULIO LOUZADA, VOL. 11, PÁG. 152; PONTUAL, PÁG. 143; MEC, VOL. 1, PÁG. 448; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 215; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; inoscorradin.com.br.



220 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Dançarinos - óleo sobre tela - 38 x 55 cm - não assinado -



221 - FLORIANO TEIXEIRA (1923 - 2000)

Barco - técnica mista - 30 x 21 cm - centro - 02/IV/1971 -
Com dedicatória.

Nasceu em Cajapió, Maranhão. Foi pintor, desenhista, gravador e cenógrafo. Estudou desenho, ainda em São Luís (Maranhão), com Rubens Damasceno em 1935 e pintura com João Lázaro de Figueiredo em 1940. Em 1952, em Fortaleza (Ceará), participa da criação do Grupo dos Independentes, com Antonio Bandeira e J. Siqueira. Em 1962, organiza e dirige o Museu de Arte da UFC. Ilustra vários livros, destacando-se entre eles: Dona Flor e seus Dois Maridos, A Morte e a Morte de Quincas Berro D'Água, O Menino Grapiúna - todos de Jorge Amado - e A Terra dos Meninos Pelados, de Graciliano Ramos. Entre as exposições de que participa, destacam-se: Salão de Abril, várias edições entre 1950 e 1957 (Primeiro Prêmio, 1952, 1953, 1957); I ao III Salão dos Independentes, Fortaleza, 1952/1953/1954; I Bienal Nacional de Artes Plásticas, Salvador, 1966 (Grande Prêmio); Panorama da Arte Atual Brasileira, no MAM/SP, de São Paulo, várias edições entre 1969 e 1976; Os Ilustradores de Jorge Amado, na Fundação Casa de Jorge Amado, Salvador, 1988; SCAP: 50 Anos, na Sociedade Cearense de Artes Plásticas, Fortaleza, 1991. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, vol. 13 pág 328



222 - JOÃO ROSSI (1932 - 2000)

Paisagem - gravura - P.A. - 24 x 28 cm - canto inferior direito - 1974 -
Com a seguinte dedicatória: "P/ M/ amigo Schenberg - São Paulo - 974".

Pintor, gravador, ceramista, professor e escultor, natural de São Paulo, onde nasceu a 24 de dezembro. Autodidata, lecionou em cursos de desenho, cerâmica e pintura na APBA e na FAAP-SP. Executou murais de cerâmica na cidade de São Paulo. " A paisagem urbana de São Paulo foi sempre o grande tema de João Rossi, um dos artistas mais significativos da geração seguinte à dos artistas do Santa Helena." - Mário Schemberg. JULIO LOUZADA, vol. 7 pág. 610; ITAÚ CULTURAL; TEIXEIRA LEITE, pág. 452; PONTUAL, pág. 463 ; WALTER ZANINI, pág. 734, Acervo FIEO.



223 - SUETONIO MEDEIROS (1970)

Cavalos - desenho a nanquim e aquarela - 29 x 42 cm - canto inferior direito -

Alagoano, Suetônio Cícero Medeiros ministra aulas de desenho na Fundação Cultural de Blumenau (FCB). Desenvolve uma linguagem própria independente de escola ou estilo, realizando trabalhos nas mais diversas áreas artísticas, como a pintura, escultura, desenho, restauração, modelagem, maquetaria, fundição e metalgrafia. Suas obras baseiam-se em estudos desenvolvidos acerca de filósofos gregos pitagóricos que defendiam a obtenção da harmonia através da proporção da freqüência, enfatizando a crescente necessidade de se conseguir harmonizar as partes com o todo. Realizou várias exposições coletivas e individuais.https://semanadeartesdafurb.wordpress.com/curriculos/



224 - GERARDO DE SOUSA (1950)

"Cena de fazenda" - óleo sobre eucatex - 16 x 24 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1984 - Rio de Janeiro -

Pintor, Gerardo Luiz de Sousa nasceu em Guaraciaba do Norte, CE. Assina Gerardo de Sousa. Ativo no Rio de Janeiro onde, em 1973, começou a expor seus trabalhos na Feirarte, Praça General Osório. Realizou exposições individuais no: Rio de Janeiro (1974 a 1978, 1980, 1985, 1987); Niterói, RJ (1979, 1983), Teresópolis, RJ (1982). Participou de várias mostras coletivas e Salões oficiais no Rio de Janeiro e pelo o Brasil. No exterior expôs em: Milão (1975); San Salvador, Caracas, Toronto e Nova York (1976); Nova Jersey e Genebra (1977); Santiago do Chile (1979); Paris (1986); Tóquio (1989); Eslováquia (1994). Foi premiado no Rio de Janeiro (1974) e em Piracicaba, SP (1992). MEC VOL. 4, PÁG. 313; JULIO LOUZADA VOL. 11, PÁG. 306.



225 - ANTONIO PESSOA (1943)

Casal - múltiplo em bronze - 20 x 08 x 02 cm - assinado -

Escultor, assina Tonny. Radicado no Rio de Janeiro detentor de bom curriculo nacional e internacional com inumeras participações em Salões Oficiais,varias vezes premiado. Ótimo mercado.



226 - GILBERTO SALVADOR (1946)

Composição - serigrafia - 23/50 - 50 x 35 cm - canto inferior direito - 1989 -

Paulistano, Gilberto Salvador é pintor e desenhista, desfrutando de reconhecidos méritos pela critica especializada. Participou da IX Bienal de São Paulo (1967) e de outros Salões Oficiais a partir desse mesmo ano, recebendo diversas premiações. MEC, vol. 4, pág. 153; PONTUAL, pág. 469; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 740; ARTE NO BRASIL, pág. 971; LEONOR AMARANTE, pág. 185; Acervo FIEO.



227 - ADRIANO GAMBIM (1983)

"Nu feminino II" - desenho a nanquim e lápis de cor - 28 x 20 cm - canto inferior direito - 2012 -

Pintor, desenhista, gravador e arte-educador. Sua formação artística foi na UNIMESP e UNESP, São Paulo. Realizou exposições individuais em Guarulhos (2004, 2008, 2009, 2010, 2011) e tem participado de várias mostras coletivas e Salões individuais como: Guarulhos, SP (2001, 2007 a 2013); São Paulo (2008, 2010); Araraquara, SP (2006, 2010, 2012); Franca, SP (2008); Catanduva, SP (2008); Suzano, SP (2009); Ubatuba, SP (2005, 2009); Ribeirão Preto, SP (2010); Mairiporã, SP (2010); Santo André, SP (2010); Santos, SP (2011); Araras, SP (2013); Embu, SP (2013); Curitiba, PR (2012); Porto Alegre, RS (2013); Brasília, DF (2013); Castro, PR (2013); Ceará (2012); Espanha (2005 a 2008, 2013); Finlândia (2007); México (2009); Itália (2007, 2009); Romênia (2007, 2010). Foi premiado em: Guarulhos, SP (2007 a 2009, 2011); Mairiporã, SP (2011); Espanha (2011); Araraquara, SP (2010, 2012, 2013); Araras, SP (2012); Rio Claro, SP (2013). www.artprice.com.



228 - JOSÉ BENEVENUTO MADUREIRA (1903 - 1976)

Olhando o mar - óleo sobre eucatex - 22 x 32 cm - canto inferior direito -

Nascido em Sorocaba / SP, radicou-se em Santos onde foi ativo em sua arte. Estudou com Campos Ayres e Enrico Vio. Participou de coletivas no Salão Paulista de Belas Artes / SP, Salão Nacional de Belas Artes / RJ e Salão de Belas Artes / Santos/SP, tendo recebido diversos prêmios. Tem obras na Pinacoteca do Estado de São Paulo, Palácio e Prefeitura de São Paulo. MEC, vol. 3, pág. 36; JULIO LOUZADA, vol.1, pág. 566, Acervo FIEO.



229 - FRANCISCO DA SILVA (1910 - 1985)

Bichos - têmpera sobre cartão - 55 x 76 cm - centro inferior - 1969 -
No estado.

Pintor e desenhista, Francisco Domingos da Silva nasceu em Alto Tejo, AC e faleceu em Fortaleza, CE. Filho de índio peruano com brasileira, ainda criança se fixou em Fortaleza, por volta de 1937, onde começou a desenhar a carvão e giz sobre muros e paredes de casebres de pescadores. Na década de 40, sob o incentivo do crítico e pintor suíço Jean Pierre Chabloz, iniciou-se na pintura a guache juntamente com Chabloz, Antônio Bandeira e Inimá de Paula. O mesmo Jean Pierre lança-o em Paris. Entre 1961 e 1963, trabalhou no recém-criado Museu de Arte da UFCE. Expôs individualmente no Brasil a partir de 1943 e em diversas mostras coletivas no Brasil e exterior, com premiações, destacando-se a recebida na XXXIII Bienal de Veneza (1966). JULIO LOUZADA, VOL. 1 PÁG. 909; ITAU CULTURAL; LEONOR AMARANTE; ARTE NO BRASIL, ACERVO FIEO; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 478.



230 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Ruela - gravura - P.A. - 23 x 19 cm - canto inferior direito ilegível - 1988 -



231 - YASUICHI KOJIMA (1934)

"Flor de outono" - óleo sobre tela - 60 x 73 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1968 -
Com etiqueta do I Salão Nacional de Arte Contemporânea de Santo André - SP, no dorso.

Pintor e ceramista nascido em Tajimi, Japão - cuja população vive de cerâmica e porcelana. Seu pseudônimo artístico é Kojima. Recebeu influência de seu pai, Shigueo Kojima - tradicional artista e ceramista japonês conhecido pelo nome artístico Juho Kojima. Formou-se na Escola de Cerâmica Industrial de Tajimi - Gifu, Japão. Veio para o Brasil em 1953, trabalhou por cinco anos em São Caetano e transferiu-se para Mauá onde, como seu pai, montou sua própria fábrica de cerâmicas e porcelanas que está em atividade até hoje. Naturalizou-se brasileiro e estudou pintura com Manabu Mabe, Takaoka e Nakajima. Realizou exposição individual em Poá, SP (2009) e no Museu de Arte do Parlamento de São Paulo (2013). Participou de diversas mostras e Salões oficiais em: São Bernardo do Campo, SP (1967); São Paulo (1968, 1969, 2001 a 2010); Poá, SP (2009-como convidado); Embu, SP (2012 - Prêmio Prata). www.mauamemoria.com.br; www.radaroficial.com.br/d/31498914; issuu.com/shinzenbi/docs/makoto_5/27.



232 - CARLOS GEYER (1912 - XX)

"Baixada" - gravura original - 37 x 30 cm - canto inferior direito -

Pintor e gravador radicado no Rio de Janeiro. JULIO LOUZADA vol.11, pág.127



233 - ESCOLA ISRAELENSE SÉC. XX

Colhendo frutas - óleo sobre tela colada em eucatex - 70 x 50 cm - canto inferior esquerdo -
Leoni/.... (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")



234 - ETTORE ELIO XIMENES (1855 - 1926)

Nu - escultura em gesso - 40 x 49 x 25 cm - assinado -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Escultor, pintor e ilustrador italiano nascido em Palermo e falecido em Roma. Cursou a Academia de Belas Artes de Palermo e, em seguida, estudou com Domenico Morelli. Expôs em Palermo, Florença, Nápoles, Viena e em Paris onde recebeu a Medalha de Ouro na Exposição Universal (1900). Em 1922 consagrou-se como autor do Monumento do Ipiranga, SP e do Painel baseado na tela de Pedro Américo. BENEZIT VOL. 10, PÁG. 834; JULIO LOUZADA, VOL. 13, PÁG. 359; www.arcadja.com.



235 - ABELARDO ZALUAR (1924 - 1987)

Composição - serigrafia - P.A. - 49 x 49 cm - canto inferior direito - 1971 -

Pintor, desenhista, gravador, professor. Entre 1944 e 1948, assiste às aulas da Escola Nacional de Belas Artes (Enba). Participou do I ao XII e do XV SNAM (entre 1952 e 1966/ prêmio de viagem ao estrangeiro em 1963.). Realizou exposições individuais no MNBA (1947) e na Galeria Ambiente (São Paulo, 1960), Museu de Arte de Belo Horizonte (1960), Instituto de Belas Artes de Porto Alegre (1961), Petite Galerie-GB (1962). Sua obra experimentou uma simplificação de traços de tendência geometrizante, levando Frederico Morais a comentar a seu respeito em 1969; "Não se pensem que Zaluar, por ser um partidário da ordem, afaste deliberadamente o imprevisto, a contribuição do acaso, o vôo poético (...) seus últimos trabalhos fazem lembrar, na monumentalidade silenciosa da forma despojada, o mundo futuro do espaço cósmico, das estruturas moventes, das plataformas que se acoplam ou se dividem numa metamorfose constante". Encontra-se representado no acervo do MNBA, Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e Museu de Arte de Belo Horizonte. WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 449/50; MEC, vol. 4, pág. 527; PONTUAL, pág. 556; TEIXEIRA LEITE, pág. 546; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 682; ARTE NO BRASIL, pág. 934; LEONOR AMARANTE, pág. 218.



236 - CLAUDIO TOZZI (1944)

Paisagem - serigrafia - P.A. - 43 x 43 cm - canto inferior direito -

Pintor, arquiteto e gravador, Claudio José Tozzi nasceu em São Paulo. É mestre em arquitetura pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo. Realizou diversas exposições individuais. Participou, entre várias mostras e Salões oficiais, da Bienal Internacional de São Paulo em 1967, 1969, 1977, 1985, 1989, 1991; do Panorama da Arte Atual Brasileira em 1971, 1973, 1976, 1977, 1979, 1980, 1983; da Bienal de Veneza em 1976; da Bienal de Paris em 1980. Criou painéis para espaços públicos de São Paulo, como: ‘Zebra’, colocado na lateral de um prédio da Praça da República; na Estação Sé do Metrô, em 1979; na Estação Barra Funda do Metrô, em 1989; no edifício da Cultura Inglesa, em 1995 e, no Rio de Janeiro, na Estação Maracanã do Metrô Rio, em 1998. WALMIR AYALA VOL.2, PÁG.388; PONTUAL PÁG.525; TEIXEIRA LEITE PÁG. 512; ARTE NO BRASIL VOL.2, PÁG.1059; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 740; LEONOR AMARANTE PÁG. 170; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 992; www.eca.usp.br; www.pinacoteca.org.br.



237 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Nu - litografia - 37/100 - 60 x 48 cm - canto inferior direito - 1982 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



238 - SILVIA ALVES (1947)

"Primavera em São Paulo" - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito -

Pintora, desenhista, escultora, gravadora, ilustradora, professora, poetiza e atriz Silvia Ferraro Alves nasceu em São Paulo. Estudou desenho e escultura com Alvaro de Bauptista (1980 a 1984) na Universidade de Campinas; formou-se em Pintura na Faculdade de Belas Artes (1986); mestrado em Aquarela na Faculdade Santa Marcelina (1998); frequentou o ateliê de Gravura do Museu Lasar Segall (1985 a 1988); os ateliês de pintura e desenho dos professores Lecy Bomfim, Salvador Rodrigues, Deusdedith Campanelli, Colette Pujol, Djalma Urban, Francisco Cuoco, Fang, o ateliê de escultura no Museu Brasileiro de Escultura (1980 a 1994) e aquarela com Iole Di Natale (1994 a 1998). Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais. Foi premiada em 1983, 1989, 1991, 1993, 1994, 1997, 1999, 2000, em São Paulo. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL, 10, PÁG, 49; www.silviaalves.art.br.



239 - RAQUEL GALLENA (1955)

Paisagem - acrílico sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito -

Pintora, desenhista e gravadora paulistana, realizou diversas exposições coletivas e individuais. Participou de Salões Oficiais obtendo diversas premiações. JULIO LOUZADA vol. 13 pág. 144



240 - DOMENICO CALABRONE (1928 - 1999)

Casal - escultura em bronze - 24 x 11 x 05 cm - assinado - 1986 -

Pintor, escultor, ceramista e joalheiro. Nascido na Calábria, Itália, completou seus estudos artísticos em Roma, no ano de 1951. Fixou-se em São Paulo em 1954, passando e frequentar a Escola de Arte do Museu de Arte Moderna. Sua escultura, hoje conhecida internacionalmente, destaca-se pelo vigor de suas mensagens e pela alta qualidade artística e técnica. JULIO LOUZADA vol.2, pág.194; ITAU CULTURAL; LEONOR AMARANTE, pág. 336; WALTER ZANINI, pág. 770.



241 - MARCELO GRASSMANN (1925 - 2013)

Animais fantásticos - litografia off set - 31 x 46 cm - canto inferior esquerdo - 1976 -
Com a seguinte dedicatória: para Mário, M. Grassmann - 1976.

Desenhista, gravador, ilustrador, pintor, escultor e professor, nasceu em São Simão, SP. Estuda fundição, mecânica e entalhe em madeira na Escola Profissional Masculina do Brás, SP. Passa a realizar xilogravuras a partir de 1943. Atua como ilustrador do Suplemento Literário do ‘Diário de São Paulo’, do ‘O Estado de S. Paulo’ e do ‘Jornal do Estado da Guanabara’. Quando reside no Rio de Janeiro, a partir de 1949, freqüenta os cursos de gravura em metal, com Henrique Oswald e de litografia, com Poty, no Liceu de Artes e Ofícios. Em Salvador (1952), trabalha com Mario Cravo Júnior. .Recebe o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Arte Moderna (1953) e vai para a Academia de Artes Aplicadas, em Viena. Passa a dedicar-se principalmente ao desenho, à litografia e à gravura em metal. Em 1969, sua obra completa é adquirida pelo governo do Estado de São Paulo, passando a integrar o acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo . Em 1978, a casa em que nasceu, em São Simão, é transformada em museu e tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo - Condephaat. Participou de muitas exposições e das Bienais de: São Paulo (1951 a 1961, 1967, 1969, 1979, 1985, 1989); Veneza (1950, 1956, 1958, 1962); Paris (1959). Principais prêmios: Bienal de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1959, 1967); Bienal de Veneza (1950, 1956, 1958,1962); Bienal de Paris (1959). PONTUAL, PÁG. 249; MEC, VOL. 2, PÁG. 281 E 282; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG. 439; VOL. 5, PÁG. 453; VOL. 9, PÁG. 383.



242 - FANG (1931 - 2012)

Pássaros - aguada de nanquim - 25 x 50 cm - canto inferior direito -
Esta obra participou da exposição "Os pincéis de Fang", realizada no Centro Cultural Correio São Paulo, de 09 de maio a 07 de julho de 2014, com apresentação e curadoria de Enock Sacramento, estando reproduzida na página 20 do catálogo da mostra.-

Pintor, desenhista, gravador e professor, Chien Kong Fang, ou simplesmente Fang, nasceu na cidade de Tung Cheng, China e faleceu em São Paulo. Estudou sumiê e aquarela na China em 1945. Veio morar em São Paulo com a família em 1951, naturalizando-se brasileiro em 1971. Entre 1954 e 1956, estudou pintura com Yoshiya Takaoka em São Paulo. Viajou, em 1977, para a América do Norte, Europa e Ásia, onde desenvolveu o seu trabalho de pintura. Em 1981, foi realizado o curta metragem biográfico ‘O Caminho de Fang’, em São Paulo. Visitou a China, convidado pelo governo chinês, em 1985. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1959, 1961, 1962, 1978, 1981, 1993, 2005); Salvador, BA (1962); Rio de Janeiro (1978, 1986); Schleswing, Alemanha (1985); Lugana, EUA (1990); Americana, SP (1994); Formosa, Taiwan (1994). Foi premiado no Rio de Janeiro (1957) e em São Paulo (1960 a 1962, 1967 a 1969, 1978, 1979, 1991). Participou do Panorama da Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1978). MEC, VOL. 2, PÁG. 124; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 366; VOL. 6, PÁG. 378; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 189; PONTUAL, PÁG. 201; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; www.fang.com.br; www.artprice.com.



243 - SALVADOR RODRIGUES JR (1907 - 1995)

"Casario de Paraty" - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito e dorso - 1981 -
No estado.

Nasceu em Cádiz, Espanha, a 8 de abril de 1907. Veio a falecer no dia 24 de julho de 1995, em São Paulo-SP. Pintor e professor. A sua pintura é toda poesia e sem artifícios. O artista não imita ninguém. Tem estilo e sentido próprios. Estas algumas das observações do crítico da Sociarte, José Cornelsen. O autor obteve mais de uma centena de medalhas e troféus em certames oficiais. JULIO LOUZADA vol.9, pág.741, Acervo FIEO.



244 - JOSÉ RIOS PINTO (1926)

Choupana - óleo sobre eucatex - 16 x 24 cm - canto inferior direito -

Pintor paulista da cidade de Santa Lúcia, onde nasceu a 22 de agosto de 1926. Estudou com Reynaldo Manzke e Campão, na Capital, nas técnicas de óleo e aquarela. Participa dos Salões Oficiais a partir de 1974, havendo recebido mais de 95 prêmios com suas lindas paisagens, que o consagraram. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 824.



245 - DURVAL PEREIRA (1917 - 1984)

Barcos - óleo sobre tela - 35 x 46 cm - canto inferior direito - 1955 -

Nascido e falecido em São Paulo onde foi pintor e professor ativo. Premiado com a Menção Honrosa no Salão Paulista de Belas Artes em 1944, passou a viver exclusivamente da pintura. Em 1946, estudou artes plásticas na Associação Paulista de Belas Artes. Pintava ao ar livre, aos domingos, com os pintores Salvador Rodrigues, Salvador Santisteban, Cirilo Agostinho, Jaime Dinis, Djalma Urban, Innocencio Borghese, e outros. Premiado praticamente em todos os Salões de que participou, acumulou, em toda sua carreira, 419 prêmios de todos os cantos do mundo. Recebeu ao todo, 15 comendas das mais importantes do Brasil. Nos últimos três anos de sua vida recebeu também todos os Primeiros Prêmios e Medalhas de Ouro nas exposições de Paris, Rouen, Lyon, Roma, Miami e Milão (o maior prêmio dado à pintura: ‘La Madonina de Milano’). MEC, vol. 3, pág. 368; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 749; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO; www.tntarte.com.br.



246 - MENASE WAIDERGORN (1927)

Boiadeiro - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor nascido em Hotin, Romênia. Seus pais vieram para o Brasil (1932) fixando residência em São Paulo. Ingressou na Associação Paulista de Belas Artes (fim da década de 1940), onde conheceu Dario Mecatti. Viajou pelo norte da África e Europa. Participou de diversos salões, coletivas oficiais e recebeu diversos prêmios. JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 1011; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



247 - ROMEU CAIANI (1923 - 1997)

"Praia de Boissucanga" - óleo sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor ativo em São Paulo, com diversas participações em coletivas, tais como: Salão da Paisagem Paulista (1968, 1969 e 1970), com premiação. JULIO LOUZADA, vol.11, pág.49; MEC, vol.1, pág.324, Acervo FIEO.



248 - CLÓVIS GRACIANO (1907 - 1988)

Caboclo - gravura - E/A - 10 x 16 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, cenógrafo, gravador, ilustrador, nasceu em Araras - SP e faleceu em São Paulo. Em São Paulo, a partir de 1934, realizou estudos com o pintor Waldemar da Costa, entre 1935 e 1937. Em 1937, integrou o Grupo Santa Helena com Francisco Rebolo, Mario Zanini, Bonadei e outros. Frequentou o curso de desenho da Escola Paulista de Belas Artes até 1938. Membro da Família Artística Paulista - FAP, em 1939 foi eleito presidente do grupo. Participou regularmente dos Salões do Sindicato dos Artistas Plásticos e, em 1941, realizou sua primeira individual. Em 1948, foi sócio-fundador do Museu de Arte Moderna de São Paulo - MAM/SP. Viajou para a Europa em 1949, com o prêmio recebido no Salão Nacional de Belas Artes. Permaneceu dois anos em Paris, onde estudou pintura mural e gravura. A partir dos anos 1950, dedicou-se principalmente à pintura mural. Em 1971, assumiu o cargo de diretor da Pinacoteca do Estado de São Paulo. De 1976 a 1978, exerceu a função de adido cultural em Paris. Participou por toda sua vida de muitas mostras e Salões oficiais pelo o Brasil e pelo mundo. MEC, VOL. 2, PÁG. 280; PONTUAL, PÁG. 247/8; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 225 A 227; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; ARTE NO BRASIL, PÁG. 784; LEONOR AMARANTE, PÁG. 58; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 433; VOL. 4, PÁG.483; VOL. 5, NPÁG. 450; ACERVO FIEO.



249 - JORGE GUINLE FILHO (1947 - 1987)

Composição - óleo sobre cartão - 20 x 29 cm - canto inferior direito - 1980 -

Pintor, desenhista e gravador nascido e falecido em Nova York, EUA. Mudou-se com a família para o Brasil ainda no ano de seu nascimento e permaneceu no Rio de Janeiro até 1955. Desse ano até 1962, acompanhando a mãe, morou em Paris e, em seguida, em Nova York, onde residiu até 1965. Na França, em paralelo a sua formação regular, iniciou, como autodidata, estudos de pintura e frequentou museus e galerias de arte, prática que manteve quando se transferiu para os Estados Unidos. De 1965 a 1974 viveu no Rio de Janeiro e passou temporadas em Londres e Paris, cidade para onde retornou nesse último ano e se estabeleceu por mais três anos. Em 1977, voltou a residir no Rio de Janeiro. Seu trabalho ganhou repercussão e, na década de 1980, integrou as principais exposições de arte do país. A produção do artista, concentrada em seus últimos sete anos de vida, foi dedicada, sobretudo à pintura. Jorge Guinle foi um importante incentivador da revalorização da pintura promovida pelo grupo de jovens artistas conhecido como Geração 80. Participou da mostra ‘Como Vai Você, Geração 80?’, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage - EAV/Parque Lage, Rio de Janeiro, 1984, escreveu um texto para a edição especial da revista ‘Módulo’ dedicada a essa mostra, participou de várias exposições e eventos realizados por esses artistas e escreveu sobre suas obras. Participou também da 17ª e 18ª Bienal Internacional de São Paulo (1983 e 1985). Em 1985 recebeu o Prêmio de Viagem ao Estrangeiro no 8º Salão Nacional de Artes Plásticas, MAM-RJ. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL. 2, PÁG.482; LEONOR AMARANTE, PÁG. 312. ACERVO FIEO.



250 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Flores - óleo sobre madeira - 27 x 22 cm - não assinado -



251 - WALTER LIMA (XX)

Colhendo flores - óleo sobre tela - 22 x 16 cm - canto inferior direito -

Pintor e desenhista com diversas participações em mostras e Salões oficiais como: Salão do Mar, RJ (1958); Salão Nacional de Belas Artes, RJ (1971) onde recebeu Menção Honrosa. JULIO LOUZADA VOL. 6, PÁG. 597.



252 - GUERINO GROSSO (1907 - 1988)

Árabe - óleo sobre tela - 27 x 22 cm - canto inferior direito -

Natural de Rio Claro, neste Estado, Guerino Grosso iniciou seu aprendizado artístico em 1917. Frequentou a Escola de Belas Artes de São Paulo. Artista de grande sensibilidade, dedicou-se à pintura de naturezas mortas com metais, confirmando-se como um dos melhores do gênero. JULIO LOUZADA, vol, 12 ,pág 189. MEC, vol, 2, pág, 284; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



253 - EDMAR FERNANDES (1982)

"Bar da Jurema" - acrílico sobre tela - 30 x 20 cm - canto inferior direito e dorso - 2013 - Recife -

Edmar de Morais Fernandes nasceu em Chã de Alegria, PE. Iniciou-se na arte, ainda na adolescência, quando morava com seus avós numa pequena granja em Aldeia, cidade vizinha de Recife. Admirador da arte do barro desenha desde os treze anos. Possui trabalhos em Portugal, Suíça, França e Espanha. edmardeco.blogspot.com.br.



254 - HEINZ KÜHN (1908 - 1987)

Composição - guache - 29 x 20 cm - dorso - 1980 -

Pintor nascido em Berlim, Alemanha, e falecido em São Paulo. Iniciou seus estudos em sua terra natal, expondo obras na Alemanha e na França. Transferiu-se para o Brasil em 1950, fixando residência em São Paulo. Realizou exposições individuais em São Paulo (1952, 1956 - MAM, 1959 a 1962). Participou de mostras e Salões oficiais, entre eles: II, III e VIII da Bienal Internacional de São Paulo; II, IX, X e XIV Salão Paulista de Arte Moderna onde conquistou a Medalha de Prata (1952), o Prêmio Aquisição (1955) e a Medalha de Ouro (1965); XVIII Salão Municipal de Belo Horizonte; I Concurso Nacional de Joias - Prêmio de Viagem a Brasília. MEC VOL. 2, PÁG. 430; PONTUAL PÁG. 295; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 688; www.artprice.com.



255 - DJANIRA DA MOTTA E SILVA (1914 - 1979)

Soltando pipa - desenho a nanquim - 22 x 15 cm - canto inferior direito -

Pintora, desenhista, ilustradora, cartazista, cenógrafa e gravadora. Djanira da Motta e Silva nasceu em Avaré, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. No final da década de 1930, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde teve suas primeiras instruções de desenho no Liceu de Artes Ofícios e com o pintor Emeric Marcier, hóspede da pensão que Djanira instalou no bairro de Santa Teresa. Os contatos com os artistas Carlos Scliar, Milton Dacosta , Arpad Szenes , Vieira da Silva e Jean-Pierre Chabloz , frequentadores de sua pensão, proporcionaram um ambiente estimulador que a levou a expor no 48º Salão Nacional de Belas Artes, em 1942. No ano seguinte, realizou sua primeira mostra individual, na Associação Brasileira de Imprensa - ABI. Em 1945, viajou para Nova York. De volta ao Brasil, realizou o mural ‘Candomblé’ para a residência do escritor Jorge Amado, em Salvador, e painel para o Liceu Municipal de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Entre 1953 e 1954, viajou a estudo para a União Soviética. De volta ao Rio de Janeiro, tornou-se uma das líderes do movimento pelo Salão Preto e Branco, um protesto de artistas contra os altos preços do material para pintura. Realizou em 1963, o painel de azulejos ‘Santa Bárbara’, para a capela do túnel Santa Bárbara, Laranjeiras, Rio de Janeiro. No ano de 1966, a editora Cultrix publicou um álbum com poemas e serigrafias de sua autoria. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil, EUA e Europa. Foi premiada no Rio de Janeiro (1943, 1944, 1949, 1950 a 1953, 1955, 1963) e em São Paulo (1951, 1955). Participou da 1ª e da 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955). Em 1977, o Museu Nacional de Belas Artes - MNBA, realizou uma grande retrospectiva de sua obra. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 336; PONTUAL, PÁG. 181; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 164; MEC, VOL. 2, PÁG 58; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG, 263; WALTER ZANINI, PÁG. 810; ARTE NO BRASIL, PÁG. 824; ACERVO FIEO.



256 - MARIA LEONTINA (1917 - 1984)

Composição - pastel - 14 x 23 cm - centro inferior -

Pintora, gravadora e desenhista. Maria Leontina Mendes Franco da Costa nasceu em São Paulo, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. Iniciou estudos de desenho com Antônio Covello, em São Paulo (1938), e na primeira metade da década de 1940 estudou pintura com Waldemar da Costa. Em 1946, no Rio de Janeiro, frequentou o ateliê de Bruno Giorgi e fez curso de museologia no Museu Histórico Nacional, entre 1946 e 1948. Em 1947, participou da exposição ‘19 Pintores’, na Galeria Prestes Maia, em São Paulo, ao lado de Lothar Charoux, Marcelo Grassmann, Aldemir Martins, Luiz Sacilotto e Flavio-Shiró. Em 1951, foi convidada pelo psiquiatra e crítico de arte Osório César para orientar o setor de artes plásticas do Hospital Psiquiátrico do Juqueri. No mesmo ano, organizou uma mostra dos internos no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Em 1952, com bolsa de estudo do governo francês, viajou para a Europa, acompanhada pelo marido, o pintor Milton Dacosta. Em Paris, entre 1952 e 1954, frequentou o ateliê de gravura de Johnny Friedlaender. Na década de 1960, realizou painel de azulejos para o Edifício Copan e vitrais para a Igreja Episcopal Brasileira da Santíssima Trindade, ambos em São Paulo. Realizou exposições individuais e participou de inúmeras mostras, Salões oficiais e Bienais como a Bienal de Veneza (1950, 1952, 1956). Foi premiada no Rio de Janeiro (1944, 1950, 1955, 1957, 1980); em São Paulo (1944; 1947; 1951; 1954; 1958; 1960; 1980; 1955, 1959, 1965 - Bienais Internacionais; 1969, 1970 - Panoramas da Arte Atual Brasileira; 1975 - prêmio pintura da Associação Paulista de Críticos de Artes - APCA); Brasília, DF (1980); Curitiba, PR (1980; Porto Alegre, RS (1980); Nova York (1960 - Fundação Guggenheim). ITAU CULTURAL; MEC, VOL. 2, PÁG. 471; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 309; PONTUAL, PÁG. 338; ARTE NO BRASIL, PÁG. 772; LEONOR AMARANTE, PÁG. 25; WALTER ZANINI, PÁG. 645; JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 572.



257 - ALICE BRILL (1920 - 2013)

Árvores - guache - 15 x 12 cm - canto inferior direito - 1984 -

No Brasil desde os 14 anos, esta artista alemã, nascida em Colônia, radicou-se em São Paulo, onde estudou com Osir, Bonadei e Yolanda Mohalyi, aperfeiçoando-se com bolsa de estudos nos Estados Unidos. Estudou gravura em São Paulo com Karl-Heinz Hansen, voltando a fazê-lo com Potty Lazzarotto em 1950, no MASP.Como pintora, a primeira exposição de que participou, em 1944, foi o Salão do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo, desde então, este sempre presente em diversas coletivas nacionais e estrangeiras. Sua pintura traz a cidade em suas telas. JULIO LOUZADA, vol. 8, pág. 134; MEC, vol. 1, pág. 296; PONTUAL, pág. 90; TEIXEIRA LEITE, pág. 88; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 717; Acervo FIEO.



258 - PAOLO RISSONE (1925)

Paisagem - óleo sobre cartão colado em eucatex - 48 x 67 cm - canto inferior direito - 1964 -
No estado.

Pintor natural de Reggio Calabria-Itália. No Brasil por volta de 1948, residiu nas cidades de Santos e Rio de Janeiro. Retornou definitivamente para Itália, em 1968. Participa de várias exposições e executa diversos desenhos para ilustrar o Suplemento Literário, entre 1956 e 1967. Entre as exposições de que participa, destacam-se: I à 7ª Bienal Internacional de São Paulo, de 1951 a 1963 (Prêmio Aquisição,1953; Isenção de Júri, 1961); I Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro, 1952; 27ª Bienal de Veneza, Itália, 1954; 47 Artistas do Prêmio Leirner de Arte Contemporânea, na Galeria de Arte das Folhas, São Paulo, 1959; Obras para ilustração do Suplemento Literário 1956-1967, no MAM/SP, São Paulo, 1993. . JULIO LOUZADA, vol. 3, pág. 965; MEC, vol. 4; PONTUAL, pág. 453; ITAU CULTURAL



259 - FLAVIO SHIRÓ TANAKA (1928)

Composição - serigrafia - P.A. - 100/70 cm - canto inferior direito - 1992 -
Com relevo seco de Gráfica Durban - Caracas - Venezuela.

Nasceu em Sapporo, Japão, imigrando com a família para o Brasil em 1932. Após estada no Pará, transfere-se para São Paulo em 1940, onde trava amizade com Octávio Araújo, Marcelo Grassmann e Luiz Sacilotto. Freqüenta o Grupo Santa Helena (1943). Em 1947, integra o Grupo Seibi, participa da mostra 19 Pintores e, em 1949, do Grupo 15. Em 1950, realiza a primeira individual na Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro. Com bolsa de estudo, viaja a Paris, onde permanece de 1953 a 1983. Estuda mosaico com Gino Severini, gravura em metal com Johnny Friedlaender e litografia na Escola Superior de Belas Artes de Paris; também freqüenta o ateliê de Sugai e Tabuchi. Nesse período, participa também do movimento artístico brasileiro e integra o Grupo Austral (Movimento Phases) de São Paulo.. JULIO LOUZADA vol.11, pág. 298.; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 649; ARTE NO BRASIL, pág. 803; LEONOR AMARANTE, pág. 330.



260 - ANTONIO PESSOA (1943)

Casal - múltiplo em bronze - 20 x 07 x 02 cm - assinado -

Escultor, assina Tonny. Radicado no Rio de Janeiro detentor de bom curriculo nacional e internacional com inumeras participações em Salões Oficiais,varias vezes premiado. Ótimo mercado.



261 - TOMÁS SANTA ROSA (1909 - 1956)

Figuras - guache - 20 x 17 cm - canto inferior direito -

Pintor, gravador, cenógrafo e professor autodidata, Tomás Santa Rosa Júnior nasceu em João Pessoa, PB e falecido em Nova Délhi, Índia. Fixou-se no Rio de Janeiro (1932), começou a trabalhar como auxiliar de Portinari e iniciou também sua carreira de ilustrador que se estenderia por longa série de obras de escritores brasileiros e estrangeiros, que incluiu, dentre outros, Graciliano Ramos, José Lins do Rêgo, Jorge Amado, Castro Alves, Dostoievski. É considerado o primeiro cenógrafo moderno brasileiro. Entre as exposições das quais participou destacam-se: o Salão Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro (1941 - Medalha de Prata); Um Século de Pintura Brasileira, no Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro (1952); II Bienal Internacional de São Paulo (1953); Salão Preto e Branco do III Salão Nacional de Arte Moderna do Rio de Janeiro (1954); 'Arts Primitifs et Modernes Brésiliennes', no Museu de Etnografia de Neuchâtel, Suíça (1955). Após sua morte, suas obras foram expostas nas seguintes mostras: Exposição de Artes Gráficas de Tomás Santa Rosa, na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro (1958); Retrospectiva no Teatro Municipal do Rio de Janeiro (1975); Santa Rosa, Carnaval e Figurinos na Fundação Nacional de Arte (Funarte) de São Paulo (1985); e Bienal Brasil Século XX, na Fundação Bienal de São Paulo (1994). PONTUAL, PÁG. 472; MEC VOL. 4, PÁG. 177; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 460; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 572; LEONOR AMARANTE; www.funarte.gov.br; cpdoc.fgv.br; www.artprice.com.



262 - PAULA KADUNC (1954)

Composição - acrílico sobre tela - 50 x 50 cm - dorso - 2007 -
Registrado sobre o nº 093 do catálogo da autora.

Paula Kadunc, pseudônimo artístico de Maria Paula Kadunc, nasceu em São Paulo. Frequentou um curso clássico de arte e comunicação na época de colégio. Formou-se em historia (1975) e nos anos seguintes realizou viagens de estudo pela Europa, Japão, China e Filipinas. No inicio da década de 80 trabalhou no Museu de Arte de São Paulo como assessora de imprensa e relações publicas auxiliando ainda na curadoria de diversas exposições. Na década de 90 frequentou o ateliê do escultor Paulo Tadee onde trabalhou com desenhos e pinturas geométricas e passou a fundir esculturas em bronze. Estudou técnica de pintura com Marysia Portinari. Tem participado com suas obras de várias exposições coletivas e leilões de arte. Possui obras em diversas coleções particulares e no Museu de Arte do Parlamento de São Paulo. www.artemaisnet.com.br/artistas/paula-kadunc.html; www.catalogodasartes.com.br; www.al.sp.gov.br; www.artprice.com; www.askart.com.



263 - CÉLIA NAHAS GARCIA (XX)

Composição - técnica mista - 56 x 80 cm - canto inferior direito -

Artista plástica nascida em São Paulo. É pedagoga e desenvolve sua arte como autodidata. Realizou exposições individuais em São Paulo (2013, 2014) e tem participado de inúmeras mostras coletivas e oficiais, destacando-se: 'Exposição Museo do Café' (2013);?'Artexpo New York', Nova York -



264 - ROBERTO BURLE MARX (1909 - 1994)

Composição - litografia - 45/100 - 55 x 74 cm - canto inferior direito -

Nasceu em São Paulo e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, paisagista, arquiteto, desenhista, pintor, gravador, litógrafo, escultor, tapeceiro, ceramista, designer de jóias, decorador. Durante a infância viveu no Rio de Janeiro. Foi com a família para a Alemanha, em 1928. Em 1929, freqüentou o ateliê de pintura de Degner Klemn. Nos jardins e museus botânicos de Dahlen, em Berlim, entusiasmou-se ao encontrar exemplares da flora brasileira. De volta ao Brasil, fez curso de pintura e arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1930 - 1934), onde foi aluno de Leo Putz , Augusto Bracet e Celso Antônio. Seu primeiro projeto paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, em 1932. Entre 1934 e 1937, ocupou o cargo de diretor de parques e jardins do Recife, PE, onde passou a residir. Nesse período, foi com freqüência ao Rio de Janeiro e teve aulas com Candido Portinari e com o escritor Mário de Andrade. Em 1937, retornou ao Rio de Janeiro e trabalhou como assistente de Candido Portinari. Foi em 1949, conforme sua paixão por plantas e seu interesse por botânica e jardinagem, que Burle Marx adquiriu um sítio em Barra de Guaratiba, RJ. Com auxílio de botânicos, viajou, coletou, catalogou exemplares de plantas do Brasil e reproduziu em seu sítio a diversidade fitogeográfica brasileira. Em 1985 doou esse sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.Realizou muitas exposições individuais e projetos paisagísticos, participou de diversas mostras oficiais coletivas pelo Brasil e no exterior. PONTUAL, PÁG. 94; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 93; MEC. VOL.1, PÁG.303; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 738; LEONOR AMARANTE, PÁG. 98; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 179; artnet.com. ACERVO FIEO.



265 - EDOUARD-LEON CORTÈS (1882 - 1975)

Paris - óleo sobre tela colada em madeira - 33 x 42 cm - canto inferior esquerdo -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor nascido e falecido em Lagny-sur-Maine, França. Filho do pintor espanhol Antonio Cortés que foi para a Exposição Universal em Paris (1855) e se estabeleceu com a família em Lagny-sur-Marne. Iniciou seu filho no aprendizado da pintura e, com dezesseis anos, apresentou uma pintura na Sociedade dos Artistas Franceses (1899) onde foi bem recebido pela crítica e pelo público. Foi um ativo membro da ‘Union des Beaux-Arts de Lagny’ (1927 a 1930) e seu primeiro presidente. Participou também de exposições em Paris incluindo: o Salão de Outono, Salão de Inverno, Salão da Sociedade Nacional de Horticultura e Salão dos Independentes, onde ganhou diversos prêmios. BENEZIT VOL. 3, PÁG. 193; JULIO LOUSADA, VOL. 1, PÁG. 272; www.rehs.com; www.artprice.com; artist.christies.com; www.askart.com.



266 - FRANCISCO STOCKINGER (1919 - 2009)

Guerreiro - técnica mista - 59 x 41 cm - canto inferior esquerdo - 1968 -

Natural de Traum, Áustria, Xico Stockinger, como é conhecido, foi aluno de Bruno Giorgi e desde 1954, radicado em Porto Alegre, á um escultor da figura humana e do animal. Também é excelente desenhista e gravador. Começou a expor na década de 40, no Rio de Janeiro, recebendo premiações. Desempenhou importante papel no desenvolvimento das artes plástica gaúcha. Tem seu nome firmado no cenário nacional e internacional, como escultor expressivo e original. JULIO LOUZADA, vol.11, pág.311; PONTUAL, pág.506; MEC., vol.4, pág.342/3.; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 720; ARTE NO BRASIL, pág. 868; LEONOR AMARANTE, pág. 136.



267 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Vaso - cerâmica - 19 x 19 cm - assinado - 1965 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



268 - MARIO CAMPELLO (1941 - 2000)

Santa dos trópicos - óleo sobre tela - 81 x 60 cm - canto inferior direito - 1967 -

Baiano de Salvador, Mario Campello adquiriu orientação na EBA da Universidade da Bahia. Transferiu-se posteriormente para São Paulo, onde passou a se dedicar, além da pintura, a projetos para murais, tapeçaria e estamparia. Sua primeira exposição ocorreu em 1962. Artista muito apreciado pela delicadeza de seus temas e telas, revelando profundo domínio técnico. JULIO LOUZADA, vol 13 pág. 64; ITAÚ CULTURAL.



269 - ANDY WARHOL (1928 - 1987)

Composição - litografia off set - 1211/2400 - 60 x 60 cm - assinado na matriz -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, artista gráfico, ilustrador, fotógrafo e cineasta - Andrew Warhola nasceu na Pensilvânia, EUA, filho de pais originários da Eslováquia. Em 1945 entrou para o Instituto de Tecnologia de Carnegie, em Pittsburgh, hoje Universidade Carnegie Mellon e se graduou em Design. Mudou-se para Nova York, começou a trabalhar como ilustrador de revistas (Vogue, Harper's Bazaar e The New Yorker) e a fazer anúncios publicitários, iniciando uma carreira de sucesso e ganhando diversos prêmios como diretor de arte (do Art Director's Club e do The American Institute of Graphic Arts). Fez a sua primeira mostra individual em Nova York (1952) e esses trabalhos foram mostrados em diversos lugares durante os anos 50, incluindo o Museu de Arte Moderna. Passa a assinar Warhol. Reinventa a Pop Art com seus múltiplos serigráficos com temas do cotidiano e artigos de consumo, além de rostos de celebridades e símbolos icônicos da história da arte. Em meados da década de 1960 radicaliza a idéia de artista multimídia e passa a militar em outras áreas que incluem a música e o cinema. Publica ‘ The Philosophy of Andy Warhol (from A to B and Back Again, 1977)’ e ‘POPism: The Warhol Sixties’, juntamente com Pat Hackett (1982). Nessa época também cria os canais de TV: ‘Andy Warhol's TV e Andy Warhol's Fifteen Minutes’. Suas obras foram expostas em muitos museus e galerias ao redor do mundo. Em 1994 foi inaugurado o The Andy Warhol Museum em Pittsburgh, Pensilvânia. BENEZIT, VOL.10, PÁG. 638; ITAUCULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.9, PÁG. 918; DICIONÁRIO OXFORD DE ARTE; www.warholfoundation.org; /www.warhol.org; educacao.uol.com.br; www.artchive.com; www.artnet.com; www.historiadaarte.com.br; famouspainter.com; artprice.com



270 - TAPETE ORIENTAL,


Ponto de nó, feito a mão, de lã, Nepalês, medindo 2,40 x 1,70 m = 4,08 m².



271 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Carranca - entalhe em madeira - 46 x 25 x 12 cm - 1976 - Petrolina -
Assinado Lopes.



272 - FANG (1931 - 2012)

Vaso de flores - serigrafia - 98/170 - 70 x 50 cm - canto inferior direito - 1987 -

Pintor, desenhista, gravador e professor, Chien Kong Fang, ou simplesmente Fang, nasceu na cidade de Tung Cheng, China e faleceu em São Paulo. Estudou sumiê e aquarela na China em 1945. Veio morar em São Paulo com a família em 1951, naturalizando-se brasileiro em 1971. Entre 1954 e 1956, estudou pintura com Yoshiya Takaoka em São Paulo. Viajou, em 1977, para a América do Norte, Europa e Ásia, onde desenvolveu o seu trabalho de pintura. Em 1981, foi realizado o curta metragem biográfico ‘O Caminho de Fang’, em São Paulo. Visitou a China, convidado pelo governo chinês, em 1985. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1959, 1961, 1962, 1978, 1981, 1993, 2005); Salvador, BA (1962); Rio de Janeiro (1978, 1986); Schleswing, Alemanha (1985); Lugana, EUA (1990); Americana, SP (1994); Formosa, Taiwan (1994). Foi premiado no Rio de Janeiro (1957) e em São Paulo (1960 a 1962, 1967 a 1969, 1978, 1979, 1991). Participou do Panorama da Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1978). MEC, VOL. 2, PÁG. 124; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 366; VOL. 6, PÁG. 378; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 189; PONTUAL, PÁG. 201; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; www.fang.com.br; www.artprice.com.



273 - MARIO CRAVO JR (1923)

"Capoeira" - guache - 43 x 32 cm - canto inferior direito - 1955 -
Com dedicatória.

Escultor. Após realizar seus estudos, primeiro com um santeiro baiano,e depois com Cozzo, seguiu para os Estados Unidos, aperfeiçoando-se ali com Mestrovic (1949). Teve o prêmio de escultura na II Bienal de São Paulo, e tem participações em várias exposições, dentro e fora do Brasil. Professor de gravura na Universidade da Bahia. Sua escultura, de cunho expressionista, divide-se em duas fases: a figurativa (santos e imagens na tradição barroca) e não figurativa (experiências formais). Mário Cravo trabalha a madeira e o metal com perícia idêntica. Permaneceu na Europa (Berlim e outros centros) entre 1963 e 1964. MEC,vol. 1, págs. 495 a 497; PONTUAL, págs. 150/1; JULIO LOUZADA, Ed./85, págs. 281/2; BENEZIT, vol. 3, pág. 261; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 638; ARTE NO BRASIL, pág. 846; LEONOR AMARANTE, pág. 23.



274 - FATIMA TOSCA (1960)

Barcos - serigrafia - 33 x 73 cm - canto inferior direito -

Maria de Fátima Tosca de Oliveira Ribeiro, pintora, desenhista e ilustradora, é natural de Salvador, BA. Autodidata, iniciou suas atividades artísticas em 1976 com desenho e aquarela, ilustrando livros, diários e revistas. Em 1979 ingressou no curso de artes plásticas da Universidade Católica de Salvador - UCSA, mas abandonou o curso em favor do curso de Direito na Universidade Federal da Bahia - UFBA. Na década de 80 aperfeiçoou-se no Instituto Mauá de Salvador, trabalhando com pesquisa artesanal de materiais, e foi selecionada pela OEA para o Curso Interamericano de Desenho Artesanal. Expôs em uma série de coletivas na Bahia e em outros Estados. Na década de 90 realizou várias exposições individuais, além de apresentar suas obras em Madri, Espanha e Frankfurt, Alemanha. Foi premiada pela Fundação Mokiti Okada M. O. A., SP (1990) e na 1ª Bienal do Recôncavo Baiano (1991), entre outros. ITAU CULTURAL; JULIOLOUZADA VOL. 5, PÁG. 1061; VOL. 8, PÁG. 841; www.fatimatosca.com.



275 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Gato vermelho" - acrílico sobre tela - 60 x 80 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2003 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



276 - MANOEL GELLA (XX)

Na beira do rio - óleo sobre eucatex - 45 x 65 cm - canto inferior direito - 1978 -

Manoel Gella Lavadia, pintor natural de Huesca, Espanha. Já pintava quando chegou ao Brasil, em 1948. Participou de diversas exposições coletivas no Peru, Chile, Argentina e Brasil. Realizou , em 1971, exposição individual no Rio de Janeiro e Huesca, Espanha. http://www.galeriazildafraletti.com.br; http://hemeroteca.abc.es



277 - AGI STRAUS (1926)

Anjo - técnica mista - 18 x 25 cm - canto inferior esquerdo - 2000 -
Com etiqueta da exposição:" Mulheres em Diálogo", realizada no Museu Barão de Mauá em 2015, no dorso.

Pintora, desenhista e gravadora. Vindo residir em São Paulo, aqui estudou com Darel e Poty, no Museu de Arte de São Paulo, dedicando-se, também, ao aperfeiçoamento na pintura e técnica do afresco com Gaetano Miani. Recebeu no SPAM diversas premiações. Desde 1955 vem realizando exposições individuais em São Paulo e no exterior. A respeito de seus trabalhos, por volta de 1964, disse José Geraldo Vieira serem eles realizados com "sensibilização prévia do suporte, seja pergaminho, tela ou duratex, para conseguir texturas de fundo, impregnação, relevo e matéria. Para tanto a artista suplica a superfície a fim de tranformá-la em bossagem adequada (...) resultam sugestões híbridas, espaciais e telúricas, mas sempre expressionistas por causa da desagregação cromática e dos efeitos de microgeografia ou siderais". JULIO LOUZADA,vol. 11, pág. 312; MEC, vol. 4, pág 343/44; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 355; PONTUAL, pág. 506; TEIXEIRA LEITE, pág. 488; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



278 - FERRACIOLI (1949)

Cavalo - óleo sobre tela colada em eucatex - 10 x 14 cm - canto inferior esquerdo -

Nascido em Mococa, SP, FERRACIOLI é um artista com linguagem própria, apresentando um misto feliz de erotismo, misticismo e ficção científica. Dedica-se exclusivamente à pintura desde 1970. Em sua pintura atual, síntese de suas diversas fases, predominam texturas, além da busca de efeitos cromáticos num disciplinado rigor geométrico. Expõe individualmente com sucesso desde 1974, e participa de coletivas desde 1969, inclusive no exterior: Itália, Japão e USA. JULIO LOUZADA, vol.11, pág.110; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



279 - TORQUATO BASSI (1880 - 1967)

Paisagem - óleo sobre tela colada em cartão - 36 x 46 cm - canto inferior esquerdo -

Nascido em Ferrara / Itália, veio para o Brasil ainda muito jovem, fixando-se em São Paulo, onde desenvolveu sua vida artística. Participou durante anos do Salão de Belas Artes do Rio de Janeiro, Salão Paulista de Belas Artes e de mostras de pintores italianos. Tem obras na Pinacoteca do Estado de São Paulo e no Museu Paulista de Belas Artes. TEODORO BRAGA, pág. 47; PONTUAL, pág. 58; MEC, vol. 1, pág. 188; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 89; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO, RUTH TARASANTCHI.



280 - CARLOS VERGARA (1941)

Índio - metacrilato, acrílico e espelho - 11/100 - 10 x 15 x 07 cm - 2013 -
Reproduzido sob o n° 42 em catálogo de Leilão de Arte de James Lisboa, Leiloeiro Oficial, São Paulo - SP, realizado em dezembro de 2014.

Carlos Augusto Caminha Vergara dos Santos, importantíssimo artista plástico brasileiro, nasceu na cidade gaúcha de Santa Maria-RS. Gravador, fotógrafo e pintor, transfere-se para o Rio de Janeiro na déc. de 50. Dedicou-se ao artesanato de jóias, que são expostas na 7ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1963. Estudou desenho e pintura com Iberê Camargo. Participou das mostras Opinião 65 e 66, no MAM-RJ. Em 1967 produz pinturas figurativas, que revelam afinidades com o expressionismo e a Arte Pop. Atua ainda em colaboração com arquitetos, realizando painéis para diversos edifícios, empregando materiais e técnicas do artesanato popular. Durante os anos 1980, volta à pintura, produzindo quadros abstratos geométricos, nos quais explora, principalmente, tramas de losangos que determinam campos cromáticos. Desde o fim dos anos 1980, emprega pigmentos naturais e minérios, com os quais produz a base para trabalhos em superfícies diversas. Em 1997, realiza a série Monotipias do Pantanal, na qual explora o contato direto com o meio natural, transferindo para a tela texturas de pedras ou folhas, entre outros procedimentos. MEC., vol.4, pág.469; JULIO LOUZADA, vol.1, pág. 1030; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 734; ARTE NO BRASIL, pág. 966; LEONOR AMARANTE, pág. 168.



281 - HELENOS SILVA (1941)

Músico - óleo sobre tela - 50 x 40 cm - canto inferior direito - 1972 - São Paulo. -

Pintor pernambucano, há longos anos em São Paulo, já participou da Bienal de São Paulo e realizou inúmeras individuais. MEC, vol. 2-pág. 334; WALMIR AYALA, vol. 1-págs. 386/7; PONTUAL, pág. 262; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 462, ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO.



282 - BELMIRO DE ALMEIDA (1858 - 1935)

Leitura - desenho a lápis - 21 x 15 cm - canto inferior direito -

Esse grande pintor brasileiro, cuja carreira artística começou pela caricatura, viveu em Paris quase toda a sua existência. Ao fim da vida, abeirou-se dos novos estilos artísticos em voga na Europa, praticando incursões até no campo do Futurismo. Luciano Migliaccio, assim se refere `a obra do mestre: " Belmiro (...) punha fim à época em que a arte brasileira ainda era prisioneira da retórica dos gêneros e se fundamentava na transposição em chave nacional da tradição européia. Dava início a uma arte nova, inspirada na realidade social urbana contemporânea, falando da transformação dos costumes no interior da família e da condição da mulher na sociedade moderna. Era uma pintura que objetivava a educação moral do público, imitando o exemplo da pintura vitoriana inglesa, mas adotando a estética do naturalismo francês. O artista deixava de ser uma espécie de sumo sacerdote do culto da nação, passando a recusar a idéia de uma pintura celebrativa, promovida pelo Estado e distante da representação da atualidade. Assim, como Amoedo e Aurélio Figueiredo, Belmiro tentava encarnar o modelo do artista dandy, o intelectual urbano que fazia de sua arte um estilo e um modo de vida (...)" in: MOSTRA DO REDESCOBRIMENTO (2000: SÃO PAULO, SP), AGUILAR, Nelson (org. ), SASSOUN, Suzanna (coord. ). Arte do século XIX. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo: Associação Brasil 500 anos Artes Visuais, 2000. p. 148. REIS JR, pág.224; THEODORO BRAGA, pág.49; Primores da Pint, no Brasil, vol.1, pág.229; LAUDELINO FREIRE, págs.382/383; WALMIR AYALA, vol.1, págs. 30/31; TEIXEIRA LEITE, pág. 68/69; PONTUAL, págs.66/67; MEC, vol.1, pág.48; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 420; ARTE NO BRASIL, pág. 553; F. ACQUARONE, pág. 117.



283 - MARINO MARINI (1901 - 1980)

Composição - litografia - 323/800 - 40 x 30 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Nascido em Pistoia, Marini é particularmente famoso por sua série de estilizadas estátuas equestres, que apresentam um homem com os braços estendidos em um cavalo. Provavelmente o exemplo mais famoso é o anjo da Cidade na Coleção Peggy Guggenheim, Veneza. Marini se dedicou principalmente à escultura de cerca de 1922. Há um museu dedicado ao seu trabalho, em Florença (na antiga igreja de São Pancrácio), sua obra também pode ser encontrada em museus da Itália e do mundo, como a Galleria Civica d'Arte Moderna de Milão e do Museu Hirshhorn e Sculpture Garden em Washington, DC trabalho de Marini é autenticado pelos especialistas do Marino Marini Fundação em Pistoia, na Itália. Marine morreu em Viareggio. -



284 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulatas - litografia off set - H.C. - 32 x 38 cm - canto inferior direito -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



285 - AMADEU LUCIANO LORENZATO (1900 - 1995)

Casario - óleo sobre eucatex - 32 x 30 cm - canto inferior direito - 1976 -

Pintor nascido em Belo Horizonte, MG. Era caiador de paredes. Aos vintes anos, foi para a Europa com o amigo Cornélio Heissman. Visitou grande número de cidades, percorreu vários museus e se dedicou ao artesanato de tecidos pintados. Regressando ao Brasil, passou a pintar. Realizou exposições individuais em Belo Horizonte em 1964, 1988, 1990 e 1991. Participou de diversas mostras coletivas e oficiais. MEC VOL. 2, PÁG. 508; JULIO LOUSADA VOL. 1, PÁG. 550; VOL.5, PÁG. 588.



286 - JOSÉ MORAES (1921 - 2003)

"Fantasia nº 3 em sol maior" - óleo sobre tela colada em eucatex - 30 x 40 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1986 -
Com etiqueta de Tema Arte Contemporânea, Rua Tatuí, 145 - São Paulo - SP.

Carioca, nascido José Machado de Morais, em 10/5/1921. Pintor, gravador, desenhista e professor. Aluno rebelde da antiga Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, foi figura importante no embate entre conservadores e modernos na década de 40, concorrendo com o seu trabalho e militância, para a difusão do modernismo pelo país, e na conquista da "Divisão Moderna", no Salão Nacional de Belas Artes. Foi aluno de Quirino Campofiorito, Portinari, com quem trabalhou na execução de diversas obras. Participou de diversos Salões com merecido reconhecimento. JULIO LOUZADA, vol. 13 pág. 230; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 602, Acervo FIEO.



287 - GUIMA (1927 - 1993)

Marinha - óleo sobre tela - 15 x 24 cm - canto inferior esquerdo e dorso -

Pintor e desenhista de mérito invulgar, Guima era paulista de Taubaté, residiu por muitos anos no Rio de Janeiro e praticava o figurativismo expressionista, por vezes eivado de notas líricas, de outras descambando para o fantástico. MEC, vol. 2, pág. 306; PONTUAL, pág.257; WALMIR AYALA, vol. 1, págs. 377/8; JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 407; ITAÚ CULTURAL.



288 - BEATRIZ MILHAZES (1960)

"O pato" - litografia off set - 30/300 - 27 x 37 cm - canto inferior direito na matriz -
Com certificado de Edicion, emitido por Suc. de Salerno e Hijos - (Italy) e carimbo em relevo seco do editor.

Pintora, gravadora, ilustradora e professora nascida no Rio de Janeiro. Nessa cidade formou-se em comunicação social (1981), iniciou-se em artes plásticas ao ingressar na Escola de Artes Visuais do Parque Lage (1980), onde mais tarde lecionou e coordenou atividades culturais. Cursou gravura em metal e linóleo no Atelier 78 (1995 a 1996), com Solange Oliveira e Valério Rodrigues; ilustrou o livro ’As Mil e Uma Noites à Luz do Dia: Sherazade Conta Histórias Árabes’ (1997), de Katia Canton. Participou das exposições que caracterizaram a Geração 80 e foi artista visitante em algumas universidades dos Estados Unidos (1997, 1998). Tem se destacado em mostras brasileiras, internacionais (a partir dos anos 1990) - nos Estados Unidos, na Europa e integra acervos de museus como o MoMA, Guggenheim e Metropolitan, em Nova York. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 6, PÁG. 729; www.fortesvilaca.com.br; www.artprice.com; www.museuoscarniemeyer.org.br; www.moma.org; www.metmuseum.org.



289 - HENRIQUE BERNARDELLI (1858 - 1936)

Festa espanhola - óleo sobre tela colada em madeira - 47 x 74 cm - canto inferior esquerdo -

Natural de Valparaíso, Chile, Henrique Bernardelli faleceu no Rio de Janeiro, cidade brasileira que adotou, inclusive a nacionalidade na década de 1870. Frequentou a Academia Imperial de Belas Artes, inclusive como aluno de Zeferino da Costa. Em 1878 viajou para a Itália, encontrando-se com o irmão, Rodolfo, escultor, que gozava merecido prêmio de viagem conquistado na Academia. Foi professor da ENBA-RJ. Os seus trabalhos inculcam um temperamento irriquieto, nervoso, sôfrego de impressões. A sua obra é original, vigorosa, cheia de calor e de ousadia. MEC, vol.1, pág.217/218; WALMIR AYALA, vol.1, pág.96/7; TEIXEIRA LEITE, pág.71, ARTE NO BRASIL, vol.1, pág.32; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 411; ARTE NO BRASIL, pág. 392; F. ACQUARONE.



290 - ANA CRISTINA ANDRADE (1953)

"Caminhando I" - gravura - 1/10 - 30 x 20 cm - canto inferior direito -
Complemento da técnica: Água forte, água tinta e ponta seca.

Ana Cristina Andrade Moreira é pintora, gravadora, desenhista, professora e designer vidreira. Iniciou sua formação artística na Escola Superior de Arte Santa Marcelina, SP (1972-1975). Aprendeu gravura em metal (1980-1990) com Iole Di Natale; técnicas de gravura na Scuola Internazionale di Gráfica em Veneza, Itália (1983); Gravura Especial com Evandro Carlos Jardim, no MAC-SP (1991); Técnica Calcográfica Experimental com Mario Benedetti, na FASM-SP (1997); Vitrofusão com Roberto Bonino. Exposições individuais: São Paulo, SP (1984, 1987, 1995, 2003); Bauru, SP (1989); “Projeto Interior com Arte” – Museu Banespa (1998 – Exposição itinerante pelo interior do Estado de São Paulo). Coletivas: Epinal, França (1975); São Paulo, SP (1974, 1982, 1984, 1985, 1986, 1988, 1994, 1995, 2000, 2002 a 2004, 2012 – SP ESTAMPA); Santo André, SP (1982); Novo Hamburgo, RS (1982); Taiwan, China (1983, 1985); San Juan, Porto Rico (1983); Santos, SP (1983); Cabo Frio, RJ (1983); Ribeirão Preto,SP (1984); Curitiba, PR (1984); Piracicaba,SP (1984); Veneza, Itália (1984, 1985); Campinas, SP (1985); São José do Rio Preto, SP (1986); Limeira, SP (1986); Washington D.C.,EUA (1991); Campos do Jordão, SP (1991); Kanagawa, Japão (1992); Maastricht, Holanda (1993); Illinois, EUA (1994); Cidade do México, México (1996); Jacareí, SP (1998); Budapeste, Hungria (1996); Uzice, Yuguslávia (1997); Ourense, Espanha (1994, 2006). Prêmios: São Paulo, SP (1974); Novo Hamburgo, RS (1982); Santos, SP (1983); Ribeirão Preto, SP (1984); Curitiba, PR (1984); Piracicaba, SP (1984); Campinas, SP (1985); São José do Rio Preto, SP (1986). JULIO LOUZADA, vol.1, pág. 62; vol.2, pág. 66; Acervo FIEO. ITAU CULTURAL.



291 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Lago - óleo sobre tela - 46 x 55 cm - canto inferior esquerdo ilegível -



292 - HILDE WEBER (1913 - 1994)

"Ameaças, calúnias e acusações" - desenho a nanquim - 33 x 30 cm - canto inferior direito -
Com carimbo de publicação em jornal, datado de 19 de agosto de 1960.

Pintora, desenhista e caricaturista alemã. Iniciou o seu aprendizado de desenho e artes gráficas em Hamburgo, por volta de 1930, interrompendo três anos mais tarde, quando transferiu-se para o Brasil (país de quem se tornaria cidadã naturalizada), fixando-se primeiramente em São Paulo, até 1949. Entre 1941 e 1949, colaborou com trabalhos de pintura para o atelier OSIRARTE de azulejos. Foi caricaturista de diversos periódicos, destacando-se o Estado de São Paulo. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 391; PONTUAL, pág.265; MEC, vol. 2, pág. 337; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 630; ARTE NO BRASIL.



293 - ROBERTO BURLE MARX (1909 - 1994)

Composição - desenho a nanquim e aquarela - 27 x 40 cm - canto inferior direito - 1973 -

Nasceu em São Paulo e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, paisagista, arquiteto, desenhista, pintor, gravador, litógrafo, escultor, tapeceiro, ceramista, designer de jóias, decorador. Durante a infância viveu no Rio de Janeiro. Foi com a família para a Alemanha, em 1928. Em 1929, freqüentou o ateliê de pintura de Degner Klemn. Nos jardins e museus botânicos de Dahlen, em Berlim, entusiasmou-se ao encontrar exemplares da flora brasileira. De volta ao Brasil, fez curso de pintura e arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1930 - 1934), onde foi aluno de Leo Putz , Augusto Bracet e Celso Antônio. Seu primeiro projeto paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, em 1932. Entre 1934 e 1937, ocupou o cargo de diretor de parques e jardins do Recife, PE, onde passou a residir. Nesse período, foi com freqüência ao Rio de Janeiro e teve aulas com Candido Portinari e com o escritor Mário de Andrade. Em 1937, retornou ao Rio de Janeiro e trabalhou como assistente de Candido Portinari. Foi em 1949, conforme sua paixão por plantas e seu interesse por botânica e jardinagem, que Burle Marx adquiriu um sítio em Barra de Guaratiba, RJ. Com auxílio de botânicos, viajou, coletou, catalogou exemplares de plantas do Brasil e reproduziu em seu sítio a diversidade fitogeográfica brasileira. Em 1985 doou esse sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.Realizou muitas exposições individuais e projetos paisagísticos, participou de diversas mostras oficiais coletivas pelo Brasil e no exterior. PONTUAL, PÁG. 94; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 93; MEC. VOL.1, PÁG.303; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 738; LEONOR AMARANTE, PÁG. 98; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 179; artnet.com. ACERVO FIEO.



294 - AI HIRSCHFELD (1903 - 2003)

"Elvis" - desenho a nanquim - 28 x 23 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Desenhista, caricaturista e ilustrador nascido em St. Louis, MO - EUA. Estudou no 'Art Student's League', Nova York. Mudou-se para Paris (1924) e continuou a estudar. Viajou pelo leste asiático. Tornou-se especialmente conhecido por suas caricaturas no 'New York Times' (a partir de 1929) retratando as personalidades do 'show-business'. Ilustrou vários livros também. Expôs individualmente em Nova York no: 'Staten Island Museum' (1961); Hammer Gallery (1967); 'Museum Performing Arts', Lincoln Center (1968) e foi premiado pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos. alhirschfeld.com; www.artprice.com; www.biography.com.



295 - DAREL VALENÇA LINS (1924)

"Mulher na varanda" - acrílico e pastel sobre tela - 58 x 87 cm - canto inferior direito e dorso -
Reproduzido no convite deste leilão e também sob o nº 25 em catálogo de leilão de Evandro Carneiro, Rio de Janeiro - RJ, realizado em abril de 2004 e sob o n° 356 em catálogo de Leilão de Arte de James Lisboa, leiloeiro oficial, São Paulo - SP, realizado em dezembro de 2015.

Gravador, pintor, desenhista, ilustrador e professor nascido em Palmares, PE. Estudou na Escola de Belas Artes do Recife, atual Universidade Federal de Pernambuco (entre 1941 e 1942). Mudou-se para o Rio de Janeiro (1946); estudou gravura em metal com Henrique Oswald (1948) e recebeu aconselhamento técnico de Oswaldo Goeldi. Atuou como ilustrador em diversos periódicos: revista 'Manchete'; jornais 'Última Hora' e 'Diário de Notícias'; diversos livros: 'Memórias de um Sargento de Milícias' (1957), de Manuel Antônio de Almeida; 'Poranduba Amazonense' (1961), de Barbosa Rodrigues; 'São Bernardo' (1992), de Graciliano Ramos e 'A Polaquinha' (2002), de Dalton Trevisan. Encarregou-se das publicações da Sociedade dos Cem Bibliófilos do Brasil (entre 1953 e 1966). Lecionou gravura em metal no Museu de Arte de São Paulo - Masp (1951); litografia na Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro (entre 1955 e 1957) e na FAAP, São Paulo (1961 a 1964). Realizou painéis para o Palácio dos Arcos, em Brasília (1968-1969) e para a IBM do Brasil, no Rio de Janeiro (1979). Realizou muitas exposições individuais, destacando-se: Rio de Janeiro (1949, 1963, 1964, 1966, 1968, 1973, 1995); Recife, PE (1951); Itália (1952 – Milão, 1958 - Roma); São Paulo (1953 – MASP, 1960, 1967). Participou de várias mostras e Salões oficiais, entre as quais: Salão Nacional de Arte Moderna (1952 a 1960) onde recebeu Prêmio de Viagem ao País (1952) e Prêmio de Viagem ao Estrangeiro (1957); Bienal Internacional de São Paulo (1961 a 1967) recebendo Prêmio Melhor Desenhista Nacional (1963) e Sala Especial (1965); Gravadores Brasileiros Contemporâneos, EUA (1966); Bienal de Tóquio, Japão (1964); Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa (1988, 1993). MEC VOL.3, PÁG. 18; PONTUAL, PÁG.160; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 313; VOL. 8, PÁG. 246; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 715; ARTE NO BRASIL, PÁG. 839; LEONOR AMARANTE, PÁG. 125; ACERVO FIEO; www.graphias.com.br; www.artprice.com.



296 - ARAQUÉM ALCÂNTARA (1951)

Colheita - fotografia - 27 x 35 cm - canto inferior direito -
Paspatur no estado.

Fotógrafo, jornalista e professor, Araquém Alcântara Pereira nasceu em Florianópolis, SC. Estudou jornalismo na Universidade de Santos (SP). Começou a trabalhar como fotojornalista em São Paulo nos anos setenta, colaborando com os jornais 'O Estado de São Paulo', 'Jornal da Tarde' e com a revista 'Isto É', antes de passar a trabalhar de forma independente em meados dos anos oitenta. Realizou sua primeira matéria de cunho ambientalista, a documentação do Parque da Juréia em Iguape, SP (1979). Celebrado como um dos precursores da fotografia ecológica no país, já publicou mais de 15 livros, tendo ainda participado de várias mostras coletivas e realizado inúmeras exposições individuais. Seu livro 'Terra Brasil' (Editora DBA e, em seguida, Edições Melhoramentos, 1998) é o livro de fotografia brasileiro mais vendido de todos os tempos, tendo ultrapassado a marca dos 100 mil exemplares. Merecem menção ainda os livros: 'Árvores mineiras' (1987); 'Juréia, a luta pela vida' (1988); 'Mar de Dentro e Brasil: Herança ambiental' (1990); 'Estações Ecológicas do Brasil' (1992); 'Santa Catarina' (1993); 'Projeto Dique e Ecologia no Brasil: Mitos e realidade' (1995); 'Brasil Iluminado' (2000); 'Paisagem brasileira' (2003); 'Pantanal' (2003); 'Brasileiros' (2004). Entre prêmios recebidos, destacam-se a 'Presença das Crianças nas Américas', concedido pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância – UNICEF (1979); o Grande Prêmio da 1ª Bienal de Fotografia Ecológica, Porto Alegre (1982); melhor exposição em 1993, concedido pela Associação Paulista de Críticos de Arte - APCA. ITAU CULTURAL; www.funarte.gov.br; www.jornaldafotografia.com.br.



297 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Cururu" - xilogravura - 32 x 23 cm - canto inferior direito - 1954 -
Com a seguinte inscrição: "Ilustração para o livro Cururu de Paulo Vanzolini - 1954".

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



298 - INGRES SPELTRI (1940)

"Fundo do mar" - óleo sobre tela - 60 x 80 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor, desenhista, escultor, gravador e professor nascido em Jau, SP. Filho do pintor Augusto Speltri com quem se iniciou na pintura, ainda criança. Em 1959 mudou-se para São Paulo onde estudou Música (1960-1964). É professor titular da Escola Panamericana de Arte, SP. Realizou exposições individuais, em São Paulo, nos anos de 1977, 1981, 1978, 1984. Participou de várias mostras e Salões oficiais, sendo premiado em: São Paulo (1963, 1966, 1970, 1971); Santo André, SP (1976). JULIO LOUZADA VOL. 5, PÁG. 1012; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; MEC VOL. 4, PÁG. 338; PONTUAL PÁG. 504; www.artprice.com; www.speltri.com.



299 - POTY LAZZAROTO (1924 - 1998)

Cavalo morto - litografia - P.I. - 17 x 30 cm - canto inferior direito -

Gravador, desenhista, ilustrador, muralista, escritor e professor, Napoleon Potyguara Lazzarotto nasceu e faleceu em Curitiba, PR. Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1942 e estudou pintura na Escola Nacional de Belas Artes . Frequentou o curso de gravura com Carlos Oswald no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro. Em 1946 viajou para Paris, onde permaneceu por um ano, como bolsista do governo francês. Estudou litografia na ‘École Supérieure des Beaux-Arts’. Em 1950 fundou, juntamente com Flávio Motta , a Escola Livre de Artes Plásticas na qual lecionou desenho e gravura. Nessa época organizou o primeiro curso de gravura do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand. Organizou ao longo da década de 1950 cursos sobre gravura em Curitiba, Salvador e Recife. Nos anos de 1960 teve destaque como muralista, com diversas obras em edifícios públicos e particulares no país e no exterior como: o da Casa do Brasil, em Paris (1950) e o painel para o Memorial da América Latina, em São Paulo (1988). Teve relevante atuação como ilustrador de obras literárias como as de Jorge Amado, Graciliano Ramos, Euclides da Cunha e Dalton Trevisan, entre outros. Realizou diversas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais tanto pelo Brasil como no exterior. Foi premiado várias vezes. A partir dos anos de 1980 foram lançadas várias publicações sobre sua produção, entre elas: ‘Poty, o artista gráfico’, de Orlando Silva (1980); ‘Poty Ilustrador’, de Antônio Houaiss (1988); ‘Poty: Trilhos, Trilhas e Traços’, de Valêncio Xavier Niculitcheff (1994), ‘Poty: o lirismo dos anos 90’, de Regina Casillo (2000). MEC VOL. 3, PÁG. 433; PONTUAL PÁG. 437; JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 929; VOL. 11, PÁG. 254; WALTER ZANINI PÁG. 602; ARTE NO BRASIL PÁG. 883. ACERVO FIEO; ITAU CULTURAL; www.cultura.pr.gov.br; www.curitiba-parana.net; www.artprice.com; www.fundacaoculturaldecuritiba.com.br.



300 - HONÓRIO PEÇANHA (1907 - 1992)

"Estácio de Sá" - escultura em bronze - 32 x 11 x 08 cm - assinado -

Escultor e professor que nasceu em Macuco, RJ e faleceu em Niterói, RJ. Iniciou sua formação estudando escultura no Instituto João Alfredo, Rio de Janeiro, entre 1921 e 1924. Foi aluno de Eduardo Augusto de Barros e Modestino Kanto, com quem continuou os estudos no Liceu de Artes e Ofícios. Lecionou escultura nesta mesma instituição, alguns anos depois. Por volta de 1927, frequentou as aulas de Correia Lima e em 1928, entrou para a Escola Nacional de Belas Artes. Na década de 30, viajou para Paris, França, onde estudou na Academia ‘de La Grande Chaumière’. Venceu, com Modestino Kanto, o concurso ao Monumento a Marechal Deodoro (1925/1926). Participou de várias edições, no Rio de Janeiro, do Salão de Belas Artes e do Salão Nacional de Arte Moderna. Foi premiado em 1930, 1931, 1935 - Prêmio de Viagem à Europa, 1939 - Prêmio de Viagem ao País, 1942, 1955. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 13, PÁG. 255; MEC VOL. 3; PÁG. 357; PONTUAL PÁG. 409.



301 - MIRABEAU SAMPAIO (1911 - 1993)

Cristo - desenho a nanquim - 33 x 48 cm - canto inferior direito - 25/07/1955 -

Escultor, pintor, desenhista e professor, José Mirabeau Sampaio nasceu e faleceu em Salvador, BA. Formou-se em medicina em 1934. Produzia caricaturas dos professores da Faculdade de Medicina, o que despertou o seu interesse em fazer escultura. Cursou a Escola de Belas Artes de Salvador (1927). Realizou exposição individual no Rio de Janeiro (1964) e participou de inúmeras mostras coletivas e oficiais, destacando-se em: Salvador, BA (1956, 1966 – I Bienal Nacional de Artes Plásticas, 1975, 1976); São Paulo (1957, 1959 – Salão Paulista de Arte Moderna e Bienal Internacional); Belo Horizonte, MG (1973). Tornou-se professor de escultura em pedra e madeira na Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia – UFBA e recebeu por suas esculturas dois prêmios: em Salvador (1956), no Grande Salão Baiano (Medalha de Ouro), e, em São Paulo (1959), no Salão Paulista de Arte Moderna (Medalha de Prata). ITAU CULTURAL, JULIO LOUZADA, VOL. 01, PÁG 859; www.dicionario.belasartes.ufba.br.



302 - FANG (1931 - 2012)

Bambus - aguada de nanquim - 30 x 42 cm - canto inferior direito -
Esta obra participou da exposição "Os pincéis de Fang", realizada no Centro Cultural Correio São Paulo, de 09 de maio a 07 de julho de 2014, com apresentação e curadoria de Enock Sacramento, estando reproduzida na página 33 do catálogo da mostra.-

Pintor, desenhista, gravador e professor, Chien Kong Fang, ou simplesmente Fang, nasceu na cidade de Tung Cheng, China e faleceu em São Paulo. Estudou sumiê e aquarela na China em 1945. Veio morar em São Paulo com a família em 1951, naturalizando-se brasileiro em 1971. Entre 1954 e 1956, estudou pintura com Yoshiya Takaoka em São Paulo. Viajou, em 1977, para a América do Norte, Europa e Ásia, onde desenvolveu o seu trabalho de pintura. Em 1981, foi realizado o curta metragem biográfico ‘O Caminho de Fang’, em São Paulo. Visitou a China, convidado pelo governo chinês, em 1985. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1959, 1961, 1962, 1978, 1981, 1993, 2005); Salvador, BA (1962); Rio de Janeiro (1978, 1986); Schleswing, Alemanha (1985); Lugana, EUA (1990); Americana, SP (1994); Formosa, Taiwan (1994). Foi premiado no Rio de Janeiro (1957) e em São Paulo (1960 a 1962, 1967 a 1969, 1978, 1979, 1991). Participou do Panorama da Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1978). MEC, VOL. 2, PÁG. 124; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 366; VOL. 6, PÁG. 378; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 189; PONTUAL, PÁG. 201; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; www.fang.com.br; www.artprice.com.



303 - ONIL DE MELLO (1948)

Barcos - óleo sobre tela - 60 x 80 cm - canto inferior direito -

Natural de Campnha, MG, o pintor reside e ativa em São Paulo, onde curso a faculdade de Belas Artes. Seu estilo é neo-impressionista, e temas como o cotidiano, as marinhas , os casarios e as naturezas mortas. Participa de coletiva desde 1977, recebendo diversas e merecidas premiações JULIO LOUZADA, Vol. 9 Pág.572



304 - HEITOR DE PINHO (1897 - 1968)

Paisagem - óleo sobre tela colada em cartão - 12 x 17 cm - canto inferior esquerdo -

Nascido e falecido na cidade do Rio de Janeiro, onde estudou na antiga Escola Nacional de Belas Artes. Foi discípulo de Rodolfo Chambelland, Batista da Costa, Lucílio de Albuquerque e Modesto Brocos. Participa de Salões Oficiais a partir de 1924, recebendo diversas premiações. JULIO LOUZADA, vol.11, pág.247; MEC. Vol.3, pág.400; WALMIR AYALA. Vol.2, pág.194; TEIXEIRA LEITE, pág.408; PONTUAL, pág.426.



305 - ARTHUR TIMÓTHEO DA COSTA (1882 - 1922)

Negro - pastel - 39 x 30 cm - canto inferior direito - 1917 - Rio. -
Reproduzido no convite deste leilão.

Pintor, desenhista, cenógrafo, entalhador, decorador, Arthur Timótheo da Costa nasceu e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. Iniciou seus estudos na Casa da Moeda, onde frequentou o curso de desenho e tomou contato com o processo de gravação de imagens acompanhando a impressão de moedas e selos. Em 1894, incentivado pelo diretor da instituição, matriculou-se com seu irmão João Timótheo da Costa na Escola Nacional de Belas Artes e frequentou as aulas ministradas por Bérard , Zeferino da Costa , Rodolfo Amoedo e Henrique Bernardelli . Entre 1895 e 1900 aprendeu informalmente as técnicas de cenografia com o italiano Oreste Coliva. Participou de diversas edições da Exposição Geral de Belas Artes recebendo o Prêmio de Viagem ao Exterior (1907). Embarcou para Paris (1908) onde permaneceu por aproximadamente dois anos. Viajou para a Itália (1911) como integrante do grupo de artistas escolhidos para executar a decoração do Pavilhão Brasileiro na Exposição Internacional de Turim. Obteve no Salão Nacional de Belas Artes, RJ: a pequena Medalha de Prata (1913), a grande Medalha de Prata (1919), mesmo ano em que fundou com um grupo de artistas a 'Sociedade Brasileira de Belas Artes', à época intitulada 'Juventas'. Conquistou a grande Medalha de Ouro (1920) e propôs, nesse ano, que os artistas filiados à Sociedade Brasileira de Belas Artes participassem livremente nas Exposições Gerais de Belas Artes. Nesse mesmo ano, executou com seu irmão a decoração do Salão Nobre do Fluminense Futebol Clube. Em 1921, participou pela última vez da Exposição Geral de Belas Artes. LAUDELINO FREIRE PÁG. 512; TEODORO BRAGA PÁG. 229; REIS JR. PÁG. 286; PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL VOL. 1, PÁG. 57, 153, 313 VOL. 2, PÁG. 89; WALMIR AYALA VOL. 1, PÁG. 217; PONTUAL PÁG. 522; MEC VOL. 1, PÁG. 468; TEIXEIRA LEITE PÁG. 508; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 532; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 272; museuafrobrasil.org.br; www.artprice.com.



306 - CARLOS SCLIAR (1920 - 2001)

O mendingo - litografia - N°01/ex. 45 - 32 x 23 cm - canto inferior direito -
Procedente da coleção do crítico de arte Mário Schenberg, São Paulo - SP.

Desenhista, gravador, pintor, ilustrador, cenógrafo, roteirista e designer gráfico que nasceu em Santa Maria da Boca do Monte, RS e faleceu no Rio de Janeiro. Assina Scliar. Estudou com Gustav Epstein, em Porto Alegre, em 1934. Participou, em 1938, da fundação da Associação Riograndense de Artes Plásticas Francisco Lisboa. Entre 1939 e 1947, residindo em São Paulo, integrou a Família Artística Paulista - FAP. No Rio de Janeiro, escreveu e dirigiu em 1944 o documentário 'Escadas', sobre os pintores Arpad Szenes e Vieira da Silva com os quais conviveu desde 1941. Convocado pela Força Expedicionária Brasileira - FEB, participou da Segunda Guerra Mundial, na Itália. Morando em Paris de 1947 a 1950, cursou gravura com Galanis na Escola de Belas Artes e teve contato com o gravador mexicano Leopoldo Méndez. De volta ao Brasil, fundou com Vasco Prado o Clube de Gravura de Porto Alegre. Em 1956, passou a viver no Rio de Janeiro. Foi diretor do departamento de arte da revista 'Senhor' entre 1958 e 1960. Fundou a editora Ediarte, em 1962, com os colecionadores Gilberto Chateaubriand, Michel Loeb, Carlos Nicolaievski e o pintor José Paulo Moreira da Fonseca. Realizou durante toda sua vida exposições individuais e participou de inúmeras coletivas e Salões oficiais, recebendo muitos prêmios. Também foram realizadas várias exposições póstumas. MEC VOL.4, PÁG. 214; TEODORO BRAGA, PÁG. 66; WALMIR AYALA VOL.2, PÁG. 306 a 309; PONTUAL, PÁG. 479 e 480; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG.884; VOL.2, PÁG. 925; VOL.13, PÁG. 305; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; RGS, PÁG. 442; ACERVO FIEO.



307 - ANTONIO BANDEIRA (1922 - 1967)

Composição - técnica mista - 14 x 20 cm - canto inferior direito -
Ex coleção Dr. Noel Grinberg - Rio de Janeiro - RJ.

Pintor, desenhista, gravador, nascido em Fortaleza, CE e falecido em Paris, onde viveu a maior parte de sua vida. É um dos pioneiros da arte abstrata no Brasil. Iniciou-se na pintura como autodidata. Em 1941, em Fortaleza, participou, ao lado de Mário Baratta, entre outros, da criação do Centro Cultural de Belas Artes depois, Sociedade Cearense de Artes Plásticas. Em 1945, transferiu-se para o Rio de Janeiro e, no ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual. Contemplado pelo governo francês com bolsa de estudos, permaneceu em Paris de 1946 a 1950 onde frequentou a Escola Nacional Superior de Belas Artes e a ‘Académie de la Grande Chaumière’. Entre 1947 e 1948 participou do ‘Salon d'Automne’ e do ‘Salon d'Art Libre’. Tomou parte em reuniões de artistas e formou o Grupo Banbryols (ban de Bandeira; bry de Camille Bryen; e ols de Wols), que durou de 1949 a 1951. Voltou ao Brasil em 1951 e apresentou-se na 1ª Bienal Internacional de São Paulo. Em 1952, criou um mural para o Instituto dos Arquitetos do Brasil, em São Paulo. Retornou a Paris em 1954 em razão do Prêmio Fiat, obtido na 2ª Bienal Internacional de São Paulo, mas não deixou de expor no Brasil. Permaneceu na Europa até 1959, passando pela Inglaterra e Bélgica, onde, em 1958, realizou um painel para o ‘Palais des Beaux-Arts’. Ao retornar ao Brasil teve uma atividade artística intensa, participou de importantes exposições, em paralelo a mostras em Paris, Munique, Verona, Londres e Nova York. Voltou a Paris em 1965, onde permaneceu até sua morte. BENEZIT, VOL.1, PÁG.415; MEYER/87, PÁG.606; MEC, VOL.1, PÁGS.159,160 E 167; PONTUAL, PÁGS. 48 E 49; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁGS. 71 A 74; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 52 A 54; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; ARTE NO BRASIL, PÁG. 599; LEONOR AMARANTE, PÁG. 34; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 86; ACERVO FIEO; web.artprice.com; pitoresco.com; pinturabrasileira.com.



308 - BEATRIZ BERMAN (1948)

Casal - óleo sobre tela colada em cartão - 18 x 24 cm - canto inferior direito - 1980 -
Ex-coleção Antônio Maluf - Galeria Seta - São Paulo - SP.

Natural de Buenos Aires, Argentina. Pintora, gravadora, desenhista e ilustradora. Iniciou seus estudos na Escola Nacional de Belas Artes Manuel Belgrano, em Buenos Aires, e montou seu primeiro atelier e oficina de gravura num quarto nos fundos da casa dos pais, em 1962. Deixa a Argentina em 1976, durante a ditadura militar, e fixa residência no Brasil. Expõe no MASP em 1978, a convite de P.M.Bardi. Trabalha como ilustradora desde 1975. "As facetas da humanidade estão na artista, que não aceita a aceitação, mas olha com os sentidos despertos e pinta com o mesmo carimbo dois mundos: o normal e o anormal, o cômico e o trágico. Suas personagens estão num palco no qual não atuam: vivem". Lisetta Levy in 18 CONTEMPORÂNEOS. Apresentação de J. Peter Cohn. São Paulo: Dan Galeria, 1987. JULIO LOUZADA, vol. 13, pág. 37; ITAUCULTURAL



309 - ULYSSES FARIAS (1960)

"Mar azul" - técnica mista - 60 x 60 cm - canto inferior direito e dorso - 2016 -

Desenhista, pintor, fotógrafo, escultor, poeta e professor nascido em São Paulo. Tem participado de muitos eventos culturais, mostras e Salões oficiais em Socorro, SP (2006 a 2014); Brasília, DF (2010); Mairiporã, SP (2007); São Paulo (2013). Recebeu, em 2012, o primeiro lugar em um concurso de fotografias.



310 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Fertilidade - múltiplo em bronze - 06 x 07 x 03 cm - assinatura ilegível -



311 - PABLO PICASSO (1881 - 1973)

Rosto - litografia off set - 514/800 - 36 x 26 cm - canto inferior direito na matriz -
Edição póstuma. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista, escultor, gravador, ceramista, artista gráfico e designer, Pablo Ruiz Picasso nasceu em Málaga, Espanha e faleceu em Mougins, França. Filho de um pintor e mestre de desenho, foi extraordinariamente precoce dominando o desenho acadêmico ainda na infância. Em 1904 estabeleceu-se em Paris tornando-se o centro de um círculo de artistas e escritores de vanguarda como André Breton, Guillaume Apollinaire e Gertrude Stein. Revolucionário, genial, vanguardista, visionário são elogios que definiram Picasso como um dos mestres da pintura. Sua ampla biografia e sua obra representam a arte do século XX. Embora sua obra seja convencionalmente dividida em fases, Picasso trabalhava numa grande variedade de temas e estilos ao mesmo tempo. Sua pintura “Les Demoiselles d’Avignon” (1906-7) é tida como o marco mais importante no desenvolvimento da pintura contemporânea e o primeiro prenúncio do cubismo que desenvolveu em íntima associação com Braque e depois com Gris. Sua obra mais famosa “Guernica” (1937), pintada para o pavilhão espanhol da Exposição Universal de Paris de 1937, expressa toda sua revolta e horror à destruição de Guernica, capital do país basco, durante a Guerra Civil Espanhola (1936-1939). No campo da escultura foi um dos primeiros artistas a compor esculturas a partir da montagem de materiais variados (e não por modelagem ou entalhe) e fez uso brilhante de objetos encontrados. Também como artista gráfico inclui-se entre os maiores do século. Existem museus consagrados à sua obra em Paris e Barcelona, e outros exemplos de sua inigualável produção distribuem-se por museus do mundo inteiro. Foi o primeiro artista vivo a expor suas obras no Museu do Louvre, quando completou 90 anos. BENEZIT VOL.8, PÁG. 297; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 763; ITAÚ CULTURAL; COLEÇÃO FOLHA GRANDES MESTRES DA PINTURA VOL. 6; infoescola.com; guggenheim.org; moma.org; a rtprice.com; arcadja.com; christies.com.



313 - DJALMA URBAN (1917 - 2010)

Paisagem - óleo sobre tela - 45 x 30 cm - canto inferior direito e dorso - 1980 -

Pintor, ilustrador, desenhista, jornalista e professor, nascido na cidade paulista de Leme, no dia 9 de outubro de 1917. Estudou desenho e pintura com Torquato Bassi, Waldemar da Costa, Pedro Alexandrino, Paulo do Vale Júnior, Teodoro Braga e Marques de Leão. Realizou ilustrações e desenhos para o jornal O Estado de S. Paulo. Segundo crítica de Julio Louzada: "Impressionista, a paisagem, a natureza, a marinha e o folclore brasileiros são os seus temas preferidos. Dono de um estilo vigoroso e espontâneo, seus quadros se destacam pela riqueza composicional e cromática. A cor, aliás, sempre em tonalidades quentes, é o forte de sua pintura, assim como os jogos de luz que domina com perfeição. " Expôs individualmente a partir de 1951. JULIO LOUZADA, vol.2, pág.1014; MEC, vol.4, pág.436; THEODORO BRAGA, pág.82; ITAÚ CULTURAL; 37, Acervo FIEO.



314 - THÉO (DJALMA PIRES FERREIRA) (1901 - 1980)

Velhas raposas - desenho a nanquim e aquarela - 34 x 26 cm - centro inferior -

Caricaturista, Théo é o pseudônimo de Djalma Pires Ferreira, nascido na Bahia e falecido em Araruama, RJ, filho de um ex-tenente da Guerra de Canudos. Veio para o Rio de Janeiro com 21 anos. Autodidata, publicou seus primeiros trabalhos na "Tarde" (1918 a 1922) e no "Diário de Notícias", seção esportes (1919). Foi o divulgador da "Bola do Dia" das colunas de "O Globo" e colaborou no "Malho", "Careta", "Fon-Fon", em outras revistas e jornais do Rio de Janeiro e na "Cigarra", em São Paulo. Exposições póstumas: São Paulo (1997, 2003); Belo Horizonte, MG (1997); Campinas, SP (1997); Brasília, DF (1998). ITAU CULTURAL; MEC VOL. 4, PÁG. 384; CARICATURISTAS BRASILEIROS 1836 – 2001, PÁG. 120; memoria.oglobo.globo.com; www.guiadosquadrinhos.com; www.ibahia.com.



315 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

Torso - escultura em mármore preto - h = 28 cm - assinado -
Reproduzido no convite deste leilão.

Escultor, desenhista e pintor paulista nascido em Mococa, SP e falecido no Rio de Janeiro. Mudou-se com a família para Itália, e fixou-se em Roma (1913). Iniciou estudos de desenho e escultura com o professor Loss (1920). Participou de movimentos antifascistas e foi preso (1931) por motivos políticos. Foi extraditado para o Brasil (1935) por intervenção do embaixador brasileiro na Itália. Em 1937, viajou para Paris e frequentou as academias ‘La Grand Chaumière’ e ‘Ranson’, onde estudou com Aristide Maillol e conviveu com Henry Moore, Marino Marini e Charles Despiau. Em 1939, retornou a São Paulo e junto com Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Sérgio Milliet, entre outros, participou do Movimento Modernista; foi um dos membros da Família Artística Paulista e do Grupo Santa Helena. Em 1943, transferiu-se para o Rio de Janeiro. A convite do ministro Gustavo Capanema instalou ateliê no antigo Hospício da Praia Vermelha, onde orientou jovens artistas como Francisco Stockinger. Possui obras em espaços públicos como ‘Monumento à Juventude Brasileira’ (1947), nos jardins do antigo Ministério da Educação e Saúde, atual Palácio Gustavo Capanema - RJ; ‘Candangos’ (1960), na Praça dos Três Poderes, e ‘Meteoro’ (1967), no lago do edifício do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília; ‘Integração’ (1989), no Memorial da América Latina, em São Paulo. Participou das Bienais de Veneza (1950, 1952); participou das I, II, IV e IX Bienais de São Paulo, período em que recebeu o prêmio de melhor escultor brasileiro (1953) e sala especial (1967). MEC, VOL.2, PÁG. 250; PONTUAL, PÁG. 237; MAYER/84, PÁG. 1333; BENEZIT VOL. 5, PÁG. 14; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 715; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 422; www.artprice.com; www.pinturabrasileira.com; www.dec.ufcg.edu.br; www.monumentos.art.br.



316 - GUARACY DA LUZ (1928)

Paisagem - óleo sobre tela colada em eucatex - 20 x 17 cm - canto inferior direito -

Zenilda Guaracy da Luz Ebner nasceu em Curitiba, PR. Assina Guaracy da Luz. Pintora com diversas participações em mostras coletivas e oficiais. Possui obras no Museu de Arte Primitiva de Assis, Assis – SP. JULIO LOUZADA, VOL. 10, PÁG. 517; www.jrquintaoartenaif.com.



317 - ALBERTO DA VEIGA GUIGNARD (1896 - 1962)

Árvore - desenho a lápis - 32 x 23 cm - canto inferior esquerdo - 1954 -
No estado.

Pintor, professor, desenhista, ilustrador e gravador, Alberto da Veiga Guignard nasceu em Nova Friburgo, RJ e faleceu em Belo Horizonte, MG. Mudou-se com a família para a Europa em 1907. Em dois períodos, entre 1917 e 1918 e entre 1921 e 1923, frequentou a Real Academia de Belas Artes de Munique, onde estudou com Hermann Groeber e Adolf Hengeler. Aperfeiçoou-se em Florença e em Paris, onde participou do Salão de Outono. Retornou para o Rio de Janeiro em 1929 e integrou-se ao cenário cultural por meio do contato com Ismael Nery. Participou do Salão Revolucionário de 1931, e foi destacado por Mário de Andrade como uma das revelações da mostra. Em 1941, integrou a Comissão Organizadora da Divisão de Arte Moderna do Salão Nacional de Belas Artes, com Oscar Niemeyer e Aníbal Machado. Em 1943, passou a orientar alunos em seu ateliê e criou o Grupo Guignard. A única exposição do grupo, realizada no Diretório Acadêmico da Escola Nacional de Belas Artes, foi fechada por alunos conservadores e reinaugurada na Associação Brasileira de Imprensa. Em 1944, a convite do prefeito Juscelino Kubitschek, transferiu-se para Belo Horizonte e começou a lecionar e dirigir o curso livre de desenho e pintura da Escola de Belas Artes, por onde passaram Amilcar de Castro, Farnese de Andrade e Lygia Clark, entre outros. Permaneceu à frente da escola até 1962, quando, em sua homenagem, esta passou a chamar-se Escola Guignard. Participou da Bienal de Veneza (1928, 1952); da Bienal Internacional de São Paulo (1951) e outras. PONTUAL, PÁG. 254; MEC, VOL. 2, PAG. 304; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 236; JULIO LOUZADA, VOL. 10, PÁG. 404; ART PRICE ANNUAL 2000, PÁG. 1013; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 373; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 559; ARTE NO BRASIL, PÁG. 505; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28; www.pinturabrasileira.com; www.brasilescola.com; web.artprice.com.



318 - MARTINS JESUS (XIX - XX)

"O velho Viaducto do Chá" - desenho a nanquim - 21 x 25 cm - canto inferior direito -
Com a seguinte inscrição: "São Paulo. O velho Viaducto do Chá com a suas passagens a treis vintens em 1890. Ao fundo a esquerda venda - se o prédio junto a ponte, que pertenceu ao Barão de Itapetininga."

Pintor, desenhista e ilustrador, contemporâneo de Volpi, Bonadei, Hugo Adami, Manoel Martins e outros da Famíla Artística Paulista. Colaborou em revistas de São Paulo e Rio de Janeiro como ilustrador do gênero do retrato e do desenho documentário. De sua autoria, a 'Ilustração Brasileira', RJ, de setembro de 1929, reproduziu uma série de desenhos que representam aspectos arquitetônicos da cidade de São Paulo em 1822. COLEÇÃO MÁRIO DE ANDRADE – ARTES PLÁSTICAS, INSTITUTO DE ESTUDOS BRASILEIROS – UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO, 1998.



319 - LOTHAR CHAROUX (1912 - 1987)

Linhas - guache - 25 x 10 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista e professor austríaco, natural de Viena. Assinava Charoux. Iniciou os estudos artísticos com seu tio, o escultor austríaco Siegfried Charoux. Transferiu-se para o Brasil em 1928, fixando residência em São Paulo. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios da cidade onde conheceu Valdemar da Costa, com ele fazendo aprendizado de pintura a partir de 1940. Posteriormente passa a lecionar desenho no Liceu de Artes e Ofícios e no SENAI. Em 1947, realizou sua primeira exposição individual, na Galeria Itapetininga. Em 1952, participou da fundação do Grupo Ruptura, ao lado de Waldemar Cordeiro, Geraldo de Barros, Anatol Wladyslaw e outros. Com Hermelindo Fiaminghi e Luiz Sacilotto , cria a Associação de Artes Visuais NT - Novas Tendências, em 1963. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras oficiais nacionais como a Bienal Internacional de São Paulo (I a IX, XII, XIII), Panorama da Arte Atual Brasileira (1º ao 3º, 6º, 9º, 11º, 12º) e no exterior. É homenageado com retrospectiva no Museu de Arte Moderna de São Paulo e no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro em 1974. Em 2005, é publicado o livro ‘Lothar Charoux: A Poética da Linha’, pela historiadora de arte Maria Alice Milliet. PONTUAL, PÁG. 131; MEC VOL. 1, PÁG. 433; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 254; VOL. 9, PÁG.207; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 645; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; ACERVO FIEO.



320 - TAPETE ORIENTAL,


Ponto de nó, feito a mão, de lã, Indiano, medindo 2,00 x 1,32 m = 2,64 m².



321 - RUFINO TAMAYO (1899 - 1991)

Cartaz de exposição - poster - 50 x 80 cm - canto inferior direito - 1956 -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, muralista, litógrafo e professor, filho de índios zapotecas, nasceu em Oaxaca - México. Foi um dos primeiros pintores de dimensão internacional da América Latina. Em 1917 entrou para a Escola Nacional de Artes Plásticas da Cidade do México. Em 1926 monta sua primeira individual no México e em Nova York, onde morou por uns vinte anos, a partir de 1936. Realizou murais no México (Conservatório Nacional, Museu de Antropologia, Palácio de Belas Artes, Clube dos Industriais); na Biblioteca Universal de Porto Rico; no Palácio da Unesco em Paris e outros. Foi diretor da sessão de desenhos etnográficos do Museu de Arqueologia e diretor do departamento de Artes Plásticas da Secretaria Nacional de Educação, no México; professor de pintura na Escola de Dalton e do Museu do Brooklyn, nos EUA. Em 1962 retorna definitivamente ao México. Muitas foram as exposições individuais e coletivas, entre elas: "20 séculos de Arte Mexicana"; Museu de Arte Moderna de Nova York (1940); sala especial na Bienal de Veneza (1950); "A Arte Mexicana do Pré-Colombiano até nossos dias"; Museu de Arte Moderna de Paris (1952); grande prêmio de pintura na Bienal de São Paulo (1953); Documenta II - Kassel, Alemanha (1959). Possui obras em diversos museus do mundo. BENEZIT VOL.10, PÁG.63; DICIONÁRIO OXFORD PÁG.516; ITAU CULTURAL; www.museotamayo.org; artnet.com; askart.com; artprice.com.



322 - JOAQUIM TENREIRO (1906 - 1992)

"Composição" - óleo sobre eucatex - 46 x 56 cm - canto inferior direito e dorso - 1976 -

Designer, escultor, pintor, gravador e desenhista, Joaquim Albuquerque Tenreiro nasceu em Melo Guarda, Portugal e faleceu em Itapira, SP. Filho e neto de marceneiros, aos dois anos de idade mudou-se para o Brasil com a família. Retornou a Portugal em 1914 e ajudou o pai a realizar trabalhos em madeira. Iniciou aulas de pintura. Em 1928, transferiu-se definitivamente para o Rio de Janeiro, passando a frequentar o curso de desenho do Liceu Literário Português onde conquistou o prêmio Joaquim Alves Meira, a maior láurea daquele estabelecimento e fez cursos no Liceu de Artes e Ofícios. Em 1931, integrou o Núcleo Bernardelli. Na década de 1940, dedicou-se à pintura de retrato, de paisagem e de natureza-morta. Entre 1933 e 1943, trabalhou como designer de móveis nas empresas Laubissh & Hirth, Leandro Martins e Francisco Gomes. Em 1943, montou sua primeira oficina, a Langenbach & Tenreiro e, alguns anos depois, inaugurou duas lojas de móveis; primeiro no Rio de Janeiro e, posteriormente, em São Paulo. É o renovador do mobiliário brasileiro, responsável por toda uma linha de criação em que a funcionalidade se alia o bom gosto e o aproveitamento racional dos materiais do País. No final da década de 1960, Joaquim Tenreiro encerrou as atividades na área da concepção e fabricação de móveis para dedicar-se exclusivamente às artes plásticas, principalmente à escultura. Participou do Panorama da Arte Atual Brasileira, SP (1972, 1973, 1975, 1978, 1988), da Bienal Internacional de São Paulo (1965), entre outras, e realizou uma retrospectiva no MAM, RJ (1977). Tem pinturas suas figurando no MAM, SP, no MNBA e Museu Manchete, RJ. MEC, VOL.4, PÁGS.381 E 382; PONTUAL, PÁG.520; TEIXEIRA LEITE, PÁG.504; WALMIR AYALA, VOL.2, PÁG.376 E 377; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG.973; VOL. 5, PÁG. 1042; VOL.6, PÁG. 1111; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 580; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; www.joaquimtenreiro.com; renome.com.br; pinturabrasileira.com; web.artprice.com.



323 - DIONISIO DEL SANTO (1925 - 1999)

Composição - guache - 14 x 15 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e serigrafista, nasceu em Colatina-ES, e faleceu em Vitória, naquele mesmo Estado. Autodidata. Em 1975, recebe o Prêmio de Melhor Exposição de Gravura do Ano, da APCA. Participou da 9ª Bienal Internacional de São Paulo, 1967 (Prêmio Itamarati Aquisição) e do Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro, 1968 (Prêmio Isenção do Júri). JULIO LOUZADA vol.11, pág. 88; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 682; ARTE NO BRASIL, pág. 934.



324 - FERNAND LEGER (1881 - 1955)

Composição - desenho a nanquim - 23 x 15 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Nasceu em Argentam, perto de Paris, em 1881. Era filho de camponeses. Em Paris, a partir de 1900, cursou a Escola de Artes Decorativas e a Escola de Belas Artes. Recebeu influência das pinceladas geométricas de Cézanne e, posteriormente, das descobertas de Matisse. Em 1908 conheceu os cubistas e em 1910 pintou Nus na Floresta. Foi para o fronte na primeira Guerra Mundial. A partir de 1917, sua obra apresenta locomotivas e engrenagens, mostrando aspectos do mundo industrializado. Seus personagens adquirem, também, mecanizações, não possuindo humanidade. Recebeu Tarsilla do Amaral em seu ateliê entre 1923-1924, tendo sido marcante sua influência na formação da artista e do próprio Modernismo Brasileiro, na questão do progresso industrial. Na década seguinte, pintou murais, liberou formas e cores, tornando-se um pintor mais abstrato. Durante a Segunda Guerra, refugiou-se nos Estados Unidos. Voltou à França em 1945 onde, além de mosaicos e vitrais para igrejas, trabalhou em decoração e desenhou figurinos de balê. Morreu em 1955, em Gif-sur-Yvette, na França. JULIO LOUZADA, vol. 2 pag. 569



325 - FAUSTO ZONARO (1854 - 1929)

Figuras - óleo sobre tela - 63 x 50 cm - canto superior direito - 1880 -
Roma. Reproduzido na quarta capa do catálogo deste leilão. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista da Escola Italiana nascido em Masi e falecido em San Remo. Estudou no Instituto Técnico de Lendinara; depois na Academia Cignaroli, em Verona. Foi para Veneza onde abriu uma pequena escola de pintura; esteve em Paris para aprimoramento de seus estudos e, em 1891, transferiu-se para Constantinopla, Turquia, onde se tornou pintor da corte de Abdul Hamid II, Sultão do Império Otomano de 1876 a 1909. Retornou à Itália em 1909 estabelecendo-se em San Remo. Realizou muitas exposições individuais (1886 a 1928) e participou de várias mostras coletivas e Salões oficiais por toda a Europa e Turquia. BENEZIT VOL. 10, PÁG. 917; www.faustozonaro.it; www.dorotheum.com; www.artprice.com; www.christies.com; www.sothebys.com.



326 - VICTOR VASARELY (1908 - 1997)

Composição cinética - litografia off set - E.A. - 27 x 27 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Natural de Pecs, Hungria, onde nasceu a 9 de abril de 1908. Pintor e gravador, viveu em Paris desde 1930, naturalizando-se frânces em 1961. Iniciou-se na Academia de Padolini-Volkmann, Hungria, filiando-se à Bauhaus de Budapest. Mestre da pesquisa abastrata, é tido como continuador do espírito que moveu as realizações da Bauhaus, de de Albers e de Moholy Nagy. Deu um impulso excepcional à arte ótica, pela qualidade de suas realizações. Expôs individualmente em Paris, Bruxelas, Copenhagen, Estocolmo e outros grandes centros culturais europeus. WALTER ZANINI, pág. 664; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 1024; LEONOR AMARANTE, pág. 137;



327 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Gato vermelho com flores" - acrílico sobre tela - 40 x 30 cm - canto inferior direito e dorso - 2003 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



328 - IVAN SERPA (1923 - 1973)

Figuras - técnica mista - 19 x 20 cm - canto inferior esquerdo - 1965 -

Pintor, desenhista, gravador e professor, Ivan Ferreira Serpa nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Estudou gravura e desenho com Axel Leskoschek (entre 1946 e 1948) no Rio de Janeiro. Em 1949, ministrou suas primeiras aulas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, onde, a partir de 1952, exerceu sistemática atividade didática, em especial no ensino infantil. Foi um dos precursores do concretismo no Brasil, criando ao lado de Aluisio Carvão, Lígia Clark, Hélio Oiticica e outros o Grupo Frente, que se manteve ativo de 1954 a 1956, inclusive com exposições no Rio de Janeiro. Participou da Divisão Moderna do SNBA (1947-1951). Em 1957, recebeu o prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna, RJ. Participou da exposição ’Opinião 65’, evento que marca a difusão de uma nova arte de tendência figurativa, a neofiguração. Em 1970, fundou, com Bruno Tausz, o Centro de Pesquisa de Arte no Rio de Janeiro. Participou da Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1961, 1963, 1965) e da Bienal de Veneza (1952, 1954, 1962, 1966). PONTUAL, PÁG 486; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 605; ARTE NO BRASIL, PÁG. 840; LEONOR AMARANTE, PÁG. 26; MEC VOL. 4, PÁG. 221; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 899.



329 - PAULO CLÁUDIO ROSSI OSIR (1890 - 1959)

Rosto - desenho a lápis - 42 x 30 cm - canto inferior direito - 1940 -

Pintor e arquiteto nascido e falecido em São Paulo. Estudou na Europa, e em 1921 expõe individualmente em sua cidade natal. Integrou, mais tarde, a Família Artística Paulista. Seu estilo combina elementos impressionistas e cubistas. Criou a OSIRARTE, firma especializada no fabrico de azulejos artísticos. TEODORO BRAGA, pág. 208; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 268; PONTUAL, pág. 462; MEC, vol, 3, pág. 303; ITAU CULTURAL; LEONOR AMARANTE, pág. 128; ARTE NO BRASIL; WALTER ZANINI, pág. 579, Acervo FIEO, RUTH TARASANTCHI.



330 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Gaúcho Trovador - óleo sobre tela - 46 x 61 cm - canto inferior esquerdo ilegível - 1969 -



331 - HENRI JOSEPH HARPIGNIES (1819 - 1916)

Paisagem - óleo sobre cartão - 17 x 24 cm - centro inferior -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor francês nascido em Valenciennes e falecido em Saint Privé. Foi um viajante comercial, mas seu gosto pela pintura o levou, aos 27 anos, a se tornar artista. Decidiu ter aulas de pintura com Achard e, após uma viagem de estudos à Itália, expôs no Salão de Paris em 1853. Estudou profundamente a Escola de Barbizon e especialmente Corot. Continuou participando do Salão de Paris até que, em 1863, sua pintura foi recusada pelo Salão. Destruiu a pintura e partiu para a Itália onde permaneceu por dois anos. Retornou a Paris com uma série de pinturas e voltou a participar dos Salões (1866, 1868, 1869,1878, 1897) ganhando várias medalhas até finalmente conseguir o Grande Prêmio em 1900. Recebeu a Cruz do Cavaleiro da Legião de Honra (1875), a Cruz de Oficial (1883) e a Cruz de Comandante (1901). Participou também da exposição da Sociedade dos Novos Aquarelistas tanto em Londres como na França. BENEZIT VOL. 5, PÁG. 409; JULIO LOUZADA VOL. 10, PÁG. 417; web.artprice.com; 19thcenturypaintings.com; www.nationalgallery.org.uk; www.artcyclopedia.com.



332 - FANG (1931 - 2012)

"Pássaros IV" - aguada de nanquim - 25 x 50 cm - canto inferior direito -
Esta obra participou da exposição "Os pincéis de Fang", realizada no Centro Cultural Correio São Paulo, de 09 de maio a 07 de julho de 2014, com apresentação e curadoria de Enock Sacramento, estando reproduzida na página 22 do catálogo da mostra.-

Pintor, desenhista, gravador e professor, Chien Kong Fang, ou simplesmente Fang, nasceu na cidade de Tung Cheng, China e faleceu em São Paulo. Estudou sumiê e aquarela na China em 1945. Veio morar em São Paulo com a família em 1951, naturalizando-se brasileiro em 1971. Entre 1954 e 1956, estudou pintura com Yoshiya Takaoka em São Paulo. Viajou, em 1977, para a América do Norte, Europa e Ásia, onde desenvolveu o seu trabalho de pintura. Em 1981, foi realizado o curta metragem biográfico ‘O Caminho de Fang’, em São Paulo. Visitou a China, convidado pelo governo chinês, em 1985. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1959, 1961, 1962, 1978, 1981, 1993, 2005); Salvador, BA (1962); Rio de Janeiro (1978, 1986); Schleswing, Alemanha (1985); Lugana, EUA (1990); Americana, SP (1994); Formosa, Taiwan (1994). Foi premiado no Rio de Janeiro (1957) e em São Paulo (1960 a 1962, 1967 a 1969, 1978, 1979, 1991). Participou do Panorama da Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1978). MEC, VOL. 2, PÁG. 124; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 366; VOL. 6, PÁG. 378; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 189; PONTUAL, PÁG. 201; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; www.fang.com.br; www.artprice.com.



333 - OLDACK DE FREITAS (XX)

"Bonfim" - óleo sobre tela - 28 x 42 cm - canto inferior direito e dorso - 1979 - Salvador -
No estado.

Assina Oldack. Pintor fluminense que foi aluno de Armando Viana e Manuel Santiago. Participou de inúmeras exposições e Salões oficiais. Recebeu vários prêmios: Rio de Janeiro (1941, 1948, 1968). JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG. 399.



334 - NORHÁ BELTRAN (1929)

Moça - desenho a nanquim e aquarela - 20 x 15 cm - canto inferior direito -
São Paulo.

Pintora boliviana natural de La Paz. Estudou arte nas Academias de Belas Artes de La Paz, Viena, e Madrid. No Brasil estudou com Heitor Usai. Individuais em 1960, 62 e 64 em Belo Horizonte e SP. Coletivas a partir de 1959. Fez várias exposições no exterior, em seu país natal, na Áustria, Suiça, Espanha e Caribe. JULIO LOUZADA, vol 4 , pág 130



335 - HENRY MOORE (1898 - 1983)

"Two figures face" - desenho a lápis de cor e grafite - 59 x 42 cm - canto inferior direito -
Reproduzido na quarta capa do catálogo deste leilão. Com as seguintes etiquetas no dorso: "Marlborough Fine Art Ltd. - London e National Gallery off Art - Washington, D.C. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Escultor, artista gráfico e professor inglês nascido em Castleford - Yorshire. Estudou na Escola de Arte de Leeds onde obteve uma bolsa de estudos para o ‘Royal College of Art’ (1919- 1923). Lecionou no ‘Royal College’ (1925 a 1932) e na Escola de Arte de Chelsea (1932 a 1939). Durante a década de 1930 viveu em Hampstead, mesma região onde viviam outros integrantes da vanguarda artística da época. Em 1940, após ter seu estúdio bombardeado, mudou-se para Much Hadham, condado de Hertford, onde viveu pelo restante de sua vida. Em 1925 fez uma viagem de estudos à Itália e à França. Em fins da década de 30, já era conhecido como o principal escultor britânico de vanguarda, mas sua fama pública estabeleceu-se com os desenhos que realizou como artista oficial de guerra (1940 a 1942), retratando pessoas protegendo-se de ataques aéreos em abrigos subterrâneos. Participou de muitas mostras oficiais na Europa, Estados Unidos, Austrália, Brasil (Bienal Internacional de São Paulo - 1953, 1979). Recebeu o Prêmio Internacional de Escultura na Bienal de Veneza em 1948 e, na década de 1950, firmou contratos para a execução de várias obras públicas na Grã- Bretanha e em outros países. Sua obra está presente em coleções de arte moderna por todo o mundo como, as mais destacadas, Tate Gallery - Londres; Henry Moore Sculpture Study Centre na Leeds City Gallery. BENEZIT VOL. 7, PÁG. 512; DICIONÁRIO OXFORD PÁG. 360; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 6, PÁG. 747; www.henrymoore.com; www.henry-moore.org; web.artprice.com.



336 - JURANDYR VALENÇA (1969)

"Grafema 27" - letraset - 24 x 31 cm - canto inferior direito - 2010 -

Artista plástico, curador independente e jornalista que nasceu em Maceió, Alagoas. Morou e trabalhou com a escritora e poeta Hilda Hilst entre 1991 e 1994. Atualmente é radicado em Capinas, SP. Desenvolve trabalhos em fotografia desde 1998. Participou de mais de 55 exposições, entre individuais e coletivas, nas quais recebeu três prêmios aquisições; realizou curadorias e foi tema de Documentário exibido na TV Sesc-Senac. Possui obras em acervos públicos e em coleções particulares. Colabora para as revistas Bamboo, Dasartes e Mag! escrevendo sobre artes, arquitetura e design. Foi coordenador da Oficina Cultural Oswald de Andrade, em São Paulo, entre 2007 e 2010, e atualmente é redator do Mapa das Artes São Paulo e diretor de projetos do Instituto Hilda Hilst. Itaú Cultural; www.hildahilst.com.br/site; www.artfacts.net.



337 - AXEL LESKOSCHEK (1889 - 1976)

O malandro - xilogravura - 18 x 13 cm - canto inferior direito -

Importante gravador, pintor e professor austríaco. Realizou sua formação artística na Áustria e ali publicou álbuns de xilogravuras e águas-fortes. Veio residir no Brasil em 1930, fugindo do nazismo, aqui ficando até 1950. Ilustrou diversas publicações nacionais, entre elas, e principalmente, as edições brasileiras dos romances de Dostoiévski (Ed. José Olimpio). Foi professor, entre outros, de Renina Katz, Fayga Ostrower e Ivan Serpa. MAYER/88, pág.494; JULIO LOUZADA, vol.1, pág.609; BENEZIT, vol.6, pág.612, ART PRICE ANNUAL/2000, pág.1464; PONTUAL, pág.309, TEIXEIRA LEITE, pág.284; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 605; ARTE NO BRASIL, pág. 840; Acervo FIEO.



338 - DOMENICO LAZZARINI (1920 - 1987)

Composição - óleo sobre tela - 73 x 59 cm - canto inferior esquerdo - 1960 -
No estado.

Nasceu na cidade italiana de Viareggio, vindo a falecer na cidade do Rio de Janeiro. Em 1940, ainda na Itália, nas cidades de Lucca e Florença, realiza estudos com Rosai e Vedova. Já no Brasil, dá aulas de pintura na Escola de Belas Artes de Araraquara, São Paulo, em 1950. Em 1957, cria a Escola de Belas Artes de Ribeirão Preto e, em 1961, leciona no Museu de Arte do Rio de Janeiro. Em 1974, conquista o Prêmio Tetra d'Oro em Roma. Entre as exposições de que participa, destacam-se: Exposição de Lucca, Itália, 1946 a 1948; Bienal de Veneza, Itália, 1948; Jovens Pintores de Araraquara, no Museu de Arte Moderna de São Paulo, 1954; Salão Nacional de Arte Moderna (Isenção de Júri, 1959 e Prêmio Aquisição, 1962), Rio de Janeiro, 1958 a 1962; Bienal Internacional de São Paulo, 1959 e 1961; Galeria de Arte da Folha, São Paulo, 1959 e 1960; Domenico Lazzarini, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, 1963; 100 Obras Itaú, no Museu de Arte de São Paulo, 1985. BÉNÉZIT, vol. 6, pág. 499; JULIO LOUZADA vol. 11, pág. 179; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 697; ARTE NO BRASIL, pág. 964; Acervo FIEO.



339 - WAGNER PINTO (1965)

"Ejé" - acrílico e grafite sobre papel - 40 x 55 cm - assinado -
Com etiqueta de Zipper Galeria - Rua Estados Unidos 1494 - São Paulo - SP, no dorso.

Artista plástico nascido em Porto Alegre, RS. Reside em São Paulo e faz parte do coletivo 'Upgrade do macaco'. Realizou exposições individuais em São Paulo e Brasília. Seus trabalhos também já foram apresentados em Londres, Barcelona e Tóquio. Está em várias páginas de uma edição da revista 'Rojo' (setembro de 2009) e na 'Zupi'. revistatrip.uol.com.br/trip/cha-da-tarde; www.overmundo.com.br; www.zupi.com.br; catracalivre.com.br; www.museus.gov.br; www.ideafixa.com; df.divirtasemais.com.br.



340 - ANTONIO PESSOA (1943)

Nu e bailarina - múltiplo em bronze - assinado -
Lote composto por dois múltiplos do autor, medidas: 14 x 03 x 03 cm. e 15 x 05 x 03 cm.

Escultor, assina Tonny. Radicado no Rio de Janeiro detentor de bom curriculo nacional e internacional com inumeras participações em Salões Oficiais,varias vezes premiado. Ótimo mercado.



341 - MILTON DACOSTA (1915 - 1988)

Vênus - serigrafia - 3/100 - 50 x 65 cm - canto inferior direito -
No estado.

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador. Milton Rodrigues da Costa nasceu em Niterói, RJ e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou estudos de desenho e pintura, em 1929, com o professor alemão August Hantv. No ano seguinte matriculou-se no curso livre de Marques Júnior, na Escola Nacional de Belas Artes. Junto com Edson Motta, Bustamante Sá e Ado Malagoli , entre outros, criou o Núcleo Bernardelli em 1931. Viajou para Estados Unidos em 1945, com o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Belas Artes do ano anterior. Na cidade de Nova York, estudou na Art's Students League of New York. Em 1946, foi para a Europa e após visita a vários países, fixou-se em Paris, onde estudou na Académie de La Grande Chaumière. Conheceu Pablo Picasso, por intermédio de Cícero Dias, e freqüentou os ateliês de Georges Braque e Georges Rouault. Expôs no Salon d'Automne (Paris) e regressou ao Brasil em 1947. Em 1949, casou-se com a pintora Maria Leontina e passou a residir em São Paulo. Realizou muitas exposições individuais e também recebeu prêmios nas Bienais Internacionais de São Paulo (1955, 1957). TEODORO BRAGA, PÁG. 163; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 229; MEC, VOL. 2, PÁG. 13; BENEZIT, VOL. 3, PÁG.315; ITAU CULTURAL; PONTUAL, PÁG. 155; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; ACERVO FIEO.



342 - VERA GOULART (1954)

"Cafezinho" - gravura - P.A.I. - 18 x 23 cm - canto inferior direito - 2002 -

Pintora, desenhista, gravadora, escultora, poeta e atriz performática nascida no Rio de Janeiro. Artista autodidata começou a desenhar em 1967. Atualmente divide seu tempo entre os ateliês do Brasil e da Suíça. Frequenta esporadicamente os ateliês dos artistas Sandro Donatello e Tancredo Araujo, onde realizou suas primeiras pinturas. Suas primeiras gravuras foram realizadas no Museu Lasar Segall - São Paulo, nas aulas com o artista professor Mubarak. Dando continuidade às gravuras, frequentou o atelier da artista e professora de artes Ursula Jakob na Europa. Sua primeira litografia é feita no atelier Fernand Mourlot em Paris. Suas primeiras esculturas, bronze e terra, foram realizadas no atelier do artista Branquinho da escola de arte de Maria Tereza Vieira, no Rio de Janeiro. Expõe regularmente desde 1980 em mostras coletivas e individuais, em galerias e museus de diversos países. Recebeu o Prêmio Incentivo no 5º Salão de Arte Contemporânea do SESC - Amapá (2004) e Prêmio Bienal Brasileira da Bélgica (2008). ITAU CULTURAL; JULIO LOUSADA VOL. 6 PÁG. 462, www.goulart.ch; www.colecaodearte.com.br.



343 - MENOTTI DEL PICCHIA (1892 - 1988)

Velho - óleo sobre tela - 55 x 46 cm - canto inferior direito -
Com a seguinte dedicatória no dorso: "Para Tereza M. Cury, Menotti".

Literáto, crítico e pintor. Foi um dos principais articuladores da semana de arte modena de 1922, juntamente com Mario de Andrade, Oswald de Andrade, Di Cavalcanti , entre outros. Defendeu uma cultura esclusivamente nacional. Sua Ligação com as artes plásticas também foi insisiva, defendendo e divulgando artistas que na época eram mal aceitos ou incompreendidos, como Anita Malfatti, Victor Brecheret. JULIO LOUZADA, vol. 1 pag. 765; WALTER ZANINI, pág. 519; ARTE NO BRASIL, pág. 655; LEONOR AMARANTE, pág. 49.



344 - JEAN XANTHAKOS (1936)

Natureza morta - óleo sobre eucatex - 16 x 22 cm - canto inferior direito -

Pintor e escritor nascido em Atenas, Grécia, onde viveu até 1965. Estudou pintura e filosofia por mais de 10 anos. No Brasil desde 1965. Viveu no Rio de Janeiro mas radicou-se em São Paulo. Especialista em naturezas-mortas. JULIO LOUZADA vol.2, pág. 1065, Acervo FIEO.



345 - SILVIO OPPENHEIM (1941 - 2012)

Composição - óleo sobre tela - 100 x 100 cm - lado esquerdo - 2010 -
Reproduzido na quarta capa do catálogo deste leilão.

Pintor, desenhista, arquiteto e professor nascido e falecido em São Paulo. Formou-se pela Faculdade de Arquitetura da USP (1965) e completou sua formação na Alemanha, quando ganhou do governo alemão uma bolsa de estudos para a 'Technisce Universitat' (TU) em Berlim Ocidental. Em 1979 assumiu a cadeira de arquitetura de interiores na Faculdade de Arquitetura da Universidade Mackenzie. Produziu intensamente como arquiteto e como artista plástico. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1965, 1972, 1975 a 1977, 1979, 1981, 1982, 1986 a 1989); Rio de Janeiro (1985); Brasília, DF (1978); Curitiba, PR (1980, 1987); Goiânia, GO (1989); Vitória, ES (1989). Participou de exposições coletivas e oficiais como: Bienal Internacional de São Paulo (1963, 1965, 1967, 1969); '5 Pintores de Vanguarda', Porto Alegre, RS (1965); Panorama de Arte Brasileira, MAM – SP (1971, 1973, 1976, 1979); Tóquio, Japão (1985) e outras. JULIO LOUZADA, VOL. 2, PÁG.745; VOL. 4, PÁG. 829; MEC, VOL.3, PÁG.301; ITAU CULTURAL, ACERVO FIEO; www.pinacoteca.org.br; www.sp.senac.br; www.resenhando.com; www.artprice.com.



346 - MAX ERNST (1891 - 1976)

Pinheiro - litografia off set - E.A. - 50 x 32 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e escultor nascido em Bruhl, Alemanha e falecido em Paris. Estudou filosofia e psicologia em Bonn, mas, abandonou a vida acadêmica pela pintura. Sua primeira exposição individual foi em Colônia em 1912 e, em Paris, em 1921. Após servir na Primeira Guerra Mundial, fez-se líder do grupo 'Dada' de Colônia (1919), trabalhando sob o pseudônimo Dadamax e foi o responsável pela adaptação das técnicas de colagem e fotomontagem para uso dos surrealistas. Em 1922 estabeleceu-se em Paris e integrou o movimento surrealista desde a sua formação (1924). Foi um dos primeiros expoentes da frotagem e da decalcomania. Em 1938 desligou-se dos surrealistas. Na Alemanha nazista, seus quadros foram expostos, junto aos de outros artistas na mostra denominada Arte Degenerada, em 1937. Depois da invasão da França e de ter sido internado como inimigo pelos alemães foi para Nova York (1941) e permaneceu nos Estados Unidos até 1948 onde colaborou com Breton e Duchamp na edição do periódico 'VVV'. Voltou à França em 1949, tornou-se cidadão francês em 1958. Recebeu o Grande Prêmio na Bienal de Veneza em 1954 e o Museu Solomon R. Guggenheim realizou uma grande retrospectiva de suas obras a qual foi também realizada, de forma modificada, no Museu de Arte Moderna de Paris em 1975. BENEZIT VOL. 4, PÁG. 187; DICIONÁRIO OXFORD DE ARTE; www.max-ernst.com; www.guggenheim.org; educacao.uol.com.br; masp.art.br; www.artprice.com.



347 - ARNALDO FERRARI (1906 - 1974)

Fachada - técnica mista - 47 x 46 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista e professor, Arnaldo Ferrari nasceu e faleceu em São Paulo SP. Seguindo a profissão do pai, trabalhou como pintor decorador, realizando frisos decorativos para residências. Estudou artes decorativas no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, entre 1925 e 1935. Em 1934, dividiu um ateliê com amigos no edifício Santa Helena e, pela amizade com o pintor Mario Zanini, aproximou-se dos demais integrantes do Grupo Santa Helena. Frequentou também o curso livre de pintura e desenho na Escola Nacional de Belas Artes, entre 1936 e 1938, onde teve aulas de desenho e pintura com Enrico Vio. Entre 1950 e 1959, integrou o Grupo Guanabara, com Thomaz Ianelli, Tomie Ohtake, Tikashi Fukushima e Oswald de Andrade Filho, entre outros. Realizou diversas exposições individuais, participou de várias mostras e Salões oficiais e foi premiado em São Paulo (1958, 1959, 1961, 1963, 1966) e em Santo André (1971). Participou da 7ª à 11ª Bienal Internacional de São Paulo (1963, 1965, 1967, 1969, 1971). Foi apresentada retrospectiva de sua obra em 1975, no Paço das Artes, SP e catálogo com textos de Theon Spanudis, José Geraldo Vieira e Mário Schenberg, entre outros. ITAÚ CULTURAL; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 304; MEC, VOL. 2, PÁG. 149; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 191; PONTUAL, PÁG. 207; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 378; WALTER ZANINI, PÁG.678, ACERVO FIEO.



348 - CARYBÉ (1911 - 1997)

Músicos - desenho a nanquim - 33 x 26 cm - canto inferior direito - 1961 -
No estado, obra plastificada.

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



349 - JOSÉ JULIO DE SOUZA PINTO (1855 - 1939)

Figuras - desenho a lápis - 12 x 16 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor de gênero, retratista e paisagista, natural da Ilha de Terceira, Açores - Portugal. Cursou a Academia de Belas Artes do Porto e foi aluno de João Correia. Ganhando Prêmio de Viagem, residiu muitos anos em Paris, onde acabou permanecendo, encerrada a bolsa, por um longo período de sua vida, tornando-se discípulo de Cabanel e Yvon. Participou de inúmeras exposições, ganhando prêmios em 1883, 1889, 1895 e Hors Concours, em 1900, na Exposição Universal. Possui obras em vários museus. Faleceu na cidade do Porto, Portugal. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 936.



350 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Mercado árabe - guache - 35 x 25 cm - canto inferior direito ilegível -
No estado.



351 - PAULA KADUNC (1954)

Composição - acrílico sobre tela - 80 x 60 cm - dorso - 2016 -
Registrado sobre o nº 610 do catálogo da autora.

Paula Kadunc, pseudônimo artístico de Maria Paula Kadunc, nasceu em São Paulo. Frequentou um curso clássico de arte e comunicação na época de colégio. Formou-se em historia (1975) e nos anos seguintes realizou viagens de estudo pela Europa, Japão, China e Filipinas. No inicio da década de 80 trabalhou no Museu de Arte de São Paulo como assessora de imprensa e relações publicas auxiliando ainda na curadoria de diversas exposições. Na década de 90 frequentou o ateliê do escultor Paulo Tadee onde trabalhou com desenhos e pinturas geométricas e passou a fundir esculturas em bronze. Estudou técnica de pintura com Marysia Portinari. Tem participado com suas obras de várias exposições coletivas e leilões de arte. Possui obras em diversas coleções particulares e no Museu de Arte do Parlamento de São Paulo. www.artemaisnet.com.br/artistas/paula-kadunc.html; www.catalogodasartes.com.br; www.al.sp.gov.br; www.artprice.com; www.askart.com.



352 - PABLO PICASSO (1881 - 1973)

Músico - litografia off set - 1801/2000 - 73 x 55 cm - não assinado -
Edição póstuma. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista, escultor, gravador, ceramista, artista gráfico e designer, Pablo Ruiz Picasso nasceu em Málaga, Espanha e faleceu em Mougins, França. Filho de um pintor e mestre de desenho, foi extraordinariamente precoce dominando o desenho acadêmico ainda na infância. Em 1904 estabeleceu-se em Paris tornando-se o centro de um círculo de artistas e escritores de vanguarda como André Breton, Guillaume Apollinaire e Gertrude Stein. Revolucionário, genial, vanguardista, visionário são elogios que definiram Picasso como um dos mestres da pintura. Sua ampla biografia e sua obra representam a arte do século XX. Embora sua obra seja convencionalmente dividida em fases, Picasso trabalhava numa grande variedade de temas e estilos ao mesmo tempo. Sua pintura “Les Demoiselles d’Avignon” (1906-7) é tida como o marco mais importante no desenvolvimento da pintura contemporânea e o primeiro prenúncio do cubismo que desenvolveu em íntima associação com Braque e depois com Gris. Sua obra mais famosa “Guernica” (1937), pintada para o pavilhão espanhol da Exposição Universal de Paris de 1937, expressa toda sua revolta e horror à destruição de Guernica, capital do país basco, durante a Guerra Civil Espanhola (1936-1939). No campo da escultura foi um dos primeiros artistas a compor esculturas a partir da montagem de materiais variados (e não por modelagem ou entalhe) e fez uso brilhante de objetos encontrados. Também como artista gráfico inclui-se entre os maiores do século. Existem museus consagrados à sua obra em Paris e Barcelona, e outros exemplos de sua inigualável produção distribuem-se por museus do mundo inteiro. Foi o primeiro artista vivo a expor suas obras no Museu do Louvre, quando completou 90 anos. BENEZIT VOL.8, PÁG. 297; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 763; ITAÚ CULTURAL; COLEÇÃO FOLHA GRANDES MESTRES DA PINTURA VOL. 6; infoescola.com; guggenheim.org; moma.org; a rtprice.com; arcadja.com; christies.com.



353 - ROMANO SCARPA (1927 - 2005)

Zé Carioca - desenho a lápis - 33 x 21 cm - centro inferior - 1993 -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Desenhista nascido em Veneza, Itália e falecido em Málaga, Espanha. Trabalhou em animação durante a década de 1940, ambiente que ele abandonou posteriormente para se dedicar totalmente às histórias em quadrinhos. Foi o sucessor de Floyd Gottfredson à frente das histórias do camundongo 'Mickey', na Itália. Criou diversos personagens do universo Disney, como 'Brigite' (a pata apaixonada pelo Tio Patinhas), 'Filomeno', 'Tudinha' (a namorada do João Bafo-de-Onça), a 'Pata Ieié' ou 'Pata Lee' (uma patinha hippie), entre outros, além de ter colaborado, juntamente com Carpi, na elaboração gráfica da 'História e Glória da Dinastia Pato', escrita por Guido Martina. Além dos personagens dos estúdios Disney, Scarpa também desenhou e elaborou histórias para o urso 'Zé Colméia', 'Lupo' (do alemão Rolf Kauka) e 'Angelino'. www.romanoscarpa.net; www.imdb.com; www.guiadosquadrinhos.com; www.artprice.com.



354 - HISAMATSU MITAKE (1916)

Paisagem - óleo sobre eucatex - 22 x 15 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor com participações nas seguintes mostras: II Salão de Paisagem Paulista, em 1969; Salão de Belas Artes de Santos-SP, em 1971 e Salão de Belas Artes de Piracicaba-SP, em 1972. JULIO LOUZADA, vol.3, pág. 746.



355 - ALDO BONADEI (1906 - 1974)

Casario - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito - 1972 -
Reproduzido na quarta capa do catálogo deste leilão. Com etiqueta de "A Galeria" Rua Haddock Lobo, 1111 São Paulo - SP, no dorso.

Pintor, designer, gravador, figurinista e professor - Aldo Cláudio Felipe Bonadei nasceu e faleceu em São Paulo, SP. Entre 1923 e 1928 foi aluno de Pedro Alexandrino, período em que também frequentou o ateliê de Antonio Rocco. Viajou para a Itália, entre 1930 e 1931, e frequentou a Academia de Belas Artes de Florença, onde teve aulas com Felice Carena e seu assistente Ennio Pozzi, ambos ligados ao movimento ‘novecento’. Nesse período, dedicou-se ao desenho da figura humana, principalmente ao nu. Retornou a São Paulo no início da década de 1930 e participou ativamente do Grupo Santa Helena, da Família Artística Paulista - FAP e do Sindicato dos Artistas Plásticos. Em 1949 lecionou na Escola Livre de Artes Plásticas, primeira escola de arte moderna de São Paulo e participou do Grupo Teatro de Vanguarda. No ano seguinte, fundou a Oficina de Arte - O. D. A., com Odetto Guersoni e Bassano Vaccarini. No fim da década de 1950 atuou como figurinista nas peças ‘Vestido de Noiva’, de Nelson Rodrigues, e ‘Casamento Suspeitoso’, de Ariano Suassuna. Também desenhou alguns figurinos para dois filmes dirigidos por Walter Hugo Khoury: ‘Fronteiras do Inferno’ (1958) e ‘Na Garganta do Diabo’(1959). Realizou muitas exposições individuais e participou de vários Salões oficiais destacando-se: Bienal Internacional de São Paulo (1ª, 2ª, 3ª, 6ª, 7ª); Bienal de Veneza (1952); Panorama da Arte Moderna Brasileira (1970). MEC, VOL. 1, PÁG. 247; PONTUAL, PÁGS. 78/79; ARTE NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 1041; ART PRICE ANNUAL 2000, PÁG. 258; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 79; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; LEONOR AMARANTE, PÁG. 72; ACERVO FIEO.



356 - CÂNDIDA GUSMÃO CERQUEIRA (XX)

Paisagem - óleo sobre madeira - 28 x 40 cm - canto inferior direito - 1937 -

Pintora ativa na cidade do Rio de Janeiro, onde estudou na antiga Escola Nacional de Belas Artes. Pertenceu ao Núcleo Bernardelli. Em 1927 e 1934, participou da Expo Geral de Belas Artes e em 1935, do Salão da Sociedade Brasileira de Belas Artes. MEC vol.1, pág. 396; JULIO LOUZADA vol.4, pág. 248.



357 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Gato azul" - acrílico sobre tela - 40 x 30 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2002 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



358 - WALTER LEWY (1905 - 1995)

Composição - guache - 24 x 32 cm - canto inferior direito - 1951 -

Gravador, pintor, ilustrador, paisagista, desenhista e publicitário nascido em Bad Oldesloe, Alemanha e falecido em São Paulo. Estudou na Escola de Artes e Ofícios de Dortmund, Alemanha (1923-1927). Nesse período, filiou-se à tendência do realismo mágico. Em 1928 participou de coletivas em Dortmund, Gelsenkirchen, Boclusim e outras cidades. Com a crise econômica de 1929, Lewy perdeu seu emprego de desenhista numa gráfica e foi viver com os pais no interior, tornando-se ilustrador de anedotas em jornais. Realizou sua primeira exposição individual em Bad Lippspringe (1932), mas foi fechada quando a Câmara de Arte Alemã proibiu a participação de judeus na vida artística. Escapando dessa situação opressora, o artista imigrou para o Brasil (1938), retomando profissionalmente a pintura. Deixou para trás centenas de trabalhos, que foram enviados para a Holanda e perdidos durante os bombardeios da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). No Brasil, fixou-se em São Paulo. Nos primeiros anos fez desenho publicitário e mais tarde capas de livros e ilustrações para diversas editoras. Ilustrou obras de Bertrand Russell, Machado de Assis e Arnold Toynbee, entre outras. Mais tarde, empregou-se como diagramador, letrista e arte-finalista nas agências de propaganda De Carli, Lintas Publicidade, Martinelli, Santos & Santos e Thompson Propaganda. Participou de Salões Nacionais e Bienais de São Paulo, entre 1951 e 1965, recebendo diversas premiações oficiais. JULIO LOUZADA, VOL. 10, PÁG. 497; MEC, VOL. 2, PÁG. 474; TEODORO BRAGA, PÁG. 245; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 286; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 630; LEONOR AMARANTE, PÁG. 142; ACERVO FIEO.



359 - J. CARLOS (1884 - 1950)

Casal - desenho a nanquim e aquarela - 28 x 20 cm - canto inferior direito -

Chargista, caricaturista, desenhista, pintor, ilustrador, José Carlos de Brito Cunha nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi um dos formadores da tradição da charge brasileira ao lado de Raul Pederneiras e K.Lixto, e criador de tipos como a negrinha 'Lamparina', a 'Melindrosa' e o 'Almofadinha'. Autodidata, iniciou a carreira de caricaturista ainda estudante, quando publicou um de seus desenhos na revista 'O Tagarela' (1902). Em seguida, passou a colaborar regularmente com a revista e no ano seguinte desenhou sua primeira capa na publicação. Colaborou em muitos órgãos da imprensa carioca como 'O Tico Tico', 'Fon-Fon', 'Careta', 'A Cigarra', 'Vida Moderna', 'Eu Sei Tudo', 'Revista da Semana' e 'O Cruzeiro'. Entre 1922 e 1930, exerceu o cargo de diretor artístico das empresas 'O Malho', onde iniciou uma grande série de charges de caráter político, satirizando fatos e personalidades nacionais e estrangeiras. A vertente política foi explorada pelo artista desde o início de sua carreira, sendo ele o responsável pela execução de uma série de charges antibelicistas executadas no período abrangido pelas duas grandes guerras e principalmente durante os dois governos de Getúlio Vargas (1883 - 1954). Esses trabalhos foram publicados principalmente na revista 'A Careta'. Também fez esculturas, foi autor de teatro de revista e letrista de música popular. JULIO LOUZADA vol. 10, pág. 181; CARICATURISTAS BRASILEIROS, de Pedro Corrêa do Lago, pág. 74; WALTER ZANINI, pág. 448; ARTE NO BRASIL, pág. 646; ITAU CULTURAL; www.ims.com.br; www.dec.ufcg.edu.br; www.artprice.com.



360 - QUIRINO DA SILVA (1902 - 1981)

Nu - desenho a nanquim - 47 x 32 cm - canto inferior direito - 1965 - São Paulo -

Nasceu no Rio de Janeiro e faleceu em São Paulo. Pintor, gravador, escultor e crítico de arte. É considerado como uma das mais legítimas expressões nas artes plásticas do Brasil. Muito dinâmico e dotado de espírito inquieto, fez de São Paulo o campo de suas aspirações, onde participou de vários movimentos artísticos locais, tendo sido o crítico de arte responsável do Diário de São Paulo e dos Diários Associados. Foi então que, por sua iniciativa e insistência junto a Assis Chateaubriand, foi criado o MASP. Integrou-se no movimento que já vinha da Semana de 22. JULIO LOUZADA vol.9, pág. 708; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 545; ARTE NO BRASIL, pág. 795.



361 - MANUEL GRACIANO (1926)

Figura - entalhe em madeira - 76 x 26 x 14 cm - assinado -
No estado.

Manoel Graciano Cardoso, escultor, é natural de Santana do Cariri/CE. Participou de vários Salões e exposições: em 1996, 2003 e 2005 - Porto Alegre, RS; em 2001 - São Paulo, SP; Rio de Janeiro, RJ; em 2002 - São Paulo, SP. ITAU CULTURAL.



362 - FANG (1931 - 2012)

"Bambu" - aguada de nanquim - 50 x 25 cm - canto inferior esquerdo -
Esta obra participou da exposição "Os pincéis de Fang", realizada no Centro Cultural Correio São Paulo, de 09 de maio a 07 de julho de 2014, com apresentação e curadoria de Enock Sacramento, estando reproduzida na página 35 do catálogo da mostra.-

Pintor, desenhista, gravador e professor, Chien Kong Fang, ou simplesmente Fang, nasceu na cidade de Tung Cheng, China e faleceu em São Paulo. Estudou sumiê e aquarela na China em 1945. Veio morar em São Paulo com a família em 1951, naturalizando-se brasileiro em 1971. Entre 1954 e 1956, estudou pintura com Yoshiya Takaoka em São Paulo. Viajou, em 1977, para a América do Norte, Europa e Ásia, onde desenvolveu o seu trabalho de pintura. Em 1981, foi realizado o curta metragem biográfico ‘O Caminho de Fang’, em São Paulo. Visitou a China, convidado pelo governo chinês, em 1985. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1959, 1961, 1962, 1978, 1981, 1993, 2005); Salvador, BA (1962); Rio de Janeiro (1978, 1986); Schleswing, Alemanha (1985); Lugana, EUA (1990); Americana, SP (1994); Formosa, Taiwan (1994). Foi premiado no Rio de Janeiro (1957) e em São Paulo (1960 a 1962, 1967 a 1969, 1978, 1979, 1991). Participou do Panorama da Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1978). MEC, VOL. 2, PÁG. 124; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 366; VOL. 6, PÁG. 378; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 189; PONTUAL, PÁG. 201; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; www.fang.com.br; www.artprice.com.



363 - LECY BOMFIM (1927 - 2013)

Menina - óleo sobre tela colada em eucatex - 22 x 14 cm - canto inferior direito -

Natural de Santos, SP, onde nasceu em 20 de maio de 1927. Iniciou seus estudos artísticos com o prof. José Roncolleto Lubra, em 1945. Em São Paulo, onde foi ativa até o ano de 2000, estudou com os profs. Joseph Trabulsi, Silvio Alves e Arlindo Castellane. Entre 1946 e 1978, expôs em Salões Oficiais no eixo Rio-São Paulo, recebendo muitas premiações, inclusive em Salões Internacionais de que participou de 1979 a 1987. Participou da Bienal Internacional de São Paulo em 1976. Expõe em coletivas e individuais a partir de 1974, entre elas 12, 13 e 14a. Exposição de Artistas Contemporâneos da Sociearte (1993-1994-1995), Galeria Clube Atlético Paulistano-SP (1979), entre outras. Suas obras constam de acervos particulares e de museus, tais como o de Santiago, no Chile, PINACOTECA-SP, Municipal de Taubaté-SP, etc. JULIO LOUZADA, vol.1, pág. 138. ACERVO FIEO.



364 - ROBERTO BURLE MARX (1909 - 1994)

Composição - serigrafia - 61/100 - 30 x 40 cm - canto inferior direito - 1976 -

Nasceu em São Paulo e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, paisagista, arquiteto, desenhista, pintor, gravador, litógrafo, escultor, tapeceiro, ceramista, designer de jóias, decorador. Durante a infância viveu no Rio de Janeiro. Foi com a família para a Alemanha, em 1928. Em 1929, freqüentou o ateliê de pintura de Degner Klemn. Nos jardins e museus botânicos de Dahlen, em Berlim, entusiasmou-se ao encontrar exemplares da flora brasileira. De volta ao Brasil, fez curso de pintura e arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1930 - 1934), onde foi aluno de Leo Putz , Augusto Bracet e Celso Antônio. Seu primeiro projeto paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, em 1932. Entre 1934 e 1937, ocupou o cargo de diretor de parques e jardins do Recife, PE, onde passou a residir. Nesse período, foi com freqüência ao Rio de Janeiro e teve aulas com Candido Portinari e com o escritor Mário de Andrade. Em 1937, retornou ao Rio de Janeiro e trabalhou como assistente de Candido Portinari. Foi em 1949, conforme sua paixão por plantas e seu interesse por botânica e jardinagem, que Burle Marx adquiriu um sítio em Barra de Guaratiba, RJ. Com auxílio de botânicos, viajou, coletou, catalogou exemplares de plantas do Brasil e reproduziu em seu sítio a diversidade fitogeográfica brasileira. Em 1985 doou esse sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.Realizou muitas exposições individuais e projetos paisagísticos, participou de diversas mostras oficiais coletivas pelo Brasil e no exterior. PONTUAL, PÁG. 94; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 93; MEC. VOL.1, PÁG.303; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 738; LEONOR AMARANTE, PÁG. 98; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 179; artnet.com. ACERVO FIEO.



365 - MARTINS DE PORANGABA (1944)

Composição - acrílico sobre tela - 30 x 70 cm - canto inferior direito e dorso - 2002/2003 -

Pintor, desenhista, gravador e professor, José Carlos de Porangaba Martins nasceu em Porangaba, SP. Assina José Carlos Martins, J. Martins, Porangaba e Martins de Porangaba. Fixou residência em São Paulo e cursou desenho, pintura e modelo vivo na Associação Paulista de Belas Artes, entre 1967 e 1970. Na década de 70 estudou gravura com Paulo Mentem e modelagem com Olinda Dalma. Fundou o Atelier J. Martins em 1972. Em 1980, lecionou pintura na Escola Panamericana de Artes. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1976, 1979, 1981, 1982 – MAC, 1984, 1987, 1990, 1991, 1994, 2000); Santo André, SP (1980, 1981); Guarujá, SP (1982); Rio de Janeiro (1982); Washington, EUA (1983); Brasília, DF (1988). Tem participado de muitas mostras coletivas e Salões oficiais, recebendo vários prêmios em: São Paulo (1979, 1980, 1982); Piracicaba, SP (1981); Embu, SP (1981); Marília, SP (1981); Rio Claro, SP (1982); Santo André, SP (1983, 1984); Rio de Janeiro (1985) ; Lisboa, Portugal (1985); Tampa, EUA (1986); Nice, França (1987). JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 828; VOL. 4, PÁG. 903; VOL. 6, PÁG. 901; VOL. 9, PÁG. 692; VOL. 13, PÁG. 269; ITAU CULTURAL; www.artprice.com; mporangaba.com.



366 - ALEX VALLAURI (1949 - 1987)

Bota - técnica mista - 14 x 09 cm - não assinado -
Com selo de identificação do autor.

Natural de Asmara, Etiópia, faleceu em São Paulo-SP. Grafiteiro, artista gráfico, pintor, desenhista, cenógrafo e gravador. Chegou ao Brasil com a família em 1965. Era residente e ativo na capital paulista. Iniciou-se em xilogravura, retratando personagens do porto de Santos. No começo da década de 1970, formou-se em comunicação visual pela FAAP-SP. Especializou-se em litografia no Litho Art Center de Estocolomo, em 1975. Retornou ao Brasil em 1978, realizando grafites em espaços públicos de São Paulo. Produzia silhuetas de figuras, com tinta spray sobre moldes de papelão. Residiu em Nova York entre 1982 e 1983, onde cursou artes gráficas no Pratt Institute. Nesse período, fez grafites nos muros da cidade. Além de usar o muro como suporte, seus trabalhos estampam camisetas, broches e adesivos. Voltou ao Brasil e começa a lecionar na Faap. Em sua produção destaca-se a série A Rainha do Frango Assado, que é também tema de instalação apresentada na 18ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1985. Retrospectiva Viva Vallauri, realizada no Museu da Imagem e do Som - MIS, em São Paulo, em 1998. JULIO LOUZADA, vol 3 pag 1170; ITAUCULTURAL.



367 - IVAN FREITAS (1931)

Composição - técnica mista - 31 x 50 cm - canto inferior direito -
No estado.

Pintor e muralista, nasceu em João Pessoa-PB. Realiza sua primeira mostra individual na Biblioteca Pública, em 1957. Reside em Paris (1962 e 1963), com bolsa de estudos da Maison de France, e, de 1969 a 1972, em Nova Iorque, Estados Unidos, comissionado pela International Telephone and Telegraph Corporation. De volta ao Brasil, pinta mural de mais de 1000 metros quadrados na parede externa da Escola Nacional de Música, no Rio de Janeiro, em 1984 - o primeiro do Projeto Arte nos Muros. Participa de diversas coletivas, tais como: SNAM-RJ (1959/1961); Bienal Internacional de São Paulo (1961/1975), dentre tantas outras. JULIO LOUZADA vol.11, pág.117; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 764; LEONOR AMARANTE, pág. 239.



368 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulata - desenho a lápis - 20 x 12 cm - canto inferior direito -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



369 - YANNIS GAITIS (1923 - 1984)

Mascarados - guache - 17 x 31 cm - canto inferior esquerdo - 1971 -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista e escultor nascido em Atenas, Grécia. Estudou na Escola de Belas Artes de Atenas (1942-1944), teve aulas com Konstandinos Parthenis e Ioannis Filippotis. Em Paris frequentou a 'Académie de la Grande Chaumière' e passou a viver na cidade após 1954. Realizou exposições individuais e participou de mostras oficiais em: 'Tel Aviv Museum', Israel; 'Salon de Mai', Paris; Bienal de São Paulo (1967); 'Muzej Savremene Umetnosti', Belgrado; 'Musée d'Art Moderne de Skopie', Yugoslávia; 'Des Centre Cultural des Beaux Arts', Fernand, France; 'Municipalité de Nikea', Atenas; 'Carnegie International Exhibition' (1964) - Pittsburgh, EUA. Em 2001 uma cópia de um de seus trabalhos foi instalada na estação ferroviária Larissis, em Atenas. Faleceu uma semana antes da abertura de uma exposição retrospectiva de suas obras na Galeria Nacional de Atenas (1984). BENEZIT VOL. 4, PÁG. 585; www.acgart.gr; www.artprice.com; www.askart.com; artist.christies.com; www.artnet.com; www.sothebys.com.



370 - TAPETE ORIENTAL,


Ponto de nó, feito a mão, de lã, Iraniano, medindo 1,93 x 1,25 m = 2,41 m².



371 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Paisagem - aquarela - 30 x 21 cm - canto inferior esquerdo ilegível -



372 - NILO SIQUEIRA (1943)

Ancoradouro - óleo sobre cartão - 30 x 40 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor natural de Amparo-SP, com diversas participações em exposições coletivas e Salões Oficiais. JULIO LOUZADA, vol. 2 pág. 956, Acervo FIEO.



373 - ROSÂNGELA BORGES (1976)

"Família de retirantes" - óleo sobre tela - 26 x 25 cm - canto inferior esquerdo - 2016 -

Pintora pernambucana que nasceu e vive na cidade de Bezerros, localizada em região de clima semiárido, com vegetação de caatinga e mata atlântica. Começou a pintar aos 25 anos por incentivo do seu esposo Manasses Borges que é filho de J. Borges (José Francisco Borges) renomado xilogravurista e cordelista pernambucano. Ilustrou livros didáticos pelas editoras FTD e DIMENSÂO. Tem trabalhos catalogados no Museu de Diadema (São Paulo) e também no Museu da Bahia. Seus trabalhos fazem parte de coleções particulares na França, nos EUA e em diversos Estados do Brasil. www.museudobrinquedopopular.com.br/artistainfo.asp?id=46; artenaifrio.blogspot.com.br/2013/09/rosangela-borges.html.



374 - ANTONIO D'OLINDA (1966 - 2015)

"Buscando peixe" - óleo sobre eucatex - 41 x 59 cm - canto inferior direito e dorso - 1990 -

Pintor, Antonio José dos Santos nasceu e faleceu em Olinda, PE. Sempre vivendo em Olinda, começou a trabalhar com mamulengo, teatro de boneco muito popular na região. Iniciou-se na pintura como auxiliar do pintor Roberto Lúcio. Em 1984 conquistou uma das premiações do 'Salão dos Novos de Pernambuco' e o Primeiro Lugar do Projeto Lista Telefônica do Estado de Pernambuco, posição que ocupou até 1987. Em 1988, participou de uma exposição coletiva junto com Ernane Cortat e Diva Goulart na Galeria Jacques Ardies, São Paulo e realizou sua primeira exposição individual no Gabinete de Arte Brasileira em Recife; três anos mais tarde no Museu de Arte Contemporânea de Olinda e, em 2001 e 2003, na Galeria Jacques Ardies de São Paulo. Em 2004, participou da Bienal Naifs do Brasil, em Piracicaba - SP. Realizou adereços de cena para os filmes 'Baile Perfumados' (1996) e 'O Cangaceiro' (1996). Em 1997, pintou cenários para espetáculos em colaboração com o grupo Bijari. www.ardies.com.



375 - INOS CORRADIN (1929)

O equilibrista - escultura em bronze - P.A. - 52 x 43 x 13 cm -

Pintor, desenhista, gravador, escultor e cenógrafo, nascido em Vogogna, Itália. Por volta de 1932 mudou-se com a família para Castelbaldo - Padova, onde, em 1945, estudou pintura com professor Tardivello. Em 1947 colaborou com o pintor Pendin na execução de um mural referente aos mártires da resistência italiana em Castelbaldo. Veio, em 1950, para Jundiaí e São Paulo onde fez parte do núcleo artístico Cooperativa em São Paulo, dirigido pelo pintor argentino Oswaldo Gil Navarro. Executou cenários para o Ballet do IV Centenário de São Paulo, em 1954. Em 1979 foi contratado para pintar um cenário para o Teatro de Rovigo, Itália. Realizou diversas exposições individuais, participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais pelo Brasil e pelo mundo. Foi premiado em Paris (1975) e em Ferrara, Itália (1976). JULIO LOUZADA, VOL. 11, PÁG. 152; PONTUAL, PÁG. 143; MEC, VOL. 1, PÁG. 448; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 215; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; inoscorradin.com.br.



376 - YOLANDA MOHALYI (1909 - 1978)

Composição - aquarela e guache - 16 x 24 cm - canto inferior direito - 1959 -

Pintora, desenhista, gravadora e professora, Yolanda Lederer Mohalyi nasceu em Kolozsvar, capital da Transilvânia, Hungria (atual Cluj Napoca, Romênia) e faleceu em São Paulo, SP. Na Hungria estudou pintura na Escola Livre de Nagygania e na Real Academia de Belas Artes de Budapeste (1927). Em 1931, veio para o Brasil e fixou-se em São Paulo, onde lecionou desenho e pintura. Foram seus alunos, entre outros, Maria Bonomi e Giselda Leirner. A partir de 1935, começou a frequentar o ateliê de Lasar Segall. Integrou o Grupo Sete (1937) ao lado de Victor Brecheret, Antonio Gomide e Elisabeth Nobiling. Em 1951 realizou suas primeiras xilogravuras com Hansen Bahia . Entre as décadas de 1950 e 1960 executou, em São Paulo, vitrais para a Fundação Armando Álvares Penteado – FAAP, murais para as igrejas Cristo Operário e São Domingos, mosaicos para residências particulares e vitrais para a Capela de São Francisco, em Itatiaia. Representou o Brasil na 1ª Bienal Americana de Arte (1962), Argentina, tendo alguns de seus trabalhos escolhidos pelo crítico Herbert Read para uma exposição itinerante nos Estados Unidos. Participou da I, II, IV, V, VI, VII, VIII e IX Bienal Internacional de São Paulo; da II e V Bienais de Tóquio, entre outras, Recebeu diversos prêmios como: o Prêmio Leirner de Arte Contemporânea (1958), o Prêmio de Melhor Pintor Nacional na 7ª Bienal Internacional de São Paulo (1963). TEIXEIRA LEITE, PÁG. 331; PONTUAL, PÁG. 363; MEC VOL.3, PÁG. 168; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 937; LEONOR AMARANTE, PÁG. 75; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 639; ACERVO FIEO; www.pinacoteca.org.br; mam.org.br; masp.art.br; www.artprice.com.



377 - YOSHIYA TAKAOKA (1909 - 1978)

Cavalos - aquarela - 31 x 49 cm - canto inferior esquerdo - 1974 -

Pintor e desenhista nascido em Tóquio, Japão, veio para o Brasil em 1925, fixando-se no interior de São Paulo, trabalhando na lavoura. Mudou-se para São Paulo, onde ganhava a vida vendendo pastéis, fazendo caricaturas e como pintor de paredes. Foi aluno de Bruno Lechowsky no Rio de Janeiro. Foi um dos fundadores do Grupo Seibi, que reuniu artistas plásticos da colônia japonesa em São Paulo (1935). Fundou em 1948, juntamente com Geraldo de Barros e Antonio Carelli, o Grupo dos Quinze. Viveu em Paris de 1952 a 1953, estudando técnica de mosaico; Freqüentou o Núcleo Bernardelli, onde se ligou de amizade a Pancetti. Participou de diversos salões e exposições, nacionais e estrangeiras, recebendo diversas premiações. PONTUAL, pág. 510; TEIXEIRA LEITE, pág. 490; MEC, vol. 4, pág. 352; TEODORO BRAGA, pág. 220; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 361; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 579; ARTE NO BRASIL.



378 - IRINEIDE KLOCKNER (1961)

Composição - óleo sobre tela - 30 x 40 cm - dorso -

Nascida em 1961, na cidade de Maringá/PR, Irineide Klöckner iniciou sua carreira artística em 1983, e passou pelos mais variados campos das artes plásticas, vivenciando as mais diversas técnicas de pintura. Desde 2000, Irineide dedica-se exclusivamente à pintura em tela, tendo durante estes anos aprimorado sua arte em diversas técnicas, através da convivência com artistas de diferentes estilos. Nos últimos anos tem buscado inspiração em grandes nomes do Abstracionismo, como Jackson Pollock e Jonas Gerard, e desenvolveu seu próprio estilo. Em sua arte Irineide expressa a beleza da vida, em todos seus pormenores e complexidades, na união dos traços aparentemente desconexos se criam momentos únicos. Durante sua carreira, Klöckner participou de exposições ao longo de toda a região Sul, tendo assinado mais de 2000 obras de arte, que hoje embelezam residências e ambientes corporativos em todo o Brasil.



379 - SEBASTIÃO JANUÁRIO (1939)

Natureza morta - têmpera sobre eucatex - 38 x 46 cm - canto inferior esquerdo - 1974 - Rio de Janeiro -
Com etiqueta do autor, no dorso.

Pintor mineiro de Guanhães, MG. Vindo para o Rio de Janeiro, inicou-se na pintura, recebendo breve orientação de Ivan Serpa no Museu de Arte Moderna. Começou a apresentar seus trabalhos em 1963, viajando em seguida para Paris, onde residiu durante dois anos. Seus temas são ora sacros, ora representam o cotidiano das pessoas, mas sempre com cores demasiadas e soltas, com uma visão ingênua da realidade. Individuais a partir de 1968, na Galeria Giro e coletivas desde 1963, inclusive no XVIII Salão Nacional de Arte Moderna-RJ. JULIO LOUZADA, vol. 5, pág. 514; PONTUAL, pág. 276; Acervo FIEO.



380 - ALEXANDER ARCHIPENKO (1887 - 1964)

Torso - escultura em bronze - 38 x 08 x 05 cm - assinado - 1914 -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Escultor, pintor, litógrafo e professor nascido em Kiev, Ucrânia e falecido em Nova York, EUA. Sua formação artística se iniciou no Instituto de Artes de Kiev (1902-1905); viveu e expôs em Moscou até se estabelecer em Paris (1908) onde frequentou a Escola de Belas Artes. Participou ativamente do desenvolvimento do Cubismo e trabalhou com Amedeo Modigliano, Henri Guadier-Brzeska, Léger, Apollinaire, Cendrars, Raynal. Em 1912 fez uma das primeiras esculturas 'multi-medium', 'Medrano I', que incluiu madeira, vidro e arame; também criou a pintura escultórica – na qual as formas desenvolvem-se e projetam-se de um fundo pintado e foi um pioneiro na retomada da policromia em escultura. Inventou, em 1924, a 'Archipentura' – tentativa de elaborar pinturas móveis. Expôs no 'Salon des Indépendents', Paris (1910, 1911, 1912); 'Section d'Or', Paris (1912); 'Armory Show', Nova York (1913); 'Société Anonyme', Nova York, (1921 – exposição individual); Bienal de Veneza (1920); entre outras. A partir de 1924 se estabeleceu em Nova York onde abriu sua própria escola de escultura. Em 1969 o Museu Rodin, em Paris, lhe consagrou uma exposição retrospectiva. BENEZIT VOL. 1, PÁG. 246; DICIONÁRIO OXFORD DE ARTE; www.archipenko.org; www.guggenheim.org; www.moma.org; www.britannica.com; www.tate.org.uk; www.artprice.com; artist.christies.com.



381 - JOSÉ SILVEIRA D'AVILA (1924 - 1985)

"Mercado Municipal - Rio" - água forte original - 24 x 34 cm - canto inferior direito -

Pintor, gravador, escultor e vitralista natural de Florianópolis, SC. Estudou pintura e escultura na antiga ENBA, onde foi premiado diversas vezes. No SNAM alcançou inicialmente isenção de Juri e Prêmios Viagem ao País e ao Estrangeiro. Em 1950 organizou juntamente com Carlos Oswald, o Ateliê de Arte para incremento da gravura. Coletivas a partir de 1953, obtendo diversas premiações em Salões Oficiais. JULIO LOUZADA, vol 4 pág. 302. ITAÚ CULTURAL.



382 - ALOYZIO ZALUAR (1937)

"S S Urca" - técnica mista - 18 x 18 cm - centro inferior e dorso - 2015 - Rio de Janeiro -

Natural da cidade do Rio de Janeiro. Passou a frequentar a antiga ENBA em 1956. Participou de diversos SNAM entre 1958 e 1967, recebendo a Certificado de Isenção em 1966. Expõe individualmente a partir de 1964. TEIXEIRA LEITE chamou atenção, em 1964, para a influência de Goeldi nos seus trabalhos que, mais tarde, abordaram a temática do carnaval carioca, levando o artista e poeta José Paulo Moreira da Fonseca a situá-lo na fronteira entre o desenho e a pintura. ITAÚ CULTURAL; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 349; MEC, vol. 4, pág. 528; PONTUAL, pág. 556; ACERVO FIEO, pág. 785. Acervo FIEO. -



383 - CYRO FERNANDES (XX)

Carmen Miranda - aquarela e nanquim - 17 x 13 cm - canto inferior direito -

Pintor e desenhista e caricaturista com várias participações em exposições coletivas e mostras oficiais. JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 393.



384 - EDUARDO KENJI TAKEBAYASHI (1949)

Barqueiros - óleo sobre tela - 30 x 60 cm - canto inferior direito - 1999 -

Nasceu em Junqueirópolis, SP, em 20 de maio de 1949. Participou de coletivas realizadas em SP, Porto Alegre e Brasilia, recebendo premiações. JULIO LOUZADA, vol. 7 pág. 687.



385 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XVIII-XIX

"Burgomestre e Senador Carl Ludolf..." - óleo sobre madeira - 37 x 32 cm - canto inferior direito ilegível -
Complemento do título encontrado no dorso da obra: "Burgomestre e Senador Carl Ludolf Hansen" (Lipsia 1738 - 1803).



386 - UBIRACI PINTO (1945 - 2008)

Soltando balão - óleo sobre tela - 25 x 33 cm - canto inferior direito -

Natural da cidade do Rio de Janeiro, onde nasceu em 26/1/1945. Assina seus trabalhos UBIRACI PINTO. Teve como mestre e incentivador o pai, Silvio Pinto, festejado pintor carioca. Ubiraci concentra grande parte de sua atuação artística no exterior. Participou de coletivas no Canadá, Venezuela, EUA, Inglaterra e Israel. No Brasil, recebeu Menção Honrosa e Medalha de Bronze no SNBA. JULIO LOUZADA vol. 1, pág. 771; MEC vol. 3, pág. 419; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO.



387 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Flor - serigrafia - 52 x 20 cm - centro inferior - 1963 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



388 - MORIYO KOJIMA (1936)

"Menino brincando" - óleo sobre tela - 50 x 60 cm - canto inferior direito e dorso - 2002 -

Pintora nascida em Mirandópolis, SP. Em 1945 mudou-se para Itaquera e depois para Mauá. Tem participado de inúmeras exposições, destacando-se as de: Mauá, SP (2001 e 2002 – Salão de Arte; 2015 – 'Mulheres em Diálogo'; 2016 – Pintores residentes de Mauá); São Paulo (2003 – 3º Salão Figurativo de Bunkyo); Poá, SP (2007 – 2º Salão de Arte); Mogi das Cruzes, SP (2008 – '100 anos da Imigração Japonesa no Brasil'); Embu, SP (2010 – 'Homenagem à Imigração Japonesa', 2014, 2015). Foi premiada em: Poá, SP (2007); Mauá (2015).



389 - WAGNER PINTO (1965)

Composição - técnica mista - 20 x 20 cm - dorso - 05/2009 -

Artista plástico nascido em Porto Alegre, RS. Reside em São Paulo e faz parte do coletivo 'Upgrade do macaco'. Realizou exposições individuais em São Paulo e Brasília. Seus trabalhos também já foram apresentados em Londres, Barcelona e Tóquio. Está em várias páginas de uma edição da revista 'Rojo' (setembro de 2009) e na 'Zupi'. revistatrip.uol.com.br/trip/cha-da-tarde; www.overmundo.com.br; www.zupi.com.br; catracalivre.com.br; www.museus.gov.br; www.ideafixa.com; df.divirtasemais.com.br.



390 - FRANK KOZIK (1962)

"Mickey Mao" - escultura em fiberglass - 50 exemplares - 35 x 23 x 18 cm - assinado - 2010 -
Obra da série "The bird is the word". No estado. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Artista multimídia nascido em Madri, Espanha. Seu pai era americano e sua mãe, espanhola. Aos quinze anos mudou-se para Sacramento, CA – EUA e, aos dezoito, entrou para Força Aérea em Austin, Texas. Totalmente autodidata, começou desenhando panfletos para bandas de amigos. Realizou trabalhos para Pearl Jam, 'The White Stripes', 'The Beastie Boys', Green Day, Neil Young e Nirvana. Em meados dos anos 90, dirigiu vários vídeos incluindo Soundgarden’s “Pretty Noose”. Em 1993 foi para São Francisco, CA. Em 2001 voltou-se integralmente para o design e para o ' art toy movement'. Seus trabalhos têm sido exibidos em muitas exposições individuais e mostras coletivas. www.frankkozik.net; www.artprice.com.



391 - MARCELO GRASSMANN (1925 - 2013)

Guerreiro - litografia off set - 31 x 46 cm - canto inferior esquerdo - 1963 -
Com a seguinte dedicatória: para Mário, M. Grassmann - 1976.

Desenhista, gravador, ilustrador, pintor, escultor e professor, nasceu em São Simão, SP. Estuda fundição, mecânica e entalhe em madeira na Escola Profissional Masculina do Brás, SP. Passa a realizar xilogravuras a partir de 1943. Atua como ilustrador do Suplemento Literário do ‘Diário de São Paulo’, do ‘O Estado de S. Paulo’ e do ‘Jornal do Estado da Guanabara’. Quando reside no Rio de Janeiro, a partir de 1949, freqüenta os cursos de gravura em metal, com Henrique Oswald e de litografia, com Poty, no Liceu de Artes e Ofícios. Em Salvador (1952), trabalha com Mario Cravo Júnior. .Recebe o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Arte Moderna (1953) e vai para a Academia de Artes Aplicadas, em Viena. Passa a dedicar-se principalmente ao desenho, à litografia e à gravura em metal. Em 1969, sua obra completa é adquirida pelo governo do Estado de São Paulo, passando a integrar o acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo . Em 1978, a casa em que nasceu, em São Simão, é transformada em museu e tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo - Condephaat. Participou de muitas exposições e das Bienais de: São Paulo (1951 a 1961, 1967, 1969, 1979, 1985, 1989); Veneza (1950, 1956, 1958, 1962); Paris (1959). Principais prêmios: Bienal de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1959, 1967); Bienal de Veneza (1950, 1956, 1958,1962); Bienal de Paris (1959). PONTUAL, PÁG. 249; MEC, VOL. 2, PÁG. 281 E 282; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG. 439; VOL. 5, PÁG. 453; VOL. 9, PÁG. 383.



392 - FANG (1931 - 2012)

Cadeira - óleo sobre tela colada em eucatex - 33 x 24 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e professor, Chien Kong Fang, ou simplesmente Fang, nasceu na cidade de Tung Cheng, China e faleceu em São Paulo. Estudou sumiê e aquarela na China em 1945. Veio morar em São Paulo com a família em 1951, naturalizando-se brasileiro em 1971. Entre 1954 e 1956, estudou pintura com Yoshiya Takaoka em São Paulo. Viajou, em 1977, para a América do Norte, Europa e Ásia, onde desenvolveu o seu trabalho de pintura. Em 1981, foi realizado o curta metragem biográfico ‘O Caminho de Fang’, em São Paulo. Visitou a China, convidado pelo governo chinês, em 1985. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1959, 1961, 1962, 1978, 1981, 1993, 2005); Salvador, BA (1962); Rio de Janeiro (1978, 1986); Schleswing, Alemanha (1985); Lugana, EUA (1990); Americana, SP (1994); Formosa, Taiwan (1994). Foi premiado no Rio de Janeiro (1957) e em São Paulo (1960 a 1962, 1967 a 1969, 1978, 1979, 1991). Participou do Panorama da Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1978). MEC, VOL. 2, PÁG. 124; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 366; VOL. 6, PÁG. 378; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 189; PONTUAL, PÁG. 201; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; www.fang.com.br; www.artprice.com.



393 - LI GUANGBIN (XX)

Veneza - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito -

Pintor e desenhista nascido na China onde aprendeu a pintura a óleo. Aprimorou sua técnica na Itália, Estados Unidos e, atualmente, vive em São Paulo, Brasil. Possui diversas participações em mostras coletivas e oficiais.



394 - IGNÁCIO DA NEGA (1945)

"Hotel das Milindrosas" - óleo sobre tela - 40 x 40 cm - canto inferior direito e dorso - 1993 -

Natural de Surubim, PE. Iniciou-se na decoração de andores de procissão, ajudando a sua mãe. Recebeu orientação de Alaerte Bandim. Em São Paulo, orienta-se com M. Boy e Iracema Arditi. Seu tema preferido são as cenas típicas do nordeste. Participou de diversas exposições coletivas e individuais. JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 511. Acervo FIEO. -



395 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Figura - entalhe em madeira - 21 x 18 cm - não assinado -



396 - ZÉLIO ANDREZZO (1948)

Chá - óleo sobre tela - 70 x 50 cm - canto inferior direito -

Catarinense da bela cidade de Florianópolis, onde nasceu a 15 de dezembro de 1948. Pintor e desenhista. Segundo seus críticos, trata-se de artista obstinado e firme em seu propósito, tendo a disciplina de um espartano, a paciência de um monge e a precisão de um cosmonauta. Participações em coletivas com premiações. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 14.



397 - MITSU (1957)

"Riacho" - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor. Yasumitsu Higa nasceu em São Paulo. Assina Mitsu. Realizou exposição individual em São Paulo na Casa de Portugal e tem participado de várias mostras coletivas e oficiais em: São Paulo, Brasília - DF, Jundiaí - SP. Recebeu Medalha de Ouro no Salão Portinari, SP; Grande Medalha de Prata - Medart 96. JULIO LOUZADA, VOL.7, PÁG. 480.



398 - IVO BLASI (1932 - 2008)

Pescador - óleo sobre tela - 30 x 20 cm - canto inferior direito -

Foi pintor atuante em São Paulo. Viveu na Itália por algum tempo, onde frequentou cursos de arte. No Brasil cursou a Escola Paulista de Belas Artes, tendo participado de diversas exposições. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 36; Acervo FIEO.



399 - INOS CORRADIN (1929)

Marinha - litografia off set - 20 x 33 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, escultor e cenógrafo, nascido em Vogogna, Itália. Por volta de 1932 mudou-se com a família para Castelbaldo - Padova, onde, em 1945, estudou pintura com professor Tardivello. Em 1947 colaborou com o pintor Pendin na execução de um mural referente aos mártires da resistência italiana em Castelbaldo. Veio, em 1950, para Jundiaí e São Paulo onde fez parte do núcleo artístico Cooperativa em São Paulo, dirigido pelo pintor argentino Oswaldo Gil Navarro. Executou cenários para o Ballet do IV Centenário de São Paulo, em 1954. Em 1979 foi contratado para pintar um cenário para o Teatro de Rovigo, Itália. Realizou diversas exposições individuais, participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais pelo Brasil e pelo mundo. Foi premiado em Paris (1975) e em Ferrara, Itália (1976). JULIO LOUZADA, VOL. 11, PÁG. 152; PONTUAL, PÁG. 143; MEC, VOL. 1, PÁG. 448; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 215; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; inoscorradin.com.br.



400 - ANTONIO PESSOA (1943)

Bailarina - múltiplo em bronze - 21 x 08 x 02 cm - assinado -

Escultor, assina Tonny. Radicado no Rio de Janeiro detentor de bom curriculo nacional e internacional com inumeras participações em Salões Oficiais,varias vezes premiado. Ótimo mercado.



401 - J. M. RUCK (1939)

"Na barranceira do rio" - óleo sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2016 -

Pintora, professora e restauradora, Jany Marylene Ruck nasceu em Agudos, SP. Assinava Jany até 1984. Atualmente assina JM. Ruck. Em Campinas fez cursos livres de desenho e pintura com Elenice Menegon, Aldo Cardarelli, Djalma Urban e Álvaro de Batista. Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais. Foi premiada em: São José do Rio Preto, SP (1984, 1985, 1991); Campinas, SP (1985, 1996); São João da Boa Vista, SP (1985); Itatiba, SP (1985,1987, 1988); Mogi Mirim, SP (1987); Poços de Caldas, MG (1987); Piracicaba, SP (1988); Limeira, SP (1989); Araras, SP (1991); Ribeirão Preto, SP (2003). ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 7 PÁG. 614; VOL. 9, PÁG. 750.



402 - KLAUDIO URSIC (1924)

Paisagem - óleo sobre tela colada em cartão - 18 x 23 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Natural da Yugoslavia, estudou na Italia. No Brasil, realizou diversas exposições individuais na cidade de São Paulo, além de participar de Salões Oficiais e de coletivas em destacadas Galeria do País. JULIO LOUZADA vol. 3 - pág. 1162.



403 - HÉLCIO IÓRIO (1925)

Paisagem - óleo sobre tela - 16 x 22 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor e professor nascido em São Paulo, em 27 de novembro de 1925. Cursou a EPBA e frequentou os ateliers de Oscar Campiglia e Angelo Simeoni. JULIO LOUZADA vol.11, pág. 154; Acervo FIEO.



404 - HELIO DE CASTRO (1960)

Marinha - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior direito -

Excepcional pintor de paisagens e marinhas, dono de refinada técnica e composição, com inspiração nas escolas européias. JULIO LOUSADA, vol. 4, pág. 514



405 - WERNER E. LEVIN (1920 - 1996)

Natureza morta - óleo sobre tela - 84 x 120 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Natural de Berlim, Alemanha, foi pintor, professor e desenhista. Entre 1962 e 1968, participou de várias exposições coletivas nos Estados Unidos da América-EUA. O artista também esteve presente no I, II e III Salão de Campinas, SP e no SNBA-RJ (1953 e 1954). JULIO LOUZADA, vol. 11, pág.173



406 - MILTON DACOSTA (1915 - 1988)

Figura - serigrafia - P.A. - 41 x 31 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador. Milton Rodrigues da Costa nasceu em Niterói, RJ e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou estudos de desenho e pintura, em 1929, com o professor alemão August Hantv. No ano seguinte matriculou-se no curso livre de Marques Júnior, na Escola Nacional de Belas Artes. Junto com Edson Motta, Bustamante Sá e Ado Malagoli , entre outros, criou o Núcleo Bernardelli em 1931. Viajou para Estados Unidos em 1945, com o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Belas Artes do ano anterior. Na cidade de Nova York, estudou na Art's Students League of New York. Em 1946, foi para a Europa e após visita a vários países, fixou-se em Paris, onde estudou na Académie de La Grande Chaumière. Conheceu Pablo Picasso, por intermédio de Cícero Dias, e freqüentou os ateliês de Georges Braque e Georges Rouault. Expôs no Salon d'Automne (Paris) e regressou ao Brasil em 1947. Em 1949, casou-se com a pintora Maria Leontina e passou a residir em São Paulo. Realizou muitas exposições individuais e também recebeu prêmios nas Bienais Internacionais de São Paulo (1955, 1957). TEODORO BRAGA, PÁG. 163; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 229; MEC, VOL. 2, PÁG. 13; BENEZIT, VOL. 3, PÁG.315; ITAU CULTURAL; PONTUAL, PÁG. 155; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; ACERVO FIEO.



407 - VAQUEIRO (1946)

Paisagem - acrílico sobre tela - 16 x 16 cm - canto inferior direito e dorso - 2015 -

Pintor autodidata, Nelson Vaqueiro nasceu em Cândido Mota, SP. Participou de várias mostras coletivas e oficiais, destacando-se: ‘Gente da Terra’ - Paço das Artes, SP (1980); ‘Naive Spring’ Uri and Rami Nachushtan Museum, Kibbutz Ashdot Yaacov Meuchad, Israel (2004). ITAU CULTURAL; JULIO LOUSADA VOL. 1, PÁG. 1023; naiveartonline.com.



408 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulata e gato - serigrafia - H.C. - 52 x 42 cm - canto inferior direito -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



409 - ALFREDO VOLPI (1896 - 1988)

Triângulos - serigrafia - 24 x 14 cm - canto inferior direito -
No estado.

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.



410 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Frutas - serigrafia - 25/100 - 70 x 50 cm - canto inferior direito - 1987 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



411 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Violeiro - litografia - 31/100 - 66 x 50 cm - canto inferior direito - 1980 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



412 - ALFREDO VOLPI (1896 - 1988)

Fachada e bandeira - litografia off set - P.A. - 28 x 36 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.



413 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulata - serigrafia - H.C. - 58 x 40 cm - canto inferior direito -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



414 - MILTON DACOSTA (1915 - 1988)

Figura - serigrafia - H.C. - 40 x 31 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador. Milton Rodrigues da Costa nasceu em Niterói, RJ e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou estudos de desenho e pintura, em 1929, com o professor alemão August Hantv. No ano seguinte matriculou-se no curso livre de Marques Júnior, na Escola Nacional de Belas Artes. Junto com Edson Motta, Bustamante Sá e Ado Malagoli , entre outros, criou o Núcleo Bernardelli em 1931. Viajou para Estados Unidos em 1945, com o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Belas Artes do ano anterior. Na cidade de Nova York, estudou na Art's Students League of New York. Em 1946, foi para a Europa e após visita a vários países, fixou-se em Paris, onde estudou na Académie de La Grande Chaumière. Conheceu Pablo Picasso, por intermédio de Cícero Dias, e freqüentou os ateliês de Georges Braque e Georges Rouault. Expôs no Salon d'Automne (Paris) e regressou ao Brasil em 1947. Em 1949, casou-se com a pintora Maria Leontina e passou a residir em São Paulo. Realizou muitas exposições individuais e também recebeu prêmios nas Bienais Internacionais de São Paulo (1955, 1957). TEODORO BRAGA, PÁG. 163; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 229; MEC, VOL. 2, PÁG. 13; BENEZIT, VOL. 3, PÁG.315; ITAU CULTURAL; PONTUAL, PÁG. 155; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; ACERVO FIEO.



415 - RUBENS GERCHMAN (1942 - 2008)

"Líticos e líquidos" - litografia off set - H.C. - 23 x 31 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, escultor nascido no Rio de Janeiro e falecido em São Paulo. Em 1957, freqüenta o Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro, onde estuda desenho. Faz curso de xilogravura com Adir Botelho e freqüenta a Escola Nacional de Belas Artes - Enba, entre 1960 e 1961. Em 1967, é contemplado com o prêmio de viagem ao exterior no 16º Salão Nacional de Arte Moderna e viaja para os Estados Unidos. Reside em Nova York entre 1968 e 1972. Retorna ao Brasil e faz o roteiro, a cenografia e a direção do filme 'Triunfo Hermético' e os curtas 'ValCarnal' e 'Behind the Broken Glass'. De 1975 a 1979, assume a direção da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, RJ. É co-fundador e diretor da revista 'Malasartes'. Em 1978, viaja para os Estados Unidos com bolsa da Fundação John Simon Guggenheim. Em 1982, permanece por um ano em Berlim como artista residente, a convite do Deutscher Akademischer Austauch Dienst - DAAD [Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico]. Realizou diversas exposições individuais e participou de muitas mostras oficiais no Brasil e pelo mundo recendo prêmios na Bienal de São Paulo (1965), Bienal de Salvador, BA (1966), Bienal de Cali, Colômbia (1967, 1970). JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 417; PONTUAL, PÁG. 235; TEIXEIRA LEITE, "in" A GRAVURA BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 734; ARTE NO BRASIL, PÁG. 974; LEONOR AMARANTE, PÁG. 143, MEC VOL. 2, PÁG. 246; Acervo FIEO.



416 - AÉCIO DE ANDRADE (1935)

Feira - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior direito -

Pintor natural de São Paulo, Capital. Passou pelo gênero impressionista no inicio da carreira, e depois para uma fase mais pessoal. Aborda temas populares brasileiros. Possui obras nos Museus das cidades de Americana, Matão, Assis, Guararapes, e em Penápolis. Começou a expôr em 1968, tendo participado de diversas mostras no País e no exterior, conforme relaciona a bibliografia abaixo. JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 33. Acervo Fieo.



417 - FRANCISCO CASSIANI (1921)

Paisagem - óleo sobre tela colada em eucatex - 22 x 16 cm - canto inferior esquerdo -

Nasceu em Mogi Mirim/SP, em 22/9/1921. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios em São Paulo e na Associação Paulista de Belas Artes, estudando posteriormente com o professor e pintor Castellane. Dedicou-se especialmente às naturezas mortas e paisagens, encontrando na histórica e bela cidade de Paraty/RJ, sua maior fonte de inspiração. MEC, vol. 1, pág. 368; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 60; Acervo FIEO.



418 - ALEX DOS SANTOS (1980)

"O circo" - óleo sobre tela - 40 x 40 cm - centro inferior e dorso - 2012 -

Alex Benedito dos Santos nasceu em Jaboticabal, SP, no dia 13 de fevereiro de 1980. Pintor autodidata, fez cursos de escultura com o prof. Silvio Scarpa e xilogravura com o prof. Saulo. Participou de "workshops" com o pintor Sigbert Franklin, em 2001. Tem participado regularmente dos diversos Salões Oficiais nas cidades do interior do Estado, destacando-se: I e II Bienal de Artes e Cultura de Jaboticabal, em 1999 e 2001, Salão de Artes Plásticas de Brodósqui, em 2003, quando foi selecionado para o Mapa Cultural Paulista, Salão de Artes Plásticas de Araraquara, em 2003, Salão de Artes Plásticas de Guarulhos, onde obteve Menção Honrosa, em 2004, Salão de Artes Plásticas de Santos, em 2004, Salão de Artes de Piracicaba, em 2005, Salão de Artes Plásticas de Sales de Oliveira, em 2005, onde obteve Menção Honrosa, Salão de Artes Plásticas de Catanduva, obtendo Menção Honrosa, em 2006. Foi premiado com o 1º lugar nos Salões de Artes de Mococa, em 2003, Sales de Oliveira, em 2003, Araraquara, em 2004 e Piracicaba, em 2006. Expõe individualmente desde 2004. Acervo FIEO. -



419 - ANTENOR FINATTI (1923)

Paisagem - óleo sobre eucatex - 28 x 17 cm - canto inferior esquerdo -

Natural de Pinhal, SP. Pintor, desenhista e professor. Foi aluno de Armando Viana, no Rio de Janeiro, cidade onde se fixou. Participou, com premiação, do SNBA (1961, 1962, 1966 e 1968), além de diversos outros certames de igual importância, com destaque e reconhecidas críticas. JULIO LOUZADA vol.11, pág.112; PONTUAL, pág. 215; MEC. VOL.2 pág. 177; Acervo FIEO.



420 - AXEL LESKOSCHEK (1889 - 1976)

O barbeiro - xilogravura - 18 x 13 cm - canto inferior direito -

Importante gravador, pintor e professor austríaco. Realizou sua formação artística na Áustria e ali publicou álbuns de xilogravuras e águas-fortes. Veio residir no Brasil em 1930, fugindo do nazismo, aqui ficando até 1950. Ilustrou diversas publicações nacionais, entre elas, e principalmente, as edições brasileiras dos romances de Dostoiévski (Ed. José Olimpio). Foi professor, entre outros, de Renina Katz, Fayga Ostrower e Ivan Serpa. MAYER/88, pág.494; JULIO LOUZADA, vol.1, pág.609; BENEZIT, vol.6, pág.612, ART PRICE ANNUAL/2000, pág.1464; PONTUAL, pág.309, TEIXEIRA LEITE, pág.284; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 605; ARTE NO BRASIL, pág. 840; Acervo FIEO.



421 - EVANDRO SYBINE (1974)

"Fechei os olhos e dormi" - gravura - P.A. - 15 x 28 cm - canto inferior direito - 2001 -

Artista plástico, natural de São Paulo, SP. Reside e trabalha há 28 anos em Salvador, BA. Formado pela EBA-UFBA, mestre no PPGAV pela mesma instituição (2010) onde também atuou como professor substituto no Departamento de Expressão Gráfica e Tridimensional (2006, 2007, 2010, 2011). Em 2010 tornou-se professor do curso de gravura em metal das Oficinas de Expressão Plásticas do MAM, BA. Tem participado de várias mostras e exposições oficiais. circuitodasartes.art.br.



422 - SIRON FRANCO (1947)

Rosto - desenho a caneta esferográfica - 12 x 18 cm - canto inferior direito -

Pintor, escultor, ilustrador, desenhista, gravador e diretor de arte, Gessiron Alves Franco nasceu em Goiás, GO. Mudou-se para Goiânia (1950) onde estudou pintura (1960) com D. J. Oliveira e Cleber Gouvêa e também foi aluno-ouvinte da Escola de Belas Artes da Universidade Católica de Goiânia. Frequentou os ateliês de Bernardo Cid e Walter Levy, em São Paulo (1969 e 1971), integrando o grupo que fez a exposição 'Surrealismo e Arte Fantástica', na Galeria Seta. Em 1975, com o Prêmio Viagem ao Exterior (1975 – Salão Nacional de Arte Moderna, RJ) residiu entre capitais europeias e o Brasil. Iniciou o projeto 'Ver-A-Cidade' (1979) realizando diversas interferências no espaço urbano de Goiânia. Desde 1986 realiza monumentos públicos baseados na realidade social do país. Fez direção de arte para documentários de televisão (1985 a 1987) como 'Xingu', concebido por Washington Novaes, premiado com medalha de ouro no Festival Internacional de Televisão de Seul. Realizou exposições individuais e participou de inúmeras mostras coletivas e Salões oficiais, destacando-se: Bienal Nacional de Artes Plásticas, Salvador – BA (1968); Bienal Nacional, SP (1974); Bienal Internacional de São Paulo (1975 – Prêmio de Pintura, 1979, 1989, 1991); Panorama da Arte Atual Brasileira, SP (1976, 1983, 1989); Salão Nacional de Arte Contemporânea, Belo Horizonte – MG (1979); Bienal de Valparaíso, Chile (1981); Bienal de Medellín, Colômbia (1981); 'A Cor e o Desenho do Brasil' - Itália, São Paulo, Holanda, Portugal, França (1984); Bienal de Artes Visuais do MERCOSUL, Porto Alegre – RS (1997, 2005); 'Brasil+500 Mostra do Redescobrimento', São Paulo (2000); Bienal de Havana, Cuba (2003), entre outras. WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 343; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 206; JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 957; PONTUAL PÁG. 222; MEC VOL. 2, PÁG. 206; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 760; LEONOR AMARANTE PÁG. 240, ACERVO FIEO; www.pinturabrasileira.com; www.artprice.com.



423 - GERALDO SILVA (XX - 1987)

A passagem do tropeiro - óleo sobre eucatex - 41 x 61 cm - canto inferior direito - 1980 -

Pintor popular mineiro. Era um humilde trabalhador rural que começou a manifestar-se espontaneamente através da pintura. Utilizando-se de tinta esmalte comum, documentou a vida na roça, a paisagem e os costumes da gente humilde do interior. www.galeriabrasiliana.com.br.



424 - GILDEMBERG (1932)

Flores - óleo sobre eucatex - 40 x 30 cm - canto inferior direito e dorso - 1990 -

Batizado Gildemberg Oliveira Brandão, nasceu em Itabuna, Bahia. Realiza sua primeira individual quatro anos apenas após iniciar-se na pintura. Experiência que se repetirá por outros três anos com sucesso de critica e de público. Inimá de Paula comenta a obra do artista: "Ele é um artista honesto. (...) trata os temas com muita propriedade, riqueza de movimentos e poesia, sabe tratar o assunto com simplicidade , variedade e unidade". JULIO LOUZADA, vol.2, pág. 445



425 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Paisagem - óleo sobre tela - 46 x 55 cm -
Assinado canto inferior direito Jayme/1975. No estado.



426 - FRANCISCO JOSE LAURIA (1912)

"Recordação do Recife do meu tempo" - óleo sobre tela - 41 x 33 cm - centro inferior e dorso - 1966 -

Nasceu em Maceió, Alagoas. Ativo no Recife-PE e no Rio de Janeiro-RJ. Estudou na Escola Politécnica do Recife, enquanto fazia ilustrações para as seções literárias de jornais e revistas de Pernambuco. Participou do movimento que criou o Salão dos Artistas Independentes de Pernambuco e a Escola de Belas Artes. Segundo o crítico Clarival Valadares: "... Para ele, um romântico do princípio do século, importante é evocar e consagrar o quadro urbano, e uma determinada presença humana do Recife, dos novecentos e trinta (...) Fazendo uma pintura como se fosse relato poético na base de sua evocação, Lauria leva-me a reconsiderar toda uma série de preocupações em saber diferir a caricatura do desenho, o desenho da pintura e a pintura da poesia narrativa." Individuais em 1932, 1933, 1942 e 1962, em Recife e RJ. Coletivas nas mesmas cidades. Premiado em 1942 no I Salão Oficial de Pintura de Pernambuco. JULIO LOUZADA, vol 7, pág 388



427 - JORGE BRANCO (1941)

Figura - óleo sobre tela colada em eucatex - 15 x 11 cm - canto inferior direito -

Nasceu em São Paulo, Capital, a 5/12/1941. Realiza trabalhos de pesquisas em diversas áreas, inclusive desenho industrial e pintura (1960), dedicando-se inteiramente à pintura partir de 1979. "Uma rígida e estruturada disciplina formaliza e geometriza a sua arte. No domínio da suavidade cromática, contrasta e harmoniza o intelecto do motivo." José Paulo Myokoyama, crítico de arte. Suas obras estão em coleções particulares no exterior e no Brasil. Expõe coletivamente desde 1978, recebendo diversas premiações. JULIO LOUZADA, vol 2 - pág 161



428 - SUETONIO MEDEIROS (1970)

Nu - desenho a lápis - 29 x 42 cm - canto inferior direito -

Alagoano, Suetônio Cícero Medeiros ministra aulas de desenho na Fundação Cultural de Blumenau (FCB). Desenvolve uma linguagem própria independente de escola ou estilo, realizando trabalhos nas mais diversas áreas artísticas, como a pintura, escultura, desenho, restauração, modelagem, maquetaria, fundição e metalgrafia. Suas obras baseiam-se em estudos desenvolvidos acerca de filósofos gregos pitagóricos que defendiam a obtenção da harmonia através da proporção da freqüência, enfatizando a crescente necessidade de se conseguir harmonizar as partes com o todo. Realizou várias exposições coletivas e individuais.https://semanadeartesdafurb.wordpress.com/curriculos/



429 - HELENA KAZUE NAKAI (1935)

"Pantanal" - óleo sobre tela - 50 x 80 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2004 -

Pintora, nasceu em Mogi das Cruzes, SP, no dia 11/4/1935. Frequentou os cursos artísticos de diversas instituições: APBA, ateliê do prof. Eduardo Ostergrin, na Univ. de Dallas-EUA, ateliê do prof. Salvador Rodrigues Jr, AABB, Fundação Mokiti Okada e Oficina Paulista de Arte. Expõe individualmente a partir de 1991, e coletivamente desde 1985. No exterior, (Asia, Europa e EUA), participa de exposições em 1986, 1987, 1994 e 1996. JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 625



430 - ANTONIO PESSOA (1943)

Figura - múltiplo em bronze - 25 x 09 x 03 cm - assinado -

Escultor, assina Tonny. Radicado no Rio de Janeiro detentor de bom curriculo nacional e internacional com inumeras participações em Salões Oficiais,varias vezes premiado. Ótimo mercado.



431 - FRANCISCO DA SILVA (1910 - 1985)

Dragão - têmpera sobre tela - 42 x 63 cm - canto inferior esquerdo - 1977 -
No estado.

Pintor e desenhista, Francisco Domingos da Silva nasceu em Alto Tejo, AC e faleceu em Fortaleza, CE. Filho de índio peruano com brasileira, ainda criança se fixou em Fortaleza, por volta de 1937, onde começou a desenhar a carvão e giz sobre muros e paredes de casebres de pescadores. Na década de 40, sob o incentivo do crítico e pintor suíço Jean Pierre Chabloz, iniciou-se na pintura a guache juntamente com Chabloz, Antônio Bandeira e Inimá de Paula. O mesmo Jean Pierre lança-o em Paris. Entre 1961 e 1963, trabalhou no recém-criado Museu de Arte da UFCE. Expôs individualmente no Brasil a partir de 1943 e em diversas mostras coletivas no Brasil e exterior, com premiações, destacando-se a recebida na XXXIII Bienal de Veneza (1966). JULIO LOUZADA, VOL. 1 PÁG. 909; ITAU CULTURAL; LEONOR AMARANTE; ARTE NO BRASIL, ACERVO FIEO; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 478.



432 - ADRIANO GAMBIM (1983)

"Nu feminino I" - desenho a nanquim e lápis - 28 x 17 cm - canto inferior direito - 2012 -

Pintor, desenhista, gravador e arte-educador. Sua formação artística foi na UNIMESP e UNESP, São Paulo. Realizou exposições individuais em Guarulhos (2004, 2008, 2009, 2010, 2011) e tem participado de várias mostras coletivas e Salões individuais como: Guarulhos, SP (2001, 2007 a 2013); São Paulo (2008, 2010); Araraquara, SP (2006, 2010, 2012); Franca, SP (2008); Catanduva, SP (2008); Suzano, SP (2009); Ubatuba, SP (2005, 2009); Ribeirão Preto, SP (2010); Mairiporã, SP (2010); Santo André, SP (2010); Santos, SP (2011); Araras, SP (2013); Embu, SP (2013); Curitiba, PR (2012); Porto Alegre, RS (2013); Brasília, DF (2013); Castro, PR (2013); Ceará (2012); Espanha (2005 a 2008, 2013); Finlândia (2007); México (2009); Itália (2007, 2009); Romênia (2007, 2010). Foi premiado em: Guarulhos, SP (2007 a 2009, 2011); Mairiporã, SP (2011); Espanha (2011); Araraquara, SP (2010, 2012, 2013); Araras, SP (2012); Rio Claro, SP (2013). www.artprice.com.



433 - JOEL FIRMINO DO AMARAL (1951)

Paisagem - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito e dorso - 2016 - Alcântara - MA. -

Pintor radicado em São Paulo, onde é ativo. São muito apreciadas as suas aquarelas, que retratam os casarios de cidades mineiras e do interior do País. Em 1985, recebeu prêmio aquisição no SPBA, e em 1988 prêmio no SPBA-SP. JULIO LOUZADA, vol. 9, pág. 39; Acervo FIEO.



434 - INOS CORRADIN (1929)

Flores - serigrafia - 50/100 - 30 x 22 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, escultor e cenógrafo, nascido em Vogogna, Itália. Por volta de 1932 mudou-se com a família para Castelbaldo - Padova, onde, em 1945, estudou pintura com professor Tardivello. Em 1947 colaborou com o pintor Pendin na execução de um mural referente aos mártires da resistência italiana em Castelbaldo. Veio, em 1950, para Jundiaí e São Paulo onde fez parte do núcleo artístico Cooperativa em São Paulo, dirigido pelo pintor argentino Oswaldo Gil Navarro. Executou cenários para o Ballet do IV Centenário de São Paulo, em 1954. Em 1979 foi contratado para pintar um cenário para o Teatro de Rovigo, Itália. Realizou diversas exposições individuais, participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais pelo Brasil e pelo mundo. Foi premiado em Paris (1975) e em Ferrara, Itália (1976). JULIO LOUZADA, VOL. 11, PÁG. 152; PONTUAL, PÁG. 143; MEC, VOL. 1, PÁG. 448; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 215; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; inoscorradin.com.br.



435 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XIX

"Quinta Impériale de Boa Vista" - litografia - 40 x 50 cm - não assinado -



436 - ATHOS BULCÃO (1918 - 2008)

"Azulejos da Igrejinha" - impressão sobre azulejo - 15 x 15 cm - não assinado -
Complemento de técnica : "Impressão contemporânea feita pelo Instituto Athos Bulcão, sobre azulejos, com imagens da igrejinha de Nossa Senhora de Fátima, Brasília - DF".

Pintor e desenhista. Começou a dedicar-se a arte estimulado por Portinari, que, em 1945, o convidou a trabalhar nas obras da Pampulha, em Belo Horizonte. No ano anterior realizara exposição individual na sede recém-inaugurada do Instituto dos Arquitetos do Brasil no Rio de Janeiro, voltando a fazê-lo na Capital mineira em 1946 e 1947. Já então conquistara medalhas de prata em pintura e desenho no SNBA. Recebendo bolsa de estudos no governo francês, viajou em 1948 para Paris, onde permaneceu um ano, visitando ainda a Itália. De regresso ao Brasil, passou a dedicar-se também a trabalhos no campo da decoração. Residindo mais recentemente em Brasília, ali criou azulejos e vitrais para a Igreja de Nossa Senhora de Fátima, com motivos cristãos da Pomba e da Estrela, símbolos do Divino Espírito Santo e da natividade. Participou como isento de júri dos II SAMDF (1965), realizando em 1968 exposição individual de desenhos em Brasília (Galeria Encontro). Rubem Braga focalizou-o em uma crônica publicada na revista Manchete (14 de agosto de 1954). TEODORO BRAGA, PÁG. 59; MEC, vol. 1, pág. 301; WALMIR AYALA, vol.1, pág. 140; PONTUAL, pág. 93; TEIXEIRA LEITE, pág. 92; JÚLIO LOUZADA, vol. 7, pág.112; ITAÚ CULTURAL.



437 - CARLOS BORGES (1959)

Paisagem - óleo sobre tela colada em eucatex - 22 x 27 cm - canto superior esquerdo -

Pintor e escultor, natural de Itumbiara, GO. Formou-se em Desenho e Artes Plásticas na UNB, Brasília - DF, em 1982. Exposição individual em Brasília (1992). Coletivas em Brasília, Goiânia, GO e Cuiabá, MT (1991). Prêmios: Brasília, DF (1991, 1992). JULIO LOUZADA, VOL. 6, PÁG.142.



438 - ESCOLA FRANCESA, SÉC. XIX

Cena romântica - litografia - 30 x 25 cm - não assinado -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")



439 - FLÁVIO PRADA (1939)

"Santos em 1920" - óleo sobre tela - 20 x 40 cm - dorso - 2014 -
Registrado sobre o nº 897 do catálogo do autor.

Iniciou suas atividades de pintura, como autodidata, a partir de 1989. É membro da Academia Paulista de Medicina Veterinária. Tem participado de inúmeras exposições oficiais: São Paulo (1996 a 1999, 2002); EUA (1997); Jaboticabal, SP (1999); Ribeirão Preto, SP (2000); Extrema, MG (2000); Caraguatatuba, SP (2000); Osasco, SP (2000); Serra Negra, SP (2001); Riviera de São Lourenço, SP (2001); São Lourenço, MG (2002). Individual em São Paulo (2000, 2001). Prêmios: Riviera de São Lourenço, SP (2001); São Paulo (2002).



440 - ABELARDO ZALUAR (1924 - 1987)

"Deslocamento VI" - 60 x 60 cm - canto inferior direito e dorso - 1971 - Rio -
Técnica: Acrílico e colagem sobre tela colada em eucatex. -

Pintor, desenhista, gravador, professor. Entre 1944 e 1948, assiste às aulas da Escola Nacional de Belas Artes (Enba). Participou do I ao XII e do XV SNAM (entre 1952 e 1966/ prêmio de viagem ao estrangeiro em 1963.). Realizou exposições individuais no MNBA (1947) e na Galeria Ambiente (São Paulo, 1960), Museu de Arte de Belo Horizonte (1960), Instituto de Belas Artes de Porto Alegre (1961), Petite Galerie-GB (1962). Sua obra experimentou uma simplificação de traços de tendência geometrizante, levando Frederico Morais a comentar a seu respeito em 1969; "Não se pensem que Zaluar, por ser um partidário da ordem, afaste deliberadamente o imprevisto, a contribuição do acaso, o vôo poético (...) seus últimos trabalhos fazem lembrar, na monumentalidade silenciosa da forma despojada, o mundo futuro do espaço cósmico, das estruturas moventes, das plataformas que se acoplam ou se dividem numa metamorfose constante". Encontra-se representado no acervo do MNBA, Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e Museu de Arte de Belo Horizonte. WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 449/50; MEC, vol. 4, pág. 527; PONTUAL, pág. 556; TEIXEIRA LEITE, pág. 546; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 682; ARTE NO BRASIL, pág. 934; LEONOR AMARANTE, pág. 218.



441 - JOHN GRAZ (1891 - 1980)

Figura - guache - 32 x 24 cm - canto inferior direito - 1961 -

Pintor, decorador, escultor e artista gráfico, John Louis Graz nasceu em Genebra, Suíça e faleceu em São Paulo. Ingressou no curso de arquitetura, decoração e desenho da Escola de Belas Artes de Genebra (1908), onde foi aluno de Eugène Gilliard, Gabriel Vernet e Daniel Baud-Bovy. Foi discípulo também de Edouard Ravel. Na Escola de Belas Artes de Munique (1911 a 1913) estudou decoração, design e publicidade com Carl Moos. Retornou à Escola de Belas Artes de Genebra (1913 a 1915) e passou boa parte do tempo em companhia dos irmãos Regina Gomide e Antonio Gomide. Recebeu, por duas vezes, a Bolsa Lissignol e partiu para estudos na Espanha. De volta à Suíça, realizou vários trabalhos como ilustrador. Em 1920, veio para o Brasil e, nesse mesmo ano, casou-se em São Paulo com Regina Gomide. Por intermédio de Oswald de Andrade, o casal passou a fazer parte da vida intelectual da cidade. Participou da Semana de Arte Moderna de 1922 e de muitas outras exposições coletivas e oficiais. Realizou exposições individuais na capital paulista. Teve um de seus trabalhos publicados na revista Klaxon, 7ª edição (1922). Trabalhou com o arquiteto Gregori Warchavchik (1923). Projetou e executou a decoração de residências paulistanas, desenhando móveis, luminárias, afrescos, vitrais, maçanetas, banheiros e jardins. Tornou-se sócio-fundador da Sociedade Pró-Arte Moderna - SPAM (1932). Produziu inúmeras capas da revista 'Ilustração Artística do Brasil' (anos de 1930) e formou o 'Grupo 7' com Regina Graz, Antonio Gomide, Elisabeth Nobiling , Rino Levi, Victor Brecheret e Yolanda Mohalyi . TEODORO BRAGA PÁG. 112; PONTUAL,PÁG. 251; MEC VOL. 2, PÁG. 283; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 530; ARTE NO BRASIL PÁG. 672; LEONOR AMARANTE PÁG. 200, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 443; ACERVO FIEO; www.institutojohngraz.org.br; www.artprice.com.



442 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Gato na janela - desenho a lápis - 16 x 09 cm - canto inferior direito - 10/08/1982 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



443 - SANDRO CORRADIN (1965)

"Animação no céu" - acrílico sobre tela - 25 x 20 cm - canto inferior esquerdo -

Nasceu em Ibiúna, SP, no dia 11 de fevereiro de 1965. Filho do pintor Inos Corradin. Expõe individualmente a partir de 1988, participando de coletivas em 1995, 1996 e 1997. Participou também de diversas exposições em cidades da Itália, no período de 1993 a 1997, todas com sucesso de público e de crítica. JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 785.



444 - RAUL PARANHOS PEDERNEIRAS (1874 - 1953)

"Figurinos para marmanjos" - desenho a nanquim - 42 x 30 cm - canto inferior esquerdo -

Desenhista, caricaturista e pintor nascido e falecido na cidade do Rio de Janeiro. Colaborou com as publicações O Mercúrio, REvista da Semana, O Tagarela, Dom Quixote, O Malho e Jornal do Brasil. Publicou o livro Lições de Caricatura (1928). Foi professor na antiga ENBA (1918-1938). Herman Lima disse também que: "sem ter sido um satirista à outrance (...) a característica primacial de sua arte é a de sorrir e fazer sorrir a tudo e a todos, na sua teimosa resistência de boêmio retardatário". Individuais em 1926 e coletivas em 1935, recebendo diversas premiações. JULIO LOUZADA, vol. 8 pág. 687; História da Caricatura no Brasil, pág. 988; Caricaturistas Brasileiros, pág. 60.



445 - JAIME NICOLA DE OLIVEIRA (XX)

Anjo - escultura em pedra - 27 x 27 x 11 cm - assinado -

Jaime NICOLA de Oliveira, natural de Quipapá(PE), acostumado a desenhar e entalhar a madeira desde criança, aprendeu a esculpir observando o trabalho de um artista do Recife em seu Atelier. Conhecido por suas esculturas de cabeças de Santos e Anjos, tira proveito da textura da madeira para recriar com sua poderosa imaginção até mesmo anjos cangaceiros, além de também esculpir essas formas em pedra calcárea.



446 - MARCELO GRASSMANN (1925 - 2013)

Animais - litografia off set - 31 x 46 cm - canto inferior direito - 1976 -
Com a seguinte dedicatória: para Mário, M. Grassmann - 1976.

Desenhista, gravador, ilustrador, pintor, escultor e professor, nasceu em São Simão, SP. Estuda fundição, mecânica e entalhe em madeira na Escola Profissional Masculina do Brás, SP. Passa a realizar xilogravuras a partir de 1943. Atua como ilustrador do Suplemento Literário do ‘Diário de São Paulo’, do ‘O Estado de S. Paulo’ e do ‘Jornal do Estado da Guanabara’. Quando reside no Rio de Janeiro, a partir de 1949, freqüenta os cursos de gravura em metal, com Henrique Oswald e de litografia, com Poty, no Liceu de Artes e Ofícios. Em Salvador (1952), trabalha com Mario Cravo Júnior. .Recebe o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Arte Moderna (1953) e vai para a Academia de Artes Aplicadas, em Viena. Passa a dedicar-se principalmente ao desenho, à litografia e à gravura em metal. Em 1969, sua obra completa é adquirida pelo governo do Estado de São Paulo, passando a integrar o acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo . Em 1978, a casa em que nasceu, em São Simão, é transformada em museu e tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo - Condephaat. Participou de muitas exposições e das Bienais de: São Paulo (1951 a 1961, 1967, 1969, 1979, 1985, 1989); Veneza (1950, 1956, 1958, 1962); Paris (1959). Principais prêmios: Bienal de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1959, 1967); Bienal de Veneza (1950, 1956, 1958,1962); Bienal de Paris (1959). PONTUAL, PÁG. 249; MEC, VOL. 2, PÁG. 281 E 282; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG. 439; VOL. 5, PÁG. 453; VOL. 9, PÁG. 383.



447 - FANG (1931 - 2012)

Pássaros - aguada de nanquim - 25 x 50 cm - canto inferior esquerdo -
Esta obra participou da exposição "Os pincéis de Fang", realizada no Centro Cultural Correio São Paulo, de 09 de maio a 07 de julho de 2014, com apresentação e curadoria de Enock Sacramento, estando reproduzida na página 21 do catálogo da mostra.-

Pintor, desenhista, gravador e professor, Chien Kong Fang, ou simplesmente Fang, nasceu na cidade de Tung Cheng, China e faleceu em São Paulo. Estudou sumiê e aquarela na China em 1945. Veio morar em São Paulo com a família em 1951, naturalizando-se brasileiro em 1971. Entre 1954 e 1956, estudou pintura com Yoshiya Takaoka em São Paulo. Viajou, em 1977, para a América do Norte, Europa e Ásia, onde desenvolveu o seu trabalho de pintura. Em 1981, foi realizado o curta metragem biográfico ‘O Caminho de Fang’, em São Paulo. Visitou a China, convidado pelo governo chinês, em 1985. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1959, 1961, 1962, 1978, 1981, 1993, 2005); Salvador, BA (1962); Rio de Janeiro (1978, 1986); Schleswing, Alemanha (1985); Lugana, EUA (1990); Americana, SP (1994); Formosa, Taiwan (1994). Foi premiado no Rio de Janeiro (1957) e em São Paulo (1960 a 1962, 1967 a 1969, 1978, 1979, 1991). Participou do Panorama da Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1978). MEC, VOL. 2, PÁG. 124; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 366; VOL. 6, PÁG. 378; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 189; PONTUAL, PÁG. 201; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; www.fang.com.br; www.artprice.com.



448 - SALVADOR RODRIGUES JR (1907 - 1995)

"Estudo" - óleo sobre tela - 20 x 30 cm - canto inferior direito e dorso -

Nasceu em Cádiz, Espanha, a 8 de abril de 1907. Veio a falecer no dia 24 de julho de 1995, em São Paulo-SP. Pintor e professor. A sua pintura é toda poesia e sem artifícios. O artista não imita ninguém. Tem estilo e sentido próprios. Estas algumas das observações do crítico da Sociarte, José Cornelsen. O autor obteve mais de uma centena de medalhas e troféus em certames oficiais. JULIO LOUZADA vol.9, pág.741, Acervo FIEO.



449 - JOSÉ RIOS PINTO (1926)

Beira mar - óleo sobre eucatex - 27 x 18 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor paulista da cidade de Santa Lúcia, onde nasceu a 22 de agosto de 1926. Estudou com Reynaldo Manzke e Campão, na Capital, nas técnicas de óleo e aquarela. Participa dos Salões Oficiais a partir de 1974, havendo recebido mais de 95 prêmios com suas lindas paisagens, que o consagraram. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 824.



450 - MANOEL SANTIAGO (1897 - 1987)

Marinha - óleo sobre tela - 48 x 65 cm - canto inferior direito e dorso -

Manoel Colafante Caledônio de Assumpção Santiago nasceu em Manaus, AM e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, desenhista e professor. Mudou-se para Belém em 1903 e iniciou estudos de pintura. Desde 1916 já praticava a arte não figurativa. Em 1919 transferiu-se para o Rio de Janeiro, cursou Direito e frequentou a Escola Nacional de Belas Artes, onde foi aluno de Rodolfo Chambelland e Baptista da Costa. Na época, teve aulas particulares com Eliseu Visconti. Foi casado com a pintora Haydeá Santiago. Participou em 1927 do Salão Nacional de Belas Artes e recebeu o prêmio viagem ao exterior, entre vários outros. Foi para Paris no ano seguinte, e lá permaneceu por cinco anos. De volta ao Rio de Janeiro, em 1932, tornou-se professor do Instituto de Belas Artes. Em 1934, passou a lecionar pintura e desenho no Núcleo Bernardelli, figurando entre seus alunos José Pancetti, Edson Motta, Bustamante Sá, Ado Malagoli, Rescála e Milton Dacosta. Participou da I Bienal Internacional de São Paulo (1951) e do 8º Panorama da Arte Brasileira (1976). PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, VOL. 1, PÁG. 241; TEODORO BRAGA, PÁG. 211; CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO DE PAISAGEM BRASILEIRA, MEC-MNBA /RIO/1944; MAYER/84, PÁG. 1158; REIS JR, PÁG. 378; PONTUAL, PÁG. 473; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 292; ITAÚ CULTURAL, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 865; ACERVO FIEO.



451 - YASUICHI KOJIMA (1934)

"Paisagem de Bertioga" - óleo sobre tela - 65 x 50 cm - canto inferior direito e dorso - 1968 -

Pintor e ceramista nascido em Tajimi, Japão - cuja população vive de cerâmica e porcelana. Seu pseudônimo artístico é Kojima. Recebeu influência de seu pai, Shigueo Kojima - tradicional artista e ceramista japonês conhecido pelo nome artístico Juho Kojima. Formou-se na Escola de Cerâmica Industrial de Tajimi - Gifu, Japão. Veio para o Brasil em 1953, trabalhou por cinco anos em São Caetano e transferiu-se para Mauá onde, como seu pai, montou sua própria fábrica de cerâmicas e porcelanas que está em atividade até hoje. Naturalizou-se brasileiro e estudou pintura com Manabu Mabe, Takaoka e Nakajima. Realizou exposição individual em Poá, SP (2009) e no Museu de Arte do Parlamento de São Paulo (2013). Participou de diversas mostras e Salões oficiais em: São Bernardo do Campo, SP (1967); São Paulo (1968, 1969, 2001 a 2010); Poá, SP (2009-como convidado); Embu, SP (2012 - Prêmio Prata). www.mauamemoria.com.br; www.radaroficial.com.br/d/31498914; issuu.com/shinzenbi/docs/makoto_5/27.



452 - ROMEU CAIANI (1923 - 1997)

"Paisagem - Bom Jesus de Pirapóra" - óleo sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior direito e dorso - 1985 -

Pintor ativo em São Paulo, com diversas participações em coletivas, tais como: Salão da Paisagem Paulista (1968, 1969 e 1970), com premiação. JULIO LOUZADA, vol.11, pág.49; MEC, vol.1, pág.324, Acervo FIEO.



453 - CARYBÉ (1911 - 1997)

"Sertão" - serigrafia - 18/190 - 72 x 96 cm - canto inferior direito -
Reproduzido na capa do catálogo da Mostra Itinerante do artista realizada em treze capitais em 1995 .

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



454 - ELYSITO (XX)

Paisagem - óleo sobre tela colada em madeira - 30 x 40 cm - canto inferior direito -

Pintor autodidata. Assina Elysito. Iniciou-se na pintura usando como suporte, latas, caixas de madeira e papelão. Nada produziu entre 1967 e 1977, ano em que reiniciou suas pinturas sobre caixas de madeira (caixas de frutas). Participou da exposição ‘Raízes’ na Galeria Seta, SP (1980) e expôs individualmente no mesmo espaço no ano seguinte. JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 371.



455 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Homenagem a Aldemir Martins - óleo sobre papelão - 41 x 35 cm - dorso -
Com a seguinte dedicatória no dorso: "Ao Aldemir Martins, ofereço esta pequena mas sincera homenagem. Antonio Julio Rotondi - Janeiro de 1983".



456 - WALTER LIMA (XX)

Caçando passarinhos - óleo sobre tela - 22 x 16 cm - canto inferior direito -

Pintor e desenhista com diversas participações em mostras e Salões oficiais como: Salão do Mar, RJ (1958); Salão Nacional de Belas Artes, RJ (1971) onde recebeu Menção Honrosa. JULIO LOUZADA VOL. 6, PÁG. 597.



457 - GUIDO TOTOLI (1937)

Paisagem - pintura em prato de cerâmica - d = 31 cm - assinado -

Italiano, radicado no Brasil, Totoli é acima de tudo ótimo paisagista e pintor de figuras, fazendo uso de uma cor e de uma pincelada vivas e truculentas. Tem se dedicado com muita felicidade às cerâmicas. MEC, vol.4, pág. 408; JULIO LOUZADA, vol.11, pág. 325, Acervo FIEO.



458 - EDMOND ROSTAN (1898 - 1978)

Nu - óleo sobre madeira - 30 x 45 cm - canto inferior direito -

Pintor e desenhista. Assinava Edmond Roustan. Participou de diversos Salões oficiais e exposições coletivas. Falecido no Rio de Janeiro. JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 843.



459 - HEINZ KÜHN (1908 - 1987)

Composição - aquarela - 29 x 20 cm - dorso - 1980 -

Pintor nascido em Berlim, Alemanha, e falecido em São Paulo. Iniciou seus estudos em sua terra natal, expondo obras na Alemanha e na França. Transferiu-se para o Brasil em 1950, fixando residência em São Paulo. Realizou exposições individuais em São Paulo (1952, 1956 - MAM, 1959 a 1962). Participou de mostras e Salões oficiais, entre eles: II, III e VIII da Bienal Internacional de São Paulo; II, IX, X e XIV Salão Paulista de Arte Moderna onde conquistou a Medalha de Prata (1952), o Prêmio Aquisição (1955) e a Medalha de Ouro (1965); XVIII Salão Municipal de Belo Horizonte; I Concurso Nacional de Joias - Prêmio de Viagem a Brasília. MEC VOL. 2, PÁG. 430; PONTUAL PÁG. 295; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 688; www.artprice.com.



460 - DJANIRA DA MOTTA E SILVA (1914 - 1979)

Anjos - guache - 35 x 23 cm - canto inferior direito - 1961 -

Pintora, desenhista, ilustradora, cartazista, cenógrafa e gravadora. Djanira da Motta e Silva nasceu em Avaré, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. No final da década de 1930, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde teve suas primeiras instruções de desenho no Liceu de Artes Ofícios e com o pintor Emeric Marcier, hóspede da pensão que Djanira instalou no bairro de Santa Teresa. Os contatos com os artistas Carlos Scliar, Milton Dacosta , Arpad Szenes , Vieira da Silva e Jean-Pierre Chabloz , frequentadores de sua pensão, proporcionaram um ambiente estimulador que a levou a expor no 48º Salão Nacional de Belas Artes, em 1942. No ano seguinte, realizou sua primeira mostra individual, na Associação Brasileira de Imprensa - ABI. Em 1945, viajou para Nova York. De volta ao Brasil, realizou o mural ‘Candomblé’ para a residência do escritor Jorge Amado, em Salvador, e painel para o Liceu Municipal de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Entre 1953 e 1954, viajou a estudo para a União Soviética. De volta ao Rio de Janeiro, tornou-se uma das líderes do movimento pelo Salão Preto e Branco, um protesto de artistas contra os altos preços do material para pintura. Realizou em 1963, o painel de azulejos ‘Santa Bárbara’, para a capela do túnel Santa Bárbara, Laranjeiras, Rio de Janeiro. No ano de 1966, a editora Cultrix publicou um álbum com poemas e serigrafias de sua autoria. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil, EUA e Europa. Foi premiada no Rio de Janeiro (1943, 1944, 1949, 1950 a 1953, 1955, 1963) e em São Paulo (1951, 1955). Participou da 1ª e da 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955). Em 1977, o Museu Nacional de Belas Artes - MNBA, realizou uma grande retrospectiva de sua obra. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 336; PONTUAL, PÁG. 181; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 164; MEC, VOL. 2, PÁG 58; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG, 263; WALTER ZANINI, PÁG. 810; ARTE NO BRASIL, PÁG. 824; ACERVO FIEO.



461 - BUSTAMANTE SÁ (1907 - 1988)

Paisagem - óleo sobre eucatex - 15 x 40 cm - canto inferior esquerdo -

Natural da cidade do Rio de Janeiro, estudou na ENBA naquela cidade, onde foi aluno de Rodolfo Amoedo e Rodolfo Chambelland. Participou do Núcleo Bernardelli, do qual foi um dos fundadores em 1931. Participou de sucessivas versões do SNBA a partir de 1928, recebendo diversas premiações. Excepcional pintor do gênero paisagem. TEODORO BRAGA, pág. 59; REIS JR. , pág. 385; MEC,vol. 4, pág. 127; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 145 e 147; TEIXEIRA LEITE, pág. 94; JÚLIO LOUZADA, vol. 11, pág. 47; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 579; ARTE NO BRASIL, pág. 763; Acervo FIEO.



462 - ALEXANDRE RAPOPORT (1929)

Músicos - desenho a nanquim e aquarela - 31 x 21 cm - canto inferior esquerdo - 1997 -

Arquiteto, pintor, gravador, desenhista industrial e professor, RAPOPORT nasceu no Rio de Janeiro, onde cursou a Faculdade Nacional de Arquitetura da antiga Universidade do Brasil. Fêz aprendizado de gravura na antiga ENBA em 1952. Conquistou menções honrosas em pintura e desenho no SNBA a partir de 1948. WALMIR AYALA,vol. 2, pág. 237; MEC, vol. 4, pág. 26; PONTUAL, pág. 447; TEIXEIRA LEITE, pág. 431; JÚLIO LOUZADA, vol. 11, pág. 260; ITAU CULTURAL.



463 - PATRICIA GOLOMBEK (1964)

Composição - técnica mista - 30 x 30 x 04 cm - assinado -

Artista plástica nascida em São Paulo. Estudou no Instituto de Educação Caetano de Campos e na Faculdade de Belas Artes de São Paulo (1986). Também estudou com Flávio Império, Renina Katz, Marcelo Nitsche e Ernestina Karman. Realizou exposições individuais em São Paulo em 1994, 1996, 1999, 2003, 2008, 2012. Participou de muitas mostras coletivas e oficiais no Brasil e exterior. Foi premiada em 1989, 1995, 2008, em São Paulo. Foi curadora, em 2014, da exposição "Ramos de Azevedo e a Escola Caetano de Campos" no Arquivo Histórico de São Paulo e, em 2015, lançará o livro pela editora EDUSP sobre a Escola Caetano de Campos e a Educação pública no Estado de São Paulo, que demandou quatro anos de pesquisa. ITAU CULTURAL; golombek.com.br.



464 - TOMOO HANDA (1906 - 1996)

Paisagem - óleo sobre tela - 38 x 46 cm - canto inferior direito - 1975 -

Pintor, desenhista e historiador. Natural de Utsonomiya, Japão, imigrou para o Brasil no início do séc. passado.Foi o grande precursor dos artistas nipo-brasileiros em atividade no País, cuja obra praticou com finura e lirismo. Foi o mestre inconteste de duas gerações de artistas que nele tinham seu líder. PONTUAL, 259; JULIO LOUZADA, vol. 2, 489; TEIXEIRA LEITE, pág. 242; ITAU CULTURAL ; WALTER ZANINI, pág. 587.



465 - ANTONIO PESSOA (1943)

Casal e Nu - múltiplo em bronze - assinado -
Lote composto por dois múltiplos do autor, medidas: 12 x 04 x 04 cm. e 15 x 04 x 02 cm.

Escultor, assina Tonny. Radicado no Rio de Janeiro detentor de bom curriculo nacional e internacional com inumeras participações em Salões Oficiais,varias vezes premiado. Ótimo mercado.



466 - SALVADOR DALI (1904 - 1989)

Cena bíblica - gravura - CDXXI/MCCL - 22 x 16 cm -
Assinado em relevo seco. Edição póstuma. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, gravador, escultor, artista gráfico, ilustrador e designer, Salvador Domingo Felipe Jacinto Dalí i Domènech nasceu em Figueira -Catalunha, Espanha e faleceu na Catalunha. Com um interesse precoce pela pintura, entrou para a Escola Especial de Pintura em Madri (1921) e foi aluno de Moreno Carbonero. Depois, ingressou na 'Real Academia de Bellas Artes de San Fernando' também em Madri. Foi expulso dessa escola e preso por atividades políticas antigovernamentais. Expôs, pela primeira vez, em Barcelona (1925). Conviveu com vários cineastas, artistas e escritores famosos, tais como: Luis Bruñel (com o qual colaborou no curta-metragem "Um chien andalou"), Rafael Alberti e Frederico Garcia Lorca. Em 1929, viajou para Paris e conheceu Pablo Picasso. No ano seguinte, começou a fazer parte do movimento artístico conhecido como surrealismo. Casou-se com Elena Ivanovna Diakonova, conhecida como Gala (1934). Deixou o movimento surrealista por motivos políticos (1939). Morou nos Estados Unidos (1940 a 1948) e voltou para a Espanha. Em 1961 colocou em prática um grande projeto: o 'Teatro-Museo Gala Salvador Dali', em sua terra natal, que reuniu grande parte de suas obras e foi inaugurado em 1974. Destacam-se as exposições individuais realizadas em: Nova York, EUA (1941 – MoMA, 'Museum of Modern Art'; 1965 – ' The Gallery of Modern Art); Paris, França (1979 – MNAM, 'Musée National d’Art Moderne' – 'Centre National d’Art et de Culture Georges Pompidou'); Londres, Inglaterra (1980 – 'Tate Gallery'). Exposições retrospectivas foram realizadas em: Tóquio, Japão (1964, itinerante); NovaYork, EUA (1964); Alemanha (1970 – Roterdam, 1971 – Baden-Baden), entre outras. Recebeu a mais alta distinção da Espanha: Grande Cruz de Isabel a Católica (1964). BENEZIT, VOL.3, PÁG. 329; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 309; ITAU CULTURAL; DICIONÁRIO OXFORD DE ARTE; www.salvador-dali.org; salvadordali.com.br; www.suapesquisa.com; www.artprice.com.



467 - PAULA KADUNC (1954)

Composição - acrílico sobre tela - 30 x 40 cm - dorso - 2016 -
Registrado sobre o nº 614 do catálogo da autora.

Paula Kadunc, pseudônimo artístico de Maria Paula Kadunc, nasceu em São Paulo. Frequentou um curso clássico de arte e comunicação na época de colégio. Formou-se em historia (1975) e nos anos seguintes realizou viagens de estudo pela Europa, Japão, China e Filipinas. No inicio da década de 80 trabalhou no Museu de Arte de São Paulo como assessora de imprensa e relações publicas auxiliando ainda na curadoria de diversas exposições. Na década de 90 frequentou o ateliê do escultor Paulo Tadee onde trabalhou com desenhos e pinturas geométricas e passou a fundir esculturas em bronze. Estudou técnica de pintura com Marysia Portinari. Tem participado com suas obras de várias exposições coletivas e leilões de arte. Possui obras em diversas coleções particulares e no Museu de Arte do Parlamento de São Paulo. www.artemaisnet.com.br/artistas/paula-kadunc.html; www.catalogodasartes.com.br; www.al.sp.gov.br; www.artprice.com; www.askart.com.



468 - CÉLIA NAHAS GARCIA (XX)

Histórias - técnica mista - 100 x 80 cm - canto inferior direito -

Artista plástica nascida em São Paulo. É pedagoga e desenvolve sua arte como autodidata. Realizou exposições individuais em São Paulo (2013, 2014) e tem participado de inúmeras mostras coletivas e oficiais, destacando-se: 'Exposição Museo do Café' (2013);?'Artexpo New York', Nova York -



469 - ROBERTO BURLE MARX (1909 - 1994)

Composição - serigrafia - 68/120 - 60 x 73 cm - canto inferior direito na tela serigráfica -
Edição póstuma com relevo seco do Projeto Burle Marx.

Nasceu em São Paulo e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, paisagista, arquiteto, desenhista, pintor, gravador, litógrafo, escultor, tapeceiro, ceramista, designer de jóias, decorador. Durante a infância viveu no Rio de Janeiro. Foi com a família para a Alemanha, em 1928. Em 1929, freqüentou o ateliê de pintura de Degner Klemn. Nos jardins e museus botânicos de Dahlen, em Berlim, entusiasmou-se ao encontrar exemplares da flora brasileira. De volta ao Brasil, fez curso de pintura e arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1930 - 1934), onde foi aluno de Leo Putz , Augusto Bracet e Celso Antônio. Seu primeiro projeto paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, em 1932. Entre 1934 e 1937, ocupou o cargo de diretor de parques e jardins do Recife, PE, onde passou a residir. Nesse período, foi com freqüência ao Rio de Janeiro e teve aulas com Candido Portinari e com o escritor Mário de Andrade. Em 1937, retornou ao Rio de Janeiro e trabalhou como assistente de Candido Portinari. Foi em 1949, conforme sua paixão por plantas e seu interesse por botânica e jardinagem, que Burle Marx adquiriu um sítio em Barra de Guaratiba, RJ. Com auxílio de botânicos, viajou, coletou, catalogou exemplares de plantas do Brasil e reproduziu em seu sítio a diversidade fitogeográfica brasileira. Em 1985 doou esse sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.Realizou muitas exposições individuais e projetos paisagísticos, participou de diversas mostras oficiais coletivas pelo Brasil e no exterior. PONTUAL, PÁG. 94; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 93; MEC. VOL.1, PÁG.303; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 738; LEONOR AMARANTE, PÁG. 98; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 179; artnet.com. ACERVO FIEO.



470 - EDOUARD-LEON CORTÈS (1882 - 1975)

Paris - óleo sobre tela - 33 x 46 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor nascido e falecido em Lagny-sur-Maine, França. Filho do pintor espanhol Antonio Cortés que foi para a Exposição Universal em Paris (1855) e se estabeleceu com a família em Lagny-sur-Marne. Iniciou seu filho no aprendizado da pintura e, com dezesseis anos, apresentou uma pintura na Sociedade dos Artistas Franceses (1899) onde foi bem recebido pela crítica e pelo público. Foi um ativo membro da ‘Union des Beaux-Arts de Lagny’ (1927 a 1930) e seu primeiro presidente. Participou também de exposições em Paris incluindo: o Salão de Outono, Salão de Inverno, Salão da Sociedade Nacional de Horticultura e Salão dos Independentes, onde ganhou diversos prêmios. BENEZIT VOL. 3, PÁG. 193; JULIO LOUSADA, VOL. 1, PÁG. 272; www.rehs.com; www.artprice.com; artist.christies.com; www.askart.com.



471 - RAIMUNDO DE OLIVEIRA (1930 - 1966)

A expulsão do paraíso - técnica mista - 48 x 67 cm - canto inferior esquerdo - 1958 -

Raimundo Falcão de Oliveira nasceu em Feira de Santana, BA e faleceu em Salvador, BA. Pintor, desenhista e gravador. Iniciou-se nas artes por intermédio da mãe, pintora de temática religiosa, que o encaminhou para o desenho e a pintura, como também o orientou na religião. Incentivado pela professora de desenho, expôs pela primeira vez no Ginásio Santanópolis, onde retratou os professores da escola. Após a conclusão do curso ginasial, em 1947, seguiu para Salvador, onde fez cursos regulares de pintura com Maria Célia Amado, na Escola de Belas Artes da Universidade da Bahia, e conheceu Mario Cravo Júnior e Jenner Augusto . Realizou a primeira individual no hall da Prefeitura de Feira de Santana, em 1951, momento em que se ligou a um grupo de artistas independentes, responsável pelos ‘Cadernos da Bahia’. Residiu em São Paulo de 1958 a 1964, depois voltou a morar na Bahia. Viveu no Rio de Janeiro entre 1965 e 1966. Realizou exposição individual no MAM, RJ (1966), entre outras, e participou, também entre outras, da 7ª e 8ª Bienal de São Paulo (1963 e 1965). Em Salvador foi premiado em 1955 e 1956. No ano de sua morte foi editada a ‘Pequena Bíblia de Raimundo de Oliveira. Xilogravuras’, pela Galeria Bonino e Petite Galerie, organizada por Julio Pacello, com prefácio de Jorge Amado. Em 1982, foi publicado o segundo álbum do artista, ‘Via Crucis’, pela Fundação Cultural do Estado da Bahia, e foi inaugurada a Galeria Raimundo de Oliveira, em Salvador. TEIXEIRA LEITE, 365; PONTUAL, 394; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; MEC VOL. 3, PÁG. 299; JULIO LOUZADA VOL. 7, PÁG. 524; ACERVO FIEO.



472 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Gato azul" - acrílico sobre papel colado em eucatex - 29 x 40 cm - canto inferior esquerdo - Década de 2000 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



473 - SYLVIO PINTO (1918 - 1997)

Porto - óleo sobre tela - 50 x 61 cm - canto inferior direito -

Pintor, Sylvio da Silva Pinto nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Assina S. Pinto. Teve as primeiras noções de desenho no Liceu de Artes e Ofícios, RJ. Mais tarde recebeu lições de seu pai – o Pinto das Tintas. Foi ainda na casa paterna que conheceu Pancetti. Estudou no Núcleo Bernardelli (1938) e se dedicou exclusivamente à pintura a partir de 1940. Fundou e dirigiu no Jacarezinho, bairro carioca, uma escolinha de arte para crianças pobres. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1988, 1992); Brasília, DF (1988,1993); Rio de Janeiro (1989, 1991, 1993, 1994, 1995); Constância, Portugal (1991). Participou de várias mostras coletivas e Salões oficiais como a I Bienal Internacional de São Paulo (1951). Foi premiado no: Rio de Janeiro (1941, 1943, 1945, 1948, 1949, 1952 – Prêmio Viagem ao Exterior, 1957 – Prêmio Viagem Nacional, 1988, 1989); Salvador, BA (1946, 1950); Constância, Portugal (1994); Brasília, DF (1994); Niterói, RJ (1996). MEC, VOL. 3, PÁG. 419, ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 4, PÁG. 894; VOL. 5, PÁG. 820; VOL. 6, PÁG. 890; VOL. 7, PÁG. 562; VOL. 8, PÁG. 661; VOL. 10, PÁG. 693; ACERVO FIEO; www.academia.org.br; www.artprice.com.



474 - ANATOL WLADYSLAW (1913 - 2004)

Rosto - desenho a nanquim - 47 x 32 cm - canto inferior direito - 1966 -

Pintor e desenhista nascido em Varsóvia, Polonia; faleceu em São Paulo, aos 91 anos de idade. No Brasil desde 1930, fixou residência em São Paulo, naturalizando-se brasileiro. Dedicou-se à pintura e ao desenho a partir de 1946, participando da I à IX Bienal, recebendo diversas premiações. Formado em engenharia no Mackenzie, tornou-se um dos pioneiros da arte abstrata, participando ativamente do movimento Ruptura, ao lado de Valdemar Cordeiro, Lothar Charoux e Luiz Sacilotto. Figura no acervo do MAM-RJ e MNBA de Buenos Aires. JULIO LOUZADA, VOL, 4, pág, 1177. MEC, VOL, 4 pág, 512. TEIXEIRA LEITE, pág, 544. WALMIR AYALA, VOL 2. pág, 442; PONTUAL, pág. 553; ITAÚ CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 921.



475 - TAPETE ORIENTAL,


Ponto de nó, feito a mão, de lã, Iraniano, medindo 2,33 x 1,53 m = 3,56 m².



476 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Máscara - entalhe em madeira - 36 x 19 x 16 cm - não assinado -



477 - TRINAZ FOX (1899 - 1964)

Gaúcho - desenho a nanquim e aquarela - 30 x 47 cm - canto inferior esquerdo -
No estado. -

Pintor, desenhista e caricaturista. Viveu durante muitos anos na Europa. De volta ao Brasil, colaborou em diversas revistas e jornais cariocas na década de 1920, inclusive como redator, destacando-se: D. Quixote, O Tagarela e O Combate. entre 1930 e 1940 fixou-se na Argentina, publicando trabalhos na imprensa de Buenos Aires e Santa Fé. PONTUAL, pág. 526; MEC vol.2, pág. 188; HISTORIA DA CARICATURA NO BRASIL, pág. 1421;



478 - RUBEM VALENTIM (1922 - 1991)

"Emblema 86" - acrílico sobre tela - 70 x 50 cm - dorso - 1986 - Brasília - DF -

Escultor, pintor, gravador, professor nascido em Salvador, BA e falecido em São Paulo. Iniciou-se nas artes visuais na década de 1940, como pintor autodidata. Entre 1946 e 1947 participou do movimento de renovação das artes plásticas na Bahia, com Mario Cravo Júnior, Carlos Bastos e outros artistas. Em 1953 formou-se em jornalismo pela Universidade da Bahia e publicou artigos sobre arte. Residiu no Rio de Janeiro entre 1957 e 1963, onde se tornou professor assistente de Carlos Cavalcanti no curso de história da arte do Instituto de Belas Artes. Residiu em Roma entre 1963 e 1966, com o prêmio viagem ao exterior, obtido no Salão Nacional de Arte Moderna. Em 1966 participou do Festival Mundial de Artes Negras em Dacar, Senegal. Ao retornar ao Brasil, residiu em Brasília e lecionou pintura no Ateliê Livre do Instituto de Artes da Universidade de Brasília - UnB. Em 1972, fez um mural de mármore para o edifício-sede da Novacap em Brasília, considerado sua primeira obra pública. Em 1979, Valentim realizou escultura de concreto aparente, instalada na Praça da Sé, em São Paulo, definindo-a como o Marco Sincrético da Cultura Afro-Brasileira e, no mesmo ano e foi designado, por uma comissão de críticos, para executar cinco medalhões de ouro, prata e bronze, para a Casa da Moeda do Brasil. Em 1998 o Museu de Arte Moderna da Bahia inaugurou a Sala Especial Rubem Valentim no Parque de Esculturas. Foi premiado nas Bienais Internacionais de São Paulo de 1967 e 1973, entre outros. PONTUAL, PÁG.532; WALMIR AYALA, VOL.2, PÁGS.395; TEIXEIRA LEITE, PÁG.517; MEC, VOL.4, PÁG.443; JULIO LOUZADA, VOL.11, PÁG.330; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 682; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 257, ACERVO FIEO; web.artprice.com.



479 - FELISBERTO RANZINI (1881 - 1976)

"Lapa do Alto" - óleo sobre tela - 33 x 41 cm - canto inferior direito - 1934 -

Arquiteto, desenhista e escritor, Felisberto Ranzini nasceu em Mântua, Itália e faleceu em São Paulo - SP. Sobresaiu-se principalmente na técnica de aquarela, na qual se especializou. Suas composições em óleo são claras e detalhadas, quase que miniaturistas. JULIO LOUZADA, vol 1, pág. 805; MEC vol.4, pág. 26, RUTH TARASANTCHI.



480 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Gato amarelo com vaso de flores" - acrílico sobre tela - 60 x 80 cm - centro inferior e dorso - 2002 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



481 - RICARDO RIBENBOIM (1953)

"Mudra - II" - técnica mista sobre eucatex - 118 x 54 cm - canto inferior direito - 1969 -
Com as seguintes etiquetas no dorso: "Segundo Salão de Novos A Hebraica - São Paulo - 1969 e III Salão de Arte Contemporânea - São Caetano do Sul - 1969".

Colecionador, designer gráfico, designer de produtos, artista plástico nascido em São Paulo, SP, onde vive e trabalha. Desde 1973 realiza projetos gráficos editoriais e de identidade visual. Estudou arquitetura na Faculdade de Arquitetura de Santos (1972 a 1975). Foi aluno de Yutaka Toyota, Evandro Carlos Jardim, Babinski, Luiz Paulo Baravelli e Carlos Fajardo. Realizou diversas intervenções urbanas no Brasil e no exterior, destacando-se o trabalho Bólides Marinhos (1992), na Praia de Ipanema na ECO-92, e um conjunto de intervenções no projeto Arte Cidade 3: a cidade e suas histórias. Entre 1996 e 1997, dirigiu o Paço das Artes de São Paulo e, em 1997, assumiu a direção do Itau Cultural. Em 1998, realizou a curadoria internacional de web-art, na 24ª Bienal Internacional de São Paulo. Em 2002, fundou a Base7 Projetos Culturais, empresa de planejamento e coordenação de atividades culturais, responsável pela organização de exposições no Museu Oscar Niemeyer - MON e a pela concepção do Espaço Frans Krajcberg, ambos em Curitiba. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1999, 2004); Nova York, EUA (2003); Rio de Janeiro (2004) e participou de muitas mostras coletivas e oficiais. ITAU CULTURAL; www.artprice.com.



482 - AGOSTINHO BATISTA DE FREITAS (1927 - 1997)

Buscando lenha - óleo sobre tela - 16 x 22 cm - canto inferior direito - 1988 -

Começou a pintar no início da década de 1950 (e ele próprio relatou que vendia seus trabalhos na Praça do Correio da capital paulista) sendo logo descoberto por Pietro Maria Bardi que organizou uma exposição de seus trabalhos no Museu de Arte de São Paulo, em 1952, mais tarde apresentados também, no Museu de Arte Moderna de São Paulo e da Bahia e no Museu de Arte Contemporânea de Campinas. Participou da XXXIII Bienal de Veneza (1966). MEC, vol. 2, pág. 210; PONTUAL, pág. 225; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 323; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 208; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 214; ITAÚ CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 832; Acervo FIEO.



483 - FERNANDO ODRIOZOLA (1921 - 1986)

Composição - óleo sobre madeira - 13 x 55 cm - canto inferior esquerdo -

Fernando Pascual Odriozola nasceu em Oviedo, Espanha e faleceu em São Paulo. Pintor, desenhista e gravador. Começou a pintar em 1936. Veio para o Brasil em 1953 e fixou residência em São Paulo. No ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual na Galeria Portinari. O Museu de Arte Moderna de São Paulo dedicou-lhe outra individual, em 1955. Na década de 1960, lecionou no Instituto de Arte Contemporânea da Fundação Armando Álvares Penteado e colaborou como ilustrador nos jornais O Estado de S. Paulo e Diário de S. Paulo, e na revista Habitat. Em 1964, integrou, com Wesley Duke Lee , Yo Yoshitome e Bin Kondo , o Grupo Austral, ligado ao movimento internacional Phases. Participou das 7ª, 8ª, 9ª, 12ª, 13ª, 14ª, 15ª e 18ª Bienais Internacionais de São Paulo onde foi premiado na 7ª, 8ª, e 14ª edição; da 7ª Bienal de Tóquio; dos 2º e 5º Panoramas da Arte Atual Brasileira, entre outras. No ano de seu falecimento, o Centro Cultural São Paulo (CCSP) realizou uma exposição retrospectiva póstuma em sua homenagem. JULIO LOUZADA VOL.11, PÁG. 231; MEC VOL.3, PÁG.291; PONTUAL PÁG. 389; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 737; ARTE NO BRASIL PÁG.907; LEONOR AMARANTE PÁG. 143; ACERVO FIEO.



484 - TORQUATO BASSI (1880 - 1967)

Lago - óleo sobre tela - 65 x 85 cm - canto inferior direito -

Nascido em Ferrara / Itália, veio para o Brasil ainda muito jovem, fixando-se em São Paulo, onde desenvolveu sua vida artística. Participou durante anos do Salão de Belas Artes do Rio de Janeiro, Salão Paulista de Belas Artes e de mostras de pintores italianos. Tem obras na Pinacoteca do Estado de São Paulo e no Museu Paulista de Belas Artes. TEODORO BRAGA, pág. 47; PONTUAL, pág. 58; MEC, vol. 1, pág. 188; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 89; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO, RUTH TARASANTCHI.



485 - ARTUR PEREIRA (1920 - 2003)

Pássaro - entalhe em madeira - 33 x 10 x 10 cm - assinado -
Reproduzido sob o nº 312a em catálogo de leilão de Soraia Cals, Rio de Janeiro - RJ, realizado em julho de 2010.

Escutor autodidata, natural da cidade mineira de Cachoeira do Brumado, onde começou a produzir em 1960. Esculpia em madeira obras do imaginário, da lida das atividades rurais e da fauna. Expôs individualmente em 1989. PONTUAL, pág. 417.



486 - HELIO SCHONMANN (1960)

Casario - óleo sobre tela - 30 x 40 cm - canto superior direito - 1978 -
Ex-coleção Antônio Maluf - Galeria Seta - São Paulo - SP.

Natural de São Paulo, nascido em 1 de julho de 1960. Sua formação inicia-se com a frequência ao ateliê do pintor Joji Kussunoki (1969-1974); em 1975, cursou cerâmica com Elizabeth Wanschel e desenho na APBA-SP; em 1978/1979, frequenta o Ateliê Livre Criação em Artes Plásticas do Museu Lasar Segall-SP, as sessões de Modelo Vivo da Pinacoteca do Estado e do Grupo de Raphael Galvez, A. Carelli, S. Mendes, Antonio Helio Cabral e F. di Mauro; de 1979 a 1983, passa a orientador do Ateliê de Livre Criação do Museu Lasar Segall; e, em 1984, estuda escultura com Raphael Galvez. Individual em 1986 - Galeria Seta-SP; e coletivas a partir de 1972, destacando-se XXXII Salão de Belas Artes na Galeria Prestes Maia-SP, e Salão dos Novos de A Hebraica-SP. JULIO LOUZADA, vol. 3 pág. 1034.



487 - BELMONTE (1897 - 1947)

Tempos de guerra - desenho a nanquim - 26 x 20 cm - canto inferior esquerdo -

Benedito Bastos Barreto - caricaturista, desenhista, pintor, ilustrador, escritor, jornalista e historiador - nasceu e faleceu em São Paulo. Iniciou sua carreira em 1912 publicando suas primeiras caricaturas na revista paulista ‘Rio Branco’ e paralelamente colaborou na revista carioca ‘D. Quixote’. Durante seus primeiros anos de trabalho publicou em diferentes periódicos paulistas e, em 1921, empregou-se na recém-inaugurada ‘Folha da Noite’, substituindo Voltolino. Nesse periódico passou a utilizar o pseudônimo Belmonte como assinatura de seus desenhos e em 1925 criou o personagem Juca Pato. Durante a Revolução Constitucionalista de 1932 criou o logotipo para os bônus de guerra que no período das batalhas substituíram como dinheiro a moeda oficial. No ano de 1936, começou a publicar no jornal ‘Folha da Manhã’ diversas charges de Juca Pato tendo como temática a crítica ao nazismo. Produzidas até o ano de 1946, elas acabaram se configurando numa grande série sobre a Segunda Guerra Mundial. Essas charges foram reunidas e publicadas em 1982 com o título de ‘Caricatura dos Tempos’. Autor de diversos livros de caricatura e história publicou, entre outros, os seguintes títulos: ‘Assim Falou Juca Pato’ (1933), ’ No Tempo dos Bandeirantes’ (1939) e ‘O Brasil de Ontem’ (1940), com desenhos inspirados nos trabalhos de Rugendas. TEODORO BRAGA, PÁG. 49 E 50; PONTUAL, PÁG. 67; MEC, VOL. 1, PÁG. 213; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 69; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG. 109; CARICATURISTAS BRASILEIROS, DE PEDRO CORRÊA DO LAGO, PÁG. 100; ARTE NO BRASIL, PÁG. 392; WALTER ZANINI, PÁG. 806; ACERVO FIEO; www.artprice.com; www.saopauloantiga.com.br.



488 - SERGEI YUR'EVICHI SUDEIKIN (1886 - 1946)

Sonho - guache - 24 x 27 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Desenhista, pintor, ilustrador, cartunista e decorador nascido em Smolensk, Rússia e falecido em Nyack, NY, EUA. Estudou na 'Moscow PS School', Academia Imperial, São Petersburgo, Rússia e na 'Académie de La Grand Chaumière', Paris. Expôs em Nova York em 1929 e 1930. Participou dos Salões de Outono, Paris; do 'Diaghilev's World of Art'; do 'Russian Artists'. www.artprice.com; www.artnet.com; www.christies.com; www.arcadja.com.



489 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Imagens baianas - serigrafia - 23 x 16 cm - centro inferior na tela serigráfica -
Obra impressa por Ateliê Mário Della Parra - Serigrafias - Rio de Janeiro, RJ.

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



490 - FERREIRA GULLAR (1930)

Composição - técnica mista e colagem - 17 x 21 cm - centro inferior - 2006 -

Poeta, crítico de arte, jornalista, escritor, dramaturgo, tradutor, José Ribamar Ferreira nasceu em São Luís, MA. Em 1948 adotou o nome Ferreira Gullar. Transferiu-se para o Rio de Janeiro em 1951. Participou da Exposição Nacional de Arte Concreta no MAM, SP (1956) e no Ministério da Educação e Cultura - MEC, RJ (1957). Discordando das ideias do grupo concretista paulista, redigiu 'Poesia Concreta: Experiência Fenomenológica', texto que marcou sua ruptura com o movimento. Por ocasião da 1ª Exposição Neoconcreta realizada no Rio e Janeiro (1959), escreveu o 'Manifesto Neoconcreto', assinado também por Amilcar de Castro , Aluísio Carvão , Franz Weissmann , Hélio Oiticica, Lygia Clark, Lygia Pape , Reynaldo e Theon Spanudis. Publicou ainda a 'Teoria do Não-Objeto' (1959) que expressa as ideias fundamentais do neoconcretismo. Dirigiu a Fundação Cultural – Brasília (1961) para a qual elaborou o projeto do Museu de Arte Popular. Por conta de seu engajamento político, foi preso (1968) e viveu exilado em Paris, Moscou, Santiago, Lima e Buenos Aires. Voltou ao Brasil em 1977. Consolidando a carreira como crítico e teórico de arte, publicou 'Etapas da Arte Contemporânea: do Cubismo à Arte Neoconcreta '(1985). Foi diretor (1992 a 1995 )do Instituto Brasileiro de Arte e Cultura (Ibac), que voltou a ter o antigo nome, Fundação Nacional de Arte (Funarte). O pleno reconhecimento à sua carreira vem a partir da década de 1990, período em que recebeu diversos prêmios e homenagens, entre os quais se destacam o Prêmio Jabuti, categoria poesia, concedido em 1999; a indicação ao Prêmio Nobel de Literatura, em 2002; o Prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras (ABL), pelo conjunto da obra, em 2005; e o Prêmio Camões, concedido pelos governos do Brasil e de Portugal, em 2010. ITAU CULTURAL; www.artprice.com; educacao.uol.com.br; www.infoescola.com.



491 - EDSON MOTTA (1910 - 1981)

Paisagem - aquarela - 28 x 37 cm - canto inferior direito -

Mineiro de Juiz de Fora, estudou na ENBA no Rio de Janeiro, onde foi aluno de Rodolfo Chambelland, Marques Junior e Outros. Foi um dos fundadores do Núcleo Bernardelli, que dirigiu por alguns anos. Expositor nas diversas versões do SNBA. Em 1939 ganhou o premio viagem à Europa, onde estudou Conservação e Restauro, ofício que lhe renderia prestígio e respeito no País, PONTUAL, 374; TEIXEIRA LEITE, 336; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 579.



492 - GUIMA (1927 - 1993)

Marinha - óleo sobre tela - 38 x 46 cm - canto inferior esquerdo e dorso -

Pintor e desenhista de mérito invulgar, Guima era paulista de Taubaté, residiu por muitos anos no Rio de Janeiro e praticava o figurativismo expressionista, por vezes eivado de notas líricas, de outras descambando para o fantástico. MEC, vol. 2, pág. 306; PONTUAL, pág.257; WALMIR AYALA, vol. 1, págs. 377/8; JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 407; ITAÚ CULTURAL.



493 - BEATRIZ MILHAZES (1960)

"Flores" - litografia off set - 108/300 - 37 x 27 cm - canto inferior direito na matriz -
Com certificado de Edicion, emitido por Suc. de Salerno e Hijos - (Italy) e carimbo em relevo seco do editor.

Pintora, gravadora, ilustradora e professora nascida no Rio de Janeiro. Nessa cidade formou-se em comunicação social (1981), iniciou-se em artes plásticas ao ingressar na Escola de Artes Visuais do Parque Lage (1980), onde mais tarde lecionou e coordenou atividades culturais. Cursou gravura em metal e linóleo no Atelier 78 (1995 a 1996), com Solange Oliveira e Valério Rodrigues; ilustrou o livro ’As Mil e Uma Noites à Luz do Dia: Sherazade Conta Histórias Árabes’ (1997), de Katia Canton. Participou das exposições que caracterizaram a Geração 80 e foi artista visitante em algumas universidades dos Estados Unidos (1997, 1998). Tem se destacado em mostras brasileiras, internacionais (a partir dos anos 1990) - nos Estados Unidos, na Europa e integra acervos de museus como o MoMA, Guggenheim e Metropolitan, em Nova York. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 6, PÁG. 729; www.fortesvilaca.com.br; www.artprice.com; www.museuoscarniemeyer.org.br; www.moma.org; www.metmuseum.org.



494 - MÁRIO ADAMO DE ALMEIDA (XX)

Marinha - óleo sobre tela colada em cartão - 26 x 34 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor e desenhista com diversas participações em mostras e Salões oficiais. Foi premiado no Salão Nacional de Belas Artes - RJ nas edições de 1957, 1962, 1963. MEC VOL. 1, PÁG. 66; JULIO LOUZADA, VOL. 10, PÁG. 46.



495 - ANNA BELLA GEIGER (1933)

Fogo "Elemento" - serigrafia - 100/100 - 113 x 76 cm - canto inferior direito -

Escultora, pintora, gravadora, desenhista, artista intermídia e professora natural da cidade do Rio de Janeiro. Inicia seus estudos artísticos no ateliê de Fayga Ostrower. Entre 1960 e 1965, participa do ateliê de gravura em metal do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro - MAM/RJ, onde passa a lecionar três anos mais tarde. Sua obra é marcada pelo uso de diversas linguagens e a exploração de novos materiais e suportes. Nos anos 1970, sua produção tem caráter experimental: fotomontagem, fotogravura, xerox, vídeo e Super-8. Dedica-se também à pintura desde a década de 1980. A partir da década de 1990, emprega novos materiais e produz formas cartográficas vazadas em metal, dentro de caixas de ferro ou gavetas, preenchidas por encáustica. Suas obras situam-se no limite entre pintura, objeto e gravura. ITAUCULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 703; ARTE NO BRASIL, pág. 853; LEONOR AMARANTE, pág. 286; ACERVO MAC.



496 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Índia - óleo sobre tela - 130 x 75 cm - canto inferior esquerdo -
Kozo.



497 - HILDE WEBER (1913 - 1994)

"Convenção do PTB" - desenho a nanquim - 31 x 29 cm - canto inferior direito -
Com carimbo de publicação em jornal, datado de 18 de fevereiro de 1960. No estado.

Pintora, desenhista e caricaturista alemã. Iniciou o seu aprendizado de desenho e artes gráficas em Hamburgo, por volta de 1930, interrompendo três anos mais tarde, quando transferiu-se para o Brasil (país de quem se tornaria cidadã naturalizada), fixando-se primeiramente em São Paulo, até 1949. Entre 1941 e 1949, colaborou com trabalhos de pintura para o atelier OSIRARTE de azulejos. Foi caricaturista de diversos periódicos, destacando-se o Estado de São Paulo. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 391; PONTUAL, pág.265; MEC, vol. 2, pág. 337; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 630; ARTE NO BRASIL.



498 - ROBSON BARROS (1961)

Paisagem - acrílico sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito - 2013 -

Pintor, Robson Faria de Barros nasceu em Jaguarão, MG. Assinou por um tempo Nosbor (Robson ao contrário), mas voltou a assinar Robson Barros. Sempre gostou de desenhos, descobrindo daí seu talento para a pintura, incentivado pela sua irmã e artista plástica Valquíria. Tem participado de muitas mostras coletivas em: 1977 - 1º Salão Oficial de Embu, SP (Menção Honrosa); 1980, 1983, 1990 - Galeria Jean Jaques, Rio de Janeiro; 1980, 1986, 1990, 1993 - Galeria Jacques Ardie, São Paulo; 1983 - Galeria Jean Jaques Rio de Janeiro; 1995 - TAE-GU Bienalle, Coréia do Sul. http://artenaifrio.blogspot.com.br/2012/06/robson-barros.html.



499 - MANOEL CHATEL DIAS (1917)

Baianas - óleo sobre tela - 92 x 60 cm - canto inferior direito -

Seguidor da temática primitivista, exerce suas atividades artísticas na cidade do Rio de Janeiro, onde nasceu. Naquela cidade, participou do SNBA, obtendo Menção Honrosa. Participa de outros certames oficiais nos Estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, e também no exterior (Nova Iorque). JULIO LOUZADA vol.1, pág. 255.



500 - ANA CRISTINA ANDRADE (1953)

"Flores" - óleo sobre tela - 70 x 50 cm - canto inferior direito e dorso -
Reproduzido no convite deste leilão.

Ana Cristina Andrade Moreira é pintora, gravadora, desenhista, professora e designer vidreira. Iniciou sua formação artística na Escola Superior de Arte Santa Marcelina, SP (1972-1975). Aprendeu gravura em metal (1980-1990) com Iole Di Natale; técnicas de gravura na Scuola Internazionale di Gráfica em Veneza, Itália (1983); Gravura Especial com Evandro Carlos Jardim, no MAC-SP (1991); Técnica Calcográfica Experimental com Mario Benedetti, na FASM-SP (1997); Vitrofusão com Roberto Bonino. Exposições individuais: São Paulo, SP (1984, 1987, 1995, 2003); Bauru, SP (1989); “Projeto Interior com Arte” – Museu Banespa (1998 – Exposição itinerante pelo interior do Estado de São Paulo). Coletivas: Epinal, França (1975); São Paulo, SP (1974, 1982, 1984, 1985, 1986, 1988, 1994, 1995, 2000, 2002 a 2004, 2012 – SP ESTAMPA); Santo André, SP (1982); Novo Hamburgo, RS (1982); Taiwan, China (1983, 1985); San Juan, Porto Rico (1983); Santos, SP (1983); Cabo Frio, RJ (1983); Ribeirão Preto,SP (1984); Curitiba, PR (1984); Piracicaba,SP (1984); Veneza, Itália (1984, 1985); Campinas, SP (1985); São José do Rio Preto, SP (1986); Limeira, SP (1986); Washington D.C.,EUA (1991); Campos do Jordão, SP (1991); Kanagawa, Japão (1992); Maastricht, Holanda (1993); Illinois, EUA (1994); Cidade do México, México (1996); Jacareí, SP (1998); Budapeste, Hungria (1996); Uzice, Yuguslávia (1997); Ourense, Espanha (1994, 2006). Prêmios: São Paulo, SP (1974); Novo Hamburgo, RS (1982); Santos, SP (1983); Ribeirão Preto, SP (1984); Curitiba, PR (1984); Piracicaba, SP (1984); Campinas, SP (1985); São José do Rio Preto, SP (1986). JULIO LOUZADA, vol.1, pág. 62; vol.2, pág. 66; Acervo FIEO. ITAU CULTURAL.



501 - OSCAR ROTHKIRCH (1880 - 1961)

"St Moritz" - gravura - 34 x 25 cm - canto inferior direito - 1950 -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, gravador e professor alemão. Realizou exposição individual com pinturas e gravuras (águas-fortes), em 1934, no Liceu de Artes e Ofícios – SP, onde se destacaram as águas-fortes coloridas por um processo de impressão com tintas a óleo desenvolvido pelo artista. Participou da Exposição Geral de Belas Artes, RJ em 1930 e 1933. ITAU CULTURAL; memoria.bn.br; www.artprice.com.



502 - TITO DE ALENCASTRO (1934 - 1999)

Composição - litografia - 69/100 - 50 x 70 cm - canto inferior direito - 1994 -

Pintor, desenhista, gravador e mosaicista, radicou-se em 1961 em São Paulo, após ter estudado no Rio de Janeiro com Abelardo Zaluar, José Morais e Johnny Friedlaender. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 29; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 6; PONTUAL, pág. 14; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



503 - PERCY LAU (1903 - 1972)

Negra - guache - 23 x 16 cm - canto inferior direito -

Desenhista, ilustrador, gravador e pintor, nascido em Arequipa, Peru e falecido no Rio de Janeiro. Em 1921, transferiu-se para Olinda, PE. Foi um dos fundadores do Movimento de Arte Moderna do Recife e lá compartilhou o ateliê com Augusto Rodrigues. Em 1938, estudou no Liceu de Artes e Ofícios com Carlos Oswald, no Rio de Janeiro. Durante 30 anos, foi ilustrador do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que reeditou ‘Tipos e Aspectos do Brasil ‘(1960), baseando-se em textos da Revista Brasileira de Geografia, com desenhos do artista. Criou ilustrações para muitos livros e, em 1963, foi premiado como o melhor ilustrador do ano, conferido pela Câmara Brasileira do Livro, referente ao livro ‘Santa Maria do Belém do Grão-Pará’, de Leandro Tocantins. Em 2000, o Museu Nacional de Belas Artes, RJ promoveu a exposição ‘Percy Lau: um Desenhista e seu Traço'. Realizou exposição individual no Peru (1964) e em Recife, PE (1972). Participou de muitos Salões oficiais, inclusive em Paris (1946) e em Londres (1949). Foi premiado no Rio de Janeiro em 1938, 1953 e 1970. BENEZIT VOL.6, PÁG.472; TEODORO BRAGA PÁG. 192; PONTUAL PÁG. 300; MEC VOL. 2, PÁG. 443; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 602; ARTE NO BRASIL PÁG. 879; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 523; www.desenhandoobrasil.com.br; www.opapeldaarte.com.br; www.artprice.com.



504 - INGRES SPELTRI (1940)

"Violinos" - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor, desenhista, escultor, gravador e professor nascido em Jau, SP. Filho do pintor Augusto Speltri com quem se iniciou na pintura, ainda criança. Em 1959 mudou-se para São Paulo onde estudou Música (1960-1964). É professor titular da Escola Panamericana de Arte, SP. Realizou exposições individuais, em São Paulo, nos anos de 1977, 1981, 1978, 1984. Participou de várias mostras e Salões oficiais, sendo premiado em: São Paulo (1963, 1966, 1970, 1971); Santo André, SP (1976). JULIO LOUZADA VOL. 5, PÁG. 1012; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; MEC VOL. 4, PÁG. 338; PONTUAL PÁG. 504; www.artprice.com; www.speltri.com.



505 - MARCOS GARROT (1965)

Composição - escultura em ferro - 62 x 72 x 34 cm - assinado - 2008 -

Natural desta Capital-SP, onde a partir dos anos 80 estudou desenho, pintura, gravura e escultura, tendo a figura humana como referência. Participa com regularidade de coletivas, recebendo diversas premiações, dentre elas destacamos: 1º Prêmio de Desenho (1984 - 1º Salão do Hobby e Lazer-SP), Medalha de Ouro em Desenho (1985 - 11º Salão de Artes Plásticas Raymundo Florentino, Jacareí-SP), Menção Honrosa (1986 - coletiva por ocasião do 129º Aninversário de José Malhoa-SP). Realizou exposição individual na Casa de Portugal-SP, em 1987, recebendo a medalha Fernando Pessoa do Consulado Português.



506 - MIRIAN (1939 - 1996)

Na feira - óleo sobre madeira - 25 x 21 cm - lado direito - 1982 -

Pintora e gravadora, Mírian Inês da Silva é natural de Trindade, GO e falecida no Rio de Janeiro, RJ, cidade onde foi residente e ativa. Assina Mírian. Estudou na Escola de Belas Artes de Goiás, bem como frequentou os cursos ministrados por Ivan Serpa no MAM, RJ. Expôs pela primeira vez como gravadora em 1962. Realizou exposições individuais no Rio de Janeiro (1966, 1972, 1974); São Paulo (1984). Participou de mostras coletivas e oficiais em: São Paulo (1963 e 1965 – Bienal Internacional de São Paulo, 1964 - Exposição da Jovem Gravura Nacional, 1993); Goiânia, GO (1964 - Salão Goiano de Belas Artes - Prêmio); Ribeirão Preto, SP (1964 - Exposição da Jovem Gravura Nacional); Belo Horizonte, MG (1965 - Exposição da Jovem Gravura Nacional); Curitiba, PR (1965 - Exposição da Jovem Gravura Nacional); Florianópolis, SC (1965 - Exposição da Jovem Gravura Nacional); Rio de Janeiro (1966 – Salão Nacional de Arte Moderna – Isenção de Júri); Bienal de Gravura de Santiago do Chile (1969); Paris (1975); Londres (1979); entre outras. Recebeu Prêmio Aquisição na Bienal de Arte Naïf no SESC de Piracicaba (1994). TEIXEIRA LEITE, PÁG. 327; MEC VOL. 3, PÁG. 167; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 638; VOL. 4, PÁG. 745; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO.



507 - FANG (1931 - 2012)

Cavalos - desenho a nanquim e aguada - 40 x 60 cm - canto inferior direito - 1972 -

Pintor, desenhista, gravador e professor, Chien Kong Fang, ou simplesmente Fang, nasceu na cidade de Tung Cheng, China e faleceu em São Paulo. Estudou sumiê e aquarela na China em 1945. Veio morar em São Paulo com a família em 1951, naturalizando-se brasileiro em 1971. Entre 1954 e 1956, estudou pintura com Yoshiya Takaoka em São Paulo. Viajou, em 1977, para a América do Norte, Europa e Ásia, onde desenvolveu o seu trabalho de pintura. Em 1981, foi realizado o curta metragem biográfico ‘O Caminho de Fang’, em São Paulo. Visitou a China, convidado pelo governo chinês, em 1985. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1959, 1961, 1962, 1978, 1981, 1993, 2005); Salvador, BA (1962); Rio de Janeiro (1978, 1986); Schleswing, Alemanha (1985); Lugana, EUA (1990); Americana, SP (1994); Formosa, Taiwan (1994). Foi premiado no Rio de Janeiro (1957) e em São Paulo (1960 a 1962, 1967 a 1969, 1978, 1979, 1991). Participou do Panorama da Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1978). MEC, VOL. 2, PÁG. 124; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 366; VOL. 6, PÁG. 378; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 189; PONTUAL, PÁG. 201; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; www.fang.com.br; www.artprice.com.



508 - OMAR PELLEGATTA (1925 - 2000)

Retirantes - óleo sobre tela - 27 x 19 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista e gravador nascido em Busto Arsizio, Itália. Assina Pellegata. Veio para o Brasil em 1927, estudou na Associação Paulista de Belas Artes, foi aluno de Ettore Federighi e Durval Pereira, Takaoka, Mário Zanini, Otone Zorlini. Viveu e trabalhou em Santos, SP. Fez parte do Grupo Tapir (1970) com Giancarlo Zorlini, João Simeone, José Procópio de Moraes, Glicério Geraldo Canelosso e do Grupo Chácara Flora com Emídio Dias de Carvalho, Arlindo Ortolani, Heitor Carilo, Glicério Geraldo Canelosso. Realizou exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil como: Salão Paulista de Belas Artes (desde 1958), Salão Municipal de Belas Artes de Belo Horizonte, MG (1960), entre outros, recebendo muitos prêmios. JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG.735; MEC VOL.3, PÁG.363; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.brasilartesenciclopedias.com.br; www.artprice.com.



509 - HENRI MATISSE (1869 - 1954)

Homem - serigrafia - E.A. - 50 x 40 cm - canto inferior esquerdo - 1952 -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Desenhista, pintor, gravador, escultor e artista gráfico francês, Henri-Émile-Benoît Matisse nasceu em Le Cateau – Cambrésis e faleceu em Nice. Assinava Henri Matisse. Em 1891 abandonou o direito pela pintura, estudando com Bouguereau e Moreau, com quem permaneceu até 1896. Depois pintou com Marquet, conheceu Derain e Vlaminck, e, em 1905, com estes e outros amigos do estúdio de Moreau: Friesz, Manguin, Rouault e Dufy realizaram a exposição do ‘Salon d’Automne’ que deu origem ao nome ‘fauves’ (Fauvismo). Por volta de 1920, começou a ser considerado, ao lado de Picasso, como um dos maiores pintores vivos, e foi o mestre supremo das tendências artísticas que se caracterizaram pelo padrão caligráfico e pelo uso abstrato de cores puras. Trabalhou até o fim da vida com diferentes meios, sempre se adaptando à sua condição de saúde. Uma de suas obras mais importantes e originais foi a Capela do Rosário para o Convento Dominicano, em Vence, da qual Matisse projetou cada detalhe, incluindo as vestes dos sacerdotes. Sua obra está presente nos museus e na maior parte das grandes coleções de Arte Moderna do mundo. Em 2009, a Pinacoteca do Estado de São Paulo realizou a primeira exposição individual do artista em nosso país. BENEZIT VOL.7, PÁG. 259; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.6, PÁG. 696; VOL. 10, PÁG.569; www.pinacoteca.org.br; DICIONÁRIO OXFORD DE ARTE – MARTINS FONTES.



510 - MIGUEL DOS SANTOS (1944)

Mascarado - óleo sobre madeira - 160 x 90 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1975 - João Pessoa - PB -
Reproduzido no convite deste leilão. (Atenção clientes que não residem em São Paulo: transporte apenas por via rodoviária devido ao tamanho. Consulte-nos antes de dar seu lance) .

Pintor, desenhista e ceramista, Miguel Domingos dos Santos nasceu em Caruaru, PE. Assina Miguel dos Santos. Residindo em João Pessoa desde 1960, apresentou pela primeira vez suas pinturas em 1961 no Recife. Em 1967 começou a dedicar-se também à cerâmica. Realizou exposições individuais em: Connecticut, EUA (1967); João Pessoa, PA (1968, 1971, 1980, 1987); Belo Horizonte, MG (1968); Juiz de Fora, MG (1969); Recife, PE (1970, 1976, 1982, 1987); Rio de Janeiro (1972, 1975, 1980, 1986); São Paulo (1975, 1979, 1982, 1986 - MASP, 1987). Participou de inúmeras mostras e Salões oficiais pelo Brasil e no exterior como em: Bruxelas, Bélgica (1973); Nigéria (1977); Santiago do Chile, Chile (1980); Alemanha (1987); Copenhague, Dinamarca (1989). MEC VOL. 4, PÁG. 186; PONTUAL PÁG. 476; JULIO LOUZADA, VOL. 9, PÁG. 773; ITAU CULTURAL; www.artprice.com.



511 - LAURA ELENA S. DE SERNA (XX)

"Sueño Alucinante" - acrílico sobre tela - 90 x 140 cm - canto inferior direito e dorso -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintora e desenhista mexicana com diversas participações em mostras coletivas e oficiais.



512 - ANTONIO BANDEIRA (1922 - 1967)

Composição - aquarela e guache - 16 x 22 cm - canto inferior direito - 1963 -
Ex coleção Dr. Noel Grinberg - Rio de Janeiro, RJ .

Pintor, desenhista, gravador, nascido em Fortaleza, CE e falecido em Paris, onde viveu a maior parte de sua vida. É um dos pioneiros da arte abstrata no Brasil. Iniciou-se na pintura como autodidata. Em 1941, em Fortaleza, participou, ao lado de Mário Baratta, entre outros, da criação do Centro Cultural de Belas Artes depois, Sociedade Cearense de Artes Plásticas. Em 1945, transferiu-se para o Rio de Janeiro e, no ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual. Contemplado pelo governo francês com bolsa de estudos, permaneceu em Paris de 1946 a 1950 onde frequentou a Escola Nacional Superior de Belas Artes e a ‘Académie de la Grande Chaumière’. Entre 1947 e 1948 participou do ‘Salon d'Automne’ e do ‘Salon d'Art Libre’. Tomou parte em reuniões de artistas e formou o Grupo Banbryols (ban de Bandeira; bry de Camille Bryen; e ols de Wols), que durou de 1949 a 1951. Voltou ao Brasil em 1951 e apresentou-se na 1ª Bienal Internacional de São Paulo. Em 1952, criou um mural para o Instituto dos Arquitetos do Brasil, em São Paulo. Retornou a Paris em 1954 em razão do Prêmio Fiat, obtido na 2ª Bienal Internacional de São Paulo, mas não deixou de expor no Brasil. Permaneceu na Europa até 1959, passando pela Inglaterra e Bélgica, onde, em 1958, realizou um painel para o ‘Palais des Beaux-Arts’. Ao retornar ao Brasil teve uma atividade artística intensa, participou de importantes exposições, em paralelo a mostras em Paris, Munique, Verona, Londres e Nova York. Voltou a Paris em 1965, onde permaneceu até sua morte. BENEZIT, VOL.1, PÁG.415; MEYER/87, PÁG.606; MEC, VOL.1, PÁGS.159,160 E 167; PONTUAL, PÁGS. 48 E 49; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁGS. 71 A 74; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 52 A 54; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; ARTE NO BRASIL, PÁG. 599; LEONOR AMARANTE, PÁG. 34; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 86; ACERVO FIEO; web.artprice.com; pitoresco.com; pinturabrasileira.com.



513 - BAJADO (1912 - 1996)

"Nosso frevo" - aquarela - 26 x 45 cm - canto inferior direito - 13-05-1973 -

Natural de Maraial-PE, onde nasceu a 9 de dezembro de 1912, falecendo na cidade de Olinda, no dia 15 de Novembro de 1996. Viveu e foi ativo nas cidades de Recife e Olinda, onde era Cartazista e Pintor de Alegorias para Carnavais. Expôs individualmente em 1990 e 1992. Coletivamente expôs em São Paulo (mostra Tradição e Ruptura), Rio de Janeiro e Paris. Postumamente foram realizadas outras mostras de sua obra. "A matéria-prima de Bajado é o povo de Olinda, com seus costumes, sofrimentos e alegrias; ele os interpreta com bom-humor, em meio a uma atmosfera carnavalesca a que nem sequer faltam, por vezes, a nota fescenina, mulheres de maiô e as sereias praianas, de anatomia desengonçada e tão pouca sensualidade a olhos não-sertanejos. E quando pinta para açougues, neles figura touros enormes, ´bichos que se desgastaram no caminho desde as grutas de Lascaux e Altamira até o sujo matadouro de Peixinhos, e que são mais parentes que propriamente consumo desta população pobre´. " José Roberto Teixeira Leite, na obra abaixo. TEIXEIRA LEITE, pág.51; JULIO LOUZADA, vol.2, pág.96.



514 - ULYSSES FARIAS (1960)

"Infinito" - técnica mista - 60 x 60 cm - canto inferior direito e dorso - 2016 -

Desenhista, pintor, fotógrafo, escultor, poeta e professor nascido em São Paulo. Tem participado de muitos eventos culturais, mostras e Salões oficiais em Socorro, SP (2006 a 2014); Brasília, DF (2010); Mairiporã, SP (2007); São Paulo (2013). Recebeu, em 2012, o primeiro lugar em um concurso de fotografias.



515 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Veneza - desenho a nanquim e aquarela - 24 x 16 cm - não assinado -



516 - PABLO PICASSO (1881 - 1973)

Figura - litografia off set - 463/800 - 36 x 26 cm - canto inferior direito na matriz -
Edição póstuma. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista, escultor, gravador, ceramista, artista gráfico e designer, Pablo Ruiz Picasso nasceu em Málaga, Espanha e faleceu em Mougins, França. Filho de um pintor e mestre de desenho, foi extraordinariamente precoce dominando o desenho acadêmico ainda na infância. Em 1904 estabeleceu-se em Paris tornando-se o centro de um círculo de artistas e escritores de vanguarda como André Breton, Guillaume Apollinaire e Gertrude Stein. Revolucionário, genial, vanguardista, visionário são elogios que definiram Picasso como um dos mestres da pintura. Sua ampla biografia e sua obra representam a arte do século XX. Embora sua obra seja convencionalmente dividida em fases, Picasso trabalhava numa grande variedade de temas e estilos ao mesmo tempo. Sua pintura “Les Demoiselles d’Avignon” (1906-7) é tida como o marco mais importante no desenvolvimento da pintura contemporânea e o primeiro prenúncio do cubismo que desenvolveu em íntima associação com Braque e depois com Gris. Sua obra mais famosa “Guernica” (1937), pintada para o pavilhão espanhol da Exposição Universal de Paris de 1937, expressa toda sua revolta e horror à destruição de Guernica, capital do país basco, durante a Guerra Civil Espanhola (1936-1939). No campo da escultura foi um dos primeiros artistas a compor esculturas a partir da montagem de materiais variados (e não por modelagem ou entalhe) e fez uso brilhante de objetos encontrados. Também como artista gráfico inclui-se entre os maiores do século. Existem museus consagrados à sua obra em Paris e Barcelona, e outros exemplos de sua inigualável produção distribuem-se por museus do mundo inteiro. Foi o primeiro artista vivo a expor suas obras no Museu do Louvre, quando completou 90 anos. BENEZIT VOL.8, PÁG. 297; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 763; ITAÚ CULTURAL; COLEÇÃO FOLHA GRANDES MESTRES DA PINTURA VOL. 6; infoescola.com; guggenheim.org; moma.org; a rtprice.com; arcadja.com; christies.com.



517 - HERMANN MAX PECHSTEIN (1881 - 1955)

Paisagem - óleo sobre tela - 52 x 71 cm - canto inferior esquerdo -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista, gravador, escultor, artista gráfico e professor alemão nascido em Zwickau e falecido em Berlim. Iniciou-se com aulas particulares de pintura (desde 1896); foi para Dresden (1900) estudar na Escola de Artes Decorativas e na Escola de Belas Artes (1902) onde foi aluno de Otto Gusmann. Recebeu uma bolsa de estudos (1906) para estudar na Itália e em Paris. Integrou-se ao grupo 'Die Brücke' (1906). Mudou-se definitivamente para Berlim (1910) onde foi co-fundador e presidente da associação 'Neue Sezession', à qual participou de exposições e por esse motivo, foi expulso do 'Die Brück'. Lembrando-se das pinturas e vivências de Gauguin, viajou para as Ilhas Palau, no Oceano Pacífico (1914) para pintar. Na I Guerra Mundial, os japoneses tomaram as Ilhas Palau e o repatriaram para a Alemanha onde foi mobilizado no serviço militar de 1916 a 1917. Também foi professor da Academia de Berlim de 1923 a 1933. Durante o período nazista, sua arte foi considerada degenerada. BENEZIT VOL. 8, PÁG. 181; DICIONÁRIO OXFORD DE Arte pág. 400; www.max-pechstein.com; www.germanexpressionism.com; artuk.org; www.moma.org; www.artprice.com; artist.christies.com.



518 - DJALMA URBAN (1917 - 2010)

Tocando a boiada - óleo sobre tela - 30 x 45 cm - canto inferior direito e dorso - 1980 -

Pintor, ilustrador, desenhista, jornalista e professor, nascido na cidade paulista de Leme, no dia 9 de outubro de 1917. Estudou desenho e pintura com Torquato Bassi, Waldemar da Costa, Pedro Alexandrino, Paulo do Vale Júnior, Teodoro Braga e Marques de Leão. Realizou ilustrações e desenhos para o jornal O Estado de S. Paulo. Segundo crítica de Julio Louzada: "Impressionista, a paisagem, a natureza, a marinha e o folclore brasileiros são os seus temas preferidos. Dono de um estilo vigoroso e espontâneo, seus quadros se destacam pela riqueza composicional e cromática. A cor, aliás, sempre em tonalidades quentes, é o forte de sua pintura, assim como os jogos de luz que domina com perfeição. " Expôs individualmente a partir de 1951. JULIO LOUZADA, vol.2, pág.1014; MEC, vol.4, pág.436; THEODORO BRAGA, pág.82; ITAÚ CULTURAL; 37, Acervo FIEO.



519 - CARLOS ARTUR THIRÉ (1917 - 1963)

"H2O fria - H2O fria" - desenho a nanquim - 28 x 41 cm - canto inferior direito - 1946 -

Desenhista e pintor. Paralelamente a seus estudos de direito, começou a desenhar histórias em quadrinhos para Suplemento Juvenil, Correio da Manhã e O Jornal, todos no Rio de Janeiro. Colaborou como desenhista de a noite, dedicando-se em seguida a arte publicitária. Em Paris, no ano de 1947, estudou por breve tempo com André Lhote e realizou exposição de desenhos na Galerie Du Dragon. Além de participar do SBBA, expôs no instituto dos arquitetos do Brasil (RJ, 1948), no Museu de Arte Moderna de São Paulo (1950) . Já na década de 1960 e ao lado de Agnaldo Manuel dos Santos, expôs na Petite Galerie (São Paulo).



520 - RUBENS GERCHMAN (1942 - 2008)

Amantes - pastel - 75 x 55 cm - canto inferior direito - 1981 -
Reproduzido no convite deste leilão e também sob o nº 75 em catálogo de Leilão de Canvas Galeria de Arte, realizado em 21 de março de 2016, São Paulo - SP.

Pintor, desenhista, gravador, escultor nascido no Rio de Janeiro e falecido em São Paulo. Em 1957, freqüenta o Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro, onde estuda desenho. Faz curso de xilogravura com Adir Botelho e freqüenta a Escola Nacional de Belas Artes - Enba, entre 1960 e 1961. Em 1967, é contemplado com o prêmio de viagem ao exterior no 16º Salão Nacional de Arte Moderna e viaja para os Estados Unidos. Reside em Nova York entre 1968 e 1972. Retorna ao Brasil e faz o roteiro, a cenografia e a direção do filme 'Triunfo Hermético' e os curtas 'ValCarnal' e 'Behind the Broken Glass'. De 1975 a 1979, assume a direção da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, RJ. É co-fundador e diretor da revista 'Malasartes'. Em 1978, viaja para os Estados Unidos com bolsa da Fundação John Simon Guggenheim. Em 1982, permanece por um ano em Berlim como artista residente, a convite do Deutscher Akademischer Austauch Dienst - DAAD [Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico]. Realizou diversas exposições individuais e participou de muitas mostras oficiais no Brasil e pelo mundo recendo prêmios na Bienal de São Paulo (1965), Bienal de Salvador, BA (1966), Bienal de Cali, Colômbia (1967, 1970). JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 417; PONTUAL, PÁG. 235; TEIXEIRA LEITE, "in" A GRAVURA BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 734; ARTE NO BRASIL, PÁG. 974; LEONOR AMARANTE, PÁG. 143, MEC VOL. 2, PÁG. 246; Acervo FIEO.



521 - ALFREDO NORFINI (1867 - 1945)

Igreja - aquarela - 22 x 28 cm - canto inferior direito - 1942 -

Pintor, fez os primeiros estudos na cidade natal, Florença, Itália, e mais tarde cursou a Real Academia San Lucca, de Roma, pela qual se diplomou em 1892. Vindo ao Brasil, radicou-se em São Paulo, participando de várias exposições no Rio de Janeiro, São Paulo e Recife. Participou do SNBA, nos anos 1899, 1908, 1909, e do Salão Paulista de Belas Artes, obtendo pequena medalha de prata (1934 - 1943). LAUDELINO FREIRE, pág. 518; TEODORO BRAGA, pág. 173; MEC, vol. 3, pág. 267; PONTUAL, pág. 386; ITAÚ CULTURAL, RUTH TARASANTCHI.



522 - ALBERTO DA VEIGA GUIGNARD (1896 - 1962)

Ouro Preto - aquarela e guache - 15 x 21 cm - canto inferior direito -
Ex coleção Isaac Ficz, Rio de Janeiro - RJ.

Pintor, professor, desenhista, ilustrador e gravador, Alberto da Veiga Guignard nasceu em Nova Friburgo, RJ e faleceu em Belo Horizonte, MG. Mudou-se com a família para a Europa em 1907. Em dois períodos, entre 1917 e 1918 e entre 1921 e 1923, frequentou a Real Academia de Belas Artes de Munique, onde estudou com Hermann Groeber e Adolf Hengeler. Aperfeiçoou-se em Florença e em Paris, onde participou do Salão de Outono. Retornou para o Rio de Janeiro em 1929 e integrou-se ao cenário cultural por meio do contato com Ismael Nery. Participou do Salão Revolucionário de 1931, e foi destacado por Mário de Andrade como uma das revelações da mostra. Em 1941, integrou a Comissão Organizadora da Divisão de Arte Moderna do Salão Nacional de Belas Artes, com Oscar Niemeyer e Aníbal Machado. Em 1943, passou a orientar alunos em seu ateliê e criou o Grupo Guignard. A única exposição do grupo, realizada no Diretório Acadêmico da Escola Nacional de Belas Artes, foi fechada por alunos conservadores e reinaugurada na Associação Brasileira de Imprensa. Em 1944, a convite do prefeito Juscelino Kubitschek, transferiu-se para Belo Horizonte e começou a lecionar e dirigir o curso livre de desenho e pintura da Escola de Belas Artes, por onde passaram Amilcar de Castro, Farnese de Andrade e Lygia Clark, entre outros. Permaneceu à frente da escola até 1962, quando, em sua homenagem, esta passou a chamar-se Escola Guignard. Participou da Bienal de Veneza (1928, 1952); da Bienal Internacional de São Paulo (1951) e outras. PONTUAL, PÁG. 254; MEC, VOL. 2, PAG. 304; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 236; JULIO LOUZADA, VOL. 10, PÁG. 404; ART PRICE ANNUAL 2000, PÁG. 1013; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 373; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 559; ARTE NO BRASIL, PÁG. 505; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28; www.pinturabrasileira.com; www.brasilescola.com; web.artprice.com.



523 - JUAREZ MACHADO (1941)

Namorados - serigrafia colada em madeira - 74/100 - 98 x 69 cm - canto inferior direito -

Nasceu em Joinville, SC. Atualmente reside e trabalha em Paris, França, onde mantem ateliê. Pintor, escultor, desenhista, caricaturista, jornalista, cenógrafo, escritor e ator. Desenvolveu sólida carreira como desenhista de charges de humor. Sua arte essencialmente criativa, vai do lirismo à violência, da análise microscópica ao extravasamento onírico. Entre as exposições de que participa, destacam-se: 9ª Bienal Internacional de São Paulo, 1967; Zona Gallery, Nova Iorque (Estados Unidos), 1981; Retrospectiva Quatro Artistas da Geração 60, no MAC/PR, Curitiba, 1987; Châteaux Bordeaux, no Centro Georges Pompidou, Paris, 1988; Retrospectiva, no MAC/Joinville, 1990; Arte na América Latina: 100 Anos de Produção, no Instituto Estadual de Artes Plásticas da UFRGS, Porto Alegre, 1996. "Juarez Machado expõe a natureza humana, olha, registra, interpreta, ilumina, focaliza. É o mundo dos humanos, mas não é o mundo do juiz dos homens. Aqui não estamos no Juízo Final. Juarez é o artista contemporâneo, ele tem este olhar elaborado pela ciência, o grau de consciência reflexiva. Podemos dizer deste ponto de vista, que esta obra humanística e esta atitude de intensa pesquisa confere ao seu trabalho um caráter anti-medieval." Jacob Klintowitz in: "Juarez Machado - Copacabana 100 Anos, Ed. Simões de Assis, 1992." JULIO LOUZADA vol.11, pág. 186; PONTUAL, pág.284; Acervo FIEO; ITAU CULTURAL; MEC, vol. 3; TEIXEIRA LEITE, pág. 298. Acervo FIEO.



524 - LIVIO ABRAMO (1903 - 1992)

Composição - xilogravura - 20 x 15 cm - canto inferior esquerdo - 1951 - Rio -
Com a seguinte dedicatória: "Ofereço com um abraço ao Quirino".

Gravador, desenhista, pintor, ilustrador, jornalista e professor, nasceu em Araraquara, SP e faleceu em Assunção, Paraguai. Mudou-se para São Paulo, onde, em 1909, estudou desenho com Enrico Vio no Colégio Dante Alighieri. No início dos anos de 1920, fez ilustrações para pequenos jornais e entrou em contato com a obra de Oswaldo Goeldi e de gravadores expressionistas alemães. Realizou as primeiras gravuras em 1926. Em 1947, ilustrou o livro ‘Pelo Sertão’, do escritor Afonso Arinos de Mello Franco, publicado em 1949. Com essa série de ilustrações, apresentadas no Salão Nacional de Belas Artes, obteve o prêmio de viagem ao exterior. Seguiu para a Europa em 1951. Em Paris frequentou o Atelier 17, aperfeiçoando-se em gravura em metal com Stanley William Hayter. De volta ao Brasil, foi premiado como o melhor gravador nacional na Bienal Internacional de São Paulo, nas edições de 1953 e de 1963. Deu aulas de xilogravura na Escola de Artesanato do Museu de Arte Moderna de São Paulo. Foram seus alunos, entre outros, Maria Bonomi e Antonio Henrique Amaral . Fundou o Estúdio Gravura, em 1960, com Maria Bonomi. Em 1962, foi convidado pelo Itamaraty a integrar a Missão Cultural Brasil-Paraguai, posteriormente Centro de Estudos Brasileiros. Mudou-se para o Paraguai e dirigiu até 1992, o Setor de Artes Plásticas e Visuais. Foi fundador do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Paraguai. PONTUAL, PÁG. 1, JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 19; MEC VOL.1, PÁG. 33; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 795; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28; ACERVO FIEO.



525 - TAPETE ORIENTAL,


Ponto de nó, feito a mão, de lã, Indiano, medindo 2,28 x 1,64 m = 3,74 m².



526 - ANTONIO POTEIRO (1925 - 2010)

Ninhal - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior direito e dorso -

Escultor, pintor e ceramista, Antonio Batista de Souza nasceu em Aldeia de Santa Cristina da Pousa, Braga - Portugal e faleceu em Goiânia, GO. Imigrou com a família para o Brasil em 1926. Fixaram-se em Araguari, no Triângulo Mineiro. Autodidata, herdou do pai a técnica e a sensibilidade iniciando suas atividades como ceramista. Em 1958, já com sua família constituída, passou a viver definitivamente em Goiás. Adotou o apelido de "Poteiro", por sugestão da folclorista Regina Lacerda, que o orientou a assinar seus bonecos de barro. Mais tarde foi estimulado a pintar telas por Siron Franco e Cleber Gouvêa. Lecionou cerâmica no Centro de Atividades do SESC e nas cidades de Hannover e Düsseldorf, na Alemanha. Realizou exposições individuais e participou de muitas mostras coletivas e oficiais pelo Brasil e exterior, como: Bienal Internacional de São Paulo (1981 e 1991); Biennalle Internazionale "NAIF", Cittá di Como, Itália (1976); V Bienalle Internazionale "NAIFS", entre Fiera e Lombardia, Itália (1980); III Bienal de Havana, Cuba (1989); III Bienal de Artes de Goiás (1993) e Bienal Brasileira de Arte "NAIF", SESC Piracicaba (1994). Recebeu o prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte - APCA, na categoria escultura (1985), Menção Honrosa na I Bienal Internacional de Óbidos – Portugal (1987); Grande Prêmio no XIV Salão Nacional de Arte de Belo Horizonte, MG (1982); entre outros. Em 1997, foi homenageado com a Comenda da Ordem do Mérito Cultural, do Ministério da Cultura, Brasil. WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 217; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 31; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 808; LEONOR AMARANTE, PÁG. 294, MEC VOL. 3, PÁG. 432; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 925; VOL. 4, PÁG. 907; www.antoniopoteiro.com; artepopularbrasil.blogspot.com.br; www.artprice.com.



527 - MARTINS DE PORANGABA (1944)

Composição - acrílico sobre tela - 30 x 70 cm - canto inferior direito e dorso - 2002/2003 -

Pintor, desenhista, gravador e professor, José Carlos de Porangaba Martins nasceu em Porangaba, SP. Assina José Carlos Martins, J. Martins, Porangaba e Martins de Porangaba. Fixou residência em São Paulo e cursou desenho, pintura e modelo vivo na Associação Paulista de Belas Artes, entre 1967 e 1970. Na década de 70 estudou gravura com Paulo Mentem e modelagem com Olinda Dalma. Fundou o Atelier J. Martins em 1972. Em 1980, lecionou pintura na Escola Panamericana de Artes. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1976, 1979, 1981, 1982 – MAC, 1984, 1987, 1990, 1991, 1994, 2000); Santo André, SP (1980, 1981); Guarujá, SP (1982); Rio de Janeiro (1982); Washington, EUA (1983); Brasília, DF (1988). Tem participado de muitas mostras coletivas e Salões oficiais, recebendo vários prêmios em: São Paulo (1979, 1980, 1982); Piracicaba, SP (1981); Embu, SP (1981); Marília, SP (1981); Rio Claro, SP (1982); Santo André, SP (1983, 1984); Rio de Janeiro (1985) ; Lisboa, Portugal (1985); Tampa, EUA (1986); Nice, França (1987). JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 828; VOL. 4, PÁG. 903; VOL. 6, PÁG. 901; VOL. 9, PÁG. 692; VOL. 13, PÁG. 269; ITAU CULTURAL; www.artprice.com; mporangaba.com.



528 - DARCILIO LIMA (1944 - 1991)

Surreal - litografia - P.A. - 60 x 40 cm - canto inferior direito - 1972 -

Cearense de Cascavel, o festejado desenhista Darcilio foi para o Rio de Janeiro, e já depois de haver iniciado autodidaticamente seu trabalho no campo da pintura e da utilização do lápis cêra. Recebeu orientação de Ivan Serpa, passando a dedicar-se especialmente ao desenho a bico-de-pena, com a permanente fixação gráfica da fantasia erótica como veículo de impacto crítico. PONTUAL, pág. 159. MEC, vol.1, pág.17; WALTER ZANINI, pág. 760; LEONOR AMARANTE; ITAU CULTURAL.



529 - FERNANDO COELHO (1939)

Figuras - desenho a nanquim - 42 x 70 cm - canto inferior direito - 1977 -

Pintor baiano nascido em Salvador. Inicialmente publicitário de sucesso, dedica-se integralmente à pintura a partir de 1963. Além de exposições individuais nas Galerias Querino (Salvador), Astréia (SP), e Bonino (RJ), expôs na Alemanha e participou dos SNAM e BNAP. Produz pintura que, fixando paisagens urbanos, se situa entre o figurativismo e o abstracionismo. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 209/210; MEC, vol. 1,pág. 441; PONTUAL, pág. 139; TEIXEIRA LEITE, pág. 126; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 74.; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO.



530 - JOSÉ MARQUES CAMPÃO (1892 - 1949)

Paisagem - óleo sobre cartão telado colado em eucatex - 27 x 36 cm - canto inferior direito -
Reproduzido no convite deste leilão.

Pintor e desenhista nascido e falecido em São Paulo. Frequentou as aulas de pintura de Oscar Pereira da Silva em São Paulo (1905). Com apenas dezesseis anos recebeu Menção Honrosa pela sua participação no Salão Nacional de Belas Artes, RJ, fato que se repetiu em 1916 quando obteve, no mesmo Salão, a Medalha de Prata. Viajou para Paris, França (entre 1912 e 1918) onde estudou na 'École Nationale Superieure des Beaux-Arts' e na 'Académie Julian' com Jean-Paul Laurens e Paul Albert Laurens. Integrou a Comissão de Orientação Artística em São Paulo (1944). Realizou exposições individuais em: São Paulo, Rio de Janeiro, Argentina, África do Sul, França, Uruguai, Bélgica, entre outras. Participou de numerosas mostras coletivas, destacando-se: Salão Nacional de Belas Artes, RJ (1907 a 1910, 1916, 1919, 1920); 'Salon des Artistes Français', Paris (1927 a 1930, 1931 - Menção Honrosa, 1932); Salão Paulista de Belas Artes, SP (1934, 1937, 1940, 1944, 1945). TEODORO BRAGA PÁG. 61; PONTUAL PÁG. 102; MEC VOL. 1, PÁG. 331; REIS JR. PÁG. 374; WALMIR AYALA VOL. 1, PÁG. 160; ITAU CULTURAL, ACERVO FIEO, RUTH TARASANTCHI; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 179; www.brasilartesenciclopedias.com.br; www.artprice.com; www.artnet.com.



531 - VICTOR VASARELY (1908 - 1997)

Composição cinética - litografia off set - E.A. - 27 x 27 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Natural de Pecs, Hungria, onde nasceu a 9 de abril de 1908. Pintor e gravador, viveu em Paris desde 1930, naturalizando-se frânces em 1961. Iniciou-se na Academia de Padolini-Volkmann, Hungria, filiando-se à Bauhaus de Budapest. Mestre da pesquisa abastrata, é tido como continuador do espírito que moveu as realizações da Bauhaus, de de Albers e de Moholy Nagy. Deu um impulso excepcional à arte ótica, pela qualidade de suas realizações. Expôs individualmente em Paris, Bruxelas, Copenhagen, Estocolmo e outros grandes centros culturais europeus. WALTER ZANINI, pág. 664; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 1024; LEONOR AMARANTE, pág. 137;



532 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Rendeira - litografia - P.A. - 32 x 25 cm - canto inferior direito - 1980 -
Com a seguinte inscrição: "Saúde, paz e amor, para 1981 - Cora, Aldemir e Mariana".

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



533 - IVAN SERPA (1923 - 1973)

Composição - guache - 23 x 17 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e professor, Ivan Ferreira Serpa nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Estudou gravura e desenho com Axel Leskoschek (entre 1946 e 1948) no Rio de Janeiro. Em 1949, ministrou suas primeiras aulas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, onde, a partir de 1952, exerceu sistemática atividade didática, em especial no ensino infantil. Foi um dos precursores do concretismo no Brasil, criando ao lado de Aluisio Carvão, Lígia Clark, Hélio Oiticica e outros o Grupo Frente, que se manteve ativo de 1954 a 1956, inclusive com exposições no Rio de Janeiro. Participou da Divisão Moderna do SNBA (1947-1951). Em 1957, recebeu o prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna, RJ. Participou da exposição ’Opinião 65’, evento que marca a difusão de uma nova arte de tendência figurativa, a neofiguração. Em 1970, fundou, com Bruno Tausz, o Centro de Pesquisa de Arte no Rio de Janeiro. Participou da Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1961, 1963, 1965) e da Bienal de Veneza (1952, 1954, 1962, 1966). PONTUAL, PÁG 486; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 605; ARTE NO BRASIL, PÁG. 840; LEONOR AMARANTE, PÁG. 26; MEC VOL. 4, PÁG. 221; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 899.



534 - PAULO CLÁUDIO ROSSI OSIR (1890 - 1959)

Flores - óleo sobre madeira - 30 x 40 cm - canto inferior direito e dorso -
No estado.

Pintor e arquiteto nascido e falecido em São Paulo. Estudou na Europa, e em 1921 expõe individualmente em sua cidade natal. Integrou, mais tarde, a Família Artística Paulista. Seu estilo combina elementos impressionistas e cubistas. Criou a OSIRARTE, firma especializada no fabrico de azulejos artísticos. TEODORO BRAGA, pág. 208; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 268; PONTUAL, pág. 462; MEC, vol, 3, pág. 303; ITAU CULTURAL; LEONOR AMARANTE, pág. 128; ARTE NO BRASIL; WALTER ZANINI, pág. 579, Acervo FIEO, RUTH TARASANTCHI.



535 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Lago - óleo sobre tela - 28 x 38 cm - canto inferior direito ilegível -



536 - HENFIL (HENRIQUE DE SOUZA FILHO) (1944 - 1988)

"Orelhão" - desenho a nanquim - 30 x 20 cm - canto superior esquerdo -

Mineiro de Ribeirão das Neves, onde nasceu em 5 de fevereiro de 1944, e faleceu na cidade do Rio de Janeiro-RJ, em 4 de janeiro de 1988. Iniciou sua carreira como cartunista, quadrinhista, foi colaborador de O Pasquim (1969). Em 1970 lançou a revista Os Fradinhos, seus personagens mais famosos e que possuem sua marca registrada: um desenho humorístico, crítico e satírico, com personagens tipicamente brasileiros e que retratavam a situação nacional da época. Sua importância na História em Quadrinhos no Brasil se deve à renovação que trouxe ao desenho humorístico nacional. Henfil atuou ainda em teatro, cinema, televisão e literatura, tendo sido marcante a sua atuação nos movimentos políticos e sociais do País.



537 - FANG (1931 - 2012)

Casario - serigrafia - 35/100 - 46 x 55 cm - canto inferior direito - 1985 -

Pintor, desenhista, gravador e professor, Chien Kong Fang, ou simplesmente Fang, nasceu na cidade de Tung Cheng, China e faleceu em São Paulo. Estudou sumiê e aquarela na China em 1945. Veio morar em São Paulo com a família em 1951, naturalizando-se brasileiro em 1971. Entre 1954 e 1956, estudou pintura com Yoshiya Takaoka em São Paulo. Viajou, em 1977, para a América do Norte, Europa e Ásia, onde desenvolveu o seu trabalho de pintura. Em 1981, foi realizado o curta metragem biográfico ‘O Caminho de Fang’, em São Paulo. Visitou a China, convidado pelo governo chinês, em 1985. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1959, 1961, 1962, 1978, 1981, 1993, 2005); Salvador, BA (1962); Rio de Janeiro (1978, 1986); Schleswing, Alemanha (1985); Lugana, EUA (1990); Americana, SP (1994); Formosa, Taiwan (1994). Foi premiado no Rio de Janeiro (1957) e em São Paulo (1960 a 1962, 1967 a 1969, 1978, 1979, 1991). Participou do Panorama da Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1978). MEC, VOL. 2, PÁG. 124; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 366; VOL. 6, PÁG. 378; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 189; PONTUAL, PÁG. 201; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; www.fang.com.br; www.artprice.com.



538 - O. RIBEIRO (1950)

"Índia" - óleo sobre tela - 40 x 30 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1998 -

Pintor, Osvaldo Ribeiro dos Santos nasceu em Braúna, SP. Morou em Penápolis, SP; em 1981, mudou-se para Jundiaí e iniciou um curso de Artes Plásticas em Itu, formando-se professor de Educação Artística. Realizou exposições individuais em: Penápolis, SP (1986); Jundiaí, SP (1989, 1993, 1996, 2007); São Paulo (1990, 2007). Tem participado de muitas mostras coletivas e Salões oficiais, inclusive em Portugal. Produziu trabalhos especiais para os jornais 'The Guardian' da Inglaterra e 'El Mercurio' do Chile. Recebeu os prêmios: o Troféu Professor Rubens Anganuzzi - Itu, SP; a Grande Medalha de Ouro (Pintura Moderna) – Itu, SP; Destaque 90 – IX SAIAMC – Salão de Artes Plásticas Instituto Alberto Mesquita de Camargo – Universidade São Judas Tadeu – São Paulo. www.oribeiro.net.



539 - JEAN TRANCHANT (XX)

"Ubatuba" - óleo sobre tela colada em eucatex - 47 x 76 cm - canto inferior direito - 1961 -

Pintor e desenhista com diversas participações em mostras coletivas e oficiais. JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 995; VOL. 5, PÁG. 1066.



540 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Natureza morta - óleo sobre tela - 32 x 55 cm - canto inferior direito e dorso - 1962 -
Reproduzido no convite deste leilão. Ex coleção Irineu Gomes da Rosa - São Paulo - SP.

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



541 - GUIDO VIARO (1897 - 1971)

"No bonde" - xilogravura - 16 x 11 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e professor, nasceu em Badia Polesine, Itália. Fez estudos de formação artística em Veneza e Bolonha, naquele País, vindo para o Brasil em 1928. Radicou-se em Curitiba 1930, onde lecionou pintura e desenho. Participou, recebendo premiações, em diversos Salões nacionais. JULIO LOUZADA vol.aa, pág.335; TEIXEIRA LEITE, pág. 522, PONTUAL, pág. 539; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 449; ARTE NO BRASIL, pág. 883.



542 - ARTUR BÁRRIO (1945)

"Lola" - fotografia - 35/100 - 25 x 37 cm - dorso - 10/2004 -

Nascido Artur Alípio Barrio de Souza Lopes, na cidade do Porto, Portugal, no dia 1 de fevereiro de 1945. Pintor e desenhista. Jovem ainda fixou-se no Rio de Janeiro. Frequentou a Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro, recebendo orientação artística do prof. Onofre Penteado. Trabalha com materiais recicláveis (papel, plástico, etc). Em 1969 participou da seleção da representação para a VI Bienal dos Jovens em Paris, com Ivald Granato e Luis Pires. JULIO LOUZADA vol. 1 pág. 96; ITAU CULTURAL.



543 - JESUÍNO LEITE RIBEIRO (1935 - 2012)

"Material de pintura II" - óleo sobre tela - 40 x 60 cm - canto inferior direito - 1981 -
Com etiqueta do ateliê do artista, no dorso. Ex-coleção Antônio Maluf - Galeria Seta - São Paulo - SP.

Jesuíno Leite Ribeiro nasceu e faleceu em Guaxupé, MG. Foi pintor, desenhista, gravador e professor. Assinava Jesuíno e era, na família, conhecido como Zino. Estudou na Escola de Belas Artes de Belo Horizonte e na antiga Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, onde se aperfeiçoou em gravura com Oswaldo Goeldi. Foi professor de desenho no Instituto Central de Artes da Universidade de Brasília. Exposições individuais: Rio de Janeiro (1960, 1969, 1970, 1977, 1979); São Paulo (1963, 1966, 1980, 1983, 1986); Salvado, BA (1963); Roma, Itália (1971, 1972); Campinas, SP (1983); Guaxupé, MG (2010, 2011). Participou de várias mostras oficiais e foi premiado em: Belo Horizonte, MG (1957, 1959); Salvador, BA (1963). JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 495; VOL. 2, PÁG. 535; VOL. 10, PÁG 451; MEC VOL. 2, PÁG. 374; PONTUAL PÁG. 279; ITAU CULTURAL.



544 - WALTER LEWY (1905 - 1995)

Rosto - xilogravura - 8/20 - 20 x 17 cm - canto inferior direito - 1943 -

Gravador, pintor, ilustrador, paisagista, desenhista e publicitário nascido em Bad Oldesloe, Alemanha e falecido em São Paulo. Estudou na Escola de Artes e Ofícios de Dortmund, Alemanha (1923-1927). Nesse período, filiou-se à tendência do realismo mágico. Em 1928 participou de coletivas em Dortmund, Gelsenkirchen, Boclusim e outras cidades. Com a crise econômica de 1929, Lewy perdeu seu emprego de desenhista numa gráfica e foi viver com os pais no interior, tornando-se ilustrador de anedotas em jornais. Realizou sua primeira exposição individual em Bad Lippspringe (1932), mas foi fechada quando a Câmara de Arte Alemã proibiu a participação de judeus na vida artística. Escapando dessa situação opressora, o artista imigrou para o Brasil (1938), retomando profissionalmente a pintura. Deixou para trás centenas de trabalhos, que foram enviados para a Holanda e perdidos durante os bombardeios da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). No Brasil, fixou-se em São Paulo. Nos primeiros anos fez desenho publicitário e mais tarde capas de livros e ilustrações para diversas editoras. Ilustrou obras de Bertrand Russell, Machado de Assis e Arnold Toynbee, entre outras. Mais tarde, empregou-se como diagramador, letrista e arte-finalista nas agências de propaganda De Carli, Lintas Publicidade, Martinelli, Santos & Santos e Thompson Propaganda. Participou de Salões Nacionais e Bienais de São Paulo, entre 1951 e 1965, recebendo diversas premiações oficiais. JULIO LOUZADA, VOL. 10, PÁG. 497; MEC, VOL. 2, PÁG. 474; TEODORO BRAGA, PÁG. 245; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 286; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 630; LEONOR AMARANTE, PÁG. 142; ACERVO FIEO.



545 - ANTONIO PESSOA (1943)

Figura - múltiplo em bronze - 25 x 06 x 03 cm - assinado -

Escultor, assina Tonny. Radicado no Rio de Janeiro detentor de bom curriculo nacional e internacional com inumeras participações em Salões Oficiais,varias vezes premiado. Ótimo mercado.



546 - MILTON DACOSTA (1915 - 1988)

Construção - serigrafia - 92/100 - 63 x 73 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador. Milton Rodrigues da Costa nasceu em Niterói, RJ e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou estudos de desenho e pintura, em 1929, com o professor alemão August Hantv. No ano seguinte matriculou-se no curso livre de Marques Júnior, na Escola Nacional de Belas Artes. Junto com Edson Motta, Bustamante Sá e Ado Malagoli , entre outros, criou o Núcleo Bernardelli em 1931. Viajou para Estados Unidos em 1945, com o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Belas Artes do ano anterior. Na cidade de Nova York, estudou na Art's Students League of New York. Em 1946, foi para a Europa e após visita a vários países, fixou-se em Paris, onde estudou na Académie de La Grande Chaumière. Conheceu Pablo Picasso, por intermédio de Cícero Dias, e freqüentou os ateliês de Georges Braque e Georges Rouault. Expôs no Salon d'Automne (Paris) e regressou ao Brasil em 1947. Em 1949, casou-se com a pintora Maria Leontina e passou a residir em São Paulo. Realizou muitas exposições individuais e também recebeu prêmios nas Bienais Internacionais de São Paulo (1955, 1957). TEODORO BRAGA, PÁG. 163; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 229; MEC, VOL. 2, PÁG. 13; BENEZIT, VOL. 3, PÁG.315; ITAU CULTURAL; PONTUAL, PÁG. 155; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; ACERVO FIEO.



547 - VIRGÍLIO DELLA MONICA (1889 - 1956)

Paisagem - óleo sobre cartão - 19 x 23 cm - canto inferior direito -

Pintor ativo em São Paulo, onde participou do Salão Paulista de Belas Artes em 1940 e 1942. Pintou paisagens, naturezas mortas e figuras. THEODORO BRAGA; JULIO LOUZADA, vol. 5, pág. 302; ACERVO FIEO, pág. 280.



548 - MOBY (1922 - 1978)

Meninas - óleo sobre tela - 60 x 80 cm - canto inferior direito - 1967 -

Moby, nome artístico de Mogns Osterbie, natural de Copenhagem, Dinamarca. Pintor e desenhista, frequentou na sua cidade natal a Escola de Arte Decorativa e a Real Academia de Belas Artes. No Brasil, fixou-se em São Paulo, onde realizou diversas individuais, cuja crítica, principalmente de Quirino da Silva, lhe foram favoráveis, transcrevendo comentários de Mário Schenberg. PONTUAL, pág. 363; MEC, vol. 3, pág. 1; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



549 - CANDIDO DE OLIVEIRA (1961)

Paris - óleo sobre tela - 60 x 90 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor, Edmilson Cândido de Oliveira é natural de Pesqueira, Pernambuco. Assinava até 1985: Edmilson e, atualmente, assina Cândido de Oliveira. Teve como mestres José Ismael e Gilberto Geraldo. Realizou exposição individual em São Paulo (1995) e participa de mostras coletivas desde 1993, com premiações em: Guarulhos, SP (1993); Matão, SP (1994); Amparo, SP (1995); São Paulo (1995). JULIO LOUZADA VOL.7, PÁG. 520; VOL. 8, PÁG. 620; www.artnet.com.



550 - VICENTE LEITE (1900 - 1941)

Paisagem - óleo sobre tela colada em madeira - 48 x 72 cm - canto inferior direito - 1939 -
Reproduzido no convite deste leilão.

Pintor e desenhista, Vicente Rosal Ferreira Leite nasceu em Crato, CE e faleceu no Rio de Janeiro. Recebeu bolsa de estudos do governo do Ceará (1920) e mudou-se para o Rio de Janeiro onde, na antiga Escola Nacional de Belas-Artes, teve Cândido Portinari e Orlando Teruz, entre outros, como seus condiscípulos. De 1920 a 1926 estudou sob a orientação de Lucílio de Albuquerque, Rodolfo Chambelland e João Batista da Costa. Participou de muitos Salões oficiais aqui no Brasil, na Argentina e Estados Unidos. Recebeu diversos prêmios como o de Viagem ao País (1935) e o de Viagem à Europa (1940). Executou ainda para o Palácio do Governo do Ceará, uma alegoria da Revolução de 1930. Suas obras podem ser encontradas no Museu Nacional de Belas-Artes, na Pinacoteca do Estado de São Paulo e no Museu Mariano Procópio, em Juiz de Fora. JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 534. PONTUAL PÁG. 308. MEC VOL. 2, PÁG, 468; TEIXEIRA LEITE PÁG. 284; ITAU CULTURAL.



551 - MAX ERNST (1891 - 1976)

Paisagem surreal - litografia off set - E.A. - 50 x 32 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e escultor nascido em Bruhl, Alemanha e falecido em Paris. Estudou filosofia e psicologia em Bonn, mas, abandonou a vida acadêmica pela pintura. Sua primeira exposição individual foi em Colônia em 1912 e, em Paris, em 1921. Após servir na Primeira Guerra Mundial, fez-se líder do grupo 'Dada' de Colônia (1919), trabalhando sob o pseudônimo Dadamax e foi o responsável pela adaptação das técnicas de colagem e fotomontagem para uso dos surrealistas. Em 1922 estabeleceu-se em Paris e integrou o movimento surrealista desde a sua formação (1924). Foi um dos primeiros expoentes da frotagem e da decalcomania. Em 1938 desligou-se dos surrealistas. Na Alemanha nazista, seus quadros foram expostos, junto aos de outros artistas na mostra denominada Arte Degenerada, em 1937. Depois da invasão da França e de ter sido internado como inimigo pelos alemães foi para Nova York (1941) e permaneceu nos Estados Unidos até 1948 onde colaborou com Breton e Duchamp na edição do periódico 'VVV'. Voltou à França em 1949, tornou-se cidadão francês em 1958. Recebeu o Grande Prêmio na Bienal de Veneza em 1954 e o Museu Solomon R. Guggenheim realizou uma grande retrospectiva de suas obras a qual foi também realizada, de forma modificada, no Museu de Arte Moderna de Paris em 1975. BENEZIT VOL. 4, PÁG. 187; DICIONÁRIO OXFORD DE ARTE; www.max-ernst.com; www.guggenheim.org; educacao.uol.com.br; masp.art.br; www.artprice.com.



552 - ARLINDO CASTELLANE DI CARLI (1910 - 1985)

Paisagem - óleo sobre tela - 60 x 80 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1978 -
Com carimbo do 42° Salão Paulista de Belas Artes, São Paulo - SP, no dorso.

Pintor e escultor. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, onde foi aluno de José Maria da Silva Neves e de Enrico Vio. Suas primeiras realizações foram na pintura. Mais tarde passou a dedicar-se também à escultura. Sofreu influência do pintor Armando Balloni. Em 1942, estreando no SPBA, recebeu prêmio de menção honrosa, seguindo-se nos anos posteriores, diversas premiações, inclusive de viagem ao estrangeiro. MEC, vol. 1, pág. 355; WALMIR AYALA, vol.1, págs. 183 e 184; ITAÚ CULTURAL.



553 - IUR SERAVAT FULAM (1959)

"Disputa por espaço I" - acrílico sobre madeira - 30 x 30 cm - dorso - 2016 -

Pseudônimo do autor. Natural de São Paulo (SP), filho primogênito de um casal ligado à atividade cultural (pai artista gráfico e plástico e mãe escritora). Autodidata neste campo, embora tenha tido grande estímulo para o desenho e a pintura acompanhando a atividade artística de seu pai, que também foi marchand a partir da década de 60, permitindo que tivesse estreito contato e pudesse realizar uma grande experimentação ao longo dos anos tanto para a linguagem figurativa com temas ligados ao cotidiano, como para a geométrica. É professor universitário e consultor na área de assuntos públicos e instituições políticas.



554 - CARYBÉ (1911 - 1997)

Porto - desenho a nanquim - 30 x 22 cm - canto inferior direito -

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



555 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Família boliviana - aquarela - 23 x 32 cm - canto inferior esquerdo -
Antonio Bustos G - Coch./60.



556 - PAULA KADUNC (1954)

Composição - acrílico sobre tela - dorso - 2007/2009 -
Díptico medindo 120 x 30 cm. cada. Registrado sobre os nsº 127 e 171 do catálogo da autora.

Paula Kadunc, pseudônimo artístico de Maria Paula Kadunc, nasceu em São Paulo. Frequentou um curso clássico de arte e comunicação na época de colégio. Formou-se em historia (1975) e nos anos seguintes realizou viagens de estudo pela Europa, Japão, China e Filipinas. No inicio da década de 80 trabalhou no Museu de Arte de São Paulo como assessora de imprensa e relações publicas auxiliando ainda na curadoria de diversas exposições. Na década de 90 frequentou o ateliê do escultor Paulo Tadee onde trabalhou com desenhos e pinturas geométricas e passou a fundir esculturas em bronze. Estudou técnica de pintura com Marysia Portinari. Tem participado com suas obras de várias exposições coletivas e leilões de arte. Possui obras em diversas coleções particulares e no Museu de Arte do Parlamento de São Paulo. www.artemaisnet.com.br/artistas/paula-kadunc.html; www.catalogodasartes.com.br; www.al.sp.gov.br; www.artprice.com; www.askart.com.



557 - PABLO PICASSO (1881 - 1973)

Figuras - giclée - 26 x 38 cm -
Edição póstuma, Collection Domaine Picasso. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista, escultor, gravador, ceramista, artista gráfico e designer, Pablo Ruiz Picasso nasceu em Málaga, Espanha e faleceu em Mougins, França. Filho de um pintor e mestre de desenho, foi extraordinariamente precoce dominando o desenho acadêmico ainda na infância. Em 1904 estabeleceu-se em Paris tornando-se o centro de um círculo de artistas e escritores de vanguarda como André Breton, Guillaume Apollinaire e Gertrude Stein. Revolucionário, genial, vanguardista, visionário são elogios que definiram Picasso como um dos mestres da pintura. Sua ampla biografia e sua obra representam a arte do século XX. Embora sua obra seja convencionalmente dividida em fases, Picasso trabalhava numa grande variedade de temas e estilos ao mesmo tempo. Sua pintura “Les Demoiselles d’Avignon” (1906-7) é tida como o marco mais importante no desenvolvimento da pintura contemporânea e o primeiro prenúncio do cubismo que desenvolveu em íntima associação com Braque e depois com Gris. Sua obra mais famosa “Guernica” (1937), pintada para o pavilhão espanhol da Exposição Universal de Paris de 1937, expressa toda sua revolta e horror à destruição de Guernica, capital do país basco, durante a Guerra Civil Espanhola (1936-1939). No campo da escultura foi um dos primeiros artistas a compor esculturas a partir da montagem de materiais variados (e não por modelagem ou entalhe) e fez uso brilhante de objetos encontrados. Também como artista gráfico inclui-se entre os maiores do século. Existem museus consagrados à sua obra em Paris e Barcelona, e outros exemplos de sua inigualável produção distribuem-se por museus do mundo inteiro. Foi o primeiro artista vivo a expor suas obras no Museu do Louvre, quando completou 90 anos. BENEZIT VOL.8, PÁG. 297; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 763; ITAÚ CULTURAL; COLEÇÃO FOLHA GRANDES MESTRES DA PINTURA VOL. 6; infoescola.com; guggenheim.org; moma.org; a rtprice.com; arcadja.com; christies.com.



558 - ROMANO SCARPA (1927 - 2005)

Zé Carioca - desenho a lápis - 33 x 21 cm - centro inferior - 1993 -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Desenhista nascido em Veneza, Itália e falecido em Málaga, Espanha. Trabalhou em animação durante a década de 1940, ambiente que ele abandonou posteriormente para se dedicar totalmente às histórias em quadrinhos. Foi o sucessor de Floyd Gottfredson à frente das histórias do camundongo 'Mickey', na Itália. Criou diversos personagens do universo Disney, como 'Brigite' (a pata apaixonada pelo Tio Patinhas), 'Filomeno', 'Tudinha' (a namorada do João Bafo-de-Onça), a 'Pata Ieié' ou 'Pata Lee' (uma patinha hippie), entre outros, além de ter colaborado, juntamente com Carpi, na elaboração gráfica da 'História e Glória da Dinastia Pato', escrita por Guido Martina. Além dos personagens dos estúdios Disney, Scarpa também desenhou e elaborou histórias para o urso 'Zé Colméia', 'Lupo' (do alemão Rolf Kauka) e 'Angelino'. www.romanoscarpa.net; www.imdb.com; www.guiadosquadrinhos.com; www.artprice.com.



559 - HÉRCULES BARSOTTI (1914 - 2010)

Composição - serigrafia - 26/100 - 50 x 50 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, programador visual, gravador, nascido e falecido em São Paulo, SP. Iniciou-se nas artes em 1926, estudando desenho e composição com o pintor Enrico Vio. Começou a pintar em 1940 e, na década seguinte, realizou as primeiras pinturas concretas, além de trabalhar como desenhista têxtil e projetar figurino para o teatro. Em 1954, com Willys de Castro, fundou o Estúdio de Projetos Gráficos, elaborou ilustrações para várias revistas e desenvolveu estampas de tecidos produzidos em sua tecelagem. Foi para a Europa (1958) com o intuito de estudar novas tendências e aprimorar suas técnicas. Foi premiado no Salão Paulista de Arte Moderna (1958, 1959), no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1960) e realizou diversas exposições individuais. Na década de 1960, foi convidado por Ferreira Gullar a integrar-se ao Grupo Neoconcreto do Rio de Janeiro e participou das exposições de arte do grupo realizadas no Ministério da Educação e Cultura, RJ e no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Em 1960, expôs na mostra 'Konkrete Kunst' (Arte Concreta), organizada por Max Bill, em Zurique. Entre 1963 e 1965, colaborou na fundação e participou do Grupo Novas Tendências, em São Paulo. Participou da IV, V, VI e VIII Bienal Internacional de São Paulo; do Panorama da Arte Atual Brasileira – MAM, SP, entre outras exposições oficiais. Em 2004, o MAM - SP organizou uma retrospectiva do artista. JULIO LOUZADA, VOL. 1, PAG. 98; VOL. 2, PÁG. 108; ITAU CULTURAL; PONTUAL PÁG. 57; MEC VOL. 1; PÁG. 187; www.pinturabrasileira.com; www.macvirtual.usp.br; www.pinacoteca.org.br; www.artprice.com.



560 - HÉRCULES BARSOTTI (1914 - 2010)

"Campo revelado IV" - tinta acrílica sobre tela montada em duratex - 100 x 100 cm - dorso - 1982 -
Reproduzido no convite e na capa do catálogo deste leilão. Com Certificado de Autenticidade firmado pelo Senhor Rolando Humberto Barsotti, irmão do autor, datado de 18 de junho de 2009.

Pintor, desenhista, programador visual, gravador, nascido e falecido em São Paulo, SP. Iniciou-se nas artes em 1926, estudando desenho e composição com o pintor Enrico Vio. Começou a pintar em 1940 e, na década seguinte, realizou as primeiras pinturas concretas, além de trabalhar como desenhista têxtil e projetar figurino para o teatro. Em 1954, com Willys de Castro, fundou o Estúdio de Projetos Gráficos, elaborou ilustrações para várias revistas e desenvolveu estampas de tecidos produzidos em sua tecelagem. Foi para a Europa (1958) com o intuito de estudar novas tendências e aprimorar suas técnicas. Foi premiado no Salão Paulista de Arte Moderna (1958, 1959), no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1960) e realizou diversas exposições individuais. Na década de 1960, foi convidado por Ferreira Gullar a integrar-se ao Grupo Neoconcreto do Rio de Janeiro e participou das exposições de arte do grupo realizadas no Ministério da Educação e Cultura, RJ e no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Em 1960, expôs na mostra 'Konkrete Kunst' (Arte Concreta), organizada por Max Bill, em Zurique. Entre 1963 e 1965, colaborou na fundação e participou do Grupo Novas Tendências, em São Paulo. Participou da IV, V, VI e VIII Bienal Internacional de São Paulo; do Panorama da Arte Atual Brasileira – MAM, SP, entre outras exposições oficiais. Em 2004, o MAM - SP organizou uma retrospectiva do artista. JULIO LOUZADA, VOL. 1, PAG. 98; VOL. 2, PÁG. 108; ITAU CULTURAL; PONTUAL PÁG. 57; MEC VOL. 1; PÁG. 187; www.pinturabrasileira.com; www.macvirtual.usp.br; www.pinacoteca.org.br; www.artprice.com.



561 - INIMÁ DE PAULA (1918 - 1999)

Paisagem de Minas - desenho a nanquim - 30 x 21 cm - canto inferior direito - 1970 -

Pintor e desenhista mineiro nascido em Itanhomi e falecido em Belo Horizonte. A partir de 1937, frequentou o Núcleo Antônio Parreiras, em Juiz de Fora, MG. Em 1940, instalou-se no Rio de Janeiro e matriculou-se nas aulas de Argemiro Cunha no Liceu de Artes e Ofícios , as quais abandonou em pouco tempo. Passou a pintar com alguns dos ex-integrantes do Núcleo Bernardelli. Em 1944, transferiu-se para Fortaleza, onde conheceu artistas locais e participou da criação da Sociedade Cearense de Artes Plásticas (SCAP). Voltou ao Rio de Janeiro (1945) e expôs com Aldemir Martins, Antonio Bandeira e Jean-Pierre Chabloz , na galeria Askanasy. Em 1948, graças ao apoio de Candido Portinari , fez sua primeira mostra individual no Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB/RJ). Em 1950, ganhou o prêmio de viagem ao país do Salão Nacional de Belas Artes (SNBA) e, no ano seguinte, viajou e expôs na Bahia. Em 1952, recebeu o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Arte Moderna (SNAM). Em Paris (1954-1956) assistiu a cursos na 'Académie de la Grande Chaumière' e na' École Normale Supérieure des Beaux-Arts', acompanhou as aulas de André Lhote e de Gino Severini. Quando voltou participou da V Bienal Internacional de São Paulo e, na primeira metade dos anos 1960, mudou-se para Belo Horizonte. Em 1998 foi criada a Fundação Inimá de Paula em Belo Horizonte. JULIO LOUZADA, VOL.11, PÁG.152; PONTUAL, pág. 271; MEC, VOL.3, PÁG.355; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁGS. 401 1 404; TEIXEIRA LEITE, PÁG.260; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; ARTE NO BRASIL, PÁG. 870; ACERVO FIEO; www.museuinimadepaula.org.br; www.pinturabrasileira.com; www.artprice.com.



562 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Gato verde" - acrílico sobre tela - 60 x 80 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2003 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



563 - WALTER LEWY (1905 - 1995)

Surreal - óleo sobre tela - 25 x 35 cm - canto inferior direito - 1973 -

Gravador, pintor, ilustrador, paisagista, desenhista e publicitário nascido em Bad Oldesloe, Alemanha e falecido em São Paulo. Estudou na Escola de Artes e Ofícios de Dortmund, Alemanha (1923-1927). Nesse período, filiou-se à tendência do realismo mágico. Em 1928 participou de coletivas em Dortmund, Gelsenkirchen, Boclusim e outras cidades. Com a crise econômica de 1929, Lewy perdeu seu emprego de desenhista numa gráfica e foi viver com os pais no interior, tornando-se ilustrador de anedotas em jornais. Realizou sua primeira exposição individual em Bad Lippspringe (1932), mas foi fechada quando a Câmara de Arte Alemã proibiu a participação de judeus na vida artística. Escapando dessa situação opressora, o artista imigrou para o Brasil (1938), retomando profissionalmente a pintura. Deixou para trás centenas de trabalhos, que foram enviados para a Holanda e perdidos durante os bombardeios da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). No Brasil, fixou-se em São Paulo. Nos primeiros anos fez desenho publicitário e mais tarde capas de livros e ilustrações para diversas editoras. Ilustrou obras de Bertrand Russell, Machado de Assis e Arnold Toynbee, entre outras. Mais tarde, empregou-se como diagramador, letrista e arte-finalista nas agências de propaganda De Carli, Lintas Publicidade, Martinelli, Santos & Santos e Thompson Propaganda. Participou de Salões Nacionais e Bienais de São Paulo, entre 1951 e 1965, recebendo diversas premiações oficiais. JULIO LOUZADA, VOL. 10, PÁG. 497; MEC, VOL. 2, PÁG. 474; TEODORO BRAGA, PÁG. 245; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 286; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 630; LEONOR AMARANTE, PÁG. 142; ACERVO FIEO.



564 - LUIS SEOANE (1910 - 1979)

"Afiche" - serigrafia - 50 x 50 cm - canto inferior direito - 1962 -
Obra reproduzida em www.artprice.com (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista, ilustrador, escritor, advogado nascido em Buenos Aires, Argentina e falecido em A Corunha, Espanha. Em 1910 foi, com seus pais, para a A Corunha, Galícia e, em 1920, mudou-se para Santiago de Compostela onde se formou em Direito e Ciências Sociais (1932). Realizou suas primeiras exposições entre 1927 e 1933. Volta para A Corunha e atuou como advogado trabalhista e participou de atividades políticas. Foi para Buenos Aires quando começou a Guerra Mundial. Publicou livros e revistas. Em 1949 viajou para a Europa, expôs em Londres e conheceu Henry Moore, Herbert Read, Lucien Freud, Pablo Picasso, Oscar Dominguez; em 1952 a 1962 expôs em Nova York; em 1963 a 1979 expôs na Espanha, Alemanha, Itália, Suíça, Brasil. Recebeu prêmios em 1958 na Argentina e em Bruxelas. BENEZIT VOL. 9, PÁG. 525; www.luisseoanefund.org; web.artprice.com; www.britannica.com; www.artnet.com.



565 - OSWALDO GOELDI (1895 - 1961)

Peixaria - desenho a nanquim - 23 x 28 cm - canto inferior direito -
Ex coleção Renato Antônio Brogiolo - Rio de Janeiro, RJ.

Desenhista, gravador, ilustrador e professor nascido e falecido no Rio de Janeiro, filho de Emilio Goeldi, naturalista suíço. Com um ano de idade, mudou-se com a família para Belém, Pará e depois para Berna, Suíça (1905). Em Zurique, ingressou no curso de Engenharia e, em Genebra, matriculou-se na 'Ecole des Arts et Métiers' (1917) mas, abandonou ambos os cursos. A seguir, passou a ter aulas no ateliê de Serge Pahnke e Henri van Muyden. Realizou sua primeira exposição individual (1917), em Berna, quando conheceu a obra de Alfred Kubin, sua grande influência artística e com quem se correspondeu por vários anos. Retornou ao Brasil (1919), trabalhou como ilustrador e realizou sua primeira exposição individual no Rio de Janeiro (1921). Conheceu Ricardo Bampi (1923) que o iniciou na xilogravura. Fez desenhos e gravuras para periódicos e livros como 'Cobra Norato', de Raul Bopp (1937) com suas primeiras xilogravuras coloridas, entre outros. Foi professor na Escolinha de Arte do Brasil (1952) e na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1955) onde abriu uma oficina de xilogravura. Exposições individuais em: Berna, Suíça (1917, 1930); Rio de Janeiro (1921); Belém, PA (1938); São Paulo (1951); Paris (1952). Participou de várias exposições coletivas e mostras oficiais, destacando-se: Exposição itinerante da 'International Business Machine Corporation', EUA (1941 a 1944); 'Exhibition of Modern Brazilian Paintings', Inglaterra (1943, 1944, 1945); Bienal Internacional de São Paulo (1951 - Prêmio de Gravura, 1953 - Sala Especial, 1955, 1961, 1969, 1971, 1979, 1985); Bienal de Veneza (1950, 1952, 1956, 1958); Bienal de Gravura, Checoslováquia (1950); Bienal Internacional de Xilogravura, Tóquio (1952); Bienal Interamericana do México, Cidade do México (1960 - I Prêmio Internacional de Gravura). PONTUAL PÁG.240; JULIO LOUZADA VOL.11, PÁG.130; MEC VOL.2, PÁG.271; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG.521; ARTE NO BRASIL PÁG. 672; ACERVO FIEO; www.oswaldogoeldi.org.br; www.centrovirtualgoeldi.com; www.pinacoteca.org.br; www.artprice.com.



566 - PAULO IZIDÓRIO (XX)

Onça - escultura em madeira - 137 x 25 x 50 cm - assinado -

Escultor de Petrolina, PE. É um dos representantes, junto com seu filho - Lindomar Izidório, da escultura popular contemporânea em Pernambuco. https://territoriodasmaos.wordpress.com/sertao/petrolina.



567 - FANG (1931 - 2012)

Pássaros - aguada de nanquim - 50 x 25 cm - canto inferior esquerdo -
Esta obra participou da exposição "Os pincéis de Fang", realizada no Centro Cultural Correio São Paulo, de 09 de maio a 07 de julho de 2014, com apresentação e curadoria de Enock Sacramento, estando reproduzida na página 23 do catálogo da mostra.-

Pintor, desenhista, gravador e professor, Chien Kong Fang, ou simplesmente Fang, nasceu na cidade de Tung Cheng, China e faleceu em São Paulo. Estudou sumiê e aquarela na China em 1945. Veio morar em São Paulo com a família em 1951, naturalizando-se brasileiro em 1971. Entre 1954 e 1956, estudou pintura com Yoshiya Takaoka em São Paulo. Viajou, em 1977, para a América do Norte, Europa e Ásia, onde desenvolveu o seu trabalho de pintura. Em 1981, foi realizado o curta metragem biográfico ‘O Caminho de Fang’, em São Paulo. Visitou a China, convidado pelo governo chinês, em 1985. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1959, 1961, 1962, 1978, 1981, 1993, 2005); Salvador, BA (1962); Rio de Janeiro (1978, 1986); Schleswing, Alemanha (1985); Lugana, EUA (1990); Americana, SP (1994); Formosa, Taiwan (1994). Foi premiado no Rio de Janeiro (1957) e em São Paulo (1960 a 1962, 1967 a 1969, 1978, 1979, 1991). Participou do Panorama da Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1978). MEC, VOL. 2, PÁG. 124; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 366; VOL. 6, PÁG. 378; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 189; PONTUAL, PÁG. 201; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; www.fang.com.br; www.artprice.com.



568 - ROMEU CAIANI (1923 - 1997)

Paisagem - aquarela sobre tela - 26 x 20 cm - canto inferior direito - 1985 -

Pintor ativo em São Paulo, com diversas participações em coletivas, tais como: Salão da Paisagem Paulista (1968, 1969 e 1970), com premiação. JULIO LOUZADA, vol.11, pág.49; MEC, vol.1, pág.324, Acervo FIEO.



569 - ROBERTO BURLE MARX (1909 - 1994)

Composição - serigrafia - P.E. - 61 x 76 cm - canto inferior direito na tela serigráfica -
Edição póstuma com relevo seco do Projeto Burle Marx.

Nasceu em São Paulo e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, paisagista, arquiteto, desenhista, pintor, gravador, litógrafo, escultor, tapeceiro, ceramista, designer de jóias, decorador. Durante a infância viveu no Rio de Janeiro. Foi com a família para a Alemanha, em 1928. Em 1929, freqüentou o ateliê de pintura de Degner Klemn. Nos jardins e museus botânicos de Dahlen, em Berlim, entusiasmou-se ao encontrar exemplares da flora brasileira. De volta ao Brasil, fez curso de pintura e arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1930 - 1934), onde foi aluno de Leo Putz , Augusto Bracet e Celso Antônio. Seu primeiro projeto paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, em 1932. Entre 1934 e 1937, ocupou o cargo de diretor de parques e jardins do Recife, PE, onde passou a residir. Nesse período, foi com freqüência ao Rio de Janeiro e teve aulas com Candido Portinari e com o escritor Mário de Andrade. Em 1937, retornou ao Rio de Janeiro e trabalhou como assistente de Candido Portinari. Foi em 1949, conforme sua paixão por plantas e seu interesse por botânica e jardinagem, que Burle Marx adquiriu um sítio em Barra de Guaratiba, RJ. Com auxílio de botânicos, viajou, coletou, catalogou exemplares de plantas do Brasil e reproduziu em seu sítio a diversidade fitogeográfica brasileira. Em 1985 doou esse sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.Realizou muitas exposições individuais e projetos paisagísticos, participou de diversas mostras oficiais coletivas pelo Brasil e no exterior. PONTUAL, PÁG. 94; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 93; MEC. VOL.1, PÁG.303; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 738; LEONOR AMARANTE, PÁG. 98; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 179; artnet.com. ACERVO FIEO.



570 - MARIA POLO (1937 - 1983)

Composição - óleo sobre eucatex - 45 x 102 cm - canto inferior direito - 1965 -

Pintora, desenhista, gravadora e vitralista nascida em Veneza, Itália e falecida no Rio de Janeiro. Estudou no Instituto de Arte de Veneza, entre 1949 e 1955 e no ateliê de De Pisis, em Roma, de 1955 a 1959. Veio para o Brasil em 1959 fixando-se em São Paulo e, a partir de 1962, no Rio de Janeiro. Realizou diversas exposições individuais em algumas das principais capitais do País e no exterior. Participou de muitas mostras e Salões oficiais, entre as quais: Bienal Internacional de São Paulo (1963, 1965, 1967); Panorama de Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1969, 1970, 1973). Foi premiada no 10º Salão Paulista de Arte Moderna, SP (1961). MEC, VOL. 3, PÁG. 424; PONTUAL, PÁG. 430; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 776; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 697; www.catalogodasartes.com.br; www.bolsadearte.com; www.artprice.com.



571 - ALEX VALLAURI (1949 - 1987)

Trapezista - técnica mista - 09 x 14 cm - não assinado -
Com selo de identificação do autor.

Natural de Asmara, Etiópia, faleceu em São Paulo-SP. Grafiteiro, artista gráfico, pintor, desenhista, cenógrafo e gravador. Chegou ao Brasil com a família em 1965. Era residente e ativo na capital paulista. Iniciou-se em xilogravura, retratando personagens do porto de Santos. No começo da década de 1970, formou-se em comunicação visual pela FAAP-SP. Especializou-se em litografia no Litho Art Center de Estocolomo, em 1975. Retornou ao Brasil em 1978, realizando grafites em espaços públicos de São Paulo. Produzia silhuetas de figuras, com tinta spray sobre moldes de papelão. Residiu em Nova York entre 1982 e 1983, onde cursou artes gráficas no Pratt Institute. Nesse período, fez grafites nos muros da cidade. Além de usar o muro como suporte, seus trabalhos estampam camisetas, broches e adesivos. Voltou ao Brasil e começa a lecionar na Faap. Em sua produção destaca-se a série A Rainha do Frango Assado, que é também tema de instalação apresentada na 18ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1985. Retrospectiva Viva Vallauri, realizada no Museu da Imagem e do Som - MIS, em São Paulo, em 1998. JULIO LOUZADA, vol 3 pag 1170; ITAUCULTURAL.



572 - IBERÊ CAMARGO (1914 - 1994)

Paisagem - desenho a nanquim - 29 x 20 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1943 - Rio. -

Pintor, gravador, desenhista, escritor e professor, natural da cidade de Restinga Seca, RS, e falecido em Porto Alegre. Foi aluno de Salvador Parlagreco e João Fahrion. No Rio de Janeiro, a partir de 1942, estudou pouco tempo na Escola Nacional de Belas Artes, trocando-a pelos ensinamentos de Guignard. Fundou com outros artistas o 'Grupo Guignard' (1943). Recebeu o prêmio viagem ao estrangeiro em 1947. Morou dois anos em Paris e Roma, aperfeiçoando-se com De Chirico, Lhote, Achille e Rosa em pintura e com Petrucci, em gravura. Voltou ao Brasil (1950) e tornou-se membro da Comissão Nacional de Artes Plásticas (1952). Fundou o curso de gravura do Instituto Municipal de Belas Artes do Rio de Janeiro (1953), hoje Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Executou painel de 49 metros quadrados (1966) oferecido pelo Brasil à Organização Mundial de Saúde (OMS), em Genebra. Realizou inúmeras exposições individuais e participou de mostras coletivas e Salões oficiais pelo Brasil e exterior como Bienal Internacional de São Paulo, Bienal de Arte Hispano-Americana em Madri, Bienal de Veneza, Bienal de Gravuras em Tóquio, entre outras exposições importantes. Foi considerado o Melhor Pintor Nacional na VI Bienal de São Paulo (1961) e conquistou inúmeros prêmios. Entre suas publicações, constam o artigo 'Tratado sobre Gravura em Metal' (1964), o livro técnico 'A Gravura' (1992) e o livro de contos 'No Andar do Tempo: 9 contos e um esboço autobiográfico' (1988). MEC, VOL.1, PÁG.328; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁG.156; JULIO LOUZADA, VOL.11, PÁG.51; TEIXEIRA LEITE, PÁG.101; PONTUAL, PÁG.100; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 853; LEONOR AMARANTE, PÁG. 127; www.iberecamargo.org.br; brasilescola.uol.com.br; www.pinacoteca.org.br; www.artprice.com.



573 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulata - desenho a lápis - 21 x 15 cm - canto inferior esquerdo -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



574 - YOLANDA MOHALYI (1909 - 1978)

Barcos - desenho a lápis - 34 x 50 cm - centro inferior -
Com etiqueta da Dan Galeria, Rua Padre João Manoel, 1160 - São Paulo, SP, no dorso.

Pintora, desenhista, gravadora e professora, Yolanda Lederer Mohalyi nasceu em Kolozsvar, capital da Transilvânia, Hungria (atual Cluj Napoca, Romênia) e faleceu em São Paulo, SP. Na Hungria estudou pintura na Escola Livre de Nagygania e na Real Academia de Belas Artes de Budapeste (1927). Em 1931, veio para o Brasil e fixou-se em São Paulo, onde lecionou desenho e pintura. Foram seus alunos, entre outros, Maria Bonomi e Giselda Leirner. A partir de 1935, começou a frequentar o ateliê de Lasar Segall. Integrou o Grupo Sete (1937) ao lado de Victor Brecheret, Antonio Gomide e Elisabeth Nobiling. Em 1951 realizou suas primeiras xilogravuras com Hansen Bahia . Entre as décadas de 1950 e 1960 executou, em São Paulo, vitrais para a Fundação Armando Álvares Penteado – FAAP, murais para as igrejas Cristo Operário e São Domingos, mosaicos para residências particulares e vitrais para a Capela de São Francisco, em Itatiaia. Representou o Brasil na 1ª Bienal Americana de Arte (1962), Argentina, tendo alguns de seus trabalhos escolhidos pelo crítico Herbert Read para uma exposição itinerante nos Estados Unidos. Participou da I, II, IV, V, VI, VII, VIII e IX Bienal Internacional de São Paulo; da II e V Bienais de Tóquio, entre outras, Recebeu diversos prêmios como: o Prêmio Leirner de Arte Contemporânea (1958), o Prêmio de Melhor Pintor Nacional na 7ª Bienal Internacional de São Paulo (1963). TEIXEIRA LEITE, PÁG. 331; PONTUAL, PÁG. 363; MEC VOL.3, PÁG. 168; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 937; LEONOR AMARANTE, PÁG. 75; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 639; ACERVO FIEO; www.pinacoteca.org.br; mam.org.br; masp.art.br; www.artprice.com.



575 - TAPETE ORIENTAL,


Ponto de nó, feito a mão, de lã, Iraniano medindo 3,27 x 2,50= 8,17 m².



576 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Buscando água - aquarela - 21 x 15 cm - canto inferior direito ilegível -



577 - NOEL ROSA (1910 - 1937)

Figuras - desenho a nanquim - 42 x 30 cm - centro direito -

Músico, letrista e caricaturista nascido no Rio de Janeiro. Foi responsável pela difusão e aceitação do samba como música de qualidade e nas suas composições realizou uma brilhante crônica social do Rio de Janeiro, deixando registrado o universo histórico-cultural do final dos anos 20 e meados dos 30. www.geocities.com



578 - REYNALDO FONSECA (1925)

Menino - desenho a nanquim e aquarela - 31 x 22 cm - canto inferior direito - 1981 -

Pintor, desenhista, gravador e professor pernambucano, natural da cidade do Recife, onde é ativo. Estudou no Rio de Janeiro, pintura com Portinari e gravura em metal com Henrique Oswald. Conquistou diversos prêmios em pintura e gravura na Divisão Moderna do SNBA-RJ. JULIO LOUZADA, vol.11, pág.263; MEC, vol.2, pág.184; PONTUAL, pág.220; TEIXEIRA LEITE, pág.205; WALMIR AYALA, vol.2, págs. 243 a 245; ITAÚ CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 879.



579 - ANISIO DANTAS (1933 - 1990)

Na praia - óleo sobre madeira - 12 x 24 cm - canto inferior direito -

Pintor e gravador, Anísio Dantas Filho nasceu em Aracaju, SE e faleceu em Salvador, BA. Em 1953 transferiu-se para o Rio de Janeiro onde cursou desenho de propaganda na Fundação Getúlio Vargas. Em 1964, formou-se em pintura pelo Instituto de Belas Artes do Rio de Janeiro. Participou de diversos salões e mostras oficiais, entre as quais: Bienal Internacional de São Paulo (1972); Bienal internacional do México (1982, 1984); ‘Art Brasil Berlin’ em Berlim, Alemanha (1990). Realizou exposições individuais no: Rio de Janeiro (1964, 1968); São Paulo (1979); Salvador, BA (1989). ITAÚ CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 6, PÁG. 298; brasilartesenciclopedias.com.br.



580 - FARNESE DE ANDRADE (1926 - 1996)

Composição - assemblage - 38 x 18 x 15 cm - assinado - 1982 -

Pintor, escultor, desenhista, gravador, ilustrador, Farnese de Andrade Neto nasceu em Araguari, MG e faleceu no Rio de Janeiro. Mudou-se para Belo Horizonte (1942) onde estudou desenho com Guignard, na Escola do Parque (entre 1945 e 1948). Foi para o Rio de Janeiro (1948) para tratar uma tuberculose pulmonar. Trabalhou como ilustrador (entre 1950 e 1960) para o Suplemento Literário do 'Diário de Notícias', 'Correio da Manhã', ' Jornal de Letras', e para as revistas 'Rio Magazine', 'Sombra', 'O Cruzeiro', 'Revista Branca' e 'Manchete'. Em 1959, frequentou o Ateliê de Gravura do MAM, RJ, aperfeiçoando-se em gravura em metal com Johnny Friedlaender. Em 1964 começou a criar obras com materiais descartados, coletados nas praias e nos aterros, conduzindo-o aos 'assemblages' e às 'caixas'. Posteriormente utilizou armários, oratórios, gamelas, ex-votos, adquiridos em antiquários e depósitos de materiais usados. Fotografias antigas também estão presentes em sua obra. A partir de 1967, utilizou resina de poliéster, envolvendo materiais perecíveis. Realizou exposições individuais e participou de inúmeras mostras coletivas e oficiais, destacando-se: VI a IX Bienal Internacional de São Paulo (1961 a 1967); Bienal de Carrara, Itália (1962); Bienal Americana de Gravura, Chile (1963, 1965); Bienal de Tóquio, Japão (1964); Bienal de Veneza (1968); Panorama Atual da Arte brasileira, SP (1969, 1975); Sala Especial na I Bienal de Arte Panamericana, SP (1978), entre outras. No Salão Nacional de Arte Moderna, RJ (1969, 1970) recebeu o prêmio de viagem ao país e ao exterior, respectivamente. Partiu para a Espanha, instalou um estúdio em Barcelona e lá permaneceu até 1975. Também foi premiado em Belo Horizonte, MG (1962); Curitiba, PR (1962); Brasília, DF (1966); São Paulo (1967 – IX Bienal). PONTUAL PÁG. 203; MEC VOL. 2, PÁG. 143; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 64; VOL. 2, PÁG. 68; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 760; ARTE NO BRASIL, PÁG. 911; ACERVO FIEO; www.pinturabrasileira.com; www.artprice.com.



581 - YOSHIYA TAKAOKA (1909 - 1978)

Barco - aquarela - 24 x 32 cm - canto inferior direito - 1949 -

Pintor e desenhista nascido em Tóquio, Japão, veio para o Brasil em 1925, fixando-se no interior de São Paulo, trabalhando na lavoura. Mudou-se para São Paulo, onde ganhava a vida vendendo pastéis, fazendo caricaturas e como pintor de paredes. Foi aluno de Bruno Lechowsky no Rio de Janeiro. Foi um dos fundadores do Grupo Seibi, que reuniu artistas plásticos da colônia japonesa em São Paulo (1935). Fundou em 1948, juntamente com Geraldo de Barros e Antonio Carelli, o Grupo dos Quinze. Viveu em Paris de 1952 a 1953, estudando técnica de mosaico; Freqüentou o Núcleo Bernardelli, onde se ligou de amizade a Pancetti. Participou de diversos salões e exposições, nacionais e estrangeiras, recebendo diversas premiações. PONTUAL, pág. 510; TEIXEIRA LEITE, pág. 490; MEC, vol. 4, pág. 352; TEODORO BRAGA, pág. 220; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 361; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 579; ARTE NO BRASIL.



582 - ALIBERTO BARONI (1911 - 1994)

Paisagem - óleo sobre tela colada em eucatex - 30 x 40 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor ativo em São Paulo. Discípulo de Antonio Rocco, participou várias vezes do Salão Paulista de Belas Artes, premiado com menção honrosa (1935), medalha de prata (1959), pequena medalha de ouro (1960), prêmio Prefeitura de São Paulo (1962), Assembléia Legislativa (1965). Figurou no Salão de Belas Artes / Rio de Janeiro (1931 e 1941) e na Exposição de Belas Artes da Muse Italiche, SP (1928). Realizou individuais em São Paulo e outros estados. MEC, vol. 1, pág. 182; JÚLIO LOUZADA/1985, pág. 95 e vol. 6, pág. 103; PONTUAL, pág. 54; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



583 - IRINEIDE KLOCKNER (1961)

Composição - óleo sobre tela - 60 x 90 cm - dorso -

Nascida em 1961, na cidade de Maringá/PR, Irineide Klöckner iniciou sua carreira artística em 1983, e passou pelos mais variados campos das artes plásticas, vivenciando as mais diversas técnicas de pintura. Desde 2000, Irineide dedica-se exclusivamente à pintura em tela, tendo durante estes anos aprimorado sua arte em diversas técnicas, através da convivência com artistas de diferentes estilos. Nos últimos anos tem buscado inspiração em grandes nomes do Abstracionismo, como Jackson Pollock e Jonas Gerard, e desenvolveu seu próprio estilo. Em sua arte Irineide expressa a beleza da vida, em todos seus pormenores e complexidades, na união dos traços aparentemente desconexos se criam momentos únicos. Durante sua carreira, Klöckner participou de exposições ao longo de toda a região Sul, tendo assinado mais de 2000 obras de arte, que hoje embelezam residências e ambientes corporativos em todo o Brasil.



584 - LEVINO FANZERES (1884 - 1956)

Paisagem - óleo sobre madeira - 18 x 26 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor e professor. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios e na antiga ENBA, ambas no Rio de Janeiro, recebendo nesta última, orientação de Zeferino da Costa e de João Batista da Costa. Excepcional colorista, interpreta com sentimento e honestidade o momento da natureza que se propõe a retratar, e sempre com admirável êxito. TEIXEIRA LEITE, pág.190; PONTUAL, pág.201; JULIO LOUZADA vol.2, pág.387; ITAU CULTURAL.



585 - ALFREDO CESCHIATTI (1918 - 1989)

Fortuna - escultura em bronze - 35 x 12 x 06 cm - assinado -
Com selo de Zani Fundição Artística, Rio - Brasil.

Natural de Belo Horizonte. Escultor, desenhista e professor. Passou a frequentar a antiga ENBA em 1940, depois de uma viagem à Europa, especialmente Itália, iniciada em 1938. Na Divisão Moderna do SNBA recebeu, como escultor as medalhas de bronze (1943) e de prata (1944), bem como o prêmio de viagem ao estrangeiro (1945), com o baixo-relevo para a Igreja de São Francisco de Assis, da Pampulha, em Belo Horizonte e, como desenhista, a medalha de prata (1945). Esteve mais uma vez na Europa entre 1946 e 1948, anos em que realizou exposição individual no Instituto dos Arquitetos do Brasil (GB). Figurou na II BSP e no II SNAM, em 1953. Fazendo parte da equipe que, em 1956, venceu o concurso de projetos para o Monumento aos Mortos da II Guerra Mundial (GB), ali executou o conjunto alusivo às três forças armadas. Integrou a Comissão Nacional de Belas Artes em 1960 e 1961, e entre 1963 e 1965, lecionou escultura e desenho na Universidade de Brasília. Quirino Campofiorito citou-o no estudo Ëscultura Moderna no Brasil"(Revista Crítica de Arte, nº único 1962). De seus trabalhos mais conhecidos destacam-se as esculturas As Banhistas e A Justiça, que se encontram, respectivamente, no lago em frente ao Palácio da Alvorada e defronte ao Supremo Tribunal Federal (Praça dos Três Poderes), em Brasília. Há ainda, obras escultóricas de sua autoria, entre outras no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Ministério das Relações Exteriores (Brasília) e em um edifício que Oscar Niemeyer projetou no conjunto residencial Hansa (setor ocidental de Berlim), assim como na embaixada brasileira em Moscou. MEC, vol. 1, pág. 397; PONTUAL, pág. 127; JÚLIO LOUZADA, vol. 11, pág. 70; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 609; ARTE NO BRASIL, pág. 872.



586 - CONCEIÇÃO SILVA (1938)

Paisagem - óleo sobre tela - 20 x 30 cm - canto inferior direito -

Artista participante das Bienais "Naif" de Piracicaba nos anos de 2000 e 2002, com diversas obras reproduzidas nos catálogos. Irmã da pintora Maria Auxiliadora da Silva.



587 - JOSÉ RIOS PINTO (1926)

Na beira do rio - óleo sobre eucatex - 20 x 27 cm - canto inferior direito -

Pintor paulista da cidade de Santa Lúcia, onde nasceu a 22 de agosto de 1926. Estudou com Reynaldo Manzke e Campão, na Capital, nas técnicas de óleo e aquarela. Participa dos Salões Oficiais a partir de 1974, havendo recebido mais de 95 prêmios com suas lindas paisagens, que o consagraram. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 824.



588 - MARCELO GRASSMANN (1925 - 2013)

Animais fantásticos - litografia off set - 31 x 46 cm - canto inferior esquerdo - 1976 -
Com a seguinte dedicatória: para Mário, M. Grassmann - 1976.

Desenhista, gravador, ilustrador, pintor, escultor e professor, nasceu em São Simão, SP. Estuda fundição, mecânica e entalhe em madeira na Escola Profissional Masculina do Brás, SP. Passa a realizar xilogravuras a partir de 1943. Atua como ilustrador do Suplemento Literário do ‘Diário de São Paulo’, do ‘O Estado de S. Paulo’ e do ‘Jornal do Estado da Guanabara’. Quando reside no Rio de Janeiro, a partir de 1949, freqüenta os cursos de gravura em metal, com Henrique Oswald e de litografia, com Poty, no Liceu de Artes e Ofícios. Em Salvador (1952), trabalha com Mario Cravo Júnior. .Recebe o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Arte Moderna (1953) e vai para a Academia de Artes Aplicadas, em Viena. Passa a dedicar-se principalmente ao desenho, à litografia e à gravura em metal. Em 1969, sua obra completa é adquirida pelo governo do Estado de São Paulo, passando a integrar o acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo . Em 1978, a casa em que nasceu, em São Simão, é transformada em museu e tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo - Condephaat. Participou de muitas exposições e das Bienais de: São Paulo (1951 a 1961, 1967, 1969, 1979, 1985, 1989); Veneza (1950, 1956, 1958, 1962); Paris (1959). Principais prêmios: Bienal de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1959, 1967); Bienal de Veneza (1950, 1956, 1958,1962); Bienal de Paris (1959). PONTUAL, PÁG. 249; MEC, VOL. 2, PÁG. 281 E 282; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG. 439; VOL. 5, PÁG. 453; VOL. 9, PÁG. 383.



589 - EDMOND ROSTAN (1898 - 1978)

Fachada - óleo sobre tela - 61 x 50 cm - canto inferior direito -

Pintor e desenhista. Assinava Edmond Roustan. Participou de diversos Salões oficiais e exposições coletivas. Falecido no Rio de Janeiro. JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 843.



590 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XVIII-XIX

"Senador Justus Heinrich Hansen" - óleo sobre madeira - 38 x 33 cm - não assinado -
Complemento do título encontrado no dorso da obra: "Senador Justus Heinrich Hansen - Lipsia (1736 - 1807)".



592 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Gato azul" - acrílico sobre tela - 40 x 30 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2002 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



593 - WAGNER PINTO (1965)

Composição - técnica mista - 20 x 20 cm - dorso - 05/2009 -

Artista plástico nascido em Porto Alegre, RS. Reside em São Paulo e faz parte do coletivo 'Upgrade do macaco'. Realizou exposições individuais em São Paulo e Brasília. Seus trabalhos também já foram apresentados em Londres, Barcelona e Tóquio. Está em várias páginas de uma edição da revista 'Rojo' (setembro de 2009) e na 'Zupi'. revistatrip.uol.com.br/trip/cha-da-tarde; www.overmundo.com.br; www.zupi.com.br; catracalivre.com.br; www.museus.gov.br; www.ideafixa.com; df.divirtasemais.com.br.



594 - ALOYZIO ZALUAR (1937)

Verão - técnica mista - 34 x 34 cm - centro inferior e dorso - 2005 -

Natural da cidade do Rio de Janeiro. Passou a frequentar a antiga ENBA em 1956. Participou de diversos SNAM entre 1958 e 1967, recebendo a Certificado de Isenção em 1966. Expõe individualmente a partir de 1964. TEIXEIRA LEITE chamou atenção, em 1964, para a influência de Goeldi nos seus trabalhos que, mais tarde, abordaram a temática do carnaval carioca, levando o artista e poeta José Paulo Moreira da Fonseca a situá-lo na fronteira entre o desenho e a pintura. ITAÚ CULTURAL; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 349; MEC, vol. 4, pág. 528; PONTUAL, pág. 556; ACERVO FIEO, pág. 785. Acervo FIEO. -



595 - FRANK KOZIK (1962)

"Dead Che Bust" - escultura em fiberglass - 50 exemplares - 33 x 23 x 18 cm - assinado - 2010 -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Artista multimídia nascido em Madri, Espanha. Seu pai era americano e sua mãe, espanhola. Aos quinze anos mudou-se para Sacramento, CA – EUA e, aos dezoito, entrou para Força Aérea em Austin, Texas. Totalmente autodidata, começou desenhando panfletos para bandas de amigos. Realizou trabalhos para Pearl Jam, 'The White Stripes', 'The Beastie Boys', Green Day, Neil Young e Nirvana. Em meados dos anos 90, dirigiu vários vídeos incluindo Soundgarden’s “Pretty Noose”. Em 1993 foi para São Francisco, CA. Em 2001 voltou-se integralmente para o design e para o ' art toy movement'. Seus trabalhos têm sido exibidos em muitas exposições individuais e mostras coletivas. www.frankkozik.net; www.artprice.com.



596 - MONICA BARKI (1956)

Composição - serigrafia - 101/120 - 50 x 70 cm - canto inferior direito - 1995 -

Pintora, gravadora, fotógrafa, designer e professora nascida no Rio de Janeiro. Estudou artes com Ivan Serpa e Bruno Tausz entre 1968 e 1976. Graduou-se em Comunicação Visual e em Artes Plásticas pela PUC/RJ em 1980. Entre 1980 e 1982 cursou litografia com Antônio Grosso e, em 1986, cerâmica com Celeida Tostes e pintura com Luiz Aquila na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, RJ. Realizou muitas exposições individuais, participou de várias mostras coletivas e Salões oficiais, inclusive da Bienal Internacional de São Paulo (1991). Recebeu prêmios em: Belo Horizonte, MG (1977); Florianópolis, SC (1979); Curitiba, PR (1981). Foi realizada,no Museu Nacional de Belas Artes/Ibram (2011/2012), uma exposição retrospectiva sua e foi lançado o livro ‘Monica Barki - Arquivo Sensível’. ITAU CULTURAL; www.monicabarki.com.br; www.museus.gov.br.



597 - FANG (1931 - 2012)

"Cavalo I" - aguada de nanquim - 25 x 50 cm - canto inferior direito -
Esta obra participou da exposição "Os pincéis de Fang", realizada no Centro Cultural Correio São Paulo, de 09 de maio a 07 de julho de 2014, com apresentação e curadoria de Enock Sacramento, estando reproduzida na página 39 do catálogo da mostra.-

Pintor, desenhista, gravador e professor, Chien Kong Fang, ou simplesmente Fang, nasceu na cidade de Tung Cheng, China e faleceu em São Paulo. Estudou sumiê e aquarela na China em 1945. Veio morar em São Paulo com a família em 1951, naturalizando-se brasileiro em 1971. Entre 1954 e 1956, estudou pintura com Yoshiya Takaoka em São Paulo. Viajou, em 1977, para a América do Norte, Europa e Ásia, onde desenvolveu o seu trabalho de pintura. Em 1981, foi realizado o curta metragem biográfico ‘O Caminho de Fang’, em São Paulo. Visitou a China, convidado pelo governo chinês, em 1985. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1959, 1961, 1962, 1978, 1981, 1993, 2005); Salvador, BA (1962); Rio de Janeiro (1978, 1986); Schleswing, Alemanha (1985); Lugana, EUA (1990); Americana, SP (1994); Formosa, Taiwan (1994). Foi premiado no Rio de Janeiro (1957) e em São Paulo (1960 a 1962, 1967 a 1969, 1978, 1979, 1991). Participou do Panorama da Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1978). MEC, VOL. 2, PÁG. 124; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 366; VOL. 6, PÁG. 378; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 189; PONTUAL, PÁG. 201; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; www.fang.com.br; www.artprice.com.



598 - HILÁRIO ZARZANA (1934 - 1991)

Flores e frutas - óleo sobre eucatex - 30 x 40 cm - canto inferior direito - 1989 -
Com certificado de autenticidade do autor, no dorso.

Paulistano, o pintor HILARIO era também odontólogo, profissão que exerceu paralelamente às artes até 1981, quando passou a dedicar-se integralmente à pintura. Cursou pintura na Faculdade Marcelo Tupinambá e desenho artístico no IUB. A partir de 1981 expõe suas obras, obtendo premiações. JULIO LOUZADA, vol. 13 pág. 166, Acervo FIEO.



599 - JOSÉ CARLOS DE LIMA JUNIOR (1965)

Negra - óleo sobre eucatex - 51 x 28 cm - canto inferior esquerdo - 2008 -

Pintor e escultor. Seu trabalho revela um universo fantástico, que é facilmente compreendido porque faz parte da vida das pessoas, ainda que inconscientemente. Pinta paisagens, seres, acontecimentos e outras percepções. Nasceu em Jundiaí, SP, em 2 de setembro de 1965. JULIO LOUZADA Vol. 13 pág. 193



600 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Bola - escultura em cerâmica - d = 30 cm - não assinado -
No estado.



601 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Camponesas - técnica mista - 20 x 21 cm - canto inferior direito ilegível -



602 - MITSU (1957)

"Divertindo na praia" - óleo sobre tela - 24 x 30 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor. Yasumitsu Higa nasceu em São Paulo. Assina Mitsu. Realizou exposição individual em São Paulo na Casa de Portugal e tem participado de várias mostras coletivas e oficiais em: São Paulo, Brasília - DF, Jundiaí - SP. Recebeu Medalha de Ouro no Salão Portinari, SP; Grande Medalha de Prata - Medart 96. JULIO LOUZADA, VOL.7, PÁG. 480.



603 - MARIA BONOMI (1935)

Composição - xilogravura - 5/21 - 33 x 17 cm - canto inferior direito -

Gravadora, pintora, figurinista, cenógrafa, muralista e escultora nascida em Meina, Itália. Mudou-se para o Rio de Janeiro ainda criança. Em São Paulo (década de 1950), estudou inicialmente com Yolanda Mohalyi, Karl Plattner e Livio Abramo. Na 'Columbia University', Nova York - EUA estudou artes gráficas com Hans Muller e História da Arte Comparada com Meyer Schapiro. Obteve bolsa de estudos no Pratt Institute, Nova York - EUA onde trabalhou com Seong Moy e Fritz Eichenberg, entre outros. De volta ao Brasil (1959) continuou seu aperfeiçoamento na gravura com Friedlaender no MAM, RJ. Fundou com Lívio Abramo o 'Estudio Gravura' (década de 1960), em São Paulo. Realizou várias exposições individuais e tem participado de muitas mostras coletivas e oficiais, no Brasil e no exterior. Recebeu, entre outros, o Prêmio de Melhor Gravador da VIII Bienal de São Paulo (1965); o Prêmio de Gravura na V Bienal de Paris (1968); o Prêmio de Gravura da VIII Exposição Internacional Ljubljana, modalidade xilogravura; o Prêmio de Aquisição na IX Bienal de mesmo nome (1971), culminando com o Prêmio Internacional de Gravura, modalidade litografia (1983). Como cenógrafa vale destacar o Prêmio de Revelação de Cenógrafa e Melhor Figurinista com a peça 'As feiticeiras de Salém' de Arthur Miller. O Prêmio Revelação dado pela APCT – Associação Paulista de Críticos Teatrais se repetiu nos anos de 1962, 1965 e 1967. Em 1965, recebeu o Prêmio Molière como melhor cenógrafa da peça "A megera domada”, de Shakespeare. Desde 1975 tem realizado numerosos painéis em concreto, de grandes dimensões, como os do Saguão do Maksoud Hotel e do Banco Sudameris do Brasil, as fachadas laterais do Esporte Clube Sírio e do Edifício J. Riskallah Joye, todos em São Paulo e, em Santiago do Chile, os painéis do Banco Exterior da Espanha. JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG.142; PONTUAL PÁG.80; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG.692; ARTE NO BRASIL PÁG.837; LEONOR AMARANTE PÁG.75, ACERVO FIEO; www.memorial.org.br; www.pinacoteca.org.br; www.bcb.gov.br; www.artprice.com.



604 - MARIO BELTRANE (1928)

Na beira da estrada - óleo sobre tela colada em eucatex - 20 x 30 cm - canto inferior esquerdo - 1984 -

Pintor, desenhista e professor nascido em São Paulo. Assina M. Beltrane. É autodidata em pintura e, ainda criança, estudou desenho com Higino Acquarone. Fez viagem de estudos a Nova York (1982) para estudar os grandes artistas nos museus. Além da pintura a óleo, tem desenvolvido uma técnica da pirogravura. Realizou exposições individuais em: Araxá, MG (1955); Uberaba, MG (1961, 1972, 1976, 1979); São Paulo (1975, 1981); São Vicente, SP (1979). Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais, sendo premiado em: São Paulo (1964, 1968); Ribeirão Preto, SP (1979); Taubaté, SP (1979); Bauru, SP (1979). Em 1962 foi escolhido pela revista 'Finesse' o Pintor do Ano. JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 109.



605 - ANTONIO PESSOA (1943)

Casais - múltiplo em bronze - assinado -
Lote composto por dois múltiplos do autor, medidas: 08 x 03 x 04 cm. e 08 x 03 x 04 cm.

Escultor, assina Tonny. Radicado no Rio de Janeiro detentor de bom curriculo nacional e internacional com inumeras participações em Salões Oficiais,varias vezes premiado. Ótimo mercado.



606 - IWAO NAKAJIMA (1934 - 2011)

Colhendo mamões - óleo sobre tela colada em eucatex - 15 x 10 cm - canto inferior direito -

Natural de Guma-Ken, Japão, onde nasceu a 9 de abril de 1934, permanecendo no Japão, onde fez estudos de pintura e desenho, até 1955, quando se transfere para o Brasil, como técnico em pintura sobre esmalte. É associado na APBA. Expõe individualmente a partir de 1982, e participa de coletivas a partir de 1974, inclusive no exterior. Em seu curriculum constam diversas premiações em certames oficiais. Faleceu em Embu das Artes em 3 de setembro de 2011. JULIO LOUZADA, vol. 6 pág. 767



607 - SÁ CORTES (XX)

Baiana - técnica mista - 31 x 22 cm - canto inferior direito -

Pintor com diversas participações em mostras coletivas.



608 - MARIA LUCIA FRAGA (1936)

"Albamar - Praça XV de novembro" - litografia - 3/10 - 44 x 32 cm - canto inferior esquerdo - 1969 -

Pintora, desenhista e gravadora. Teve a sua formação artística no Instituto de Belas Artes da antiga Guanabara e na antiga Escola Nacional de Belas Artes-RJ. Participou da coletiva O Trabalho na Arte, no MNBA-RJ (1958); do Salão da Sociedade Brasileira de Belas Artes-RJ (1967) e do Salão Nacional de Belas Artes (1970). Realizou individual no Union Clube, Assunção, Paraguai, em 1965. MEC., vol 2, pág 188



609 - FULVIO PENNACCHI (1905 - 1992)

Músicos - gravura - 37 x 27 cm - não assinado -

Pintor, ceramista, desenhista, ilustrador, gravador, professor nascido na cidade de Villa Collemandina, Itália e falecido em São Paulo. Em 1924 foi para Lucca e iniciou sua formação artística no ‘Regio Istituto di Belle Arti’ onde teve aulas com o pintor Pio Semeghini. Mudou-se para São Paulo em 1929 e dedicou-se a diferentes atividades até 1933, quando passou a auxiliar Galileo Emendabili na execução de monumentos funerários. Em 1935, conheceu Francisco Rebolo, passou a frequentar seu ateliê e conviveu com os artistas do Grupo Santa Helena. Nessa mesma época integrou a Família Artística Paulista e iniciou a produção de painéis em afresco e óleo para residências, igrejas, hotéis e outras edificações, destacando-se os afrescos de grandes dimensões para a Igreja Nossa Senhora da Paz, no bairro do Glicério, executados entre 1941 e 1948. Em 1965, iniciou um período de recolhimento e manteve-se afastado das exposições e do circuito artístico. Em 1973, reabriu seu ateliê e recebeu diversas homenagens no Brasil e na Itália. Nesse mesmo ano conheceu a ceramista Eunice Pessoa e com ela desenvolveu um grande número de peças que foram expostas em 1975. Sem nunca ter abandonado as atividades artísticas, voltou a figurar em diversas mostras e continuou a produzir painéis em afresco. Em 1980, Pietro Maria Bardi publicou um livro sobre sua obra. Nove anos depois, foi lançado o livro ‘Ofício Pennacchi’, organizado por Valério Antonio Pennacchi, responsável também pela publicação, em 2002, do livro ‘Fulvio Pennacchi: Pintura Mural’. Importante retrospectiva da obra do artista foi realizada, em 1973, no MAM - São Paulo. TEODORO BRAGA, PÁG. 192; MEC, VOL, 3, PÁG. 365; WALMIR AYALA, VOL, 2, PÁG. 182; PONTUAL, PÁG. 416; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 784; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 740; ACERVO FIEO.



610 - TÉIA DE SOUSAS (1945)

"Lendo" - óleo sobre eucatex - 17 x 16 cm - canto inferior direito e dorso - 2016 -

Pintora primitiva ativa no Estado de São Paulo. Suas obras nos trazem belas cenas do cotidiano das pessoas no campo. Suas cores são bem dosadas e a composição agrada aos olhos, pois traz harmonia e tranquilidade. A artista expõe regularmente, com sucesso de público e vendas.



611 - HELIO DE CASTRO (1960)

Marinha - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior direito -

Excepcional pintor de paisagens e marinhas, dono de refinada técnica e composição, com inspiração nas escolas européias. JULIO LOUSADA, vol. 4, pág. 514



612 - MILTON DACOSTA (1915 - 1988)

Construção - serigrafia - 20/100 - 60 x 83 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador. Milton Rodrigues da Costa nasceu em Niterói, RJ e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou estudos de desenho e pintura, em 1929, com o professor alemão August Hantv. No ano seguinte matriculou-se no curso livre de Marques Júnior, na Escola Nacional de Belas Artes. Junto com Edson Motta, Bustamante Sá e Ado Malagoli , entre outros, criou o Núcleo Bernardelli em 1931. Viajou para Estados Unidos em 1945, com o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Belas Artes do ano anterior. Na cidade de Nova York, estudou na Art's Students League of New York. Em 1946, foi para a Europa e após visita a vários países, fixou-se em Paris, onde estudou na Académie de La Grande Chaumière. Conheceu Pablo Picasso, por intermédio de Cícero Dias, e freqüentou os ateliês de Georges Braque e Georges Rouault. Expôs no Salon d'Automne (Paris) e regressou ao Brasil em 1947. Em 1949, casou-se com a pintora Maria Leontina e passou a residir em São Paulo. Realizou muitas exposições individuais e também recebeu prêmios nas Bienais Internacionais de São Paulo (1955, 1957). TEODORO BRAGA, PÁG. 163; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 229; MEC, VOL. 2, PÁG. 13; BENEZIT, VOL. 3, PÁG.315; ITAU CULTURAL; PONTUAL, PÁG. 155; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; ACERVO FIEO.



613 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Baile - serigrafia - P.I. - 54 x 37 cm - canto inferior direito -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



614 - VAQUEIRO (1946)

Paisagem - acrílico sobre tela - 16 x 16 cm - canto inferior direito e dorso - 2015 -

Pintor autodidata, Nelson Vaqueiro nasceu em Cândido Mota, SP. Participou de várias mostras coletivas e oficiais, destacando-se: ‘Gente da Terra’ - Paço das Artes, SP (1980); ‘Naive Spring’ Uri and Rami Nachushtan Museum, Kibbutz Ashdot Yaacov Meuchad, Israel (2004). ITAU CULTURAL; JULIO LOUSADA VOL. 1, PÁG. 1023; naiveartonline.com.



615 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Flores - litografia - 30/100 - 83 x 59 cm - canto inferior direito - 1991 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.