Leilão de Fevereiro de 2016

02, 03 e 04 de Fevereiro de 2016



001 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Gato - litografia - 34/65 - 70 x 50 cm - canto inferior direito - 1989 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



002 - ANTONIO VITOR (1942 - 2011)

"Retrato do Sr. Lou Reed" - óleo sobre tela - 113 x 78 cm - canto inferior direito e dorso - 1981 -

Nasceu em São José do Rio Pardo, SP, no dia 27 de novembro de 1942. Pintor e desenhista. Autodidata, Antonio Vitor é um exemplo de perseverança e apuro de qualidade, o que facilmente se percebe em sua obra. Destaca-se a busca pela interação da tradição latino-americana, com segurança de traços e solidez de forma. Expôs no Salão Paulista de Arte Moderna-SP, dos anos 1965, 1967 e 1968; bem como de diversos outros salões oficiais, recebendo premiações. JULIO LOUZADA, vol. 12 pág. 21; ITAU CULTURAL. Acervo FIEO.



003 - CARLOS LOUSADA (1905 - 1984)

Montanhas - óleo sobre tela - 60 x 73 cm - dorso -

Autodidata, começou a pintar em 1956 e já nesse ano foi aceito no Salão Ferroviário promovido pelo Ministério da Viação. Participou do Salão Nacional de Arte Moderna de 1962 a 1969, recebendo o certificado de Isenção de Júri em 1967, e da Bienal da Bahia em 1966, assim como da mostra " Três Primitivos ", na Galeria Relevo, Rio de Janeiro (1965). Realizou mostras individuais no Museu de Arte Moderna da Bahia (1964), e na Galeria Rosalvo Ribeiro, de Maceió (1965), e em conjunto com Heitor dos Prazeres e Ivan Moraes no Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro (1966).



004 - CÉLIO SEIXAS (1954)

"Vôo noturno" - óleo sobre tela - 100 x 78 cm - canto inferior direito - 1990 -

Pintor, Célio Seixas da Silva nasceu em Campo Grande, RJ. Assina Célio Seixas. Seu aprendizado inicial foi com a orientação de seu pai. Realizou exposições individuais no Rio de Janeiro em 1977, 1978, 1980, 1984, 1986. Participou de mostras coletivas e Salões oficiais no: Rio de Janeiro (1976, 1982); Campo Grande, RJ (1977). Foi premiado no Rio de Janeiro, em diversas mostras, em 1984, 1986, 1989. JULIO LOUZADA VOL. 4, PÁG. 1023.



005 - VAQUEIRO (1946)

Paisagem - acrílico sobre tela - 16 x 23 cm - canto inferior esquerdo - 2015 -

Pintor autodidata, Nelson Vaqueiro nasceu em Cândido Mota, SP. Participou de várias mostras coletivas e oficiais, destacando-se: ‘Gente da Terra’ - Paço das Artes, SP (1980); ‘Naive Spring’ Uri and Rami Nachushtan Museum, Kibbutz Ashdot Yaacov Meuchad, Israel (2004). ITAU CULTURAL; JULIO LOUSADA VOL. 1, PÁG. 1023; naiveartonline.com.



006 - ALFREDO VOLPI (1896 - 1988)

Bandeirinhas - litografia off set - 43/200 - 70 x 46 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.



007 - EDY CARVALHO DE MIRANDA (1925)

Natureza morta - óleo sobre tela - 45 x 37 cm - canto inferior direito -

Pintora nascida no Rio de Janeiro. Foi aluna de Cordelia Andrade Navarro e Oswaldo Teixeira. Participou de várias mostras e Salões oficiais.



008 - SANSÃO CAMPOS PEREIRA (1926 - 2014)

Marinha - óleo sobre tela - 40 x 40 cm - canto inferior direito -

Foi ativo no Rio de Janeiro, foi membro da Academia Brasileira de Artes, e da Academia Brasileira de Belas Artes. Artista várias vezes premiado, participou de diversas coletivas e salões, recebendo premiações várias. Seu tema preferido era a marinha. MEC vol.3, pág.389; JULIO LOUZADA vol.11, pág.243, Acervo FIEO.



009 - ENZO FERRARA (1984)

"Casarão do chá em Mogi das Cruzes" - acrílico sobre tela - 30 x 50 cm - canto inferior direito e dorso - 2009 -

Pintor, Enzo Cícero Tiago Aparecido de Lima Santos nasceu em São Paulo. Assina Enzo Ferrara. Vive em Mogi das Cruzes, SP, desde2005. Criou, em 2009, com os artistas plásticos Zeti Muniz, Adelaide L. Swettler, João Ruíz, Marineis Dias, Nerival Rodrigues e Sirley Lacerda o grupo de artes ‘Frontispício’ (Frente Especial). Expôs individualmente em: Mogi das Cruzes (2006); Diadema, SP (2012). Tem participado de mostras coletivas e Salões oficiais em: Mogi das Cruzes (2008); Piracicaba, SP (2010, 2012 - 10ª e 11ª Bienais de Arte Naïf do Brasil); São Paulo (2011); Santo André, SP (2012). Foi premiado em Suzano, SP (2011); Piracicaba (2012 - Bienal de Arte Naïf do Brasil). Possui obras no Museu de Arte Popular de Diadema, no Museu Internacional de Arte Naïf do Brasil - RJ; na Pinacoteca de São Bernardo do Campo, SP. JULIO LOUZADA VOL. 7, PÁG. 254; www.dgabc.com.br; ofrontispicio.blogspot.com.br; www.odiariodemogi.inf.br; www.diadema.sp.gov.br



010 - GINA ARAMBASIC (1932)

Jangadeiro - óleo sobre tela - 38 x 18 cm - centro inferior - 1995 -

Nasceu em Belgrado, Iuguslávia, viajando na década de 40 para Veneza, onde estudou na Academia de Belas Artes. Veio para o Brasil em 1952, radicando-se em São Paulo. Foi aluna de Novelli e Solarsky, no MAM-SP. Tem extenso e seleto curriculum de exposições no Brasil e no exterior, com diversas premiações. JULIO LOUZADA, vol 2 - pág 446. Acervo FIEO. -



011 - BRUNO TAUSZ (1939)

Composição - serigrafia - 03/100 - 33 x 33 cm -

Pintor e professor nascido em Fiume, Itália. Em 1940 veio para o Brasil, Rio de Janeiro, com a família e adquiriu a cidadania brasileira. Começou seus estudos com Osvaldo Teixeira. Retornou à Itália e aperfeiçoou-se em Roma e Florença. Voltou ao Brasil e matriculou-se na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Rio de Janeiro. A partir de 1968 dedicou-se ao magistério e criou um programa de divulgação artística pela televisão. Em 1970 fundou, com Ivan Serpa, o Centro de Pesquisa de Arte. Em 1976, publicou o livro ‘A linguagem da cor’. Expôs individualmente em Roma (1966), no Rio de Janeiro (1969, 1975) e foi premiado no Salão Nacional de Belas Artes de 1961 e de 1966. MEC VOL. 4, PÁG. 373; PONTUAL PÁG. 516, ITAU CULTURAL; www.brasilartesenciclopedias.com.br.



012 - EUCLIDES ANTONIO RIOS (1920)

Paisagem - óleo sobre tela - 50 x 40 cm - canto inferior direito e dorso -
Com dedicatória.-

Pintor e desenhista nascido na cidade paulista de São Carlos, em 5 de maio de 1920. Fez seus primeiros estudos de desenho ainda em São Carlos. Posteriormente, em 1935, estudou desenho e aquarela com o prof. João Tonissi e, na déc. de 50, desenho com modelo vivo no MASP-SP. Estudou pintura na APBA-SP, com Castellani (1983) e com Joyce Pike, este último nos EUA. Realizou diversas e importantes exposições individuais e participou de outras tantas coletivas, recebendo inúmeras premiações, conforme nos dá conta a extensa lista publicada na bibliografia abaixo. JULIO LOUZADA, vol 2, pág 876/877. Acervo FIEO.



013 - ULYSSES FARIAS (1960)

Composição - óleo sobre madeira - 30 x 30 cm - dorso -

Desenhista, pintor, fotógrafo, escultor, poeta e professor nascido em São Paulo. Tem participado de muitos eventos culturais, mostras e Salões oficiais em Socorro, SP (2006 a 2014); Brasília, DF (2010); Mairiporã, SP (2007); São Paulo (2013). Recebeu, em 2012, o primeiro lugar em um concurso de fotografias.



014 - EDUARDO SUED (1925)

Composição - serigrafia - P.A. - 80 x 70 cm - canto inferior direito - 2011 -

Natural da cidade do Rio de Janeiro-RJ, onde reside e é ativo. Pintor, desenhista, ilustrador e gravador. Formou-se na Escola Nacional de Engenharia do Rio de Janeiro em 1948. Foi aluno de desenho e pintura do pintor Henrique Boese. Trabalhou como desenhista no escritório do arquiteto Oscar Niemeyer (1950-1951). Freqüenta os ateliês de La Grande Chaumière e L'Académies Julian em Paris (1951), retornando ao Rio de Janeiro em 1953, onde estuda gravura em metal com Iberê Camargo. Diversas exposições coletivas e individuais. JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 975/976; ARTE NO BRASIL, pág. 814; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



015 - ANTONIO GARCIA PASCOAL (1939)

"Fogão caipira" - óleo sobre tela - 30 x 20 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2015 -

Assina Pascoal. Pintor nascido em Itapui, SP, em 17 de novembro. Participa de coletivas desde 1990, tendo recebido prêmio, dentre outros, Medalha de Bronze, no SA na CEF em São Caetano do Sul - 1991. JULIO LOUZADA vol.9, pág. 655.



016 - HEITOR CARILLO (1924)

Paisagem - óleo sobre tela - 38 x 46 cm - canto inferior direito e dorso - 1984 - Santo Amaro -
Com dedicatória no dorso.-

Pintor, compositor e publicitário. Aperfeiçou sua técnica com Pedro Bruno e Silvio Alves. Realizou diversas exposições individuais em seu próprio ateliê, tem figurado em diversos salões e coletivas, conquistando prêmios. JULIO LOUZADA vol. 4, pág. 216



017 - WALTER LEWY (1905 - 1995)

Paisagem surreal - litografia - 09/50 - 47 x 60 cm - canto inferior direito - 1973 -

Gravador, pintor, ilustrador, paisagista, desenhista e publicitário nascido em Bad Oldesloe, Alemanha e falecido em São Paulo. Estudou na Escola de Artes e Ofícios de Dortmund, Alemanha (1923-1927). Nesse período, filiou-se à tendência do realismo mágico. Em 1928 participou de coletivas em Dortmund, Gelsenkirchen, Boclusim e outras cidades. Com a crise econômica de 1929, Lewy perdeu seu emprego de desenhista numa gráfica e foi viver com os pais no interior, tornando-se ilustrador de anedotas em jornais. Realizou sua primeira exposição individual em Bad Lippspringe (1932), mas foi fechada quando a Câmara de Arte Alemã proibiu a participação de judeus na vida artística. Escapando dessa situação opressora, o artista imigrou para o Brasil (1938), retomando profissionalmente a pintura. Deixou para trás centenas de trabalhos, que foram enviados para a Holanda e perdidos durante os bombardeios da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). No Brasil, fixou-se em São Paulo. Nos primeiros anos fez desenho publicitário e mais tarde capas de livros e ilustrações para diversas editoras. Ilustrou obras de Bertrand Russell, Machado de Assis e Arnold Toynbee, entre outras. Mais tarde, empregou-se como diagramador, letrista e arte-finalista nas agências de propaganda De Carli, Lintas Publicidade, Martinelli, Santos & Santos e Thompson Propaganda. Participou de Salões Nacionais e Bienais de São Paulo, entre 1951 e 1965, recebendo diversas premiações oficiais. JULIO LOUZADA, VOL. 10, PÁG. 497; MEC, VOL. 2, PÁG. 474; TEODORO BRAGA, PÁG. 245; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 286; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 630; LEONOR AMARANTE, PÁG. 142; ACERVO FIEO.



018 - ADELSON DO PRADO (1944)

Pássaro - desenho a nanquim - 11 x 11 cm - canto inferior direito - 1973 - Rio de Janeiro -

Baiano, Adelson do Prado recria, num ambiente singelo, costumes, paisagens e crenças de sua paisagem natal. PONTUAL, pág. 14; TEIXEIRA LEITE, pág. 14; WALMIR AYALA vol.2, pág.221; ITAÚ CULTURAL..



019 - GENEVIÈVE CLAISSE (1935)

Composição - serigrafia - 96/100 - 79 x 50 cm - canto inferior direito - Década de 1970 -
Com marca em relevo seco de Denise Rene editeur - Paris, França.- (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Desenhista, pintora, tapeceira, gravadora, escultora e artista multimídia nascida em Quiévy (Nord), França. Aluna e colaboradora de Auguste Herbin, do qual é aparentada. Sua primeira exposição foi em Paris, em 1958. Depois de 1960 expôs nos Estados Unidos e na maior parte dos Salões franceses e estrangeiros como: Salão de Maio (1960); Bienal de Paris (1965, 1967, 1970 - Prêmio); Salão de Outono (1965, 1970); Tel-Aviv (1965); Montreal, Canadá (1967); Tchecoslováquia (1968); Japão (1969); Egito (1970). Possui obras nos Museus de: Washington; Fundação Joseph Hirshhorn; I.B.M. Corporation, Nova York; Museu Cantonal de Belas Artes de Lausanne; Museu de Chaux-de-Fond; Museu de Grenoble; Chicago (Arte Contemporânea); Buffalo, Albright Knox Art. BENEZIT VOL.3, PÁG. 47; artprice.com; artnet.com; askart.com.



020 - J. M. RUCK (1939)

Flores do campo - óleo sobre tela - 40 x 30 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2015 -

Pintora, professora e restauradora, Jany Marylene Ruck nasceu em Agudos, SP. Assinava Jany até 1984. Atualmente assina JM. Ruck. Em Campinas fez cursos livres de desenho e pintura com Elenice Menegon, Aldo Cardarelli, Djalma Urban e Álvaro de Batista. Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais. Foi premiada em: São José do Rio Preto, SP (1984, 1985, 1991); Campinas, SP (1985, 1996); São João da Boa Vista, SP (1985); Itatiba, SP (1985,1987, 1988); Mogi Mirim, SP (1987); Poços de Caldas, MG (1987); Piracicaba, SP (1988); Limeira, SP (1989); Araras, SP (1991); Ribeirão Preto, SP (2003). ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 7 PÁG. 614; VOL. 9, PÁG. 750.



021 - IVO BLASI (1932 - 2008)

"Praia deserta" - óleo sobre tela - 35 x 50 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1990 - São Sebastião -

Foi pintor atuante em São Paulo. Viveu na Itália por algum tempo, onde frequentou cursos de arte. No Brasil cursou a Escola Paulista de Belas Artes, tendo participado de diversas exposições. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 36; Acervo FIEO.



022 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Homenagem - desenho a nanquim - 30 x 16 cm - canto inferior esquerdo - 1917 -
P. C. de Lemos Sousa.-



023 - HANSEN BAHIA (1915 - 1978)

Figuras - xilogravura - 31 x 22 cm - canto inferior direito -

Seu nome de batismo era Karl Heinz Hansen, nascido na Alemanha. Dedicou quase toda a sua vida de artista fixando aspectos da Bahia, daí o nome artístico que adotou. Apegou-se ao povo, aos animais e principalmente aos cenários daquela região, e que tão bem soube reproduzir com sua alma e essencia. JULIO LOUZADA vol.1, pág. 81; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 720; ARTE NO BRASIL, pág. 842; ACERVO FIEO, pág. 251.



024 - KASUO WAKABAYASHI (1931)

"Kanzashi II" - serigrafia - 84/100 - 47 x 50 cm - canto inferior direito - 2009 -

Pintor natural da cidade japonesa de Kobe. Inicia seus estudos na Escola Técnica de Hikone, em Shiga (Japão), em 1944. Em 1946, inicia aprendizado de pintura a óleo. Torna-se membro do Grupo Babel, composto por Rokuichi, Kaibara, Ko Nishimura e outros. Em 1952 monta seu atelier. Em 1961, vem para o Brasil e radica-se em São Paulo, onde integra-se ao Grupo Seibi. Em 1966, é convidado para ser membro do júri do 10º Salão do Grupo Seibi de Artistas Plásticos, salão em que ganha a Grande Medalha de Ouro, na edição de 1963. Em 1968, naturaliza-se brasileiro. Entre 1963 e 1967, participa de várias edições da Bienal Internacional de São Paulo, recebendo o Prêmio Aquisição do Itamarati na 9ª edição. Em 1984, participa da exposição itinerante por Europa e América, Mestres do Abstracionismo Brasileiro; em 1994, participa da Bienal Brasil Século XX, na Fundação Bienal de São Paulo. Em 2001, realiza exposição individual comemorativa dos seus 70 anos, na A Galeria em São Paulo. TEIXEIRA LEITE, pág. 540; PONTUAL, pág. 550; ITAÚ CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 939, Acervo FIEO.



025 - CHRISTINA G. DANTAS (1951)

Paisagem - óleo sobre tela colada em eucatex - 40 x 30 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1987 -

Nasceu em São Paulo, Capital. Pintora e gravadora, assina suas obras CHRISTINA. Autodidata, começou a trabalhar à óleo, passando para a acrilica logo depois. Estudou gravura com Marcello Grassmann, produzindo também essa técnica. Participou da exposição coletiva de inauguração da Galeria Grifo-SP. Seus trabalhos encontram-se em coleções de artistas seus contemporâneos. JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 276;



026 - JAVIER ALVARO ASFADUROFF NIBBES (1954)

"El Cortejo" - óleo sobre tela - 60 x 80 cm - canto superior esquerdo e dorso - 2015 -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Uruguaio de Montevideu, onde nasceu a 14 de novembro de 1954. Frequentou o Liceu Onze de Cerro Montevidéu, entre 1965 e 1967, sendo aluno de Torres Garcia. A partir de 1994 passou a figurar em bienais e várias exposições coletivas. JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 637



027 - ADRIANO GAMBIM (1983)

"Máscara africana" - acrílico sobre tela - 70 x 70 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2010 -

Pintor, desenhista, gravador e arte-educador. Sua formação artística foi na UNIMESP e UNESP, São Paulo. Realizou exposições individuais em Guarulhos (2004, 2008, 2009, 2010, 2011) e tem participado de várias mostras coletivas e Salões individuais como: Guarulhos, SP (2001, 2007 a 2013); São Paulo (2008, 2010); Araraquara, SP (2006, 2010, 2012); Franca, SP (2008); Catanduva, SP (2008); Suzano, SP (2009); Ubatuba, SP (2005, 2009); Ribeirão Preto, SP (2010); Mairiporã, SP (2010); Santo André, SP (2010); Santos, SP (2011); Araras, SP (2013); Embu, SP (2013); Curitiba, PR (2012); Porto Alegre, RS (2013); Brasília, DF (2013); Castro, PR (2013); Ceará (2012); Espanha (2005 a 2008, 2013); Finlândia (2007); México (2009); Itália (2007, 2009); Romênia (2007, 2010). Foi premiado em: Guarulhos, SP (2007 a 2009, 2011); Mairiporã, SP (2011); Espanha (2011); Araraquara, SP (2010, 2012, 2013); Araras, SP (2012); Rio Claro, SP (2013). www.artprice.com.



028 - CARLOS SCLIAR (1920 - 2001)

"Ferro de passar e peras" - litografia - P.I. I/II - 54 x 39 cm - canto inferior direito - 1989 -

Desenhista, gravador, pintor, ilustrador, cenógrafo, roteirista e designer gráfico que nasceu em Santa Maria da Boca do Monte, RS e faleceu no Rio de Janeiro. Assina Scliar. Estudou com Gustav Epstein, em Porto Alegre, em 1934. Participou, em 1938, da fundação da Associação Riograndense de Artes Plásticas Francisco Lisboa. Entre 1939 e 1947, residindo em São Paulo, integrou a Família Artística Paulista - FAP. No Rio de Janeiro, escreveu e dirigiu em 1944 o documentário 'Escadas', sobre os pintores Arpad Szenes e Vieira da Silva com os quais conviveu desde 1941. Convocado pela Força Expedicionária Brasileira - FEB, participou da Segunda Guerra Mundial, na Itália. Morando em Paris de 1947 a 1950, cursou gravura com Galanis na Escola de Belas Artes e teve contato com o gravador mexicano Leopoldo Méndez. De volta ao Brasil, fundou com Vasco Prado o Clube de Gravura de Porto Alegre. Em 1956, passou a viver no Rio de Janeiro. Foi diretor do departamento de arte da revista 'Senhor' entre 1958 e 1960. Fundou a editora Ediarte, em 1962, com os colecionadores Gilberto Chateaubriand, Michel Loeb, Carlos Nicolaievski e o pintor José Paulo Moreira da Fonseca. Realizou durante toda sua vida exposições individuais e participou de inúmeras coletivas e Salões oficiais, recebendo muitos prêmios. Também foram realizadas várias exposições póstumas. MEC VOL.4, PÁG. 214; TEODORO BRAGA, PÁG. 66; WALMIR AYALA VOL.2, PÁG. 306 a 309; PONTUAL, PÁG. 479 e 480; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG.884; VOL.2, PÁG. 925; VOL.13, PÁG. 305; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; RGS, PÁG. 442; ACERVO FIEO.



029 - FANG (1931 - 2012)

Casario - serigrafia - 146/180 - 50 x 66 cm - canto inferior direito - 1996 -

Pintor, desenhista, gravador e professor, Chien Kong Fang, ou simplesmente Fang, nasceu na cidade de Tung Cheng, China e faleceu em São Paulo. Estudou sumiê e aquarela na China em 1945. Veio morar em São Paulo com a família em 1951, naturalizando-se brasileiro em 1971. Entre 1954 e 1956, estudou pintura com Yoshiya Takaoka em São Paulo. Viajou, em 1977, para a América do Norte, Europa e Ásia, onde desenvolveu o seu trabalho de pintura. Em 1981, foi realizado o curta metragem biográfico ‘O Caminho de Fang’, em São Paulo. Visitou a China, convidado pelo governo chinês, em 1985. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1959, 1961, 1962, 1978, 1981, 1993, 2005); Salvador, BA (1962); Rio de Janeiro (1978, 1986); Schleswing, Alemanha (1985); Lugana, EUA (1990); Americana, SP (1994); Formosa, Taiwan (1994). Foi premiado no Rio de Janeiro (1957) e em São Paulo (1960 a 1962, 1967 a 1969, 1978, 1979, 1991). Participou do Panorama da Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1978). MEC, VOL. 2, PÁG. 124; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 366; VOL. 6, PÁG. 378; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 189; PONTUAL, PÁG. 201; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; www.fang.com.br; www.artprice.com.



030 - DARCY PENTEADO (1926 - 1987)

A foto - serigrafia - P.A. XI/XVIII - 70 x 50 cm - canto inferior direito -

Desenhista, pintor, cenógrafo, figurinista e escritor, Darcy Penteado foi a personalidade polimorfe, que buscava tornar a própria existência matéria de arte. Em 1948 passou a integrar em São Paulo o Grupo Novíssimos. Expôs individualmente a partir de 1949, participando de inúmeras exposições coletivas e individuais, no país e no exterior. MEC, vol. 3, pág. 365; PONTUAL, pág. 416; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 241. WALMIR AYALA, vol 2, pág 183; TEIXEIRA LEITE, pág 401; ITAÚ CULTURAL ; WALTER ZANINI, pág. 717; LEONOR AMARANTE, pág. 75.



031 - SILVIO OPPENHEIM (1941 - 2012)

Flores - serigrafia - 11/70 - 70 x 50 cm - canto inferior esquerdo - 1992 -

Nascido em São Paulo, formou-se pela faculdade de arquitetura da USP, em 1965. Inicialmente figurativo, passou para a abstração de forma muito natural. Perfeccionista, usava as cores de forma quase puras em requintado grafismo. Participou de exposições desde 1962 com sempre renovado sucesso de crítica e de público JULIO LOUZADA, vol.11, pág.233; MEC, vol.3, pág.301; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO.



032 - ALEX VALLAURI (1949 - 1987)

Trapezista - técnica mista - 09 x 14 cm - não assinado -
Com selo de identificação do autor.-

Natural de Asmara, Etiópia, faleceu em São Paulo-SP. Grafiteiro, artista gráfico, pintor, desenhista, cenógrafo e gravador. Chegou ao Brasil com a família em 1965. Era residente e ativo na capital paulista. Iniciou-se em xilogravura, retratando personagens do porto de Santos. No começo da década de 1970, formou-se em comunicação visual pela FAAP-SP. Especializou-se em litografia no Litho Art Center de Estocolomo, em 1975. Retornou ao Brasil em 1978, realizando grafites em espaços públicos de São Paulo. Produzia silhuetas de figuras, com tinta spray sobre moldes de papelão. Residiu em Nova York entre 1982 e 1983, onde cursou artes gráficas no Pratt Institute. Nesse período, fez grafites nos muros da cidade. Além de usar o muro como suporte, seus trabalhos estampam camisetas, broches e adesivos. Voltou ao Brasil e começa a lecionar na Faap. Em sua produção destaca-se a série A Rainha do Frango Assado, que é também tema de instalação apresentada na 18ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1985. Retrospectiva Viva Vallauri, realizada no Museu da Imagem e do Som - MIS, em São Paulo, em 1998. JULIO LOUZADA, vol 3 pag 1170; ITAUCULTURAL.



033 - J. TRABOULSI (1912 - XX)

Nu - óleo sobre tela - 81 x 65 cm - canto inferior direito - 1990 -

Pintor, natural da Siria. Em 1938, foi nomeado pintor oficial da Corte Real do Egito. Fixou residência em São Paulo, naturalizando-se brasileiro, em 1955. Participou das coletivas do Salão do Governo do Egito (1938), recebendo Medalha de Ouro; da Bienal de Veneza (1940); da Bienal de Messina, Itália (1951). Em 1954, o autor ganhou um concurso para idealizar e pintar a Catedral Ortodoxa de São Paulo. Pintou retratos de reis, presidentes e cardeais. Realizou individuais no Cairo, e em São Paulo. MEC, vol. 4, pág. 410



034 - ALBERT HARTLAND (1840 - 1893)

Paisagem - óleo sobre tela - 53 x 80 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Henry Albert Hartland nasceu em Mallow, Irlanda e faleceu em Liverpool, Inglaterra. Sempre desenhou e pintou. Fez a pintura da decoração do Teatro de Cork, Irlanda. Viajou pela Inglaterra, País de Gales e se fixou em Liverpool, onde se destacou entre os mais brilhantes artistas da Escola de Liverpool. A partir de 1869 participou ativamente das Exposições da Academia Real e as de ‘Suffolk Street’. Os museus de Blackburn, de Liverpool e de Londres (Victoria e Albert) possuem obras suas. BENEZIT VOL.5, PÁG.415; artprice.com; artnet.com; artvalue.com.



035 - YUTAKA TOYOTA (1931)

"Espaço-ilusão" - escultura em aço inoxidável - 01/05 - 42 x 16 x 16 cm - assinado -

Pintor, escultor, desenhista, gravador e cenógrafo. Yutaka Toyota nasceu em Tendo - Yamagata, Japão. Estudou na Universidade de Artes de Tóquio e no Instituto de Pesquisas Industriais de Shizuoka. Neste último cursou ciências exatas e a técnica industrial de lidar com novos materiais. Transferiu-se para o Brasil em 1958. Entre 1965 e 1968, viveu em Milão, Itália, onde conheceu o designer Bruno Munari. Participou da Bienal Internacional de São Paulo (1963, 1965, 1967, 1969, 1987, 1989), do Panorama da Arte Atual Brasileira (1969, 1972, 1975, 1978, 1981, 1985, 1988). Recebeu prêmio na 10ª Bienal Internacional de São Paulo (1969), no 4º Panorama da arte Atual brasileira (1972), no 10º Salão Paulista de Arte Moderna (1963), no 1º Salão Esso de Jovens Artistas (1965); na 2ª Bienal de Artes Plásticas da Bahia, Salvador (1968). A partir da década de 1970, realizou esculturas para espaços públicos e edifícios no Brasil e no exterior: a Praça da Sé (1978), o Hotel Maksoud Plaza (1979), ambos em São Paulo; Parque Toyotomi em Hokkaido, Japão (1979), entre muitos outros. Realizou muitas exposições individuais pelo Brasil, Japão, Europa e Américas. Em 1991, foi eleito melhor escultor pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA), em São Paulo. MEC VOL. 4, PÁG. 409; PONTUAL PÁG. 525; JULIO LOUZADA, VOL 11, PÁG. 325; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 510; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 682; ARTE NO BRASIL, PÁG. 933; LEONOR AMARANTE, PÁG. 171; www.yutakatoyota.com; www.pinturabrasileira.com; web.artprice.com.



036 - HELIO DE CASTRO (1960)

Barcos - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior direito -

Excepcional pintor de paisagens e marinhas, dono de refinada técnica e composição, com inspiração nas escolas européias. JULIO LOUSADA, vol. 4, pág. 514



037 - HENRIQUE BONIFACIO (1954)

Natureza morta - serigrafia - 43/50 - 40 x 53 cm - canto inferior direito - 1988 -

Pintor fluminense nascido em Niterói/RJ. Frequentou a Escola Fluminense de Belas Artes de 1971 a 1974. Em 1975 passou a cursar a Escola Nacional de Belas Artes/RJ onde permaneceu até 1981 estudando com Israel Pedrosa. Participou de diversos salões oficiais, com premiações e inúmeras exposições individuais pelo Brasil. O Banco do Estado do Ceará e a Petrobras possuem obras em seus acervos. JÚLIO LOUZADA, vol. 3, pág. 143.



038 - CARYBÉ (1911 - 1997)

"Vadiação" - serigrafia - 124/200 - 50 x 67 cm - canto inferior direito -
Reproduzido no catálogo da Mostra Itinerante do artista realizada em treze capitais em 1995. -

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



039 - JOSÉ MARIA DE ALMEIDA (1906 - 1995)

Igreja - óleo sobre tela colada em eucatex - 27 x 41 cm - canto inferior direito -

Pintor português, radicado no Brasil (Rio de Janeiro) desde 1920; estudou pintura no Liceu de Artes e Ofícios e na antiga ENBA, onde foi aluno de Rodolfo Chambelland. Conquistou, no SNBA (ao qual começou a comparecer em 1937), menção honrosa (1939) e as medalhas de bronze (1943) e de prata (1949). Foi premiado também no Salão da Associação dos Artistas Brasileiros (medalhas de ouro e de honra em 1955 e 1965). Fez diversas exposições individuais no Palace Hotel (GB), entre 1940 e 1949, bem como no MNBA (1952 - 1958). Realizou viagens por várias cidades européias que ficaram retratadas em sua pintura, de caráter inteiramente figurativo. TEODORO BRAGA, pág. 31; Catálogo da Exp. de Paisagem Brasileira, Min. da Educ. e Saúde. - MNBA/Rio/1944; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 32; JÚLIO LOUZADA, vol. 11, pág. 7, Acervo FIEO.



040 - MARC CHAGALL (1887 - 1985)

Composição fantástica - litografia - 30 x 48 cm - dorso - 1980 -
Com dedicatória no dorso.- (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, gravador e vitralista, nasceu em Vitebsk, Bielorussia, em 7 de julho de 1887. Iniciou-se em pintura no ateliê de um retratista local. Em 1908 estudou na Academia de Arte de São Petersburgo. Seguiu para Paris em 1910, ligando-se a Blaise Cendrars, Max Jacob e Apollinaire e aos pintores Delaunay, Modigliani e La Fresnay. Marc Chagall trabalhou intensamente para integrar seu mundo de fantasias na linguagem moderna, derivada do fauvismo e do cubismo. Irrompendo a revolução socialista de 1917, foi nomeado comissário de belas-artes do governo de Vitebsk. Fundou uma escola aberta a todas as tendências, entrou em conflito com Malevitch e acabou demitindo-se. Em 1931 Chagall visitou a Palestina e a Síria e publicou Ma vie (Minha vida), autobiografia ilustrada por gravuras que já haviam aparecido em Berlim em 1923. A partir de 1935 o clima de guerra e de perseguição aos judeus repercutiu em sua pintura, na qual os elementos dramáticos, sociais e religiosos passaram a tomar vulto. Em 1941 foi para os Estados Unidos, onde em 1944 morreu Bella Chagall, sua esposa, causando-lhe grande depressão. Mergulhou de novo no mundo das evocações e concluiu o quadro "Autour d'elle" ("Em torno dela", Musée National d'Art Moderne, Paris), iniciado em 1937 e que se tornou uma síntese de sua temática. Regressou definitivamente à França em 1947. Reconhecido como um dos maiores pintores do Século 20, Marc Chagall morreu em Saint-Paul de Vence, no sul da França, em 28 de março de 1985. BENEZIT, vol. 2, pág. 638



041 - LUCIO MENEZES (1933)

Composição - serigrafia - 52/120 - 50 x 70 cm - canto inferior direito -

Pintor e desenhista, Lúcio Menezes de Oliveira nasceu em Carmo do Rio Claro, MG. Assina Lúcio Menezes. Teve aulas de pintura com Guiomar Fagundes. Realizou exposições individuais em: Santos, SP (1973, 1975, 1977, 1985, 1989); Guarujá, SP (1979); no Centro Cultural Brasil – EUA (1980, 1984, 1986, 1988) e participou de várias mostras coletivas oficiais como a Bienal do MASP (1961) e no Museu Albertina em Viena, Áustria. JULIO LOUZADA VOL. 4, PÁG. 732.



042 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Flores - óleo sobre tela - 60 x 50 cm - canto inferior direito ilegível -



043 - ROBERTO BURLE MARX (1909 - 1994)

Composição - serigrafia - P.E. - 61 x 76 cm - canto inferior direito na tela serigráfica -
Edição póstuma com relevo seco do Projeto Burle Marx.-

Nasceu em São Paulo e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, paisagista, arquiteto, desenhista, pintor, gravador, litógrafo, escultor, tapeceiro, ceramista, designer de jóias, decorador. Durante a infância viveu no Rio de Janeiro. Foi com a família para a Alemanha, em 1928. Em 1929, freqüentou o ateliê de pintura de Degner Klemn. Nos jardins e museus botânicos de Dahlen, em Berlim, entusiasmou-se ao encontrar exemplares da flora brasileira. De volta ao Brasil, fez curso de pintura e arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1930 - 1934), onde foi aluno de Leo Putz , Augusto Bracet e Celso Antônio. Seu primeiro projeto paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, em 1932. Entre 1934 e 1937, ocupou o cargo de diretor de parques e jardins do Recife, PE, onde passou a residir. Nesse período, foi com freqüência ao Rio de Janeiro e teve aulas com Candido Portinari e com o escritor Mário de Andrade. Em 1937, retornou ao Rio de Janeiro e trabalhou como assistente de Candido Portinari. Foi em 1949, conforme sua paixão por plantas e seu interesse por botânica e jardinagem, que Burle Marx adquiriu um sítio em Barra de Guaratiba, RJ. Com auxílio de botânicos, viajou, coletou, catalogou exemplares de plantas do Brasil e reproduziu em seu sítio a diversidade fitogeográfica brasileira. Em 1985 doou esse sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.Realizou muitas exposições individuais e projetos paisagísticos, participou de diversas mostras oficiais coletivas pelo Brasil e no exterior. PONTUAL, PÁG. 94; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 93; MEC. VOL.1, PÁG.303; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 738; LEONOR AMARANTE, PÁG. 98; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 179; artnet.com. ACERVO FIEO.



044 - RUBENS PARADA (1929)

"Rio Camanducaia - Amparo - SP" - óleo sobre tela - 70 x 50 cm - canto inferior direito e dorso -
Com dedicatória no dorso.-

Pintor, Rubens Parada Queiroga nasceu em São Paulo. Assina R. Parada. Teve aulas com Antonio Ferri (1964) e foi presidente da Associação Mogiana de Belas Artes (1967 a 1969). Participou de diversas mostras e Salões oficiais pelo estado de São Paulo em: Mogi das Cruzes (1967); Taubaté (1970); Piracicaba (1983, 1984, 1985); São Paulo (1983, 1984, 1985); Franca (1984, 1985); Poços de Caldas (1984); Limeira (1984); Matão (1984); Rio Claro (1984, 1985); Itu (1984, 1985); São Bernardo (1984); Itapecerica da Serra (1984); Embu (1984, 1985) e, em: Paris, França (1984); Lisboa, Portugal (1985); Rio de Janeiro (1985). Foi premiado em: São Paulo (1983); Araras, SP (1984); Franca, SP (1984); Matão, SP (1984); Paris (1984); Lisboa (1985). JULIO LOUZADA VOL. 02, PÁG. 763.



045 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Na favela - litografia off set - 38 x 28 cm - canto inferior direito - 1963 -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



046 - KLEBER FIGUEIRA (1932 - 1997)

"Os equilibristas" - óleo sobre tela - 60 x 60 cm - canto inferior direito e dorso - 1987 - Rio de Janeiro -

Pintor e professor natural do Rio de Janeiro. Foi sócio-fundador e instrutor do Grupo de Artistas de Maricá (GAM). Autodidata, começou a pintar aos 30 anos. Sua primeira exposição foi em 1968 e quando foi convidado a expor no Museu Nacional de Belas Artes, RJ (1986) decidiu largar a advocacia para se dedicar exclusivamente à pintura. Em 1991 mudou-se para Maricá, RJ. Participou, entre muitas exposições pelo Brasil e exterior, do Salão Nacional de Artes Plásticas de Goiânia, GO (1984), exposição “Naïfs brasileiros de hoje” em Frankfurt, Alemanha (1994), 'Encontros e Reencontros na Arte Naïf: Brasil-Haiti', Brasília, DF (2005), 'Encontros e Reencontros na Arte Naïf: Brasil-Haiti', São Paulo (2005). Faleceu dias antes de sua segunda exposição individual no Museu Nacional de Belas Artes, no Rio. ITAU CULTURAL; www.museunaif.com; mapadecultura.rj.gov.br/manchete/kleber-figueira; gammarica.wordpress.com.



047 - RENINA KATZ (1925)

"A Bernardo Cid" - litografia - 41/100 - 60 x 80 cm - canto inferior direito -

Gravadora, desenhista, ilustradora e professora, Renina Katz Pedreira nasceu no Rio de Janeiro. Assina Renina e Renina Katz. Cursou a Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1947 a 1950) e teve como professores, entre outros, Henrique Cavalleiro e Quirino Campofiorito. Licenciou-se em desenho pela Faculdade de Filosofia da Universidade do Brasil. Iniciou-se em xilogravura com Axl Leskoschek, em 1946. Incentivada por Poty, ingressou no curso de gravura em metal, oferecido por Carlos Oswald no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro. Mudou-se para São Paulo em 1951, e lecionou gravura no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand e, posteriormente, na Fundação Armando Álvares Penteado, até a década de 1960. Em 1956, publicou o primeiro álbum de gravuras, intitulado ‘Favela’. A partir dessa data, foi docente da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo por 28 anos. Realizou muitas exposições individuais pelo Brasil, EUA, Chile, Paraguai, Portugal, Itália, Holanda e participou, entre as diversas mostras e Salões oficiais, das: Bienal Internacional de São Paulo (1955, 1959, 1961, 1963, 1985, 1989); Bienal de Veneza, Itália (1956, 1986); Panorama da Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1974, 1977, 1980, 1984). Foi premiada no Rio de Janeiro (1951, 1952) e em São Paulo (1955, 1984). MEC VOL.2, PÁG.403; PONTUAL, PÁG. 288; WALMIR AYALA VOL.1, PÁG.441; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG.15; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 606; ARTE NO BRASIL; www.artprice.com; www.catalogodasartes.com.br; www.editora.unicamp.br; www.laboratoriodasartes.com.br; artenaescola.org.br.



048 - ARLINDO MESQUITA (1924 - 1987)

Nu - óleo sobre eucatex - 90 x 60 cm - canto inferior direito -

Pintor figurativo de orientação tradicional, Arlindo Mesquita foi autodidata, e começou a pintar e esculpir aos 13 anos. Natural de Arcoverde, PE, transferiu-se para Recife, onde ingressou aos 15 anos na Escola de Aprendizes Marinheiros daquela cidade, servindo até 1944 na Marinha. Desde então fixou residência no Rio de Janeiro, onde foi desenhista de publicidade e pintor expositor frequente do SNBA. No II Salão Pancetti, realizado naquela cidade, em 1967, obteve prêmio de viagem a Paris. JULIO LOUZADA vol.11, pág. 212; PONTUAL pág. 359; MEC vol. 3, pág. 142; TEIXEIRA LEITE, pág. 323; ITAU CULTURAL.



049 - FERNANDO P (1917 - 2005)

Pescadores - óleo sobre tela colada em eucatex - 45 x 54 cm - canto inferior direito -

Nascido FERNANDO Clóvis Pereira, em São Luis do Maranhão, MA. Assina suas obras Fernando P. Realizou exposição em 1938 em sua cidade natal, transferindo-se após para o Rio de Janeiro, onde foi discípulo de Santa Rosa. Aperfeiçoou seus estudos em Paris, com André Lothe (pintura) e Gino Severini (mosaico). Expôs regularmente no SNAM-RJ, a partir de 1943, com um grande numero de premiações. JULIO LOUZADA, vol. 1 pág. 377; ITAÚ CULTURAL.



050 - SIRON FRANCO (1947)

A consulta - técnica mista sobre cartão - 50 x 70 cm - canto inferior esquerdo - 1981 -
Reproduzido sob o n° 149 em catálogo de Leilão de Arte de James Lisboa, leiloeiro oficial, São Paulo - SP. -

Batizado GESSIRON FRANCO, o artista nasceu em Goiás, GO. Um dos mais elogiados pintores e desenhista brasileiros pela crítica, a partir da década de 70, quando alcançou a maturidade em seus trabalhos. Seus trabalhos transmitem de forma muito pessoal e original, todo o sentimento humano com relação ao cotidiano da sociedade e seus integrantes emocionais; traz denúncia, inconformismo, medo, conflitos, imagens fortes e decisivas. WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 343/344; TEIXEIRA LEITE, pág. 206/207; JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 957; PONTUAL, pág. 222; ITAU CULTURAL ; WALTER ZANINI, pág. 760; LEONOR AMARANTE, pág. 240, Acervo FIEO.



051 - FERNANDO ODRIOZOLA (1921 - 1986)

Composição - gravura - A/50 - 47 x 32 cm - canto inferior direito - 1982 -

Fernando Pascual Odriozola nasceu em Oviedo, Espanha e faleceu em São Paulo. Pintor, desenhista e gravador. Começou a pintar em 1936. Veio para o Brasil em 1953 e fixou residência em São Paulo. No ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual na Galeria Portinari. O Museu de Arte Moderna de São Paulo dedicou-lhe outra individual, em 1955. Na década de 1960, lecionou no Instituto de Arte Contemporânea da Fundação Armando Álvares Penteado e colaborou como ilustrador nos jornais O Estado de S. Paulo e Diário de S. Paulo, e na revista Habitat. Em 1964, integrou, com Wesley Duke Lee , Yo Yoshitome e Bin Kondo , o Grupo Austral, ligado ao movimento internacional Phases. Participou das 7ª, 8ª, 9ª, 12ª, 13ª, 14ª, 15ª e 18ª Bienais Internacionais de São Paulo onde foi premiado na 7ª, 8ª, e 14ª edição; da 7ª Bienal de Tóquio; dos 2º e 5º Panoramas da Arte Atual Brasileira, entre outras. No ano de seu falecimento, o Centro Cultural São Paulo (CCSP) realizou uma exposição retrospectiva póstuma em sua homenagem. JULIO LOUZADA VOL.11, PÁG. 231; MEC VOL.3, PÁG.291; PONTUAL PÁG. 389; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 737; ARTE NO BRASIL PÁG.907; LEONOR AMARANTE PÁG. 143; ACERVO FIEO.



052 - ANGELO SIMEONE (1899 - 1963)

Natureza morta - óleo sobre paleta - 20 x 28 cm - canto superior direito - 20-01-1961 - São Paulo -

Pintor italiano, veio com a família para o Brasil em 1901, fixando-se em São Paulo, onde, aos dezessete anos, passou a freqüentar o Liceu de Artes e Ofícios como aluno de José Perissinoto. Participando regularmente do SPBA, nele obteve o prêmio Prefeitura de São Paulo, 1934,1953 e 1956, medalha de bronze,1935, pequena e grande medalhas de prata 1941 e 1944, primeiro prêmio Governo do Estado 1957, prêmios de aquisição 1957, 1959, 1961 e 1962, prêmio Caixa Econômica Federal de São Paulo, 1963 e prêmio Polifix, 1964. Conquistou, ainda, medalha de prata no Salão Santista de Belas Artes do Rio Grande do Sul. Foi incluído na mostra 50 Anos da Paisagem Brasileira, organizada por Sergio Miliet, em São Paulo . Há obras de sua autoria na Pinacoteca e no Palácio do Governo desse último Estado. Quirino da Silva focalizou-o na sua coluna do Diário da Noite (São Paulo, 20 de junho de 1968). TEODORO BRAGA, pág. 216; MEC, vol.4, pág. 285; PONTUAL, pág. 497; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 340; TEIXEIRA LEITE, pág. 483; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO, pág. 388, RUTH TARASANTCHI.



053 - MENASE WAIDERGORN (1927)

Buscando lenha - óleo sobre tela - 30 x 20 cm - canto inferior direito -

Pintor nascido em Hotin, Romênia. Seus pais vieram para o Brasil (1932) fixando residência em São Paulo. Ingressou na Associação Paulista de Belas Artes (fim da década de 1940), onde conheceu Dario Mecatti. Viajou pelo norte da África e Europa. Participou de diversos salões, coletivas oficiais e recebeu diversos prêmios. JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 1011; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



054 - CELSO NINOMIYA (1962)

"Mapa imaginário" - desenho a nanquim - 20 x 20 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, ilustrador e design gráfico nascido em São Paulo. Estudou arquitetura na FAU-USP e artes plásticas na FAAP, SP. Também teve aulas com Bin Kondo (1983), Setsuko Katayama (1992), Charles Watson (2001) e Ernesto Bonato. Realizou exposição individual em São Paulo (2004). Participou de mostras coletivas e oficiais em: São Paulo (1993, 1998, 2000); no Japão (2002, 2005, 2006). Foi premiado em: Curitiba, PR (1992); São Paulo (1993, 2000, 2003 - Concurso Nacional para Logomarca dos 450 anos da Cidade de São Paulo – Primeiro lugar, em parceria com Sergio Gagliardi). festivaldetv.com.br.



055 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

Candangos - múltiplo em bronze - 30 x 13 x 03 cm - assinado -

Escultor, desenhista e pintor paulista nascido em Mococa, SP e falecido no Rio de Janeiro. Mudou-se com a família para Itália, e fixou-se em Roma (1913). Iniciou estudos de desenho e escultura com o professor Loss (1920). Participou de movimentos antifascistas e foi preso (1931) por motivos políticos. Foi extraditado para o Brasil (1935) por intervenção do embaixador brasileiro na Itália. Em 1937, viajou para Paris e frequentou as academias ‘La Grand Chaumière’ e ‘Ranson’, onde estudou com Aristide Maillol e conviveu com Henry Moore, Marino Marini e Charles Despiau. Em 1939, retornou a São Paulo e junto com Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Sérgio Milliet, entre outros, participou do Movimento Modernista; foi um dos membros da Família Artística Paulista e do Grupo Santa Helena. Em 1943, transferiu-se para o Rio de Janeiro. A convite do ministro Gustavo Capanema instalou ateliê no antigo Hospício da Praia Vermelha, onde orientou jovens artistas como Francisco Stockinger. Possui obras em espaços públicos como ‘Monumento à Juventude Brasileira’ (1947), nos jardins do antigo Ministério da Educação e Saúde, atual Palácio Gustavo Capanema - RJ; ‘Candangos’ (1960), na Praça dos Três Poderes, e ‘Meteoro’ (1967), no lago do edifício do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília; ‘Integração’ (1989), no Memorial da América Latina, em São Paulo. Participou das Bienais de Veneza (1950, 1952); participou das I, II, IV e IX Bienais de São Paulo, período em que recebeu o prêmio de melhor escultor brasileiro (1953) e sala especial (1967). MEC, VOL.2, PÁG. 250; PONTUAL, PÁG. 237; MAYER/84, PÁG. 1333; BENEZIT VOL. 5, PÁG. 14; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 715; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 422; www.artprice.com; www.pinturabrasileira.com; www.dec.ufcg.edu.br; www.monumentos.art.br.



056 - SHOKICHI TAKAKI (1914 - 2006)

Rosas brancas - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2004 -

Nasceu em Niegata, Japão, em 15/7/1914. No Brasil desde 1927, onde faleceu. Autodidata até os últimos dias de vida. De lavra acadêmica, sua pintura reproduz paisagens, naturezas mortas, figuras humanas, flores e marinhas, em cunho realista e naturalista. Pintor com diversas participações no Salão Paulista de Belas Artes, tendo obtido medalha de bronze. JULIO LOUZADA, vol.11, pág. 315; MEC, vol. 4, pág. 352.



057 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Gato Azul" - acrílico sobre tela - 60 x 80 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2002 -
Com certificado de autencidade emitido pelo autor em 10 de Janeiro de 2002.-

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



058 - PAULA KADUNC (1954)

Composição - acrílico sobre tela - 35 x 25 cm - dorso - 2015 -
Obra 562 do catálogo da artista.-

Paula Kadunc, pseudônimo artístico de Maria Paula Kadunc, nasceu em São Paulo. Frequentou um curso clássico de arte e comunicação na época de colégio. Formou-se em historia (1975) e nos anos seguintes realizou viagens de estudo pela Europa, Japão, China e Filipinas. No inicio da década de 80 trabalhou no Museu de Arte de São Paulo como assessora de imprensa e relações publicas auxiliando ainda na curadoria de diversas exposições. Na década de 90 frequentou o ateliê do escultor Paulo Tadee onde trabalhou com desenhos e pinturas geométricas e passou a fundir esculturas em bronze. Estudou técnica de pintura com Marysia Portinari. Tem participado com suas obras de várias exposições coletivas e leilões de arte. Possui obras em diversas coleções particulares e no Museu de Arte do Parlamento de São Paulo. www.artemaisnet.com.br/artistas/paula-kadunc.html; www.catalogodasartes.com.br; www.al.sp.gov.br; www.artprice.com; www.askart.com.



059 - LUIZ VENTURA (1930)

"São Jorge" - óleo sobre tela - 30 x 30 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista e gravador, com várias exposições individuais e participação em coletivas no Brasil e no exterior. Aperfeiçoa seus estudos na Europa e Oriente. Dá aulas de gravura em madeira na Universidade Católica no Chile. Publica em Honduras, o seu "Manual de Grabado em Madera, Técnicas Occidental y Oriental". ITAÚ CULTURAL.



060 - THOMAZ IANELLI (1932 - 2001)

"Paisagem cósmica" - aquarela - 38 x 57 cm - canto inferior direito e dorso - 1992 -

Natural de São Paulo, estudou com Angelo Simeone na Associação Paulista de Belas Artes (1953). Participou de coletivas do Grupo Guanabara. Expôs individualmente desde 1960, em diversas cidade do País e no exterior (Madrid, Paris, Bilbao e Lima), e particpou de coletivas nacionais e estrangeiras, sendo presença constante em mostras antológicas de pintura brasileira no país e no estrangeiro. Sobre sua obra mais recente, já se disse pertencer a um mundo de suavidades carinhosas, poéticas, sem se tornar adocicado, monótono e cansativo. Um mundo feérico, aberto, fluído. Viveu no Paraná, com grande sucesso de público e crítica. TEIXERIA LEITE, pág. 507; MEC, vol. 2, pág. 345; WALTER ZANINI, pág. 755; ARTE NO BRASIL, pág.914, Acervo FIEO.



061 - ATHOS BULCÃO (1918 - 2008)

"Azulejos da igrejinha..." - impressão sobre azulejo - 30 x 30 cm - não assinado -
Complemento de título: Azulejo da Igrejinha Nossa Senhora de Fátima". Obra executada a partir de desenhos originais de Athos Balcão, 1957, confeccionados pela Fundação Athos Bulcão - Brasília - DF, conforme etiqueta no dorso.-

Pintor e desenhista. Começou a dedicar-se a arte estimulado por Portinari, que, em 1945, o convidou a trabalhar nas obras da Pampulha, em Belo Horizonte. No ano anterior realizara exposição individual na sede recém-inaugurada do Instituto dos Arquitetos do Brasil no Rio de Janeiro, voltando a fazê-lo na Capital mineira em 1946 e 1947. Já então conquistara medalhas de prata em pintura e desenho no SNBA. Recebendo bolsa de estudos no governo francês, viajou em 1948 para Paris, onde permaneceu um ano, visitando ainda a Itália. De regresso ao Brasil, passou a dedicar-se também a trabalhos no campo da decoração. Residindo mais recentemente em Brasília, ali criou azulejos e vitrais para a Igreja de Nossa Senhora de Fátima, com motivos cristãos da Pomba e da Estrela, símbolos do Divino Espírito Santo e da natividade. Participou como isento de júri dos II SAMDF (1965), realizando em 1968 exposição individual de desenhos em Brasília (Galeria Encontro). Rubem Braga focalizou-o em uma crônica publicada na revista Manchete (14 de agosto de 1954). TEODORO BRAGA, PÁG. 59; MEC, vol. 1, pág. 301; WALMIR AYALA, vol.1, pág. 140; PONTUAL, pág. 93; TEIXEIRA LEITE, pág. 92; JÚLIO LOUZADA, vol. 7, pág.112; ITAÚ CULTURAL.



062 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Composição geométrica - gravura - 80 x 68 cm - canto inferior direito -
No estado.-



063 - TRINDADE LEAL (1927)

"Reponto do dourado" - aquarela - 28 x 37 cm - canto inferior direito - 1977 -

Pintor, gravador e desenhista, nascido em Santana do Livramento, RS, vivendo atualmente em Porto Alegre. Autodidata, frequentou o Instituto de Belas Artes de Porto Alegre em 1949. Expõe individualmente a partir dos anos 50, nas cidades de Salvador e Rio de Janeiro. Participou da VII BSP, e do Núcleo de Gravadores Paulistas, sendo citado por TEIXEIRA LEITE na obra "A Gravura Brasileira", como um dos principais jovens gravadores da época. Foi ativo em São Paulo até a década de 80. MEC, vol. 2 pág. 462; RGS, pág. 471; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 720; ARTE NO BRASIL, pág. 964.



064 - ALFREDO EUGUL SAMAD (XX)

No jardim - óleo sobre tela - 91 x 71 cm - centro inferior - 07-08-83 -
Ex-coleção Antônio Maluf - Galeria Seta - São Paulo - SP. -

Pintor argentino natural de Navarro, Provincia de Buenos Aires. Fixou residência no Brasil a partir de 1954. Expôs individualmente em Buenos Aires em 1951, participando de coletivas a partir de 1953, destacando-se: III Salão Nacional de Artes Plásticas do Rio de Janeiro (Gravura), Salão Museu de Arte Moderna -MAM-SP (Desenho) e III Salão Brasileiro de Arte (Fundação Mokiti Okada) São Paulo (pintura). Recebeu o Prêmio Aquisição no III Salão de Arte Contemporânea de Americana-SP.



065 - TAPETE ORIENTAL,


Feito a mão, de lã, Indiano, medindo 219 x 170 cm = 3,72 m².-



066 - JOAN MIRÓ (1893 - 1980)

Composição - litografia off set - CCLXVIII/CCC - 37 x 28 cm - canto inferior direito na matriz -
Edição póstuma executada por Ediciones Polígrafa - Barcelona, Espanha - 1983, conforme marca em relevo seco. - (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador, ceramista e escultor. Assinava Joan Miró e Miró. Nasceu em Montroig, Espanha e faleceu em Palma de Mallorca - Ilhas Baleares, Espanha. Entrou para Escola de Belas Artes de Barcelona com quinze anos, aperfeiçoando-se com o arquiteto Gali. Começou a expor em 1918 na sua terra natal e pouco depois, transfere-se para Paris. Assinou o manifesto surrealista em 1924. Em 1940 voltou à Espanha - Mallorca. Trabalhou com o ceramista Llorens Artigas. Em 1947 realizou um mural em Cincinnati, EUA, e um para a Universidade de Harvard, em 1950 (hoje substituído por uma cópia cerâmica, cujo original se encontra no MOMA de Nova York). Em 1958 trabalhou em dois gigantescos murais em cerâmica para a UNESCO, em Paris. A Fundação Joan Miró foi inaugurada em Montjuic, Barcelona, em 1975. Outras obras suas podem ser vistas na maioria dos museus e coleções de arte moderna espalhados pelo mundo. JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG.638; VOL. 4, PÁG. 746; VOL. 6, PÁG. 735; VOL.8, PÁG. 576; BENEZIT, VOL. 7, PÁG. 435; ITAU CULTURAL; DICIONÁRIO OXFORD DE ARTE – MARTINS FONTES.



067 - LOTHAR CHAROUX (1912 - 1987)

Linhas - serigrafia - P.A. - 30 x 30 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista e professor austríaco, natural de Viena. Assinava Charoux. Iniciou os estudos artísticos com seu tio, o escultor austríaco Siegfried Charoux. Transferiu-se para o Brasil em 1928, fixando residência em São Paulo. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios da cidade onde conheceu Valdemar da Costa, com ele fazendo aprendizado de pintura a partir de 1940. Posteriormente passa a lecionar desenho no Liceu de Artes e Ofícios e no SENAI. Em 1947, realizou sua primeira exposição individual, na Galeria Itapetininga. Em 1952, participou da fundação do Grupo Ruptura, ao lado de Waldemar Cordeiro, Geraldo de Barros, Anatol Wladyslaw e outros. Com Hermelindo Fiaminghi e Luiz Sacilotto , cria a Associação de Artes Visuais NT - Novas Tendências, em 1963. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras oficiais nacionais como a Bienal Internacional de São Paulo (I a IX, XII, XIII), Panorama da Arte Atual Brasileira (1º ao 3º, 6º, 9º, 11º, 12º) e no exterior. É homenageado com retrospectiva no Museu de Arte Moderna de São Paulo e no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro em 1974. Em 2005, é publicado o livro ‘Lothar Charoux: A Poética da Linha’, pela historiadora de arte Maria Alice Milliet. PONTUAL, PÁG. 131; MEC VOL. 1, PÁG. 433; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 254; VOL. 9, PÁG.207; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 645; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; ACERVO FIEO.



068 - SERGIO MILLIET (1898 - 1966)

Palhaço - óleo sobre madeira - 34 x 31 cm - canto inferior esquerdo e dorso -
Com estudo no dorso.-

Nascido e falecido em São Paulo, Capital. Poeta, ensaísta, crítico literário e de arte, e pintor. Ao lado de suas múltiplas atividades de poeta, crítico e estudioso das artes plásticas, Sergio Milliet também foi assíduo pintor de domingo, especialmente das praias de Santos. Foi diretor artístico do MAM-SP, o qual organizou em 1969, uma exposição de sua pintura, comentada no Jornal do Brasill, de 22/9/1969. PONTUAL, pág. 361; JULIO LOUZADA vol.10, pág. 598; ITAÚ CULTURAL; TEIXEIRA LEITE, pág. 325. Acervo FIEO.



069 - ANTONIO PACHECO FERRAZ (1904 - 2006)

Sacristia - óleo sobre tela - 50 x 65 cm - canto inferior esquerdo - 1979 -
Com etiqueta no dorso, indicando prêmio aquisitivo "Ornabi".-

Natural de Piracicaba, este pintor sensível, paisagista e retratista, viajou para Paris em 1926, ali estudando, inclusive, com Jean Paul Laurens, na Academia Julian e na Escola de Belas Artes . Ainda em Paris participou do Salão dos Artistas Franceses de 1928 a 1929. Diversos museus tem obras suas, inclusive a PINACOTECA-SP e MNBA da Bretanha. WALMIR AYALA, vol.2, pág.155; PONTUAL, pág.400; TEIXEIRA LEITE, pág.372; MEC, vol. 2, pág. 150; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



070 - RAIMUNDO DE OLIVEIRA (1930 - 1966)

A expulsão do paraíso - técnica mista - 48 x 67 cm - canto inferior esquerdo - 1958 -

Raimundo Falcão de Oliveira nasceu em Feira de Santana, BA e faleceu em Salvador, BA. Pintor, desenhista e gravador. Iniciou-se nas artes por intermédio da mãe, pintora de temática religiosa, que o encaminhou para o desenho e a pintura, como também o orientou na religião. Incentivado pela professora de desenho, expôs pela primeira vez no Ginásio Santanópolis, onde retratou os professores da escola. Após a conclusão do curso ginasial, em 1947, seguiu para Salvador, onde fez cursos regulares de pintura com Maria Célia Amado, na Escola de Belas Artes da Universidade da Bahia, e conheceu Mario Cravo Júnior e Jenner Augusto . Realizou a primeira individual no hall da Prefeitura de Feira de Santana, em 1951, momento em que se ligou a um grupo de artistas independentes, responsável pelos ‘Cadernos da Bahia’. Residiu em São Paulo de 1958 a 1964, depois voltou a morar na Bahia. Viveu no Rio de Janeiro entre 1965 e 1966. Realizou exposição individual no MAM, RJ (1966), entre outras, e participou, também entre outras, da 7ª e 8ª Bienal de São Paulo (1963 e 1965). Em Salvador foi premiado em 1955 e 1956. No ano de sua morte foi editada a ‘Pequena Bíblia de Raimundo de Oliveira. Xilogravuras’, pela Galeria Bonino e Petite Galerie, organizada por Julio Pacello, com prefácio de Jorge Amado. Em 1982, foi publicado o segundo álbum do artista, ‘Via Crucis’, pela Fundação Cultural do Estado da Bahia, e foi inaugurada a Galeria Raimundo de Oliveira, em Salvador. TEIXEIRA LEITE, 365; PONTUAL, 394; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; MEC VOL. 3, PÁG. 299; JULIO LOUZADA VOL. 7, PÁG. 524; ACERVO FIEO.



071 - BENEDITO CALIXTO DE JESUS (1853 - 1927)

Natureza morta - desenho a carvão - 47 x 33 cm - lado direito -

Pintor, professor, historiador, ensaísta, nascido em Conceição de Itanhaém, SP e falecido em São Paulo. Transferiu-se para Brotas, SP, onde adquiriu noções de pintura com o tio Joaquim Pedro de Jesus, ao auxiliá-lo na restauração de imagens sacras de uma igreja local. Realizou sua primeira individual em São Paulo, no ano de 1881. Fixou-se por algum tempo em Santos e depois de ter executado a decoração do Teatro Guarani, partiu para Paris em 1883, estudando na Academia Julian e no ateliê de Jean François Raffaëlli. Retornou ao Brasil em 1885 e passou a residir em São Vicente. Produziu inúmeras marinhas em que representa o litoral paulista; realizou diversos painéis de temas religiosos para igrejas na capital e interior do Estado de São Paulo; pintou vistas de antigos trechos das cidades de São Paulo, Santos e São Vicente para o Museu Paulista da Universidade de São Paulo, por encomenda do diretor do museu o historiador Afonso d´Escragnolle Taunay. Dedicou-se também a estudos históricos da região e à preservação de seu patrimônio e publicou, entre outros, os livros 'A Vila de Itanhaém' (1895) e 'Capitanias Paulistas' (1924). Existem obras suas nos acervos de diversos museus brasileiros. TEODORO BRAGA PÁG. 51; REIS JR PÁG. 214; LAUDELINO FREIRE PÁG. 387; PONTUAL PÁG. 68/69; MEC VOL.1, PÁG. 326/327; WALMIR AYALA VOL.1, PÁG.153; MAYER/83 PÁG. 601; TEIXEIRA LEITE PÁG. 97; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 505; ARTE NO BRASIL PÁG. 599, RUTH TARASANTCHI; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 172. ACERVO FIEO.



072 - CANDIDO DE OLIVEIRA (1961)

Paris - óleo sobre tela - 70 x 100 cm - canto inferior direito e dorso - 2015 -

Pintor, Edmilson Cândido de Oliveira é natural de Pesqueira, Pernambuco. Assinava até 1985: Edmilson e, atualmente, assina Cândido de Oliveira. Teve como mestres José Ismael e Gilberto Geraldo. Realizou exposição individual em São Paulo (1995) e participa de mostras coletivas desde 1993, com premiações em: Guarulhos, SP (1993); Matão, SP (1994); Amparo, SP (1995); São Paulo (1995). JULIO LOUZADA VOL.7, PÁG. 520; VOL. 8, PÁG. 620; www.artnet.com.



073 - GIANCARLO ZORLINI (1931)

Paisagem - técnica mista - 32 x 23 cm - canto inferior direito - 1981 -

Médico de profissão, iniciou-se autodidaticamente na pintura, em 1962. É filho do escultor e pintor Ottone Zorlini. Participou diversas vezes do Salão Paulista de Belas Artes, nele recebendo diversas premiações. Sua pintura tem como tema predominante a paisagem. JULIO LOUZADA vol. 3, pág. 124; MEC vol.4, pág.534; PONTUAL, pág. 559; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



074 - ANTONIO BANDEIRA (1922 - 1967)

Composição - guache - 16 x 23 cm - canto inferior direito -
Ex coleção do Zito Saback - Rio de Janeiro.-

Pintor, desenhista, gravador, nascido em Fortaleza, CE e falecido em Paris, onde viveu a maior parte de sua vida. É um dos pioneiros da arte abstrata no Brasil. Iniciou-se na pintura como autodidata. Em 1941, em Fortaleza, participou, ao lado de Mário Baratta, entre outros, da criação do Centro Cultural de Belas Artes depois, Sociedade Cearense de Artes Plásticas. Em 1945, transferiu-se para o Rio de Janeiro e, no ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual. Contemplado pelo governo francês com bolsa de estudos, permaneceu em Paris de 1946 a 1950 onde frequentou a Escola Nacional Superior de Belas Artes e a ‘Académie de la Grande Chaumière’. Entre 1947 e 1948 participou do ‘Salon d'Automne’ e do ‘Salon d'Art Libre’. Tomou parte em reuniões de artistas e formou o Grupo Banbryols (ban de Bandeira; bry de Camille Bryen; e ols de Wols), que durou de 1949 a 1951. Voltou ao Brasil em 1951 e apresentou-se na 1ª Bienal Internacional de São Paulo. Em 1952, criou um mural para o Instituto dos Arquitetos do Brasil, em São Paulo. Retornou a Paris em 1954 em razão do Prêmio Fiat, obtido na 2ª Bienal Internacional de São Paulo, mas não deixou de expor no Brasil. Permaneceu na Europa até 1959, passando pela Inglaterra e Bélgica, onde, em 1958, realizou um painel para o ‘Palais des Beaux-Arts’. Ao retornar ao Brasil teve uma atividade artística intensa, participou de importantes exposições, em paralelo a mostras em Paris, Munique, Verona, Londres e Nova York. Voltou a Paris em 1965, onde permaneceu até sua morte. BENEZIT, VOL.1, PÁG.415; MEYER/87, PÁG.606; MEC, VOL.1, PÁGS.159,160 E 167; PONTUAL, PÁGS. 48 E 49; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁGS. 71 A 74; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 52 A 54; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; ARTE NO BRASIL, PÁG. 599; LEONOR AMARANTE, PÁG. 34; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 86; ACERVO FIEO; web.artprice.com; pitoresco.com; pinturabrasileira.com.



075 - JOSÉ NANTES (XX)

Nu - escultura em pedra sabão - 29 x 33 x 23 cm - assinado -

Pintor e escultor com diversas participações em exposições coletivas e oficiais, entre as quais, Mostra de Arte e Artesanato da Região Centro-Oeste no Centro de Convenções de Brasília, DF. Foi premiado em Mato Grosso do Sul no: II Salão do Artista Jovem (1980); Prêmio Vinícius de Morais (1981); I Salão de Artes Plásticas (1982). JÚLIO LOUZADA VOL. 4, PÁG. 785.



076 - HÉRCULES BARSOTTI (1914 - 2010)

Composição - serigrafia - 38/100 - 50 x 50 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, programador visual, gravador, nascido em São Paulo, SP . Iniciou-se nas artes em 1926, estudando desenho e composição com o pintor Enrico Vio. Começa a pintar em 1940 e, na década seguinte, realiza as primeiras pinturas concretas, além de trabalhar como desenhista têxtil e projetar figurino para o teatro. Em 1954, com Willys de Castro, funda o Estúdio de Projetos Gráficos, elabora ilustrações para várias revistas e desenvolve estampas de tecidos produzidos em sua tecelagem. Na década de 1960, convidado por Ferreira Gullar (1931), integra-se ao Grupo Neoconcreto do Rio de Janeiro e participa das exposições de arte do grupo realizadas no Ministério da Educação e Cultura, no Rio de Janeiro, e no Museu de Arte Moderna de São Paulo - MAM/SP. Em 1960, expõe na mostra Konkrete Kunst [Arte Concreta], organizada por Max Bill, em Zurique. Hercules Barsotti explora a cor, as possibilidades dinâmicas da forma e utiliza formatos de quadros pouco usuais, como losangos, hexágonos, pentágonos e circunferências. Em sua obra a disposição dos campos de cor cria a ilusão de tridimensionalidade. Entre 1963 e 1965, colabora na fundação e participa do Grupo Novas Tendências, em São Paulo. Em 2004, o MAM/SP organiza uma retrospectiva do artista. JULIO LOUZADA, vol. 1, pag. 98; ITAU CULTURAL



077 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Negra - serigrafia - 54 x 35 cm - canto inferior direito -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



078 - MARIA BONOMI (1935)

"Tupã" - xilogravura - 43/50 - 47 x 65 cm - canto inferior direito - 1988 -
Com certificado de autencidade firmado pela autora, no dorso.-

Gravadora, pintora, figurinista, cenógrafa, muralista e escultora. No Brasil desde os nove anos de idade, residiu no Rio de Janeiro, com o seu avô, o construtor Conde Martinelli. Em 1950, já em São Paulo, estudou inicialmente com Yolanda Mohalyi, em seguida, a partir 1953, com Karl Plattner e Livio Abramo. Fez estudos de aperfeiçoamento no exterior, estudando com grandes mestres. Participante assídua de exposições coletivas, salões e mostras nacionais e internacionais, com muitas premiações. JULIO LOUZADA vol.1, pág. 142; PONTUAL, pág. 80; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI,pág. 692; ARTE NO BRASIL, pág. 837; LEONOR AMARANTE, pág. 75, Acervo FIEO.



079 - BENEDITO JOSÉ DE ANDRADE (1906 - 1979)

Galinheiro - óleo sobre tela - 60 x 120 cm - canto inferior direito -

Através de sua arte obteve destaques e prêmio nas exposições em que participou, como o SPBA, onde foi agraciado com o Prêmio Costa Ribeiro. Recebeu Medalha de Bronze em 1948 e Pequena Medalha de Prata em 1949. Mais tarde em 1951, conquistou o Prêmio Prefeitura de São Paulo. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, onde foi aluno de Viggiani, Panelli e Enrico Vio. Além do SPBA, participou e também obteve premiações no Salão de Belas Artes e no Salão de Santos. Colecionadores particulares do Brasil e do exterior possuem obras suas. JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 57; MEC, vol. 1, pág. 80; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



080 - REMBRANDT VAN RIJN (1606 - 1669)

Vendedor - gravura - 13 x 09 cm - centro inferior na matriz - 1635 -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista e gravador da Escola Holandesa, Rembrandt Harmenszoon van Rijn nasceu em Leiden e faleceu em Amsterdam. Aos quatorze anos entrou para a Universidade de Leiden e como não lhe interessou o programa, foi estudar arte com o mestre local Jacob van Swanenburch (de 1620 a 1623) e, em Amsterdam, com Pieter Lastman (1624). Em Leiden ainda, trabalhou com o gravador Jan van Vliet - suas primeiras gravuras datadas indicam o ano de 1626 - e começou a ensinar pintura. Seu primeiro aluno foi Gerrit Dou. Mudou-se para Amsterdam (1631), casou-se (1634) e rapidamente se estabeleceu como o principal retratista da cidade – cerca de cinquenta obras datadas de 1632 ou 1633, a maioria é constituída de retratos, além de continuar dando aulas em seu estúdio. Trabalhou suas gravuras, durante a década de 1640, na 'Hundred Guilder Print'. A mais importante encomenda que recebeu na década de 1630 veio do príncipe Frederico Henrique de Orange, consistindo em cinco pinturas de cenas da Paixão. Embora os retratos e cenas religiosas constituam a maior parte de sua obra, ele fez contribuições originais a outros gêneros incluindo a natureza-morta. Na década de 1640 desenvolveu também um interesse pela paisagem; sugeriu-se que, nesse período, ele tenha passado mais tempo no campo para fugir de seus problemas domésticos. É considerado universalmente como o maior água-fortista de todos os tempos e seus desenhos normalmente concebidos como obras independentes e não, como estudos para as pinturas. BENEZIT; DICIONÁRIO OXFORD DE ARTE; REMBRANDT E ARTE DA GRAVURA – catálogo da exposição realizada no Centro Cultural Banco do Brasil, SP em 2002; www.rembrandtpainting.net; www.rijksmuseum.nl; www.metmuseum.org; www.holland.com; www.biography.com; www.metmuseum.org; www.britannica.com; www.nationalgallery.org.uk; www.artprice.com;



081 - EDWARD HOPPER (1882 - 1967)

Nu - desenho a nanquim - 28 x 20 cm - canto inferior esquerdo -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, gravador, ilustrador e escritor nascido e falecido em Nova York, EUA. Em Nova York, estudou ilustração numa escola comercial (1899-1900) e cursou a Escola de Arte de Nova York (1900-1906), foi aluno de Robert Henri e Kenneth Hayes Miller. Após deixar a escola trabalhou como ilustrador e pintava nas horas livres. Entre 1906 e 1910 realizou três viagens à Europa ficando mais tempo em Paris. De 1915 até 1923 produziu cerca de cinquenta águas-fortes as quais foram apresentadas em muitas exposições e recebeu dois prêmios em 1923. Realizou exposições individuais, participou de muitas exposições coletivas e oficiais, recebendo prêmios, entre eles: 'Armory Show' (1913); 'Chicago Society Etchers' (1918 a 1923 – Prêmio, 1924); Instituto de Arte de Chicago (Prêmios: 1923, 1942, 1945); Museu de Arte de Los Angeles (1921, 1923 - prêmio); Bienal Corcoran (1923 a 1963 – Prêmio); MOMA (1933 - retrospectiva); Bienal de Veneza (1952, 1954); 'Fourth International Hallmark Art Award' (1957 - prêmio); St. Botolph's Club, Boston (1963 - prêmio); 9ª Bienal Internacional de São Paulo (1967). Foi membro da 'National Institute of Arts and Letters (1945) e da 'American Academy of Arts and Letters' (1955). BENEZIT VOL. 5, PÁG. 616; DICIONARIO OXFORD DE ARTE; EDWARD HOPPER - LLOYD GOODRICH; www.edwardhopper.net; www.metmuseum.org; www.biography.com; www.bienal.org.br; www.nga.gov; www.moma.org; www.artprice.com.



082 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XIX - XX

Paisagem - óleo sobre madeira - 16 x 31 cm - canto inferior esquerdo -
J.Vago.-



083 - INNOCÊNCIO BORGHESE (1897 - 1985)

São Vicente - óleo sobre cartão - 23 x 40 cm - canto inferior esquerdo - 1961 -
No estado.-

Pintor e professor paulista, participante do Salão Paulista de Belas Artes, de 1935 a 1961. Diversas exposições individuais e coletivas, com muitas premiações. Pintou muitas paisagens tendo como tema a cidade de São Paulo. TEODORO BRAGA, pág 56; MEC, vol. 1, pág. 251; Acervo FIEO.



084 - ROLANDO NATAL SCURZIO (1931 - 1998)

"Natureza morta" - óleo sobre tela - 50 x 40 cm - canto inferior direito e dorso - 1978 -
Com etiquetas de "A Galeria", Rua Bela Cintra, 1533, São Paulo - SP, no dorso. -

Pintor de tendência figurativa com temática que se extravasa em forte colorido expressionista. Estudou com o professor Mecozzi e com o mestre Arlindo Castellane di Carli. Participou de várias exposições e recebeu vários prêmios em 1978. No Salão Paulista de Belas Artes recebeu Menção Honrosa. JULIO LOUZADA, vol. 7, pág. 647, Acervo FIEO.



085 - BUSTAMANTE SÁ (1907 - 1988)

Vista do Pão de Açúcar - óleo sobre tela colada em cartão - 41 x 33 cm - canto inferior esquerdo - Rio de Janeiro -

Natural da cidade do Rio de Janeiro, estudou na ENBA naquela cidade, onde foi aluno de Rodolfo Amoedo e Rodolfo Chambelland. Participou do Núcleo Bernardelli, do qual foi um dos fundadores em 1931. Participou de sucessivas versões do SNBA a partir de 1928, recebendo diversas premiações. Excepcional pintor do gênero paisagem. TEODORO BRAGA, pág. 59; REIS JR. , pág. 385; MEC,vol. 4, pág. 127; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 145 e 147; TEIXEIRA LEITE, pág. 94; JÚLIO LOUZADA, vol. 11, pág. 47; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 579; ARTE NO BRASIL, pág. 763; Acervo FIEO.



086 - JOSÉ SABÓIA (1949)

Na rede - óleo sobre tela - 40 x 60 cm - canto inferior direito -

Pintor, José Sabóia do Nascimento nasceu em Almadina-BA. Artista autodidata foi para o Rio de Janeiro em 1967 e começou a pintar no ano seguinte, passando a expor seus trabalhos na feira hippie de Ipanema. Fez sua primeira exposição individual em Fortaleza, CE (1970). Entre as exposições de que participou, destacam-se: I e III Salão Nacional de Artes Plásticas do Ceará, Fortaleza, (1969, 1971 - Prêmio Aquisição); Dez Pintores no Rio de Janeiro, no MNBA, RJ (1983); ‘Brésil Naifs’, Paris (1986); ‘Salon d'Art Naif’- Marseilha, França (1987); ‘Pintura, Presença e Povo na Arte Brasileira’ no Museu da Casa Brasileira - São Paulo (1990); ‘Visões do Rio’ no MAM, RJ (1996). No exterior expôs individualmente em São Francisco, EUA e Munique, Alemanha, além de participar de coletivas em vários países e, principalmente na França, com exposições organizadas pela Galeria Jacqueline Bricard e uma presença cativa na ‘Galerie Naïfs du Monde Entier’ em Paris. José Sabóia participou do Concurso Internacional de Morges, quando seu quadro foi eleito pelo público, a melhor obra de 60 participantes de 22 países, premiação que originou o convite da Galeria Kasper para realizar uma exposição individual em 1997. JULIO LOUZADA vol. 11, pág. 278; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 228; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO; www.artprice.com; www.nautilus.com.br; www.ardies.com.



087 - ARMANDO SENDIN (1928)

Composição - técnica mista - 14 x 19 cm - canto inferior esquerdo - 1999 - Paris -
Com dedicatória no dorso.-

Pintor, desenhista, gravador, escultor e ceramista. Realizou estudos artísticos na Espanha e na França. Retornando ao Brasil, (após figurar em mostras coletivas no estrangeiro) e fixando-se em São Paulo, participou em 1967, do 1º SOP, XVI SPAM, I Salão de Arte Contemporânea de Santos (Prêmio Prefeitura). Ganhou o 1º Prêmio de pintura na mostra Roma e a Campanha Romana (Auditório-Itália, São Paulo). Ainda em 1967, expôs individualmente na Galeria F. Domingo, de São Paulo, voltando a fazê-lo nas galerias KLM (São Paulo, 1968), do Centro Cultural Brasil-Estados Unidos (São Paulo, 1968) e Goeldi (GB, 1968), também apresentado seus trabalhos, com Maria de Lourdes Novais e Vitor Décio Gerhard, na Galeria IBEU (GB, 1968). Figurou ainda no II SOP (1968). A respeito de suas obras, de caráter abstracionista, disse Samson Flexor, em 1968: "Considero os óleos e guaches de Armando Sendin como sendo lugares ideais de encontro e fusão dos elementos primordiais: a terra e o fogo. Fusão resultando em cinzas com focos de brasa que a frescura dos azuis-turquesa mal consegue apagar". Em 1965 publicou o livro Cerâmica Artística, especialidade que lecionou, entre 1959 e 1964, em escola por ele próprio fundada em São Paulo. TEIXEIRA LEITE, pág.472; WALMIR AYALA, vol.2, pág.316-317; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 754; LEONOR AMARANTE, pág. 196. Acervo FIEO.



088 - MANUEL MADRUGA FILHO (1872 - 1951)

"Interior de roça" - óleo sobre tela - 57 x 42 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor, desenhista, artista gráfico e professor - Manuel Pereira Madruga Filho nasceu em Teresópolis, RJ e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. Estudou na Academia Imperial de Belas Artes - RJ, onde foi aluno de José Maria de Medeiros e Zeferino da Costa; na Escola de Belas Artes de Paris onde foi aluno de Henri Rochefort; na Escola ao Ar Livre de Antônio Parreiras, RJ (1891) e na Academia Julian, Paris (1894) onde foi aluno de Jean-Paul Laurens e Marcel Baschet. Foi membro fundador e vice-presidente da Academia Brasileira de Belas Artes. Viveu em Paris de 1894 a 1940. Recebeu do Governo Francês os títulos: Oficial da Academia de Paris (1910), ‘Officer de l´Instruction Publique’ (1924) e Cavalheiro da Ordem da Legião de Honra (1936). Executou um painel para o Pavilhão do Brasil na Exposição Internacional de Turim, Itália em 1911. Fixou-se definitivamente no Brasil, Rio de Janeiro, a partir de 1940. Participou de muitas exposições e Salões oficiais. Foi premiado no Rio de Janeiro (1894, 1898, 1908, 1948, 1949, 1950); em Porto Alegre, RS (1942); em São Paulo (1942, 1944, 1947) e recebeu o 1º lugar no Concurso para decoração do Salão Nobre do Palácio da Guerra no Rio de Janeiro em 1940. MEC VOL. 3, PÁG 35, PONTUAL PÁG. 327; JULIO LOUZADA VOL. 1, pág. 565.



089 - CLAUDIO TOZZI (1944)

Pássaro - óleo sobre tela - 40 x 40 cm - canto inferior direito -

Pintor, arquiteto e gravador, Claudio José Tozzi nasceu em São Paulo. É mestre em arquitetura pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo. Realizou diversas exposições individuais. Participou, entre várias mostras e Salões oficiais, da Bienal Internacional de São Paulo em 1967, 1969, 1977, 1985, 1989, 1991; do Panorama da Arte Atual Brasileira em 1971, 1973, 1976, 1977, 1979, 1980, 1983; da Bienal de Veneza em 1976; da Bienal de Paris em 1980. Criou painéis para espaços públicos de São Paulo, como: ‘Zebra’, colocado na lateral de um prédio da Praça da República; na Estação Sé do Metrô, em 1979; na Estação Barra Funda do Metrô, em 1989; no edifício da Cultura Inglesa, em 1995 e, no Rio de Janeiro, na Estação Maracanã do Metrô Rio, em 1998. WALMIR AYALA VOL.2, PÁG.388; PONTUAL PÁG.525; TEIXEIRA LEITE PÁG. 512; ARTE NO BRASIL VOL.2, PÁG.1059; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 740; LEONOR AMARANTE PÁG. 170; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 992; www.eca.usp.br; www.pinacoteca.org.br.



090 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Frutas - acrílico sobre cartão - 33 x 47 cm - centro inferior - 1983 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



091 - HERMELINDO FIAMINGHI (1920 - 2004)

Composição - litografia - 54 A / 58 - 35 x 51 cm - canto inferior direito -

Nasceu em São Paulo, a 22 de outubro de 1920. Pintor e artista gráfico. Dedicou-se regularmente à pintura a partir de 1950, com seu mestre Volpi. Foi um dos pioneiros do concretismo, com o qual rompeu anos mais tarde, para fazer uma pintura mais solta, através de seu diálogo com a cor e da interação com a luz em contato com a natureza. Expõs individualmente a partir de 1961 e coletivamente desde 1955, sempre com premiações. JULIO LOUZADA, vol. 4 pág. 401; ITAÚ CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 928; LEONOR AMARANTE, pág. 75.



092 - GEORGIA KYRIAKAKIS (1961)

Linhas - técnica mista - 57 x 45 cm - canto inferior direito - 1992 -

Artista plástica nascida em Ilhéus, BA. Formou-se em Artes Pla´sticas pela FAAP, mestre e doutora em Artes pela Universidade de Sa~o Paulo. Leciona desde 1997 na Faculdade de Artes Pla´sticas da FAAP e no Centro Universita´rio Belas Artes, onde tambe´m atua na po´s-graduac¸a~o. Expo~e regularmente desde 1986, em mostras coletivas e individuais, tendo recebido diversos pre^mios desde enta~o. Dentre eles, destacam-se: Pre^mio Funarte de Arte Contempora^nea (2012); Bolsa Vitae de Artes (2002); Pre^mio 'O Artista Pesquisador' do Museu de Arte Contempora^nea de Nitero´i (2001); 'Brazilian Project', 'European Ceramic Work Centre' - Holanda (1995); Pre^mio Brasi´lia de Artes Pla´sticas (1992), Salão Nacional (1991), entre outros. ITAU CULTURAL; www.georgiakyriakakis.com.br; www.funarte.gov.br; www.artprice.com.



093 - ROBERTO BURLE MARX (1909 - 1994)

Composição - serigrafia - 71/120 - 61 x 73 cm - canto inferior direito na tela serigráfica -
Edição póstuma com relevo seco do Projeto Burle Marx.-

Nasceu em São Paulo e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, paisagista, arquiteto, desenhista, pintor, gravador, litógrafo, escultor, tapeceiro, ceramista, designer de jóias, decorador. Durante a infância viveu no Rio de Janeiro. Foi com a família para a Alemanha, em 1928. Em 1929, freqüentou o ateliê de pintura de Degner Klemn. Nos jardins e museus botânicos de Dahlen, em Berlim, entusiasmou-se ao encontrar exemplares da flora brasileira. De volta ao Brasil, fez curso de pintura e arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1930 - 1934), onde foi aluno de Leo Putz , Augusto Bracet e Celso Antônio. Seu primeiro projeto paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, em 1932. Entre 1934 e 1937, ocupou o cargo de diretor de parques e jardins do Recife, PE, onde passou a residir. Nesse período, foi com freqüência ao Rio de Janeiro e teve aulas com Candido Portinari e com o escritor Mário de Andrade. Em 1937, retornou ao Rio de Janeiro e trabalhou como assistente de Candido Portinari. Foi em 1949, conforme sua paixão por plantas e seu interesse por botânica e jardinagem, que Burle Marx adquiriu um sítio em Barra de Guaratiba, RJ. Com auxílio de botânicos, viajou, coletou, catalogou exemplares de plantas do Brasil e reproduziu em seu sítio a diversidade fitogeográfica brasileira. Em 1985 doou esse sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.Realizou muitas exposições individuais e projetos paisagísticos, participou de diversas mostras oficiais coletivas pelo Brasil e no exterior. PONTUAL, PÁG. 94; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 93; MEC. VOL.1, PÁG.303; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 738; LEONOR AMARANTE, PÁG. 98; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 179; artnet.com. ACERVO FIEO.



094 - EDOUARD-LEON CORTÈS (1882 - 1975)

Paris - óleo sobre tela - 33 x 46 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor nascido e falecido em Lagny-sur-Maine, França. Filho do pintor espanhol Antonio Cortés que foi para a Exposição Universal em Paris (1855) e se estabeleceu com a família em Lagny-sur-Marne. Iniciou seu filho no aprendizado da pintura e, com dezesseis anos, apresentou uma pintura na Sociedade dos Artistas Franceses (1899) onde foi bem recebido pela crítica e pelo público. Foi um ativo membro da ‘Union des Beaux-Arts de Lagny’ (1927 a 1930) e seu primeiro presidente. Participou também de exposições em Paris incluindo: o Salão de Outono, Salão de Inverno, Salão da Sociedade Nacional de Horticultura e Salão dos Independentes, onde ganhou diversos prêmios. BENEZIT VOL. 3, PÁG. 193; JULIO LOUSADA, VOL. 1, PÁG. 272; www.rehs.com; www.artprice.com; artist.christies.com; www.askart.com.



095 - VICTOR VASARELY (1908 - 1997)

"Cinétiques" - técnica mista - 30 x 25 x 5 cm -
No dorso etiqueta de Vasarely cinétiques. "Editions Du Griffon - Neuchatel - Switzerland 1973. " Obra apresentada em caixa de acrílico.-

Natural de Pecs, Hungria, onde nasceu a 9 de abril de 1908. Pintor e gravador, viveu em Paris desde 1930, naturalizando-se frânces em 1961. Iniciou-se na Academia de Padolini-Volkmann, Hungria, filiando-se à Bauhaus de Budapest. Mestre da pesquisa abastrata, é tido como continuador do espírito que moveu as realizações da Bauhaus, de de Albers e de Moholy Nagy. Deu um impulso excepcional à arte ótica, pela qualidade de suas realizações. Expôs individualmente em Paris, Bruxelas, Copenhagen, Estocolmo e outros grandes centros culturais europeus. WALTER ZANINI, pág. 664; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 1024; LEONOR AMARANTE, pág. 137;



096 - FABIO MAGALHÃES (1942)

"Caixa" - desenho a nanquim e guache - 65 x 48 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1975 -

Pintor e desenhista natural da cidade de São Paulo, SP. Estudou desenho e pintura com Nelson Nóbrega, em SP (1961) e fez o curso de História da Arte com Wolfgang Pfeiffer, no MASP-SP. Foi aluno do Instituto de Arte e Arqueologia de Paris (1964), quando entrou em contato com Edonard Jaguer e outros ativistas de Phases, movimento internacional de artistas plásticos. Expõe individualmente desde 1962 e coletivamente a partir de 1960. MEC, vol 3, pág. 38; PONTUAL, pág. 328, TEIXEIRA LEITE, pág. 299 ITAUCULTURAL.



097 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Marinha" - acrílico sobre tela - 60 x 80 cm - canto inferior direito e dorso - 2000 -
Com certificado de autencidade emitido pelo autor em 31 de Abril de 2000.-

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



098 - GIUSEPPE PERISSINOTTO (1881 - 1965)

Paisagem - óleo sobre madeira - 12 x 22 cm - canto inferior esquerdo -
Com resquícios de etiqueta de Renato Magalhães Golveia Escritório de Arte São Paulo, no dorso.-

Nascido em Musile, Veneza, Itália, veio para o Brasil ainda criança e cuja família radicou-se no interior de São Paulo. Fez estudos de pintura na Academia de Belas Artes de Veneza, para onde retornou aos dezoitos anos, prosseguindo para Florença e demais centros de arte da Itália onde se aperfeiçoou; retornou a cidade de São Paulo em 1912, dedicando-se exclusivamente a sua pintura que sempre teve como tema paisagens, marinhas naturezas mortas e figuras. Expôs em várias capitais do Brasil, com sucesso de crítica e público; foi um dos idealizadores do SPBA, ao lado de Souza Pereira e outros. ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO, RUTH TARASANTCHI.



099 - GILBERTO SALVADOR (1946)

"Ouvindo Taj Mahal" - óleo sobre tela - 140 x 70 cm - centro inferior e dorso - 1982 -

Paulistano, Gilberto Salvador é pintor e desenhista, desfrutando de reconhecidos méritos pela critica especializada. Participou da IX Bienal de São Paulo (1967) e de outros Salões Oficiais a partir desse mesmo ano, recebendo diversas premiações. MEC, vol. 4, pág. 153; PONTUAL, pág. 469; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 740; ARTE NO BRASIL, pág. 971; LEONOR AMARANTE, pág. 185; Acervo FIEO.



100 - FILIPPO DE PISIS (1896 - 1956)

Paisagem - óleo sobre tela - 60 x 52 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, ilustrador e escritor italiano, Luigi Filippo Tibertelli nasceu em Ferrara e faleceu em Milão. Assumiu o nome artístico Filippo de Pisis por volta de 1912. A partir de 1904 teve aulas de desenho com Odoardo Domenichini, Angelo e Giovanni Longanesi. Realizou estudos literários, científicos e, a partir de 1920, dedicou-se à pintura também. Conviveu com Giorgio de Chirico, Carlo Carra, Alberto Savinio, entre outros. Viveu em Paris até 1939 onde era muito conhecido nos meios literários e artísticos. Entre as exposições individuais, destacam-se as realizadas em: Ferrara (1925); Milão (1926), Paris (1931, 1932, 1934), Roma (1932), Londres (1935). Participou, entre muitas mostras oficiais das: XVI, XVII, XVIII, XIX, XX, XXII, XXV, XXVII Bienais de Veneza; Quadrienais de Roma (1931, 1935, 1939, 1955). Recebeu o Prêmio de Roma (1951), o Prêmio de Florença (1953), o Prêmio de Pintura Marzotto (1954). Em 1967 uma exposição retrospectiva foi realizada no 'Palazzo Strozzi' em Florença. BENEZIT VOL. 8, PÁG. 361; www.bbc.co.uk; www.artprice.com; www.ferraraterraeacqua.it; artemoderna.comune.fe.it.



101 - HEINZ KUHN (1908 - 1987)

Composição - técnica mista - 40 x 26 cm - canto inferior direito - 1960 -

Nasceu em Berlim, Alemanha, e faleceu em São Paulo-SP. Inicia seus estudos em sua terra natal, expondo obras na Alemanha e na França. No Brasil em 1950, fixa-se em São Paulo. Nesse período sua pintura é figurativa, voltando-se aos poucos, para a abstração geométrica. Theon Spanudis considerava o autor como "um dos pintores mais conscientes, inquietos e produtivos de São Paulo (1964)". A partir dos anos 60 sua pintura se move no âmbito da abstração informal, com eventuais referências ao mundo real. Obra de sua autoria faz parte da Coleção Adolpho Leirner, participando do livro Arte Construtiva no Brasil, de Aracy Amaral (pág. 193) MEC, vol. 2 pág. 430; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 688.



102 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Figuras - óleo sobre eucatex - 69 x 49 cm - canto inferior direito ilegível -



103 - MENASE WAIDERGORN (1927)

Casario - óleo sobre tela - 50 x 40 cm - canto inferior direito -

Pintor nascido em Hotin, Romênia. Seus pais vieram para o Brasil (1932) fixando residência em São Paulo. Ingressou na Associação Paulista de Belas Artes (fim da década de 1940), onde conheceu Dario Mecatti. Viajou pelo norte da África e Europa. Participou de diversos salões, coletivas oficiais e recebeu diversos prêmios. JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 1011; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



104 - JAMES WEBB (1825 - 1895)

Paisagem - óleo sobre tela - 53 x 43 cm - canto inferior esquerdo -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista da Escola Inglesa falecido em Londres. Participou de muitos Salões e exposições oficiais em Londres (1850 a 1888) na 'Royal Academy', 'British Institution', 'Sulffolk Street". BENEZIT VOL. 10, PÁG.659; www.artprice.com; www.arcadja.com.



105 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulatas - litografia off set - 52 x 31 cm - canto inferior direito - 1963 -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



106 - JEAN COCTEAU (1889 - 1963)

Rosto - guache - 23 x 16 cm - canto inferior esquerdo -
"Noël 1963".- (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Artista, pintor, ceramista e escritor francês, mundialmente conhecido pela sua poesia, ficção, filmes, balets, etc. A obra de Cocteau reflete a influência recebida e a experiência do artista como: o surrealismo, a psicanálise, o cubismo, a religião católica, etc . No seu tempo Cocteau promoveu uma vanguarda de estilo e moda. Foi amigo de Pablo Picasso, do compositor Erik Satie, do escritor Marcel Proust, e do diretor russo Serge Diaghilev. Jean Cocteau nasceu em Maisons-Lafitte. Seu pai suicidou-se quando Jean tinha somente nove anos, era advogado e amante da pintura, influenciando muito o jovem Jean. JULIO LOUZADA, vol 9 - pág 214; BENEZIT, vol 3 - pág 89



107 - MARCELO GRASSMANN (1925 - 2013)

Nu - desenho a nanquim e aguada - 33 x 29 cm - canto inferior esquerdo - 1975 -

Desenhista, gravador, ilustrador, pintor, escultor e professor, nasceu em São Simão, SP. Estuda fundição, mecânica e entalhe em madeira na Escola Profissional Masculina do Brás, SP. Passa a realizar xilogravuras a partir de 1943. Atua como ilustrador do Suplemento Literário do ‘Diário de São Paulo’, do ‘O Estado de S. Paulo’ e do ‘Jornal do Estado da Guanabara’. Quando reside no Rio de Janeiro, a partir de 1949, freqüenta os cursos de gravura em metal, com Henrique Oswald e de litografia, com Poty, no Liceu de Artes e Ofícios. Em Salvador (1952), trabalha com Mario Cravo Júnior. .Recebe o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Arte Moderna (1953) e vai para a Academia de Artes Aplicadas, em Viena. Passa a dedicar-se principalmente ao desenho, à litografia e à gravura em metal. Em 1969, sua obra completa é adquirida pelo governo do Estado de São Paulo, passando a integrar o acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo . Em 1978, a casa em que nasceu, em São Simão, é transformada em museu e tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo - Condephaat. Participou de muitas exposições e das Bienais de: São Paulo (1951 a 1961, 1967, 1969, 1979, 1985, 1989); Veneza (1950, 1956, 1958, 1962); Paris (1959). Principais prêmios: Bienal de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1959, 1967); Bienal de Veneza (1950, 1956, 1958,1962); Bienal de Paris (1959). PONTUAL, PÁG. 249; MEC, VOL. 2, PÁG. 281 E 282; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG. 439; VOL. 5, PÁG. 453; VOL. 9, PÁG. 383.



108 - NEWTON MESQUITA (1948)

Operário - acrílico sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior direito - 1981 -

Pintor e gravador paulistano, Newton Mesquita é inquieto; provoca a sua arte com novos experimentos e técnicas. Desenhista de mão cheia, solta o traço com habilidade, recriando imagens, cores e texturas. JULIO LOUZADA, vol. 9, pág. 578; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO.



109 - JULIO GUERRA (1912 - 1989)

"Avenida São João" - óleo sobre tela - 40 x 60 cm - canto inferior direito -

Natural de São Paulo. Escultor, frequentou a Escola de Belas Artes desta cidade, estudando com Amadeu Zani. Participou regularmente do Salão Paulista de Belas Artes, conquistando várias premiações, inclusive de viagem ao exterior, oferecida pelo Governo do Estado. MEC, vol.2, págs. 302,303; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 452; WALTER ZANINI, pág. 634.



110 - CLÓVIS GRACIANO (1907 - 1988)

Flautista - óleo sobre tela - 61 x 50 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1968 -
Com certificado de autenticidade n° 0161-0769/1421 do Projeto Graciano. -

Pintor, desenhista, cenógrafo, gravador, ilustrador, nasceu em Araras - SP e faleceu em São Paulo. Em São Paulo, a partir de 1934, realizou estudos com o pintor Waldemar da Costa, entre 1935 e 1937. Em 1937, integrou o Grupo Santa Helena com Francisco Rebolo, Mario Zanini, Bonadei e outros. Frequentou o curso de desenho da Escola Paulista de Belas Artes até 1938. Membro da Família Artística Paulista - FAP, em 1939 foi eleito presidente do grupo. Participou regularmente dos Salões do Sindicato dos Artistas Plásticos e, em 1941, realizou sua primeira individual. Em 1948, foi sócio-fundador do Museu de Arte Moderna de São Paulo - MAM/SP. Viajou para a Europa em 1949, com o prêmio recebido no Salão Nacional de Belas Artes. Permaneceu dois anos em Paris, onde estudou pintura mural e gravura. A partir dos anos 1950, dedicou-se principalmente à pintura mural. Em 1971, assumiu o cargo de diretor da Pinacoteca do Estado de São Paulo. De 1976 a 1978, exerceu a função de adido cultural em Paris. Participou por toda sua vida de muitas mostras e Salões oficiais pelo o Brasil e pelo mundo. MEC, VOL. 2, PÁG. 280; PONTUAL, PÁG. 247/8; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 225 A 227; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; ARTE NO BRASIL, PÁG. 784; LEONOR AMARANTE, PÁG. 58; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 433; VOL. 4, PÁG.483; VOL. 5, NPÁG. 450; ACERVO FIEO.



111 - MAURICE UTRILLO (1883 - 1955)

Paisagem - litografia - e.a. - 18 x 22 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, filho da também pintora Suzanne Valadon, nasceu em Paris e faleceu em Dax, Landes, França. Foi adotado pelo crítico de arte catalão Miguel Utrillo y Molins em 1891. Começou a pintar em 1902, pressionado pela mãe, que esperava que a arte o ajudasse a curar-se do alcoolismo que o acometia desde a infância. Sua mãe deu-lhe as primeiras lições de pintura e, depois, foi um autodidata. Realizou sua primeira exposição no ‘Salon d’Automne’ de 1909. No ‘Salon des Indépendants’ de 1912 participou pela primeira vez e, a partir de então, só se apresentou individualmente. Em 1943 o artista foi homenageado com uma grande retrospectiva no ‘Salon d’Automne’. BENEZIT VOL. 10, PÁG. 353; DICIONÁRIO OXFORD PÁG. 539; JULIO LOUZADA VOL. 9, PÁG.880; www.utrillo.com; maurice-utrillo.com; britannica.com; artnet.com; web.artprice.com.



112 - CELSO BAYO (1957)

Paisagem - óleo sobre tela - 60 x 80 cm - canto inferior direito -

Pintor, Celso Valdeci Bayo nasceu em Catanduva, SP. Sua formação artística – história da arte, desenho e pintura, se iniciou em Catanduva com Luis Dotto (1989), Reynaldo Jeron (1990 e 1995), Luis Cláudio Morgilli (1991 e 1996), Valdomiro Sant'Ana (1993), Romildo Santana (1993), W.Maguetas. Realizou exposição individual em Ribeirão Preto, SP (1994) e tem participado de diversas mostras e Salões oficiais em São Paulo; Catanduva, SP; Araras, SP; Ibirá, SP; Franca, SP; Santos, SP; Campos do Jordão, SP; São José do Rio Preto, SP; Ribeirão Preto, SP; Santa Adélia, SP; Ibitinga, SP. Foi premiado no II Salão de Catanduva (1995). JULIO LOUZADA VOL. 11, PÁG. 32.



113 - FUKUDA (1943)

Composição - técnica mista sobre tela - 80 x 80 cm - canto inferior direito -

Pintor, gravador e escultor, Roberto Kenji Fukuda nasceu em Indiana, SP. Iniciou-se na pintura com orientação de seu pai, o pintor Tamotsu Fukuda, um dos imigrantes japoneses pioneiros no Brasil. Como escultor foi o responsável pela criação do monumento comemorativo aos Jogos Pan-Americanos, do Rio de Janeiro (2007). Realizou exposições individuais em: Lins, SP (1963); Rio de Janeiro (1988, 1989); São Paulo (1988,1991); Curitiba, PR (1989); Brasília, DF (1989); Belo Horizonte, MG (1991). Participou de várias mostras coletivas pelo Brasil, Alemanha, França e Estados Unidos. JULIO LOUZADA, VOL. 11, PÁG. 120; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO; www.galeriamaradolzan.com.br.



114 - MANOEL BARTHOLD (1874 - 1947)

Menina - óleo sobre tela - 45 x 38 cm - não assinado -
No estado.- (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor nascido em Moscou, Rússia, durante uma viagem de seus pais americanos. Faleceu em Montevidéu, Uruguai. Estudou na Academia de Belas Artes de Nova York (1891), na Escola de Belas Artes em Paris (1894) onde foi aluno de J. P. Laurense e Cormon. Naturalizou-se francês. Participou de várias mostras e Salões oficiais pela Espanha, Bélgica, Holanda, Itália, Alemanha, Uruguai. Viveu também no Uruguai. Foi premiado na Academia Nacional de Design, Nova York (1894), no Salão dos Artistas Franceses (1904), na exposição de Liège, Bélgica (1905) e recebeu o título de Cavaleiro da Legião de Honra em Paris (1926). BENEZIT VOL. 1, PÁG. 474; www.portondesanpedro.com; www.artprice.com; www.christies.com; www.askart.com.



115 - MARIA AMÉLIA DA SILVA (1925)

Santa - escultura em barro - 34 x 13 x 09 cm - não assinado -

Nascida em Tracunhaém, PE. Conhecida como Maria Amélia de Tracunhaém. Iniciou-se ao lado do pai - mestre Dudi, louceiro, na arte do barro. Começou alisando panelas, depois passou à modelagem de pequenos animais que seu pai os vendia na feira do Recife; mais tarde, seus animais cresceram de tamanho e fez também carrancas. Após ter visto quadros com figuras de santos, na feira de Carpina, decidiu criá-los em barro dando início à sua produção de santos. Seu trabalho está representado no acervo do Museu do Homem do Nordeste da Fundação Joaquim Nabuco, Rio de Janeiro, e na coleção João Maurício Araujo Pinho no Museu Casa do Pontal, também no Rio de Janeiro. Recebeu, em 2011, o título de ‘Patrimônio Vivo de Pernambuco’, outorgado pelo Governo do Estado. LÉLIA COELHO FROTA - PEQUENO DICIONÁRIO DO POVO BRASILEIRO, SÉCULO XX; BETH LIMA E VALFRIDO LIMA - EM NOME DO AUTOR, ARTISTAS ARTESÃOS DO BRASIL; artepopularbrasil.blogspot.com.br.



116 - CARLOS PAEZ VILARÓ (1923 - 2014)

"Sol de escorpio" - litografia off set - 35 x 30 cm - lado esquerdo na matriz - 2006 -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Importante artista uruguaio, nascido em Montevideo, em 1/11/1923. Desde cedo envolveu-se com as artes gráficas, trabalhando na imprensa em Barracas e Avellaneda, em Buenos Aires. Com paixão desenfreada, o autor passou a dedicar-se inteiramente nos temas do Candomblé e da dança afro-oriental. Esses mesmos temas o motivaram a fazer uma longa viagem aos países onde a raça negra predomina, tais como Senegal, Liberia, Congo, etc, com uma produtiva passagem pelo Brasil. Conheceu Picasso, Dali, De Chirico e Calder em seus ateliês. Participou de diversas exposições e realizou muitos murais por onde andou, sempre com muito sucesso de público e crítica.



117 - NOEMIA MOURÃO (1912 - 1992)

Moça - aquarela - 30 x 22 cm - canto inferior direito -

Pintora e desenhista. Assina Noemia. Realizou sua primeira individual em 1934, no Rio de Janeiro. Residiu na Europa de 1934 a 1940, frequentando em Paris as academias de la Grande Chaumière e Ranson. Expôs em Montevideu e Buenos Aires. Foi citada por REIS JUNIOR e TEODORO BRAGA. Foi aluna (1932) e mulher (1933) de Di Cavalcanti. MEC vol.3, pág. 265; WALMIR AYALA vol.2, pág.135; PONTUAL, pág. 375; TEIXEIRA LEITE, pág. 356; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 684. Acervo FIEO.



118 - POMPEO MARIANI (1857 - 1927)

Figuras - desenho a lápis - 09 x 14 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista da Escola Italiana nascido em Monza e falecido em Bordighera. Sua formação cultural se iniciou em Milão juntamente com sua carreira de funcionário bancário e lá conheceu os pintores Luigi Conconi, Vespasiano Bignami e Eleuterio Pagliano. Esteve pintando pelo Egito e os trabalhos desse período foram mostrados na Exposição de Belas Artes de Milão (1881 e 1882), em Roma e Nice (1883) onde recebeu Medalha de Ouro. Participou de muitas exposições oficiais e mostras coletivas em: Veneza (Bienal de Veneza); Gênova, Florença, Turim, Milão, Londres, Paris, Budapeste, Berlim, Lugano, Lucerna, Zurique, São Petersburgo, Bruxelas; Montecarlo; recebeu várias medalhas de ouro, prata e menções honrosas. BENEZIT VOL. 7, PÁG. 180; JULIO LOUZADA VOL. 9, PÁG. 541; www.artprice.com; www.artnet.com; www.fondazionepompeomariani.com; www.the-athenaeum.org; www.christies.com.



119 - MICHEL KIKOÏNE (1892 - 1968)

Paisagem - óleo sobre tela - 41 x 50 cm - canto inferior direito -
No estado. - (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor nascido em Gomel, Russia e falecido em Paris. Estudou na Escola de Belas Artes de Vilna e depois na de Minsk. Foi para Paris, em 1912, onde trabalhou no ateliê de Cormon na Escola de Belas Artes. Durante a Primeira Guerra lutou voluntariamente e, na Segunda Guerra, refugiou-se com sua família perto de Toulouse, França. Depois, voltou para Paris e realizou algumas viagens para Israel. Sua primeira exposição foi em Paris em 1919 e naturalizou-se em 1922. Suas obras foram expostas em Paris, Nova York, Moscou, Copenhagen, Inglaterra, Jerusalém, Tel Aviv. Foi premiado em Paris (1964). Em 2004 uma ala da Galeria de Arte da Universidade de Tel Aviv foi dedicada em honra de sua memória. BENEZIT VOL. 6, PÁG. 213; www.michelkikoine.com; www.artprice.com; www.invaluable.com; artist.christies.com; www.bbc.co.uk.



120 - KARL ERNEST PAPF (1838 - 1910)

Pássaros e flores - óleo sobre tela colada em madeira - 100 x 50 cm - canto inferior direito - 1905 -
Reproduzido na quarta capa do catálogo deste leilão.-

Natural de Dresden, Alemanha, veio para o Brasil em 1867 sob contrato do fotógrafo Albert Henschel. Residiu no Recife - Pernambuco, e Salvador-Bahia. Foi exímio retratista, paisagista e pintor de naturezas mortas, destacando-se aí as orquídeas, que o artista cultivava em um esplêndido orquidário, em sua casa de Petrópolis - RJ. BENEZIT, vol. 8, pág. 119; MAYER / 83, págs. 84/957/1081; MEC, vol. 3, pág. 333; PONTUAL, pág. 405; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 162 e 165. TEIXEIRA LEITE pág. 384; ITAÚ CULTURAL.



121 - QUISSAK JÚNIOR (1935)

Composição - técnica mista - 34 x 20 cm - assinados -
Obra composta de três trabalhos, medindo: 1º 34 x 20 cm. 2º 34 x 18 cm. 3º 34 x 20 cm. Montados na mesma moldura.-

Pintor, desenhista, escultor e professor, nasceu na cidade paulista de Guaratinguetá, no dia 18 de setembro de 1935. O artista teve como seu único mestre pintor Ernesto Quissak, seu pai. Expôs individualmente de 1968 a 1992, e coletivamente a partir de 1954, inclusive no exterior. JULIO LOUZADA, vol. 1, pags. 798/799; ITAUCULTURAL



122 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Composição - óleo sobre eucatex - 50 x 40 cm - centro esquerdo -
C.Tognazzi.-



123 - ALBERTO DA VEIGA GUIGNARD (1896 - 1962)

Ouro Preto - desenho a nanquim - 16 x 25 cm - canto inferior direito -
Ex coleção Isaac Ficz, Rio de Janeiro - RJ. -

Pintor, professor, desenhista, ilustrador e gravador, Alberto da Veiga Guignard nasceu em Nova Friburgo, RJ e faleceu em Belo Horizonte, MG. Mudou-se com a família para a Europa em 1907. Em dois períodos, entre 1917 e 1918 e entre 1921 e 1923, frequentou a Real Academia de Belas Artes de Munique, onde estudou com Hermann Groeber e Adolf Hengeler. Aperfeiçoou-se em Florença e em Paris, onde participou do Salão de Outono. Retornou para o Rio de Janeiro em 1929 e integrou-se ao cenário cultural por meio do contato com Ismael Nery. Participou do Salão Revolucionário de 1931, e foi destacado por Mário de Andrade como uma das revelações da mostra. Em 1941, integrou a Comissão Organizadora da Divisão de Arte Moderna do Salão Nacional de Belas Artes, com Oscar Niemeyer e Aníbal Machado. Em 1943, passou a orientar alunos em seu ateliê e criou o Grupo Guignard. A única exposição do grupo, realizada no Diretório Acadêmico da Escola Nacional de Belas Artes, foi fechada por alunos conservadores e reinaugurada na Associação Brasileira de Imprensa. Em 1944, a convite do prefeito Juscelino Kubitschek, transferiu-se para Belo Horizonte e começou a lecionar e dirigir o curso livre de desenho e pintura da Escola de Belas Artes, por onde passaram Amilcar de Castro, Farnese de Andrade e Lygia Clark, entre outros. Permaneceu à frente da escola até 1962, quando, em sua homenagem, esta passou a chamar-se Escola Guignard. Participou da Bienal de Veneza (1928, 1952); da Bienal Internacional de São Paulo (1951) e outras. PONTUAL, PÁG. 254; MEC, VOL. 2, PAG. 304; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 236; JULIO LOUZADA, VOL. 10, PÁG. 404; ART PRICE ANNUAL 2000, PÁG. 1013; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 373; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 559; ARTE NO BRASIL, PÁG. 505; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28; www.pinturabrasileira.com; www.brasilescola.com; web.artprice.com.



124 - NERÃO - (ANTONIO JOAQUIM NERY) (1903 - 1997)

"Poços de Caldas, de outrora e de hoje" - óleo sobre tela - 38 x 46 cm - canto inferior direito - 1984 -

Pintor primitivo, de singular criatividade em seus temas, expôs individualmente no MASP, tendo sido apresentado em catálogo pelo saudoso P. M. Bardi, que o considerava depois de José Antonio da Silva, o melhor pintor primitivo brasileiro. JULIO LOUZADA, vol. 2 pág. 715, Acervo FIEO.



125 - TAPETE ORIENTAL,


Feito a mão, de lã, Nepales, medindo 236 x 172 cm = 4,05 m².-



126 - JOÃO ADAMOLI (XIX - XX)

Paisagem - óleo sobre madeira - 35 x 46 cm - canto superior esquerdo -

Pintor participante do SPBA, obtendo o segundo Prêmio Prefeitura de São Paulo em 1948, Medalha de Bronze em 1962 e Pequena Medalha de Prata em 1967. JULIO LOUZADA, vol.9, pág.25; MEC, vol.1, pág.36



127 - CARLOS SCLIAR (1920 - 2001)

"Castiçal e vela" - vinil encerado - 37 x 13 cm - canto superior direito e dorso - 21-11-1970 - Cabo Frio -

Desenhista, gravador, pintor, ilustrador, cenógrafo, roteirista e designer gráfico que nasceu em Santa Maria da Boca do Monte, RS e faleceu no Rio de Janeiro. Assina Scliar. Estudou com Gustav Epstein, em Porto Alegre, em 1934. Participou, em 1938, da fundação da Associação Riograndense de Artes Plásticas Francisco Lisboa. Entre 1939 e 1947, residindo em São Paulo, integrou a Família Artística Paulista - FAP. No Rio de Janeiro, escreveu e dirigiu em 1944 o documentário 'Escadas', sobre os pintores Arpad Szenes e Vieira da Silva com os quais conviveu desde 1941. Convocado pela Força Expedicionária Brasileira - FEB, participou da Segunda Guerra Mundial, na Itália. Morando em Paris de 1947 a 1950, cursou gravura com Galanis na Escola de Belas Artes e teve contato com o gravador mexicano Leopoldo Méndez. De volta ao Brasil, fundou com Vasco Prado o Clube de Gravura de Porto Alegre. Em 1956, passou a viver no Rio de Janeiro. Foi diretor do departamento de arte da revista 'Senhor' entre 1958 e 1960. Fundou a editora Ediarte, em 1962, com os colecionadores Gilberto Chateaubriand, Michel Loeb, Carlos Nicolaievski e o pintor José Paulo Moreira da Fonseca. Realizou durante toda sua vida exposições individuais e participou de inúmeras coletivas e Salões oficiais, recebendo muitos prêmios. Também foram realizadas várias exposições póstumas. MEC VOL.4, PÁG. 214; TEODORO BRAGA, PÁG. 66; WALMIR AYALA VOL.2, PÁG. 306 a 309; PONTUAL, PÁG. 479 e 480; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG.884; VOL.2, PÁG. 925; VOL.13, PÁG. 305; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; RGS, PÁG. 442; ACERVO FIEO.



128 - OCTÁVIO ARAÚJO (1926 - 2015)

Figura - desenho a nanquim - 44 x 33 cm - canto inferior direito -
Ex-coleção Aldemir Martins.-

Este importante artista brasileiro nasceu em Terra Roxa, SP. Em São Paulo foi aluno de Edmundo Migliaccio e José Barchitta, e teve por colegas, dentre outros, Luiz Sacilotto e Marcelo Grassmann, ao lado de quem, no Rio de Janeiro, com 20 anos de idade, expôs pela primeira vêz. Em 1947 integrou o Grupo dos 19. Trabalhou para Portinari em Paris, na confecção do grande mural Pescadores, com quem aprendeu a disciplina e a consciência profissional. Expôs em viagens que fêz pela China, na então União Soviética e nos Estados Unidos. Na sua obra é destaque a figura da mulher, em leitura ora fantástica, ora mágica, mas sempre perturbadora. TEIXEIRA LEITE, pág. 34; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 71; ARTE NO BRASIL, pág. 803; WALTER ZANINI, pág. 645; Acervo FIEO.



129 - SALVADOR DALI (1904 - 1989)

Paisagem surreal - gravura - E.A. - 65 x 45 cm - canto inferior direito -
Editada por Musée Dali.- (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, gravador e cartazista. Grande mestre Catalão. Personagem extravagante, louco, irreverente, apocalíptico, são alguns dos adjetivos mais frequentes dados à sua pessoa, mas foi, sobretudo, um gênio. ART PRICE ANNUAL, 2000, págs.582 a 585: BENEZIT, vol.3, págs. 329 a 331; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 309



130 - GUSTAVO DALL'ARA (1865 - 1923)

Paisagem - óleo sobre tela colada em cartão - 18 x 25 cm - canto inferior direito -
Reproduzido na quarta capa do catálogo deste leilão.-

Pintor italiano, ilustrador e caricaturista. Realizou sua formação artística na Academia de Belas Artes de Veneza, estudando com Villa, Franco Dall'ara e Deslandes. Por volta de 1889, veio radicar-se no Rio de Janeiro, como convidado para ilustrar um dos jornais cariocas da época e também por motivos de saúde. Paisagista e marinhista, dedicou-se a fixar aspectos do Rio antigo. Nogueira da Silva chamou-o o pintor da cidade, "tanto se entregara ele, o bizarro e macambúzio, Gustavo Dall'ara, ao urbanismo pictural da metrópole. MEC, vol. 2, pág. 14; REIS JR., pág. 270; PONTUAL, pág. 157; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 234; Catálogo da Exp. De Paisagem Brasileira - Min. Da Educ. e Saúde - MNBA/Rio/1944 ; LAUDELINO FREIRE, pág. 388; TEODORO BRAGA, pág. 78; TEIXEIRA LEITE, pág. 144; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 84; ITAÚ CULTURAL.; ARTE NO BRASIL, pág. 839.



131 - RANCHINHO (1923 - 2003)

Paisagem - óleo sobre eucatex - 33 x 48 cm - centro inferior - 1979 -

Seu verdadeiro nome era Sebastião Theodoro Paulino da Silva, nascido na cidade paulista de Oscar Bressane, no dia 7 de janeiro de 1923, mudando-se com a mãe, então viúva, para Assis, SP, onde viveu até morrer. Pintor ingênuo, hoje consagrado, comeu durante a sua vida " o pão que o diabo amassou", conforme narra, de forma pungente, R. Rugiero, no catálogo de exposição do artista no ano de 1988, de cujo texto, reproduzido no vol. 4, página 931, do dicionário JULIO LOUZADA, extraímos o seguinte texto: "... Com o tempo pôs-se a viver exclusivamente da catança de papéis, latas, garrafas - e de algumas famílias obtinha também comida e roupas velhas. Passou a habitar ranchos de beira de estrada, abandonados, donde lhe veio o apelido de Ranchinho, com a qual a garotada o atazanava, atirando-lhe pedras e gritando o nome que o punha fora de si. Por fim fixou-se num casebre, em uma granja abandonada, e alí viveu até 1962, em grande necessidade. E sempre desenhando obsessivamente em qualquer superfície branca que lhe caísse nas mãos." Foi descoberto pelo escritor José Nazareno Mimessi, que percebeu em Ranchinho um impressionante fenômeno artístico, no que não estava enganado. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 259; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO.



132 - DIONISIO DEL SANTO (1925 - 1999)

Composição - guache - 19 x 18 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e serigrafista, nasceu em Colatina-ES, e faleceu em Vitória, naquele mesmo Estado. Autodidata. Em 1975, recebe o Prêmio de Melhor Exposição de Gravura do Ano, da APCA. Participou da 9ª Bienal Internacional de São Paulo, 1967 (Prêmio Itamarati Aquisição) e do Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro, 1968 (Prêmio Isenção do Júri). JULIO LOUZADA vol.11, pág. 88; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 682; ARTE NO BRASIL, pág. 934.



133 - TARSILA DO AMARAL (1890 - 1973)

"Feira" - litografia off set - 36 x 41 cm - canto inferior direito - 1972 -
Com a seguinte dedicatória: "Para Rennée Sason, cordialmente Tarsila 72".

Pintora e desenhista, Tarsila do Amaral nasceu em Capivari, SP e faleceu em São Paulo. Estudou escultura com William Zadig e com Mantovani, em 1916, na capital paulista. No ano seguinte teve aulas de pintura e desenho com Pedro Alexandrino, onde conheceu Anita Malfatti. Ambas tiveram aulas com o pintor Georg Elpons. Em 1920 viajou para Paris e estudou na ‘Académie Julian’ e com Émile Renard. Ao retornar ao Brasil formou em 1922, em São Paulo, o Grupo dos Cinco, com Anita Malfatti, Mário de Andrade, Menotti del Picchia e Oswald de Andrade. Em 1923, novamente em Paris, frequentou o ateliê de André Lhote, Albert Gleizes e Fernand Léger. Foi a criadora de duas das principais tendências ou movimentos de nossa arte nacionalista: o Pau Brasil e o Antropofagia. A convite da Comissão do IV Centenário de São Paulo fez, em 1954, o painel ‘Procissão do Santíssimo’ e, em 1956, entregou ‘O Batizado de Macunaíma’, sobre a obra de Mário de Andrade, para a Livraria Martins Editora. A retrospectiva Tarsila: 50 Anos de Pintura, organizada pela crítica de arte Aracy Amaral e apresentada no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo , em 1969, ajudou a consolidar a importância da artista. TEODORO BRAGA, PÁG. 220; REIS JR., PÁG.388; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 365; MEC, VOL. 4, PÁG. 370; PONTUAL, PÁG. 511; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 492; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 389; ARTE NO BRASIL, PÁG. 577; LEONOR AMARANTE, PÁG. 24; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 958.



134 - EMANOEL ARAÚJO (1940)

Composição - xilogravura - 105 x 70 cm - canto inferior esquerdo - 06-12-1975 -

Escultor, desenhista, ilustrador, figurinista, gravador, cenógrafo, pintor, curador e museólogo, Emanoel Alves de Araújo nasceu em Santo Amaro da Purificação, BA. Aprendeu marcenaria com Eufrásio Vargas e trabalhou com linotipia e composição gráfica na Imprensa Oficial em sua cidade natal. Na década de 1960, mudou-se para Salvador e ingressou na Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia, onde estudou gravura com Henrique Oswald. Em 1972, foi premiado com Medalha de Ouro na 3ª Bienal Gráfica de Florença, Itália. Recebeu, no ano seguinte, o prêmio de Melhor Gravador, e, em 1983, o de Melhor Escultor, da Associação Paulista de Críticos de Arte, entre muitos outros prêmios. Entre 1981 e 1983, instalou e dirigiu o Museu de Arte da Bahia, em Salvador. Realizou muitas exposições individuais (desde 1959) e participou de inúmeras mostras coletivas, Salões oficiais nacionais e internacionais. Em 1988, foi convidado a lecionar artes gráficas e escultura no 'Arts College', na 'The City University of New York'. De 1992 a 2002, exerceu o cargo de diretor da Pinacoteca do Estado de São Paulo e foi responsável pela revitalização da instituição. Foi, entre 1995 e 1996, membro convidado da Comissão dos Museus e do Conselho Federal de Política Cultural, instituídos pelo Ministério da Cultura. Fundou o Museu Afro Brasil, em 2004, onde é Diretor Curador. Em 2007 foi homenageado pelo Instituto Tomie Ohtake com a exposição 'Autobiografia do Gesto – Cosmogonia dos Símbolos', que reuniu obras de 45 anos de sua carreira. TEIXEIRA LEITE, PÁG. 190; MEC, VOL. 2, PÁG. 143; PONTUAL, PÁG. 37; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 68; VOL. 2, PÁG. 64; VOL. 4, PÁG. 75; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, PÁG. 846; WALTER ZANINI, PÁG. 770; ACERVO FIEO; www.emanoelaraujo.com.br; www.museuafrobrasil.org.br; www.pinturabrasileira.com; www.museuhistoriconacional.com.br; www.artprice.com.



135 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Gaúcho - múltiplo em bronze - 31 x 13 x 10 cm - assinado -
H. Juarez - 60. Esta obra foi prêmio "al Mejor Argumento do 11º Festival Cinematográfico Internacional de la República Argentina, realizado em Mar Del Plata/1960".-



136 - YOLANDA MOHALYI (1909 - 1978)

Paisagem - monotipia - 32 x 40 cm - canto inferior direito -

Pintora, desenhista e professora. Formação artística na Academia Real de Belas Artes de Budapest. Ativa em São Paulo a partir de 1931. Fez parte do Grupo dos Sete, juntamente com Victor Brecheret, Gomide e outros. Participante de diversas Bienais de São Paulo, entre 1951 e 1967, recebendo diversas premiações TEIXEIRA LEITE, pág. 331; PONTUAL, pág. 363; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 584; ARTE NO BRASIL, pág. 937; LEONOR AMARANTE, pág. 75; Acervo FIEO.



137 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Casario - serigrafia - 23 x 14 cm - canto inferior direito na tela serigráfica -
Obra impressa por Ateliê Mário Della Parra - Serigrafias - Rio de Janeiro, RJ. -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



138 - PABLO PICASSO (1881 - 1973)

Rosto - litografia off set - 1801/2000 - 73 x 55 cm - canto inferior esquerdo na matriz -
Edição póstuma.- (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista, escultor, gravador, ceramista, artista gráfico e designer, Pablo Ruiz Picasso nasceu em Málaga, Espanha e faleceu em Mougins, França. Filho de um pintor e mestre de desenho, foi extraordinariamente precoce dominando o desenho acadêmico ainda na infância. Em 1904 estabeleceu-se em Paris tornando-se o centro de um círculo de artistas e escritores de vanguarda como André Breton, Guillaume Apollinaire e Gertrude Stein. Revolucionário, genial, vanguardista, visionário são elogios que definiram Picasso como um dos mestres da pintura. Sua ampla biografia e sua obra representam a arte do século XX. Embora sua obra seja convencionalmente dividida em fases, Picasso trabalhava numa grande variedade de temas e estilos ao mesmo tempo. Sua pintura “Les Demoiselles d’Avignon” (1906-7) é tida como o marco mais importante no desenvolvimento da pintura contemporânea e o primeiro prenúncio do cubismo que desenvolveu em íntima associação com Braque e depois com Gris. Sua obra mais famosa “Guernica” (1937), pintada para o pavilhão espanhol da Exposição Universal de Paris de 1937, expressa toda sua revolta e horror à destruição de Guernica, capital do país basco, durante a Guerra Civil Espanhola (1936-1939). No campo da escultura foi um dos primeiros artistas a compor esculturas a partir da montagem de materiais variados (e não por modelagem ou entalhe) e fez uso brilhante de objetos encontrados. Também como artista gráfico inclui-se entre os maiores do século. Existem museus consagrados à sua obra em Paris e Barcelona, e outros exemplos de sua inigualável produção distribuem-se por museus do mundo inteiro. Foi o primeiro artista vivo a expor suas obras no Museu do Louvre, quando completou 90 anos. BENEZIT VOL.8, PÁG. 297; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 763; ITAÚ CULTURAL; COLEÇÃO FOLHA GRANDES MESTRES DA PINTURA VOL. 6; infoescola.com; guggenheim.org; moma.org; a rtprice.com; arcadja.com; christies.com.



139 - GRYNER (1917 - 2009)

Barcos - óleo sobre tela - 50 x 60 cm - canto inferior direito -

Pintor, Rachmyl Mendel Gryner nasceu em Ilza, Polônia. Assina Gryner. Fez seus estudos artísticos na Europa. Transferiu-se para o Brasil em 1935 e aqui se aperfeiçoou no Liceu de Artes e Ofícios - RJ, onde foi aluno de Tomás Santa Rosa e Armando Vianna, entre outros. Cursou ainda cenografia na Escola Nacional de Belas Artes - RJ. Entre 1948 e 1950 voltou à Europa, passando por Polônia, Bélgica e França, expondo seus trabalhos. No Rio de Janeiro expôs individualmente (1966) e, entre 1952 e 1966, participou de Salões oficiais onde foi premiado. Realizou também obras em mosaico no Rio de Janeiro. JULIO LOUZADA VOL.6, PÁG.471; mosaicosdobrasil.tripod.com/id45.html.



140 - MARIA POLO (1937 - 1983)

Composição - óleo sobre tela - 40 x 30 cm - canto inferior direito - 1961 -
Reproduzido no convite deste leilão.-

Pintora, desenhista, gravadora e vitralista nascida em Veneza, Itália e falecida no Rio de Janeiro. Estudou no Instituto de Arte de Veneza, entre 1949 e 1955 e no ateliê de De Pisis, em Roma, de 1955 a 1959. Veio para o Brasil em 1959 fixando-se em São Paulo e, a partir de 1962, no Rio de Janeiro. Realizou diversas exposições individuais em algumas das principais capitais do País e no exterior. Participou de muitas mostras e Salões oficiais, entre as quais: Bienal Internacional de São Paulo (1963, 1965, 1967); Panorama de Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1969, 1970, 1973). Foi premiada no 10º Salão Paulista de Arte Moderna, SP (1961). MEC, VOL. 3, PÁG. 424; PONTUAL, PÁG. 430; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 776; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 697; www.catalogodasartes.com.br; www.bolsadearte.com; www.artprice.com.



141 - WILLY MUCHA (1905 - 1995)

Composição - óleo sobre tela - 55 x 46 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Ativo em Paris, França, onde participou de diversos Salões, inclusive dos Independentes, nos mêses de Maio. Sua pintura evoluiu para o abstracionismo. O Museu de Arte Moderna de Paris possui obra sua. BENEZIT, vol. 7, pág. 581; ART PRICE ANNUAL 2000, pág. 1759.



142 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Marinha - óleo sobre tela - 27 x 35 cm - canto inferior direito -
W.Dodak -1978.-



143 - WALDOMIRO DE DEUS (1944)

Paisagem - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito - 2007 -

Baiano de Boa Nova, Waldomiro de Deus é pintor e gravador. Em São Paulo desde 1960, expunha seus trabalhos nas praças da capital. Expõe em espaços oficiais desde 1965, inclusive no exterior. Ao todo já realizou mais de 100 exposições, com sucesso de crítica e de público. O seu trabalho mescla o misticismo religioso afro-baiano com elementos do cotidiano. ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 239; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO.



144 - ANA CRISTINA ANDRADE (1953)

"Trevi" - gravura em metal - 14/15 - 49 x 39 cm - canto inferior direito - 1983 -
Complemento de técnica: ponta seca e maneira negra. -

Ana Cristina Andrade Moreira é pintora, gravadora, desenhista, professora e designer vidreira. Iniciou sua formação artística na Escola Superior de Arte Santa Marcelina, SP (1972-1975). Aprendeu gravura em metal (1980-1990) com Iole Di Natale; técnicas de gravura na Scuola Internazionale di Gráfica em Veneza, Itália (1983); Gravura Especial com Evandro Carlos Jardim, no MAC-SP (1991); Técnica Calcográfica Experimental com Mario Benedetti, na FASM-SP (1997); Vitrofusão com Roberto Bonino. Exposições individuais: São Paulo, SP (1984, 1987, 1995, 2003); Bauru, SP (1989); “Projeto Interior com Arte” – Museu Banespa (1998 – Exposição itinerante pelo interior do Estado de São Paulo). Coletivas: Epinal, França (1975); São Paulo, SP (1974, 1982, 1984, 1985, 1986, 1988, 1994, 1995, 2000, 2002 a 2004, 2012 – SP ESTAMPA); Santo André, SP (1982); Novo Hamburgo, RS (1982); Taiwan, China (1983, 1985); San Juan, Porto Rico (1983); Santos, SP (1983); Cabo Frio, RJ (1983); Ribeirão Preto,SP (1984); Curitiba, PR (1984); Piracicaba,SP (1984); Veneza, Itália (1984, 1985); Campinas, SP (1985); São José do Rio Preto, SP (1986); Limeira, SP (1986); Washington D.C.,EUA (1991); Campos do Jordão, SP (1991); Kanagawa, Japão (1992); Maastricht, Holanda (1993); Illinois, EUA (1994); Cidade do México, México (1996); Jacareí, SP (1998); Budapeste, Hungria (1996); Uzice, Yuguslávia (1997); Ourense, Espanha (1994, 2006). Prêmios: São Paulo, SP (1974); Novo Hamburgo, RS (1982); Santos, SP (1983); Ribeirão Preto, SP (1984); Curitiba, PR (1984); Piracicaba, SP (1984); Campinas, SP (1985); São José do Rio Preto, SP (1986). JULIO LOUZADA, vol.1, pág. 62; vol.2, pág. 66; Acervo FIEO. ITAU CULTURAL.



145 - JEAN BAPTISTE SIMEÓN CHARDIN (1699 - 1779)

Menina - óleo sobre tela - 91 x 73 cm - centro esquerdo -
Com duas etiquetas no dorso.- (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista e professor nascido e falecido em Paris. Recebeu orientações dos pintores Pierre-Jacques Cazes, Noël-Nicholas Coypel, tornou-se mestre na Academia de 'Saint-Luc' (1724) e foi aceito na Academia Real de Pintura e Escultura de Paris (1728) onde trabalhou como conselheiro, tesoureiro, secretário e supervisor das exposições do Salão. A partir de 1737 e até 1779, expôs regularmente nos Salões. Em 1757 o rei Luís XV concedeu-lhe uma pensão e um estúdio no Louvre - foi o 'Primeiro Pintor do Rei' com o mais alto valor de pensão da Academia. Em 1765 foi eleito membro da 'Acadèmie des Sciences, Belles-Lettres et Arts' de Rouen, mas, não há evidencias de ter deixado Paris para aceitar a honra. Sua influência na arte moderna tem sido muito documentada por historiadores e críticos de arte. BENEZIT VOL. 2, PÁG.669; DICIONÁRIO OXFORD DE ARTE; www.jean-baptiste-simeon-chardin.org; virusdaarte.net; www.bbc.co.uk; biography.yourdictionary.com; www.louvre.fr; www.britannica.com www.artprice.com.



146 - INGRES SPELTRI (1940)

"Série alegria-alegria" - óleo sobre tela - 62 x 71 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor, desenhista, escultor, gravador e professor nascido em Jau, SP. Filho do pintor Augusto Speltri com quem se iniciou na pintura, ainda criança. Em 1959 mudou-se para São Paulo onde estudou Música (1960-1964). É professor titular da Escola Panamericana de Arte, SP. Realizou exposições individuais, em São Paulo, nos anos de 1977, 1981, 1978, 1984. Participou de várias mostras e Salões oficiais, sendo premiado em: São Paulo (1963, 1966, 1970, 1971); Santo André, SP (1976). JULIO LOUZADA VOL. 5, PÁG. 1012; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; MEC VOL. 4, PÁG. 338; PONTUAL PÁG. 504; www.artprice.com; www.speltri.com.



147 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Vaso de flores - acrílico sobre tela - 100 x 80 cm - canto inferior direito e dorso - 2003 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



148 - ESCOLA ITALIANA SÉC, XIX - XX

Paisagem - óleo sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior direito -
G. Morandi.-



149 - SHOKICHI TAKAKI (1914 - 2006)

Rosas - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2005 -

Nasceu em Niegata, Japão, em 15/7/1914. No Brasil desde 1927, onde faleceu. Autodidata até os últimos dias de vida. De lavra acadêmica, sua pintura reproduz paisagens, naturezas mortas, figuras humanas, flores e marinhas, em cunho realista e naturalista. Pintor com diversas participações no Salão Paulista de Belas Artes, tendo obtido medalha de bronze. JULIO LOUZADA, vol.11, pág. 315; MEC, vol. 4, pág. 352.



150 - LOTHAR CHAROUX (1912 - 1987)

Natureza morta - óleo sobre tela - 45 x 55 cm - canto inferior direito - 1942 -
Reproduzido no convite deste leilão. Com atestado de limpeza e restauração datado de 30 de Agosto de 1983, firmado pela Galeria Paulo Prado São Paulo - SP. Com etiqueta de Renato Magalhães Golveia Escritório de Arte - São Paulo, no dorso e reproduzido sob o número 36 em catálogo de leilão da Pro Arte Galeria, São Paulo - SP, em agosto de 2014.-

Pintor, desenhista e professor austríaco, natural de Viena. Assinava Charoux. Iniciou os estudos artísticos com seu tio, o escultor austríaco Siegfried Charoux. Transferiu-se para o Brasil em 1928, fixando residência em São Paulo. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios da cidade onde conheceu Valdemar da Costa, com ele fazendo aprendizado de pintura a partir de 1940. Posteriormente passa a lecionar desenho no Liceu de Artes e Ofícios e no SENAI. Em 1947, realizou sua primeira exposição individual, na Galeria Itapetininga. Em 1952, participou da fundação do Grupo Ruptura, ao lado de Waldemar Cordeiro, Geraldo de Barros, Anatol Wladyslaw e outros. Com Hermelindo Fiaminghi e Luiz Sacilotto , cria a Associação de Artes Visuais NT - Novas Tendências, em 1963. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras oficiais nacionais como a Bienal Internacional de São Paulo (I a IX, XII, XIII), Panorama da Arte Atual Brasileira (1º ao 3º, 6º, 9º, 11º, 12º) e no exterior. É homenageado com retrospectiva no Museu de Arte Moderna de São Paulo e no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro em 1974. Em 2005, é publicado o livro ‘Lothar Charoux: A Poética da Linha’, pela historiadora de arte Maria Alice Milliet. PONTUAL, PÁG. 131; MEC VOL. 1, PÁG. 433; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 254; VOL. 9, PÁG.207; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 645; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; ACERVO FIEO.



151 - MENASE WAIDERGORN (1927)

Carramanchão - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito -

Pintor nascido em Hotin, Romênia. Seus pais vieram para o Brasil (1932) fixando residência em São Paulo. Ingressou na Associação Paulista de Belas Artes (fim da década de 1940), onde conheceu Dario Mecatti. Viajou pelo norte da África e Europa. Participou de diversos salões, coletivas oficiais e recebeu diversos prêmios. JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 1011; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



152 - DURVAL PEREIRA (1917 - 1984)

Barcos - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito - 1965 -

Nascido e falecido em São Paulo onde foi pintor e professor ativo. Premiado com a Menção Honrosa no Salão Paulista de Belas Artes em 1944, passou a viver exclusivamente da pintura. Em 1946, estudou artes plásticas na Associação Paulista de Belas Artes. Pintava ao ar livre, aos domingos, com os pintores Salvador Rodrigues, Salvador Santisteban, Cirilo Agostinho, Jaime Dinis, Djalma Urban, Innocencio Borghese, e outros. Premiado praticamente em todos os Salões de que participou, acumulou, em toda sua carreira, 419 prêmios de todos os cantos do mundo. Recebeu ao todo, 15 comendas das mais importantes do Brasil. Nos últimos três anos de sua vida recebeu também todos os Primeiros Prêmios e Medalhas de Ouro nas exposições de Paris, Rouen, Lyon, Roma, Miami e Milão (o maior prêmio dado à pintura: ‘La Madonina de Milano’). MEC, vol. 3, pág. 368; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 749; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO; www.tntarte.com.br.



153 - OSKAR KOKOSCHKA (1886 - 1980)

Totem - desenho a crayon - 31 x 23 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, artista gráfico, escritor e professor nascido em Pöchlarn, Áustria e falecido em Montreux, Suíça. Estudou em Viena na 'School of Arts and Crafts' (1905-1909) em meio à agitação cultural do 'Art Nouveau' associada ao pintor Gustav Klint, ao arquiteto Adolfo Loos e ao projetista Wiener Werkstätte. Por volta de 1910, tornou-se conhecido por seus retratos psicológicos, trabalhou para o periódico 'Der Sturm', produziu pôsteres e litogravuras notáveis e, por vezes, chocantes. Sua primeira exposição individual foi em Berlim (1910). Foi seriamente ferido na Primeira Guerra Mundial e, após se recuperar, passou a lecionar na Academia de Dresden (1919- 1924). Depois viajou pela Europa e norte da África realizando uma série de pinturas das grandes cidades europeias. Opositor declarado do nazismo mudou-se para Praga em 1934 e para a Inglaterra em 1938. Tornou-se cidadão britânico em 1947. A partir de 1953 viveu em Villeneuve, Suíça. Entre seus escritos incluem-se uma autobiografia escrita em 1971 e várias peças de teatro. Em 1947 a 'Kunsthalle de Bâle' organizou uma exposição retrospectiva de suas obras que foi reprisada na 'Kunsthaus' de Zurique e de Amsterdam. Em 1948 a Bienal de Veneza, os museus de Boston, Nova York, São Francisco e outros expuseram também um conjunto de seus trabalhos. BENEZIT VOL. 6, PÁG. 273; DICIONÁRIO OXFORD DE ARTE; www.kokoschka-oskar.com; www.tate.org.uk; www.guggenheim.org; www.moma.org; www.dec.ufcg.edu.br; educacao.uol.com.br; www.artprice.com. verbete



154 - SERGIO MILLIET (1898 - 1966)

"Palhaço amarelo" - óleo sobre tela - 61 x 50 cm - canto inferior direito -

Nascido e falecido em São Paulo, Capital. Poeta, ensaísta, crítico literário e de arte, e pintor. Ao lado de suas múltiplas atividades de poeta, crítico e estudioso das artes plásticas, Sergio Milliet também foi assíduo pintor de domingo, especialmente das praias de Santos. Foi diretor artístico do MAM-SP, o qual organizou em 1969, uma exposição de sua pintura, comentada no Jornal do Brasill, de 22/9/1969. PONTUAL, pág. 361; JULIO LOUZADA vol.10, pág. 598; ITAÚ CULTURAL; TEIXEIRA LEITE, pág. 325. Acervo FIEO.



155 - AGOSTINHO BATISTA DE FREITAS (1927 - 1997)

Centro de São Paulo - óleo sobre tela - 70 x 100 cm - canto inferior direito - 1992 -

Começou a pintar no início da década de 1950 (e ele próprio relatou que vendia seus trabalhos na Praça do Correio da capital paulista) sendo logo descoberto por Pietro Maria Bardi que organizou uma exposição de seus trabalhos no Museu de Arte de São Paulo, em 1952, mais tarde apresentados também, no Museu de Arte Moderna de São Paulo e da Bahia e no Museu de Arte Contemporânea de Campinas. Participou da XXXIII Bienal de Veneza (1966). MEC, vol. 2, pág. 210; PONTUAL, pág. 225; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 323; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 208; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 214; ITAÚ CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 832; Acervo FIEO.



156 - ROBERTO BURLE MARX (1909 - 1994)

"Estudo - Painel Goiás X" - desenho a nanquim e aguada - 25 x 32 cm - canto inferior direito - década 1950 -

Nasceu em São Paulo e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, paisagista, arquiteto, desenhista, pintor, gravador, litógrafo, escultor, tapeceiro, ceramista, designer de jóias, decorador. Durante a infância viveu no Rio de Janeiro. Foi com a família para a Alemanha, em 1928. Em 1929, freqüentou o ateliê de pintura de Degner Klemn. Nos jardins e museus botânicos de Dahlen, em Berlim, entusiasmou-se ao encontrar exemplares da flora brasileira. De volta ao Brasil, fez curso de pintura e arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1930 - 1934), onde foi aluno de Leo Putz , Augusto Bracet e Celso Antônio. Seu primeiro projeto paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, em 1932. Entre 1934 e 1937, ocupou o cargo de diretor de parques e jardins do Recife, PE, onde passou a residir. Nesse período, foi com freqüência ao Rio de Janeiro e teve aulas com Candido Portinari e com o escritor Mário de Andrade. Em 1937, retornou ao Rio de Janeiro e trabalhou como assistente de Candido Portinari. Foi em 1949, conforme sua paixão por plantas e seu interesse por botânica e jardinagem, que Burle Marx adquiriu um sítio em Barra de Guaratiba, RJ. Com auxílio de botânicos, viajou, coletou, catalogou exemplares de plantas do Brasil e reproduziu em seu sítio a diversidade fitogeográfica brasileira. Em 1985 doou esse sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.Realizou muitas exposições individuais e projetos paisagísticos, participou de diversas mostras oficiais coletivas pelo Brasil e no exterior. PONTUAL, PÁG. 94; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 93; MEC. VOL.1, PÁG.303; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 738; LEONOR AMARANTE, PÁG. 98; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 179; artnet.com. ACERVO FIEO.



157 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

Banhista - escultura em bronze - h = 19 cm - assinado -

Escultor, desenhista e pintor paulista nascido em Mococa, SP e falecido no Rio de Janeiro. Mudou-se com a família para Itália, e fixou-se em Roma (1913). Iniciou estudos de desenho e escultura com o professor Loss (1920). Participou de movimentos antifascistas e foi preso (1931) por motivos políticos. Foi extraditado para o Brasil (1935) por intervenção do embaixador brasileiro na Itália. Em 1937, viajou para Paris e frequentou as academias ‘La Grand Chaumière’ e ‘Ranson’, onde estudou com Aristide Maillol e conviveu com Henry Moore, Marino Marini e Charles Despiau. Em 1939, retornou a São Paulo e junto com Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Sérgio Milliet, entre outros, participou do Movimento Modernista; foi um dos membros da Família Artística Paulista e do Grupo Santa Helena. Em 1943, transferiu-se para o Rio de Janeiro. A convite do ministro Gustavo Capanema instalou ateliê no antigo Hospício da Praia Vermelha, onde orientou jovens artistas como Francisco Stockinger. Possui obras em espaços públicos como ‘Monumento à Juventude Brasileira’ (1947), nos jardins do antigo Ministério da Educação e Saúde, atual Palácio Gustavo Capanema - RJ; ‘Candangos’ (1960), na Praça dos Três Poderes, e ‘Meteoro’ (1967), no lago do edifício do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília; ‘Integração’ (1989), no Memorial da América Latina, em São Paulo. Participou das Bienais de Veneza (1950, 1952); participou das I, II, IV e IX Bienais de São Paulo, período em que recebeu o prêmio de melhor escultor brasileiro (1953) e sala especial (1967). MEC, VOL.2, PÁG. 250; PONTUAL, PÁG. 237; MAYER/84, PÁG. 1333; BENEZIT VOL. 5, PÁG. 14; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 715; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 422; www.artprice.com; www.pinturabrasileira.com; www.dec.ufcg.edu.br; www.monumentos.art.br.



158 - MARIO ZANINI (1907 - 1971)

Borboleta - pintura sobre azulejo - 15 x 30 cm - canto inferior direito -
Com etiqueta do Ateliê de Arte Decorativa - Osirarte, São Paulo - SP, no dorso. -

Pintor, decorador, ceramista, professor, Mário Zanini nasceu e faleceu em São Paulo. Foi um dos integrantes de dois importantes movimentos artísticos considerados históricos na pintura paulista: o Grupo Santa Helena e a Família Artística Paulista. Sua formação artística se deu em São Paulo quando aos 13 anos iniciou curso de pintura da Escola Profissional Masculina do Brás e de 1924 a 1926, matriculou-se no curso de desenho e artes do Liceu de Artes e Ofícios. Conheceu Alfredo Volpi em 1927 e no ano seguinte estudou com o pintor Georg Elpons. Trabalhou no escritório de decoração de Francisco Rebolo entre 1933 e 1938. Em 1940 recebeu medalha de prata no 46º Salão Nacional de Belas Artes e foi convidado por Rossi Osir a trabalhar em seu ateliê de azulejos artísticos, o Osirarte. Em 1950, viajou por seis meses pela Itália, em companhia de Volpi e Osir. A partir de 1968 lecionou na Faculdade de Belas Artes de São Paulo. Participou de vários Salões oficiais e mostras coletivas no Brasil, como I e III Bienal Internacional de São Paulo e no exterior. Sua família doou 108 de suas obras ao Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo - MAC/USP em 1974. MEC, VOL. 4, PÁG. 531; PONTUAL, PÁG. 557; TEODORO BRAGA, PÁG. 250; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 451; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; ARTE NO BRASIL, PÁG. 778; LEONOR AMARANTE, PÁG.38; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 1085; ACERVO FIEO.



159 - SYLVIO PINTO (1918 - 1997)

Marinha - óleo sobre tela - 60 x 73 cm - canto inferior direito -

Freqüentou o Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro, lá recebendo suas primeiras noções de desenho. Mais tarde, recebe lições do pai - o Pinto das Tintas. Conheceu Pancetti na casa paterna. Em 1938 estudou no Núcleo Bernardelli e a partir de 1940 dedica-se exclusivamente à pintura. Participou de vários Salões de Belas Artes, recebendo inúmeros prêmios. MEC, vol. 3, pág. 419, Acervo FIEO.



160 - MOSES LEVY (1885 - 1968)

Ritual - óleo sobre tela colada em cartão - 51 x 63 cm - canto inferior direito e dorso - 1925 - Tunis -
Reproduzido no convite deste leilão.- (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista e gravador da Escola Italiana nascido na Tunísia e falecido em Viareggio, Itália. Filho de pai inglês e mãe italiana. Estudou na Academia de Luca, de Florença e no estúdio de Giovanni Fattori. Passou muito tempo pelo Mediterrâneo e na Tunísia onde foi membro do Grupo dos Quatro (1936), do Grupo dos Dez (1947) e da Escola Tunisiana. Realizou exposições individuais, de 1923 a 1957, em: Florença, Milão, Luca, Pisa, Livorno, Viareggio e Tunísia. Participou, entre outras mostras oficiais, da Bienal de Veneza (1907), da Bienal de Paris (1921, 1923) e expôs regularmente no Salão da Tunísia, norte da África e França. BENEZIT VOL. 6, PÁG. 634; www.tuttartpitturasculturapoesiamusica.com; www.artprice.com; www.artnet.com.



161 - EDMUNDO MIGLIACCIO (1903 - 1983)

Nu - pastel - 70 x 50 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor, natural do município de Caconde-SP. Filho de imigrantes italianos, batizado Edmundo Francisco Nicodemo Migliaccio, iniciou seus estudos no Liceu, com os mestres Enrico Vio, Angelo Cantu e Torquato Bassi. Acadêmico por formação e vocação, foi fundador da Associação Paulista de Belas Artes. Expositor fiel do Salão Paulista, foi ali várias vezes premiado. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 213; ARTE NO BRASIL, pág. 812.



162 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XIX

Paisagem - óleo sobre tela - 60 x 76 cm - canto inferior esquerdo ilegível -



163 - IVALD GRANATO (1949)

"Projeto açúcar energia" - técnica mista - 30 x 35 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor e desenhista. Natural de Campos, RJ, onde viveu até 1966. Estudou com Robert Newman, ingressando em 1967 na Escola de Belas Artes da Universidade do Rio de Janeiro. Em 1968 participa do grupo de vanguarda "Nova Figuração Brasileira". Sua atividade artística desde a década de 60 revela a influência do conceitualismo de Duchamp, mais cerebral do que pictórico, e da "body art", de Joseph Beyus. PONTUAL, pág. 248; TEIXEIRA LEITE, pág. 228; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág.740; ARTE NO BRASIL, pág. 974; LEONOR AMARANTE, pág. 267; Acervo FIEO.



164 - ANTONIO BANDEIRA (1922 - 1967)

Composição - guache - 18 x 30 cm - canto inferior direito -
Ex coleção Dr. Noel Grinberg - Rio de Janeiro, RJ. -

Pintor, desenhista, gravador, nascido em Fortaleza, CE e falecido em Paris, onde viveu a maior parte de sua vida. É um dos pioneiros da arte abstrata no Brasil. Iniciou-se na pintura como autodidata. Em 1941, em Fortaleza, participou, ao lado de Mário Baratta, entre outros, da criação do Centro Cultural de Belas Artes depois, Sociedade Cearense de Artes Plásticas. Em 1945, transferiu-se para o Rio de Janeiro e, no ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual. Contemplado pelo governo francês com bolsa de estudos, permaneceu em Paris de 1946 a 1950 onde frequentou a Escola Nacional Superior de Belas Artes e a ‘Académie de la Grande Chaumière’. Entre 1947 e 1948 participou do ‘Salon d'Automne’ e do ‘Salon d'Art Libre’. Tomou parte em reuniões de artistas e formou o Grupo Banbryols (ban de Bandeira; bry de Camille Bryen; e ols de Wols), que durou de 1949 a 1951. Voltou ao Brasil em 1951 e apresentou-se na 1ª Bienal Internacional de São Paulo. Em 1952, criou um mural para o Instituto dos Arquitetos do Brasil, em São Paulo. Retornou a Paris em 1954 em razão do Prêmio Fiat, obtido na 2ª Bienal Internacional de São Paulo, mas não deixou de expor no Brasil. Permaneceu na Europa até 1959, passando pela Inglaterra e Bélgica, onde, em 1958, realizou um painel para o ‘Palais des Beaux-Arts’. Ao retornar ao Brasil teve uma atividade artística intensa, participou de importantes exposições, em paralelo a mostras em Paris, Munique, Verona, Londres e Nova York. Voltou a Paris em 1965, onde permaneceu até sua morte. BENEZIT, VOL.1, PÁG.415; MEYER/87, PÁG.606; MEC, VOL.1, PÁGS.159,160 E 167; PONTUAL, PÁGS. 48 E 49; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁGS. 71 A 74; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 52 A 54; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; ARTE NO BRASIL, PÁG. 599; LEONOR AMARANTE, PÁG. 34; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 86; ACERVO FIEO; web.artprice.com; pitoresco.com; pinturabrasileira.com.



165 - ALEX VALLAURI (1949 - 1987)

Formas - grafite - 50 x 65 cm -
Com etiqueta da Galeria Jaqueline Martins, Rua Doutor Virgílio Carvalho Pinto, 74, no dorso.-

Natural de Asmara, Etiópia, faleceu em São Paulo-SP. Grafiteiro, artista gráfico, pintor, desenhista, cenógrafo e gravador. Chegou ao Brasil com a família em 1965. Era residente e ativo na capital paulista. Iniciou-se em xilogravura, retratando personagens do porto de Santos. No começo da década de 1970, formou-se em comunicação visual pela FAAP-SP. Especializou-se em litografia no Litho Art Center de Estocolomo, em 1975. Retornou ao Brasil em 1978, realizando grafites em espaços públicos de São Paulo. Produzia silhuetas de figuras, com tinta spray sobre moldes de papelão. Residiu em Nova York entre 1982 e 1983, onde cursou artes gráficas no Pratt Institute. Nesse período, fez grafites nos muros da cidade. Além de usar o muro como suporte, seus trabalhos estampam camisetas, broches e adesivos. Voltou ao Brasil e começa a lecionar na Faap. Em sua produção destaca-se a série A Rainha do Frango Assado, que é também tema de instalação apresentada na 18ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1985. Retrospectiva Viva Vallauri, realizada no Museu da Imagem e do Som - MIS, em São Paulo, em 1998. JULIO LOUZADA, vol 3 pag 1170; ITAUCULTURAL.



166 - MANOEL SANTIAGO (1897 - 1987)

Paisagem - óleo sobre tela - 38 x 46 cm - canto inferior esquerdo e dorso -

Manoel Colafante Caledônio de Assumpção Santiago nasceu em Manaus, AM e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, desenhista e professor. Mudou-se para Belém em 1903 e iniciou estudos de pintura. Desde 1916 já praticava a arte não figurativa. Em 1919 transferiu-se para o Rio de Janeiro, cursou Direito e frequentou a Escola Nacional de Belas Artes, onde foi aluno de Rodolfo Chambelland e Baptista da Costa. Na época, teve aulas particulares com Eliseu Visconti. Foi casado com a pintora Haydeá Santiago. Participou em 1927 do Salão Nacional de Belas Artes e recebeu o prêmio viagem ao exterior, entre vários outros. Foi para Paris no ano seguinte, e lá permaneceu por cinco anos. De volta ao Rio de Janeiro, em 1932, tornou-se professor do Instituto de Belas Artes. Em 1934, passou a lecionar pintura e desenho no Núcleo Bernardelli, figurando entre seus alunos José Pancetti, Edson Motta, Bustamante Sá, Ado Malagoli, Rescála e Milton Dacosta. Participou da I Bienal Internacional de São Paulo (1951) e do 8º Panorama da Arte Brasileira (1976). PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, VOL. 1, PÁG. 241; TEODORO BRAGA, PÁG. 211; CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO DE PAISAGEM BRASILEIRA, MEC-MNBA /RIO/1944; MAYER/84, PÁG. 1158; REIS JR, PÁG. 378; PONTUAL, PÁG. 473; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 292; ITAÚ CULTURAL, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 865; ACERVO FIEO.



167 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulata - desenho a lápis - 20 x 14 cm - canto inferior esquerdo -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



168 - PATRICIA GOLOMBEK (1964)

Composição - técnica mista - 30 x 30 x 04 cm - assinado -

Artista plástica nascida em São Paulo. Estudou no Instituto de Educação Caetano de Campos e na Faculdade de Belas Artes de São Paulo (1986). Também estudou com Flávio Império, Renina Katz, Marcelo Nitsche e Ernestina Karman. Realizou exposições individuais em São Paulo em 1994, 1996, 1999, 2003, 2008, 2012. Participou de muitas mostras coletivas e oficiais no Brasil e exterior. Foi premiada em 1989, 1995, 2008, em São Paulo. Foi curadora, em 2014, da exposição "Ramos de Azevedo e a Escola Caetano de Campos" no Arquivo Histórico de São Paulo e, em 2015, lançará o livro pela editora EDUSP sobre a Escola Caetano de Campos e a Educação pública no Estado de São Paulo, que demandou quatro anos de pesquisa. ITAU CULTURAL; golombek.com.br.



169 - FULVIO PENNACCHI (1905 - 1992)

Maternidade - litografia off set - P.E. - 38 x 45 cm - centro inferior - 1980 -
Colorida a mão pelo autor.-

Pintor, ceramista, desenhista, ilustrador, gravador, professor nascido na cidade de Villa Collemandina, Itália e falecido em São Paulo. Em 1924 foi para Lucca e iniciou sua formação artística no ‘Regio Istituto di Belle Arti’ onde teve aulas com o pintor Pio Semeghini. Mudou-se para São Paulo em 1929 e dedicou-se a diferentes atividades até 1933, quando passou a auxiliar Galileo Emendabili na execução de monumentos funerários. Em 1935, conheceu Francisco Rebolo, passou a frequentar seu ateliê e conviveu com os artistas do Grupo Santa Helena. Nessa mesma época integrou a Família Artística Paulista e iniciou a produção de painéis em afresco e óleo para residências, igrejas, hotéis e outras edificações, destacando-se os afrescos de grandes dimensões para a Igreja Nossa Senhora da Paz, no bairro do Glicério, executados entre 1941 e 1948. Em 1965, iniciou um período de recolhimento e manteve-se afastado das exposições e do circuito artístico. Em 1973, reabriu seu ateliê e recebeu diversas homenagens no Brasil e na Itália. Nesse mesmo ano conheceu a ceramista Eunice Pessoa e com ela desenvolveu um grande número de peças que foram expostas em 1975. Sem nunca ter abandonado as atividades artísticas, voltou a figurar em diversas mostras e continuou a produzir painéis em afresco. Em 1980, Pietro Maria Bardi publicou um livro sobre sua obra. Nove anos depois, foi lançado o livro ‘Ofício Pennacchi’, organizado por Valério Antonio Pennacchi, responsável também pela publicação, em 2002, do livro ‘Fulvio Pennacchi: Pintura Mural’. Importante retrospectiva da obra do artista foi realizada, em 1973, no MAM - São Paulo. TEODORO BRAGA, PÁG. 192; MEC, VOL, 3, PÁG. 365; WALMIR AYALA, VOL, 2, PÁG. 182; PONTUAL, PÁG. 416; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 784; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 740; ACERVO FIEO.



170 - HEITOR DOS PRAZERES (1898 - 1966)

"Brincando no quintal" - óleo sobre madeira - 60 x 50 cm - canto inferior direito - 1961 - Rio de Janeiro -
Reproduzido no convite deste leilão. Com autenticação da família do artista, na pessoa do curador da obra, Sr. Heitor dos Prazeres Filho.-

Pintor, compositor, marceneiro, Heitor dos Prazeres nasceu e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. Iniciou-se na pintura por volta de 1937, como autodidata, estimulado pelo jornalista e desenhista Carlos Cavalcanti. No período de 1937 a 1946, trabalhou em rádios do Rio de Janeiro e ingressou como ritmista na Rádio Nacional, em 1943. Recebeu o 3º lugar para artistas nacionais na 1ª Bienal Internacional de São Paulo (1951) e foi homenageado com sala especial na 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1953). No ano seguinte, criou cenários e figurinos para o Balé do IV Centenário da Cidade de São Paulo. Realizou sua primeira exposição individual, em 1959, no Rio de Janeiro. Em 1965, Antônio Carlos Fontoura produziu um documentário sobre sua obra. Tornou-se um artista destacado, atuando como compositor, instrumentista e letrista de música popular brasileira. Participou da fundação das primeiras escolas de samba cariocas, entre elas a Estação Primeira de Mangueira. Em comemoração ao centenário de seu nascimento, em 1999, foi realizada mostra retrospectiva no Espaço BNDES e no Museu Nacional de Belas Artes. Em 2003, foi publicado o livro ‘Heitor dos Prazeres: Sua Arte e Seu Tempo’, da jornalista Alba Lírio. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.11, PÁG.247; MEC. VOL.3, PÁG.400; WALMIR AYALA. VOL.2, PÁG.194; TEIXEIRA LEITE, PÁG.408; PONTUAL, PAG.439; WALTER ZANINI, PÁG.810; LEONOR AMARANTE, PÁG. 266; ACERVO FIEO.



171 - WILSON VICENTE (1951)

Pescadores - acrílico sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior direito - 2016 -

Pintor, natural de Cataguazes, MG, onde nasceu a 28/1/1951. Em 1991, 1992 e 1993, participa das X, XI e XII Exposições de Artistas Contemporâneos na Sociearte - SP. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 344.



172 - DJANIRA DA MOTTA E SILVA (1914 - 1979)

Ciclistas - guache - 30 x 20 cm - canto inferior direito - 1961 -

Pintora, desenhista, ilustradora, cartazista, cenógrafa e gravadora. Djanira da Motta e Silva nasceu em Avaré, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. No final da década de 1930, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde teve suas primeiras instruções de desenho no Liceu de Artes Ofícios e com o pintor Emeric Marcier, hóspede da pensão que Djanira instalou no bairro de Santa Teresa. Os contatos com os artistas Carlos Scliar, Milton Dacosta , Arpad Szenes , Vieira da Silva e Jean-Pierre Chabloz , frequentadores de sua pensão, proporcionaram um ambiente estimulador que a levou a expor no 48º Salão Nacional de Belas Artes, em 1942. No ano seguinte, realizou sua primeira mostra individual, na Associação Brasileira de Imprensa - ABI. Em 1945, viajou para Nova York. De volta ao Brasil, realizou o mural ‘Candomblé’ para a residência do escritor Jorge Amado, em Salvador, e painel para o Liceu Municipal de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Entre 1953 e 1954, viajou a estudo para a União Soviética. De volta ao Rio de Janeiro, tornou-se uma das líderes do movimento pelo Salão Preto e Branco, um protesto de artistas contra os altos preços do material para pintura. Realizou em 1963, o painel de azulejos ‘Santa Bárbara’, para a capela do túnel Santa Bárbara, Laranjeiras, Rio de Janeiro. No ano de 1966, a editora Cultrix publicou um álbum com poemas e serigrafias de sua autoria. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil, EUA e Europa. Foi premiada no Rio de Janeiro (1943, 1944, 1949, 1950 a 1953, 1955, 1963) e em São Paulo (1951, 1955). Participou da 1ª e da 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955). Em 1977, o Museu Nacional de Belas Artes - MNBA, realizou uma grande retrospectiva de sua obra. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 336; PONTUAL, PÁG. 181; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 164; MEC, VOL. 2, PÁG 58; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG, 263; WALTER ZANINI, PÁG. 810; ARTE NO BRASIL, PÁG. 824; ACERVO FIEO.



173 - OMAR PELEGATTA (1925 - 2000)

Casario - óleo sobre tela - 70 x 50 cm - canto inferior direito -

Italiano da Lombardia, PELLEGATTA foi pintor e gravador dedicado a temas sacros e casarios coloniais. Em sua obra, o ser humano é apresentado sempre de modo idealizado, na figura de ternas madonas, santos, coroinhas e cavaleiros. Participou de diversas coletivas e salões, a partir de 1957, recebendo premiações em sua maioria. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág.735; MEC vol.3, pág.363; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



174 - J. CARLOS (1884 - 1950)

Sem teto - desenho a nanquim e aquarela - 22 x 31 cm - canto inferior direito -

Nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, desenhista, ilustrador e caricaturista. Realizou mais de cem mil desenhos, não se conhecendo um único ruim. Observador arguto, retratou com maestria e humor o cotidiano de sua cidade natal, da qual, consta, ausentou-se por duas únicas ocasiões. JULIO LOUZADA vol. 10, pág. 181; CARICATURISTAS BRASILEIROS, de Pedro Corrêa do Lago, pág. 74; WALTER ZANINI, pág. 448; ARTE NO BRASIL, pág. 646.



175 - GUSTAVO ROSA (1946 - 2013)

Figura - óleo sobre tela - 65 x 54 cm - canto inferior direito e dorso - 2001 -

Pintor, desenhista e gravador, Gustavo Machado Rosa nasceu e faleceu em São Paulo. Realizou a sua primeira exposição individual em São Paulo em 1970, tendo já ganho no ano anterior a medalha de ouro e o prêmio de viagem ao exterior no 1º Festival de Artes Interclubes, no Clube Monte Líbano. Em 1974, estudou gravura com o norte-americano Rudy Pozzati, no Museu de Arte Brasileira da Fundação Armando Álvares Penteado. Em 1979 e 1980 participou da Exposição Brasil-Japão em Tóquio. Expôs, em 1979, no Salão Nacional de Artes Plásticas e, em 1980 e 1983, no Panorama da Arte Atual Brasileira, no MAM - SP. Realizou painéis externos, em 1984, na Rua Bela Cintra e, em 1987, na Rua Mario Ferraz, para Tereza Gureg. Em 1990 participou de exposição coletiva no ‘International Museum of 20th Century Arts’, em Los Angeles, Estados Unidos. Lançou, em 1994, uma grife com o seu nome em Nova York. Em 1998, desenvolveu as capas de cadernos escolares da marca Tilibra. Neste mesmo ano executou uma escultura em homenagem a Maria Esther Bueno, na Praça Califórnia, em São Paulo. Em 2000, montou escultura de um gato, sob o Viaduto Santa Efigênia. Recebeu vários prêmios, expôs e participou de eventos em cidades do Brasil e no exterior como também em Nova York, Massachusetts, Tel-Aviv, Lisboa, Berlim, Hamburgo, Barcelona e Paris. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 274; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO; www.artprice.com; www.mercadoarte.com.br.



176 - IVAN SERPA (1923 - 1973)

Quadrados - guache - 27 x 25 cm - canto inferior direito - 1971 -

Pintor, desenhista, gravador e professor, Ivan Ferreira Serpa nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Estudou gravura e desenho com Axel Leskoschek (entre 1946 e 1948) no Rio de Janeiro. Em 1949, ministrou suas primeiras aulas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, onde, a partir de 1952, exerceu sistemática atividade didática, em especial no ensino infantil. Foi um dos precursores do concretismo no Brasil, criando ao lado de Aluisio Carvão, Lígia Clark, Hélio Oiticica e outros o Grupo Frente, que se manteve ativo de 1954 a 1956, inclusive com exposições no Rio de Janeiro. Participou da Divisão Moderna do SNBA (1947-1951). Em 1957, recebeu o prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna, RJ. Participou da exposição ’Opinião 65’, evento que marca a difusão de uma nova arte de tendência figurativa, a neofiguração. Em 1970, fundou, com Bruno Tausz, o Centro de Pesquisa de Arte no Rio de Janeiro. Participou da Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1961, 1963, 1965) e da Bienal de Veneza (1952, 1954, 1962, 1966). PONTUAL, PÁG 486; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 605; ARTE NO BRASIL, PÁG. 840; LEONOR AMARANTE, PÁG. 26; MEC VOL. 4, PÁG. 221; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 899.



177 - ELIO DE GIUSTO (1899 - 1935)

"Colhedora de trigo" - escultura em bronze - 34 x 14 x 10 cm - não assinado -
Reproduzido sob o nº 453 em catálogo de leilão de Soraia Cals, Rio de Janeiro - RJ, realizado em Maio de 2011. -

Escultor nascido na Itália, estudou com Ângelo Zanelli. Executou grupos escultóricos da fachada do Palácio da Justiça. Em 1934 recebeu a Medalha de Ouro no Salão Paulista de Belas Artes de São Paulo. JÚLIO LOUZADA, vol. 9, pág. 371; ITAÚ CULTURAL.



178 - CARLOS SCLIAR (1920 - 2001)

"Paisagem IX..." - vinil - 37 x 56 cm - canto inferior direito e dorso - 27-04-1970 - Ouro Preto -
Complemento de título: "Paisagem IX (Fim do dia e sombra na encosta)".-

Desenhista, gravador, pintor, ilustrador, cenógrafo, roteirista e designer gráfico que nasceu em Santa Maria da Boca do Monte, RS e faleceu no Rio de Janeiro. Assina Scliar. Estudou com Gustav Epstein, em Porto Alegre, em 1934. Participou, em 1938, da fundação da Associação Riograndense de Artes Plásticas Francisco Lisboa. Entre 1939 e 1947, residindo em São Paulo, integrou a Família Artística Paulista - FAP. No Rio de Janeiro, escreveu e dirigiu em 1944 o documentário 'Escadas', sobre os pintores Arpad Szenes e Vieira da Silva com os quais conviveu desde 1941. Convocado pela Força Expedicionária Brasileira - FEB, participou da Segunda Guerra Mundial, na Itália. Morando em Paris de 1947 a 1950, cursou gravura com Galanis na Escola de Belas Artes e teve contato com o gravador mexicano Leopoldo Méndez. De volta ao Brasil, fundou com Vasco Prado o Clube de Gravura de Porto Alegre. Em 1956, passou a viver no Rio de Janeiro. Foi diretor do departamento de arte da revista 'Senhor' entre 1958 e 1960. Fundou a editora Ediarte, em 1962, com os colecionadores Gilberto Chateaubriand, Michel Loeb, Carlos Nicolaievski e o pintor José Paulo Moreira da Fonseca. Realizou durante toda sua vida exposições individuais e participou de inúmeras coletivas e Salões oficiais, recebendo muitos prêmios. Também foram realizadas várias exposições póstumas. MEC VOL.4, PÁG. 214; TEODORO BRAGA, PÁG. 66; WALMIR AYALA VOL.2, PÁG. 306 a 309; PONTUAL, PÁG. 479 e 480; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG.884; VOL.2, PÁG. 925; VOL.13, PÁG. 305; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; RGS, PÁG. 442; ACERVO FIEO.



179 - GIANCARLO ZORLINI (1931)

Paisagem - técnica mista - 44 x 31 cm - canto inferior esquerdo - 1979 -

Médico de profissão, iniciou-se autodidaticamente na pintura, em 1962. É filho do escultor e pintor Ottone Zorlini. Participou diversas vezes do Salão Paulista de Belas Artes, nele recebendo diversas premiações. Sua pintura tem como tema predominante a paisagem. JULIO LOUZADA vol. 3, pág. 124; MEC vol.4, pág.534; PONTUAL, pág. 559; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



180 - MARIA LEONTINA (1917 - 1984)

Natureza morta - óleo sobre cartão - 40 x 50 cm - canto inferior direito -
Reproduzido no convite deste leilão. Com carimbo do X Salão do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo - 1946. Reproduzido sob o número 35 em catálogo de leilão da Pro Arte Galeria, São Paulo - SP, em agosto de 2014.-

Pintora, gravadora e desenhista. Maria Leontina Mendes Franco da Costa nasceu em São Paulo, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. Iniciou estudos de desenho com Antônio Covello, em São Paulo (1938), e na primeira metade da década de 1940 estudou pintura com Waldemar da Costa. Em 1946, no Rio de Janeiro, frequentou o ateliê de Bruno Giorgi e fez curso de museologia no Museu Histórico Nacional, entre 1946 e 1948. Em 1947, participou da exposição ‘19 Pintores’, na Galeria Prestes Maia, em São Paulo, ao lado de Lothar Charoux, Marcelo Grassmann, Aldemir Martins, Luiz Sacilotto e Flavio-Shiró. Em 1951, foi convidada pelo psiquiatra e crítico de arte Osório César para orientar o setor de artes plásticas do Hospital Psiquiátrico do Juqueri. No mesmo ano, organizou uma mostra dos internos no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Em 1952, com bolsa de estudo do governo francês, viajou para a Europa, acompanhada pelo marido, o pintor Milton Dacosta. Em Paris, entre 1952 e 1954, frequentou o ateliê de gravura de Johnny Friedlaender. Na década de 1960, realizou painel de azulejos para o Edifício Copan e vitrais para a Igreja Episcopal Brasileira da Santíssima Trindade, ambos em São Paulo. Realizou exposições individuais e participou de inúmeras mostras, Salões oficiais e Bienais como a Bienal de Veneza (1950, 1952, 1956). Foi premiada no Rio de Janeiro (1944, 1950, 1955, 1957, 1980); em São Paulo (1944; 1947; 1951; 1954; 1958; 1960; 1980; 1955, 1959, 1965 - Bienais Internacionais; 1969, 1970 - Panoramas da Arte Atual Brasileira; 1975 - prêmio pintura da Associação Paulista de Críticos de Artes - APCA); Brasília, DF (1980); Curitiba, PR (1980; Porto Alegre, RS (1980); Nova York (1960 - Fundação Guggenheim). ITAU CULTURAL; MEC, VOL. 2, PÁG. 471; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 309; PONTUAL, PÁG. 338; ARTE NO BRASIL, PÁG. 772; LEONOR AMARANTE, PÁG. 25; WALTER ZANINI, PÁG. 645; JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 572.



181 - GRAÇA MARQUES (1955)

Composição - serigrafia - 31/60 - 50 x 70 cm - canto inferior direito - 2004 -

Desenhista e pintora nascida em Pelotas, RS. Sua formação artística foi na Universidade Federal de Pelotas e na Universidade Complutense de Madri, Espanha. Realizou exposições individuais aqui no Brasil, Espanha, Uruguai e coletivas na Bélgica e Holanda. Possui obras em Centros Culturais e Museus da Espanha.



182 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

A ponte - óleo sobre tela - 45 x 60 cm - canto inferior direito - 1988 -
Igal.-



183 - SILVIO OPPENHEIM (1941 - 2012)

Composição - óleo sobre tela - 60 x 80 cm - centro direito - 2010 -

Nascido em São Paulo, formou-se pela faculdade de arquitetura da USP, em 1965. Inicialmente figurativo, passou para a abstração de forma muito natural. Perfeccionista, usava as cores de forma quase puras em requintado grafismo. Participou de exposições desde 1962 com sempre renovado sucesso de crítica e de público JULIO LOUZADA, vol.11, pág.233; MEC, vol.3, pág.301; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO.



184 - YASUICHI KOJIMA (1934)

"Concentração" - óleo sobre tela - 80 x 100 cm - canto inferior direito e dorso - 2012 -

Pintor e ceramista nascido em Tajimi, Japão - cuja população vive de cerâmica e porcelana. Seu pseudônimo artístico é Kojima. Recebeu influência de seu pai, Shigueo Kojima - tradicional artista e ceramista japonês conhecido pelo nome artístico Juho Kojima. Formou-se na Escola de Cerâmica Industrial de Tajimi - Gifu, Japão. Veio para o Brasil em 1953, trabalhou por cinco anos em São Caetano e transferiu-se para Mauá onde, como seu pai, montou sua própria fábrica de cerâmicas e porcelanas que está em atividade até hoje. Naturalizou-se brasileiro e estudou pintura com Manabu Mabe, Takaoka e Nakajima. Realizou exposição individual em Poá, SP (2009) e no Museu de Arte do Parlamento de São Paulo (2013). Participou de diversas mostras e Salões oficiais em: São Bernardo do Campo, SP (1967); São Paulo (1968, 1969, 2001 a 2010); Poá, SP (2009-como convidado); Embu, SP (2012 - Prêmio Prata). www.mauamemoria.com.br; www.radaroficial.com.br/d/31498914; issuu.com/shinzenbi/docs/makoto_5/27.



185 - TAPETE ORIENTAL,


Feito a mão, de lã, Afegan, medindo 337 x 262 cm = 8,82 m².-



186 - ALEXANDRE RAPOPORT (1929)

Músico - técnica mista - 12 x 10 cm - canto inferior esquerdo - 1993 -

Arquiteto, pintor, gravador, desenhista industrial e professor, RAPOPORT nasceu no Rio de Janeiro, onde cursou a Faculdade Nacional de Arquitetura da antiga Universidade do Brasil. Fêz aprendizado de gravura na antiga ENBA em 1952. Conquistou menções honrosas em pintura e desenho no SNBA a partir de 1948. WALMIR AYALA,vol. 2, pág. 237; MEC, vol. 4, pág. 26; PONTUAL, pág. 447; TEIXEIRA LEITE, pág. 431; JÚLIO LOUZADA, vol. 11, pág. 260; ITAU CULTURAL.



187 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Caneca com flores" - giclée - 64 x 37 cm - não assinado -
Década de 2000. Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins. -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



188 - ARMANDO SENDIN (1928)

Lembranças de Woodstock - óleo sobre tela - 130 x 97 cm - canto inferior direito - 1973 -
Com resquícios da etiqueta da 12º Bienal de São Paulo, no dorso.-

Pintor, desenhista, gravador, escultor e ceramista. Realizou estudos artísticos na Espanha e na França. Retornando ao Brasil, (após figurar em mostras coletivas no estrangeiro) e fixando-se em São Paulo, participou em 1967, do 1º SOP, XVI SPAM, I Salão de Arte Contemporânea de Santos (Prêmio Prefeitura). Ganhou o 1º Prêmio de pintura na mostra Roma e a Campanha Romana (Auditório-Itália, São Paulo). Ainda em 1967, expôs individualmente na Galeria F. Domingo, de São Paulo, voltando a fazê-lo nas galerias KLM (São Paulo, 1968), do Centro Cultural Brasil-Estados Unidos (São Paulo, 1968) e Goeldi (GB, 1968), também apresentado seus trabalhos, com Maria de Lourdes Novais e Vitor Décio Gerhard, na Galeria IBEU (GB, 1968). Figurou ainda no II SOP (1968). A respeito de suas obras, de caráter abstracionista, disse Samson Flexor, em 1968: "Considero os óleos e guaches de Armando Sendin como sendo lugares ideais de encontro e fusão dos elementos primordiais: a terra e o fogo. Fusão resultando em cinzas com focos de brasa que a frescura dos azuis-turquesa mal consegue apagar". Em 1965 publicou o livro Cerâmica Artística, especialidade que lecionou, entre 1959 e 1964, em escola por ele próprio fundada em São Paulo. TEIXEIRA LEITE, pág.472; WALMIR AYALA, vol.2, pág.316-317; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 754; LEONOR AMARANTE, pág. 196. Acervo FIEO.



189 - WALTER LEWY (1905 - 1995)

Paisagem surreal - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior esquerdo - 1983 -

Gravador, pintor, ilustrador, paisagista, desenhista e publicitário nascido em Bad Oldesloe, Alemanha e falecido em São Paulo. Estudou na Escola de Artes e Ofícios de Dortmund, Alemanha (1923-1927). Nesse período, filiou-se à tendência do realismo mágico. Em 1928 participou de coletivas em Dortmund, Gelsenkirchen, Boclusim e outras cidades. Com a crise econômica de 1929, Lewy perdeu seu emprego de desenhista numa gráfica e foi viver com os pais no interior, tornando-se ilustrador de anedotas em jornais. Realizou sua primeira exposição individual em Bad Lippspringe (1932), mas foi fechada quando a Câmara de Arte Alemã proibiu a participação de judeus na vida artística. Escapando dessa situação opressora, o artista imigrou para o Brasil (1938), retomando profissionalmente a pintura. Deixou para trás centenas de trabalhos, que foram enviados para a Holanda e perdidos durante os bombardeios da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). No Brasil, fixou-se em São Paulo. Nos primeiros anos fez desenho publicitário e mais tarde capas de livros e ilustrações para diversas editoras. Ilustrou obras de Bertrand Russell, Machado de Assis e Arnold Toynbee, entre outras. Mais tarde, empregou-se como diagramador, letrista e arte-finalista nas agências de propaganda De Carli, Lintas Publicidade, Martinelli, Santos & Santos e Thompson Propaganda. Participou de Salões Nacionais e Bienais de São Paulo, entre 1951 e 1965, recebendo diversas premiações oficiais. JULIO LOUZADA, VOL. 10, PÁG. 497; MEC, VOL. 2, PÁG. 474; TEODORO BRAGA, PÁG. 245; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 286; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 630; LEONOR AMARANTE, PÁG. 142; ACERVO FIEO.



190 - VICENTE LEITE (1900 - 1941)

Jangadeiros - óleo sobre cartão - 22 x 32 cm - canto inferior esquerdo - 1935 - Ceará -

Pintor e desenhista, Vicente Rosal Ferreira Leite nasceu em Crato, CE e faleceu no Rio de Janeiro. Recebeu bolsa de estudos do governo do Ceará (1920) e mudou-se para o Rio de Janeiro onde, na antiga Escola Nacional de Belas-Artes, teve Cândido Portinari e Orlando Teruz, entre outros, como seus condiscípulos. De 1920 a 1926 estudou sob a orientação de Lucílio de Albuquerque, Rodolfo Chambelland e João Batista da Costa. Participou de muitos Salões oficiais aqui no Brasil, na Argentina e Estados Unidos. Recebeu diversos prêmios como o de Viagem ao País (1935) e o de Viagem à Europa (1940). Executou ainda para o Palácio do Governo do Ceará, uma alegoria da Revolução de 1930. Suas obras podem ser encontradas no Museu Nacional de Belas-Artes, na Pinacoteca do Estado de São Paulo e no Museu Mariano Procópio, em Juiz de Fora. JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 534. PONTUAL PÁG. 308. MEC VOL. 2, PÁG, 468; TEIXEIRA LEITE PÁG. 284; ITAU CULTURAL.



191 - HENRY VITOR (1939)

No lago - acrílico sobre tela - 16 x 12 cm - canto inferior direito - 1976 -

Pintor e gravador mineiro de Guaxupé, onde nasceu a 2 de abril de 1939. Reside e é ativo na cidade de São Paulo SP. Autodidata, fez cursos de Jornalismo, Propaganda e Comunicações. Expôs individualmente nos anos de 1972, 1973, 1984 e 1991 em São Paulo SP. Coletivas a partir de 1971, inclusive no exterior. "Há elementos que revelam o ingênuo mas nem sempre permitem ajuizar se a obra é crítica ou artesanal. O autodidatismo, como o de Vitor, é uma constante. Expressa uma visão pessoal da realidade ou configurações de sonho. Retrata a vida filtrada, livremente, pelos olhos de cada um e interpretada por um sentimento intrínseco. " Jorge Anthonio, in HENRY Vitor: pinturas. Apresentação de Jorge Anthonio. São Paulo: Galeria Jacques Ardies, 1991. HENRY Vitor: pinturas. Apresentação de Jorge Anthonio. São Paulo: Galeria Jacques Ardies, 1991. JULIO LOUZADA, vol.11, pág.145, MEC,vol.4, pág.49; ITAÚ CULTURAL.



192 - DAREL VALENÇA LINS (1924)

"Sweater vermelha" - litografia - P.A. - 88 x 62 cm - canto inferior direito -

Este importante pintor, gravador, desenhista e professor, conquistou em 1957, no SNAM, o prêmio de viagem ao estrangeiro, voltando a ser contemplado na VII Bienal de São Paulo, como o melhor desenhista nacional. Foi aluno de Henrique Oswald e recebeu aconselhamento técnico de Goeldi. MEC vol.3, pág. 18; PONTUAL, pág.160/161; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 715; ARTE NO BRASIL, pág. 839; LEONOR AMARANTE, pág. 125; Acervo FIEO.



193 - JOSÉ SABÓIA (1949)

Torcida do Flamengo - óleo sobre tela - 50 x 80 cm - canto inferior direito -

Pintor, José Sabóia do Nascimento nasceu em Almadina-BA. Artista autodidata foi para o Rio de Janeiro em 1967 e começou a pintar no ano seguinte, passando a expor seus trabalhos na feira hippie de Ipanema. Fez sua primeira exposição individual em Fortaleza, CE (1970). Entre as exposições de que participou, destacam-se: I e III Salão Nacional de Artes Plásticas do Ceará, Fortaleza, (1969, 1971 - Prêmio Aquisição); Dez Pintores no Rio de Janeiro, no MNBA, RJ (1983); ‘Brésil Naifs’, Paris (1986); ‘Salon d'Art Naif’- Marseilha, França (1987); ‘Pintura, Presença e Povo na Arte Brasileira’ no Museu da Casa Brasileira - São Paulo (1990); ‘Visões do Rio’ no MAM, RJ (1996). No exterior expôs individualmente em São Francisco, EUA e Munique, Alemanha, além de participar de coletivas em vários países e, principalmente na França, com exposições organizadas pela Galeria Jacqueline Bricard e uma presença cativa na ‘Galerie Naïfs du Monde Entier’ em Paris. José Sabóia participou do Concurso Internacional de Morges, quando seu quadro foi eleito pelo público, a melhor obra de 60 participantes de 22 países, premiação que originou o convite da Galeria Kasper para realizar uma exposição individual em 1997. JULIO LOUZADA vol. 11, pág. 278; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 228; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO; www.artprice.com; www.nautilus.com.br; www.ardies.com.



194 - RAPHAEL BORDALO PINHEIRO (1846 - 1905)

Figuras - desenho a nanquim - 41 x 32 cm - canto inferior esquerdo -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Raphael Augusto Bordalo Pinheiro é natural de Lisboa, Portugal. Pintor, desenhista, gravador, caricaturista e ceramista. Assinava B. P. e Raphael Bordallo Pinheiro. De família de artistas, inicia-se nas artes freqüentando a Escola de Artes Dramáticas e a Academia de Belas Artes de Lisboa. Em 1869 publica suas primeiras caricaturas no jornal A Revolução de Setembro e inicia a produção de seu primeiro álbum, O Calcanhar de Achilles, publicado em 1870. Funda os periódicos A Berlinda e O Binóculo. Em 1871, é premiado na Exposição Internacional de Madri. Em 1872, publica o álbum Apontamentos sobre a Picaresca Viagem do Imperador do Rasilb pela Europa, onde satiriza o imperador dom Pedro II (1825 - 1891). Em 1875, vem para o Brasil e funda o periódico Lanterna Mágica, no qual cria o personagem Zé Povinho. Colabora com O Mosquito, ao lado de Angelo Agostini (1843 - 1910). Em 1876, trabalha em O Fígaro com Cândido de Faria (1849 - 1911). Em 1877, funda o Psit! e no ano seguinte, O Besouro, no qual estampa uma série de caricaturas satirizando os políticos locais. Após sofrer dois atentados na cidade, retorna a Portugal em 1879. Em 1880 cria, com outros artistas portugueses, o Grupo do Leão. Em 1885, funda em Caldas da Rainha a Fábrica de Faianças que revitaliza a produção de cerâmicas dessa região. Em 1889, a produção da fábrica é premiada na Exposição Internacional de Paris. Como responsável pela construção do Pavilhão Português, recebe do governo francês o grau de Cavaleiro da Legião de Honra. Exposições coletivas: Lisboa, Portugal (1868, 1870, 1872, 1874, 1881); Madri, Espanha (1871); Rio de Janeiro, RJ (1876); Paris, França (1889). Exposições póstumas: Rio de Janeiro, RJ (1954, 1965, 2000); São Paulo, SP (1996, 2001, 2004). JULIO LOUZADA, vol. 6, pág. 888; vol. 8, pág. 658. ITAU CULTURAL.



195 - MESTRE VITALINO (1909 - 1963)

Rendeira - escultura em barro - 11 x 13 x 07 cm - assinado -

Autodidata, nascido em Pernambuco, aos 6 anos inicia-se na arte do artesanato de barro confeccionando miniaturas com as sobras de barro das cerâmicas utilitárias feitas por sua família de louceiros. A crescente popularidade alcançada pelo seu trabalho inovador faz com que se mude a cidade de Alto de Moura, tornando a aquisição de sua produção mais acessível à clientela urbana. De 1960 até 1963 viaja por todo o país, participando de exposições e mostrando sua técnica. ITAÚ CULTURAL



196 - LIVIO ABRAMO (1903 - 1992)

Composição - litografia - H.C. - 20 x 16 cm - canto inferior esquerdo - 1951 - Rio de Janeiro -

Gravador, desenhista, pintor, ilustrador, jornalista e professor, nasceu em Araraquara, SP e faleceu em Assunção, Paraguai. Mudou-se para São Paulo, onde, em 1909, estudou desenho com Enrico Vio no Colégio Dante Alighieri. No início dos anos de 1920, fez ilustrações para pequenos jornais e entrou em contato com a obra de Oswaldo Goeldi e de gravadores expressionistas alemães. Realizou as primeiras gravuras em 1926. Em 1947, ilustrou o livro ‘Pelo Sertão’, do escritor Afonso Arinos de Mello Franco, publicado em 1949. Com essa série de ilustrações, apresentadas no Salão Nacional de Belas Artes, obteve o prêmio de viagem ao exterior. Seguiu para a Europa em 1951. Em Paris frequentou o Atelier 17, aperfeiçoando-se em gravura em metal com Stanley William Hayter. De volta ao Brasil, foi premiado como o melhor gravador nacional na Bienal Internacional de São Paulo, nas edições de 1953 e de 1963. Deu aulas de xilogravura na Escola de Artesanato do Museu de Arte Moderna de São Paulo. Foram seus alunos, entre outros, Maria Bonomi e Antonio Henrique Amaral . Fundou o Estúdio Gravura, em 1960, com Maria Bonomi. Em 1962, foi convidado pelo Itamaraty a integrar a Missão Cultural Brasil-Paraguai, posteriormente Centro de Estudos Brasileiros. Mudou-se para o Paraguai e dirigiu até 1992, o Setor de Artes Plásticas e Visuais. Foi fundador do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Paraguai. PONTUAL, PÁG. 1, JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 19; MEC VOL.1, PÁG. 33; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 795; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28; ACERVO FIEO.



197 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Crucificação - litografia off set - 35 x 50 cm - canto inferior direito - 1963 -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



198 - MARIA LEONTINA (1917 - 1984)

Composição - gravura - P.A. - 26 x 29 cm - canto inferior direito -

Pintora, gravadora e desenhista. Maria Leontina Mendes Franco da Costa nasceu em São Paulo, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. Iniciou estudos de desenho com Antônio Covello, em São Paulo (1938), e na primeira metade da década de 1940 estudou pintura com Waldemar da Costa. Em 1946, no Rio de Janeiro, frequentou o ateliê de Bruno Giorgi e fez curso de museologia no Museu Histórico Nacional, entre 1946 e 1948. Em 1947, participou da exposição ‘19 Pintores’, na Galeria Prestes Maia, em São Paulo, ao lado de Lothar Charoux, Marcelo Grassmann, Aldemir Martins, Luiz Sacilotto e Flavio-Shiró. Em 1951, foi convidada pelo psiquiatra e crítico de arte Osório César para orientar o setor de artes plásticas do Hospital Psiquiátrico do Juqueri. No mesmo ano, organizou uma mostra dos internos no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Em 1952, com bolsa de estudo do governo francês, viajou para a Europa, acompanhada pelo marido, o pintor Milton Dacosta. Em Paris, entre 1952 e 1954, frequentou o ateliê de gravura de Johnny Friedlaender. Na década de 1960, realizou painel de azulejos para o Edifício Copan e vitrais para a Igreja Episcopal Brasileira da Santíssima Trindade, ambos em São Paulo. Realizou exposições individuais e participou de inúmeras mostras, Salões oficiais e Bienais como a Bienal de Veneza (1950, 1952, 1956). Foi premiada no Rio de Janeiro (1944, 1950, 1955, 1957, 1980); em São Paulo (1944; 1947; 1951; 1954; 1958; 1960; 1980; 1955, 1959, 1965 - Bienais Internacionais; 1969, 1970 - Panoramas da Arte Atual Brasileira; 1975 - prêmio pintura da Associação Paulista de Críticos de Artes - APCA); Brasília, DF (1980); Curitiba, PR (1980; Porto Alegre, RS (1980); Nova York (1960 - Fundação Guggenheim). ITAU CULTURAL; MEC, VOL. 2, PÁG. 471; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 309; PONTUAL, PÁG. 338; ARTE NO BRASIL, PÁG. 772; LEONOR AMARANTE, PÁG. 25; WALTER ZANINI, PÁG. 645; JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 572.



199 - INNOCÊNCIO BORGHESE (1897 - 1985)

Paisagem - óleo sobre eucatex - 18 x 28 cm - canto inferior direito - 1940 -

Pintor e professor paulista, participante do Salão Paulista de Belas Artes, de 1935 a 1961. Diversas exposições individuais e coletivas, com muitas premiações. Pintou muitas paisagens tendo como tema a cidade de São Paulo. TEODORO BRAGA, pág 56; MEC, vol. 1, pág. 251; Acervo FIEO.



200 - TOMOSHIGUE KUSUNO (1935)

"Estrela e vagalume" - grafite e liquitex sobre tela - 100 x 80 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1984/1985 -

Desenhista, pintor, artista visual, professor e gravador, natural de Yubari, Japão. . Estudou na Universidade de Arte e fez parte do Núcleo de Arte de Vanguarda, em Tóquio, Japão, na década de 1950. Imigrou para o Brasil em 1960 fixando-se em São Paulo. No ano seguinte, participou do 10º Salão Paulista de Arte Moderna. Em 1962 foi premiado no Salão do Paraná, em Curitiba, e no Salão do Grupo Seibi de Artistas Plásticos, em São Paulo - neste salão também ganhou o grande prêmio em 1970, na sua 14ª edição. Ainda na década de 1960, uniu-se a artistas ligados a tendências da nova figuração e participou das mostras: ‘Opinião 65’, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e ‘Propostas 65’, na Fundação Armando Álvares Penteado, SP. No Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, expôs em várias ocasiões, participando da mostra Jovem Arte Contemporânea, na qual recebeu prêmios em 1967 e 1972. Participou também da Bienal Internacional de São Paulo (1963, 1965, 1967, 1977, 1983, 1985), do Panorama da Arte Atual Brasileira – MAM, SP (1970, 1976, 1977, 1979, 1986). JULIO LOUZADA, VOL.4, PÁG.1101; MEC, VOL.2, PÁG.430; PONTUAL, PÁG.295; TEIXEIRA LEITE, PÁG.274; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁG.452; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 697; ARTE NO BRASIL, PÁG. 968; LEONOR AMARANTE, PÁG. 171, ACERVO FIEO.



201 - LEDA CATUNDA (1961)

Composição - litografia off set - 23/45 - 71 x 50 cm - canto inferior direito - 2010 -

Pintora, gravadora, artista multimídia e professora. Leda Catunda Serra nasceu em São Paulo. Cursou artes plásticas na Fundação Armando Álvares Penteado onde foi aluna, entre outros, de Regina Silveira, Julio Plaza, Nelson Leirner e Walter Zanini. Desde o fim dos anos 1980, tem tido relevante atuação docente nos cursos de Artes Plásticas da FAAP e da Faculdade de Artes Santa Marcelina, ministra workshops e cursos livres em várias instituições culturais no Brasil e ocasionalmente no exterior. Tem realizado muitas exposições individuais e participado de várias oficiais como as Bienais Internacionais de São Paulo (1983, 1985, 1994). Recebeu o Prêmio Brasília de Artes Plásticas/Distrito Federal, na categoria aquisição, em 1990. Em 1998, é publicado o livro 'Leda Catunda', de autoria de Tadeu Chiarelli, pela editora Cosac & Naify. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 239; www.fortesvilaça.com; www.mac.usp.br.



202 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Barcos - óleo sobre eucatex - 30 x 40 cm - canto inferior esquerdo - 1989 -
R. Vaselli.-



203 - MENASE WAIDERGORN (1927)

Retirantes - óleo sobre tela colada em cartão - 33 x 62 cm - canto inferior direito -

Pintor nascido em Hotin, Romênia. Seus pais vieram para o Brasil (1932) fixando residência em São Paulo. Ingressou na Associação Paulista de Belas Artes (fim da década de 1940), onde conheceu Dario Mecatti. Viajou pelo norte da África e Europa. Participou de diversos salões, coletivas oficiais e recebeu diversos prêmios. JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 1011; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



204 - SILVIA ALVES (1947)

"Colheita do milho na fazenda" - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior direito e dorso - 2011 -

Pintora, desenhista, escultora, gravadora, ilustradora, professora, poetiza e atriz Silvia Ferraro Alves nasceu em São Paulo. Estudou desenho e escultura com Alvaro de Bauptista (1980 a 1984) na Universidade de Campinas; formou-se em Pintura na Faculdade de Belas Artes (1986); mestrado em Aquarela na Faculdade Santa Marcelina (1998); frequentou o ateliê de Gravura do Museu Lasar Segall (1985 a 1988); os ateliês de pintura e desenho dos professores Lecy Bomfim, Salvador Rodrigues, Deusdedith Campanelli, Colette Pujol, Djalma Urban, Francisco Cuoco, Fang, o ateliê de escultura no Museu Brasileiro de Escultura (1980 a 1994) e aquarela com Iole Di Natale (1994 a 1998). Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais. Foi premiada em 1983, 1989, 1991, 1993, 1994, 1997, 1999, 2000, em São Paulo. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL, 10, PÁG, 49; www.silviaalves.art.br.



205 - CARYBÉ (1911 - 1997)

"Batucada" - serigrafia - 56/200 - 92 x 70 cm - canto inferior direito -
Reproduzido no catálogo da Mostra Itinerante do artista realizada em treze capitais em 1995. -

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



206 - ARMANDO BALLONI (1901 - 1975)

Figura - técnica mista - 64 x 47 cm - canto inferior direito -

Italiano, o pintor foi ativo em São Paulo, onde participou do Salão Paulista de Belas Artes a partir de 1933. Foi premiado com medalha de bronze, do Salão de Arte Moderna (1954), e em outros Salões oficiais. Participou da I e II Bienal de São Paulo.Membro e expositor da Familia Artistica Paulista. MEC, vol. 1, pág.159; JULIO LOUZADA vol.10, pág. 87; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 582, Acervo FIEO.



207 - MARLY KAHTALIAN (1944)

Casario - óleo sobre tela - 50 x 65 cm - canto inferior direito e dorso - 1974 -

Natural da cidade mineira de Uberaba reside na cidade de São Paulo, onde é ativa. Formou-se artisticamente sob a orientação do mestre e pintor Aldo Bonadei. Aperfeiçoou-se de forma autodidata, mercê da convivência com os artistas Walter Lewy, Aldemir Martins, F. Odriozolla e Pennacchi. Expôs individualmente em 1974, seguindo-se outras em 1976 (Galeria Ponte), 1980 (Seta), 1985 (Documenta) e 1986 (Itaú), também com participações em coletivas (Sociarte). O MAC-SP possui em seu acervo obra da autora. JULIO LOUZADA, vol. 13 pág. 179.



208 - BEATRIZ MILHAZES (1960)

Composição - litografia off set - 157/300 - 37 x 27 cm - canto inferior direito na matriz -
Com carimbo em relevo seco do editor.-

Pintora, gravadora, ilustradora e professora nascida no Rio de Janeiro. Nessa cidade formou-se em comunicação social (1981), iniciou-se em artes plásticas ao ingressar na Escola de Artes Visuais do Parque Lage (1980), onde mais tarde lecionou e coordenou atividades culturais. Cursou gravura em metal e linóleo no Atelier 78 (1995 a 1996), com Solange Oliveira e Valério Rodrigues; ilustrou o livro ’As Mil e Uma Noites à Luz do Dia: Sherazade Conta Histórias Árabes’ (1997), de Katia Canton. Participou das exposições que caracterizaram a Geração 80 e foi artista visitante em algumas universidades dos Estados Unidos (1997, 1998). Tem se destacado em mostras brasileiras, internacionais (a partir dos anos 1990) - nos Estados Unidos, na Europa e integra acervos de museus como o MoMA, Guggenheim e Metropolitan, em Nova York. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 6, PÁG. 729; www.fortesvilaca.com.br; www.artprice.com; www.museuoscarniemeyer.org.br; www.moma.org; www.metmuseum.org.



209 - MANOEL CHATEL DIAS (1917)

Baiana - óleo sobre tela - 22 x 27 cm - canto inferior direito -

Seguidor da temática primitivista, exerce suas atividades artísticas na cidade do Rio de Janeiro, onde nasceu. Naquela cidade, participou do SNBA, obtendo Menção Honrosa. Participa de outros certames oficiais nos Estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, e também no exterior (Nova Iorque). JULIO LOUZADA vol.1, pág. 255.



210 - DEJA (1959)

Flores - acrílico sobre tela - 70 x 80 cm - canto inferior direito - 2016 -

Pintor, desenhista e ilustrador nascido em Promissão, SP. Mudou-se para São Paulo aos sete anos e formou-se pela Escola Panamericana de Arte. Realizou exposições individuais em: São Paulo (2001); Lins, SP (2010); Aeroporto de Guarulhos (2011) e participado de mostras coletivas e oficiais. www.obrasdarte.com.



211 - IRINEIDE KLOCKNER (1961)

Composição - óleo sobre tela - 70 x 120 cm - dorso -

Pintora nascida em Maringá, PR. Já morou em Portugal onde aprimorou suas técnicas artísticas e atualmente reside em Maringá.



212 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Porta - óleo sobre tela - 50 x 30 cm - canto inferior esquerdo -
Thea.-



213 - JOSÉ BENEVENUTO MADUREIRA (1903 - 1976)

Marinha - óleo sobre cartão - 23 x 33 cm - canto inferior esquerdo -

Nascido em Sorocaba / SP, radicou-se em Santos onde foi ativo em sua arte. Estudou com Campos Ayres e Enrico Vio. Participou de coletivas no Salão Paulista de Belas Artes / SP, Salão Nacional de Belas Artes / RJ e Salão de Belas Artes / Santos/SP, tendo recebido diversos prêmios. Tem obras na Pinacoteca do Estado de São Paulo, Palácio e Prefeitura de São Paulo. MEC, vol. 3, pág. 36; JULIO LOUZADA, vol.1, pág. 566, Acervo FIEO.



214 - INIMÁ DE PAULA (1918 - 1999)

Composição - xilogravura - P. VII/VIII - 50 x 35 cm - canto inferior direito - 1983 -
Com relevo seco de "Oficina Goeldi".-

Pintor e desenhista mineiro nascido em Itanhomi e falecido em Belo Horizonte. A partir de 1937, frequentou o Núcleo Antônio Parreiras, em Juiz de Fora, MG. Em 1940, instalou-se no Rio de Janeiro e matriculou-se nas aulas de Argemiro Cunha no Liceu de Artes e Ofícios , as quais abandonou em pouco tempo. Passou a pintar com alguns dos ex-integrantes do Núcleo Bernardelli. Em 1944, transferiu-se para Fortaleza, onde conheceu artistas locais e participou da criação da Sociedade Cearense de Artes Plásticas (SCAP). Voltou ao Rio de Janeiro (1945) e expôs com Aldemir Martins, Antonio Bandeira e Jean-Pierre Chabloz , na galeria Askanasy. Em 1948, graças ao apoio de Candido Portinari , fez sua primeira mostra individual no Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB/RJ). Em 1950, ganhou o prêmio de viagem ao país do Salão Nacional de Belas Artes (SNBA) e, no ano seguinte, viajou e expôs na Bahia. Em 1952, recebeu o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Arte Moderna (SNAM). Em Paris (1954-1956) assistiu a cursos na 'Académie de la Grande Chaumière' e na' École Normale Supérieure des Beaux-Arts', acompanhou as aulas de André Lhote e de Gino Severini. Quando voltou participou da V Bienal Internacional de São Paulo e, na primeira metade dos anos 1960, mudou-se para Belo Horizonte. Em 1998 foi criada a Fundação Inimá de Paula em Belo Horizonte. JULIO LOUZADA, VOL.11, PÁG.152; PONTUAL, pág. 271; MEC, VOL.3, PÁG.355; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁGS. 401 1 404; TEIXEIRA LEITE, PÁG.260; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; ARTE NO BRASIL, PÁG. 870; ACERVO FIEO; www.museuinimadepaula.org.br; www.pinturabrasileira.com; www.artprice.com.



215 - SONIA EBLING (1926 - 2006)

Graça - escultura em bronze - 34 x 10 x 09 cm - assinado -

Nascida em Taquara, RS, SONIA EBLING consagrou-se como escultora e pintora. Participou da I Bienal de São Paulo. Premiada com viagem ao exterior no I SNAM. Morou em Paris 15 anos, onde frenquentou ateliês de artistas importantes e onde aperfeiçoou a sua importante e bela obra. MEC, vol. 2, pág. 89; PONTUAL, pág. 187; JULIO LOUZADA, vol 13, pág. 119; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 720; ARTE NO BRASIL, pág. 868; RGS, pág. 454.



216 - FRANCISCO CÉA (1908 - XX)

"Paraty" - óleo sobre tela - 22 x 16 cm - canto inferior direito e dorso - 1988 -

Pintor e desenhista com várias participações em mostras coletivas e Salões oficiais. Recebeu Medalha de Bronze no Salão Nacional de Belas Artes - Rio de Janeiro, em 1954. ITAU CULTURAL; MEC VOL. 1, PÁG. 394; JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 247; VOL. 13, PÁG. 80; web.artprice.com



217 - FATIMA TOSCA (1960)

Barcos - serigrafia - 34 x 73 cm - canto inferior direito -

Maria de Fátima Tosca de Oliveira Ribeiro, pintora, desenhista e ilustradora, é natural de Salvador, BA. Autodidata, iniciou suas atividades artísticas em 1976 com desenho e aquarela, ilustrando livros, diários e revistas. Em 1979 ingressou no curso de artes plásticas da Universidade Católica de Salvador - UCSA, mas abandonou o curso em favor do curso de Direito na Universidade Federal da Bahia - UFBA. Na década de 80 aperfeiçoou-se no Instituto Mauá de Salvador, trabalhando com pesquisa artesanal de materiais, e foi selecionada pela OEA para o Curso Interamericano de Desenho Artesanal. Expôs em uma série de coletivas na Bahia e em outros Estados. Na década de 90 realizou várias exposições individuais, além de apresentar suas obras em Madri, Espanha e Frankfurt, Alemanha. Foi premiada pela Fundação Mokiti Okada M. O. A., SP (1990) e na 1ª Bienal do Recôncavo Baiano (1991), entre outros. ITAU CULTURAL; JULIOLOUZADA VOL. 5, PÁG. 1061; VOL. 8, PÁG. 841; www.fatimatosca.com.



218 - ANDY WARHOL (1928 - 1987)

Figura - litografia off set - 2035/2400 - 50 x 40 cm - canto inferior direito na matriz -
Edição póstuma.- (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, artista gráfico, ilustrador, fotógrafo e cineasta - Andrew Warhola nasceu na Pensilvânia, EUA, filho de pais originários da Eslováquia. Em 1945 entrou para o Instituto de Tecnologia de Carnegie, em Pittsburgh, hoje Universidade Carnegie Mellon e se graduou em Design. Mudou-se para Nova York, começou a trabalhar como ilustrador de revistas (Vogue, Harper's Bazaar e The New Yorker) e a fazer anúncios publicitários, iniciando uma carreira de sucesso e ganhando diversos prêmios como diretor de arte (do Art Director's Club e do The American Institute of Graphic Arts). Fez a sua primeira mostra individual em Nova York (1952) e esses trabalhos foram mostrados em diversos lugares durante os anos 50, incluindo o Museu de Arte Moderna. Passa a assinar Warhol. Reinventa a Pop Art com seus múltiplos serigráficos com temas do cotidiano e artigos de consumo, além de rostos de celebridades e símbolos icônicos da história da arte. Em meados da década de 1960 radicaliza a idéia de artista multimídia e passa a militar em outras áreas que incluem a música e o cinema. Publica ‘ The Philosophy of Andy Warhol (from A to B and Back Again, 1977)’ e ‘POPism: The Warhol Sixties’, juntamente com Pat Hackett (1982). Nessa época também cria os canais de TV: ‘Andy Warhol's TV e Andy Warhol's Fifteen Minutes’. Suas obras foram expostas em muitos museus e galerias ao redor do mundo. Em 1994 foi inaugurado o The Andy Warhol Museum em Pittsburgh, Pensilvânia. BENEZIT, VOL.10, PÁG. 638; ITAUCULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.9, PÁG. 918; DICIONÁRIO OXFORD DE ARTE; www.warholfoundation.org; /www.warhol.org; educacao.uol.com.br; www.artchive.com; www.artnet.com; www.historiadaarte.com.br; famouspainter.com; artprice.com



219 - MARISTELA CARVALHO (XX)

Composição - serigrafia - 98/120 - 50 x 73 cm - canto inferior direito - 2001 -

Pintora e escultora. Estudou escultura em pedra sabão com Pedro Pinkalsky e pintura com Francisco Junqueira. Participou de várias exposições coletivas e salões de arte, no Estado de São Paulo, tendo realizado individual de pinturas em Alphaville, SP.



220 - ENRICO BIANCO (1918 - 2013)

Jangadeiro - serigrafia - 17/200 - 48 x 60 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e ilustrador nascido em Roma, Itália e falecido no Rio de Janeiro. Filho da pianista Maria Bianco-Lanzi e de Francesco Bianco, escritor e correspondente internacional do "Jornal do Brasil". Na década de 1930, em Roma, iniciou seus estudos com Maud Latou, Deoclécio Redig de Campos - que chegou a diretor do Museu do Vaticano, Dante Ricci - outrora professor da família real. Sua primeira exposição individual se deu em Roma (1936). Logo depois de sua chegada ao Brasil, Rio de Janeiro (entre 1935 e 1937) estudou com Portinari no Instituto de Arte da Universidade do Distrito Federal e, no ano seguinte, foi seu assistente em diversas obras, destacando-se os murais do MEC, os painéis do Banco da Bahia, o edifício da ONU, entre outros. Ilustrou edição especial de Caçada de Esmeraldas, de Olavo Bilac e o álbum de gravação do poema sinfônico Anhanguera, de Hekel Tavares, em 1951. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras coletivas e Salões oficiais inclusive da Bienal de São Paulo (1951), da Bienal do México (1960). Exposições retrospectivas de suas obras foram realizadas, em 1982, no Museu Nacional de Belas Artes - RJ e no Museu de Arte de São Paulo - SP. THEODORO BRAGA, PÁG. 54; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 99; MEC, VOL. 1, PÁG. 242; PONTUAL, PÁG. 76; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 594; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG.124; VOL. 2, PÁG. 132; www.pinturabrasileira.com; www.artprice.com; www.galeriandre.com.br.



221 - MOACYR ALVES (1904 - 1982)

Igreja do Carmo - óleo sobre tela - 92 x 65 cm - canto inferior direito e dorso - 1970 - Ouro Preto -

Carioca de nascimento, diplomou-se em arquitetura na antiga Universidade do Brasil. Anos mais tarde tornou-se membro e ocupou o cargo de secretário da Sociedade Brasileira de Artes do Rio de Janeiro. Começou a participar de coletivas em 1930, sendo grande o número de premiações.Possui obras no antigo Palácio da Fazenda (RJ) e na sede na Light, em Toronto, Canadá. JULIO LOUZADA vol.9, pág. 38; ITAÚ CULTURAL.



222 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Natureza morta - óleo sobre tela - 54 x 65 cm - canto inferior esquerdo - 1955 -



223 - PAULO FERNANDO GRUBER (1961)

"Vaso I" - litografia - 32/70 - 76 x 54 cm - centro inferior - 1989 -

O autor é gravador, ativo em São Paulo. Expôs coletivamente em 1992, na mostra Polaridades e Perspectivas II, juntamente com seis artistas veteranos e seis artistas jovens. O autor é filho do consagrado artista nacional Mario Gruber. JULIO LOUZADA, vol. 6, pág. 471.



224 - NILO SIQUEIRA (1943)

Corredeira - óleo sobre eucatex - 30 x 40 cm - canto inferior direito -

Pintor natural de Amparo-SP, com diversas participações em exposições coletivas e salões oficiais. JULIO LOUZADA, vol. 2 pág. 956, Acervo FIEO.



225 - MILTON DACOSTA (1915 - 1988)

Cabeça de Alexandre - serigrafia - P.I. - 43 x 30 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador. Milton Rodrigues da Costa nasceu em Niterói, RJ e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou estudos de desenho e pintura, em 1929, com o professor alemão August Hantv. No ano seguinte matriculou-se no curso livre de Marques Júnior, na Escola Nacional de Belas Artes. Junto com Edson Motta, Bustamante Sá e Ado Malagoli , entre outros, criou o Núcleo Bernardelli em 1931. Viajou para Estados Unidos em 1945, com o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Belas Artes do ano anterior. Na cidade de Nova York, estudou na Art's Students League of New York. Em 1946, foi para a Europa e após visita a vários países, fixou-se em Paris, onde estudou na Académie de La Grande Chaumière. Conheceu Pablo Picasso, por intermédio de Cícero Dias, e freqüentou os ateliês de Georges Braque e Georges Rouault. Expôs no Salon d'Automne (Paris) e regressou ao Brasil em 1947. Em 1949, casou-se com a pintora Maria Leontina e passou a residir em São Paulo. Realizou muitas exposições individuais e também recebeu prêmios nas Bienais Internacionais de São Paulo (1955, 1957). TEODORO BRAGA, PÁG. 163; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 229; MEC, VOL. 2, PÁG. 13; BENEZIT, VOL. 3, PÁG.315; ITAU CULTURAL; PONTUAL, PÁG. 155; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; ACERVO FIEO.



226 - ROBERTO MAGALHÃES (1940)

Figura - serigrafia - 123/200 - 70 x 50 cm - canto inferior direito - 1992 -

Gravador e desenhista, praticamente autodidata, fez rápidos estudos na antiga ENBA, no Rio de Janeiro, sua cidade natal, onde é ativo. Desde 1963 participa de coletivas e salões, tendo recebido diversas premiações. É desenhista festejado pela crítica especializada. PONTUAL, pág. 328; ITAÚ CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 966; LEONOR AMARANTE, pág. 143. Acervo FIEO.



227 - ROBERTO FEITOSA (1943)

Paisagem - óleo sobre tela colada em eucatex - 46 x 36 cm - canto inferior esquerdo - 1984 -

Pintor natural da cidade do Rio de Janeiro-RJ. Segundo o crítico Roberto Pontual, "A atividade de pintar foi acontecimento inesperado e repentino na sua vida, por volta de 1968. Professor de inglês, integrado diretamente na contemporaneidade, isto pareceria entrar em conflito com a infância que permanece na sua pintura. Mas se o tema ali é o mundo sob a visão de criança, a técnica de Feitosa, apesar do quase absoluto autodidatismo, atinge requinte surpreendente - o que veio situá-lo em posição especial entre tantos outros pintores ingênuos surgidos mais ou menos à mesma época. Não é propriamente o passado mítico da humanidade o que ele deseja fixar, localizando-o em luminoso e harmônico Paraíso vegetal, como mero ilustrador de temas bíblicos; com a dose exata de subconsciência, termina registrando partículas e estruturas que simbolizam referências mais viscerais à própria condição humana de vir ao mundo no corpo da uterina tranquilidade e de precisar romper o ovo da harmonia para fundar o rumo de sua existência. O corpo da uterina tranquilidade está todo contido nas formas ovais que persistentemente utiliza para nelas distribuir a fundação de seu magnético universo: elas atuam em diversos níveis simbólicos, sintetizando a forma da Terra, que também é mãe, asilo, proteção, recolhimento, fonte da qual se parte um dia, expulso, para receber e enfrentar o mundo". PONTUAL, Roberto. Arte/Brasil/hoje: 50 anos depois. São Paulo: Collectio, 1973. ITAUCULTURAL, JULIO LOUZADA vol 2 pág 391 e vol 3 pág 400.



228 - GINA ARAMBASIC (1932)

Pescadores - óleo sobre tela - 50 x 40 cm - canto inferior esquerdo - 1994 -

Nasceu em Belgrado, Iuguslávia, viajando na década de 40 para Veneza, onde estudou na Academia de Belas Artes. Veio para o Brasil em 1952, radicando-se em São Paulo. Foi aluna de Novelli e Solarsky, no MAM-SP. Tem extenso e seleto curriculum de exposições no Brasil e no exterior, com diversas premiações. JULIO LOUZADA, vol 2 - pág 446. Acervo FIEO. -



229 - THAIS HELT (1949)

Composição - serigrafia - 48/87 - 68 x 69 cm - canto inferior direito - 2002 -

Gravadora, desenhista, pintora e professora, Thais Salgado Helt nasceu em Juiz de Fora, MG. Cursou litografia com Lotus Lobo (1972-1974) e especializou-se em escultura com Amilcar de Castro (1978-1979), na Escola Guignard - Belo Horizonte. Graduou-se em Belas Artes em 1976. Freqüentou o curso de especialização em litografia (1981), com Antônio Grosso, sob o patrocínio da Coordenadoria de Cultura de Minas Gerais. Foi bolsista do Tamarind Institute (1991), em Albuquerque - EUA. Em Belo Horizonte: fundou a oficina de gravura Casa Litográfica (1978) com George Helt, Lotus Lobo, Marina Nazareth, e abriu a Oficina Cinco (1988), também um ateliê de litografia. Em 1993, transferiu a Oficina Cinco para Nova Lima e fez parte do Grupo do Largo do Ó, de Tiradentes. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras oficiais, entre elas, as Bienais Internacionais de São Paulo (1971 e 1977) e a Bienal de Taiwan (1983).ITAU CULTURAL.



230 - CID SERRA NEGRA (1924)

Flores - óleo sobre eucatex - 61 x 76 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor nascido em 28 de janeiro de 1924 na cidade paulista de SERRA NEGRA, cujo nome adotou artísticamente. Seu verdadeiro nome é Cid de Abreu. Executou pinturas decorativas da Igreja de São Benedito, em sua cidade natal. JULIO LOUZADA vol.4, pág. 264.



231 - JOSÉ DE DOME (1921 - 1982)

Paisagem - técnica mista - 30 x 45 cm - canto inferior direito -

Pintor e desenhista, José Antonio dos Santos nasceu em Estância, SE. Assina José de Dome. Autodidata, residiu por vinte e dois anos em Salvador - BA onde recebeu orientações de Jenner Augusto, Mário Cravo, Carlos Bastos, Carybé, Mirabeau e, no Rio de Janeiro, firmou-se como pintor (década de 60). Pouco depois se instalou em Cabo Frio, RJ. Realizou exposições individuais em: Salvador, BA (1955, 1956, 1958, 1964); Rio de Janeiro (1961, 1964 a 1968, 1972); Lima, Peru (1966); São Paulo (1969); Londres (1971). Participou também de muitas mostras coletivas e oficiais. MEC VOL. 2, PÁG. 60; PONTUAL, pág. 183; JULIO LOUZADA, VOL. 1; PÁG. 339; ITAU CULTURAL; www.artprice.com.



232 - TOBIAS MARCIER (1948 - 1982)

Figura - óleo sobre madeira - 90 x 54 cm - dorso - 1971 -
Com dedicatória. Reproduzido sob o nº 396 em catálogo de leilão de Soraia Cals, Rio de Janeiro - RJ, realizado em maio de 2014. -

Natural de Minas Gerais, o autor é ativo no Rio de Janeiro, onde começou a expor em 1964. Filho de Emeric Marcier, teria herdado do pai o apuro técnico, o exercício obstinado e o desejo de profissionalizar-se. Expôs individualmente na Galeria Bonino, RJ, em 1969. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 979.



233 - WESLEY DUKE LEE (1931 - 2010)

"Cartografia anímica" - litografia off set - 36 x 50 cm - centro inferior -

Pintor, desenhista, gravador, artista gráfico, professor - nasceu e faleceu em São Paulo. Iniciou seus estudos de desenho em 1950, no MASP. Em 1952 viajou para os EUA para dedicar-se ao aprendizado de artes gráficas na ’Parson's School of Design’ e na ‘American Institute of Graphic Arts’ (Nova York). De volta ao Brasil trabalhou no campo da pintura e do desenho, aperfeiçoando-se com Karl Plattner, em São Paulo (1957). Em seguida transferiu-se para Paris, onde frequentou a ‘Académie de la Grande Chaumière’ e estudou gravura com Johnny Friedlaender. Retornou ao Brasil em 1960. Em 1963, iniciou trabalho com os jovens artistas Carlos Fajardo, Frederico Nasser, José Resende, Luiz Paulo Baravelli, entre outros. Nesse ano, realizou, no João Sebastião Bar, em São Paulo, ‘O Grande Espetáculo das Artes’, um dos primeiros ‘happenings’ do Brasil. Procurou organizar um movimento artístico, o realismo mágico, com Maria Cecília, Bernardo Cid, Otto Stupakoff e Pedro Manuel-Gismondi, e outros. Em 1966, com Nelson Leirner, Geraldo de Barros, José Resende, Carlos Fajardo e Frederico Nasser, fundou, como reação ao mercado de arte, o Grupo Rex, que existiu até 1967. Participou de diversas exposições coletivas e Bienais no Brasil e no exterior, realizando individuais por todo o Brasil. MEC, VOL.2, PÁG.465; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁG.466; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 282; PONTUAL, PÁG.305 E 306; JULIO LOUZADA, VOL.8, PÁG.459; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 734; ARTE NO BRASIL, PÁG. 815; LEONOR AMARANTE, PÁG. 143. ACERVO FIEO.



234 - VIRGÍLIO DELLA MONICA (1889 - 1956)

Lavadeira - aquarela - 22 x 15 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor ativo em São Paulo, onde participou do Salão Paulista de Belas Artes em 1940 e 1942. Pintou paisagens, naturezas mortas e figuras. THEODORO BRAGA; JULIO LOUZADA, vol. 5, pág. 302; ACERVO FIEO, pág. 280.



235 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

India - serigrafia - 68/100 - 50 x 40 cm - centro inferior - 1986 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



236 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Cangaceiro - gravura - P.A. - 61 x 46 cm - canto inferior direito -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



237 - ALBERTO SIMÃO (1915)

Natureza morta - óleo sobre tela - 27 x 25 cm - canto inferior esquerdo e dorso -

Ativo em São Paulo, participou do Salão Paulista de Belas Artes-SP em 1967, 1968 e 1970, obtendo menção honrosa no primeiro e medalha de bronze no segundo. JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 954; MEC, vol. 4, pág. 285;



238 - SEBASTIÃO CÂNDIDO (1928)

Favela - guache - 36 x 68 cm - canto inferior direito -

Mineiro de Bonsucesso, onde nasceu a 18 de abril de 1928. Este pintor e desenhista pertence a importante fam´lia da arte brasileira, sendo irmão dos já falecidos e consagrados artistas Vicente de Paula, Maria Auxiliadora e João Cândido. Seu tema predileto é o cotidiano das pessoas nas ruas, que reproduz com esmerado expressionismo. Expõe individualmente a partir de 1982 e coletivamente desde 1964. JULIO LOUZADA, vol. 4 pág. 1019.



239 - CAMILO MICHALKA (1921 - 2012)

Paisagem - óleo sobre eucatex - 70 x 61 cm - canto inferior esquerdo - 1987 -

Pintor e arquiteto nascido em Viena, Áustria. Assina C. Michalka. Veio para o Brasil em 1931. Submeteu, em 1940, um trabalho seu ao Salão Nacional de Belas Artes, RJ, o qual conquistou uma Menção Honrosa. Na mesma ocasião recebeu outras Menções Honrosas pelos Salões Paulista e do Rio Grande do Sul, além de Prêmio Aquisição Euclides da Cunha, dividido com Manoel Santiago, no Salão Fluminense de Belas Artes, RJ; Medalha de Bronze no Salão Nacional de Belas Artes, RJ (1957); Medalha de Prata no Salão dos Artistas Brasileiros (1960), entre outros. Formou-se arquiteto em 1947. Realizou exposições individuais no Rio de Janeiro em 1983, 1986 e 1987, após se aposentar como arquiteto e radicar-se em Teresópolis, RJ. ITAU CULTURAL; JÚLIO LOUZADA VOL.3, PÁG. 736, VOL. 12, PÁG. 275; therezopolisassim.blogspot.com.br.



240 - VAQUEIRO (1946)

Paisagem - acrílico sobre tela - 14 x 23 cm - canto inferior direito - 2015 -

Pintor autodidata, Nelson Vaqueiro nasceu em Cândido Mota, SP. Participou de várias mostras coletivas e oficiais, destacando-se: ‘Gente da Terra’ - Paço das Artes, SP (1980); ‘Naive Spring’ Uri and Rami Nachushtan Museum, Kibbutz Ashdot Yaacov Meuchad, Israel (2004). ITAU CULTURAL; JULIO LOUSADA VOL. 1, PÁG. 1023; naiveartonline.com.



241 - CARLOS SILVÉRIO (1957)

Paisagem - óleo sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior direito e dorso -

Autodidata, o artista pinta belas paisagens, figuras, marinhas e cenas árabes com um estilo figurativo admirável. Sua sensibilidade para os efeitos cromáticos, sua versão pessoal dos céus cinzentos e sua coragem de pintar releituras de grandes artistas europeus em pequenas dimensões, tem sido essencial para lhe garantir sucesso de crítica e de público para as suas obras. Participou, recebendo premiações de diversos certames na Capital e interior.



242 - ALDO BONADEI (1906 - 1974)

Paisagem - xilogravura - 01/100 - 36 x 45 cm - canto inferior direito - 1971 -

Pintor, designer, gravador, figurinista e professor - Aldo Cláudio Felipe Bonadei nasceu e faleceu em São Paulo, SP. Entre 1923 e 1928 foi aluno de Pedro Alexandrino, período em que também frequentou o ateliê de Antonio Rocco. Viajou para a Itália, entre 1930 e 1931, e frequentou a Academia de Belas Artes de Florença, onde teve aulas com Felice Carena e seu assistente Ennio Pozzi, ambos ligados ao movimento ‘novecento’. Nesse período, dedicou-se ao desenho da figura humana, principalmente ao nu. Retornou a São Paulo no início da década de 1930 e participou ativamente do Grupo Santa Helena, da Família Artística Paulista - FAP e do Sindicato dos Artistas Plásticos. Em 1949 lecionou na Escola Livre de Artes Plásticas, primeira escola de arte moderna de São Paulo e participou do Grupo Teatro de Vanguarda. No ano seguinte, fundou a Oficina de Arte - O. D. A., com Odetto Guersoni e Bassano Vaccarini. No fim da década de 1950 atuou como figurinista nas peças ‘Vestido de Noiva’, de Nelson Rodrigues, e ‘Casamento Suspeitoso’, de Ariano Suassuna. Também desenhou alguns figurinos para dois filmes dirigidos por Walter Hugo Khoury: ‘Fronteiras do Inferno’ (1958) e ‘Na Garganta do Diabo’(1959). Realizou muitas exposições individuais e participou de vários Salões oficiais destacando-se: Bienal Internacional de São Paulo (1ª, 2ª, 3ª, 6ª, 7ª); Bienal de Veneza (1952); Panorama da Arte Moderna Brasileira (1970). MEC, VOL. 1, PÁG. 247; PONTUAL, PÁGS. 78/79; ARTE NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 1041; ART PRICE ANNUAL 2000, PÁG. 258; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 79; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; LEONOR AMARANTE, PÁG. 72; ACERVO FIEO.



243 - EDSON LIMA (1936)

Paisagem - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior direito -

Nascido em Boa Nova, Bahia, teve no crítico de arte Mário Schemberg seu grande admirador e incentivador. Fez sua primeira mostra coletiva em 1967, na Galeria Artécnica, no mesmo ano em que realizou a sua primeira individual, na Galeria da Folha de São Paulo. É ativo em São Paulo, onde reside. ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 221; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



244 - ENZO FERRARA (1984)

"Beira - Mar" - acrílico sobre eucatex - 23 x 30 cm - canto inferior direito - 2015 -

Pintor, Enzo Cícero Tiago Aparecido de Lima Santos nasceu em São Paulo. Assina Enzo Ferrara. Vive em Mogi das Cruzes, SP, desde2005. Criou, em 2009, com os artistas plásticos Zeti Muniz, Adelaide L. Swettler, João Ruíz, Marineis Dias, Nerival Rodrigues e Sirley Lacerda o grupo de artes ‘Frontispício’ (Frente Especial). Expôs individualmente em: Mogi das Cruzes (2006); Diadema, SP (2012). Tem participado de mostras coletivas e Salões oficiais em: Mogi das Cruzes (2008); Piracicaba, SP (2010, 2012 - 10ª e 11ª Bienais de Arte Naïf do Brasil); São Paulo (2011); Santo André, SP (2012). Foi premiado em Suzano, SP (2011); Piracicaba (2012 - Bienal de Arte Naïf do Brasil). Possui obras no Museu de Arte Popular de Diadema, no Museu Internacional de Arte Naïf do Brasil - RJ; na Pinacoteca de São Bernardo do Campo, SP. JULIO LOUZADA VOL. 7, PÁG. 254; www.dgabc.com.br; ofrontispicio.blogspot.com.br; www.odiariodemogi.inf.br; www.diadema.sp.gov.br



245 - GINA ARAMBASIC (1932)

Pescador - óleo sobre tela - 40 x 20 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2000 -

Nasceu em Belgrado, Iuguslávia, viajando na década de 40 para Veneza, onde estudou na Academia de Belas Artes. Veio para o Brasil em 1952, radicando-se em São Paulo. Foi aluna de Novelli e Solarsky, no MAM-SP. Tem extenso e seleto curriculum de exposições no Brasil e no exterior, com diversas premiações. JULIO LOUZADA, vol 2 - pág 446. Acervo FIEO. -



246 - ANNA LETYCIA (1929)

Flores - serigrafia - 24/100 - 50 x 71 cm - canto inferior direito -

Fluminense de Petrópolis, é gravadora e professora. Estudou com André Lhote e Ivan Serpa no Rio de Janeiro. A partir da década de 1950 voltou-se inteiramente para o trabalho como gravadora. Foi aluna de Iberê Camargo, Darel e Goeldi, ainda no Rio de Janeiro. Artista de renome nacional e internacional, cujas obras enriquecem acervos privados e públicos. PONTUAL, pág. 28; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 16; WALTER ZANINI, pág. 703; LEONOR AMARANTE; ARTE NO BRASIL.



247 - ÉZIO MONARI (1935)

Paisagem - óleo sobre eucatex - 20 x 28 cm - canto inferior direito -

Pintor ativo em São Paulo. Participou do Salão Paulista de Belas Artes de 1961, recebendo menção honrosa. JULIO LOUZADA vol.7, pág.483; MEC vol.3, pág.169, Acervo FIEO.



248 - ULYSSES FARIAS (1960)

Composição - óleo sobre madeira - 30 x 30 cm - dorso -

Desenhista, pintor, fotógrafo, escultor, poeta e professor nascido em São Paulo. Tem participado de muitos eventos culturais, mostras e Salões oficiais em Socorro, SP (2006 a 2014); Brasília, DF (2010); Mairiporã, SP (2007); São Paulo (2013). Recebeu, em 2012, o primeiro lugar em um concurso de fotografias.



249 - CLEBER MACHADO (1937)

Cruzeta Azul - serigrafia - A/P. - 78 x 83 cm - canto inferior direito -

Pintor escultor nascido em Porto Alegre, RS, mudou-se para o Rio em 1961, onde teve seus objetos exibidos na I Feira da Associação Internacional dos Artistas Plásticos. Expôs na XX Bienal de São Paulo, quando Pierre Restany escreveu sobre a sua exposição: "Machado é efetivamente um portador de mensagens, e por ser isto o encontrei em cada canto do mundo, ou, mais exatamente, nas duas Américas." O artista vive e trabalha, atualmente, em São Paulo. JULIO LOUZADA, 10 pág. 529; RGS, pág. 145, Acervo FIEO.



250 - ANTONIO GARCIA PASCOAL (1939)

"Grécia antiga" - óleo sobre tela - 40 x 60 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2015 -

Assina Pascoal. Pintor nascido em Itapui, SP, em 17 de novembro. Participa de coletivas desde 1990, tendo recebido prêmio, dentre outros, Medalha de Bronze, no SA na CEF em São Caetano do Sul - 1991. JULIO LOUZADA vol.9, pág. 655.



251 - GIOVANNI OPPIDO (1907 - 1988)

Fundo de quintal - óleo sobre eucatex - 40 x 50 cm - canto inferior direito -

Explorou com singular beleza e sensibilidade a fauna e paisagens do interior deste estado; figurou em diversas coletivas, tendo recebido prêmios e menções honrosas. O pintor foi ativo em São Paulo. MEC, vol.3 , pág. 301; JULIO LOUZADA, vol. 5, pág.768; Acervo FIEO.



252 - FRANCISCO REZENDE (1941)

"O princípio" - serigrafia - 12/75 - 70 x 70 cm - canto inferior direito - 1999 -

Pintor nascido no Rio de Janeiro. Em 1959 ingressou na Escola Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro. Em 1965 mudou-se para a nova capital como professor de Desenho na então recém-inaugurada Universidade de Brasília. Em 1967 deixou o Brasil rumo ao exílio na Polônia e, um ano depois, refugiou-se em Paris, cidade onde vive até os dias atuais. Realizou exposições em Paris: na galeria 'Connaissance des Arts', na 'Maison des Jeunes et de la Culture', 'Galerie Anne Colin', 'Galerie des Artistes Peintres'; em Belo Horizonte, na Galeria A.M.I; em São Paulo, na Galeria Seta e no Rio de Janeiro, no Museu de Arte Moderna, entre outros. artfranciscorezende.blogspot.com.br



253 - ADELSON DO PRADO (1944)

Nossa Senhora - óleo sobre tela - 56 x 46 cm - canto inferior esquerdo - 1972 -

Baiano, Adelson do Prado recria, num ambiente singelo, costumes, paisagens e crenças de sua paisagem natal. PONTUAL, pág. 14; TEIXEIRA LEITE, pág. 14; WALMIR AYALA vol.2, pág.221; ITAÚ CULTURAL..



254 - IVAN VIANA (XX)

No quarto - óleo sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior direito - 1987 -

Pintor brasileiro com diversas participações em Salões oficiais e exposições coletivas, entre elas, na Galeria Jacques Ardies (1988), em São Paulo. JULIO LOUZADA, VOL. 4, PÁG. 1142.



255 - J. M. RUCK (1939)

"Pedacinhos de chão" - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2015 -

Pintora, professora e restauradora, Jany Marylene Ruck nasceu em Agudos, SP. Assinava Jany até 1984. Atualmente assina JM. Ruck. Em Campinas fez cursos livres de desenho e pintura com Elenice Menegon, Aldo Cardarelli, Djalma Urban e Álvaro de Batista. Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais. Foi premiada em: São José do Rio Preto, SP (1984, 1985, 1991); Campinas, SP (1985, 1996); São João da Boa Vista, SP (1985); Itatiba, SP (1985,1987, 1988); Mogi Mirim, SP (1987); Poços de Caldas, MG (1987); Piracicaba, SP (1988); Limeira, SP (1989); Araras, SP (1991); Ribeirão Preto, SP (2003). ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 7 PÁG. 614; VOL. 9, PÁG. 750.



256 - GLAUCO CAPOZZOLI (1929 - 2003)

"Medusa" - litografia - 127/250 - 58 x 76 cm - canto inferior direito - 1989 -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista e gravador nascido em Montevidéu, Uruguai e falecido em Zaragoza, Espanha. Estudou com Ricardo Aguerre e Miguel Angel Pareja na Escola Nacional de Belas Artes, Montevidéu e deu seus primeiros passos na gravura. Realizou exposições individuais e participou de diversas mostras coletivas e oficiais. Recebeu o Primeiro Prêmio, como gravador, no Salão Nacional de Belas Artes, Montevidéu - Uruguai (1962). Na década de 1960 realizou viagens de estudo pela Europa e Estados Unidos. Radicou-se na Espanha em 1971. rogallery.com; unmardepintura.blogspot.com.br/2010/10/glauco-capozzoli.html; www.pintoreslatinoamericanos.com; www.galeriapaulistana.com.br; www.artprice.com; www.artnet.com.



257 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Pescadores - óleo sobre cartão - 24 x 30 cm - canto inferior esquerdo -
S. Di Gennaro.-



258 - WANDERLEY CIUFFI (1942)

Paisagem - técnica mista - 35 x 50 cm - canto inferior esquerdo - 1970 -

Nasceu em Guaranésia, MG, em 31 de janeiro. Na escrita de Delmiro Gonçalves, o artista, ... " Embora pertencendo ao Grupo dos Artistas do Embu, sua arte não se caracteriza nem pelo primitivismo, nem pelo ´naif´. Cumpre salientar que alguns dos representantes desse conjunto de artistas também fogem às categorias acima assinaladas. Wanderley Ciuffi é um deles. Se fôssemos buscar as fontes primeiras de suas pinturas, chegaríamos fatalmente a Daumier, a certas obras de Goya da fase da pintura negra, para desembocar no Expressionismo Alemão, principalmente em Kathe Kollowitz. Mas o seu sentido pessoal e artístico se reflete numa ternura pelas figuras que pinta, onde a acusação social dos temas é amenizada por um lirismo que, embora sofrido, reflete o amor com que reveste os seus personagens, no mais das vezes cabeças aglutinadas e interrogativas que parecem nos perguntar sobre o sentido de suas existências. Pintura trabalhada em traços fortes e de cores sombrias, com predomínio do marrom, a obra deste artista nos traz uma densidade de plástica e humana que, na sua repetição de temas, revela uma afirmação técnica e uma mensagem poética que não nos pode deixar indiferentes." (Delmiro Gonçalves, na apresentação das pinturas do autor, na Associação dos Amigos do MAM-SP, 1970.). JULIO LOUZADA, vol. 5 pág. 247; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO.



259 - KASUO WAKABAYASHI (1931)

"Kabuki" - serigrafia - 4/100 - 45 x 50 cm - canto inferior direito - 2008 -

Pintor natural da cidade japonesa de Kobe. Inicia seus estudos na Escola Técnica de Hikone, em Shiga (Japão), em 1944. Em 1946, inicia aprendizado de pintura a óleo. Torna-se membro do Grupo Babel, composto por Rokuichi, Kaibara, Ko Nishimura e outros. Em 1952 monta seu atelier. Em 1961, vem para o Brasil e radica-se em São Paulo, onde integra-se ao Grupo Seibi. Em 1966, é convidado para ser membro do júri do 10º Salão do Grupo Seibi de Artistas Plásticos, salão em que ganha a Grande Medalha de Ouro, na edição de 1963. Em 1968, naturaliza-se brasileiro. Entre 1963 e 1967, participa de várias edições da Bienal Internacional de São Paulo, recebendo o Prêmio Aquisição do Itamarati na 9ª edição. Em 1984, participa da exposição itinerante por Europa e América, Mestres do Abstracionismo Brasileiro; em 1994, participa da Bienal Brasil Século XX, na Fundação Bienal de São Paulo. Em 2001, realiza exposição individual comemorativa dos seus 70 anos, na A Galeria em São Paulo. TEIXEIRA LEITE, pág. 540; PONTUAL, pág. 550; ITAÚ CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 939, Acervo FIEO.



260 - CLAUDIO GONÇALVES (1958)

Paisagem - óleo sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior direito e dorso - 1998 -

Desenhista, pintor e professor nascido em Ourinhos, SP. Teve aulas de desenho no Ateliê Leandro Frediani em Amparo, SP (1966). Em 1968 mudou-se para São Paulo. Frequentou a Escola Panamericana de Artes (1978) onde teve aulas com Paulo Nesadal (1980); aulas de desenho com Círton Genaro (1981) e aulas de gravura com Romildo Paiva (1987) no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo. Estudou também no ateliê de Manoel M. Menacho (1989 a 1999). Realizou exposições individuais em São Paulo (1997, 2001, 2004, 2007, 2008, 2010) e participou de mostras e Salões oficiais em: Marília, SP (1983); Santo André, SP (1985); Presidente Prudente, SP (1988); São João da Boa Vista, SP (1998); São Paulo (2001, 2003, 2012); Santa Bárbara D’Oeste, SP (2008); Guarulhos, SP (2013); Atibaia, SP (2014). Foi premiado em: Marília, SP (1983); Santo André, SP (1985); Prêmio Paleta Internacional Brasil/Extremo Oriente (1986); Arceburgo, MG (2012, 2013). ITAU CULTURAL; www.claudiogoncalves.com.



261 - JAN BOGUSLAWSKI (1946)

Figuras - óleo sobre tela - 38 x 25 cm - canto inferior esquerdo - 1975 -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Natural de Trille, Alemanha, onde nasceu a 24 de setembro de 1946. Pintor e escultor. É autodidata. Segundo crítica de Yvelise de Araújo Szaniawski .." A pintura de Jan nos conduz a um mundo fascinante de poesia e beleza. Sensibilidade, lirismo poético, pesquisa surrealista do insólito e do onírico são algumas das qualidades que, ao lado de um domínio pleno do ato pictório, mais impressionam em Jan. Sua obra, instigante e rica, nos parece prometida a um sucesso duradouro." JULIO LOUZADA, vol. 13, pág. 43



262 - ADRIANO GAMBIM (1983)

"Máscara africana VIII" - acrílico sobre tela - 76 x 52 cm - dorso - 2010 -

Pintor, desenhista, gravador e arte-educador. Sua formação artística foi na UNIMESP e UNESP, São Paulo. Realizou exposições individuais em Guarulhos (2004, 2008, 2009, 2010, 2011) e tem participado de várias mostras coletivas e Salões individuais como: Guarulhos, SP (2001, 2007 a 2013); São Paulo (2008, 2010); Araraquara, SP (2006, 2010, 2012); Franca, SP (2008); Catanduva, SP (2008); Suzano, SP (2009); Ubatuba, SP (2005, 2009); Ribeirão Preto, SP (2010); Mairiporã, SP (2010); Santo André, SP (2010); Santos, SP (2011); Araras, SP (2013); Embu, SP (2013); Curitiba, PR (2012); Porto Alegre, RS (2013); Brasília, DF (2013); Castro, PR (2013); Ceará (2012); Espanha (2005 a 2008, 2013); Finlândia (2007); México (2009); Itália (2007, 2009); Romênia (2007, 2010). Foi premiado em: Guarulhos, SP (2007 a 2009, 2011); Mairiporã, SP (2011); Espanha (2011); Araraquara, SP (2010, 2012, 2013); Araras, SP (2012); Rio Claro, SP (2013). www.artprice.com.



263 - FANG (1931 - 2012)

Vaso de flores - serigrafia - 98/170 - 70 x 50 cm - centro inferior - 1987 -

Pintor, desenhista, gravador e professor, Chien Kong Fang, ou simplesmente Fang, nasceu na cidade de Tung Cheng, China e faleceu em São Paulo. Estudou sumiê e aquarela na China em 1945. Veio morar em São Paulo com a família em 1951, naturalizando-se brasileiro em 1971. Entre 1954 e 1956, estudou pintura com Yoshiya Takaoka em São Paulo. Viajou, em 1977, para a América do Norte, Europa e Ásia, onde desenvolveu o seu trabalho de pintura. Em 1981, foi realizado o curta metragem biográfico ‘O Caminho de Fang’, em São Paulo. Visitou a China, convidado pelo governo chinês, em 1985. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1959, 1961, 1962, 1978, 1981, 1993, 2005); Salvador, BA (1962); Rio de Janeiro (1978, 1986); Schleswing, Alemanha (1985); Lugana, EUA (1990); Americana, SP (1994); Formosa, Taiwan (1994). Foi premiado no Rio de Janeiro (1957) e em São Paulo (1960 a 1962, 1967 a 1969, 1978, 1979, 1991). Participou do Panorama da Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1978). MEC, VOL. 2, PÁG. 124; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 366; VOL. 6, PÁG. 378; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 189; PONTUAL, PÁG. 201; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; www.fang.com.br; www.artprice.com.



264 - SILVIO OPPENHEIM (1941 - 2012)

Natureza morta - litografia - 58/80 - 58 x 80 cm - canto inferior esquerdo - 1993 -

Nascido em São Paulo, formou-se pela faculdade de arquitetura da USP, em 1965. Inicialmente figurativo, passou para a abstração de forma muito natural. Perfeccionista, usava as cores de forma quase puras em requintado grafismo. Participou de exposições desde 1962 com sempre renovado sucesso de crítica e de público JULIO LOUZADA, vol.11, pág.233; MEC, vol.3, pág.301; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO.



265 - CARLOS SCLIAR (1920 - 2001)

Mendigo - litografia - Nº 01 Ex.45 - 32 x 23 cm - canto inferior direito -

Desenhista, gravador, pintor, ilustrador, cenógrafo, roteirista e designer gráfico que nasceu em Santa Maria da Boca do Monte, RS e faleceu no Rio de Janeiro. Assina Scliar. Estudou com Gustav Epstein, em Porto Alegre, em 1934. Participou, em 1938, da fundação da Associação Riograndense de Artes Plásticas Francisco Lisboa. Entre 1939 e 1947, residindo em São Paulo, integrou a Família Artística Paulista - FAP. No Rio de Janeiro, escreveu e dirigiu em 1944 o documentário 'Escadas', sobre os pintores Arpad Szenes e Vieira da Silva com os quais conviveu desde 1941. Convocado pela Força Expedicionária Brasileira - FEB, participou da Segunda Guerra Mundial, na Itália. Morando em Paris de 1947 a 1950, cursou gravura com Galanis na Escola de Belas Artes e teve contato com o gravador mexicano Leopoldo Méndez. De volta ao Brasil, fundou com Vasco Prado o Clube de Gravura de Porto Alegre. Em 1956, passou a viver no Rio de Janeiro. Foi diretor do departamento de arte da revista 'Senhor' entre 1958 e 1960. Fundou a editora Ediarte, em 1962, com os colecionadores Gilberto Chateaubriand, Michel Loeb, Carlos Nicolaievski e o pintor José Paulo Moreira da Fonseca. Realizou durante toda sua vida exposições individuais e participou de inúmeras coletivas e Salões oficiais, recebendo muitos prêmios. Também foram realizadas várias exposições póstumas. MEC VOL.4, PÁG. 214; TEODORO BRAGA, PÁG. 66; WALMIR AYALA VOL.2, PÁG. 306 a 309; PONTUAL, PÁG. 479 e 480; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG.884; VOL.2, PÁG. 925; VOL.13, PÁG. 305; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; RGS, PÁG. 442; ACERVO FIEO.



266 - HELENOS SILVA (1941)

"Sonho" - litografia - 23/100 - 25 x 35 cm - canto inferior direito - 1983 -

Pintor pernambucano, há longos anos em São Paulo, já participou da Bienal de São Paulo e realizou inúmeras individuais. MEC, vol. 2-pág. 334; WALMIR AYALA, vol. 1-págs. 386/7; PONTUAL, pág. 262; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 462, ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO.



267 - ALEX VALLAURI (1949 - 1987)

Frango assado - técnica mista - 09 x 14 cm - não assinado -
Com selo de identificação do autor.-

Natural de Asmara, Etiópia, faleceu em São Paulo-SP. Grafiteiro, artista gráfico, pintor, desenhista, cenógrafo e gravador. Chegou ao Brasil com a família em 1965. Era residente e ativo na capital paulista. Iniciou-se em xilogravura, retratando personagens do porto de Santos. No começo da década de 1970, formou-se em comunicação visual pela FAAP-SP. Especializou-se em litografia no Litho Art Center de Estocolomo, em 1975. Retornou ao Brasil em 1978, realizando grafites em espaços públicos de São Paulo. Produzia silhuetas de figuras, com tinta spray sobre moldes de papelão. Residiu em Nova York entre 1982 e 1983, onde cursou artes gráficas no Pratt Institute. Nesse período, fez grafites nos muros da cidade. Além de usar o muro como suporte, seus trabalhos estampam camisetas, broches e adesivos. Voltou ao Brasil e começa a lecionar na Faap. Em sua produção destaca-se a série A Rainha do Frango Assado, que é também tema de instalação apresentada na 18ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1985. Retrospectiva Viva Vallauri, realizada no Museu da Imagem e do Som - MIS, em São Paulo, em 1998. JULIO LOUZADA, vol 3 pag 1170; ITAUCULTURAL.



268 - JOSÉ COIMBRA (1916 - 1985)

Pescadores - óleo sobre tela - 90 x 70 cm - canto inferior direito -
No estado.-

Pintor autodidata nascido em São Sebastião do Paraíso, MG e falecido em Ribeirão Preto, SP. Viveu em Pouso Alegre, MG e, no estado de São Paulo morou em Santos, Fernandópolis, São José do Rio Preto, Ribeirão Pires, Mococa. Em São José do Rio Preto (1955) conheceu José Antonio da Silva com quem aprendeu a confeccionar telas e algumas técnicas de pintura a óleo. Realizou algumas exposições individuais: Mococa, SP (1978); São Paulo (1981); Ribeirão Preto, SP (1983, 1986). Participou de várias mostras coletivas e Salões oficiais sendo premiado em: Santa Cruz do Rio Pardo, SP (1961, 1962, 1965); Monte Santo, MG (1978). Exposições póstumas também foram realizadas em São Paulo (2002) e Piracicaba, SP (2002). ITAU CULTURAL.



269 - J.MIGUEL (1961)

"A sombra do cajueiro" - Serigrafia sobre azuleijo - 15 x 15 cm - canto inferior direito na tela serigráfica -

José Miguel da Silva, conhecido como J. Miguel, nasceu em Bezerros, PE. Começou a trabalhar aos 10 anos de idade na gráfica do pai, J. Borges, onde se produziam grandes quantidades de folhetos de cordel. Inicialmente, trabalhou em composição tipográfica, atividade que o manteve próximo aos trabalhos do pai e à qual foi progressivamente incorporado. Embora tenha vendido muitas de suas matrizes, ele formou um acervo que hoje conta com mais de 100 obras, algumas das quais expostas em Garanhuns, em Recife e no Rio de Janeiro. Hoje, suas gravuras podem ser encontradas na Casa de Cultura Serra Negra em Bezerros, oficina que divide com seu pai J. Borges, na feira de artesanato de Caruaru e em Recife. etudeslusophonesparis4.blogspot.com.



270 - ANTONIO PESSOA (1943)

Nu - escultura em bronze - 30 x 18 x 11 cm - assinado -

Escultor, assina Tonny. Radicado no Rio de Janeiro detentor de bom curriculo nacional e internacional com inumeras participações em Salões Oficiais,varias vezes premiado. Ótimo mercado.



271 - HELIO DE CASTRO (1960)

Barcos - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior esquerdo -

Excepcional pintor de paisagens e marinhas, dono de refinada técnica e composição, com inspiração nas escolas européias. JULIO LOUSADA, vol. 4, pág. 514



272 - LEONILSON (1957 - 1993)

"Casa triângulo" - poster - 90 x 30 cm - não assinado -
Pôster da exposição realizada na Casa Triângulo 04 de Fevereiro a 05 de Março, na Rua Bento Freitas, 33 - São Paulo com curadoria de Leonilson, 1992.-

Pintor, desenhista, escultor. José Leonilson Bezerra Dias nasceu em Fortaleza, CE e faleceu em São Paulo. Em 1961, muda-se com a família para São Paulo. Entre 1977 e 1980, cursa educação artística na Fundação Armando Álvares Penteado, onde é aluno de Julio Plaza, Nelson Leirner. Tem aulas de aquarela com Dudi Maia Rosa na escola de artes Aster (1978 a 1981). Nesse último ano, em Madri, Espanha, realiza sua primeira individual na galeria Casa do Brasil e viaja para outras cidades da Europa. Retorna ao Brasil em 1982. Na década de 1980, faz parte do grupo de artistas conhecido como Geração 80. Participa, em 1985, das Bienais de São Paulo e Paris. Mas é nos primeiros anos da década de 1990, que o artista firma-se como um dos destaques no panorama cultural brasileiro, com uma obra contundente, expressando como nenhum outro, os dramas e as angústias do homem contemporâneo. Cria seu último trabalho, uma instalação concebida para a Capela do Morumbi, SP, em 1993, que não chega a vê-lo realizado. Por essa mostra e por outra individual realizada no mesmo ano, recebe, em 1994, homenagem póstuma e prêmio da Associação Paulista de Críticos de Artes (APCA). ITAU CULTURAL; www.projetoleonilson.com.br.



273 - CARYBÉ (1911 - 1997)

"Cantoria da manhã" - serigrafia - 77/250 - 50 x 70 cm - canto inferior direito na tela serigráfica -

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



274 - JOSE TIAGO DE CARVALHO FILHO (1930 - 2015)

"Sitio três nascentes" - óleo sobre tela - 22 x 16 cm - canto inferior direito e dorso - 1981 - Salvador - Bahia -

Pintor nascido em Salvador, Bahia com diversas participações em mostras coletivas e oficiais, entre elas: Salão Anual de Pintura, Recife - PE (1965); 'Gente da Terra', São Paulo (1980). ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 540; www.calilanoticias.com/?s=tiago+carvalho.



275 - INOS CORRADIN (1929)

"Luar entre árvores" - óleo sobre tela - 60 x 80 cm - canto inferior esquerdo e dorso -
Litoral Capixaba.-

Pintor, desenhista, gravador, escultor e cenógrafo, nascido em Vogogna, Itália. Por volta de 1932 mudou-se com a família para Castelbaldo - Padova, onde, em 1945, estudou pintura com professor Tardivello. Em 1947 colaborou com o pintor Pendin na execução de um mural referente aos mártires da resistência italiana em Castelbaldo. Veio, em 1950, para Jundiaí e São Paulo onde fez parte do núcleo artístico Cooperativa em São Paulo, dirigido pelo pintor argentino Oswaldo Gil Navarro. Executou cenários para o Ballet do IV Centenário de São Paulo, em 1954. Em 1979 foi contratado para pintar um cenário para o Teatro de Rovigo, Itália. Realizou diversas exposições individuais, participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais pelo Brasil e pelo mundo. Foi premiado em Paris (1975) e em Ferrara, Itália (1976). JULIO LOUZADA, VOL. 11, PÁG. 152; PONTUAL, PÁG. 143; MEC, VOL. 1, PÁG. 448; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 215; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; inoscorradin.com.br.



276 - AUGUSTO HERKENHOFF (1965 - XX)

Figura - aquarela - 30 x 23 cm - canto inferior direito - 1996 -

Nasceu em Cachoeiro do Itapemirim, ES. Formou-se em Direito, no Rio de Janeiro, em 1984.De 1985 a 1986, estudou com Katie Van Scherpenberg no MAM/RJ. Entre 1985 e 1988 estudou pintura com Ronaldo do Rego Macedo, Katie Van Scherpenberg e Manfredo Souzanetto, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Entre 1986 e 1995 participou de diversos Salões, entre eles o I Salão Capixaba de Artes Plásticas, V Salão da Ferrovia – RFFSA, onde recebeu o Prêmio Aquisição, no Rio de Janeiro, 12º Salão Carioca de Arte Universitária, 13º e 16º Salão Carioca Rioarte, VII Salão Paulista de Arte Contemporânea, 13º Salão Nacional de Artes Plásticas, Rio de Janeiro, XV Salão Nacional de Artes Plásticas, recebendo o 1º Prêmio, com a séria Amarelas, Rio de Janeiro. Neste mesmo período participou de várias exposições individuais e coletivas em diversos estados do Brasil. http://pt.shvoong.com/humanities/424525-biografia-augusto-herkenhoff/



277 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Marinha - óleo sobre tela - 37 x 55 cm - canto inferior direito - 1986 -
Igal.-



278 - LASLO KEZDY KOVACS (1864 - 1942)

Paisagem - óleo sobre tela - 31 x 39 cm - canto inferior esquerdo -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor da Escola Húngara nascido em Puszla Alsocikola. Foi aluno de Liget, em Budapeste. Destacou-se nas pinturas de paisagens e na literatura. BENEZIT VOL. 6, PÁG. 207; www.artprice.com; www.artnet.com; www.artfinding.com.



279 - RUBENS PARADA (1929)

"Rio Jaguariúna - São Paulo" - óleo sobre tela - 16 x 22 cm - canto inferior direito -

Pintor, Rubens Parada Queiroga nasceu em São Paulo. Assina R. Parada. Teve aulas com Antonio Ferri (1964) e foi presidente da Associação Mogiana de Belas Artes (1967 a 1969). Participou de diversas mostras e Salões oficiais pelo estado de São Paulo em: Mogi das Cruzes (1967); Taubaté (1970); Piracicaba (1983, 1984, 1985); São Paulo (1983, 1984, 1985); Franca (1984, 1985); Poços de Caldas (1984); Limeira (1984); Matão (1984); Rio Claro (1984, 1985); Itu (1984, 1985); São Bernardo (1984); Itapecerica da Serra (1984); Embu (1984, 1985) e, em: Paris, França (1984); Lisboa, Portugal (1985); Rio de Janeiro (1985). Foi premiado em: São Paulo (1983); Araras, SP (1984); Franca, SP (1984); Matão, SP (1984); Paris (1984); Lisboa (1985). JULIO LOUZADA VOL. 02, PÁG. 763.



280 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulata - serigrafia - H.C. 19/20 - 65 x 47 cm - canto inferior direito -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



281 - EDIR ESCARIÃO (1948)

"Pescadores da Ilha de Itaparica" - técnica mista - 29 x 42 cm - canto inferior esquerdo - 2015 -

Pintor, desenhista e gravador, natural de Caruaru, PE. Edir Mai Escarião assinava, até 1995, Edir Escarião e E. Escarião, atualmente. Passou a sua infância em Santos, SP. Estudou desenho na Associação Paulista de Belas Artes e pintura com o professor Guido, em São Paulo. Dedica-se à xilogravura a partir de 1977. Exposições individuais: São Paulo, SP (1979, 1987). Coletivas: São Paulo, SP (1973 a 1977, 1982, 1983, 1986, 1987, 1989, 1991, 1992, 1994, 1995); Jundiaí, SP (1975); Brasília, DF (1976); Embu, SP (1977); Santos, SP (1977); Curitiba, PR (1977); Salvador, BA (1980, 1991); Campinas, SP (1981, 1989, 1990, 1991); Americana, SP (1984); Ilhabela, SP (1995); Suíça (1993, 1994). Prêmios: São Paulo, SP (1986, 1987, 1992); Suíça (1992). JULIO LOUZADA, vol.5, pág. 342; vol. 9, pág.294.



282 - RENINA KATZ (1925)

"Céu aberto" - litografia - 26/30 - 44 x 35 cm - canto inferior direito - 1984 -

Gravadora, desenhista, ilustradora e professora, Renina Katz Pedreira nasceu no Rio de Janeiro. Assina Renina e Renina Katz. Cursou a Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1947 a 1950) e teve como professores, entre outros, Henrique Cavalleiro e Quirino Campofiorito. Licenciou-se em desenho pela Faculdade de Filosofia da Universidade do Brasil. Iniciou-se em xilogravura com Axl Leskoschek, em 1946. Incentivada por Poty, ingressou no curso de gravura em metal, oferecido por Carlos Oswald no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro. Mudou-se para São Paulo em 1951, e lecionou gravura no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand e, posteriormente, na Fundação Armando Álvares Penteado, até a década de 1960. Em 1956, publicou o primeiro álbum de gravuras, intitulado ‘Favela’. A partir dessa data, foi docente da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo por 28 anos. Realizou muitas exposições individuais pelo Brasil, EUA, Chile, Paraguai, Portugal, Itália, Holanda e participou, entre as diversas mostras e Salões oficiais, das: Bienal Internacional de São Paulo (1955, 1959, 1961, 1963, 1985, 1989); Bienal de Veneza, Itália (1956, 1986); Panorama da Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1974, 1977, 1980, 1984). Foi premiada no Rio de Janeiro (1951, 1952) e em São Paulo (1955, 1984). MEC VOL.2, PÁG.403; PONTUAL, PÁG. 288; WALMIR AYALA VOL.1, PÁG.441; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG.15; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 606; ARTE NO BRASIL; www.artprice.com; www.catalogodasartes.com.br; www.editora.unicamp.br; www.laboratoriodasartes.com.br; artenaescola.org.br.



283 - ARLINDO MESQUITA (1924 - 1987)

Rosto - óleo sobre tela - 34 x 24 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor figurativo de orientação tradicional, Arlindo Mesquita foi autodidata, e começou a pintar e esculpir aos 13 anos. Natural de Arcoverde, PE, transferiu-se para Recife, onde ingressou aos 15 anos na Escola de Aprendizes Marinheiros daquela cidade, servindo até 1944 na Marinha. Desde então fixou residência no Rio de Janeiro, onde foi desenhista de publicidade e pintor expositor frequente do SNBA. No II Salão Pancetti, realizado naquela cidade, em 1967, obteve prêmio de viagem a Paris. JULIO LOUZADA vol.11, pág. 212; PONTUAL pág. 359; MEC vol. 3, pág. 142; TEIXEIRA LEITE, pág. 323; ITAU CULTURAL.



284 - ALDO BONADEI (1906 - 1974)

Vaso de Flores - óleo sobre cartão - 50 x 35 cm - canto inferior direito - 1966 -

Pintor, designer, gravador, figurinista e professor - Aldo Cláudio Felipe Bonadei nasceu e faleceu em São Paulo, SP. Entre 1923 e 1928 foi aluno de Pedro Alexandrino, período em que também frequentou o ateliê de Antonio Rocco. Viajou para a Itália, entre 1930 e 1931, e frequentou a Academia de Belas Artes de Florença, onde teve aulas com Felice Carena e seu assistente Ennio Pozzi, ambos ligados ao movimento ‘novecento’. Nesse período, dedicou-se ao desenho da figura humana, principalmente ao nu. Retornou a São Paulo no início da década de 1930 e participou ativamente do Grupo Santa Helena, da Família Artística Paulista - FAP e do Sindicato dos Artistas Plásticos. Em 1949 lecionou na Escola Livre de Artes Plásticas, primeira escola de arte moderna de São Paulo e participou do Grupo Teatro de Vanguarda. No ano seguinte, fundou a Oficina de Arte - O. D. A., com Odetto Guersoni e Bassano Vaccarini. No fim da década de 1950 atuou como figurinista nas peças ‘Vestido de Noiva’, de Nelson Rodrigues, e ‘Casamento Suspeitoso’, de Ariano Suassuna. Também desenhou alguns figurinos para dois filmes dirigidos por Walter Hugo Khoury: ‘Fronteiras do Inferno’ (1958) e ‘Na Garganta do Diabo’(1959). Realizou muitas exposições individuais e participou de vários Salões oficiais destacando-se: Bienal Internacional de São Paulo (1ª, 2ª, 3ª, 6ª, 7ª); Bienal de Veneza (1952); Panorama da Arte Moderna Brasileira (1970). MEC, VOL. 1, PÁG. 247; PONTUAL, PÁGS. 78/79; ARTE NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 1041; ART PRICE ANNUAL 2000, PÁG. 258; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 79; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; LEONOR AMARANTE, PÁG. 72; ACERVO FIEO.



285 - JOSÉ ANTONIO DA SILVA (1909 - 1996)

Queimada - óleo sobre tela - 50 x 65 cm - canto inferior direito - 1969 -

Pintor, desenhista, escritor, escultor, repentista nascido em Sales de Oliveira, SP e falecido em São Paulo. Trabalhador rural, de pouca formação escolar, foi autodidata. Em 1931, mudou-se para São José do Rio Preto, SP. Participou da exposição de inauguração da Casa de Cultura da cidade (1946), quando suas pinturas chamaram atenção dos críticos Lourival Gomes Machado, Paulo Mendes de Almeida e do filósofo João Cruz e Costa. Dois anos depois, realizou mostra individual na Galeria Domus, SP. Nessa ocasião Pietro Maria Bardi, diretor do MASP, adquiriu seus quadros e depositou parte deles no acervo do museu. O MAM, SP editou seu primeiro livro, ‘Romance de Minha Vida’ (1949). Na 1ª Bienal Internacional de São Paulo (1951), recebeu prêmio aquisição do ‘Museum of Modern Art’ (MoMA) de Nova York. Em 1966, o artista criou o Museu Municipal de Arte Contemporânea de São José do Rio Preto e gravou dois LPs, ambos chamados ‘Registro do Folclore Mais Autêntico do Brasil’, com composições de sua autoria. No mesmo ano, ganhou Sala Especial na 33ª Bienal de Veneza. Publicou ainda os livros ‘Maria Clara’ (1970), ‘Alice’ (1972); ‘Sou Pintor, Sou Poeta’ (1982); e ‘Fazenda da Boa Esperança’ (1987). Transferiu-se de São José do Rio Preto para São Paulo, em 1973. Em 1980, foi fundado o Museu de Arte Primitivista José Antônio da Silva (MAP), em São José do Rio Preto, com obras do artista e peças do antigo Museu Municipal de Arte Contemporânea. Realizou inúmeras exposições individuais e participou de muitos certames oficiais pelo Brasil e exterior recebendo muitos prêmios. MEC, vol. 4, pág. 256; PONTUAL, pág. 493 e 494; TEIXEIRA LEITE, pág. 478; JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 958; ARTE NO BRASIL, vol. 2, pág. 958; BENEZIT, vol. 9, pág. 602; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 227; ITAU CULTURAL; LEONOR AMARANTE, pág. 171; Acervo FIEO.



286 - MARIA HELENA (1932)

Igreja - óleo sobre tela - 33 x 46 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1972 -

Pintora e escultora, atua há mais de 30 anos na área, tendo suas obras em importantes acervos particulares, como também em centros culturais de São Paulo. Leciona pintura e a arte de esculpir em seu Atelier no Alto da Lapa. Premiada em diversos salões nacionais, sua obra esta catalogada no Anuário de Artes Plásticas.



287 - ANGELO CANNONE (1899 - 1992)

Barcos - óleo sobre eucatex - 13 x 24 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista e professor nascido em Abruzzo, Itália. Assinava D’Angelo, Angelo Cannone e A. Cannone. Aos cinco anos mudou-se para Nápoles com sua família. Em fins de 1947, veio para o Brasil, residiu algum tempo em São Paulo e depois se mudou para o Rio de Janeiro, onde se radicou e lá faleceu. Estudou no Instituto de Belas Artes de Nápoles com Paolo Vetri. Viveu em Roma durante quatro anos com uma pensão conquistada em um concurso em Nápoles. Lecionou desenho no Instituto Técnico. Expôs individualmente em São Paulo (1947, 1993) e no Rio de Janeiro (1947, 1973, 1980, 1984). Foi premiado, na Itália, em: 1922, 1925, 1929, 1941 e, no Brasil, em 1960. Em 1972 pintou o retrato do papa Pio X, em tamanho natural, que está na Igreja dos Italianos, RJ. WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 168; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 187; VOL. 3, PÁG. 203; VOL.8, PÁG. 165; VOL. 9, PÁG. 171; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; brasilartesenciclopedias.com.br; www.artprice.com; www.arcadja.com.



288 - MENASE WAIDERGORN (1927)

Feira - óleo sobre tela - 20 x 30 cm - canto inferior direito -

Pintor nascido em Hotin, Romênia. Seus pais vieram para o Brasil (1932) fixando residência em São Paulo. Ingressou na Associação Paulista de Belas Artes (fim da década de 1940), onde conheceu Dario Mecatti. Viajou pelo norte da África e Europa. Participou de diversos salões, coletivas oficiais e recebeu diversos prêmios. JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 1011; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



289 - JOAN MIRÓ (1893 - 1980)

Composição - litografia off set - CLI/CCC - 44 x 60 cm - canto inferior direito na matriz -
Edição póstuma executada por Ediciones Polígrafa - Barcelona, Espanha - 1983, conforme marca em relevo seco. - (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador, ceramista e escultor. Assinava Joan Miró e Miró. Nasceu em Montroig, Espanha e faleceu em Palma de Mallorca - Ilhas Baleares, Espanha. Entrou para Escola de Belas Artes de Barcelona com quinze anos, aperfeiçoando-se com o arquiteto Gali. Começou a expor em 1918 na sua terra natal e pouco depois, transfere-se para Paris. Assinou o manifesto surrealista em 1924. Em 1940 voltou à Espanha - Mallorca. Trabalhou com o ceramista Llorens Artigas. Em 1947 realizou um mural em Cincinnati, EUA, e um para a Universidade de Harvard, em 1950 (hoje substituído por uma cópia cerâmica, cujo original se encontra no MOMA de Nova York). Em 1958 trabalhou em dois gigantescos murais em cerâmica para a UNESCO, em Paris. A Fundação Joan Miró foi inaugurada em Montjuic, Barcelona, em 1975. Outras obras suas podem ser vistas na maioria dos museus e coleções de arte moderna espalhados pelo mundo. JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG.638; VOL. 4, PÁG. 746; VOL. 6, PÁG. 735; VOL.8, PÁG. 576; BENEZIT, VOL. 7, PÁG. 435; ITAU CULTURAL; DICIONÁRIO OXFORD DE ARTE – MARTINS FONTES.



290 - JAIME NICOLA DE OLIVEIRA (XX)

Cabeça - escultura em pedra - 33 x 22 x 15 cm - assinado - 1991 -

Jaime NICOLA de Oliveira, natural de Quipapá(PE), acostumado a desenhar e entalhar a madeira desde criança, aprendeu a esculpir observando o trabalho de um artista do Recife em seu Atelier. Conhecido por suas esculturas de cabeças de Santos e Anjos, tira proveito da textura da madeira para recriar com sua poderosa imaginção até mesmo anjos cangaceiros, além de também esculpir essas formas em pedra calcárea.



291 - FERNANDO ODRIOZOLA (1921 - 1986)

Composição - guache - 16 x 15 cm - canto inferior direito - 1961 -

Fernando Pascual Odriozola nasceu em Oviedo, Espanha e faleceu em São Paulo. Pintor, desenhista e gravador. Começou a pintar em 1936. Veio para o Brasil em 1953 e fixou residência em São Paulo. No ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual na Galeria Portinari. O Museu de Arte Moderna de São Paulo dedicou-lhe outra individual, em 1955. Na década de 1960, lecionou no Instituto de Arte Contemporânea da Fundação Armando Álvares Penteado e colaborou como ilustrador nos jornais O Estado de S. Paulo e Diário de S. Paulo, e na revista Habitat. Em 1964, integrou, com Wesley Duke Lee , Yo Yoshitome e Bin Kondo , o Grupo Austral, ligado ao movimento internacional Phases. Participou das 7ª, 8ª, 9ª, 12ª, 13ª, 14ª, 15ª e 18ª Bienais Internacionais de São Paulo onde foi premiado na 7ª, 8ª, e 14ª edição; da 7ª Bienal de Tóquio; dos 2º e 5º Panoramas da Arte Atual Brasileira, entre outras. No ano de seu falecimento, o Centro Cultural São Paulo (CCSP) realizou uma exposição retrospectiva póstuma em sua homenagem. JULIO LOUZADA VOL.11, PÁG. 231; MEC VOL.3, PÁG.291; PONTUAL PÁG. 389; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 737; ARTE NO BRASIL PÁG.907; LEONOR AMARANTE PÁG. 143; ACERVO FIEO.



292 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Gato Amarelo" - Acrílica sobre papel cartão - 42 x 30 cm - canto inferior esquerdo - Década de 2000 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins. -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



293 - PAULA KADUNC (1954)

Composição - acrílico sobre tela - 25 x 35 cm - dorso - 2015 -
Obra 567 do catálogo da artista.-

Paula Kadunc, pseudônimo artístico de Maria Paula Kadunc, nasceu em São Paulo. Frequentou um curso clássico de arte e comunicação na época de colégio. Formou-se em historia (1975) e nos anos seguintes realizou viagens de estudo pela Europa, Japão, China e Filipinas. No inicio da década de 80 trabalhou no Museu de Arte de São Paulo como assessora de imprensa e relações publicas auxiliando ainda na curadoria de diversas exposições. Na década de 90 frequentou o ateliê do escultor Paulo Tadee onde trabalhou com desenhos e pinturas geométricas e passou a fundir esculturas em bronze. Estudou técnica de pintura com Marysia Portinari. Tem participado com suas obras de várias exposições coletivas e leilões de arte. Possui obras em diversas coleções particulares e no Museu de Arte do Parlamento de São Paulo. www.artemaisnet.com.br/artistas/paula-kadunc.html; www.catalogodasartes.com.br; www.al.sp.gov.br; www.artprice.com; www.askart.com.



294 - MARINO MARINI (1901 - 1980)

Composição - litografia - E.A. - 31 x 24 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Nascido em Pistoia, Marini é particularmente famoso por sua série de estilizadas estátuas equestres, que apresentam um homem com os braços estendidos em um cavalo. Provavelmente o exemplo mais famoso é o anjo da Cidade na Coleção Peggy Guggenheim, Veneza. Marini se dedicou principalmente à escultura de cerca de 1922. Há um museu dedicado ao seu trabalho, em Florença (na antiga igreja de São Pancrácio), sua obra também pode ser encontrada em museus da Itália e do mundo, como a Galleria Civica d'Arte Moderna de Milão e do Museu Hirshhorn e Sculpture Garden em Washington, DC trabalho de Marini é autenticado pelos especialistas do Marino Marini Fundação em Pistoia, na Itália. Marine morreu em Viareggio. -



295 - NATHAN WASSERBERGER (1928 - 2012)

"Tribute to Renoir II" - óleo sobre tela - 126 x 96 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista nascido em Chrzanow, Polônia. Foi um sobrevivente da II Guerra Mundial no campo de concentração Buchenwald, Alemanha. Estudou na Academia Julien, em Paris e na ' Art Students League', em Nova York. Os arquivos permanentes sobre a Arte Americana no Instituto Smithsonian - Washington, DC possuem fotos e reproduções de suas pinturas. www.goantiques.com; www.artprice.com; www.askart.com; www.arcadja.com.



296 - SAMI MATTAR (1930)

Yoga - litografia - P.I. - 64 x 47 cm - canto inferior esquerdo -

Artista intermídia, desenhista, programador visual, publicitário, nascido em Mejdlaia, Líbano. Chega com a família no Brasil em 1936. Filho de pais conservadores, que não aceitam sua atividade como artista plástico, desenha às escondidas, até que, em 1947, muda-se para o Rio de Janeiro, onde trabalha como pintor de paredes e lava carros. Autodidata, realiza sua primeira mostra individual em 1954, na Galeria Minarte, Belo Horizonte. Passa a fazer histórias em quadrinhos e chega a ser diretor de arte e criação em publicidade. Em 1969, participa do Manifesto Expansão, realizado no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro - MAM/RJ e, no ano seguinte, do lançamento do poster Barraca - Arte na Praia de Ipanema, no mesmo museu. Atua como colaborador das revistas Tico-Tico e O Malho, além de produzir capas para a revista Veja (1972) e Shell em Revista (1980). Ilustra o livro O Menino mais Bonito do Mundo, de Ziraldo. Exposições individuais: Rio de Janeiro, RJ (1962, 1970, 1973, 1974, 1976, 1979, 1983, 1985, 1995, 2001, 2002); São Paulo, SP (1968, 1981); Líbano (1975); Brasília, DF (1975, 1979, 1984); Salvador BA (1982); Estados Unidos (1994); Teresópolis, RJ (1996, 2000); Vitória, ES (1999). Coletivas: Belo Horizonte, MG (1954, 1966); Rio de Janeiro, RJ (1965, 1967 a 1979, 1981, 1984, 1985, 1990); Salvador, BA (1966); Brasília, DF (1967, 1968, 1984); São Paulo, SP (1967 – 9ª Bienal Internacional, 1968, 1969, 1971); Líbano (1975); Alemanha (1980);Estados Unidos (1992, 1993, 1996, 1997). Prêmios: Belo Horizonte, MG (1966); São Paulo, SP (1969); Líbano (1975); Estados Unidos (1992, 1996, 1997). ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL. 3, PÁG. 709; Pontual, Roberto – DICIONÁRIO DE ARTES PLÁSTICAS NO BRASIL, PÁG. 349.



297 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Marinha - óleo sobre cartão - 17 x 28 cm - não assinado -



298 - TRINDADE LEAL (1927)

"Mágico da barra do chuy" - aquarela - 28 x 37 cm - canto inferior direito - 1977 -

Pintor, gravador e desenhista, nascido em Santana do Livramento, RS, vivendo atualmente em Porto Alegre. Autodidata, frequentou o Instituto de Belas Artes de Porto Alegre em 1949. Expõe individualmente a partir dos anos 50, nas cidades de Salvador e Rio de Janeiro. Participou da VII BSP, e do Núcleo de Gravadores Paulistas, sendo citado por TEIXEIRA LEITE na obra "A Gravura Brasileira", como um dos principais jovens gravadores da época. Foi ativo em São Paulo até a década de 80. MEC, vol. 2 pág. 462; RGS, pág. 471; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 720; ARTE NO BRASIL, pág. 964.



299 - AI HIRSCHFELD (1903 - 2003)

"Elvis" - desenho a nanquim - 28 x 23 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Desenhista, caricaturista e ilustrador nascido em St. Louis, MO - EUA. Estudou no 'Art Student's League', Nova York. Mudou-se para Paris (1924) e continuou a estudar. Viajou pelo leste asiático. Tornou-se especialmente conhecido por suas caricaturas no 'New York Times' (a partir de 1929) retratando as personalidades do 'show-business'. Ilustrou vários livros também. Expôs individualmente em Nova York no: 'Staten Island Museum' (1961); Hammer Gallery (1967); 'Museum Performing Arts', Lincoln Center (1968) e foi premiado pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos. alhirschfeld.com; www.artprice.com; www.biography.com.



300 - TAPETE ORIENTAL,


Feito a mão, de lã, Sumakh, medindo 196 x 163 cm = 3,19 m².-



301 - LOTHAR CHAROUX (1912 - 1987)

Linhas - serigrafia - 14/75 - 30 x 30 cm - canto inferior direito - 1974 -

Pintor, desenhista e professor austríaco, natural de Viena. Assinava Charoux. Iniciou os estudos artísticos com seu tio, o escultor austríaco Siegfried Charoux. Transferiu-se para o Brasil em 1928, fixando residência em São Paulo. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios da cidade onde conheceu Valdemar da Costa, com ele fazendo aprendizado de pintura a partir de 1940. Posteriormente passa a lecionar desenho no Liceu de Artes e Ofícios e no SENAI. Em 1947, realizou sua primeira exposição individual, na Galeria Itapetininga. Em 1952, participou da fundação do Grupo Ruptura, ao lado de Waldemar Cordeiro, Geraldo de Barros, Anatol Wladyslaw e outros. Com Hermelindo Fiaminghi e Luiz Sacilotto , cria a Associação de Artes Visuais NT - Novas Tendências, em 1963. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras oficiais nacionais como a Bienal Internacional de São Paulo (I a IX, XII, XIII), Panorama da Arte Atual Brasileira (1º ao 3º, 6º, 9º, 11º, 12º) e no exterior. É homenageado com retrospectiva no Museu de Arte Moderna de São Paulo e no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro em 1974. Em 2005, é publicado o livro ‘Lothar Charoux: A Poética da Linha’, pela historiadora de arte Maria Alice Milliet. PONTUAL, PÁG. 131; MEC VOL. 1, PÁG. 433; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 254; VOL. 9, PÁG.207; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 645; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; ACERVO FIEO.



302 - SHOKICHI TAKAKI (1914 - 2006)

Flores - óleo sobre tela - 35 x 27 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2005 -

Nasceu em Niegata, Japão, em 15/7/1914. No Brasil desde 1927, onde faleceu. Autodidata até os últimos dias de vida. De lavra acadêmica, sua pintura reproduz paisagens, naturezas mortas, figuras humanas, flores e marinhas, em cunho realista e naturalista. Pintor com diversas participações no Salão Paulista de Belas Artes, tendo obtido medalha de bronze. JULIO LOUZADA, vol.11, pág. 315; MEC, vol. 4, pág. 352.



303 - ALEXANDRE RAPOPORT (1929)

Figura - técnica mista - 13 x 10 cm - canto inferior direito - 1994 -

Arquiteto, pintor, gravador, desenhista industrial e professor, RAPOPORT nasceu no Rio de Janeiro, onde cursou a Faculdade Nacional de Arquitetura da antiga Universidade do Brasil. Fêz aprendizado de gravura na antiga ENBA em 1952. Conquistou menções honrosas em pintura e desenho no SNBA a partir de 1948. WALMIR AYALA,vol. 2, pág. 237; MEC, vol. 4, pág. 26; PONTUAL, pág. 447; TEIXEIRA LEITE, pág. 431; JÚLIO LOUZADA, vol. 11, pág. 260; ITAU CULTURAL.



304 - ALFREDO ROCCO (1914 - 1999)

Nu - óleo sobre eucatex - 70 x 50 cm - canto inferior direito - 1987 -

Nasceu e faleceu em São Paulo, Capital, onde foi ativo. Pintor de retratos, marinhas, e pinturas de gênero. Inicia-se na pintura estudando com Antônio Rocco e Bigio Gerardenghi (1938). Expôs individualmente em Paris (1940); tendo participado de coletivas a partir de 1938. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 828; PONTUAL, pág. 454; MEC, vol. 4, pág. 82/3; ITAÚ CULTURAL.



305 - RAIMUNDO DE OLIVEIRA (1930 - 1966)

Anjo - técnica mista - 50 x 50 cm - canto inferior esquerdo - 1958 -

Raimundo Falcão de Oliveira nasceu em Feira de Santana, BA e faleceu em Salvador, BA. Pintor, desenhista e gravador. Iniciou-se nas artes por intermédio da mãe, pintora de temática religiosa, que o encaminhou para o desenho e a pintura, como também o orientou na religião. Incentivado pela professora de desenho, expôs pela primeira vez no Ginásio Santanópolis, onde retratou os professores da escola. Após a conclusão do curso ginasial, em 1947, seguiu para Salvador, onde fez cursos regulares de pintura com Maria Célia Amado, na Escola de Belas Artes da Universidade da Bahia, e conheceu Mario Cravo Júnior e Jenner Augusto . Realizou a primeira individual no hall da Prefeitura de Feira de Santana, em 1951, momento em que se ligou a um grupo de artistas independentes, responsável pelos ‘Cadernos da Bahia’. Residiu em São Paulo de 1958 a 1964, depois voltou a morar na Bahia. Viveu no Rio de Janeiro entre 1965 e 1966. Realizou exposição individual no MAM, RJ (1966), entre outras, e participou, também entre outras, da 7ª e 8ª Bienal de São Paulo (1963 e 1965). Em Salvador foi premiado em 1955 e 1956. No ano de sua morte foi editada a ‘Pequena Bíblia de Raimundo de Oliveira. Xilogravuras’, pela Galeria Bonino e Petite Galerie, organizada por Julio Pacello, com prefácio de Jorge Amado. Em 1982, foi publicado o segundo álbum do artista, ‘Via Crucis’, pela Fundação Cultural do Estado da Bahia, e foi inaugurada a Galeria Raimundo de Oliveira, em Salvador. TEIXEIRA LEITE, 365; PONTUAL, 394; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; MEC VOL. 3, PÁG. 299; JULIO LOUZADA VOL. 7, PÁG. 524; ACERVO FIEO.



306 - CARLOS OSWALD (1882 - 1971)

"Andanti da Quinta Sifonia de Thaikovsky" - gravura - 104/110 - 30 x 21 cm - canto inferior direito -
Reproduzido na página 87 do livro "Carlos Oswald" editado pelo Museu Nacional de Belas Artes - Rio de Janeiro, RJ. -

Gravador, pintor, desenhista, decorador, professor e escritor. Nasceu em Florença, Itália e faleceu em Petrópolis, RJ. Graduou-se como físico-matemático em 1902, pelo Instituto Galileo Galilei, em Florença. No ano seguinte, ingressou na ‘Accademia di Belle Arti di Firenze’. Viajou para o Brasil pela primeira vez em 1906 e realizou no Rio de Janeiro a primeira exposição individual no país. Retornou à Europa em 1908, estudou gravura com o americano Carl Strauss em Florença e viajou para Munique, onde aprendeu a técnica da água-forte. Em 1911, participou da decoração do pavilhão do Brasil, na Exposição Internacional de Turim. Fez a segunda viagem ao Rio de Janeiro em 1913 e realizou uma exposição com Eugênio Latour na Escola Nacional de Belas Artes . Foi nomeado, em 1914, professor de gravura e desenho no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro e é considerado o introdutor da gravura no Brasil. No ano de 1930, fez o desenho final do ‘Monumento ao Cristo Redentor’. A obra foi executada na França pelo escultor Paul Landowski e instalada no Morro do Corcovado, Rio de Janeiro, em 1931. Publicou, em 1957, a autobiografia ‘Como Me Tornei Pintor’. Em 1963, o Museu Nacional de Belas Artes - RJ adquiriu quase todas as suas obras em gravuras. Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais e foi premiado no Rio de Janeiro em 1904, 1906, 1909, 1912, 1913, 1916 e realizou diversas exposições individuais. PONTUAL, PÁG. 397; ARTE NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 1053; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 699; MEC VOL. 3, PÁG. 304; ACERVO FIEO.



307 - CANDIDO DE OLIVEIRA (1961)

Paris - óleo sobre tela - 60 x 80 cm - canto inferior direito e dorso - 2015 -

Pintor, Edmilson Cândido de Oliveira é natural de Pesqueira, Pernambuco. Assinava até 1985: Edmilson e, atualmente, assina Cândido de Oliveira. Teve como mestres José Ismael e Gilberto Geraldo. Realizou exposição individual em São Paulo (1995) e participa de mostras coletivas desde 1993, com premiações em: Guarulhos, SP (1993); Matão, SP (1994); Amparo, SP (1995); São Paulo (1995). JULIO LOUZADA VOL.7, PÁG. 520; VOL. 8, PÁG. 620; www.artnet.com.



308 - GIANCARLO ZORLINI (1931)

Paisagem - técnica mista - 24 x 32 cm - canto inferior esquerdo -

Médico de profissão, iniciou-se autodidaticamente na pintura, em 1962. É filho do escultor e pintor Ottone Zorlini. Participou diversas vezes do Salão Paulista de Belas Artes, nele recebendo diversas premiações. Sua pintura tem como tema predominante a paisagem. JULIO LOUZADA vol. 3, pág. 124; MEC vol.4, pág.534; PONTUAL, pág. 559; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



309 - ANTONIO BANDEIRA (1922 - 1967)

Composição - aquarela e guache - 27 x 21 cm - canto inferior direito - 1960 -

Pintor, desenhista, gravador, nascido em Fortaleza, CE e falecido em Paris, onde viveu a maior parte de sua vida. É um dos pioneiros da arte abstrata no Brasil. Iniciou-se na pintura como autodidata. Em 1941, em Fortaleza, participou, ao lado de Mário Baratta, entre outros, da criação do Centro Cultural de Belas Artes depois, Sociedade Cearense de Artes Plásticas. Em 1945, transferiu-se para o Rio de Janeiro e, no ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual. Contemplado pelo governo francês com bolsa de estudos, permaneceu em Paris de 1946 a 1950 onde frequentou a Escola Nacional Superior de Belas Artes e a ‘Académie de la Grande Chaumière’. Entre 1947 e 1948 participou do ‘Salon d'Automne’ e do ‘Salon d'Art Libre’. Tomou parte em reuniões de artistas e formou o Grupo Banbryols (ban de Bandeira; bry de Camille Bryen; e ols de Wols), que durou de 1949 a 1951. Voltou ao Brasil em 1951 e apresentou-se na 1ª Bienal Internacional de São Paulo. Em 1952, criou um mural para o Instituto dos Arquitetos do Brasil, em São Paulo. Retornou a Paris em 1954 em razão do Prêmio Fiat, obtido na 2ª Bienal Internacional de São Paulo, mas não deixou de expor no Brasil. Permaneceu na Europa até 1959, passando pela Inglaterra e Bélgica, onde, em 1958, realizou um painel para o ‘Palais des Beaux-Arts’. Ao retornar ao Brasil teve uma atividade artística intensa, participou de importantes exposições, em paralelo a mostras em Paris, Munique, Verona, Londres e Nova York. Voltou a Paris em 1965, onde permaneceu até sua morte. BENEZIT, VOL.1, PÁG.415; MEYER/87, PÁG.606; MEC, VOL.1, PÁGS.159,160 E 167; PONTUAL, PÁGS. 48 E 49; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁGS. 71 A 74; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 52 A 54; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; ARTE NO BRASIL, PÁG. 599; LEONOR AMARANTE, PÁG. 34; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 86; ACERVO FIEO; web.artprice.com; pitoresco.com; pinturabrasileira.com.



310 - NUCA DE TRACUNHAÉM (1937)

Vendedora de flores - escultura em barro - 50 x 13 x 12 cm - assinado -

Manoel Gomes da Silva, o Nuca de Tracunhaém, é um dos mais antigos e expressivos artistas de Tracunhaém tendo sempre trabalhado junto com sua esposa Maria. O artista possui o título de Patrimônio Vivo de Pernambuco honraria obtida através de um processo de candidatura por indicação de entidades culturais e órgãos governamentais e da avaliação do Conselho Estadual de Cultura (CEC). Os agraciados assumem a missão de transmitir os seus conhecimentos a alunos e aprendizes em programas de ensino e aprendizagem. Tudo começou quando Mestre Nuca recebeu uma encomenda para fazer Leões. Seus Leões, quase sempre sentados, lembram os feitos de louça em Portugal que decoravam os jardins e varandas de muitas residências de antigamente. A característica marcante é o modo de apresentar as jubas que são feitas com dezenas de fragmentos circulares meio achatados, e também com pregas formando sulcos verticais. Outra peça inconfundível de Nuca e Maria são as bonecas com os cabelos encaracolados. Outras figuras também são produzidas: pinhas, animais:peixes, galinhas etc. Os trabalhos de Nuca e Maria são encontrados em Museus e coleções particulares no Brasil e no exterior. FONTE: www.ceramicanorio.com.br



311 - RODRIGO DE HARO (1939)

Conchas - gravura - P.A. 2/5 - 25 x 28 cm - canto inferior direito -

Rodrigo de Haro nasceu em Paris-França. Pintor, desenhista e escritor. Divide suas atividades profissionais entre Florianópolis e São Paulo. Por volta de 1987, trabalha na decoração do Teatro Municipal de Florianópolis com 80 painéis Mandalas. Entre as mostras de que participa, destacam-se: Coletiva Artistas Catarinenses, Santa Catarina, 1955 (Prêmio Aquisição); Salão Nacional do Paraná, 1967; Arte Fantástica, no Paço das Artes de São Paulo, 1972; Destaques da Pintura Brasileira, no Museu de Arte Moderna de São Paulo, 1985; Mostra do Desenho Brasileiro, no Museu de Arte Contemporânea de Curitiba, Paraná, 1994. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 244; PONTUAL, pág. 260; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 143; WALTER ZANINI, pág. 805; ITAU CULTURAL.



312 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulata - serigrafia - P.A. - 50 x 42 cm - canto inferior direito -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



313 - MARIA BONOMI (1935)

"Amplexo, 1,2 e 3" - desenho a carvão - 40 x 50 cada cm - dorso -
Obra composta por três desenhos, montados na mesma moldura.-

Gravadora, pintora, figurinista, cenógrafa, muralista e escultora. No Brasil desde os nove anos de idade, residiu no Rio de Janeiro, com o seu avô, o construtor Conde Martinelli. Em 1950, já em São Paulo, estudou inicialmente com Yolanda Mohalyi, em seguida, a partir 1953, com Karl Plattner e Livio Abramo. Fez estudos de aperfeiçoamento no exterior, estudando com grandes mestres. Participante assídua de exposições coletivas, salões e mostras nacionais e internacionais, com muitas premiações. JULIO LOUZADA vol.1, pág. 142; PONTUAL, pág. 80; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI,pág. 692; ARTE NO BRASIL, pág. 837; LEONOR AMARANTE, pág. 75, Acervo FIEO.



314 - BENJAMIN SILVA (1927)

Composição - óleo sobre eucatex - 27 x 45 cm - canto inferior direito - LXXVII -

Cearense de Juazeiro, Benjamin Silva antes de se mudar para o Rio de Janeiro, então com 20 anos, foi seringueiro no Amazonas. Foi aluno de Inimá de Paula na Escola do Povo, nos idos de 1950. Inicialmente figurativista, após 1963 adota uma linha de expressionismo agressivo. Sua pintura passeou também pelo surrealismo. MEC, vol.4, pág.246; TEIXEIRA LEITE, pág.70; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 697; ARTE NO BRASIL, pág. 943.



315 - INOS CORRADIN (1929)

"Equilibrista" - óleo sobre tela - 80 x 60 cm - canto inferior esquerdo e dorso -

Pintor, desenhista, gravador, escultor e cenógrafo, nascido em Vogogna, Itália. Por volta de 1932 mudou-se com a família para Castelbaldo - Padova, onde, em 1945, estudou pintura com professor Tardivello. Em 1947 colaborou com o pintor Pendin na execução de um mural referente aos mártires da resistência italiana em Castelbaldo. Veio, em 1950, para Jundiaí e São Paulo onde fez parte do núcleo artístico Cooperativa em São Paulo, dirigido pelo pintor argentino Oswaldo Gil Navarro. Executou cenários para o Ballet do IV Centenário de São Paulo, em 1954. Em 1979 foi contratado para pintar um cenário para o Teatro de Rovigo, Itália. Realizou diversas exposições individuais, participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais pelo Brasil e pelo mundo. Foi premiado em Paris (1975) e em Ferrara, Itália (1976). JULIO LOUZADA, VOL. 11, PÁG. 152; PONTUAL, PÁG. 143; MEC, VOL. 1, PÁG. 448; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 215; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; inoscorradin.com.br.



316 - DARCILIO LIMA (1944)

"Três círculos" - litografia - P.A. VII - 64 x 44 cm - canto inferior esquerdo - 1972 -
Reproduzido sob o nº 99 em catálogo de leilão de Soraia Cals, Rio de Janeiro - RJ, realizado em Julho de 2015. -

Cearense de Cascavel, o festejado desenhista Darcilio foi para o Rio de Janeiro, e já depois de haver iniciado autodidaticamente seu trabalho no campo da pintura e da utilização do lápis cêra. Recebeu orientação de Ivan Serpa, passando a dedicar-se especialmente ao desenho a bico-de-pena, com a permanente fixação gráfica da fantasia erótica como veículo de impacto crítico. PONTUAL, pág. 159. MEC, vol.1, pág.17; WALTER ZANINI, pág. 760; LEONOR AMARANTE; ITAU CULTURAL.



317 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Nu - óleo sobre tela - 60 x 46 cm - canto inferior esquerdo -



318 - HÉRCULES BARSOTTI (1914 - 2010)

Composição - serigrafia - 63/100 - 50 x 50 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, programador visual, gravador, nascido em São Paulo, SP . Iniciou-se nas artes em 1926, estudando desenho e composição com o pintor Enrico Vio. Começa a pintar em 1940 e, na década seguinte, realiza as primeiras pinturas concretas, além de trabalhar como desenhista têxtil e projetar figurino para o teatro. Em 1954, com Willys de Castro, funda o Estúdio de Projetos Gráficos, elabora ilustrações para várias revistas e desenvolve estampas de tecidos produzidos em sua tecelagem. Na década de 1960, convidado por Ferreira Gullar (1931), integra-se ao Grupo Neoconcreto do Rio de Janeiro e participa das exposições de arte do grupo realizadas no Ministério da Educação e Cultura, no Rio de Janeiro, e no Museu de Arte Moderna de São Paulo - MAM/SP. Em 1960, expõe na mostra Konkrete Kunst [Arte Concreta], organizada por Max Bill, em Zurique. Hercules Barsotti explora a cor, as possibilidades dinâmicas da forma e utiliza formatos de quadros pouco usuais, como losangos, hexágonos, pentágonos e circunferências. Em sua obra a disposição dos campos de cor cria a ilusão de tridimensionalidade. Entre 1963 e 1965, colabora na fundação e participa do Grupo Novas Tendências, em São Paulo. Em 2004, o MAM/SP organiza uma retrospectiva do artista. JULIO LOUZADA, vol. 1, pag. 98; ITAU CULTURAL



319 - ARMANDO SENDIN (1928)

Composição - técnica mista - 44 x 30 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, escultor e ceramista. Realizou estudos artísticos na Espanha e na França. Retornando ao Brasil, (após figurar em mostras coletivas no estrangeiro) e fixando-se em São Paulo, participou em 1967, do 1º SOP, XVI SPAM, I Salão de Arte Contemporânea de Santos (Prêmio Prefeitura). Ganhou o 1º Prêmio de pintura na mostra Roma e a Campanha Romana (Auditório-Itália, São Paulo). Ainda em 1967, expôs individualmente na Galeria F. Domingo, de São Paulo, voltando a fazê-lo nas galerias KLM (São Paulo, 1968), do Centro Cultural Brasil-Estados Unidos (São Paulo, 1968) e Goeldi (GB, 1968), também apresentado seus trabalhos, com Maria de Lourdes Novais e Vitor Décio Gerhard, na Galeria IBEU (GB, 1968). Figurou ainda no II SOP (1968). A respeito de suas obras, de caráter abstracionista, disse Samson Flexor, em 1968: "Considero os óleos e guaches de Armando Sendin como sendo lugares ideais de encontro e fusão dos elementos primordiais: a terra e o fogo. Fusão resultando em cinzas com focos de brasa que a frescura dos azuis-turquesa mal consegue apagar". Em 1965 publicou o livro Cerâmica Artística, especialidade que lecionou, entre 1959 e 1964, em escola por ele próprio fundada em São Paulo. TEIXEIRA LEITE, pág.472; WALMIR AYALA, vol.2, pág.316-317; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 754; LEONOR AMARANTE, pág. 196. Acervo FIEO.



320 - DAREL VALENÇA LINS (1924)

O falecido - desenho a nanquim e guache - 16 x 16 cm - canto inferior direito - 1955 -
Obra para ilustração de livro.-

Este importante pintor, gravador, desenhista e professor, conquistou em 1957, no SNAM, o prêmio de viagem ao estrangeiro, voltando a ser contemplado na VII Bienal de São Paulo, como o melhor desenhista nacional. Foi aluno de Henrique Oswald e recebeu aconselhamento técnico de Goeldi. MEC vol.3, pág. 18; PONTUAL, pág.160/161; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 715; ARTE NO BRASIL, pág. 839; LEONOR AMARANTE, pág. 125; Acervo FIEO.



321 - MANOEL SANTIAGO (1897 - 1987)

Cascudas - óleo sobre eucatex - 32 x 20 cm - canto inferior esquerdo e dorso -

Manoel Colafante Caledônio de Assumpção Santiago nasceu em Manaus, AM e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, desenhista e professor. Mudou-se para Belém em 1903 e iniciou estudos de pintura. Desde 1916 já praticava a arte não figurativa. Em 1919 transferiu-se para o Rio de Janeiro, cursou Direito e frequentou a Escola Nacional de Belas Artes, onde foi aluno de Rodolfo Chambelland e Baptista da Costa. Na época, teve aulas particulares com Eliseu Visconti. Foi casado com a pintora Haydeá Santiago. Participou em 1927 do Salão Nacional de Belas Artes e recebeu o prêmio viagem ao exterior, entre vários outros. Foi para Paris no ano seguinte, e lá permaneceu por cinco anos. De volta ao Rio de Janeiro, em 1932, tornou-se professor do Instituto de Belas Artes. Em 1934, passou a lecionar pintura e desenho no Núcleo Bernardelli, figurando entre seus alunos José Pancetti, Edson Motta, Bustamante Sá, Ado Malagoli, Rescála e Milton Dacosta. Participou da I Bienal Internacional de São Paulo (1951) e do 8º Panorama da Arte Brasileira (1976). PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, VOL. 1, PÁG. 241; TEODORO BRAGA, PÁG. 211; CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO DE PAISAGEM BRASILEIRA, MEC-MNBA /RIO/1944; MAYER/84, PÁG. 1158; REIS JR, PÁG. 378; PONTUAL, PÁG. 473; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 292; ITAÚ CULTURAL, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 865; ACERVO FIEO.



322 - BRENDA NOVAK (1961)

Composição - desenho a nanquim - 23 x 31 cm - canto inferior direito - 08-12-1984 -

Pintora, desenhista, gravadora e artista performática nascida em São Paulo onde se graduou em Artes Plásticas pela FAAP (1979-1983), teve aulas com Carlos Fajardo, Regina Silveira e Garo Antreasian (1985). Desde 1989 vive e trabalha na Espanha. Foi artista residente em obra gráfica e performance na Reitoria de San Pere de Vilamajor, Catalunha, Espanha; fez curso monográfico de litografia na Escola La Llotja, Barcelona, Espanha (1993 - 1995); curso de performance com Renato Cohen na PUC, São Paulo. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1991, 2000); Lisboa, Portugal (1989); Espanha (1995, 1998, 2001, 2007, 2008, 2010, 2012 a 2014). Participou de muitas mostras coletivas, performances, intervenções urbanas e espetáculos de dança e música. ITAU CULTURAL; JULIO LOUSADA VOL. 4, PÁG. 812.



323 - JOSÉ SABÓIA (1949)

Músicos - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito -

Pintor, José Sabóia do Nascimento nasceu em Almadina-BA. Artista autodidata foi para o Rio de Janeiro em 1967 e começou a pintar no ano seguinte, passando a expor seus trabalhos na feira hippie de Ipanema. Fez sua primeira exposição individual em Fortaleza, CE (1970). Entre as exposições de que participou, destacam-se: I e III Salão Nacional de Artes Plásticas do Ceará, Fortaleza, (1969, 1971 - Prêmio Aquisição); Dez Pintores no Rio de Janeiro, no MNBA, RJ (1983); ‘Brésil Naifs’, Paris (1986); ‘Salon d'Art Naif’- Marseilha, França (1987); ‘Pintura, Presença e Povo na Arte Brasileira’ no Museu da Casa Brasileira - São Paulo (1990); ‘Visões do Rio’ no MAM, RJ (1996). No exterior expôs individualmente em São Francisco, EUA e Munique, Alemanha, além de participar de coletivas em vários países e, principalmente na França, com exposições organizadas pela Galeria Jacqueline Bricard e uma presença cativa na ‘Galerie Naïfs du Monde Entier’ em Paris. José Sabóia participou do Concurso Internacional de Morges, quando seu quadro foi eleito pelo público, a melhor obra de 60 participantes de 22 países, premiação que originou o convite da Galeria Kasper para realizar uma exposição individual em 1997. JULIO LOUZADA vol. 11, pág. 278; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 228; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO; www.artprice.com; www.nautilus.com.br; www.ardies.com.



324 - BRAULIO POIAVA (1911 - XX)

"Praia da Bôa Viagem - Nictheroy" - óleo sobre cartão - 16 x 22 cm - canto inferior esquerdo e dorso -

Natural de São Gonçalo, RJ, estudou no Liceu de Artes e Ofícios daquela cidade; foi aluno de Rodolfo Chambelland na ENBA. Integrou o Núcleo Bernardelli, juntamente com Edson Motta, Bustamente Sá, Milton Dacosta, Pancetti, Manoel Santiago e tantos outros. TEODORO BRAGA, pág. 194; PONTUAL, pág. 430, MEC, vol. 3, pág. 424; TEIXEIRA LEITE, pág. 410; JÚLIO LOUZADA, vol. 6, pág. 898; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 579; ARTE NO BRASIL, pág. 763.



325 - NEWTON MESQUITA (1948)

"Reflexo na tarde" - acrílico sobre tela - 90 x 120 cm - canto inferior direito e dorso - 1985/1986 -
Com etiqueta do Ateliê do artista no dorso. Ex-coleção Antônio Maluf - Galeria Seta - São Paulo - SP. -

Pintor e gravador paulistano, Newton Mesquita é inquieto; provoca a sua arte com novos experimentos e técnicas. Desenhista de mão cheia, solta o traço com habilidade, recriando imagens, cores e texturas. JULIO LOUZADA, vol. 9, pág. 578; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO.



326 - HERMELINDO FIAMINGHI (1920 - 2004)

Composição - litografia - P.A. - 34 x 44 cm - canto inferior direito - 1995 -

Nasceu em São Paulo, a 22 de outubro de 1920. Pintor e artista gráfico. Dedicou-se regularmente à pintura a partir de 1950, com seu mestre Volpi. Foi um dos pioneiros do concretismo, com o qual rompeu anos mais tarde, para fazer uma pintura mais solta, através de seu diálogo com a cor e da interação com a luz em contato com a natureza. Expõs individualmente a partir de 1961 e coletivamente desde 1955, sempre com premiações. JULIO LOUZADA, vol. 4 pág. 401; ITAÚ CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 928; LEONOR AMARANTE, pág. 75.



327 - IGNÁCIO DA NEGA (1945)

"A pelada na beira da praia" - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior direito e dorso - 2014 -

Natural de Surubim, PE. Iniciou-se na decoração de andores de procissão, ajudando a sua mãe. Recebeu orientação de Alaerte Bandim. Em São Paulo, orienta-se com M. Boy e Iracema Arditi. Seu tema preferido são as cenas típicas do nordeste. Participou de diversas exposições coletivas e individuais. JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 511. Acervo FIEO. -



328 - ROBERTO BURLE MARX (1909 - 1994)

Composição - serigrafia - 75/120 - 60 x 68 cm - canto inferior direito na tela serigráfica -
Edição póstuma com relevo seco do Projeto Burle Marx.-

Nasceu em São Paulo e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, paisagista, arquiteto, desenhista, pintor, gravador, litógrafo, escultor, tapeceiro, ceramista, designer de jóias, decorador. Durante a infância viveu no Rio de Janeiro. Foi com a família para a Alemanha, em 1928. Em 1929, freqüentou o ateliê de pintura de Degner Klemn. Nos jardins e museus botânicos de Dahlen, em Berlim, entusiasmou-se ao encontrar exemplares da flora brasileira. De volta ao Brasil, fez curso de pintura e arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1930 - 1934), onde foi aluno de Leo Putz , Augusto Bracet e Celso Antônio. Seu primeiro projeto paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, em 1932. Entre 1934 e 1937, ocupou o cargo de diretor de parques e jardins do Recife, PE, onde passou a residir. Nesse período, foi com freqüência ao Rio de Janeiro e teve aulas com Candido Portinari e com o escritor Mário de Andrade. Em 1937, retornou ao Rio de Janeiro e trabalhou como assistente de Candido Portinari. Foi em 1949, conforme sua paixão por plantas e seu interesse por botânica e jardinagem, que Burle Marx adquiriu um sítio em Barra de Guaratiba, RJ. Com auxílio de botânicos, viajou, coletou, catalogou exemplares de plantas do Brasil e reproduziu em seu sítio a diversidade fitogeográfica brasileira. Em 1985 doou esse sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.Realizou muitas exposições individuais e projetos paisagísticos, participou de diversas mostras oficiais coletivas pelo Brasil e no exterior. PONTUAL, PÁG. 94; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 93; MEC. VOL.1, PÁG.303; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 738; LEONOR AMARANTE, PÁG. 98; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 179; artnet.com. ACERVO FIEO.



329 - ELAINE PESSOA (1968)

"Inminutos V" - Impressão fotográfica por cianotipia - 20 x 20 cm - não assinado -

Artista plástica nascida em São Paulo. Cursou Artes Plásticas na FAAP-SP, também se formou em Farmácia Industrial e é pós-graduada em Fotografia pela FAAP-SP e Administração da Produção pela Fundação Vanzolini Poli, USP-SP. Realizou residências artísticas na França (2005) e na Inglaterra (2007, 2008, 2009). Tem participado de muitas mostras e exposições coletivas oficiais pelo Brasil e exterior. Foi premiada em: Caracas, Venezuela (2004); Atibaia, SP (2011); Vinhedo, SP (2013). elainepessoa.com.br; fotoimagemearte.com.br; olhave.com.br/2015/02/tempo-arenoso/.



330 - CARLOS TENIUS (1939)

"Radar III" - escultura em ferro - 45 x 25 x 04 cm - dorso -

Gaúcho de Porto Alegre, CARLOS Gustavo TENIUS é escultor, cuja técnica estudou com Fernando Corona na Escola de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Seus conceitos são expressados com técnica artesanal admirável, revelando uma textura correta e coerente que jamais conduz à monotonia de uma superfície. JULIO LOUZADA, vol. 9 pág. 854; RGS, pág. 127; ITAÚ CULTURAL.



331 - FABIO MAGALHÃES (1942)

Figuras - desenho a nanquim e aquarela - 34 x 38 cm - canto inferior esquerdo - 1979 -

Pintor e desenhista natural da cidade de São Paulo, SP. Estudou desenho e pintura com Nelson Nóbrega, em SP (1961) e fez o curso de História da Arte com Wolfgang Pfeiffer, no MASP-SP. Foi aluno do Instituto de Arte e Arqueologia de Paris (1964), quando entrou em contato com Edonard Jaguer e outros ativistas de Phases, movimento internacional de artistas plásticos. Expõe individualmente desde 1962 e coletivamente a partir de 1960. MEC, vol 3, pág. 38; PONTUAL, pág. 328, TEIXEIRA LEITE, pág. 299 ITAUCULTURAL.



332 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Gato Laranja" - Acrílica sobre papel cartão - 30 x 42 cm - canto inferior esquerdo - Década de 2000 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins. -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



333 - EDGARD OEHLMEYER (1909 - 1967)

Flores - óleo sobre tela - 64 x 52 cm - canto inferior direito - 1950 -
Com carimbo do LV Salão Nacional de Belas de 1950, no dorso.-

Pintor nascido em Rio Claro e falecido em São Paulo. Nessa cidade cursou pintura com o prof. Carlos Hadler na Escola Profissional. Foi discípulo de Amadeo Scavone e Antonio Rocco. Realizou exposição individual em São Paulo (1941). Participou de várias edições do Salão Paulista de Belas Artes, SP; do Salão Nacional de Belas Artes, RJ e outras mostras oficiais. Foi premiado em: São Paulo (1939, 1940, 1946, 1949, 1953, 1962); Rio de Janeiro (1947). TEODORO BRAGA, PÁG. 175; MEC. VOL.3, PÁG. 291; MAYER/1984, PAG. 1070; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 362; PONTUAL, PÁG. 389; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 686; www.museuvirt.com.br.



334 - GIOVANNI FATTORI (1825 - 1905)

Carro de Bois - aquarela - 24 x 30 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e gravador nascido em Livorno e falecido em Florença, ambas na Itália. De origem humilde e modesta, começa a pintar em sua cidade natal e vai para Florença, em 1846, trabalhar no ateliê de Giuseppe Bezzuoli, antes de se inscrever na Academia. Em 1869 foi nomeado professor da Academia de Florença. É considerado o principal representante dos 'macchiaioli'. Expôs em Munique, Viena e Filadélfia, onde ganhou medalhas. Em Paris, recebeu uma menção honrosa em 1889 e uma medalha de ouro na Exposição Universal, em 1900. Possui obras em vários museus da Europa. BENEZIT, VOL.4, PÁG. 282; ART PRICE; ART VALUE; ART NET.



335 - ANTOINE VOLLON (1833 - 1900)

Natureza morta - óleo sobre madeira - 53 x 42 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e gravador francês nascido em Lyon e falecido em Paris. Iniciou-se como aprendiz de um gravador, cursou a Escola de Belas Artes de Lyon (1850-1853) onde foi aluno do gravador Vibert e trabalhou como decorador de panelas e fogões. Em 1859 mudou-se para Paris e conviveu com Théodule Ribot, François Bonvin, Daubigny e Daumier. Autodidata como pintor, expôs nas edições do 'Salon' desde 1864. Foi premiado em Lyon (1852 – gravura), em Paris (1865, 1868, 1869, 1878, 1900) e foi oficial da Legião de Honra. Em 1879, Edmond Renoir – irmão do pintor impressionista Pierre-August Renoir, organizou uma exposição retrospectiva de suas obras e por isso foi eleito membro do 'Institute de France' (1894). BENEZIT VOL. 10, PÁG.565; ITAU CULTURAL; www.wildenstein.com; www.nationalgallery.org.uk; www.stephenongpin.com; www.frick.org; www.metmuseum.org; www.artprice.com; www.artnet.com.



336 - ESCOLA DE WATEAU

Figuras na paisagem - óleo sobre tela - 46 x 61 cm - não assinado -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")



337 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Paisagem - óleo sobre tela - 60 x 81 cm - canto inferior direito -
João Augusto.- Com etiqueta de Documenta Galeria de Arte - São Paulo - SP, no dorso.-



338 - MENASE WAIDERGORN (1927)

Recanto de biblioteca - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito -

Pintor nascido em Hotin, Romênia. Seus pais vieram para o Brasil (1932) fixando residência em São Paulo. Ingressou na Associação Paulista de Belas Artes (fim da década de 1940), onde conheceu Dario Mecatti. Viajou pelo norte da África e Europa. Participou de diversos salões, coletivas oficiais e recebeu diversos prêmios. JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 1011; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



339 - HANS STEINER (1910 - 1974)

Paisagem - gravura - 40 x 30 cm - canto inferior direito -

Natural da Áustria, veio ainda jovem para o Brasil. Pintor, desenhista e gravador, estudou no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro. Foi discípulo de Eurico Alves e Carlos Oswald, que teve influência decisiva na sua vida. Participou de numerosas exposições coletivas no Rio de Janeiro, de 1937 a 1941. Expôs em Viena, na Áustria. MEC. vol. 4, pág. 341



340 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulata - litografia aquarelada - H.C. - 31 x 27 cm - canto inferior direito -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



341 - HERNANI DE IRAJÁ (1895 - 1969)

Nu - óleo sobre tela - 46 x 38 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor, escultor, caricaturista, desenhista, escritor, crítico e médico. Natural de Santa Maria da Boca do Monte, RS, faleceu no Rio de Janeiro. Depois da medicina, sua formação artística ocorreu em Porto Alegre, mais tarde em São Paulo e Rio de Janeiro sob orientação de Eugênio Latour, John Reidel e C.B. Queirós. Como pintor, participou de Salões oficiais (1924 a 1954), no Rio de Janeiro, onde obteve várias premiações. Realizou muitas individuais pelo país. Sua obra se encontra no Museu Nacional de Belas Artes, RJ. Colaborou em jornais cariocas e gaúchos, enquanto caricaturista, sob os pseudônimos de Artir, J. do Sul e Guerra a Pixe. TEODORO BRAGA, PÁG. 310; MEC, VOL.2, PÁG. 366; PONTUAL, PÁG.273; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG.. 484.



342 - IONE SALDANHA (1921 - 2001)

Composição - guache - 22 x 28 cm - canto inferior esquerdo -

Pintora, escultora e desenhista nascida em Alegrete, RS e falecida no Rio de Janeiro. Realizou seus primeiros estudos no Rio de Janeiro, no ateliê de Pedro Luís Corrêa de Araújo (1948). Estudou a técnica de afresco em Paris, na ‘Académie Julian’, e em Florença, na Itália (1951). Realizou exposições individuais em: Rio de Janeiro (1956, 1959, 1962, 1965, 1968, 1971, 1981, 1984, 1987, 1988,1990); São Paulo (1956, 1983, 1985, 1987); Santiago do Chile, Chile (1961); Berna, Suíça (1963, 1964); Roma, Itália (1964). Em 1969 recebeu o prêmio de viagem ao exterior no 7º Resumo de Arte do Jornal do Brasil e foi para os Estados Unidos e Europa. Participou de várias edições da Bienal de São Paulo, com prêmio aquisição em 1967 e sala especial em 1975 e 1979. Em 2001 foi realizada a retrospectiva ’Ione Saldanha e a Simplicidade da Cor’, no Museu de Arte Contemporânea de Niterói - MAC/Niterói. PONTUAL PÁG.468; MEC VOL. 4, PÁG. 150; JULIO LOUZADA, VOL. 3, PÁG. 1004; VOL. 5, PÁG. 916; ITAUCULTURAL; RGS PÁG. 263; www.macvirtual.usp.br; www.margs.rs.gov.br; www.cultura.rj.gov.br; www.galeria-ipanema; www.artprice.com.



343 - NEWTON MESQUITA (1948)

"Transparente" - acrílico sobre tela - 70 x 70 cm - canto inferior direito - 1982 -

Pintor e gravador paulistano, Newton Mesquita é inquieto; provoca a sua arte com novos experimentos e técnicas. Desenhista de mão cheia, solta o traço com habilidade, recriando imagens, cores e texturas. JULIO LOUZADA, vol. 9, pág. 578; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO.



344 - MANOEL BANDEIRA (1900 - 1964)

"Sobrado Patriarchal do Recife, Século XIX" - desenho a nanquim - 40 x 51 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista e ilustrador nascido em Escada, PE e falecido em Recife, PE. Assinava M. Bandeira ou Manoel com a letra o, no sentido de marcar a pequena diferença em relação ao nome do poeta, também pernambucano, Manuel Bandeira. Iniciou-se como autodidata em 1912. Ilustrou jornais, revistas e livros no Recife e em outras capitais. Funcionário do Arquivo Público Estadual de Pernambuco, do Museu do Estado e do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado, frequentou o Liceu de Artes e Ofícios de Recife. Ilustrou o ‘Livro do Nordeste’ - edição comemorativa do centenário do Diário de Pernambuco (1925), ‘Olinda - 2º Guia Prático Histórico e Sentimental da Cidade Brasileira’ de Gilberto Freire, edições especiais d’O Jornal, Rio de Janeiro, dedicadas a Pernambuco e Minas Gerais. Em ‘Crônicas da Província do Brasil’ (1936), o poeta Manuel Bandeira faz-lhe referências críticas, considerando-o um dos melhores intérpretes da nossa arquitetura colonial. Postumamente, em1984, foi publicado o livro’ Desenhos de Manoel Bandeira’, pela Secretaria de Turismo de Pernambuco. MEC VOL. 1, PÁG. 177; PONTUAL PÁG. 50; basilio.fundaj.gov.br; www.brasilartesenciclopedias.com.br; books.google.com.br.



345 - MARIO GRUBER (1927 - 2011)

Menino Cipó - óleo sobre tela - 61 x 46 cm - canto inferior direito e dorso - Década de 1940 -
Com estudos no dorso.-

Pintor, desenhista, gravador, escultor, muralista - Mário Gruber Correia nasceu em Santos, SP. Autodidata, começou a pintar em 1943. Mudou-se para São Paulo em 1946 e matriculou-se na Escola de Belas Artes, onde foi aluno do escultor Nicolau Rollo. Em 1947, ganhou o primeiro prêmio de pintura na exposição do grupo ’19 Pintores’. No ano seguinte realizou sua primeira exposição individual e passou a estudar gravura com Poty e a trabalhar com Di Cavalcanti. Recebeu bolsa de estudo em 1949, foi morar em Paris, onde estudou na ‘École Nationale Supérieure des Beaux-Arts’ com o gravador Édouard Goerg e trabalhou com Candido Portinari. Retornou ao Brasil em 1951 e fundou o Clube de Gravura (posteriormente Clube de Arte) em sua cidade natal, onde voltou a residir. Foi professor de gravura no Museu de Arte Moderna de São Paulo em 1953 e na Fundação Armando Álvares Penteado entre 1961 e 1964. De 1974 a 1978, morou em Paris, depois, ao retornar ao Brasil, morou em Olinda, Pernambuco. Em 1979, montou ateliê em Nova York. De volta a São Paulo, realizou obras de grande porte em espaços públicos como a estação Sé do Metrô e o Memorial da América Latina. Além de ter realizado muitas exposições individuais, participou de várias mostras e salões oficiais: Salão Paulista de Arte Moderna; Panorama da Arte Moderna Brasileira; Bienal Internacional de São Paulo e na França, Espanha, Estados Unidos, Colômbia, Holanda, Finlândia, Alemanha. PONTUAL, PÁG. 253; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 370; MEC, VOL. 1, PÁG. 466; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 448; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.649; ARTE NO BRASIL, PÁG. 803; LEONOR AMARANTE, PÁG. 376; ACERVO FIEO.



346 - JOSÉ JOAQUIM MONTEIRO FRANÇA (1875 - 1944)

Barcos no Rio Sena - pastel - 29 x 38 cm - canto inferior direito - 1903 - Paris -

Natural de Pindamonhangaba SP, onde nasceu em 21 de outubro e falecido nesta Capital, SP, em 24 de março. No Rio de Janeiro, foi aluno de Henrique Bernardelli e de Bérard na ENBA. Na Europa, onde passou parte de sua vida artística, decorou em 1906, o Pavilhão do Brasil na Exposição Internacional em Turin, Itália. "(...) Monteiro França dedica-se à análise de sua sensação visual, levando-a a um altíssimo grau de intensidade colorida, de maneira que cor e forma constituem um todo. A aplicação da massa em toques horizontais e verticais, a estilização geométrica dos volumes na estrutura interna dos planos revelam a longínqua influência de Cézanne, profundo renovador da pintura mundial nas primeiras décadas do século XX". Dominique Edouard Baechler, in Pintura acadêmica: Pintura de gênero: obras primas de uma coleção paulista : 1860-1920. São Paulo: Imprensa Oficial, 1982. LAUDELINO FREIRE, pág. 513; TEODORO BRAGA, pág. 164; REIS JUNIOR, pág. 366; MAYER/84, pág. 1040; JULIO LOUZADA, vol.11, pág.216; ITAÚ CULTURAL; TEIXEIRA LEITE, pág. 332.



347 - CARYBÉ (1911 - 1997)

Capoeira - desenho a nanquim - 22 x 30 cm - canto inferior direito -

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



348 - FUKUDA (1943)

Composição - acrílico sobre tela - 80 x 80 cm - canto inferior direito -

Pintor, gravador e escultor, Roberto Kenji Fukuda nasceu em Indiana, SP. Iniciou-se na pintura com orientação de seu pai, o pintor Tamotsu Fukuda, um dos imigrantes japoneses pioneiros no Brasil. Como escultor foi o responsável pela criação do monumento comemorativo aos Jogos Pan-Americanos, do Rio de Janeiro (2007). Realizou exposições individuais em: Lins, SP (1963); Rio de Janeiro (1988, 1989); São Paulo (1988,1991); Curitiba, PR (1989); Brasília, DF (1989); Belo Horizonte, MG (1991). Participou de várias mostras coletivas pelo Brasil, Alemanha, França e Estados Unidos. JULIO LOUZADA, VOL. 11, PÁG. 120; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO; www.galeriamaradolzan.com.br.



349 - MARIO CRAVO JR (1923)

"Capoeira" - guache - 43 x 32 cm - canto inferior direito - 1955 -
Com dedicatória.-

Escultor. Após realizar seus estudos, primeiro com um santeiro baiano,e depois com Cozzo, seguiu para os Estados Unidos, aperfeiçoando-se ali com Mestrovic (1949). Teve o prêmio de escultura na II Bienal de São Paulo, e tem participações em várias exposições, dentro e fora do Brasil. Professor de gravura na Universidade da Bahia. Sua escultura, de cunho expressionista, divide-se em duas fases: a figurativa (santos e imagens na tradição barroca) e não figurativa (experiências formais). Mário Cravo trabalha a madeira e o metal com perícia idêntica. Permaneceu na Europa (Berlim e outros centros) entre 1963 e 1964. MEC,vol. 1, págs. 495 a 497; PONTUAL, págs. 150/1; JULIO LOUZADA, Ed./85, págs. 281/2; BENEZIT, vol. 3, pág. 261; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 638; ARTE NO BRASIL, pág. 846; LEONOR AMARANTE, pág. 23.



350 - DICINHO (1945)

Figura - escultura em papier marchê - 53 x 63 x 05 cm - não assinado -
No estado.-

Artista plástico nascido em Jequié, BA. Realizou exposições individuais em São Paulo (1975 – MASP, 1983 - SESC Pompéia e Vila Nova, Galeria Seta), Salvador (1975), Jequié, BA (2009) e participou de mostras coletivas em São Paulo, Salvador, Tóquio – Japão. Foi premiado pelo SESC Pompéia. www.processoedecisao.com.br.



351 - CARLOS PAEZ VILARÓ (1923 - 2014)

Sol - serigrafia - 30 x 42 cm - canto inferior esquerdo -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Importante artista uruguaio, nascido em Montevideo, em 1/11/1923. Desde cedo envolveu-se com as artes gráficas, trabalhando na imprensa em Barracas e Avellaneda, em Buenos Aires. Com paixão desenfreada, o autor passou a dedicar-se inteiramente nos temas do Candomblé e da dança afro-oriental. Esses mesmos temas o motivaram a fazer uma longa viagem aos países onde a raça negra predomina, tais como Senegal, Liberia, Congo, etc, com uma produtiva passagem pelo Brasil. Conheceu Picasso, Dali, De Chirico e Calder em seus ateliês. Participou de diversas exposições e realizou muitos murais por onde andou, sempre com muito sucesso de público e crítica.



352 - LIBINDO FERRAZ (1877 - 1951)

"Ribeira" - óleo sobre tela - 24 x 35 cm - canto inferior direito - 1949 - Ilha do Governador -

Nasceu em Porto Alegre-RS, e faleceu no Rio de Janeiro-RJ. Pintor e professor. Realizou estudos artísticos na Itália. Foi um dos fundadores, em 1908, do Instituto de Belas Artes de Porto Alegre, onde lecionou até 1936. MEC, vol. 2 - pág. 150; PONTUAL-pág. 207; LAUDELINO FREIRE pág. 518.



353 - POTTY LAZZAROTO (1924 - 1998)

Figura - litografia - Prova - 34 x 28 cm - canto inferior direito -

Gravador, desenhista, ilustrador, muralista, escritor e professor, Napoleon Potyguara Lazzarotto nasceu e faleceu em Curitiba, PR. Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1942 e estudou pintura na Escola Nacional de Belas Artes . Frequentou o curso de gravura com Carlos Oswald no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro. Em 1946 viajou para Paris, onde permaneceu por um ano, como bolsista do governo francês. Estudou litografia na ‘École Supérieure des Beaux-Arts’. Em 1950 fundou, juntamente com Flávio Motta , a Escola Livre de Artes Plásticas na qual lecionou desenho e gravura. Nessa época organizou o primeiro curso de gravura do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand. Organizou ao longo da década de 1950 cursos sobre gravura em Curitiba, Salvador e Recife. Nos anos de 1960 teve destaque como muralista, com diversas obras em edifícios públicos e particulares no país e no exterior como: o da Casa do Brasil, em Paris (1950) e o painel para o Memorial da América Latina, em São Paulo (1988). Teve relevante atuação como ilustrador de obras literárias como as de Jorge Amado, Graciliano Ramos, Euclides da Cunha e Dalton Trevisan, entre outros. Realizou diversas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais tanto pelo Brasil como no exterior. Foi premiado várias vezes. A partir dos anos de 1980 foram lançadas várias publicações sobre sua produção, entre elas: ‘Poty, o artista gráfico’, de Orlando Silva (1980); ‘Poty Ilustrador’, de Antônio Houaiss (1988); ‘Poty: Trilhos, Trilhas e Traços’, de Valêncio Xavier Niculitcheff (1994), ‘Poty: o lirismo dos anos 90’, de Regina Casillo (2000). MEC VOL. 3, PÁG. 433; PONTUAL PÁG. 437; JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 929; VOL. 11, PÁG. 254; WALTER ZANINI PÁG. 602; ARTE NO BRASIL PÁG. 883. ACERVO FIEO; ITAU CULTURAL; www.cultura.pr.gov.br; www.curitiba-parana.net; www.artprice.com; www.fundacaoculturaldecuritiba.com.br.



354 - MAURICIO NOGUEIRA LIMA (1930 - 1999)

Composição - desenho a nanquim - 25 x 24 cm - dorso - 1950 -

Natural da cidade do Recife, PE, o autor foi pintor, arquiteto, desenhista e professor. Frequentou o Instituto de Belas Artes de Porto Alegre, o MAM-SP e diplomou-se em arquitetura pela Faculdade Mackenzie-SP. Ligado ao grupo Ruptura, Maurício tornou-se um artista de acentuados princípios racionais, sendo o autor de algumas introduções no campo da animação ótica dos espaços, na seriação das construções e ainda na busca específica de retículas coloridas.Participou do Salão Paulista de Arte Moderna, onde obteve, dentre outros, o 1º Prêmio em Cartaz (1951 e 1957). Participou também do movimento de arte concreta, figurando nas exposições do MAM-SP (1956), no MEC-RJ (1957), na Exposição Internacional de Arte Concreta, em Zurique (1960), etc JULIO LOUZADA, vol 1, pags 678 e 679; ITAU CULTURAL.



355 - TIKASHI FUKUSHIMA (1920 - 2001)

Composição - óleo sobre tela - 100 x 40 cm - canto inferior direito - 1971 -
Reproduzido na quarta capa do catálogo deste leilão.-

Pintor e gravador, natural da cidade japonesa de Fukushima, faleceu em São Paulo. Veio para o Brasil em 1940, fixando-se em Lins, SP. Recebendo influência de Manabu Mabe, começou a se interessar por pintura. Em 1946, seguiu para o Rio de Janeiro, onde estudou com Tadashi Kaminagai e, entre 1947 e 1948, frequentou aulas na Escola Nacional de Belas Artes. Em 1949, mudou-se para São Paulo e montou uma oficina de molduras no que passou a ser ponto de encontro dos artistas de tendências afins e que formaram, em 1950, o Grupo Guanabara. Nesse período, integrou também o Grupo Seibi. Entre 1977 e 1990, foi presidente da Comissão de Artes Plásticas da Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa. Em 1979, foi membro da Comissão de Artes da Fundação Brasil-Japão de Artes Plásticas. Realizou muitas exposições individuais e participou de diversas mostras coletivas e Salões oficiais no Brasil e pelo mundo. Em 2001, a Pinacoteca do Estado de São Paulo, exibiu uma mostra retrospectiva de sua obra. JULIO LOUZADA, VOL. 13 PÁG. 141; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 210; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 644; LEONOR AMARANTE, PÁG. 383; artnet.com; arcadja.com.



356 - MARIO MAREL AGOSTINELLI (1915 - 2000)

Natureza morta - óleo sobre tela - 50 x 65 cm - canto inferior direito -

Nasceu em Arequipa, Peru. Pintor e escultor. Ativo no Rio de Janeiro, cidade onde se radicou. Estudou na Escola Nacional de Belas Artes de Lima, Peru, com Daniel Hernandes. Fez cursos de aperfeiçoamento na Argentina, França, Itália e Brasil. Expôs individualmente em 1946 e 1966, na Galeria BoninoRJ e coletivamente a partir de 1943. Suas pinturas de cenas e tipos populares, revela virtuosismo de execução e vivacidade de colorido que assume aspecto suntuoso, particularidade acentuada pelo cronista Rubem Braga, na apresentação que fez do artista (1966). WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 15; MEC, vol 1, pág. 38; PONTUAL, págs. 5 e 6; JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 31; ITAU CULTURAL.



357 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Barcos - óleo sobre tela - 32 x 26 cm - canto inferior direito ilegível -



358 - ALBERTO DA VEIGA GUIGNARD (1896 - 1962)

Estudos - desenho a lápis - 21 x 28 cm - canto inferior direito - 1955 -
Com diversos estudos no dorso e com a seguinte dedicatória: "Para Dona Lúcia Machado de Almeida, offerece Guignard, 1955".-

Pintor, professor, desenhista, ilustrador e gravador, Alberto da Veiga Guignard nasceu em Nova Friburgo, RJ e faleceu em Belo Horizonte, MG. Mudou-se com a família para a Europa em 1907. Em dois períodos, entre 1917 e 1918 e entre 1921 e 1923, frequentou a Real Academia de Belas Artes de Munique, onde estudou com Hermann Groeber e Adolf Hengeler. Aperfeiçoou-se em Florença e em Paris, onde participou do Salão de Outono. Retornou para o Rio de Janeiro em 1929 e integrou-se ao cenário cultural por meio do contato com Ismael Nery. Participou do Salão Revolucionário de 1931, e foi destacado por Mário de Andrade como uma das revelações da mostra. Em 1941, integrou a Comissão Organizadora da Divisão de Arte Moderna do Salão Nacional de Belas Artes, com Oscar Niemeyer e Aníbal Machado. Em 1943, passou a orientar alunos em seu ateliê e criou o Grupo Guignard. A única exposição do grupo, realizada no Diretório Acadêmico da Escola Nacional de Belas Artes, foi fechada por alunos conservadores e reinaugurada na Associação Brasileira de Imprensa. Em 1944, a convite do prefeito Juscelino Kubitschek, transferiu-se para Belo Horizonte e começou a lecionar e dirigir o curso livre de desenho e pintura da Escola de Belas Artes, por onde passaram Amilcar de Castro, Farnese de Andrade e Lygia Clark, entre outros. Permaneceu à frente da escola até 1962, quando, em sua homenagem, esta passou a chamar-se Escola Guignard. Participou da Bienal de Veneza (1928, 1952); da Bienal Internacional de São Paulo (1951) e outras. PONTUAL, PÁG. 254; MEC, VOL. 2, PAG. 304; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 236; JULIO LOUZADA, VOL. 10, PÁG. 404; ART PRICE ANNUAL 2000, PÁG. 1013; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 373; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 559; ARTE NO BRASIL, PÁG. 505; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28; www.pinturabrasileira.com; www.brasilescola.com; web.artprice.com.



359 - PERCY LAU (1903 - 1972)

Vendedor de frutas - desenho a lápis e crayon - 23 x 15 cm - canto inferior direito -

Desenhista, ilustrador, gravador e pintor, nascido em Arequipa, Peru e falecido no Rio de Janeiro. Em 1921, transferiu-se para Olinda, PE. Foi um dos fundadores do Movimento de Arte Moderna do Recife e lá compartilhou o ateliê com Augusto Rodrigues. Em 1938, estudou no Liceu de Artes e Ofícios com Carlos Oswald, no Rio de Janeiro. Durante 30 anos, foi ilustrador do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que reeditou ‘Tipos e Aspectos do Brasil ‘(1960), baseando-se em textos da Revista Brasileira de Geografia, com desenhos do artista. Criou ilustrações para muitos livros e, em 1963, foi premiado como o melhor ilustrador do ano, conferido pela Câmara Brasileira do Livro, referente ao livro ‘Santa Maria do Belém do Grão-Pará’, de Leandro Tocantins. Em 2000, o Museu Nacional de Belas Artes, RJ promoveu a exposição ‘Percy Lau: um Desenhista e seu Traço'. Realizou exposição individual no Peru (1964) e em Recife, PE (1972). Participou de muitos Salões oficiais, inclusive em Paris (1946) e em Londres (1949). Foi premiado no Rio de Janeiro em 1938, 1953 e 1970. BENEZIT VOL.6, PÁG.472; TEODORO BRAGA PÁG. 192; PONTUAL PÁG. 300; MEC VOL. 2, PÁG. 443; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 602; ARTE NO BRASIL PÁG. 879; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 523; www.desenhandoobrasil.com.br; www.opapeldaarte.com.br; www.artprice.com.



360 - TAPETE ORIENTAL,


Feito a mão, de lã, Indiano, medindo 237 x 170 cm = 4,02 m².-



361 - MOBY (1922 - 1978)

Maternidade - óleo sobre tela - 40 x 32 cm - canto inferior direito - 1973 -

Moby, nome artístico de Mogns Osterbie, natural de Copenhagem, Dinamarca. Pintor e desenhista, frequentou na sua cidade natal a Escola de Arte Decorativa e a Real Academia de Belas Artes. No Brasil, fixou-se em São Paulo, onde realizou diversas individuais, cuja crítica, principalmente de Quirino da Silva, lhe foram favoráveis, transcrevendo comentários de Mário Schenberg. PONTUAL, pág. 363; MEC, vol. 3, pág. 1; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



362 - CARLOS SCLIAR (1920 - 2001)

"Taça" - vinil encerado - 37 x 13 cm - canto superior esquerdo e dorso - 21-11-1970 - Cabo Frio -

Desenhista, gravador, pintor, ilustrador, cenógrafo, roteirista e designer gráfico que nasceu em Santa Maria da Boca do Monte, RS e faleceu no Rio de Janeiro. Assina Scliar. Estudou com Gustav Epstein, em Porto Alegre, em 1934. Participou, em 1938, da fundação da Associação Riograndense de Artes Plásticas Francisco Lisboa. Entre 1939 e 1947, residindo em São Paulo, integrou a Família Artística Paulista - FAP. No Rio de Janeiro, escreveu e dirigiu em 1944 o documentário 'Escadas', sobre os pintores Arpad Szenes e Vieira da Silva com os quais conviveu desde 1941. Convocado pela Força Expedicionária Brasileira - FEB, participou da Segunda Guerra Mundial, na Itália. Morando em Paris de 1947 a 1950, cursou gravura com Galanis na Escola de Belas Artes e teve contato com o gravador mexicano Leopoldo Méndez. De volta ao Brasil, fundou com Vasco Prado o Clube de Gravura de Porto Alegre. Em 1956, passou a viver no Rio de Janeiro. Foi diretor do departamento de arte da revista 'Senhor' entre 1958 e 1960. Fundou a editora Ediarte, em 1962, com os colecionadores Gilberto Chateaubriand, Michel Loeb, Carlos Nicolaievski e o pintor José Paulo Moreira da Fonseca. Realizou durante toda sua vida exposições individuais e participou de inúmeras coletivas e Salões oficiais, recebendo muitos prêmios. Também foram realizadas várias exposições póstumas. MEC VOL.4, PÁG. 214; TEODORO BRAGA, PÁG. 66; WALMIR AYALA VOL.2, PÁG. 306 a 309; PONTUAL, PÁG. 479 e 480; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG.884; VOL.2, PÁG. 925; VOL.13, PÁG. 305; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; RGS, PÁG. 442; ACERVO FIEO.



363 - OCTÁVIO ARAÚJO (1926 - 2015)

Sonhando - desenho a nanquim - 44 x 33 cm - centro inferior -
Ex-coleção Aldemir Martins.-

Este importante artista brasileiro nasceu em Terra Roxa, SP. Em São Paulo foi aluno de Edmundo Migliaccio e José Barchitta, e teve por colegas, dentre outros, Luiz Sacilotto e Marcelo Grassmann, ao lado de quem, no Rio de Janeiro, com 20 anos de idade, expôs pela primeira vêz. Em 1947 integrou o Grupo dos 19. Trabalhou para Portinari em Paris, na confecção do grande mural Pescadores, com quem aprendeu a disciplina e a consciência profissional. Expôs em viagens que fêz pela China, na então União Soviética e nos Estados Unidos. Na sua obra é destaque a figura da mulher, em leitura ora fantástica, ora mágica, mas sempre perturbadora. TEIXEIRA LEITE, pág. 34; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 71; ARTE NO BRASIL, pág. 803; WALTER ZANINI, pág. 645; Acervo FIEO.



364 - ROSINA BECKER DO VALLE (1914 - 2000)

"O menino Bom de Jesus de Praga" - óleo sobre tela - 27 x 22 cm - canto inferior direito e dorso - 1992 -

Foi aluna de Ivan Serpa, no Atelier Livre de Pintura do MAM-RJ. Pintora ingênua ou naif, Rosina tem como principais temas as manifestações populares, como carnaval, capoeira, etc. Participa de coletivas oficiais desde 1957 (Salão Nacional de Arte Moderna-RJ). Diversas instituições possuem obras suas em acervo, tais como MAM-RJ, MAM-SP, Museu de Buenos Aires, Museu de Hamburgo, Alemanha, Fundação Castro Maia-RJ. etc WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 401; MEC, vol. 4, pág. 441; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 330; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 810.



365 - FULVIO PENNACCHI (1905 - 1992)

"Vila Toscana" - óleo sobre eucatex - 40 x 40 cm - canto superior direito e dorso - 1985 -
Reproduzido na quarta capa do catálogo deste leilão. Com etiqueta nº CC2-BC.010-85A do ateliê do autor, no dorso.-

Pintor, ceramista, desenhista, ilustrador, gravador, professor nascido na cidade de Villa Collemandina, Itália e falecido em São Paulo. Em 1924 foi para Lucca e iniciou sua formação artística no ‘Regio Istituto di Belle Arti’ onde teve aulas com o pintor Pio Semeghini. Mudou-se para São Paulo em 1929 e dedicou-se a diferentes atividades até 1933, quando passou a auxiliar Galileo Emendabili na execução de monumentos funerários. Em 1935, conheceu Francisco Rebolo, passou a frequentar seu ateliê e conviveu com os artistas do Grupo Santa Helena. Nessa mesma época integrou a Família Artística Paulista e iniciou a produção de painéis em afresco e óleo para residências, igrejas, hotéis e outras edificações, destacando-se os afrescos de grandes dimensões para a Igreja Nossa Senhora da Paz, no bairro do Glicério, executados entre 1941 e 1948. Em 1965, iniciou um período de recolhimento e manteve-se afastado das exposições e do circuito artístico. Em 1973, reabriu seu ateliê e recebeu diversas homenagens no Brasil e na Itália. Nesse mesmo ano conheceu a ceramista Eunice Pessoa e com ela desenvolveu um grande número de peças que foram expostas em 1975. Sem nunca ter abandonado as atividades artísticas, voltou a figurar em diversas mostras e continuou a produzir painéis em afresco. Em 1980, Pietro Maria Bardi publicou um livro sobre sua obra. Nove anos depois, foi lançado o livro ‘Ofício Pennacchi’, organizado por Valério Antonio Pennacchi, responsável também pela publicação, em 2002, do livro ‘Fulvio Pennacchi: Pintura Mural’. Importante retrospectiva da obra do artista foi realizada, em 1973, no MAM - São Paulo. TEODORO BRAGA, PÁG. 192; MEC, VOL, 3, PÁG. 365; WALMIR AYALA, VOL, 2, PÁG. 182; PONTUAL, PÁG. 416; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 784; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 740; ACERVO FIEO.



366 - GRYNER (1917 - 2009)

"Marinha" - óleo sobre tela - 37 x 54 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor, Rachmyl Mendel Gryner nasceu em Ilza, Polônia. Assina Gryner. Fez seus estudos artísticos na Europa. Transferiu-se para o Brasil em 1935 e aqui se aperfeiçoou no Liceu de Artes e Ofícios - RJ, onde foi aluno de Tomás Santa Rosa e Armando Vianna, entre outros. Cursou ainda cenografia na Escola Nacional de Belas Artes - RJ. Entre 1948 e 1950 voltou à Europa, passando por Polônia, Bélgica e França, expondo seus trabalhos. No Rio de Janeiro expôs individualmente (1966) e, entre 1952 e 1966, participou de Salões oficiais onde foi premiado. Realizou também obras em mosaico no Rio de Janeiro. JULIO LOUZADA VOL.6, PÁG.471; mosaicosdobrasil.tripod.com/id45.html.



367 - ANA CRISTINA ANDRADE (1953)

"Fugacidade II" - gravura em técnica mista - Prova única - 48 x 79 cm - lado direito -
Complemento de técnica: gravuras em metal, máscara e "chine collé". -

Ana Cristina Andrade Moreira é pintora, gravadora, desenhista, professora e designer vidreira. Iniciou sua formação artística na Escola Superior de Arte Santa Marcelina, SP (1972-1975). Aprendeu gravura em metal (1980-1990) com Iole Di Natale; técnicas de gravura na Scuola Internazionale di Gráfica em Veneza, Itália (1983); Gravura Especial com Evandro Carlos Jardim, no MAC-SP (1991); Técnica Calcográfica Experimental com Mario Benedetti, na FASM-SP (1997); Vitrofusão com Roberto Bonino. Exposições individuais: São Paulo, SP (1984, 1987, 1995, 2003); Bauru, SP (1989); “Projeto Interior com Arte” – Museu Banespa (1998 – Exposição itinerante pelo interior do Estado de São Paulo). Coletivas: Epinal, França (1975); São Paulo, SP (1974, 1982, 1984, 1985, 1986, 1988, 1994, 1995, 2000, 2002 a 2004, 2012 – SP ESTAMPA); Santo André, SP (1982); Novo Hamburgo, RS (1982); Taiwan, China (1983, 1985); San Juan, Porto Rico (1983); Santos, SP (1983); Cabo Frio, RJ (1983); Ribeirão Preto,SP (1984); Curitiba, PR (1984); Piracicaba,SP (1984); Veneza, Itália (1984, 1985); Campinas, SP (1985); São José do Rio Preto, SP (1986); Limeira, SP (1986); Washington D.C.,EUA (1991); Campos do Jordão, SP (1991); Kanagawa, Japão (1992); Maastricht, Holanda (1993); Illinois, EUA (1994); Cidade do México, México (1996); Jacareí, SP (1998); Budapeste, Hungria (1996); Uzice, Yuguslávia (1997); Ourense, Espanha (1994, 2006). Prêmios: São Paulo, SP (1974); Novo Hamburgo, RS (1982); Santos, SP (1983); Ribeirão Preto, SP (1984); Curitiba, PR (1984); Piracicaba, SP (1984); Campinas, SP (1985); São José do Rio Preto, SP (1986). JULIO LOUZADA, vol.1, pág. 62; vol.2, pág. 66; Acervo FIEO. ITAU CULTURAL.



368 - EMILE GODCHAUX (1860 - 1938)

Paisagem - óleo sobre tela colada em madeira - 116 x 89 cm - canto inferior esquerdo -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor francês com diversas participações em exposições e Salões oficiais como a Exposição Geral de Belas Artes realizada no Rio de Janeiro em 1905. Suas obras têm sido comercializadas em leilões pelo mundo. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 12, PÁG. 180; www.artprice.com; www.artnet.com; www.christies.com; www.arcadja.com.



369 - TARSILA DO AMARAL (1890 - 1973)

Paisagem - desenho a lápis - 15 x 24 cm - canto inferior direito -

Pintora e desenhista, Tarsila do Amaral nasceu em Capivari, SP e faleceu em São Paulo. Estudou escultura com William Zadig e com Mantovani, em 1916, na capital paulista. No ano seguinte teve aulas de pintura e desenho com Pedro Alexandrino, onde conheceu Anita Malfatti. Ambas tiveram aulas com o pintor Georg Elpons. Em 1920 viajou para Paris e estudou na ‘Académie Julian’ e com Émile Renard. Ao retornar ao Brasil formou em 1922, em São Paulo, o Grupo dos Cinco, com Anita Malfatti, Mário de Andrade, Menotti del Picchia e Oswald de Andrade. Em 1923, novamente em Paris, frequentou o ateliê de André Lhote, Albert Gleizes e Fernand Léger. Foi a criadora de duas das principais tendências ou movimentos de nossa arte nacionalista: o Pau Brasil e o Antropofagia. A convite da Comissão do IV Centenário de São Paulo fez, em 1954, o painel ‘Procissão do Santíssimo’ e, em 1956, entregou ‘O Batizado de Macunaíma’, sobre a obra de Mário de Andrade, para a Livraria Martins Editora. A retrospectiva Tarsila: 50 Anos de Pintura, organizada pela crítica de arte Aracy Amaral e apresentada no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo , em 1969, ajudou a consolidar a importância da artista. TEODORO BRAGA, PÁG. 220; REIS JR., PÁG.388; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 365; MEC, VOL. 4, PÁG. 370; PONTUAL, PÁG. 511; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 492; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 389; ARTE NO BRASIL, PÁG. 577; LEONOR AMARANTE, PÁG. 24; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 958.



370 - MARIA AMÉLIA DA SILVA (1925)

Santa - escultura em barro - 32 x 10 x 10 cm - dorso -

Nascida em Tracunhaém, PE. Conhecida como Maria Amélia de Tracunhaém. Iniciou-se ao lado do pai - mestre Dudi, louceiro, na arte do barro. Começou alisando panelas, depois passou à modelagem de pequenos animais que seu pai os vendia na feira do Recife; mais tarde, seus animais cresceram de tamanho e fez também carrancas. Após ter visto quadros com figuras de santos, na feira de Carpina, decidiu criá-los em barro dando início à sua produção de santos. Seu trabalho está representado no acervo do Museu do Homem do Nordeste da Fundação Joaquim Nabuco, Rio de Janeiro, e na coleção João Maurício Araujo Pinho no Museu Casa do Pontal, também no Rio de Janeiro. Recebeu, em 2011, o título de ‘Patrimônio Vivo de Pernambuco’, outorgado pelo Governo do Estado. LÉLIA COELHO FROTA - PEQUENO DICIONÁRIO DO POVO BRASILEIRO, SÉCULO XX; BETH LIMA E VALFRIDO LIMA - EM NOME DO AUTOR, ARTISTAS ARTESÃOS DO BRASIL; artepopularbrasil.blogspot.com.br.



371 - JORGE GUINLE FILHO (1947 - 1987)

Formas - aquarela - 18 x 28 cm - canto inferior esquerdo - 1984 -

Pintor, desenhista e gravador nascido e falecido em Nova York, EUA. Mudou-se com a família para o Brasil ainda no ano de seu nascimento e permaneceu no Rio de Janeiro até 1955. Desse ano até 1962, acompanhando a mãe, morou em Paris e, em seguida, em Nova York, onde residiu até 1965. Na França, em paralelo a sua formação regular, iniciou, como autodidata, estudos de pintura e frequentou museus e galerias de arte, prática que manteve quando se transferiu para os Estados Unidos. De 1965 a 1974 viveu no Rio de Janeiro e passou temporadas em Londres e Paris, cidade para onde retornou nesse último ano e se estabeleceu por mais três anos. Em 1977, voltou a residir no Rio de Janeiro. Seu trabalho ganhou repercussão e, na década de 1980, integrou as principais exposições de arte do país. A produção do artista, concentrada em seus últimos sete anos de vida, foi dedicada, sobretudo à pintura. Jorge Guinle foi um importante incentivador da revalorização da pintura promovida pelo grupo de jovens artistas conhecido como Geração 80. Participou da mostra ‘Como Vai Você, Geração 80?’, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage - EAV/Parque Lage, Rio de Janeiro, 1984, escreveu um texto para a edição especial da revista ‘Módulo’ dedicada a essa mostra, participou de várias exposições e eventos realizados por esses artistas e escreveu sobre suas obras. Participou também da 17ª e 18ª Bienal Internacional de São Paulo (1983 e 1985). Em 1985 recebeu o Prêmio de Viagem ao Estrangeiro no 8º Salão Nacional de Artes Plásticas, MAM-RJ. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL. 2, PÁG.482; LEONOR AMARANTE, PÁG. 312. ACERVO FIEO.



372 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Bahia - serigrafia - 22 x 15 cm - canto inferior direito na tela serigráfica -
Obra impressa por Ateliê Mário Della Parra - Serigrafias - Rio de Janeiro, RJ. -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



373 - PABLO PICASSO (1881 - 1973)

Rosto - litografia off set - 612/800 - 36 x 20 cm - assinado na matriz -
Edição póstuma.- (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista, escultor, gravador, ceramista, artista gráfico e designer, Pablo Ruiz Picasso nasceu em Málaga, Espanha e faleceu em Mougins, França. Filho de um pintor e mestre de desenho, foi extraordinariamente precoce dominando o desenho acadêmico ainda na infância. Em 1904 estabeleceu-se em Paris tornando-se o centro de um círculo de artistas e escritores de vanguarda como André Breton, Guillaume Apollinaire e Gertrude Stein. Revolucionário, genial, vanguardista, visionário são elogios que definiram Picasso como um dos mestres da pintura. Sua ampla biografia e sua obra representam a arte do século XX. Embora sua obra seja convencionalmente dividida em fases, Picasso trabalhava numa grande variedade de temas e estilos ao mesmo tempo. Sua pintura “Les Demoiselles d’Avignon” (1906-7) é tida como o marco mais importante no desenvolvimento da pintura contemporânea e o primeiro prenúncio do cubismo que desenvolveu em íntima associação com Braque e depois com Gris. Sua obra mais famosa “Guernica” (1937), pintada para o pavilhão espanhol da Exposição Universal de Paris de 1937, expressa toda sua revolta e horror à destruição de Guernica, capital do país basco, durante a Guerra Civil Espanhola (1936-1939). No campo da escultura foi um dos primeiros artistas a compor esculturas a partir da montagem de materiais variados (e não por modelagem ou entalhe) e fez uso brilhante de objetos encontrados. Também como artista gráfico inclui-se entre os maiores do século. Existem museus consagrados à sua obra em Paris e Barcelona, e outros exemplos de sua inigualável produção distribuem-se por museus do mundo inteiro. Foi o primeiro artista vivo a expor suas obras no Museu do Louvre, quando completou 90 anos. BENEZIT VOL.8, PÁG. 297; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 763; ITAÚ CULTURAL; COLEÇÃO FOLHA GRANDES MESTRES DA PINTURA VOL. 6; infoescola.com; guggenheim.org; moma.org; a rtprice.com; arcadja.com; christies.com.



374 - PAULO CLIMACHAUSKA (1962)

Números - óleo sobre papel - 30 x 20 cm -

Artista plástico nascido em São Paulo onde vive e trabalha. Formado em História e Arqueologia. Expõe individualmente desde 1992 e tem participado de muitas mostras e Salões oficiais, entre os quais: 26ª Bienal Internacional de São Paulo (2006); da 8ª Bienal de Cuenca, no Equador; da 14ª Bienal de San Juan, em Porto Rico; Bienal de Havana, em Cuba; Bienal de Lima, no Peru; da I Bienal Ceará América, em Fortaleza; Bienal do Mercosul, Porto Alegre (2011); quatro edições do Panorama da Arte Brasileira, MAM - SP. ITAU CULTURAL; www.pauloclimachauska.com; www.artprice.com; hemisphericinstitute.org; www.escolasaopaulo.org.



375 - ANTONIO POTEIRO (1925 - 2010)

Brincando de roda - óleo sobre tela - 60 x 80 cm - centro inferior e dorso -
Reproduzido no convite deste leilão.-

Português de Braga, viveu em São Paulo e Minas Gerais, radicando-se definitivamente em Goiânia, desde 1967. O sobrenome artístico Poteiro vem das obras em barro e cerâmica que trabalhou por mais de 12 anos, até se transformar no pintor original e vigoroso que foi. Amigo de Siron Franco, seu grande incentivador na pintura. WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 217; TEIXEIRA LEITE, págs 31 e 32; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 808; LEONOR AMARANTE, pág. 294, Acervo FIEO.



376 - TOMÁS SANTA ROSA (1909 - 1956)

Mulheres - aquarela - 20 x 16 cm - canto inferior direito -

Pintor, gravador, cenógrafo e professor. Oriundo da Paraíba, onde nasceu, fixou-se no Rio de Janeiro, iniciando em 1930 sua bem sucedida carreira de ilustrador de obras de autores estrangeiros e brasileiros, que inclui, dentre outros, Graciliano Ramos, José Lins do Rêgo, Jorge Amado, Castro Alves e muitos outros. Sua obra tem reconhecimento nacional e unanimidade de crítica, havendo se destacado em todas as áreas das artes que praticou. PONTUAL, pág. 472; TEIXEIRA LEITE, pág. 460; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 572; LEONOR AMARANTE.



377 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Paisagem - óleo sobre eucatex - 19 x 27 cm - canto inferior esquerdo ilegível -
Com a seguinte dedicatória no dorso: "Ao amigo e mestre Milton Pereira, com os meus agradecimentos. 19-06-1985. Rengaw".-



378 - WALDOMIRO DE DEUS (1944)

Crianças brincando - óleo sobre tela - 46 x 33 cm - centro inferior - 1973 -

Baiano de Boa Nova, Waldomiro de Deus é pintor e gravador. Em São Paulo desde 1960, expunha seus trabalhos nas praças da capital. Expõe em espaços oficiais desde 1965, inclusive no exterior. Ao todo já realizou mais de 100 exposições, com sucesso de crítica e de público. O seu trabalho mescla o misticismo religioso afro-baiano com elementos do cotidiano. ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 239; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO.



379 - TOMOO HANDA (1906 - 1996)

Paisagem - óleo sobre tela colada em eucatex - 63 x 77 cm - canto inferior direito - 1965 -

Pintor, desenhista e historiador. Natural de Utsonomiya, Japão, imigrou para o Brasil no início do séc. passado.Foi o grande precursor dos artistas nipo-brasileiros em atividade no País, cuja obra praticou com finura e lirismo. Foi o mestre inconteste de duas gerações de artistas que nele tinham seu líder. PONTUAL, 259; JULIO LOUZADA, vol. 2, 489; TEIXEIRA LEITE, pág. 242; ITAU CULTURAL ; WALTER ZANINI, pág. 587.



380 - INGRES SPELTRI (1940)

"Série alegria-alegria" - óleo sobre tela - 65 x 90 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor, desenhista, escultor, gravador e professor nascido em Jau, SP. Filho do pintor Augusto Speltri com quem se iniciou na pintura, ainda criança. Em 1959 mudou-se para São Paulo onde estudou Música (1960-1964). É professor titular da Escola Panamericana de Arte, SP. Realizou exposições individuais, em São Paulo, nos anos de 1977, 1981, 1978, 1984. Participou de várias mostras e Salões oficiais, sendo premiado em: São Paulo (1963, 1966, 1970, 1971); Santo André, SP (1976). JULIO LOUZADA VOL. 5, PÁG. 1012; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; MEC VOL. 4, PÁG. 338; PONTUAL PÁG. 504; www.artprice.com; www.speltri.com.



381 - OSCAR ROTHKIRCH (1880 - 1961)

Serra dos orgãos - gravura - 21 x 28 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, gravador e professor alemão. Realizou exposição individual com pinturas e gravuras (águas-fortes), em 1934, no Liceu de Artes e Ofícios – SP, onde se destacaram as águas-fortes coloridas por um processo de impressão com tintas a óleo desenvolvido pelo artista. Participou da Exposição Geral de Belas Artes, RJ em 1930 e 1933. ITAU CULTURAL; memoria.bn.br; www.artprice.com.



382 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Girassol - desenho a nanquim e aquarela - 57 x 20 cm - centro inferior - 1968 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins. -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



383 - ESCOLA CUZQUENHA, SÉC.XIX

São Isidro Lavrador - óleo sobre tela - 76 x 50 cm - não assinado -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")



384 - MILTON PEREIRA (1923)

"Recanto" - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito -

Impressionista, este pintor paulistano, premiado em várias de suas apresentações no Salão Paulista de Belas Artes, pinta sobretudo paisagens, marinhas e casario, destacando-se os seus óleos "in loco" de Embú, a cidade das artes. JULIO LOUZADA, vol. 11 pág. 243, Acervo FIEO.



385 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Vaso de flores - óleo sobre tela - 33 x 23 cm - centro inferior e dorso - Setembro - 1982 -
Reproduzido no convite deste leilão. Número 108-82 do ateliê do autor no dorso.-

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



386 - NILO SIQUEIRA (1943)

Natureza morta - óleo sobre tela colada em eucatex - 48 x 60 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor natural de Amparo-SP, com diversas participações em exposições coletivas e salões oficiais. JULIO LOUZADA, vol. 2 pág. 956, Acervo FIEO.



387 - DURVAL PEREIRA (1917 - 1984)

"As lavadeiras" - Litografia sobre tela - 72/103 - 37 x 54 cm - dorso -
Esta reprodução da tela "As lavadeiras" de Durval Pereira foi feita por processo exclusivo da litografia Mattavelli S.A. em edição limitada, assinada e autenticada sob o nº 72/103.-

Nascido e falecido em São Paulo onde foi pintor e professor ativo. Premiado com a Menção Honrosa no Salão Paulista de Belas Artes em 1944, passou a viver exclusivamente da pintura. Em 1946, estudou artes plásticas na Associação Paulista de Belas Artes. Pintava ao ar livre, aos domingos, com os pintores Salvador Rodrigues, Salvador Santisteban, Cirilo Agostinho, Jaime Dinis, Djalma Urban, Innocencio Borghese, e outros. Premiado praticamente em todos os Salões de que participou, acumulou, em toda sua carreira, 419 prêmios de todos os cantos do mundo. Recebeu ao todo, 15 comendas das mais importantes do Brasil. Nos últimos três anos de sua vida recebeu também todos os Primeiros Prêmios e Medalhas de Ouro nas exposições de Paris, Rouen, Lyon, Roma, Miami e Milão (o maior prêmio dado à pintura: ‘La Madonina de Milano’). MEC, vol. 3, pág. 368; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 749; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO; www.tntarte.com.br.



388 - OSWALDO GOELDI (1895 - 1961)

Na sala - xilogravura - 14 x 19 cm - canto inferior direito -

Desenhista, gravador e professor, nascido no Rio de Janeiro, filho de Emilio A Goeldi, naturalista suiço. A partir dos seis anos estudou na Suiça. Sua obra sofreu influência do expressionista austríaco Alfred Kubin. Retornando ao Brasil em 1919, realizou no Rio de Janeiro sua primeira exposição em 1921, no Liceu de Artes e Ofícios. Publicou albuns e ilustrou diversos e importantes livros. É artista altamente conceituado no País e no exterior, tendo merecido diversas homenagens póstumas, inclusive em filme. PONTUAL pág. 240; JULIO LOUZADA vol.11, pág130; MEC vol. 2, pág.271; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 521; ARTE NO BRASIL, pág. 672; Acervo FIEO.



389 - MENASE WAIDERGORN (1927)

Natureza morta - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito -

Pintor nascido em Hotin, Romênia. Seus pais vieram para o Brasil (1932) fixando residência em São Paulo. Ingressou na Associação Paulista de Belas Artes (fim da década de 1940), onde conheceu Dario Mecatti. Viajou pelo norte da África e Europa. Participou de diversos salões, coletivas oficiais e recebeu diversos prêmios. JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 1011; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



390 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

Índio - escultura em bronze - 50 x 27 x 18 cm - assinado -

Escultor, desenhista e pintor paulista nascido em Mococa, SP e falecido no Rio de Janeiro. Mudou-se com a família para Itália, e fixou-se em Roma (1913). Iniciou estudos de desenho e escultura com o professor Loss (1920). Participou de movimentos antifascistas e foi preso (1931) por motivos políticos. Foi extraditado para o Brasil (1935) por intervenção do embaixador brasileiro na Itália. Em 1937, viajou para Paris e frequentou as academias ‘La Grand Chaumière’ e ‘Ranson’, onde estudou com Aristide Maillol e conviveu com Henry Moore, Marino Marini e Charles Despiau. Em 1939, retornou a São Paulo e junto com Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Sérgio Milliet, entre outros, participou do Movimento Modernista; foi um dos membros da Família Artística Paulista e do Grupo Santa Helena. Em 1943, transferiu-se para o Rio de Janeiro. A convite do ministro Gustavo Capanema instalou ateliê no antigo Hospício da Praia Vermelha, onde orientou jovens artistas como Francisco Stockinger. Possui obras em espaços públicos como ‘Monumento à Juventude Brasileira’ (1947), nos jardins do antigo Ministério da Educação e Saúde, atual Palácio Gustavo Capanema - RJ; ‘Candangos’ (1960), na Praça dos Três Poderes, e ‘Meteoro’ (1967), no lago do edifício do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília; ‘Integração’ (1989), no Memorial da América Latina, em São Paulo. Participou das Bienais de Veneza (1950, 1952); participou das I, II, IV e IX Bienais de São Paulo, período em que recebeu o prêmio de melhor escultor brasileiro (1953) e sala especial (1967). MEC, VOL.2, PÁG. 250; PONTUAL, PÁG. 237; MAYER/84, PÁG. 1333; BENEZIT VOL. 5, PÁG. 14; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 715; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 422; www.artprice.com; www.pinturabrasileira.com; www.dec.ufcg.edu.br; www.monumentos.art.br.



391 - SERGIO MILLIET (1898 - 1966)

Natureza morta - óleo sobre tela - 60 x 50 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1918 -

Nascido e falecido em São Paulo, Capital. Poeta, ensaísta, crítico literário e de arte, e pintor. Ao lado de suas múltiplas atividades de poeta, crítico e estudioso das artes plásticas, Sergio Milliet também foi assíduo pintor de domingo, especialmente das praias de Santos. Foi diretor artístico do MAM-SP, o qual organizou em 1969, uma exposição de sua pintura, comentada no Jornal do Brasill, de 22/9/1969. PONTUAL, pág. 361; JULIO LOUZADA vol.10, pág. 598; ITAÚ CULTURAL; TEIXEIRA LEITE, pág. 325. Acervo FIEO.



392 - ROBERTO BURLE MARX (1909 - 1994)

Composição - litografia - 30/100 - 56 x 75 cm - canto inferior direito -

Nasceu em São Paulo e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, paisagista, arquiteto, desenhista, pintor, gravador, litógrafo, escultor, tapeceiro, ceramista, designer de jóias, decorador. Durante a infância viveu no Rio de Janeiro. Foi com a família para a Alemanha, em 1928. Em 1929, freqüentou o ateliê de pintura de Degner Klemn. Nos jardins e museus botânicos de Dahlen, em Berlim, entusiasmou-se ao encontrar exemplares da flora brasileira. De volta ao Brasil, fez curso de pintura e arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1930 - 1934), onde foi aluno de Leo Putz , Augusto Bracet e Celso Antônio. Seu primeiro projeto paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, em 1932. Entre 1934 e 1937, ocupou o cargo de diretor de parques e jardins do Recife, PE, onde passou a residir. Nesse período, foi com freqüência ao Rio de Janeiro e teve aulas com Candido Portinari e com o escritor Mário de Andrade. Em 1937, retornou ao Rio de Janeiro e trabalhou como assistente de Candido Portinari. Foi em 1949, conforme sua paixão por plantas e seu interesse por botânica e jardinagem, que Burle Marx adquiriu um sítio em Barra de Guaratiba, RJ. Com auxílio de botânicos, viajou, coletou, catalogou exemplares de plantas do Brasil e reproduziu em seu sítio a diversidade fitogeográfica brasileira. Em 1985 doou esse sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.Realizou muitas exposições individuais e projetos paisagísticos, participou de diversas mostras oficiais coletivas pelo Brasil e no exterior. PONTUAL, PÁG. 94; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 93; MEC. VOL.1, PÁG.303; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 738; LEONOR AMARANTE, PÁG. 98; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 179; artnet.com. ACERVO FIEO.



393 - STELLA BIANCO (1944)

Burrico - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito - 1981 -

Pintora ativa em São Paulo, tendo participado de diversas exposições. JULIO LOUZADA vol.3, pág. 127.



394 - PITÁGORAS (1964)

Figuras - serigrafia - 15/40 - 50 x 70 cm - canto inferior direito -

Desenhista e pintor autodidata nascido em Goiás, GO. Realizou exposições individuais em: Goiânia, GO (1993 a 1996, 1998, 2002, 2004); Brasília, DF (1996) e participou de diversas coletivas em: Goiânia, GO (1990, 1993, 2000, 2003); Brasília, DF (1999); Florianópolis, SC (2000); Salvador, BA (2000) Nova York, EUA (2001); São Paulo (2002); Rio de Janeiro (2004); Belo Horizonte (2005). Foi premiado em Goiânia (1993). Possui obras no MAM do Rio de Janeiro, no MAC de Goiânia e no MASC de Florianópolis. ITAUCULTURAL.



395 - OSCAR PEREIRA DA SILVA (1867 - 1939)

Interior - óleo sobre tela colada em cartão - 38 x 46 cm - canto inferior direito -
Reproduzido no convite deste leilão.-

Pintor, decorador, desenhista, professor, Oscar Pereira da Silva nasceu em São Fidélis, RJ e faleceu em São Paulo. Estudou na Academia Imperial de Belas Artes (1882-1887), foi aluno de Zeferino da Costa, Victor Meirelles, Chaves Pinheiro e José Maria de Medeiros. Em 1887, tornou-se ajudante de Zeferino da Costa na decoração da Igreja da Candelária, no Rio de Janeiro. Conquistou o último prêmio de viagem ao exterior concedido pelo imperador dom Pedro II, transferindo-se para Paris (1889) onde estudou com Léon Bonnat e Jean-Léon Gérôme. No período em que permaneceu na França, produziu diversos estudos e telas. Retornou ao Brasil em 1896. No Rio de Janeiro, realizou uma exposição individual no salão da Escola Nacional de Belas Artes , onde foram apresentados os trabalhos feitos na Europa. No mesmo ano, transferiu-se para São Paulo. Lecionou no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, no Ginásio do Estado e ministrou aulas particulares em seu ateliê. Em 1897, fundou o Núcleo Artístico, que, mais tarde, se transformou na Escola de Belas Artes, onde deu aulas. Trabalhou na decoração do Teatro Municipal de São Paulo (entre 1903 e 1911) elaborando três murais: 'O Teatro na Grécia Antiga', 'A Dança' e 'A Música'. Realizou pinturas para Igreja de Santa Cecília (entre 1907 e 1917). Como pensionista do Governo do Estado de São Paulo, viajou a Paris em 1925. QUIRINO CAMPOFIORITO, IN CAMPOFIORITO, QUIRINO. HISTÓRIA DA PINTURA BRASILEIRA NO SÉCULO XIX. ED.PINAKOTHEKE-SP, 1983. PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL VOL. 1, PÁG. 245; TEODORO BRAGA PÁG. 177; LAUDELINO FREIRE PÁG. 383; WALMIR AYALA VOL. 2, PÁG. 185; MEC VOL. 4, PÁG.277; PONTUAL PÁG. 419; TEIXEIRA LEITE PÁG. 402; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 437; ARTE NO BRASIL PÁG. 553, ACERVO FIEO; F. ACQUARONE PÁG. 187, RUTH TARASANTCHI; www.artprice.com; www.pinacoteca.org.br; www.dezenovevinte.net.



396 - WALTER LEWY (1905 - 1995)

Paisagem surreal - óleo sobre tela - 33 x 46 cm - canto inferior direito - 1975 -

Gravador, pintor, ilustrador, paisagista, desenhista e publicitário nascido em Bad Oldesloe, Alemanha e falecido em São Paulo. Estudou na Escola de Artes e Ofícios de Dortmund, Alemanha (1923-1927). Nesse período, filiou-se à tendência do realismo mágico. Em 1928 participou de coletivas em Dortmund, Gelsenkirchen, Boclusim e outras cidades. Com a crise econômica de 1929, Lewy perdeu seu emprego de desenhista numa gráfica e foi viver com os pais no interior, tornando-se ilustrador de anedotas em jornais. Realizou sua primeira exposição individual em Bad Lippspringe (1932), mas foi fechada quando a Câmara de Arte Alemã proibiu a participação de judeus na vida artística. Escapando dessa situação opressora, o artista imigrou para o Brasil (1938), retomando profissionalmente a pintura. Deixou para trás centenas de trabalhos, que foram enviados para a Holanda e perdidos durante os bombardeios da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). No Brasil, fixou-se em São Paulo. Nos primeiros anos fez desenho publicitário e mais tarde capas de livros e ilustrações para diversas editoras. Ilustrou obras de Bertrand Russell, Machado de Assis e Arnold Toynbee, entre outras. Mais tarde, empregou-se como diagramador, letrista e arte-finalista nas agências de propaganda De Carli, Lintas Publicidade, Martinelli, Santos & Santos e Thompson Propaganda. Participou de Salões Nacionais e Bienais de São Paulo, entre 1951 e 1965, recebendo diversas premiações oficiais. JULIO LOUZADA, VOL. 10, PÁG. 497; MEC, VOL. 2, PÁG. 474; TEODORO BRAGA, PÁG. 245; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 286; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 630; LEONOR AMARANTE, PÁG. 142; ACERVO FIEO.



397 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XIX

Pescador - óleo sobre cartão - 42 x 55 cm - canto inferior direito -
J.L.Ridart-1886.-



398 - IUR SERAVAT FULAM (1959)

Figuras - guache - 28 x 20 cm - canto inferior direito e dorso - 2015 -

Pseudônimo do autor. Natural de São Paulo (SP), filho primogênito de um casal ligado à atividade cultural (pai artista gráfico e plástico e mãe escritora). Autodidata neste campo, embora tenha tido grande estímulo para o desenho e a pintura acompanhando a atividade artística de seu pai, que também foi marchand a partir da década de 60, permitindo que tivesse estreito contato e pudesse realizar uma grande experimentação ao longo dos anos tanto para a linguagem figurativa com temas ligados ao cotidiano, como para a geométrica. É professor universitário e consultor na área de assuntos públicos e instituições políticas.



399 - ANTONIO BANDEIRA (1922 - 1967)

Composição - aquarela - 13 x 20 cm - canto inferior direito - 1963 -

Pintor, desenhista, gravador, nascido em Fortaleza, CE e falecido em Paris, onde viveu a maior parte de sua vida. É um dos pioneiros da arte abstrata no Brasil. Iniciou-se na pintura como autodidata. Em 1941, em Fortaleza, participou, ao lado de Mário Baratta, entre outros, da criação do Centro Cultural de Belas Artes depois, Sociedade Cearense de Artes Plásticas. Em 1945, transferiu-se para o Rio de Janeiro e, no ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual. Contemplado pelo governo francês com bolsa de estudos, permaneceu em Paris de 1946 a 1950 onde frequentou a Escola Nacional Superior de Belas Artes e a ‘Académie de la Grande Chaumière’. Entre 1947 e 1948 participou do ‘Salon d'Automne’ e do ‘Salon d'Art Libre’. Tomou parte em reuniões de artistas e formou o Grupo Banbryols (ban de Bandeira; bry de Camille Bryen; e ols de Wols), que durou de 1949 a 1951. Voltou ao Brasil em 1951 e apresentou-se na 1ª Bienal Internacional de São Paulo. Em 1952, criou um mural para o Instituto dos Arquitetos do Brasil, em São Paulo. Retornou a Paris em 1954 em razão do Prêmio Fiat, obtido na 2ª Bienal Internacional de São Paulo, mas não deixou de expor no Brasil. Permaneceu na Europa até 1959, passando pela Inglaterra e Bélgica, onde, em 1958, realizou um painel para o ‘Palais des Beaux-Arts’. Ao retornar ao Brasil teve uma atividade artística intensa, participou de importantes exposições, em paralelo a mostras em Paris, Munique, Verona, Londres e Nova York. Voltou a Paris em 1965, onde permaneceu até sua morte. BENEZIT, VOL.1, PÁG.415; MEYER/87, PÁG.606; MEC, VOL.1, PÁGS.159,160 E 167; PONTUAL, PÁGS. 48 E 49; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁGS. 71 A 74; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 52 A 54; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; ARTE NO BRASIL, PÁG. 599; LEONOR AMARANTE, PÁG. 34; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 86; ACERVO FIEO; web.artprice.com; pitoresco.com; pinturabrasileira.com.



400 - ALICE BABER (1928 - 1982)

"Red and Blue Remain" - óleo sobre tela - 50 x 64 cm - canto inferior esquerdo -
No estado. Com as seguintes etiquetas no dorso: Phoenix II international Square - Washington DC. e de Katharina Rich Perlow Gallery - New York.- (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintora nascida em Charleston - Ilinois, EUA. Estudou na Escola de Belas Artes da Universidade de Indiana, EUA e em Fontainebleau, França. Realizou exposições individuais em: Paris, França (1963, 1970); Londres, Inglaterra (1963); Nova York, EUA (1965, 1966, 1968, 1969); Colônia, Alemanha (1966). Participou de diversas mostras oficiais como: Bienal de Paris (1961); coleção Peter Stuyvesant 'Art in industry' – Holanda (1964, 1966). Obras suas fazem parte das coleções do Guggenheim, Whitney, Metropolitan, MOMA. BENEZIT VOL. 1, PÁG. 351; www.parisartcenter.com; www.moma.org; www.artprice.com; www.mutualart.com; artist.christies.com.



401 - MANOEL SANTIAGO (1897 - 1987)

Marinha - óleo sobre tela - 46 x 61 cm - canto inferior direito e dorso - 1981 -

Manoel Colafante Caledônio de Assumpção Santiago nasceu em Manaus, AM e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, desenhista e professor. Mudou-se para Belém em 1903 e iniciou estudos de pintura. Desde 1916 já praticava a arte não figurativa. Em 1919 transferiu-se para o Rio de Janeiro, cursou Direito e frequentou a Escola Nacional de Belas Artes, onde foi aluno de Rodolfo Chambelland e Baptista da Costa. Na época, teve aulas particulares com Eliseu Visconti. Foi casado com a pintora Haydeá Santiago. Participou em 1927 do Salão Nacional de Belas Artes e recebeu o prêmio viagem ao exterior, entre vários outros. Foi para Paris no ano seguinte, e lá permaneceu por cinco anos. De volta ao Rio de Janeiro, em 1932, tornou-se professor do Instituto de Belas Artes. Em 1934, passou a lecionar pintura e desenho no Núcleo Bernardelli, figurando entre seus alunos José Pancetti, Edson Motta, Bustamante Sá, Ado Malagoli, Rescála e Milton Dacosta. Participou da I Bienal Internacional de São Paulo (1951) e do 8º Panorama da Arte Brasileira (1976). PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, VOL. 1, PÁG. 241; TEODORO BRAGA, PÁG. 211; CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO DE PAISAGEM BRASILEIRA, MEC-MNBA /RIO/1944; MAYER/84, PÁG. 1158; REIS JR, PÁG. 378; PONTUAL, PÁG. 473; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 292; ITAÚ CULTURAL, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 865; ACERVO FIEO.



402 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Autorretrato - desenho a lápis - 09 x 13 cm - canto inferior direito -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



403 - PAULO BRUSCKY (1949)

"Com passos em A 2" - serigrafia - 45/500 - 58 x 40 cm - canto inferior direito -

Artista multimídia e poeta, Paulo Roberto Barbosa Bruscky nasceu em Recife, PE. No início da carreira, trabalhou com desenho, pintura e gravura. Posteriormente atuou em performances e na produção de livros de artista. Na década de 1960, iniciou pesquisa no campo da arte conceitual e, a partir de 1970, desenvolveu pesquisas em arte-xerox. Atuou no Movimento Internacional de Arte Postal (1973) sendo um dos pioneiros no Brasil nessa arte, e no ano seguinte lançou o Manifesto Nadaísta. Organizou duas exposições internacionais de arte postal no Recife (1975 e 1976). Realizou 30 filmes de artistas e videoarte entre 1979 e 1982, e começou a produzir videoinstalações em 1983. Criou, em 1980, o ‘xerox-filme’ com base em sequências xerográficas. Com a Bolsa Guggenheim de artes visuais recebida em 1981, residiu por um ano em Nova York. Nesse ano, expôs na sala especial sobre arte postal montada na 16ª Bienal Internacional de São Paulo. É editor de livros de artistas e mantém em seu ateliê no Recife importante coleção de livros e documentos sobre arte contemporânea, entre eles correspondência com integrantes dos grupos Fluxus e Gutai. Em 2004, seu ateliê foi integralmente transferido do Recife para São Paulo, sendo remontado em uma das oito salas especiais da 26ª Bienal Internacional de São Paulo. Participou, entre muitas mostras oficiais, do Panorama da Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1984, 2001) e realizou várias exposições individuais. ITAU CULTURAL; MEC VOL. 1, PÁG. 299; PONTUAL PÁG. 93; www.nararoesler.com.br; www.institutotomieohtake.org.br; www.fundacaobienal.art.br; www.mamam.art.br; web.artprice.com.



404 - FULVIO PENNACCHI (1905 - 1992)

Anunciação - litografia off set - 03/20 - 63 x 46 cm - canto inferior direito - 1969 -
Colorida a mão pelo autor.-

Pintor, ceramista, desenhista, ilustrador, gravador, professor nascido na cidade de Villa Collemandina, Itália e falecido em São Paulo. Em 1924 foi para Lucca e iniciou sua formação artística no ‘Regio Istituto di Belle Arti’ onde teve aulas com o pintor Pio Semeghini. Mudou-se para São Paulo em 1929 e dedicou-se a diferentes atividades até 1933, quando passou a auxiliar Galileo Emendabili na execução de monumentos funerários. Em 1935, conheceu Francisco Rebolo, passou a frequentar seu ateliê e conviveu com os artistas do Grupo Santa Helena. Nessa mesma época integrou a Família Artística Paulista e iniciou a produção de painéis em afresco e óleo para residências, igrejas, hotéis e outras edificações, destacando-se os afrescos de grandes dimensões para a Igreja Nossa Senhora da Paz, no bairro do Glicério, executados entre 1941 e 1948. Em 1965, iniciou um período de recolhimento e manteve-se afastado das exposições e do circuito artístico. Em 1973, reabriu seu ateliê e recebeu diversas homenagens no Brasil e na Itália. Nesse mesmo ano conheceu a ceramista Eunice Pessoa e com ela desenvolveu um grande número de peças que foram expostas em 1975. Sem nunca ter abandonado as atividades artísticas, voltou a figurar em diversas mostras e continuou a produzir painéis em afresco. Em 1980, Pietro Maria Bardi publicou um livro sobre sua obra. Nove anos depois, foi lançado o livro ‘Ofício Pennacchi’, organizado por Valério Antonio Pennacchi, responsável também pela publicação, em 2002, do livro ‘Fulvio Pennacchi: Pintura Mural’. Importante retrospectiva da obra do artista foi realizada, em 1973, no MAM - São Paulo. TEODORO BRAGA, PÁG. 192; MEC, VOL, 3, PÁG. 365; WALMIR AYALA, VOL, 2, PÁG. 182; PONTUAL, PÁG. 416; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 784; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 740; ACERVO FIEO.



405 - CARLOS SCLIAR (1920 - 2001)

"Marinha - barco com amendoeira" - vinil encerado sobre tela - 23 x 37 cm - canto inferior direito e dorso - 28-08-1980 - Cabo Frio -
Reproduzido no convite deste leilão.-

Desenhista, gravador, pintor, ilustrador, cenógrafo, roteirista e designer gráfico que nasceu em Santa Maria da Boca do Monte, RS e faleceu no Rio de Janeiro. Assina Scliar. Estudou com Gustav Epstein, em Porto Alegre, em 1934. Participou, em 1938, da fundação da Associação Riograndense de Artes Plásticas Francisco Lisboa. Entre 1939 e 1947, residindo em São Paulo, integrou a Família Artística Paulista - FAP. No Rio de Janeiro, escreveu e dirigiu em 1944 o documentário 'Escadas', sobre os pintores Arpad Szenes e Vieira da Silva com os quais conviveu desde 1941. Convocado pela Força Expedicionária Brasileira - FEB, participou da Segunda Guerra Mundial, na Itália. Morando em Paris de 1947 a 1950, cursou gravura com Galanis na Escola de Belas Artes e teve contato com o gravador mexicano Leopoldo Méndez. De volta ao Brasil, fundou com Vasco Prado o Clube de Gravura de Porto Alegre. Em 1956, passou a viver no Rio de Janeiro. Foi diretor do departamento de arte da revista 'Senhor' entre 1958 e 1960. Fundou a editora Ediarte, em 1962, com os colecionadores Gilberto Chateaubriand, Michel Loeb, Carlos Nicolaievski e o pintor José Paulo Moreira da Fonseca. Realizou durante toda sua vida exposições individuais e participou de inúmeras coletivas e Salões oficiais, recebendo muitos prêmios. Também foram realizadas várias exposições póstumas. MEC VOL.4, PÁG. 214; TEODORO BRAGA, PÁG. 66; WALMIR AYALA VOL.2, PÁG. 306 a 309; PONTUAL, PÁG. 479 e 480; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG.884; VOL.2, PÁG. 925; VOL.13, PÁG. 305; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; RGS, PÁG. 442; ACERVO FIEO.



406 - WILSON VICENTE (1951)

"Igreja de São Francisco de Assis" - acrílico sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior direito - 2016 - Ouro Preto -

Pintor, natural de Cataguazes, MG, onde nasceu a 28/1/1951. Em 1991, 1992 e 1993, participa das X, XI e XII Exposições de Artistas Contemporâneos na Sociearte - SP. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 344.



407 - DARIO MECATTI (1909 - 1976)

Paisagem - óleo sobre tela - 65 x 90 cm - canto inferior esquerdo -
Ex coleção Milton Gallon, São Paulo - SP.

Pintor e desenhista nascido em Florença, Itália e falecido em São Paulo, SP. Na Itália recebeu orientação artística de Camillo Innocenti, trabalhou em um banco e pintou cartazes para a sala de cinema de seu primo. Em 1933, mudou-se para a África, onde permaneceu por aproximadamente sete anos viajando pelo norte do continente. Neste período conheceu a Líbia, Ilha de Malta, Tunísia, Turquia, Argélia, Marrocos, além de Portugal e Espanha. Durante a viagem retratou cenas destes países e realizou algumas exposições com o pintor florentino Renzo Gori, com quem residiu por pouco tempo em Paris. Em 1939, conheceu a Ilha de São Miguel, nos Açores e lá encontrou Maria da Paz com quem posteriormente se casou. No ano de 1940, mudou-se para o Brasil, passou pouco tempo no Rio de Janeiro e depois um período em Minas Gerais, onde visitou as cidades de Belo Horizonte, Juiz de Fora e Ouro Preto. Mudou-se no final do ano para São Paulo, onde entre 1941 e 1945, trabalhou na Galeria Fiorentina, na Rua Barão de Itapetininga, de propriedade de Malho Benedetti. Em 1945 conheceu Nicolino Bianco que passou a adquirir os quadros do artista para serem expostos na Loja de Móveis Paschoal Bianco. Apresentou-o para clientes e amigos que passaram a encomendar retratos. Neste período entrou em contato com Ezio Barbini, dono da Galeria Internacional que vendeu regularmente suas obras, além de apresenta-lo a um grupo de jovens artistas a quem orientou. Em 1946 construiu na Rua Feliciano Maia a sua casa estúdio, onde realizou exposições individuais anuais, sendo a última no ano de 1976, data de seu falecimento. TEODORO BRAGA, PÁG. 161/2; MEC, VOL. 3, PÁG. 109; PONTUAL, PÁG. 352; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 72; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 320; ITAÚ CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 611; ACERVO FIEO.



408 - J. CARLOS (1884 - 1950)

Confusão - guache - 40 x 35 cm - canto inferior direito -
Capa da Revista Careta. -

Nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, desenhista, ilustrador e caricaturista. Realizou mais de cem mil desenhos, não se conhecendo um único ruim. Observador arguto, retratou com maestria e humor o cotidiano de sua cidade natal, da qual, consta, ausentou-se por duas únicas ocasiões. JULIO LOUZADA vol. 10, pág. 181; CARICATURISTAS BRASILEIROS, de Pedro Corrêa do Lago, pág. 74; WALTER ZANINI, pág. 448; ARTE NO BRASIL, pág. 646.



409 - OLDACK DE FREITAS (XX)

Paisagem - óleo sobre eucatex - 19 x 26 cm - canto inferior direito -

Assina Oldack. Pintor fluminense que foi aluno de Armando Viana e Manuel Santiago. Participou de inúmeras exposições e Salões oficiais. Recebeu vários prêmios: Rio de Janeiro (1941, 1948, 1968). JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG. 399.



410 - ARTHUR TIMÓTHEO DA COSTA (1882 - 1923)

Paisagem - óleo sobre tela colada em madeira - 17 x 25 cm - canto inferior esquerdo - 1909 - Rio de Janeiro -

Pintor nascido no Rio de Janeiro, iniciou seus estudos, com o seu irmão João Timóteo, como aprendiz da casa da moeda, após estudou na ENBA e obteve prêmio de viagem ao exterior em 1907. Diversos museus brasileiros possuem obras de sua autoria. LAUDELINO FREIRE, pág. 512; TEODORO BRAGA, pág. 229; REIS JR., pág. 286; Primores da Pintura no Brasil, vol. 1, págs. 57, 153, 313 e vol. 2, pág. 89; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 217; PONTUAL, pág. 522; MEC, vol. 1, pág. 468; TEIXEIRA LEITE, pág. 508; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 532.



411 - IVAN SERPA (1923 - 1973)

Composição - guache - 26 x 17 cm - canto inferior direito - 1951 -

Pintor, desenhista, gravador e professor, Ivan Ferreira Serpa nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Estudou gravura e desenho com Axel Leskoschek (entre 1946 e 1948) no Rio de Janeiro. Em 1949, ministrou suas primeiras aulas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, onde, a partir de 1952, exerceu sistemática atividade didática, em especial no ensino infantil. Foi um dos precursores do concretismo no Brasil, criando ao lado de Aluisio Carvão, Lígia Clark, Hélio Oiticica e outros o Grupo Frente, que se manteve ativo de 1954 a 1956, inclusive com exposições no Rio de Janeiro. Participou da Divisão Moderna do SNBA (1947-1951). Em 1957, recebeu o prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna, RJ. Participou da exposição ’Opinião 65’, evento que marca a difusão de uma nova arte de tendência figurativa, a neofiguração. Em 1970, fundou, com Bruno Tausz, o Centro de Pesquisa de Arte no Rio de Janeiro. Participou da Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1961, 1963, 1965) e da Bienal de Veneza (1952, 1954, 1962, 1966). PONTUAL, PÁG 486; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 605; ARTE NO BRASIL, PÁG. 840; LEONOR AMARANTE, PÁG. 26; MEC VOL. 4, PÁG. 221; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 899.



412 - MESTRE VITALINO (1909 - 1963)

Cangaceiro - escultura em barro - 10 x 14 x 09 cm - assinado -
No estado.-

Autodidata, nascido em Pernambuco, aos 6 anos inicia-se na arte do artesanato de barro confeccionando miniaturas com as sobras de barro das cerâmicas utilitárias feitas por sua família de louceiros. A crescente popularidade alcançada pelo seu trabalho inovador faz com que se mude a cidade de Alto de Moura, tornando a aquisição de sua produção mais acessível à clientela urbana. De 1960 até 1963 viaja por todo o país, participando de exposições e mostrando sua técnica. ITAÚ CULTURAL



413 - MARLENE GODOY (1934)

"Oferenda para Nanã" - óleo sobre tela - 70 x 90 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1987 -

Pintora, desenhista e professora, Marlene Maria Godoy Barreiros nasceu em Coimbra, MG. Assina M. Godoy e Marlene Godoy. Residiu no Rio de Janeiro de 1960 a 1966 onde iniciou sua formação artística (1960-1961) com Carlos Oswald, Armando Vianna, Rodolfo Chambelland, Carlos Chambelland, Caterina Baratelli (1962) e na Academia Municipal de Belas Artes de Berlim, Alemanha (1967), sob orientação de Hann Trier e Mebithz. De volta ao Brasil (1968) realizou pesquisa com Sérgio Campos Mello, MAM - RJ. Na década de 70, para pesquisas de arte, viajou pela África, Europa e América Latina. Em 1977 fixou residência em Brasília, DF. Realizou diversas exposições individuais e participou de inúmeras coletivas e Salões oficiais pelo Brasil e Europa. Foi premiada no Rio de Janeiro, em 1964. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 4, PÁG. 468; VOL. 5, PÁG. 440; VOL. 6, PÁG. 451, VOL. 12, PÁG. 180.



414 - GIANCARLO ZORLINI (1931)

Paisagem - óleo sobre madeira - 46 x 38 cm - canto inferior esquerdo - 1976 -

Médico de profissão, iniciou-se autodidaticamente na pintura, em 1962. É filho do escultor e pintor Ottone Zorlini. Participou diversas vezes do Salão Paulista de Belas Artes, nele recebendo diversas premiações. Sua pintura tem como tema predominante a paisagem. JULIO LOUZADA vol. 3, pág. 124; MEC vol.4, pág.534; PONTUAL, pág. 559; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



415 - DJANIRA DA MOTTA E SILVA (1914 - 1979)

Cosme e Damião - óleo sobre cartão - 48 x 30 cm - canto inferior direito -
Reproduzido no convite deste leilão.-

Pintora, desenhista, ilustradora, cartazista, cenógrafa e gravadora. Djanira da Motta e Silva nasceu em Avaré, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. No final da década de 1930, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde teve suas primeiras instruções de desenho no Liceu de Artes Ofícios e com o pintor Emeric Marcier, hóspede da pensão que Djanira instalou no bairro de Santa Teresa. Os contatos com os artistas Carlos Scliar, Milton Dacosta , Arpad Szenes , Vieira da Silva e Jean-Pierre Chabloz , frequentadores de sua pensão, proporcionaram um ambiente estimulador que a levou a expor no 48º Salão Nacional de Belas Artes, em 1942. No ano seguinte, realizou sua primeira mostra individual, na Associação Brasileira de Imprensa - ABI. Em 1945, viajou para Nova York. De volta ao Brasil, realizou o mural ‘Candomblé’ para a residência do escritor Jorge Amado, em Salvador, e painel para o Liceu Municipal de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Entre 1953 e 1954, viajou a estudo para a União Soviética. De volta ao Rio de Janeiro, tornou-se uma das líderes do movimento pelo Salão Preto e Branco, um protesto de artistas contra os altos preços do material para pintura. Realizou em 1963, o painel de azulejos ‘Santa Bárbara’, para a capela do túnel Santa Bárbara, Laranjeiras, Rio de Janeiro. No ano de 1966, a editora Cultrix publicou um álbum com poemas e serigrafias de sua autoria. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil, EUA e Europa. Foi premiada no Rio de Janeiro (1943, 1944, 1949, 1950 a 1953, 1955, 1963) e em São Paulo (1951, 1955). Participou da 1ª e da 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955). Em 1977, o Museu Nacional de Belas Artes - MNBA, realizou uma grande retrospectiva de sua obra. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 336; PONTUAL, PÁG. 181; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 164; MEC, VOL. 2, PÁG 58; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG, 263; WALTER ZANINI, PÁG. 810; ARTE NO BRASIL, PÁG. 824; ACERVO FIEO.



416 - YASUICHI KOJIMA (1934)

"Igreja da ordem terceira de São Francisco.." - óleo sobre tela - 50 x 40 cm - canto inferior direito e dorso - 02-01-2007 -
Complemento de título: "Igreja da ordem terceira de São Francisco de Assis Ouro Preto - MG.".-

Pintor e ceramista nascido em Tajimi, Japão - cuja população vive de cerâmica e porcelana. Seu pseudônimo artístico é Kojima. Recebeu influência de seu pai, Shigueo Kojima - tradicional artista e ceramista japonês conhecido pelo nome artístico Juho Kojima. Formou-se na Escola de Cerâmica Industrial de Tajimi - Gifu, Japão. Veio para o Brasil em 1953, trabalhou por cinco anos em São Caetano e transferiu-se para Mauá onde, como seu pai, montou sua própria fábrica de cerâmicas e porcelanas que está em atividade até hoje. Naturalizou-se brasileiro e estudou pintura com Manabu Mabe, Takaoka e Nakajima. Realizou exposição individual em Poá, SP (2009) e no Museu de Arte do Parlamento de São Paulo (2013). Participou de diversas mostras e Salões oficiais em: São Bernardo do Campo, SP (1967); São Paulo (1968, 1969, 2001 a 2010); Poá, SP (2009-como convidado); Embu, SP (2012 - Prêmio Prata). www.mauamemoria.com.br; www.radaroficial.com.br/d/31498914; issuu.com/shinzenbi/docs/makoto_5/27.



417 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Nu - pastel - 40 x 34 cm - canto inferior esquerdo ilegível -



418 - RENINA KATZ (1925)

"Iguape" - litografia - 14/40 - 46 x 32 cm - canto inferior direito -

Gravadora, desenhista, ilustradora e professora, Renina Katz Pedreira nasceu no Rio de Janeiro. Assina Renina e Renina Katz. Cursou a Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1947 a 1950) e teve como professores, entre outros, Henrique Cavalleiro e Quirino Campofiorito. Licenciou-se em desenho pela Faculdade de Filosofia da Universidade do Brasil. Iniciou-se em xilogravura com Axl Leskoschek, em 1946. Incentivada por Poty, ingressou no curso de gravura em metal, oferecido por Carlos Oswald no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro. Mudou-se para São Paulo em 1951, e lecionou gravura no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand e, posteriormente, na Fundação Armando Álvares Penteado, até a década de 1960. Em 1956, publicou o primeiro álbum de gravuras, intitulado ‘Favela’. A partir dessa data, foi docente da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo por 28 anos. Realizou muitas exposições individuais pelo Brasil, EUA, Chile, Paraguai, Portugal, Itália, Holanda e participou, entre as diversas mostras e Salões oficiais, das: Bienal Internacional de São Paulo (1955, 1959, 1961, 1963, 1985, 1989); Bienal de Veneza, Itália (1956, 1986); Panorama da Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1974, 1977, 1980, 1984). Foi premiada no Rio de Janeiro (1951, 1952) e em São Paulo (1955, 1984). MEC VOL.2, PÁG.403; PONTUAL, PÁG. 288; WALMIR AYALA VOL.1, PÁG.441; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG.15; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 606; ARTE NO BRASIL; www.artprice.com; www.catalogodasartes.com.br; www.editora.unicamp.br; www.laboratoriodasartes.com.br; artenaescola.org.br.



419 - GREGORY FINK (1946)

Figura - técnica mista - 75 x 60 cm - canto inferior direito -

Natural de Londres, Inglaterra (6/9/1946). Pintor, desenhista e gravador ativo em São Paulo, com diversas exposições. JULIO LOUZADA, vol. 12 , pág. 159



420 - TAPETE ORIENTAL,


Feito a mão, de lã, Gabbeh, medindo 235 x 174 cm = 4,08 m².-



421 - ALEXANDRE RAPOPORT (1929)

Músico - técnica mista - 13 x 10 cm - canto inferior esquerdo - 1993 -

Arquiteto, pintor, gravador, desenhista industrial e professor, RAPOPORT nasceu no Rio de Janeiro, onde cursou a Faculdade Nacional de Arquitetura da antiga Universidade do Brasil. Fêz aprendizado de gravura na antiga ENBA em 1952. Conquistou menções honrosas em pintura e desenho no SNBA a partir de 1948. WALMIR AYALA,vol. 2, pág. 237; MEC, vol. 4, pág. 26; PONTUAL, pág. 447; TEIXEIRA LEITE, pág. 431; JÚLIO LOUZADA, vol. 11, pág. 260; ITAU CULTURAL.



422 - ARTUR LUCAS (XIX - 1929)

Personagens - desenho a nanquim - 17 x 26 cm - centro inferior -
Com desenhos no dorso.-

Pintor, desenhista, caricaturista, ilustrador e professor nascido e falecido no Rio de Janeiro. Cursou a Escola Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro, e foi discípulo de José Maria de Medeiros. Lecionou desenho na Imprensa Nacional e foi professor de modelagem da Casa da Moeda. Trabalhou como desenhista no 'Brasil Ilustrado'. Destacou-se, entre 1890 e 1917, como caricaturista, sob o pseudônimo de Bambino, colaborando com diversos jornais e revistas. Tornou-se ilustrador em 1910, sob o pseudônimo de W. Taylor. Ilustrou a edição brasileira dos romances de Conan Doyle. Criou tipos populares que viriam a ser, mais tarde, adaptados para o teatro, como Sô Lotero e Nhá Ofrásia. Participou, entre outras, das seguintes mostras coletivas: Exposição Geral de Belas Artes - ENBA, RJ (1906 - Prêmio, 1915 a 1919, 1921 a 1928, 1936); Exposição dos Cinco, RJ (1926). MEC VOL.2, PáG. 509; ITAU CULTURAL; www.brasilartesenciclopedias.com.br.



423 - CARLOS SCLIAR (1920 - 2001)

"Flores" - vinil e colagem - 55 x 75 cm - canto inferior direito e dorso - 24/4/85 - Ouro Preto -

Desenhista, gravador, pintor, ilustrador, cenógrafo, roteirista e designer gráfico que nasceu em Santa Maria da Boca do Monte, RS e faleceu no Rio de Janeiro. Assina Scliar. Estudou com Gustav Epstein, em Porto Alegre, em 1934. Participou, em 1938, da fundação da Associação Riograndense de Artes Plásticas Francisco Lisboa. Entre 1939 e 1947, residindo em São Paulo, integrou a Família Artística Paulista - FAP. No Rio de Janeiro, escreveu e dirigiu em 1944 o documentário 'Escadas', sobre os pintores Arpad Szenes e Vieira da Silva com os quais conviveu desde 1941. Convocado pela Força Expedicionária Brasileira - FEB, participou da Segunda Guerra Mundial, na Itália. Morando em Paris de 1947 a 1950, cursou gravura com Galanis na Escola de Belas Artes e teve contato com o gravador mexicano Leopoldo Méndez. De volta ao Brasil, fundou com Vasco Prado o Clube de Gravura de Porto Alegre. Em 1956, passou a viver no Rio de Janeiro. Foi diretor do departamento de arte da revista 'Senhor' entre 1958 e 1960. Fundou a editora Ediarte, em 1962, com os colecionadores Gilberto Chateaubriand, Michel Loeb, Carlos Nicolaievski e o pintor José Paulo Moreira da Fonseca. Realizou durante toda sua vida exposições individuais e participou de inúmeras coletivas e Salões oficiais, recebendo muitos prêmios. Também foram realizadas várias exposições póstumas. MEC VOL.4, PÁG. 214; TEODORO BRAGA, PÁG. 66; WALMIR AYALA VOL.2, PÁG. 306 a 309; PONTUAL, PÁG. 479 e 480; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG.884; VOL.2, PÁG. 925; VOL.13, PÁG. 305; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; RGS, PÁG. 442; ACERVO FIEO.



424 - HISAMATSU MITAKE (1916)

Porta - óleo sobre tela - 37 x 24 cm - canto inferior esquerdo - 1973 -

Pintor com participações nas seguintes mostras: II Salão de Paisagem Paulista, em 1969; Salão de Belas Artes de Santos-SP, em 1971 e Salão de Belas Artes de Piracicaba-SP, em 1972. JULIO LOUZADA, vol.3, pág. 746.



425 - NICOLAU ANTONIO FACCHINETTI (1824 - 1900)

Soldado - óleo sobre cartão colado em madeira - d= 15 cm - lado esquerdo -

Pintor, desenhista, cenógrafo e professor. Segundo alguns estudiosos, teria feito curso na Escola de Desenho de Bassano, prosseguindo os estudos na Academia de Veneza.1 É premiado pela Regia Accademia di Belle Arti, em Veneza, "por cópia de gravura" e trabalho em ornamentos, em 1842 e 1843. Possivelmente tem contato com a obra de Ippolito Caffi (1809 - 1866) e Luigi Querena (1824 - 1887), conhecidos pintores de paisagens. Em 1849, muda-se para o Brasil e fixa-se no Rio de Janeiro. Produz principalmente retratos e ao mesmo tempo dedica-se ao ensino de desenho e atua como cenógrafo. Em 1868, obtém diploma em desenho, concedido pela Academia Imperial de Belas Artes - Aiba. A partir da metade da década de 1860, faz paisagens das regiões serranas do Rio de Janeiro e de Minas Gerais e das fazendas de café do Vale do Paraíba, em São Paulo. O artista viaja para estudar as características da região e realiza desenhos em papel, que transpõe posteriormente para a tela. Participa de várias edições da Exposição Geral de Belas Artes, entre 1850 e 1900, obtém menção honrosa em 1864 e medalha de prata em 1865. Sua produção é objeto de estudo do historiador Donato Mello Júnior, que publica livro sobre o artista em 1982. Em 2004, é realizada a exposição Nicolau Facchinetti: 1824-1900, no Centro Cultural Banco do Brasil - CCBB, no Rio de Janeiro, com curadoria do museólogo e artista plástico Carlos Martins e da historiadora Valéria Piccoli. ITAÚ CULTURAL; MEC vol. 2, pág. 121; PONTUAL pág. 199; WALMIR AYALA vol. 1, pág. 293.



426 - IRINEIDE KLOCKNER (1961)

Composição - óleo sobre tela - 70 x 120 cm - dorso -

Pintora nascida em Maringá, PR. Já morou em Portugal onde aprimorou suas técnicas artísticas e atualmente reside em Maringá.



427 - DAREL VALENÇA LINS (1924)

"Nº secreto II" - litografia - 10/38 - 50 x 72 cm - canto inferior direito -

Este importante pintor, gravador, desenhista e professor, conquistou em 1957, no SNAM, o prêmio de viagem ao estrangeiro, voltando a ser contemplado na VII Bienal de São Paulo, como o melhor desenhista nacional. Foi aluno de Henrique Oswald e recebeu aconselhamento técnico de Goeldi. MEC vol.3, pág. 18; PONTUAL, pág.160/161; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 715; ARTE NO BRASIL, pág. 839; LEONOR AMARANTE, pág. 125; Acervo FIEO.



428 - JOSÉ SABÓIA (1949)

"Torcedores" - óleo sobre tela - 30 x 50 cm - canto inferior direito -
Com certificado de autenticidade firmado pelo autor.-

Pintor, José Sabóia do Nascimento nasceu em Almadina-BA. Artista autodidata foi para o Rio de Janeiro em 1967 e começou a pintar no ano seguinte, passando a expor seus trabalhos na feira hippie de Ipanema. Fez sua primeira exposição individual em Fortaleza, CE (1970). Entre as exposições de que participou, destacam-se: I e III Salão Nacional de Artes Plásticas do Ceará, Fortaleza, (1969, 1971 - Prêmio Aquisição); Dez Pintores no Rio de Janeiro, no MNBA, RJ (1983); ‘Brésil Naifs’, Paris (1986); ‘Salon d'Art Naif’- Marseilha, França (1987); ‘Pintura, Presença e Povo na Arte Brasileira’ no Museu da Casa Brasileira - São Paulo (1990); ‘Visões do Rio’ no MAM, RJ (1996). No exterior expôs individualmente em São Francisco, EUA e Munique, Alemanha, além de participar de coletivas em vários países e, principalmente na França, com exposições organizadas pela Galeria Jacqueline Bricard e uma presença cativa na ‘Galerie Naïfs du Monde Entier’ em Paris. José Sabóia participou do Concurso Internacional de Morges, quando seu quadro foi eleito pelo público, a melhor obra de 60 participantes de 22 países, premiação que originou o convite da Galeria Kasper para realizar uma exposição individual em 1997. JULIO LOUZADA vol. 11, pág. 278; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 228; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO; www.artprice.com; www.nautilus.com.br; www.ardies.com.



429 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Figura - litografia off set - 64/100 - 48 x 34 cm - canto inferior direito - 1975 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



430 - SONIA EBLING (1926 - 2006)

Sofia - escultura em bronze - 32 x 10 x 05 cm - assinado -

Nascida em Taquara, RS, SONIA EBLING consagrou-se como escultora e pintora. Participou da I Bienal de São Paulo. Premiada com viagem ao exterior no I SNAM. Morou em Paris 15 anos, onde frenquentou ateliês de artistas importantes e onde aperfeiçoou a sua importante e bela obra. MEC, vol. 2, pág. 89; PONTUAL, pág. 187; JULIO LOUZADA, vol 13, pág. 119; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 720; ARTE NO BRASIL, pág. 868; RGS, pág. 454.



431 - LOURENÇO (1945 - 1997)

Ritimista - óleo sobre tela - 60 x 36 cm - canto inferior esquerdo - 1969 -

Pintor, desenhista, artista gráfico, o artista José Toledo Piza Lourenço Júnior nasceu e faleceu em São Paulo - SP. Estudou desenho com Nelson Nóbrega na Fundação Armando Álvares Penteado, FAAP-SP, entre 1962 e 1965. Neste mesmo ano viaja à Bahia, onde executa a série de desenhos Lavadeiras. Entre 1965 e 1967, trabalha como diagramador para a Editora Abril nas revistas Realidade e Conhecer. Em 1987, é escolhido o melhor pintor do ano por alunos da Chapel School, em São Paulo. Entre as exposições das quais participa, destacam-se: Salão de Belas Artes de São Bernardo do Campo, São Paulo, 1967; Salão Paulista de Arte Moderna, São Paulo, 1969; Panorama de Arte Brasileira, no Hotel Nacional, Brasília, 1970; Image du Brésil, no Manhattan Center, Bruxelas (Bélgica), 1973; Panorama de Arte Atual Brasileira, no Museu de Arte Moderna, MAM/SP, 1973; Mostra Realismo, no Paço das Artes, São Paulo, 1976; José Lourenço, na Galeria Allan Ko, Paris (França), 1978; José Lourenço, na Galeria de Arte André, São Paulo, 1980/1985; Exposição de Pinturas de Lourenço, na Ranulpho Galeria de Arte, Recife, 1989; A Música na Pintura, na Ranulpho Galeria de Arte, São Paulo,1992; 4º Stúdio Unesp, Sesc e Senai de Tecnologia de Imagens, no Sesc/Pompéia, São Paulo, 1996. JULIO LOUZADA, vol 11, pág. 179; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO.



432 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

No Mangue - litografia off set - 44 x 35 cm - canto inferior direito - 1963 -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



433 - MARIA LEONTINA (1917 - 1984)

Composição - pastel - 26 x 30 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintora, gravadora e desenhista. Maria Leontina Mendes Franco da Costa nasceu em São Paulo, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. Iniciou estudos de desenho com Antônio Covello, em São Paulo (1938), e na primeira metade da década de 1940 estudou pintura com Waldemar da Costa. Em 1946, no Rio de Janeiro, frequentou o ateliê de Bruno Giorgi e fez curso de museologia no Museu Histórico Nacional, entre 1946 e 1948. Em 1947, participou da exposição ‘19 Pintores’, na Galeria Prestes Maia, em São Paulo, ao lado de Lothar Charoux, Marcelo Grassmann, Aldemir Martins, Luiz Sacilotto e Flavio-Shiró. Em 1951, foi convidada pelo psiquiatra e crítico de arte Osório César para orientar o setor de artes plásticas do Hospital Psiquiátrico do Juqueri. No mesmo ano, organizou uma mostra dos internos no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Em 1952, com bolsa de estudo do governo francês, viajou para a Europa, acompanhada pelo marido, o pintor Milton Dacosta. Em Paris, entre 1952 e 1954, frequentou o ateliê de gravura de Johnny Friedlaender. Na década de 1960, realizou painel de azulejos para o Edifício Copan e vitrais para a Igreja Episcopal Brasileira da Santíssima Trindade, ambos em São Paulo. Realizou exposições individuais e participou de inúmeras mostras, Salões oficiais e Bienais como a Bienal de Veneza (1950, 1952, 1956). Foi premiada no Rio de Janeiro (1944, 1950, 1955, 1957, 1980); em São Paulo (1944; 1947; 1951; 1954; 1958; 1960; 1980; 1955, 1959, 1965 - Bienais Internacionais; 1969, 1970 - Panoramas da Arte Atual Brasileira; 1975 - prêmio pintura da Associação Paulista de Críticos de Artes - APCA); Brasília, DF (1980); Curitiba, PR (1980; Porto Alegre, RS (1980); Nova York (1960 - Fundação Guggenheim). ITAU CULTURAL; MEC, VOL. 2, PÁG. 471; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 309; PONTUAL, PÁG. 338; ARTE NO BRASIL, PÁG. 772; LEONOR AMARANTE, PÁG. 25; WALTER ZANINI, PÁG. 645; JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 572.



434 - INNOCÊNCIO BORGHESE (1897 - 1985)

Paisagem - óleo sobre eucatex - 30 x 40 cm - canto inferior esquerdo - 1966 -

Pintor e professor paulista, participante do Salão Paulista de Belas Artes, de 1935 a 1961. Diversas exposições individuais e coletivas, com muitas premiações. Pintou muitas paisagens tendo como tema a cidade de São Paulo. TEODORO BRAGA, pág 56; MEC, vol. 1, pág. 251; Acervo FIEO.



435 - NIOBE XANDÓ (1915 - 2010)

"Máscara LXVII" - serigrafia com intervenção - 28 x 33 cm - canto inferior direito - C. 1979 -
Reproduzido sob o número 66 em catálogo da exposição de "Niobe Xandó - A arte de subverter a ordem das coisas II" realizada de 19 de outubro de 2008 a 1 de março de 2009 no Museu Oscar Niemeyer - Curitiba, PR. -

Pintora e desenhista natural de Campos Novos Paulista-SP. Foi ativa em São Paulo-SP. Autodidata, freqüentou o ateliê de Raphael Galvez a partir de 1946. Dentre as várias fases de sua obra merecem destaque as Flores Fantásticas, as Máscaras de origens africana e indígena, O Letrismo, o Mecanicismo e o Abstracionismo Geométrico. Participou de várias Bienais Nacionais e recebeu mais de 20 prêmios em Salões de Arte. Participou de mais de 100 exposições nacionais e internacionais e mereceu mais de 100 textos de críticos renomados. Em 2004 teve uma grande mostra antológica no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM-SP). Em 2007 teve uma exposição retrospectiva fantástica e merecida na Pinacoteca do Estado de São Paulo. JULIO LOUZADA, vol. 12, pág. 435; PONTUAL, pág. 554; WALTER ZANINI, pág. 717; Acervo FIEO; TEIXEIRA LEITE; BENÉZIT; BARDI, Pietro Maria. Profile of the New Brazilian Art. São Paulo. 1970; SCHENBERG, Mário. Pensando a Arte. São Paulo. 1988. Acervo FIEO.



436 - LEDA CATUNDA (1961)

"Folha" - litografia off set - 43/50 - 70 x 49 cm - canto inferior direito - 2008 -

Pintora, gravadora, artista multimídia e professora. Leda Catunda Serra nasceu em São Paulo. Cursou artes plásticas na Fundação Armando Álvares Penteado onde foi aluna, entre outros, de Regina Silveira, Julio Plaza, Nelson Leirner e Walter Zanini. Desde o fim dos anos 1980, tem tido relevante atuação docente nos cursos de Artes Plásticas da FAAP e da Faculdade de Artes Santa Marcelina, ministra workshops e cursos livres em várias instituições culturais no Brasil e ocasionalmente no exterior. Tem realizado muitas exposições individuais e participado de várias oficiais como as Bienais Internacionais de São Paulo (1983, 1985, 1994). Recebeu o Prêmio Brasília de Artes Plásticas/Distrito Federal, na categoria aquisição, em 1990. Em 1998, é publicado o livro 'Leda Catunda', de autoria de Tadeu Chiarelli, pela editora Cosac & Naify. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 239; www.fortesvilaça.com; www.mac.usp.br.



437 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Colheita - óleo sobre tela - 38 x 46 cm - não assinado -



438 - MENASE WAIDERGORN (1927)

Pescadores - óleo sobre tela - 35 x 49 cm - canto inferior direito -

Pintor nascido em Hotin, Romênia. Seus pais vieram para o Brasil (1932) fixando residência em São Paulo. Ingressou na Associação Paulista de Belas Artes (fim da década de 1940), onde conheceu Dario Mecatti. Viajou pelo norte da África e Europa. Participou de diversos salões, coletivas oficiais e recebeu diversos prêmios. JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 1011; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



439 - SILVANA BLASBALG (XX)

"Sobreviventes XI" - serigrafia - 40/20 - 20 x 26 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Artista plástica nascida na Argentina. Graduou-se na Escola Nacional de Belas Artes Manuel Belgrano em Buenos Aires. Desde 1978 realiza exposições individuais na Argentina, Estados Unidos, México, Polônia, Espanha, Colômbia, Israel, Canadá, Uruguai, Chile. Tem participado de muitas mostras oficiais e foi selecionada, de 1998 a 2006, pela Academia Nacional de Belas Artes de Buenos Aires para participar do Prêmio Trabucco de Gravura. Também foi premiada em Ourense, Espanha (1994); Frechen, Alemanha (1996); Argentina (2003, 2006); Itália (2003); Espanha (2006). ITAU CULTURAL; www.artnet.com/artists/silvana-blasbalg/biography; boladenieve.org.ar/artista/6026/blasbalg-silvana; www.britaprinzarte.com; www.arteamundo.com.



440 - CARYBÉ (1911 - 1997)

Figuras - serigrafia - P.A. - 34 x 50 cm - canto inferior direito -

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



441 - ARLINDO MESQUITA (1924 - 1987)

Maternidade - óleo sobre tela colada em eucatex - 23 x 14 cm - canto inferior direito -

Pintor figurativo de orientação tradicional, Arlindo Mesquita foi autodidata, e começou a pintar e esculpir aos 13 anos. Natural de Arcoverde, PE, transferiu-se para Recife, onde ingressou aos 15 anos na Escola de Aprendizes Marinheiros daquela cidade, servindo até 1944 na Marinha. Desde então fixou residência no Rio de Janeiro, onde foi desenhista de publicidade e pintor expositor frequente do SNBA. No II Salão Pancetti, realizado naquela cidade, em 1967, obteve prêmio de viagem a Paris. JULIO LOUZADA vol.11, pág. 212; PONTUAL pág. 359; MEC vol. 3, pág. 142; TEIXEIRA LEITE, pág. 323; ITAU CULTURAL.



442 - FIRMINO SALDANHA (1906 - 1985)

Composição - óleo sobre tela - 40 x 30 cm - centro direito e dorso - 1976 -

Pintor e arquiteto, Firmino Fernandes Saldanha nasceu em Santana do Livramento, RS e faleceu no Rio de Janeiro. Cursou arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro (1931) e na década de 1940, iniciou-se como autodidata em pintura. Em 1957, foi escolhido, juntamente com Candido Portinari, para concorrer aos prêmios Guggenheim e participar da exposição realizada em Paris. Além disso, integrou a comissão encarregada de projetar a Cidade Universitária, no Rio de Janeiro, ao lado de Lúcio Costa, Oscar Niemeyer e Affonso Eduardo Reidy; atuou como presidente do Instituto dos Arquitetos do Brasil - IAB; e realizou, dentre outros, o mural do Banco Nacional - Palácio do Planalto, em Brasília. Muitas foram suas exposições individuais e participações em Salões oficiais no Brasil e exterior. Participou das Bienais Internacionais de São Paulo em 1951, 1953, 1957, 1959, 1961, 1963. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 8, PÁG. 737; PONTUAL PÁG. 468; MEC VOL.4, PÁG. 149.



443 - BEATRIZ MILHAZES (1960)

Composição - litografia off set - 74/300 - 37 x 27 cm - canto inferior direito na matriz -
Com carimbo em relevo seco do editor.-

Pintora, gravadora, ilustradora e professora nascida no Rio de Janeiro. Nessa cidade formou-se em comunicação social (1981), iniciou-se em artes plásticas ao ingressar na Escola de Artes Visuais do Parque Lage (1980), onde mais tarde lecionou e coordenou atividades culturais. Cursou gravura em metal e linóleo no Atelier 78 (1995 a 1996), com Solange Oliveira e Valério Rodrigues; ilustrou o livro ’As Mil e Uma Noites à Luz do Dia: Sherazade Conta Histórias Árabes’ (1997), de Katia Canton. Participou das exposições que caracterizaram a Geração 80 e foi artista visitante em algumas universidades dos Estados Unidos (1997, 1998). Tem se destacado em mostras brasileiras, internacionais (a partir dos anos 1990) - nos Estados Unidos, na Europa e integra acervos de museus como o MoMA, Guggenheim e Metropolitan, em Nova York. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 6, PÁG. 729; www.fortesvilaca.com.br; www.artprice.com; www.museuoscarniemeyer.org.br; www.moma.org; www.metmuseum.org.



444 - MACIEJ ANTONI BABINSKI (1931)

Figuras - gravura - 26/100 - 20 x 22 cm -
No estado.-

Natural de Varsóvia, Polônia, viveu sucessivamente na Inglaterra e no Canadá, radicando-se em 1953 no Brasil. Antigo aluno de Maurice Denis em Paris, e expoente da pintura abstracionista canadense. Babinski foi colega de Goeldi, de quem adotou a linguagem expressionista. Esplêndido gravador. Atualmente vive é ativo no Ceará. TEIXEIRA LEITE, pág. 48; PONTUAL, págs. 46 e 47; MEC, vol. 1, pág. 157; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 69; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 24; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 720; ARTE NO BRASIL, pág. 903, Acervo FIEO.



445 - DEJA (1959)

Flores - acrílico sobre tela - 90 x 70 cm - canto inferior direito - 2016 -

Pintor, desenhista e ilustrador nascido em Promissão, SP. Mudou-se para São Paulo aos sete anos e formou-se pela Escola Panamericana de Arte. Realizou exposições individuais em: São Paulo (2001); Lins, SP (2010); Aeroporto de Guarulhos (2011) e participado de mostras coletivas e oficiais. www.obrasdarte.com.



446 - INOS CORRADIN (1929)

Flores - serigrafia - 40/180 - 100 x 70 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, escultor e cenógrafo, nascido em Vogogna, Itália. Por volta de 1932 mudou-se com a família para Castelbaldo - Padova, onde, em 1945, estudou pintura com professor Tardivello. Em 1947 colaborou com o pintor Pendin na execução de um mural referente aos mártires da resistência italiana em Castelbaldo. Veio, em 1950, para Jundiaí e São Paulo onde fez parte do núcleo artístico Cooperativa em São Paulo, dirigido pelo pintor argentino Oswaldo Gil Navarro. Executou cenários para o Ballet do IV Centenário de São Paulo, em 1954. Em 1979 foi contratado para pintar um cenário para o Teatro de Rovigo, Itália. Realizou diversas exposições individuais, participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais pelo Brasil e pelo mundo. Foi premiado em Paris (1975) e em Ferrara, Itália (1976). JULIO LOUZADA, VOL. 11, PÁG. 152; PONTUAL, PÁG. 143; MEC, VOL. 1, PÁG. 448; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 215; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; inoscorradin.com.br.



447 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Rosto - desenho a nanquim - 54 x 36 cm - canto inferior direito ilegível - 1966 -



448 - JOSÉ BENEVENUTO MADUREIRA (1903 - 1976)

"Ponta da praia" - óleo sobre eucatex - 60 x 54 cm - canto inferior direito -

Nascido em Sorocaba / SP, radicou-se em Santos onde foi ativo em sua arte. Estudou com Campos Ayres e Enrico Vio. Participou de coletivas no Salão Paulista de Belas Artes / SP, Salão Nacional de Belas Artes / RJ e Salão de Belas Artes / Santos/SP, tendo recebido diversos prêmios. Tem obras na Pinacoteca do Estado de São Paulo, Palácio e Prefeitura de São Paulo. MEC, vol. 3, pág. 36; JULIO LOUZADA, vol.1, pág. 566, Acervo FIEO.



449 - SILVIO OPPENHEIM (1941 - 2012)

Flores - serigrafia - 47/70 - 50 x 70 cm - canto inferior esquerdo - 1992 -

Nascido em São Paulo, formou-se pela faculdade de arquitetura da USP, em 1965. Inicialmente figurativo, passou para a abstração de forma muito natural. Perfeccionista, usava as cores de forma quase puras em requintado grafismo. Participou de exposições desde 1962 com sempre renovado sucesso de crítica e de público JULIO LOUZADA, vol.11, pág.233; MEC, vol.3, pág.301; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO.



450 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Carranca - entalhe em madeira - 47 x 25 x 13 cm - assinado -
Lopes - Petrolina - 1976.-



451 - FRANCISCO CIMINO (1904 - 1990)

"Corredeira" - óleo sobre tela - 38 x 46 cm - centro direito e dorso - 1983 - Amparo SP. -
Com dedicatória no dorso.-

Pintor, desenhista, professor, literato e músico, natural de Araras, SP, onde nasceu a 27 de março de 1904. Em 1918 iniciou-se nas artes, passando a estudar desenho, pintura, escultura e entalhe com os mestres Rafael Falco e Jorge Barbato, na Escola Normal em São Carlos, cidade onde permaneceu até 1923. Aperfeiçoou-se posteriormente com Castellane. Participou de diversos certames oficiais, sendo que obras suas figuram nos acervos de diversos museus nacionais e coleções particulares. JULIO LOUZADA vol.4, pág. 265.; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



452 - ANDY WARHOL (1928 - 1987)

Figura - litografia off set - 1373/2400 - 50 x 40 cm - canto inferior direito na matriz -
Edição póstuma.- (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, artista gráfico, ilustrador, fotógrafo e cineasta - Andrew Warhola nasceu na Pensilvânia, EUA, filho de pais originários da Eslováquia. Em 1945 entrou para o Instituto de Tecnologia de Carnegie, em Pittsburgh, hoje Universidade Carnegie Mellon e se graduou em Design. Mudou-se para Nova York, começou a trabalhar como ilustrador de revistas (Vogue, Harper's Bazaar e The New Yorker) e a fazer anúncios publicitários, iniciando uma carreira de sucesso e ganhando diversos prêmios como diretor de arte (do Art Director's Club e do The American Institute of Graphic Arts). Fez a sua primeira mostra individual em Nova York (1952) e esses trabalhos foram mostrados em diversos lugares durante os anos 50, incluindo o Museu de Arte Moderna. Passa a assinar Warhol. Reinventa a Pop Art com seus múltiplos serigráficos com temas do cotidiano e artigos de consumo, além de rostos de celebridades e símbolos icônicos da história da arte. Em meados da década de 1960 radicaliza a idéia de artista multimídia e passa a militar em outras áreas que incluem a música e o cinema. Publica ‘ The Philosophy of Andy Warhol (from A to B and Back Again, 1977)’ e ‘POPism: The Warhol Sixties’, juntamente com Pat Hackett (1982). Nessa época também cria os canais de TV: ‘Andy Warhol's TV e Andy Warhol's Fifteen Minutes’. Suas obras foram expostas em muitos museus e galerias ao redor do mundo. Em 1994 foi inaugurado o The Andy Warhol Museum em Pittsburgh, Pensilvânia. BENEZIT, VOL.10, PÁG. 638; ITAUCULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.9, PÁG. 918; DICIONÁRIO OXFORD DE ARTE; www.warholfoundation.org; /www.warhol.org; educacao.uol.com.br; www.artchive.com; www.artnet.com; www.historiadaarte.com.br; famouspainter.com; artprice.com



453 - SERGIO FINGERMANN (1953)

Composição - serigrafia - 61/100 - 70 x 70 cm - canto inferior direito -

Pintor, gravador e artista gráfico natural de São Paulo, onde reside e é ativo. Estudou desenho e pintura com Yolanda Mohalyi, em São Paulo, 1972; teve aulas com Mário de Luiggi em Veneza (Itália), entre 1973 e 1974. Freqüentou a Escola de Arte Brasil em 1974, e estudou arquitetura na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, FAU/USP, de 1975 a 1979. Foi premiado como o Melhor Gravador pela Associação Paulista de Críticos de Arte, APCA, em 1987 JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 401; ITAU CULTURAL.



454 - MILTON DACOSTA (1915 - 1988)

Vênus e pássaro - serigrafia - 36/100 - 30 x 38 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador. Milton Rodrigues da Costa nasceu em Niterói, RJ e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou estudos de desenho e pintura, em 1929, com o professor alemão August Hantv. No ano seguinte matriculou-se no curso livre de Marques Júnior, na Escola Nacional de Belas Artes. Junto com Edson Motta, Bustamante Sá e Ado Malagoli , entre outros, criou o Núcleo Bernardelli em 1931. Viajou para Estados Unidos em 1945, com o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Belas Artes do ano anterior. Na cidade de Nova York, estudou na Art's Students League of New York. Em 1946, foi para a Europa e após visita a vários países, fixou-se em Paris, onde estudou na Académie de La Grande Chaumière. Conheceu Pablo Picasso, por intermédio de Cícero Dias, e freqüentou os ateliês de Georges Braque e Georges Rouault. Expôs no Salon d'Automne (Paris) e regressou ao Brasil em 1947. Em 1949, casou-se com a pintora Maria Leontina e passou a residir em São Paulo. Realizou muitas exposições individuais e também recebeu prêmios nas Bienais Internacionais de São Paulo (1955, 1957). TEODORO BRAGA, PÁG. 163; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 229; MEC, VOL. 2, PÁG. 13; BENEZIT, VOL. 3, PÁG.315; ITAU CULTURAL; PONTUAL, PÁG. 155; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; ACERVO FIEO.



455 - ENRICO BIANCO (1918 - 2013)

Bandeirante - litografia - Prova - 31 x 21 cm - canto inferior direito - 1949 -

Pintor, desenhista, gravador e ilustrador nascido em Roma, Itália e falecido no Rio de Janeiro. Filho da pianista Maria Bianco-Lanzi e de Francesco Bianco, escritor e correspondente internacional do "Jornal do Brasil". Na década de 1930, em Roma, iniciou seus estudos com Maud Latou, Deoclécio Redig de Campos - que chegou a diretor do Museu do Vaticano, Dante Ricci - outrora professor da família real. Sua primeira exposição individual se deu em Roma (1936). Logo depois de sua chegada ao Brasil, Rio de Janeiro (entre 1935 e 1937) estudou com Portinari no Instituto de Arte da Universidade do Distrito Federal e, no ano seguinte, foi seu assistente em diversas obras, destacando-se os murais do MEC, os painéis do Banco da Bahia, o edifício da ONU, entre outros. Ilustrou edição especial de Caçada de Esmeraldas, de Olavo Bilac e o álbum de gravação do poema sinfônico Anhanguera, de Hekel Tavares, em 1951. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras coletivas e Salões oficiais inclusive da Bienal de São Paulo (1951), da Bienal do México (1960). Exposições retrospectivas de suas obras foram realizadas, em 1982, no Museu Nacional de Belas Artes - RJ e no Museu de Arte de São Paulo - SP. THEODORO BRAGA, PÁG. 54; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 99; MEC, VOL. 1, PÁG. 242; PONTUAL, PÁG. 76; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 594; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG.124; VOL. 2, PÁG. 132; www.pinturabrasileira.com; www.artprice.com; www.galeriandre.com.br.



456 - VICENTE MECOZZI (1909 - 1964)

Paisagem - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - não assinado -
Com autenticação de filho do artista no dorso 25-01-1985.-

Vicente Caetano Onorato Mecozzi era natural de Frascatti-Itália, vindo a falecer na cidade de São Paulo-SP. Pintor, veio para o Brasil com o pai, o pintor Arnaldo Mecozzi, fixando residência em São Paulo. Nesta cidade estudou na Escola de Belas Artes, e teve aulas com seu pai e com o pintor Lopes de Leão. Foi um dos incentivadores do Sindicato dos Artistas Plásticos e fundador do Clube de Artistas de São Paulo. Decorou, junto com o pai, o Santuário do Sagrado Coração de Maria e a Capela Funerária dos Padres Jesuítas no Cemitério do Santíssimo, além da Matriz do Brás, de Jundiaí e de Santos. Por volta de 1940, passou integrar a Família Artística Paulista - FAP. Coletivas desde 1934, figurando com regularidade nas mostras do Salão Paulista de Belas Artes, onde recebeu diversas premiações. JULIO LOUZADA vol. 2, pág. 661; ITAÚ CULTURAL ; WALTER ZANINI, pág. 587; ARTE NO BRASIL, pág. 798.



457 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XIX - XX

O retorno - óleo sobre madeira - 14 x 10 cm - canto inferior direito ilegível -



458 - ZECHETTO (1927)

Composição - óleo sobre eucatex - 61 x 53 cm - canto inferior esquerdo - 1975 -

José Lino ZECHETTO nasceu em Birigui, SP, em 2 de janeiro de 1927. Sobre este sensível pintor, assim escreveu Theodoro Meireles, em artigo publicado n'O Estado de São Paulo, edição de 18/5/1980: " Observação, pensamento, trabalho marcam a sua carreira, transparecem na sua pintura que vem de longo tempo crescendo aparentemente tranquila, escondendo às vezes, o quanto de inquietação artística, de observação constantee apaixonada e até mesmo sofrida, se concentra em apenas uma tela." O autor expõe coletivamente desde 1966, com diversas premiações, constando em coleções particulares do Brasil e do Exterior. MEC, vol 4, pág. 531; JULIO LOUZADA vol.10, pág. 960, Acervo FIEO.



459 - GINA ARAMBASIC (1932)

Pescadora - óleo sobre tela - 38 x 18 cm - canto inferior direito - 1995 -

Nasceu em Belgrado, Iuguslávia, viajando na década de 40 para Veneza, onde estudou na Academia de Belas Artes. Veio para o Brasil em 1952, radicando-se em São Paulo. Foi aluna de Novelli e Solarsky, no MAM-SP. Tem extenso e seleto curriculum de exposições no Brasil e no exterior, com diversas premiações. JULIO LOUZADA, vol 2 - pág 446. Acervo FIEO. -



460 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Galo - serigrafia - 77/100 - 50 x 33 cm - canto inferior direito na tela serigráfica -
Tiragem póstuma editada pelo Estúdio Aldemir Martins. -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



461 - ROBERTO DE SOUZA (1935)

Menina - óleo sobre eucatex - 25 x 15 cm - canto inferior direito -

Pintor e historiador. Foi aluno de Aurélio d'Alincourt, Oswaldo Teixeira e Edgard Walter. Participou de diversas exposições e salões oficiais desde 1967, obtendo várias premiações. JULIO LOUZADA vol 1, pág. 932; ITAÚ CULTURAL.



462 - DIRCE PIRES (1930)

"Praia da Baleia - litoral de São Paulo" - óleo sobre tela - 50 x 60 cm - canto inferior esquerdo -

Nasceu em Tatuí, SP, no dia 24 de abril de 1930, assina suas obras DIRCE PIRES. Pintora ingênua, suas obras tem como tema cenas rurais e aspectos da vida interiorana. Viúva do pintor Walter Lewy. Autodidata, com participações em coletivas, inclusive no exterior JULIO LOUZADA, vol. 1 pág. 771, Acervo FIEO.



463 - RUBENS GERCHMAN (1942 - 2008)

Rosto - litografia - P.I. - 17 x 10 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, escultor nascido no Rio de Janeiro e falecido em São Paulo. Em 1957, freqüenta o Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro, onde estuda desenho. Faz curso de xilogravura com Adir Botelho e freqüenta a Escola Nacional de Belas Artes - Enba, entre 1960 e 1961. Em 1967, é contemplado com o prêmio de viagem ao exterior no 16º Salão Nacional de Arte Moderna e viaja para os Estados Unidos. Reside em Nova York entre 1968 e 1972. Retorna ao Brasil e faz o roteiro, a cenografia e a direção do filme 'Triunfo Hermético' e os curtas 'ValCarnal' e 'Behind the Broken Glass'. De 1975 a 1979, assume a direção da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, RJ. É co-fundador e diretor da revista 'Malasartes'. Em 1978, viaja para os Estados Unidos com bolsa da Fundação John Simon Guggenheim. Em 1982, permanece por um ano em Berlim como artista residente, a convite do Deutscher Akademischer Austauch Dienst - DAAD [Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico]. Realizou diversas exposições individuais e participou de muitas mostras oficiais no Brasil e pelo mundo recendo prêmios na Bienal de São Paulo (1965), Bienal de Salvador, BA (1966), Bienal de Cali, Colômbia (1967, 1970). JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 417; PONTUAL, PÁG. 235; TEIXEIRA LEITE, "in" A GRAVURA BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 734; ARTE NO BRASIL, PÁG. 974; LEONOR AMARANTE, PÁG. 143, MEC VOL. 2, PÁG. 246; Acervo FIEO.



464 - HENRIQUE GOLDSHMIDT (1865 - 1952)

Cristo - sangüínea - 57 x 45 cm - centro inferior -

Pintor e desenhista nascido (24/2) e falecido no Rio de Janeiro-RJ. Especializou-se nas pequenas e delicadas aquarelas, privilegiando as localidades cariocas. Foi chamado de "...talentoso pintor miniaturista e fantasista" pelo jornal O Paíz do Rio de Janeiro. TEODORO BRAGA, pág. 109; LAUDELINO FREIRE, pág. 389; JULIO LOUZADA, vol. 5, pág. 442.



465 - CID SERRA NEGRA (1924)

Santana Mestra - óleo sobre tela - 36 x 25 cm - canto inferior direito -

Pintor nascido em 28 de janeiro de 1924 na cidade paulista de SERRA NEGRA, cujo nome adotou artísticamente. Seu verdadeiro nome é Cid de Abreu. Executou pinturas decorativas da Igreja de São Benedito, em sua cidade natal. JULIO LOUZADA vol.4, pág. 264.



466 - SOL BAHIA (XX)

Mulher e pássaro - óleo sobre tela - 46 x 38 cm - canto inferior direito e dorso - 1985 -

Artista plástico com diversas participações em mostras coletivas como a Bienal do Recôncavo em São Félix, BA (1991). ITAU CULTURAL.



467 - VERA MINDLIN (1920 - 1985)

Borboleta - gravura - P.A. - 45 x 62 cm - canto inferior direito -

Gravadora, natural da cidade do Rio de Janeiro. Estudou com Guignard, Pedro Correia de Araújo, Oswaldo Goeldi e Iberê Camargo. Em viagem para Paris, estudou com Fernando Léger e André Lothe. Sua obra mereceu diversas e importantes participações em mostras a partir de 1985, destacando-se: Iberê Camargo: trajetória e encontros, no Masp-SP (1986); Poética da Resistência: aspectos da gravura brasileira, na Galeria de Arte do Sesi-SP (1994); Os Colecionadores - Guita e José Mindlin: matrizes e gravuras, na Galeria de Arte do Sesi-SP (1998) e Mostra Rio Gravura. Gravura Moderna Brasileira: acervo Museu Nacional de Belas Artes, no MNBA-RJ (1999). ITAÚ CULTURAL.



468 - MARIANNE PERETTI (1927)

Acrobatas - desenho a nanquim - 45 x 64 cm - canto inferior direito - 1970 -

Pintora, desenhista, escultora e cenógrafa francesa, natural de Paris, onde nasceu a 13 de dezembro de 1927. Atualmente reside e é ativa na cidade de Olinda, PE. É autora do vitral que cobre o teto da Catedral de Brasília (trata-se de um dos maiores vitrais da humanidade). JULIO LOUZADA, vol. 13, pág. 261.



469 - WILLIAM PEREIRA (1929)

Paisagem - óleo sobre tela - 22 x 16 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor e desenhista paulista com participações em mostras coletivas. JULIO LOUZADA vol.1, pág. 754



470 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Futebol - serigrafia - 78/90 - 31 x 42 cm - assinado na matriz -
Tiragem póstuma editada pelo Estúdio Aldemir Martins. -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



471 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Cangaceiros - litografia - P.A. - 50 x 30 cm - canto inferior direito -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



472 - ALBERTO NUNES (1928)

Feira - óleo sobre eucatex - 27 x 36 cm - canto inferior direito -

JULIO LOUZADA vol.5, pág.753; MEC vol.3, pág.. 269.



473 - SANSÃO CAMPOS PEREIRA (1926 - 2014)

Paisagem - óleo sobre tela - 40 x 40 cm - canto inferior direito -

Foi ativo no Rio de Janeiro, foi membro da Academia Brasileira de Artes, e da Academia Brasileira de Belas Artes. Artista várias vezes premiado, participou de diversas coletivas e salões, recebendo premiações várias. Seu tema preferido era a marinha. MEC vol.3, pág.389; JULIO LOUZADA vol.11, pág.243, Acervo FIEO.



474 - ARMANDO PACHECO (1913 - 1965)

Paisagem - óleo sobre tela - 37 x 45 cm - canto inferior direito -
Angra dos Reis.-

Pintor, gravador e desenhista, nascido e falecido na cidade do Rio de Janeiro. Ingressou no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro em 1930, aos 17 anos de idade, ali tornando-se aluno de Isaltino Barbosa e aluno de Oswaldo Teixeira no ano seguinte. Na ENBA, foi aluno de Rodolpho Chambelland e Augusto Bracet. Participou regularmente do SNBA-RJ, conquistando prêmio viagem ao Exterior em 1950. Em 1968 o Museu Nacional de Belas Artes realizou um exposição com seus principais trabalhos. JULIO LOUZADA vol.1b, pág.705; TEXEIRA LEITE, pág. 372; ITAÚ CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 766.



475 - VAQUEIRO (1946)

Paisagem - acrílico sobre tela - 14 x 23 cm - canto inferior direito - 2015 -

Pintor autodidata, Nelson Vaqueiro nasceu em Cândido Mota, SP. Participou de várias mostras coletivas e oficiais, destacando-se: ‘Gente da Terra’ - Paço das Artes, SP (1980); ‘Naive Spring’ Uri and Rami Nachushtan Museum, Kibbutz Ashdot Yaacov Meuchad, Israel (2004). ITAU CULTURAL; JULIO LOUSADA VOL. 1, PÁG. 1023; naiveartonline.com.



476 - CARLOS SILVÉRIO (1957)

Paisagem - óleo sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior direito e dorso -

Autodidata, o artista pinta belas paisagens, figuras, marinhas e cenas árabes com um estilo figurativo admirável. Sua sensibilidade para os efeitos cromáticos, sua versão pessoal dos céus cinzentos e sua coragem de pintar releituras de grandes artistas europeus em pequenas dimensões, tem sido essencial para lhe garantir sucesso de crítica e de público para as suas obras. Participou, recebendo premiações de diversos certames na Capital e interior.



477 - ALDO BONADEI (1906 - 1974)

Autorretrato - xilogravura - 51/80 - 64 x 46 cm - canto inferior direito - 1961 -

Pintor, designer, gravador, figurinista e professor - Aldo Cláudio Felipe Bonadei nasceu e faleceu em São Paulo, SP. Entre 1923 e 1928 foi aluno de Pedro Alexandrino, período em que também frequentou o ateliê de Antonio Rocco. Viajou para a Itália, entre 1930 e 1931, e frequentou a Academia de Belas Artes de Florença, onde teve aulas com Felice Carena e seu assistente Ennio Pozzi, ambos ligados ao movimento ‘novecento’. Nesse período, dedicou-se ao desenho da figura humana, principalmente ao nu. Retornou a São Paulo no início da década de 1930 e participou ativamente do Grupo Santa Helena, da Família Artística Paulista - FAP e do Sindicato dos Artistas Plásticos. Em 1949 lecionou na Escola Livre de Artes Plásticas, primeira escola de arte moderna de São Paulo e participou do Grupo Teatro de Vanguarda. No ano seguinte, fundou a Oficina de Arte - O. D. A., com Odetto Guersoni e Bassano Vaccarini. No fim da década de 1950 atuou como figurinista nas peças ‘Vestido de Noiva’, de Nelson Rodrigues, e ‘Casamento Suspeitoso’, de Ariano Suassuna. Também desenhou alguns figurinos para dois filmes dirigidos por Walter Hugo Khoury: ‘Fronteiras do Inferno’ (1958) e ‘Na Garganta do Diabo’(1959). Realizou muitas exposições individuais e participou de vários Salões oficiais destacando-se: Bienal Internacional de São Paulo (1ª, 2ª, 3ª, 6ª, 7ª); Bienal de Veneza (1952); Panorama da Arte Moderna Brasileira (1970). MEC, VOL. 1, PÁG. 247; PONTUAL, PÁGS. 78/79; ARTE NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 1041; ART PRICE ANNUAL 2000, PÁG. 258; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 79; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; LEONOR AMARANTE, PÁG. 72; ACERVO FIEO.



478 - CLOVIS JUNIOR (1965)

Meu dálmata - óleo sobre tela colada em eucatex - 15 x 21 cm - canto inferior esquerdo - 1983 -

Pintor, gravador, escultor e ilustrador, Clóvis Dias Júnior nasceu em Guarabira, PB. Sua primeira participação em exposição foi no 36º Salão de Artes Plásticas de Pernambuco (1983). Em 1985 iniciou-se em artes plásticas na Universidade Federal da Paraíba – UFPB onde cursou gravura com Hermano José. Ilustrou o livro 'Misturas Poéticas' (1988), participou da Bienal Brasileira de Arte Naïf - Piracicaba (1994, 1996, 1998), da Exposição Internacional de Cartazes Contra o Racismo na Casa da Cultura Dociem em Kassel, da Comemoração do Dia Mundial do Meio Ambiente promovido pela ONU em Londres (1994), da 1ª Mostra de Artes Plásticas do Brasil em Portugal, do 1º Salão de Artes Plásticas do MAM/BA (1997). Em 1993 ganhou o 1º lugar no Concurso Nacional de Cartazes, com o título de 'As drogas e o nosso futuro', promovido pela ONU. ITAU CULTURAL; www.clovisjunior.com.br.



479 - ELIAS LUIS DA SILVA (1926)

"Brincadeira (pega-pega)" - óleo sobre tela - 30 x 30 cm - canto inferior direito e dorso -

Alagoano de Palmeira dos Índios, onde nasceu a 3 de junho. Enfrentando enormes dificuldades materiais, conclui cursos de desenhos e pintura (déc. 1950). A partir da déc. de 60, vê triunfar seus esforços, expondo individualmente na Galeria Seta-SP, e em outras de igual importância. Ao longo de sua carreira, sua temática é constante. Seus quadros reatratam as brincadeiras das ciranças nordestinas. JULIO LOUZADA, vol.1, pág.354.



480 - CID SERRA NEGRA (1924)

Santa - óleo sobre eucatex - 36 x 26 cm - centro inferior -

Pintor nascido em 28 de janeiro de 1924 na cidade paulista de SERRA NEGRA, cujo nome adotou artísticamente. Seu verdadeiro nome é Cid de Abreu. Executou pinturas decorativas da Igreja de São Benedito, em sua cidade natal. JULIO LOUZADA vol.4, pág. 264.



481 - ALFREDO VOLPI (1896 - 1988)

Bandeirinhas - litografia off set - P.A. - 60 x 45 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.



482 - GINA ARAMBASIC (1932)

Jangadeira - óleo sobre tela - 40 x 20 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2002 -

Nasceu em Belgrado, Iuguslávia, viajando na década de 40 para Veneza, onde estudou na Academia de Belas Artes. Veio para o Brasil em 1952, radicando-se em São Paulo. Foi aluna de Novelli e Solarsky, no MAM-SP. Tem extenso e seleto curriculum de exposições no Brasil e no exterior, com diversas premiações. JULIO LOUZADA, vol 2 - pág 446. Acervo FIEO. -



483 - ULYSSES FARIAS (1960)

Composição - óleo sobre madeira - 30 x 30 cm - dorso -

Desenhista, pintor, fotógrafo, escultor, poeta e professor nascido em São Paulo. Tem participado de muitos eventos culturais, mostras e Salões oficiais em Socorro, SP (2006 a 2014); Brasília, DF (2010); Mairiporã, SP (2007); São Paulo (2013). Recebeu, em 2012, o primeiro lugar em um concurso de fotografias.



484 - ERMELINDO NARDIN (1943)

Figuras - óleo sobre eucatex - 56 x 37 cm - canto inferior esquerdo - 1975 -

Este importante artista de nosso tempo, nasceu em Piracicaba, em 19 de fevereiro. Pintor, desenhista, gravador e professor de desenho e gravura na Escola de Arte de Piracicaba. Artista atuante nos movimentos de arte do País. Sobre a sua obra assim se manifestou o prof. Pietro Maria Bardi: " ... Pintor com uma carga sentimental exuberante nas intensas reflexões dedicadas 'as aventuras do homem, Nardin se manifesta numa temática de figuras animadas no dramático, de composições emotivas." Expõe coletivamente a partir de 1967 - veja-se a extensa lista de mostras constante na bibliografia abaixo. Suas obras encontram-se em diversos museus nacionais (MAC-Campinas, MAC-SP, MASP-SP, etc), instituições do governo (Itamaraty), e tantos outros . JULIO LOUZADA, vol.1 pág. 662 e 663; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 697; ARTE NO BRASIL, pág. 964; Acervo FIEO.



485 - CHICO FERREIRA (1949)

Flores - serigrafia - 147/185 - 47 x 65 cm - canto inferior direito -

Pintor e desenhista mineiro, natural da cidade de Belo Horizonte-MG, onde nasceu a 20 de junho de 1949. Em sua cidade natal inicia-se como autodidata em pintura, integrando em 1976 o Grupo Memória, juntamente com Noêmia Motta (1941), Paulo Laender (1945) e Sanzio de Menezes (1946). Expõe individualmente a partir de 1970, e coletivamente desde 1965, inclusive na Bienal Internacional de São Paulo. "O corte esquemático disseca a forma prisma como cristais, decompõe cores cujos limites se tocam transparecendo luzes. Elementos estruturais de uma composição rica e variada. Mistura antropofágica onde se servem: entranhas das minas/as cores do quente, a ordem composta/o qualquer coisa e, principalmente, a natureza-morta inquieta em planos de mutante cubismo. Lagoa Santa, lugar em Minas, quente, mato solto, roça grande, as aves no campo, a águia, os verdes, a comida na mesa, a varanda, o quintal. O convívio com o natural, a natureza a arte é resultado de somas como aqui, as de Chico Ferreira. "Paulo Laender, in CHICO Ferreira. São Paulo: Galeria Paulo Prado, 1978. JULIO LOUZADA vol. 4, pág. 395; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO.



486 - GEZA HELLER (1902 - 1992)

Paisagem' - óleo sobre eucatex - 30 x 45 cm - canto inferior direito - 1975 -
No estado.-

Natural da cidade húngara de Kecskemer, e falecido no Rio de Janeiro, em 20/3/1992, cidade onde fixou residência. Pintor, desenhista, ilustrador, gravador e arquiteto. Integrou o grupo de sete artistas que em torno de Guignard desenvolvem uma visão introspectiva da natureza. Entre eles Iberê Camargo, Milton Risuro, e outros. Foi premiado com o 1º lugar no concurso de priojetos para a remodelação do Jockey Club de São Paulo. Participou, com premiações, de diversos salões oficiais. TEIXEIRA LEITE, pág. 244; JULIO LOUZADA vol 13 pág. 165; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 598.



487 - EVANDRO SYBINE (1974)

"Fechei os olhos e dormi" - gravura - P.A - 15 x 27 cm - canto inferior direito - 2001 -

Artista plástico, natural de São Paulo, SP. Reside e trabalha há 28 anos em Salvador, BA. Formado pela EBA-UFBA, mestre no PPGAV pela mesma instituição (2010) onde também atuou como professor substituto no Departamento de Expressão Gráfica e Tridimensional (2006, 2007, 2010, 2011). Em 2010 tornou-se professor do curso de gravura em metal das Oficinas de Expressão Plásticas do MAM, BA. Tem participado de várias mostras e exposições oficiais. circuitodasartes.art.br.



488 - ADAM HENDLER (1909 - 1981)

"Vendedores de peixe" - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito e dorso - 1980 -

Pintor, gravador, ceramista e professor nascido em Lódz, Polônia. Assina A. Hendler. Estudou, na Polônia, com Radwanski e Friderick Pautsch (década de 30). Em 1945, imigra para a Suécia, torna-se cidadão sueco e abre uma escola de desenho e pintura, em Lidhoping. Nos anos 50 vai para Paris e estuda na Academia Julien com Saboraud, participando de exposições. Volta para a Suécia até imigrar para o Brasil onde adquriu, em 1977, a cidadania brasileira. A partir de 1954 participa de várias exposições e Salões oficiais sendo premiado de 1974 a 1979, aqui em São Paulo. JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 464, ACERVO FIEO; ITAU CULTURAL.



489 - HEITOR DE PINHO (1897 - 1968)

Barcos - óleo sobre tela - 38 x 45 cm - canto inferior esquerdo -

Nascido e falecido na cidade do Rio de Janeiro, onde estudou na antiga Escola Nacional de Belas Artes. Foi discípulo de Rodolfo Chambelland, Batista da Costa, Lucílio de Albuquerque e Modesto Brocos. Participa de Salões Oficiais a partir de 1924, recebendo diversas premiações. JULIO LOUZADA, vol.11, pág.247; MEC. Vol.3, pág.400; WALMIR AYALA. Vol.2, pág.194; TEIXEIRA LEITE, pág.408; PONTUAL, pág.426.



490 - J. M. RUCK (1939)

"O encanto das flores" - óleo sobre tela - 40 x 30 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2015 -

Pintora, professora e restauradora, Jany Marylene Ruck nasceu em Agudos, SP. Assinava Jany até 1984. Atualmente assina JM. Ruck. Em Campinas fez cursos livres de desenho e pintura com Elenice Menegon, Aldo Cardarelli, Djalma Urban e Álvaro de Batista. Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais. Foi premiada em: São José do Rio Preto, SP (1984, 1985, 1991); Campinas, SP (1985, 1996); São João da Boa Vista, SP (1985); Itatiba, SP (1985,1987, 1988); Mogi Mirim, SP (1987); Poços de Caldas, MG (1987); Piracicaba, SP (1988); Limeira, SP (1989); Araras, SP (1991); Ribeirão Preto, SP (2003). ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 7 PÁG. 614; VOL. 9, PÁG. 750.



491 - TSUGUMASA NOJIRI (1948)

Colheita - óleo sobre tela - 50 x 50 cm - canto inferior direito - 1989 -

Natural de Tukushima, Japão. Procura transportar para as telas toda a beleza das cores do clima tropical brasileiro, terra que adotou para exprimir a sua bela arte. Participou de diversas mostras coletivas, inclusive oficiais, recebendo premiações e excelente crítica. JULIO LOUZADA vol. 3 pág. 810



492 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Paisagem - óleo sobre tela - 65 x 85 cm - não assinado -



493 - GENEVIÈVE CLAISSE (1935)

Composição - serigrafia - 96/100 - 76 x 49 cm - canto inferior direito - Década de 1970 -
Com marca em relevo seco de Denise Rene Editeur - Paris, França.- (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Desenhista, pintora, tapeceira, gravadora, escultora e artista multimídia nascida em Quiévy (Nord), França. Aluna e colaboradora de Auguste Herbin, do qual é aparentada. Sua primeira exposição foi em Paris, em 1958. Depois de 1960 expôs nos Estados Unidos e na maior parte dos Salões franceses e estrangeiros como: Salão de Maio (1960); Bienal de Paris (1965, 1967, 1970 - Prêmio); Salão de Outono (1965, 1970); Tel-Aviv (1965); Montreal, Canadá (1967); Tchecoslováquia (1968); Japão (1969); Egito (1970). Possui obras nos Museus de: Washington; Fundação Joseph Hirshhorn; I.B.M. Corporation, Nova York; Museu Cantonal de Belas Artes de Lausanne; Museu de Chaux-de-Fond; Museu de Grenoble; Chicago (Arte Contemporânea); Buffalo, Albright Knox Art. BENEZIT VOL.3, PÁG. 47; artprice.com; artnet.com; askart.com.



494 - KASUO WAKABAYASHI (1931)

"Kanzashi" - serigrafia - 77/100 - 60 x 60 cm - canto inferior direito - 2013 -

Pintor natural da cidade japonesa de Kobe. Inicia seus estudos na Escola Técnica de Hikone, em Shiga (Japão), em 1944. Em 1946, inicia aprendizado de pintura a óleo. Torna-se membro do Grupo Babel, composto por Rokuichi, Kaibara, Ko Nishimura e outros. Em 1952 monta seu atelier. Em 1961, vem para o Brasil e radica-se em São Paulo, onde integra-se ao Grupo Seibi. Em 1966, é convidado para ser membro do júri do 10º Salão do Grupo Seibi de Artistas Plásticos, salão em que ganha a Grande Medalha de Ouro, na edição de 1963. Em 1968, naturaliza-se brasileiro. Entre 1963 e 1967, participa de várias edições da Bienal Internacional de São Paulo, recebendo o Prêmio Aquisição do Itamarati na 9ª edição. Em 1984, participa da exposição itinerante por Europa e América, Mestres do Abstracionismo Brasileiro; em 1994, participa da Bienal Brasil Século XX, na Fundação Bienal de São Paulo. Em 2001, realiza exposição individual comemorativa dos seus 70 anos, na A Galeria em São Paulo. TEIXEIRA LEITE, pág. 540; PONTUAL, pág. 550; ITAÚ CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 939, Acervo FIEO.



495 - FANG (1931 - 2012)

Casario - serigrafia - 35/100 - 45 x 55 cm - canto inferior direito - 1985 -

Pintor, desenhista, gravador e professor, Chien Kong Fang, ou simplesmente Fang, nasceu na cidade de Tung Cheng, China e faleceu em São Paulo. Estudou sumiê e aquarela na China em 1945. Veio morar em São Paulo com a família em 1951, naturalizando-se brasileiro em 1971. Entre 1954 e 1956, estudou pintura com Yoshiya Takaoka em São Paulo. Viajou, em 1977, para a América do Norte, Europa e Ásia, onde desenvolveu o seu trabalho de pintura. Em 1981, foi realizado o curta metragem biográfico ‘O Caminho de Fang’, em São Paulo. Visitou a China, convidado pelo governo chinês, em 1985. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1959, 1961, 1962, 1978, 1981, 1993, 2005); Salvador, BA (1962); Rio de Janeiro (1978, 1986); Schleswing, Alemanha (1985); Lugana, EUA (1990); Americana, SP (1994); Formosa, Taiwan (1994). Foi premiado no Rio de Janeiro (1957) e em São Paulo (1960 a 1962, 1967 a 1969, 1978, 1979, 1991). Participou do Panorama da Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1978). MEC, VOL. 2, PÁG. 124; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 366; VOL. 6, PÁG. 378; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 189; PONTUAL, PÁG. 201; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; www.fang.com.br; www.artprice.com.



496 - CARLOS SCLIAR (1920 - 2001)

Bule - serigrafia - P.A - 60 x 40 cm - canto inferior direito - 1975 -
Com dedicatória, no estado.

Desenhista, gravador, pintor, ilustrador, cenógrafo, roteirista e designer gráfico que nasceu em Santa Maria da Boca do Monte, RS e faleceu no Rio de Janeiro. Assina Scliar. Estudou com Gustav Epstein, em Porto Alegre, em 1934. Participou, em 1938, da fundação da Associação Riograndense de Artes Plásticas Francisco Lisboa. Entre 1939 e 1947, residindo em São Paulo, integrou a Família Artística Paulista - FAP. No Rio de Janeiro, escreveu e dirigiu em 1944 o documentário 'Escadas', sobre os pintores Arpad Szenes e Vieira da Silva com os quais conviveu desde 1941. Convocado pela Força Expedicionária Brasileira - FEB, participou da Segunda Guerra Mundial, na Itália. Morando em Paris de 1947 a 1950, cursou gravura com Galanis na Escola de Belas Artes e teve contato com o gravador mexicano Leopoldo Méndez. De volta ao Brasil, fundou com Vasco Prado o Clube de Gravura de Porto Alegre. Em 1956, passou a viver no Rio de Janeiro. Foi diretor do departamento de arte da revista 'Senhor' entre 1958 e 1960. Fundou a editora Ediarte, em 1962, com os colecionadores Gilberto Chateaubriand, Michel Loeb, Carlos Nicolaievski e o pintor José Paulo Moreira da Fonseca. Realizou durante toda sua vida exposições individuais e participou de inúmeras coletivas e Salões oficiais, recebendo muitos prêmios. Também foram realizadas várias exposições póstumas. MEC VOL.4, PÁG. 214; TEODORO BRAGA, PÁG. 66; WALMIR AYALA VOL.2, PÁG. 306 a 309; PONTUAL, PÁG. 479 e 480; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG.884; VOL.2, PÁG. 925; VOL.13, PÁG. 305; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; RGS, PÁG. 442; ACERVO FIEO.



497 - AGUILLAR NAVARRO (1917 - 1983)

"Rue Norvins" - óleo sobre tela - 60 x 25 cm - canto inferior esquerdo e dorso - Paris -

Pintor espanhol, natural de Barcelona. Desde os 13 anos de idade, quando residia em Paris, percorria as ruas fazendo delas temas para os seus quadros, o que lhe permitiu realizar a primeira individual aos 16 anos. Sua trajetória artística foi acompanhada de várias exposições com uma série de premiações internacionais e reconhecimento pela crítica francesa. No Brasil, vários foram os prêmios, com menções nos Salões Paulista de Belas Artes. Suas telas retratam Paris ou o Brasil, onde as cores vibrantes irradiam toda a natureza. JULIO LOUZADA vol.9, pág. 614; ACERVO FIEO, pág. 41.



498 - TUNEU (1948)

Composição - serigrafia - 45/75 - 53 x 44 cm - canto inferior direito - 1980 -

Nascido Antonio Carlos Rodrigues, em São Paulo, Capital. Desenhista e pintor, começou a desenhar profissionalmente por volta de 1960. Foi orientado por Tarsila do Amaral em 1966, mesmo ano que começou a participar de exposições. Artista renomado, Tuneu figurou em diversas exposições importantes no país, que trouxeram o panorama da arte dos dias de hoje. JULIO LOUZADA, vol. 12 pág. 410; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 764; LEONOR AMARANTE, pág.185, Acervo FIEO.



499 - J. TRABOULSI (1912 - XX)

"Olhos verdes" - óleo sobre tela - 40 x 32 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor, natural da Siria. Em 1938, foi nomeado pintor oficial da Corte Real do Egito. Fixou residência em São Paulo, naturalizando-se brasileiro, em 1955. Participou das coletivas do Salão do Governo do Egito (1938), recebendo Medalha de Ouro; da Bienal de Veneza (1940); da Bienal de Messina, Itália (1951). Em 1954, o autor ganhou um concurso para idealizar e pintar a Catedral Ortodoxa de São Paulo. Pintou retratos de reis, presidentes e cardeais. Realizou individuais no Cairo, e em São Paulo. MEC, vol. 4, pág. 410



500 - SILVIO OPPENHEIM (1941 - 2012)

Flores - serigrafia - P.A - 70 x 50 cm - canto inferior esquerdo - 1992 -

Nascido em São Paulo, formou-se pela faculdade de arquitetura da USP, em 1965. Inicialmente figurativo, passou para a abstração de forma muito natural. Perfeccionista, usava as cores de forma quase puras em requintado grafismo. Participou de exposições desde 1962 com sempre renovado sucesso de crítica e de público JULIO LOUZADA, vol.11, pág.233; MEC, vol.3, pág.301; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO.



501 - ALEX VALLAURI (1949 - 1987)

Trapezista - técnica mista - 09 x 14 cm - não assinado -
Com selo de identificação do autor.-

Natural de Asmara, Etiópia, faleceu em São Paulo-SP. Grafiteiro, artista gráfico, pintor, desenhista, cenógrafo e gravador. Chegou ao Brasil com a família em 1965. Era residente e ativo na capital paulista. Iniciou-se em xilogravura, retratando personagens do porto de Santos. No começo da década de 1970, formou-se em comunicação visual pela FAAP-SP. Especializou-se em litografia no Litho Art Center de Estocolomo, em 1975. Retornou ao Brasil em 1978, realizando grafites em espaços públicos de São Paulo. Produzia silhuetas de figuras, com tinta spray sobre moldes de papelão. Residiu em Nova York entre 1982 e 1983, onde cursou artes gráficas no Pratt Institute. Nesse período, fez grafites nos muros da cidade. Além de usar o muro como suporte, seus trabalhos estampam camisetas, broches e adesivos. Voltou ao Brasil e começa a lecionar na Faap. Em sua produção destaca-se a série A Rainha do Frango Assado, que é também tema de instalação apresentada na 18ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1985. Retrospectiva Viva Vallauri, realizada no Museu da Imagem e do Som - MIS, em São Paulo, em 1998. JULIO LOUZADA, vol 3 pag 1170; ITAUCULTURAL.



502 - JEAN A. RIGAUD (1912)

Paris - óleo sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Natural de Bordeaux, França, onde nasceu a 15 de junho de 1912. Pintor, adquiriu os primeiros conhecimentos artísticos com o pai, o pintor P. G. Rigaud. Mais tarde ingressou na Escola de Belas Artes de Paris, onde foi aluno de André Devambez, especializando-se em marinhas e paisagens. O artista expôs regularmente na Sociedade Nacional de Belas Artes, obtendo diversas premiações. Diversos museus franceses possuem obras suas em acervo. JULIO LOUZADA, vol. 1 pág. 823



503 - HELIO OITICICA (1937 - 1980)

"Seja marginal seja herói" - serigrafia sobre tecido - 64 x 116 cm - não assinado -

Artista performático, pintor e escultor. Inicia, com o irmão César Oiticica (1939), estudos de pintura e desenho com Ivan Serpa (1923 - 1973) no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro - MAM/RJ, em 1954. Participa do Grupo Frente em 1955 e 1956 e, em 1959, passa a integrar o Grupo Neoconcreto. Em 1964, começa a fazer as chamadas Manifestações Ambientais. Participa das mostras Opinião 66 e Nova Objetividade Brasileira, apresentando, nesta última, a manifestação ambiental Tropicália. Em 1968, realiza no Aterro do Flamengo a manifestação coletiva Apocalipopótese, da qual fazem parte seus Parangolés e os Ovos, de Lygia Pape. Vive em Nova York na maior parte da década de 1970, período no qual é bolsista da Fundação Guggenheim e participa da mostra Information, no Museum of Modern Art - MoMA. Entre 1992 e 1997, o Projeto HO realiza grande mostra retrospectiva, que é apresentada nas cidades de Roterdã, Paris, Barcelona, Lisboa, Mineápolis e Rio de Janeiro. Em 1996, a Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro funda o Centro de Artes Hélio Oiticica, para abrigar todo o acervo do artista e colocá-lo à disposição do público. ITAÚ CULTURAL.



504 - HARTWING BURCHARD (1920)

"Meninos e papagaios" - serigrafia - 14 x 23 cm - canto inferior direito na tela serigráfica -
Obra impressa por Ateliê Mário Della Parra - Serigrafias - Rio de Janeiro, RJ. -

Pintor alemão, estudou na Universidade de Hamburgo, transferindo-se na década de 60 para o Brasil, naturalizando-se em 1967. Realizou exposições individuais no MASP-SP, no MNBA-RJ e na Galeria Debret-Paris. Também participou da Bienal Nacional de São Paulo, do Salão de Inverno de Paris e do Salão Nacional de Artes Plásticas do Rio de Janeiro, entre outros. WALMIR AYALA vol. 1, pág 140.



505 - VASCO PRADO (1914)

Mulher sol - escultura em bronze - 26 x 22 x 07 cm - assinado -
Ex-coleção Antônio Maluf - Galeria Seta - São Paulo - SP. -

Escultor, desenhista e gravador, VASCO PRADO abriu seu primeiro ateliê em 1941. Bolsista do governo francês, estudou na França na Escola de Belas Artes de Paris, tendo recebido ensinamentos de Fernand Léger. De volta ao Brasil em 1951, foi um dos fundadores do Clube de Gravura de Porto Alegre, ao lado de Scliar. Artista atuante, VASCO PRADO valoriza a sua arte pelo esmero e originalidade de suas obras. JULIO LOUZADA vol.9, pág. 699; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 711; ARTE NO BRASIL, pág. 842.



506 - FULVIO PENNACCHI (1905 - 1992)

Músicos - litografia - 37 x 27 cm - não assinado -

Pintor, ceramista, desenhista, ilustrador, gravador, professor nascido na cidade de Villa Collemandina, Itália e falecido em São Paulo. Em 1924 foi para Lucca e iniciou sua formação artística no ‘Regio Istituto di Belle Arti’ onde teve aulas com o pintor Pio Semeghini. Mudou-se para São Paulo em 1929 e dedicou-se a diferentes atividades até 1933, quando passou a auxiliar Galileo Emendabili na execução de monumentos funerários. Em 1935, conheceu Francisco Rebolo, passou a frequentar seu ateliê e conviveu com os artistas do Grupo Santa Helena. Nessa mesma época integrou a Família Artística Paulista e iniciou a produção de painéis em afresco e óleo para residências, igrejas, hotéis e outras edificações, destacando-se os afrescos de grandes dimensões para a Igreja Nossa Senhora da Paz, no bairro do Glicério, executados entre 1941 e 1948. Em 1965, iniciou um período de recolhimento e manteve-se afastado das exposições e do circuito artístico. Em 1973, reabriu seu ateliê e recebeu diversas homenagens no Brasil e na Itália. Nesse mesmo ano conheceu a ceramista Eunice Pessoa e com ela desenvolveu um grande número de peças que foram expostas em 1975. Sem nunca ter abandonado as atividades artísticas, voltou a figurar em diversas mostras e continuou a produzir painéis em afresco. Em 1980, Pietro Maria Bardi publicou um livro sobre sua obra. Nove anos depois, foi lançado o livro ‘Ofício Pennacchi’, organizado por Valério Antonio Pennacchi, responsável também pela publicação, em 2002, do livro ‘Fulvio Pennacchi: Pintura Mural’. Importante retrospectiva da obra do artista foi realizada, em 1973, no MAM - São Paulo. TEODORO BRAGA, PÁG. 192; MEC, VOL, 3, PÁG. 365; WALMIR AYALA, VOL, 2, PÁG. 182; PONTUAL, PÁG. 416; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 784; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 740; ACERVO FIEO.



507 - JESUÍNO LEITE RIBEIRO (1935 - 2012)

Fachada - óleo sobre eucatex - 45 x 64 cm - canto inferior direito -
Ex-coleção Antônio Maluf - Galeria Seta - São Paulo - SP. -

Jesuíno Leite Ribeiro nasceu e faleceu em Guaxupé, MG. Foi pintor, desenhista, gravador e professor. Assinava Jesuíno e era, na família, conhecido como Zino. Estudou na Escola de Belas Artes de Belo Horizonte e na antiga Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, onde se aperfeiçoou em gravura com Oswaldo Goeldi. Foi professor de desenho no Instituto Central de Artes da Universidade de Brasília. Exposições individuais: Rio de Janeiro (1960, 1969, 1970, 1977, 1979); São Paulo (1963, 1966, 1980, 1983, 1986); Salvado, BA (1963); Roma, Itália (1971, 1972); Campinas, SP (1983); Guaxupé, MG (2010, 2011). Participou de várias mostras oficiais e foi premiado em: Belo Horizonte, MG (1957, 1959); Salvador, BA (1963). JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 495; VOL. 2, PÁG. 535; VOL. 10, PÁG 451; MEC VOL. 2, PÁG. 374; PONTUAL PÁG. 279; ITAU CULTURAL.



508 - CARYBÉ (1911 - 1997)

"De tardinha" - serigrafia - 74/200 - 30 x 40 cm - canto inferior direito -
Reproduzido no catálogo da Mostra Itinerante do artista realizada em treze capitais em 1995. -

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



509 - JOSÉ ANTONIO DA SILVA (1909 - 1996)

"Na charrete" - gravura - P.A. IIII/XX - 37 x 45 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, escritor, escultor, repentista nascido em Sales de Oliveira, SP e falecido em São Paulo. Trabalhador rural, de pouca formação escolar, foi autodidata. Em 1931, mudou-se para São José do Rio Preto, SP. Participou da exposição de inauguração da Casa de Cultura da cidade (1946), quando suas pinturas chamaram atenção dos críticos Lourival Gomes Machado, Paulo Mendes de Almeida e do filósofo João Cruz e Costa. Dois anos depois, realizou mostra individual na Galeria Domus, SP. Nessa ocasião Pietro Maria Bardi, diretor do MASP, adquiriu seus quadros e depositou parte deles no acervo do museu. O MAM, SP editou seu primeiro livro, ‘Romance de Minha Vida’ (1949). Na 1ª Bienal Internacional de São Paulo (1951), recebeu prêmio aquisição do ‘Museum of Modern Art’ (MoMA) de Nova York. Em 1966, o artista criou o Museu Municipal de Arte Contemporânea de São José do Rio Preto e gravou dois LPs, ambos chamados ‘Registro do Folclore Mais Autêntico do Brasil’, com composições de sua autoria. No mesmo ano, ganhou Sala Especial na 33ª Bienal de Veneza. Publicou ainda os livros ‘Maria Clara’ (1970), ‘Alice’ (1972); ‘Sou Pintor, Sou Poeta’ (1982); e ‘Fazenda da Boa Esperança’ (1987). Transferiu-se de São José do Rio Preto para São Paulo, em 1973. Em 1980, foi fundado o Museu de Arte Primitivista José Antônio da Silva (MAP), em São José do Rio Preto, com obras do artista e peças do antigo Museu Municipal de Arte Contemporânea. Realizou inúmeras exposições individuais e participou de muitos certames oficiais pelo Brasil e exterior recebendo muitos prêmios. MEC, vol. 4, pág. 256; PONTUAL, pág. 493 e 494; TEIXEIRA LEITE, pág. 478; JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 958; ARTE NO BRASIL, vol. 2, pág. 958; BENEZIT, vol. 9, pág. 602; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 227; ITAU CULTURAL; LEONOR AMARANTE, pág. 171; Acervo FIEO.



510 - HARRY ELSAS (1925 - 1994)

Camponeses - óleo sobre tela - 80 x 60 cm - canto inferior esquerdo - LXXXII -

Muralista, gravador, pintor, Heinz Hugo Erich Elsas nasceu em Stuttgart, Alemanha e faleceu em Taubaté, SP. Iniciou a carreira artística como autodidata. Radicado no Brasil desde 1936 foi fortemente influenciado pela cultura regional do Nordeste. Em 1945 recebeu orientações de Lasar Segall e realizou sua primeira mostra individual no Ministério da Educação e Cultura no Rio de Janeiro. A partir de 1970, fixou-se em São Paulo e executou murais para o Banco Safra (1971) e Banco Cidade de São Paulo (1976). Realizou exposições individuais em São Paulo, Rio de Janeiro e Estados Unidos. Participou de coletivas no Brasil e no exterior a partir de 1962. JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 355; MEC VOL, 2, PÁG, 111; TEIXEIRA LEITE PÁG 176; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



511 - JOSÉ PROCOPIO DE MORAES (1929)

"Pirapora do Bom Jesus" - óleo sobre tela - 50 x 64 cm - canto inferior direito - 1966 -

Natural e ativo na cidade de Santana do Parnaíba, SP, onde nasceu em 28 de abril de 1929. Pintor e desenhista, é considerado um dos mais importantes intérpretes da paisagem brasileira. Sua fama é decorrência das belas composições de suas naturezas mortas e das solenes paisagens das cidades históricas mineiras. JULIO LOUZADA, vol. 13, Pág. 273, Acervo FIEO. -



512 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Trabalhadores - óleo sobre tela - 46 x 55 cm - canto inferior direito ilegível -



513 - ALUISIO CARVÃO (1920 - 2001)

Composição - aquarela - 22 x 13 cm - canto inferior direito -

Importante pintor, escultor, Ilustrador, ator e cenógrafo brasileiro, natural de Belém-PA. Em 1952 estuda pintura com Ivan Serpa, no MAM-RJ, participando, entre 1954 e 1956, Grupo Frente e, entre 1960 e 1961, integra o Grupo Neoconcreto. Nos anos seguintes viaja para a Europa com o prêmio de viagem recebido no SNAM-RJ. No fim dos anos 60 passa a empregar materiais não tradicionais, como tampinhas metálicas de garrafa, pregos e barbante agrupados em suportes de madeira. Em 1996 ocorre retrospectiva de sua obra no Museu Metropolitano de Arte, em Curitiba, no Museu de Arte Moderna - MAM/BA e no MAM/RJ. "A preocupação inicial de Aluísio Carvão era com a forma: reduzir a obra a estruturas elementares, gestálticas. A partir da dissidência neoconcreta, da qual fez parte, é a cor que irá se impor, envolvendo a estrutura, ou melhor, a cor é, ela mesma, espaço. Carvão não é um pintor metafísico. Através da cor ele revela sua relação sensual com o mundo. Como ele diz: ´Vermelhos-guarás, araras, aroma das flores de manacá, o som do vento terral, o calor equatorial, o amarelo-laranja do sol, ressonâncias atávicas de Van Gogh e Mondrian, em trânsito pela Península Ibérica, Nordeste, Amazônia e nosso litoral daqui´. Nas pinturas da ´série cromativa´ ou no ´cubocor´ da fase neoconcreta, Carvão dá à cor sua máxima concretude e fisicalidade, mas, feito isto, ocorre a retração da cor, que se mutiplica em complementares, abrindo caminho para a caracterização como espaço lírico, território da memória. Sua linguagem e seus motivos são aéreos: sóis, luas, pipas, bandeirolas, mastros, arcos. Enfim, são formas que voam e ascendem, sem contudo perder o vínculo com a terra. " Frederico Morais, in MORAIS, Frederico. Vertente construtiva. In: DACOLEÇÃO: os caminhos da arte brasileira. São Paulo: Júlio Bogoricin, 1986. p. 131-132. JULIO LOUZADA, vol. 5 pág. 210/211; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, 655; LEONOR AMARANTE, 75; ARTE NO BRASIL, 921; Acervo FIEO.



514 - RUBENS IANELLI (1953)

Composição - serigrafia - 91/100 - 65 x 46 cm - canto inferior direito - 2010 -

Pintor, desenhista, escultor, designer, ilustrador e médico, Rubens Vaz Ianelli nasceu em São Paulo. Filho do artista plástico Arcangelo Ianelli e sobrinho de Thomaz Ianelli, pintor e aquarelista, Rubens é autodidata, mas teve uma estreita ligação com as artes desde a infância. Destaca-se, ao longo de sua carreira, a partir da década de 1970, a ativa participação nos Salões oficiais do país onde obteve muitos prêmios: São Caetano do Sul, SP (1972, 1973, 1981); Santos, SP (1973); Santo André, SP (1973); Rio Claro, SP (1981); Rio de Janeiro, RJ (1988); São Paulo (1987, 1989). Realizou exposições individuais em: São José dos Campos, SP (1981, 2007); São Paulo (1989); Rio de Janeiro (1989, 2003, 2005); Santos, SP (1991 - sala especial na Bienal); Vitória, ES (1993); Belo Horizonte, MG (1999, 2003); Porto Alegre, RS (2005); Lisboa, Portugal (2008). www.rubensianelli.com.br; www.artprice.com.



515 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulata - serigrafia - H.C. XXI/XXX - 63 x 45 cm - canto inferior direito -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



516 - L. FILIPPO (XX - XX)

No quintal - óleo sobre eucatex - 50 x 61 cm - canto inferior direito - 1934 -

Pintor e desenhista ativo no Rio de Janeiro com diversas participações em mostras coletivas. MEC VOL. 2, PÁG. 177; JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 401.



517 - RENINA KATZ (1925)

"Tramas e ramas" - litografia - 98/100 - 54 x 36 cm - canto inferior direito -

Gravadora, desenhista, ilustradora e professora, Renina Katz Pedreira nasceu no Rio de Janeiro. Assina Renina e Renina Katz. Cursou a Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1947 a 1950) e teve como professores, entre outros, Henrique Cavalleiro e Quirino Campofiorito. Licenciou-se em desenho pela Faculdade de Filosofia da Universidade do Brasil. Iniciou-se em xilogravura com Axl Leskoschek, em 1946. Incentivada por Poty, ingressou no curso de gravura em metal, oferecido por Carlos Oswald no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro. Mudou-se para São Paulo em 1951, e lecionou gravura no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand e, posteriormente, na Fundação Armando Álvares Penteado, até a década de 1960. Em 1956, publicou o primeiro álbum de gravuras, intitulado ‘Favela’. A partir dessa data, foi docente da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo por 28 anos. Realizou muitas exposições individuais pelo Brasil, EUA, Chile, Paraguai, Portugal, Itália, Holanda e participou, entre as diversas mostras e Salões oficiais, das: Bienal Internacional de São Paulo (1955, 1959, 1961, 1963, 1985, 1989); Bienal de Veneza, Itália (1956, 1986); Panorama da Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1974, 1977, 1980, 1984). Foi premiada no Rio de Janeiro (1951, 1952) e em São Paulo (1955, 1984). MEC VOL.2, PÁG.403; PONTUAL, PÁG. 288; WALMIR AYALA VOL.1, PÁG.441; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG.15; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 606; ARTE NO BRASIL; www.artprice.com; www.catalogodasartes.com.br; www.editora.unicamp.br; www.laboratoriodasartes.com.br; artenaescola.org.br.



518 - ARLINDO MESQUITA (1924 - 1987)

Figura - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito -

Pintor figurativo de orientação tradicional, Arlindo Mesquita foi autodidata, e começou a pintar e esculpir aos 13 anos. Natural de Arcoverde, PE, transferiu-se para Recife, onde ingressou aos 15 anos na Escola de Aprendizes Marinheiros daquela cidade, servindo até 1944 na Marinha. Desde então fixou residência no Rio de Janeiro, onde foi desenhista de publicidade e pintor expositor frequente do SNBA. No II Salão Pancetti, realizado naquela cidade, em 1967, obteve prêmio de viagem a Paris. JULIO LOUZADA vol.11, pág. 212; PONTUAL pág. 359; MEC vol. 3, pág. 142; TEIXEIRA LEITE, pág. 323; ITAU CULTURAL.



519 - FERNANDO P (1917 - 2005)

Roda de samba - óleo sobre tela - 38 x 46 cm - canto inferior direito e dorso -
No estado.-

Nascido FERNANDO Clóvis Pereira, em São Luis do Maranhão, MA. Assina suas obras Fernando P. Realizou exposição em 1938 em sua cidade natal, transferindo-se após para o Rio de Janeiro, onde foi discípulo de Santa Rosa. Aperfeiçoou seus estudos em Paris, com André Lothe (pintura) e Gino Severini (mosaico). Expôs regularmente no SNAM-RJ, a partir de 1943, com um grande numero de premiações. JULIO LOUZADA, vol. 1 pág. 377; ITAÚ CULTURAL.



520 - TADASHI KAMINAGAI (1899 - 1982)

Composição - óleo sobre eucatex - 40 x 40 cm - canto inferior esquerdo - 1969 -

Pintor, desenhista, professor, Tadashi Kaminagai nasceu em Hiroshima, Japão e faleceu em Paris, França. Por iniciativa da família, ingressou aos 14 anos num mosteiro budista na cidade japonesa de Kobe. Dois anos depois, viajou para as Índias Ocidentais Holandesas, atual Indonésia, atuando como missionário e agricultor até 1927. Nesse ano, decidido a seguir carreira artística, mudou-se para Paris, onde conheceu o artista Tsugouharu Foujita, que o orientou na pintura. Paralelamente à atividade artística, trabalhou como moldureiro. No início da década de 1930, expôs quadros nos salões parisienses e retornou ao Japão em 1938. Embarcou para o Brasil um ano após a eclosão da Segunda Guerra Mundial trazendo consigo uma carta de recomendação endereçada a Candido Portinari. Fixou residência no Rio de Janeiro e, em 1941, instalou ateliê e oficina de molduras no bairro de Santa Teresa, onde trabalhou e atuou como professor de diversos artistas brasileiros e nipo-brasileiros, como Inimá de Paula, Flavio-Shiró e Tikashi Fukushima, entre outros. Sua primeira exposição individual, por volta de 1945, foi organizada por Portinari no Rio de Janeiro. Em 1947, passou a integrar o Grupo Seibi. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais como a 1ª e 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1951 e 1953). Foi premiado no Rio de Janeiro (1944, 1950). Retornou ao Japão em 1954 e três anos mais tarde voltou a fixar-se em Paris. Viveu entre o Japão, a França e o Brasil, até seu falecimento. ITAU CULTURAL; TEODORO BRAGA, PÁG.134; BENEZIT, VOL.6, PÁG.152; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁG.; MEC, VOL.2, PÁG.401; PONTUAL, PÁG.287; WALTER ZANINI, PÁG. 643; ARTE NO BRASIL; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 506; ACERVO FIEO.



521 - FERNANDO ODRIOZOLA (1921 - 1986)

Composição - gravura - P.A. - 46 x 18 cm - canto inferior direito - 1962 -

Fernando Pascual Odriozola nasceu em Oviedo, Espanha e faleceu em São Paulo. Pintor, desenhista e gravador. Começou a pintar em 1936. Veio para o Brasil em 1953 e fixou residência em São Paulo. No ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual na Galeria Portinari. O Museu de Arte Moderna de São Paulo dedicou-lhe outra individual, em 1955. Na década de 1960, lecionou no Instituto de Arte Contemporânea da Fundação Armando Álvares Penteado e colaborou como ilustrador nos jornais O Estado de S. Paulo e Diário de S. Paulo, e na revista Habitat. Em 1964, integrou, com Wesley Duke Lee , Yo Yoshitome e Bin Kondo , o Grupo Austral, ligado ao movimento internacional Phases. Participou das 7ª, 8ª, 9ª, 12ª, 13ª, 14ª, 15ª e 18ª Bienais Internacionais de São Paulo onde foi premiado na 7ª, 8ª, e 14ª edição; da 7ª Bienal de Tóquio; dos 2º e 5º Panoramas da Arte Atual Brasileira, entre outras. No ano de seu falecimento, o Centro Cultural São Paulo (CCSP) realizou uma exposição retrospectiva póstuma em sua homenagem. JULIO LOUZADA VOL.11, PÁG. 231; MEC VOL.3, PÁG.291; PONTUAL PÁG. 389; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 737; ARTE NO BRASIL PÁG.907; LEONOR AMARANTE PÁG. 143; ACERVO FIEO.



522 - ANGELO SIMEONE (1899 - 1963)

Nu - óleo sobre tela - 53 x 87 cm - canto inferior esquerdo - 09-01-1942 - São Paulo -

Pintor italiano, veio com a família para o Brasil em 1901, fixando-se em São Paulo, onde, aos dezessete anos, passou a freqüentar o Liceu de Artes e Ofícios como aluno de José Perissinoto. Participando regularmente do SPBA, nele obteve o prêmio Prefeitura de São Paulo, 1934,1953 e 1956, medalha de bronze,1935, pequena e grande medalhas de prata 1941 e 1944, primeiro prêmio Governo do Estado 1957, prêmios de aquisição 1957, 1959, 1961 e 1962, prêmio Caixa Econômica Federal de São Paulo, 1963 e prêmio Polifix, 1964. Conquistou, ainda, medalha de prata no Salão Santista de Belas Artes do Rio Grande do Sul. Foi incluído na mostra 50 Anos da Paisagem Brasileira, organizada por Sergio Miliet, em São Paulo . Há obras de sua autoria na Pinacoteca e no Palácio do Governo desse último Estado. Quirino da Silva focalizou-o na sua coluna do Diário da Noite (São Paulo, 20 de junho de 1968). TEODORO BRAGA, pág. 216; MEC, vol.4, pág. 285; PONTUAL, pág. 497; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 340; TEIXEIRA LEITE, pág. 483; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO, pág. 388, RUTH TARASANTCHI.



523 - MESSIAS NEIVA (1948)

Menina - óleo sobre tela - 16 x 22 cm - canto inferior direito e dorso - Rio de Janeiro -

Pintor e cartazista, suas atividades artísticas foram desenvolvidas em Duque de Caxias, RJ, onde também foi professor da Escolinha de Arte que aí existiu. Foi aluno de Modestino Kanto. Participou do Salão Nacional de Belas Artes-RJ em 1971. JULIO LOUZADA vol. 13 pág. 238



524 - CLÁUDIO ROCHA (XX)

Composição - técnica mista - 16 x 11 cm - canto inferior direito - 2012 -

Designer, tipógrafo, editor e representante do Brasil na ATypI - Associação Tipográfica Internacional. Junto comTony de Marco,foi o idealizador da revista 'Tupigrafia' (Prêmio Brasil Faz Design 2002). Publicou 'Projeto tipográfico - Análise e produção de fontes digitais' da coleção Textos Design, 'A eterna Franklin Gothic e Trajan' da coleção 'Qual é o seu tipo', Edições Rosari. tipografos.net.



525 - MESTRE GALDINO (1929 - 1996)

Figura - escultura em cerâmica - 25 x 18 x 12 cm - assinado -

Manuel Galdino de Freitas nasceu na cidade pernambucana de São Caetano, próximo ao Alto do Moura onde faleceu. Em 1940, mudou-se para Caruaru, PE, onde passou a trabalhar em olaria, fazendo telhas e tijolos. Tornou-se funcionário municipal trabalhando na construção civil. Nas horas vagas, distraía-se modelando figuras de barro, entre elas a de Judas, para as brincadeiras de malhação da Semana Santa. Sua trajetória como artista teve início a partir de 1974, quando foi destacado pela prefeitura para executar serviços no Alto do Moura, onde fez amigos que o introduziram na arte de "bonecos", principal atividade local. Apaixonou-se de tal maneira pela modelagem em cerâmica, que se despediu do trabalho público e mudou-se com a família para o Alto do Moura. Tentou vários negócios alternativos, ao mesmo tempo em que se dedicou febrilmente à produção de novos bonecos. Suas criações formaram um repertório de obras delirantes e originais, consagrando os monstros autofágicos e outros personagens de forte conteúdo onírico, como Lampião-Sereia e São Francisco Cangaceiro. O Museu do Barro de Caruaru e o Memorial Mestre Galdino, criado em 1996, são alguns dos museus onde se pode admirar sua obra. ITAU CULTURAL; www.popular.art.br; artepopularbrasil.blogspot.com.br.



526 - PAULA KADUNC (1954)

Composição - acrílico sobre tela - 60 x 40 cm - dorso - 2015 -
Obra 573 do catálogo da artista.-

Paula Kadunc, pseudônimo artístico de Maria Paula Kadunc, nasceu em São Paulo. Frequentou um curso clássico de arte e comunicação na época de colégio. Formou-se em historia (1975) e nos anos seguintes realizou viagens de estudo pela Europa, Japão, China e Filipinas. No inicio da década de 80 trabalhou no Museu de Arte de São Paulo como assessora de imprensa e relações publicas auxiliando ainda na curadoria de diversas exposições. Na década de 90 frequentou o ateliê do escultor Paulo Tadee onde trabalhou com desenhos e pinturas geométricas e passou a fundir esculturas em bronze. Estudou técnica de pintura com Marysia Portinari. Tem participado com suas obras de várias exposições coletivas e leilões de arte. Possui obras em diversas coleções particulares e no Museu de Arte do Parlamento de São Paulo. www.artemaisnet.com.br/artistas/paula-kadunc.html; www.catalogodasartes.com.br; www.al.sp.gov.br; www.artprice.com; www.askart.com.



527 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Gato Verde" - Acrílica sobre papel cartão - 30 x 42 cm - canto inferior esquerdo - Década de 2000 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins. -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



528 - ANTONIO GOMIDE (1895 - 1967)

Nu - desenho a lápis - 45 x 30 cm - centro inferior -

Pintor, escultor, decorador e cenógrafo. Antonio Gonçalves Gomide nasceu em Itapetininga, SP e faleceu em Ubatuba, SP. Mudou-se com a família para a Suíça em 1913, e frequentou a Academia de Belas Artes de Genebra até 1918, onde estudou com Gillard e Ferdinand Hodler. Mudou-se para a França na década de 1920. Em 1922, em Toulouse, trabalhou com Marcel Lenoir, com quem aprendeu a técnica do afresco. De 1924 a 1926, em Paris, instalou ateliê e entrou em contato com artistas europeus ligados aos movimentos de vanguarda. No ambiente parisiense, conviveu também com Victor Brecheret e Vicente do Rego Monteiro. Retornou ao Brasil em 1929. Em 1932, atuou na fundação da Sociedade Pró-Arte Moderna e fundou o CAM (Clube dos Artistas Modernos), juntamente com Flávio de Carvalho, Carlos Prado e Di Cavalcanti. Na área das artes decorativas, com Regina Graz e John Graz, é considerado um dos introdutores do estilo ‘art deco’ no país. Nos anos 60, a perda de sua visão o obriga a mudar novamente seu destino como artista. Em uma relutância em abandonar a arte, dedicou-se a lecionar, transmitindo para novas gerações a herança modernista. Foi a escultura, no entanto, que lhe permitiu continuar sua produção, apesar da dificuldade em enxergar. Com a visão bastante comprometida, retirou-se para Ubatuba, onde viveu em reclusão até a sua morte. Em 1968 o Museu de Arte Contemporânea dedicou-lhe importante retrospectiva. THEODORO BRAGA, PÁG.110, REIS JUNIOR, PÁG. 377; PONTUAL, PÁG. 244; MEC, VOL. 2, PÁG. 275; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 353, ART PRINCE ANNUAL 2000, PÁG. 955; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 222; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 548; ARTE NO BRASIL, PÁG. 694; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 427; ACERVO FIEO; www.mac.usp.br; web.artprice.com.



529 - MARCIO SCHIAZ (1965)

"Aterro do Flamengo" - óleo sobre tela - 30 x 50 cm - canto inferior esquerdo e dorso -

Paulistano, o pintor nasceu em 10/5/1965. Estudou na APBA-SP, onde desenvolveu curso de desenho e pintura, frequentado sessões de modelo vivo. Individuais desde 1989 e coletivas em Salões Oficiais, com sucesso de crítica. Recebeu diversos prêmios. JULIO LOUZADA, vol.13, pág. 304; Acervo FIEO.



531 - AGUSTIN SALINAS Y TERUEL (1862 - 1915)

Paisagem - óleo sobre madeira - 24 x 14 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor espanhol, estudou em Madri, na Escola Superior de Pintura, e na Academia Espanhola de Roma. Viveu muitos anos na Itália, para onde se transferiu em 1883 e onde mais tarde manteve ateliê com o irmão Pablo Salinas. Segundo José Roberto Teixeira Leite, era um boêmio "despreocupado com os bens materiais e levando vida desorganizada". Obsessivo por viagens, esteve várias vezes na Holanda e mais de uma vez no Brasil, tendo aqui participado da Exposição Geral de Belas Artes de 1910. Consta que também realizou exposições em São Paulo e Rio de Janeiro. Sua obra integra diversos museus da Europa e, no Brasil, o acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo e de coleções particulares. BENEZIT, vol. 9, pág. 249; BOLAFFI, vol. 12, pág. 305; MAYER/84, pág. 1156; TEODORO BRAGA, pág. 210; ANUAIRE DES COTES INTERNATIONAL, pág. 1728; ART PRICE ANNUAL 2000, pág. 2202.



532 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Figuras - óleo sobre tela - 50 x 61 cm - canto inferior direito ilegível -



533 - JOAN MIRÓ (1893 - 1980)

Composição - litografia off set - CCXLII/CCC - 43 x 60 cm - canto inferior direito na matriz -
Edição póstuma executada por Ediciones Polígrafa - Barcelona, Espanha - 1983, conforme marca em relevo seco.- (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador, ceramista e escultor. Assinava Joan Miró e Miró. Nasceu em Montroig, Espanha e faleceu em Palma de Mallorca - Ilhas Baleares, Espanha. Entrou para Escola de Belas Artes de Barcelona com quinze anos, aperfeiçoando-se com o arquiteto Gali. Começou a expor em 1918 na sua terra natal e pouco depois, transfere-se para Paris. Assinou o manifesto surrealista em 1924. Em 1940 voltou à Espanha - Mallorca. Trabalhou com o ceramista Llorens Artigas. Em 1947 realizou um mural em Cincinnati, EUA, e um para a Universidade de Harvard, em 1950 (hoje substituído por uma cópia cerâmica, cujo original se encontra no MOMA de Nova York). Em 1958 trabalhou em dois gigantescos murais em cerâmica para a UNESCO, em Paris. A Fundação Joan Miró foi inaugurada em Montjuic, Barcelona, em 1975. Outras obras suas podem ser vistas na maioria dos museus e coleções de arte moderna espalhados pelo mundo. JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG.638; VOL. 4, PÁG. 746; VOL. 6, PÁG. 735; VOL.8, PÁG. 576; BENEZIT, VOL. 7, PÁG. 435; ITAU CULTURAL; DICIONÁRIO OXFORD DE ARTE – MARTINS FONTES.



534 - SERGIO MILLIET (1898 - 1966)

Profeta - óleo sobre eucatex - 40 x 30 cm - centro superior -
Ex-coleção Tina Costa e Silva.-

Nascido e falecido em São Paulo, Capital. Poeta, ensaísta, crítico literário e de arte, e pintor. Ao lado de suas múltiplas atividades de poeta, crítico e estudioso das artes plásticas, Sergio Milliet também foi assíduo pintor de domingo, especialmente das praias de Santos. Foi diretor artístico do MAM-SP, o qual organizou em 1969, uma exposição de sua pintura, comentada no Jornal do Brasill, de 22/9/1969. PONTUAL, pág. 361; JULIO LOUZADA vol.10, pág. 598; ITAÚ CULTURAL; TEIXEIRA LEITE, pág. 325. Acervo FIEO.



535 - TAPETE ORIENTAL,


Feito a mão, de lã, Sumakh, medindo 203 x 143 cm = 2,90 m².-



536 - CÂNDIDO PORTINARI (1903 - 1962)

"Grupo de homens" - gravura - H.C. - 34 x 25 cm - canto inferior direito -
Registrado no Projeto Portinari obra no tema Figura Humana/Homem. -

Pintor, gravador, ilustrador e professor. Nasceu em Brodósqui, SP e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou-se na pintura em meados da década de 1910, auxiliando na decoração da Igreja Matriz de Brodósqui. Em 1918, mudou-se para o Rio de Janeiro e, no ano seguinte, ingressou no Liceu de Artes e Ofícios e na Escola Nacional de Belas Artes , na qual cursou desenho figurativo com Lucílio de Albuquerque e pintura com Rodolfo Amoedo , Baptista da Costa e Rodolfo Chambelland . Em 1929, viajou para a Europa com o prêmio de viagem ao exterior, e percorreu vários países durante dois anos. Em 1935, recebeu prêmio do Carnegie Institute de Pittsburgh pela pintura ‘Café’, tornando-se o primeiro modernista brasileiro premiado no exterior. No mesmo ano, foi convidado a lecionar pintura mural e de cavalete no Instituto de Arte da Universidade do Distrito Federal, quando teve como alunos Burle Marx e Edith Behring , entre outros. Em 1936, realizou seu primeiro mural, que integrou o Monumento Rodoviário da Estrada Rio-São Paulo. Em seguida, convidado pelo ministro Gustavo Capanema pintou vários painéis para o novo prédio do Ministério da Educação e Cultura (MEC). Em 1940, após exposição itinerante pelos Estados Unidos, a Universidade de Chicago publicou o primeiro livro a seu respeito, ‘Portinari: His Life and Art’. Em 1941, pintou os painéis para a Biblioteca do Congresso em Washington D.C.. Em 1956, com a inauguração dos painéis ‘Guerra e Paz’ na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, recebeu o prêmio Guggenheim. BENEZIT, VOL.8, PÁGS. 440; REIS JUNIOR, PÁGS. 383; TEODORO BRAGA, PÁGS. 195; PONTUAL, PÁGS. 432; MEC, VOL.3, PÁGS 427; MAYER. 89, PÁG.1327; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 550; ARTE NO BRASIL, PÁG. 571; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12; F. ACQUARONE, PÁG. 241



537 - LOTHAR CHAROUX (1912 - 1987)

Linhas - serigrafia - P.A. - 30 x 30 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista e professor austríaco, natural de Viena. Assinava Charoux. Iniciou os estudos artísticos com seu tio, o escultor austríaco Siegfried Charoux. Transferiu-se para o Brasil em 1928, fixando residência em São Paulo. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios da cidade onde conheceu Valdemar da Costa, com ele fazendo aprendizado de pintura a partir de 1940. Posteriormente passa a lecionar desenho no Liceu de Artes e Ofícios e no SENAI. Em 1947, realizou sua primeira exposição individual, na Galeria Itapetininga. Em 1952, participou da fundação do Grupo Ruptura, ao lado de Waldemar Cordeiro, Geraldo de Barros, Anatol Wladyslaw e outros. Com Hermelindo Fiaminghi e Luiz Sacilotto , cria a Associação de Artes Visuais NT - Novas Tendências, em 1963. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras oficiais nacionais como a Bienal Internacional de São Paulo (I a IX, XII, XIII), Panorama da Arte Atual Brasileira (1º ao 3º, 6º, 9º, 11º, 12º) e no exterior. É homenageado com retrospectiva no Museu de Arte Moderna de São Paulo e no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro em 1974. Em 2005, é publicado o livro ‘Lothar Charoux: A Poética da Linha’, pela historiadora de arte Maria Alice Milliet. PONTUAL, PÁG. 131; MEC VOL. 1, PÁG. 433; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 254; VOL. 9, PÁG.207; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 645; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; ACERVO FIEO.



538 - ALFREDO EUGUL SAMAD (XX)

"Mulheres do povo" - óleo sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior esquerdo - 10-03-1980 -

Pintor argentino natural de Navarro, Provincia de Buenos Aires. Fixou residência no Brasil a partir de 1954. Expôs individualmente em Buenos Aires em 1951, participando de coletivas a partir de 1953, destacando-se: III Salão Nacional de Artes Plásticas do Rio de Janeiro (Gravura), Salão Museu de Arte Moderna -MAM-SP (Desenho) e III Salão Brasileiro de Arte (Fundação Mokiti Okada) São Paulo (pintura). Recebeu o Prêmio Aquisição no III Salão de Arte Contemporânea de Americana-SP.



539 - AUGUSTE RIVOIRE (1878 - XX)

Mosqueteiro - óleo sobre madeira - 11 x 10 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista e escultor nascido em Paris, França. Foi aluno de seu pai e de Redon. Participou de mostras oficiais do Salão dos Artistas Franceses e se tornou membro da Sociedade dos Artistas Franceses após 1908. BENEZIT VOL. 8, PÁG. 788; www.blouinartinfo.com; www.invaluable.com; www.askart.com; www.auction.fr.



540 - RAIMUNDO DE OLIVEIRA (1930 - 1966)

Sofrimento - técnica mista - 50 x 70 cm - canto inferior esquerdo - 1959 -

Raimundo Falcão de Oliveira nasceu em Feira de Santana, BA e faleceu em Salvador, BA. Pintor, desenhista e gravador. Iniciou-se nas artes por intermédio da mãe, pintora de temática religiosa, que o encaminhou para o desenho e a pintura, como também o orientou na religião. Incentivado pela professora de desenho, expôs pela primeira vez no Ginásio Santanópolis, onde retratou os professores da escola. Após a conclusão do curso ginasial, em 1947, seguiu para Salvador, onde fez cursos regulares de pintura com Maria Célia Amado, na Escola de Belas Artes da Universidade da Bahia, e conheceu Mario Cravo Júnior e Jenner Augusto . Realizou a primeira individual no hall da Prefeitura de Feira de Santana, em 1951, momento em que se ligou a um grupo de artistas independentes, responsável pelos ‘Cadernos da Bahia’. Residiu em São Paulo de 1958 a 1964, depois voltou a morar na Bahia. Viveu no Rio de Janeiro entre 1965 e 1966. Realizou exposição individual no MAM, RJ (1966), entre outras, e participou, também entre outras, da 7ª e 8ª Bienal de São Paulo (1963 e 1965). Em Salvador foi premiado em 1955 e 1956. No ano de sua morte foi editada a ‘Pequena Bíblia de Raimundo de Oliveira. Xilogravuras’, pela Galeria Bonino e Petite Galerie, organizada por Julio Pacello, com prefácio de Jorge Amado. Em 1982, foi publicado o segundo álbum do artista, ‘Via Crucis’, pela Fundação Cultural do Estado da Bahia, e foi inaugurada a Galeria Raimundo de Oliveira, em Salvador. TEIXEIRA LEITE, 365; PONTUAL, 394; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; MEC VOL. 3, PÁG. 299; JULIO LOUZADA VOL. 7, PÁG. 524; ACERVO FIEO.



541 - CARLOS PRADO (1908 - 1992)

Procissão - desenho a nanquim - 20 x 23 cm - canto inferior esquerdo - 1940 -

Arquiteto, pintor, gravador e ceramista paulistano. Recebeu menção honrosa no SPBA de 1935, participando também na I e II BSP e na exposição de Arte Moderna no Brasil, realizada em Buenos Aires, Rosário, Santiago do Chile e Valparaíso, em 1957. No dizer de TEIXEIRA LEITE, em sua obra A Gravura Brasileira Contemporânea, Carlos Prado utilizava por vezes a gravura como meio expressivo, subordinando-a, porém, a interesses maiores. TEIXEIRA LEITE, pág. 421; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 254. PONTUAL, pág. 438; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 582; ARTE NO BRASIL, pág. 781. Acervo FIEO.



542 - CANDIDO DE OLIVEIRA (1961)

Entardecer em Paris - óleo sobre tela - 60 x 80 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor, Edmilson Cândido de Oliveira é natural de Pesqueira, Pernambuco. Assinava até 1985: Edmilson e, atualmente, assina Cândido de Oliveira. Teve como mestres José Ismael e Gilberto Geraldo. Realizou exposição individual em São Paulo (1995) e participa de mostras coletivas desde 1993, com premiações em: Guarulhos, SP (1993); Matão, SP (1994); Amparo, SP (1995); São Paulo (1995). JULIO LOUZADA VOL.7, PÁG. 520; VOL. 8, PÁG. 620; www.artnet.com.



543 - GIANCARLO ZORLINI (1931)

Porto - técnica mista - 40 x 28 cm - canto inferior direito - 1981 -

Médico de profissão, iniciou-se autodidaticamente na pintura, em 1962. É filho do escultor e pintor Ottone Zorlini. Participou diversas vezes do Salão Paulista de Belas Artes, nele recebendo diversas premiações. Sua pintura tem como tema predominante a paisagem. JULIO LOUZADA vol. 3, pág. 124; MEC vol.4, pág.534; PONTUAL, pág. 559; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



544 - ANTONIO BANDEIRA (1922 - 1967)

Composição - guache - 15 x 20 cm - canto inferior esquerdo - 1966 -
Ex coleção Dr. Noel Grinberg - Rio de Janeiro, RJ. -

Pintor, desenhista, gravador, nascido em Fortaleza, CE e falecido em Paris, onde viveu a maior parte de sua vida. É um dos pioneiros da arte abstrata no Brasil. Iniciou-se na pintura como autodidata. Em 1941, em Fortaleza, participou, ao lado de Mário Baratta, entre outros, da criação do Centro Cultural de Belas Artes depois, Sociedade Cearense de Artes Plásticas. Em 1945, transferiu-se para o Rio de Janeiro e, no ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual. Contemplado pelo governo francês com bolsa de estudos, permaneceu em Paris de 1946 a 1950 onde frequentou a Escola Nacional Superior de Belas Artes e a ‘Académie de la Grande Chaumière’. Entre 1947 e 1948 participou do ‘Salon d'Automne’ e do ‘Salon d'Art Libre’. Tomou parte em reuniões de artistas e formou o Grupo Banbryols (ban de Bandeira; bry de Camille Bryen; e ols de Wols), que durou de 1949 a 1951. Voltou ao Brasil em 1951 e apresentou-se na 1ª Bienal Internacional de São Paulo. Em 1952, criou um mural para o Instituto dos Arquitetos do Brasil, em São Paulo. Retornou a Paris em 1954 em razão do Prêmio Fiat, obtido na 2ª Bienal Internacional de São Paulo, mas não deixou de expor no Brasil. Permaneceu na Europa até 1959, passando pela Inglaterra e Bélgica, onde, em 1958, realizou um painel para o ‘Palais des Beaux-Arts’. Ao retornar ao Brasil teve uma atividade artística intensa, participou de importantes exposições, em paralelo a mostras em Paris, Munique, Verona, Londres e Nova York. Voltou a Paris em 1965, onde permaneceu até sua morte. BENEZIT, VOL.1, PÁG.415; MEYER/87, PÁG.606; MEC, VOL.1, PÁGS.159,160 E 167; PONTUAL, PÁGS. 48 E 49; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁGS. 71 A 74; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 52 A 54; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; ARTE NO BRASIL, PÁG. 599; LEONOR AMARANTE, PÁG. 34; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 86; ACERVO FIEO; web.artprice.com; pitoresco.com; pinturabrasileira.com.



545 - ALFREDO CESCHIATTI (1918 - 1989)

Pomba - escultura em bronze - 36 x 16 x 20 cm - assinado -

Natural de Belo Horizonte. Escultor, desenhista e professor. Passou a frequentar a antiga ENBA em 1940, depois de uma viagem à Europa, especialmente Itália, iniciada em 1938. Na Divisão Moderna do SNBA recebeu, como escultor as medalhas de bronze (1943) e de prata (1944), bem como o prêmio de viagem ao estrangeiro (1945), com o baixo-relevo para a Igreja de São Francisco de Assis, da Pampulha, em Belo Horizonte e, como desenhista, a medalha de prata (1945). Esteve mais uma vez na Europa entre 1946 e 1948, anos em que realizou exposição individual no Instituto dos Arquitetos do Brasil (GB). Figurou na II BSP e no II SNAM, em 1953. Fazendo parte da equipe que, em 1956, venceu o concurso de projetos para o Monumento aos Mortos da II Guerra Mundial (GB), ali executou o conjunto alusivo às três forças armadas. Integrou a Comissão Nacional de Belas Artes em 1960 e 1961, e entre 1963 e 1965, lecionou escultura e desenho na Universidade de Brasília. Quirino Campofiorito citou-o no estudo Ëscultura Moderna no Brasil"(Revista Crítica de Arte, nº único 1962). De seus trabalhos mais conhecidos destacam-se as esculturas As Banhistas e A Justiça, que se encontram, respectivamente, no lago em frente ao Palácio da Alvorada e defronte ao Supremo Tribunal Federal (Praça dos Três Poderes), em Brasília. Há ainda, obras escultóricas de sua autoria, entre outras no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Ministério das Relações Exteriores (Brasília) e em um edifício que Oscar Niemeyer projetou no conjunto residencial Hansa (setor ocidental de Berlim), assim como na embaixada brasileira em Moscou. MEC, vol. 1, pág. 397; PONTUAL, pág. 127; JÚLIO LOUZADA, vol. 11, pág. 70; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 609; ARTE NO BRASIL, pág. 872.



546 - MARIA LEONTINA (1917 - 1984)

Composição - litografia off set - P.A. - 28 x 38 cm - canto inferior direito -

Pintora, gravadora e desenhista. Maria Leontina Mendes Franco da Costa nasceu em São Paulo, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. Iniciou estudos de desenho com Antônio Covello, em São Paulo (1938), e na primeira metade da década de 1940 estudou pintura com Waldemar da Costa. Em 1946, no Rio de Janeiro, frequentou o ateliê de Bruno Giorgi e fez curso de museologia no Museu Histórico Nacional, entre 1946 e 1948. Em 1947, participou da exposição ‘19 Pintores’, na Galeria Prestes Maia, em São Paulo, ao lado de Lothar Charoux, Marcelo Grassmann, Aldemir Martins, Luiz Sacilotto e Flavio-Shiró. Em 1951, foi convidada pelo psiquiatra e crítico de arte Osório César para orientar o setor de artes plásticas do Hospital Psiquiátrico do Juqueri. No mesmo ano, organizou uma mostra dos internos no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Em 1952, com bolsa de estudo do governo francês, viajou para a Europa, acompanhada pelo marido, o pintor Milton Dacosta. Em Paris, entre 1952 e 1954, frequentou o ateliê de gravura de Johnny Friedlaender. Na década de 1960, realizou painel de azulejos para o Edifício Copan e vitrais para a Igreja Episcopal Brasileira da Santíssima Trindade, ambos em São Paulo. Realizou exposições individuais e participou de inúmeras mostras, Salões oficiais e Bienais como a Bienal de Veneza (1950, 1952, 1956). Foi premiada no Rio de Janeiro (1944, 1950, 1955, 1957, 1980); em São Paulo (1944; 1947; 1951; 1954; 1958; 1960; 1980; 1955, 1959, 1965 - Bienais Internacionais; 1969, 1970 - Panoramas da Arte Atual Brasileira; 1975 - prêmio pintura da Associação Paulista de Críticos de Artes - APCA); Brasília, DF (1980); Curitiba, PR (1980; Porto Alegre, RS (1980); Nova York (1960 - Fundação Guggenheim). ITAU CULTURAL; MEC, VOL. 2, PÁG. 471; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 309; PONTUAL, PÁG. 338; ARTE NO BRASIL, PÁG. 772; LEONOR AMARANTE, PÁG. 25; WALTER ZANINI, PÁG. 645; JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 572.



547 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Baile - serigrafia - P.I. - 54 x 37 cm - canto inferior direito -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



548 - RODRIGO DE HARO (1939)

"My Boy" - desenho a nanquim - 12 x 19 cm - canto inferior esquerdo -

Rodrigo de Haro nasceu em Paris-França. Pintor, desenhista e escritor. Divide suas atividades profissionais entre Florianópolis e São Paulo. Por volta de 1987, trabalha na decoração do Teatro Municipal de Florianópolis com 80 painéis Mandalas. Entre as mostras de que participa, destacam-se: Coletiva Artistas Catarinenses, Santa Catarina, 1955 (Prêmio Aquisição); Salão Nacional do Paraná, 1967; Arte Fantástica, no Paço das Artes de São Paulo, 1972; Destaques da Pintura Brasileira, no Museu de Arte Moderna de São Paulo, 1985; Mostra do Desenho Brasileiro, no Museu de Arte Contemporânea de Curitiba, Paraná, 1994. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 244; PONTUAL, pág. 260; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 143; WALTER ZANINI, pág. 805; ITAU CULTURAL.



549 - CAMPOS AYRES (1881 - 1944)

Tropeiro - óleo sobre tela - 20 x 30 cm - canto inferior direito -

Natural de Itapetininga, SP, Campos Ayres foi pensionista do Estado de São Paulo para estudar em Paris a partir de 1909, com Henry Royer, Fleury e Laurens. No SPBA obteve prêmios e menções. Dedicou-se especialmente à pintura de paisagem. A PINACOTECA-SP, possui duas telas de sua autoria. Expôs individualmente em São Paulo, nos anos de 1930, 1933 e 1938, com muito sucesso de público e crítica. TEODORO BRAGA, pág. 63; REIS JR., pág. 368; MEC, vol. 1,pág. 41; PONTUAL, pág. 105; WALMIR AYALA, vol. 1,pág. 167; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO, pág. 11, RUTH TARASANTCHI. ACERVO FIEO.



550 - IONE SALDANHA (1921 - 2001)

Composição - óleo sobre tela - 50 x 60 cm - canto inferior esquerdo -

Pintora, escultora e desenhista nascida em Alegrete, RS e falecida no Rio de Janeiro. Realizou seus primeiros estudos no Rio de Janeiro, no ateliê de Pedro Luís Corrêa de Araújo (1948). Estudou a técnica de afresco em Paris, na ‘Académie Julian’, e em Florença, na Itália (1951). Realizou exposições individuais em: Rio de Janeiro (1956, 1959, 1962, 1965, 1968, 1971, 1981, 1984, 1987, 1988,1990); São Paulo (1956, 1983, 1985, 1987); Santiago do Chile, Chile (1961); Berna, Suíça (1963, 1964); Roma, Itália (1964). Em 1969 recebeu o prêmio de viagem ao exterior no 7º Resumo de Arte do Jornal do Brasil e foi para os Estados Unidos e Europa. Participou de várias edições da Bienal de São Paulo, com prêmio aquisição em 1967 e sala especial em 1975 e 1979. Em 2001 foi realizada a retrospectiva ’Ione Saldanha e a Simplicidade da Cor’, no Museu de Arte Contemporânea de Niterói - MAC/Niterói. PONTUAL PÁG.468; MEC VOL. 4, PÁG. 150; JULIO LOUZADA, VOL. 3, PÁG. 1004; VOL. 5, PÁG. 916; ITAUCULTURAL; RGS PÁG. 263; www.macvirtual.usp.br; www.margs.rs.gov.br; www.cultura.rj.gov.br; www.galeria-ipanema; www.artprice.com.



551 - SHOKICHI TAKAKI (1914 - 2006)

Hortênsias - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1999 -

Nasceu em Niegata, Japão, em 15/7/1914. No Brasil desde 1927, onde faleceu. Autodidata até os últimos dias de vida. De lavra acadêmica, sua pintura reproduz paisagens, naturezas mortas, figuras humanas, flores e marinhas, em cunho realista e naturalista. Pintor com diversas participações no Salão Paulista de Belas Artes, tendo obtido medalha de bronze. JULIO LOUZADA, vol.11, pág. 315; MEC, vol. 4, pág. 352.



552 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Paisagem italiana - óleo sobre madeira - 40 x 50 cm - canto inferior esquerdo e dorso -
F. Ferrari.-



553 - INNOCÊNCIO BORGHESE (1897 - 1985)

"Antigo Palácio das Indústrias" - óleo sobre tela colada em eucatex - 40 x 50 cm - canto inferior direito - 1970 -

Pintor e professor paulista, participante do Salão Paulista de Belas Artes, de 1935 a 1961. Diversas exposições individuais e coletivas, com muitas premiações. Pintou muitas paisagens tendo como tema a cidade de São Paulo. TEODORO BRAGA, pág 56; MEC, vol. 1, pág. 251; Acervo FIEO.



554 - ARMANDO SENDIN (1928)

Composição - técnica mista - 44 x 30 cm - canto inferior esquerdo - 1966 -
No estado.-

Pintor, desenhista, gravador, escultor e ceramista. Realizou estudos artísticos na Espanha e na França. Retornando ao Brasil, (após figurar em mostras coletivas no estrangeiro) e fixando-se em São Paulo, participou em 1967, do 1º SOP, XVI SPAM, I Salão de Arte Contemporânea de Santos (Prêmio Prefeitura). Ganhou o 1º Prêmio de pintura na mostra Roma e a Campanha Romana (Auditório-Itália, São Paulo). Ainda em 1967, expôs individualmente na Galeria F. Domingo, de São Paulo, voltando a fazê-lo nas galerias KLM (São Paulo, 1968), do Centro Cultural Brasil-Estados Unidos (São Paulo, 1968) e Goeldi (GB, 1968), também apresentado seus trabalhos, com Maria de Lourdes Novais e Vitor Décio Gerhard, na Galeria IBEU (GB, 1968). Figurou ainda no II SOP (1968). A respeito de suas obras, de caráter abstracionista, disse Samson Flexor, em 1968: "Considero os óleos e guaches de Armando Sendin como sendo lugares ideais de encontro e fusão dos elementos primordiais: a terra e o fogo. Fusão resultando em cinzas com focos de brasa que a frescura dos azuis-turquesa mal consegue apagar". Em 1965 publicou o livro Cerâmica Artística, especialidade que lecionou, entre 1959 e 1964, em escola por ele próprio fundada em São Paulo. TEIXEIRA LEITE, pág.472; WALMIR AYALA, vol.2, pág.316-317; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 754; LEONOR AMARANTE, pág. 196. Acervo FIEO.



555 - DARCY PENTEADO (1926 - 1987)

"No bosque" - óleo sobre tela - 55 x 80 cm - canto inferior direito e dorso - 1986 -
Número 110 da série "Sombras da Infância".-

Desenhista, pintor, cenógrafo, figurinista e escritor, Darcy Penteado foi a personalidade polimorfe, que buscava tornar a própria existência matéria de arte. Em 1948 passou a integrar em São Paulo o Grupo Novíssimos. Expôs individualmente a partir de 1949, participando de inúmeras exposições coletivas e individuais, no país e no exterior. MEC, vol. 3, pág. 365; PONTUAL, pág. 416; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 241. WALMIR AYALA, vol 2, pág 183; TEIXEIRA LEITE, pág 401; ITAÚ CULTURAL ; WALTER ZANINI, pág. 717; LEONOR AMARANTE, pág. 75.



556 - MANUEL MADRUGA FILHO (1872 - 1951)

Pão de Açúcar visto de Niterói - óleo sobre tela - 44 x 68 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, artista gráfico e professor - Manuel Pereira Madruga Filho nasceu em Teresópolis, RJ e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. Estudou na Academia Imperial de Belas Artes - RJ, onde foi aluno de José Maria de Medeiros e Zeferino da Costa; na Escola de Belas Artes de Paris onde foi aluno de Henri Rochefort; na Escola ao Ar Livre de Antônio Parreiras, RJ (1891) e na Academia Julian, Paris (1894) onde foi aluno de Jean-Paul Laurens e Marcel Baschet. Foi membro fundador e vice-presidente da Academia Brasileira de Belas Artes. Viveu em Paris de 1894 a 1940. Recebeu do Governo Francês os títulos: Oficial da Academia de Paris (1910), ‘Officer de l´Instruction Publique’ (1924) e Cavalheiro da Ordem da Legião de Honra (1936). Executou um painel para o Pavilhão do Brasil na Exposição Internacional de Turim, Itália em 1911. Fixou-se definitivamente no Brasil, Rio de Janeiro, a partir de 1940. Participou de muitas exposições e Salões oficiais. Foi premiado no Rio de Janeiro (1894, 1898, 1908, 1948, 1949, 1950); em Porto Alegre, RS (1942); em São Paulo (1942, 1944, 1947) e recebeu o 1º lugar no Concurso para decoração do Salão Nobre do Palácio da Guerra no Rio de Janeiro em 1940. MEC VOL. 3, PÁG 35, PONTUAL PÁG. 327; JULIO LOUZADA VOL. 1, pág. 565.



557 - BRENDA NOVAK (1961)

Composição - óleo sobre tela - 60 x 50 cm - dorso - 18-04-1986 -
Com etiqueta da Galeria Millan - Alameda Gabriel Monteiro da Silva, 1280 - São Paulo - SP.-

Pintora, desenhista, gravadora e artista performática nascida em São Paulo onde se graduou em Artes Plásticas pela FAAP (1979-1983), teve aulas com Carlos Fajardo, Regina Silveira e Garo Antreasian (1985). Desde 1989 vive e trabalha na Espanha. Foi artista residente em obra gráfica e performance na Reitoria de San Pere de Vilamajor, Catalunha, Espanha; fez curso monográfico de litografia na Escola La Llotja, Barcelona, Espanha (1993 - 1995); curso de performance com Renato Cohen na PUC, São Paulo. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1991, 2000); Lisboa, Portugal (1989); Espanha (1995, 1998, 2001, 2007, 2008, 2010, 2012 a 2014). Participou de muitas mostras coletivas, performances, intervenções urbanas e espetáculos de dança e música. ITAU CULTURAL; JULIO LOUSADA VOL. 4, PÁG. 812.



558 - JOSÉ SABÓIA (1949)

Colhendo frutas - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior direito -

Pintor, José Sabóia do Nascimento nasceu em Almadina-BA. Artista autodidata foi para o Rio de Janeiro em 1967 e começou a pintar no ano seguinte, passando a expor seus trabalhos na feira hippie de Ipanema. Fez sua primeira exposição individual em Fortaleza, CE (1970). Entre as exposições de que participou, destacam-se: I e III Salão Nacional de Artes Plásticas do Ceará, Fortaleza, (1969, 1971 - Prêmio Aquisição); Dez Pintores no Rio de Janeiro, no MNBA, RJ (1983); ‘Brésil Naifs’, Paris (1986); ‘Salon d'Art Naif’- Marseilha, França (1987); ‘Pintura, Presença e Povo na Arte Brasileira’ no Museu da Casa Brasileira - São Paulo (1990); ‘Visões do Rio’ no MAM, RJ (1996). No exterior expôs individualmente em São Francisco, EUA e Munique, Alemanha, além de participar de coletivas em vários países e, principalmente na França, com exposições organizadas pela Galeria Jacqueline Bricard e uma presença cativa na ‘Galerie Naïfs du Monde Entier’ em Paris. José Sabóia participou do Concurso Internacional de Morges, quando seu quadro foi eleito pelo público, a melhor obra de 60 participantes de 22 países, premiação que originou o convite da Galeria Kasper para realizar uma exposição individual em 1997. JULIO LOUZADA vol. 11, pág. 278; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 228; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO; www.artprice.com; www.nautilus.com.br; www.ardies.com.



559 - ERNST LUDWIG KIRCHNER (1880 - 1938)

Figuras - desenho a nanquim - 31 x 22 cm - canto inferior direito - 1924 -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista, gravador, escultor e tapeceiro nascido em Aschaffenburg Bavaria, Alemanha e falecido em Davos GR, Suíça. Na Alemanha, estudou na Faculdade de Arquitetura do Colégio Técnico de Dresden (1901 a 1905) e no Ateliê de Artes Puras e Aplicadas em Munique (1903 a 1904). Em Dresden estudou também com Fritz Bleyl, Erich Heckel e Schmidt-Rottluff com os quais fundou o grupo expressionista 'Die Brücke' (1905). Em 1911 mudou-se para Berlim e seus trabalhos foram selecionados para o 'Armory Show' – exposição de arte europeia contemporânea, celebrada em Nova York (1913). Com os contatos com o grupo expressionista de Munique, os membros do 'Die Brücke' foram incluídos na exposição 'Der Blaue Reiter' de 1912. Em 1917, foi enviado à Suíça para se convalescer de um colapso nervoso em consequência da guerra e, lá, permaneceu para o resto de sua vida. Nas montanhas da Suíça voltou a pintar e a escrever críticas de arte sob o pseudônimo de Louis de Marsalle. Em 1931 foi membro da Academia de Belas Artes de Berlim e, seis anos mais tarde, durante o nazismo, viu sua obra ser destruída e desprestigiada pelos órgãos de censura, o que colaborou para piorar sua aguda depressão, já abalada pelos rumos da política na Alemanha. No ano seguinte, suicidou-se. DICIONÁRIO OXFORD; www.artprice.com; www.museothyssen.org; www.ernstludwig-kirchner.com; www.historiadaarte.com.br; abstracaocoletiva.com.br; www.biografiasyvidas.com.



560 - CLAUDIO TOZZI (1944)

Paisagem - acrílico sobre tela colada em eucatex - 65 x 65 cm - canto inferior direito e dorso - 1980 -
Com etiqueta de Kate Art Gallery - Rua Amauri 282 - São Paulo - SP, no dorso.-

Pintor, arquiteto e gravador, Claudio José Tozzi nasceu em São Paulo. É mestre em arquitetura pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo. Realizou diversas exposições individuais. Participou, entre várias mostras e Salões oficiais, da Bienal Internacional de São Paulo em 1967, 1969, 1977, 1985, 1989, 1991; do Panorama da Arte Atual Brasileira em 1971, 1973, 1976, 1977, 1979, 1980, 1983; da Bienal de Veneza em 1976; da Bienal de Paris em 1980. Criou painéis para espaços públicos de São Paulo, como: ‘Zebra’, colocado na lateral de um prédio da Praça da República; na Estação Sé do Metrô, em 1979; na Estação Barra Funda do Metrô, em 1989; no edifício da Cultura Inglesa, em 1995 e, no Rio de Janeiro, na Estação Maracanã do Metrô Rio, em 1998. WALMIR AYALA VOL.2, PÁG.388; PONTUAL PÁG.525; TEIXEIRA LEITE PÁG. 512; ARTE NO BRASIL VOL.2, PÁG.1059; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 740; LEONOR AMARANTE PÁG. 170; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 992; www.eca.usp.br; www.pinacoteca.org.br.



561 - HERMELINDO FIAMINGHI (1920 - 2004)

"Corluz" - litografia off set - 100/170 - 60 x 54 cm - canto inferior esquerdo - 1974 -

Nasceu em São Paulo, a 22 de outubro de 1920. Pintor e artista gráfico. Dedicou-se regularmente à pintura a partir de 1950, com seu mestre Volpi. Foi um dos pioneiros do concretismo, com o qual rompeu anos mais tarde, para fazer uma pintura mais solta, através de seu diálogo com a cor e da interação com a luz em contato com a natureza. Expõs individualmente a partir de 1961 e coletivamente desde 1955, sempre com premiações. JULIO LOUZADA, vol. 4 pág. 401; ITAÚ CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 928; LEONOR AMARANTE, pág. 75.



562 - ANITA MALFATTI (1896 - 1964)

Nu - desenho a carvão - 42 x 44 cm - canto inferior direito -

Pintora, desenhista, gravadora, ilustradora e professora, Anita Catarina Malfatti nasceu e faleceu em São Paulo. Iniciou seu aprendizado artístico com a mãe, Bety Malfatti. Residiu na Alemanha (1910-1914) onde frequentou, por um ano, a Academia Imperial de Belas Artes - Berlim e, posteriormente, estudou com Fritz Burger-Mühlfeld, Lovis Corinth e Ernst Bischoff-Culm. Nesse período também se dedicou ao estudo da gravura. De 1915 a 1916 residiu em Nova York e teve aulas com George Brant Bridgman, Dimitri Romanoffsky e Dodge, na Arts Students League of New York, e com Homer Boss, na Independent School of Art. Sua primeira individual aconteceu em São Paulo, em 1914. Estudou, também, pintura com Pedro Alexandrino (1919) e com Georg Elpons (1920). Em 1922, participou da Semana de Arte Moderna e integrou ao lado de Tarsila do Amaral, Mário de Andrade, Oswald de Andrade e Menotti Del Pichia, o Grupo dos Cinco. No ano seguinte, recebeu bolsa de estudo do Pensionato Artístico do Estado de São Paulo e partiu para Paris, onde foi aluna de Maurice Denis, frequentou cursos livres de arte e manteve contatos com Fernand Léger, Henri Matisse e Tsugouharu Foujita. Retornou ao Brasil em 1928. Na década de 1930, em São Paulo, integrou a Sociedade Pró-Arte Moderna - SPAM, a Família Artística Paulista - FAP e participou do Salão Revolucionário. Realizou exposições individuais e participou de muitas mostras e Salões oficiais, entre elas a 1ª e a 7ª Bienal Internacional de São Paulo. É considerada a primeira representante do modernismo no Brasil. BENEZIT VOL. 7, PÁG. 118; TEODORO BRAGA PÁG. 151; MEC VOL. 3, PÁG. 45; PONTUAL PÁG. 332; WALMIR AYALA VOL. 2, PÁG. 33; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 478; ARTE NO BRASIL PÁG. 652; LEONOR AMARANTE PÁG. 24; DICIONÁRIO OXFORD; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 571; www.infoescola.com; www.macvirtual.usp.br; www.pinturabrasileira.com; www.fapesp.br.



563 - ROBERTO BURLE MARX (1909 - 1994)

"Mucuna" - litografia - 38/50 - 50 x 70 cm - canto inferior direito - 1987 -

Nasceu em São Paulo e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, paisagista, arquiteto, desenhista, pintor, gravador, litógrafo, escultor, tapeceiro, ceramista, designer de jóias, decorador. Durante a infância viveu no Rio de Janeiro. Foi com a família para a Alemanha, em 1928. Em 1929, freqüentou o ateliê de pintura de Degner Klemn. Nos jardins e museus botânicos de Dahlen, em Berlim, entusiasmou-se ao encontrar exemplares da flora brasileira. De volta ao Brasil, fez curso de pintura e arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1930 - 1934), onde foi aluno de Leo Putz , Augusto Bracet e Celso Antônio. Seu primeiro projeto paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, em 1932. Entre 1934 e 1937, ocupou o cargo de diretor de parques e jardins do Recife, PE, onde passou a residir. Nesse período, foi com freqüência ao Rio de Janeiro e teve aulas com Candido Portinari e com o escritor Mário de Andrade. Em 1937, retornou ao Rio de Janeiro e trabalhou como assistente de Candido Portinari. Foi em 1949, conforme sua paixão por plantas e seu interesse por botânica e jardinagem, que Burle Marx adquiriu um sítio em Barra de Guaratiba, RJ. Com auxílio de botânicos, viajou, coletou, catalogou exemplares de plantas do Brasil e reproduziu em seu sítio a diversidade fitogeográfica brasileira. Em 1985 doou esse sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.Realizou muitas exposições individuais e projetos paisagísticos, participou de diversas mostras oficiais coletivas pelo Brasil e no exterior. PONTUAL, PÁG. 94; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 93; MEC. VOL.1, PÁG.303; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 738; LEONOR AMARANTE, PÁG. 98; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 179; artnet.com. ACERVO FIEO.



564 - HÉRCULES BARSOTTI (1914 - 2010)

Composição - serigrafia - 38/100 - 50 x 50 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, programador visual, gravador, nascido em São Paulo, SP . Iniciou-se nas artes em 1926, estudando desenho e composição com o pintor Enrico Vio. Começa a pintar em 1940 e, na década seguinte, realiza as primeiras pinturas concretas, além de trabalhar como desenhista têxtil e projetar figurino para o teatro. Em 1954, com Willys de Castro, funda o Estúdio de Projetos Gráficos, elabora ilustrações para várias revistas e desenvolve estampas de tecidos produzidos em sua tecelagem. Na década de 1960, convidado por Ferreira Gullar (1931), integra-se ao Grupo Neoconcreto do Rio de Janeiro e participa das exposições de arte do grupo realizadas no Ministério da Educação e Cultura, no Rio de Janeiro, e no Museu de Arte Moderna de São Paulo - MAM/SP. Em 1960, expõe na mostra Konkrete Kunst [Arte Concreta], organizada por Max Bill, em Zurique. Hercules Barsotti explora a cor, as possibilidades dinâmicas da forma e utiliza formatos de quadros pouco usuais, como losangos, hexágonos, pentágonos e circunferências. Em sua obra a disposição dos campos de cor cria a ilusão de tridimensionalidade. Entre 1963 e 1965, colabora na fundação e participa do Grupo Novas Tendências, em São Paulo. Em 2004, o MAM/SP organiza uma retrospectiva do artista. JULIO LOUZADA, vol. 1, pag. 98; ITAU CULTURAL



565 - JOÃO BATISTA FERRI (1896 - XX)

India - escultura em bronze - 35 x 28 x 18 cm - assinado -

Nasceu em São Paulo-SP. Foi escultor e professor. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, viajando mais tarde para a Itália, onde frequentou a Academia de Brera, em Milão. Retornando ao Brasil, fixou-se em São Paulo, participando do SPBA a partir de 1935, onde obteve diversas premiações. MEC, vol. 2 pág. 156



566 - FELISBERTO RANZINI (1881 - 1976)

Natureza morta - óleo sobre tela - 36 x 55 cm - canto inferior direito -

Arquiteto, desenhista e escritor, Felisberto Ranzini nasceu em Mântua, Itália e faleceu em São Paulo - SP. Sobresaiu-se principalmente na técnica de aquarela, na qual se especializou. Suas composições em óleo são claras e detalhadas, quase que miniaturistas. JULIO LOUZADA, vol 1, pág. 805; MEC vol.4, pág. 26, RUTH TARASANTCHI.



567 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Gato Azul" - Acrílica sobre papel cartão - 42 x 30 cm - canto inferior direito - Década de 2000 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins. -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



568 - CLODOMIRO AMAZONAS (1893 - 1953)

Paisagem - óleo sobre cartão - 19 x 24 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor e restaurador, Clodomiro Amazonas Monteiro nasceu em Taubaté, SP e faleceu em São Paulo. Iniciou-se em pintura aos 16 anos, realizando restaurações em telas e afrescos do Convento Santa Clara, em Taubaté. Estudou com o pintor Augusto Luís de Freitas no fim da década de 1890. Interessado em promover atividades culturais, fundou na cidade, em 1905, a Associação Artística e Literária. Passou a viver em São Paulo em 1906, quando entrou em contato com a obra de Baptista da Costa e teve aulas com o pintor Carlo de Servi. Paralelamente às atividades artísticas, trabalhou em repartições públicas e atuou como ilustrador para publicações como a Revista da Semana. A partir de 1924 dedicou-se exclusivamente à pintura. Manteve contato com intelectuais, escritores e artistas como Monteiro Lobato, Menotti del Picchia, Lucílio de Albuquerque,Georgina de Albuquerque e Pedro Alexandrino, entre outros. Foi um dos fundadores do Salão Paulista de Belas Artes, em 1934. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1912, 1918, 1921); Taubaté, SP (1919); Juiz de Fora, MG (1918); Rio de Janeiro (1922, 1926); Recife, PE (1925); Belém do Pará, PA (1925); Fortaleza, CE (1926). MEC, vol. 1, pág. 75; TEIXEIRA LEITE, pág. 26; PONTUAL, pág. 24; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 42; TEODORO BRAGA, pág. 72; ITAU CULTURAL, RUTH TARASANTCHI; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 56; MEC VOL. 1, PÁG. 75; www.artprice.com.



569 - GERDA BRENTANI (1906 - 1999)

"Trilogia a vida" - desenho a nanquim e aquarela - 40 x 67 cm - canto inferior direito -
Com etiqueta do IX Salão Paulista de Arte Contemporânea, no dorso.-

Nasceu em Triestre, Itália, no dia 27 de fevereiro de 1908. Desenhista e gravadora. No Brasil desde 1939, fixou residência em São Paulo, Capital. Iniciou estudos com Ernesto de Fiori e Rossi Osir, por volta de 1940. De traço humoristico, a artista destacou-se no cenário artístico/crítico nacional, cuja obra tem participado em mostras nacionais e internacionais, com sucesso de crítica. JULIO LOUZADA vol.1, pág.153; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 630; Acervo FIEO.



570 - RODRIGO DE HARO (1939)

"Destêrro" - óleo sobre eucatex - 61 x 51 cm - centro inferior - 1971 -

Rodrigo de Haro nasceu em Paris-França. Pintor, desenhista e escritor. Divide suas atividades profissionais entre Florianópolis e São Paulo. Por volta de 1987, trabalha na decoração do Teatro Municipal de Florianópolis com 80 painéis Mandalas. Entre as mostras de que participa, destacam-se: Coletiva Artistas Catarinenses, Santa Catarina, 1955 (Prêmio Aquisição); Salão Nacional do Paraná, 1967; Arte Fantástica, no Paço das Artes de São Paulo, 1972; Destaques da Pintura Brasileira, no Museu de Arte Moderna de São Paulo, 1985; Mostra do Desenho Brasileiro, no Museu de Arte Contemporânea de Curitiba, Paraná, 1994. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 244; PONTUAL, pág. 260; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 143; WALTER ZANINI, pág. 805; ITAU CULTURAL.



572 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Menina - óleo sobre tela - 75 x 61 cm - canto superior direito ilegível - 1977 -



573 - MENASE WAIDERGORN (1927)

"Mestre sala e porta bandeira" - óleo sobre tela - 28 x 36 cm - canto inferior direito -

Pintor nascido em Hotin, Romênia. Seus pais vieram para o Brasil (1932) fixando residência em São Paulo. Ingressou na Associação Paulista de Belas Artes (fim da década de 1940), onde conheceu Dario Mecatti. Viajou pelo norte da África e Europa. Participou de diversos salões, coletivas oficiais e recebeu diversos prêmios. JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 1011; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



574 - GUSTAVO ROSA (1946 - 2013)

Sol - pastel - 24 x 32 cm - canto inferior direito -
Esta obra é estudo para confecção de gravura.-

Pintor, desenhista e gravador, Gustavo Machado Rosa nasceu e faleceu em São Paulo. Realizou a sua primeira exposição individual em São Paulo em 1970, tendo já ganho no ano anterior a medalha de ouro e o prêmio de viagem ao exterior no 1º Festival de Artes Interclubes, no Clube Monte Líbano. Em 1974, estudou gravura com o norte-americano Rudy Pozzati, no Museu de Arte Brasileira da Fundação Armando Álvares Penteado. Em 1979 e 1980 participou da Exposição Brasil-Japão em Tóquio. Expôs, em 1979, no Salão Nacional de Artes Plásticas e, em 1980 e 1983, no Panorama da Arte Atual Brasileira, no MAM - SP. Realizou painéis externos, em 1984, na Rua Bela Cintra e, em 1987, na Rua Mario Ferraz, para Tereza Gureg. Em 1990 participou de exposição coletiva no ‘International Museum of 20th Century Arts’, em Los Angeles, Estados Unidos. Lançou, em 1994, uma grife com o seu nome em Nova York. Em 1998, desenvolveu as capas de cadernos escolares da marca Tilibra. Neste mesmo ano executou uma escultura em homenagem a Maria Esther Bueno, na Praça Califórnia, em São Paulo. Em 2000, montou escultura de um gato, sob o Viaduto Santa Efigênia. Recebeu vários prêmios, expôs e participou de eventos em cidades do Brasil e no exterior como também em Nova York, Massachusetts, Tel-Aviv, Lisboa, Berlim, Hamburgo, Barcelona e Paris. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 274; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO; www.artprice.com; www.mercadoarte.com.br.



575 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulatas e pombas - serigrafia - 13 x 23 cm - centro superior na tela serigráfica -
Obra impressa por Ateliê Mário Della Parra - Serigrafias - Rio de Janeiro, RJ. -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



576 - GILBERTO TROMPOWISKY (1912 - 1982)

Flores - óleo sobre tela - 33 x 41 cm - canto inferior direito - 1945 -

Pintor, nascido provavelmente em Florianópolis, SC, foi muito cedo para o Rio, onde passou a frequentar posteriormente a antiga ENBA e a participar do SNBA. Executou diversos retratos de figuras da sociedade carioca. Coube-lhe criar, por diversas, a decoração para os bailes carnavalescos do Teatro Municipal do Rio de Janeiro. JULIO LOUZADA, vol. 11 pág.326



577 - IBERÊ CAMARGO (1914 - 1994)

Paisagem - desenho a nanquim - 29 x 21 cm - canto inferior direito - 1954 -

Natural da cidade de Restinga Seca, RS, e falecido na capital gaúcha. Foi aluno de Salvador Parlagreco e João Fahrion. No Rio de Janeiro, a partir de 1942, estudou pouco tempo na Escola Nacional de Belas Artes, trocando-a pelos ensinamentos de Guignard. Recebeu o prêmio viagem ao estrangeiro em 1947, na Divisão Moderna do Salão Nacional de Belas Artes. Morou dois anos em Paris e Roma, aperfeiçoando-se com De Chirico, Lhote, Achille e Rosa em pintura e Petrucci em gravura. Foi considerado o Melhor Pintor Nacional na VI Bienal de São Paulo, em 1961. MEC, vol.1, pág.328 e 329; WALMIR AYALA, vol.1, pág.156 a 158; JULIO LOUZADA, vol.11, pág.51; TEIXEIRA LEITE, pág.101; PONTUAL, pág.100 e 101; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 573; ARTE NO BRASIL, pág. 853; LEONOR AMARANTE, pág. 127.



578 - NEWTON MESQUITA (1948)

No escritório - acrílico sobre tela - 50 x 70 cm - não assinado -

Pintor e gravador paulistano, Newton Mesquita é inquieto; provoca a sua arte com novos experimentos e técnicas. Desenhista de mão cheia, solta o traço com habilidade, recriando imagens, cores e texturas. JULIO LOUZADA, vol. 9, pág. 578; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO.



579 - JUAREZ MACHADO (1941)

O pintor - desenho a nanquim - 24 x 24 cm - canto inferior direito - 1970 -

Nasceu em Joinville, SC. Atualmente reside e trabalha em Paris, França, onde mantem ateliê. Pintor, escultor, desenhista, caricaturista, jornalista, cenógrafo, escritor e ator. Desenvolveu sólida carreira como desenhista de charges de humor. Sua arte essencialmente criativa, vai do lirismo à violência, da análise microscópica ao extravasamento onírico. Entre as exposições de que participa, destacam-se: 9ª Bienal Internacional de São Paulo, 1967; Zona Gallery, Nova Iorque (Estados Unidos), 1981; Retrospectiva Quatro Artistas da Geração 60, no MAC/PR, Curitiba, 1987; Châteaux Bordeaux, no Centro Georges Pompidou, Paris, 1988; Retrospectiva, no MAC/Joinville, 1990; Arte na América Latina: 100 Anos de Produção, no Instituto Estadual de Artes Plásticas da UFRGS, Porto Alegre, 1996. "Juarez Machado expõe a natureza humana, olha, registra, interpreta, ilumina, focaliza. É o mundo dos humanos, mas não é o mundo do juiz dos homens. Aqui não estamos no Juízo Final. Juarez é o artista contemporâneo, ele tem este olhar elaborado pela ciência, o grau de consciência reflexiva. Podemos dizer deste ponto de vista, que esta obra humanística e esta atitude de intensa pesquisa confere ao seu trabalho um caráter anti-medieval." Jacob Klintowitz in: "Juarez Machado - Copacabana 100 Anos, Ed. Simões de Assis, 1992." JULIO LOUZADA vol.11, pág. 186; PONTUAL, pág.284; Acervo FIEO; ITAU CULTURAL; MEC, vol. 3; TEIXEIRA LEITE, pág. 298. Acervo FIEO.



581 - JAN CYBIS (1897 - 1972)

Paisagem - óleo sobre cartão - 48 x 33 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista e professor da Escola Polonesa nascido em Wroblin - Silésie. Foi aluno da Academia de Belas Artes de Wroclaw e de Cracóvia (1919-1924). Em Wroclaw estudou sob a supervisão de Otto Müller - membro do grupo expressionista alemão ‘Die Brücke’. Foi para Paris (1924-1931) e foi um dos fundadores do "Comité de Paris". Com esse grupo expôs na polônia e em outros países. Depois de 1945 foi professor na Academia de Varsóvia. Realizou exposições individuais em Cracóvia (1934), em Poznan (1948), em Varsóvia (1956). Participou da Bienal de Veneza (1936, 1948), da Bienal Internacional de São Paulo (1959), entre outras. Foi premiado em 1955 (Highest Polish State) e em 1956 (Solomon Guggenheim Foundation). BENEZIT VOL. 3, PÁG.307; culture.pl; www.artprice.com; www.artnet.com; www.sothebys.com.



582 - CHICO ANYSIO (1931 - 2012)

"Pedra furada (Serra da Capivara)" - óleo sobre tela - 45 x 75 cm - canto inferior direito e dorso - 2003 -

Natural de Maranguape, Ceará, este famoso artista e humorista, conhecido pela suas múltiplas facetas, também nos surpreende com suas marinhas, de cores suaves de composição harmoniosa. JULIO LOUZADA, vol.3 pág. 58



583 - SHOKICHI TAKAKI (1914 - 2006)

Rosas - óleo sobre tela - 60 x 73 cm - canto inferior direito -

Nasceu em Niegata, Japão, em 15/7/1914. No Brasil desde 1927, onde faleceu. Autodidata até os últimos dias de vida. De lavra acadêmica, sua pintura reproduz paisagens, naturezas mortas, figuras humanas, flores e marinhas, em cunho realista e naturalista. Pintor com diversas participações no Salão Paulista de Belas Artes, tendo obtido medalha de bronze. JULIO LOUZADA, vol.11, pág. 315; MEC, vol. 4, pág. 352.



584 - MÁRIO DE OLIVEIRA MENDES, DITO MENDEZ (1907 - 1996)

Vendedor de laranjas - desenho a nanquim e aguada - 20 x 26 cm - canto inferior esquerdo -

Mário de Oliveira Mendes. Desenhista, caricaturista e pintor nascido em Baturité, Ceará. Residiu no Amazonas, Maranhão e Bahia, antes de fixar-se no Rio de Janeiro onde fez sua carreira de caricaturista, em 1927. Em 1950, publica o livro: "Aprenda a Desenhar Caricaturas". Exposições coletivas: Rio de Janeiro, RJ (1944 e 1965). Exposições póstumas: Belo Horizonte - MG, São Paulo - SP, Campinas - SP (1997); Brasília - DF e Penápolis - SP (1998); Fortaleza - CE (2001) e São Paulo - SP, Rio de Janeiro - RJ (2003). MEC, vol. 3, pág. 137; JULIO LOUZADA, vol. 6, pág. 719 e ITAÚ CULTURAL.



585 - CASSIO M'BOY (1903 - 1986)

Figuras - escultura em madeira em baixo relevo - 30 x 60 cm - canto inferior direito -

Pintor, escultor, decorador, tapeceiro, desenhista e vitrilalista, o autor nasceu na cidade paulista de Mineiros do Tietê-SP 1986). Estudou desenho e anatomia com Georg Elpons em São Paulo. Foi ligado ao Grupo Modernista (1922). Suas pinturas dão preferência a uma temática rural e caipira. Na cidade de São Paulo, participa da exposição organizada por Flávio de Carvalho (1934) e executa um grande vitral com uma equipe ligada à Fundação Armando Álvares Penteado/Faap. Realiza sua primeira individual em 1950, no Museu de Arte de São Paulo. Entre as mostras de que participa, destacam-se: Exposição Internacional de Artes e Técnicas de Paris, França, 1937 (Medalha de Ouro); Salão de Maio, São Paulo, 1938; Bienal de Veneza, Itália, 1952. "Insiste-se ainda em incluir Cássio M´Boy entre os pintores ingênuos ou primitivos. Tal lenda decorre mais do seu ambiente doméstico bem caipira e dos processos toscos que usa em temas singelos do que da sua arte propriamente individual (...). A verdade é que Cássio M´Boy se firmou como pintor de assuntos hagiológicos e folclóricos, dos quais nunca se afastou em seu atelier de hibernação bucólica. Inicialmente desenhista de figurinos e escultor de tarimba artesanal, não demorou a adquirir virtuosismo quanto a linhas, formas, volumes, cores e composição. Mas as cenas, as figuras humanas bem como os episódios, complementarmente os bichos, as flores, os montes, as estradas, as cachoeiras; tudo é desenhado e colorido mediante mentalidade populista e singela. " José Geraldo Vieira, in PONTUAL, Roberto. Dicionário das artes plásticas no Brasil. Apresentação de Antônio Houaiss. Textos de Mário Barata et al. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1969. WALMIR AYALA, vol.1, pág.181; MEC vol.3, pág.109; JULIO LOUZADA vol.4, pág. 649; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 631; PONTUAL; TEIXEIRA LEITE; ACERVO FIEO, pág. 496, Acervo FIEO.



586 - CARLOS PAEZ VILARÓ (1923 - 2014)

Coruja - óleo sobre tela - 70 x 50 cm - canto inferior esquerdo - 2002 -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Importante artista uruguaio, nascido em Montevideo, em 1/11/1923. Desde cedo envolveu-se com as artes gráficas, trabalhando na imprensa em Barracas e Avellaneda, em Buenos Aires. Com paixão desenfreada, o autor passou a dedicar-se inteiramente nos temas do Candomblé e da dança afro-oriental. Esses mesmos temas o motivaram a fazer uma longa viagem aos países onde a raça negra predomina, tais como Senegal, Liberia, Congo, etc, com uma produtiva passagem pelo Brasil. Conheceu Picasso, Dali, De Chirico e Calder em seus ateliês. Participou de diversas exposições e realizou muitos murais por onde andou, sempre com muito sucesso de público e crítica.



587 - LEON POCH (1949)

Pescador - óleo sobre eucatex - 35 x 50 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista com diversas participações em Salões e mostras oficiais. www.artprice.com; www.artnet.com.



588 - POMPEO MARIANI (1857 - 1927)

Figuras - desenho a lápis e aguada - 12 x 08 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista da Escola Italiana nascido em Monza e falecido em Bordighera. Sua formação cultural se iniciou em Milão juntamente com sua carreira de funcionário bancário e lá conheceu os pintores Luigi Conconi, Vespasiano Bignami e Eleuterio Pagliano. Esteve pintando pelo Egito e os trabalhos desse período foram mostrados na Exposição de Belas Artes de Milão (1881 e 1882), em Roma e Nice (1883) onde recebeu Medalha de Ouro. Participou de muitas exposições oficiais e mostras coletivas em: Veneza (Bienal de Veneza); Gênova, Florença, Turim, Milão, Londres, Paris, Budapeste, Berlim, Lugano, Lucerna, Zurique, São Petersburgo, Bruxelas; Montecarlo; recebeu várias medalhas de ouro, prata e menções honrosas. BENEZIT VOL. 7, PÁG. 180; JULIO LOUZADA VOL. 9, PÁG. 541; www.artprice.com; www.artnet.com; www.fondazionepompeomariani.com; www.the-athenaeum.org; www.christies.com.



589 - MAX ERNST (1891 - 1976)

Composição - litografia - E.A. - 31 x 24 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e escultor nascido em Bruhl, Alemanha e falecido em Paris. Estudou filosofia e psicologia em Bonn, mas, abandonou a vida acadêmica pela pintura. Sua primeira exposição individual foi em Colônia em 1912 e, em Paris, em 1921. Após servir na Primeira Guerra Mundial, fez-se líder do grupo 'Dada' de Colônia (1919), trabalhando sob o pseudônimo Dadamax e foi o responsável pela adaptação das técnicas de colagem e fotomontagem para uso dos surrealistas. Em 1922 estabeleceu-se em Paris e integrou o movimento surrealista desde a sua formação (1924). Foi um dos primeiros expoentes da frotagem e da decalcomania. Em 1938 desligou-se dos surrealistas. Na Alemanha nazista, seus quadros foram expostos, junto aos de outros artistas na mostra denominada Arte Degenerada, em 1937. Depois da invasão da França e de ter sido internado como inimigo pelos alemães foi para Nova York (1941) e permaneceu nos Estados Unidos até 1948 onde colaborou com Breton e Duchamp na edição do periódico 'VVV'. Voltou à França em 1949, tornou-se cidadão francês em 1958. Recebeu o Grande Prêmio na Bienal de Veneza em 1954 e o Museu Solomon R. Guggenheim realizou uma grande retrospectiva de suas obras a qual foi também realizada, de forma modificada, no Museu de Arte Moderna de Paris em 1975. BENEZIT VOL. 4, PÁG. 187; DICIONÁRIO OXFORD DE ARTE; www.max-ernst.com; www.guggenheim.org; educacao.uol.com.br; masp.art.br; www.artprice.com.



590 - KARL ERNEST PAPF (1838 - 1910)

Flores - óleo sobre tela colada em madeira - 100 x 50 cm - canto inferior direito - 1905 -
Reproduzido na quarta capa do catálogo deste leilão.-

Natural de Dresden, Alemanha, veio para o Brasil em 1867 sob contrato do fotógrafo Albert Henschel. Residiu no Recife - Pernambuco, e Salvador-Bahia. Foi exímio retratista, paisagista e pintor de naturezas mortas, destacando-se aí as orquídeas, que o artista cultivava em um esplêndido orquidário, em sua casa de Petrópolis - RJ. BENEZIT, vol. 8, pág. 119; MAYER / 83, págs. 84/957/1081; MEC, vol. 3, pág. 333; PONTUAL, pág. 405; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 162 e 165. TEIXEIRA LEITE pág. 384; ITAÚ CULTURAL.



591 - MARIE FÉLIX HIPPOLYTE-LUCAS (1854 - 1925)

Moça oriental - óleo sobre tela - 47 x 26 cm - canto inferior esquerdo -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintora e desenhista da Escola Francesa nascida em Rochefort e falecida em Bougival. Participou de muitas mostras e Salões oficiais. Suas obras têm sido comercializadas em vários leilões pelo mundo. www.artprice.com; www.christies.com; www.artnet.com.



592 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Marinha - óleo sobre eucatex - 23 x 28 cm - canto inferior esquerdo ilegível -



593 - PAGÚ (1910 - 1962)

"Juventude eterna" - desenho a nanquim - 17 x 13 cm - canto inferior direito - 1929 -
Com a seguinte inscrição: "Juventude eterna... Natureza diabólica. Mato verde. Água azul...".-

Escritora e jornalista, Patrícia Rehder Galvão nasceu em São João da Boa Vista, SP. Muda-se com a família para São Paulo quando tinha três anos. Aos dezoito anos, após ter completado seus estudos, já está integrada ao Movimento Antropofágico, de cunho Modernista, sob influência de Oswald de Andrade e Tarsila do Amaral, colaborando com desenhos para a Revista de Antropofagia. Em 1931, junto com Oswald de Andrade, funda o jornal tablóide O Homem do Povo onde escreve artigos, faz desenhos, charges e vinhetas. Em 1933 Pagú lança seu primeiro romance, Parque Industrial - romance proletário, sob o pseudônimo de Mara Lobo por exigência do Partido Comunista. Falece em Santos, SP, depois de uma vida de militância política e social bastante agitada. www.vidaslusofonas.pt/pagu; pt.wikipedia.org.



594 - ALBERTO DA VEIGA GUIGNARD (1896 - 1962)

Natureza morta - guache - 23 x 18 cm - canto inferior direito - 1949 -
Acompanha nota fiscal, datada de 03 de março de 2004, de compra em leilão n° 8136 do Espaço Urca Arte Ltda. Rua Conde de Irajá, 612, Botafogo - Rio de Janeiro, RJ. -

Pintor, professor, desenhista, ilustrador e gravador, Alberto da Veiga Guignard nasceu em Nova Friburgo, RJ e faleceu em Belo Horizonte, MG. Mudou-se com a família para a Europa em 1907. Em dois períodos, entre 1917 e 1918 e entre 1921 e 1923, frequentou a Real Academia de Belas Artes de Munique, onde estudou com Hermann Groeber e Adolf Hengeler. Aperfeiçoou-se em Florença e em Paris, onde participou do Salão de Outono. Retornou para o Rio de Janeiro em 1929 e integrou-se ao cenário cultural por meio do contato com Ismael Nery. Participou do Salão Revolucionário de 1931, e foi destacado por Mário de Andrade como uma das revelações da mostra. Em 1941, integrou a Comissão Organizadora da Divisão de Arte Moderna do Salão Nacional de Belas Artes, com Oscar Niemeyer e Aníbal Machado. Em 1943, passou a orientar alunos em seu ateliê e criou o Grupo Guignard. A única exposição do grupo, realizada no Diretório Acadêmico da Escola Nacional de Belas Artes, foi fechada por alunos conservadores e reinaugurada na Associação Brasileira de Imprensa. Em 1944, a convite do prefeito Juscelino Kubitschek, transferiu-se para Belo Horizonte e começou a lecionar e dirigir o curso livre de desenho e pintura da Escola de Belas Artes, por onde passaram Amilcar de Castro, Farnese de Andrade e Lygia Clark, entre outros. Permaneceu à frente da escola até 1962, quando, em sua homenagem, esta passou a chamar-se Escola Guignard. Participou da Bienal de Veneza (1928, 1952); da Bienal Internacional de São Paulo (1951) e outras. PONTUAL, PÁG. 254; MEC, VOL. 2, PAG. 304; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 236; JULIO LOUZADA, VOL. 10, PÁG. 404; ART PRICE ANNUAL 2000, PÁG. 1013; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 373; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 559; ARTE NO BRASIL, PÁG. 505; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28; www.pinturabrasileira.com; www.brasilescola.com; web.artprice.com.



595 - TAPETE ORIENTAL,


Feito a mão, de lã, Indiano, medindo 236 x 170 cm = 4,01 m².-



596 - MIRIAN (1939 - 1996)

Serenata - óleo sobre madeira - 33 x 30 cm - canto inferior direito - 1982 -

Natural deTrindade-GO e falecida no Rio de Janeiro-RJ, cidade onde foi residente e ativa. Pintora e gravadora primitiva, estudou na Escola de Belas Artes de Goiás, bem como frequentou os cursos ministrados por Ivan Serpa no MAM/RJ. Realizou individuais em 1966, 1972, 1974, 1984, participando de coletivas a partir de 1963. Segundo o crítico José Roberto Teixeira Leite, na bibliografia abaixo indicada, "Sua arte evoca, via de regra sobre pequenos suportes de madeira, num desenho cru e de contornos vigorosos e em meio a um colorido esmaltado, de cores chapadas, cenas populares, passistas, tipos circenses, santos, violeiros e brincadeiras infantis, traduzindo um rico mundo de idéias e com evidentes qualidades plásticas. Em obras mais recentes, nas quais retratou com intenção caricata os idolos da música popular brasileira, Mirian revela nova faceta de sua personalidade - a ironia, certa branda pitada de crítica social e de costumes." TEIXEIRA LEITE, pág. 327; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 638; Acervo FIEO.



597 - CARLOS SCLIAR (1920 - 2001)

"Garrafa" - vinil e colagem sobre cartão - 37 x 13 cm - canto superior esquerdo e dorso - 21-11-1970 - Cabo Frio -

Desenhista, gravador, pintor, ilustrador, cenógrafo, roteirista e designer gráfico que nasceu em Santa Maria da Boca do Monte, RS e faleceu no Rio de Janeiro. Assina Scliar. Estudou com Gustav Epstein, em Porto Alegre, em 1934. Participou, em 1938, da fundação da Associação Riograndense de Artes Plásticas Francisco Lisboa. Entre 1939 e 1947, residindo em São Paulo, integrou a Família Artística Paulista - FAP. No Rio de Janeiro, escreveu e dirigiu em 1944 o documentário 'Escadas', sobre os pintores Arpad Szenes e Vieira da Silva com os quais conviveu desde 1941. Convocado pela Força Expedicionária Brasileira - FEB, participou da Segunda Guerra Mundial, na Itália. Morando em Paris de 1947 a 1950, cursou gravura com Galanis na Escola de Belas Artes e teve contato com o gravador mexicano Leopoldo Méndez. De volta ao Brasil, fundou com Vasco Prado o Clube de Gravura de Porto Alegre. Em 1956, passou a viver no Rio de Janeiro. Foi diretor do departamento de arte da revista 'Senhor' entre 1958 e 1960. Fundou a editora Ediarte, em 1962, com os colecionadores Gilberto Chateaubriand, Michel Loeb, Carlos Nicolaievski e o pintor José Paulo Moreira da Fonseca. Realizou durante toda sua vida exposições individuais e participou de inúmeras coletivas e Salões oficiais, recebendo muitos prêmios. Também foram realizadas várias exposições póstumas. MEC VOL.4, PÁG. 214; TEODORO BRAGA, PÁG. 66; WALMIR AYALA VOL.2, PÁG. 306 a 309; PONTUAL, PÁG. 479 e 480; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG.884; VOL.2, PÁG. 925; VOL.13, PÁG. 305; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; RGS, PÁG. 442; ACERVO FIEO.



598 - JOÃO ADAMOLI (XIX - XX)

Paisagem - óleo sobre madeira - 34 x 40 cm - canto inferior direito -

Pintor participante do SPBA, obtendo o segundo Prêmio Prefeitura de São Paulo em 1948, Medalha de Bronze em 1962 e Pequena Medalha de Prata em 1967. JULIO LOUZADA, vol.9, pág.25; MEC, vol.1, pág.36



599 - RAIMUNDO CELA (1890 - 1954)

Paisagem - desenho a lápis - 34 x 25 cm - canto inferior direito - 09-1942 -

Pintor, desenhista, gravador e professor, Raimundo Cela nasceu em 19/7/1890, na cidade cearense de Sobral, e faleceu em Niterói, RJ, no dia 6/6/1954. Sempre fiel a temática nordestina, suas telas retratam movimentadas cenas de pesca, jangadeiros, mares bravios e as luminosas praias de Fortaleza. JULIO LOUZADA, vol 13, pág. 80; MEC, vol. 1, pág. 395; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 637; ARTE NO BRASIL, pág. 837; F. ACQUARONE, pág. 215.



600 - NATHAN WASSERBERGER (1928 - 2012)

"Asian Girl" - óleo sobre tela - 90 x 90 cm - canto inferior direito -
Reproduzido no convite deste leilão.- (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista nascido em Chrzanow, Polônia. Foi um sobrevivente da II Guerra Mundial no campo de concentração Buchenwald, Alemanha. Estudou na Academia Julien, em Paris e na ' Art Students League', em Nova York. Os arquivos permanentes sobre a Arte Americana no Instituto Smithsonian - Washington, DC possuem fotos e reproduções de suas pinturas. www.goantiques.com; www.artprice.com; www.askart.com; www.arcadja.com.



601 - NEWTON REZENDE (1912 - 1994)

Arlequim - óleo sobre tela - 35 x 24 cm - canto inferior direito - 1972 -

Natural de São Paulo, e falecido no Rio de Janeiro. Autodidata, recebeu influências de Cândido Portinari, Rebolo, Clovis Graciano e Mário Zanini. A partir de 1948 expõe individual e coletivamente. O crítico TEIXEIRA LEITE assim se refere à obra do artista em seu livro abaixo indicado: "Pintor figurativo que não pode a rigor ser reclamado por nenhum movimento ou tendência, Newton Rezende combina em sua obra acentuados dotes de lirismo a uma bem-humorada concepção dos seres e das coisas, inculcando-lhes ligeira nota surrealista. A sua é uma pintura livre, artesanalmente bem articulada, e que brinca, ao mesmo tempo em que mal dissimula a emoção com que enfrenta certos temas: arte verdadeira, descompromissada de teorias e de preconceitos de qualquer espécie, (...)" . PONTUAL, pág. 450; ITAÚ CULTURAL; TEIXEIRA LEITE, pág. 444; WALTER ZANINI, pág. 755.



602 - ANA CRISTINA ANDRADE (1953)

" Limites " - aquarela - 56 x 76 cm - canto inferior esquerdo -

Ana Cristina Andrade Moreira é pintora, gravadora, desenhista, professora e designer vidreira. Iniciou sua formação artística na Escola Superior de Arte Santa Marcelina, SP (1972-1975). Aprendeu gravura em metal (1980-1990) com Iole Di Natale; técnicas de gravura na Scuola Internazionale di Gráfica em Veneza, Itália (1983); Gravura Especial com Evandro Carlos Jardim, no MAC-SP (1991); Técnica Calcográfica Experimental com Mario Benedetti, na FASM-SP (1997); Vitrofusão com Roberto Bonino. Exposições individuais: São Paulo, SP (1984, 1987, 1995, 2003); Bauru, SP (1989); “Projeto Interior com Arte” – Museu Banespa (1998 – Exposição itinerante pelo interior do Estado de São Paulo). Coletivas: Epinal, França (1975); São Paulo, SP (1974, 1982, 1984, 1985, 1986, 1988, 1994, 1995, 2000, 2002 a 2004, 2012 – SP ESTAMPA); Santo André, SP (1982); Novo Hamburgo, RS (1982); Taiwan, China (1983, 1985); San Juan, Porto Rico (1983); Santos, SP (1983); Cabo Frio, RJ (1983); Ribeirão Preto,SP (1984); Curitiba, PR (1984); Piracicaba,SP (1984); Veneza, Itália (1984, 1985); Campinas, SP (1985); São José do Rio Preto, SP (1986); Limeira, SP (1986); Washington D.C.,EUA (1991); Campos do Jordão, SP (1991); Kanagawa, Japão (1992); Maastricht, Holanda (1993); Illinois, EUA (1994); Cidade do México, México (1996); Jacareí, SP (1998); Budapeste, Hungria (1996); Uzice, Yuguslávia (1997); Ourense, Espanha (1994, 2006). Prêmios: São Paulo, SP (1974); Novo Hamburgo, RS (1982); Santos, SP (1983); Ribeirão Preto, SP (1984); Curitiba, PR (1984); Piracicaba, SP (1984); Campinas, SP (1985); São José do Rio Preto, SP (1986). JULIO LOUZADA, vol.1, pág. 62; vol.2, pág. 66; Acervo FIEO. ITAU CULTURAL.



603 - TARSILA DO AMARAL (1890 - 1973)

"Crianças no vilarejo" - gravura - P.A. - 20 x 14 cm - canto inferior direito -
Esta gravura consta no catálogo Raisonné de Tarsila do Amaral. -

Pintora e desenhista, Tarsila do Amaral nasceu em Capivari, SP e faleceu em São Paulo. Estudou escultura com William Zadig e com Mantovani, em 1916, na capital paulista. No ano seguinte teve aulas de pintura e desenho com Pedro Alexandrino, onde conheceu Anita Malfatti. Ambas tiveram aulas com o pintor Georg Elpons. Em 1920 viajou para Paris e estudou na ‘Académie Julian’ e com Émile Renard. Ao retornar ao Brasil formou em 1922, em São Paulo, o Grupo dos Cinco, com Anita Malfatti, Mário de Andrade, Menotti del Picchia e Oswald de Andrade. Em 1923, novamente em Paris, frequentou o ateliê de André Lhote, Albert Gleizes e Fernand Léger. Foi a criadora de duas das principais tendências ou movimentos de nossa arte nacionalista: o Pau Brasil e o Antropofagia. A convite da Comissão do IV Centenário de São Paulo fez, em 1954, o painel ‘Procissão do Santíssimo’ e, em 1956, entregou ‘O Batizado de Macunaíma’, sobre a obra de Mário de Andrade, para a Livraria Martins Editora. A retrospectiva Tarsila: 50 Anos de Pintura, organizada pela crítica de arte Aracy Amaral e apresentada no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo , em 1969, ajudou a consolidar a importância da artista. TEODORO BRAGA, PÁG. 220; REIS JR., PÁG.388; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 365; MEC, VOL. 4, PÁG. 370; PONTUAL, PÁG. 511; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 492; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 389; ARTE NO BRASIL, PÁG. 577; LEONOR AMARANTE, PÁG. 24; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 958.



604 - EMANOEL ARAÚJO (1940)

Composição - litografia - 07/10 - 60 x 48 cm - canto inferior direito - 1971 -

Escultor, desenhista, ilustrador, figurinista, gravador, cenógrafo, pintor, curador e museólogo, Emanoel Alves de Araújo nasceu em Santo Amaro da Purificação, BA. Aprendeu marcenaria com Eufrásio Vargas e trabalhou com linotipia e composição gráfica na Imprensa Oficial em sua cidade natal. Na década de 1960, mudou-se para Salvador e ingressou na Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia, onde estudou gravura com Henrique Oswald. Em 1972, foi premiado com Medalha de Ouro na 3ª Bienal Gráfica de Florença, Itália. Recebeu, no ano seguinte, o prêmio de Melhor Gravador, e, em 1983, o de Melhor Escultor, da Associação Paulista de Críticos de Arte, entre muitos outros prêmios. Entre 1981 e 1983, instalou e dirigiu o Museu de Arte da Bahia, em Salvador. Realizou muitas exposições individuais (desde 1959) e participou de inúmeras mostras coletivas, Salões oficiais nacionais e internacionais. Em 1988, foi convidado a lecionar artes gráficas e escultura no 'Arts College', na 'The City University of New York'. De 1992 a 2002, exerceu o cargo de diretor da Pinacoteca do Estado de São Paulo e foi responsável pela revitalização da instituição. Foi, entre 1995 e 1996, membro convidado da Comissão dos Museus e do Conselho Federal de Política Cultural, instituídos pelo Ministério da Cultura. Fundou o Museu Afro Brasil, em 2004, onde é Diretor Curador. Em 2007 foi homenageado pelo Instituto Tomie Ohtake com a exposição 'Autobiografia do Gesto – Cosmogonia dos Símbolos', que reuniu obras de 45 anos de sua carreira. TEIXEIRA LEITE, PÁG. 190; MEC, VOL. 2, PÁG. 143; PONTUAL, PÁG. 37; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 68; VOL. 2, PÁG. 64; VOL. 4, PÁG. 75; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, PÁG. 846; WALTER ZANINI, PÁG. 770; ACERVO FIEO; www.emanoelaraujo.com.br; www.museuafrobrasil.org.br; www.pinturabrasileira.com; www.museuhistoriconacional.com.br; www.artprice.com.



605 - LÍDIA VIEIRA (1911 - 1974)

Santa - escultura em barro - 44 x 15 x 13 cm - assinado -

Ceramista nascida e falecida em Tracunhaém, PE. Filha de louceiros, quando criança criava brinquedos de barro para vender na feira, junto com os irmãos José Antônio, Antônia da Conceição e Regina da Conceição. Consagrou-se como ceramista com a produção de figuras ligadas à liturgia católica. Acreditando no poder dessas obras, ao produzir os santos, temia queimá-los no fogo e, por isso, não os considerava como tal, antes que o processo de queima fosse concluído. Suas peças são ocas e a superfície é marcada por desenhos delicados, em baixo-relevo, e por linhas ponteadas obtidas pelo uso de carretilha ou palito. www.museucasadopontal.com.br; www.oreinadodalua.com.br.



606 - GUERINO GROSSO (1907 - 1988)

Natureza morta - óleo sobre tela - 80 x 120 cm - canto inferior direito - 1982 -

Natural de Rio Claro, neste Estado, Guerino Grosso iniciou seu aprendizado artístico em 1917. Frequentou a Escola de Belas Artes de São Paulo. Artista de grande sensibilidade, dedicou-se à pintura de naturezas mortas com metais, confirmando-se como um dos melhores do gênero. JULIO LOUZADA, vol, 12 ,pág 189. MEC, vol, 2, pág, 284; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



607 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Retrato de Luiz Peixoto - desenho a nanquim - 20 x 15 cm - canto inferior direito - 1962 -
Com a seguinte dedicatória: "Ao querido Luiz de sempre, o sempre seu E di Cavalcanti. 1962.-

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



608 - PABLO PICASSO (1881 - 1973)

Figura - litografia off set - 612/800 - 36 x 26 cm - assinado na matriz -
Edição póstuma.- (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista, escultor, gravador, ceramista, artista gráfico e designer, Pablo Ruiz Picasso nasceu em Málaga, Espanha e faleceu em Mougins, França. Filho de um pintor e mestre de desenho, foi extraordinariamente precoce dominando o desenho acadêmico ainda na infância. Em 1904 estabeleceu-se em Paris tornando-se o centro de um círculo de artistas e escritores de vanguarda como André Breton, Guillaume Apollinaire e Gertrude Stein. Revolucionário, genial, vanguardista, visionário são elogios que definiram Picasso como um dos mestres da pintura. Sua ampla biografia e sua obra representam a arte do século XX. Embora sua obra seja convencionalmente dividida em fases, Picasso trabalhava numa grande variedade de temas e estilos ao mesmo tempo. Sua pintura “Les Demoiselles d’Avignon” (1906-7) é tida como o marco mais importante no desenvolvimento da pintura contemporânea e o primeiro prenúncio do cubismo que desenvolveu em íntima associação com Braque e depois com Gris. Sua obra mais famosa “Guernica” (1937), pintada para o pavilhão espanhol da Exposição Universal de Paris de 1937, expressa toda sua revolta e horror à destruição de Guernica, capital do país basco, durante a Guerra Civil Espanhola (1936-1939). No campo da escultura foi um dos primeiros artistas a compor esculturas a partir da montagem de materiais variados (e não por modelagem ou entalhe) e fez uso brilhante de objetos encontrados. Também como artista gráfico inclui-se entre os maiores do século. Existem museus consagrados à sua obra em Paris e Barcelona, e outros exemplos de sua inigualável produção distribuem-se por museus do mundo inteiro. Foi o primeiro artista vivo a expor suas obras no Museu do Louvre, quando completou 90 anos. BENEZIT VOL.8, PÁG. 297; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 763; ITAÚ CULTURAL; COLEÇÃO FOLHA GRANDES MESTRES DA PINTURA VOL. 6; infoescola.com; guggenheim.org; moma.org; a rtprice.com; arcadja.com; christies.com.



609 - THÉO (DJALMA PIRES FERREIRA) (1901 - 1980)

Políticos - desenho a nanquim e aquarela - 30 x 41 cm - canto inferior direito -

Caricaturista, Djalma Pires Ferreira, conhecido como Théo, nasceu na Bahia e veio para o Rio de Janeiro com 21 anos. Publicou seus primeiros trabalhos na "Tarde" (1918 a 1922) e no "Diário de Notícias", Seção Esportes (1919). Foi o divulgador da "Bola do Dia" das colunas de "O Globo" e colaborou no "Malho", "Careta", "Fon-Fon", outras revistas e jornais do Rio de Janeiro e na "Cigarra", em São Paulo. Exposições póstumas: São Paulo (1997, 2003); Belo Horizonte, MG (1997); Campinas, SP (1997); Brasília, DF (1998). ITAU CULTURAL; MEC VOL. 4, PÁG. 384; CARICATURISTAS BRASILEIROS, 1836 - 2001 PÁG. 120.



610 - ARSENIO CINTRA DA SILVA (1833 - 1883)

Veleiro - desenho a nanquim e guache - d = 09 cm - lado direito - 1861 -
Reproduzido no convite deste leilão.-

Pintor, fotógrafo e professor nascido no Recife, PE e falecido na Bahia. Estudou em Paris, em Roma e foi o responsável por introduzir a técnica de pintura a guache no Brasil. Atuou durante a década de 60 do século XIX basicamente como retratista. Teve papel importante como precursor de uma visão fotográfica de cunho jornalístico, quando documentou os festejos do casamento da Princesa Isabel e do Conde d'Eu, a 15 de outubro de 1864, no Largo do Paço, no Rio de Janeiro. Essas fotografias pertencem a Dom Pedro II e estão conservadas na coleção Thereza Christina Maria da Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro. Transferiu-se para o Rio de Janeiro em 1861 onde participou das Exposições Gerais (1861 a 1863), obtendo prêmios. Postumamente, sua obra foi representada na Exposição Retrospectiva da Pintura no Brasil, no Museu Nacional de Belas Artes em 1948. LAUDELINO FREIRE, PÁG. 150; MEC VOL. 4, PÁG. 245; REIS JR PÁG. 171; PONTUAL PÁG. 490; TEIXEIRA LEITE PÁG. 476; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL PÁG. 5463; JULIO LOUZADA VOL. 9, PÁG. 798; ACERVO FIEO.



611 - SERGIO MILLIET (1898 - 1966)

Palhaço - óleo sobre tela - 50 x 38 cm - canto inferior esquerdo -

Nascido e falecido em São Paulo, Capital. Poeta, ensaísta, crítico literário e de arte, e pintor. Ao lado de suas múltiplas atividades de poeta, crítico e estudioso das artes plásticas, Sergio Milliet também foi assíduo pintor de domingo, especialmente das praias de Santos. Foi diretor artístico do MAM-SP, o qual organizou em 1969, uma exposição de sua pintura, comentada no Jornal do Brasill, de 22/9/1969. PONTUAL, pág. 361; JULIO LOUZADA vol.10, pág. 598; ITAÚ CULTURAL; TEIXEIRA LEITE, pág. 325. Acervo FIEO.



612 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Nu - óleo sobre tela colada em eucatex - 22 x 16 cm - canto superior esquerdo ilegível -



613 - WALDOMIRO DE DEUS (1944)

Paisagem - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior esquerdo -

Baiano de Boa Nova, Waldomiro de Deus é pintor e gravador. Em São Paulo desde 1960, expunha seus trabalhos nas praças da capital. Expõe em espaços oficiais desde 1965, inclusive no exterior. Ao todo já realizou mais de 100 exposições, com sucesso de crítica e de público. O seu trabalho mescla o misticismo religioso afro-baiano com elementos do cotidiano. ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 239; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO.



614 - INGRES SPELTRI (1940)

"Série alegria-alegria" - óleo sobre tela - 60 x 80 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor, desenhista, escultor, gravador e professor nascido em Jau, SP. Filho do pintor Augusto Speltri com quem se iniciou na pintura, ainda criança. Em 1959 mudou-se para São Paulo onde estudou Música (1960-1964). É professor titular da Escola Panamericana de Arte, SP. Realizou exposições individuais, em São Paulo, nos anos de 1977, 1981, 1978, 1984. Participou de várias mostras e Salões oficiais, sendo premiado em: São Paulo (1963, 1966, 1970, 1971); Santo André, SP (1976). JULIO LOUZADA VOL. 5, PÁG. 1012; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; MEC VOL. 4, PÁG. 338; PONTUAL PÁG. 504; www.artprice.com; www.speltri.com.



615 - AGOSTINHO BATISTA DE FREITAS (1927 - 1997)

Paisagem - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior direito - 1978 -

Começou a pintar no início da década de 1950 (e ele próprio relatou que vendia seus trabalhos na Praça do Correio da capital paulista) sendo logo descoberto por Pietro Maria Bardi que organizou uma exposição de seus trabalhos no Museu de Arte de São Paulo, em 1952, mais tarde apresentados também, no Museu de Arte Moderna de São Paulo e da Bahia e no Museu de Arte Contemporânea de Campinas. Participou da XXXIII Bienal de Veneza (1966). MEC, vol. 2, pág. 210; PONTUAL, pág. 225; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 323; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 208; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 214; ITAÚ CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 832; Acervo FIEO.



616 - TAKASHI FUKUSHIMA (1950)

Paisagem - desenho a lapis de cor e aquarela - 50 x 60 cm - canto inferior direito - 1976 -

Filho do pintor Tikashi Fukushima, nasceu em São Paulo, Capital. Estuda com Luiz Paulo Baravelli em 1970 e, no mesmo ano, ingressa na FAU-SP. Paralelamente aos estudos universitários, expõe nas Bienais Internacionais de São Paulo em 1973 e 1975, obtendo, nesta última, prêmio aquisição. Em 1990 estuda na Universidade Nacional de Artes e Música de Tóquio, Japão, com bolsa concedida pela Fundação Japão. No mesmo ano, recebe o prêmio de excelência na 1ª Bienal Brasileira de Design, em Curitiba. Desde 1992 leciona desenho no curso de arquitetura e urbanismo da Faculdade de Belas Artes de São Paulo. JULIO LOUZADA, vol. 13 pág. 141; ITAÚ CULTURAL; LEONOR AMARANTE, pág. 231, Acervo FIEO.



617 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Gato Azul" - Acrílica sobre papel cartão - 29 x 41 cm - canto inferior direito - Década de 2000 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins. -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



618 - ESCOLA CUZQUENHA, SÉC.XIX

Arcanjo - óleo sobre tela - 55 x 47 cm - não assinado -
No estado.- (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")



619 - SILVIO OPPENHEIM (1941 - 2012)

Composição - óleo sobre tela - 60 x 80 cm - centro esquerdo - 2010 -

Nascido em São Paulo, formou-se pela faculdade de arquitetura da USP, em 1965. Inicialmente figurativo, passou para a abstração de forma muito natural. Perfeccionista, usava as cores de forma quase puras em requintado grafismo. Participou de exposições desde 1962 com sempre renovado sucesso de crítica e de público JULIO LOUZADA, vol.11, pág.233; MEC, vol.3, pág.301; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO.



620 - DIONISIO DEL SANTO (1925 - 1999)

"Paisagem de outono" - óleo sobre tela - 81 x 100 cm - canto inferior direito e dorso - 1982 -
Reproduzido: no convite deste leilão e no catálogo da exposição "Dionísio Del Santo: mais da justa visibilidade", realizada em 2010 na Canvas / E-arte, São Paulo-SP.-

Pintor, desenhista, gravador e serigrafista, nasceu em Colatina-ES, e faleceu em Vitória, naquele mesmo Estado. Autodidata. Em 1975, recebe o Prêmio de Melhor Exposição de Gravura do Ano, da APCA. Participou da 9ª Bienal Internacional de São Paulo, 1967 (Prêmio Itamarati Aquisição) e do Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro, 1968 (Prêmio Isenção do Júri). JULIO LOUZADA vol.11, pág. 88; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 682; ARTE NO BRASIL, pág. 934.



621 - MENASE WAIDERGORN (1927)

Hora do rush - óleo sobre tela - 30 x 60 cm - canto inferior direito -

Pintor nascido em Hotin, Romênia. Seus pais vieram para o Brasil (1932) fixando residência em São Paulo. Ingressou na Associação Paulista de Belas Artes (fim da década de 1940), onde conheceu Dario Mecatti. Viajou pelo norte da África e Europa. Participou de diversos salões, coletivas oficiais e recebeu diversos prêmios. JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 1011; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



622 - OSWALDO GOELDI (1895 - 1961)

Paisagem - xilogravura - 01/10 - 23 x 23 cm - canto inferior direito -
Com etiqueta de Grifo Galeria de Arte - Alameda Jaú, 1709, São Paulo - SP, no dorso. -

Desenhista, gravador e professor, nascido no Rio de Janeiro, filho de Emilio A Goeldi, naturalista suiço. A partir dos seis anos estudou na Suiça. Sua obra sofreu influência do expressionista austríaco Alfred Kubin. Retornando ao Brasil em 1919, realizou no Rio de Janeiro sua primeira exposição em 1921, no Liceu de Artes e Ofícios. Publicou albuns e ilustrou diversos e importantes livros. É artista altamente conceituado no País e no exterior, tendo merecido diversas homenagens póstumas, inclusive em filme. PONTUAL pág. 240; JULIO LOUZADA vol.11, pág130; MEC vol. 2, pág.271; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 521; ARTE NO BRASIL, pág. 672; Acervo FIEO.



623 - DURVAL PEREIRA (1917 - 1984)

Flores - óleo sobre tela - 58 x 49 cm - canto inferior direito -

Nascido e falecido em São Paulo onde foi pintor e professor ativo. Premiado com a Menção Honrosa no Salão Paulista de Belas Artes em 1944, passou a viver exclusivamente da pintura. Em 1946, estudou artes plásticas na Associação Paulista de Belas Artes. Pintava ao ar livre, aos domingos, com os pintores Salvador Rodrigues, Salvador Santisteban, Cirilo Agostinho, Jaime Dinis, Djalma Urban, Innocencio Borghese, e outros. Premiado praticamente em todos os Salões de que participou, acumulou, em toda sua carreira, 419 prêmios de todos os cantos do mundo. Recebeu ao todo, 15 comendas das mais importantes do Brasil. Nos últimos três anos de sua vida recebeu também todos os Primeiros Prêmios e Medalhas de Ouro nas exposições de Paris, Rouen, Lyon, Roma, Miami e Milão (o maior prêmio dado à pintura: ‘La Madonina de Milano’). MEC, vol. 3, pág. 368; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 749; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO; www.tntarte.com.br.



624 - LEÓN FERRARI (1920 - 2013)

Dormitório - litografia - 25/100 - 70 x 77 cm - canto inferior direito - 1986 -

Gravador e escultor argentino, natural da cidade de Buenos Aires. Começou a fazer escultura em 1954, com diversos materiais e com arame de aço inoxidável. Em 1962, iniciou sua série de desenhos escritos. Em 1964 colaborou com Rafael Albertino no livro de poesias e desenhos "Escritos en el Aire", editado por Vanni Scheiwiller em Milão. Em 1965, abandonou a arte abstrata e participou do movimento cultural que acompanhou a atividade política argentina, colaborando na organização de diversas mostras coletivas. A partir de 1976 fixa residência no Brasil, em São Paulo, onde voltou a esculpir e experimentar outras técnicas, como fotocópias, etc. Desenvolveu uma série de esculturas sonoras que deram origem aos instrumentos lúdicos musicais com os quais deu 4 concertos-performance. JULIO LOUZADA, vol. 3, pág. 403



625 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

Figura - escultura em bronze - 63 x 26 x 24 cm - assinado -
Ex coleção Renato Antônio Brogiolo - Rio de Janeiro, RJ. -

Escultor, desenhista e pintor paulista nascido em Mococa, SP e falecido no Rio de Janeiro. Mudou-se com a família para Itália, e fixou-se em Roma (1913). Iniciou estudos de desenho e escultura com o professor Loss (1920). Participou de movimentos antifascistas e foi preso (1931) por motivos políticos. Foi extraditado para o Brasil (1935) por intervenção do embaixador brasileiro na Itália. Em 1937, viajou para Paris e frequentou as academias ‘La Grand Chaumière’ e ‘Ranson’, onde estudou com Aristide Maillol e conviveu com Henry Moore, Marino Marini e Charles Despiau. Em 1939, retornou a São Paulo e junto com Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Sérgio Milliet, entre outros, participou do Movimento Modernista; foi um dos membros da Família Artística Paulista e do Grupo Santa Helena. Em 1943, transferiu-se para o Rio de Janeiro. A convite do ministro Gustavo Capanema instalou ateliê no antigo Hospício da Praia Vermelha, onde orientou jovens artistas como Francisco Stockinger. Possui obras em espaços públicos como ‘Monumento à Juventude Brasileira’ (1947), nos jardins do antigo Ministério da Educação e Saúde, atual Palácio Gustavo Capanema - RJ; ‘Candangos’ (1960), na Praça dos Três Poderes, e ‘Meteoro’ (1967), no lago do edifício do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília; ‘Integração’ (1989), no Memorial da América Latina, em São Paulo. Participou das Bienais de Veneza (1950, 1952); participou das I, II, IV e IX Bienais de São Paulo, período em que recebeu o prêmio de melhor escultor brasileiro (1953) e sala especial (1967). MEC, VOL.2, PÁG. 250; PONTUAL, PÁG. 237; MAYER/84, PÁG. 1333; BENEZIT VOL. 5, PÁG. 14; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 715; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 422; www.artprice.com; www.pinturabrasileira.com; www.dec.ufcg.edu.br; www.monumentos.art.br.



626 - IVALD GRANATO (1949)

Figura - serigrafia - P.A. - 100 x 70 cm - canto inferior direito - 1981 -

Pintor e desenhista. Natural de Campos, RJ, onde viveu até 1966. Estudou com Robert Newman, ingressando em 1967 na Escola de Belas Artes da Universidade do Rio de Janeiro. Em 1968 participa do grupo de vanguarda "Nova Figuração Brasileira". Sua atividade artística desde a década de 60 revela a influência do conceitualismo de Duchamp, mais cerebral do que pictórico, e da "body art", de Joseph Beyus. PONTUAL, pág. 248; TEIXEIRA LEITE, pág. 228; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág.740; ARTE NO BRASIL, pág. 974; LEONOR AMARANTE, pág. 267; Acervo FIEO.



627 - DARIO MECATTI (1909 - 1976)

Rua Árabe - óleo sobre madeira - 32 x 24 cm - canto inferior direito -

Pintor e desenhista nascido em Florença, Itália e falecido em São Paulo, SP. Na Itália recebeu orientação artística de Camillo Innocenti, trabalhou em um banco e pintou cartazes para a sala de cinema de seu primo. Em 1933, mudou-se para a África, onde permaneceu por aproximadamente sete anos viajando pelo norte do continente. Neste período conheceu a Líbia, Ilha de Malta, Tunísia, Turquia, Argélia, Marrocos, além de Portugal e Espanha. Durante a viagem retratou cenas destes países e realizou algumas exposições com o pintor florentino Renzo Gori, com quem residiu por pouco tempo em Paris. Em 1939, conheceu a Ilha de São Miguel, nos Açores e lá encontrou Maria da Paz com quem posteriormente se casou. No ano de 1940, mudou-se para o Brasil, passou pouco tempo no Rio de Janeiro e depois um período em Minas Gerais, onde visitou as cidades de Belo Horizonte, Juiz de Fora e Ouro Preto. Mudou-se no final do ano para São Paulo, onde entre 1941 e 1945, trabalhou na Galeria Fiorentina, na Rua Barão de Itapetininga, de propriedade de Malho Benedetti. Em 1945 conheceu Nicolino Bianco que passou a adquirir os quadros do artista para serem expostos na Loja de Móveis Paschoal Bianco. Apresentou-o para clientes e amigos que passaram a encomendar retratos. Neste período entrou em contato com Ezio Barbini, dono da Galeria Internacional que vendeu regularmente suas obras, além de apresenta-lo a um grupo de jovens artistas a quem orientou. Em 1946 construiu na Rua Feliciano Maia a sua casa estúdio, onde realizou exposições individuais anuais, sendo a última no ano de 1976, data de seu falecimento. TEODORO BRAGA, PÁG. 161/2; MEC, VOL. 3, PÁG. 109; PONTUAL, PÁG. 352; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 72; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 320; ITAÚ CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 611; ACERVO FIEO.



628 - OCTÁVIO ARAÚJO (1926 - 2015)

"O casarão" - óleo sobre tela colada em eucatex - 54 x 65 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1944 -
Procedente da coleção do crítico de arte Mário Schenberg, São Paulo - SP. -

Este importante artista brasileiro nasceu em Terra Roxa, SP. Em São Paulo foi aluno de Edmundo Migliaccio e José Barchitta, e teve por colegas, dentre outros, Luiz Sacilotto e Marcelo Grassmann, ao lado de quem, no Rio de Janeiro, com 20 anos de idade, expôs pela primeira vêz. Em 1947 integrou o Grupo dos 19. Trabalhou para Portinari em Paris, na confecção do grande mural Pescadores, com quem aprendeu a disciplina e a consciência profissional. Expôs em viagens que fêz pela China, na então União Soviética e nos Estados Unidos. Na sua obra é destaque a figura da mulher, em leitura ora fantástica, ora mágica, mas sempre perturbadora. TEIXEIRA LEITE, pág. 34; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 71; ARTE NO BRASIL, pág. 803; WALTER ZANINI, pág. 645; Acervo FIEO.



629 - SONIA VON BRUSKI (1938)

Modelos - óleo sobre tela - 61 x 50 cm - canto inferior direito e dorso - 1980 - Rio de Janeiro -

Esta importantissima pintora, desenhista e escultora, nasceu na cidade do Rio de Janeiro-RJ. Estudou com Ivan Serpa. Tem como tema central de sua obra a mulher. No dizer do crítico Walmir Ayala, em texto de 1968: " ... a mulher e sua casca, a mulher e seu rosto frio, dual, impessoal e mártir. O corpo da mulher, que tem sido o altar de todos os louvores do erotismo em sua longa história..." PONTUAL, pág.548; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO.



630 - FILIPPO DE PISIS (1896 - 1956)

Paisagem - óleo sobre tela - 60 x 56 cm - canto inferior esquerdo -
Reproduzido no convite deste leilão.- (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, ilustrador e escritor italiano, Luigi Filippo Tibertelli nasceu em Ferrara e faleceu em Milão. Assumiu o nome artístico Filippo de Pisis por volta de 1912. A partir de 1904 teve aulas de desenho com Odoardo Domenichini, Angelo e Giovanni Longanesi. Realizou estudos literários, científicos e, a partir de 1920, dedicou-se à pintura também. Conviveu com Giorgio de Chirico, Carlo Carra, Alberto Savinio, entre outros. Viveu em Paris até 1939 onde era muito conhecido nos meios literários e artísticos. Entre as exposições individuais, destacam-se as realizadas em: Ferrara (1925); Milão (1926), Paris (1931, 1932, 1934), Roma (1932), Londres (1935). Participou, entre muitas mostras oficiais das: XVI, XVII, XVIII, XIX, XX, XXII, XXV, XXVII Bienais de Veneza; Quadrienais de Roma (1931, 1935, 1939, 1955). Recebeu o Prêmio de Roma (1951), o Prêmio de Florença (1953), o Prêmio de Pintura Marzotto (1954). Em 1967 uma exposição retrospectiva foi realizada no 'Palazzo Strozzi' em Florença. BENEZIT VOL. 8, PÁG. 361; www.bbc.co.uk; www.artprice.com; www.ferraraterraeacqua.it; artemoderna.comune.fe.it.



631 - WILSON VICENTE (1951)

Buscando o gado - acrílico sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior direito - 2016 -

Pintor, natural de Cataguazes, MG, onde nasceu a 28/1/1951. Em 1991, 1992 e 1993, participa das X, XI e XII Exposições de Artistas Contemporâneos na Sociearte - SP. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 344.



632 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XIX

No pasto - óleo sobre tela - 49 x 81 cm - canto inferior esquerdo -
F. Eliard.-



633 - ROBERTO BURLE MARX (1909 - 1994)

Composição - desenho a nanquim - 55 x 74 cm - canto inferior direito - 1981 -

Nasceu em São Paulo e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, paisagista, arquiteto, desenhista, pintor, gravador, litógrafo, escultor, tapeceiro, ceramista, designer de jóias, decorador. Durante a infância viveu no Rio de Janeiro. Foi com a família para a Alemanha, em 1928. Em 1929, freqüentou o ateliê de pintura de Degner Klemn. Nos jardins e museus botânicos de Dahlen, em Berlim, entusiasmou-se ao encontrar exemplares da flora brasileira. De volta ao Brasil, fez curso de pintura e arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1930 - 1934), onde foi aluno de Leo Putz , Augusto Bracet e Celso Antônio. Seu primeiro projeto paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, em 1932. Entre 1934 e 1937, ocupou o cargo de diretor de parques e jardins do Recife, PE, onde passou a residir. Nesse período, foi com freqüência ao Rio de Janeiro e teve aulas com Candido Portinari e com o escritor Mário de Andrade. Em 1937, retornou ao Rio de Janeiro e trabalhou como assistente de Candido Portinari. Foi em 1949, conforme sua paixão por plantas e seu interesse por botânica e jardinagem, que Burle Marx adquiriu um sítio em Barra de Guaratiba, RJ. Com auxílio de botânicos, viajou, coletou, catalogou exemplares de plantas do Brasil e reproduziu em seu sítio a diversidade fitogeográfica brasileira. Em 1985 doou esse sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.Realizou muitas exposições individuais e projetos paisagísticos, participou de diversas mostras oficiais coletivas pelo Brasil e no exterior. PONTUAL, PÁG. 94; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 93; MEC. VOL.1, PÁG.303; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 738; LEONOR AMARANTE, PÁG. 98; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 179; artnet.com. ACERVO FIEO.



634 - ANTONIO BANDEIRA (1922 - 1967)

Figuras - desenho a crayon - 47 x 31 cm - canto inferior direito - 1948 -

Pintor, desenhista, gravador, nascido em Fortaleza, CE e falecido em Paris, onde viveu a maior parte de sua vida. É um dos pioneiros da arte abstrata no Brasil. Iniciou-se na pintura como autodidata. Em 1941, em Fortaleza, participou, ao lado de Mário Baratta, entre outros, da criação do Centro Cultural de Belas Artes depois, Sociedade Cearense de Artes Plásticas. Em 1945, transferiu-se para o Rio de Janeiro e, no ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual. Contemplado pelo governo francês com bolsa de estudos, permaneceu em Paris de 1946 a 1950 onde frequentou a Escola Nacional Superior de Belas Artes e a ‘Académie de la Grande Chaumière’. Entre 1947 e 1948 participou do ‘Salon d'Automne’ e do ‘Salon d'Art Libre’. Tomou parte em reuniões de artistas e formou o Grupo Banbryols (ban de Bandeira; bry de Camille Bryen; e ols de Wols), que durou de 1949 a 1951. Voltou ao Brasil em 1951 e apresentou-se na 1ª Bienal Internacional de São Paulo. Em 1952, criou um mural para o Instituto dos Arquitetos do Brasil, em São Paulo. Retornou a Paris em 1954 em razão do Prêmio Fiat, obtido na 2ª Bienal Internacional de São Paulo, mas não deixou de expor no Brasil. Permaneceu na Europa até 1959, passando pela Inglaterra e Bélgica, onde, em 1958, realizou um painel para o ‘Palais des Beaux-Arts’. Ao retornar ao Brasil teve uma atividade artística intensa, participou de importantes exposições, em paralelo a mostras em Paris, Munique, Verona, Londres e Nova York. Voltou a Paris em 1965, onde permaneceu até sua morte. BENEZIT, VOL.1, PÁG.415; MEYER/87, PÁG.606; MEC, VOL.1, PÁGS.159,160 E 167; PONTUAL, PÁGS. 48 E 49; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁGS. 71 A 74; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 52 A 54; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; ARTE NO BRASIL, PÁG. 599; LEONOR AMARANTE, PÁG. 34; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 86; ACERVO FIEO; web.artprice.com; pitoresco.com; pinturabrasileira.com.



635 - ARCÂNGELO IANELLI (1922 - 2009)

"Pedra roxa" - guache - 42 x 32 cm - canto inferior direito - 1969 -
Com declaração de autencidade nº 4685 de Cosme Velho Galeria de Arte - São Paulo SP, no dorso.-

Pintor. Fez aprendizado de pintura com Valdemar da Costa, em São Paulo, a partir de 1942. Participou de diversos Salões no País, e no exterior, obtenções várias e importantes premiações. Seus trabalhos fazem parte do acervo de museus e coleções particulares no mundo todo. Inicialmente figurativo, passou a abstracionismo, trabalhando com blocos cromáticos distribuídos com certo rigor construtivo sobre o espaço plano. A seu respeito, disse o crítico Enrico Crispolti, em 1966: " Mas quais são, então, os temas expressivos próprios da pintura de Ianelli? Ele mesmo, falando-me de experiências já distantes, recorda-me anos de um naturalismo sumário pela vontade de síntese, sublinhado como hoje são propostos em sua pintura horizontes muito diferentes. Creio, no entanto, que uma matriz naturalista preside o intenso lirismo dessa telas recentes de Ianelli (...) ". PONTUAL, pág. 358; MEC vol.3, pág. 345; WALTER ZANINI, pág. 644; ARTE NO BRASIL, pág. 798; LEONOR AMARANTE, pág. 218. Acervo FIEO.



636 - MANOEL SANTIAGO (1897 - 1987)

Marinha - óleo sobre eucatex - 18 x 25 cm - canto inferior esquerdo -

Manoel Colafante Caledônio de Assumpção Santiago nasceu em Manaus, AM e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, desenhista e professor. Mudou-se para Belém em 1903 e iniciou estudos de pintura. Desde 1916 já praticava a arte não figurativa. Em 1919 transferiu-se para o Rio de Janeiro, cursou Direito e frequentou a Escola Nacional de Belas Artes, onde foi aluno de Rodolfo Chambelland e Baptista da Costa. Na época, teve aulas particulares com Eliseu Visconti. Foi casado com a pintora Haydeá Santiago. Participou em 1927 do Salão Nacional de Belas Artes e recebeu o prêmio viagem ao exterior, entre vários outros. Foi para Paris no ano seguinte, e lá permaneceu por cinco anos. De volta ao Rio de Janeiro, em 1932, tornou-se professor do Instituto de Belas Artes. Em 1934, passou a lecionar pintura e desenho no Núcleo Bernardelli, figurando entre seus alunos José Pancetti, Edson Motta, Bustamante Sá, Ado Malagoli, Rescála e Milton Dacosta. Participou da I Bienal Internacional de São Paulo (1951) e do 8º Panorama da Arte Brasileira (1976). PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, VOL. 1, PÁG. 241; TEODORO BRAGA, PÁG. 211; CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO DE PAISAGEM BRASILEIRA, MEC-MNBA /RIO/1944; MAYER/84, PÁG. 1158; REIS JR, PÁG. 378; PONTUAL, PÁG. 473; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 292; ITAÚ CULTURAL, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 865; ACERVO FIEO.



637 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Maternidade - litografia off set - 28 x 37 cm - canto inferior direito - 1963 -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



638 - PAULA KADUNC (1954)

Composição - acrílico sobre tela - 40 x 30 cm - dorso - 2015 -
Obra 574 do catálogo da artista.-

Paula Kadunc, pseudônimo artístico de Maria Paula Kadunc, nasceu em São Paulo. Frequentou um curso clássico de arte e comunicação na época de colégio. Formou-se em historia (1975) e nos anos seguintes realizou viagens de estudo pela Europa, Japão, China e Filipinas. No inicio da década de 80 trabalhou no Museu de Arte de São Paulo como assessora de imprensa e relações publicas auxiliando ainda na curadoria de diversas exposições. Na década de 90 frequentou o ateliê do escultor Paulo Tadee onde trabalhou com desenhos e pinturas geométricas e passou a fundir esculturas em bronze. Estudou técnica de pintura com Marysia Portinari. Tem participado com suas obras de várias exposições coletivas e leilões de arte. Possui obras em diversas coleções particulares e no Museu de Arte do Parlamento de São Paulo. www.artemaisnet.com.br/artistas/paula-kadunc.html; www.catalogodasartes.com.br; www.al.sp.gov.br; www.artprice.com; www.askart.com.



639 - FULVIO PENNACCHI (1905 - 1992)

Figuras - guache - 08 x 08 cm - canto superior direito - 1979 -

Pintor, ceramista, desenhista, ilustrador, gravador, professor nascido na cidade de Villa Collemandina, Itália e falecido em São Paulo. Em 1924 foi para Lucca e iniciou sua formação artística no ‘Regio Istituto di Belle Arti’ onde teve aulas com o pintor Pio Semeghini. Mudou-se para São Paulo em 1929 e dedicou-se a diferentes atividades até 1933, quando passou a auxiliar Galileo Emendabili na execução de monumentos funerários. Em 1935, conheceu Francisco Rebolo, passou a frequentar seu ateliê e conviveu com os artistas do Grupo Santa Helena. Nessa mesma época integrou a Família Artística Paulista e iniciou a produção de painéis em afresco e óleo para residências, igrejas, hotéis e outras edificações, destacando-se os afrescos de grandes dimensões para a Igreja Nossa Senhora da Paz, no bairro do Glicério, executados entre 1941 e 1948. Em 1965, iniciou um período de recolhimento e manteve-se afastado das exposições e do circuito artístico. Em 1973, reabriu seu ateliê e recebeu diversas homenagens no Brasil e na Itália. Nesse mesmo ano conheceu a ceramista Eunice Pessoa e com ela desenvolveu um grande número de peças que foram expostas em 1975. Sem nunca ter abandonado as atividades artísticas, voltou a figurar em diversas mostras e continuou a produzir painéis em afresco. Em 1980, Pietro Maria Bardi publicou um livro sobre sua obra. Nove anos depois, foi lançado o livro ‘Ofício Pennacchi’, organizado por Valério Antonio Pennacchi, responsável também pela publicação, em 2002, do livro ‘Fulvio Pennacchi: Pintura Mural’. Importante retrospectiva da obra do artista foi realizada, em 1973, no MAM - São Paulo. TEODORO BRAGA, PÁG. 192; MEC, VOL, 3, PÁG. 365; WALMIR AYALA, VOL, 2, PÁG. 182; PONTUAL, PÁG. 416; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 784; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 740; ACERVO FIEO.



640 - ORLANDO TERUZ (1902 - 1984)

Paisagem - óleo sobre madeira - 27 x 46 cm - canto inferior direito - 1937 -
Reproduzido no convite deste leilão.-

Natural do Rio de Janeiro, RJ, foi aluno de Rodolfo Chambelland e Batista da Costa na antiga ENBA. Participa do SNBA a partir de 1924, ganhando diversas premiações, inclusive o prêmio de viagem ao exterior. Diversos e importantes museus do mundo tem obras suas, inclusive o Hermitage de Moscou. TERUZ encanta pela sua apurada técnica e temas, seus personagens e suas cores. TEODORO BRAGA- pág. 226; PONTUAL- -págs. 520/1; WALMIR AYALA, vol. 2-págs. 379/81; MEC, vol. 4-pág. 383; TEIXEIRA LEITE, pág. 505; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 578, Acervo FIEO.



641 - ISABEL DE JESUS (1938)

Espíritos da floresta - guache - 23 x 31 cm - canto inferior esquerdo - 1999 -

Mineira de Cabo Verde, é pintora e desenhista. Começou a pintar em 1965, já em São Paulo. Estudou anteriormente desenho com Iracema Arditi. Participou do setor de desenho do XXIII SPar.BA, 1966, realizando exposições individuais no mesmo ano em São Paulo e Rio. MEC, vol.2, pág.374; PONTUAL, pág.280; JULIO LOUZADA, vol.11, pág.158; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 226; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



642 - DJANIRA DA MOTTA E SILVA (1914 - 1979)

Vendedor de balões - guache - 28 x 19 cm - canto inferior direito -

Pintora, desenhista, ilustradora, cartazista, cenógrafa e gravadora. Djanira da Motta e Silva nasceu em Avaré, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. No final da década de 1930, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde teve suas primeiras instruções de desenho no Liceu de Artes Ofícios e com o pintor Emeric Marcier, hóspede da pensão que Djanira instalou no bairro de Santa Teresa. Os contatos com os artistas Carlos Scliar, Milton Dacosta , Arpad Szenes , Vieira da Silva e Jean-Pierre Chabloz , frequentadores de sua pensão, proporcionaram um ambiente estimulador que a levou a expor no 48º Salão Nacional de Belas Artes, em 1942. No ano seguinte, realizou sua primeira mostra individual, na Associação Brasileira de Imprensa - ABI. Em 1945, viajou para Nova York. De volta ao Brasil, realizou o mural ‘Candomblé’ para a residência do escritor Jorge Amado, em Salvador, e painel para o Liceu Municipal de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Entre 1953 e 1954, viajou a estudo para a União Soviética. De volta ao Rio de Janeiro, tornou-se uma das líderes do movimento pelo Salão Preto e Branco, um protesto de artistas contra os altos preços do material para pintura. Realizou em 1963, o painel de azulejos ‘Santa Bárbara’, para a capela do túnel Santa Bárbara, Laranjeiras, Rio de Janeiro. No ano de 1966, a editora Cultrix publicou um álbum com poemas e serigrafias de sua autoria. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil, EUA e Europa. Foi premiada no Rio de Janeiro (1943, 1944, 1949, 1950 a 1953, 1955, 1963) e em São Paulo (1951, 1955). Participou da 1ª e da 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955). Em 1977, o Museu Nacional de Belas Artes - MNBA, realizou uma grande retrospectiva de sua obra. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 336; PONTUAL, PÁG. 181; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 164; MEC, VOL. 2, PÁG 58; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG, 263; WALTER ZANINI, PÁG. 810; ARTE NO BRASIL, PÁG. 824; ACERVO FIEO.



643 - MARIO ZANINI (1907 - 1971)

Lavadeiras - óleo sobre tela - 46 x 61 cm - canto inferior direito -

Pintor, decorador, ceramista, professor, Mário Zanini nasceu e faleceu em São Paulo. Foi um dos integrantes de dois importantes movimentos artísticos considerados históricos na pintura paulista: o Grupo Santa Helena e a Família Artística Paulista. Sua formação artística se deu em São Paulo quando aos 13 anos iniciou curso de pintura da Escola Profissional Masculina do Brás e de 1924 a 1926, matriculou-se no curso de desenho e artes do Liceu de Artes e Ofícios. Conheceu Alfredo Volpi em 1927 e no ano seguinte estudou com o pintor Georg Elpons. Trabalhou no escritório de decoração de Francisco Rebolo entre 1933 e 1938. Em 1940 recebeu medalha de prata no 46º Salão Nacional de Belas Artes e foi convidado por Rossi Osir a trabalhar em seu ateliê de azulejos artísticos, o Osirarte. Em 1950, viajou por seis meses pela Itália, em companhia de Volpi e Osir. A partir de 1968 lecionou na Faculdade de Belas Artes de São Paulo. Participou de vários Salões oficiais e mostras coletivas no Brasil, como I e III Bienal Internacional de São Paulo e no exterior. Sua família doou 108 de suas obras ao Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo - MAC/USP em 1974. MEC, VOL. 4, PÁG. 531; PONTUAL, PÁG. 557; TEODORO BRAGA, PÁG. 250; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 451; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; ARTE NO BRASIL, PÁG. 778; LEONOR AMARANTE, PÁG.38; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 1085; ACERVO FIEO.



644 - OMAR PELEGATTA (1925 - 2000)

Ouro Preto - óleo sobre tela - 50 x 40 cm - canto inferior esquerdo -

Italiano da Lombardia, PELLEGATTA foi pintor e gravador dedicado a temas sacros e casarios coloniais. Em sua obra, o ser humano é apresentado sempre de modo idealizado, na figura de ternas madonas, santos, coroinhas e cavaleiros. Participou de diversas coletivas e salões, a partir de 1957, recebendo premiações em sua maioria. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág.735; MEC vol.3, pág.363; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



645 - GIOVANNI BATTISTA PIRANESI (1720 - 1778)

"Les Pilastres" - gravura - 48 x 70 cm - assinado na matriz -
Com etiqueta de Hugo Arnot, Germälde - Salon, no dorso.- (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Arquiteto, pintor, desenhista, gravador e arqueólogo italiano nascido em Mozano di Mestre, perto de Veneza e falecido em Roma. Filho de um mestre construtor teve sua formação inicial em Veneza com seu tio Matteo Lucchesi que era engenheiro-arquiteto e recebeu formação em cenografia e perspectiva com o gravador Carlo Zucchi. Em 1738 foi para Roma estudar arquitetura, pintura e gravura.A técnica da água-forte na gravura foi-lhe ensinada por Giuseppe Vasi de 1740 a 1744. Publicou suas primeiras doze águas-fortes: 'Prima parte di architettura e prospettive' em 1743. Com uma obra gráfica em torno de duas mil gravuras, destacam-se a série dos 'Carceri d'invenzioni' (de 1745 e retrabalhadas em 1761) - composta de masmorras fantásticas, cheias de escadas e alusões à tortura e as séries 'Le antichità romane' (1756), ' Vedute di Roma' (1748-1778) e as representações dos templos gregos de 'Pesto' (1777-1778). Suas 135 gravuras (1748-1777) em que reproduziu ruas, praças, monumentos e ruínas de Roma contribuíram para consolidar a fama de antiguidade da cidade. Sua única obra em arquitetura foi a igreja de Santa Maria Del Priorato, em Roma (1764 – 1766). Suas gravuras continuaram em publicação por longo tempo após sua morte e sua obra foi perpetuada pelo seu filho Francesco. BENEZIT VOL. 8, PÁG. 354; DICIONÁRIO OXFORD DE ARTE; ITAU CULTURAL; www.dec.ufcg.edu.br; www.metmuseum.org; www.architechgallery.com; global.britannica.com; biography.yourdictionary.com; www.artprice.com.



646 - IVAN SERPA (1923 - 1973)

Composição - aquarela e guache - 34 x 26 cm - canto inferior direito -
Ex-coleção Antônio Maluf - Galeria Seta - São Paulo - SP. -

Pintor, desenhista, gravador e professor, Ivan Ferreira Serpa nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Estudou gravura e desenho com Axel Leskoschek (entre 1946 e 1948) no Rio de Janeiro. Em 1949, ministrou suas primeiras aulas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, onde, a partir de 1952, exerceu sistemática atividade didática, em especial no ensino infantil. Foi um dos precursores do concretismo no Brasil, criando ao lado de Aluisio Carvão, Lígia Clark, Hélio Oiticica e outros o Grupo Frente, que se manteve ativo de 1954 a 1956, inclusive com exposições no Rio de Janeiro. Participou da Divisão Moderna do SNBA (1947-1951). Em 1957, recebeu o prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna, RJ. Participou da exposição ’Opinião 65’, evento que marca a difusão de uma nova arte de tendência figurativa, a neofiguração. Em 1970, fundou, com Bruno Tausz, o Centro de Pesquisa de Arte no Rio de Janeiro. Participou da Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1961, 1963, 1965) e da Bienal de Veneza (1952, 1954, 1962, 1966). PONTUAL, PÁG 486; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 605; ARTE NO BRASIL, PÁG. 840; LEONOR AMARANTE, PÁG. 26; MEC VOL. 4, PÁG. 221; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 899.



647 - JOAQUIM TENREIRO (1906 - 1992)

Fita - múltiplo em madeira - 3/12 - 90 x 33 x 3 cm - assinado - 1975 -
Ex coleção Renato Antônio Brogiolo. - Rio de Janeiro. -

Designer, escultor, pintor, gravador e desenhista, Joaquim Albuquerque Tenreiro nasceu em Melo Guarda, Portugal e faleceu em Itapira, SP. Filho e neto de marceneiros, aos dois anos de idade mudou-se para o Brasil com a família. Retornou a Portugal em 1914 e ajudou o pai a realizar trabalhos em madeira. Iniciou aulas de pintura. Em 1928, transferiu-se definitivamente para o Rio de Janeiro, passando a frequentar o curso de desenho do Liceu Literário Português onde conquistou o prêmio Joaquim Alves Meira, a maior láurea daquele estabelecimento e fez cursos no Liceu de Artes e Ofícios. Em 1931, integrou o Núcleo Bernardelli. Na década de 1940, dedicou-se à pintura de retrato, de paisagem e de natureza-morta. Entre 1933 e 1943, trabalhou como designer de móveis nas empresas Laubissh & Hirth, Leandro Martins e Francisco Gomes. Em 1943, montou sua primeira oficina, a Langenbach & Tenreiro e, alguns anos depois, inaugurou duas lojas de móveis; primeiro no Rio de Janeiro e, posteriormente, em São Paulo. É o renovador do mobiliário brasileiro, responsável por toda uma linha de criação em que a funcionalidade se alia o bom gosto e o aproveitamento racional dos materiais do País. No final da década de 1960, Joaquim Tenreiro encerrou as atividades na área da concepção e fabricação de móveis para dedicar-se exclusivamente às artes plásticas, principalmente à escultura. Participou do Panorama da Arte Atual Brasileira, SP (1972, 1973, 1975, 1978, 1988), da Bienal Internacional de São Paulo (1965), entre outras, e realizou uma retrospectiva no MAM, RJ (1977). Tem pinturas suas figurando no MAM, SP, no MNBA e Museu Manchete, RJ. MEC, VOL.4, PÁGS.381 E 382; PONTUAL, PÁG.520; TEIXEIRA LEITE, PÁG.504; WALMIR AYALA, VOL.2, PÁG.376 E 377; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG.973; VOL. 5, PÁG. 1042; VOL.6, PÁG. 1111; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 580; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; www.joaquimtenreiro.com; renome.com.br; pinturabrasileira.com; web.artprice.com.



648 - CARLOS SCLIAR (1920 - 2001)

"Cais e amendoeira" - vinil encerado sobre tela - 22 x 41 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 22-08-1980 - Cabo Frio -

Desenhista, gravador, pintor, ilustrador, cenógrafo, roteirista e designer gráfico que nasceu em Santa Maria da Boca do Monte, RS e faleceu no Rio de Janeiro. Assina Scliar. Estudou com Gustav Epstein, em Porto Alegre, em 1934. Participou, em 1938, da fundação da Associação Riograndense de Artes Plásticas Francisco Lisboa. Entre 1939 e 1947, residindo em São Paulo, integrou a Família Artística Paulista - FAP. No Rio de Janeiro, escreveu e dirigiu em 1944 o documentário 'Escadas', sobre os pintores Arpad Szenes e Vieira da Silva com os quais conviveu desde 1941. Convocado pela Força Expedicionária Brasileira - FEB, participou da Segunda Guerra Mundial, na Itália. Morando em Paris de 1947 a 1950, cursou gravura com Galanis na Escola de Belas Artes e teve contato com o gravador mexicano Leopoldo Méndez. De volta ao Brasil, fundou com Vasco Prado o Clube de Gravura de Porto Alegre. Em 1956, passou a viver no Rio de Janeiro. Foi diretor do departamento de arte da revista 'Senhor' entre 1958 e 1960. Fundou a editora Ediarte, em 1962, com os colecionadores Gilberto Chateaubriand, Michel Loeb, Carlos Nicolaievski e o pintor José Paulo Moreira da Fonseca. Realizou durante toda sua vida exposições individuais e participou de inúmeras coletivas e Salões oficiais, recebendo muitos prêmios. Também foram realizadas várias exposições póstumas. MEC VOL.4, PÁG. 214; TEODORO BRAGA, PÁG. 66; WALMIR AYALA VOL.2, PÁG. 306 a 309; PONTUAL, PÁG. 479 e 480; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG.884; VOL.2, PÁG. 925; VOL.13, PÁG. 305; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; RGS, PÁG. 442; ACERVO FIEO.



649 - GIANCARLO ZORLINI (1931)

Barcos - aquarela - 24 x 32 cm - canto inferior direito -

Médico de profissão, iniciou-se autodidaticamente na pintura, em 1962. É filho do escultor e pintor Ottone Zorlini. Participou diversas vezes do Salão Paulista de Belas Artes, nele recebendo diversas premiações. Sua pintura tem como tema predominante a paisagem. JULIO LOUZADA vol. 3, pág. 124; MEC vol.4, pág.534; PONTUAL, pág. 559; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



650 - MARTINS DE PORANGABA (1944)

"Memórias" - acrílico sobre tela - 200 x 140 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2005 -
Reproduzido: no convite e capa do catálogo deste leilão e sob o n° 248 em catálogo de Leilão de Arte de James Lisboa, leiloeiro oficial, São Paulo - SP . (Atenção clientes residentes fora de São Paulo: transporte apenas por via rodoviária, devido ao tamanho. Consulte-nos antes de dar seu lance)

Pintor, desenhista, gravador e professor, José Carlos de Porangaba Martins nasceu em Porangaba, SP. Assina José Carlos Martins, J. Martins, Porangaba e Martins de Porangaba. Fixou residência em São Paulo e cursou desenho, pintura e modelo vivo na Associação Paulista de Belas Artes, entre 1967 e 1970. Na década de 70 estudou gravura com Paulo Mentem e modelagem com Olinda Dalma. Fundou o Atelier J. Martins em 1972. Em 1980, lecionou pintura na Escola Panamericana de Artes. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1976, 1979, 1981, 1982 – MAC, 1984, 1987, 1990, 1991, 1994, 2000); Santo André, SP (1980, 1981); Guarujá, SP (1982); Rio de Janeiro (1982); Washington, EUA (1983); Brasília, DF (1988). Tem participado de muitas mostras coletivas e Salões oficiais, recebendo vários prêmios em: São Paulo (1979, 1980, 1982); Piracicaba, SP (1981); Embu, SP (1981); Marília, SP (1981); Rio Claro, SP (1982); Santo André, SP (1983, 1984); Rio de Janeiro (1985) ; Lisboa, Portugal (1985); Tampa, EUA (1986); Nice, França (1987). JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 828; VOL. 4, PÁG. 903; VOL. 6, PÁG. 901; VOL. 9, PÁG. 692; VOL. 13, PÁG. 269; ITAU CULTURAL; www.artprice.com; mporangaba.com.



651 - GRAÇA MARQUES (1955)

Composição - serigrafia - B.P.I. - 50 x 73 cm - canto inferior direito - 2004 -

Desenhista e pintora nascida em Pelotas, RS. Sua formação artística foi na Universidade Federal de Pelotas e na Universidade Complutense de Madri, Espanha. Realizou exposições individuais aqui no Brasil, Espanha, Uruguai e coletivas na Bélgica e Holanda. Possui obras em Centros Culturais e Museus da Espanha.



652 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Flores - aquarela - 28 x 38 cm - canto inferior esquerdo ilegível -



653 - LOTHAR CHAROUX (1912 - 1987)

"Vibração" - guache - 32 x 43 cm - canto inferior direito -
Com as seguintes etiquetas no dorso: "Do III Salão de Arte Contemporânea de Santo André, realizado em Abril de 1970 e do Ateliê do Autor, na Rua Brigadeiro Gavião Peixoto, 529 - São Paulo -SP.-

Pintor, desenhista e professor austríaco, natural de Viena. Assinava Charoux. Iniciou os estudos artísticos com seu tio, o escultor austríaco Siegfried Charoux. Transferiu-se para o Brasil em 1928, fixando residência em São Paulo. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios da cidade onde conheceu Valdemar da Costa, com ele fazendo aprendizado de pintura a partir de 1940. Posteriormente passa a lecionar desenho no Liceu de Artes e Ofícios e no SENAI. Em 1947, realizou sua primeira exposição individual, na Galeria Itapetininga. Em 1952, participou da fundação do Grupo Ruptura, ao lado de Waldemar Cordeiro, Geraldo de Barros, Anatol Wladyslaw e outros. Com Hermelindo Fiaminghi e Luiz Sacilotto , cria a Associação de Artes Visuais NT - Novas Tendências, em 1963. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras oficiais nacionais como a Bienal Internacional de São Paulo (I a IX, XII, XIII), Panorama da Arte Atual Brasileira (1º ao 3º, 6º, 9º, 11º, 12º) e no exterior. É homenageado com retrospectiva no Museu de Arte Moderna de São Paulo e no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro em 1974. Em 2005, é publicado o livro ‘Lothar Charoux: A Poética da Linha’, pela historiadora de arte Maria Alice Milliet. PONTUAL, PÁG. 131; MEC VOL. 1, PÁG. 433; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 254; VOL. 9, PÁG.207; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 645; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; ACERVO FIEO.



654 - JOAQUIM TENREIRO (1906 - 1992)

Composição - guache - 27 x 39 cm - canto inferior direito - 1977 -

Designer, escultor, pintor, gravador e desenhista, Joaquim Albuquerque Tenreiro nasceu em Melo Guarda, Portugal e faleceu em Itapira, SP. Filho e neto de marceneiros, aos dois anos de idade mudou-se para o Brasil com a família. Retornou a Portugal em 1914 e ajudou o pai a realizar trabalhos em madeira. Iniciou aulas de pintura. Em 1928, transferiu-se definitivamente para o Rio de Janeiro, passando a frequentar o curso de desenho do Liceu Literário Português onde conquistou o prêmio Joaquim Alves Meira, a maior láurea daquele estabelecimento e fez cursos no Liceu de Artes e Ofícios. Em 1931, integrou o Núcleo Bernardelli. Na década de 1940, dedicou-se à pintura de retrato, de paisagem e de natureza-morta. Entre 1933 e 1943, trabalhou como designer de móveis nas empresas Laubissh & Hirth, Leandro Martins e Francisco Gomes. Em 1943, montou sua primeira oficina, a Langenbach & Tenreiro e, alguns anos depois, inaugurou duas lojas de móveis; primeiro no Rio de Janeiro e, posteriormente, em São Paulo. É o renovador do mobiliário brasileiro, responsável por toda uma linha de criação em que a funcionalidade se alia o bom gosto e o aproveitamento racional dos materiais do País. No final da década de 1960, Joaquim Tenreiro encerrou as atividades na área da concepção e fabricação de móveis para dedicar-se exclusivamente às artes plásticas, principalmente à escultura. Participou do Panorama da Arte Atual Brasileira, SP (1972, 1973, 1975, 1978, 1988), da Bienal Internacional de São Paulo (1965), entre outras, e realizou uma retrospectiva no MAM, RJ (1977). Tem pinturas suas figurando no MAM, SP, no MNBA e Museu Manchete, RJ. MEC, VOL.4, PÁGS.381 E 382; PONTUAL, PÁG.520; TEIXEIRA LEITE, PÁG.504; WALMIR AYALA, VOL.2, PÁG.376 E 377; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG.973; VOL. 5, PÁG. 1042; VOL.6, PÁG. 1111; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 580; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; www.joaquimtenreiro.com; renome.com.br; pinturabrasileira.com; web.artprice.com.



655 - TAPETE ORIENTAL,


Feito a mão, de lã, Senneh, medindo 234 x 168 cm = 3,93 m².-



656 - ALEXANDRE RAPOPORT (1929)

Músico - técnica mista - 12 x 11 cm - canto inferior direito - 1994 -

Arquiteto, pintor, gravador, desenhista industrial e professor, RAPOPORT nasceu no Rio de Janeiro, onde cursou a Faculdade Nacional de Arquitetura da antiga Universidade do Brasil. Fêz aprendizado de gravura na antiga ENBA em 1952. Conquistou menções honrosas em pintura e desenho no SNBA a partir de 1948. WALMIR AYALA,vol. 2, pág. 237; MEC, vol. 4, pág. 26; PONTUAL, pág. 447; TEIXEIRA LEITE, pág. 431; JÚLIO LOUZADA, vol. 11, pág. 260; ITAU CULTURAL.



657 - ARNALDO FERRARI (1906 - 1974)

Composição - técnica mista - 38 x 36 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista e professor, Arnaldo Ferrari nasceu e faleceu em São Paulo SP. Seguindo a profissão do pai, trabalhou como pintor decorador, realizando frisos decorativos para residências. Estudou artes decorativas no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, entre 1925 e 1935. Em 1934, dividiu um ateliê com amigos no edifício Santa Helena e, pela amizade com o pintor Mario Zanini, aproximou-se dos demais integrantes do Grupo Santa Helena. Frequentou também o curso livre de pintura e desenho na Escola Nacional de Belas Artes, entre 1936 e 1938, onde teve aulas de desenho e pintura com Enrico Vio. Entre 1950 e 1959, integrou o Grupo Guanabara, com Thomaz Ianelli, Tomie Ohtake, Tikashi Fukushima e Oswald de Andrade Filho, entre outros. Realizou diversas exposições individuais, participou de várias mostras e Salões oficiais e foi premiado em São Paulo (1958, 1959, 1961, 1963, 1966) e em Santo André (1971). Participou da 7ª à 11ª Bienal Internacional de São Paulo (1963, 1965, 1967, 1969, 1971). Foi apresentada retrospectiva de sua obra em 1975, no Paço das Artes, SP e catálogo com textos de Theon Spanudis, José Geraldo Vieira e Mário Schenberg, entre outros. ITAÚ CULTURAL; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 304; MEC, VOL. 2, PÁG. 149; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 191; PONTUAL, PÁG. 207; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 378; WALTER ZANINI, PÁG.678, ACERVO FIEO.



658 - BELMIRO DE ALMEIDA (1858 - 1935)

Paisagem - aquarela - 21 x 30 cm - canto inferior direito -

Esse grande pintor brasileiro, cuja carreira artística começou pela caricatura, viveu em Paris quase toda a sua existência. Ao fim da vida, abeirou-se dos novos estilos artísticos em voga na Europa, praticando incursões até no campo do Futurismo. Luciano Migliaccio, assim se refere `a obra do mestre: " Belmiro (...) punha fim à época em que a arte brasileira ainda era prisioneira da retórica dos gêneros e se fundamentava na transposição em chave nacional da tradição européia. Dava início a uma arte nova, inspirada na realidade social urbana contemporânea, falando da transformação dos costumes no interior da família e da condição da mulher na sociedade moderna. Era uma pintura que objetivava a educação moral do público, imitando o exemplo da pintura vitoriana inglesa, mas adotando a estética do naturalismo francês. O artista deixava de ser uma espécie de sumo sacerdote do culto da nação, passando a recusar a idéia de uma pintura celebrativa, promovida pelo Estado e distante da representação da atualidade. Assim, como Amoedo e Aurélio Figueiredo, Belmiro tentava encarnar o modelo do artista dandy, o intelectual urbano que fazia de sua arte um estilo e um modo de vida (...)" in: MOSTRA DO REDESCOBRIMENTO (2000: SÃO PAULO, SP), AGUILAR, Nelson (org. ), SASSOUN, Suzanna (coord. ). Arte do século XIX. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo: Associação Brasil 500 anos Artes Visuais, 2000. p. 148. REIS JR, pág.224; THEODORO BRAGA, pág.49; Primores da Pint, no Brasil, vol.1, pág.229; LAUDELINO FREIRE, págs.382/383; WALMIR AYALA, vol.1, págs. 30/31; TEIXEIRA LEITE, pág. 68/69; PONTUAL, págs.66/67; MEC, vol.1, pág.48; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 420; ARTE NO BRASIL, pág. 553; F. ACQUARONE, pág. 117.



659 - YASUICHI KOJIMA (1934)

"Igreja de Paranaguá" - óleo sobre tela - 50 x 40 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2005 -

Pintor e ceramista nascido em Tajimi, Japão - cuja população vive de cerâmica e porcelana. Seu pseudônimo artístico é Kojima. Recebeu influência de seu pai, Shigueo Kojima - tradicional artista e ceramista japonês conhecido pelo nome artístico Juho Kojima. Formou-se na Escola de Cerâmica Industrial de Tajimi - Gifu, Japão. Veio para o Brasil em 1953, trabalhou por cinco anos em São Caetano e transferiu-se para Mauá onde, como seu pai, montou sua própria fábrica de cerâmicas e porcelanas que está em atividade até hoje. Naturalizou-se brasileiro e estudou pintura com Manabu Mabe, Takaoka e Nakajima. Realizou exposição individual em Poá, SP (2009) e no Museu de Arte do Parlamento de São Paulo (2013). Participou de diversas mostras e Salões oficiais em: São Bernardo do Campo, SP (1967); São Paulo (1968, 1969, 2001 a 2010); Poá, SP (2009-como convidado); Embu, SP (2012 - Prêmio Prata). www.mauamemoria.com.br; www.radaroficial.com.br/d/31498914; issuu.com/shinzenbi/docs/makoto_5/27.



660 - NICOLA DE CORSI (1882 - 1956)

Paisagem - óleo sobre madeira - 50 x 63 cm - canto inferior esquerdo -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Embora tenha nascido na Rússia, a ascendência de Nicola de Corsi era espanhola, e toda a sua formação se deu em Nápoles, Itália, para onde se transferiu com toda a família ainda quando pequeno. Foi discípulo de Giacinto Gigante. Expôs na Bienal de Veneza em 1910. Esteve duas vezes no Brasil, onde mostrou o seu precioso trabalho. O jornal O Estado de São Paulo o chamou de Pintor das Multidões. JULIO LOUZADA vol.1, pág.315; ART PRICE ANNUAL 2000, pág. 539, RUTH TARASANTCHI.



661 - WALTER LEWY (1905 - 1995)

Paisagem surreal - óleo sobre tela - 73 x 92 cm - canto inferior direito - 1978 -

Gravador, pintor, ilustrador, paisagista, desenhista e publicitário nascido em Bad Oldesloe, Alemanha e falecido em São Paulo. Estudou na Escola de Artes e Ofícios de Dortmund, Alemanha (1923-1927). Nesse período, filiou-se à tendência do realismo mágico. Em 1928 participou de coletivas em Dortmund, Gelsenkirchen, Boclusim e outras cidades. Com a crise econômica de 1929, Lewy perdeu seu emprego de desenhista numa gráfica e foi viver com os pais no interior, tornando-se ilustrador de anedotas em jornais. Realizou sua primeira exposição individual em Bad Lippspringe (1932), mas foi fechada quando a Câmara de Arte Alemã proibiu a participação de judeus na vida artística. Escapando dessa situação opressora, o artista imigrou para o Brasil (1938), retomando profissionalmente a pintura. Deixou para trás centenas de trabalhos, que foram enviados para a Holanda e perdidos durante os bombardeios da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). No Brasil, fixou-se em São Paulo. Nos primeiros anos fez desenho publicitário e mais tarde capas de livros e ilustrações para diversas editoras. Ilustrou obras de Bertrand Russell, Machado de Assis e Arnold Toynbee, entre outras. Mais tarde, empregou-se como diagramador, letrista e arte-finalista nas agências de propaganda De Carli, Lintas Publicidade, Martinelli, Santos & Santos e Thompson Propaganda. Participou de Salões Nacionais e Bienais de São Paulo, entre 1951 e 1965, recebendo diversas premiações oficiais. JULIO LOUZADA, VOL. 10, PÁG. 497; MEC, VOL. 2, PÁG. 474; TEODORO BRAGA, PÁG. 245; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 286; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 630; LEONOR AMARANTE, PÁG. 142; ACERVO FIEO.



662 - DAREL VALENÇA LINS (1924)

O enforcado - desenho a nanquim e guache - 26 x 18 cm - canto inferior direito - 1955 -
Obra para ilustração de livro.-

Este importante pintor, gravador, desenhista e professor, conquistou em 1957, no SNAM, o prêmio de viagem ao estrangeiro, voltando a ser contemplado na VII Bienal de São Paulo, como o melhor desenhista nacional. Foi aluno de Henrique Oswald e recebeu aconselhamento técnico de Goeldi. MEC vol.3, pág. 18; PONTUAL, pág.160/161; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 715; ARTE NO BRASIL, pág. 839; LEONOR AMARANTE, pág. 125; Acervo FIEO.



663 - JOSÉ SABÓIA (1949)

A sesta - óleo sobre tela - 80 x 100 cm -

Pintor, José Sabóia do Nascimento nasceu em Almadina-BA. Artista autodidata foi para o Rio de Janeiro em 1967 e começou a pintar no ano seguinte, passando a expor seus trabalhos na feira hippie de Ipanema. Fez sua primeira exposição individual em Fortaleza, CE (1970). Entre as exposições de que participou, destacam-se: I e III Salão Nacional de Artes Plásticas do Ceará, Fortaleza, (1969, 1971 - Prêmio Aquisição); Dez Pintores no Rio de Janeiro, no MNBA, RJ (1983); ‘Brésil Naifs’, Paris (1986); ‘Salon d'Art Naif’- Marseilha, França (1987); ‘Pintura, Presença e Povo na Arte Brasileira’ no Museu da Casa Brasileira - São Paulo (1990); ‘Visões do Rio’ no MAM, RJ (1996). No exterior expôs individualmente em São Francisco, EUA e Munique, Alemanha, além de participar de coletivas em vários países e, principalmente na França, com exposições organizadas pela Galeria Jacqueline Bricard e uma presença cativa na ‘Galerie Naïfs du Monde Entier’ em Paris. José Sabóia participou do Concurso Internacional de Morges, quando seu quadro foi eleito pelo público, a melhor obra de 60 participantes de 22 países, premiação que originou o convite da Galeria Kasper para realizar uma exposição individual em 1997. JULIO LOUZADA vol. 11, pág. 278; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 228; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO; www.artprice.com; www.nautilus.com.br; www.ardies.com.



664 - RICARDO DE CASTRO COSTA (1924 - XX)

"Garrafas" - óleo sobre tela - 73 x 54 cm - canto inferior direito e dorso - 1950 -
Com estudos no dorso.-

Pintor e desenhista. Discípulo de Frank Schaeffer e Edson Mota, no Rio de Janeiro. Participou de várias exposições e mostras oficiais como: Salão Pan-americano de Arte, comemorativo do cinquentenário do Instituto de Belas Artes do Rio Grande do Sul (1958); V Bienal Internacional de São Paulo (1959); Salão de Artes Plásticas do Instituto Cultural Brasil-Estados Unidos, RJ (1960); Salão Municipal de Belo Horizonte (prêmio); Salão Aliança Francesa, RJ (prêmio); I Salão de Arte Moderna do Distrito Federal (1964); Salão de Belas Artes do Rio Grande do Sul (prêmio); Salão Nacional de Arte Moderna, RJ (1957 a 1963). ITAU CULTURAL; MEC. VOL. 3, PÁG. 492.



665 - MESTRE VITALINO (1909 - 1963)

Tocando tambor - escultura em barro - 15 x 07 x 08 cm - assinado -

Autodidata, nascido em Pernambuco, aos 6 anos inicia-se na arte do artesanato de barro confeccionando miniaturas com as sobras de barro das cerâmicas utilitárias feitas por sua família de louceiros. A crescente popularidade alcançada pelo seu trabalho inovador faz com que se mude a cidade de Alto de Moura, tornando a aquisição de sua produção mais acessível à clientela urbana. De 1960 até 1963 viaja por todo o país, participando de exposições e mostrando sua técnica. ITAÚ CULTURAL



666 - MILTON DACOSTA (1915 - 1988)

Figura - desenho a lápis - 50 x 32 cm - centro inferior - 1947 - Paris -

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador. Milton Rodrigues da Costa nasceu em Niterói, RJ e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou estudos de desenho e pintura, em 1929, com o professor alemão August Hantv. No ano seguinte matriculou-se no curso livre de Marques Júnior, na Escola Nacional de Belas Artes. Junto com Edson Motta, Bustamante Sá e Ado Malagoli , entre outros, criou o Núcleo Bernardelli em 1931. Viajou para Estados Unidos em 1945, com o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Belas Artes do ano anterior. Na cidade de Nova York, estudou na Art's Students League of New York. Em 1946, foi para a Europa e após visita a vários países, fixou-se em Paris, onde estudou na Académie de La Grande Chaumière. Conheceu Pablo Picasso, por intermédio de Cícero Dias, e freqüentou os ateliês de Georges Braque e Georges Rouault. Expôs no Salon d'Automne (Paris) e regressou ao Brasil em 1947. Em 1949, casou-se com a pintora Maria Leontina e passou a residir em São Paulo. Realizou muitas exposições individuais e também recebeu prêmios nas Bienais Internacionais de São Paulo (1955, 1957). TEODORO BRAGA, PÁG. 163; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 229; MEC, VOL. 2, PÁG. 13; BENEZIT, VOL. 3, PÁG.315; ITAU CULTURAL; PONTUAL, PÁG. 155; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; ACERVO FIEO.



667 - CARYBÉ (1911 - 1997)

Caçador - desenho a nanquim - 30 x 21 cm - canto inferior direito -

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



668 - MARIA LEONTINA (1917 - 1984)

Estandarte - pastel - 18 x 22 cm - canto inferior esquerdo -

Pintora, gravadora e desenhista. Maria Leontina Mendes Franco da Costa nasceu em São Paulo, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. Iniciou estudos de desenho com Antônio Covello, em São Paulo (1938), e na primeira metade da década de 1940 estudou pintura com Waldemar da Costa. Em 1946, no Rio de Janeiro, frequentou o ateliê de Bruno Giorgi e fez curso de museologia no Museu Histórico Nacional, entre 1946 e 1948. Em 1947, participou da exposição ‘19 Pintores’, na Galeria Prestes Maia, em São Paulo, ao lado de Lothar Charoux, Marcelo Grassmann, Aldemir Martins, Luiz Sacilotto e Flavio-Shiró. Em 1951, foi convidada pelo psiquiatra e crítico de arte Osório César para orientar o setor de artes plásticas do Hospital Psiquiátrico do Juqueri. No mesmo ano, organizou uma mostra dos internos no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Em 1952, com bolsa de estudo do governo francês, viajou para a Europa, acompanhada pelo marido, o pintor Milton Dacosta. Em Paris, entre 1952 e 1954, frequentou o ateliê de gravura de Johnny Friedlaender. Na década de 1960, realizou painel de azulejos para o Edifício Copan e vitrais para a Igreja Episcopal Brasileira da Santíssima Trindade, ambos em São Paulo. Realizou exposições individuais e participou de inúmeras mostras, Salões oficiais e Bienais como a Bienal de Veneza (1950, 1952, 1956). Foi premiada no Rio de Janeiro (1944, 1950, 1955, 1957, 1980); em São Paulo (1944; 1947; 1951; 1954; 1958; 1960; 1980; 1955, 1959, 1965 - Bienais Internacionais; 1969, 1970 - Panoramas da Arte Atual Brasileira; 1975 - prêmio pintura da Associação Paulista de Críticos de Artes - APCA); Brasília, DF (1980); Curitiba, PR (1980; Porto Alegre, RS (1980); Nova York (1960 - Fundação Guggenheim). ITAU CULTURAL; MEC, VOL. 2, PÁG. 471; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 309; PONTUAL, PÁG. 338; ARTE NO BRASIL, PÁG. 772; LEONOR AMARANTE, PÁG. 25; WALTER ZANINI, PÁG. 645; JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 572.



669 - GINO ALBIERI (1881 - 1949)

Mercado Árabe - óleo sobre madeira - 61 x 41 cm - canto inferior direito e dorso -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista da Escola Italiana com diversas participações em Salões e mostras oficiais. Suas obras têm sido comercializadas em leilões da Europa. www.artprice.com.



670 - PAULO VALLE JÚNIOR (1889 - 1958)

Paisagem - óleo sobre tela - 50 x 66 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1949 -

Assina Valle Jr. Pintor e desenhista nascido em Pirassununga, SP e falecido em São Paulo. Ingressou no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo em 1902, onde estudou com Oscar Pereira da Silva até 1906. Nesse ano viajou para Paris, com bolsa de estudo concedida pelo governo do Estado de São Paulo, frequentou a ‘Académie Julian’ - Paris e foi aluno dos pintores Marcel André Baschet, Jean-Paul Laurens e Henri Paul Royer. O Estado de São Paulo lhe concedeu mais uma bolsa de estudo (1913) e foi para a Europa onde ficou até 1915. Teve uma relevante participação no processo de profissionalização dos artistas em São Paulo, na criação da Sociedade Paulista de Belas Artes, em 1924, no debate sobre a criação do Departamento Histórico e Artístico do Estado de São Paulo e na fundação do Sindicato dos Pintores de São Paulo, primeiro do gênero no Brasil. Entre 1937 e 1954, ocupou a presidência do Salão Paulista de Belas Artes e participou da comissão organizadora e do júri de seleção de várias edições do evento. Entre 1948 e 1952, passou nova temporada na ‘Académie Julian’, com apoio de Irene e Freddy Keller, seus parentes, que receberam parte da sua produção do período pelo custeio da viagem. Além de ter participado de várias mostras oficiais, apresentou uma exposição retrospectiva na Galeria Prestes Maia, em São Paulo, em 1956. TEODORO BRAGA PÁG. 187; REIS JUNIOR PÁG. 373; MEC VOL. 4, PÁG. 441; PONTUAL PÁG. 531; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO, RUTH TARASANTCHI; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 1019; www.artprice.com.



671 - HÉRCULES BARSOTTI (1914 - 2010)

Composição - serigrafia - 38/100 - 74 x 74 cm - dorso -

Pintor, desenhista, programador visual, gravador, nascido em São Paulo, SP . Iniciou-se nas artes em 1926, estudando desenho e composição com o pintor Enrico Vio. Começa a pintar em 1940 e, na década seguinte, realiza as primeiras pinturas concretas, além de trabalhar como desenhista têxtil e projetar figurino para o teatro. Em 1954, com Willys de Castro, funda o Estúdio de Projetos Gráficos, elabora ilustrações para várias revistas e desenvolve estampas de tecidos produzidos em sua tecelagem. Na década de 1960, convidado por Ferreira Gullar (1931), integra-se ao Grupo Neoconcreto do Rio de Janeiro e participa das exposições de arte do grupo realizadas no Ministério da Educação e Cultura, no Rio de Janeiro, e no Museu de Arte Moderna de São Paulo - MAM/SP. Em 1960, expõe na mostra Konkrete Kunst [Arte Concreta], organizada por Max Bill, em Zurique. Hercules Barsotti explora a cor, as possibilidades dinâmicas da forma e utiliza formatos de quadros pouco usuais, como losangos, hexágonos, pentágonos e circunferências. Em sua obra a disposição dos campos de cor cria a ilusão de tridimensionalidade. Entre 1963 e 1965, colabora na fundação e participa do Grupo Novas Tendências, em São Paulo. Em 2004, o MAM/SP organiza uma retrospectiva do artista. JULIO LOUZADA, vol. 1, pag. 98; ITAU CULTURAL



672 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Mata - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior direito -
Hernani.-



673 - MENASE WAIDERGORN (1927)

Feira - óleo sobre tela - 60 x 70 cm - canto inferior direito -

Pintor nascido em Hotin, Romênia. Seus pais vieram para o Brasil (1932) fixando residência em São Paulo. Ingressou na Associação Paulista de Belas Artes (fim da década de 1940), onde conheceu Dario Mecatti. Viajou pelo norte da África e Europa. Participou de diversos salões, coletivas oficiais e recebeu diversos prêmios. JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 1011; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



674 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Peixe - litografia off set - 45 x 28 cm - canto inferior esquerdo na matriz -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



675 - INNOCÊNCIO BORGHESE (1897 - 1985)

Sitio - óleo sobre eucatex - 16 x 23 cm - canto inferior direito -

Pintor e professor paulista, participante do Salão Paulista de Belas Artes, de 1935 a 1961. Diversas exposições individuais e coletivas, com muitas premiações. Pintou muitas paisagens tendo como tema a cidade de São Paulo. TEODORO BRAGA, pág 56; MEC, vol. 1, pág. 251; Acervo FIEO.



676 - ARLINDO MESQUITA (1924 - 1987)

Figura - óleo sobre eucatex - 24 x 20 cm - canto inferior direito -

Pintor figurativo de orientação tradicional, Arlindo Mesquita foi autodidata, e começou a pintar e esculpir aos 13 anos. Natural de Arcoverde, PE, transferiu-se para Recife, onde ingressou aos 15 anos na Escola de Aprendizes Marinheiros daquela cidade, servindo até 1944 na Marinha. Desde então fixou residência no Rio de Janeiro, onde foi desenhista de publicidade e pintor expositor frequente do SNBA. No II Salão Pancetti, realizado naquela cidade, em 1967, obteve prêmio de viagem a Paris. JULIO LOUZADA vol.11, pág. 212; PONTUAL pág. 359; MEC vol. 3, pág. 142; TEIXEIRA LEITE, pág. 323; ITAU CULTURAL.



677 - SILVIA ALVES (1947)

"Verão em São Paulo" - óleo sobre tela - 40 x 60 cm - canto inferior direito e dorso - 2015 -

Pintora, desenhista, escultora, gravadora, ilustradora, professora, poetiza e atriz Silvia Ferraro Alves nasceu em São Paulo. Estudou desenho e escultura com Alvaro de Bauptista (1980 a 1984) na Universidade de Campinas; formou-se em Pintura na Faculdade de Belas Artes (1986); mestrado em Aquarela na Faculdade Santa Marcelina (1998); frequentou o ateliê de Gravura do Museu Lasar Segall (1985 a 1988); os ateliês de pintura e desenho dos professores Lecy Bomfim, Salvador Rodrigues, Deusdedith Campanelli, Colette Pujol, Djalma Urban, Francisco Cuoco, Fang, o ateliê de escultura no Museu Brasileiro de Escultura (1980 a 1994) e aquarela com Iole Di Natale (1994 a 1998). Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais. Foi premiada em 1983, 1989, 1991, 1993, 1994, 1997, 1999, 2000, em São Paulo. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL, 10, PÁG, 49; www.silviaalves.art.br.



678 - MANOEL CHATEL DIAS (1917)

"Bar do Zé" - óleo sobre tela - 35 x 24 cm - canto inferior esquerdo -

Seguidor da temática primitivista, exerce suas atividades artísticas na cidade do Rio de Janeiro, onde nasceu. Naquela cidade, participou do SNBA, obtendo Menção Honrosa. Participa de outros certames oficiais nos Estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, e também no exterior (Nova Iorque). JULIO LOUZADA vol.1, pág. 255.



679 - LUIZ SACILOTTO (1924 - 2003)

Composição - litografia - P.A. - 44 x 34 cm - canto inferior direito - 1974 -

Paulista de Santo André, veio a falecer em São Bernardo do Campo SP. Pintor, escultor, desenhista. Estuda pintura no Escola Profissional Masculina do Brás, entre 1938 e 1943, e desenho na Associação Brasileira de Belas Artes, de 1944 a 1947. Em 1952, integra o Grupo Ruptura, ao lado de Waldemar Cordeiro, Geraldo de Barros, Kazmer Fejer, Leopoldo Haar, Lothar Charoux e Anatol Wladyslaw. Considerado um dos precursores da arte concreta no Brasil, participa de eventos de arte concreta no país e no exterior. Em 1989, recebe o prêmio artes visuais da APCA e, em 2000, é eleito melhor artista pela APCA. "Sacilotto é um operário avançado da parcimônia pictórica e escultórica (...). Que coisa mais simples e primordialmente neoliticado que um pattern de triângulos negros sobre fundo branco que se trianguliza em signos ao mesmo tempo iguais e opostos? No entanto, uma obra como essa tem a fascinação mesmérica de um mandala ocidental. Diacronicamente, aí estão o objet trouvé, a op, a conceitual, a minimal; sincronicamente, quanto mais você olha para ela mais vê coisas e espaços em constantes e inconstantes mutações. É dessa forma que Sacilotto sabe preservar a expressão na construção. " Décio Pignatari, in: LOUZADA, Júlio. Artes plásticas Brasil 1985: seu mercado, seus leilões. São Paulo: vol. 1 1984. p. 853-854. JULIO LOUZADA, vol. 1 pag. 853; ITAU CULTURAL. Acervo FIEO.



680 - DEJA (1959)

Paisagem - acrílico sobre tela - 90 x 70 cm - canto inferior direito - 2016 -

Pintor, desenhista e ilustrador nascido em Promissão, SP. Mudou-se para São Paulo aos sete anos e formou-se pela Escola Panamericana de Arte. Realizou exposições individuais em: São Paulo (2001); Lins, SP (2010); Aeroporto de Guarulhos (2011) e participado de mostras coletivas e oficiais. www.obrasdarte.com.



681 - INIMÁ DE PAULA (1918 - 1999)

Trabalhador - desenho a nanquim - 30 x 22 cm - canto inferior direito -

Pintor e desenhista mineiro nascido em Itanhomi e falecido em Belo Horizonte. A partir de 1937, frequentou o Núcleo Antônio Parreiras, em Juiz de Fora, MG. Em 1940, instalou-se no Rio de Janeiro e matriculou-se nas aulas de Argemiro Cunha no Liceu de Artes e Ofícios , as quais abandonou em pouco tempo. Passou a pintar com alguns dos ex-integrantes do Núcleo Bernardelli. Em 1944, transferiu-se para Fortaleza, onde conheceu artistas locais e participou da criação da Sociedade Cearense de Artes Plásticas (SCAP). Voltou ao Rio de Janeiro (1945) e expôs com Aldemir Martins, Antonio Bandeira e Jean-Pierre Chabloz , na galeria Askanasy. Em 1948, graças ao apoio de Candido Portinari , fez sua primeira mostra individual no Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB/RJ). Em 1950, ganhou o prêmio de viagem ao país do Salão Nacional de Belas Artes (SNBA) e, no ano seguinte, viajou e expôs na Bahia. Em 1952, recebeu o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Arte Moderna (SNAM). Em Paris (1954-1956) assistiu a cursos na 'Académie de la Grande Chaumière' e na' École Normale Supérieure des Beaux-Arts', acompanhou as aulas de André Lhote e de Gino Severini. Quando voltou participou da V Bienal Internacional de São Paulo e, na primeira metade dos anos 1960, mudou-se para Belo Horizonte. Em 1998 foi criada a Fundação Inimá de Paula em Belo Horizonte. JULIO LOUZADA, VOL.11, PÁG.152; PONTUAL, pág. 271; MEC, VOL.3, PÁG.355; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁGS. 401 1 404; TEIXEIRA LEITE, PÁG.260; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; ARTE NO BRASIL, PÁG. 870; ACERVO FIEO; www.museuinimadepaula.org.br; www.pinturabrasileira.com; www.artprice.com.



682 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Paisagem - óleo sobre tela colada em cartão - 26 x 18 cm - canto inferior direito ilegível -



683 - MIGUEL LOPEZ PALLAS (1938)

"Laços eternos" - óleo sobre tela - 80 x 100 cm - canto inferior direito e dorso - 1995 -

Pintor e escultor, ativo em São Paulo. Participou do Salão da Paisagem Paulista (1969), da Exposição Coletiva da Associação Paulista de Belas Artes, Salão Livre e do Salão da Associação Paulista de Belas Artes (1970). JULIO LOUZADA, vol.11, pág.179; MEC, vol.3, pág.330, Acervo FIEO.



684 - JOSÉ BENEVENUTO MADUREIRA (1903 - 1976)

"Curva de estrada" - óleo sobre cartão - 21 x 31 cm - canto inferior direito -
No estado.-

Nascido em Sorocaba / SP, radicou-se em Santos onde foi ativo em sua arte. Estudou com Campos Ayres e Enrico Vio. Participou de coletivas no Salão Paulista de Belas Artes / SP, Salão Nacional de Belas Artes / RJ e Salão de Belas Artes / Santos/SP, tendo recebido diversos prêmios. Tem obras na Pinacoteca do Estado de São Paulo, Palácio e Prefeitura de São Paulo. MEC, vol. 3, pág. 36; JULIO LOUZADA, vol.1, pág. 566, Acervo FIEO.



685 - SONIA EBLING (1926 - 2006)

Claridade - escultura em bronze - 60 x 28 x 12 cm - assinado -

Nascida em Taquara, RS, SONIA EBLING consagrou-se como escultora e pintora. Participou da I Bienal de São Paulo. Premiada com viagem ao exterior no I SNAM. Morou em Paris 15 anos, onde frenquentou ateliês de artistas importantes e onde aperfeiçoou a sua importante e bela obra. MEC, vol. 2, pág. 89; PONTUAL, pág. 187; JULIO LOUZADA, vol 13, pág. 119; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 720; ARTE NO BRASIL, pág. 868; RGS, pág. 454.



686 - MÔNICA SARTORI (1957)

Composição - serigrafia - 81/100 - 70 x 70 cm - canto inferior direito - 2002 -

Desenhista, gravadora, escritora e professora, natural de Belo Horizonte, MG. Cursou ‘Desenho e Gravura’ na Universidade Federal de Minas Gerais (1978 a 1984), em Belo Horizonte. Exposições individuais: Belo Horizonte, MG (1986, 1988, 1993, 1994, 1999, 2000, 2004, 2007); Rio de Janeiro (1991, 1995, 1996, 2000, 2008); São Paulo (1994, 2001); Brasília, DF (1998); Tiradentes, MG (1999); Inglaterra (2006). Coletivas: Belo Horizonte (1981, 1984, 1985, 1987, 1988, 1998, 2000, 2001); Rio de Janeiro (1984 a 1988, 1995, 1996, 2002); Vitória, ES (1986); Porto Alegre, RS (1986); Curitiba, PR (1997); Niterói, RJ (1998); Cuba (1998); Áustria (1985, 2006); Alemanha (1985, 1989, 1990); São Paulo (1989 - Bienal, 2007); Tiradentes, MG (2001); Petrópolis, RJ (2003). Prêmios: Belo Horizonte, MG (1988); Rio de Janeiro (1988, 1993); Brasília, DF (1990). www.annamarianiemeyer.com.br.



687 - ANGELO CANNONE (1899 - 1992)

Ruela - óleo sobre eucatex - 30 x 20 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor, desenhista e professor nascido em Abruzzo, Itália. Assinava D’Angelo, Angelo Cannone e A. Cannone. Aos cinco anos mudou-se para Nápoles com sua família. Em fins de 1947, veio para o Brasil, residiu algum tempo em São Paulo e depois se mudou para o Rio de Janeiro, onde se radicou e lá faleceu. Estudou no Instituto de Belas Artes de Nápoles com Paolo Vetri. Viveu em Roma durante quatro anos com uma pensão conquistada em um concurso em Nápoles. Lecionou desenho no Instituto Técnico. Expôs individualmente em São Paulo (1947, 1993) e no Rio de Janeiro (1947, 1973, 1980, 1984). Foi premiado, na Itália, em: 1922, 1925, 1929, 1941 e, no Brasil, em 1960. Em 1972 pintou o retrato do papa Pio X, em tamanho natural, que está na Igreja dos Italianos, RJ. WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 168; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 187; VOL. 3, PÁG. 203; VOL.8, PÁG. 165; VOL. 9, PÁG. 171; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; brasilartesenciclopedias.com.br; www.artprice.com; www.arcadja.com.



688 - FATIMA TOSCA (1960)

Barcos - serigrafia - P.A. - 34 x 73 cm - canto inferior direito -

Maria de Fátima Tosca de Oliveira Ribeiro, pintora, desenhista e ilustradora, é natural de Salvador, BA. Autodidata, iniciou suas atividades artísticas em 1976 com desenho e aquarela, ilustrando livros, diários e revistas. Em 1979 ingressou no curso de artes plásticas da Universidade Católica de Salvador - UCSA, mas abandonou o curso em favor do curso de Direito na Universidade Federal da Bahia - UFBA. Na década de 80 aperfeiçoou-se no Instituto Mauá de Salvador, trabalhando com pesquisa artesanal de materiais, e foi selecionada pela OEA para o Curso Interamericano de Desenho Artesanal. Expôs em uma série de coletivas na Bahia e em outros Estados. Na década de 90 realizou várias exposições individuais, além de apresentar suas obras em Madri, Espanha e Frankfurt, Alemanha. Foi premiada pela Fundação Mokiti Okada M. O. A., SP (1990) e na 1ª Bienal do Recôncavo Baiano (1991), entre outros. ITAU CULTURAL; JULIOLOUZADA VOL. 5, PÁG. 1061; VOL. 8, PÁG. 841; www.fatimatosca.com.



689 - FRANCISCO CÉA (1908 - XX)

Paisagem - óleo sobre tela - 60 x 30 cm - canto inferior direito e dorso - 1966 - Ouro Preto -

Pintor e desenhista com várias participações em mostras coletivas e Salões oficiais. Recebeu Medalha de Bronze no Salão Nacional de Belas Artes - Rio de Janeiro, em 1954. ITAU CULTURAL; MEC VOL. 1, PÁG. 394; JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 247; VOL. 13, PÁG. 80; web.artprice.com



690 - ENRICO BIANCO (1918 - 2013)

Paisagem - litografia - Prova - 31 x 20 cm - canto inferior direito - 1949 -

Pintor, desenhista, gravador e ilustrador nascido em Roma, Itália e falecido no Rio de Janeiro. Filho da pianista Maria Bianco-Lanzi e de Francesco Bianco, escritor e correspondente internacional do "Jornal do Brasil". Na década de 1930, em Roma, iniciou seus estudos com Maud Latou, Deoclécio Redig de Campos - que chegou a diretor do Museu do Vaticano, Dante Ricci - outrora professor da família real. Sua primeira exposição individual se deu em Roma (1936). Logo depois de sua chegada ao Brasil, Rio de Janeiro (entre 1935 e 1937) estudou com Portinari no Instituto de Arte da Universidade do Distrito Federal e, no ano seguinte, foi seu assistente em diversas obras, destacando-se os murais do MEC, os painéis do Banco da Bahia, o edifício da ONU, entre outros. Ilustrou edição especial de Caçada de Esmeraldas, de Olavo Bilac e o álbum de gravação do poema sinfônico Anhanguera, de Hekel Tavares, em 1951. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras coletivas e Salões oficiais inclusive da Bienal de São Paulo (1951), da Bienal do México (1960). Exposições retrospectivas de suas obras foram realizadas, em 1982, no Museu Nacional de Belas Artes - RJ e no Museu de Arte de São Paulo - SP. THEODORO BRAGA, PÁG. 54; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 99; MEC, VOL. 1, PÁG. 242; PONTUAL, PÁG. 76; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 594; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG.124; VOL. 2, PÁG. 132; www.pinturabrasileira.com; www.artprice.com; www.galeriandre.com.br.



691 - WALTER LEWY (1905 - 1995)

Paisagem surreal - litografia - 18/50 - 47 x 60 cm - canto inferior direito - 1966 -

Gravador, pintor, ilustrador, paisagista, desenhista e publicitário nascido em Bad Oldesloe, Alemanha e falecido em São Paulo. Estudou na Escola de Artes e Ofícios de Dortmund, Alemanha (1923-1927). Nesse período, filiou-se à tendência do realismo mágico. Em 1928 participou de coletivas em Dortmund, Gelsenkirchen, Boclusim e outras cidades. Com a crise econômica de 1929, Lewy perdeu seu emprego de desenhista numa gráfica e foi viver com os pais no interior, tornando-se ilustrador de anedotas em jornais. Realizou sua primeira exposição individual em Bad Lippspringe (1932), mas foi fechada quando a Câmara de Arte Alemã proibiu a participação de judeus na vida artística. Escapando dessa situação opressora, o artista imigrou para o Brasil (1938), retomando profissionalmente a pintura. Deixou para trás centenas de trabalhos, que foram enviados para a Holanda e perdidos durante os bombardeios da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). No Brasil, fixou-se em São Paulo. Nos primeiros anos fez desenho publicitário e mais tarde capas de livros e ilustrações para diversas editoras. Ilustrou obras de Bertrand Russell, Machado de Assis e Arnold Toynbee, entre outras. Mais tarde, empregou-se como diagramador, letrista e arte-finalista nas agências de propaganda De Carli, Lintas Publicidade, Martinelli, Santos & Santos e Thompson Propaganda. Participou de Salões Nacionais e Bienais de São Paulo, entre 1951 e 1965, recebendo diversas premiações oficiais. JULIO LOUZADA, VOL. 10, PÁG. 497; MEC, VOL. 2, PÁG. 474; TEODORO BRAGA, PÁG. 245; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 286; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 630; LEONOR AMARANTE, PÁG. 142; ACERVO FIEO.



692 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XIX

A espera - óleo sobre madeira - 27 x 17 cm - canto inferior esquerdo ilegível -



693 - NEUZA LEODORA DA SILVA FONSECA (1945)

Paisagem - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - 2015 -

Pintora, esposa do pintor Alcides Santos. Tem participado de várias mostras oficiais entre as quais: 'Gente da Terra' (1980 : São Paulo, SP); 'Bienal Brasileira de Arte Naif' (1994: Piracicaba, SP); 'Bienal Naifs do Brasil' (1996, 2010 : Piracicaba, SP); 'Mostra de Arte' (3 e 4 - 1996 : Osasco, SP). ITAU CULTURAL; http://www.jrquintaoartenaif.com.



694 - PEDRO LOBIANCO (1939)

"Memórias do elefante branco" - gravura - 04/25 - 45 x 33 cm - canto inferior direito - 1968 -

Desenhista, gravador, artista gráfico e pintor, LOBIANCO nasceu no Rio de Janeiro, RJ, tendo ali cursado desenho e artes gráficas na antiga ENBA. Participa de coletivas desde 1963, e em salões internacionais desde 1967. JULIO LOUZADA, vol. 5, pág. 583



695 - PERCY DEANE (1921 - 1994)

"Menina de cabelos curtos" - óleo sobre tela colada em madeira - 21 x 13 cm - canto superior direito e dorso - 1981 -

Percy de Mello Deane, nasceu em Manaus-AM, e faleceu na cidade do Rio de Janeiro. Pintor, desenhista, ilustrador e arquiteto. Estudou na Faculdade de Arquitetura da ENBA em 1938, mudando-se para o Rio de Janeiro. Foi amigo de Portinari. A partir de 1938, colabora regularmente, como ilustrador, para diversas publicações, tais como O Jornal, Dom Casmurro, Sombra, Cigarra, O Cruzeiro. Por encomenda de Oscar Niemeyer, realiza o mural do Iate Clube da Pampulha, Belo Horizonte (1942). Foi premiado no SNBA-RJ, em 1940, 1941 e 1943, recebendo neste último o prêmio de viagem ao país. Expõe em Londres, em 1943 e participa da mostra 20 Artistas Brasileños, itinerante pelo Uruguai, Argentina e Chile, em 1945. Realiza mural em mosaico para a Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro, em 1951. Faz ilustrações para vários livros, entre eles: O Feijão e o Sonho (1968), de Orígenes Lessa; A Ponte (1975), de Erico Veríssimo e Memórias do Cárcere (1969), de Graciliano Ramos. JULIO LOUZADA, vol 1 - pág 318; ITAUCULTURAL.



696 - RUBEM VALENTIM (1922 - 1991)

Emblema - serigrafia - 83/130 - 70 x 50 cm - canto inferior direito - 1989 -

Escultor, pintor, gravador, professor nascido em Salvador, BA e falecido em São Paulo. Iniciou-se nas artes visuais na década de 1940, como pintor autodidata. Entre 1946 e 1947 participou do movimento de renovação das artes plásticas na Bahia, com Mario Cravo Júnior, Carlos Bastos e outros artistas. Em 1953 formou-se em jornalismo pela Universidade da Bahia e publicou artigos sobre arte. Residiu no Rio de Janeiro entre 1957 e 1963, onde se tornou professor assistente de Carlos Cavalcanti no curso de história da arte do Instituto de Belas Artes. Residiu em Roma entre 1963 e 1966, com o prêmio viagem ao exterior, obtido no Salão Nacional de Arte Moderna. Em 1966 participou do Festival Mundial de Artes Negras em Dacar, Senegal. Ao retornar ao Brasil, residiu em Brasília e lecionou pintura no Ateliê Livre do Instituto de Artes da Universidade de Brasília - UnB. Em 1972, fez um mural de mármore para o edifício-sede da Novacap em Brasília, considerado sua primeira obra pública. Em 1979, Valentim realizou escultura de concreto aparente, instalada na Praça da Sé, em São Paulo, definindo-a como o Marco Sincrético da Cultura Afro-Brasileira e, no mesmo ano e foi designado, por uma comissão de críticos, para executar cinco medalhões de ouro, prata e bronze, para a Casa da Moeda do Brasil. Em 1998 o Museu de Arte Moderna da Bahia inaugurou a Sala Especial Rubem Valentim no Parque de Esculturas. Foi premiado nas Bienais Internacionais de São Paulo de 1967 e 1973, entre outros. PONTUAL, PÁG.532; WALMIR AYALA, VOL.2, PÁGS.395; TEIXEIRA LEITE, PÁG.517; MEC, VOL.4, PÁG.443; JULIO LOUZADA, VOL.11, PÁG.330; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 682; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 257, ACERVO FIEO; web.artprice.com.



697 - GILBERTO MACRINA (1938)

Flores - técnica mista - 21 x 15 cm - canto inferior direito - 1985 -

Pintor, desenhista e escultor autodidata nascido em São Paulo. Assina Macrina. Em 1984 fundou a Galeria Degli Artisit, no Embu – SP, onde reuniu o grupo denominado 'A Orelha de Van Gogh', composto pelos artistas: Azor Peres, Milton Pereira, Carlos São Thiago, Rubens Parada, Sérgio Rizzi, Maria Gilka, Flora Mastria, Esmeralda Buanaim, Vigínia Dória e Francisco Cimino. Participou de muitas mostras e Salões oficiais no Embu, SP (1978, 1982, 1988); em São Paulo (1981 a 1984, 1987, 1988, 2001,); no Marrocos (1987); entre outras. Foi premiado no: Embu, SP (1978, 1982); São Paulo (1983, 1988); Matão, SP (1984); Amparo, SP (1987); Franca, SP (1987, 1989); Marrocos (1987). É o autor da via sacra que ornamenta a Igreja Matriz Nossa Senhora do Rosário, no Embu das Artes. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 656; VOL. 4, PÁG. 655; gilbertomacrina.blogspot.com.br.



698 - ROSÂNGELA BORGES (1976)

O circo - acrílico sobre tela - 50 x 40 cm - lado direito - 2015 -

Pintora pernambucana que nasceu e vive na cidade de Bezerros, localizada em região de clima semiárido, com vegetação de caatinga e mata atlântica. Começou a pintar aos 25 anos por incentivo do seu esposo Manasses Borges que é filho de J. Borges (José Francisco Borges) renomado xilogravurista e cordelista pernambucano. Ilustrou livros didáticos pelas editoras FTD e DIMENSÂO. Tem trabalhos catalogados no Museu de Diadema (São Paulo) e também no Museu da Bahia. Seus trabalhos fazem parte de coleções particulares na França, nos EUA e em diversos Estados do Brasil. www.museudobrinquedopopular.com.br/artistainfo.asp?id=46; artenaifrio.blogspot.com.br/2013/09/rosangela-borges.html.



699 - UBIRAJARA RIBEIRO (1930 - 2002)

"Landscape" - serigrafia - 17/30 - 23 x 32 cm - canto inferior direito - 1976 -

Pintor, desenhista, gravador, artista gráfico, arquiteto e professor paulistano, nascido em 2 de outubro de 1930. Estudou pintura e gravura nas cidade de São Paulo e Salvador, com Pedro Corona, Waldemar da Costa e Mário Cravo Jr. Para o autor a arte é a corporificação de um processo de criatividade e percepção. Expôs individualmente pela primeira vez em 1964, na Galeria Seta-SP. Dentre as coletivas, destacam-se a da FAAP-SP, em 1965, I SPAC-SP, 1969. Foi escolhido como Melhor Gravador do Ano, em 1977, pela APCA. JULIO LOUZADA vol. 11 pág. 266; ITAÚ CULTURAL.



700 - CID SERRA NEGRA (1924)

Santo - óleo sobre eucatex - 36 x 26 cm - canto inferior direito -

Pintor nascido em 28 de janeiro de 1924 na cidade paulista de SERRA NEGRA, cujo nome adotou artísticamente. Seu verdadeiro nome é Cid de Abreu. Executou pinturas decorativas da Igreja de São Benedito, em sua cidade natal. JULIO LOUZADA vol.4, pág. 264.



701 - JURANDYR VALENÇA (1969)

"Grafema 27" - letraset - 23 x 31 cm - canto inferior direito - 2010 -

Artista plástico, curador independente e jornalista que nasceu em Maceió, Alagoas. Morou e trabalhou com a escritora e poeta Hilda Hilst entre 1991 e 1994. Atualmente é radicado em Capinas, SP. Desenvolve trabalhos em fotografia desde 1998. Participou de mais de 55 exposições, entre individuais e coletivas, nas quais recebeu três prêmios aquisições; realizou curadorias e foi tema de Documentário exibido na TV Sesc-Senac. Possui obras em acervos públicos e em coleções particulares. Colabora para as revistas Bamboo, Dasartes e Mag! escrevendo sobre artes, arquitetura e design. Foi coordenador da Oficina Cultural Oswald de Andrade, em São Paulo, entre 2007 e 2010, e atualmente é redator do Mapa das Artes São Paulo e diretor de projetos do Instituto Hilda Hilst. Itaú Cultural; www.hildahilst.com.br/site; www.artfacts.net.



702 - TORQUATO BASSI (1880 - 1967)

Paisagem - óleo sobre tela colada em cartão - 09 x 12 cm - canto inferior direito -

Nascido em Ferrara / Itália, veio para o Brasil ainda muito jovem, fixando-se em São Paulo, onde desenvolveu sua vida artística. Participou durante anos do Salão de Belas Artes do Rio de Janeiro, Salão Paulista de Belas Artes e de mostras de pintores italianos. Tem obras na Pinacoteca do Estado de São Paulo e no Museu Paulista de Belas Artes. TEODORO BRAGA, pág. 47; PONTUAL, pág. 58; MEC, vol. 1, pág. 188; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 89; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO, RUTH TARASANTCHI.



703 - FERNANDO P (1917 - 2005)

Santana mestra - desenho a nanquim - 18 x 14 cm - canto inferior direito -

Nascido FERNANDO Clóvis Pereira, em São Luis do Maranhão, MA. Assina suas obras Fernando P. Realizou exposição em 1938 em sua cidade natal, transferindo-se após para o Rio de Janeiro, onde foi discípulo de Santa Rosa. Aperfeiçoou seus estudos em Paris, com André Lothe (pintura) e Gino Severini (mosaico). Expôs regularmente no SNAM-RJ, a partir de 1943, com um grande numero de premiações. JULIO LOUZADA, vol. 1 pág. 377; ITAÚ CULTURAL.



704 - WASHINGTON MAGUETAS (1942)

Paisagem - óleo sobre eucatex - 12 x 15 cm - canto inferior esquerdo - 1985 -

Pintor, escultor, professor, compositor e poeta - Washington Luiz da Costa Maguetas nasceu em Taquaritinga, SP. Assina W. Maguetas. Autodidata no início de sua carreira, depois recebeu orientações do escultor italiano Francesco Bassi nas suas primeiras esculturas em argila (1954) e do pintor Oscar Valzachiem em Catanduva, SP. Tornou-se professor de desenho e pintura em 1960. Aos 15 anos recebeu o primeiro prêmio de pintura - bolsa de estudo dada pela Câmara Municipal de Taquaritinga, entre vários outros ao longo de sua vida. Projetou esculturas para espaços públicos em Taquaritinga, SP; Novo Horizonte, SP; Santa Adélia, SP. Realizou muitas exposições individuais e participou de muitas mostras e Salões oficiais no Brasil e exterior. ITAU CULTURAL; MEC. VOL. 3, PÁG. 42; JULIO LOUZADA, VOL. 2, PÁG. 617; VOL. 5, PÁG. 625; VOL. 6, PÁG. 649; www.maguetas.com.br; www.artprice.com; www.galleryfrance.com.



705 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Paisagem - litografia - P.A. X/X - 26 x 31 cm - canto inferior direito - 2001 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.