Leilão de Junho de 2015

09, 10 e 11 de Junho de 2015



001 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Gato - gravura - 12/100 - 38 x 29 cm - canto inferior direito - 1981 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



002 - ALCIDES PINTO DA FONSECA (1943)

Fazenda - guache - 23 x 31 cm - canto inferior direito -

Pintor paulista, começou a pintar por volta de 1962, tendo recebido orientação de Américo Modanez e Cássio M'Boy. Diversas participações em salões oficiais e individuais. Seus trabalhos fixam cenas populares do interior paulista, sempre com a preocupação pela variedade e quantidade de detalhes. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 315; PONTUAL, pág. 219; JÚLIO LOUZADA, vol. 10, pág. 39, Acervo FIEO.



003 - ANDRÉ POLI (1966)

Composição - óleo sobre tela - 88 x 99 cm - canto inferior direito e dorso - 1997 -

Pintor nascido em São Paulo-SP, onde é ativo, a 23/5/1966. Participa de individuais a partir de 1988, e de coletivas, a partir de 1985, recebendo diversas premiações. Fascinado pela figura humana, que a reproduz com técnica e força. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 251.



004 - BENÉ SILVEIRA (XX)

Composição - acrílico sobre madeira - 66 x 48 cm - canto inferior direito -

Benedito Leme da Silveira, artista plástico autodidata, reside na cidade de Inhumas, Goiás, mas é natural de Itu, SP. Seus trabalhos foram expostos em várias galerias e espaços alternativos de Goiânia, Pirenópolis, Anápolis, Inhumas e em outros países, como na Holanda. plusimagem.blogspot.com.br; www.brasilnoticia.com.br.



005 - NICOLA PETTI (1904 - 1983)

Paisagem - óleo sobre eucatex - 11 x 17 cm - canto inferior direito -

Ativo em São Paulo, foi também excepcional desenhista, aluno nesta capital, do pintor e professor alemão Georg Ficher Elpons; participou assiduamente do Salão Paulista de Belas Artes, desde sua inauguração em 1933, onde foi muito premiado. MEC, vol. 3, pág. 393; JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 685; ITAU CULTURAL, Acervo FIEO.



006 - JOAQUIM TENREIRO (1906 - 1992)

Pássaros - desenho a nanquim - 24 x 24 cm - canto inferior direito -

Designer, escultor, pintor, gravador e desenhista, Joaquim Albuquerque Tenreiro nasceu em Melo Guarda, Portugal e faleceu em Itapira, SP. Filho e neto de marceneiros, aos dois anos de idade mudou-se para o Brasil com a família. Retornou a Portugal em 1914 e ajudou o pai a realizar trabalhos em madeira. Iniciou aulas de pintura. Em 1928, transferiu-se definitivamente para o Rio de Janeiro, passando a frequentar o curso de desenho do Liceu Literário Português onde conquistou o prêmio Joaquim Alves Meira, a maior láurea daquele estabelecimento e fez cursos no Liceu de Artes e Ofícios. Em 1931, integrou o Núcleo Bernardelli. Na década de 1940, dedicou-se à pintura de retrato, de paisagem e de natureza-morta. Entre 1933 e 1943, trabalhou como designer de móveis nas empresas Laubissh & Hirth, Leandro Martins e Francisco Gomes. Em 1943, montou sua primeira oficina, a Langenbach & Tenreiro e, alguns anos depois, inaugurou duas lojas de móveis; primeiro no Rio de Janeiro e, posteriormente, em São Paulo. É o renovador do mobiliário brasileiro, responsável por toda uma linha de criação em que a funcionalidade se alia o bom gosto e o aproveitamento racional dos materiais do País. No final da década de 1960, Joaquim Tenreiro encerrou as atividades na área da concepção e fabricação de móveis para dedicar-se exclusivamente às artes plásticas, principalmente à escultura. Participou do Panorama da Arte Atual Brasileira, SP (1972, 1973, 1975, 1978, 1988), da Bienal Internacional de São Paulo (1965), entre outras, e realizou uma retrospectiva no MAM, RJ (1977). Tem pinturas suas figurando no MAM, SP, no MNBA e Museu Manchete, RJ. MEC, VOL.4, PÁGS.381 E 382; PONTUAL, PÁG.520; TEIXEIRA LEITE, PÁG.504; WALMIR AYALA, VOL.2, PÁG.376 E 377; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG.973; VOL. 5, PÁG. 1042; VOL.6, PÁG. 1111; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 580; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; www.joaquimtenreiro.com; renome.com.br; pinturabrasileira.com; web.artprice.com.



007 - ALBANO VIZOTTO FILHO (1928)

Natureza morta - óleo sobre eucatex - 16 x 22 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor e escultor ativo em São Paulo. São muito apreciadas as suas naturezas mortas. MEC, vol. 4, pág. 495; JULIO LOUZADA, vol. 9, pág. 30; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO.



008 - FRANCISCO COCULILO (1895 - 1978)

Paisagem - óleo sobre tela - 36 x 44 cm - canto inferior direito -

Paisagista nascido no Rio de Janeiro, aluno de Luiz Graner. Realizou exposições individuais em várias cidades brasileiras. Catálogo de Exp. de Paisagem Brasileira - MEC-MNBA/Rio/1944; MEC, vol. 1, pág. 40; TEODORO BRAGA, pág. 73; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 208; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 74; Acervo FIEO.



009 - JAN CYBIS (1897 - 1972)

Paisagem - óleo sobre cartão - 48 x 33 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista e professor da Escola Polonesa nascido em Wroblin - Silésie. Foi aluno da Academia de Belas Artes de Wroclaw e de Cracóvia (1919-1924). Em Wroclaw estudou sob a supervisão de Otto Müller - membro do grupo expressionista alemão ‘Die Brücke’. Foi para Paris (1924-1931) e foi um dos fundadores do "Comité de Paris". Com esse grupo expôs na polônia e em outros países. Depois de 1945 foi professor na Academia de Varsóvia. Realizou exposições individuais em Cracóvia (1934), em Poznan (1948), em Varsóvia (1956). Participou da Bienal de Veneza (1936, 1948), da Bienal Internacional de São Paulo (1959), entre outras. Foi premiado em 1955 (Highest Polish State) e em 1956 (Solomon Guggenheim Foundation). BENEZIT VOL. 3, PÁG.307; culture.pl; www.artprice.com; www.artnet.com; www.sothebys.com.



010 - SILVIA ALVES (1947)

"Luar na Av. Paulista" - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior direito e dorso - 2015 -

Pintora, desenhista, escultora, gravadora, ilustradora, professora, poetiza e atriz Silvia Ferraro Alves nasceu em São Paulo. Estudou desenho e escultura com Alvaro de Bauptista (1980 a 1984) na Universidade de Campinas; formou-se em Pintura na Faculdade de Belas Artes (1986); mestrado em Aquarela na Faculdade Santa Marcelina (1998); frequentou o ateliê de Gravura do Museu Lasar Segall (1985 a 1988); os ateliês de pintura e desenho dos professores Lecy Bomfim, Salvador Rodrigues, Deusdedith Campanelli, Colette Pujol, Djalma Urban, Francisco Cuoco, Fang, o ateliê de escultura no Museu Brasileiro de Escultura (1980 a 1994) e aquarela com Iole Di Natale (1994 a 1998). Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais. Foi premiada em 1983, 1989, 1991, 1993, 1994, 1997, 1999, 2000, em São Paulo. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL, 10, PÁG, 49; www.silviaalves.art.br.



011 - NORMA GRINBERG (1951)

Composição - cerâmica de alta temperatura - 65 x 20 x 10 cm -

Escultora, ceramista, pintora, arquiteta e professora, Norma Ienenholv Grinberg nasceu em Cochabamba, Bolívia. Assina Norma Grinberg. Em 1959, veio para o Brasil e fixou residência em São Paulo. Iniciou sua atividade com cerâmica em 1972. Dois anos depois, formou-se no curso de licenciatura em desenho e plástica, na FAAP. Realizou sua primeira exposição individual em São Paulo, em 1980, entre outras. Participou da 19ª Bienal Internacional de São Paulo (1987), da 1ª Bienal Internacional de Cerâmica, em Óbidos, Portugal, como artista convidada (1987), da 1ª Trienal Internacional de Cerâmica, no ‘National Center of Fine Art’s, no Cairo, Egito (1992), da 6ª Bienal Internacional de Cerâmica Artística, em Aveiro, Portugal (1999) e de inúmeras mostras coletivas e oficiais. Foi premiada em São Paulo (1987); Marília, SP (1987). Desde 2010 é membro da Academia Internacional de Cerâmica (IAC) com sede na Suíça. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 472; normagrimberg.com.br; artenaescola.org.br; www.artprice.com; www.sp.senac.br; www.pinacoteca.org.br.



012 - ADRIANO GAMBIM (1983)

"Estação da Luz" - serigrafia - 27/30 - 18 x 19 cm - canto inferior direito - 2014 -

Pintor, desenhista, gravador e arte-educador. Sua formação artística foi na UNIMESP e UNESP, São Paulo. Realizou exposições individuais em Guarulhos (2004, 2008, 2009, 2010, 2011) e tem participado de várias mostras coletivas e Salões individuais como: Guarulhos, SP (2001, 2007 a 2013); São Paulo (2008, 2010); Araraquara, SP (2006, 2010, 2012); Franca, SP (2008); Catanduva, SP (2008); Suzano, SP (2009); Ubatuba, SP (2005, 2009); Ribeirão Preto, SP (2010); Mairiporã, SP (2010); Santo André, SP (2010); Santos, SP (2011); Araras, SP (2013); Embu, SP (2013); Curitiba, PR (2012); Porto Alegre, RS (2013); Brasília, DF (2013); Castro, PR (2013); Ceará (2012); Espanha (2005 a 2008, 2013); Finlândia (2007); México (2009); Itália (2007, 2009); Romênia (2007, 2010). Foi premiado em: Guarulhos, SP (2007 a 2009, 2011); Mairiporã, SP (2011); Espanha (2011); Araraquara, SP (2010, 2012, 2013); Araras, SP (2012); Rio Claro, SP (2013). www.artprice.com.



013 - JOSÉ FIÚZA GUIMARÃES (1868 - 1949)

Figura - óleo sobre madeira - 20 x 12 cm - canto inferior direito -

Nascido e falecido no Rio de Janeiro-RJ. Aos 27 anos recebeu prêmio de viagem à Europa da ENBA. Executou diversas decorações para Carnaval, onde se destacou. Pintou figuras, naturezas mortas e paisagens, tendo deixado escassa produção. JULIO LOUZADA, vol. 6, pág. 479; PONTUAL, pág. 216; MEC , vol. 2 pág. 308; TEIXEIRA LEITE.



014 - ENIDO MICHELINI (1944)

La grand place - aquarela - 58 x 45' cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, artista gráfico, publicitário e professor, Enido Angelo Michelini nasceu em Rafard, São Paulo. Sua formação artística se deu em São Paulo onde desenvolveu sua carreira de publicitário como diretor de criação de grandes multinacionais. Paralelamente, na década de 1960, seguia sua carreira artística. Morou na Cidade do México (1999 a 2002), mudou-se para os Estados Unidos em 2006. Realizou várias exposições individuais. No Brasil, seus trabalhos foram exibidos no Museu de Arte de São Paulo (MASP), no Museu de Arte Moderna de São Paulo e da Bahia e em muitas outras mostras oficiais. Tem exposto também no Museu de Arte de Boca Raton, EUA, em Marostica, Itália e em Tokuyama, Japão. Foi premiado em São Caetano do Sul, SP (1963); Limeira, SP (1974); São Bernardo do Campo, SP (1976, 1987, 2007); São Paulo (1976, 1989); Santo André, SP (1989). ITAU CULTURAL; www.enidoart.com.



015 - PAULO CALAZANS (1947)

"Varal da Bela Vista" - óleo sobre tela - 100 x 130 cm - dorso -
No estado. -

Mineiro de Caratinga, onde nasceu a 25 de maio de 1947. Gravador, desenhista, fotógrafo e poeta. Dos 15 aos 30 anos executou trabalhos na área visual (pintura, ilustração, gravura, fotografia, cenografia, entre outros), o que gerou a sua formação atual. Sua obra reflete várias tendências, ora passando uma releitura na História da Arte no período 1300/1950, ora desenvolvendo imagens a partir do inconsciente racionalizado. Individuais e coletivas a partir de 1983, com premiações. JULIO LOUZADA vol.11, pág. 49.



016 - CLAUDIO ARENA (1945)

Paisagem - óleo sobre tela - 23 x 17 cm - canto inferior esquerdo -

Nasceu em São Paulo-SP, no dia 23/6/1945, onde cursou a Faculdade de Belas Artes e a Associação Paulista de Belas Artes, estudando desenho artístico, publicitário e arquitetônico. Dentre as principais participações com premiações destacamos: Honra ao Mérito no XIX SA de SBC-SP, III SAP da AAAPR e I Salão da Paisagem de SBC-SP. JULIO LOUZADA, vol. 3, pág. 67



017 - DARCY PENTEADO (1926 - 1987)

"O doente imaginário" - desenho a nanquim e guache - 34 x 24 cm - canto inferior direito - 1960 -
Estudo para figurino da peça "O doente imaginário", da personagem Angélica. -

Desenhista, pintor, cenógrafo, figurinista e escritor, Darcy Penteado foi a personalidade polimorfe, que buscava tornar a própria existência matéria de arte. Em 1948 passou a integrar em São Paulo o Grupo Novíssimos. Expôs individualmente a partir de 1949, participando de inúmeras exposições coletivas e individuais, no país e no exterior. MEC, vol. 3, pág. 365; PONTUAL, pág. 416; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 241. WALMIR AYALA, vol 2, pág 183; TEIXEIRA LEITE, pág 401; ITAÚ CULTURAL ; WALTER ZANINI, pág. 717; LEONOR AMARANTE, pág. 75.



018 - MENASE WAIDERGORN (1927)

Na cozinha - óleo sobre tela - 30 x 20 cm - canto inferior direito -

Pintor nascido em Hotin, Romênia. Seus pais vieram para o Brasil (1932) fixando residência em São Paulo. Ingressou na Associação Paulista de Belas Artes (fim da década de 1940), onde conheceu Dario Mecatti. Viajou pelo norte da África e Europa. Participou de diversos salões, coletivas oficiais e recebeu diversos prêmios. JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 1011; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



019 - ALFREDO VOLPI (1896 - 1988)

Fachada e bandeira - litografia off set - 40/120 - 49 x 32 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.



020 - OMAR PELEGATTA (1925 - 2000)

Igreja - óleo sobre tela - 27 x 35 cm - canto inferior esquerdo -

Italiano da Lombardia, PELLEGATTA foi pintor e gravador dedicado a temas sacros e casarios coloniais. Em sua obra, o ser humano é apresentado sempre de modo idealizado, na figura de ternas madonas, santos, coroinhas e cavaleiros. Participou de diversas coletivas e salões, a partir de 1957, recebendo premiações em sua maioria. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág.735; MEC vol.3, pág.363; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



021 - HANSEN BAHIA (1915 - 1978)

Mangue - xilogravura - 22 x 16 cm - canto inferior direito -

Seu nome de batismo era Karl Heinz Hansen, nascido na Alemanha. Dedicou quase toda a sua vida de artista fixando aspectos da Bahia, daí o nome artístico que adotou. Apegou-se ao povo, aos animais e principalmente aos cenários daquela região, e que tão bem soube reproduzir com sua alma e essencia. JULIO LOUZADA vol.1, pág. 81; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 720; ARTE NO BRASIL, pág. 842; ACERVO FIEO, pág. 251.



022 - ALFREDO CESCHIATTI (1918 - 1989)

Torso - escultura em bronze - 34 x 18 x 13 cm - assinado -

Natural de Belo Horizonte. Escultor, desenhista e professor. Passou a frequentar a antiga ENBA em 1940, depois de uma viagem à Europa, especialmente Itália, iniciada em 1938. Na Divisão Moderna do SNBA recebeu, como escultor as medalhas de bronze (1943) e de prata (1944), bem como o prêmio de viagem ao estrangeiro (1945), com o baixo-relevo para a Igreja de São Francisco de Assis, da Pampulha, em Belo Horizonte e, como desenhista, a medalha de prata (1945). Esteve mais uma vez na Europa entre 1946 e 1948, anos em que realizou exposição individual no Instituto dos Arquitetos do Brasil (GB). Figurou na II BSP e no II SNAM, em 1953. Fazendo parte da equipe que, em 1956, venceu o concurso de projetos para o Monumento aos Mortos da II Guerra Mundial (GB), ali executou o conjunto alusivo às três forças armadas. Integrou a Comissão Nacional de Belas Artes em 1960 e 1961, e entre 1963 e 1965, lecionou escultura e desenho na Universidade de Brasília. Quirino Campofiorito citou-o no estudo Ëscultura Moderna no Brasil"(Revista Crítica de Arte, nº único 1962). De seus trabalhos mais conhecidos destacam-se as esculturas As Banhistas e A Justiça, que se encontram, respectivamente, no lago em frente ao Palácio da Alvorada e defronte ao Supremo Tribunal Federal (Praça dos Três Poderes), em Brasília. Há ainda, obras escultóricas de sua autoria, entre outras no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Ministério das Relações Exteriores (Brasília) e em um edifício que Oscar Niemeyer projetou no conjunto residencial Hansa (setor ocidental de Berlim), assim como na embaixada brasileira em Moscou. MEC, vol. 1, pág. 397; PONTUAL, pág. 127; JÚLIO LOUZADA, vol. 11, pág. 70; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 609; ARTE NO BRASIL, pág. 872.



023 - MARCIO SCHIAZ (1965)

"Composição" - óleo sobre tela - 70 x 100 cm - canto inferior direito e dorso - 1994 -

Paulistano, o pintor nasceu em 10/5/1965. Estudou na APBA-SP, onde desenvolveu curso de desenho e pintura, frequentado sessões de modelo vivo. Individuais desde 1989 e coletivas em Salões Oficiais, com sucesso de crítica. Recebeu diversos prêmios. JULIO LOUZADA, vol.13, pág. 304; Acervo FIEO.



024 - TSUKIKA OKAYAMA (1908 - 1997)

Outono - óleo sobre tela - 50 x 61 cm - canto inferior direito - 1963 -

Pintora nascida no Japão, onde iniciou seus estudos. Em 1932, radicou-se em São Paulo participando do Grupo Seibi e mais tarde do Grupo Guanabara . Exposições coletivas: São Paulo, SP em 1953, 1958, 1959, 1960, 1961, 1962, 1965, 1966, 1968, 1973, 1978, 1988 e 1993; Curitiba, PR em 1979; Japão em 1995 e 1996; Jacareí em 1997. Exposições individuais: SÃO Paulo, SP em 1971, 1973 e 1974. Exposições póstumas: São Paulo, SP em 1998, 2001 e 2004. Prêmios: São Paulo, SP em 1960, 1962, 1965, 1973, 1980 e 1991. ITAÚ CULTURAL.



025 - EDGAR BASTOS (1935 - 2002)

No circo - técnica mista sobre papel - 21 x 30 cm - canto inferior direito - 1981 -

Pintor e desenhista alagoano com diversas participações em mostras e Salões oficiais.



026 - RENOT (1932)

Mulheres - serigrafia colada em madeira - 76/100 - 98 x 68 cm - canto inferior direito -
No estado. -

Pintor, desenhista, gravador e tapeceiro, Reinaldo Eliomar de Freitas Marques da Silva nasceu em Santa Luzia, Bahia. Assina Renot. Autodidata, começou a pintar em 1957 e, em 1964, com a inauguração da Galeria Quirino, em Salvador, iniciou sua formação artesanal. Tornou-se amigo de vários intelectuais e artistas baianos entre os quais Jenner Augusto, Jorge Amado e Manuel Quirino. Quirino, com quem trabalhou, foi também o seu mestre na arte de tecer (1964). Foi responsável pelos calendários-tapeçaria que fez para a Basf e Bosh do Brasil em 1977. Realizou muitas exposições individuais em: Salvador, BA (1970, 1971, 1972, 1977); Porto Alegre, RS (1970); Rio de Janeiro (1971, 1974); São Paulo (1972, 1973, 1975 a 1978, 1982); Hamburgo, Alemanha (1971); Londres, Inglaterra (1972); Barcelona, Espanha (1974); Genebra, Suíça (1974); Buenos Aires, Argentina (1975); Paris, França (1976); Estados Unidos (1978, 1980). Participou de várias coletivas e mostras oficiais pelo Brasil e exterior. Atua também como perito, marchand e organizador de leilões. JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 816; VOL. 7, PÁG. 590; ITAU CULTURAL; MEC VOL. 4, PÁG. 53; web.artprice.com.



027 - UBI BAVA (1915 - 1988)

Composição - desenho a lápis - 34 x 28 cm - canto inferior esquerdo - 1973 -

Natural da cidade paulista de Santos. Faleceu em São Paulo. Arquiteto, professor, pintor, desenhista e escultor. Foi aluno de Lucilio de Albuquerque e de Henrique Cavalleiro. Foi professor de desenho artístico da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Rio de Janeiro, FAU/UFRJ. Entre as diversas exposições de que participou, destacam-se: Salão Nacional de Belas Artes - Divisão Moderna, Rio de Janeiro (1949); Bienal Internacional de São Paulo (1951 a 1955, 1959, 1973, 1975); Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro (1961, 1968); Panorama de Arte Atual Brasileira, MAM/SP (1975, 1976); Exposição Itinerante de Arte Moderna no Brasil por Argentina, Chile e Peru (1957). Foi premiado no Rio de Janeiro (1949, 1961 - Prêmio de Viagem ao Estrangeiro); Curitiba, PR (1972). Viajou pela Europa, com o Prêmio de Viagem, e se fixou na Itália por dois anos. TEIXEIRA LEITE; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL. 5 PÁG. 98; WALTER ZANINI, PÁG. 676; LEONOR AMARANTE; ARTE NO BRASIL, PÁG. 933; pitoresco.com.br; mac.pr.gov.br; arcadja.com;web.artprice.com.



028 - INNOCÊNCIO BORGHESE (1897 - 1985)

Quintal - óleo sobre eucatex - 17 x 24 cm - canto inferior direito - 1970 - Guarulhos SP -

Pintor e professor paulista, participante do Salão Paulista de Belas Artes, de 1935 a 1961. Diversas exposições individuais e coletivas, com muitas premiações. Pintou muitas paisagens tendo como tema a cidade de São Paulo. TEODORO BRAGA, pág 56; MEC, vol. 1, pág. 251; Acervo FIEO.



029 - RENINA KATZ (1925)

"Hai-vai" - litografia - 17/30 - 38 x 52 cm - canto inferior direito -

Gravadora, desenhista, ilustradora e professora, Renina Katz Pedreira nasceu no Rio de Janeiro. Assina Renina e Renina Katz. Cursou a Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1947 a 1950) e teve como professores, entre outros, Henrique Cavalleiro e Quirino Campofiorito. Licenciou-se em desenho pela Faculdade de Filosofia da Universidade do Brasil. Iniciou-se em xilogravura com Axl Leskoschek, em 1946. Incentivada por Poty, ingressou no curso de gravura em metal, oferecido por Carlos Oswald no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro. Mudou-se para São Paulo em 1951, e lecionou gravura no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand e, posteriormente, na Fundação Armando Álvares Penteado, até a década de 1960. Em 1956, publicou o primeiro álbum de gravuras, intitulado ‘Favela’. A partir dessa data, foi docente da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo por 28 anos. Realizou muitas exposições individuais pelo Brasil, EUA, Chile, Paraguai, Portugal, Itália, Holanda e participou, entre as diversas mostras e Salões oficiais, das: Bienal Internacional de São Paulo (1955, 1959, 1961, 1963, 1985, 1989); Bienal de Veneza, Itália (1956, 1986); Panorama da Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1974, 1977, 1980, 1984). Foi premiada no Rio de Janeiro (1951, 1952) e em São Paulo (1955, 1984). MEC VOL.2, PÁG.403; PONTUAL, PÁG. 288; WALMIR AYALA VOL.1, PÁG.441; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG.15; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 606; ARTE NO BRASIL; www.artprice.com; www.catalogodasartes.com.br; www.editora.unicamp.br; www.laboratoriodasartes.com.br; artenaescola.org.br.



030 - TRAN MINH THO (1922 - 1993)

Menina - óleo sobre madeira - 50 x 50 cm - canto inferior direito -

Vietnamita da cidade de Cholon, onde nasceu a 15 de maio. Adotando o gênero figurativo-abstrato, o artista possui uma técnica exótica, mas não um exótico que depende de um esforço de atenção, erudito ou cultivado, e sim uma pintura onde a natureza, o homem e as implicações da natureza e das relações sociais da produção transparecem e se fundem numa sucessão de imagens e de registros da vida cotidiana, em todos o seu colorido, ritmo e movimento. Expõe individual e coletivamente a partir de 1965, inclusive no exterior, obtendo diversas premiações. JULIO LOUZADA, vol. 1 pág. 978



031 - AÉCIO DE ANDRADE (1935)

"Pescadores" - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor natural de São Paulo, Capital. Passou pelo gênero impressionista no inicio da carreira, e depois para uma fase mais pessoal. Aborda temas populares brasileiros. Possui obras nos Museus das cidades de Americana, Matão, Assis, Guararapes, e em Penápolis. Começou a expôr em 1968, tendo participado de diversas mostras no País e no exterior, conforme relaciona a bibliografia abaixo. JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 33



032 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XIX - XX

Veleiros - óleo sobre cartão - 20 x 28 cm - canto inferior esquerdo -
A. Chappell Coole. -



033 - INÁCIO RODRIGUES (1946)

Marinha - acrílico sobre cartão - 32 x 46 cm - canto inferior esquerdo - 2010 -

Pintor, desenhista, entalhador e gravador, natural de Acaraú, CE. Iniciou-se em pintura como autodidata (1957). Viajou para diversos países da América Latina (1960-1965) com o objetivo de participar de exposições e acabou se fixando, em 1966, no Rio de Janeiro. Pintou a cúpula da Catedral Municipal e o Hotel Porto Velho em Porto Velho, RO (1962 e 1965). Expôs individualmente em diversas capitais brasileiras e também no exterior. Participou de muitas mostras e Salões oficiais e foi premiado em: Curitiba, PR (1971); Rio de Janeiro (1970, 1973, 1975, 1977, 1978); Belo Horizonte, MG (1970, 1971); Campinas, SP (1971, 1972); Florianópolis, SC (1972); Niterói, RJ (1974); Embu, SP (1974); Amparo, SP (1994, 1996); São José dos Campos, SP (1983). JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 834; VOL. 4, PÁG. 959; VOL. 12, PÁG. 345; TEIXEIRA LEITE PÁG. 450. WALMIR AYALA VOL. 2, PÁG. 259; MEC VOL. 4, PÁG. 91; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



034 - JOSÉ PINTO (1932)

"São José de Botas" - óleo sobre tela - 35 x 27 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2003 -

José Wense Pinto é natural de Ilhéus, BA. Assina José Pinto. Autodidata, veio para o Rio de Janeiro em 1951. Em 1953 freqüenta a Associação Brasileira de Desenho e começa a pintar profissionalmente em1969. Participou de diversas exposições e Salões oficiais: 1969,1970 a 1974 - Rio de Janeiro, RJ; 1970; Milão e Espoleto, Itália; Nova York, EUA; Londres, Inglaterra; 1971 - Recife,PE. Individuais: 1969 e 1971 - Rio de Janeiro, RJ; 1970 - Bahia; 1971 - São Paulo, SP e 1973 - Brasília, DF. Prêmios: 1972 - Rio de Janeiro, RJ. Possui obras em: Museu Regional de Feira de Santana, BA; Museu Laval - Henri Rousseau, França; Museu de Viçosa, MG; Agências do Banco do Brasil em São Francisco, EUA; acervo da Cia. Shell e Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro, RJ. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág.769; vol. 8, pág. 660. ITAU CULTURAL.



035 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Fruteira" - giclée - P.A. VIII/VIII - 37 x 45 cm - centro inferior na matriz -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins. -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



036 - ERNESTO CAPOBIANCO (1918)

Paisagem - óleo sobre tela - 55 x 74 cm - canto inferior direito -

Pintor ativo em São Paulo. Tem como tema paisagens rurais e casas de colonos. JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 177, Acervo FIEO.



037 - SALVADOR RODRIGUES JR (1907 - 1995)

Marinha - óleo sobre eucatex - 39 x 49 cm - canto inferior direito e dorso - Praia do Tombo - Guarujá -

Nasceu em Cádiz, Espanha, a 8 de abril de 1907. Veio a falecer no dia 24 de julho de 1995, em São Paulo-SP. Pintor e professor. A sua pintura é toda poesia e sem artifícios. O artista não imita ninguém. Tem estilo e sentido próprios. Estas algumas das observações do crítico da Sociarte, José Cornelsen. O autor obteve mais de uma centena de medalhas e troféus em certames oficiais. JULIO LOUZADA vol.9, pág.741, Acervo FIEO.



038 - INGRES SPELTRI (1940)

"Opus 4415" - técnica mista sobre tela - 60 x 80 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor, desenhista, escultor, gravador e professor nascido em Jau, SP. Filho do pintor Augusto Speltri com quem se iniciou na pintura, ainda criança. Em 1959 mudou-se para São Paulo onde estudou Música (1960-1964). É professor titular da Escola Panamericana de Arte, SP. Realizou exposições individuais, em São Paulo, nos anos de 1977, 1981, 1978, 1984. Participou de várias mostras e Salões oficiais, sendo premiado em: São Paulo (1963, 1966, 1970, 1971); Santo André, SP (1976). JULIO LOUZADA VOL. 5, PÁG. 1012; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; MEC VOL. 4, PÁG. 338; PONTUAL PÁG. 504; www.artprice.com; www.speltri.com.



039 - FAUSTO PRATELLA (1888 - 1964)

Barcos de pesca - óleo sobre cartão - 44 x 34 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista italiano nascido em Nápoles, filho do pintor Attilio Pratella. Realizou exposições e participou de muitas mostras e Salões oficiais. www.galleriarecta.it; www.artprice.com; artist.christies.com; artnet.com; arcadja.com; www.liveauctioneers.com; www.vincentgalleria.it; www.nuovagalleriacampodeifiori.it.



040 - MARIE NIVOULIÈS DE PIERREFORT (1879 - 1968)

No terraço - óleo sobre tela - 46 x 38 cm - canto superior esquerdo -

Natural de Toulon , França, faleceu no Rio de Janeiro, em 1968. Em Paris frequentou os ateliers de Renoir, Bonnard e Manet. Expôs no Salão dos Independentes a partir de 1907 e nos Salões da Sociedade Nacional de Belas Artes desde 1910, ambos em Paris.Em 1938 veio pela primeira vez ao Brasil, participando do SNBA, onde recebeu premiações, fixando-se definitivamente no País a partir de 1959. Atualmente considerada a Debret do Século XX, pois retratou as paisagens e o cotidiano de nossa gente como uma autêntica neo-impressionista. JULIO LOUZADA, VOL, 10 pág, 639. BENEZIT, VOL, 7 pág, 733; ITAÚ CULTURAL.



041 - ANGELO CANNONE (1899 - 1992)

Morro Dois Irmãos - óleo sobre eucatex - 20 x 30 cm - canto inferior direito - Rio de Janeiro -

Pintor, desenhista e professor nascido em Abruzzo, Itália. Assinava D’Angelo, Angelo Cannone e A. Cannone. Aos cinco anos mudou-se para Nápoles com sua família. Em fins de 1947, veio para o Brasil, residiu algum tempo em São Paulo e depois se mudou para o Rio de Janeiro, onde se radicou e lá faleceu. Estudou no Instituto de Belas Artes de Nápoles com Paolo Vetri. Viveu em Roma durante quatro anos com uma pensão conquistada em um concurso em Nápoles. Lecionou desenho no Instituto Técnico. Expôs individualmente em São Paulo (1947, 1993) e no Rio de Janeiro (1947, 1973, 1980, 1984). Foi premiado, na Itália, em: 1922, 1925, 1929, 1941 e, no Brasil, em 1960. Em 1972 pintou o retrato do papa Pio X, em tamanho natural, que está na Igreja dos Italianos, RJ. WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 168; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 187; VOL. 3, PÁG. 203; VOL.8, PÁG. 165; VOL. 9, PÁG. 171; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; brasilartesenciclopedias.com.br; www.artprice.com; www.arcadja.com.



042 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

Ritmo - escultura em mármore - 25 x 12 x 6 cm - assinado -

Escultor, desenhista e pintor paulista nascido em Mococa, SP e falecido no Rio de Janeiro. Mudou-se com a família para Itália, e fixou-se em Roma (1913). Iniciou estudos de desenho e escultura com o professor Loss (1920). Participou de movimentos antifascistas e foi preso (1931) por motivos políticos. Foi extraditado para o Brasil (1935) por intervenção do embaixador brasileiro na Itália. Em 1937, viajou para Paris e frequentou as academias ‘La Grand Chaumière’ e ‘Ranson’, onde estudou com Aristide Maillol e conviveu com Henry Moore, Marino Marini e Charles Despiau. Em 1939, retornou a São Paulo e junto com Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Sérgio Milliet, entre outros, participou do Movimento Modernista; foi um dos membros da Família Artística Paulista e do Grupo Santa Helena. Em 1943, transferiu-se para o Rio de Janeiro. A convite do ministro Gustavo Capanema instalou ateliê no antigo Hospício da Praia Vermelha, onde orientou jovens artistas como Francisco Stockinger. Possui obras em espaços públicos como ‘Monumento à Juventude Brasileira’ (1947), nos jardins do antigo Ministério da Educação e Saúde, atual Palácio Gustavo Capanema - RJ; ‘Candangos’ (1960), na Praça dos Três Poderes, e ‘Meteoro’ (1967), no lago do edifício do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília; ‘Integração’ (1989), no Memorial da América Latina, em São Paulo. Participou das Bienais de Veneza (1950, 1952); participou das I, II, IV e IX Bienais de São Paulo, período em que recebeu o prêmio de melhor escultor brasileiro (1953) e sala especial (1967). MEC, VOL.2, PÁG. 250; PONTUAL, PÁG. 237; MAYER/84, PÁG. 1333; BENEZIT VOL. 5, PÁG. 14; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 715; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 422; www.artprice.com; www.pinturabrasileira.com; www.dec.ufcg.edu.br; www.monumentos.art.br.



043 - GRAUBEM DO MONTE LIMA (1889 - 1972)

Flores e borboletas - óleo sobre tela - 22 x 16 cm - canto inferior direito - 1965 -

Pintora natural de Iguatu, CE. Faleceu na cidade do Rio de Janeiro. Fixou residência no Rio de Janeiro em 1908, onde se iniciou na pintura como autodidata (1958). Em 1960, prosseguiu seus estudos com Ivan Serpa, no MAM-RJ. Entre as exposições das quais participou, destacam-se: Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro, 1962 e 1963; Bienal Internacional de São Paulo, de 1963 a 1967; Bienal Americana de Arte, Córdoba (Argentina), 1964; Oito Pintores Brasileiros, na Galeria Jacques Massol, Paris (França), 1965; Bienal Nacional de Artes Plásticas, Salvador, Bahia, 1966; Artistas Primitivos Brasileiros Contemporâneos, no Museu de Arte Moderna de Buenos Aires, Argentina, 1966. PONTUAL, pag. 250; ITAU CULTURAL; MEC VOL. 2, PÁG. 282; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 443.



044 - IGNÁCIO DA NEGA (1945)

"O comprador de galinhas" - óleo sobre tela - 24 x 30 cm - canto inferior direito e dorso - 2013 -

Natural de Surubim, PE. Iniciou-se na decoração de andores de procissão, ajudando a sua mãe. Recebeu orientação de Alaerte Bandim. Em São Paulo, orienta-se com M. Boy e Iracema Arditi. Seu tema preferido são as cenas típicas do nordeste. Participou de diversas exposições coletivas e individuais. JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 511. Acervo FIEO. -



045 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Boêmio - serigrafia - 56 x 38 cm - centro inferior -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



046 - SERGIO VIDAL (1945)

O plaqueiro - óleo sobre tela - 65 x 50 cm - canto inferior direito - 1981 -

Pintor, gravador, escultor e músico, nascido na cidade do Rio de Janeiro-RJ. O consagrado crítico de arte, Quirino Campofiorito, assim escreveu sobre o autor: " ... Vidal encontra sua temática na convivência popular, e a traduz (gente e ambiente) com a eloquência poética de quem realmente sente o assunto e sabe dar-lhe proporção justa". Vidal realizou exposição individual e coletivas, com sucesso de crítica e de público. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 1033. Acervo FIEO.



047 - RENZO GORI (1911 - 1999)

Barcos - aquarela e guache - 19 x 13 cm - canto inferior direito - 1937 -

Pintor de estilo, participou de diversos Salões Nacionais, com premiações; muito apreciado por colecionadores de cenas árabes. TEODORO BRAGA, pág. 110; MEC, vol. 2, pág. 278; JULIO LOUZADA, vol. 9, pág. 390; Acervo FIEO.



048 - IVAN SERPA (1923 - 1973)

Série mulher e bicho - desenho a nanquim e aquarela - 23 x 20 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor, desenhista, gravador e professor, Ivan Ferreira Serpa nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Estudou gravura e desenho com Axel Leskoschek (entre 1946 e 1948) no Rio de Janeiro. Em 1949, ministrou suas primeiras aulas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, onde, a partir de 1952, exerceu sistemática atividade didática, em especial no ensino infantil. Foi um dos precursores do concretismo no Brasil, criando ao lado de Aluisio Carvão, Lígia Clark, Hélio Oiticica e outros o Grupo Frente, que se manteve ativo de 1954 a 1956, inclusive com exposições no Rio de Janeiro. Participou da Divisão Moderna do SNBA (1947-1951). Em 1957, recebeu o prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna, RJ. Participou da exposição ’Opinião 65’, evento que marca a difusão de uma nova arte de tendência figurativa, a neofiguração. Em 1970, fundou, com Bruno Tausz, o Centro de Pesquisa de Arte no Rio de Janeiro. Participou da Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1961, 1963, 1965) e da Bienal de Veneza (1952, 1954, 1962, 1966). PONTUAL, PÁG 486; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 605; ARTE NO BRASIL, PÁG. 840; LEONOR AMARANTE, PÁG. 26; MEC VOL. 4, PÁG. 221; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 899.



049 - TERESA D'AMICO (1914 - 1965)

Rosto - desenho a nanquim - 50 x 34 cm - canto inferior direito - 1957 -

Escultora, desenhista, gravadora e pintora, Teresa D'Amico Fourpome nasceu e faleceu em São Paulo. Estudou na Escola de Belas Artes de São Paulo, com o professor Nicola Rollo e depois no ateliê de Victor Brecheret. Entre 1941 e 1948, residiu em Nova York, onde frequentou a ‘Rockfeller Foundation’ e o ‘International Education Institute’. Aperfeiçoou-se em escultura com Ossip Zadkine e estudou com William Zorach e Stanley William Hayter. Expôs com o grupo de alunos do Ateliê 17, no Museu de Arte Moderna (MoMA), Nova York. Participou, dentre as muitas mostras oficiais, da Bienal de São Paulo (1951 a 1965), da Bienal de Córdoba, Argentina (1964). Foi premiada na Sociedade Pró-Arte Moderna - Spam (1952 e 1956), prêmios de aquisição (1954 e 1956), prêmio de viagem pelo país (1959), pequena medalha de ouro em escultura (1963), prêmio de aquisição no Salão Paulista de Belas Artes - SPBA (1954), entre outros. ITAU CULTURAL; MEC VOL. 2, PÁG. 15; PONTUAL PÁG. 157; www.artprice.com; www.pinacoteca.org.br.



050 - TÚLIO MUGNAINI (1895 - 1975)

Casa de fazenda - óleo sobre cartão - 23 x 32 cm - canto inferior direito - 1945 -

Pintor, Mugnaini realizou sua formação artística na Itália e na França. No SPBA conquistou as pequenas medalhas de prata (1933) e de ouro (1943), o segundo prêmio Fernando Costa (1943), o primeiro prêmio Governo do Estado (1957) e os prêmios Assembléia Legislativa do Estado (1960) e Prefeitura de São Paulo (1961). Recebeu ainda medalha de prata no SNBA de 1936. Pintor de paisagens, figuras e naturezas-mortas, coube-lhe realizar os trabalhos decorativos da Basílica de Nossa Senhora do Carmo-SP. De 1945 a 1965, ocupou a diretoria da Pinacoteca do Estado SP, onde se encontra sua tela "Outono", que exibiu no Salão de Paris de 1934. Recebeu consagradoras premiações nos salões nacionais. PONTUAL, pág. 375; TEODORO BRAGA, pág. 165; MEC, vol. 3, pág. 226; REIS JUNIOR, pág. 376; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 615, Acervo FIEO; ITAUCULTURAL, RUTH TARASANTCHI.



051 - SOU KIT GOM (1973)

Flores - óleo sobre tela - 80 x 100 cm - canto inferior direito e dorso - 2005 -

Iniciou na arte em 1986, no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo. Estudou Publicidade na Fundação Armando Álvares Penteado, e em 1992 foi aluno do pintor Fang. Cursou gravura com Romildo Paiva em 1995. Participa de coletivas desde 1994, recebendo diversas premiações. Expõe individualmente desde 1995. Sobre a sua obra, assim tem se manifestado a crítica especializada: "Observar as obras de Sou Kit é um prazer para os olhos e um deleite para a alma que mergulha na energia criativa e se renova na renovação de cada pincelada, ritmo das linhas e pureza das formas". (Ivanir Pineda Sanches/1997); "A arte de Sou Kit Gom se caracteriza pelo equilibrio e harmonia de traços e cores e através dela ele é capaz de dar abundante vida à sua inspiração. "(Darcy Valente/1999). JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 841



052 - LIVROS


1) "DUDI MAIA ROSA E AS MORTES DA PINTURA". TEXTOS E VERSÃO PARA O INGLÊS OSWALDO CORRÊA DA COSTA. SÃO PAULO: METALIVROS, 2005. 2) "DUDI MAIA ROSA: PINTURAS". SÃO PAULO: GALERIA BRITO CIMINO, 2001. 3) "OBSERVADOR OBJETO: SOBRE AS PINTURAS DE ADRIANO DE AQUINO". LUIZ EDUARDO MEIRA DE VASCONCELLOS. RIO DE JANEIRO: CONTRA CAPA, 2013. 4) "FERNANDO LUCCHESI". ORGANIZAÇÃO E TEXTO ARACY AMARAL. BELO HORIZONTE: C/ ARTE, 2000. 5) "NELSON FELIX". TEXTOS DE GLÓRIA FERREIRA, SONIA SALZSTEIN E NELSON BRISSAC. RIO DE JANEIRO: CASA DA PALAVRA, 2001. 6) "ARTISTAS BRASILEIROS: HÉLIO CABRAL". LEON KOSSOVITCH. SÃO PAULO: EDITORA DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO, 1995. 7) "CASSIO MICHALANY: PINTURAS". TEXTO DE RODRIGO NAVES. SÃO PAULO: COSAC & NAIFY, 2001. 8) "GILDA VOGT: UMA RETROSPECTIVA". GAUDÊNCIO FIDELIS. PORTO ALEGRE: MUSEU DE ARTE DO RIO GRANDE DO SUL, 2014.



053 - YOSHIYA TAKAOKA (1909 - 1978)

Barco na Baía de Guanabara - aquarela - 22 x 17 cm - canto inferior esquerdo - 1951 - Rio de Janeiro -

Pintor e desenhista nascido em Tóquio, Japão, veio para o Brasil em 1925, fixando-se no interior de São Paulo, trabalhando na lavoura. Mudou-se para São Paulo, onde ganhava a vida vendendo pastéis, fazendo caricaturas e como pintor de paredes. Foi aluno de Bruno Lechowsky no Rio de Janeiro. Foi um dos fundadores do Grupo Seibi, que reuniu artistas plásticos da colônia japonesa em São Paulo (1935). Fundou em 1948, juntamente com Geraldo de Barros e Antonio Carelli, o Grupo dos Quinze. Viveu em Paris de 1952 a 1953, estudando técnica de mosaico; Freqüentou o Núcleo Bernardelli, onde se ligou de amizade a Pancetti. Participou de diversos salões e exposições, nacionais e estrangeiras, recebendo diversas premiações. PONTUAL, pág. 510; TEIXEIRA LEITE, pág. 490; MEC, vol. 4, pág. 352; TEODORO BRAGA, pág. 220; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 361; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 579; ARTE NO BRASIL.



054 - FRANCISCO REBOLO GONSALES (1903 - 1980)

Bambus - gravura - P. A. - 36 x 25 cm - canto inferior direito -

Pintor e gravador nascido e falecido em São Paulo. Iniciou seus estudos em artes na Escola Profissional Masculina do Brás, onde teve aulas de desenho com o professor Barquita (1915 e 1917). Aos 14 anos, trabalhou como aprendiz de decorador de paredes. Paralelamente à sua atividade como decorador, atuou como jogador de futebol. Em 1926, montou ateliê de decoração na Rua São Bento. A partir de 1933, transferiu seu ateliê para uma sala no Palacete Santa Helena, quando se iniciou na pintura. A partir de 1935, partilhou seu ateliê com Mario Zanini. Posteriormente, outras salas do Palacete foram transformadas em ateliês e ocupadas por vários pintores, entre eles: Fulvio Pennacchi, Bonadei, Humberto Rosa, Clóvis Graciano, Alfredo Volpi, Rizzotti e Manoel Martins. Mais tarde, este grupo de artistas passou a ser denominado Grupo Santa Helena. Rebolo esteve presente em todos os importantes eventos ligados à história da arte moderna. Integrou, por exemplo, o Salão de Maio, os Salões da Família Artística Paulista e do Sindicato dos Artistas Plásticos; pertenceu ao grupo de artistas que defendeu a criação de um Museu de Arte Moderna em São Paulo e, mais tarde, a Bienal, entre outros feitos que foram relatados na cronologia de sua vida artística. Um ponto alto de sua carreira foi quando recebeu, no Salão de Arte Moderna do Rio de Janeiro, o "Prêmio de Viagem ao Exterior", em 1954. Em 1956, fez curso de restauração no Vaticano, participando da recuperação de uma obra de Raphael. A partir de 1959, incentivado por Marcelo Grassmann, iniciou uma série de experiências como gravador. MEC, VOL. 4, PÁG. 28; TEODORO BRAGA, PÁG. 202; PONTUAL, PÁG. 447; REIS JR., PÁG. 382; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 433; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; LEONOR AMARANTE, PÁG. 13; ARTE NO BRASIL; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 807; VOL. 13, PÁG. 278; www.sampa.art.br; www.macvirtual.usp.br; www.unesp.br.



055 - CARYBÉ (1911 - 1997)

"A sol aberto" - serigrafia - 84/250 - 41 x 60 cm - canto inferior direito na tela serigráfica -

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



056 - ANGELO DE AQUINO (1945 - 2007)

"Verão" - técnica mista sobre papel - 50 x 70 cm - canto inferior direito e dorso - 1976 - Rio de Janeiro -
Com a seguinte inscrição: "O pensamento abstrato parte 35 - Verão". -

Mineiro de Belo Horizonte, onde nasceu a 2 de agôsto de 1945. Pintor e gravador, assina ÂNGELO DE AQUINO. Seu trabalho tem um bom conceito em Paris, onde encontra mais incentivo e facilidade do que no Brasil. Em muitos de seus quadros aparece a figura do cão Rex, uma de suas criações. Expõe individualmente desde 1969. Coletivamente, desde 1965, inclusive com diversas e respeitadas criticas no exterior. JULIO LOUZADA vol. 13 pág. 19; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 743, Acervo FIEO.



057 - MANABU MABE (1924 - 1997)

Figuras - cerâmica - 25 x 25 cm - canto inferior esquerdo -
Ex coleção Satoro Mabe, São Paulo - SP. -

Pintor autodidata, veio para o Brasil com a família em 1934, fixando-se em Lins-SP, onde trabalhou na lavoura do café; ligado ao abstracionismo informal, até a metade dos anos 50 fez pintura figurativa, especialmente paisagens e naturezas mortas; dedicou-se ainda à tapeçaria. ARTE NO BRASIL, vol. 2, pág. 1050; TEIXEIRA LEITE, pág. 296; PONTUAL, pág. 325/6; MEC, vol. 3, pág. 13; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 644; LEONOR AMARANTE, pág. 83, Acervo FIEO.



058 - FIGUEIREDO SOBRAL (1926)

Figura - escultura em ferro - 12 x 5 x 4 cm - assinado -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

José Maria de FIGUEIREDO SOBRAL nasceu em Lisboa, Portugal. é pintor, desenhista, tapeceiro, gravador, escultor e cineasta. Expôs suas obras em coletivas periódicas em Portugal, em outros países europeus e nos EUA. No Brasil, sua obra teve excelente receptividade, encontrando espaço em galerias das capitais e no interior, sempre com sucesso de crítica e de público. Em 1987, o consultor de arte e professor universitário, Carlos Eduardo Ramiski, assim se pronunciou sobre a obra do autor: "... Em princípio posso afirmar que é extremamente raro nestes dias de especializações em todas as áreas do conhecimento humano, encontrar um artista completo, que tem o privilégio de poucos no domínio de inúmeras técnicas e linguagens diferenciadas. Sobral não se endeusa nem se mistifica por isso, quando poderia perfeitamente permanecer no rastro de um Salvador Dali, por exemplo ..." JULIO LOUZADA, vol. 3 pág. 1075.; ITAÚ CULTURAL.



059 - FARNESE DE ANDRADE (1926 - 1996)

Figura - técnica mista sobre papel colada em eucatex - 74 x 62 cm - canto superior direito e dorso - 1978 -

Mineiro de Araguari. Pintor e gravador. Foi discípulo de Guignard, e se tornou destacado aluno pela sua criatividade. Mais tarde mudou-se para o Rio de Janeiro, onde aperfeiçoou-se no curso de Friedlander no MAM. No principio suas obras eram compostas de objetos que eram devolvidos pelo mar, bonecos mutilados e corroídos, madeiras e imagens de gesso. Com o passar do tempo, desenvolveu seu processo de criação, voltando-se para as suas raízes, memórias, tabus familiares e morais. Assim, chegou aos " bric-à-bracs" , antiquários, o kitsch e o sacral. JULIO LOUZADA vol.1B, pág. 64.; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 760; ARTE NO BRASIL, pág. 911; Acervo FIEO.



060 - JOSÉ MARQUES CAMPÃO (1892 - 1949)

Quintal - óleo sobre eucatex - 34 x 45 cm - canto inferior direito -
Com etiqueta de Costa Ribeiro & Cia. Rua Buenos Aires, 140A, Rio de Janeiro - RJ, no dorso. -

Excelente paisagista paulistano, aluno de Oscar Pereira da Silva, da Academia Julian - Paris, e da Escola Nacional Superior de Belas Artes de Paris, entre 1912 e 1918. Foi membro da Comissão de Orientação Artística de São Paulo em 1944. Expôs no Salão dos Artistas Franceses e em diversas exposições coletivas e individuais. TEODORO BRAGA, pág. 61/62; PONTUAL, pág. 102; MEC, vol. 1, pág. 331; REIS JR., pág. 374; WALMIR AYALA, vol. 1,pág. 160; ITAU CULTURAL, Acervo FIEO, RUTH TARASANTCHI.



061 - FERNANDO VIEIRA DA SILVA (1939)

"Batuque negro" - acrílico sobre madeira - 26 x 36 cm - canto inferior direito - 2003 - Niterói -

Antônio Fernando Vieira da Silva nasceu no Rio de Janeiro. É autodidata em sua formação artística. Recebeu o Prêmio Funarte, no II Salão de Artes Plásticas da Universidade Federal Fluminense (1977); o Prêmio de Referências Especiais, no II Salão Luiz Teixeira, Minas Gerais (1980) e o Prêmio de Coordenadoria de Cultura do Estado de Minas Gerais, na terceira edição deste mesmo Salão (1981). Realizou exposições individuais no Rio de Janeiro (1970, 1977); em São Paulo (1972); em Brasília (1977); em Niterói (1996). Entre as exposições coletivas das quais participou, destacam-se: Musée D'Art Naif de France (1973); Museu da Imagem e do Som, RJ (1976); Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (1978); ‘The Selden Rodman’, EUA (1983); Centre Cultural Français Alger, Argélia (1985); Galeria Adriana Thorn, Holanda (1987), Arte Brasil 93, Portugal. Foi selecionado para participar da 3ª Bienal de Gravura de Santo André em 2005. Possui obras na coleção Roberto Marinho; no acervo do Musée D'Art Naif de L'lle de France; Fundação Nacional de Arte - FUNARTE; Museu Metropolitano de Curitiba; Museu de Arte Moderna e Primitiva de Guimarães, Portugal e no MEC. ITAU CULTURAL; fernandovdasilva.blogspot.com.br; culturaniteroi.com.br; www.cantogravura.com.br.



062 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Bananas - óleo sobre cartão - 22 x 38 cm - canto inferior esquerdo ilegível -



063 - ARNALDO FERRARI (1906 - 1974)

Figura - guache - 46 x 55 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista e professor, Arnaldo Ferrari nasceu e faleceu em São Paulo SP. Seguindo a profissão do pai, trabalhou como pintor decorador, realizando frisos decorativos para residências. Estudou artes decorativas no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, entre 1925 e 1935. Em 1934, dividiu um ateliê com amigos no edifício Santa Helena e, pela amizade com o pintor Mario Zanini, aproximou-se dos demais integrantes do Grupo Santa Helena. Frequentou também o curso livre de pintura e desenho na Escola Nacional de Belas Artes, entre 1936 e 1938, onde teve aulas de desenho e pintura com Enrico Vio. Entre 1950 e 1959, integrou o Grupo Guanabara, com Thomaz Ianelli, Tomie Ohtake, Tikashi Fukushima e Oswald de Andrade Filho, entre outros. Realizou diversas exposições individuais, participou de várias mostras e Salões oficiais e foi premiado em São Paulo (1958, 1959, 1961, 1963, 1966) e em Santo André (1971). Participou da 7ª à 11ª Bienal Internacional de São Paulo (1963, 1965, 1967, 1969, 1971). Foi apresentada retrospectiva de sua obra em 1975, no Paço das Artes, SP e catálogo com textos de Theon Spanudis, José Geraldo Vieira e Mário Schenberg, entre outros. ITAÚ CULTURAL; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 304; MEC, VOL. 2, PÁG. 149; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 191; PONTUAL, PÁG. 207; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 378; WALTER ZANINI, PÁG.678, ACERVO FIEO.



064 - TARSILA DO AMARAL (1890 - 1973)

Paisagem - desenho a nanquim - 20 x 15 cm - canto inferior direito -

Pintora e desenhista, Tarsila do Amaral nasceu em Capivari, SP e faleceu em São Paulo. Estudou escultura com William Zadig e com Mantovani, em 1916, na capital paulista. No ano seguinte teve aulas de pintura e desenho com Pedro Alexandrino, onde conheceu Anita Malfatti. Ambas tiveram aulas com o pintor Georg Elpons. Em 1920 viajou para Paris e estudou na ‘Académie Julian’ e com Émile Renard. Ao retornar ao Brasil formou em 1922, em São Paulo, o Grupo dos Cinco, com Anita Malfatti, Mário de Andrade, Menotti del Picchia e Oswald de Andrade. Em 1923, novamente em Paris, frequentou o ateliê de André Lhote, Albert Gleizes e Fernand Léger. Foi a criadora de duas das principais tendências ou movimentos de nossa arte nacionalista: o Pau Brasil e o Antropofagia. A convite da Comissão do IV Centenário de São Paulo fez, em 1954, o painel ‘Procissão do Santíssimo’ e, em 1956, entregou ‘O Batizado de Macunaíma’, sobre a obra de Mário de Andrade, para a Livraria Martins Editora. A retrospectiva Tarsila: 50 Anos de Pintura, organizada pela crítica de arte Aracy Amaral e apresentada no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo , em 1969, ajudou a consolidar a importância da artista. TEODORO BRAGA, PÁG. 220; REIS JR., PÁG.388; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 365; MEC, VOL. 4, PÁG. 370; PONTUAL, PÁG. 511; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 492; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 389; ARTE NO BRASIL, PÁG. 577; LEONOR AMARANTE, PÁG. 24; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 958.



065 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulatas - serigrafia - P.A. - 47 x 40 cm - canto inferior direito -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



066 - SYLVIO PINTO (1918 - 1997)

Paris - óleo sobre tela - 60 x 50 cm - canto inferior direito -
Com etiqueta de "Renot escritório de prestação de serviços para o mercado de arte", São Paulo - SP, no dorso. -

Freqüentou o Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro, lá recebendo suas primeiras noções de desenho. Mais tarde, recebe lições do pai - o Pinto das Tintas. Conheceu Pancetti na casa paterna. Em 1938 estudou no Núcleo Bernardelli e a partir de 1940 dedica-se exclusivamente à pintura. Participou de vários Salões de Belas Artes, recebendo inúmeros prêmios. MEC, vol. 3, pág. 419, Acervo FIEO.



067 - GEORGINA DE ALBUQUERQUE (1885 - 1962)

Flores - aquarela - 30 x 28 cm - canto inferior direito -

Pintora e professora. Aos 15 anos, inicia sua formação artística com o pintor italiano Rosalbino Santoro (1858 - s.d.). Muda-se para o Rio de Janeiro em 1904, matricula-se na Escola Nacional de Belas Artes - Enba e estuda com Henrique Bernardelli. Em 1906, casa-se com o pintor Lucílio de Albuquerque e viaja para a França. Em Paris, frequenta a École Nationale Supérieure des Beaux-Arts e ainda a Académie Julian, onde é aluna de Henri Royer. Volta ao Brasil em 1911, expõe em São Paulo e, partir dessa data, participa regularmente da Exposição Geral de Belas Artes. De 1927 a 1948, leciona desenho artístico na Enba e, em 1935, é professora do curso de artes decorativas do Instituto de Artes da Universidade do Distrito Federal. Em 1940, em sua casa no bairro de Laranjeiras, no Rio de Janeiro, funda o Museu Lucílio de Albuquerque, e institui um curso pioneiro de desenho e pintura para crianças. Entre 1952 e 1954, exerce o cargo de diretora da Enba. TEIXEIRA LEITE, págs. 15 e 16; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 22 a 26; TEODORO BRAGA, pág. 107; REIS JR., pág. 370; PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, vol. 1, págs.17 e 141; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 455; ARTE NO BRASIL, pág 574; Acervo FIEO, RUTH TARASANTCHI.



068 - SONIA EBLING (1926 - 2006)

Sofia - escultura em bronze - 31 x 11 x 6 cm - assinado -
Ex coleção Sebastião Alves - Bragança Paulista - SP. -

Nascida em Taquara, RS, SONIA EBLING consagrou-se como escultora e pintora. Participou da I Bienal de São Paulo. Premiada com viagem ao exterior no I SNAM. Morou em Paris 15 anos, onde frenquentou ateliês de artistas importantes e onde aperfeiçoou a sua importante e bela obra. MEC, vol. 2, pág. 89; PONTUAL, pág. 187; JULIO LOUZADA, vol 13, pág. 119; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 720; ARTE NO BRASIL, pág. 868; RGS, pág. 454.



069 - F. IZIDRO MONTEIRO (1893 - 1965)

"Bonecas de pano" - óleo sobre madeira - 33 x 28 cm - canto inferior direito e dorso - 1947 -

Pintor, desenhista e professor nascido na cidade do Rio de Janeiro, cidade onde inciou a sua carreira artística, através do Liceu de Artes e Ofícios e, mais tarde, na antiga ENBA, onde teve como professores Rodolfo Chambelland, Lucilio de Albuquerque e Baptista da Costa. Participou de diversos Salões oficiais, a partir de 1948. Era formado em Farmacologia. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 643



070 - CARLOS BALLIESTER (1874 - 1926)

Caravana árabe - óleo sobre tela - 19 x 33 cm - canto inferior direito -

Pintor pernambucano, ativo no Rio de Janeiro, onde foi discípulo de Auguste Petit. Participou várias vezes da Exposição Geral de Belas Artes (1896, 1898, 1899, 1916, 1919 e 1925). Paisagista e marinhista. TEODORO BRAGA, pág. 45; MAYER/87, pág. 604, JULIO LOUZADA vol.11, pág. 24; ITAÚ CULTURAL.



071 - HÉRCULES BARSOTTI (1914 - 2010)

Composição - serigrafia - H. C. - 48 x 50 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, programador visual, gravador, nascido em São Paulo, SP . Iniciou-se nas artes em 1926, estudando desenho e composição com o pintor Enrico Vio. Começa a pintar em 1940 e, na década seguinte, realiza as primeiras pinturas concretas, além de trabalhar como desenhista têxtil e projetar figurino para o teatro. Em 1954, com Willys de Castro, funda o Estúdio de Projetos Gráficos, elabora ilustrações para várias revistas e desenvolve estampas de tecidos produzidos em sua tecelagem. Na década de 1960, convidado por Ferreira Gullar (1931), integra-se ao Grupo Neoconcreto do Rio de Janeiro e participa das exposições de arte do grupo realizadas no Ministério da Educação e Cultura, no Rio de Janeiro, e no Museu de Arte Moderna de São Paulo - MAM/SP. Em 1960, expõe na mostra Konkrete Kunst [Arte Concreta], organizada por Max Bill, em Zurique. Hercules Barsotti explora a cor, as possibilidades dinâmicas da forma e utiliza formatos de quadros pouco usuais, como losangos, hexágonos, pentágonos e circunferências. Em sua obra a disposição dos campos de cor cria a ilusão de tridimensionalidade. Entre 1963 e 1965, colabora na fundação e participa do Grupo Novas Tendências, em São Paulo. Em 2004, o MAM/SP organiza uma retrospectiva do artista. JULIO LOUZADA, vol. 1, pag. 98; ITAU CULTURAL



072 - EDSON LIMA (1936)

Fila - óleo sobre tela - 46 x 54 cm - canto inferior direito - 1971 -

Nascido em Boa Nova, Bahia, teve no crítico de arte Mário Schemberg seu grande admirador e incentivador. Fez sua primeira mostra coletiva em 1967, na Galeria Artécnica, no mesmo ano em que realizou a sua primeira individual, na Galeria da Folha de São Paulo. É ativo em São Paulo, onde reside. ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 221; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



073 - JUAREZ MACHADO (1941)

Festa - serigrafia colada em madeira - 72/100 - 98 x 69 cm - canto inferior direito -

Nasceu em Joinville, SC. Atualmente reside e trabalha em Paris, França, onde mantem ateliê. Pintor, escultor, desenhista, caricaturista, jornalista, cenógrafo, escritor e ator. Desenvolveu sólida carreira como desenhista de charges de humor. Sua arte essencialmente criativa, vai do lirismo à violência, da análise microscópica ao extravasamento onírico. Entre as exposições de que participa, destacam-se: 9ª Bienal Internacional de São Paulo, 1967; Zona Gallery, Nova Iorque (Estados Unidos), 1981; Retrospectiva Quatro Artistas da Geração 60, no MAC/PR, Curitiba, 1987; Châteaux Bordeaux, no Centro Georges Pompidou, Paris, 1988; Retrospectiva, no MAC/Joinville, 1990; Arte na América Latina: 100 Anos de Produção, no Instituto Estadual de Artes Plásticas da UFRGS, Porto Alegre, 1996. "Juarez Machado expõe a natureza humana, olha, registra, interpreta, ilumina, focaliza. É o mundo dos humanos, mas não é o mundo do juiz dos homens. Aqui não estamos no Juízo Final. Juarez é o artista contemporâneo, ele tem este olhar elaborado pela ciência, o grau de consciência reflexiva. Podemos dizer deste ponto de vista, que esta obra humanística e esta atitude de intensa pesquisa confere ao seu trabalho um caráter anti-medieval." Jacob Klintowitz in: "Juarez Machado - Copacabana 100 Anos, Ed. Simões de Assis, 1992." JULIO LOUZADA vol.11, pág. 186; PONTUAL, pág.284; Acervo FIEO; ITAU CULTURAL; MEC, vol. 3; TEIXEIRA LEITE, pág. 298. Acervo FIEO.



074 - ANTONIO BANDEIRA (1922 - 1967)

Composição - técnica mista sobre papel colada em eucatex - 26 x 33 cm - canto inferior direito - 1964 -
Ex coleção Renato Antônio Brogiolo. - Rio de Janeiro, RJ. -

Pintor, desenhista, gravador, nascido em Fortaleza, CE e falecido em Paris, onde viveu a maior parte de sua vida. É um dos pioneiros da arte abstrata no Brasil. Iniciou-se na pintura como autodidata. Em 1941, em Fortaleza, participou, ao lado de Mário Baratta, entre outros, da criação do Centro Cultural de Belas Artes depois, Sociedade Cearense de Artes Plásticas. Em 1945, transferiu-se para o Rio de Janeiro e, no ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual. Contemplado pelo governo francês com bolsa de estudos, permaneceu em Paris de 1946 a 1950 onde frequentou a Escola Nacional Superior de Belas Artes e a ‘Académie de la Grande Chaumière’. Entre 1947 e 1948 participou do ‘Salon d'Automne’ e do ‘Salon d'Art Libre’. Tomou parte em reuniões de artistas e formou o Grupo Banbryols (ban de Bandeira; bry de Camille Bryen; e ols de Wols), que durou de 1949 a 1951. Voltou ao Brasil em 1951 e apresentou-se na 1ª Bienal Internacional de São Paulo. Em 1952, criou um mural para o Instituto dos Arquitetos do Brasil, em São Paulo. Retornou a Paris em 1954 em razão do Prêmio Fiat, obtido na 2ª Bienal Internacional de São Paulo, mas não deixou de expor no Brasil. Permaneceu na Europa até 1959, passando pela Inglaterra e Bélgica, onde, em 1958, realizou um painel para o ‘Palais des Beaux-Arts’. Ao retornar ao Brasil teve uma atividade artística intensa, participou de importantes exposições, em paralelo a mostras em Paris, Munique, Verona, Londres e Nova York. Voltou a Paris em 1965, onde permaneceu até sua morte. BENEZIT, VOL.1, PÁG.415; MEYER/87, PÁG.606; MEC, VOL.1, PÁGS.159,160 E 167; PONTUAL, PÁGS. 48 E 49; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁGS. 71 A 74; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 52 A 54; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; ARTE NO BRASIL, PÁG. 599; LEONOR AMARANTE, PÁG. 34; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 86; ACERVO FIEO; web.artprice.com; pitoresco.com; pinturabrasileira.com.



075 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Paisagem" - acrílica sobre porcelana - d = 27 cm - centro inferior - 1997 -
Peça única. Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins. -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



076 - CARMÉLIO CRUZ (1924)

"Fita amarela" - acrílico sobre tela - 54 x 73 cm - canto inferior direito e dorso - 1980 -

Natural de Canindé, CE. Pintor e desenhista iniciou suas atividades artísticas em sua terra natal. De 1947 a 1950 lecionou desenho no Rio, na Associação Brasileira de Desenho. Fixou-se em São Paulo a partir de então, participando de diversas Bienais até 1967 e nos SNAM, de 1959 a 1963, recebendo diversas premiações. Expôs individualmente em diversas cidades do País. Sobre sua obra, assim se referiu Theon Spanudis (1965): "Partindo de algumas experiências plásticas de Paul Klee, desenvolveu nos últimos anos uma pintura sui-generis, que se caracteriza pelo feliz casamento de dois elementos diferentes, senão opostos (...) Um elemento rítmico, linear que invade a tela e a subdivide em segmentos rítmicos, e um elemento cromático, difuso", encontrando nas suas obras "evocações poéticas de muros antigos, muros abandonados, muros com musgo, e a melancolia de cidadezinhas do interior (...) com seus humildes casebres ritmicamente seriados." MEC, vol. 1, pág. 498; PONTUAL, pág. 152; WALMIR AYALA, vol. 1, págs. 224/226; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 697; LEONOR AMARANTE, pág. 18; Acervo FIEO.



077 - ARTHUR LUIS PIZA (1928)

"Lucarne" - gravura - 71/200 - 46 x 33 cm - canto inferior direito -
Reproduzido sob o número 168 do livro "Piza: catálogo geral da obra gravada". -

Gravador, desenhista, pintor e escultor, nasceu em São Paulo, SP. Assina Piza. Iniciou a formação artística em 1943, estudando pintura e afresco com Antonio Gomide. Após participar da 1ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1951, viajou para a Europa e passou a residir em Paris. Freqüentou o ateliê de Johnny Friedlaender, aperfeiçoando-se nas técnicas de gravura em metal. Realizou muitas exposições individuais e coletivas, participou de vários Salões oficiais e obteve importantes prêmios: Bienal Internacional de São Paulo (1953, 1959); Trienal de Grenchen, Suíça (1961); Bienal de Liubliana, atual Eslovênia (1961); Exposição Internacional de Havana, Cuba (1965); Bienal de Santiago do Chile (1965); Bienal de Veneza (1966); Bienal de Cracóvia, Polônia (1970); Bienal Internacional de Florença, Itália (1970); Bienal de San Juan, Porto Rico (1970, 1979); Mostra de Gravura, Curitiba – PR (1978); Bienal da Cidade do México (1980). No fim dos anos 1980, cria um mural tridimensional para o Centro Cultural da França, em Damasco, Síria. Em 2002, são apresentadas na Pinacoteca do Estado de São Paulo e no Museu de Arte do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, duas amplas retrospectivas de sua obra. BENEZIT VOL. 8, PÁG. 370; MEC, VOL. 3, PÁG. 422; PONTUAL, PÁG. 428/29; JÚLIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 773; VOL. 2, PÁG. 823; VOL. 4, PÁG.899; VOL.6, PÁG. 896; VOL.13, PÁG. 268; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, PÁG. 855; LEONOR AMARANTE, PÁG. 75; ACERVO FIEO; artfacts.net; artcyclopedia.com; artnet.com; artprice.com



078 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

Mulher - escultura em bronze - 35 x 22 x 13 cm - assinado -

Escultor, desenhista e pintor paulista nascido em Mococa, SP e falecido no Rio de Janeiro. Mudou-se com a família para Itália, e fixou-se em Roma (1913). Iniciou estudos de desenho e escultura com o professor Loss (1920). Participou de movimentos antifascistas e foi preso (1931) por motivos políticos. Foi extraditado para o Brasil (1935) por intervenção do embaixador brasileiro na Itália. Em 1937, viajou para Paris e frequentou as academias ‘La Grand Chaumière’ e ‘Ranson’, onde estudou com Aristide Maillol e conviveu com Henry Moore, Marino Marini e Charles Despiau. Em 1939, retornou a São Paulo e junto com Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Sérgio Milliet, entre outros, participou do Movimento Modernista; foi um dos membros da Família Artística Paulista e do Grupo Santa Helena. Em 1943, transferiu-se para o Rio de Janeiro. A convite do ministro Gustavo Capanema instalou ateliê no antigo Hospício da Praia Vermelha, onde orientou jovens artistas como Francisco Stockinger. Possui obras em espaços públicos como ‘Monumento à Juventude Brasileira’ (1947), nos jardins do antigo Ministério da Educação e Saúde, atual Palácio Gustavo Capanema - RJ; ‘Candangos’ (1960), na Praça dos Três Poderes, e ‘Meteoro’ (1967), no lago do edifício do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília; ‘Integração’ (1989), no Memorial da América Latina, em São Paulo. Participou das Bienais de Veneza (1950, 1952); participou das I, II, IV e IX Bienais de São Paulo, período em que recebeu o prêmio de melhor escultor brasileiro (1953) e sala especial (1967). MEC, VOL.2, PÁG. 250; PONTUAL, PÁG. 237; MAYER/84, PÁG. 1333; BENEZIT VOL. 5, PÁG. 14; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 715; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 422; www.artprice.com; www.pinturabrasileira.com; www.dec.ufcg.edu.br; www.monumentos.art.br.



079 - CABRAL (1948)

Composição - pastel e colagem - 45 x 32 cm - canto inferior direito -

Antônio Hélio Cabral, formado em arquitetura pela USP em 1974. Foi professor de pintura e desenho em diversas instituições de 1973 a 1984, tendo organizado mostras de artes brasileiras no Museu Lasar Segall, cujo ateliê de artes plásticas também orientou por algum tempo. Como pintor é adepto do figurativismo expressionista. TEIXEIRA LEITE, pág. 96; JULIO LOUZADA vol.10, pág.159; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



080 - GUSTAVO ROSA (1946 - 2013)

Nu - óleo sobre tela - 65 x 54 cm - canto inferior direito e dorso - 2001 -
Com certificado de autenticidade firmado pelo ateliê Gustavo Rosa, São Paulo - SP. -

Pintor, desenhista e gravador, Gustavo Machado Rosa nasceu e faleceu em São Paulo. Realizou a sua primeira exposição individual em São Paulo em 1970, tendo já ganho no ano anterior a medalha de ouro e o prêmio de viagem ao exterior no 1º Festival de Artes Interclubes, no Clube Monte Líbano. Em 1974, estudou gravura com o norte-americano Rudy Pozzati, no Museu de Arte Brasileira da Fundação Armando Álvares Penteado. Em 1979 e 1980 participou da Exposição Brasil-Japão em Tóquio. Expôs, em 1979, no Salão Nacional de Artes Plásticas e, em 1980 e 1983, no Panorama da Arte Atual Brasileira, no MAM - SP. Realizou painéis externos, em 1984, na Rua Bela Cintra e, em 1987, na Rua Mario Ferraz, para Tereza Gureg. Em 1990 participou de exposição coletiva no ‘International Museum of 20th Century Arts’, em Los Angeles, Estados Unidos. Lançou, em 1994, uma grife com o seu nome em Nova York. Em 1998, desenvolveu as capas de cadernos escolares da marca Tilibra. Neste mesmo ano executou uma escultura em homenagem a Maria Esther Bueno, na Praça Califórnia, em São Paulo. Em 2000, montou escultura de um gato, sob o Viaduto Santa Efigênia. Recebeu vários prêmios, expôs e participou de eventos em cidades do Brasil e no exterior como também em Nova York, Massachusetts, Tel-Aviv, Lisboa, Berlim, Hamburgo, Barcelona e Paris. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 274; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO; www.artprice.com; www.mercadoarte.com.br.



081 - GIULIO SORBI (1883 - 1975)

Noturno - óleo sobre madeira - 45 x 60 cm - canto inferior direito - 1922 -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor da Escola Italiana, nascido em Florença, com diversas participações em exposições e Salões oficiais. Suas obras têm sido comercializadas em vários leilões da Europa. www.artprice.com; www.artnet.com; artist. christies.com; www.pittori-famosi.com.



082 - MARCELO GRASSMANN (1925 - 2013)

Figura fantástica - xilogravura - 23 x 17 cm - canto inferior direito - 1955 -

Desenhista, gravador, ilustrador, pintor, escultor e professor, nasceu em São Simão, SP. Estuda fundição, mecânica e entalhe em madeira na Escola Profissional Masculina do Brás, SP. Passa a realizar xilogravuras a partir de 1943. Atua como ilustrador do Suplemento Literário do ‘Diário de São Paulo’, do ‘O Estado de S. Paulo’ e do ‘Jornal do Estado da Guanabara’. Quando reside no Rio de Janeiro, a partir de 1949, freqüenta os cursos de gravura em metal, com Henrique Oswald e de litografia, com Poty, no Liceu de Artes e Ofícios. Em Salvador (1952), trabalha com Mario Cravo Júnior. .Recebe o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Arte Moderna (1953) e vai para a Academia de Artes Aplicadas, em Viena. Passa a dedicar-se principalmente ao desenho, à litografia e à gravura em metal. Em 1969, sua obra completa é adquirida pelo governo do Estado de São Paulo, passando a integrar o acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo . Em 1978, a casa em que nasceu, em São Simão, é transformada em museu e tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo - Condephaat. Participou de muitas exposições e das Bienais de: São Paulo (1951 a 1961, 1967, 1969, 1979, 1985, 1989); Veneza (1950, 1956, 1958, 1962); Paris (1959). Principais prêmios: Bienal de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1959, 1967); Bienal de Veneza (1950, 1956, 1958,1962); Bienal de Paris (1959). PONTUAL, PÁG. 249; MEC, VOL. 2, PÁG. 281 E 282; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG. 439; VOL. 5, PÁG. 453; VOL. 9, PÁG. 383.



083 - CÍCERO DIAS (1908 - 2003)

"Momento insólito" - litografia - E. A. - 94 x 63 cm - canto inferior direito -
Obra impressa pelo Atelier Pierre Badey - Paris. Obra integrante da suíte Pernambucana, coleção composta por 25 litografias de imagens distintas, realizada por Cícero Dias a partir de suas aquarelas da década de 1920. A impressão com tiragem de 75 unidades foi executada em 1983. -

Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, cenógrafo e professor - Cícero dos Santos Dias nasceu em Escada, PE e faleceu em Paris. Iniciou estudos de desenho em sua terra natal e mudou-se para o Rio de Janeiro, onde se matriculou, em 1925, nos cursos de arquitetura e pintura da Escola Nacional de Belas Artes, mas não os concluiu. Entrou em contato com o grupo modernista e, em 1929, colaborou com a ‘Revista de Antropofagia’. Em 1931, no Salão Revolucionário, na Enba, expôs o polêmico painel, tanto por sua dimensão quanto pela temática: ‘Eu Vi o Mundo... Ele Começava no Recife’. Ilustrou, em 1933, ‘Casa Grande & Senzala’, de Gilberto Freyre. Em 1937 foi preso no Recife quando da decretação do Estado Novo. A seguir, incentivado por Di Cavalcanti, viajou para Paris onde conheceu Georges Braque, Henri Matisse, Fernand Léger e Pablo Picasso, de quem se tornou amigo. Em 1942, foi preso pelos nazistas e enviado a Baden-Baden, na Alemanha. Entre 1943 e 1945, viveu em Lisboa como Adido Cultural da Embaixada do Brasil. Retornou a Paris onde integrou o grupo abstrato Espace. Em 1948, realizou o mural do edifício da Secretaria das Finanças do Estado de Pernambuco, considerado o primeiro trabalho abstrato do gênero na América Latina. Em 1965, foi homenageado com sala especial na Bienal Internacional de São Paulo. Inaugurou, em 1991, painel de 20 metros na Estação Brigadeiro do Metrô de São Paulo. No Rio de Janeiro, foi inaugurada a Sala Cícero Dias no Museu Nacional de Belas Artes - MNBA. Recebeu do governo francês a Ordem Nacional do Mérito da França, em 1998, aos 91 anos. MEC, VOL.2, PÁG.50; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁG.252; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 157, PONTUAL, PÁGS. 174; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 715; LEONOR AMARANTE, PÁG. 146; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 334; ACERVO FIEO; web.artprice.com.



084 - MANOEL SANTIAGO (1897 - 1987)

Paisagem - óleo sobre cartão - 31 x 43 cm - canto inferior esquerdo e dorso -

Manoel Colafante Caledônio de Assumpção Santiago nasceu em Manaus, AM e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, desenhista e professor. Mudou-se para Belém em 1903 e iniciou estudos de pintura. Desde 1916 já praticava a arte não figurativa. Em 1919 transferiu-se para o Rio de Janeiro, cursou Direito e frequentou a Escola Nacional de Belas Artes, onde foi aluno de Rodolfo Chambelland e Baptista da Costa. Na época, teve aulas particulares com Eliseu Visconti. Foi casado com a pintora Haydeá Santiago. Participou em 1927 do Salão Nacional de Belas Artes e recebeu o prêmio viagem ao exterior, entre vários outros. Foi para Paris no ano seguinte, e lá permaneceu por cinco anos. De volta ao Rio de Janeiro, em 1932, tornou-se professor do Instituto de Belas Artes. Em 1934, passou a lecionar pintura e desenho no Núcleo Bernardelli, figurando entre seus alunos José Pancetti, Edson Motta, Bustamante Sá, Ado Malagoli, Rescála e Milton Dacosta. Participou da I Bienal Internacional de São Paulo (1951) e do 8º Panorama da Arte Brasileira (1976). PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, VOL. 1, PÁG. 241; TEODORO BRAGA, PÁG. 211; CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO DE PAISAGEM BRASILEIRA, MEC-MNBA /RIO/1944; MAYER/84, PÁG. 1158; REIS JR, PÁG. 378; PONTUAL, PÁG. 473; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 292; ITAÚ CULTURAL, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 865; ACERVO FIEO.



085 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulata no espelho - linóleogravura aquarelada - 28 x 24 cm - canto inferior direito -
Com etiqueta de Irineu Angulo, leiloeiro oficial, no dorso. -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



086 - JOSÉ BENEVENUTO MADUREIRA (1903 - 1976)

"Ponta da praia" - óleo sobre eucatex - 61 x 55 cm - canto inferior direito -

Nascido em Sorocaba / SP, radicou-se em Santos onde foi ativo em sua arte. Estudou com Campos Ayres e Enrico Vio. Participou de coletivas no Salão Paulista de Belas Artes / SP, Salão Nacional de Belas Artes / RJ e Salão de Belas Artes / Santos/SP, tendo recebido diversos prêmios. Tem obras na Pinacoteca do Estado de São Paulo, Palácio e Prefeitura de São Paulo. MEC, vol. 3, pág. 36; JULIO LOUZADA, vol.1, pág. 566, Acervo FIEO.



087 - BENJAMIN SILVA (1927)

Figuras - desenho a nanquim e guache - 21 x 14 cm - assinado -

Cearense de Juazeiro, Benjamin Silva antes de se mudar para o Rio de Janeiro, então com 20 anos, foi seringueiro no Amazonas. Foi aluno de Inimá de Paula na Escola do Povo, nos idos de 1950. Inicialmente figurativista, após 1963 adota uma linha de expressionismo agressivo. Sua pintura passeou também pelo surrealismo. MEC, vol.4, pág.246; TEIXEIRA LEITE, pág.70; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 697; ARTE NO BRASIL, pág. 943.



088 - ALFREDO CESCHIATTI (1918 - 1989)

Pomba - escultura em bronze - 30 x 36 x 31 cm - assinado -

Natural de Belo Horizonte. Escultor, desenhista e professor. Passou a frequentar a antiga ENBA em 1940, depois de uma viagem à Europa, especialmente Itália, iniciada em 1938. Na Divisão Moderna do SNBA recebeu, como escultor as medalhas de bronze (1943) e de prata (1944), bem como o prêmio de viagem ao estrangeiro (1945), com o baixo-relevo para a Igreja de São Francisco de Assis, da Pampulha, em Belo Horizonte e, como desenhista, a medalha de prata (1945). Esteve mais uma vez na Europa entre 1946 e 1948, anos em que realizou exposição individual no Instituto dos Arquitetos do Brasil (GB). Figurou na II BSP e no II SNAM, em 1953. Fazendo parte da equipe que, em 1956, venceu o concurso de projetos para o Monumento aos Mortos da II Guerra Mundial (GB), ali executou o conjunto alusivo às três forças armadas. Integrou a Comissão Nacional de Belas Artes em 1960 e 1961, e entre 1963 e 1965, lecionou escultura e desenho na Universidade de Brasília. Quirino Campofiorito citou-o no estudo Ëscultura Moderna no Brasil"(Revista Crítica de Arte, nº único 1962). De seus trabalhos mais conhecidos destacam-se as esculturas As Banhistas e A Justiça, que se encontram, respectivamente, no lago em frente ao Palácio da Alvorada e defronte ao Supremo Tribunal Federal (Praça dos Três Poderes), em Brasília. Há ainda, obras escultóricas de sua autoria, entre outras no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Ministério das Relações Exteriores (Brasília) e em um edifício que Oscar Niemeyer projetou no conjunto residencial Hansa (setor ocidental de Berlim), assim como na embaixada brasileira em Moscou. MEC, vol. 1, pág. 397; PONTUAL, pág. 127; JÚLIO LOUZADA, vol. 11, pág. 70; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 609; ARTE NO BRASIL, pág. 872.



089 - LUIZ JASMIN (1940)

Mangue - desenho a nanquim e aquarela - 29 x 20 cm - canto inferior direito - 1966 - Bahia -

Baiano de Salvador, JASMIM é pintor e ilustrador. Assina suas obras LUIZ JASMIN. Ativo no Rio de Janeiro, é autor de capas de livros, de discos e ilustrador de revistas, premiado aqui e no exterior. Formou-se na França e nos Estados Unidos. Em Paris, cursou a Escola de Belas Artes e a Academia de la Grand Chaumiére, e em Nova York o Pratt Institute, onde estudou gravura. Expôs individualmente em diversas galerias no exterior, e no país, com sucesso de critica e de público. JULIO LOUZADA vol.3, pág.545; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO.



090 - WEGA NERY (1912 - 2007)

"Reflexos-cidade" - óleo sobre tela - 38 x 46 cm - canto inferior esquerdo -

Natural de Corumbá-MT, estudou desenho e pintura na Escola de Belas Artes em São Paulo entre 1946 e 1949. Nos anos 50, aperfeiçoou estudos com Joaquim da Rocha Ferreira, Yoshiya Takaoka e Samson Flexor. Participou do Grupo Guanabara em 1952 e do Atelier-Abstração, liderado por Samson Flexor, em 1953. Expõs individualmente a partir de 1955. Recebeu o prêmio de melhor desenhista nacional em 1957 e o prêmio aquisição nacional em 1963. PONTUAL, pág. 551; TEIXEIRA LEITE, pág. 541, JULIO LOUZADA vol.9, pág. 919; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 682; ARTE NO BRASIL, pág. 942; LEONOR AMARANTE, pág. 57.



091 - GIOVANNI PANZA (1894 - 1989)

Marinha - óleo sobre tela - 41 x 60 cm - canto inferior esquerdo -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, escritor e poeta italiano nascido em Capo Miseno e falecido em Nápoles, proveniente de uma família de poetas e pintores. É considerado um dos representantes da escola napolitana "Ottocento". Participou de diversas mostras e Salões oficiais. Suas obras têm sido comercializadas em vários leilões pelo mundo. www.artprice.com; www.blouinartinfo.com; www.artnet.com; www.mutualart.com.



092 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Nobres - óleo sobre cartão - 21 x 28 cm - não assinado -



093 - CARLOS PRADO (1908 - 1992)

Figuras - desenho a lápis - 24 x 34 cm - canto inferior direito - 1944 -

Arquiteto, pintor, gravador e ceramista paulistano. Recebeu menção honrosa no SPBA de 1935, participando também na I e II BSP e na exposição de Arte Moderna no Brasil, realizada em Buenos Aires, Rosário, Santiago do Chile e Valparaíso, em 1957. No dizer de TEIXEIRA LEITE, em sua obra A Gravura Brasileira Contemporânea, Carlos Prado utilizava por vezes a gravura como meio expressivo, subordinando-a, porém, a interesses maiores. TEIXEIRA LEITE, pág. 421; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 254. PONTUAL, pág. 438; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 582; ARTE NO BRASIL, pág. 781. Acervo FIEO.



094 - FLÁVIO DE CARVALHO (1899 - 1973)

Nus - gravura - H. C. - 50 x 30 cm - canto inferior direito - 1972 -

Pintor, desenhista, escultor, cenógrafo, engenheiro civil, arquiteto e escritor. Educou-se na Inglaterra. Foi um dos pioneiros da arquitetura moderna no Brasil. Figura polêmica e provocativa, teve vida cultural bastante agitada. Participou em diversas bienais e exposições nacionais e internacionais. TEODORO BRAGA, pág. 95/96/97; REIS JR., pág. 379; PONTUAL, pág. 113/114; MEC, vol.1, pág. 363; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 177.; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 478; ARTE NO BRASIL, pág. 746; LEONOR AMARANTE, pág. 28; Acervo FIEO.



095 - CARYBÉ (1911 - 1997)

Pescadores - desenho a nanquim - 30 x 22 cm - canto inferior direito -

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



096 - ANTONIO CARPENTIERI (1930 - 1987)

Barcos - óleo sobre eucatex - 40 x 41 cm - canto inferior direito - 1978 -

Natural de Nápoles, Itália, Carpentieri foi descendente de família abastada, há três gerações ligadas às artes plásticas. No Brasil desde 1952, tornou-se aluno de Angelo Cannone, Briante e De Corsi. Expôs diversas vezes com excelente crítica na Itália, cujas galerias e museus possuem obras suas. JULIO LOUZADA, vol.1, pág.215; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 176; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO.



097 - FELISBERTO RANZINI (1881 - 1976)

"Mercado de flores no Largo do Arouche" - aquarela - 23 x 32 cm - canto inferior esquerdo -

Arquiteto, desenhista e escritor, Felisberto Ranzini nasceu em Mântua, Itália e faleceu em São Paulo - SP. Sobresaiu-se principalmente na técnica de aquarela, na qual se especializou. Suas composições em óleo são claras e detalhadas, quase que miniaturistas. JULIO LOUZADA, vol 1, pág. 805; MEC vol.4, pág. 26, RUTH TARASANTCHI.



098 - LOTHAR CHAROUX (1912 - 1987)

Linhas - serigrafia - 10/75 - 29 x 29 cm - canto inferior direito - 1974 -

Pintor, desenhista e professor austríaco, natural de Viena. Assinava Charoux. Iniciou os estudos artísticos com seu tio, o escultor austríaco Siegfried Charoux. Transferiu-se para o Brasil em 1928, fixando residência em São Paulo. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios da cidade onde conheceu Valdemar da Costa, com ele fazendo aprendizado de pintura a partir de 1940. Posteriormente passa a lecionar desenho no Liceu de Artes e Ofícios e no SENAI. Em 1947, realizou sua primeira exposição individual, na Galeria Itapetininga. Em 1952, participou da fundação do Grupo Ruptura, ao lado de Waldemar Cordeiro, Geraldo de Barros, Anatol Wladyslaw e outros. Com Hermelindo Fiaminghi e Luiz Sacilotto , cria a Associação de Artes Visuais NT - Novas Tendências, em 1963. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras oficiais nacionais como a Bienal Internacional de São Paulo (I a IX, XII, XIII), Panorama da Arte Atual Brasileira (1º ao 3º, 6º, 9º, 11º, 12º) e no exterior. É homenageado com retrospectiva no Museu de Arte Moderna de São Paulo e no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro em 1974. Em 2005, é publicado o livro ‘Lothar Charoux: A Poética da Linha’, pela historiadora de arte Maria Alice Milliet. PONTUAL, PÁG. 131; MEC VOL. 1, PÁG. 433; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 254; VOL. 9, PÁG.207; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 645; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; ACERVO FIEO.



099 - TOMÁS SANTA ROSA (1909 - 1956)

Figuras - guache - 20 x 16 cm - canto inferior direito -

Pintor, gravador, cenógrafo e professor. Oriundo da Paraíba, onde nasceu, fixou-se no Rio de Janeiro, iniciando em 1930 sua bem sucedida carreira de ilustrador de obras de autores estrangeiros e brasileiros, que inclui, dentre outros, Graciliano Ramos, José Lins do Rêgo, Jorge Amado, Castro Alves e muitos outros. Sua obra tem reconhecimento nacional e unanimidade de crítica, havendo se destacado em todas as áreas das artes que praticou. PONTUAL, pág. 472; TEIXEIRA LEITE, pág. 460; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 572; LEONOR AMARANTE.



100 - ESTEVÃO SILVA (1845 - 1891)

Natureza morta - óleo sobre tela - 49 x 65 cm - canto superior direito - 1889 -

Nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Matriculou-se na Academia Imperial de Belas Artes em 1864. Foi aluno de Victor Meirelles, Agostinho da Motta e Jules le Chevrel. Considerado na sua época um mestre insuperável na pintura de naturezas-mortas. Filho de pais africanos, foi o primeiro pintor negro que se destacou dentre os saídos da Academia. Executou também muitos retratos e algumas composições de temas variados. MEC vol 4 pág. 250; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 908; ITAÚ CULTURAL.



101 - JORDÃO DE OLIVEIRA (1900 - 1980)

Paisagem - óleo sobre tela - 47 x 38 cm - canto inferior direito -

Natural de Aracajú, Sergipe. Foi pintor e professor. Iniciou sua carreira artística sob a orientação do mestre Quintino Marques. Fixou residência no Rio de Janeiro, onde estudou na antiga ENBA, tendo Baptista da Costa, Lucilio de Albuquerque e Rodolpho Chambelland como professores. Posteriormente, como livre docente, assumiu a cadeira de pintura da Escola de Belas Artes da Universidade Federal do RJ. A partir de 1924 participa de coletivas, recebendo premiações. As suas obras traduzem um equilibrio de cor e massas, que dão as características do seu trabalho. Obras suas se encontram no MNBA, Pinacoteca-SP, e em outros museus importantes do Pa~is. JULIO LOUZADA, vol 1 pág. 691.



102 - J. CARLOS (1884 - 1950)

Figura - desenho a nanquim - 18 x 18 cm - canto inferior esquerdo -

Nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, desenhista, ilustrador e caricaturista. Realizou mais de cem mil desenhos, não se conhecendo um único ruim. Observador arguto, retratou com maestria e humor o cotidiano de sua cidade natal, da qual, consta, ausentou-se por duas únicas ocasiões. JULIO LOUZADA vol. 10, pág. 181; CARICATURISTAS BRASILEIROS, de Pedro Corrêa do Lago, pág. 74; WALTER ZANINI, pág. 448; ARTE NO BRASIL, pág. 646.



103 - SAMSON FLEXOR (1907 - 1971)

Composição - aquarela - 12 x 9 cm - canto inferior esquerdo -
Com descrição de lote nº 34 de Leilão da Bolsa de Arte do Rio de Janeiro, década de 1970, no dorso. -

Pintor nascido na Romênia, estudou em Paris, onde fez em 1927 sua primeira individual, radicando-se em 1946 em São Paulo, onde faleceu. Foi um dos pioneiros do abstracionismo no Brasil, tendo criado em 1948 o Atelier Abstração. Em 1968 sua obra foi objeto de importante retrospectiva no MAM-RJ. BENEZIT vol. 4, pág. 402; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 313/4; TEIXEIRA LEITE, pág. 198; PONTUAL, pág. 217/8; MEC, vol. 2, pág. 179 e 180; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 917; LEONOR AMARANTE, pág. 75; WALTER ZANINI, pág. 643, Acervo FIEO.



104 - CARLOS OSWALD (1882 - 1971)

Pianista - aquarela - 45 x 62 cm - canto inferior direito - 1932 - Rio de Janeiro -
Com a seguinte dedicatória: "Ao prezado amigo dr. Rubens de Figueiredo, off o Carlos. Rio, abril de 1932". -

Gravador, pintor, desenhista, decorador, professor e escritor. Nasceu em Florença, Itália e faleceu em Petrópolis, RJ. Graduou-se como físico-matemático em 1902, pelo Instituto Galileo Galilei, em Florença. No ano seguinte, ingressou na ‘Accademia di Belle Arti di Firenze’. Viajou para o Brasil pela primeira vez em 1906 e realizou no Rio de Janeiro a primeira exposição individual no país. Retornou à Europa em 1908, estudou gravura com o americano Carl Strauss em Florença e viajou para Munique, onde aprendeu a técnica da água-forte. Em 1911, participou da decoração do pavilhão do Brasil, na Exposição Internacional de Turim. Fez a segunda viagem ao Rio de Janeiro em 1913 e realizou uma exposição com Eugênio Latour na Escola Nacional de Belas Artes . Foi nomeado, em 1914, professor de gravura e desenho no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro e é considerado o introdutor da gravura no Brasil. No ano de 1930, fez o desenho final do ‘Monumento ao Cristo Redentor’. A obra foi executada na França pelo escultor Paul Landowski e instalada no Morro do Corcovado, Rio de Janeiro, em 1931. Publicou, em 1957, a autobiografia ‘Como Me Tornei Pintor’. Em 1963, o Museu Nacional de Belas Artes - RJ adquiriu quase todas as suas obras em gravuras. Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais e foi premiado no Rio de Janeiro em 1904, 1906, 1909, 1912, 1913, 1916 e realizou diversas exposições individuais. PONTUAL, PÁG. 397; ARTE NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 1053; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 699; MEC VOL. 3, PÁG. 304; ACERVO FIEO.



105 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Natureza morta - óleo sobre tela - 38 x 46 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1947 -
Com carimbo do Mirante das Artes de Pietro Maria Bardi, São Paulo - SP, no dorso. -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



106 - INNOCÊNCIO BORGHESE (1897 - 1985)

"Parque Pedro II" - óleo sobre eucatex - 19 x 29 cm - canto inferior direito - 1950 -

Pintor e professor paulista, participante do Salão Paulista de Belas Artes, de 1935 a 1961. Diversas exposições individuais e coletivas, com muitas premiações. Pintou muitas paisagens tendo como tema a cidade de São Paulo. TEODORO BRAGA, pág 56; MEC, vol. 1, pág. 251; Acervo FIEO.



107 - CALISTO CORDEIRO, DITO K.LIXTO (1877 - 1957)

Retorno ao lar - desenho a nanquim - 23 x 16 cm - canto inferior esquerdo -

Desenhista, caricaturista e pintor. Estudou na ENBA. Desenhou o primeiro sêlo de impôsto de consumo impresso no Brasil. Sua atividade de caricaturista durou mais de 30 anos, com intensa colaboração em jornais e revistas do Rio de Janeiro, tais como O Riso, D. Quixote, Carêta, A Semana Ilustrada, Fon-Fon!, Ilustração Brasileira, A Caricatura, O Cruzeiro, O Tagarela, O Malho e tantas outras. Participou de diversos certames do gênero. Sua excepcional obra é até hoje objeto de estudo por especialistas, que não se cansam de lhe tecer elogiosas críticas. PONTUAL, pág. 291; JULIO LOUZADA vol 12 pág. 218; WALTER ZANINI, pág. 806; ARTE NO BRASIL; HISTÓRIA DA CARICATURA NO BRASIL, pág. 1014.



108 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

Mulher - escultura em bronze - 44 x 10 x 10 cm - assinado -

Escultor, desenhista e pintor paulista nascido em Mococa, SP e falecido no Rio de Janeiro. Mudou-se com a família para Itália, e fixou-se em Roma (1913). Iniciou estudos de desenho e escultura com o professor Loss (1920). Participou de movimentos antifascistas e foi preso (1931) por motivos políticos. Foi extraditado para o Brasil (1935) por intervenção do embaixador brasileiro na Itália. Em 1937, viajou para Paris e frequentou as academias ‘La Grand Chaumière’ e ‘Ranson’, onde estudou com Aristide Maillol e conviveu com Henry Moore, Marino Marini e Charles Despiau. Em 1939, retornou a São Paulo e junto com Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Sérgio Milliet, entre outros, participou do Movimento Modernista; foi um dos membros da Família Artística Paulista e do Grupo Santa Helena. Em 1943, transferiu-se para o Rio de Janeiro. A convite do ministro Gustavo Capanema instalou ateliê no antigo Hospício da Praia Vermelha, onde orientou jovens artistas como Francisco Stockinger. Possui obras em espaços públicos como ‘Monumento à Juventude Brasileira’ (1947), nos jardins do antigo Ministério da Educação e Saúde, atual Palácio Gustavo Capanema - RJ; ‘Candangos’ (1960), na Praça dos Três Poderes, e ‘Meteoro’ (1967), no lago do edifício do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília; ‘Integração’ (1989), no Memorial da América Latina, em São Paulo. Participou das Bienais de Veneza (1950, 1952); participou das I, II, IV e IX Bienais de São Paulo, período em que recebeu o prêmio de melhor escultor brasileiro (1953) e sala especial (1967). MEC, VOL.2, PÁG. 250; PONTUAL, PÁG. 237; MAYER/84, PÁG. 1333; BENEZIT VOL. 5, PÁG. 14; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 715; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 422; www.artprice.com; www.pinturabrasileira.com; www.dec.ufcg.edu.br; www.monumentos.art.br.



109 - DOMENICO LAZZARINI (1920 - 1987)

Paisagem - óleo sobre tela - 50 x 65 cm - canto inferior direito - 1972 -

Nasceu na cidade italiana de Viareggio, vindo a falecer na cidade do Rio de Janeiro. Em 1940, ainda na Itália, nas cidades de Lucca e Florença, realiza estudos com Rosai e Vedova. Já no Brasil, dá aulas de pintura na Escola de Belas Artes de Araraquara, São Paulo, em 1950. Em 1957, cria a Escola de Belas Artes de Ribeirão Preto e, em 1961, leciona no Museu de Arte do Rio de Janeiro. Em 1974, conquista o Prêmio Tetra d'Oro em Roma. Entre as exposições de que participa, destacam-se: Exposição de Lucca, Itália, 1946 a 1948; Bienal de Veneza, Itália, 1948; Jovens Pintores de Araraquara, no Museu de Arte Moderna de São Paulo, 1954; Salão Nacional de Arte Moderna (Isenção de Júri, 1959 e Prêmio Aquisição, 1962), Rio de Janeiro, 1958 a 1962; Bienal Internacional de São Paulo, 1959 e 1961; Galeria de Arte da Folha, São Paulo, 1959 e 1960; Domenico Lazzarini, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, 1963; 100 Obras Itaú, no Museu de Arte de São Paulo, 1985. BÉNÉZIT, vol. 6, pág. 499; JULIO LOUZADA vol. 11, pág. 179; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 697; ARTE NO BRASIL, pág. 964; Acervo FIEO.



110 - JOÃO BAPTISTA CASTAGNETO (1862 - 1900)

Barcos - óleo sobre madeira - 11 x 18 cm - canto inferior direito - 1899 -
Ex coleção Dr. Helto José Duarte, São Paulo - SP. -

Pintor especializado em marinhas, foi aluno de Georg Grimm, exímio colorista, fez impressionismo institivamente; pintou em geral pequenos quadros a óleo, usando como suporte até tampas de caixas de charuto; fez também aquarelas e desenhos. MEC vol.1, pág. 368; PONTUAL, págs. 117/118; TEIXEIRA LEITE, pág. 112; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 416; LEONOR AMARANTE, pág. 42.



111 - EDY GOMES CAROLLO (1921 - 2000)

Laçador - óleo sobre tela colada em eucatex - 31 x 50 cm - canto inferior direito - 1972 -

Filho e discípulo de Sobragil Gomes Carollo, participou do Salão Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, com diversas premiações. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 173 e 174.



112 - MARIA LEONTINA (1917 - 1984)

Formas - pastel - 23 x 26 cm - canto inferior esquerdo -

Pintora, gravadora e desenhista. Maria Leontina Mendes Franco da Costa nasceu em São Paulo, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. Iniciou estudos de desenho com Antônio Covello, em São Paulo (1938), e na primeira metade da década de 1940 estudou pintura com Waldemar da Costa. Em 1946, no Rio de Janeiro, frequentou o ateliê de Bruno Giorgi e fez curso de museologia no Museu Histórico Nacional, entre 1946 e 1948. Em 1947, participou da exposição ‘19 Pintores’, na Galeria Prestes Maia, em São Paulo, ao lado de Lothar Charoux, Marcelo Grassmann, Aldemir Martins, Luiz Sacilotto e Flavio-Shiró. Em 1951, foi convidada pelo psiquiatra e crítico de arte Osório César para orientar o setor de artes plásticas do Hospital Psiquiátrico do Juqueri. No mesmo ano, organizou uma mostra dos internos no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Em 1952, com bolsa de estudo do governo francês, viajou para a Europa, acompanhada pelo marido, o pintor Milton Dacosta. Em Paris, entre 1952 e 1954, frequentou o ateliê de gravura de Johnny Friedlaender. Na década de 1960, realizou painel de azulejos para o Edifício Copan e vitrais para a Igreja Episcopal Brasileira da Santíssima Trindade, ambos em São Paulo. Realizou exposições individuais e participou de inúmeras mostras, Salões oficiais e Bienais como a Bienal de Veneza (1950, 1952, 1956). Foi premiada no Rio de Janeiro (1944, 1950, 1955, 1957, 1980); em São Paulo (1944; 1947; 1951; 1954; 1958; 1960; 1980; 1955, 1959, 1965 - Bienais Internacionais; 1969, 1970 - Panoramas da Arte Atual Brasileira; 1975 - prêmio pintura da Associação Paulista de Críticos de Artes - APCA); Brasília, DF (1980); Curitiba, PR (1980; Porto Alegre, RS (1980); Nova York (1960 - Fundação Guggenheim). ITAU CULTURAL; MEC, VOL. 2, PÁG. 471; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 309; PONTUAL, PÁG. 338; ARTE NO BRASIL, PÁG. 772; LEONOR AMARANTE, PÁG. 25; WALTER ZANINI, PÁG. 645; JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 572.



113 - DIONISIO DEL SANTO (1925 - 1999)

Composição - guache - 14 x 12 cm - canto inferior direito - 1978 -

Pintor, desenhista, gravador e serigrafista, nasceu em Colatina-ES, e faleceu em Vitória, naquele mesmo Estado. Autodidata. Em 1975, recebe o Prêmio de Melhor Exposição de Gravura do Ano, da APCA. Participou da 9ª Bienal Internacional de São Paulo, 1967 (Prêmio Itamarati Aquisição) e do Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro, 1968 (Prêmio Isenção do Júri). JULIO LOUZADA vol.11, pág. 88; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 682; ARTE NO BRASIL, pág. 934.



114 - JORGE GUINLE FILHO (1947 - 1987)

Figura - pastel - 28 x 20 cm - canto inferior esquerdo - 1981 -

Pintor, desenhista e gravador nascido e falecido em Nova York, EUA. Mudou-se com a família para o Brasil ainda no ano de seu nascimento e permaneceu no Rio de Janeiro até 1955. Desse ano até 1962, acompanhando a mãe, morou em Paris e, em seguida, em Nova York, onde residiu até 1965. Na França, em paralelo a sua formação regular, iniciou, como autodidata, estudos de pintura e frequentou museus e galerias de arte, prática que manteve quando se transferiu para os Estados Unidos. De 1965 a 1974 viveu no Rio de Janeiro e passou temporadas em Londres e Paris, cidade para onde retornou nesse último ano e se estabeleceu por mais três anos. Em 1977, voltou a residir no Rio de Janeiro. Seu trabalho ganhou repercussão e, na década de 1980, integrou as principais exposições de arte do país. A produção do artista, concentrada em seus últimos sete anos de vida, foi dedicada, sobretudo à pintura. Jorge Guinle foi um importante incentivador da revalorização da pintura promovida pelo grupo de jovens artistas conhecido como Geração 80. Participou da mostra ‘Como Vai Você, Geração 80?’, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage - EAV/Parque Lage, Rio de Janeiro, 1984, escreveu um texto para a edição especial da revista ‘Módulo’ dedicada a essa mostra, participou de várias exposições e eventos realizados por esses artistas e escreveu sobre suas obras. Participou também da 17ª e 18ª Bienal Internacional de São Paulo (1983 e 1985). Em 1985 recebeu o Prêmio de Viagem ao Estrangeiro no 8º Salão Nacional de Artes Plásticas, MAM-RJ. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL. 2, PÁG.482; LEONOR AMARANTE, PÁG. 312. ACERVO FIEO.



115 - FRANS KRAJCBERG (1921)

Composição - técnica mista sobre papel - 52 x 35 cm - canto inferior direito - 1964 -

Escultor, pintor, gravador e fotógrafo nascido em Kozienice, Polônia. Estudou engenharia e artes na Universidade de Leningrado, Rússia. Durante a Segunda Guerra Mundial perdeu toda a família em um campo de concentração. Mudou-se para a Alemanha, ingressando na Academia de Belas Artes de Stuttgart, onde foi aluno de Willy Baumeister. Chegou ao Brasil em 1948. Em 1951, participou da 1ª Bienal Internacional de São Paulo com duas pinturas. Residiu por um breve período no Paraná, isolando-se na floresta para pintar. Em 1956, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde dividiu o ateliê com o escultor Franz Weissmann. Naturalizou-se brasileiro no ano seguinte. A partir de 1958, alternou residência entre o Rio de Janeiro, Paris e Ibiza. Desde 1972, reside em Nova Viçosa, no litoral sul da Bahia. Ampliou o trabalho com escultura, iniciado em Minas Gerais, utilizando troncos e raízes, sobre os quais realiza intervenções. Viaja constantemente para a Amazônia e Mato Grosso e fotografa os desmatamentos e queimadas, revelando imagens dramáticas. Na década de 1980, iniciou a série ‘Africana’, utilizando raízes, cipós e caules de palmeiras associados a pigmentos minerais. O Instituto Frans Krajcberg, em Curitiba, foi inaugurado em 2003 recebendo a doação de mais de uma centena de obras do artista. No fim de 2008 realizou sua primeira grande exposição individual em São Paulo - 65 esculturas e 40 fotos de queimadas, exibidas no pavilhão da Oca, no Parque do Ibirapuera. TEIXEIRA LEITE, PÁG. 272; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 645; ARTE NO BRASIL, PÁG. 778; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 514; VOL. 6, PÁG. 559; MEC VOL. 2, PÁG. 411; PONTUAL PÁG. 293; www.artprice.com; www.eca.usp.br; www.macniteroi.com.br; planetasustentavel.abril.com.br.



116 - LEÓN FERRARI (1920 - 2013)

"Collage: David" - litografia - P. A. - 37 x 26 cm - canto inferior direito - 1986 -

Gravador e escultor argentino, natural da cidade de Buenos Aires. Começou a fazer escultura em 1954, com diversos materiais e com arame de aço inoxidável. Em 1962, iniciou sua série de desenhos escritos. Em 1964 colaborou com Rafael Albertino no livro de poesias e desenhos "Escritos en el Aire", editado por Vanni Scheiwiller em Milão. Em 1965, abandonou a arte abstrata e participou do movimento cultural que acompanhou a atividade política argentina, colaborando na organização de diversas mostras coletivas. A partir de 1976 fixa residência no Brasil, em São Paulo, onde voltou a esculpir e experimentar outras técnicas, como fotocópias, etc. Desenvolveu uma série de esculturas sonoras que deram origem aos instrumentos lúdicos musicais com os quais deu 4 concertos-performance. JULIO LOUZADA, vol. 3, pág. 403



117 - ARTUR BÁRRIO (1945)

"Série africana" - óleo sobre papel - 24 x 30 cm - dorso - 1981 -

Nascido Artur Alípio Barrio de Souza Lopes, na cidade do Porto, Portugal, no dia 1 de fevereiro de 1945. Pintor e desenhista. Jovem ainda fixou-se no Rio de Janeiro. Frequentou a Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro, recebendo orientação artística do prof. Onofre Penteado. Trabalha com materiais recicláveis (papel, plástico, etc). Em 1969 participou da seleção da representação para a VI Bienal dos Jovens em Paris, com Ivald Granato e Luis Pires. JULIO LOUZADA vol. 1 pág. 96; ITAU CULTURAL.



118 - G.T.O. (GERALDO TELES DE OLIVEIRA) (1930 - 1990)

Mandala - escultura em madeira - 38 x 32 x 12 cm - assinado -

Mineiro de Itapecerica, Geraldo Teles de Oliveira, dito GTO, foi escultor. Começa sua atividade artística, em 1965, a partir de sonhos - em um deles, Deus lhe mostra a madeira e as esculturas que deveria realizar. Assim, tendo seus sonhos como referência, realiza grande parte de suas obras; mais tarde, utiliza apenas sua criatividade nos seus trabalhos. Entre as exposições das quais participa, destacam-se: 1º e 2º Salão de Arte Contemporânea, Belo Horizonte, 1969/1970; Bienal Internacional de São Paulo, 1969/1975/1981; Bienale Formes Humaines, no Museu Rodin, Paris (França), 1974; II Festival Mundial e Africano de Arte e Cultura Negra, em Lagos (Nigéria), 1977; 42ª Bienal de Veneza (Itália), 1978. Após sua morte, suas obras são expostas na mostra: Exposição Cinco Anos sem Novos Sonhos de GTO, na Galeria Paulo Campos Guimarães, Belo Horizonte, 1995. JULIO LOUZADA, vol. 5, pág. 763; LEONOR AMARANTE, pág. 294; ITAU CULTURAL.



119 - PHILIP SADÉE (1837 - 1904)

Basílica - óleo sobre cartão - 29 x 45 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista e professor, Philip Lodowyck Jacob Frederik Sadée nasceu e faleceu em Haia, Países Baixos. Foi aluno de Jacobus-Evardus-Josephus van den Berg e da Academia de sua cidade natal. Viajou pela França, Alemanha, Bélgica e Itália. Foi professor na Academia de Haia e expôs, entre 1853 e 1903, em Amsterdã, Roterdã e Haia. Suas obras têm sido comercializadas em leilões pela Europa e muitas fazem parte dos acervos dos museus: Sheffield; The Rijksmuseum - Amsterdã; Arnhem; Bautzen; Bremen; Dordrecht; Enkhuizen; Haia; Kampen; Leeuwarden e Otterlo. BENEZIT VOL. 9, PÁG. 219; www.artprice.com; artist.christies.com; www.invaluable.com; www.macconnal-mason.com.



120 - PAULO VALLE JÚNIOR (1889 - 1958)

"Prisioneiras" - óleo sobre cartão telado - 24 x 33 cm - canto inferior esquerdo - 1957 -
Reproduzido no convite deste leilão. Estudo para o quadro "Prisioneiras" que foi Medalha de Honra do 22º Salão Paulista de Belas Artes, São Paulo - SP. Quadro este que foi capa do catálogo de leilão de Arte Tableau de Novembro de 2003. Com recibo de venda firmado pelo autor, datado de 28 de janeiro de 1958, no dorso. -

Assina Valle Jr. Pintor e desenhista nascido em Pirassununga, SP e falecido em São Paulo. Ingressou no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo em 1902, onde estudou com Oscar Pereira da Silva até 1906. Nesse ano viajou para Paris, com bolsa de estudo concedida pelo governo do Estado de São Paulo, frequentou a ‘Académie Julian’ - Paris e foi aluno dos pintores Marcel André Baschet, Jean-Paul Laurens e Henri Paul Royer. O Estado de São Paulo lhe concedeu mais uma bolsa de estudo (1913) e foi para a Europa onde ficou até 1915. Teve uma relevante participação no processo de profissionalização dos artistas em São Paulo, na criação da Sociedade Paulista de Belas Artes, em 1924, no debate sobre a criação do Departamento Histórico e Artístico do Estado de São Paulo e na fundação do Sindicato dos Pintores de São Paulo, primeiro do gênero no Brasil. Entre 1937 e 1954, ocupou a presidência do Salão Paulista de Belas Artes e participou da comissão organizadora e do júri de seleção de várias edições do evento. Entre 1948 e 1952, passou nova temporada na ‘Académie Julian’, com apoio de Irene e Freddy Keller, seus parentes, que receberam parte da sua produção do período pelo custeio da viagem. Além de ter participado de várias mostras oficiais, apresentou uma exposição retrospectiva na Galeria Prestes Maia, em São Paulo, em 1956. TEODORO BRAGA PÁG. 187; REIS JUNIOR PÁG. 373; MEC VOL. 4, PÁG. 441; PONTUAL PÁG. 531; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO, RUTH TARASANTCHI; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 1019; www.artprice.com.



121 - SELMA DAFFRÉ (1951)

"Espaços" - aquarela - 55 x 36 cm - canto inferior direito - 1990 -

Pintora e gravadora. Estudou desenho e gravura com Savério Castellano (1934), cursa artes plásticas na Fundação Armando Álvares Penteado - Faap e freqüenta a San Martin School, em Londres, Inglaterra. Publicou um álbum de gravuras em metal, juntamente com José Tarantino (1951), Fábio Magalhães (1942) e Guyer Salles (1942), além de estudar aquarela com Nelson Nóbrega (1900-1997). Edita a imagem da gravura Terra Brasilis, ao lado de artistas da Cooperativa de São Paulo; e lança o livro O Desenho como Instrumento. JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 324; ITAU CULTURAL.



122 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Hortênsias - óleo sobre madeira - 50 x 60 cm - canto inferior direito -
C. Cinelli. -



123 - ALUISIO CARVÃO (1920 - 2001)

Composição - aquarela - 11 x 15 cm - canto inferior direito -

Importante pintor, escultor, Ilustrador, ator e cenógrafo brasileiro, natural de Belém-PA. Em 1952 estuda pintura com Ivan Serpa, no MAM-RJ, participando, entre 1954 e 1956, Grupo Frente e, entre 1960 e 1961, integra o Grupo Neoconcreto. Nos anos seguintes viaja para a Europa com o prêmio de viagem recebido no SNAM-RJ. No fim dos anos 60 passa a empregar materiais não tradicionais, como tampinhas metálicas de garrafa, pregos e barbante agrupados em suportes de madeira. Em 1996 ocorre retrospectiva de sua obra no Museu Metropolitano de Arte, em Curitiba, no Museu de Arte Moderna - MAM/BA e no MAM/RJ. "A preocupação inicial de Aluísio Carvão era com a forma: reduzir a obra a estruturas elementares, gestálticas. A partir da dissidência neoconcreta, da qual fez parte, é a cor que irá se impor, envolvendo a estrutura, ou melhor, a cor é, ela mesma, espaço. Carvão não é um pintor metafísico. Através da cor ele revela sua relação sensual com o mundo. Como ele diz: ´Vermelhos-guarás, araras, aroma das flores de manacá, o som do vento terral, o calor equatorial, o amarelo-laranja do sol, ressonâncias atávicas de Van Gogh e Mondrian, em trânsito pela Península Ibérica, Nordeste, Amazônia e nosso litoral daqui´. Nas pinturas da ´série cromativa´ ou no ´cubocor´ da fase neoconcreta, Carvão dá à cor sua máxima concretude e fisicalidade, mas, feito isto, ocorre a retração da cor, que se mutiplica em complementares, abrindo caminho para a caracterização como espaço lírico, território da memória. Sua linguagem e seus motivos são aéreos: sóis, luas, pipas, bandeirolas, mastros, arcos. Enfim, são formas que voam e ascendem, sem contudo perder o vínculo com a terra. " Frederico Morais, in MORAIS, Frederico. Vertente construtiva. In: DACOLEÇÃO: os caminhos da arte brasileira. São Paulo: Júlio Bogoricin, 1986. p. 131-132. JULIO LOUZADA, vol. 5 pág. 210/211; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, 655; LEONOR AMARANTE, 75; ARTE NO BRASIL, 921; Acervo FIEO.



124 - GUERINO GROSSO (1907 - 1988)

Flores - óleo sobre cartão - 18 x 23 cm - canto inferior direito -

Natural de Rio Claro, neste Estado, Guerino Grosso iniciou seu aprendizado artístico em 1917. Frequentou a Escola de Belas Artes de São Paulo. Artista de grande sensibilidade, dedicou-se à pintura de naturezas mortas com metais, confirmando-se como um dos melhores do gênero. JULIO LOUZADA, vol, 12 ,pág 189. MEC, vol, 2, pág, 284; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



125 - INOS CORRADIN (1929)

"Equilibrista" - óleo sobre tela - 70 x 50 cm - canto inferior esquerdo e dorso -

Pintor, desenhista, gravador, escultor e cenógrafo, nascido em Vogogna, Itália. Por volta de 1932 mudou-se com a família para Castelbaldo - Padova, onde, em 1945, estudou pintura com professor Tardivello. Em 1947 colaborou com o pintor Pendin na execução de um mural referente aos mártires da resistência italiana em Castelbaldo. Veio, em 1950, para Jundiaí e São Paulo onde fez parte do núcleo artístico Cooperativa em São Paulo, dirigido pelo pintor argentino Oswaldo Gil Navarro. Executou cenários para o Ballet do IV Centenário de São Paulo, em 1954. Em 1979 foi contratado para pintar um cenário para o Teatro de Rovigo, Itália. Realizou diversas exposições individuais, participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais pelo Brasil e pelo mundo. Foi premiado em Paris (1975) e em Ferrara, Itália (1976). JULIO LOUZADA, VOL. 11, PÁG. 152; PONTUAL, PÁG. 143; MEC, VOL. 1, PÁG. 448; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 215; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; inoscorradin.com.br.



126 - FERNANDO ODRIOZOLA (1921 - 1986)

Composição - técnica mista sobre papel - 43 x 31 cm - canto inferior direito - 1974 -
Com dedicatória. -

Fernando Pascual Odriozola nasceu em Oviedo, Espanha e faleceu em São Paulo. Pintor, desenhista e gravador. Começou a pintar em 1936. Veio para o Brasil em 1953 e fixou residência em São Paulo. No ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual na Galeria Portinari. O Museu de Arte Moderna de São Paulo dedicou-lhe outra individual, em 1955. Na década de 1960, lecionou no Instituto de Arte Contemporânea da Fundação Armando Álvares Penteado e colaborou como ilustrador nos jornais O Estado de S. Paulo e Diário de S. Paulo, e na revista Habitat. Em 1964, integrou, com Wesley Duke Lee , Yo Yoshitome e Bin Kondo , o Grupo Austral, ligado ao movimento internacional Phases. Participou das 7ª, 8ª, 9ª, 12ª, 13ª, 14ª, 15ª e 18ª Bienais Internacionais de São Paulo onde foi premiado na 7ª, 8ª, e 14ª edição; da 7ª Bienal de Tóquio; dos 2º e 5º Panoramas da Arte Atual Brasileira, entre outras. No ano de seu falecimento, o Centro Cultural São Paulo (CCSP) realizou uma exposição retrospectiva póstuma em sua homenagem. JULIO LOUZADA VOL.11, PÁG. 231; MEC VOL.3, PÁG.291; PONTUAL PÁG. 389; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 737; ARTE NO BRASIL PÁG.907; LEONOR AMARANTE PÁG. 143; ACERVO FIEO.



127 - ANTONIO GOMIDE (1895 - 1967)

Senzala - desenho a carvão - 20 x 28 cm - canto inferior esquerdo - Década de 1950 -
Com certificado de autenticidade, datado de 28 de março de 2007, firmado por Elvira Vernaschi - historiadora e crítica de arte - membro da ABCA/AICA, autora do livro Gomide editado pela Universidade de São Paulo em 1989. -

Pintor, escultor, decorador e cenógrafo. Antonio Gonçalves Gomide nasceu em Itapetininga, SP e faleceu em Ubatuba, SP. Mudou-se com a família para a Suíça em 1913, e frequentou a Academia de Belas Artes de Genebra até 1918, onde estudou com Gillard e Ferdinand Hodler. Mudou-se para a França na década de 1920. Em 1922, em Toulouse, trabalhou com Marcel Lenoir, com quem aprendeu a técnica do afresco. De 1924 a 1926, em Paris, instalou ateliê e entrou em contato com artistas europeus ligados aos movimentos de vanguarda. No ambiente parisiense, conviveu também com Victor Brecheret e Vicente do Rego Monteiro. Retornou ao Brasil em 1929. Em 1932, atuou na fundação da Sociedade Pró-Arte Moderna e fundou o CAM (Clube dos Artistas Modernos), juntamente com Flávio de Carvalho, Carlos Prado e Di Cavalcanti. Na área das artes decorativas, com Regina Graz e John Graz, é considerado um dos introdutores do estilo ‘art deco’ no país. Nos anos 60, a perda de sua visão o obriga a mudar novamente seu destino como artista. Em uma relutância em abandonar a arte, dedicou-se a lecionar, transmitindo para novas gerações a herança modernista. Foi a escultura, no entanto, que lhe permitiu continuar sua produção, apesar da dificuldade em enxergar. Com a visão bastante comprometida, retirou-se para Ubatuba, onde viveu em reclusão até a sua morte. Em 1968 o Museu de Arte Contemporânea dedicou-lhe importante retrospectiva. THEODORO BRAGA, PÁG.110, REIS JUNIOR, PÁG. 377; PONTUAL, PÁG. 244; MEC, VOL. 2, PÁG. 275; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 353, ART PRINCE ANNUAL 2000, PÁG. 955; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 222; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 548; ARTE NO BRASIL, PÁG. 694; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 427; ACERVO FIEO; www.mac.usp.br; web.artprice.com.



128 - PEDRO PINKALSKY (1942)

Cabeça de águia - escultura em pedra sabão - 36 x 52 x 12 cm - assinado - 1987 -

Escultor, arquiteto e professor nascido em São Paulo, onde se formou em arquitetura pela Universidade Mackenzie (1969) e teve aulas com o escultor Lazio Zinner (1964, 1965) e com Décio Pignatari (1968). Assina Pinkalsky. Participou de inúmeras exposições coletivas tanto no Brasil como no exterior e, entre as mostras individuais, destacam-se as realizadas em: Belo Horizonte, MG (1975, 1976, 1977); São Paulo (1976, 1977, 1982, 1986, 1993, 1994, 2000, 2001). Foi premiado em: Belo Horizonte, MG (1974, 1977); Embu, SP (1975); São Bernardo, SP (1975); São Caetano, SP (1975); Salvador, BA (1978); São José dos Campos, SP (1979); São Paulo (1981); Curitiba, PR (1981); Piracicaba, SP (1981); Novo Hamburgo, RS (1981); Rio Claro, SP (1981, 1982). ITAU CULTURAL; MEC VOL. 3, PÁG. 400; JULIO LOUZADA VOL. 7, PÁG. 560; www.al.sp.gov.br.



129 - ALDO BONADEI (1906 - 1974)

Autorretrato - xilogravura - 9/80 - 50 x 35 cm - canto inferior direito - 1971 -

Pintor, designer, gravador, figurinista e professor - Aldo Cláudio Felipe Bonadei nasceu e faleceu em São Paulo, SP. Entre 1923 e 1928 foi aluno de Pedro Alexandrino, período em que também frequentou o ateliê de Antonio Rocco. Viajou para a Itália, entre 1930 e 1931, e frequentou a Academia de Belas Artes de Florença, onde teve aulas com Felice Carena e seu assistente Ennio Pozzi, ambos ligados ao movimento ‘novecento’. Nesse período, dedicou-se ao desenho da figura humana, principalmente ao nu. Retornou a São Paulo no início da década de 1930 e participou ativamente do Grupo Santa Helena, da Família Artística Paulista - FAP e do Sindicato dos Artistas Plásticos. Em 1949 lecionou na Escola Livre de Artes Plásticas, primeira escola de arte moderna de São Paulo e participou do Grupo Teatro de Vanguarda. No ano seguinte, fundou a Oficina de Arte - O. D. A., com Odetto Guersoni e Bassano Vaccarini. No fim da década de 1950 atuou como figurinista nas peças ‘Vestido de Noiva’, de Nelson Rodrigues, e ‘Casamento Suspeitoso’, de Ariano Suassuna. Também desenhou alguns figurinos para dois filmes dirigidos por Walter Hugo Khoury: ‘Fronteiras do Inferno’ (1958) e ‘Na Garganta do Diabo’(1959). Realizou muitas exposições individuais e participou de vários Salões oficiais destacando-se: Bienal Internacional de São Paulo (1ª, 2ª, 3ª, 6ª, 7ª); Bienal de Veneza (1952); Panorama da Arte Moderna Brasileira (1970). MEC, VOL. 1, PÁG. 247; PONTUAL, PÁGS. 78/79; ARTE NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 1041; ART PRICE ANNUAL 2000, PÁG. 258; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 79; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; LEONOR AMARANTE, PÁG. 72; ACERVO FIEO.



130 - ENRICO BIANCO (1918 - 2013)

Madona do trigal - óleo sobre eucatex - 40 x 30 cm - canto inferior direito e dorso - 1980 -
Reproduzido no convite deste leilão. Com etiqueta de Renato Magalhães Gouvêa Escritório de Arte, São Paulo - SP, no dorso. -

Pintor, desenhista, gravador e ilustrador nascido em Roma, Itália e falecido no Rio de Janeiro. Filho da pianista Maria Bianco-Lanzi e de Francesco Bianco, escritor e correspondente internacional do "Jornal do Brasil". Na década de 1930, em Roma, iniciou seus estudos com Maud Latou, Deoclécio Redig de Campos - que chegou a diretor do Museu do Vaticano, Dante Ricci - outrora professor da família real. Sua primeira exposição individual se deu em Roma (1936). Logo depois de sua chegada ao Brasil, Rio de Janeiro (entre 1935 e 1937) estudou com Portinari no Instituto de Arte da Universidade do Distrito Federal e, no ano seguinte, foi seu assistente em diversas obras, destacando-se os murais do MEC, os painéis do Banco da Bahia, o edifício da ONU, entre outros. Ilustrou edição especial de Caçada de Esmeraldas, de Olavo Bilac e o álbum de gravação do poema sinfônico Anhanguera, de Hekel Tavares, em 1951. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras coletivas e Salões oficiais inclusive da Bienal de São Paulo (1951), da Bienal do México (1960). Exposições retrospectivas de suas obras foram realizadas, em 1982, no Museu Nacional de Belas Artes - RJ e no Museu de Arte de São Paulo - SP. THEODORO BRAGA, PÁG. 54; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 99; MEC, VOL. 1, PÁG. 242; PONTUAL, PÁG. 76; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 594; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG.124; VOL. 2, PÁG. 132; www.pinturabrasileira.com; www.artprice.com; www.galeriandre.com.br.



131 - GUANG HANG FANG (1946)

"Vaso com flores" - óleo sobre tela - 100 x 100 cm - canto inferior direito - 2003/2004 -
Com etiqueta de New York Gallery - Shopping Center Iguatemi - Av. Faria Lima, 2232, São Paulo - SP. -

Pintor Chinês, radicado em São Paulo, Com exposições individuais na Galeria Paulista em 1999 e Renot Escritório de Arte . JULIO LOUZADA vol.12 pág. 190.



132 - DARIO VILLARES BARBOSA (1880 - 1952)

Flores - óleo sobre tela - 46 x 38 cm - canto inferior esquerdo -

Nasceu em Campinas, SP e faleceu em Paris, França, em 3 de setembro de 1952. Junto com o seu irmão gêmeo e também pintor, Mário Villares Barbosa, iniciou seu aprendizado artístico no atelier de Oscar Pereira da Silva. Especializou-se na Europa, retornando ao Brasil em 1934, tornando-se além de pintor de história e de gênero, professor de paisagismo realístico e crítico, denunciando em suas obras a desumanização da paisagem. JULIO LOUZADA, vol. 13 pág. 28; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 601; ACERVO FIEO, pág. 602, RUTH TARASANTCHI.



133 - MANEZINHO ARAUJO (1910 - 1993)

"Vila de pescadores" - óleo sobre tela - 46 x 69 cm - canto inferior direito - 1977 -

Com apenas dezesseis anos de idade mudou-se para Recife, a fim de concluir seus estudos. Após cursar a escola de comércio de Pernambuco, transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde foi buscar fama através da música, sua primeira paixão. Destacou-se como compositor e intérprete de música popular nordestina, o que lhe valeu a possibilidade de montar um restaurante de comida nordestina em SP, muito famoso durante vários anos, o Cabeça Chata. Apesar de viver, em SP, suas raízes ainda permanecem em Pernambuco. De uma forma autodidata começou a dedicar-se à pintura, retratando o folclore nordestino, sua gente, suas vidas, fase que sustentou até o seu desaparecimento, com uma menção surrealista. Expôs individualmente nas Galerias Astreia e Capela (SP), e na Ranulfo em Recife (1969). Em 1968, apresentado por Aldemir Martins, teve publicado o álbum de serigrafias Meu Brasil. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 56; MEC, vol. 1, pág. 109; PONTUAL, pág. 38; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 18; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 832; Acervo FIEO.



134 - COLETTE PUJOL (1913 - 1999)

Vista de Salvador - óleo sobre cartão - 50 x 60 cm - canto inferior direito -

Esta premiadíssima pintora e professora paulistana, recebeu as suas primeiras aulas de desenho e pintura de Antonio Rocco e de Lucília Fraga, ainda na capital paulista. Residindo em Salvador, freqüentou a Escola de Belas Artes, onde foi aluna de Presciliano Silva (1942 a 1944); a partir de 1946 até 1949, estudou na Europa. Possui obras em museus brasileiros. PONTUAL, pág. 440; MEC, vol. 3, pág. 438; TEODORO BRAGA, pág. 73; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



135 - AGUSTIN SALINAS Y TERUEL (1862 - 1915)

Reflexão - óleo sobre tela - 42 x 66 cm - canto superior direito - 1912 - São Paulo -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor espanhol, estudou em Madri, na Escola Superior de Pintura, e na Academia Espanhola de Roma. Viveu muitos anos na Itália, para onde se transferiu em 1883 e onde mais tarde manteve ateliê com o irmão Pablo Salinas. Segundo José Roberto Teixeira Leite, era um boêmio "despreocupado com os bens materiais e levando vida desorganizada". Obsessivo por viagens, esteve várias vezes na Holanda e mais de uma vez no Brasil, tendo aqui participado da Exposição Geral de Belas Artes de 1910. Consta que também realizou exposições em São Paulo e Rio de Janeiro. Sua obra integra diversos museus da Europa e, no Brasil, o acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo e de coleções particulares. BENEZIT, vol. 9, pág. 249; BOLAFFI, vol. 12, pág. 305; MAYER/84, pág. 1156; TEODORO BRAGA, pág. 210; ANUAIRE DES COTES INTERNATIONAL, pág. 1728; ART PRICE ANNUAL 2000, pág. 2202.



136 - ANA CRISTINA ANDRADE (1953)

"Arredores" - gravura - 20/20 - 20 x 20 cm - canto inferior direito - 1985 -
Complemento de técnica: maneira negra e ponta seca

Ana Cristina Andrade Moreira é pintora, gravadora, desenhista, professora e designer vidreira. Iniciou sua formação artística na Escola Superior de Arte Santa Marcelina, SP (1972-1975). Aprendeu gravura em metal (1980-1990) com Iole Di Natale; técnicas de gravura na Scuola Internazionale di Gráfica em Veneza, Itália (1983); Gravura Especial com Evandro Carlos Jardim, no MAC-SP (1991); Técnica Calcográfica Experimental com Mario Benedetti, na FASM-SP (1997); Vitrofusão com Roberto Bonino. Exposições individuais: São Paulo, SP (1984, 1987, 1995, 2003); Bauru, SP (1989); “Projeto Interior com Arte” – Museu Banespa (1998 – Exposição itinerante pelo interior do Estado de São Paulo). Coletivas: Epinal, França (1975); São Paulo, SP (1974, 1982, 1984, 1985, 1986, 1988, 1994, 1995, 2000, 2002 a 2004, 2012 – SP ESTAMPA); Santo André, SP (1982); Novo Hamburgo, RS (1982); Taiwan, China (1983, 1985); San Juan, Porto Rico (1983); Santos, SP (1983); Cabo Frio, RJ (1983); Ribeirão Preto,SP (1984); Curitiba, PR (1984); Piracicaba,SP (1984); Veneza, Itália (1984, 1985); Campinas, SP (1985); São José do Rio Preto, SP (1986); Limeira, SP (1986); Washington D.C.,EUA (1991); Campos do Jordão, SP (1991); Kanagawa, Japão (1992); Maastricht, Holanda (1993); Illinois, EUA (1994); Cidade do México, México (1996); Jacareí, SP (1998); Budapeste, Hungria (1996); Uzice, Yuguslávia (1997); Ourense, Espanha (1994, 2006). Prêmios: São Paulo, SP (1974); Novo Hamburgo, RS (1982); Santos, SP (1983); Ribeirão Preto, SP (1984); Curitiba, PR (1984); Piracicaba, SP (1984); Campinas, SP (1985); São José do Rio Preto, SP (1986). JULIO LOUZADA, vol.1, pág. 62; vol.2, pág. 66; Acervo FIEO. ITAU CULTURAL.



137 - ARTHUR LUIS PIZA (1928)

Composição - gravura - E. A. - 18 x 13 cm - canto inferior direito -

Gravador, desenhista, pintor e escultor, nasceu em São Paulo, SP. Assina Piza. Iniciou a formação artística em 1943, estudando pintura e afresco com Antonio Gomide. Após participar da 1ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1951, viajou para a Europa e passou a residir em Paris. Freqüentou o ateliê de Johnny Friedlaender, aperfeiçoando-se nas técnicas de gravura em metal. Realizou muitas exposições individuais e coletivas, participou de vários Salões oficiais e obteve importantes prêmios: Bienal Internacional de São Paulo (1953, 1959); Trienal de Grenchen, Suíça (1961); Bienal de Liubliana, atual Eslovênia (1961); Exposição Internacional de Havana, Cuba (1965); Bienal de Santiago do Chile (1965); Bienal de Veneza (1966); Bienal de Cracóvia, Polônia (1970); Bienal Internacional de Florença, Itália (1970); Bienal de San Juan, Porto Rico (1970, 1979); Mostra de Gravura, Curitiba – PR (1978); Bienal da Cidade do México (1980). No fim dos anos 1980, cria um mural tridimensional para o Centro Cultural da França, em Damasco, Síria. Em 2002, são apresentadas na Pinacoteca do Estado de São Paulo e no Museu de Arte do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, duas amplas retrospectivas de sua obra. BENEZIT VOL. 8, PÁG. 370; MEC, VOL. 3, PÁG. 422; PONTUAL, PÁG. 428/29; JÚLIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 773; VOL. 2, PÁG. 823; VOL. 4, PÁG.899; VOL.6, PÁG. 896; VOL.13, PÁG. 268; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, PÁG. 855; LEONOR AMARANTE, PÁG. 75; ACERVO FIEO; artfacts.net; artcyclopedia.com; artnet.com; artprice.com



138 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

Torso - múltiplo em bronze - 25 x 9 x 7 cm - assinado -
Ex coleção Sebastião Alves - Bragança Paulista - SP. -

Escultor, desenhista e pintor paulista nascido em Mococa, SP e falecido no Rio de Janeiro. Mudou-se com a família para Itália, e fixou-se em Roma (1913). Iniciou estudos de desenho e escultura com o professor Loss (1920). Participou de movimentos antifascistas e foi preso (1931) por motivos políticos. Foi extraditado para o Brasil (1935) por intervenção do embaixador brasileiro na Itália. Em 1937, viajou para Paris e frequentou as academias ‘La Grand Chaumière’ e ‘Ranson’, onde estudou com Aristide Maillol e conviveu com Henry Moore, Marino Marini e Charles Despiau. Em 1939, retornou a São Paulo e junto com Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Sérgio Milliet, entre outros, participou do Movimento Modernista; foi um dos membros da Família Artística Paulista e do Grupo Santa Helena. Em 1943, transferiu-se para o Rio de Janeiro. A convite do ministro Gustavo Capanema instalou ateliê no antigo Hospício da Praia Vermelha, onde orientou jovens artistas como Francisco Stockinger. Possui obras em espaços públicos como ‘Monumento à Juventude Brasileira’ (1947), nos jardins do antigo Ministério da Educação e Saúde, atual Palácio Gustavo Capanema - RJ; ‘Candangos’ (1960), na Praça dos Três Poderes, e ‘Meteoro’ (1967), no lago do edifício do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília; ‘Integração’ (1989), no Memorial da América Latina, em São Paulo. Participou das Bienais de Veneza (1950, 1952); participou das I, II, IV e IX Bienais de São Paulo, período em que recebeu o prêmio de melhor escultor brasileiro (1953) e sala especial (1967). MEC, VOL.2, PÁG. 250; PONTUAL, PÁG. 237; MAYER/84, PÁG. 1333; BENEZIT VOL. 5, PÁG. 14; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 715; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 422; www.artprice.com; www.pinturabrasileira.com; www.dec.ufcg.edu.br; www.monumentos.art.br.



139 - MANOEL SANTIAGO (1897 - 1987)

Paisagem - óleo sobre tela - 38 x 46 cm - canto inferior esquerdo e dorso -

Manoel Colafante Caledônio de Assumpção Santiago nasceu em Manaus, AM e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, desenhista e professor. Mudou-se para Belém em 1903 e iniciou estudos de pintura. Desde 1916 já praticava a arte não figurativa. Em 1919 transferiu-se para o Rio de Janeiro, cursou Direito e frequentou a Escola Nacional de Belas Artes, onde foi aluno de Rodolfo Chambelland e Baptista da Costa. Na época, teve aulas particulares com Eliseu Visconti. Foi casado com a pintora Haydeá Santiago. Participou em 1927 do Salão Nacional de Belas Artes e recebeu o prêmio viagem ao exterior, entre vários outros. Foi para Paris no ano seguinte, e lá permaneceu por cinco anos. De volta ao Rio de Janeiro, em 1932, tornou-se professor do Instituto de Belas Artes. Em 1934, passou a lecionar pintura e desenho no Núcleo Bernardelli, figurando entre seus alunos José Pancetti, Edson Motta, Bustamante Sá, Ado Malagoli, Rescála e Milton Dacosta. Participou da I Bienal Internacional de São Paulo (1951) e do 8º Panorama da Arte Brasileira (1976). PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, VOL. 1, PÁG. 241; TEODORO BRAGA, PÁG. 211; CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO DE PAISAGEM BRASILEIRA, MEC-MNBA /RIO/1944; MAYER/84, PÁG. 1158; REIS JR, PÁG. 378; PONTUAL, PÁG. 473; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 292; ITAÚ CULTURAL, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 865; ACERVO FIEO.



140 - BENEDITO CALIXTO DE JESUS (1853 - 1927)

"Praia dos Milionários - São Vicente" - óleo sobre tela - 46 x 65 cm - canto inferior direito -
Reproduzido no convite deste leilão. Com expertise firmada por Celso Calixto Rios em 14 de maio de 2015. -

Pintor, professor, historiador, ensaísta, nascido em Conceição de Itanhaém, SP e falecido em São Paulo. Transferiu-se para Brotas, SP, onde adquiriu noções de pintura com o tio Joaquim Pedro de Jesus, ao auxiliá-lo na restauração de imagens sacras de uma igreja local. Realizou sua primeira individual em São Paulo, no ano de 1881. Fixou-se por algum tempo em Santos e depois de ter executado a decoração do Teatro Guarani, partiu para Paris em 1883, estudando na Academia Julian e no ateliê de Jean François Raffaëlli. Retornou ao Brasil em 1885 e passou a residir em São Vicente. Produziu inúmeras marinhas em que representa o litoral paulista; realizou diversos painéis de temas religiosos para igrejas na capital e interior do Estado de São Paulo; pintou vistas de antigos trechos das cidades de São Paulo, Santos e São Vicente para o Museu Paulista da Universidade de São Paulo, por encomenda do diretor do museu o historiador Afonso d´Escragnolle Taunay. Dedicou-se também a estudos históricos da região e à preservação de seu patrimônio e publicou, entre outros, os livros 'A Vila de Itanhaém' (1895) e 'Capitanias Paulistas' (1924). Existem obras suas nos acervos de diversos museus brasileiros. TEODORO BRAGA PÁG. 51; REIS JR PÁG. 214; LAUDELINO FREIRE PÁG. 387; PONTUAL PÁG. 68/69; MEC VOL.1, PÁG. 326/327; WALMIR AYALA VOL.1, PÁG.153; MAYER/83 PÁG. 601; TEIXEIRA LEITE PÁG. 97; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 505; ARTE NO BRASIL PÁG. 599, RUTH TARASANTCHI; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 172.



141 - LÉON DOBROVOLSKY (XX)

Músico - aquarela - 35 x 25 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Escultor e cenógrafo francês. Iniciou sua carreira de cenógrafo em Paris e, depois da II Guerra Mundial, transferiu-se para o Rio de Janeiro. Dedicou-se igualmente à escultura e apresentou, pela primeira vez, seus trabalhos junto com os baixos-relevos de Elizabeth Thompson Joffe no Rio de Janeiro em 1968. MEC VOL 2 PÁG 59; PONTUAL PÁG. 182.



142 - OSWALDO GOELDI (1895 - 1961)

Na chuva - desenho a lápis - 19 x 11 cm - canto inferior direito -
Ex coleção Alberto Costa Dezon, Rio de Janeiro - RJ. -

Desenhista, gravador e professor, nascido no Rio de Janeiro, filho de Emilio A Goeldi, naturalista suiço. A partir dos seis anos estudou na Suiça. Sua obra sofreu influência do expressionista austríaco Alfred Kubin. Retornando ao Brasil em 1919, realizou no Rio de Janeiro sua primeira exposição em 1921, no Liceu de Artes e Ofícios. Publicou albuns e ilustrou diversos e importantes livros. É artista altamente conceituado no País e no exterior, tendo merecido diversas homenagens póstumas, inclusive em filme. PONTUAL pág. 240; JULIO LOUZADA vol.11, pág130; MEC vol. 2, pág.271; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 521; ARTE NO BRASIL, pág. 672; Acervo FIEO.



143 - ARLINDO CASTELLANE DI CARLI (1910 - 1985)

Lavadeiras - óleo sobre tela - 54 x 73 cm - canto inferior direito e dorso - 1943 -

Pintor e escultor. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, onde foi aluno de José Maria da Silva Neves e de Enrico Vio. Suas primeiras realizações foram na pintura. Mais tarde passou a dedicar-se também à escultura. Sofreu influência do pintor Armando Balloni. Em 1942, estreando no SPBA, recebeu prêmio de menção honrosa, seguindo-se nos anos posteriores, diversas premiações, inclusive de viagem ao estrangeiro. MEC, vol. 1, pág. 355; WALMIR AYALA, vol.1, págs. 183 e 184; ITAÚ CULTURAL.



144 - HELIO OITICICA (1937 - 1980)

"Seja marginal seja herói" - serigrafia sobre tecido - 27 x 27 cm - não assinado -

Artista performático, pintor e escultor. Inicia, com o irmão César Oiticica (1939), estudos de pintura e desenho com Ivan Serpa (1923 - 1973) no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro - MAM/RJ, em 1954. Participa do Grupo Frente em 1955 e 1956 e, em 1959, passa a integrar o Grupo Neoconcreto. Em 1964, começa a fazer as chamadas Manifestações Ambientais. Participa das mostras Opinião 66 e Nova Objetividade Brasileira, apresentando, nesta última, a manifestação ambiental Tropicália. Em 1968, realiza no Aterro do Flamengo a manifestação coletiva Apocalipopótese, da qual fazem parte seus Parangolés e os Ovos, de Lygia Pape. Vive em Nova York na maior parte da década de 1970, período no qual é bolsista da Fundação Guggenheim e participa da mostra Information, no Museum of Modern Art - MoMA. Entre 1992 e 1997, o Projeto HO realiza grande mostra retrospectiva, que é apresentada nas cidades de Roterdã, Paris, Barcelona, Lisboa, Mineápolis e Rio de Janeiro. Em 1996, a Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro funda o Centro de Artes Hélio Oiticica, para abrigar todo o acervo do artista e colocá-lo à disposição do público. ITAÚ CULTURAL.



145 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Projeto de cenário - pastel, crayon e guache - 23 x 29 cm - canto inferior direito e dorso - 1929 -
O Museu de Arte Contemporânea de São Paulo tem, em seu acervo, uma variação desta obra, na mesma técnica e mesma data. -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



146 - GASTÃO FORMENTI (1894 - 1974)

Flores - óleo sobre eucatex - 16 x 22 cm - canto inferior direito - Rio -

Pintor nascido em Guaratinguetá-SP. Após iniciar-se em arte com Pedro Strina, em São Paulo, foi residir no Rio de Janeiro, onde, com seu pai, dedicou-se à execução de vitrais. Recebeu medalhas de bronze e de prata no SNBA, do qual ainda participava em 1961. TEODORO BRAGA, pág. 98; WALMIR AYALA vol.1, pág.317; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



147 - HERMELINDO FIAMINGHI (1920 - 2004)

"Cor luz" - litografia off set - 98/100 - 41 x 41 cm - canto inferior esquerdo - 1974 -

Nasceu em São Paulo, a 22 de outubro de 1920. Pintor e artista gráfico. Dedicou-se regularmente à pintura a partir de 1950, com seu mestre Volpi. Foi um dos pioneiros do concretismo, com o qual rompeu anos mais tarde, para fazer uma pintura mais solta, através de seu diálogo com a cor e da interação com a luz em contato com a natureza. Expõs individualmente a partir de 1961 e coletivamente desde 1955, sempre com premiações. JULIO LOUZADA, vol. 4 pág. 401; ITAÚ CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 928; LEONOR AMARANTE, pág. 75.



148 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

Banhista - escultura em bronze - h = 19 cm - assinado -

Escultor, desenhista e pintor paulista nascido em Mococa, SP e falecido no Rio de Janeiro. Mudou-se com a família para Itália, e fixou-se em Roma (1913). Iniciou estudos de desenho e escultura com o professor Loss (1920). Participou de movimentos antifascistas e foi preso (1931) por motivos políticos. Foi extraditado para o Brasil (1935) por intervenção do embaixador brasileiro na Itália. Em 1937, viajou para Paris e frequentou as academias ‘La Grand Chaumière’ e ‘Ranson’, onde estudou com Aristide Maillol e conviveu com Henry Moore, Marino Marini e Charles Despiau. Em 1939, retornou a São Paulo e junto com Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Sérgio Milliet, entre outros, participou do Movimento Modernista; foi um dos membros da Família Artística Paulista e do Grupo Santa Helena. Em 1943, transferiu-se para o Rio de Janeiro. A convite do ministro Gustavo Capanema instalou ateliê no antigo Hospício da Praia Vermelha, onde orientou jovens artistas como Francisco Stockinger. Possui obras em espaços públicos como ‘Monumento à Juventude Brasileira’ (1947), nos jardins do antigo Ministério da Educação e Saúde, atual Palácio Gustavo Capanema - RJ; ‘Candangos’ (1960), na Praça dos Três Poderes, e ‘Meteoro’ (1967), no lago do edifício do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília; ‘Integração’ (1989), no Memorial da América Latina, em São Paulo. Participou das Bienais de Veneza (1950, 1952); participou das I, II, IV e IX Bienais de São Paulo, período em que recebeu o prêmio de melhor escultor brasileiro (1953) e sala especial (1967). MEC, VOL.2, PÁG. 250; PONTUAL, PÁG. 237; MAYER/84, PÁG. 1333; BENEZIT VOL. 5, PÁG. 14; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 715; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 422; www.artprice.com; www.pinturabrasileira.com; www.dec.ufcg.edu.br; www.monumentos.art.br.



149 - ANTONIO HENRIQUE AMARAL (1935 - 2015)

"Campo de batalha" - litografia - 5/10 - 53 x 73 cm - canto inferior direito -
Reproduzido na página 162 do livro "Antônio Henrique Amaral - Obra gráfica 1957-2003". Com etiqueta de Aloisio Cravo, leiloeiro oficial, São Paulo - SP, no dorso. -

Gravador, desenhista e pintor, foi aluno de Lívio Abramo no MAM / SP, e de Shiko Munakata, no Pratt Graphic Art, em Nova York. Artista consagrado nacional e internacionalmente. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 37; MEC, vol. 1, pág. 73; PONTUAL, pág. 21;TEIXEIRA LEITE, pág. 23 a 25; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 754; ARTE NO BRASIL, pág.903; LEONOR AMARANTE, pág. 170; Acervo FIEO.



150 - MANABU MABE (1924 - 1997)

Composição - óleo sobre tela - 53 x 58 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 12/fev/1997 -
Reproduzido no convite deste leilão. Obra procedente do acervo da família, código nº 100. Registrado sob o nº 357 no Instituto Manabu Mabe em 31/03/2015. -

Pintor autodidata, veio para o Brasil com a família em 1934, fixando-se em Lins-SP, onde trabalhou na lavoura do café; ligado ao abstracionismo informal, até a metade dos anos 50 fez pintura figurativa, especialmente paisagens e naturezas mortas; dedicou-se ainda à tapeçaria. ARTE NO BRASIL, vol. 2, pág. 1050; TEIXEIRA LEITE, pág. 296; PONTUAL, pág. 325/6; MEC, vol. 3, pág. 13; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 644; LEONOR AMARANTE, pág. 83, Acervo FIEO.



151 - SOLON BOTELHO (1912 - 1982)

Igreja - óleo sobre eucatex - 20 x 32 cm - canto inferior esquerdo - 1952 -

Atuante no Rio de Janeiro, foi discípulo de Oswaldo Teixeira. Expôs no Salão Nacional do Rio de Janeiro a partir de 1940, onde obteve diversos prêmios, inclusive o de viagem ao estrangeiro (1959). TEODORO BRAGA, pág. 56; MEC, vol. 1, pág. 253; ITAÚ CULTURAL.



152 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Barcos - técnica mista - 32 x 43 cm - centro superior ilegível -



153 - ROBERTO BURLE MARX (1909 - 1994)

Figuras - desenho a nanquim - 26 x 20 cm - canto inferior direito - 1942 -
Obra impressa em papel timbrado do 20º Tabelião - Menotti, Rua Boa Vista, 234 - São Paulo - SP, tabelião este que pertenceu à Menotti del Picchia. -

Nasceu em São Paulo e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, paisagista, arquiteto, desenhista, pintor, gravador, litógrafo, escultor, tapeceiro, ceramista, designer de jóias, decorador. Durante a infância viveu no Rio de Janeiro. Foi com a família para a Alemanha, em 1928. Em 1929, freqüentou o ateliê de pintura de Degner Klemn. Nos jardins e museus botânicos de Dahlen, em Berlim, entusiasmou-se ao encontrar exemplares da flora brasileira. De volta ao Brasil, fez curso de pintura e arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1930 - 1934), onde foi aluno de Leo Putz , Augusto Bracet e Celso Antônio. Seu primeiro projeto paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, em 1932. Entre 1934 e 1937, ocupou o cargo de diretor de parques e jardins do Recife, PE, onde passou a residir. Nesse período, foi com freqüência ao Rio de Janeiro e teve aulas com Candido Portinari e com o escritor Mário de Andrade. Em 1937, retornou ao Rio de Janeiro e trabalhou como assistente de Candido Portinari. Foi em 1949, conforme sua paixão por plantas e seu interesse por botânica e jardinagem, que Burle Marx adquiriu um sítio em Barra de Guaratiba, RJ. Com auxílio de botânicos, viajou, coletou, catalogou exemplares de plantas do Brasil e reproduziu em seu sítio a diversidade fitogeográfica brasileira. Em 1985 doou esse sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.Realizou muitas exposições individuais e projetos paisagísticos, participou de diversas mostras oficiais coletivas pelo Brasil e no exterior. PONTUAL, PÁG. 94; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 93; MEC. VOL.1, PÁG.303; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 738; LEONOR AMARANTE, PÁG. 98; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 179; artnet.com.



154 - OMAR PELEGATTA (1925 - 2000)

Vila - óleo sobre tela - 60 x 80 cm - canto inferior esquerdo -

Italiano da Lombardia, PELLEGATTA foi pintor e gravador dedicado a temas sacros e casarios coloniais. Em sua obra, o ser humano é apresentado sempre de modo idealizado, na figura de ternas madonas, santos, coroinhas e cavaleiros. Participou de diversas coletivas e salões, a partir de 1957, recebendo premiações em sua maioria. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág.735; MEC vol.3, pág.363; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



155 - ROBERTO BURLE MARX (1909 - 1994)

Composição - acrílico sobre papel - 56 x 76 cm - canto inferior direito - 1991 -
Com declaração de participação em exposição realizada no Centro Cultural Brasil - Estados Unidos, na Rua Jorge Tibiriçá, 5 - Santos, SP - no mês de setembro de 2001. -

Nasceu em São Paulo e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, paisagista, arquiteto, desenhista, pintor, gravador, litógrafo, escultor, tapeceiro, ceramista, designer de jóias, decorador. Durante a infância viveu no Rio de Janeiro. Foi com a família para a Alemanha, em 1928. Em 1929, freqüentou o ateliê de pintura de Degner Klemn. Nos jardins e museus botânicos de Dahlen, em Berlim, entusiasmou-se ao encontrar exemplares da flora brasileira. De volta ao Brasil, fez curso de pintura e arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1930 - 1934), onde foi aluno de Leo Putz , Augusto Bracet e Celso Antônio. Seu primeiro projeto paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, em 1932. Entre 1934 e 1937, ocupou o cargo de diretor de parques e jardins do Recife, PE, onde passou a residir. Nesse período, foi com freqüência ao Rio de Janeiro e teve aulas com Candido Portinari e com o escritor Mário de Andrade. Em 1937, retornou ao Rio de Janeiro e trabalhou como assistente de Candido Portinari. Foi em 1949, conforme sua paixão por plantas e seu interesse por botânica e jardinagem, que Burle Marx adquiriu um sítio em Barra de Guaratiba, RJ. Com auxílio de botânicos, viajou, coletou, catalogou exemplares de plantas do Brasil e reproduziu em seu sítio a diversidade fitogeográfica brasileira. Em 1985 doou esse sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.Realizou muitas exposições individuais e projetos paisagísticos, participou de diversas mostras oficiais coletivas pelo Brasil e no exterior. PONTUAL, PÁG. 94; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 93; MEC. VOL.1, PÁG.303; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 738; LEONOR AMARANTE, PÁG. 98; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 179; artnet.com.



156 - GINO BRUNO (1889 - 1977)

Estaleiro - óleo sobre tela - 48 x 63 cm - canto inferior direito - Rio de Janeiro -

Nascido e falecido em São Paulo, este pintor foi especialista em figuras, interiores e naturezas-mortas. TEODORO BRAGA, pág. 108; MEC, vol. 1, pág. 299; PONTUAL, pág. 92; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 135; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 623; Acervo FIEO.



157 - ANTONIO BANDEIRA (1922 - 1967)

Nu - desenho a nanquim - 31 x 22 cm - não assinado -
Com carimbo de autenticação do leilão do espólio de Antonio Bandeira realizado no MAM - Rio de Janeiro em 1968 pelo leiloeiro Horácio Ernani Thompson de Mello. -

Pintor, desenhista, gravador, nascido em Fortaleza, CE e falecido em Paris, onde viveu a maior parte de sua vida. É um dos pioneiros da arte abstrata no Brasil. Iniciou-se na pintura como autodidata. Em 1941, em Fortaleza, participou, ao lado de Mário Baratta, entre outros, da criação do Centro Cultural de Belas Artes depois, Sociedade Cearense de Artes Plásticas. Em 1945, transferiu-se para o Rio de Janeiro e, no ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual. Contemplado pelo governo francês com bolsa de estudos, permaneceu em Paris de 1946 a 1950 onde frequentou a Escola Nacional Superior de Belas Artes e a ‘Académie de la Grande Chaumière’. Entre 1947 e 1948 participou do ‘Salon d'Automne’ e do ‘Salon d'Art Libre’. Tomou parte em reuniões de artistas e formou o Grupo Banbryols (ban de Bandeira; bry de Camille Bryen; e ols de Wols), que durou de 1949 a 1951. Voltou ao Brasil em 1951 e apresentou-se na 1ª Bienal Internacional de São Paulo. Em 1952, criou um mural para o Instituto dos Arquitetos do Brasil, em São Paulo. Retornou a Paris em 1954 em razão do Prêmio Fiat, obtido na 2ª Bienal Internacional de São Paulo, mas não deixou de expor no Brasil. Permaneceu na Europa até 1959, passando pela Inglaterra e Bélgica, onde, em 1958, realizou um painel para o ‘Palais des Beaux-Arts’. Ao retornar ao Brasil teve uma atividade artística intensa, participou de importantes exposições, em paralelo a mostras em Paris, Munique, Verona, Londres e Nova York. Voltou a Paris em 1965, onde permaneceu até sua morte. BENEZIT, VOL.1, PÁG.415; MEYER/87, PÁG.606; MEC, VOL.1, PÁGS.159,160 E 167; PONTUAL, PÁGS. 48 E 49; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁGS. 71 A 74; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 52 A 54; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; ARTE NO BRASIL, PÁG. 599; LEONOR AMARANTE, PÁG. 34; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 86; ACERVO FIEO; web.artprice.com; pitoresco.com; pinturabrasileira.com.



158 - JOSÉ SABÓIA (1949)

Camisa 10 - múltiplo em bronze - 18 x 10 x 7 cm - assinado -

Pintor, José Sabóia do Nascimento nasceu em Almadina-BA. Artista autodidata foi para o Rio de Janeiro em 1967 e começou a pintar no ano seguinte, passando a expor seus trabalhos na feira hippie de Ipanema. Fez sua primeira exposição individual em Fortaleza, CE (1970). Entre as exposições de que participou, destacam-se: I e III Salão Nacional de Artes Plásticas do Ceará, Fortaleza, (1969, 1971 - Prêmio Aquisição); Dez Pintores no Rio de Janeiro, no MNBA, RJ (1983); ‘Brésil Naifs’, Paris (1986); ‘Salon d'Art Naif’- Marseilha, França (1987); ‘Pintura, Presença e Povo na Arte Brasileira’ no Museu da Casa Brasileira - São Paulo (1990); ‘Visões do Rio’ no MAM, RJ (1996). No exterior expôs individualmente em São Francisco, EUA e Munique, Alemanha, além de participar de coletivas em vários países e, principalmente na França, com exposições organizadas pela Galeria Jacqueline Bricard e uma presença cativa na ‘Galerie Naïfs du Monde Entier’ em Paris. José Sabóia participou do Concurso Internacional de Morges, quando seu quadro foi eleito pelo público, a melhor obra de 60 participantes de 22 países, premiação que originou o convite da Galeria Kasper para realizar uma exposição individual em 1997. JULIO LOUZADA vol. 11, pág. 278; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 228; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO; www.artprice.com; www.nautilus.com.br; www.ardies.com.



159 - MACIEJ ANTONI BABINSKI (1931)

Paisagem surreal - gravura - 78/80 - 14 x 17 cm - canto inferior direito -

Natural de Varsóvia, Polônia, viveu sucessivamente na Inglaterra e no Canadá, radicando-se em 1953 no Brasil. Antigo aluno de Maurice Denis em Paris, e expoente da pintura abstracionista canadense. Babinski foi colega de Goeldi, de quem adotou a linguagem expressionista. Esplêndido gravador. Atualmente vive é ativo no Ceará. TEIXEIRA LEITE, pág. 48; PONTUAL, págs. 46 e 47; MEC, vol. 1, pág. 157; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 69; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 24; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 720; ARTE NO BRASIL, pág. 903, Acervo FIEO.



160 - MILTON DACOSTA (1915 - 1988)

"Construção em preto" - óleo sobre tela - 32 x 25 cm - dorso - 1954 -
Reproduzido no convite e na quarta capa do catálogo deste leilão. Com etiqueta da Galeria Varanda, Rua Xavier da Silveira, 59 - Rio de Janeiro, RJ - no dorso. -

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador. Milton Rodrigues da Costa nasceu em Niterói, RJ e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou estudos de desenho e pintura, em 1929, com o professor alemão August Hantv. No ano seguinte matriculou-se no curso livre de Marques Júnior, na Escola Nacional de Belas Artes. Junto com Edson Motta, Bustamante Sá e Ado Malagoli , entre outros, criou o Núcleo Bernardelli em 1931. Viajou para Estados Unidos em 1945, com o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Belas Artes do ano anterior. Na cidade de Nova York, estudou na Art's Students League of New York. Em 1946, foi para a Europa e após visita a vários países, fixou-se em Paris, onde estudou na Académie de La Grande Chaumière. Conheceu Pablo Picasso, por intermédio de Cícero Dias, e freqüentou os ateliês de Georges Braque e Georges Rouault. Expôs no Salon d'Automne (Paris) e regressou ao Brasil em 1947. Em 1949, casou-se com a pintora Maria Leontina e passou a residir em São Paulo. Realizou muitas exposições individuais e também recebeu prêmios nas Bienais Internacionais de São Paulo (1955, 1957). TEODORO BRAGA, PÁG. 163; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 229; MEC, VOL. 2, PÁG. 13; BENEZIT, VOL. 3, PÁG.315; ITAU CULTURAL; PONTUAL, PÁG. 155; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; ACERVO FIEO.



161 - ANGELO CANNONE (1899 - 1992)

Marinha - óleo sobre eucatex - 30 x 40 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor, desenhista e professor nascido em Abruzzo, Itália. Assinava D’Angelo, Angelo Cannone e A. Cannone. Aos cinco anos mudou-se para Nápoles com sua família. Em fins de 1947, veio para o Brasil, residiu algum tempo em São Paulo e depois se mudou para o Rio de Janeiro, onde se radicou e lá faleceu. Estudou no Instituto de Belas Artes de Nápoles com Paolo Vetri. Viveu em Roma durante quatro anos com uma pensão conquistada em um concurso em Nápoles. Lecionou desenho no Instituto Técnico. Expôs individualmente em São Paulo (1947, 1993) e no Rio de Janeiro (1947, 1973, 1980, 1984). Foi premiado, na Itália, em: 1922, 1925, 1929, 1941 e, no Brasil, em 1960. Em 1972 pintou o retrato do papa Pio X, em tamanho natural, que está na Igreja dos Italianos, RJ. WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 168; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 187; VOL. 3, PÁG. 203; VOL.8, PÁG. 165; VOL. 9, PÁG. 171; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; brasilartesenciclopedias.com.br; www.artprice.com; www.arcadja.com.



162 - YUGO MABE (1955)

Composição - óleo sobre tela - 101 x 153 cm - canto inferior direito e dorso - 2007 -

Pintor nascido na cidade de Lins-SP. Formou-se em comunicação pela FIAM-São Paulo em 1977. Filho do pintor Manabu Mabe (1924-1997). Começa a participar de mostras coletivas no início da década de 70 e é premiado nos Salões Bunkyo, em 1972 e 1975, e Paulista de Belas Artes, em 1975 e 1982. Em 1980, realiza sua primeira exposição individual, na Documenta Galeria de Arte, em São Paulo. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, vol. 13 pág. 360



163 - LUIZ VENTURA (1930)

"Galo mascarado" - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito - 2007 -

Pintor, desenhista e gravador, com várias exposições individuais e participação em coletivas no Brasil e no exterior. Aperfeiçoa seus estudos na Europa e Oriente. Dá aulas de gravura em madeira na Universidade Católica no Chile. Publica em Honduras, o seu "Manual de Grabado em Madera, Técnicas Occidental y Oriental". ITAÚ CULTURAL.



164 - RENOT (1932)

"Casario de Muritiba" - acrílico sobre tela - 50 x 65 cm - canto superior direito e dorso - 2009 -

Pintor, desenhista, gravador e tapeceiro, Reinaldo Eliomar de Freitas Marques da Silva nasceu em Santa Luzia, Bahia. Assina Renot. Autodidata, começou a pintar em 1957 e, em 1964, com a inauguração da Galeria Quirino, em Salvador, iniciou sua formação artesanal. Tornou-se amigo de vários intelectuais e artistas baianos entre os quais Jenner Augusto, Jorge Amado e Manuel Quirino. Quirino, com quem trabalhou, foi também o seu mestre na arte de tecer (1964). Foi responsável pelos calendários-tapeçaria que fez para a Basf e Bosh do Brasil em 1977. Realizou muitas exposições individuais em: Salvador, BA (1970, 1971, 1972, 1977); Porto Alegre, RS (1970); Rio de Janeiro (1971, 1974); São Paulo (1972, 1973, 1975 a 1978, 1982); Hamburgo, Alemanha (1971); Londres, Inglaterra (1972); Barcelona, Espanha (1974); Genebra, Suíça (1974); Buenos Aires, Argentina (1975); Paris, França (1976); Estados Unidos (1978, 1980). Participou de várias coletivas e mostras oficiais pelo Brasil e exterior. Atua também como perito, marchand e organizador de leilões. JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 816; VOL. 7, PÁG. 590; ITAU CULTURAL; MEC VOL. 4, PÁG. 53; web.artprice.com.



165 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Cangaceiro" - giclée sobre tela - 1/20 - 150 x 100 cm - canto inferior direito na matriz - 2012 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins. - (Atenção clientes residentes fora de São Paulo: transporte apenas por via rodoviária, devido ao tamanho. Consulte-nos antes de dar seu lance). -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



166 - MARIA RITA RESENDE (1962)

Pescador - óleo sobre tela - 50 x 60 cm - canto inferior esquerdo -

Nascida em Itatiba, atualmente com atelier em Valinhos. Participou da Bienal Naif do Brasil de 2002 em Piraciciaba - São Paulo, tendo obras reproduzidas no catálogo da mostra.



167 - IVAN SERPA (1923 - 1973)

Monstros - guache - 20 x 14 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e professor, Ivan Ferreira Serpa nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Estudou gravura e desenho com Axel Leskoschek (entre 1946 e 1948) no Rio de Janeiro. Em 1949, ministrou suas primeiras aulas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, onde, a partir de 1952, exerceu sistemática atividade didática, em especial no ensino infantil. Foi um dos precursores do concretismo no Brasil, criando ao lado de Aluisio Carvão, Lígia Clark, Hélio Oiticica e outros o Grupo Frente, que se manteve ativo de 1954 a 1956, inclusive com exposições no Rio de Janeiro. Participou da Divisão Moderna do SNBA (1947-1951). Em 1957, recebeu o prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna, RJ. Participou da exposição ’Opinião 65’, evento que marca a difusão de uma nova arte de tendência figurativa, a neofiguração. Em 1970, fundou, com Bruno Tausz, o Centro de Pesquisa de Arte no Rio de Janeiro. Participou da Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1961, 1963, 1965) e da Bienal de Veneza (1952, 1954, 1962, 1966). PONTUAL, PÁG 486; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 605; ARTE NO BRASIL, PÁG. 840; LEONOR AMARANTE, PÁG. 26; MEC VOL. 4, PÁG. 221; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 899.



168 - NICOLAS VLAVIANOS (1929)

Cinzeiro - objeto em aço inoxidável - 20 x 20 x 5 cm - assinado - 1978 -
No estado. -

Natural de Atenas, Grécia, veio para o Brasil em 1961, após breve passagem por Paris em 1956, para estudar pintura. Dedicou-se inicialmente à escultura com soldagem de objetos metálicos de uso comum, passando mais tarde a acentuar a " pictorização de sua escultura ", no dizer de Mario Pedrosa, em 1966. Possui obras em diversos museus nacionais e coleção particulares de importância. JULIO LOUZADA, vol. 5, pág. 1118; MEC, vol, 4, pág. 496; PONTUAL, pág. 546; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 769; LEONOR AMARANTE, pág. 136.



169 - EMILIO PETTORUTI (1892 - 1971)

Composição surreal - desenho a nanquim - 15 x 23 cm - canto inferior direito - 1957 -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista nascido em La Plata, Argentina, onde cursou a Academia de Belas Artes e participou de algumas mostras. Em 1913 foi para a Itália e se envolveu com a vanguarda artística italiana, jovens artistas e com o já famoso Marinetti, autor do 'Manifesto Futurista'. Em 1916 realizou sua primeira individual na Galleria Gonelli que foi uma das bases do Futurismo em Florença. Em Roma conviveu com Soffici, Carrá e De Chirico, entre outros. Depois de ter exposto em diferentes cidades italianas foi para Alemanha, e expôs na Galeria Sturm de Berlim, que representava a vanguarda alemã. Em Paris tornou-se amigo de Juan Gris e Gino Severini. Retornou a Buenos Aires e, em 1924, realizou sua primeira exposição depois de anos de ausência. Foi diretor do Museu Provincial de La Plata. Em 1940 foi organizada uma retrospectiva de suas obras em Buenos Aires. A partir de 1944 expôs nos Estados Unidos, Chile e Europa. Em Paris expôs junto com Latour, Masson e Miró. Recebeu o prêmio Continental Guggenheim das Américas em 1956. Escreveu suas memórias que foram publicadas, em 1966, com o título "Um pintor diante do espelho". Em 1971, com obras realizadas entre 1914 e 1924, representou a Argentina na Bienal de São Paulo. www.pettoruti.com; www.buenosaires.gov.ar; www.allaboutarts.com.br; www.artcyclopedia.com.



170 - TOMÁS SANTA ROSA (1909 - 1956)

"Os músicos" - óleo sobre tela - 76 x 100 cm - canto inferior direito e dorso - 1953 - Rio -

Pintor, gravador, cenógrafo e professor. Oriundo da Paraíba, onde nasceu, fixou-se no Rio de Janeiro, iniciando em 1930 sua bem sucedida carreira de ilustrador de obras de autores estrangeiros e brasileiros, que inclui, dentre outros, Graciliano Ramos, José Lins do Rêgo, Jorge Amado, Castro Alves e muitos outros. Sua obra tem reconhecimento nacional e unanimidade de crítica, havendo se destacado em todas as áreas das artes que praticou. PONTUAL, pág. 472; TEIXEIRA LEITE, pág. 460; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 572; LEONOR AMARANTE.



171 - DAREL VALENÇA LINS (1924)

Figuras - litografia - 57/110 - 36 x 28 cm - canto inferior direito -
No estado. -

Este importante pintor, gravador, desenhista e professor, conquistou em 1957, no SNAM, o prêmio de viagem ao estrangeiro, voltando a ser contemplado na VII Bienal de São Paulo, como o melhor desenhista nacional. Foi aluno de Henrique Oswald e recebeu aconselhamento técnico de Goeldi. MEC vol.3, pág. 18; PONTUAL, pág.160/161; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 715; ARTE NO BRASIL, pág. 839; LEONOR AMARANTE, pág. 125; Acervo FIEO.



172 - JORGE BRANDÃO (XX)

"Liberdade para o Paraguai" - gravura - P.I. - 24 x 38 cm - canto inferior direito - 1987 -

Pintor, desenhista e gravador com diversas participações em mostras coletivas, entre as quais: ‘Arte e Pensamento Ecológico’, realizada no Rio de Janeiro em 1978. ITAU CULTURAL; JULIO LOUSADA VOL. 3, PÁG. 160.



173 - RAMIRO PETRELLY (XX)

"Dianelis" - acrílico sobre tela - 92 x 120 cm - dorso -
Com certificado de autenticidade, firmado pelo autor em 28 de Março de 2014. -

Artista plástico espanhol com diversas participações em mostras coletivas oficiais. Suas obras têm sido comercializadas em muitos eventos pelo mundo.



174 - INNOCÊNCIO BORGHESE (1897 - 1985)

Paisagem - óleo sobre eucatex - 32 x 21 cm - canto inferior direito - 1979 -

Pintor e professor paulista, participante do Salão Paulista de Belas Artes, de 1935 a 1961. Diversas exposições individuais e coletivas, com muitas premiações. Pintou muitas paisagens tendo como tema a cidade de São Paulo. TEODORO BRAGA, pág 56; MEC, vol. 1, pág. 251; Acervo FIEO.



175 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulata - desenho a lápis - 31 x 23 cm - canto inferior direito -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



176 - ATHOS BULCÃO (1918 - 2008)

"Azulejos do Instituto Rio Branco" - impressão sobre azulejo - cada 15 x 15 cm - não assinado -

Pintor e desenhista. Começou a dedicar-se a arte estimulado por Portinari, que, em 1945, o convidou a trabalhar nas obras da Pampulha, em Belo Horizonte. No ano anterior realizara exposição individual na sede recém-inaugurada do Instituto dos Arquitetos do Brasil no Rio de Janeiro, voltando a fazê-lo na Capital mineira em 1946 e 1947. Já então conquistara medalhas de prata em pintura e desenho no SNBA. Recebendo bolsa de estudos no governo francês, viajou em 1948 para Paris, onde permaneceu um ano, visitando ainda a Itália. De regresso ao Brasil, passou a dedicar-se também a trabalhos no campo da decoração. Residindo mais recentemente em Brasília, ali criou azulejos e vitrais para a Igreja de Nossa Senhora de Fátima, com motivos cristãos da Pomba e da Estrela, símbolos do Divino Espírito Santo e da natividade. Participou como isento de júri dos II SAMDF (1965), realizando em 1968 exposição individual de desenhos em Brasília (Galeria Encontro). Rubem Braga focalizou-o em uma crônica publicada na revista Manchete (14 de agosto de 1954). TEODORO BRAGA, PÁG. 59; MEC, vol. 1, pág. 301; WALMIR AYALA, vol.1, pág. 140; PONTUAL, pág. 93; TEIXEIRA LEITE, pág. 92; JÚLIO LOUZADA, vol. 7, pág.112; ITAÚ CULTURAL.



177 - HELIO DE CASTRO (1960)

Barcos - óleo sobre tela - 80 x 120 cm - canto inferior direito -

Excepcional pintor de paisagens e marinhas, dono de refinada técnica e composição, com inspiração nas escolas européias. Julio Lousada, vol. 4, pág. 514



178 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

Maternidade - escultura em bronze - 47 x 15 x 11 cm - assinado -
Ex coleção Sebastião Alves - Bragança Paulista - SP. -

Escultor, desenhista e pintor paulista nascido em Mococa, SP e falecido no Rio de Janeiro. Mudou-se com a família para Itália, e fixou-se em Roma (1913). Iniciou estudos de desenho e escultura com o professor Loss (1920). Participou de movimentos antifascistas e foi preso (1931) por motivos políticos. Foi extraditado para o Brasil (1935) por intervenção do embaixador brasileiro na Itália. Em 1937, viajou para Paris e frequentou as academias ‘La Grand Chaumière’ e ‘Ranson’, onde estudou com Aristide Maillol e conviveu com Henry Moore, Marino Marini e Charles Despiau. Em 1939, retornou a São Paulo e junto com Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Sérgio Milliet, entre outros, participou do Movimento Modernista; foi um dos membros da Família Artística Paulista e do Grupo Santa Helena. Em 1943, transferiu-se para o Rio de Janeiro. A convite do ministro Gustavo Capanema instalou ateliê no antigo Hospício da Praia Vermelha, onde orientou jovens artistas como Francisco Stockinger. Possui obras em espaços públicos como ‘Monumento à Juventude Brasileira’ (1947), nos jardins do antigo Ministério da Educação e Saúde, atual Palácio Gustavo Capanema - RJ; ‘Candangos’ (1960), na Praça dos Três Poderes, e ‘Meteoro’ (1967), no lago do edifício do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília; ‘Integração’ (1989), no Memorial da América Latina, em São Paulo. Participou das Bienais de Veneza (1950, 1952); participou das I, II, IV e IX Bienais de São Paulo, período em que recebeu o prêmio de melhor escultor brasileiro (1953) e sala especial (1967). MEC, VOL.2, PÁG. 250; PONTUAL, PÁG. 237; MAYER/84, PÁG. 1333; BENEZIT VOL. 5, PÁG. 14; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 715; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 422; www.artprice.com; www.pinturabrasileira.com; www.dec.ufcg.edu.br; www.monumentos.art.br.



179 - JESUÍNO LEITE RIBEIRO (1935 - 2012)

"Fundo de quintal" - óleo sobre madeira - 60 x 80 cm - canto inferior esquerdo - 1978 -

Jesuíno Leite Ribeiro nasceu e faleceu em Guaxupé, MG. Foi pintor, desenhista, gravador e professor. Assinava Jesuíno e era, na família, conhecido como Zino. Estudou na Escola de Belas Artes de Belo Horizonte e na antiga Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, onde se aperfeiçoou em gravura com Oswaldo Goeldi. Foi professor de desenho no Instituto Central de Artes da Universidade de Brasília. Exposições individuais: Rio de Janeiro (1960, 1969, 1970, 1977, 1979); São Paulo (1963, 1966, 1980, 1983, 1986); Salvado, BA (1963); Roma, Itália (1971, 1972); Campinas, SP (1983); Guaxupé, MG (2010, 2011). Participou de várias mostras oficiais e foi premiado em: Belo Horizonte, MG (1957, 1959); Salvador, BA (1963). JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 495; VOL. 2, PÁG. 535; VOL. 10, PÁG 451; MEC VOL. 2, PÁG. 374; PONTUAL PÁG. 279; ITAU CULTURAL.



180 - ALBERTO DA VEIGA GUIGNARD (1896 - 1962)

Natureza morta - guache - 23 x 18 cm - canto inferior direito - 1949 -
Acompanha nota fiscal, datada de 03 de março de 2004, de compra em leilão n° 8136 do Espaço Urca Arte Ltda. Rua Conde de Irajá, 612, Botafogo - Rio de Janeiro, RJ. -

Pintor, professor, desenhista, ilustrador e gravador, Alberto da Veiga Guignard nasceu em Nova Friburgo, RJ e faleceu em Belo Horizonte, MG. Mudou-se com a família para a Europa em 1907. Em dois períodos, entre 1917 e 1918 e entre 1921 e 1923, frequentou a Real Academia de Belas Artes de Munique, onde estudou com Hermann Groeber e Adolf Hengeler. Aperfeiçoou-se em Florença e em Paris, onde participou do Salão de Outono. Retornou para o Rio de Janeiro em 1929 e integrou-se ao cenário cultural por meio do contato com Ismael Nery. Participou do Salão Revolucionário de 1931, e foi destacado por Mário de Andrade como uma das revelações da mostra. Em 1941, integrou a Comissão Organizadora da Divisão de Arte Moderna do Salão Nacional de Belas Artes, com Oscar Niemeyer e Aníbal Machado. Em 1943, passou a orientar alunos em seu ateliê e criou o Grupo Guignard. A única exposição do grupo, realizada no Diretório Acadêmico da Escola Nacional de Belas Artes, foi fechada por alunos conservadores e reinaugurada na Associação Brasileira de Imprensa. Em 1944, a convite do prefeito Juscelino Kubitschek, transferiu-se para Belo Horizonte e começou a lecionar e dirigir o curso livre de desenho e pintura da Escola de Belas Artes, por onde passaram Amilcar de Castro, Farnese de Andrade e Lygia Clark, entre outros. Permaneceu à frente da escola até 1962, quando, em sua homenagem, esta passou a chamar-se Escola Guignard. Participou da Bienal de Veneza (1928, 1952); da Bienal Internacional de São Paulo (1951) e outras. PONTUAL, PÁG. 254; MEC, VOL. 2, PAG. 304; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 236; JULIO LOUZADA, VOL. 10, PÁG. 404; ART PRICE ANNUAL 2000, PÁG. 1013; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 373; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 559; ARTE NO BRASIL, PÁG. 505; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28; www.pinturabrasileira.com; www.brasilescola.com; web.artprice.com.



181 - LUCILLA MARTINELLI (1932)

Festa - óleo sobre madeira - 40 x 20 cm - canto inferior direito -

Pintora com diversas participações em exposições regionais e na Bienal Naïf de Piracicaba.



182 - EDGARD OEHLMEYER (1909 - 1967)

Paisagem - desenho a nanquim e guache - 15 x 22 cm - canto inferior esquerdo - 1951 -

Pintor nascido em Rio Claro e falecido em São Paulo. Nessa cidade cursou pintura com o prof. Carlos Hadler na Escola Profissional. Foi discípulo de Amadeo Scavone e Antonio Rocco. Realizou exposição individual em São Paulo (1941). Participou de várias edições do Salão Paulista de Belas Artes, SP; do Salão Nacional de Belas Artes, RJ e outras mostras oficiais. Foi premiado em: São Paulo (1939, 1940, 1946, 1949, 1953, 1962); Rio de Janeiro (1947). TEODORO BRAGA, PÁG. 175; MEC. VOL.3, PÁG. 291; MAYER/1984, PAG. 1070; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 362; PONTUAL, PÁG. 389; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 686; www.museuvirt.com.br.



183 - WALDEMAR MARANGONI JUNIOR (1972)

Fachada - técnica mista sobre papel - 34 x 20 cm - lado direito -

Pintor nascido em São Paulo. Assina Marangoni Junior. Em 1985 fez desenho na Recrearte, depois freqüentou o Ateliê RM Iguma e estudou pintura com R.Pinto. Realizou várias exposições individuais em: São Paulo (1989, 1991, 2003, 2005, 2006); Portugal (1991, 1993); Itália (2000); Argentina (2003). Participou de inúmeros Salões oficiais nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e ganhou prêmios em: Capivari, SP (1991); Piracicaba, SP (1991); São Paulo (1993, 1994, 2005) Mariana, MG (1993); Presidente Venceslau, SP (1995); Presidente Prudente, SP (1998); Belo Horizonte, MG (2000); Extrema, MG (2005). JULIO LOUZADA VOL.9, PÁG.530; VOL.10, PÁG. 543; www.galeriaaberta.com.



184 - HANSEN BAHIA (1915 - 1978)

Fachada - xilogravura - 29 x 20 cm - canto inferior direito -

Seu nome de batismo era Karl Heinz Hansen, nascido na Alemanha. Dedicou quase toda a sua vida de artista fixando aspectos da Bahia, daí o nome artístico que adotou. Apegou-se ao povo, aos animais e principalmente aos cenários daquela região, e que tão bem soube reproduzir com sua alma e essencia. JULIO LOUZADA vol.1, pág. 81; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 720; ARTE NO BRASIL, pág. 842; ACERVO FIEO, pág. 251.



185 - CARYBÉ (1911 - 1997)

"Cantoria da manhã" - serigrafia - 109/250 - 41 x 59 cm - canto inferior direito na tela serigráfica -

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



186 - DJANIRA DA MOTTA E SILVA (1914 - 1979)

Fábrica - gravura - 3/24 - 20 x 25 cm - canto inferior direito - 1967 -

Pintora, desenhista, ilustradora, cartazista, cenógrafa e gravadora. Djanira da Motta e Silva nasceu em Avaré, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. No final da década de 1930, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde teve suas primeiras instruções de desenho no Liceu de Artes Ofícios e com o pintor Emeric Marcier, hóspede da pensão que Djanira instalou no bairro de Santa Teresa. Os contatos com os artistas Carlos Scliar, Milton Dacosta , Arpad Szenes , Vieira da Silva e Jean-Pierre Chabloz , frequentadores de sua pensão, proporcionaram um ambiente estimulador que a levou a expor no 48º Salão Nacional de Belas Artes, em 1942. No ano seguinte, realizou sua primeira mostra individual, na Associação Brasileira de Imprensa - ABI. Em 1945, viajou para Nova York. De volta ao Brasil, realizou o mural ‘Candomblé’ para a residência do escritor Jorge Amado, em Salvador, e painel para o Liceu Municipal de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Entre 1953 e 1954, viajou a estudo para a União Soviética. De volta ao Rio de Janeiro, tornou-se uma das líderes do movimento pelo Salão Preto e Branco, um protesto de artistas contra os altos preços do material para pintura. Realizou em 1963, o painel de azulejos ‘Santa Bárbara’, para a capela do túnel Santa Bárbara, Laranjeiras, Rio de Janeiro. No ano de 1966, a editora Cultrix publicou um álbum com poemas e serigrafias de sua autoria. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil, EUA e Europa. Foi premiada no Rio de Janeiro (1943, 1944, 1949, 1950 a 1953, 1955, 1963) e em São Paulo (1951, 1955). Participou da 1ª e da 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955). Em 1977, o Museu Nacional de Belas Artes - MNBA, realizou uma grande retrospectiva de sua obra. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 336; PONTUAL, PÁG. 181; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 164; MEC, VOL. 2, PÁG 58; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG, 263; WALTER ZANINI, PÁG. 810; ARTE NO BRASIL, PÁG. 824; ACERVO FIEO.



187 - RUBENS GERCHMAN (1942 - 2008)

"Seu futuro" - litografia - H. C. - 30 x 23 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, escultor nascido no Rio de Janeiro e falecido em São Paulo. Em 1957, freqüenta o Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro, onde estuda desenho. Faz curso de xilogravura com Adir Botelho e freqüenta a Escola Nacional de Belas Artes - Enba, entre 1960 e 1961. Em 1967, é contemplado com o prêmio de viagem ao exterior no 16º Salão Nacional de Arte Moderna e viaja para os Estados Unidos. Reside em Nova York entre 1968 e 1972. Retorna ao Brasil e faz o roteiro, a cenografia e a direção do filme 'Triunfo Hermético' e os curtas 'ValCarnal' e 'Behind the Broken Glass'. De 1975 a 1979, assume a direção da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, RJ. É co-fundador e diretor da revista 'Malasartes'. Em 1978, viaja para os Estados Unidos com bolsa da Fundação John Simon Guggenheim. Em 1982, permanece por um ano em Berlim como artista residente, a convite do Deutscher Akademischer Austauch Dienst - DAAD [Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico]. Realizou diversas exposições individuais e participou de muitas mostras oficiais no Brasil e pelo mundo recendo prêmios na Bienal de São Paulo (1965), Bienal de Salvador, BA (1966), Bienal de Cali, Colômbia (1967, 1970). JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 417; PONTUAL, PÁG. 235; TEIXEIRA LEITE, "in" A GRAVURA BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 734; ARTE NO BRASIL, PÁG. 974; LEONOR AMARANTE, PÁG. 143, MEC VOL. 2, PÁG. 246; Acervo FIEO.



188 - JOÃO CAMARA (1944)

Lua crescente - litografia - 47/100 - 38 x 24 cm - canto inferior direito -

Importantíssimo artista nacional, natural de João Pessoa, PB, e radicado em Olinda, PE. Pintor, desenhista e gravador, João Câmara conquistou os primeiros prêmios de pintura e de gravura nos SPMEP de 1962 E 1964. Neste último ano fundou, em companhia de artistas locais, o Atelier Coletivo de Ribeira, em Olinda. Exerceu o magistério entre 1967 e 1969, lecionando pintura no Setor de Arte da Universidade Federal da Paraíba. Suas obras, tratando de temas atuais, reúnem mensagens poéticas com uma dose de surrealismo, e que segundo o crítico Walmyr Ayala, " desmistifica toda e qualquer atitude romântica" . Walter Zanini, por sua vez, comenta (1967), que " Suas imagens encadeadas quase como um ´puzzle` parecem amalgamar deuses aztecas e ícones do baralho, assumindo ar de aquilina ´terribilitá` sobriamente derrisório." Participou de quase todas as mostras mais importantes do País, com sucesso de crítica. ITAU CULTURAL; PONTUAL, pág. 100; TEIXEIRA LEITE, pág. 100; WALTER ZANINI , pág. 754; ARTE NO BRASIL, pág. 688; Acervo FIEO.



189 - EDGAR COGNAT (1919 - 1994)

No alto da colina - gravura - 32 x 47 cm - canto inferior direito - 1955 -

Pintor, desenhista e gravador nascido no Rio de Janeiro. Começou seus estudos aos dezessete anos na classe de desenho, pintura e artes decorativas com o Professor Carlos Chambelland. Aprofundou-se por conta própria na arte da gravura, produzindo obras com o amigo e gravador Hans Steiner. Em 1967, assumiu a direção da Oficina de Gravuras do Liceu de Artes e Ofícios, sucedendo Carlos Oswald, considerado o pai da gravura no Brasil. Participou, entre outros, do Salão Nacional de Belas Artes - RJ; onde obteve medalhas de bronze, prata e de ouro; da I Exposição do Auto-Retrato no Museu Nacional de Belas Artes - RJ (1944); do Salão Paulista de Belas Artes - SP (1942); do Salão Municipal de Belas Artes - RJ (1954). MEC VOL. 1 PÁG. 442; PONTUAL PÁG. 139; ITAU CULTURAL; www.opapeldaarte.com.br.



190 - SYLVIO PINTO (1918 - 1997)

Paris - óleo sobre tela - 45 x 61 cm - canto inferior direito -
Com certificado de autenticidade do Projeto Sylvio Pinto datado de 20/04/2005, firmado por Ubirajara Pinto Carreras - Rio de Janeiro, RJ. -

Freqüentou o Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro, lá recebendo suas primeiras noções de desenho. Mais tarde, recebe lições do pai - o Pinto das Tintas. Conheceu Pancetti na casa paterna. Em 1938 estudou no Núcleo Bernardelli e a partir de 1940 dedica-se exclusivamente à pintura. Participou de vários Salões de Belas Artes, recebendo inúmeros prêmios. MEC, vol. 3, pág. 419, Acervo FIEO.



191 - VITTÓRIO GOBBIS (1894 - 1968)

"Rua da Cruz Preta" - litografia - 186/500 - 32 x 41 cm - canto inferior direito - 1954 -

Natural de Treviso, Itália. Iniciou seus estudos na terra de origem, tendo após fixado residência em São Paulo, onde foi pintor atuante. Obteve diversas premiações nos Salões Paulistas, no SNBA e no Salão Paulista de Arte Moderna. Participou da I e II Bienais de São Paulo. O MNBA e o MASP possuem obras deste festejado pintor. MEC, vol.2, pág.271; TEIXEIRA LEITE, pág. 220; PONTUAL, pág.240; WALMIR AYALA, vol.1, pág.350; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 579; ARTE NO BRASIL, pág. 777, Acervo FIEO.



192 - CARLOS SCLIAR (1920 - 2001)

Casario - serigrafia - 22 x 19 cm - canto inferior direito -
Com dedicatória. -

Desenhista, gravador, pintor, ilustrador, cenógrafo, roteirista e designer gráfico que nasceu em Santa Maria da Boca do Monte, RS e faleceu no Rio de Janeiro. Assina Scliar. Estudou com Gustav Epstein, em Porto Alegre, em 1934. Participou, em 1938, da fundação da Associação Riograndense de Artes Plásticas Francisco Lisboa. Entre 1939 e 1947, residindo em São Paulo, integrou a Família Artística Paulista - FAP. No Rio de Janeiro, escreveu e dirigiu em 1944 o documentário 'Escadas', sobre os pintores Arpad Szenes e Vieira da Silva com os quais conviveu desde 1941. Convocado pela Força Expedicionária Brasileira - FEB, participou da Segunda Guerra Mundial, na Itália. Morando em Paris de 1947 a 1950, cursou gravura com Galanis na Escola de Belas Artes e teve contato com o gravador mexicano Leopoldo Méndez. De volta ao Brasil, fundou com Vasco Prado o Clube de Gravura de Porto Alegre. Em 1956, passou a viver no Rio de Janeiro. Foi diretor do departamento de arte da revista 'Senhor' entre 1958 e 1960. Fundou a editora Ediarte, em 1962, com os colecionadores Gilberto Chateaubriand, Michel Loeb, Carlos Nicolaievski e o pintor José Paulo Moreira da Fonseca. Realizou durante toda sua vida exposições individuais e participou de inúmeras coletivas e Salões oficiais, recebendo muitos prêmios. Também foram realizadas várias exposições póstumas. MEC VOL.4, PÁG. 214; TEODORO BRAGA, PÁG. 66; WALMIR AYALA VOL.2, PÁG. 306 a 309; PONTUAL, PÁG. 479 e 480; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG.884; VOL.2, PÁG. 925; VOL.13, PÁG. 305; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; RGS, PÁG. 442; ACERVO FIEO.



193 - MARCIO SCHIAZ (1965)

"Composição com violino" - óleo sobre tela - 60 x 80 cm - canto inferior direito e dorso - 1994 -

Paulistano, o pintor nasceu em 10/5/1965. Estudou na APBA-SP, onde desenvolveu curso de desenho e pintura, frequentado sessões de modelo vivo. Individuais desde 1989 e coletivas em Salões Oficiais, com sucesso de crítica. Recebeu diversos prêmios. JULIO LOUZADA, vol.13, pág. 304; Acervo FIEO.



194 - AMARAL (XX)

"Ilhabela" - aquarela - 20 x 31 cm - canto inferior direito -

Pintor e aquarelista. JÚLIO LOUZADA, vol. 4, pág. 52.



195 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Princesa - xilogravura - 24 x 15 cm - canto inferior direito - 1954 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



196 - JOHN GRAZ (1891 - 1980)

Paisagem - aquarela - 32 x 23 cm - canto inferior direito - 1938 -
Ex coleção Bruno Martins, Rio de Janeiro - RJ. -

Pintor suíço, estudou em Genebra, Munique e Paris. Casando-se com a brasileira Regina Gomide em 1920, fixou-se no Brasil, de onde não mais sairia. Foi um dos integrantes da Semana de Arte Moderna de 1922. Sua arte alia decorativismo e estilização. TEODORO BRAGA, pág. 112; PONTUAL, pág. 251; MEC, vol. 2, pág. 283; ITAU CULTURAL.; WALTER ZANINI, pág. 530; ARTE NO BRASIL, pág. 672; LEONOR AMARANTE, pág. 200, Acervo FIEO.



197 - GUSTAVO ROSA (1946 - 2013)

Cachorro - giclée sobre lona - 5/20 - 125 x 127 cm - dorso -
No estado. -

Pintor, desenhista e gravador, Gustavo Machado Rosa nasceu e faleceu em São Paulo. Realizou a sua primeira exposição individual em São Paulo em 1970, tendo já ganho no ano anterior a medalha de ouro e o prêmio de viagem ao exterior no 1º Festival de Artes Interclubes, no Clube Monte Líbano. Em 1974, estudou gravura com o norte-americano Rudy Pozzati, no Museu de Arte Brasileira da Fundação Armando Álvares Penteado. Em 1979 e 1980 participou da Exposição Brasil-Japão em Tóquio. Expôs, em 1979, no Salão Nacional de Artes Plásticas e, em 1980 e 1983, no Panorama da Arte Atual Brasileira, no MAM - SP. Realizou painéis externos, em 1984, na Rua Bela Cintra e, em 1987, na Rua Mario Ferraz, para Tereza Gureg. Em 1990 participou de exposição coletiva no ‘International Museum of 20th Century Arts’, em Los Angeles, Estados Unidos. Lançou, em 1994, uma grife com o seu nome em Nova York. Em 1998, desenvolveu as capas de cadernos escolares da marca Tilibra. Neste mesmo ano executou uma escultura em homenagem a Maria Esther Bueno, na Praça Califórnia, em São Paulo. Em 2000, montou escultura de um gato, sob o Viaduto Santa Efigênia. Recebeu vários prêmios, expôs e participou de eventos em cidades do Brasil e no exterior como também em Nova York, Massachusetts, Tel-Aviv, Lisboa, Berlim, Hamburgo, Barcelona e Paris. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 274; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO; www.artprice.com; www.mercadoarte.com.br.



198 - GERALDO ORTHOF (1903 - 1990)

"Lago di Guarda" - óleo sobre tela - 27 x 35 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor, cartazista e desenhista, nasceu em Viena, Áustria, e faleceu no Rio de Janeiro-RJ. Inicia seus estudos em sua cidade natal, entre 1917 e 1921, estudando com o pintor Windhager. Em 1922, na Alemanha, ingressa na Academia de Berlim, onde é aluno de Ferdinand Spiegel e Karh Hofer. No Brasil, atua como paginador artístico da revista O Cruzeiro (1928). Entre as exposições de que participa, destacam-se: Exposição da Academia de Belas Artes, Rio de Janeiro, 1926; Salão Nacional de Artes Plásticas, no Palácio da Cultura e no MNBA - Categoria Desenho, Rio de Janeiro, 1978; Exposição do Ministério da Aviação, Rio de Janeiro, 1980 (Medalha de Ouro). JULIO LOUZADA, vol. 2 pag. 746; ITAU CULTURAL.



199 - HERMAN TACASEY (1962)

Figuras - serigrafia - P. A. - 29 x 21 cm - canto inferior direito - 2003 -

Pintor, desenhista, gravador, designer, vitrinista nascido em São Paulo. Formou-se em Artes Plásticas pela FAAP (1987). Também estudou Litogravuras na Oficina Imago em São Paulo (1985); Gravura em Metal na Fukasawa Itiro, Tóquio, Japão (1985); Xilogravura em IDA, cidade de Kioto, Japão (1985); Papel Artesanal no Museu do Papel, em Tóquio (1986). Realizou diversas exposições individuais: em São Paulo (1990, 1995, 2003); Goiânia, GO (1997). Tem participado de várias exposições coletivas em: São Paulo (1983; 1990; 1992 - MAM; 1994 - 22ª Bienal Internacional); Lisboa, Portugal (1995); ‘Contemporary Brazilian Nikkey Artists’, exposição itinerária pelo Japão (1995); São Paulo (1996 e 1997 - MASP). ITAU CULTURAL; www.zonad.com.br.



200 - ZORÁVIA BETTIOL (1935)

"O primeiro beijo" - xilogravura - 36 x 24 cm - canto inferior direito -

Gravadora, tapeceira, designer de jóias, desenhista, pintora, professora, Zoravia Bettiol nasceu em Porto Alegre, RS. Graduou-se em pintura pelo Instituto de Belas Artes de Porto Alegre. De 1956 a 1957 foi aluna de desenho e xilogravura no ateliê do escultor Vasco Prado, com quem foi casada durante 28 anos. Dedicou-se principalmente à tapeçaria e à gravura. Em 1968 mudou-se para Varsóvia, Polônia, para realização de estudos na área têxtil no Atelier Maria Laskiewicz. Durante o período em que residiu na Polônia cursou a Escola de Belas Artes de Varsóvia. Nos anos 70, já de volta ao Brasil, figurou em diversas exposições nacionais e internacionais. Entre os prêmios destacam-se: o primeiro prêmio de desenho no 18º Salão Municipal de Belas-Artes de Belo Horizonte (1962), o primeiro prêmio de gravura no 2º Salão de Arte Religiosa Brasileira de Londrina (1966), o prêmio nacional de gravura na 1ª Bienal Nacional de Artes Plásticas de Salvador (1966), recebeu o Prêmio Medalha Cidade de Porto Alegre (1985) e foi homenageada com o troféu destaque em artes plásticas 87. MEC, VOL. 1 PÁG. 223 E 224; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 727; LEONOR AMARANTE, PÁG. 146; JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 128; www.artprice.com.



201 - IVANILDO QUEIROZ DE ARAÚJO (1963)

Parati - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 9/9/12 - Parati -

Pintor e desenhista nascido em Itumbiara, Goiás, conhecido artisticamente como Queiroz. Iniciou sua carreira de artista plástico aos dezenove anos de idade na cidade de Embu das Artes, São Paulo. Por vários anos expôs seus trabalhos nas tradicionais feiras de artes do Embu e na Praça da Republica em São Paulo. http://clubedarendaonlinecom.dihitt.com/n/curiosidades/2013/02/18/queiroz-arte-paraty.



202 - JOSÉ MARIA DE ALMEIDA (1906 - 1995)

Paisagem - óleo sobre tela - 25 x 34 cm - canto inferior direito -

Pintor português, radicado no Brasil (Rio de Janeiro) desde 1920; estudou pintura no Liceu de Artes e Ofícios e na antiga ENBA, onde foi aluno de Rodolfo Chambelland. Conquistou, no SNBA (ao qual começou a comparecer em 1937), menção honrosa (1939) e as medalhas de bronze (1943) e de prata (1949). Foi premiado também no Salão da Associação dos Artistas Brasileiros (medalhas de ouro e de honra em 1955 e 1965). Fez diversas exposições individuais no Palace Hotel (GB), entre 1940 e 1949, bem como no MNBA (1952 - 1958). Realizou viagens por várias cidades européias que ficaram retratadas em sua pintura, de caráter inteiramente figurativo. TEODORO BRAGA, pág. 31; Catálogo da Exp. de Paisagem Brasileira, Min. da Educ. e Saúde. - MNBA/Rio/1944; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 32; JÚLIO LOUZADA, vol. 11, pág. 7, Acervo FIEO.



203 - MAURICIO BAULÉ (1964)

Cascata - óleo sobre tela - 13 x 20 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, fotógrafo e designer gráfico nascido em São Paulo com formação técnica em artes gráficas pelo SENAI, artes plásticas pela Universidade de São Paulo e desenho com Paulo Portella. Ao longo da carreira trabalhou em diversas agências de publicidade, gráficas e na TV Cultura. Realizou exposição individual em São Paulo em 2000 e participou de mostras coletivas e Salões oficiais em: Florianópolis, SC (1987); Recife, PE (1987); Curitiba, PR (1988); Rio Claro, SP (1988); Amparo, SP (1988); São José do Rio Preto, SP (1988); Petrópolis, RJ (1988); São Paulo (1988, 1999, 2000). Foi premiado em Santa Catarina (1987); Rio Claro, SP (1988). ITAU CULTURAL.



204 - MAPA

América do Sul - litografia colorida - 40 x 33 cm -
Edição Thomas Cowperthwaith & Co. -



205 - VASCO PRADO (1914)

Dom Quixote e Sancho Pança - litografia - 179/350 - 45 x 32 cm - canto inferior direito - 1987 -

Escultor, desenhista e gravador, VASCO PRADO abriu seu primeiro ateliê em 1941. Bolsista do governo francês, estudou na França na Escola de Belas Artes de Paris, tendo recebido ensinamentos de Fernand Léger. De volta ao Brasil em 1951, foi um dos fundadores do Clube de Gravura de Porto Alegre, ao lado de Scliar. Artista atuante, VASCO PRADO valoriza a sua arte pelo esmero e originalidade de suas obras. JULIO LOUZADA vol.9, pág. 699; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 711; ARTE NO BRASIL, pág. 842.



206 - JOUBERT PANTANERO (1946)

"Moça deitada" - óleo sobre tela - 70 x 110 cm - canto inferior direito e dorso - 2004 - Rio -

Pintor, escultor, gravador e tapeceiro, natural de Corumbá, MS, onde nasceu a 4 de fevereiro de 1946. O colecionador Samuel Senna comenta sua obra: " ... Profundo conhecedor das formas anatômicas multicoloridas dos elementos que compõem o seu habitat ( o Pantanal Matogrossense), Joubert é um expressionista das artes plásticas." Individuais em 1994, no Espaço Cultural Banco do Brasil de Dourados-MS e no Hilton Hotel-SP. JULIO LOUZADA, vol 8 pág 635



207 - ROSITA NEALE (XX)

Marinha - óleo sobre tela - 9 x 12 cm - canto inferior direito -

Pintora. Recebeu orientações artísticas de Juarez Magno, Josael de Oliveira e Antonio Eugenio Pascotto, antigo aluno de Mecatti. Esteve diversas vezes nos Estados Unidos onde adquiriu conhecimentos técnicos em xerografia, de recente introdução nas artes plásticas. Participou do grupo "Rigorous realists". Realizou exposição individual em São Paulo (1985) e participou de mostras oficiais. Recebeu menção honrosa no Salão da Paisagem Paulista. ITAU CULTURAL.



208 - LUCAS PENNACCHI (1960)

Paisagem - óleo sobre eucatex - 29 x 29 cm - canto inferior direito - 1988 -

Pintor, gravador e desenhista paulistano, nascido em 20 de fevereiro de 1960. Filho do festejado artista Fulvio Pennacchi, Lucas dedica-se a retratar paisagens do interior brasileiro e do litoral paulista, de forma delicada e precisa e também peixes, tucanos e outros animais da fauna brasileira com uma leitura atual. JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 678; ITAÚ CULTURAL.



209 - PIROSKA KISZELY (1907 - 1989)

Solidão - óleo sobre madeira - 28 x 21 cm - canto inferior direito -

Nasceu na Hungria (Budapeste), no dia 23 de maio de 1907, e faleceu em São Paulo. Foi ativa nas cidade do Recife (1947/1952) e São Paulo (a partir de 1954). Foi pintora, professora, desenhista, azulejista, ceramista, poetisa, jornalista e escritora. Expôs individualmente a partir de 1952, e coletivamente a partir de 1960, com sucesso de público e de crítica. "Essa dose de espiritualidade, quando inserida com técnica de linha, forma e cor, classifica uma artista capaz de extrair do mundo do fluxo consciente temas de expressão literária musical, dentro de pautas ´das Artes Visuais´. " José Geraldo Vieira, in PIROSKA Kiszely. Apresentação de Livio Abramo, Geraldo Ferraz e José Geraldo Vieira. Texto de Peregrino. São Paulo: Clube Hebraica, 1982. WALMIR AYALA, MEC, PONTUAL; JULIO LOUZADA, vol. 2 pag. 551; ITAU CULTURAL.



210 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Cangaceiro - gravura - P. A. - 34 x 29 cm - canto inferior direito -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



211 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Pássaro" - serigrafia - 140/150 - 59 x 86 cm - canto inferior direito - 1995 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



212 - AMIRA BESSONE (1927)

"Praça Ramos de Azevedo" - óleo sobre tela - 46 x 38 cm - canto inferior direito e dorso - 1979 -

Pintora e desenhista. Em 1937 iniciou estudo de desenho e pintura sob a orientação de Josef Panzner; de 1943 a 1946 estudou desenho e escultura; em 1947 aperfeiçoou-se em pintura e desenho; em 1948 trabalhou em Paris como desenhista de jóias e bijouterias, e continuou os estudos de pintura com Therese Durain; em 1950 transferiu-se para o Brasil, e no ano seguinte trabalhou junto a Walt Disney Productions, em São Paulo, onde criou artigos Disney; em 1961 começou na carreira de artista plástica. Participou de Salões Coletivos e recebeu inúmeros prêmios. JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 113



213 - ANTONIO EUGÊNIO PASCOTTO (1924)

Paisagem - óleo sobre eucatex - 18 x 32 cm - canto inferior esquerdo - 1978 -

Natural de Mineiros do Tietê, SP, sua formação artística foi dada pelo pintor florentino, radicado no Brasil, Dario Mecatti. Foi moldureiro e restaurador de quadros, cuja técnica lhe foi ensinada por Renzo Gori. A partir de 1960 veio regularmente participando de diversas exposições coletivas e Salões oficiais no estado de São Paulo onde recebeu inúmeros prêmios, destacando-se: São Paulo, SP (1966, 1970, 1971, 1975, 1978, 1980, 1982, 1984, 1986); São Bernardo do Campo, SP (1970, 1976, 1986); Catanduva, SP (1981) e Ribeirão Pires, SP (1979). Exposições individuais em São Paulo, SP (1988 e 1990). JULIO LOUZADA, vol.13, pág. 432. ITAU CULTURAL.



214 - ELY N. GUERIN (XX)

Paisagem - óleo sobre tela - 50 x 50 cm - canto inferior direito e dorso -

Artista ativo em São Paulo com diversas participações em leilões e exposições coletivas. JULIO LOUSADA, vol 2, pág 479.



215 - NORBERTO NICOLA (1930 - 2007)

Composição - serigrafia - 10/70 - 37 x 50 cm - canto inferior direito -

Pintor e tapeceiro. Foi aluno de pintura de Samson Flexor, no Atelier Abstração, em 1954. Em 1959, estudou nos centros tapeceiros europeus e cria, com Jacques Douchez, o Ateliê Douchez-Nicola de Tapeçaria. Entre as exposições de que participou, destacam-se: Salão Paulista de Arte Moderna, São Paulo, de 1956 a 1960 (várias vezes premiado); Bienal Internacional de São Paulo, várias edições entre 1963 e 1975; Mostra de Tapeçaria Brasileira, no MAB/Faap, São Paulo, 1974 (1º prêmio); Trienal de Tapeçaria, no MAM/SP, 1979 (Hors Concours); Arte Plumária do Brasil, no Smithsonian Institute e no Museu de Antropologia, Washington (Estados Unidos) e Cidade do México, México, 1982; Bienal Brasil Século XX, na Fundação Bienal, São Paulo, 1994. JULIO LOUZADA vol, 4 pág, 800; MEC, vol, 3, pág, 261 e 262; WALMIR AYALA, vol 2, pág, 132; TEIXEIRA LEITE, pág 354. PONTUAL, pág, 384; ITAÚ CULTURAL; LEONOR AMARANTE, pág. 207.



216 - FRANCISCO CÉA (1908 - XX)

Ouro Preto - óleo sobre tela - 50 x 100 cm - canto inferior direito e dorso - 1962 -

Pintor e desenhista com várias participações em mostras coletivas e Salões oficiais. Recebeu Medalha de Bronze no Salão Nacional de Belas Artes - Rio de Janeiro, em 1954. ITAU CULTURAL; MEC VOL. 1, PÁG. 394; JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 247; VOL. 13, PÁG. 80; web.artprice.com



217 - ALCIDES NAVAJAS (1924)

Reflexos - óleo sobre tela colada em eucatex - 24 x 33 cm - canto inferior direito - 1980 - Caçapava - SP -

Paulistano, nasceu em 9 de novembro de 1924. Autor de uma pintura variada onde aparecem praticamente todos os gêneros, sendo porém as suas paisagens o grande destaque desse artista que expõe há mais de trinta anos. Foi aluno de Angelo Simeone e Innocêncio Borghese, sendo também orientado por Dario Mecatti. Expondo em coletivas e salões oficiais desde o final dos anos 50, o autor construiu sólida carreira, acumulando em seu currículo inúmeros prêmios. JULIO LOUZADA, vol.1, págs. 664/665; Acervo FIEO.



218 - HANS GRUDZINSKI (1921 - 1986)

"Piquenique" - gravura - 11/80 - 34 x 41 cm - canto inferior direito - 1980 -

Nascido em Novi Vrbas, Iugoslávia, e falecido em Mauá-SP, este grande pintor, desenhista, gravador e arquiteto viveu para a arte. Ainda na Europa em guerra, expôs nos corredores do hospital em que convalecia na Alemanha. Emigrou para o Brasil em 1947. Trabalhou por 20 anos na Fábrica de Porcelanas Mauá, criando a primeira porcelana fina do país. Gravador por excelência, Grudzinski deixa uma obra rica, cheia de vida, de sentimentos, sonho e mistério do desconhecido.O MAC-USP e outros museus nacionais possuem obras suas em acervo. JULIO LOUZADA, vol.9 pág. 388; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 707.



219 - HOLMES NEVES (1925 - 2008)

"Abstrato" - óleo sobre eucatex - 14 x 22 cm - canto inferior direito -
Com etiqueta de Samarte Empreendimentos Artísticos - Rio de Janeiro, RJ - no dorso. -

Natural de Lima Duarte, MG. Pintor, desenhista e gravador. Fixou residência no Rio de Janeiro, após estudos com Guignard, Misabel Pedrosa e Edite Behring em Belo Horizonte. Sobre a sua obra, transcrevemos texto de Henrique Pongetti, na apresentação do artista no catálogo de sua mostra HOLMES Neves: pinturas, na Galeria de Arte e Pesquisa da UFES, 1978: ". . . Eu gosto muito da pintura de Holmes, dos seus quadros de Ouro Preto, motivo insistente e fascinante na sua obra. Se o tema e certa sutileza de feitura nos lembra o Mestre, há hoje na sua arte uma autonomia indiscutível, as marcas de uma inconfundível personalidade. Suas cidades mortas não surgem envoltas na melancolia acinzentada que parecia refletir nas paisagens a alma infantil e ao mesmo tempo infeliz de Guignard. Sobre a pátina do tempo suas casas e igrejas, transfiguradas pela luz montanhesa, recebem cores festivas, reconquistam a mocidade, revivem. " TEIXEIRA LEITE, pág. 352; JULIO LOUZADA, vol.10, pág. 425; ITAÚ CULTURAL; PONTUAL, pág. 383; Acervo FIEO.



220 - ZORÁVIA BETTIOL (1935)

"As namoradas do Fernando" - xilogravura - P. A. - 24 x 36 cm - canto inferior direito -

Gravadora, tapeceira, designer de jóias, desenhista, pintora, professora, Zoravia Bettiol nasceu em Porto Alegre, RS. Graduou-se em pintura pelo Instituto de Belas Artes de Porto Alegre. De 1956 a 1957 foi aluna de desenho e xilogravura no ateliê do escultor Vasco Prado, com quem foi casada durante 28 anos. Dedicou-se principalmente à tapeçaria e à gravura. Em 1968 mudou-se para Varsóvia, Polônia, para realização de estudos na área têxtil no Atelier Maria Laskiewicz. Durante o período em que residiu na Polônia cursou a Escola de Belas Artes de Varsóvia. Nos anos 70, já de volta ao Brasil, figurou em diversas exposições nacionais e internacionais. Entre os prêmios destacam-se: o primeiro prêmio de desenho no 18º Salão Municipal de Belas-Artes de Belo Horizonte (1962), o primeiro prêmio de gravura no 2º Salão de Arte Religiosa Brasileira de Londrina (1966), o prêmio nacional de gravura na 1ª Bienal Nacional de Artes Plásticas de Salvador (1966), recebeu o Prêmio Medalha Cidade de Porto Alegre (1985) e foi homenageada com o troféu destaque em artes plásticas 87. MEC, VOL. 1 PÁG. 223 E 224; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 727; LEONOR AMARANTE, PÁG. 146; JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 128; www.artprice.com.



221 - SILVIA ALVES (1947)

"Antúrios" - óleo sobre tela - 60 x 40 cm - canto inferior direito -

Pintora, desenhista, escultora, gravadora, ilustradora, professora, poetiza e atriz Silvia Ferraro Alves nasceu em São Paulo. Estudou desenho e escultura com Alvaro de Bauptista (1980 a 1984) na Universidade de Campinas; formou-se em Pintura na Faculdade de Belas Artes (1986); mestrado em Aquarela na Faculdade Santa Marcelina (1998); frequentou o ateliê de Gravura do Museu Lasar Segall (1985 a 1988); os ateliês de pintura e desenho dos professores Lecy Bomfim, Salvador Rodrigues, Deusdedith Campanelli, Colette Pujol, Djalma Urban, Francisco Cuoco, Fang, o ateliê de escultura no Museu Brasileiro de Escultura (1980 a 1994) e aquarela com Iole Di Natale (1994 a 1998). Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais. Foi premiada em 1983, 1989, 1991, 1993, 1994, 1997, 1999, 2000, em São Paulo. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL, 10, PÁG, 49; www.silviaalves.art.br.



222 - ADRIANO GAMBIM (1983)

"Igreja de Bom Sucesso em três cores" - xilogravura - 6/18 - 19 x 26 cm - canto inferior direito - 2013 -

Pintor, desenhista, gravador e arte-educador. Sua formação artística foi na UNIMESP e UNESP, São Paulo. Realizou exposições individuais em Guarulhos (2004, 2008, 2009, 2010, 2011) e tem participado de várias mostras coletivas e Salões individuais como: Guarulhos, SP (2001, 2007 a 2013); São Paulo (2008, 2010); Araraquara, SP (2006, 2010, 2012); Franca, SP (2008); Catanduva, SP (2008); Suzano, SP (2009); Ubatuba, SP (2005, 2009); Ribeirão Preto, SP (2010); Mairiporã, SP (2010); Santo André, SP (2010); Santos, SP (2011); Araras, SP (2013); Embu, SP (2013); Curitiba, PR (2012); Porto Alegre, RS (2013); Brasília, DF (2013); Castro, PR (2013); Ceará (2012); Espanha (2005 a 2008, 2013); Finlândia (2007); México (2009); Itália (2007, 2009); Romênia (2007, 2010). Foi premiado em: Guarulhos, SP (2007 a 2009, 2011); Mairiporã, SP (2011); Espanha (2011); Araraquara, SP (2010, 2012, 2013); Araras, SP (2012); Rio Claro, SP (2013). www.artprice.com.



223 - DIRCE PIRES (1930)

Fazenda - óleo sobre tela - 73 x 100 cm - canto inferior direito -

Nasceu em Tatuí, SP, no dia 24 de abril de 1930, assina suas obras DIRCE PIRES. Pintora ingênua, suas obras tem como tema cenas rurais e aspectos da vida interiorana. Viúva do pintor Walter Lewy. Autodidata, com participações em coletivas, inclusive no exterior JULIO LOUZADA, vol. 1 pág. 771, Acervo FIEO.



224 - HARRY ELSAS (1925 - 1994)

Frei - desenho a nanquim e guache - 35 x 26 cm - canto inferior direito - 1963 -

Muralista, gravador, pintor, Heinz Hugo Erich Elsas nasceu em Stuttgart, Alemanha e faleceu em Taubaté, SP. Iniciou a carreira artística como autodidata. Radicado no Brasil desde 1936 foi fortemente influenciado pela cultura regional do Nordeste. Em 1945 recebeu orientações de Lasar Segall e realizou sua primeira mostra individual no Ministério da Educação e Cultura no Rio de Janeiro. A partir de 1970, fixou-se em São Paulo e executou murais para o Banco Safra (1971) e Banco Cidade de São Paulo (1976). Realizou exposições individuais em São Paulo, Rio de Janeiro e Estados Unidos. Participou de coletivas no Brasil e no exterior a partir de 1962. JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 355; MEC VOL, 2, PÁG, 111; TEIXEIRA LEITE PÁG 176; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



225 - PABLO PICASSO (1881 - 1973)

Ciranda - litografia - 739/1000 - 63 x 47 cm - canto inferior direito na matriz - 1965 -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista, escultor, gravador, ceramista, artista gráfico e designer, Pablo Ruiz Picasso nasceu em Málaga, Espanha e faleceu em Mougins, França. Filho de um pintor e mestre de desenho, foi extraordinariamente precoce dominando o desenho acadêmico ainda na infância. Em 1904 estabeleceu-se em Paris tornando-se o centro de um círculo de artistas e escritores de vanguarda como André Breton, Guillaume Apollinaire e Gertrude Stein. Revolucionário, genial, vanguardista, visionário são elogios que definiram Picasso como um dos mestres da pintura. Sua ampla biografia e sua obra representam a arte do século XX. Embora sua obra seja convencionalmente dividida em fases, Picasso trabalhava numa grande variedade de temas e estilos ao mesmo tempo. Sua pintura “Les Demoiselles d’Avignon” (1906-7) é tida como o marco mais importante no desenvolvimento da pintura contemporânea e o primeiro prenúncio do cubismo que desenvolveu em íntima associação com Braque e depois com Gris. Sua obra mais famosa “Guernica” (1937), pintada para o pavilhão espanhol da Exposição Universal de Paris de 1937, expressa toda sua revolta e horror à destruição de Guernica, capital do país basco, durante a Guerra Civil Espanhola (1936-1939). No campo da escultura foi um dos primeiros artistas a compor esculturas a partir da montagem de materiais variados (e não por modelagem ou entalhe) e fez uso brilhante de objetos encontrados. Também como artista gráfico inclui-se entre os maiores do século. Existem museus consagrados à sua obra em Paris e Barcelona, e outros exemplos de sua inigualável produção distribuem-se por museus do mundo inteiro. Foi o primeiro artista vivo a expor suas obras no Museu do Louvre, quando completou 90 anos. BENEZIT VOL.8, PÁG. 297; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 763; ITAÚ CULTURAL; COLEÇÃO FOLHA GRANDES MESTRES DA PINTURA VOL. 6; infoescola.com; guggenheim.org; moma.org; a rtprice.com; arcadja.com; christies.com.



226 - CLODOMIRO AMAZONAS (1893 - 1953)

Marinha - aquarela - 17 x 25 cm - canto inferior direito - 1915 -

Pintor e restaurador, Clodomiro Amazonas Monteiro nasceu em Taubaté, SP e faleceu em São Paulo. Iniciou-se em pintura aos 16 anos, realizando restaurações em telas e afrescos do Convento Santa Clara, em Taubaté. Estudou com o pintor Augusto Luís de Freitas no fim da década de 1890. Interessado em promover atividades culturais, fundou na cidade, em 1905, a Associação Artística e Literária. Passou a viver em São Paulo em 1906, quando entrou em contato com a obra de Baptista da Costa e teve aulas com o pintor Carlo de Servi. Paralelamente às atividades artísticas, trabalhou em repartições públicas e atuou como ilustrador para publicações como a Revista da Semana. A partir de 1924 dedicou-se exclusivamente à pintura. Manteve contato com intelectuais, escritores e artistas como Monteiro Lobato, Menotti del Picchia, Lucílio de Albuquerque,Georgina de Albuquerque e Pedro Alexandrino, entre outros. Foi um dos fundadores do Salão Paulista de Belas Artes, em 1934. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1912, 1918, 1921); Taubaté, SP (1919); Juiz de Fora, MG (1918); Rio de Janeiro (1922, 1926); Recife, PE (1925); Belém do Pará, PA (1925); Fortaleza, CE (1926). MEC, vol. 1, pág. 75; TEIXEIRA LEITE, pág. 26; PONTUAL, pág. 24; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 42; TEODORO BRAGA, pág. 72; ITAU CULTURAL, RUTH TARASANTCHI; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 56; MEC VOL. 1, PÁG. 75; www.artprice.com.



227 - FRANCISCO CALIXTO (1936)

"Martin de Sá" - óleo sobre tela - 30 x 80 cm - canto inferior direito e dorso - 2004 - Caraguatatuba - SP -

Natural desta Capital, onde nasceu a 21 de dezembro de 1936. Estudou pintura com Salvador Rodrigues Junior e Gilberto Geraldo. Expõe coletivamente a partir de 1988, com premiações em 1989, 1990, 1993, 1996, 1997 e 1998. JULIO LOUZADA, vol. 12, pág. 78.



228 - MILTON DACOSTA (1915 - 1988)

Construção - serigrafia - 49/100 - 55 x 76 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador. Milton Rodrigues da Costa nasceu em Niterói, RJ e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou estudos de desenho e pintura, em 1929, com o professor alemão August Hantv. No ano seguinte matriculou-se no curso livre de Marques Júnior, na Escola Nacional de Belas Artes. Junto com Edson Motta, Bustamante Sá e Ado Malagoli , entre outros, criou o Núcleo Bernardelli em 1931. Viajou para Estados Unidos em 1945, com o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Belas Artes do ano anterior. Na cidade de Nova York, estudou na Art's Students League of New York. Em 1946, foi para a Europa e após visita a vários países, fixou-se em Paris, onde estudou na Académie de La Grande Chaumière. Conheceu Pablo Picasso, por intermédio de Cícero Dias, e freqüentou os ateliês de Georges Braque e Georges Rouault. Expôs no Salon d'Automne (Paris) e regressou ao Brasil em 1947. Em 1949, casou-se com a pintora Maria Leontina e passou a residir em São Paulo. Realizou muitas exposições individuais e também recebeu prêmios nas Bienais Internacionais de São Paulo (1955, 1957). TEODORO BRAGA, PÁG. 163; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 229; MEC, VOL. 2, PÁG. 13; BENEZIT, VOL. 3, PÁG.315; ITAU CULTURAL; PONTUAL, PÁG. 155; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; ACERVO FIEO.



229 - ALFREDO VOLPI (1896 - 1988)

Triângulos - serigrafia - 23 x 13 cm - canto inferior direito -
Esta obra foi executada para a abertura do primeiro Anuário das vendas em leilão da Bolsa de Arte do Rio de Janeiro em 1972. -

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.



230 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Casais - serigrafia - 15 x 24 cm - canto inferior direito na tela serigráfica -
Obra impressa por Ateliê Mário Della Parra - Serigrafias - Rio de Janeiro, RJ. -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



231 - HANSEN BAHIA (1915 - 1978)

Figura - xilogravura - 28 x 20 cm - canto inferior direito -

Seu nome de batismo era Karl Heinz Hansen, nascido na Alemanha. Dedicou quase toda a sua vida de artista fixando aspectos da Bahia, daí o nome artístico que adotou. Apegou-se ao povo, aos animais e principalmente aos cenários daquela região, e que tão bem soube reproduzir com sua alma e essencia. JULIO LOUZADA vol.1, pág. 81; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 720; ARTE NO BRASIL, pág. 842; ACERVO FIEO, pág. 251.



232 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

Torso - múltiplo em bronze - 25 x 14 x 10 cm - assinado -
Ex coleção Sebastião Alves - Bragança Paulista - SP. -

Escultor, desenhista e pintor paulista nascido em Mococa, SP e falecido no Rio de Janeiro. Mudou-se com a família para Itália, e fixou-se em Roma (1913). Iniciou estudos de desenho e escultura com o professor Loss (1920). Participou de movimentos antifascistas e foi preso (1931) por motivos políticos. Foi extraditado para o Brasil (1935) por intervenção do embaixador brasileiro na Itália. Em 1937, viajou para Paris e frequentou as academias ‘La Grand Chaumière’ e ‘Ranson’, onde estudou com Aristide Maillol e conviveu com Henry Moore, Marino Marini e Charles Despiau. Em 1939, retornou a São Paulo e junto com Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Sérgio Milliet, entre outros, participou do Movimento Modernista; foi um dos membros da Família Artística Paulista e do Grupo Santa Helena. Em 1943, transferiu-se para o Rio de Janeiro. A convite do ministro Gustavo Capanema instalou ateliê no antigo Hospício da Praia Vermelha, onde orientou jovens artistas como Francisco Stockinger. Possui obras em espaços públicos como ‘Monumento à Juventude Brasileira’ (1947), nos jardins do antigo Ministério da Educação e Saúde, atual Palácio Gustavo Capanema - RJ; ‘Candangos’ (1960), na Praça dos Três Poderes, e ‘Meteoro’ (1967), no lago do edifício do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília; ‘Integração’ (1989), no Memorial da América Latina, em São Paulo. Participou das Bienais de Veneza (1950, 1952); participou das I, II, IV e IX Bienais de São Paulo, período em que recebeu o prêmio de melhor escultor brasileiro (1953) e sala especial (1967). MEC, VOL.2, PÁG. 250; PONTUAL, PÁG. 237; MAYER/84, PÁG. 1333; BENEZIT VOL. 5, PÁG. 14; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 715; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 422; www.artprice.com; www.pinturabrasileira.com; www.dec.ufcg.edu.br; www.monumentos.art.br.



233 - MARCIO SCHIAZ (1965)

"Composição com rosas" - óleo sobre tela - 80 x 60 cm - canto inferior direito e dorso - 1992 -

Paulistano, o pintor nasceu em 10/5/1965. Estudou na APBA-SP, onde desenvolveu curso de desenho e pintura, frequentado sessões de modelo vivo. Individuais desde 1989 e coletivas em Salões Oficiais, com sucesso de crítica. Recebeu diversos prêmios. JULIO LOUZADA, vol.13, pág. 304; Acervo FIEO.



234 - ORLANDO BRITO (1920 - 1981)

Paisagem - óleo sobre eucatex - 78 x 48 cm - canto inferior direito -

Nascido e falecido na cidade do Rio de Janeiro, foi pintor e desenhista. Ocupou durante vários anos, a cadeira de Desenho e Pintura do Instituto de Belas Artes, além de ser membro do juri do SNBA, ambos no Rio de Janeiro. Realizou individuais em diversas Galerias de Arte do Rio de Janeiroe participou também de várias exposições pelo interior do Brasil. Expôs no SNBA-RJ, nos anos de 1954, 1962, 1965 (obtendo neste o Grande Prêmio IV Centenário da cidade), e 1967. JULIO LOUZADA vol.11, pág.44; ITAÚ CULTURAL.



235 - CARYBÉ (1911 - 1997)

"Batucada" - serigrafia - 63/200 - 82 x 60 cm - canto inferior direito -
Reproduzido no catálogo da Mostra Itinerante do artista realizada em treze capitais em 1995. -

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



236 - RENOT (1932)

Mulheres - serigrafia - P.A. - 59 x 41 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e tapeceiro, Reinaldo Eliomar de Freitas Marques da Silva nasceu em Santa Luzia, Bahia. Assina Renot. Autodidata, começou a pintar em 1957 e, em 1964, com a inauguração da Galeria Quirino, em Salvador, iniciou sua formação artesanal. Tornou-se amigo de vários intelectuais e artistas baianos entre os quais Jenner Augusto, Jorge Amado e Manuel Quirino. Quirino, com quem trabalhou, foi também o seu mestre na arte de tecer (1964). Foi responsável pelos calendários-tapeçaria que fez para a Basf e Bosh do Brasil em 1977. Realizou muitas exposições individuais em: Salvador, BA (1970, 1971, 1972, 1977); Porto Alegre, RS (1970); Rio de Janeiro (1971, 1974); São Paulo (1972, 1973, 1975 a 1978, 1982); Hamburgo, Alemanha (1971); Londres, Inglaterra (1972); Barcelona, Espanha (1974); Genebra, Suíça (1974); Buenos Aires, Argentina (1975); Paris, França (1976); Estados Unidos (1978, 1980). Participou de várias coletivas e mostras oficiais pelo Brasil e exterior. Atua também como perito, marchand e organizador de leilões. JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 816; VOL. 7, PÁG. 590; ITAU CULTURAL; MEC VOL. 4, PÁG. 53; web.artprice.com.



237 - IZRAEL SZAJNBRUM (1924)

Barcos - óleo sobre eucatex - 46 x 60 cm - canto inferior esquerdo -
Com etiqueta do ateliê do autor, no dorso. -

Natural da Polônia, o autor é arquiteto e pintor. Assina Brum e I. Szajnbrum. Veio para o Brasil em 1937, ficando-se no Rio de Janeiro, onde formou-se em arquitetura pela Faculdade Nacional. Fez estudos de pintura com Augusto Bracet e Rodolfo Chambelland. Participou do SNBA, da I BSP e dos SNAM entre 1954 e 1958. PONTUAL, pág. 508; JULIO LOUZADA, vol. 4 , pág. 1071



238 - SARA NOGUEIRA (XIX - XX)

Perfil - desenho a lápis - 45 x 34 cm - canto inferior direito - 5/2/1897 -

Pintora ativa no Rio de Janeiro com diversas participações em Salões e mostras oficiais.



239 - RENATO CATALDI (1909 - 1981)

Barcos - óleo sobre eucatex - 16 x 22 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor. Participou com freqüência de certames como o Salão Nacional de Belas Artes, onde obteve várias premiações. MEC, vol. 1, pág. 390; JULIO LOUZADA- vol. 1, pág. 237 e vol. 11, pág. 63



240 - MARIO ZANINI (1907 - 1971)

Figura - óleo sobre cartão colado em eucatex - 38 x 32 cm - canto inferior esquerdo - 1939 -

Pintor, decorador, ceramista, professor, Mário Zanini nasceu e faleceu em São Paulo. Foi um dos integrantes de dois importantes movimentos artísticos considerados históricos na pintura paulista: o Grupo Santa Helena e a Família Artística Paulista. Sua formação artística se deu em São Paulo quando aos 13 anos iniciou curso de pintura da Escola Profissional Masculina do Brás e de 1924 a 1926, matriculou-se no curso de desenho e artes do Liceu de Artes e Ofícios. Conheceu Alfredo Volpi em 1927 e no ano seguinte estudou com o pintor Georg Elpons. Trabalhou no escritório de decoração de Francisco Rebolo entre 1933 e 1938. Em 1940 recebeu medalha de prata no 46º Salão Nacional de Belas Artes e foi convidado por Rossi Osir a trabalhar em seu ateliê de azulejos artísticos, o Osirarte. Em 1950, viajou por seis meses pela Itália, em companhia de Volpi e Osir. A partir de 1968 lecionou na Faculdade de Belas Artes de São Paulo. Participou de vários Salões oficiais e mostras coletivas no Brasil, como I e III Bienal Internacional de São Paulo e no exterior. Sua família doou 108 de suas obras ao Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo - MAC/USP em 1974. MEC, VOL. 4, PÁG. 531; PONTUAL, PÁG. 557; TEODORO BRAGA, PÁG. 250; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 451; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; ARTE NO BRASIL, PÁG. 778; LEONOR AMARANTE, PÁG.38; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 1085; ACERVO FIEO.



241 - AGI STRAUS (1926)

Mulheres - xilogravura - P.A. - d = 25 cm - centro inferior e dorso -

Pintora, desenhista e gravadora. Vindo residir em São Paulo, aqui estudou com Darel e Poty, no Museu de Arte de São Paulo, dedicando-se, também, ao aperfeiçoamento na pintura e técnica do afresco com Gaetano Miani. Recebeu no SPAM diversas premiações. Desde 1955 vem realizando exposições individuais em São Paulo e no exterior. A respeito de seus trabalhos, por volta de 1964, disse José Geraldo Vieira serem eles realizados com "sensibilização prévia do suporte, seja pergaminho, tela ou duratex, para conseguir texturas de fundo, impregnação, relevo e matéria. Para tanto a artista suplica a superfície a fim de tranformá-la em bossagem adequada (...) resultam sugestões híbridas, espaciais e telúricas, mas sempre expressionistas por causa da desagregação cromática e dos efeitos de microgeografia ou siderais". JULIO LOUZADA,vol. 11, pág. 312; MEC, vol. 4, pág 343/44; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 355; PONTUAL, pág. 506; TEIXEIRA LEITE, pág. 488; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



242 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XIX

"Ladeira do Carmo, São Paulo em 1860" - pintura sobre azulejo - 30 x 45 cm - não assinado -
Com etiqueta de Azulejos de Arte Cerâmica Artística Barbosa LTDA - Rua Barão de Iguape, 921, São Paulo - SP. -



243 - INNOCÊNCIO BORGHESE (1897 - 1985)

Igreja - desenho a nanquim - 12 x 10 cm - canto inferior direito -

Pintor e professor paulista, participante do Salão Paulista de Belas Artes, de 1935 a 1961. Diversas exposições individuais e coletivas, com muitas premiações. Pintou muitas paisagens tendo como tema a cidade de São Paulo. TEODORO BRAGA, pág 56; MEC, vol. 1, pág. 251; Acervo FIEO.



244 - JOSÉ PINTO (1932)

Festa junina - óleo sobre tela - 43 x 51 cm - canto inferior esquerdo - 1978 -

José Wense Pinto é natural de Ilhéus, BA. Assina José Pinto. Autodidata, veio para o Rio de Janeiro em 1951. Em 1953 freqüenta a Associação Brasileira de Desenho e começa a pintar profissionalmente em1969. Participou de diversas exposições e Salões oficiais: 1969,1970 a 1974 - Rio de Janeiro, RJ; 1970; Milão e Espoleto, Itália; Nova York, EUA; Londres, Inglaterra; 1971 - Recife,PE. Individuais: 1969 e 1971 - Rio de Janeiro, RJ; 1970 - Bahia; 1971 - São Paulo, SP e 1973 - Brasília, DF. Prêmios: 1972 - Rio de Janeiro, RJ. Possui obras em: Museu Regional de Feira de Santana, BA; Museu Laval - Henri Rousseau, França; Museu de Viçosa, MG; Agências do Banco do Brasil em São Francisco, EUA; acervo da Cia. Shell e Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro, RJ. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág.769; vol. 8, pág. 660. ITAU CULTURAL.



245 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulata - serigrafia - P.I. - 25 x 14 cm - canto inferior direito -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



246 - EDUARDO MORI (1943)

Composição - óleo sobre tela - 30 x 30 cm - canto inferior direito -

Nascido em São Paulo, iniciou seus estudo artísticos em Paris, onde residiu por longos anos, realizando algumas exposições de desenhos e óleos, retratando cenas do cotidiano. Posteriormente radicou-se em Los Angeles-EUA onde, mais liberto da influência acadêmica, se fixou no abstracionismo, buscando apenas na cor a forma de expressar toda a sua arte, com a qual se consagrou. JULIO LOUZADA vol.11, pág.219



247 - SÉRGIO GUIMARÃES (1959)

Composição - técnica mista e colagem sobre tela - 66 x 91 cm - canto inferior direito - 1999 -

Pintor, Antonio Sérgio Garcia Guimarães nasceu em Formiga, MG. Assina Sérgio Guimarães. Cursou desenho artístico na Escola Objetivo. Tem participado de várias coletivas oficiais como: Salão de Arte de Piracicaba, SP (1984); Salão de Artes Plásticas de Rio Claro (1985); Salão de Arte Contemporânea no MAC de São Paulo (1989); exposição coletiva no Museu Lasar Segall - São Paulo (1992), entre outras. JULIO LOUZADA VOL. 11, PÁG. 140.



248 - INGRES SPELTRI (1940)

"Opus 20315" - técnica mista sobre eucatex - 60 x 80 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor, desenhista, escultor, gravador e professor nascido em Jau, SP. Filho do pintor Augusto Speltri com quem se iniciou na pintura, ainda criança. Em 1959 mudou-se para São Paulo onde estudou Música (1960-1964). É professor titular da Escola Panamericana de Arte, SP. Realizou exposições individuais, em São Paulo, nos anos de 1977, 1981, 1978, 1984. Participou de várias mostras e Salões oficiais, sendo premiado em: São Paulo (1963, 1966, 1970, 1971); Santo André, SP (1976). JULIO LOUZADA VOL. 5, PÁG. 1012; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; MEC VOL. 4, PÁG. 338; PONTUAL PÁG. 504; www.artprice.com; www.speltri.com.



249 - AMILCAR DE CASTRO (1920 - 2002)

Composição - litografia - P. I. - 16 x 21 cm - canto inferior direito - 1989 -

Escultor e desenhista mineiro, nascido em Paraisópolis. Autodidata em escultura, estudou desenho e pintura com Guignard (BH, 1942-1950). Assinou o manifesto do movimento neoconcreto, participando das exposições do grupo no MAM-RJ (1959), MAM-SP (1961), MEC-RJ (1960). " ... o ponto comum de todas elas (as obras do autor) estava na expressão de uma fôrça interior contida pelos ritmos implacáveis e decisivos da estrutura." (Ferreira Gullar, referindo-se às obras do autor na época das exposições do Grupo). Amilcar participou das Bienais de SP de 1953 a 1965, nos SNAM, entre 1960 e 1967, além de tantas outras mostras de expressão internacional, que lhe trouxeram prestigio de público e de sempre elevada crítica. ITAÚ CULTURAL; PONTUAL, pág. 119; JULIO LOUZADA, VOL, 10 pág, 198; MEC, VOL, 1 pág, 386; WALTER ZANINI, pág. 656; ARTE NO BRASIL, pág. 872; LEONOR AMARANTE, pág. 136; Acervo FIEO.



250 - MANOEL SANTIAGO (1897 - 1987)

Menina - óleo sobre tela - 41 x 33 cm - canto inferior esquerdo e dorso -

Manoel Colafante Caledônio de Assumpção Santiago nasceu em Manaus, AM e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, desenhista e professor. Mudou-se para Belém em 1903 e iniciou estudos de pintura. Desde 1916 já praticava a arte não figurativa. Em 1919 transferiu-se para o Rio de Janeiro, cursou Direito e frequentou a Escola Nacional de Belas Artes, onde foi aluno de Rodolfo Chambelland e Baptista da Costa. Na época, teve aulas particulares com Eliseu Visconti. Foi casado com a pintora Haydeá Santiago. Participou em 1927 do Salão Nacional de Belas Artes e recebeu o prêmio viagem ao exterior, entre vários outros. Foi para Paris no ano seguinte, e lá permaneceu por cinco anos. De volta ao Rio de Janeiro, em 1932, tornou-se professor do Instituto de Belas Artes. Em 1934, passou a lecionar pintura e desenho no Núcleo Bernardelli, figurando entre seus alunos José Pancetti, Edson Motta, Bustamante Sá, Ado Malagoli, Rescála e Milton Dacosta. Participou da I Bienal Internacional de São Paulo (1951) e do 8º Panorama da Arte Brasileira (1976). PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, VOL. 1, PÁG. 241; TEODORO BRAGA, PÁG. 211; CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO DE PAISAGEM BRASILEIRA, MEC-MNBA /RIO/1944; MAYER/84, PÁG. 1158; REIS JR, PÁG. 378; PONTUAL, PÁG. 473; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 292; ITAÚ CULTURAL, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 865; ACERVO FIEO.



251 - ANGELO CANNONE (1899 - 1992)

"Paisagem no Abruzzo" - óleo sobre madeira - 20 x 30 cm - canto inferior esquerdo e dorso -

Pintor, desenhista e professor nascido em Abruzzo, Itália. Assinava D’Angelo, Angelo Cannone e A. Cannone. Aos cinco anos mudou-se para Nápoles com sua família. Em fins de 1947, veio para o Brasil, residiu algum tempo em São Paulo e depois se mudou para o Rio de Janeiro, onde se radicou e lá faleceu. Estudou no Instituto de Belas Artes de Nápoles com Paolo Vetri. Viveu em Roma durante quatro anos com uma pensão conquistada em um concurso em Nápoles. Lecionou desenho no Instituto Técnico. Expôs individualmente em São Paulo (1947, 1993) e no Rio de Janeiro (1947, 1973, 1980, 1984). Foi premiado, na Itália, em: 1922, 1925, 1929, 1941 e, no Brasil, em 1960. Em 1972 pintou o retrato do papa Pio X, em tamanho natural, que está na Igreja dos Italianos, RJ. WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 168; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 187; VOL. 3, PÁG. 203; VOL.8, PÁG. 165; VOL. 9, PÁG. 171; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; brasilartesenciclopedias.com.br; www.artprice.com; www.arcadja.com.



252 - ALFREDO CESCHIATTI (1918 - 1989)

Soldado - escultura em bronze - 19 x 46 x 12 cm - assinado -

Natural de Belo Horizonte. Escultor, desenhista e professor. Passou a frequentar a antiga ENBA em 1940, depois de uma viagem à Europa, especialmente Itália, iniciada em 1938. Na Divisão Moderna do SNBA recebeu, como escultor as medalhas de bronze (1943) e de prata (1944), bem como o prêmio de viagem ao estrangeiro (1945), com o baixo-relevo para a Igreja de São Francisco de Assis, da Pampulha, em Belo Horizonte e, como desenhista, a medalha de prata (1945). Esteve mais uma vez na Europa entre 1946 e 1948, anos em que realizou exposição individual no Instituto dos Arquitetos do Brasil (GB). Figurou na II BSP e no II SNAM, em 1953. Fazendo parte da equipe que, em 1956, venceu o concurso de projetos para o Monumento aos Mortos da II Guerra Mundial (GB), ali executou o conjunto alusivo às três forças armadas. Integrou a Comissão Nacional de Belas Artes em 1960 e 1961, e entre 1963 e 1965, lecionou escultura e desenho na Universidade de Brasília. Quirino Campofiorito citou-o no estudo Ëscultura Moderna no Brasil"(Revista Crítica de Arte, nº único 1962). De seus trabalhos mais conhecidos destacam-se as esculturas As Banhistas e A Justiça, que se encontram, respectivamente, no lago em frente ao Palácio da Alvorada e defronte ao Supremo Tribunal Federal (Praça dos Três Poderes), em Brasília. Há ainda, obras escultóricas de sua autoria, entre outras no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Ministério das Relações Exteriores (Brasília) e em um edifício que Oscar Niemeyer projetou no conjunto residencial Hansa (setor ocidental de Berlim), assim como na embaixada brasileira em Moscou. MEC, vol. 1, pág. 397; PONTUAL, pág. 127; JÚLIO LOUZADA, vol. 11, pág. 70; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 609; ARTE NO BRASIL, pág. 872.



253 - GIANCARLO ZORLINI (1931)

Flores - pastel - 43 x 32 cm - canto inferior direito -

Médico de profissão, iniciou-se autodidaticamente na pintura, em 1962. É filho do escultor e pintor Ottone Zorlini. Participou diversas vezes do Salão Paulista de Belas Artes, nele recebendo diversas premiações. Sua pintura tem como tema predominante a paisagem. JULIO LOUZADA vol. 3, pág. 124; MEC vol.4, pág.534; PONTUAL, pág. 559; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



254 - IGNÁCIO DA NEGA (1945)

"O caçador" - óleo sobre tela - 24 x 30 cm - canto inferior direito e dorso - 2013 -

Natural de Surubim, PE. Iniciou-se na decoração de andores de procissão, ajudando a sua mãe. Recebeu orientação de Alaerte Bandim. Em São Paulo, orienta-se com M. Boy e Iracema Arditi. Seu tema preferido são as cenas típicas do nordeste. Participou de diversas exposições coletivas e individuais. JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 511. Acervo FIEO. -



255 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Flor amarela" - giclée - 52 x 37 cm - canto inferior direito na matriz - década de 2000 -
No estado. - Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins. -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



256 - GRAUBEM DO MONTE LIMA (1889 - 1972)

Pássaro e borboleta - óleo sobre tela - 24 x 16 cm - canto inferior direito - 1965 -

Pintora natural de Iguatu, CE. Faleceu na cidade do Rio de Janeiro. Fixou residência no Rio de Janeiro em 1908, onde se iniciou na pintura como autodidata (1958). Em 1960, prosseguiu seus estudos com Ivan Serpa, no MAM-RJ. Entre as exposições das quais participou, destacam-se: Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro, 1962 e 1963; Bienal Internacional de São Paulo, de 1963 a 1967; Bienal Americana de Arte, Córdoba (Argentina), 1964; Oito Pintores Brasileiros, na Galeria Jacques Massol, Paris (França), 1965; Bienal Nacional de Artes Plásticas, Salvador, Bahia, 1966; Artistas Primitivos Brasileiros Contemporâneos, no Museu de Arte Moderna de Buenos Aires, Argentina, 1966. PONTUAL, pag. 250; ITAU CULTURAL; MEC VOL. 2, PÁG. 282; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 443.



257 - RAMIRO PETRELLY (XX)

"Laloren" - acrílico sobre tela - 92 x 120 cm - dorso -
Com certificado de autenticidade, firmado pelo autor em 28 de Março de 2014. -

Artista plástico espanhol com diversas participações em mostras coletivas oficiais. Suas obras têm sido comercializadas em muitos eventos pelo mundo.



258 - IVAN SERPA (1923 - 1973)

Série negra - desenho a nanquim e guache - 27 x 19 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor, desenhista, gravador e professor, Ivan Ferreira Serpa nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Estudou gravura e desenho com Axel Leskoschek (entre 1946 e 1948) no Rio de Janeiro. Em 1949, ministrou suas primeiras aulas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, onde, a partir de 1952, exerceu sistemática atividade didática, em especial no ensino infantil. Foi um dos precursores do concretismo no Brasil, criando ao lado de Aluisio Carvão, Lígia Clark, Hélio Oiticica e outros o Grupo Frente, que se manteve ativo de 1954 a 1956, inclusive com exposições no Rio de Janeiro. Participou da Divisão Moderna do SNBA (1947-1951). Em 1957, recebeu o prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna, RJ. Participou da exposição ’Opinião 65’, evento que marca a difusão de uma nova arte de tendência figurativa, a neofiguração. Em 1970, fundou, com Bruno Tausz, o Centro de Pesquisa de Arte no Rio de Janeiro. Participou da Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1961, 1963, 1965) e da Bienal de Veneza (1952, 1954, 1962, 1966). PONTUAL, PÁG 486; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 605; ARTE NO BRASIL, PÁG. 840; LEONOR AMARANTE, PÁG. 26; MEC VOL. 4, PÁG. 221; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 899.



259 - JAIME ISIDORO (1924 - 2009)

Paisagem - óleo sobre madeira - 31 x 42 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e ‘galerista’ português nascido no Porto onde estudou pintura na Escola Soares dos Reis. A sua primeira exposição foi em 1945. Fundou a Galeria Alvarez em 1954, a mais antiga galeria de arte portuguesa em atividade. Editou a "Revista de Artes Plásticas" e lançou os "Encontros Internacionais de Arte" (1970). Foi fundador da Bienal Internacional de Arte em Cerveira (1978). Recebeu a Medalha de Mérito Cultural da Câmara de Cerveira (1982) e as medalhas de ouro das câmaras do Porto (1988) e de Gaia (2002). Suas obras têm sido comercializadas em muitos leilões da Europa. JULIO LOUSADA VOL. 1, PÁG. 486; www.publico.pt; www.arcadja.com; bienaldecerveira.org; artfor.me; www.artnet.com; www.artprice.com.



260 - JOSÉ MARQUES CAMPÃO (1892 - 1949)

Paisagem - óleo sobre madeira - 26 x 35 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 26/03/1925 - São Paulo -
Com dedicatória no dorso. -

Excelente paisagista paulistano, aluno de Oscar Pereira da Silva, da Academia Julian - Paris, e da Escola Nacional Superior de Belas Artes de Paris, entre 1912 e 1918. Foi membro da Comissão de Orientação Artística de São Paulo em 1944. Expôs no Salão dos Artistas Franceses e em diversas exposições coletivas e individuais. TEODORO BRAGA, pág. 61/62; PONTUAL, pág. 102; MEC, vol. 1, pág. 331; REIS JR., pág. 374; WALMIR AYALA, vol. 1,pág. 160; ITAU CULTURAL, Acervo FIEO, RUTH TARASANTCHI.



261 - ODETTO GUERSONI (1924 - 2007)

"Jogo de formas XXIII" - xilogravura - 4/10 - 89 x 58 cm - canto inferior direito - 1970 -

Nasceu em Jaboticabal-SP, e faleceu na cidade de São Paulo, onde residia e era ativo. Gravador, pintor, desenhista, ilustrador e escultor. Estudou pintura e artes decorativas no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo - Laosp, entre 1941 e 1945. Nesse período, expôs no Sindicato dos Artistas Plásticos e freqüentava o círculo de artistas do Grupo Santa Helena. Em 1947, participa da exposição 19 Pintores, na Galeria Prestes Maia, e é contemplado com uma bolsa de estudo pelo governo francês, no mesmo ano viaja para Paris, onde inicia trabalhos em gravura. Em 1951 fundou a Oficina de Arte, em São Paulo. Estudou gravura com René Cottet, em Genebra e, em Paris, trabalhou no ateliê de Stanley Hayter. A partir de 1960, freqüenta, como estagiário, algumas escolas de arte nos Estados Unidos e no Japão como a The New York School of Printing e a Osaka University, respectivamente. Em 1971, também no Japão, freqüentou o ateliê de I. Jokuriti. Dois anos mais tarde, foi eleito melhor gravador do ano pela Associação Paulista de Críticos de Arte - APCA. Em 1983, participou, com sala especial, da Bienal Ibero-Americana de Montevidéu. Em 1994, a Pinacoteca do Estado de São Paulo realizou uma retrospectiva da obra do artista; , mostra que voltou a acontecer em 2007 sobre a sua obra gráfica, na Estação Pinacoteca-SP, no mesmo ano da morte do autor, que ainda a assistiu em vida. JULIO LOUZADA, vol.1, pág. 452; MEC, vol,2, pág, 303; TEIXEIRA LEITE, pág,236; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 645; ARTE NO BRASIL, pág. 803; LEONOR AMARANTE, pág. 146, Acervo FIEO.



262 - LIVROS


1) "IOLE DE FREITAS: SOBREVÔO - OVERFLIGHT". LORENZO MAMMÌ, HAROLDO DE CAMPOS, ET AL. SÃO PAULO: COSAC & NAIFY, 2002. 2) "IOLE DE FREITAS". SÔNIA SALZSTEIN (CUR.). RIO DE JANEIRO: CENTRO CULTURAL BANCO DO BRASIL, 2005. 3) "IOLE DE FREITAS: UNS NADAS". TEXTOS DE SÔNIA SALZSTEIN.CATÁLOGO DE EXPOSIÇÃO. SÃO PAULO: GABINETE DE ARTE RAQUEL ARNAUD, 2004. 4) "IOLE DE FREITAS". CATÁLOGO DE EXPOSIÇÃO. RIO DE JANEIRO: CENTRO DE ARTE HÉLIO OITICICA, 2000. 5) "IOLE DE FREITAS". CATÁLOGO. TEXTOS DE PAULO VENÂNCIO E RODRIGO NAVES. RIO DE JANEIRO: DEMIBOLD EDIÇÕES E PROJETOS GRÁFICOS, 1994. 6) "IOLE DE FREITAS". TEXTOS DE MANUELA AMMER E IOLE DE FREITAS. KASSEL: DOCUMENTA 12; RIO DE JANEIRO: LAURA MARSIAJ ARTE CONTEMPORÂNEA, 2007. 7) "LAURA VINCI". DAVID BARRO (DIR.) SANTIAGO DE COMPOSTELA: EDITORA DARDO; SÃO PAULO: GALERIA NARA ROESLER, 2009. 8) "NAZARETH PACHECO". CATÁLOGO DE PARTICIPAÇÃO NA 24ª BIENAL DE SÃO PAULO. SÃO PAULO: FUNDAÇÃO BIENAL, 1998. 9) "CYBÈLE VARELA: ESPAÇOS SIMULTÂNEOS: PINTURAS, FOTOS E VÍDEOS 2009 - 2013". CURADORIA GUILHERME BUENO E CYBÈLE VARELA. 1ª ED. NITERÓI: FUNDAÇÃO DE ARTE NITERÓI, MAC DE NITERÓI, 2013. 10) "RENATA BARROS: 20 ANOS DE ARTES". TEXTOS DE AGNALDO FARIAS, ANTONIO MASCHIO ET AL. SÃO PAULO: IMPRENSA OFICIAL DO ESTADO: DEMA - DEPARTAMENTO DE MUSEUS E ARQUIVOS, 2005. 11) "ELIDA TESSLER: GRAMÁTICA INTUITIVA". GLÓRIA FERREIRA. PORTO ALEGRE: FUNDAÇÃO IBERÊ CAMARGO, 2013.



263 - JORGE REIDER (1912 - 1962)

Flores - óleo sobre tela - 50 x 60 cm - canto inferior direito -

Natural da Áustria, foi pintor ativo em São Paulo, expondo no Salão Paulista de Belas Artes em 1952. Sua obra é vasta, tendo pintado mais de três mil telas durante a sua carreira, sendo as flores o seu tema predileto. JULIO LOUZADA vol.3, pág.953.



264 - SERGIO MIGLIACCIO (1936)

Paris - óleo sobre madeira - 33 x 53 cm - canto inferior direito -

Paulistano, nasceu em 26/1/1936. Em 1952, inicia por conta própria seus estudos de desenho, estudando posteriormente com a prof. Alice Moreira. A partir de 1958, foi aluno por seis anos do mestre Edmundo Migliaccio, seu tio, nas técnicas de desenho, pastel e óleo. Desde 1964 pinta profissionalmente, seguindo sua própria intuição na execução de retratos, nus, cenas urbanas, rurais, de gênero e naturezas mortas. Criou para a Industrias Votorantim, motivos para estamparia de tecidos, seguindo as tendências da moda da época. Individuais em 1970 e 1975. Coletivas a partir de 1982, figurando no SPBA-SP e UNAP-SP. JULIO LOUZADA, vol. 3 pág. 739



265 - CARYBÉ (1911 - 1997)

Candomblé - aquarela - 33 x 50 cm - canto inferior direito -

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



266 - ARMANDO VIANNA (1897 - 1988)

"Barra - Ouro Preto" - aquarela - 23 x 32 cm - canto inferior direito - 1943 -
Com a seguinte dedicatória: "À distincta collega Maria Francelina off Arm. Vianna 1943". -

Este grande pintor carioca foi discípulo de Rodolfo Chambelland e Rodolfo Amoedo na antiga Escola Nacional de Belas Artes e de Eurico Alves e Stefano Cavalaro, no Liceu de Arte e Ofícios do Rio de Janeiro. É ainda hoje, considerado um dos maiores aquarelistas brasileiros. Realizou exposições individuais e em todas as principais capitais brasileiras. MEC vol.4, pág.470; JULIO LOUZADA vol.3, pág.186. PONTUAL pág. 538; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



267 - TADASHI KAMINAGAI (1899 - 1982)

Nu - guache - 25 x 20 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, professor, Tadashi Kaminagai nasceu em Hiroshima, Japão e faleceu em Paris, França. Por iniciativa da família, ingressou aos 14 anos num mosteiro budista na cidade japonesa de Kobe. Dois anos depois, viajou para as Índias Ocidentais Holandesas, atual Indonésia, atuando como missionário e agricultor até 1927. Nesse ano, decidido a seguir carreira artística, mudou-se para Paris, onde conheceu o artista Tsugouharu Foujita, que o orientou na pintura. Paralelamente à atividade artística, trabalhou como moldureiro. No início da década de 1930, expôs quadros nos salões parisienses e retornou ao Japão em 1938. Embarcou para o Brasil um ano após a eclosão da Segunda Guerra Mundial trazendo consigo uma carta de recomendação endereçada a Candido Portinari. Fixou residência no Rio de Janeiro e, em 1941, instalou ateliê e oficina de molduras no bairro de Santa Teresa, onde trabalhou e atuou como professor de diversos artistas brasileiros e nipo-brasileiros, como Inimá de Paula, Flavio-Shiró e Tikashi Fukushima, entre outros. Sua primeira exposição individual, por volta de 1945, foi organizada por Portinari no Rio de Janeiro. Em 1947, passou a integrar o Grupo Seibi. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais como a 1ª e 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1951 e 1953). Foi premiado no Rio de Janeiro (1944, 1950). Retornou ao Japão em 1954 e três anos mais tarde voltou a fixar-se em Paris. Viveu entre o Japão, a França e o Brasil, até seu falecimento. ITAU CULTURAL; TEODORO BRAGA, PÁG.134; BENEZIT, VOL.6, PÁG.152; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁG.; MEC, VOL.2, PÁG.401; PONTUAL, PÁG.287; WALTER ZANINI, PÁG. 643; ARTE NO BRASIL; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 506; ACERVO FIEO.



268 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

Guerreiro - escultura em bronze - 77 x 19 x 9 cm - assinado -
Ex coleção Sebastião Alves - Bragança Paulista - SP. -

Escultor, desenhista e pintor paulista nascido em Mococa, SP e falecido no Rio de Janeiro. Mudou-se com a família para Itália, e fixou-se em Roma (1913). Iniciou estudos de desenho e escultura com o professor Loss (1920). Participou de movimentos antifascistas e foi preso (1931) por motivos políticos. Foi extraditado para o Brasil (1935) por intervenção do embaixador brasileiro na Itália. Em 1937, viajou para Paris e frequentou as academias ‘La Grand Chaumière’ e ‘Ranson’, onde estudou com Aristide Maillol e conviveu com Henry Moore, Marino Marini e Charles Despiau. Em 1939, retornou a São Paulo e junto com Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Sérgio Milliet, entre outros, participou do Movimento Modernista; foi um dos membros da Família Artística Paulista e do Grupo Santa Helena. Em 1943, transferiu-se para o Rio de Janeiro. A convite do ministro Gustavo Capanema instalou ateliê no antigo Hospício da Praia Vermelha, onde orientou jovens artistas como Francisco Stockinger. Possui obras em espaços públicos como ‘Monumento à Juventude Brasileira’ (1947), nos jardins do antigo Ministério da Educação e Saúde, atual Palácio Gustavo Capanema - RJ; ‘Candangos’ (1960), na Praça dos Três Poderes, e ‘Meteoro’ (1967), no lago do edifício do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília; ‘Integração’ (1989), no Memorial da América Latina, em São Paulo. Participou das Bienais de Veneza (1950, 1952); participou das I, II, IV e IX Bienais de São Paulo, período em que recebeu o prêmio de melhor escultor brasileiro (1953) e sala especial (1967). MEC, VOL.2, PÁG. 250; PONTUAL, PÁG. 237; MAYER/84, PÁG. 1333; BENEZIT VOL. 5, PÁG. 14; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 715; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 422; www.artprice.com; www.pinturabrasileira.com; www.dec.ufcg.edu.br; www.monumentos.art.br.



269 - STELLA BIANCO (1944)

Burrico - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito - 1981 -

Pintora ativa em São Paulo, tendo participado de diversas exposições. JULIO LOUZADA vol.3, pág. 127.



270 - GUSTAVO ROSA (1946 - 2013)

Balde - óleo sobre tela - 65 x 54 cm - canto inferior direito e dorso - 1980 -

Pintor, desenhista e gravador, Gustavo Machado Rosa nasceu e faleceu em São Paulo. Realizou a sua primeira exposição individual em São Paulo em 1970, tendo já ganho no ano anterior a medalha de ouro e o prêmio de viagem ao exterior no 1º Festival de Artes Interclubes, no Clube Monte Líbano. Em 1974, estudou gravura com o norte-americano Rudy Pozzati, no Museu de Arte Brasileira da Fundação Armando Álvares Penteado. Em 1979 e 1980 participou da Exposição Brasil-Japão em Tóquio. Expôs, em 1979, no Salão Nacional de Artes Plásticas e, em 1980 e 1983, no Panorama da Arte Atual Brasileira, no MAM - SP. Realizou painéis externos, em 1984, na Rua Bela Cintra e, em 1987, na Rua Mario Ferraz, para Tereza Gureg. Em 1990 participou de exposição coletiva no ‘International Museum of 20th Century Arts’, em Los Angeles, Estados Unidos. Lançou, em 1994, uma grife com o seu nome em Nova York. Em 1998, desenvolveu as capas de cadernos escolares da marca Tilibra. Neste mesmo ano executou uma escultura em homenagem a Maria Esther Bueno, na Praça Califórnia, em São Paulo. Em 2000, montou escultura de um gato, sob o Viaduto Santa Efigênia. Recebeu vários prêmios, expôs e participou de eventos em cidades do Brasil e no exterior como também em Nova York, Massachusetts, Tel-Aviv, Lisboa, Berlim, Hamburgo, Barcelona e Paris. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 274; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO; www.artprice.com; www.mercadoarte.com.br.



271 - ANGELO AGOSTINI (1843 - 1910)

Dom Pedro II - desenho a nanquim - 56 x 40 cm - canto inferior esquerdo -

Angelo Agostini nasceu em Vercelli, Itália e faleceu na cidade do Rio de Janeiro, onde residia e era ativo. Caricaturista, ilustrador, desenhista, crítico, pintor, gravador. Estudou desenho em 1858 em Paris, Fixa residência em São Paulo a partir de 1860, e quatro anos depois funda, com Luís Gonzaga Pinto da Gama e Sizenando Barreto Nabuco de Araújo, o semanário liberal Diabo Coxo. Em 1866, cria, com Américo de Campos e Antônio Manuel Reis, o jornal O Cabrião, periódico semanal, no qual publica sátiras sobre a Guerra do Paraguai. Muda-se para o Rio de Janeiro e passa a colaborar no periódico O Arlequim e na revista Vida Fluminense, além de outros periódicos. Durante a campanha abolicionista, Agostini publica na revista a série de caricaturas Cenas da Escravidão, em que, fazendo referência aos passos da paixão, apresenta, em 14 ilustrações, diversas formas de tortura a que eram submetidos os negros cativos. TEODORO BRAGA, pág. 35; LAUDELINO FREIRE, pág. 155; REIS JR., pág. 206; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 17; PONTUAL, pág. 6; TEIXEIRA LEITE,pág. 14; ITAÚ CULTURAL.



272 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Velho com cachimbo - óleo sobre madeira - 50 x 40 cm - centro inferior -
Fiore. -



273 - MANOEL MENACHO (1926 - 2011)

Paisagem - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1990 -

Pintor e gravador ativo em São Paulo, SP, onde participa desde 1959 de vários Salões, entre eles SPBA (1959), Salão de Belas Artes de Santos (1970/1971) e tantos outros. JULIO LOUZADA, vol. 13 pág. 223, Acervo FIEO.



274 - TARSILA DO AMARAL (1890 - 1973)

"Casa do admnistrador" - gravura - P. A. - 26 x 39 cm - canto inferior direito - 1971 -
Esta gravura consta no catálogo Raisonné de Tarsila do Amaral. -

Pintora e desenhista, Tarsila do Amaral nasceu em Capivari, SP e faleceu em São Paulo. Estudou escultura com William Zadig e com Mantovani, em 1916, na capital paulista. No ano seguinte teve aulas de pintura e desenho com Pedro Alexandrino, onde conheceu Anita Malfatti. Ambas tiveram aulas com o pintor Georg Elpons. Em 1920 viajou para Paris e estudou na ‘Académie Julian’ e com Émile Renard. Ao retornar ao Brasil formou em 1922, em São Paulo, o Grupo dos Cinco, com Anita Malfatti, Mário de Andrade, Menotti del Picchia e Oswald de Andrade. Em 1923, novamente em Paris, frequentou o ateliê de André Lhote, Albert Gleizes e Fernand Léger. Foi a criadora de duas das principais tendências ou movimentos de nossa arte nacionalista: o Pau Brasil e o Antropofagia. A convite da Comissão do IV Centenário de São Paulo fez, em 1954, o painel ‘Procissão do Santíssimo’ e, em 1956, entregou ‘O Batizado de Macunaíma’, sobre a obra de Mário de Andrade, para a Livraria Martins Editora. A retrospectiva Tarsila: 50 Anos de Pintura, organizada pela crítica de arte Aracy Amaral e apresentada no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo , em 1969, ajudou a consolidar a importância da artista. TEODORO BRAGA, PÁG. 220; REIS JR., PÁG.388; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 365; MEC, VOL. 4, PÁG. 370; PONTUAL, PÁG. 511; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 492; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 389; ARTE NO BRASIL, PÁG. 577; LEONOR AMARANTE, PÁG. 24; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 958.



275 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Cartão de Natal - desenho a nanquim e aquarela - 50 x 36 cm - centro - 1983 -
Com dedicatória. - Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins. -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



276 - SYLVIO PINTO (1918 - 1997)

"Marinha com dunas" - óleo sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior direito e dorso - 1985 -

Freqüentou o Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro, lá recebendo suas primeiras noções de desenho. Mais tarde, recebe lições do pai - o Pinto das Tintas. Conheceu Pancetti na casa paterna. Em 1938 estudou no Núcleo Bernardelli e a partir de 1940 dedica-se exclusivamente à pintura. Participou de vários Salões de Belas Artes, recebendo inúmeros prêmios. MEC, vol. 3, pág. 419, Acervo FIEO.



277 - EUGÊNIO PRATI (1889 - 1979)

Viajantes - óleo sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior direito -

Escultor, pintor e desenhista, natural de Cerro Veronese, Itália, e falecido em São Paulo-SP. Figura de relevo na escultura paulista, sua produção inclui numerosos crayons e pinturas. Participou de diversos salões, bem como venceu importantes concursos. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 783. MEC vol.3, pág.435/436; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 631.



278 - DOMENICO CALABRONE (1928 - 1999)

Ave - múltiplo em bronze - 20 - 24 x 10 x 4 cm - assinado -

Pintor, escultor, ceramista e joalheiro. Nascido na Calábria, Itália, completou seus estudos artísticos em Roma, no ano de 1951. Fixou-se em São Paulo em 1954, passando e frequentar a Escola de Arte do Museu de Arte Moderna. Sua escultura, hoje conhecida internacionalmente, destaca-se pelo vigor de suas mensagens e pela alta qualidade artística e técnica. JULIO LOUZADA vol.2, pág.194; ITAU CULTURAL; LEONOR AMARANTE, pág. 336; WALTER ZANINI, pág. 770.



279 - DJANIRA DA MOTTA E SILVA (1914 - 1979)

Músico - aquarela - 23 x 17 cm - canto inferior direito -

Pintora, desenhista, ilustradora, cartazista, cenógrafa e gravadora. Djanira da Motta e Silva nasceu em Avaré, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. No final da década de 1930, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde teve suas primeiras instruções de desenho no Liceu de Artes Ofícios e com o pintor Emeric Marcier, hóspede da pensão que Djanira instalou no bairro de Santa Teresa. Os contatos com os artistas Carlos Scliar, Milton Dacosta , Arpad Szenes , Vieira da Silva e Jean-Pierre Chabloz , frequentadores de sua pensão, proporcionaram um ambiente estimulador que a levou a expor no 48º Salão Nacional de Belas Artes, em 1942. No ano seguinte, realizou sua primeira mostra individual, na Associação Brasileira de Imprensa - ABI. Em 1945, viajou para Nova York. De volta ao Brasil, realizou o mural ‘Candomblé’ para a residência do escritor Jorge Amado, em Salvador, e painel para o Liceu Municipal de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Entre 1953 e 1954, viajou a estudo para a União Soviética. De volta ao Rio de Janeiro, tornou-se uma das líderes do movimento pelo Salão Preto e Branco, um protesto de artistas contra os altos preços do material para pintura. Realizou em 1963, o painel de azulejos ‘Santa Bárbara’, para a capela do túnel Santa Bárbara, Laranjeiras, Rio de Janeiro. No ano de 1966, a editora Cultrix publicou um álbum com poemas e serigrafias de sua autoria. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil, EUA e Europa. Foi premiada no Rio de Janeiro (1943, 1944, 1949, 1950 a 1953, 1955, 1963) e em São Paulo (1951, 1955). Participou da 1ª e da 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955). Em 1977, o Museu Nacional de Belas Artes - MNBA, realizou uma grande retrospectiva de sua obra. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 336; PONTUAL, PÁG. 181; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 164; MEC, VOL. 2, PÁG 58; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG, 263; WALTER ZANINI, PÁG. 810; ARTE NO BRASIL, PÁG. 824; ACERVO FIEO.



280 - AGUSTIN SALINAS Y TERUEL (1862 - 1915)

Patos e peru - óleo sobre madeira - 14 x 24 cm - canto inferior esquerdo -
Ex coleção Dr. Rolando Natal Scurzio, São Paulo - SP. - (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor espanhol, estudou em Madri, na Escola Superior de Pintura, e na Academia Espanhola de Roma. Viveu muitos anos na Itália, para onde se transferiu em 1883 e onde mais tarde manteve ateliê com o irmão Pablo Salinas. Segundo José Roberto Teixeira Leite, era um boêmio "despreocupado com os bens materiais e levando vida desorganizada". Obsessivo por viagens, esteve várias vezes na Holanda e mais de uma vez no Brasil, tendo aqui participado da Exposição Geral de Belas Artes de 1910. Consta que também realizou exposições em São Paulo e Rio de Janeiro. Sua obra integra diversos museus da Europa e, no Brasil, o acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo e de coleções particulares. BENEZIT, vol. 9, pág. 249; BOLAFFI, vol. 12, pág. 305; MAYER/84, pág. 1156; TEODORO BRAGA, pág. 210; ANUAIRE DES COTES INTERNATIONAL, pág. 1728; ART PRICE ANNUAL 2000, pág. 2202.



281 - HÉRCULES BARSOTTI (1914 - 2010)

Composição - serigrafia - 33/50 - 27 x 30 cm - dorso -

Pintor, desenhista, programador visual, gravador, nascido em São Paulo, SP . Iniciou-se nas artes em 1926, estudando desenho e composição com o pintor Enrico Vio. Começa a pintar em 1940 e, na década seguinte, realiza as primeiras pinturas concretas, além de trabalhar como desenhista têxtil e projetar figurino para o teatro. Em 1954, com Willys de Castro, funda o Estúdio de Projetos Gráficos, elabora ilustrações para várias revistas e desenvolve estampas de tecidos produzidos em sua tecelagem. Na década de 1960, convidado por Ferreira Gullar (1931), integra-se ao Grupo Neoconcreto do Rio de Janeiro e participa das exposições de arte do grupo realizadas no Ministério da Educação e Cultura, no Rio de Janeiro, e no Museu de Arte Moderna de São Paulo - MAM/SP. Em 1960, expõe na mostra Konkrete Kunst [Arte Concreta], organizada por Max Bill, em Zurique. Hercules Barsotti explora a cor, as possibilidades dinâmicas da forma e utiliza formatos de quadros pouco usuais, como losangos, hexágonos, pentágonos e circunferências. Em sua obra a disposição dos campos de cor cria a ilusão de tridimensionalidade. Entre 1963 e 1965, colabora na fundação e participa do Grupo Novas Tendências, em São Paulo. Em 2004, o MAM/SP organiza uma retrospectiva do artista. JULIO LOUZADA, vol. 1, pag. 98; ITAU CULTURAL



282 - GASTÃO FORMENTI (1894 - 1974)

Cabo Frio - óleo sobre eucatex - 45 x 60 cm - canto inferior direito - 1964 -

Pintor nascido em Guaratinguetá-SP. Após iniciar-se em arte com Pedro Strina, em São Paulo, foi residir no Rio de Janeiro, onde, com seu pai, dedicou-se à execução de vitrais. Recebeu medalhas de bronze e de prata no SNBA, do qual ainda participava em 1961. TEODORO BRAGA, pág. 98; WALMIR AYALA vol.1, pág.317; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



283 - JUAREZ MACHADO (1941)

Festa - serigrafia colada em madeira - 55/100 - 97 x 69 cm - canto inferior direito -

Nasceu em Joinville, SC. Atualmente reside e trabalha em Paris, França, onde mantem ateliê. Pintor, escultor, desenhista, caricaturista, jornalista, cenógrafo, escritor e ator. Desenvolveu sólida carreira como desenhista de charges de humor. Sua arte essencialmente criativa, vai do lirismo à violência, da análise microscópica ao extravasamento onírico. Entre as exposições de que participa, destacam-se: 9ª Bienal Internacional de São Paulo, 1967; Zona Gallery, Nova Iorque (Estados Unidos), 1981; Retrospectiva Quatro Artistas da Geração 60, no MAC/PR, Curitiba, 1987; Châteaux Bordeaux, no Centro Georges Pompidou, Paris, 1988; Retrospectiva, no MAC/Joinville, 1990; Arte na América Latina: 100 Anos de Produção, no Instituto Estadual de Artes Plásticas da UFRGS, Porto Alegre, 1996. "Juarez Machado expõe a natureza humana, olha, registra, interpreta, ilumina, focaliza. É o mundo dos humanos, mas não é o mundo do juiz dos homens. Aqui não estamos no Juízo Final. Juarez é o artista contemporâneo, ele tem este olhar elaborado pela ciência, o grau de consciência reflexiva. Podemos dizer deste ponto de vista, que esta obra humanística e esta atitude de intensa pesquisa confere ao seu trabalho um caráter anti-medieval." Jacob Klintowitz in: "Juarez Machado - Copacabana 100 Anos, Ed. Simões de Assis, 1992." JULIO LOUZADA vol.11, pág. 186; PONTUAL, pág.284; Acervo FIEO; ITAU CULTURAL; MEC, vol. 3; TEIXEIRA LEITE, pág. 298. Acervo FIEO.



284 - CARMÉLIO CRUZ (1924)

Maternidade - óleo sobre tela - 61 x 50 cm - canto inferior direito - 1976 -
Com etiqueta de Samarte Empreendimentos Artísticos - Rio de Janeiro, RJ - no dorso. -

Natural de Canindé, CE. Pintor e desenhista iniciou suas atividades artísticas em sua terra natal. De 1947 a 1950 lecionou desenho no Rio, na Associação Brasileira de Desenho. Fixou-se em São Paulo a partir de então, participando de diversas Bienais até 1967 e nos SNAM, de 1959 a 1963, recebendo diversas premiações. Expôs individualmente em diversas cidades do País. Sobre sua obra, assim se referiu Theon Spanudis (1965): "Partindo de algumas experiências plásticas de Paul Klee, desenvolveu nos últimos anos uma pintura sui-generis, que se caracteriza pelo feliz casamento de dois elementos diferentes, senão opostos (...) Um elemento rítmico, linear que invade a tela e a subdivide em segmentos rítmicos, e um elemento cromático, difuso", encontrando nas suas obras "evocações poéticas de muros antigos, muros abandonados, muros com musgo, e a melancolia de cidadezinhas do interior (...) com seus humildes casebres ritmicamente seriados." MEC, vol. 1, pág. 498; PONTUAL, pág. 152; WALMIR AYALA, vol. 1, págs. 224/226; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 697; LEONOR AMARANTE, pág. 18; Acervo FIEO.



285 - THÉO (DJALMA PIRES FERREIRA) (1901 - 1980)

Velhas raposas - desenho a nanquim e aquarela - 34 x 26 cm - centro inferior -

Caricaturista, Djalma Pires Ferreira, conhecido como Théo, nasceu na Bahia e veio para o Rio de Janeiro com 21 anos. Publicou seus primeiros trabalhos na "Tarde" (1918 a 1922) e no "Diário de Notícias", Seção Esportes (1919). Foi o divulgador da "Bola do Dia" das colunas de "O Globo" e colaborou no "Malho", "Careta", "Fon-Fon", outras revistas e jornais do Rio de Janeiro e na "Cigarra", em São Paulo. Exposições póstumas: São Paulo (1997, 2003); Belo Horizonte, MG (1997); Campinas, SP (1997); Brasília, DF (1998). ITAU CULTURAL; MEC VOL. 4, PÁG. 384; CARICATURISTAS BRASILEIROS, 1836 - 2001 PÁG. 120.



286 - ANTONIO BANDEIRA (1922 - 1967)

Composição - técnica mista sobre cartão - 29 x 42 cm - canto inferior direito -
Ex coleção Isaac Ficz, Rio de Janeiro - RJ. -

Pintor, desenhista, gravador, nascido em Fortaleza, CE e falecido em Paris, onde viveu a maior parte de sua vida. É um dos pioneiros da arte abstrata no Brasil. Iniciou-se na pintura como autodidata. Em 1941, em Fortaleza, participou, ao lado de Mário Baratta, entre outros, da criação do Centro Cultural de Belas Artes depois, Sociedade Cearense de Artes Plásticas. Em 1945, transferiu-se para o Rio de Janeiro e, no ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual. Contemplado pelo governo francês com bolsa de estudos, permaneceu em Paris de 1946 a 1950 onde frequentou a Escola Nacional Superior de Belas Artes e a ‘Académie de la Grande Chaumière’. Entre 1947 e 1948 participou do ‘Salon d'Automne’ e do ‘Salon d'Art Libre’. Tomou parte em reuniões de artistas e formou o Grupo Banbryols (ban de Bandeira; bry de Camille Bryen; e ols de Wols), que durou de 1949 a 1951. Voltou ao Brasil em 1951 e apresentou-se na 1ª Bienal Internacional de São Paulo. Em 1952, criou um mural para o Instituto dos Arquitetos do Brasil, em São Paulo. Retornou a Paris em 1954 em razão do Prêmio Fiat, obtido na 2ª Bienal Internacional de São Paulo, mas não deixou de expor no Brasil. Permaneceu na Europa até 1959, passando pela Inglaterra e Bélgica, onde, em 1958, realizou um painel para o ‘Palais des Beaux-Arts’. Ao retornar ao Brasil teve uma atividade artística intensa, participou de importantes exposições, em paralelo a mostras em Paris, Munique, Verona, Londres e Nova York. Voltou a Paris em 1965, onde permaneceu até sua morte. BENEZIT, VOL.1, PÁG.415; MEYER/87, PÁG.606; MEC, VOL.1, PÁGS.159,160 E 167; PONTUAL, PÁGS. 48 E 49; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁGS. 71 A 74; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 52 A 54; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; ARTE NO BRASIL, PÁG. 599; LEONOR AMARANTE, PÁG. 34; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 86; ACERVO FIEO; web.artprice.com; pitoresco.com; pinturabrasileira.com.



287 - ARTHUR LUIS PIZA (1928)

"Sans titre" - gravura - 14/100 - 49 x 39 cm - canto inferior direito - 1953 -
Complemento de técnica: água tinta. Reproduzido sob o número 22 do livro "Piza: catálogo geral da obra gravada". Reproduzido sob o nº 39 em catálogo de leilão de Soraia Cals, Rio de Janeiro - RJ, realizado em novembro de 2014. -

Gravador, desenhista, pintor e escultor, nasceu em São Paulo, SP. Assina Piza. Iniciou a formação artística em 1943, estudando pintura e afresco com Antonio Gomide. Após participar da 1ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1951, viajou para a Europa e passou a residir em Paris. Freqüentou o ateliê de Johnny Friedlaender, aperfeiçoando-se nas técnicas de gravura em metal. Realizou muitas exposições individuais e coletivas, participou de vários Salões oficiais e obteve importantes prêmios: Bienal Internacional de São Paulo (1953, 1959); Trienal de Grenchen, Suíça (1961); Bienal de Liubliana, atual Eslovênia (1961); Exposição Internacional de Havana, Cuba (1965); Bienal de Santiago do Chile (1965); Bienal de Veneza (1966); Bienal de Cracóvia, Polônia (1970); Bienal Internacional de Florença, Itália (1970); Bienal de San Juan, Porto Rico (1970, 1979); Mostra de Gravura, Curitiba – PR (1978); Bienal da Cidade do México (1980). No fim dos anos 1980, cria um mural tridimensional para o Centro Cultural da França, em Damasco, Síria. Em 2002, são apresentadas na Pinacoteca do Estado de São Paulo e no Museu de Arte do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, duas amplas retrospectivas de sua obra. BENEZIT VOL. 8, PÁG. 370; MEC, VOL. 3, PÁG. 422; PONTUAL, PÁG. 428/29; JÚLIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 773; VOL. 2, PÁG. 823; VOL. 4, PÁG.899; VOL.6, PÁG. 896; VOL.13, PÁG. 268; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, PÁG. 855; LEONOR AMARANTE, PÁG. 75; ACERVO FIEO; artfacts.net; artcyclopedia.com; artnet.com; artprice.com



288 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

Banhista - escultura em bronze - 32 x 8 x 6 cm - assinado -

Escultor, desenhista e pintor paulista nascido em Mococa, SP e falecido no Rio de Janeiro. Mudou-se com a família para Itália, e fixou-se em Roma (1913). Iniciou estudos de desenho e escultura com o professor Loss (1920). Participou de movimentos antifascistas e foi preso (1931) por motivos políticos. Foi extraditado para o Brasil (1935) por intervenção do embaixador brasileiro na Itália. Em 1937, viajou para Paris e frequentou as academias ‘La Grand Chaumière’ e ‘Ranson’, onde estudou com Aristide Maillol e conviveu com Henry Moore, Marino Marini e Charles Despiau. Em 1939, retornou a São Paulo e junto com Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Sérgio Milliet, entre outros, participou do Movimento Modernista; foi um dos membros da Família Artística Paulista e do Grupo Santa Helena. Em 1943, transferiu-se para o Rio de Janeiro. A convite do ministro Gustavo Capanema instalou ateliê no antigo Hospício da Praia Vermelha, onde orientou jovens artistas como Francisco Stockinger. Possui obras em espaços públicos como ‘Monumento à Juventude Brasileira’ (1947), nos jardins do antigo Ministério da Educação e Saúde, atual Palácio Gustavo Capanema - RJ; ‘Candangos’ (1960), na Praça dos Três Poderes, e ‘Meteoro’ (1967), no lago do edifício do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília; ‘Integração’ (1989), no Memorial da América Latina, em São Paulo. Participou das Bienais de Veneza (1950, 1952); participou das I, II, IV e IX Bienais de São Paulo, período em que recebeu o prêmio de melhor escultor brasileiro (1953) e sala especial (1967). MEC, VOL.2, PÁG. 250; PONTUAL, PÁG. 237; MAYER/84, PÁG. 1333; BENEZIT VOL. 5, PÁG. 14; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 715; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 422; www.artprice.com; www.pinturabrasileira.com; www.dec.ufcg.edu.br; www.monumentos.art.br.



289 - CLAUDIO GONÇALVES (1958)

"Nu" - óleo sobre tela - 50 x 40 cm - canto inferior direito e dorso -

Desenhista, pintor e professor nascido em Ourinhos, SP. Teve aulas de desenho no Ateliê Leandro Frediani em Amparo, SP (1966). Em 1968 mudou-se para São Paulo. Frequentou a Escola Panamericana de Artes (1978) onde teve aulas com Paulo Nesadal (1980); aulas de desenho com Círton Genaro (1981) e aulas de gravura com Romildo Paiva (1987) no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo. Estudou também no ateliê de Manoel M. Menacho (1989 a 1999). Realizou exposições individuais em São Paulo (1997, 2001, 2004, 2007, 2008, 2010) e participou de mostras e Salões oficiais em: Marília, SP (1983); Santo André, SP (1985); Presidente Prudente, SP (1988); São João da Boa Vista, SP (1998); São Paulo (2001, 2003, 2012); Santa Bárbara D’Oeste, SP (2008); Guarulhos, SP (2013); Atibaia, SP (2014). Foi premiado em: Marília, SP (1983); Santo André, SP (1985); Prêmio Paleta Internacional Brasil/Extremo Oriente (1986); Arceburgo, MG (2012, 2013). ITAU CULTURAL; www.claudiogoncalves.com.



290 - BENEDITO CALIXTO DE JESUS (1853 - 1927)

Paisagem - óleo sobre tela - 27 x 50 cm - não assinado -
Com expertise firmada por Celso Calixto Rios em 29 de setembro de 2011. -

Pintor, professor, historiador, ensaísta, nascido em Conceição de Itanhaém, SP e falecido em São Paulo. Transferiu-se para Brotas, SP, onde adquiriu noções de pintura com o tio Joaquim Pedro de Jesus, ao auxiliá-lo na restauração de imagens sacras de uma igreja local. Realizou sua primeira individual em São Paulo, no ano de 1881. Fixou-se por algum tempo em Santos e depois de ter executado a decoração do Teatro Guarani, partiu para Paris em 1883, estudando na Academia Julian e no ateliê de Jean François Raffaëlli. Retornou ao Brasil em 1885 e passou a residir em São Vicente. Produziu inúmeras marinhas em que representa o litoral paulista; realizou diversos painéis de temas religiosos para igrejas na capital e interior do Estado de São Paulo; pintou vistas de antigos trechos das cidades de São Paulo, Santos e São Vicente para o Museu Paulista da Universidade de São Paulo, por encomenda do diretor do museu o historiador Afonso d´Escragnolle Taunay. Dedicou-se também a estudos históricos da região e à preservação de seu patrimônio e publicou, entre outros, os livros 'A Vila de Itanhaém' (1895) e 'Capitanias Paulistas' (1924). Existem obras suas nos acervos de diversos museus brasileiros. TEODORO BRAGA PÁG. 51; REIS JR PÁG. 214; LAUDELINO FREIRE PÁG. 387; PONTUAL PÁG. 68/69; MEC VOL.1, PÁG. 326/327; WALMIR AYALA VOL.1, PÁG.153; MAYER/83 PÁG. 601; TEIXEIRA LEITE PÁG. 97; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 505; ARTE NO BRASIL PÁG. 599, RUTH TARASANTCHI; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 172.



291 - EURIDYCE BRESSANI (1906 - 1992)

Domingo à tarde - desenho a nanquim - 23 x 32 cm - canto inferior direito -

Desenhista natural da cidade do Rio de Janeiro, onde nasceu a 5/11/1906. Autodidata, começou a desenhar em 1957, depois de aposentada, pois segundo ela o desenho lhe fazia companhia. Evoca cenas e tipos de sua infância. Em 1961 foi premiada pela melhor ilustração de livros obtida com o romance Memórias de um Sargento de Milícias. Ilustrou diversos outros importantes livros de autores nacionais. Possui obras em vários museus, como MAM-RJ e MAM-Bahia. Julio Louzada lista as diversas e importantes exposições de que participou. JULIO LOUZADA, vol. 2 pág. 377



292 - MARIA DEL CARMEN PEREZ SOLA (XX)

Menina - gravura - 12/111 - 45 x 29 cm - canto inferior direito - 1992 -

Gravadora e professora nascida na cidade argentina de Santa Rosa (La Pampa). Formou-se na Escola Provincial de Belas Artes da Argentina, em 1981. Transferiu-se para o Brasil em 1968, quando fundou o Clube de Estampa do Núcleo dos Gravadores de São Paulo. Coordenadora do Departamento de Artes Gráficas do MAM-SP. Primeira exposição em 1962. JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 962



293 - MANOEL SANTIAGO (1897 - 1987)

Praça XV - óleo sobre tela - 38 x 46 cm - canto inferior esquerdo -

Manoel Colafante Caledônio de Assumpção Santiago nasceu em Manaus, AM e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, desenhista e professor. Mudou-se para Belém em 1903 e iniciou estudos de pintura. Desde 1916 já praticava a arte não figurativa. Em 1919 transferiu-se para o Rio de Janeiro, cursou Direito e frequentou a Escola Nacional de Belas Artes, onde foi aluno de Rodolfo Chambelland e Baptista da Costa. Na época, teve aulas particulares com Eliseu Visconti. Foi casado com a pintora Haydeá Santiago. Participou em 1927 do Salão Nacional de Belas Artes e recebeu o prêmio viagem ao exterior, entre vários outros. Foi para Paris no ano seguinte, e lá permaneceu por cinco anos. De volta ao Rio de Janeiro, em 1932, tornou-se professor do Instituto de Belas Artes. Em 1934, passou a lecionar pintura e desenho no Núcleo Bernardelli, figurando entre seus alunos José Pancetti, Edson Motta, Bustamante Sá, Ado Malagoli, Rescála e Milton Dacosta. Participou da I Bienal Internacional de São Paulo (1951) e do 8º Panorama da Arte Brasileira (1976). PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, VOL. 1, PÁG. 241; TEODORO BRAGA, PÁG. 211; CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO DE PAISAGEM BRASILEIRA, MEC-MNBA /RIO/1944; MAYER/84, PÁG. 1158; REIS JR, PÁG. 378; PONTUAL, PÁG. 473; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 292; ITAÚ CULTURAL, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 865; ACERVO FIEO.



294 - DUMAS SEIXAS (1958)

Composição - técnica mista sobre papel - 23 x 30 cm - canto inferior direito -

Antônio Carlos Dumas Seixas nasceu e cresceu em Belém, PA. Transferiu-se para São Bernardo do Campo, SP onde vive e trabalha. Realizou exposições individuais em: Belém, PA (1986, 2001, 2003); São Paulo (1992, 1996, 2011); Havana, Cuba (1992); São Bernardo do Campo, SP (2000, 2010); Rio de Janeiro (2013). Tem participado de muitas mostras e Salões oficiais, entre as quais: IV Bienal Nacional de Santos, Santos - SP (1993); V Bienal de Santo André - Dumas Gráfico - sala especial (2010). Foi premiado no: 1º Salão Paraense de Arte Contemporânea - Belém, PA (1992); no 2º Salão de Artes Plásticas de São Bernardo do Campo, SP (1992); no Salão de Arte Contemporânea - Santo André, SP (2001). Em 2003 foi bolsista de projeto para Criação Artística do Instituto de Artes do Pará (IAP), Belém - PA. ITAU CULTURAL; www.dumasseixas.com/dumas.



295 - ANTONIO CARPENTIERI (1930 - 1987)

Porto - óleo sobre eucatex - 28 x 41 cm - canto inferior direito e dorso - 1978 - Rio de Janeiro -
Com etiqueta de Academus Galeria de Arte, Al. Lorena, 1918, São Paulo - SP, no dorso. -

Natural de Nápoles, Itália, Carpentieri foi descendente de família abastada, há três gerações ligadas às artes plásticas. No Brasil desde 1952, tornou-se aluno de Angelo Cannone, Briante e De Corsi. Expôs diversas vezes com excelente crítica na Itália, cujas galerias e museus possuem obras suas. JULIO LOUZADA, vol.1, pág.215; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 176; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO.



296 - JOSÉ BENEVENUTO MADUREIRA (1903 - 1976)

Barcos - óleo sobre madeira - 23 x 33 cm - canto inferior esquerdo -

Nascido em Sorocaba / SP, radicou-se em Santos onde foi ativo em sua arte. Estudou com Campos Ayres e Enrico Vio. Participou de coletivas no Salão Paulista de Belas Artes / SP, Salão Nacional de Belas Artes / RJ e Salão de Belas Artes / Santos/SP, tendo recebido diversos prêmios. Tem obras na Pinacoteca do Estado de São Paulo, Palácio e Prefeitura de São Paulo. MEC, vol. 3, pág. 36; JULIO LOUZADA, vol.1, pág. 566, Acervo FIEO.



297 - BENJAMIN SILVA (1927)

"Cais" - óleo sobre eucatex - 48 x 48 cm - canto inferior direito e dorso - 2004 -

Cearense de Juazeiro, Benjamin Silva antes de se mudar para o Rio de Janeiro, então com 20 anos, foi seringueiro no Amazonas. Foi aluno de Inimá de Paula na Escola do Povo, nos idos de 1950. Inicialmente figurativista, após 1963 adota uma linha de expressionismo agressivo. Sua pintura passeou também pelo surrealismo. MEC, vol.4, pág.246; TEIXEIRA LEITE, pág.70; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 697; ARTE NO BRASIL, pág. 943.



298 - SONIA EBLING (1926 - 2006)

Adriana - escultura em bronze - 20 x 16 x 13 cm - assinado -

Nascida em Taquara, RS, SONIA EBLING consagrou-se como escultora e pintora. Participou da I Bienal de São Paulo. Premiada com viagem ao exterior no I SNAM. Morou em Paris 15 anos, onde frenquentou ateliês de artistas importantes e onde aperfeiçoou a sua importante e bela obra. MEC, vol. 2, pág. 89; PONTUAL, pág. 187; JULIO LOUZADA, vol 13, pág. 119; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 720; ARTE NO BRASIL, pág. 868; RGS, pág. 454.



299 - FERNANDO FERNANDES (1959)

Composição - acrílico sobre tela - 100 x 100 cm - dorso - 2010 -

Artista plástico de formação em São Paulo no Ateliê Livre do Museu Lasar Segall, no IADE e na Escola Superior de Propaganda e Marketing. Atualmente é curador da Casa da Cultura de Paraty, RJ e divide o ateliê Studio Bananal com Sergio Atilano desde 1993. Realizou exposição individual em São Paulo (1988) e tem participado de várias mostras e Salões oficiais. Foi premiado em Paraty, RJ, em 2012 e 2013.



300 - MARIA DA PAZ (1944 - 1976)

Barcos - óleo sobre tela - 70 x 100 cm - canto inferior direito - 1973 -

Natural de São Paulo, Capital, onde nasceu a 13 de agôsto de 1944. Estudou com Anita Vinocour (1975), Ari Saponara (1975-1977), Jean Luis Pierre Blanc (1979-1980) e José Urrutia Roha (1985-1986). Premiada em Lisboa, a artista tem iniciada sua ascenção no cenário internacional, conseguindo posteriormente catalogação no dicionário de artes da UNESCO e inclusão em anuários de arte internacional. A artista classifica seu trabalho em três fases: acadêmica, surrealista e contemporânea. Expõe individualmente desde 1985 e coletivamente a partir de 1983, com premiações. JULIO LOUZADA vol.9, pág. 240.



301 - HARRY BECKER (1865 - 1928)

Paisagem - óleo sobre tela - 60 x 80 cm - canto inferior esquerdo -
No estado. - (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista da Escola Inglesa nascido em Colchester - Essex, Inglaterra. Estudou na Academia de Antuérpia e no ateliê de Carolus Duran em Paris. Por um tempo viveu com a família em Londres, mudou-se para Suffolk (1912) vivendo primeiro em Wenhaston e depois em Darsham. Participou de exposições oficiais, a partir de 1885, na ‘Royal Academy’, na ‘Sufolk Street’ e na New-Water-Color Socity’ de Londres. Em 1908 projetou os murais para a loja de departamentos Selfridges em Londres. BENEZIT VOL. 1, PÁG. 564; visualarts.britishcouncil.org; www.artprice.com; www.bbc.co.uk; www.artnet.com; www.wildlifeartgallery.com.



302 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Camponês - óleo sobre tela - 26 x 18 cm - não assinado -



303 - CARLOS ZILIO (1944)

Composição - litografia - 33/100 - 20 x 29 cm - dorso - 1995 -

Pintor, professor e escritor. Carlos Augusto da Silva Zilio nasceu no Rio de Janeiro. Estudou, a partir de 1963, no Instituto de Belas Artes do Rio de Janeiro, onde foi aluno de Iberê Camargo. Em 1975, tornou-se um dos editores da revista’ Malasartes’. Sua produção dos anos 1960 e 1970 revelou um amplo sentido de crítica social. Em 1976, em razão de perseguição política, viajou para Paris (1976) onde concluiu doutorado em artes na Universidade de Paris VIII (1980) e voltou para o Brasil. Foi um dos fundadores da revista ‘Gávea’, da qual foi editor responsável entre 1984 e 1996. Fez pós-doutorado com Hubert Damisch, na École des Hautes Études en Sciences Sociales, em Paris (1992). Realizou diversas exposições individuais, entre as quais: ‘Arte e Política 1966-1976’, nos Museus de Arte Moderna do Rio de Janeiro, de São Paulo e da Bahia (1996 e 1997), ‘Carlos Zilio’, no Centro de Arte Hélio Oiticica (Rio de Janeiro, 2000), Pinturas sobre papel, no Paço Imperial (Rio de Janeiro, 2005), na Estação Pinacoteca (São Paulo, 2006), no Museu de Arte Contemporânea do Paraná (Curitiba, 2010), no Centro Universitário Maria Antonia (São Paulo, 2010) e no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (2011). Participou de algumas das principais exposições brasileiras da década de 1960: ‘Opinião 66’ e ‘Nova Objetividade Brasileira’ - ambas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, as Bienais de São Paulo (1967, 1989, 2010), a Bienal de Paris (1977), a Bienal do Mercosul (2005) e Tropicália, apresentada em Chicago, Londres, Nova York e Rio de Janeiro; a exposição ‘Brazil Imagine’ no Astrup Fearnley Museet, Oslo 2013 e MAC Lyon, 2014. ITAUCULTURAL; www.pinacoteca.org.br; www.artbaselmiamibeach-online.com; www.macniteroi.com.br; www.mac.pr.gov.br; www.carloszilio.com; www.artprice.com.



304 - FLÁVIO DE CARVALHO (1899 - 1973)

Composição - gravura - H. C. - 50 x 35 cm - canto inferior direito - 1972 -

Pintor, desenhista, escultor, cenógrafo, engenheiro civil, arquiteto e escritor. Educou-se na Inglaterra. Foi um dos pioneiros da arquitetura moderna no Brasil. Figura polêmica e provocativa, teve vida cultural bastante agitada. Participou em diversas bienais e exposições nacionais e internacionais. TEODORO BRAGA, pág. 95/96/97; REIS JR., pág. 379; PONTUAL, pág. 113/114; MEC, vol.1, pág. 363; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 177.; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 478; ARTE NO BRASIL, pág. 746; LEONOR AMARANTE, pág. 28; Acervo FIEO.



305 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulata - desenho a caneta esferográfica - 23 x 15 cm - não assinado -
Com certificado de autenticidade firmado pelo Prof. Dr. José Roberto Teixeira Leite, datado de 02 de maio de 1976. -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



306 - GIOVANNI FATTORI (1825 - 1905)

Carro de Bois - aquarela - 24 x 30 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e gravador nascido em Livorno e falecido em Florença, ambas na Itália. De origem humilde e modesta, começa a pintar em sua cidade natal e vai para Florença, em 1846, trabalhar no ateliê de Giuseppe Bezzuoli, antes de se inscrever na Academia. Em 1869 foi nomeado professor da Academia de Florença. É considerado o principal representante dos 'macchiaioli'. Expôs em Munique, Viena e Filadélfia, onde ganhou medalhas. Em Paris, recebeu uma menção honrosa em 1889 e uma medalha de ouro na Exposição Universal, em 1900. Possui obras em vários museus da Europa. BENEZIT, VOL.4, PÁG. 282; ART PRICE; ART VALUE; ART NET.



307 - FELISBERTO RANZINI (1881 - 1976)

Porto de areia - óleo sobre tela colada em cartão - 20 x 31 cm - canto inferior esquerdo -

Arquiteto, desenhista e escritor, Felisberto Ranzini nasceu em Mântua, Itália e faleceu em São Paulo - SP. Sobresaiu-se principalmente na técnica de aquarela, na qual se especializou. Suas composições em óleo são claras e detalhadas, quase que miniaturistas. JULIO LOUZADA, vol 1, pág. 805; MEC vol.4, pág. 26, RUTH TARASANTCHI.



308 - LOTHAR CHAROUX (1912 - 1987)

Linhas - serigrafia - 17/50 - 29 x 29 cm - canto inferior direito - 1974 -

Pintor, desenhista e professor austríaco, natural de Viena. Assinava Charoux. Iniciou os estudos artísticos com seu tio, o escultor austríaco Siegfried Charoux. Transferiu-se para o Brasil em 1928, fixando residência em São Paulo. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios da cidade onde conheceu Valdemar da Costa, com ele fazendo aprendizado de pintura a partir de 1940. Posteriormente passa a lecionar desenho no Liceu de Artes e Ofícios e no SENAI. Em 1947, realizou sua primeira exposição individual, na Galeria Itapetininga. Em 1952, participou da fundação do Grupo Ruptura, ao lado de Waldemar Cordeiro, Geraldo de Barros, Anatol Wladyslaw e outros. Com Hermelindo Fiaminghi e Luiz Sacilotto , cria a Associação de Artes Visuais NT - Novas Tendências, em 1963. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras oficiais nacionais como a Bienal Internacional de São Paulo (I a IX, XII, XIII), Panorama da Arte Atual Brasileira (1º ao 3º, 6º, 9º, 11º, 12º) e no exterior. É homenageado com retrospectiva no Museu de Arte Moderna de São Paulo e no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro em 1974. Em 2005, é publicado o livro ‘Lothar Charoux: A Poética da Linha’, pela historiadora de arte Maria Alice Milliet. PONTUAL, PÁG. 131; MEC VOL. 1, PÁG. 433; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 254; VOL. 9, PÁG.207; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 645; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; ACERVO FIEO.



309 - CARLOS LEÃO (1906 - 1982)

Casal - desenho a nanquim e aquarela - 26 x 19 cm - canto inferior direito -

Arquiteto, pintor e desenhista ativo no Rio de Janeiro. Participou com Lucio Costa no projeto do edifício sede do Ministério de Educação do Rio de Janeiro (1937). Excepcional desenhista, praticou igualmente a pintura, sempre fiel a uma só temática - "a mulher, seu corpo, seu mundo de amor, sexo e poesia". MEC, vol. 2, pág. 462/3; TEIXEIRA LEITE, pág. 281; PONTUAL, PÁG. 303; JULIO LOUZADA VOL.11, PÁG.171; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 602; ARTE NO BRASIL, pág. 746.



310 - PAULO VALLE JÚNIOR (1889 - 1958)

Paisagem - óleo sobre papel colado em cartão - 23 x 35 cm - canto inferior direito - 1950 -

Assina Valle Jr. Pintor e desenhista nascido em Pirassununga, SP e falecido em São Paulo. Ingressou no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo em 1902, onde estudou com Oscar Pereira da Silva até 1906. Nesse ano viajou para Paris, com bolsa de estudo concedida pelo governo do Estado de São Paulo, frequentou a ‘Académie Julian’ - Paris e foi aluno dos pintores Marcel André Baschet, Jean-Paul Laurens e Henri Paul Royer. O Estado de São Paulo lhe concedeu mais uma bolsa de estudo (1913) e foi para a Europa onde ficou até 1915. Teve uma relevante participação no processo de profissionalização dos artistas em São Paulo, na criação da Sociedade Paulista de Belas Artes, em 1924, no debate sobre a criação do Departamento Histórico e Artístico do Estado de São Paulo e na fundação do Sindicato dos Pintores de São Paulo, primeiro do gênero no Brasil. Entre 1937 e 1954, ocupou a presidência do Salão Paulista de Belas Artes e participou da comissão organizadora e do júri de seleção de várias edições do evento. Entre 1948 e 1952, passou nova temporada na ‘Académie Julian’, com apoio de Irene e Freddy Keller, seus parentes, que receberam parte da sua produção do período pelo custeio da viagem. Além de ter participado de várias mostras oficiais, apresentou uma exposição retrospectiva na Galeria Prestes Maia, em São Paulo, em 1956. TEODORO BRAGA PÁG. 187; REIS JUNIOR PÁG. 373; MEC VOL. 4, PÁG. 441; PONTUAL PÁG. 531; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO, RUTH TARASANTCHI; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 1019; www.artprice.com.



311 - TOMÁS SANTA ROSA (1909 - 1956)

Oleiras - desenho a nanquim - 43 x 58 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor, gravador, cenógrafo e professor. Oriundo da Paraíba, onde nasceu, fixou-se no Rio de Janeiro, iniciando em 1930 sua bem sucedida carreira de ilustrador de obras de autores estrangeiros e brasileiros, que inclui, dentre outros, Graciliano Ramos, José Lins do Rêgo, Jorge Amado, Castro Alves e muitos outros. Sua obra tem reconhecimento nacional e unanimidade de crítica, havendo se destacado em todas as áreas das artes que praticou. PONTUAL, pág. 472; TEIXEIRA LEITE, pág. 460; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 572; LEONOR AMARANTE.



312 - DORIVAL CAYMMI (1914)

Marinha - óleo sobre tela - 38 x 46 cm - canto inferior direito -

Compositor, cantor e pintor bahiano. Sua fama como compositor corre o País e o mundo, mas não muitos tem conhecimento de que quando se propõe a pintar um quadro, o faz tão bem quanto as letras de suas músicas. É considerado um dos grandes nomes do panorama cultural brasileiro contemporâneo, pela sua originalidade, riqueza de inspiração e fusão de todos os elementos emocionais e pitorescos do cenário praiano nordestino. JULIO LOUZADA, vol 1, pág 247



313 - JACQUES CHAPIRO (1887 - 1972)

Nus - óleo sobre tela - 58 x 44 cm - canto inferior esquerdo -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e professor nascido em Dvinsk - Rússia, filho de um escultor de madeira. Começou sua formação artística aos dez anos e estudou em várias academias de Belas Artes (Cracóvia, Kiev, Leningrado). Estabeleceu-se em Moscou (1921) onde também trabalhou nos projetos decorativos e de construção do Teatro Meyerhold. Mudou-se para Paris (1925) e, em 1926, participou do Salão dos Independentes, das Tulherias, do ‘Salon d’Automne’, do ‘Surindependants’. Suas obras podem ser encontradas em museus de: Chicago, EUA; Moscou, Rússia e Paris - Jeu de Paume, França. BENEZIT VOL. 2, PÁG. 663; www.ecole-de-paris.fr; www.artprice.com; artist.christies.com; www.braitman.com; www.bbc.co.uk.



314 - CHICO ANYSIO (1931 - 2012)

Marinha - óleo sobre tela - 38 x 46 cm - canto inferior direito -

Natural de Maranguape, Ceará, este famoso artista e humorista, conhecido pela suas múltiplas facetas, também nos surpreende com suas marinhas, de cores suaves de composição harmoniosa. JULIO LOUZADA, vol.3 pág. 58



315 - INOS CORRADIN (1929)

Menina - óleo sobre tela - 65 x 40 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor, desenhista, gravador, escultor e cenógrafo, nascido em Vogogna, Itália. Por volta de 1932 mudou-se com a família para Castelbaldo - Padova, onde, em 1945, estudou pintura com professor Tardivello. Em 1947 colaborou com o pintor Pendin na execução de um mural referente aos mártires da resistência italiana em Castelbaldo. Veio, em 1950, para Jundiaí e São Paulo onde fez parte do núcleo artístico Cooperativa em São Paulo, dirigido pelo pintor argentino Oswaldo Gil Navarro. Executou cenários para o Ballet do IV Centenário de São Paulo, em 1954. Em 1979 foi contratado para pintar um cenário para o Teatro de Rovigo, Itália. Realizou diversas exposições individuais, participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais pelo Brasil e pelo mundo. Foi premiado em Paris (1975) e em Ferrara, Itália (1976). JULIO LOUZADA, VOL. 11, PÁG. 152; PONTUAL, PÁG. 143; MEC, VOL. 1, PÁG. 448; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 215; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; inoscorradin.com.br.



316 - INNOCÊNCIO BORGHESE (1897 - 1985)

Itanhaém - óleo sobre eucatex - 19 x 31 cm - canto inferior direito - 1950 -

Pintor e professor paulista, participante do Salão Paulista de Belas Artes, de 1935 a 1961. Diversas exposições individuais e coletivas, com muitas premiações. Pintou muitas paisagens tendo como tema a cidade de São Paulo. TEODORO BRAGA, pág 56; MEC, vol. 1, pág. 251; Acervo FIEO.



317 - ANTONIO GOMIDE (1895 - 1967)

Coche - aquarela - 21 x 28 cm - canto inferior direito -

Pintor, escultor, decorador e cenógrafo. Antonio Gonçalves Gomide nasceu em Itapetininga, SP e faleceu em Ubatuba, SP. Mudou-se com a família para a Suíça em 1913, e frequentou a Academia de Belas Artes de Genebra até 1918, onde estudou com Gillard e Ferdinand Hodler. Mudou-se para a França na década de 1920. Em 1922, em Toulouse, trabalhou com Marcel Lenoir, com quem aprendeu a técnica do afresco. De 1924 a 1926, em Paris, instalou ateliê e entrou em contato com artistas europeus ligados aos movimentos de vanguarda. No ambiente parisiense, conviveu também com Victor Brecheret e Vicente do Rego Monteiro. Retornou ao Brasil em 1929. Em 1932, atuou na fundação da Sociedade Pró-Arte Moderna e fundou o CAM (Clube dos Artistas Modernos), juntamente com Flávio de Carvalho, Carlos Prado e Di Cavalcanti. Na área das artes decorativas, com Regina Graz e John Graz, é considerado um dos introdutores do estilo ‘art deco’ no país. Nos anos 60, a perda de sua visão o obriga a mudar novamente seu destino como artista. Em uma relutância em abandonar a arte, dedicou-se a lecionar, transmitindo para novas gerações a herança modernista. Foi a escultura, no entanto, que lhe permitiu continuar sua produção, apesar da dificuldade em enxergar. Com a visão bastante comprometida, retirou-se para Ubatuba, onde viveu em reclusão até a sua morte. Em 1968 o Museu de Arte Contemporânea dedicou-lhe importante retrospectiva. THEODORO BRAGA, PÁG.110, REIS JUNIOR, PÁG. 377; PONTUAL, PÁG. 244; MEC, VOL. 2, PÁG. 275; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 353, ART PRINCE ANNUAL 2000, PÁG. 955; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 222; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 548; ARTE NO BRASIL, PÁG. 694; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 427; ACERVO FIEO; www.mac.usp.br; web.artprice.com.



318 - ARTUR PEREIRA (1920 - 2003)

Ave - escultura em madeira - 33 x 10 x 10 cm - assinado -

Escutor autodidata, natural da cidade mineira de Cachoeira do Brumado, onde começou a produzir em 1960. Esculpia em madeira obras do imaginário, da lida das atividades rurais e da fauna. Expôs individualmente em 1989. PONTUAL, pág. 417.



319 - JORGE DEL VALLE (1928)

Floresta - aquarela - 33 x 22 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Artista Argentino, que junto com Quinquela Martin. Kantor, Riganelli e outros ficou muito conhecido por retratar cenas de La Boca, reduto boemio de Buenos Aires. Possui obras em diversos museus argentinos e internacionais.



320 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

Caravela - escultura em mármore - 25 x 26 x 11 cm - assinado -
Reproduzido no convite deste leilão. -

Escultor, desenhista e pintor paulista nascido em Mococa, SP e falecido no Rio de Janeiro. Mudou-se com a família para Itália, e fixou-se em Roma (1913). Iniciou estudos de desenho e escultura com o professor Loss (1920). Participou de movimentos antifascistas e foi preso (1931) por motivos políticos. Foi extraditado para o Brasil (1935) por intervenção do embaixador brasileiro na Itália. Em 1937, viajou para Paris e frequentou as academias ‘La Grand Chaumière’ e ‘Ranson’, onde estudou com Aristide Maillol e conviveu com Henry Moore, Marino Marini e Charles Despiau. Em 1939, retornou a São Paulo e junto com Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Sérgio Milliet, entre outros, participou do Movimento Modernista; foi um dos membros da Família Artística Paulista e do Grupo Santa Helena. Em 1943, transferiu-se para o Rio de Janeiro. A convite do ministro Gustavo Capanema instalou ateliê no antigo Hospício da Praia Vermelha, onde orientou jovens artistas como Francisco Stockinger. Possui obras em espaços públicos como ‘Monumento à Juventude Brasileira’ (1947), nos jardins do antigo Ministério da Educação e Saúde, atual Palácio Gustavo Capanema - RJ; ‘Candangos’ (1960), na Praça dos Três Poderes, e ‘Meteoro’ (1967), no lago do edifício do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília; ‘Integração’ (1989), no Memorial da América Latina, em São Paulo. Participou das Bienais de Veneza (1950, 1952); participou das I, II, IV e IX Bienais de São Paulo, período em que recebeu o prêmio de melhor escultor brasileiro (1953) e sala especial (1967). MEC, VOL.2, PÁG. 250; PONTUAL, PÁG. 237; MAYER/84, PÁG. 1333; BENEZIT VOL. 5, PÁG. 14; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 715; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 422; www.artprice.com; www.pinturabrasileira.com; www.dec.ufcg.edu.br; www.monumentos.art.br.



321 - JEAN A. RIGAUD (1912)

"Venise Grand Canal" - óleo sobre tela - 49 x 100 cm - canto inferior direito e dorso -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Natural de Bordeaux, França, onde nasceu a 15 de junho de 1912. Pintor, adquiriu os primeiros conhecimentos artísticos com o pai, o pintor P. G. Rigaud. Mais tarde ingressou na Escola de Belas Artes de Paris, onde foi aluno de André Devambez, especializando-se em marinhas e paisagens. O artista expôs regularmente na Sociedade Nacional de Belas Artes, obtendo diversas premiações. Diversos museus franceses possuem obras suas em acervo. JULIO LOUZADA, vol. 1 pág. 823



322 - MARIA LUIZA LEÃO (1932)

"Ancoradouro deserto" - acrílico sobre tela colado em madeira - 33 x 46 cm - canto inferior direito e dorso - 1980 -

Pintora e desenhista, nasceu na cidade do Rio de Janeiro RJ, onde iniciou seus estudos de pintura e foi aluna de Rodolfo Chambelland. Em 1955 freqüentou o ateliê de Candido Portinari, estudando posteriormente desenho e pintura com Bianco e gravura em metal com Johnny Friedlaender e Rossini Perez no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro - MAM/RJ. Expõe individualmente a partir de 1965 (Galeria Goeldi-RJ), seguindo inúmeras mostras coletivas em salões oficiais. "As naturezas-mortas, os interiores, os barcos de Maria Luiza Leão Litsek, as suas cores e as suas pinceladas, apresentam por vezes ecos longínquos de grandes mestres de um passado ainda recente. Mas o mundo é dela, e a maneira de encará-lo. Não se trata - como tão frequentemente o vemos agora - da adaptação mais ou menos bem-sucedida de uma tendência e de um mundo frequente e completamente alheios ao temperamento e ao modo de pensar dos jovens artistas. Trata-se simplesmente de uma pintora com uma vocação autêntica, uma vocação disciplinada por conhecimento. Uma pintora que tem algo a dizer, sabe como dizê-lo, e fala com franqueza e sinceridade." BERKOWITZ, Marc. JULIO LOUZADA, vol. 7, pág. 390; ITAU CULTURAL.



323 - DIONISIO DEL SANTO (1925 - 1999)

Composição - guache - 15 x 14 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e serigrafista, nasceu em Colatina-ES, e faleceu em Vitória, naquele mesmo Estado. Autodidata. Em 1975, recebe o Prêmio de Melhor Exposição de Gravura do Ano, da APCA. Participou da 9ª Bienal Internacional de São Paulo, 1967 (Prêmio Itamarati Aquisição) e do Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro, 1968 (Prêmio Isenção do Júri). JULIO LOUZADA vol.11, pág. 88; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 682; ARTE NO BRASIL, pág. 934.



324 - JORGE GUINLE FILHO (1947 - 1987)

Formas - aquarela - 18 x 28 cm - canto inferior esquerdo - 1984 -

Pintor, desenhista e gravador nascido e falecido em Nova York, EUA. Mudou-se com a família para o Brasil ainda no ano de seu nascimento e permaneceu no Rio de Janeiro até 1955. Desse ano até 1962, acompanhando a mãe, morou em Paris e, em seguida, em Nova York, onde residiu até 1965. Na França, em paralelo a sua formação regular, iniciou, como autodidata, estudos de pintura e frequentou museus e galerias de arte, prática que manteve quando se transferiu para os Estados Unidos. De 1965 a 1974 viveu no Rio de Janeiro e passou temporadas em Londres e Paris, cidade para onde retornou nesse último ano e se estabeleceu por mais três anos. Em 1977, voltou a residir no Rio de Janeiro. Seu trabalho ganhou repercussão e, na década de 1980, integrou as principais exposições de arte do país. A produção do artista, concentrada em seus últimos sete anos de vida, foi dedicada, sobretudo à pintura. Jorge Guinle foi um importante incentivador da revalorização da pintura promovida pelo grupo de jovens artistas conhecido como Geração 80. Participou da mostra ‘Como Vai Você, Geração 80?’, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage - EAV/Parque Lage, Rio de Janeiro, 1984, escreveu um texto para a edição especial da revista ‘Módulo’ dedicada a essa mostra, participou de várias exposições e eventos realizados por esses artistas e escreveu sobre suas obras. Participou também da 17ª e 18ª Bienal Internacional de São Paulo (1983 e 1985). Em 1985 recebeu o Prêmio de Viagem ao Estrangeiro no 8º Salão Nacional de Artes Plásticas, MAM-RJ. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL. 2, PÁG.482; LEONOR AMARANTE, PÁG. 312. ACERVO FIEO.



325 - ALDO BONADEI (1906 - 1974)

Vaso de flores - óleo sobre madeira - 31 x 24 cm - canto inferior esquerdo - 1972 -

Pintor, designer, gravador, figurinista e professor - Aldo Cláudio Felipe Bonadei nasceu e faleceu em São Paulo, SP. Entre 1923 e 1928 foi aluno de Pedro Alexandrino, período em que também frequentou o ateliê de Antonio Rocco. Viajou para a Itália, entre 1930 e 1931, e frequentou a Academia de Belas Artes de Florença, onde teve aulas com Felice Carena e seu assistente Ennio Pozzi, ambos ligados ao movimento ‘novecento’. Nesse período, dedicou-se ao desenho da figura humana, principalmente ao nu. Retornou a São Paulo no início da década de 1930 e participou ativamente do Grupo Santa Helena, da Família Artística Paulista - FAP e do Sindicato dos Artistas Plásticos. Em 1949 lecionou na Escola Livre de Artes Plásticas, primeira escola de arte moderna de São Paulo e participou do Grupo Teatro de Vanguarda. No ano seguinte, fundou a Oficina de Arte - O. D. A., com Odetto Guersoni e Bassano Vaccarini. No fim da década de 1950 atuou como figurinista nas peças ‘Vestido de Noiva’, de Nelson Rodrigues, e ‘Casamento Suspeitoso’, de Ariano Suassuna. Também desenhou alguns figurinos para dois filmes dirigidos por Walter Hugo Khoury: ‘Fronteiras do Inferno’ (1958) e ‘Na Garganta do Diabo’(1959). Realizou muitas exposições individuais e participou de vários Salões oficiais destacando-se: Bienal Internacional de São Paulo (1ª, 2ª, 3ª, 6ª, 7ª); Bienal de Veneza (1952); Panorama da Arte Moderna Brasileira (1970). MEC, VOL. 1, PÁG. 247; PONTUAL, PÁGS. 78/79; ARTE NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 1041; ART PRICE ANNUAL 2000, PÁG. 258; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 79; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; LEONOR AMARANTE, PÁG. 72; ACERVO FIEO.



326 - LEÓN FERRARI (1920 - 2013)

"Licofórdeo" - litografia - 33/500 - 37 x 24 cm - canto inferior direito - 1981 -

Gravador e escultor argentino, natural da cidade de Buenos Aires. Começou a fazer escultura em 1954, com diversos materiais e com arame de aço inoxidável. Em 1962, iniciou sua série de desenhos escritos. Em 1964 colaborou com Rafael Albertino no livro de poesias e desenhos "Escritos en el Aire", editado por Vanni Scheiwiller em Milão. Em 1965, abandonou a arte abstrata e participou do movimento cultural que acompanhou a atividade política argentina, colaborando na organização de diversas mostras coletivas. A partir de 1976 fixa residência no Brasil, em São Paulo, onde voltou a esculpir e experimentar outras técnicas, como fotocópias, etc. Desenvolveu uma série de esculturas sonoras que deram origem aos instrumentos lúdicos musicais com os quais deu 4 concertos-performance. JULIO LOUZADA, vol. 3, pág. 403



327 - ARMANDO VIANNA (1897 - 1988)

Tropeiro - óleo sobre madeira - 20 x 26 cm - canto inferior direito -

Este grande pintor carioca foi discípulo de Rodolfo Chambelland e Rodolfo Amoedo na antiga Escola Nacional de Belas Artes e de Eurico Alves e Stefano Cavalaro, no Liceu de Arte e Ofícios do Rio de Janeiro. É ainda hoje, considerado um dos maiores aquarelistas brasileiros. Realizou exposições individuais e em todas as principais capitais brasileiras. MEC vol.4, pág.470; JULIO LOUZADA vol.3, pág.186. PONTUAL pág. 538; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



328 - HUGO RODRIGUEZ (1929)

Composição - escultura em madeira - 45 x 127 x 13 cm - assinado -

Escultor e desenhista nascido em Buenos Aires, Argentina, em 26/7/1929. No Brasil desde 1961, fixando residência em São Paulo, após breve estada no Rio. Expõe individual e coletivamente desde 1959. JULIO LOUZADA, vol. 3 pág. 977 e 978.



329 - ALUISIO CARVÃO (1920 - 2001)

Formas - aquarela - 11 x 15 cm - canto inferior direito -

Importante pintor, escultor, Ilustrador, ator e cenógrafo brasileiro, natural de Belém-PA. Em 1952 estuda pintura com Ivan Serpa, no MAM-RJ, participando, entre 1954 e 1956, Grupo Frente e, entre 1960 e 1961, integra o Grupo Neoconcreto. Nos anos seguintes viaja para a Europa com o prêmio de viagem recebido no SNAM-RJ. No fim dos anos 60 passa a empregar materiais não tradicionais, como tampinhas metálicas de garrafa, pregos e barbante agrupados em suportes de madeira. Em 1996 ocorre retrospectiva de sua obra no Museu Metropolitano de Arte, em Curitiba, no Museu de Arte Moderna - MAM/BA e no MAM/RJ. "A preocupação inicial de Aluísio Carvão era com a forma: reduzir a obra a estruturas elementares, gestálticas. A partir da dissidência neoconcreta, da qual fez parte, é a cor que irá se impor, envolvendo a estrutura, ou melhor, a cor é, ela mesma, espaço. Carvão não é um pintor metafísico. Através da cor ele revela sua relação sensual com o mundo. Como ele diz: ´Vermelhos-guarás, araras, aroma das flores de manacá, o som do vento terral, o calor equatorial, o amarelo-laranja do sol, ressonâncias atávicas de Van Gogh e Mondrian, em trânsito pela Península Ibérica, Nordeste, Amazônia e nosso litoral daqui´. Nas pinturas da ´série cromativa´ ou no ´cubocor´ da fase neoconcreta, Carvão dá à cor sua máxima concretude e fisicalidade, mas, feito isto, ocorre a retração da cor, que se mutiplica em complementares, abrindo caminho para a caracterização como espaço lírico, território da memória. Sua linguagem e seus motivos são aéreos: sóis, luas, pipas, bandeirolas, mastros, arcos. Enfim, são formas que voam e ascendem, sem contudo perder o vínculo com a terra. " Frederico Morais, in MORAIS, Frederico. Vertente construtiva. In: DACOLEÇÃO: os caminhos da arte brasileira. São Paulo: Júlio Bogoricin, 1986. p. 131-132. JULIO LOUZADA, vol. 5 pág. 210/211; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, 655; LEONOR AMARANTE, 75; ARTE NO BRASIL, 921; Acervo FIEO.



330 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Frutas - óleo sobre cartão - 33 x 47 cm - canto inferior esquerdo - 1983 -
Reproduzido no convite deste leilão. Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins. -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



331 - JOÃO ALVES (1905 - 1970)

Casario - óleo sobre tela - 46 x 37 cm - canto inferior direito e dorso - 1964 -
No estado. -

Pintor ingênuo, autodidata, cuja obra tem como tema a paisagem urbana de Salvador, capital de seu Estado natal. Expôs individualmente no Museu de Arte Moderna de Salvador em 1961, e na Galeria Montmartre - RJ em 1965, com apresentação de Jorge Amado. JULIO LOUZADA vol. 9 pág 38; TEIXEIRA LEITE, pág. 22; ITAU CULTURAL; MEC, vol. 1, pág. 71; PONTUAL, pág. 20. Acervo FIEO.



332 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Paisagem - óleo sobre tela - 35 x 32 cm - canto inferior direito ilegível - 1980 -



333 - FERNANDO ODRIOZOLA (1921 - 1986)

Composição - gravura - P. A. - 29 x 20 cm - canto inferior direito - 1962 -

Fernando Pascual Odriozola nasceu em Oviedo, Espanha e faleceu em São Paulo. Pintor, desenhista e gravador. Começou a pintar em 1936. Veio para o Brasil em 1953 e fixou residência em São Paulo. No ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual na Galeria Portinari. O Museu de Arte Moderna de São Paulo dedicou-lhe outra individual, em 1955. Na década de 1960, lecionou no Instituto de Arte Contemporânea da Fundação Armando Álvares Penteado e colaborou como ilustrador nos jornais O Estado de S. Paulo e Diário de S. Paulo, e na revista Habitat. Em 1964, integrou, com Wesley Duke Lee , Yo Yoshitome e Bin Kondo , o Grupo Austral, ligado ao movimento internacional Phases. Participou das 7ª, 8ª, 9ª, 12ª, 13ª, 14ª, 15ª e 18ª Bienais Internacionais de São Paulo onde foi premiado na 7ª, 8ª, e 14ª edição; da 7ª Bienal de Tóquio; dos 2º e 5º Panoramas da Arte Atual Brasileira, entre outras. No ano de seu falecimento, o Centro Cultural São Paulo (CCSP) realizou uma exposição retrospectiva póstuma em sua homenagem. JULIO LOUZADA VOL.11, PÁG. 231; MEC VOL.3, PÁG.291; PONTUAL PÁG. 389; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 737; ARTE NO BRASIL PÁG.907; LEONOR AMARANTE PÁG. 143; ACERVO FIEO.



334 - GUIDO TOTOLI (1937)

"Paisagem" - óleo sobre tela - 53 x 65 cm - canto inferior esquerdo e dorso -

Italiano, radicado no Brasil, Totoli é acima de tudo ótimo paisagista e pintor de figuras, fazendo uso de uma cor e de uma pincelada vivas e truculentas. Tem se dedicado com muita felicidade às cerâmicas. MEC, vol.4, pág. 408; JULIO LOUZADA, vol.11, pág. 325, Acervo FIEO.



335 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Série "O poder" - desenho a nanquim - 47 x 34 cm - canto inferior direito - 1960 -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



336 - FRANS POST (1612 - 1680)

"Ostium Fluminis Paraybae" - litografia aquarelada - 39 x 51 cm - não assinado -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista e gravador, Frans Janszoon Post nasceu e faleceu em Haarlem, Holanda. Filho do pintor de vitrais Jan Janszoon Post, iniciou-se na pintura em Haarlem, Holanda, onde possivelmente estudou com o irmão, o arquiteto Pieter Jansz Post. Frequentou os ateliês de Pieter Molijn, de Salomon van Ruysdael e de Salomon de Bray. Indicado pelo irmão ao conde Maurício de Nassau, governador-geral do Brasil Holandês, integrou a comitiva que veio ao país em 1637. Entre seus companheiros destacaram-se os artistas Albert Eckhout e Georg Marcgraf. Paisagista, Frans Post ficou encarregado de documentar a topografia, a arquitetura militar e civil, cenas de batalhas navais e terrestres. Em 1644 voltou à Holanda e continuou a pintar temas brasileiros realizando uma centena de quadros a óleo baseados em seus esboços e desenhos, aos quais passou a acrescentar elementos exóticos da fauna e flora tropical. Em 1646 ingressou na Corporação dos Pintores de São Lucas (Lukasgilde), obrigação de todo o pintor que não estivesse a serviço da corte, da qual dez anos mais tarde tornou-se diretor e, posteriormente, tesoureiro. Com uma seleção dos inúmeros desenhos realizados sobre o Brasil, ilustrou o livro ‘Rerum per Octennium in Brasília’, de Gaspar Barléu, que conta os feitos de Mauricio de Nassau durante os oito anos de governo no Brasil, publicado em 1647. ITAUCULTURAL; MEC VOL. 3, PÁG. 431; PONTUAL PÁG. 436; DICIONÁRIO OXFORD DE ARTE; www.institutoricardobrennand.org.br; www.e-biografias.net; basilio.fundaj.gov.br; www.artprice.com.



337 - ALIBERTO BARONI (1911 - 1994)

Luta livre - técnica mista sobre papel - 62 x 42 cm - canto inferior direito - 1931 -

Pintor ativo em São Paulo. Discípulo de Antonio Rocco, participou várias vezes do Salão Paulista de Belas Artes, premiado com menção honrosa (1935), medalha de prata (1959), pequena medalha de ouro (1960), prêmio Prefeitura de São Paulo (1962), Assembléia Legislativa (1965). Figurou no Salão de Belas Artes / Rio de Janeiro (1931 e 1941) e na Exposição de Belas Artes da Muse Italiche, SP (1928). Realizou individuais em São Paulo e outros estados. MEC, vol. 1, pág. 182; JÚLIO LOUZADA/1985, pág. 95 e vol. 6, pág. 103; PONTUAL, pág. 54; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



338 - ALFREDO CESCHIATTI (1918 - 1989)

Justiça - múltiplo em bronze - 18 x 9 x 7 cm - assinado -

Natural de Belo Horizonte. Escultor, desenhista e professor. Passou a frequentar a antiga ENBA em 1940, depois de uma viagem à Europa, especialmente Itália, iniciada em 1938. Na Divisão Moderna do SNBA recebeu, como escultor as medalhas de bronze (1943) e de prata (1944), bem como o prêmio de viagem ao estrangeiro (1945), com o baixo-relevo para a Igreja de São Francisco de Assis, da Pampulha, em Belo Horizonte e, como desenhista, a medalha de prata (1945). Esteve mais uma vez na Europa entre 1946 e 1948, anos em que realizou exposição individual no Instituto dos Arquitetos do Brasil (GB). Figurou na II BSP e no II SNAM, em 1953. Fazendo parte da equipe que, em 1956, venceu o concurso de projetos para o Monumento aos Mortos da II Guerra Mundial (GB), ali executou o conjunto alusivo às três forças armadas. Integrou a Comissão Nacional de Belas Artes em 1960 e 1961, e entre 1963 e 1965, lecionou escultura e desenho na Universidade de Brasília. Quirino Campofiorito citou-o no estudo Ëscultura Moderna no Brasil"(Revista Crítica de Arte, nº único 1962). De seus trabalhos mais conhecidos destacam-se as esculturas As Banhistas e A Justiça, que se encontram, respectivamente, no lago em frente ao Palácio da Alvorada e defronte ao Supremo Tribunal Federal (Praça dos Três Poderes), em Brasília. Há ainda, obras escultóricas de sua autoria, entre outras no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Ministério das Relações Exteriores (Brasília) e em um edifício que Oscar Niemeyer projetou no conjunto residencial Hansa (setor ocidental de Berlim), assim como na embaixada brasileira em Moscou. MEC, vol. 1, pág. 397; PONTUAL, pág. 127; JÚLIO LOUZADA, vol. 11, pág. 70; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 609; ARTE NO BRASIL, pág. 872.



339 - OLIMPIO DOS SANTOS BEZERRA (1951)

"Festa de São João" - óleo sobre tela - 38 x 46 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1981 -
Com certificado do artista, no dorso. -

"Na arte primitivista, o Bezerra tem lugar firmado. Sua pintura é singela, transmite paz, dentro de seus temas rurais recordativos da infância. Seu estilo é simples, como exímio desenhista que é, e o colorido de suas telas lembra os grandes mestres da pintura ingênua contemporânea."(Luiz Ernesto Kawall - UBE-APCA) JULIO LOUZADA, vol. 4 pág. 147; ITAÚ CULTURAL.



340 - PAULO PEDRO LEAL (1894 - 1968)

"O fim da festa" - óleo sobre tela - 70 x 140 cm - canto inferior direito e dorso - 1963 -
Reproduzido no convite deste leilão. Com dedicatória. -

Pintor primitivo natural da cidade do Rio de Janeiro, sendo ativo no subúrbio da cidade, em Coelho da Rocha. Foi descoberto pelo marchand Jean Boghici-RJ, que o lançou. Expôs na Petite Galerie-RJ (1955), com participação no X SNAM (1961), e em diversas coletivas internacionais de artistas primitivos brasileiros. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 170; WALMIR AYALA.



341 - RUBENS DO ESPÍRITO SANTO (1966)

"Instalação tanque" - desenho a lápis - 19 x 13 cm - canto inferior direito - 25/03/2005 -

Artista visual e educador nascido em São José dos Campos, SP. Realizou exposições individuais em São Paulo em 2003, 2005, 2006, 2007. Também tem participado de muitas mostras coletivas em: São Paulo (2000, 2003, 2006); Santos, SP (2002 - Bienal); Belém, PA (2011). ITAU CULTURAL; www.pacodasartes.org.br.



342 - UBIRAJARA RIBEIRO (1930 - 2002)

"Amo a Nadia" - aquarela e guache - 33 x 27 cm - canto inferior esquerdo - 1982 -

Pintor, desenhista, gravador, artista gráfico, arquiteto e professor paulistano, nascido em 2 de outubro de 1930. Estudou pintura e gravura nas cidade de São Paulo e Salvador, com Pedro Corona, Waldemar da Costa e Mário Cravo Jr. Para o autor a arte é a corporificação de um processo de criatividade e percepção. Expôs individualmente pela primeira vez em 1964, na Galeria Seta-SP. Dentre as coletivas, destacam-se a da FAAP-SP, em 1965, I SPAC-SP, 1969. Foi escolhido como Melhor Gravador do Ano, em 1977, pela APCA. JULIO LOUZADA vol. 11 pág. 266; ITAÚ CULTURAL.



343 - CYLENE BITTENCOURT (1929 - 2012)

Bordadeiras - desenho a lápis - 23 x 31 cm - canto inferior direito -

Pintora e desenhista nascida no Rio de Janeiro. Assina Cylene. Estudou com Carlos Chambelland (1946-1950) e na Escola de Belas Artes do Rio de Janeiro (1950-1955) com Henrique Cavalleiro, Alfredo Galvão, Del Negro, Quirino Campofiorito e Edson Motta. Mudou-se para Paris em 1958, ali se dedicando ao desenho industrial - padrões de tecidos para empresas da França e Itália. Voltou ao Brasil e só recomeçou a pintar em 1974. Realizou exposições individuais, sendo sua primeira em 1978 na Tableau Arte e Leilões - SP e também em Caracas, Venezuela (1980), Santos - SP (1981, 1983), Rio de Janeiro (1984, 1987). Participou, entre outras mostras coletivas e oficiais, do Salão Nacional de Belas Artes (1949); do Salão de Arte Moderna (1953). Foi premiada no Rio de Janeiro em 1986. JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG. 128; VOL. 2, PÁG. 310; VOL. 3, PÁG. 303; www.artprice.com.



344 - ANA CRISTINA ANDRADE (1953)

"O girassol" - gravura em metal - 11/15 - 31 x 25 cm - canto inferior direito - 1997 -
Complemento de técnica: ponta seca. -

Ana Cristina Andrade Moreira é pintora, gravadora, desenhista, professora e designer vidreira. Iniciou sua formação artística na Escola Superior de Arte Santa Marcelina, SP (1972-1975). Aprendeu gravura em metal (1980-1990) com Iole Di Natale; técnicas de gravura na Scuola Internazionale di Gráfica em Veneza, Itália (1983); Gravura Especial com Evandro Carlos Jardim, no MAC-SP (1991); Técnica Calcográfica Experimental com Mario Benedetti, na FASM-SP (1997); Vitrofusão com Roberto Bonino. Exposições individuais: São Paulo, SP (1984, 1987, 1995, 2003); Bauru, SP (1989); “Projeto Interior com Arte” – Museu Banespa (1998 – Exposição itinerante pelo interior do Estado de São Paulo). Coletivas: Epinal, França (1975); São Paulo, SP (1974, 1982, 1984, 1985, 1986, 1988, 1994, 1995, 2000, 2002 a 2004, 2012 – SP ESTAMPA); Santo André, SP (1982); Novo Hamburgo, RS (1982); Taiwan, China (1983, 1985); San Juan, Porto Rico (1983); Santos, SP (1983); Cabo Frio, RJ (1983); Ribeirão Preto,SP (1984); Curitiba, PR (1984); Piracicaba,SP (1984); Veneza, Itália (1984, 1985); Campinas, SP (1985); São José do Rio Preto, SP (1986); Limeira, SP (1986); Washington D.C.,EUA (1991); Campos do Jordão, SP (1991); Kanagawa, Japão (1992); Maastricht, Holanda (1993); Illinois, EUA (1994); Cidade do México, México (1996); Jacareí, SP (1998); Budapeste, Hungria (1996); Uzice, Yuguslávia (1997); Ourense, Espanha (1994, 2006). Prêmios: São Paulo, SP (1974); Novo Hamburgo, RS (1982); Santos, SP (1983); Ribeirão Preto, SP (1984); Curitiba, PR (1984); Piracicaba, SP (1984); Campinas, SP (1985); São José do Rio Preto, SP (1986). JULIO LOUZADA, vol.1, pág. 62; vol.2, pág. 66; Acervo FIEO. ITAU CULTURAL.



345 - TRAN MINH THO (1922 - 1993)

Mulheres - óleo sobre madeira - 107 x 39 cm - canto inferior esquerdo -

Vietnamita da cidade de Cholon, onde nasceu a 15 de maio. Adotando o gênero figurativo-abstrato, o artista possui uma técnica exótica, mas não um exótico que depende de um esforço de atenção, erudito ou cultivado, e sim uma pintura onde a natureza, o homem e as implicações da natureza e das relações sociais da produção transparecem e se fundem numa sucessão de imagens e de registros da vida cotidiana, em todos o seu colorido, ritmo e movimento. Expõe individual e coletivamente a partir de 1965, inclusive no exterior, obtendo diversas premiações. JULIO LOUZADA, vol. 1 pág. 978



346 - GRAUBEM DO MONTE LIMA (1889 - 1972)

Pássaro e borboletas - óleo sobre tela - 16 x 22 cm - canto inferior direito - 1965 -

Pintora natural de Iguatu, CE. Faleceu na cidade do Rio de Janeiro. Fixou residência no Rio de Janeiro em 1908, onde se iniciou na pintura como autodidata (1958). Em 1960, prosseguiu seus estudos com Ivan Serpa, no MAM-RJ. Entre as exposições das quais participou, destacam-se: Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro, 1962 e 1963; Bienal Internacional de São Paulo, de 1963 a 1967; Bienal Americana de Arte, Córdoba (Argentina), 1964; Oito Pintores Brasileiros, na Galeria Jacques Massol, Paris (França), 1965; Bienal Nacional de Artes Plásticas, Salvador, Bahia, 1966; Artistas Primitivos Brasileiros Contemporâneos, no Museu de Arte Moderna de Buenos Aires, Argentina, 1966. PONTUAL, pag. 250; ITAU CULTURAL; MEC VOL. 2, PÁG. 282; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 443.



347 - ARTHUR LUIS PIZA (1928)

Composição - gravura - E. A. - 15 x 11 cm - canto inferior direito -

Gravador, desenhista, pintor e escultor, nasceu em São Paulo, SP. Assina Piza. Iniciou a formação artística em 1943, estudando pintura e afresco com Antonio Gomide. Após participar da 1ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1951, viajou para a Europa e passou a residir em Paris. Freqüentou o ateliê de Johnny Friedlaender, aperfeiçoando-se nas técnicas de gravura em metal. Realizou muitas exposições individuais e coletivas, participou de vários Salões oficiais e obteve importantes prêmios: Bienal Internacional de São Paulo (1953, 1959); Trienal de Grenchen, Suíça (1961); Bienal de Liubliana, atual Eslovênia (1961); Exposição Internacional de Havana, Cuba (1965); Bienal de Santiago do Chile (1965); Bienal de Veneza (1966); Bienal de Cracóvia, Polônia (1970); Bienal Internacional de Florença, Itália (1970); Bienal de San Juan, Porto Rico (1970, 1979); Mostra de Gravura, Curitiba – PR (1978); Bienal da Cidade do México (1980). No fim dos anos 1980, cria um mural tridimensional para o Centro Cultural da França, em Damasco, Síria. Em 2002, são apresentadas na Pinacoteca do Estado de São Paulo e no Museu de Arte do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, duas amplas retrospectivas de sua obra. BENEZIT VOL. 8, PÁG. 370; MEC, VOL. 3, PÁG. 422; PONTUAL, PÁG. 428/29; JÚLIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 773; VOL. 2, PÁG. 823; VOL. 4, PÁG.899; VOL.6, PÁG. 896; VOL.13, PÁG. 268; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, PÁG. 855; LEONOR AMARANTE, PÁG. 75; ACERVO FIEO; artfacts.net; artcyclopedia.com; artnet.com; artprice.com



348 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

Fiandeira - escultura em bronze - 67 x 30 x 6 cm - assinado -

Escultor, desenhista e pintor paulista nascido em Mococa, SP e falecido no Rio de Janeiro. Mudou-se com a família para Itália, e fixou-se em Roma (1913). Iniciou estudos de desenho e escultura com o professor Loss (1920). Participou de movimentos antifascistas e foi preso (1931) por motivos políticos. Foi extraditado para o Brasil (1935) por intervenção do embaixador brasileiro na Itália. Em 1937, viajou para Paris e frequentou as academias ‘La Grand Chaumière’ e ‘Ranson’, onde estudou com Aristide Maillol e conviveu com Henry Moore, Marino Marini e Charles Despiau. Em 1939, retornou a São Paulo e junto com Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Sérgio Milliet, entre outros, participou do Movimento Modernista; foi um dos membros da Família Artística Paulista e do Grupo Santa Helena. Em 1943, transferiu-se para o Rio de Janeiro. A convite do ministro Gustavo Capanema instalou ateliê no antigo Hospício da Praia Vermelha, onde orientou jovens artistas como Francisco Stockinger. Possui obras em espaços públicos como ‘Monumento à Juventude Brasileira’ (1947), nos jardins do antigo Ministério da Educação e Saúde, atual Palácio Gustavo Capanema - RJ; ‘Candangos’ (1960), na Praça dos Três Poderes, e ‘Meteoro’ (1967), no lago do edifício do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília; ‘Integração’ (1989), no Memorial da América Latina, em São Paulo. Participou das Bienais de Veneza (1950, 1952); participou das I, II, IV e IX Bienais de São Paulo, período em que recebeu o prêmio de melhor escultor brasileiro (1953) e sala especial (1967). MEC, VOL.2, PÁG. 250; PONTUAL, PÁG. 237; MAYER/84, PÁG. 1333; BENEZIT VOL. 5, PÁG. 14; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 715; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 422; www.artprice.com; www.pinturabrasileira.com; www.dec.ufcg.edu.br; www.monumentos.art.br.



349 - MANOEL SANTIAGO (1897 - 1987)

"Alto de Teresópolis" - óleo sobre tela colada em cartão - 27 x 22 cm - canto inferior direito e dorso - 1959 - Teresópolis -

Manoel Colafante Caledônio de Assumpção Santiago nasceu em Manaus, AM e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, desenhista e professor. Mudou-se para Belém em 1903 e iniciou estudos de pintura. Desde 1916 já praticava a arte não figurativa. Em 1919 transferiu-se para o Rio de Janeiro, cursou Direito e frequentou a Escola Nacional de Belas Artes, onde foi aluno de Rodolfo Chambelland e Baptista da Costa. Na época, teve aulas particulares com Eliseu Visconti. Foi casado com a pintora Haydeá Santiago. Participou em 1927 do Salão Nacional de Belas Artes e recebeu o prêmio viagem ao exterior, entre vários outros. Foi para Paris no ano seguinte, e lá permaneceu por cinco anos. De volta ao Rio de Janeiro, em 1932, tornou-se professor do Instituto de Belas Artes. Em 1934, passou a lecionar pintura e desenho no Núcleo Bernardelli, figurando entre seus alunos José Pancetti, Edson Motta, Bustamante Sá, Ado Malagoli, Rescála e Milton Dacosta. Participou da I Bienal Internacional de São Paulo (1951) e do 8º Panorama da Arte Brasileira (1976). PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, VOL. 1, PÁG. 241; TEODORO BRAGA, PÁG. 211; CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO DE PAISAGEM BRASILEIRA, MEC-MNBA /RIO/1944; MAYER/84, PÁG. 1158; REIS JR, PÁG. 378; PONTUAL, PÁG. 473; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 292; ITAÚ CULTURAL, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 865; ACERVO FIEO.



350 - ANTONIO PARREIRAS (1860 - 1937)

O pintor ao cavalete - óleo sobre tela - 29 x 16 cm - canto inferior direito - 1892 -
Reproduzido no convite e na quarta capa do catálogo deste leilão. Ex coleção Nelson Tartuce, São Paulo - SP. -

Um dos maiores paisagistas do Brasil, autor também de imponentes nus, Antonio Parreiras estudou com Grimm, mas adquiriu em seguida um estilo próprio, que se traduziu numa cor e numa textura violentas, quase fauves. BENEZIT, vol. 8, pág. 136; MAYER/84, pág. 1082; MEC, vol, 3, págs. 335/6; PONTUAL, págs. 406/7; LAUDELINO FREIRE, pág. 382; WALMIR AYALA, vol. 2, págs. 168 e 170; TEIXEIRA LEITE, pág.386/388; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 416; ARTE NO BRASIL, pág. 532; LEONOR AMARANTE, pág. 42; F. ACQUARONE, pág. 155.



351 - LUCIANO LO RÉ (1945)

Casal - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior direito -

Paulistano, Lo Ré nasceu em 17 de maio de 1945. Autodidata em pintura, cedo despertou a atenção da crítica especializada sobre os seus originais trabalhos. Sobre eles, assim se manifestou Radha Abramo: " Luciano Lo Re cria suas metáforas plásticas numa linha de questionamento, diria eu, sadio, portanto, penso, construtivo, sem ser piegas, e sem fazer reprise cansativa da história da pintura. O artista trabalha ao nível da ambiguidade, podendo ela ser considerada, no caso, como suporte para a empatia, suporte sem o QUAL não se estabeleceria a fruição artística. (...)" - Rahda Abramo, in LUCIANO Lo Re. Apresentação de Rahda Abramo. São Paulo: Galeria Paulo Prado, 1982. JULIO LOUZADA, vol 8, pag. 480/481; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



352 - OTTO BÜNGNER (1890 - 1965)

Menino mexicano - aquarela - 47 x 33 cm - centro inferior -
No estado. -

Pintor alemão, radicado no Brasil, participou de diversos Salões Nacionais de Belas Artes/RJ conquistando Medalha de Prata em 1915 e Menção Honrosa de Primeiro Grau em 1918; e da Exposição Flamboyant, organizada pela Sociedade Brasileira de Belas Artes/RJ em 1940. JÚLIO LOUZADA, vol. 5, pág. 169; ITAÚ CULTURAL.



353 - HENRI EDMUND RUDAUX (1870 - 1927)

Nobre - desenho a nanquim - 23 x 13 cm - canto superior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e ilustrador nascido e falecido em Paris. Foi aluno de seu pai, Edmond Adolphe Rudaux, de Benjamin Constant e de Jules Lefebvre. Foi membro da Sociedade dos Artistas Franceses depois de 1893 onde participou dos Salões dessa Sociedade e recebeu Menção Honrosa em 1897. BENEZIT VOL. 9, PÁG. 165; www.artprice.com; www.artnet.com.



354 - ROBERTO BURLE MARX (1909 - 1994)

Composição - litografia - 31/100 - 55 x 74 cm - canto inferior direito -

Nasceu em São Paulo e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, paisagista, arquiteto, desenhista, pintor, gravador, litógrafo, escultor, tapeceiro, ceramista, designer de jóias, decorador. Durante a infância viveu no Rio de Janeiro. Foi com a família para a Alemanha, em 1928. Em 1929, freqüentou o ateliê de pintura de Degner Klemn. Nos jardins e museus botânicos de Dahlen, em Berlim, entusiasmou-se ao encontrar exemplares da flora brasileira. De volta ao Brasil, fez curso de pintura e arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1930 - 1934), onde foi aluno de Leo Putz , Augusto Bracet e Celso Antônio. Seu primeiro projeto paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, em 1932. Entre 1934 e 1937, ocupou o cargo de diretor de parques e jardins do Recife, PE, onde passou a residir. Nesse período, foi com freqüência ao Rio de Janeiro e teve aulas com Candido Portinari e com o escritor Mário de Andrade. Em 1937, retornou ao Rio de Janeiro e trabalhou como assistente de Candido Portinari. Foi em 1949, conforme sua paixão por plantas e seu interesse por botânica e jardinagem, que Burle Marx adquiriu um sítio em Barra de Guaratiba, RJ. Com auxílio de botânicos, viajou, coletou, catalogou exemplares de plantas do Brasil e reproduziu em seu sítio a diversidade fitogeográfica brasileira. Em 1985 doou esse sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.Realizou muitas exposições individuais e projetos paisagísticos, participou de diversas mostras oficiais coletivas pelo Brasil e no exterior. PONTUAL, PÁG. 94; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 93; MEC. VOL.1, PÁG.303; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 738; LEONOR AMARANTE, PÁG. 98; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 179; artnet.com.



355 - RUBENS GERCHMAN (1942 - 2008)

'Beijo" - óleo sobre tela - 30 x 30 cm - canto inferior direito e dorso - 2004 -
Com certificado de autenticidade, firmado pelo autor, datado de 22 de maio de 2004. -

Pintor, desenhista, gravador, escultor nascido no Rio de Janeiro e falecido em São Paulo. Em 1957, freqüenta o Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro, onde estuda desenho. Faz curso de xilogravura com Adir Botelho e freqüenta a Escola Nacional de Belas Artes - Enba, entre 1960 e 1961. Em 1967, é contemplado com o prêmio de viagem ao exterior no 16º Salão Nacional de Arte Moderna e viaja para os Estados Unidos. Reside em Nova York entre 1968 e 1972. Retorna ao Brasil e faz o roteiro, a cenografia e a direção do filme 'Triunfo Hermético' e os curtas 'ValCarnal' e 'Behind the Broken Glass'. De 1975 a 1979, assume a direção da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, RJ. É co-fundador e diretor da revista 'Malasartes'. Em 1978, viaja para os Estados Unidos com bolsa da Fundação John Simon Guggenheim. Em 1982, permanece por um ano em Berlim como artista residente, a convite do Deutscher Akademischer Austauch Dienst - DAAD [Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico]. Realizou diversas exposições individuais e participou de muitas mostras oficiais no Brasil e pelo mundo recendo prêmios na Bienal de São Paulo (1965), Bienal de Salvador, BA (1966), Bienal de Cali, Colômbia (1967, 1970). JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 417; PONTUAL, PÁG. 235; TEIXEIRA LEITE, "in" A GRAVURA BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 734; ARTE NO BRASIL, PÁG. 974; LEONOR AMARANTE, PÁG. 143, MEC VOL. 2, PÁG. 246; Acervo FIEO.



356 - SHEILA CHAZIN (XX)

Paisagem - óleo sobre eucatex - 18 x 26 cm - canto inferior direito - 1976 -

Pintora natural de Bucareste, Romênia, radicada no Brasil. Participou de várias exposições coletivas e Salões oficiais. JULIO LOUZADA, vol.4, pág. 258.



357 - ARMANDO BALLONI (1901 - 1975)

Galo - serigrafia - 1/25 - 61 x 42 cm - canto inferior esquerdo - 1954 -

Italiano, o pintor foi ativo em São Paulo, onde participou do Salão Paulista de Belas Artes a partir de 1933. Foi premiado com medalha de bronze, do Salão de Arte Moderna (1954), e em outros Salões oficiais. Participou da I e II Bienal de São Paulo.Membro e expositor da Familia Artistica Paulista. MEC, vol. 1, pág.159; JULIO LOUZADA vol.10, pág. 87; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 582, Acervo FIEO.



358 - NICOLAS VLAVIANOS (1929)

Cinzeiro - objeto em aço inoxidável - 20 x 20 x 5 cm - assinado - 1978 -

Natural de Atenas, Grécia, veio para o Brasil em 1961, após breve passagem por Paris em 1956, para estudar pintura. Dedicou-se inicialmente à escultura com soldagem de objetos metálicos de uso comum, passando mais tarde a acentuar a " pictorização de sua escultura ", no dizer de Mario Pedrosa, em 1966. Possui obras em diversos museus nacionais e coleção particulares de importância. JULIO LOUZADA, vol. 5, pág. 1118; MEC, vol, 4, pág. 496; PONTUAL, pág. 546; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 769; LEONOR AMARANTE, pág. 136.



359 - ANTONIO HENRIQUE AMARAL (1935 - 2015)

"A viagem" - xilogravura - 7/100 - 30 x 20 cm - canto inferior direito - 1961 -
No estado. Reproduzido na página 92 do livro "Antônio Henrique Amaral - Obra gráfica 1957-2003". -

Gravador, desenhista e pintor, foi aluno de Lívio Abramo no MAM / SP, e de Shiko Munakata, no Pratt Graphic Art, em Nova York. Artista consagrado nacional e internacionalmente. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 37; MEC, vol. 1, pág. 73; PONTUAL, pág. 21;TEIXEIRA LEITE, pág. 23 a 25; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 754; ARTE NO BRASIL, pág.903; LEONOR AMARANTE, pág. 170; Acervo FIEO.



360 - PEDRO ALEXANDRINO (1864 - 1942)

"Natureza morta com travessa e castanhas" - óleo sobre tela - 55 x 67 cm - canto superior direito -
Reproduzido no convite deste leilão. Descrito sobre o n°243 página 130 do livro Artistas Brasileiros - Pedro Alexandrino de autoria de Ruth Sprung Tarasantchi, edição EDUSP. E reproduzido sobre o n° 75 do catálogo de leilão de arte - venda n°36 - de Renato Magalhães Gouveia - junho de 1994. -

Pedro Alexandrino Borges nasceu e faleceu em São Paulo, SP. Assina Pedro Alexandrino. Pintor, decorador, desenhista e professor. Iniciou-se na pintura aos 11 anos, ao trabalhar com o decorador francês Barandier, na catedral de Campinas, SP. Nessa época, também auxiliou o decorador francês Stevaux em São Paulo e realizou trabalhos em igrejas, residências e palacetes. Em 1880, recebeu as primeiras lições de pintura do pintor mato-grossense João Boaventura da Cruz. A partir de 1883, estudou com Almeida Júnior em seu ateliê, em São Paulo; de 1887 a 1888, desenho com José Maria de Medeiros, pintura com Zeferino da Costa e como aluno bolsista na Academia Imperial de Belas Artes, RJ. Entre 1890 e 1892 ingressou na Escola Nacional de Belas Artes, mas não conclui o curso. De volta a São Paulo, lecionou desenho no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, em 1895 e 1896. Viajou para Paris em companhia de Almeida Júnior, como pensionista do Estado de São Paulo e frequentou o ateliê de René-Loui Chrétien, a Académie Fernand Carmon, o Ateliê Lauri e estudou com Antoine Vollon e com o pintor Monroy, a partir de 1899. Retornou ao Brasil na primeira década do século XX, estabeleceu-se em São Paulo, onde lecionou desenho e pintura. Teve como alunos: Tarsila do Amaral, Anita Malfatti, Bonadei, entre outros. Realizou exposições individuais e participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais no Brasil e Europa. Foi premiado no Rio de Janeiro (1894, 1895, 1939) e em São Paulo (1922, 1934). TARASANTCHI, RUTH SPRUNG. A VIDA SILENCIOSA NA PINTURA DE PEDRO ALEXANDRINO. 1981. DISSERTAÇÃO (MESTRADO) - ESCOLA DE COMUNICAÇÕES E ARTES - ECA/USP, São Paulo, 1981; ARTISTAS BRASILEIROS - PEDRO ALEXANDRINO -RUTH SPRUNG TARASANTH - Edição EDUSP, 1996; ARTE NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 1039; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 391/2; MEC, VOL. 1, PÁG. 46; ITAU CULTURAL, RUTH TARASANTCHI; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 729; VOL. 13, PÁG. 8; PONTUAL PÁG. 410; web.artprice.com.



361 - ANGELO BROMBO (1893 - 1962)

Flores - óleo sobre tela - 50 x 60 cm - canto inferior esquerdo -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor natural de Chioggia, Veneza. Viveu e trabalhou durante toda a sua vida nessa cidade. Expôs com grande sucesso Europa. ART PRICE.



362 - ADAM HENDLER (1909 - 1981)

"Telhados de Paraty" - óleo sobre tela - 40 x 54 cm - canto superior direito e dorso - 1978 -

Pintor, gravador, ceramista e professor nascido em Lódz, Polônia. Assina A. Hendler. Estudou, na Polônia, com Radwanski e Friderick Pautsch (década de 30). Em 1945, imigra para a Suécia, torna-se cidadão sueco e abre uma escola de desenho e pintura, em Lidhoping. Nos anos 50 vai para Paris e estuda na Academia Julien com Saboraud, participando de exposições. Volta para a Suécia até imigrar para o Brasil onde adquriu, em 1977, a cidadania brasileira. A partir de 1954 participa de várias exposições e Salões oficiais sendo premiado de 1974 a 1979, aqui em São Paulo. JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 464, ACERVO FIEO; ITAU CULTURAL.



363 - BRÍGIDA BALTAR (1959)

Octógonos - pó de tijolo sobre papel quadriculdado - 22 x 15 cm - dorso - 2010 -
Com etiqueta da Galeria Nara Roesler, São Paulo - SP, no dorso. -

Artista multimídia nascida no Rio de Janeiro. No fim da década de 1980 frequentou a Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Participou do Grupo Visorama no Rio de Janeiro. Frequentemente capta suas ações em fotografias e filmes curtos, como no projeto Umidades - realizado entre 1994 e 2001. Participou da 25ª Bienal de São Paulo (2002); 17ª Bienal de Cerveira, em Cerveira, Portugal (2013); ‘The Nature of Things — Biennial of the Americas’, em Denver, EUA (2010); Panorama de Arte Brasileira, SP (2007) e a 5ª Bienal de Havana, Cuba (1994). Entre as suas exposições internacionais encontram-se: ‘Cruzamentos: Contemporary art in Brazil’ Columbus, EUA (2014); ‘SAM Art Project’, Paris, França (2012); ‘The peripatetic school: itinerant drawing from Latin America’, Middlesbrough Institute of Modern Art, Inglaterra (2011); ‘Museo de Arte del Banco de la República’, Bogotá, Colômbia (2012); ‘Constructing views: experimental film and video from Brazil’ - Nova York, EUA (2010); Coleta da Neblina, no Museum of Contemporary Art - MOCA, em Cleveland, EUA (2002). ITAU CULTURAL; www.artprice.com; www.nararoesler.com.br; www.iar.unicamp.br.



364 - OMAR PELEGATTA (1925 - 2000)

Procissão - óleo sobre tela - 92 x 73 cm - canto inferior esquerdo -

Italiano da Lombardia, PELLEGATTA foi pintor e gravador dedicado a temas sacros e casarios coloniais. Em sua obra, o ser humano é apresentado sempre de modo idealizado, na figura de ternas madonas, santos, coroinhas e cavaleiros. Participou de diversas coletivas e salões, a partir de 1957, recebendo premiações em sua maioria. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág.735; MEC vol.3, pág.363; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



365 - MARIO GRUBER (1927 - 2011)

"Série fantasiados" - óleo sobre tela - 120 x 90 cm - canto inferior direito e dorso - 2008 -

Pintor, desenhista, gravador, escultor, muralista - Mário Gruber Correia nasceu em Santos, SP. Autodidata, começou a pintar em 1943. Mudou-se para São Paulo em 1946 e matriculou-se na Escola de Belas Artes, onde foi aluno do escultor Nicolau Rollo. Em 1947, ganhou o primeiro prêmio de pintura na exposição do grupo ’19 Pintores’. No ano seguinte realizou sua primeira exposição individual e passou a estudar gravura com Poty e a trabalhar com Di Cavalcanti. Recebeu bolsa de estudo em 1949, foi morar em Paris, onde estudou na ‘École Nationale Supérieure des Beaux-Arts’ com o gravador Édouard Goerg e trabalhou com Candido Portinari. Retornou ao Brasil em 1951 e fundou o Clube de Gravura (posteriormente Clube de Arte) em sua cidade natal, onde voltou a residir. Foi professor de gravura no Museu de Arte Moderna de São Paulo em 1953 e na Fundação Armando Álvares Penteado entre 1961 e 1964. De 1974 a 1978, morou em Paris, depois, ao retornar ao Brasil, morou em Olinda, Pernambuco. Em 1979, montou ateliê em Nova York. De volta a São Paulo, realizou obras de grande porte em espaços públicos como a estação Sé do Metrô e o Memorial da América Latina. Além de ter realizado muitas exposições individuais, participou de várias mostras e salões oficiais: Salão Paulista de Arte Moderna; Panorama da Arte Moderna Brasileira; Bienal Internacional de São Paulo e na França, Espanha, Estados Unidos, Colômbia, Holanda, Finlândia, Alemanha. PONTUAL, PÁG. 253; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 370; MEC, VOL. 1, PÁG. 466; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 448; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.649; ARTE NO BRASIL, PÁG. 803; LEONOR AMARANTE, PÁG. 376; ACERVO FIEO.



366 - GALDINO GUTTMANN BICHO (1888 - 1955)

Paisagem - guache - 16 x 23 cm - canto inferior direito -

Nascido em Petrópolis, passou sua infância em Sergipe, transferindo-se para o Rio de Janeiro, onde iniciou seus estudos. Foi aluno de Zeferino da Costa e de Rodolpho Amoedo. Recebeu diversos prêmios pelas suas participações em Salões Nacionais, inclusive o de Viagem à Europa em 1921. De espírito inquieto e temperamento polêmico, foi elemento ativo na vida artística carioca, sobretudo antes do predomínio das tendências modernas de que fora um dos precursores, pelo gosto nas pesquisas de luz dos impressionistas. LAUDELINO FREIRE, pág. 512; TEODORO BRAGA, pág. 114; REIS JUNIOR, pág. 372; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 104; PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, vol. 2, pág. 248; ARTE NO BRASIL, pág. 602.



367 - ANTONIO BANDEIRA (1922 - 1967)

Composição - aquarela - 15 x 20 cm - canto inferior direito -
Ex coleção Dr. Noel Grinberg - Rio de Janeiro - RJ.-

Pintor, desenhista, gravador, nascido em Fortaleza, CE e falecido em Paris, onde viveu a maior parte de sua vida. É um dos pioneiros da arte abstrata no Brasil. Iniciou-se na pintura como autodidata. Em 1941, em Fortaleza, participou, ao lado de Mário Baratta, entre outros, da criação do Centro Cultural de Belas Artes depois, Sociedade Cearense de Artes Plásticas. Em 1945, transferiu-se para o Rio de Janeiro e, no ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual. Contemplado pelo governo francês com bolsa de estudos, permaneceu em Paris de 1946 a 1950 onde frequentou a Escola Nacional Superior de Belas Artes e a ‘Académie de la Grande Chaumière’. Entre 1947 e 1948 participou do ‘Salon d'Automne’ e do ‘Salon d'Art Libre’. Tomou parte em reuniões de artistas e formou o Grupo Banbryols (ban de Bandeira; bry de Camille Bryen; e ols de Wols), que durou de 1949 a 1951. Voltou ao Brasil em 1951 e apresentou-se na 1ª Bienal Internacional de São Paulo. Em 1952, criou um mural para o Instituto dos Arquitetos do Brasil, em São Paulo. Retornou a Paris em 1954 em razão do Prêmio Fiat, obtido na 2ª Bienal Internacional de São Paulo, mas não deixou de expor no Brasil. Permaneceu na Europa até 1959, passando pela Inglaterra e Bélgica, onde, em 1958, realizou um painel para o ‘Palais des Beaux-Arts’. Ao retornar ao Brasil teve uma atividade artística intensa, participou de importantes exposições, em paralelo a mostras em Paris, Munique, Verona, Londres e Nova York. Voltou a Paris em 1965, onde permaneceu até sua morte. BENEZIT, VOL.1, PÁG.415; MEYER/87, PÁG.606; MEC, VOL.1, PÁGS.159,160 E 167; PONTUAL, PÁGS. 48 E 49; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁGS. 71 A 74; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 52 A 54; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; ARTE NO BRASIL, PÁG. 599; LEONOR AMARANTE, PÁG. 34; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 86; ACERVO FIEO; web.artprice.com; pitoresco.com; pinturabrasileira.com.



368 - FRANCISCO STOCKINGER (1919 - 2009)

Nu - múltiplo em bronze - 15 x 5 x 4 cm - assinado -

Natural de Traum, Áustria, Xico Stockinger, como é conhecido, foi aluno de Bruno Giorgi e desde 1954, radicado em Porto Alegre, á um escultor da figura humana e do animal. Também é excelente desenhista e gravador. Começou a expor na década de 40, no Rio de Janeiro, recebendo premiações. Desempenhou importante papel no desenvolvimento das artes plástica gaúcha. Tem seu nome firmado no cenário nacional e internacional, como escultor expressivo e original. JULIO LOUZADA, vol.11, pág.311; PONTUAL, pág.506; MEC., vol.4, pág.342/3.; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 720; ARTE NO BRASIL, pág. 868; LEONOR AMARANTE, pág. 136.



369 - MANINHA (XX)

Figura - técnica mista sobre papel - 24 x 22 cm - canto inferior esquerdo - 1981 -

Natural do Estado do Amazonas, a pintora Maninha nunca teve a preocupação de agradar ou contrariar e usando de uma liberdade de expressão rara, suas produções são uma união explosiva de símbolos colhidos com naturalidade desconcertante. Realizou uma individual na Petite Galerie, RJ, em 1868, com crítica de Pietro Maria Bardi. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 574; MEC, vol. 3, pág. 47.



370 - GONÇALO IVO (1958)

"Les Cathédrales primitives" - óleo sobre tela - 97 x 195 cm - dorso - 2004 - Paris -
Reproduzido no convite deste leilão. Com etiqueta da Dan Galeria, Av. Estados Unidos, 1638 - São Paulo, SP - no dorso. -

Arquiteto, pintor, desenhista, ilustrador, gravador e professor, Gonçalo de Medeiros Ivo nasceu no Rio de Janeiro. Assina Gonçalo Ivo. Filho do escritor Lêdo Ivo, o que possibilitou sua convivência com escritores e artistas desde a infância. Em 1973, frequentou os ateliês dos artistas Augusto Rodrigues, Abelardo Zaluar e Iberê Camargo. Estudou pintura no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (1975) sob orientação de Aluísio Carvão e Sérgio Campos Melo. Foi professor do Departamento de Atividades Educativas do MAM - RJ, entre 1984 e 1986, e professor visitante da Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro, em 1986. Trabalhou também como ilustrador e programador visual para as editoras Global, Record e Pine Press. Em 2000, realizou cenário para o programa Metrópolis da TV Cultura. Nesse ano, mudou-se com a família para Paris, onde montou ateliê e, em 2004, também montou um ateliê em Teresópolis, RJ. No decorrer de sua carreira, vem realizando diversas exposições individuais: Rio de Janeiro (1980, 1982, 1983, 1986, 1987, 1989, 1995 - MAM, 1997, 1998 - MAM, 1999, 2008); São Paulo (1985, 1987, 1995 - Pinacoteca, 1997, 2008 - Pinacoteca); Vitória, ES (1986); Paris (2001, 2005, 2007); Veneza (2005). Também tem participado de diversas mostras coletivas no Brasil e no exterior. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 7, PÁG. 349; VOL. 12, PÁG. 207; www.goncaloivo.com.br; www.artprice.com.



371 - ANGELO CANNONE (1899 - 1992)

Conversando - óleo sobre madeira - 34 x 37 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor, desenhista e professor nascido em Abruzzo, Itália. Assinava D’Angelo, Angelo Cannone e A. Cannone. Aos cinco anos mudou-se para Nápoles com sua família. Em fins de 1947, veio para o Brasil, residiu algum tempo em São Paulo e depois se mudou para o Rio de Janeiro, onde se radicou e lá faleceu. Estudou no Instituto de Belas Artes de Nápoles com Paolo Vetri. Viveu em Roma durante quatro anos com uma pensão conquistada em um concurso em Nápoles. Lecionou desenho no Instituto Técnico. Expôs individualmente em São Paulo (1947, 1993) e no Rio de Janeiro (1947, 1973, 1980, 1984). Foi premiado, na Itália, em: 1922, 1925, 1929, 1941 e, no Brasil, em 1960. Em 1972 pintou o retrato do papa Pio X, em tamanho natural, que está na Igreja dos Italianos, RJ. WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 168; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 187; VOL. 3, PÁG. 203; VOL.8, PÁG. 165; VOL. 9, PÁG. 171; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; brasilartesenciclopedias.com.br; www.artprice.com; www.arcadja.com.



372 - GLADYS MALDAUM (1943)

Flores - óleo sobre papel - 46 x 37 cm - canto inferior direito -

Pintora e desenhista, natural de São Paulo-SP, onde nasceu a 29/9/1943. Iniciou sua carreira em 1961, cursando desenho e modelo vivo com o prof. Lubra, aperfeiçoando-se na figura com o prof. Amadeo Scavone. Estudou Composição e Sumiê com o pintor Fang. Segundo Enock Sacramento, a autora mostra-se interessada por aspectos particulares da paisagem e da figura humana. Sua obra é uma forma particular de registrar a natureza e uma recriação da figura humana. Individuais a partir de 1970 e coletivas desde 1971, com sucesso de crítica e de público, tendo recebido nestes certames diversas premiações. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 190/191, Acervo FIEO.



373 - HÉRCULES BARSOTTI (1914 - 2010)

Formas - serigrafia - 88/100 - 50 x 50 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, programador visual, gravador, nascido em São Paulo, SP . Iniciou-se nas artes em 1926, estudando desenho e composição com o pintor Enrico Vio. Começa a pintar em 1940 e, na década seguinte, realiza as primeiras pinturas concretas, além de trabalhar como desenhista têxtil e projetar figurino para o teatro. Em 1954, com Willys de Castro, funda o Estúdio de Projetos Gráficos, elabora ilustrações para várias revistas e desenvolve estampas de tecidos produzidos em sua tecelagem. Na década de 1960, convidado por Ferreira Gullar (1931), integra-se ao Grupo Neoconcreto do Rio de Janeiro e participa das exposições de arte do grupo realizadas no Ministério da Educação e Cultura, no Rio de Janeiro, e no Museu de Arte Moderna de São Paulo - MAM/SP. Em 1960, expõe na mostra Konkrete Kunst [Arte Concreta], organizada por Max Bill, em Zurique. Hercules Barsotti explora a cor, as possibilidades dinâmicas da forma e utiliza formatos de quadros pouco usuais, como losangos, hexágonos, pentágonos e circunferências. Em sua obra a disposição dos campos de cor cria a ilusão de tridimensionalidade. Entre 1963 e 1965, colabora na fundação e participa do Grupo Novas Tendências, em São Paulo. Em 2004, o MAM/SP organiza uma retrospectiva do artista. JULIO LOUZADA, vol. 1, pag. 98; ITAU CULTURAL



374 - RENOT (1932)

"Cidade ao anoitecer" - óleo sobre madeira - 35 x 25 cm - canto superior direito e dorso -

Pintor, desenhista, gravador e tapeceiro, Reinaldo Eliomar de Freitas Marques da Silva nasceu em Santa Luzia, Bahia. Assina Renot. Autodidata, começou a pintar em 1957 e, em 1964, com a inauguração da Galeria Quirino, em Salvador, iniciou sua formação artesanal. Tornou-se amigo de vários intelectuais e artistas baianos entre os quais Jenner Augusto, Jorge Amado e Manuel Quirino. Quirino, com quem trabalhou, foi também o seu mestre na arte de tecer (1964). Foi responsável pelos calendários-tapeçaria que fez para a Basf e Bosh do Brasil em 1977. Realizou muitas exposições individuais em: Salvador, BA (1970, 1971, 1972, 1977); Porto Alegre, RS (1970); Rio de Janeiro (1971, 1974); São Paulo (1972, 1973, 1975 a 1978, 1982); Hamburgo, Alemanha (1971); Londres, Inglaterra (1972); Barcelona, Espanha (1974); Genebra, Suíça (1974); Buenos Aires, Argentina (1975); Paris, França (1976); Estados Unidos (1978, 1980). Participou de várias coletivas e mostras oficiais pelo Brasil e exterior. Atua também como perito, marchand e organizador de leilões. JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 816; VOL. 7, PÁG. 590; ITAU CULTURAL; MEC VOL. 4, PÁG. 53; web.artprice.com.



375 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Nobre - xilogravura - 26 x 17 cm - canto inferior direito - 1954 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



376 - CARLOS SCLIAR (1920 - 2001)

"Sesta I" - linóleogravura - 4/100 - 26 x 41 cm - canto inferior direito -
Reproduzido na página 83 do livro "Carlos Scliar", editado por Emanoel Araújo. -

Desenhista, gravador, pintor, ilustrador, cenógrafo, roteirista e designer gráfico que nasceu em Santa Maria da Boca do Monte, RS e faleceu no Rio de Janeiro. Assina Scliar. Estudou com Gustav Epstein, em Porto Alegre, em 1934. Participou, em 1938, da fundação da Associação Riograndense de Artes Plásticas Francisco Lisboa. Entre 1939 e 1947, residindo em São Paulo, integrou a Família Artística Paulista - FAP. No Rio de Janeiro, escreveu e dirigiu em 1944 o documentário 'Escadas', sobre os pintores Arpad Szenes e Vieira da Silva com os quais conviveu desde 1941. Convocado pela Força Expedicionária Brasileira - FEB, participou da Segunda Guerra Mundial, na Itália. Morando em Paris de 1947 a 1950, cursou gravura com Galanis na Escola de Belas Artes e teve contato com o gravador mexicano Leopoldo Méndez. De volta ao Brasil, fundou com Vasco Prado o Clube de Gravura de Porto Alegre. Em 1956, passou a viver no Rio de Janeiro. Foi diretor do departamento de arte da revista 'Senhor' entre 1958 e 1960. Fundou a editora Ediarte, em 1962, com os colecionadores Gilberto Chateaubriand, Michel Loeb, Carlos Nicolaievski e o pintor José Paulo Moreira da Fonseca. Realizou durante toda sua vida exposições individuais e participou de inúmeras coletivas e Salões oficiais, recebendo muitos prêmios. Também foram realizadas várias exposições póstumas. MEC VOL.4, PÁG. 214; TEODORO BRAGA, PÁG. 66; WALMIR AYALA VOL.2, PÁG. 306 a 309; PONTUAL, PÁG. 479 e 480; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG.884; VOL.2, PÁG. 925; VOL.13, PÁG. 305; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; RGS, PÁG. 442; ACERVO FIEO.



377 - LUIZ VERRI (1912 - 1990)

"Quinta da Boa Vista" - óleo sobre tela - 54 x 65 cm - canto inferior direito e dorso - 1980 - Rio -

Natural de Pirassununga - SP, cursou a partir de 1932 a Escola de Belas Artes de São Paulo, travou amizade com Francisco Rebolo, Volpi, Penacchi , Zanini e todos os demais integrantes do histórico grupo Santa Helena. Participou de diversas coletivas a partir de 1945, inclusive do SNBA - RJ, em 1954 e 1958 recebendo medalhas de bronze e de prata, respectivamente. Sua pincelada impetuosa, traz emoção e arrojo. Uma pintura exprecionista. MEC, vol. 4, pág. 470; JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 1033; ITAU CULTURAL, Acervo FIEO.



378 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

Guerreiro - escultura em bronze - 68 x 22 x 5 cm - assinado -
Ex coleção Sebastião Alves - Bragança Paulista - SP. -

Escultor, desenhista e pintor paulista nascido em Mococa, SP e falecido no Rio de Janeiro. Mudou-se com a família para Itália, e fixou-se em Roma (1913). Iniciou estudos de desenho e escultura com o professor Loss (1920). Participou de movimentos antifascistas e foi preso (1931) por motivos políticos. Foi extraditado para o Brasil (1935) por intervenção do embaixador brasileiro na Itália. Em 1937, viajou para Paris e frequentou as academias ‘La Grand Chaumière’ e ‘Ranson’, onde estudou com Aristide Maillol e conviveu com Henry Moore, Marino Marini e Charles Despiau. Em 1939, retornou a São Paulo e junto com Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Sérgio Milliet, entre outros, participou do Movimento Modernista; foi um dos membros da Família Artística Paulista e do Grupo Santa Helena. Em 1943, transferiu-se para o Rio de Janeiro. A convite do ministro Gustavo Capanema instalou ateliê no antigo Hospício da Praia Vermelha, onde orientou jovens artistas como Francisco Stockinger. Possui obras em espaços públicos como ‘Monumento à Juventude Brasileira’ (1947), nos jardins do antigo Ministério da Educação e Saúde, atual Palácio Gustavo Capanema - RJ; ‘Candangos’ (1960), na Praça dos Três Poderes, e ‘Meteoro’ (1967), no lago do edifício do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília; ‘Integração’ (1989), no Memorial da América Latina, em São Paulo. Participou das Bienais de Veneza (1950, 1952); participou das I, II, IV e IX Bienais de São Paulo, período em que recebeu o prêmio de melhor escultor brasileiro (1953) e sala especial (1967). MEC, VOL.2, PÁG. 250; PONTUAL, PÁG. 237; MAYER/84, PÁG. 1333; BENEZIT VOL. 5, PÁG. 14; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 715; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 422; www.artprice.com; www.pinturabrasileira.com; www.dec.ufcg.edu.br; www.monumentos.art.br.



379 - EDOUARD-LEON CORTÈS (1882 - 1975)

"Rue Royal, Madelaine, Paris" - óleo sobre madeira - 23 x 30 cm - canto inferior direito -
Com carimbo da Galeria A. Barillon - Paris, no dorso. - Essa obra participou de leilão de Skinner Auctioneers - Boston - EUA realizado em 16 de setembro de 2005. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor nascido e falecido em Lagny-sur-Maine, França. Filho do pintor espanhol Antonio Cortés que foi para a Exposição Universal em Paris (1855) e se estabeleceu com a família em Lagny-sur-Marne. Iniciou seu filho no aprendizado da pintura e, com dezesseis anos, apresentou uma pintura na Sociedade dos Artistas Franceses (1899) onde foi bem recebido pela crítica e pelo público. Foi um ativo membro da ‘Union des Beaux-Arts de Lagny’ (1927 a 1930) e seu primeiro presidente. Participou também de exposições em Paris incluindo: o Salão de Outono, Salão de Inverno, Salão da Sociedade Nacional de Horticultura e Salão dos Independentes, onde ganhou diversos prêmios. BENEZIT VOL. 3, PÁG. 193; JULIO LOUSADA, VOL. 1, PÁG. 272; www.rehs.com; www.artprice.com; artist.christies.com; www.askart.com.



380 - JOSÉ PANCETTI (1902 - 1958)

Paisagem - técnica mista - 28 x 45 cm - canto inferior direito - 3/9/1948 -

Giuseppe Gianinni Pancetti nasceu em Campinas, SP e faleceu no Rio de Janeiro. Filho de imigrantes italianos foi mandado aos dez anos de idade para a Itália, onde trabalhou em diversos ofícios até entrar para a marinha mercante italiana. De volta ao Brasil, em 1920, trabalhou na Oficina Beppe, São Paulo (1921), especializada em decoração de pintura de parede, como cartazista, pintor de parede e auxiliar do pintor Adolfo Fonzari. Em 1922 ingressou na Marinha de Guerra Brasileira, viajando pelo país e exterior, transferindo-se para a reserva em 1946, no posto de Segundo Tenente. Começou a pintar, auto didaticamente em 1924 e, em 1925, servindo no encouraçado Minas Gerais, pintou suas primeiras obras. No ano seguinte, para progredir na carreira, integrou o quadro de pintores dentro da "Companhia de Praticantes e Especialistas em Convés". Passou a frequentar, a partir de 1932, o Núcleo Bernardelli, no Rio de Janeiro, onde recebeu orientação de Manoel Santiago, Edson Motta, Rescála e Bruno Lechowski. Participou do Salão Nacional de Belas Artes, sendo premiado em 1934, 1936, 1939 e, já na Divisão Moderna, recebeu o Prêmio Viagem ao Estrangeiro (1941), o Prêmio Viagem ao País (1947) e a Medalha de Ouro (1948). Figurou na Bienal de Veneza em 1950; ano em que passa a residir em Salvador, BA. Integrou a mostra "Um Século de Pintura Brasileira", realizada no Museu Nacional de Belas Artes (1952) e a exposição "Arte Moderna no Brasil" que percorreu as cidades de Buenos Aires, Rosário, Santiago e Lima, todas em 1957. Participou duas vezes da Bienal de São Paulo, em 1951 e 1955. Mereceu Sala Especial na Bienal da Bahia - Salvador, em 1966. O Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro realizou, em 1962, exposição retrospectiva de sua obra. TEODORO BRAGA, PÁG. 130; PONTUAL, PÁGS. 403 E 404; MEC, VOL. 3, PÁG. 332; REIS JUNIOR, PÁG. 383; ITAU CULTURAL; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 380; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 597; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28; www.mamcampinas.com.br.



381 - DAREL VALENÇA LINS (1924)

Composição - desenho a nanquim - 20 x 33 cm - canto inferior direito - 1960 -

Este importante pintor, gravador, desenhista e professor, conquistou em 1957, no SNAM, o prêmio de viagem ao estrangeiro, voltando a ser contemplado na VII Bienal de São Paulo, como o melhor desenhista nacional. Foi aluno de Henrique Oswald e recebeu aconselhamento técnico de Goeldi. MEC vol.3, pág. 18; PONTUAL, pág.160/161; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 715; ARTE NO BRASIL, pág. 839; LEONOR AMARANTE, pág. 125; Acervo FIEO.



382 - MARIE LOUISE MATTOS (1916)

"Itaipava" - óleo sobre cartão - 27 x 35 cm - canto inferior direito e dorso - 1955 -
No estado. -

Nascida em Paris, França, filha do escultor Antônio Pinto de Mattos. Pintora, cresceu em ambiente de intensa produção artística, tomando gosto pela arte desde muito criança. Transferiu-se para o Brasil na dec. de 40, passou a frequentar o Liceu de Artes e Ofícios do RJ, onde foi aluna de Armando Viana (1946). Já no ano seguinte recebia Menção Honrosa no SNBA. Nesse mesmo salão conquistou ainda a Medalha de Prata (1951). Ganhadora de prêmio viagem 'a Europa (1960), participou de salões na capital da França. Algumas de suas obras encontram-se no MNBA-RJ. JULIO LOUZADA, vol. 1 pág. 610, Acervo FIEO.



383 - RAMIRO PETRELLY (XX)

"Germain" - acrílico sobre tela - 92 x 120 cm - dorso -
Com certificado de autenticidade, firmado pelo autor em 28 de Março de 2014. -

Artista plástico espanhol com diversas participações em mostras coletivas oficiais. Suas obras têm sido comercializadas em muitos eventos pelo mundo.



384 - INNOCÊNCIO BORGHESE (1897 - 1985)

Conversando - desenho a nanquim - 11 x 13 cm - canto inferior direito -

Pintor e professor paulista, participante do Salão Paulista de Belas Artes, de 1935 a 1961. Diversas exposições individuais e coletivas, com muitas premiações. Pintou muitas paisagens tendo como tema a cidade de São Paulo. TEODORO BRAGA, pág 56; MEC, vol. 1, pág. 251; Acervo FIEO.



385 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Bahia - serigrafia - 22 x 13 cm - centro inferior -
Obra impressa por Ateliê Mário Della Parra - Serigrafias - Rio de Janeiro, RJ. -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



386 - MARIA ROSA E SILVA (XIX - XX)

Capela - aquarela - 28 x 16 cm - canto inferior esquerdo - 1903 -

Pintora e aquarelista ativa no Rio de Janeiro.



387 - HENRIQUE MANZO (1896 - 1982)

Copos de leite - óleo sobre tela - 62 x 51 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1948 -

Pintor, desenhista, professor e cenógrafo que nasceu em São Bernardo do Campo, SP e faleceu em São Paulo. Formou-se no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo e posteriormente foi aluno de Alfredo Norfini. Em 1922, participou da fundação da Sociedade Paulista de Belas Artes. Em paralelo às artes plásticas, atuou como cenógrafo, trabalhando para Ana Pavlova, Procópio Ferreira, Froes e para a Companhia Elsa Garide, além de realizar muitos gabinetes para o Conservatório Musical de São Paulo. Durante vários anos foi professor da Escola Paulista de Belas Artes e atuou como pintor e restaurador do Museu Paulista da Universidade de São Paulo (conhecido como Museu do Ipiranga). Em 1944, auxiliado por seu irmão, fez a decoração da Igreja de São Bento em Marília. Participou da I Bienal de São Paulo e de muitos outros Salões oficiais obtendo vários prêmios: Rio de Janeiro (1925, 1929); São Paulo (1934, 1935, 1939, 1945, 1946, 1951, 1956, 1957, 1959, 1965). TEODORO BRAGA; MEC VOL. 3, PÁG. 65; ITAU CULTURAL.



388 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Rosto - escultura em ferro e madeira - 20 x 15 x 8 cm - não assinado -
Base em granito no estado. -



389 - EDMOND ROSTAN (1898 - 1978)

Composição - óleo sobre madeira - 30 x 45 cm - canto inferior direito -

Pintor e desenhista. Assinava Edmond Roustan. Participou de diversos Salões oficiais e exposições coletivas. Falecido no Rio de Janeiro. JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 843.



390 - JOÃO DUTRA (1893 - 1984)

Preparando o doce - óleo sobre tela - 80 x 60 cm - canto inferior direito -

Nasceu em Rio Claro, SP, e faleceu em Piracicaba-SP. Descendente da família Dutra, composta de pintores ativos em São Paulo a partir do Séc. XVIII durante várias gerações. Expôs pela primeira vez em 1919, em São Paulo, onde realizaria outras mostras até 1937. Participou do SNBA, recendo medalha de prata. Destacou-se como autor de naturezas mortas. TEODORO BRAGA, pág. 85; MEC, vol. 2, pág. 84; TEIXEIRA LEITE, pág. 171; PONTUAL, pág. 186; ITAU CULTURAL, RUTH TARASANTCHI.



391 - AUGUSTO JOSÉ MARQUES JÚNIOR (1887 - 1960)

Flores - óleo sobre eucatex - 65 x 85 cm - canto inferior esquerdo - 1959 -

Discípulo de Visconti, grande pintor e mestre de pintura, Marques Júnior foi, no lado de Cavalleiro, um dos renovadores da arte nacional, nos primeiros anos do século XX. REIS JR. , pág. 371; TEODORO BRAGA, pág. 159; PONTUAL, pág. 341.342; MEC, vol. 3, pág. 76; TEIXEIRA LEITE, pág. 315; Primores da Pintura no Brasil, pág. 277.



392 - LIVROS


1) "FOTOFORMAS: GERALDO DE BARROS". CATÁLOGO DA MOSTRA "GERALDO DE BARROS, FOTÓGRAFO". SÃO PAULO: MUSEU DA IMAGEM DO SOM, 1993. 2) "ARTHUR OMAR: O ZEN E A ARTE GLORIOSA DA FOTOGRAFIA". CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO "ANTROPOLOGIA DA FACE GLORIOSA". RIO DE JANEIRO: CENTRO CULTURAL BANCO DO BRASIL, 1999. 3) "DEMÔNIOS, ESPELHOS E MÁSCARAS CELESTIAIS: AUTORRETRATOS DE ARTHUR OMAR". CATÁLOGO DE EXPOSIÇÃO. RIO DE JANEIRO: CENTRO CULTURAL LIGHT, 1998. 4) "ARTHUR OMAR: A LÓGICA DO ÊXTASE". CATÁLOGO DE EXPOSIÇÃO. RIO DE JANEIRO: CENTRO CULTURAL BANCO DO BRASIL. 5) "BUSCA-ME: FOTOGRAFIAS DE BORIS KOSSOY". CATÁLOGO DE EXPOSIÇÃO. SÃO PAULO: GALERIA BERENICE ARVANI, 2013. 6) "MARIO CRAVO JR.". CATÁLOGO DE EXPOSIÇÃO. SALVADOR: PAULO DARZÉ GALERIA DE ARTE, 2014. 7) "UMA BIBLIOTECA NOS TRÓPICOS - CAIO REISEWITZ. O MAIS ANTIGO INSTRUMENTO MUSICAL DO MUNDO - CHELPA FERRO". ALFONS HUG (CUR.) CATÁLOGO DE EXPOSIÇÃO. SÃO PAULO: FUNDAÇÃO BIENAL, 2005. 8) "VEREDAS". ARAQUÉM ALCÂNTARA. EDER CHIODETTO (CUR.). SÃO PAULO: TERRABRASIL, 2014. 9) "PRESENÇA". JUAN ESTEVES. SÃO PAULO: EDITORA TERCEIRO NOME, 2006.



393 - WALDECI DE DEUS (1952)

Casamento - óleo sobre tela - 35 x 24 cm - canto inferior direito - 1972 -

Pintora, natural de Boa Nova, Bahia. Veio para São Paulo, com a família, aos quinze anos de idade. Autodidata, começou a pintar no final dos anos 60 e já em 1969 ganhou seu primeiro prêmio ao participar de uma coletiva. Realizou exposições individuais em: São Paulo, Osasco, Santos, Ribeirão Preto, Jaboticabal, Suzano, Salvador - BA e participou de várias coletivas pelo Brasil, Estados Unidos, Alemanha e Itália. www.waldecidedeus.kit.net.



394 - ISABEL HIDEMI (1954)

Composição - serigrafia - P. A. - 46 x 31 cm - canto inferior direito - 1985 -

Desenhista e pintora, Isabel Hidemi Hara é natural de Arapongas, PR. Foi aluna de Satie Kawaguchi. Exposição individual: São Paulo, SP (1992). Exposições coletivas: São Paulo, SP (1991, 1992, 1993); Arceburgo, MG (1991, 1993); Marabá, PA (1993); Sardenha, Itália (1991); Houston, EUA (1993). Prêmios: São Paulo, SP (1991, 1993); Suzano, SP (1993). JULIO LOUZADA, vol. 6, pág.500.



395 - CARYBÉ (1911 - 1997)

"Criadores de pássaros" - serigrafia - 93/250 - 60 x 41 cm - canto inferior direito na tela serigráfica -

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



396 - HANSEN BAHIA (1915 - 1978)

"Flor S Miguel" - xilogravura - 22 x 17 cm - canto inferior direito -

Seu nome de batismo era Karl Heinz Hansen, nascido na Alemanha. Dedicou quase toda a sua vida de artista fixando aspectos da Bahia, daí o nome artístico que adotou. Apegou-se ao povo, aos animais e principalmente aos cenários daquela região, e que tão bem soube reproduzir com sua alma e essencia. JULIO LOUZADA vol.1, pág. 81; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 720; ARTE NO BRASIL, pág. 842; ACERVO FIEO, pág. 251.



397 - YASUICHI KOJIMA (1934)

"Sino" - óleo sobre tela - 48 x 34 cm - canto inferior direito e dorso - 2004 -

Pintor e ceramista nascido em Tajimi, Japão - cuja população vive de cerâmica e porcelana. Seu pseudônimo artístico é Kojima. Recebeu influência de seu pai, Shigueo Kojima - tradicional artista e ceramista japonês conhecido pelo nome artístico Juho Kojima. Formou-se na Escola de Cerâmica Industrial de Tajimi - Gifu, Japão. Veio para o Brasil em 1953, trabalhou por cinco anos em São Caetano e transferiu-se para Mauá onde, como seu pai, montou sua própria fábrica de cerâmicas e porcelanas que está em atividade até hoje. Naturalizou-se brasileiro e estudou pintura com Manabu Mabe, Takaoka e Nakajima. Realizou exposição individual em Poá, SP (2009) e no Museu de Arte do Parlamento de São Paulo (2013). Participou de diversas mostras e Salões oficiais em: São Bernardo do Campo, SP (1967); São Paulo (1968, 1969, 2001 a 2010); Poá, SP (2009-como convidado); Embu, SP (2012 - Prêmio Prata). www.mauamemoria.com.br; www.radaroficial.com.br/d/31498914; issuu.com/shinzenbi/docs/makoto_5/27.



398 - JOÃO CAMARA (1944)

Asteróides - litografia - 47/100 - 38 x 24 cm - canto inferior direito -

Importantíssimo artista nacional, natural de João Pessoa, PB, e radicado em Olinda, PE. Pintor, desenhista e gravador, João Câmara conquistou os primeiros prêmios de pintura e de gravura nos SPMEP de 1962 E 1964. Neste último ano fundou, em companhia de artistas locais, o Atelier Coletivo de Ribeira, em Olinda. Exerceu o magistério entre 1967 e 1969, lecionando pintura no Setor de Arte da Universidade Federal da Paraíba. Suas obras, tratando de temas atuais, reúnem mensagens poéticas com uma dose de surrealismo, e que segundo o crítico Walmyr Ayala, " desmistifica toda e qualquer atitude romântica" . Walter Zanini, por sua vez, comenta (1967), que " Suas imagens encadeadas quase como um ´puzzle` parecem amalgamar deuses aztecas e ícones do baralho, assumindo ar de aquilina ´terribilitá` sobriamente derrisório." Participou de quase todas as mostras mais importantes do País, com sucesso de crítica. ITAU CULTURAL; PONTUAL, pág. 100; TEIXEIRA LEITE, pág. 100; WALTER ZANINI , pág. 754; ARTE NO BRASIL, pág. 688; Acervo FIEO.



399 - EDGARD MENEZES (XX)

Paisagem - óleo sobre tela - 24 x 33 cm - canto inferior esquerdo -
Com etiqueta de Samarte Empreendimentos Artísticos - Rio de Janeiro, RJ - no dorso. -

Pintor com atividades artísticas concentradas no Rio de Janeiro. Figurou no Salão Nacional de Belas Artes de 1970 e 1971, tendo conquistado, no último, a Menção Honrosa. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 631.



400 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

Candangos - múltiplo em bronze - 41 x 20 x 5 cm - assinado -
Ex coleção Sebastião Alves - Bragança Paulista - SP. -

Escultor, desenhista e pintor paulista nascido em Mococa, SP e falecido no Rio de Janeiro. Mudou-se com a família para Itália, e fixou-se em Roma (1913). Iniciou estudos de desenho e escultura com o professor Loss (1920). Participou de movimentos antifascistas e foi preso (1931) por motivos políticos. Foi extraditado para o Brasil (1935) por intervenção do embaixador brasileiro na Itália. Em 1937, viajou para Paris e frequentou as academias ‘La Grand Chaumière’ e ‘Ranson’, onde estudou com Aristide Maillol e conviveu com Henry Moore, Marino Marini e Charles Despiau. Em 1939, retornou a São Paulo e junto com Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Sérgio Milliet, entre outros, participou do Movimento Modernista; foi um dos membros da Família Artística Paulista e do Grupo Santa Helena. Em 1943, transferiu-se para o Rio de Janeiro. A convite do ministro Gustavo Capanema instalou ateliê no antigo Hospício da Praia Vermelha, onde orientou jovens artistas como Francisco Stockinger. Possui obras em espaços públicos como ‘Monumento à Juventude Brasileira’ (1947), nos jardins do antigo Ministério da Educação e Saúde, atual Palácio Gustavo Capanema - RJ; ‘Candangos’ (1960), na Praça dos Três Poderes, e ‘Meteoro’ (1967), no lago do edifício do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília; ‘Integração’ (1989), no Memorial da América Latina, em São Paulo. Participou das Bienais de Veneza (1950, 1952); participou das I, II, IV e IX Bienais de São Paulo, período em que recebeu o prêmio de melhor escultor brasileiro (1953) e sala especial (1967). MEC, VOL.2, PÁG. 250; PONTUAL, PÁG. 237; MAYER/84, PÁG. 1333; BENEZIT VOL. 5, PÁG. 14; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 715; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 422; www.artprice.com; www.pinturabrasileira.com; www.dec.ufcg.edu.br; www.monumentos.art.br.



401 - DJANIRA DA MOTTA E SILVA (1914 - 1979)

Pescadores - xilogravura - 13 x 20 cm - canto inferior direito -

Pintora, desenhista, ilustradora, cartazista, cenógrafa e gravadora. Djanira da Motta e Silva nasceu em Avaré, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. No final da década de 1930, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde teve suas primeiras instruções de desenho no Liceu de Artes Ofícios e com o pintor Emeric Marcier, hóspede da pensão que Djanira instalou no bairro de Santa Teresa. Os contatos com os artistas Carlos Scliar, Milton Dacosta , Arpad Szenes , Vieira da Silva e Jean-Pierre Chabloz , frequentadores de sua pensão, proporcionaram um ambiente estimulador que a levou a expor no 48º Salão Nacional de Belas Artes, em 1942. No ano seguinte, realizou sua primeira mostra individual, na Associação Brasileira de Imprensa - ABI. Em 1945, viajou para Nova York. De volta ao Brasil, realizou o mural ‘Candomblé’ para a residência do escritor Jorge Amado, em Salvador, e painel para o Liceu Municipal de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Entre 1953 e 1954, viajou a estudo para a União Soviética. De volta ao Rio de Janeiro, tornou-se uma das líderes do movimento pelo Salão Preto e Branco, um protesto de artistas contra os altos preços do material para pintura. Realizou em 1963, o painel de azulejos ‘Santa Bárbara’, para a capela do túnel Santa Bárbara, Laranjeiras, Rio de Janeiro. No ano de 1966, a editora Cultrix publicou um álbum com poemas e serigrafias de sua autoria. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil, EUA e Europa. Foi premiada no Rio de Janeiro (1943, 1944, 1949, 1950 a 1953, 1955, 1963) e em São Paulo (1951, 1955). Participou da 1ª e da 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955). Em 1977, o Museu Nacional de Belas Artes - MNBA, realizou uma grande retrospectiva de sua obra. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 336; PONTUAL, PÁG. 181; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 164; MEC, VOL. 2, PÁG 58; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG, 263; WALTER ZANINI, PÁG. 810; ARTE NO BRASIL, PÁG. 824; ACERVO FIEO.



402 - SYLVIO PINTO (1918 - 1997)

Marinha - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior direito -
Com certificado de autenticidade do Projeto Sylvio Pinto datado de 21/03/2006, firmado por Ubirajara Pinto Carreras - Rio de Janeiro, RJ. -

Freqüentou o Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro, lá recebendo suas primeiras noções de desenho. Mais tarde, recebe lições do pai - o Pinto das Tintas. Conheceu Pancetti na casa paterna. Em 1938 estudou no Núcleo Bernardelli e a partir de 1940 dedica-se exclusivamente à pintura. Participou de vários Salões de Belas Artes, recebendo inúmeros prêmios. MEC, vol. 3, pág. 419, Acervo FIEO.



403 - MARCIO SCHIAZ (1965)

"Girassóis com paisagem" - óleo sobre tela - 100 x 100 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1994 -

Paulistano, o pintor nasceu em 10/5/1965. Estudou na APBA-SP, onde desenvolveu curso de desenho e pintura, frequentado sessões de modelo vivo. Individuais desde 1989 e coletivas em Salões Oficiais, com sucesso de crítica. Recebeu diversos prêmios. JULIO LOUZADA, vol.13, pág. 304; Acervo FIEO.



404 - RUBENS GERCHMAN (1942 - 2008)

"Os habitantes" - litografia - 24 x 28 cm - canto inferior direito - 1964 -

Pintor, desenhista, gravador, escultor nascido no Rio de Janeiro e falecido em São Paulo. Em 1957, freqüenta o Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro, onde estuda desenho. Faz curso de xilogravura com Adir Botelho e freqüenta a Escola Nacional de Belas Artes - Enba, entre 1960 e 1961. Em 1967, é contemplado com o prêmio de viagem ao exterior no 16º Salão Nacional de Arte Moderna e viaja para os Estados Unidos. Reside em Nova York entre 1968 e 1972. Retorna ao Brasil e faz o roteiro, a cenografia e a direção do filme 'Triunfo Hermético' e os curtas 'ValCarnal' e 'Behind the Broken Glass'. De 1975 a 1979, assume a direção da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, RJ. É co-fundador e diretor da revista 'Malasartes'. Em 1978, viaja para os Estados Unidos com bolsa da Fundação John Simon Guggenheim. Em 1982, permanece por um ano em Berlim como artista residente, a convite do Deutscher Akademischer Austauch Dienst - DAAD [Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico]. Realizou diversas exposições individuais e participou de muitas mostras oficiais no Brasil e pelo mundo recendo prêmios na Bienal de São Paulo (1965), Bienal de Salvador, BA (1966), Bienal de Cali, Colômbia (1967, 1970). JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 417; PONTUAL, PÁG. 235; TEIXEIRA LEITE, "in" A GRAVURA BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 734; ARTE NO BRASIL, PÁG. 974; LEONOR AMARANTE, PÁG. 143, MEC VOL. 2, PÁG. 246; Acervo FIEO.



405 - AMARAL (XX)

Ouro Preto - desenho a nanquim e aquarela - 12 x 17 cm - canto inferior direito -

Pintor e aquarelista. JÚLIO LOUZADA, vol. 4, pág. 52.



406 - FRANCISCO DA SILVA (1910 - 1985)

Peixe - têmpera sobre tela - 25 x 35 cm - centro inferior - 1974 -

Pintor e desenhista, Francisco Domingos da Silva nasceu em Alto Tejo, AC e faleceu em Fortaleza, CE. Filho de índio peruano com brasileira, ainda criança se fixou em Fortaleza, por volta de 1937, onde começou a desenhar a carvão e giz sobre muros e paredes de casebres de pescadores. Na década de 40, sob o incentivo do crítico e pintor suíço Jean Pierre Chabloz, iniciou-se na pintura a guache juntamente com Chabloz, Antônio Bandeira e Inimá de Paula. O mesmo Jean Pierre lança-o em Paris. Entre 1961 e 1963, trabalhou no recém-criado Museu de Arte da UFCE. Expôs individualmente no Brasil a partir de 1943 e em diversas mostras coletivas no Brasil e exterior, com premiações, destacando-se a recebida na XXXIII Bienal de Veneza (1966). JULIO LOUZADA, VOL. 1 PÁG. 909; ITAU CULTURAL; LEONOR AMARANTE; ARTE NO BRASIL, ACERVO FIEO; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 478.



407 - GILBERTO CABRAL (1967)

"Pautas mágicas" - óleo sobre tela - 50 x 40 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor e desenhista, Gilberto Gil de Sá Cabral nasceu no Rio de Janeiro. É formado em economia, possui diversos cursos de história da arte, gravura e restauração. Em 1979 teve suas primeiras aulas de desenho e, mais tarde, recebeu orientações de Castello Branco, Carlomagno, Cláudio Dantas e Oscar Palácios, Gianguido Bonfantti (1996) e Manuel Fernandes (1996). Participou de mostras e Salões oficiais no Rio de Janeiro (1992, 1994, 1995); Duque de Caxias, RJ (1990, 1993); Volta Redonda, RJ (1994). Foi premiado em: Duque de Caxias, RJ (1990, 1991); Rio de Janeiro (1990, 1993, 1994). JULIO LOUSADA VOL. 8 PÁG.149; VOL. 9, PÁG. 149; www.artprice.com; www.jokerartgallery.com.



408 - JOSÉ ROBERTO AGUILAR (1941)

Rosto - óleo sobre tela - 92 x 65 cm - lado esquerdo -

Surgiu em 1963, quando expôs na VII Bienal de São Paulo. Autodidata. Participou de diversas e importantes exposições coletivas, ligado ao figurativismo expressionista e à pop-art. JULIO LOUZADA, vol. 10, pág, 34. PONTUAL, pág, 6. MEC , vol 1, pág,40; TEIXEIRA LEITE, pág. 14; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág 734; ARTE NO BRASIL, pág 975; LEONOR AMARANTE, pág. 170; Acervo FIEO.



409 - JESUALDO (1940)

"Mais um luar" - acrílico sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior direito e dorso - 2014 -

Pintor nascido em Santa Rosa, RS. Autodidata no início de sua carreira, teve aulas com Colete Pujol. Participou de vários Salões e exposições oficiais em: Canoas, RS (1960); Aparecida do Norte, SP (1961); São Carlos, SP (1964); São Paulo (1966 a 1968, 1985). Foi premiado, em 1966, no Salão da Escola de Belas Artes de São Paulo.



410 - ZORÁVIA BETTIOL (1935)

"O noturno dos namorados" - xilogravura - 26 x 38 cm - canto inferior direito -

Gravadora, tapeceira, designer de jóias, desenhista, pintora, professora, Zoravia Bettiol nasceu em Porto Alegre, RS. Graduou-se em pintura pelo Instituto de Belas Artes de Porto Alegre. De 1956 a 1957 foi aluna de desenho e xilogravura no ateliê do escultor Vasco Prado, com quem foi casada durante 28 anos. Dedicou-se principalmente à tapeçaria e à gravura. Em 1968 mudou-se para Varsóvia, Polônia, para realização de estudos na área têxtil no Atelier Maria Laskiewicz. Durante o período em que residiu na Polônia cursou a Escola de Belas Artes de Varsóvia. Nos anos 70, já de volta ao Brasil, figurou em diversas exposições nacionais e internacionais. Entre os prêmios destacam-se: o primeiro prêmio de desenho no 18º Salão Municipal de Belas-Artes de Belo Horizonte (1962), o primeiro prêmio de gravura no 2º Salão de Arte Religiosa Brasileira de Londrina (1966), o prêmio nacional de gravura na 1ª Bienal Nacional de Artes Plásticas de Salvador (1966), recebeu o Prêmio Medalha Cidade de Porto Alegre (1985) e foi homenageada com o troféu destaque em artes plásticas 87. MEC, VOL. 1 PÁG. 223 E 224; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 727; LEONOR AMARANTE, PÁG. 146; JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 128; www.artprice.com.



411 - JACINTO MORAIS (1917)

Paisagem - técnica mista - 26 x 18 cm - canto inferior direito - 1984 - Rio de Janeiro -

Pintor gaúcho, natural de Porto Alegre; Fez os primeiros estudos de pintura no Instituto de Belas Artes de Porto Alegre, transferindo-se para o Rio de Janeiroem 1940, depois de romper com o ensino acadêmico da escola de arte de sua cidade natal. No Rio aperfeiçoou-se com Santa Rosa e depois com André Lhote. Seus quadros apresentam a perfeita harmonia entre o desenho interior, do espírito, e do exterior, da linha. Recebeu crítica positiva de Walmir Ayala. Participou de coletivas no Brasil e no exterior, obtendo importantes premiações. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 646; RGS, pág. 271



412 - ALFREDO EUGUL SAMAD (XX)

"A mulher e o banco" - óleo sobre tela - 40 x 30 cm - canto inferior direito e dorso - 1979 -

Pintor argentino natural de Navarro, Provincia de Buenos Aires. Fixou residência no Brasil a partir de 1954. Expôs individualmente em Buenos Aires em 1951, participando de coletivas a partir de 1953, destacando-se: III Salão Nacional de Artes Plásticas do Rio de Janeiro (Gravura), Salão Museu de Arte Moderna -MAM-SP (Desenho) e III Salão Brasileiro de Arte (Fundação Mokiti Okada) São Paulo (pintura). Recebeu o Prêmio Aquisição no III Salão de Arte Contemporânea de Americana-SP.



413 - MAURICIO BAULÉ (1964)

Marinha - óleo sobre tela - 13 x 20 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, fotógrafo e designer gráfico nascido em São Paulo com formação técnica em artes gráficas pelo SENAI, artes plásticas pela Universidade de São Paulo e desenho com Paulo Portella. Ao longo da carreira trabalhou em diversas agências de publicidade, gráficas e na TV Cultura. Realizou exposição individual em São Paulo em 2000 e participou de mostras coletivas e Salões oficiais em: Florianópolis, SC (1987); Recife, PE (1987); Curitiba, PR (1988); Rio Claro, SP (1988); Amparo, SP (1988); São José do Rio Preto, SP (1988); Petrópolis, RJ (1988); São Paulo (1988, 1999, 2000). Foi premiado em Santa Catarina (1987); Rio Claro, SP (1988). ITAU CULTURAL.



414 - ANTENOR FINATTI (1923)

Figura - óleo sobre tela - 65 x 54 cm - canto inferior direito -

Natural de Pinhal, SP. Pintor, desenhista e professor. Foi aluno de Armando Viana, no Rio de Janeiro, cidade onde se fixou. Participou, com premiação, do SNBA (1961, 1962, 1966 e 1968), além de diversos outros certames de igual importância, com destaque e reconhecidas críticas. JULIO LOUZADA vol.11, pág.112; PONTUAL, pág. 215; MEC. VOL.2 pág. 177; Acervo FIEO.



415 - VASCO PRADO (1914)

Dom Quixote - litografia - 179/350 - 45 x 32 cm - canto inferior direito - 1987 -

Escultor, desenhista e gravador, VASCO PRADO abriu seu primeiro ateliê em 1941. Bolsista do governo francês, estudou na França na Escola de Belas Artes de Paris, tendo recebido ensinamentos de Fernand Léger. De volta ao Brasil em 1951, foi um dos fundadores do Clube de Gravura de Porto Alegre, ao lado de Scliar. Artista atuante, VASCO PRADO valoriza a sua arte pelo esmero e originalidade de suas obras. JULIO LOUZADA vol.9, pág. 699; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 711; ARTE NO BRASIL, pág. 842.



416 - JOSINALDO FERREIRA BARBOSA (1951)

"Pôr do sol" - óleo sobre tela - 60 x 80 cm - canto inferior direito e dorso - 2014 -

Pintor, assina Josinaldo. Com diversas exposições individuais e coletivas no Brasil e no exterior. Tambem participou de Salões, entre eles o Salão de Piracicaba. JÚLIO LOUZADA vol. 12 pág. 214.



417 - PAOLO MARANCA (1938 - 2006)

Esquina - desenho a nanquim - 16 x 12 cm - canto inferior esquerdo - 1958 -

Paulista da Capital, Maranca foi pintor, desenhista, jornalista e crítico de arte. Teve Waldemar da Costa e Clóvis Graciano como mestres, com eles trabalhando na execução de painéis. Liderou a corrente figurativista que se opunha ao abstracionismo em São Paulo. Organizou exposições na cidade que sempre visavam um questionamento aos movimentos existentes. JULIO LOUZADA vol 10 pág. 543; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



418 - LUCIA DAMY (1930)

Baianas - óleo sobre tela - 40 x 30 cm - canto inferior esquerdo - 1982 -

Pintora paulistana foi aluna de Luiz Vackal e Durval Pereira. Participou de inúmeros salões oficiais. Foi premiada no Salão Nacional de Belas Artes em 1975. Também realizou inúmeras exposições individuais e coletivas no Brasil e no exterior. JÚLIO LOUZADA, vol. 1, pág. 311.



419 - NARCISO CONILLO MARTINS (1963)

Composição - óleo sobre tela - 67 x 89 cm - canto inferior direito -

Nascido em Gleba Keller, no Paraná, o autor demonstra desde cedo talento para a pintura. Estudou com Arrigo Libarde (professor austríaco), com Manuel Victor Filho, (Escola Panamericana de Arte em SP), com Roberto Magalhães e Achile Noris. CONILLO teve como mestre de filosofia da arte Tao Sigulda, artista plástico que lhe mostrou o caminho da composição das cores, suas combinações e efeitos, lições essas que o autor soube muito bem aproveitar, como podemos desfrutar em suas belas e harmoniosas telas. Excelente crítica e mercado. Livro: SECRET GARDEN, Ed. Almacen, Portugal, 2001, português/inglês; Acervo FIEO.



420 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Pássaro - serigrafia - 14/100 - 40 x 30 cm - canto inferior direito na tela serigráfica -
Tiragem póstuma editada pelo Estúdio Aldemir Martins. -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



421 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Marinha - litografia - P.A. - 25 x 34 cm - canto inferior esquerdo - 1990 -
Com dedicatória. -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



422 - ELIANA SOARES DE SIQUEIRA (1961)

Paisagem - acrílico sobre tela - 50 x 40 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintora primitiva paulistana, assina Eliana Soares. Participou de diversas exposições coletivas e individuais: Museu de Arte Primitiva de Assis (1987); IV Salão Nacional de Artes Plásticas Dalva Zanotta (1993) - Medalha de Ouro; XX Salão de Araraquara (1996) - Medalha de Prata; Galeria Municipal de Artes de Barueri (2005). JULIO LOUZADA.



423 - FERNANDO DURÃO (XX)

"Composição" - acrílico sobre tela - 60 x 60 cm - dorso - 2014 -
Com dedicatória. -

Pintor e fotógrafo. Expôs individualmente em 1990, no Paço das Artes Francisco Matarazzo Sobrinho-SP, e coletivamente em 1988, no MAC de Campinas-SP e em 1994, no Museu da Cultura da PUC-SP. JULIOLOUZADA, vol 10 pág. 303



424 - FERNANDO BARRETO (1929)

Paisagem - aquarela - 23 x 33 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor, restaurador e professor mineiro, nascido em Araxá. Estudou no Rio de Janeiro, na antiga ENBA, onde diplomou-se em 1953 e na qual, anos mais tarde, foi professor de desenho. Expôs pela primeira vez em 1949, antes mesmo de se formar. Participou do SNAM-RJ nos anos de 1955 e 1957. Foi restaurador brilhante e muito requisitado, com diversos convites oficiais. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 95



425 - NICOLA PETTI (1904 - 1983)

"A todo vapor" - óleo sobre cartão - 12 x 18 cm - canto inferior esquerdo -

Ativo em São Paulo, foi também excepcional desenhista, aluno nesta capital, do pintor e professor alemão Georg Ficher Elpons; participou assiduamente do Salão Paulista de Belas Artes, desde sua inauguração em 1933, onde foi muito premiado. MEC, vol. 3, pág. 393; JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 685; ITAU CULTURAL, Acervo FIEO.



426 - ALBANO VIZOTTO FILHO (1928)

Natureza morta - óleo sobre eucatex - 16 x 22 cm - canto inferior direito -

Pintor e escultor ativo em São Paulo. São muito apreciadas as suas naturezas mortas. MEC, vol. 4, pág. 495; JULIO LOUZADA, vol. 9, pág. 30; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO.



427 - HIROO KABE (1938)

Composição - óleo sobre tela - 40 x 60 cm - canto inferior direito - 1970 -

Pintor nascido em Guma - Honshu, Japão. Em São Paulo realizou exposição individual (1981) e participou de mostras oficiais (1987, 1988). ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 505.



428 - IVO BLASI (1932 - 2008)

Marinha - óleo sobre cartão - 23 x 33 cm - canto inferior direito -

Foi pintor atuante em São Paulo. Viveu na Itália por algum tempo, onde frequentou cursos de arte. No Brasil cursou a Escola Paulista de Belas Artes, tendo participado de diversas exposições. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 36; Acervo FIEO.



429 - JOSÉ HENRIQUE FABRE ROLIM (1950)

Composição - serigrafia - 36/60 - 30 x 70 cm - canto inferior direito -

Jornalista, curador, pesquisador, crítico de arte e artista plástico nascido em São Paulo, SP. Membro da Associação Paulista de Críticos de Artes (APCA) desde 1977. Participou do Projeto Mapa Cultural Paulista 2001/2002 da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo; da exposição "Uma Viagem de 450 Anos" no SESC Pompéia com o texto intitulado "Uma Viagem Nostálgica aos Meandros da Criatividade" (2004); do Chapel Art Show na Seleção Especial de Gravuras com uma serigrafia (2014); da exposição "O Olhar Fotográfico do Artista sobre São Paulo - 450 Anos" com a foto intitulada "Noturno" - Foto Cine Clube Bandeirante (2004); do Leilão Beneficente organizado pela BMW Osten - Concessionária da BMW na Galeria André (2004) com uma obra em técnica mista; da exposição "Mala volta a São Paulo em mais de 80 malas" com uma obra (pequena mala com várias fotos de São Paulo-2005). Recebeu o Prêmio Publitime (2013).



430 - BERNARDINO DE SOUZA PEREIRA (1895 - 1985)

"Itanhaém" - óleo sobre eucatex - 46 x 55 cm - canto inferior direito e dorso - 1953 -

Pintor. Ativo em São Paulo. Foi discípulo de Antonio Rocco. Participou do SNBA, RJ, obtendo menção honrosa (1923), medalha de prata (1930); do SPBA, São Paulo, conquistando a grande medalha de ouro em 1934. De sua autoria o Museu Paulista possui a tela "Primeira Experiência com Balão de Bartolomeu de Gusmão". TEODORO BRAGA, pág. 53; MEC, vol. 3, pág. 367; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO, RUTH TARASANTCHI.



431 - JOSÉ SIMEONE (1930 - 2009)

Paisagem - óleo sobre tela - 38 x 46 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor paulistano ligado à arte figurativa, com características impressionistas. Seu estilo se aproxima dos oitocentistas italianos e franceses, sendo que o crítico Pietro Maria Bardi também identificava em sua obra influências do grupo Santa Helena. Proveniente de família de artistas pintores (Angelo e João Simeone). Participa de coletivas a partir de 1962 (já com premiação). MEC, vol. 4, pág. 285; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 923; TEIXEIRA LEITE, pág. 482; Acervo FIEO.



432 - ADRIANO GAMBIM (1983)

"Larissa na porta" - linóleogravura - 10/10 - 15 x 10 cm - canto inferior direito - 2013 -
Complemento do título: "Em tom marrom". -

Pintor, desenhista, gravador e arte-educador. Sua formação artística foi na UNIMESP e UNESP, São Paulo. Realizou exposições individuais em Guarulhos (2004, 2008, 2009, 2010, 2011) e tem participado de várias mostras coletivas e Salões individuais como: Guarulhos, SP (2001, 2007 a 2013); São Paulo (2008, 2010); Araraquara, SP (2006, 2010, 2012); Franca, SP (2008); Catanduva, SP (2008); Suzano, SP (2009); Ubatuba, SP (2005, 2009); Ribeirão Preto, SP (2010); Mairiporã, SP (2010); Santo André, SP (2010); Santos, SP (2011); Araras, SP (2013); Embu, SP (2013); Curitiba, PR (2012); Porto Alegre, RS (2013); Brasília, DF (2013); Castro, PR (2013); Ceará (2012); Espanha (2005 a 2008, 2013); Finlândia (2007); México (2009); Itália (2007, 2009); Romênia (2007, 2010). Foi premiado em: Guarulhos, SP (2007 a 2009, 2011); Mairiporã, SP (2011); Espanha (2011); Araraquara, SP (2010, 2012, 2013); Araras, SP (2012); Rio Claro, SP (2013). www.artprice.com.



433 - OSCAR SATIO OIWA (1965)

"Pequenos ateliês. Grandes obras II" - serigrafia - 24/90 - 39 x 59 cm - canto inferior direito - 1999 -

Pintor, escultor, designer de móveis e jóias. Forma-se arquiteto em 1989 pela FAU/USP. Em paralelo aos estudos universitários, dedica-se ao aprendizado das artes, recebendo treinamento em história da arte para tornar-se monitor na 18ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1985. No mesmo ano, expõe com o artista Ricardo Woo na Galeria Macunaíma, no Rio de Janeiro. Em 1986, ano em que ganha bolsa para estudos no Japão, realiza sua primeira individual, no Cabaret Madame Satã, em São Paulo. Em 1991, ano em que expõe na 21ª Bienal Internacional de São Paulo, transfere-se para Tóquio, Japão, mantendo extensa participação no meio artístico local, sendo premiado em 1995, no Ueno Royal Museum, e, no ano seguinte, na 4ª Bienal de Yokohama. Entre 1995 e 1996 reside em Londres (Inglaterra), com bolsa obtida pelo The Delfine Studio Trust. ITAU CULTURAL.



434 - KLAUDIO URSIC (1924)

Paisagem - óleo sobre tela colada em cartão - 17 x 23 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Natural da Yugoslavia, estudou na Italia. No Brasil, realizou diversas exposições individuais na cidade de São Paulo, além de participar de Salões Oficiais e de coletivas em destacadas Galeria do País. JULIO LOUZADA vol. 3 - pág. 1162.



435 - PAULO CALAZANS (1947)

Homenagem a Volpi - serigrafia colada em madeira - 61 x 81 cm - canto inferior direito -

Mineiro de Caratinga, onde nasceu a 25 de maio de 1947. Gravador, desenhista, fotógrafo e poeta. Dos 15 aos 30 anos executou trabalhos na área visual (pintura, ilustração, gravura, fotografia, cenografia, entre outros), o que gerou a sua formação atual. Sua obra reflete várias tendências, ora passando uma releitura na História da Arte no período 1300/1950, ora desenvolvendo imagens a partir do inconsciente racionalizado. Individuais e coletivas a partir de 1983, com premiações. JULIO LOUZADA vol.11, pág. 49.



436 - MICHEL KIKOÏNE (1892 - 1968)

Paisagem - óleo sobre cartão - 34 x 29 cm - canto inferior esquerdo -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor nascido em Gomel, Russia e falecido em Paris. Estudou na Escola de Belas Artes de Vilna e depois na de Minsk. Foi para Paris, em 1912, onde trabalhou no ateliê de Cormon na Escola de Belas Artes. Durante a Primeira Guerra lutou voluntariamente e, na Segunda Guerra, refugiou-se com sua família perto de Toulouse, França. Depois, voltou para Paris e realizou algumas viagens para Israel. Sua primeira exposição foi em Paris em 1919 e naturalizou-se em 1922. Suas obras foram expostas em Paris, Nova York, Moscou, Copenhagen, Inglaterra, Jerusalém, Tel Aviv. Foi premiado em Paris (1964). Em 2004 uma ala da Galeria de Arte da Universidade de Tel Aviv foi dedicada em honra de sua memória. BENEZIT VOL. 6, PÁG. 213; www.michelkikoine.com; www.artprice.com; www.invaluable.com; artist.christies.com; www.bbc.co.uk.



437 - DARCY PENTEADO (1926 - 1987)

"A odalisca" - gravura - 65/100 - 40 x 55 cm - canto inferior direito - 1977 -

Desenhista, pintor, cenógrafo, figurinista e escritor, Darcy Penteado foi a personalidade polimorfe, que buscava tornar a própria existência matéria de arte. Em 1948 passou a integrar em São Paulo o Grupo Novíssimos. Expôs individualmente a partir de 1949, participando de inúmeras exposições coletivas e individuais, no país e no exterior. MEC, vol. 3, pág. 365; PONTUAL, pág. 416; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 241. WALMIR AYALA, vol 2, pág 183; TEIXEIRA LEITE, pág 401; ITAÚ CULTURAL ; WALTER ZANINI, pág. 717; LEONOR AMARANTE, pág. 75.



438 - MENASE WAIDERGORN (1927)

Paisagem - óleo sobre tela - 40 x 30 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor nascido em Hotin, Romênia. Seus pais vieram para o Brasil (1932) fixando residência em São Paulo. Ingressou na Associação Paulista de Belas Artes (fim da década de 1940), onde conheceu Dario Mecatti. Viajou pelo norte da África e Europa. Participou de diversos salões, coletivas oficiais e recebeu diversos prêmios. JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 1011; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



439 - JORGE DE SALLES (XX)

Caçando borboletas - serigrafia, aquarela e montagem - 47 x 34 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, escultor e curador teve sua formação em Artes na PUC-Rio e na Escola de Artes Visuais do Parque Lage no Rio de Janeiro, RJ.. Desde jovem vem participando de inúmeras exposições e movimentos culturais. www.circuitoculturalrio.multiply.c; www.bairrodaslaranjeiras.com.br.



440 - HANSEN BAHIA (1915 - 1978)

Cesteiro - xilogravura - 28 x 20 cm - canto inferior direito -

Seu nome de batismo era Karl Heinz Hansen, nascido na Alemanha. Dedicou quase toda a sua vida de artista fixando aspectos da Bahia, daí o nome artístico que adotou. Apegou-se ao povo, aos animais e principalmente aos cenários daquela região, e que tão bem soube reproduzir com sua alma e essencia. JULIO LOUZADA vol.1, pág. 81; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 720; ARTE NO BRASIL, pág. 842; ACERVO FIEO, pág. 251.



441 - ALFREDO VOLPI (1896 - 1988)

Composição - litografia off set - 102/150 - 37 x 50 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.



442 - MARCIO SCHIAZ (1965)

"Girassóis com paisagem II" - óleo sobre tela - 100 x 100 cm - canto inferior direito e dorso -

Paulistano, o pintor nasceu em 10/5/1965. Estudou na APBA-SP, onde desenvolveu curso de desenho e pintura, frequentado sessões de modelo vivo. Individuais desde 1989 e coletivas em Salões Oficiais, com sucesso de crítica. Recebeu diversos prêmios. JULIO LOUZADA, vol.13, pág. 304; Acervo FIEO.



443 - NICOLAS VLAVIANOS (1929)

Cinzeiro - objeto em aço inoxidável - 20 x 20 x 5 cm - assinado - 1978 -

Natural de Atenas, Grécia, veio para o Brasil em 1961, após breve passagem por Paris em 1956, para estudar pintura. Dedicou-se inicialmente à escultura com soldagem de objetos metálicos de uso comum, passando mais tarde a acentuar a " pictorização de sua escultura ", no dizer de Mario Pedrosa, em 1966. Possui obras em diversos museus nacionais e coleção particulares de importância. JULIO LOUZADA, vol. 5, pág. 1118; MEC, vol, 4, pág. 496; PONTUAL, pág. 546; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 769; LEONOR AMARANTE, pág. 136.



444 - DJANIRA DA MOTTA E SILVA (1914 - 1979)

Trabalhando no cafezal - xilogravura - 15 x 22 cm - canto inferior direito -

Pintora, desenhista, ilustradora, cartazista, cenógrafa e gravadora. Djanira da Motta e Silva nasceu em Avaré, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. No final da década de 1930, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde teve suas primeiras instruções de desenho no Liceu de Artes Ofícios e com o pintor Emeric Marcier, hóspede da pensão que Djanira instalou no bairro de Santa Teresa. Os contatos com os artistas Carlos Scliar, Milton Dacosta , Arpad Szenes , Vieira da Silva e Jean-Pierre Chabloz , frequentadores de sua pensão, proporcionaram um ambiente estimulador que a levou a expor no 48º Salão Nacional de Belas Artes, em 1942. No ano seguinte, realizou sua primeira mostra individual, na Associação Brasileira de Imprensa - ABI. Em 1945, viajou para Nova York. De volta ao Brasil, realizou o mural ‘Candomblé’ para a residência do escritor Jorge Amado, em Salvador, e painel para o Liceu Municipal de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Entre 1953 e 1954, viajou a estudo para a União Soviética. De volta ao Rio de Janeiro, tornou-se uma das líderes do movimento pelo Salão Preto e Branco, um protesto de artistas contra os altos preços do material para pintura. Realizou em 1963, o painel de azulejos ‘Santa Bárbara’, para a capela do túnel Santa Bárbara, Laranjeiras, Rio de Janeiro. No ano de 1966, a editora Cultrix publicou um álbum com poemas e serigrafias de sua autoria. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil, EUA e Europa. Foi premiada no Rio de Janeiro (1943, 1944, 1949, 1950 a 1953, 1955, 1963) e em São Paulo (1951, 1955). Participou da 1ª e da 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955). Em 1977, o Museu Nacional de Belas Artes - MNBA, realizou uma grande retrospectiva de sua obra. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 336; PONTUAL, PÁG. 181; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 164; MEC, VOL. 2, PÁG 58; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG, 263; WALTER ZANINI, PÁG. 810; ARTE NO BRASIL, PÁG. 824; ACERVO FIEO.



445 - CARYBÉ (1911 - 1997)

"Sertão" - serigrafia - 51/190 - 62 x 86 cm - canto inferior direito -
Reproduzido na capa do catálogo da Mostra Itinerante do artista realizada em treze capitais em 1995. -

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



446 - RENOT (1932)

Mulheres - serigrafia - P.I. - 50 x 36 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e tapeceiro, Reinaldo Eliomar de Freitas Marques da Silva nasceu em Santa Luzia, Bahia. Assina Renot. Autodidata, começou a pintar em 1957 e, em 1964, com a inauguração da Galeria Quirino, em Salvador, iniciou sua formação artesanal. Tornou-se amigo de vários intelectuais e artistas baianos entre os quais Jenner Augusto, Jorge Amado e Manuel Quirino. Quirino, com quem trabalhou, foi também o seu mestre na arte de tecer (1964). Foi responsável pelos calendários-tapeçaria que fez para a Basf e Bosh do Brasil em 1977. Realizou muitas exposições individuais em: Salvador, BA (1970, 1971, 1972, 1977); Porto Alegre, RS (1970); Rio de Janeiro (1971, 1974); São Paulo (1972, 1973, 1975 a 1978, 1982); Hamburgo, Alemanha (1971); Londres, Inglaterra (1972); Barcelona, Espanha (1974); Genebra, Suíça (1974); Buenos Aires, Argentina (1975); Paris, França (1976); Estados Unidos (1978, 1980). Participou de várias coletivas e mostras oficiais pelo Brasil e exterior. Atua também como perito, marchand e organizador de leilões. JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 816; VOL. 7, PÁG. 590; ITAU CULTURAL; MEC VOL. 4, PÁG. 53; web.artprice.com.



447 - SALVADOR RODRIGUES JR (1907 - 1995)

"Ouro Preto" - óleo sobre tela colada em eucatex - 68 x 49 cm - canto inferior direito - 1969 -

Nasceu em Cádiz, Espanha, a 8 de abril de 1907. Veio a falecer no dia 24 de julho de 1995, em São Paulo-SP. Pintor e professor. A sua pintura é toda poesia e sem artifícios. O artista não imita ninguém. Tem estilo e sentido próprios. Estas algumas das observações do crítico da Sociarte, José Cornelsen. O autor obteve mais de uma centena de medalhas e troféus em certames oficiais. JULIO LOUZADA vol.9, pág.741, Acervo FIEO.



448 - INNOCÊNCIO BORGHESE (1897 - 1985)

"Itanhaém" - óleo sobre eucatex - 13 x 18 cm - canto inferior direito - 1958 -

Pintor e professor paulista, participante do Salão Paulista de Belas Artes, de 1935 a 1961. Diversas exposições individuais e coletivas, com muitas premiações. Pintou muitas paisagens tendo como tema a cidade de São Paulo. TEODORO BRAGA, pág 56; MEC, vol. 1, pág. 251; Acervo FIEO.



449 - RENINA KATZ (1925)

Retirantes - xilogravura - 18 x 16 cm - canto inferior direito -

Gravadora, desenhista, ilustradora e professora, Renina Katz Pedreira nasceu no Rio de Janeiro. Assina Renina e Renina Katz. Cursou a Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1947 a 1950) e teve como professores, entre outros, Henrique Cavalleiro e Quirino Campofiorito. Licenciou-se em desenho pela Faculdade de Filosofia da Universidade do Brasil. Iniciou-se em xilogravura com Axl Leskoschek, em 1946. Incentivada por Poty, ingressou no curso de gravura em metal, oferecido por Carlos Oswald no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro. Mudou-se para São Paulo em 1951, e lecionou gravura no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand e, posteriormente, na Fundação Armando Álvares Penteado, até a década de 1960. Em 1956, publicou o primeiro álbum de gravuras, intitulado ‘Favela’. A partir dessa data, foi docente da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo por 28 anos. Realizou muitas exposições individuais pelo Brasil, EUA, Chile, Paraguai, Portugal, Itália, Holanda e participou, entre as diversas mostras e Salões oficiais, das: Bienal Internacional de São Paulo (1955, 1959, 1961, 1963, 1985, 1989); Bienal de Veneza, Itália (1956, 1986); Panorama da Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1974, 1977, 1980, 1984). Foi premiada no Rio de Janeiro (1951, 1952) e em São Paulo (1955, 1984). MEC VOL.2, PÁG.403; PONTUAL, PÁG. 288; WALMIR AYALA VOL.1, PÁG.441; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG.15; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 606; ARTE NO BRASIL; www.artprice.com; www.catalogodasartes.com.br; www.editora.unicamp.br; www.laboratoriodasartes.com.br; artenaescola.org.br.



450 - JOSÉ JOAQUIM MONTEIRO FRANÇA (1875 - 1944)

Natureza morta - óleo sobre tela - 29 x 38 cm - canto superior direito -

Natural de Pindamonhangaba SP, onde nasceu em 21 de outubro e falecido nesta Capital, SP, em 24 de março. No Rio de Janeiro, foi aluno de Henrique Bernardelli e de Bérard na ENBA. Na Europa, onde passou parte de sua vida artística, decorou em 1906, o Pavilhão do Brasil na Exposição Internacional em Turin, Itália. "(...) Monteiro França dedica-se à análise de sua sensação visual, levando-a a um altíssimo grau de intensidade colorida, de maneira que cor e forma constituem um todo. A aplicação da massa em toques horizontais e verticais, a estilização geométrica dos volumes na estrutura interna dos planos revelam a longínqua influência de Cézanne, profundo renovador da pintura mundial nas primeiras décadas do século XX". Dominique Edouard Baechler, in Pintura acadêmica: Pintura de gênero: obras primas de uma coleção paulista : 1860-1920. São Paulo: Imprensa Oficial, 1982. LAUDELINO FREIRE, pág. 513; TEODORO BRAGA, pág. 164; REIS JUNIOR, pág. 366; MAYER/84, pág. 1040; JULIO LOUZADA, vol.11, pág.216; ITAÚ CULTURAL; TEIXEIRA LEITE, pág. 332.



451 - AÉCIO DE ANDRADE (1935)

"Lagoa do Abaeté" - acrílico sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior esquerdo e dorso - Salvador - BA -

Pintor natural de São Paulo, Capital. Passou pelo gênero impressionista no inicio da carreira, e depois para uma fase mais pessoal. Aborda temas populares brasileiros. Possui obras nos Museus das cidades de Americana, Matão, Assis, Guararapes, e em Penápolis. Começou a expôr em 1968, tendo participado de diversas mostras no País e no exterior, conforme relaciona a bibliografia abaixo. JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 33



452 - TRINDADE LEAL (1927)

"Bagual" - xilogravura - P.A. - 16 x 23 cm - canto inferior direito -

Pintor, gravador e desenhista, nascido em Santana do Livramento, RS, vivendo atualmente em Porto Alegre. Autodidata, frequentou o Instituto de Belas Artes de Porto Alegre em 1949. Expõe individualmente a partir dos anos 50, nas cidades de Salvador e Rio de Janeiro. Participou da VII BSP, e do Núcleo de Gravadores Paulistas, sendo citado por TEIXEIRA LEITE na obra "A Gravura Brasileira", como um dos principais jovens gravadores da época. Foi ativo em São Paulo até a década de 80. MEC, vol. 2 pág. 462; RGS, pág. 471; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 720; ARTE NO BRASIL, pág. 964.



453 - JOSÉ PINTO (1932)

"O amor é o amor" - óleo sobre eucatex - 38 x 27 cm - lado esquerdo - 2003 -
Com poema do autor no dorso. -

José Wense Pinto é natural de Ilhéus, BA. Assina José Pinto. Autodidata, veio para o Rio de Janeiro em 1951. Em 1953 freqüenta a Associação Brasileira de Desenho e começa a pintar profissionalmente em1969. Participou de diversas exposições e Salões oficiais: 1969,1970 a 1974 - Rio de Janeiro, RJ; 1970; Milão e Espoleto, Itália; Nova York, EUA; Londres, Inglaterra; 1971 - Recife,PE. Individuais: 1969 e 1971 - Rio de Janeiro, RJ; 1970 - Bahia; 1971 - São Paulo, SP e 1973 - Brasília, DF. Prêmios: 1972 - Rio de Janeiro, RJ. Possui obras em: Museu Regional de Feira de Santana, BA; Museu Laval - Henri Rousseau, França; Museu de Viçosa, MG; Agências do Banco do Brasil em São Francisco, EUA; acervo da Cia. Shell e Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro, RJ. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág.769; vol. 8, pág. 660. ITAU CULTURAL.



454 - ERNESTO CAPOBIANCO (1918)

Fachada - óleo sobre tela - 75 x 55 cm - canto inferior direito -
No estado. -

Pintor ativo em São Paulo. Tem como tema paisagens rurais e casas de colonos. JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 177, Acervo FIEO.



455 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Baile - serigrafia - P.I. - 50 x 33 cm - canto inferior direito -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



456 - ODILLA MESTRINER (1928)

"Flores na janela" - acrílico sobre tela - 50 x 40 cm - centro direito e dorso -

Desenhista, pintora, artista gráfica e gravadora, natural de Ribeirão Preto-SP, nascida no dia 18/8/1928. Estudou com Domenico Lazzarini na Escola Municipal de Belas Artes de Ribeirão Preto. Expôs individualmente no RJ, em 1959. Em 1973, recebeu o Prêmio Melhor Desenhista pela Associação Paulista dos Críticos de Arte - APCA. Como nota o historiador da arte Tadeu Chiarelli, Odilla Mestriner associa duas tendências preponderantes, a tentativa de expressar sentimentos e a opção pelo traço e pelo desenho, em contraposição à cor. Em seus primeiros trabalhos, a partir do fim da década de 1950, ela retira os temas do ambiente que a cerca e que se revela também opressor: a casa, com seus muros, janelas e portas, e a cidade, trabalhada de forma geométrica, como uma sucessão de ruas ou quarteirões. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 634; ITAUCULTURAL. Acervo FIEO.



457 - INÁCIO RODRIGUES (1946)

Figuras - técnica mista sobre cartão - 25 x 23 cm - centro direito - 1967 - Rio -

Pintor, desenhista, entalhador e gravador, natural de Acaraú, CE. Iniciou-se em pintura como autodidata (1957). Viajou para diversos países da América Latina (1960-1965) com o objetivo de participar de exposições e acabou se fixando, em 1966, no Rio de Janeiro. Pintou a cúpula da Catedral Municipal e o Hotel Porto Velho em Porto Velho, RO (1962 e 1965). Expôs individualmente em diversas capitais brasileiras e também no exterior. Participou de muitas mostras e Salões oficiais e foi premiado em: Curitiba, PR (1971); Rio de Janeiro (1970, 1973, 1975, 1977, 1978); Belo Horizonte, MG (1970, 1971); Campinas, SP (1971, 1972); Florianópolis, SC (1972); Niterói, RJ (1974); Embu, SP (1974); Amparo, SP (1994, 1996); São José dos Campos, SP (1983). JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 834; VOL. 4, PÁG. 959; VOL. 12, PÁG. 345; TEIXEIRA LEITE PÁG. 450. WALMIR AYALA VOL. 2, PÁG. 259; MEC VOL. 4, PÁG. 91; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



458 - INGRES SPELTRI (1940)

"Opus 7415" - técnica mista sobre tela - 60 x 80 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor, desenhista, escultor, gravador e professor nascido em Jau, SP. Filho do pintor Augusto Speltri com quem se iniciou na pintura, ainda criança. Em 1959 mudou-se para São Paulo onde estudou Música (1960-1964). É professor titular da Escola Panamericana de Arte, SP. Realizou exposições individuais, em São Paulo, nos anos de 1977, 1981, 1978, 1984. Participou de várias mostras e Salões oficiais, sendo premiado em: São Paulo (1963, 1966, 1970, 1971); Santo André, SP (1976). JULIO LOUZADA VOL. 5, PÁG. 1012; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; MEC VOL. 4, PÁG. 338; PONTUAL PÁG. 504; www.artprice.com; www.speltri.com.



459 - ALOYZIO ZALUAR (1937)

"Rio da areia" - óleo sobre eucatex - 31 x 34 cm - canto inferior esquerdo - 1982 -
Reproduzido sob o n.° 319 em catálogo de Evandro Carneiro Leilões, Agosto de 2003 - Rio de Janeiro. -

Natural da cidade do Rio de Janeiro. Passou a frequentar a antiga ENBA em 1956. Participou de diversos SNAM entre 1958 e 1967, recebendo a Certificado de Isenção em 1966. Expõe individualmente a partir de 1964. TEIXEIRA LEITE chamou atenção, em 1964, para a influência de Goeldi nos seus trabalhos que, mais tarde, abordaram a temática do carnaval carioca, levando o artista e poeta José Paulo Moreira da Fonseca a situá-lo na fronteira entre o desenho e a pintura. ITAÚ CULTURAL; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 349; MEC, vol. 4, pág. 528; PONTUAL, pág. 556; ACERVO FIEO, pág. 785. Acervo FIEO. -



460 - VICENTE LEITE (1900 - 1941)

Paisagem - óleo sobre tela colada em cartão - 21 x 29 cm - canto inferior esquerdo - 1934 - Rio de Janeiro -

Pintor e desenhista, Vicente Rosal Ferreira Leite nasceu em Crato, CE e faleceu no Rio de Janeiro. Recebeu bolsa de estudos do governo do Ceará (1920) e mudou-se para o Rio de Janeiro onde, na antiga Escola Nacional de Belas-Artes, teve Cândido Portinari e Orlando Teruz, entre outros, como seus condiscípulos. De 1920 a 1926 estudou sob a orientação de Lucílio de Albuquerque, Rodolfo Chambelland e João Batista da Costa. Participou de muitos Salões oficiais aqui no Brasil, na Argentina e Estados Unidos. Recebeu diversos prêmios como o de Viagem ao País (1935) e o de Viagem à Europa (1940). Executou ainda para o Palácio do Governo do Ceará, uma alegoria da Revolução de 1930. Suas obras podem ser encontradas no Museu Nacional de Belas-Artes, na Pinacoteca do Estado de São Paulo e no Museu Mariano Procópio, em Juiz de Fora. JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 534. PONTUAL PÁG. 308. MEC VOL. 2, PÁG, 468; TEIXEIRA LEITE PÁG. 284; ITAU CULTURAL.



461 - ANGELO CANNONE (1899 - 1992)

"Porto de Napoli" - óleo sobre eucatex - 21 x 26 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor, desenhista e professor nascido em Abruzzo, Itália. Assinava D’Angelo, Angelo Cannone e A. Cannone. Aos cinco anos mudou-se para Nápoles com sua família. Em fins de 1947, veio para o Brasil, residiu algum tempo em São Paulo e depois se mudou para o Rio de Janeiro, onde se radicou e lá faleceu. Estudou no Instituto de Belas Artes de Nápoles com Paolo Vetri. Viveu em Roma durante quatro anos com uma pensão conquistada em um concurso em Nápoles. Lecionou desenho no Instituto Técnico. Expôs individualmente em São Paulo (1947, 1993) e no Rio de Janeiro (1947, 1973, 1980, 1984). Foi premiado, na Itália, em: 1922, 1925, 1929, 1941 e, no Brasil, em 1960. Em 1972 pintou o retrato do papa Pio X, em tamanho natural, que está na Igreja dos Italianos, RJ. WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 168; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 187; VOL. 3, PÁG. 203; VOL.8, PÁG. 165; VOL. 9, PÁG. 171; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; brasilartesenciclopedias.com.br; www.artprice.com; www.arcadja.com.



462 - ALFREDO CESCHIATTI (1918 - 1989)

Oferenda - escultura em bronze - 72 x 18 x 16 cm - assinado -

Natural de Belo Horizonte. Escultor, desenhista e professor. Passou a frequentar a antiga ENBA em 1940, depois de uma viagem à Europa, especialmente Itália, iniciada em 1938. Na Divisão Moderna do SNBA recebeu, como escultor as medalhas de bronze (1943) e de prata (1944), bem como o prêmio de viagem ao estrangeiro (1945), com o baixo-relevo para a Igreja de São Francisco de Assis, da Pampulha, em Belo Horizonte e, como desenhista, a medalha de prata (1945). Esteve mais uma vez na Europa entre 1946 e 1948, anos em que realizou exposição individual no Instituto dos Arquitetos do Brasil (GB). Figurou na II BSP e no II SNAM, em 1953. Fazendo parte da equipe que, em 1956, venceu o concurso de projetos para o Monumento aos Mortos da II Guerra Mundial (GB), ali executou o conjunto alusivo às três forças armadas. Integrou a Comissão Nacional de Belas Artes em 1960 e 1961, e entre 1963 e 1965, lecionou escultura e desenho na Universidade de Brasília. Quirino Campofiorito citou-o no estudo Ëscultura Moderna no Brasil"(Revista Crítica de Arte, nº único 1962). De seus trabalhos mais conhecidos destacam-se as esculturas As Banhistas e A Justiça, que se encontram, respectivamente, no lago em frente ao Palácio da Alvorada e defronte ao Supremo Tribunal Federal (Praça dos Três Poderes), em Brasília. Há ainda, obras escultóricas de sua autoria, entre outras no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Ministério das Relações Exteriores (Brasília) e em um edifício que Oscar Niemeyer projetou no conjunto residencial Hansa (setor ocidental de Berlim), assim como na embaixada brasileira em Moscou. MEC, vol. 1, pág. 397; PONTUAL, pág. 127; JÚLIO LOUZADA, vol. 11, pág. 70; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 609; ARTE NO BRASIL, pág. 872.



463 - VINCENZO CENCIN (1925 - 2010)

Domingo - óleo sobre tela colada em eucatex - 100 x 70 cm - canto inferior direito -

Natural de Veneza, Itália, desde pequeno sente a feição mágica e iluminada de sua cidade natal e o mar que a rodeia. Após a II Grande Guerra vem para o Brasil, onde fixa a sua residência. Em 1981 inaugura a Galeria Velha Europa, em São Paulo. Sobre a sua obra, assim se manifestou o crítico José Roberto TEIXEIRA LEITE: "... para esse homem chegado já maduro às artes, depois de longa carreira em campo diametralmente oposto, o que importa é lançar, sobre o espaço da tela, reminicências do homem mediterrâneo..." JULIO LOUZADA, vol.11, pág. 69; ITAU CULTURAL.



464 - IGNÁCIO DA NEGA (1945)

"Paisagem com abacaxis" - óleo sobre tela - 40 x 60 cm - canto inferior direito e dorso - 2002 -

Natural de Surubim, PE. Iniciou-se na decoração de andores de procissão, ajudando a sua mãe. Recebeu orientação de Alaerte Bandim. Em São Paulo, orienta-se com M. Boy e Iracema Arditi. Seu tema preferido são as cenas típicas do nordeste. Participou de diversas exposições coletivas e individuais. JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 511. Acervo FIEO. -



465 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Caneca com flores" - giclée - 64 x 37 cm - lado esquerdo na matriz - década de 2000 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins. -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



466 - GRAUBEM DO MONTE LIMA (1889 - 1972)

Borboletas - óleo sobre tela - 24 x 14 cm - canto inferior direito - 1965 -

Pintora natural de Iguatu, CE. Faleceu na cidade do Rio de Janeiro. Fixou residência no Rio de Janeiro em 1908, onde se iniciou na pintura como autodidata (1958). Em 1960, prosseguiu seus estudos com Ivan Serpa, no MAM-RJ. Entre as exposições das quais participou, destacam-se: Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro, 1962 e 1963; Bienal Internacional de São Paulo, de 1963 a 1967; Bienal Americana de Arte, Córdoba (Argentina), 1964; Oito Pintores Brasileiros, na Galeria Jacques Massol, Paris (França), 1965; Bienal Nacional de Artes Plásticas, Salvador, Bahia, 1966; Artistas Primitivos Brasileiros Contemporâneos, no Museu de Arte Moderna de Buenos Aires, Argentina, 1966. PONTUAL, pag. 250; ITAU CULTURAL; MEC VOL. 2, PÁG. 282; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 443.



467 - ROLANDO NATAL SCURZIO (1931 - 1998)

"Mostra dei cavalli di San Marco" - óleo sobre tela colada em eucatex - 38 x 47 cm - canto inferior direito e dorso - 1977 - Venezia -

Pintor de tendência figurativa com temática que se extravasa em forte colorido expressionista. Estudou com o professor Mecozzi e com o mestre Arlindo Castellane di Carli. Participou de várias exposições e recebeu vários prêmios em 1978. No Salão Paulista de Belas Artes recebeu Menção Honrosa. JULIO LOUZADA, vol. 7, pág. 647, Acervo FIEO.



468 - IVAN SERPA (1923 - 1973)

Composição - desenho a nanquim e colagem - 23 x 16 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor, desenhista, gravador e professor, Ivan Ferreira Serpa nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Estudou gravura e desenho com Axel Leskoschek (entre 1946 e 1948) no Rio de Janeiro. Em 1949, ministrou suas primeiras aulas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, onde, a partir de 1952, exerceu sistemática atividade didática, em especial no ensino infantil. Foi um dos precursores do concretismo no Brasil, criando ao lado de Aluisio Carvão, Lígia Clark, Hélio Oiticica e outros o Grupo Frente, que se manteve ativo de 1954 a 1956, inclusive com exposições no Rio de Janeiro. Participou da Divisão Moderna do SNBA (1947-1951). Em 1957, recebeu o prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna, RJ. Participou da exposição ’Opinião 65’, evento que marca a difusão de uma nova arte de tendência figurativa, a neofiguração. Em 1970, fundou, com Bruno Tausz, o Centro de Pesquisa de Arte no Rio de Janeiro. Participou da Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1961, 1963, 1965) e da Bienal de Veneza (1952, 1954, 1962, 1966). PONTUAL, PÁG 486; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 605; ARTE NO BRASIL, PÁG. 840; LEONOR AMARANTE, PÁG. 26; MEC VOL. 4, PÁG. 221; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 899.



469 - SILVESTRO LEGA (1826 - 1895)

Paisagem - óleo sobre madeira - 15 x 24 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor da Escola Italiana que nasceu em Modigliana e faleceu em Florença, ambas na Itália. Aos vinte anos vai para a Academia de Belas Artes de Florença onde foi aluno de Benedetto Servolini, Tommaso Gazzarini e Giuseppe Bezzuoli. É considerado, junto com Giovanni Fattori e Telemaco Signorini, o maior representante do Macchiaioli, movimento característico da pintura italiana da segunda metade do século XIX. Possui obras em vários museus da Europa. ART PRICE; ARTNET; BENEZIT, VOL.6, PÁG.539; www.answers.com.



470 - LEOPOLDO RAIMO (1912 - 2001)

"Tropical 3" - óleo sobre tela sobre eucatex - 140 x 100 cm - canto inferior direito - 1964 -
Com etiqueta da II Bienal Nacional de Artes Plásticas - Secretaria de Educação e Cultura - Salvador - Bahia. -

Pintor e gravador, nascido em Botucatu/SP, com diversas participações em Salões e Exposições, tais como: Salão Paulista de Arte Moderna, Salão Baiano de Belas Artes, Bienal de São Paulo e Salão Nacional de Arte Moderna, entre outros. MEC. VOL. 4, PÁG. 22



471 - ARMANDO SENDIN (1928)

Composição - aquarela - 16 x 17 cm - canto inferior direito - 1977/1978 Marbella -

Pintor, desenhista, gravador, escultor e ceramista. Realizou estudos artísticos na Espanha e na França. Retornando ao Brasil, (após figurar em mostras coletivas no estrangeiro) e fixando-se em São Paulo, participou em 1967, do 1º SOP, XVI SPAM, I Salão de Arte Contemporânea de Santos (Prêmio Prefeitura). Ganhou o 1º Prêmio de pintura na mostra Roma e a Campanha Romana (Auditório-Itália, São Paulo). Ainda em 1967, expôs individualmente na Galeria F. Domingo, de São Paulo, voltando a fazê-lo nas galerias KLM (São Paulo, 1968), do Centro Cultural Brasil-Estados Unidos (São Paulo, 1968) e Goeldi (GB, 1968), também apresentado seus trabalhos, com Maria de Lourdes Novais e Vitor Décio Gerhard, na Galeria IBEU (GB, 1968). Figurou ainda no II SOP (1968). A respeito de suas obras, de caráter abstracionista, disse Samson Flexor, em 1968: "Considero os óleos e guaches de Armando Sendin como sendo lugares ideais de encontro e fusão dos elementos primordiais: a terra e o fogo. Fusão resultando em cinzas com focos de brasa que a frescura dos azuis-turquesa mal consegue apagar". Em 1965 publicou o livro Cerâmica Artística, especialidade que lecionou, entre 1959 e 1964, em escola por ele próprio fundada em São Paulo. TEIXEIRA LEITE, pág.472; WALMIR AYALA, vol.2, pág.316-317; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 754; LEONOR AMARANTE, pág. 196. Acervo FIEO.



472 - LIVROS


1) "BURLE MARX". VERA SIQUEIRA. SÃO PAULO: COSAC & NAIFY, 2001. 2) "ALDEMIR MARTINS: 50 ANOS DEPOIS DE VENEZA". CATÁLOGO DE EXPOSIÇÃO. ENOCK SACRAMENTO E PEDRO MARTINS (CUR.) SÃO PAULO: ARTE & EVENTOS, 2007. 3) "RAPHAEL GALVEZ: 1907 - 1998". MAYRA LAUDANNA. SÃO PAULO: MOMESSO EDIÇÕES DE ARTE, 1999. 4) "RAPHAEL GALVEZ: PINTOR, ESCULTOR, DESENHISTA". VERA D'HORTA. SÃO PAULO: MOMESSO EDIÇÕES DE ARTE, 1999. 5) "YUTAKA TOYOTA: SIM, PODE TOCAR!". CLÁUDIA LOPES (CUR.). CATÁLOGO DE EXPOSIÇÃO. SÃO PAULO: CENTRO CULTURAL CORREIOS, 2014. 6) "CARLOS MUNIZ: 1972 A 2005". CATÁLOGO DE MOSTRA RETROSPECTIVA REALIZADA NO ESPAÇO CULTURAL RAYMUNDO COLLARES, DA FUNORTE CAMPUS MONTES CLAROS - MG. 7) "CARLOS MUNIZ: 2005 - 2006". CATÁLOGO DE EXPOSIÇÃO. RIO DE JANEIRO: PATRICIA COSTA GALERIA DE ARTE, 2006. 8) "CARLOS MUNIZ". CATÁLOGO DE EXPOSIÇÃO. RIO DE JANEIRO: PATRICIA COSTA GALERIA DE ARTE, 2011. 9) "CARLOS MUNIZ". BERTA SICHEL, ENOCK SACRAMENTO, ET AL. MONTES CLAROS: DEJAN GRÁFICA E EDITORA LTDA, 2014.



473 - YOSHIYA TAKAOKA (1909 - 1978)

Cavalos - aquarela - 25 x 31 cm - canto inferior direito - 1974 -
Com etiqueta da Galeria Uirapuru de José Roberto Bortoletto - Av. Santo Amaro, 1451,São Paulo - SP, no dorso. -

Pintor e desenhista nascido em Tóquio, Japão, veio para o Brasil em 1925, fixando-se no interior de São Paulo, trabalhando na lavoura. Mudou-se para São Paulo, onde ganhava a vida vendendo pastéis, fazendo caricaturas e como pintor de paredes. Foi aluno de Bruno Lechowsky no Rio de Janeiro. Foi um dos fundadores do Grupo Seibi, que reuniu artistas plásticos da colônia japonesa em São Paulo (1935). Fundou em 1948, juntamente com Geraldo de Barros e Antonio Carelli, o Grupo dos Quinze. Viveu em Paris de 1952 a 1953, estudando técnica de mosaico; Freqüentou o Núcleo Bernardelli, onde se ligou de amizade a Pancetti. Participou de diversos salões e exposições, nacionais e estrangeiras, recebendo diversas premiações. PONTUAL, pág. 510; TEIXEIRA LEITE, pág. 490; MEC, vol. 4, pág. 352; TEODORO BRAGA, pág. 220; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 361; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 579; ARTE NO BRASIL.



474 - FRANCISCO REBOLO GONSALES (1903 - 1980)

Composição - água forte original colorida a mão - P. A. - 29 x 24 cm - canto inferior direito -

Pintor e gravador nascido e falecido em São Paulo. Iniciou seus estudos em artes na Escola Profissional Masculina do Brás, onde teve aulas de desenho com o professor Barquita (1915 e 1917). Aos 14 anos, trabalhou como aprendiz de decorador de paredes. Paralelamente à sua atividade como decorador, atuou como jogador de futebol. Em 1926, montou ateliê de decoração na Rua São Bento. A partir de 1933, transferiu seu ateliê para uma sala no Palacete Santa Helena, quando se iniciou na pintura. A partir de 1935, partilhou seu ateliê com Mario Zanini. Posteriormente, outras salas do Palacete foram transformadas em ateliês e ocupadas por vários pintores, entre eles: Fulvio Pennacchi, Bonadei, Humberto Rosa, Clóvis Graciano, Alfredo Volpi, Rizzotti e Manoel Martins. Mais tarde, este grupo de artistas passou a ser denominado Grupo Santa Helena. Rebolo esteve presente em todos os importantes eventos ligados à história da arte moderna. Integrou, por exemplo, o Salão de Maio, os Salões da Família Artística Paulista e do Sindicato dos Artistas Plásticos; pertenceu ao grupo de artistas que defendeu a criação de um Museu de Arte Moderna em São Paulo e, mais tarde, a Bienal, entre outros feitos que foram relatados na cronologia de sua vida artística. Um ponto alto de sua carreira foi quando recebeu, no Salão de Arte Moderna do Rio de Janeiro, o "Prêmio de Viagem ao Exterior", em 1954. Em 1956, fez curso de restauração no Vaticano, participando da recuperação de uma obra de Raphael. A partir de 1959, incentivado por Marcelo Grassmann, iniciou uma série de experiências como gravador. MEC, VOL. 4, PÁG. 28; TEODORO BRAGA, PÁG. 202; PONTUAL, PÁG. 447; REIS JR., PÁG. 382; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 433; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; LEONOR AMARANTE, PÁG. 13; ARTE NO BRASIL; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 807; VOL. 13, PÁG. 278; www.sampa.art.br; www.macvirtual.usp.br; www.unesp.br.



475 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulata, autor e gato - serigrafia - P.I. - 47 x 39 cm - canto inferior direito -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



476 - MANABU MABE (1924 - 1997)

Composição - serigrafia - P.I. - 53 x 75 cm - canto inferior direito - 1979 -

Pintor autodidata, veio para o Brasil com a família em 1934, fixando-se em Lins-SP, onde trabalhou na lavoura do café; ligado ao abstracionismo informal, até a metade dos anos 50 fez pintura figurativa, especialmente paisagens e naturezas mortas; dedicou-se ainda à tapeçaria. ARTE NO BRASIL, vol. 2, pág. 1050; TEIXEIRA LEITE, pág. 296; PONTUAL, pág. 325/6; MEC, vol. 3, pág. 13; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 644; LEONOR AMARANTE, pág. 83, Acervo FIEO.



477 - OMAR PELEGATTA (1925 - 2000)

Vila de pescadores - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior esquerdo -

Italiano da Lombardia, PELLEGATTA foi pintor e gravador dedicado a temas sacros e casarios coloniais. Em sua obra, o ser humano é apresentado sempre de modo idealizado, na figura de ternas madonas, santos, coroinhas e cavaleiros. Participou de diversas coletivas e salões, a partir de 1957, recebendo premiações em sua maioria. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág.735; MEC vol.3, pág.363; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



478 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

São Francisco - múltiplo em bronze - 23 x 9 x 4 cm - assinado -
Ex coleção Sebastião Alves - Bragança Paulista - SP. -

Escultor, desenhista e pintor paulista nascido em Mococa, SP e falecido no Rio de Janeiro. Mudou-se com a família para Itália, e fixou-se em Roma (1913). Iniciou estudos de desenho e escultura com o professor Loss (1920). Participou de movimentos antifascistas e foi preso (1931) por motivos políticos. Foi extraditado para o Brasil (1935) por intervenção do embaixador brasileiro na Itália. Em 1937, viajou para Paris e frequentou as academias ‘La Grand Chaumière’ e ‘Ranson’, onde estudou com Aristide Maillol e conviveu com Henry Moore, Marino Marini e Charles Despiau. Em 1939, retornou a São Paulo e junto com Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Sérgio Milliet, entre outros, participou do Movimento Modernista; foi um dos membros da Família Artística Paulista e do Grupo Santa Helena. Em 1943, transferiu-se para o Rio de Janeiro. A convite do ministro Gustavo Capanema instalou ateliê no antigo Hospício da Praia Vermelha, onde orientou jovens artistas como Francisco Stockinger. Possui obras em espaços públicos como ‘Monumento à Juventude Brasileira’ (1947), nos jardins do antigo Ministério da Educação e Saúde, atual Palácio Gustavo Capanema - RJ; ‘Candangos’ (1960), na Praça dos Três Poderes, e ‘Meteoro’ (1967), no lago do edifício do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília; ‘Integração’ (1989), no Memorial da América Latina, em São Paulo. Participou das Bienais de Veneza (1950, 1952); participou das I, II, IV e IX Bienais de São Paulo, período em que recebeu o prêmio de melhor escultor brasileiro (1953) e sala especial (1967). MEC, VOL.2, PÁG. 250; PONTUAL, PÁG. 237; MAYER/84, PÁG. 1333; BENEZIT VOL. 5, PÁG. 14; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 715; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 422; www.artprice.com; www.pinturabrasileira.com; www.dec.ufcg.edu.br; www.monumentos.art.br.



479 - BRUNO LECHOWSKY (1889 - 1941)

Barcos - óleo sobre tela colada em madeira - 39 x 49 cm - canto inferior direito - 1932 - Rio de Janeiro -

Natural da Polônia, este grande pintor e professor veio para o Brasil em 1926, fixando-se inicialmente no Paraná, para depois vir a residir de forma permanente no Rio de Janeiro, o qual pintou com todas as cores e luzes. Integrou o Núcleo Bernardelli, onde orientou mestres como Tamaki, Takaoka, e principalmente Pancetti, a quem chegaria a marcar, inclusive nas cores chapadas. TEODORO BRAGA, pág. 139; PONTUAL, pág. 305; MEC, vol. 2, pág. 465; TEIXEIRA LEITE, pág. 281/282; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 449; ARTE NO BRASIL, pág. 764.



480 - THOMAZ IANELLI (1932 - 2001)

"A flor" - óleo sobre tela - 50 x 61 cm - canto inferior direito - 1953 -
Com atestado de autenticidade firmado pelo autor datado de 11 de agosto de 1988. -

Natural de São Paulo, estudou com Angelo Simeone na Associação Paulista de Belas Artes (1953). Participou de coletivas do Grupo Guanabara. Expôs individualmente desde 1960, em diversas cidade do País e no exterior (Madrid, Paris, Bilbao e Lima), e particpou de coletivas nacionais e estrangeiras, sendo presença constante em mostras antológicas de pintura brasileira no país e no estrangeiro. Sobre sua obra mais recente, já se disse pertencer a um mundo de suavidades carinhosas, poéticas, sem se tornar adocicado, monótono e cansativo. Um mundo feérico, aberto, fluído. Viveu no Paraná, com grande sucesso de público e crítica. TEIXERIA LEITE, pág. 507; MEC, vol. 2, pág. 345; WALTER ZANINI, pág. 755; ARTE NO BRASIL, pág.914, Acervo FIEO.



481 - FRANCISCO CUOCO (1928)

Figuras - óleo sobre tela - 34 x 45 cm - canto inferior esquerdo - 1982 -

Pintor e professor, participou do Salão Paulista de Belas Artes onde obteve medalha de bronze e o 2º prêmio Governo do Estado-1956-1970; participou, também, do 1º Salão Panamericano de Arte-RGS-1958; 3º Salão de Arte de São Bernardo do Campo-1970 e do Salão Oficial de Belas Artes de Santos-1970/71. MEC, vol. 1, pág. 502; Acervo FIEO.



482 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Composição - óleo sobre tela - 39 x 29 cm - canto superior direito ilegível -



483 - CAROL KOSSAK (1895 - 1976)

Jangadeiros - óleo sobre tela - 60 x 80 cm - canto inferior direito -

Excepcional pintor ativo em São Paulo, onde realizou exposição individual em 1941. Consta ainda em sua bibliografia, ter participado de várias exposições nas décadas de 30 e 40. Pintou marinhas, animais, principalmente cavalos e figuras. Reputado como grande retratista. MEC vol.2 pág. 411; TEODORO BRAGA, pág. 134.; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 512, Acervo FIEO.



484 - TARSILA DO AMARAL (1890 - 1973)

"Anjos" - gravura - 53/100 - 37 x 27 cm - canto inferior direito - 1972 -
Esta gravura consta no catálogo Raisonné de Tarsila do Amaral. -

Pintora e desenhista, Tarsila do Amaral nasceu em Capivari, SP e faleceu em São Paulo. Estudou escultura com William Zadig e com Mantovani, em 1916, na capital paulista. No ano seguinte teve aulas de pintura e desenho com Pedro Alexandrino, onde conheceu Anita Malfatti. Ambas tiveram aulas com o pintor Georg Elpons. Em 1920 viajou para Paris e estudou na ‘Académie Julian’ e com Émile Renard. Ao retornar ao Brasil formou em 1922, em São Paulo, o Grupo dos Cinco, com Anita Malfatti, Mário de Andrade, Menotti del Picchia e Oswald de Andrade. Em 1923, novamente em Paris, frequentou o ateliê de André Lhote, Albert Gleizes e Fernand Léger. Foi a criadora de duas das principais tendências ou movimentos de nossa arte nacionalista: o Pau Brasil e o Antropofagia. A convite da Comissão do IV Centenário de São Paulo fez, em 1954, o painel ‘Procissão do Santíssimo’ e, em 1956, entregou ‘O Batizado de Macunaíma’, sobre a obra de Mário de Andrade, para a Livraria Martins Editora. A retrospectiva Tarsila: 50 Anos de Pintura, organizada pela crítica de arte Aracy Amaral e apresentada no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo , em 1969, ajudou a consolidar a importância da artista. TEODORO BRAGA, PÁG. 220; REIS JR., PÁG.388; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 365; MEC, VOL. 4, PÁG. 370; PONTUAL, PÁG. 511; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 492; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 389; ARTE NO BRASIL, PÁG. 577; LEONOR AMARANTE, PÁG. 24; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 958.



485 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Paisagem - acrílica sobre porcelana - d= 27 cm - centro inferior - 1997 -
Peça única. Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins. -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



486 - SYLVIO PINTO (1918 - 1997)

"Barcos no cais" - óleo sobre tela - 65 x 81 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1966 -

Freqüentou o Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro, lá recebendo suas primeiras noções de desenho. Mais tarde, recebe lições do pai - o Pinto das Tintas. Conheceu Pancetti na casa paterna. Em 1938 estudou no Núcleo Bernardelli e a partir de 1940 dedica-se exclusivamente à pintura. Participou de vários Salões de Belas Artes, recebendo inúmeros prêmios. MEC, vol. 3, pág. 419, Acervo FIEO.



487 - ARNALDO FERRARI (1906 - 1974)

Fachada - técnica mista sobre papel colada em eucatex - 38 x 38 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista e professor, Arnaldo Ferrari nasceu e faleceu em São Paulo SP. Seguindo a profissão do pai, trabalhou como pintor decorador, realizando frisos decorativos para residências. Estudou artes decorativas no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, entre 1925 e 1935. Em 1934, dividiu um ateliê com amigos no edifício Santa Helena e, pela amizade com o pintor Mario Zanini, aproximou-se dos demais integrantes do Grupo Santa Helena. Frequentou também o curso livre de pintura e desenho na Escola Nacional de Belas Artes, entre 1936 e 1938, onde teve aulas de desenho e pintura com Enrico Vio. Entre 1950 e 1959, integrou o Grupo Guanabara, com Thomaz Ianelli, Tomie Ohtake, Tikashi Fukushima e Oswald de Andrade Filho, entre outros. Realizou diversas exposições individuais, participou de várias mostras e Salões oficiais e foi premiado em São Paulo (1958, 1959, 1961, 1963, 1966) e em Santo André (1971). Participou da 7ª à 11ª Bienal Internacional de São Paulo (1963, 1965, 1967, 1969, 1971). Foi apresentada retrospectiva de sua obra em 1975, no Paço das Artes, SP e catálogo com textos de Theon Spanudis, José Geraldo Vieira e Mário Schenberg, entre outros. ITAÚ CULTURAL; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 304; MEC, VOL. 2, PÁG. 149; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 191; PONTUAL, PÁG. 207; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 378; WALTER ZANINI, PÁG.678, ACERVO FIEO.



488 - DENISE MILAN (1954)

"Luminosa" - Xerox colorida - luz - 32,5 x 38 x 12 cm -
Com etiqueta nº 844/2 de Galeria São Paulo, Rua Estados Unidos, 1456, São Paulo - SP, no dorso. -

Escultora e artista multidisciplinar nascida em São Paulo. É uma das articuladoras do movimento Arte Pública no Brasil. Executa obras nas áreas de arte pública, escultura, artes cênicas, poesia, impressão e vídeo-arte. Já expôs seus trabalhos em uma grande variedade de instituições em São Paulo (Bienal, MASP, MAC, MAM), Brasília, Salvador, Belém, Londres, Nova York, Washington, Chicago, Hannover, Chapingo, Hakone, Osaka, Taiwain, Paris. Também publicou diversos livros, entre os quais Cadumbra, com metapoemas de Haroldo de Campos, Améfrica, poemas de Denise Milan e textos de Olgária Matos e Greg Cameron. ITAU CULTURAL; www2.uol.com.br/denisemilan; www.tal.tv/blog/index.php/2011/06/08/galeria-virgilio-recebe-exposicao-de-denise-milan.



489 - JOÃO SIMEONI (1907 - 1969)

Natureza morta - óleo sobre tela - 46 x 61 cm - canto inferior direito -
Com o seguinte carimbo no dorso: Exposição João Simeoni Abril de 1977 na Cosme Velho Galeria de Arte Al. Lorena, São Paulo - SP. -

Paisagista de origem italiana, sua obra caracteriza-se pela força e pelo lirismo. MEC, vol. 4-pág. 285. Acervo FIEO.



490 - MARIO ZANINI (1907 - 1971)

Paisagem paulista - óleo sobre eucatex - 25 x 32 cm - canto inferior direito - 1965 -
Ex coleção do crítico de arte Luiz Ernesto Kaval, São Paulo - SP. -

Pintor, decorador, ceramista, professor, Mário Zanini nasceu e faleceu em São Paulo. Foi um dos integrantes de dois importantes movimentos artísticos considerados históricos na pintura paulista: o Grupo Santa Helena e a Família Artística Paulista. Sua formação artística se deu em São Paulo quando aos 13 anos iniciou curso de pintura da Escola Profissional Masculina do Brás e de 1924 a 1926, matriculou-se no curso de desenho e artes do Liceu de Artes e Ofícios. Conheceu Alfredo Volpi em 1927 e no ano seguinte estudou com o pintor Georg Elpons. Trabalhou no escritório de decoração de Francisco Rebolo entre 1933 e 1938. Em 1940 recebeu medalha de prata no 46º Salão Nacional de Belas Artes e foi convidado por Rossi Osir a trabalhar em seu ateliê de azulejos artísticos, o Osirarte. Em 1950, viajou por seis meses pela Itália, em companhia de Volpi e Osir. A partir de 1968 lecionou na Faculdade de Belas Artes de São Paulo. Participou de vários Salões oficiais e mostras coletivas no Brasil, como I e III Bienal Internacional de São Paulo e no exterior. Sua família doou 108 de suas obras ao Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo - MAC/USP em 1974. MEC, VOL. 4, PÁG. 531; PONTUAL, PÁG. 557; TEODORO BRAGA, PÁG. 250; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 451; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; ARTE NO BRASIL, PÁG. 778; LEONOR AMARANTE, PÁG.38; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 1085; ACERVO FIEO.



491 - HÉRCULES BARSOTTI (1914 - 2010)

Composição - serigrafia - 33/50 - 27 x 30 cm - dorso -

Pintor, desenhista, programador visual, gravador, nascido em São Paulo, SP . Iniciou-se nas artes em 1926, estudando desenho e composição com o pintor Enrico Vio. Começa a pintar em 1940 e, na década seguinte, realiza as primeiras pinturas concretas, além de trabalhar como desenhista têxtil e projetar figurino para o teatro. Em 1954, com Willys de Castro, funda o Estúdio de Projetos Gráficos, elabora ilustrações para várias revistas e desenvolve estampas de tecidos produzidos em sua tecelagem. Na década de 1960, convidado por Ferreira Gullar (1931), integra-se ao Grupo Neoconcreto do Rio de Janeiro e participa das exposições de arte do grupo realizadas no Ministério da Educação e Cultura, no Rio de Janeiro, e no Museu de Arte Moderna de São Paulo - MAM/SP. Em 1960, expõe na mostra Konkrete Kunst [Arte Concreta], organizada por Max Bill, em Zurique. Hercules Barsotti explora a cor, as possibilidades dinâmicas da forma e utiliza formatos de quadros pouco usuais, como losangos, hexágonos, pentágonos e circunferências. Em sua obra a disposição dos campos de cor cria a ilusão de tridimensionalidade. Entre 1963 e 1965, colabora na fundação e participa do Grupo Novas Tendências, em São Paulo. Em 2004, o MAM/SP organiza uma retrospectiva do artista. JULIO LOUZADA, vol. 1, pag. 98; ITAU CULTURAL



492 - ANTONIO BANDEIRA (1922 - 1967)

Composição - aquarela - 20 x 34 cm - canto inferior esquerdo -
Ex coleção Dr. Noel Grinberg - Rio de Janeiro, RJ. -

Pintor, desenhista, gravador, nascido em Fortaleza, CE e falecido em Paris, onde viveu a maior parte de sua vida. É um dos pioneiros da arte abstrata no Brasil. Iniciou-se na pintura como autodidata. Em 1941, em Fortaleza, participou, ao lado de Mário Baratta, entre outros, da criação do Centro Cultural de Belas Artes depois, Sociedade Cearense de Artes Plásticas. Em 1945, transferiu-se para o Rio de Janeiro e, no ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual. Contemplado pelo governo francês com bolsa de estudos, permaneceu em Paris de 1946 a 1950 onde frequentou a Escola Nacional Superior de Belas Artes e a ‘Académie de la Grande Chaumière’. Entre 1947 e 1948 participou do ‘Salon d'Automne’ e do ‘Salon d'Art Libre’. Tomou parte em reuniões de artistas e formou o Grupo Banbryols (ban de Bandeira; bry de Camille Bryen; e ols de Wols), que durou de 1949 a 1951. Voltou ao Brasil em 1951 e apresentou-se na 1ª Bienal Internacional de São Paulo. Em 1952, criou um mural para o Instituto dos Arquitetos do Brasil, em São Paulo. Retornou a Paris em 1954 em razão do Prêmio Fiat, obtido na 2ª Bienal Internacional de São Paulo, mas não deixou de expor no Brasil. Permaneceu na Europa até 1959, passando pela Inglaterra e Bélgica, onde, em 1958, realizou um painel para o ‘Palais des Beaux-Arts’. Ao retornar ao Brasil teve uma atividade artística intensa, participou de importantes exposições, em paralelo a mostras em Paris, Munique, Verona, Londres e Nova York. Voltou a Paris em 1965, onde permaneceu até sua morte. BENEZIT, VOL.1, PÁG.415; MEYER/87, PÁG.606; MEC, VOL.1, PÁGS.159,160 E 167; PONTUAL, PÁGS. 48 E 49; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁGS. 71 A 74; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 52 A 54; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; ARTE NO BRASIL, PÁG. 599; LEONOR AMARANTE, PÁG. 34; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 86; ACERVO FIEO; web.artprice.com; pitoresco.com; pinturabrasileira.com.



493 - SINIBALDO TORDI (1876 - 1965)

Cardeal e o pássaro - óleo sobre tela - 36 x 25 cm - canto inferior direito -
Esta obra participou do leilão "Kunst & antiquitâtenversteigerungen" organizado por Johann Sebök - Bamberg, Alemanha - em 15 de março de 2014. No estado. - (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor italiano nascido em Roma e falecido em Florença. Foi aluno de Salvatore Barbudo. Dentre suas obras destacam-se, a Madonna Addolorata, na Igreja de San Felice em Ema/Florença, obra que lhe valeu um prêmio; Retrato Del Barone Camuccini, também premiado em 1913, no Salão de Paris. BENEZIT VOL. 10, PÁG. 229; JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 1144; VOL.11, PÁG. 324; artnet.com; artfact.com; arcadja.com; invaluable.com; artist.christies.com; artprice.com; indartinfo.com.



494 - GEORGINA DE ALBUQUERQUE (1885 - 1962)

Congresso eucarístico - técnica mista - 25 x 35 cm - canto inferior direito -

Pintora e professora. Aos 15 anos, inicia sua formação artística com o pintor italiano Rosalbino Santoro (1858 - s.d.). Muda-se para o Rio de Janeiro em 1904, matricula-se na Escola Nacional de Belas Artes - Enba e estuda com Henrique Bernardelli. Em 1906, casa-se com o pintor Lucílio de Albuquerque e viaja para a França. Em Paris, frequenta a École Nationale Supérieure des Beaux-Arts e ainda a Académie Julian, onde é aluna de Henri Royer. Volta ao Brasil em 1911, expõe em São Paulo e, partir dessa data, participa regularmente da Exposição Geral de Belas Artes. De 1927 a 1948, leciona desenho artístico na Enba e, em 1935, é professora do curso de artes decorativas do Instituto de Artes da Universidade do Distrito Federal. Em 1940, em sua casa no bairro de Laranjeiras, no Rio de Janeiro, funda o Museu Lucílio de Albuquerque, e institui um curso pioneiro de desenho e pintura para crianças. Entre 1952 e 1954, exerce o cargo de diretora da Enba. TEIXEIRA LEITE, págs. 15 e 16; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 22 a 26; TEODORO BRAGA, pág. 107; REIS JR., pág. 370; PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, vol. 1, págs.17 e 141; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 455; ARTE NO BRASIL, pág 574; Acervo FIEO, RUTH TARASANTCHI.



495 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Paisagem - serigrafia - P.I. - 46 x 39 cm - canto inferior direito -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



496 - EDSON LIMA (1936)

Batuque - óleo sobre tela - 65 x 54 cm - canto inferior direito -

Nascido em Boa Nova, Bahia, teve no crítico de arte Mário Schemberg seu grande admirador e incentivador. Fez sua primeira mostra coletiva em 1967, na Galeria Artécnica, no mesmo ano em que realizou a sua primeira individual, na Galeria da Folha de São Paulo. É ativo em São Paulo, onde reside. ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 221; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



497 - JUAREZ MACHADO (1941)

Festa - serigrafia colada em madeira - 65/100 - 98 x 69 cm - canto inferior direito -

Nasceu em Joinville, SC. Atualmente reside e trabalha em Paris, França, onde mantem ateliê. Pintor, escultor, desenhista, caricaturista, jornalista, cenógrafo, escritor e ator. Desenvolveu sólida carreira como desenhista de charges de humor. Sua arte essencialmente criativa, vai do lirismo à violência, da análise microscópica ao extravasamento onírico. Entre as exposições de que participa, destacam-se: 9ª Bienal Internacional de São Paulo, 1967; Zona Gallery, Nova Iorque (Estados Unidos), 1981; Retrospectiva Quatro Artistas da Geração 60, no MAC/PR, Curitiba, 1987; Châteaux Bordeaux, no Centro Georges Pompidou, Paris, 1988; Retrospectiva, no MAC/Joinville, 1990; Arte na América Latina: 100 Anos de Produção, no Instituto Estadual de Artes Plásticas da UFRGS, Porto Alegre, 1996. "Juarez Machado expõe a natureza humana, olha, registra, interpreta, ilumina, focaliza. É o mundo dos humanos, mas não é o mundo do juiz dos homens. Aqui não estamos no Juízo Final. Juarez é o artista contemporâneo, ele tem este olhar elaborado pela ciência, o grau de consciência reflexiva. Podemos dizer deste ponto de vista, que esta obra humanística e esta atitude de intensa pesquisa confere ao seu trabalho um caráter anti-medieval." Jacob Klintowitz in: "Juarez Machado - Copacabana 100 Anos, Ed. Simões de Assis, 1992." JULIO LOUZADA vol.11, pág. 186; PONTUAL, pág.284; Acervo FIEO; ITAU CULTURAL; MEC, vol. 3; TEIXEIRA LEITE, pág. 298. Acervo FIEO.



498 - SONIA EBLING (1926 - 2006)

Banhista - escultura em bronze - 33 x 11 x 9 cm - assinado -

Nascida em Taquara, RS, SONIA EBLING consagrou-se como escultora e pintora. Participou da I Bienal de São Paulo. Premiada com viagem ao exterior no I SNAM. Morou em Paris 15 anos, onde frenquentou ateliês de artistas importantes e onde aperfeiçoou a sua importante e bela obra. MEC, vol. 2, pág. 89; PONTUAL, pág. 187; JULIO LOUZADA, vol 13, pág. 119; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 720; ARTE NO BRASIL, pág. 868; RGS, pág. 454.



499 - CABRAL (1948)

Composição - escultura de parede em madeira - 57 x 19 x 2 cm - dorso - 1975 -

Antônio Hélio Cabral, formado em arquitetura pela USP em 1974. Foi professor de pintura e desenho em diversas instituições de 1973 a 1984, tendo organizado mostras de artes brasileiras no Museu Lasar Segall, cujo ateliê de artes plásticas também orientou por algum tempo. Como pintor é adepto do figurativismo expressionista. TEIXEIRA LEITE, pág. 96; JULIO LOUZADA vol.10, pág.159; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



500 - EDGARD WALTER (1917 - 1994)

"Estradas das Paineiras - Rio" - óleo sobre tela - 90 x 115 cm - canto inferior esquerdo e dorso -

Natural de Nova Lima MG, onde nasceu a 20 de novembro, e falecido na cidade de Teresópolis RJ, em 14 de maio. Pintor acadêmico, notabilizou-se pelas suas paisagens. Ativo no Rio de Janeiro, foi discípulo de Oswaldo Teixeira. Participou, recebendo premiações, de diversos certames oficiais. "O que sobressai neste moço, que se utiliza de formas ´antigas´ para nos transmitir sentimentos novos, é o esmero da técnica. Edgar Walter é, por excelência, um pintor de detalhes, de pequeninos nadas que muitas vezes - por que não reconhecê-lo ? - fazem de um quadro pequeno uma grande tela. Ele se compraz em reproduzir pormenores da natureza, dirão os austeros críticos. " H. Pereira da Silva (100 obras Itaú. Pietro Maria Bardi. São Paulo, Banco Itaú, MASP, 1985) JULIO LOUZADA, vol. 1 pág. 1065; ITAÚ CULTURAL; MEC, vol. 4, pág. 503.



501 - MANOEL PASTANA (1888 - XX)

Lavadeira - óleo sobre tela - 27 x 40 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor e ceramista, nasceu em Belém, PA. Seus primeiros estudos de arte são realizados sob a orientação dos professores Theodoro Braga e Francisco Estrada (1908) na cidade de Belém. Nessa época já recebe premiações, inclusive Medalha de Ouro, com sua participação em exposições escolares (1910). Foi co-fundador da Associação dos Artistas Plásticos de Belém. Como ceramista, dedicou-se ao artesanato e realizou pesquisas sobre a arte indígena brasileira. Como pintor, contribui para o abandono das fórmulas acadêmicas como regra de produção artística, em favor do modernismo que ganhava seu espaço dia-a-dia. Foi membro de juri de seleção e premiação do SNBA. Realizou sua primeira individual em 1917 (Jaú-SP) Participou de diversas coletivas, com importantes e regulares premiações. JULIO LOUZADA, vol 1 pág 727



502 - MARCELO GRASSMANN (1925 - 2013)

Figuras fantásticas - xilogravura - 7/20 - 45 x 58 cm - canto inferior direito - 1953 -

Desenhista, gravador, ilustrador, pintor, escultor e professor, nasceu em São Simão, SP. Estuda fundição, mecânica e entalhe em madeira na Escola Profissional Masculina do Brás, SP. Passa a realizar xilogravuras a partir de 1943. Atua como ilustrador do Suplemento Literário do ‘Diário de São Paulo’, do ‘O Estado de S. Paulo’ e do ‘Jornal do Estado da Guanabara’. Quando reside no Rio de Janeiro, a partir de 1949, freqüenta os cursos de gravura em metal, com Henrique Oswald e de litografia, com Poty, no Liceu de Artes e Ofícios. Em Salvador (1952), trabalha com Mario Cravo Júnior. .Recebe o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Arte Moderna (1953) e vai para a Academia de Artes Aplicadas, em Viena. Passa a dedicar-se principalmente ao desenho, à litografia e à gravura em metal. Em 1969, sua obra completa é adquirida pelo governo do Estado de São Paulo, passando a integrar o acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo . Em 1978, a casa em que nasceu, em São Simão, é transformada em museu e tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo - Condephaat. Participou de muitas exposições e das Bienais de: São Paulo (1951 a 1961, 1967, 1969, 1979, 1985, 1989); Veneza (1950, 1956, 1958, 1962); Paris (1959). Principais prêmios: Bienal de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1959, 1967); Bienal de Veneza (1950, 1956, 1958,1962); Bienal de Paris (1959). PONTUAL, PÁG. 249; MEC, VOL. 2, PÁG. 281 E 282; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG. 439; VOL. 5, PÁG. 453; VOL. 9, PÁG. 383.



503 - ARTHUR LUIS PIZA (1928)

Composição e paisagem - gravura - 50/100 - 15 x 10 cm - canto inferior direito -

Gravador, desenhista, pintor e escultor, nasceu em São Paulo, SP. Assina Piza. Iniciou a formação artística em 1943, estudando pintura e afresco com Antonio Gomide. Após participar da 1ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1951, viajou para a Europa e passou a residir em Paris. Freqüentou o ateliê de Johnny Friedlaender, aperfeiçoando-se nas técnicas de gravura em metal. Realizou muitas exposições individuais e coletivas, participou de vários Salões oficiais e obteve importantes prêmios: Bienal Internacional de São Paulo (1953, 1959); Trienal de Grenchen, Suíça (1961); Bienal de Liubliana, atual Eslovênia (1961); Exposição Internacional de Havana, Cuba (1965); Bienal de Santiago do Chile (1965); Bienal de Veneza (1966); Bienal de Cracóvia, Polônia (1970); Bienal Internacional de Florença, Itália (1970); Bienal de San Juan, Porto Rico (1970, 1979); Mostra de Gravura, Curitiba – PR (1978); Bienal da Cidade do México (1980). No fim dos anos 1980, cria um mural tridimensional para o Centro Cultural da França, em Damasco, Síria. Em 2002, são apresentadas na Pinacoteca do Estado de São Paulo e no Museu de Arte do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, duas amplas retrospectivas de sua obra. BENEZIT VOL. 8, PÁG. 370; MEC, VOL. 3, PÁG. 422; PONTUAL, PÁG. 428/29; JÚLIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 773; VOL. 2, PÁG. 823; VOL. 4, PÁG.899; VOL.6, PÁG. 896; VOL.13, PÁG. 268; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, PÁG. 855; LEONOR AMARANTE, PÁG. 75; ACERVO FIEO; artfacts.net; artcyclopedia.com; artnet.com; artprice.com



504 - MANOEL SANTIAGO (1897 - 1987)

O passeio - óleo sobre tela - 33 x 41 cm - canto inferior direito e dorso -

Manoel Colafante Caledônio de Assumpção Santiago nasceu em Manaus, AM e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, desenhista e professor. Mudou-se para Belém em 1903 e iniciou estudos de pintura. Desde 1916 já praticava a arte não figurativa. Em 1919 transferiu-se para o Rio de Janeiro, cursou Direito e frequentou a Escola Nacional de Belas Artes, onde foi aluno de Rodolfo Chambelland e Baptista da Costa. Na época, teve aulas particulares com Eliseu Visconti. Foi casado com a pintora Haydeá Santiago. Participou em 1927 do Salão Nacional de Belas Artes e recebeu o prêmio viagem ao exterior, entre vários outros. Foi para Paris no ano seguinte, e lá permaneceu por cinco anos. De volta ao Rio de Janeiro, em 1932, tornou-se professor do Instituto de Belas Artes. Em 1934, passou a lecionar pintura e desenho no Núcleo Bernardelli, figurando entre seus alunos José Pancetti, Edson Motta, Bustamante Sá, Ado Malagoli, Rescála e Milton Dacosta. Participou da I Bienal Internacional de São Paulo (1951) e do 8º Panorama da Arte Brasileira (1976). PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, VOL. 1, PÁG. 241; TEODORO BRAGA, PÁG. 211; CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO DE PAISAGEM BRASILEIRA, MEC-MNBA /RIO/1944; MAYER/84, PÁG. 1158; REIS JR, PÁG. 378; PONTUAL, PÁG. 473; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 292; ITAÚ CULTURAL, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 865; ACERVO FIEO.



505 - JOSÉ DE OLIVEIRA MACAPARANA (1952)

Figuras fantásticas - óleo sobre eucatex - 70 x 35 cm - canto inferior direito e dorso - 1973 -

Escultor, autodidata, o artista é natural de Macaparana, PE, sendo filho e neto de marceneiros. Faz sua primeira exposição individual na Galeria Empetur em 1970, no Recife. Entre 1972 e 1973, reside no Rio de Janeiro; depois muda-se para São Paulo. Entre as mostras de que participa, destacam-se: IV Bienal Ibero-Americana de Arte, Cidade do México, 1984 (Artista Convidado); Salão de Arte Contemporânea, São Paulo, 1986; MAC - 25 Anos, no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, 1988; Bienal Internacional de São Paulo 1991; Tendências Construtivas no Acervo do MAC/USP, no Centro Cultural Banco do Brasil, Rio de Janeiro, 1996. JULIO LOUZADA, vol. 9 pág. 509; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



506 - DUMAS SEIXAS (1958)

Figuras - aquarela - 23 x 30 cm - canto inferior esquerdo - 1991 -

Antônio Carlos Dumas Seixas nasceu e cresceu em Belém, PA. Transferiu-se para São Bernardo do Campo, SP onde vive e trabalha. Realizou exposições individuais em: Belém, PA (1986, 2001, 2003); São Paulo (1992, 1996, 2011); Havana, Cuba (1992); São Bernardo do Campo, SP (2000, 2010); Rio de Janeiro (2013). Tem participado de muitas mostras e Salões oficiais, entre as quais: IV Bienal Nacional de Santos, Santos - SP (1993); V Bienal de Santo André - Dumas Gráfico - sala especial (2010). Foi premiado no: 1º Salão Paraense de Arte Contemporânea - Belém, PA (1992); no 2º Salão de Artes Plásticas de São Bernardo do Campo, SP (1992); no Salão de Arte Contemporânea - Santo André, SP (2001). Em 2003 foi bolsista de projeto para Criação Artística do Instituto de Artes do Pará (IAP), Belém - PA. ITAU CULTURAL; www.dumasseixas.com/dumas.



507 - BENJAMIN SILVA (1927)

Composição - aquarela - 43 x 29 cm - canto inferior esquerdo -

Cearense de Juazeiro, Benjamin Silva antes de se mudar para o Rio de Janeiro, então com 20 anos, foi seringueiro no Amazonas. Foi aluno de Inimá de Paula na Escola do Povo, nos idos de 1950. Inicialmente figurativista, após 1963 adota uma linha de expressionismo agressivo. Sua pintura passeou também pelo surrealismo. MEC, vol.4, pág.246; TEIXEIRA LEITE, pág.70; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 697; ARTE NO BRASIL, pág. 943.



508 - ARTUR PEREIRA (1920 - 2003)

Ave - escultura em madeira - 33 x 10 x 10 cm - assinado -

Escutor autodidata, natural da cidade mineira de Cachoeira do Brumado, onde começou a produzir em 1960. Esculpia em madeira obras do imaginário, da lida das atividades rurais e da fauna. Expôs individualmente em 1989. PONTUAL, pág. 417.



509 - JANOS VISKI (1891 - 1969)

Arando a terra - óleo sobre tela colada em eucatex - 28 x 37 cm - canto inferior direito -

Realizou seus estudos em Budapeste. Pintou cenas da vida dos pastores da Hungria e dos pampas da Argentina, país para o qual se transferiu em 1936. Após, realizou diversas exposições em Buenos Aires e mudou-se para o Brasil, fixando-se no Rio Grande do Sul. Participou de diversas exposições em Porto Alegre durante os anos em que ali morou, regressando algum tempo depois para Budapeste, onde veio a falecer. JULIO LOUZADA vol.5, pág.1116.



510 - BIGIO GERARDENGHI (1876 - 1957)

Pescadores - óleo sobre tela - 26 x 52 cm - canto inferior esquerdo -

Italiano de Dronero, Piemonte, onde nasceu em 7/8/1876. Pintor e professor, oriundo de família nobre, o autor sempre viveu em Nápoles, onde realizou estudos e concluiu sua formação artística. Reputado pintor de paisagens e marinhas, figurou em diversas exposições na Itália, onde ganhou a medalha de ouro na Exposição Internacional de Nápoles, e em 1916, quando o seu quadro Lã para os Soldados, foi escolhido pela Cruz Vermelha Italiana para ser reproduzido como propaganda de Socorros de Guerra. No Brasil sua obra foi muito bem recebida pela público e crítica, figurando em diversas exposições. BENEZIT, vol.4, pág. 681; MAYER/84, pág. 835; TEODORO BRAGA, pág. 107; JULIO LOUZADA vol.1, pág. 415; ITAÚ CULTURAL, RUTH TARASANTCHI.



511 - JOAQUIM LOPES FIGUEIRA JUNIOR (1904 - 1943)

Melancolia - aquarela - 34 x 26 cm - canto inferior direito - 1942 - Rio -

Escultor e pintor, participante do Salão Paulista de Belas Artes em 1934 e 1936, quando recebeu as pequenas medalhas de prata e de ouro. Na Divisão Moderna do SNBA recebeu o prêmio viagem ao País, em 1941. Integrou a Família Artística Paulista, participando de suas mostras entre 1937 e 1940. Quirino Campofiorito, artista e festejado crítico de arte, assim disse a seu respeito: "Faleceu prematuramente Figueira, quando sua obra confirmava um rigor estético que tinha sua medida na simplicidade do modelado e na espontaneidade da objetividade figurativa." MEC, vol.2, PÁG.173; JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 348; PONTUAL, pág. 212; TEIXEIRA LEITE, pág.193; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL; WALTER ZANINI, pág. 586.



512 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Flores - óleo sobre tela - 34 x 27 cm - canto inferior direito -



513 - CARLOS PRADO (1908 - 1992)

Procissão - desenho a nanquim - 23 x 28 cm - canto inferior direito - 1941 -

Arquiteto, pintor, gravador e ceramista paulistano. Recebeu menção honrosa no SPBA de 1935, participando também na I e II BSP e na exposição de Arte Moderna no Brasil, realizada em Buenos Aires, Rosário, Santiago do Chile e Valparaíso, em 1957. No dizer de TEIXEIRA LEITE, em sua obra A Gravura Brasileira Contemporânea, Carlos Prado utilizava por vezes a gravura como meio expressivo, subordinando-a, porém, a interesses maiores. TEIXEIRA LEITE, pág. 421; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 254. PONTUAL, pág. 438; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 582; ARTE NO BRASIL, pág. 781. Acervo FIEO.



514 - FLÁVIO DE CARVALHO (1899 - 1973)

Composição - gravura - H. C. - 50 x 30 cm - canto inferior direito - 1972 -

Pintor, desenhista, escultor, cenógrafo, engenheiro civil, arquiteto e escritor. Educou-se na Inglaterra. Foi um dos pioneiros da arquitetura moderna no Brasil. Figura polêmica e provocativa, teve vida cultural bastante agitada. Participou em diversas bienais e exposições nacionais e internacionais. TEODORO BRAGA, pág. 95/96/97; REIS JR., pág. 379; PONTUAL, pág. 113/114; MEC, vol.1, pág. 363; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 177.; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 478; ARTE NO BRASIL, pág. 746; LEONOR AMARANTE, pág. 28; Acervo FIEO.



515 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Ivete - desenho a nanquim - 46 x 30 cm - canto inferior direito -
Reproduzido sob o n° 55 em catálogo de Leilão de Canvas Galeria de Arte - São Paulo, SP. -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



516 - ANGELO CANNONE (1899 - 1992)

Lago - óleo sobre tela colada em eucatex - 27 x 35 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor, desenhista e professor nascido em Abruzzo, Itália. Assinava D’Angelo, Angelo Cannone e A. Cannone. Aos cinco anos mudou-se para Nápoles com sua família. Em fins de 1947, veio para o Brasil, residiu algum tempo em São Paulo e depois se mudou para o Rio de Janeiro, onde se radicou e lá faleceu. Estudou no Instituto de Belas Artes de Nápoles com Paolo Vetri. Viveu em Roma durante quatro anos com uma pensão conquistada em um concurso em Nápoles. Lecionou desenho no Instituto Técnico. Expôs individualmente em São Paulo (1947, 1993) e no Rio de Janeiro (1947, 1973, 1980, 1984). Foi premiado, na Itália, em: 1922, 1925, 1929, 1941 e, no Brasil, em 1960. Em 1972 pintou o retrato do papa Pio X, em tamanho natural, que está na Igreja dos Italianos, RJ. WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 168; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 187; VOL. 3, PÁG. 203; VOL.8, PÁG. 165; VOL. 9, PÁG. 171; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; brasilartesenciclopedias.com.br; www.artprice.com; www.arcadja.com.



517 - FELISBERTO RANZINI (1881 - 1976)

Frutas - óleo sobre cartão - 33 x 52 cm - canto inferior esquerdo - 1919 -

Arquiteto, desenhista e escritor, Felisberto Ranzini nasceu em Mântua, Itália e faleceu em São Paulo - SP. Sobresaiu-se principalmente na técnica de aquarela, na qual se especializou. Suas composições em óleo são claras e detalhadas, quase que miniaturistas. JULIO LOUZADA, vol 1, pág. 805; MEC vol.4, pág. 26, RUTH TARASANTCHI.



518 - LOTHAR CHAROUX (1912 - 1987)

Linhas - serigrafia - 65/100 - 100 x 35 cm - canto inferior direito - 1976 -

Pintor, desenhista e professor austríaco, natural de Viena. Assinava Charoux. Iniciou os estudos artísticos com seu tio, o escultor austríaco Siegfried Charoux. Transferiu-se para o Brasil em 1928, fixando residência em São Paulo. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios da cidade onde conheceu Valdemar da Costa, com ele fazendo aprendizado de pintura a partir de 1940. Posteriormente passa a lecionar desenho no Liceu de Artes e Ofícios e no SENAI. Em 1947, realizou sua primeira exposição individual, na Galeria Itapetininga. Em 1952, participou da fundação do Grupo Ruptura, ao lado de Waldemar Cordeiro, Geraldo de Barros, Anatol Wladyslaw e outros. Com Hermelindo Fiaminghi e Luiz Sacilotto , cria a Associação de Artes Visuais NT - Novas Tendências, em 1963. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras oficiais nacionais como a Bienal Internacional de São Paulo (I a IX, XII, XIII), Panorama da Arte Atual Brasileira (1º ao 3º, 6º, 9º, 11º, 12º) e no exterior. É homenageado com retrospectiva no Museu de Arte Moderna de São Paulo e no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro em 1974. Em 2005, é publicado o livro ‘Lothar Charoux: A Poética da Linha’, pela historiadora de arte Maria Alice Milliet. PONTUAL, PÁG. 131; MEC VOL. 1, PÁG. 433; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 254; VOL. 9, PÁG.207; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 645; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; ACERVO FIEO.



519 - TOMÁS SANTA ROSA (1909 - 1956)

Projeto arquitetônico - técnica mista sobre papel - 22 x 43 cm - canto inferior direito -

Pintor, gravador, cenógrafo e professor. Oriundo da Paraíba, onde nasceu, fixou-se no Rio de Janeiro, iniciando em 1930 sua bem sucedida carreira de ilustrador de obras de autores estrangeiros e brasileiros, que inclui, dentre outros, Graciliano Ramos, José Lins do Rêgo, Jorge Amado, Castro Alves e muitos outros. Sua obra tem reconhecimento nacional e unanimidade de crítica, havendo se destacado em todas as áreas das artes que praticou. PONTUAL, pág. 472; TEIXEIRA LEITE, pág. 460; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 572; LEONOR AMARANTE.



520 - GUSTAVO DALL'ARA (1865 - 1923)

"Morro do Castelo" - óleo sobre tela - 17 x 28 cm - canto inferior esquerdo -
Ex coleção Nelson Al Assal, São Paulo - SP. -

Pintor italiano, ilustrador e caricaturista. Realizou sua formação artística na Academia de Belas Artes de Veneza, estudando com Villa, Franco Dall'ara e Deslandes. Por volta de 1889, veio radicar-se no Rio de Janeiro, como convidado para ilustrar um dos jornais cariocas da época e também por motivos de saúde. Paisagista e marinhista, dedicou-se a fixar aspectos do Rio antigo. Nogueira da Silva chamou-o o pintor da cidade, "tanto se entregara ele, o bizarro e macambúzio, Gustavo Dall'ara, ao urbanismo pictural da metrópole. MEC, vol. 2, pág. 14; REIS JR., pág. 270; PONTUAL, pág. 157; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 234; Catálogo da Exp. De Paisagem Brasileira - Min. Da Educ. e Saúde - MNBA/Rio/1944 ; LAUDELINO FREIRE, pág. 388; TEODORO BRAGA, pág. 78; TEIXEIRA LEITE, pág. 144; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 84; ITAÚ CULTURAL.; ARTE NO BRASIL, pág. 839.



521 - DARCILIO LIMA (1944)

Figura fantástica - gravura - 47/60 - 47 x 30 cm - canto inferior direito -

Cearense de Cascavel, o festejado desenhista Darcilio foi para o Rio de Janeiro, e já depois de haver iniciado autodidaticamente seu trabalho no campo da pintura e da utilização do lápis cêra. Recebeu orientação de Ivan Serpa, passando a dedicar-se especialmente ao desenho a bico-de-pena, com a permanente fixação gráfica da fantasia erótica como veículo de impacto crítico. PONTUAL, pág. 159. MEC, vol.1, pág.17; WALTER ZANINI, pág. 760; LEONOR AMARANTE; ITAU CULTURAL.



522 - DOMENICO LAZZARINI (1920 - 1987)

Paisagem - óleo sobre tela - 27 x 35 cm - canto inferior direito - 1981 -

Nasceu na cidade italiana de Viareggio, vindo a falecer na cidade do Rio de Janeiro. Em 1940, ainda na Itália, nas cidades de Lucca e Florença, realiza estudos com Rosai e Vedova. Já no Brasil, dá aulas de pintura na Escola de Belas Artes de Araraquara, São Paulo, em 1950. Em 1957, cria a Escola de Belas Artes de Ribeirão Preto e, em 1961, leciona no Museu de Arte do Rio de Janeiro. Em 1974, conquista o Prêmio Tetra d'Oro em Roma. Entre as exposições de que participa, destacam-se: Exposição de Lucca, Itália, 1946 a 1948; Bienal de Veneza, Itália, 1948; Jovens Pintores de Araraquara, no Museu de Arte Moderna de São Paulo, 1954; Salão Nacional de Arte Moderna (Isenção de Júri, 1959 e Prêmio Aquisição, 1962), Rio de Janeiro, 1958 a 1962; Bienal Internacional de São Paulo, 1959 e 1961; Galeria de Arte da Folha, São Paulo, 1959 e 1960; Domenico Lazzarini, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, 1963; 100 Obras Itaú, no Museu de Arte de São Paulo, 1985. BÉNÉZIT, vol. 6, pág. 499; JULIO LOUZADA vol. 11, pág. 179; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 697; ARTE NO BRASIL, pág. 964; Acervo FIEO.



524 - MARIA POLO (1937 - 1983)

Composição - óleo sobre tela - 60 x 120 cm - canto inferior direito - 1966 -

Pintora, desenhista, gravadora e vitralista nascida em Veneza, Itália e falecida no Rio de Janeiro. Estudou no Instituto de Arte de Veneza, entre 1949 e 1955 e no ateliê de De Pisis, em Roma, de 1955 a 1959. Veio para o Brasil em 1959 fixando-se em São Paulo e, a partir de 1962, no Rio de Janeiro. Realizou diversas exposições individuais em algumas das principais capitais do País e no exterior. Participou de muitas mostras e Salões oficiais, entre as quais: Bienal Internacional de São Paulo (1963, 1965, 1967); Panorama de Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1969, 1970, 1973). Foi premiada no 10º Salão Paulista de Arte Moderna, SP (1961). MEC, VOL. 3, PÁG. 424; PONTUAL, PÁG. 430; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 776; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 697; www.catalogodasartes.com.br; www.bolsadearte.com; www.artprice.com.



525 - J. CARLOS (1884 - 1950)

Comprando gravatas - desenho a nanquim e aquarela - 29 x 20 cm - canto inferior direito -

Nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, desenhista, ilustrador e caricaturista. Realizou mais de cem mil desenhos, não se conhecendo um único ruim. Observador arguto, retratou com maestria e humor o cotidiano de sua cidade natal, da qual, consta, ausentou-se por duas únicas ocasiões. JULIO LOUZADA vol. 10, pág. 181; CARICATURISTAS BRASILEIROS, de Pedro Corrêa do Lago, pág. 74; WALTER ZANINI, pág. 448; ARTE NO BRASIL, pág. 646.



526 - CARLOS OSWALD (1882 - 1971)

"Paisagem com palmeiras" - gravura - 1/100 - 50 x 31 cm - canto inferior direito -
Reproduzido na página 88 do livro "Carlos Oswald" editado pelo Museu Nacional de Belas Artes. -

Gravador, pintor, desenhista, decorador, professor e escritor. Nasceu em Florença, Itália e faleceu em Petrópolis, RJ. Graduou-se como físico-matemático em 1902, pelo Instituto Galileo Galilei, em Florença. No ano seguinte, ingressou na ‘Accademia di Belle Arti di Firenze’. Viajou para o Brasil pela primeira vez em 1906 e realizou no Rio de Janeiro a primeira exposição individual no país. Retornou à Europa em 1908, estudou gravura com o americano Carl Strauss em Florença e viajou para Munique, onde aprendeu a técnica da água-forte. Em 1911, participou da decoração do pavilhão do Brasil, na Exposição Internacional de Turim. Fez a segunda viagem ao Rio de Janeiro em 1913 e realizou uma exposição com Eugênio Latour na Escola Nacional de Belas Artes . Foi nomeado, em 1914, professor de gravura e desenho no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro e é considerado o introdutor da gravura no Brasil. No ano de 1930, fez o desenho final do ‘Monumento ao Cristo Redentor’. A obra foi executada na França pelo escultor Paul Landowski e instalada no Morro do Corcovado, Rio de Janeiro, em 1931. Publicou, em 1957, a autobiografia ‘Como Me Tornei Pintor’. Em 1963, o Museu Nacional de Belas Artes - RJ adquiriu quase todas as suas obras em gravuras. Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais e foi premiado no Rio de Janeiro em 1904, 1906, 1909, 1912, 1913, 1916 e realizou diversas exposições individuais. PONTUAL, PÁG. 397; ARTE NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 1053; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 699; MEC VOL. 3, PÁG. 304; ACERVO FIEO.



527 - CALISTO CORDEIRO, DITO K.LIXTO (1877 - 1957)

Políticos - desenho a nanquim - 47 x 32 cm - canto inferior direito -

Desenhista, caricaturista e pintor. Estudou na ENBA. Desenhou o primeiro sêlo de impôsto de consumo impresso no Brasil. Sua atividade de caricaturista durou mais de 30 anos, com intensa colaboração em jornais e revistas do Rio de Janeiro, tais como O Riso, D. Quixote, Carêta, A Semana Ilustrada, Fon-Fon!, Ilustração Brasileira, A Caricatura, O Cruzeiro, O Tagarela, O Malho e tantas outras. Participou de diversos certames do gênero. Sua excepcional obra é até hoje objeto de estudo por especialistas, que não se cansam de lhe tecer elogiosas críticas. PONTUAL, pág. 291; JULIO LOUZADA vol 12 pág. 218; WALTER ZANINI, pág. 806; ARTE NO BRASIL; HISTÓRIA DA CARICATURA NO BRASIL, pág. 1014.



528 - ANA DO BAÚ (1927 - 2015)

Mulher - escultura em cerâmica - 88 x 23 x 28 cm -

Ana Fernandes de Souza nasceu na comunidade de Campo Alegre, no município de Turmalina, região mineira do Vale do Jequitinhonha. Depois da morte dos pais, morou com a irmã adotiva na Fazenda do Baú (daí o seu apelido) onde se dedicava às atividades agrárias. Nas horas vagas modelava o barro, utilizando como ferramentas: sabugo de milho, pena de galinha, taquara, etc. Aos quinze anos fez suas primeiras peças de barro observando o trabalho das vizinhas. Famosa artesã da região destacou-se pelas peculiares bonecas com rolinhos no cabelo e sorriso estridente. Parou de trabalhar com cerâmicas há cerca de 20 anos, logo após a morte da irmã adotiva e companheira de vida. Suas peças podem ser vistas no Memorial da América Latina, em São Paulo, em acervo reunido pelos franceses Jacques e Maurren Bisilliat. http://www.popular.art.br/htdocs/default.asp?criterio=artista&artigo=Ana%20do%20Ba%FA; aconteceunovale.com. br; blogdojequi.blogspot.com.



529 - JOSÉ PROCOPIO DE MORAES (1929)

"Pirapora do Bom Jesus" - óleo sobre tela - 50 x 64 cm - canto inferior direito - 1966 -

Natural e ativo na cidade de Santana do Parnaíba, SP, onde nasceu em 28 de abril de 1929. Pintor e desenhista, é considerado um dos mais importantes intérpretes da paisagem brasileira. Sua fama é decorrência das belas composições de suas naturezas mortas e das solenes paisagens das cidades históricas mineiras. JULIO LOUZADA, vol. 13, Pág. 273, Acervo FIEO. -



530 - AGUSTIN SALINAS Y TERUEL (1862 - 1915)

Villa Kyrial - óleo sobre madeira - 12 x 23 cm - canto inferior direito - 1910 - São Paulo -
Com a seguinte inscrição no dorso: "Vista da residência de São Paulo do Sr. Freitas Valle. A. Salinas - São Paulo, 1910". - (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor espanhol, estudou em Madri, na Escola Superior de Pintura, e na Academia Espanhola de Roma. Viveu muitos anos na Itália, para onde se transferiu em 1883 e onde mais tarde manteve ateliê com o irmão Pablo Salinas. Segundo José Roberto Teixeira Leite, era um boêmio "despreocupado com os bens materiais e levando vida desorganizada". Obsessivo por viagens, esteve várias vezes na Holanda e mais de uma vez no Brasil, tendo aqui participado da Exposição Geral de Belas Artes de 1910. Consta que também realizou exposições em São Paulo e Rio de Janeiro. Sua obra integra diversos museus da Europa e, no Brasil, o acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo e de coleções particulares. BENEZIT, vol. 9, pág. 249; BOLAFFI, vol. 12, pág. 305; MAYER/84, pág. 1156; TEODORO BRAGA, pág. 210; ANUAIRE DES COTES INTERNATIONAL, pág. 1728; ART PRICE ANNUAL 2000, pág. 2202.



531 - HUGO ADAMI (1900 - 1999)

"Rico Z 10" - óleo sobre tela - 60 x 50 cm - canto inferior esquerdo e dorso -
Com carimbo de Reinaldo Marques Leiloeiro Oficial, São Paulo - SP, no dorso. -

Pintor, cenógrafo, cantor lírico, ator - Pílade Francisco Hugo Adami nasceu em São Paulo. Aos 12 anos cursou pintura na Escola Profissional Masculina do Brás com Giuseppe Barchitta. Estudou com os pintores Alfredo Norfini e Enrico Vio , com os escultores William Zadig e José Cuccé, no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo (1913- 1916). Teve aulas também com Georg Elpons (1917) . Embarcou para Florença (1922) e lá se tornou amigo do poeta Berto Ricci e do pintor Giorgio De Chirico. Estudou pintura na ‘Accademia di Belle Arti di Firenze’ onde foi aluno de Felice Carena, mas logo abandonou a escola para viajar pela Itália. Residiu por um período em Paris. De volta ao Brasil (1928), realizou a primeira individual em São Paulo e Mário de Andrade publicou ensaio sobre a exposição no ‘Diário Nacional’. O contato de Mário de Andrade com a obra de Hugo Adami possibilitou ao crítico repensar seu projeto modernista. Retornou à Europa (1929 até 1932). Participou da Sociedade Pró-Arte Moderna (1932) e integrou o Clube dos Artistas Modernos (1933). Em 1937, participou da primeira exposição da Família Artística Paulista ao lado de Alfredo Volpi , Bonadei , Clóvis Graciano, Rossi Osir, entre outros. Depois de estar na Europa de 1937 a 1940, mudou-se para o Rio de Janeiro. Entre 1945 e 1970, afastou-se das atividades artísticas, só voltando a pintar em 1975. Exposições Individuais em: São Paulo (1928, 1933, 1938, 1986 – MAM/ SP, 1993). Várias foram as mostras coletivas e Salões oficiais dos quais participou como a Bienal de Veneza em 1924 e 1930. Foi premiado no Rio de Janeiro (1921, 1935); São Paulo (1935, 1936).TEODORO BRAGA, PÁG. 120; PONTUAL, PÁG. 3; REIS JUNIOR, PÁG. 380; MEC, VOL. 1, PÁG. 36; WALMIR AYALA, VOL. 1 , PÁG. 11; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 13; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 580; ARTE NO BRASIL, PÁG. 777; ACERVO FIEO, PÁG. 998; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 25; www.dezenovevinte.net; www.pinacoteca.org.br; www.poeticasvisuais.com; www1.folha.uol.com.br; www.artprice.com.



532 - MARIA LEONTINA (1917 - 1984)

Composição - guache - 16 x 11 cm - canto inferior direito - 1957 -
Acompanha recibo da compra realizada em 17 de fevereiro de 1978, da autora. -

Pintora, gravadora e desenhista. Maria Leontina Mendes Franco da Costa nasceu em São Paulo, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. Iniciou estudos de desenho com Antônio Covello, em São Paulo (1938), e na primeira metade da década de 1940 estudou pintura com Waldemar da Costa. Em 1946, no Rio de Janeiro, frequentou o ateliê de Bruno Giorgi e fez curso de museologia no Museu Histórico Nacional, entre 1946 e 1948. Em 1947, participou da exposição ‘19 Pintores’, na Galeria Prestes Maia, em São Paulo, ao lado de Lothar Charoux, Marcelo Grassmann, Aldemir Martins, Luiz Sacilotto e Flavio-Shiró. Em 1951, foi convidada pelo psiquiatra e crítico de arte Osório César para orientar o setor de artes plásticas do Hospital Psiquiátrico do Juqueri. No mesmo ano, organizou uma mostra dos internos no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Em 1952, com bolsa de estudo do governo francês, viajou para a Europa, acompanhada pelo marido, o pintor Milton Dacosta. Em Paris, entre 1952 e 1954, frequentou o ateliê de gravura de Johnny Friedlaender. Na década de 1960, realizou painel de azulejos para o Edifício Copan e vitrais para a Igreja Episcopal Brasileira da Santíssima Trindade, ambos em São Paulo. Realizou exposições individuais e participou de inúmeras mostras, Salões oficiais e Bienais como a Bienal de Veneza (1950, 1952, 1956). Foi premiada no Rio de Janeiro (1944, 1950, 1955, 1957, 1980); em São Paulo (1944; 1947; 1951; 1954; 1958; 1960; 1980; 1955, 1959, 1965 - Bienais Internacionais; 1969, 1970 - Panoramas da Arte Atual Brasileira; 1975 - prêmio pintura da Associação Paulista de Críticos de Artes - APCA); Brasília, DF (1980); Curitiba, PR (1980; Porto Alegre, RS (1980); Nova York (1960 - Fundação Guggenheim). ITAU CULTURAL; MEC, VOL. 2, PÁG. 471; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 309; PONTUAL, PÁG. 338; ARTE NO BRASIL, PÁG. 772; LEONOR AMARANTE, PÁG. 25; WALTER ZANINI, PÁG. 645; JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 572.



533 - DIONISIO DEL SANTO (1925 - 1999)

Composição - guache - 15 x 14 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e serigrafista, nasceu em Colatina-ES, e faleceu em Vitória, naquele mesmo Estado. Autodidata. Em 1975, recebe o Prêmio de Melhor Exposição de Gravura do Ano, da APCA. Participou da 9ª Bienal Internacional de São Paulo, 1967 (Prêmio Itamarati Aquisição) e do Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro, 1968 (Prêmio Isenção do Júri). JULIO LOUZADA vol.11, pág. 88; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 682; ARTE NO BRASIL, pág. 934.



534 - JORGE GUINLE FILHO (1947 - 1987)

Multidão - pastel - 28 x 20 cm - canto inferior esquerdo - 1981 -

Pintor, desenhista e gravador nascido e falecido em Nova York, EUA. Mudou-se com a família para o Brasil ainda no ano de seu nascimento e permaneceu no Rio de Janeiro até 1955. Desse ano até 1962, acompanhando a mãe, morou em Paris e, em seguida, em Nova York, onde residiu até 1965. Na França, em paralelo a sua formação regular, iniciou, como autodidata, estudos de pintura e frequentou museus e galerias de arte, prática que manteve quando se transferiu para os Estados Unidos. De 1965 a 1974 viveu no Rio de Janeiro e passou temporadas em Londres e Paris, cidade para onde retornou nesse último ano e se estabeleceu por mais três anos. Em 1977, voltou a residir no Rio de Janeiro. Seu trabalho ganhou repercussão e, na década de 1980, integrou as principais exposições de arte do país. A produção do artista, concentrada em seus últimos sete anos de vida, foi dedicada, sobretudo à pintura. Jorge Guinle foi um importante incentivador da revalorização da pintura promovida pelo grupo de jovens artistas conhecido como Geração 80. Participou da mostra ‘Como Vai Você, Geração 80?’, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage - EAV/Parque Lage, Rio de Janeiro, 1984, escreveu um texto para a edição especial da revista ‘Módulo’ dedicada a essa mostra, participou de várias exposições e eventos realizados por esses artistas e escreveu sobre suas obras. Participou também da 17ª e 18ª Bienal Internacional de São Paulo (1983 e 1985). Em 1985 recebeu o Prêmio de Viagem ao Estrangeiro no 8º Salão Nacional de Artes Plásticas, MAM-RJ. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL. 2, PÁG.482; LEONOR AMARANTE, PÁG. 312. ACERVO FIEO.



535 - CARYBÉ (1911 - 1997)

Figura - aquarela - 45 x 40 cm - canto inferior direito - 1955 -
Reproduzido sob o nº 9 em catálogo de Evandro Carneiro Leilões, Dezembro de 2004 - Rio de Janeiro. -

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



536 - LEÓN FERRARI (1920 - 2013)

"Lembranças" - litografia - P. A. - 30 x 20 cm - canto inferior direito - 1979 -

Gravador e escultor argentino, natural da cidade de Buenos Aires. Começou a fazer escultura em 1954, com diversos materiais e com arame de aço inoxidável. Em 1962, iniciou sua série de desenhos escritos. Em 1964 colaborou com Rafael Albertino no livro de poesias e desenhos "Escritos en el Aire", editado por Vanni Scheiwiller em Milão. Em 1965, abandonou a arte abstrata e participou do movimento cultural que acompanhou a atividade política argentina, colaborando na organização de diversas mostras coletivas. A partir de 1976 fixa residência no Brasil, em São Paulo, onde voltou a esculpir e experimentar outras técnicas, como fotocópias, etc. Desenvolveu uma série de esculturas sonoras que deram origem aos instrumentos lúdicos musicais com os quais deu 4 concertos-performance. JULIO LOUZADA, vol. 3, pág. 403



537 - FERNANDO ODRIOZOLA (1921 - 1986)

Composição - desenho a nanquim e aquarela - 48 x 40 cm - canto inferior direito - 1983 -

Fernando Pascual Odriozola nasceu em Oviedo, Espanha e faleceu em São Paulo. Pintor, desenhista e gravador. Começou a pintar em 1936. Veio para o Brasil em 1953 e fixou residência em São Paulo. No ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual na Galeria Portinari. O Museu de Arte Moderna de São Paulo dedicou-lhe outra individual, em 1955. Na década de 1960, lecionou no Instituto de Arte Contemporânea da Fundação Armando Álvares Penteado e colaborou como ilustrador nos jornais O Estado de S. Paulo e Diário de S. Paulo, e na revista Habitat. Em 1964, integrou, com Wesley Duke Lee , Yo Yoshitome e Bin Kondo , o Grupo Austral, ligado ao movimento internacional Phases. Participou das 7ª, 8ª, 9ª, 12ª, 13ª, 14ª, 15ª e 18ª Bienais Internacionais de São Paulo onde foi premiado na 7ª, 8ª, e 14ª edição; da 7ª Bienal de Tóquio; dos 2º e 5º Panoramas da Arte Atual Brasileira, entre outras. No ano de seu falecimento, o Centro Cultural São Paulo (CCSP) realizou uma exposição retrospectiva póstuma em sua homenagem. JULIO LOUZADA VOL.11, PÁG. 231; MEC VOL.3, PÁG.291; PONTUAL PÁG. 389; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 737; ARTE NO BRASIL PÁG.907; LEONOR AMARANTE PÁG. 143; ACERVO FIEO.



538 - ALFREDO CESCHIATTI (1918 - 1989)

Guanabara - escultura em bronze - 15 x 43 x 10 cm - assinado -
Ex coleção Sebastião Alves - Bragança Paulista - SP. -

Natural de Belo Horizonte. Escultor, desenhista e professor. Passou a frequentar a antiga ENBA em 1940, depois de uma viagem à Europa, especialmente Itália, iniciada em 1938. Na Divisão Moderna do SNBA recebeu, como escultor as medalhas de bronze (1943) e de prata (1944), bem como o prêmio de viagem ao estrangeiro (1945), com o baixo-relevo para a Igreja de São Francisco de Assis, da Pampulha, em Belo Horizonte e, como desenhista, a medalha de prata (1945). Esteve mais uma vez na Europa entre 1946 e 1948, anos em que realizou exposição individual no Instituto dos Arquitetos do Brasil (GB). Figurou na II BSP e no II SNAM, em 1953. Fazendo parte da equipe que, em 1956, venceu o concurso de projetos para o Monumento aos Mortos da II Guerra Mundial (GB), ali executou o conjunto alusivo às três forças armadas. Integrou a Comissão Nacional de Belas Artes em 1960 e 1961, e entre 1963 e 1965, lecionou escultura e desenho na Universidade de Brasília. Quirino Campofiorito citou-o no estudo Ëscultura Moderna no Brasil"(Revista Crítica de Arte, nº único 1962). De seus trabalhos mais conhecidos destacam-se as esculturas As Banhistas e A Justiça, que se encontram, respectivamente, no lago em frente ao Palácio da Alvorada e defronte ao Supremo Tribunal Federal (Praça dos Três Poderes), em Brasília. Há ainda, obras escultóricas de sua autoria, entre outras no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Ministério das Relações Exteriores (Brasília) e em um edifício que Oscar Niemeyer projetou no conjunto residencial Hansa (setor ocidental de Berlim), assim como na embaixada brasileira em Moscou. MEC, vol. 1, pág. 397; PONTUAL, pág. 127; JÚLIO LOUZADA, vol. 11, pág. 70; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 609; ARTE NO BRASIL, pág. 872.



539 - BRUNO FELISBERTI (1912 - 1979)

"Bairro Santa Helena" - óleo sobre eucatex - 29 x 32 cm - canto inferior esquerdo - 1975 - Poços de Caldas -

Natural desta Capital, onde nasceu a 11 de junho de 1912 e falecido na cidade mineira de Poços de Caldas. Estudou na Escola de Belas Artes de São Paulo com o professor Paulo Vergueiro Lopes de Leão, e com o professor Amadeu Scavone. Expôs seguidamente a partir de 1942 no SPBA, recebendo premiações. Em 1995, foi-lhe dedicada uma exposição póstuma, no Centro Universitário Fieo - Osasco, SP. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág.376; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO; MEC. vol. 2.



540 - ALBERTO DA VEIGA GUIGNARD (1896 - 1962)

Cristo - óleo sobre madeira - 35 x 22 cm - canto inferior direito e dorso - 1960 -
Reproduzido no convite deste leilão. Com carimbo da Petite Galerie, Praça General Ozório, 53, Rio de Janeiro - RJ. -

Pintor, professor, desenhista, ilustrador e gravador, Alberto da Veiga Guignard nasceu em Nova Friburgo, RJ e faleceu em Belo Horizonte, MG. Mudou-se com a família para a Europa em 1907. Em dois períodos, entre 1917 e 1918 e entre 1921 e 1923, frequentou a Real Academia de Belas Artes de Munique, onde estudou com Hermann Groeber e Adolf Hengeler. Aperfeiçoou-se em Florença e em Paris, onde participou do Salão de Outono. Retornou para o Rio de Janeiro em 1929 e integrou-se ao cenário cultural por meio do contato com Ismael Nery. Participou do Salão Revolucionário de 1931, e foi destacado por Mário de Andrade como uma das revelações da mostra. Em 1941, integrou a Comissão Organizadora da Divisão de Arte Moderna do Salão Nacional de Belas Artes, com Oscar Niemeyer e Aníbal Machado. Em 1943, passou a orientar alunos em seu ateliê e criou o Grupo Guignard. A única exposição do grupo, realizada no Diretório Acadêmico da Escola Nacional de Belas Artes, foi fechada por alunos conservadores e reinaugurada na Associação Brasileira de Imprensa. Em 1944, a convite do prefeito Juscelino Kubitschek, transferiu-se para Belo Horizonte e começou a lecionar e dirigir o curso livre de desenho e pintura da Escola de Belas Artes, por onde passaram Amilcar de Castro, Farnese de Andrade e Lygia Clark, entre outros. Permaneceu à frente da escola até 1962, quando, em sua homenagem, esta passou a chamar-se Escola Guignard. Participou da Bienal de Veneza (1928, 1952); da Bienal Internacional de São Paulo (1951) e outras. PONTUAL, PÁG. 254; MEC, VOL. 2, PAG. 304; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 236; JULIO LOUZADA, VOL. 10, PÁG. 404; ART PRICE ANNUAL 2000, PÁG. 1013; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 373; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 559; ARTE NO BRASIL, PÁG. 505; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28; www.pinturabrasileira.com; www.brasilescola.com; web.artprice.com.



541 - ALUISIO CARVÃO (1920 - 2001)

Composição - desenho a nanquim - 30 x 20 cm - canto inferior direito -

Importante pintor, escultor, Ilustrador, ator e cenógrafo brasileiro, natural de Belém-PA. Em 1952 estuda pintura com Ivan Serpa, no MAM-RJ, participando, entre 1954 e 1956, Grupo Frente e, entre 1960 e 1961, integra o Grupo Neoconcreto. Nos anos seguintes viaja para a Europa com o prêmio de viagem recebido no SNAM-RJ. No fim dos anos 60 passa a empregar materiais não tradicionais, como tampinhas metálicas de garrafa, pregos e barbante agrupados em suportes de madeira. Em 1996 ocorre retrospectiva de sua obra no Museu Metropolitano de Arte, em Curitiba, no Museu de Arte Moderna - MAM/BA e no MAM/RJ. "A preocupação inicial de Aluísio Carvão era com a forma: reduzir a obra a estruturas elementares, gestálticas. A partir da dissidência neoconcreta, da qual fez parte, é a cor que irá se impor, envolvendo a estrutura, ou melhor, a cor é, ela mesma, espaço. Carvão não é um pintor metafísico. Através da cor ele revela sua relação sensual com o mundo. Como ele diz: ´Vermelhos-guarás, araras, aroma das flores de manacá, o som do vento terral, o calor equatorial, o amarelo-laranja do sol, ressonâncias atávicas de Van Gogh e Mondrian, em trânsito pela Península Ibérica, Nordeste, Amazônia e nosso litoral daqui´. Nas pinturas da ´série cromativa´ ou no ´cubocor´ da fase neoconcreta, Carvão dá à cor sua máxima concretude e fisicalidade, mas, feito isto, ocorre a retração da cor, que se mutiplica em complementares, abrindo caminho para a caracterização como espaço lírico, território da memória. Sua linguagem e seus motivos são aéreos: sóis, luas, pipas, bandeirolas, mastros, arcos. Enfim, são formas que voam e ascendem, sem contudo perder o vínculo com a terra. " Frederico Morais, in MORAIS, Frederico. Vertente construtiva. In: DACOLEÇÃO: os caminhos da arte brasileira. São Paulo: Júlio Bogoricin, 1986. p. 131-132. JULIO LOUZADA, vol. 5 pág. 210/211; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, 655; LEONOR AMARANTE, 75; ARTE NO BRASIL, 921; Acervo FIEO.



542 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Viela - óleo sobre cartão - 38 x 30 cm - canto inferior esquerdo ilegível -



543 - ARTUR BÁRRIO (1945)

Composição - desenho a nanquim e aquarela - 35 x 50 cm - canto superior direito - 1989 -

Nascido Artur Alípio Barrio de Souza Lopes, na cidade do Porto, Portugal, no dia 1 de fevereiro de 1945. Pintor e desenhista. Jovem ainda fixou-se no Rio de Janeiro. Frequentou a Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro, recebendo orientação artística do prof. Onofre Penteado. Trabalha com materiais recicláveis (papel, plástico, etc). Em 1969 participou da seleção da representação para a VI Bienal dos Jovens em Paris, com Ivald Granato e Luis Pires. JULIO LOUZADA vol. 1 pág. 96; ITAU CULTURAL.



544 - GUIOMAR FAGUNDES (1893 - 1975)

Flores - óleo sobre tela - 73 x 51 cm - canto inferior direito -

Pintora e aquarelista natual de São Paulo, Capital. Seu primeiro mestre foi Oscar Pereira da Silva, em SP e depois Angelo Cantu, que a aconselhou a ir para Milão, aperfeiçoar-se. Também estudou na França e Portugal, onde fez exposição de suas obras, obtendo sucesso de público e de crítica. Exerceu a profissão e lecionou até os últimos anos de vida. JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 381/382



545 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Gato - desenho a nanquim - 21 x 15 cm - canto inferior direito -
Com estudo no dorso. -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



546 - AUGUSTO RODRIGUES (1913 - 1993)

Nu - desenho a lápis - 27 x 20 cm - canto inferior direito -

Desenhista, caricaturista e educador, Augusto Rodrigues nasceu em Recife-PE, onde frequentou a partir de 1932, o ateliê de Percy Lau. Participou em 1934 da primeira exposição de arte moderna de Pernambuco. Desenhista e caricaturista por excelência, o artista destacou-se no Sul do País, participando de salões, coletivas e individuais, recebendo honrarias e premiações. Criou diversos personagens, amparado na visão do cotidiano das grandes cidades. MEC, vol. 4, pág. 89; PONTUAL, pág. 457; TEODORO BRAGA, pag. 43; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 602; ARTE NO BRASIL, pág. 517.



547 - FUKUDA (1943 - 2008)

Composição - óleo e areia sobre tela - 120 x 90 cm - canto inferior direito -

Pintor, gravador e escultor, Roberto Kenji Fukuda nasceu em Indiana, SP. Iniciou-se na pintura com orientação de seu pai, o pintor Tamotsu Fukuda, um dos imigrantes japoneses pioneiros no Brasil. Como escultor foi o responsável pela criação do monumento comemorativo aos Jogos Pan-Americanos, do Rio de Janeiro (2007). Realizou exposições individuais em: Lins, SP (1963); Rio de Janeiro (1988, 1989); São Paulo (1988,1991); Curitiba, PR (1989); Brasília, DF (1989); Belo Horizonte, MG (1991). Participou de várias mostras coletivas pelo Brasil, Alemanha, França e Estados Unidos. JULIO LOUZADA, VOL. 11, PÁG. 120; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO; www.galeriamaradolzan.com.br.



548 - JOAQUIM TENREIRO (1906 - 1992)

Fita - escultura em madeira - 88 x 45 x 5 cm - assinado -
Ex coleção Renato Antônio Brogiolo - Rio de Janeiro, RJ. -

Designer, escultor, pintor, gravador e desenhista, Joaquim Albuquerque Tenreiro nasceu em Melo Guarda, Portugal e faleceu em Itapira, SP. Filho e neto de marceneiros, aos dois anos de idade mudou-se para o Brasil com a família. Retornou a Portugal em 1914 e ajudou o pai a realizar trabalhos em madeira. Iniciou aulas de pintura. Em 1928, transferiu-se definitivamente para o Rio de Janeiro, passando a frequentar o curso de desenho do Liceu Literário Português onde conquistou o prêmio Joaquim Alves Meira, a maior láurea daquele estabelecimento e fez cursos no Liceu de Artes e Ofícios. Em 1931, integrou o Núcleo Bernardelli. Na década de 1940, dedicou-se à pintura de retrato, de paisagem e de natureza-morta. Entre 1933 e 1943, trabalhou como designer de móveis nas empresas Laubissh & Hirth, Leandro Martins e Francisco Gomes. Em 1943, montou sua primeira oficina, a Langenbach & Tenreiro e, alguns anos depois, inaugurou duas lojas de móveis; primeiro no Rio de Janeiro e, posteriormente, em São Paulo. É o renovador do mobiliário brasileiro, responsável por toda uma linha de criação em que a funcionalidade se alia o bom gosto e o aproveitamento racional dos materiais do País. No final da década de 1960, Joaquim Tenreiro encerrou as atividades na área da concepção e fabricação de móveis para dedicar-se exclusivamente às artes plásticas, principalmente à escultura. Participou do Panorama da Arte Atual Brasileira, SP (1972, 1973, 1975, 1978, 1988), da Bienal Internacional de São Paulo (1965), entre outras, e realizou uma retrospectiva no MAM, RJ (1977). Tem pinturas suas figurando no MAM, SP, no MNBA e Museu Manchete, RJ. MEC, VOL.4, PÁGS.381 E 382; PONTUAL, PÁG.520; TEIXEIRA LEITE, PÁG.504; WALMIR AYALA, VOL.2, PÁG.376 E 377; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG.973; VOL. 5, PÁG. 1042; VOL.6, PÁG. 1111; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 580; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; www.joaquimtenreiro.com; renome.com.br; pinturabrasileira.com; web.artprice.com.



549 - ALDO BONADEI (1906 - 1974)

Paisagem - xilogravura - 21/100 - 37 x 47 cm - canto inferior direito - 1971 -

Pintor, designer, gravador, figurinista e professor - Aldo Cláudio Felipe Bonadei nasceu e faleceu em São Paulo, SP. Entre 1923 e 1928 foi aluno de Pedro Alexandrino, período em que também frequentou o ateliê de Antonio Rocco. Viajou para a Itália, entre 1930 e 1931, e frequentou a Academia de Belas Artes de Florença, onde teve aulas com Felice Carena e seu assistente Ennio Pozzi, ambos ligados ao movimento ‘novecento’. Nesse período, dedicou-se ao desenho da figura humana, principalmente ao nu. Retornou a São Paulo no início da década de 1930 e participou ativamente do Grupo Santa Helena, da Família Artística Paulista - FAP e do Sindicato dos Artistas Plásticos. Em 1949 lecionou na Escola Livre de Artes Plásticas, primeira escola de arte moderna de São Paulo e participou do Grupo Teatro de Vanguarda. No ano seguinte, fundou a Oficina de Arte - O. D. A., com Odetto Guersoni e Bassano Vaccarini. No fim da década de 1950 atuou como figurinista nas peças ‘Vestido de Noiva’, de Nelson Rodrigues, e ‘Casamento Suspeitoso’, de Ariano Suassuna. Também desenhou alguns figurinos para dois filmes dirigidos por Walter Hugo Khoury: ‘Fronteiras do Inferno’ (1958) e ‘Na Garganta do Diabo’(1959). Realizou muitas exposições individuais e participou de vários Salões oficiais destacando-se: Bienal Internacional de São Paulo (1ª, 2ª, 3ª, 6ª, 7ª); Bienal de Veneza (1952); Panorama da Arte Moderna Brasileira (1970). MEC, VOL. 1, PÁG. 247; PONTUAL, PÁGS. 78/79; ARTE NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 1041; ART PRICE ANNUAL 2000, PÁG. 258; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 79; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; LEONOR AMARANTE, PÁG. 72; ACERVO FIEO.



550 - CLODOMIRO AMAZONAS (1893 - 1953)

"Paineira florida" - óleo sobre tela - 54 x 73 cm - canto inferior direito e dorso -
Reproduzido no convite deste leilão. -

Pintor e restaurador, Clodomiro Amazonas Monteiro nasceu em Taubaté, SP e faleceu em São Paulo. Iniciou-se em pintura aos 16 anos, realizando restaurações em telas e afrescos do Convento Santa Clara, em Taubaté. Estudou com o pintor Augusto Luís de Freitas no fim da década de 1890. Interessado em promover atividades culturais, fundou na cidade, em 1905, a Associação Artística e Literária. Passou a viver em São Paulo em 1906, quando entrou em contato com a obra de Baptista da Costa e teve aulas com o pintor Carlo de Servi. Paralelamente às atividades artísticas, trabalhou em repartições públicas e atuou como ilustrador para publicações como a Revista da Semana. A partir de 1924 dedicou-se exclusivamente à pintura. Manteve contato com intelectuais, escritores e artistas como Monteiro Lobato, Menotti del Picchia, Lucílio de Albuquerque,Georgina de Albuquerque e Pedro Alexandrino, entre outros. Foi um dos fundadores do Salão Paulista de Belas Artes, em 1934. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1912, 1918, 1921); Taubaté, SP (1919); Juiz de Fora, MG (1918); Rio de Janeiro (1922, 1926); Recife, PE (1925); Belém do Pará, PA (1925); Fortaleza, CE (1926). MEC, vol. 1, pág. 75; TEIXEIRA LEITE, pág. 26; PONTUAL, pág. 24; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 42; TEODORO BRAGA, pág. 72; ITAU CULTURAL, RUTH TARASANTCHI; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 56; MEC VOL. 1, PÁG. 75; www.artprice.com.



551 - GUANG HANG FANG (1946)

"A janela" - óleo sobre tela - 90 x 90 cm - canto inferior direito - 2003/2004 -
Com etiqueta de New York Gallery - Shopping Center Iguatemi - Av. Faria Lima, 2232, São Paulo - SP. -

Pintor Chinês, radicado em São Paulo, Com exposições individuais na Galeria Paulista em 1999 e Renot Escritório de Arte . JULIO LOUZADA vol.12 pág. 190.



552 - MANUEL MADRUGA FILHO (1872 - 1951)

"Interior de roça" - óleo sobre tela - 57 x 42 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor, desenhista, artista gráfico e professor - Manuel Pereira Madruga Filho nasceu em Teresópolis, RJ e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. Estudou na Academia Imperial de Belas Artes - RJ, onde foi aluno de José Maria de Medeiros e Zeferino da Costa; na Escola de Belas Artes de Paris onde foi aluno de Henri Rochefort; na Escola ao Ar Livre de Antônio Parreiras, RJ (1891) e na Academia Julian, Paris (1894) onde foi aluno de Jean-Paul Laurens e Marcel Baschet. Foi membro fundador e vice-presidente da Academia Brasileira de Belas Artes. Viveu em Paris de 1894 a 1940. Recebeu do Governo Francês os títulos: Oficial da Academia de Paris (1910), ‘Officer de l´Instruction Publique’ (1924) e Cavalheiro da Ordem da Legião de Honra (1936). Executou um painel para o Pavilhão do Brasil na Exposição Internacional de Turim, Itália em 1911. Fixou-se definitivamente no Brasil, Rio de Janeiro, a partir de 1940. Participou de muitas exposições e Salões oficiais. Foi premiado no Rio de Janeiro (1894, 1898, 1908, 1948, 1949, 1950); em Porto Alegre, RS (1942); em São Paulo (1942, 1944, 1947) e recebeu o 1º lugar no Concurso para decoração do Salão Nobre do Palácio da Guerra no Rio de Janeiro em 1940. MEC VOL. 3, PÁG 35, PONTUAL PÁG. 327; JULIO LOUZADA VOL. 1, pág. 565.



553 - MANEZINHO ARAUJO (1910 - 1993)

"Lagoa do Abaeté" - óleo sobre tela - 55 x 46 cm - canto inferior direito - 1976 -

Com apenas dezesseis anos de idade mudou-se para Recife, a fim de concluir seus estudos. Após cursar a escola de comércio de Pernambuco, transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde foi buscar fama através da música, sua primeira paixão. Destacou-se como compositor e intérprete de música popular nordestina, o que lhe valeu a possibilidade de montar um restaurante de comida nordestina em SP, muito famoso durante vários anos, o Cabeça Chata. Apesar de viver, em SP, suas raízes ainda permanecem em Pernambuco. De uma forma autodidata começou a dedicar-se à pintura, retratando o folclore nordestino, sua gente, suas vidas, fase que sustentou até o seu desaparecimento, com uma menção surrealista. Expôs individualmente nas Galerias Astreia e Capela (SP), e na Ranulfo em Recife (1969). Em 1968, apresentado por Aldemir Martins, teve publicado o álbum de serigrafias Meu Brasil. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 56; MEC, vol. 1, pág. 109; PONTUAL, pág. 38; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 18; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 832; Acervo FIEO.



554 - COLETTE PUJOL (1913 - 1999)

Figura - pastel - 50 x 43 cm - canto inferior direito -

Esta premiadíssima pintora e professora paulistana, recebeu as suas primeiras aulas de desenho e pintura de Antonio Rocco e de Lucília Fraga, ainda na capital paulista. Residindo em Salvador, freqüentou a Escola de Belas Artes, onde foi aluna de Presciliano Silva (1942 a 1944); a partir de 1946 até 1949, estudou na Europa. Possui obras em museus brasileiros. PONTUAL, pág. 440; MEC, vol. 3, pág. 438; TEODORO BRAGA, pág. 73; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



555 - ANA CRISTINA ANDRADE (1953)

"Caucaia" - gravura em metal - P. A.; 1/4 . 15 - 34 x 71 cm - canto inferior direito - 1983 -
Complemento de técnica: ponta seca e maneira negra. Premiações desta gravura: 1984 - Prêmio "Cidade de Ribeirão" na categoria gravura no IX Salão de Arte de Ribeirão Preto, SP; 1984 - Prêmio aquisição na Mostra de Gravura "Cidade de Curitiba - Panamericana". -

Ana Cristina Andrade Moreira é pintora, gravadora, desenhista, professora e designer vidreira. Iniciou sua formação artística na Escola Superior de Arte Santa Marcelina, SP (1972-1975). Aprendeu gravura em metal (1980-1990) com Iole Di Natale; técnicas de gravura na Scuola Internazionale di Gráfica em Veneza, Itália (1983); Gravura Especial com Evandro Carlos Jardim, no MAC-SP (1991); Técnica Calcográfica Experimental com Mario Benedetti, na FASM-SP (1997); Vitrofusão com Roberto Bonino. Exposições individuais: São Paulo, SP (1984, 1987, 1995, 2003); Bauru, SP (1989); “Projeto Interior com Arte” – Museu Banespa (1998 – Exposição itinerante pelo interior do Estado de São Paulo). Coletivas: Epinal, França (1975); São Paulo, SP (1974, 1982, 1984, 1985, 1986, 1988, 1994, 1995, 2000, 2002 a 2004, 2012 – SP ESTAMPA); Santo André, SP (1982); Novo Hamburgo, RS (1982); Taiwan, China (1983, 1985); San Juan, Porto Rico (1983); Santos, SP (1983); Cabo Frio, RJ (1983); Ribeirão Preto,SP (1984); Curitiba, PR (1984); Piracicaba,SP (1984); Veneza, Itália (1984, 1985); Campinas, SP (1985); São José do Rio Preto, SP (1986); Limeira, SP (1986); Washington D.C.,EUA (1991); Campos do Jordão, SP (1991); Kanagawa, Japão (1992); Maastricht, Holanda (1993); Illinois, EUA (1994); Cidade do México, México (1996); Jacareí, SP (1998); Budapeste, Hungria (1996); Uzice, Yuguslávia (1997); Ourense, Espanha (1994, 2006). Prêmios: São Paulo, SP (1974); Novo Hamburgo, RS (1982); Santos, SP (1983); Ribeirão Preto, SP (1984); Curitiba, PR (1984); Piracicaba, SP (1984); Campinas, SP (1985); São José do Rio Preto, SP (1986). JULIO LOUZADA, vol.1, pág. 62; vol.2, pág. 66; Acervo FIEO. ITAU CULTURAL.



556 - DARIO VILLARES BARBOSA (1880 - 1952)

Bordadeira - óleo sobre tela - 40 x 34 cm - canto inferior esquerdo -

Nasceu em Campinas, SP e faleceu em Paris, França, em 3 de setembro de 1952. Junto com o seu irmão gêmeo e também pintor, Mário Villares Barbosa, iniciou seu aprendizado artístico no atelier de Oscar Pereira da Silva. Especializou-se na Europa, retornando ao Brasil em 1934, tornando-se além de pintor de história e de gênero, professor de paisagismo realístico e crítico, denunciando em suas obras a desumanização da paisagem. JULIO LOUZADA, vol. 13 pág. 28; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 601; ACERVO FIEO, pág. 602, RUTH TARASANTCHI.



557 - ARTHUR LUIS PIZA (1928)

Composição - gravura - E. A. - 19 x 14 cm - canto inferior direito -

Gravador, desenhista, pintor e escultor, nasceu em São Paulo, SP. Assina Piza. Iniciou a formação artística em 1943, estudando pintura e afresco com Antonio Gomide. Após participar da 1ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1951, viajou para a Europa e passou a residir em Paris. Freqüentou o ateliê de Johnny Friedlaender, aperfeiçoando-se nas técnicas de gravura em metal. Realizou muitas exposições individuais e coletivas, participou de vários Salões oficiais e obteve importantes prêmios: Bienal Internacional de São Paulo (1953, 1959); Trienal de Grenchen, Suíça (1961); Bienal de Liubliana, atual Eslovênia (1961); Exposição Internacional de Havana, Cuba (1965); Bienal de Santiago do Chile (1965); Bienal de Veneza (1966); Bienal de Cracóvia, Polônia (1970); Bienal Internacional de Florença, Itália (1970); Bienal de San Juan, Porto Rico (1970, 1979); Mostra de Gravura, Curitiba – PR (1978); Bienal da Cidade do México (1980). No fim dos anos 1980, cria um mural tridimensional para o Centro Cultural da França, em Damasco, Síria. Em 2002, são apresentadas na Pinacoteca do Estado de São Paulo e no Museu de Arte do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, duas amplas retrospectivas de sua obra. BENEZIT VOL. 8, PÁG. 370; MEC, VOL. 3, PÁG. 422; PONTUAL, PÁG. 428/29; JÚLIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 773; VOL. 2, PÁG. 823; VOL. 4, PÁG.899; VOL.6, PÁG. 896; VOL.13, PÁG. 268; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, PÁG. 855; LEONOR AMARANTE, PÁG. 75; ACERVO FIEO; artfacts.net; artcyclopedia.com; artnet.com; artprice.com



558 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

Cacique - escultura em bronze - 82 x 22 x 5 cm - assinado -

Escultor, desenhista e pintor paulista nascido em Mococa, SP e falecido no Rio de Janeiro. Mudou-se com a família para Itália, e fixou-se em Roma (1913). Iniciou estudos de desenho e escultura com o professor Loss (1920). Participou de movimentos antifascistas e foi preso (1931) por motivos políticos. Foi extraditado para o Brasil (1935) por intervenção do embaixador brasileiro na Itália. Em 1937, viajou para Paris e frequentou as academias ‘La Grand Chaumière’ e ‘Ranson’, onde estudou com Aristide Maillol e conviveu com Henry Moore, Marino Marini e Charles Despiau. Em 1939, retornou a São Paulo e junto com Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Sérgio Milliet, entre outros, participou do Movimento Modernista; foi um dos membros da Família Artística Paulista e do Grupo Santa Helena. Em 1943, transferiu-se para o Rio de Janeiro. A convite do ministro Gustavo Capanema instalou ateliê no antigo Hospício da Praia Vermelha, onde orientou jovens artistas como Francisco Stockinger. Possui obras em espaços públicos como ‘Monumento à Juventude Brasileira’ (1947), nos jardins do antigo Ministério da Educação e Saúde, atual Palácio Gustavo Capanema - RJ; ‘Candangos’ (1960), na Praça dos Três Poderes, e ‘Meteoro’ (1967), no lago do edifício do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília; ‘Integração’ (1989), no Memorial da América Latina, em São Paulo. Participou das Bienais de Veneza (1950, 1952); participou das I, II, IV e IX Bienais de São Paulo, período em que recebeu o prêmio de melhor escultor brasileiro (1953) e sala especial (1967). MEC, VOL.2, PÁG. 250; PONTUAL, PÁG. 237; MAYER/84, PÁG. 1333; BENEZIT VOL. 5, PÁG. 14; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 715; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 422; www.artprice.com; www.pinturabrasileira.com; www.dec.ufcg.edu.br; www.monumentos.art.br.



559 - LYGIA PAPE (1927 - 2004)

Composição - xilogravura - 70/100 - 32 x 32 cm - canto inferior esquerdo - 1999 -

Escultora, gravadora e cineasta. Estuda com Fayga Ostrower (1920 - 2001), no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro - MAM/RJ. Aproxima-se do concretismo e, em 1957, depois de integrar-se ao Grupo Frente, é uma das signatárias do Manifesto Neoconcreto. No ano seguinte, concebe com o poeta Reynaldo Jardim (1926) o Ballet Neoconcreto I, apresentado no Teatro Copacabana, e, dois anos mais tarde, participa da Konkrete Kunst [Exposição Internacional de Arte Concreta], em Zurique. No fim da década de 1950, inicia a trilogia de livros de artista composta por Livro da Criação, Livro da Arquitetura e Livro do Tempo. A partir dos anos 1960, trabalha com roteiro, montagem e direção cinematográficos e faz a programação visual de filmes do cinema novo. Ainda nos anos 1960, produz esculturas em madeira e realiza o Livro-Poema, composto de xilogravuras e poemas concretos. Em 1971, realiza o curta-metragem O Guarda-Chuva Vermelho, sobre Oswaldo Goeldi (1895 - 1961). Em 1980 vai para Nova York com bolsa de estudo da Fundação Guggenheim. Sua obra é pautada pela liberdade com que experimenta e manipula as diversas linguagens e formatos e por incorporar o espectador como agente. Dessa forma, suas experimentações seguem paralelas às de Hélio Oiticica (1937 - 1980) e Lygia Clark (1920 - 1988). Após a morte de Hélio Oiticica, organiza, com o artista gráfico Luciano Figueiredo (1948) e o poeta Waly Salomão (1943 - 2003), o Projeto Hélio Oiticica, destinado a preservar e divulgar a obra do artista. Em 1990, com bolsa da Fundação Vitae, realiza o projeto Tteias, no qual combina luz e movimento. Em 2004, é fundada a Associação Cultural Projeto Lygia Pape, idealizada pela própria artista e dirigida por sua filha Paula Pape. JÚLIO LOUZADA, vol. 13, pág 252; ITAÚ CULTURAL



560 - ALDO BONADEI (1906 - 1974)

Casario - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior direito - 1972 -
Reproduzido no convite e na quarta capa do catálogo deste leilão. Reproduzido na quarta capa do catálogo de Leilão de Canvas Galeria de Arte, realizado em 29 de setembro de 2014, São Paulo - SP. -

Pintor, designer, gravador, figurinista e professor - Aldo Cláudio Felipe Bonadei nasceu e faleceu em São Paulo, SP. Entre 1923 e 1928 foi aluno de Pedro Alexandrino, período em que também frequentou o ateliê de Antonio Rocco. Viajou para a Itália, entre 1930 e 1931, e frequentou a Academia de Belas Artes de Florença, onde teve aulas com Felice Carena e seu assistente Ennio Pozzi, ambos ligados ao movimento ‘novecento’. Nesse período, dedicou-se ao desenho da figura humana, principalmente ao nu. Retornou a São Paulo no início da década de 1930 e participou ativamente do Grupo Santa Helena, da Família Artística Paulista - FAP e do Sindicato dos Artistas Plásticos. Em 1949 lecionou na Escola Livre de Artes Plásticas, primeira escola de arte moderna de São Paulo e participou do Grupo Teatro de Vanguarda. No ano seguinte, fundou a Oficina de Arte - O. D. A., com Odetto Guersoni e Bassano Vaccarini. No fim da década de 1950 atuou como figurinista nas peças ‘Vestido de Noiva’, de Nelson Rodrigues, e ‘Casamento Suspeitoso’, de Ariano Suassuna. Também desenhou alguns figurinos para dois filmes dirigidos por Walter Hugo Khoury: ‘Fronteiras do Inferno’ (1958) e ‘Na Garganta do Diabo’(1959). Realizou muitas exposições individuais e participou de vários Salões oficiais destacando-se: Bienal Internacional de São Paulo (1ª, 2ª, 3ª, 6ª, 7ª); Bienal de Veneza (1952); Panorama da Arte Moderna Brasileira (1970). MEC, VOL. 1, PÁG. 247; PONTUAL, PÁGS. 78/79; ARTE NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 1041; ART PRICE ANNUAL 2000, PÁG. 258; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 79; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; LEONOR AMARANTE, PÁG. 72; ACERVO FIEO.



561 - LÉON DOBROVOLSKY (XX)

Casal servindo o chá - aquarela - 36 x 28 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Escultor e cenógrafo francês. Iniciou sua carreira de cenógrafo em Paris e, depois da II Guerra Mundial, transferiu-se para o Rio de Janeiro. Dedicou-se igualmente à escultura e apresentou, pela primeira vez, seus trabalhos junto com os baixos-relevos de Elizabeth Thompson Joffe no Rio de Janeiro em 1968. MEC VOL 2 PÁG 59; PONTUAL PÁG. 182.



562 - OSWALDO GOELDI (1895 - 1961)

Arraia - xilogravura - P. A. - 14 x 19 cm - canto inferior direito -
No estado. -

Desenhista, gravador e professor, nascido no Rio de Janeiro, filho de Emilio A Goeldi, naturalista suiço. A partir dos seis anos estudou na Suiça. Sua obra sofreu influência do expressionista austríaco Alfred Kubin. Retornando ao Brasil em 1919, realizou no Rio de Janeiro sua primeira exposição em 1921, no Liceu de Artes e Ofícios. Publicou albuns e ilustrou diversos e importantes livros. É artista altamente conceituado no País e no exterior, tendo merecido diversas homenagens póstumas, inclusive em filme. PONTUAL pág. 240; JULIO LOUZADA vol.11, pág130; MEC vol. 2, pág.271; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 521; ARTE NO BRASIL, pág. 672; Acervo FIEO.



563 - ARLINDO CASTELLANE DI CARLI (1910 - 1985)

Lago - óleo sobre eucatex - 20 x 15 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor e escultor. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, onde foi aluno de José Maria da Silva Neves e de Enrico Vio. Suas primeiras realizações foram na pintura. Mais tarde passou a dedicar-se também à escultura. Sofreu influência do pintor Armando Balloni. Em 1942, estreando no SPBA, recebeu prêmio de menção honrosa, seguindo-se nos anos posteriores, diversas premiações, inclusive de viagem ao estrangeiro. MEC, vol. 1, pág. 355; WALMIR AYALA, vol.1, págs. 183 e 184; ITAÚ CULTURAL.



564 - HELIO OITICICA (1937 - 1980)

"Seja marginal seja herói" - serigrafia sobre tecido - 28 x 28 cm - não assinado -

Artista performático, pintor e escultor. Inicia, com o irmão César Oiticica (1939), estudos de pintura e desenho com Ivan Serpa (1923 - 1973) no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro - MAM/RJ, em 1954. Participa do Grupo Frente em 1955 e 1956 e, em 1959, passa a integrar o Grupo Neoconcreto. Em 1964, começa a fazer as chamadas Manifestações Ambientais. Participa das mostras Opinião 66 e Nova Objetividade Brasileira, apresentando, nesta última, a manifestação ambiental Tropicália. Em 1968, realiza no Aterro do Flamengo a manifestação coletiva Apocalipopótese, da qual fazem parte seus Parangolés e os Ovos, de Lygia Pape. Vive em Nova York na maior parte da década de 1970, período no qual é bolsista da Fundação Guggenheim e participa da mostra Information, no Museum of Modern Art - MoMA. Entre 1992 e 1997, o Projeto HO realiza grande mostra retrospectiva, que é apresentada nas cidades de Roterdã, Paris, Barcelona, Lisboa, Mineápolis e Rio de Janeiro. Em 1996, a Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro funda o Centro de Artes Hélio Oiticica, para abrigar todo o acervo do artista e colocá-lo à disposição do público. ITAÚ CULTURAL.



565 - CARLOS SCLIAR (1920 - 2001)

Camponesa - desenho a nanquim e aquarela - 28 x 19 cm - canto inferior esquerdo -
Com dedicatória datada de 16/03/1945 - Itália. -

Desenhista, gravador, pintor, ilustrador, cenógrafo, roteirista e designer gráfico que nasceu em Santa Maria da Boca do Monte, RS e faleceu no Rio de Janeiro. Assina Scliar. Estudou com Gustav Epstein, em Porto Alegre, em 1934. Participou, em 1938, da fundação da Associação Riograndense de Artes Plásticas Francisco Lisboa. Entre 1939 e 1947, residindo em São Paulo, integrou a Família Artística Paulista - FAP. No Rio de Janeiro, escreveu e dirigiu em 1944 o documentário 'Escadas', sobre os pintores Arpad Szenes e Vieira da Silva com os quais conviveu desde 1941. Convocado pela Força Expedicionária Brasileira - FEB, participou da Segunda Guerra Mundial, na Itália. Morando em Paris de 1947 a 1950, cursou gravura com Galanis na Escola de Belas Artes e teve contato com o gravador mexicano Leopoldo Méndez. De volta ao Brasil, fundou com Vasco Prado o Clube de Gravura de Porto Alegre. Em 1956, passou a viver no Rio de Janeiro. Foi diretor do departamento de arte da revista 'Senhor' entre 1958 e 1960. Fundou a editora Ediarte, em 1962, com os colecionadores Gilberto Chateaubriand, Michel Loeb, Carlos Nicolaievski e o pintor José Paulo Moreira da Fonseca. Realizou durante toda sua vida exposições individuais e participou de inúmeras coletivas e Salões oficiais, recebendo muitos prêmios. Também foram realizadas várias exposições póstumas. MEC VOL.4, PÁG. 214; TEODORO BRAGA, PÁG. 66; WALMIR AYALA VOL.2, PÁG. 306 a 309; PONTUAL, PÁG. 479 e 480; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG.884; VOL.2, PÁG. 925; VOL.13, PÁG. 305; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; RGS, PÁG. 442; ACERVO FIEO.



566 - HERMELINDO FIAMINGHI (1920 - 2004)

Árvore - litografia - 54A/58 - 35 x 51 cm - canto inferior direito -

Nasceu em São Paulo, a 22 de outubro de 1920. Pintor e artista gráfico. Dedicou-se regularmente à pintura a partir de 1950, com seu mestre Volpi. Foi um dos pioneiros do concretismo, com o qual rompeu anos mais tarde, para fazer uma pintura mais solta, através de seu diálogo com a cor e da interação com a luz em contato com a natureza. Expõs individualmente a partir de 1961 e coletivamente desde 1955, sempre com premiações. JULIO LOUZADA, vol. 4 pág. 401; ITAÚ CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 928; LEONOR AMARANTE, pág. 75.



567 - GALDINO GUTTMANN BICHO (1888 - 1955)

Paisagem - óleo sobre tela - 31 x 41 cm - canto inferior direito -

Nascido em Petrópolis, passou sua infância em Sergipe, transferindo-se para o Rio de Janeiro, onde iniciou seus estudos. Foi aluno de Zeferino da Costa e de Rodolpho Amoedo. Recebeu diversos prêmios pelas suas participações em Salões Nacionais, inclusive o de Viagem à Europa em 1921. De espírito inquieto e temperamento polêmico, foi elemento ativo na vida artística carioca, sobretudo antes do predomínio das tendências modernas de que fora um dos precursores, pelo gosto nas pesquisas de luz dos impressionistas. LAUDELINO FREIRE, pág. 512; TEODORO BRAGA, pág. 114; REIS JUNIOR, pág. 372; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 104; PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, vol. 2, pág. 248; ARTE NO BRASIL, pág. 602.



568 - HUGO RODRIGUEZ (1929)

Composição - escultura em madeira e concreto - 105 x 59 x 30 cm - assinado -

Escultor e desenhista nascido em Buenos Aires, Argentina, em 26/7/1929. No Brasil desde 1961, fixando residência em São Paulo, após breve estada no Rio. Expõe individual e coletivamente desde 1959. JULIO LOUZADA, vol. 3 pág. 977 e 978.



569 - MANOEL SANTIAGO (1897 - 1987)

Barcos - óleo sobre madeira - 26 x 32 cm - canto inferior direito e dorso - 1942 - Rio de Janeiro -

Manoel Colafante Caledônio de Assumpção Santiago nasceu em Manaus, AM e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, desenhista e professor. Mudou-se para Belém em 1903 e iniciou estudos de pintura. Desde 1916 já praticava a arte não figurativa. Em 1919 transferiu-se para o Rio de Janeiro, cursou Direito e frequentou a Escola Nacional de Belas Artes, onde foi aluno de Rodolfo Chambelland e Baptista da Costa. Na época, teve aulas particulares com Eliseu Visconti. Foi casado com a pintora Haydeá Santiago. Participou em 1927 do Salão Nacional de Belas Artes e recebeu o prêmio viagem ao exterior, entre vários outros. Foi para Paris no ano seguinte, e lá permaneceu por cinco anos. De volta ao Rio de Janeiro, em 1932, tornou-se professor do Instituto de Belas Artes. Em 1934, passou a lecionar pintura e desenho no Núcleo Bernardelli, figurando entre seus alunos José Pancetti, Edson Motta, Bustamante Sá, Ado Malagoli, Rescála e Milton Dacosta. Participou da I Bienal Internacional de São Paulo (1951) e do 8º Panorama da Arte Brasileira (1976). PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, VOL. 1, PÁG. 241; TEODORO BRAGA, PÁG. 211; CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO DE PAISAGEM BRASILEIRA, MEC-MNBA /RIO/1944; MAYER/84, PÁG. 1158; REIS JR, PÁG. 378; PONTUAL, PÁG. 473; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 292; ITAÚ CULTURAL, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 865; ACERVO FIEO.



570 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

"Mulata" - óleo sobre tela - 80 x 100 cm - canto inferior direito - 1961 - Rio -
Reproduzido no convite e na quarta capa do catálogo deste leilão. Com etiqueta n° 0064-78 da Galeria Intercontinental, Rua Maria Quitéria, 42, Ipanema, Rio de Janeiro - RJ. Galeria esta que tinha na época a direção artística feita pelo crítico de arte Walmir Ayala. Com etiqueta da Galeria Varanda, Rua Xavier da Silveira, 59 - Rio de Janeiro, RJ - no dorso. -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



571 - JORGE RACHID BUSSAB (1927)

Barcos - óleo sobre tela - 27 x 35 cm - canto inferior direito -

Pintor, gravador, ceramista, escultor e tapeceiro, natural da cidade de São Paulo, onde nasceu a 28 de fevereiro. Estudou com Aldo Bonadei por cinco anos. Segundo o renomado crítico Jacob Klintowitz, " A aproximação de Bussab com os elementos naturais, a sua discrição e pouco convívio com os movimentos internacionais da arte, o seu recolhimento, o tornaram distante das correntes e modas de arte. Os seus motivos são constantes, a sua maneira de pintar e o tratamento que ele dá aos seus motivos, o seu sistema, é inventivo." JULIO LOUZADA vol.10, pág. 153



572 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Carnaval - desenho a nanquim e aquarela - 34 x 21 cm - não assinado -



573 - ANTONIO BANDEIRA (1922 - 1967)

Composição - aquarela - 20 x 15 cm - canto inferior direito -
Ex coleção Dr. Noel Grinberg - Rio de Janeiro - RJ.-

Pintor, desenhista, gravador, nascido em Fortaleza, CE e falecido em Paris, onde viveu a maior parte de sua vida. É um dos pioneiros da arte abstrata no Brasil. Iniciou-se na pintura como autodidata. Em 1941, em Fortaleza, participou, ao lado de Mário Baratta, entre outros, da criação do Centro Cultural de Belas Artes depois, Sociedade Cearense de Artes Plásticas. Em 1945, transferiu-se para o Rio de Janeiro e, no ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual. Contemplado pelo governo francês com bolsa de estudos, permaneceu em Paris de 1946 a 1950 onde frequentou a Escola Nacional Superior de Belas Artes e a ‘Académie de la Grande Chaumière’. Entre 1947 e 1948 participou do ‘Salon d'Automne’ e do ‘Salon d'Art Libre’. Tomou parte em reuniões de artistas e formou o Grupo Banbryols (ban de Bandeira; bry de Camille Bryen; e ols de Wols), que durou de 1949 a 1951. Voltou ao Brasil em 1951 e apresentou-se na 1ª Bienal Internacional de São Paulo. Em 1952, criou um mural para o Instituto dos Arquitetos do Brasil, em São Paulo. Retornou a Paris em 1954 em razão do Prêmio Fiat, obtido na 2ª Bienal Internacional de São Paulo, mas não deixou de expor no Brasil. Permaneceu na Europa até 1959, passando pela Inglaterra e Bélgica, onde, em 1958, realizou um painel para o ‘Palais des Beaux-Arts’. Ao retornar ao Brasil teve uma atividade artística intensa, participou de importantes exposições, em paralelo a mostras em Paris, Munique, Verona, Londres e Nova York. Voltou a Paris em 1965, onde permaneceu até sua morte. BENEZIT, VOL.1, PÁG.415; MEYER/87, PÁG.606; MEC, VOL.1, PÁGS.159,160 E 167; PONTUAL, PÁGS. 48 E 49; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁGS. 71 A 74; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 52 A 54; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; ARTE NO BRASIL, PÁG. 599; LEONOR AMARANTE, PÁG. 34; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 86; ACERVO FIEO; web.artprice.com; pitoresco.com; pinturabrasileira.com.



574 - OMAR PELEGATTA (1925 - 2000)

Feira - óleo sobre tela - 60 x 80 cm - canto inferior direito -

Italiano da Lombardia, PELLEGATTA foi pintor e gravador dedicado a temas sacros e casarios coloniais. Em sua obra, o ser humano é apresentado sempre de modo idealizado, na figura de ternas madonas, santos, coroinhas e cavaleiros. Participou de diversas coletivas e salões, a partir de 1957, recebendo premiações em sua maioria. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág.735; MEC vol.3, pág.363; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



575 - ANTONIO MAIA (1928 - 2008)

"Coluna do tempo" - acrílico sobre tela - 73 x 50 cm - centro inferior e dorso - 1989 -

Natural de Carmópolis, SE. Pintor e desenhista. Radicado no Rio de Janeiro desde 1955. Em 1959 fez suas primeiras apresentações em coletivas. Estreou no SNAM, obtendo o prêmio de viagem ao exterior (1969). Pertencente àquele grupo de artistas que organizam seu trabalho em torno de valores culturais vindos da expressão popular, o artista assumiu como um dos temas de sua pintura a imagem do ex-voto., escultura religiosa de caráter popular e votivo. O ex-voto representa, para o artista, um ponto de partida na realização de uma paisagem brasileira sem conotações urbanas. É uma pintura em que o mundo dos homens é construído pelos homens e por suas criações. O artista empresta às figuras com que trabalha, os ex-votos, conotações de análise ideológica, e o faz sem palavras, apenas pela força da presença visual. Figurou em diversas coletivas nacionais e internacionais, conquistando prestigio de critica e público. MEC vol.3, pág.42; PONTUAL, pág. 330 e 331; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 697; Acervo FIEO.



576 - IVAN SERPA (1923 - 1973)

Composição - guache - 23 x 16 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e professor, Ivan Ferreira Serpa nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Estudou gravura e desenho com Axel Leskoschek (entre 1946 e 1948) no Rio de Janeiro. Em 1949, ministrou suas primeiras aulas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, onde, a partir de 1952, exerceu sistemática atividade didática, em especial no ensino infantil. Foi um dos precursores do concretismo no Brasil, criando ao lado de Aluisio Carvão, Lígia Clark, Hélio Oiticica e outros o Grupo Frente, que se manteve ativo de 1954 a 1956, inclusive com exposições no Rio de Janeiro. Participou da Divisão Moderna do SNBA (1947-1951). Em 1957, recebeu o prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna, RJ. Participou da exposição ’Opinião 65’, evento que marca a difusão de uma nova arte de tendência figurativa, a neofiguração. Em 1970, fundou, com Bruno Tausz, o Centro de Pesquisa de Arte no Rio de Janeiro. Participou da Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1961, 1963, 1965) e da Bienal de Veneza (1952, 1954, 1962, 1966). PONTUAL, PÁG 486; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 605; ARTE NO BRASIL, PÁG. 840; LEONOR AMARANTE, PÁG. 26; MEC VOL. 4, PÁG. 221; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 899.



577 - ANGELO CANNONE (1899 - 1992)

"Porto de Puzzuoli" - óleo sobre eucatex - 13 x 29 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor, desenhista e professor nascido em Abruzzo, Itália. Assinava D’Angelo, Angelo Cannone e A. Cannone. Aos cinco anos mudou-se para Nápoles com sua família. Em fins de 1947, veio para o Brasil, residiu algum tempo em São Paulo e depois se mudou para o Rio de Janeiro, onde se radicou e lá faleceu. Estudou no Instituto de Belas Artes de Nápoles com Paolo Vetri. Viveu em Roma durante quatro anos com uma pensão conquistada em um concurso em Nápoles. Lecionou desenho no Instituto Técnico. Expôs individualmente em São Paulo (1947, 1993) e no Rio de Janeiro (1947, 1973, 1980, 1984). Foi premiado, na Itália, em: 1922, 1925, 1929, 1941 e, no Brasil, em 1960. Em 1972 pintou o retrato do papa Pio X, em tamanho natural, que está na Igreja dos Italianos, RJ. WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 168; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 187; VOL. 3, PÁG. 203; VOL.8, PÁG. 165; VOL. 9, PÁG. 171; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; brasilartesenciclopedias.com.br; www.artprice.com; www.arcadja.com.



578 - NUCA DE TRACUNHAÉM (1937)

Florista - escultura em cerâmica - 49 x 13 x 12 cm - assinado -

Manoel Gomes da Silva, o Nuca de Tracunhaém, é um dos mais antigos e expressivos artistas de Tracunhaém tendo sempre trabalhado junto com sua esposa Maria. O artista possui o título de Patrimônio Vivo de Pernambuco honraria obtida através de um processo de candidatura por indicação de entidades culturais e órgãos governamentais e da avaliação do Conselho Estadual de Cultura (CEC). Os agraciados assumem a missão de transmitir os seus conhecimentos a alunos e aprendizes em programas de ensino e aprendizagem. Tudo começou quando Mestre Nuca recebeu uma encomenda para fazer Leões. Seus Leões, quase sempre sentados, lembram os feitos de louça em Portugal que decoravam os jardins e varandas de muitas residências de antigamente. A característica marcante é o modo de apresentar as jubas que são feitas com dezenas de fragmentos circulares meio achatados, e também com pregas formando sulcos verticais. Outra peça inconfundível de Nuca e Maria são as bonecas com os cabelos encaracolados. Outras figuras também são produzidas: pinhas, animais:peixes, galinhas etc. Os trabalhos de Nuca e Maria são encontrados em Museus e coleções particulares no Brasil e no exterior. FONTE: www.ceramicanorio.com.br



579 - ANTONIO POTEIRO (1925 - 2010)

Ciranda - óleo sobre madeira - 55 x 61 cm - canto inferior direito - 1979 -

Português de Braga, viveu em São Paulo e Minas Gerais, radicando-se definitivamente em Goiânia, desde 1967. O sobrenome artístico Poteiro vem das obras em barro e cerâmica que trabalhou por mais de 12 anos, até se transformar no pintor original e vigoroso que foi. Amigo de Siron Franco, seu grande incentivador na pintura. WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 217; TEIXEIRA LEITE, págs 31 e 32; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 808; LEONOR AMARANTE, pág. 294, Acervo FIEO.



580 - BEATRIZ MILHAZES (1960)

"Radamés após conquistar o Egito..." - acrílico sobre tela - 170 x 130 cm - dorso - 1984 -
Reproduzido no convite e na capa do catálogo deste leilão. Complemento do título: "Radamés após conquistar o Egito, declara o seu amor por Aída". Reproduzido na página 30 do livro "Beatriz Milhazes: Cor e Volúpia" de autoria de Paulo Herkenhoff - Barléu Edições. -

Pintora, gravadora, ilustradora e professora nascida no Rio de Janeiro. Nessa cidade formou-se em comunicação social (1981), iniciou-se em artes plásticas ao ingressar na Escola de Artes Visuais do Parque Lage (1980), onde mais tarde lecionou e coordenou atividades culturais. Cursou gravura em metal e linóleo no Atelier 78 (1995 a 1996), com Solange Oliveira e Valério Rodrigues; ilustrou o livro ’As Mil e Uma Noites à Luz do Dia: Sherazade Conta Histórias Árabes’ (1997), de Katia Canton. Participou das exposições que caracterizaram a Geração 80 e foi artista visitante em algumas universidades dos Estados Unidos (1997, 1998). Tem se destacado em mostras brasileiras, internacionais (a partir dos anos 1990) - nos Estados Unidos, na Europa e integra acervos de museus como o MoMA, Guggenheim e Metropolitan, em Nova York. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 6, PÁG. 729; www.fortesvilaca.com.br; www.artprice.com; www.museuoscarniemeyer.org.br; www.moma.org; www.metmuseum.org.



581 - GINO BRUNO (1889 - 1977)

Natureza morta - óleo sobre tela - 65 x 50 cm - canto inferior direito -

Nascido e falecido em São Paulo, este pintor foi especialista em figuras, interiores e naturezas-mortas. TEODORO BRAGA, pág. 108; MEC, vol. 1, pág. 299; PONTUAL, pág. 92; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 135; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 623; Acervo FIEO.



582 - LUIZ VENTURA (1930)

Galo - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito - 2007 -

Pintor, desenhista e gravador, com várias exposições individuais e participação em coletivas no Brasil e no exterior. Aperfeiçoa seus estudos na Europa e Oriente. Dá aulas de gravura em madeira na Universidade Católica no Chile. Publica em Honduras, o seu "Manual de Grabado em Madera, Técnicas Occidental y Oriental". ITAÚ CULTURAL.



583 - SANSÃO CAMPOS PEREIRA (1926 - 2014)

Beira mar - óleo sobre tela - 57 x 70 cm - canto inferior direito -

Foi ativo no Rio de Janeiro, foi membro da Academia Brasileira de Artes, e da Academia Brasileira de Belas Artes. Artista várias vezes premiado, participou de diversas coletivas e salões, recebendo premiações várias. Seu tema preferido era a marinha. MEC vol.3, pág.389; JULIO LOUZADA vol.11, pág.243, Acervo FIEO.



584 - RENOT (1932)

"Flora de São Felix" - acrílico sobre tela - 70 x 100 cm - canto superior direito e dorso - 2015 -

Pintor, desenhista, gravador e tapeceiro, Reinaldo Eliomar de Freitas Marques da Silva nasceu em Santa Luzia, Bahia. Assina Renot. Autodidata, começou a pintar em 1957 e, em 1964, com a inauguração da Galeria Quirino, em Salvador, iniciou sua formação artesanal. Tornou-se amigo de vários intelectuais e artistas baianos entre os quais Jenner Augusto, Jorge Amado e Manuel Quirino. Quirino, com quem trabalhou, foi também o seu mestre na arte de tecer (1964). Foi responsável pelos calendários-tapeçaria que fez para a Basf e Bosh do Brasil em 1977. Realizou muitas exposições individuais em: Salvador, BA (1970, 1971, 1972, 1977); Porto Alegre, RS (1970); Rio de Janeiro (1971, 1974); São Paulo (1972, 1973, 1975 a 1978, 1982); Hamburgo, Alemanha (1971); Londres, Inglaterra (1972); Barcelona, Espanha (1974); Genebra, Suíça (1974); Buenos Aires, Argentina (1975); Paris, França (1976); Estados Unidos (1978, 1980). Participou de várias coletivas e mostras oficiais pelo Brasil e exterior. Atua também como perito, marchand e organizador de leilões. JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 816; VOL. 7, PÁG. 590; ITAU CULTURAL; MEC VOL. 4, PÁG. 53; web.artprice.com.



585 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Galo" - giclée - 55 x 37 cm - canto inferior direito na matriz - década de 2000 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins. -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



586 - MARIA RITA RESENDE (1962)

Fazenda - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior esquerdo - 2003 -

Nascida em Itatiba, atualmente com atelier em Valinhos. Participou da Bienal Naif do Brasil de 2002 em Piraciciaba - São Paulo, tendo obras reproduzidas no catálogo da mostra.



587 - ROBERTO BURLE MARX (1909 - 1994)

Composição - desenho a nanquim - 50 x 65 cm - canto inferior direito - 1983 -

Nasceu em São Paulo e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, paisagista, arquiteto, desenhista, pintor, gravador, litógrafo, escultor, tapeceiro, ceramista, designer de jóias, decorador. Durante a infância viveu no Rio de Janeiro. Foi com a família para a Alemanha, em 1928. Em 1929, freqüentou o ateliê de pintura de Degner Klemn. Nos jardins e museus botânicos de Dahlen, em Berlim, entusiasmou-se ao encontrar exemplares da flora brasileira. De volta ao Brasil, fez curso de pintura e arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1930 - 1934), onde foi aluno de Leo Putz , Augusto Bracet e Celso Antônio. Seu primeiro projeto paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, em 1932. Entre 1934 e 1937, ocupou o cargo de diretor de parques e jardins do Recife, PE, onde passou a residir. Nesse período, foi com freqüência ao Rio de Janeiro e teve aulas com Candido Portinari e com o escritor Mário de Andrade. Em 1937, retornou ao Rio de Janeiro e trabalhou como assistente de Candido Portinari. Foi em 1949, conforme sua paixão por plantas e seu interesse por botânica e jardinagem, que Burle Marx adquiriu um sítio em Barra de Guaratiba, RJ. Com auxílio de botânicos, viajou, coletou, catalogou exemplares de plantas do Brasil e reproduziu em seu sítio a diversidade fitogeográfica brasileira. Em 1985 doou esse sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.Realizou muitas exposições individuais e projetos paisagísticos, participou de diversas mostras oficiais coletivas pelo Brasil e no exterior. PONTUAL, PÁG. 94; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 93; MEC. VOL.1, PÁG.303; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 738; LEONOR AMARANTE, PÁG. 98; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 179; artnet.com.



588 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

Menino - escultura em bronze - 20 x 18 x 14 cm - assinado -

Escultor, desenhista e pintor paulista nascido em Mococa, SP e falecido no Rio de Janeiro. Mudou-se com a família para Itália, e fixou-se em Roma (1913). Iniciou estudos de desenho e escultura com o professor Loss (1920). Participou de movimentos antifascistas e foi preso (1931) por motivos políticos. Foi extraditado para o Brasil (1935) por intervenção do embaixador brasileiro na Itália. Em 1937, viajou para Paris e frequentou as academias ‘La Grand Chaumière’ e ‘Ranson’, onde estudou com Aristide Maillol e conviveu com Henry Moore, Marino Marini e Charles Despiau. Em 1939, retornou a São Paulo e junto com Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Sérgio Milliet, entre outros, participou do Movimento Modernista; foi um dos membros da Família Artística Paulista e do Grupo Santa Helena. Em 1943, transferiu-se para o Rio de Janeiro. A convite do ministro Gustavo Capanema instalou ateliê no antigo Hospício da Praia Vermelha, onde orientou jovens artistas como Francisco Stockinger. Possui obras em espaços públicos como ‘Monumento à Juventude Brasileira’ (1947), nos jardins do antigo Ministério da Educação e Saúde, atual Palácio Gustavo Capanema - RJ; ‘Candangos’ (1960), na Praça dos Três Poderes, e ‘Meteoro’ (1967), no lago do edifício do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília; ‘Integração’ (1989), no Memorial da América Latina, em São Paulo. Participou das Bienais de Veneza (1950, 1952); participou das I, II, IV e IX Bienais de São Paulo, período em que recebeu o prêmio de melhor escultor brasileiro (1953) e sala especial (1967). MEC, VOL.2, PÁG. 250; PONTUAL, PÁG. 237; MAYER/84, PÁG. 1333; BENEZIT VOL. 5, PÁG. 14; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 715; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 422; www.artprice.com; www.pinturabrasileira.com; www.dec.ufcg.edu.br; www.monumentos.art.br.



589 - DARCILIO LIMA (1944)

Composição surreal - desenho a nanquim - 44 x 30 cm - canto inferior direito e dorso - 1971 -

Cearense de Cascavel, o festejado desenhista Darcilio foi para o Rio de Janeiro, e já depois de haver iniciado autodidaticamente seu trabalho no campo da pintura e da utilização do lápis cêra. Recebeu orientação de Ivan Serpa, passando a dedicar-se especialmente ao desenho a bico-de-pena, com a permanente fixação gráfica da fantasia erótica como veículo de impacto crítico. PONTUAL, pág. 159. MEC, vol.1, pág.17; WALTER ZANINI, pág. 760; LEONOR AMARANTE; ITAU CULTURAL.



590 - BENEDITO CALIXTO DE JESUS (1853 - 1927)

Paisagem - óleo sobre madeira - 17 x 25 cm - canto inferior esquerdo -
Com expertise firmada por Celso Calixto Rios em 8 de maio de 2015. -

Pintor, professor, historiador, ensaísta, nascido em Conceição de Itanhaém, SP e falecido em São Paulo. Transferiu-se para Brotas, SP, onde adquiriu noções de pintura com o tio Joaquim Pedro de Jesus, ao auxiliá-lo na restauração de imagens sacras de uma igreja local. Realizou sua primeira individual em São Paulo, no ano de 1881. Fixou-se por algum tempo em Santos e depois de ter executado a decoração do Teatro Guarani, partiu para Paris em 1883, estudando na Academia Julian e no ateliê de Jean François Raffaëlli. Retornou ao Brasil em 1885 e passou a residir em São Vicente. Produziu inúmeras marinhas em que representa o litoral paulista; realizou diversos painéis de temas religiosos para igrejas na capital e interior do Estado de São Paulo; pintou vistas de antigos trechos das cidades de São Paulo, Santos e São Vicente para o Museu Paulista da Universidade de São Paulo, por encomenda do diretor do museu o historiador Afonso d´Escragnolle Taunay. Dedicou-se também a estudos históricos da região e à preservação de seu patrimônio e publicou, entre outros, os livros 'A Vila de Itanhaém' (1895) e 'Capitanias Paulistas' (1924). Existem obras suas nos acervos de diversos museus brasileiros. TEODORO BRAGA PÁG. 51; REIS JR PÁG. 214; LAUDELINO FREIRE PÁG. 387; PONTUAL PÁG. 68/69; MEC VOL.1, PÁG. 326/327; WALMIR AYALA VOL.1, PÁG.153; MAYER/83 PÁG. 601; TEIXEIRA LEITE PÁG. 97; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 505; ARTE NO BRASIL PÁG. 599, RUTH TARASANTCHI; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 172.



591 - DAREL VALENÇA LINS (1924)

"Da sua TV VII" - litografia - 77/100 - 34 x 50 cm - canto inferior direito -

Este importante pintor, gravador, desenhista e professor, conquistou em 1957, no SNAM, o prêmio de viagem ao estrangeiro, voltando a ser contemplado na VII Bienal de São Paulo, como o melhor desenhista nacional. Foi aluno de Henrique Oswald e recebeu aconselhamento técnico de Goeldi. MEC vol.3, pág. 18; PONTUAL, pág.160/161; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 715; ARTE NO BRASIL, pág. 839; LEONOR AMARANTE, pág. 125; Acervo FIEO.



592 - EDGARD OEHLMEYER (1909 - 1967)

"Campos do Jordão" - desenho a crayon - 21 x 14 cm - centro inferior - 15/11/1963 -

Pintor nascido em Rio Claro e falecido em São Paulo. Nessa cidade cursou pintura com o prof. Carlos Hadler na Escola Profissional. Foi discípulo de Amadeo Scavone e Antonio Rocco. Realizou exposição individual em São Paulo (1941). Participou de várias edições do Salão Paulista de Belas Artes, SP; do Salão Nacional de Belas Artes, RJ e outras mostras oficiais. Foi premiado em: São Paulo (1939, 1940, 1946, 1949, 1953, 1962); Rio de Janeiro (1947). TEODORO BRAGA, PÁG. 175; MEC. VOL.3, PÁG. 291; MAYER/1984, PAG. 1070; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 362; PONTUAL, PÁG. 389; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 686; www.museuvirt.com.br.



593 - YASUICHI KOJIMA (1934)

"Igreja Nossa Senhora do Rosário" - óleo sobre tela - 80 x 100 cm - canto inferior direito e dorso - Ouro Preto - MG -
Com as seguintes etiquetas no dorso: 1- 8ª Grande Exposição de Arte Bunkyo 2014. 2 - Soogo Buutsu-Ten 2014.

Pintor e ceramista nascido em Tajimi, Japão - cuja população vive de cerâmica e porcelana. Seu pseudônimo artístico é Kojima. Recebeu influência de seu pai, Shigueo Kojima - tradicional artista e ceramista japonês conhecido pelo nome artístico Juho Kojima. Formou-se na Escola de Cerâmica Industrial de Tajimi - Gifu, Japão. Veio para o Brasil em 1953, trabalhou por cinco anos em São Caetano e transferiu-se para Mauá onde, como seu pai, montou sua própria fábrica de cerâmicas e porcelanas que está em atividade até hoje. Naturalizou-se brasileiro e estudou pintura com Manabu Mabe, Takaoka e Nakajima. Realizou exposição individual em Poá, SP (2009) e no Museu de Arte do Parlamento de São Paulo (2013). Participou de diversas mostras e Salões oficiais em: São Bernardo do Campo, SP (1967); São Paulo (1968, 1969, 2001 a 2010); Poá, SP (2009-como convidado); Embu, SP (2012 - Prêmio Prata). www.mauamemoria.com.br; www.radaroficial.com.br/d/31498914; issuu.com/shinzenbi/docs/makoto_5/27.



594 - INNOCÊNCIO BORGHESE (1897 - 1985)

Sítio - óleo sobre eucatex - 16 x 23 cm - canto inferior direito -

Pintor e professor paulista, participante do Salão Paulista de Belas Artes, de 1935 a 1961. Diversas exposições individuais e coletivas, com muitas premiações. Pintou muitas paisagens tendo como tema a cidade de São Paulo. TEODORO BRAGA, pág 56; MEC, vol. 1, pág. 251; Acervo FIEO.



595 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulata - desenho a lápis e crayon - 27 x 19 cm - canto inferior direito - 1963 -
Com a seguinte dedicatória no dorso: "Ao querido amigo Caio Ribeiro, receba como prova de amizade do E. Di Cavalcanti. 20/07/1963". -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



596 - PAULO VALLE JÚNIOR (1889 - 1958)

Paisagem - óleo sobre tela - 50 x 66 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1949 -

Assina Valle Jr. Pintor e desenhista nascido em Pirassununga, SP e falecido em São Paulo. Ingressou no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo em 1902, onde estudou com Oscar Pereira da Silva até 1906. Nesse ano viajou para Paris, com bolsa de estudo concedida pelo governo do Estado de São Paulo, frequentou a ‘Académie Julian’ - Paris e foi aluno dos pintores Marcel André Baschet, Jean-Paul Laurens e Henri Paul Royer. O Estado de São Paulo lhe concedeu mais uma bolsa de estudo (1913) e foi para a Europa onde ficou até 1915. Teve uma relevante participação no processo de profissionalização dos artistas em São Paulo, na criação da Sociedade Paulista de Belas Artes, em 1924, no debate sobre a criação do Departamento Histórico e Artístico do Estado de São Paulo e na fundação do Sindicato dos Pintores de São Paulo, primeiro do gênero no Brasil. Entre 1937 e 1954, ocupou a presidência do Salão Paulista de Belas Artes e participou da comissão organizadora e do júri de seleção de várias edições do evento. Entre 1948 e 1952, passou nova temporada na ‘Académie Julian’, com apoio de Irene e Freddy Keller, seus parentes, que receberam parte da sua produção do período pelo custeio da viagem. Além de ter participado de várias mostras oficiais, apresentou uma exposição retrospectiva na Galeria Prestes Maia, em São Paulo, em 1956. TEODORO BRAGA PÁG. 187; REIS JUNIOR PÁG. 373; MEC VOL. 4, PÁG. 441; PONTUAL PÁG. 531; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO, RUTH TARASANTCHI; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 1019; www.artprice.com.



597 - HELIO DE CASTRO (1960)

Barcos - óleo sobre tela - 80 x 120 cm - canto inferior direito e dorso - 2008 -

Excepcional pintor de paisagens e marinhas, dono de refinada técnica e composição, com inspiração nas escolas européias. Julio Lousada, vol. 4, pág. 514



598 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

Mulher sentada - escultura em bronze - 37 x 6 x 10 cm - assinado -

Escultor, desenhista e pintor paulista nascido em Mococa, SP e falecido no Rio de Janeiro. Mudou-se com a família para Itália, e fixou-se em Roma (1913). Iniciou estudos de desenho e escultura com o professor Loss (1920). Participou de movimentos antifascistas e foi preso (1931) por motivos políticos. Foi extraditado para o Brasil (1935) por intervenção do embaixador brasileiro na Itália. Em 1937, viajou para Paris e frequentou as academias ‘La Grand Chaumière’ e ‘Ranson’, onde estudou com Aristide Maillol e conviveu com Henry Moore, Marino Marini e Charles Despiau. Em 1939, retornou a São Paulo e junto com Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Sérgio Milliet, entre outros, participou do Movimento Modernista; foi um dos membros da Família Artística Paulista e do Grupo Santa Helena. Em 1943, transferiu-se para o Rio de Janeiro. A convite do ministro Gustavo Capanema instalou ateliê no antigo Hospício da Praia Vermelha, onde orientou jovens artistas como Francisco Stockinger. Possui obras em espaços públicos como ‘Monumento à Juventude Brasileira’ (1947), nos jardins do antigo Ministério da Educação e Saúde, atual Palácio Gustavo Capanema - RJ; ‘Candangos’ (1960), na Praça dos Três Poderes, e ‘Meteoro’ (1967), no lago do edifício do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília; ‘Integração’ (1989), no Memorial da América Latina, em São Paulo. Participou das Bienais de Veneza (1950, 1952); participou das I, II, IV e IX Bienais de São Paulo, período em que recebeu o prêmio de melhor escultor brasileiro (1953) e sala especial (1967). MEC, VOL.2, PÁG. 250; PONTUAL, PÁG. 237; MAYER/84, PÁG. 1333; BENEZIT VOL. 5, PÁG. 14; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 715; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 422; www.artprice.com; www.pinturabrasileira.com; www.dec.ufcg.edu.br; www.monumentos.art.br.



599 - ATHOS BULCÃO (1918 - 2008)

"Azulejos da Igrejinha..." - impressão sobre azulejo - cada 15 x 15 cm - não assinado -
Complemento do título: "Azulejos da Igrejinha de Nossa Senhora de Fátima". -

Pintor e desenhista. Começou a dedicar-se a arte estimulado por Portinari, que, em 1945, o convidou a trabalhar nas obras da Pampulha, em Belo Horizonte. No ano anterior realizara exposição individual na sede recém-inaugurada do Instituto dos Arquitetos do Brasil no Rio de Janeiro, voltando a fazê-lo na Capital mineira em 1946 e 1947. Já então conquistara medalhas de prata em pintura e desenho no SNBA. Recebendo bolsa de estudos no governo francês, viajou em 1948 para Paris, onde permaneceu um ano, visitando ainda a Itália. De regresso ao Brasil, passou a dedicar-se também a trabalhos no campo da decoração. Residindo mais recentemente em Brasília, ali criou azulejos e vitrais para a Igreja de Nossa Senhora de Fátima, com motivos cristãos da Pomba e da Estrela, símbolos do Divino Espírito Santo e da natividade. Participou como isento de júri dos II SAMDF (1965), realizando em 1968 exposição individual de desenhos em Brasília (Galeria Encontro). Rubem Braga focalizou-o em uma crônica publicada na revista Manchete (14 de agosto de 1954). TEODORO BRAGA, PÁG. 59; MEC, vol. 1, pág. 301; WALMIR AYALA, vol.1, pág. 140; PONTUAL, pág. 93; TEIXEIRA LEITE, pág. 92; JÚLIO LOUZADA, vol. 7, pág.112; ITAÚ CULTURAL.



600 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Gato" - acrílico sobre tela - 85 x 35 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2001 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins. -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



601 - DJANIRA DA MOTTA E SILVA (1914 - 1979)

Santa - xilogravura - 20x 15 cm - canto inferior direito -

Pintora, desenhista, ilustradora, cartazista, cenógrafa e gravadora. Djanira da Motta e Silva nasceu em Avaré, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. No final da década de 1930, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde teve suas primeiras instruções de desenho no Liceu de Artes Ofícios e com o pintor Emeric Marcier, hóspede da pensão que Djanira instalou no bairro de Santa Teresa. Os contatos com os artistas Carlos Scliar, Milton Dacosta , Arpad Szenes , Vieira da Silva e Jean-Pierre Chabloz , frequentadores de sua pensão, proporcionaram um ambiente estimulador que a levou a expor no 48º Salão Nacional de Belas Artes, em 1942. No ano seguinte, realizou sua primeira mostra individual, na Associação Brasileira de Imprensa - ABI. Em 1945, viajou para Nova York. De volta ao Brasil, realizou o mural ‘Candomblé’ para a residência do escritor Jorge Amado, em Salvador, e painel para o Liceu Municipal de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Entre 1953 e 1954, viajou a estudo para a União Soviética. De volta ao Rio de Janeiro, tornou-se uma das líderes do movimento pelo Salão Preto e Branco, um protesto de artistas contra os altos preços do material para pintura. Realizou em 1963, o painel de azulejos ‘Santa Bárbara’, para a capela do túnel Santa Bárbara, Laranjeiras, Rio de Janeiro. No ano de 1966, a editora Cultrix publicou um álbum com poemas e serigrafias de sua autoria. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil, EUA e Europa. Foi premiada no Rio de Janeiro (1943, 1944, 1949, 1950 a 1953, 1955, 1963) e em São Paulo (1951, 1955). Participou da 1ª e da 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955). Em 1977, o Museu Nacional de Belas Artes - MNBA, realizou uma grande retrospectiva de sua obra. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 336; PONTUAL, PÁG. 181; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 164; MEC, VOL. 2, PÁG 58; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG, 263; WALTER ZANINI, PÁG. 810; ARTE NO BRASIL, PÁG. 824; ACERVO FIEO.



602 - WALDEMAR MARANGONI JUNIOR (1972)

Cidade - guache - 28 x 20 cm - canto inferior direito -

Pintor nascido em São Paulo. Assina Marangoni Junior. Em 1985 fez desenho na Recrearte, depois freqüentou o Ateliê RM Iguma e estudou pintura com R.Pinto. Realizou várias exposições individuais em: São Paulo (1989, 1991, 2003, 2005, 2006); Portugal (1991, 1993); Itália (2000); Argentina (2003). Participou de inúmeros Salões oficiais nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e ganhou prêmios em: Capivari, SP (1991); Piracicaba, SP (1991); São Paulo (1993, 1994, 2005) Mariana, MG (1993); Presidente Venceslau, SP (1995); Presidente Prudente, SP (1998); Belo Horizonte, MG (2000); Extrema, MG (2005). JULIO LOUZADA VOL.9, PÁG.530; VOL.10, PÁG. 543; www.galeriaaberta.com.



603 - VALDEIR MACIEL (1937 - 2005)

Composição - óleo sobre tela - 68 x 49 cm - dorso -

Natural de Bacabal-MA, residiu e foi ativo em São Paulo. Participou de diversas exposições, destacando-se XI ao XVI Salão Paulista de Arte Moderna - Medalha de Bronze (1963 e 1965); 9ª Bienal Internacional de São Paulo. Segundo o crítico Theon Spanudis: "Ao contrário da pintura de Rubem Valentim, que emana sempre poderosas e vibrantes cargas mágicas, imperiosas e afirmativas, a pintura de Valdeir Maciel, nascido em São Luís do Maranhão e radicado em São Paulo, é mais introvertida, silenciosa, escondida em seu misticismo esotérico, mas de enorme amplitude metafísica e religiosa. Às vezes enigmática, mas raramente luminosa, prefere os coloridos sombrios, obscuros e abscônditos. Começando com um tachismo corriqueiro, foi sacudido em 1961 pela primeira exposição neoconcreta de São Paulo. De lá em diante ele virou geométrico. Mas seu construtivismo não tem nada a ver com o concretismo, ou o neoconcretismo, por causa do seu intenso misticismo e profundidade esotérica. No início ele pintava figurações geométricas no meio da tela, cercadas por toda a superfície vazia da tela, figurações como de objetos sacrais e preciosos de religiões e cultos desconhecidos. Mais tarde ele começou a expandir as suas formulações geométricas e construções esotéricas, até ocupar toda a superfície da tela." in SPANUDIS, Theon. Construtivistas brasileiros. São Paulo: o Autor, s.d. WALMIR AYALA, MEC, PONTUAL, pág. 327; TEIXEIRA LEITE, pág. 298; WALTER ZANINI, pág. 688; JULIO LOUZADA, vol. 12, pág. 245. ITAU CULTURAL.



604 - HANSEN BAHIA (1915 - 1978)

Mangue - xilogravura - 21 x 17 cm - canto inferior direito -

Seu nome de batismo era Karl Heinz Hansen, nascido na Alemanha. Dedicou quase toda a sua vida de artista fixando aspectos da Bahia, daí o nome artístico que adotou. Apegou-se ao povo, aos animais e principalmente aos cenários daquela região, e que tão bem soube reproduzir com sua alma e essencia. JULIO LOUZADA vol.1, pág. 81; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 720; ARTE NO BRASIL, pág. 842; ACERVO FIEO, pág. 251.



605 - CARYBÉ (1911 - 1997)

"Candomblé" - serigrafia - 97/200 - 40 x 57 cm - canto inferior direito -
Reproduzido no catálogo da Mostra Itinerante do artista realizada em treze capitais em 1995. -

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



606 - EDGAR COGNAT (1919 - 1994)

Paisagem - aquarela - 37 x 26 cm - canto inferior direito - 1985 -

Pintor, desenhista e gravador nascido no Rio de Janeiro. Começou seus estudos aos dezessete anos na classe de desenho, pintura e artes decorativas com o Professor Carlos Chambelland. Aprofundou-se por conta própria na arte da gravura, produzindo obras com o amigo e gravador Hans Steiner. Em 1967, assumiu a direção da Oficina de Gravuras do Liceu de Artes e Ofícios, sucedendo Carlos Oswald, considerado o pai da gravura no Brasil. Participou, entre outros, do Salão Nacional de Belas Artes - RJ; onde obteve medalhas de bronze, prata e de ouro; da I Exposição do Auto-Retrato no Museu Nacional de Belas Artes - RJ (1944); do Salão Paulista de Belas Artes - SP (1942); do Salão Municipal de Belas Artes - RJ (1954). MEC VOL. 1 PÁG. 442; PONTUAL PÁG. 139; ITAU CULTURAL; www.opapeldaarte.com.br.



607 - SIRON FRANCO (1947)

Figura - desenho a caneta esferográfica - 28 x 20 cm - não assinado -

Batizado GESSIRON FRANCO, o artista nasceu em Goiás, GO. Um dos mais elogiados pintores e desenhista brasileiros pela crítica, a partir da década de 70, quando alcançou a maturidade em seus trabalhos. Seus trabalhos transmitem de forma muito pessoal e original, todo o sentimento humano com relação ao cotidiano da sociedade e seus integrantes emocionais; traz denúncia, inconformismo, medo, conflitos, imagens fortes e decisivas. WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 343/344; TEIXEIRA LEITE, pág. 206/207; JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 957; PONTUAL, pág. 222; ITAU CULTURAL ; WALTER ZANINI, pág. 760; LEONOR AMARANTE, pág. 240, Acervo FIEO.



608 - JOÃO CAMARA (1944)

Casal - litografia - 47/100 - 38 x 24 cm - canto inferior direito -

Importantíssimo artista nacional, natural de João Pessoa, PB, e radicado em Olinda, PE. Pintor, desenhista e gravador, João Câmara conquistou os primeiros prêmios de pintura e de gravura nos SPMEP de 1962 E 1964. Neste último ano fundou, em companhia de artistas locais, o Atelier Coletivo de Ribeira, em Olinda. Exerceu o magistério entre 1967 e 1969, lecionando pintura no Setor de Arte da Universidade Federal da Paraíba. Suas obras, tratando de temas atuais, reúnem mensagens poéticas com uma dose de surrealismo, e que segundo o crítico Walmyr Ayala, " desmistifica toda e qualquer atitude romântica" . Walter Zanini, por sua vez, comenta (1967), que " Suas imagens encadeadas quase como um ´puzzle` parecem amalgamar deuses aztecas e ícones do baralho, assumindo ar de aquilina ´terribilitá` sobriamente derrisório." Participou de quase todas as mostras mais importantes do País, com sucesso de crítica. ITAU CULTURAL; PONTUAL, pág. 100; TEIXEIRA LEITE, pág. 100; WALTER ZANINI , pág. 754; ARTE NO BRASIL, pág. 688; Acervo FIEO.



609 - AMARAL (XX)

"Rua do Fogo" - óleo sobre tela colada em eucatex - 30 x 23 cm - canto inferior direito e dorso - Paraty - Rio de Janeiro -

Pintor e aquarelista. JÚLIO LOUZADA, vol. 4, pág. 52.



610 - SYLVIO PINTO (1918 - 1997)

Paris - óleo sobre tela - 50 x 100 cm - canto inferior direito -
Com certificado de autenticidade do Projeto Sylvio Pinto datado de 15/05/2005, firmado por Ubirajara Pinto Carreras - Rio de Janeiro, RJ. -

Freqüentou o Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro, lá recebendo suas primeiras noções de desenho. Mais tarde, recebe lições do pai - o Pinto das Tintas. Conheceu Pancetti na casa paterna. Em 1938 estudou no Núcleo Bernardelli e a partir de 1940 dedica-se exclusivamente à pintura. Participou de vários Salões de Belas Artes, recebendo inúmeros prêmios. MEC, vol. 3, pág. 419, Acervo FIEO.



611 - VITTÓRIO GOBBIS (1894 - 1968)

"Rua de São Bento" - litografia - 445/500 - 26 x 36 cm - canto inferior direito - 1954 -

Natural de Treviso, Itália. Iniciou seus estudos na terra de origem, tendo após fixado residência em São Paulo, onde foi pintor atuante. Obteve diversas premiações nos Salões Paulistas, no SNBA e no Salão Paulista de Arte Moderna. Participou da I e II Bienais de São Paulo. O MNBA e o MASP possuem obras deste festejado pintor. MEC, vol.2, pág.271; TEIXEIRA LEITE, pág. 220; PONTUAL, pág.240; WALMIR AYALA, vol.1, pág.350; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 579; ARTE NO BRASIL, pág. 777, Acervo FIEO.



612 - MARCIO SCHIAZ (1965)

"Composição com vista para Ouro Preto" - óleo sobre tela - 73 x 116 cm - canto inferior direito e dorso - 1992 -

Paulistano, o pintor nasceu em 10/5/1965. Estudou na APBA-SP, onde desenvolveu curso de desenho e pintura, frequentado sessões de modelo vivo. Individuais desde 1989 e coletivas em Salões Oficiais, com sucesso de crítica. Recebeu diversos prêmios. JULIO LOUZADA, vol.13, pág. 304; Acervo FIEO.



613 - RUBENS IANELLI (1953)

Composição - serigrafia - 97/100 - 33 x 54 cm - canto inferior direito - 2010 -

Pintor, desenhista, escultor, designer, ilustrador e médico, Rubens Vaz Ianelli nasceu em São Paulo. Filho do artista plástico Arcangelo Ianelli e sobrinho de Thomaz Ianelli, pintor e aquarelista, Rubens é autodidata, mas teve uma estreita ligação com as artes desde a infância. Destaca-se, ao longo de sua carreira, a partir da década de 1970, a ativa participação nos Salões oficiais do país onde obteve muitos prêmios: São Caetano do Sul, SP (1972, 1973, 1981); Santos, SP (1973); Santo André, SP (1973); Rio Claro, SP (1981); Rio de Janeiro, RJ (1988); São Paulo (1987, 1989). Realizou exposições individuais em: São José dos Campos, SP (1981, 2007); São Paulo (1989); Rio de Janeiro (1989, 2003, 2005); Santos, SP (1991 - sala especial na Bienal); Vitória, ES (1993); Belo Horizonte, MG (1999, 2003); Porto Alegre, RS (2005); Lisboa, Portugal (2008). www.rubensianelli.com.br; www.artprice.com.



614 - TRINAZ FOX (1899 - 1964)

Índia - aquarela - 39 x 34 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista e caricaturista. Viveu durante muitos anos na Europa. De volta ao Brasil, colaborou em diversas revistas e jornais cariocas na década de 1920, inclusive como redator, destacando-se: D. Quixote, O Tagarela e O Combate. entre 1930 e 1940 fixou-se na Argentina, publicando trabalhos na imprensa de Buenos Aires e Santa Fé. PONTUAL, pág. 526; MEC vol.2, pág. 188; HISTORIA DA CARICATURA NO BRASIL, pág. 1421;



615 - SOPHIE WENCKE (1874 - 1963)

Flores - óleo sobre tela colada em cartão - 30 x 23 cm - canto inferior direito - 1938 -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintora e desenhista nascida em Bremerhaven, Alemanha. Foi muito ativa em seu círculo de arte, participando de muitas exposições. Suas obras têm sido comercializadas em vários leilões da Europa. www.artprice.com; www.artnet.com; www.askart.com; www.historisches-museum-bremerhaven.de.



616 - HEINZ KUHN (1908 - 1987)

Composição - óleo sobre tela colada em eucatex - 52 x 25 cm - canto inferior direito - 1985 -

Nasceu em Berlim, Alemanha, e faleceu em São Paulo-SP. Inicia seus estudos em sua terra natal, expondo obras na Alemanha e na França. No Brasil em 1950, fixa-se em São Paulo. Nesse período sua pintura é figurativa, voltando-se aos poucos, para a abstração geométrica. Theon Spanudis considerava o autor como "um dos pintores mais conscientes, inquietos e produtivos de São Paulo (1964)". A partir dos anos 60 sua pintura se move no âmbito da abstração informal, com eventuais referências ao mundo real. Obra de sua autoria faz parte da Coleção Adolpho Leirner, participando do livro Arte Construtiva no Brasil, de Aracy Amaral (pág. 193) MEC, vol. 2 pág. 430; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 688.



617 - GUSTAVO ROSA (1946 - 2013)

Galinha pintadinha - giclée sobre lona - 5/20 - 35 x 46 cm - dorso -

Pintor, desenhista e gravador, Gustavo Machado Rosa nasceu e faleceu em São Paulo. Realizou a sua primeira exposição individual em São Paulo em 1970, tendo já ganho no ano anterior a medalha de ouro e o prêmio de viagem ao exterior no 1º Festival de Artes Interclubes, no Clube Monte Líbano. Em 1974, estudou gravura com o norte-americano Rudy Pozzati, no Museu de Arte Brasileira da Fundação Armando Álvares Penteado. Em 1979 e 1980 participou da Exposição Brasil-Japão em Tóquio. Expôs, em 1979, no Salão Nacional de Artes Plásticas e, em 1980 e 1983, no Panorama da Arte Atual Brasileira, no MAM - SP. Realizou painéis externos, em 1984, na Rua Bela Cintra e, em 1987, na Rua Mario Ferraz, para Tereza Gureg. Em 1990 participou de exposição coletiva no ‘International Museum of 20th Century Arts’, em Los Angeles, Estados Unidos. Lançou, em 1994, uma grife com o seu nome em Nova York. Em 1998, desenvolveu as capas de cadernos escolares da marca Tilibra. Neste mesmo ano executou uma escultura em homenagem a Maria Esther Bueno, na Praça Califórnia, em São Paulo. Em 2000, montou escultura de um gato, sob o Viaduto Santa Efigênia. Recebeu vários prêmios, expôs e participou de eventos em cidades do Brasil e no exterior como também em Nova York, Massachusetts, Tel-Aviv, Lisboa, Berlim, Hamburgo, Barcelona e Paris. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 274; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO; www.artprice.com; www.mercadoarte.com.br.



618 - ANATOL WLADYSLAW (1913 - 2004)

Composição - desenho a nanquim - 29 x 23 cm - canto inferior direito e dorso - 1956 -
Reproduzido sob o n° 243 em catálogo de Leilão de Arte de James Lisboa, leiloeiro oficial, São Paulo - SP. -

Pintor e desenhista nascido em Varsóvia, Polonia; faleceu em São Paulo, aos 91 anos de idade. No Brasil desde 1930, fixou residência em São Paulo, naturalizando-se brasileiro. Dedicou-se à pintura e ao desenho a partir de 1946, participando da I à IX Bienal, recebendo diversas premiações. Formado em engenharia no Mackenzie, tornou-se um dos pioneiros da arte abstrata, participando ativamente do movimento Ruptura, ao lado de Valdemar Cordeiro, Lothar Charoux e Luiz Sacilotto. Figura no acervo do MAM-RJ e MNBA de Buenos Aires. JULIO LOUZADA, VOL, 4, pág, 1177. MEC, VOL, 4 pág, 512. TEIXEIRA LEITE, pág, 544. WALMIR AYALA, VOL 2. pág, 442; PONTUAL, pág. 553; ITAÚ CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 921.



619 - ERICH BRILL (1895 - 1942)

Paisagem - aquarela - 18 x 27 cm - canto inferior direito - 1919 -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista nascido em Lubeck - Schleswig-Holstein, Alemanha e falecido em Jungfernhof - Riga (Letônia). Em 1897 a família transferiu-se para Hamburgo onde concluiu o curso superior de Sociologia e Filosofia e teve aulas de artes com Adolf Meier (1916- 1918), em Berlim. Em 1919 frequentou a Escola de Artes e Ofícios em Frankfurt e, entre1920-1922, a Escola de Artes e Ofícios de Hamburgo. Em 1922 viajou à Palestina para onde retornou dois anos depois. Passou por Paris e expôs em Ascona, Zurique, Berlim, Hamburgo e Praga. Em1934 chegou ao Brasil acompanhando sua filha, Alice Brill, que se tornou também pintora, gravadora, fotógrafa que vinha ao encontro da mãe. Chegou a expor no Rio de Janeiro (1934), em São Paulo (1935) e, em 1937, retornou a Hamburgo, ficando preso durante cinco anos pelos nazistas. Após ter sido libertado, voltou a ser preso, uma semana depois, e deportado para o campo de concentração. O Museu de Hamburgo possui obras suas. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 10, PÁG. 142; www.artprice.com; www.arqshoah.com.br; www.pinacoteca.org.br; www.artnet.com.



620 - ZORÁVIA BETTIOL (1935)

"Eles casaram e foram muito felizes" - xilogravura - 37 x 24 cm - canto inferior direito -

Gravadora, tapeceira, designer de jóias, desenhista, pintora, professora, Zoravia Bettiol nasceu em Porto Alegre, RS. Graduou-se em pintura pelo Instituto de Belas Artes de Porto Alegre. De 1956 a 1957 foi aluna de desenho e xilogravura no ateliê do escultor Vasco Prado, com quem foi casada durante 28 anos. Dedicou-se principalmente à tapeçaria e à gravura. Em 1968 mudou-se para Varsóvia, Polônia, para realização de estudos na área têxtil no Atelier Maria Laskiewicz. Durante o período em que residiu na Polônia cursou a Escola de Belas Artes de Varsóvia. Nos anos 70, já de volta ao Brasil, figurou em diversas exposições nacionais e internacionais. Entre os prêmios destacam-se: o primeiro prêmio de desenho no 18º Salão Municipal de Belas-Artes de Belo Horizonte (1962), o primeiro prêmio de gravura no 2º Salão de Arte Religiosa Brasileira de Londrina (1966), o prêmio nacional de gravura na 1ª Bienal Nacional de Artes Plásticas de Salvador (1966), recebeu o Prêmio Medalha Cidade de Porto Alegre (1985) e foi homenageada com o troféu destaque em artes plásticas 87. MEC, VOL. 1 PÁG. 223 E 224; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 727; LEONOR AMARANTE, PÁG. 146; JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 128; www.artprice.com.



621 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulata com gato - serigrafia - P.A. - 48 x 39 cm - canto inferior direito -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



622 - ALOYZIO ZALUAR (1937)

"Na roça" - óleo sobre madeira - 27 x 17 cm - canto inferior direito e dorso - 1986 -

Natural da cidade do Rio de Janeiro. Passou a frequentar a antiga ENBA em 1956. Participou de diversos SNAM entre 1958 e 1967, recebendo a Certificado de Isenção em 1966. Expõe individualmente a partir de 1964. TEIXEIRA LEITE chamou atenção, em 1964, para a influência de Goeldi nos seus trabalhos que, mais tarde, abordaram a temática do carnaval carioca, levando o artista e poeta José Paulo Moreira da Fonseca a situá-lo na fronteira entre o desenho e a pintura. ITAÚ CULTURAL; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 349; MEC, vol. 4, pág. 528; PONTUAL, pág. 556; ACERVO FIEO, pág. 785. Acervo FIEO. -



623 - MAURICIO BAULÉ (1964)

Pescador - óleo sobre tela - 26 x 20 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, fotógrafo e designer gráfico nascido em São Paulo com formação técnica em artes gráficas pelo SENAI, artes plásticas pela Universidade de São Paulo e desenho com Paulo Portella. Ao longo da carreira trabalhou em diversas agências de publicidade, gráficas e na TV Cultura. Realizou exposição individual em São Paulo em 2000 e participou de mostras coletivas e Salões oficiais em: Florianópolis, SC (1987); Recife, PE (1987); Curitiba, PR (1988); Rio Claro, SP (1988); Amparo, SP (1988); São José do Rio Preto, SP (1988); Petrópolis, RJ (1988); São Paulo (1988, 1999, 2000). Foi premiado em Santa Catarina (1987); Rio Claro, SP (1988). ITAU CULTURAL.



624 - VALDIR EVANDRO SARUBBI (1939)

Composição - gravura - 60/100 - 34 x 24 cm - canto inferior direito - 1985 -

Paraense de Bragança, onde nasceu a 10 de outubro de 1939. Pintor, desenhista, gravador e professor. Segundo o festejado crítico de arte Enock Sacramento "... Nos últimos vinte anos, a arte de Sarubbi remeteu-nos a labirintos que se transformaram em rios, rachaduras de muiraquitãs e tangas marajoaras, fez reaparecer aldeias ribeirinhas, reuniu fragmentos de mapas e troncos numa verdadeira sagração á natureza amazônica. Seus últimos trabalhos, todavia, são projeções elaboradas, apolíneas, de seu mundo interior." O artista também recebeu elogiosas críticas ao seu trabalho de Olivio Tavares de Araújo, Meiri Levin e Jacob Klintowitz. Individuais a partir de 1991 e coletivas desde 1990. Expõs no exterior 1992 e 1993. Recebeu diversas premiações. Suas obras estão acervos de diversos museus, tais como o do MAM-SP. JULIO LOUZADA, vol.8, págs. 756/757.



625 - FRANCESCO PAOLO PARISI (1857 - 1948)

Felicidade - óleo sobre tela - 44 x 38 cm - lado direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e decorador da Escola Italiana nascido em Tarante. Foi aluno de R. Bompiani. Trabalhou em Roma, Florença, Nápoles, Veneza e, a partir de 1890, em Buenos Aires onde realizou trabalhos para a catedral. BENEZIT VOL. 8, PÁG. 128; www.artprice.com; www.askart.com; www.arcadja.com.



626 - RAMIRO PETRELLY (XX)

"Alipo" - acrílico sobre tela - 92 x 120 cm - dorso -
Com certificado de autenticidade, firmado pelo autor em 28 de Março de 2014. -

Artista plástico espanhol com diversas participações em mostras coletivas oficiais. Suas obras têm sido comercializadas em muitos eventos pelo mundo.



627 - INNOCÊNCIO BORGHESE (1897 - 1985)

Paisagem - desenho a lápis - 17 x 22 cm - canto inferior direito - 1967 -
Com inscrições. -

Pintor e professor paulista, participante do Salão Paulista de Belas Artes, de 1935 a 1961. Diversas exposições individuais e coletivas, com muitas premiações. Pintou muitas paisagens tendo como tema a cidade de São Paulo. TEODORO BRAGA, pág 56; MEC, vol. 1, pág. 251; Acervo FIEO.



628 - MACIEJ ANTONI BABINSKI (1931)

Paisagem surreal - gravura - 28/30 - 12 x 16 cm - canto inferior direito - 1966 -

Natural de Varsóvia, Polônia, viveu sucessivamente na Inglaterra e no Canadá, radicando-se em 1953 no Brasil. Antigo aluno de Maurice Denis em Paris, e expoente da pintura abstracionista canadense. Babinski foi colega de Goeldi, de quem adotou a linguagem expressionista. Esplêndido gravador. Atualmente vive é ativo no Ceará. TEIXEIRA LEITE, pág. 48; PONTUAL, págs. 46 e 47; MEC, vol. 1, pág. 157; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 69; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 24; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 720; ARTE NO BRASIL, pág. 903, Acervo FIEO.



629 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulata - serigrafia - P.A. - 52 x 35 cm - canto inferior direito -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



630 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Cangaceiro - gravura - P. A. - 25 x 24 cm - canto inferior direito -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.