Leilão de Junho de 2013

18, 19 e 20 de Junho de 2013



001 - DJANIRA DA MOTTA E SILVA - (1914 - 1979)
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Personagens da Bahia - serigrafia - 22 x 28 cm - canto inferior direito -

Pintora, desenhista e gravadora, natural de Avaré, SP. Foi aluna de Marcier. A partir de 1942 participa do SNBA, recebendo premiação em 1943, 1944 e 1950. Realizou exposições individuais. Participou de diversas coletivas e salões de arte, nacionais e internacionais, com excelente recepção da crítica especializada. Diz-se que sua pintura é ingênua, mas ela declarava que ingênua, era ela mesma. JULIO LOUZADA vol.1, pág. 336; PONTUAL, pág. 181; TEIXEIRA LEITE, pág. 164; MEC, vol. 2, pág 58; WALMIR AYALA, vol. 1, pág, 263; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 810; ARTE NO BRASIL, pág. 824; Acervo FIEO.



002 - YEHUDA RODAN - (1916 - 1985)
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Paisagem - aquarela sobre tecido - 34 x 24 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor romeno nascido em Oradea. Estudou medicina em Nancy, França e Artes na Faculdade de Belas Artes de Montpellier, França. Em Oradea, trabalhou no estúdio do pintor Alfred Maczalik. Emigrou para Israel em 1961 e passou a viver em Tel Aviv. Participou de numerosas exposições em todo o mundo. www.bjt2006.org; arcadja.com; web.artprice.com; artfact.com; invaluable.com.



003 - YUTAKA TOYOTA - (1931)
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"Espaço crepúsculo" - litografia - 37/50 - 38 x 36 cm - canto inferior direito - 2007 -

Natural de Yamagata, Japão. Pintor, desenhista e escultor. No Brasil desde 1962, Estudou na Universidade de Artes de Tóquio e no Instituto de Pesquisas Industriais de Shizuoka. Neste último cursou ciências exatas e a técnica industrial de lidar com novos materiais. Todo esse know-how o artista vem utilizando e adaptando à sua visão de arte. Fórmica, alumínio e aço inoxidável polido tem sido os suportes escolhidos por Yutaka para expressar-se fazendo uma escultura "como criação ambiental". Os volumes que constrói em alumínio, modulados com exatidão, excluem a rigidez e referem-se, poeticamente, à busca de diferentes existências de espaço em suas superfícies que refletem e deformam o entorno, constituindo para o artista a própria apreensão do mundo. JULIO LOUZADA, vol 11, pág. 325.; TEIXEIRA LEITE, pág. 510; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 682; ARTE NO BRASIL, pág. 933; LEONOR AMARANTE, pág. 171.



004 - EDMUNDO MIGLIACCIO - (1903 - 1983)
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Figura - óleo sobre tela - 35 x 27 cm - canto inferior direito - 1969 -

Pintor, natural do município de Caconde-SP. Filho de imigrantes italianos, batizado Edmundo Francisco Nicodemo Migliaccio, iniciou seus estudos no Liceu, com os mestres Enrico Vio, Angelo Cantu e Torquato Bassi. Acadêmico por formação e vocação, foi fundador da Associação Paulista de Belas Artes. Expositor fiel do Salão Paulista, foi ali várias vezes premiado. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 213; ARTE NO BRASIL, pág. 812.



005 - WALTER SHIGETO TANAKA - (1910 - 1970)
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Paisagem - aquarela - 48 x 70 cm - canto inferior direito -

Natural de Kumamoto, Japão, este grande pintor e artista gráfico, viveu parte de sua infância no Peru, tendo se iniciado em pintura na sua terra natal. Imigrou em 1930, fixando-se em São Paulo, onde estudou durante quatro anos na Escola de Belas Artes de São Paulo (até 1935). Com Tomoo Handa (1906-1996), criou o Seibi-kai em 1935. Integrou os Grupos do Jacaré e Guanabara. Selecionado para a I e II Bienais de SP. Aceito para o I e II Salão de Arte Moderna-SP. Conquistou o segundo lugar do Prêmio Governador do Estado em 1951. Sua paisagem organiza-se composicionalmente, valendo-se de técnica apurada e constituindo parcela significativa de sua produção. JULIO LOUZADA, vol. 11; WALTER ZANINI, pág. 587.



006 - VERA MINDLIN - (1920 - 1985)
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Composição - gravura - 2/15 - 65 x 45 cm - canto inferior direito -

Gravadora, natural da cidade do Rio de Janeiro. Estudou com Guignard, Pedro Correia de Araújo, Oswaldo Goeldi e Iberê Camargo. Em viagem para Paris, estudou com Fernando Léger e André Lothe. Sua obra mereceu diversas e importantes participações em mostras a partir de 1985, destacando-se: Iberê Camargo: trajetória e encontros, no Masp-SP (1986); Poética da Resistência: aspectos da gravura brasileira, na Galeria de Arte do Sesi-SP (1994); Os Colecionadores - Guita e José Mindlin: matrizes e gravuras, na Galeria de Arte do Sesi-SP (1998) e Mostra Rio Gravura. Gravura Moderna Brasileira: acervo Museu Nacional de Belas Artes, no MNBA-RJ (1999). ITAÚ CULTURAL.



007 - LUÍS CLÁUDIO MORGILLI - (1955)
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Jogando cartas - óleo sobre eucatex - 50 x 60 cm - canto inferior direito -

Pintor e desenhista com diversas participações em Salões Nacionais tais como em 1997, no XVI Exp. de Artistas Contemporâneos da SOCIARTE / SP, em 1998 na Galeria Ranulpho em Recife. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág.219.



008 - RAUL PARANHOS PEDERNEIRAS - (1874 - 1953)
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Figuras - desenho a nanquim - 26 x 18 cm - canto inferior esquerdo -

Desenhista, caricaturista e pintor nascido e falecido na cidade do Rio de Janeiro. Colaborou com as publicações O Mercúrio, REvista da Semana, O Tagarela, Dom Quixote, O Malho e Jornal do Brasil. Publicou o livro Lições de Caricatura (1928). Foi professor na antiga ENBA (1918-1938). Herman Lima disse também que: "sem ter sido um satirista à outrance (...) a característica primacial de sua arte é a de sorrir e fazer sorrir a tudo e a todos, na sua teimosa resistência de boêmio retardatário". Individuais em 1926 e coletivas em 1935, recebendo diversas premiações. JULIO LOUZADA, vol. 8 pág. 687; História da Caricatura no Brasil, pág. 988; Caricaturistas Brasileiros, pág. 60.



009 - NELSON GODOY - (1943)
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"Largo de Pinheiros - 1920" - litografia - 39/90 - 33 x 70 cm - canto inferior direito -

Paulista de Presidente Prudente. A carreira deste pintor e desenhista começa a ter destaque na década de 60, quando ele participa de exposições promovidas pela APBA, onde recebe premiações em 1965 e 1966. Ativo no interior do Estado de São Paulo, figura ainda em Salões oficiais de Campinas. JULIO LOUZADA, vol. 1 pág. 424, Acervo FIEO



010 - FULVIO PENNACCHI - (1905 - 1992)
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Vila de pescadores - serigrafia - 99/195 - 21 x 53 cm - canto inferior direito - 1989 -
No estado. -

Pintor, ceramista, desenhista, ilustrador, gravador, professor nascido na cidade de Villa Collemandina, Itália e falecido em São Paulo. Em 1924 foi para Lucca e iniciou sua formação artística no ‘Regio Istituto di Belle Arti’ onde teve aulas com o pintor Pio Semeghini. Mudou-se para São Paulo em 1929 e dedicou-se a diferentes atividades até 1933, quando passou a auxiliar Galileo Emendabili na execução de monumentos funerários. Em 1935, conheceu Francisco Rebolo, passou a frequentar seu ateliê e conviveu com os artistas do Grupo Santa Helena. Nessa mesma época integrou a Família Artística Paulista e iniciou a produção de painéis em afresco e óleo para residências, igrejas, hotéis e outras edificações, destacando-se os afrescos de grandes dimensões para a Igreja Nossa Senhora da Paz, no bairro do Glicério, executados entre 1941 e 1948. Em 1965, iniciou um período de recolhimento e manteve-se afastado das exposições e do circuito artístico. Em 1973, reabriu seu ateliê e recebeu diversas homenagens no Brasil e na Itália. Nesse mesmo ano conheceu a ceramista Eunice Pessoa e com ela desenvolveu um grande número de peças que foram expostas em 1975. Sem nunca ter abandonado as atividades artísticas, voltou a figurar em diversas mostras e continuou a produzir painéis em afresco. Em 1980, Pietro Maria Bardi publicou um livro sobre sua obra. Nove anos depois, foi lançado o livro ‘Ofício Pennacchi’, organizado por Valério Antonio Pennacchi, responsável também pela publicação, em 2002, do livro ‘Fulvio Pennacchi: Pintura Mural’. Importante retrospectiva da obra do artista foi realizada, em 1973, no MAM - São Paulo. TEODORO BRAGA, PÁG. 192; MEC, VOL, 3, PÁG. 365; WALMIR AYALA, VOL, 2, PÁG. 182; PONTUAL, PÁG. 416; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 784; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 740; ACERVO FIEO.



011 - YUJI ARIMIZU - (1952)
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Jogando cartas - óleo sobre tela - 80 x 120 cm - canto inferior esquerdo -

Filho do artista plástico Konosuke Arimizu, o autor sempre teve um relacionamento com a pintura desde a sua infância. Interessou-se cedo pela pintura primitiva, recebendo influência de Portinari. São marcantes suas figuras, cafuzas, vestindo geralmente roupas amarelas. Expôs com premiações em São Paulo, Sorocaba, São José dos Campos, Santos, tendo participado de coletivas no exterior.



012 - REINALDO MANZKE - (1906 - 1980)
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Paisagem - aquarela - 20 x 17 cm - canto inferior direito -

Pintor, nascido em falecido em Blumenau, SC. Participou regularmente do Salão Paulista de Belas Artes, recebendo premiações diversas. JULIO LOUZADA, vol 9, pág, 529. MEC, VOL, 3,pág, 65. PONTUAL,pág,335; TEODORO BRAGA; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



013 - VALDEIR MACIEL - (1937 - 2005)
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Composição - óleo sobre tela - 20 x 60 cm - dorso -

Natural de Bacabal-MA, residiu e foi ativo em São Paulo. Participou de diversas exposições, destacando-se XI ao XVI Salão Paulista de Arte Moderna - Medalha de Bronze (1963 e 1965); 9ª Bienal Internacional de São Paulo. Segundo o crítico Theon Spanudis: "Ao contrário da pintura de Rubem Valentim, que emana sempre poderosas e vibrantes cargas mágicas, imperiosas e afirmativas, a pintura de Valdeir Maciel, nascido em São Luís do Maranhão e radicado em São Paulo, é mais introvertida, silenciosa, escondida em seu misticismo esotérico, mas de enorme amplitude metafísica e religiosa. Às vezes enigmática, mas raramente luminosa, prefere os coloridos sombrios, obscuros e abscônditos. Começando com um tachismo corriqueiro, foi sacudido em 1961 pela primeira exposição neoconcreta de São Paulo. De lá em diante ele virou geométrico. Mas seu construtivismo não tem nada a ver com o concretismo, ou o neoconcretismo, por causa do seu intenso misticismo e profundidade esotérica. No início ele pintava figurações geométricas no meio da tela, cercadas por toda a superfície vazia da tela, figurações como de objetos sacrais e preciosos de religiões e cultos desconhecidos. Mais tarde ele começou a expandir as suas formulações geométricas e construções esotéricas, até ocupar toda a superfície da tela." in SPANUDIS, Theon. Construtivistas brasileiros. São Paulo: o Autor, s.d. WALMIR AYALA, MEC, PONTUAL, pág. 327; TEIXEIRA LEITE, pág. 298; WALTER ZANINI, pág. 688; JULIO LOUZADA, vol. 12, pág. 245. ITAU CULTURAL.



014 - AÉCIO DE ANDRADE - (1935)
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"Meninos empinando pipas" - acrílico sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor natural de São Paulo, Capital. Passou pelo gênero impressionista no inicio da carreira, e depois para uma fase mais pessoal. Aborda temas populares brasileiros. Possui obras nos Museus das cidades de Americana, Matão, Assis, Guararapes, e em Penápolis. Começou a expôr em 1968, tendo participado de diversas mostras no País e no exterior, conforme relaciona a bibliografia abaixo. JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 33



015 - EDUARDO SUED - (1925)
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Figuras - gravura - P. A. - 14 x 17 cm - canto inferior direito - 1965 -

Natural da cidade do Rio de Janeiro-RJ, onde reside e é ativo. Pintor, desenhista, ilustrador e gravador. Formou-se na Escola Nacional de Engenharia do Rio de Janeiro em 1948. Foi aluno de desenho e pintura do pintor Henrique Boese. Trabalhou como desenhista no escritório do arquiteto Oscar Niemeyer (1950-1951). Freqüenta os ateliês de La Grande Chaumière e L'Académies Julian em Paris (1951), retornando ao Rio de Janeiro em 1953, onde estuda gravura em metal com Iberê Camargo. Diversas exposições coletivas e individuais. JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 975/976; ARTE NO BRASIL, pág. 814; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



016 - OLDACK DE FREITAS - (XX)
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Paisagem - óleo sobre eucatex - 32 x 41 cm - canto inferior direito -

Assina Oldack. Pintor fluminense que foi aluno de Armando Viana e Manuel Santiago. Participou de inúmeras exposições e Salões oficiais. Recebeu vários prêmios: Rio de Janeiro (1941, 1948, 1968). JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG. 399.



017 - CLAUDIO TOZZI - (1944)
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Composição - serigrafia - P. A. - 48 x 65 cm - canto inferior direito -

Pintor, arquiteto e gravador paulista com diversas exposições e participações em salões e bienais no Brasil e no exterior. Dedicou-se inicialmente à colagem e à gravura, numa utilização crítica das histórias em quadrinhos; numa fase posterior passou a criar múltiplos tridimensionais e a efetuar pesquisas em torno dos efeitos ópticos. WALMIR AYALA vol.2, pág.388/9; PONTUAL, pág.525/6; TEIXEIRA LEITE, pág. 512; ARTE NO BRASIL vol.2, pág.1059; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 740; LEONOR AMARANTE, pág. 170; Acervo FIEO.



018 - VITTÓRIO CUTTIN - (1918 - XX)
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Flores - óleo sobre eucatex - 60 x 120 cm - canto inferior direito -

Pintor e professor nascido em Florença, Itália. Estudou em Trieste com o professor Falzari. Participou da II Guerra Mundial. Logo depois da guerra, emigrou para Buenos Aires, Argentina, onde fez várias exposições individuais. Veio para o Brasil em 1952 e passou a residir em São Paulo realizando também algumas individuais. Transferindo-se para Santos, SP, manteve em sua casa uma exposição permanente. Participou do XI Salão Oficial de Belas Artes de Santos, em 1970 e 1971, do XXXV Salão Paulista de Belas Artes, em 1970, entre outros. Depois morou em Campinas e Bauru onde viveu por quase vinte anos até falecer. JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG. 297; MEC, VOL. 1, PÁG. 503; www.casaartecanoas.com.br; www.redebomdia.com.br.



019 - ANTONIO BENEVENTO - (1945)
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Retirantes - acrílico sobre eucatex - 39 x 32 cm - canto inferior direito - 1969 -

Nasceu em Nova Friburgo/RJ. Em 1963 estuda com Chlau Deveza na Escola Fluminense de Belas Artes. Realizou diversas exposições coletivas e individuais, recebendo em 1981, o Troféu Mário Pedrosa, concedido pela Associação Internacional de Críticos de Arte, pela melhor exposição individual do ano - Galeria Bonino/RJ. ITAÚ CULTURAL.



020 - HANSEN BAHIA - (1915 - 1978)
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"Flor São Miguel" - xilogravura - 24 x 28 cm - canto inferior direito -

Seu nome de batismo era Karl Heinz Hansen, nascido na Alemanha. Dedicou quase toda a sua vida de artista fixando aspectos da Bahia, daí o nome artístico que adotou. Apegou-se ao povo, aos animais e principalmente aos cenários daquela região, e que tão bem soube reproduzir com sua alma e essencia. JULIO LOUZADA vol.1, pág. 81; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 720; ARTE NO BRASIL, pág. 842; ACERVO FIEO, pág. 251.



021 - EUGÊNIO ACOSTA - (1896 - XX)
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Paisagem - óleo sobre eucatex - 21 x 28 cm - canto inferior esquerdo -

Nascido EUGÊNIO ACOSTA MEDINA. Pintor espanhol que foi ativo no Rio de Janeiro. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 274; TEODORO BRAGA; ACERVO FIEO, pág. 143.



022 - PEDRO RODRIGUES - (1941)
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"À espera (Passo Fundo - Antigamente)" - óleo sobre tela - 100 x 80 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1982 -
Reproduzido na página 24 do livro "Pedro Rodrigues" de autoria de Jacob Klintowitz. -

Pintor gaúcho que ingressou na FAAP, SP, em 1962. Desenvolveu metodicamente seu trabalho com a palheta baixa (preto, ocre, terra e branco), em 1964, sob a orientação de Luis Dias. Interessou-se por Torres Garcia e, em 1966, viajou para Montevidéu e conviveu com artistas do Taller Torres Garcia. Fez também cerâmica construtiva, na técnica do engobe. - Ele adota uma ancestralidade no fazer, ele recupera uma técnica e estuda a própria estrutura deste fazer. É com estes recursos que ele investiga, registra e se deixa envolver numa relação com o que está à sua volta - (PEDRO RODRIGUES, Jacob Klintowitz, pág. 27). JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 976; VOL. 13, PÁG. 287; JACOB KLINTOWITZ - PEDRO RODRIGUES.



023 - HARRY R. MILLS - (XIX - XX)
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Camponesa - desenho a nanquim e aquarela - 30 x 27 cm - canto inferior direito -

Pintor americano que foi aluno de Boulanger e Lefebvre. Participou de várias mostras oficiais, entre as quais: Salão de Paris, em 1884 e 1886. artprice.com.



024 - CARYBÉ - (1911 - 1997)
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"Cantoria da manhã" - serigrafia - 123/250 - 47 x 65 cm - canto inferior direito -
Na tela serigráfica. -

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



025 - WALTER LEWY - (1905 - 1995)
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Paisagem surreal - litografia - 18/30 - 27 x 36 cm - canto inferior direito - 1977 -

Pioneiro do surrealismo, o qual praticava desde que chegou ao Brasil, em 1937, fixando residência em São Paulo. Participou de Salões Nacionais e Bienais de São Paulo, entre 1951 e 1965, recebendo diversas premiações oficiais. JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 497; MEC, vol. 2, pág. 474; TEODORO BRAGA, pág. 245; TEIXEIRA LEITE, pág. 286; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 630; LEONOR AMARANTE, pág. 142; Acervo FIEO.



026 - BUSTAMANTE SÁ - (1907 - 1988)
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"Campo de Santana" - óleo sobre eucatex - 24 x 30 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1959 - Rio de Janeiro -

Natural da cidade do Rio de Janeiro, estudou na ENBA naquela cidade, onde foi aluno de Rodolfo Amoedo e Rodolfo Chambelland. Participou do Núcleo Bernardelli, do qual foi um dos fundadores em 1931. Participou de sucessivas versões do SNBA a partir de 1928, recebendo diversas premiações. Excepcional pintor do gênero paisagem. TEODORO BRAGA, pág. 59; REIS JR. , pág. 385; MEC,vol. 4, pág. 127; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 145 e 147; TEIXEIRA LEITE, pág. 94; JÚLIO LOUZADA, vol. 11, pág. 47; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 579; ARTE NO BRASIL, pág. 763; Acervo FIEO.



027 - ROLANDO NATAL SCURZIO - (1931 - 1998)
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"Venezia" - óleo sobre madeira - 55 x 69 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1990 -

Pintor de tendência figurativa com temática que se extravasa em forte colorido expressionista. Estudou com o professor Mecozzi e com o mestre Arlindo Castellane di Carli. Participou de várias exposições e recebeu vários prêmios em 1978. No Salão Paulista de Belas Artes recebeu Menção Honrosa. JULIO LOUZADA, vol. 7, pág. 647, Acervo FIEO.



028 - HERMELINDO FIAMINGHI - (1920 - 2004)
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Composição - guache - 45 x 34 cm - canto inferior direito - 1954 - São Paulo -

Nasceu em São Paulo, a 22 de outubro de 1920. Pintor e artista gráfico. Dedicou-se regularmente à pintura a partir de 1950, com seu mestre Volpi. Foi um dos pioneiros do concretismo, com o qual rompeu anos mais tarde, para fazer uma pintura mais solta, através de seu diálogo com a cor e da interação com a luz em contato com a natureza. Expõs individualmente a partir de 1961 e coletivamente desde 1955, sempre com premiações. JULIO LOUZADA, vol. 4 pág. 401; ITAÚ CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 928; LEONOR AMARANTE, pág. 75.



029 - HEITOR DE PINHO - (1897 - 1968)
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Paisagem - óleo sobre tela colada em eucatex - 13 x 18 cm - canto inferior esquerdo -

Nascido e falecido na cidade do Rio de Janeiro, onde estudou na antiga Escola Nacional de Belas Artes. Foi discípulo de Rodolfo Chambelland, Batista da Costa, Lucílio de Albuquerque e Modesto Brocos. Participa de Salões Oficiais a partir de 1924, recebendo diversas premiações. JULIO LOUZADA, vol.11, pág.247; MEC. Vol.3, pág.400; WALMIR AYALA. Vol.2, pág.194; TEIXEIRA LEITE, pág.408; PONTUAL, pág.426.



030 - CÍCERO DIAS - (1908 - 2003)
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Ilustração - desenho a nanquim - 23 x 16 cm - centro inferior -

Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, cenógrafo e professor - Cícero dos Santos Dias nasceu em Escada, PE e faleceu em Paris. Iniciou estudos de desenho em sua terra natal e mudou-se para o Rio de Janeiro, onde se matriculou, em 1925, nos cursos de arquitetura e pintura da Escola Nacional de Belas Artes, mas não os concluiu. Entrou em contato com o grupo modernista e, em 1929, colaborou com a ‘Revista de Antropofagia’. Em 1931, no Salão Revolucionário, na Enba, expôs o polêmico painel, tanto por sua dimensão quanto pela temática: ‘Eu Vi o Mundo... Ele Começava no Recife’. Ilustrou, em 1933, ‘Casa Grande & Senzala’, de Gilberto Freyre. Em 1937 foi preso no Recife quando da decretação do Estado Novo. A seguir, incentivado por Di Cavalcanti, viajou para Paris onde conheceu Georges Braque, Henri Matisse, Fernand Léger e Pablo Picasso, de quem se tornou amigo. Em 1942, foi preso pelos nazistas e enviado a Baden-Baden, na Alemanha. Entre 1943 e 1945, viveu em Lisboa como Adido Cultural da Embaixada do Brasil. Retornou a Paris onde integrou o grupo abstrato Espace. Em 1948, realizou o mural do edifício da Secretaria das Finanças do Estado de Pernambuco, considerado o primeiro trabalho abstrato do gênero na América Latina. Em 1965, foi homenageado com sala especial na Bienal Internacional de São Paulo. Inaugurou, em 1991, painel de 20 metros na Estação Brigadeiro do Metrô de São Paulo. No Rio de Janeiro, foi inaugurada a Sala Cícero Dias no Museu Nacional de Belas Artes - MNBA. Recebeu do governo francês a Ordem Nacional do Mérito da França, em 1998, aos 91 anos. MEC, VOL.2, PÁG.50; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁG.252; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 157, PONTUAL, PÁGS. 174; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 715; LEONOR AMARANTE, PÁG. 146; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 334; ACERVO FIEO; web.artprice.com.



031 - PRESCILIANO SILVA - (1883 - 1965)
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Figura - desenho a carvão - 65 x 48 cm - canto superior direito - 16 - XI - 1962 -

Pintor, desenhista e professor, Presciliano Silva frequentou a Escola de Belas Artes da Bahia, onde estudou com Manuel Lopes Rodrigues, aperfeiçoando-se mais tarde, entre 1905 e 1908, com Robert Fleury e Jules Lefevre, na Academia Julian, de Paris. Ativo em Salvador, Bahia, notabilizou-se pelos seus interiores, onde ninguém melhor do que ele consegue pintar esses templos, capelas, sacristias, claustros, e corredores de conventos, que transmitem silenciosos à meia-luz, paz. PONTUAL, pág. 494; ITAÚ CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 602.



032 - ABRAHAN PALATNIK - (1928)
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Papagaio - múltiplo em acrílico - h = 19 cm - assinado -
No estado. -

Artista cinético, pintor, desenhista, escultor, natural de Natal, RN. Em 1932, muda-se com a família para a região onde, atualmente, se localiza o Estado de Israel. Inicia seus estudos de arte no ateliê do pintor Haaron Avni e do escultor Sternshus e estuda estética com Shor. Freqüenta o Instituto Municipal de Arte de Tel Aviv. Retorna ao Brasil em 1948 e se instala no Rio de Janeiro. Convive com os artistas Ivan Serpa, Renina Katz e Almir Mavignier. Por volta de 1949, inicia estudos no campo da luz e do movimento, que resultam no Aparelho Cinecromático, exposto em 1951 na I Bienal Internacional de São Paulo, onde recebe menção honrosa do júri internacional. Em 1954, integra o Grupo Frente, ao lado de Ivan Serpa, Ferreira Gullar, Mário Pedrosa, Franz Weissmann, Lygia Clark e outros. Desenvolve a partir de 1964 os Objetos Cinéticos, um desdobramento dos cinecromáticos e é considerado, internacionalmente, um dos pioneiros da arte cinética. Participou também das II, III, V, VI, VIII, IX Bienais de São Paulo, do IX Salão Nacional de Arte Moderna, RJ, e da XXII Bienal de Veneza, entre muitas outras no Brasil e no exterior. BENEZIT VOL. 8, PÁG. 89; PONTUAL, PÁG. 401; MEC VOL.3, PÁG. 329; ITAUCULTURAL.



033 - JOSÉ SABÓIA - (1949)
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Jogador de futebol - óleo sobre tela - 30 x 30 cm - canto inferior direito -

Nascido em Almadina (BA). Indo para o Rio de Janeiro em 1967, começou a pintar no ano seguinte, passando a expor seus trabalhos na Feira Hippie de Ipanema. Sua primeira individual deu-se em Fortaleza em 1970; a partir de então, tem exposto com freqüência no Rio de Janeiro e em São Paulo. A pintura de Sabóia partiu de uma raiz eminentemente popular, tendo atingido depois um rebuscamento que se traduz no caprichoso desenho de linhas recurvas, na pincelada lisa, impessoal, no colorido reduzido a três ou quatro tons básicos e na composição, dotada daquele inconfundível horror vacui dos ingênuos. JULIO LOUZADA vol. 11, pág. 278; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 228; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO.



034 - ROBERTO MAGALHÃES - (1940)
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Bichos - xilogravura - 13/100 - 50 x 70 cm - canto inferior direito - 1963 -

Gravador e desenhista, praticamente autodidata, fez rápidos estudos na antiga ENBA, no Rio de Janeiro, sua cidade natal, onde é ativo. Desde 1963 participa de coletivas e salões, tendo recebido diversas premiações. É desenhista festejado pela crítica especializada. PONTUAL, pág. 328; ITAÚ CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 966; LEONOR AMARANTE, pág. 143. Acervo FIEO.



035 - FRANCISCO BRENNAND - (1927)
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Cinzeiro - objeto em ceramica - 15 x 15 x 5 cm - assinado - 1980 -

Pintor e ceramista. Estudou com André Lhote e Fernand Léger, em Paris. Participou de importantes bienais e salões, nacionais e internacionais. Realizou individuais de pintura e cerâmica no MAM-SP em 1960 e outras importantes salas de arte. Executou trabalhos murais em edifícios públicos e particulares no Recife e no estrangeiro. Suassuna considerou a sua pintura "bela, forte e brasileira". Brennand é referência mundial como artista puramente brasileiro. JULIO LOUZADA, VOL, 10, pág 141. PONTUAL, pág, 88. MEC, VOL , 1, pág, 294; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 717; ARTE NO BRASIL, pág. 879. Acervo FIEO. -



036 - MARCELO GRASSMANN - (1925)
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Figuras - gravura - P. E. - 42 x 60 cm - canto inferior direito -

Desenhista, gravador, ilustrador, pintor, escultor e professor, nasceu em São Simão, SP. Estuda fundição, mecânica e entalhe em madeira na Escola Profissional Masculina do Brás, SP. Passa a realizar xilogravuras a partir de 1943. Atua como ilustrador do Suplemento Literário do ‘Diário de São Paulo’, do ‘O Estado de S. Paulo’ e do ‘Jornal do Estado da Guanabara’. Quando reside no Rio de Janeiro, a partir de 1949, freqüenta os cursos de gravura em metal, com Henrique Oswald e de litografia, com Poty, no Liceu de Artes e Ofícios. Em Salvador (1952), trabalha com Mario Cravo Júnior. .Recebe o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Arte Moderna (1953) e vai para a Academia de Artes Aplicadas, em Viena. Passa a dedicar-se principalmente ao desenho, à litografia e à gravura em metal. Em 1969, sua obra completa é adquirida pelo governo do Estado de São Paulo, passando a integrar o acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo . Em 1978, a casa em que nasceu, em São Simão, é transformada em museu e tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo - Condephaat. Participou de muitas exposições e das Bienais de: São Paulo (1951 a 1961, 1967, 1969, 1979, 1985, 1989); Veneza (1950, 1956, 1958, 1962); Paris (1959). Principais prêmios: Bienal de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1959, 1967); Bienal de Veneza (1950, 1956, 1958,1962); Bienal de Paris (1959). PONTUAL, PÁG. 249; MEC, VOL. 2, PÁG. 281 E 282; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG. 439; VOL. 5, PÁG. 453; VOL. 9, PÁG. 383.



037 - MADIANO TOMEI - (1936 - 2002)
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"Bela vista" - litografia off set - 19 x 75 - 40 x 52 cm - canto inferior direito - 1985 -

Pintor e restaurador, natural de Lucca, nascido a 13 de fevereiro de 1936. Transferiu-se para a Bélgica em 1946, onde fez seus estudos de arte na Academia Real de Belas Artes de Bruxelas. Expôs individualmente aos 16 anos. Fixou residência no Brasil a partir de 1957, em São Paulo. O artista segue os temas de trechos ferroviários, parques centrais, ruas e esquinas do Lavapés, perspectivas do cais do porto em Santos-SP. Quer por a sua pintura a serviço da arte figurativa, principalmente da obra construtiva do homem, da fisionomia tentacular das cidades. Coletivas a partir de 1955, inclusive internacionais. Individuais desde 1950. Recebeu diversos prêmios internacionais. JULIO LOUZADA, vol. 4, pág. 657. Acervo FIEO.



038 - EUGÊNIO DE PROENÇA SIGAUD - (1889 - 1979)
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"Petróleo" - óleo sobre tela - 24 x 19 cm - canto inferior direito e dorso - 1975 -

Estudou desenho na Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro com Modesto Brocos, formando-se em arquitetura em 1932, nessa mesma escola. A partir de 1935, dedicou-se à pintura mural e, de 1937, à pintura de temas sociais, com predominância de motivos de operários em construção e trabalhadores rurais. Caracteriza-se por uma grande versatilidade técnica, sendo dos raros pintores brasileiros a utilizar, lado a lado, o óleo, a têmpera e a encáustica, além da aquarela e do guache. Participou do Núcleo Bernardelli. PONTUAL, pág. 489; MEC, vol. 4, pág. 243; TEIXEIRA LEITE, pág. 475 e 476; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 324 a 327; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 579; ARTE NO BRASIL, pág. 763, Acervo FIEO.



039 - ADRIANO GAMBIM - (1983)
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"Expressão de tristeza" - xilogravura - P. A. - 30 x 24 cm - canto inferior direito - 2006 -

Pintor, desenhista, gravador e professor. Sua formação artística foi na UNIMESP e UNESP, São Paulo. Realizou exposições individuais em Guarulhos (2008, 2009, 2010, 2011) e tem participado de várias mostras coletivas e Salões oficiais, destacando-se: Guarulhos, SP (2007 a 2013); Araras, SP (2013); Brasília, DF (2013); Araraquara, SP (2012); Curitiba, PR (2012); Ribeirão Preto, SP (2010); Santo André, SP (2010); Santos, SP (2011); Ceará (2012); Espanha (2005 a 2008, 2013); México (2009); Itália (2007, 2009); Japão (2008); Romênia (2007, 2010). Foi premiado em: Guarulhos, SP (2007 a 2009, 2011); Mairiporã, SP (2011); Espanha (2011); Araraquara, SP (2010, 2012); Araras, SP (2012). artesvisuaisguarulhos.blogspot.com.br, web.artprice.com.



040 - WALTÉRCIO CALDAS - (1946)
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"Velázquez - um livro de Waltércio Caldas" - off-set - 1046/1500 - assinado - 1996 -

Waltércio Caldas Júnior nasceu no Rio de Janeiro. Escultor, desenhista, artista gráfico, cenógrafo e figurinista, estudou pintura com Ivan Serpa (1964) no MAM/RJ. Entre 1969 e 1975, realizou desenhos, objetos e fotografias de caráter conceitual. Na década de 1970, lecionou no Instituto Villa-Lobos, RJ; foi co-editor da revista ‘Malasartes’; integrou a comissão de Planejamento Cultural do MAM/RJ; participou da publicação ‘A Parte do Fogo’ e publicou com Carlos Zilio, Ronaldo Brito e José Resende o artigo ‘O Boom, o Pós-Boom, o Dis-Boom’, no jornal ‘Opinião’. Em 1979, sua produção foi analisada no livro ‘Aparelhos’, com ensaio de Ronaldo Brito, e, em 1982, no Manual da Ciência Popular, publicado na série Arte Brasileira Contemporânea, pela Funarte. Em 1986, o vídeo ‘Apaga-te Sésamo’, de Miguel Rio Branco, enfocou a sua produção. Participou das Bienais Internacionais de São Paulo (1987, 1989, 1996, 1998), da Documenta de Kassel (1992), entre outras. Recebeu, em 1993, o Prêmio Mário Pedrosa, da Associação Brasileira de Críticos de Arte - ABCA, por mostra individual realizada no Museu Nacional de Belas Artes - MNBA, RJ. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 11, PÁG. 49; VOL. 13, PÁG. 60.



041 - DIONISIO DEL SANTO - (1925 - 1999)
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Composição - guache - 12 x 12 cm - canto inferior direito - 1987 -

Pintor, desenhista, gravador e serigrafista, nasceu em Colatina-ES, e faleceu em Vitória, naquele mesmo Estado. Autodidata. Em 1975, recebe o Prêmio de Melhor Exposição de Gravura do Ano, da APCA. Participou da 9ª Bienal Internacional de São Paulo, 1967 (Prêmio Itamarati Aquisição) e do Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro, 1968 (Prêmio Isenção do Júri). JULIO LOUZADA vol.11, pág. 88; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 682; ARTE NO BRASIL, pág. 934.



042 - GIUSTO BENVENUTI - (XX - XX)
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No parque - óleo sobre madeira - 30 x 40 cm - canto inferior esquerdo -
Com etiqueta n° 2593 de Renot Atelier, no dorso, São Paulo - SP, no dorso. -

Pintor italiano nascido em Veneza onde frequentou a Academia de Belas Artes. Faleceu na Argentina. Fez parte do grupo -La Valigia- que reuniu vinte e sete pintores locais e organizou muitas exposições coletivas e individuais de seus membros e de mais alguns artistas de fora, em Veneza. www.eugeniodavenezia.eu; JULIO LOUZADA VOL. 5, PÁG. 108.



043 - DAREL VALENÇA LINS - (1924)
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Figuras - gravura - 33/50 - 53 x 40 cm - canto inferior direito - 1967 -

Este importante pintor, gravador, desenhista e professor, conquistou em 1957, no SNAM, o prêmio de viagem ao estrangeiro, voltando a ser contemplado na VII Bienal de São Paulo, como o melhor desenhista nacional. Foi aluno de Henrique Oswald e recebeu aconselhamento técnico de Goeldi. MEC vol.3, pág. 18; PONTUAL, pág.160/161; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 715; ARTE NO BRASIL, pág. 839; LEONOR AMARANTE, pág. 125; Acervo FIEO.



044 - DURVAL PEREIRA - (1917 - 1984)
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Igreja - óleo sobre eucatex - 33 x 24 cm - canto inferior direito -

Nascido e falecido em São Paulo onde foi pintor e professor ativo. Premiado com a Menção Honrosa no Salão Paulista de Belas Artes em 1944, passou a viver exclusivamente da pintura. Em 1946, estudou artes plásticas na Associação Paulista de Belas Artes. Pintava ao ar livre, aos domingos, com os pintores Salvador Rodrigues, Salvador Santisteban, Cirilo Agostinho, Jaime Dinis, Djalma Urban, Innocencio Borghese, e outros. Premiado praticamente em todos os Salões de que participou, acumulou, em toda sua carreira, 419 prêmios de todos os cantos do mundo. Recebeu ao todo, 15 comendas das mais importantes do Brasil. Nos últimos três anos de sua vida recebeu também todos os Primeiros Prêmios e Medalhas de Ouro nas exposições de Paris, Rouen, Lyon, Roma, Miami e Milão (o maior prêmio dado à pintura: ‘La Madonina de Milano’). MEC, vol. 3, pág. 368; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 749; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO; www.tntarte.com.br.



045 - LIVROS -
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1) "ARTE/CIDADE: GRUPO DE INTERVENÇÃO URBANA". 3 VOLUMES. NELSON BRISSAC PEIXOTO (COORD.). SÃO PAULO: SESC, 1994.
2) "METRÓPOLE: 5a. BIENAL INTERNACIONAL DE ARQUITETURA E DESIGN DE SÃO PAULO". CATÁLOGO. SÃO PAULO: FUNDAÇÃO BIENAL DE SÃO PAULO, 2004.
3) "ARTE PÚBLICA: TRABALHOS APRESENTADOS EM SEMINÁRIOS DE ARTE PÚBLICA". DANILO SANTOS DE MIRANDA (COORDENAÇÃO). SÃO PAULO: SESC, 1998.
4) "BRASIL FAVELAS UPGRADING: 8a. MOSTRA INTERNAZIONALE D´ARCHITETTURA, BIENNALE DI VENEZIA - PAVILHÃO BRASILEIRO". CATÁLOGO. SÃO PAULO: FUNDAÇÃO BIENAL DE SÃO PAULO, 2002.
5) "BRASMITTE: INTERVENÇÕES URBANAS - PARTE 1". CHRISTINE MELLO ET AL. SÃO PAULO: INSTITUTO GOETHE: SESC, 1997.



046 - RUBENS GERCHMAN - (1942 - 2008)
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"Taxi 106" - desenho a caneta esferográfica - 22 x 33 cm - canto inferior direito -
Procedente da coleção do crítico de arte José Henrique Fabre Rolim, São Paulo. -

Pintor, desenhista, gravador, escultor nascido no Rio de Janeiro e falecido em São Paulo. Em 1957, freqüenta o Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro, onde estuda desenho. Faz curso de xilogravura com Adir Botelho e freqüenta a Escola Nacional de Belas Artes - Enba, entre 1960 e 1961. Em 1967, é contemplado com o prêmio de viagem ao exterior no 16º Salão Nacional de Arte Moderna e viaja para os Estados Unidos. Reside em Nova York entre 1968 e 1972. Retorna ao Brasil e faz o roteiro, a cenografia e a direção do filme 'Triunfo Hermético' e os curtas 'ValCarnal' e 'Behind the Broken Glass'. De 1975 a 1979, assume a direção da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, RJ. É co-fundador e diretor da revista 'Malasartes'. Em 1978, viaja para os Estados Unidos com bolsa da Fundação John Simon Guggenheim. Em 1982, permanece por um ano em Berlim como artista residente, a convite do Deutscher Akademischer Austauch Dienst - DAAD [Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico]. Realizou diversas exposições individuais e participou de muitas mostras oficiais no Brasil e pelo mundo recendo prêmios na Bienal de São Paulo (1965), Bienal de Salvador, BA (1966), Bienal de Cali, Colômbia (1967, 1970). JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 417; PONTUAL, PÁG. 235; TEIXEIRA LEITE, "in" A GRAVURA BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 734; ARTE NO BRASIL, PÁG. 974; LEONOR AMARANTE, PÁG. 143, MEC VOL. 2, PÁG. 246; Acervo FIEO.



047 - MISABEL PEDROSA - (1927)
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"Portão de igreja de Recife" - xilogravura - 4/20 - 57 x 32 cm - canto inferior direito - 1965 -

Misabel Pedrosa - pintora, desenhista, gravadora, ilustradora e professora nascida no Rio de Janeiro, RJ. Cursou gravura com Oswaldo Goeldi e Axel Leskoschek, escultura com Augusto Zamoisky. Freqüentou outros cursos no Rio de Janeiro e América do Norte. Exposições coletivas: Rio de Janeiro, RJ (1947, 1952 a 1967); Bienal Internacional de São Paulo, SP (1953, 1955, 1967); Curitiba, PR (1964, 1965); Belo Horizonte, MG (1964); Londrina, PR (1966); Bienal Nacional da Bahia, Salvador, BA (1966); Ouro Preto, MG (1967); São Paulo, SP (1968); Fortaleza, CE (1970). Individuais: São Paulo, SP (1953,1956); Salvador, BA (1956); Rio de Janeiro, RJ (1959); Nova York, EUA (1968); Roma, Itália (1968); Belo Horizonte, MG (1969). Prêmios: Rio de Janeiro, RJ (1947 e 1953 - Prêmio de viagem à Itália). Possui obras no MAM/SP, MASP/SP, Museu de Arte de Belo Horizonte, Piauí, Ceará, Maranhão, Pernambuco, Manaus, Buenos Aires, Paris, Dinamarca, Suíça, Museu de Nara/Japão, Museu do Vaticano/Itália, MAC de Madri e Museu das Américas em Madri. WALMIR AYALLA. JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 675. ITAU CULTURAL.



048 - INOS CORRADIN - (1929)
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"Venezia" - óleo sobre tela - 33 x 24 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, escultor e cenógrafo, nascido em Vogogna, Itália. Por volta de 1932 mudou-se com a família para Castelbaldo - Padova, onde, em 1945, estudou pintura com professor Tardivello. Em 1947 colaborou com o pintor Pendin na execução de um mural referente aos mártires da resistência italiana em Castelbaldo. Veio, em 1950, para Jundiaí e São Paulo onde fez parte do núcleo artístico Cooperativa em São Paulo, dirigido pelo pintor argentino Oswaldo Gil Navarro. Executou cenários para o Ballet do IV Centenário de São Paulo, em 1954. Em 1979 foi contratado para pintar um cenário para o Teatro de Rovigo, Itália. Realizou diversas exposições individuais, participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais pelo Brasil e pelo mundo. Foi premiado em Paris (1975) e em Ferrara, Itália (1976). JULIO LOUZADA, VOL. 11, PÁG. 152; PONTUAL, PÁG. 143; MEC, VOL. 1, PÁG. 448; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 215; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; inoscorradin.com.br.



049 - JUDITH LAUAND - (1922)
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Composição - gravura - 46/50 - 35 x 35 cm - canto inferior direito -

Nasceu na cidade paulista de Pontal. Em 1950 formou-se em artes plásticas na Escola de Belas Artes de Araraquara-SP. Em 1952, já em São Paulo, estuda pintura com Domênico Lazzarini e gravura com Lívio Abramo. Integra o grupo paulista do movimento de arte concreta em 1955. Participa da Bienal Internacional de São Paulo, várias edições entre 1955 e 1969; Exposição Nacional de Arte Concreta, São Paulo, 1956; Tendências Construtivas no Acervo do MAC/USP, Rio de Janeiro, 1996; Arte Construtiva no Brasil: Coleção Adolpho Leirner, São Paulo e Rio de Janeiro, 1998 e 1999. Na crítica de Mario Schenberg, ..." Judith Lauand permanece fiel a sua postura e trajetória concretista. Sua obra recente revela a densidade da composição, o apuramento do cromatismo, o equilíbrio do grafismo, conseguidos por constante pesquisa. Judith envereda agora por novos caminhos realizando obras que podem ser chamadas de assimétricas, onde o geometrismo da decomposição cromática destrói a ‘partição eqüilateral’ presente ao longo de sua obra, criando uma nova simetria. " (LAUAND, Judith. Judith Lauand : pinturas. Sao Paulo : Choice Galeria de Arte, 1986. p. 3). JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 479; ITAU CULTURAL.



050 - BIGIO GERARDENGHI - (1876 - 1957)
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Marinha - óleo sobre tela - 52 x 41 cm - canto inferior esquerdo -

Italiano de Dronero, Piemonte, onde nasceu em 7/8/1876. Pintor e professor, oriundo de família nobre, o autor sempre viveu em Nápoles, onde realizou estudos e concluiu sua formação artística. Reputado pintor de paisagens e marinhas, figurou em diversas exposições na Itália, onde ganhou a medalha de ouro na Exposição Internacional de Nápoles, e em 1916, quando o seu quadro Lã para os Soldados, foi escolhido pela Cruz Vermelha Italiana para ser reproduzido como propaganda de Socorros de Guerra. No Brasil sua obra foi muito bem recebida pela público e crítica, figurando em diversas exposições. BENEZIT, vol.4, pág. 681; MAYER/84, pág. 835; TEODORO BRAGA, pág. 107; JULIO LOUZADA vol.1, pág. 415; ITAÚ CULTURAL, RUTH TARASANTCHI.



051 - ALDEMIR MARTINS - (1922 - 2006)
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Mar - guache - 33 x 50 cm - canto inferior esquerdo -
Com certificado de autenticidade do Estudio Aldemir Martins.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



052 - DOMENICO CALABRONE - (1928 - 1999)
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Composição - múltiplo em bronze - 123 - h = 31 cm - assinado -

Pintor, escultor, ceramista e joalheiro. Nascido na Calábria, Itália, completou seus estudos artísticos em Roma, no ano de 1951. Fixou-se em São Paulo em 1954, passando e frequentar a Escola de Arte do Museu de Arte Moderna. Sua escultura, hoje conhecida internacionalmente, destaca-se pelo vigor de suas mensagens e pela alta qualidade artística e técnica. JULIO LOUZADA vol.2, pág.194; ITAU CULTURAL; LEONOR AMARANTE, pág. 336; WALTER ZANINI, pág. 770.



053 - LOTHAR CHAROUX - (1912 - 1987)
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Composição - guache - 29 x 23 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista e professor austríaco, natural de Viena. Assinava Charoux. Iniciou os estudos artísticos com seu tio, o escultor austríaco Siegfried Charoux. Transferiu-se para o Brasil em 1928, fixando residência em São Paulo. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios da cidade onde conheceu Valdemar da Costa, com ele fazendo aprendizado de pintura a partir de 1940. Posteriormente passa a lecionar desenho no Liceu de Artes e Ofícios e no SENAI. Em 1947, realizou sua primeira exposição individual, na Galeria Itapetininga. Em 1952, participou da fundação do Grupo Ruptura, ao lado de Waldemar Cordeiro, Geraldo de Barros, Anatol Wladyslaw e outros. Com Hermelindo Fiaminghi e Luiz Sacilotto , cria a Associação de Artes Visuais NT - Novas Tendências, em 1963. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras oficiais nacionais como a Bienal Internacional de São Paulo (I a IX, XII, XIII), Panorama da Arte Atual Brasileira (1º ao 3º, 6º, 9º, 11º, 12º) e no exterior. É homenageado com retrospectiva no Museu de Arte Moderna de São Paulo e no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro em 1974. Em 2005, é publicado o livro ‘Lothar Charoux: A Poética da Linha’, pela historiadora de arte Maria Alice Milliet. PONTUAL, PÁG. 131; MEC VOL. 1, PÁG. 433; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 254; VOL. 9, PÁG.207; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 645; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; ACERVO FIEO.



054 - ARLINDO CASTELLANE DI CARLI - (1910 - 1985)
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Paisagem - óleo sobre eucatex - 27 x 41 cm - canto inferior direito - 1971 - Itália -

Pintor e escultor. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, onde foi aluno de José Maria da Silva Neves e de Enrico Vio. Suas primeiras realizações foram na pintura. Mais tarde passou a dedicar-se também à escultura. Sofreu influência do pintor Armando Balloni. Em 1942, estreando no SPBA, recebeu prêmio de menção honrosa, seguindo-se nos anos posteriores, diversas premiações, inclusive de viagem ao estrangeiro. MEC, vol. 1, pág. 355; WALMIR AYALA, vol.1, págs. 183 e 184; ITAÚ CULTURAL.



055 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX -
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"Notre Dame" - óleo sobre tela - 46 x 55 cm - canto inferior direito ilegível -



056 - YOLANDA MOHALYI - (1909 - 1978)
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Composição - guache - 14 x 17 cm - canto inferior direito - 1959 -

Pintora, desenhista e professora. Formação artística na Academia Real de Belas Artes de Budapest. Ativa em São Paulo a partir de 1931. Fez parte do Grupo dos Sete, juntamente com Victor Brecheret, Gomide e outros. Participante de diversas Bienais de São Paulo, entre 1951 e 1967, recebendo diversas premiações TEIXEIRA LEITE, pág. 331; PONTUAL, pág. 363; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 584; ARTE NO BRASIL, pág. 937; LEONOR AMARANTE, pág. 75; Acervo FIEO.



057 - AGI STRAUS - (1926)
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Composição - óleo sobre tela colada em madeira - 48 x 65 cm - canto inferior direito - 1973 -

Pintora, desenhista e gravadora. Vindo residir em São Paulo, aqui estudou com Darel e Poty, no Museu de Arte de São Paulo, dedicando-se, também, ao aperfeiçoamento na pintura e técnica do afresco com Gaetano Miani. Recebeu no SPAM diversas premiações. Desde 1955 vem realizando exposições individuais em São Paulo e no exterior. A respeito de seus trabalhos, por volta de 1964, disse José Geraldo Vieira serem eles realizados com "sensibilização prévia do suporte, seja pergaminho, tela ou duratex, para conseguir texturas de fundo, impregnação, relevo e matéria. Para tanto a artista suplica a superfície a fim de tranformá-la em bossagem adequada (...) resultam sugestões híbridas, espaciais e telúricas, mas sempre expressionistas por causa da desagregação cromática e dos efeitos de microgeografia ou siderais". JULIO LOUZADA,vol. 11, pág. 312; MEC, vol. 4, pág 343/44; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 355; PONTUAL, pág. 506; TEIXEIRA LEITE, pág. 488; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



058 - ELZA DE OLIVEIRA SOUZA - (1928 - 2006)
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"Retrato de Maria Lacerda - 1973" - óleo sobre madeira - 23 x 15 cm - canto inferior esquerdo -


Pernambucana do Recife. Esta importante pintora iniciou suas atividades com o prof. Ivan Serpa. Integrou o grupo de nordestinos que se apresentou na Galeria Giro, no RJ, em 1968. Seu interesse pelo registro da figura humana é praticamente exclusivo. Walmir Ayala afirma: " ... O biotipo que Elza repete obcessivamente, diz respeito ao povo de sua família conterrânea. São gente do povo, sem sofisticação, despojada do requinte civilizatório, mas embebida de um outro requinte, que diz respeito 'as latadas, trepadeiras em flor, animais domésticos, temáticas." JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 313, Acervo FIEO.



059 - MASSIMO CAMPIGLI - (1895 - 1971)
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Figuras - litografia - 39/200 - 44 x 32 cm - canto inferior esquerdo - 1952 -
Obra da mesma tiragem reproduzida sob o número 133 em catálogo de leilão da Sotheby's, New York em 1997. -

Importantíssimo pintor italiano, nascido em Florença, e falecido em Saint-Tropez, França. Pintor exemplar, fez de tema central de seus trabalhos a busca pelo passado, o elogio à tradição, contrariamente à maioria dos artistas das vanguardas do século XX, que buscavam romper tanto com o passado, como com a tradição. Nascido em Florença, foi criado com a presença exclusiva da mãe, o que lhe provocou um grande fascínio pelo universo feminino, visível em sua obra. Trabalhou como jornalista em Milão, sendo enviado especial do 'Corriere della Sera'. Prestou serviço militar na I Guerra. Ao retornar, em 1919, sua inclinação pela pintura se manifesta de forma incisiva, começando a pintar como autodidata. Decidido a buscar novo cenário para desenvolver sua arte, instala-se em Paris, neste mesmo ano, onde vai realmente encontrar as bases para a criação de seu estilo pessoal. Durante a década de trinta, foi encarregado de fazer murais para várias instituições na Itália, entre elas, a Universidade de Pádua. Na década de quarenta, Campigli passou a morar em Milão. Representado em muitas coleções públicas da Europa e da América, foi talvez o pintor italiano mais reconhecido internacionalmente, em seu tempo. A pintura de Campigli teve, pode-se dizer, duas fases. Uma próxima da pintura de Pablo Picasso, e das formas cilíndricas de Fernand Léger, em 1920. Outra seria aquela em que ele, fascinado pela arte antiga, principalmente, pela arte estrusca e de Pompéia, desenvolve, de forma sutil, um diálogo entre elementos antigos e modernos que se combinam na sua pintura. BENEZIT, vol. 2, pág. 486 e 487. ART PRICE ANNUAL 2000



060 - GRAUBEM DO MONTE LIMA - (1889 - 1972)
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Borboletas - óleo sobre tela - 60 x 80 cm - canto inferior direito - 1967 -
Com etiqueta do leilão "Ajude uma criança a estudar" realizado no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, conforme etiqueta no dorso. -

Pintora natural de Iguatu, CE. Faleceu na cidade do Rio de Janeiro. Fixou residência no Rio de Janeiro em 1908, onde se iniciou na pintura como autodidata (1958). Em 1960, prosseguiu seus estudos com Ivan Serpa, no MAM-RJ. Entre as exposições das quais participou, destacam-se: Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro, 1962 e 1963; Bienal Internacional de São Paulo, de 1963 a 1967; Bienal Americana de Arte, Córdoba (Argentina), 1964; Oito Pintores Brasileiros, na Galeria Jacques Massol, Paris (França), 1965; Bienal Nacional de Artes Plásticas, Salvador, Bahia, 1966; Artistas Primitivos Brasileiros Contemporâneos, no Museu de Arte Moderna de Buenos Aires, Argentina, 1966. PONTUAL, pag. 250; ITAU CULTURAL; MEC VOL. 2, PÁG. 282; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 443.



061 - CARLOS OSWALD - (1882 - 1971)
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"Paisagem com palmeiras" - gravura - 28/100 - 30 x 22 cm - canto inferior direito -
Reproduzido na página 88 do livro "Carlos Oswald" editado pelo Museu Nacional de Belas Artes.

Gravador, pintor, desenhista, decorador, professor e escritor. Nasceu em Florença, Itália e faleceu em Petrópolis, RJ. Graduou-se como físico-matemático em 1902, pelo Instituto Galileo Galilei, em Florença. No ano seguinte, ingressou na ‘Accademia di Belle Arti di Firenze’. Viajou para o Brasil pela primeira vez em 1906 e realizou no Rio de Janeiro a primeira exposição individual no país. Retornou à Europa em 1908, estudou gravura com o americano Carl Strauss em Florença e viajou para Munique, onde aprendeu a técnica da água-forte. Em 1911, participou da decoração do pavilhão do Brasil, na Exposição Internacional de Turim. Fez a segunda viagem ao Rio de Janeiro em 1913 e realizou uma exposição com Eugênio Latour na Escola Nacional de Belas Artes . Foi nomeado, em 1914, professor de gravura e desenho no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro e é considerado o introdutor da gravura no Brasil. No ano de 1930, fez o desenho final do ‘Monumento ao Cristo Redentor’. A obra foi executada na França pelo escultor Paul Landowski e instalada no Morro do Corcovado, Rio de Janeiro, em 1931. Publicou, em 1957, a autobiografia ‘Como Me Tornei Pintor’. Em 1963, o Museu Nacional de Belas Artes - RJ adquiriu quase todas as suas obras em gravuras. Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais e foi premiado no Rio de Janeiro em 1904, 1906, 1909, 1912, 1913, 1916 e realizou diversas exposições individuais. PONTUAL, PÁG. 397; ARTE NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 1053; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 699; MEC VOL. 3, PÁG. 304; ACERVO FIEO.



062 - SHOKICHI TAKAKI - (1914 - 2006)
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Rosas - óleo sobre tela - 35 x 27 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2003 -

Nasceu em Niegata, Japão, em 15/7/1914. No Brasil desde 1927, onde faleceu. Autodidata até os últimos dias de vida. De lavra acadêmica, sua pintura reproduz paisagens, naturezas mortas, figuras humanas, flores e marinhas, em cunho realista e naturalista. Pintor com diversas participações no Salão Paulista de Belas Artes, tendo obtido medalha de bronze. JULIO LOUZADA, vol.11, pág. 315; MEC, vol. 4, pág. 352.



063 - JOSÉ PAULO MOREIRA DA FONSECA - (1922 - 2004)
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"Céu ouro lindo" - óleo sobre madeira - 25 x 35 cm - canto inferior direito - 1967 -

Pintor, advogado, filósofo e poeta, nascido e falecido no Rio de Janeiro. Autodidata, dedicou-se à pintura a partir de 1950. Realizou várias exposições individuais em São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Alemanha, Portugal, Inglaterra, Áustria, Estados Unidos, México e participou de muitas mostras e Salões oficiais pelo Brasil e Europa. MEC, VOL. 2, PÁG. 183; WALMIR AYALA VOL. 1, PÁG. 423 A 427; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 268; ITAU CULTURAL, ACERVO FIEO.



064 - TOMÁS SANTA ROSA - (1909 - 1956)
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Serenata - guache - 39 x 25 cm - canto inferior direito -

Pintor, gravador, cenógrafo e professor. Oriundo da Paraíba, onde nasceu, fixou-se no Rio de Janeiro, iniciando em 1930 sua bem sucedida carreira de ilustrador de obras de autores estrangeiros e brasileiros, que inclui, dentre outros, Graciliano Ramos, José Lins do Rêgo, Jorge Amado, Castro Alves e muitos outros. Sua obra tem reconhecimento nacional e unanimidade de crítica, havendo se destacado em todas as áreas das artes que praticou. PONTUAL, pág. 472; TEIXEIRA LEITE, pág. 460; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 572; LEONOR AMARANTE.



065 - ALEX VALLAURI - (1949 - 1987)
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Mulher - técnica mista - 34 x 25 cm - canto inferior direito - 1970 -

Natural de Asmara, Etiópia, faleceu em São Paulo-SP. Grafiteiro, artista gráfico, pintor, desenhista, cenógrafo e gravador. Chegou ao Brasil com a família em 1965. Era residente e ativo na capital paulista. Iniciou-se em xilogravura, retratando personagens do porto de Santos. No começo da década de 1970, formou-se em comunicação visual pela FAAP-SP. Especializou-se em litografia no Litho Art Center de Estocolomo, em 1975. Retornou ao Brasil em 1978, realizando grafites em espaços públicos de São Paulo. Produzia silhuetas de figuras, com tinta spray sobre moldes de papelão. Residiu em Nova York entre 1982 e 1983, onde cursou artes gráficas no Pratt Institute. Nesse período, fez grafites nos muros da cidade. Além de usar o muro como suporte, seus trabalhos estampam camisetas, broches e adesivos. Voltou ao Brasil e começa a lecionar na Faap. Em sua produção destaca-se a série A Rainha do Frango Assado, que é também tema de instalação apresentada na 18ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1985. Retrospectiva Viva Vallauri, realizada no Museu da Imagem e do Som - MIS, em São Paulo, em 1998. JULIO LOUZADA, vol 3 pag 1170; ITAUCULTURAL.



066 - DJANIRA DA MOTTA E SILVA - (1914 - 1979)
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Anjo - desenho a nanquim - 24 x 16 cm - canto inferior direito -

Pintora, desenhista e gravadora, natural de Avaré, SP. Foi aluna de Marcier. A partir de 1942 participa do SNBA, recebendo premiação em 1943, 1944 e 1950. Realizou exposições individuais. Participou de diversas coletivas e salões de arte, nacionais e internacionais, com excelente recepção da crítica especializada. Diz-se que sua pintura é ingênua, mas ela declarava que ingênua, era ela mesma. JULIO LOUZADA vol.1, pág. 336; PONTUAL, pág. 181; TEIXEIRA LEITE, pág. 164; MEC, vol. 2, pág 58; WALMIR AYALA, vol. 1, pág, 263; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 810; ARTE NO BRASIL, pág. 824; Acervo FIEO.



067 - TARSILA DO AMARAL - (1890 - 1973)
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Paisagem - desenho a nanquim - 20 x 14 cm - canto inferior direito -

Pintora e desenhista, Tarsila do Amaral nasceu em Capivari, SP e faleceu em São Paulo. Estudou escultura com William Zadig e com Mantovani, em 1916, na capital paulista. No ano seguinte teve aulas de pintura e desenho com Pedro Alexandrino, onde conheceu Anita Malfatti. Ambas tiveram aulas com o pintor Georg Elpons. Em 1920 viajou para Paris e estudou na ‘Académie Julian’ e com Émile Renard. Ao retornar ao Brasil formou em 1922, em São Paulo, o Grupo dos Cinco, com Anita Malfatti, Mário de Andrade, Menotti del Picchia e Oswald de Andrade. Em 1923, novamente em Paris, frequentou o ateliê de André Lhote, Albert Gleizes e Fernand Léger. Foi a criadora de duas das principais tendências ou movimentos de nossa arte nacionalista: o Pau Brasil e o Antropofagia. A convite da Comissão do IV Centenário de São Paulo fez, em 1954, o painel ‘Procissão do Santíssimo’ e, em 1956, entregou ‘O Batizado de Macunaíma’, sobre a obra de Mário de Andrade, para a Livraria Martins Editora. A retrospectiva Tarsila: 50 Anos de Pintura, organizada pela crítica de arte Aracy Amaral e apresentada no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo , em 1969, ajudou a consolidar a importância da artista. TEODORO BRAGA, PÁG. 220; REIS JR., PÁG.388; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 365; MEC, VOL. 4, PÁG. 370; PONTUAL, PÁG. 511; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 492; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 389; ARTE NO BRASIL, PÁG. 577; LEONOR AMARANTE, PÁG. 24; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 958.



068 - LIVIO ABRAMO - (1903 - 1992)
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Composição - xilogravura - 29 x 23 cm - canto inferior esquerdo - 1953 -

Gravador, desenhista, pintor, ilustrador, jornalista e professor, nasceu em Araraquara, SP e faleceu em Assunção, Paraguai. Mudou-se para São Paulo, onde, em 1909, estudou desenho com Enrico Vio no Colégio Dante Alighieri. No início dos anos de 1920, fez ilustrações para pequenos jornais e entrou em contato com a obra de Oswaldo Goeldi e de gravadores expressionistas alemães. Realizou as primeiras gravuras em 1926. Em 1947, ilustrou o livro ‘Pelo Sertão’, do escritor Afonso Arinos de Mello Franco, publicado em 1949. Com essa série de ilustrações, apresentadas no Salão Nacional de Belas Artes, obteve o prêmio de viagem ao exterior. Seguiu para a Europa em 1951. Em Paris frequentou o Atelier 17, aperfeiçoando-se em gravura em metal com Stanley William Hayter. De volta ao Brasil, foi premiado como o melhor gravador nacional na Bienal Internacional de São Paulo, nas edições de 1953 e de 1963. Deu aulas de xilogravura na Escola de Artesanato do Museu de Arte Moderna de São Paulo. Foram seus alunos, entre outros, Maria Bonomi e Antonio Henrique Amaral . Fundou o Estúdio Gravura, em 1960, com Maria Bonomi. Em 1962, foi convidado pelo Itamaraty a integrar a Missão Cultural Brasil-Paraguai, posteriormente Centro de Estudos Brasileiros. Mudou-se para o Paraguai e dirigiu até 1992, o Setor de Artes Plásticas e Visuais. Foi fundador do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Paraguai. PONTUAL, PÁG. 1, JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 19; MEC VOL.1, PÁG. 33; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 795; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28; ACERVO FIEO.



069 - LEONEL MATTOS - (1955)
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"Aliança partida" - acrílico sobre tela - 100 x 130 cm - canto inferior direito e dorso - 1988 - Rio de Janeiro -
Esta obra participou sob o número 16 do catálogo da mostra do autor na Galeria Paulo Prado em abril de 1989. -

Leonel Rocha Mattos é natural de Coaraci, BA. Assina Leonel Mattos. Autodidata, começa a pintar em1971, tendo executado cartazes para peças de teatro, murais e painéis. Transferiu-se para São Paulo em 1984. Exposições individuais: Salvador, BA (, 1974, 1977, 1980, 1983, 1987, 1991, 1993, 1997, 1998, 2001 a 2004); São Paulo, SP (1986, 1987); Rio de Janeiro, RJ (1987). Coletivas: Salvador, BA (1971, 1977, 1979, 1980, 1982, 1983, 1984, 1985, 1988, 1989, 1994, 1997 a 1999, 2002); Londres, Inglaterra (1977); Recife, PE (1984, 1986); Rio de Janeiro, RJ (1985, 1988, 1989); São Paulo, SP (1985, 1986, 1987, 1988, 1989, 1995, 1996); Presidente Prudente, SP (1985, 1986); Paraná (1985, 1986); Paris, França (1987, 1988); Goiânia,GO (1985, 1988, 1989); Belém, PA (1986); Belo Horizonte, MG (1985, 1986, 1987); São Félix, BA (1995). Prêmios: Salvador, BA (1975, 1977, 2004); Presidente Prudente, SP (1985, 1986); São Paulo, SP (1975, 1985); São Félix, BA (1995). JULIO LOUZADA, vol.3, pág. 713; vol.4, pág. 711. ITAU CULTURAL.



070 - ANTONIO ROCCO - (1880 - 1944)
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Natureza morta - óleo sobre tela - 48 x 59 cm - canto inferior direito -

Pintor italiano, natural de Amalfi. Frequentou o Instituto de Belas Artes de Nápoles. No Brasil, fixou-se em São Paulo. Participou do SNBA e no SPBA de 1933, recebendo importantes premiações. A PINACOTECA - SP possui obras de sua autoria. TEODORO BRAGA; JULIO LOUZADA, vol 13 pág. 286; ITAÚ CULTURAL, RUTH TARASANTCHI.



071 - NEWTON CAVALCANTI - (1930 - 2006)
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Palhaços - desenho a nanquim e guache - 46 x 31 cm - canto inferior direito -

Gravador, pintor, aquarelista, ilustrador, natural de Bom Conselho-PE. Inicia seus estudos nos ateliês de Raimundo Cela e de Oswald Goeldi. Em 1954, ingressa na Escola de Belas Artes da Universidade Estadual do Rio de Janeiro. Entre 1973 e 1975, viaja para a Europa, onde participa de cursos e estágios na Inglaterra, na Itália e na Alemanha, patrocinado pela Fundação Brasileira de Educação e pelo governo alemão. Participa de exposições como o Salão Nacional de Arte Moderna, várias edições entre 1958 e 1972; Bienal Internacional de São Paulo, várias edições entre 1963 e 1985; Bienal de Paris, 1963; Brazilian Art Today, na Noruega, Áustria, Suécia e Inglaterra, 1965 e Mostra Rio Gravura, Rio de Janeiro, 1999. JULIO LOUZADA vol.9, pág.192; TEXEIRA LEITE, pág. 115; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 720; ARTE NO BRASIL, pág. 850.



072 - BRUNO GIORGI - (1905 - 1993)
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Índio - escultura em bronze - h = 49 cm - dorso -
Procedente da coleção Evaldo Tadeu de Oliveira - Pirajuí, SP. -

Escultor e pintor paulista, iniciou seus estudos de escultura em Roma 1920/1922. Mais tarde tornou-se aluno de Maillol, em Paris, onde também frequentou as academias Ranson e de La Grande Chaumière, em 1936. É considerado o maior escultor nacional. MEC, vol.2, pág. 250/1; PONTUAL, pág. 237/8; MAYER/84, pág. 1333; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 587; ARTE NO BRASIL, pág. 715; LEONOR AMARANTE, pág. 18.



073 - ANGELO CANNONE - (1899 - 1992)
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" Paris " - óleo sobre tela - 30 x 50 cm - canto inferior direito -

Nascido na Itália, radicou-se no Brasil. Seu estilo liga-se ao dos Macchiajoli oitocentistas (os equivalentes italianos dos impressionistas franceses) e ao de Pratella em especial. São especialmente notáveis suas paisagens e marinhas. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 168; JULIO LOUZADA vol.11, pág.54; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



074 - MANOEL SANTIAGO - (1897 - 1987)
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Marinha - óleo sobre eucatex - 30 x 40 cm - canto inferior esquerdo -

Manoel Colafante Caledônio de Assumpção Santiago nasceu em Manaus, AM e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, desenhista e professor. Mudou-se para Belém em 1903 e iniciou estudos de pintura. Desde 1916 já praticava a arte não figurativa. Em 1919 transferiu-se para o Rio de Janeiro, cursou Direito e frequentou a Escola Nacional de Belas Artes, onde foi aluno de Rodolfo Chambelland e Baptista da Costa. Na época, teve aulas particulares com Eliseu Visconti. Foi casado com a pintora Haydeá Santiago. Participou em 1927 do Salão Nacional de Belas Artes e recebeu o prêmio viagem ao exterior, entre vários outros. Foi para Paris no ano seguinte, e lá permaneceu por cinco anos. De volta ao Rio de Janeiro, em 1932, tornou-se professor do Instituto de Belas Artes. Em 1934, passou a lecionar pintura e desenho no Núcleo Bernardelli, figurando entre seus alunos José Pancetti, Edson Motta, Bustamante Sá, Ado Malagoli, Rescála e Milton Dacosta. Participou da I Bienal Internacional de São Paulo (1951) e do 8º Panorama da Arte Brasileira (1976). PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, VOL. 1, PÁG. 241; TEODORO BRAGA, PÁG. 211; CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO DE PAISAGEM BRASILEIRA, MEC-MNBA /RIO/1944; MAYER/84, PÁG. 1158; REIS JR, PÁG. 378; PONTUAL, PÁG. 473; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 292; ITAÚ CULTURAL, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 865; ACERVO FIEO.



075 - ÁLBUM -
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"ALDEMIR MARTINS EM CÔRES". TEXTO DE ERICO VERÍSSIMO. SÃO PAULO: CULTRIX, 1963. O álbum contém quatro serigrafias de Aldemir Martins, assinadas na tela serigráfica, impressas por Mário de la Parra. Exemplar n° 380/500.



076 - CYLENE BITTENCOURT - (1929 - 2012)
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"Diamantina I" - óleo sobre tela - 50 x 61 cm - canto inferior direito e dorso - 1982 -

Pintora e desenhista carioca estudou de 1946 a 1950 com Carlos Chambelland, e de 1950 a 1955 na Escola de Belas Artes Dom Henrique Cavalleiro. Residiu em Paris de 1958 a 1968, ali se dedicando ao desenho industrial, com padrões de tecidos para firmas da França e Itália. Só recomeçou a pintar em 1974, passando por uma fase abstrata, antes de encenar de novo o figurativismo com nús, bailarinas, crianças. Após uma série de banhistas, em 1976, assumiu sua temática, atual, onde preponderam artesãs, operárias, gente humilde que usa as mãos para criar. JULIO LOUZADA, vol.1, pág. 128.



077 - PAULO VALLE JÚNIOR - (1889 - 1958)
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Paisagem - óleo sobre cartão - 23 x 32 cm - canto inferior direito - 1920 -

Paulo Valle Júnior nasceu em Pirassununga, SP e faleceu em São Paulo. Pintor e desenhista. Ingressou no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo em 1902, onde estudou com Oscar Pereira da Silva e permaneceu até 1906. Nesse ano viajou para Paris, com bolsa de estudo concedida pelo governo do Estado de São Paulo e lá frequentou a ‘Académie Julian’ e foi aluno dos pintores Marcel André Baschet, Jean-Paul Laurens e Henri Paul Royer. O Estado de São Paulo lhe concedeu mais uma bolsa de estudo, em 1913, e Valle Júnior foi para a Europa ficando até 1915. Teve uma relevante participação no processo de profissionalização dos artistas em São Paulo, na criação da Sociedade Paulista de Belas Artes, em 1924, no debate sobre a criação do Departamento Histórico e Artístico do Estado de São Paulo e na fundação do Sindicato dos Pintores de São Paulo, primeiro do gênero no Brasil. Integrou a mostra do Grupo Almeida Júnior, organizada por Torquato Bassi, em 1928. Entre 1937 e 1954, ocupou a presidência do Salão Paulista de Belas Artes e participou da comissão organizadora e do júri de seleção de várias edições do evento. Entre 1948 e 1952, passou nova temporada na ‘Académie Julian’, com apoio de Irene e Freddy Keller, seus parentes. Participou de muitos Salões oficiais e foi premiado no Rio de Janeiro (1917), São Paulo (1937, 1957), Curitiba, PR (1957). Apresentou uma retrospectiva na Galeria Prestes Maia, em São Paulo, em 1956. TEODORO BRAGA, PÁG. 187; REIS JUNIOR, PÁG. 373; MEC, VOL 4, PÁGS 441/442; PONTUAL, PÁG. 531; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO, RUTH TARASANTCHI; web.artprice.com.



078 - OSCAR RICCIARDI - (1864 - 1935)
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Cais - óleo sobre madeira - 16 x 24 cm - canto inferior direito -

Pintor italiano nascido em Nápoles com diversas participações em Salões oficiais. O Museu de Mulhouse - França possui uma obra sua. BENEZIT VOL. 8; PÁG. 733; artist.christies.com; artnet.com; arcadja.com; web.artprice.com.



079 - ANTONIO BANDEIRA - (1922 - 1967)
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Nus - desenho a nanquim - 23 x 31 cm - não assinado -
Com carimbo de autenticação do leilão do espólio de Antonio Bandeira realizado no MAM - Rio de Janeiro em 1968 pelo leiloeiro Horácio Ernani Thompson de Mello. -

Pintor, desenhista, gravador, nascido em Fortaleza, CE e falecido em Paris, onde viveu a maior parte de sua vida. É um dos pioneiros da arte abstrata no Brasil. Iniciou-se na pintura como autodidata. Em 1941, em Fortaleza, participou, ao lado de Mário Baratta, entre outros, da criação do Centro Cultural de Belas Artes depois, Sociedade Cearense de Artes Plásticas. Em 1945, transferiu-se para o Rio de Janeiro e, no ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual. Contemplado pelo governo francês com bolsa de estudos, permaneceu em Paris de 1946 a 1950 onde frequentou a Escola Nacional Superior de Belas Artes e a ‘Académie de la Grande Chaumière’. Entre 1947 e 1948 participou do ‘Salon d'Automne’ e do ‘Salon d'Art Libre’. Tomou parte em reuniões de artistas e formou o Grupo Banbryols (ban de Bandeira; bry de Camille Bryen; e ols de Wols), que durou de 1949 a 1951. Voltou ao Brasil em 1951 e apresentou-se na 1ª Bienal Internacional de São Paulo. Em 1952, criou um mural para o Instituto dos Arquitetos do Brasil, em São Paulo. Retornou a Paris em 1954 em razão do Prêmio Fiat, obtido na 2ª Bienal Internacional de São Paulo, mas não deixou de expor no Brasil. Permaneceu na Europa até 1959, passando pela Inglaterra e Bélgica, onde, em 1958, realizou um painel para o ‘Palais des Beaux-Arts’. Ao retornar ao Brasil teve uma atividade artística intensa, participou de importantes exposições, em paralelo a mostras em Paris, Munique, Verona, Londres e Nova York. Voltou a Paris em 1965, onde permaneceu até sua morte. BENEZIT, VOL.1, PÁG.415; MEYER/87, PÁG.606; MEC, VOL.1, PÁGS.159,160 E 167; PONTUAL, PÁGS. 48 E 49; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁGS. 71 A 74; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 52 A 54; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; ARTE NO BRASIL, PÁG. 599; LEONOR AMARANTE, PÁG. 34; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 86; ACERVO FIEO; web.artprice.com; pitoresco.com; pinturabrasileira.com.



080 - DJANIRA DA MOTTA E SILVA - (1914 - 1979)
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Esquina - óleo sobre eucatex - 23 x 30 cm - canto inferior direito - 1963 - São Luis - MA -

Pintora, desenhista e gravadora, natural de Avaré, SP. Foi aluna de Marcier. A partir de 1942 participa do SNBA, recebendo premiação em 1943, 1944 e 1950. Realizou exposições individuais. Participou de diversas coletivas e salões de arte, nacionais e internacionais, com excelente recepção da crítica especializada. Diz-se que sua pintura é ingênua, mas ela declarava que ingênua, era ela mesma. JULIO LOUZADA vol.1, pág. 336; PONTUAL, pág. 181; TEIXEIRA LEITE, pág. 164; MEC, vol. 2, pág 58; WALMIR AYALA, vol. 1, pág, 263; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 810; ARTE NO BRASIL, pág. 824; Acervo FIEO.



081 - PABLO PICASSO - (1881 - 1973)
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"La paloma azul" - litografia - 49 x 65 cm - não assinado - 28 12 1961 -
Reproduzido no convite da exposição "90 anos de Picasso", realizada pela Galeria Perla Marino - Assunção, Paraguai. -

Pintor, desenhista, escultor, gravador, ceramista, artista gráfico e designer, Pablo Ruiz Picasso nasceu em Málaga, Espanha e faleceu em Mougins, França. Filho de um pintor e mestre de desenho, foi extraordinariamente precoce dominando o desenho acadêmico ainda na infância. Em 1904 estabeleceu-se em Paris tornando-se o centro de um círculo de artistas e escritores de vanguarda como André Breton, Guillaume Apollinaire e Gertrude Stein. Revolucionário, genial, vanguardista, visionário são elogios que definiram Picasso como um dos mestres da pintura. Sua ampla biografia e sua obra representam a arte do século XX. Embora sua obra seja convencionalmente dividida em fases, Picasso trabalhava numa grande variedade de temas e estilos ao mesmo tempo. Sua pintura “Les Demoiselles d’Avignon” (1906-7) é tida como o marco mais importante no desenvolvimento da pintura contemporânea e o primeiro prenúncio do cubismo que desenvolveu em íntima associação com Braque e depois com Gris. Sua obra mais famosa “Guernica” (1937), pintada para o pavilhão espanhol da Exposição Universal de Paris de 1937, expressa toda sua revolta e horror à destruição de Guernica, capital do país basco, durante a Guerra Civil Espanhola (1936-1939). No campo da escultura foi um dos primeiros artistas a compor esculturas a partir da montagem de materiais variados (e não por modelagem ou entalhe) e fez uso brilhante de objetos encontrados. Também como artista gráfico inclui-se entre os maiores do século. Existem museus consagrados à sua obra em Paris e Barcelona, e outros exemplos de sua inigualável produção distribuem-se por museus do mundo inteiro. Foi o primeiro artista vivo a expor suas obras no Museu do Louvre, quando completou 90 anos. BENEZIT VOL.8, PÁG. 297; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 763; ITAÚ CULTURAL; COLEÇÃO FOLHA GRANDES MESTRES DA PINTURA VOL. 6; infoescola.com; guggenheim.org; moma.org; a rtprice.com; arcadja.com; christies.com.



082 - OMAR PELEGATTA - (1925 - 2000)
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"N. S. da Conceição de ..." - óleo sobre tela - 35 x 27 cm - canto inferior direito - 1977 -
Complemento do título: "N. S. da Conceição de Antonio Dias de Ouro Preto". Com certificado de autenticidade firmado pelo autor no dorso. -

Italiano da Lombardia, PELLEGATTA foi pintor e gravador dedicado a temas sacros e casarios coloniais. Em sua obra, o ser humano é apresentado sempre de modo idealizado, na figura de ternas madonas, santos, coroinhas e cavaleiros. Participou de diversas coletivas e salões, a partir de 1957, recebendo premiações em sua maioria. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág.735; MEC vol.3, pág.363; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



083 - EMILIANO DI CAVALCANTI - (1897 - 1976)
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Figura - desenho a lápis - 34 x 25 cm - canto inferior direito - 1972 -
Com a seguinte dedicatória: "Ao amigo Geraldo Ferraz com cordial amizade EDC.". -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



084 - DURVAL PEREIRA - (1917 - 1984)
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Igreja - óleo sobre tela - 33 x 46 cm - canto inferior esquerdo -
Com certificado de autenticidade datado de 31 de maio de 2007 firmado pela filha do autor, sra. Mirna Pereira - São Paulo, SP. -

Nascido e falecido em São Paulo onde foi pintor e professor ativo. Premiado com a Menção Honrosa no Salão Paulista de Belas Artes em 1944, passou a viver exclusivamente da pintura. Em 1946, estudou artes plásticas na Associação Paulista de Belas Artes. Pintava ao ar livre, aos domingos, com os pintores Salvador Rodrigues, Salvador Santisteban, Cirilo Agostinho, Jaime Dinis, Djalma Urban, Innocencio Borghese, e outros. Premiado praticamente em todos os Salões de que participou, acumulou, em toda sua carreira, 419 prêmios de todos os cantos do mundo. Recebeu ao todo, 15 comendas das mais importantes do Brasil. Nos últimos três anos de sua vida recebeu também todos os Primeiros Prêmios e Medalhas de Ouro nas exposições de Paris, Rouen, Lyon, Roma, Miami e Milão (o maior prêmio dado à pintura: ‘La Madonina de Milano’). MEC, vol. 3, pág. 368; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 749; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO; www.tntarte.com.br.



085 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX -
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Interior - óleo sobre tela - 80 x 65 cm - canto inferior direito ilegível -



086 - AURÉLIO D'ALINCOURT - (1919 - 1990)
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Menina - óleo sobre eucatex - 24 x 19 cm - canto superior direito -

Pintor, desenhista, ilustrador e professor. Começa a pintar em 1942, sob a orientação de Oswaldo Teixeira e Carlos Chambelland. Cursou a Académie de la Grande Chaumière, Paris, 1952. Atuou como membro da Academia Brasileira de Belas Artes-RJ, em 1956 e faz ilustrações para a revista O Cruzeiro, entre 1957 e 1960. Lecionou pintura no Instituto de Belas Artes. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 234; MEC, vol. 2, pág. 13; PONTUAL, pág. 157; JÚLIO LOUZADA, vol. 11, pág. 82; ITAUCULTURAL.



087 - YOSHIYA TAKAOKA - (1909 - 1978)
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Paisagem - aquarela - 43 x 33 cm - canto inferior esquerdo - 1961 -

Pintor e desenhista nascido em Tóquio, Japão, veio para o Brasil em 1925, fixando-se no interior de São Paulo, trabalhando na lavoura. Mudou-se para São Paulo, onde ganhava a vida vendendo pastéis, fazendo caricaturas e como pintor de paredes. Foi aluno de Bruno Lechowsky no Rio de Janeiro. Foi um dos fundadores do Grupo Seibi, que reuniu artistas plásticos da colônia japonesa em São Paulo (1935). Fundou em 1948, juntamente com Geraldo de Barros e Antonio Carelli, o Grupo dos Quinze. Viveu em Paris de 1952 a 1953, estudando técnica de mosaico; Freqüentou o Núcleo Bernardelli, onde se ligou de amizade a Pancetti. Participou de diversos salões e exposições, nacionais e estrangeiras, recebendo diversas premiações. PONTUAL, pág. 510; TEIXEIRA LEITE, pág. 490; MEC, vol. 4, pág. 352; TEODORO BRAGA, pág. 220; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 361; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 579; ARTE NO BRASIL.



088 - ANTONIO VITOR - (1942)
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"Velho palhaço" - óleo sobre tela colada em eucatex - 35 x 22 cm - canto inferior direito e dorso - 1978 -
Com etiqueta da Galeria Paulo Prado, São Paulo - SP, no dorso. -

Nasceu em São José do Rio Pardo, SP, no dia 27 de novembro de 1942. Pintor e desenhista. Autodidata, Antonio Vitor é um exemplo de perseverança e apuro de qualidade, o que facilmente se percebe em sua obra. Destaca-se a busca pela interação da tradição latino-americana, com segurança de traços e solidez de forma. Expôs no Salão Paulista de Arte Moderna-SP, dos anos 1965, 1967 e 1968; bem como de diversos outros salões oficiais, recebendo premiações. JULIO LOUZADA, vol. 12 pág. 21; ITAU CULTURAL. Acervo FIEO.



089 - EMANOEL ARAÚJO - (1940)
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Composição - xilogravura - 10/10 - 75 x 105 cm - canto inferior direito - 1990 -

Gravador e escultor, o baiano Emanuel Araújo estudou com Henrique Oswald e expõe individualmente desde 1960, já tendo mostrado sua obra em inúmeras cidades do Brasil, Europa, Estados Unidos e Extremo Oriente. Foi Diretor da PINACOTECA do Estado de São Paulo, cujo cargo exerceu com extrema competência. TEIXEIRA LEITE, pág. 190; MEC, vol. 2, pág. 143; PONTUAL, pág. 37; JULIO LOUZADA, vol 1, págs. 68/69 e vol. 11, pág. 18; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 846; WALTER ZANINI, pág. 770; Acervo FIEO.



090 - JOSÉ BECHARA - (1957)
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Composição - técnica mista sobre lona - 60 x 30 cm - dorso - 2000 -

Pintor nascido no Rio de Janeiro, RJ. Estudou na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, entre 1987 e 1991. Iniciou sua atividade artística no final da década de 1980, e realizou sua primeira exposição individual no Centro Cultural Cândido Mendes, em 1992. No ano seguinte, participou do 13º Salão Nacional de Artes Plásticas, onde recebeu prêmio aquisição. Participou da 25ª Bienal Internacional de São Paulo; 29º Panorama da Arte Brasileira MAM SP; 5ª Bienal do MERCOSUL em Porto Alegre - RS, e das mostras "Caminhos do Contemporâneo" e "Os 90", ambas no Paço Imperial - RJ. Realizou exposições individuais e coletivas em importantes museus e instituições como Culturgest, Lisboa - [Portugal]; MEIAC de Badajós [Espanha]; Instituto Valenciano de Arte Moderno [Valencia, Espanha]; Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, MAM RJ [Rio de Janeiro - RJ, Brasil]; Museu de Arte Contemporânea, MAC [Curitiba - PR, Brasil]; Museu de Arte Moderna da Bahia, MAM BA [Salvador - BA, Brasil]; Museu de Arte Contemporânea de Niterói, MAC [Niterói - RJ, Brasil]; Instituto Tomie Ohtake [São Paulo - SP, Brasil]; Museu Vale do Rio Doce [Vitória - ES, Brasil]; Haus der Kilturen der Welt [Berlim, Alemanha]; Ludwing Forum Fur Intl Kunst [Aachen, Alemanha]; Kunst Museum [Haeiden Hein, Alemanha]; Centro Cultural São Paulo, CCSP [São Paulo - SP, Brasil]; ASU Art Museum [Phoenix - AZ, USA]; Patio Herreriano-Museo de Arte Contemporáneo Español [Valadolid, Espanha] e MARCO Museo de Arte Contemporânea de Vigo [Vigo, Espanha], entre outras. Possui obras integrando coleções públicas e privadas. ITAU CULTURAL; www.pipa.org.br; web.artprice.com.



091 - UBI BAVA - (1915 - 1988)
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Composição - desenho a lápis - 34 x 28 cm - canto inferior esquerdo - 1973 -

Natural da cidade paulista de Santos. Faleceu em São Paulo. Arquiteto, professor, pintor, desenhista e escultor. Foi aluno de Lucilio de Albuquerque e de Henrique Cavalleiro. Foi professor de desenho artístico da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Rio de Janeiro, FAU/UFRJ. Entre as diversas exposições de que participou, destacam-se: Salão Nacional de Belas Artes - Divisão Moderna, Rio de Janeiro (1949); Bienal Internacional de São Paulo (1951 a 1955, 1959, 1973, 1975); Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro (1961, 1968); Panorama de Arte Atual Brasileira, MAM/SP (1975, 1976); Exposição Itinerante de Arte Moderna no Brasil por Argentina, Chile e Peru (1957). Foi premiado no Rio de Janeiro (1949, 1961 - Prêmio de Viagem ao Estrangeiro); Curitiba, PR (1972). Viajou pela Europa, com o Prêmio de Viagem, e se fixou na Itália por dois anos. TEIXEIRA LEITE; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL. 5 PÁG. 98; WALTER ZANINI, PÁG. 676; LEONOR AMARANTE; ARTE NO BRASIL, PÁG. 933; pitoresco.com.br; mac.pr.gov.br; arcadja.com;web.artprice.com.



092 - FRANCISCO STOCKINGER - (1919 - 2009)
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Nu - múltiplo em bronze - 9/50 - h = 23 cm - assinado -

Natural de Traum, Áustria, Xico Stockinger, como é conhecido, foi aluno de Bruno Giorgi e desde 1954, radicado em Porto Alegre, á um escultor da figura humana e do animal. Também é excelente desenhista e gravador. Começou a expor na década de 40, no Rio de Janeiro, recebendo premiações. Desempenhou importante papel no desenvolvimento das artes plástica gaúcha. Tem seu nome firmado no cenário nacional e internacional, como escultor expressivo e original. JULIO LOUZADA, vol.11, pág.311; PONTUAL, pág.506; MEC., vol.4, pág.342/3.; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 720; ARTE NO BRASIL, pág. 868; LEONOR AMARANTE, pág. 136.



093 - ALDEMIR MARTINS - (1922 - 2006)
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Paisagem - acrílico sobre tela - 42 x 40 cm - canto inferior direito e dorso - setembro de 2002 -
Com certificado de autenticidade firmado pelo autor em 13 de setembro de 2002. -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



094 - ALBERTO DA VEIGA GUIGNARD - (1896 - 1962)
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Sagrada Família - desenho a lápis e aquarela - 17 x 16 cm - canto inferior direito - 1954 -
Com a seguinte dedicatória: "Ao Nelson, com afeto! Guignard 54"

Pintor, professor, desenhista, ilustrador e gravador, Alberto da Veiga Guignard nasceu em Nova Friburgo, RJ e faleceu em Belo Horizonte, MG. Mudou-se com a família para a Europa em 1907. Em dois períodos, entre 1917 e 1918 e entre 1921 e 1923, frequentou a Real Academia de Belas Artes de Munique, onde estudou com Hermann Groeber e Adolf Hengeler. Aperfeiçoou-se em Florença e em Paris, onde participou do Salão de Outono. Retornou para o Rio de Janeiro em 1929 e integrou-se ao cenário cultural por meio do contato com Ismael Nery. Participou do Salão Revolucionário de 1931, e foi destacado por Mário de Andrade como uma das revelações da mostra. Em 1941, integrou a Comissão Organizadora da Divisão de Arte Moderna do Salão Nacional de Belas Artes, com Oscar Niemeyer e Aníbal Machado. Em 1943, passou a orientar alunos em seu ateliê e criou o Grupo Guignard. A única exposição do grupo, realizada no Diretório Acadêmico da Escola Nacional de Belas Artes, foi fechada por alunos conservadores e reinaugurada na Associação Brasileira de Imprensa. Em 1944, a convite do prefeito Juscelino Kubitschek, transferiu-se para Belo Horizonte e começou a lecionar e dirigir o curso livre de desenho e pintura da Escola de Belas Artes, por onde passaram Amilcar de Castro, Farnese de Andrade e Lygia Clark, entre outros. Permaneceu à frente da escola até 1962, quando, em sua homenagem, esta passou a chamar-se Escola Guignard. Participou da Bienal de Veneza (1928, 1952); da Bienal Internacional de São Paulo (1951) e outras. PONTUAL, PÁG. 254; MEC, VOL. 2, PAG. 304; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 236; JULIO LOUZADA, VOL. 10, PÁG. 404; ART PRICE ANNUAL 2000, PÁG. 1013; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 373; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 559; ARTE NO BRASIL, PÁG. 505; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28; www.pinturabrasileira.com; www.brasilescola.com; web.artprice.com.



095 - FAYGA OSTROWER - (1920 - 2001)
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"Iguaçu" - aquarela - 70 x 50 cm - canto inferior esquerdo - 1984 -
Reproduzido sob o n° 122 em catálogo de Evandro Carneiro Leilões, Novembro de 2003 - Rio de Janeiro. -

Gravadora, pintora, desenhista, ilustradora, teórica da arte e professora. Natural de Lodz, Polônia. No Brasil, Rio de Janeiro, desde a década de 1930. Cursa artes gráficas na Fundação Getúlio Vargas, em 1947, onde estuda xilogravura com Axl Leskoschek e gravura em metal com Carlos Oswald, entre outros. Em 1969, a Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro publica um álbum de gravuras realizadas entre 1954 e 1966. Dentre as muitas coletivas de que participou, no País e no exterior, destacamos as seguintes nacionais: 1ª Bienal Internacional de São Paulo (1951); Exposição Nacional de Arte Abstrata (1953) e, Salão Preto e Branco (1954). MEC. Vol.3, pág.303; JULIO LOUZADA, pág.234; PONTUAL, págs.395 e 396.; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 606; ARTE NO BRASIL, pág. 840; LEONOR AMARANTE, pág. 28; Acervo FIEO.



096 - J. CARLOS - (1884 - 1950)
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A chegada - guache - 42 x 35 cm - canto inferior direito -
Capa da revista Careta. -

Nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, desenhista, ilustrador e caricaturista. Realizou mais de cem mil desenhos, não se conhecendo um único ruim. Observador arguto, retratou com maestria e humor o cotidiano de sua cidade natal, da qual, consta, ausentou-se por duas únicas ocasiões. JULIO LOUZADA vol. 10, pág. 181; CARICATURISTAS BRASILEIROS, de Pedro Corrêa do Lago, pág. 74; WALTER ZANINI, pág. 448; ARTE NO BRASIL, pág. 646.



097 - ÉLON BRASIL - (1957)
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"Criança kaiappó" - óleo sobre tela - 130 x 101 cm - canto superior esquerdo e dorso -

Artista plástico autodidata, nasceu em 1957, na praia de Jurujuba, em Niterói-RJ, onde aos seis anos de idade começou a rabiscar seus primeiros crayons. Mudando-se em 1968 para São Paulo, aos 12 anos, ganhou sua primeira medalha de ouro na II PINARTE de Pinheiros. Em 1970, juntamente com os artista Aldemir Martins, Clóvis Graciano e Carlos Scliar, Élon ilustrou o livro de poesias "Cantando os Gols" de Tito Battine. Hoje, sua obra figurativa e abstrata é composta por imagens da terra: índios, negros e caboclos, cercados por textura e cores marcantes. Sua temática busca ressaltar e preservar a cultura brasileira e suas próprias raízes. Filho de baianos - mãe negra, neta de índios, e pai (o artista Milton Brasil), neto de imigrantes italianos e portugueses - Élon resgata em sua história e origem, a fonte de inspiração . Ao morar na Suíça por seis meses, obteve a oportunidade de expor o seu trabalho em diversas ocasiões, tornando-se conhecido internacionalmente, principalmente com encomendas para colecionadores europeus.



098 - OSWALDO GOELDI - (1895 - 1961)
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Inverno - xilogravura - 16 x 22 cm - canto inferior direito -

Desenhista, gravador e professor, nascido no Rio de Janeiro, filho de Emilio A Goeldi, naturalista suiço. A partir dos seis anos estudou na Suiça. Sua obra sofreu influência do expressionista austríaco Alfred Kubin. Retornando ao Brasil em 1919, realizou no Rio de Janeiro sua primeira exposição em 1921, no Liceu de Artes e Ofícios. Publicou albuns e ilustrou diversos e importantes livros. É artista altamente conceituado no País e no exterior, tendo merecido diversas homenagens póstumas, inclusive em filme. PONTUAL pág. 240; JULIO LOUZADA vol.11, pág130; MEC vol. 2, pág.271; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 521; ARTE NO BRASIL, pág. 672; Acervo FIEO.



099 - CÂNDIDO PORTINARI - (1903 - 1962)
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Figuras - gravura - 2/16 - 27 x 21 cm - canto inferior direito - 1940 -
Com dedicatória. Registrado no Projeto Portinari no tema Figura Humana/Social. -

Pintor, gravador, ilustrador e professor. Nasceu em Brodósqui, SP e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou-se na pintura em meados da década de 1910, auxiliando na decoração da Igreja Matriz de Brodósqui. Em 1918, mudou-se para o Rio de Janeiro e, no ano seguinte, ingressou no Liceu de Artes e Ofícios e na Escola Nacional de Belas Artes , na qual cursou desenho figurativo com Lucílio de Albuquerque e pintura com Rodolfo Amoedo , Baptista da Costa e Rodolfo Chambelland . Em 1929, viajou para a Europa com o prêmio de viagem ao exterior, e percorreu vários países durante dois anos. Em 1935, recebeu prêmio do Carnegie Institute de Pittsburgh pela pintura ‘Café’, tornando-se o primeiro modernista brasileiro premiado no exterior. No mesmo ano, foi convidado a lecionar pintura mural e de cavalete no Instituto de Arte da Universidade do Distrito Federal, quando teve como alunos Burle Marx e Edith Behring , entre outros. Em 1936, realizou seu primeiro mural, que integrou o Monumento Rodoviário da Estrada Rio-São Paulo. Em seguida, convidado pelo ministro Gustavo Capanema pintou vários painéis para o novo prédio do Ministério da Educação e Cultura (MEC). Em 1940, após exposição itinerante pelos Estados Unidos, a Universidade de Chicago publicou o primeiro livro a seu respeito, ‘Portinari: His Life and Art’. Em 1941, pintou os painéis para a Biblioteca do Congresso em Washington D.C.. Em 1956, com a inauguração dos painéis ‘Guerra e Paz’ na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, recebeu o prêmio Guggenheim. BENEZIT, VOL.8, PÁGS. 440; REIS JUNIOR, PÁGS. 383; TEODORO BRAGA, PÁGS. 195; PONTUAL, PÁGS. 432; MEC, VOL.3, PÁGS 427; MAYER. 89, PÁG.1327; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 550; ARTE NO BRASIL, PÁG. 571; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12; F. ACQUARONE, PÁG. 241



100 - RAIMUNDO CELA - (1890 - 1954)
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Figura - desenho a carvão - 42 x 29 cm - canto inferior direito - 1944 -

Pintor, desenhista, gravador e professor, Raimundo Cela nasceu em 19/7/1890, na cidade cearense de Sobral, e faleceu em Niterói, RJ, no dia 6/6/1954. Sempre fiel a temática nordestina, suas telas retratam movimentadas cenas de pesca, jangadeiros, mares bravios e as luminosas praias de Fortaleza. JULIO LOUZADA, vol 13, pág. 80; MEC, vol. 1, pág. 395; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 637; ARTE NO BRASIL, pág. 837; F. ACQUARONE, pág. 215.



101 - CARYBÉ - (1911 - 1997)
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"Sertão" - serigrafia - 66/190 - 70 x 100 cm - canto inferior direito -
Reproduzido na capa do catálogo da Mostra Itinerante do artista realizada em treze capitais em 1995. -

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



102 - FIRMINO SALDANHA - (1906 - 1985)
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Composição - óleo sobre tela - 113 x 76 cm - canto inferior direito - 1979 -

Pintor e arquiteto, Firmino Fernandes Saldanha nasceu em Santana do Livramento, RS e faleceu no Rio de Janeiro. Cursou arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro (1931) e na década de 1940, iniciou-se como autodidata em pintura. Em 1957, foi escolhido, juntamente com Candido Portinari, para concorrer aos prêmios Guggenheim e participar da exposição realizada em Paris. Além disso, integrou a comissão encarregada de projetar a Cidade Universitária, no Rio de Janeiro, ao lado de Lúcio Costa, Oscar Niemeyer e Affonso Eduardo Reidy; atuou como presidente do Instituto dos Arquitetos do Brasil - IAB; e realizou, dentre outros, o mural do Banco Nacional - Palácio do Planalto, em Brasília. Muitas foram suas exposições individuais e participações em Salões oficiais no Brasil e exterior. Participou das Bienais Internacionais de São Paulo em 1951, 1953, 1957, 1959, 1961, 1963. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 8, PÁG. 737; PONTUAL PÁG. 468; MEC VOL.4, PÁG. 149.



103 - IBERÊ CAMARGO - (1914 - 1994)
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Crianças brincando - desenho a nanquim - 29 x 21 cm - canto inferior direito - 1954 -

Natural da cidade de Restinga Seca, RS, e falecido na capital gaúcha. Foi aluno de Salvador Parlagreco e João Fahrion. No Rio de Janeiro, a partir de 1942, estudou pouco tempo na Escola Nacional de Belas Artes, trocando-a pelos ensinamentos de Guignard. Recebeu o prêmio viagem ao estrangeiro em 1947, na Divisão Moderna do Salão Nacional de Belas Artes. Morou dois anos em Paris e Roma, aperfeiçoando-se com De Chirico, Lhote, Achille e Rosa em pintura e Petrucci em gravura. Foi considerado o Melhor Pintor Nacional na VI Bienal de São Paulo, em 1961. MEC, vol.1, pág.328 e 329; WALMIR AYALA, vol.1, pág.156 a 158; JULIO LOUZADA, vol.11, pág.51; TEIXEIRA LEITE, pág.101; PONTUAL, pág.100 e 101; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 573; ARTE NO BRASIL, pág. 853; LEONOR AMARANTE, pág. 127.



104 - ADILSON SANTOS - (1944)
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"Nu de perfil" - óleo sobre mdf - 45 x 33 cm - lado direito e dorso - 2003 -
Com certificado de autenticidade do Banco de Arte, São Paulo - SP. -

Adilson Fagundes Santos nasceu em Poções, BA. Assina Adilson Santos. De formação autodidata, iniciou-se na pintura em 1960. Após breve permanência em Vitória da Conquista e em Salvador, transferiu-se para o Rio de Janeiro em 1969. A partir de 1962 realizou exposições individuais em: Vitória da Conquista, BA; Salvador, BA; Rio de Janeiro; Recife. Também participou de inúmeros Salões oficiais e mostras coletivas em: Salvador, BA (1965, 1966 - Bienal de Artes Plásticas, 1967 a 1970); Brasília, DF (1967 - Salão de Arte Moderna); São Paulo (1968, 1980); Rio de Janeiro (1969 a 1976, 1979, 1982, 1983, 1986, 1988, 1991, 1998); Niterói, RJ (1972); Poços de Caldas, MG (1977); Recife, PE (1977); Hanover, Alemanha (1980); Montreal, Canadá (1982); Vitória da Conquista, BA (1982, 1994). ITAU CULTURAL; MEC VOL. 4, PÁG. 179; PONTUAL PÁG. 474.



105 - LIVROS -
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1) "MARIO MERZ". INSTITUTO ITALIANO DI CULTURA (ORG) ET AL. CATÁLOGO. TURIM: HOPEFULMONSTER, 2003. SÃO PAULO: PINACOTECA DO ESTADO, 2003.
2) "ARTE BRASILEIRA, SÉCULO XX: DIÁLOGOS COM DUFY". TADEU CHIARELLI ET AL. CATÁLOGO. SÃO PAULO: MUSEU DE ARTE MODERNA DE SÃO PAULO, 1999.
3) "RAOUL DUFY: O PINTOR DA VIDA MODERNA". DOMINIQUE GAGNEUX ET AL. SÃO PAULO: MUSEU DE ARTE MODERNA DE SÃO PAULO, 1999.
4) "ARMANDO REVERÓN 1889 - 1954". ALEJANDRO SALAS ET AL. CARACAS: FUNDACIÓN GALERÍA DE ARTE NACIONAL, 1998.
5) "GEORG BASELITZ DRUCKGRAFIK 1965 - 1992". GÖTZ ADRIANI ET AL. GERMANY: INSTITUTS FÜR AUSLANDSBEZIEHUNGEN, 1994.
6) "VLAMINCK 1876 - 1958". MAÏTHÉ VALLÉS-BLED ET AL. SÃO PAULO: FUNDAÇÃO ARMANDO ÁLVARES PENTEADO, 2001.



106 - ARTHUR LUIS PIZA - (1928)
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"Yin" - gravura - 29/100 - 61 x 40 cm - canto inferior direito - 1971 -
Reproduzido sob o número 169 do livro "Piza: catálogo geral da obra gravada". -

Gravador, desenhista, pintor e escultor, nasceu em São Paulo, SP. Assina Piza. Iniciou a formação artística em 1943, estudando pintura e afresco com Antonio Gomide. Após participar da 1ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1951, viajou para a Europa e passou a residir em Paris. Freqüentou o ateliê de Johnny Friedlaender, aperfeiçoando-se nas técnicas de gravura em metal. Realizou muitas exposições individuais e coletivas, participou de vários Salões oficiais e obteve importantes prêmios: Bienal Internacional de São Paulo (1953, 1959); Trienal de Grenchen, Suíça (1961); Bienal de Liubliana, atual Eslovênia (1961); Exposição Internacional de Havana, Cuba (1965); Bienal de Santiago do Chile (1965); Bienal de Veneza (1966); Bienal de Cracóvia, Polônia (1970); Bienal Internacional de Florença, Itália (1970); Bienal de San Juan, Porto Rico (1970, 1979); Mostra de Gravura, Curitiba – PR (1978); Bienal da Cidade do México (1980). No fim dos anos 1980, cria um mural tridimensional para o Centro Cultural da França, em Damasco, Síria. Em 2002, são apresentadas na Pinacoteca do Estado de São Paulo e no Museu de Arte do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, duas amplas retrospectivas de sua obra. BENEZIT VOL. 8, PÁG. 370; MEC, VOL. 3, PÁG. 422; PONTUAL, PÁG. 428/29; JÚLIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 773; VOL. 2, PÁG. 823; VOL. 4, PÁG.899; VOL.6, PÁG. 896; VOL.13, PÁG. 268; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, PÁG. 855; LEONOR AMARANTE, PÁG. 75; ACERVO FIEO; artfacts.net; artcyclopedia.com; artnet.com; artprice.com



107 - GEORGES WAMBACH - (1901 - 1965)
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Nu - guache - 24 x 19 cm - canto inferior direito - 1960 -
Procedente da coleção do crítico de arte José Henrique Fabre Rolim, São Paulo. -

Belga de nascimento, veio a falecer no Rio de Janeiro. Excepcional aquarelista, que retratou o Brasil em suas inúmeras incursões. "Georges Wambach (1901-1965) talvez tenha sido um dos últimos exemplares de uma espécie em extinção, ou já extinta, quem sabe: a dos artistas viajantes de que o século XIX foi pródigo. Artistas com cavalete, paleta, tintas e pincéis na mochila, que vararam o mundo em busca do fantástico, do erótico, e, sobretudo, do excitante desconhecido, aventura que até custou a vida de alguns como Adrien Taunay, que viu a morte aos 25 anos em pleno Mato Grosso." Fernando Cerqueira Lemos, in AQUARELAS de Georges Wambach: impressões do Brasil. Ed. Marca d´Água-SP, 1988. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 343; TEIXEIRA LEITE, pág. 540; ITAÚ CULTURAL.



108 - NERÃO - (ANTONIO JOAQUIM NERY) - (1903 - 1997)
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" A fé " - óleo sobre tela - 46 x 38 cm - canto inferior direito - 1987 -

Pintor primitivo, de singular criatividade em seus temas, expôs no MASP, tendo sido apresentado em catálogo pelo saudoso P. M. Bardi, que o considerava depois de José Antonio da Silva, o melhor pintor primitivo brasileiro,tendo inclusive realizado uma exposição individual do autor no MASP - SP. JULIO LOUZADA, vol. 2 pág. 715, Acervo FIEO.



109 - HAYDÉA SANTIAGO - (1896 - 1980)
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Jovem - óleo sobre tela - 42 x 33 cm - canto inferior esquerdo -

Natural da cidade do Rio de Janeiro, onde veio a falecer. Estudou na Escola Nacional de Belas Artes. Foi aluna de Modesto Brocos e Amoedo. Aperfeiçoou seus estudos com Eliseu Visconti. Residiu em Paris com o marido, Manoel Santiago, de 1928 a 1932, participando do Salão de Artistas Franceses. No Brasil recebu diversas premiações no SNBA, bem como nos diversos Salões Oficiais de que participou, tais como SPBA, SMBA-RJ, SNAM e na I BSP. Teve como temas a paisagem, a figura, a natureza morta e o gênero. REIS JUNIOR, vol. 1, pág. 146; TEODORO BRAGA, pág. 211; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 290 e 292; TEIXEIRA LEITE, pág. 460; ITAÚ CULTURAL..



110 - ROBERTO BURLE MARX - (1909 - 1994)
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Composição - aquarela e nanquim - 50 x 70 cm - canto inferior direito - 1985 -
Reproduzido no convite deste leilão. -

Nasceu em São Paulo e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, paisagista, arquiteto, desenhista, pintor, gravador, litógrafo, escultor, tapeceiro, ceramista, designer de jóias, decorador. Durante a infância viveu no Rio de Janeiro. Foi com a família para a Alemanha, em 1928. Em 1929, freqüentou o ateliê de pintura de Degner Klemn. Nos jardins e museus botânicos de Dahlen, em Berlim, entusiasmou-se ao encontrar exemplares da flora brasileira. De volta ao Brasil, fez curso de pintura e arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1930 - 1934), onde foi aluno de Leo Putz , Augusto Bracet e Celso Antônio. Seu primeiro projeto paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, em 1932. Entre 1934 e 1937, ocupou o cargo de diretor de parques e jardins do Recife, PE, onde passou a residir. Nesse período, foi com freqüência ao Rio de Janeiro e teve aulas com Candido Portinari e com o escritor Mário de Andrade. Em 1937, retornou ao Rio de Janeiro e trabalhou como assistente de Candido Portinari. Foi em 1949, conforme sua paixão por plantas e seu interesse por botânica e jardinagem, que Burle Marx adquiriu um sítio em Barra de Guaratiba, RJ. Com auxílio de botânicos, viajou, coletou, catalogou exemplares de plantas do Brasil e reproduziu em seu sítio a diversidade fitogeográfica brasileira. Em 1985 doou esse sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.Realizou muitas exposições individuais e projetos paisagísticos, participou de diversas mostras oficiais coletivas pelo Brasil e no exterior. PONTUAL, PÁG. 94; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 93; MEC. VOL.1, PÁG.303; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 738; LEONOR AMARANTE, PÁG. 98; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 179; artnet.com.



111 - HÉLIOS SEELINGER - (1878 - 1965)
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Alegoria - guache - 29 x 23 cm - canto inferior direito -

Natural do Rio de Janeiro, seu pai era alemão e sua mãe brasileira, descendentes de franceses e gregos. O artista estudou na ENBA (1892-1896), onde foi aluno de Henrique Bernardelli. Recebeu influência do artista alemão Franz von Stuck, na Academia de Belas Artes de Munique, onde ali foram seus contemporâneos Kandinsky, Paul Klee e Franz Marc. SEELINGER decorou o salão nobre do Clube Naval do Rio de Janeiro, a convite do Ministério do Marinha (1910). PONTUAL, pág.481; TEIXEIRA LEITE, pág. 466; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 431; ARTE NO BRASIL, pág. 574.



112 - ZÉ DO CARMO - (1933)
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Justiça - escultura em cerâmica patinada - h = 74 cm - assinado - 1983 -

O ceramista José do Carmo Souza, filho mais velho de uma família de seis irmãos, faz desde menino brinquedos de barro para vender na feira. Morou em Recife, concluiu o curso ginasial e voltou para Goiana com a família, continuando na arte do barro ao mesmo tempo que trabalhava como sacristão na igreja do Rosário dos Homens Pretos. Começa a fazer anjos "com cara de gente, e não de santo". Zé do Carmo foi estimulado por Gilberto Freire a criar um presépio nordestino, e chegou a fazer a escultura de barro de um Vovô Natalino sertanejo - em vez de Papai Noel - de 2m de altura, andando de carro de boi e não de trenó. A fase dos anjos nordestinos data dos anos 70. Dos anjos de barro que passou para a tela, vieram de início as cores creme, ocre, primeiro feitas com pigmentos da terra e pó de pedra, e depois com tintas industriais. Quando João Paulo II veio ao Brasil, a Arquidiocese lhe ofereceu de presente um conjunto de músicos nordestinos do artista, aos quais ele acrescentou um anjo cangaceiro. A arte de Zé do Carmo, plena de religiosidade e irreverência, vende hoje em galerias de arte apenas o suficiente para fazê-lo sobreviver. "A situação do artesão no Nordeste é de penúria", constata.



113 - TUNEU - (1948)
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"Adiá Foro" - técnica mista - 56 x 38 cm - canto inferior esquerdo - 1966 -

Nascido Antonio Carlos Rodrigues, em São Paulo, Capital. Desenhista e pintor, começou a desenhar profissionalmente por volta de 1960. Foi orientado por Tarsila do Amaral em 1966, mesmo ano que começou a participar de exposições. Artista renomado, Tuneu figurou em diversas exposições importantes no país, que trouxeram o panorama da arte dos dias de hoje. JULIO LOUZADA, vol. 12 pág. 410; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 764; LEONOR AMARANTE, pág.185, Acervo FIEO.



114 - ANGELO BIGI - (1899 - 1953)
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"Paisagem do Retiro" - óleo sobre madeira - 31 x 39 cm - canto inferior direito e dorso - 4/1945 - Juiz de Fora-MG -

Pintor italiano, imigrou ainda jovem para o Brasil, logo após a I Guerra, fixando-se em Minas Gerais. Manteve curso de artes na cidade de Juiz de Fora, onde foi um dos fundadores do Núcleo Antonio Parreiras. Dedicou-se a mais de um gênero de pintura, como a paisagem, a marinha e a natureza morta. Sobre a sua obra, H. Pereira da Silva comentou em 1948: "apesar de imprimir em alguns de seus quadros um aspecto cenográfico, sabe também em outros surpreender o lado sombrio e simples da vida". MEC, vol. 1, pág. 243; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 104; PONTUAL, pág. 77; ITAÚ CULTURAL.



115 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX -
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A pintora - óleo sobre eucatex - 82 x 65 cm - centro inferior - 1968 -
Dorota Szenfeld. -



116 - MARIA LEONTINA - (1917 - 1984)
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Composição - desenho a lápis de cor e guache - 29 x 17 cm - canto inferior esquerdo - 1955 -

Aluna de Waldemar da Costa, Maria Leontina é uma pintora que conquista o espectador pela finura de seus acostamentos cromáticos. Em 1947, integrava o Grupo dos 19, e, nos anos "50", passou por interessante fase geométrica. MEC, vol. 2, pág. 471; TEIXEIRA LEITE, pág. 309; PONTUAL, pág. 338; ITAÚ CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 772; LEONOR AMARANTE, pág. 25; WALTER ZANINI, pág. 645.



117 - ALDO BONADEI - (1906 - 1974)
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Natureza morta - guache - 23 x 33 cm - canto inferior direito - 1967 -

Pintor, designer, gravador, figurinista e professor - Aldo Cláudio Felipe Bonadei nasceu e faleceu em São Paulo, SP. Entre 1923 e 1928 foi aluno de Pedro Alexandrino, período em que também frequentou o ateliê de Antonio Rocco. Viajou para a Itália, entre 1930 e 1931, e frequentou a Academia de Belas Artes de Florença, onde teve aulas com Felice Carena e seu assistente Ennio Pozzi, ambos ligados ao movimento ‘novecento’. Nesse período, dedicou-se ao desenho da figura humana, principalmente ao nu. Retornou a São Paulo no início da década de 1930 e participou ativamente do Grupo Santa Helena, da Família Artística Paulista - FAP e do Sindicato dos Artistas Plásticos. Em 1949 lecionou na Escola Livre de Artes Plásticas, primeira escola de arte moderna de São Paulo e participou do Grupo Teatro de Vanguarda. No ano seguinte, fundou a Oficina de Arte - O. D. A., com Odetto Guersoni e Bassano Vaccarini. No fim da década de 1950 atuou como figurinista nas peças ‘Vestido de Noiva’, de Nelson Rodrigues, e ‘Casamento Suspeitoso’, de Ariano Suassuna. Também desenhou alguns figurinos para dois filmes dirigidos por Walter Hugo Khoury: ‘Fronteiras do Inferno’ (1958) e ‘Na Garganta do Diabo’(1959). Realizou muitas exposições individuais e participou de vários Salões oficiais destacando-se: Bienal Internacional de São Paulo (1ª, 2ª, 3ª, 6ª, 7ª); Bienal de Veneza (1952); Panorama da Arte Moderna Brasileira (1970). MEC, VOL. 1, PÁG. 247; PONTUAL, PÁGS. 78/79; ARTE NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 1041; ART PRICE ANNUAL 2000, PÁG. 258; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 79; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; LEONOR AMARANTE, PÁG. 72; ACERVO FIEO.



118 - GERSON DE SOUZA - (1926 - 2008)
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"Médico de plantão" - óleo sobre tela - 24 x 18 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1989 -

Pintor. Autodidata. Fixou-se no Rio de Janeiro, onde exerceu a profissão de carteiro dos Correios, e onde começou a pintar em 1950. Participou da V Bienal de São Paulo, de vários Salões Nacionais e exposições coletivas no exterior. Várias individuais e coletivas no País. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 127; PONTUAL, pág. 236/237; MEC, vol. 2, pág. 248; TEIXEIRA LEITE, pág. 220; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 347, Acervo FIEO.



119 - HEINZ KUHN - (1908 - 1987)
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Composição - óleo sobre tela colada em eucatex - 53 x 30 cm - canto inferior direito - 1955 -
Procedente da família do autor. -

Nasceu em Berlim, Alemanha, e faleceu em São Paulo-SP. Inicia seus estudos em sua terra natal, expondo obras na Alemanha e na França. No Brasil em 1950, fixa-se em São Paulo. Nesse período sua pintura é figurativa, voltando-se aos poucos, para a abstração geométrica. Theon Spanudis considerava o autor como "um dos pintores mais conscientes, inquietos e produtivos de São Paulo (1964)". A partir dos anos 60 sua pintura se move no âmbito da abstração informal, com eventuais referências ao mundo real. Obra de sua autoria faz parte da Coleção Adolpho Leirner, participando do livro Arte Construtiva no Brasil, de Aracy Amaral (pág. 193) MEC, vol. 2 pág. 430; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 688.



120 - NIOBE XANDÓ - (1915 - 2010)
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"Geométrico III" - acrílico sobre tela - 50 x 50 cm - canto inferior direito e dorso - 1983 -
Reproduzido na página 164 do livro "Niobe Xandó: A arte de subverter as coisas", editado pela Pinacoteca do Estado de São Paulo, e na página 99 do catálogo da mostra "Niobe Xandó: (mostra antológica) A arte de subverter as coisas II", realizada de 19 de outubro de 2008 a 1° de março de 2009, no Museu Oscar Niemeyer, Curitiba - PR. Reproduzido no convite deste leilão. -

Pintora e desenhista natural de Campos Novos Paulista-SP. Foi ativa em São Paulo-SP. Autodidata, freqüentou o ateliê de Raphael Galvez a partir de 1946. Dentre as várias fases de sua obra merecem destaque as Flores Fantásticas, as Máscaras de origens africana e indígena, O Letrismo, o Mecanicismo e o Abstracionismo Geométrico. Participou de várias Bienais Nacionais e recebeu mais de 20 prêmios em Salões de Arte. Participou de mais de 100 exposições nacionais e internacionais e mereceu mais de 100 textos de críticos renomados. Em 2004 teve uma grande mostra antológica no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM-SP). Em 2007 teve uma exposição retrospectiva fantástica e merecida na Pinacoteca do Estado de São Paulo. JULIO LOUZADA, vol. 12, pág. 435; PONTUAL, pág. 554; WALTER ZANINI, pág. 717; Acervo FIEO; TEIXEIRA LEITE; BENÉZIT; BARDI, Pietro Maria. Profile of the New Brazilian Art. São Paulo. 1970; SCHENBERG, Mário. Pensando a Arte. São Paulo. 1988. Acervo FIEO.



121 - ISABEL DE JESUS - (1938)
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Polvo - guache - 13 x 7 cm - canto inferior esquerdo -

Mineira de Cabo Verde, é pintora e desenhista. Começou a pintar em 1965, já em São Paulo. Estudou anteriormente desenho com Iracema Arditi. Participou do setor de desenho do XXIII SPar.BA, 1966, realizando exposições individuais no mesmo ano em São Paulo e Rio. MEC, vol.2, pág.374; PONTUAL, pág.280; JULIO LOUZADA, vol.11, pág.158; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 226; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



122 - ALFREDO CESCHIATTI - (1918 - 1989)
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Sereia - escultura em bronze - h = 20 cm - assinado -

Natural de Belo Horizonte. Escultor, desenhista e professor. Passou a frequentar a antiga ENBA em 1940, depois de uma viagem à Europa, especialmente Itália, iniciada em 1938. Na Divisão Moderna do SNBA recebeu, como escultor as medalhas de bronze (1943) e de prata (1944), bem como o prêmio de viagem ao estrangeiro (1945), com o baixo-relevo para a Igreja de São Francisco de Assis, da Pampulha, em Belo Horizonte e, como desenhista, a medalha de prata (1945). Esteve mais uma vez na Europa entre 1946 e 1948, anos em que realizou exposição individual no Instituto dos Arquitetos do Brasil (GB). Figurou na II BSP e no II SNAM, em 1953. Fazendo parte da equipe que, em 1956, venceu o concurso de projetos para o Monumento aos Mortos da II Guerra Mundial (GB), ali executou o conjunto alusivo às três forças armadas. Integrou a Comissão Nacional de Belas Artes em 1960 e 1961, e entre 1963 e 1965, lecionou escultura e desenho na Universidade de Brasília. Quirino Campofiorito citou-o no estudo Ëscultura Moderna no Brasil"(Revista Crítica de Arte, nº único 1962). De seus trabalhos mais conhecidos destacam-se as esculturas As Banhistas e A Justiça, que se encontram, respectivamente, no lago em frente ao Palácio da Alvorada e defronte ao Supremo Tribunal Federal (Praça dos Três Poderes), em Brasília. Há ainda, obras escultóricas de sua autoria, entre outras no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Ministério das Relações Exteriores (Brasília) e em um edifício que Oscar Niemeyer projetou no conjunto residencial Hansa (setor ocidental de Berlim), assim como na embaixada brasileira em Moscou. MEC, vol. 1, pág. 397; PONTUAL, pág. 127; JÚLIO LOUZADA, vol. 11, pág. 70; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 609; ARTE NO BRASIL, pág. 872.



123 - ANA CRISTINA ANDRADE - (1953)
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"Suave" - desenho a carvão e sangüínea - 70 x 100 cm - canto inferior direito -

Ana Cristina Andrade Moreira é pintora, gravadora, desenhista, professora e designer vidreira. Iniciou sua formação artística na Escola Superior de Arte Santa Marcelina, SP (1972-1975). Aprendeu gravura em metal (1980-1990) com Iole Di Natale; técnicas de gravura na Scuola Internazionale di Gráfica em Veneza, Itália (1983); Gravura Especial com Evandro Carlos Jardim, no MAC-SP (1991); Técnica Calcográfica Experimental com Mario Benedetti, na FASM-SP (1997); Vitrofusão com Roberto Bonino. Exposições individuais: São Paulo, SP (1984, 1987, 1995, 2003); Bauru, SP (1989); “Projeto Interior com Arte” – Museu Banespa (1998 – Exposição itinerante pelo interior do Estado de São Paulo). Coletivas: Epinal, França (1975); São Paulo, SP (1974, 1982, 1984, 1985, 1986, 1988, 1994, 1995, 2000, 2002 a 2004, 2012 – SP ESTAMPA); Santo André, SP (1982); Novo Hamburgo, RS (1982); Taiwan, China (1983, 1985); San Juan, Porto Rico (1983); Santos, SP (1983); Cabo Frio, RJ (1983); Ribeirão Preto,SP (1984); Curitiba, PR (1984); Piracicaba,SP (1984); Veneza, Itália (1984, 1985); Campinas, SP (1985); São José do Rio Preto, SP (1986); Limeira, SP (1986); Washington D.C.,EUA (1991); Campos do Jordão, SP (1991); Kanagawa, Japão (1992); Maastricht, Holanda (1993); Illinois, EUA (1994); Cidade do México, México (1996); Jacareí, SP (1998); Budapeste, Hungria (1996); Uzice, Yuguslávia (1997); Ourense, Espanha (1994, 2006). Prêmios: São Paulo, SP (1974); Novo Hamburgo, RS (1982); Santos, SP (1983); Ribeirão Preto, SP (1984); Curitiba, PR (1984); Piracicaba, SP (1984); Campinas, SP (1985); São José do Rio Preto, SP (1986). JULIO LOUZADA, vol.1, pág. 62; vol.2, pág. 66; Acervo FIEO. ITAU CULTURAL.



124 - DURVAL PEREIRA - (1917 - 1984)
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Flores - óleo sobre tela - 50 x 40 cm - canto inferior direito -
Com certificado de autenticidade datado de 24 de agosto de 2006 firmado pela filha do autor, sra. Mirna Pereira - São Paulo, SP. -

Nascido e falecido em São Paulo onde foi pintor e professor ativo. Premiado com a Menção Honrosa no Salão Paulista de Belas Artes em 1944, passou a viver exclusivamente da pintura. Em 1946, estudou artes plásticas na Associação Paulista de Belas Artes. Pintava ao ar livre, aos domingos, com os pintores Salvador Rodrigues, Salvador Santisteban, Cirilo Agostinho, Jaime Dinis, Djalma Urban, Innocencio Borghese, e outros. Premiado praticamente em todos os Salões de que participou, acumulou, em toda sua carreira, 419 prêmios de todos os cantos do mundo. Recebeu ao todo, 15 comendas das mais importantes do Brasil. Nos últimos três anos de sua vida recebeu também todos os Primeiros Prêmios e Medalhas de Ouro nas exposições de Paris, Rouen, Lyon, Roma, Miami e Milão (o maior prêmio dado à pintura: ‘La Madonina de Milano’). MEC, vol. 3, pág. 368; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 749; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO; www.tntarte.com.br.



125 - RENOT - (1932)
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"Casario de Itapuã" - técnica mista sobre tela - 30 x 50 cm - canto superior direito e dorso - 2012 -

Tapeceiro, desenhista e pintor baiano, ativo em São Paulo desde 1978, com diversas premiações, exposições e leilões. Também atua no mercado de arte como "marchand". JULIO LOUZADA vol.1, pág. 816, Acervo FIEO.



126 - BELMIRO DE ALMEIDA - (1858 - 1935)
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Afazeres domésticos - óleo sobre tela - 30 x 20 cm - canto inferior direito - 1897 -

Esse grande pintor brasileiro, cuja carreira artística começou pela caricatura, viveu em Paris quase toda a sua existência. Ao fim da vida, abeirou-se dos novos estilos artísticos em voga na Europa, praticando incursões até no campo do Futurismo. Luciano Migliaccio, assim se refere `a obra do mestre: " Belmiro (...) punha fim à época em que a arte brasileira ainda era prisioneira da retórica dos gêneros e se fundamentava na transposição em chave nacional da tradição européia. Dava início a uma arte nova, inspirada na realidade social urbana contemporânea, falando da transformação dos costumes no interior da família e da condição da mulher na sociedade moderna. Era uma pintura que objetivava a educação moral do público, imitando o exemplo da pintura vitoriana inglesa, mas adotando a estética do naturalismo francês. O artista deixava de ser uma espécie de sumo sacerdote do culto da nação, passando a recusar a idéia de uma pintura celebrativa, promovida pelo Estado e distante da representação da atualidade. Assim, como Amoedo e Aurélio Figueiredo, Belmiro tentava encarnar o modelo do artista dandy, o intelectual urbano que fazia de sua arte um estilo e um modo de vida (...)" in: MOSTRA DO REDESCOBRIMENTO (2000: SÃO PAULO, SP), AGUILAR, Nelson (org. ), SASSOUN, Suzanna (coord. ). Arte do século XIX. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo: Associação Brasil 500 anos Artes Visuais, 2000. p. 148. REIS JR, pág.224; THEODORO BRAGA, pág.49; Primores da Pint, no Brasil, vol.1, pág.229; LAUDELINO FREIRE, págs.382/383; WALMIR AYALA, vol.1, págs. 30/31; TEIXEIRA LEITE, pág. 68/69; PONTUAL, págs.66/67; MEC, vol.1, pág.48; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 420; ARTE NO BRASIL, pág. 553; F. ACQUARONE, pág. 117.



127 - DJANIRA DA MOTTA E SILVA - (1914 - 1979)
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Jogando peteca - guache - 20 x 28 cm - canto inferior direito -

Pintora, desenhista e gravadora, natural de Avaré, SP. Foi aluna de Marcier. A partir de 1942 participa do SNBA, recebendo premiação em 1943, 1944 e 1950. Realizou exposições individuais. Participou de diversas coletivas e salões de arte, nacionais e internacionais, com excelente recepção da crítica especializada. Diz-se que sua pintura é ingênua, mas ela declarava que ingênua, era ela mesma. JULIO LOUZADA vol.1, pág. 336; PONTUAL, pág. 181; TEIXEIRA LEITE, pág. 164; MEC, vol. 2, pág 58; WALMIR AYALA, vol. 1, pág, 263; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 810; ARTE NO BRASIL, pág. 824; Acervo FIEO.



128 - ANTONIO GOMIDE - (1895 - 1967)
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"Vitraux da Igreja de São Francisco - Bahia" - guache - 30 x 5 cm - centro inferior -
Com etiquetas de Tableau Artes Plásticas n° 422/2; de Renot Galeria de Arte n° 1769 e carimbo do Museu Reginaldo Bertolino tombo RB0144/93, no dorso. -

Pintor, escultor, decorador e cenógrafo. Antonio Gonçalves Gomide nasceu em Itapetininga, SP e faleceu em Ubatuba, SP. Mudou-se com a família para a Suíça em 1913, e frequentou a Academia de Belas Artes de Genebra até 1918, onde estudou com Gillard e Ferdinand Hodler. Mudou-se para a França na década de 1920. Em 1922, em Toulouse, trabalhou com Marcel Lenoir, com quem aprendeu a técnica do afresco. De 1924 a 1926, em Paris, instalou ateliê e entrou em contato com artistas europeus ligados aos movimentos de vanguarda. No ambiente parisiense, conviveu também com Victor Brecheret e Vicente do Rego Monteiro. Retornou ao Brasil em 1929. Em 1932, atuou na fundação da Sociedade Pró-Arte Moderna e fundou o CAM (Clube dos Artistas Modernos), juntamente com Flávio de Carvalho, Carlos Prado e Di Cavalcanti. Na área das artes decorativas, com Regina Graz e John Graz, é considerado um dos introdutores do estilo ‘art deco’ no país. Nos anos 60, a perda de sua visão o obriga a mudar novamente seu destino como artista. Em uma relutância em abandonar a arte, dedicou-se a lecionar, transmitindo para novas gerações a herança modernista. Foi a escultura, no entanto, que lhe permitiu continuar sua produção, apesar da dificuldade em enxergar. Com a visão bastante comprometida, retirou-se para Ubatuba, onde viveu em reclusão até a sua morte. Em 1968 o Museu de Arte Contemporânea dedicou-lhe importante retrospectiva. THEODORO BRAGA, PÁG.110, REIS JUNIOR, PÁG. 377; PONTUAL, PÁG. 244; MEC, VOL. 2, PÁG. 275; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 353, ART PRINCE ANNUAL 2000, PÁG. 955; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 222; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 548; ARTE NO BRASIL, PÁG. 694; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 427; ACERVO FIEO; www.mac.usp.br; web.artprice.com.



129 - ALDEMIR MARTINS - (1922 - 2006)
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Natureza morta - óleo sobre tela - 30 x 30 cm - canto inferior direito e dorso - 16 de fevereiro de 1987 -
Com dedicatória no dorso, de Aldemir para Córa. -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



130 - WESLEY DUKE LEE - (1931 - 2010)
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"Cloaca mínima" - têmpera sobre eucatex - 48 x 27 cm - canto inferior direito - 27 de abril de 1964 -
Com etiqueta do Ateliê do artista e procedente da coleção Leonardo Frankenthal, São Paulo - SP, no dorso. Reproduzido no convite deste leilão. -

Pintor, desenhista, gravador, artista gráfico, professor - nasceu e faleceu em São Paulo. Iniciou seus estudos de desenho em 1950, no MASP. Em 1952 viajou para os EUA para dedicar-se ao aprendizado de artes gráficas na ’Parson's School of Design’ e na ‘American Institute of Graphic Arts’ (Nova York). De volta ao Brasil trabalhou no campo da pintura e do desenho, aperfeiçoando-se com Karl Plattner, em São Paulo (1957). Em seguida transferiu-se para Paris, onde frequentou a ‘Académie de la Grande Chaumière’ e estudou gravura com Johnny Friedlaender. Retornou ao Brasil em 1960. Em 1963, iniciou trabalho com os jovens artistas Carlos Fajardo, Frederico Nasser, José Resende, Luiz Paulo Baravelli, entre outros. Nesse ano, realizou, no João Sebastião Bar, em São Paulo, ‘O Grande Espetáculo das Artes’, um dos primeiros ‘happenings’ do Brasil. Procurou organizar um movimento artístico, o realismo mágico, com Maria Cecília, Bernardo Cid, Otto Stupakoff e Pedro Manuel-Gismondi, e outros. Em 1966, com Nelson Leirner, Geraldo de Barros, José Resende, Carlos Fajardo e Frederico Nasser, fundou, como reação ao mercado de arte, o Grupo Rex, que existiu até 1967. Participou de diversas exposições coletivas e Bienais no Brasil e no exterior, realizando individuais por todo o Brasil. MEC, VOL.2, PÁG.465; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁG.466; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 282; PONTUAL, PÁG.305 E 306; JULIO LOUZADA, VOL.8, PÁG.459; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 734; ARTE NO BRASIL, PÁG. 815; LEONOR AMARANTE, PÁG. 143. ACERVO FIEO.



131 - JORGE GUINLE FILHO - (1947 - 1987)
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Composição - guache - 19 x 28 cm - canto inferior esquerdo - 1980 -

Pintor e desenhista. Expôs com regularidade no Rio e São Paulo a partir de 1973, com ótimo mercado. JULIO LOUZADA, vol. 2, pág.482; LEONOR AMARANTE, pág. 312. Acervo FIEO.



132 - CARYBÉ - (1911 - 1997)
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Maternidade - escultura em bronze - h = 20 cm - assinado -
Procedente da coleção Evaldo Tadeu de Oliveira - Pirajuí, SP. -

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



133 - LUIZ LABOZETTO - (1934)
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"Arredores de Campinas" - óleo sobre tela - 27 x 41 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1982 -

Desenhista e pintor paulistano que iniciou seu aprendizado artístico em 1966 com Arlindo Castellani de Carli, Salvador Rodrigues Junior, Djalma Urban e Manoel Navarro. Participou de diversas exposições e Salões oficiais: São Paulo (1970, 1971, 1973, 1976, 1977, 1978, 1979); Piracicaba, SP (1981); Osasco, SP (1995); Ribeirão Preto, SP (2003). JULIO LOUZADA VOL. 6, PÁG. 569; ITAU CULTURAL; MEC VOL. 2, PÁG.435; www.casaartecanoas.com.br.



134 - NEWTON REZENDE - (1912 - 1994)
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Pierot - óleo sobre tela - 35 x 24 cm - canto inferior direito - 1972 -

Natural de São Paulo, e falecido no Rio de Janeiro. Autodidata, recebeu influências de Cândido Portinari, Rebolo, Clovis Graciano e Mário Zanini. A partir de 1948 expõe individual e coletivamente. O crítico TEIXEIRA LEITE assim se refere à obra do artista em seu livro abaixo indicado: "Pintor figurativo que não pode a rigor ser reclamado por nenhum movimento ou tendência, Newton Rezende combina em sua obra acentuados dotes de lirismo a uma bem-humorada concepção dos seres e das coisas, inculcando-lhes ligeira nota surrealista. A sua é uma pintura livre, artesanalmente bem articulada, e que brinca, ao mesmo tempo em que mal dissimula a emoção com que enfrenta certos temas: arte verdadeira, descompromissada de teorias e de preconceitos de qualquer espécie, (...)" . PONTUAL, pág. 450; ITAÚ CULTURAL; TEIXEIRA LEITE, pág. 444; WALTER ZANINI, pág. 755.



135 - LIVROS -
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1) "VANGELIS". FERNANDO CASTRO FLÓREZ ET AL. CATÁLOGO. VALENCIA: CONSORCI DE MUSEUS DE LA COMUNITAT VALENCIANA, 2003.
2) "MARIA BONOMI: DA GRAVURA À ARTE PÚBLICA". MAYRA LAUDANNA (ORG.). SÃO PAULO:EDITORA DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO; IMPRENSA OFICIAL DO ESTADO, 2007.
3) "BOTERO EN EL MUSEO NACIONAL DE COLOMBIA". BENJAMÍN VILLEGAS ET AL. CATÁLOGO. COLOMBIA: MUSEO NACIONAL DE COLOMBIA; VILLEGAS EDITORES, 2004.
4) "MAPA DO AGORA: ARTE BRASILEIRA RECENTE NA COLEÇÃO JOÃO SATTAMINI DO MUSEU DE ARTE CONTEMPORÂNEA DE NITERÓI". GUILHERME BUENO (CUR.). CATÁLOGO. NITERÓI: INSTITUTO TOMIE OHTAKE, 2002.
5) "SERGIO CAMARGO: LUZ E SOMBRA". GUY BRETT ET AL. SÃO PAULO: ARAUCO EDITORA, 2007.



136 - JOAQUIM TENREIRO - (1906 - 1992)
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Árvores - desenho a caneta hidrográfica - 45 x 31 cm - canto inferior direito -

Designer, escultor, pintor, gravador e desenhista, Joaquim Albuquerque Tenreiro nasceu em Melo Guarda, Portugal e faleceu em Itapira, SP. Filho e neto de marceneiros, aos dois anos de idade mudou-se para o Brasil com a família. Retornou a Portugal em 1914 e ajudou o pai a realizar trabalhos em madeira. Iniciou aulas de pintura. Em 1928, transferiu-se definitivamente para o Rio de Janeiro, passando a frequentar o curso de desenho do Liceu Literário Português onde conquistou o prêmio Joaquim Alves Meira, a maior láurea daquele estabelecimento e fez cursos no Liceu de Artes e Ofícios. Em 1931, integrou o Núcleo Bernardelli. Na década de 1940, dedicou-se à pintura de retrato, de paisagem e de natureza-morta. Entre 1933 e 1943, trabalhou como designer de móveis nas empresas Laubissh & Hirth, Leandro Martins e Francisco Gomes. Em 1943, montou sua primeira oficina, a Langenbach & Tenreiro e, alguns anos depois, inaugurou duas lojas de móveis; primeiro no Rio de Janeiro e, posteriormente, em São Paulo. É o renovador do mobiliário brasileiro, responsável por toda uma linha de criação em que a funcionalidade se alia o bom gosto e o aproveitamento racional dos materiais do País. No final da década de 1960, Joaquim Tenreiro encerrou as atividades na área da concepção e fabricação de móveis para dedicar-se exclusivamente às artes plásticas, principalmente à escultura. Participou do Panorama da Arte Atual Brasileira, SP (1972, 1973, 1975, 1978, 1988), da Bienal Internacional de São Paulo (1965), entre outras, e realizou uma retrospectiva no MAM, RJ (1977). Tem pinturas suas figurando no MAM, SP, no MNBA e Museu Manchete, RJ. MEC, VOL.4, PÁGS.381 E 382; PONTUAL, PÁG.520; TEIXEIRA LEITE, PÁG.504; WALMIR AYALA, VOL.2, PÁG.376 E 377; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG.973; VOL. 5, PÁG. 1042; VOL.6, PÁG. 1111; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 580; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; www.joaquimtenreiro.com; renome.com.br; pinturabrasileira.com; web.artprice.com.



137 - MARIA FREIRE - (1919)
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Composição - silk screen - 29 x 40 cm - canto inferior direito -

Artista do Uruguai que tem realizado inúmeras exposições individuais: Uruguai (1970, 1975, 1977, 1987, 1990, 1992, 1998); São Paulo (1956 - MAM, 1976); Rio de Janeiro (1957 - MAM); Espanha (1958); Bélgica (1959); Argentina (1967). Coletivas: Uruguai (1982, 1983, 1990, 1996, 2006); EUA (1992, 2001); Inglaterra (1994, 1996); Espanha (1997), México (2002); Porto Alegre (2005 - Bienal do Mercosul); Suíça (2005). www.fundacaobienal.art.br; www.artnet.com; artprice.com; www.artinfo.com



138 - MARIO SILÉSIO - (1913 - 1990)
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Composição - guache - 19 x 26 cm - canto inferior direito - 1957 -

Pintor, desenhista, muralista e vitralista. Cursa direito na Universidade de Minas Gerais - UMG (atual Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG), em Belo Horizonte, entre 1930 e 1935. Estuda desenho e pintura na Escola de Belas Artes de Belo Horizonte (Escola Guignard), sob a orientação de Alberto da Veiga Guignard, entre 1943 e 1949. Em 1953 viaja para Paris, como bolsista do governo francês, e ingressa no curso de André Lhote. De volta ao Brasil, entre 1957 e 1960 executa diversos painéis em edifícios públicos e privados de Belo Horizonte, como Banco Mineiro de Produção, Condomínio Retiro das Pedras, Inspetoria de Trânsito, Teatro Marília, Escola de Direito da UFMG e Departamento Estadual de Trânsito. É também de Silésio o mural feito para o Clube dos Engenheiros, em Araruama, Rio de Janeiro. Executa os vitrais da Igreja dos Ferros em 1964. ITAÚ CULTURAL.



139 - ALICE BRILL - (1920)
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Fachada - óleo sobre tela - 50 x 40 cm - canto inferior direito -

No Brasil desde os 14 anos, esta artista alemã, nascida em Colônia, radicou-se em São Paulo, onde estudou com Osir, Bonadei e Yolanda Mohalyi, aperfeiçoando-se com bolsa de estudos nos Estados Unidos. Estudou gravura em São Paulo com Karl-Heinz Hansen, voltando a fazê-lo com Potty Lazzarotto em 1950, no MASP.Como pintora, a primeira exposição de que participou, em 1944, foi o Salão do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo, desde então, este sempre presente em diversas coletivas nacionais e estrangeiras. Sua pintura traz a cidade em suas telas. JULIO LOUZADA, vol. 8, pág. 134; MEC, vol. 1, pág. 296; PONTUAL, pág. 90; TEIXEIRA LEITE, pág. 88; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 717; Acervo FIEO.



140 - ALFREDO VOLPI - (1896 - 1988)
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Feira no Cambuci - óleo sobre tela - 43 x 59 cm - canto inferior direito -
Reproduzido no convite deste leilão. -

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.



141 - JESUALDO ANTONIO GELAIN - (1940)
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"Mãe Terra" - acrílico sobre eucatex - 61 x 69 cm - canto inferior direito e dorso - 2012 -

Pintor nascido em Santa Rosa, RS. Autodidata no início de sua carreira, teve aulas com Colete Pujol. Participou de vários Salões e exposições oficiais em: Canoas, RS (1960); Aparecida do Norte, SP (1961); São Carlos, SP (1964); São Paulo (1966 a 1968, 1985). Foi premiado, em 1966, no Salão da Escola de Belas Artes de São Paulo.



142 - LOTHAR CHAROUX - (1912 - 1987)
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"Vibração" - guache - 100 x 35 cm - canto inferior direito -
Com etiqueta do ateliê do autor no dorso. -

Pintor, desenhista e professor austríaco, natural de Viena. Assinava Charoux. Iniciou os estudos artísticos com seu tio, o escultor austríaco Siegfried Charoux. Transferiu-se para o Brasil em 1928, fixando residência em São Paulo. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios da cidade onde conheceu Valdemar da Costa, com ele fazendo aprendizado de pintura a partir de 1940. Posteriormente passa a lecionar desenho no Liceu de Artes e Ofícios e no SENAI. Em 1947, realizou sua primeira exposição individual, na Galeria Itapetininga. Em 1952, participou da fundação do Grupo Ruptura, ao lado de Waldemar Cordeiro, Geraldo de Barros, Anatol Wladyslaw e outros. Com Hermelindo Fiaminghi e Luiz Sacilotto , cria a Associação de Artes Visuais NT - Novas Tendências, em 1963. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras oficiais nacionais como a Bienal Internacional de São Paulo (I a IX, XII, XIII), Panorama da Arte Atual Brasileira (1º ao 3º, 6º, 9º, 11º, 12º) e no exterior. É homenageado com retrospectiva no Museu de Arte Moderna de São Paulo e no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro em 1974. Em 2005, é publicado o livro ‘Lothar Charoux: A Poética da Linha’, pela historiadora de arte Maria Alice Milliet. PONTUAL, PÁG. 131; MEC VOL. 1, PÁG. 433; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 254; VOL. 9, PÁG.207; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 645; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; ACERVO FIEO.



143 - IVAN SERPA - (1923 - 1973)
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Linhas - aquarela e nanquim - 22 x 17 cm - canto inferior direito - 1953 -

Pintor, desenhista, gravador e professor, estudou com Axel Leskoschek no Rio de Janeiro. Participou da Divisão Moderna do SNBA (1947-1951). Foi um dos precursores do concretismo no Brasil, criando ao lado de Aluisio Carvão, Lígia Clark, Hélio Oitica e outros o Grupo Frente, que se manteve ativo de 1954 a 1956, inclusive com exposições no Rio de Janeiro. Ivan Serpa possui invejável e extenso curriculum de vida artística, passando de exposições coletivas, a grandes retrospectivas de sua obras. Há um reconhecimento nacional da importância de sua atividade, tratando-se de um dos grandes artistas nacionais. PONTUAL, pág 486; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 605; ARTE NO BRASIL, pág. 840; LEONOR AMARANTE, pág. 26; Acervo FIEO.



144 - LOIO PÉRSIO - (1927 - 2004)
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Composição - desenho a nanquim - 20 x 26 cm - canto inferior esquerdo - 1974 -

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador, artista gráfico e publicitário, Loio PérsioNavarro Vieira de Magalhães nasceu em Tapiratiba, SP e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou os estudos artísticos com Guido Viaro, em Curitiba, PR.Transferiu-se para o Rio de Janeiro e completou sua formação estudando pintura com Ado Malagoli e cenografia com Santa Rosa (1949- 1950). Em 1951, retornou a Curitiba e fundou o Centro de Gravura do Paraná. Em1953, trabalhou em ateliê comum com o pintor, desenhista e gravador alemão Gunther Schierz, discípulo de Käthe Kollwitz. Transferiu-se para São Paulo em 1958.Com o prêmio de viagem ao exterior, concedido pelo Salão Nacional de Arte Moderna em 1963, viajou para a Europa, no ano seguinte. Foi convidado a trabalhar na Escola Superior de Arte de Stuttgart, Alemanha, em 1965. Entre 1975 e 1976, viajou para Roma, Londres e, em Paris, tornou-se pintor residente na Fundação Karoly. Em 1981, mudou-se para Belo Horizonte, onde lecionou desenho e pintura na Escola Guignard. Em 1995, fixou-se novamente em Curitiba. Realizou inúmeras exposições individuais e participou devárias mostras coletivas, Salões oficiais no Brasil e exterior ganhando muitos prêmios. ITAU CULTURAL; MEC VOL. 3, PÁG.391; PONTUAL, PÁG. 318; JULIO LOUZADAVOL. 5, PÁG.584; VOL.7, PÁG. 404.



145 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XIX - XX -
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Paisagem - óleo sobre tela colada em cartão - 24 x 16 cm - canto inferior esquerdo ilegível -



146 - ANTONIO MAIA - (1928 - 2008)
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"Ex voto" - acrílico sobre tela - 40 x 40 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2005 -

Natural de Carmópolis, SE. Pintor e desenhista. Radicado no Rio de Janeiro desde 1955. Em 1959 fez suas primeiras apresentações em coletivas. Estreou no SNAM, obtendo o prêmio de viagem ao exterior (1969). Pertencente àquele grupo de artistas que organizam seu trabalho em torno de valores culturais vindos da expressão popular, o artista assumiu como um dos temas de sua pintura a imagem do ex-voto., escultura religiosa de caráter popular e votivo. O ex-voto representa, para o artista, um ponto de partida na realização de uma paisagem brasileira sem conotações urbanas. É uma pintura em que o mundo dos homens é construído pelos homens e por suas criações. O artista empresta às figuras com que trabalha, os ex-votos, conotações de análise ideológica, e o faz sem palavras, apenas pela força da presença visual. Figurou em diversas coletivas nacionais e internacionais, conquistando prestigio de critica e público. MEC vol.3, pág.42; PONTUAL, pág. 330 e 331; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 697; Acervo FIEO.



147 - YOSHIYUKI MIURA - (1939)
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Vista aérea do Rio de Janeiro - acrílico sobre tela - 50 x 50 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1979 -

Pintor e professor nascido em Hiroshima, Japão. Assina Y. Miura. Quando ainda cursava o primário, foi indicado entre cinco representantes da sua província natal para as exibições nacionais de desenho, obtendo Medalhas de Prata e Ouro. Em 1955 foi eleito presidente do Clube de Artes do Colégio Ukishiro e, em 1958, passou a estudar com Koen Faya, enquanto frequentava o Instituto de Pesquisas de Artes do Museu Municipal de Artes de Osaka. Mudou-se para o Brasil em 1962. Expôs individualmente no: Japão (1961); Porto Alegre, São Paulo e Rio de Janeiro (1968); São Paulo (2003). Desde 1968 participa de exposições coletivas e salões em São Paulo, Rio de Janeiro, Estados Unidos, Japão e Argentina, recebendo premiações. ITAU CULTURAL; MEC VOL.3, PÁG. 168; JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 747; VOL. 6, PÁG. 739; VOL. 8, PÁG. 577.



148 - CARLOS SÖRENSEN - (1928 - 2008)
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"Copo verde" - têmpera sobre cartão francês - 30 x 40 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2006 -
Com dedicatória. -

Paulista de Baurú, Sorensen fez importantes estudos em Paris, onde a convite do governo francês, freqüenta o ateliê de André Lhote, onde conhece Picasso, Roonet e Fernand Léger e no ano seguinte freqüenta a Escola Superior de Belas Artes-Paris, estudando com Gleizes e André Lhote(1952-1953). Foi artista de múltiplas atividades, ceramista, tapeceiro, cenógrafo, ilustrador, arquiteto, designer e pintor, com sucesso de crítica e de público. Citado em Delta Larouse/1970, pág. 6406; MEC vol.4, pág. 309; PONTUAL, pág. 500, WALMIR AYALA vol.2, pág.347; JULIO LOUZADA vol.11, pág. 306; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



149 - JOSÉ MARQUES CAMPÃO - (1892 - 1949)
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Paisagem - óleo sobre madeira - 46 x 38 cm - canto inferior direito - 1939 -

Excelente paisagista paulistano, aluno de Oscar Pereira da Silva, da Academia Julian - Paris, e da Escola Nacional Superior de Belas Artes de Paris, entre 1912 e 1918. Foi membro da Comissão de Orientação Artística de São Paulo em 1944. Expôs no Salão dos Artistas Franceses e em diversas exposições coletivas e individuais. TEODORO BRAGA, pág. 61/62; PONTUAL, pág. 102; MEC, vol. 1, pág. 331; REIS JR., pág. 374; WALMIR AYALA, vol. 1,pág. 160; ITAU CULTURAL, Acervo FIEO, RUTH TARASANTCHI.



150 - ALDO BONADEI - (1906 - 1974)
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Casario - óleo sobre tela - 20 x 40 cm - canto inferior direito - 1973 -
Reproduzido no convite deste leilão. -

Pintor, designer, gravador, figurinista e professor - Aldo Cláudio Felipe Bonadei nasceu e faleceu em São Paulo, SP. Entre 1923 e 1928 foi aluno de Pedro Alexandrino, período em que também frequentou o ateliê de Antonio Rocco. Viajou para a Itália, entre 1930 e 1931, e frequentou a Academia de Belas Artes de Florença, onde teve aulas com Felice Carena e seu assistente Ennio Pozzi, ambos ligados ao movimento ‘novecento’. Nesse período, dedicou-se ao desenho da figura humana, principalmente ao nu. Retornou a São Paulo no início da década de 1930 e participou ativamente do Grupo Santa Helena, da Família Artística Paulista - FAP e do Sindicato dos Artistas Plásticos. Em 1949 lecionou na Escola Livre de Artes Plásticas, primeira escola de arte moderna de São Paulo e participou do Grupo Teatro de Vanguarda. No ano seguinte, fundou a Oficina de Arte - O. D. A., com Odetto Guersoni e Bassano Vaccarini. No fim da década de 1950 atuou como figurinista nas peças ‘Vestido de Noiva’, de Nelson Rodrigues, e ‘Casamento Suspeitoso’, de Ariano Suassuna. Também desenhou alguns figurinos para dois filmes dirigidos por Walter Hugo Khoury: ‘Fronteiras do Inferno’ (1958) e ‘Na Garganta do Diabo’(1959). Realizou muitas exposições individuais e participou de vários Salões oficiais destacando-se: Bienal Internacional de São Paulo (1ª, 2ª, 3ª, 6ª, 7ª); Bienal de Veneza (1952); Panorama da Arte Moderna Brasileira (1970). MEC, VOL. 1, PÁG. 247; PONTUAL, PÁGS. 78/79; ARTE NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 1041; ART PRICE ANNUAL 2000, PÁG. 258; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 79; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; LEONOR AMARANTE, PÁG. 72; ACERVO FIEO.



151 - MAURICIO NOGUEIRA LIMA - (1930 - 1999)
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Composição - guache - 45 x 31 cm - canto inferior direito - 1951 -
Com dedicatória. -

Natural da cidade do Recife, PE, o autor foi pintor, arquiteto, desenhista e professor. Frequentou o Instituto de Belas Artes de Porto Alegre, o MAM-SP e diplomou-se em arquitetura pela Faculdade Mackenzie-SP. Ligado ao grupo Ruptura, Maurício tornou-se um artista de acentuados princípios racionais, sendo o autor de algumas introduções no campo da animação ótica dos espaços, na seriação das construções e ainda na busca específica de retículas coloridas.Participou do Salão Paulista de Arte Moderna, onde obteve, dentre outros, o 1º Prêmio em Cartaz (1951 e 1957). Participou também do movimento de arte concreta, figurando nas exposições do MAM-SP (1956), no MEC-RJ (1957), na Exposição Internacional de Arte Concreta, em Zurique (1960), etc JULIO LOUZADA, vol 1, pags 678 e 679; ITAU CULTURAL.



152 - SONIA EBLING - (1926 - 2006)
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"Torso" - múltiplo em bronze - 45/100 - h = 12 cm - assinado - 1979 -
Com certificado de autenticidade da Galeria Skultura - São Paulo - SP. -

Nascida em Taquara, RS, SONIA EBLING consagrou-se como escultora e pintora. Participou da I Bienal de São Paulo. Premiada com viagem ao exterior no I SNAM. Morou em Paris 15 anos, onde frenquentou ateliês de artistas importantes e onde aperfeiçoou a sua importante e bela obra. MEC, vol. 2, pág. 89; PONTUAL, pág. 187; JULIO LOUZADA, vol 13, pág. 119; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 720; ARTE NO BRASIL, pág. 868; RGS, pág. 454.



153 - MANOEL CONSTANTINO - (1899 - 1978)
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Pescador - óleo sobre madeira - 30 x 38 cm - canto inferior esquerdo - 1963 - Rio de Janeiro -
Ex coleção José Adolpho da Silva Gordo, São Paulo - SP. -

Mineiro de Baependi, MG. Pintor, arquiteto e conservador de museu. Foi discípulo de Rodolfo Chambelland e de Batista da Costa, na antiga Escola Nacional de Belas-Artes. Suas composiçõpes são bem estudadas em busca de um perfeito equilíbrio de massas, planos e valores. Primores da Pintura no Brasil, vol 2, págs. 213/251; MEC, vol, 1, págs 445/446; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 37; THEODORO BRAGA, pág. 152/153.



154 - FLÁVIO DE CARVALHO - (1899 - 1973)
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Composição - gravura - 34/80 - 32 x 50 cm - canto inferior direito - 1972 -

Pintor, desenhista, escultor, cenógrafo, engenheiro civil, arquiteto e escritor. Educou-se na Inglaterra. Foi um dos pioneiros da arquitetura moderna no Brasil. Figura polêmica e provocativa, teve vida cultural bastante agitada. Participou em diversas bienais e exposições nacionais e internacionais. TEODORO BRAGA, pág. 95/96/97; REIS JR., pág. 379; PONTUAL, pág. 113/114; MEC, vol.1, pág. 363; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 177.; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 478; ARTE NO BRASIL, pág. 746; LEONOR AMARANTE, pág. 28; Acervo FIEO.



155 - LIVROS -
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1) "YÊDAMARIA". JACOB WIKENFELD (TRAD.), BRUNO DOMINGOS E DANIELA DI GIOVANNI (ED.). SÃO PAULO: IMPRENSA OFICIAL DO ESTADO DE SÃO PAULO, 2006.
2) "PARA UMA HISTÓRIA DA BELLE ÉPOQUE: A COLEÇÃO DE CARDÁPIOS DE OLAVO BILAC". LÚCIA GARCIA. SÃO PAULO: IMPRENSA OFICIAL DO ESTADO DE SÃO PAULO; RIO DEJANEIRO: ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS, 2011.
3) "OSCAR NIEMEYER 360°". LUIZ CLAUDIO LACERDA E ROGÉRIO RANDOLPH. RIO DE JANEIRO: TREZENTOSESSENTAGRAUS PRODUÇÕES LTDA, 2006.
4) "OSCAR NIEMEYER: A MARQUISE E O PROJETO ORIGINAL DO PARQUE IBIRAPUERA". CECÍLIA SCHARLACH (ORG.). SÃO PAULO: IMPRENSA OFICIAL DO ESTADO DE SÃO PAULO: 2006.
5) "MEU SÓSIA E EU". OSCAR NIEMEYER. RIO DE JANEIRO: REVAN, 1992.
6) "BRASÍLIA". MARCEL GAUTHEROT. SÃO PAULO: INSTITUTO MOREIRA SALLES, 2010.



156 - INOS CORRADIN - (1929)
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Menina - óleo sobre eucatex - 90 x 45 cm - canto inferior direito - 1967 -

Pintor, desenhista, gravador, escultor e cenógrafo, nascido em Vogogna, Itália. Por volta de 1932 mudou-se com a família para Castelbaldo - Padova, onde, em 1945, estudou pintura com professor Tardivello. Em 1947 colaborou com o pintor Pendin na execução de um mural referente aos mártires da resistência italiana em Castelbaldo. Veio, em 1950, para Jundiaí e São Paulo onde fez parte do núcleo artístico Cooperativa em São Paulo, dirigido pelo pintor argentino Oswaldo Gil Navarro. Executou cenários para o Ballet do IV Centenário de São Paulo, em 1954. Em 1979 foi contratado para pintar um cenário para o Teatro de Rovigo, Itália. Realizou diversas exposições individuais, participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais pelo Brasil e pelo mundo. Foi premiado em Paris (1975) e em Ferrara, Itália (1976). JULIO LOUZADA, VOL. 11, PÁG. 152; PONTUAL, PÁG. 143; MEC, VOL. 1, PÁG. 448; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 215; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; inoscorradin.com.br.



157 - DIONISIO DEL SANTO - (1925 - 1999)
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Triângulo - guache - 20 x 30 cm - canto inferior direito - 1987 -
Procedente da coleção do crítico de arte José Henrique Fabre Rolim, São Paulo - SP. -

Pintor, desenhista, gravador e serigrafista, nasceu em Colatina-ES, e faleceu em Vitória, naquele mesmo Estado. Autodidata. Em 1975, recebe o Prêmio de Melhor Exposição de Gravura do Ano, da APCA. Participou da 9ª Bienal Internacional de São Paulo, 1967 (Prêmio Itamarati Aquisição) e do Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro, 1968 (Prêmio Isenção do Júri). JULIO LOUZADA vol.11, pág. 88; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 682; ARTE NO BRASIL, pág. 934.



158 - DURVAL PEREIRA - (1917 - 1984)
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Casario - óleo sobre tela - 60 x 80 cm - canto inferior direito - 1969 -
Com certificado de autenticidade datado de 31 de maio de 2007 firmado pela filha do autor, sra. Mirna Pereira - São Paulo, SP. -

Nascido e falecido em São Paulo onde foi pintor e professor ativo. Premiado com a Menção Honrosa no Salão Paulista de Belas Artes em 1944, passou a viver exclusivamente da pintura. Em 1946, estudou artes plásticas na Associação Paulista de Belas Artes. Pintava ao ar livre, aos domingos, com os pintores Salvador Rodrigues, Salvador Santisteban, Cirilo Agostinho, Jaime Dinis, Djalma Urban, Innocencio Borghese, e outros. Premiado praticamente em todos os Salões de que participou, acumulou, em toda sua carreira, 419 prêmios de todos os cantos do mundo. Recebeu ao todo, 15 comendas das mais importantes do Brasil. Nos últimos três anos de sua vida recebeu também todos os Primeiros Prêmios e Medalhas de Ouro nas exposições de Paris, Rouen, Lyon, Roma, Miami e Milão (o maior prêmio dado à pintura: ‘La Madonina de Milano’). MEC, vol. 3, pág. 368; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 749; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO; www.tntarte.com.br.



159 - LUCILIA FRAGA - (1895 - 1979)
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Flores - óleo sobre tela colada em cartão - 32 x 46 cm - canto inferior direito -

Importante pintora que foi ativa na cidade de São Paulo. Participou regularmente do SPBA, recebendo premiações em 1938, 1939, 1960. Quatro de suas obras constam do acervo da PINACOTECA-SP. REIS JUNIOR, pág. 387; THEODORO BRAGA, pág. 145 a 147; PONTUAL, pág. 222; MEC, vol, 2, pág. 188; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO.



160 - EMILIANO DI CAVALCANTI - (1897 - 1976)
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Músicos - desenho a nanquim - 51 x 33 cm - canto inferior direito - 1953 -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



161 - CARLOS PRADO - (1908 - 1992)
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Favela - gravura - P. A. - 29 x 22 cm - canto inferior direito -

Arquiteto, pintor, gravador e ceramista paulistano. Recebeu menção honrosa no SPBA de 1935, participando também na I e II BSP e na exposição de Arte Moderna no Brasil, realizada em Buenos Aires, Rosário, Santiago do Chile e Valparaíso, em 1957. No dizer de TEIXEIRA LEITE, em sua obra A Gravura Brasileira Contemporânea, Carlos Prado utilizava por vezes a gravura como meio expressivo, subordinando-a, porém, a interesses maiores. TEIXEIRA LEITE, pág. 421; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 254. PONTUAL, pág. 438; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 582; ARTE NO BRASIL, pág. 781. Acervo FIEO.



162 - CARYBÉ - (1911 - 1997)
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Baianos - desenho a nanquim - 30 x 21 cm - canto inferior direito -
Reproduzido na página 133 do livro "Carybé - As Sete Portas da Bahia", Livraria Martins Editora, São Paulo, SP, 1962. -

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



163 - MIRA SCHENDEL - (1918 - 1988)
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Marinha - aquarela - 15 x 10 cm - não assinado - 1979 -
Com certificado de autenticidade de Galeria Millan, datado de 10 de abril de 2008. -

Myrrha Dagmar Dub nasceu em Zurique, Suíça e faleceu em São Paulo. Desenhista, pintora, escultora. Mudou-se para Milão, Itália, na década de 1930, onde estudou arte e filosofia. Abandonou os estudos durante a Segunda Guerra Mundial. Estabeleceu-se em Roma em 1946, e, em 1949, mudou-se para o Brasil. Fixou residência em Porto Alegre, onde trabalhou com design gráfico, fez pintura, cerâmica, poemas e restauro de imagens barrocas, assinando com seu nome de casada Mirra Hargesheimer. Sua participação na 1ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1951, permitiu contato com experiências internacionais e a inserção na cena nacional. Dois anos depois se mudou para São Paulo e adotou o sobrenome Schendel. Realizou muitas exposições individuais pelo Brasil e no exterior. Participou de muitos Salões oficiais e mostras coletivas como: Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955, 1963, 1965, 1967- Prêmio, 1969 - Menção Honrosa, 1981); Bienal de Veneza (1978); Panorama da Arte Atual Brasileira (1969, 1971, 1974, 1977, 1984), entre outras. Após sua morte, muitas exposições apresentaram sua obra dentro e fora do Brasil e, em 1994, a 22ª Bienal Internacional de São Paulo lhe dedica uma sala especial. Em 1997, o marchand Paulo Figueiredo doa grande número de obras da artista ao Museu de Arte Moderna de São Paulo. TEIXEIRA LEITE, pág. 464; JULIO LOUZADA, vol. 13, pág. 304; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 688; LEONOR AMARANTE, pág. 187; www.mac.usp.br; web.artprice.com.



164 - ATHOS BULCÃO - (1918 - 2008)
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"Estudo" - desenho a lápis de cor - 22 x 21 cm - canto inferior direito -

Pintor e desenhista. Começou a dedicar-se a arte estimulado por Portinari, que, em 1945, o convidou a trabalhar nas obras da Pampulha, em Belo Horizonte. No ano anterior realizara exposição individual na sede recém-inaugurada do Instituto dos Arquitetos do Brasil no Rio de Janeiro, voltando a fazê-lo na Capital mineira em 1946 e 1947. Já então conquistara medalhas de prata em pintura e desenho no SNBA. Recebendo bolsa de estudos no governo francês, viajou em 1948 para Paris, onde permaneceu um ano, visitando ainda a Itália. De regresso ao Brasil, passou a dedicar-se também a trabalhos no campo da decoração. Residindo mais recentemente em Brasília, ali criou azulejos e vitrais para a Igreja de Nossa Senhora de Fátima, com motivos cristãos da Pomba e da Estrela, símbolos do Divino Espírito Santo e da natividade. Participou como isento de júri dos II SAMDF (1965), realizando em 1968 exposição individual de desenhos em Brasília (Galeria Encontro). Rubem Braga focalizou-o em uma crônica publicada na revista Manchete (14 de agosto de 1954). TEODORO BRAGA, PÁG. 59; MEC, vol. 1, pág. 301; WALMIR AYALA, vol.1, pág. 140; PONTUAL, pág. 93; TEIXEIRA LEITE, pág. 92; JÚLIO LOUZADA, vol. 7, pág.112; ITAÚ CULTURAL.



165 - ELZA DE OLIVEIRA SOUZA - (1928 - 2006)
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Menina - óleo sobre tela colada em eucatex - 22 x 16 cm - canto inferior esquerdo -

Pernambucana do Recife. Esta importante pintora iniciou suas atividades com o prof. Ivan Serpa. Integrou o grupo de nordestinos que se apresentou na Galeria Giro, no RJ, em 1968. Seu interesse pelo registro da figura humana é praticamente exclusivo. Walmir Ayala afirma: " ... O biotipo que Elza repete obcessivamente, diz respeito ao povo de sua família conterrânea. São gente do povo, sem sofisticação, despojada do requinte civilizatório, mas embebida de um outro requinte, que diz respeito 'as latadas, trepadeiras em flor, animais domésticos, temáticas." JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 313, Acervo FIEO.



166 - WALTER LEWY - (1905 - 1995)
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Composição - óleo sobre tela - 61 x 33 cm - canto inferior direito - 1955 -

Pioneiro do surrealismo, o qual praticava desde que chegou ao Brasil, em 1937, fixando residência em São Paulo. Participou de Salões Nacionais e Bienais de São Paulo, entre 1951 e 1965, recebendo diversas premiações oficiais. JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 497; MEC, vol. 2, pág. 474; TEODORO BRAGA, pág. 245; TEIXEIRA LEITE, pág. 286; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 630; LEONOR AMARANTE, pág. 142; Acervo FIEO.



167 - LIVIO ABRAMO - (1903 - 1992)
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Fachada - xilogravura - 18 x 14 cm - canto inferior esquerdo - 1981 - Paraguai -

Gravador, desenhista, pintor, ilustrador, jornalista e professor, nasceu em Araraquara, SP e faleceu em Assunção, Paraguai. Mudou-se para São Paulo, onde, em 1909, estudou desenho com Enrico Vio no Colégio Dante Alighieri. No início dos anos de 1920, fez ilustrações para pequenos jornais e entrou em contato com a obra de Oswaldo Goeldi e de gravadores expressionistas alemães. Realizou as primeiras gravuras em 1926. Em 1947, ilustrou o livro ‘Pelo Sertão’, do escritor Afonso Arinos de Mello Franco, publicado em 1949. Com essa série de ilustrações, apresentadas no Salão Nacional de Belas Artes, obteve o prêmio de viagem ao exterior. Seguiu para a Europa em 1951. Em Paris frequentou o Atelier 17, aperfeiçoando-se em gravura em metal com Stanley William Hayter. De volta ao Brasil, foi premiado como o melhor gravador nacional na Bienal Internacional de São Paulo, nas edições de 1953 e de 1963. Deu aulas de xilogravura na Escola de Artesanato do Museu de Arte Moderna de São Paulo. Foram seus alunos, entre outros, Maria Bonomi e Antonio Henrique Amaral . Fundou o Estúdio Gravura, em 1960, com Maria Bonomi. Em 1962, foi convidado pelo Itamaraty a integrar a Missão Cultural Brasil-Paraguai, posteriormente Centro de Estudos Brasileiros. Mudou-se para o Paraguai e dirigiu até 1992, o Setor de Artes Plásticas e Visuais. Foi fundador do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Paraguai. PONTUAL, PÁG. 1, JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 19; MEC VOL.1, PÁG. 33; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 795; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28; ACERVO FIEO.



168 - MENASE WAIDERGORN - (1927)
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Anoitecer com chuva - óleo sobre tela - 40 x 60 cm - canto inferior direito -

Romeno da cidade de Hotin, Waidergorn veio para o Brasil em 1932, onde seus pais fixaram residência em São Paulo. Ingressou na APBA, onde conheceu Mecatti, que muito o estimulou e orientou, dele assimilando a luminosidade da pintura peninsular muito a gosto do ottocento italiano. Sua pintura aborda todos os gêneros, baseadas tanto nas recordações da infância pobre como nas lembranças das viagens que fez ao norte da Africa e Europa. Participou de diversos salões e coletivas, recebendo diversas premiações JULIO LOUZADA vol.11, pág. 330; Acervo FIEO.



169 - JULIO PLAZA - (1938 - 2003)
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Composição - dobradura - 40 x 58 cm - dorso -

Julio Plaza González nasceu em Madri, Espanha e faleceu em São Paulo. Artista intermídia, escritor, gravador e professor. Inicia sua formação artística na década de 1950, com estudos livres em Madri. Posteriormente freqüenta a Escola de Belas Artes, em Paris. Vem ao Brasil em 1967, integrando a representação espanhola que participa da 9ª Bienal Internacional de São Paulo. Ingressa na Escola Superior de Desenho Industrial, no Rio de Janeiro, com bolsa de estudos concedida pelo Itamaraty. Leciona linguagem visual e artes plásticas, como artista residente, na Universidade de Puerto Rico (1969 e 1973). Em seguida, muda-se para São Paulo, onde se torna professor da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo e da Fundação Armando Álvares Penteado. Funda, em 1978, o Centro de Artes Visuais Aster, com Donato Ferrari , Walter Zanini e Regina Silveira , com quem foi casado. Publica com Augusto de Campos os livros ‘Caixa Preta’ e ‘Poemóbiles’(1975), é autor de publicações teóricas sobre arte, como ‘Videografia em Videotexto’ (1986) e ‘Os Processos Criativos com os Meios Eletrônicos: Poéticas Digitais’, com Monica Tavares (1998). Na década de 1990, leciona no Instituto de Artes da Unicamp. Realizou muitas exposições individuais; participou de inúmeras mostras oficiais e exposições póstumas foram realizadas em São Paulo (2003, 2004). ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 921; MEC VOL.3, PÁG. 423; www.acervos.art.br; artprice.com.



170 - JOÃO BAPTISTA CASTAGNETO - (1862 - 1900)
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Bananeiras - desenho a nanquim - 25 x 8 cm - canto inferior direito - 1898 -
Ex coleção Hermínio Lunardelli, São Paulo - SP. -

Pintor especializado em marinhas, foi aluno de Georg Grimm, exímio colorista, fez impressionismo institivamente; pintou em geral pequenos quadros a óleo, usando como suporte até tampas de caixas de charuto; fez também aquarelas e desenhos. MEC vol.1, pág. 368; PONTUAL, págs. 117/118; TEIXEIRA LEITE, pág. 112; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 416; LEONOR AMARANTE, pág. 42.



171 - VIRGILIO LOPES RODRIGUES - (1863 - 1944)
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Marinha - óleo sobre madeira - 29 x 54 cm - canto inferior esquerdo -

Natural da cidade do Recife-PE, foi para o Rio de Janeiro em 1882, trabalhando com o leiloeiro J. Dias, onde encantou-se pela arte. Incentivado por Santa-Olalla, frequentou o Liceu de Artes da mesma cidade. Expôs em 1926, juntamente com Manuel Faria, Vicente Leite e outros. São belas as suas marinhas, e muito disputadas pelos colecionadores do gênero. MEC, vol. 4, págs. 94 e 95; PONTUAL, pág. 458; TEODORO BRAGA, pág. 240; TEIXEIRA LEITE, pág. 528; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO.



172 - DOMENICO CALABRONE - (1928 - 1999)
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Composição - múltiplo em bronze - 0040 - h = 15 cm - base -

Pintor, escultor, ceramista e joalheiro. Nascido na Calábria, Itália, completou seus estudos artísticos em Roma, no ano de 1951. Fixou-se em São Paulo em 1954, passando e frequentar a Escola de Arte do Museu de Arte Moderna. Sua escultura, hoje conhecida internacionalmente, destaca-se pelo vigor de suas mensagens e pela alta qualidade artística e técnica. JULIO LOUZADA vol.2, pág.194; ITAU CULTURAL; LEONOR AMARANTE, pág. 336; WALTER ZANINI, pág. 770.



173 - AUGUSTE LEROUX - (1871 - 1954)
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Camponesa - óleo sobre tela - 30 x 24 cm - canto inferior esquerdo -

Jules Marie Auguste - pintor, desenhista e ilustrador, nasceu em Paris. Foi aluno de Bonnat. Participou de várias edições do Salão dos Artistas Franceses e se tornou membro desta sociedade depois de 1904. Recebeu o Prêmio de Roma (1894), medalha de bronze na Exposição Universal (1900). Foi muito conhecido por suas ilustrações de obras literárias. Possui obras nos museus de: Paris (Arte Moderna), Bayeux, Dijon, Saint-Omer e na Pinacoteca do Estado de São Paulo. BENEZIT VOL. 6, PÁG. 605; artprice.com; www.pinacoteca.org.br; arcadja.com; artnet.com; askart.com.



174 - GINO BRUNO - (1889 - 1977)
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Maternidade - óleo sobre tela - 80 x 61 cm - canto inferior direito -

Nascido e falecido em São Paulo, este pintor foi especialista em figuras, interiores e naturezas-mortas. TEODORO BRAGA, pág. 108; MEC, vol. 1, pág. 299; PONTUAL, pág. 92; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 135; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 623; Acervo FIEO.



175 - MARIA LEONOR APPE - (1933)
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Flores - óleo sobre tela - 70 x 70 cm - canto inferior direito - 2012 -

Nasceu em Santos, SP, no dia 22 de maio, transferindo residência para a Capital com a família em 1942, onde reside e é ativa. Desde cedo acompanhava o trabalho do pai, então pintor amador, que procurava incentivá-la nas artes plásticas. Autodidata, após o falecimento do pai em 1968, dedica-se à pintura, recebendo ensinamentos dos mestres Nestor Peres, Colete Pujol e Waldemar da Costa. A partir de 1990 dedica-se totalmente à pintura e à aquarela; integra a Diretoria da Associação Paulista de Belas Artes, da qual é sócia benemérita e conselheira perpétua. Participou de diversos certames oficiais, com premiações várias, tais como medalhas de bronze e de prata.



176 - INGRES SPELTRI - (1940)
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Jardim - óleo sobre eucatex - 72 x 110 cm - canto inferior direito e dorso - 1999 -

Nasceu em Jau, São Paulo, em 20/01/1940. Pintor, desenhista, escultor, gravador e professor. Apresentando uma pintura de fases bem demarcadas, onde as possibilidades plásticas do cubismo, do construtivismo e do concretismo foram exploradas com paixão e rigor de pesquisa, o autor tem percorrido um rico itinerário em sua incessante buscar de universo expressivo e de uma linguagem pictórica definitiva. O autor é professor titular da Escola Panamericana de Arte, SP. JULIO LOUZADA, vol 1, pág 937; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



177 - TRINAZ FOX (RUBENS FERREIRA TRINAZ FOX) - (1899 - 1964)
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Carnaval - desenho a nanquim e aquarela - 33 x 25 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista e caricaturista. Viveu durante muitos anos na Europa. De volta ao Brasil, colaborou em diversas revistas e jornais cariocas na década de 1920, inclusive como redator, destacando-se: D. Quixote, O Tagarela e O Combate. entre 1930 e 1940 fixou-se na Argentina, publicando trabalhos na imprensa de Buenos Aires e Santa Fé. PONTUAL, pág. 526; MEC vol.2, pág. 188; HISTORIA DA CARICATURA NO BRASIL, pág. 1421;



178 - NICOLA PETTI - (1904 - 1983)
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Marinha - óleo sobre eucatex - 12 x 18 cm - canto inferior direito -
Com selo de autenticação da família de Nicola Petti, no dorso. -

Ativo em São Paulo, foi também excepcional desenhista, aluno nesta capital, do pintor e professor alemão Georg Ficher Elpons; participou assiduamente do Salão Paulista de Belas Artes, desde sua inauguração em 1933, onde foi muito premiado. MEC, vol. 3, pág. 393; JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 685; ITAU CULTURAL, Acervo FIEO.



179 - SAMSON FLEXOR - (1907 - 1971)
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Composição - guache - 22 x 27 cm - canto inferior direito - 1951 -

Pintor nascido na Romênia, estudou em Paris, onde fez em 1927 sua primeira individual, radicando-se em 1946 em São Paulo, onde faleceu. Foi um dos pioneiros do abstracionismo no Brasil, tendo criado em 1948 o Atelier Abstração. Em 1968 sua obra foi objeto de importante retrospectiva no MAM-RJ. BENEZIT vol. 4, pág. 402; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 313/4; TEIXEIRA LEITE, pág. 198; PONTUAL, pág. 217/8; MEC, vol. 2, pág. 179 e 180; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 917; LEONOR AMARANTE, pág. 75; WALTER ZANINI, pág. 643, Acervo FIEO.



180 - MANOEL SANTIAGO - (1897 - 1987)
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Praia de Botafogo - óleo sobre madeira - 24 x 35 cm - canto inferior direito - 1966 - Rio de Janeiro -

Manoel Colafante Caledônio de Assumpção Santiago nasceu em Manaus, AM e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, desenhista e professor. Mudou-se para Belém em 1903 e iniciou estudos de pintura. Desde 1916 já praticava a arte não figurativa. Em 1919 transferiu-se para o Rio de Janeiro, cursou Direito e frequentou a Escola Nacional de Belas Artes, onde foi aluno de Rodolfo Chambelland e Baptista da Costa. Na época, teve aulas particulares com Eliseu Visconti. Foi casado com a pintora Haydeá Santiago. Participou em 1927 do Salão Nacional de Belas Artes e recebeu o prêmio viagem ao exterior, entre vários outros. Foi para Paris no ano seguinte, e lá permaneceu por cinco anos. De volta ao Rio de Janeiro, em 1932, tornou-se professor do Instituto de Belas Artes. Em 1934, passou a lecionar pintura e desenho no Núcleo Bernardelli, figurando entre seus alunos José Pancetti, Edson Motta, Bustamante Sá, Ado Malagoli, Rescála e Milton Dacosta. Participou da I Bienal Internacional de São Paulo (1951) e do 8º Panorama da Arte Brasileira (1976). PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, VOL. 1, PÁG. 241; TEODORO BRAGA, PÁG. 211; CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO DE PAISAGEM BRASILEIRA, MEC-MNBA /RIO/1944; MAYER/84, PÁG. 1158; REIS JR, PÁG. 378; PONTUAL, PÁG. 473; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 292; ITAÚ CULTURAL, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 865; ACERVO FIEO.



181 - CARLOS LEÃO - (1906 - 1982)
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Nu - aquarela - 38 x 56 cm - canto inferior direito -
Com a seguinte dedicatória: "Ao meu xará Carlos, com um abraço do Carlos Leão. 16/5/82". -

Arquiteto, pintor e desenhista ativo no Rio de Janeiro. Participou com Lucio Costa no projeto do edifício sede do Ministério de Educação do Rio de Janeiro (1937). Excepcional desenhista, praticou igualmente a pintura, sempre fiel a uma só temática - "a mulher, seu corpo, seu mundo de amor, sexo e poesia". MEC, vol. 2, pág. 462/3; TEIXEIRA LEITE, pág. 281; PONTUAL, PÁG. 303; JULIO LOUZADA VOL.11, PÁG.171; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 602; ARTE NO BRASIL, pág. 746.



182 - EDUARDO SUED - (1925)
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Rosto - gravura - P. A. - 16 x 14 cm - canto inferior direito - 1964 -

Natural da cidade do Rio de Janeiro-RJ, onde reside e é ativo. Pintor, desenhista, ilustrador e gravador. Formou-se na Escola Nacional de Engenharia do Rio de Janeiro em 1948. Foi aluno de desenho e pintura do pintor Henrique Boese. Trabalhou como desenhista no escritório do arquiteto Oscar Niemeyer (1950-1951). Freqüenta os ateliês de La Grande Chaumière e L'Académies Julian em Paris (1951), retornando ao Rio de Janeiro em 1953, onde estuda gravura em metal com Iberê Camargo. Diversas exposições coletivas e individuais. JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 975/976; ARTE NO BRASIL, pág. 814; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



183 - FRANK SCHAEFFER - (1917 - 2008)
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Santíssima Trindade - óleo sobre cartão - 100 x 45 cm - canto inferior direito - 1977 -

Pintor, desenhista e professor. Realizou sua formação artística com Arpad Szenes no Brasil e, entre 1948 e 1949, com André Lhote e Fernand Léger em Paris. Participou de diversas edições da Bienal SP, do SNAM, e outras mostras importantes, tais como I Bienal Interamericana do México (1958), SAMDF (1964 e 1965), entre outras, todas com premiações. Pintor fiel ao seu estilo, pinta seus tema preferidos através de sua imaginação romântico-expressionista. TEODORO BRAGA, pág. 101; PONTUAL, pág. 477; MEC, vol. 4, págs. 192 e 209; Catálogo da Exposição de Paisagem Brasileira, MEC-MNBA/Rio/1944.; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 717.



184 - ROSA BONHEUR - (1822 - 1899)
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Cavalo - óleo sobre tela colada em cartão - 20 x 20 cm - canto inferior esquerdo -
Com etiqueta de Galeria Montmartre "Jorge", Rio de Janeiro - RJ, no dorso. -

Rose Marie Rosalie Bonheur, nasceu em Bordeaux e faleceu em Melun. ambas na França. Pintora e escultora, teve em seu pai o primeiro professor. Estudou com Cogniet, sofrendo influências de Lamennais e George Sand. Sua primeira exposição aconteceu em 1841, no Salão de Paris. A esta seguiram-se outras nos anos de 1843 e 1853, sendo que nesta última ela conseguiu tornar-se famosa através da popularização pela gravura de seu quadro Le Marché Aux Chevaux. Mulher ativa e de temperamento inquieto, não dedicou sua vida somente às artes. Foi também Cavaleiro da Legião de Honra em 1865 e Oficial em 1894, além de ser Comandante da Ordem de Isabel, a Católica. Foi grande amiga da Rainha Vitória e por isso aceita por toda a aristocracia inglesa, que passou a admirar as cores impressionistas de suas obras. O MNBA-RJ possui alguns de seus trabalhos. JULIO LOUZADA vol. 13 pág. 46 , BÉNÉZIT vol. 2 págs. 149 e 159 e ARTPRICE 2000 pág. 261



185 - EMILIANO DI CAVALCANTI - (1897 - 1976)
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Amantes - serigrafia - 15 x 25 cm - canto inferior direito -
na tela serigráfica. Obra impressa por Ateliê Mário Della Parra - Serigrafias - Rio de Janeiro, RJ. -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



186 - VINCENZO GIORGI - (1947)
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Composição - polimérico-amorfo - 32 x 45 cm - centro inferior -

Pintor nascido em Roma, Itália. Em 1953 sua família se transferiu para o Brasil e aqui se formou em Química Industrial (1969). Iniciou seus estudos de pintura com Quissak Jr. Participou de mostras coletivas pelo vale do Paraíba com os amigos: o pintor Paulo Pires do Rio e o escultor Boanerges Pereira Leite. Em 1971 sua exposição individual ‘A cor do espelho’ recebeu a medalha "Ciccillo Matarazzo" da Secretaria de Cultura do Estado.



187 - RUBEM VALENTIM - (1922 - 1991)
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Composição - serigrafia - 19 x 16 cm - canto inferior direito - 1975 -

Escultor, pintor, gravador, professor nascido em Salvador, BA e falecido em São Paulo. Iniciou-se nas artes visuais na década de 1940, como pintor autodidata. Entre 1946 e 1947 participou do movimento de renovação das artes plásticas na Bahia, com Mario Cravo Júnior, Carlos Bastos e outros artistas. Em 1953 formou-se em jornalismo pela Universidade da Bahia e publicou artigos sobre arte. Residiu no Rio de Janeiro entre 1957 e 1963, onde se tornou professor assistente de Carlos Cavalcanti no curso de história da arte do Instituto de Belas Artes. Residiu em Roma entre 1963 e 1966, com o prêmio viagem ao exterior, obtido no Salão Nacional de Arte Moderna. Em 1966 participou do Festival Mundial de Artes Negras em Dacar, Senegal. Ao retornar ao Brasil, residiu em Brasília e lecionou pintura no Ateliê Livre do Instituto de Artes da Universidade de Brasília - UnB. Em 1972, fez um mural de mármore para o edifício-sede da Novacap em Brasília, considerado sua primeira obra pública. Em 1979, Valentim realizou escultura de concreto aparente, instalada na Praça da Sé, em São Paulo, definindo-a como o Marco Sincrético da Cultura Afro-Brasileira e, no mesmo ano e foi designado, por uma comissão de críticos, para executar cinco medalhões de ouro, prata e bronze, para a Casa da Moeda do Brasil. Em 1998 o Museu de Arte Moderna da Bahia inaugurou a Sala Especial Rubem Valentim no Parque de Esculturas. Foi premiado nas Bienais Internacionais de São Paulo de 1967 e 1973, entre outros. PONTUAL, PÁG.532; WALMIR AYALA, VOL.2, PÁGS.395; TEIXEIRA LEITE, PÁG.517; MEC, VOL.4, PÁG.443; JULIO LOUZADA, VOL.11, PÁG.330; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 682; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 257, ACERVO FIEO; web.artprice.com.



188 - WALDOMIRO SANTANNA - (1952)
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Figuras - óleo sobre eucatex - 25 x 20 cm - canto inferior direito -

Pintor e professor, Waldomiro de Freitas Sant'Anna nasceu na cidade paulista de Itápolis. Estudou na Escola de Belas Artes de São Paulo e na Escola de Artes Plásticas da Associação de Ensino de Ribeirão Preto, com Bassano Vaccarini e Pedro Manoel Gismondi. De 1977 a 1981, leciona desenho e pintura para os cursos de educação artística e arquitetura da Universidade Estadual de Londrina, no Paraná. É um dos fundadores da Vila dos Artistas de Osasco, em São Paulo. Entre as exposições de que participa, destacam-se: Salão de Arte Jovem, na União Cultural Brasil-Estados Unidos, Santos, 1973; Bienal Nacional, São Paulo, 1976; Exposição Ribeirão Preto, no Paço das Artes, São Paulo, 1984; Mostra Comemorativa do Cinqüentenário de Londrina - Sala Especial, Paraná, 1984, Mostra Individual, na Galeria Itaú Cultural, Ribeirão Preto, 1981; Mostra Coletiva, na Galeria Itaú Cultural, Ribeirão Preto, 1984/1986; Mostra Festa Junina, São Paulo, 1984/1987. ITAÚ CULTURAL.



189 - CLÓVIS GRACIANO - (1907 - 1988)
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Bandeirante - gravura - E. A. - 10 x 16 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, cenógrafo, gravador, ilustrador, nasceu em Araras - SP e faleceu em São Paulo. Em São Paulo, a partir de 1934, realizou estudos com o pintor Waldemar da Costa, entre 1935 e 1937. Em 1937, integrou o Grupo Santa Helena com Francisco Rebolo, Mario Zanini, Bonadei e outros. Frequentou o curso de desenho da Escola Paulista de Belas Artes até 1938. Membro da Família Artística Paulista - FAP, em 1939 foi eleito presidente do grupo. Participou regularmente dos Salões do Sindicato dos Artistas Plásticos e, em 1941, realizou sua primeira individual. Em 1948, foi sócio-fundador do Museu de Arte Moderna de São Paulo - MAM/SP. Viajou para a Europa em 1949, com o prêmio recebido no Salão Nacional de Belas Artes. Permaneceu dois anos em Paris, onde estudou pintura mural e gravura. A partir dos anos 1950, dedicou-se principalmente à pintura mural. Em 1971, assumiu o cargo de diretor da Pinacoteca do Estado de São Paulo. De 1976 a 1978, exerceu a função de adido cultural em Paris. Participou por toda sua vida de muitas mostras e Salões oficiais pelo o Brasil e pelo mundo. MEC, VOL. 2, PÁG. 280; PONTUAL, PÁG. 247/8; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 225 A 227; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; ARTE NO BRASIL, PÁG. 784; LEONOR AMARANTE, PÁG. 58; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 433; VOL. 4, PÁG.483; VOL. 5, NPÁG. 450; ACERVO FIEO.



190 - HEITOR DOS PRAZERES - (1898 - 1966)
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Jogando peteca - óleo sobre eucatex - 30 x 40 cm - canto inferior direito -
Com autenticação da família do artista, na pessoa do curador da obra, Sr. Heitor dos Prazeres Filho, no dorso. -

Compositor e pintor, iniciou-se na pintura em 1937. São seus temas preferidos o samba, favelas cariocas, mulatas e malandros. Participou da I Bienal de SP (1951), sendo nela premiado. Mostrou a sua obra em diversas exposições, no Brasil e no exterior. JULIO LOUZADA, vol.11, pág.247; MEC. Vol.3, pág.400; WALMIR AYALA. Vol.2, pág.194; TEIXEIRA LEITE, pág.408; PONTUAL, pag.439; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág.810; LEONOR AMARANTE, pág. 266; 673; Acervo FIEO.



191 - FERNAND LEGER - (1881 - 1955)
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"O Samovar" - litografia - 40 x 50 cm - assinado na matriz -
Reproduzido na página 58 do catálogo "Fernand Leger - Relações e Amizades Brasileiras", exposição realizada na Pinacoteca do Estado de São Paulo em junho de 2009. Esta obra faz parte do álbum "Contrastes", de 1959. -

Nasceu em Argentam, perto de Paris, em 1881. Era filho de camponeses. Em Paris, a partir de 1900, cursou a Escola de Artes Decorativas e a Escola de Belas Artes. Recebeu influência das pinceladas geométricas de Cézanne e, posteriormente, das descobertas de Matisse. Em 1908 conheceu os cubistas e em 1910 pintou Nus na Floresta. Foi para o fronte na primeira Guerra Mundial. A partir de 1917, sua obra apresenta locomotivas e engrenagens, mostrando aspectos do mundo industrializado. Seus personagens adquirem, também, mecanizações, não possuindo humanidade. Recebeu Tarsilla do Amaral em seu ateliê entre 1923-1924, tendo sido marcante sua influência na formação da artista e do próprio Modernismo Brasileiro, na questão do progresso industrial. Na década seguinte, pintou murais, liberou formas e cores, tornando-se um pintor mais abstrato. Durante a Segunda Guerra, refugiou-se nos Estados Unidos. Voltou à França em 1945 onde, além de mosaicos e vitrais para igrejas, trabalhou em decoração e desenhou figurinos de balê. Morreu em 1955, em Gif-sur-Yvette, na França. JULIO LOUZADA, vol. 2 pag. 569



192 - JOEL GALDINO DE FREITAS - (XX)
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Cangaceira - escultura em barro - h = 40 cm - assinado -

Joel Galdino de Freitas é filho de Mestre Galdino e sempre esteve muito próximo do pai. Amassava barro desde os nove anos de idade. Passou dez anos em Vitória - ES e com a morte do pai (1996), da mãe e de seus dois irmãos, resolveu voltar à terra natal. Desde 1999 trabalha solitariamente no Memorial Mestre Galdino, em Caruaru - PE, construído pela Prefeitura e pela Fundação de Cultura, rodeado pelas figuras e imagens que aprendeu a fazer com o pai.



193 - JOÃO ALVES - (1905 - 1970)
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Casario - óleo sobre tela - 46 x 39 cm - canto inferior direito - 1963 -

Pintor ingênuo, autodidata, cuja obra tem como tema a paisagem urbana de Salvador, capital de seu Estado natal. Expôs individualmente no Museu de Arte Moderna de Salvador em 1961, e na Galeria Montmartre - RJ em 1965, com apresentação de Jorge Amado. JULIO LOUZADA vol. 9 pág 38; TEIXEIRA LEITE, pág. 22; ITAU CULTURAL; MEC, vol. 1, pág. 71; PONTUAL, pág. 20. Acervo FIEO.



194 - GUERINO GROSSO - (1907 - 1988)
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Rosas - óleo sobre tela - 49 x 68 cm - canto inferior direito -

Natural de Rio Claro, neste Estado, Guerino Grosso iniciou seu aprendizado artístico em 1917. Frequentou a Escola de Belas Artes de São Paulo. Artista de grande sensibilidade, dedicou-se à pintura de naturezas mortas com metais, confirmando-se como um dos melhores do gênero. JULIO LOUZADA, vol, 12 ,pág 189. MEC, vol, 2, pág, 284; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



195 - MANABU MABE - (1924 - 1997)
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Composição - serigrafia - 464/480 - 17 x 22 cm - canto inferior direito - 1987 -

Pintor autodidata, veio para o Brasil com a família em 1934, fixando-se em Lins-SP, onde trabalhou na lavoura do café; ligado ao abstracionismo informal, até a metade dos anos 50 fez pintura figurativa, especialmente paisagens e naturezas mortas; dedicou-se ainda à tapeçaria. ARTE NO BRASIL, vol. 2, pág. 1050; TEIXEIRA LEITE, pág. 296; PONTUAL, pág. 325/6; MEC, vol. 3, pág. 13; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 644; LEONOR AMARANTE, pág. 83, Acervo FIEO.



196 - J. BORGES (JOSÉ FRANCISCO BORGES) - (1935)
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"A serpente e a mulher" - matriz de xilogravura - 52 x 36 cm - canto inferior esquerdo -

Gravador e pintor, nasceu em Bezerros, PE, em 20/12/1935. Tinha sucesso com seus folhetos de cordel, mas foi a falta de material de ilustração para a capa de seu próximo trabalho que o levou para a xilogravura, passando a ser reconhecido nacional e internacionalmente. Em novembro de 1997 veio para São Paulo como um dos convidados do Encontro da Cultura Brasileira, na exposição O Cordel e a Arte dos Livros, que aconteceu no Salão Arco 2 da Estação Julio Prestes. JULIO LOUZADA, vol 10, pág 127; Acervo FIEO; ITAÚ CULTURAL.



197 - OLE RING - (1902 - 1972)
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Paisagem - aquarela - 30 x 40 cm - canto inferior direito -

Pintor dinamarquês que realizou diversas exposições individuais e participou de vários Salões oficiais. Leilões da Europa e Estados Unidos têm apresentado obras suas. artprice.com; askart.com; artnet.com; arcadja.com; invaluable.com.



198 - REGINA CERÁVOLO - (1954)
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"Santana do Parnaíba" - óleo sobre tela - 45 x 65 cm - canto inferior direito - 2001 -

Pintora, Maria Regina Cerávolo de Melo Zerey nasceu em Poços de Caldas, MG. Assina R. Cerávolo. Cursou artes plásticas na FAAP, SP e teve aulas de desenho e pintura, em 1982, com Menacho. Participou de mostras coletivas e Salões oficiais em: Santana do Parnaíba, SP (1983); São Paulo (Salão Paulista de Belas Artes: 1984, 1985, 1987, 1988; Salão de Artes Plásticas do Instituto de Engenharia - 1988; IV Prêmio Brasil Contemporâneo e VIII Artistas Contemporâneos da Sociarte - 1989). Foi premiada em 1989. JULIO LOUZADA VOL. 4, PÁG. 248.



199 - LÊDA WATSON - (1933)
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"Le souvenir rouge" - gravura - 28/50 - 17 x 14 cm - canto inferior direito -

Gravadora, ilustradora e arte-educadora nascida em Niterói, RJ. Graduou-se em Artes Plásticas na Escola Nacional de Belas Artes - RJ, na ‘Ecole Nationale de Beaux Arts’ - Sorbonne, Paris, na UnB – Brasília e especializou-se em gravura em metal na Escolinha de Arte do Brasil, RJ com Orlando da Silva e no Atelier Friedlaender, em Paris. Ilustrou um livro de contos de Jules Laforgue, sendo que a edição anterior havia sido ilustrada por Dalí. Residiu na França por quatro anos e regressou ao Brasil em 1974 instalando seu atelier em Brasília. Ministrou cursos de gravura em metal e palestras em várias universidades da América. Criou o 1º Núcleo de Gravadores de Brasília e, posteriormente, o Clube da Gravura (1989), reunindo, em sua maioria, gravadores profissionais do Distrito Federal. Criou também o 1º Museu de Arte de Brasília, inaugurado em 1985. Como artista plástica-gravadora, desde 1970, Lêda participa de exposições coletivas e individuais no Brasil, América Latina, Estados Unidos, Canadá, Europa e Oriente. Recebeu vários prêmios. Desde 2002, retomou o ensino da gravura em seu próprio atelier, expondo periodicamente com suas alunas. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 1214; VOL. 7, PÁG. 745; VOL. 10, PÁG. 932; MEC VOL. 4, PÁG. 504; ledawatson.com.



200 - ALOYZIO ZALUAR - (1937)
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"Manchas" - óleo sobre tela - 43 x 53 cm - canto inferior direito - 1996 -

Natural da cidade do Rio de Janeiro. Passou a frequentar a antiga ENBA em 1956. Participou de diversos SNAM entre 1958 e 1967, recebendo a Certificado de Isenção em 1966. Expõe individualmente a partir de 1964. TEIXEIRA LEITE chamou atenção, em 1964, para a influência de Goeldi nos seus trabalhos que, mais tarde, abordaram a temática do carnaval carioca, levando o artista e poeta José Paulo Moreira da Fonseca a situá-lo na fronteira entre o desenho e a pintura. ITAÚ CULTURAL; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 349; MEC, vol. 4, pág. 528; PONTUAL, pág. 556; ACERVO FIEO, pág. 785. Acervo FIEO. -



201 - DJANIRA DA MOTTA E SILVA - (1914 - 1979)
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Conversando - serigrafia - 26 x 24 cm - canto inferior direito -

Pintora, desenhista e gravadora, natural de Avaré, SP. Foi aluna de Marcier. A partir de 1942 participa do SNBA, recebendo premiação em 1943, 1944 e 1950. Realizou exposições individuais. Participou de diversas coletivas e salões de arte, nacionais e internacionais, com excelente recepção da crítica especializada. Diz-se que sua pintura é ingênua, mas ela declarava que ingênua, era ela mesma. JULIO LOUZADA vol.1, pág. 336; PONTUAL, pág. 181; TEIXEIRA LEITE, pág. 164; MEC, vol. 2, pág 58; WALMIR AYALA, vol. 1, pág, 263; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 810; ARTE NO BRASIL, pág. 824; Acervo FIEO.



202 - MARIE LOUISE MATTOS - (1916)
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"Lapa" - desenho a nanquim e aquarela - 32 x 21 cm - canto inferior esquerdo - Rio de Janeiro -

Nascida em Paris, França, filha do escultor Antônio Pinto de Mattos. Pintora, cresceu em ambiente de intensa produção artística, tomando gosto pela arte desde muito criança. Transferiu-se para o Brasil na dec. de 40, passou a frequentar o Liceu de Artes e Ofícios do RJ, onde foi aluna de Armando Viana (1946). Já no ano seguinte recebia Menção Honrosa no SNBA. Nesse mesmo salão conquistou ainda a Medalha de Prata (1951). Ganhadora de prêmio viagem 'a Europa (1960), participou de salões na capital da França. Algumas de suas obras encontram-se no MNBA-RJ. JULIO LOUZADA, vol. 1 pág. 610, Acervo FIEO.



203 - LÊDA WATSON - (1933)
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"Encantamentos da natureza" - gravura - 7/30 - 45 x 52 cm - canto inferior direito -

Gravadora, ilustradora e arte-educadora nascida em Niterói, RJ. Graduou-se em Artes Plásticas na Escola Nacional de Belas Artes - RJ, na ‘Ecole Nationale de Beaux Arts’ - Sorbonne, Paris, na UnB – Brasília e especializou-se em gravura em metal na Escolinha de Arte do Brasil, RJ com Orlando da Silva e no Atelier Friedlaender, em Paris. Ilustrou um livro de contos de Jules Laforgue, sendo que a edição anterior havia sido ilustrada por Dalí. Residiu na França por quatro anos e regressou ao Brasil em 1974 instalando seu atelier em Brasília. Ministrou cursos de gravura em metal e palestras em várias universidades da América. Criou o 1º Núcleo de Gravadores de Brasília e, posteriormente, o Clube da Gravura (1989), reunindo, em sua maioria, gravadores profissionais do Distrito Federal. Criou também o 1º Museu de Arte de Brasília, inaugurado em 1985. Como artista plástica-gravadora, desde 1970, Lêda participa de exposições coletivas e individuais no Brasil, América Latina, Estados Unidos, Canadá, Europa e Oriente. Recebeu vários prêmios. Desde 2002, retomou o ensino da gravura em seu próprio atelier, expondo periodicamente com suas alunas. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 1214; VOL. 7, PÁG. 745; VOL. 10, PÁG. 932; MEC VOL. 4, PÁG. 504; ledawatson.com.



204 - EDIR ESCARIÃO - (1948)
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Colheita - acrílico sobre tela - 60 x 80 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor, desenhista e gravador, natural de Caruaru, PE. Edir Mai Escarião assinava, até 1995, Edir Escarião e E. Escarião, atualmente. Passou a sua infância em Santos, SP. Estudou desenho na Associação Paulista de Belas Artes e pintura com o professor Guido, em São Paulo. Dedica-se à xilogravura a partir de 1977. Exposições individuais: São Paulo, SP (1979, 1987). Coletivas: São Paulo, SP (1973 a 1977, 1982, 1983, 1986, 1987, 1989, 1991, 1992, 1994, 1995); Jundiaí, SP (1975); Brasília, DF (1976); Embu, SP (1977); Santos, SP (1977); Curitiba, PR (1977); Salvador, BA (1980, 1991); Campinas, SP (1981, 1989, 1990, 1991); Americana, SP (1984); Ilhabela, SP (1995); Suíça (1993, 1994). Prêmios: São Paulo, SP (1986, 1987, 1992); Suíça (1992). JULIO LOUZADA, vol.5, pág. 342; vol. 9, pág.294.



205 - GALILEU EMENDABLI - (1902 - 1978)
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Visitação - desenho a lápis - 42 x 55 cm - canto inferior direito - 1970 -

Pintor, desenhista, escultor, ativo em São Paulo. É de sua autoria o Obelisco do Ibirapuera, obra monumental dedicada à memória dos heróis constitucionalistas. ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 634; Acervo FIEO.



206 - JOÃO CAMARA - (1944)
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Figuras - litografia - 29/100 - 38 x 25 cm - canto inferior direito -

Importantíssimo artista nacional, natural de João Pessoa, PB, e radicado em Olinda, PE. Pintor, desenhista e gravador, João Câmara conquistou os primeiros prêmios de pintura e de gravura nos SPMEP de 1962 E 1964. Neste último ano fundou, em companhia de artistas locais, o Atelier Coletivo de Ribeira, em Olinda. Exerceu o magistério entre 1967 e 1969, lecionando pintura no Setor de Arte da Universidade Federal da Paraíba. Suas obras, tratando de temas atuais, reúnem mensagens poéticas com uma dose de surrealismo, e que segundo o crítico Walmyr Ayala, " desmistifica toda e qualquer atitude romântica" . Walter Zanini, por sua vez, comenta (1967), que " Suas imagens encadeadas quase como um ´puzzle` parecem amalgamar deuses aztecas e ícones do baralho, assumindo ar de aquilina ´terribilitá` sobriamente derrisório." Participou de quase todas as mostras mais importantes do País, com sucesso de crítica. ITAU CULTURAL; PONTUAL, pág. 100; TEIXEIRA LEITE, pág. 100; WALTER ZANINI , pág. 754; ARTE NO BRASIL, pág. 688; Acervo FIEO.



207 - JOSÉ SIMEONE - (1930 - 2009)
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Vila de pescadores - óleo sobre tela - 42 x 65 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1977 -

Pintor paulistano ligado à arte figurativa, com características impressionistas. Seu estilo se aproxima dos oitocentistas italianos e franceses, sendo que o crítico Pietro Maria Bardi também identificava em sua obra influências do grupo Santa Helena. Proveniente de família de artistas pintores (Angelo e João Simeone). Participa de coletivas a partir de 1962 (já com premiação). MEC, vol. 4, pág. 285; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 923; TEIXEIRA LEITE, pág. 482; Acervo FIEO.



208 - GAETANO DE GENARO - (1890 - 1959)
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Espanhola - pastel - 52 x 42 cm - canto inferior esquerdo - 1946 -

Napolitano, DE GENARO foi também pintor, escultor e professor. Faleceu em São Paulo-SP. Descendente de familia de artistas, o artista especializou-se no retrato, executado a óleo ou pastel, que utilizada preferencialmente. Lecionou pintura por muito tempo em São Paulo. Artista diversas vezes premiado em Salões paulista e paranaense. JULIO LOUZADA, vol. 11 pág. 126



209 - JOÃO CAMARA - (1944)
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A luz - gravura - 29/100 - 38 x 26 cm - canto inferior direito -

Importantíssimo artista nacional, natural de João Pessoa, PB, e radicado em Olinda, PE. Pintor, desenhista e gravador, João Câmara conquistou os primeiros prêmios de pintura e de gravura nos SPMEP de 1962 E 1964. Neste último ano fundou, em companhia de artistas locais, o Atelier Coletivo de Ribeira, em Olinda. Exerceu o magistério entre 1967 e 1969, lecionando pintura no Setor de Arte da Universidade Federal da Paraíba. Suas obras, tratando de temas atuais, reúnem mensagens poéticas com uma dose de surrealismo, e que segundo o crítico Walmyr Ayala, " desmistifica toda e qualquer atitude romântica" . Walter Zanini, por sua vez, comenta (1967), que " Suas imagens encadeadas quase como um ´puzzle` parecem amalgamar deuses aztecas e ícones do baralho, assumindo ar de aquilina ´terribilitá` sobriamente derrisório." Participou de quase todas as mostras mais importantes do País, com sucesso de crítica. ITAU CULTURAL; PONTUAL, pág. 100; TEIXEIRA LEITE, pág. 100; WALTER ZANINI , pág. 754; ARTE NO BRASIL, pág. 688; Acervo FIEO.



210 - FULVIO PENNACCHI - (1905 - 1992)
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Baile - serigrafia - 123/199 - 46 x 65 cm - canto inferior direito - 1987 -

Pintor, ceramista, desenhista, ilustrador, gravador, professor nascido na cidade de Villa Collemandina, Itália e falecido em São Paulo. Em 1924 foi para Lucca e iniciou sua formação artística no ‘Regio Istituto di Belle Arti’ onde teve aulas com o pintor Pio Semeghini. Mudou-se para São Paulo em 1929 e dedicou-se a diferentes atividades até 1933, quando passou a auxiliar Galileo Emendabili na execução de monumentos funerários. Em 1935, conheceu Francisco Rebolo, passou a frequentar seu ateliê e conviveu com os artistas do Grupo Santa Helena. Nessa mesma época integrou a Família Artística Paulista e iniciou a produção de painéis em afresco e óleo para residências, igrejas, hotéis e outras edificações, destacando-se os afrescos de grandes dimensões para a Igreja Nossa Senhora da Paz, no bairro do Glicério, executados entre 1941 e 1948. Em 1965, iniciou um período de recolhimento e manteve-se afastado das exposições e do circuito artístico. Em 1973, reabriu seu ateliê e recebeu diversas homenagens no Brasil e na Itália. Nesse mesmo ano conheceu a ceramista Eunice Pessoa e com ela desenvolveu um grande número de peças que foram expostas em 1975. Sem nunca ter abandonado as atividades artísticas, voltou a figurar em diversas mostras e continuou a produzir painéis em afresco. Em 1980, Pietro Maria Bardi publicou um livro sobre sua obra. Nove anos depois, foi lançado o livro ‘Ofício Pennacchi’, organizado por Valério Antonio Pennacchi, responsável também pela publicação, em 2002, do livro ‘Fulvio Pennacchi: Pintura Mural’. Importante retrospectiva da obra do artista foi realizada, em 1973, no MAM - São Paulo. TEODORO BRAGA, PÁG. 192; MEC, VOL, 3, PÁG. 365; WALMIR AYALA, VOL, 2, PÁG. 182; PONTUAL, PÁG. 416; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 784; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 740; ACERVO FIEO.



211 - SHEILA CHAZIN - (XX)
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Paisagem - óleo sobre eucatex - 20 x 28 cm - canto inferior direito - 1976 -

Pintora natural de Bucareste, Romênia, radicada no Brasil. Participou de várias exposições coletivas e Salões oficiais. JULIO LOUZADA, vol.4, pág. 258.



212 - TRINAZ FOX (RUBENS FERREIRA TRINAZ FOX) - (1899 - 1964)
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Gaúchos - desenho a nanquim e aquarela - 34 x 49 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista e caricaturista. Viveu durante muitos anos na Europa. De volta ao Brasil, colaborou em diversas revistas e jornais cariocas na década de 1920, inclusive como redator, destacando-se: D. Quixote, O Tagarela e O Combate. entre 1930 e 1940 fixou-se na Argentina, publicando trabalhos na imprensa de Buenos Aires e Santa Fé. PONTUAL, pág. 526; MEC vol.2, pág. 188; HISTORIA DA CARICATURA NO BRASIL, pág. 1421;



213 - RODOLPHO TAMANINI NETTO - (1951)
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Meninos soltando pipa - óleo sobre tela - 100 x 25 cm - canto inferior esquerdo - 1970 -

Nasceu em São Paulo. Pintor urbano, soube captar o ambiente de sua cidade natal, essa cidade tão complexa, tão imensa, tão feia, mas que a gente ama, ficando com jeito de explicar as razões dessa paixão para quem não vive aqui (Jacques Ardies). JULIO LOUZADA vol.9, pág. 834; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 235.



214 - ADOLFO DE ALVIM MENGE - (1880 - 1962)
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Paisagem - óleo sobre tela - 18 x 10 cm - canto inferior esquerdo -

Adolpho de Mello e Alvim Menge nasceu em Niterói, RJ e faleceu no Rio de Janeiro. Desenhista, pintor, escritor e diplomata. Estudou pintura com Max Kuchel e Barbasan Lagueruela em Roma (Itália) e na Escola Nacional de Belas Artes no Rio de Janeiro. Entre 1917 e 1919 residiu em Roma, onde atuou na carreira diplomática. De volta ao país, morou no Rio de Janeiro, onde publicou os livros Fragmentos Históricos (1936) e Terras Longínquas e Fatos Remotos (1940); e colaborou com crônicas na seção literária do Jornal do Comércio (1940 a 1951). Dentre as exposições de que participou, destacam-se: Exposição Geral de Belas-Artes (premiado), Rio de Janeiro, várias edições entre 1907 e 1929; Salão da Sociedade Nacional de Belas-Artes, Lisboa, Portugal, 1917 (Segunda Medalha); Mostra Comemorativa do Centenário da Independência, na Escola Nacional de Belas-Artes, Rio de Janeiro, 1922. Postumamente, suas obras figuraram nas mostras: Retrospectiva no MNBA, Rio de Janeiro, 1981; O Rio é Lindo: A Paisagem Carioca no Acervo do BANERJ, na Galeria de Arte BANERJ, 1985; Visões do Rio, MAM/RJ, 1996. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 631; MEC VOL. 3, PÁG. 141; PONTUAL PÁG. 358.



215 - EUGÊNIO DE PROENÇA SIGAUD - (1889 - 1979)
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Hércules - xilogravura - P. A. - 32 x 23 cm - canto inferior direito - 1974 -

Estudou desenho na Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro com Modesto Brocos, formando-se em arquitetura em 1932, nessa mesma escola. A partir de 1935, dedicou-se à pintura mural e, de 1937, à pintura de temas sociais, com predominância de motivos de operários em construção e trabalhadores rurais. Caracteriza-se por uma grande versatilidade técnica, sendo dos raros pintores brasileiros a utilizar, lado a lado, o óleo, a têmpera e a encáustica, além da aquarela e do guache. Participou do Núcleo Bernardelli. PONTUAL, pág. 489; MEC, vol. 4, pág. 243; TEIXEIRA LEITE, pág. 475 e 476; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 324 a 327; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 579; ARTE NO BRASIL, pág. 763, Acervo FIEO.



216 - MARIE LOUISE MATTOS - (1916)
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"Monmartre" - óleo sobre cartão - 34 x 26 cm - canto inferior direito - 1963 - Paris -

Nascida em Paris, França, filha do escultor Antônio Pinto de Mattos. Pintora, cresceu em ambiente de intensa produção artística, tomando gosto pela arte desde muito criança. Transferiu-se para o Brasil na dec. de 40, passou a frequentar o Liceu de Artes e Ofícios do RJ, onde foi aluna de Armando Viana (1946). Já no ano seguinte recebia Menção Honrosa no SNBA. Nesse mesmo salão conquistou ainda a Medalha de Prata (1951). Ganhadora de prêmio viagem 'a Europa (1960), participou de salões na capital da França. Algumas de suas obras encontram-se no MNBA-RJ. JULIO LOUZADA, vol. 1 pág. 610, Acervo FIEO.



217 - CLAUDIO TOZZI - (1944)
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"Eucatex" - serigrafia - 7/100 - 50 x 70 cm - canto inferior direito -

Pintor, arquiteto e gravador paulista com diversas exposições e participações em salões e bienais no Brasil e no exterior. Dedicou-se inicialmente à colagem e à gravura, numa utilização crítica das histórias em quadrinhos; numa fase posterior passou a criar múltiplos tridimensionais e a efetuar pesquisas em torno dos efeitos ópticos. WALMIR AYALA vol.2, pág.388/9; PONTUAL, pág.525/6; TEIXEIRA LEITE, pág. 512; ARTE NO BRASIL vol.2, pág.1059; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 740; LEONOR AMARANTE, pág. 170; Acervo FIEO.



218 - ANISIO DANTAS - (1933 - 1990)
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"Paisagem de Campo Grande" - óleo sobre madeira - 38 x 46 cm - canto inferior direito - Rio de Janeiro -

Pintor e gravador, Anísio Dantas Filho nasceu em Aracaju, SE e faleceu em Salvador, BA. Em 1953 transferiu-se para o Rio de Janeiro onde cursou desenho de propaganda na Fundação Getúlio Vargas. Em 1964, formou-se em pintura pelo Instituto de Belas Artes do Rio de Janeiro. Participou de diversos salões e mostras oficiais, entre as quais: Bienal Internacional de São Paulo (1972); Bienal internacional do México (1982, 1984); ‘Art Brasil Berlin’ em Berlim, Alemanha (1990). Realizou exposições individuais no: Rio de Janeiro (1964, 1968); São Paulo (1979); Salvador, BA (1989). ITAÚ CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 6, PÁG. 298; brasilartesenciclopedias.com.br.



219 - EMILIANO DI CAVALCANTI - (1897 - 1976)
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Mulata - desenho a caneta esferográfica - 29 x 19 cm - centro inferior - 2/76 -
Com a seguinte dedicatória: "A Zenaid do velho Di Cavalcanti". -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



220 - HANSEN BAHIA - (1915 - 1978)
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Justiça - xilogravura - 25 x 19 cm - canto inferior direito -

Seu nome de batismo era Karl Heinz Hansen, nascido na Alemanha. Dedicou quase toda a sua vida de artista fixando aspectos da Bahia, daí o nome artístico que adotou. Apegou-se ao povo, aos animais e principalmente aos cenários daquela região, e que tão bem soube reproduzir com sua alma e essencia. JULIO LOUZADA vol.1, pág. 81; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 720; ARTE NO BRASIL, pág. 842; ACERVO FIEO, pág. 251.



221 - ANGELI - (1956)
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A família - desenho a nanquim e colagem - 18 x 37 cm - canto superior direito - Fevereiro -

Arnaldo Angeli Filho nasceu em São Paulo, SP. Cartunista, chargista e ilustrador. Aos 14 anos, publicou seu primeiro desenho na revista ‘Senhor’. Autodidata, aprendeu a desenhar copiando os trabalhos de Millôr Fernandes, Jaguar e Ziraldo . No jornal ‘Folha de S. Paulo’, publicou charges, a partir de 1973, e, desde 1983, tiras diárias em que criou personagens que retratavam tipos urbanos, com destaque para Rê Bordosa, Bob Cuspe e os velhos hippies Wood & Stock. Na década de 1980, publicou a revista ‘Chiclete com Banana’com novo elenco de personagens de sua autoria, como Walter Ego, Rigapov, Rhalah Rikota, Bibelô, Meiaoito e Nanico, Ritchi Pareide, Aderbal e Os Skrotinhos. Com Laerte (1951) e Glauco (1957-2010) criou a série Los Três Amigos, também publicada em ‘Chiclete com Banana’. Em 1983, ilustrou o livro da historiadora Lilia Moritz Schwartz: ‘República Vou Ver!’. Em 1995, publicou ‘FHC: Biografia Não Autorizada’, coletânea de charges produzidas durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. O diretor Otto Guerra lançou, em 2006, o longa-metragem de animação ‘Wood & Stock - Sexo, Orégano e Rock'n Roll’. Em 2008, foi um dos homenageados no 1º Festival Internacional de Humor do Rio de Janeiro, que apresentou Angeli/Genial, uma mostra retrospectiva da produção do cartunista. Também nesse ano, foi lançado o curta-metragem de animação Dossiê Rê Bordosa. Seus desenhos estão incluídos na ‘Enciclopédia del Humor Latino Americano’, da Colômbia, na Antologia de Humor Brasileiro e no Museu do Cartum e Caricatura de Basiléia, Suíça. Atualmente, desenha para a Folha de S. Paulo e para o seu site no portal Universo On-line, com destaque para as tiras Let´s Talk About Sex, Luke e Tantra e, na "net-novela" A Morta Viva, Rê Bordosa. ITAU CULTURAL.



222 - PEDRO RODRIGUES - (1941)
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"Barbearia" - óleo sobre tela - 60 x 80 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor gaúcho que ingressou na FAAP, SP, em 1962. Desenvolveu metodicamente seu trabalho com a palheta baixa (preto, ocre, terra e branco), em 1964, sob a orientação de Luis Dias. Interessou-se por Torres Garcia e, em 1966, viajou para Montevidéu e conviveu com artistas do Taller Torres Garcia. Fez também cerâmica construtiva, na técnica do engobe. - Ele adota uma ancestralidade no fazer, ele recupera uma técnica e estuda a própria estrutura deste fazer. É com estes recursos que ele investiga, registra e se deixa envolver numa relação com o que está à sua volta - (PEDRO RODRIGUES, Jacob Klintowitz, pág. 27). JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 976; VOL. 13, PÁG. 287; JACOB KLINTOWITZ - PEDRO RODRIGUES.



223 - JEAN GUILLAUME - (1912 - 1985)
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"Joá - Rio de Janeiro" - guache - 33 x 46 cm - canto inferior direito - 1954 -

Nascido em Bayonne, França, em 26/5/1912 e falecido em Cabo Frio, Brasil, onde era ativo desde 1961. Estudou em Bordeaux e Paris. Frequentou a Académie de la Grande Chaumière, onde tornou-se amigo de Bernard Buffet, dentre outros mestres da época. No Brasil desde 1951, expos regularmente no Rio de Janeiro e outras cidade da América do Sul. JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 480; ITAU CULTURAL.



224 - CARYBÉ - (1911 - 1997)
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"Criadores de pássaros" - serigrafia - 234/250 - 65 x 47 cm - assinado -
Na tela serigráfica. -

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



225 - WALTER LEWY - (1905 - 1995)
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Figuras surreais - litografia - n°2/ex.26 - 20 x 20 cm - canto inferior direito - 1942 -
Procedente da coleção do crítico de arte Mário Schenberg, São Paulo - SP. -

Pioneiro do surrealismo, o qual praticava desde que chegou ao Brasil, em 1937, fixando residência em São Paulo. Participou de Salões Nacionais e Bienais de São Paulo, entre 1951 e 1965, recebendo diversas premiações oficiais. JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 497; MEC, vol. 2, pág. 474; TEODORO BRAGA, pág. 245; TEIXEIRA LEITE, pág. 286; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 630; LEONOR AMARANTE, pág. 142; Acervo FIEO.



226 - BRUNO LECHOWSKY - (1889 - 1941)
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Vista do Rio de Janeiro - óleo sobre tela - 27 x 41 cm - canto inferior esquerdo - 1941 - Rio -

Natural da Polônia, este grande pintor e professor veio para o Brasil em 1926, fixando-se inicialmente no Paraná, para depois vir a residir de forma permanente no Rio de Janeiro, o qual pintou com todas as cores e luzes. Integrou o Núcleo Bernardelli, onde orientou mestres como Tamaki, Takaoka, e principalmente Pancetti, a quem chegaria a marcar, inclusive nas cores chapadas. TEODORO BRAGA, pág. 139; PONTUAL, pág. 305; MEC, vol. 2, pág. 465; TEIXEIRA LEITE, pág. 281/282; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 449; ARTE NO BRASIL, pág. 764.



227 - ROMILDO PAIVA - (1938)
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Composição - gravura - P. A. II/V - 40 x 54 cm - canto inferior direito -

O autor nasceu em São Paulo, onde é ativo. Gravador, estudou com Lívio Abramo gravura e litogravura. Participa de coletivas a partir de 1970, obtendo premiações. MEC, vol. 3, pág. 328; WALTER ZANINI, pág. 765.



228 - ROBERTO DE ALMEIDA - (1940)
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"Nu, mulher e frutos" - óleo sobre eucatex - 30 x 30 cm - canto superior direito -
Com etiqueta n° 1361 de Renot Atelier, no dorso, São Paulo - SP, no dorso. -

Pernambucano do Recife, este artista foi aluno do curso regular da Escola de Belas Artes da Universidade de Munique, Alemanha. Em 1964 participa da fundação do Atelier e Galeria do Mercado da Ribeira, em Olinda, onde também lecionava História da arte. Exposições individuais e coletivas no Rio de Janeiro e coletivas em Salvador e Recife. JULIO LOUZADA, vol.1 pág. 51.



229 - ETTORE FEDERIGHI - (1909 - 1979)
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Natureza morta - óleo sobre tela - 25 x 31 cm - canto inferior direito -

Pintor ativo em São Paulo, participou do SPBA, conquistando menção honrosa (1952), pequena medalha de prata (1957), prêmio aquisição (1958 / 59 / 60), grande medalha de prata (1961) e várias outras, bem como várias participações em Salões. MEC, vol. 2, pág. 145; JULIO LOUZADA, vol. 4, pág. 387.; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



230 - CABRAL, ANTONIO HÉLIO - (1948)
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Figura - óleo sobre tela - 80 x 60 cm - canto inferior direito -
Com etiqueta de Grifo Galeria de Arte - Alameda Jaú, 1709, São Paulo - SP, no dorso. -

Formado em arquitetura pela USP em 1974. Foi professor de pintura e desenho em diversas instituições de 1973 a 1984, tendo organizado mostras de artes brasileiras no Museu Lasar Segall, cujo ateliê de artes plásticas também orientou por algum tempo. Como pintor é adepto do figurativismo expressionista. TEIXEIRA LEITE, pág. 96; JULIO LOUZADA vol.10, pág.159; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



231 - GENTIL GARCEZ - (1903 - 1992)
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"Minas Gerais" - óleo sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior direito e dorso - 1982 -

Sua primeira individual deu-se em 1922. Participou assiduamente de certames artísticos realizados em São Paulo e em outras cidades do País. TEODORO BRAGA, pág. 105; MEC, vol. 2, pág. 240/241; JULIO LOUZADA, vol 1, pág. 410; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



232 - DOMENICO CALABRONE - (1928 - 1999)
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Composição - técnica mista - 25 x 32 cm - canto inferior direito - 1965 -

Pintor, escultor, ceramista e joalheiro. Nascido na Calábria, Itália, completou seus estudos artísticos em Roma, no ano de 1951. Fixou-se em São Paulo em 1954, passando e frequentar a Escola de Arte do Museu de Arte Moderna. Sua escultura, hoje conhecida internacionalmente, destaca-se pelo vigor de suas mensagens e pela alta qualidade artística e técnica. JULIO LOUZADA vol.2, pág.194; ITAU CULTURAL; LEONOR AMARANTE, pág. 336; WALTER ZANINI, pág. 770.



233 - FRANCISCO CUOCO - (1928 - 2006)
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"Batalha na neve" - óleo sobre tela - 65 x 81 cm - canto inferior direito e dorso - 1972 -

Pintor e professor, participou do Salão Paulista de Belas Artes onde obteve medalha de bronze e o 2º prêmio Governo do Estado-1956-1970; participou, também, do 1º Salão Panamericano de Arte-RGS-1958; 3º Salão de Arte de São Bernardo do Campo-1970 e do Salão Oficial de Belas Artes de Santos-1970/71. MEC, vol. 1, pág. 502; Acervo FIEO.



234 - MAURICE UTRILLO - (1883 - 1955)
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"Montmartre" - litografia - 87/200 - 21 x 25 cm - canto inferior direito -

Pintor, filho da também pintora Suzanne Valadon, nasceu em Paris e faleceu em Dax, Landes, França. Foi adotado pelo crítico de arte catalão Miguel Utrillo y Molins em 1891. Começou a pintar em 1902, pressionado pela mãe, que esperava que a arte o ajudasse a curar-se do alcoolismo que o acometia desde a infância. Sua mãe deu-lhe as primeiras lições de pintura e, depois, foi um autodidata. Realizou sua primeira exposição no ‘Salon d’Automne’ de 1909. No ‘Salon des Indépendants’ de 1912 participou pela primeira vez e, a partir de então, só se apresentou individualmente. Em 1943 o artista foi homenageado com uma grande retrospectiva no ‘Salon d’Automne’. BENEZIT VOL. 10, PÁG. 353; DICIONÁRIO OXFORD PÁG. 539; JULIO LOUZADA VOL. 9, PÁG.880; www.utrillo.com; maurice-utrillo.com; britannica.com; artnet.com; web.artprice.com.



235 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XIX - XX -
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Descansando na relva - óleo sobre tela - 20 x 35 cm - não assinado -



236 - MENASE WAIDERGORN - (1927)
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Última ceia - óleo sobre tela colada em eucatex - 21 x 36 cm - canto inferior direito -

Romeno da cidade de Hotin, Waidergorn veio para o Brasil em 1932, onde seus pais fixaram residência em São Paulo. Ingressou na APBA, onde conheceu Mecatti, que muito o estimulou e orientou, dele assimilando a luminosidade da pintura peninsular muito a gosto do ottocento italiano. Sua pintura aborda todos os gêneros, baseadas tanto nas recordações da infância pobre como nas lembranças das viagens que fez ao norte da Africa e Europa. Participou de diversos salões e coletivas, recebendo diversas premiações JULIO LOUZADA vol.11, pág. 330; Acervo FIEO.



237 - EDUARDO SUED - (1925)
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Composição - serigrafia - 16/100 - 47 x 66 cm - canto inferior direito - 2009 -

Natural da cidade do Rio de Janeiro-RJ, onde reside e é ativo. Pintor, desenhista, ilustrador e gravador. Formou-se na Escola Nacional de Engenharia do Rio de Janeiro em 1948. Foi aluno de desenho e pintura do pintor Henrique Boese. Trabalhou como desenhista no escritório do arquiteto Oscar Niemeyer (1950-1951). Freqüenta os ateliês de La Grande Chaumière e L'Académies Julian em Paris (1951), retornando ao Rio de Janeiro em 1953, onde estuda gravura em metal com Iberê Camargo. Diversas exposições coletivas e individuais. JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 975/976; ARTE NO BRASIL, pág. 814; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



238 - MARCELO GRASSMANN - (1925)
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Figuras fantásticas - xilogravura - 32 x 27 cm - canto inferior direito - 1949 -
Reproduzido no livro "Marcelo Grassman: 40 anos de gravura", editado em 1984. -

Desenhista, gravador, ilustrador, pintor, escultor e professor, nasceu em São Simão, SP. Estuda fundição, mecânica e entalhe em madeira na Escola Profissional Masculina do Brás, SP. Passa a realizar xilogravuras a partir de 1943. Atua como ilustrador do Suplemento Literário do ‘Diário de São Paulo’, do ‘O Estado de S. Paulo’ e do ‘Jornal do Estado da Guanabara’. Quando reside no Rio de Janeiro, a partir de 1949, freqüenta os cursos de gravura em metal, com Henrique Oswald e de litografia, com Poty, no Liceu de Artes e Ofícios. Em Salvador (1952), trabalha com Mario Cravo Júnior. .Recebe o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Arte Moderna (1953) e vai para a Academia de Artes Aplicadas, em Viena. Passa a dedicar-se principalmente ao desenho, à litografia e à gravura em metal. Em 1969, sua obra completa é adquirida pelo governo do Estado de São Paulo, passando a integrar o acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo . Em 1978, a casa em que nasceu, em São Simão, é transformada em museu e tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo - Condephaat. Participou de muitas exposições e das Bienais de: São Paulo (1951 a 1961, 1967, 1969, 1979, 1985, 1989); Veneza (1950, 1956, 1958, 1962); Paris (1959). Principais prêmios: Bienal de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1959, 1967); Bienal de Veneza (1950, 1956, 1958,1962); Bienal de Paris (1959). PONTUAL, PÁG. 249; MEC, VOL. 2, PÁG. 281 E 282; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG. 439; VOL. 5, PÁG. 453; VOL. 9, PÁG. 383.



239 - ADRIANO GAMBIM - (1983)
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"O salário não alimenta a família" - acrílico sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2011 -

Pintor, desenhista, gravador e professor. Sua formação artística foi na UNIMESP e UNESP, São Paulo. Realizou exposições individuais em Guarulhos (2008, 2009, 2010, 2011) e tem participado de várias mostras coletivas e Salões oficiais, destacando-se: Guarulhos, SP (2007 a 2013); Araras, SP (2013); Brasília, DF (2013); Araraquara, SP (2012); Curitiba, PR (2012); Ribeirão Preto, SP (2010); Santo André, SP (2010); Santos, SP (2011); Ceará (2012); Espanha (2005 a 2008, 2013); México (2009); Itália (2007, 2009); Japão (2008); Romênia (2007, 2010). Foi premiado em: Guarulhos, SP (2007 a 2009, 2011); Mairiporã, SP (2011); Espanha (2011); Araraquara, SP (2010, 2012); Araras, SP (2012). artesvisuaisguarulhos.blogspot.com.br, web.artprice.com.



240 - EMILIANO DI CAVALCANTI - (1897 - 1976)
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Maternidade - desenho a caneta esferográfica - 31 x 22 cm - canto inferior direito - 9/11/1948 -
Com dedicatória e poema do autor. -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



241 - DIONISIO DEL SANTO - (1925 - 1999)
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Composição - guache - 15 x 14 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e serigrafista, nasceu em Colatina-ES, e faleceu em Vitória, naquele mesmo Estado. Autodidata. Em 1975, recebe o Prêmio de Melhor Exposição de Gravura do Ano, da APCA. Participou da 9ª Bienal Internacional de São Paulo, 1967 (Prêmio Itamarati Aquisição) e do Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro, 1968 (Prêmio Isenção do Júri). JULIO LOUZADA vol.11, pág. 88; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 682; ARTE NO BRASIL, pág. 934.



242 - GINO BRUNO - (1889 - 1977)
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Vendedor de cocos - óleo sobre tela - 65 x 50 cm - canto superior esquerdo -

Nascido e falecido em São Paulo, este pintor foi especialista em figuras, interiores e naturezas-mortas. TEODORO BRAGA, pág. 108; MEC, vol. 1, pág. 299; PONTUAL, pág. 92; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 135; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 623; Acervo FIEO.



243 - DARO - (1946)
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"Devaneio" - litografia - 16/60 - 75 x 55 cm - canto inferior direito - 1978 -

Natural de Mirassol, SP, é pintor e gravador. Segundo Olavo Drummond, na apresentação das obras do autor, assim a ele se refere: " A arte de Daro é a explosão da beleza adolescente da belle-epoque. Traz o suporte de uma mediunidade congênita, capaz de catalogar as sombras do meio século, sem jamais haver convivido com o esplendor daquela época. O artista vence o tempo com a mesma força com que o tempo imortalizará o artista." JULIO LOUZADA, vol 2, pág. 330; Acervo FIEO.



244 - DURVAL PEREIRA - (1917 - 1984)
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Flores - óleo sobre eucatex - 45 x 30 cm - canto inferior esquerdo -

Nascido e falecido em São Paulo onde foi pintor e professor ativo. Premiado com a Menção Honrosa no Salão Paulista de Belas Artes em 1944, passou a viver exclusivamente da pintura. Em 1946, estudou artes plásticas na Associação Paulista de Belas Artes. Pintava ao ar livre, aos domingos, com os pintores Salvador Rodrigues, Salvador Santisteban, Cirilo Agostinho, Jaime Dinis, Djalma Urban, Innocencio Borghese, e outros. Premiado praticamente em todos os Salões de que participou, acumulou, em toda sua carreira, 419 prêmios de todos os cantos do mundo. Recebeu ao todo, 15 comendas das mais importantes do Brasil. Nos últimos três anos de sua vida recebeu também todos os Primeiros Prêmios e Medalhas de Ouro nas exposições de Paris, Rouen, Lyon, Roma, Miami e Milão (o maior prêmio dado à pintura: ‘La Madonina de Milano’). MEC, vol. 3, pág. 368; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 749; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO; www.tntarte.com.br.



245 - ABELARDO ZALUAR - (1924 - 1987)
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Paisagem - óleo sobre madeira - 12 x 16 cm - canto inferior esquerdo - 1951 -

Desenhista, pintor e professor. Frequentou a antiga ENBA, de 1944 a 1948. Participou do I ao XII e do XV SNAM (entre 1952 e 1966/ prêmio de viagem ao estrangeiro em 1963.). Realizou exposições individuais no MNBA (1947) e na Galeria Ambiente (São Paulo, 1960), Museu de Arte de Belo Horizonte (1960), Instituto de Belas Artes de Porto Alegre (1961), Petite Galerie-GB (1962). Sua obra experimentou uma simplificação de traços de tendência geometrizante, levando Frederico Morais a comentar a seu respeito em 1969; "Não se pensem que Zaluar, por ser um partidário da ordem, afaste deliberadamente o imprevisto, a contribuição do acaso, o vôo poético (...) seus últimos trabalhos fazem lembrar, na monumentalidade silenciosa da forma despojada, o mundo futuro do espaço cósmico, das estruturas moventes, das plataformas que se acoplam ou se dividem numa metamorfose constante". Encontra-se representado no acervo do MNBA, Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e Museu de Arte de Belo Horizonte. WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 449/50; MEC, vol. 4, pág. 527; PONTUAL, pág. 556; TEIXEIRA LEITE, pág. 546; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 682; ARTE NO BRASIL, pág. 934; LEONOR AMARANTE, pág. 218.



246 - RODRIGO DE HARO - (1939)
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Figuras - desenho a nanquim - 30 x 21 cm - centro inferior - 1964 - São Paulo -
Com dedicatória. -

Rodrigo de Haro nasceu em Paris-França. Pintor, desenhista e escritor. Divide suas atividades profissionais entre Florianópolis e São Paulo. Por volta de 1987, trabalha na decoração do Teatro Municipal de Florianópolis com 80 painéis Mandalas. Entre as mostras de que participa, destacam-se: Coletiva Artistas Catarinenses, Santa Catarina, 1955 (Prêmio Aquisição); Salão Nacional do Paraná, 1967; Arte Fantástica, no Paço das Artes de São Paulo, 1972; Destaques da Pintura Brasileira, no Museu de Arte Moderna de São Paulo, 1985; Mostra do Desenho Brasileiro, no Museu de Arte Contemporânea de Curitiba, Paraná, 1994. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 244; PONTUAL, pág. 260; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 143; WALTER ZANINI, pág. 805; ITAU CULTURAL.



247 - MOBY - (1922 - 1978)
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Retrato de Mário Schenberg - óleo sobre tela - 46 x 33 cm - canto superior direito -

Moby, nome artístico de Mogns Osterbie, natural de Copenhagem, Dinamarca. Pintor e desenhista, frequentou na sua cidade natal a Escola de Arte Decorativa e a Real Academia de Belas Artes. No Brasil, fixou-se em São Paulo, onde realizou diversas individuais, cuja crítica, principalmente de Quirino da Silva, lhe foram favoráveis, transcrevendo comentários de Mário Schenberg. PONTUAL, pág. 363; MEC, vol. 3, pág. 1; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



248 - INOS CORRADIN - (1929)
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Paisagem - serigrafia - 42 x 51 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, escultor e cenógrafo, nascido em Vogogna, Itália. Por volta de 1932 mudou-se com a família para Castelbaldo - Padova, onde, em 1945, estudou pintura com professor Tardivello. Em 1947 colaborou com o pintor Pendin na execução de um mural referente aos mártires da resistência italiana em Castelbaldo. Veio, em 1950, para Jundiaí e São Paulo onde fez parte do núcleo artístico Cooperativa em São Paulo, dirigido pelo pintor argentino Oswaldo Gil Navarro. Executou cenários para o Ballet do IV Centenário de São Paulo, em 1954. Em 1979 foi contratado para pintar um cenário para o Teatro de Rovigo, Itália. Realizou diversas exposições individuais, participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais pelo Brasil e pelo mundo. Foi premiado em Paris (1975) e em Ferrara, Itália (1976). JULIO LOUZADA, VOL. 11, PÁG. 152; PONTUAL, PÁG. 143; MEC, VOL. 1, PÁG. 448; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 215; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; inoscorradin.com.br.



249 - JURANDIR PAES LEME - (1896 - 1953)
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Paisagem - óleo sobre madeira - 24 x 34 cm - canto inferior direito - Rio de Janeiro -

Pintor e professor, Jurandir dos Reis Paes Leme nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi aluno de Henrique Bernardelli, Rodolfo Amoedo e Luc ílio de Albuquerque. Participou da Exposição Geral de Belas Artes, no Rio de Janeiro (1922, 1923, 1925, 1927 a 1930, 1933) e do Salão Paulista de Balas Artes, em São Paulo (1941, 1942, 1943, 1945, 1949). Foi premiado no Rio de Janeiro (1922, 1924, 1930, 1945 - Prêmio de Viagem ao Exterior), em Niterói, RJ (1942), em São Paulo (1941) e em Porto Alegre (1939). Possui obras no Museu Antonio Parreiras, Niterói e no Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 5, PÁG. 775; VOL. 9, PÁG. 645; MEC VOL. 2, PÁG. 469; PONTUAL PÁG. 400.



250 - GEORGES WAMBACH - (1901 - 1965)
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Ouro Preto - óleo sobre tela - 54 x 74 cm - canto inferior esquerdo -

Belga de nascimento, veio a falecer no Rio de Janeiro. Excepcional aquarelista, que retratou o Brasil em suas inúmeras incursões. "Georges Wambach (1901-1965) talvez tenha sido um dos últimos exemplares de uma espécie em extinção, ou já extinta, quem sabe: a dos artistas viajantes de que o século XIX foi pródigo. Artistas com cavalete, paleta, tintas e pincéis na mochila, que vararam o mundo em busca do fantástico, do erótico, e, sobretudo, do excitante desconhecido, aventura que até custou a vida de alguns como Adrien Taunay, que viu a morte aos 25 anos em pleno Mato Grosso." Fernando Cerqueira Lemos, in AQUARELAS de Georges Wambach: impressões do Brasil. Ed. Marca d´Água-SP, 1988. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 343; TEIXEIRA LEITE, pág. 540; ITAÚ CULTURAL.



251 - A. SCHWICKER - (XIX - XX)
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Composição - óleo sobre madeira - 40 x 30 cm - canto superior esquerdo - Firenze -

Pintor suíço que participou de vários Salões e exposições oficiais. Atualmente, suas obras têm sido encontradas em muitos leilões da Europa. artnet.com; arcadja.com; christies.com; artfact.com.



252 - ROBERTO CIDADE - (1939)
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Guerreiro alado - múltiplo em bronze - h = 45 cm -
Reproduzido na capa do jornal do Clube da Skultura editado na primavera de 1986 pela Galeria Skultura, São Paulo - SP. -

Escultor gaúcho da cidade de Caçapava do Sul, onde nasceu a 11 de agôsto. Formou-se pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Santa Maria. Estudou escultura com Dorotéa Vergara Pinto da Silva. Seu trabalho passou por breve análise de Jacob Klintowitz, festejado crítico de arte brasileiro, no jornal Zero Hora de Porto Alegre, em setembro de 1982: "Um escultor de grandes volumes, formas agresivas, brutal (...) Escultores e artistas como Roberto Cidade, capaz de contar a sua história, transmitir a sua mensagem com vigor e clareza, são bem-vindos." Ao longo dos últimos vinte anos de carreira, participou de diversos certames e mostras, angariando premiações e reconhecimentos. JULIO LOUZADA, vol. 13 pág. 85; RGS, pág. 419.



253 - LOTHAR CHAROUX - (1912 - 1987)
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Linhas - gravura - 1/75 - 29 x 29 cm - canto inferior direito - 1974 -

Pintor, desenhista e professor austríaco, natural de Viena. Assinava Charoux. Iniciou os estudos artísticos com seu tio, o escultor austríaco Siegfried Charoux. Transferiu-se para o Brasil em 1928, fixando residência em São Paulo. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios da cidade onde conheceu Valdemar da Costa, com ele fazendo aprendizado de pintura a partir de 1940. Posteriormente passa a lecionar desenho no Liceu de Artes e Ofícios e no SENAI. Em 1947, realizou sua primeira exposição individual, na Galeria Itapetininga. Em 1952, participou da fundação do Grupo Ruptura, ao lado de Waldemar Cordeiro, Geraldo de Barros, Anatol Wladyslaw e outros. Com Hermelindo Fiaminghi e Luiz Sacilotto , cria a Associação de Artes Visuais NT - Novas Tendências, em 1963. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras oficiais nacionais como a Bienal Internacional de São Paulo (I a IX, XII, XIII), Panorama da Arte Atual Brasileira (1º ao 3º, 6º, 9º, 11º, 12º) e no exterior. É homenageado com retrospectiva no Museu de Arte Moderna de São Paulo e no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro em 1974. Em 2005, é publicado o livro ‘Lothar Charoux: A Poética da Linha’, pela historiadora de arte Maria Alice Milliet. PONTUAL, PÁG. 131; MEC VOL. 1, PÁG. 433; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 254; VOL. 9, PÁG.207; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 645; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; ACERVO FIEO.



254 - ARLINDO CASTELLANE DI CARLI - (1910 - 1985)
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"Guarapocaia" - óleo sobre eucatex - 40 x 67 cm - canto inferior esquerdo e dorso - Ilha Bela -

Pintor e escultor. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, onde foi aluno de José Maria da Silva Neves e de Enrico Vio. Suas primeiras realizações foram na pintura. Mais tarde passou a dedicar-se também à escultura. Sofreu influência do pintor Armando Balloni. Em 1942, estreando no SPBA, recebeu prêmio de menção honrosa, seguindo-se nos anos posteriores, diversas premiações, inclusive de viagem ao estrangeiro. MEC, vol. 1, pág. 355; WALMIR AYALA, vol.1, págs. 183 e 184; ITAÚ CULTURAL.



255 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX -
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Carnaval - óleo sobre tela - 81 x 61 cm - canto inferior esquerdo ilegível -




256 - YOLANDA MOHALYI - (1909 - 1978)
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Composição - guache - 32 x 22 cm - canto inferior direito -

Pintora, desenhista e professora. Formação artística na Academia Real de Belas Artes de Budapest. Ativa em São Paulo a partir de 1931. Fez parte do Grupo dos Sete, juntamente com Victor Brecheret, Gomide e outros. Participante de diversas Bienais de São Paulo, entre 1951 e 1967, recebendo diversas premiações TEIXEIRA LEITE, pág. 331; PONTUAL, pág. 363; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 584; ARTE NO BRASIL, pág. 937; LEONOR AMARANTE, pág. 75; Acervo FIEO.



257 - ALBERTO LEFÈVRE - (1958)
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"Fundo de lojas na Liberdade" - têmpera sobre tela - 100 x 120 cm - canto inferior direito - 1986 -
Reproduzido na capa do catálogo da exposição do artista na Galeria Paulo Prado em agosto de 1986. Quadro descrito sob o número 54 do catálogo da referida mostra.

Pintor e professor, Alberto Lefèvre nasceu em São Paulo, SP. Estudou artes plásticas na FAAP e pintura com Luigi Neviani, em 1977. Dois anos mais tarde, estudou pintura com Martins de Porangaba, desenho com Carlos Fajardo e na década de 80, com Ubirajara Ribeiro e Dudi Maia Rosa. Realizou individuais em: São Paulo (1983, 1986, 1989, 1993, 1995, 1997, 2002); São José dos Campos, SP (1989); Belém, PA (1990). Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Foi premiado em: Itu, SP (1981); São Paulo (1986); Embu, SP (1986); Santo André, SP (1987). Foi artista convidado no ‘1º Salão Helena Rubinstein de Arte Jovem’ (1987) em Paris, Toulouse e Lion - França. ITAÚ CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 603; VOL. 9, PÁG. 470; VOL. 12, PÁG. 226.



258 - EDUARDO MORI - (1943)
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Composição - óleo sobre tela - 27 x 35 cm - canto inferior direito -

Nascido em São Paulo, iniciou seus estudo artísticos em Paris, onde residiu por longos anos, realizando algumas exposições de desenhos e óleos, retratando cenas do cotidiano. Posteriormente radicou-se em Los Angeles-EUA onde, mais liberto da influência acadêmica, se fixou no abstracionismo, buscando apenas na cor a forma de expressar toda a sua arte, com a qual se consagrou. JULIO LOUZADA vol.11, pág.219



259 - RAPHAEL BORDALO PINHEIRO - (1846 - 1905)
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Figura - desenho a nanquim - 17 x 12 cm - canto inferior direito - Outubro de 1871 - Lisboa -

Raphael Augusto Bordalo Pinheiro é natural de Lisboa, Portugal. Pintor, desenhista, gravador, caricaturista e ceramista. Assinava B. P. e Raphael Bordallo Pinheiro. De família de artistas, inicia-se nas artes freqüentando a Escola de Artes Dramáticas e a Academia de Belas Artes de Lisboa. Em 1869 publica suas primeiras caricaturas no jornal A Revolução de Setembro e inicia a produção de seu primeiro álbum, O Calcanhar de Achilles, publicado em 1870. Funda os periódicos A Berlinda e O Binóculo. Em 1871, é premiado na Exposição Internacional de Madri. Em 1872, publica o álbum Apontamentos sobre a Picaresca Viagem do Imperador do Rasilb pela Europa, onde satiriza o imperador dom Pedro II (1825 - 1891). Em 1875, vem para o Brasil e funda o periódico Lanterna Mágica, no qual cria o personagem Zé Povinho. Colabora com O Mosquito, ao lado de Angelo Agostini (1843 - 1910). Em 1876, trabalha em O Fígaro com Cândido de Faria (1849 - 1911). Em 1877, funda o Psit! e no ano seguinte, O Besouro, no qual estampa uma série de caricaturas satirizando os políticos locais. Após sofrer dois atentados na cidade, retorna a Portugal em 1879. Em 1880 cria, com outros artistas portugueses, o Grupo do Leão. Em 1885, funda em Caldas da Rainha a Fábrica de Faianças que revitaliza a produção de cerâmicas dessa região. Em 1889, a produção da fábrica é premiada na Exposição Internacional de Paris. Como responsável pela construção do Pavilhão Português, recebe do governo francês o grau de Cavaleiro da Legião de Honra. Exposições coletivas: Lisboa, Portugal (1868, 1870, 1872, 1874, 1881); Madri, Espanha (1871); Rio de Janeiro, RJ (1876); Paris, França (1889). Exposições póstumas: Rio de Janeiro, RJ (1954, 1965, 2000); São Paulo, SP (1996, 2001, 2004). JULIO LOUZADA, vol. 6, pág. 888; vol. 8, pág. 658. ITAU CULTURAL.



260 - ANTONIO BANDEIRA - (1922 - 1967)
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Composição - guache - 23 x 30 cm - canto inferior direito - X/45 -

Pintor, desenhista, gravador, nascido em Fortaleza, CE e falecido em Paris, onde viveu a maior parte de sua vida. É um dos pioneiros da arte abstrata no Brasil. Iniciou-se na pintura como autodidata. Em 1941, em Fortaleza, participou, ao lado de Mário Baratta, entre outros, da criação do Centro Cultural de Belas Artes depois, Sociedade Cearense de Artes Plásticas. Em 1945, transferiu-se para o Rio de Janeiro e, no ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual. Contemplado pelo governo francês com bolsa de estudos, permaneceu em Paris de 1946 a 1950 onde frequentou a Escola Nacional Superior de Belas Artes e a ‘Académie de la Grande Chaumière’. Entre 1947 e 1948 participou do ‘Salon d'Automne’ e do ‘Salon d'Art Libre’. Tomou parte em reuniões de artistas e formou o Grupo Banbryols (ban de Bandeira; bry de Camille Bryen; e ols de Wols), que durou de 1949 a 1951. Voltou ao Brasil em 1951 e apresentou-se na 1ª Bienal Internacional de São Paulo. Em 1952, criou um mural para o Instituto dos Arquitetos do Brasil, em São Paulo. Retornou a Paris em 1954 em razão do Prêmio Fiat, obtido na 2ª Bienal Internacional de São Paulo, mas não deixou de expor no Brasil. Permaneceu na Europa até 1959, passando pela Inglaterra e Bélgica, onde, em 1958, realizou um painel para o ‘Palais des Beaux-Arts’. Ao retornar ao Brasil teve uma atividade artística intensa, participou de importantes exposições, em paralelo a mostras em Paris, Munique, Verona, Londres e Nova York. Voltou a Paris em 1965, onde permaneceu até sua morte. BENEZIT, VOL.1, PÁG.415; MEYER/87, PÁG.606; MEC, VOL.1, PÁGS.159,160 E 167; PONTUAL, PÁGS. 48 E 49; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁGS. 71 A 74; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 52 A 54; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; ARTE NO BRASIL, PÁG. 599; LEONOR AMARANTE, PÁG. 34; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 86; ACERVO FIEO; web.artprice.com; pitoresco.com; pinturabrasileira.com.



261 - CARLOS OSWALD - (1882 - 1971)
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Carro de bois - gravura - 27 x 40 cm - canto inferior direito -

Gravador, pintor, desenhista, decorador, professor e escritor. Nasceu em Florença, Itália e faleceu em Petrópolis, RJ. Graduou-se como físico-matemático em 1902, pelo Instituto Galileo Galilei, em Florença. No ano seguinte, ingressou na ‘Accademia di Belle Arti di Firenze’. Viajou para o Brasil pela primeira vez em 1906 e realizou no Rio de Janeiro a primeira exposição individual no país. Retornou à Europa em 1908, estudou gravura com o americano Carl Strauss em Florença e viajou para Munique, onde aprendeu a técnica da água-forte. Em 1911, participou da decoração do pavilhão do Brasil, na Exposição Internacional de Turim. Fez a segunda viagem ao Rio de Janeiro em 1913 e realizou uma exposição com Eugênio Latour na Escola Nacional de Belas Artes . Foi nomeado, em 1914, professor de gravura e desenho no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro e é considerado o introdutor da gravura no Brasil. No ano de 1930, fez o desenho final do ‘Monumento ao Cristo Redentor’. A obra foi executada na França pelo escultor Paul Landowski e instalada no Morro do Corcovado, Rio de Janeiro, em 1931. Publicou, em 1957, a autobiografia ‘Como Me Tornei Pintor’. Em 1963, o Museu Nacional de Belas Artes - RJ adquiriu quase todas as suas obras em gravuras. Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais e foi premiado no Rio de Janeiro em 1904, 1906, 1909, 1912, 1913, 1916 e realizou diversas exposições individuais. PONTUAL, PÁG. 397; ARTE NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 1053; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 699; MEC VOL. 3, PÁG. 304; ACERVO FIEO.



262 - SILVIA ALVES - (1947)
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"Primavera em São Paulo" - óleo sobre tela - 80 x 80 cm - canto inferior direito e dorso - 2012 -

Pintora, desenhista, escultora, gravadora, ilustradora, professora, poetiza e atriz Silvia Ferraro Alves nasceu em São Paulo. Estudou desenho e escultura com Alvaro de Bauptista (1980 a 1984) na Universidade de Campinas; formou-se em Pintura na Faculdade de Belas Artes (1986); mestrado em Aquarela na Faculdade Santa Marcelina (1998); frequentou o ateliê de Gravura do Museu Lasar Segall (1985 a 1988); os ateliês de pintura e desenho dos professores Lecy Bomfim, Salvador Rodrigues, Deusdedith Campanelli, Colette Pujol, Djalma Urban, Francisco Cuoco, Fang, o ateliê de escultura no Museu Brasileiro de Escultura (1980 a 1994) e aquarela com Iole Di Natale (1994 a 1998). Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais. Foi premiada em 1983, 1989, 1991, 1993, 1994, 1997, 1999, 2000, em São Paulo. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL, 10, PÁG, 49; www.silviaalves.art.br.



263 - JOSÉ RIERA SICART - (1911 - 2007)
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Buscando a tropilha - óleo sobre tela - 38 x 46 cm - canto inferior direito -

Pintor e ilustrador. Nasceu em Barcelona, Espanha e faleceu em Porto Alegre, Brasil. Diplomado pela Escola de Belas Artes de Barcelona, fez estudos de aperfeiçoamento e realizou algumas exposições na Alemanha e França (1934 a 1939). Em 1950 transferiu-se para o Brasil e se fixou em Porto Alegre, onde foi contratado pela Editora Globo como ilustrador. Também se dedicou à pintura de retratos, paisagens, naturezas mortas, arte sacra e especialmente pinturas com temário gauchesco sendo considerado um especialista no assunto. Participou de várias exposições pelo Rio Grande do Sul e, em São Paulo, foi premiado de 1961 a 1966. JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 902; MEC, VOL.4, PÁG. 242. www.saladearte.com.br.



264 - TOMOO HANDA - (1906 - 1996)
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Flores - óleo sobre tela - 61 x 46 cm - canto inferior esquerdo - 1988 -

Pintor, desenhista e historiador. Natural de Utsonomiya, Japão, imigrou para o Brasil no início do séc. passado.Foi o grande precursor dos artistas nipo-brasileiros em atividade no País, cuja obra praticou com finura e lirismo. Foi o mestre inconteste de duas gerações de artistas que nele tinham seu líder. PONTUAL, 259; JULIO LOUZADA, vol. 2, 489; TEIXEIRA LEITE, pág. 242; ITAU CULTURAL ; WALTER ZANINI, pág. 587.



265 - ANTONIO GOMIDE - (1895 - 1967)
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Paisagem - desenho a lapis de cor e aquarela - 30 x 22 cm - canto inferior direito -

Pintor, escultor, decorador e cenógrafo. Antonio Gonçalves Gomide nasceu em Itapetininga, SP e faleceu em Ubatuba, SP. Mudou-se com a família para a Suíça em 1913, e frequentou a Academia de Belas Artes de Genebra até 1918, onde estudou com Gillard e Ferdinand Hodler. Mudou-se para a França na década de 1920. Em 1922, em Toulouse, trabalhou com Marcel Lenoir, com quem aprendeu a técnica do afresco. De 1924 a 1926, em Paris, instalou ateliê e entrou em contato com artistas europeus ligados aos movimentos de vanguarda. No ambiente parisiense, conviveu também com Victor Brecheret e Vicente do Rego Monteiro. Retornou ao Brasil em 1929. Em 1932, atuou na fundação da Sociedade Pró-Arte Moderna e fundou o CAM (Clube dos Artistas Modernos), juntamente com Flávio de Carvalho, Carlos Prado e Di Cavalcanti. Na área das artes decorativas, com Regina Graz e John Graz, é considerado um dos introdutores do estilo ‘art deco’ no país. Nos anos 60, a perda de sua visão o obriga a mudar novamente seu destino como artista. Em uma relutância em abandonar a arte, dedicou-se a lecionar, transmitindo para novas gerações a herança modernista. Foi a escultura, no entanto, que lhe permitiu continuar sua produção, apesar da dificuldade em enxergar. Com a visão bastante comprometida, retirou-se para Ubatuba, onde viveu em reclusão até a sua morte. Em 1968 o Museu de Arte Contemporânea dedicou-lhe importante retrospectiva. THEODORO BRAGA, PÁG.110, REIS JUNIOR, PÁG. 377; PONTUAL, PÁG. 244; MEC, VOL. 2, PÁG. 275; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 353, ART PRINCE ANNUAL 2000, PÁG. 955; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 222; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 548; ARTE NO BRASIL, PÁG. 694; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 427; ACERVO FIEO; www.mac.usp.br; web.artprice.com.



266 - NOEMIA MOURÃO - (1912 - 1992)
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Cais - aquarela - 38 x 27 cm - canto inferior direito -
Obra reproduzida no álbum "Bahia em quinze estampas por Noemia - prefácio de Murilo Mendes". O álbum acompanha a obra. -

Pintora e desenhista. Assina Noemia. Realizou sua primeira individual em 1934, no Rio de Janeiro. Residiu na Europa de 1934 a 1940, frequentando em Paris as academias de la Grande Chaumière e Ranson. Expôs em Montevideu e Buenos Aires. Foi citada por REIS JUNIOR e TEODORO BRAGA. Foi aluna (1932) e mulher (1933) de Di Cavalcanti. MEC vol.3, pág. 265; WALMIR AYALA vol.2, pág.135; PONTUAL, pág. 375; TEIXEIRA LEITE, pág. 356; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 684. Acervo FIEO.



267 - TEREZA NAZAR - (1936)
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Maternidade - desenho a nanquim - 70 x 50 cm - canto inferior direito - 1963 -

Importante pintora e desenhista argentina, natural da cidade de Mendoza. Fez parte do movimento da Nova Figuração, ao lado de artistas brasileiros como Ubirajara Ribeiro, Antonio Dias, Claudio Tozzi e Carlos Vergara. O MAB-FAAP realizou importante retrospectiva da artista nos meses de abril/maio de 2005. JULIO LOUZADA, vol. 4, pág. 790



268 - LIVIO ABRAMO - (1903 - 1992)
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Cavalos - litografia - 42/100 - 50 x 35 cm - canto inferior esquerdo - 1983 -

Gravador, desenhista, pintor, ilustrador, jornalista e professor, nasceu em Araraquara, SP e faleceu em Assunção, Paraguai. Mudou-se para São Paulo, onde, em 1909, estudou desenho com Enrico Vio no Colégio Dante Alighieri. No início dos anos de 1920, fez ilustrações para pequenos jornais e entrou em contato com a obra de Oswaldo Goeldi e de gravadores expressionistas alemães. Realizou as primeiras gravuras em 1926. Em 1947, ilustrou o livro ‘Pelo Sertão’, do escritor Afonso Arinos de Mello Franco, publicado em 1949. Com essa série de ilustrações, apresentadas no Salão Nacional de Belas Artes, obteve o prêmio de viagem ao exterior. Seguiu para a Europa em 1951. Em Paris frequentou o Atelier 17, aperfeiçoando-se em gravura em metal com Stanley William Hayter. De volta ao Brasil, foi premiado como o melhor gravador nacional na Bienal Internacional de São Paulo, nas edições de 1953 e de 1963. Deu aulas de xilogravura na Escola de Artesanato do Museu de Arte Moderna de São Paulo. Foram seus alunos, entre outros, Maria Bonomi e Antonio Henrique Amaral . Fundou o Estúdio Gravura, em 1960, com Maria Bonomi. Em 1962, foi convidado pelo Itamaraty a integrar a Missão Cultural Brasil-Paraguai, posteriormente Centro de Estudos Brasileiros. Mudou-se para o Paraguai e dirigiu até 1992, o Setor de Artes Plásticas e Visuais. Foi fundador do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Paraguai. PONTUAL, PÁG. 1, JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 19; MEC VOL.1, PÁG. 33; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 795; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28; ACERVO FIEO.



269 - GASTÃO FORMENTI - (1894 - 1974)
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"Rochedos" - óleo sobre eucatex - 16 x 22 cm - canto inferior direito - 1971 - Cabo Frio - RJ -

Pintor nascido em Guaratinguetá-SP. Após iniciar-se em arte com Pedro Strina, em São Paulo, foi residir no Rio de Janeiro, onde, com seu pai, dedicou-se à execução de vitrais. Recebeu medalhas de bronze e de prata no SNBA, do qual ainda participava em 1961. TEODORO BRAGA, pág. 98; WALMIR AYALA vol.1, pág.317; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



270 - TADASHI KAMINAGAI - (1899 - 1982)
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No quintal - óleo sobre madeira - 33 x 41 cm - canto inferior direito -

Grande pintor japonês da Escola de Paris, amigo de Marquet, Vlaminch e Déiran, entre outros, passou no Brasil praticamente toda a década de 1940, aqui se ligando de amizades a pintores como Portinari, Pancetti e Djanira, e iniciando na arte vários jovens pintores de ascendência nipônica, como Flávio Shiró Tanaka, por exemplo. Autor de paisagem, naturezas mortas e retratos de excelente qualidade pictórica, Kaminagai veio freqüentes vezes ao Brasil, onde expôs com enorme sucesso. TEODORO BRAGA, pág.134; BENEZIT, vol.6, pág.152; WALMIR AYALA, vol.1, pág.435 e 437; MEC, vol.2, pág.401; PONTUAL, pág.287; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 643; ARTE NO BRASIL; Acervo FIEO.



271 - VERA CHAVES BARCELLOS - (1938)
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Sem título da série "A filha de Godiva" - gravura - 20/100 - 75 x 50 cm - canto inferior direito - 2010 -

Gravadora e artista multimídia, nasceu em Porto Alegre-RS. Cursou o Instituto de Belas Artes da sua cidade em 1959/1960. Frequentou diversos cursos de arte na Europa, para onde viajou em 1961, destacando-se o de litografia na Central School of Arts Crafts e na Sain Martinis School em Londres. Em Paris teve aulas de pintura na Academia de la Grand Chaumiere. Em Roterdam, Holanda, aperfeiçoou-se em desenho, pintura e gravura na Academie San Berdende Kunsten. No Brasil, a partir de 1962, estudou lito com Marcelo Grassmann e pintura com Iberê Camargo. Expõe individualmente a partir de 1962 e coletivamente desde 1963, nos salões oficiais, com premiações. JULIO LOUZADA, vol 1 - pág 94; RGS, pág. 481.



272 - BRUNO GIORGI - (1905 - 1993)
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Flautista - escultura em bronze - h = 68 cm - base -
Procedente da coleção Evaldo Tadeu de Oliveira - Pirajuí, SP. -

Escultor e pintor paulista, iniciou seus estudos de escultura em Roma 1920/1922. Mais tarde tornou-se aluno de Maillol, em Paris, onde também frequentou as academias Ranson e de La Grande Chaumière, em 1936. É considerado o maior escultor nacional. MEC, vol.2, pág. 250/1; PONTUAL, pág. 237/8; MAYER/84, pág. 1333; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 587; ARTE NO BRASIL, pág. 715; LEONOR AMARANTE, pág. 18.



273 - ANGELO CANNONE - (1899 - 1992)
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"Aldeia no sul da Itália" - óleo sobre eucatex - 15 x 19 cm - canto inferior direito e dorso - 1984 -
Com autenticação do autor no dorso. -

Nascido na Itália, radicou-se no Brasil. Seu estilo liga-se ao dos Macchiajoli oitocentistas (os equivalentes italianos dos impressionistas franceses) e ao de Pratella em especial. São especialmente notáveis suas paisagens e marinhas. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 168; JULIO LOUZADA vol.11, pág.54; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



274 - ANTONIO HENRIQUE AMARAL - (1935)
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"Mulher" - xilogravura - 77/100 - 46 x 33 cm - canto inferior direito -
Reproduzido na página 108 do livro "Antônio Henrique Amaral - Obra gráfica 1957-2003". -

Gravador, desenhista e pintor, foi aluno de Lívio Abramo no MAM / SP, e de Shiko Munakata, no Pratt Graphic Art, em Nova York. Artista consagrado nacional e internacionalmente. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 37; MEC, vol. 1, pág. 73; PONTUAL, pág. 21;TEIXEIRA LEITE, pág. 23 a 25; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 754; ARTE NO BRASIL, pág.903; LEONOR AMARANTE, pág. 170; Acervo FIEO.



275 - ÁLBUM -
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"DESENHOS DE TARSILA". APRESENTAÇÃO DE ARACY AMARAL. SÃO PAULO: CULTRIX, 1971. O álbum contém 24 pranchas com reproduções fotográficas de desenhos de Tarsila do Amaral, desenhos estes da coleção da própria artista. Exemplar n° 446 de 1000.



276 - CHARBEL HANNA ELL OUTRA - (1950)
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"Almoço sobre a relva" - acrílico sobre tela colada em eucatex - 74 x 61 cm - canto inferior direito e dorso - 1983 -

Natural do Líbano, Charbel, como assina suas obras, transferiu-se com a familia para o Brasil em 1952, fixando residência em São Paulo SP. Segundo o crítico Olivio Tavares de Araújo: "O desenho e a pintura têm uma certa dureza intencional, como que um desejo de não adular o olhar. A adesão requerida pela obra de Charbel tem que ser à sua Weltanschung à sua visão do mundo e universo de valores como um todo. Nesse sentido ele é um artista radical. Ou entramos na sua, ou ele nos recusa. Nada de concessões ou meio-termos. E também aí, sem hesitar, ele nos dá mais uma faceta de sua contemporaneidade estilisticamente atemporal". in CHARBEL. Charbel. São Paulo: Galeria Paulo Prado, 1984. Expõe individualmente desde 1975 - São Paulo SP, e coletivamente a partir de 1971 - Santo André SP - 4° Salão de Arte Contemporânea de Santo André, no Paço Municipal. WALMIR AYALA, vol.1, pág. 198; ITAUCULTURAL.



277 - OSCAR NIEMEYER - (1907 - 2012)
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Congresso Nacional - desenho a caneta hidrográfica - 20 x 38 cm - canto inferior direito -
Procedente da coleção do crítico de arte José Henrique Fabre Rolim, São Paulo. -

Oscar Niemeyer Soares Filho nasceu no Rio de Janeiro. Arquiteto, gravador e urbanista. Forma-se em arquitetura pela Escola Nacional de Belas Artes - ENBA, Rio de Janeiro, em 1934. Nesse ano, passa a freqüentar o escritório do arquiteto e urbanista Lucio Costa. Em 1936, integra a comissão criada para definir os planos da sede do Ministério da Educação e Saúde, no Rio de Janeiro, com a supervisão do arquiteto suíço Le Corbusier, a quem assiste como desenhista. Entre 1940 e 1944 projeta o conjunto arquitetônico da Pampulha, Belo Horizonte - MG, que se configura como um marco de sua obra, pois rompe com os conceitos rigorosos do funcionalismo e utiliza uma linguagem de formas novas, de superfícies curvas, explorando as possibilidades plásticas do concreto armado. Em 1947, é convidado pela Organização das Nações Unidas - ONU a participar da comissão de arquitetos encarregada de definir os planos de sua futura sede em Nova York. Seu projeto, associado ao de Le Corbusier, é escolhido como base do plano definitivo. No Rio de Janeiro, em 1955, funda a revista ‘Módulo’ e no ano seguinte começa a colaborar na construção da nova capital do Brasil, Brasília, cujo plano urbanístico é confiado a Lucio Costa. Participou da I e II Bienal Internacional de São Paulo. Em 1965 é realizada uma retrospectiva sua no Museu do Louvre, Paris, a primeira dedicada a um arquiteto. Projetou inúmeras obras pelo mundo e recebeu vários prêmios. O Parque Ibirapuera (1951), São Paulo, também foi um dos seus grandes projetos. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.5, PÁG.744; VOL.6, PÁG.785; MEC, VOL.3, PÁG. 263; DICIONÁRIO OXFORD; www.niemeyer.org.br.



278 - HÉLIOS SEELINGER - (1878 - 1965)
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Marinha - óleo sobre cartão - 20 x 30 cm - canto inferior esquerdo -

Natural do Rio de Janeiro, seu pai era alemão e sua mãe brasileira, descendentes de franceses e gregos. O artista estudou na ENBA (1892-1896), onde foi aluno de Henrique Bernardelli. Recebeu influência do artista alemão Franz von Stuck, na Academia de Belas Artes de Munique, onde ali foram seus contemporâneos Kandinsky, Paul Klee e Franz Marc. SEELINGER decorou o salão nobre do Clube Naval do Rio de Janeiro, a convite do Ministério do Marinha (1910). PONTUAL, pág.481; TEIXEIRA LEITE, pág. 466; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 431; ARTE NO BRASIL, pág. 574.



279 - ANTONIO BANDEIRA - (1922 - 1967)
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Composição - aquarela - 15 x 20 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, nascido em Fortaleza, CE e falecido em Paris, onde viveu a maior parte de sua vida. É um dos pioneiros da arte abstrata no Brasil. Iniciou-se na pintura como autodidata. Em 1941, em Fortaleza, participou, ao lado de Mário Baratta, entre outros, da criação do Centro Cultural de Belas Artes depois, Sociedade Cearense de Artes Plásticas. Em 1945, transferiu-se para o Rio de Janeiro e, no ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual. Contemplado pelo governo francês com bolsa de estudos, permaneceu em Paris de 1946 a 1950 onde frequentou a Escola Nacional Superior de Belas Artes e a ‘Académie de la Grande Chaumière’. Entre 1947 e 1948 participou do ‘Salon d'Automne’ e do ‘Salon d'Art Libre’. Tomou parte em reuniões de artistas e formou o Grupo Banbryols (ban de Bandeira; bry de Camille Bryen; e ols de Wols), que durou de 1949 a 1951. Voltou ao Brasil em 1951 e apresentou-se na 1ª Bienal Internacional de São Paulo. Em 1952, criou um mural para o Instituto dos Arquitetos do Brasil, em São Paulo. Retornou a Paris em 1954 em razão do Prêmio Fiat, obtido na 2ª Bienal Internacional de São Paulo, mas não deixou de expor no Brasil. Permaneceu na Europa até 1959, passando pela Inglaterra e Bélgica, onde, em 1958, realizou um painel para o ‘Palais des Beaux-Arts’. Ao retornar ao Brasil teve uma atividade artística intensa, participou de importantes exposições, em paralelo a mostras em Paris, Munique, Verona, Londres e Nova York. Voltou a Paris em 1965, onde permaneceu até sua morte. BENEZIT, VOL.1, PÁG.415; MEYER/87, PÁG.606; MEC, VOL.1, PÁGS.159,160 E 167; PONTUAL, PÁGS. 48 E 49; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁGS. 71 A 74; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 52 A 54; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; ARTE NO BRASIL, PÁG. 599; LEONOR AMARANTE, PÁG. 34; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 86; ACERVO FIEO; web.artprice.com; pitoresco.com; pinturabrasileira.com.



280 - DANILO DI PRETE - (1911 - 1985)
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Composição - óleo sobre tela - 60 x 50 cm - canto inferior direito -

Nasceu em Pisa, Itália. Foi pintor e programador visual. Autodidata, iniciou a sua carreira na Itália. No Brasil desde 1946, participou de todas as Bienais de São Paulo, de 1951 a 1967, nelas recebendo o prêmio de Melhor Pintor Nacional em 1951 e 1965, dispondo de salas especiais para os seus trabalhos em 1961 e 1967. Foi o primeiro colocado no concurso internacional de cartazes para a VII BSP. Artista premiadíssimo. JULIO LOUZADA vol.10, pág.286; TEIXEIRA LEITE , pág. 163; PONTUAL, pág. 179; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 647; ARTE NO BRASIL, pág. 898; LEONOR AMARANTE, pág. 13.



281 - BENJAMIN SILVA - (1927)
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"Estudo para S. Miguel defendendo uma cidade" - guache - 22 x 15 cm - centro inferior e dorso - 1965 -

Cearense de Juazeiro, Benjamin Silva antes de se mudar para o Rio de Janeiro, então com 20 anos, foi seringueiro no Amazonas. Foi aluno de Inimá de Paula na Escola do Povo, nos idos de 1950. Inicialmente figurativista, após 1963 adota uma linha de expressionismo agressivo. Sua pintura passeou também pelo surrealismo. MEC, vol.4, pág.246; TEIXEIRA LEITE, pág.70; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 697; ARTE NO BRASIL, pág. 943.



282 - OMAR PELEGATTA - (1925 - 2000)
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Parati - óleo sobre tela - 46 x 38 cm - canto inferior esquerdo -

Italiano da Lombardia, PELLEGATTA foi pintor e gravador dedicado a temas sacros e casarios coloniais. Em sua obra, o ser humano é apresentado sempre de modo idealizado, na figura de ternas madonas, santos, coroinhas e cavaleiros. Participou de diversas coletivas e salões, a partir de 1957, recebendo premiações em sua maioria. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág.735; MEC vol.3, pág.363; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



283 - OCTÁVIO ARAÚJO - (1926)
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"Sancho Panza" - desenho a nanquim - 30 x 20 cm - canto inferior esquerdo - 1965 - Moscou -

Este importante artista brasileiro nasceu em Terra Roxa, SP. Em São Paulo foi aluno de Edmundo Migliaccio e José Barchitta, e teve por colegas, dentre outros, Luiz Sacilotto e Marcelo Grassmann, ao lado de quem, no Rio de Janeiro, com 20 anos de idade, expôs pela primeira vêz. Em 1947 integrou o Grupo dos 19. Trabalhou para Portinari em Paris, na confecção do grande mural Pescadores, com quem aprendeu a disciplina e a consciência profissional. Expôs em viagens que fêz pela China, na então União Soviética e nos Estados Unidos. Na sua obra é destaque a figura da mulher, em leitura ora fantástica, ora mágica, mas sempre perturbadora. TEIXEIRA LEITE, pág. 34; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 71; ARTE NO BRASIL, pág. 803; WALTER ZANINI, pág. 645; Acervo FIEO.



284 - DURVAL PEREIRA - (1917 - 1984)
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Flores - óleo sobre eucatex - 35 x 27 cm - canto inferior esquerdo - 1965 -

Nascido e falecido em São Paulo onde foi pintor e professor ativo. Premiado com a Menção Honrosa no Salão Paulista de Belas Artes em 1944, passou a viver exclusivamente da pintura. Em 1946, estudou artes plásticas na Associação Paulista de Belas Artes. Pintava ao ar livre, aos domingos, com os pintores Salvador Rodrigues, Salvador Santisteban, Cirilo Agostinho, Jaime Dinis, Djalma Urban, Innocencio Borghese, e outros. Premiado praticamente em todos os Salões de que participou, acumulou, em toda sua carreira, 419 prêmios de todos os cantos do mundo. Recebeu ao todo, 15 comendas das mais importantes do Brasil. Nos últimos três anos de sua vida recebeu também todos os Primeiros Prêmios e Medalhas de Ouro nas exposições de Paris, Rouen, Lyon, Roma, Miami e Milão (o maior prêmio dado à pintura: ‘La Madonina de Milano’). MEC, vol. 3, pág. 368; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 749; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO; www.tntarte.com.br.



285 - GENEVIÈVE CLAISSE - (1935)
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"Cercles" - serigrafia - 66/110 - 80 x 50 cm - canto inferior direito -

Desenhista, pintora, tapeceira, gravadora, escultora e artista multimídia nascida em Quiévy (Nord), França. Aluna e colaboradora de Auguste Herbin, do qual é aparentada. Sua primeira exposição foi em Paris, em 1958. Depois de 1960 expôs nos Estados Unidos e na maior parte dos Salões franceses e estrangeiros como: Salão de Maio (1960); Bienal de Paris (1965, 1967, 1970 - Prêmio); Salão de Outono (1965, 1970); Tel-Aviv (1965); Montreal, Canadá (1967); Tchecoslováquia (1968); Japão (1969); Egito (1970). Possui obras nos Museus de: Washington; Fundação Joseph Hirshhorn; I.B.M. Corporation, Nova York; Museu Cantonal de Belas Artes de Lausanne; Museu de Chaux-de-Fond; Museu de Grenoble; Chicago (Arte Contemporânea); Buffalo, Albright Knox Art. BENEZIT VOL.3, PÁG. 47; artprice.com; artnet.com; askart.com.



286 - JORGE REIDER - (1912 - 1962)
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Corredeiras - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior direito -

Natural da Áustria, foi pintor ativo em São Paulo, expondo no Salão Paulista de Belas Artes em 1952. Sua obra é vasta, tendo pintado mais de três mil telas durante a sua carreira, sendo as flores o seu tema predileto. JULIO LOUZADA vol.3, pág.953.



287 - ARLINDO MESQUITA - (1924 - 1987)
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Figuras - óleo sobre tela - 96 x 60 cm - canto inferior direito -

Pintor figurativo de orientação tradicional, Arlindo Mesquita foi autodidata, e começou a pintar e esculpir aos 13 anos. Natural de Arcoverde, PE, transferiu-se para Recife, onde ingressou aos 15 anos na Escola de Aprendizes Marinheiros daquela cidade, servindo até 1944 na Marinha. Desde então fixou residência no Rio de Janeiro, onde foi desenhista de publicidade e pintor expositor frequente do SNBA. No II Salão Pancetti, realizado naquela cidade, em 1967, obteve prêmio de viagem a Paris. JULIO LOUZADA vol.11, pág. 212; PONTUAL pág. 359; MEC vol. 3, pág. 142; TEIXEIRA LEITE, pág. 323; ITAU CULTURAL.



288 - YOSHIYA TAKAOKA - (1909 - 1978)
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Marinha - óleo sobre eucatex - 16 x 22 cm - canto inferior esquerdo - 1965 -

Pintor e desenhista nascido em Tóquio, Japão, veio para o Brasil em 1925, fixando-se no interior de São Paulo, trabalhando na lavoura. Mudou-se para São Paulo, onde ganhava a vida vendendo pastéis, fazendo caricaturas e como pintor de paredes. Foi aluno de Bruno Lechowsky no Rio de Janeiro. Foi um dos fundadores do Grupo Seibi, que reuniu artistas plásticos da colônia japonesa em São Paulo (1935). Fundou em 1948, juntamente com Geraldo de Barros e Antonio Carelli, o Grupo dos Quinze. Viveu em Paris de 1952 a 1953, estudando técnica de mosaico; Freqüentou o Núcleo Bernardelli, onde se ligou de amizade a Pancetti. Participou de diversos salões e exposições, nacionais e estrangeiras, recebendo diversas premiações. PONTUAL, pág. 510; TEIXEIRA LEITE, pág. 490; MEC, vol. 4, pág. 352; TEODORO BRAGA, pág. 220; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 361; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 579; ARTE NO BRASIL.



289 - DIMITRI ISMAILOVITCH - (1898 - 1976)
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Composição - desenho a lápis de cor - 33 x 50 cm - canto inferior direito - 1974 -

Pintor russo, estudou em 1918 e 1919 na Academia de Belas Artes da Ucrânia, e em 1927 radicou-se no Rio de Janeiro, tendo participado de diversas exposições individuais e salões oficiais. Pintor de natureza morta, paisagem e retratos. TEODORO BRAGA, pág. 123; REIS JUNIOR, pág. 379; PONTUAL, pág. 274; MEC, vol. 2, pág. 367; ITAÚ CULTURAL.



290 - LEONORA DE BARROS - (1953)
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"Em forma de família" - fotografia - 20/100 - 21 x 31 cm - dorso -

Artista plástica e poeta nasceu em São Paulo onde se formou em linguística na Universidade de São Paulo. Expôs poemas visuais, realizados pela primeira vez em videotexto na Bienal internacional de São Paulo de 1983. Mudou-se para Milão, Itália onde morou de 1990 a 1991. Nesta cidade realizou uma mostra individual e fez a curadoria da exposição ‘Poesia Concreta in Brasile’. Em 1998, participou da 24ª Bienal Internacional de São Paulo ao lado de Arnaldo Antunes e Walter Silveira, com a instalação ‘A Contribuição Multimilionária de Todos os Erros’. Em 2000, recebeu o Prêmio Multicultural do jornal O Estado de S. Paulo. Em 2001, realizou sua primeira mostra individual no Brasil, na Galeria Millan, em São Paulo. Em 2002, foi contemplada com bolsa da Fundação Vitae e teve a instalação sonora ‘Deve Haver Nada a Ver’ premiada na 1ª Mostra RioArte, do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Entre as recentes mostras e atividades, destacam-se: ‘Para (Saber) Escutar’, na Casa Daros Latinoamerica, Rio de Janeiro-RJ, 2013, "Circuitos Cruzados: O Centro Pompidou encontra o MAM", Museu de Arte Moderna-MAM de SP, III Mostra do Programa de Exposições 2012, Centro Cultural S. Paulo, 2013; Sonoplastia, Galeria Millan, São Paulo, 2011; 11ª Bienal de Lyon, 2011. ITAU CULTURAL; www.cibercultura.org.br; www.galeriamillan.com.br; www.pipa.org.br; web.artprice.com.



291 - HENRY MOORE - (1898 - 1983)
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Figura - litografia - 9/100 - 28 x 20 cm - canto inferior direito - 1942 -
Assinada na pedra litográfica. Com inscrições. -

Escultor, artista gráfico e professor inglês nascido em Castleford - Yorshire. Estudou na Escola de Arte de Leeds onde obteve uma bolsa de estudos para o ‘Royal College of Art’ (1919- 1923). Lecionou no ‘Royal College’ (1925 a 1932) e na Escola de Arte de Chelsea (1932 a 1939). Durante a década de 1930 viveu em Hampstead, mesma região onde viviam outros integrantes da vanguarda artística da época. Em 1940, após ter seu estúdio bombardeado, mudou-se para Much Hadham, condado de Hertford, onde viveu pelo restante de sua vida. Em 1925 fez uma viagem de estudos à Itália e à França. Em fins da década de 30, já era conhecido como o principal escultor britânico de vanguarda, mas sua fama pública estabeleceu-se com os desenhos que realizou como artista oficial de guerra (1940 a 1942), retratando pessoas protegendo-se de ataques aéreos em abrigos subterrâneos. Participou de muitas mostras oficiais na Europa, Estados Unidos, Austrália, Brasil (Bienal Internacional de São Paulo - 1953, 1979). Recebeu o Prêmio Internacional de Escultura na Bienal de Veneza em 1948 e, na década de 1950, firmou contratos para a execução de várias obras públicas na Grã- Bretanha e em outros países. Sua obra está presente em coleções de arte moderna por todo o mundo como, as mais destacadas, Tate Gallery - Londres; Henry Moore Sculpture Study Centre na Leeds City Gallery. BENEZIT VOL. 7, PÁG. 512; DICIONÁRIO OXFORD PÁG. 360; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 6, PÁG. 747; www.henrymoore.com; www.henry-moore.org; web.artprice.com.



292 - FRANCISCO STOCKINGER - (1919 - 2009)
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Guerreiro - múltiplo em bronze - 16/50 - h = 34 cm - assinado -

Natural de Traum, Áustria, Xico Stockinger, como é conhecido, foi aluno de Bruno Giorgi e desde 1954, radicado em Porto Alegre, á um escultor da figura humana e do animal. Também é excelente desenhista e gravador. Começou a expor na década de 40, no Rio de Janeiro, recebendo premiações. Desempenhou importante papel no desenvolvimento das artes plástica gaúcha. Tem seu nome firmado no cenário nacional e internacional, como escultor expressivo e original. JULIO LOUZADA, vol.11, pág.311; PONTUAL, pág.506; MEC., vol.4, pág.342/3.; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 720; ARTE NO BRASIL, pág. 868; LEONOR AMARANTE, pág. 136.



293 - ALDEMIR MARTINS - (1922 - 2006)
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Vaso de flores - acrílico sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito e dorso - 2003 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins. -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



294 - MANOEL SANTIAGO - (1897 - 1987)
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Nu - desenho a carvão - 38 x 27 cm - canto inferior direito -
No estado. -

Manoel Colafante Caledônio de Assumpção Santiago nasceu em Manaus, AM e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, desenhista e professor. Mudou-se para Belém em 1903 e iniciou estudos de pintura. Desde 1916 já praticava a arte não figurativa. Em 1919 transferiu-se para o Rio de Janeiro, cursou Direito e frequentou a Escola Nacional de Belas Artes, onde foi aluno de Rodolfo Chambelland e Baptista da Costa. Na época, teve aulas particulares com Eliseu Visconti. Foi casado com a pintora Haydeá Santiago. Participou em 1927 do Salão Nacional de Belas Artes e recebeu o prêmio viagem ao exterior, entre vários outros. Foi para Paris no ano seguinte, e lá permaneceu por cinco anos. De volta ao Rio de Janeiro, em 1932, tornou-se professor do Instituto de Belas Artes. Em 1934, passou a lecionar pintura e desenho no Núcleo Bernardelli, figurando entre seus alunos José Pancetti, Edson Motta, Bustamante Sá, Ado Malagoli, Rescála e Milton Dacosta. Participou da I Bienal Internacional de São Paulo (1951) e do 8º Panorama da Arte Brasileira (1976). PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, VOL. 1, PÁG. 241; TEODORO BRAGA, PÁG. 211; CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO DE PAISAGEM BRASILEIRA, MEC-MNBA /RIO/1944; MAYER/84, PÁG. 1158; REIS JR, PÁG. 378; PONTUAL, PÁG. 473; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 292; ITAÚ CULTURAL, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 865; ACERVO FIEO.



295 - ISRAEL PEDROSA - (1926)
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Composição - guache - 34 x 34 cm - canto inferior direito - 1983 -

Pintor, ilustrador, gravador, professor, crítico e escritor nasceu em Alto do Jequitibá, MG. Começou a pintar aos dez anos de idade e, em 1940, morando em Juiz de Fora, MG, teve aulas de pintura com Ferrucio Dami. Em 1942, tornou-se discípulo de Cândido Portinari, no Rio de Janeiro, do qual recebeu forte influência em sua formação artística. Seguiu para a Itália, em 1944, como integrante da Força Expedicionária Brasileira e, ao retornar, voltou a trabalhar com Portinari. De 1947 a 1951 aperfeiçoou-se na Escola de Belas Artes de Paris, como bolsista. De volta ao Brasil, inicia uma busca ao que denominou de "cor inexistente" culminando com a publicação do livro: "Da cor à cor inexistente", em 1977. Exposições individuais: Rio de Janeiro (1947, 1969, 1986, 1989, 1991, 1999); São Paulo (1978, 1983); Salvador, BA (1982); Brasília, DF (1984); Paris (1989); Petrópolis, RJ (1992). Coletivas: Rio de Janeiro (1947, 1952, 1955, 1956, 1959, 1980, 1984, 1987, 1990, 2002); Paris (1949, 1989); Lion, França (1950); Belo Horizonte, MG (1951, 1980); São Paulo (1951, 1978, 1979, 1980, 1984, 1987 a 1989, 1994, 1999, 2001); Brasília, DF (1980, 1988); Curitiba, PR (1980); Porto Alegre, RS (1980); Cidade do México, México (1985); Cairo, Egito (1985); Zagreb, Iugoslávia (1986); Europa - itinerante (1987); Madri, Espanha (1988); Copenhague, Dinamarca (1989); Niterói, RJ (1997, 2002). ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL. 3, PÁG. 863; VOL. 8, PÁG. 645; PONTUAL, PÁG. 413; MEC, VOL. 3, PÁG. 359.



296 - JAIME HORA - (1911 - 1977)
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Igreja - desenho a caneta hidrográfica - 28 x 24 cm - canto inferior direito - 1976 -

Natural de Salvador, Bahia, desde criança demonstrava talento para as artes. Foi cartazista de cinema. Cursou a Escola de Belas Artes do Estado, consagrando-se na vida profissional como o "pintor dos casarios baianos". Carlos Chiacchio o descreveu como " ...o artista dos motivos regionais pitorescos. Ninguém como Jaime para surpreender uma rua, um beco, uma travessa, com fraldelins guardando nas janelas. A sua visão realista das coisas vai às maravilhas quanto lhe agrada ou lhe é possível trabalhar aspectos urbanos ou suburbanos". Individuais em 1940 e 1994, em Salvador-BA, e coletivas entre 1940 e 1967, com premiações. Obras nos acervos do Museu do Vaticano e MNBA-RJ. JULIO LOUZADA, vol. 7, pág. 334



297 - LENÁ PRADO - (1953)
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"Luar no toucador" - carvão e acrílico sobre tela - 50 x 50 cm - dorso - 1988 -

Helena da Silva Prado nasceu em Santos, SP. Sua formação artística foi iniciada em Santos (1971/1972), em São Paulo - FAAP (1973) e em Antuérpia, Bélgica na Academia Real de Belas Artes como bolsista da ‘Koninklijke Academia voor Schone Kunsten’ (1975/1976). Também estudou com Antonio Vitor (1983/1984). Realizou exposições individuais em São Paulo (1986, 1989, 1990) e em São José dos Campos, SP (1989). Participou de muitas mostras e Salões oficiais, foi premiada em Santos (1981, 1982) e em São Paulo (1985 - 2º Prêmio Pirelli Pintura Jovem - MASP). ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 4, PÁG. 912; VOL. 5, PÁG. 839.



298 - OSWALDO GOELDI - (1895 - 1961)
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Paisagem - xilogravura - 1/10 - 16 x 17 cm - canto inferior direito -
Beatrix Reynal - Tiragem póstuma realizada em 1971. -

Desenhista, gravador e professor, nascido no Rio de Janeiro, filho de Emilio A Goeldi, naturalista suiço. A partir dos seis anos estudou na Suiça. Sua obra sofreu influência do expressionista austríaco Alfred Kubin. Retornando ao Brasil em 1919, realizou no Rio de Janeiro sua primeira exposição em 1921, no Liceu de Artes e Ofícios. Publicou albuns e ilustrou diversos e importantes livros. É artista altamente conceituado no País e no exterior, tendo merecido diversas homenagens póstumas, inclusive em filme. PONTUAL pág. 240; JULIO LOUZADA vol.11, pág130; MEC vol. 2, pág.271; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 521; ARTE NO BRASIL, pág. 672; Acervo FIEO.



299 - LÉON DOBROVOLSKY - (XX)
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"Petrouchka" - guache - 56 x 43 cm - canto inferior direito -

Escultor e cenógrafo francês. Iniciou sua carreira de cenógrafo em Paris e, depois da II Guerra Mundial, transferiu-se para o Rio de Janeiro. Dedicou-se igualmente à escultura e apresentou, pela primeira vez, seus trabalhos junto com os baixos-relevos de Elizabeth Thompson Joffe no Rio de Janeiro em 1968. MEC VOL 2 PÁG 59; PONTUAL PÁG. 182.



300 - MARIO GRUBER - (1927 - 2011)
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"Série Fantasiados" - óleo sobre tela - 120 x 80 cm - canto inferior direito e dorso - 2008 -
Com certificado de autenticidade, firmado pelo autor em 5 de abril de 2008. -

Pintor, desenhista, gravador, escultor, muralista - Mário Gruber Correia nasceu em Santos, SP. Autodidata, começou a pintar em 1943. Mudou-se para São Paulo em 1946 e matriculou-se na Escola de Belas Artes, onde foi aluno do escultor Nicolau Rollo. Em 1947, ganhou o primeiro prêmio de pintura na exposição do grupo ’19 Pintores’. No ano seguinte realizou sua primeira exposição individual e passou a estudar gravura com Poty e a trabalhar com Di Cavalcanti. Recebeu bolsa de estudo em 1949, foi morar em Paris, onde estudou na ‘École Nationale Supérieure des Beaux-Arts’ com o gravador Édouard Goerg e trabalhou com Candido Portinari. Retornou ao Brasil em 1951 e fundou o Clube de Gravura (posteriormente Clube de Arte) em sua cidade natal, onde voltou a residir. Foi professor de gravura no Museu de Arte Moderna de São Paulo em 1953 e na Fundação Armando Álvares Penteado entre 1961 e 1964. De 1974 a 1978, morou em Paris, depois, ao retornar ao Brasil, morou em Olinda, Pernambuco. Em 1979, montou ateliê em Nova York. De volta a São Paulo, realizou obras de grande porte em espaços públicos como a estação Sé do Metrô e o Memorial da América Latina. Além de ter realizado muitas exposições individuais, participou de várias mostras e salões oficiais: Salão Paulista de Arte Moderna; Panorama da Arte Moderna Brasileira; Bienal Internacional de São Paulo e na França, Espanha, Estados Unidos, Colômbia, Holanda, Finlândia, Alemanha. PONTUAL, PÁG. 253; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 370; MEC, VOL. 1, PÁG. 466; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 448; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.649; ARTE NO BRASIL, PÁG. 803; LEONOR AMARANTE, PÁG. 376; ACERVO FIEO.



301 - CARYBÉ - (1911 - 1997)
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Dançarinos - gravura - P. A. XVII - 48 x 68 cm - canto inferior direito -

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



302 - PAULO LIONETTI - (1960)
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"Folia de carnaval II" - técnica mista - 80 x 60 cm - dorso -

Pintor e desenhista natural de São Paulo, SP, onde vive e trabalha. Sua formação artística foi na Associação Paulista de Belas Artes (ABPA). Exposições individuais: Taubaté, SP (2013); São Paulo (2013); Santa Bárbara do Oeste, SP (2008); Barretos, SP (1999). Tem participado de muitas mostras e Salões oficiais, desde 2001, em São Paulo e pelo interior do estado. Participou também de exposições em: Portugal (2008, 2009); Dubai - Emirados Árabes (2008), onde obteve a Medalha de Ouro. www.paulolionetti.arteblog.com.br.



303 - INÁCIO RODRIGUES - (1947)
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Paisagem - óleo sobre tela - 33 x 24 cm - lado direito e dorso - 1973 -
Com etiqueta da Vernissage Galeria de Arte, Rua Hilário de Gouvêa, 57 A, Rio de Janeiro - GB. -

Pintor e desenhista cearense, natural de Fortaleza, fixou-se em 1966 no Rio de Janeiro. Participou do SNAM-RJ em 1968 e 1975, recebendo neste último, o prêmio de viagem ao País. JULIO LOUZADA , VOL, 12, pág 345. TEIXEIRA LEITE, pág, 450. WALMIR AYALA, VOL, 2, pág, 259; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



304 - ADILSON SANTOS - (1944)
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"Figura com trança" - óleo sobre mdf - 68 x 56 cm - canto inferior esquerdo -

Adilson Fagundes Santos nasceu em Poções, BA. Assina Adilson Santos. De formação autodidata, iniciou-se na pintura em 1960. Após breve permanência em Vitória da Conquista e em Salvador, transferiu-se para o Rio de Janeiro em 1969. A partir de 1962 realizou exposições individuais em: Vitória da Conquista, BA; Salvador, BA; Rio de Janeiro; Recife. Também participou de inúmeros Salões oficiais e mostras coletivas em: Salvador, BA (1965, 1966 - Bienal de Artes Plásticas, 1967 a 1970); Brasília, DF (1967 - Salão de Arte Moderna); São Paulo (1968, 1980); Rio de Janeiro (1969 a 1976, 1979, 1982, 1983, 1986, 1988, 1991, 1998); Niterói, RJ (1972); Poços de Caldas, MG (1977); Recife, PE (1977); Hanover, Alemanha (1980); Montreal, Canadá (1982); Vitória da Conquista, BA (1982, 1994). ITAU CULTURAL; MEC VOL. 4, PÁG. 179; PONTUAL PÁG. 474.



305 - LIVROS -
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1) "RUMOS ARTES VISUAIS ITAÚ CULTURAL 2005-2006". ARACY AMARAL ET AL. CATÁLOGO. SÃO PAULO: ITAÚ CULTURAL, 2006.
2) "TRILHAS DO DESEJO: A ARTE VISUAL BRASILEIRA". PAULO SERGIO DUARTE ET AL. SÃO PAULO: EDITORA SENAC SÃO PAULO, 2009.
3) "PANORAMA DE ARTE BRASILEIRA 1999". CATÁLOGO. TADEU CHIARELLI ET AL. SÃO PAULO: MUSEU DE ARTE MODERNA DE SÃO PAULO, 1999.
4) "ALEGORIA: ARTE BRASILEIRA - SÉCULO XX". TADEU CHIARELLI ET AL. SÃO PAULO: MUSEU DE ARTE MODERNA DE SÃO PAULO.
5) "MAPEAMENTO NACIONAL DA PRODUÇÃO EMERGENTE: RUMOS ITAÚ CULTURAL ARTES VISUAIS 1999/2000". RICARDO RIBENBOIM ET AL. SÃO PAULO: ITAÚ CULTURAL: IMPRENSA OFICIAL DO ESTADO: EDITORA DA UNESP, 2000.
6) "THE ART BOOK BRASIL: GEOMETRIAS". ANTONIO PAULO KLEIN ET AL. SÃO PAULO: DÉCOR, 2010.



306 - ARTHUR LUIS PIZA - (1928)
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"Rond Vert" - gravura - 3/95 - 28 x 20 cm - canto inferior direito -
Reproduzido sob o número 136 do livro "Piza: catálogo geral da obra gravada". -

Gravador, desenhista, pintor e escultor, nasceu em São Paulo, SP. Assina Piza. Iniciou a formação artística em 1943, estudando pintura e afresco com Antonio Gomide. Após participar da 1ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1951, viajou para a Europa e passou a residir em Paris. Freqüentou o ateliê de Johnny Friedlaender, aperfeiçoando-se nas técnicas de gravura em metal. Realizou muitas exposições individuais e coletivas, participou de vários Salões oficiais e obteve importantes prêmios: Bienal Internacional de São Paulo (1953, 1959); Trienal de Grenchen, Suíça (1961); Bienal de Liubliana, atual Eslovênia (1961); Exposição Internacional de Havana, Cuba (1965); Bienal de Santiago do Chile (1965); Bienal de Veneza (1966); Bienal de Cracóvia, Polônia (1970); Bienal Internacional de Florença, Itália (1970); Bienal de San Juan, Porto Rico (1970, 1979); Mostra de Gravura, Curitiba – PR (1978); Bienal da Cidade do México (1980). No fim dos anos 1980, cria um mural tridimensional para o Centro Cultural da França, em Damasco, Síria. Em 2002, são apresentadas na Pinacoteca do Estado de São Paulo e no Museu de Arte do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, duas amplas retrospectivas de sua obra. BENEZIT VOL. 8, PÁG. 370; MEC, VOL. 3, PÁG. 422; PONTUAL, PÁG. 428/29; JÚLIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 773; VOL. 2, PÁG. 823; VOL. 4, PÁG.899; VOL.6, PÁG. 896; VOL.13, PÁG. 268; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, PÁG. 855; LEONOR AMARANTE, PÁG. 75; ACERVO FIEO; artfacts.net; artcyclopedia.com; artnet.com; artprice.com



307 - MILLÔR FERNANDES - (1924 - 2012)
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O caçador e a caça - desenho a nanquim e aquarela - 30 x 42 cm - canto inferior esquerdo -

Carioca, o autor é escritor, jornalista, humorista, caricaturista, cenógrafo e teatrólogo. Colaborou com sua arte em diversas publicações de sucesso, tais como O Cruzeiro, Cigarra e Veja. Foi diretor d'O Pasquim. MEC, vol. 2, pág. 148



308 - NERÃO - (ANTONIO JOAQUIM NERY) - (1903 - 1997)
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" A famosa macumba da encruzilhada " - acrílico sobre tela - 38 x 46 cm - canto inferior direito - 1986 -

Pintor primitivo, de singular criatividade em seus temas, expôs no MASP, tendo sido apresentado em catálogo pelo saudoso P. M. Bardi, que o considerava depois de José Antonio da Silva, o melhor pintor primitivo brasileiro,tendo inclusive realizado uma exposição individual do autor no MASP - SP. JULIO LOUZADA, vol. 2 pág. 715, Acervo FIEO.



309 - ANTONIO VITOR - (1942)
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"Névoa e galhos no aterro" - óleo sobre tela - 20 x 20 cm - canto inferior direito e dorso - 1988 -

Nasceu em São José do Rio Pardo, SP, no dia 27 de novembro de 1942. Pintor e desenhista. Autodidata, Antonio Vitor é um exemplo de perseverança e apuro de qualidade, o que facilmente se percebe em sua obra. Destaca-se a busca pela interação da tradição latino-americana, com segurança de traços e solidez de forma. Expôs no Salão Paulista de Arte Moderna-SP, dos anos 1965, 1967 e 1968; bem como de diversos outros salões oficiais, recebendo premiações. JULIO LOUZADA, vol. 12 pág. 21; ITAU CULTURAL. Acervo FIEO.



310 - VICTOR BRECHERET - (1894 - 1955)
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"Banho de sol" - escultura em bronze - 4/7 - c. = 35 cm - assinado -
Com certificado de autenticidade datado de 21 de setembro de 2012 firmado por Sandra Brecheret Pellegrini. Obra código n° 142690. Reproduzido no convite deste leilão. -

Escultor e desenhista. Várias obras do artista figuram em local público na cidade, como o Monumento às Bandeiras no Parque Ibirapuera e as famosas Graças. Participou da Semana de Arte Moderna de 22. Na evolução de sua obra pode-se observar uma aproximação paulatina relativamente aos limites da figuração, limites quase transpostos para alcançar o campo do abstracionismo. MEC, vol. 1, pág. 293/4; PONTUAL, págs. 87/88; BRECHERET, 60 Anos de Notícia, de Sandra Brecheret Pellegrini.; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 478; ARTE NO BRASIL, pág. 652; LEONOR AMARANTE, pág. 12, Acervo FIEO.



311 - THÉO (DJALMA PIRES FERREIRA) - (1901 - 1980)
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Jânio Quadros - guache - 43 x 34 cm - canto inferior direito -
Capa da revista Careta. -

Caricaturista, Djalma Pires Ferreira, conhecido como Théo, nasceu na Bahia e veio para o Rio de Janeiro com 21 anos. Publicou seus primeiros trabalhos na "Tarde" (1918 a 1922) e no "Diário de Notícias", Seção Esportes (1919). Foi o divulgador da "Bola do Dia" das colunas de "O Globo" e colaborou no "Malho", "Careta", "Fon-Fon", outras revistas e jornais do Rio de Janeiro e na "Cigarra", em São Paulo. Exposições póstumas: São Paulo (1997, 2003); Belo Horizonte, MG (1997); Campinas, SP (1997); Brasília, DF (1998). ITAU CULTURAL; MEC VOL. 4, PÁG. 384; CARICATURISTAS BRASILEIROS, 1836 - 2001 PÁG. 120.



312 - NINO (JOÃO COSMO FÉLIX) - (1921 - 2002)
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Galo - escultura em madeira - h = 24 cm - base -

Natural de Juazeiro do Norte, este expressivo mestre popular Cearense, participou da Mostra do Redescobrimento em 2001 realizada na Bienal de São Paulo, e no ano seguinte expôs individualmente na Pinacoteca do Estado de São Paulo. A curadora da exposição Dodora Guimarães comenta sobre o artista: "...sua obra ultrapassa o conceito de arte popular ao desenvolver naturalmente, sem nenhuma intenção pré-definida, uma escultura extremamente autoral e de uma simplicidade quase brancusiana, que não parte de outras matrizes e referências além de seu imaginário pessoal". Foi ativo desde os anos 50, começou a produzir pequenas esculturas em madeira e vendendo de porta em porta. Daí passou para as grandes toras de madeira, que esculpe até hoje, entalhando a madeira até encontrar a forma que ali estava escondida. A importância que sua assinatura assume no conjunto da peça (por ser analfabeto, ele aprendeu a fazer seu nome desenhando cinco pauzinhos, cortando os dois primeiros e os dois últimos e arrematando com uma rodinha no final) é outro indício da profunda coerência e integridade de sua obra. Fonte: O ESTADO DE SÃO PAULO (10/9/2001).



313 - TUNEU - (1948)
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Composição - desenho a nanquim e guache - 34 x 31 cm - canto inferior direito - 1971 -

Nascido Antonio Carlos Rodrigues, em São Paulo, Capital. Desenhista e pintor, começou a desenhar profissionalmente por volta de 1960. Foi orientado por Tarsila do Amaral em 1966, mesmo ano que começou a participar de exposições. Artista renomado, Tuneu figurou em diversas exposições importantes no país, que trouxeram o panorama da arte dos dias de hoje. JULIO LOUZADA, vol. 12 pág. 410; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 764; LEONOR AMARANTE, pág.185, Acervo FIEO.



314 - ANITA FRAGA - (XIX - XX)
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Leitura - óleo sobre tela - 65 x 50 cm - canto inferior direito -

Pintora, expôs coletivamente no Rio de Janeiro desde 1930, na Exposição Geral de Belas Artes e na ENBA. Em 1943 transfere-se para São Paulo expondo frenquentemente. Destaque para exposições no Salão Paulista de Belas Artes e na Galeria Prestes Maia. Foi irmã da pintora Lucília Fraga. ITAÚ CULTURAL.



315 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX -
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"Ipanema visto da prainha Cordeiro" - óleo sobre tela - 46 x 65 cm - não assinado - 3 - II - 55 -



316 - MARIA LEONTINA - (1917 - 1984)
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Composição - pastel - 16 x 26 cm - canto inferior esquerdo -

Aluna de Waldemar da Costa, Maria Leontina é uma pintora que conquista o espectador pela finura de seus acostamentos cromáticos. Em 1947, integrava o Grupo dos 19, e, nos anos "50", passou por interessante fase geométrica. MEC, vol. 2, pág. 471; TEIXEIRA LEITE, pág. 309; PONTUAL, pág. 338; ITAÚ CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 772; LEONOR AMARANTE, pág. 25; WALTER ZANINI, pág. 645.



317 - ALDO BONADEI - (1906 - 1974)
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Flores - guache sobre cartão colado em eucatex - 37 x 26 cm - canto superior direito -
Reproduzido sob o n.° 378 em catálogo de Evandro Carneiro Leilões - Rio de Janeiro. -

Pintor, designer, gravador, figurinista e professor - Aldo Cláudio Felipe Bonadei nasceu e faleceu em São Paulo, SP. Entre 1923 e 1928 foi aluno de Pedro Alexandrino, período em que também frequentou o ateliê de Antonio Rocco. Viajou para a Itália, entre 1930 e 1931, e frequentou a Academia de Belas Artes de Florença, onde teve aulas com Felice Carena e seu assistente Ennio Pozzi, ambos ligados ao movimento ‘novecento’. Nesse período, dedicou-se ao desenho da figura humana, principalmente ao nu. Retornou a São Paulo no início da década de 1930 e participou ativamente do Grupo Santa Helena, da Família Artística Paulista - FAP e do Sindicato dos Artistas Plásticos. Em 1949 lecionou na Escola Livre de Artes Plásticas, primeira escola de arte moderna de São Paulo e participou do Grupo Teatro de Vanguarda. No ano seguinte, fundou a Oficina de Arte - O. D. A., com Odetto Guersoni e Bassano Vaccarini. No fim da década de 1950 atuou como figurinista nas peças ‘Vestido de Noiva’, de Nelson Rodrigues, e ‘Casamento Suspeitoso’, de Ariano Suassuna. Também desenhou alguns figurinos para dois filmes dirigidos por Walter Hugo Khoury: ‘Fronteiras do Inferno’ (1958) e ‘Na Garganta do Diabo’(1959). Realizou muitas exposições individuais e participou de vários Salões oficiais destacando-se: Bienal Internacional de São Paulo (1ª, 2ª, 3ª, 6ª, 7ª); Bienal de Veneza (1952); Panorama da Arte Moderna Brasileira (1970). MEC, VOL. 1, PÁG. 247; PONTUAL, PÁGS. 78/79; ARTE NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 1041; ART PRICE ANNUAL 2000, PÁG. 258; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 79; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; LEONOR AMARANTE, PÁG. 72; ACERVO FIEO.



318 - GERSON DE SOUZA - (1926 - 2008)
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"Devoção" - óleo sobre tela - 24 x 18 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor. Autodidata. Fixou-se no Rio de Janeiro, onde exerceu a profissão de carteiro dos Correios, e onde começou a pintar em 1950. Participou da V Bienal de São Paulo, de vários Salões Nacionais e exposições coletivas no exterior. Várias individuais e coletivas no País. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 127; PONTUAL, pág. 236/237; MEC, vol. 2, pág. 248; TEIXEIRA LEITE, pág. 220; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 347, Acervo FIEO.



319 - EDGARD OEHLMEYER - (1909 - 1967)
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Flores - óleo sobre eucatex - 25 x 20 cm - canto superior direito -
Ex-coleção do Dr. Heitor Portugal. -

Nasceu em Rio Claro, no dia 31 de maio e falecido em 4 de outubro de 1967. Nessa cidade cursou na Escola Profissional a seção de pintura com o prof. Carlos Hadler. Discípulo de Rocco, foi destacado paisagista e pintor de naturezas-mortas, tendo obtido diversas premiações nos SNBA e SPBA. TEODORO BRAGA, pág. 175; MEC. Vol.3, pág. 291; MAYER/1984, pag. 1070; TEIXEIRA LEITE, pág. 362; PONTUAL, pág. 389; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



320 - ANATOL WLADYSLAW - (1913 - 2004)
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Composição - óleo sobre tela - 98 x 100 cm - canto inferior direito e dorso - 1972 -
No estado. Reproduzido no convite deste leilão. -

Pintor e desenhista nascido em Varsóvia, Polonia; faleceu em São Paulo, aos 91 anos de idade. No Brasil desde 1930, fixou residência em São Paulo, naturalizando-se brasileiro. Dedicou-se à pintura e ao desenho a partir de 1946, participando da I à IX Bienal, recebendo diversas premiações. Formado em engenharia no Mackenzie, tornou-se um dos pioneiros da arte abstrata, participando ativamente do movimento Ruptura, ao lado de Valdemar Cordeiro, Lothar Charoux e Luiz Sacilotto. Figura no acervo do MAM-RJ e MNBA de Buenos Aires. JULIO LOUZADA, VOL, 4, pág, 1177. MEC, VOL, 4 pág, 512. TEIXEIRA LEITE, pág, 544. WALMIR AYALA, VOL 2. pág, 442; PONTUAL, pág. 553; ITAÚ CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 921.



321 - WALTER FEDER - (1909 - 1957)
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Paisagem - guache - 28 x 38 cm - canto inferior direito - 1957 -

Nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor autodidata, recebeu influência da Escola Impressionista conforme demonstram seus trabalhos. Participou de diversas coletivas, dentre elas destacam-se: Salão da Sociedade Brasileira de Belas Artes (1948), SNBA (1952), premiado com Menção Honrosa. JULIO LOUZADA, vol. 1 pág. 373



322 - ALBERTO FRIOLI - (1943)
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Cabeça de cavalo - escultura em bronze e lapis lazuli - h = 36 cm - base -
Reproduzido no site do autor. -

Escultor, pintor e poeta nascido em Rimini, Itália. Morou com sua família, em Veneza. Depois, mudou-se para a cidade de São Paulo. Na adolescência, voltou a morar em Veneza onde terminou seus estudos acadêmicos. Retornou ao Brasil em 1972, naturalizou-se brasileiro e construiu, alguns anos depois, um atelier em Ubatuba onde produz grande parte de suas obras. www.albertofrioli.com.br.



323 - ANA CRISTINA ANDRADE - (1953)
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"...lá, da pista" - gravura em metal - 53 x 48 cm - canto inferior direito - 1999 -

Ana Cristina Andrade Moreira é pintora, gravadora, desenhista, professora e designer vidreira. Iniciou sua formação artística na Escola Superior de Arte Santa Marcelina, SP (1972-1975). Aprendeu gravura em metal (1980-1990) com Iole Di Natale; técnicas de gravura na Scuola Internazionale di Gráfica em Veneza, Itália (1983); Gravura Especial com Evandro Carlos Jardim, no MAC-SP (1991); Técnica Calcográfica Experimental com Mario Benedetti, na FASM-SP (1997); Vitrofusão com Roberto Bonino. Exposições individuais: São Paulo, SP (1984, 1987, 1995, 2003); Bauru, SP (1989); “Projeto Interior com Arte” – Museu Banespa (1998 – Exposição itinerante pelo interior do Estado de São Paulo). Coletivas: Epinal, França (1975); São Paulo, SP (1974, 1982, 1984, 1985, 1986, 1988, 1994, 1995, 2000, 2002 a 2004, 2012 – SP ESTAMPA); Santo André, SP (1982); Novo Hamburgo, RS (1982); Taiwan, China (1983, 1985); San Juan, Porto Rico (1983); Santos, SP (1983); Cabo Frio, RJ (1983); Ribeirão Preto,SP (1984); Curitiba, PR (1984); Piracicaba,SP (1984); Veneza, Itália (1984, 1985); Campinas, SP (1985); São José do Rio Preto, SP (1986); Limeira, SP (1986); Washington D.C.,EUA (1991); Campos do Jordão, SP (1991); Kanagawa, Japão (1992); Maastricht, Holanda (1993); Illinois, EUA (1994); Cidade do México, México (1996); Jacareí, SP (1998); Budapeste, Hungria (1996); Uzice, Yuguslávia (1997); Ourense, Espanha (1994, 2006). Prêmios: São Paulo, SP (1974); Novo Hamburgo, RS (1982); Santos, SP (1983); Ribeirão Preto, SP (1984); Curitiba, PR (1984); Piracicaba, SP (1984); Campinas, SP (1985); São José do Rio Preto, SP (1986). JULIO LOUZADA, vol.1, pág. 62; vol.2, pág. 66; Acervo FIEO. ITAU CULTURAL.



324 - DURVAL PEREIRA - (1917 - 1984)
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Paisagem - óleo sobre tela - 38 x 55 cm - canto inferior direito -
Com certificado de autenticidade datado de 13 de julho de 2007 firmado pela filha do autor, sra. Mirna Pereira - São Paulo, SP. -

Nascido e falecido em São Paulo onde foi pintor e professor ativo. Premiado com a Menção Honrosa no Salão Paulista de Belas Artes em 1944, passou a viver exclusivamente da pintura. Em 1946, estudou artes plásticas na Associação Paulista de Belas Artes. Pintava ao ar livre, aos domingos, com os pintores Salvador Rodrigues, Salvador Santisteban, Cirilo Agostinho, Jaime Dinis, Djalma Urban, Innocencio Borghese, e outros. Premiado praticamente em todos os Salões de que participou, acumulou, em toda sua carreira, 419 prêmios de todos os cantos do mundo. Recebeu ao todo, 15 comendas das mais importantes do Brasil. Nos últimos três anos de sua vida recebeu também todos os Primeiros Prêmios e Medalhas de Ouro nas exposições de Paris, Rouen, Lyon, Roma, Miami e Milão (o maior prêmio dado à pintura: ‘La Madonina de Milano’). MEC, vol. 3, pág. 368; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 749; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO; www.tntarte.com.br.



325 - RENOT - (1932)
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"Casario, frutas e vaso" - óleo sobre eucatex - 35 x 27 cm - canto superior direito e dorso - 1979 -

Tapeceiro, desenhista e pintor baiano, ativo em São Paulo desde 1978, com diversas premiações, exposições e leilões. Também atua no mercado de arte como "marchand". JULIO LOUZADA vol.1, pág. 816, Acervo FIEO.



326 - BELMIRO DE ALMEIDA - (1858 - 1935)
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Ninfas - desenho a nanquim - 16 x 19 cm - canto inferior esquerdo -
Com inscrições no dorso. -

Esse grande pintor brasileiro, cuja carreira artística começou pela caricatura, viveu em Paris quase toda a sua existência. Ao fim da vida, abeirou-se dos novos estilos artísticos em voga na Europa, praticando incursões até no campo do Futurismo. Luciano Migliaccio, assim se refere `a obra do mestre: " Belmiro (...) punha fim à época em que a arte brasileira ainda era prisioneira da retórica dos gêneros e se fundamentava na transposição em chave nacional da tradição européia. Dava início a uma arte nova, inspirada na realidade social urbana contemporânea, falando da transformação dos costumes no interior da família e da condição da mulher na sociedade moderna. Era uma pintura que objetivava a educação moral do público, imitando o exemplo da pintura vitoriana inglesa, mas adotando a estética do naturalismo francês. O artista deixava de ser uma espécie de sumo sacerdote do culto da nação, passando a recusar a idéia de uma pintura celebrativa, promovida pelo Estado e distante da representação da atualidade. Assim, como Amoedo e Aurélio Figueiredo, Belmiro tentava encarnar o modelo do artista dandy, o intelectual urbano que fazia de sua arte um estilo e um modo de vida (...)" in: MOSTRA DO REDESCOBRIMENTO (2000: SÃO PAULO, SP), AGUILAR, Nelson (org. ), SASSOUN, Suzanna (coord. ). Arte do século XIX. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo: Associação Brasil 500 anos Artes Visuais, 2000. p. 148. REIS JR, pág.224; THEODORO BRAGA, pág.49; Primores da Pint, no Brasil, vol.1, pág.229; LAUDELINO FREIRE, págs.382/383; WALMIR AYALA, vol.1, págs. 30/31; TEIXEIRA LEITE, pág. 68/69; PONTUAL, págs.66/67; MEC, vol.1, pág.48; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 420; ARTE NO BRASIL, pág. 553; F. ACQUARONE, pág. 117.



327 - DJANIRA DA MOTTA E SILVA - (1914 - 1979)
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Crianças soltando balão - técnica mista - 16 x 19 cm - canto inferior direito -

Pintora, desenhista e gravadora, natural de Avaré, SP. Foi aluna de Marcier. A partir de 1942 participa do SNBA, recebendo premiação em 1943, 1944 e 1950. Realizou exposições individuais. Participou de diversas coletivas e salões de arte, nacionais e internacionais, com excelente recepção da crítica especializada. Diz-se que sua pintura é ingênua, mas ela declarava que ingênua, era ela mesma. JULIO LOUZADA vol.1, pág. 336; PONTUAL, pág. 181; TEIXEIRA LEITE, pág. 164; MEC, vol. 2, pág 58; WALMIR AYALA, vol. 1, pág, 263; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 810; ARTE NO BRASIL, pág. 824; Acervo FIEO.



328 - ANTONIO GOMIDE - (1895 - 1967)
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Aos pés da cruz - aquarela - 19 x 12 cm - canto inferior direito -
Com etiqueta de Renato Magalhães Gouvêa Escritório de Arte, São Paulo - SP, e carimbo do Museu Reginaldo Bertolino tombo RB0153/93, ambos no dorso. -

Pintor, escultor, decorador e cenógrafo. Antonio Gonçalves Gomide nasceu em Itapetininga, SP e faleceu em Ubatuba, SP. Mudou-se com a família para a Suíça em 1913, e frequentou a Academia de Belas Artes de Genebra até 1918, onde estudou com Gillard e Ferdinand Hodler. Mudou-se para a França na década de 1920. Em 1922, em Toulouse, trabalhou com Marcel Lenoir, com quem aprendeu a técnica do afresco. De 1924 a 1926, em Paris, instalou ateliê e entrou em contato com artistas europeus ligados aos movimentos de vanguarda. No ambiente parisiense, conviveu também com Victor Brecheret e Vicente do Rego Monteiro. Retornou ao Brasil em 1929. Em 1932, atuou na fundação da Sociedade Pró-Arte Moderna e fundou o CAM (Clube dos Artistas Modernos), juntamente com Flávio de Carvalho, Carlos Prado e Di Cavalcanti. Na área das artes decorativas, com Regina Graz e John Graz, é considerado um dos introdutores do estilo ‘art deco’ no país. Nos anos 60, a perda de sua visão o obriga a mudar novamente seu destino como artista. Em uma relutância em abandonar a arte, dedicou-se a lecionar, transmitindo para novas gerações a herança modernista. Foi a escultura, no entanto, que lhe permitiu continuar sua produção, apesar da dificuldade em enxergar. Com a visão bastante comprometida, retirou-se para Ubatuba, onde viveu em reclusão até a sua morte. Em 1968 o Museu de Arte Contemporânea dedicou-lhe importante retrospectiva. THEODORO BRAGA, PÁG.110, REIS JUNIOR, PÁG. 377; PONTUAL, PÁG. 244; MEC, VOL. 2, PÁG. 275; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 353, ART PRINCE ANNUAL 2000, PÁG. 955; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 222; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 548; ARTE NO BRASIL, PÁG. 694; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 427; ACERVO FIEO; www.mac.usp.br; web.artprice.com.



329 - FELISBERTO RANZINI - (1881 - 1976)
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Casario - aquarela - 15 x 10 cm - canto inferior direito -

Arquiteto, desenhista e escritor, Felisberto Ranzini nasceu em Mântua, Itália e faleceu em São Paulo - SP. Sobresaiu-se principalmente na técnica de aquarela, na qual se especializou. Suas composições em óleo são claras e detalhadas, quase que miniaturistas. JULIO LOUZADA, vol 1, pág. 805; MEC vol.4, pág. 26, RUTH TARASANTCHI.



330 - ALDEMIR MARTINS - (1922 - 2006)
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Peixe - acrílico sobre tela - 22 x 16 cm - canto inferior direito e dorso - 1967 -
Com certificado de autenticidade do Estudio Aldemir Martins. Reproduzido no convite deste leilão. -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



331 - VICENTE LEITE - (1900 - 1941)
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Leblon - óleo sobre madeira - 14 x 18 cm - canto inferior direito -

Vicente Rosal Ferreira Leite nasceu no estado do Ceará, onde servia na guarda do Palácio do Governo, quando o então governador João Tomé de Sabóia e Silva lhe ofereceu uma bolsa de estudos no Rio de Janeiro, em virtude de seus dotes como desenhista. Na antiga Escola Nacional de Belas-Artes, no Rio, teve Cândido Portinari e Orlando Teruz, entre outros, como seus condiscípulos. De 1920 a 1926 estudou sob a orientação de Lucílio de Albuquerque, Rodolfo Chambelland e João Batista da Costa - de quem sofreu grande influência em sua dedicação às paisagens. Reconhecido e condecorado com menções honrosas em todo país, realizou exposições em diversos estados brasileiros, e também participou de salões em países como Argentina e Estados Unidos. Executou ainda, no Palácio do Governo do Ceará, uma alegoria da Revolução de 1930 - obra onde empregou a técnica pontilhista da última fase dos impressionistas franceses. Suas obras podem ser encontradas no Museu Nacional de Belas-Artes, na Pinacoteca do Estado de São Paulo e no Museu Mariano Procópio, em Juiz de Fora. JULIO LOUZADA, VOL ,10, pág, 487. PONTUAL, pág, 308. MEC, VOL, 2, pág, 468; TEIXEIRA LEITE.pág, 284; ITAÚ CULTURAL.



332 - CARYBÉ - (1911 - 1997)
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Amazonas - escultura em bronze - h = 37 cm - base -
Procedente da coleção Evaldo Tadeu de Oliveira - Pirajuí, SP. -

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



333 - LUIZ SÁ - (1907 - 1979)
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Quando "chuvê"... eu volto - desenho a nanquim e aquarela - 31 x 23 cm - canto inferior esquerdo - 1978 -
Com dedicatória. -

Natural do Ceará, único caricaturista do país a realizar cartuns para cine-jornais nacionais, atuou em vários outros veículos de comunicação, tornando-se o primeiro caricaturista multimídia brasileiro. O artista também foi um dos precursores do desenho animado no Brasil, cartunista sanitário e o criador gráfico do bonequinho das críticas cinematográficas do jornal O Globo, criado em 1938, e que até hoje indica a cotação dos filmes. Teve seus primeiros desenhos publicados, em 1927, na imprensa cearense. Sua trajetória estendeu-se de 1930 a 1979, com um traço original, abrindo caminho para a modernidade do desenho de humor em nosso país. www.museuhistoriconacional.com.br; www.overmundo.com.br.



334 - NAIR OPROMOLLA - (1914 - 1982)
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Mulher - óleo sobre tela colada em eucatex - 40 x 30 cm - canto superior direito - 28/08/1937 -

Nasceu (6/10/1914) e faleceu (26/6/1982) em São Paulo, onde residiu e foi ativa em sua arte de pintora e professora. Durante quarenta anos tomou parte em diversas exposições oficiais, tais como SPBA (1943) e SNBA (1948), obtendo várias premiações como Menções Honrosas, Medalhas de Bronze, Medalhas de Prata e Premio Miguel Angel. Realizou exposições individuais em São Paulo e no Rio de Janeiro, com sucesso de crítica e de público. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 694/695



335 - LIVROS -
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1) "ALDO LOCATELLI". PIETRO MARIA BARDI ET AL.
2) "PORTINARI: RETROSPECTIVA". APRESENTAÇÃO DE JULIO NEVES. SÃO PAULO: MUSEU DE ARTE DE SÃO PAULO, 1997.
3) "CÂNDIDO PORTINARI". LUÍS MARTINS E ANTÔNIO BENTO. SÃO PAULO: GRÁFICOS BRUNNER LTDA, 1972.
4) "ABSTRAÇÃO COMO LINGUAGEM: PERFIL DE UM ACERVO". JACOB KLINTOWITZ ET AL. RIO DE JANEIRO: PINAKOTHEKE, 2004.
5) "NORDESTE HISTÓRICO E MONUMENTAL - VOL. IV". CLARIVAL DO PRADO VALLADARES ET AL. BAHIA: FUNDAÇÃO EMÍLIO ODEBRECHT, 1990.



336 - JOAQUIM TENREIRO - (1906 - 1992)
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Paisagem - desenho a nanquim - 38 x 35 cm - centro inferior - 1950 -

Designer, escultor, pintor, gravador e desenhista, Joaquim Albuquerque Tenreiro nasceu em Melo Guarda, Portugal e faleceu em Itapira, SP. Filho e neto de marceneiros, aos dois anos de idade mudou-se para o Brasil com a família. Retornou a Portugal em 1914 e ajudou o pai a realizar trabalhos em madeira. Iniciou aulas de pintura. Em 1928, transferiu-se definitivamente para o Rio de Janeiro, passando a frequentar o curso de desenho do Liceu Literário Português onde conquistou o prêmio Joaquim Alves Meira, a maior láurea daquele estabelecimento e fez cursos no Liceu de Artes e Ofícios. Em 1931, integrou o Núcleo Bernardelli. Na década de 1940, dedicou-se à pintura de retrato, de paisagem e de natureza-morta. Entre 1933 e 1943, trabalhou como designer de móveis nas empresas Laubissh & Hirth, Leandro Martins e Francisco Gomes. Em 1943, montou sua primeira oficina, a Langenbach & Tenreiro e, alguns anos depois, inaugurou duas lojas de móveis; primeiro no Rio de Janeiro e, posteriormente, em São Paulo. É o renovador do mobiliário brasileiro, responsável por toda uma linha de criação em que a funcionalidade se alia o bom gosto e o aproveitamento racional dos materiais do País. No final da década de 1960, Joaquim Tenreiro encerrou as atividades na área da concepção e fabricação de móveis para dedicar-se exclusivamente às artes plásticas, principalmente à escultura. Participou do Panorama da Arte Atual Brasileira, SP (1972, 1973, 1975, 1978, 1988), da Bienal Internacional de São Paulo (1965), entre outras, e realizou uma retrospectiva no MAM, RJ (1977). Tem pinturas suas figurando no MAM, SP, no MNBA e Museu Manchete, RJ. MEC, VOL.4, PÁGS.381 E 382; PONTUAL, PÁG.520; TEIXEIRA LEITE, PÁG.504; WALMIR AYALA, VOL.2, PÁG.376 E 377; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG.973; VOL. 5, PÁG. 1042; VOL.6, PÁG. 1111; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 580; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; www.joaquimtenreiro.com; renome.com.br; pinturabrasileira.com; web.artprice.com.



337 - MARIA FREIRE - (1919)
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Composição em 4 tons - guache - 29 x 41 cm - canto inferior direito -
Com inscrições no dorso. -

Artista do Uruguai que tem realizado inúmeras exposições individuais: Uruguai (1970, 1975, 1977, 1987, 1990, 1992, 1998); São Paulo (1956 - MAM, 1976); Rio de Janeiro (1957 - MAM); Espanha (1958); Bélgica (1959); Argentina (1967). Coletivas: Uruguai (1982, 1983, 1990, 1996, 2006); EUA (1992, 2001); Inglaterra (1994, 1996); Espanha (1997), México (2002); Porto Alegre (2005 - Bienal do Mercosul); Suíça (2005). www.fundacaobienal.art.br; www.artnet.com; artprice.com; www.artinfo.com



338 - MARIO ZANINI - (1907 - 1971)
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Borboletas - pintura sobre azulejo - 30 x 30 cm - canto inferior direito -
Com etiqueta do Ateliê de Arte Decorativa - Osirarte, São Paulo - SP, no dorso. -

Pintor, decorador, ceramista, professor, Mário Zanini nasceu e faleceu em São Paulo. Foi um dos integrantes de dois importantes movimentos artísticos considerados históricos na pintura paulista: o Grupo Santa Helena e a Família Artística Paulista. Sua formação artística se deu em São Paulo quando aos 13 anos iniciou curso de pintura da Escola Profissional Masculina do Brás e de 1924 a 1926, matriculou-se no curso de desenho e artes do Liceu de Artes e Ofícios. Conheceu Alfredo Volpi em 1927 e no ano seguinte estudou com o pintor Georg Elpons. Trabalhou no escritório de decoração de Francisco Rebolo entre 1933 e 1938. Em 1940 recebeu medalha de prata no 46º Salão Nacional de Belas Artes e foi convidado por Rossi Osir a trabalhar em seu ateliê de azulejos artísticos, o Osirarte. Em 1950, viajou por seis meses pela Itália, em companhia de Volpi e Osir. A partir de 1968 lecionou na Faculdade de Belas Artes de São Paulo. Participou de vários Salões oficiais e mostras coletivas no Brasil, como I e III Bienal Internacional de São Paulo e no exterior. Sua família doou 108 de suas obras ao Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo - MAC/USP em 1974. MEC, VOL. 4, PÁG. 531; PONTUAL, PÁG. 557; TEODORO BRAGA, PÁG. 250; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 451; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; ARTE NO BRASIL, PÁG. 778; LEONOR AMARANTE, PÁG.38; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 1085; ACERVO FIEO.



339 - ALICE GONSALVES - (1901 - 1987)
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Flores - óleo sobre tela - 50 x 40 cm - canto inferior direito -

Pintora paulista, com diversas participações em exposições coletivas nacionais. Recebeu menção honrosa no Salão Paulista de Belas Arte de 1949. MEC, vol. 2, pág. 276; JULIO LOUZADA, vol, 5 pág 447



340 - MILTON DACOSTA - (1915 - 1988)
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Vênus - óleo sobre tela - 27 x 35 cm - canto inferior direito e dorso - 1975 -
Acompanha nota fiscal de compra em leilão n° 7038 datada de 3 de dezembro de 2001 do Espaço Urca Arte Ltda. Rua Conde de Irajá, 612, Botafogo - Rio de Janeiro, RJ. Reproduzido no convite deste leilão. -

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador. Milton Rodrigues da Costa nasceu em Niterói, RJ e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou estudos de desenho e pintura, em 1929, com o professor alemão August Hantv. No ano seguinte matriculou-se no curso livre de Marques Júnior, na Escola Nacional de Belas Artes. Junto com Edson Motta, Bustamante Sá e Ado Malagoli , entre outros, criou o Núcleo Bernardelli em 1931. Viajou para Estados Unidos em 1945, com o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Belas Artes do ano anterior. Na cidade de Nova York, estudou na Art's Students League of New York. Em 1946, foi para a Europa e após visita a vários países, fixou-se em Paris, onde estudou na Académie de La Grande Chaumière. Conheceu Pablo Picasso, por intermédio de Cícero Dias, e freqüentou os ateliês de Georges Braque e Georges Rouault. Expôs no Salon d'Automne (Paris) e regressou ao Brasil em 1947. Em 1949, casou-se com a pintora Maria Leontina e passou a residir em São Paulo. Realizou muitas exposições individuais e também recebeu prêmios nas Bienais Internacionais de São Paulo (1955, 1957). TEODORO BRAGA, PÁG. 163; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 229; MEC, VOL. 2, PÁG. 13; BENEZIT, VOL. 3, PÁG.315; ITAU CULTURAL; PONTUAL, PÁG. 155; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; ACERVO FIEO.



341 - HEITOR DE PINHO - (1897 - 1968)
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Paisagem - óleo sobre eucatex - 34 x 41 cm - canto inferior direito -

Nascido e falecido na cidade do Rio de Janeiro, onde estudou na antiga Escola Nacional de Belas Artes. Foi discípulo de Rodolfo Chambelland, Batista da Costa, Lucílio de Albuquerque e Modesto Brocos. Participa de Salões Oficiais a partir de 1924, recebendo diversas premiações. JULIO LOUZADA, vol.11, pág.247; MEC. Vol.3, pág.400; WALMIR AYALA. Vol.2, pág.194; TEIXEIRA LEITE, pág.408; PONTUAL, pág.426.



342 - LOTHAR CHAROUX - (1912 - 1987)
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Linhas - guache - 90 x 30 cm - canto inferior direito - 1971 -

Pintor, desenhista e professor austríaco, natural de Viena. Assinava Charoux. Iniciou os estudos artísticos com seu tio, o escultor austríaco Siegfried Charoux. Transferiu-se para o Brasil em 1928, fixando residência em São Paulo. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios da cidade onde conheceu Valdemar da Costa, com ele fazendo aprendizado de pintura a partir de 1940. Posteriormente passa a lecionar desenho no Liceu de Artes e Ofícios e no SENAI. Em 1947, realizou sua primeira exposição individual, na Galeria Itapetininga. Em 1952, participou da fundação do Grupo Ruptura, ao lado de Waldemar Cordeiro, Geraldo de Barros, Anatol Wladyslaw e outros. Com Hermelindo Fiaminghi e Luiz Sacilotto , cria a Associação de Artes Visuais NT - Novas Tendências, em 1963. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras oficiais nacionais como a Bienal Internacional de São Paulo (I a IX, XII, XIII), Panorama da Arte Atual Brasileira (1º ao 3º, 6º, 9º, 11º, 12º) e no exterior. É homenageado com retrospectiva no Museu de Arte Moderna de São Paulo e no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro em 1974. Em 2005, é publicado o livro ‘Lothar Charoux: A Poética da Linha’, pela historiadora de arte Maria Alice Milliet. PONTUAL, PÁG. 131; MEC VOL. 1, PÁG. 433; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 254; VOL. 9, PÁG.207; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 645; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; ACERVO FIEO.



343 - IVAN MORAES - (1936)
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Baianas - óleo sobre tela - 60 x 20 cm - canto inferior direito - 1969 -

Pintor natural da cidade do Rio de Janeiro. Estudou com Ivan Serpa, no MAM-RJ. Participou do IX ao XII SNAM, da VI BSP e II Bienal de Paris. Quirino Campofiorito sobre o temas de seus quadros escreveu: "Tira-os do popular, denuncia afinidades, respeita-lhes a autenticidade. Candomblé, memória de ritos, visões religiosas, gente na rua. O mundo da imagem anedódita, sim, mas a que não falta, em expressão rigorosa, a comunicação artística." PONTUAL, pág. 368;



344 - ANTONIO MAIA - (1928 - 2008)
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"Três amuletos" - acrílico sobre tela - 61 x 46 cm - dorso - 1987 -

Natural de Carmópolis, SE. Pintor e desenhista. Radicado no Rio de Janeiro desde 1955. Em 1959 fez suas primeiras apresentações em coletivas. Estreou no SNAM, obtendo o prêmio de viagem ao exterior (1969). Pertencente àquele grupo de artistas que organizam seu trabalho em torno de valores culturais vindos da expressão popular, o artista assumiu como um dos temas de sua pintura a imagem do ex-voto., escultura religiosa de caráter popular e votivo. O ex-voto representa, para o artista, um ponto de partida na realização de uma paisagem brasileira sem conotações urbanas. É uma pintura em que o mundo dos homens é construído pelos homens e por suas criações. O artista empresta às figuras com que trabalha, os ex-votos, conotações de análise ideológica, e o faz sem palavras, apenas pela força da presença visual. Figurou em diversas coletivas nacionais e internacionais, conquistando prestigio de critica e público. MEC vol.3, pág.42; PONTUAL, pág. 330 e 331; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 697; Acervo FIEO.



345 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XIX - XX -
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Paisagem - óleo sobre tela - 25 x 33 cm - canto inferior esquerdo -
Derkert. -



346 - FULVIO PENNACCHI - (1905 - 1992)
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Natividade - desenho a lápis e carvão - 29 x 22 cm - canto inferior direito - 5/1944 -

Pintor, ceramista, desenhista, ilustrador, gravador, professor nascido na cidade de Villa Collemandina, Itália e falecido em São Paulo. Em 1924 foi para Lucca e iniciou sua formação artística no ‘Regio Istituto di Belle Arti’ onde teve aulas com o pintor Pio Semeghini. Mudou-se para São Paulo em 1929 e dedicou-se a diferentes atividades até 1933, quando passou a auxiliar Galileo Emendabili na execução de monumentos funerários. Em 1935, conheceu Francisco Rebolo, passou a frequentar seu ateliê e conviveu com os artistas do Grupo Santa Helena. Nessa mesma época integrou a Família Artística Paulista e iniciou a produção de painéis em afresco e óleo para residências, igrejas, hotéis e outras edificações, destacando-se os afrescos de grandes dimensões para a Igreja Nossa Senhora da Paz, no bairro do Glicério, executados entre 1941 e 1948. Em 1965, iniciou um período de recolhimento e manteve-se afastado das exposições e do circuito artístico. Em 1973, reabriu seu ateliê e recebeu diversas homenagens no Brasil e na Itália. Nesse mesmo ano conheceu a ceramista Eunice Pessoa e com ela desenvolveu um grande número de peças que foram expostas em 1975. Sem nunca ter abandonado as atividades artísticas, voltou a figurar em diversas mostras e continuou a produzir painéis em afresco. Em 1980, Pietro Maria Bardi publicou um livro sobre sua obra. Nove anos depois, foi lançado o livro ‘Ofício Pennacchi’, organizado por Valério Antonio Pennacchi, responsável também pela publicação, em 2002, do livro ‘Fulvio Pennacchi: Pintura Mural’. Importante retrospectiva da obra do artista foi realizada, em 1973, no MAM - São Paulo. TEODORO BRAGA, PÁG. 192; MEC, VOL, 3, PÁG. 365; WALMIR AYALA, VOL, 2, PÁG. 182; PONTUAL, PÁG. 416; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 784; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 740; ACERVO FIEO.



347 - YOLANDA MOHALYI - (1909 - 1978)
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Cais - desenho a lápis - 34 x 50 cm - canto inferior esquerdo -
Com etiqueta da Dan Galeria, Rua Padre João Manoel, 1160 - São Paulo, SP - no dorso. -

Pintora, desenhista e professora. Formação artística na Academia Real de Belas Artes de Budapest. Ativa em São Paulo a partir de 1931. Fez parte do Grupo dos Sete, juntamente com Victor Brecheret, Gomide e outros. Participante de diversas Bienais de São Paulo, entre 1951 e 1967, recebendo diversas premiações TEIXEIRA LEITE, pág. 331; PONTUAL, pág. 363; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 584; ARTE NO BRASIL, pág. 937; LEONOR AMARANTE, pág. 75; Acervo FIEO.



348 - CARLOS SCLIAR - (1920 - 2001)
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Natureza morta - óleo sobre cartão - 20 x 15 cm - canto inferior direito - 1970 -
Com a seguinte dedicatória: "Ofereço ao amigo Zé Luiz, Scliar 1970". -

Desenhista, gravador, pintor, ilustrador, cenógrafo, roteirista e designer gráfico que nasceu em Santa Maria da Boca do Monte, RS e faleceu no Rio de Janeiro. Assina Scliar. Estudou com Gustav Epstein, em Porto Alegre, em 1934. Participou, em 1938, da fundação da Associação Riograndense de Artes Plásticas Francisco Lisboa. Entre 1939 e 1947, residindo em São Paulo, integrou a Família Artística Paulista - FAP. No Rio de Janeiro, escreveu e dirigiu em 1944 o documentário 'Escadas', sobre os pintores Arpad Szenes e Vieira da Silva com os quais conviveu desde 1941. Convocado pela Força Expedicionária Brasileira - FEB, participou da Segunda Guerra Mundial, na Itália. Morando em Paris de 1947 a 1950, cursou gravura com Galanis na Escola de Belas Artes e teve contato com o gravador mexicano Leopoldo Méndez. De volta ao Brasil, fundou com Vasco Prado o Clube de Gravura de Porto Alegre. Em 1956, passou a viver no Rio de Janeiro. Foi diretor do departamento de arte da revista 'Senhor' entre 1958 e 1960. Fundou a editora Ediarte, em 1962, com os colecionadores Gilberto Chateaubriand, Michel Loeb, Carlos Nicolaievski e o pintor José Paulo Moreira da Fonseca. Realizou durante toda sua vida exposições individuais e participou de inúmeras coletivas e Salões oficiais, recebendo muitos prêmios. Também foram realizadas várias exposições póstumas. MEC VOL.4, PÁG. 214; TEODORO BRAGA, PÁG. 66; WALMIR AYALA VOL.2, PÁG. 306 a 309; PONTUAL, PÁG. 479 e 480; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG.884; VOL.2, PÁG. 925; VOL.13, PÁG. 305; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; RGS, PÁG. 442; ACERVO FIEO.



349 - JESUS FUERTES - (1938 - 2006)
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Peixes - acrílico sobre tela - 6 x 9 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1986 -
Com certificado do autor. -

Pintor e escultor espanhol. Expôs pela 1ª vez em Berlim, conquistando o 2º prêmio no Salão Internacional dos Jovens Surrealistas Europeus, em 1955. Várias exposições entre 1954 e 1972 em Paris, Bruxelas, Nova York, Genebra, Roma, Boston, Zaragoza, conquistando em 1962, o Grande Prêmio de Roma.JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 361; ITAU CULTURAL.



350 - JOSÉ PANCETTI - (1902 - 1958)
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Figuras - pastel - 27 x 44 cm - canto inferior direito - 3/9/1948 -

Nasceu em Campinas e faleceu no Rio de Janeiro. Filho de italianos chegados a Campinas em 1891. Foi marinheiro por longos anos, tendo aprendido a sua arte a bordo dos navios. Era conhecido como o Pintor Marinheiro. Participou do Núcleo Bernardelli, no Rio de Janeiro, onde conviveu com Milton Dacosta, Ado Malagoli e João José Rescala. Participou do SNBA durante vários anos, recebendo premiações. Sobre o artista assim se manifestou Medeiros de Lima: " ... Juntamente com Alberto da Veiga Guignard, Alfredo Volpi e Lasar Segall, Pancetti retoma na pintura a melhor tradição da paisagística brasileira (...) Mas, de todos, Pancetti foi o que melhor soube captar a fôrça, a exuberância e a luminosidade litorânea brasileira" . TEODORO BRAGA, pág. 130; PONTUAL, págs. 403 e 404; MEC, vol. 3, pág. 332; REIS JUNIOR, pág. 383; ITAU CULTURAL; TEIXEIRA LEITE, pág. 380; WALTER ZANINI, pág. 573; ARTE NO BRASIL, pág. 597; LEONOR AMARANTE, pág. 28.



351 - ELYSITO - (XX)
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Paisagem - óleo sobre tela colada em madeira - 30 x 40 cm - canto inferior direito -
Procedente da coleção família Antônio Maluf, São Paulo - SP. -

Pintor autodidata. Assina Elysito. Iniciou-se na pintura usando como suporte, latas, caixas de madeira e papelão. Nada produziu entre 1967 e 1977, ano em que reiniciou suas pinturas sobre caixas de madeira (caixas de frutas). Participou da exposição ‘Raízes’ na Galeria Seta, SP (1980) e expôs individualmente no mesmo espaço no ano seguinte. JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 371.



352 - SONIA EBLING - (1926 - 2006)
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"Torso deitado" - escultura em bronze - h = 8 cm - assinado - 1978 -
Com certificado de autenticidade da Galeria Skultura - São Paulo - SP. -

Nascida em Taquara, RS, SONIA EBLING consagrou-se como escultora e pintora. Participou da I Bienal de São Paulo. Premiada com viagem ao exterior no I SNAM. Morou em Paris 15 anos, onde frenquentou ateliês de artistas importantes e onde aperfeiçoou a sua importante e bela obra. MEC, vol. 2, pág. 89; PONTUAL, pág. 187; JULIO LOUZADA, vol 13, pág. 119; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 720; ARTE NO BRASIL, pág. 868; RGS, pág. 454.



353 - MANOEL MARTINS - (1911 - 1979)
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Construção - xilogravura - 23 x 18 cm - canto inferior direito -

Natural de São Paulo, MANOEL MARTINS participou ativamente do Grupo Santa Helena, onde defendeu a necessidade de fazer da arte uma profissão, e ocupar com ela, um espaço na sociedade. Manoel Martins, a partir da exposição da Familia Artística Paulista em 1937, realizado pelos integrantes do Grupo, desenvolveu obras no âmbito do figurativo, buscando incorporar a vida, o movimento, as aglomerações do mundo urbano, substituindo a figuração pós-impressionistas por elementos racionais do cubismo com a valorização do expressionismo. TEIXEIRA LEITE, pág. 316; JULIO LOUZADA, vol.11, pág. 201; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 584; ARTE NO BRASIL, pág. 784, Acervo FIEO.



354 - FRANCISCO REBOLO GONSALES - (1903 - 1980)
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Paisagem - gravura - 12/70 - 35 x 26 cm - canto inferior direito -

Grande pintor paulistano, um dos principais membros do Grupo Santa Helena e da Família Artística Paulista, Rebolo é acima de tudo um paisagista de colorido suave e desenho sensível. MEC, vol. 4, pág. 28/29; TEODORO BRAGA, pág. 202/3; PONTUAL, pág. 447/448; REIS JR., pág. 382; TEIXEIRA LEITE, pág. 433/434/435.; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 584; LEONOR AMARANTE, pág. 13; ARTE NO BRASIL; Acervo FIEO.



355 - LIVROS -
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1) "CLÁSSICOS DA PINTURA MODERNA BRASILEIRA: CINQUENTA REPRODUÇÕES FEITAS DIRETAMENTE DOS ORIGINAIS". WILSON COUTINHO. SÃO PAULO: LIVRARIA KOSMOS EDITORA, 1993.
2) "O MUSEU DA REPÚBLICA". SÃO PAULO: BANCO SAFRA, 2011.
3) "O MUSEU NACIONAL". SÃO PAULO: BANCO SAFRA, 2007.
4) " O MUSEU MARIANO PROCÓPIO". SÃO PAULO: BANCO SAFRA, 2006.
5) "MUSEU DO CEARÁ". SÃO PAULO: BANCO SAFRA, 2012.
6) "A PINACOTECA DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO". SÃO PAULO: BANCO SAFRA, 2005.
7) "O MUSEU DE ARTE MODERNA DA BAHIA". SÃO PAULO: BANCO SAFRA, 2008.



356 - INOS CORRADIN - (1929)
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Pescador - óleo sobre tela - 61 x 50 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, escultor e cenógrafo, nascido em Vogogna, Itália. Por volta de 1932 mudou-se com a família para Castelbaldo - Padova, onde, em 1945, estudou pintura com professor Tardivello. Em 1947 colaborou com o pintor Pendin na execução de um mural referente aos mártires da resistência italiana em Castelbaldo. Veio, em 1950, para Jundiaí e São Paulo onde fez parte do núcleo artístico Cooperativa em São Paulo, dirigido pelo pintor argentino Oswaldo Gil Navarro. Executou cenários para o Ballet do IV Centenário de São Paulo, em 1954. Em 1979 foi contratado para pintar um cenário para o Teatro de Rovigo, Itália. Realizou diversas exposições individuais, participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais pelo Brasil e pelo mundo. Foi premiado em Paris (1975) e em Ferrara, Itália (1976). JULIO LOUZADA, VOL. 11, PÁG. 152; PONTUAL, PÁG. 143; MEC, VOL. 1, PÁG. 448; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 215; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; inoscorradin.com.br.



357 - DIVA GRASSMAN - (1928)
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Natureza morta - óleo sobre tela - 38 x 55 cm - canto inferior direito - 1949 -

Pintora com diversas exposições e participações em mostras coletivas e Salões oficiais como: Salão Paulista de Belas Artes, SP (1976, 1978, 1980); Salão de Belas Artes de Piracicaba, Piracicaba - SP (1979). ITAU CULTURAL; www.saobernardo.sp.gov.br.



358 - DURVAL PEREIRA - (1917 - 1984)
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Capela - óleo sobre tela - 50 x 98 cm - canto inferior direito -
Com certificado de autenticidade datado de 24 de agosto de 2006 firmado pela filha do autor, sra. Mirna Pereira - São Paulo, SP. -

Nascido e falecido em São Paulo onde foi pintor e professor ativo. Premiado com a Menção Honrosa no Salão Paulista de Belas Artes em 1944, passou a viver exclusivamente da pintura. Em 1946, estudou artes plásticas na Associação Paulista de Belas Artes. Pintava ao ar livre, aos domingos, com os pintores Salvador Rodrigues, Salvador Santisteban, Cirilo Agostinho, Jaime Dinis, Djalma Urban, Innocencio Borghese, e outros. Premiado praticamente em todos os Salões de que participou, acumulou, em toda sua carreira, 419 prêmios de todos os cantos do mundo. Recebeu ao todo, 15 comendas das mais importantes do Brasil. Nos últimos três anos de sua vida recebeu também todos os Primeiros Prêmios e Medalhas de Ouro nas exposições de Paris, Rouen, Lyon, Roma, Miami e Milão (o maior prêmio dado à pintura: ‘La Madonina de Milano’). MEC, vol. 3, pág. 368; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 749; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO; www.tntarte.com.br.



359 - JOSÉ ANTONIO VAN ACKER - (1931 - 2000)
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"Atibaia" - óleo sobre eucatex - 54 x 73 cm - canto inferior direito e dorso -
Com etiqueta do Mirante das Artes de Pietro Maria Bardi, no dorso. -

Pintor, escultor, desenhista, gravador e professor nascido em São Paulo, SP, em 4 de dezembro de 1931. Estudou na Escola de Belas-Artes de São Paulo, entre 1951 e 1954, e escultura em madeira com Lazlo Zinner. Sobre a sua obra assim se manifestou Inácio da Silva Telles: " Os quadros de van Acker ferem-nos de maneira estranha. Subitamente nos encontramos cindidos, cada parte de nós atinada em campos antagônicos, e não apenas para uma interessante e cordial discussão, mas para uma guerra aberta, uma guerra total, que ameaça destruir, ganhe quem ganhar, nossas antigas e acomodadas habitações... " O artista expõe individualmente desde 1962, participando de coletivas desde 1954, sempre com premiações. JULIO LOUZADA, vol. 9 págs.887 e 888; ITAÚ CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 966, Acervo FIEO.



360 - EDU MARIN KESSEDJIAN - (1976)
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"Objetos de chão" - álbum de fotografia - 20/82 - 16 x 16 cm - assinado -

Fotógrafo nascido em São Paulo. Realizou exposições individuais em São Paulo (2004, 2005, 2008) e participou de várias mostras coletivas em: São Paulo (2004 a 2008, 2010 - MAM, 2012); Curitiba, PR; Ribeirão Preto, SP; Goiânia, GO; Santo André, SP - em 2004. Foi premiado em São Paulo (Prêmio Porto Seguro de Fotografia - 2006) e em Santo André (Prêmio Aquisição no Salão de Arte Contemporânea). ITAU CULTURAL; www.edumarin.com.br.



361 - CARLOS OSWALD - (1882 - 1971)
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"Trecho de procissão" - gravura - 28/100 - 21 x 30 cm - canto inferior direito -
Reproduzido na página 86 do livro "Carlos Oswald" editado pelo Museu Nacional de Belas Artes. -

Gravador, pintor, desenhista, decorador, professor e escritor. Nasceu em Florença, Itália e faleceu em Petrópolis, RJ. Graduou-se como físico-matemático em 1902, pelo Instituto Galileo Galilei, em Florença. No ano seguinte, ingressou na ‘Accademia di Belle Arti di Firenze’. Viajou para o Brasil pela primeira vez em 1906 e realizou no Rio de Janeiro a primeira exposição individual no país. Retornou à Europa em 1908, estudou gravura com o americano Carl Strauss em Florença e viajou para Munique, onde aprendeu a técnica da água-forte. Em 1911, participou da decoração do pavilhão do Brasil, na Exposição Internacional de Turim. Fez a segunda viagem ao Rio de Janeiro em 1913 e realizou uma exposição com Eugênio Latour na Escola Nacional de Belas Artes . Foi nomeado, em 1914, professor de gravura e desenho no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro e é considerado o introdutor da gravura no Brasil. No ano de 1930, fez o desenho final do ‘Monumento ao Cristo Redentor’. A obra foi executada na França pelo escultor Paul Landowski e instalada no Morro do Corcovado, Rio de Janeiro, em 1931. Publicou, em 1957, a autobiografia ‘Como Me Tornei Pintor’. Em 1963, o Museu Nacional de Belas Artes - RJ adquiriu quase todas as suas obras em gravuras. Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais e foi premiado no Rio de Janeiro em 1904, 1906, 1909, 1912, 1913, 1916 e realizou diversas exposições individuais. PONTUAL, PÁG. 397; ARTE NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 1053; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 699; MEC VOL. 3, PÁG. 304; ACERVO FIEO.



362 - WALDEMAR DA COSTA - (1904 - 1982)
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"Movimento XX" - óleo sobre madeira - 80 x 65 cm - canto inferior direito - 1973 - São Paulo -
Com etiqueta do ateliê do autor no dorso. -

Paraense de Belém, onde nasceu em 11 de junho de 1904. Faleceu em Curitiba, no ano de 1982. Foi pintor e professor. Estudou na Escola de Belas Artes de Lisboa, em 1910. Foi para Paris, lá permanecendo de 1928 a 1931, quando retornou para o Brasil, integrando-se no meio artístico. Foi professor de Maria Leontina, Charoux e Clovis Graciano. JULIO LOUZADA vol. 12 pág. 115; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág.584; ARTE NO BRASIL, pág. 795; Acervo FIEO.



363 - MIRA SCHENDEL - (1918 - 1988)
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"A" - monotipia - 30 x 20 cm - canto inferior direito - 1965 -

Myrrha Dagmar Dub nasceu em Zurique, Suíça e faleceu em São Paulo. Desenhista, pintora, escultora. Mudou-se para Milão, Itália, na década de 1930, onde estudou arte e filosofia. Abandonou os estudos durante a Segunda Guerra Mundial. Estabeleceu-se em Roma em 1946, e, em 1949, mudou-se para o Brasil. Fixou residência em Porto Alegre, onde trabalhou com design gráfico, fez pintura, cerâmica, poemas e restauro de imagens barrocas, assinando com seu nome de casada Mirra Hargesheimer. Sua participação na 1ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1951, permitiu contato com experiências internacionais e a inserção na cena nacional. Dois anos depois se mudou para São Paulo e adotou o sobrenome Schendel. Realizou muitas exposições individuais pelo Brasil e no exterior. Participou de muitos Salões oficiais e mostras coletivas como: Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955, 1963, 1965, 1967- Prêmio, 1969 - Menção Honrosa, 1981); Bienal de Veneza (1978); Panorama da Arte Atual Brasileira (1969, 1971, 1974, 1977, 1984), entre outras. Após sua morte, muitas exposições apresentaram sua obra dentro e fora do Brasil e, em 1994, a 22ª Bienal Internacional de São Paulo lhe dedica uma sala especial. Em 1997, o marchand Paulo Figueiredo doa grande número de obras da artista ao Museu de Arte Moderna de São Paulo. TEIXEIRA LEITE, pág. 464; JULIO LOUZADA, vol. 13, pág. 304; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 688; LEONOR AMARANTE, pág. 187; www.mac.usp.br; web.artprice.com.



364 - ATHOS BULCÃO - (1918 - 2008)
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"Estudo para Addie" - serigrafia - 66 x 48 cm - canto inferior direito - 1966 -

Pintor e desenhista. Começou a dedicar-se a arte estimulado por Portinari, que, em 1945, o convidou a trabalhar nas obras da Pampulha, em Belo Horizonte. No ano anterior realizara exposição individual na sede recém-inaugurada do Instituto dos Arquitetos do Brasil no Rio de Janeiro, voltando a fazê-lo na Capital mineira em 1946 e 1947. Já então conquistara medalhas de prata em pintura e desenho no SNBA. Recebendo bolsa de estudos no governo francês, viajou em 1948 para Paris, onde permaneceu um ano, visitando ainda a Itália. De regresso ao Brasil, passou a dedicar-se também a trabalhos no campo da decoração. Residindo mais recentemente em Brasília, ali criou azulejos e vitrais para a Igreja de Nossa Senhora de Fátima, com motivos cristãos da Pomba e da Estrela, símbolos do Divino Espírito Santo e da natividade. Participou como isento de júri dos II SAMDF (1965), realizando em 1968 exposição individual de desenhos em Brasília (Galeria Encontro). Rubem Braga focalizou-o em uma crônica publicada na revista Manchete (14 de agosto de 1954). TEODORO BRAGA, PÁG. 59; MEC, vol. 1, pág. 301; WALMIR AYALA, vol.1, pág. 140; PONTUAL, pág. 93; TEIXEIRA LEITE, pág. 92; JÚLIO LOUZADA, vol. 7, pág.112; ITAÚ CULTURAL.



365 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX -
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Figura - desenho a nanquim - 41 x 30 cm - canto inferior direito - 1961 - Tokio -
Com a seguinte dedicatória: "Ao amigo Mabe - Koyama 61 - Tokio". -



366 - GERDA BRENTANI - (1906 - 1999)
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O ataque - desenho a nanquim e aquarela - 52 x 34 cm - canto inferior direito -

Nasceu em Triestre, Itália, no dia 27 de fevereiro de 1908. Desenhista e gravadora. No Brasil desde 1939, fixou residência em São Paulo, Capital. Iniciou estudos com Ernesto de Fiori e Rossi Osir, por volta de 1940. De traço humoristico, a artista destacou-se no cenário artístico/crítico nacional, cuja obra tem participado em mostras nacionais e internacionais, com sucesso de crítica. JULIO LOUZADA vol.1, pág.153; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 630; Acervo FIEO.



367 - LIVIO ABRAMO - (1903 - 1992)
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Cavalos - litografia - 36/80 - 50 x 70 cm - canto inferior esquerdo - 1983 -

Gravador, desenhista, pintor, ilustrador, jornalista e professor, nasceu em Araraquara, SP e faleceu em Assunção, Paraguai. Mudou-se para São Paulo, onde, em 1909, estudou desenho com Enrico Vio no Colégio Dante Alighieri. No início dos anos de 1920, fez ilustrações para pequenos jornais e entrou em contato com a obra de Oswaldo Goeldi e de gravadores expressionistas alemães. Realizou as primeiras gravuras em 1926. Em 1947, ilustrou o livro ‘Pelo Sertão’, do escritor Afonso Arinos de Mello Franco, publicado em 1949. Com essa série de ilustrações, apresentadas no Salão Nacional de Belas Artes, obteve o prêmio de viagem ao exterior. Seguiu para a Europa em 1951. Em Paris frequentou o Atelier 17, aperfeiçoando-se em gravura em metal com Stanley William Hayter. De volta ao Brasil, foi premiado como o melhor gravador nacional na Bienal Internacional de São Paulo, nas edições de 1953 e de 1963. Deu aulas de xilogravura na Escola de Artesanato do Museu de Arte Moderna de São Paulo. Foram seus alunos, entre outros, Maria Bonomi e Antonio Henrique Amaral . Fundou o Estúdio Gravura, em 1960, com Maria Bonomi. Em 1962, foi convidado pelo Itamaraty a integrar a Missão Cultural Brasil-Paraguai, posteriormente Centro de Estudos Brasileiros. Mudou-se para o Paraguai e dirigiu até 1992, o Setor de Artes Plásticas e Visuais. Foi fundador do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Paraguai. PONTUAL, PÁG. 1, JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 19; MEC VOL.1, PÁG. 33; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 795; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28; ACERVO FIEO.



368 - MENASE WAIDERGORN - (1927)
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Centro de São Paulo - óleo sobre tela - 50 x 40 cm - canto inferior direito -

Romeno da cidade de Hotin, Waidergorn veio para o Brasil em 1932, onde seus pais fixaram residência em São Paulo. Ingressou na APBA, onde conheceu Mecatti, que muito o estimulou e orientou, dele assimilando a luminosidade da pintura peninsular muito a gosto do ottocento italiano. Sua pintura aborda todos os gêneros, baseadas tanto nas recordações da infância pobre como nas lembranças das viagens que fez ao norte da Africa e Europa. Participou de diversos salões e coletivas, recebendo diversas premiações JULIO LOUZADA vol.11, pág. 330; Acervo FIEO.



369 - HUGO DEMARCO - (1932 - 1995)
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Relação de cores - serigrafia - 111/200 - 75 x 75 cm - canto inferior direito - 1973 -

HUGO DEMARCO (1932 – 1995) Desenhista, pintor, escultor cinético e professor, Hugo Rodolfo Demarco nasceu em Buenos Aires, Argentina e faleceu em Paris. Estudou na Escola de Belas Artes de Buenos Aires onde foi professor de desenho e gravura. Instalou-se em Paris, em 1963, graças a uma bolsa do governo francês. Realizou muitas individuais pela Europa e na Galeria Denise René - Paris (1968, 1981, 1994). Participou também de várias mostras coletivas e oficiais pelo mundo como a Bienal de Paris (1967), "The Responsive Eye" - Nova York (1965); Documenta de Kassel - Alemanha (1968), entre outras; e das manifestações em torno do movimento: em 1967, no Museu de Arte Moderna da cidade de Paris - ‘Mouvement II em 1964’, ‘Lumière et Mouvement’ e ‘Art Cinétique’; na Galeria Denise René - ‘Structures, Lumière et Mouvement’ e em 1996, Galeria Denise René - ‘Lumière et Mouvement’. BENEZIT VOL. 3, PÁG. 484; www.hugodemarco.com; artprice.com; artnet.com; artfact.com.



370 - JOÃO BAPTISTA CASTAGNETO - (1862 - 1900)
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Barco - sangüínea - 13 x 18 cm - canto inferior direito - 1890 -
Ex coleção Hermínio Lunardelli, São Paulo - SP. -

Pintor especializado em marinhas, foi aluno de Georg Grimm, exímio colorista, fez impressionismo institivamente; pintou em geral pequenos quadros a óleo, usando como suporte até tampas de caixas de charuto; fez também aquarelas e desenhos. MEC vol.1, pág. 368; PONTUAL, págs. 117/118; TEIXEIRA LEITE, pág. 112; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 416; LEONOR AMARANTE, pág. 42.



371 - JULIO VIEIRA - (1933 - 2000)
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Quatro obras - técnica mista - cada 12 x 17 cm - assinado - 1981, 1982, 1983 e 1984 -
Trabalho composto de quatro obras montadas em uma única moldura. -

Natural da cidade do Rio de Janeiro, foi pintor, gravador e desenhista. Fez curso na antiga Escola Nacional de Belas Artes, entre 1952 e 1956, estudando gravura com Goeldi entre 1954 e 1956. Um trecho da lavra do crítico e pintor Quirino Campofiorito sobre a arte única do artista: " ..A vantagem de Júlio Vieira era sua fidelidade ao transe terrestre. Sua pintura foi sempre um gesto doloroso. Muitas águas rolaram, desde então. Oficializou-se o concretismo e o neoconcretismo. Júlio sempre marginal e sempre um excelente artista. MEC vol. 4 pág. 475 - JULIO LOUZADA, vol. 1 pág. 1034; ITAU CULTURAL



372 - CIÇA - (1935)
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Máscara - cerâmica - 25 x 28 cm - dorso -

Cícera Fonseca da Silva ou Cícera Lira nasceu no sítio do Brejo Seco - Juazeiro do Norte, CE. Iniciou-se na cerâmica aos dez anos, incentivada por um tio. Vendia suas panelinhas e cofrinhos nas feiras de Juazeiro do Norte, Crato Barbalha e Missão Velha. Trabalhou na agricultura e só retomou à cerâmica aos vinte e seis anos, depois de casada. Em 1960 começou a fazer figuras: santos e cenas regionais e a partir de 1972, as máscaras. Em 1987 várias de suas máscaras foram selecionadas para a exposição ‘Brésil, Arts Populaires’ no Grand Palais em Paris e uma de suas máscaras, a capa do catálogo. Expôs no Museu de Arte de Brasília – Exposição de Arte Popular Brasileira organizada pelo MinC (1988); em São Paulo (2001, 2006); no Rio de Janeiro (2001, 2012). Participou da Mostra do Redescobrimento na Bienal em São Paulo (2000). Possui obras no Museu do Folclore Edson Carneiro, no Centro Cultural São Francisco. ITAU CULTURAL; PEQUENO DICIONÁRIO; www.popular.art.br.



373 - ALFREDO LOWESTEIN - (1937)
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Paisagem - óleo sobre eucatex - 18 x 24 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor, gravador e desenhista têxtil, natural da cidade do Rio de Janeiro, onde nasceu a 4 de abril. Expôs individualmente em 1988, na Galeria 77, em São Paulo. Participa de coletivas a partir de 1984. JÚLIO LOUZADA, vol. 11, pág. 180.



374 - GINO BRUNO - (1889 - 1977)
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Palhaço - óleo sobre tela - 70 x 50 cm - canto inferior direito -

Nascido e falecido em São Paulo, este pintor foi especialista em figuras, interiores e naturezas-mortas. TEODORO BRAGA, pág. 108; MEC, vol. 1, pág. 299; PONTUAL, pág. 92; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 135; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 623; Acervo FIEO.



375 - LIONELLO BERTI - (1927 - 1976)
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Flores - óleo sobre tela - 100 x 70 cm - canto inferior esquerdo -

Natural de Florença, Itália, onde fez seu aprendizado com Ottone Rosai na Academia de Belas-Artes de Florença. No Brasil desde 1957 (Rio de Janeiro, depois Ribeirão Preto-SP, onde faleceu), participou de diversas coletivas, recebendo premiações. Sua obra tem estilo expressionista. TEIXEIRA LEITE, pág. 74; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 84.



376 - INGRES SPELTRI - (1940)
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"Dom Quixote - 400 anos" - óleo sobre tela - 80 x 80 cm - canto inferior direito -

Nasceu em Jau, São Paulo, em 20/01/1940. Pintor, desenhista, escultor, gravador e professor. Apresentando uma pintura de fases bem demarcadas, onde as possibilidades plásticas do cubismo, do construtivismo e do concretismo foram exploradas com paixão e rigor de pesquisa, o autor tem percorrido um rico itinerário em sua incessante buscar de universo expressivo e de uma linguagem pictórica definitiva. O autor é professor titular da Escola Panamericana de Arte, SP. JULIO LOUZADA, vol 1, pág 937; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



377 - TOMOSHIGUE KUSUNO - (1935)
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Carlitos - litografia - 82/100 - 32 x 30 cm - canto inferior direito - 1971 -

Desenhista, pintor, artista visual, professor e gravador, natural de Yubari, Japão. . Estudou na Universidade de Arte e fez parte do Núcleo de Arte de Vanguarda, em Tóquio, Japão, na década de 1950. Imigrou para o Brasil em 1960 fixando-se em São Paulo. No ano seguinte, participou do 10º Salão Paulista de Arte Moderna. Em 1962 foi premiado no Salão do Paraná, em Curitiba, e no Salão do Grupo Seibi de Artistas Plásticos, em São Paulo - neste salão também ganhou o grande prêmio em 1970, na sua 14ª edição. Ainda na década de 1960, uniu-se a artistas ligados a tendências da nova figuração e participou das mostras: ‘Opinião 65’, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e ‘Propostas 65’, na Fundação Armando Álvares Penteado, SP. No Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, expôs em várias ocasiões, participando da mostra Jovem Arte Contemporânea, na qual recebeu prêmios em 1967 e 1972. Participou também da Bienal Internacional de São Paulo (1963, 1965, 1967, 1977, 1983, 1985), do Panorama da Arte Atual Brasileira – MAM, SP (1970, 1976, 1977, 1979, 1986). JULIO LOUZADA, VOL.4, PÁG.1101; MEC, VOL.2, PÁG.430; PONTUAL, PÁG.295; TEIXEIRA LEITE, PÁG.274; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁG.452; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 697; ARTE NO BRASIL, PÁG. 968; LEONOR AMARANTE, PÁG. 171, ACERVO FIEO.



378 - NICOLA PETTI - (1904 - 1983)
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Camponês - óleo sobre eucatex - 18 x 12 cm - canto inferior direito -
Com selo de autenticação da família de Nicola Petti, no dorso. -

Ativo em São Paulo, foi também excepcional desenhista, aluno nesta capital, do pintor e professor alemão Georg Ficher Elpons; participou assiduamente do Salão Paulista de Belas Artes, desde sua inauguração em 1933, onde foi muito premiado. MEC, vol. 3, pág. 393; JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 685; ITAU CULTURAL, Acervo FIEO.



379 - PAULO CLÁUDIO ROSSI OSIR - (1890 - 1959)
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"Retrato de Osório César" - desenho a nanquim - 30 x 21 cm - canto inferior direito - 12 03 1944 -

Pintor e arquiteto nascido e falecido em São Paulo. Estudou na Europa, e em 1921 expõe individualmente em sua cidade natal. Integrou, mais tarde, a Família Artística Paulista. Seu estilo combina elementos impressionistas e cubistas. Criou a OSIRARTE, firma especializada no fabrico de azulejos artísticos. TEODORO BRAGA, pág. 208; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 268; PONTUAL, pág. 462; MEC, vol, 3, pág. 303; ITAU CULTURAL; LEONOR AMARANTE, pág. 128; ARTE NO BRASIL; WALTER ZANINI, pág. 579, Acervo FIEO, RUTH TARASANTCHI.



380 - MANOEL SANTIAGO - (1897 - 1987)
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"Alto de Teresópolis" - óleo sobre tela colada em cartão - 27 x 22 cm - canto inferior direito e dorso - 1959 - Teresópolis -

Manoel Colafante Caledônio de Assumpção Santiago nasceu em Manaus, AM e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, desenhista e professor. Mudou-se para Belém em 1903 e iniciou estudos de pintura. Desde 1916 já praticava a arte não figurativa. Em 1919 transferiu-se para o Rio de Janeiro, cursou Direito e frequentou a Escola Nacional de Belas Artes, onde foi aluno de Rodolfo Chambelland e Baptista da Costa. Na época, teve aulas particulares com Eliseu Visconti. Foi casado com a pintora Haydeá Santiago. Participou em 1927 do Salão Nacional de Belas Artes e recebeu o prêmio viagem ao exterior, entre vários outros. Foi para Paris no ano seguinte, e lá permaneceu por cinco anos. De volta ao Rio de Janeiro, em 1932, tornou-se professor do Instituto de Belas Artes. Em 1934, passou a lecionar pintura e desenho no Núcleo Bernardelli, figurando entre seus alunos José Pancetti, Edson Motta, Bustamante Sá, Ado Malagoli, Rescála e Milton Dacosta. Participou da I Bienal Internacional de São Paulo (1951) e do 8º Panorama da Arte Brasileira (1976). PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, VOL. 1, PÁG. 241; TEODORO BRAGA, PÁG. 211; CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO DE PAISAGEM BRASILEIRA, MEC-MNBA /RIO/1944; MAYER/84, PÁG. 1158; REIS JR, PÁG. 378; PONTUAL, PÁG. 473; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 292; ITAÚ CULTURAL, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 865; ACERVO FIEO.



381 - CARYBÉ - (1911 - 1997)
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"A sol aberto" - serigrafia - 101/250 - 47 x 65 cm - canto inferior direito -
Na tela serigráfica. -

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



382 - ELZA DE OLIVEIRA SOUZA - (1928 - 2006)
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Menino - óleo sobre cartão - 47 x 32 cm - canto inferior esquerdo - 1964 -

Pernambucana do Recife. Esta importante pintora iniciou suas atividades com o prof. Ivan Serpa. Integrou o grupo de nordestinos que se apresentou na Galeria Giro, no RJ, em 1968. Seu interesse pelo registro da figura humana é praticamente exclusivo. Walmir Ayala afirma: " ... O biotipo que Elza repete obcessivamente, diz respeito ao povo de sua família conterrânea. São gente do povo, sem sofisticação, despojada do requinte civilizatório, mas embebida de um outro requinte, que diz respeito 'as latadas, trepadeiras em flor, animais domésticos, temáticas." JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 313, Acervo FIEO.



383 - EDY GOMES CAROLLO - (1921)
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Paisagem - óleo sobre tela colada em cartão - 26 x 31 cm - canto inferior esquerdo - 1944 - Rio de Janeiro -

Filho e discípulo de Sobragil Gomes Carollo, participou do Salão Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, com diversas premiações. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 173 e 174.



384 - CARLOS LEÃO - (1906 - 1982)
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Casal - desenho a nanquim e aquarela - 25 x 19 cm - canto inferior direito -

Arquiteto, pintor e desenhista ativo no Rio de Janeiro. Participou com Lucio Costa no projeto do edifício sede do Ministério de Educação do Rio de Janeiro (1937). Excepcional desenhista, praticou igualmente a pintura, sempre fiel a uma só temática - "a mulher, seu corpo, seu mundo de amor, sexo e poesia". MEC, vol. 2, pág. 462/3; TEIXEIRA LEITE, pág. 281; PONTUAL, PÁG. 303; JULIO LOUZADA VOL.11, PÁG.171; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 602; ARTE NO BRASIL, pág. 746.



385 - ESCOLA ORIENTAL, SÉC. XX -
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Figura à beira do lago - aquarela - 53 x 37 cm - não assinado -
Com estudos no dorso. -



386 - FUKUDA (ROBERTO KENJI FUKUDA) - (1943 - 2008)
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Composição - serigrafia - 136/170 - 26 x 28 cm - canto inferior direito - 1989 -

Pintor, gravador e escultor nascido em Indiana, SP, e ativo na Capital. Filho de artista (seu pai é o pintor Tamotsu Fukuda), pinta desde cedo. Suas telas não passam desapercebidas, sejam pelas cores harmoniosas, vivas e vibrantes, sejam pela suavidade das composições, que tranquilizam o expectador. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 120; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



387 - LYDIO BANDEIRA DE MELLO - (1929)
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Figura - óleo sobre tela - 92 x 65 cm - canto superior direito - 1960 -

Pintor, desenhista e professor, nascido em Leopoldina, MG. Estudou na antiga Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, diplomando-se em 1951. Pintou na Itália, decorando um convento Franciscano (1962). No Brasil participou de diversas coletivas, a partir de 1954, recebendo premiações. JULIO LOUZADA, vol. 1 pág. 89



388 - WALDOMIRO DE DEUS - (1944)
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"Troncos no pasto" - acrílico sobre tela - 40 x 50 cm - centro inferior e dorso - 2005 -

Baiano de Boa Nova, Waldomiro de Deus é pintor e gravador. Em São Paulo desde 1960, expunha seus trabalhos nas praças da capital. Expõe em espaços oficiais desde 1965, inclusive no exterior. Ao todo já realizou mais de 100 exposições, com sucesso de crítica e de público. O seu trabalho mescla o misticismo religioso afro-baiano com elementos do cotidiano. ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 239; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO.



389 - CLÓVIS GRACIANO - (1907 - 1988)
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São Francisco - gravura - 29/50 - 36 x 26 cm - canto inferior direito - 1973 -

Pintor, desenhista, cenógrafo, gravador, ilustrador, nasceu em Araras - SP e faleceu em São Paulo. Em São Paulo, a partir de 1934, realizou estudos com o pintor Waldemar da Costa, entre 1935 e 1937. Em 1937, integrou o Grupo Santa Helena com Francisco Rebolo, Mario Zanini, Bonadei e outros. Frequentou o curso de desenho da Escola Paulista de Belas Artes até 1938. Membro da Família Artística Paulista - FAP, em 1939 foi eleito presidente do grupo. Participou regularmente dos Salões do Sindicato dos Artistas Plásticos e, em 1941, realizou sua primeira individual. Em 1948, foi sócio-fundador do Museu de Arte Moderna de São Paulo - MAM/SP. Viajou para a Europa em 1949, com o prêmio recebido no Salão Nacional de Belas Artes. Permaneceu dois anos em Paris, onde estudou pintura mural e gravura. A partir dos anos 1950, dedicou-se principalmente à pintura mural. Em 1971, assumiu o cargo de diretor da Pinacoteca do Estado de São Paulo. De 1976 a 1978, exerceu a função de adido cultural em Paris. Participou por toda sua vida de muitas mostras e Salões oficiais pelo o Brasil e pelo mundo. MEC, VOL. 2, PÁG. 280; PONTUAL, PÁG. 247/8; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 225 A 227; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; ARTE NO BRASIL, PÁG. 784; LEONOR AMARANTE, PÁG. 58; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 433; VOL. 4, PÁG.483; VOL. 5, NPÁG. 450; ACERVO FIEO.



390 - RUBEM VALENTIM - (1922 - 1991)
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Composição - serigrafia - 19 x 16 cm - canto inferior direito - 1975 -

Escultor, pintor, gravador, professor nascido em Salvador, BA e falecido em São Paulo. Iniciou-se nas artes visuais na década de 1940, como pintor autodidata. Entre 1946 e 1947 participou do movimento de renovação das artes plásticas na Bahia, com Mario Cravo Júnior, Carlos Bastos e outros artistas. Em 1953 formou-se em jornalismo pela Universidade da Bahia e publicou artigos sobre arte. Residiu no Rio de Janeiro entre 1957 e 1963, onde se tornou professor assistente de Carlos Cavalcanti no curso de história da arte do Instituto de Belas Artes. Residiu em Roma entre 1963 e 1966, com o prêmio viagem ao exterior, obtido no Salão Nacional de Arte Moderna. Em 1966 participou do Festival Mundial de Artes Negras em Dacar, Senegal. Ao retornar ao Brasil, residiu em Brasília e lecionou pintura no Ateliê Livre do Instituto de Artes da Universidade de Brasília - UnB. Em 1972, fez um mural de mármore para o edifício-sede da Novacap em Brasília, considerado sua primeira obra pública. Em 1979, Valentim realizou escultura de concreto aparente, instalada na Praça da Sé, em São Paulo, definindo-a como o Marco Sincrético da Cultura Afro-Brasileira e, no mesmo ano e foi designado, por uma comissão de críticos, para executar cinco medalhões de ouro, prata e bronze, para a Casa da Moeda do Brasil. Em 1998 o Museu de Arte Moderna da Bahia inaugurou a Sala Especial Rubem Valentim no Parque de Esculturas. Foi premiado nas Bienais Internacionais de São Paulo de 1967 e 1973, entre outros. PONTUAL, PÁG.532; WALMIR AYALA, VOL.2, PÁGS.395; TEIXEIRA LEITE, PÁG.517; MEC, VOL.4, PÁG.443; JULIO LOUZADA, VOL.11, PÁG.330; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 682; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 257, ACERVO FIEO; web.artprice.com.



391 - RAUL DEVEZA - (1891 - 1952)
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Marinha - óleo sobre tela - 33 x 41 cm - canto inferior direito e dorso - 1949 - Bahia -

Pintor, cenógrafo, decorador e professor, natural do Rio de Janeiro. Estuda no Liceu de Artes e Ofícios, tendo aulas com J. Santos e Isaltino Barbosa, e na Escola Nacional de Belas Artes, Enba, em 1914, com Batista da Costa (1865-1926), no Rio de Janeiro. Em 1920, vai para Paris, França, onde estuda na "Académie Julian" e trabalha para a Revista Rio-Paris. Várias são as exposições e Salões oficiais que participou: Rio de janeiro, RJ (1915, 1918, 1919, 1921, 1922, 1929, 1944, 1945, 1946, 1948); São Paulo, SP (1939, 1945, 1949, 1952); Nova York, EUA (1939); Porto Alegre, RS (1940) e Niterói, RJ (1942, 1950). Prêmios: Rio de Janeiro, RJ (1915, 1918, 1919, 1922, 1948); Porto Alegre, RS (!940); Niterói, RJ (1950); São Paulo, SP (1952). Exposições póstumas: São Paulo, SP (1952); Goiânia, GO (1954) e Belém, PA (2000). Possui obras no Museu Antonio Parreiras em Niterói, RJ e no Museu Nacional de Belas Artes no Rio de Janeiro, RJ. JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 341; vol. 5, pág. 306. ITAU CULTURAL.



392 - INOS CORRADIN - (1929)
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O saxofonista - múltiplo em cerâmica patinada - P. A. - h = 41 cm - dorso -

Pintor, desenhista, gravador, escultor e cenógrafo, nascido em Vogogna, Itália. Por volta de 1932 mudou-se com a família para Castelbaldo - Padova, onde, em 1945, estudou pintura com professor Tardivello. Em 1947 colaborou com o pintor Pendin na execução de um mural referente aos mártires da resistência italiana em Castelbaldo. Veio, em 1950, para Jundiaí e São Paulo onde fez parte do núcleo artístico Cooperativa em São Paulo, dirigido pelo pintor argentino Oswaldo Gil Navarro. Executou cenários para o Ballet do IV Centenário de São Paulo, em 1954. Em 1979 foi contratado para pintar um cenário para o Teatro de Rovigo, Itália. Realizou diversas exposições individuais, participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais pelo Brasil e pelo mundo. Foi premiado em Paris (1975) e em Ferrara, Itália (1976). JULIO LOUZADA, VOL. 11, PÁG. 152; PONTUAL, PÁG. 143; MEC, VOL. 1, PÁG. 448; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 215; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; inoscorradin.com.br.



393 - HARRY ELSAS - (1925 - 1994)
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Família - óleo sobre eucatex - 44 x 30 cm - canto inferior direito - 1971 -

Nascido na Alemanha e radicado no Brasil desde 1936, Elsas desenvolveu suas aptidões artísticas com Lasar Segall, que muito o incentivou a ingressar na carreira das artes. Permaneceu no Nordeste brasileiro por oito anos, retratando com maestria e singularidade paisagens e aspectos da vida local, sempre com influência renascentista, com cor e desenhos fortíssimos. Participou de coletivas no Brasil e no exterior a partir de 1962, com excelente repercussão. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 99. MEC, vol, 2, pág, 111; TEIXEIRA LEITE, pág 176; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



394 - INNOCÊNCIO BORGHESE - (1897 - 1985)
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"Rio Aricanduva" - óleo sobre eucatex - 33 x 42 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor e professor paulista, participante do Salão Paulista de Belas Artes, de 1935 a 1961. Diversas exposições individuais e coletivas, com muitas premiações. Pintou muitas paisagens tendo como tema a cidade de São Paulo. TEODORO BRAGA, pág 56; MEC, vol. 1, pág. 251; Acervo FIEO.



395 - WALTER CORRAL - (1930)
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Natureza morta - óleo sobre eucatex - 20 x 14 cm - canto inferior direito -

Pintor. Walter Guimarães Corral nasceu no Rio de Janeiro. Assina Corral. Realizou muitasexposições individuais pelo Brasil e participou de várias mostras e Salões oficiais.JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 271; VOL. 2, PÁG. 296.



396 - BRAZ DIAS - (1936)
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Flores - desenho a nanquim e guache - 15 x 15 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor, desenhista e gravador. Estudou gravura com Livio Abramo no MAM-SP. Participou do Salão Paulista de Arte Moderna, recebendo o prêmio de aquisição (1959), e a medalha de bronze (1963). Participou ainda do VII Salão Nacional de Arte Moderna (1959) e da VI Bienal de São Paulo (1961). Individualmente expôs no exterior na Alemanha (1983, 1987, 1993 e 1997), e na Suiça ( de 1998 a 2005). Estudou na Itália, mercê de bolsa de estudos (1960/1961). Trabalhou em Barcelona-Espanha, em artes gráficas (1966). PONTUAL , pág. 229; MEC, vol. 2, pág. 216; JÚLIO LOUZADA, vol. 11, pág. 90; ACERVO FIEO, pág. 605.



397 - REGINA CERÁVOLO - (1954)
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Natureza morta - óleo sobre tela - 50 x 60 cm - canto inferior esquerdo - 1985 -

Pintora, Maria Regina Cerávolo de Melo Zerey nasceu em Poços de Caldas, MG. Assina R. Cerávolo. Cursou artes plásticas na FAAP, SP e teve aulas de desenho e pintura, em 1982, com Menacho. Participou de mostras coletivas e Salões oficiais em: Santana do Parnaíba, SP (1983); São Paulo (Salão Paulista de Belas Artes: 1984, 1985, 1987, 1988; Salão de Artes Plásticas do Instituto de Engenharia - 1988; IV Prêmio Brasil Contemporâneo e VIII Artistas Contemporâneos da Sociarte - 1989). Foi premiada em 1989. JULIO LOUZADA VOL. 4, PÁG. 248.



398 - IVALD GRANATO - (1949)
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Composição - litografia - 64/70 - 70 x 50 cm - canto inferior direito - 1991 -

Pintor e desenhista. Natural de Campos, RJ, onde viveu até 1966. Estudou com Robert Newman, ingressando em 1967 na Escola de Belas Artes da Universidade do Rio de Janeiro. Em 1968 participa do grupo de vanguarda "Nova Figuração Brasileira". Sua atividade artística desde a década de 60 revela a influência do conceitualismo de Duchamp, mais cerebral do que pictórico, e da "body art", de Joseph Beyus. PONTUAL, pág. 248; TEIXEIRA LEITE, pág. 228; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág.740; ARTE NO BRASIL, pág. 974; LEONOR AMARANTE, pág. 267; Acervo FIEO.



399 - WALDECI DE DEUS - (1952)
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Vila - acrílico sobre tela - 50 x 30 cm - canto inferior direito - 1991 -

Pintora, natural de Boa Nova, Bahia. Veio para São Paulo, com a família, aos quinze anos de idade. Autodidata, começou a pintar no final dos anos 60 e já em 1969 ganhou seu primeiro prêmio ao participar de uma coletiva. Realizou exposições individuais em: São Paulo, Osasco, Santos, Ribeirão Preto, Jaboticabal, Suzano, Salvador - BA e participou de várias coletivas pelo Brasil, Estados Unidos, Alemanha e Itália. www.waldecidedeus.kit.net.



400 - ALOYZIO ZALUAR - (1937)
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"Fazes" - óleo sobre tela - 70 x 46 cm - canto inferior direito e dorso - 1986 -

Natural da cidade do Rio de Janeiro. Passou a frequentar a antiga ENBA em 1956. Participou de diversos SNAM entre 1958 e 1967, recebendo a Certificado de Isenção em 1966. Expõe individualmente a partir de 1964. TEIXEIRA LEITE chamou atenção, em 1964, para a influência de Goeldi nos seus trabalhos que, mais tarde, abordaram a temática do carnaval carioca, levando o artista e poeta José Paulo Moreira da Fonseca a situá-lo na fronteira entre o desenho e a pintura. ITAÚ CULTURAL; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 349; MEC, vol. 4, pág. 528; PONTUAL, pág. 556; ACERVO FIEO, pág. 785. Acervo FIEO. -



401 - DJANIRA DA MOTTA E SILVA - (1914 - 1979)
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Santana Mestra - serigrafia - 24 x 14 cm - canto inferior direito -
na tela serigráfica. Obra impressa por Ateliê Mário Della Parra - Serigrafias - Rio de Janeiro, RJ. - -

Pintora, desenhista e gravadora, natural de Avaré, SP. Foi aluna de Marcier. A partir de 1942 participa do SNBA, recebendo premiação em 1943, 1944 e 1950. Realizou exposições individuais. Participou de diversas coletivas e salões de arte, nacionais e internacionais, com excelente recepção da crítica especializada. Diz-se que sua pintura é ingênua, mas ela declarava que ingênua, era ela mesma. JULIO LOUZADA vol.1, pág. 336; PONTUAL, pág. 181; TEIXEIRA LEITE, pág. 164; MEC, vol. 2, pág 58; WALMIR AYALA, vol. 1, pág, 263; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 810; ARTE NO BRASIL, pág. 824; Acervo FIEO.



402 - BELMONTE, BENEDITO BASTOS BARRETO - (1887 - 1947)
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Figura - desenho a nanquim - 41 x 29 cm - canto inferior direito -

Nascido em São Paulo. Desenhista, caricaturista e jornalista. Depois de estrear na imprensa ilustrada em 1912, popularizou-se com a criação do personagem Juca Pato, na Folha da Noite, de São Paulo. Na Folha da Manhã , de São Paulo, apresentou, de 1936 em diante, diversas caricaturas de campanha contra o nazismo. Além dos álbuns de desenhos que publicou - como Angústias do Juca Pato (1926), O Amor através dos Séculos (1928) e No Reino da Confusão (1939) - ilustrou livros infantis de Monteiro Lobato. TEODORO BRAGA, pág. 49 e 50; PONTUAL, pág. 67; MEC, vl. 1, pág. 213; TEIXEIRA LEITE, pág. 69; JULIO LOUZADA, vol.10, pág. 103; CARICATURISTAS BRASILEIROS, de Pedro Corrêa do Lago, pág. 100; ARTE NO BRASIL, pág. 392; WALTER ZANINI, pág. 806; Acervo FIEO.



403 - ISABEL PONS - (1912)
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Composição - gravura - 8/100 - 45 x 32 cm - canto inferior direito -

Nasceu em Barcelona, Espanha. Importante gravadora, desenhista e pintora. Estudou pintura na Escola de Belas Artes de Barcelona (1925-1930). Ilustrou poemas de Garcia Lorca. Fixou residencia no Rio de Janeiro a partir de 1948. Estudou gravura com Friedlaender, no MAM-RJ, em 1959. A partir de então dedica-se principalmente à atividade de gravadora em metal, técnica que domina como poucos e a consagrou no cenário nacional e internacional. Está representada em diversos museus brasileiros e estrangeiros, como o MNBA, MAM-RJ, MOMA-NY, etc MEC, vol. 3-pág. 425; PONTUAL-pág. 431; WALMIR AYALA, vol. 2, págs.203/4; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 707; ARTE NO BRASIL, pág. 853; LEONOR AMARANTE, pág. 126.



404 - JOSÉ SILVEIRA D'AVILA - (1924 - 1985)
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"São Paulo" - gravura - 19 x 24 cm - canto inferior direito - 1957 -

Pintor, gravador, escultor e vitralista natural de Florianópolis, SC. Estudou pintura e escultura na antiga ENBA, onde foi premiado diversas vezes. No SNAM alcançou inicialmente isenção de Juri e Prêmios Viagem ao País e ao Estrangeiro. Em 1950 organizou juntamente com Carlos Oswald, o Ateliê de Arte para incremento da gravura. Coletivas a partir de 1953, obtendo diversas premiações em Salões Oficiais. JULIO LOUZADA, vol 4 pág. 302. ITAÚ CULTURAL.



405 - ALFREDO GALVÃO - (1900 - 1987)
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Paisagem - aquarela - 17 x 12 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor e professor de arte, ex-diretor do Museu Nacional de Belas Artes, Galvão foi aluno de Amoedo, Chambelland e Lucílio de Albuquerque, tendo conquistado o prêmio de viagem ao estrangeiro no Salão Nacional de Belas Artes de 1927. Cultivou todos os gêneros, fiel ao estilo de sua mocidade. TEODORO BRAGA, págs. 30 e 105; Catálogo da Exp. De Paisagem Brasileira - Min. da Educ. e Saúde - MNBA / Rio / 1944 - n/nº P. 149; REIS JR. ,pág. 380; MEC, vol. 2, pág. 237; PONTUAL, pág. 231; TEIXEIRA LEITE, pág. 214.



406 - HARTWING BURCHARD - (1920)
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Feira - serigrafia - 13 x 23 cm - canto inferior esquerdo -
Assinada na tela serigráfica. Obra impressa por Ateliê Mário Della Parra - Serigrafias - Rio de Janeiro, RJ. -

Pintor alemão, estudou na Universidade de Hamburgo, transferindo-se na década de 60 para o Brasil, naturalizando-se em 1967. Realizou exposições individuais no MASP-SP, no MNBA-RJ e na Galeria Debret-Paris. Também participou da Bienal Nacional de São Paulo, do Salão de Inverno de Paris e do Salão Nacional de Artes Plásticas do Rio de Janeiro, entre outros. WALMIR AYALA vol. 1, pág 140.



407 - HELIO DE CASTRO - (1960)
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Barcos - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2003 -

Excepcional pintor de paisagens e marinhas, dono de refinada técnica e composição, com inspiração nas escolas européias. Julio Lousada, vol. 4, pág. 514



408 - HANS GRUDZINSKI - (1921 - 1986)
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"As mensagens das ilhas" - gravura - 20/60 - 46 x 36 cm - canto inferior direito - 1975 -

Nascido em Novi Vrbas, Iugoslávia, e falecido em Mauá-SP, este grande pintor, desenhista, gravador e arquiteto viveu para a arte. Ainda na Europa em guerra, expôs nos corredores do hospital em que convalecia na Alemanha. Emigrou para o Brasil em 1947. Trabalhou por 20 anos na Fábrica de Porcelanas Mauá, criando a primeira porcelana fina do país. Gravador por excelência, Grudzinski deixa uma obra rica, cheia de vida, de sentimentos, sonho e mistério do desconhecido.O MAC-USP e outros museus nacionais possuem obras suas em acervo. JULIO LOUZADA, vol.9 pág. 388; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 707.



409 - EDITH BEHRING - (1916 - 1996)
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Composição - gravura - 13/40 - 42 x 61 cm - canto inferior direito -

Excepcional gravadora nascida e falecida na cidade do Rio de Janeiro-RJ. Estudou desenho e pintura com Candido Portinari na extinta Universidade do Distrito Federal, no Rio de Janeiro; xilogravura com Axl Leskoschek e gravura em metal com Carlos Oswald na Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro. Entre 1953 e 1957, viaja a Paris como bolsista e estuda com Johnny Friedlaender. Volta para o Brasil em 1957 e é convidada a organizar o Atelier de Gravura do MAM/RJ, onde permanece por dez anos. Participa de Graveurs Brésiliens, em Genebra, 1954; Salon de Mai, em Paris, 1955; Bienal Americana de Gravura de Santiago, 1963; Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP, 1969, 1974 e 1977; Prints by Brazilian Women Artists, em Nova York, 1981; e Bienal Brasil Século XX, em São Paulo, 1994. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, vol. 1 pág. 107



410 - FULVIO PENNACCHI - (1905 - 1992)
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Vila de pescadores - serigrafia - 79/195 - 21 x 53 cm - canto inferior direito - 1989 -
No estado. -

Pintor, ceramista, desenhista, ilustrador, gravador, professor nascido na cidade de Villa Collemandina, Itália e falecido em São Paulo. Em 1924 foi para Lucca e iniciou sua formação artística no ‘Regio Istituto di Belle Arti’ onde teve aulas com o pintor Pio Semeghini. Mudou-se para São Paulo em 1929 e dedicou-se a diferentes atividades até 1933, quando passou a auxiliar Galileo Emendabili na execução de monumentos funerários. Em 1935, conheceu Francisco Rebolo, passou a frequentar seu ateliê e conviveu com os artistas do Grupo Santa Helena. Nessa mesma época integrou a Família Artística Paulista e iniciou a produção de painéis em afresco e óleo para residências, igrejas, hotéis e outras edificações, destacando-se os afrescos de grandes dimensões para a Igreja Nossa Senhora da Paz, no bairro do Glicério, executados entre 1941 e 1948. Em 1965, iniciou um período de recolhimento e manteve-se afastado das exposições e do circuito artístico. Em 1973, reabriu seu ateliê e recebeu diversas homenagens no Brasil e na Itália. Nesse mesmo ano conheceu a ceramista Eunice Pessoa e com ela desenvolveu um grande número de peças que foram expostas em 1975. Sem nunca ter abandonado as atividades artísticas, voltou a figurar em diversas mostras e continuou a produzir painéis em afresco. Em 1980, Pietro Maria Bardi publicou um livro sobre sua obra. Nove anos depois, foi lançado o livro ‘Ofício Pennacchi’, organizado por Valério Antonio Pennacchi, responsável também pela publicação, em 2002, do livro ‘Fulvio Pennacchi: Pintura Mural’. Importante retrospectiva da obra do artista foi realizada, em 1973, no MAM - São Paulo. TEODORO BRAGA, PÁG. 192; MEC, VOL, 3, PÁG. 365; WALMIR AYALA, VOL, 2, PÁG. 182; PONTUAL, PÁG. 416; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 784; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 740; ACERVO FIEO.



411 - JOSÉ CARLOS DOS SANTOS, DITO FLORÊNCIO - (1947)
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Natureza morta - óleo sobre tela - 24 x 41 cm - canto inferior esquerdo - 1990 -
Com dedicatória no dorso. -

Pintor natural da cidade mineira de Sete Lagoas, onde nasceu a 19 de março de 1947. Frequentou no Rio os ateliês de Edgar Walter, Oswaldo Teixeira, Pacheco Silva e Acélio Mello. Expôs individualmente em 1983, 1984 e 1985. Coletivamente expôs em Minas Gerais e Rio de Janeiro, recebendo prêmio pelo 1º lugar no II Salão de Sete Lagoas, MG. JULIO LOUZADA, vol. 4, pág. 409, Acervo FIEO.



412 - SERGIO LONGO - (1946)
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Marinha - óleo sobre madeira - 8 x 25 cm - canto inferior direito e dorso -

Walter Nather Jr comenta: "...Sua arte não é apenas uma inspiração espontânea, vem de uma primorosa sensibilidade, com uma visão amadurecida com o passar do tempo, Na sua constante busca na manipulação do espaço, trabalhando, descobrindo e evoluindo sempre (...) Sérgio Longo, não só cria, elabora, executa e participa, mas vive, respira e dedica toda sua vida e seu tempo ao maravilhoso mundo que é o universo infinito de um ser artista." JULIO LOUZADA vol.11, pág. 178.



413 - EDITH BEHRING - (1916 - 1996)
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Composição - gravura - 25/40 - 42 x 61 cm - canto inferior direito -

Excepcional gravadora nascida e falecida na cidade do Rio de Janeiro-RJ. Estudou desenho e pintura com Candido Portinari na extinta Universidade do Distrito Federal, no Rio de Janeiro; xilogravura com Axl Leskoschek e gravura em metal com Carlos Oswald na Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro. Entre 1953 e 1957, viaja a Paris como bolsista e estuda com Johnny Friedlaender. Volta para o Brasil em 1957 e é convidada a organizar o Atelier de Gravura do MAM/RJ, onde permanece por dez anos. Participa de Graveurs Brésiliens, em Genebra, 1954; Salon de Mai, em Paris, 1955; Bienal Americana de Gravura de Santiago, 1963; Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP, 1969, 1974 e 1977; Prints by Brazilian Women Artists, em Nova York, 1981; e Bienal Brasil Século XX, em São Paulo, 1994. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, vol. 1 pág. 107



414 - ALBERTO MATTERA - (1925)
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Marinha - óleo sobre eucatex - 46 x 61 cm - canto inferior direito -

Pintor natural do Rio de Janeiro. Interessou-se pela pintura desde os treze anos de idade, época em que foi trabalhar na Casa Cavaliére, no Rio de Janeiro, local onde artistas se reuniam. Aos dezenove anos começava a esboçar, às escondidas, seus primeiros trabalhos, entusiasmado e influenciado pelos pintores com os quais convivia. Travou conhecimento com Portinari, Di Cavalcanti, Pancetti, Djanira e outros. Participou do Salão da Sociedade Brasileira de Belas Artes (1953); Salão Fluminense de Belas Artes, em Niterói-RJ (1966), tendo conquistado Medalha de Prata; Salão Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro (1968 e 1972), tendo sido premiado, no último, com Medalha de Bronze. Realizou uma exposição individual em Brasília, em 1987. JULIO LOUZADA, VOL. 3, PÁG. 713; VOL. 4, PÁG. 707; VOL. 13, PÁG. 217.



415 - EDUARDO SUED - (1925)
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Composição - serigrafia - 16/100 - 47 x 66 cm - canto inferior direito - 2009 -

Natural da cidade do Rio de Janeiro-RJ, onde reside e é ativo. Pintor, desenhista, ilustrador e gravador. Formou-se na Escola Nacional de Engenharia do Rio de Janeiro em 1948. Foi aluno de desenho e pintura do pintor Henrique Boese. Trabalhou como desenhista no escritório do arquiteto Oscar Niemeyer (1950-1951). Freqüenta os ateliês de La Grande Chaumière e L'Académies Julian em Paris (1951), retornando ao Rio de Janeiro em 1953, onde estuda gravura em metal com Iberê Camargo. Diversas exposições coletivas e individuais. JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 975/976; ARTE NO BRASIL, pág. 814; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



416 - AXEL LESKOSCHEK - (1889 - 1976)
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Amanhecer - xilogravura - 19 x 13 cm - canto inferior direito -

Importante gravador, pintor e professor austríaco. Realizou sua formação artística na Áustria e ali publicou álbuns de xilogravuras e águas-fortes. Veio residir no Brasil em 1930, fugindo do nazismo, aqui ficando até 1950. Ilustrou diversas publicações nacionais, entre elas, e principalmente, as edições brasileiras dos romances de Dostoiévski (Ed. José Olimpio). Foi professor, entre outros, de Renina Katz, Fayga Ostrower e Ivan Serpa. MAYER/88, pág.494; JULIO LOUZADA, vol.1, pág.609; BENEZIT, vol.6, pág.612, ART PRICE ANNUAL/2000, pág.1464; PONTUAL, pág.309, TEIXEIRA LEITE, pág.284; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 605; ARTE NO BRASIL, pág. 840; Acervo FIEO.



417 - CARLOS BRACHER - (1940)
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Natureza morta - serigrafia - 2/130 - 56 x 72 cm - canto inferior direito -

Natural de Juiz de Fora / MG, onde fez seus primeiros estudos. Orientou-se com Faiga Ostrower, Frederico Moraes, Inimá de Paula e Orlandino Seitas Fernandes. Grande retratista, excelente pintor de flores, mestre do intimismo mineiro, sabe lidar com brilhantismo, como poucos, com o desafio da paisagem mineira. Catálogo da Panorama de Arte Atual Brasileira - Museu de Arte Moderna de São Paulo/1976; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 118/ 120/ 123; PONTUAL, pág. 83; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 41; MEC, vol. 1, pág. 255; TEIXEIRA LEITE, pág. 83; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 802.



418 - RENZO GORI - (1911 - 1999)
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Paisagem - óleo sobre eucatex - 18 x 13 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor de estilo, participou de diversos Salões Nacionais, com premiações; muito apreciado por colecionadores de cenas árabes. TEODORO BRAGA, pág. 110; MEC, vol. 2, pág. 278; JULIO LOUZADA, vol. 9, pág. 390; Acervo FIEO.



419 - BERNARDINO DE SOUZA PEREIRA - (1895 - 1985)
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Natureza morta - óleo sobre eucatex - 60 x 70 cm - canto inferior esquerdo - 1964 -

Pintor. Ativo em São Paulo. Foi discípulo de Antonio Rocco. Participou do SNBA, RJ, obtendo menção honrosa (1923), medalha de prata (1930); do SPBA, São Paulo, conquistando a grande medalha de ouro em 1934. De sua autoria o Museu Paulista possui a tela "Primeira Experiência com Balão de Bartolomeu de Gusmão". TEODORO BRAGA, pág. 53; MEC, vol. 3, pág. 367; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO, RUTH TARASANTCHI.



420 - HANSEN BAHIA - (1915 - 1978)
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Deus africano - xilogravura - II - 72 x 48 cm - canto inferior direito - 1961 -

Seu nome de batismo era Karl Heinz Hansen, nascido na Alemanha. Dedicou quase toda a sua vida de artista fixando aspectos da Bahia, daí o nome artístico que adotou. Apegou-se ao povo, aos animais e principalmente aos cenários daquela região, e que tão bem soube reproduzir com sua alma e essencia. JULIO LOUZADA vol.1, pág. 81; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 720; ARTE NO BRASIL, pág. 842; ACERVO FIEO, pág. 251.



421 - JOSÉ MORAES - (1921 - 2003)
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"Quintais II" - acrílico sobre cartão - 56 x 39 cm - canto inferior direito e dorso - 1968 -
Com etiqueta n°093 de Cosme Velho Galeria de Arte, São Paulo - SP, no dorso. -

Carioca, nascido José Machado de Morais, em 10/5/1921. Pintor, gravador, desenhista e professor. Aluno rebelde da antiga Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, foi figura importante no embate entre conservadores e modernos na década de 40, concorrendo com o seu trabalho e militância, para a difusão do modernismo pelo país, e na conquista da "Divisão Moderna", no Salão Nacional de Belas Artes. Foi aluno de Quirino Campofiorito, Portinari, com quem trabalhou na execução de diversas obras. Participou de diversos Salões com merecido reconhecimento. JULIO LOUZADA, vol. 13 pág. 230; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 602, Acervo FIEO.



422 - PEDRO RODRIGUES - (1941)
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Menino e cavalo - óleo sobre tela - 50 x 60 cm - canto inferior direito e dorso - 1986 -

Pintor gaúcho que ingressou na FAAP, SP, em 1962. Desenvolveu metodicamente seu trabalho com a palheta baixa (preto, ocre, terra e branco), em 1964, sob a orientação de Luis Dias. Interessou-se por Torres Garcia e, em 1966, viajou para Montevidéu e conviveu com artistas do Taller Torres Garcia. Fez também cerâmica construtiva, na técnica do engobe. - Ele adota uma ancestralidade no fazer, ele recupera uma técnica e estuda a própria estrutura deste fazer. É com estes recursos que ele investiga, registra e se deixa envolver numa relação com o que está à sua volta - (PEDRO RODRIGUES, Jacob Klintowitz, pág. 27). JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 976; VOL. 13, PÁG. 287; JACOB KLINTOWITZ - PEDRO RODRIGUES.



423 - DARCY PENTEADO - (1926 - 1987)
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Rosto - desenho a nanquim - 26 x 18 cm - canto inferior direito - 1949 -

Desenhista, pintor, cenógrafo, figurinista e escritor, Darcy Penteado foi a personalidade polimorfe, que buscava tornar a própria existência matéria de arte. Em 1948 passou a integrar em São Paulo o Grupo Novíssimos. Expôs individualmente a partir de 1949, participando de inúmeras exposições coletivas e individuais, no país e no exterior. MEC, vol. 3, pág. 365; PONTUAL, pág. 416; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 241. WALMIR AYALA, vol 2, pág 183; TEIXEIRA LEITE, pág 401; ITAÚ CULTURAL ; WALTER ZANINI, pág. 717; LEONOR AMARANTE, pág. 75.



424 - CARYBÉ - (1911 - 1997)
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"Batucada" - serigrafia - 70/200 - 100 x 72 cm - canto inferior direito -
Reproduzido no catálogo da Mostra Itinerante do artista realizada em treze capitais em 1995. -

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



425 - WALTER LEWY - (1905 - 1995)
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Surreal - litografia - 17/57 - 47 x 59 cm - canto inferior direito - 1973 -

Pioneiro do surrealismo, o qual praticava desde que chegou ao Brasil, em 1937, fixando residência em São Paulo. Participou de Salões Nacionais e Bienais de São Paulo, entre 1951 e 1965, recebendo diversas premiações oficiais. JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 497; MEC, vol. 2, pág. 474; TEODORO BRAGA, pág. 245; TEIXEIRA LEITE, pág. 286; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 630; LEONOR AMARANTE, pág. 142; Acervo FIEO.



426 - MARIO MAREL AGOSTINELLI - (1915 - 2000)
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Paisagem - óleo sobre eucatex - 65 x 55 cm - canto inferior esquerdo -

Nasceu em Arequipa, Peru. Pintor e escultor. Ativo no Rio de Janeiro, cidade onde se radicou. Estudou na Escola Nacional de Belas Artes de Lima, Peru, com Daniel Hernandes. Fez cursos de aperfeiçoamento na Argentina, França, Itália e Brasil. Expôs individualmente em 1946 e 1966, na Galeria BoninoRJ e coletivamente a partir de 1943. Suas pinturas de cenas e tipos populares, revela virtuosismo de execução e vivacidade de colorido que assume aspecto suntuoso, particularidade acentuada pelo cronista Rubem Braga, na apresentação que fez do artista (1966). WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 15; MEC, vol 1, pág. 38; PONTUAL, págs. 5 e 6; JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 31; ITAU CULTURAL.



427 - ROLANDO NATAL SCURZIO - (1931 - 1998)
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"Chaminé da Fábrica" - óleo sobre madeira - 45 x 55 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1995 -

Pintor de tendência figurativa com temática que se extravasa em forte colorido expressionista. Estudou com o professor Mecozzi e com o mestre Arlindo Castellane di Carli. Participou de várias exposições e recebeu vários prêmios em 1978. No Salão Paulista de Belas Artes recebeu Menção Honrosa. JULIO LOUZADA, vol. 7, pág. 647, Acervo FIEO.



428 - LULA CARDOSO AYRES - (1910 - 1987)
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Composição - desenho a nanquim e aquarela - 25 x 20 cm - canto inferior direito -

Natural do Recife, PE, foi pintor e desenhista, tendo se iniciado artisticamente sob a orientação de Henrich Moser, naquela mesma cidade. Estudou no Rio de Janeiro com Carlos Chambelland e na antiga ENBA até 1930, onde foi aluno de Rodolfo Amoedo. Foi contemporâneo nessa escola de Portinari, Teruz, Oswaldo Teixeira, Joaquim da Rocha Ferreira e Orózio Belém. A partir de 1933, já de volta à sua terra natal, dedica-se totalmente aos temas regionais. JULIO LOUZADA vol. 1, pág. 31; TEIXEIRA LEITE, pág. 293; WALTER ZANINI, pág. 637; ARTE NO BRASIL, pág. 879; Acervo FIEO.



429 - FERNANDO FREITAS VALLE SOARES - (1988)
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"Luz da Lua" - acrílico sobre madeira - 107 x 90 cm - canto inferior direito -

Pintor e desenhista nascido em São Paulo. Autodidata e às voltas com arte desde sua infância, dada à expressiva coleção de sua família, já na adolescência mostrou grande interesse na pintura tanto brasileira quanto internacional. Formado em Gestão Ambiental e após algumas viagens pela Europa, China e a alguns países da África, residiu em Paris. Em 2012, em São Paulo, cursou xilogravura no MAM, lecionou em uma oficina de arte e participou de mostra coletiva. www.fernandofvsoares.com.



430 - CILDO MEIRELES - (1948)
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"Zero Dollar" - cédula em papel moeda - 7 x 15 cm -

Natural da cidade do Rio de Janeiro. Freqüenta a Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, em 1967. É um dos fundadores da Unidade Experimental do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, em 1969, na qual leciona entre 1969 e 1970. Seu trabalho se caracteriza pela diversidade de técnicas e suportes empregados - pintura, desenho, escultura, ambiente, happening, instalação, performance, fotografia, conjugando-os em múltiplas linguagens que discorrem sobre questões sociais e políticas JULIO LOUZADA vol. 11 pág . 207, ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 785; LEONOR AMARANTE, pág. 205.



431 - ALDO BONADEI - (1906 - 1974)
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Figura - desenho a carvão - 30 x 18 cm - canto inferior direito - 1940 -

Pintor, designer, gravador, figurinista e professor - Aldo Cláudio Felipe Bonadei nasceu e faleceu em São Paulo, SP. Entre 1923 e 1928 foi aluno de Pedro Alexandrino, período em que também frequentou o ateliê de Antonio Rocco. Viajou para a Itália, entre 1930 e 1931, e frequentou a Academia de Belas Artes de Florença, onde teve aulas com Felice Carena e seu assistente Ennio Pozzi, ambos ligados ao movimento ‘novecento’. Nesse período, dedicou-se ao desenho da figura humana, principalmente ao nu. Retornou a São Paulo no início da década de 1930 e participou ativamente do Grupo Santa Helena, da Família Artística Paulista - FAP e do Sindicato dos Artistas Plásticos. Em 1949 lecionou na Escola Livre de Artes Plásticas, primeira escola de arte moderna de São Paulo e participou do Grupo Teatro de Vanguarda. No ano seguinte, fundou a Oficina de Arte - O. D. A., com Odetto Guersoni e Bassano Vaccarini. No fim da década de 1950 atuou como figurinista nas peças ‘Vestido de Noiva’, de Nelson Rodrigues, e ‘Casamento Suspeitoso’, de Ariano Suassuna. Também desenhou alguns figurinos para dois filmes dirigidos por Walter Hugo Khoury: ‘Fronteiras do Inferno’ (1958) e ‘Na Garganta do Diabo’(1959). Realizou muitas exposições individuais e participou de vários Salões oficiais destacando-se: Bienal Internacional de São Paulo (1ª, 2ª, 3ª, 6ª, 7ª); Bienal de Veneza (1952); Panorama da Arte Moderna Brasileira (1970). MEC, VOL. 1, PÁG. 247; PONTUAL, PÁGS. 78/79; ARTE NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 1041; ART PRICE ANNUAL 2000, PÁG. 258; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 79; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; LEONOR AMARANTE, PÁG. 72; ACERVO FIEO.



432 - DOMENICO CALABRONE - (1928 - 1999)
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"Composição I" - múltiplo em bronze - 97 - h = 24 cm - assinado -
Com certificado de autenticidade da Galeria Skultura - São Paulo - SP. -

Pintor, escultor, ceramista e joalheiro. Nascido na Calábria, Itália, completou seus estudos artísticos em Roma, no ano de 1951. Fixou-se em São Paulo em 1954, passando e frequentar a Escola de Arte do Museu de Arte Moderna. Sua escultura, hoje conhecida internacionalmente, destaca-se pelo vigor de suas mensagens e pela alta qualidade artística e técnica. JULIO LOUZADA vol.2, pág.194; ITAU CULTURAL; LEONOR AMARANTE, pág. 336; WALTER ZANINI, pág. 770.



433 - JOSÉ SABÓIA - (1949)
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Trabalhadores - óleo sobre tela - 30 x 30 cm - canto inferior direito -

Nascido em Almadina (BA). Indo para o Rio de Janeiro em 1967, começou a pintar no ano seguinte, passando a expor seus trabalhos na Feira Hippie de Ipanema. Sua primeira individual deu-se em Fortaleza em 1970; a partir de então, tem exposto com freqüência no Rio de Janeiro e em São Paulo. A pintura de Sabóia partiu de uma raiz eminentemente popular, tendo atingido depois um rebuscamento que se traduz no caprichoso desenho de linhas recurvas, na pincelada lisa, impessoal, no colorido reduzido a três ou quatro tons básicos e na composição, dotada daquele inconfundível horror vacui dos ingênuos. JULIO LOUZADA vol. 11, pág. 278; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 228; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO.



434 - ROBERTO MAGALHÃES - (1940)
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Guerreiros - xilogravura - P. A. - 22 x 29 cm - canto inferior direito -

Gravador e desenhista, praticamente autodidata, fez rápidos estudos na antiga ENBA, no Rio de Janeiro, sua cidade natal, onde é ativo. Desde 1963 participa de coletivas e salões, tendo recebido diversas premiações. É desenhista festejado pela crítica especializada. PONTUAL, pág. 328; ITAÚ CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 966; LEONOR AMARANTE, pág. 143. Acervo FIEO.



435 - FRANCISCO BRENNAND - (1927)
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Composição - placa em cerâmica - 2 10 x 10 cm e 1 20 x 20 cm - assinado -
Trabalho composto por três placas montadas em uma única moldura.

Pintor e ceramista. Estudou com André Lhote e Fernand Léger, em Paris. Participou de importantes bienais e salões, nacionais e internacionais. Realizou individuais de pintura e cerâmica no MAM-SP em 1960 e outras importantes salas de arte. Executou trabalhos murais em edifícios públicos e particulares no Recife e no estrangeiro. Suassuna considerou a sua pintura "bela, forte e brasileira". Brennand é referência mundial como artista puramente brasileiro. JULIO LOUZADA, VOL, 10, pág 141. PONTUAL, pág, 88. MEC, VOL , 1, pág, 294; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 717; ARTE NO BRASIL, pág. 879. Acervo FIEO. -



436 - MENASE WAIDERGORN - (1927)
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Nu - óleo sobre tela colada em eucatex - 15 x 29 cm - canto inferior direito -

Romeno da cidade de Hotin, Waidergorn veio para o Brasil em 1932, onde seus pais fixaram residência em São Paulo. Ingressou na APBA, onde conheceu Mecatti, que muito o estimulou e orientou, dele assimilando a luminosidade da pintura peninsular muito a gosto do ottocento italiano. Sua pintura aborda todos os gêneros, baseadas tanto nas recordações da infância pobre como nas lembranças das viagens que fez ao norte da Africa e Europa. Participou de diversos salões e coletivas, recebendo diversas premiações JULIO LOUZADA vol.11, pág. 330; Acervo FIEO.



437 - MARCELO GRASSMANN - (1925)
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Figura fantástica - xilogravura - 30 x 25 cm - canto inferior direito -

Desenhista, gravador, ilustrador, pintor, escultor e professor, nasceu em São Simão, SP. Estuda fundição, mecânica e entalhe em madeira na Escola Profissional Masculina do Brás, SP. Passa a realizar xilogravuras a partir de 1943. Atua como ilustrador do Suplemento Literário do ‘Diário de São Paulo’, do ‘O Estado de S. Paulo’ e do ‘Jornal do Estado da Guanabara’. Quando reside no Rio de Janeiro, a partir de 1949, freqüenta os cursos de gravura em metal, com Henrique Oswald e de litografia, com Poty, no Liceu de Artes e Ofícios. Em Salvador (1952), trabalha com Mario Cravo Júnior. .Recebe o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Arte Moderna (1953) e vai para a Academia de Artes Aplicadas, em Viena. Passa a dedicar-se principalmente ao desenho, à litografia e à gravura em metal. Em 1969, sua obra completa é adquirida pelo governo do Estado de São Paulo, passando a integrar o acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo . Em 1978, a casa em que nasceu, em São Simão, é transformada em museu e tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo - Condephaat. Participou de muitas exposições e das Bienais de: São Paulo (1951 a 1961, 1967, 1969, 1979, 1985, 1989); Veneza (1950, 1956, 1958, 1962); Paris (1959). Principais prêmios: Bienal de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1959, 1967); Bienal de Veneza (1950, 1956, 1958,1962); Bienal de Paris (1959). PONTUAL, PÁG. 249; MEC, VOL. 2, PÁG. 281 E 282; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG. 439; VOL. 5, PÁG. 453; VOL. 9, PÁG. 383.



438 - EUGÊNIO DE PROENÇA SIGAUD - (1889 - 1979)
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"Hércules e a serpente" - duco sobre eucatex - 61 x 47 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1973 -

Estudou desenho na Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro com Modesto Brocos, formando-se em arquitetura em 1932, nessa mesma escola. A partir de 1935, dedicou-se à pintura mural e, de 1937, à pintura de temas sociais, com predominância de motivos de operários em construção e trabalhadores rurais. Caracteriza-se por uma grande versatilidade técnica, sendo dos raros pintores brasileiros a utilizar, lado a lado, o óleo, a têmpera e a encáustica, além da aquarela e do guache. Participou do Núcleo Bernardelli. PONTUAL, pág. 489; MEC, vol. 4, pág. 243; TEIXEIRA LEITE, pág. 475 e 476; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 324 a 327; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 579; ARTE NO BRASIL, pág. 763, Acervo FIEO.



439 - ADRIANO GAMBIM - (1983)
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"Timidez" - xilogravura - 15/18 - 29 x 13 cm - canto inferior direito - 2008 -

Pintor, desenhista, gravador e professor. Sua formação artística foi na UNIMESP e UNESP, São Paulo. Realizou exposições individuais em Guarulhos (2008, 2009, 2010, 2011) e tem participado de várias mostras coletivas e Salões oficiais, destacando-se: Guarulhos, SP (2007 a 2013); Araras, SP (2013); Brasília, DF (2013); Araraquara, SP (2012); Curitiba, PR (2012); Ribeirão Preto, SP (2010); Santo André, SP (2010); Santos, SP (2011); Ceará (2012); Espanha (2005 a 2008, 2013); México (2009); Itália (2007, 2009); Japão (2008); Romênia (2007, 2010). Foi premiado em: Guarulhos, SP (2007 a 2009, 2011); Mairiporã, SP (2011); Espanha (2011); Araraquara, SP (2010, 2012); Araras, SP (2012). artesvisuaisguarulhos.blogspot.com.br, web.artprice.com.



440 - EMILIANO DI CAVALCANTI - (1897 - 1976)
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Músico - desenho a nanquim - 31 x 22 cm - canto inferior direito - 1965 -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



441 - DIONISIO DEL SANTO - (1925 - 1999)
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Composição - guache - 14 x 14 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e serigrafista, nasceu em Colatina-ES, e faleceu em Vitória, naquele mesmo Estado. Autodidata. Em 1975, recebe o Prêmio de Melhor Exposição de Gravura do Ano, da APCA. Participou da 9ª Bienal Internacional de São Paulo, 1967 (Prêmio Itamarati Aquisição) e do Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro, 1968 (Prêmio Isenção do Júri). JULIO LOUZADA vol.11, pág. 88; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 682; ARTE NO BRASIL, pág. 934.



442 - GIUSEPPE BOSCAGLI - (1862 - 1945)
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Paisagem - óleo sobre tela - 15 x 22 cm - canto inferior direito -

Pintor e desenhista natural de Florença, Itália, e falecido na cidade do Rio de Janeiro. Foi discípulo de Morini e Massani. Veio para Porto Alegre em 1897, quando pinta o retrato de Júlio de Castilhos e trabalha no ateliê fotográfico de Jacinto Ferrari. Por volta de 1899, realiza retratos a óleo, aquarela e crayon, copiados de fotografia, para a Sociedade de Artes de Buenos Aires. Depois de residir um ano em Bento Gonçalves, muda-se para o Rio de Janeiro, em 1909, onde se torna pintor oficial nas expedições do Marechal Rondon pelo interior do país. Nessas viagens, retrata aspectos da fauna, flora, população e costumes locais, destacando-se, especialmente, as representações dos indígenas e aspectos de sua cultura. Individual em 1940, no Rio de Janeiro. Participou da coletiva Exposição Estadual, em 1901. JULIO LOUZADA, vol 7 pág 97; ITAUCULTURAL.



443 - DAREL VALENÇA LINS - (1924)
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Cidade - gravura - 91/110 - 26 x 30 cm - canto inferior direito - 1965 -

Este importante pintor, gravador, desenhista e professor, conquistou em 1957, no SNAM, o prêmio de viagem ao estrangeiro, voltando a ser contemplado na VII Bienal de São Paulo, como o melhor desenhista nacional. Foi aluno de Henrique Oswald e recebeu aconselhamento técnico de Goeldi. MEC vol.3, pág. 18; PONTUAL, pág.160/161; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 715; ARTE NO BRASIL, pág. 839; LEONOR AMARANTE, pág. 125; Acervo FIEO.



444 - CAMPOS AYRES - (1881 - 1944)
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Paisagem - óleo sobre madeira - 22 x 29 cm - canto inferior esquerdo -

Natural de Itapetininga, SP, Campos Ayres foi pensionista do Estado de São Paulo para estudar em Paris a partir de 1909, com Henry Royer, Fleury e Laurens. No SPBA obteve prêmios e menções. Dedicou-se especialmente à pintura de paisagem. A PINACOTECA-SP, possui duas telas de sua autoria. Expôs individualmente em São Paulo, nos anos de 1930, 1933 e 1938, com muito sucesso de público e crítica. TEODORO BRAGA, pág. 63; REIS JR., pág. 368; MEC, vol. 1,pág. 41; PONTUAL, pág. 105; WALMIR AYALA, vol. 1,pág. 167; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO, pág. 11, RUTH TARASANTCHI.



445 - LIVROS -
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1) "27a. BIENAL DE SÃO PAULO: COMO VIVER JUNTO". LISETTE LAGNADO E ADRIANO PEDROSA (ORGS.). SÃO PAULO: FUNDAÇÃO BIENAL DE SÃO PAULO, 2006.
2) "DESENHO E DESIGN: AMILCAR DE CASTRO E WILLYS DE CASTRO". CATÁLOGO. LORENZO MAMMÌ (CURADORIA). SÃO PAULO: IAC, 2009.
3) "8a. BIENAL DO MERCOSUL: ENSAIOS DE GEOPOÉTICA". CATÁLOGO. ALEXANDRE DIAS RAMOS (COOR.). PORTO ALEGRE: FUNDAÇÃO BIENAL DO MERCOSUL, 2011.
4) "7a. BIENAL DO MERCOSUL: GRITO E ESCUTA". ARTUR LESCHER ET AL. PORTO ALEGRE: FUNDAÇÃO BIENAL DO MERCOSUL, 2009.



446 - RUBENS GERCHMAN - (1942 - 2008)
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Ciclistas - desenho a caneta esferográfica - 22 x 33 cm - canto inferior direito -
Procedente da coleção do crítico de arte José Henrique Fabre Rolim, São Paulo. -

Pintor, desenhista, gravador, escultor nascido no Rio de Janeiro e falecido em São Paulo. Em 1957, freqüenta o Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro, onde estuda desenho. Faz curso de xilogravura com Adir Botelho e freqüenta a Escola Nacional de Belas Artes - Enba, entre 1960 e 1961. Em 1967, é contemplado com o prêmio de viagem ao exterior no 16º Salão Nacional de Arte Moderna e viaja para os Estados Unidos. Reside em Nova York entre 1968 e 1972. Retorna ao Brasil e faz o roteiro, a cenografia e a direção do filme 'Triunfo Hermético' e os curtas 'ValCarnal' e 'Behind the Broken Glass'. De 1975 a 1979, assume a direção da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, RJ. É co-fundador e diretor da revista 'Malasartes'. Em 1978, viaja para os Estados Unidos com bolsa da Fundação John Simon Guggenheim. Em 1982, permanece por um ano em Berlim como artista residente, a convite do Deutscher Akademischer Austauch Dienst - DAAD [Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico]. Realizou diversas exposições individuais e participou de muitas mostras oficiais no Brasil e pelo mundo recendo prêmios na Bienal de São Paulo (1965), Bienal de Salvador, BA (1966), Bienal de Cali, Colômbia (1967, 1970). JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 417; PONTUAL, PÁG. 235; TEIXEIRA LEITE, "in" A GRAVURA BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 734; ARTE NO BRASIL, PÁG. 974; LEONOR AMARANTE, PÁG. 143, MEC VOL. 2, PÁG. 246; Acervo FIEO.



447 - MIRA SCHENDEL - (1918 - 1988)
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Composição - gravura - 45/45 - 23 x 13 cm - canto inferior direito -

Myrrha Dagmar Dub nasceu em Zurique, Suíça e faleceu em São Paulo. Desenhista, pintora, escultora. Mudou-se para Milão, Itália, na década de 1930, onde estudou arte e filosofia. Abandonou os estudos durante a Segunda Guerra Mundial. Estabeleceu-se em Roma em 1946, e, em 1949, mudou-se para o Brasil. Fixou residência em Porto Alegre, onde trabalhou com design gráfico, fez pintura, cerâmica, poemas e restauro de imagens barrocas, assinando com seu nome de casada Mirra Hargesheimer. Sua participação na 1ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1951, permitiu contato com experiências internacionais e a inserção na cena nacional. Dois anos depois se mudou para São Paulo e adotou o sobrenome Schendel. Realizou muitas exposições individuais pelo Brasil e no exterior. Participou de muitos Salões oficiais e mostras coletivas como: Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955, 1963, 1965, 1967- Prêmio, 1969 - Menção Honrosa, 1981); Bienal de Veneza (1978); Panorama da Arte Atual Brasileira (1969, 1971, 1974, 1977, 1984), entre outras. Após sua morte, muitas exposições apresentaram sua obra dentro e fora do Brasil e, em 1994, a 22ª Bienal Internacional de São Paulo lhe dedica uma sala especial. Em 1997, o marchand Paulo Figueiredo doa grande número de obras da artista ao Museu de Arte Moderna de São Paulo. TEIXEIRA LEITE, pág. 464; JULIO LOUZADA, vol. 13, pág. 304; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 688; LEONOR AMARANTE, pág. 187; www.mac.usp.br; web.artprice.com.



448 - INOS CORRADIN - (1929)
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Paisagem - óleo sobre tela - 24 x 33 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor, desenhista, gravador, escultor e cenógrafo, nascido em Vogogna, Itália. Por volta de 1932 mudou-se com a família para Castelbaldo - Padova, onde, em 1945, estudou pintura com professor Tardivello. Em 1947 colaborou com o pintor Pendin na execução de um mural referente aos mártires da resistência italiana em Castelbaldo. Veio, em 1950, para Jundiaí e São Paulo onde fez parte do núcleo artístico Cooperativa em São Paulo, dirigido pelo pintor argentino Oswaldo Gil Navarro. Executou cenários para o Ballet do IV Centenário de São Paulo, em 1954. Em 1979 foi contratado para pintar um cenário para o Teatro de Rovigo, Itália. Realizou diversas exposições individuais, participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais pelo Brasil e pelo mundo. Foi premiado em Paris (1975) e em Ferrara, Itália (1976). JULIO LOUZADA, VOL. 11, PÁG. 152; PONTUAL, PÁG. 143; MEC, VOL. 1, PÁG. 448; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 215; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; inoscorradin.com.br.



449 - JUDITH LAUAND - (1922)
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Composição - gravura - 82/100 - 35 x 35 cm - canto inferior direito -

Nasceu na cidade paulista de Pontal. Em 1950 formou-se em artes plásticas na Escola de Belas Artes de Araraquara-SP. Em 1952, já em São Paulo, estuda pintura com Domênico Lazzarini e gravura com Lívio Abramo. Integra o grupo paulista do movimento de arte concreta em 1955. Participa da Bienal Internacional de São Paulo, várias edições entre 1955 e 1969; Exposição Nacional de Arte Concreta, São Paulo, 1956; Tendências Construtivas no Acervo do MAC/USP, Rio de Janeiro, 1996; Arte Construtiva no Brasil: Coleção Adolpho Leirner, São Paulo e Rio de Janeiro, 1998 e 1999. Na crítica de Mario Schenberg, ..." Judith Lauand permanece fiel a sua postura e trajetória concretista. Sua obra recente revela a densidade da composição, o apuramento do cromatismo, o equilíbrio do grafismo, conseguidos por constante pesquisa. Judith envereda agora por novos caminhos realizando obras que podem ser chamadas de assimétricas, onde o geometrismo da decomposição cromática destrói a ‘partição eqüilateral’ presente ao longo de sua obra, criando uma nova simetria. " (LAUAND, Judith. Judith Lauand : pinturas. Sao Paulo : Choice Galeria de Arte, 1986. p. 3). JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 479; ITAU CULTURAL.



450 - GEORGES WAMBACH - (1901 - 1965)
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Jangadeiros - óleo sobre tela - 65 x 101 cm - canto inferior direito -

Belga de nascimento, veio a falecer no Rio de Janeiro. Excepcional aquarelista, que retratou o Brasil em suas inúmeras incursões. "Georges Wambach (1901-1965) talvez tenha sido um dos últimos exemplares de uma espécie em extinção, ou já extinta, quem sabe: a dos artistas viajantes de que o século XIX foi pródigo. Artistas com cavalete, paleta, tintas e pincéis na mochila, que vararam o mundo em busca do fantástico, do erótico, e, sobretudo, do excitante desconhecido, aventura que até custou a vida de alguns como Adrien Taunay, que viu a morte aos 25 anos em pleno Mato Grosso." Fernando Cerqueira Lemos, in AQUARELAS de Georges Wambach: impressões do Brasil. Ed. Marca d´Água-SP, 1988. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 343; TEIXEIRA LEITE, pág. 540; ITAÚ CULTURAL.



451 - ALDEMIR MARTINS - (1922 - 2006)
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Paisagem - óleo sobre cartão - diâmetro = 39 cm - centro inferior -
Com certificado de autenticidade firmado pelo autor em 14 de março de 2002. -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



452 - MARIA BONOMI - (1935)
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Desdobramento - objeto em alumínio - 44 x 53 cm - assinado -

Gravadora, pintora, figurinista, cenógrafa, muralista e escultora. No Brasil desde os nove anos de idade, residiu no Rio de Janeiro, com o seu avô, o construtor Conde Martinelli. Em 1950, já em São Paulo, estudou inicialmente com Yolanda Mohalyi, em seguida, a partir 1953, com Karl Plattner e Livio Abramo. Fez estudos de aperfeiçoamento no exterior, estudando com grandes mestres. Participante assídua de exposições coletivas, salões e mostras nacionais e internacionais, com muitas premiações. JULIO LOUZADA vol.1, pág. 142; PONTUAL, pág. 80; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI,pág. 692; ARTE NO BRASIL, pág. 837; LEONOR AMARANTE, pág. 75, Acervo FIEO.



453 - LOTHAR CHAROUX - (1912 - 1987)
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Linhas - guache - 23 x 16 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista e professor austríaco, natural de Viena. Assinava Charoux. Iniciou os estudos artísticos com seu tio, o escultor austríaco Siegfried Charoux. Transferiu-se para o Brasil em 1928, fixando residência em São Paulo. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios da cidade onde conheceu Valdemar da Costa, com ele fazendo aprendizado de pintura a partir de 1940. Posteriormente passa a lecionar desenho no Liceu de Artes e Ofícios e no SENAI. Em 1947, realizou sua primeira exposição individual, na Galeria Itapetininga. Em 1952, participou da fundação do Grupo Ruptura, ao lado de Waldemar Cordeiro, Geraldo de Barros, Anatol Wladyslaw e outros. Com Hermelindo Fiaminghi e Luiz Sacilotto , cria a Associação de Artes Visuais NT - Novas Tendências, em 1963. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras oficiais nacionais como a Bienal Internacional de São Paulo (I a IX, XII, XIII), Panorama da Arte Atual Brasileira (1º ao 3º, 6º, 9º, 11º, 12º) e no exterior. É homenageado com retrospectiva no Museu de Arte Moderna de São Paulo e no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro em 1974. Em 2005, é publicado o livro ‘Lothar Charoux: A Poética da Linha’, pela historiadora de arte Maria Alice Milliet. PONTUAL, PÁG. 131; MEC VOL. 1, PÁG. 433; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 254; VOL. 9, PÁG.207; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 645; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; ACERVO FIEO.



454 - ARLINDO CASTELLANE DI CARLI - (1910 - 1985)
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Paisagem - óleo sobre eucatex - 40 x 27 cm - canto inferior direito - 1971 - Itália -

Pintor e escultor. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, onde foi aluno de José Maria da Silva Neves e de Enrico Vio. Suas primeiras realizações foram na pintura. Mais tarde passou a dedicar-se também à escultura. Sofreu influência do pintor Armando Balloni. Em 1942, estreando no SPBA, recebeu prêmio de menção honrosa, seguindo-se nos anos posteriores, diversas premiações, inclusive de viagem ao estrangeiro. MEC, vol. 1, pág. 355; WALMIR AYALA, vol.1, págs. 183 e 184; ITAÚ CULTURAL.



455 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX -
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Paisagem - óleo sobre tela - 46 x 32 cm - canto inferior esquerdo -



456 - YUJI TAMAKI - (1916 - 1979)
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Igreja - óleo sobre tela - 81 x 100 cm - canto inferior direito -

Nascido em Fukui, Japão, é um dos mais significativos pintores nipo-brasileiros. Foi também professor. Chegou ao Brasil em 1932. Junto com Takaoka, vai para o Rio de Janeiro, onde estudou com Bruno Lechowsky, congregando o Núcleo Bernardelli. Em São Paulo integra o Seibi-kai, participando do III SPBA e do SNBA em 1937 e 1938, conquistando medalhas de bronze e ouro, respectivamente. Integrou o Grupo do Jacaré e do Guanabara (II, III). Sua obra é marcada pelo mancha cromática, essencialidade do desenho, avizinhando-se do que seria posteriormente a abstração. JULIO LOUZADA vol.8, pág. 820; WALTER ZANINI, pág. 579; ARTE NO BRASIL



457 - AGI STRAUS - (1926)
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Nu - desenho a carvão e guache - 23 x 16 cm - canto inferior direito - 1984 -

Pintora, desenhista e gravadora. Vindo residir em São Paulo, aqui estudou com Darel e Poty, no Museu de Arte de São Paulo, dedicando-se, também, ao aperfeiçoamento na pintura e técnica do afresco com Gaetano Miani. Recebeu no SPAM diversas premiações. Desde 1955 vem realizando exposições individuais em São Paulo e no exterior. A respeito de seus trabalhos, por volta de 1964, disse José Geraldo Vieira serem eles realizados com "sensibilização prévia do suporte, seja pergaminho, tela ou duratex, para conseguir texturas de fundo, impregnação, relevo e matéria. Para tanto a artista suplica a superfície a fim de tranformá-la em bossagem adequada (...) resultam sugestões híbridas, espaciais e telúricas, mas sempre expressionistas por causa da desagregação cromática e dos efeitos de microgeografia ou siderais". JULIO LOUZADA,vol. 11, pág. 312; MEC, vol. 4, pág 343/44; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 355; PONTUAL, pág. 506; TEIXEIRA LEITE, pág. 488; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



458 - ELZA DE OLIVEIRA SOUZA - (1928 - 2006)
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Figuras - óleo sobre eucatex - 22 x 15 cm - canto inferior esquerdo -

Pernambucana do Recife. Esta importante pintora iniciou suas atividades com o prof. Ivan Serpa. Integrou o grupo de nordestinos que se apresentou na Galeria Giro, no RJ, em 1968. Seu interesse pelo registro da figura humana é praticamente exclusivo. Walmir Ayala afirma: " ... O biotipo que Elza repete obcessivamente, diz respeito ao povo de sua família conterrânea. São gente do povo, sem sofisticação, despojada do requinte civilizatório, mas embebida de um outro requinte, que diz respeito 'as latadas, trepadeiras em flor, animais domésticos, temáticas." JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 313, Acervo FIEO.



459 - REGINA SILVEIRA - (1939)
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"Flash" - fotograma sobre chapa de alumínio - 6/100 - 62 x 46 cm - canto inferior direito - 2011 -
Obra comemorativa de 10 anos do Clube da Gravura - MAM - SP. -

Gravadora, desenhista, pintora e ilustradora, a artista nasceu em Porto Alegre, RS. Formada pelo Instituto de Belas Artes da UFRGS. Aperfeiçoou-se em pintura com Iberê Camargo, xilogravura com Francisco Stockinger e litogravura com Marcelo Grassmann. Participa de coletivas a partir de 1958, ganhando notoriedade nacional. "Esta arte séria de REGINA SILVEIRA representa um dos resultados mais modernos da criação no Rio Grande do Sul. Ela alcança resultados, que explorados em toda a sua profundidade e riqueza, contribuirão decisivamente para a nossa compreensão do mundo moderno e do drama de consciência em que vivemos." (Carlos Scarinci, Diretor do Museu de Arte do RS). JULIO LOUZADA, vol. 3 pág. 1063; RGS, pág. 413; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 697; LEONOR AMARANTE, pág. 308, Acervo FIEO.



460 - RODOLPHO AMOÊDO - (1857 - 1941)
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Camponesa - óleo sobre cartão - 23 x 18 cm - canto inferior esquerdo - 1927 -
Com a seguinte dedicatória: "Ao amigo José Leitão Off. R. Amoêdo. 927". -

Natural da cidade de Salvador, o artista chegou ao Rio de Janeiro no ano de 1868, ingressando, cinco anos depois, no Liceu de Artes e Ofícios e, em 1874, na Academia Imperial de Belas Artes, onde teria Vitor Meirelles, Agostinho da Mota e João Zeferino da Costa como mestres. Na Escola de Belas Artes de Paris, já estudante bolsista da Academia, aperfeiçoou-se com Cabanel e Puvis de Chavanes. De volta ao Rio de Janeiro, onde viria a falecer, destacou-se no exercício do magistério, como professor honorário e, posteriormente, como diretor da antiga Escola Nacional de Belas Artes. Dono de grande preciosismo técnico, Amoedo aborda com despojamento os mais delicados matizes nos seus temas, geralmente a figura humana. O MNBA possui em seu acervo mais de 300 obras do artista TEIXEIRA LEITE, 26/29; PONTUAL, pág. 24; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 411; ARTE NO BRASIL, pág. 566.; JULIO LOUZADA, VOL. 1 PÁGS. 58/59/60; F. ACQUARONE, pág. 101.



461 - CARLOS OSWALD - (1882 - 1971)
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"Ponte no Bingen" - gravura - 1/100 - 32 x 50 cm - canto inferior direito -
Reproduzido na página 89 do livro "Carlos Oswald" editado pelo Museu Nacional de Belas Artes. -

Gravador, pintor, desenhista, decorador, professor e escritor. Nasceu em Florença, Itália e faleceu em Petrópolis, RJ. Graduou-se como físico-matemático em 1902, pelo Instituto Galileo Galilei, em Florença. No ano seguinte, ingressou na ‘Accademia di Belle Arti di Firenze’. Viajou para o Brasil pela primeira vez em 1906 e realizou no Rio de Janeiro a primeira exposição individual no país. Retornou à Europa em 1908, estudou gravura com o americano Carl Strauss em Florença e viajou para Munique, onde aprendeu a técnica da água-forte. Em 1911, participou da decoração do pavilhão do Brasil, na Exposição Internacional de Turim. Fez a segunda viagem ao Rio de Janeiro em 1913 e realizou uma exposição com Eugênio Latour na Escola Nacional de Belas Artes . Foi nomeado, em 1914, professor de gravura e desenho no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro e é considerado o introdutor da gravura no Brasil. No ano de 1930, fez o desenho final do ‘Monumento ao Cristo Redentor’. A obra foi executada na França pelo escultor Paul Landowski e instalada no Morro do Corcovado, Rio de Janeiro, em 1931. Publicou, em 1957, a autobiografia ‘Como Me Tornei Pintor’. Em 1963, o Museu Nacional de Belas Artes - RJ adquiriu quase todas as suas obras em gravuras. Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais e foi premiado no Rio de Janeiro em 1904, 1906, 1909, 1912, 1913, 1916 e realizou diversas exposições individuais. PONTUAL, PÁG. 397; ARTE NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 1053; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 699; MEC VOL. 3, PÁG. 304; ACERVO FIEO.



462 - SOLANO TRINDADE - (1908 - 1974)
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Carnaval no Recife - óleo sobre tela - 60 x 93 cm - centro inferior -
Com dedicatória. -

Solano Trindade era poeta, pintor, teatrólogo, ator e folclorista. Nasceu no dia 24 de julho de 1908, no Recife, Pernambuco. Era filho de Manuel Abílio, mestiço, sapateiro, e da quituteira Merença (Emerenciana). Estudou até completar um ano de desenho no Liceu de Artes e Ofício. A partir de então, começa a escrever. Solano Trindade foi o poeta da resistência negra por excelência. Sua "carreira" como militante inicia-se, de fato, a partir de 1930, quando começa a compor poemas afro-brasileiros e, já integrado nesta corrente, participa em 1934 do I e II Congresso Afro-Brasileiro, no Recife e Salvador. Em 1936 fundou a Frente Negra Pernambucana e o Centro de Cultura Afro-brasileiro, que tinha o objetivo de divulgar os intelectuais e artistas negros. Em 1944, edita o livro "Poemas de uma vida simples", onde se encontra o seu declamadíssimo "Trem sujo da Leopoldina". Em 1945 funda o Comitê Democrático Afro-brasileiro, com Raimundo Souza Dantas, Aladir Custódio e Corsino de Brito. Em 1954 está em São Paulo, criando na cidade de Embu, um pólo de cultura e tradições afro-americanas. Em São Paulo também funda o Teatro Popular Brasileiro - TPB, onde desenvolveu uma intensa atividade cultural voltada para o folclore e para a denúncia do racismo. Em 1955 viaja para a Europa, com o TPB, onde dá espetáculos de canto e dança. Em 1958 edita "Seis tempos de poesia"; em 1961, "Cantares ao meu povo" (com uma reunião de poemas anteriores). Solano Trindade faleceu no Rio de janeiro, em 19 de fevereiro de 1974. Referência: www.portalafro.com.br/literatura/solano/solano.htm



463 - JOSÉ PAULO MOREIRA DA FONSECA - (1922 - 2004)
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O muro branco - óleo sobre tela - 22 x 16 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor, advogado, filósofo e poeta, nascido e falecido no Rio de Janeiro. Autodidata, dedicou-se à pintura a partir de 1950. Realizou várias exposições individuais em São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Alemanha, Portugal, Inglaterra, Áustria, Estados Unidos, México e participou de muitas mostras e Salões oficiais pelo Brasil e Europa. MEC, VOL. 2, PÁG. 183; WALMIR AYALA VOL. 1, PÁG. 423 A 427; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 268; ITAU CULTURAL, ACERVO FIEO.



464 - TOMÁS SANTA ROSA - (1909 - 1956)
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Figuras - desenho a nanquim - 23 x 13 cm - canto inferior direito -

Pintor, gravador, cenógrafo e professor. Oriundo da Paraíba, onde nasceu, fixou-se no Rio de Janeiro, iniciando em 1930 sua bem sucedida carreira de ilustrador de obras de autores estrangeiros e brasileiros, que inclui, dentre outros, Graciliano Ramos, José Lins do Rêgo, Jorge Amado, Castro Alves e muitos outros. Sua obra tem reconhecimento nacional e unanimidade de crítica, havendo se destacado em todas as áreas das artes que praticou. PONTUAL, pág. 472; TEIXEIRA LEITE, pág. 460; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 572; LEONOR AMARANTE.



465 - ALEX VALLAURI - (1949 - 1987)
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Frutas - gravura e colagem - 84 x 58 cm - centro - 1972 -

Natural de Asmara, Etiópia, faleceu em São Paulo-SP. Grafiteiro, artista gráfico, pintor, desenhista, cenógrafo e gravador. Chegou ao Brasil com a família em 1965. Era residente e ativo na capital paulista. Iniciou-se em xilogravura, retratando personagens do porto de Santos. No começo da década de 1970, formou-se em comunicação visual pela FAAP-SP. Especializou-se em litografia no Litho Art Center de Estocolomo, em 1975. Retornou ao Brasil em 1978, realizando grafites em espaços públicos de São Paulo. Produzia silhuetas de figuras, com tinta spray sobre moldes de papelão. Residiu em Nova York entre 1982 e 1983, onde cursou artes gráficas no Pratt Institute. Nesse período, fez grafites nos muros da cidade. Além de usar o muro como suporte, seus trabalhos estampam camisetas, broches e adesivos. Voltou ao Brasil e começa a lecionar na Faap. Em sua produção destaca-se a série A Rainha do Frango Assado, que é também tema de instalação apresentada na 18ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1985. Retrospectiva Viva Vallauri, realizada no Museu da Imagem e do Som - MIS, em São Paulo, em 1998. JULIO LOUZADA, vol 3 pag 1170; ITAUCULTURAL.



466 - DJANIRA DA MOTTA E SILVA - (1914 - 1979)
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Músicos - desenho a caneta hidrográfica - 24 x 20 cm - canto inferior direito -

Pintora, desenhista e gravadora, natural de Avaré, SP. Foi aluna de Marcier. A partir de 1942 participa do SNBA, recebendo premiação em 1943, 1944 e 1950. Realizou exposições individuais. Participou de diversas coletivas e salões de arte, nacionais e internacionais, com excelente recepção da crítica especializada. Diz-se que sua pintura é ingênua, mas ela declarava que ingênua, era ela mesma. JULIO LOUZADA vol.1, pág. 336; PONTUAL, pág. 181; TEIXEIRA LEITE, pág. 164; MEC, vol. 2, pág 58; WALMIR AYALA, vol. 1, pág, 263; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 810; ARTE NO BRASIL, pág. 824; Acervo FIEO.



467 - TARSILA DO AMARAL - (1890 - 1973)
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"Cartão crianças rosa" - gravura em metal - P. A. - 13 x 12 cm - canto inferior direito -
Com certificado de autenticidade de Maria Del Carmem Perez Sola datado de maio de 2012. -

Pintora e desenhista, Tarsila do Amaral nasceu em Capivari, SP e faleceu em São Paulo. Estudou escultura com William Zadig e com Mantovani, em 1916, na capital paulista. No ano seguinte teve aulas de pintura e desenho com Pedro Alexandrino, onde conheceu Anita Malfatti. Ambas tiveram aulas com o pintor Georg Elpons. Em 1920 viajou para Paris e estudou na ‘Académie Julian’ e com Émile Renard. Ao retornar ao Brasil formou em 1922, em São Paulo, o Grupo dos Cinco, com Anita Malfatti, Mário de Andrade, Menotti del Picchia e Oswald de Andrade. Em 1923, novamente em Paris, frequentou o ateliê de André Lhote, Albert Gleizes e Fernand Léger. Foi a criadora de duas das principais tendências ou movimentos de nossa arte nacionalista: o Pau Brasil e o Antropofagia. A convite da Comissão do IV Centenário de São Paulo fez, em 1954, o painel ‘Procissão do Santíssimo’ e, em 1956, entregou ‘O Batizado de Macunaíma’, sobre a obra de Mário de Andrade, para a Livraria Martins Editora. A retrospectiva Tarsila: 50 Anos de Pintura, organizada pela crítica de arte Aracy Amaral e apresentada no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo , em 1969, ajudou a consolidar a importância da artista. TEODORO BRAGA, PÁG. 220; REIS JR., PÁG.388; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 365; MEC, VOL. 4, PÁG. 370; PONTUAL, PÁG. 511; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 492; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 389; ARTE NO BRASIL, PÁG. 577; LEONOR AMARANTE, PÁG. 24; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 958.



468 - LIVIO ABRAMO - (1903 - 1992)
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Cavalos - litografia - 22/50 - 37 x 52 cm - canto inferior esquerdo - 1979 -

Gravador, desenhista, pintor, ilustrador, jornalista e professor, nasceu em Araraquara, SP e faleceu em Assunção, Paraguai. Mudou-se para São Paulo, onde, em 1909, estudou desenho com Enrico Vio no Colégio Dante Alighieri. No início dos anos de 1920, fez ilustrações para pequenos jornais e entrou em contato com a obra de Oswaldo Goeldi e de gravadores expressionistas alemães. Realizou as primeiras gravuras em 1926. Em 1947, ilustrou o livro ‘Pelo Sertão’, do escritor Afonso Arinos de Mello Franco, publicado em 1949. Com essa série de ilustrações, apresentadas no Salão Nacional de Belas Artes, obteve o prêmio de viagem ao exterior. Seguiu para a Europa em 1951. Em Paris frequentou o Atelier 17, aperfeiçoando-se em gravura em metal com Stanley William Hayter. De volta ao Brasil, foi premiado como o melhor gravador nacional na Bienal Internacional de São Paulo, nas edições de 1953 e de 1963. Deu aulas de xilogravura na Escola de Artesanato do Museu de Arte Moderna de São Paulo. Foram seus alunos, entre outros, Maria Bonomi e Antonio Henrique Amaral . Fundou o Estúdio Gravura, em 1960, com Maria Bonomi. Em 1962, foi convidado pelo Itamaraty a integrar a Missão Cultural Brasil-Paraguai, posteriormente Centro de Estudos Brasileiros. Mudou-se para o Paraguai e dirigiu até 1992, o Setor de Artes Plásticas e Visuais. Foi fundador do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Paraguai. PONTUAL, PÁG. 1, JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 19; MEC VOL.1, PÁG. 33; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 795; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28; ACERVO FIEO.



469 - CALASANS NETO - (1932)
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Paisagem - matriz de xilogravura - 16 x 22 cm - canto inferior direito -

Gravador, desenhista e pintor baiano. Foi aluno de Genaro de Carvalho e Mário Cravo Jr. . Diversas exposições realizadas. MEC, vol. 1, pág. 324; PONTUAL, pág. 98; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 149/150; JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 160; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 720; ARTE NO BRASIL, pág. 846.



470 - DARIO MECATTI - (1909 - 1976)
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Feira - óleo sobre tela - 32 x 42 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor e desenhista nascido em Florença, Itália e falecido em São Paulo, SP. Na Itália recebeu orientação artística de Camillo Innocenti, trabalhou em um banco e pintou cartazes para a sala de cinema de seu primo. Em 1933, mudou-se para a África, onde permaneceu por aproximadamente sete anos viajando pelo norte do continente. Neste período conheceu a Líbia, Ilha de Malta, Tunísia, Turquia, Argélia, Marrocos, além de Portugal e Espanha. Durante a viagem retratou cenas destes países e realizou algumas exposições com o pintor florentino Renzo Gori, com quem residiu por pouco tempo em Paris. Em 1939, conheceu a Ilha de São Miguel, nos Açores e lá encontrou Maria da Paz com quem posteriormente se casou. No ano de 1940, mudou-se para o Brasil, passou pouco tempo no Rio de Janeiro e depois um período em Minas Gerais, onde visitou as cidades de Belo Horizonte, Juiz de Fora e Ouro Preto. Mudou-se no final do ano para São Paulo, onde entre 1941 e 1945, trabalhou na Galeria Fiorentina, na Rua Barão de Itapetininga, de propriedade de Malho Benedetti. Em 1945 conheceu Nicolino Bianco que passou a adquirir os quadros do artista para serem expostos na Loja de Móveis Paschoal Bianco. Apresentou-o para clientes e amigos que passaram a encomendar retratos. Neste período entrou em contato com Ezio Barbini, dono da Galeria Internacional que vendeu regularmente suas obras, além de apresenta-lo a um grupo de jovens artistas a quem orientou. Em 1946 construiu na Rua Feliciano Maia a sua casa estúdio, onde realizou exposições individuais anuais, sendo a última no ano de 1976, data de seu falecimento. TEODORO BRAGA, PÁG. 161/2; MEC, VOL. 3, PÁG. 109; PONTUAL, PÁG. 352; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 72; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 320; ITAÚ CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 611; ACERVO FIEO.



471 - WILLY MÜLLER-BRITTNAU - (1938 - 2003)
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Retângulos - serigrafia - 60 x 50 cm - canto inferior direito - 1967 -

Pintor e serígrafo suíço nascido em Winterthur. Em 1954 e 1955 frequentou a Escola de Artes Aplicadas de Zurique. Realizou muitas exposições individuais: 1965 - Zofingen, Bâle, Zurique; 1966 - Stuttgart, Roma, Milão; 1967 - Zurique, Lucerna; 1968 - Bâle, Berna, Zurique, Hamburgo, Karlsruhe; 1969 - Zurique, Aarau, Berna, Zofingen, Kassel, Saint-Gall, Cologne; 1970 - Milão, Gênes, Coblence, Zurique, Bâle; entre outras. Participou também de mostras oficiais como: Bienal de Tóquio (1967); ‘Jovens artistas suíços’ - Stedelijk Museu de Amsterdam (1969); Salão de Maio de Paris (1969). Em 1983, criou sua obra pública "Escultura Cubo", até hoje instalada em frente ao Correio central da cidade de Aarau, no norte da Suíça. Possui obras nos museus de: Aarau, Bâle, Hamburgo, Saint-Gall, Zurique. BENEZIT VOL. 7, PÁG. 600; artnet.com; christies.com; arcadja.com; web.artprice.com.



472 - ALFREDO CESCHIATTI - (1918 - 1989)
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Pomba - escultura em bronze - h = 37 cm - dorso -

Natural de Belo Horizonte. Escultor, desenhista e professor. Passou a frequentar a antiga ENBA em 1940, depois de uma viagem à Europa, especialmente Itália, iniciada em 1938. Na Divisão Moderna do SNBA recebeu, como escultor as medalhas de bronze (1943) e de prata (1944), bem como o prêmio de viagem ao estrangeiro (1945), com o baixo-relevo para a Igreja de São Francisco de Assis, da Pampulha, em Belo Horizonte e, como desenhista, a medalha de prata (1945). Esteve mais uma vez na Europa entre 1946 e 1948, anos em que realizou exposição individual no Instituto dos Arquitetos do Brasil (GB). Figurou na II BSP e no II SNAM, em 1953. Fazendo parte da equipe que, em 1956, venceu o concurso de projetos para o Monumento aos Mortos da II Guerra Mundial (GB), ali executou o conjunto alusivo às três forças armadas. Integrou a Comissão Nacional de Belas Artes em 1960 e 1961, e entre 1963 e 1965, lecionou escultura e desenho na Universidade de Brasília. Quirino Campofiorito citou-o no estudo Ëscultura Moderna no Brasil"(Revista Crítica de Arte, nº único 1962). De seus trabalhos mais conhecidos destacam-se as esculturas As Banhistas e A Justiça, que se encontram, respectivamente, no lago em frente ao Palácio da Alvorada e defronte ao Supremo Tribunal Federal (Praça dos Três Poderes), em Brasília. Há ainda, obras escultóricas de sua autoria, entre outras no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Ministério das Relações Exteriores (Brasília) e em um edifício que Oscar Niemeyer projetou no conjunto residencial Hansa (setor ocidental de Berlim), assim como na embaixada brasileira em Moscou. MEC, vol. 1, pág. 397; PONTUAL, pág. 127; JÚLIO LOUZADA, vol. 11, pág. 70; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 609; ARTE NO BRASIL, pág. 872.



473 - ANGELO CANNONE - (1899 - 1992)
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Marinha - óleo sobre tela - 46 x 61 cm - canto inferior esquerdo -

Nascido na Itália, radicou-se no Brasil. Seu estilo liga-se ao dos Macchiajoli oitocentistas (os equivalentes italianos dos impressionistas franceses) e ao de Pratella em especial. São especialmente notáveis suas paisagens e marinhas. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 168; JULIO LOUZADA vol.11, pág.54; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



474 - BENEDITO JOSÉ DE ANDRADE - (1906 - 1979)
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No ninho - óleo sobre tela colada em madeira - 33 x 37 cm - canto inferior esquerdo -

Através de sua arte obteve destaques e prêmio nas exposições em que participou, como o SPBA, onde foi agraciado com o Prêmio Costa Ribeiro. Recebeu Medalha de Bronze em 1948 e Pequena Medalha de Prata em 1949. Mais tarde em 1951, conquistou o Prêmio Prefeitura de São Paulo. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, onde foi aluno de Viggiani, Panelli e Enrico Vio. Além do SPBA, participou e também obteve premiações no Salão de Belas Artes e no Salão de Santos. Colecionadores particulares do Brasil e do exterior possuem obras suas. JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 57; MEC, vol. 1, pág. 80; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



475 - LIVROS -
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1) "CAMILLE CLAUDEL: 1864-1943". REINE-MARIE PARIS DE LA CHAPELLE (CUR.). CATÁLOGO. SÃO PAULO: PINACOTECA DO ESTADO, 1997.
2) "FIGARI: XXIII BIENAL INTERNACIONAL DE SÃO PAULO". JORGE CASTILLO (CUR.). CATÁLOGO. BUENOS AIRES: BANCO VELOX; SÃO PAULO: FINAMBRAS, 1996.
3) "COLEÇÃO MAC COLLECTION". MARTIN GROSSMANN, TEIXEIRA COELHO (CUR.). SÃO PAULO: COMUNIQUE, 2003.
4) "O HAITI ESTÁ VIVO AINDA LÁ". EMANOEL ARAÚJO (CUR.). CATÁLOGO. SÃO PAULO: MUSEU AFRO BRASIL, 2010.
5) "RODIN: AQUARELAS E DESENHOS ERÓTICOS". CLAUDIE JODRIN E ALESSANDRA SCARPA. PARIS: BIBLIOTHÈQUE DE L'IMAGE; SÃO PAULO: PINACOTECA DO ESTADO, 1996.



476 - CRISALDO MORAIS - (1932 - 1997)
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Crianças pulando corda - óleo sobre tela - 24 x 33 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor e ilustrador, Crisaldo d'Assunção Morais nasceu na cidade do Recife-PE 1932, iniciando-se na pintura como autodidata por volta de 1968, em São Paulo, onde é um dos organizadores do Movimento de Arte da Praça da República. Em 1975, organiza a mostra Festa das Cores no Masp. Ilustra os livros Les Proverbs Vus Par Les Peintres Naifs, de Anatole Jakovsky, e Le Chanson Traditionnelle et Les Peintres Naifs, de Roger Blanchard. Entre as exposições de que participa, destacam-se: Naive Painters of São Paulo, Washington DC (Estados Unidos), 1971; I Salão Internacional de Arte Contemporânea, Paris (França), 1974; Salon Mondial de la Peinture Naive, Levallois-Perret (França), 1975; Le Génie des Naifs, no Grand Palais, Paris (França), 1980; Arte Naif Brasileira, no MAC/Campinas, 1983; Bienal Naifes do Brasil, Sesc, Piracicaba, 1996. ITAU CULTURAL.



477 - MANOEL SANTIAGO - (1897 - 1987)
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Praia de Botafogo - óleo sobre madeira - 20 x 24 cm - canto inferior esquerdo e dorso -

Manoel Colafante Caledônio de Assumpção Santiago nasceu em Manaus, AM e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, desenhista e professor. Mudou-se para Belém em 1903 e iniciou estudos de pintura. Desde 1916 já praticava a arte não figurativa. Em 1919 transferiu-se para o Rio de Janeiro, cursou Direito e frequentou a Escola Nacional de Belas Artes, onde foi aluno de Rodolfo Chambelland e Baptista da Costa. Na época, teve aulas particulares com Eliseu Visconti. Foi casado com a pintora Haydeá Santiago. Participou em 1927 do Salão Nacional de Belas Artes e recebeu o prêmio viagem ao exterior, entre vários outros. Foi para Paris no ano seguinte, e lá permaneceu por cinco anos. De volta ao Rio de Janeiro, em 1932, tornou-se professor do Instituto de Belas Artes. Em 1934, passou a lecionar pintura e desenho no Núcleo Bernardelli, figurando entre seus alunos José Pancetti, Edson Motta, Bustamante Sá, Ado Malagoli, Rescála e Milton Dacosta. Participou da I Bienal Internacional de São Paulo (1951) e do 8º Panorama da Arte Brasileira (1976). PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, VOL. 1, PÁG. 241; TEODORO BRAGA, PÁG. 211; CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO DE PAISAGEM BRASILEIRA, MEC-MNBA /RIO/1944; MAYER/84, PÁG. 1158; REIS JR, PÁG. 378; PONTUAL, PÁG. 473; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 292; ITAÚ CULTURAL, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 865; ACERVO FIEO.



478 - OSCAR NIEMEYER - (1907 - 2012)
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Pampulha - desenho a caneta hidrográfica - 71 x 101 cm - canto inferior direito -
Ex coleção Irineu Gomes da Rosa Filho - Santos, SP. -

Oscar Niemeyer Soares Filho nasceu no Rio de Janeiro. Arquiteto, gravador e urbanista. Forma-se em arquitetura pela Escola Nacional de Belas Artes - ENBA, Rio de Janeiro, em 1934. Nesse ano, passa a freqüentar o escritório do arquiteto e urbanista Lucio Costa. Em 1936, integra a comissão criada para definir os planos da sede do Ministério da Educação e Saúde, no Rio de Janeiro, com a supervisão do arquiteto suíço Le Corbusier, a quem assiste como desenhista. Entre 1940 e 1944 projeta o conjunto arquitetônico da Pampulha, Belo Horizonte - MG, que se configura como um marco de sua obra, pois rompe com os conceitos rigorosos do funcionalismo e utiliza uma linguagem de formas novas, de superfícies curvas, explorando as possibilidades plásticas do concreto armado. Em 1947, é convidado pela Organização das Nações Unidas - ONU a participar da comissão de arquitetos encarregada de definir os planos de sua futura sede em Nova York. Seu projeto, associado ao de Le Corbusier, é escolhido como base do plano definitivo. No Rio de Janeiro, em 1955, funda a revista ‘Módulo’ e no ano seguinte começa a colaborar na construção da nova capital do Brasil, Brasília, cujo plano urbanístico é confiado a Lucio Costa. Participou da I e II Bienal Internacional de São Paulo. Em 1965 é realizada uma retrospectiva sua no Museu do Louvre, Paris, a primeira dedicada a um arquiteto. Projetou inúmeras obras pelo mundo e recebeu vários prêmios. O Parque Ibirapuera (1951), São Paulo, também foi um dos seus grandes projetos. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.5, PÁG.744; VOL.6, PÁG.785; MEC, VOL.3, PÁG. 263; DICIONÁRIO OXFORD; www.niemeyer.org.br.



479 - ANTONIO BANDEIRA - (1922 - 1967)
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Composição - técnica mista - 25 x 33 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, nascido em Fortaleza, CE e falecido em Paris, onde viveu a maior parte de sua vida. É um dos pioneiros da arte abstrata no Brasil. Iniciou-se na pintura como autodidata. Em 1941, em Fortaleza, participou, ao lado de Mário Baratta, entre outros, da criação do Centro Cultural de Belas Artes depois, Sociedade Cearense de Artes Plásticas. Em 1945, transferiu-se para o Rio de Janeiro e, no ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual. Contemplado pelo governo francês com bolsa de estudos, permaneceu em Paris de 1946 a 1950 onde frequentou a Escola Nacional Superior de Belas Artes e a ‘Académie de la Grande Chaumière’. Entre 1947 e 1948 participou do ‘Salon d'Automne’ e do ‘Salon d'Art Libre’. Tomou parte em reuniões de artistas e formou o Grupo Banbryols (ban de Bandeira; bry de Camille Bryen; e ols de Wols), que durou de 1949 a 1951. Voltou ao Brasil em 1951 e apresentou-se na 1ª Bienal Internacional de São Paulo. Em 1952, criou um mural para o Instituto dos Arquitetos do Brasil, em São Paulo. Retornou a Paris em 1954 em razão do Prêmio Fiat, obtido na 2ª Bienal Internacional de São Paulo, mas não deixou de expor no Brasil. Permaneceu na Europa até 1959, passando pela Inglaterra e Bélgica, onde, em 1958, realizou um painel para o ‘Palais des Beaux-Arts’. Ao retornar ao Brasil teve uma atividade artística intensa, participou de importantes exposições, em paralelo a mostras em Paris, Munique, Verona, Londres e Nova York. Voltou a Paris em 1965, onde permaneceu até sua morte. BENEZIT, VOL.1, PÁG.415; MEYER/87, PÁG.606; MEC, VOL.1, PÁGS.159,160 E 167; PONTUAL, PÁGS. 48 E 49; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁGS. 71 A 74; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 52 A 54; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; ARTE NO BRASIL, PÁG. 599; LEONOR AMARANTE, PÁG. 34; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 86; ACERVO FIEO; web.artprice.com; pitoresco.com; pinturabrasileira.com.



480 - IOLE DE FREITAS - (1945)
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"Expansão" - objeto - 46/250 - 22 x 14 x 10 cm - assinado - 2003 -
Com caixa em cartão - produzida para a exposição "Expansão" realizada no Centro Cultural Banco do Brasil - Brasília, abril de 2003. -

Escultora, gravadora, artista multimídia e professora, Iole Antunes de Freitas nasceu em Belo Horizonte MG. Estudou na Escola Superior de Desenho Industrial no Rio de Janeiro (1964-1965). De 1970 a 1978 viveu em Milão, Itália, onde trabalhou como designer no Corporate Image Studio da Olivetti. A partir de 1973 produz e expõe seu trabalho artístico. Entre as diversas exposições individuais e coletivas em todo o mundo destacam-se: 9ª Bienal de Paris (1975); 15ª Bienal Internacional de São Paulo (1981); exposição itinerante "Cartographies" (1993), na Biblioteca Luis Ángel Aranjo (Bogotá, Colômbia), no Museo de Artes Visuales Alejandro Otero (Caracas, Venezuela), na National Gallery (Ottawa, Canadá), no Bronx Museum (Nova York, EUA) e na La Caixa (Madri, Espanha); Bienal Brasil Século XX (São Paulo, 1994); a individual "O corpo da escultura: a obra de Iole de Freitas", no Museu de Arte Moderna de São Paulo e no Paço Imperial do Rio de Janeiro (1997); Projeto de instalações permanentes do Museu do Açude, no Rio de Janeiro (1999); individual no Centro de Arte Hélio Oiticica (Rio de Janeiro, 2000), "Iole de Freitas", no Museu Vale (Vila Velha, 2004), e "Iole de Freitas", no Centro Cultural Banco do Brasil (Rio de Janeiro, 2005); 5ª Bienal do Mercosul (Porto Alegre, 2005). Em 2007 Iole foi convidada para realizar um projeto específico para a Documenta 12, de Kassel, Alemanha, e em 2008 apresentou seu trabalho na Fundação Iberê Camargo, em Porto Alegre. Em 2009-2010 expôs na Casa França-Brasil (Rio de Janeiro) e na Pinacoteca do Estado (São Paulo), e participou da mostra "O Desejo da Forma" na Akademie der Kunst, em Berlim, Alemanha. ITAU CULTURAL; www.ioledefreitas.com; raquelarnaud.com; pinacoteca.org.br; web.artprice.com.



481 - BAJADO - (1912 - 1996)
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Frevo - guache - 46 x 27 cm - canto inferior direito - 1975 - Olinda -

Natural de Maraial-PE, onde nasceu a 9 de dezembro de 1912, falecendo na cidade de Olinda, no dia 15 de Novembro de 1996. Viveu e foi ativo nas cidades de Recife e Olinda, onde era Cartazista e Pintor de Alegorias para Carnavais. Expôs individualmente em 1990 e 1992. Coletivamente expôs em São Paulo (mostra Tradição e Ruptura), Rio de Janeiro e Paris. Postumamente foram realizadas outras mostras de sua obra. "A matéria-prima de Bajado é o povo de Olinda, com seus costumes, sofrimentos e alegrias; ele os interpreta com bom-humor, em meio a uma atmosfera carnavalesca a que nem sequer faltam, por vezes, a nota fescenina, mulheres de maiô e as sereias praianas, de anatomia desengonçada e tão pouca sensualidade a olhos não-sertanejos. E quando pinta para açougues, neles figura touros enormes, ´bichos que se desgastaram no caminho desde as grutas de Lascaux e Altamira até o sujo matadouro de Peixinhos, e que são mais parentes que propriamente consumo desta população pobre´. " José Roberto Teixeira Leite, na obra abaixo. TEIXEIRA LEITE, pág.51; JULIO LOUZADA, vol.2, pág.96.



482 - OMAR PELEGATTA - (1925 - 2000)
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Casario - óleo sobre tela - 50 x 40 cm - canto inferior direito -

Italiano da Lombardia, PELLEGATTA foi pintor e gravador dedicado a temas sacros e casarios coloniais. Em sua obra, o ser humano é apresentado sempre de modo idealizado, na figura de ternas madonas, santos, coroinhas e cavaleiros. Participou de diversas coletivas e salões, a partir de 1957, recebendo premiações em sua maioria. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág.735; MEC vol.3, pág.363; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



483 - EMILIANO DI CAVALCANTI - (1897 - 1976)
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A paquera - desenho a caneta esferográfica - 30 x 19 cm - canto inferior direito - 2 de feveiro de 1976 -
Com a seguinte dedicatória: "A Zenaide do E. di Cavalcanti". -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



484 - DURVAL PEREIRA - (1917 - 1984)
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No bosque - óleo sobre tela - 43 x 38 cm - canto inferior esquerdo -
Com certificado de autenticidade datado de 31 de maio de 2007 firmado pela filha do autor, sra. Mirna Pereira - São Paulo, SP. -

Nascido e falecido em São Paulo onde foi pintor e professor ativo. Premiado com a Menção Honrosa no Salão Paulista de Belas Artes em 1944, passou a viver exclusivamente da pintura. Em 1946, estudou artes plásticas na Associação Paulista de Belas Artes. Pintava ao ar livre, aos domingos, com os pintores Salvador Rodrigues, Salvador Santisteban, Cirilo Agostinho, Jaime Dinis, Djalma Urban, Innocencio Borghese, e outros. Premiado praticamente em todos os Salões de que participou, acumulou, em toda sua carreira, 419 prêmios de todos os cantos do mundo. Recebeu ao todo, 15 comendas das mais importantes do Brasil. Nos últimos três anos de sua vida recebeu também todos os Primeiros Prêmios e Medalhas de Ouro nas exposições de Paris, Rouen, Lyon, Roma, Miami e Milão (o maior prêmio dado à pintura: ‘La Madonina de Milano’). MEC, vol. 3, pág. 368; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 749; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO; www.tntarte.com.br.



485 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX -
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"Três mulheres" - placa em cerâmica - 34 x 40 cm - centro inferior e dorso -
Antello Del Debio. -



486 - AURÉLIO D'ALINCOURT - (1919 - 1990)
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Rezando - óleo sobre eucatex - 62 x 46 cm - canto superior direito -

Pintor, desenhista, ilustrador e professor. Começa a pintar em 1942, sob a orientação de Oswaldo Teixeira e Carlos Chambelland. Cursou a Académie de la Grande Chaumière, Paris, 1952. Atuou como membro da Academia Brasileira de Belas Artes-RJ, em 1956 e faz ilustrações para a revista O Cruzeiro, entre 1957 e 1960. Lecionou pintura no Instituto de Belas Artes. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 234; MEC, vol. 2, pág. 13; PONTUAL, pág. 157; JÚLIO LOUZADA, vol. 11, pág. 82; ITAUCULTURAL.



487 - YOSHIYA TAKAOKA - (1909 - 1978)
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Pescador - aquarela - 29 x 33 cm - canto inferior direito -

Pintor e desenhista nascido em Tóquio, Japão, veio para o Brasil em 1925, fixando-se no interior de São Paulo, trabalhando na lavoura. Mudou-se para São Paulo, onde ganhava a vida vendendo pastéis, fazendo caricaturas e como pintor de paredes. Foi aluno de Bruno Lechowsky no Rio de Janeiro. Foi um dos fundadores do Grupo Seibi, que reuniu artistas plásticos da colônia japonesa em São Paulo (1935). Fundou em 1948, juntamente com Geraldo de Barros e Antonio Carelli, o Grupo dos Quinze. Viveu em Paris de 1952 a 1953, estudando técnica de mosaico; Freqüentou o Núcleo Bernardelli, onde se ligou de amizade a Pancetti. Participou de diversos salões e exposições, nacionais e estrangeiras, recebendo diversas premiações. PONTUAL, pág. 510; TEIXEIRA LEITE, pág. 490; MEC, vol. 4, pág. 352; TEODORO BRAGA, pág. 220; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 361; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 579; ARTE NO BRASIL.



488 - CAMILA SANTO - (1978)
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Índio - acrílico sobre tela - 90 x 65 cm - canto inferior direito - 2008 -

Pintora brasileira. Viveu na França onde se formou em artes plásticas e, com o pseudônimo Camileoa, realizou, lá, uma série de exposições. Voltou para o Rio de Janeiro em 2001 e, através de seu novo pseudônimo - Mila San, também atua na arte performática.



489 - EMANOEL ARAÚJO - (1940)
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Composição - xilogravura - P. A. - 58 x 43 cm - canto inferior direito - 1973 -

Gravador e escultor, o baiano Emanuel Araújo estudou com Henrique Oswald e expõe individualmente desde 1960, já tendo mostrado sua obra em inúmeras cidades do Brasil, Europa, Estados Unidos e Extremo Oriente. Foi Diretor da PINACOTECA do Estado de São Paulo, cujo cargo exerceu com extrema competência. TEIXEIRA LEITE, pág. 190; MEC, vol. 2, pág. 143; PONTUAL, pág. 37; JULIO LOUZADA, vol 1, págs. 68/69 e vol. 11, pág. 18; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 846; WALTER ZANINI, pág. 770; Acervo FIEO.



490 - ANTONIO PARREIRAS - (1860 - 1937)
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"Estudo canto do rio - Nitherói" - aquarela - 17 x 26 cm - canto inferior direito - 1937 -

Um dos maiores paisagistas do Brasil, autor também de imponentes nus, Antonio Parreiras estudou com Grimm, mas adquiriu em seguida um estilo próprio, que se traduziu numa cor e numa textura violentas, quase fauves. BENEZIT, vol. 8, pág. 136; MAYER/84, pág. 1082; MEC, vol, 3, págs. 335/6; PONTUAL, págs. 406/7; LAUDELINO FREIRE, pág. 382; WALMIR AYALA, vol. 2, págs. 168 e 170; TEIXEIRA LEITE, pág.386/388; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 416; ARTE NO BRASIL, pág. 532; LEONOR AMARANTE, pág. 42; F. ACQUARONE, pág. 155.



491 - GEANDRÉ - (1951)
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Toureiro - guache - 38 x 29 cm - canto inferior direito -

Arlindo Rodrigues, profissionalmente conhecido como Geandré, nasceu em Santos. Cartunista, jornalista, escritor, ilustrador e pintor, iniciou sua carreira no suplemento infantil do jornal A Tribuna (Santos) em 1963. No início da década de 1970 trabalhou na Espanha (Barcelona) e na Suíça (Zurique) - e também expôs seus trabalhos em galerias de arte, sendo premiado no Salão de Humor de Berlim. Publicou humor gráfico nos jornais O Dia, Diário Popular, Jornal da Tarde, Jornal do Brasil, Folha de S. Paulo e O Pasquim. Teve seus desenhos impressos nas revistas O Cruzeiro, Vogue, IstoÉ, Playboy, Claudia, Nova, MAD, Visão, Status, Senhor, Planeta, Privé. Retornou ao Brasil em 1975 e lançou um jornal alternativo, o Ovelha Negra. Foi o introdutor da linguagem do cartum no programa "TV Cartum" da TV Cultura. Publicou vários livros. Autor das tiras Os Gênios, editadas pela Abril. Geandré publicou cartuns em house organs e fundou a agência Prática de Comunicação. Criou e editou a publicação Licensing18, pioneira no licenciamento de marcas e personagens. www.ilustrabrasil.com.br/ib9/convidados.php



492 - BRUNO GIORGI - (1905 - 1993)
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Caravela - escultura em bronze - h = 14 cm - assinado -

Escultor e pintor paulista, iniciou seus estudos de escultura em Roma 1920/1922. Mais tarde tornou-se aluno de Maillol, em Paris, onde também frequentou as academias Ranson e de La Grande Chaumière, em 1936. É considerado o maior escultor nacional. MEC, vol.2, pág. 250/1; PONTUAL, pág. 237/8; MAYER/84, pág. 1333; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 587; ARTE NO BRASIL, pág. 715; LEONOR AMARANTE, pág. 18.



493 - ALDEMIR MARTINS - (1922 - 2006)
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Gato azul - acrílico sobre tela - 46 x 55 cm - canto inferior direito e dorso - 2000 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins. -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



494 - ARY SCHEFFER - (1795 - 1858)
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Joana D'Arc - desenho a lápis - 9 x 14 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor, gravador, litógrafo e professor nascido em Dordrecht, Holanda e falecido em Argenteuil, França. Filho de Johann-Baptist Scheffer, pintor alemão da corte do rei Louis - irmão de Napoleão e da pintora holandesa Cornelia Lamme. Pode desenvolver com facilidade sua expressão e com doze anos expôs pela primeira vez. Quando seu pai morreu em 1811 a família mudou-se para Paris e o artista foi para o ateliê de Guérin. Em 1816 foi premiado em Anvers. Começou a expor no Salão em 1812 e continuou regularmente até 1855. Muitos museus da Europa possuem obras suas. BENEZIT VOL. 9, PÁG. 353; web.artprice.com.



495 - ARCÂNGELO IANELLI - (1922 - 2009)
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Composição - pastel - 50 x 37 cm - canto inferior direito - 1982 -
Com certificado do Instituto Arcângelo Ianelli.

Pintor. Fez aprendizado de pintura com Valdemar da Costa, em São Paulo, a partir de 1942. Participou de diversos Salões no País, e no exterior, obtenções várias e importantes premiações. Seus trabalhos fazem parte do acervo de museus e coleções particulares no mundo todo. Inicialmente figurativo, passou a abstracionismo, trabalhando com blocos cromáticos distribuídos com certo rigor construtivo sobre o espaço plano. A seu respeito, disse o crítico Enrico Crispolti, em 1966: " Mas quais são, então, os temas expressivos próprios da pintura de Ianelli? Ele mesmo, falando-me de experiências já distantes, recorda-me anos de um naturalismo sumário pela vontade de síntese, sublinhado como hoje são propostos em sua pintura horizontes muito diferentes. Creio, no entanto, que uma matriz naturalista preside o intenso lirismo dessa telas recentes de Ianelli (...) ". PONTUAL, pág. 358; MEC vol.3, pág. 345; WALTER ZANINI, pág. 644; ARTE NO BRASIL, pág. 798; LEONOR AMARANTE, pág. 218. Acervo FIEO.



496 - J. CARLOS - (1884 - 1950)
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Banhistas - desenho a nanquim - 41 x 28 cm - canto inferior esquerdo -

Nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, desenhista, ilustrador e caricaturista. Realizou mais de cem mil desenhos, não se conhecendo um único ruim. Observador arguto, retratou com maestria e humor o cotidiano de sua cidade natal, da qual, consta, ausentou-se por duas únicas ocasiões. JULIO LOUZADA vol. 10, pág. 181; CARICATURISTAS BRASILEIROS, de Pedro Corrêa do Lago, pág. 74; WALTER ZANINI, pág. 448; ARTE NO BRASIL, pág. 646.



497 - FERNANDO COELHO - (1939)
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Figuras - óleo sobre tela colada em eucatex - 27 x 35 cm - canto inferior esquerdo - 1981 -

Pintor baiano nascido em Salvador. Inicialmente publicitário de sucesso, dedica-se integralmente à pintura a partir de 1963. Além de exposições individuais nas Galerias Querino (Salvador), Astréia (SP), e Bonino (RJ), expôs na Alemanha e participou dos SNAM e BNAP. Produz pintura que, fixando paisagens urbanos, se situa entre o figurativismo e o abstracionismo. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 209/210; MEC, vol. 1,pág. 441; PONTUAL, pág. 139; TEIXEIRA LEITE, pág. 126; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 74.; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO.



498 - OSWALDO GOELDI - (1895 - 1961)
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Casario - xilogravura - 11 x 12 cm - canto inferior direito -

Desenhista, gravador e professor, nascido no Rio de Janeiro, filho de Emilio A Goeldi, naturalista suiço. A partir dos seis anos estudou na Suiça. Sua obra sofreu influência do expressionista austríaco Alfred Kubin. Retornando ao Brasil em 1919, realizou no Rio de Janeiro sua primeira exposição em 1921, no Liceu de Artes e Ofícios. Publicou albuns e ilustrou diversos e importantes livros. É artista altamente conceituado no País e no exterior, tendo merecido diversas homenagens póstumas, inclusive em filme. PONTUAL pág. 240; JULIO LOUZADA vol.11, pág130; MEC vol. 2, pág.271; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 521; ARTE NO BRASIL, pág. 672; Acervo FIEO.



499 - IRACEMA ARDITI - (1924 - 2006)
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"A árvore deitada ao sol" - óleo sobre tela - 33 x 24 cm - canto inferior direito e dorso - 1978 -

Esta festejadíssima artista brasileira, tanto em solo pátrio como no exterior, nasceu em São Paulo, SP. Suas obras ganharam o mundo pela linguagem própria e límpida de suas obras, nada ingênua ou primitiva. PONTUAL, pág. 272; TEIXEIRA LEITE, pág. 261; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



500 - TADASHI KAMINAGAI - (1899 - 1982)
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Vista do Rio de Janeiro com Pão de Açúcar - óleo sobre tela - 38 x 50 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1947 -
Obra com moldura Kaminagai. Reproduzido no convite deste leilão. -

Grande pintor japonês da Escola de Paris, amigo de Marquet, Vlaminch e Déiran, entre outros, passou no Brasil praticamente toda a década de 1940, aqui se ligando de amizades a pintores como Portinari, Pancetti e Djanira, e iniciando na arte vários jovens pintores de ascendência nipônica, como Flávio Shiró Tanaka, por exemplo. Autor de paisagem, naturezas mortas e retratos de excelente qualidade pictórica, Kaminagai veio freqüentes vezes ao Brasil, onde expôs com enorme sucesso. TEODORO BRAGA, pág.134; BENEZIT, vol.6, pág.152; WALMIR AYALA, vol.1, pág.435 e 437; MEC, vol.2, pág.401; PONTUAL, pág.287; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 643; ARTE NO BRASIL; Acervo FIEO.



501 - CARYBÉ - (1911 - 1997)
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"Os acróbatas" - serigrafia - 12/180 - 64 x 88 cm - canto inferior direito -
Reproduzido no catálogo da Mostra Itinerante do artista realizada em treze capitais em 1995. -

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



502 - HEITOR DOS PRAZERES - (1898 - 1966)
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O tintureiro na favela - óleo sobre tela - 35 x 47 cm - canto inferior direito - 4.10.1961 -
Com autenticação da família do artista, na pessoa do curador da obra, Sr. Heitor dos Prazeres Filho. -

Compositor e pintor, iniciou-se na pintura em 1937. São seus temas preferidos o samba, favelas cariocas, mulatas e malandros. Participou da I Bienal de SP (1951), sendo nela premiado. Mostrou a sua obra em diversas exposições, no Brasil e no exterior. JULIO LOUZADA, vol.11, pág.247; MEC. Vol.3, pág.400; WALMIR AYALA. Vol.2, pág.194; TEIXEIRA LEITE, pág.408; PONTUAL, pag.439; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág.810; LEONOR AMARANTE, pág. 266; 673; Acervo FIEO.



503 - IBERÊ CAMARGO - (1914 - 1994)
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Carretéis - pastel - 30 x 23 cm - canto inferior esquerdo -

Natural da cidade de Restinga Seca, RS, e falecido na capital gaúcha. Foi aluno de Salvador Parlagreco e João Fahrion. No Rio de Janeiro, a partir de 1942, estudou pouco tempo na Escola Nacional de Belas Artes, trocando-a pelos ensinamentos de Guignard. Recebeu o prêmio viagem ao estrangeiro em 1947, na Divisão Moderna do Salão Nacional de Belas Artes. Morou dois anos em Paris e Roma, aperfeiçoando-se com De Chirico, Lhote, Achille e Rosa em pintura e Petrucci em gravura. Foi considerado o Melhor Pintor Nacional na VI Bienal de São Paulo, em 1961. MEC, vol.1, pág.328 e 329; WALMIR AYALA, vol.1, pág.156 a 158; JULIO LOUZADA, vol.11, pág.51; TEIXEIRA LEITE, pág.101; PONTUAL, pág.100 e 101; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 573; ARTE NO BRASIL, pág. 853; LEONOR AMARANTE, pág. 127.



504 - ADILSON SANTOS - (1944)
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"Menina lendo uma carta" - óleo sobre tela - 81 x 65 cm - canto inferior direito e dorso - 2005 -
Com certificado de autenticidade do Banco de Arte, São Paulo - SP. -

Adilson Fagundes Santos nasceu em Poções, BA. Assina Adilson Santos. De formação autodidata, iniciou-se na pintura em 1960. Após breve permanência em Vitória da Conquista e em Salvador, transferiu-se para o Rio de Janeiro em 1969. A partir de 1962 realizou exposições individuais em: Vitória da Conquista, BA; Salvador, BA; Rio de Janeiro; Recife. Também participou de inúmeros Salões oficiais e mostras coletivas em: Salvador, BA (1965, 1966 - Bienal de Artes Plásticas, 1967 a 1970); Brasília, DF (1967 - Salão de Arte Moderna); São Paulo (1968, 1980); Rio de Janeiro (1969 a 1976, 1979, 1982, 1983, 1986, 1988, 1991, 1998); Niterói, RJ (1972); Poços de Caldas, MG (1977); Recife, PE (1977); Hanover, Alemanha (1980); Montreal, Canadá (1982); Vitória da Conquista, BA (1982, 1994). ITAU CULTURAL; MEC VOL. 4, PÁG. 179; PONTUAL PÁG. 474.



505 - LIVROS -
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1) "MARCOS COELHO BENJAMIN - FERNANDO LUCCHESI - JOSÉ BENTO". ARACY AMARAL (ORG) ET AL. BELO HORIZONTE: C/ ARTE, 2000.
2) "ANTIFACHADA ; ENCADERNAÇÃO DOURADA / BOB WOLFENSON". TEXTOS DENIO BENFATTI E RUBENS FERNANDES JUNIOR. SÃO PAULO: COSAC & NAIFY, 2004.
3) "BENDITOS | TIAGO SANTANA" GILMAR DE CARVALHO ET AL. FORTALEZA: TEMPO D´IMAGEM, 2000.
4) "SÃO PAULO". CRISTIANO MASCARO. SÃO PAULO: EDITORA SENAC SÃO PAULO, 2000.
5) "ISAAC JULIEN: GEOPOÉTICAS". SOLANGE FARKAS ET AL. CATÁLOGO. SÃO PAULO: EDIÇÕES SESC SP, 2012.



506 - ARTHUR LUIS PIZA - (1928)
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"Catastrophe organisée" - gravura - E. A. - 76 x 56 cm - canto inferior direito - 2001 -
Com etiqueta do Gabinete de Arte Raquel Arnaud, São Paulo - SP, no dorso.-

Gravador, desenhista, pintor e escultor, nasceu em São Paulo, SP. Assina Piza. Iniciou a formação artística em 1943, estudando pintura e afresco com Antonio Gomide. Após participar da 1ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1951, viajou para a Europa e passou a residir em Paris. Freqüentou o ateliê de Johnny Friedlaender, aperfeiçoando-se nas técnicas de gravura em metal. Realizou muitas exposições individuais e coletivas, participou de vários Salões oficiais e obteve importantes prêmios: Bienal Internacional de São Paulo (1953, 1959); Trienal de Grenchen, Suíça (1961); Bienal de Liubliana, atual Eslovênia (1961); Exposição Internacional de Havana, Cuba (1965); Bienal de Santiago do Chile (1965); Bienal de Veneza (1966); Bienal de Cracóvia, Polônia (1970); Bienal Internacional de Florença, Itália (1970); Bienal de San Juan, Porto Rico (1970, 1979); Mostra de Gravura, Curitiba – PR (1978); Bienal da Cidade do México (1980). No fim dos anos 1980, cria um mural tridimensional para o Centro Cultural da França, em Damasco, Síria. Em 2002, são apresentadas na Pinacoteca do Estado de São Paulo e no Museu de Arte do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, duas amplas retrospectivas de sua obra. BENEZIT VOL. 8, PÁG. 370; MEC, VOL. 3, PÁG. 422; PONTUAL, PÁG. 428/29; JÚLIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 773; VOL. 2, PÁG. 823; VOL. 4, PÁG.899; VOL.6, PÁG. 896; VOL.13, PÁG. 268; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, PÁG. 855; LEONOR AMARANTE, PÁG. 75; ACERVO FIEO; artfacts.net; artcyclopedia.com; artnet.com; artprice.com



507 - HENRIQUE BOESE - (1897 - 1982)
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Composição - guache - 27 x 38 cm - canto inferior esquerdo -

Natural de Berlim, Alemanha. Pintor. Realizou seus estudos na sua cidade natal, onde foi discípulo de Kothe Kollwitz, entre os anos de 1918 e 1922. Fixou residência no Brasil em 1938, vivendo algum tempo em Caraguatatuba, no litoral paulista. Sua primeira fase foi dedicada 'a pintura expressionista, voltando-se mais tarde para o abstracionismo, gênero em que se fixou e o consagrou. Participou da II, III, V 'a IX Bienal de São Paulo, entre 1953 e 1967, premiado com Isenção do Júri. Realizou exposições individuais no MAM-SP, nas Galerias Seta, São Luiz e Astreia, todas em São Paulo. Participou de exposição em Hamburgo. na Alemanha. JULIO LOUZADA vol. 10 pág. 121; PONTUAL, pág. 78; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 697.



508 - NERÃO - (ANTONIO JOAQUIM NERY) - (1903 - 1997)
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" Artesão de Monte Sião " - óleo sobre tela - 38 x 46 cm - canto inferior direito - 1986 -

Pintor primitivo, de singular criatividade em seus temas, expôs no MASP, tendo sido apresentado em catálogo pelo saudoso P. M. Bardi, que o considerava depois de José Antonio da Silva, o melhor pintor primitivo brasileiro,tendo inclusive realizado uma exposição individual do autor no MASP - SP. JULIO LOUZADA, vol. 2 pág. 715, Acervo FIEO.



509 - GILBERTO TROMPOWISKY - (1912 - 1982)
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"Mistério dos gestos" - óleo sobre tela - 80 x 65 cm - canto inferior direito -
Obra publicada na revista "O Cruzeiro" de 23 de dezembro de 1944, conforme etiqueta no dorso. Com carimbo do Salão de Belas Artes do Rio de Janeiro, de 1945 também no dorso. -

Pintor, nascido provavelmente em Florianópolis, SC, foi muito cedo para o Rio, onde passou a frequentar posteriormente a antiga ENBA e a participar do SNBA. Executou diversos retratos de figuras da sociedade carioca. Coube-lhe criar, por diversas, a decoração para os bailes carnavalescos do Teatro Municipal do Rio de Janeiro. JULIO LOUZADA, vol. 11 pág.326



510 - JOSÉ BECHARA - (1957)
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Composição - técnica mista sobre lona - 60 x 30 cm - dorso - 2000 -
Reproduzido no convite deste leilão. -

Pintor nascido no Rio de Janeiro, RJ. Estudou na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, entre 1987 e 1991. Iniciou sua atividade artística no final da década de 1980, e realizou sua primeira exposição individual no Centro Cultural Cândido Mendes, em 1992. No ano seguinte, participou do 13º Salão Nacional de Artes Plásticas, onde recebeu prêmio aquisição. Participou da 25ª Bienal Internacional de São Paulo; 29º Panorama da Arte Brasileira MAM SP; 5ª Bienal do MERCOSUL em Porto Alegre - RS, e das mostras "Caminhos do Contemporâneo" e "Os 90", ambas no Paço Imperial - RJ. Realizou exposições individuais e coletivas em importantes museus e instituições como Culturgest, Lisboa - [Portugal]; MEIAC de Badajós [Espanha]; Instituto Valenciano de Arte Moderno [Valencia, Espanha]; Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, MAM RJ [Rio de Janeiro - RJ, Brasil]; Museu de Arte Contemporânea, MAC [Curitiba - PR, Brasil]; Museu de Arte Moderna da Bahia, MAM BA [Salvador - BA, Brasil]; Museu de Arte Contemporânea de Niterói, MAC [Niterói - RJ, Brasil]; Instituto Tomie Ohtake [São Paulo - SP, Brasil]; Museu Vale do Rio Doce [Vitória - ES, Brasil]; Haus der Kilturen der Welt [Berlim, Alemanha]; Ludwing Forum Fur Intl Kunst [Aachen, Alemanha]; Kunst Museum [Haeiden Hein, Alemanha]; Centro Cultural São Paulo, CCSP [São Paulo - SP, Brasil]; ASU Art Museum [Phoenix - AZ, USA]; Patio Herreriano-Museo de Arte Contemporáneo Español [Valadolid, Espanha] e MARCO Museo de Arte Contemporânea de Vigo [Vigo, Espanha], entre outras. Possui obras integrando coleções públicas e privadas. ITAU CULTURAL; www.pipa.org.br; web.artprice.com.



511 - PEDRO WEINGÄRTNER - (1856 - 1929)
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No jardim - aquarela - 21 x 15 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor gaúcho de origem alemã, Weingärtner estudou no Brasil, Alemanha e Itália, residindo por longos anos na Europa. Ao retornar ao Brasil, dedicou-se a temática gauchesca, que lhe motivou os trabalhos mais sensíveis. Um dos pioneiros da gravura de arte no Brasil. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 343; BENEZIT, vol. 10, pág. 675; TEODORO BRAGA, pág. 246; REIS JUNIOR, pág. 220/224; MEC, vol. 4, pág. 506/507; LAUDELINO FREIRE, pág. 386; PONTUAL, pág. 551/552; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 438/439; MAYER/84, pág. 1268; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 443; ARTE NO BRASIL, pág. 560; RGS, pág. 402; PEDRO WEINGÄRTNER;



512 - LOUCO - BOAVENTURA DA SILVA FILHO - (1932 - 1992)
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Rosto - escultura em madeira - 66 x 38 cm - dorso -

O autor, conhecido como Louco, é natural de Cachoeira, histórica cidade baiana, às margens do rio Paraguaçu. Foi aí que começou seu trabalho. Pouco a pouco suas esculturas tornaram-se amplamente conhecidas, garantindo, para Boaventura, um lugar de destaque entre os artistas populares brasileiros. A partir do reconhecimento de sua obra, participou de exposições significativas como a mostra do Centro Domus, em Milão, Itália; o Espírito Criador do Povo Brasileiro, através da coleção de Abelardo Rodrigues, e Sete Brasileiros e seu Universo, em Brasília. É dele a seguinte explicação para o seu novo nome: "É porque sou louco pra trabalhar! Fui o primeiro artista da cidade. Trabalho com inspiração e amor. Às vezes me afasto de tudo - vou pro mato, fico lá sozinho, sem zuada, só com o meu radinho e os troncos de madeira, despreocupado, longe da mulher, dos dez filhos, dos fregueses. eles conversam muito e atrapalham. E a mulher quer muita coisa, Mulher é como criança, nada chega." (texto extraído do livro O Reinado da Lua - Escultores Populares do Nordeste, de Silvia Rodrigues Coimbra, Flávia Martins e Maria Letícia Duarte - Ed. Salamandra, 1980, págs. 112, 113 e 114).



513 - TUNEU - (1948)
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Composição - óleo sobre papel - 101 x 69 cm - canto inferior direito - 1971 -

Nascido Antonio Carlos Rodrigues, em São Paulo, Capital. Desenhista e pintor, começou a desenhar profissionalmente por volta de 1960. Foi orientado por Tarsila do Amaral em 1966, mesmo ano que começou a participar de exposições. Artista renomado, Tuneu figurou em diversas exposições importantes no país, que trouxeram o panorama da arte dos dias de hoje. JULIO LOUZADA, vol. 12 pág. 410; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 764; LEONOR AMARANTE, pág.185, Acervo FIEO.



514 - ANGELO BIGI - (1899 - 1953)
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"Entardecer" - óleo sobre tela colada em madeira - 31 x 39 cm - canto inferior direito e dorso - 10/1944 - Juiz de Fora-MG -

Pintor italiano, imigrou ainda jovem para o Brasil, logo após a I Guerra, fixando-se em Minas Gerais. Manteve curso de artes na cidade de Juiz de Fora, onde foi um dos fundadores do Núcleo Antonio Parreiras. Dedicou-se a mais de um gênero de pintura, como a paisagem, a marinha e a natureza morta. Sobre a sua obra, H. Pereira da Silva comentou em 1948: "apesar de imprimir em alguns de seus quadros um aspecto cenográfico, sabe também em outros surpreender o lado sombrio e simples da vida". MEC, vol. 1, pág. 243; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 104; PONTUAL, pág. 77; ITAÚ CULTURAL.



515 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX -
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Senhora - óleo sobre cartão - 40 x 32 cm - não assinado -



516 - MARIE NIVOULIÈS DE PIERREFORT - (1879 - 1968)
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"Jardim botânico" - óleo sobre tela - 57 x 48 cm - canto inferior direito - Rio de Janeiro -

Natural de Toulon , França, faleceu no Rio de Janeiro, em 1968. Em Paris frequentou os ateliers de Renoir, Bonnard e Manet. Expôs no Salão dos Independentes a partir de 1907 e nos Salões da Sociedade Nacional de Belas Artes desde 1910, ambos em Paris.Em 1938 veio pela primeira vez ao Brasil, participando do SNBA, onde recebeu premiações, fixando-se definitivamente no País a partir de 1959. Atualmente considerada a Debret do Século XX, pois retratou as paisagens e o cotidiano de nossa gente como uma autêntica neo-impressionista. JULIO LOUZADA, VOL, 10 pág, 639. BENEZIT, VOL, 7 pág, 733; ITAÚ CULTURAL.



517 - ALDO BONADEI - (1906 - 1974)
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Natureza morta - óleo sobre cartão - 30 x 40 cm - canto inferior direito - década 30 -
Ex coleção Dr. Alfredo Jagle - São Paulo, com etiqueta no dorso. -

Pintor, designer, gravador, figurinista e professor - Aldo Cláudio Felipe Bonadei nasceu e faleceu em São Paulo, SP. Entre 1923 e 1928 foi aluno de Pedro Alexandrino, período em que também frequentou o ateliê de Antonio Rocco. Viajou para a Itália, entre 1930 e 1931, e frequentou a Academia de Belas Artes de Florença, onde teve aulas com Felice Carena e seu assistente Ennio Pozzi, ambos ligados ao movimento ‘novecento’. Nesse período, dedicou-se ao desenho da figura humana, principalmente ao nu. Retornou a São Paulo no início da década de 1930 e participou ativamente do Grupo Santa Helena, da Família Artística Paulista - FAP e do Sindicato dos Artistas Plásticos. Em 1949 lecionou na Escola Livre de Artes Plásticas, primeira escola de arte moderna de São Paulo e participou do Grupo Teatro de Vanguarda. No ano seguinte, fundou a Oficina de Arte - O. D. A., com Odetto Guersoni e Bassano Vaccarini. No fim da década de 1950 atuou como figurinista nas peças ‘Vestido de Noiva’, de Nelson Rodrigues, e ‘Casamento Suspeitoso’, de Ariano Suassuna. Também desenhou alguns figurinos para dois filmes dirigidos por Walter Hugo Khoury: ‘Fronteiras do Inferno’ (1958) e ‘Na Garganta do Diabo’(1959). Realizou muitas exposições individuais e participou de vários Salões oficiais destacando-se: Bienal Internacional de São Paulo (1ª, 2ª, 3ª, 6ª, 7ª); Bienal de Veneza (1952); Panorama da Arte Moderna Brasileira (1970). MEC, VOL. 1, PÁG. 247; PONTUAL, PÁGS. 78/79; ARTE NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 1041; ART PRICE ANNUAL 2000, PÁG. 258; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 79; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; LEONOR AMARANTE, PÁG. 72; ACERVO FIEO.



518 - GERSON DE SOUZA - (1926 - 2008)
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"Anjo da guarda" - óleo sobre tela - 46 x 38 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1987 - Rio de Janeiro -

Pintor. Autodidata. Fixou-se no Rio de Janeiro, onde exerceu a profissão de carteiro dos Correios, e onde começou a pintar em 1950. Participou da V Bienal de São Paulo, de vários Salões Nacionais e exposições coletivas no exterior. Várias individuais e coletivas no País. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 127; PONTUAL, pág. 236/237; MEC, vol. 2, pág. 248; TEIXEIRA LEITE, pág. 220; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 347, Acervo FIEO.



519 - HAYDÉA SANTIAGO - (1896 - 1980)
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Paisagem - óleo sobre madeira - 24 x 32 cm - canto inferior esquerdo - 1942 -

Natural da cidade do Rio de Janeiro, onde veio a falecer. Estudou na Escola Nacional de Belas Artes. Foi aluna de Modesto Brocos e Amoedo. Aperfeiçoou seus estudos com Eliseu Visconti. Residiu em Paris com o marido, Manoel Santiago, de 1928 a 1932, participando do Salão de Artistas Franceses. No Brasil recebu diversas premiações no SNBA, bem como nos diversos Salões Oficiais de que participou, tais como SPBA, SMBA-RJ, SNAM e na I BSP. Teve como temas a paisagem, a figura, a natureza morta e o gênero. REIS JUNIOR, vol. 1, pág. 146; TEODORO BRAGA, pág. 211; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 290 e 292; TEIXEIRA LEITE, pág. 460; ITAÚ CULTURAL..



520 - DJANIRA DA MOTTA E SILVA - (1914 - 1979)
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"Passeio de bonde" - óleo sobre tela - 67 x 87 cm - canto inferior direito e dorso - 1961 - Santa Tereza - Rio -
Acompanha nota fiscal de compra em leilão n° 8136 datada de 3 de março de 2004 do Espaço Urca Arte Ltda. Rua Conde de Irajá, 612, Botafogo - Rio de Janeiro, RJ. Reproduzido no convite deste leilão. -

Pintora, desenhista e gravadora, natural de Avaré, SP. Foi aluna de Marcier. A partir de 1942 participa do SNBA, recebendo premiação em 1943, 1944 e 1950. Realizou exposições individuais. Participou de diversas coletivas e salões de arte, nacionais e internacionais, com excelente recepção da crítica especializada. Diz-se que sua pintura é ingênua, mas ela declarava que ingênua, era ela mesma. JULIO LOUZADA vol.1, pág. 336; PONTUAL, pág. 181; TEIXEIRA LEITE, pág. 164; MEC, vol. 2, pág 58; WALMIR AYALA, vol. 1, pág, 263; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 810; ARTE NO BRASIL, pág. 824; Acervo FIEO.



521 - IONE SALDANHA - (1921 - 2001)
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Composição - guache - 25 x 30 cm - canto inferior esquerdo -

Gaúcha de Alegrete, faleceu na cidade do Rio de Janeiro-RJ, onde residiu e foi ativa. Pintora, escultora e desenhista, realizou seus primeiros estudos no Rio de Janeiro, no ateliê de Pedro Luís Corrêa de Araújo, em 1948. Estudou a técnica de afresco em Paris, na Académie Julian, e em Florença, na Itália (1951). Inicialmente, produz obras figurativas, como cenas cotidianas e retratos. Realiza também uma série de pinturas de casarios, em que enfatiza a geometria. Posteriormente, sua produção adquire um caráter abstrato. No fim da década de 1960, passa utilizar novos suportes, abandonando a superfície bidimensional, e pintando sobre ripas, carretéis (bobinas de madeira para cabos elétricos) e bambus. Participa de várias edições da Bienal de São Paulo, com prêmio aquisição em 1967, e sala especial em 1975 e 1979. Em 2001, ano de seu falecimento, é realizada a retrospectiva Ione Saldanha e a Simplicidade da Cor, no Museu de Arte Contemporânea de Niterói - MAC/Niterói. "O que logo impressiona no desdobramento da pintura de Ione Saldanha, a partir da segunda metade dos anos 40, é a coerência interna do percurso, o rumo ordenado e lógico que a tem feito deslocar-se de um a outro ponto sem abandonar a concentração do interesse em alguns poucos problemas básicos (...). Na obra dos últimos 20 anos, Ione Saldanha, sem sair de seu casulo, alinhou-se numa via frequente da pintura contemporânea". PONTUAL, Roberto. Entre dois séculos: arte brasileira do século XX na coleção Gilberto Chateaubriand. JULIO LOUZADA, vol. 5, pág. 916, 917 e 918; ITAUCULTURAL; RGS, pág. 263/264



522 - CARYBÉ - (1911 - 1997)
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Mãe baiana - escultura em bronze - h = 49 cm - base -
Procedente da coleção Evaldo Tadeu de Oliveira - Pirajuí, SP. -

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



523 - ANA CRISTINA ANDRADE - (1953)
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"Etapas 1" - gravura em metal e monotipia - Prova única - 35 x 78 cm - canto inferior direito - 2012 -

Ana Cristina Andrade Moreira é pintora, gravadora, desenhista, professora e designer vidreira. Iniciou sua formação artística na Escola Superior de Arte Santa Marcelina, SP (1972-1975). Aprendeu gravura em metal (1980-1990) com Iole Di Natale; técnicas de gravura na Scuola Internazionale di Gráfica em Veneza, Itália (1983); Gravura Especial com Evandro Carlos Jardim, no MAC-SP (1991); Técnica Calcográfica Experimental com Mario Benedetti, na FASM-SP (1997); Vitrofusão com Roberto Bonino. Exposições individuais: São Paulo, SP (1984, 1987, 1995, 2003); Bauru, SP (1989); “Projeto Interior com Arte” – Museu Banespa (1998 – Exposição itinerante pelo interior do Estado de São Paulo). Coletivas: Epinal, França (1975); São Paulo, SP (1974, 1982, 1984, 1985, 1986, 1988, 1994, 1995, 2000, 2002 a 2004, 2012 – SP ESTAMPA); Santo André, SP (1982); Novo Hamburgo, RS (1982); Taiwan, China (1983, 1985); San Juan, Porto Rico (1983); Santos, SP (1983); Cabo Frio, RJ (1983); Ribeirão Preto,SP (1984); Curitiba, PR (1984); Piracicaba,SP (1984); Veneza, Itália (1984, 1985); Campinas, SP (1985); São José do Rio Preto, SP (1986); Limeira, SP (1986); Washington D.C.,EUA (1991); Campos do Jordão, SP (1991); Kanagawa, Japão (1992); Maastricht, Holanda (1993); Illinois, EUA (1994); Cidade do México, México (1996); Jacareí, SP (1998); Budapeste, Hungria (1996); Uzice, Yuguslávia (1997); Ourense, Espanha (1994, 2006). Prêmios: São Paulo, SP (1974); Novo Hamburgo, RS (1982); Santos, SP (1983); Ribeirão Preto, SP (1984); Curitiba, PR (1984); Piracicaba, SP (1984); Campinas, SP (1985); São José do Rio Preto, SP (1986). JULIO LOUZADA, vol.1, pág. 62; vol.2, pág. 66; Acervo FIEO. ITAU CULTURAL.



524 - DURVAL PEREIRA - (1917 - 1984)
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Paisagem - óleo sobre tela - 51 x 70 cm - canto inferior esquerdo -

Nascido e falecido em São Paulo onde foi pintor e professor ativo. Premiado com a Menção Honrosa no Salão Paulista de Belas Artes em 1944, passou a viver exclusivamente da pintura. Em 1946, estudou artes plásticas na Associação Paulista de Belas Artes. Pintava ao ar livre, aos domingos, com os pintores Salvador Rodrigues, Salvador Santisteban, Cirilo Agostinho, Jaime Dinis, Djalma Urban, Innocencio Borghese, e outros. Premiado praticamente em todos os Salões de que participou, acumulou, em toda sua carreira, 419 prêmios de todos os cantos do mundo. Recebeu ao todo, 15 comendas das mais importantes do Brasil. Nos últimos três anos de sua vida recebeu também todos os Primeiros Prêmios e Medalhas de Ouro nas exposições de Paris, Rouen, Lyon, Roma, Miami e Milão (o maior prêmio dado à pintura: ‘La Madonina de Milano’). MEC, vol. 3, pág. 368; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 749; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO; www.tntarte.com.br.



525 - EUGÊNIO LATOUR - (1874 - 1942)
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Vila de pescadores - óleo sobre tela colada em madeira - 24 x 35 cm - canto inferior esquerdo - 1940 -

Nascido e falecido na cidade do Rio de Janeiro, onde frequentou a ENBA a partir de 1894. Foi aluno de Rodolfo Amoedo, Zeferino da Costa e H. Bernardelli. Expôs no SNBA em diversas oportunidades, recebendo premiações, inclusive de viagem ao exterior. Latour é um pintor da expressão humana, e feminina sobretudo. Cada cabeça sua representa um estado de alma. Aqui tristeza, dor concentrada; ali a despreocupação e o coquetismo. Sua obra é graciosa, sensível e elegante. JULIO LOUZADA, Vol. pág.522, TEIXEIRA LEITE, pág. 278, PONTUAL, pág. 300, ITAÚ CULTURAL, ARTE NO BRASIL, pág. 556.



526 - BELMIRO DE ALMEIDA - (1858 - 1935)
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A visita - desenho a nanquim e guache - 35 x 48 cm - canto inferior direito -
Com etiqueta de Casa Vieitas, Rua da Quitanda, 99, Rio de Janeiro - RJ, no dorso. -

Esse grande pintor brasileiro, cuja carreira artística começou pela caricatura, viveu em Paris quase toda a sua existência. Ao fim da vida, abeirou-se dos novos estilos artísticos em voga na Europa, praticando incursões até no campo do Futurismo. Luciano Migliaccio, assim se refere `a obra do mestre: " Belmiro (...) punha fim à época em que a arte brasileira ainda era prisioneira da retórica dos gêneros e se fundamentava na transposição em chave nacional da tradição européia. Dava início a uma arte nova, inspirada na realidade social urbana contemporânea, falando da transformação dos costumes no interior da família e da condição da mulher na sociedade moderna. Era uma pintura que objetivava a educação moral do público, imitando o exemplo da pintura vitoriana inglesa, mas adotando a estética do naturalismo francês. O artista deixava de ser uma espécie de sumo sacerdote do culto da nação, passando a recusar a idéia de uma pintura celebrativa, promovida pelo Estado e distante da representação da atualidade. Assim, como Amoedo e Aurélio Figueiredo, Belmiro tentava encarnar o modelo do artista dandy, o intelectual urbano que fazia de sua arte um estilo e um modo de vida (...)" in: MOSTRA DO REDESCOBRIMENTO (2000: SÃO PAULO, SP), AGUILAR, Nelson (org. ), SASSOUN, Suzanna (coord. ). Arte do século XIX. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo: Associação Brasil 500 anos Artes Visuais, 2000. p. 148. REIS JR, pág.224; THEODORO BRAGA, pág.49; Primores da Pint, no Brasil, vol.1, pág.229; LAUDELINO FREIRE, págs.382/383; WALMIR AYALA, vol.1, págs. 30/31; TEIXEIRA LEITE, pág. 68/69; PONTUAL, págs.66/67; MEC, vol.1, pág.48; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 420; ARTE NO BRASIL, pág. 553; F. ACQUARONE, pág. 117.



527 - RENOT - (1932)
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"Casario do Garcia" - técnica mista sobre cartão - 35 x 51 cm - canto superior direito e dorso -

Tapeceiro, desenhista e pintor baiano, ativo em São Paulo desde 1978, com diversas premiações, exposições e leilões. Também atua no mercado de arte como "marchand". JULIO LOUZADA vol.1, pág. 816, Acervo FIEO.



528 - ANTONIO GOMIDE - (1895 - 1967)
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"Vitraux da Igreja de São Francisco - Bahia" - guache - 30 x 5 cm - centro inferior -
Com etiqueta n° 1765 de Renot Galeria de Arte - São Paulo, SP, e carimbo do Museu Reginaldo Bertolino tombo RB0145/93, ambos no dorso. -

Pintor, escultor, decorador e cenógrafo. Antonio Gonçalves Gomide nasceu em Itapetininga, SP e faleceu em Ubatuba, SP. Mudou-se com a família para a Suíça em 1913, e frequentou a Academia de Belas Artes de Genebra até 1918, onde estudou com Gillard e Ferdinand Hodler. Mudou-se para a França na década de 1920. Em 1922, em Toulouse, trabalhou com Marcel Lenoir, com quem aprendeu a técnica do afresco. De 1924 a 1926, em Paris, instalou ateliê e entrou em contato com artistas europeus ligados aos movimentos de vanguarda. No ambiente parisiense, conviveu também com Victor Brecheret e Vicente do Rego Monteiro. Retornou ao Brasil em 1929. Em 1932, atuou na fundação da Sociedade Pró-Arte Moderna e fundou o CAM (Clube dos Artistas Modernos), juntamente com Flávio de Carvalho, Carlos Prado e Di Cavalcanti. Na área das artes decorativas, com Regina Graz e John Graz, é considerado um dos introdutores do estilo ‘art deco’ no país. Nos anos 60, a perda de sua visão o obriga a mudar novamente seu destino como artista. Em uma relutância em abandonar a arte, dedicou-se a lecionar, transmitindo para novas gerações a herança modernista. Foi a escultura, no entanto, que lhe permitiu continuar sua produção, apesar da dificuldade em enxergar. Com a visão bastante comprometida, retirou-se para Ubatuba, onde viveu em reclusão até a sua morte. Em 1968 o Museu de Arte Contemporânea dedicou-lhe importante retrospectiva. THEODORO BRAGA, PÁG.110, REIS JUNIOR, PÁG. 377; PONTUAL, PÁG. 244; MEC, VOL. 2, PÁG. 275; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 353, ART PRINCE ANNUAL 2000, PÁG. 955; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 222; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 548; ARTE NO BRASIL, PÁG. 694; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 427; ACERVO FIEO; www.mac.usp.br; web.artprice.com.



529 - ALDEMIR MARTINS - (1922 - 2006)
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Galo - desenho a nanquim - 71 x 71 cm - centro superior - 1969 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins. -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



530 - LYGIA CLARK - (1920 - 1988)
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Bicho - escultura em alumínio - assinado -
Medidas: seis triângulos equiláteros de 28 cm em cada aresta. Acompanha nota fiscal de compra em leilão n° 8136 datada de 3 de março de 2004 do Espaço Urca Arte Ltda. Rua Conde de Irajá, 612, Botafogo - Rio de Janeiro, RJ. Reproduzido no convite deste leilão. -

Pintora, escultora. Muda-se para o Rio de Janeiro, em 1947, e inicia aprendizado artístico com Burle Marx (1909 - 1994). Entre 1950 e 1952, vive em Paris, onde estuda com Fernand Léger (1881 - 1955), Arpad Szenes (1897 - 1985) e Isaac Dobrinsky (1891 - 1973). De volta para o Brasil, integra o Grupo Frente, liderado por Ivan Serpa (1923 - 1973) e formado por Hélio Oiticica (1937 - 1980), Lygia Pape (1929 - 2004), Aluísio Carvão (1920 - 2001), Décio Vieira (1922 - 1988), Franz Weissmann (1911 - 2005) e Abraham Palatnik (1928), entre outros. É uma das fundadoras do Grupo Neoconcreto e participa da sua primeira exposição, em 1959. Gradualmente, troca a pintura pela experiência com objetos tridimensionais. Realiza proposições participacionais como a série Bichos, de 1960, construções metálicas geométricas que se articulam por meio de dobradiças e requerem a co-participação do espectador. Nesse ano, leciona artes plásticas no Instituto Nacional de Educação dos Surdos. Dedica-se à exploração sensorial em trabalhos como A Casa É o Corpo, de 1968. Participa das exposições Opinião 66 e Nova Objetividade Brasileira, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro - MAM/RJ. Reside em Paris entre 1970 e 1976, período em que leciona na Faculté d´Arts Plastiques St. Charles, na Sorbonne. Nesse período sua atividade se afasta da produção de objetos estéticos e volta-se sobretudo para experiências corporais em que materiais quaisquer estabelecem relação entre os participantes. Retorna para o Brasil em 1976; dedica-se ao estudo das possibilidades terapêuticas da arte sensorial e dos objetos relacionais. Sua prática fará que no final da vida a artista considere seu trabalho definitivamente alheio à arte e próximo à psicanálise. A partir dos anos 1980 sua obra ganha reconhecimento internacional com retrospectivas em várias capitais internacionais e em mostras antológicas da arte internacional do pós-guerra.



531 - JESUÍNO LEITE RIBEIRO - (1935 - 2012)
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"Embaixo das árvores" - óleo sobre tela - 50 x 60 cm - canto inferior esquerdo - 1974 -
Com etiqueta do ateliê do autor no dorso e procedente da coleção família Antônio Maluf, São Paulo - SP. -

Jesuíno Leite Ribeiro nasceu e faleceu em Guaxupé, MG. Foi pintor, desenhista, gravador e professor. Assinava Jesuíno e era, na família, conhecido como Zino. Estudou na Escola de Belas Artes de Belo Horizonte e na antiga Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, onde se aperfeiçoou em gravura com Oswaldo Goeldi. Foi professor de desenho no Instituto Central de Artes da Universidade de Brasília. Exposições individuais: Rio de Janeiro (1960, 1969, 1970, 1977, 1979); São Paulo (1963, 1966, 1980, 1983, 1986); Salvado, BA (1963); Roma, Itália (1971, 1972); Campinas, SP (1983); Guaxupé, MG (2010, 2011). Participou de várias mostras oficiais e foi premiado em: Belo Horizonte, MG (1957, 1959); Salvador, BA (1963). JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 495; VOL. 2, PÁG. 535; VOL. 10, PÁG 451; MEC VOL. 2, PÁG. 374; PONTUAL PÁG. 279; ITAU CULTURAL.



532 - LUIZ LABOZETTO - (1934)
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Paisagem - óleo sobre tela colada em eucatex - 24 x 35 cm - canto inferior esquerdo - 1977 -

Desenhista e pintor paulistano que iniciou seu aprendizado artístico em 1966 com Arlindo Castellani de Carli, Salvador Rodrigues Junior, Djalma Urban e Manoel Navarro. Participou de diversas exposições e Salões oficiais: São Paulo (1970, 1971, 1973, 1976, 1977, 1978, 1979); Piracicaba, SP (1981); Osasco, SP (1995); Ribeirão Preto, SP (2003). JULIO LOUZADA VOL. 6, PÁG. 569; ITAU CULTURAL; MEC VOL. 2, PÁG.435; www.casaartecanoas.com.br.



533 - FARNESE DE ANDRADE - (1926 - 1996)
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Boneca - assemblage - 40 x 17 x 15 cm - dorso - 1982 -

Mineiro de Araguari. Pintor e gravador. Foi discípulo de Guignard, e se tornou destacado aluno pela sua criatividade. Mais tarde mudou-se para o Rio de Janeiro, onde aperfeiçoou-se no curso de Friedlander no MAM. No principio suas obras eram compostas de objetos que eram devolvidos pelo mar, bonecos mutilados e corroídos, madeiras e imagens de gesso. Com o passar do tempo, desenvolveu seu processo de criação, voltando-se para as suas raízes, memórias, tabus familiares e morais. Assim, chegou aos " bric-à-bracs" , antiquários, o kitsch e o sacral. JULIO LOUZADA vol.1B, pág. 64.; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 760; ARTE NO BRASIL, pág. 911; Acervo FIEO.



534 - NEWTON REZENDE - (1912 - 1994)
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"Cangaço" - óleo e colagem sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior direito - 1987 -

Natural de São Paulo, e falecido no Rio de Janeiro. Autodidata, recebeu influências de Cândido Portinari, Rebolo, Clovis Graciano e Mário Zanini. A partir de 1948 expõe individual e coletivamente. O crítico TEIXEIRA LEITE assim se refere à obra do artista em seu livro abaixo indicado: "Pintor figurativo que não pode a rigor ser reclamado por nenhum movimento ou tendência, Newton Rezende combina em sua obra acentuados dotes de lirismo a uma bem-humorada concepção dos seres e das coisas, inculcando-lhes ligeira nota surrealista. A sua é uma pintura livre, artesanalmente bem articulada, e que brinca, ao mesmo tempo em que mal dissimula a emoção com que enfrenta certos temas: arte verdadeira, descompromissada de teorias e de preconceitos de qualquer espécie, (...)" . PONTUAL, pág. 450; ITAÚ CULTURAL; TEIXEIRA LEITE, pág. 444; WALTER ZANINI, pág. 755.



535 - LIVROS -
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1) "OSCAR PEREIRA DA SILVA". RUTH SPRUNG TARASANTCHI. SÃO PAULO: EMPRESA DAS ARTES, 2006.
2) "ANTONIO FERRIGNO: 100 ANOS DEPOIS". GIOVANNI CONTURSI E RUTH SPRUNG TARASANTCHI. CATÁLOGO. SÃO PAULO: PINACOTECA DO ESTADO DE SÃO PAULO, 2005.
3) "PINTORES DO LITORAL PAULISTA". CURADORIA DE RUTH SPRUNG TARASANTCHI. SÃO PAULO: SOCIARTE, 2003.
4) "OS ARTISTAS DUTRA: OITO GERAÇÕES". AUGUSTO CARLOS FERREIRA VELLOSO. SÃO PAULO: IMPRENSA OFICIAL DO ESTADO: SOCIARTE, 2000.



536 - JOSÉ DE OLIVEIRA MACAPARANA - (1952)
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Ex-voto - óleo sobre tela colada em eucatex - 50 x 40 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1983 - São Paulo -

Escultor, autodidata, o artista é natural de Macaparana, PE, sendo filho e neto de marceneiros. Faz sua primeira exposição individual na Galeria Empetur em 1970, no Recife. Entre 1972 e 1973, reside no Rio de Janeiro; depois muda-se para São Paulo. Entre as mostras de que participa, destacam-se: IV Bienal Ibero-Americana de Arte, Cidade do México, 1984 (Artista Convidado); Salão de Arte Contemporânea, São Paulo, 1986; MAC - 25 Anos, no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, 1988; Bienal Internacional de São Paulo 1991; Tendências Construtivas no Acervo do MAC/USP, no Centro Cultural Banco do Brasil, Rio de Janeiro, 1996. JULIO LOUZADA, vol. 9 pág. 509; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



537 - MARIA HELENA ANDRÉS - (1922)
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Paisagem - aquarela - 41 x 28 cm - canto inferior direito - 1984 -

Assina Maria H. Andrés. Maria Helena Andrés Ribeiro - pintora, desenhista, escritora e professora, natural de Belo Horizonte, MG. Estuda pintura, no Rio de Janeiro, com Carlos Chambelland, de 1940 a 1944; com Guignard e Edith Behring, de 1944 a 1947; com Theodorus Stamos, em Nova York, em 1961. Exposições individuais: Belo Horizonte (1947, 1953, 1969 a 1982, 1990, 1992, 2005); Rio de Janeiro (1954, 1965, 1969); Estados Unidos (1961, 1962, 1967); São Paulo (1962); Chile (1963); Paris (1967); Roma (1968); Brasília (1982); Madri (1987); Ouro Preto (1988). Principais coletivas: Bienais de São Paulo (1953, 1955, 1959, 1961, 1963, 1967, 1973, 1989). Prêmios: Rio de Janeiro (1943, 1948, 1951, 1953, 1958); Belo Horizonte (1959, 1960, 1962, 1974). PONTUAL, PÁG. 32; MEC, VOL.1, PÁG. 100; JULIO LOUZADA, VOL. 3, PÁG. 52; ITAU CULTURAL



538 - MARIO SILÉSIO - (1913 - 1990)
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"Estudo concreto n° 12" - desenho a nanquim e carvão - 26 x 33 cm - canto inferior direito - 1958 -

Pintor, desenhista, muralista e vitralista. Cursa direito na Universidade de Minas Gerais - UMG (atual Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG), em Belo Horizonte, entre 1930 e 1935. Estuda desenho e pintura na Escola de Belas Artes de Belo Horizonte (Escola Guignard), sob a orientação de Alberto da Veiga Guignard, entre 1943 e 1949. Em 1953 viaja para Paris, como bolsista do governo francês, e ingressa no curso de André Lhote. De volta ao Brasil, entre 1957 e 1960 executa diversos painéis em edifícios públicos e privados de Belo Horizonte, como Banco Mineiro de Produção, Condomínio Retiro das Pedras, Inspetoria de Trânsito, Teatro Marília, Escola de Direito da UFMG e Departamento Estadual de Trânsito. É também de Silésio o mural feito para o Clube dos Engenheiros, em Araruama, Rio de Janeiro. Executa os vitrais da Igreja dos Ferros em 1964. ITAÚ CULTURAL.



539 - ALICE BRILL - (1920)
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Composição - serigrafia - P. A. - 42 x 25 cm - canto inferior direito - 1973 -
Com etiqueta de Documenta Galeria de Arte - São Paulo, SP - no dorso. -

No Brasil desde os 14 anos, esta artista alemã, nascida em Colônia, radicou-se em São Paulo, onde estudou com Osir, Bonadei e Yolanda Mohalyi, aperfeiçoando-se com bolsa de estudos nos Estados Unidos. Estudou gravura em São Paulo com Karl-Heinz Hansen, voltando a fazê-lo com Potty Lazzarotto em 1950, no MASP.Como pintora, a primeira exposição de que participou, em 1944, foi o Salão do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo, desde então, este sempre presente em diversas coletivas nacionais e estrangeiras. Sua pintura traz a cidade em suas telas. JULIO LOUZADA, vol. 8, pág. 134; MEC, vol. 1, pág. 296; PONTUAL, pág. 90; TEIXEIRA LEITE, pág. 88; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 717; Acervo FIEO.



540 - VICENTE DO REGO MONTEIRO - (1899 - 1970)
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Lote composto de cinco trabalhos do autor -
1) Figuras - desenho sobre papel - medindo 25 x 18 cm - assinado no canto inferior direito.
2) Pastor - desenho sobre papel - medindo 29 x 20 cm - assinado no canto superior direito.
3) A onça - desenho sobre papel - medindo 21 x 31 cm - assinado no canto inferior direito.
4) Profeta - desenho sobre papel - medindo 21 x 13 cm - assinado no canto inferior esquerdo.
5) Pietá - desenho sobre papel - medindo 17 x 21 cm - assinado no canto inferior direito.
Todas as obras são acompanhadas de certificado de autenticidade firmado pelo sr. Wilton Andrade de Souza - gerente do acervo artístico do MUSEU DE ARTE MODERNA ALOÍSIO MAGALHÃES - Recife, PE.
Procedentes da coleção Augusto de Albuquerque Rodrigues, Recife - PE. Reproduzidos na quarta capa do catálogo deste leilão. -

Pintor, escultor, desenhista, ilustrador, artista gráfico, professor e poeta nascido e falecido na cidade do Recife, PE. Iniciou seus estudos artísticos em 1908, em cursos da ENBA-RJ. Em 1911 foi para Paris onde frequentou as Academias: ‘Colarossi’, ‘Julien’ e ‘La Grande Chaumière’ e também participou do ‘Salon des Indépendants’ (1913), do qual se tornou membro societário. Em Paris conheceu Modigliani, Léger, Braque, Miró, entre outros expoentes de sua época. Em São Paulo expôs pela primeira vez (1920) e conheceu Di Cavalcanti, Anita Malfatti, Pedro Alexandrino e Victor Brecheret. Viajou em seguida para França deixando oito óleos e aquarelas para serem expostos na Semana de Arte Moderna de 1922, em São Paulo. Em 1923, fez desenhos de máscaras e figurinos para o balé ‘Legendes Indiennes de L'Amazonie’. Trouxe ao Brasil a exposição ‘A Escola de Paris’ (1930), exibida no Recife, São Paulo e Rio de Janeiro. Decorou a Capela do Brasil no Pavilhão Vaticano da Exposição Internacional de Paris, em 1937. Realizou muitas exposições individuais, participou de inúmeras mostras e Salões oficiais e recebeu diversos prêmios no Brasil, Europa e EUA. PONTUAL, PÁG. 366; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 522; MEC VOL. 3, PÁG. 174; JULIO LOUZADA VOL.2, PÁG.261; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 520; ARTE NO BRASIL, PÁG. 672; pitoresco.com; pinturabrasileira.com; e-biografias.net; educacao.uol.com.br; mac.usp.br; web.artprice.com.



541 - HEINZ KUHN - (1908 - 1987)
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Composição - óleo sobre tela - 57 x 50 cm - canto inferior esquerdo - 1982 -
Com certificado de autenticidade firmado por Victória Hildgard Kuhn, filha do autor, datado de 15 de agosto de 2008. -

Nasceu em Berlim, Alemanha, e faleceu em São Paulo-SP. Inicia seus estudos em sua terra natal, expondo obras na Alemanha e na França. No Brasil em 1950, fixa-se em São Paulo. Nesse período sua pintura é figurativa, voltando-se aos poucos, para a abstração geométrica. Theon Spanudis considerava o autor como "um dos pintores mais conscientes, inquietos e produtivos de São Paulo (1964)". A partir dos anos 60 sua pintura se move no âmbito da abstração informal, com eventuais referências ao mundo real. Obra de sua autoria faz parte da Coleção Adolpho Leirner, participando do livro Arte Construtiva no Brasil, de Aracy Amaral (pág. 193) MEC, vol. 2 pág. 430; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 688.



542 - CLÓVIS GRACIANO - (1907 - 1988)
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Músico - guache - 27 x 21 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, cenógrafo, gravador, ilustrador, nasceu em Araras - SP e faleceu em São Paulo. Em São Paulo, a partir de 1934, realizou estudos com o pintor Waldemar da Costa, entre 1935 e 1937. Em 1937, integrou o Grupo Santa Helena com Francisco Rebolo, Mario Zanini, Bonadei e outros. Frequentou o curso de desenho da Escola Paulista de Belas Artes até 1938. Membro da Família Artística Paulista - FAP, em 1939 foi eleito presidente do grupo. Participou regularmente dos Salões do Sindicato dos Artistas Plásticos e, em 1941, realizou sua primeira individual. Em 1948, foi sócio-fundador do Museu de Arte Moderna de São Paulo - MAM/SP. Viajou para a Europa em 1949, com o prêmio recebido no Salão Nacional de Belas Artes. Permaneceu dois anos em Paris, onde estudou pintura mural e gravura. A partir dos anos 1950, dedicou-se principalmente à pintura mural. Em 1971, assumiu o cargo de diretor da Pinacoteca do Estado de São Paulo. De 1976 a 1978, exerceu a função de adido cultural em Paris. Participou por toda sua vida de muitas mostras e Salões oficiais pelo o Brasil e pelo mundo. MEC, VOL. 2, PÁG. 280; PONTUAL, PÁG. 247/8; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 225 A 227; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; ARTE NO BRASIL, PÁG. 784; LEONOR AMARANTE, PÁG. 58; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 433; VOL. 4, PÁG.483; VOL. 5, NPÁG. 450; ACERVO FIEO.



543 - IVAN SERPA - (1923 - 1973)
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Composição - desenho a nanquim e guache - 63 x 48 cm - canto inferior direito - 1953 -

Pintor, desenhista, gravador e professor, estudou com Axel Leskoschek no Rio de Janeiro. Participou da Divisão Moderna do SNBA (1947-1951). Foi um dos precursores do concretismo no Brasil, criando ao lado de Aluisio Carvão, Lígia Clark, Hélio Oitica e outros o Grupo Frente, que se manteve ativo de 1954 a 1956, inclusive com exposições no Rio de Janeiro. Ivan Serpa possui invejável e extenso curriculum de vida artística, passando de exposições coletivas, a grandes retrospectivas de sua obras. Há um reconhecimento nacional da importância de sua atividade, tratando-se de um dos grandes artistas nacionais. PONTUAL, pág 486; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 605; ARTE NO BRASIL, pág. 840; LEONOR AMARANTE, pág. 26; Acervo FIEO.



544 - LOTHAR CHAROUX - (1912 - 1987)
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Linhas - guache - 100 x 35 cm - canto inferior direito - 1970 -


Pintor, desenhista e professor austríaco, natural de Viena. Assinava Charoux. Iniciou os estudos artísticos com seu tio, o escultor austríaco Siegfried Charoux. Transferiu-se para o Brasil em 1928, fixando residência em São Paulo. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios da cidade onde conheceu Valdemar da Costa, com ele fazendo aprendizado de pintura a partir de 1940. Posteriormente passa a lecionar desenho no Liceu de Artes e Ofícios e no SENAI. Em 1947, realizou sua primeira exposição individual, na Galeria Itapetininga. Em 1952, participou da fundação do Grupo Ruptura, ao lado de Waldemar Cordeiro, Geraldo de Barros, Anatol Wladyslaw e outros. Com Hermelindo Fiaminghi e Luiz Sacilotto , cria a Associação de Artes Visuais NT - Novas Tendências, em 1963. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras oficiais nacionais como a Bienal Internacional de São Paulo (I a IX, XII, XIII), Panorama da Arte Atual Brasileira (1º ao 3º, 6º, 9º, 11º, 12º) e no exterior. É homenageado com retrospectiva no Museu de Arte Moderna de São Paulo e no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro em 1974. Em 2005, é publicado o livro ‘Lothar Charoux: A Poética da Linha’, pela historiadora de arte Maria Alice Milliet. PONTUAL, PÁG. 131; MEC VOL. 1, PÁG. 433; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 254; VOL. 9, PÁG.207; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 645; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; ACERVO FIEO.



545 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XIX - XX -
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Paisagem - óleo sobre tela - 36 x 51 cm - canto inferior direito ilegível -



546 - ANTONIO POTEIRO - (1925 - 2010)
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Índios - óleo sobre tela - 46 x 53 cm - canto inferior direito - 2000 -

Português de Braga, viveu em São Paulo e Minas Gerais, radicando-se definitivamente em Goiânia, desde 1967. O sobrenome artístico Poteiro vem das obras em barro e cerâmica que trabalhou por mais de 12 anos, até se transformar no pintor original e vigoroso que foi. Amigo de Siron Franco, seu grande incentivador na pintura. WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 217; TEIXEIRA LEITE, págs 31 e 32; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 808; LEONOR AMARANTE, pág. 294, Acervo FIEO.



547 - YOLANDA MOHALYI - (1909 - 1978)
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Figuras - aquarela -
Trabalho composto de duas obras medindo: 27 x 23 cm e 27 x 19 cm, assinadas individualmente e montadas em uma única moldura. -

Pintora, desenhista e professora. Formação artística na Academia Real de Belas Artes de Budapest. Ativa em São Paulo a partir de 1931. Fez parte do Grupo dos Sete, juntamente com Victor Brecheret, Gomide e outros. Participante de diversas Bienais de São Paulo, entre 1951 e 1967, recebendo diversas premiações TEIXEIRA LEITE, pág. 331; PONTUAL, pág. 363; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 584; ARTE NO BRASIL, pág. 937; LEONOR AMARANTE, pág. 75; Acervo FIEO.



548 - CARLOS SCLIAR - (1920 - 2001)
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Flores - vinil e colagem - 75 x 55 cm - canto inferior direito - 24 4 1985 - Ouro Preto -

Desenhista, gravador, pintor, ilustrador, cenógrafo, roteirista e designer gráfico que nasceu em Santa Maria da Boca do Monte, RS e faleceu no Rio de Janeiro. Assina Scliar. Estudou com Gustav Epstein, em Porto Alegre, em 1934. Participou, em 1938, da fundação da Associação Riograndense de Artes Plásticas Francisco Lisboa. Entre 1939 e 1947, residindo em São Paulo, integrou a Família Artística Paulista - FAP. No Rio de Janeiro, escreveu e dirigiu em 1944 o documentário 'Escadas', sobre os pintores Arpad Szenes e Vieira da Silva com os quais conviveu desde 1941. Convocado pela Força Expedicionária Brasileira - FEB, participou da Segunda Guerra Mundial, na Itália. Morando em Paris de 1947 a 1950, cursou gravura com Galanis na Escola de Belas Artes e teve contato com o gravador mexicano Leopoldo Méndez. De volta ao Brasil, fundou com Vasco Prado o Clube de Gravura de Porto Alegre. Em 1956, passou a viver no Rio de Janeiro. Foi diretor do departamento de arte da revista 'Senhor' entre 1958 e 1960. Fundou a editora Ediarte, em 1962, com os colecionadores Gilberto Chateaubriand, Michel Loeb, Carlos Nicolaievski e o pintor José Paulo Moreira da Fonseca. Realizou durante toda sua vida exposições individuais e participou de inúmeras coletivas e Salões oficiais, recebendo muitos prêmios. Também foram realizadas várias exposições póstumas. MEC VOL.4, PÁG. 214; TEODORO BRAGA, PÁG. 66; WALMIR AYALA VOL.2, PÁG. 306 a 309; PONTUAL, PÁG. 479 e 480; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG.884; VOL.2, PÁG. 925; VOL.13, PÁG. 305; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; RGS, PÁG. 442; ACERVO FIEO.



549 - JENNER AUGUSTO - (1924 - 2003)
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"Água de meninos" - óleo sobre tela - 22 x 33 cm - canto inferior direito e dorso - 30/12/1979 - Bahia -

Natural de Aracajú, SE, fixou-se em Salvador a partir de 1949. Juntamente com Mario Cravo Júnior, Carybé e Genaro de Carvalho, trabalhou pela renovação das artes plásticas da Bahia (1950). Seus temas preferidos são os alagados, marinhas e sacros. MEC vol.1, pág.148; PONTUAL, pág. 279; JULIO LOUZADA vol.11, pág. 157; WALTER ZANINI, pág. 717; ARTE NO BRASIL, pág. 874; LEONOR AMARANTE, pág. 75, Acervo FIEO.



550 - PAULO VALLE JÚNIOR - (1889 - 1958)
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Paisagem - óleo sobre tela - 98 x 130 cm - canto inferior direito - 1916 -
Reproduzido na capa do catálogo e no convite deste leilão. -

Paulo Valle Júnior nasceu em Pirassununga, SP e faleceu em São Paulo. Pintor e desenhista. Ingressou no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo em 1902, onde estudou com Oscar Pereira da Silva e permaneceu até 1906. Nesse ano viajou para Paris, com bolsa de estudo concedida pelo governo do Estado de São Paulo e lá frequentou a ‘Académie Julian’ e foi aluno dos pintores Marcel André Baschet, Jean-Paul Laurens e Henri Paul Royer. O Estado de São Paulo lhe concedeu mais uma bolsa de estudo, em 1913, e Valle Júnior foi para a Europa ficando até 1915. Teve uma relevante participação no processo de profissionalização dos artistas em São Paulo, na criação da Sociedade Paulista de Belas Artes, em 1924, no debate sobre a criação do Departamento Histórico e Artístico do Estado de São Paulo e na fundação do Sindicato dos Pintores de São Paulo, primeiro do gênero no Brasil. Integrou a mostra do Grupo Almeida Júnior, organizada por Torquato Bassi, em 1928. Entre 1937 e 1954, ocupou a presidência do Salão Paulista de Belas Artes e participou da comissão organizadora e do júri de seleção de várias edições do evento. Entre 1948 e 1952, passou nova temporada na ‘Académie Julian’, com apoio de Irene e Freddy Keller, seus parentes. Participou de muitos Salões oficiais e foi premiado no Rio de Janeiro (1917), São Paulo (1937, 1957), Curitiba, PR (1957). Apresentou uma retrospectiva na Galeria Prestes Maia, em São Paulo, em 1956. TEODORO BRAGA, PÁG. 187; REIS JUNIOR, PÁG. 373; MEC, VOL 4, PÁGS 441/442; PONTUAL, PÁG. 531; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO, RUTH TARASANTCHI; web.artprice.com.



551 - WIM L. VAN DIJK - (1915 - 1990)
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Paisagem holandesa - óleo sobre tela - 73 x 92 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor, desenhista e gravador holandês natural de Westmass, onde nasceu em 1/6/1915, e falecido em Petropolis, RJ, a 27/11/1990. JULIO LOUZADA, vol. 13, pág. 344



552 - SONIA EBLING - (1926 - 2006)
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Juliana - escultura em bronze - h = 36 cm - assinado -
Procedente da coleção Evaldo Tadeu de Oliveira - Pirajuí, SP. -

Nascida em Taquara, RS, SONIA EBLING consagrou-se como escultora e pintora. Participou da I Bienal de São Paulo. Premiada com viagem ao exterior no I SNAM. Morou em Paris 15 anos, onde frenquentou ateliês de artistas importantes e onde aperfeiçoou a sua importante e bela obra. MEC, vol. 2, pág. 89; PONTUAL, pág. 187; JULIO LOUZADA, vol 13, pág. 119; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 720; ARTE NO BRASIL, pág. 868; RGS, pág. 454.



553 - MANOEL CONSTANTINO - (1899 - 1978)
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"Campo de Santana" - óleo sobre madeira - 14 x 18 cm - canto inferior esquerdo - 1959 -

Mineiro de Baependi, MG. Pintor, arquiteto e conservador de museu. Foi discípulo de Rodolfo Chambelland e de Batista da Costa, na antiga Escola Nacional de Belas-Artes. Suas composiçõpes são bem estudadas em busca de um perfeito equilíbrio de massas, planos e valores. Primores da Pintura no Brasil, vol 2, págs. 213/251; MEC, vol, 1, págs 445/446; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 37; THEODORO BRAGA, pág. 152/153.



554 - FLÁVIO DE CARVALHO - (1899 - 1973)
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Composição - gravura - 34/80 - 32 x 50 cm - canto inferior direito - 1972 -

Pintor, desenhista, escultor, cenógrafo, engenheiro civil, arquiteto e escritor. Educou-se na Inglaterra. Foi um dos pioneiros da arquitetura moderna no Brasil. Figura polêmica e provocativa, teve vida cultural bastante agitada. Participou em diversas bienais e exposições nacionais e internacionais. TEODORO BRAGA, pág. 95/96/97; REIS JR., pág. 379; PONTUAL, pág. 113/114; MEC, vol.1, pág. 363; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 177.; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 478; ARTE NO BRASIL, pág. 746; LEONOR AMARANTE, pág. 28; Acervo FIEO.



555 - LIVROS -
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1) "ARTE ABSTRATA". MEL GOODING. TRADUÇÃO OTACÍLIO NUNES E VALTER PONTE. SÉRIE MOVIMENTOS DA ARTE MODERNA. SÃO PAULO: COSAC & NAIFY, 2002.
2) "LIVROS DE ARTE NO BRASIL: EDIÇÕES PATROCINADAS". CACILDA TEIXEIRA DA COSTA. SÃO PAULO: ITAÚ CULTURAL, 2000.
3) "CLUBE DE GRAVURA: A HISTÓRIA DO CLUBE DE COLECIONADORES DO MAM". CAUÊ ALVES ET AL (ORG). SÃO PAULO: MUSEU DE ARTE MODERNA DE SÃO PAULO, 2007.
4) "MORANDI". MICHELA SCOLARO ET AL. CATÁLOGO. PARIS: UNIÃO LATINA, 1997. SÃO PAULO: MASP, 1997.



556 - INOS CORRADIN - (1929)
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Figura - óleo sobre madeira - 74 x 31 cm - canto inferior direito - 1966 -

Pintor, desenhista, gravador, escultor e cenógrafo, nascido em Vogogna, Itália. Por volta de 1932 mudou-se com a família para Castelbaldo - Padova, onde, em 1945, estudou pintura com professor Tardivello. Em 1947 colaborou com o pintor Pendin na execução de um mural referente aos mártires da resistência italiana em Castelbaldo. Veio, em 1950, para Jundiaí e São Paulo onde fez parte do núcleo artístico Cooperativa em São Paulo, dirigido pelo pintor argentino Oswaldo Gil Navarro. Executou cenários para o Ballet do IV Centenário de São Paulo, em 1954. Em 1979 foi contratado para pintar um cenário para o Teatro de Rovigo, Itália. Realizou diversas exposições individuais, participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais pelo Brasil e pelo mundo. Foi premiado em Paris (1975) e em Ferrara, Itália (1976). JULIO LOUZADA, VOL. 11, PÁG. 152; PONTUAL, PÁG. 143; MEC, VOL. 1, PÁG. 448; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 215; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; inoscorradin.com.br.



557 - DIONISIO DEL SANTO - (1925 - 1999)
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"Figura com flôr" - acrílico sobre tela - 70 x 50 cm - canto inferior direito e dorso - 1979 -

Pintor, desenhista, gravador e serigrafista, nasceu em Colatina-ES, e faleceu em Vitória, naquele mesmo Estado. Autodidata. Em 1975, recebe o Prêmio de Melhor Exposição de Gravura do Ano, da APCA. Participou da 9ª Bienal Internacional de São Paulo, 1967 (Prêmio Itamarati Aquisição) e do Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro, 1968 (Prêmio Isenção do Júri). JULIO LOUZADA vol.11, pág. 88; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 682; ARTE NO BRASIL, pág. 934.



558 - DURVAL PEREIRA - (1917 - 1984)
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Vila - óleo sobre tela colada em eucatex - 50 x 70 cm - canto inferior direito -
Com certificado de autenticidade datado de 31 de maio de 2007 firmado pela filha do autor, sra. Mirna Pereira - São Paulo, SP. -

Nascido e falecido em São Paulo onde foi pintor e professor ativo. Premiado com a Menção Honrosa no Salão Paulista de Belas Artes em 1944, passou a viver exclusivamente da pintura. Em 1946, estudou artes plásticas na Associação Paulista de Belas Artes. Pintava ao ar livre, aos domingos, com os pintores Salvador Rodrigues, Salvador Santisteban, Cirilo Agostinho, Jaime Dinis, Djalma Urban, Innocencio Borghese, e outros. Premiado praticamente em todos os Salões de que participou, acumulou, em toda sua carreira, 419 prêmios de todos os cantos do mundo. Recebeu ao todo, 15 comendas das mais importantes do Brasil. Nos últimos três anos de sua vida recebeu também todos os Primeiros Prêmios e Medalhas de Ouro nas exposições de Paris, Rouen, Lyon, Roma, Miami e Milão (o maior prêmio dado à pintura: ‘La Madonina de Milano’). MEC, vol. 3, pág. 368; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 749; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO; www.tntarte.com.br.



559 - JOSÉ ANTONIO DA SILVA - (1909 - 1996)
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Casebre - óleo sobre cartão - 18 x 21 cm - centro inferior - 1989 -

Considerado por muitos críticos e colecionadores como o mais típico dos nossos pintores ingênuos, Silva foi o intérprete da cena rural de São Paulo, num estilo expontâneo em que assomam, por vezes, soluções plásticas inesperadas. MEC, vol. 4, pág. 256; PONTUAL, pág. 493 e 494; TEIXEIRA LEITE, pág. 478; JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 958; ARTE NO BRASIL, vol. 2, pág. 958; BENEZIT, vol. 9, pág. 602; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 227; ITAU CULTURAL; LEONOR AMARANTE, pág. 171; Acervo FIEO.



560 - MANOEL SANTIAGO - (1897 - 1987)
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Ancoradouro - óleo sobre tela - 66 x 38 cm - canto inferior esquerdo e dorso - déc. 1950 -

Manoel Colafante Caledônio de Assumpção Santiago nasceu em Manaus, AM e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, desenhista e professor. Mudou-se para Belém em 1903 e iniciou estudos de pintura. Desde 1916 já praticava a arte não figurativa. Em 1919 transferiu-se para o Rio de Janeiro, cursou Direito e frequentou a Escola Nacional de Belas Artes, onde foi aluno de Rodolfo Chambelland e Baptista da Costa. Na época, teve aulas particulares com Eliseu Visconti. Foi casado com a pintora Haydeá Santiago. Participou em 1927 do Salão Nacional de Belas Artes e recebeu o prêmio viagem ao exterior, entre vários outros. Foi para Paris no ano seguinte, e lá permaneceu por cinco anos. De volta ao Rio de Janeiro, em 1932, tornou-se professor do Instituto de Belas Artes. Em 1934, passou a lecionar pintura e desenho no Núcleo Bernardelli, figurando entre seus alunos José Pancetti, Edson Motta, Bustamante Sá, Ado Malagoli, Rescála e Milton Dacosta. Participou da I Bienal Internacional de São Paulo (1951) e do 8º Panorama da Arte Brasileira (1976). PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, VOL. 1, PÁG. 241; TEODORO BRAGA, PÁG. 211; CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO DE PAISAGEM BRASILEIRA, MEC-MNBA /RIO/1944; MAYER/84, PÁG. 1158; REIS JR, PÁG. 378; PONTUAL, PÁG. 473; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 292; ITAÚ CULTURAL, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 865; ACERVO FIEO.



561 - CARLOS PRADO - (1908 - 1992)
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Operários - gravura - P. A. - 33 x 21 cm - canto inferior direito -

Arquiteto, pintor, gravador e ceramista paulistano. Recebeu menção honrosa no SPBA de 1935, participando também na I e II BSP e na exposição de Arte Moderna no Brasil, realizada em Buenos Aires, Rosário, Santiago do Chile e Valparaíso, em 1957. No dizer de TEIXEIRA LEITE, em sua obra A Gravura Brasileira Contemporânea, Carlos Prado utilizava por vezes a gravura como meio expressivo, subordinando-a, porém, a interesses maiores. TEIXEIRA LEITE, pág. 421; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 254. PONTUAL, pág. 438; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 582; ARTE NO BRASIL, pág. 781. Acervo FIEO.



562 - CARYBÉ - (1911 - 1997)
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Tocando pandeiro - desenho a nanquim - 29 x 20 cm - canto inferior direito -
Reproduzido na página 173 do livro "Carybé - As Sete Portas da Bahia", Livraria Martins Editora, São Paulo, SP, 1962. -

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



563 - MIRA SCHENDEL - (1918 - 1988)
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Marinha - aquarela - 15 x 10 cm - não assinado - 1979 -
Com certificado de autenticidade de Galeria Millan, datado de 10 de abril de 2008. -

Myrrha Dagmar Dub nasceu em Zurique, Suíça e faleceu em São Paulo. Desenhista, pintora, escultora. Mudou-se para Milão, Itália, na década de 1930, onde estudou arte e filosofia. Abandonou os estudos durante a Segunda Guerra Mundial. Estabeleceu-se em Roma em 1946, e, em 1949, mudou-se para o Brasil. Fixou residência em Porto Alegre, onde trabalhou com design gráfico, fez pintura, cerâmica, poemas e restauro de imagens barrocas, assinando com seu nome de casada Mirra Hargesheimer. Sua participação na 1ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1951, permitiu contato com experiências internacionais e a inserção na cena nacional. Dois anos depois se mudou para São Paulo e adotou o sobrenome Schendel. Realizou muitas exposições individuais pelo Brasil e no exterior. Participou de muitos Salões oficiais e mostras coletivas como: Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955, 1963, 1965, 1967- Prêmio, 1969 - Menção Honrosa, 1981); Bienal de Veneza (1978); Panorama da Arte Atual Brasileira (1969, 1971, 1974, 1977, 1984), entre outras. Após sua morte, muitas exposições apresentaram sua obra dentro e fora do Brasil e, em 1994, a 22ª Bienal Internacional de São Paulo lhe dedica uma sala especial. Em 1997, o marchand Paulo Figueiredo doa grande número de obras da artista ao Museu de Arte Moderna de São Paulo. TEIXEIRA LEITE, pág. 464; JULIO LOUZADA, vol. 13, pág. 304; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 688; LEONOR AMARANTE, pág. 187; www.mac.usp.br; web.artprice.com.



564 - CARLOS LOUSADA - (1905 - 1984)
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Casario - óleo sobre madeira - 26 x 80 cm - canto inferior esquerdo - 1970 -

Autodidata, começou a pintar em 1956 e já nesse ano foi aceito no Salão Ferroviário promovido pelo Ministério da Viação. Participou do Salão Nacional de Arte Moderna de 1962 a 1969, recebendo o certificado de Isenção de Júri em 1967, e da Bienal da Bahia em 1966, assim como da mostra " Três Primitivos ", na Galeria Relevo, Rio de Janeiro (1965). Realizou mostras individuais no Museu de Arte Moderna da Bahia (1964), e na Galeria Rosalvo Ribeiro, de Maceió (1965), e em conjunto com Heitor dos Prazeres e Ivan Moraes no Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro (1966).



565 - ELZA DE OLIVEIRA SOUZA - (1928 - 2006)
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Vendedor de frutas - óleo sobre cartão - 37 x 39 cm - canto inferior esquerdo - 1963 -

Pernambucana do Recife. Esta importante pintora iniciou suas atividades com o prof. Ivan Serpa. Integrou o grupo de nordestinos que se apresentou na Galeria Giro, no RJ, em 1968. Seu interesse pelo registro da figura humana é praticamente exclusivo. Walmir Ayala afirma: " ... O biotipo que Elza repete obcessivamente, diz respeito ao povo de sua família conterrânea. São gente do povo, sem sofisticação, despojada do requinte civilizatório, mas embebida de um outro requinte, que diz respeito 'as latadas, trepadeiras em flor, animais domésticos, temáticas." JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 313, Acervo FIEO.



566 - WALTER LEWY - (1905 - 1995)
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Paisagem surreal - óleo sobre tela - 55 x 120 cm - canto inferior direito - 2 de 1965 -

Pioneiro do surrealismo, o qual praticava desde que chegou ao Brasil, em 1937, fixando residência em São Paulo. Participou de Salões Nacionais e Bienais de São Paulo, entre 1951 e 1965, recebendo diversas premiações oficiais. JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 497; MEC, vol. 2, pág. 474; TEODORO BRAGA, pág. 245; TEIXEIRA LEITE, pág. 286; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 630; LEONOR AMARANTE, pág. 142; Acervo FIEO.



567 - ATHOS BULCÃO - (1918 - 2008)
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Menino - desenho a nanquim - 30 x 20 cm - canto inferior direito -

Pintor e desenhista. Começou a dedicar-se a arte estimulado por Portinari, que, em 1945, o convidou a trabalhar nas obras da Pampulha, em Belo Horizonte. No ano anterior realizara exposição individual na sede recém-inaugurada do Instituto dos Arquitetos do Brasil no Rio de Janeiro, voltando a fazê-lo na Capital mineira em 1946 e 1947. Já então conquistara medalhas de prata em pintura e desenho no SNBA. Recebendo bolsa de estudos no governo francês, viajou em 1948 para Paris, onde permaneceu um ano, visitando ainda a Itália. De regresso ao Brasil, passou a dedicar-se também a trabalhos no campo da decoração. Residindo mais recentemente em Brasília, ali criou azulejos e vitrais para a Igreja de Nossa Senhora de Fátima, com motivos cristãos da Pomba e da Estrela, símbolos do Divino Espírito Santo e da natividade. Participou como isento de júri dos II SAMDF (1965), realizando em 1968 exposição individual de desenhos em Brasília (Galeria Encontro). Rubem Braga focalizou-o em uma crônica publicada na revista Manchete (14 de agosto de 1954). TEODORO BRAGA, PÁG. 59; MEC, vol. 1, pág. 301; WALMIR AYALA, vol.1, pág. 140; PONTUAL, pág. 93; TEIXEIRA LEITE, pág. 92; JÚLIO LOUZADA, vol. 7, pág.112; ITAÚ CULTURAL.



568 - MENASE WAIDERGORN - (1927)
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Rua árabe - óleo sobre tela - 70 x 60 cm - canto inferior direito -

Romeno da cidade de Hotin, Waidergorn veio para o Brasil em 1932, onde seus pais fixaram residência em São Paulo. Ingressou na APBA, onde conheceu Mecatti, que muito o estimulou e orientou, dele assimilando a luminosidade da pintura peninsular muito a gosto do ottocento italiano. Sua pintura aborda todos os gêneros, baseadas tanto nas recordações da infância pobre como nas lembranças das viagens que fez ao norte da Africa e Europa. Participou de diversos salões e coletivas, recebendo diversas premiações JULIO LOUZADA vol.11, pág. 330; Acervo FIEO.



569 - LIVIO ABRAMO - (1903 - 1992)
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Composição - xilogravura - 34 x 29 cm - canto inferior esquerdo - 1953 - Rio de Janeiro -

Gravador, desenhista, pintor, ilustrador, jornalista e professor, nasceu em Araraquara, SP e faleceu em Assunção, Paraguai. Mudou-se para São Paulo, onde, em 1909, estudou desenho com Enrico Vio no Colégio Dante Alighieri. No início dos anos de 1920, fez ilustrações para pequenos jornais e entrou em contato com a obra de Oswaldo Goeldi e de gravadores expressionistas alemães. Realizou as primeiras gravuras em 1926. Em 1947, ilustrou o livro ‘Pelo Sertão’, do escritor Afonso Arinos de Mello Franco, publicado em 1949. Com essa série de ilustrações, apresentadas no Salão Nacional de Belas Artes, obteve o prêmio de viagem ao exterior. Seguiu para a Europa em 1951. Em Paris frequentou o Atelier 17, aperfeiçoando-se em gravura em metal com Stanley William Hayter. De volta ao Brasil, foi premiado como o melhor gravador nacional na Bienal Internacional de São Paulo, nas edições de 1953 e de 1963. Deu aulas de xilogravura na Escola de Artesanato do Museu de Arte Moderna de São Paulo. Foram seus alunos, entre outros, Maria Bonomi e Antonio Henrique Amaral . Fundou o Estúdio Gravura, em 1960, com Maria Bonomi. Em 1962, foi convidado pelo Itamaraty a integrar a Missão Cultural Brasil-Paraguai, posteriormente Centro de Estudos Brasileiros. Mudou-se para o Paraguai e dirigiu até 1992, o Setor de Artes Plásticas e Visuais. Foi fundador do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Paraguai. PONTUAL, PÁG. 1, JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 19; MEC VOL.1, PÁG. 33; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 795; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28; ACERVO FIEO.



570 - EMILIANO DI CAVALCANTI - (1897 - 1976)
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Projeto para painel - guache - 31 x 61 cm - canto inferior direito -
Acompanha nota fiscal de compra em leilão n° 8136 datada de 3 de março de 2004 do Espaço Urca Arte Ltda. Rua Conde de Irajá, 612, Botafogo - Rio de Janeiro, RJ. -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



571 - JULIO PLAZA - (1938 - 2003)
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Composição - dobradura - 40 x 58 cm - dorso -

Julio Plaza González nasceu em Madri, Espanha e faleceu em São Paulo. Artista intermídia, escritor, gravador e professor. Inicia sua formação artística na década de 1950, com estudos livres em Madri. Posteriormente freqüenta a Escola de Belas Artes, em Paris. Vem ao Brasil em 1967, integrando a representação espanhola que participa da 9ª Bienal Internacional de São Paulo. Ingressa na Escola Superior de Desenho Industrial, no Rio de Janeiro, com bolsa de estudos concedida pelo Itamaraty. Leciona linguagem visual e artes plásticas, como artista residente, na Universidade de Puerto Rico (1969 e 1973). Em seguida, muda-se para São Paulo, onde se torna professor da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo e da Fundação Armando Álvares Penteado. Funda, em 1978, o Centro de Artes Visuais Aster, com Donato Ferrari , Walter Zanini e Regina Silveira , com quem foi casado. Publica com Augusto de Campos os livros ‘Caixa Preta’ e ‘Poemóbiles’(1975), é autor de publicações teóricas sobre arte, como ‘Videografia em Videotexto’ (1986) e ‘Os Processos Criativos com os Meios Eletrônicos: Poéticas Digitais’, com Monica Tavares (1998). Na década de 1990, leciona no Instituto de Artes da Unicamp. Realizou muitas exposições individuais; participou de inúmeras mostras oficiais e exposições póstumas foram realizadas em São Paulo (2003, 2004). ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 921; MEC VOL.3, PÁG. 423; www.acervos.art.br; artprice.com.



572 - BRUNO GIORGI - (1905 - 1993)
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Banhista - escultura em bronze - h = 37 cm - assinado -

Escultor e pintor paulista, iniciou seus estudos de escultura em Roma 1920/1922. Mais tarde tornou-se aluno de Maillol, em Paris, onde também frequentou as academias Ranson e de La Grande Chaumière, em 1936. É considerado o maior escultor nacional. MEC, vol.2, pág. 250/1; PONTUAL, pág. 237/8; MAYER/84, pág. 1333; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 587; ARTE NO BRASIL, pág. 715; LEONOR AMARANTE, pág. 18.



573 - ARLINDO CASTELLANE DI CARLI - (1910 - 1985)
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"Flores" - óleo sobre tela - 61 x 46 cm - canto inferior esquerdo e dorso -

Pintor e escultor. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, onde foi aluno de José Maria da Silva Neves e de Enrico Vio. Suas primeiras realizações foram na pintura. Mais tarde passou a dedicar-se também à escultura. Sofreu influência do pintor Armando Balloni. Em 1942, estreando no SPBA, recebeu prêmio de menção honrosa, seguindo-se nos anos posteriores, diversas premiações, inclusive de viagem ao estrangeiro. MEC, vol. 1, pág. 355; WALMIR AYALA, vol.1, págs. 183 e 184; ITAÚ CULTURAL.



574 - GINO BRUNO - (1889 - 1977)
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Natureza morta - óleo sobre eucatex - 80 x 60 cm - canto inferior direito -

Nascido e falecido em São Paulo, este pintor foi especialista em figuras, interiores e naturezas-mortas. TEODORO BRAGA, pág. 108; MEC, vol. 1, pág. 299; PONTUAL, pág. 92; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 135; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 623; Acervo FIEO.



575 - LEOPOLDO GOTUZZO - (1887 - 1983)
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Pedra da Gávea - óleo sobre tela colada em cartão - 18 x 14 cm - canto inferior direito e dorso - Rio de Janeiro -

Gaúcho de Pelotas, Gotuzzo foi pintor e desenhista. Estudou em Roma com Joseph Noel a partir de 1909. Permaneceu na Europa por vários anos, aperfeiçoando a sua arte em diversas cidades. Enviava suas obras para os Salões Nacionais, conquistando diversas premiações. Pintor de paisagens e nús, dedicou-se também ao retrato, inclusive a crayon. É artista que teve seu talendo reconhecido por todos os críticos de sua época, figurando em publicações especializadas. JULIO LOUZADA vol.10, pág. 395; PONTUAL, pág. 247; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 601.



576 - INGRES SPELTRI - (1940)
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"Paisagem Opus 211.007" - óleo sobre tela - 71 x 98 cm - canto inferior direito e dorso -

Nasceu em Jau, São Paulo, em 20/01/1940. Pintor, desenhista, escultor, gravador e professor. Apresentando uma pintura de fases bem demarcadas, onde as possibilidades plásticas do cubismo, do construtivismo e do concretismo foram exploradas com paixão e rigor de pesquisa, o autor tem percorrido um rico itinerário em sua incessante buscar de universo expressivo e de uma linguagem pictórica definitiva. O autor é professor titular da Escola Panamericana de Arte, SP. JULIO LOUZADA, vol 1, pág 937; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



577 - JOÃO BAPTISTA CASTAGNETO - (1862 - 1900)
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Paisagem - desenho a nanquim - 25 x 8 cm - canto inferior direito - 1898 -
Ex coleção Hermínio Lunardelli, São Paulo - SP. -

Pintor especializado em marinhas, foi aluno de Georg Grimm, exímio colorista, fez impressionismo institivamente; pintou em geral pequenos quadros a óleo, usando como suporte até tampas de caixas de charuto; fez também aquarelas e desenhos. MEC vol.1, pág. 368; PONTUAL, págs. 117/118; TEIXEIRA LEITE, pág. 112; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 416; LEONOR AMARANTE, pág. 42.



578 - NICOLA PETTI - (1904 - 1983)
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Dia cinzento - óleo sobre eucatex - 33 x 63 cm - canto inferior direito e dorso -

Ativo em São Paulo, foi também excepcional desenhista, aluno nesta capital, do pintor e professor alemão Georg Ficher Elpons; participou assiduamente do Salão Paulista de Belas Artes, desde sua inauguração em 1933, onde foi muito premiado. MEC, vol. 3, pág. 393; JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 685; ITAU CULTURAL, Acervo FIEO.



579 - JORGE GUINLE FILHO - (1947 - 1987)
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Composição - guache - 19 x 28 cm - canto inferior esquerdo - 1980 -

Pintor e desenhista. Expôs com regularidade no Rio e São Paulo a partir de 1973, com ótimo mercado. JULIO LOUZADA, vol. 2, pág.482; LEONOR AMARANTE, pág. 312. Acervo FIEO.



580 - MARIO NAVARRO DA COSTA - (1883 - 1931)
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Na beira do rio - óleo sobre tela - 41 x 33 cm - canto inferior direito - 1919 -

Nascido no Rio de Janeiro, este pintor marinhista teve suas obras inicialmente notadas no Salão de 1907. Após sua consolidação no gênero, ingressa na carreira diplomática, sendo enviado a Nápoles, onde se torna aluno de Attilio Pratella, o último dos marinhistas notáveis. Expõe na Europa, por onde viaja mercê do ofício. É considerado pelos críticos pátrios como o melhor marinhista de todos os tempos. TEIXEIRA LEITE, pág. 346; PONTUAL, pág.379; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 532; ARTE NO BRASIL, pág. 602; ACERVO FIEO.



581 - LOIO PÉRSIO - (1927 - 2004)
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Composição - pastel - 43 x 30 cm - canto inferior direito - 1961 -

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador, artista gráfico e publicitário, Loio PérsioNavarro Vieira de Magalhães nasceu em Tapiratiba, SP e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou os estudos artísticos com Guido Viaro, em Curitiba, PR.Transferiu-se para o Rio de Janeiro e completou sua formação estudando pintura com Ado Malagoli e cenografia com Santa Rosa (1949- 1950). Em 1951, retornou a Curitiba e fundou o Centro de Gravura do Paraná. Em1953, trabalhou em ateliê comum com o pintor, desenhista e gravador alemão Gunther Schierz, discípulo de Käthe Kollwitz. Transferiu-se para São Paulo em 1958.Com o prêmio de viagem ao exterior, concedido pelo Salão Nacional de Arte Moderna em 1963, viajou para a Europa, no ano seguinte. Foi convidado a trabalhar na Escola Superior de Arte de Stuttgart, Alemanha, em 1965. Entre 1975 e 1976, viajou para Roma, Londres e, em Paris, tornou-se pintor residente na Fundação Karoly. Em 1981, mudou-se para Belo Horizonte, onde lecionou desenho e pintura na Escola Guignard. Em 1995, fixou-se novamente em Curitiba. Realizou inúmeras exposições individuais e participou devárias mostras coletivas, Salões oficiais no Brasil e exterior ganhando muitos prêmios. ITAU CULTURAL; MEC VOL. 3, PÁG.391; PONTUAL, PÁG. 318; JULIO LOUZADAVOL. 5, PÁG.584; VOL.7, PÁG. 404.



582 - RUBEM VALENTIM - (1922 - 1991)
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"Emblema 85" - acrílico sobre tela - 35 x 50 cm - dorso - 1985 - Brasília - DF -

Escultor, pintor, gravador, professor nascido em Salvador, BA e falecido em São Paulo. Iniciou-se nas artes visuais na década de 1940, como pintor autodidata. Entre 1946 e 1947 participou do movimento de renovação das artes plásticas na Bahia, com Mario Cravo Júnior, Carlos Bastos e outros artistas. Em 1953 formou-se em jornalismo pela Universidade da Bahia e publicou artigos sobre arte. Residiu no Rio de Janeiro entre 1957 e 1963, onde se tornou professor assistente de Carlos Cavalcanti no curso de história da arte do Instituto de Belas Artes. Residiu em Roma entre 1963 e 1966, com o prêmio viagem ao exterior, obtido no Salão Nacional de Arte Moderna. Em 1966 participou do Festival Mundial de Artes Negras em Dacar, Senegal. Ao retornar ao Brasil, residiu em Brasília e lecionou pintura no Ateliê Livre do Instituto de Artes da Universidade de Brasília - UnB. Em 1972, fez um mural de mármore para o edifício-sede da Novacap em Brasília, considerado sua primeira obra pública. Em 1979, Valentim realizou escultura de concreto aparente, instalada na Praça da Sé, em São Paulo, definindo-a como o Marco Sincrético da Cultura Afro-Brasileira e, no mesmo ano e foi designado, por uma comissão de críticos, para executar cinco medalhões de ouro, prata e bronze, para a Casa da Moeda do Brasil. Em 1998 o Museu de Arte Moderna da Bahia inaugurou a Sala Especial Rubem Valentim no Parque de Esculturas. Foi premiado nas Bienais Internacionais de São Paulo de 1967 e 1973, entre outros. PONTUAL, PÁG.532; WALMIR AYALA, VOL.2, PÁGS.395; TEIXEIRA LEITE, PÁG.517; MEC, VOL.4, PÁG.443; JULIO LOUZADA, VOL.11, PÁG.330; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 682; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 257, ACERVO FIEO; web.artprice.com.



583 - FRANK SCHAEFFER - (1917 - 2008)
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Barcos - óleo sobre eucatex - 33 x 40 cm - canto inferior direito - 1998 -

Pintor, desenhista e professor. Realizou sua formação artística com Arpad Szenes no Brasil e, entre 1948 e 1949, com André Lhote e Fernand Léger em Paris. Participou de diversas edições da Bienal SP, do SNAM, e outras mostras importantes, tais como I Bienal Interamericana do México (1958), SAMDF (1964 e 1965), entre outras, todas com premiações. Pintor fiel ao seu estilo, pinta seus tema preferidos através de sua imaginação romântico-expressionista. TEODORO BRAGA, pág. 101; PONTUAL, pág. 477; MEC, vol. 4, págs. 192 e 209; Catálogo da Exposição de Paisagem Brasileira, MEC-MNBA/Rio/1944.; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 717.



584 - EDUARDO SUED - (1925)
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Figuras - gravura - P. A. - 13 x 18 cm - canto inferior direito - 1964 -

Natural da cidade do Rio de Janeiro-RJ, onde reside e é ativo. Pintor, desenhista, ilustrador e gravador. Formou-se na Escola Nacional de Engenharia do Rio de Janeiro em 1948. Foi aluno de desenho e pintura do pintor Henrique Boese. Trabalhou como desenhista no escritório do arquiteto Oscar Niemeyer (1950-1951). Freqüenta os ateliês de La Grande Chaumière e L'Académies Julian em Paris (1951), retornando ao Rio de Janeiro em 1953, onde estuda gravura em metal com Iberê Camargo. Diversas exposições coletivas e individuais. JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 975/976; ARTE NO BRASIL, pág. 814; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



585 - EMILIANO DI CAVALCANTI - (1897 - 1976)
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Mulata no espelho - xilogravura aquarelada - H. C. - 32 x 26 cm - canto inferior direito -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



586 - LUCILIO DE ALBUQUERQUE - (1877 - 1939)
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Paisagem - óleo sobre madeira - 22 x 27 cm - canto inferior esquerdo - 1926 -

Natural de Barras, PI, Lucílio de Albuquerque frequentou a ENBA no Rio de Janeiro, onde foi aluno de Zeferino da Costa, Rodolfo Amoedo e Henrique Bernardelli. Expõe pela primeira vez em 1902, recebendo menção e premiações neste e nos demais certames de que participou (1904, 1907 e 1912). Profesor, foi iniciador de Portinari. Artista de vários gêneros, destacou-se como paisagista e pintor de figuras. Foi casado com a artista Georgina de Albuquerque. JULIO LOUZADA, vol. 13, pág. 196; TEIXEIRA LEITE, pág. 16; PONTUAL, pág. 10; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág.455; ARTE NO BRASIL, pág. 564, Acervo FIEO.



587 - NELSON LEIRNER - (1932)
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Personagens de Walt Disney - colagem - 9 x 13 cm - dorso -
Com dedicatória. -

Paulista da Capital, o autor descende de uma família de artistas. Foi aluno de Joan Ponç e Samson Flexor. Participa de coletivas a partir de 1958, inclusive com premiações nas bienais de Tóquio e São Paulo. Sua trajetória artística merece ser melhor conhecida pelos admiradores de sua obra. TEIXEIRA LEITE, pág. 283; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 734; ARTE NO BRASIL, pág. 893; LEONOR AMARANTE, pág. 154.



588 - WALDOMIRO SANTANNA - (1952)
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Meninos soltando balão - óleo sobre cartão colado em eucatex - 24 x 19 cm - canto inferior direito -

Pintor e professor, Waldomiro de Freitas Sant'Anna nasceu na cidade paulista de Itápolis. Estudou na Escola de Belas Artes de São Paulo e na Escola de Artes Plásticas da Associação de Ensino de Ribeirão Preto, com Bassano Vaccarini e Pedro Manoel Gismondi. De 1977 a 1981, leciona desenho e pintura para os cursos de educação artística e arquitetura da Universidade Estadual de Londrina, no Paraná. É um dos fundadores da Vila dos Artistas de Osasco, em São Paulo. Entre as exposições de que participa, destacam-se: Salão de Arte Jovem, na União Cultural Brasil-Estados Unidos, Santos, 1973; Bienal Nacional, São Paulo, 1976; Exposição Ribeirão Preto, no Paço das Artes, São Paulo, 1984; Mostra Comemorativa do Cinqüentenário de Londrina - Sala Especial, Paraná, 1984, Mostra Individual, na Galeria Itaú Cultural, Ribeirão Preto, 1981; Mostra Coletiva, na Galeria Itaú Cultural, Ribeirão Preto, 1984/1986; Mostra Festa Junina, São Paulo, 1984/1987. ITAÚ CULTURAL.



589 - TITO DE ALENCASTRO - (1934 - 1999)
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Figura - aquarela - 20 x 12 cm - canto inferior direito -
Com etiqueta n° 384 de Renot Galeria de Arte - São Paulo, SP, no dorso. -

Pintor, desenhista, gravador e mosaicista, radicou-se em 1961 em São Paulo, após ter estudado no Rio de Janeiro com Abelardo Zaluar, José Morais e Johnny Friedlaender. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 29; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 6; PONTUAL, pág. 14; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



590 - WEGA NERY - (1912 - 2007)
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Composição - técnica mista - 21 x 17 cm - canto inferior direito - 1950 -

Natural de Corumbá-MT, estudou desenho e pintura na Escola de Belas Artes em São Paulo entre 1946 e 1949. Nos anos 50, aperfeiçoou estudos com Joaquim da Rocha Ferreira, Yoshiya Takaoka e Samson Flexor. Participou do Grupo Guanabara em 1952 e do Atelier-Abstração, liderado por Samson Flexor, em 1953. Expõs individualmente a partir de 1955. Recebeu o prêmio de melhor desenhista nacional em 1957 e o prêmio aquisição nacional em 1963. PONTUAL, pág. 551; TEIXEIRA LEITE, pág. 541, JULIO LOUZADA vol.9, pág. 919; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 682; ARTE NO BRASIL, pág. 942; LEONOR AMARANTE, pág. 57.



591 - FERNANDO ODRIOZOLA - (1921 - 1986)
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Coruja - técnica mista - 37 x 52 cm - canto inferior direito -
Procedente da coleção família Antônio Maluf, São Paulo - SP. -

Fernando Pascual Odriozola nasceu em Oviedo, Espanha e faleceu em São Paulo. Pintor, desenhista e gravador. Começou a pintar em 1936. Veio para o Brasil em 1953 e fixou residência em São Paulo. No ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual na Galeria Portinari. O Museu de Arte Moderna de São Paulo dedicou-lhe outra individual, em 1955. Na década de 1960, lecionou no Instituto de Arte Contemporânea da Fundação Armando Álvares Penteado e colaborou como ilustrador nos jornais O Estado de S. Paulo e Diário de S. Paulo, e na revista Habitat. Em 1964, integrou, com Wesley Duke Lee , Yo Yoshitome e Bin Kondo , o Grupo Austral, ligado ao movimento internacional Phases. Participou das 7ª, 8ª, 9ª, 12ª, 13ª, 14ª, 15ª e 18ª Bienais Internacionais de São Paulo onde foi premiado na 7ª, 8ª, e 14ª edição; da 7ª Bienal de Tóquio; dos 2º e 5º Panoramas da Arte Atual Brasileira, entre outras. No ano de seu falecimento, o Centro Cultural São Paulo (CCSP) realizou uma exposição retrospectiva póstuma em sua homenagem. JULIO LOUZADA VOL.11, PÁG. 231; MEC VOL.3, PÁG.291; PONTUAL PÁG. 389; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 737; ARTE NO BRASIL PÁG.907; LEONOR AMARANTE PÁG. 143; ACERVO FIEO.



592 - GUITA LERNER - (1928)
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"Proteção II" - múltiplo em bronze - 172 - h = 35 cm - assinado -
Reproduzido no jornal da Galeria Skultura do outono de 1987, página 17 e com autenticação da Galeria Skultura de São Paulo. -

A artista nasceu em São Paulo, no dia 6/4/1928. Criou para a Galeria Skultura-SP, uma obra especial comemorativa dos 10 anos da galeria. É artista sensível que trabalha a matéria com técnica, alcançando texturas, brilhos, curvas suaves, que enobrecem a peça. JULIO LOUZADA, vol. 10 pág. 408



593 - GEORGINA DE ALBUQUERQUE - (1885 - 1962)
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"Figura na estrada do Bongi" - desenho a lápis de cor - 32 x 21 cm - canto inferior direito - 1949 - Recife -

Pintora e professora. Aos 15 anos, inicia sua formação artística com o pintor italiano Rosalbino Santoro (1858 - s.d.). Muda-se para o Rio de Janeiro em 1904, matricula-se na Escola Nacional de Belas Artes - Enba e estuda com Henrique Bernardelli. Em 1906, casa-se com o pintor Lucílio de Albuquerque e viaja para a França. Em Paris, frequenta a École Nationale Supérieure des Beaux-Arts e ainda a Académie Julian, onde é aluna de Henri Royer. Volta ao Brasil em 1911, expõe em São Paulo e, partir dessa data, participa regularmente da Exposição Geral de Belas Artes. De 1927 a 1948, leciona desenho artístico na Enba e, em 1935, é professora do curso de artes decorativas do Instituto de Artes da Universidade do Distrito Federal. Em 1940, em sua casa no bairro de Laranjeiras, no Rio de Janeiro, funda o Museu Lucílio de Albuquerque, e institui um curso pioneiro de desenho e pintura para crianças. Entre 1952 e 1954, exerce o cargo de diretora da Enba. TEIXEIRA LEITE, págs. 15 e 16; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 22 a 26; TEODORO BRAGA, pág. 107; REIS JR., pág. 370; PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, vol. 1, págs.17 e 141; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 455; ARTE NO BRASIL, pág 574; Acervo FIEO, RUTH TARASANTCHI.



594 - HUGO DEMARCO - (1932 - 1995)
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Relação de cores - serigrafia - 111/200 - 75 x 75 cm - canto inferior direito - 1973 -

HUGO DEMARCO (1932 – 1995) Desenhista, pintor, escultor cinético e professor, Hugo Rodolfo Demarco nasceu em Buenos Aires, Argentina e faleceu em Paris. Estudou na Escola de Belas Artes de Buenos Aires onde foi professor de desenho e gravura. Instalou-se em Paris, em 1963, graças a uma bolsa do governo francês. Realizou muitas individuais pela Europa e na Galeria Denise René - Paris (1968, 1981, 1994). Participou também de várias mostras coletivas e oficiais pelo mundo como a Bienal de Paris (1967), "The Responsive Eye" - Nova York (1965); Documenta de Kassel - Alemanha (1968), entre outras; e das manifestações em torno do movimento: em 1967, no Museu de Arte Moderna da cidade de Paris - ‘Mouvement II em 1964’, ‘Lumière et Mouvement’ e ‘Art Cinétique’; na Galeria Denise René - ‘Structures, Lumière et Mouvement’ e em 1996, Galeria Denise René - ‘Lumière et Mouvement’. BENEZIT VOL. 3, PÁG. 484; www.hugodemarco.com; artprice.com; artnet.com; artfact.com.



595 - ONIELO ROMANELLO - (1926)
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Pescadores - óleo sobre tela - 37 x 45 cm - canto inferior direito -

Pintor italiano com diversas exposições individuais e coletivas. Participou de salões oficiais em diversas capitais européias. ARTPRICE e JULIO LOUZADA vol.5, pág., 899.



596 - EDUARDO IGLESIAS - (1940)
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Composição - técnica mista e colagem - 60 x 50 cm - canto inferior direito -

Natural de Marilia, SP. Transferiu-se para São Paulo em 1957. Participa de exposições desde 1962. Já apresentou seus trabalhos no Brasil, Estados Unidos e Europa. Seus trabalhos levam o expectador e o analista a uma incursão, nem sempre fácil, através do mundo das ambiguidades visuais ou das imagens oníricas... É assim que várias de suas composições, com figuras ou pássaros, tornam-se fantásticos vasos de flores, ou um navegante, que faz seu barco ir cortando as vagas, com uma árvore florida, 'a feição da vela de uma escuna submete a indagações o suporte de suas telas..." . (Antonio Bento, crítico de arte, 1981). JULIO LOUZADA vol.2, pág. 510; ITAU CULTURAL, Acervo FIEO.



597 - ZÉLIO ANDREZZO - (1948)
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Paisagem - óleo sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior direito e dorso - 1994 -

Catarinense da bela cidade de Florianópolis, onde nasceu a 15 de dezembro de 1948. Pintor e desenhista. Segundo seus críticos, trata-se de artista obstinado e firme em seu propósito, tendo a disciplina de um espartano, a paciência de um monge e a precisão de um cosmonauta. Participações em coletivas com premiações. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 14.



598 - IVALD GRANATO - (1949)
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Figura - litografia - 80/98 - 70 x 50 cm - canto inferior direito - 1987 -

Pintor e desenhista. Natural de Campos, RJ, onde viveu até 1966. Estudou com Robert Newman, ingressando em 1967 na Escola de Belas Artes da Universidade do Rio de Janeiro. Em 1968 participa do grupo de vanguarda "Nova Figuração Brasileira". Sua atividade artística desde a década de 60 revela a influência do conceitualismo de Duchamp, mais cerebral do que pictórico, e da "body art", de Joseph Beyus. PONTUAL, pág. 248; TEIXEIRA LEITE, pág. 228; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág.740; ARTE NO BRASIL, pág. 974; LEONOR AMARANTE, pág. 267; Acervo FIEO.



599 - LUIS MARISTANY - (1885 - 1964)
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Paisagem - óleo sobre tela - 33 x 36 cm - canto inferior esquerdo -

Luis Maristany de Trias nasceu em Barcelona, Espanha e faleceu em Porto Alegre. Pintor, desenhista e professor consagrado e ativo na Europa. Chegou por volta de 1937 em Porto Alegre onde continuou sua atividade artística e lecionou Anatomia Artística e Paisagem no Instituto de Belas Artes de Porto Alegre. ITAU CULTURAL; galeriabelasartes.com.br; defender.org.br; artnet.com; casadagravura.com.br; lume.ufrgs.br.



600 - ALFREDO VOLPI - (1896 - 1988)
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Bandeirinhas - litografia - 18/100 - 37 x 27 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.