Leilão de Janeiro de 2019

28 e 29 de Janeiro de 2019



001 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Galo - serigrafia - 33/60 - 54 x 41 cm - canto inferior direito - 1966 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



002 - TOMOSHIGUE KUSUNO (1935)

Composição - gravura em técnica mista - 25/250 - 24,5 x 20 cm - canto inferior direito - 1974 -
Com dedicatória.

Desenhista, pintor, artista visual, professor e gravador, natural de Yubari, Japão. . Estudou na Universidade de Arte e fez parte do Núcleo de Arte de Vanguarda, em Tóquio, Japão, na década de 1950. Imigrou para o Brasil em 1960 fixando-se em São Paulo. No ano seguinte, participou do 10º Salão Paulista de Arte Moderna. Em 1962 foi premiado no Salão do Paraná, em Curitiba, e no Salão do Grupo Seibi de Artistas Plásticos, em São Paulo - neste salão também ganhou o grande prêmio em 1970, na sua 14ª edição. Ainda na década de 1960, uniu-se a artistas ligados a tendências da nova figuração e participou das mostras: ‘Opinião 65’, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e ‘Propostas 65’, na Fundação Armando Álvares Penteado, SP. No Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, expôs em várias ocasiões, participando da mostra Jovem Arte Contemporânea, na qual recebeu prêmios em 1967 e 1972. Participou também da Bienal Internacional de São Paulo (1963, 1965, 1967, 1977, 1983, 1985), do Panorama da Arte Atual Brasileira – MAM, SP (1970, 1976, 1977, 1979, 1986). JULIO LOUZADA, VOL.4, PÁG.1101; MEC, VOL.2, PÁG.430; PONTUAL, PÁG.295; TEIXEIRA LEITE, PÁG.274; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁG.452; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 697; ARTE NO BRASIL, PÁG. 968; LEONOR AMARANTE, PÁG. 171, ACERVO FIEO.



003 - UBIRAJARA RIBEIRO (1930 - 2002)

"Umbra" - litografia - 7/100 - 45 x 66 cm - canto inferior direito - 1998 -
No estado.

Pintor, desenhista, gravador, artista gráfico, arquiteto e professor paulistano, nascido em 2 de outubro de 1930. Estudou pintura e gravura nas cidade de São Paulo e Salvador, com Pedro Corona, Waldemar da Costa e Mário Cravo Jr. Para o autor a arte é a corporificação de um processo de criatividade e percepção. Expôs individualmente pela primeira vez em 1964, na Galeria Seta-SP. Dentre as coletivas, destacam-se a da FAAP-SP, em 1965, I SPAC-SP, 1969. Foi escolhido como Melhor Gravador do Ano, em 1977, pela APCA. JULIO LOUZADA vol. 11 pág. 266; ITAÚ CULTURAL.



004 - ALOISIO BARBOSA MAGALHÃES (1927 - 1982)

Mandala - litografia - 19/20 - 42 x 42 cm - canto inferior direito - 1973 -

Pintor, programador visual e professor. Esteve em Paris entre 1951 e 1953, como bolsista do governo francês, recebendo orientação do gravador inglês Stanley William Hayter, no seu atelier 17, e frequentando aulas de museologia na Escola do Louvre. Retornando ao Recife, participou da criação do atelier experimental de tipografia que recebeu o nome de O Gráfico Amador. De 1953 a 1960 foi à pintura que mais se dedicou, tendo figurado nas II, III, V, VI BSP (entre 1953 e 1961 / isenção de júri em 1961), IV SNAM (1955), XXX Bienal de Veneza (1960) e na mostra 50 Anos de Paisagem Brasileira Museu de Arte Moderna de São Paulo, 1956), bem como, realizando exposições individuais em Nova Iorque (1957), Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (1958) e Petit Galerie (GB, 1961). Nesse mesmo período, viajou por duas vezes aos EUA, iniciando colaboração com o gráfico Eugene Feldman, da qual resultou a edição de Doorway to Portuguese (que recebeu medalha de ouro do Art Director's Club de Filadélfia) e de Doorway to Brasília, primeira publicação internacional dedicada à nova cidade. A partir de 1960 já residindo no Rio de Janeiro, passou a trabalhar principalmente no campo das atividades gráficas relacionadas com a comunicação visual, conquistando, entre outros, os prêmios nos concursos para escolha dos símbolos da Fundação Bienal de São Paulo e do IV Centenário do Rio de Janeiro. Convidado por Max Bense, espôs seus trabalhos nesse setor na Technische Hochshule (Stuttgart, 1965). Além de colaborar na organização da Escola Superior de Desenho Industrial (GB), em 1963, dela tornando-se professor, lecionou ainda convidado na Escola de Arte do Museu de Filadélfia e realizou conferências na Universidade de Yale e no Pratt Institute, de Nova Iorque. O Jornal do Brasil de 8 de dezembro de 1968 publicou uma entrevista de Maria Inês Correia da Costa focalizando-o. WALMIR AYALA, vol. 2, pág.18/19; TEIXEIRA LEITE, pág. 299; PONTUAL, PÁG. 328/329; MEC, vol. 3, pág. 37; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 697, Acervo FIEO.



005 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Sampans - óleo sobre tela colada em madeira - 15 x 20 cm - canto inferior esquerdo ilegível -



006 - ADAM HENDLER (1909 - 1981)

"Praia da Joatinga" - óleo sobre tela - 38 x 46 cm - canto inferior esquerdo - 1977 - Rio de Janeiro -

Pintor, gravador, ceramista e professor nascido em Lódz, Polônia. Assina A. Hendler. Estudou, na Polônia, com Radwanski e Friderick Pautsch (década de 30). Em 1945, imigra para a Suécia, torna-se cidadão sueco e abre uma escola de desenho e pintura, em Lidhoping. Nos anos 50 vai para Paris e estuda na Academia Julien com Saboraud, participando de exposições. Volta para a Suécia até imigrar para o Brasil onde adquriu, em 1977, a cidadania brasileira. A partir de 1954 participa de várias exposições e Salões oficiais sendo premiado de 1974 a 1979, aqui em São Paulo. JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 464, ACERVO FIEO; ITAU CULTURAL.



007 - ALVARO LIMA (1963)

Barcos - óleo sobre tela - 20 x 40 cm - canto inferior direito e dorso - 2001 -
No estado.

Pintor, Álvaro dos Santos Lima Filho nasceu em Luzilândia, PI. Assina Álvaro Lima. Mudou-se para Santo André, SP, em 1980, onde deu início à produção de suas obras. Com uma carreira com diversas exposições no ABC paulista e em São Paulo que inclui premiações em São Bernardo do Campo (1989, 1990, 1992) e em Santo André (1990). JULIO LOUZADA VOL. 5, PÁG. 573; VOL. 6, PÁG. 593; ateliealvarolima.net84.net; www.fabricadamoldura.com.br.



008 - ANDRÉ LUIZ NARANJO (1970)

Paisagem Parisiense - óleo sobre tela - 70 x 100 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor nascido em São Paulo, SP. Estudou desenho com Osvaldo Viviani e Roberto Belletato. Tem participado de inúmeras exposições e Salões oficiais: São Paulo, SP (2000, 2001). JULIO LOUZADA, VOL. 4, PÁG. 785; ITAU CULTURAL.



009 - MARCO GIANNOTTI (1966)

Composição - aguada de nanquim - 46 x 31,5 cm - canto inferior direito - 1997 -
Com dedicatória.

Pintor, gravador, tradutor e professor. Entre 1977 e 1980, freqüenta o ateliê de gravura em metal e desenho de Sérgio Fingermann (1953), em São Paulo. Mora em Nova York entre 1980 e 1982, onde participa de cursos de arte no The Metropolitan Museum of Art - MET. Ganha o prêmio aquisição do Salão Nacional de Artes Plásticas, no Rio de Janeiro, em 1986 e 1988. Em 1987, recebe a Bolsa Ivan Serpa, da Fundação Nacional de Arte - Funarte, no Rio de Janeiro. No ano seguinte, forma-se em filosofia na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo - FFLCH/USP. Ainda em 1988, realiza suas primeiras exposições individuais em São Paulo e no Rio de Janeiro e recebe o prêmio aquisição no 2° Salão da Bahia. Conquista o prêmio aquisição no Salão de Brasília, em 1989. Defende, em 1993, mestrado em filosofia na FFLCH/USP com a tradução e introdução crítica da Doutrina das Cores, de Goethe (1749 - 1832). Em 1994, Carmela Gross (1946) é sua orientadora no doutorado em artes plásticas, concluído em 1998 na Escola de Comunicações e Artes da USP - ECA/USP, com a exposição Circuitos e o texto Desvio para a Pintura. Em 1997, recebe o prêmio de pintura da Associação Paulista dos Críticos de Arte - APCA. É professor do Departamento de Artes Plásticas da ECA/USP desde 1998.



010 - FRANCISCO BRENNAND (1927)

Tartaruga - múltiplo em cerâmica - 09 x 19 x 29 cm -
Com marca da Oficina Cerâmica Francisco Brennand.

Pintor e ceramista. Estudou com André Lhote e Fernand Léger, em Paris. Participou de importantes bienais e salões, nacionais e internacionais. Realizou individuais de pintura e cerâmica no MAM-SP em 1960 e outras importantes salas de arte. Executou trabalhos murais em edifícios públicos e particulares no Recife e no estrangeiro. Suassuna considerou a sua pintura "bela, forte e brasileira". Brennand é referência mundial como artista puramente brasileiro. JULIO LOUZADA, VOL, 10, pág 141. PONTUAL, pág, 88. MEC, VOL , 1, pág, 294; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 717; ARTE NO BRASIL, pág. 879. Acervo FIEO. -



011 - RUBEM LUDOLF (1932 - 2010)

Composição - serigrafia - 34/50 - 28,5 x 50 cm - canto inferior direito -

Batizado Rubem Mauro Cardoso Ludolf, o artista nasceu em Maceió-AL. Foi pintor, arquiteto e paisagista, formou-se em 1955 pela Escola Nacional de Arquitetura da Universidade Brasil-RJ. Foi aluno de Ivan Serpa no curso livre de pintura do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro - MAM/RJ. Integrou o Grupo Frente entre 1955 e 1956. "Apesar de os artistas concretos do Rio de Janeiro logo terem se desvinculado da ortodoxia do Grupo Ruptura de São Paulo, criando o movimento neoconcreto, Ludolf manteve-se fiel aos princípios teóricos que nortearam o manifesto paulista. Sua obra seguiu regularmente as questões das estruturas seriadas,dos efeitos ópticos orientados pela visão gestáltica do espaço, da cor programada." Ligia Canongia, in PROJETO Arte Brasileira: abstração geométrica 2. Rio de Janeiro: Funarte. Instituto Nacional de Artes Plásticas, 1988. O artista expõe individualmente a partir de 1958 e coletivamente participa de exposições desde 1954. ITAUCULTURAL; TEIXEIRA LEITE, pág. 292; WALTER ZANINI, pág. 676; MEC, vol. 2, pág. 511.



012 - MARIO WU KING (XX)

Menina - óleo sobre tela - 50 x 60 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor e desenhista com participações em mostras coletivas.



013 - AGENOR SILVA (1940)

Figura - desenho a nanquim - 23 x 13,5 cm - canto inferior direito - 04/08/1969 -
No estado.

Pintor e desenhista, Agenor Conceição da Silva, nasceu em Bom Jesus, RS. Sua formação é basicamente autodidata, recebendo alguma orientação artística de Vicente Caruzo e Inácio Justo. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1968, 1969, 1973, 1980, 1981, 1984); Catanduva, SP (1983); Bom Jesus, RS (1984); Gramado, RS (1987); Taquara, RS (1987); Londrina, PR (1991); Curitiba, PR (1992). Participou de muitas exposições coletivas da APBA - SP, desde 1970, onde recebeu alguns prêmios; de mostra coletiva em Buenos Aires, Argentina (1970) e em Nova York, EUA (1985). ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL.6, PÁG. 1052.



014 - ALCIDES SOARES MAIA (1943)

Natureza morta - óleo sobre tela - 52 x 70 cm - canto inferior direito e dorso - 1993 -
No estado.

Pintor, desenhista, escultor e professor nascido em Catolé da Rocha, PB. Assina S. Maia. Radicou-se em São Paulo (1974), matriculou-se no curso de pintura da Associação Paulista de Belas Artes e freqüentou o ateliê de Costa Junior (a partir de 1978) tornando-se seu discípulo. Realizou muitas exposições individuais; participou de mostras coletivas oficiais em: São Paulo; Cajazeiras, PB; Cananéia, SP; Barueri, SP e recebeu diversos prêmios. JULIO LOUZADA VOL. 5, PÁG. 628.



015 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Estudos" - grafite e aquarela sobre papel - 29,5 x 14 cm - canto inferior esquerdo - 1970 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins. No estado.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



016 - ANTONIO BENEVENTO (1945)

Composição - aquarela sobre papel - 23,5 x 27,5 cm - canto superior direito - 27/03/1980 -
No estado.

Nasceu em Nova Friburgo/RJ. Em 1963 estuda com Chlau Deveza na Escola Fluminense de Belas Artes. Realizou diversas exposições coletivas e individuais, recebendo em 1981, o Troféu Mário Pedrosa, concedido pela Associação Internacional de Críticos de Arte, pela melhor exposição individual do ano - Galeria Bonino/RJ. ITAÚ CULTURAL.



017 - ARTE POPULAR

Figura - escultura em jacarandá - 45 x 15 x 12 cm - não assinado -
No estado.



018 - ALFREDO EUGUL SAMAD (XX)

Paisagem - óleo sobre tela - 50 x 65 cm - canto inferior esquerdo - 11/01/1983 -
No estado.

Pintor argentino natural de Navarro, Provincia de Buenos Aires. Fixou residência no Brasil a partir de 1954. Expôs individualmente em Buenos Aires em 1951, participando de coletivas a partir de 1953, destacando-se: III Salão Nacional de Artes Plásticas do Rio de Janeiro (Gravura), Salão Museu de Arte Moderna -MAM-SP (Desenho) e III Salão Brasileiro de Arte (Fundação Mokiti Okada) São Paulo (pintura). Recebeu o Prêmio Aquisição no III Salão de Arte Contemporânea de Americana-SP.



019 - MARIO ZANINI (1907 - 1971)

Na beira do rio - pastel - 29 x 20 cm - canto inferior direito -

Pintor, decorador, ceramista, professor, Mário Zanini nasceu e faleceu em São Paulo. Foi um dos integrantes de dois importantes movimentos artísticos considerados históricos na pintura paulista: o Grupo Santa Helena e a Família Artística Paulista. Sua formação artística se deu em São Paulo quando aos 13 anos iniciou curso de pintura da Escola Profissional Masculina do Brás e de 1924 a 1926, matriculou-se no curso de desenho e artes do Liceu de Artes e Ofícios. Conheceu Alfredo Volpi em 1927 e no ano seguinte estudou com o pintor Georg Elpons. Trabalhou no escritório de decoração de Francisco Rebolo entre 1933 e 1938. Em 1940 recebeu medalha de prata no 46º Salão Nacional de Belas Artes e foi convidado por Rossi Osir a trabalhar em seu ateliê de azulejos artísticos, o Osirarte. Em 1950, viajou por seis meses pela Itália, em companhia de Volpi e Osir. A partir de 1968 lecionou na Faculdade de Belas Artes de São Paulo. Participou de vários Salões oficiais e mostras coletivas no Brasil, como I e III Bienal Internacional de São Paulo e no exterior. Sua família doou 108 de suas obras ao Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo - MAC/USP em 1974. MEC, VOL. 4, PÁG. 531; PONTUAL, PÁG. 557; TEODORO BRAGA, PÁG. 250; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 451; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; ARTE NO BRASIL, PÁG. 778; LEONOR AMARANTE, PÁG.38; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 1085; ACERVO FIEO.



020 - SILVIO OPPENHEIM (1941 - 2012)

Composição - óleo sobre tela - 100 x 100 cm - centro - 2010 -

Pintor, desenhista, arquiteto e professor nascido e falecido em São Paulo. Formou-se pela Faculdade de Arquitetura da USP (1965) e completou sua formação na Alemanha, quando ganhou do governo alemão uma bolsa de estudos para a 'Technisce Universitat' (TU) em Berlim Ocidental. Em 1979 assumiu a cadeira de arquitetura de interiores na Faculdade de Arquitetura da Universidade Mackenzie. Produziu intensamente como arquiteto e como artista plástico. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1965, 1972, 1975 a 1977, 1979, 1981, 1982, 1986 a 1989); Rio de Janeiro (1985); Brasília, DF (1978); Curitiba, PR (1980, 1987); Goiânia, GO (1989); Vitória, ES (1989). Participou de exposições coletivas e oficiais como: Bienal Internacional de São Paulo (1963, 1965, 1967, 1969); '5 Pintores de Vanguarda', Porto Alegre, RS (1965); Panorama de Arte Brasileira, MAM – SP (1971, 1973, 1976, 1979); Tóquio, Japão (1985) e outras. JULIO LOUZADA, VOL. 2, PÁG.745; VOL. 4, PÁG. 829; MEC, VOL.3, PÁG.301; ITAU CULTURAL, ACERVO FIEO; www.pinacoteca.org.br; www.sp.senac.br; www.resenhando.com; www.artprice.com.



021 - PABLO PICASSO (1881 - 1973)

Figuras - off set - 34 x 24 cm - canto inferior direito na matriz - 12/05/1968 -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista, escultor, gravador, ceramista, artista gráfico e designer, Pablo Ruiz Picasso nasceu em Málaga, Espanha e faleceu em Mougins, França. Filho de um pintor e mestre de desenho, foi extraordinariamente precoce dominando o desenho acadêmico ainda na infância. Em 1904 estabeleceu-se em Paris tornando-se o centro de um círculo de artistas e escritores de vanguarda como André Breton, Guillaume Apollinaire e Gertrude Stein. Revolucionário, genial, vanguardista, visionário são elogios que definiram Picasso como um dos mestres da pintura. Sua ampla biografia e sua obra representam a arte do século XX. Embora sua obra seja convencionalmente dividida em fases, Picasso trabalhava numa grande variedade de temas e estilos ao mesmo tempo. Sua pintura “Les Demoiselles d’Avignon” (1906-7) é tida como o marco mais importante no desenvolvimento da pintura contemporânea e o primeiro prenúncio do cubismo que desenvolveu em íntima associação com Braque e depois com Gris. Sua obra mais famosa “Guernica” (1937), pintada para o pavilhão espanhol da Exposição Universal de Paris de 1937, expressa toda sua revolta e horror à destruição de Guernica, capital do país basco, durante a Guerra Civil Espanhola (1936-1939). No campo da escultura foi um dos primeiros artistas a compor esculturas a partir da montagem de materiais variados (e não por modelagem ou entalhe) e fez uso brilhante de objetos encontrados. Também como artista gráfico inclui-se entre os maiores do século. Existem museus consagrados à sua obra em Paris e Barcelona, e outros exemplos de sua inigualável produção distribuem-se por museus do mundo inteiro. Foi o primeiro artista vivo a expor suas obras no Museu do Louvre, quando completou 90 anos. BENEZIT VOL.8, PÁG. 297; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 763; ITAÚ CULTURAL; COLEÇÃO FOLHA GRANDES MESTRES DA PINTURA VOL. 6; infoescola.com; guggenheim.org; moma.org; a rtprice.com; arcadja.com; christies.com.



022 - MENASE VAIDERGORN (1927)

No quintal - óleo sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior direito -

Pintor nascido em Hotin, Romênia. Assina MVAIDERGORN. Seus pais vieram para o Brasil (1932) fixando residência em São Paulo. Ingressou na Associação Paulista de Belas Artes (fim da década de 1940) onde conheceu Dario Mecatti que muito o estimulou. Viajou pelo norte da África e Europa. Realizou exposições individuais e participou de diversos salões e mostras coletivas oficiais, recebendo diversos prêmios, entre eles: os do Salão Paulista de Belas Artes, SP (1976 - Medalha de Bronze, 2000 – Prêmio Aquisição, 2001 – Grande Medalha de Prata). JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 1011; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



023 - ABRAHAN PALATNIK (1928)

Elefante - múltiplo em acrílico - 07 x 15 x 04 cm - não assinado -

Artista cinético, pintor, desenhista, escultor, natural de Natal, RN. Em 1932, muda-se com a família para a região onde, atualmente, se localiza o Estado de Israel. Inicia seus estudos de arte no ateliê do pintor Haaron Avni e do escultor Sternshus e estuda estética com Shor. Freqüenta o Instituto Municipal de Arte de Tel Aviv. Retorna ao Brasil em 1948 e se instala no Rio de Janeiro. Convive com os artistas Ivan Serpa, Renina Katz e Almir Mavignier. Por volta de 1949, inicia estudos no campo da luz e do movimento, que resultam no Aparelho Cinecromático, exposto em 1951 na I Bienal Internacional de São Paulo, onde recebe menção honrosa do júri internacional. Em 1954, integra o Grupo Frente, ao lado de Ivan Serpa, Ferreira Gullar, Mário Pedrosa, Franz Weissmann, Lygia Clark e outros. Desenvolve a partir de 1964 os Objetos Cinéticos, um desdobramento dos cinecromáticos e é considerado, internacionalmente, um dos pioneiros da arte cinética. Participou também das II, III, V, VI, VIII, IX Bienais de São Paulo, do IX Salão Nacional de Arte Moderna, RJ, e da XXII Bienal de Veneza, entre muitas outras no Brasil e no exterior. BENEZIT VOL. 8, PÁG. 89; PONTUAL, PÁG. 401; MEC VOL.3, PÁG. 329; ITAUCULTURAL.



024 - CHRISTIANE GRIGOLETTO (1968)

Composição - técnica mista sobre tela - 50 x 50 cm - não assinado -
No estado.

Pintora natural da cidade paulista de Jundiaí, onde nasceu a 28 de abril de 1968. Iniciou na arte em 1979, na escola Espaço Arte. Formou-se em 1989, na PUC de Campinas-SP. Individuais em Campinas e Jundiaí, nos anos de 1993 a 1996. JULIO LOUZADA, vol. 9, pág. 386



025 - ALFREDO CESCHIATTI (1918 - 1989)

As três Graças - escultura em bronze - 26 x 20 x 17 cm - assinado -
Ex coleção Renato Antônio Brogiolo - Rio de Janeiro, RJ.

Natural de Belo Horizonte. Escultor, desenhista e professor. Passou a frequentar a antiga ENBA em 1940, depois de uma viagem à Europa, especialmente Itália, iniciada em 1938. Na Divisão Moderna do SNBA recebeu, como escultor as medalhas de bronze (1943) e de prata (1944), bem como o prêmio de viagem ao estrangeiro (1945), com o baixo-relevo para a Igreja de São Francisco de Assis, da Pampulha, em Belo Horizonte e, como desenhista, a medalha de prata (1945). Esteve mais uma vez na Europa entre 1946 e 1948, anos em que realizou exposição individual no Instituto dos Arquitetos do Brasil (GB). Figurou na II BSP e no II SNAM, em 1953. Fazendo parte da equipe que, em 1956, venceu o concurso de projetos para o Monumento aos Mortos da II Guerra Mundial (GB), ali executou o conjunto alusivo às três forças armadas. Integrou a Comissão Nacional de Belas Artes em 1960 e 1961, e entre 1963 e 1965, lecionou escultura e desenho na Universidade de Brasília. Quirino Campofiorito citou-o no estudo Ëscultura Moderna no Brasil"(Revista Crítica de Arte, nº único 1962). De seus trabalhos mais conhecidos destacam-se as esculturas As Banhistas e A Justiça, que se encontram, respectivamente, no lago em frente ao Palácio da Alvorada e defronte ao Supremo Tribunal Federal (Praça dos Três Poderes), em Brasília. Há ainda, obras escultóricas de sua autoria, entre outras no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Ministério das Relações Exteriores (Brasília) e em um edifício que Oscar Niemeyer projetou no conjunto residencial Hansa (setor ocidental de Berlim), assim como na embaixada brasileira em Moscou. MEC, vol. 1, pág. 397; PONTUAL, pág. 127; JÚLIO LOUZADA, vol. 11, pág. 70; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 609; ARTE NO BRASIL, pág. 872.



026 - CARDOSO E SILVA (1904 - XX)

Paisagem da Bahia - óleo sobre tela - 60 x 30 cm - canto inferior esquerdo - 1966 -

Pintor, jornalista e escritor que nasceu em Salvador, BA. Estudou pintura como aluno livre da Escola de Belas Artes da Universidade da Bahia e realizou muitas exposições, em Salvador, na década de 1960. PONTUAL, PÁG. 108.



027 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Flores - óleo sobre eucatex - 39 x 33,5 cm - canto inferior direito -
Lara.



028 - CHOLO (XX - XXI)

Fachada - óleo sobre tela - 83 x 60 cm - canto inferior direito -

Pintor autodidata, Mário Nieves Ampuero é natural de Cuzco, Peru. Viveu em São Paulo e na Bahia. Possui diversas participações em mostras coletivas e oficiais. Ganhou a Medalha de Ouro no 1º Salão de Artes do Paraná e Medalha de Prata no 2º Salão de Artes de São Paulo. JULIO LOUZADA VOL. 4; PÁG. 263; www.alba.ba.gov.br.



029 - ANTONIO VITOR (1942 - 2011)

Composição - técnica mista sobre papel - 49 x 37 cm - canto inferior direito - 1972 -

Pintor, desenhista, gravador e professor autodidata, Antonio Vitor da Silva nasceu em São José do Rio Pardo, SP. Assina Antonio Vitor. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1967 a 1969, 1971, 1972, 1976, 1977, 1979, 1981, 1984, 1986, 1990); Santos, SP (1975); Belém, PA (1982); São José dos Campos, SP (1993); Santo André, SP (1994 – Sala Especial no Salão de Arte Contemporânea). Participou de inúmeras mostras coletivas e Salões oficiais em: São Paulo (Salão Paulista de Arte Moderna - 1965, 1967, 1968, Salão Paulista de Arte Contemporânea – 1969, 1970, Panorama da Arte Atual Brasileira, MAM - 1983); Campinas, SP (1967, 1972); São Caetano do Sul, SP (1967 a 1970, 1975); Santo André, SP (1969, 1970, 1973, 1976); Montevidéu, Uruguai (1976); México (1976); dentre outros. Foi premiado em: São Caetano do Sul, SP (1969); Santo André, SP (1969, 1970); Pindamonhangaba, SP (1970). JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 67; VOL. 2, PÁG. 73VOL. 12 PÁG. 21; ITAU CULTURAL. ACERVO FIEO; www.artprice.com.



030 - ODILLA MESTRINER (1928)

"Série Bananal...." - acrílica - areia sobre tela colada em mdf - 35 x 80 cm - canto inferior esquerdo - 2000 -
Díptico. Complemento do título: "Série Bananal - Penduradas I e Penduradas II". Com etiquetas da Autora no dorso.

Desenhista, pintora, artista gráfica e gravadora, natural de Ribeirão Preto-SP, nascida no dia 18/8/1928. Estudou com Domenico Lazzarini na Escola Municipal de Belas Artes de Ribeirão Preto. Expôs individualmente no RJ, em 1959. Em 1973, recebeu o Prêmio Melhor Desenhista pela Associação Paulista dos Críticos de Arte - APCA. Como nota o historiador da arte Tadeu Chiarelli, Odilla Mestriner associa duas tendências preponderantes, a tentativa de expressar sentimentos e a opção pelo traço e pelo desenho, em contraposição à cor. Em seus primeiros trabalhos, a partir do fim da década de 1950, ela retira os temas do ambiente que a cerca e que se revela também opressor: a casa, com seus muros, janelas e portas, e a cidade, trabalhada de forma geométrica, como uma sucessão de ruas ou quarteirões. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 634; ITAUCULTURAL. Acervo FIEO.



031 - NORBERTO NICOLA (1930 - 2007)

Flores - serigrafia - 24/50 - 69 x 49 cm - canto inferior direito -

Pintor e tapeceiro. Foi aluno de pintura de Samson Flexor, no Atelier Abstração, em 1954. Em 1959, estudou nos centros tapeceiros europeus e cria, com Jacques Douchez, o Ateliê Douchez-Nicola de Tapeçaria. Entre as exposições de que participou, destacam-se: Salão Paulista de Arte Moderna, São Paulo, de 1956 a 1960 (várias vezes premiado); Bienal Internacional de São Paulo, várias edições entre 1963 e 1975; Mostra de Tapeçaria Brasileira, no MAB/Faap, São Paulo, 1974 (1º prêmio); Trienal de Tapeçaria, no MAM/SP, 1979 (Hors Concours); Arte Plumária do Brasil, no Smithsonian Institute e no Museu de Antropologia, Washington (Estados Unidos) e Cidade do México, México, 1982; Bienal Brasil Século XX, na Fundação Bienal, São Paulo, 1994. JULIO LOUZADA vol, 4 pág, 800; MEC, vol, 3, pág, 261 e 262; WALMIR AYALA, vol 2, pág, 132; TEIXEIRA LEITE, pág 354. PONTUAL, pág, 384; ITAÚ CULTURAL; LEONOR AMARANTE, pág. 207.



032 - MARIO SILÉSIO (1913 - 1990)

Composição - técnica mista sobre cartão colado em eucatex - 45 x 65 cm - canto inferior direito - 1956 -

Pintor, desenhista, muralista e vitralista. Cursa direito na Universidade de Minas Gerais - UMG (atual Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG), em Belo Horizonte, entre 1930 e 1935. Estuda desenho e pintura na Escola de Belas Artes de Belo Horizonte (Escola Guignard), sob a orientação de Alberto da Veiga Guignard, entre 1943 e 1949. Em 1953 viaja para Paris, como bolsista do governo francês, e ingressa no curso de André Lhote. De volta ao Brasil, entre 1957 e 1960 executa diversos painéis em edifícios públicos e privados de Belo Horizonte, como Banco Mineiro de Produção, Condomínio Retiro das Pedras, Inspetoria de Trânsito, Teatro Marília, Escola de Direito da UFMG e Departamento Estadual de Trânsito. É também de Silésio o mural feito para o Clube dos Engenheiros, em Araruama, Rio de Janeiro. Executa os vitrais da Igreja dos Ferros em 1964. ITAÚ CULTURAL.



033 - EVANDRO PRADO (1985)

Descobrimento - impressão sobre porcelana - dorso - 2018 -
Medidas: 1ª) d = 27 cm, 2ª) d = 20,5 cm.

Artista plástico multimídia nascido em Campo Grande, MS. Graduou-se em Artes Visuais pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (2006). Veio para São Paulo (2008). Junto com outros artistas plásticos criam o grupo "Aluga-se". Com exposições em São Paulo, Dinamarca e Campo Grande, o grupo elaborou o projeto “Até Meio Quilo” (2011) que obteve repercussão nacional e viajou por oito cidades do Brasil. Exposições individuais em: Campo Grande, MS (2006, 2008, 2013); Brasília, DF (2006); Rio de Janeiro (2015); São Paulo (2017). Tem participado de diversas mostras coletivas. Foi premiado em: Dourados, MS (2003); Cuiabá, MT (2004 – 3ª Bienal de Arte Moderna, 2005) Macapá, AP (2004, 2008); Atibaia, SP (2009); Praia Grande, SP (2011); Anápolis, GO (2011); Vinhedo, SP (2017); Piracicaba, SP (2017). Com um projeto aprovado pela FUNARTE, na 8ª Rede Nacional de Artes Visuais, o grupo "Aluga-se"recebeu o prêmio de residência artística (2012) na cidade de Piatã, localizada nos arredores da Chapada Diamantina, BA. ITAUCULTURAL; www.evandroprado.com.br.



034 - CHRISTINA OITICICA (1951)

"A justiça" - desenho a nanquim e aquarela - 36 x 28 cm - canto inferior direito - 1986 - Madrid -

Maria Christina Bastos Oiticica, pintora, desenhista e artista multimídia, é natural do Rio de Janeiro, RJ. Entre idas e vindas pela Europa, em 2003 optou por dividir seu tempo entre os Pirineus do sudoeste da França e o Rio de Janeiro. Tem realizado muitas exposições individuais no Brasil e pelo mundo e também participado de inúmeras mostras coletivas. ITAU CULTURAL; www.christinaoiticica.com.br; pt.wikipedia.org.



035 - ALFREDO NORFINI (1867 - 1945)

Rosas - aquarela sobre papel - 67 x 93 cm - canto inferior direito - 1921 - São Paulo -
No estado.

Pintor, fez os primeiros estudos na cidade natal, Florença, Itália, e mais tarde cursou a Real Academia San Lucca, de Roma, pela qual se diplomou em 1892. Vindo ao Brasil, radicou-se em São Paulo, participando de várias exposições no Rio de Janeiro, São Paulo e Recife. Participou do SNBA, nos anos 1899, 1908, 1909, e do Salão Paulista de Belas Artes, obtendo pequena medalha de prata (1934 - 1943). LAUDELINO FREIRE, pág. 518; TEODORO BRAGA, pág. 173; MEC, vol. 3, pág. 267; PONTUAL, pág. 386; ITAÚ CULTURAL, RUTH TARASANTCHI.



036 - ANGELO CANNONE (1899 - 1992)

Paisagem - óleo sobre cartão - 30 x 38 cm - canto inferior esquerdo - 1947 - São Paulo -

Pintor, desenhista e professor nascido em Abruzzo, Itália. Assinava D’Angelo, Angelo Cannone e A. Cannone. Aos cinco anos mudou-se para Nápoles com sua família. Em fins de 1947, veio para o Brasil, residiu algum tempo em São Paulo e depois se mudou para o Rio de Janeiro, onde se radicou e lá faleceu. Estudou no Instituto de Belas Artes de Nápoles com Paolo Vetri. Viveu em Roma durante quatro anos com uma pensão conquistada em um concurso em Nápoles. Lecionou desenho no Instituto Técnico. Expôs individualmente em São Paulo (1947, 1993) e no Rio de Janeiro (1947, 1973, 1980, 1984). Foi premiado, na Itália, em: 1922, 1925, 1929, 1941 e, no Brasil, em 1960. Em 1972 pintou o retrato do papa Pio X, em tamanho natural, que está na Igreja dos Italianos, RJ. WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 168; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 187; VOL. 3, PÁG. 203; VOL.8, PÁG. 165; VOL. 9, PÁG. 171; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; brasilartesenciclopedias.com.br; www.artprice.com; www.arcadja.com.



037 - EYMARD BRANDÃO (1946)

Composição - técnica mista sobre madeira - 80 x 100 cm - dorso - 2004 - Belo Horizonte -

Pintor, desenhista e professor nascido em Belo Horizonte, MG. Graduou-se em artes plásticas pela Escola Guignard, hoje integrada a UEMG, onde exerceu o cargo de Diretor (entre 2004 a 2008) e lecionou desde o início dos anos setenta até 2015. Realizou exposições individuais em: Belo Horizonte, MG (1985); São Paulo (1989). Participou de mostras coletivas e Salões oficiais no: Rio de Janeiro (1978); Recife, PE (1980 a 1983); Curitiba, PR (1982, 1986, 1988); Brasília, DF (1982, 1983); São Paulo (1983, 1985); Belo Horizonte, MG (1982, 1984 a 1987); Campo Grande, MS (1983); Ribeirão Preto, SP (1985, 1988). Foi premiado no Salão de Artes Plásticas de Pernambuco, Recife - PE (1980, 1981 e 1982); no Salão de Arte de Ribeirão Preto, SP (1985 e 1988); entre outros. ITAU CULTURAL; http://www.agendabh.com.br/ponteio-recebe-eymard-brandao-com-exposicao-outros-lugares/.



038 - EUGÊNIO LATOUR (1874 - 1942)

Paisagem - desenho a lápis e aquarela - 32 x 23,5 cm - canto inferior direito -
No estado.

Nascido e falecido na cidade do Rio de Janeiro, onde frequentou a ENBA a partir de 1894. Foi aluno de Rodolfo Amoedo, Zeferino da Costa e H. Bernardelli. Expôs no SNBA em diversas oportunidades, recebendo premiações, inclusive de viagem ao exterior. Latour é um pintor da expressão humana, e feminina sobretudo. Cada cabeça sua representa um estado de alma. Aqui tristeza, dor concentrada; ali a despreocupação e o coquetismo. Sua obra é graciosa, sensível e elegante. JULIO LOUZADA, Vol. pág.522, TEIXEIRA LEITE, pág. 278, PONTUAL, pág. 300, ITAÚ CULTURAL, ARTE NO BRASIL, pág. 556.



039 - SEBASTIÃO JANUÁRIO (1939)

Cruzado - óleo sobre tela - 41 x 33 cm - canto inferior esquerdo - 1975 - Rio de Janeiro -

Pintor mineiro de Guanhães, MG. Vindo para o Rio de Janeiro, inicou-se na pintura, recebendo breve orientação de Ivan Serpa no Museu de Arte Moderna. Começou a apresentar seus trabalhos em 1963, viajando em seguida para Paris, onde residiu durante dois anos. Seus temas são ora sacros, ora representam o cotidiano das pessoas, mas sempre com cores demasiadas e soltas, com uma visão ingênua da realidade. Individuais a partir de 1968, na Galeria Giro e coletivas desde 1963, inclusive no XVIII Salão Nacional de Arte Moderna-RJ. JULIO LOUZADA, vol. 5, pág. 514; PONTUAL, pág. 276; Acervo FIEO.



040 - VIRGILIO LOPES RODRIGUES (1863 - 1944)

Paisagem - óleo sobre madeira - 25,5 x 37 cm - canto inferior esquerdo -
No estado.

Pintor e desenhista nascido em Recife, PE e falecido no Rio de Janeiro. Antes de completar 20 anos de idade, transferiu-se para o Rio de Janeiro. Dedicou-se ao comércio de arte, trabalhando no escritório do leiloeiro Joaquim Dias dos Santos. Organizando uma exposição, tomou conhecimento do trabalho de Santa-Olalla, pintor espanhol residente no Rio de Janeiro, com o qual passou a tomar lições de pintura e estabeleceu estreita amizade. Por incentivo do pintor, frequentou o Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro (meados de 1894). Junto com os pintores Manuel Faria, Gastão Formenti, Vicente Leite e Artur Lucas realizou a "Exposição dos Cinco", RJ (1926). Participou do Salão Nacional de Belas Artes, RJ (1894 – 3ª Medalha de Ouro, 1897, 1901, 1904, 1917, 1918, 1923 – Menção Honrosa, 1926 – Menção Honrosa, 1927 – Medalha de Bronze, 1930 – Medalha de Prata); Salão da Primavera, RJ (1923); Salão de Outono, RJ (1926). MEC VOL. 4, PÁG. 94; PONTUAL PÁG. 458; TEODORO BRAGA PÁG. 240; TEIXEIRA LEITE PÁG. 528; ITAU CULTURAL, ACERVO FIEO; www.artprice.com.



041 - MIGUEL DOS SANTOS (1944)

"São Jorge" - serigrafia sobre cerâmica - 12 x 12 cm - centro inferior na matriz - 2014 - João Pessoa - PB -

Pintor, desenhista e ceramista, Miguel Domingos dos Santos nasceu em Caruaru, PE. Assina Miguel dos Santos. Residindo em João Pessoa desde 1960, apresentou pela primeira vez suas pinturas em 1961 no Recife. Em 1967 começou a dedicar-se também à cerâmica. Realizou exposições individuais em: Connecticut, EUA (1967); João Pessoa, PA (1968, 1971, 1980, 1987); Belo Horizonte, MG (1968); Juiz de Fora, MG (1969); Recife, PE (1970, 1976, 1982, 1987); Rio de Janeiro (1972, 1975, 1980, 1986); São Paulo (1975, 1979, 1982, 1986 - MASP, 1987). Participou de inúmeras mostras e Salões oficiais pelo Brasil e no exterior como em: Bruxelas, Bélgica (1973); Nigéria (1977); Santiago do Chile, Chile (1980); Alemanha (1987); Copenhague, Dinamarca (1989). MEC VOL. 4, PÁG. 186; PONTUAL PÁG. 476; JULIO LOUZADA, VOL. 9, PÁG. 773; ITAU CULTURAL; www.artprice.com.



042 - JAIR VERISSIMO (1951)

Barcos - óleo sobre tela - 19 x 27 cm - canto inferior esquerdo -
No estado.

Pintor natural de Jaguapitã, PR. Assina J. Veríssimo. Estudou com Humberto Gallucci em 1974, em Itanhaém, SP. Entre as exposições coletivas, destaca-se:Piracicaba, SP (1995). Exposição individual em São Paulo, SP (1995). Prêmios: São Paulo (1987). JULIO LOUZADA, vol. 8, pág. 868.



043 - G.F.O. (GERALDO FERNANDO DE OLIVEIRA) (XX)

Casal - escultura em madeira - 19,5 x 12 x 3,5 cm - assinado -

Escultor mineiro de Divinópolis, neto de G.T.O. (Geraldo Teles de Oliveira). Começou a esculpir em 1979. Vendo a avô trabalhar, desde criança foi se interessando a ponto de, às vezes, ficar fascinado quando via as formas mais diferentes brotarem de um simples bloco de madeira. Acabou aprendendo, sem dar muito trabalho ao avô. Possui um estilo parecido com o de GTO; gosta, como ele, de esculpir rodas com agrupamentos humanos, mas as peças nunca se confundem porque tem o hábito de polir mais a superfície da madeira. Em Divinópolis, suas peças são vendidas em casa e na Praça do Santuário, juntamente com outros artesãos da cidade. www.acasa.org.br; www.artedobrasil.com.br.



044 - SIRON FRANCO (1947)

Visões rupestres - serigrafia - 145/200 - 47 x 67 cm - canto inferior direito - 1998 -

Pintor, escultor, ilustrador, desenhista, gravador e diretor de arte, Gessiron Alves Franco nasceu em Goiás, GO. Mudou-se para Goiânia (1950) onde estudou pintura (1960) com D. J. Oliveira e Cleber Gouvêa e também foi aluno-ouvinte da Escola de Belas Artes da Universidade Católica de Goiânia. Frequentou os ateliês de Bernardo Cid e Walter Levy, em São Paulo (1969 e 1971), integrando o grupo que fez a exposição 'Surrealismo e Arte Fantástica', na Galeria Seta. Em 1975, com o Prêmio Viagem ao Exterior (1975 – Salão Nacional de Arte Moderna, RJ) residiu entre capitais europeias e o Brasil. Iniciou o projeto 'Ver-A-Cidade' (1979) realizando diversas interferências no espaço urbano de Goiânia. Desde 1986 realiza monumentos públicos baseados na realidade social do país. Fez direção de arte para documentários de televisão (1985 a 1987) como 'Xingu', concebido por Washington Novaes, premiado com medalha de ouro no Festival Internacional de Televisão de Seul. Realizou exposições individuais e participou de inúmeras mostras coletivas e Salões oficiais, destacando-se: Bienal Nacional de Artes Plásticas, Salvador – BA (1968); Bienal Nacional, SP (1974); Bienal Internacional de São Paulo (1975 – Prêmio de Pintura, 1979, 1989, 1991); Panorama da Arte Atual Brasileira, SP (1976, 1983, 1989); Salão Nacional de Arte Contemporânea, Belo Horizonte – MG (1979); Bienal de Valparaíso, Chile (1981); Bienal de Medellín, Colômbia (1981); 'A Cor e o Desenho do Brasil' - Itália, São Paulo, Holanda, Portugal, França (1984); Bienal de Artes Visuais do MERCOSUL, Porto Alegre – RS (1997, 2005); 'Brasil+500 Mostra do Redescobrimento', São Paulo (2000); Bienal de Havana, Cuba (2003), entre outras. WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 343; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 206; JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 957; PONTUAL PÁG. 222; MEC VOL. 2, PÁG. 206; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 760; LEONOR AMARANTE PÁG. 240, ACERVO FIEO; www.pinturabrasileira.com; www.artprice.com.



045 - CARLO BRANCACCIO (1861 - 1920)

Paisagem - óleo sobre tela - 72 x 110 cm - canto inferior esquerdo -
No estado. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Nasceu e faleceu em Nápoles. Participou de inúmeras exposições e Salões oficiais em Nápoles, Milão, Londres, Mônaco, Paris (1902 a 1904, 1907) e Buenos Aires. JULIO LOUZADA, vol. 4, pág. 173; BENEZIT, vol.2, pág. 270.



046 - KATSUNORI NISHIO (1944)

Barcos - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito -

Pintor nascido em Fukuoka, Japão, no dia 26 de abril de 1944. Fixa residência em São Paulo, onde é ativo. Realiza exposição individual em 1990, 1993 e 1994. Participa de coletivas a partir de 1974, recebendo diversas premiações, entre as quais destacamos: Grande Medalha de Prata no XII SNAP-SP (1989) e Medalha de Prata no Salão Portinari-SP (1990). JULIO LOUZADA, vol. 7, pág. 511



047 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Crianças brincando - óleo sobre madeira - 30, x 40 cm - não assinado -



048 - MANOEL SANTIAGO (1897 - 1987)

Flores - óleo sobre eucatex - 30 x 22 cm - canto inferior direito e dorso -

Manoel Colafante Caledônio de Assumpção Santiago nasceu em Manaus, AM e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, desenhista e professor. Mudou-se para Belém em 1903 e iniciou estudos de pintura. Desde 1916 já praticava a arte não figurativa. Em 1919 transferiu-se para o Rio de Janeiro, cursou Direito e frequentou a Escola Nacional de Belas Artes, onde foi aluno de Rodolfo Chambelland e Baptista da Costa. Na época, teve aulas particulares com Eliseu Visconti. Foi casado com a pintora Haydeá Santiago. Participou em 1927 do Salão Nacional de Belas Artes e recebeu o prêmio viagem ao exterior, entre vários outros. Foi para Paris no ano seguinte, e lá permaneceu por cinco anos. De volta ao Rio de Janeiro, em 1932, tornou-se professor do Instituto de Belas Artes. Em 1934, passou a lecionar pintura e desenho no Núcleo Bernardelli, figurando entre seus alunos José Pancetti, Edson Motta, Bustamante Sá, Ado Malagoli, Rescála e Milton Dacosta. Participou da I Bienal Internacional de São Paulo (1951) e do 8º Panorama da Arte Brasileira (1976). PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, VOL. 1, PÁG. 241; TEODORO BRAGA, PÁG. 211; CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO DE PAISAGEM BRASILEIRA, MEC-MNBA /RIO/1944; MAYER/84, PÁG. 1158; REIS JR, PÁG. 378; PONTUAL, PÁG. 473; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 292; ITAÚ CULTURAL, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 865; ACERVO FIEO.



049 - ISABEL DE JESUS (1938)

Crucificado - técnica mista sobre papel - 25 x 16,5 cm - canto inferior direito - 1978 -
No estado.

Mineira de Cabo Verde, é pintora e desenhista. Começou a pintar em 1965, já em São Paulo. Estudou anteriormente desenho com Iracema Arditi. Participou do setor de desenho do XXIII SPar.BA, 1966, realizando exposições individuais no mesmo ano em São Paulo e Rio. MEC, vol.2, pág.374; PONTUAL, pág.280; JULIO LOUZADA, vol.11, pág.158; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 226; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



050 - WALDOMIRO DE DEUS (1944)

O músico - óleo sobre tela - 50 x 65 cm - canto inferior direito - 1972 -

Pintor e desenhista, Waldomiro de Deus Souza nasceu em Itagibá, BA. De origem humilde, levou uma vida itinerante pelo sertão baiano e norte de Minas Gerais até vir para São Paulo (1959), quando trabalhou como engraxate. Começou a pintar em 1961, utilizando guache e cartolina encontrados na casa de um antiquário, onde trabalhou como jardineiro. Acusado de negligência, perdeu o emprego e levou seus trabalhos para exposição no Viaduto do Chá - acabou vendendo dois deles para um americano no primeiro dia. Em 1962, o decorador Terry Della Stuffa forneceu-lhe material e um lugar para pintar e, em 1966, fez a sua primeira exposição individual na Fundação Armando Álvares Penteado - FAAP. Expôs em vários países como a França, Inglaterra, Itália, Bélgica, Alemanha, Inglaterra, Estados Unidos. Vive em São Paulo e tem ateliê também em Goiânia. É considerado o maior primitivista brasileiro ao lado de José Antônio da Silva, Djanira e reconhecido internacionalmente como um dos mais criativos pintores naïfs. Em 1983 foi premiado com a ‘Awarding the Statue of Victory’ pelo Centro ‘Studi e Ricerche Delle Nazioni’ na Itália e, em 2000, teve uma sala própria na V Bienal Naïfs do Brasil. Possui obras em acervos importantes, como os da Pinacoteca do Estado (São Paulo, SP), do Museu de Arte Contemporânea de São Paulo (MAC-USP), da Galeria Nacional de Bolonha na Itália; entre outros. ARTE NAIF NO BRASIL PÁG. 239; ITAU CULTURAL, artepopularbrasil.blogspot.com.br; waldomirodedeus.wordpress.com; ACERVO FIEO.



051 - MARCELO GRASSMANN (1925 - 2013)

Animais fantásticos - litografia - P.A. - 48 x 66 cm - canto inferior direito -
No estado.

Desenhista, gravador, ilustrador, pintor, escultor e professor, nasceu em São Simão, SP. Estuda fundição, mecânica e entalhe em madeira na Escola Profissional Masculina do Brás, SP. Passa a realizar xilogravuras a partir de 1943. Atua como ilustrador do Suplemento Literário do ‘Diário de São Paulo’, do ‘O Estado de S. Paulo’ e do ‘Jornal do Estado da Guanabara’. Quando reside no Rio de Janeiro, a partir de 1949, freqüenta os cursos de gravura em metal, com Henrique Oswald e de litografia, com Poty, no Liceu de Artes e Ofícios. Em Salvador (1952), trabalha com Mario Cravo Júnior. .Recebe o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Arte Moderna (1953) e vai para a Academia de Artes Aplicadas, em Viena. Passa a dedicar-se principalmente ao desenho, à litografia e à gravura em metal. Em 1969, sua obra completa é adquirida pelo governo do Estado de São Paulo, passando a integrar o acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo . Em 1978, a casa em que nasceu, em São Simão, é transformada em museu e tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo - Condephaat. Participou de muitas exposições e das Bienais de: São Paulo (1951 a 1961, 1967, 1969, 1979, 1985, 1989); Veneza (1950, 1956, 1958, 1962); Paris (1959). Principais prêmios: Bienal de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1959, 1967); Bienal de Veneza (1950, 1956, 1958,1962); Bienal de Paris (1959). PONTUAL, PÁG. 249; MEC, VOL. 2, PÁG. 281 E 282; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG. 439; VOL. 5, PÁG. 453; VOL. 9, PÁG. 383.



052 - YASUICHI KOJIMA (1934)

"Igreja de Mariana" - técnica mista sobre papel - 22 x 32 cm - canto inferior direito e dorso - 2018 -

Pintor e ceramista nascido em Tajimi, Japão - cuja população vive de cerâmica e porcelana. Seu pseudônimo artístico é Kojima. Recebeu influência de seu pai, Shigueo Kojima - tradicional artista e ceramista japonês conhecido pelo nome artístico Juho Kojima. Formou-se na Escola de Cerâmica Industrial de Tajimi - Gifu, Japão. Veio para o Brasil em 1953, trabalhou por cinco anos em São Caetano e transferiu-se para Mauá onde, como seu pai, montou sua própria fábrica de cerâmicas e porcelanas que está em atividade até hoje. Naturalizou-se brasileiro e estudou pintura com Manabu Mabe, Takaoka e Nakajima. Realizou exposição individual em Poá, SP (2009) e no Museu de Arte do Parlamento de São Paulo (2013). Participou de diversas mostras e Salões oficiais em: São Bernardo do Campo, SP (1967); São Paulo (1968, 1969, 2001 a 2010); Poá, SP (2009-como convidado); Embu, SP (2012 - Prêmio Prata). www.mauamemoria.com.br; www.radaroficial.com.br/d/31498914; issuu.com/shinzenbi/docs/makoto_5/27.



053 - ILZE LOPES (XX)

Ave - escultura em madeira - 50 x 15 x 26 cm - assinado -

Escultora popular, esposa do filho do escultor Artur Pereira. Tem participado de mostras coletivas.



054 - PAULO PENNA (1949 - 1988)

Paisagem - aquarela - 35 x 50 cm - canto inferior direito - 1980 -

Pintor, desenhista e gravador, natural de Rio Grande, RS. Fez figurinos e cenários para teatro e dança, decoração e ilustração. Foi aluno de Ornella Anselmi, Ida Vidal e Nestro Marques Rodrigues. Foi ativo em São Paulo, onde residia. Participou da mostra Os Artistas pelas Diretas, na Folha de São Paulo, em 1984, mesmo ano que expôs na Galeria Paulo Prado-SP, e também recebeu prêmios de aquisição no III Salão de Artes Plásticas de Araraquara e I Salão de Alphaville, SP. JULIO LOUZADA, VOL,5 pág, 797; ITAÚ CULTURAL; RGS, pág. 398.



055 - ÉLON BRASIL (1957)

"Irmãs Kamayurás" - óleo sobre tela - 100 x 130 cm - canto superior esquerdo e dorso - São Paulo/SP -

Artista plástico autodidata nascido na praia de Jurujuba, em Niterói-RJ, onde aos seis anos de idade começou a rabiscar seus primeiros crayons. Mudando-se para São Paulo (1968), ganhou sua primeira medalha de ouro na II PINARTE de Pinheiros. Em 1970, juntamente com os artistas Aldemir Martins, Clóvis Graciano e Carlos Scliar, ilustrou o livro de poesias "Cantando os Gols" de Tito Battine. Morou na Suíça por seis meses. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1993, 1998, 1999, 2002, 2006, 2008); Toronto, Canadá (1993); Basiléia, Suíça (1993, 1995, 1997, 1999); Bahia (1993, 1995); Berna, Suíça (1995); Bruxelas, Bélgica (1996); Blumenau, SC (1998); Rio de Janeiro (1999); Paris, França (2004); Londres, Inglaterra (2005); Los Angeles, EUA (2006). Tem participado de mostras coletivas e oficiais. ITAU CULTURAL; www.elon.brasil.nom.br.



056 - MARIA BONOMI (1935)

Composição - litografia - 36/50 - 50 x 35 cm - canto inferior direito - 1976 -

Gravadora, pintora, figurinista, cenógrafa, muralista e escultora nascida em Meina, Itália. Mudou-se para o Rio de Janeiro ainda criança. Em São Paulo (década de 1950), estudou inicialmente com Yolanda Mohalyi, Karl Plattner e Livio Abramo. Na 'Columbia University', Nova York - EUA estudou artes gráficas com Hans Muller e História da Arte Comparada com Meyer Schapiro. Obteve bolsa de estudos no Pratt Institute, Nova York - EUA onde trabalhou com Seong Moy e Fritz Eichenberg, entre outros. De volta ao Brasil (1959) continuou seu aperfeiçoamento na gravura com Friedlaender no MAM, RJ. Fundou com Lívio Abramo o 'Estudio Gravura' (década de 1960), em São Paulo. Realizou várias exposições individuais e tem participado de muitas mostras coletivas e oficiais, no Brasil e no exterior. Recebeu, entre outros, o Prêmio de Melhor Gravador da VIII Bienal de São Paulo (1965); o Prêmio de Gravura na V Bienal de Paris (1968); o Prêmio de Gravura da VIII Exposição Internacional Ljubljana, modalidade xilogravura; o Prêmio de Aquisição na IX Bienal de mesmo nome (1971), culminando com o Prêmio Internacional de Gravura, modalidade litografia (1983). Como cenógrafa vale destacar o Prêmio de Revelação de Cenógrafa e Melhor Figurinista com a peça 'As feiticeiras de Salém' de Arthur Miller. O Prêmio Revelação dado pela APCT – Associação Paulista de Críticos Teatrais se repetiu nos anos de 1962, 1965 e 1967. Em 1965, recebeu o Prêmio Molière como melhor cenógrafa da peça "A megera domada”, de Shakespeare. Desde 1975 tem realizado numerosos painéis em concreto, de grandes dimensões, como os do Saguão do Maksoud Hotel e do Banco Sudameris do Brasil, as fachadas laterais do Esporte Clube Sírio e do Edifício J. Riskallah Joye, todos em São Paulo e, em Santiago do Chile, os painéis do Banco Exterior da Espanha. JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG.142; PONTUAL PÁG.80; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG.692; ARTE NO BRASIL PÁG.837; LEONOR AMARANTE PÁG.75, ACERVO FIEO; www.memorial.org.br; www.pinacoteca.org.br; www.bcb.gov.br; www.artprice.com.



057 - NILTON MAIA (1953)

Mulher - escultura em argila - 10 x 08 x 09 cm - assinado -

Escultor autodidata, nasceu em São José do Norte, RS. Foi aluno de desenho de Paulo Porcella. Recebeu orientação de Claudio Martins Costa, e estagiou no ateliê de Vasco Prado. Em 1984 junta-se ao grupo de escultura em pedra com Francisco Stockinger no Atelier Vila Nova em Porto Alegre. Tem participado de importantes certames artísticos em Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e outras Capitais. Foi premiado em Angola e Moçambique. Fez parte do acervo permanente da Galeria Skultura-SP. RGS, pág. 380.



058 - YOLANDA MOHALYI (1909 - 1978)

Menino a cavalo - aquarela - 23,5 x 33,5 cm - canto inferior esquerdo - 1971 -

Pintora, desenhista, gravadora e professora, Yolanda Lederer Mohalyi nasceu em Kolozsvar, capital da Transilvânia, Hungria (atual Cluj Napoca, Romênia) e faleceu em São Paulo, SP. Na Hungria estudou pintura na Escola Livre de Nagygania e na Real Academia de Belas Artes de Budapeste (1927). Em 1931, veio para o Brasil e fixou-se em São Paulo, onde lecionou desenho e pintura. Foram seus alunos, entre outros, Maria Bonomi e Giselda Leirner. A partir de 1935, começou a frequentar o ateliê de Lasar Segall. Integrou o Grupo Sete (1937) ao lado de Victor Brecheret, Antonio Gomide e Elisabeth Nobiling. Em 1951 realizou suas primeiras xilogravuras com Hansen Bahia . Entre as décadas de 1950 e 1960 executou, em São Paulo, vitrais para a Fundação Armando Álvares Penteado – FAAP, murais para as igrejas Cristo Operário e São Domingos, mosaicos para residências particulares e vitrais para a Capela de São Francisco, em Itatiaia. Representou o Brasil na 1ª Bienal Americana de Arte (1962), Argentina, tendo alguns de seus trabalhos escolhidos pelo crítico Herbert Read para uma exposição itinerante nos Estados Unidos. Participou da I, II, IV, V, VI, VII, VIII e IX Bienal Internacional de São Paulo; da II e V Bienais de Tóquio, entre outras, Recebeu diversos prêmios como: o Prêmio Leirner de Arte Contemporânea (1958), o Prêmio de Melhor Pintor Nacional na 7ª Bienal Internacional de São Paulo (1963). TEIXEIRA LEITE, PÁG. 331; PONTUAL, PÁG. 363; MEC VOL.3, PÁG. 168; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 937; LEONOR AMARANTE, PÁG. 75; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 639; ACERVO FIEO; www.pinacoteca.org.br; mam.org.br; masp.art.br; www.artprice.com.



059 - DARCY PENTEADO (1926 - 1987)

Lago - desenho a nanquim - 22 x 29 cm - canto inferior esquerdo e superior direito - 1962 - São Roque -
Com declaração de autenticidade do autor, datada de 1977.

Desenhista, pintor, cenógrafo, figurinista e escritor nascido e falecido em São Roque, SP. Após os 10 anos mudou-se para São Paulo para concluir seus estudos. Distinguiu-se pelos desenhos que realizou que o levou a trabalhar em agências de publicidade, de desenho industrial e como figurinista de magazines. Iniciou, como autodidata, a cenografia para teatro e televisão, além da literatura (1944) e começou a expor, como artista plástico, em 1949. Passou a integrar em São Paulo o Grupo Novíssimos (1948). Desde 1955 vinha participando na televisão, como diretor de arte. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1954 e 1956 – MAM, 1961, 1963, 1981, 1983); Rio de Janeiro (1956, 1959); Recife, PE (1983); Pelotas, RS (1984). Viajou por diversas vezes à Europa onde morou por sete anos e também expôs individualmente em: Hamburgo, Alemanha (1964); Roma, Itália (1965, 1967); Paris, França (1966). Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais, destacando-se: Bienal Internacional de São Paulo (1953, 1955, 1963, 1965, 1967, 1973, 1985, 1986); Salão Paulista de Arte Moderna, SP (1960, 1961); Prêmio Leirner de Arte Contemporânea, SP (1959, 1962); Bienal de Paris (1961); Panorama da Arte Atual Brasileira, MAM – SP (1969, 1973, 1974). Recebeu a Medalha de Prata no SPAM (1961); Prêmio Governador do Estado (1954) como cenógrafo; o Prêmio Jabuti (1962) como ilustrador; Menção Honrosa (1977) da Revista Status como contista. MEC VOL. 3, PÁG. 365; PONTUAL PÁG. 416; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 747; VOL. 3, PÁG. 874; WALMIR AYALA VOL. 2, PÁG 183; TEIXEIRA LEITE PÁG 401; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 717; LEONOR AMARANTE PÁG. 75; www.artprice.com.



060 - JOÃO CALIXTO (1922 - 1994)

"Banhistas II" - óleo sobre tela - 146 x 97 cm - centro e dorso - 1976 -
Ex-coleção Antônio Maluf - Galeria Seta - São Paulo - SP. (Atenção clientes que não residem em São Paulo: transporte especial devido ao tamanho. Consulte-nos antes de dar seu lance) . No estado.

Natural de São Paulo, Capital, João Batista Calixto de Jesus foi pintor, serígrafo, publicitário e professor. Freqüentou a Escola de Belas Artes de São Paulo, de 1947 a 1952; cursou história da estética no Museu de Arte de São Paulo em 1961, e serigrafia no Sesi em 1969. Realizou a sua primeira exposição individual em 1954. Decorou a Igreja Nossa Senhora do Paraíso, 1954. Especializou-se em artes gráficas. Atua como professor na Escola Panamericana de Arte e na Faculdade de Belas Artes de São Paulo, onde tornou-se professor-titular em 1971. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, vol 3- pag 196



061 - J. BORGES (JOSÉ FRANCISCO BORGES) (1935)

"O forrozão junino" - xilogravura - 47 x 65 cm - canto inferior direito - 2010 -

Gravador e pintor, nasceu em Bezerros, PE, em 20/12/1935. Tinha sucesso com seus folhetos de cordel, mas foi a falta de material de ilustração para a capa de seu próximo trabalho que o levou para a xilogravura, passando a ser reconhecido nacional e internacionalmente. Em novembro de 1997 veio para São Paulo como um dos convidados do Encontro da Cultura Brasileira, na exposição O Cordel e a Arte dos Livros, que aconteceu no Salão Arco 2 da Estação Julio Prestes. JULIO LOUZADA, vol 10, pág 127; Acervo FIEO; ITAÚ CULTURAL.



062 - MOBY (1922 - 1978)

Composição - óleo sobre cartão colado em eucatex - 41 x 33 cm - canto superior direito - 1969 -
No estado.

Pintor e desenhista, Mogens Osterbye nasceu em Copenhague, Dinamarca e faleceu em São Paulo. Assinava Moby. Estudou na Escola de Arte Decorativa e na Real Academia de Belas-Artes de Copenhague com o pintor Kresten Iversen. Passou um período em Paris após a Segunda Guerra Mundial. Em seguida, sabe-se que viajou muito de navio pelo Oriente e pelo Atlântico, exercendo várias atividades. Seu primeiro paradeiro no Brasil foi o Recôncavo Baiano, por volta de 1955. Terminou por fixar-se em São Paulo, onde participou do 1º Salão do Trabalho (1962); expôs na Galeria Astréia (1963), no Clube Escandinavo de São Paulo (1964) e na Galeria de Arte da Casa do Artista Plástico (1965). Participou de mostras na Galeria Atrium – SP (1967) e no Paço das Artes (1971). No Rio de Janeiro, realizou uma individual na Galeria Goeldi (1966). PONTUAL PÁG. 363; MEC VOL. 3, PÁG. 1; JULIO LOUZADA VOL. 8, PÁG. 578; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



063 - LÊNIO BRAGA (1931 - 1973)

Figura - escultura em metal - 23 x 09 x 09 cm - não assinado -
Reproduzida no site do artista: http://www.leniobraga.com.br/category/esculturas/ . No estado.

Desenhista, artista gráfico, gravador, ilustrador, escultor, ceramista e fotógrafo nascido em Ribeirão Claro, PR e falecido no Rio de Janeiro, RJ. Autodidata, iniciou-se na pintura por volta de 1950. Estudou gravura com Lívio Abramo e Ylen Kerr no MAM, SP em 1955. Morou no Rio de Janeiro, Salvador, BA (1956 a 1970) e voltou para o Rio de Janeiro. Executou, na Bahia, numerosos murais em edifícios públicos, como os da Estação Rodoviária de Feira de Santana, do Banco do Comércio do Nordeste, da Estação Rodoviária de Jequié e de Conquista, da Capela dedicada ao Menino Jesus de Praga em Itapetinga. O painel ‘Entrada de Cristo em Salvador’, adquirido pela Petrobrás, ilustrou o livro ‘Pescadores de Milagres (1967) de Clarival Valadares. Realizou exposições individuais e participou de vários Salões oficiais como: 1ª e 2ª Bienais Nacionais de Artes Plásticas de Salvador, BA (1966 e 1968) onde recebeu o Grande Prêmio de Pintura na de 1966 e 9ª Bienal Internacional de São Paulo (1967). ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 1, PAG. 149; MEC VOL. 1, PÁG. 289; PONTUAL PÁG. 85; brasilartesenciclopedias.com.br; www.catalogodasartes.com.br.



064 - ELISEU D'ANGELO VISCONTI (1866 - 1944)

Estudo - sangüínea - 24,5 x 20,5 cm - canto inferior direito -

Considerado o maior pintor que trabalhou no Brasil, nasceu na Itália, mas fez sua formação artística na Escola de Belas Artes do Rio de Janeiro e em Paris. Foi sucessivamente, realista, simbolista, adepto do Art Noveau e pós- impressionista, até chegar em algumas paisagens já quase no fim da vida, a uma síntese admirável de todos esses estilos e tendências. Sua obra-prima - e uma das obras- primas da arte brasileira de todos os tempos - é a decoração do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, principamente o friso do foyer, iniciado em 1914. TEODORO BRAGA, pág. 240/241; LAUDELINO FREIRE, págs. 515/ 133/ 151/ 510 e 512; BENEZIT, vol. 10, pág. 535; REIS JR., pág. 293 /300 /304 /371 /375/ 380/ 381/ 388/ 389; MEC, vol. 4, pág. 393; PONTUAL, pág. 543/544/545; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 422 e 423; MAYER/84, pág. 1252; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 420; ARTE NO BRASIL, pág. 553; LEONOR AMARANTE, pág. 42; Acervo FIEO; F. ACQUARONE, pág. 171.



065 - EUGÊNIO LATOUR (1874 - 1942)

Natureza morta - óleo sobre tela - 48 x 55 cm - canto inferior direito - 1936 - Rio de Janeiro -

Nascido e falecido na cidade do Rio de Janeiro, onde frequentou a ENBA a partir de 1894. Foi aluno de Rodolfo Amoedo, Zeferino da Costa e H. Bernardelli. Expôs no SNBA em diversas oportunidades, recebendo premiações, inclusive de viagem ao exterior. Latour é um pintor da expressão humana, e feminina sobretudo. Cada cabeça sua representa um estado de alma. Aqui tristeza, dor concentrada; ali a despreocupação e o coquetismo. Sua obra é graciosa, sensível e elegante. JULIO LOUZADA, Vol. pág.522, TEIXEIRA LEITE, pág. 278, PONTUAL, pág. 300, ITAÚ CULTURAL, ARTE NO BRASIL, pág. 556.



066 - DARCY PENTEADO (1926 - 1987)

Paisagem - desenho a nanquim - 23 x 29 cm - canto inferior esquerdo e superior direito - 1962 - São Roque -
No estado.

Desenhista, pintor, cenógrafo, figurinista e escritor nascido e falecido em São Roque, SP. Após os 10 anos mudou-se para São Paulo para concluir seus estudos. Distinguiu-se pelos desenhos que realizou que o levou a trabalhar em agências de publicidade, de desenho industrial e como figurinista de magazines. Iniciou, como autodidata, a cenografia para teatro e televisão, além da literatura (1944) e começou a expor, como artista plástico, em 1949. Passou a integrar em São Paulo o Grupo Novíssimos (1948). Desde 1955 vinha participando na televisão, como diretor de arte. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1954 e 1956 – MAM, 1961, 1963, 1981, 1983); Rio de Janeiro (1956, 1959); Recife, PE (1983); Pelotas, RS (1984). Viajou por diversas vezes à Europa onde morou por sete anos e também expôs individualmente em: Hamburgo, Alemanha (1964); Roma, Itália (1965, 1967); Paris, França (1966). Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais, destacando-se: Bienal Internacional de São Paulo (1953, 1955, 1963, 1965, 1967, 1973, 1985, 1986); Salão Paulista de Arte Moderna, SP (1960, 1961); Prêmio Leirner de Arte Contemporânea, SP (1959, 1962); Bienal de Paris (1961); Panorama da Arte Atual Brasileira, MAM – SP (1969, 1973, 1974). Recebeu a Medalha de Prata no SPAM (1961); Prêmio Governador do Estado (1954) como cenógrafo; o Prêmio Jabuti (1962) como ilustrador; Menção Honrosa (1977) da Revista Status como contista. MEC VOL. 3, PÁG. 365; PONTUAL PÁG. 416; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 747; VOL. 3, PÁG. 874; WALMIR AYALA VOL. 2, PÁG 183; TEIXEIRA LEITE PÁG 401; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 717; LEONOR AMARANTE PÁG. 75; www.artprice.com.



067 - ALBERTO DA VEIGA GUIGNARD (1896 - 1962)

Paisagem - desenho a nanquim - 17,5 x 27 cm - canto inferior direito -
Ex coleção Marchand Isaac Ficz, Rio de Janeiro - RJ. No estado.

Pintor, professor, desenhista, ilustrador e gravador, Alberto da Veiga Guignard nasceu em Nova Friburgo, RJ e faleceu em Belo Horizonte, MG. Mudou-se com a família para a Europa em 1907. Em dois períodos, entre 1917 e 1918 e entre 1921 e 1923, frequentou a Real Academia de Belas Artes de Munique, onde estudou com Hermann Groeber e Adolf Hengeler. Aperfeiçoou-se em Florença e em Paris, onde participou do Salão de Outono. Retornou para o Rio de Janeiro em 1929 e integrou-se ao cenário cultural por meio do contato com Ismael Nery. Participou do Salão Revolucionário de 1931, e foi destacado por Mário de Andrade como uma das revelações da mostra. Em 1941, integrou a Comissão Organizadora da Divisão de Arte Moderna do Salão Nacional de Belas Artes, com Oscar Niemeyer e Aníbal Machado. Em 1943, passou a orientar alunos em seu ateliê e criou o Grupo Guignard. A única exposição do grupo, realizada no Diretório Acadêmico da Escola Nacional de Belas Artes, foi fechada por alunos conservadores e reinaugurada na Associação Brasileira de Imprensa. Em 1944, a convite do prefeito Juscelino Kubitschek, transferiu-se para Belo Horizonte e começou a lecionar e dirigir o curso livre de desenho e pintura da Escola de Belas Artes, por onde passaram Amilcar de Castro, Farnese de Andrade e Lygia Clark, entre outros. Permaneceu à frente da escola até 1962, quando, em sua homenagem, esta passou a chamar-se Escola Guignard. Participou da Bienal de Veneza (1928, 1952); da Bienal Internacional de São Paulo (1951) e outras. PONTUAL, PÁG. 254; MEC, VOL. 2, PAG. 304; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 236; JULIO LOUZADA, VOL. 10, PÁG. 404; ART PRICE ANNUAL 2000, PÁG. 1013; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 373; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 559; ARTE NO BRASIL, PÁG. 505; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28; www.pinturabrasileira.com; www.brasilescola.com; web.artprice.com.



068 - ROMEU CAIANI (1923 - 1997)

"Matriz de Santana do Parnaíba" - óleo sobre tela - 39 x 29 cm - canto inferior direito e dorso - 1986 -
No estado.

Pintor ativo em São Paulo, com diversas participações em coletivas, tais como: Salão da Paisagem Paulista (1968, 1969 e 1970), com premiação. JULIO LOUZADA, vol.11, pág.49; MEC, vol.1, pág.324, Acervo FIEO.



069 - COLETTE PUJOL (1913 - 1999)

Ouro Preto - óleo sobre eucatex - 35 x 27 cm - canto inferior direito -
No estado.

Esta premiadíssima pintora e professora paulistana, recebeu as suas primeiras aulas de desenho e pintura de Antonio Rocco e de Lucília Fraga, ainda na capital paulista. Residindo em Salvador, freqüentou a Escola de Belas Artes, onde foi aluna de Presciliano Silva (1942 a 1944); a partir de 1946 até 1949, estudou na Europa. Possui obras em museus brasileiros. PONTUAL, pág. 440; MEC, vol. 3, pág. 438; TEODORO BRAGA, pág. 73; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



070 - HEITOR DOS PRAZERES (1898 - 1966)

"Vista para o Morro da Providência" - óleo sobre madeira - 48 x 52 cm - canto inferior direito - 16/10/1963-Rio de Janeiro -
Com autenticação da família do artista, na pessoa do curador da obra, Sr. Heitor dos Prazeres Filho. No estado.

Pintor, compositor, marceneiro, Heitor dos Prazeres nasceu e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. Iniciou-se na pintura por volta de 1937, como autodidata, estimulado pelo jornalista e desenhista Carlos Cavalcanti. No período de 1937 a 1946, trabalhou em rádios do Rio de Janeiro e ingressou como ritmista na Rádio Nacional, em 1943. Recebeu o 3º lugar para artistas nacionais na 1ª Bienal Internacional de São Paulo (1951) e foi homenageado com sala especial na 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1953). No ano seguinte, criou cenários e figurinos para o Balé do IV Centenário da Cidade de São Paulo. Realizou sua primeira exposição individual, em 1959, no Rio de Janeiro. Em 1965, Antônio Carlos Fontoura produziu um documentário sobre sua obra. Tornou-se um artista destacado, atuando como compositor, instrumentista e letrista de música popular brasileira. Participou da fundação das primeiras escolas de samba cariocas, entre elas a Estação Primeira de Mangueira. Em comemoração ao centenário de seu nascimento, em 1999, foi realizada mostra retrospectiva no Espaço BNDES e no Museu Nacional de Belas Artes. Em 2003, foi publicado o livro ‘Heitor dos Prazeres: Sua Arte e Seu Tempo’, da jornalista Alba Lírio. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.11, PÁG.247; MEC. VOL.3, PÁG.400; WALMIR AYALA. VOL.2, PÁG.194; TEIXEIRA LEITE, PÁG.408; PONTUAL, PAG.439; WALTER ZANINI, PÁG.810; LEONOR AMARANTE, PÁG. 266; ACERVO FIEO.



071 - INOS CORRADIN (1929)

Paisagem - serigrafia - P.A. - 69 x 49 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, escultor e cenógrafo, nascido em Vogogna, Itália. Por volta de 1932 mudou-se com a família para Castelbaldo - Padova, onde, em 1945, estudou pintura com professor Tardivello. Em 1947 colaborou com o pintor Pendin na execução de um mural referente aos mártires da resistência italiana em Castelbaldo. Veio, em 1950, para Jundiaí e São Paulo onde fez parte do núcleo artístico Cooperativa em São Paulo, dirigido pelo pintor argentino Oswaldo Gil Navarro. Executou cenários para o Ballet do IV Centenário de São Paulo, em 1954. Em 1979 foi contratado para pintar um cenário para o Teatro de Rovigo, Itália. Realizou diversas exposições individuais, participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais pelo Brasil e pelo mundo. Foi premiado em Paris (1975) e em Ferrara, Itália (1976). JULIO LOUZADA, VOL. 11, PÁG. 152; PONTUAL, PÁG. 143; MEC, VOL. 1, PÁG. 448; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 215; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; inoscorradin.com.br.



072 - PAULO EDUARDO SAYEG (1960)

Touro - desenho a lápis - 21 x 32 cm - canto superior direito -
No estado.

Pintor, desenhista e gravador paulistano. Ativo em São Paulo, onde realizou diversas exposições individuais e assíduas participações em coletivas. Em 1987, foi considerado pela APCA, como o Melhor Desenhista do Ano. JULIO LOUZADA vol.3, pág.1032, Acervo FIEO.



073 - LOUCO FILHO (1961)

"Oxalufã" - escultura em madeira - 81 x 15 x 09 cm - assinado - 11/12/2003 -

Celestino Gama da Silva, que assina suas obras como Louco Filho, nasceu, no município de Muritiba, BA. Foi criado em Cachoeira, cidade histórica do Recôncavo Baiano, onde reside e mantém seu ateliê. É filho do escultor Boaventura da Silva Filho, conhecido como Louco (1929-1992), de quem herdou o talento e o apelido. Exposição coletiva em São Felix, BA (1991). LIMA, BETH E VALFRIDO - “EM NOME DO AUTOR”; ITAU CULTURAL; www.popular.art.br; www.acasa.org.br.



074 - JOSÉ SABÓIA (1949)

Trabalhadores - óleo sobre tela - 80 x 60 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor, José Sabóia do Nascimento nasceu em Almadina-BA. Artista autodidata foi para o Rio de Janeiro em 1967 e começou a pintar no ano seguinte, passando a expor seus trabalhos na feira hippie de Ipanema. Fez sua primeira exposição individual em Fortaleza, CE (1970). Entre as exposições de que participou, destacam-se: I e III Salão Nacional de Artes Plásticas do Ceará, Fortaleza, (1969, 1971 - Prêmio Aquisição); Dez Pintores no Rio de Janeiro, no MNBA, RJ (1983); ‘Brésil Naifs’, Paris (1986); ‘Salon d'Art Naif’- Marseilha, França (1987); ‘Pintura, Presença e Povo na Arte Brasileira’ no Museu da Casa Brasileira - São Paulo (1990); ‘Visões do Rio’ no MAM, RJ (1996). No exterior expôs individualmente em São Francisco, EUA e Munique, Alemanha, além de participar de coletivas em vários países e, principalmente na França, com exposições organizadas pela Galeria Jacqueline Bricard e uma presença cativa na ‘Galerie Naïfs du Monde Entier’ em Paris. José Sabóia participou do Concurso Internacional de Morges, quando seu quadro foi eleito pelo público, a melhor obra de 60 participantes de 22 países, premiação que originou o convite da Galeria Kasper para realizar uma exposição individual em 1997. JULIO LOUZADA vol. 11, pág. 278; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 228; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO; www.artprice.com; www.nautilus.com.br; www.ardies.com.



075 - HÉRCULES BARSOTTI (1914 - 2010)

"Pera e maçãs" - óleo sobre madeira - 13 x 20 cm - canto inferior direito e dorso - 1941 -

Pintor, desenhista, programador visual, gravador, nascido e falecido em São Paulo, SP. Iniciou-se nas artes em 1926, estudando desenho e composição com o pintor Enrico Vio. Começou a pintar em 1940 e, na década seguinte, realizou as primeiras pinturas concretas, além de trabalhar como desenhista têxtil e projetar figurino para o teatro. Em 1954, com Willys de Castro, fundou o Estúdio de Projetos Gráficos, elaborou ilustrações para várias revistas e desenvolveu estampas de tecidos produzidos em sua tecelagem. Foi para a Europa (1958) com o intuito de estudar novas tendências e aprimorar suas técnicas. Foi premiado no Salão Paulista de Arte Moderna (1958, 1959), no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1960) e realizou diversas exposições individuais. Na década de 1960, foi convidado por Ferreira Gullar a integrar-se ao Grupo Neoconcreto do Rio de Janeiro e participou das exposições de arte do grupo realizadas no Ministério da Educação e Cultura, RJ e no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Em 1960, expôs na mostra 'Konkrete Kunst' (Arte Concreta), organizada por Max Bill, em Zurique. Entre 1963 e 1965, colaborou na fundação e participou do Grupo Novas Tendências, em São Paulo. Participou da IV, V, VI e VIII Bienal Internacional de São Paulo; do Panorama da Arte Atual Brasileira – MAM, SP, entre outras exposições oficiais. Em 2004, o MAM - SP organizou uma retrospectiva do artista. JULIO LOUZADA, VOL. 1, PAG. 98; VOL. 2, PÁG. 108; ITAU CULTURAL; PONTUAL PÁG. 57; MEC VOL. 1; PÁG. 187; www.pinturabrasileira.com; www.macvirtual.usp.br; www.pinacoteca.org.br; www.artprice.com.



076 - MENASE VAIDERGORN (1927)

Meninas no campo - óleo sobre tela - 50 x 60 cm - canto inferior direito -

Pintor nascido em Hotin, Romênia. Assina MVAIDERGORN. Seus pais vieram para o Brasil (1932) fixando residência em São Paulo. Ingressou na Associação Paulista de Belas Artes (fim da década de 1940) onde conheceu Dario Mecatti que muito o estimulou. Viajou pelo norte da África e Europa. Realizou exposições individuais e participou de diversos salões e mostras coletivas oficiais, recebendo diversos prêmios, entre eles: os do Salão Paulista de Belas Artes, SP (1976 - Medalha de Bronze, 2000 – Prêmio Aquisição, 2001 – Grande Medalha de Prata). JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 1011; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



077 - ARTE POPULAR BRASILEIRA (XX)

Lampião e Maria Bonita - escultura em terracota policromada - assinado -
Genario. Medidas: Maria Bonita:17,5 x 05 x 5,5 cm, Lampião : 16,5 x 06 x 6,5 cm.



078 - INGRES SPELTRI (1940)

Composição - óleo sobre madeira - 53 x 193 cm - canto inferior direito e dorso - 09/1999 -
(Atenção clientes que não residem em São Paulo: transporte especial devido ao tamanho. Consulte-nos antes de dar seu lance) .

Pintor, desenhista, escultor, gravador e professor nascido em Jau, SP. Filho do pintor Augusto Speltri com quem se iniciou na pintura, ainda criança. Em 1959 mudou-se para São Paulo onde estudou Música (1960-1964). Foi professor titular da Escola Panamericana de Arte, SP. Realizou exposições individuais, em São Paulo, nos anos de 1977, 1981, 1978, 1984. Participou de várias mostras e Salões oficiais, sendo premiado em: São Paulo (1963, 1966, 1970, 1971); Santo André, SP (1976). JULIO LOUZADA VOL. 5, PÁG. 1012; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; MEC VOL. 4, PÁG. 338; PONTUAL PÁG. 504; www.artprice.com; www.speltri.com.



079 - HENRIQUE GOLDSHMIDT (1865 - 1952)

Barco - desenho a nanquim - d = 15 cm - assinado -
No estado.

Pintor e desenhista nascido (24/2) e falecido no Rio de Janeiro-RJ. Especializou-se nas pequenas e delicadas aquarelas, privilegiando as localidades cariocas. Foi chamado de "...talentoso pintor miniaturista e fantasista" pelo jornal O Paíz do Rio de Janeiro. TEODORO BRAGA, pág. 109; LAUDELINO FREIRE, pág. 389; JULIO LOUZADA, vol. 5, pág. 442.



080 - MANUEL MADRUGA FILHO (1872 - 1951)

Interior - óleo sobre tela - 121 x 87 cm - canto inferior direito -
Com os seguintes carimbos no dorso: Salão Paulista de Belas Artes e Salão Nacional de Belas Artes. No estado. (Atenção clientes que não residem em São Paulo: transporte especial devido ao tamanho. Consulte-nos antes de dar seu lance) .

Pintor, desenhista, artista gráfico e professor - Manuel Pereira Madruga Filho nasceu em Teresópolis, RJ e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. Estudou na Academia Imperial de Belas Artes - RJ, onde foi aluno de José Maria de Medeiros e Zeferino da Costa; na Escola de Belas Artes de Paris onde foi aluno de Henri Rochefort; na Escola ao Ar Livre de Antônio Parreiras, RJ (1891) e na Academia Julian, Paris (1894) onde foi aluno de Jean-Paul Laurens e Marcel Baschet. Foi membro fundador e vice-presidente da Academia Brasileira de Belas Artes. Viveu em Paris de 1894 a 1940. Recebeu do Governo Francês os títulos: Oficial da Academia de Paris (1910), ‘Officer de l´Instruction Publique’ (1924) e Cavalheiro da Ordem da Legião de Honra (1936). Executou um painel para o Pavilhão do Brasil na Exposição Internacional de Turim, Itália em 1911. Fixou-se definitivamente no Brasil, Rio de Janeiro, a partir de 1940. Participou de muitas exposições e Salões oficiais. Foi premiado no Rio de Janeiro (1894, 1898, 1908, 1948, 1949, 1950); em Porto Alegre, RS (1942); em São Paulo (1942, 1944, 1947) e recebeu o 1º lugar no Concurso para decoração do Salão Nobre do Palácio da Guerra no Rio de Janeiro em 1940. MEC VOL. 3, PÁG 35, PONTUAL PÁG. 327; JULIO LOUZADA VOL. 1, pág. 565.



081 - GERDA BRENTANI (1906 - 1999)

Insetos - gravura - 7/100 - 22,5 x 12,5 cm - canto inferior direito -

Nasceu em Triestre, Itália, no dia 27 de fevereiro de 1908. Desenhista e gravadora. No Brasil desde 1939, fixou residência em São Paulo, Capital. Iniciou estudos com Ernesto de Fiori e Rossi Osir, por volta de 1940. De traço humoristico, a artista destacou-se no cenário artístico/crítico nacional, cuja obra tem participado em mostras nacionais e internacionais, com sucesso de crítica. JULIO LOUZADA vol.1, pág.153; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 630; Acervo FIEO.



082 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

Meteoro - escultura em bronze - 14 x 12 x 08 cm - assinado -
Ex coleção Renato Antônio Brogiolo - Rio de Janeiro, RJ.

Escultor, desenhista e pintor paulista nascido em Mococa, SP e falecido no Rio de Janeiro. Mudou-se com a família para Itália, e fixou-se em Roma (1913). Iniciou estudos de desenho e escultura com o professor Loss (1920). Participou de movimentos antifascistas e foi preso (1931) por motivos políticos. Foi extraditado para o Brasil (1935) por intervenção do embaixador brasileiro na Itália. Em 1937, viajou para Paris e frequentou as academias ‘La Grand Chaumière’ e ‘Ranson’, onde estudou com Aristide Maillol e conviveu com Henry Moore, Marino Marini e Charles Despiau. Em 1939, retornou a São Paulo e junto com Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Sérgio Milliet, entre outros, participou do Movimento Modernista; foi um dos membros da Família Artística Paulista e do Grupo Santa Helena. Em 1943, transferiu-se para o Rio de Janeiro. A convite do ministro Gustavo Capanema instalou ateliê no antigo Hospício da Praia Vermelha, onde orientou jovens artistas como Francisco Stockinger. Possui obras em espaços públicos como ‘Monumento à Juventude Brasileira’ (1947), nos jardins do antigo Ministério da Educação e Saúde, atual Palácio Gustavo Capanema - RJ; ‘Candangos’ (1960), na Praça dos Três Poderes, e ‘Meteoro’ (1967), no lago do edifício do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília; ‘Integração’ (1989), no Memorial da América Latina, em São Paulo. Participou das Bienais de Veneza (1950, 1952); participou das I, II, IV e IX Bienais de São Paulo, período em que recebeu o prêmio de melhor escultor brasileiro (1953) e sala especial (1967). MEC, VOL.2, PÁG. 250; PONTUAL, PÁG. 237; MAYER/84, PÁG. 1333; BENEZIT VOL. 5, PÁG. 14; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 715; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 422; www.artprice.com; www.pinturabrasileira.com; www.dec.ufcg.edu.br; www.monumentos.art.br.



083 - ANTONIO MAIA (1928 - 2008)

"Amuleto 57" - acrílico sobre tela - 60 x 60 cm - centro inferior e dorso - 1986 - Rio de Janeiro -
Com a seguinte inscrição no dorso: "Especial para a Exposição Inaugural do São Conrado Studio de Arte - Rio de Janeiro, 13 de maio de 1986".

Natural de Carmópolis, SE. Pintor e desenhista. Radicado no Rio de Janeiro desde 1955. Em 1959 fez suas primeiras apresentações em coletivas. Estreou no SNAM, obtendo o prêmio de viagem ao exterior (1969). Pertencente àquele grupo de artistas que organizam seu trabalho em torno de valores culturais vindos da expressão popular, o artista assumiu como um dos temas de sua pintura a imagem do ex-voto., escultura religiosa de caráter popular e votivo. O ex-voto representa, para o artista, um ponto de partida na realização de uma paisagem brasileira sem conotações urbanas. É uma pintura em que o mundo dos homens é construído pelos homens e por suas criações. O artista empresta às figuras com que trabalha, os ex-votos, conotações de análise ideológica, e o faz sem palavras, apenas pela força da presença visual. Figurou em diversas coletivas nacionais e internacionais, conquistando prestigio de critica e público. MEC vol.3, pág.42; PONTUAL, pág. 330 e 331; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 697; Acervo FIEO.



084 - IRINEIDE KLOCKNER (1961)

Composição - óleo sobre tela - 70 x 50 cm - dorso -

Pintora nascida em Maringá, PR, Iniciou sua carreira artística em 1983. Desde 2000, dedica-se exclusivamente à pintura em tela, tendo durante estes anos aprimorado sua arte em diversas técnicas, através da convivência com artistas de diferentes estilos. Nos últimos anos tem buscado inspiração em grandes nomes do Abstracionismo, como Jackson Pollock e Jonas Gerard, e desenvolveu seu próprio estilo. Em sua arte, expressa a beleza da vida, em todos seus pormenores e complexidades, na união dos traços aparentemente desconexos se criam momentos únicos. Durante sua carreira, participou de exposições ao longo de toda a região Sul, tendo assinado mais de 2000 obras de arte, que hoje embelezam residências e ambientes corporativos em todo o Brasil. http://www.klockner-art.com; www.artprice.com.



085 - GALILEU EMENDABLI (1902 - 1978)

Nu - escultura em bronze - 42 x 16 x 14 cm - assinado - 1927 -

Pintor, desenhista, escultor, ativo em São Paulo. É de sua autoria o Obelisco do Ibirapuera, obra monumental dedicada à memória dos heróis constitucionalistas. ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 634; Acervo FIEO.



086 - FERNANDO ODRIOZOLA (1921 - 1986)

Composição - técnica mista sobre papel - 26 x 19,5 cm - canto inferior direito - 1961 -

Fernando Pascual Odriozola nasceu em Oviedo, Espanha e faleceu em São Paulo. Pintor, desenhista e gravador. Começou a pintar em 1936. Veio para o Brasil em 1953 e fixou residência em São Paulo. No ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual na Galeria Portinari. O Museu de Arte Moderna de São Paulo dedicou-lhe outra individual, em 1955. Na década de 1960, lecionou no Instituto de Arte Contemporânea da Fundação Armando Álvares Penteado e colaborou como ilustrador nos jornais O Estado de S. Paulo e Diário de S. Paulo, e na revista Habitat. Em 1964, integrou, com Wesley Duke Lee , Yo Yoshitome e Bin Kondo , o Grupo Austral, ligado ao movimento internacional Phases. Participou das 7ª, 8ª, 9ª, 12ª, 13ª, 14ª, 15ª e 18ª Bienais Internacionais de São Paulo onde foi premiado na 7ª, 8ª, e 14ª edição; da 7ª Bienal de Tóquio; dos 2º e 5º Panoramas da Arte Atual Brasileira, entre outras. No ano de seu falecimento, o Centro Cultural São Paulo (CCSP) realizou uma exposição retrospectiva póstuma em sua homenagem. JULIO LOUZADA VOL.11, PÁG. 231; MEC VOL.3, PÁG.291; PONTUAL PÁG. 389; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 737; ARTE NO BRASIL PÁG.907; LEONOR AMARANTE PÁG. 143; ACERVO FIEO.



087 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Bailarina - aquarela - 29 x 18 cm - canto inferior esquerdo - 05/1989 -
J. David.



088 - ERICH BRILL (1895 - 1942)

Figura - desenho a lápis - 15 x 14 cm - canto inferior esquerdo - 1919 -
No estado. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista nascido em Lubeck - Schleswig-Holstein, Alemanha e falecido em Jungfernhof - Riga (Letônia). Em 1897 a família transferiu-se para Hamburgo onde concluiu o curso superior de Sociologia e Filosofia e teve aulas de artes com Adolf Meier (1916- 1918), em Berlim. Em 1919 frequentou a Escola de Artes e Ofícios em Frankfurt e, entre1920-1922, a Escola de Artes e Ofícios de Hamburgo. Em 1922 viajou à Palestina para onde retornou dois anos depois. Passou por Paris e expôs em Ascona, Zurique, Berlim, Hamburgo e Praga. Em1934 chegou ao Brasil acompanhando sua filha, Alice Brill, que se tornou também pintora, gravadora, fotógrafa que vinha ao encontro da mãe. Chegou a expor no Rio de Janeiro (1934), em São Paulo (1935) e, em 1937, retornou a Hamburgo, ficando preso durante cinco anos pelos nazistas. Após ter sido libertado, voltou a ser preso, uma semana depois, e deportado para o campo de concentração. O Museu de Hamburgo possui obras suas. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 10, PÁG. 142; www.artprice.com; www.arqshoah.com.br; www.pinacoteca.org.br; www.artnet.com.



089 - ELEUZA REGINA DE MORAIS (1947)

"Tempo de homens" - acrílico sobre tela - d = 70 cm - assinado - 1998 -
Reproduzido no catálogo da Bienal Naïfs do Brasil 1998 - SESC - Piracicaba - SP.

Pintora, desenhista e poetisa nascida em Pelotas, RS. Estudou pintura com Virginia Quites (1988) e litogravura com Danúbio Gonçalves (1987). Realizou exposição individual em: Porto Alegre, RS (1995, 1997, 2000, 2003, 2005); Porto, Portugal (2001); Lisboa, Portugal (2004); Sesimbra, Portugal (2004). Participou de inúmeras mostras coletivas e Salões oficiais como: Bienal Naïfs do Brasil, Piracicaba – SP (1998); Salão de Artes Itajaí, SC (2001); Salão Internacional de imagens digitais, Olot - Espanha (2002); entre outros. Foi premiada em: Santo André, SP (1990); Piracicaba, SP (1999 – Bienal); Bagé, RS (2000). ITAU CULTURAL; www.germinaliteratura.com.br/artes_eleuza_de_morais.htm.



090 - PEDRO ALEXANDRINO (1864 - 1942)

Natureza morta - óleo sobre tela - 53 x 63,5 cm - canto superior direito -
Reproduzido no convite deste Leilão. No estado.

Pedro Alexandrino Borges nasceu e faleceu em São Paulo, SP. Assina Pedro Alexandrino. Pintor, decorador, desenhista e professor. Iniciou-se na pintura aos 11 anos, ao trabalhar com o decorador francês Barandier, na catedral de Campinas, SP. Nessa época, também auxiliou o decorador francês Stevaux em São Paulo e realizou trabalhos em igrejas, residências e palacetes. Em 1880, recebeu as primeiras lições de pintura do pintor mato-grossense João Boaventura da Cruz. A partir de 1883, estudou com Almeida Júnior em seu ateliê, em São Paulo; de 1887 a 1888, desenho com José Maria de Medeiros, pintura com Zeferino da Costa e como aluno bolsista na Academia Imperial de Belas Artes, RJ. Entre 1890 e 1892 ingressou na Escola Nacional de Belas Artes, mas não conclui o curso. De volta a São Paulo, lecionou desenho no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, em 1895 e 1896. Viajou para Paris em companhia de Almeida Júnior, como pensionista do Estado de São Paulo e frequentou o ateliê de René-Loui Chrétien, a Académie Fernand Carmon, o Ateliê Lauri e estudou com Antoine Vollon e com o pintor Monroy, a partir de 1899. Retornou ao Brasil na primeira década do século XX, estabeleceu-se em São Paulo, onde lecionou desenho e pintura. Teve como alunos: Tarsila do Amaral, Anita Malfatti, Bonadei, entre outros. Realizou exposições individuais e participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais no Brasil e Europa. Foi premiado no Rio de Janeiro (1894, 1895, 1939) e em São Paulo (1922, 1934). TARASANTCHI, RUTH SPRUNG. A VIDA SILENCIOSA NA PINTURA DE PEDRO ALEXANDRINO. 1981. DISSERTAÇÃO (MESTRADO) - ESCOLA DE COMUNICAÇÕES E ARTES - ECA/USP, São Paulo, 1981; ARTISTAS BRASILEIROS - PEDRO ALEXANDRINO -RUTH SPRUNG TARASANTH - Edição EDUSP, 1996; ARTE NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 1039; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 391/2; MEC, VOL. 1, PÁG. 46; ITAU CULTURAL, RUTH TARASANTCHI; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 729; VOL. 13, PÁG. 8; PONTUAL PÁG. 410; web.artprice.com.



091 - EVANDRO CARLOS JARDIM (1935)

Gaivota - gravura - 13/100 - 25 x 32,5 cm - canto inferior direito -
No estado.

Gravador, desenhista, pintor e professor, Evandro Carlos Frascá Poyares Jardim nasceu em São Paulo, SP. Ingressou na Escola de Belas Artes de São Paulo (1953), onde estudou pintura com Theodoro Braga, Antonio Paim Vieira e Joaquim da Rocha Ferreira, além de modelagem e escultura com Vicente Larocca. Estudou gravura em metal com Francesc Domingo Segura (entre 1956 e 1957). Especializou-se em gravura em metal. Paralelamente à carreira artística, desenvolveu intensa atividade docente em várias instituições, como a Escola de Belas Artes, a FAAP e a Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo. Sua primeira exposição individual foi no MASP (1973). Tem participado de inúmeras mostras coletivas e Salões oficiais como: Bienal de Quito, Equador (1968); Bienal Latinoamericana de Gravura, Porto Rico (1972, 1974); Bienal Internacional de São Paulo (1967, 1969, 1975, 1979); Bienal de Veneza, Itália (1976); Trienal de Gravura, Buenos Aires, Argentina (1979); Internacional de Gravura, Tóquio – Japão (1982); I Bienal de Grabado Iberoamericano, Uruguai (1983); entre outros. Vencedor de prêmios como: o de Melhor Gravador do ano (1974 e 1992), pela Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA), de melhor exposição individual (2005), Prêmio Governador do Estado na XIII Bienal Internacional de São Paulo (1975); Prêmio Nilo Previdi na I Mostra Anual de Gravura de Curitiba, PR (1978); Prêmio Bravo! Prime de Cultura e Prêmio Canson de Artes Plásticas (1989). PONTUAL PÁG. 277; MEC VOL. 2, PÁG. 372; TEIXEIRA LEITE PÁG. 264; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 492; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 764; ARTE NO BRASIL PÁG. 966; LEONOR AMARANTE PÁG. 240. ACERVO FIEO; www.sescsp.org.br; www.brasilartesenciclopedias.com.br; www.artprice.com.



092 - DIONISIO DEL SANTO (1925 - 1999)

Triângulos - guache - 15,5 x 19 cm - canto inferior direito - 1989 -

Pintor, desenhista, gravador e serigrafista, nasceu em Colatina-ES, e faleceu em Vitória, naquele mesmo Estado. Autodidata. Em 1975, recebe o Prêmio de Melhor Exposição de Gravura do Ano, da APCA. Participou da 9ª Bienal Internacional de São Paulo, 1967 (Prêmio Itamarati Aquisição) e do Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro, 1968 (Prêmio Isenção do Júri). JULIO LOUZADA vol.11, pág. 88; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 682; ARTE NO BRASIL, pág. 934.



093 - LUIZ ANTONIO DA SILVA (1935)

Cinegrafista - escultura em terracota policromada - 20 x 08 x 08 cm - assinado -

Escultor, natural de Alto do Moura/PE. Conviveu diretamente com Mestre Vitalino que o orientou por toda vida. Luiz Antonio diz que modela "as coisas que vê por aqui, nas revistas e na televisão". Essa temática o diferencia hoje dos demais artesãos de Alto do Moura e explica a grande procura pelos seus trabalhos. Hoje o artista atingiu um nível de esmero em suas peças, com cores vibrantes, e orgulha-se em mostrar a peça "Fábrica de Telhas", com a qual ganhou o concurso da comemoração dos 145 anos de Caruaru.



094 - OSCAR NIEMEYER (1907 - 2012)

Brasília - litografia - P.A. - 49,5 x 69 cm - canto inferior esquerdo - 1970 -

Oscar Niemeyer Soares Filho nasceu no Rio de Janeiro. Arquiteto, gravador e urbanista. Forma-se em arquitetura pela Escola Nacional de Belas Artes - ENBA, Rio de Janeiro, em 1934. Nesse ano, passa a freqüentar o escritório do arquiteto e urbanista Lucio Costa. Em 1936, integra a comissão criada para definir os planos da sede do Ministério da Educação e Saúde, no Rio de Janeiro, com a supervisão do arquiteto suíço Le Corbusier, a quem assiste como desenhista. Entre 1940 e 1944 projeta o conjunto arquitetônico da Pampulha, Belo Horizonte - MG, que se configura como um marco de sua obra, pois rompe com os conceitos rigorosos do funcionalismo e utiliza uma linguagem de formas novas, de superfícies curvas, explorando as possibilidades plásticas do concreto armado. Em 1947, é convidado pela Organização das Nações Unidas - ONU a participar da comissão de arquitetos encarregada de definir os planos de sua futura sede em Nova York. Seu projeto, associado ao de Le Corbusier, é escolhido como base do plano definitivo. No Rio de Janeiro, em 1955, funda a revista ‘Módulo’ e no ano seguinte começa a colaborar na construção da nova capital do Brasil, Brasília, cujo plano urbanístico é confiado a Lucio Costa. Participou da I e II Bienal Internacional de São Paulo. Em 1965 é realizada uma retrospectiva sua no Museu do Louvre, Paris, a primeira dedicada a um arquiteto. Projetou inúmeras obras pelo mundo e recebeu vários prêmios. O Parque Ibirapuera (1951), São Paulo, também foi um dos seus grandes projetos. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.5, PÁG.744; VOL.6, PÁG.785; MEC, VOL.3, PÁG. 263; DICIONÁRIO OXFORD; www.niemeyer.org.br.



095 - ADO MALAGOLI (1906 - 1994)

Paisagem - óleo sobre madeira - 37 x 21,5 cm - canto inferior direito -
Com etiqueta da Galeria de Arte GEAD, de propriedade do Sr. Alberto Dezon, Rio de Janeiro - RJ, no dorso.

Natural de Araraquara-SP, Malagoli foi amigo de Rebolo, Volpi e Zanini, com os quais costumava pintar aos domingos a paisagem das cercanias da cidade. Mudando-se para o Rio, participa do Núcleo Bernardelli, ao lado de Pancetti e Dacosta. Expõe no SNBA a partir 1934, recebendo diversas premiações. Sua primeira individual foi em NY, em 1946. Fixa residência definitiva em Porto Alegre a partir de 1952, onde influenciará a obra de grandes artistas para quem passa a lecionar no Instituto de Belas Artes do Rio Grande do Sul. Malagoli participou de diversas coletivas, no país e no exterior. O MASP dedicou-lhe pequena retrospectiva em 1985. Malagoli pintou figuras, paisagens e naturezas mortas. Foi avesso ao academicismo, exercendo ao longo de sua obra, um modernismo moderado, impermeável aos estrangeirismos que esse movimento então assimilava. MEC, vol. 3, pág. 44; PONTUAL, págs. 331 e 332; TEIXEIRA LEITE, págs. 300 e 301; ITAÚ CULTURAL; RGS, pág. 60; WALTER ZANINI, pág. 579; ARTE NO BRASIL, pág. 763; Acervo FIEO.



096 - MORIYO KOJIMA (1936)

Estiagem - óleo sobre tela - 60 x 80 cm - canto inferior direito e dorso - 2004 -

Pintora nascida em Mirandópolis, SP. Em 1945 mudou-se para Itaquera e depois para Mauá. Tem participado de inúmeras exposições, destacando-se as de: Mauá, SP (2001 e 2002 – Salão de Arte; 2015 – 'Mulheres em Diálogo'; 2016 – Pintores residentes de Mauá); São Paulo (2003 – 3º Salão Figurativo de Bunkyo); Poá, SP (2007 – 2º Salão de Arte); Mogi das Cruzes, SP (2008 – '100 anos da Imigração Japonesa no Brasil'); Embu, SP (2010 – 'Homenagem à Imigração Japonesa', 2014, 2015). Foi premiada em: Poá, SP (2007); Mauá (2015).



097 - ARNALDO BARBIERI (1913)

Rua Árabe - óleo sobre tela colada em eucatex - 31 x 21 cm - canto inferior direito e dorso - 1982 - São Paulo -
No estado.

Pintor contemporâneo ativo em São Paulo. Ainda muito jovem fez curso de desenho na Escola Profissional de Franca. Transferiu-se mais tarde para a Capital e frequentou por vários anos o ateliê de Aliberto Baroni. A partir de 1959 participou regularmente do Salão Paulista de Belas Artes, onde conquistou inúmeras premiações, inclusive prêmio de aquisição. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 91; MEC, vol, 1, pág. 179; Acervo FIEO.



098 - ESTER GRINSPUM (1955)

"Composição III" - desenho a lápis - 25 x 25 cm - canto inferior direito - 1983 -
No estado.

Desenhista, escultora, gravadora, pintora e ilustradora nascida na cidade do Recife--PE. Estuda com Baravelli e Marcello Nitsche no Instituto de Arte e Decoração, com Renina Katz, Flávio Império, Cláudio Tozzi, Flávio Motta, Aracy Amaral e Luis Carlos Daher no decorrer da década de 1970. Cursa arquitetura na FAU/USP de 1973 a 1977. Na década de 90, recebe bolsa de pesquisa para artistas da Fundacion Helena Segy, Paris, bolsa de trabalho do European Ceramic Work Center, em s'Hertogenbosch, Holanda, e bolsa de residência no Cité des Arts, Paris. Expõe individual e coletivamente desde 1981, com sucesso de crítica e de público. ITAUCULTURAL; Acervo FIEO. -



099 - MARIO CESPEDES (XX)

Cais - óleo sobre tela - 50 x 100 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor com diversas participações em exposições coletivas e salões oficiais. JULIO LOUZADA vol.3, pág.259, Acervo FIEO.



100 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

"Mulata de Rosa" - guache, carvão e pastel sobre cartão - 23 x 35 cm - canto inferior direito e dorso - 1952 -
Reproduzido no convite deste Leilão. Procedente da coleção do Sr. Caio Ribeiro, São Paulo - SP. Com etiqueta firmada pelo autor, no dorso.

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



101 - ALFREDO VOLPI (1896 - 1988)

Bandeirinhas - serigrafia - 32/70 - 52 x 73 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.



102 - MARCELO GRASSMANN (1925 - 2013)

Gato - desenho a nanquim - 16 x 23 cm - canto inferior direito - 1946 -

Desenhista, gravador, ilustrador, pintor, escultor e professor, nasceu em São Simão, SP. Estuda fundição, mecânica e entalhe em madeira na Escola Profissional Masculina do Brás, SP. Passa a realizar xilogravuras a partir de 1943. Atua como ilustrador do Suplemento Literário do ‘Diário de São Paulo’, do ‘O Estado de S. Paulo’ e do ‘Jornal do Estado da Guanabara’. Quando reside no Rio de Janeiro, a partir de 1949, freqüenta os cursos de gravura em metal, com Henrique Oswald e de litografia, com Poty, no Liceu de Artes e Ofícios. Em Salvador (1952), trabalha com Mario Cravo Júnior. .Recebe o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Arte Moderna (1953) e vai para a Academia de Artes Aplicadas, em Viena. Passa a dedicar-se principalmente ao desenho, à litografia e à gravura em metal. Em 1969, sua obra completa é adquirida pelo governo do Estado de São Paulo, passando a integrar o acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo . Em 1978, a casa em que nasceu, em São Simão, é transformada em museu e tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo - Condephaat. Participou de muitas exposições e das Bienais de: São Paulo (1951 a 1961, 1967, 1969, 1979, 1985, 1989); Veneza (1950, 1956, 1958, 1962); Paris (1959). Principais prêmios: Bienal de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1959, 1967); Bienal de Veneza (1950, 1956, 1958,1962); Bienal de Paris (1959). PONTUAL, PÁG. 249; MEC, VOL. 2, PÁG. 281 E 282; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG. 439; VOL. 5, PÁG. 453; VOL. 9, PÁG. 383.



103 - MARGARIDA PEREIRA (1924)

Cachorro - escultura em terracota policromada - 17 x 09 x 09 cm - assinado - Caraí - MG -

Ceramista nascida em Córrego Santo Antonio, município de Caraí, MG. Filha de Ulisses Pereira Chaves que foi o mais conhecido ceramista no Vale do Jequitinhonha, MG. Depois da morte de Ulisses, em 2006, a tradição da cerâmica continuou nas mãos femininas de sua esposa Maria José, sua irmã Ana e a filha Margarida. Elas produzem peças que se assemelham às de Ulisses, mas com características próprias de cada uma. http://galeriapontes.com.br/?portfolio=margarida-pereira.



104 - JOSÉ MARIA DOS REIS JÚNIOR (1903 - 1985)

Jesus, Maria e José - aquarela - 20 x 26 cm - centro inferior -

Este importante personagem das artes brasileiras nasceu na cidade mineira de Uberaba e faleceu na cidade do Rio de Janeiro. Foi pintor, vitralista, professor, crítico de arte e escritor. Estudou na ENBA-RJ (1920/1923); desenho com Modesto Brocos e pintura com Rodolfo Amoedo. Realizou a primeira exposição individual no Palace Hotel (1923). Mantém contato com os participantes da Semana de Arte Moderna (realizada em 1922 na cidade de São Paulo). Em 1925, integra a Comissão Nacional de Belas Artes. Publicou o livro História da Pintura no Brasil (1944), referência das artes plásticas nacionais. Participou do SNB-RJ - 1921 (Menção Honrosa de Primeiro Grau) e de outros certames de igual importância, com premiações. JULIO LOUZADA, vol. 9 , pág. 724; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 562; ARTE NO BRASIL, pág. 577.



105 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Estudos" - nanquim e aquarela sobre papel - 21,5 x 25,5 cm - canto inferior direito - 1993 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



106 - JULIÃO FÉLIX MACHADO (1863 - 1930)

"Ruy Barbosa" - desenho a nanquim - 44 x 32 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Desenhista e caricaturista nascido em São Paulo de Luanda, Angola e falecido em Lisboa, Portugal. Foi para Lisboa e, com alguns amigos, fundou a revista 'Comédia Portuguesa' (1888). Essa publicação durou apenas um ano, foi em seguida para Paris, de onde, em 1894, embarcou com destino a Buenos Aires, ficando a meio caminho, no Rio de Janeiro. Trabalhou na 'Gazeta de Notícias' e fundou, com Olavo Bilac, as revistas 'A Cigarra' e 'A Bruxa'. Lançou, depois, o 'Mercúrio', onde estrearam os caricaturistas brasileiros Raul e K. Lixto. Em 1899 criou no 'Jornal do Brasil' a seção “Figuras, Figurinhas & Figurões” introduzindo comentários gráficos aos acontecimentos da hora na imprensa diária. Trabalhou n'O Paiz', na seção 'Atualidades'; no 'Jornal do Commercio' (1913); n'A Noite' (1915-1917) e nas revistas 'Era Nova' (1915), 'D. Quixote' (a partir de 1917) e na infantil 'O Juquinha'. Usou os pseudônimos de Fra-Diávolo, João Mateus e Casimiro Miragy, além das iniciais J. M. Voltou a Portugal (1920) para preparar uma série de ilustrações para uma edição de 'Os Lusíadas', trabalho que deixou incompleto. Participou de uma exposição de aquarelistas no Rio de Janeiro em 1907; de 'Caricaturistas Brasileiros', São Paulo (2001); de 'Traço, Humor e Cia', São Paulo (2003). PONTUAL PÁG. 326; MEC VOL. 3, PÁG. 16; ITAU CULTURAL; www.funag.gov.br; www.ladht.com/tipoegrafia/juliao-machado-e-suas-inovacoes-graficas.



107 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Pescadores - óleo sobre tela colada em eucatex - 27,5 x 36 cm - canto inferior direito ilegível - 1954 -
No estado.



108 - MARCELO GRASSMANN (1925 - 2013)

Rosto - desenho a nanquim e aguada - 33 x 52,5 cm - canto inferior direito - 2005 -

Desenhista, gravador, ilustrador, pintor, escultor e professor, nasceu em São Simão, SP. Estuda fundição, mecânica e entalhe em madeira na Escola Profissional Masculina do Brás, SP. Passa a realizar xilogravuras a partir de 1943. Atua como ilustrador do Suplemento Literário do ‘Diário de São Paulo’, do ‘O Estado de S. Paulo’ e do ‘Jornal do Estado da Guanabara’. Quando reside no Rio de Janeiro, a partir de 1949, freqüenta os cursos de gravura em metal, com Henrique Oswald e de litografia, com Poty, no Liceu de Artes e Ofícios. Em Salvador (1952), trabalha com Mario Cravo Júnior. .Recebe o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Arte Moderna (1953) e vai para a Academia de Artes Aplicadas, em Viena. Passa a dedicar-se principalmente ao desenho, à litografia e à gravura em metal. Em 1969, sua obra completa é adquirida pelo governo do Estado de São Paulo, passando a integrar o acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo . Em 1978, a casa em que nasceu, em São Simão, é transformada em museu e tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo - Condephaat. Participou de muitas exposições e das Bienais de: São Paulo (1951 a 1961, 1967, 1969, 1979, 1985, 1989); Veneza (1950, 1956, 1958, 1962); Paris (1959). Principais prêmios: Bienal de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1959, 1967); Bienal de Veneza (1950, 1956, 1958,1962); Bienal de Paris (1959). PONTUAL, PÁG. 249; MEC, VOL. 2, PÁG. 281 E 282; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG. 439; VOL. 5, PÁG. 453; VOL. 9, PÁG. 383.



109 - HENRIQUE CAVALLEIRO (1892 - 1975)

Estudo - desenho a lápis - 38 x 23 cm - canto inferior direito -
No estado.

Pintor, desenhista e professor. Foi aluno de Eliseu Visconti, tendo recebido em 1918 o prêmio de viagem à Europa. Participou de diversos salões e exposições. REIS JR., pág. 375; TEODORO BRAGA, pág. 117; PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, vol. 2, pág. 45 e 275; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 187 e 190; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 446; ARTE NO BRASIL, pág. 556; Acervo FIEO.



110 - DJANIRA DA MOTTA E SILVA (1914 - 1979)

Soltando balão - óleo sobre tela - 50 x 30 cm - canto inferior direito - 1952 -
Reproduzido no convite deste Leilão. No estado.

Pintora, desenhista, ilustradora, cartazista, cenógrafa e gravadora. Djanira da Motta e Silva nasceu em Avaré, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. No final da década de 1930, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde teve suas primeiras instruções de desenho no Liceu de Artes Ofícios e com o pintor Emeric Marcier, hóspede da pensão que Djanira instalou no bairro de Santa Teresa. Os contatos com os artistas Carlos Scliar, Milton Dacosta , Arpad Szenes , Vieira da Silva e Jean-Pierre Chabloz , frequentadores de sua pensão, proporcionaram um ambiente estimulador que a levou a expor no 48º Salão Nacional de Belas Artes, em 1942. No ano seguinte, realizou sua primeira mostra individual, na Associação Brasileira de Imprensa - ABI. Em 1945, viajou para Nova York. De volta ao Brasil, realizou o mural ‘Candomblé’ para a residência do escritor Jorge Amado, em Salvador, e painel para o Liceu Municipal de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Entre 1953 e 1954, viajou a estudo para a União Soviética. De volta ao Rio de Janeiro, tornou-se uma das líderes do movimento pelo Salão Preto e Branco, um protesto de artistas contra os altos preços do material para pintura. Realizou em 1963, o painel de azulejos ‘Santa Bárbara’, para a capela do túnel Santa Bárbara, Laranjeiras, Rio de Janeiro. No ano de 1966, a editora Cultrix publicou um álbum com poemas e serigrafias de sua autoria. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil, EUA e Europa. Foi premiada no Rio de Janeiro (1943, 1944, 1949, 1950 a 1953, 1955, 1963) e em São Paulo (1951, 1955). Participou da 1ª e da 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955). Em 1977, o Museu Nacional de Belas Artes - MNBA, realizou uma grande retrospectiva de sua obra. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 336; PONTUAL, PÁG. 181; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 164; MEC, VOL. 2, PÁG 58; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG, 263; WALTER ZANINI, PÁG. 810; ARTE NO BRASIL, PÁG. 824; ACERVO FIEO.



111 - EMANOEL ARAÚJO (1940)

Anjo - linóleogravura - 32 x 28 cm - canto inferior direito -

Escultor, desenhista, ilustrador, figurinista, gravador, cenógrafo, pintor, curador e museólogo, Emanoel Alves de Araújo nasceu em Santo Amaro da Purificação, BA. Aprendeu marcenaria com Eufrásio Vargas e trabalhou com linotipia e composição gráfica na Imprensa Oficial em sua cidade natal. Na década de 1960, mudou-se para Salvador e ingressou na Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia, onde estudou gravura com Henrique Oswald. Em 1972, foi premiado com Medalha de Ouro na 3ª Bienal Gráfica de Florença, Itália. Recebeu, no ano seguinte, o prêmio de Melhor Gravador, e, em 1983, o de Melhor Escultor, da Associação Paulista de Críticos de Arte, entre muitos outros prêmios. Entre 1981 e 1983, instalou e dirigiu o Museu de Arte da Bahia, em Salvador. Realizou muitas exposições individuais (desde 1959) e participou de inúmeras mostras coletivas, Salões oficiais nacionais e internacionais. Em 1988, foi convidado a lecionar artes gráficas e escultura no 'Arts College', na 'The City University of New York'. De 1992 a 2002, exerceu o cargo de diretor da Pinacoteca do Estado de São Paulo e foi responsável pela revitalização da instituição. Foi, entre 1995 e 1996, membro convidado da Comissão dos Museus e do Conselho Federal de Política Cultural, instituídos pelo Ministério da Cultura. Fundou o Museu Afro Brasil, em 2004, onde é Diretor Curador. Em 2007 foi homenageado pelo Instituto Tomie Ohtake com a exposição 'Autobiografia do Gesto – Cosmogonia dos Símbolos', que reuniu obras de 45 anos de sua carreira. TEIXEIRA LEITE, PÁG. 190; MEC, VOL. 2, PÁG. 143; PONTUAL, PÁG. 37; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 68; VOL. 2, PÁG. 64; VOL. 4, PÁG. 75; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, PÁG. 846; WALTER ZANINI, PÁG. 770; ACERVO FIEO; www.emanoelaraujo.com.br; www.museuafrobrasil.org.br; www.pinturabrasileira.com; www.museuhistoriconacional.com.br; www.artprice.com.



112 - GILMAR PINTOL (1953)

"São Paulo antigo - 1925" - óleo sobre tela - 27 x 41 cm - canto inferior esquerdo e dorso - Novembro de 2005 -

Pintor e desenhista nascido em Santo André, SP. Assina G. Pintol. Realizou, em 1988, exposições individuais em São Paulo e em Rudge Ramos – São Bernardo do Campo, SP. Tem participado de Salões oficiais e exposições coletivas em: Santo André, SP (1983, 1991); São Paulo (1991, 1994); Matão, SP (1992); Mauá, SP (1992, 1993) São Bernardo do Campo, SP (1993, 1995, 1997); São Caetano do Sul, SP (1996, 1997); Praia Grande, SP (1997); Arujá, SP (1997). Foi premiado em: São Paulo (1988, 1991, 2003- Salão Paulista de Belas Artes); São Bernardo do Campo, SP (1989, 1991, 1992, 1996); Suzano, SP (1997); Itaquaquecetuba, SP (1997). JULIO LOUZADA VOL. 10, PÁG. 697; gilmarpintol.blogspot.com.br.



113 - MARGARITA FARRÉ (1939)

Nu - escultura em bronze - 12 x 12 x 08 cm - assinado - 1971 -

Iniciou sua formação artística em 1973, com curso de desenho na FAAP, ali também estudando escutura com sob a orientação do professor Juan Godiño. Frequenta os atelier de Calabrone e Becheroni (1983 e 1984). Participa e realiza mostras coletivas e individuais a partir de 1984. JULIO LOUZADA, vol. 3 pág. 397.



114 - TOMÁS SANTA ROSA (1909 - 1956)

"Noite de Reis" - desenho a nanquim e aquarela - 24 x 34,5 cm - canto inferior direito e dorso - 30/05/1940 -
Complemento de título: "Figurinos de Santa Rosa, para a peça Noite de Reis". No estado.

Pintor, gravador, cenógrafo e professor autodidata, Tomás Santa Rosa Júnior nasceu em João Pessoa, PB e falecido em Nova Délhi, Índia. Fixou-se no Rio de Janeiro (1932), começou a trabalhar como auxiliar de Portinari e iniciou também sua carreira de ilustrador que se estenderia por longa série de obras de escritores brasileiros e estrangeiros, que incluiu, dentre outros, Graciliano Ramos, José Lins do Rêgo, Jorge Amado, Castro Alves, Dostoievski. É considerado o primeiro cenógrafo moderno brasileiro. Entre as exposições das quais participou destacam-se: o Salão Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro (1941 - Medalha de Prata); Um Século de Pintura Brasileira, no Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro (1952); II Bienal Internacional de São Paulo (1953); Salão Preto e Branco do III Salão Nacional de Arte Moderna do Rio de Janeiro (1954); 'Arts Primitifs et Modernes Brésiliennes', no Museu de Etnografia de Neuchâtel, Suíça (1955). Após sua morte, suas obras foram expostas nas seguintes mostras: Exposição de Artes Gráficas de Tomás Santa Rosa, na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro (1958); Retrospectiva no Teatro Municipal do Rio de Janeiro (1975); Santa Rosa, Carnaval e Figurinos na Fundação Nacional de Arte (Funarte) de São Paulo (1985); e Bienal Brasil Século XX, na Fundação Bienal de São Paulo (1994). PONTUAL, PÁG. 472; MEC VOL. 4, PÁG. 177; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 460; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 572; LEONOR AMARANTE; www.funarte.gov.br; cpdoc.fgv.br; www.artprice.com.



115 - IGNÁCIO DA NEGA (1945)

"Dormitório da Bia" - óleo sobre tela - 43 x 47 cm - canto inferior direito - 1983 -

Natural de Surubim, PE. Iniciou-se na decoração de andores de procissão, ajudando a sua mãe. Recebeu orientação de Alaerte Bandim. Em São Paulo, orienta-se com M. Boy e Iracema Arditi. Seu tema preferido são as cenas típicas do nordeste. Participou de diversas exposições coletivas e individuais. JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 511. Acervo FIEO. -



116 - VICENTE FORTE (1912 - 1980)

Composição - óleo sobre tela colada em cartão - 50 x 60 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Desenhista, pintor, gravador e professor nascido e falecido em Lanús - Buenos Aires, Argentina. Ingressou na Escola de Belas Artes de Buenos Aires como professor de desenho (1935), estudou gravura com Lino Enea Spilimbergo e composição plástica com Emilio Pettoruti (entre 1940 e 1945). Fez parte dos grupos: ‘Grupo Orión’ e ‘XX Pintores y Escultores’. Expôs individualmente, desde 1947, em várias galerias de Buenos Aires e nos Estados Unidos. Realizou viagens de estudo por Portugal, Espanha, Itália e França. Participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre elas: Bienal de Havana, Cuba (1954), Bienal de Veneza, Itália (1964). Foi premiado em: 1951, 1952, 1955, 1956, 1958 a 1960, 1962. Obras de sua autoria integram o patrimônio de vários museus de Buenos Aires, Córdoba, Santa Fé, Rosário e Bahía Blanca. JULIO LOUZADA VOL. 5, PÁG. 387; www.artprice.com; artist.christies.com; www.buenosaires.gob.ar/areas/cultura/arteargentino/04biografias/forte.php.



117 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Paisagem - aquarela - 28 x 37 cm - canto inferior esquerdo -
E. Fontecilla L. No estado.



118 - TÉIA DE SOUSAS (1945)

"Na fazenda" - óleo sobre tela - 16 x 22 cm - canto inferior direito e dorso - 1998 -

Pintora primitiva ativa no Estado de São Paulo. Suas obras nos trazem belas cenas do cotidiano das pessoas no campo. Suas cores são bem dosadas e a composição agrada aos olhos, pois traz harmonia e tranquilidade. A artista expõe regularmente, com sucesso de público e vendas.



119 - WALTER LEWY (1905 - 1995)

Paisagem surreal - óleo sobre tela - 51 x 62 cm - canto inferior direito - 1992 -
No estado.

Gravador, pintor, ilustrador, paisagista, desenhista e publicitário nascido em Bad Oldesloe, Alemanha e falecido em São Paulo. Estudou na Escola de Artes e Ofícios de Dortmund, Alemanha (1923-1927). Nesse período, filiou-se à tendência do realismo mágico. Em 1928 participou de coletivas em Dortmund, Gelsenkirchen, Boclusim e outras cidades. Com a crise econômica de 1929, Lewy perdeu seu emprego de desenhista numa gráfica e foi viver com os pais no interior, tornando-se ilustrador de anedotas em jornais. Realizou sua primeira exposição individual em Bad Lippspringe (1932), mas foi fechada quando a Câmara de Arte Alemã proibiu a participação de judeus na vida artística. Escapando dessa situação opressora, o artista imigrou para o Brasil (1938), retomando profissionalmente a pintura. Deixou para trás centenas de trabalhos, que foram enviados para a Holanda e perdidos durante os bombardeios da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). No Brasil, fixou-se em São Paulo. Nos primeiros anos fez desenho publicitário e mais tarde capas de livros e ilustrações para diversas editoras. Ilustrou obras de Bertrand Russell, Machado de Assis e Arnold Toynbee, entre outras. Mais tarde, empregou-se como diagramador, letrista e arte-finalista nas agências de propaganda De Carli, Lintas Publicidade, Martinelli, Santos & Santos e Thompson Propaganda. Participou de Salões Nacionais e Bienais de São Paulo, entre 1951 e 1965, recebendo diversas premiações oficiais. JULIO LOUZADA, VOL. 10, PÁG. 497; MEC, VOL. 2, PÁG. 474; TEODORO BRAGA, PÁG. 245; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 286; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 630; LEONOR AMARANTE, PÁG. 142; ACERVO FIEO.



120 - IBERÊ CAMARGO (1914 - 1994)

Dados - técnica mista sobre papel - 42 x 58 cm - canto inferior direito e dorso - 1983 - Rio -
Reproduzido no convite deste Leilão. Com dedicatória no dorso, datada de 22/05/1983.

Pintor, gravador, desenhista, escritor e professor, natural da cidade de Restinga Seca, RS, e falecido em Porto Alegre. Foi aluno de Salvador Parlagreco e João Fahrion. No Rio de Janeiro, a partir de 1942, estudou pouco tempo na Escola Nacional de Belas Artes, trocando-a pelos ensinamentos de Guignard. Fundou com outros artistas o 'Grupo Guignard' (1943). Recebeu o prêmio viagem ao estrangeiro em 1947. Morou dois anos em Paris e Roma, aperfeiçoando-se com De Chirico, Lhote, Achille e Rosa em pintura e com Petrucci, em gravura. Voltou ao Brasil (1950) e tornou-se membro da Comissão Nacional de Artes Plásticas (1952). Fundou o curso de gravura do Instituto Municipal de Belas Artes do Rio de Janeiro (1953), hoje Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Executou painel de 49 metros quadrados (1966) oferecido pelo Brasil à Organização Mundial de Saúde (OMS), em Genebra. Realizou inúmeras exposições individuais e participou de mostras coletivas e Salões oficiais pelo Brasil e exterior como Bienal Internacional de São Paulo, Bienal de Arte Hispano-Americana em Madri, Bienal de Veneza, Bienal de Gravuras em Tóquio, entre outras exposições importantes. Foi considerado o Melhor Pintor Nacional na VI Bienal de São Paulo (1961) e conquistou inúmeros prêmios. Entre suas publicações, constam o artigo 'Tratado sobre Gravura em Metal' (1964), o livro técnico 'A Gravura' (1992) e o livro de contos 'No Andar do Tempo: 9 contos e um esboço autobiográfico' (1988). MEC, VOL.1, PÁG.328; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁG.156; JULIO LOUZADA, VOL.11, PÁG.51; TEIXEIRA LEITE, PÁG.101; PONTUAL, PÁG.100; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 853; LEONOR AMARANTE, PÁG. 127; www.iberecamargo.org.br; brasilescola.uol.com.br; www.pinacoteca.org.br; www.artprice.com.



121 - DARCY PENTEADO (1926 - 1987)

"Arlequim" - serigrafia - 9/100 - 66 x 49 cm - canto inferior direito - 1987 -

Desenhista, pintor, cenógrafo, figurinista e escritor nascido e falecido em São Roque, SP. Após os 10 anos mudou-se para São Paulo para concluir seus estudos. Distinguiu-se pelos desenhos que realizou que o levou a trabalhar em agências de publicidade, de desenho industrial e como figurinista de magazines. Iniciou, como autodidata, a cenografia para teatro e televisão, além da literatura (1944) e começou a expor, como artista plástico, em 1949. Passou a integrar em São Paulo o Grupo Novíssimos (1948). Desde 1955 vinha participando na televisão, como diretor de arte. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1954 e 1956 – MAM, 1961, 1963, 1981, 1983); Rio de Janeiro (1956, 1959); Recife, PE (1983); Pelotas, RS (1984). Viajou por diversas vezes à Europa onde morou por sete anos e também expôs individualmente em: Hamburgo, Alemanha (1964); Roma, Itália (1965, 1967); Paris, França (1966). Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais, destacando-se: Bienal Internacional de São Paulo (1953, 1955, 1963, 1965, 1967, 1973, 1985, 1986); Salão Paulista de Arte Moderna, SP (1960, 1961); Prêmio Leirner de Arte Contemporânea, SP (1959, 1962); Bienal de Paris (1961); Panorama da Arte Atual Brasileira, MAM – SP (1969, 1973, 1974). Recebeu a Medalha de Prata no SPAM (1961); Prêmio Governador do Estado (1954) como cenógrafo; o Prêmio Jabuti (1962) como ilustrador; Menção Honrosa (1977) da Revista Status como contista. MEC VOL. 3, PÁG. 365; PONTUAL PÁG. 416; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 747; VOL. 3, PÁG. 874; WALMIR AYALA VOL. 2, PÁG 183; TEIXEIRA LEITE PÁG 401; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 717; LEONOR AMARANTE PÁG. 75; www.artprice.com.



122 - TADASHI KAMINAGAI (1899 - 1982)

Paisagem com inscrições - técnica mista sobre papel - 20 x 25 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, professor, Tadashi Kaminagai nasceu em Hiroshima, Japão e faleceu em Paris, França. Por iniciativa da família, ingressou aos 14 anos num mosteiro budista na cidade japonesa de Kobe. Dois anos depois, viajou para as Índias Ocidentais Holandesas, atual Indonésia, atuando como missionário e agricultor até 1927. Nesse ano, decidido a seguir carreira artística, mudou-se para Paris, onde conheceu o artista Tsugouharu Foujita, que o orientou na pintura. Paralelamente à atividade artística, trabalhou como moldureiro. No início da década de 1930, expôs quadros nos salões parisienses e retornou ao Japão em 1938. Embarcou para o Brasil um ano após a eclosão da Segunda Guerra Mundial trazendo consigo uma carta de recomendação endereçada a Candido Portinari. Fixou residência no Rio de Janeiro e, em 1941, instalou ateliê e oficina de molduras no bairro de Santa Teresa, onde trabalhou e atuou como professor de diversos artistas brasileiros e nipo-brasileiros, como Inimá de Paula, Flavio-Shiró e Tikashi Fukushima, entre outros. Sua primeira exposição individual, por volta de 1945, foi organizada por Portinari no Rio de Janeiro. Em 1947, passou a integrar o Grupo Seibi. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais como a 1ª e 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1951 e 1953). Foi premiado no Rio de Janeiro (1944, 1950). Retornou ao Japão em 1954 e três anos mais tarde voltou a fixar-se em Paris. Viveu entre o Japão, a França e o Brasil, até seu falecimento. ITAU CULTURAL; TEODORO BRAGA, PÁG.134; BENEZIT, VOL.6, PÁG.152; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁG.; MEC, VOL.2, PÁG.401; PONTUAL, PÁG.287; WALTER ZANINI, PÁG. 643; ARTE NO BRASIL; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 506; ACERVO FIEO.



123 - MARIO MAREL AGOSTINELLI (1915 - 2000)

Figura - escultura em bronze - 22,5 x 09 x 03 cm - assinado -

Nasceu em Arequipa, Peru. Pintor e escultor. Ativo no Rio de Janeiro, cidade onde se radicou. Estudou na Escola Nacional de Belas Artes de Lima, Peru, com Daniel Hernandes. Fez cursos de aperfeiçoamento na Argentina, França, Itália e Brasil. Expôs individualmente em 1946 e 1966, na Galeria BoninoRJ e coletivamente a partir de 1943. Suas pinturas de cenas e tipos populares, revela virtuosismo de execução e vivacidade de colorido que assume aspecto suntuoso, particularidade acentuada pelo cronista Rubem Braga, na apresentação que fez do artista (1966). WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 15; MEC, vol 1, pág. 38; PONTUAL, págs. 5 e 6; JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 31; ITAU CULTURAL.



124 - RONALD SPERLING (1951)

"Passeio espacial" - óleo sobre tela - 99 x 119,5 cm - canto inferior esquerdo - 1997 -
No estado.

Natural da Capital-SP, onde formou-se pela Escola de Belas Artes. Estudou com João Calixto, Ismael Assumpção e Alfredo del Santo Silva. Utiliza-se do óleo sobre tela para destacar o contraste entre o ser humano - que tem o poder de mudar as coisas (por isso tem cor), e o mundo material inerte (sépia), aguardando a intervenção do homem. Individuais em 1978 e 1987. Coletivas a partir de 1977, inclusives no exterior, com sucesso de crítica e de público. JULIO LOUZADA, vol. 3, pág. 1094



125 - JOHN ATKINSON GRIMSHAW (1836 - 1893)

Paisagem - óleo sobre tela - 50 x 68 cm - canto inferior direito -
No estado. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista inglês nascido e falecido em Leeds. Artista autodidata. Era funcionário da "Great Northern Railway" até 1861 quando passou a se dedicar integralmente à pintura. Começou a expor seus trabalhos em Leeds na década de 1860. Pintou, principalmente, para patronos de arte privados e exibiu apenas cinco trabalhos na "Royal Academy" entre 1874 e 1886 e um na Galeria Grosvenor. BENEZIT; www.johnatkinsongrimshaw.org; www.artprice.com.



126 - MARIA LEONTINA (1917 - 1984)

Composição - pastel - 18 x 24,5 cm - canto inferior esquerdo -

Pintora, gravadora e desenhista. Maria Leontina Mendes Franco da Costa nasceu em São Paulo, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. Iniciou estudos de desenho com Antônio Covello, em São Paulo (1938), e na primeira metade da década de 1940 estudou pintura com Waldemar da Costa. Em 1946, no Rio de Janeiro, frequentou o ateliê de Bruno Giorgi e fez curso de museologia no Museu Histórico Nacional, entre 1946 e 1948. Em 1947, participou da exposição ‘19 Pintores’, na Galeria Prestes Maia, em São Paulo, ao lado de Lothar Charoux, Marcelo Grassmann, Aldemir Martins, Luiz Sacilotto e Flavio-Shiró. Em 1951, foi convidada pelo psiquiatra e crítico de arte Osório César para orientar o setor de artes plásticas do Hospital Psiquiátrico do Juqueri. No mesmo ano, organizou uma mostra dos internos no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Em 1952, com bolsa de estudo do governo francês, viajou para a Europa, acompanhada pelo marido, o pintor Milton Dacosta. Em Paris, entre 1952 e 1954, frequentou o ateliê de gravura de Johnny Friedlaender. Na década de 1960, realizou painel de azulejos para o Edifício Copan e vitrais para a Igreja Episcopal Brasileira da Santíssima Trindade, ambos em São Paulo. Realizou exposições individuais e participou de inúmeras mostras, Salões oficiais e Bienais como a Bienal de Veneza (1950, 1952, 1956). Foi premiada no Rio de Janeiro (1944, 1950, 1955, 1957, 1980); em São Paulo (1944; 1947; 1951; 1954; 1958; 1960; 1980; 1955, 1959, 1965 - Bienais Internacionais; 1969, 1970 - Panoramas da Arte Atual Brasileira; 1975 - prêmio pintura da Associação Paulista de Críticos de Artes - APCA); Brasília, DF (1980); Curitiba, PR (1980; Porto Alegre, RS (1980); Nova York (1960 - Fundação Guggenheim). ITAU CULTURAL; MEC, VOL. 2, PÁG. 471; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 309; PONTUAL, PÁG. 338; ARTE NO BRASIL, PÁG. 772; LEONOR AMARANTE, PÁG. 25; WALTER ZANINI, PÁG. 645; JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 572.



127 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Paisagem - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior direito ilegível -



128 - MARIO GRUBER (1927 - 2011)

"Estudo do bloco das galinhas" - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito e dorso - 1997 -

Pintor, desenhista, gravador, escultor, muralista - Mário Gruber Correia nasceu em Santos, SP. Autodidata, começou a pintar em 1943. Mudou-se para São Paulo em 1946 e matriculou-se na Escola de Belas Artes, onde foi aluno do escultor Nicolau Rollo. Em 1947, ganhou o primeiro prêmio de pintura na exposição do grupo ’19 Pintores’. No ano seguinte realizou sua primeira exposição individual e passou a estudar gravura com Poty e a trabalhar com Di Cavalcanti. Recebeu bolsa de estudo em 1949, foi morar em Paris, onde estudou na ‘École Nationale Supérieure des Beaux-Arts’ com o gravador Édouard Goerg e trabalhou com Candido Portinari. Retornou ao Brasil em 1951 e fundou o Clube de Gravura (posteriormente Clube de Arte) em sua cidade natal, onde voltou a residir. Foi professor de gravura no Museu de Arte Moderna de São Paulo em 1953 e na Fundação Armando Álvares Penteado entre 1961 e 1964. De 1974 a 1978, morou em Paris, depois, ao retornar ao Brasil, morou em Olinda, Pernambuco. Em 1979, montou ateliê em Nova York. De volta a São Paulo, realizou obras de grande porte em espaços públicos como a estação Sé do Metrô e o Memorial da América Latina. Além de ter realizado muitas exposições individuais, participou de várias mostras e salões oficiais: Salão Paulista de Arte Moderna; Panorama da Arte Moderna Brasileira; Bienal Internacional de São Paulo e na França, Espanha, Estados Unidos, Colômbia, Holanda, Finlândia, Alemanha. PONTUAL, PÁG. 253; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 370; MEC, VOL. 1, PÁG. 466; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 448; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.649; ARTE NO BRASIL, PÁG. 803; LEONOR AMARANTE, PÁG. 376; ACERVO FIEO.



129 - OSWALDO GOELDI (1895 - 1961)

Conversando - xilogravura - 7/12 - 19,5 x 13,5 cm - canto inferior direito -

Desenhista, gravador, ilustrador e professor nascido e falecido no Rio de Janeiro, filho de Emilio Goeldi, naturalista suíço. Com um ano de idade, mudou-se com a família para Belém, Pará e depois para Berna, Suíça (1905). Em Zurique, ingressou no curso de Engenharia e, em Genebra, matriculou-se na 'Ecole des Arts et Métiers' (1917) mas, abandonou ambos os cursos. A seguir, passou a ter aulas no ateliê de Serge Pahnke e Henri van Muyden. Realizou sua primeira exposição individual (1917), em Berna, quando conheceu a obra de Alfred Kubin, sua grande influência artística e com quem se correspondeu por vários anos. Retornou ao Brasil (1919), trabalhou como ilustrador e realizou sua primeira exposição individual no Rio de Janeiro (1921). Conheceu Ricardo Bampi (1923) que o iniciou na xilogravura. Fez desenhos e gravuras para periódicos e livros como 'Cobra Norato', de Raul Bopp (1937) com suas primeiras xilogravuras coloridas, entre outros. Foi professor na Escolinha de Arte do Brasil (1952) e na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1955) onde abriu uma oficina de xilogravura. Exposições individuais em: Berna, Suíça (1917, 1930); Rio de Janeiro (1921); Belém, PA (1938); São Paulo (1951); Paris (1952). Participou de várias exposições coletivas e mostras oficiais, destacando-se: Exposição itinerante da 'International Business Machine Corporation', EUA (1941 a 1944); 'Exhibition of Modern Brazilian Paintings', Inglaterra (1943, 1944, 1945); Bienal Internacional de São Paulo (1951 - Prêmio de Gravura, 1953 - Sala Especial, 1955, 1961, 1969, 1971, 1979, 1985); Bienal de Veneza (1950, 1952, 1956, 1958); Bienal de Gravura, Checoslováquia (1950); Bienal Internacional de Xilogravura, Tóquio (1952); Bienal Interamericana do México, Cidade do México (1960 - I Prêmio Internacional de Gravura). PONTUAL PÁG.240; JULIO LOUZADA VOL.11, PÁG.130; MEC VOL.2, PÁG.271; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG.521; ARTE NO BRASIL PÁG. 672; ACERVO FIEO; www.oswaldogoeldi.org.br; www.centrovirtualgoeldi.com; www.pinacoteca.org.br; www.artprice.com.



130 - MARIA LEONTINA (1917 - 1984)

Composição - óleo sobre tela - 22 x 27 cm - canto inferior direito e dorso - 1955 -
Reproduzido no convite deste Leilão.

Pintora, gravadora e desenhista. Maria Leontina Mendes Franco da Costa nasceu em São Paulo, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. Iniciou estudos de desenho com Antônio Covello, em São Paulo (1938), e na primeira metade da década de 1940 estudou pintura com Waldemar da Costa. Em 1946, no Rio de Janeiro, frequentou o ateliê de Bruno Giorgi e fez curso de museologia no Museu Histórico Nacional, entre 1946 e 1948. Em 1947, participou da exposição ‘19 Pintores’, na Galeria Prestes Maia, em São Paulo, ao lado de Lothar Charoux, Marcelo Grassmann, Aldemir Martins, Luiz Sacilotto e Flavio-Shiró. Em 1951, foi convidada pelo psiquiatra e crítico de arte Osório César para orientar o setor de artes plásticas do Hospital Psiquiátrico do Juqueri. No mesmo ano, organizou uma mostra dos internos no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Em 1952, com bolsa de estudo do governo francês, viajou para a Europa, acompanhada pelo marido, o pintor Milton Dacosta. Em Paris, entre 1952 e 1954, frequentou o ateliê de gravura de Johnny Friedlaender. Na década de 1960, realizou painel de azulejos para o Edifício Copan e vitrais para a Igreja Episcopal Brasileira da Santíssima Trindade, ambos em São Paulo. Realizou exposições individuais e participou de inúmeras mostras, Salões oficiais e Bienais como a Bienal de Veneza (1950, 1952, 1956). Foi premiada no Rio de Janeiro (1944, 1950, 1955, 1957, 1980); em São Paulo (1944; 1947; 1951; 1954; 1958; 1960; 1980; 1955, 1959, 1965 - Bienais Internacionais; 1969, 1970 - Panoramas da Arte Atual Brasileira; 1975 - prêmio pintura da Associação Paulista de Críticos de Artes - APCA); Brasília, DF (1980); Curitiba, PR (1980; Porto Alegre, RS (1980); Nova York (1960 - Fundação Guggenheim). ITAU CULTURAL; MEC, VOL. 2, PÁG. 471; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 309; PONTUAL, PÁG. 338; ARTE NO BRASIL, PÁG. 772; LEONOR AMARANTE, PÁG. 25; WALTER ZANINI, PÁG. 645; JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 572.



131 - CARLOS BORGES (1959)

Paisagem - serigrafia - 72/100 - 54 x 44 cm - canto inferior direito -
No estado.

Pintor e escultor, natural de Itumbiara, GO. Formou-se em Desenho e Artes Plásticas na UNB, Brasília - DF, em 1982. Exposição individual em Brasília (1992). Coletivas em Brasília, Goiânia, GO e Cuiabá, MT (1991). Prêmios: Brasília, DF (1991, 1992). JULIO LOUZADA, VOL. 6, PÁG.142.



132 - MENASE VAIDERGORN (1927)

Na estrada - óleo sobre tela colada em eucatex - 19 x 29 cm - canto inferior direito -

Pintor nascido em Hotin, Romênia. Assina MVAIDERGORN. Seus pais vieram para o Brasil (1932) fixando residência em São Paulo. Ingressou na Associação Paulista de Belas Artes (fim da década de 1940) onde conheceu Dario Mecatti que muito o estimulou. Viajou pelo norte da África e Europa. Realizou exposições individuais e participou de diversos salões e mostras coletivas oficiais, recebendo diversos prêmios, entre eles: os do Salão Paulista de Belas Artes, SP (1976 - Medalha de Bronze, 2000 – Prêmio Aquisição, 2001 – Grande Medalha de Prata). JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 1011; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



133 - MESTRE EXPEDITO (1933)

Monge - escultura em madeira - 46 x 16 x 17 cm - assinado -

Expedito Antonino dos Santos, o Mestre Expedito, é um grande nome da arte santeira piauiense. Suas peças entalhadas na madeira, são admiradas no Brasil e no exterior, contribuindo para a valorização do Piauí pela criatividade de seus artesãos e qualidade de suas criações.



134 - IVAN SERPA (1923 - 1973)

Composição - aquarela - 20 x 14 cm - canto inferior esquerdo - 1963 -

Pintor, desenhista, gravador e professor, Ivan Ferreira Serpa nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Estudou gravura e desenho com Axel Leskoschek (entre 1946 e 1948) no Rio de Janeiro. Em 1949, ministrou suas primeiras aulas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, onde, a partir de 1952, exerceu sistemática atividade didática, em especial no ensino infantil. Foi um dos precursores do concretismo no Brasil, criando ao lado de Aluisio Carvão, Lígia Clark, Hélio Oiticica e outros o Grupo Frente, que se manteve ativo de 1954 a 1956, inclusive com exposições no Rio de Janeiro. Participou da Divisão Moderna do SNBA (1947-1951). Em 1957, recebeu o prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna, RJ. Participou da exposição ’Opinião 65’, evento que marca a difusão de uma nova arte de tendência figurativa, a neofiguração. Em 1970, fundou, com Bruno Tausz, o Centro de Pesquisa de Arte no Rio de Janeiro. Participou da Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1961, 1963, 1965) e da Bienal de Veneza (1952, 1954, 1962, 1966). PONTUAL, PÁG 486; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 605; ARTE NO BRASIL, PÁG. 840; LEONOR AMARANTE, PÁG. 26; MEC VOL. 4, PÁG. 221; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 899.



135 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Gato amarelo" - acrílico sobre papel - 30 x 42 cm - não assinado - Década de 2000 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



136 - INGRES SPELTRI (1940)

"Construtivismo" - óleo sobre tela - 70 x 50 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor, desenhista, escultor, gravador e professor nascido em Jau, SP. Filho do pintor Augusto Speltri com quem se iniciou na pintura, ainda criança. Em 1959 mudou-se para São Paulo onde estudou Música (1960-1964). Foi professor titular da Escola Panamericana de Arte, SP. Realizou exposições individuais, em São Paulo, nos anos de 1977, 1981, 1978, 1984. Participou de várias mostras e Salões oficiais, sendo premiado em: São Paulo (1963, 1966, 1970, 1971); Santo André, SP (1976). JULIO LOUZADA VOL. 5, PÁG. 1012; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; MEC VOL. 4, PÁG. 338; PONTUAL PÁG. 504; www.artprice.com; www.speltri.com.



137 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Trabalhadoras - óleo sobre tela - 41 x 31 cm - canto inferior direito ilegível -



138 - INÁCIO RODRIGUES (1946)

Composição - técnica mista sobre papel - 100 x 19 cm - canto inferior esquerdo - 1998 - Atibaia - SP -
No estado.

Pintor, desenhista, entalhador e gravador, natural de Acaraú, CE. Iniciou-se em pintura como autodidata (1957). Viajou para diversos países da América Latina (1960-1965) com o objetivo de participar de exposições e acabou se fixando, em 1966, no Rio de Janeiro. Pintou a cúpula da Catedral Municipal e o Hotel Porto Velho em Porto Velho, RO (1962 e 1965). Expôs individualmente em diversas capitais brasileiras e também no exterior. Participou de muitas mostras e Salões oficiais e foi premiado em: Curitiba, PR (1971); Rio de Janeiro (1970, 1973, 1975, 1977, 1978); Belo Horizonte, MG (1970, 1971); Campinas, SP (1971, 1972); Florianópolis, SC (1972); Niterói, RJ (1974); Embu, SP (1974); Amparo, SP (1994, 1996); São José dos Campos, SP (1983). JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 834; VOL. 4, PÁG. 959; VOL. 12, PÁG. 345; TEIXEIRA LEITE PÁG. 450. WALMIR AYALA VOL. 2, PÁG. 259; MEC VOL. 4, PÁG. 91; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



139 - JOSÉ BENIGNO RIBEIRO (1955)

Pastor - óleo sobre tela - 55 x 80 cm - canto inferior direito e dorso - 1993 - Baião/Portugal -

Mineiro de São Lourenço, onde nasceu a 21 de setembro de 1955. Pintor e escultor. Artista desde os 14 anos de idade, foi inicialmente autodidata, fazendo posteriormente cursos regulares de pintura e desenho. Participou de diversas coletivas por cidades de Minas Gerais. Individualmente expõe desde 1981, e coletivamente desde 1972, com premiações. JULIO LOUZADA, vol. 3 pág. 106



140 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Pescadores - aquarela - 48 x 31 cm - canto inferior direito - 1955 -
Reproduzido no convite deste Leilão. Com a seguinte dedicatória: "Um homem só conduz as gerações a glória. A elle, pois pertencem os louros da victória. A nobre, ao imortal, ao gênio - Peixoto". E. Di Cavalcanti, 55.

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



141 - ALFREDO VOLPI (1896 - 1988)

Fachada - serigrafia - P.A. - 27 x 35 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.



142 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

Torso - escultura em mármore - 28 x 8,5 x 05 cm - assinado -
Ex coleção Renato Antônio Brogiolo - Rio de Janeiro, RJ. No estado.

Escultor, desenhista e pintor paulista nascido em Mococa, SP e falecido no Rio de Janeiro. Mudou-se com a família para Itália, e fixou-se em Roma (1913). Iniciou estudos de desenho e escultura com o professor Loss (1920). Participou de movimentos antifascistas e foi preso (1931) por motivos políticos. Foi extraditado para o Brasil (1935) por intervenção do embaixador brasileiro na Itália. Em 1937, viajou para Paris e frequentou as academias ‘La Grand Chaumière’ e ‘Ranson’, onde estudou com Aristide Maillol e conviveu com Henry Moore, Marino Marini e Charles Despiau. Em 1939, retornou a São Paulo e junto com Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Sérgio Milliet, entre outros, participou do Movimento Modernista; foi um dos membros da Família Artística Paulista e do Grupo Santa Helena. Em 1943, transferiu-se para o Rio de Janeiro. A convite do ministro Gustavo Capanema instalou ateliê no antigo Hospício da Praia Vermelha, onde orientou jovens artistas como Francisco Stockinger. Possui obras em espaços públicos como ‘Monumento à Juventude Brasileira’ (1947), nos jardins do antigo Ministério da Educação e Saúde, atual Palácio Gustavo Capanema - RJ; ‘Candangos’ (1960), na Praça dos Três Poderes, e ‘Meteoro’ (1967), no lago do edifício do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília; ‘Integração’ (1989), no Memorial da América Latina, em São Paulo. Participou das Bienais de Veneza (1950, 1952); participou das I, II, IV e IX Bienais de São Paulo, período em que recebeu o prêmio de melhor escultor brasileiro (1953) e sala especial (1967). MEC, VOL.2, PÁG. 250; PONTUAL, PÁG. 237; MAYER/84, PÁG. 1333; BENEZIT VOL. 5, PÁG. 14; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 715; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 422; www.artprice.com; www.pinturabrasileira.com; www.dec.ufcg.edu.br; www.monumentos.art.br.



143 - MIRAMAR BORGES (1951)

Tatu - escultura em madeira - 18 x 61 x 14 cm - assinado -

Escultor mineiro nascido em Cachoeira do Brumado, município de Mariana. Antes de ser escultor, trabalhou na roça e também na produção de utensílios domésticos em pedra sabão, um trabalho bastante comum na região de Mariana. Autodidata, em 1982 começou a esculpir em madeira. Recebeu muito apoio de Artur Pereira, um dos grandes mestres da escultura mineira, que também era de Cachoeira do Brumado e grande incentivador de muitos outros artistas da cidade. Participou da mostra coletiva: "Pop Brasil: a arte popular e o popular na arte" no Centro Cultural Banco do Brasil, SP (2002); entre outras. artepopularbrasil.blogspot.com/2011/03/miramar-borges.html; artedobrasil.com.br/miramar_borges.html; ITAU CULTURAL.



144 - MARCELO GRASSMANN (1925 - 2013)

Figura - desenho a nanquim - 33 x 22 cm - canto inferior direito - 12/1945 -

Desenhista, gravador, ilustrador, pintor, escultor e professor, nasceu em São Simão, SP. Estuda fundição, mecânica e entalhe em madeira na Escola Profissional Masculina do Brás, SP. Passa a realizar xilogravuras a partir de 1943. Atua como ilustrador do Suplemento Literário do ‘Diário de São Paulo’, do ‘O Estado de S. Paulo’ e do ‘Jornal do Estado da Guanabara’. Quando reside no Rio de Janeiro, a partir de 1949, freqüenta os cursos de gravura em metal, com Henrique Oswald e de litografia, com Poty, no Liceu de Artes e Ofícios. Em Salvador (1952), trabalha com Mario Cravo Júnior. .Recebe o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Arte Moderna (1953) e vai para a Academia de Artes Aplicadas, em Viena. Passa a dedicar-se principalmente ao desenho, à litografia e à gravura em metal. Em 1969, sua obra completa é adquirida pelo governo do Estado de São Paulo, passando a integrar o acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo . Em 1978, a casa em que nasceu, em São Simão, é transformada em museu e tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo - Condephaat. Participou de muitas exposições e das Bienais de: São Paulo (1951 a 1961, 1967, 1969, 1979, 1985, 1989); Veneza (1950, 1956, 1958, 1962); Paris (1959). Principais prêmios: Bienal de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1959, 1967); Bienal de Veneza (1950, 1956, 1958,1962); Bienal de Paris (1959). PONTUAL, PÁG. 249; MEC, VOL. 2, PÁG. 281 E 282; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG. 439; VOL. 5, PÁG. 453; VOL. 9, PÁG. 383.



145 - DAVID GERSTEIN (1944)

Ciclista - múltiplo em metal - 35 x 29 x 05 cm -
Gerstein Design. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista, gravador, escultor nascido em Jerusalém, Israel. Estudou na Academia Bezalel em Jerusalém (1965-1966) onde também foi palestrante sênior (1971-1985), na Escola Superior de Belas Artes em Paris (1966-1968), na ‘Arts Students League’ em Nova York (1968-1970), na ‘St. Martin's School of Art’ em Londres (1973-1974). Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras coletivas e Salões oficiais por todo o mundo. www.davidgerstein.com; www.judaicawebstore.com; www.artprice.com; www.artnet.com.



146 - IRINEIDE KLOCKNER (1961)

Composição - óleo sobre tela - 70 x 50 cm - dorso -

Pintora nascida em Maringá, PR, Iniciou sua carreira artística em 1983. Desde 2000, dedica-se exclusivamente à pintura em tela, tendo durante estes anos aprimorado sua arte em diversas técnicas, através da convivência com artistas de diferentes estilos. Nos últimos anos tem buscado inspiração em grandes nomes do Abstracionismo, como Jackson Pollock e Jonas Gerard, e desenvolveu seu próprio estilo. Em sua arte, expressa a beleza da vida, em todos seus pormenores e complexidades, na união dos traços aparentemente desconexos se criam momentos únicos. Durante sua carreira, participou de exposições ao longo de toda a região Sul, tendo assinado mais de 2000 obras de arte, que hoje embelezam residências e ambientes corporativos em todo o Brasil. http://www.klockner-art.com; www.artprice.com.



147 - ARTE POPULAR BRASILEIRA (XX)

Maria Bonita - escultura em terracota policromada - 17 x 07 x 07 cm - assinatura ilegível -



148 - JOSÉ SABÓIA (1949)

Músico - óleo sobre tela - 20 x 30 cm - canto inferior direito -

Pintor, José Sabóia do Nascimento nasceu em Almadina-BA. Artista autodidata foi para o Rio de Janeiro em 1967 e começou a pintar no ano seguinte, passando a expor seus trabalhos na feira hippie de Ipanema. Fez sua primeira exposição individual em Fortaleza, CE (1970). Entre as exposições de que participou, destacam-se: I e III Salão Nacional de Artes Plásticas do Ceará, Fortaleza, (1969, 1971 - Prêmio Aquisição); Dez Pintores no Rio de Janeiro, no MNBA, RJ (1983); ‘Brésil Naifs’, Paris (1986); ‘Salon d'Art Naif’- Marseilha, França (1987); ‘Pintura, Presença e Povo na Arte Brasileira’ no Museu da Casa Brasileira - São Paulo (1990); ‘Visões do Rio’ no MAM, RJ (1996). No exterior expôs individualmente em São Francisco, EUA e Munique, Alemanha, além de participar de coletivas em vários países e, principalmente na França, com exposições organizadas pela Galeria Jacqueline Bricard e uma presença cativa na ‘Galerie Naïfs du Monde Entier’ em Paris. José Sabóia participou do Concurso Internacional de Morges, quando seu quadro foi eleito pelo público, a melhor obra de 60 participantes de 22 países, premiação que originou o convite da Galeria Kasper para realizar uma exposição individual em 1997. JULIO LOUZADA vol. 11, pág. 278; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 228; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO; www.artprice.com; www.nautilus.com.br; www.ardies.com.



149 - MICK CARNICELLI (1893 - 1967)

"Potes" - aquarela - 64,5 x 46,5 cm - canto inferior direito e dorso - 1956 -

Pintor ativo em São Paulo. Participou da coletiva 50 Anos de Paisagem Brasileira, São Paulo (1956), representado por obras em coleções paulistas; Paisagem Urbana, na Biblioteca Municipal de São Paulo;Santo André (1951), coleção João Amoroso Neto; e Coração de Jesus, coleção Lourdes Milliet. Participou, também, da I Bienal de São Paulo(1951) com as obras: Pátio de Manobras da Sorocabana e Subúrbio. MEC ,vol. 1, pág.359; JULIO LOUZADA, vol. 10 , pág. 595; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 630. Acervo FIEO.



150 - CLODOMIRO AMAZONAS (1893 - 1953)

Na beira do rio - óleo sobre tela - 45 x 60 cm - canto inferior direito -
Reproduzido no convite deste Leilão.

Pintor e restaurador, Clodomiro Amazonas Monteiro nasceu em Taubaté, SP e faleceu em São Paulo. Iniciou-se em pintura aos 16 anos, realizando restaurações em telas e afrescos do Convento Santa Clara, em Taubaté. Estudou com o pintor Augusto Luís de Freitas no fim da década de 1890. Interessado em promover atividades culturais, fundou na cidade, em 1905, a Associação Artística e Literária. Passou a viver em São Paulo em 1906, quando entrou em contato com a obra de Baptista da Costa e teve aulas com o pintor Carlo de Servi. Paralelamente às atividades artísticas, trabalhou em repartições públicas e atuou como ilustrador para publicações como a Revista da Semana. A partir de 1924 dedicou-se exclusivamente à pintura. Manteve contato com intelectuais, escritores e artistas como Monteiro Lobato, Menotti del Picchia, Lucílio de Albuquerque,Georgina de Albuquerque e Pedro Alexandrino, entre outros. Foi um dos fundadores do Salão Paulista de Belas Artes, em 1934. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1912, 1918, 1921); Taubaté, SP (1919); Juiz de Fora, MG (1918); Rio de Janeiro (1922, 1926); Recife, PE (1925); Belém do Pará, PA (1925); Fortaleza, CE (1926). MEC, vol. 1, pág. 75; TEIXEIRA LEITE, pág. 26; PONTUAL, pág. 24; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 42; TEODORO BRAGA, pág. 72; ITAU CULTURAL, RUTH TARASANTCHI; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 56; MEC VOL. 1, PÁG. 75; www.artprice.com.



151 - ANNA LETYCIA (1929 - 2018)

Composição - serigrafia sobre tela - 100 x 68 cm - canto inferior direito -
No estado.

Fluminense de Petrópolis, é gravadora e professora. Estudou com André Lhote e Ivan Serpa no Rio de Janeiro. A partir da década de 1950 voltou-se inteiramente para o trabalho como gravadora. Foi aluna de Iberê Camargo, Darel e Goeldi, ainda no Rio de Janeiro. Artista de renome nacional e internacional, cujas obras enriquecem acervos privados e públicos. PONTUAL, pág. 28; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 16; WALTER ZANINI, pág. 703; LEONOR AMARANTE; ARTE NO BRASIL.



152 - MENASE VAIDERGORN (1927)

"Roda de samba" - óleo sobre tela - 27 x 50 cm - canto inferior direito -

Pintor nascido em Hotin, Romênia. Assina MVAIDERGORN. Seus pais vieram para o Brasil (1932) fixando residência em São Paulo. Ingressou na Associação Paulista de Belas Artes (fim da década de 1940) onde conheceu Dario Mecatti que muito o estimulou. Viajou pelo norte da África e Europa. Realizou exposições individuais e participou de diversos salões e mostras coletivas oficiais, recebendo diversos prêmios, entre eles: os do Salão Paulista de Belas Artes, SP (1976 - Medalha de Bronze, 2000 – Prêmio Aquisição, 2001 – Grande Medalha de Prata). JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 1011; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



153 - CANDIDO DE OLIVEIRA (1961)

No jardim - óleo sobre tela - 40 x 30 cm - canto inferior direito -

Pintor, Edmilson Cândido de Oliveira é natural de Pesqueira, Pernambuco. Assinava até 1985: Edmilson e, atualmente, assina Cândido de Oliveira. Teve como mestres José Ismael e Gilberto Geraldo. Realizou exposição individual em São Paulo (1995) e participa de mostras coletivas desde 1993, com premiações em: Guarulhos, SP (1993); Matão, SP (1994); Amparo, SP (1995); São Paulo (1995). JULIO LOUZADA VOL.7, PÁG. 520; VOL. 8, PÁG. 620; www.artnet.com.



154 - NUCA DE TRACUNHAÉM (1937)

Florista - escultura em terracota - 35 x 14 x 10 cm - assinado - Pernambuco -

Manoel Gomes da Silva, o Nuca de Tracunhaém, é um dos mais antigos e expressivos artistas de Tracunhaém tendo sempre trabalhado junto com sua esposa Maria. O artista possui o título de Patrimônio Vivo de Pernambuco honraria obtida através de um processo de candidatura por indicação de entidades culturais e órgãos governamentais e da avaliação do Conselho Estadual de Cultura (CEC). Os agraciados assumem a missão de transmitir os seus conhecimentos a alunos e aprendizes em programas de ensino e aprendizagem. Tudo começou quando Mestre Nuca recebeu uma encomenda para fazer Leões. Seus Leões, quase sempre sentados, lembram os feitos de louça em Portugal que decoravam os jardins e varandas de muitas residências de antigamente. A característica marcante é o modo de apresentar as jubas que são feitas com dezenas de fragmentos circulares meio achatados, e também com pregas formando sulcos verticais. Outra peça inconfundível de Nuca e Maria são as bonecas com os cabelos encaracolados. Outras figuras também são produzidas: pinhas, animais:peixes, galinhas etc. Os trabalhos de Nuca e Maria são encontrados em Museus e coleções particulares no Brasil e no exterior. FONTE: www.ceramicanorio.com.br



155 - HEITOR DOS PRAZERES (1898 - 1966)

"Roda de choro na prainha" - óleo sobre tela - 60 x 80 cm - canto inferior direito - 07/04/1965 - RJ -
Com autenticação da família do artista, na pessoa do curador da obra, Sr. Heitor dos Prazeres Filho.

Pintor, compositor, marceneiro, Heitor dos Prazeres nasceu e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. Iniciou-se na pintura por volta de 1937, como autodidata, estimulado pelo jornalista e desenhista Carlos Cavalcanti. No período de 1937 a 1946, trabalhou em rádios do Rio de Janeiro e ingressou como ritmista na Rádio Nacional, em 1943. Recebeu o 3º lugar para artistas nacionais na 1ª Bienal Internacional de São Paulo (1951) e foi homenageado com sala especial na 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1953). No ano seguinte, criou cenários e figurinos para o Balé do IV Centenário da Cidade de São Paulo. Realizou sua primeira exposição individual, em 1959, no Rio de Janeiro. Em 1965, Antônio Carlos Fontoura produziu um documentário sobre sua obra. Tornou-se um artista destacado, atuando como compositor, instrumentista e letrista de música popular brasileira. Participou da fundação das primeiras escolas de samba cariocas, entre elas a Estação Primeira de Mangueira. Em comemoração ao centenário de seu nascimento, em 1999, foi realizada mostra retrospectiva no Espaço BNDES e no Museu Nacional de Belas Artes. Em 2003, foi publicado o livro ‘Heitor dos Prazeres: Sua Arte e Seu Tempo’, da jornalista Alba Lírio. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.11, PÁG.247; MEC. VOL.3, PÁG.400; WALMIR AYALA. VOL.2, PÁG.194; TEIXEIRA LEITE, PÁG.408; PONTUAL, PAG.439; WALTER ZANINI, PÁG.810; LEONOR AMARANTE, PÁG. 266; ACERVO FIEO.



156 - KINYA IKOMA (1918)

Composição - óleo sobre tela - 30 x 30 cm - canto inferior direito e dorso - 1987 -
Com etiqueta nº 5830 de Renot Art Dealer, São Paulo - SP, no dorso.

Japonês da cidade de Mieken, imigrou para o Brasil em 1931, tornando-se lavrador no interior do Estado de São Paulo. A partir de 1960 dedica-se integralmente à pintura, no gênero abstracionismo-lírico. Expõe coletivamente a partir de 1976 e individualmente desde 1975. JULIO LOUZADA , vol. 10, pág, 434; TEIXEIRA LEITE, pág, 252, Acervo FIEO.



157 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Café em Paris - óleo sobre tela - 80 x 60 cm - canto inferior direito ilegível -



158 - EUGÊNIO DE PROENÇA SIGAUD (1889 - 1979)

"A obra" - óleo sobre tela - 12 x 22 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1973 -
No estado.

Estudou desenho na Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro com Modesto Brocos, formando-se em arquitetura em 1932, nessa mesma escola. A partir de 1935, dedicou-se à pintura mural e, de 1937, à pintura de temas sociais, com predominância de motivos de operários em construção e trabalhadores rurais. Caracteriza-se por uma grande versatilidade técnica, sendo dos raros pintores brasileiros a utilizar, lado a lado, o óleo, a têmpera e a encáustica, além da aquarela e do guache. Participou do Núcleo Bernardelli. PONTUAL, pág. 489; MEC, vol. 4, pág. 243; TEIXEIRA LEITE, pág. 475 e 476; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 324 a 327; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 579; ARTE NO BRASIL, pág. 763, Acervo FIEO.



159 - GUYER SALES (1942)

Peixes - óleo sobre tela - 100 x 70 cm - centro inferior -

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador e professor, José Guyer Salles nasceu em São Paulo. Frequentou o curso de iniciação ao desenho da FAAP - SP onde foi orientado por Nelson Nóbrega e Marcelo Grassmann em pintura e gravura (entre 1962 e 1964). Estudou pintura com Glênio Bianchetti (1965) e gravura com Babinski, na Universidade de Brasília. Viajou para os Estados Unidos, como bolsista do "Pratt Graphics Center" de Nova York, onde atuou também como professor assistente (entre 1970 e 1974). Lecionou no "Art Barn" em Connecticut, EUA. De volta ao Brasil (1976), fundou e dirigiu a Oficina de Gravura 76 - núcleo de artistas destinado ao ensino de gravura. Realizou exposições individuais em São Paulo em 1966, 1967, 1987, 1995, 1997 e participou de mostras coletivas e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Participou do "Projeto Cidadania - 200 Anos da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão", da Secretaria do Governo do Estado de São Paulo (1991); ilustrou o livro "Estações", de Flora Figueiredo (1995). PONTUAL PÁG. 258; MEC VOL. 2, PÁG. 310; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 856; VOL.8, PÁG. 380; ITAU CULTURAL; www.artprice.com.



160 - CHARLES FRANÇOIS DAUBIGNY (1817 - 1878)

"La plage de Villerville" - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior esquerdo -
Reproduzido no convite deste Leilão. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e gravador francês nascido e falecido em Paris. Assina Daubigny. Associado à Escola de Barbizon, não viveu nessa cidade. Foi um dos pioneiros da pintura ‘plein air’ na França. Nascido em uma família de artistas, seu pai e seus tios também pintavam, Daubigny teve como primeiro mestre o próprio pai, Edmé François. Aos dezessete anos, após a morte de sua mãe, resolveu viajar e foi para Roma, onde visitou todos os museus. De volta a Paris, integrou-se à classe de Paul Delaroche na Escola de Belas Artes (1838) e o pintor Granet, conservador do Museu do Louvre, empregou-o como restaurador de quadros. Não era um trabalho que apreciava e achava uma profanação tocar em uma obra prima. Despedido do Louvre passou a fazer ilustrações comerciais, desenhos para caixas de bombons e gravações sobre madeira. Em 1838, 1840 e 1845 participou de Salões apresentando algumas águas-fortes. A partir de 1844, sua reputação como pintor começou a se firmar. Em 1857 expôs, no Salão, a obra ‘Le Printemps’ e com o sucesso, foi encarregado da decoração das escadas dos salões de Estado no Louvre. Graças a esse trabalho e à posse de uma pequena herança, realizou um antigo sonho: mandou construir uma barca - ‘Bottin’ - que lhe serviu de habitação e permitiu uma vida errante em contato direto e permanente com sua fonte de inspiração: os rios e canais. Em 1874 foi feito cavaleiro da ‘Legion d’Honneur’. Vários museus da Europa possuem obras suas. BENEZIT VOL. 3, PÁG. 369; DICIONÁRIO OXFORD PÁG. 143; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG.314; www.charles-francois-daubigny.org; www.nationalgallery.org.uk; www.rehs.co; www.britannica.com; artnet.com; artist.christies.com; web.artprice.com.



161 - ANTONIO PETICOV (1946)

Pirâmide - serigrafia - 17/100 - 54 x 71 cm - canto inferior direito - 1978 -

Nasceu em Assis, SP. Desenhista, gravador e escultor. Autodidata. Integra os movimentos movimentos artísticos de vanguarda da segunda metade da década de 60. De produção diversificada, segue tendências variadas das vanguardas artísticas internacionais das últimas décadas. Participa de várias exposições entre elas, Bienal Internacional de São Paulo, 1967, 1969 e 1989; Panorama da Pintura Brasileira, no MAM/SP, São Paulo, 1983; Destaques da Arte Contemporânea Brasileira, no MAM/SP, 1985; Bienal Brasileira de Design, Curitiba, 1990; OFF Bienal, no MuBE, São Paulo, 1996; Arte Suporte Computador, na Casa das Rosas, São Paulo, 1997. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 757/758; WALTER ZANINI, pág. 760; LEONOR AMARANTE, pág. 185. Acervo FIEO.



162 - HILÁRIO ZARZANA (1934 - 1991)

Natureza morta - óleo sobre eucatex - 24 x 33 cm - canto inferior esquerdo - 1990 -

Paulistano, o pintor HILARIO era também odontólogo, profissão que exerceu paralelamente às artes até 1981, quando passou a dedicar-se integralmente à pintura. Cursou pintura na Faculdade Marcelo Tupinambá e desenho artístico no IUB. A partir de 1981 expõe suas obras, obtendo premiações. JULIO LOUZADA, vol. 13 pág. 166, Acervo FIEO.



163 - CARLOS OSWALD (1882 - 1971)

"Paisagem - Dia chuvoso" - gravura - 1/100 - 31 x 49 cm - canto inferior direito -
Reproduzido na página 88 do livro "Carlos Oswald" editado pelo Museu Nacional de Belas Artes. No estado.

Gravador, pintor, desenhista, decorador, professor e escritor. Nasceu em Florença, Itália e faleceu em Petrópolis, RJ. Graduou-se como físico-matemático em 1902, pelo Instituto Galileo Galilei, em Florença. No ano seguinte, ingressou na ‘Accademia di Belle Arti di Firenze’. Viajou para o Brasil pela primeira vez em 1906 e realizou no Rio de Janeiro a primeira exposição individual no país. Retornou à Europa em 1908, estudou gravura com o americano Carl Strauss em Florença e viajou para Munique, onde aprendeu a técnica da água-forte. Em 1911, participou da decoração do pavilhão do Brasil, na Exposição Internacional de Turim. Fez a segunda viagem ao Rio de Janeiro em 1913 e realizou uma exposição com Eugênio Latour na Escola Nacional de Belas Artes . Foi nomeado, em 1914, professor de gravura e desenho no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro e é considerado o introdutor da gravura no Brasil. No ano de 1930, fez o desenho final do ‘Monumento ao Cristo Redentor’. A obra foi executada na França pelo escultor Paul Landowski e instalada no Morro do Corcovado, Rio de Janeiro, em 1931. Publicou, em 1957, a autobiografia ‘Como Me Tornei Pintor’. Em 1963, o Museu Nacional de Belas Artes - RJ adquiriu quase todas as suas obras em gravuras. Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais e foi premiado no Rio de Janeiro em 1904, 1906, 1909, 1912, 1913, 1916 e realizou diversas exposições individuais. PONTUAL, PÁG. 397; ARTE NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 1053; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 699; MEC VOL. 3, PÁG. 304; ACERVO FIEO.



164 - ROQUE DE MINGO (XX)

Nu - escultura em bronze - 26 x 16 x 15 cm - assinado - São Paulo -

Escultor e professor ativo em São Paulo. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios, onde recebeu orientação de Amadeu Zani. Foi co-fundador da Associação Paulista de Belas Artes. Assíduo do SPBA, obteve diversas premiações. Sua obra é numerosa, destacando-se estátuas e bustos em praças públicas de São Paulo, São João del Rei, MG, Blumenau, SC, e Santo André-SP. MEC vol. 3 pág. 164'.



165 - MANOEL SANTIAGO (1897 - 1987)

"Paisagem" - óleo sobre tela colada em eucatex - 16 x 18 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1960 -
Reproduzido na página 191, imagem 195 do livro Manoel Santiago, "Vida, Obra e Crítica".

Manoel Colafante Caledônio de Assumpção Santiago nasceu em Manaus, AM e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, desenhista e professor. Mudou-se para Belém em 1903 e iniciou estudos de pintura. Desde 1916 já praticava a arte não figurativa. Em 1919 transferiu-se para o Rio de Janeiro, cursou Direito e frequentou a Escola Nacional de Belas Artes, onde foi aluno de Rodolfo Chambelland e Baptista da Costa. Na época, teve aulas particulares com Eliseu Visconti. Foi casado com a pintora Haydeá Santiago. Participou em 1927 do Salão Nacional de Belas Artes e recebeu o prêmio viagem ao exterior, entre vários outros. Foi para Paris no ano seguinte, e lá permaneceu por cinco anos. De volta ao Rio de Janeiro, em 1932, tornou-se professor do Instituto de Belas Artes. Em 1934, passou a lecionar pintura e desenho no Núcleo Bernardelli, figurando entre seus alunos José Pancetti, Edson Motta, Bustamante Sá, Ado Malagoli, Rescála e Milton Dacosta. Participou da I Bienal Internacional de São Paulo (1951) e do 8º Panorama da Arte Brasileira (1976). PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, VOL. 1, PÁG. 241; TEODORO BRAGA, PÁG. 211; CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO DE PAISAGEM BRASILEIRA, MEC-MNBA /RIO/1944; MAYER/84, PÁG. 1158; REIS JR, PÁG. 378; PONTUAL, PÁG. 473; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 292; ITAÚ CULTURAL, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 865; ACERVO FIEO.



166 - GUERINO GROSSO (1907 - 1988)

Camponesa - óleo sobre tela - 70 x 50 cm - canto inferior direito - 1984 -

Natural de Rio Claro, neste Estado, Guerino Grosso iniciou seu aprendizado artístico em 1917. Frequentou a Escola de Belas Artes de São Paulo. Artista de grande sensibilidade, dedicou-se à pintura de naturezas mortas com metais, confirmando-se como um dos melhores do gênero. JULIO LOUZADA, vol, 12 ,pág 189. MEC, vol, 2, pág, 284; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



167 - DEUZANI GOMES DOS SANTOS (XX)

Boneca - escultura em terracota policromada - 23 x 24 x 14 cm - assinado - Coqueiro Campo - MG -

Ceramista e poetisa que vive e trabalha em Coqueiro Campo, no município de Minas Novas, MG. Aprendeu a modelar com a mãe, que fazia peças utilitárias. Exerce o ofício de ceramista há muito tempo. Criou em sua casa uma biblioteca para as crianças do entorno que não tinham onde estudar. Suas obras integram importantes coleções e hoje são comercializadas nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e no Distrito Federal. Foi diretora da Associação de Ceramistas de Coqueiro Campo. www.museucasadopontal.com.br/pt-br/deuzani; institutotear.org.br/arte-do-barro-segundo-episodio/.



168 - ORLANDO BRITO (1920 - 1981)

Barcos - aquarela sobre papel - 19 x 26 cm - canto inferior direito - 1975 -
No estado.

Nascido e falecido na cidade do Rio de Janeiro, foi pintor e desenhista. Ocupou durante vários anos, a cadeira de Desenho e Pintura do Instituto de Belas Artes, além de ser membro do juri do SNBA, ambos no Rio de Janeiro. Realizou individuais em diversas Galerias de Arte do Rio de Janeiroe participou também de várias exposições pelo interior do Brasil. Expôs no SNBA-RJ, nos anos de 1954, 1962, 1965 (obtendo neste o Grande Prêmio IV Centenário da cidade), e 1967. JULIO LOUZADA vol.11, pág.44; ITAÚ CULTURAL.



169 - TOMÁS SANTA ROSA (1909 - 1956)

Moças - guache sobre papel - 20 x 16 cm - canto inferior direito -
No estado.

Pintor, gravador, cenógrafo e professor autodidata, Tomás Santa Rosa Júnior nasceu em João Pessoa, PB e falecido em Nova Délhi, Índia. Fixou-se no Rio de Janeiro (1932), começou a trabalhar como auxiliar de Portinari e iniciou também sua carreira de ilustrador que se estenderia por longa série de obras de escritores brasileiros e estrangeiros, que incluiu, dentre outros, Graciliano Ramos, José Lins do Rêgo, Jorge Amado, Castro Alves, Dostoievski. É considerado o primeiro cenógrafo moderno brasileiro. Entre as exposições das quais participou destacam-se: o Salão Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro (1941 - Medalha de Prata); Um Século de Pintura Brasileira, no Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro (1952); II Bienal Internacional de São Paulo (1953); Salão Preto e Branco do III Salão Nacional de Arte Moderna do Rio de Janeiro (1954); 'Arts Primitifs et Modernes Brésiliennes', no Museu de Etnografia de Neuchâtel, Suíça (1955). Após sua morte, suas obras foram expostas nas seguintes mostras: Exposição de Artes Gráficas de Tomás Santa Rosa, na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro (1958); Retrospectiva no Teatro Municipal do Rio de Janeiro (1975); Santa Rosa, Carnaval e Figurinos na Fundação Nacional de Arte (Funarte) de São Paulo (1985); e Bienal Brasil Século XX, na Fundação Bienal de São Paulo (1994). PONTUAL, PÁG. 472; MEC VOL. 4, PÁG. 177; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 460; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 572; LEONOR AMARANTE; www.funarte.gov.br; cpdoc.fgv.br; www.artprice.com.



170 - JOSÉ PANCETTI (1902 - 1958)

Marinha - óleo sobre tela - 60 x 78 cm - canto inferior direito e dorso - 1954 - Bahia -
Reproduzido na quarta capa do catálogo deste Leilão. Com dedicatória no dorso. Acompanha a obra carta de próprio punho do autor, datada de 14 de dezembro de 1954.

Giuseppe Gianinni Pancetti nasceu em Campinas, SP e faleceu no Rio de Janeiro. Filho de imigrantes italianos foi mandado aos dez anos de idade para a Itália, onde trabalhou em diversos ofícios até entrar para a marinha mercante italiana. De volta ao Brasil, em 1920, trabalhou na Oficina Beppe, São Paulo (1921), especializada em decoração de pintura de parede, como cartazista, pintor de parede e auxiliar do pintor Adolfo Fonzari. Em 1922 ingressou na Marinha de Guerra Brasileira, viajando pelo país e exterior, transferindo-se para a reserva em 1946, no posto de Segundo Tenente. Começou a pintar, auto didaticamente em 1924 e, em 1925, servindo no encouraçado Minas Gerais, pintou suas primeiras obras. No ano seguinte, para progredir na carreira, integrou o quadro de pintores dentro da "Companhia de Praticantes e Especialistas em Convés". Passou a frequentar, a partir de 1932, o Núcleo Bernardelli, no Rio de Janeiro, onde recebeu orientação de Manoel Santiago, Edson Motta, Rescála e Bruno Lechowski. Participou do Salão Nacional de Belas Artes, sendo premiado em 1934, 1936, 1939 e, já na Divisão Moderna, recebeu o Prêmio Viagem ao Estrangeiro (1941), o Prêmio Viagem ao País (1947) e a Medalha de Ouro (1948). Figurou na Bienal de Veneza em 1950; ano em que passa a residir em Salvador, BA. Integrou a mostra "Um Século de Pintura Brasileira", realizada no Museu Nacional de Belas Artes (1952) e a exposição "Arte Moderna no Brasil" que percorreu as cidades de Buenos Aires, Rosário, Santiago e Lima, todas em 1957. Participou duas vezes da Bienal de São Paulo, em 1951 e 1955. Mereceu Sala Especial na Bienal da Bahia - Salvador, em 1966. O Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro realizou, em 1962, exposição retrospectiva de sua obra. TEODORO BRAGA, PÁG. 130; PONTUAL, PÁGS. 403 E 404; MEC, VOL. 3, PÁG. 332; REIS JUNIOR, PÁG. 383; ITAU CULTURAL; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 380; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 597; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28; www.mamcampinas.com.br.



171 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Nu - serigrafia - 74/100 - 59 x 49 cm - canto inferior direito - 1982 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



172 - ADRIANA XAVIER (XX)

Bonecas - escultura em terracota policromada -
Medidas: 1ª) 27 x 10 x 10 cm (assinada), 2ª) 26 x 09 x 09 cm (não assinada).

Artesã da Comunidade de Campo Buriti do Vale do Jequitinhonha, MG com participações em mostras coletivas.



173 - ABELARDO ZALUAR (1924 - 1987)

Composição - óleo sobre tela colada em eucatex - 69 x 49 cm - canto inferior direito - 1976 -
Ex coleção Antonio de Souza Naves Filho - Campinas - SP. No estado.

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador, fotógrafo e professor nascido em Niterói, RJ e falecido no Rio de Janeiro. Frequentou as aulas da Escola Nacional de Belas Artes, RJ (entre 1944 e 1948) e, nessa mesma década, criou com outros colegas, a Escolinha de Arte do Brasil. Realizou exposições individuais no; Rio de Janeiro (1947, 1955, 1962, 1969, 1984, 1987); Belo Horizonte, MG (1959, 1969); São Paulo (1959, 1962, 1971, 1975 – Retrospectiva no MAM); Porto Alegre, RS (1961, 1980 – MARGS); Lisboa, Portugal (1964); Roma, Itália (1965); Londres, Inglaterra (1971); Santos, SP (1977); Resende, RJ (1978 – Retrospectiva no MAM); Curitiba, PR (1979 – Retrospectiva no MAC). Participou de diversas mostras coletivas, como a Bienal Internacional de São Paulo (1961, 11971, 1973, 1975), o Panorama de Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1970, 1971, 1973, 1979, 1983, 1986). Conquistou o Prêmio Leirner de Arte Contemporânea - Desenho, em São Paulo (1959); o prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna, no Rio de Janeiro (1963); o prêmio aquisição no 4º Salão de Arte Moderna do Distrito Federal (1967) e menção honrosa na 1ª Bienal Ibero-Americana de Pintura, na Cidade do México (1978). WALMIR AYALA VOL. 2, PÁG. 449; MEC VOL. 4, PÁG. 527; PONTUAL PÁG. 556; TEIXEIRA LEITE PÁG. 546; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 682; ARTE NO BRASIL PÁG. 934; LEONOR AMARANTE PÁG. 218; JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 1079; www.brasilartesenciclopedias.com.br; www.artprice.com.



174 - ZÉ DO CARMO (1933)

Preto velho - escultura em barro - 14 x 08 x 08 cm - assinado - Goiana - PE -

O ceramista José do Carmo Souza, filho mais velho de uma família de seis irmãos, faz desde menino brinquedos de barro para vender na feira. Morou em Recife, concluiu o curso ginasial e voltou para Goiana com a família, continuando na arte do barro ao mesmo tempo que trabalhava como sacristão na igreja do Rosário dos Homens Pretos. Começa a fazer anjos "com cara de gente, e não de santo". Zé do Carmo foi estimulado por Gilberto Freire a criar um presépio nordestino, e chegou a fazer a escultura de barro de um Vovô Natalino sertanejo - em vez de Papai Noel - de 2m de altura, andando de carro de boi e não de trenó. A fase dos anjos nordestinos data dos anos 70. Dos anjos de barro que passou para a tela, vieram de início as cores creme, ocre, primeiro feitas com pigmentos da terra e pó de pedra, e depois com tintas industriais. Quando João Paulo II veio ao Brasil, a Arquidiocese lhe ofereceu de presente um conjunto de músicos nordestinos do artista, aos quais ele acrescentou um anjo cangaceiro. A arte de Zé do Carmo, plena de religiosidade e irreverência, vende hoje em galerias de arte apenas o suficiente para fazê-lo sobreviver. "A situação do artesão no Nordeste é de penúria", constata.



175 - MARIA LEONTINA (1917 - 1984)

Composição - pastel - 27 x 37,5 cm - canto inferior direito - 1955 -

Pintora, gravadora e desenhista. Maria Leontina Mendes Franco da Costa nasceu em São Paulo, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. Iniciou estudos de desenho com Antônio Covello, em São Paulo (1938), e na primeira metade da década de 1940 estudou pintura com Waldemar da Costa. Em 1946, no Rio de Janeiro, frequentou o ateliê de Bruno Giorgi e fez curso de museologia no Museu Histórico Nacional, entre 1946 e 1948. Em 1947, participou da exposição ‘19 Pintores’, na Galeria Prestes Maia, em São Paulo, ao lado de Lothar Charoux, Marcelo Grassmann, Aldemir Martins, Luiz Sacilotto e Flavio-Shiró. Em 1951, foi convidada pelo psiquiatra e crítico de arte Osório César para orientar o setor de artes plásticas do Hospital Psiquiátrico do Juqueri. No mesmo ano, organizou uma mostra dos internos no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Em 1952, com bolsa de estudo do governo francês, viajou para a Europa, acompanhada pelo marido, o pintor Milton Dacosta. Em Paris, entre 1952 e 1954, frequentou o ateliê de gravura de Johnny Friedlaender. Na década de 1960, realizou painel de azulejos para o Edifício Copan e vitrais para a Igreja Episcopal Brasileira da Santíssima Trindade, ambos em São Paulo. Realizou exposições individuais e participou de inúmeras mostras, Salões oficiais e Bienais como a Bienal de Veneza (1950, 1952, 1956). Foi premiada no Rio de Janeiro (1944, 1950, 1955, 1957, 1980); em São Paulo (1944; 1947; 1951; 1954; 1958; 1960; 1980; 1955, 1959, 1965 - Bienais Internacionais; 1969, 1970 - Panoramas da Arte Atual Brasileira; 1975 - prêmio pintura da Associação Paulista de Críticos de Artes - APCA); Brasília, DF (1980); Curitiba, PR (1980; Porto Alegre, RS (1980); Nova York (1960 - Fundação Guggenheim). ITAU CULTURAL; MEC, VOL. 2, PÁG. 471; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 309; PONTUAL, PÁG. 338; ARTE NO BRASIL, PÁG. 772; LEONOR AMARANTE, PÁG. 25; WALTER ZANINI, PÁG. 645; JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 572.



176 - SALVADOR CARUSO (1906 - 1951)

Natureza morta - óleo sobre cartão - 37,5 x 49 cm - canto inferior esquerdo -

Nasceu e faleceu em São Paulo, sendo ativo na cidade de Campinas-SP. Foi orientado pelos pintores Antonio Rocco, Túlio Mugnaini e Bernadino de Sousa Pereira. Expôs individualmente em São Paulo (1938) e no Rio de Janeiro, além de inúmeras participações em salões oficiais e exposições coletivas. "...Caruso se fez pintor de cabeças, por excelência, quase que esquecido do encanto das paisagens. E buscava no homem negro estudo de alma e de expressão, harmonizando, sem dar por isso, o que possuía de idealismo inato com a realidade social, a qual pretendia fixar como pincel." Julio Mariano, in: Caruso: um dos três artistas da mansarda do "61". Correio Popular, Campinas, 9 maio 1972. JULIO LOUZADA vol.10, pág. 186; ITAÚ CULTURAL, PONTUAL, Acervo FIEO.



177 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Figura - escultura em bronze - 24 x 17 x 22 cm - não assinado -



178 - WALTER STUART LLOYD (XIX - XX)

Paisagem - óleo sobre tela - 41 x 92 cm - canto inferior esquerdo - 1880 -
No estado. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista inglês. Viveu e trabalhou em Brighton. Foi membro da Sociedade Real dos Artistas Britânicos. Participou de exposições, de 1875 a 1913, na "Royal Academy", na "Royal Society of British Artists", na "Royal Institute of Painters in Watercolours". BENEZIT; www.haynesfineart.com; www.artprice.com.



179 - FRANCISCO OSWALD (1918 - 1985)

"Porta" - óleo sobre eucatex - 34,5 x 26,5 cm - canto inferior direito -
Com etiqueta de Azulão Galeria - São Paulo, SP - no dorso. No estado.

Nascido e falecido na cidade do Rio de Janeiro, este brilhante pintor, foi filho do grande artista Carlos Oswald, e neto do festejado músico Henrique Oswald. Suas telas não deixam de traduzir a sensibilidade que o artista herdou de seus ancestrais, produzindo, numa técnica própria, paisagens de rara harmonia. Individuais na Galeria de Arte do Copacabana Palace, em 1971 e 1973. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 700.



180 - KEITH HARING (1958 - 1990)

Bailado - tinta preta sobre papel - 44 x 53 cm - canto inferior direito - 1989 -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Artista plástico multimídia americano nascido em Reading, Pensilvânia e falecido em Nova York. Começou sua carreira artística estudando publicidade e gráfica em Pittsburgh. Abandonou o curso no primeiro ano e partiu para Nova York onde estudou com Joseph Kosuth e Keith Sonnier na "SVA School of Visual Arts" (1978) e conviveu com Jean-Michel Basquiat. Fascinado pela cidade, começou a fazer esboços de giz nos painéis de papel usados ??para cobrir vagas de publicidade no metrô de Nova York, uma atividade pela qual foi preso em várias ocasiões. Esses desenhos não foram inspirados pelo desejo de cometer um ato ilegal, em vez disso, procurou simplesmente envolver o maior número possível de pessoas no processo artístico - eram acessíveis a todos e abertos a adaptações dos transeuntes. Eles permitiram que alcançasse um vasto público, cortando as galerias e museus comerciais. Posteriormente, ele expôs em galerias em Nova York e no exterior: Holanda, Japão e Itália. Pintou parte do Muro de Berlim (1987) e produziu murais em hospitais nos EUA e na Europa (incluindo um afresco no hospital infantil Necker, em Paris). Desenvolveu a AIDS e dedicou-se a angariar fundos para a batalha contra a doença (1986-1989). Foi encorajado por Andy Warhol a abrir uma butique: "The Pop Shop", no centro de Manhattan - uma saída para produtos e roupas com suas imagens icônicas de graffiti e foi também um local para acontecimentos e um espaço de jogo criativo para crianças. BENEZIT; www.haring.com; www.artprice.com; ITAU CULTURAL.



181 - DARCILIO LIMA (1944 - 1991)

Figuras fantásticas - litografia - 20/50 - 70 x 49 cm - canto inferior direito - 1972 -

Cearense de Cascavel, o festejado desenhista Darcilio foi para o Rio de Janeiro, e já depois de haver iniciado autodidaticamente seu trabalho no campo da pintura e da utilização do lápis cêra. Recebeu orientação de Ivan Serpa, passando a dedicar-se especialmente ao desenho a bico-de-pena, com a permanente fixação gráfica da fantasia erótica como veículo de impacto crítico. PONTUAL, pág. 159. MEC, vol.1, pág.17; WALTER ZANINI, pág. 760; LEONOR AMARANTE; ITAU CULTURAL.



182 - ARLINDO CASTELLANE DI CARLI (1910 - 1985)

Canto de ateliê - óleo sobre cartão colado em eucatex - 46,5 x 60 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor e escultor. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, onde foi aluno de José Maria da Silva Neves e de Enrico Vio. Suas primeiras realizações foram na pintura. Mais tarde passou a dedicar-se também à escultura. Sofreu influência do pintor Armando Balloni. Em 1942, estreando no SPBA, recebeu prêmio de menção honrosa, seguindo-se nos anos posteriores, diversas premiações, inclusive de viagem ao estrangeiro. MEC, vol. 1, pág. 355; WALMIR AYALA, vol.1, págs. 183 e 184; ITAÚ CULTURAL.



183 - FAYGA OSTROWER (1920 - 2001)

Sonhos infantis - desenho a nanquim - 40 x 28 cm - canto inferior direito -

Gravadora, pintora, desenhista, ilustradora, teórica da arte e professora. Natural de Lodz, Polônia. No Brasil, Rio de Janeiro, desde a década de 1930. Cursa artes gráficas na Fundação Getúlio Vargas, em 1947, onde estuda xilogravura com Axl Leskoschek e gravura em metal com Carlos Oswald, entre outros. Em 1969, a Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro publica um álbum de gravuras realizadas entre 1954 e 1966. Dentre as muitas coletivas de que participou, no País e no exterior, destacamos as seguintes nacionais: 1ª Bienal Internacional de São Paulo (1951); Exposição Nacional de Arte Abstrata (1953) e, Salão Preto e Branco (1954). MEC. Vol.3, pág.303; JULIO LOUZADA, pág.234; PONTUAL, págs.395 e 396.; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 606; ARTE NO BRASIL, pág. 840; LEONOR AMARANTE, pág. 28; Acervo FIEO.



184 - FREDERICO BRACHER JUNIOR (1920 - 1984)

Paisagem - óleo sobre tela - 19 x 39,5 cm - canto inferior direito e dorso - 1975 -
Com etiqueta da Realidade Galeria de Arte, Rua Ataulfo de Paiva, 135 - Rio de Janeiro - RJ e carimbo do ateliê do autor, no dorso. No estado.

Natural da cidade do Rio de Janeiro e falecido em BH, MG. Pintor, desenhista, escultor, gravador, ceramista, violinista, professor de pintura e de violino. Inicia seus estudos de pintura com Amilcar Agretti (1931). Sua pintura, durante toda sua carreira, é realizada dentro do modelo acadêmico. Funda a Associação dos Artistas Plásticos de Minas Gerais. Casa-se com Lélia Lenz, com quem tem quatro filhos: Amarilis, Amíriam, Alexandre e Alcione, dos quais os três primeiros tornam-se artistas plásticos. A partir de 1935 realiza várias exposições individuais no Automóvel Clube de Montes Claros MG e no de Belo Horizonte. Em 1938 recebe o Prêmio de Pintura do jornal Estado de Minas. Inaugura, em Montes Claros, sua primeira escola de artes para o ensino de pintura e música, em 1939. Em 1980 realiza no Palácio das Artes de Belo Horizonte uma retrospectiva em comemoração aos seus 50 anos de vida artística. Em 1986, dois anos após sua morte, o Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro realiza uma ampla retrospectiva da sua obra, numa mostra que segue para o Museu de Arte de São Paulo, e outras cidades. JULIO LOUZADA, vol. 2 pág. 159; ITAU CULTURAL.



185 - MOSÈ DI GIOSUÈ BIANCHI (1840 - 1904)

Na sacada - óleo sobre tela - 55,5 x 40 cm - canto inferior esquerdo -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista e gravador italiano nascido em Monza, Lombardia e falecido em Milão. Estudou com Giuseppe Bertini na Academia de Belas Artes de Brera, em Milão. Durante seus estudos, viajou para Roma, Veneza e Paris onde expôs, com sucesso, pela primeira vez (1878). Estabeleceu-se em Milão. Na "Exposition Universelle" em Paris de 1900 expôs uma série de águas-fortes. A partir de 1898, atuou como diretor da "Accademia di Belle Arti Cignaroli", em Verona. BENEZIT; www.artprice.com.



186 - FLAVIO PRETTI (1909 - 1996)

Barcos - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista e caricaturista nascido em Salto, SP. Desde muito jovem trabalhou na Brasital S/A. Foi para São Paulo aos 20 anos para trabalhar como desenhista nas Indústrias Matarazzo. Quatro anos mais tarde, mudou-se para o Rio de Janeiro, empregando-se na Companhia América Fabril onde desenvolveu padronagens para tecido e completou seus estudos na Sociedade Brasileira de Belas Artes. Trabalhou também no periódico carioca "Diário de Notícias", produzindo caricaturas. Em 1940, retornou a São Paulo, onde instalou seu ateliê, denominado "Publicidades Flávis". Possui algumas criações públicas, em azulejo, sobre Salto e em Salto como: nas proximidades da Cachoeira, no caminho da Ponte Pênsil (1968); no antigo "Restaurante do Salto"; no Ginásio Municipal de Esportes (final da década de 1970). Possui obras também no Museu da Cidade e na Igreja Matriz de Nossa Senhora do Monte Serrat. historiasalto.blogspot.com/2008/07/salto-nas-criaes-de-pretti_09.html; www.itu.com.br/regiao/noticia/museu-de-salto-expoe-pintores-locais-na-web-a-partir-de-17-de-maio-20100504.



187 - MANOEL SANTIAGO (1897 - 1987)

Paisagem - óleo sobre madeira - 15,5 x 22 cm - canto inferior direito e dorso - Década de 1950 -
No estado.

Manoel Colafante Caledônio de Assumpção Santiago nasceu em Manaus, AM e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, desenhista e professor. Mudou-se para Belém em 1903 e iniciou estudos de pintura. Desde 1916 já praticava a arte não figurativa. Em 1919 transferiu-se para o Rio de Janeiro, cursou Direito e frequentou a Escola Nacional de Belas Artes, onde foi aluno de Rodolfo Chambelland e Baptista da Costa. Na época, teve aulas particulares com Eliseu Visconti. Foi casado com a pintora Haydeá Santiago. Participou em 1927 do Salão Nacional de Belas Artes e recebeu o prêmio viagem ao exterior, entre vários outros. Foi para Paris no ano seguinte, e lá permaneceu por cinco anos. De volta ao Rio de Janeiro, em 1932, tornou-se professor do Instituto de Belas Artes. Em 1934, passou a lecionar pintura e desenho no Núcleo Bernardelli, figurando entre seus alunos José Pancetti, Edson Motta, Bustamante Sá, Ado Malagoli, Rescála e Milton Dacosta. Participou da I Bienal Internacional de São Paulo (1951) e do 8º Panorama da Arte Brasileira (1976). PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, VOL. 1, PÁG. 241; TEODORO BRAGA, PÁG. 211; CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO DE PAISAGEM BRASILEIRA, MEC-MNBA /RIO/1944; MAYER/84, PÁG. 1158; REIS JR, PÁG. 378; PONTUAL, PÁG. 473; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 292; ITAÚ CULTURAL, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 865; ACERVO FIEO.



188 - MENASE VAIDERGORN (1927)

O êxodo - óleo sobre tela - 73 x 91,5 cm - canto inferior direito - 1965 -
No estado.

Pintor nascido em Hotin, Romênia. Assina MVAIDERGORN. Seus pais vieram para o Brasil (1932) fixando residência em São Paulo. Ingressou na Associação Paulista de Belas Artes (fim da década de 1940) onde conheceu Dario Mecatti que muito o estimulou. Viajou pelo norte da África e Europa. Realizou exposições individuais e participou de diversos salões e mostras coletivas oficiais, recebendo diversos prêmios, entre eles: os do Salão Paulista de Belas Artes, SP (1976 - Medalha de Bronze, 2000 – Prêmio Aquisição, 2001 – Grande Medalha de Prata). JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 1011; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



189 - ANDRÉ LUIZ NARANJO (1970)

Paisagem Parisiense - óleo sobre tela - 70 x 100 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor nascido em São Paulo, SP. Estudou desenho com Osvaldo Viviani e Roberto Belletato. Tem participado de inúmeras exposições e Salões oficiais: São Paulo, SP (2000, 2001). JULIO LOUZADA, VOL. 4, PÁG. 785; ITAU CULTURAL.



190 - LEON LEHMANN (1873 - 1953)

Flores - óleo sobre cartão - 49,5 x 41 cm - canto inferior direito -
No estado. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista alemão nascido e falecido em Altkirch, Alsácia, quando a Alsácia ainda não pertencia à França. Decidiu viver na França. Começou a se preparar para a Escola de Belas Artes e, por causa de sua saúde, retirou-se para Trappe-d'acey onde permaneceu por dois anos. Foi muito amigo da família de Georges Rouault, a quem ele conheceu no ateliê de Gustave Moreau, e viveu com eles por quatorze anos. Conheceu também Matisse, Dufy, Asselin e Marquet. A Primeira Guerra veio testar sua saúde e só voltou a pintar no seu término. Faleceu quando tinha acabado as decorações da Capela de Voirons. Em Paris, participou do "Salons des Artistes Français", "des Indépendants" e "d'Automne" onde uma sala foi dedicada aos seus trabalhos em 1936. Exposições retrospectivas de suas obras foram realizadas no "Musée des Beaux-Arts", em Besançon (1958) e na "Parisian gallery" (1963). BENEZIT; www.artprice.com.



191 - TITO DE ALENCASTRO (1934 - 1999)

Mulher - óleo sobre tela - 92 x 65 cm - canto inferior direito - 1973 -
No estado.

Pintor, desenhista, gravador, mosaicista, cenógrafo, dramaturgo, poeta, ator e cantor nascido no Rio de Janeiro e falecido em São Paulo. Assina Tito de Alencastro. Ingressou na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1956) onde estudou desenho com Zaluar e composição com Quirino Campofiorito e Santa Rosa. Paralelamente, estudou técnicas de mosaico com José Moraes e gravura em metal com Johnny Friedlaender no MAM, RJ. Formou-se em Museologia pelo Museu Nacional de Belas Artes, RJ, estudando com Gustavo Barroso. Atuou em numerosos concertos de câmara e óperas no Rio de Janeiro como ator e cantor. Fixou residência em São Paulo em 1961. Como cenógrafo, trabalhou no filme "Roleta Russa" e nas peças "O Grande Sonhador", "Você Pode Ser O Que Quiser", "Macho Beleza e Monólogo a Dois", as três de sua autoria. Executou os painéis "Os Imigrantes" e "O Trabalho e o Lazer" (1979). Realizou exposições individuais em: São Paulo (1966 – Galeria Seta, 1970, 1973, 1976, 1980 a 1985, 1995); Rio de janeiro (1967, 1978, 1983); Uberlândia, MG (1981); Brasília, DF (1980); Curitiba, PR (1984). Participou de inúmeros Salões e mostras coletivas. Recebeu o primeiro Prêmio Aquisição no I Salão da Jovem Gravura no MAM, RJ. WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 29; PONTUAL PÁG. 14; MEC VOL, 1, PÁG. 45; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 39, VOL. 2, PÁG. 43; VOL. 11, PÁG. 6; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; brasilartesenciclopedias.com.br; www.artprice.com.



192 - ARTHUR TIMÓTHEO DA COSTA (1882 - 1922)

Lendo - óleo sobre tela - 55 x 40 cm - canto inferior esquerdo - 1921 - Rio de Janeiro -

Pintor, desenhista, cenógrafo, entalhador, decorador, Arthur Timótheo da Costa nasceu e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. Iniciou seus estudos na Casa da Moeda, onde frequentou o curso de desenho e tomou contato com o processo de gravação de imagens acompanhando a impressão de moedas e selos. Em 1894, incentivado pelo diretor da instituição, matriculou-se com seu irmão João Timótheo da Costa na Escola Nacional de Belas Artes e frequentou as aulas ministradas por Bérard , Zeferino da Costa , Rodolfo Amoedo e Henrique Bernardelli . Entre 1895 e 1900 aprendeu informalmente as técnicas de cenografia com o italiano Oreste Coliva. Participou de diversas edições da Exposição Geral de Belas Artes recebendo o Prêmio de Viagem ao Exterior (1907). Embarcou para Paris (1908) onde permaneceu por aproximadamente dois anos. Viajou para a Itália (1911) como integrante do grupo de artistas escolhidos para executar a decoração do Pavilhão Brasileiro na Exposição Internacional de Turim. Obteve no Salão Nacional de Belas Artes, RJ: a pequena Medalha de Prata (1913), a grande Medalha de Prata (1919), mesmo ano em que fundou com um grupo de artistas a 'Sociedade Brasileira de Belas Artes', à época intitulada 'Juventas'. Conquistou a grande Medalha de Ouro (1920) e propôs, nesse ano, que os artistas filiados à Sociedade Brasileira de Belas Artes participassem livremente nas Exposições Gerais de Belas Artes. Nesse mesmo ano, executou com seu irmão a decoração do Salão Nobre do Fluminense Futebol Clube. Em 1921, participou pela última vez da Exposição Geral de Belas Artes. LAUDELINO FREIRE PÁG. 512; TEODORO BRAGA PÁG. 229; REIS JR. PÁG. 286; PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL VOL. 1, PÁG. 57, 153, 313 VOL. 2, PÁG. 89; WALMIR AYALA VOL. 1, PÁG. 217; PONTUAL PÁG. 522; MEC VOL. 1, PÁG. 468; TEIXEIRA LEITE PÁG. 508; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 532; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 272; museuafrobrasil.org.br; www.artprice.com.



193 - SILVIA ALVES (1947)

Paisagem - óleo sobre eucatex - 25 x 36 cm - canto inferior direito e dorso - 1991 -

Pintora, desenhista, escultora, gravadora, ilustradora, professora, poetiza e atriz Silvia Ferraro Alves nasceu em São Paulo. Estudou desenho e escultura com Alvaro de Bauptista (1980 a 1984) na Universidade de Campinas; formou-se em Pintura na Faculdade de Belas Artes (1986); mestrado em Aquarela na Faculdade Santa Marcelina (1998); frequentou o ateliê de Gravura do Museu Lasar Segall (1985 a 1988); os ateliês de pintura e desenho dos professores Lecy Bomfim, Salvador Rodrigues, Deusdedith Campanelli, Colette Pujol, Djalma Urban, Francisco Cuoco, Fang, o ateliê de escultura no Museu Brasileiro de Escultura (1980 a 1994) e aquarela com Iole Di Natale (1994 a 1998). Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais. Foi premiada em 1983, 1989, 1991, 1993, 1994, 1997, 1999, 2000, em São Paulo. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL, 10, PÁG, 49; www.silviaalves.art.br.



194 - LOTHAR CHAROUX (1912 - 1987)

Linhas - serigrafia - 5/50 - 28 x 42 cm - canto inferior direito - 1970 -

Pintor, desenhista e professor austríaco, natural de Viena. Assinava Charoux. Iniciou os estudos artísticos com seu tio, o escultor austríaco Siegfried Charoux. Transferiu-se para o Brasil em 1928, fixando residência em São Paulo. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios da cidade onde conheceu Valdemar da Costa, com ele fazendo aprendizado de pintura a partir de 1940. Posteriormente passa a lecionar desenho no Liceu de Artes e Ofícios e no SENAI. Em 1947, realizou sua primeira exposição individual, na Galeria Itapetininga. Em 1952, participou da fundação do Grupo Ruptura, ao lado de Waldemar Cordeiro, Geraldo de Barros, Anatol Wladyslaw e outros. Com Hermelindo Fiaminghi e Luiz Sacilotto , cria a Associação de Artes Visuais NT - Novas Tendências, em 1963. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras oficiais nacionais como a Bienal Internacional de São Paulo (I a IX, XII, XIII), Panorama da Arte Atual Brasileira (1º ao 3º, 6º, 9º, 11º, 12º) e no exterior. É homenageado com retrospectiva no Museu de Arte Moderna de São Paulo e no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro em 1974. Em 2005, é publicado o livro ‘Lothar Charoux: A Poética da Linha’, pela historiadora de arte Maria Alice Milliet. PONTUAL, PÁG. 131; MEC VOL. 1, PÁG. 433; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 254; VOL. 9, PÁG.207; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 645; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; ACERVO FIEO.



195 - VASCO PRADO (1914 - 1998)

Nu - desenho a lápis de cor e aquarela sobre papel - 65 x 47 cm - canto inferior direito - 1981 -
Com etiqueta da Galeria Suzanna Sassoun, São Paulo-SP, no dorso.

Escultor, desenhista e gravador, VASCO PRADO abriu seu primeiro ateliê em 1941. Bolsista do governo francês, estudou na França na Escola de Belas Artes de Paris, tendo recebido ensinamentos de Fernand Léger. De volta ao Brasil em 1951, foi um dos fundadores do Clube de Gravura de Porto Alegre, ao lado de Scliar. Artista atuante, VASCO PRADO valoriza a sua arte pelo esmero e originalidade de suas obras. JULIO LOUZADA vol.9, pág. 699; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 711; ARTE NO BRASIL, pág. 842.



196 - ANTONIO PESSOA (1943)

Nu e toten - múltiplo em bronze - assinados -
Medidas: Nu: 10 x 2,5 x 02 cm, Toten: 11 x 02 x 02 cm.

Escultor, assina Tonny. Radicado no Rio de Janeiro detentor de bom curriculo nacional e internacional com inumeras participações em Salões Oficiais,varias vezes premiado. Ótimo mercado.



197 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Nu - escultura - 70 x 22 x 15 cm - não assinado -



198 - IVO BLASI (1932 - 2008)

Veneza - óleo sobre tela - 40 x 60 cm - canto inferior direito e dorso - 1991 -

Foi pintor atuante em São Paulo. Viveu na Itália por algum tempo, onde frequentou cursos de arte. No Brasil cursou a Escola Paulista de Belas Artes, tendo participado de diversas exposições. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 36; Acervo FIEO.



199 - RUBEM VALENTIM (1922 - 1991)

Emblema - serigrafia - 39/100 - 42 x 29,5 cm - canto inferior direito - 1972 - Brasília -

Escultor, pintor, gravador, professor nascido em Salvador, BA e falecido em São Paulo. Iniciou-se nas artes visuais na década de 1940, como pintor autodidata. Entre 1946 e 1947 participou do movimento de renovação das artes plásticas na Bahia, com Mario Cravo Júnior, Carlos Bastos e outros artistas. Em 1953 formou-se em jornalismo pela Universidade da Bahia e publicou artigos sobre arte. Residiu no Rio de Janeiro entre 1957 e 1963, onde se tornou professor assistente de Carlos Cavalcanti no curso de história da arte do Instituto de Belas Artes. Residiu em Roma entre 1963 e 1966, com o prêmio viagem ao exterior, obtido no Salão Nacional de Arte Moderna. Em 1966 participou do Festival Mundial de Artes Negras em Dacar, Senegal. Ao retornar ao Brasil, residiu em Brasília e lecionou pintura no Ateliê Livre do Instituto de Artes da Universidade de Brasília - UnB. Em 1972, fez um mural de mármore para o edifício-sede da Novacap em Brasília, considerado sua primeira obra pública. Em 1979, Valentim realizou escultura de concreto aparente, instalada na Praça da Sé, em São Paulo, definindo-a como o Marco Sincrético da Cultura Afro-Brasileira e, no mesmo ano e foi designado, por uma comissão de críticos, para executar cinco medalhões de ouro, prata e bronze, para a Casa da Moeda do Brasil. Em 1998 o Museu de Arte Moderna da Bahia inaugurou a Sala Especial Rubem Valentim no Parque de Esculturas. Foi premiado nas Bienais Internacionais de São Paulo de 1967 e 1973, entre outros. PONTUAL, PÁG.532; WALMIR AYALA, VOL.2, PÁGS.395; TEIXEIRA LEITE, PÁG.517; MEC, VOL.4, PÁG.443; JULIO LOUZADA, VOL.11, PÁG.330; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 682; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 257, ACERVO FIEO; web.artprice.com.



200 - ALFREDO VOLPI (1896 - 1988)

Fachada - serigrafia - 31/50 - 52 x 36 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.



201 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Galo - serigrafia - 51/100 - 61,5 x 41 cm - canto inferior direito - 1967 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



202 - WELLINGTON VIRGOLINO (1929 - 1988)

Casal - serigrafia - 36/100 - 36 x 53,5 cm - canto inferior direito -

Pernambucado do Recife, é pintor e gravador. Pinturas de cromatismo vigoroso e variado em ambientações típicas do nordeste cercam as figuras que povoam os trabalhos de Virgolino, em criações de grande habilidade e lirismo. A propósito de sua obra, assim se manifestou Walter Zanini, na obra de PONTUAL abaixo mencionada: " A raiz popularesca (...) amolda-se perfeitamente ao caráter simbólico e arcaizante de suas representações dominadas por um certo tema exposto com clareza e concisão, não obstante a avassalante presença dos motivos de preenchimento que movimentam e enriquecem todos os aspectos da composição. Na cor densa e úmida transparece ainda a sensibilidade equatorial deste pintor que soube definir uma própria e instintiva fantasia poética." JULIO LOUZADA, vol 1, pág 1039; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 717; ARTE NO BRASIL, pág. 879; PONTUAL, pág. 543.



203 - ZORÁVIA BETTIOL (1935)

"Os noivos" - xilogravura - 9/35 - 68 x 53 cm - canto inferior direito - 1965 -

Gravadora, tapeceira, designer de jóias, desenhista, pintora, professora, Zoravia Bettiol nasceu em Porto Alegre, RS. Graduou-se em pintura pelo Instituto de Belas Artes de Porto Alegre. De 1956 a 1957 foi aluna de desenho e xilogravura no ateliê do escultor Vasco Prado, com quem foi casada durante 28 anos. Dedicou-se principalmente à tapeçaria e à gravura. Em 1968 mudou-se para Varsóvia, Polônia, para realização de estudos na área têxtil no Atelier Maria Laskiewicz. Durante o período em que residiu na Polônia cursou a Escola de Belas Artes de Varsóvia. Nos anos 70, já de volta ao Brasil, figurou em diversas exposições nacionais e internacionais. Entre os prêmios destacam-se: o primeiro prêmio de desenho no 18º Salão Municipal de Belas-Artes de Belo Horizonte (1962), o primeiro prêmio de gravura no 2º Salão de Arte Religiosa Brasileira de Londrina (1966), o prêmio nacional de gravura na 1ª Bienal Nacional de Artes Plásticas de Salvador (1966), recebeu o Prêmio Medalha Cidade de Porto Alegre (1985) e foi homenageada com o troféu destaque em artes plásticas 87. MEC, VOL. 1 PÁG. 223 E 224; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 727; LEONOR AMARANTE, PÁG. 146; JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 128; www.artprice.com.



204 - HELENOS SILVA (1941)

"Pierrot" - litografia - 15/70 - 59 x 48 cm - canto inferior direito - 1984 - São Paulo -
No estado.

Pintor pernambucano, há longos anos em São Paulo, já participou da Bienal de São Paulo e realizou inúmeras individuais. MEC, vol. 2-pág. 334; WALMIR AYALA, vol. 1-págs. 386/7; PONTUAL, pág. 262; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 462, ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO.



205 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Menino e cão - óleo sobre tela - 46 x 38 cm - canto inferior esquerdo -
C. Jean.



206 - ADÃO SILVÉRIO (1942)

"Festa do Divino" - óleo sobre tela - 33 x 41 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1969 -

Adão José Santos, nasceu em Redenção da Serra - SP. Pintor, artista plástico e cenotécnico, seu pseudônimo Adão Silvério foi adotado em 1962. Reside e é ativo na cidade de São José dos Campos - SP. Autodidata, iniciou-se na pintura em 1965 e foi incentivado por Mestre Justino. Desde 1966 participa de exposições coletivas e Salões oficiais pelo Brasil com diversas premiações em: São Paulo (1971, 1977, 1983); Rio Claro, SP (1978); Jacareí, SP (1979); Piracicaba, SP (1981); São José dos Campos, SP (1987); Taubaté, SP (1990, 1991) e outros. MEC, VOL. 4, PÁG. 283; www.adaosilverio.digitalvale.com.br.



207 - ADRIANO DIAS (XX)

Brincando de roda - óleo sobre tela - 50 x 60 cm - canto inferior direito -

Pintor com diversas participações em mostras e Salões oficiais.



208 - ANDRÉ LUIZ NARANJO (1970)

Paisagem - óleo sobre tela - 70 x 100 cm - canto inferior direito e dorso - Paris -

Pintor nascido em São Paulo, SP. Estudou desenho com Osvaldo Viviani e Roberto Belletato. Tem participado de inúmeras exposições e Salões oficiais: São Paulo, SP (2000, 2001). JULIO LOUZADA, VOL. 4, PÁG. 785; ITAU CULTURAL.



209 - MARCO GIANNOTTI (1966)

Composição - aguada de nanquim - 46 x 30 cm - canto inferior esquerdo - 1994 -
Com dedicatória.

Pintor, gravador, tradutor e professor. Entre 1977 e 1980, freqüenta o ateliê de gravura em metal e desenho de Sérgio Fingermann (1953), em São Paulo. Mora em Nova York entre 1980 e 1982, onde participa de cursos de arte no The Metropolitan Museum of Art - MET. Ganha o prêmio aquisição do Salão Nacional de Artes Plásticas, no Rio de Janeiro, em 1986 e 1988. Em 1987, recebe a Bolsa Ivan Serpa, da Fundação Nacional de Arte - Funarte, no Rio de Janeiro. No ano seguinte, forma-se em filosofia na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo - FFLCH/USP. Ainda em 1988, realiza suas primeiras exposições individuais em São Paulo e no Rio de Janeiro e recebe o prêmio aquisição no 2° Salão da Bahia. Conquista o prêmio aquisição no Salão de Brasília, em 1989. Defende, em 1993, mestrado em filosofia na FFLCH/USP com a tradução e introdução crítica da Doutrina das Cores, de Goethe (1749 - 1832). Em 1994, Carmela Gross (1946) é sua orientadora no doutorado em artes plásticas, concluído em 1998 na Escola de Comunicações e Artes da USP - ECA/USP, com a exposição Circuitos e o texto Desvio para a Pintura. Em 1997, recebe o prêmio de pintura da Associação Paulista dos Críticos de Arte - APCA. É professor do Departamento de Artes Plásticas da ECA/USP desde 1998.



210 - TAPETE ORIENTAL,


Ponto de nó, feito a mão, de lã, Yalameh, Iraniano, medindo: 51 x 78 = 0,40 m². Com certificado de Taurisano Tapetes Orientais - Rio de Janeiro, datado de 18 de fevereiro de 1995.



211 - SERGIO TELLES (1936)

Piquenique - litografia - 31/50 - 19 x 23,5 cm - canto inferior direito -

Pintor, professor e diplomata, estudou pintura na ENBA/Rio; foi discípulo de Levino Fanzeres, Paul Gagarin, Rodolpho Chambelland e Paschoal Valente. Artista de renome internacional, consagrou-se pela sua requintada técnica de composição e domínio da cor. Com exposição retrospectiva programada para o Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro em 2009. TEIXEIRA LEITE, pág. 503; MEC, vol. 4, pág. 380; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 319; ITAÚ CULTURAL. Acervo FIEO.



212 - MARIO WU KING (XX)

Paisagem - óleo sobre tela - 50 x 60 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor e desenhista com participações em mostras coletivas.



213 - ALEX CERVENY (1963)

Composição - técnica mista sobre papel - 17,5 x 10,5 cm - canto inferior direito - 06/12/1995 - São Paulo -
Com a seguinte dedicatória: "Grande Paulo. Estou indo amanhã para Barcelona, então te deixo já um abraço, aqui na galeria. Até mais, Alex". Ex coleção Paulo Figueiredo, São Paulo - SP.

Alexandro Júlio de Oliveira Cerveny é desenhista, gravador, escultor, ilustrador e pintor. Assina ALEX CERVENY. Dedica-se a narrar histórias em cada uma de suas criações, e não só através das ilustrações que realiza para livros infantis. Artista autodidata, recebe orientação sobre desenho e pintura de Valdir Sarubbi e gravura em metal de Selma Daffré, professores independentes. Seu trabalho reflete a importância e o gosto pelo constante deslocamento, de uma técnica a outra, de um material a outro, de uma linguagem a outra, resultando em desenhos, pinturas, aquarelas, gravuras, esculturas e colagens que guardam, como ponto comum, uma forte linguagem narrativa. JULIO LOUZADA, VOL. 11 PÁG. 70 , ITAÚ CULTURAL.



214 - ALDO CARDARELLI (1915 - 1986)

No quintal - óleo sobre tela - 41 x 55 cm - canto inferior direito - 1938 -
No estado.

Pintor sensível, Cardarelli era natural de Campinas, em cujos arredores sairam muitas da suas preciosas paisagens. TEODORO BRAGA, pág. 64/65, MEC, vol. 1, pág. 353; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 170; PONTUAL, pág. 107; JÚLIO LOUZADA,vol.6, pág. 202; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO.



215 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Estudos" - grafite e aquarela sobre papel - 20,5 x 15,5 cm - centro inferior e canto superior direito - 1979 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins. No estado.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



216 - BRUNO NEVES (1991)

"Prato elegante" - técnica mista sobre tela - 25 x 30 cm - dorso -

Pintor e desenhista autodidata nascido em São Paulo. Participou de oficinas em pintura e técnicas mistas de artistas como: William, Monica Nabor, Aline Van Longdonck e Leda Catunda. Realizou exposição individual em Salvador, BA (2016) e tem participado de mostras coletivas e oficiais em: Curitiba, PR (2016); Rio de Janeiro (2016, 2018); Saint-Frajou, França (2017).



217 - ARTE POPULAR BRASILEIRA (XX)

Carranca - escultura em madeira - 34 x 16 x 18 cm - não assinado -



218 - ALEXANDRE RAPOPORT (1929)

Dama - técnica mista sobre cartão colado em eucatex - 37 x 25 cm - canto inferior direito - 1980 -

Arquiteto, pintor, gravador, desenhista industrial e professor, RAPOPORT nasceu no Rio de Janeiro, onde cursou a Faculdade Nacional de Arquitetura da antiga Universidade do Brasil. Fêz aprendizado de gravura na antiga ENBA em 1952. Conquistou menções honrosas em pintura e desenho no SNBA a partir de 1948. WALMIR AYALA,vol. 2, pág. 237; MEC, vol. 4, pág. 26; PONTUAL, pág. 447; TEIXEIRA LEITE, pág. 431; JÚLIO LOUZADA, vol. 11, pág. 260; ITAU CULTURAL.



219 - MARIO ZANINI (1907 - 1971)

Figura - monotipia - 30 x 21,5 cm - canto inferior direito - 1946 -
No estado.

Pintor, decorador, ceramista, professor, Mário Zanini nasceu e faleceu em São Paulo. Foi um dos integrantes de dois importantes movimentos artísticos considerados históricos na pintura paulista: o Grupo Santa Helena e a Família Artística Paulista. Sua formação artística se deu em São Paulo quando aos 13 anos iniciou curso de pintura da Escola Profissional Masculina do Brás e de 1924 a 1926, matriculou-se no curso de desenho e artes do Liceu de Artes e Ofícios. Conheceu Alfredo Volpi em 1927 e no ano seguinte estudou com o pintor Georg Elpons. Trabalhou no escritório de decoração de Francisco Rebolo entre 1933 e 1938. Em 1940 recebeu medalha de prata no 46º Salão Nacional de Belas Artes e foi convidado por Rossi Osir a trabalhar em seu ateliê de azulejos artísticos, o Osirarte. Em 1950, viajou por seis meses pela Itália, em companhia de Volpi e Osir. A partir de 1968 lecionou na Faculdade de Belas Artes de São Paulo. Participou de vários Salões oficiais e mostras coletivas no Brasil, como I e III Bienal Internacional de São Paulo e no exterior. Sua família doou 108 de suas obras ao Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo - MAC/USP em 1974. MEC, VOL. 4, PÁG. 531; PONTUAL, PÁG. 557; TEODORO BRAGA, PÁG. 250; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 451; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; ARTE NO BRASIL, PÁG. 778; LEONOR AMARANTE, PÁG.38; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 1085; ACERVO FIEO.



220 - FRANCISCO BRENNAND (1927)

Painel - cerâmica - 50 x 50 cm -
Com marca da Oficina Cerâmica Francisco Brennand.

Pintor e ceramista. Estudou com André Lhote e Fernand Léger, em Paris. Participou de importantes bienais e salões, nacionais e internacionais. Realizou individuais de pintura e cerâmica no MAM-SP em 1960 e outras importantes salas de arte. Executou trabalhos murais em edifícios públicos e particulares no Recife e no estrangeiro. Suassuna considerou a sua pintura "bela, forte e brasileira". Brennand é referência mundial como artista puramente brasileiro. JULIO LOUZADA, VOL, 10, pág 141. PONTUAL, pág, 88. MEC, VOL , 1, pág, 294; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 717; ARTE NO BRASIL, pág. 879. Acervo FIEO. -



221 - PABLO PICASSO (1881 - 1973)

Figuras - off set - 39 x 24 cm - canto inferior direito na matriz -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista, escultor, gravador, ceramista, artista gráfico e designer, Pablo Ruiz Picasso nasceu em Málaga, Espanha e faleceu em Mougins, França. Filho de um pintor e mestre de desenho, foi extraordinariamente precoce dominando o desenho acadêmico ainda na infância. Em 1904 estabeleceu-se em Paris tornando-se o centro de um círculo de artistas e escritores de vanguarda como André Breton, Guillaume Apollinaire e Gertrude Stein. Revolucionário, genial, vanguardista, visionário são elogios que definiram Picasso como um dos mestres da pintura. Sua ampla biografia e sua obra representam a arte do século XX. Embora sua obra seja convencionalmente dividida em fases, Picasso trabalhava numa grande variedade de temas e estilos ao mesmo tempo. Sua pintura “Les Demoiselles d’Avignon” (1906-7) é tida como o marco mais importante no desenvolvimento da pintura contemporânea e o primeiro prenúncio do cubismo que desenvolveu em íntima associação com Braque e depois com Gris. Sua obra mais famosa “Guernica” (1937), pintada para o pavilhão espanhol da Exposição Universal de Paris de 1937, expressa toda sua revolta e horror à destruição de Guernica, capital do país basco, durante a Guerra Civil Espanhola (1936-1939). No campo da escultura foi um dos primeiros artistas a compor esculturas a partir da montagem de materiais variados (e não por modelagem ou entalhe) e fez uso brilhante de objetos encontrados. Também como artista gráfico inclui-se entre os maiores do século. Existem museus consagrados à sua obra em Paris e Barcelona, e outros exemplos de sua inigualável produção distribuem-se por museus do mundo inteiro. Foi o primeiro artista vivo a expor suas obras no Museu do Louvre, quando completou 90 anos. BENEZIT VOL.8, PÁG. 297; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 763; ITAÚ CULTURAL; COLEÇÃO FOLHA GRANDES MESTRES DA PINTURA VOL. 6; infoescola.com; guggenheim.org; moma.org; a rtprice.com; arcadja.com; christies.com.



222 - MENASE VAIDERGORN (1927)

Paisagem - óleo sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior direito -

Pintor nascido em Hotin, Romênia. Assina MVAIDERGORN. Seus pais vieram para o Brasil (1932) fixando residência em São Paulo. Ingressou na Associação Paulista de Belas Artes (fim da década de 1940) onde conheceu Dario Mecatti que muito o estimulou. Viajou pelo norte da África e Europa. Realizou exposições individuais e participou de diversos salões e mostras coletivas oficiais, recebendo diversos prêmios, entre eles: os do Salão Paulista de Belas Artes, SP (1976 - Medalha de Bronze, 2000 – Prêmio Aquisição, 2001 – Grande Medalha de Prata). JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 1011; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



223 - ANITA KAUFMANN (1951)

Composição - escultura em bronze - 17 x 14 x 05 cm - assinado -

Nascida em São Paulo, Capital, ANITA KAUFMANN é escultora, formada pela FAAP. Criou vários prêmios e troféus para diversas empresas e instituições em todo o país. Segundo a crítica de arte Lisetta Levi, "em todas as suas esculturas há um movimento musical". A artista expõe individualmente desde 1976, e participa de coletivas, inclusive internacionais, a partir de 1971, com sucesso de público e critica. JULIO LOUZADA, vol. 10 pág. 463



224 - CLÓVIS PESCIO (1951)

Marinha - óleo sobre eucatex - d = 45 cm - assinado - 1999 -

Pintor e professor, formado pela Faculdade de Belas Artes de São Paulo. Foi aluno de Rafael Galvez, Fang e Eiji Yajima. Com individuais a partir de 1990 e coletivas desde 1972. JULIO LOUZADA vol. 6, pág.876.



225 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

Candangos - múltiplo em bronze - 30 x 13 x 04 cm - assinado -

Escultor, desenhista e pintor paulista nascido em Mococa, SP e falecido no Rio de Janeiro. Mudou-se com a família para Itália, e fixou-se em Roma (1913). Iniciou estudos de desenho e escultura com o professor Loss (1920). Participou de movimentos antifascistas e foi preso (1931) por motivos políticos. Foi extraditado para o Brasil (1935) por intervenção do embaixador brasileiro na Itália. Em 1937, viajou para Paris e frequentou as academias ‘La Grand Chaumière’ e ‘Ranson’, onde estudou com Aristide Maillol e conviveu com Henry Moore, Marino Marini e Charles Despiau. Em 1939, retornou a São Paulo e junto com Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Sérgio Milliet, entre outros, participou do Movimento Modernista; foi um dos membros da Família Artística Paulista e do Grupo Santa Helena. Em 1943, transferiu-se para o Rio de Janeiro. A convite do ministro Gustavo Capanema instalou ateliê no antigo Hospício da Praia Vermelha, onde orientou jovens artistas como Francisco Stockinger. Possui obras em espaços públicos como ‘Monumento à Juventude Brasileira’ (1947), nos jardins do antigo Ministério da Educação e Saúde, atual Palácio Gustavo Capanema - RJ; ‘Candangos’ (1960), na Praça dos Três Poderes, e ‘Meteoro’ (1967), no lago do edifício do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília; ‘Integração’ (1989), no Memorial da América Latina, em São Paulo. Participou das Bienais de Veneza (1950, 1952); participou das I, II, IV e IX Bienais de São Paulo, período em que recebeu o prêmio de melhor escultor brasileiro (1953) e sala especial (1967). MEC, VOL.2, PÁG. 250; PONTUAL, PÁG. 237; MAYER/84, PÁG. 1333; BENEZIT VOL. 5, PÁG. 14; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 715; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 422; www.artprice.com; www.pinturabrasileira.com; www.dec.ufcg.edu.br; www.monumentos.art.br.



226 - ANTONIO HENRIQUE SILVEIRA (XX)

"Paixão de Fortes" - óleo sobre tela - 65 x 50 cm - não assinado -

Pintor e cartazista com participações em mostras coletivas. Como cartazista - desde os anos 50, os cinemas no Rio de Janeiro: Rian, Pathé, Odeon, Palácio, Olinda, Azteca, América, Roxy, Art-Palácio, Coral, Scala, Tijuca Palace, em grande parte hoje extintos, ostentaram seus painéis pintados dos filmes que exibiam. https://oglobo.globo.com/cultura/artista-que-pintava-cartazes-para-os-cinemas-cariocas-tem-vida-relembrada-em-curta-9583423.



227 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Mulher - óleo sobre tela - 54 x 46 cm - canto inferior direito ilegível -



228 - CHOLO (XX - XXI)

Casarão - óleo sobre tela - 83 x 60 cm - canto inferior direito -

Pintor autodidata, Mário Nieves Ampuero é natural de Cuzco, Peru. Viveu em São Paulo e na Bahia. Possui diversas participações em mostras coletivas e oficiais. Ganhou a Medalha de Ouro no 1º Salão de Artes do Paraná e Medalha de Prata no 2º Salão de Artes de São Paulo. JULIO LOUZADA VOL. 4; PÁG. 263; www.alba.ba.gov.br.



229 - CESAR PURACA (XX)

"Adolescente" - óleo sobre tela - 40 x 30 cm - canto inferior direito e dorso - 1997 -

Pintor, desenhista e professor, Cesar Alfonso Puraca Revolledo nasceu em Arequipa, Peru. Assina Puraca. Frequentou em Arequipa: a Escola Nacional de Belas Artes de Tahuantinsuyo; em São Paulo: a Escola Superior de Propaganda e Marketing, Desenho livre na APBA, Modelo Vivo na Pinacoteca do Estado e teve aulas com Pedro Alzaga, Ermelindo Nardim e João Rossi. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1989, 1992, 1993). Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais no Brasil e exterior. Foi premiado no III, IV, V SNAP (1985, 1986, 1987); no Grupo Impressionista Orelha de Van Gogh (1991); no II Salão Pararrealista de AP/SP e no XIII Salão Oficial Pararrealista de AP de Matão, SP (1994). JULIO LOUZADA VOL. 6, PÁG. 913; VOL. 7, PÁG. 573; www.puraca.com.br/artista.asp.



230 - WOJCIECH VON KOSSAK (1857 - 1942)

O soldado e seu cavalo - óleo sobre madeira - 51,5 x 48 cm - canto inferior direito - 1927 -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista nascido em Paris e falecido em Cracóvia, Polônia. Filho e aluno de Julius Kossak estudou também com Alexander von Wagner e Wilhelm von Lindenschmidt na "Akademie der Bildenden Künste" em Munique, Alemanha e com Léon Bonnat em Paris. Foi ativo em Berlim e em Cracóvia. Participou do "Salon de Paris" (1878); da Exposição Universal, Paris (1900). Foi premiado em Paris (1890), em Berlin (1890) e em Munique (1905). Foi indicado pintor na Corte Prussiana e recebeu a comenda de "Chevalier of the Légion d'Honneur" (1901). BENEZIT; www.artprice.com; www.arcadja.com.



231 - MAURICIO NOGUEIRA LIMA (1930 - 1999)

Marilyn - serigrafia - 6/25/100 - 41 x 41 cm - canto inferior direito - 1969/1974 -

Pintor, arquiteto, desenhista, artista gráfico e professor natural do Recife, PE; faleceu em Campinas, SP. Frequentou o Instituto de Belas Artes de Porto Alegre, o MAM-SP e diplomou-se em arquitetura pela Faculdade Mackenzie-SP. Trabalhou no campo de comunicação visual sendo um dos responsáveis pela renovação da Arte-Cartaz Paulista (1951). Em 1953 passou a fazer parte do Grupo Ruptura, a convite de Waldemar Cordeiro. Participou de várias edições do Salão Paulista de Arte Moderna, onde obteve, dentre outros, o 1º Prêmio em Cartaz (1951 e 1957); das Bienais de 1955 a 1967; da Exposição Nacional de Arte Concreta; da mostra Panorama da Arte Atual Brasileira; da mostra Tendências Construtivas e de outras exposições em: Buenos Aires, Rosário, Santiago, Lima, Roma, Londres, Paris (Salão de Outono) e Zurique (exposição de Arte Concreta –'Konkrete Kunst', organizada por Max Bill). Recebeu o convite (1954) para representar o Brasil na 27ª Bienal de Veneza, no entanto, recusou se apresentar por terem negado a participação de outros membros do Grupo Ruptura. Em São Paulo pintou murais no Largo São Bento, no Edifício Estação Ciência, nas estações São Bento e Santana do Metrô, na Praça Roosevelt, na fachada do MAC/USP e fez uma pintura lateral no Elevado Costa e Silva (popularmente conhecido como Minhocão). Em 1958, foi responsável pela criação da logomarca e programação visual da 1ª Feira Internacional da Indústria Têxtil - Fenit, em São Paulo e, em 1960, realizou as primeiras grandes instalações ambientais para indústrias automobilísticas no Salão do Automóvel. MEC VOL. 2, PÁG. 481; PONTUAL PÁG. 314; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 678; www.pinturabrasileira.com; www.mac.usp.br; www.pinacoteca.org.br; www.artprice.com.



232 - MARIO SILÉSIO (1913 - 1990)

Composição - técnica mista sobre papel - 17,5 x 21,5 cm - canto inferior direito -
No estado.

Pintor, desenhista, muralista e vitralista. Cursa direito na Universidade de Minas Gerais - UMG (atual Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG), em Belo Horizonte, entre 1930 e 1935. Estuda desenho e pintura na Escola de Belas Artes de Belo Horizonte (Escola Guignard), sob a orientação de Alberto da Veiga Guignard, entre 1943 e 1949. Em 1953 viaja para Paris, como bolsista do governo francês, e ingressa no curso de André Lhote. De volta ao Brasil, entre 1957 e 1960 executa diversos painéis em edifícios públicos e privados de Belo Horizonte, como Banco Mineiro de Produção, Condomínio Retiro das Pedras, Inspetoria de Trânsito, Teatro Marília, Escola de Direito da UFMG e Departamento Estadual de Trânsito. É também de Silésio o mural feito para o Clube dos Engenheiros, em Araruama, Rio de Janeiro. Executa os vitrais da Igreja dos Ferros em 1964. ITAÚ CULTURAL.



233 - FERREIRA DO CEARÁ (1940)

Peixes - escultura em madeira - 35 x 25 x 06 cm - assinado - 1983 -

Escultor autodidata, Antônio Ivaldo Ferreira do Ceará nasceu em Timbaúba, Ceará. Com cinco anos mudou para Fortaleza. Executou diversos painéis para bancos e residências em: Teresina, PI (painel para a agência do Banco do Brasil, considerado o maior do Nordeste brasileiro, com 22 metros quadrados); Fortaleza, CE; Rio de Janeiro; Cajazeiras, PA; Santiago, Chile; Luzilândia, PI; São Paulo. Participou de mostras coletivas e foi premiado no XXI Salão Municipal de Abril (1970 - 1º Lugar), no Salão Nacional de Artes Plásticas do Ceará (1971 – 1º Lugar, 1976 – 1º Lugar). ferreiradoceara.blogspot.com/p/biografia.html.



234 - BUSTAMANTE SÁ (1907 - 1988)

"Campo Grande - RJ" - óleo sobre eucatex - 15 x 19 cm - canto inferior direito e dorso - Rio de Janeiro -
No estado.

Natural da cidade do Rio de Janeiro, estudou na ENBA naquela cidade, onde foi aluno de Rodolfo Amoedo e Rodolfo Chambelland. Participou do Núcleo Bernardelli, do qual foi um dos fundadores em 1931. Participou de sucessivas versões do SNBA a partir de 1928, recebendo diversas premiações. Excepcional pintor do gênero paisagem. TEODORO BRAGA, pág. 59; REIS JR. , pág. 385; MEC,vol. 4, pág. 127; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 145 e 147; TEIXEIRA LEITE, pág. 94; JÚLIO LOUZADA, vol. 11, pág. 47; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 579; ARTE NO BRASIL, pág. 763; Acervo FIEO.



235 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XIX - XX

Flores, frutas, pássaros e borboletas - óleo sobre tela - 100 x 160 cm - não assinado -
(Atenção clientes que não residem em São Paulo: transporte especial devido ao tamanho. Consulte-nos antes de dar seu lance) . No estado.



236 - AUGUSTO LUIZ DE FREITAS (1868 - 1962)

Paisagem - óleo sobre tela - 42 x 59 cm - canto inferior esquerdo - 1916 - Roma -

Pintor gaúcho, estudou em Portugal e na Escola de Belas Artes do Rio de Janeiro, com Henrique Bernardelli, tendo-se radicado em Roma em fins do século passado, após ter conquistado em 1898 o prêmio de Viagem do Salão Nacional de Artes. Foi um dos decoradores do Pavilhão Brasileiro na Exposição de Turim em 1911. LAUDELINO FREIRE, pág. 515; TEODORO BRAGA, pág. 103; REIS JR., pág. 366; MEC, vol. 2, pág. 210; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 323; PONTUAL, pág. 225; TEIXEIRA LEITE, pág. 208; JÚLIO LOUZADA, vol. 10, pág. 358; RGS, pág. 101, RUTH TARASANTCHI.



237 - FABIO PACE (1944)

Composição - técnica mista sobre papel - 18,5 x 26 cm - canto inferior direito -

Paulistano, nascido a 3 de março de 1944, autodidata, Fabio Pace é pintor, gravador, professor, performancer e cenógrafo. Em 1969 abre a Galeria Tarsila de Arte, SP, ao lado de Tarsila do Amaral, Aldemir Martins e Manezinho Araújo. Na década de 70, elabora painéis para a residência do Conde de Boneval no Guarujá e para os edifícios do Portal do Morumbi em São Paulo. Dentre as exposições de que participa, destacam-se: Mostra Individual, no Masp, São Paulo, 1969; Salão Paulista de Arte Contemporânea, São Paulo, 1971; 100 Obras Itaú, no Masp, São Paulo, 1985; Salão Brasileiro de Marinhas, 1986 (Premiado). JULIO LOUZADA, Vol. 2 pág. 755; ITAU CULTURAL, Acervo FIEO.



238 - FELISBERTO RANZINI (1881 - 1976)

Paisagem - óleo sobre cartão - 13,5 x 8,5 cm - canto inferior esquerdo -

Arquiteto, desenhista e escritor, Felisberto Ranzini nasceu em Mântua, Itália e faleceu em São Paulo - SP. Sobresaiu-se principalmente na técnica de aquarela, na qual se especializou. Suas composições em óleo são claras e detalhadas, quase que miniaturistas. JULIO LOUZADA, vol 1, pág. 805; MEC vol.4, pág. 26, RUTH TARASANTCHI.



239 - TORQUATO BASSI (1880 - 1967)

Lavadeiras - óleo sobre tela colada em eucatex - 63 x 83 cm - canto inferior esquerdo -

Nascido em Ferrara / Itália, veio para o Brasil ainda muito jovem, fixando-se em São Paulo, onde desenvolveu sua vida artística. Participou durante anos do Salão de Belas Artes do Rio de Janeiro, Salão Paulista de Belas Artes e de mostras de pintores italianos. Tem obras na Pinacoteca do Estado de São Paulo e no Museu Paulista de Belas Artes. TEODORO BRAGA, pág. 47; PONTUAL, pág. 58; MEC, vol. 1, pág. 188; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 89; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO, RUTH TARASANTCHI.



240 - VIRGILIO LOPES RODRIGUES (1863 - 1944)

Marinha - óleo sobre madeira - 25 x 51 cm - canto inferior direito -

Pintor e desenhista nascido em Recife, PE e falecido no Rio de Janeiro. Antes de completar 20 anos de idade, transferiu-se para o Rio de Janeiro. Dedicou-se ao comércio de arte, trabalhando no escritório do leiloeiro Joaquim Dias dos Santos. Organizando uma exposição, tomou conhecimento do trabalho de Santa-Olalla, pintor espanhol residente no Rio de Janeiro, com o qual passou a tomar lições de pintura e estabeleceu estreita amizade. Por incentivo do pintor, frequentou o Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro (meados de 1894). Junto com os pintores Manuel Faria, Gastão Formenti, Vicente Leite e Artur Lucas realizou a "Exposição dos Cinco", RJ (1926). Participou do Salão Nacional de Belas Artes, RJ (1894 – 3ª Medalha de Ouro, 1897, 1901, 1904, 1917, 1918, 1923 – Menção Honrosa, 1926 – Menção Honrosa, 1927 – Medalha de Bronze, 1930 – Medalha de Prata); Salão da Primavera, RJ (1923); Salão de Outono, RJ (1926). MEC VOL. 4, PÁG. 94; PONTUAL PÁG. 458; TEODORO BRAGA PÁG. 240; TEIXEIRA LEITE PÁG. 528; ITAU CULTURAL, ACERVO FIEO; www.artprice.com.



241 - MIGUEL DOS SANTOS (1944)

"São Jorge" - serigrafia sobre cerâmica - 12 x 12 cm - centro inferior na matriz - 2014 - João Pessoa - PB -

Pintor, desenhista e ceramista, Miguel Domingos dos Santos nasceu em Caruaru, PE. Assina Miguel dos Santos. Residindo em João Pessoa desde 1960, apresentou pela primeira vez suas pinturas em 1961 no Recife. Em 1967 começou a dedicar-se também à cerâmica. Realizou exposições individuais em: Connecticut, EUA (1967); João Pessoa, PA (1968, 1971, 1980, 1987); Belo Horizonte, MG (1968); Juiz de Fora, MG (1969); Recife, PE (1970, 1976, 1982, 1987); Rio de Janeiro (1972, 1975, 1980, 1986); São Paulo (1975, 1979, 1982, 1986 - MASP, 1987). Participou de inúmeras mostras e Salões oficiais pelo Brasil e no exterior como em: Bruxelas, Bélgica (1973); Nigéria (1977); Santiago do Chile, Chile (1980); Alemanha (1987); Copenhague, Dinamarca (1989). MEC VOL. 4, PÁG. 186; PONTUAL PÁG. 476; JULIO LOUZADA, VOL. 9, PÁG. 773; ITAU CULTURAL; www.artprice.com.



242 - LASZLO MEITNER (1900 - 1968)

Composição - óleo sobre tela - 65 x 81 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, ilustrador e cenógrafo, nascido em Budapeste, Hungria. Faleceu no Rio de Janeiro. Estudou na Academia de Belas Artes de Berlim, trabalhou para revistas literárias e artísticas alemãs e cria desenhos de animação, em Paris. Chega ao Brasil em 1940, fixando-se no Rio de Janeiro, onde faz cenários para teatro e dança. A partir de 1952 dedica-se só à pintura. Exposições individuais: Rio de Janeiro (1947, 1956, 1958, 1960, 1964, 1966, 1968); Salvador (1959); EUA (1952); Paris (1963). Coletivas: São Paulo (1959 - Bienal); Rio de Janeiro (1957, 1958, 1960, 1961, 1966, 1968); Paris (1965); Londres (1964). Póstumas: Rio de Janeiro (1969 - Retrospectiva MAM, 1986, 1987, 1989, 2001); São Paulo (1974 - Retrospectiva MAM). PONTUAL, PÁG. 355; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL. 6, PÁG. 711; VOL. 10, PÁG. 580; MEC, VOL.3, PÁG.130.



243 - HELIO RODRIGUES (1949)

Torsos - escultura em bronze - assinado -
Medidas: Homem: 12 x 07 x 4,5 cm. Mulher: 09 x 07 x 4,5 cm.

Pintor, desenhista, gravador, escultor e professor nascido e ativo no Rio de Janeiro. Sobre sua obra assim se posiciona Walmir Ayala: "... cria uma atmosfera onde o rigor da linha é tratada com disciplina, busca a expressão revelando uma persistência personalista nessas figuras alongadas em constante movimento de composição...". Expõe individualmente desde 1969. JULIO LOUZADA, vol. 3, pág. 975; ITAÚ CULTURAL.



244 - ROBERTO BURLE MARX (1909 - 1994)

Composição - serigrafia - 22/100 - 37 x 42 cm - canto inferior direito - 1972 -

Nasceu em São Paulo e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, paisagista, arquiteto, desenhista,gravador, litógrafo, escultor, tapeceiro, ceramista, designer de jóias, decorador. Durante a infância viveu no Rio de Janeiro. Foi com a família para a Alemanha, em 1928. Em 1929, freqüentou o ateliê de pintura de Degner Klemn. Nos jardins e museus botânicos de Dahlen, em Berlim, entusiasmou-se ao encontrar exemplares da flora brasileira. De volta ao Brasil, fez curso de pintura e arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1930 - 1934), onde foi aluno de Leo Putz , Augusto Bracet e Celso Antônio. Seu primeiro projeto paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, em 1932. Entre 1934 e 1937, ocupou o cargo de diretor de parques e jardins do Recife, PE, onde passou a residir. Nesse período, foi com freqüência ao Rio de Janeiro e teve aulas com Candido Portinari e com o escritor Mário de Andrade. Em 1937, retornou ao Rio de Janeiro e trabalhou como assistente de Candido Portinari. Foi em 1949, conforme sua paixão por plantas e seu interesse por botânica e jardinagem, que Burle Marx adquiriu um sítio em Barra de Guaratiba, RJ. Com auxílio de botânicos, viajou, coletou, catalogou exemplares de plantas do Brasil e reproduziu em seu sítio a diversidade fitogeográfica brasileira. Em 1985 doou esse sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.Realizou muitas exposições individuais e projetos paisagísticos, participou de diversas mostras oficiais coletivas pelo Brasil e no exterior. PONTUAL, PÁG. 94; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 93; MEC. VOL.1, PÁG.303; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 738; LEONOR AMARANTE, PÁG. 98; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 179; artnet.com. ACERVO FIEO.



245 - CARLOS SÖRENSEN (1928 - 2008)

"Recanto II" - óleo sobre tela - 37 x 47 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1998 -

Paulista de Baurú, Sorensen fez importantes estudos em Paris, onde a convite do governo francês, freqüenta o ateliê de André Lhote, onde conhece Picasso, Roonet e Fernand Léger e no ano seguinte freqüenta a Escola Superior de Belas Artes-Paris, estudando com Gleizes e André Lhote(1952-1953). Foi artista de múltiplas atividades, ceramista, tapeceiro, cenógrafo, ilustrador, arquiteto, designer e pintor, com sucesso de crítica e de público. Citado em Delta Larouse/1970, pág. 6406; MEC vol.4, pág. 309; PONTUAL, pág. 500, WALMIR AYALA vol.2, pág.347; JULIO LOUZADA vol.11, pág. 306; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



246 - JOSÉ PAULO MOREIRA DA FONSECA (1922 - 2004)

"Porto noturno" - óleo sobre tela - 16 x 27 cm - canto inferior direito e dorso - Rio de Janeiro -

Pintor, advogado, filósofo e poeta, nascido e falecido no Rio de Janeiro. Autodidata, dedicou-se à pintura a partir de 1950. Realizou várias exposições individuais em São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Alemanha, Portugal, Inglaterra, Áustria, Estados Unidos, México e participou de muitas mostras e Salões oficiais pelo Brasil e Europa. MEC, VOL. 2, PÁG. 183; WALMIR AYALA VOL. 1, PÁG. 423 A 427; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 268; ITAU CULTURAL, ACERVO FIEO.



247 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Paisagem - óleo sobre tela colada em eucatex - 42 x 51 cm - canto inferior direito ilegível -



248 - MARCOS ZECHETTO (1949)

"Catedral da Sé" - óleo sobre tela - 40 x 30 cm - canto inferior direito e dorso - 2003 -São Paulo -

Natural da cidade paulista de Guararapes, onde nasceu a 1 de maio de 1949. Ativo em São Paulo, até 1984 assinava C. Marcos. Atualmente assina Marcos Zechetto. É filho do pintor José Lino Zechetto. Recebeu orientação de Pellegatta, Zorlini, Cassiani, Óppido e Ortolani. Expõe coletivamente desde 1976, com premiações, destacando-se: Medalha de Ouro, em 2000, no 26 Salão da Paisagem Paulista da APBA; Medalha de Ouro, em 2001, no 5 Salão de Belas Artes de Serra Negra; Troféu de Ouro, em 2001, no 1º Salão Nacional de Artes Plásticas de Barueri; e Grande Medalha de Prata , em 2000, no Salão de Arte Sacra da APBA-SP." JULIO LOUZADA



249 - JANY M. RUCK (1939)

"As partes fazem um todo" - óleo sobre tela - 49 x 39 cm - canto inferior direito e dorso - 2016 -

Pintora, professora e restauradora, Jany Marylene Ruck nasceu em Agudos, SP. Assinava Jany até 1984. Atualmente assina JM. Ruck. Em Campinas fez cursos livres de desenho e pintura com Elenice Menegon, Aldo Cardarelli, Djalma Urban e Álvaro de Batista. Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais. Foi premiada em: São José do Rio Preto, SP (1984, 1985, 1991); Campinas, SP (1985, 1996); São João da Boa Vista, SP (1985); Itatiba, SP (1985,1987, 1988); Mogi Mirim, SP (1987); Poços de Caldas, MG (1987); Piracicaba, SP (1988); Limeira, SP (1989); Araras, SP (1991); Ribeirão Preto, SP (2003). ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 7 PÁG. 614; VOL. 9, PÁG. 750.



250 - WALDOMIRO DE DEUS (1944)

"Pega no Ganzé" - óleo sobre tela - 120 x 100 cm - canto inferior direito e dorso - 2011 -

Pintor e desenhista, Waldomiro de Deus Souza nasceu em Itagibá, BA. De origem humilde, levou uma vida itinerante pelo sertão baiano e norte de Minas Gerais até vir para São Paulo (1959), quando trabalhou como engraxate. Começou a pintar em 1961, utilizando guache e cartolina encontrados na casa de um antiquário, onde trabalhou como jardineiro. Acusado de negligência, perdeu o emprego e levou seus trabalhos para exposição no Viaduto do Chá - acabou vendendo dois deles para um americano no primeiro dia. Em 1962, o decorador Terry Della Stuffa forneceu-lhe material e um lugar para pintar e, em 1966, fez a sua primeira exposição individual na Fundação Armando Álvares Penteado - FAAP. Expôs em vários países como a França, Inglaterra, Itália, Bélgica, Alemanha, Inglaterra, Estados Unidos. Vive em São Paulo e tem ateliê também em Goiânia. É considerado o maior primitivista brasileiro ao lado de José Antônio da Silva, Djanira e reconhecido internacionalmente como um dos mais criativos pintores naïfs. Em 1983 foi premiado com a ‘Awarding the Statue of Victory’ pelo Centro ‘Studi e Ricerche Delle Nazioni’ na Itália e, em 2000, teve uma sala própria na V Bienal Naïfs do Brasil. Possui obras em acervos importantes, como os da Pinacoteca do Estado (São Paulo, SP), do Museu de Arte Contemporânea de São Paulo (MAC-USP), da Galeria Nacional de Bolonha na Itália; entre outros. ARTE NAIF NO BRASIL PÁG. 239; ITAU CULTURAL, artepopularbrasil.blogspot.com.br; waldomirodedeus.wordpress.com; ACERVO FIEO.



251 - GINO BRUNO (1889 - 1977)

O palhaço - óleo sobre tela - 60 x 30 cm - canto inferior esquerdo -
No estado.

Nascido e falecido em São Paulo, este pintor foi especialista em figuras, interiores e naturezas-mortas. TEODORO BRAGA, pág. 108; MEC, vol. 1, pág. 299; PONTUAL, pág. 92; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 135; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 623; Acervo FIEO.



252 - YASUICHI KOJIMA (1934)

"Igreja de Paraty" - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito e dorso - 2006 -
Com etiqueta de exposição realizada na Assembleia Legislativa de São Paulo em 2006, no dorso.

Pintor e ceramista nascido em Tajimi, Japão - cuja população vive de cerâmica e porcelana. Seu pseudônimo artístico é Kojima. Recebeu influência de seu pai, Shigueo Kojima - tradicional artista e ceramista japonês conhecido pelo nome artístico Juho Kojima. Formou-se na Escola de Cerâmica Industrial de Tajimi - Gifu, Japão. Veio para o Brasil em 1953, trabalhou por cinco anos em São Caetano e transferiu-se para Mauá onde, como seu pai, montou sua própria fábrica de cerâmicas e porcelanas que está em atividade até hoje. Naturalizou-se brasileiro e estudou pintura com Manabu Mabe, Takaoka e Nakajima. Realizou exposição individual em Poá, SP (2009) e no Museu de Arte do Parlamento de São Paulo (2013). Participou de diversas mostras e Salões oficiais em: São Bernardo do Campo, SP (1967); São Paulo (1968, 1969, 2001 a 2010); Poá, SP (2009-como convidado); Embu, SP (2012 - Prêmio Prata). www.mauamemoria.com.br; www.radaroficial.com.br/d/31498914; issuu.com/shinzenbi/docs/makoto_5/27.



253 - JOSÉ ANDRADE (XX)

Onça - escultura em madeira policromada - 12 x 28 x 13 cm - assinado -

Escultor de Prados, MG, com diversas participações em mostras coletivas.



254 - SAURO DE COL (1936)

"Lagoa do Abaeté" - óleo sobre tela - 30 x 50 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1989 - Salvador/BA -

Natural de Itapira, SP. Precoce nas artes, aos 15 anos já trabalhava como cartazista de cinema. Dedica-se exclusivamente à pintura a partir de 1968. A maioria de suas obras está no exterior, em coleções particulares e museus. JULIO LOUZADA vol.1, pág.266



255 - ÉLON BRASIL (1957)

"A última guerreira" - óleo sobre tela - 130 x 100 cm - canto superior esquerdo e dorso - 2018 - São Paulo -

Artista plástico autodidata nascido na praia de Jurujuba, em Niterói-RJ, onde aos seis anos de idade começou a rabiscar seus primeiros crayons. Mudando-se para São Paulo (1968), ganhou sua primeira medalha de ouro na II PINARTE de Pinheiros. Em 1970, juntamente com os artistas Aldemir Martins, Clóvis Graciano e Carlos Scliar, ilustrou o livro de poesias "Cantando os Gols" de Tito Battine. Morou na Suíça por seis meses. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1993, 1998, 1999, 2002, 2006, 2008); Toronto, Canadá (1993); Basiléia, Suíça (1993, 1995, 1997, 1999); Bahia (1993, 1995); Berna, Suíça (1995); Bruxelas, Bélgica (1996); Blumenau, SC (1998); Rio de Janeiro (1999); Paris, França (2004); Londres, Inglaterra (2005); Los Angeles, EUA (2006). Tem participado de mostras coletivas e oficiais. ITAU CULTURAL; www.elon.brasil.nom.br.



256 - MAURINO DE ARAÚJO (1943)

Santa - desenho a caneta esferográfica - 30 x 21 cm - canto inferior direito - 12/2000 -
Com dedicatória.

Escultor e pintor natural da cidade mineira de Rio Casca, onde nasceu a 28 de maio de 1943. Reside e é ativo em Belo Horizonte. Ainda pequeno aprendeu a modelar potes e bonecos de argila. Fez sua primeira individual em 1972. Participou de exposição na ciadade de Lagos, Nigéria, em 1977. Recebeu diversos prêmios. Sugerimos a leitura do relato sobre a vida do artista feito por Clarival do Prado Valadares na bibliografia abaixo indicada. JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 574



257 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Frutas - óleo sobre tela - 71 x 85 cm - canto inferior direito ilegível - 1997 -



258 - YOLANDA MOHALYI (1909 - 1978)

Figuras - desenho a nanquim e aquarela - assinados -
Trabalho composto de duas obras montadas em uma única moldura, medindo: 1ª) 26 x 22 cm, 2ª) 26 x 20 cm.

Pintora, desenhista, gravadora e professora, Yolanda Lederer Mohalyi nasceu em Kolozsvar, capital da Transilvânia, Hungria (atual Cluj Napoca, Romênia) e faleceu em São Paulo, SP. Na Hungria estudou pintura na Escola Livre de Nagygania e na Real Academia de Belas Artes de Budapeste (1927). Em 1931, veio para o Brasil e fixou-se em São Paulo, onde lecionou desenho e pintura. Foram seus alunos, entre outros, Maria Bonomi e Giselda Leirner. A partir de 1935, começou a frequentar o ateliê de Lasar Segall. Integrou o Grupo Sete (1937) ao lado de Victor Brecheret, Antonio Gomide e Elisabeth Nobiling. Em 1951 realizou suas primeiras xilogravuras com Hansen Bahia . Entre as décadas de 1950 e 1960 executou, em São Paulo, vitrais para a Fundação Armando Álvares Penteado – FAAP, murais para as igrejas Cristo Operário e São Domingos, mosaicos para residências particulares e vitrais para a Capela de São Francisco, em Itatiaia. Representou o Brasil na 1ª Bienal Americana de Arte (1962), Argentina, tendo alguns de seus trabalhos escolhidos pelo crítico Herbert Read para uma exposição itinerante nos Estados Unidos. Participou da I, II, IV, V, VI, VII, VIII e IX Bienal Internacional de São Paulo; da II e V Bienais de Tóquio, entre outras, Recebeu diversos prêmios como: o Prêmio Leirner de Arte Contemporânea (1958), o Prêmio de Melhor Pintor Nacional na 7ª Bienal Internacional de São Paulo (1963). TEIXEIRA LEITE, PÁG. 331; PONTUAL, PÁG. 363; MEC VOL.3, PÁG. 168; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 937; LEONOR AMARANTE, PÁG. 75; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 639; ACERVO FIEO; www.pinacoteca.org.br; mam.org.br; masp.art.br; www.artprice.com.



259 - EDUARDO VERDERAME (1971)

Violão e bandolim - vinil adesivo recortado sobre poliestireno - 58 x 93 cm - não assinado -
Reproduzido em catálogo da exposição "Pintura versus fotografia" realizada no Paço das Artes em outubro de 2004.

Artista plástico nascido em São Paulo, formado pela Universidade de São Paulo em 1996. Participou de programas de residência em Viena, Áustria (MuseumsQuartier, 2006); Nova York, EUA (apexart, 2007), no Brasil (Casa das Caldeiras em São Paulo e Interações Florestais, em Minas Gerais, ambas em 2008) e no Reino Unido (Artists Links, 2009). Já participou de muitas mostras individuais e coletivas, no Brasil e no exterior. É cofundador dos coletivos de arte: EIA (Experiência Imersiva Ambiental) e Esqueleto Coletivo - iniciativas independentes que desenvolvem festivais e eventos de arte contemporânea nas ruas de São Paulo, baseadas no direito ao livre uso do espaço público. Em 2010 lançou o livro "Histórias de Igrejas Destruídas", pela Editora Hedra. ITAU CULTURAL; 48hs.wordpress.com/artistas/eduardo-verderame.



260 - JAN FRANS I VAN BREDAEL (1686 - 1750)

Paisagem com figuras - óleo sobre tela - 56 x 70 cm - canto inferior esquerdo -
No estado. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista holandês com participações em mostras coletivas. Suas obras têm sido comercializadas em diversos leilões na Europa. www.artprice.com; www.invaluable.com.



261 - J. BORGES (JOSÉ FRANCISCO BORGES) (1935)

"O contador de mentiras" - xilogravura - 47 x 65 cm - canto inferior direito - 2010 -

Gravador e pintor, nasceu em Bezerros, PE, em 20/12/1935. Tinha sucesso com seus folhetos de cordel, mas foi a falta de material de ilustração para a capa de seu próximo trabalho que o levou para a xilogravura, passando a ser reconhecido nacional e internacionalmente. Em novembro de 1997 veio para São Paulo como um dos convidados do Encontro da Cultura Brasileira, na exposição O Cordel e a Arte dos Livros, que aconteceu no Salão Arco 2 da Estação Julio Prestes. JULIO LOUZADA, vol 10, pág 127; Acervo FIEO; ITAÚ CULTURAL.



262 - RAPHAEL GALVEZ (1907 - 1998)

Natureza morta - óleo sobre cartão - 48,5 x 63,5 cm - canto inferior esquerdo - 1979 -

Pintor, desenhista, escultor e arquiteto, nascido em São Paulo, Capital. Artista de formação artesanal, teve como tema de sua obra a sua cidade natal. JULIO LOUZADA, vol 10, pág 372; PONTUAL, pág. 231; MEC, vol 2, pág, 239; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 630; Acervo FIEO.



263 - LOUCO - BOAVENTURA DA SILVA FILHO (1932 - 1992)

Maternidade - escultura em madeira - 72 x 18 x 04 cm - assinado - 07/03/1977 -

O autor, conhecido como Louco, é natural de Cachoeira, histórica cidade baiana, às margens do rio Paraguaçu. Foi aí que começou seu trabalho. Pouco a pouco suas esculturas tornaram-se amplamente conhecidas, garantindo, para Boaventura, um lugar de destaque entre os artistas populares brasileiros. A partir do reconhecimento de sua obra, participou de exposições significativas como a mostra do Centro Domus, em Milão, Itália; o Espírito Criador do Povo Brasileiro, através da coleção de Abelardo Rodrigues, e Sete Brasileiros e seu Universo, em Brasília. É dele a seguinte explicação para o seu novo nome: "É porque sou louco pra trabalhar! Fui o primeiro artista da cidade. Trabalho com inspiração e amor. Às vezes me afasto de tudo - vou pro mato, fico lá sozinho, sem zuada, só com o meu radinho e os troncos de madeira, despreocupado, longe da mulher, dos dez filhos, dos fregueses. eles conversam muito e atrapalham. E a mulher quer muita coisa, Mulher é como criança, nada chega." (texto extraído do livro O Reinado da Lua - Escultores Populares do Nordeste, de Silvia Rodrigues Coimbra, Flávia Martins e Maria Letícia Duarte - Ed. Salamandra, 1980, págs. 112, 113 e 114).



264 - LIA MITTARAKIS (1934 - 1998)

Flores - óleo sobre eucatex - 72 x 53 cm - canto inferior esquerdo - 1989 - Ilha de Paquetá -

Pintora e professora nascida no Rio de Janeiro e falecida na Ilha de Paquetá, RJ. Autodidata em pintura ensinou a sua técnica na Escolinha de Arte, na Ilha de Paquetá onde vivia. Expôs individualmente no Rio de Janeiro em 1964, 1965, 1969, 1970, 1972, 1974, 1982. Entre as mostras e salões dos quais participou, destacam-se: Salão Nacional de Arte Moderna, RJ; "Naifs del Brasile, Naifs di Haiti" no Festival Mundial de Spoleto, Itália; "Artistas Brasileiros" em Bratislava, Tchecoslováquia (1969); Encontro Carioca de Pintura Ingênua, RJ (1977); “O mundo fascinante dos Pintores Naïfs” no Paço Imperial (1988 e 1989); Naïfs em Coletiva, na Villa Riso Tradição - Arte Cultura (Sala Especial), RJ (1997); além de outras coletivas no Rio de Janeiro, Itália, Estados Unidos, Alemanha, Suíça, Portugal, Inglaterra, Argentina, Tchecoslováquia e Cidade do México. ITAU CULTURAL; www.ardies.com; artenaifrio.blogspot.com; www.artprice.com.



265 - FELISBERTO RANZINI (1881 - 1976)

Santa - óleo sobre tela - 41 x 33 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1956 -
Cópia do quadro de Carlo Dolci, 1616/1686 - Firenze.

Arquiteto, desenhista e escritor, Felisberto Ranzini nasceu em Mântua, Itália e faleceu em São Paulo - SP. Sobresaiu-se principalmente na técnica de aquarela, na qual se especializou. Suas composições em óleo são claras e detalhadas, quase que miniaturistas. JULIO LOUZADA, vol 1, pág. 805; MEC vol.4, pág. 26, RUTH TARASANTCHI.



266 - EMMANUEL ZAMOR (1840 - 1919)

Rosto - desenho a carvão - 39 x 28 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor, desenhista e cenógrafo, Manuel Pierre Hubert Zamore nasceu em Salvador, BA e faleceu em Créteil, França. Assinava E. Zamor. Negro, adotado pelos franceses Pierre Emmanuel Zamor e Rose Neveu, na paróquia de Nossa Senhora da Conceição da Praia, em Salvador, aprendeu música e desenho na Europa (por volta de 1845). Em Paris (meados de 1860), frequentou a "Académie Julian" e trabalhou como cenógrafo. Presumiu-se que nesta época tenha convivido com artistas como Cézanne, Renoir, Degas, Pissarro, Sisley e Monet. Veio para o Brasil (1860) onde permaneceu por dois anos, morando em Salvador. Muitas de suas obras, bem como possíveis registros de sua estada no Brasil, foram perdidas nessa época em decorrência de um incêndio em sua residência. Retornou em definitivo para França (meados de 1862). Em Paris (entre os anos 30 e 40), o marchand Jean-Claude Castoriano arrematou todos os 37 trabalhos disponíveis do artista, que posteriormente foram expostos numa individual no MASP, SP (1985). A partir de então, sua obra figurou em várias exposições no país: a Pinacoteca do Estado de São Paulo apresentou alguns de seus trabalhos nas mostras "Dezenovevinte: uma virada no século" (1986) e "Pintores Negros do Século XIX" (1993); o MAM – SP a mostra "A Mão Afro-Brasileira" (1988) e também o Museu de Arte Brasileira da FAAP (1999 e 2000). BENEZIT; JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 1080; ITAU CULTURAL; www.artprice.com.



267 - ANATOL WLADYSLAW (1913 - 2004)

Composição - técnica mista - 43 x 62 cm - canto inferior direito - 1967 -
No estado.

Pintor e desenhista nascido em Varsóvia, Polonia; faleceu em São Paulo, aos 91 anos de idade. No Brasil desde 1930, fixou residência em São Paulo, naturalizando-se brasileiro. Dedicou-se à pintura e ao desenho a partir de 1946, participando da I à IX Bienal, recebendo diversas premiações. Formado em engenharia no Mackenzie, tornou-se um dos pioneiros da arte abstrata, participando ativamente do movimento Ruptura, ao lado de Valdemar Cordeiro, Lothar Charoux e Luiz Sacilotto. Figura no acervo do MAM-RJ e MNBA de Buenos Aires. JULIO LOUZADA, VOL, 4, pág, 1177. MEC, VOL, 4 pág, 512. TEIXEIRA LEITE, pág, 544. WALMIR AYALA, VOL 2. pág, 442; PONTUAL, pág. 553; ITAÚ CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 921.



268 - WALDECI DE DEUS (1952)

Flores - óleo sobre tela - 24 x 18 cm - canto inferior direito - 2005 -

Pintora, natural de Boa Nova, Bahia. Veio para São Paulo, com a família, aos quinze anos de idade. Autodidata, começou a pintar no final dos anos 60 e já em 1969 ganhou seu primeiro prêmio ao participar de uma coletiva. Realizou exposições individuais em: São Paulo, Osasco, Santos, Ribeirão Preto, Jaboticabal, Suzano, Salvador - BA e participou de várias coletivas pelo Brasil, Estados Unidos, Alemanha e Itália. www.waldecidedeus.kit.net.



269 - COLETTE PUJOL (1913 - 1999)

Bailarina - óleo sobre tela colada em eucatex - 23 x 35 cm - canto inferior direito -

Esta premiadíssima pintora e professora paulistana, recebeu as suas primeiras aulas de desenho e pintura de Antonio Rocco e de Lucília Fraga, ainda na capital paulista. Residindo em Salvador, freqüentou a Escola de Belas Artes, onde foi aluna de Presciliano Silva (1942 a 1944); a partir de 1946 até 1949, estudou na Europa. Possui obras em museus brasileiros. PONTUAL, pág. 440; MEC, vol. 3, pág. 438; TEODORO BRAGA, pág. 73; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



270 - HEITOR DOS PRAZERES (1898 - 1966)

"Roda de samba" - óleo sobre eucatex - 45 x 61 cm - canto inferior direito - 08/10/1963-Rio de Janeiro -
Com autenticação da família do artista, na pessoa do curador da obra, Sr. Heitor dos Prazeres Filho. No estado.

Pintor, compositor, marceneiro, Heitor dos Prazeres nasceu e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. Iniciou-se na pintura por volta de 1937, como autodidata, estimulado pelo jornalista e desenhista Carlos Cavalcanti. No período de 1937 a 1946, trabalhou em rádios do Rio de Janeiro e ingressou como ritmista na Rádio Nacional, em 1943. Recebeu o 3º lugar para artistas nacionais na 1ª Bienal Internacional de São Paulo (1951) e foi homenageado com sala especial na 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1953). No ano seguinte, criou cenários e figurinos para o Balé do IV Centenário da Cidade de São Paulo. Realizou sua primeira exposição individual, em 1959, no Rio de Janeiro. Em 1965, Antônio Carlos Fontoura produziu um documentário sobre sua obra. Tornou-se um artista destacado, atuando como compositor, instrumentista e letrista de música popular brasileira. Participou da fundação das primeiras escolas de samba cariocas, entre elas a Estação Primeira de Mangueira. Em comemoração ao centenário de seu nascimento, em 1999, foi realizada mostra retrospectiva no Espaço BNDES e no Museu Nacional de Belas Artes. Em 2003, foi publicado o livro ‘Heitor dos Prazeres: Sua Arte e Seu Tempo’, da jornalista Alba Lírio. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.11, PÁG.247; MEC. VOL.3, PÁG.400; WALMIR AYALA. VOL.2, PÁG.194; TEIXEIRA LEITE, PÁG.408; PONTUAL, PAG.439; WALTER ZANINI, PÁG.810; LEONOR AMARANTE, PÁG. 266; ACERVO FIEO.



271 - JOAN MIRÓ (1893 - 1980)

Composição - off set - 50/50 - 23,5 x 20,5 cm - canto inferior direito -
No estado. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador, ceramista e escultor. Assinava Joan Miró e Miró. Nasceu em Montroig, Espanha e faleceu em Palma de Mallorca - Ilhas Baleares, Espanha. Entrou para Escola de Belas Artes de Barcelona com quinze anos, aperfeiçoando-se com o arquiteto Gali. Começou a expor em 1918 na sua terra natal e pouco depois, transfere-se para Paris. Assinou o manifesto surrealista em 1924. Em 1940 voltou à Espanha - Mallorca. Trabalhou com o ceramista Llorens Artigas. Em 1947 realizou um mural em Cincinnati, EUA, e um para a Universidade de Harvard, em 1950 (hoje substituído por uma cópia cerâmica, cujo original se encontra no MOMA de Nova York). Em 1958 trabalhou em dois gigantescos murais em cerâmica para a UNESCO, em Paris. A Fundação Joan Miró foi inaugurada em Montjuic, Barcelona, em 1975. Outras obras suas podem ser vistas na maioria dos museus e coleções de arte moderna espalhados pelo mundo. JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG.638; VOL. 4, PÁG. 746; VOL. 6, PÁG. 735; VOL.8, PÁG. 576; BENEZIT, VOL. 7, PÁG. 435; ITAU CULTURAL; DICIONÁRIO OXFORD DE ARTE – MARTINS FONTES.



272 - RENOT (1932)

Mulheres - desenho a caneta hidrográfica - 29 x 20 cm - canto superior direito -

Pintor, desenhista, gravador e tapeceiro, Reinaldo Eliomar de Freitas Marques da Silva nasceu em Santa Luzia, Bahia. Assina Renot. Autodidata, começou a pintar em 1957 e, em 1964, com a inauguração da Galeria Quirino, em Salvador, iniciou sua formação artesanal. Tornou-se amigo de vários intelectuais e artistas baianos entre os quais Jenner Augusto, Jorge Amado e Manuel Quirino. Quirino, com quem trabalhou, foi também o seu mestre na arte de tecer (1964). Foi responsável pelos calendários-tapeçaria que fez para a Basf e Bosh do Brasil em 1977. Realizou muitas exposições individuais em: Salvador, BA (1970, 1971, 1972, 1977); Porto Alegre, RS (1970); Rio de Janeiro (1971, 1974); São Paulo (1972, 1973, 1975 a 1978, 1982); Hamburgo, Alemanha (1971); Londres, Inglaterra (1972); Barcelona, Espanha (1974); Genebra, Suíça (1974); Buenos Aires, Argentina (1975); Paris, França (1976); Estados Unidos (1978, 1980). Participou de várias coletivas e mostras oficiais pelo Brasil e exterior. Atua também como perito, marchand e organizador de leilões. JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 816; VOL. 7, PÁG. 590; ITAU CULTURAL; MEC VOL. 4, PÁG. 53; web.artprice.com.



273 - LÚCIO BITTENCOURT (1953)

Flor - escultura em ferro - 26 x 22 x 16 cm - assinado -
No estado.

Nascido em 1953, em Mogi das Cruzes (SP), iniciou sua carreira artística em 1979 e partir daí já produziu mais de 12 mil peças entre elas 200 monumentos que chegam a 30 metros de altura e que estão instalados em praças públicas de diversas cidades. Tem cerca de 200 prêmios, sendo o primeiro em 1979 no Salão Oficial de Taubaté. Já participou de cerca de duas mil exposições coletivas e individuais nacionais e internacionais e tem suas obras espalhadas por diversos lugares do Brasil e no exterior, como Lisboa, Lyon, Porto Rico e Paris. Recentemente passou a integrar a coleção "Contando a Arte" escrita pelo renomado crítico de arte Oscar D’Ambrosio. Em toda sua trajetória, Bittencourt já participou de mais de duas mil exposições no Brasil e exterior. http://bittencourtesculturas.com.br/site/



274 - JOSÉ SABÓIA (1949)

Músicos - óleo sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior direito -

Pintor, José Sabóia do Nascimento nasceu em Almadina-BA. Artista autodidata foi para o Rio de Janeiro em 1967 e começou a pintar no ano seguinte, passando a expor seus trabalhos na feira hippie de Ipanema. Fez sua primeira exposição individual em Fortaleza, CE (1970). Entre as exposições de que participou, destacam-se: I e III Salão Nacional de Artes Plásticas do Ceará, Fortaleza, (1969, 1971 - Prêmio Aquisição); Dez Pintores no Rio de Janeiro, no MNBA, RJ (1983); ‘Brésil Naifs’, Paris (1986); ‘Salon d'Art Naif’- Marseilha, França (1987); ‘Pintura, Presença e Povo na Arte Brasileira’ no Museu da Casa Brasileira - São Paulo (1990); ‘Visões do Rio’ no MAM, RJ (1996). No exterior expôs individualmente em São Francisco, EUA e Munique, Alemanha, além de participar de coletivas em vários países e, principalmente na França, com exposições organizadas pela Galeria Jacqueline Bricard e uma presença cativa na ‘Galerie Naïfs du Monde Entier’ em Paris. José Sabóia participou do Concurso Internacional de Morges, quando seu quadro foi eleito pelo público, a melhor obra de 60 participantes de 22 países, premiação que originou o convite da Galeria Kasper para realizar uma exposição individual em 1997. JULIO LOUZADA vol. 11, pág. 278; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 228; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO; www.artprice.com; www.nautilus.com.br; www.ardies.com.



275 - ERICO DA SILVA (1932 - 2004)

"Em um momento de ternura" - óleo sobre tela - 60 x 80 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2003 -

Nascido em Itajaí, SC. Participou de diversos salões nacionais de arte moderna, recebendo diversas premiações, inclusive de aquisição. A partir de 1970 realiza pesquisas no campo do objeto. JULIO LOUZADA vol. 11, pág. 299; PONTUAL pág. 491; MEC vol. 4, pág. 249; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



276 - MENASE VAIDERGORN (1927)

"Capri" - óleo sobre tela - 40 x 60 cm - canto inferior direito -

Pintor nascido em Hotin, Romênia. Assina MVAIDERGORN. Seus pais vieram para o Brasil (1932) fixando residência em São Paulo. Ingressou na Associação Paulista de Belas Artes (fim da década de 1940) onde conheceu Dario Mecatti que muito o estimulou. Viajou pelo norte da África e Europa. Realizou exposições individuais e participou de diversos salões e mostras coletivas oficiais, recebendo diversos prêmios, entre eles: os do Salão Paulista de Belas Artes, SP (1976 - Medalha de Bronze, 2000 – Prêmio Aquisição, 2001 – Grande Medalha de Prata). JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 1011; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



277 - ARTE POPULAR BRASILEIRA (XX)

Trio Virgulino - escultura em terracota - 17 x 15 x 08 cm - assinado -
Ines Rodrigues. No estado.



278 - INGRES SPELTRI (1940)

Composição - técnica mista e colagem - 104 x 38 cm - canto inferior direito - 1996 -
Com estudo no dorso.

Pintor, desenhista, escultor, gravador e professor nascido em Jau, SP. Filho do pintor Augusto Speltri com quem se iniciou na pintura, ainda criança. Em 1959 mudou-se para São Paulo onde estudou Música (1960-1964). Foi professor titular da Escola Panamericana de Arte, SP. Realizou exposições individuais, em São Paulo, nos anos de 1977, 1981, 1978, 1984. Participou de várias mostras e Salões oficiais, sendo premiado em: São Paulo (1963, 1966, 1970, 1971); Santo André, SP (1976). JULIO LOUZADA VOL. 5, PÁG. 1012; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; MEC VOL. 4, PÁG. 338; PONTUAL PÁG. 504; www.artprice.com; www.speltri.com.



279 - HENRIQUE GOLDSHMIDT (1865 - 1952)

Barcos - desenho a nanquim - d = 15 cm - assinado -

Pintor e desenhista nascido (24/2) e falecido no Rio de Janeiro-RJ. Especializou-se nas pequenas e delicadas aquarelas, privilegiando as localidades cariocas. Foi chamado de "...talentoso pintor miniaturista e fantasista" pelo jornal O Paíz do Rio de Janeiro. TEODORO BRAGA, pág. 109; LAUDELINO FREIRE, pág. 389; JULIO LOUZADA, vol. 5, pág. 442.



280 - ALDO BONADEI (1906 - 1974)

Flores - óleo sobre tela colada em eucatex - 54 x 32 cm - canto inferior esquerdo - 1971 -
Ex coleção Dr. Nelson Mendes - Marília - SP.

Pintor, designer, gravador, figurinista e professor - Aldo Cláudio Felipe Bonadei nasceu e faleceu em São Paulo, SP. Entre 1923 e 1928 foi aluno de Pedro Alexandrino, período em que também frequentou o ateliê de Antonio Rocco. Viajou para a Itália, entre 1930 e 1931, e frequentou a Academia de Belas Artes de Florença, onde teve aulas com Felice Carena e seu assistente Ennio Pozzi, ambos ligados ao movimento ‘novecento’. Nesse período, dedicou-se ao desenho da figura humana, principalmente ao nu. Retornou a São Paulo no início da década de 1930 e participou ativamente do Grupo Santa Helena, da Família Artística Paulista - FAP e do Sindicato dos Artistas Plásticos. Em 1949 lecionou na Escola Livre de Artes Plásticas, primeira escola de arte moderna de São Paulo e participou do Grupo Teatro de Vanguarda. No ano seguinte, fundou a Oficina de Arte - O. D. A., com Odetto Guersoni e Bassano Vaccarini. No fim da década de 1950 atuou como figurinista nas peças ‘Vestido de Noiva’, de Nelson Rodrigues, e ‘Casamento Suspeitoso’, de Ariano Suassuna. Também desenhou alguns figurinos para dois filmes dirigidos por Walter Hugo Khoury: ‘Fronteiras do Inferno’ (1958) e ‘Na Garganta do Diabo’(1959). Realizou muitas exposições individuais e participou de vários Salões oficiais destacando-se: Bienal Internacional de São Paulo (1ª, 2ª, 3ª, 6ª, 7ª); Bienal de Veneza (1952); Panorama da Arte Moderna Brasileira (1970). MEC, VOL. 1, PÁG. 247; PONTUAL, PÁGS. 78/79; ARTE NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 1041; ART PRICE ANNUAL 2000, PÁG. 258; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 79; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; LEONOR AMARANTE, PÁG. 72; ACERVO FIEO.



281 - GLAUCO RODRIGUES (1929 - 2004)

"Ícaro" - litografia - P.A. - 50 x 70 cm - canto inferior direito - 1987 -
No estado.

Natural de Bagé, RS. Pintor, desenhista, gravador e programador visual. Frequentou a Escola de Belas Artes de Porto Alegre (1947). Radicando-se no Rio de Janeiro, participou com méritos na Divisão Moderna dos SNBA, de 1949, 1950 e 1951. Criou o Clube da Gravura de Porto Alegre, ao lado de Scliar, Vasco Prado, Danúbio Gonçalves e Glênio Bianchetti (1950). Participou ainda do I ao X SNAM e das edições da Bienal de São Paulo (entre 1959 e 1967). JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 269; MEC, vol. 4, págs. 90/91; PONTUAL, pág. 458; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 256/257; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 697; ARTE NO BRASIL, pág. 842; RGS, pág. 226. Acervo FIEO. -



282 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

Mulher - escultura em bronze - 28 x 16 x 13 cm - assinado -
Ex coleção Renato Antônio Brogiolo - Rio de Janeiro, RJ.

Escultor, desenhista e pintor paulista nascido em Mococa, SP e falecido no Rio de Janeiro. Mudou-se com a família para Itália, e fixou-se em Roma (1913). Iniciou estudos de desenho e escultura com o professor Loss (1920). Participou de movimentos antifascistas e foi preso (1931) por motivos políticos. Foi extraditado para o Brasil (1935) por intervenção do embaixador brasileiro na Itália. Em 1937, viajou para Paris e frequentou as academias ‘La Grand Chaumière’ e ‘Ranson’, onde estudou com Aristide Maillol e conviveu com Henry Moore, Marino Marini e Charles Despiau. Em 1939, retornou a São Paulo e junto com Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Sérgio Milliet, entre outros, participou do Movimento Modernista; foi um dos membros da Família Artística Paulista e do Grupo Santa Helena. Em 1943, transferiu-se para o Rio de Janeiro. A convite do ministro Gustavo Capanema instalou ateliê no antigo Hospício da Praia Vermelha, onde orientou jovens artistas como Francisco Stockinger. Possui obras em espaços públicos como ‘Monumento à Juventude Brasileira’ (1947), nos jardins do antigo Ministério da Educação e Saúde, atual Palácio Gustavo Capanema - RJ; ‘Candangos’ (1960), na Praça dos Três Poderes, e ‘Meteoro’ (1967), no lago do edifício do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília; ‘Integração’ (1989), no Memorial da América Latina, em São Paulo. Participou das Bienais de Veneza (1950, 1952); participou das I, II, IV e IX Bienais de São Paulo, período em que recebeu o prêmio de melhor escultor brasileiro (1953) e sala especial (1967). MEC, VOL.2, PÁG. 250; PONTUAL, PÁG. 237; MAYER/84, PÁG. 1333; BENEZIT VOL. 5, PÁG. 14; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 715; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 422; www.artprice.com; www.pinturabrasileira.com; www.dec.ufcg.edu.br; www.monumentos.art.br.



283 - EDIVAL RAMOSA (1940)

Linhas - técnica mista - 28,5 x 24,5 cm - canto inferior direito - 1968 -
No estado.

Pintor, desenhista e escultor, Edival Ramosa de Andrade nasceu em São Gonçalo, RJ. Foi para o Oriente Médio, servindo no Batalhão Suez e conheceu várias cidades europeias. Morou em Milão de 1964 a 1974, e lá frequentou o ateliê de Arnaldo Pomodoro, Lucio Fontana e Enrico Baj. Realizou individuais em diversas cidades da Itália (Milão, Ferrara, Verona, Trieste, e outras) como também em São Paulo, Rio de Janeiro, Cuiabá, Brasília, Ribeirão Preto, na Austrália (Canberra) e na Bélgica. Também participou de inúmeras coletivas no exterior e no Brasil, como o Panorama da Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1988, 1991). Foi premiado, em 1968, na Itália (Milão, Arezzo e Sicília). De volta ao Brasil, montou ateliê em Cabo Frio, RJ (1974) e, nos anos 80, fixou residência em Ribeirão Preto (SP). MEC VOL. 4, PÁG. 25; ITAU CULTURAL.



284 - IRINEIDE KLOCKNER (1961)

Composição - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - dorso -

Pintora nascida em Maringá, PR, Iniciou sua carreira artística em 1983. Desde 2000, dedica-se exclusivamente à pintura em tela, tendo durante estes anos aprimorado sua arte em diversas técnicas, através da convivência com artistas de diferentes estilos. Nos últimos anos tem buscado inspiração em grandes nomes do Abstracionismo, como Jackson Pollock e Jonas Gerard, e desenvolveu seu próprio estilo. Em sua arte, expressa a beleza da vida, em todos seus pormenores e complexidades, na união dos traços aparentemente desconexos se criam momentos únicos. Durante sua carreira, participou de exposições ao longo de toda a região Sul, tendo assinado mais de 2000 obras de arte, que hoje embelezam residências e ambientes corporativos em todo o Brasil. http://www.klockner-art.com; www.artprice.com.



285 - INOS CORRADIN (1929)

Músico - escultura em mármore resinado - 35 x 18 x 19 cm - assinado -

Pintor, desenhista, gravador, escultor e cenógrafo, nascido em Vogogna, Itália. Por volta de 1932 mudou-se com a família para Castelbaldo - Padova, onde, em 1945, estudou pintura com professor Tardivello. Em 1947 colaborou com o pintor Pendin na execução de um mural referente aos mártires da resistência italiana em Castelbaldo. Veio, em 1950, para Jundiaí e São Paulo onde fez parte do núcleo artístico Cooperativa em São Paulo, dirigido pelo pintor argentino Oswaldo Gil Navarro. Executou cenários para o Ballet do IV Centenário de São Paulo, em 1954. Em 1979 foi contratado para pintar um cenário para o Teatro de Rovigo, Itália. Realizou diversas exposições individuais, participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais pelo Brasil e pelo mundo. Foi premiado em Paris (1975) e em Ferrara, Itália (1976). JULIO LOUZADA, VOL. 11, PÁG. 152; PONTUAL, PÁG. 143; MEC, VOL. 1, PÁG. 448; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 215; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; inoscorradin.com.br.



286 - FERNANDO ODRIOZOLA (1921 - 1986)

Composição - técnica mista sobre papel - 14 x 33 cm - canto inferior esquerdo - 1976 -

Fernando Pascual Odriozola nasceu em Oviedo, Espanha e faleceu em São Paulo. Pintor, desenhista e gravador. Começou a pintar em 1936. Veio para o Brasil em 1953 e fixou residência em São Paulo. No ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual na Galeria Portinari. O Museu de Arte Moderna de São Paulo dedicou-lhe outra individual, em 1955. Na década de 1960, lecionou no Instituto de Arte Contemporânea da Fundação Armando Álvares Penteado e colaborou como ilustrador nos jornais O Estado de S. Paulo e Diário de S. Paulo, e na revista Habitat. Em 1964, integrou, com Wesley Duke Lee , Yo Yoshitome e Bin Kondo , o Grupo Austral, ligado ao movimento internacional Phases. Participou das 7ª, 8ª, 9ª, 12ª, 13ª, 14ª, 15ª e 18ª Bienais Internacionais de São Paulo onde foi premiado na 7ª, 8ª, e 14ª edição; da 7ª Bienal de Tóquio; dos 2º e 5º Panoramas da Arte Atual Brasileira, entre outras. No ano de seu falecimento, o Centro Cultural São Paulo (CCSP) realizou uma exposição retrospectiva póstuma em sua homenagem. JULIO LOUZADA VOL.11, PÁG. 231; MEC VOL.3, PÁG.291; PONTUAL PÁG. 389; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 737; ARTE NO BRASIL PÁG.907; LEONOR AMARANTE PÁG. 143; ACERVO FIEO.



287 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Paisagem - óleo sobre tela - 65 x 90 cm - canto inferior direito -
H. Graff.



288 - ERICH BRILL (1895 - 1942)

Estudo - desenho a lápis de cor e grafite - 21,5 x 30 cm - canto inferior direito - 1921 -
No estado. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista nascido em Lubeck - Schleswig-Holstein, Alemanha e falecido em Jungfernhof - Riga (Letônia). Em 1897 a família transferiu-se para Hamburgo onde concluiu o curso superior de Sociologia e Filosofia e teve aulas de artes com Adolf Meier (1916- 1918), em Berlim. Em 1919 frequentou a Escola de Artes e Ofícios em Frankfurt e, entre1920-1922, a Escola de Artes e Ofícios de Hamburgo. Em 1922 viajou à Palestina para onde retornou dois anos depois. Passou por Paris e expôs em Ascona, Zurique, Berlim, Hamburgo e Praga. Em1934 chegou ao Brasil acompanhando sua filha, Alice Brill, que se tornou também pintora, gravadora, fotógrafa que vinha ao encontro da mãe. Chegou a expor no Rio de Janeiro (1934), em São Paulo (1935) e, em 1937, retornou a Hamburgo, ficando preso durante cinco anos pelos nazistas. Após ter sido libertado, voltou a ser preso, uma semana depois, e deportado para o campo de concentração. O Museu de Hamburgo possui obras suas. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 10, PÁG. 142; www.artprice.com; www.arqshoah.com.br; www.pinacoteca.org.br; www.artnet.com.



289 - KATIE VAN SCHERPENBERG (1940)

"Páscoa 1987" - técnica mista - 50 x 50 cm - dorso - 1987 -
No estado.

Pintora, desenhista, gravadora e professora, Mildrid Catharina van Scherpenberg nasceu em São Paulo, SP. Passou a infância na Inglaterra e veio com a família para o Brasil em 1946. Teve aulas de pintura com Catherina Baratelli, no Rio de Janeiro (entre 1958 e 1960). Viajou para a Europa, fez curso na Academia de Belas Artes da Universidade de Munique, Alemanha (1961). Estudou com o pintor Oscar Kokoschkaem em Salzburg, Áustria (1963). Retornou para o Rio de Janeiro e realizou curso de gravura no MAM, RJ (1966 e 1967). Criou (1978), ao lado de Geni Marcondes, o Núcleo Experimental de Arte em Petrópolis, RJ, no qual lecionou até 1984. A convite do Instituto Nacional de Artes Plásticas trabalhou no projeto "Melhoria de Materiais - análise de tinta a óleo" (de 1982 até 1985), quando a pesquisa foi publicada pela Funarte. Lecionou pintura no MAM,RJ (1983 a 1989), na Escola de Artes Visuais do Parque Lage - EAV, RJ e na Universidade Santa Úrsula, RJ. Realizou exposições individuais no: Rio de Janeiro (1981 a 1984, 1987, 1989, 1992, 1995, 1996, 1999, 2000, 2003); Vitória, ES (1981); São Paulo (1985, 2001); Brasília, DF (1986, 1988); Roma, Itália (1995); Paris, França (1995); Madri, Espanha 91996); Niterói, RJ (2000). Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais como: Salão Nacional de Artes Plásticas, RJ (1978, 1982); Bienal Internacional de São Paulo (1981); Bienal do MERCOSUL, Porto Alegre – RS (2007); entre outras. JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 1173; VOL. 4, PÁG. 1011; ITAU CULTURAL; www.brasilartesenciclopedias.com.br.



290 - PEDRO ALEXANDRINO (1864 - 1942)

Natureza morta - óleo sobre tela - 40,5 x 53,5 cm - canto superior direito -
Reproduzido no convite deste Leilão. No estado.

Pedro Alexandrino Borges nasceu e faleceu em São Paulo, SP. Assina Pedro Alexandrino. Pintor, decorador, desenhista e professor. Iniciou-se na pintura aos 11 anos, ao trabalhar com o decorador francês Barandier, na catedral de Campinas, SP. Nessa época, também auxiliou o decorador francês Stevaux em São Paulo e realizou trabalhos em igrejas, residências e palacetes. Em 1880, recebeu as primeiras lições de pintura do pintor mato-grossense João Boaventura da Cruz. A partir de 1883, estudou com Almeida Júnior em seu ateliê, em São Paulo; de 1887 a 1888, desenho com José Maria de Medeiros, pintura com Zeferino da Costa e como aluno bolsista na Academia Imperial de Belas Artes, RJ. Entre 1890 e 1892 ingressou na Escola Nacional de Belas Artes, mas não conclui o curso. De volta a São Paulo, lecionou desenho no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, em 1895 e 1896. Viajou para Paris em companhia de Almeida Júnior, como pensionista do Estado de São Paulo e frequentou o ateliê de René-Loui Chrétien, a Académie Fernand Carmon, o Ateliê Lauri e estudou com Antoine Vollon e com o pintor Monroy, a partir de 1899. Retornou ao Brasil na primeira década do século XX, estabeleceu-se em São Paulo, onde lecionou desenho e pintura. Teve como alunos: Tarsila do Amaral, Anita Malfatti, Bonadei, entre outros. Realizou exposições individuais e participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais no Brasil e Europa. Foi premiado no Rio de Janeiro (1894, 1895, 1939) e em São Paulo (1922, 1934). TARASANTCHI, RUTH SPRUNG. A VIDA SILENCIOSA NA PINTURA DE PEDRO ALEXANDRINO. 1981. DISSERTAÇÃO (MESTRADO) - ESCOLA DE COMUNICAÇÕES E ARTES - ECA/USP, São Paulo, 1981; ARTISTAS BRASILEIROS - PEDRO ALEXANDRINO -RUTH SPRUNG TARASANTH - Edição EDUSP, 1996; ARTE NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 1039; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 391/2; MEC, VOL. 1, PÁG. 46; ITAU CULTURAL, RUTH TARASANTCHI; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 729; VOL. 13, PÁG. 8; PONTUAL PÁG. 410; web.artprice.com.



291 - FERNANDO BARRETO (1929)

Paisagem - xilogravura - P.A. - 48 x 64 cm - canto inferior direito - 1985 -

Pintor, restaurador e professor mineiro, nascido em Araxá. Estudou no Rio de Janeiro, na antiga ENBA, onde diplomou-se em 1953 e na qual, anos mais tarde, foi professor de desenho. Expôs pela primeira vez em 1949, antes mesmo de se formar. Participou do SNAM-RJ nos anos de 1955 e 1957. Foi restaurador brilhante e muito requisitado, com diversos convites oficiais. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 95



292 - EDITH NEVES (1939)

Composição - óleo sobre tela - 30 x 30 cm - dorso -

Pintora e professora nascida na cidade paulista de São Bento do Sapucaí, em 26 de dezembro de 1939. Seu nome de bastismo é Edith Terezinha Neves Tesbita, e é casada com o pintor Eliomar Tesbita Monteiro. Fixou-se em São Paulo desde 1963, onde concluiu em 1978 a Faculdade de Belas Artes. Sobre a sua obra, eis as palavras de Wilson Rocha: "Penetrar no mundo sensível e profundo de Edith Neves, em sua pintura de múltiplas tensões, sadiamente ritmica e construtiva, é conhecer o valor e a significação de uma artista que conseguiu dominar suas próprias habilidades e desenvolver uma ação artística, e com técnica limpa, desenho ordenado colorido atraente, elaborar uma pintura que deseja e alcança a depuração da matéria luminosa, a transparência da cor e a vitalidade da forma." A artista possui extenso curriculum de exposições, conforme lista publicada na bibliografia abaixo indicada. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 720



293 - MANUEL EUDÓCIO (1931)

Noivos - escultura em terracota - 24 x 22 x 08 cm - assinado -

Manuel Eudócio Rodrigues, natural de Alto do Moura, próximo a Caruaru, (PE). Começa a modelar o barro da mesma maneira como as demais crianças criadas em ambientes oleiros no Brasil: observando os parentes próximos e fazendo animaizinhos de brincadeira. Em 1949, conhece Mestre Vitalino quando este se transfere para o Alto do Moura, tornando-se então seu discípulo. Assim como Zé Caboclo, seu cunhado, inicialmente produzia esculturas em barro natural. Influenciado pelo mercado, passa a pintar parcialmente as peças com tintas fortes e coloridas. Apaixonado pela "arte de boneco", criou um grande repertório de figuras: cangaceiros, casais de noivos a cavalo, maracatus e Bumba-meu-boi. É considerado um dos primeiros ceramistas da localidade onde nasceu e vive até hoje. Casado, teve nove filhos, dos quais cinco seguiram-lhe o ofício.



294 - OCTÁVIO ARAÚJO (1926 - 2015)

"Iemanjá - Rainha do Mar" - litografia - 98/100 - 50 x 65 cm - canto inferior direito - 1972 -
Obra reproduzida no catálogo da exposição "Octávio Araújo 20 anos depois" realizada no Museu de Arte de São Paulo "Assis Chateaubriand" - MASP - em outubro de 1972. Ex-coleção Antônio Maluf - Galeria Seta - São Paulo - SP. No estado.

Pintor, desenhista, ilustrador, gravador e artista gráfico, Octávio Ferreira de Araújo nasceu em Terra Roxa, SP e faleceu em São Paulo. Estudou pintura na Escola Profissional Masculina do Brás, SP com Edmundo Migliaccio e José Barchitta (1939 e 1943). Integrou o Grupo dos 19 (1947). Dois anos depois, viajou para Paris onde estudou gravura na "École National Supérieure des Beaux-Arts" e frequentou o Gabinete de Estampas do Museu do Louvre. Retornou ao Brasil (1951) e, no ano seguinte, passou a residir no Rio de Janeiro. Indicado pelo pintor Clóvis Graciano, trabalhou como auxiliar de Candido Portinari. Com o prêmio de gravura do Salão Para Todos, realizado no Rio de Janeiro (1959), viajou para a China. Recebeu uma bolsa de estudos (1960) do Instituto Répin, em Leningrado, atual São Petersburgo, patrocinada pelo Ministério da Cultura da União Soviética (atual Rússia). Frequentou o Instituto Poligráfico em Moscou (1961). Permaneceu nessa cidade por oito anos, e trabalhou como ilustrador de livros latino-americanos, tradutor e dublador de documentários. Foi realizada a mostra "Octávio Araújo: 20 Anos Depois" (1972) no MASP, SP, e foi publicado o livro "Octávio Ferreira de Araújo: 10 Anos de Pintura" (1979) de José Roberto Teixeira Leite. Participou do Panorama da Arte Atual Brasileira, MAM – SP (1971, 1974); da Bienal Nacional, SP (1974); entre outras exposições no Brasil e no exterior.TEIXEIRA LEITE PÁG. 34; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 71; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL PÁG. 803; WALTER ZANINI PÁG. 645; ACERVO FIEO; www.pinturabrasileira.com; www.artprice.com.



295 - ALBERTO DA VEIGA GUIGNARD (1896 - 1962)

Ouro Preto - aquarela e guache - 14 x 21 cm - canto inferior direito -
Ex coleção Marchand Isaac Ficz, Rio de Janeiro - RJ. No estado.

Pintor, professor, desenhista, ilustrador e gravador, Alberto da Veiga Guignard nasceu em Nova Friburgo, RJ e faleceu em Belo Horizonte, MG. Mudou-se com a família para a Europa em 1907. Em dois períodos, entre 1917 e 1918 e entre 1921 e 1923, frequentou a Real Academia de Belas Artes de Munique, onde estudou com Hermann Groeber e Adolf Hengeler. Aperfeiçoou-se em Florença e em Paris, onde participou do Salão de Outono. Retornou para o Rio de Janeiro em 1929 e integrou-se ao cenário cultural por meio do contato com Ismael Nery. Participou do Salão Revolucionário de 1931, e foi destacado por Mário de Andrade como uma das revelações da mostra. Em 1941, integrou a Comissão Organizadora da Divisão de Arte Moderna do Salão Nacional de Belas Artes, com Oscar Niemeyer e Aníbal Machado. Em 1943, passou a orientar alunos em seu ateliê e criou o Grupo Guignard. A única exposição do grupo, realizada no Diretório Acadêmico da Escola Nacional de Belas Artes, foi fechada por alunos conservadores e reinaugurada na Associação Brasileira de Imprensa. Em 1944, a convite do prefeito Juscelino Kubitschek, transferiu-se para Belo Horizonte e começou a lecionar e dirigir o curso livre de desenho e pintura da Escola de Belas Artes, por onde passaram Amilcar de Castro, Farnese de Andrade e Lygia Clark, entre outros. Permaneceu à frente da escola até 1962, quando, em sua homenagem, esta passou a chamar-se Escola Guignard. Participou da Bienal de Veneza (1928, 1952); da Bienal Internacional de São Paulo (1951) e outras. PONTUAL, PÁG. 254; MEC, VOL. 2, PAG. 304; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 236; JULIO LOUZADA, VOL. 10, PÁG. 404; ART PRICE ANNUAL 2000, PÁG. 1013; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 373; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 559; ARTE NO BRASIL, PÁG. 505; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28; www.pinturabrasileira.com; www.brasilescola.com; web.artprice.com.



296 - NICOLA PETTI (1904 - 1983)

"Ponte de pedra" - óleo sobre tela - 60 x 82 cm - canto inferior esquerdo e dorso - Porto Alegre -

Foi ativo em São Paulo, excepcional desenhista, aluno nesta capital, do pintor e professor alemão Georg Ficher Elpons; participou assiduamente do Salão Paulista de Belas Artes, desde sua inauguração em 1933, onde foi muito premiado. MEC, vol. 3, pág. 393; JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 685; ITAU CULTURAL, Acervo FIEO.



297 - CANDIDO DE OLIVEIRA (1961)

Na praça - óleo sobre tela - 40 x 30 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor, Edmilson Cândido de Oliveira é natural de Pesqueira, Pernambuco. Assinava até 1985: Edmilson e, atualmente, assina Cândido de Oliveira. Teve como mestres José Ismael e Gilberto Geraldo. Realizou exposição individual em São Paulo (1995) e participa de mostras coletivas desde 1993, com premiações em: Guarulhos, SP (1993); Matão, SP (1994); Amparo, SP (1995); São Paulo (1995). JULIO LOUZADA VOL.7, PÁG. 520; VOL. 8, PÁG. 620; www.artnet.com.



298 - ESTER GRINSPUM (1955)

"Composição I" - aquarela - 25 x 25 cm - canto inferior direito - 1983 -
No estado.

Desenhista, escultora, gravadora, pintora e ilustradora nascida na cidade do Recife--PE. Estuda com Baravelli e Marcello Nitsche no Instituto de Arte e Decoração, com Renina Katz, Flávio Império, Cláudio Tozzi, Flávio Motta, Aracy Amaral e Luis Carlos Daher no decorrer da década de 1970. Cursa arquitetura na FAU/USP de 1973 a 1977. Na década de 90, recebe bolsa de pesquisa para artistas da Fundacion Helena Segy, Paris, bolsa de trabalho do European Ceramic Work Center, em s'Hertogenbosch, Holanda, e bolsa de residência no Cité des Arts, Paris. Expõe individual e coletivamente desde 1981, com sucesso de crítica e de público. ITAUCULTURAL; Acervo FIEO. -



299 - MARIO CESPEDES (XX)

Jangadas - óleo sobre tela - 50 x 100 cm - canto inferior direito -
No estado.

Pintor com diversas participações em exposições coletivas e salões oficiais. JULIO LOUZADA vol.3, pág.259, Acervo FIEO.



300 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulata com flores - aquarela e guache sobre cartão - 30 x 24 cm - canto inferior direito - 1948 -
Reproduzido no convite deste Leilão. Ex coleção Irineu Gomes da Rosa - São Paulo SP.

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



301 - ALFREDO VOLPI (1896 - 1988)

Composição - off set - H.C. - 50 x 74 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.



302 - MARCIO SCHIAZ (1965)

Palheta - óleo sobre madeira - 09 x 14 cm - canto inferior direito -

Paulistano, o pintor nasceu em 10/5/1965. Estudou na APBA-SP, onde desenvolveu curso de desenho e pintura, frequentado sessões de modelo vivo. Individuais desde 1989 e coletivas em Salões Oficiais, com sucesso de crítica. Recebeu diversos prêmios. JULIO LOUZADA, vol.13, pág. 304; Acervo FIEO.



303 - MANUEL GRACIANO (1926)

Figura e animal - escultura em madeira - 117 x 17 x 16 cm - assinado -

Manoel Graciano Cardoso, escultor, é natural de Santana do Cariri/CE. Participou de vários Salões e exposições: em 1996, 2003 e 2005 - Porto Alegre, RS; em 2001 - São Paulo, SP; Rio de Janeiro, RJ; em 2002 - São Paulo, SP. ITAU CULTURAL.



304 - LUCILIA FRAGA (1895 - 1979)

Orquídeas - óleo sobre tela - 27 x 35 cm - canto inferior direito -

Importante pintora que foi ativa na cidade de São Paulo. Participou regularmente do SPBA, recebendo premiações em 1938, 1939, 1960. Quatro de suas obras constam do acervo da PINACOTECA-SP. REIS JUNIOR, pág. 387; THEODORO BRAGA, pág. 145 a 147; PONTUAL, pág. 222; MEC, vol, 2, pág. 188; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO.



305 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Mulher Rendeira" - grafite e aquarela sobre papel - 14 x 10 cm - canto superior esquerdo - 1994 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins.

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



306 - HENFIL (HENRIQUE DE SOUZA FILHO) (1944 - 1988)

"Orelhão" - desenho a nanquim - 26 x 20,5 cm - canto superior esquerdo -

Mineiro de Ribeirão das Neves, onde nasceu em 5 de fevereiro de 1944, e faleceu na cidade do Rio de Janeiro-RJ, em 4 de janeiro de 1988. Iniciou sua carreira como cartunista, quadrinhista, foi colaborador de O Pasquim (1969). Em 1970 lançou a revista Os Fradinhos, seus personagens mais famosos e que possuem sua marca registrada: um desenho humorístico, crítico e satírico, com personagens tipicamente brasileiros e que retratavam a situação nacional da época. Sua importância na História em Quadrinhos no Brasil se deve à renovação que trouxe ao desenho humorístico nacional. Henfil atuou ainda em teatro, cinema, televisão e literatura, tendo sido marcante a sua atuação nos movimentos políticos e sociais do País.



307 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Tríptico - escultura de parede em metal - 26 x 28 x 08 cada cm - não assinado -
No estado.



308 - MARCELO GRASSMANN (1925 - 2013)

Mulheres - técnica mista sobre papel - 68,5 x 49 cm - canto inferior esquerdo - 2009 -

Desenhista, gravador, ilustrador, pintor, escultor e professor, nasceu em São Simão, SP. Estuda fundição, mecânica e entalhe em madeira na Escola Profissional Masculina do Brás, SP. Passa a realizar xilogravuras a partir de 1943. Atua como ilustrador do Suplemento Literário do ‘Diário de São Paulo’, do ‘O Estado de S. Paulo’ e do ‘Jornal do Estado da Guanabara’. Quando reside no Rio de Janeiro, a partir de 1949, freqüenta os cursos de gravura em metal, com Henrique Oswald e de litografia, com Poty, no Liceu de Artes e Ofícios. Em Salvador (1952), trabalha com Mario Cravo Júnior. .Recebe o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Arte Moderna (1953) e vai para a Academia de Artes Aplicadas, em Viena. Passa a dedicar-se principalmente ao desenho, à litografia e à gravura em metal. Em 1969, sua obra completa é adquirida pelo governo do Estado de São Paulo, passando a integrar o acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo . Em 1978, a casa em que nasceu, em São Simão, é transformada em museu e tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo - Condephaat. Participou de muitas exposições e das Bienais de: São Paulo (1951 a 1961, 1967, 1969, 1979, 1985, 1989); Veneza (1950, 1956, 1958, 1962); Paris (1959). Principais prêmios: Bienal de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1959, 1967); Bienal de Veneza (1950, 1956, 1958,1962); Bienal de Paris (1959). PONTUAL, PÁG. 249; MEC, VOL. 2, PÁG. 281 E 282; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG. 439; VOL. 5, PÁG. 453; VOL. 9, PÁG. 383.



309 - HENRIQUE GOLDSHMIDT (1865 - 1952)

Cristo - desenho a nanquim e aguada - 51 x 40 cm - centro inferior -
No estado.

Pintor e desenhista nascido (24/2) e falecido no Rio de Janeiro-RJ. Especializou-se nas pequenas e delicadas aquarelas, privilegiando as localidades cariocas. Foi chamado de "...talentoso pintor miniaturista e fantasista" pelo jornal O Paíz do Rio de Janeiro. TEODORO BRAGA, pág. 109; LAUDELINO FREIRE, pág. 389; JULIO LOUZADA, vol. 5, pág. 442.



310 - JOSÉ ANTONIO DA SILVA (1909 - 1996)

Queimada - óleo sobre tela - 40 x 70 cm - centro inferior e dorso - 1993 -
Reproduzido no convite deste Leilão. Com a seguinte inscrição: "Adeus Brasil".

Pintor, desenhista, escritor, escultor, repentista nascido em Sales de Oliveira, SP e falecido em São Paulo. Trabalhador rural, de pouca formação escolar, foi autodidata. Em 1931, mudou-se para São José do Rio Preto, SP. Participou da exposição de inauguração da Casa de Cultura da cidade (1946), quando suas pinturas chamaram atenção dos críticos Lourival Gomes Machado, Paulo Mendes de Almeida e do filósofo João Cruz e Costa. Dois anos depois, realizou mostra individual na Galeria Domus, SP. Nessa ocasião Pietro Maria Bardi, diretor do MASP, adquiriu seus quadros e depositou parte deles no acervo do museu. O MAM, SP editou seu primeiro livro, ‘Romance de Minha Vida’ (1949). Na 1ª Bienal Internacional de São Paulo (1951), recebeu prêmio aquisição do ‘Museum of Modern Art’ (MoMA) de Nova York. Em 1966, o artista criou o Museu Municipal de Arte Contemporânea de São José do Rio Preto e gravou dois LPs, ambos chamados ‘Registro do Folclore Mais Autêntico do Brasil’, com composições de sua autoria. No mesmo ano, ganhou Sala Especial na 33ª Bienal de Veneza. Publicou ainda os livros ‘Maria Clara’ (1970), ‘Alice’ (1972); ‘Sou Pintor, Sou Poeta’ (1982); e ‘Fazenda da Boa Esperança’ (1987). Transferiu-se de São José do Rio Preto para São Paulo, em 1973. Em 1980, foi fundado o Museu de Arte Primitivista José Antônio da Silva (MAP), em São José do Rio Preto, com obras do artista e peças do antigo Museu Municipal de Arte Contemporânea. Realizou inúmeras exposições individuais e participou de muitos certames oficiais pelo Brasil e exterior recebendo muitos prêmios. MEC, vol. 4, pág. 256; PONTUAL, pág. 493 e 494; TEIXEIRA LEITE, pág. 478; JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 958; ARTE NO BRASIL, vol. 2, pág. 958; BENEZIT, vol. 9, pág. 602; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 227; ITAU CULTURAL; LEONOR AMARANTE, pág. 171; Acervo FIEO.



311 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Cenas da Bahia - serigrafia - 22 x 14,5 cm - centro inferior na tela serigráfica -
Obra impressa por Ateliê Mário Della Parra - Serigrafias - Rio de Janeiro, RJ.

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



312 - GUILLERMO GALLO (XX)

"Campiña Madrileña" - óleo sobre tela - 15 x 24 cm - canto inferior direito e dorso - 1990 - Lima/Peru -
Com etiqueta da Galeria de Arte Miraflores - San Antonio. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista peruano com diversas participações em mostras coletivas.



313 - MARIO GRUBER (1927 - 2011)

Jogando golfe - escultura em bronze - 21 x 08 x 12 cm - assinado -

Pintor, desenhista, gravador, escultor, muralista - Mário Gruber Correia nasceu em Santos, SP. Autodidata, começou a pintar em 1943. Mudou-se para São Paulo em 1946 e matriculou-se na Escola de Belas Artes, onde foi aluno do escultor Nicolau Rollo. Em 1947, ganhou o primeiro prêmio de pintura na exposição do grupo ’19 Pintores’. No ano seguinte realizou sua primeira exposição individual e passou a estudar gravura com Poty e a trabalhar com Di Cavalcanti. Recebeu bolsa de estudo em 1949, foi morar em Paris, onde estudou na ‘École Nationale Supérieure des Beaux-Arts’ com o gravador Édouard Goerg e trabalhou com Candido Portinari. Retornou ao Brasil em 1951 e fundou o Clube de Gravura (posteriormente Clube de Arte) em sua cidade natal, onde voltou a residir. Foi professor de gravura no Museu de Arte Moderna de São Paulo em 1953 e na Fundação Armando Álvares Penteado entre 1961 e 1964. De 1974 a 1978, morou em Paris, depois, ao retornar ao Brasil, morou em Olinda, Pernambuco. Em 1979, montou ateliê em Nova York. De volta a São Paulo, realizou obras de grande porte em espaços públicos como a estação Sé do Metrô e o Memorial da América Latina. Além de ter realizado muitas exposições individuais, participou de várias mostras e salões oficiais: Salão Paulista de Arte Moderna; Panorama da Arte Moderna Brasileira; Bienal Internacional de São Paulo e na França, Espanha, Estados Unidos, Colômbia, Holanda, Finlândia, Alemanha. PONTUAL, PÁG. 253; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 370; MEC, VOL. 1, PÁG. 466; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 448; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.649; ARTE NO BRASIL, PÁG. 803; LEONOR AMARANTE, PÁG. 376; ACERVO FIEO.



314 - TOMÁS SANTA ROSA (1909 - 1956)

"Noite de Reis" - desenho a nanquim e aquarela - 22 x 34 cm - canto inferior direito e dorso - 30/05/1940 -
Complemento de título: "Figurinos de Santa Rosa, para a peça Noite de Reis". No estado.

Pintor, gravador, cenógrafo e professor autodidata, Tomás Santa Rosa Júnior nasceu em João Pessoa, PB e falecido em Nova Délhi, Índia. Fixou-se no Rio de Janeiro (1932), começou a trabalhar como auxiliar de Portinari e iniciou também sua carreira de ilustrador que se estenderia por longa série de obras de escritores brasileiros e estrangeiros, que incluiu, dentre outros, Graciliano Ramos, José Lins do Rêgo, Jorge Amado, Castro Alves, Dostoievski. É considerado o primeiro cenógrafo moderno brasileiro. Entre as exposições das quais participou destacam-se: o Salão Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro (1941 - Medalha de Prata); Um Século de Pintura Brasileira, no Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro (1952); II Bienal Internacional de São Paulo (1953); Salão Preto e Branco do III Salão Nacional de Arte Moderna do Rio de Janeiro (1954); 'Arts Primitifs et Modernes Brésiliennes', no Museu de Etnografia de Neuchâtel, Suíça (1955). Após sua morte, suas obras foram expostas nas seguintes mostras: Exposição de Artes Gráficas de Tomás Santa Rosa, na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro (1958); Retrospectiva no Teatro Municipal do Rio de Janeiro (1975); Santa Rosa, Carnaval e Figurinos na Fundação Nacional de Arte (Funarte) de São Paulo (1985); e Bienal Brasil Século XX, na Fundação Bienal de São Paulo (1994). PONTUAL, PÁG. 472; MEC VOL. 4, PÁG. 177; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 460; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 572; LEONOR AMARANTE; www.funarte.gov.br; cpdoc.fgv.br; www.artprice.com.



315 - INOS CORRADIN (1929)

Paisagem - óleo sobre tela colada em eucatex - 37 x 45 cm - canto inferior direito - 2012 - São Paulo -
Ex coleção Josef Bartzion, São Paulo - SP.

Pintor, desenhista, gravador, escultor e cenógrafo, nascido em Vogogna, Itália. Por volta de 1932 mudou-se com a família para Castelbaldo - Padova, onde, em 1945, estudou pintura com professor Tardivello. Em 1947 colaborou com o pintor Pendin na execução de um mural referente aos mártires da resistência italiana em Castelbaldo. Veio, em 1950, para Jundiaí e São Paulo onde fez parte do núcleo artístico Cooperativa em São Paulo, dirigido pelo pintor argentino Oswaldo Gil Navarro. Executou cenários para o Ballet do IV Centenário de São Paulo, em 1954. Em 1979 foi contratado para pintar um cenário para o Teatro de Rovigo, Itália. Realizou diversas exposições individuais, participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais pelo Brasil e pelo mundo. Foi premiado em Paris (1975) e em Ferrara, Itália (1976). JULIO LOUZADA, VOL. 11, PÁG. 152; PONTUAL, PÁG. 143; MEC, VOL. 1, PÁG. 448; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 215; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; inoscorradin.com.br.



316 - VICENTE LEITE (1900 - 1941)

Paisagem - desenho a lápis de cor - 18,5 x 26 cm - canto inferior direito -
No estado.

Pintor e desenhista, Vicente Rosal Ferreira Leite nasceu em Crato, CE e faleceu no Rio de Janeiro. Recebeu bolsa de estudos do governo do Ceará (1920) e mudou-se para o Rio de Janeiro onde, na antiga Escola Nacional de Belas-Artes, teve Cândido Portinari e Orlando Teruz, entre outros, como seus condiscípulos. De 1920 a 1926 estudou sob a orientação de Lucílio de Albuquerque, Rodolfo Chambelland e João Batista da Costa. Participou de muitos Salões oficiais aqui no Brasil, na Argentina e Estados Unidos. Recebeu diversos prêmios como o de Viagem ao País (1935) e o de Viagem à Europa (1940). Executou ainda para o Palácio do Governo do Ceará, uma alegoria da Revolução de 1930. Suas obras podem ser encontradas no Museu Nacional de Belas-Artes, na Pinacoteca do Estado de São Paulo e no Museu Mariano Procópio, em Juiz de Fora. JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 534. PONTUAL PÁG. 308. MEC VOL. 2, PÁG, 468; TEIXEIRA LEITE PÁG. 284; ITAU CULTURAL.



317 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

"Beco do Cardoso" - aquarela - 23 x 16 cm - canto inferior direito - 02/1997 - Lisboa -
No estado.



318 - SERGIO VIDAL (1945)

"Primeiras lições" - óleo sobre tela - 40 x 20 cm - canto inferior direito e dorso - Agosto de 2018 - RJ -

Pintor, gravador, escultor e músico, nascido na cidade do Rio de Janeiro-RJ. O consagrado crítico de arte, Quirino Campofiorito, assim escreveu sobre o autor: " ... Vidal encontra sua temática na convivência popular, e a traduz (gente e ambiente) com a eloquência poética de quem realmente sente o assunto e sabe dar-lhe proporção justa". Vidal realizou exposição individual e coletivas, com sucesso de crítica e de público. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 1033. Acervo FIEO.



319 - WALTER LEWY (1905 - 1995)

Paisagem surreal - óleo sobre tela - 28 x 39 cm - canto inferior esquerdo - 1993 -
No estado.

Gravador, pintor, ilustrador, paisagista, desenhista e publicitário nascido em Bad Oldesloe, Alemanha e falecido em São Paulo. Estudou na Escola de Artes e Ofícios de Dortmund, Alemanha (1923-1927). Nesse período, filiou-se à tendência do realismo mágico. Em 1928 participou de coletivas em Dortmund, Gelsenkirchen, Boclusim e outras cidades. Com a crise econômica de 1929, Lewy perdeu seu emprego de desenhista numa gráfica e foi viver com os pais no interior, tornando-se ilustrador de anedotas em jornais. Realizou sua primeira exposição individual em Bad Lippspringe (1932), mas foi fechada quando a Câmara de Arte Alemã proibiu a participação de judeus na vida artística. Escapando dessa situação opressora, o artista imigrou para o Brasil (1938), retomando profissionalmente a pintura. Deixou para trás centenas de trabalhos, que foram enviados para a Holanda e perdidos durante os bombardeios da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). No Brasil, fixou-se em São Paulo. Nos primeiros anos fez desenho publicitário e mais tarde capas de livros e ilustrações para diversas editoras. Ilustrou obras de Bertrand Russell, Machado de Assis e Arnold Toynbee, entre outras. Mais tarde, empregou-se como diagramador, letrista e arte-finalista nas agências de propaganda De Carli, Lintas Publicidade, Martinelli, Santos & Santos e Thompson Propaganda. Participou de Salões Nacionais e Bienais de São Paulo, entre 1951 e 1965, recebendo diversas premiações oficiais. JULIO LOUZADA, VOL. 10, PÁG. 497; MEC, VOL. 2, PÁG. 474; TEODORO BRAGA, PÁG. 245; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 286; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 630; LEONOR AMARANTE, PÁG. 142; ACERVO FIEO.



320 - ELISEU D'ANGELO VISCONTI (1866 - 1944)

"Colheita do trigo" - óleo sobre tela colada em cartão - 23,7 x 31,7 cm - canto inferior direito -
Reproduzido no convite deste Leilão. Obra registrada no Projeto Eliseu Visconti, sob o número P691 em 11 de dezembro de 2018.

Considerado o maior pintor que trabalhou no Brasil, nasceu na Itália, mas fez sua formação artística na Escola de Belas Artes do Rio de Janeiro e em Paris. Foi sucessivamente, realista, simbolista, adepto do Art Noveau e pós- impressionista, até chegar em algumas paisagens já quase no fim da vida, a uma síntese admirável de todos esses estilos e tendências. Sua obra-prima - e uma das obras- primas da arte brasileira de todos os tempos - é a decoração do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, principamente o friso do foyer, iniciado em 1914. TEODORO BRAGA, pág. 240/241; LAUDELINO FREIRE, págs. 515/ 133/ 151/ 510 e 512; BENEZIT, vol. 10, pág. 535; REIS JR., pág. 293 /300 /304 /371 /375/ 380/ 381/ 388/ 389; MEC, vol. 4, pág. 393; PONTUAL, pág. 543/544/545; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 422 e 423; MAYER/84, pág. 1252; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 420; ARTE NO BRASIL, pág. 553; LEONOR AMARANTE, pág. 42; Acervo FIEO; F. ACQUARONE, pág. 171.



321 - DIONISIO DEL SANTO (1925 - 1999)

"Dupla máscara III" - serigrafia - 24/40 - 30 x 26 cm - canto inferior direito - 1987 -

Pintor, desenhista, gravador e serigrafista, nasceu em Colatina-ES, e faleceu em Vitória, naquele mesmo Estado. Autodidata. Em 1975, recebe o Prêmio de Melhor Exposição de Gravura do Ano, da APCA. Participou da 9ª Bienal Internacional de São Paulo, 1967 (Prêmio Itamarati Aquisição) e do Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro, 1968 (Prêmio Isenção do Júri). JULIO LOUZADA vol.11, pág. 88; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 682; ARTE NO BRASIL, pág. 934.



322 - TARSILA DO AMARAL (1890 - 1973)

Paisagem - desenho a nanquim - 14,5 x 20 cm - canto inferior direito -
No estado.

Pintora e desenhista, Tarsila do Amaral nasceu em Capivari, SP e faleceu em São Paulo. Estudou escultura com William Zadig e com Mantovani, em 1916, na capital paulista. No ano seguinte teve aulas de pintura e desenho com Pedro Alexandrino, onde conheceu Anita Malfatti. Ambas tiveram aulas com o pintor Georg Elpons. Em 1920 viajou para Paris e estudou na ‘Académie Julian’ e com Émile Renard. Ao retornar ao Brasil formou em 1922, em São Paulo, o Grupo dos Cinco, com Anita Malfatti, Mário de Andrade, Menotti del Picchia e Oswald de Andrade. Em 1923, novamente em Paris, frequentou o ateliê de André Lhote, Albert Gleizes e Fernand Léger. Foi a criadora de duas das principais tendências ou movimentos de nossa arte nacionalista: o Pau Brasil e o Antropofagia. A convite da Comissão do IV Centenário de São Paulo fez, em 1954, o painel ‘Procissão do Santíssimo’ e, em 1956, entregou ‘O Batizado de Macunaíma’, sobre a obra de Mário de Andrade, para a Livraria Martins Editora. A retrospectiva Tarsila: 50 Anos de Pintura, organizada pela crítica de arte Aracy Amaral e apresentada no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo , em 1969, ajudou a consolidar a importância da artista. TEODORO BRAGA, PÁG. 220; REIS JR., PÁG.388; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 365; MEC, VOL. 4, PÁG. 370; PONTUAL, PÁG. 511; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 492; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 389; ARTE NO BRASIL, PÁG. 577; LEONOR AMARANTE, PÁG. 24; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 958.



323 - MARIO TELES DE OLIVEIRA (1942)

Mandala - escultura em madeira - 41 x 35 x 03 cm - assinado -

Escultor mineiro nascido em Divinópolis. Vive na casa onde hoje funciona o Museu G.T.O. Ali, nos fundos, ele continua seu trabalho. Filho de G.T.O. (Geraldo Teles de Oliveira). Desde muito criança observava seu pai a esculpir suas imensas e fantásticas Rodas da Vida e logo se viu como seu ajudante. Trabalhou no Ministério da Saúde onde ficou até se aposentar (1994). Desde então, o trabalho escultórico que era feito somente nas horas de folga, passou a ter dedicação integral. Embora continuando os temas e desenhos que em tudo transpiram o universo fantástico de seu pai, com centenas de figuras humanas que se repetem e se encaixam como peças únicas do imenso quebra-cabeça que é a vida, mostra uma predileção pelos temas folclóricos e musicais de Minas Gerais, circulando no mesmo universo do pai, mas fazendo questão de assinar seus trabalhos como Mário Teles e não com iniciais. www.artedobrasil.com.br/mario_teles.html.



324 - RANCHINHO (1923 - 2003)

No barbeiro - técnica mista sobre papel - 21,5 x 34,5 cm - canto inferior direito - 1972 -
No estado.

Pintor e desenhista, Sebastião Theodoro Paulino da Silva nasceu em Oscar Bressane, SP e faleceu em Assis, SP. Filho de agricultores mudou-se com a família para Assis, após a morte do pai em 1925. Analfabeto e apresentando desvios comportamentais, somente aos 24 anos conseguiu o primeiro trabalho auxiliando na produção de garapa. Com a morte do seu patrão e protetor, João Romero, conhecido como João Garapeiro, passou a sobreviver como catador de papéis, latas e garrafas, morando em ranchos abandonados, o que lhe valeu o apelido de Ranchinho. Foi incentivado pelo escritor José Nazareno Mimessi, fundador do Museu de Arte Primitiva de Assis, a aprender técnicas de guache e acrílica sobre aglomerado de madeira. Realizou exposições individuais em: Assis, SP (1974 a 1976); Bauru, SP (1981); São Paulo (1982, 1988, 1998). Entre as diversas mostras coletivas e oficiais, destacam-se: 12ª Bienal Internacional de São Paulo (1973), Bienal Nacional, SP (1976), Bienal Brasileira de Arte Naïf, Piracicaba – SP (1994, 1998, 2000, 2002); Cidade do México, México (1980). Foi premiado em: Assis, SP (1971, 1980); Piracicaba, SP (1987, 1994 e 1998 - Bienal Brasileira de Arte Naïf, SESC). JULIO LOUZADA VOL. 4, PÁG. 931; VOL. 10, PÁG. 729; VOL. 11, PÁG. 259; VOL. 13, PÁG. 276; ITAU CULTURAL, ACERVO FIEO; artepopularbrasil.blogspot.com.br.



325 - J. CARLOS (1884 - 1950)

A partida - técnica mista sobre papel - 40 x 29 cm - canto inferior direito -
Capa da revista "O malho". No estado.

Chargista, caricaturista, desenhista, pintor, ilustrador, José Carlos de Brito Cunha nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi um dos formadores da tradição da charge brasileira ao lado de Raul Pederneiras e K.Lixto, e criador de tipos como a negrinha 'Lamparina', a 'Melindrosa' e o 'Almofadinha'. Autodidata, iniciou a carreira de caricaturista ainda estudante, quando publicou um de seus desenhos na revista 'O Tagarela' (1902). Em seguida, passou a colaborar regularmente com a revista e no ano seguinte desenhou sua primeira capa na publicação. Colaborou em muitos órgãos da imprensa carioca como 'O Tico Tico', 'Fon-Fon', 'Careta', 'A Cigarra', 'Vida Moderna', 'Eu Sei Tudo', 'Revista da Semana' e 'O Cruzeiro'. Entre 1922 e 1930, exerceu o cargo de diretor artístico das empresas 'O Malho', onde iniciou uma grande série de charges de caráter político, satirizando fatos e personalidades nacionais e estrangeiras. A vertente política foi explorada pelo artista desde o início de sua carreira, sendo ele o responsável pela execução de uma série de charges antibelicistas executadas no período abrangido pelas duas grandes guerras e principalmente durante os dois governos de Getúlio Vargas (1883 - 1954). Esses trabalhos foram publicados principalmente na revista 'A Careta'. Também fez esculturas, foi autor de teatro de revista e letrista de música popular. JULIO LOUZADA vol. 10, pág. 181; CARICATURISTAS BRASILEIROS, de Pedro Corrêa do Lago, pág. 74; WALTER ZANINI, pág. 448; ARTE NO BRASIL, pág. 646; ITAU CULTURAL; www.ims.com.br; www.dec.ufcg.edu.br; www.artprice.com.



326 - MARIA LEONTINA (1917 - 1984)

Composição - guache - 12 x 11 cm - canto inferior direito - 1957 -
Acompanha recibo da compra realizada em 17 de fevereiro de 1978, da autora.

Pintora, gravadora e desenhista. Maria Leontina Mendes Franco da Costa nasceu em São Paulo, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. Iniciou estudos de desenho com Antônio Covello, em São Paulo (1938), e na primeira metade da década de 1940 estudou pintura com Waldemar da Costa. Em 1946, no Rio de Janeiro, frequentou o ateliê de Bruno Giorgi e fez curso de museologia no Museu Histórico Nacional, entre 1946 e 1948. Em 1947, participou da exposição ‘19 Pintores’, na Galeria Prestes Maia, em São Paulo, ao lado de Lothar Charoux, Marcelo Grassmann, Aldemir Martins, Luiz Sacilotto e Flavio-Shiró. Em 1951, foi convidada pelo psiquiatra e crítico de arte Osório César para orientar o setor de artes plásticas do Hospital Psiquiátrico do Juqueri. No mesmo ano, organizou uma mostra dos internos no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Em 1952, com bolsa de estudo do governo francês, viajou para a Europa, acompanhada pelo marido, o pintor Milton Dacosta. Em Paris, entre 1952 e 1954, frequentou o ateliê de gravura de Johnny Friedlaender. Na década de 1960, realizou painel de azulejos para o Edifício Copan e vitrais para a Igreja Episcopal Brasileira da Santíssima Trindade, ambos em São Paulo. Realizou exposições individuais e participou de inúmeras mostras, Salões oficiais e Bienais como a Bienal de Veneza (1950, 1952, 1956). Foi premiada no Rio de Janeiro (1944, 1950, 1955, 1957, 1980); em São Paulo (1944; 1947; 1951; 1954; 1958; 1960; 1980; 1955, 1959, 1965 - Bienais Internacionais; 1969, 1970 - Panoramas da Arte Atual Brasileira; 1975 - prêmio pintura da Associação Paulista de Críticos de Artes - APCA); Brasília, DF (1980); Curitiba, PR (1980; Porto Alegre, RS (1980); Nova York (1960 - Fundação Guggenheim). ITAU CULTURAL; MEC, VOL. 2, PÁG. 471; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 309; PONTUAL, PÁG. 338; ARTE NO BRASIL, PÁG. 772; LEONOR AMARANTE, PÁG. 25; WALTER ZANINI, PÁG. 645; JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 572.



327 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Na oficina - óleo sobre tela - 60 x 73 cm - canto inferior direito -
E. Almeida. No estado.



328 - MAURICIO NOGUEIRA LIMA (1930 - 1999)

Composição - acrílica s/ tela s/duratex - 45 x 63 cm - dorso - 1979 -
No estado.

Pintor, arquiteto, desenhista, artista gráfico e professor natural do Recife, PE; faleceu em Campinas, SP. Frequentou o Instituto de Belas Artes de Porto Alegre, o MAM-SP e diplomou-se em arquitetura pela Faculdade Mackenzie-SP. Trabalhou no campo de comunicação visual sendo um dos responsáveis pela renovação da Arte-Cartaz Paulista (1951). Em 1953 passou a fazer parte do Grupo Ruptura, a convite de Waldemar Cordeiro. Participou de várias edições do Salão Paulista de Arte Moderna, onde obteve, dentre outros, o 1º Prêmio em Cartaz (1951 e 1957); das Bienais de 1955 a 1967; da Exposição Nacional de Arte Concreta; da mostra Panorama da Arte Atual Brasileira; da mostra Tendências Construtivas e de outras exposições em: Buenos Aires, Rosário, Santiago, Lima, Roma, Londres, Paris (Salão de Outono) e Zurique (exposição de Arte Concreta –'Konkrete Kunst', organizada por Max Bill). Recebeu o convite (1954) para representar o Brasil na 27ª Bienal de Veneza, no entanto, recusou se apresentar por terem negado a participação de outros membros do Grupo Ruptura. Em São Paulo pintou murais no Largo São Bento, no Edifício Estação Ciência, nas estações São Bento e Santana do Metrô, na Praça Roosevelt, na fachada do MAC/USP e fez uma pintura lateral no Elevado Costa e Silva (popularmente conhecido como Minhocão). Em 1958, foi responsável pela criação da logomarca e programação visual da 1ª Feira Internacional da Indústria Têxtil - Fenit, em São Paulo e, em 1960, realizou as primeiras grandes instalações ambientais para indústrias automobilísticas no Salão do Automóvel. MEC VOL. 2, PÁG. 481; PONTUAL PÁG. 314; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 678; www.pinturabrasileira.com; www.mac.usp.br; www.pinacoteca.org.br; www.artprice.com.



329 - OSWALDO GOELDI (1895 - 1961)

Trabalhadores - xilogravura - 8/12 - 18,5 x 12 cm - canto inferior direito -

Desenhista, gravador, ilustrador e professor nascido e falecido no Rio de Janeiro, filho de Emilio Goeldi, naturalista suíço. Com um ano de idade, mudou-se com a família para Belém, Pará e depois para Berna, Suíça (1905). Em Zurique, ingressou no curso de Engenharia e, em Genebra, matriculou-se na 'Ecole des Arts et Métiers' (1917) mas, abandonou ambos os cursos. A seguir, passou a ter aulas no ateliê de Serge Pahnke e Henri van Muyden. Realizou sua primeira exposição individual (1917), em Berna, quando conheceu a obra de Alfred Kubin, sua grande influência artística e com quem se correspondeu por vários anos. Retornou ao Brasil (1919), trabalhou como ilustrador e realizou sua primeira exposição individual no Rio de Janeiro (1921). Conheceu Ricardo Bampi (1923) que o iniciou na xilogravura. Fez desenhos e gravuras para periódicos e livros como 'Cobra Norato', de Raul Bopp (1937) com suas primeiras xilogravuras coloridas, entre outros. Foi professor na Escolinha de Arte do Brasil (1952) e na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1955) onde abriu uma oficina de xilogravura. Exposições individuais em: Berna, Suíça (1917, 1930); Rio de Janeiro (1921); Belém, PA (1938); São Paulo (1951); Paris (1952). Participou de várias exposições coletivas e mostras oficiais, destacando-se: Exposição itinerante da 'International Business Machine Corporation', EUA (1941 a 1944); 'Exhibition of Modern Brazilian Paintings', Inglaterra (1943, 1944, 1945); Bienal Internacional de São Paulo (1951 - Prêmio de Gravura, 1953 - Sala Especial, 1955, 1961, 1969, 1971, 1979, 1985); Bienal de Veneza (1950, 1952, 1956, 1958); Bienal de Gravura, Checoslováquia (1950); Bienal Internacional de Xilogravura, Tóquio (1952); Bienal Interamericana do México, Cidade do México (1960 - I Prêmio Internacional de Gravura). PONTUAL PÁG.240; JULIO LOUZADA VOL.11, PÁG.130; MEC VOL.2, PÁG.271; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG.521; ARTE NO BRASIL PÁG. 672; ACERVO FIEO; www.oswaldogoeldi.org.br; www.centrovirtualgoeldi.com; www.pinacoteca.org.br; www.artprice.com.



330 - MILTON DACOSTA (1915 - 1988)

"Figura sentada" - óleo sobre tela - 46 x 33 cm - canto inferior direito e dorso - 1960 - Rio de Janeiro -
Reproduzido no convite deste Leilão. Com carimbo da Galeria Macunaíma, da Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, datado de 1960, no dorso.

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador. Milton Rodrigues da Costa nasceu em Niterói, RJ e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou estudos de desenho e pintura (1929) com o professor alemão August Hantv. No ano seguinte matriculou-se no curso livre de Marques Júnior, na Escola Nacional de Belas Artes. Junto com Edson Motta, Bustamante Sá e Ado Malagoli, entre outros, criou o Núcleo Bernardelli (1931). Viajou para Estados Unidos (1945), com o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Belas Artes do ano anterior. Na cidade de Nova York, estudou na "Art's Students League". Foi para a Europa (1946) e após visita a vários países, fixou-se em Paris, onde estudou na "Académie de La Grande Chaumière". Conheceu Pablo Picasso, por intermédio de Cícero Dias, e frequentou os ateliês de Georges Braque e Georges Rouault. Expôs no "Salon d'Automne", Paris e regressou ao Brasil (1947). Casou-se com a pintora Maria Leontina (1949) e passou a residir em São Paulo. Realizou muitas exposições individuais, entre as quais, a "Homenagem a Milton Dacosta" na Galeria da Praça, RJ, com curadoria de Luiz Carlos Moreira (1973). Participou de inúmeros Salões e mostras coletivas, como: Bienal de Veneza (1950); Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1979); Panorama de Arte Brasileira, MAM – SP (1971). Foi premiado, também, nas Bienais Internacionais de São Paulo (1955, 1957). TEODORO BRAGA, PÁG. 163; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 229; MEC, VOL. 2, PÁG. 13; BENEZIT, VOL. 3, PÁG.315; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 302; VOL. 3, PÁG. 310; ITAU CULTURAL; PONTUAL, PÁG. 155; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



331 - CLAUDIO TOZZI (1944)

"Eucatex" - serigrafia - 81/100 - 43 x 63,5 cm - canto inferior direito -

Pintor, arquiteto e gravador, Claudio José Tozzi nasceu em São Paulo. É mestre em arquitetura pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo. Realizou diversas exposições individuais. Participou, entre várias mostras e Salões oficiais, da Bienal Internacional de São Paulo em 1967, 1969, 1977, 1985, 1989, 1991; do Panorama da Arte Atual Brasileira em 1971, 1973, 1976, 1977, 1979, 1980, 1983; da Bienal de Veneza em 1976; da Bienal de Paris em 1980. Criou painéis para espaços públicos de São Paulo, como: ‘Zebra’, colocado na lateral de um prédio da Praça da República; na Estação Sé do Metrô, em 1979; na Estação Barra Funda do Metrô, em 1989; no edifício da Cultura Inglesa, em 1995 e, no Rio de Janeiro, na Estação Maracanã do Metrô Rio, em 1998. WALMIR AYALA VOL.2, PÁG.388; PONTUAL PÁG.525; TEIXEIRA LEITE PÁG. 512; ARTE NO BRASIL VOL.2, PÁG.1059; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 740; LEONOR AMARANTE PÁG. 170; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 992; www.eca.usp.br; www.pinacoteca.org.br.



332 - MENASE VAIDERGORN (1927)

Dom Quixote e Sancho Pança - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito -

Pintor nascido em Hotin, Romênia. Assina MVAIDERGORN. Seus pais vieram para o Brasil (1932) fixando residência em São Paulo. Ingressou na Associação Paulista de Belas Artes (fim da década de 1940) onde conheceu Dario Mecatti que muito o estimulou. Viajou pelo norte da África e Europa. Realizou exposições individuais e participou de diversos salões e mostras coletivas oficiais, recebendo diversos prêmios, entre eles: os do Salão Paulista de Belas Artes, SP (1976 - Medalha de Bronze, 2000 – Prêmio Aquisição, 2001 – Grande Medalha de Prata). JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 1011; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



333 - MILTON MARCOLINO DA SILVA (XX)

Figuras - escultura em madeira - 25 x 19 x 04 cm - assinado -

Escultor mineiro de Divinópolis e casado com uma das netas de G.T.O. (Geraldo Teles de Oliveira), um mestre cada vez mais famoso e reconhecido pelos amantes e colecionadores de arte popular. E como costuma acontecer nas oficinas familiares, ele segue o trabalho do mestre. Assina suas obras como M.M.S. galeriapontes.com.br/?portfolio=milton-marcolino-da-silva; artedobrasil.com.br.



334 - IVAN SERPA (1923 - 1973)

Composição - desenho a nanquim - 23,5 x 19 cm - canto inferior direito - 1965 -
No estado.

Pintor, desenhista, gravador e professor, Ivan Ferreira Serpa nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Estudou gravura e desenho com Axel Leskoschek (entre 1946 e 1948) no Rio de Janeiro. Em 1949, ministrou suas primeiras aulas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, onde, a partir de 1952, exerceu sistemática atividade didática, em especial no ensino infantil. Foi um dos precursores do concretismo no Brasil, criando ao lado de Aluisio Carvão, Lígia Clark, Hélio Oiticica e outros o Grupo Frente, que se manteve ativo de 1954 a 1956, inclusive com exposições no Rio de Janeiro. Participou da Divisão Moderna do SNBA (1947-1951). Em 1957, recebeu o prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna, RJ. Participou da exposição ’Opinião 65’, evento que marca a difusão de uma nova arte de tendência figurativa, a neofiguração. Em 1970, fundou, com Bruno Tausz, o Centro de Pesquisa de Arte no Rio de Janeiro. Participou da Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1961, 1963, 1965) e da Bienal de Veneza (1952, 1954, 1962, 1966). PONTUAL, PÁG 486; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 605; ARTE NO BRASIL, PÁG. 840; LEONOR AMARANTE, PÁG. 26; MEC VOL. 4, PÁG. 221; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 899.



335 - TOLEDO PIZA (DOMINGOS VIEGAS DE TOLEDO PIZA) (1887 - 1945)

Jogos e símbolos - óleo sobre tela - 46 x 55 cm - canto superior direito -

Pintor, estudou em Paris, voltando ao Brasil em 1933; dedicou-se à paisagem, com características expressionistas. ARTE NO BRASIL vol.2, pág.1054; TEIXEIRA LEITE, pág. 510; ITAÚ CULTURAL.



336 - INGRES SPELTRI (1940)

"Construtivismo" - óleo sobre tela - 60 x 60 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor, desenhista, escultor, gravador e professor nascido em Jau, SP. Filho do pintor Augusto Speltri com quem se iniciou na pintura, ainda criança. Em 1959 mudou-se para São Paulo onde estudou Música (1960-1964). Foi professor titular da Escola Panamericana de Arte, SP. Realizou exposições individuais, em São Paulo, nos anos de 1977, 1981, 1978, 1984. Participou de várias mostras e Salões oficiais, sendo premiado em: São Paulo (1963, 1966, 1970, 1971); Santo André, SP (1976). JULIO LOUZADA VOL. 5, PÁG. 1012; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; MEC VOL. 4, PÁG. 338; PONTUAL PÁG. 504; www.artprice.com; www.speltri.com.



337 - AUGUSTO RODRIGUES (1913 - 1993)

Crianças - desenho a lápis - 32 x 22 cm - canto inferior direito - 1969 -

Desenhista, caricaturista e educador, Augusto Rodrigues nasceu em Recife-PE, onde frequentou a partir de 1932, o ateliê de Percy Lau. Participou em 1934 da primeira exposição de arte moderna de Pernambuco. Desenhista e caricaturista por excelência, o artista destacou-se no Sul do País, participando de salões, coletivas e individuais, recebendo honrarias e premiações. Criou diversos personagens, amparado na visão do cotidiano das grandes cidades. MEC, vol. 4, pág. 89; PONTUAL, pág. 457; TEODORO BRAGA, pag. 43; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 602; ARTE NO BRASIL, pág. 517.



338 - JAIR PICADO (1933)

Construção - óleo sobre tela - 100 x 60 cm - canto inferior direito - 1986 -

Pintor nascido em Niterói, RJ. Iniciou seus trabalhos de pintura aos quinze anos de idade sob a orientação de Raimundo Cela, Cádmo Fausto e Raul Deveza. Mais adiante, desenvolveu seus estudos com Aluísio Valle, Bustamante Sá, Carlos Magamo e Jordão de Oliveira. Estudou Desenho e Pintura e Pintura Mural na Escola Nacional de Belas Artes (1961), Restauração na Sociedade Brasileira de Belas Artes (1964). Dentre suas exposições individuais, destacam-se: Rio de Janeiro (1984, 1986); Cairo, Egito (1986); Brasília (1989); Niterói, RJ (1993). Participou de muitas mostras coletivas e oficiais, sendo premiado: no Salão Nacional de Belas Artes - Menção Honrosa (1961), Medalha de Bronze (1968), Medalha de Prata - hors-concours (1969, 1970, 1971, 1972, 1974); no Salão Municipal de Juiz de Fora - Medalha de Prata (1970); no Salão Fluminense de Belas Artes - Medalha de Prata (1970), Medalha de Ouro (1971); no Festival de Verão de Niterói - Medalha de Honra (1985); entre outros. Foi agraciado com o Cartão de Prata "Youth for Understanding - Ann Arbs", Michigan, EUA (1978). Sua obra está representada no acervo do Museu do Crato, Ceará. MEC VOL. 3, PÁG. 395; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 762; VOL. 13; PÁG. 262; ITAU CULTURAL; www.niteroiartes.com.br/banco/?p=3478.



339 - IUR SERAVAT FULAM (1959)

"Descontinuidades 01" - acrílico sobre tela - 40 x 40 cm - dorso - 2018 -

Pseudônimo do autor. Natural de São Paulo (SP), filho primogênito de um casal ligado à atividade cultural (pai artista gráfico e plástico e mãe escritora). Autodidata neste campo, embora tenha tido grande estímulo para o desenho e a pintura acompanhando a atividade artística de seu pai, que também foi marchand a partir da década de 60, permitindo que tivesse estreito contato e pudesse realizar uma grande experimentação ao longo dos anos tanto para a linguagem figurativa com temas ligados ao cotidiano, como para a geométrica. É professor universitário e consultor na área de assuntos públicos e instituições políticas.



340 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

"Mulata de verde" - óleo sobre tela - 72 x 62 cm - canto inferior direito e dorso - 1972 -
Reproduzido no convite deste Leilão. Acompanha a obra recibo de compra original firmado pelo autor, datado de 12 de outubro de 1972. Ex coleção Senhor Irineu Gomes da Rosa - São Paulo SP.

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG 82; MEC, VOL 2, PÁGS 53 E 54; PONTUAL, PÁGS 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL 1, PÁGS 256 E 257; ART SALES, VOL 1, PÁG 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG 446; LEONOR AMARANTE, PÁG 12, ACERVO FIEO; artprice.com.



341 - ANGELO DE AQUINO (1945 - 2007)

"Nós em noites tropicais" - serigrafia - 62/100 - 48 x 67 cm - canto inferior direito -
No estado.

Mineiro de Belo Horizonte, onde nasceu a 2 de agôsto de 1945. Pintor e gravador, assina ÂNGELO DE AQUINO. Seu trabalho tem um bom conceito em Paris, onde encontra mais incentivo e facilidade do que no Brasil. Em muitos de seus quadros aparece a figura do cão Rex, uma de suas criações. Expõe individualmente desde 1969. Coletivamente, desde 1965, inclusive com diversas e respeitadas criticas no exterior. JULIO LOUZADA vol. 13 pág. 19; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 743, Acervo FIEO.



342 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

Flama - escultura em mármore - 16,5 x 14,5 x 03 cm - assinado -
Ex coleção Renato Antônio Brogiolo - Rio de Janeiro, RJ.

Escultor, desenhista e pintor paulista nascido em Mococa, SP e falecido no Rio de Janeiro. Mudou-se com a família para Itália, e fixou-se em Roma (1913). Iniciou estudos de desenho e escultura com o professor Loss (1920). Participou de movimentos antifascistas e foi preso (1931) por motivos políticos. Foi extraditado para o Brasil (1935) por intervenção do embaixador brasileiro na Itália. Em 1937, viajou para Paris e frequentou as academias ‘La Grand Chaumière’ e ‘Ranson’, onde estudou com Aristide Maillol e conviveu com Henry Moore, Marino Marini e Charles Despiau. Em 1939, retornou a São Paulo e junto com Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Sérgio Milliet, entre outros, participou do Movimento Modernista; foi um dos membros da Família Artística Paulista e do Grupo Santa Helena. Em 1943, transferiu-se para o Rio de Janeiro. A convite do ministro Gustavo Capanema instalou ateliê no antigo Hospício da Praia Vermelha, onde orientou jovens artistas como Francisco Stockinger. Possui obras em espaços públicos como ‘Monumento à Juventude Brasileira’ (1947), nos jardins do antigo Ministério da Educação e Saúde, atual Palácio Gustavo Capanema - RJ; ‘Candangos’ (1960), na Praça dos Três Poderes, e ‘Meteoro’ (1967), no lago do edifício do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília; ‘Integração’ (1989), no Memorial da América Latina, em São Paulo. Participou das Bienais de Veneza (1950, 1952); participou das I, II, IV e IX Bienais de São Paulo, período em que recebeu o prêmio de melhor escultor brasileiro (1953) e sala especial (1967). MEC, VOL.2, PÁG. 250; PONTUAL, PÁG. 237; MAYER/84, PÁG. 1333; BENEZIT VOL. 5, PÁG. 14; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 715; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 422; www.artprice.com; www.pinturabrasileira.com; www.dec.ufcg.edu.br; www.monumentos.art.br.



343 - IRINEIDE KLOCKNER (1961)

Composição - óleo sobre tela - 70 x 50 cm - dorso -

Pintora nascida em Maringá, PR, Iniciou sua carreira artística em 1983. Desde 2000, dedica-se exclusivamente à pintura em tela, tendo durante estes anos aprimorado sua arte em diversas técnicas, através da convivência com artistas de diferentes estilos. Nos últimos anos tem buscado inspiração em grandes nomes do Abstracionismo, como Jackson Pollock e Jonas Gerard, e desenvolveu seu próprio estilo. Em sua arte, expressa a beleza da vida, em todos seus pormenores e complexidades, na união dos traços aparentemente desconexos se criam momentos únicos. Durante sua carreira, participou de exposições ao longo de toda a região Sul, tendo assinado mais de 2000 obras de arte, que hoje embelezam residências e ambientes corporativos em todo o Brasil. http://www.klockner-art.com; www.artprice.com.



344 - MARCELO GRASSMANN (1925 - 2013)

Mulher - desenho a nanquim - 48,5 x 32,5 cm - centro inferior - 12/1946 -

Desenhista, gravador, ilustrador, pintor, escultor e professor, nasceu em São Simão, SP. Estuda fundição, mecânica e entalhe em madeira na Escola Profissional Masculina do Brás, SP. Passa a realizar xilogravuras a partir de 1943. Atua como ilustrador do Suplemento Literário do ‘Diário de São Paulo’, do ‘O Estado de S. Paulo’ e do ‘Jornal do Estado da Guanabara’. Quando reside no Rio de Janeiro, a partir de 1949, freqüenta os cursos de gravura em metal, com Henrique Oswald e de litografia, com Poty, no Liceu de Artes e Ofícios. Em Salvador (1952), trabalha com Mario Cravo Júnior. .Recebe o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Arte Moderna (1953) e vai para a Academia de Artes Aplicadas, em Viena. Passa a dedicar-se principalmente ao desenho, à litografia e à gravura em metal. Em 1969, sua obra completa é adquirida pelo governo do Estado de São Paulo, passando a integrar o acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo . Em 1978, a casa em que nasceu, em São Simão, é transformada em museu e tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo - Condephaat. Participou de muitas exposições e das Bienais de: São Paulo (1951 a 1961, 1967, 1969, 1979, 1985, 1989); Veneza (1950, 1956, 1958, 1962); Paris (1959). Principais prêmios: Bienal de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1959, 1967); Bienal de Veneza (1950, 1956, 1958,1962); Bienal de Paris (1959). PONTUAL, PÁG. 249; MEC, VOL. 2, PÁG. 281 E 282; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG. 439; VOL. 5, PÁG. 453; VOL. 9, PÁG. 383.



345 - HENRI JOSEPH HARPIGNIES (1819 - 1916)

Paisagem - óleo sobre tela - 42 x 55 cm - canto inferior esquerdo - 1907 -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor francês nascido em Valenciennes e falecido em Saint Privé. Foi um viajante comercial, mas seu gosto pela pintura o levou, aos 27 anos, a se tornar artista. Decidiu ter aulas de pintura com Achard e, após uma viagem de estudos à Itália, expôs no Salão de Paris em 1853. Estudou profundamente a Escola de Barbizon e especialmente Corot. Continuou participando do Salão de Paris até que, em 1863, sua pintura foi recusada pelo Salão. Destruiu a pintura e partiu para a Itália onde permaneceu por dois anos. Retornou a Paris com uma série de pinturas e voltou a participar dos Salões (1866, 1868, 1869,1878, 1897) ganhando várias medalhas até finalmente conseguir o Grande Prêmio em 1900. Recebeu a Cruz do Cavaleiro da Legião de Honra (1875), a Cruz de Oficial (1883) e a Cruz de Comandante (1901). Participou também da exposição da Sociedade dos Novos Aquarelistas tanto em Londres como na França. BENEZIT VOL. 5, PÁG. 409; JULIO LOUZADA VOL. 10, PÁG. 417; web.artprice.com; 19thcenturypaintings.com; www.nationalgallery.org.uk; www.artcyclopedia.com.



346 - MIRAMAR BORGES (1951)

"Paca comendo pequi" - escultura em madeira - 24 x 63 x 18 cm - assinado -

Escultor mineiro nascido em Cachoeira do Brumado, município de Mariana. Antes de ser escultor, trabalhou na roça e também na produção de utensílios domésticos em pedra sabão, um trabalho bastante comum na região de Mariana. Autodidata, em 1982 começou a esculpir em madeira. Recebeu muito apoio de Artur Pereira, um dos grandes mestres da escultura mineira, que também era de Cachoeira do Brumado e grande incentivador de muitos outros artistas da cidade. Participou da mostra coletiva: "Pop Brasil: a arte popular e o popular na arte" no Centro Cultural Banco do Brasil, SP (2002); entre outras. artepopularbrasil.blogspot.com/2011/03/miramar-borges.html; artedobrasil.com.br/miramar_borges.html; ITAU CULTURAL.



347 - ARTE POPULAR BRASILEIRA (XX)

Trabalhador - escultura em barro - 22 x 11 x 08 cm - assinado -
Claudio.



348 - JOSÉ SABÓIA (1949)

Colhendo frutas - óleo sobre tela - 27 x 35 cm - canto inferior direito -
No estado.

Pintor, José Sabóia do Nascimento nasceu em Almadina-BA. Artista autodidata foi para o Rio de Janeiro em 1967 e começou a pintar no ano seguinte, passando a expor seus trabalhos na feira hippie de Ipanema. Fez sua primeira exposição individual em Fortaleza, CE (1970). Entre as exposições de que participou, destacam-se: I e III Salão Nacional de Artes Plásticas do Ceará, Fortaleza, (1969, 1971 - Prêmio Aquisição); Dez Pintores no Rio de Janeiro, no MNBA, RJ (1983); ‘Brésil Naifs’, Paris (1986); ‘Salon d'Art Naif’- Marseilha, França (1987); ‘Pintura, Presença e Povo na Arte Brasileira’ no Museu da Casa Brasileira - São Paulo (1990); ‘Visões do Rio’ no MAM, RJ (1996). No exterior expôs individualmente em São Francisco, EUA e Munique, Alemanha, além de participar de coletivas em vários países e, principalmente na França, com exposições organizadas pela Galeria Jacqueline Bricard e uma presença cativa na ‘Galerie Naïfs du Monde Entier’ em Paris. José Sabóia participou do Concurso Internacional de Morges, quando seu quadro foi eleito pelo público, a melhor obra de 60 participantes de 22 países, premiação que originou o convite da Galeria Kasper para realizar uma exposição individual em 1997. JULIO LOUZADA vol. 11, pág. 278; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 228; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO; www.artprice.com; www.nautilus.com.br; www.ardies.com.



349 - NEUTON FREITAS DE ANDRADE (1938)

Caçadores de rãs - óleo sobre tela colada em mdf - 79 x 59 cm - canto inferior direito e dorso - 1968 - Osasco -

Nasceu em Timburi, SP, a 7 de abril. Foi lavrador na colheita de café e algodão. Mudou-se para São Paulo em 1958, dedicando-se à pintura a partir de 1959. Trata-se de pintor espontâneo, de técnica rudimentar, tratando de modo ingênuo, os temas caipiras. Seu currículo inclui uma extensa de participações em coletivas nacionais e internacionais, com sucesso de crítica e público. JULIO LOUZADA, vol. 2 pág. 65



350 - CLODOMIRO AMAZONAS (1893 - 1953)

Paisagem - óleo sobre tela - 50 x 65,5 cm - canto inferior esquerdo -
Reproduzido no convite deste Leilão.

Pintor e restaurador, Clodomiro Amazonas Monteiro nasceu em Taubaté, SP e faleceu em São Paulo. Iniciou-se em pintura aos 16 anos, realizando restaurações em telas e afrescos do Convento Santa Clara, em Taubaté. Estudou com o pintor Augusto Luís de Freitas no fim da década de 1890. Interessado em promover atividades culturais, fundou na cidade, em 1905, a Associação Artística e Literária. Passou a viver em São Paulo em 1906, quando entrou em contato com a obra de Baptista da Costa e teve aulas com o pintor Carlo de Servi. Paralelamente às atividades artísticas, trabalhou em repartições públicas e atuou como ilustrador para publicações como a Revista da Semana. A partir de 1924 dedicou-se exclusivamente à pintura. Manteve contato com intelectuais, escritores e artistas como Monteiro Lobato, Menotti del Picchia, Lucílio de Albuquerque,Georgina de Albuquerque e Pedro Alexandrino, entre outros. Foi um dos fundadores do Salão Paulista de Belas Artes, em 1934. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1912, 1918, 1921); Taubaté, SP (1919); Juiz de Fora, MG (1918); Rio de Janeiro (1922, 1926); Recife, PE (1925); Belém do Pará, PA (1925); Fortaleza, CE (1926). MEC, vol. 1, pág. 75; TEIXEIRA LEITE, pág. 26; PONTUAL, pág. 24; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 42; TEODORO BRAGA, pág. 72; ITAU CULTURAL, RUTH TARASANTCHI; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 56; MEC VOL. 1, PÁG. 75; www.artprice.com.



351 - ANTONIO MALUF (1926 - 2005)

"Unidade partida" - serigrafia - 31/50 - 62 x 43,5 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista e artista gráfico nascido e falecido em São Paulo. Formou-se em engenharia civil e cursou, posteriormente, a Escola Livre de Artes Plásticas, SP (1916); pintura com Waldemar da Costa, Nelson Nóbrega e Flexor; gravura no MASP com Poty e Darel; desenho industrial no IAC-MASP. Venceu o concurso para o cartaz da 1ª Bienal Internacional de São Paulo (1951). Realizou pinturas murais e elementos modulares junto com arquitetos. Em 1968 tornou-se proprietário da Galeria Seta, SP. Principais exposições coletivas: Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1967, 1969); I Exposição Nacional de Arte Abstrata, Petrópolis–RJ (1953); I Bienal de Artes Aplicadas de Punta del Este, Uruguai (1965); I Bienal de Desenho Industrial, MAM–RJ (1971); “Projeto Construtivo Brasileiro na Arte: 1950 - 1962”, SP e RJ (1977); “Tradição e Ruptura – síntese de arte e cultura brasileiras”, SP (1984); “O Projeto Arte Brasileira – Abstração Geométrica 1: Concretismo e Neoconcretismo”, RJ e SP (1984); “Construtivismo: Arte Cartaz, 40, 50, 60”, SP (1991); “Arte Construtiva no Brasil – Coleção Adolpho Leirner”, SP e RJ (1998); “Brasil 1920 – 1960. De la Antropofagia a Brasília”, IVAM - Institut Valencià d’art Modern, Valencia – Espanha (2000); “Paralelos: Arte Brasileira da Segunda Metade do Século XX em Contexto – Coleção Cisneros”, SP (2002); “Cuasi Corpus: Arte Concreto y Neoconcreto de Brasil: Una Selección del Acervo del Museo de Arte Moderno de São Paulo y la Colección Adolpho Leirner”, Museu Rufino Tamayo, Cidade do México (2003); “Modernidade Transitiva”, Niterói–RJ (2004); "São Paulo 450 anos", SP (2004); "Expresso Abstrato", Petrópolis-RJ (2005). O Centro Universitário Maria Antônia da Universidade de São Paulo organizou a exposição “Antonio Maluf: Arte Concreta Paulista” (2002). BENEZIT; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 306; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 654; ARTE NO BRASIL, PÁG. 930; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 13, PÁG. 206; www.antoniomaluf.com.br; www.artprice.com.



352 - MENASE VAIDERGORN (1927)

"Cena urbana" - óleo sobre tela - 35 x 27 cm - canto inferior direito -

Pintor nascido em Hotin, Romênia. Assina MVAIDERGORN. Seus pais vieram para o Brasil (1932) fixando residência em São Paulo. Ingressou na Associação Paulista de Belas Artes (fim da década de 1940) onde conheceu Dario Mecatti que muito o estimulou. Viajou pelo norte da África e Europa. Realizou exposições individuais e participou de diversos salões e mostras coletivas oficiais, recebendo diversos prêmios, entre eles: os do Salão Paulista de Belas Artes, SP (1976 - Medalha de Bronze, 2000 – Prêmio Aquisição, 2001 – Grande Medalha de Prata). JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 1011; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



353 - CANDIDO DE OLIVEIRA (1961)

Campo florido - óleo sobre tela - 40 x 30 cm - canto inferior direito -

Pintor, Edmilson Cândido de Oliveira é natural de Pesqueira, Pernambuco. Assinava até 1985: Edmilson e, atualmente, assina Cândido de Oliveira. Teve como mestres José Ismael e Gilberto Geraldo. Realizou exposição individual em São Paulo (1995) e participa de mostras coletivas desde 1993, com premiações em: Guarulhos, SP (1993); Matão, SP (1994); Amparo, SP (1995); São Paulo (1995). JULIO LOUZADA VOL.7, PÁG. 520; VOL. 8, PÁG. 620; www.artnet.com.



354 - RITA GOMES FERREIRA (1959)

Mulher com brincos - escultura em terracota policromada - 72 x 23 x 23 cm - assinado - Coqueiro Campo - MG -
No estado.

Rita Gomes Ferreira nasceu no dia 26 de junho de 1959, em Coqueiro Campo, Minas Novas, em Minas Gerais. Aprendeu a trabalhar no barro com sua tia Rosa, quando tinha aproximadamente 11 anos. Mais velha, foi morar em outra cidade e só voltou a trabalhar com barro em 2000, já com 39 anos, quando retornou a Coqueiro Campo. Recomeçou fazendo peças pequenas, como galinhas e flores, mas agora já desenvolve bonecas, segundo ela, as peças mais difíceis. Ela diz que trabalha com cerâmica por necessidade, pois é uma fonte de renda, embora goste de criar sempre peças novas. Membro da Associação dos Artesãos de Coqueiro Campo, já participou de feiras em Montes Claros e em Minas Novas. Fonte: Museu Casa do Pontal/RJ.



355 - JOSÉ ANTONIO DA SILVA (1909 - 1996)

Fazenda - óleo sobre tela - 40 x 55,5 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1977 -
Ex coleção Dr. Nelson Mendes - Marília - SP.

Pintor, desenhista, escritor, escultor, repentista nascido em Sales de Oliveira, SP e falecido em São Paulo. Trabalhador rural, de pouca formação escolar, foi autodidata. Em 1931, mudou-se para São José do Rio Preto, SP. Participou da exposição de inauguração da Casa de Cultura da cidade (1946), quando suas pinturas chamaram atenção dos críticos Lourival Gomes Machado, Paulo Mendes de Almeida e do filósofo João Cruz e Costa. Dois anos depois, realizou mostra individual na Galeria Domus, SP. Nessa ocasião Pietro Maria Bardi, diretor do MASP, adquiriu seus quadros e depositou parte deles no acervo do museu. O MAM, SP editou seu primeiro livro, ‘Romance de Minha Vida’ (1949). Na 1ª Bienal Internacional de São Paulo (1951), recebeu prêmio aquisição do ‘Museum of Modern Art’ (MoMA) de Nova York. Em 1966, o artista criou o Museu Municipal de Arte Contemporânea de São José do Rio Preto e gravou dois LPs, ambos chamados ‘Registro do Folclore Mais Autêntico do Brasil’, com composições de sua autoria. No mesmo ano, ganhou Sala Especial na 33ª Bienal de Veneza. Publicou ainda os livros ‘Maria Clara’ (1970), ‘Alice’ (1972); ‘Sou Pintor, Sou Poeta’ (1982); e ‘Fazenda da Boa Esperança’ (1987). Transferiu-se de São José do Rio Preto para São Paulo, em 1973. Em 1980, foi fundado o Museu de Arte Primitivista José Antônio da Silva (MAP), em São José do Rio Preto, com obras do artista e peças do antigo Museu Municipal de Arte Contemporânea. Realizou inúmeras exposições individuais e participou de muitos certames oficiais pelo Brasil e exterior recebendo muitos prêmios. MEC, vol. 4, pág. 256; PONTUAL, pág. 493 e 494; TEIXEIRA LEITE, pág. 478; JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 958; ARTE NO BRASIL, vol. 2, pág. 958; BENEZIT, vol. 9, pág. 602; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 227; ITAU CULTURAL; LEONOR AMARANTE, pág. 171; Acervo FIEO.



356 - MARGHERITA CAFFI (1647 - 1710)

Flores - óleo sobre tela - 70 x 99 cm - canto inferior esquerdo -
No estado. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintora e desenhista italiana nascida em Cremona e falecida em Milão. Suas obras têm sido comercializadas em leilões e participado de exposições coletivas como na "Uffizi Galleries, The Uffizi", Itália; em Munique, Alemanha (2003) no Kunsthalle der Hypo-Kulturstiftung intitulada "Still World: Três séculos de pintura de natureza-morta italiana" (Stille Welt: Italienische Stilleben aus Drei Jahrhunderten); entre outras. BENEZIT; www.artprice.com; www.mutualart.com.



357 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

"O comboio" - óleo sobre tela - 33 x 46 cm - canto inferior direito - 1977 -
Ranchini. No estado.



358 - FIGUEIREDO SOBRAL (1926)

Olhando o mundo - aquarela - 38,5 x 53 cm - canto inferior direito - 1978 - São Paulo -
No estado. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

José Maria de FIGUEIREDO SOBRAL nasceu em Lisboa, Portugal. é pintor, desenhista, tapeceiro, gravador, escultor e cineasta. Expôs suas obras em coletivas periódicas em Portugal, em outros países europeus e nos EUA. No Brasil, sua obra teve excelente receptividade, encontrando espaço em galerias das capitais e no interior, sempre com sucesso de crítica e de público. Em 1987, o consultor de arte e professor universitário, Carlos Eduardo Ramiski, assim se pronunciou sobre a obra do autor: "... Em princípio posso afirmar que é extremamente raro nestes dias de especializações em todas as áreas do conhecimento humano, encontrar um artista completo, que tem o privilégio de poucos no domínio de inúmeras técnicas e linguagens diferenciadas. Sobral não se endeusa nem se mistifica por isso, quando poderia perfeitamente permanecer no rastro de um Salvador Dali, por exemplo ..." JULIO LOUZADA, vol. 3 pág. 1075.; ITAÚ CULTURAL.



359 - MARINA CARAN (1925 - 2008)

"A fome" - técnica mista sobre papel - 50 x 35 cm - canto inferior esquerdo - 1986 -
Com dedicatória no dorso.

Pintora, escultora, desenhista, gravadora e ilustradora nascida em Sorocaba, SP e falecida em São Paulo. Inicia sua produção artística em Sorocaba. Em meados de 1950, em São Paulo, conhece Di Cavalcanti, que empresta seu ateliê para estudos e atividades. Viaja para Paris (França), como bolsista do governo francês, para estudar gravura entre 1951 e 1953. Expôs individualmente a partir de 1951 (SP - MASP). Figurando diversas vezes no Salão Paulista de Arte Moderna - SPAM, nele conquistou prêmios de aquisição entre 1954 e 1960. Participou também da Bienal Internacional de São Paulo (1953, 1955, 1965, 1967, 1969, 1985), do Panorama de Arte Atual Brasileira (1969, 1971, 1973) e de muitas outras mostras oficiais. Em 1985 foi realizada uma retrospectiva de sua obra no MASP - SP. PONTUAL, PÁG. 106; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 104; ITAU CULTURAL; MEC VOL. 1, PÁG.353; JULIO LOUZADA, VOL. 5 PÁG. 199/200; LEONOR AMARANTE, PÁG. 194, ACERVO FIEO.



360 - ANTONIO BANDEIRA (1922 - 1967)

Composição - óleo sobre tela - 45,5 x 56 cm - canto inferior direito e dorso - 1964 - Rio de Janeiro -
Reproduzido na quarta capa do catálogo deste Leilão. Com Certificado de Autenticidade nº IAB - 1026 do Instituto Antonio Bandeira. Ex coleção Crítico de Arte Mário Schenberg - São Paulo - SP, conforme dedicatária no dorso.

Pintor, desenhista, gravador, nascido em Fortaleza, CE e falecido em Paris, onde viveu a maior parte de sua vida. É um dos pioneiros da arte abstrata no Brasil. Iniciou-se na pintura como autodidata. Em 1941, em Fortaleza, participou, ao lado de Mário Baratta, entre outros, da criação do Centro Cultural de Belas Artes depois, Sociedade Cearense de Artes Plásticas. Em 1945, transferiu-se para o Rio de Janeiro e, no ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual. Contemplado pelo governo francês com bolsa de estudos, permaneceu em Paris de 1946 a 1950 onde frequentou a Escola Nacional Superior de Belas Artes e a ‘Académie de la Grande Chaumière’. Entre 1947 e 1948 participou do ‘Salon d'Automne’ e do ‘Salon d'Art Libre’. Tomou parte em reuniões de artistas e formou o Grupo Banbryols (ban de Bandeira; bry de Camille Bryen; e ols de Wols), que durou de 1949 a 1951. Voltou ao Brasil em 1951 e apresentou-se na 1ª Bienal Internacional de São Paulo. Em 1952, criou um mural para o Instituto dos Arquitetos do Brasil, em São Paulo. Retornou a Paris em 1954 em razão do Prêmio Fiat, obtido na 2ª Bienal Internacional de São Paulo, mas não deixou de expor no Brasil. Permaneceu na Europa até 1959, passando pela Inglaterra e Bélgica, onde, em 1958, realizou um painel para o ‘Palais des Beaux-Arts’. Ao retornar ao Brasil teve uma atividade artística intensa, participou de importantes exposições, em paralelo a mostras em Paris, Munique, Verona, Londres e Nova York. Voltou a Paris em 1965, onde permaneceu até sua morte. BENEZIT, VOL.1, PÁG.415; MEYER/87, PÁG.606; MEC, VOL.1, PÁGS.159,160 E 167; PONTUAL, PÁGS. 48 E 49; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁGS. 71 A 74; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 52 A 54; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; ARTE NO BRASIL, PÁG. 599; LEONOR AMARANTE, PÁG. 34; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 86; ACERVO FIEO; web.artprice.com; pitoresco.com; pinturabrasileira.com.



361 - ANTONIO PETICOV (1946)

Encontro - serigrafia - 37/100 - 49 x 68,5 cm - canto inferior direito - 1975 -
Com marca em relevo seco da galeria Arte Global - São Paulo SP. No estado.

Nasceu em Assis, SP. Desenhista, gravador e escultor. Autodidata. Integra os movimentos movimentos artísticos de vanguarda da segunda metade da década de 60. De produção diversificada, segue tendências variadas das vanguardas artísticas internacionais das últimas décadas. Participa de várias exposições entre elas, Bienal Internacional de São Paulo, 1967, 1969 e 1989; Panorama da Pintura Brasileira, no MAM/SP, São Paulo, 1983; Destaques da Arte Contemporânea Brasileira, no MAM/SP, 1985; Bienal Brasileira de Design, Curitiba, 1990; OFF Bienal, no MuBE, São Paulo, 1996; Arte Suporte Computador, na Casa das Rosas, São Paulo, 1997. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 757/758; WALTER ZANINI, pág. 760; LEONOR AMARANTE, pág. 185. Acervo FIEO.



362 - HENRY VITOR (1939)

"Volte sempre" - acrílico sobre tela - 09 x 12 cm - canto superior direito e dorso -

Pintor e gravador mineiro de Guaxupé, onde nasceu a 2 de abril de 1939. Reside e é ativo na cidade de São Paulo SP. Autodidata, fez cursos de Jornalismo, Propaganda e Comunicações. Expôs individualmente nos anos de 1972, 1973, 1984 e 1991 em São Paulo SP. Coletivas a partir de 1971, inclusive no exterior. "Há elementos que revelam o ingênuo mas nem sempre permitem ajuizar se a obra é crítica ou artesanal. O autodidatismo, como o de Vitor, é uma constante. Expressa uma visão pessoal da realidade ou configurações de sonho. Retrata a vida filtrada, livremente, pelos olhos de cada um e interpretada por um sentimento intrínseco. " Jorge Anthonio, in HENRY Vitor: pinturas. Apresentação de Jorge Anthonio. São Paulo: Galeria Jacques Ardies, 1991. HENRY Vitor: pinturas. Apresentação de Jorge Anthonio. São Paulo: Galeria Jacques Ardies, 1991. JULIO LOUZADA, vol.11, pág.145, MEC,vol.4, pág.49; ITAÚ CULTURAL.



363 - CARLOS OSWALD (1882 - 1971)

Carro de bois - água forte original - 27 x 40 cm - canto inferior direito -

Gravador, pintor, desenhista, decorador, professor e escritor. Nasceu em Florença, Itália e faleceu em Petrópolis, RJ. Graduou-se como físico-matemático em 1902, pelo Instituto Galileo Galilei, em Florença. No ano seguinte, ingressou na ‘Accademia di Belle Arti di Firenze’. Viajou para o Brasil pela primeira vez em 1906 e realizou no Rio de Janeiro a primeira exposição individual no país. Retornou à Europa em 1908, estudou gravura com o americano Carl Strauss em Florença e viajou para Munique, onde aprendeu a técnica da água-forte. Em 1911, participou da decoração do pavilhão do Brasil, na Exposição Internacional de Turim. Fez a segunda viagem ao Rio de Janeiro em 1913 e realizou uma exposição com Eugênio Latour na Escola Nacional de Belas Artes . Foi nomeado, em 1914, professor de gravura e desenho no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro e é considerado o introdutor da gravura no Brasil. No ano de 1930, fez o desenho final do ‘Monumento ao Cristo Redentor’. A obra foi executada na França pelo escultor Paul Landowski e instalada no Morro do Corcovado, Rio de Janeiro, em 1931. Publicou, em 1957, a autobiografia ‘Como Me Tornei Pintor’. Em 1963, o Museu Nacional de Belas Artes - RJ adquiriu quase todas as suas obras em gravuras. Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais e foi premiado no Rio de Janeiro em 1904, 1906, 1909, 1912, 1913, 1916 e realizou diversas exposições individuais. PONTUAL, PÁG. 397; ARTE NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 1053; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 699; MEC VOL. 3, PÁG. 304; ACERVO FIEO.



364 - ROQUE DE MINGO (XX)

Takaoka - escultura em gesso - 36 x 17 x 22 cm - assinado - 1946 -
No estado.

Escultor e professor ativo em São Paulo. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios, onde recebeu orientação de Amadeu Zani. Foi co-fundador da Associação Paulista de Belas Artes. Assíduo do SPBA, obteve diversas premiações. Sua obra é numerosa, destacando-se estátuas e bustos em praças públicas de São Paulo, São João del Rei, MG, Blumenau, SC, e Santo André-SP. MEC vol. 3 pág. 164'.



365 - JERZY FACZYNSKI (1917 - 1994)

Figura oriental - técnica mista - 32 x 20 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, ilustrador e arquiteto polonês. Chegou à Inglaterra (1939) para combater. Após a guerra estudou arquitetura na ‘Polish University College of Architecture’ especializou-se em projetos de igrejas. São projetos seus as igrejas: Degany Junction e St Marys RC em Layland, Lancashire, inclusive os vitrais. Ilustrou livros e poesias. www.artprice.com.



366 - GUERINO GROSSO (1907 - 1988)

Flores - óleo sobre tela - 46 x 33 cm - canto inferior esquerdo - 1974 -
No estado.

Natural de Rio Claro, neste Estado, Guerino Grosso iniciou seu aprendizado artístico em 1917. Frequentou a Escola de Belas Artes de São Paulo. Artista de grande sensibilidade, dedicou-se à pintura de naturezas mortas com metais, confirmando-se como um dos melhores do gênero. JULIO LOUZADA, vol, 12 ,pág 189. MEC, vol, 2, pág, 284; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



367 - BENEDITO JOSÉ DOS SANTOS (1937)

Cristo - escultura em madeira - 40 x 30 x 02 cm - assinado -

Nasceu em 1937, em Maceió, AL. Aprende a ler sem mestre, observando os rótulos de mercadorias. Transfere-se aos 15 anos de idade para Recife (PE), onde se inicia como escultor entalhando figuras inspiradas nas formas de raízes e troncos de madeira, que encontra ao acaso. Em alguns anos de atividade, especializa-se na feitura de imagens sagradas e de santos. Dotado de grande refinamento estético, produz obras em estilo inconfundível, entre as quais se destaca o “enterro na rede”. Participou das mais importantes mostras de arte realizadas no Brasil e no exterior, tornando-se reconhecido como um dos principais artistas populares do Brasil.



368 - ORLANDO BRITO (1920 - 1981)

"Grumarí - RJ" - aquarela - 16 x 23 cm - canto inferior direito - 1981 - Rio de Janeiro -

Nascido e falecido na cidade do Rio de Janeiro, foi pintor e desenhista. Ocupou durante vários anos, a cadeira de Desenho e Pintura do Instituto de Belas Artes, além de ser membro do juri do SNBA, ambos no Rio de Janeiro. Realizou individuais em diversas Galerias de Arte do Rio de Janeiroe participou também de várias exposições pelo interior do Brasil. Expôs no SNBA-RJ, nos anos de 1954, 1962, 1965 (obtendo neste o Grande Prêmio IV Centenário da cidade), e 1967. JULIO LOUZADA vol.11, pág.44; ITAÚ CULTURAL.



369 - TOMÁS SANTA ROSA (1909 - 1956)

Composição - desenho a nanquim - 35 x 25 cm - canto inferior direito -

Pintor, gravador, cenógrafo e professor autodidata, Tomás Santa Rosa Júnior nasceu em João Pessoa, PB e falecido em Nova Délhi, Índia. Fixou-se no Rio de Janeiro (1932), começou a trabalhar como auxiliar de Portinari e iniciou também sua carreira de ilustrador que se estenderia por longa série de obras de escritores brasileiros e estrangeiros, que incluiu, dentre outros, Graciliano Ramos, José Lins do Rêgo, Jorge Amado, Castro Alves, Dostoievski. É considerado o primeiro cenógrafo moderno brasileiro. Entre as exposições das quais participou destacam-se: o Salão Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro (1941 - Medalha de Prata); Um Século de Pintura Brasileira, no Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro (1952); II Bienal Internacional de São Paulo (1953); Salão Preto e Branco do III Salão Nacional de Arte Moderna do Rio de Janeiro (1954); 'Arts Primitifs et Modernes Brésiliennes', no Museu de Etnografia de Neuchâtel, Suíça (1955). Após sua morte, suas obras foram expostas nas seguintes mostras: Exposição de Artes Gráficas de Tomás Santa Rosa, na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro (1958); Retrospectiva no Teatro Municipal do Rio de Janeiro (1975); Santa Rosa, Carnaval e Figurinos na Fundação Nacional de Arte (Funarte) de São Paulo (1985); e Bienal Brasil Século XX, na Fundação Bienal de São Paulo (1994). PONTUAL, PÁG. 472; MEC VOL. 4, PÁG. 177; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 460; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 572; LEONOR AMARANTE; www.funarte.gov.br; cpdoc.fgv.br; www.artprice.com.



370 - CÂNDIDO PORTINARI (1903 - 1962)

"Espantalho" - desenho a crayon sobre papel - 36,5 x 25,5 cm - canto inferior direito - 1947 -
Reproduzido no convite e na capa do catálogo deste Leilão e no Catálogo do Projeto Portinari, volume III, página 192. Registro FCO3719/ CR2578.

Pintor, gravador, ilustrador e professor. Nasceu em Brodósqui, SP e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou-se na pintura em meados da década de 1910, auxiliando na decoração da Igreja Matriz de Brodósqui. Em 1918, mudou-se para o Rio de Janeiro e, no ano seguinte, ingressou no Liceu de Artes e Ofícios e na Escola Nacional de Belas Artes , na qual cursou desenho figurativo com Lucílio de Albuquerque e pintura com Rodolfo Amoedo , Baptista da Costa e Rodolfo Chambelland . Em 1929, viajou para a Europa com o prêmio de viagem ao exterior, e percorreu vários países durante dois anos. Em 1935, recebeu prêmio do Carnegie Institute de Pittsburgh pela pintura ‘Café’, tornando-se o primeiro modernista brasileiro premiado no exterior. No mesmo ano, foi convidado a lecionar pintura mural e de cavalete no Instituto de Arte da Universidade do Distrito Federal, quando teve como alunos Burle Marx e Edith Behring , entre outros. Em 1936, realizou seu primeiro mural, que integrou o Monumento Rodoviário da Estrada Rio-São Paulo. Em seguida, convidado pelo ministro Gustavo Capanema pintou vários painéis para o novo prédio do Ministério da Educação e Cultura (MEC). Em 1940, após exposição itinerante pelos Estados Unidos, a Universidade de Chicago publicou o primeiro livro a seu respeito, ‘Portinari: His Life and Art’. Em 1941, pintou os painéis para a Biblioteca do Congresso em Washington D.C.. Em 1956, com a inauguração dos painéis ‘Guerra e Paz’ na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, recebeu o prêmio Guggenheim. BENEZIT, VOL.8, PÁGS. 440; REIS JUNIOR, PÁGS. 383; TEODORO BRAGA, PÁGS. 195; PONTUAL, PÁGS. 432; MEC, VOL.3, PÁGS 427; MAYER. 89, PÁG.1327; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 550; ARTE NO BRASIL, PÁG. 571; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12; F. ACQUARONE, PÁG. 241



371 - ALICE BRILL (1920 - 2013)

Composição - serigrafia - 1/10 - 69 x 48 cm - canto inferior direito - 1973 -

No Brasil desde os 14 anos, esta artista alemã, nascida em Colônia, radicou-se em São Paulo, onde estudou com Osir, Bonadei e Yolanda Mohalyi, aperfeiçoando-se com bolsa de estudos nos Estados Unidos. Estudou gravura em São Paulo com Karl-Heinz Hansen, voltando a fazê-lo com Potty Lazzarotto em 1950, no MASP.Como pintora, a primeira exposição de que participou, em 1944, foi o Salão do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo, desde então, este sempre presente em diversas coletivas nacionais e estrangeiras. Sua pintura traz a cidade em suas telas. JULIO LOUZADA, vol. 8, pág. 134; MEC, vol. 1, pág. 296; PONTUAL, pág. 90; TEIXEIRA LEITE, pág. 88; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 717; Acervo FIEO.



372 - ANISIA LIMA (XX)

Noiva - escultura em terracota policromada - 45 x 18 x 15 cm - assinado -
Buquê no estado.

Escultora de Turmalina, MG, com participações em mostras populares. Começou fazendo peças utilitárias, assim como toda a comunidade da região, para trocar por alimentos na cidade de Capelinha. http://revistasagarana.com.br/artesas-do-vale-do-jequitinhonha/.



373 - ABELARDO ZALUAR (1924 - 1987)

Composição - óleo sobre cartão colado em eucatex - 67 x 47 cm - canto inferior direito - 1984 -
Ex coleção Antonio de Souza Naves Filho - Campinas - SP. No estado.

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador, fotógrafo e professor nascido em Niterói, RJ e falecido no Rio de Janeiro. Frequentou as aulas da Escola Nacional de Belas Artes, RJ (entre 1944 e 1948) e, nessa mesma década, criou com outros colegas, a Escolinha de Arte do Brasil. Realizou exposições individuais no; Rio de Janeiro (1947, 1955, 1962, 1969, 1984, 1987); Belo Horizonte, MG (1959, 1969); São Paulo (1959, 1962, 1971, 1975 – Retrospectiva no MAM); Porto Alegre, RS (1961, 1980 – MARGS); Lisboa, Portugal (1964); Roma, Itália (1965); Londres, Inglaterra (1971); Santos, SP (1977); Resende, RJ (1978 – Retrospectiva no MAM); Curitiba, PR (1979 – Retrospectiva no MAC). Participou de diversas mostras coletivas, como a Bienal Internacional de São Paulo (1961, 11971, 1973, 1975), o Panorama de Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1970, 1971, 1973, 1979, 1983, 1986). Conquistou o Prêmio Leirner de Arte Contemporânea - Desenho, em São Paulo (1959); o prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna, no Rio de Janeiro (1963); o prêmio aquisição no 4º Salão de Arte Moderna do Distrito Federal (1967) e menção honrosa na 1ª Bienal Ibero-Americana de Pintura, na Cidade do México (1978). WALMIR AYALA VOL. 2, PÁG. 449; MEC VOL. 4, PÁG. 527; PONTUAL PÁG. 556; TEIXEIRA LEITE PÁG. 546; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 682; ARTE NO BRASIL PÁG. 934; LEONOR AMARANTE PÁG. 218; JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 1079; www.brasilartesenciclopedias.com.br; www.artprice.com.



374 - ZEQUINHA DO CARMO (XX)

Três santos - escultura em terracota - assinados -
Medidas: 1ª) 24 x 09 x 09 cm, 2ª) 24 x 09 x 09 cm, 3ª) 23 x 08 x 08 cm.

Escultor ceramista, José Severino do Carmo nasceu em Tracunhaém, PE. Foi trabalhador rural nos engenhos em Nazaré da Mata e depois continuou durante algum tempo em Tracunhaém onde teve o primeiro contato com o barro fazendo um São Francisco (1978) o qual foi vendido de imediato. Recebeu incentivo de outros artistas como, por exemplo, Luiz da Môca e deu continuidade à sua arte, criando e preservando o seu próprio estilo. Participou de mostras coletivas em Recife, Olinda, Caruaru e Campina Grande, PB. http://gilsondoturismo.blogspot.com/2008/11/nosso-artesanato-em-barro.html.



375 - MILTON DACOSTA (1915 - 1988)

Menina - técnica mista sobre papel - 18 x 10,5 cm - canto inferior direito -
Ex-coleção Zito Saback - Rio de Janeiro - RJ.

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador. Milton Rodrigues da Costa nasceu em Niterói, RJ e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou estudos de desenho e pintura (1929) com o professor alemão August Hantv. No ano seguinte matriculou-se no curso livre de Marques Júnior, na Escola Nacional de Belas Artes. Junto com Edson Motta, Bustamante Sá e Ado Malagoli, entre outros, criou o Núcleo Bernardelli (1931). Viajou para Estados Unidos (1945), com o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Belas Artes do ano anterior. Na cidade de Nova York, estudou na "Art's Students League". Foi para a Europa (1946) e após visita a vários países, fixou-se em Paris, onde estudou na "Académie de La Grande Chaumière". Conheceu Pablo Picasso, por intermédio de Cícero Dias, e frequentou os ateliês de Georges Braque e Georges Rouault. Expôs no "Salon d'Automne", Paris e regressou ao Brasil (1947). Casou-se com a pintora Maria Leontina (1949) e passou a residir em São Paulo. Realizou muitas exposições individuais, entre as quais, a "Homenagem a Milton Dacosta" na Galeria da Praça, RJ, com curadoria de Luiz Carlos Moreira (1973). Participou de inúmeros Salões e mostras coletivas, como: Bienal de Veneza (1950); Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1979); Panorama de Arte Brasileira, MAM – SP (1971). Foi premiado, também, nas Bienais Internacionais de São Paulo (1955, 1957). TEODORO BRAGA, PÁG. 163; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 229; MEC, VOL. 2, PÁG. 13; BENEZIT, VOL. 3, PÁG.315; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 302; VOL. 3, PÁG. 310; ITAU CULTURAL; PONTUAL, PÁG. 155; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



376 - WALTER SHIGETO TANAKA (1910 - 1970)

Paisagem - óleo sobre cartão colado em madeira - 73 x 100 cm - canto inferior direito - Década de 1960 -

Pintor e artista gráfico natural de Kumamoto, Japão e falecido em São Paulo. Viveu parte de sua infância no Peru, tendo se iniciado em pintura na sua terra natal. Imigrou em 1930, fixando-se em São Paulo, onde estudou durante quatro anos na Escola de Belas Artes de São Paulo (1932 a 1936). Com Tomoo Handa, Tamaki , Yoshiya Takaoka criou o Grupo Seibi. Integrou também os Grupos: 15, Jacaré e Guanabara. Participou de inúmeras mostras oficiais, entre elas: I Salão de Arte Moderna, SP (1951 - Prêmio Governador do Estado); Salão Nacional de Arte Moderna, RJ (1952 - Medalha de Prata); Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953); Bienal de Tóquio, Japão (1952). ITAU CULTURAL; MEC VOL. 4, PÁG. 369; PONTUAL PÁG. 510; JULIO LOUZADA, VOL. 11; WALTER ZANINI, PÁG. 587; www.brasilartesenciclopedias.com.br; www.usp.br/revistausp/27/14mariacecilia.pdf; www.mabe.com.br.



377 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Casal - escultura em bronze - 12 x 07 x 02 cm - assinado -
Hylda.



378 - OVÍDIO DE ANDRADE MELO, DITO JUCA (1925 - 2014)

A banda - óleo sobre eucatex - 35 x 45 cm - lado direito - 1980 -

Pintor e embaixador nascido em Barra do Piraí, RJ e falecido no Rio de Janeiro. Entrou para o Itamaraty na década de 50 e quando se aposentou, passou a se dedicar à pintura. Participou de mostras coletivas no: Rio de Janeiro (1988); Piracicaba, SP (2002 – Bienal Naïfs do Brasil); Brasília, DF e São Paulo (2005 – Encontros e Reencontros na Arte Naïf: Brasil-Haiti). ITAU CULTURAL; www.cartacapital.com.br/revista/816/o-guerreiro-da-diplomacia-1102.html.



379 - GOLB CARVALHO (1956)

Na ferraria - óleo sobre tela - 50 x 41 cm - canto inferior direito -

Pintor natural de Guanhães, MG, onde nasceu a 4/5/1956. Pinta desde a infância, quando aos 17 anos muda-se com a família para BH, dedicando-se à pintura das cidades históricas, e aos temas regionais e folclóricos. Realizou exposições individuais nas cidades de Ouro Preto, Mariana e Belo Horizonte. Em 1979 fixou residência em São Paulo, onde realizou individual em 1982. JULIO LOUZADA, vol. 3, pág. 231. Acervo FIEO. -



380 - KEITH HARING (1958 - 1990)

Composição - tinta preta sobre papel - 61,5 x 44 cm - dorso - 18/12/1984 - Paris -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Artista plástico multimídia americano nascido em Reading, Pensilvânia e falecido em Nova York. Começou sua carreira artística estudando publicidade e gráfica em Pittsburgh. Abandonou o curso no primeiro ano e partiu para Nova York onde estudou com Joseph Kosuth e Keith Sonnier na "SVA School of Visual Arts" (1978) e conviveu com Jean-Michel Basquiat. Fascinado pela cidade, começou a fazer esboços de giz nos painéis de papel usados ??para cobrir vagas de publicidade no metrô de Nova York, uma atividade pela qual foi preso em várias ocasiões. Esses desenhos não foram inspirados pelo desejo de cometer um ato ilegal, em vez disso, procurou simplesmente envolver o maior número possível de pessoas no processo artístico - eram acessíveis a todos e abertos a adaptações dos transeuntes. Eles permitiram que alcançasse um vasto público, cortando as galerias e museus comerciais. Posteriormente, ele expôs em galerias em Nova York e no exterior: Holanda, Japão e Itália. Pintou parte do Muro de Berlim (1987) e produziu murais em hospitais nos EUA e na Europa (incluindo um afresco no hospital infantil Necker, em Paris). Desenvolveu a AIDS e dedicou-se a angariar fundos para a batalha contra a doença (1986-1989). Foi encorajado por Andy Warhol a abrir uma butique: "The Pop Shop", no centro de Manhattan - uma saída para produtos e roupas com suas imagens icônicas de graffiti e foi também um local para acontecimentos e um espaço de jogo criativo para crianças. BENEZIT; www.haring.com; www.artprice.com; ITAU CULTURAL.



381 - DARCILIO LIMA (1944 - 1991)

Figuras fantásticas - litografia - 16/50 - 65 x 46 cm - canto inferior direito - 1968 -
No estado.

Cearense de Cascavel, o festejado desenhista Darcilio foi para o Rio de Janeiro, e já depois de haver iniciado autodidaticamente seu trabalho no campo da pintura e da utilização do lápis cêra. Recebeu orientação de Ivan Serpa, passando a dedicar-se especialmente ao desenho a bico-de-pena, com a permanente fixação gráfica da fantasia erótica como veículo de impacto crítico. PONTUAL, pág. 159. MEC, vol.1, pág.17; WALTER ZANINI, pág. 760; LEONOR AMARANTE; ITAU CULTURAL.



382 - BUT MUCHTAR (1930 - 1993)

Figuras - óleo sobre cartão - 47 x 63 cm - centro inferior -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e escultor nascido em Bandung, Hindia Belanda, Java – Indonésia e falecido em Bandung, Jawa Barat, Indonésia. É muito conhecido pela sua obra – uma estátua intitulada "Ikatan" (1976) instalada em frente do DPR/MPR da República da Indonésia, Senayan – Jacarta. Estudou em: SD, Bandung (1942); "Sekolah Menengah Islam", Cirebon (1948); "ITB Jurusan Seni Rupa" (1952); "Rhode Island School of Design", EUA (1960- 1961); "Art Student’s League of New York", EUA (1961 – 1962); "Massachusettes Institute of Technology", EUA (1962 – 1963). Iniciou sua carreira artística em 1951. tumurunmuseum.com/Artist-Detail.html/34/But%20Muchtar; galeri-nasional.or.id; www.artprice.com.



383 - DARCY PENTEADO (1926 - 1987)

Figuras - desenho a nanquim - 29 x 17,5 cm - canto superior esquerdo - 1950 -

Desenhista, pintor, cenógrafo, figurinista e escritor nascido e falecido em São Roque, SP. Após os 10 anos mudou-se para São Paulo para concluir seus estudos. Distinguiu-se pelos desenhos que realizou que o levou a trabalhar em agências de publicidade, de desenho industrial e como figurinista de magazines. Iniciou, como autodidata, a cenografia para teatro e televisão, além da literatura (1944) e começou a expor, como artista plástico, em 1949. Passou a integrar em São Paulo o Grupo Novíssimos (1948). Desde 1955 vinha participando na televisão, como diretor de arte. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1954 e 1956 – MAM, 1961, 1963, 1981, 1983); Rio de Janeiro (1956, 1959); Recife, PE (1983); Pelotas, RS (1984). Viajou por diversas vezes à Europa onde morou por sete anos e também expôs individualmente em: Hamburgo, Alemanha (1964); Roma, Itália (1965, 1967); Paris, França (1966). Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais, destacando-se: Bienal Internacional de São Paulo (1953, 1955, 1963, 1965, 1967, 1973, 1985, 1986); Salão Paulista de Arte Moderna, SP (1960, 1961); Prêmio Leirner de Arte Contemporânea, SP (1959, 1962); Bienal de Paris (1961); Panorama da Arte Atual Brasileira, MAM – SP (1969, 1973, 1974). Recebeu a Medalha de Prata no SPAM (1961); Prêmio Governador do Estado (1954) como cenógrafo; o Prêmio Jabuti (1962) como ilustrador; Menção Honrosa (1977) da Revista Status como contista. MEC VOL. 3, PÁG. 365; PONTUAL PÁG. 416; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 747; VOL. 3, PÁG. 874; WALMIR AYALA VOL. 2, PÁG 183; TEIXEIRA LEITE PÁG 401; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 717; LEONOR AMARANTE PÁG. 75; www.artprice.com.



384 - GLAUCO COSTA (1941)

"A fronteira do inconsciente" - óleo sobre tela - 24 x 32,5 cm - canto inferior direito e dorso - 1995/1996 -
No estado.

Natural de São Paulo Capital, onde expôs individualmente diversas vezes. Sua obra, cheia de personalidade, deixa fluir livremente a criatividade, contruída com o desenho preciso e as cores quentes e vibrantes. JULIO LOUZADA, vol 3 - pág 292



385 - PAUL DÉSIRÉ TROUILLEBERT (1829 - 1900)

Paisagem - óleo sobre tela - 27 x 41 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista francês nascido e falecido em Paris. Estudou com Hebert e Jallebert. Participou de várias edições do "Salon" a partir de 1865. BENEZIT; www.artprice.com; rehs.com/Paul_Desire_Trouillebert_Bio.html.



386 - FRANCISCO COCULILO (1895 - 1978)

Morro Dois Irmãos - óleo sobre tela colada em cartão - 33 x 40 cm - canto inferior direito - Rio -

Paisagista nascido no Rio de Janeiro, aluno de Luiz Graner. Realizou exposições individuais em várias cidades brasileiras. Catálogo de Exp. de Paisagem Brasileira - MEC-MNBA/Rio/1944; MEC, vol. 1, pág. 40; TEODORO BRAGA, pág. 73; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 208; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 74; Acervo FIEO.



387 - MANOEL SANTIAGO (1897 - 1987)

Paisagem - óleo sobre tela colada em cartão - 22 x 27 cm - canto inferior esquerdo e dorso -
No estado.

Manoel Colafante Caledônio de Assumpção Santiago nasceu em Manaus, AM e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, desenhista e professor. Mudou-se para Belém em 1903 e iniciou estudos de pintura. Desde 1916 já praticava a arte não figurativa. Em 1919 transferiu-se para o Rio de Janeiro, cursou Direito e frequentou a Escola Nacional de Belas Artes, onde foi aluno de Rodolfo Chambelland e Baptista da Costa. Na época, teve aulas particulares com Eliseu Visconti. Foi casado com a pintora Haydeá Santiago. Participou em 1927 do Salão Nacional de Belas Artes e recebeu o prêmio viagem ao exterior, entre vários outros. Foi para Paris no ano seguinte, e lá permaneceu por cinco anos. De volta ao Rio de Janeiro, em 1932, tornou-se professor do Instituto de Belas Artes. Em 1934, passou a lecionar pintura e desenho no Núcleo Bernardelli, figurando entre seus alunos José Pancetti, Edson Motta, Bustamante Sá, Ado Malagoli, Rescála e Milton Dacosta. Participou da I Bienal Internacional de São Paulo (1951) e do 8º Panorama da Arte Brasileira (1976). PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, VOL. 1, PÁG. 241; TEODORO BRAGA, PÁG. 211; CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO DE PAISAGEM BRASILEIRA, MEC-MNBA /RIO/1944; MAYER/84, PÁG. 1158; REIS JR, PÁG. 378; PONTUAL, PÁG. 473; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 292; ITAÚ CULTURAL, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 865; ACERVO FIEO.



388 - MILLAN HORVAT (1946)

Casario - óleo sobre tela - 65 x 80 cm - canto inferior esquerdo - 1993 -
No estado.

Pintor iuguslavo, natural de Novi Sad, onde nasceu a 26 de maio de 1946. Residente e ativo em São Paulo, cuja obra foi assim apresentada por Pietro Maria Bardi: " ... sua arte pode ser inscrita na categoria que Ortega y Gasset reservava aos artífices que comunicam e são entendidos pelos apreciadores do figurativo. Pintura rica em percepções que transparecem num conceber geométrico, pacatas colorações justamente apropriadas às composições. As paisagens reconstroem idealmente as arquiteturas, harmonizando-as e as exaltando em sigulares sínteses formais." JULIO LOUZADA, vol. 12 pág. 275, Acervo FIEO.



389 - ANDRÉ LUIZ NARANJO (1970)

Rosas - óleo sobre tela - 70 x 100 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor nascido em São Paulo, SP. Estudou desenho com Osvaldo Viviani e Roberto Belletato. Tem participado de inúmeras exposições e Salões oficiais: São Paulo, SP (2000, 2001). JULIO LOUZADA, VOL. 4, PÁG. 785; ITAU CULTURAL.



390 - LÉON ZACK (1892 - 1980)

Figura - óleo sobre cartão colado em eucatex - 60 x 57 cm - centro inferior -
No estado. (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista, ilustrador, gravador, escultor, cenógrafo, figurinista teatral, designer de tapeçaria, de vitral e poeta nascido em Nizhni Novgorod, Rússia e falecido em Paris, França. Ativo na França desde 1923 naturalizou-se francês em 1938. Estudou literatura na Universidade de Moscou e, ao mesmo tempo, teve aulas de desenho e pintura em academias privadas. Em Paris teve aulas com Yakimchenko, trabalhou no ateliê de Fedor Rerberg e de Ilya Mashkov, o fundador do grupo "Bubnovy Valet (Jack of Diamonds)". Após a guerra civil na Rússia, depois de passar por Constantinopla, Itália, Alemanha, chegou a Paris em 1921 onde encontrou Larionov e Picasso. Fez parte do grupo "Neo-Humanism" (1930). Participou do Salão de Moscou (1907); do "Salon des Indépendants", Paris (1921). Depois de se estabelecer em Paris (1923) participou de várias edições do "Salon des Indépendants", do "Salon d'Automne" e de outras mostras coletivas na França e no exterior como a I Bienal de São Paulo (1951). Realizou exposições individuais, antes da Segunda Guerra, em: Paris (1926, 1932, 1933, 1935) e após a guerra, regularmente em Paris, em Bruxelas, Amsterdam, Antuérpia, Ghent, Londres, Veneza, Copenhagen, Oslo, Dublin, Auvernier-Neuchâtel. Em particular, ele expôs no museu Verviers (1964); em Grenoble; Berlim Ocidental - Instituto Francês; Colônia - Instituto Francês (1966); Toulouse; Basileia; Fribourg; Nantes e no "Musée d'Art Moderne de la Ville de Paris" (1976). BENEZIT; ITAU CULTURAL; www.artprice.com.



391 - TRINAZ FOX (1899 - 1964)

Músico - nanquim e aquarela sobre papel - 39,5 x 30,5 cm - centro inferior -
No estado.

Pintor, desenhista e caricaturista. Viveu durante muitos anos na Europa. De volta ao Brasil, colaborou em diversas revistas e jornais cariocas na década de 1920, inclusive como redator, destacando-se: D. Quixote, O Tagarela e O Combate. entre 1930 e 1940 fixou-se na Argentina, publicando trabalhos na imprensa de Buenos Aires e Santa Fé. PONTUAL, pág. 526; MEC vol.2, pág. 188; HISTORIA DA CARICATURA NO BRASIL, pág. 1421;



392 - ANTONIO HENRIQUE AMARAL (1935 - 2015)

Composição - pastel - 74 x 105 cm - centro inferior -

Gravador, desenhista e pintor, foi aluno de Lívio Abramo no MAM / SP, e de Shiko Munakata, no Pratt Graphic Art, em Nova York. Artista consagrado nacional e internacionalmente. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 37; MEC, vol. 1, pág. 73; PONTUAL, pág. 21;TEIXEIRA LEITE, pág. 23 a 25; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 754; ARTE NO BRASIL, pág.903; LEONOR AMARANTE, pág. 170; Acervo FIEO.



393 - SILVIA ALVES (1947)

"Vista do ateliê" - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - lado direito e dorso - 2017 - São Paulo -

Pintora, desenhista, escultora, gravadora, ilustradora, professora, poetiza e atriz Silvia Ferraro Alves nasceu em São Paulo. Estudou desenho e escultura com Alvaro de Bauptista (1980 a 1984) na Universidade de Campinas; formou-se em Pintura na Faculdade de Belas Artes (1986); mestrado em Aquarela na Faculdade Santa Marcelina (1998); frequentou o ateliê de Gravura do Museu Lasar Segall (1985 a 1988); os ateliês de pintura e desenho dos professores Lecy Bomfim, Salvador Rodrigues, Deusdedith Campanelli, Colette Pujol, Djalma Urban, Francisco Cuoco, Fang, o ateliê de escultura no Museu Brasileiro de Escultura (1980 a 1994) e aquarela com Iole Di Natale (1994 a 1998). Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais. Foi premiada em 1983, 1989, 1991, 1993, 1994, 1997, 1999, 2000, em São Paulo. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL, 10, PÁG, 49; www.silviaalves.art.br.



394 - ZECHETTO (1927)

"Taberna" - óleo sobre tela - 50 x 40 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1990 -
No estado.

José Lino ZECHETTO nasceu em Birigui, SP, em 2 de janeiro de 1927. Sobre este sensível pintor, assim escreveu Theodoro Meireles, em artigo publicado n'O Estado de São Paulo, edição de 18/5/1980: " Observação, pensamento, trabalho marcam a sua carreira, transparecem na sua pintura que vem de longo tempo crescendo aparentemente tranquila, escondendo às vezes, o quanto de inquietação artística, de observação constantee apaixonada e até mesmo sofrida, se concentra em apenas uma tela." O autor expõe coletivamente desde 1966, com diversas premiações, constando em coleções particulares do Brasil e do Exterior. MEC, vol 4, pág. 531; JULIO LOUZADA vol.10, pág. 960, Acervo FIEO.



395 - YUJI TAMAKI (1916 - 1979)

Paisagem - óleo sobre tela - 50 x 61 cm - canto inferior esquerdo -

Nascido em Fukui, Japão, é um dos mais significativos pintores nipo-brasileiros. Foi também professor. Chegou ao Brasil em 1932. Junto com Takaoka, vai para o Rio de Janeiro, onde estudou com Bruno Lechowsky, congregando o Núcleo Bernardelli. Em São Paulo integra o Seibi-kai, participando do III SPBA e do SNBA em 1937 e 1938, conquistando medalhas de bronze e ouro, respectivamente. Integrou o Grupo do Jacaré e do Guanabara (II, III). Sua obra é marcada pelo mancha cromática, essencialidade do desenho, avizinhando-se do que seria posteriormente a abstração. JULIO LOUZADA vol.8, pág. 820; WALTER ZANINI, pág. 579; ARTE NO BRASIL



396 - ANTONIO PESSOA (1943)

Nu e torso - múltiplo em bronze - assinados -
Medidas: Nu: 10 x 06 x 03 cm, Torso: 09 x 2,5 x 02 cm.

Escultor, assina Tonny. Radicado no Rio de Janeiro detentor de bom curriculo nacional e internacional com inumeras participações em Salões Oficiais,varias vezes premiado. Ótimo mercado.



397 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Nu - escultura em bronze - 19 x 09 x 06 cm - assinatura ilegível -



398 - IVO BLASI (1932 - 2008)

Marinha - óleo sobre tela - 19 x 28,5 cm - canto inferior esquerdo -

Foi pintor atuante em São Paulo. Viveu na Itália por algum tempo, onde frequentou cursos de arte. No Brasil cursou a Escola Paulista de Belas Artes, tendo participado de diversas exposições. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 36; Acervo FIEO.



399 - RUBEM VALENTIM (1922 - 1991)

Emblema - serigrafia - 54/70 - 60 x 44 cm - canto inferior direito - 1970 - Brasília -

Escultor, pintor, gravador, professor nascido em Salvador, BA e falecido em São Paulo. Iniciou-se nas artes visuais na década de 1940, como pintor autodidata. Entre 1946 e 1947 participou do movimento de renovação das artes plásticas na Bahia, com Mario Cravo Júnior, Carlos Bastos e outros artistas. Em 1953 formou-se em jornalismo pela Universidade da Bahia e publicou artigos sobre arte. Residiu no Rio de Janeiro entre 1957 e 1963, onde se tornou professor assistente de Carlos Cavalcanti no curso de história da arte do Instituto de Belas Artes. Residiu em Roma entre 1963 e 1966, com o prêmio viagem ao exterior, obtido no Salão Nacional de Arte Moderna. Em 1966 participou do Festival Mundial de Artes Negras em Dacar, Senegal. Ao retornar ao Brasil, residiu em Brasília e lecionou pintura no Ateliê Livre do Instituto de Artes da Universidade de Brasília - UnB. Em 1972, fez um mural de mármore para o edifício-sede da Novacap em Brasília, considerado sua primeira obra pública. Em 1979, Valentim realizou escultura de concreto aparente, instalada na Praça da Sé, em São Paulo, definindo-a como o Marco Sincrético da Cultura Afro-Brasileira e, no mesmo ano e foi designado, por uma comissão de críticos, para executar cinco medalhões de ouro, prata e bronze, para a Casa da Moeda do Brasil. Em 1998 o Museu de Arte Moderna da Bahia inaugurou a Sala Especial Rubem Valentim no Parque de Esculturas. Foi premiado nas Bienais Internacionais de São Paulo de 1967 e 1973, entre outros. PONTUAL, PÁG.532; WALMIR AYALA, VOL.2, PÁGS.395; TEIXEIRA LEITE, PÁG.517; MEC, VOL.4, PÁG.443; JULIO LOUZADA, VOL.11, PÁG.330; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 682; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 257, ACERVO FIEO; web.artprice.com.



400 - ALFREDO VOLPI (1896 - 1988)

Fachada e bandeirinhas - serigrafia - 19/50 - 49 x 35 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.