Leilão de Fevereiro de 2015

10, 11 e 12 de Fevereiro de 2015



001 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Pombinha rosa" - escultura em resina - 7,5 x 12 x 6,5 cm - base - década de 2000 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins. -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



002 - ALFREDO VOLPI (1896 - 1988)

Fachada - serigrafia - 79/100 - 46 x 31 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.



003 - CAMILO EDUARDO TAVARES (1932)

"Carnaval na praia" - acrílico sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito e dorso - 2005 - Rio -

Paulistano, o pintor foi membro de juri da Associação dos Artistas Plásticos de São Paulo. Segundo depoimento do próprio artista: " Os meus quadros são carregados de humanismo, amor e realidade, uma verdadeira mensagem filosófica pois quem leva a vida com amor à arte, é feliz." Expõe individualmente desde 1971, inclusive MAM-RJ em 1974; e coletivamente a partir de 1970. Internacionalmente, expôs a partir de 1971, destacando-se Alemanha, EUA, México e Itália. JULIO LOUZADA, vol.4, pág. 1083. Acervo FIEO.



004 - JOSÉ LUIZ MESSINA (1930)

Caravana árabe - óleo sobre tela - 50 x 100 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor atuante em São Paulo, foi aluno de Mecatti e Vicente Mecozzi. Expõe desde 1976, com sucesso de público. MEC, vol. 3, pág. 36; JULIO LOUZADA Ed./85, pág. 566; ACERVO FIEO.



005 - IRINEIDE KLOCKNER (1961)

Composição - óleo sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior direito -

Pintora nascida em Maringá, PR. Já morou em Portugal onde aprimorou suas técnicas artísticas e atualmente reside em Maringá.



006 - MARCIO SCHIAZ (1965)

"Paraty I" - óleo sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2004 -
Obra n° 2012. -

Paulistano, o pintor nasceu em 10/5/1965. Estudou na APBA-SP, onde desenvolveu curso de desenho e pintura, frequentado sessões de modelo vivo. Individuais desde 1989 e coletivas em Salões Oficiais, com sucesso de crítica. Recebeu diversos prêmios. JULIO LOUZADA, vol.13, pág. 304; Acervo FIEO.



007 - GILDÁSIO JARDIM (1981)

Casal - pintura sobre tecido - 50 x 39 cm - canto inferior direito - 2014 -

Pintor, desenhista e professor, Gildásio Jardim Barbosa nasceu em Joaíma, MG. Autodidata, desenha e pinta desde a infância. Participou de várias exposições coletivas como: Festivale - Festival de Cultura Popular do Vale do Jequitinhonha (2007, 2008, 2009, 2010, 2011, 2012); UFVJM: Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (2008, 2009, 2010); UFMG: Feira de Arte sobre o Vale do Jequitinhonha (2011, 2012, 2013); SESC Rio de Janeiro, unidade Engenho de Dentro (2013); SESC Rio de Janeiro, unidade São João de Meriti (2013); Universidade Federal UFVJM- Diamantina (2013); JEQUISABOR - Capelinha, MG (2013). gildasio-35.blogspot.com.br; www.kiaunoticias.com.



008 - FRANCISCO CUOCO (1928 - 2006)

Casario - desenho a nanquim - 13 x 17 cm - canto inferior esquerdo - 1960 - Embu -

Pintor e professor, participou do Salão Paulista de Belas Artes onde obteve medalha de bronze e o 2º prêmio Governo do Estado-1956-1970; participou, também, do 1º Salão Panamericano de Arte-RGS-1958; 3º Salão de Arte de São Bernardo do Campo-1970 e do Salão Oficial de Belas Artes de Santos-1970/71. MEC, vol. 1, pág. 502; Acervo FIEO.



009 - PAULO MARINHO (1944)

Freiras - óleo sobre eucatex - 39 x 29 cm - canto inferior direito e dorso - 1977 - Rio -

Pintor ativo no Rio de Janeiro, onde foi aluno de Flávio Barredo. O artista também participou do SNBA-RJ, nos anos de 1971 e 1972. MEC, vol. 3, pág. 71; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 586, Acervo FIEO.



010 - FRANCISCO CASSIANI (1921)

"Natureza morta" - óleo sobre tela - 40 x 30 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1983 -

Nasceu em Mogi Mirim/SP, em 22/9/1921. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios em São Paulo e na Associação Paulista de Belas Artes, estudando posteriormente com o professor e pintor Castellane. Dedicou-se especialmente às naturezas mortas e paisagens, encontrando na histórica e bela cidade de Paraty/RJ, sua maior fonte de inspiração. MEC, vol. 1, pág. 368; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 60; Acervo FIEO.



011 - ANGELO COGLIATI (1915 - 2004)

Baiana - óleo sobre tela - 65 x 50 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, escultor, designer e professor nascido em Seveso - Milão, Itália. Foi para a Real Academia de Brera - Milão onde estudou pintura com o pintor W.Ranghieri, escultura com o Prof. Poliaghi, afrescos e murais para igrejas com o Prof. Aristide Albertella. Uma das primeiras participações artísticas de Angelo Cogliati (1938) foi na mostra do beato Angélico, Artesanato Provincial e Mostra dos Independentes de Milão. Ganhou muitos prêmios da escola de pintura de Brera e realizou várias exposições individuais. Em 1947, depois de haver participado da segunda guerra mundial, desembarcou no Brasil, fixou residência em São Paulo. Expôs no Teatro Municipal de São Paulo (1947), no Rio de Janeiro (1952) e outras exposições foram realizadas nos anos seguintes. Morador do bairro de Vila Mariana desde 1949, quando se casou, recebeu uma das mais belas homenagens que um artista pode receber; a prefeitura na época batizou o quarteirão onde se localiza sua casa de "Quadra Angelo Cogliati", o que o transformou em patrimônio do bairro. Obras de sua autoria: as pinturas das arcadas da fachada e do interior da Igreja Ortodoxa do Paraíso (na Rua Vergueiro); a Via Crucis da Igreja de São Francisco (centro de São Paulo), a pintura da Santa Generosa na Igreja Santa Generosa (na Av. Bernardino de Campos), a pintura em óleo sobre tela da Santa Filomena na Igreja do Santíssimo Sacramento (na Rua Tutóia); a pintura de Santa Catarina, um quadro a óleo sobre tela, exposto na diretoria do Hospital Santa Catarina, na Av. Paulista; a pintura retratando a vida de São Camilo, óleo sobre fórmica que se encontra exposto no hall de entrada do Hospital São Camilo (Av. Pompéia n. 1178). Há também várias estátuas e bustos em bronze e mármore que saíram do cinzel de Angelo Cogliati e hoje encontram-se espalhadas por muitas cidades brasileiras. JULIO LOUZADA VOL. 13, PÁG. 89; www.edesfrancesca.com.br.



012 - CÍCERO DIAS (1908 - 2003)

Casal - serigrafia - 90/200 - 89 x 69 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, cenógrafo e professor - Cícero dos Santos Dias nasceu em Escada, PE e faleceu em Paris. Iniciou estudos de desenho em sua terra natal e mudou-se para o Rio de Janeiro, onde se matriculou, em 1925, nos cursos de arquitetura e pintura da Escola Nacional de Belas Artes, mas não os concluiu. Entrou em contato com o grupo modernista e, em 1929, colaborou com a ‘Revista de Antropofagia’. Em 1931, no Salão Revolucionário, na Enba, expôs o polêmico painel, tanto por sua dimensão quanto pela temática: ‘Eu Vi o Mundo... Ele Começava no Recife’. Ilustrou, em 1933, ‘Casa Grande & Senzala’, de Gilberto Freyre. Em 1937 foi preso no Recife quando da decretação do Estado Novo. A seguir, incentivado por Di Cavalcanti, viajou para Paris onde conheceu Georges Braque, Henri Matisse, Fernand Léger e Pablo Picasso, de quem se tornou amigo. Em 1942, foi preso pelos nazistas e enviado a Baden-Baden, na Alemanha. Entre 1943 e 1945, viveu em Lisboa como Adido Cultural da Embaixada do Brasil. Retornou a Paris onde integrou o grupo abstrato Espace. Em 1948, realizou o mural do edifício da Secretaria das Finanças do Estado de Pernambuco, considerado o primeiro trabalho abstrato do gênero na América Latina. Em 1965, foi homenageado com sala especial na Bienal Internacional de São Paulo. Inaugurou, em 1991, painel de 20 metros na Estação Brigadeiro do Metrô de São Paulo. No Rio de Janeiro, foi inaugurada a Sala Cícero Dias no Museu Nacional de Belas Artes - MNBA. Recebeu do governo francês a Ordem Nacional do Mérito da França, em 1998, aos 91 anos. MEC, VOL.2, PÁG.50; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁG.252; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 157, PONTUAL, PÁGS. 174; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 715; LEONOR AMARANTE, PÁG. 146; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 334; ACERVO FIEO; web.artprice.com.



013 - ZÉLIO ANDREZZO (1948)

Menina - óleo sobre tela - 80 x 60 cm - canto inferior direito -

Catarinense da bela cidade de Florianópolis, onde nasceu a 15 de dezembro de 1948. Pintor e desenhista. Segundo seus críticos, trata-se de artista obstinado e firme em seu propósito, tendo a disciplina de um espartano, a paciência de um monge e a precisão de um cosmonauta. Participações em coletivas com premiações. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 14.



014 - EMANOEL ARAÚJO (1940)

Gato - xilogravura - 52 x 36 cm - canto inferior direito - 1964 -

Gravador e escultor, o baiano Emanuel Araújo estudou com Henrique Oswald e expõe individualmente desde 1960, já tendo mostrado sua obra em inúmeras cidades do Brasil, Europa, Estados Unidos e Extremo Oriente. Foi Diretor da PINACOTECA do Estado de São Paulo, cujo cargo exerceu com extrema competência. TEIXEIRA LEITE, pág. 190; MEC, vol. 2, pág. 143; PONTUAL, pág. 37; JULIO LOUZADA, vol 1, págs. 68/69 e vol. 11, pág. 18; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 846; WALTER ZANINI, pág. 770; Acervo FIEO.



015 - RENATO CATALDI (1909 - 1981)

Barcos - óleo sobre eucatex - 15 x 21 cm - canto inferior direito -

Pintor. Participou com freqüência de certames como o Salão Nacional de Belas Artes, onde obteve várias premiações. MEC, vol. 1, pág. 390; JULIO LOUZADA- vol. 1, pág. 237 e vol. 11, pág. 63



016 - JOSÉ HENRIQUE FABRE ROLIM (1950)

Composição - serigrafia - 9/30 - 49 x 25 cm - canto inferior direito -

Jornalista, curador, pesquisador, crítico de arte e artista plástico nascido em São Paulo, SP. Membro da Associação Paulista de Críticos de Artes (APCA) desde 1977. Participou do Projeto Mapa Cultural Paulista 2001/2002 da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo; da exposição "Uma Viagem de 450 Anos" no SESC Pompéia com o texto intitulado "Uma Viagem Nostálgica aos Meandros da Criatividade" (2004); do Chapel Art Show na Seleção Especial de Gravuras com uma serigrafia (2014); da exposição "O Olhar Fotográfico do Artista sobre São Paulo - 450 Anos" com a foto intitulada "Noturno" - Foto Cine Clube Bandeirante (2004); do Leilão Beneficente organizado pela BMW Osten - Concessionária da BMW na Galeria André (2004) com uma obra em técnica mista; da exposição "Mala volta a São Paulo em mais de 80 malas" com uma obra (pequena mala com várias fotos de São Paulo-2005). Recebeu o Prêmio Publitime (2013).



017 - DAREL VALENÇA LINS (1924)

Figuras - litografia - P. I. 1/1 - 67 x 47 cm - canto inferior direito - 1973 -

Este importante pintor, gravador, desenhista e professor, conquistou em 1957, no SNAM, o prêmio de viagem ao estrangeiro, voltando a ser contemplado na VII Bienal de São Paulo, como o melhor desenhista nacional. Foi aluno de Henrique Oswald e recebeu aconselhamento técnico de Goeldi. MEC vol.3, pág. 18; PONTUAL, pág.160/161; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 715; ARTE NO BRASIL, pág. 839; LEONOR AMARANTE, pág. 125; Acervo FIEO.



018 - BOB NUNGENT (1947)

Composição - técnica mista - 14 x 10 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, professor nascido em Santa Mônica - Califórnia, EUA. Estudou na Universidade da Califórnia e no ‘College of Creative Studies’. Participa como membro da Louis Comfort Tiffany Foundation (1977), da Sonoma Country Foundation (1986) e do Califórnia Arts Council (1990). Por mais de vinte e cinco anos a região amazônica e o Brasil têm sido assunto para suas pesquisas e trabalhos. Tem realizado inúmeras exposições individuais pelos Estados Unidos, Brasil (1986, 1993, 1997, 1999, 2009, 2010), Europa e participado de várias mostras coletivas e Salões oficiais por todo o mundo. Recebeu muitos prêmios e suas obras fazem parte de acervos de muitos museus. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 12, PÁG. 292; nugentandcompany.com; www.artprice.com; www.artnet.com; www.aurobora.com; www.terceragallerypaloalto.com.



019 - IVO BLASI (1932 - 2008)

Casario - óleo sobre tela - 35 x 25 cm - canto inferior direito e dorso - 1984 -

Foi pintor atuante em São Paulo. Viveu na Itália por algum tempo, onde frequentou cursos de arte. No Brasil cursou a Escola Paulista de Belas Artes, tendo participado de diversas exposições. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 36; Acervo FIEO.



020 - ADRIANO GAMBIM (1983)

"Nu feminino" - xilogravura - 6/10 - 17 x 12 cm - canto inferior direito - 2006 -

Pintor, desenhista, gravador e arte-educador. Sua formação artística foi na UNIMESP e UNESP, São Paulo. Realizou exposições individuais em Guarulhos (2004, 2008, 2009, 2010, 2011) e tem participado de várias mostras coletivas e Salões individuais como: Guarulhos, SP (2001, 2007 a 2013); São Paulo (2008, 2010); Araraquara, SP (2006, 2010, 2012); Franca, SP (2008); Catanduva, SP (2008); Suzano, SP (2009); Ubatuba, SP (2005, 2009); Ribeirão Preto, SP (2010); Mairiporã, SP (2010); Santo André, SP (2010); Santos, SP (2011); Araras, SP (2013); Embu, SP (2013); Curitiba, PR (2012); Porto Alegre, RS (2013); Brasília, DF (2013); Castro, PR (2013); Ceará (2012); Espanha (2005 a 2008, 2013); Finlândia (2007); México (2009); Itália (2007, 2009); Romênia (2007, 2010). Foi premiado em: Guarulhos, SP (2007 a 2009, 2011); Mairiporã, SP (2011); Espanha (2011); Araraquara, SP (2010, 2012, 2013); Araras, SP (2012); Rio Claro, SP (2013). www.artprice.com.



021 - JOSÉ SABÓIA (1949)

Trabalhadores - óleo sobre tela - 30 x 30 cm - canto inferior direito -

Pintor, José Sabóia do Nascimento nasceu em Almadina-BA. Artista autodidata foi para o Rio de Janeiro em 1967 e começou a pintar no ano seguinte, passando a expor seus trabalhos na feira hippie de Ipanema. Fez sua primeira exposição individual em Fortaleza, CE (1970). Entre as exposições de que participou, destacam-se: I e III Salão Nacional de Artes Plásticas do Ceará, Fortaleza, (1969, 1971 - Prêmio Aquisição); Dez Pintores no Rio de Janeiro, no MNBA, RJ (1983); ‘Brésil Naifs’, Paris (1986); ‘Salon d'Art Naif’- Marseilha, França (1987); ‘Pintura, Presença e Povo na Arte Brasileira’ no Museu da Casa Brasileira - São Paulo (1990); ‘Visões do Rio’ no MAM, RJ (1996). No exterior expôs individualmente em São Francisco, EUA e Munique, Alemanha, além de participar de coletivas em vários países e, principalmente na França, com exposições organizadas pela Galeria Jacqueline Bricard e uma presença cativa na ‘Galerie Naïfs du Monde Entier’ em Paris. José Sabóia participou do Concurso Internacional de Morges, quando seu quadro foi eleito pelo público, a melhor obra de 60 participantes de 22 países, premiação que originou o convite da Galeria Kasper para realizar uma exposição individual em 1997. JULIO LOUZADA vol. 11, pág. 278; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 228; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO; www.artprice.com; www.nautilus.com.br; www.ardies.com.



022 - LUIZ PINTO (1939 - 2012)

Pescando - óleo sobre tela - 16 x 22 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1958 - 2003 -

Mineiro de Sete Lagoas, onde nasceu a 19 de agôsto de 1939. Pintor, desenhista, ilustrador e professor. Assinava as suas obras: LUIZ PINTO. Foi aluno de Guignard, com quem iniciou seus estudos de pintura, de 1957 a 1960 (Belo Horizonte). Recebeu aulas de Edgard Walter, no Rio de Janeiro (1968-1969). Ativo em São Paulo a partir de 1984, quando aqui se radicou. Artista de méritos, suas obras são muito apreciadas pelos colecionadores do estilo academico. JULIO LOUZADA vol. 13 pág. 265, Acervo FIEO



023 - INÁCIO RODRIGUES (1946)

Paisagem - litografia - 25 x 33 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, entalhador e gravador, natural de Acaraú, CE. Iniciou-se em pintura como autodidata (1957). Viajou para diversos países da América Latina (1960-1965) com o objetivo de participar de exposições e acabou se fixando, em 1966, no Rio de Janeiro. Pintou a cúpula da Catedral Municipal e o Hotel Porto Velho em Porto Velho, RO (1962 e 1965). Expôs individualmente em diversas capitais brasileiras e também no exterior. Participou de muitas mostras e Salões oficiais e foi premiado em: Curitiba, PR (1971); Rio de Janeiro (1970, 1973, 1975, 1977, 1978); Belo Horizonte, MG (1970, 1971); Campinas, SP (1971, 1972); Florianópolis, SC (1972); Niterói, RJ (1974); Embu, SP (1974); Amparo, SP (1994, 1996); São José dos Campos, SP (1983). JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 834; VOL. 4, PÁG. 959; VOL. 12, PÁG. 345; TEIXEIRA LEITE PÁG. 450. WALMIR AYALA VOL. 2, PÁG. 259; MEC VOL. 4, PÁG. 91; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



024 - MANEZINHO ARAUJO (1910 - 1993)

Candomblé - serigrafia - 135/150 - 30 x 40 cm - canto inferior direito -

Com apenas dezesseis anos de idade mudou-se para Recife, a fim de concluir seus estudos. Após cursar a escola de comércio de Pernambuco, transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde foi buscar fama através da música, sua primeira paixão. Destacou-se como compositor e intérprete de música popular nordestina, o que lhe valeu a possibilidade de montar um restaurante de comida nordestina em SP, muito famoso durante vários anos, o Cabeça Chata. Apesar de viver, em SP, suas raízes ainda permanecem em Pernambuco. De uma forma autodidata começou a dedicar-se à pintura, retratando o folclore nordestino, sua gente, suas vidas, fase que sustentou até o seu desaparecimento, com uma menção surrealista. Expôs individualmente nas Galerias Astreia e Capela (SP), e na Ranulfo em Recife (1969). Em 1968, apresentado por Aldemir Martins, teve publicado o álbum de serigrafias Meu Brasil. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 56; MEC, vol. 1, pág. 109; PONTUAL, pág. 38; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 18; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 832; Acervo FIEO.



025 - RENZO GORI (1911 - 1999)

Cavaleiros árabes - óleo sobre tela - 50 x 71 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor de estilo, participou de diversos Salões Nacionais, com premiações; muito apreciado por colecionadores de cenas árabes. TEODORO BRAGA, pág. 110; MEC, vol. 2, pág. 278; JULIO LOUZADA, vol. 9, pág. 390; Acervo FIEO.



026 - DIONISIO DEL SANTO (1925 - 1999)

Composição - guache - 19 x 18 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e serigrafista, nasceu em Colatina-ES, e faleceu em Vitória, naquele mesmo Estado. Autodidata. Em 1975, recebe o Prêmio de Melhor Exposição de Gravura do Ano, da APCA. Participou da 9ª Bienal Internacional de São Paulo, 1967 (Prêmio Itamarati Aquisição) e do Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro, 1968 (Prêmio Isenção do Júri). JULIO LOUZADA vol.11, pág. 88; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 682; ARTE NO BRASIL, pág. 934.



027 - CAMARGO FREIRE (1908 - 1991)

"A pesca em Nazaré" - óleo sobre tela colada em eucatex - 26 x 40 cm - canto inferior direito e dorso - Portugal -

Pintor, professor e muralista, Expedito Camargo Freire nasceu em Campinas, SP e faleceu em Campos do Jordão, SP. Ainda garoto, em Campinas, começou a estudar pintura com os professores italianos Luggi Franco e Oreste Colombari. Foi para o Rio de Janeiro (1936) onde estudou no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro e participou, em companhia de José Pancetti, Bustamante Sá, Eugênio Sigaud, Ado Malagoli e outros, do Núcleo Bernardelli, sob a orientação de Manoel Santiago. Esteve em Campos do Jordão em 1941 para tratamento de saúde e, em 1943, mudou-se para lá. Participou de muitas exposições, Salões oficiais e recebeu vários prêmios, entre eles: no Salão Nacional de Belas Artes - o Prêmio de Viagem pelo País (1948) e o de Viagem ao Estrangeiro (1956). Embarcou no ano seguinte para a Europa e foi aluno da Academia de ‘La Grand Chaumière’, Aliança Francesa Parisiense, além de cursos de pintura e Historia da Arte do Museu do Louvre. Permaneceu oito meses em Paris e o restante do tempo da bolsa de estudos viajou por outros países. Foi incluído na mostra Um Século de Pintura Brasileira, organizada pelo MNBA (1952). MEC, VOL. 2, PÁG. 208; ITAU CULTURAL; www.camposdojordaocultura.com.br; www.artprice.com.



028 - OMAR PELEGATTA (1925 - 2000)

Cais - óleo sobre papel colado em eucatex - 49 x 30 cm - canto inferior direito -

Italiano da Lombardia, PELLEGATTA foi pintor e gravador dedicado a temas sacros e casarios coloniais. Em sua obra, o ser humano é apresentado sempre de modo idealizado, na figura de ternas madonas, santos, coroinhas e cavaleiros. Participou de diversas coletivas e salões, a partir de 1957, recebendo premiações em sua maioria. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág.735; MEC vol.3, pág.363; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



029 - GILBERTO GERALDO (1962)

No espelho - óleo sobre tela - 40 x 30 cm - canto inferior direito - 1987 -

Pintor e desenhista nascido em São Paulo. Desde os onze anos dedica-se ao desenho e à pintura. Aos dezesseis anos tornou-se membro da Associação de Artistas Plásticos de São Paulo e, aos dezessete, realizou sua primeira exposição individual. Teve como professores Salvador Rodrigues Junior, Sante Bullo e Giovanni Oppido. Em 1999 foi para a Rússia estudar no Instituto V. A. Surikov - Moscou. No ano seguinte transferiu-se para São Petersburgo onde foi aceito na Faculdade de Pintura da Academia I. E. Repin frequentando os ateliês de Yuri Kalyuta, Vladimir Stetsenko, Sergey Pichahchi, Gennadi Monasherov, Vasily Sokolov e seu assistente Vasily Rudnev e Vladimir Mogilevtsev. Foi o primeiro brasileiro a se formar na Academia Russa de Artes Plásticas em São Petersburgo. Realizou muitas exposições individuais e participou de muitas mostras oficiais. Foi premiado em 1987, 1988, 1990, 1991, 1992, 1994, 2001, 2003, 2005, 2007, 2009, 2011. Possui dois de seus desenhos, acervo da Academia de São Petersburgo, publicados no livro do professor Vladimir Mogilevtsev - ‘Esboços e Desenhos Acadêmicos’. ITAU CULTURAL; JULIO LOUSADA VOL. 3, PÁG. 455; www.gilbertogeraldo.com; www.artrenewal.org.



030 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Feirantes - óleo sobre tela - 61 x 40 cm - 31/3/1980 - Ubud Bali -
Assinado Lodin. -



031 - DIONISIO DEL SANTO (1925 - 1999)

"Flores mecânicas" - serigrafia - 7/9 - 40 x 60 cm - canto inferior direito - 1972 -


Pintor, desenhista, gravador e serigrafista, nasceu em Colatina-ES, e faleceu em Vitória, naquele mesmo Estado. Autodidata. Em 1975, recebe o Prêmio de Melhor Exposição de Gravura do Ano, da APCA. Participou da 9ª Bienal Internacional de São Paulo, 1967 (Prêmio Itamarati Aquisição) e do Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro, 1968 (Prêmio Isenção do Júri). JULIO LOUZADA vol.11, pág. 88; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 682; ARTE NO BRASIL, pág. 934.



032 - MARIO GRUBER (1927 - 2011)

"Os noivas" - gravura - 38/150 - 20 x 20 cm - canto inferior direito - 1997 -

Pintor, desenhista, gravador, escultor, muralista - Mário Gruber Correia nasceu em Santos, SP. Autodidata, começou a pintar em 1943. Mudou-se para São Paulo em 1946 e matriculou-se na Escola de Belas Artes, onde foi aluno do escultor Nicolau Rollo. Em 1947, ganhou o primeiro prêmio de pintura na exposição do grupo ’19 Pintores’. No ano seguinte realizou sua primeira exposição individual e passou a estudar gravura com Poty e a trabalhar com Di Cavalcanti. Recebeu bolsa de estudo em 1949, foi morar em Paris, onde estudou na ‘École Nationale Supérieure des Beaux-Arts’ com o gravador Édouard Goerg e trabalhou com Candido Portinari. Retornou ao Brasil em 1951 e fundou o Clube de Gravura (posteriormente Clube de Arte) em sua cidade natal, onde voltou a residir. Foi professor de gravura no Museu de Arte Moderna de São Paulo em 1953 e na Fundação Armando Álvares Penteado entre 1961 e 1964. De 1974 a 1978, morou em Paris, depois, ao retornar ao Brasil, morou em Olinda, Pernambuco. Em 1979, montou ateliê em Nova York. De volta a São Paulo, realizou obras de grande porte em espaços públicos como a estação Sé do Metrô e o Memorial da América Latina. Além de ter realizado muitas exposições individuais, participou de várias mostras e salões oficiais: Salão Paulista de Arte Moderna; Panorama da Arte Moderna Brasileira; Bienal Internacional de São Paulo e na França, Espanha, Estados Unidos, Colômbia, Holanda, Finlândia, Alemanha. PONTUAL, PÁG. 253; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 370; MEC, VOL. 1, PÁG. 466; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 448; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.649; ARTE NO BRASIL, PÁG. 803; LEONOR AMARANTE, PÁG. 376; ACERVO FIEO.



033 - AGI STRAUS (1926)

Mulher - técnica mista - 46 x 61 cm - canto inferior esquerdo -

Pintora, desenhista e gravadora. Vindo residir em São Paulo, aqui estudou com Darel e Poty, no Museu de Arte de São Paulo, dedicando-se, também, ao aperfeiçoamento na pintura e técnica do afresco com Gaetano Miani. Recebeu no SPAM diversas premiações. Desde 1955 vem realizando exposições individuais em São Paulo e no exterior. A respeito de seus trabalhos, por volta de 1964, disse José Geraldo Vieira serem eles realizados com "sensibilização prévia do suporte, seja pergaminho, tela ou duratex, para conseguir texturas de fundo, impregnação, relevo e matéria. Para tanto a artista suplica a superfície a fim de tranformá-la em bossagem adequada (...) resultam sugestões híbridas, espaciais e telúricas, mas sempre expressionistas por causa da desagregação cromática e dos efeitos de microgeografia ou siderais". JULIO LOUZADA,vol. 11, pág. 312; MEC, vol. 4, pág 343/44; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 355; PONTUAL, pág. 506; TEIXEIRA LEITE, pág. 488; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



034 - ARMANDO VIANNA (1897 - 1988)

Paisagem - aquarela - 31 x 22 cm - canto inferior esquerdo -

Este grande pintor carioca foi discípulo de Rodolfo Chambelland e Rodolfo Amoedo na antiga Escola Nacional de Belas Artes e de Eurico Alves e Stefano Cavalaro, no Liceu de Arte e Ofícios do Rio de Janeiro. É ainda hoje, considerado um dos maiores aquarelistas brasileiros. Realizou exposições individuais e em todas as principais capitais brasileiras. MEC vol.4, pág.470; JULIO LOUZADA vol.3, pág.186. PONTUAL pág. 538; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



035 - MENASE WAIDERGORN (1927)

Barco - óleo sobre tela - 40 x 60 cm - canto inferior direito -

Romeno da cidade de Hotin, Waidergorn veio para o Brasil em 1932, onde seus pais fixaram residência em São Paulo. Ingressou na APBA, onde conheceu Mecatti, que muito o estimulou e orientou, dele assimilando a luminosidade da pintura peninsular muito a gosto do ottocento italiano. Sua pintura aborda todos os gêneros, baseadas tanto nas recordações da infância pobre como nas lembranças das viagens que fez ao norte da Africa e Europa. Participou de diversos salões e coletivas, recebendo diversas premiações JULIO LOUZADA vol.11, pág. 330; Acervo FIEO.



036 - DOMINGOS ANTEQUERA (1921 - 1984)

Pitando - óleo sobre tela colada em eucatex - 24 x 18 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1984 -

Natural de Lençois Paulista, SP. Faleceu em São Paulo, em 8 de outubro de 1984. Assinava seus trabalhos D. ANTEQUERA. Desenvolveu-se artisticamente com os pintores Cirilo Agostini, Migliaccio e José Barchita. Impresionista, é considerado um artista de sensibilidade invulgar, cuja obra é repleta de recursos técnicos próprios, fortes e seguros. A bibliografia abaixo exibe extensa lista de exposições e prêmios recebidos pelo artista. JULIO LOUZADA, vol.3, pág.56, Acervo FIEO.



037 - SILVIA DE LEON CHALREO (1905 - 1991)

Família - guache - 7 x 9 cm - canto inferior direito -

Esta importante pintora, crítica de arte, escritora, tradutora e jornalista, nasceu na cidade do Rio de Janeiro. Autodidata, pinta o gênero figurativo primitivo, expondo pela primeira vez em 1941, na Divisão Moderna do SNBA. Possui extenso curriculum de exposições e premiações no País e no exterior. Segundo o crítico Teixeira Leite, "(...) Sua pintura, de caráter primitivista, representa as praias repletas de diminutas figurinhas, o morro carioca, os barracos na favela e os folguedos infantis, numa técnica rudimentar, mas com bom colorido, vívido movimento e inegável atmostera poética." . JULIO LOUZADA, vol. 1 pág. 921; ITAU CULTURAL; TEIXEIRA LEITE, pág. 482.



038 - SERGIO CAIRES BERBER (1941)

"As comadres" - óleo sobre tela - 50 x 60 cm - canto inferior esquerdo e dorso -

Natural de Florianópolis, SC. Pintor e desenhista. Assina Berber. Sua formação artística foi em São Paulo, SP. Participou de diversos Salões oficiais e exposições coletivas: São Paulo (1965, 1966, em 1967 na Bienal de São Paulo, 1968, 1970, 1971, 2001); Campinas, SP (1967); Porto Alegre, RS (1969); Ribeirão preto, SP (2002); Santos, SP (1967, 1968, 1970, 1971); Vitória, ES (1967); Salvador, BA (1968); Belo Horizonte, MG (1971). Prêmios: São Paulo, SP (1966 e 1970); Campinas, SP (1967 e 1968); Taubaté, SP (1998 e 1999). ITAÚ CULTURAL. JULIO LOUZADA, vol. 12, pág. 46; vol. 13, pág. 37.



039 - ANTONIO AUGUSTO MARX (1919 - 2008)

Cidade - óleo sobre tela - 60 x 72 cm - canto inferior direito -

Arquiteto e pintor ativo em São Paulo, onde participa de mostras coletivas a partir de 1966, com reconhecimento de crítica e público. Artista de muitos recursos técnicos, suas obras tem como tema a paisagem, do campo e da cidade, com conteúdo de atmosfera, côr e equilibrio. MEC vol.3, pág. 99; PONTUAL, pág. 346; JULIO LOUZADA vol.11, pág. 203; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 803, Acervo FIEO.



040 - CARYBÉ (1911 - 1997)

"Criador de pássaros" - serigrafia - 34/250 - 60 x 42 cm - canto inferior direito na tela serigráfica -

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



041 - CARLOS SCLIAR (1920 - 2001)

"Flores e folhagem" - vinil e colagem encerado sobre tela - 75 x 55 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 29/12/75 - Cabo Frio -
Reproduzido sob o nº 165 em catálogo de leilão de Soraia Cals, Rio de Janeiro - RJ, realizado em agosto de 2014. -

Desenhista, gravador, pintor, ilustrador, cenógrafo, roteirista e designer gráfico que nasceu em Santa Maria da Boca do Monte, RS e faleceu no Rio de Janeiro. Assina Scliar. Estudou com Gustav Epstein, em Porto Alegre, em 1934. Participou, em 1938, da fundação da Associação Riograndense de Artes Plásticas Francisco Lisboa. Entre 1939 e 1947, residindo em São Paulo, integrou a Família Artística Paulista - FAP. No Rio de Janeiro, escreveu e dirigiu em 1944 o documentário 'Escadas', sobre os pintores Arpad Szenes e Vieira da Silva com os quais conviveu desde 1941. Convocado pela Força Expedicionária Brasileira - FEB, participou da Segunda Guerra Mundial, na Itália. Morando em Paris de 1947 a 1950, cursou gravura com Galanis na Escola de Belas Artes e teve contato com o gravador mexicano Leopoldo Méndez. De volta ao Brasil, fundou com Vasco Prado o Clube de Gravura de Porto Alegre. Em 1956, passou a viver no Rio de Janeiro. Foi diretor do departamento de arte da revista 'Senhor' entre 1958 e 1960. Fundou a editora Ediarte, em 1962, com os colecionadores Gilberto Chateaubriand, Michel Loeb, Carlos Nicolaievski e o pintor José Paulo Moreira da Fonseca. Realizou durante toda sua vida exposições individuais e participou de inúmeras coletivas e Salões oficiais, recebendo muitos prêmios. Também foram realizadas várias exposições póstumas. MEC VOL.4, PÁG. 214; TEODORO BRAGA, PÁG. 66; WALMIR AYALA VOL.2, PÁG. 306 a 309; PONTUAL, PÁG. 479 e 480; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG.884; VOL.2, PÁG. 925; VOL.13, PÁG. 305; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; RGS, PÁG. 442; ACERVO FIEO.



042 - ANGELO CANNONE (1899 - 1992)

Pescador - óleo sobre madeira - 10 x 17 cm - canto inferior esquerdo e dorso -

Pintor, desenhista e professor nascido em Abruzzo, Itália. Assinava D’Angelo, Angelo Cannone e A. Cannone. Aos cinco anos mudou-se para Nápoles com sua família. Em fins de 1947, veio para o Brasil, residiu algum tempo em São Paulo e depois se mudou para o Rio de Janeiro, onde se radicou e lá faleceu. Estudou no Instituto de Belas Artes de Nápoles com Paolo Vetri. Viveu em Roma durante quatro anos com uma pensão conquistada em um concurso em Nápoles. Lecionou desenho no Instituto Técnico. Expôs individualmente em São Paulo (1947, 1993) e no Rio de Janeiro (1947, 1973, 1980, 1984). Foi premiado, na Itália, em: 1922, 1925, 1929, 1941 e, no Brasil, em 1960. Em 1972 pintou o retrato do papa Pio X, em tamanho natural, que está na Igreja dos Italianos, RJ. WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 168; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 187; VOL. 3, PÁG. 203; VOL.8, PÁG. 165; VOL. 9, PÁG. 171; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; brasilartesenciclopedias.com.br; www.artprice.com; www.arcadja.com.



043 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Estudo - guache - 26 x 26 cm - canto inferior direito - 1996 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins. -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



044 - CARLOS OSWALD (1882 - 1971)

"Beethoven" - água forte original - 27 x 20 cm - canto inferior direito -
Reproduzido na página 57 do livro "Carlos Oswald" editado pelo Museu Nacional de Belas Artes - Rio de Janeiro, RJ. -

Gravador, pintor, desenhista, decorador, professor e escritor. Nasceu em Florença, Itália e faleceu em Petrópolis, RJ. Graduou-se como físico-matemático em 1902, pelo Instituto Galileo Galilei, em Florença. No ano seguinte, ingressou na ‘Accademia di Belle Arti di Firenze’. Viajou para o Brasil pela primeira vez em 1906 e realizou no Rio de Janeiro a primeira exposição individual no país. Retornou à Europa em 1908, estudou gravura com o americano Carl Strauss em Florença e viajou para Munique, onde aprendeu a técnica da água-forte. Em 1911, participou da decoração do pavilhão do Brasil, na Exposição Internacional de Turim. Fez a segunda viagem ao Rio de Janeiro em 1913 e realizou uma exposição com Eugênio Latour na Escola Nacional de Belas Artes . Foi nomeado, em 1914, professor de gravura e desenho no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro e é considerado o introdutor da gravura no Brasil. No ano de 1930, fez o desenho final do ‘Monumento ao Cristo Redentor’. A obra foi executada na França pelo escultor Paul Landowski e instalada no Morro do Corcovado, Rio de Janeiro, em 1931. Publicou, em 1957, a autobiografia ‘Como Me Tornei Pintor’. Em 1963, o Museu Nacional de Belas Artes - RJ adquiriu quase todas as suas obras em gravuras. Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais e foi premiado no Rio de Janeiro em 1904, 1906, 1909, 1912, 1913, 1916 e realizou diversas exposições individuais. PONTUAL, PÁG. 397; ARTE NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 1053; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 699; MEC VOL. 3, PÁG. 304; ACERVO FIEO.



045 - LUIZ OLMER CAZARRÉ (1943)

Artesão - óleo sobre tela - 40 x 30 cm - canto inferior direito - 1984 -

Pintor e gravador carioca, nascido em 27 de maio de 1943. Ativo em São Paulo, adotou como temas principais de suas obras as fachadas de casas e seus interiores, que cheios de passado, são a matéria prima das telas que o autor procura mostrar que no antigo, no desgastado e no pobre, existe a incrível beleza do simples. JULIO LOUZADA, vol. 12 pág. 103



046 - ARMANDO SENDIN (1928)

Composição - técnica mista - 14 x 18 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, escultor e ceramista. Realizou estudos artísticos na Espanha e na França. Retornando ao Brasil, (após figurar em mostras coletivas no estrangeiro) e fixando-se em São Paulo, participou em 1967, do 1º SOP, XVI SPAM, I Salão de Arte Contemporânea de Santos (Prêmio Prefeitura). Ganhou o 1º Prêmio de pintura na mostra Roma e a Campanha Romana (Auditório-Itália, São Paulo). Ainda em 1967, expôs individualmente na Galeria F. Domingo, de São Paulo, voltando a fazê-lo nas galerias KLM (São Paulo, 1968), do Centro Cultural Brasil-Estados Unidos (São Paulo, 1968) e Goeldi (GB, 1968), também apresentado seus trabalhos, com Maria de Lourdes Novais e Vitor Décio Gerhard, na Galeria IBEU (GB, 1968). Figurou ainda no II SOP (1968). A respeito de suas obras, de caráter abstracionista, disse Samson Flexor, em 1968: "Considero os óleos e guaches de Armando Sendin como sendo lugares ideais de encontro e fusão dos elementos primordiais: a terra e o fogo. Fusão resultando em cinzas com focos de brasa que a frescura dos azuis-turquesa mal consegue apagar". Em 1965 publicou o livro Cerâmica Artística, especialidade que lecionou, entre 1959 e 1964, em escola por ele próprio fundada em São Paulo. TEIXEIRA LEITE, pág.472; WALMIR AYALA, vol.2, pág.316-317; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 754; LEONOR AMARANTE, pág. 196. Acervo FIEO.



047 - FELISBERTO RANZINI (1881 - 1976)

Marinha - aquarela - 23 x 38 cm - canto inferior esquerdo - 1912 -

Arquiteto, desenhista e escritor, Felisberto Ranzini nasceu em Mântua, Itália e faleceu em São Paulo - SP. Sobresaiu-se principalmente na técnica de aquarela, na qual se especializou. Suas composições em óleo são claras e detalhadas, quase que miniaturistas. JULIO LOUZADA, vol 1, pág. 805; MEC vol.4, pág. 26, RUTH TARASANTCHI.



048 - ALEXANDER CALDER (1898 - 1976)

Composição - serigrafia - E. A. - 31 x 24 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Escultor e pintor americano que nasceu em Filadélfia e faleceu em Nova York. Seu avô e seu pai eram escultores e sua mãe, pintora. Formou-se engenheiro mecânico em Nova Jersey. Em 1923 foi para o ‘Art Student’s League’ ,Nova York, onde foi aluno, entre outros, de George Lucks e John Sloan. Divertia-se com seus amigos fazendo esboços rápidos de pessoas na rua, no metrô e destacou-se por sua habilidade em dar uma sensação de movimento usando uma única linha ininterrupta. Logo já estava construindo esculturas em arame, a primeira das quais - um relógio solar em forma de galo, feita em 1925. Concebeu brinquedos móveis para uma indústria e pequenas figuras de palhaços e animais com as quais fazia exibições de circo em seu ateliê. Foi para Paris e conheceu Joan Miró, Fernand Léger, James Johnson Sweeney e Marcel Duchamp. Ao longo dos anos 30 tornou-se conhecido em Paris e nos EUA por seus retratos e esculturas em arame, suas composições abstratas e deus desenhos. Em 1931 integrou-se ao grupo ‘ Abstration-Création’ com Jean Arp, Mondrian e Jean Helion, produzindo sua primeira construção móvel não figurativa. Tais construções eram movimentadas por motores ou pela mão e receberam de Marcel Duchamp o nome de ‘móbiles’, em 1932; Arp sugeriu para todas as demais construções o nome de ‘stábiles’. A partir de 1934 começou a construir móbiles não motorizados. Foram realizadas retrospectivas de suas obras em: Springfield - Massachussetts, EUA (1938); Museu de Arte Moderna de Nova York, EUA (1943); Museu Guggenheim de Nova York, EUA (1964); Fundação Maeght, Saint Paul de Vence, França (1969); Museu Whitney de Arte Americana, Nova York, EUA (1976). Produziu também muitas obras públicas, realizou diversas exposições individuais e participou de muitas mostras coletivas e oficiais, inclusive no Brasil. ITAU CULTURAL; BENEZIT VOL. 2, PÁG. 455; DICIONÁRIO OXFORD; www.calder.org; www.nga.gov; www.gagosian.com; www.britannica.com; www.tate.org.uk; artnet.com; web.artprice.com.



049 - SIRON FRANCO (1947)

Orixá - desenho a caneta esferográfica - 27 x 20 cm - não assinado -

Batizado GESSIRON FRANCO, o artista nasceu em Goiás, GO. Um dos mais elogiados pintores e desenhista brasileiros pela crítica, a partir da década de 70, quando alcançou a maturidade em seus trabalhos. Seus trabalhos transmitem de forma muito pessoal e original, todo o sentimento humano com relação ao cotidiano da sociedade e seus integrantes emocionais; traz denúncia, inconformismo, medo, conflitos, imagens fortes e decisivas. WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 343/344; TEIXEIRA LEITE, pág. 206/207; JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 957; PONTUAL, pág. 222; ITAU CULTURAL ; WALTER ZANINI, pág. 760; LEONOR AMARANTE, pág. 240, Acervo FIEO.



050 - MANOEL SANTIAGO (1897 - 1987)

Antigo cais da Praça XV no Rio de Janeiro - óleo sobre tela - 41 x 53 cm - canto inferior esquerdo e dorso -

Manoel Colafante Caledônio de Assumpção Santiago nasceu em Manaus, AM e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, desenhista e professor. Mudou-se para Belém em 1903 e iniciou estudos de pintura. Desde 1916 já praticava a arte não figurativa. Em 1919 transferiu-se para o Rio de Janeiro, cursou Direito e frequentou a Escola Nacional de Belas Artes, onde foi aluno de Rodolfo Chambelland e Baptista da Costa. Na época, teve aulas particulares com Eliseu Visconti. Foi casado com a pintora Haydeá Santiago. Participou em 1927 do Salão Nacional de Belas Artes e recebeu o prêmio viagem ao exterior, entre vários outros. Foi para Paris no ano seguinte, e lá permaneceu por cinco anos. De volta ao Rio de Janeiro, em 1932, tornou-se professor do Instituto de Belas Artes. Em 1934, passou a lecionar pintura e desenho no Núcleo Bernardelli, figurando entre seus alunos José Pancetti, Edson Motta, Bustamante Sá, Ado Malagoli, Rescála e Milton Dacosta. Participou da I Bienal Internacional de São Paulo (1951) e do 8º Panorama da Arte Brasileira (1976). PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, VOL. 1, PÁG. 241; TEODORO BRAGA, PÁG. 211; CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO DE PAISAGEM BRASILEIRA, MEC-MNBA /RIO/1944; MAYER/84, PÁG. 1158; REIS JR, PÁG. 378; PONTUAL, PÁG. 473; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 292; ITAÚ CULTURAL, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 865; ACERVO FIEO.



051 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Composição - desenho a nanquim - 32 x 17 cm - canto inferior esquerdo não identificado -



052 - DJANIRA DA MOTTA E SILVA (1914 - 1979)

Anjo - guache - 27 x 20 cm - canto inferior direito -

Pintora, desenhista, ilustradora, cartazista, cenógrafa e gravadora. Djanira da Motta e Silva nasceu em Avaré, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. No final da década de 1930, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde teve suas primeiras instruções de desenho no Liceu de Artes Ofícios e com o pintor Emeric Marcier, hóspede da pensão que Djanira instalou no bairro de Santa Teresa. Os contatos com os artistas Carlos Scliar, Milton Dacosta , Arpad Szenes , Vieira da Silva e Jean-Pierre Chabloz , frequentadores de sua pensão, proporcionaram um ambiente estimulador que a levou a expor no 48º Salão Nacional de Belas Artes, em 1942. No ano seguinte, realizou sua primeira mostra individual, na Associação Brasileira de Imprensa - ABI. Em 1945, viajou para Nova York. De volta ao Brasil, realizou o mural ‘Candomblé’ para a residência do escritor Jorge Amado, em Salvador, e painel para o Liceu Municipal de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Entre 1953 e 1954, viajou a estudo para a União Soviética. De volta ao Rio de Janeiro, tornou-se uma das líderes do movimento pelo Salão Preto e Branco, um protesto de artistas contra os altos preços do material para pintura. Realizou em 1963, o painel de azulejos ‘Santa Bárbara’, para a capela do túnel Santa Bárbara, Laranjeiras, Rio de Janeiro. No ano de 1966, a editora Cultrix publicou um álbum com poemas e serigrafias de sua autoria. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil, EUA e Europa. Foi premiada no Rio de Janeiro (1943, 1944, 1949, 1950 a 1953, 1955, 1963) e em São Paulo (1951, 1955). Participou da 1ª e da 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955). Em 1977, o Museu Nacional de Belas Artes - MNBA, realizou uma grande retrospectiva de sua obra. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 336; PONTUAL, PÁG. 181; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 164; MEC, VOL. 2, PÁG 58; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG, 263; WALTER ZANINI, PÁG. 810; ARTE NO BRASIL, PÁG. 824; ACERVO FIEO.



053 - JOAN MIRÓ (1893 - 1980)

"Azul II" - serigrafia - 25/50 - 22 x 29 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador, ceramista e escultor. Assinava Joan Miró e Miró. Nasceu em Montroig, Espanha e faleceu em Palma de Mallorca - Ilhas Baleares, Espanha. Entrou para Escola de Belas Artes de Barcelona com quinze anos, aperfeiçoando-se com o arquiteto Gali. Começou a expor em 1918 na sua terra natal e pouco depois, transfere-se para Paris. Assinou o manifesto surrealista em 1924. Em 1940 voltou à Espanha - Mallorca. Trabalhou com o ceramista Llorens Artigas. Em 1947 realizou um mural em Cincinnati, EUA, e um para a Universidade de Harvard, em 1950 (hoje substituído por uma cópia cerâmica, cujo original se encontra no MOMA de Nova York). Em 1958 trabalhou em dois gigantescos murais em cerâmica para a UNESCO, em Paris. A Fundação Joan Miró foi inaugurada em Montjuic, Barcelona, em 1975. Outras obras suas podem ser vistas na maioria dos museus e coleções de arte moderna espalhados pelo mundo. JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG.638; VOL. 4, PÁG. 746; VOL. 6, PÁG. 735; VOL.8, PÁG. 576; BENEZIT, VOL. 7, PÁG. 435; ITAU CULTURAL; DICIONÁRIO OXFORD DE ARTE – MARTINS FONTES.



054 - ROLANDO NATAL SCURZIO (1931 - 1998)

"Natureza morta" - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito e dorso - 1981/9 -

Pintor de tendência figurativa com temática que se extravasa em forte colorido expressionista. Estudou com o professor Mecozzi e com o mestre Arlindo Castellane di Carli. Participou de várias exposições e recebeu vários prêmios em 1978. No Salão Paulista de Belas Artes recebeu Menção Honrosa. JULIO LOUZADA, vol. 7, pág. 647, Acervo FIEO.



055 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

Candangos - múltiplo em bronze - 39 x 20 x 5 cm - assinado -

Escultor, desenhista e pintor paulista nascido em Mococa, SP e falecido no Rio de Janeiro. Mudou-se com a família para Itália, e fixou-se em Roma (1913). Iniciou estudos de desenho e escultura com o professor Loss (1920). Participou de movimentos antifascistas e foi preso (1931) por motivos políticos. Foi extraditado para o Brasil (1935) por intervenção do embaixador brasileiro na Itália. Em 1937, viajou para Paris e frequentou as academias ‘La Grand Chaumière’ e ‘Ranson’, onde estudou com Aristide Maillol e conviveu com Henry Moore, Marino Marini e Charles Despiau. Em 1939, retornou a São Paulo e junto com Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Sérgio Milliet, entre outros, participou do Movimento Modernista; foi um dos membros da Família Artística Paulista e do Grupo Santa Helena. Em 1943, transferiu-se para o Rio de Janeiro. A convite do ministro Gustavo Capanema instalou ateliê no antigo Hospício da Praia Vermelha, onde orientou jovens artistas como Francisco Stockinger. Possui obras em espaços públicos como ‘Monumento à Juventude Brasileira’ (1947), nos jardins do antigo Ministério da Educação e Saúde, atual Palácio Gustavo Capanema - RJ; ‘Candangos’ (1960), na Praça dos Três Poderes, e ‘Meteoro’ (1967), no lago do edifício do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília; ‘Integração’ (1989), no Memorial da América Latina, em São Paulo. Participou das Bienais de Veneza (1950, 1952); participou das I, II, IV e IX Bienais de São Paulo, período em que recebeu o prêmio de melhor escultor brasileiro (1953) e sala especial (1967). MEC, VOL.2, PÁG. 250; PONTUAL, PÁG. 237; MAYER/84, PÁG. 1333; BENEZIT VOL. 5, PÁG. 14; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 715; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 422; www.artprice.com; www.pinturabrasileira.com; www.dec.ufcg.edu.br; www.monumentos.art.br.



056 - HERMELINDO FIAMINGHI (1920 - 2004)

Composição - litografia - P. A. - 40 x 60 cm - canto inferior esquerdo -

Nasceu em São Paulo, a 22 de outubro de 1920. Pintor e artista gráfico. Dedicou-se regularmente à pintura a partir de 1950, com seu mestre Volpi. Foi um dos pioneiros do concretismo, com o qual rompeu anos mais tarde, para fazer uma pintura mais solta, através de seu diálogo com a cor e da interação com a luz em contato com a natureza. Expõs individualmente a partir de 1961 e coletivamente desde 1955, sempre com premiações. JULIO LOUZADA, vol. 4 pág. 401; ITAÚ CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 928; LEONOR AMARANTE, pág. 75.



057 - FRANCISCO DA SILVA (1910 - 1985)

Galos - guache - 50 x 70 cm - centro inferior - 1975 -

Pintor e desenhista, Francisco Domingos da Silva nasceu em Alto Tejo, AC e faleceu em Fortaleza, CE. Filho de índio peruano com brasileira, ainda criança se fixou em Fortaleza, por volta de 1937, onde começou a desenhar a carvão e giz sobre muros e paredes de casebres de pescadores. Na década de 40, sob o incentivo do crítico e pintor suíço Jean Pierre Chabloz, iniciou-se na pintura a guache juntamente com Chabloz, Antônio Bandeira e Inimá de Paula. O mesmo Jean Pierre lança-o em Paris. Entre 1961 e 1963, trabalhou no recém-criado Museu de Arte da UFCE. Expôs individualmente no Brasil a partir de 1943 e em diversas mostras coletivas no Brasil e exterior, com premiações, destacando-se a recebida na XXXIII Bienal de Veneza (1966). JULIO LOUZADA, VOL. 1 PÁG. 909; ITAU CULTURAL; LEONOR AMARANTE; ARTE NO BRASIL, ACERVO FIEO; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 478.



058 - AUGUSTO JOSÉ MARQUES JÚNIOR (1887 - 1960)

Flores - óleo sobre eucatex - 65 x 85 cm - canto inferior esquerdo - 1959 -

Discípulo de Visconti, grande pintor e mestre de pintura, Marques Júnior foi, no lado de Cavalleiro, um dos renovadores da arte nacional, nos primeiros anos do século XX. REIS JR. , pág. 371; TEODORO BRAGA, pág. 159; PONTUAL, pág. 341.342; MEC, vol. 3, pág. 76; TEIXEIRA LEITE, pág. 315; Primores da Pintura no Brasil, pág. 277.



059 - GUIMA (1927 - 1993)

Paisagem - óleo sobre tela - 38 x 46 cm - dorso - 1979 -

Pintor e desenhista de mérito invulgar, Guima era paulista de Taubaté, residiu por muitos anos no Rio de Janeiro e praticava o figurativismo expressionista, por vezes eivado de notas líricas, de outras descambando para o fantástico. MEC, vol. 2, pág. 306; PONTUAL, pág.257; WALMIR AYALA, vol. 1, págs. 377/8; JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 407; ITAÚ CULTURAL.



060 - MITSUTAKA KOGURE (1938)

Fachada - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior direito -

Natural de Gunmaken, Japão. Formou-se na Escola de Belas Artes de Tóquio. Participou de coletivas naquela cidade até 1960, quando fixa residência em São Paulo. Figurou desde então na BSP (1963) e dos VII e VIII salões de Artes Plásticas do Grupo Seibi, com premiações. Participou também dos salões organizados pelo MAM-RJ e do SPAM-SP. Conforme texto do pintor Tikashi Fukushima, Kogure "pinta becos e cantos obscuros, dando-lhes colorido mágico, modernizando a estrutura." JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 512; MEC, vol. 2-pág. 410; ROBERTO PONTUAL, pág.292; Acervo FIEO.



061 - JOSÉ OSMAR DALLABONA (1949)

Nu - óleo sobre tela - 24 x 18 cm - canto inferior direito e dorso - 1983 -

Pintor autodidata, natural da cidade catarinense de Rio das Pedras, onde nasceu a 26/12/1949. Fixou residência em São Paulo a partir de 1973, quando passou a dedicar-se à pintura. Expressou em suas telas o romantismo e, desde 1983, produz exclusivamente temas árabes. Participou de diversas exposições, recebendo premiações, a partir de 1977. JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 326



062 - ORLANDO MATOS (1927)

No mangue - óleo sobre eucatex - 69 x 60 cm - canto inferior direito -

Caricaturista e ilustrador, nasceu em Castro, Paraná, em 31 de março de 1927. Fixou residência no Rio de Janeiro a partir de 1945, trabalhando como auxiliar de desenhista no jornal "A Noite". Foi colaborador de vários jornais e revistas, destacando-se: A Cigarra, O Cruzeiro, a Folha de São Paulo. Sua trajetória artística é acompanhada de inúmeras exposições nacionais e estrangeiras, obtendo prêmios em todas elas. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 608



063 - FRANK SCHAEFFER (1917 - 2008)

Composição - óleo sobre eucatex - 63 x 48 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor, desenhista e professor. Realizou sua formação artística com Arpad Szenes no Brasil e, entre 1948 e 1949, com André Lhote e Fernand Léger em Paris. Participou de diversas edições da Bienal SP, do SNAM, e outras mostras importantes, tais como I Bienal Interamericana do México (1958), SAMDF (1964 e 1965), entre outras, todas com premiações. Pintor fiel ao seu estilo, pinta seus tema preferidos através de sua imaginação romântico-expressionista. TEODORO BRAGA, pág. 101; PONTUAL, pág. 477; MEC, vol. 4, págs. 192 e 209; Catálogo da Exposição de Paisagem Brasileira, MEC-MNBA/Rio/1944.; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 717.



065 - JACQUELINE ARONIS (1955)

Paisagem noturna - litografia - 30 x 18 cm - centro inferior -

Desenhista, gravadora e professora, natural de São Paulo, SP. Seu aprendizado artístico aconteceu em São Paulo, SP; na Inglaterra e em Portugal com Bartolomeu dos Santos. Exposições individuais: Curitiba, PR (1994); São Paulo, SP (1999, 2001, 2002). Coletivas: São Paulo, SP (1981, 1994); Chile (1989); Curitiba, PR (1990); Estados Unidos (1997); Japão (1998, 2001); Rio de Janeiro, RJ (1999); Egito (2000); Ribeirão Preto, SP (2000). ITAU CULTURAL; www.cantogravura.com.br.



066 - CARLOS PAEZ VILARÓ (1923 - 2014)

Candomblé - desenho a nanquim - 31 x 40 cm - canto inferior direito - 1959 - Bahia -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Importante artista uruguaio, nascido em Montevideo, em 1/11/1923. Desde cedo envolveu-se com as artes gráficas, trabalhando na imprensa em Barracas e Avellaneda, em Buenos Aires. Com paixão desenfreada, o autor passou a dedicar-se inteiramente nos temas do Candomblé e da dança afro-oriental. Esses mesmos temas o motivaram a fazer uma longa viagem aos países onde a raça negra predomina, tais como Senegal, Liberia, Congo, etc, com uma produtiva passagem pelo Brasil. Conheceu Picasso, Dali, De Chirico e Calder em seus ateliês. Participou de diversas exposições e realizou muitos murais por onde andou, sempre com muito sucesso de público e crítica.



067 - CLAUDIO TOZZI (1944)

Papagaio - óleo sobre eucatex - 60 x 40 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor, arquiteto e gravador, Claudio José Tozzi nasceu em São Paulo. É mestre em arquitetura pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo. Realizou diversas exposições individuais. Participou, entre várias mostras e Salões oficiais, da Bienal Internacional de São Paulo em 1967, 1969, 1977, 1985, 1989, 1991; do Panorama da Arte Atual Brasileira em 1971, 1973, 1976, 1977, 1979, 1980, 1983; da Bienal de Veneza em 1976; da Bienal de Paris em 1980. Criou painéis para espaços públicos de São Paulo, como: ‘Zebra’, colocado na lateral de um prédio da Praça da República; na Estação Sé do Metrô, em 1979; na Estação Barra Funda do Metrô, em 1989; no edifício da Cultura Inglesa, em 1995 e, no Rio de Janeiro, na Estação Maracanã do Metrô Rio, em 1998. WALMIR AYALA VOL.2, PÁG.388; PONTUAL PÁG.525; TEIXEIRA LEITE PÁG. 512; ARTE NO BRASIL VOL.2, PÁG.1059; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 740; LEONOR AMARANTE PÁG. 170; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 992; www.eca.usp.br; www.pinacoteca.org.br.



068 - CARYBÉ (1911 - 1997)

"Sertão" - serigrafia - 102/190 - 62 x 86 cm - canto inferior direito -
Reproduzido na capa catálogo da Mostra Itinerante do artista realizada em treze capitais em 1995. -

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



069 - GIOVANNI FATTORI (1825 - 1905)

Carro de Bois - aquarela - 24 x 30 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e gravador nascido em Livorno e falecido em Florença, ambas na Itália. De origem humilde e modesta, começa a pintar em sua cidade natal e vai para Florença, em 1846, trabalhar no ateliê de Giuseppe Bezzuoli, antes de se inscrever na Academia. Em 1869 foi nomeado professor da Academia de Florença. É considerado o principal representante dos 'macchiaioli'. Expôs em Munique, Viena e Filadélfia, onde ganhou medalhas. Em Paris, recebeu uma menção honrosa em 1889 e uma medalha de ouro na Exposição Universal, em 1900. Possui obras em vários museus da Europa. BENEZIT, VOL.4, PÁG. 282; ART PRICE; ART VALUE; ART NET.



070 - ALOYZIO ZALUAR (1937)

"Sem norte" - técnica mista - 31 x 31 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2013 -
Com a seguintes inscrições no dorso: "Sem norte, lá na Urca, fui mandado embora e depois passei a frequentar o local para ver o Mozart (leiloeiro que está com dezoito trabalhos meus há algum tempo... Rio de Janeiro (?)/12/2013) Aloyzio Zaluar.

Natural da cidade do Rio de Janeiro. Passou a frequentar a antiga ENBA em 1956. Participou de diversos SNAM entre 1958 e 1967, recebendo a Certificado de Isenção em 1966. Expõe individualmente a partir de 1964. TEIXEIRA LEITE chamou atenção, em 1964, para a influência de Goeldi nos seus trabalhos que, mais tarde, abordaram a temática do carnaval carioca, levando o artista e poeta José Paulo Moreira da Fonseca a situá-lo na fronteira entre o desenho e a pintura. ITAÚ CULTURAL; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 349; MEC, vol. 4, pág. 528; PONTUAL, pág. 556; ACERVO FIEO, pág. 785. Acervo FIEO. -



071 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Jangadeiro - aquarela e guache - 15 x 20 cm - canto inferior direito não identificada -



072 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Peixe" - técnica mista - 16,5 x 8,5 cm - lado direito - 1998 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins. -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



073 - ANTONIO DIAS (1944)

Composição - serigrafia - 69/90 - 90 x 62 cm - canto inferior direito -

Artista multimídia. Aprende com o avô as técnicas elementares do desenho. No final da década de 1950, no Rio de Janeiro, trabalha como desenhista de arquitetura e gráfico. Estuda com Oswaldo Goeldi (1895 - 1961) no Atelier Livre de Gravura da Escola Nacional de Belas Artes - Enba. Na década de 1960, incorpora palavras ou frases às obras. Em 1965, recebe bolsa do governo francês e reside até 1968 em Paris. Depois, transfere-se para Milão, onde mantém ateliê. Em 1971, edita o disco Record: The Space Between e inicia a série The Illustration of Art. Recebe, em 1972, bolsa da Simon Guggenheim Foundation para trabalhar em Nova York. Em 1977, viaja para a Índia e o Nepal, onde estuda técnicas de produção de papel. Inicia uma série de trabalhos que têm como suporte o papel artesanal, o qual se integra às obras pela textura e mistura de pigmentos que contém. Publica em Katmandu o álbum Tramas, de xilografias. Em 1988, reside em Berlim como bolsista do Daad (Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico). Em 1992, torna-se professor da Sommerakademie für bildende Kunst, em Salzburgo, Áustria, e, no ano seguinte da Staatliche Akademie der bildenden Künste, em Karlsruhe, Alemanha. ITAÚ CULTURAL; JULIO LOUZADA, vol. 3, pág.332.



074 - DARIO MECATTI (1909 - 1976)

Casario - óleo sobre eucatex - 26 x 18 cm -
Com resquícios de assinatura no canto inferior direito. -

Pintor e desenhista nascido em Florença, Itália e falecido em São Paulo, SP. Na Itália recebeu orientação artística de Camillo Innocenti, trabalhou em um banco e pintou cartazes para a sala de cinema de seu primo. Em 1933, mudou-se para a África, onde permaneceu por aproximadamente sete anos viajando pelo norte do continente. Neste período conheceu a Líbia, Ilha de Malta, Tunísia, Turquia, Argélia, Marrocos, além de Portugal e Espanha. Durante a viagem retratou cenas destes países e realizou algumas exposições com o pintor florentino Renzo Gori, com quem residiu por pouco tempo em Paris. Em 1939, conheceu a Ilha de São Miguel, nos Açores e lá encontrou Maria da Paz com quem posteriormente se casou. No ano de 1940, mudou-se para o Brasil, passou pouco tempo no Rio de Janeiro e depois um período em Minas Gerais, onde visitou as cidades de Belo Horizonte, Juiz de Fora e Ouro Preto. Mudou-se no final do ano para São Paulo, onde entre 1941 e 1945, trabalhou na Galeria Fiorentina, na Rua Barão de Itapetininga, de propriedade de Malho Benedetti. Em 1945 conheceu Nicolino Bianco que passou a adquirir os quadros do artista para serem expostos na Loja de Móveis Paschoal Bianco. Apresentou-o para clientes e amigos que passaram a encomendar retratos. Neste período entrou em contato com Ezio Barbini, dono da Galeria Internacional que vendeu regularmente suas obras, além de apresenta-lo a um grupo de jovens artistas a quem orientou. Em 1946 construiu na Rua Feliciano Maia a sua casa estúdio, onde realizou exposições individuais anuais, sendo a última no ano de 1976, data de seu falecimento. TEODORO BRAGA, PÁG. 161/2; MEC, VOL. 3, PÁG. 109; PONTUAL, PÁG. 352; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 72; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 320; ITAÚ CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 611; ACERVO FIEO.



075 - ABERALDO SANDES COSTA LIMA (1960)

Ex voto - escultura em madeira - 19 x 7 x 6 cm - assinado -

Nasceu no povoado da Ilha do Ferro, município de Pão de Açúcar - AL. Ali cresceu e vive até hoje. No fundo de sua casa, o lugar onde trabalha revela seu universo: galhos, papéis, casulos de todo tipo, folhas e raízes. "Aqui gosto de fazer minhas coisas. Tem uma parte da madeira que já diz para a gente o que quer ser. Não gosto de fazer coisas que já existem, como imagens de santos. Das coisas que existem, gosto de fazer só bichos e pássaros. E na forma de gente, gosto dos ex-votos.



076 - DIAS RAMOS (XX)

"Lavadeira" - óleo sobre tela - 100 x 80 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2007 -

Pinta paisagens, naturezas mortas e cenas do cotidiano utilizando excelentes recursos técnicos. JULIO LOUZADA vol.3, pág. 341



077 - MOBY (1922 - 1978)

"Os três desejos" - guache - 49 x 35 cm - canto superior esquerdo - 1971 -
No estado. -

Moby, nome artístico de Mogns Osterbie, natural de Copenhagem, Dinamarca. Pintor e desenhista, frequentou na sua cidade natal a Escola de Arte Decorativa e a Real Academia de Belas Artes. No Brasil, fixou-se em São Paulo, onde realizou diversas individuais, cuja crítica, principalmente de Quirino da Silva, lhe foram favoráveis, transcrevendo comentários de Mário Schenberg. PONTUAL, pág. 363; MEC, vol. 3, pág. 1; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



078 - MINO CARTA (1933)

Paisagem - óleo sobre tela - 50 x 60 cm - canto inferior direito -
No estado. -

Pintor, editor, jornalista italiano de Gênova, onde nasceu a 3 de setembro. Autodidata, recebeu influência do pintor italiano Giorgio Morandi. No Brasil desde 1946. Segundo Jacob Klintowitz: " A convicção de Mino Carta é de que não é possível a expressão fora da linguagem e de que a arte é a construção capaz de articular em mito o caos interior. E o que ele nos traz é justamente a organização de suas memórias e intuições, num percurso emocionalmente denso. E o que mais nos toca, nesta renovação do memorialismo brasileiro, é o encontro, sem quaisquer disfarces, com estas figuras impregnadas do humano." JULIO LOUZADA, vol 5 - pag 207. ITAUCULTURAL



079 - GUSTAVO ROSA (1946 - 2013)

Figura - giclée - 1/10 - 72 x 46 cm - dorso -

Pintor, desenhista e gravador, Gustavo Machado Rosa nasceu e faleceu em São Paulo. Realizou a sua primeira exposição individual em São Paulo em 1970, tendo já ganho no ano anterior a medalha de ouro e o prêmio de viagem ao exterior no 1º Festival de Artes Interclubes, no Clube Monte Líbano. Em 1974, estudou gravura com o norte-americano Rudy Pozzati, no Museu de Arte Brasileira da Fundação Armando Álvares Penteado. Em 1979 e 1980 participou da Exposição Brasil-Japão em Tóquio. Expôs, em 1979, no Salão Nacional de Artes Plásticas e, em 1980 e 1983, no Panorama da Arte Atual Brasileira, no MAM - SP. Realizou painéis externos, em 1984, na Rua Bela Cintra e, em 1987, na Rua Mario Ferraz, para Tereza Gureg. Em 1990 participou de exposição coletiva no ‘International Museum of 20th Century Arts’, em Los Angeles, Estados Unidos. Lançou, em 1994, uma grife com o seu nome em Nova York. Em 1998, desenvolveu as capas de cadernos escolares da marca Tilibra. Neste mesmo ano executou uma escultura em homenagem a Maria Esther Bueno, na Praça Califórnia, em São Paulo. Em 2000, montou escultura de um gato, sob o Viaduto Santa Efigênia. Recebeu vários prêmios, expôs e participou de eventos em cidades do Brasil e no exterior como também em Nova York, Massachusetts, Tel-Aviv, Lisboa, Berlim, Hamburgo, Barcelona e Paris. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 274; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO; www.artprice.com; www.mercadoarte.com.br.



080 - RENOT (1932)

"Casario de Santo Antônio Alhem do Carmo" - acrílico sobre tela - 40 x 50 cm - canto superior direito e dorso - 2014 -

Pintor, desenhista, gravador e tapeceiro, Reinaldo Eliomar de Freitas Marques da Silva nasceu em Santa Luzia, Bahia. Assina Renot. Autodidata, começou a pintar em 1957 e, em 1964, com a inauguração da Galeria Quirino, em Salvador, iniciou sua formação artesanal. Tornou-se amigo de vários intelectuais e artistas baianos entre os quais Jenner Augusto, Jorge Amado e Manuel Quirino. Quirino, com quem trabalhou, foi também o seu mestre na arte de tecer (1964). Foi responsável pelos calendários-tapeçaria que fez para a Basf e Bosh do Brasil em 1977. Realizou muitas exposições individuais em: Salvador, BA (1970, 1971, 1972, 1977); Porto Alegre, RS (1970); Rio de Janeiro (1971, 1974); São Paulo (1972, 1973, 1975 a 1978, 1982); Hamburgo, Alemanha (1971); Londres, Inglaterra (1972); Barcelona, Espanha (1974); Genebra, Suíça (1974); Buenos Aires, Argentina (1975); Paris, França (1976); Estados Unidos (1978, 1980). Participou de várias coletivas e mostras oficiais pelo Brasil e exterior. Atua também como perito, marchand e organizador de leilões. JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 816; VOL. 7, PÁG. 590; ITAU CULTURAL; MEC VOL. 4, PÁG. 53; web.artprice.com.



081 - EDUARDO DANTE INDUNI (1901 - 1958)

Barcos - óleo sobre cartão - 27 x 32 cm - canto inferior esquerdo -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor argentino nascido em Buenos Aires. Estudou com Eliseo Coppini. Em 1933 recebeu o prêmio ‘Laura Barbara de Diaz’ no Salão Nacional de Belas Artes de Buenos Aires. www.askart.com; www.artprice.com; auctionata.com; www.rubylane.com.



082 - THÉO (DJALMA PIRES FERREIRA) (1901 - 1980)

Velhas raposas - desenho a nanquim e aquarela - 34 x 26 cm - centro inferior -

Caricaturista, Djalma Pires Ferreira, conhecido como Théo, nasceu na Bahia e veio para o Rio de Janeiro com 21 anos. Publicou seus primeiros trabalhos na "Tarde" (1918 a 1922) e no "Diário de Notícias", Seção Esportes (1919). Foi o divulgador da "Bola do Dia" das colunas de "O Globo" e colaborou no "Malho", "Careta", "Fon-Fon", outras revistas e jornais do Rio de Janeiro e na "Cigarra", em São Paulo. Exposições póstumas: São Paulo (1997, 2003); Belo Horizonte, MG (1997); Campinas, SP (1997); Brasília, DF (1998). ITAU CULTURAL; MEC VOL. 4, PÁG. 384; CARICATURISTAS BRASILEIROS, 1836 - 2001 PÁG. 120.



084 - JORGE GUINLE FILHO (1947 - 1987)

"Lâmpada de Alladin" - técnica mista - 15 x 10 cm - não assinado -
Com certificado de autenticidade firmado por Marco Aurélio Cardoso Rodrigues, herdeiro do artista. -

Pintor, desenhista e gravador nascido e falecido em Nova York, EUA. Mudou-se com a família para o Brasil ainda no ano de seu nascimento e permaneceu no Rio de Janeiro até 1955. Desse ano até 1962, acompanhando a mãe, morou em Paris e, em seguida, em Nova York, onde residiu até 1965. Na França, em paralelo a sua formação regular, iniciou, como autodidata, estudos de pintura e frequentou museus e galerias de arte, prática que manteve quando se transferiu para os Estados Unidos. De 1965 a 1974 viveu no Rio de Janeiro e passou temporadas em Londres e Paris, cidade para onde retornou nesse último ano e se estabeleceu por mais três anos. Em 1977, voltou a residir no Rio de Janeiro. Seu trabalho ganhou repercussão e, na década de 1980, integrou as principais exposições de arte do país. A produção do artista, concentrada em seus últimos sete anos de vida, foi dedicada, sobretudo à pintura. Jorge Guinle foi um importante incentivador da revalorização da pintura promovida pelo grupo de jovens artistas conhecido como Geração 80. Participou da mostra ‘Como Vai Você, Geração 80?’, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage - EAV/Parque Lage, Rio de Janeiro, 1984, escreveu um texto para a edição especial da revista ‘Módulo’ dedicada a essa mostra, participou de várias exposições e eventos realizados por esses artistas e escreveu sobre suas obras. Participou também da 17ª e 18ª Bienal Internacional de São Paulo (1983 e 1985). Em 1985 recebeu o Prêmio de Viagem ao Estrangeiro no 8º Salão Nacional de Artes Plásticas, MAM-RJ. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL. 2, PÁG.482; LEONOR AMARANTE, PÁG. 312. ACERVO FIEO.



085 - THOMAZ IANELLI (1932 - 2001)

Composição - têmpera sobre tela - 70 x 50 cm - canto inferior direito -

Natural de São Paulo, estudou com Angelo Simeone na Associação Paulista de Belas Artes (1953). Participou de coletivas do Grupo Guanabara. Expôs individualmente desde 1960, em diversas cidade do País e no exterior (Madrid, Paris, Bilbao e Lima), e particpou de coletivas nacionais e estrangeiras, sendo presença constante em mostras antológicas de pintura brasileira no país e no estrangeiro. Sobre sua obra mais recente, já se disse pertencer a um mundo de suavidades carinhosas, poéticas, sem se tornar adocicado, monótono e cansativo. Um mundo feérico, aberto, fluído. Viveu no Paraná, com grande sucesso de público e crítica. TEIXERIA LEITE, pág. 507; MEC, vol. 2, pág. 345; WALTER ZANINI, pág. 755; ARTE NO BRASIL, pág.914, Acervo FIEO.



086 - DURVAL PEREIRA (1917 - 1984)

Paisagem - óleo sobre tela - 60 x 120 cm - canto inferior direito - 1977 -

Nascido e falecido em São Paulo onde foi pintor e professor ativo. Premiado com a Menção Honrosa no Salão Paulista de Belas Artes em 1944, passou a viver exclusivamente da pintura. Em 1946, estudou artes plásticas na Associação Paulista de Belas Artes. Pintava ao ar livre, aos domingos, com os pintores Salvador Rodrigues, Salvador Santisteban, Cirilo Agostinho, Jaime Dinis, Djalma Urban, Innocencio Borghese, e outros. Premiado praticamente em todos os Salões de que participou, acumulou, em toda sua carreira, 419 prêmios de todos os cantos do mundo. Recebeu ao todo, 15 comendas das mais importantes do Brasil. Nos últimos três anos de sua vida recebeu também todos os Primeiros Prêmios e Medalhas de Ouro nas exposições de Paris, Rouen, Lyon, Roma, Miami e Milão (o maior prêmio dado à pintura: ‘La Madonina de Milano’). MEC, vol. 3, pág. 368; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 749; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO; www.tntarte.com.br.



087 - TOMÁS SANTA ROSA (1909 - 1956)

Visita do anjo - aquarela e guache - 31 x 21 cm - canto inferior direito -

Pintor, gravador, cenógrafo e professor. Oriundo da Paraíba, onde nasceu, fixou-se no Rio de Janeiro, iniciando em 1930 sua bem sucedida carreira de ilustrador de obras de autores estrangeiros e brasileiros, que inclui, dentre outros, Graciliano Ramos, José Lins do Rêgo, Jorge Amado, Castro Alves e muitos outros. Sua obra tem reconhecimento nacional e unanimidade de crítica, havendo se destacado em todas as áreas das artes que praticou. PONTUAL, pág. 472; TEIXEIRA LEITE, pág. 460; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 572; LEONOR AMARANTE.



088 - HÉRCULES BARSOTTI (1914 - 2010)

Composição - guache - 28 x 28 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, programador visual, gravador, nascido em São Paulo, SP . Iniciou-se nas artes em 1926, estudando desenho e composição com o pintor Enrico Vio. Começa a pintar em 1940 e, na década seguinte, realiza as primeiras pinturas concretas, além de trabalhar como desenhista têxtil e projetar figurino para o teatro. Em 1954, com Willys de Castro, funda o Estúdio de Projetos Gráficos, elabora ilustrações para várias revistas e desenvolve estampas de tecidos produzidos em sua tecelagem. Na década de 1960, convidado por Ferreira Gullar (1931), integra-se ao Grupo Neoconcreto do Rio de Janeiro e participa das exposições de arte do grupo realizadas no Ministério da Educação e Cultura, no Rio de Janeiro, e no Museu de Arte Moderna de São Paulo - MAM/SP. Em 1960, expõe na mostra Konkrete Kunst [Arte Concreta], organizada por Max Bill, em Zurique. Hercules Barsotti explora a cor, as possibilidades dinâmicas da forma e utiliza formatos de quadros pouco usuais, como losangos, hexágonos, pentágonos e circunferências. Em sua obra a disposição dos campos de cor cria a ilusão de tridimensionalidade. Entre 1963 e 1965, colabora na fundação e participa do Grupo Novas Tendências, em São Paulo. Em 2004, o MAM/SP organiza uma retrospectiva do artista. JULIO LOUZADA, vol. 1, pag. 98; ITAU CULTURAL



089 - SERGIO MILLIET (1898 - 1966)

Palhaço - óleo sobre tela - 62 x 50 cm - canto inferior direito -
Com etiqueta de coleção Antônio de Moura Albuquerque, São Paulo, SP - no dorso. -

Nascido e falecido em São Paulo, Capital. Poeta, ensaísta, crítico literário e de arte, e pintor. Ao lado de suas múltiplas atividades de poeta, crítico e estudioso das artes plásticas, Sergio Milliet também foi assíduo pintor de domingo, especialmente das praias de Santos. Foi diretor artístico do MAM-SP, o qual organizou em 1969, uma exposição de sua pintura, comentada no Jornal do Brasill, de 22/9/1969. PONTUAL, pág. 361; JULIO LOUZADA vol.10, pág. 598; ITAÚ CULTURAL; TEIXEIRA LEITE, pág. 325. Acervo FIEO.



090 - ANA CRISTINA ANDRADE (1953)

"Árvores" - óleo sobre tela colada em madeira - 75 x 48 cm - canto inferior direito e dorso -

Ana Cristina Andrade Moreira é pintora, gravadora, desenhista, professora e designer vidreira. Iniciou sua formação artística na Escola Superior de Arte Santa Marcelina, SP (1972-1975). Aprendeu gravura em metal (1980-1990) com Iole Di Natale; técnicas de gravura na Scuola Internazionale di Gráfica em Veneza, Itália (1983); Gravura Especial com Evandro Carlos Jardim, no MAC-SP (1991); Técnica Calcográfica Experimental com Mario Benedetti, na FASM-SP (1997); Vitrofusão com Roberto Bonino. Exposições individuais: São Paulo, SP (1984, 1987, 1995, 2003); Bauru, SP (1989); “Projeto Interior com Arte” – Museu Banespa (1998 – Exposição itinerante pelo interior do Estado de São Paulo). Coletivas: Epinal, França (1975); São Paulo, SP (1974, 1982, 1984, 1985, 1986, 1988, 1994, 1995, 2000, 2002 a 2004, 2012 – SP ESTAMPA); Santo André, SP (1982); Novo Hamburgo, RS (1982); Taiwan, China (1983, 1985); San Juan, Porto Rico (1983); Santos, SP (1983); Cabo Frio, RJ (1983); Ribeirão Preto,SP (1984); Curitiba, PR (1984); Piracicaba,SP (1984); Veneza, Itália (1984, 1985); Campinas, SP (1985); São José do Rio Preto, SP (1986); Limeira, SP (1986); Washington D.C.,EUA (1991); Campos do Jordão, SP (1991); Kanagawa, Japão (1992); Maastricht, Holanda (1993); Illinois, EUA (1994); Cidade do México, México (1996); Jacareí, SP (1998); Budapeste, Hungria (1996); Uzice, Yuguslávia (1997); Ourense, Espanha (1994, 2006). Prêmios: São Paulo, SP (1974); Novo Hamburgo, RS (1982); Santos, SP (1983); Ribeirão Preto, SP (1984); Curitiba, PR (1984); Piracicaba, SP (1984); Campinas, SP (1985); São José do Rio Preto, SP (1986). JULIO LOUZADA, vol.1, pág. 62; vol.2, pág. 66; Acervo FIEO. ITAU CULTURAL.



091 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Cena urbana - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior direito ilegível -



092 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Estudo - aquarela - 35 x 50 cm - centro inferior - março de 1993 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins. -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



093 - ANATOL WLADYSLAW (1913 - 2004)

Composição - desenho a lápis de cor - 14 x 23 cm - canto inferior direito - 1956 -

Pintor e desenhista nascido em Varsóvia, Polonia; faleceu em São Paulo, aos 91 anos de idade. No Brasil desde 1930, fixou residência em São Paulo, naturalizando-se brasileiro. Dedicou-se à pintura e ao desenho a partir de 1946, participando da I à IX Bienal, recebendo diversas premiações. Formado em engenharia no Mackenzie, tornou-se um dos pioneiros da arte abstrata, participando ativamente do movimento Ruptura, ao lado de Valdemar Cordeiro, Lothar Charoux e Luiz Sacilotto. Figura no acervo do MAM-RJ e MNBA de Buenos Aires. JULIO LOUZADA, VOL, 4, pág, 1177. MEC, VOL, 4 pág, 512. TEIXEIRA LEITE, pág, 544. WALMIR AYALA, VOL 2. pág, 442; PONTUAL, pág. 553; ITAÚ CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 921.



094 - ÉLON BRASIL (1957)

"A Pietá Quântica" - óleo sobre tela - 60 x 80 cm - canto superior esquerdo e dorso - São Paulo -

Artista plástico autodidata, nasceu em 1957, na praia de Jurujuba, em Niterói-RJ, onde aos seis anos de idade começou a rabiscar seus primeiros crayons. Mudando-se em 1968 para São Paulo, aos 12 anos, ganhou sua primeira medalha de ouro na II PINARTE de Pinheiros. Em 1970, juntamente com os artista Aldemir Martins, Clóvis Graciano e Carlos Scliar, Élon ilustrou o livro de poesias "Cantando os Gols" de Tito Battine. Hoje, sua obra figurativa e abstrata é composta por imagens da terra: índios, negros e caboclos, cercados por textura e cores marcantes. Sua temática busca ressaltar e preservar a cultura brasileira e suas próprias raízes. Filho de baianos - mãe negra, neta de índios, e pai (o artista Milton Brasil), neto de imigrantes italianos e portugueses - Élon resgata em sua história e origem, a fonte de inspiração . Ao morar na Suíça por seis meses, obteve a oportunidade de expor o seu trabalho em diversas ocasiões, tornando-se conhecido internacionalmente, principalmente com encomendas para colecionadores europeus.



095 - ALFREDO CESCHIATTI (1918 - 1989)

Justiça - escultura em bronze - 49 x 22 x 25 cm - assinado -
Procedente da coleção Dr. Ivo Ramos, São Paulo - SP. -

Natural de Belo Horizonte. Escultor, desenhista e professor. Passou a frequentar a antiga ENBA em 1940, depois de uma viagem à Europa, especialmente Itália, iniciada em 1938. Na Divisão Moderna do SNBA recebeu, como escultor as medalhas de bronze (1943) e de prata (1944), bem como o prêmio de viagem ao estrangeiro (1945), com o baixo-relevo para a Igreja de São Francisco de Assis, da Pampulha, em Belo Horizonte e, como desenhista, a medalha de prata (1945). Esteve mais uma vez na Europa entre 1946 e 1948, anos em que realizou exposição individual no Instituto dos Arquitetos do Brasil (GB). Figurou na II BSP e no II SNAM, em 1953. Fazendo parte da equipe que, em 1956, venceu o concurso de projetos para o Monumento aos Mortos da II Guerra Mundial (GB), ali executou o conjunto alusivo às três forças armadas. Integrou a Comissão Nacional de Belas Artes em 1960 e 1961, e entre 1963 e 1965, lecionou escultura e desenho na Universidade de Brasília. Quirino Campofiorito citou-o no estudo Ëscultura Moderna no Brasil"(Revista Crítica de Arte, nº único 1962). De seus trabalhos mais conhecidos destacam-se as esculturas As Banhistas e A Justiça, que se encontram, respectivamente, no lago em frente ao Palácio da Alvorada e defronte ao Supremo Tribunal Federal (Praça dos Três Poderes), em Brasília. Há ainda, obras escultóricas de sua autoria, entre outras no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Ministério das Relações Exteriores (Brasília) e em um edifício que Oscar Niemeyer projetou no conjunto residencial Hansa (setor ocidental de Berlim), assim como na embaixada brasileira em Moscou. MEC, vol. 1, pág. 397; PONTUAL, pág. 127; JÚLIO LOUZADA, vol. 11, pág. 70; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 609; ARTE NO BRASIL, pág. 872.



096 - JEAN GABRIEL DOMERGUE (1889 - 1962)

Moça - aquarela - 34 x 26 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor da Escola Francesa nascido em Bordeaux e falecido em Paris. Estudou na Escola Superior de Belas Artes de Paris e foi aluno de Jules Joseph Lefebvre, Tony Robert-Fleury, Jules Adler, Ferdinand Humbert e François Flameng. Expôs no Salão dos Artistas Franceses a partir de 1906. Foi premiado em 1908, 1920. Em 1927 vai para Cannes. Foi diretor do Museu Jacquemart-André, em Paris (1955). Suas obras estiveram participando de uma mostra coletiva realizada no Itau Cultural, SP (2004). BENEZIT VOL. 3, PÁG. 617; JULIO LOUZADA VOL. 11, PÁG. 96; ITAU CULTURAL; www.artprice.com.



097 - ALBERTO DA VEIGA GUIGNARD (1896 - 1962)

Cenas bíblicas - desenho a lápis - 21 x 29 cm - canto inferior direito - 1955 -
Com a seguinte dedicatória: "Para a Dona Lucia Machado de Almeida offerece Guignard, 1955". Com estudos no dorso. -

Pintor, professor, desenhista, ilustrador e gravador, Alberto da Veiga Guignard nasceu em Nova Friburgo, RJ e faleceu em Belo Horizonte, MG. Mudou-se com a família para a Europa em 1907. Em dois períodos, entre 1917 e 1918 e entre 1921 e 1923, frequentou a Real Academia de Belas Artes de Munique, onde estudou com Hermann Groeber e Adolf Hengeler. Aperfeiçoou-se em Florença e em Paris, onde participou do Salão de Outono. Retornou para o Rio de Janeiro em 1929 e integrou-se ao cenário cultural por meio do contato com Ismael Nery. Participou do Salão Revolucionário de 1931, e foi destacado por Mário de Andrade como uma das revelações da mostra. Em 1941, integrou a Comissão Organizadora da Divisão de Arte Moderna do Salão Nacional de Belas Artes, com Oscar Niemeyer e Aníbal Machado. Em 1943, passou a orientar alunos em seu ateliê e criou o Grupo Guignard. A única exposição do grupo, realizada no Diretório Acadêmico da Escola Nacional de Belas Artes, foi fechada por alunos conservadores e reinaugurada na Associação Brasileira de Imprensa. Em 1944, a convite do prefeito Juscelino Kubitschek, transferiu-se para Belo Horizonte e começou a lecionar e dirigir o curso livre de desenho e pintura da Escola de Belas Artes, por onde passaram Amilcar de Castro, Farnese de Andrade e Lygia Clark, entre outros. Permaneceu à frente da escola até 1962, quando, em sua homenagem, esta passou a chamar-se Escola Guignard. Participou da Bienal de Veneza (1928, 1952); da Bienal Internacional de São Paulo (1951) e outras. PONTUAL, PÁG. 254; MEC, VOL. 2, PAG. 304; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 236; JULIO LOUZADA, VOL. 10, PÁG. 404; ART PRICE ANNUAL 2000, PÁG. 1013; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 373; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 559; ARTE NO BRASIL, PÁG. 505; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28; www.pinturabrasileira.com; www.brasilescola.com; web.artprice.com.



098 - JOAQUIM TENREIRO (1906 - 1992)

Formas - guache - 30 x 41 cm - canto inferior direito -
"Estudo". -

Designer, escultor, pintor, gravador e desenhista, Joaquim Albuquerque Tenreiro nasceu em Melo Guarda, Portugal e faleceu em Itapira, SP. Filho e neto de marceneiros, aos dois anos de idade mudou-se para o Brasil com a família. Retornou a Portugal em 1914 e ajudou o pai a realizar trabalhos em madeira. Iniciou aulas de pintura. Em 1928, transferiu-se definitivamente para o Rio de Janeiro, passando a frequentar o curso de desenho do Liceu Literário Português onde conquistou o prêmio Joaquim Alves Meira, a maior láurea daquele estabelecimento e fez cursos no Liceu de Artes e Ofícios. Em 1931, integrou o Núcleo Bernardelli. Na década de 1940, dedicou-se à pintura de retrato, de paisagem e de natureza-morta. Entre 1933 e 1943, trabalhou como designer de móveis nas empresas Laubissh & Hirth, Leandro Martins e Francisco Gomes. Em 1943, montou sua primeira oficina, a Langenbach & Tenreiro e, alguns anos depois, inaugurou duas lojas de móveis; primeiro no Rio de Janeiro e, posteriormente, em São Paulo. É o renovador do mobiliário brasileiro, responsável por toda uma linha de criação em que a funcionalidade se alia o bom gosto e o aproveitamento racional dos materiais do País. No final da década de 1960, Joaquim Tenreiro encerrou as atividades na área da concepção e fabricação de móveis para dedicar-se exclusivamente às artes plásticas, principalmente à escultura. Participou do Panorama da Arte Atual Brasileira, SP (1972, 1973, 1975, 1978, 1988), da Bienal Internacional de São Paulo (1965), entre outras, e realizou uma retrospectiva no MAM, RJ (1977). Tem pinturas suas figurando no MAM, SP, no MNBA e Museu Manchete, RJ. MEC, VOL.4, PÁGS.381 E 382; PONTUAL, PÁG.520; TEIXEIRA LEITE, PÁG.504; WALMIR AYALA, VOL.2, PÁG.376 E 377; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG.973; VOL. 5, PÁG. 1042; VOL.6, PÁG. 1111; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 580; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; www.joaquimtenreiro.com; renome.com.br; pinturabrasileira.com; web.artprice.com.



099 - EMILE TUCHBAND (1933 - 2006)

Vaso de flores - óleo sobre tela - 40 x 30 cm - canto inferior direito - 1987 -

Natural de Paris, fixou residência no Brasil a partir de 1956. Cursou a Escola de Belas Artes e a Escola de Arquitetura em Paris. Foi auxiliar de Marc Chagall na elaboração do teto da Ópera de Paris. Em 1960 realizou o cartaz do filme Orfeu do Carnaval. Pintor adepto à escola francesa, levava para as suas telas paisagens e impressões do Brasil, em cores vivas e composição exótica. BENEZIT, 10/301; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 999 ; Acervo FIEO.



100 - ANTONIO BANDEIRA (1922 - 1967)

Composição - técnica mista - 21 x 33 cm - canto inferior direito -
Ex coleção Noel Grinberg - Rio de Janeiro, RJ. -

Pintor, desenhista, gravador, nascido em Fortaleza, CE e falecido em Paris, onde viveu a maior parte de sua vida. É um dos pioneiros da arte abstrata no Brasil. Iniciou-se na pintura como autodidata. Em 1941, em Fortaleza, participou, ao lado de Mário Baratta, entre outros, da criação do Centro Cultural de Belas Artes depois, Sociedade Cearense de Artes Plásticas. Em 1945, transferiu-se para o Rio de Janeiro e, no ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual. Contemplado pelo governo francês com bolsa de estudos, permaneceu em Paris de 1946 a 1950 onde frequentou a Escola Nacional Superior de Belas Artes e a ‘Académie de la Grande Chaumière’. Entre 1947 e 1948 participou do ‘Salon d'Automne’ e do ‘Salon d'Art Libre’. Tomou parte em reuniões de artistas e formou o Grupo Banbryols (ban de Bandeira; bry de Camille Bryen; e ols de Wols), que durou de 1949 a 1951. Voltou ao Brasil em 1951 e apresentou-se na 1ª Bienal Internacional de São Paulo. Em 1952, criou um mural para o Instituto dos Arquitetos do Brasil, em São Paulo. Retornou a Paris em 1954 em razão do Prêmio Fiat, obtido na 2ª Bienal Internacional de São Paulo, mas não deixou de expor no Brasil. Permaneceu na Europa até 1959, passando pela Inglaterra e Bélgica, onde, em 1958, realizou um painel para o ‘Palais des Beaux-Arts’. Ao retornar ao Brasil teve uma atividade artística intensa, participou de importantes exposições, em paralelo a mostras em Paris, Munique, Verona, Londres e Nova York. Voltou a Paris em 1965, onde permaneceu até sua morte. BENEZIT, VOL.1, PÁG.415; MEYER/87, PÁG.606; MEC, VOL.1, PÁGS.159,160 E 167; PONTUAL, PÁGS. 48 E 49; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁGS. 71 A 74; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 52 A 54; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; ARTE NO BRASIL, PÁG. 599; LEONOR AMARANTE, PÁG. 34; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 86; ACERVO FIEO; web.artprice.com; pitoresco.com; pinturabrasileira.com.



101 - ERWIN JOHN (XX)

"Mar Gruesa" - óleo sobre tela colada em cartão - 30 x 50 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1974 -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor de marinhas da Escola Argentina com diversas participações em mostras e Salões oficiais na Dinamarca (1950), Uruguai (1952), Mar Del Plata, Argentina (1964, 1966), Rosário, Argentina (1960, 1966,1972, 1975). Possui obras no ‘Museu Naval de La Nacion’, Buenos Aires e na Liga Naval Argentina, Rosário. www.histarmar.com.ar; www.liganaval.org.ar; ml1635.ar.kchpool.com.



102 - OSWALDO GOELDI (1895 - 1961)

Noturno - xilogravura - 17 x 13 cm - canto inferior direito -

Desenhista, gravador e professor, nascido no Rio de Janeiro, filho de Emilio A Goeldi, naturalista suiço. A partir dos seis anos estudou na Suiça. Sua obra sofreu influência do expressionista austríaco Alfred Kubin. Retornando ao Brasil em 1919, realizou no Rio de Janeiro sua primeira exposição em 1921, no Liceu de Artes e Ofícios. Publicou albuns e ilustrou diversos e importantes livros. É artista altamente conceituado no País e no exterior, tendo merecido diversas homenagens póstumas, inclusive em filme. PONTUAL pág. 240; JULIO LOUZADA vol.11, pág130; MEC vol. 2, pág.271; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 521; ARTE NO BRASIL, pág. 672; Acervo FIEO.



103 - FLAVIO IMPERIO (1935 - 1985)

Composição - serigrafia sobre tecido - 136 x 64 cm - canto inferior direito - 1970 -

Pintor, desenhista, arquiteto, cenógrafo e professor, nasceu e faleceu em São Paulo-Capital. Cursou desenho na Escola de Artesanato do MAM-SP, entre 1956 e 1958. Em 1961 forma-se em arquitetura pela FAU da USP. No ano seguinte integra o Grupo do Teatro Oficina, realizando cenografias, figurinos, direção e roteiros teatrais. De 1962 a 1966, é professor responsável pelo Curso de Cenografia da Escola de Arte Dramática da Universidade São Paulo e de 1962 a 1977 integra o grupo docente de comunicação visual do Departamento de Projeto da FAU/USP. Ministra curso para formação de professores de desenho na FAAP, de 1964 a 1967. Em 1966, realiza a primeira exposição individual, na Galeria Goeldi, no Rio de Janeiro. Executa cenografia e figurinos para shows de Maria Bethânia e para o show Doces Bárbaros, com Gilberto Gil, Gal Costa, Maria Bethânia e Caetano Veloso em 1976. Integra o corpo docente do curso de arquitetura e urbanismo na Faculdade de Belas Artes de São Paulo, de 1981 a 1985. Também nesse ano realiza cenografias para desfiles de moda em São Paulo. Desenvolve cenários e figurinos para diversas peças, entre elas Morte e Vida Severina, de João Cabral de Melo Neto; Arena Contra Zumbi, de Guarnieri e Boal; Roda Viva, de Chico Buarque de Holanda; Ópera dos Três Vinténs, de Brecht, e A Falecida, de Nelson Rodrigues. Recebe os prêmios Governador do Estado, Saci, Molière, Associação Paulista de Críticos de Arte, entre outros. Após sua morte é fundada a Sociedade Cultural Flávio Império e publicado o livro Flávio Império, organizado por Renina Katz e Amélia Hamburger. JULIO LOUZADA, vol. 1 pág. 480; ITAU CULTURAL.



104 - JOSÉ PANCETTI (1902 - 1958)

Menina - desenho a carvão - 30 x 23 cm - canto inferior direito - 1944 -
Com dedicatória. Com estudo assinado e datado no dorso. -

Giuseppe Gianinni Pancetti nasceu em Campinas, SP e faleceu no Rio de Janeiro. Filho de imigrantes italianos foi mandado aos dez anos de idade para a Itália, onde trabalhou em diversos ofícios até entrar para a marinha mercante italiana. De volta ao Brasil, em 1920, trabalhou na Oficina Beppe, São Paulo (1921), especializada em decoração de pintura de parede, como cartazista, pintor de parede e auxiliar do pintor Adolfo Fonzari. Em 1922 ingressou na Marinha de Guerra Brasileira, viajando pelo país e exterior, transferindo-se para a reserva em 1946, no posto de Segundo Tenente. Começou a pintar, auto didaticamente em 1924 e, em 1925, servindo no encouraçado Minas Gerais, pintou suas primeiras obras. No ano seguinte, para progredir na carreira, integrou o quadro de pintores dentro da "Companhia de Praticantes e Especialistas em Convés". Passou a frequentar, a partir de 1932, o Núcleo Bernardelli, no Rio de Janeiro, onde recebeu orientação de Manoel Santiago, Edson Motta, Rescála e Bruno Lechowski. Participou do Salão Nacional de Belas Artes, sendo premiado em 1934, 1936, 1939 e, já na Divisão Moderna, recebeu o Prêmio Viagem ao Estrangeiro (1941), o Prêmio Viagem ao País (1947) e a Medalha de Ouro (1948). Figurou na Bienal de Veneza em 1950; ano em que passa a residir em Salvador, BA. Integrou a mostra "Um Século de Pintura Brasileira", realizada no Museu Nacional de Belas Artes (1952) e a exposição "Arte Moderna no Brasil" que percorreu as cidades de Buenos Aires, Rosário, Santiago e Lima, todas em 1957. Participou duas vezes da Bienal de São Paulo, em 1951 e 1955. Mereceu Sala Especial na Bienal da Bahia - Salvador, em 1966. O Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro realizou, em 1962, exposição retrospectiva de sua obra. TEODORO BRAGA, PÁG. 130; PONTUAL, PÁGS. 403 E 404; MEC, VOL. 3, PÁG. 332; REIS JUNIOR, PÁG. 383; ITAU CULTURAL; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 380; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 597; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28; www.mamcampinas.com.br.



105 - IVAN SERPA (1923 - 1973)

Composição - guache - 32 x 28 cm - canto inferior direito - 1970 -

Pintor, desenhista, gravador e professor, Ivan Ferreira Serpa nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Estudou gravura e desenho com Axel Leskoschek (entre 1946 e 1948) no Rio de Janeiro. Em 1949, ministrou suas primeiras aulas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, onde, a partir de 1952, exerceu sistemática atividade didática, em especial no ensino infantil. Foi um dos precursores do concretismo no Brasil, criando ao lado de Aluisio Carvão, Lígia Clark, Hélio Oiticica e outros o Grupo Frente, que se manteve ativo de 1954 a 1956, inclusive com exposições no Rio de Janeiro. Participou da Divisão Moderna do SNBA (1947-1951). Em 1957, recebeu o prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna, RJ. Participou da exposição ’Opinião 65’, evento que marca a difusão de uma nova arte de tendência figurativa, a neofiguração. Em 1970, fundou, com Bruno Tausz, o Centro de Pesquisa de Arte no Rio de Janeiro. Participou da Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1961, 1963, 1965) e da Bienal de Veneza (1952, 1954, 1962, 1966). PONTUAL, PÁG 486; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 605; ARTE NO BRASIL, PÁG. 840; LEONOR AMARANTE, PÁG. 26; MEC VOL. 4, PÁG. 221; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 899.



106 - FERNANDO FERNANDES (1959)

Composição - acrílico sobre tela - 100 x 100 cm - dorso - 2010 -

Artista plástico de formação em São Paulo no Ateliê Livre do Museu Lasar Segall, no IADE e na Escola Superior de Propaganda e Marketing. Atualmente é curador da Casa da Cultura de Paraty, RJ e divide o ateliê Studio Bananal com Sergio Atilano desde 1993. Realizou exposição individual em São Paulo (1988) e tem participado de várias mostras e Salões oficiais. Foi premiado em Paraty, RJ, em 2012 e 2013.



107 - CARYBÉ (1911 - 1997)

Maciel de Baixo - serigrafia - 63/200 - 54 x 38 cm - canto inferior direito na tela serigráfica -
Com carimbo de autenticação em relevo seco do Instituto Carybé. Tiragem póstuma. -

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



108 - FULVIO PENNACCHI (1905 - 1992)

Soltando balão - óleo sobre paleta - 53 x 38 cm - canto inferior esquerdo - 1971 -

Pintor, ceramista, desenhista, ilustrador, gravador, professor nascido na cidade de Villa Collemandina, Itália e falecido em São Paulo. Em 1924 foi para Lucca e iniciou sua formação artística no ‘Regio Istituto di Belle Arti’ onde teve aulas com o pintor Pio Semeghini. Mudou-se para São Paulo em 1929 e dedicou-se a diferentes atividades até 1933, quando passou a auxiliar Galileo Emendabili na execução de monumentos funerários. Em 1935, conheceu Francisco Rebolo, passou a frequentar seu ateliê e conviveu com os artistas do Grupo Santa Helena. Nessa mesma época integrou a Família Artística Paulista e iniciou a produção de painéis em afresco e óleo para residências, igrejas, hotéis e outras edificações, destacando-se os afrescos de grandes dimensões para a Igreja Nossa Senhora da Paz, no bairro do Glicério, executados entre 1941 e 1948. Em 1965, iniciou um período de recolhimento e manteve-se afastado das exposições e do circuito artístico. Em 1973, reabriu seu ateliê e recebeu diversas homenagens no Brasil e na Itália. Nesse mesmo ano conheceu a ceramista Eunice Pessoa e com ela desenvolveu um grande número de peças que foram expostas em 1975. Sem nunca ter abandonado as atividades artísticas, voltou a figurar em diversas mostras e continuou a produzir painéis em afresco. Em 1980, Pietro Maria Bardi publicou um livro sobre sua obra. Nove anos depois, foi lançado o livro ‘Ofício Pennacchi’, organizado por Valério Antonio Pennacchi, responsável também pela publicação, em 2002, do livro ‘Fulvio Pennacchi: Pintura Mural’. Importante retrospectiva da obra do artista foi realizada, em 1973, no MAM - São Paulo. TEODORO BRAGA, PÁG. 192; MEC, VOL, 3, PÁG. 365; WALMIR AYALA, VOL, 2, PÁG. 182; PONTUAL, PÁG. 416; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 784; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 740; ACERVO FIEO.



109 - TUNEU (1948)

"N° 1" - técnica mista - 50 x 50 cm - canto inferior esquerdo - 1970 -
Com etiqueta da Bienal de São Paulo - SP, no dorso. -

Nascido Antonio Carlos Rodrigues, em São Paulo, Capital. Desenhista e pintor, começou a desenhar profissionalmente por volta de 1960. Foi orientado por Tarsila do Amaral em 1966, mesmo ano que começou a participar de exposições. Artista renomado, Tuneu figurou em diversas exposições importantes no país, que trouxeram o panorama da arte dos dias de hoje. JULIO LOUZADA, vol. 12 pág. 410; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 764; LEONOR AMARANTE, pág.185, Acervo FIEO.



110 - KASUO WAKABAYASHI (1931)

Composição - óleo sobre madeira - 128 x 77 cm - canto superior direito - 1973 -
Com etiqueta n° 300166 da Galeria de Arte Ipanema, Rio de Janeiro - RJ, no dorso. -

Pintor natural da cidade japonesa de Kobe. Inicia seus estudos na Escola Técnica de Hikone, em Shiga (Japão), em 1944. Em 1946, inicia aprendizado de pintura a óleo. Torna-se membro do Grupo Babel, composto por Rokuichi, Kaibara, Ko Nishimura e outros. Em 1952 monta seu atelier. Em 1961, vem para o Brasil e radica-se em São Paulo, onde integra-se ao Grupo Seibi. Em 1966, é convidado para ser membro do júri do 10º Salão do Grupo Seibi de Artistas Plásticos, salão em que ganha a Grande Medalha de Ouro, na edição de 1963. Em 1968, naturaliza-se brasileiro. Entre 1963 e 1967, participa de várias edições da Bienal Internacional de São Paulo, recebendo o Prêmio Aquisição do Itamarati na 9ª edição. Em 1984, participa da exposição itinerante por Europa e América, Mestres do Abstracionismo Brasileiro; em 1994, participa da Bienal Brasil Século XX, na Fundação Bienal de São Paulo. Em 2001, realiza exposição individual comemorativa dos seus 70 anos, na A Galeria em São Paulo. TEIXEIRA LEITE, pág. 540; PONTUAL, pág. 550; ITAÚ CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 939, Acervo FIEO.



111 - JURANDYR VALENÇA (1969)

"Grafema 26" - letraset - 24 x 32 cm - canto inferior direito - 2010 -

Artista plástico, curador independente e jornalista que nasceu em Maceió, Alagoas. Morou e trabalhou com a escritora e poeta Hilda Hilst entre 1991 e 1994. Atualmente é radicado em Capinas, SP. Desenvolve trabalhos em fotografia desde 1998. Participou de mais de 55 exposições, entre individuais e coletivas, nas quais recebeu três prêmios aquisições; realizou curadorias e foi tema de Documentário exibido na TV Sesc-Senac. Possui obras em acervos públicos e em coleções particulares. Colabora para as revistas Bamboo, Dasartes e Mag! escrevendo sobre artes, arquitetura e design. Foi coordenador da Oficina Cultural Oswald de Andrade, em São Paulo, entre 2007 e 2010, e atualmente é redator do Mapa das Artes São Paulo e diretor de projetos do Instituto Hilda Hilst. Itaú Cultural; www.hildahilst.com.br/site; www.artfacts.net.



112 - ALDO BONADEI (1906 - 1974)

Natureza morta - técnica mista - 24 x 30 cm - canto inferior esquerdo - 1973 -
Reproduzido sob o número 53 em catálogo de leilão da Pro Arte Galeria, São Paulo - SP, em agosto de 2014. -

Pintor, designer, gravador, figurinista e professor - Aldo Cláudio Felipe Bonadei nasceu e faleceu em São Paulo, SP. Entre 1923 e 1928 foi aluno de Pedro Alexandrino, período em que também frequentou o ateliê de Antonio Rocco. Viajou para a Itália, entre 1930 e 1931, e frequentou a Academia de Belas Artes de Florença, onde teve aulas com Felice Carena e seu assistente Ennio Pozzi, ambos ligados ao movimento ‘novecento’. Nesse período, dedicou-se ao desenho da figura humana, principalmente ao nu. Retornou a São Paulo no início da década de 1930 e participou ativamente do Grupo Santa Helena, da Família Artística Paulista - FAP e do Sindicato dos Artistas Plásticos. Em 1949 lecionou na Escola Livre de Artes Plásticas, primeira escola de arte moderna de São Paulo e participou do Grupo Teatro de Vanguarda. No ano seguinte, fundou a Oficina de Arte - O. D. A., com Odetto Guersoni e Bassano Vaccarini. No fim da década de 1950 atuou como figurinista nas peças ‘Vestido de Noiva’, de Nelson Rodrigues, e ‘Casamento Suspeitoso’, de Ariano Suassuna. Também desenhou alguns figurinos para dois filmes dirigidos por Walter Hugo Khoury: ‘Fronteiras do Inferno’ (1958) e ‘Na Garganta do Diabo’(1959). Realizou muitas exposições individuais e participou de vários Salões oficiais destacando-se: Bienal Internacional de São Paulo (1ª, 2ª, 3ª, 6ª, 7ª); Bienal de Veneza (1952); Panorama da Arte Moderna Brasileira (1970). MEC, VOL. 1, PÁG. 247; PONTUAL, PÁGS. 78/79; ARTE NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 1041; ART PRICE ANNUAL 2000, PÁG. 258; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 79; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; LEONOR AMARANTE, PÁG. 72; ACERVO FIEO.



113 - HARRY ELSAS (1925 - 1994)

Cangaceiro - óleo sobre tela colada em eucatex - 41 x 35 cm - canto inferior direito -

Muralista, gravador, pintor, Heinz Hugo Erich Elsas nasceu em Stuttgart, Alemanha e faleceu em Taubaté, SP. Iniciou a carreira artística como autodidata. Radicado no Brasil desde 1936 foi fortemente influenciado pela cultura regional do Nordeste. Em 1945 recebeu orientações de Lasar Segall e realizou sua primeira mostra individual no Ministério da Educação e Cultura no Rio de Janeiro. A partir de 1970, fixou-se em São Paulo e executou murais para o Banco Safra (1971) e Banco Cidade de São Paulo (1976). Realizou exposições individuais em São Paulo, Rio de Janeiro e Estados Unidos. Participou de coletivas no Brasil e no exterior a partir de 1962. JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 355; MEC VOL, 2, PÁG, 111; TEIXEIRA LEITE PÁG 176; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



114 - MARIA LEONTINA (1917 - 1984)

"Páginas" - serigrafia sobre tela - X/60 - 48 x 48 cm - dorso - 1972 -

Pintora, gravadora e desenhista. Maria Leontina Mendes Franco da Costa nasceu em São Paulo, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. Iniciou estudos de desenho com Antônio Covello, em São Paulo (1938), e na primeira metade da década de 1940 estudou pintura com Waldemar da Costa. Em 1946, no Rio de Janeiro, frequentou o ateliê de Bruno Giorgi e fez curso de museologia no Museu Histórico Nacional, entre 1946 e 1948. Em 1947, participou da exposição ‘19 Pintores’, na Galeria Prestes Maia, em São Paulo, ao lado de Lothar Charoux, Marcelo Grassmann, Aldemir Martins, Luiz Sacilotto e Flavio-Shiró. Em 1951, foi convidada pelo psiquiatra e crítico de arte Osório César para orientar o setor de artes plásticas do Hospital Psiquiátrico do Juqueri. No mesmo ano, organizou uma mostra dos internos no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Em 1952, com bolsa de estudo do governo francês, viajou para a Europa, acompanhada pelo marido, o pintor Milton Dacosta. Em Paris, entre 1952 e 1954, frequentou o ateliê de gravura de Johnny Friedlaender. Na década de 1960, realizou painel de azulejos para o Edifício Copan e vitrais para a Igreja Episcopal Brasileira da Santíssima Trindade, ambos em São Paulo. Realizou exposições individuais e participou de inúmeras mostras, Salões oficiais e Bienais como a Bienal de Veneza (1950, 1952, 1956). Foi premiada no Rio de Janeiro (1944, 1950, 1955, 1957, 1980); em São Paulo (1944; 1947; 1951; 1954; 1958; 1960; 1980; 1955, 1959, 1965 - Bienais Internacionais; 1969, 1970 - Panoramas da Arte Atual Brasileira; 1975 - prêmio pintura da Associação Paulista de Críticos de Artes - APCA); Brasília, DF (1980); Curitiba, PR (1980; Porto Alegre, RS (1980); Nova York (1960 - Fundação Guggenheim). ITAU CULTURAL; MEC, VOL. 2, PÁG. 471; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 309; PONTUAL, PÁG. 338; ARTE NO BRASIL, PÁG. 772; LEONOR AMARANTE, PÁG. 25; WALTER ZANINI, PÁG. 645; JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 572.



115 - SONIA EBLING (1926 - 2006)

Casal - escultura em bronze - 35 x 19 x 19 cm - assinado -
Procedente da coleção Dr. Ivo Ramos, São Paulo - SP. -

Nascida em Taquara, RS, SONIA EBLING consagrou-se como escultora e pintora. Participou da I Bienal de São Paulo. Premiada com viagem ao exterior no I SNAM. Morou em Paris 15 anos, onde frenquentou ateliês de artistas importantes e onde aperfeiçoou a sua importante e bela obra. MEC, vol. 2, pág. 89; PONTUAL, pág. 187; JULIO LOUZADA, vol 13, pág. 119; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 720; ARTE NO BRASIL, pág. 868; RGS, pág. 454.



116 - TITO DE ALENCASTRO (1934 - 1999)

"Pintura 303" - óleo sobre tela - 50 x 40 cm - canto inferior direito e dorso - 1985 -
Com etiqueta de Grifo Galeria de Arte - Alameda Itu, 1062, São Paulo - SP e com certificado n° 1247, firmado pelo artista e por Yur Fogaça, herdeiro do artista, ambos no dorso. -

Pintor, desenhista, gravador e mosaicista, radicou-se em 1961 em São Paulo, após ter estudado no Rio de Janeiro com Abelardo Zaluar, José Morais e Johnny Friedlaender. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 29; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 6; PONTUAL, pág. 14; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



117 - MANOEL SANTIAGO (1897 - 1987)

Paisagem - óleo sobre tela - 22 x 33 cm - canto inferior esquerdo e dorso -

Manoel Colafante Caledônio de Assumpção Santiago nasceu em Manaus, AM e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, desenhista e professor. Mudou-se para Belém em 1903 e iniciou estudos de pintura. Desde 1916 já praticava a arte não figurativa. Em 1919 transferiu-se para o Rio de Janeiro, cursou Direito e frequentou a Escola Nacional de Belas Artes, onde foi aluno de Rodolfo Chambelland e Baptista da Costa. Na época, teve aulas particulares com Eliseu Visconti. Foi casado com a pintora Haydeá Santiago. Participou em 1927 do Salão Nacional de Belas Artes e recebeu o prêmio viagem ao exterior, entre vários outros. Foi para Paris no ano seguinte, e lá permaneceu por cinco anos. De volta ao Rio de Janeiro, em 1932, tornou-se professor do Instituto de Belas Artes. Em 1934, passou a lecionar pintura e desenho no Núcleo Bernardelli, figurando entre seus alunos José Pancetti, Edson Motta, Bustamante Sá, Ado Malagoli, Rescála e Milton Dacosta. Participou da I Bienal Internacional de São Paulo (1951) e do 8º Panorama da Arte Brasileira (1976). PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, VOL. 1, PÁG. 241; TEODORO BRAGA, PÁG. 211; CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO DE PAISAGEM BRASILEIRA, MEC-MNBA /RIO/1944; MAYER/84, PÁG. 1158; REIS JR, PÁG. 378; PONTUAL, PÁG. 473; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 292; ITAÚ CULTURAL, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 865; ACERVO FIEO.



118 - ADELIO SARRO (1950)

Figuras - óleo sobre tela - 51 x 69 cm - canto inferior direito - 1979 -
Com certificado de autenticidade firmado pelo autor.

Artista do interior paulista, nascido em Andradina, está radicado em São Paulo desde 1968. Sua pintura inicialmente é expressionista e confessadamente inspirada nas obras de Portinari e Segall. Expôs no exterior e em divesos Salões Nacionais, recebendo excelente crítica. JULIO LOUZADA, vol.1 pág. 880, ITAÚ CULTURAL.



119 - GIOVANNI MIGLIARA (1785 - 1837)

Interior de igreja - óleo sobre tela - 40 x 51 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Desenhista, pintor e professor nascido em Alexandria e falecido em Milão, ambas na Itália. Representante da Escola Italiana foi pintor de decoração de teatro, em Milão: Teatro Carcano (1804) e La Scala (1805-1809). Muito conhecido por sua pintura de gênero, arquitetura e história, foi membro das Academias de: Milão, Turim, Nápoles e Viena. Em 1822 foi nomeado professor da Academia de Belas Artes de Milão e, em 1833, pintor da corte do rei Charles Albert, da Sardenha. Possui obras nos Museus de: Bérgamo, Roma, Milão, Trieste, Itália; Rouen, França; São Petersburgo, Rússia; Madri, Espanha; Munique, Alemanha. BENEZIT, VOL.7, PÁG. 405; artnet.com; christies.com; fr.wikipedia.org.



120 - CYLENE BITTENCOURT (1929 - 2012)

"Bordadeiras" - óleo sobre tela - 55 x 46 cm - canto inferior direito e dorso - 1977 -
Reproduzido no convite deste leilão. -

Pintora e desenhista nascida no Rio de Janeiro. Assina Cylene. Estudou com Carlos Chambelland (1946-1950) e na Escola de Belas Artes do Rio de Janeiro (1950-1955) com Henrique Cavalleiro, Alfredo Galvão, Del Negro, Quirino Campofiorito e Edson Motta. Mudou-se para Paris em 1958, ali se dedicando ao desenho industrial - padrões de tecidos para empresas da França e Itália. Voltou ao Brasil e só recomeçou a pintar em 1974. Realizou exposições individuais, sendo sua primeira em 1978 na Tableau Arte e Leilões - SP e também em Caracas, Venezuela (1980), Santos - SP (1981, 1983), Rio de Janeiro (1984, 1987). Participou, entre outras mostras coletivas e oficiais, do Salão Nacional de Belas Artes (1949); do Salão de Arte Moderna (1953). Foi premiada no Rio de Janeiro em 1986. JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG. 128; VOL. 2, PÁG. 310; VOL. 3, PÁG. 303; www.artprice.com.



121 - TARSILA DO AMARAL (1890 - 1973)

Paisagem - desenho a nanquim - 23 x 15 cm - canto inferior direito -

Pintora e desenhista, Tarsila do Amaral nasceu em Capivari, SP e faleceu em São Paulo. Estudou escultura com William Zadig e com Mantovani, em 1916, na capital paulista. No ano seguinte teve aulas de pintura e desenho com Pedro Alexandrino, onde conheceu Anita Malfatti. Ambas tiveram aulas com o pintor Georg Elpons. Em 1920 viajou para Paris e estudou na ‘Académie Julian’ e com Émile Renard. Ao retornar ao Brasil formou em 1922, em São Paulo, o Grupo dos Cinco, com Anita Malfatti, Mário de Andrade, Menotti del Picchia e Oswald de Andrade. Em 1923, novamente em Paris, frequentou o ateliê de André Lhote, Albert Gleizes e Fernand Léger. Foi a criadora de duas das principais tendências ou movimentos de nossa arte nacionalista: o Pau Brasil e o Antropofagia. A convite da Comissão do IV Centenário de São Paulo fez, em 1954, o painel ‘Procissão do Santíssimo’ e, em 1956, entregou ‘O Batizado de Macunaíma’, sobre a obra de Mário de Andrade, para a Livraria Martins Editora. A retrospectiva Tarsila: 50 Anos de Pintura, organizada pela crítica de arte Aracy Amaral e apresentada no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo , em 1969, ajudou a consolidar a importância da artista. TEODORO BRAGA, PÁG. 220; REIS JR., PÁG.388; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 365; MEC, VOL. 4, PÁG. 370; PONTUAL, PÁG. 511; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 492; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 389; ARTE NO BRASIL, PÁG. 577; LEONOR AMARANTE, PÁG. 24; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 958.



122 - BUSTAMANTE SÁ (1907 - 1988)

Paris - técnica mista - 24 x 18 cm - canto inferior direito - 1951 - Paris -

Natural da cidade do Rio de Janeiro, estudou na ENBA naquela cidade, onde foi aluno de Rodolfo Amoedo e Rodolfo Chambelland. Participou do Núcleo Bernardelli, do qual foi um dos fundadores em 1931. Participou de sucessivas versões do SNBA a partir de 1928, recebendo diversas premiações. Excepcional pintor do gênero paisagem. TEODORO BRAGA, pág. 59; REIS JR. , pág. 385; MEC,vol. 4, pág. 127; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 145 e 147; TEIXEIRA LEITE, pág. 94; JÚLIO LOUZADA, vol. 11, pág. 47; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 579; ARTE NO BRASIL, pág. 763; Acervo FIEO.



123 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Pão de Açúcar - acrílico sobre cartão - d = 39 cm - centro inferior -
Com certificado de autenticidade firmado pelo autor. -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



124 - SINIBALDO TORDI (1876 - 1965)

Cardeal e o pássaro - óleo sobre tela - 36 x 25 cm - canto inferior direito -
Esta obra participou do leilão "Kunst & antiquitâtenversteigerungen" organizado por Johann Sebök - Bamberg, Alemanha - em 15 de março de 2014. No estado. - (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor italiano nascido em Roma e falecido em Florença. Foi aluno de Salvatore Barbudo. Dentre suas obras destacam-se, a Madonna Addolorata, na Igreja de San Felice em Ema/Florença, obra que lhe valeu um prêmio; Retrato Del Barone Camuccini, também premiado em 1913, no Salão de Paris. BENEZIT VOL. 10, PÁG. 229; JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 1144; VOL.11, PÁG. 324; artnet.com; artfact.com; arcadja.com; invaluable.com; artist.christies.com; artprice.com; indartinfo.com.



125 - EDGARD WALTER (1917 - 1994)

Paisagem - óleo sobre tela - 65 x 81 cm - canto inferior direito e dorso - 1990 - Portugal -

Natural de Nova Lima MG, onde nasceu a 20 de novembro, e falecido na cidade de Teresópolis RJ, em 14 de maio. Pintor acadêmico, notabilizou-se pelas suas paisagens. Ativo no Rio de Janeiro, foi discípulo de Oswaldo Teixeira. Participou, recebendo premiações, de diversos certames oficiais. "O que sobressai neste moço, que se utiliza de formas ´antigas´ para nos transmitir sentimentos novos, é o esmero da técnica. Edgar Walter é, por excelência, um pintor de detalhes, de pequeninos nadas que muitas vezes - por que não reconhecê-lo ? - fazem de um quadro pequeno uma grande tela. Ele se compraz em reproduzir pormenores da natureza, dirão os austeros críticos. " H. Pereira da Silva (100 obras Itaú. Pietro Maria Bardi. São Paulo, Banco Itaú, MASP, 1985) JULIO LOUZADA, vol. 1 pág. 1065; ITAÚ CULTURAL; MEC, vol. 4, pág. 503.



126 - IVAN MARQUETTI (1941)

"Paisagem, Olinda" - óleo sobre tela - 61 x 46 cm - canto inferior direito e dorso - julho de 1972 - Olinda -

Ivan João Alvarez Marquetti, desenhista e pintor, nasceu no Rio de Janeiro. Assina Marchetti. Sua formação artística foi no Rio de Janeiro, Ouro Preto - MG e França. Participou de inúmeras exposições e Salões oficiais. Individuais: Brasília, DF (1986); Rio de Janeiro (1971, 1974); Recife, PE (1972, 1973). Coletivas: Rio de Janeiro (1961, 1967, 1971, 1974, 1978, 1982, 1983); Brasília, DF (1971, 1976, 1981, 1986, 1988); Recife, PE (1973); São Paulo (1977), Belo Horizonte, MG (1992, 1995). JULIO LOUZADA, VOL. 3, PÁG.690; VOL. 4, PÁG. 690; VOL. 6, PÁG. 681; VOL. 8, PÁG. 535; PONTUAL, PÁG. 342; MEC, VOL.3, PÁG. 76, ITAU CULTURAL.



127 - JOSÉ MARIA DE SOUZA (1935 - 1987)

Floristas - óleo sobre madeira - 21 x 21 cm - canto superior direito e dorso - 1970 - Rio -

Baiano de Valença, Bahia. Diplomou-se na Escola de Belas Artes da Bahia, onde teve como prof. Mario Cravo em gravura e Juarez Paraíso, em desenho. Realizou várias individuais no Rio de Janeiro, cidade onde se fixou por algum tempo, retornando para a Bahia. Sua figuração é pessoal e o limite profundo de sua obra está povoado de algo cuja definição se coloca entre o humilde e o grotesco. Realizou individuais a partir de 1960 (entre elas: Galeria Bonino, RJ-1965 e 1967); e coletivas (SNAM-RJ 1959, 1962 e 1963, entre outras). JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 498; ITAÚ CULTURAL.



128 - ROBERTO BURLE MARX (1909 - 1994)

Vaso com flores - técnica mista - 26 x 19 cm - canto inferior direito - década de 1950 -

Nasceu em São Paulo e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, paisagista, arquiteto, desenhista, pintor, gravador, litógrafo, escultor, tapeceiro, ceramista, designer de jóias, decorador. Durante a infância viveu no Rio de Janeiro. Foi com a família para a Alemanha, em 1928. Em 1929, freqüentou o ateliê de pintura de Degner Klemn. Nos jardins e museus botânicos de Dahlen, em Berlim, entusiasmou-se ao encontrar exemplares da flora brasileira. De volta ao Brasil, fez curso de pintura e arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1930 - 1934), onde foi aluno de Leo Putz , Augusto Bracet e Celso Antônio. Seu primeiro projeto paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, em 1932. Entre 1934 e 1937, ocupou o cargo de diretor de parques e jardins do Recife, PE, onde passou a residir. Nesse período, foi com freqüência ao Rio de Janeiro e teve aulas com Candido Portinari e com o escritor Mário de Andrade. Em 1937, retornou ao Rio de Janeiro e trabalhou como assistente de Candido Portinari. Foi em 1949, conforme sua paixão por plantas e seu interesse por botânica e jardinagem, que Burle Marx adquiriu um sítio em Barra de Guaratiba, RJ. Com auxílio de botânicos, viajou, coletou, catalogou exemplares de plantas do Brasil e reproduziu em seu sítio a diversidade fitogeográfica brasileira. Em 1985 doou esse sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.Realizou muitas exposições individuais e projetos paisagísticos, participou de diversas mostras oficiais coletivas pelo Brasil e no exterior. PONTUAL, PÁG. 94; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 93; MEC. VOL.1, PÁG.303; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 738; LEONOR AMARANTE, PÁG. 98; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 179; artnet.com.



129 - LIVIO ABRAMO (1903 - 1992)

Composição - xilogravura - 21 x 26 cm - canto inferior esquerdo - 1946 -

Gravador, desenhista, pintor, ilustrador, jornalista e professor, nasceu em Araraquara, SP e faleceu em Assunção, Paraguai. Mudou-se para São Paulo, onde, em 1909, estudou desenho com Enrico Vio no Colégio Dante Alighieri. No início dos anos de 1920, fez ilustrações para pequenos jornais e entrou em contato com a obra de Oswaldo Goeldi e de gravadores expressionistas alemães. Realizou as primeiras gravuras em 1926. Em 1947, ilustrou o livro ‘Pelo Sertão’, do escritor Afonso Arinos de Mello Franco, publicado em 1949. Com essa série de ilustrações, apresentadas no Salão Nacional de Belas Artes, obteve o prêmio de viagem ao exterior. Seguiu para a Europa em 1951. Em Paris frequentou o Atelier 17, aperfeiçoando-se em gravura em metal com Stanley William Hayter. De volta ao Brasil, foi premiado como o melhor gravador nacional na Bienal Internacional de São Paulo, nas edições de 1953 e de 1963. Deu aulas de xilogravura na Escola de Artesanato do Museu de Arte Moderna de São Paulo. Foram seus alunos, entre outros, Maria Bonomi e Antonio Henrique Amaral . Fundou o Estúdio Gravura, em 1960, com Maria Bonomi. Em 1962, foi convidado pelo Itamaraty a integrar a Missão Cultural Brasil-Paraguai, posteriormente Centro de Estudos Brasileiros. Mudou-se para o Paraguai e dirigiu até 1992, o Setor de Artes Plásticas e Visuais. Foi fundador do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Paraguai. PONTUAL, PÁG. 1, JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 19; MEC VOL.1, PÁG. 33; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 795; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28; ACERVO FIEO.



130 - TADASHI KAMINAGAI (1899 - 1982)

Figuras no lago - óleo sobre madeira - 58 x 71 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1950 - Rio -
Reproduzido no convite deste leilão .Com etiqueta da Galeria Varanda, Rua Xavier da Silveira, 59 - Rio de Janeiro, RJ - no dorso. -

Pintor, desenhista, professor, Tadashi Kaminagai nasceu em Hiroshima, Japão e faleceu em Paris, França. Por iniciativa da família, ingressou aos 14 anos num mosteiro budista na cidade japonesa de Kobe. Dois anos depois, viajou para as Índias Ocidentais Holandesas, atual Indonésia, atuando como missionário e agricultor até 1927. Nesse ano, decidido a seguir carreira artística, mudou-se para Paris, onde conheceu o artista Tsugouharu Foujita, que o orientou na pintura. Paralelamente à atividade artística, trabalhou como moldureiro. No início da década de 1930, expôs quadros nos salões parisienses e retornou ao Japão em 1938. Embarcou para o Brasil um ano após a eclosão da Segunda Guerra Mundial trazendo consigo uma carta de recomendação endereçada a Candido Portinari. Fixou residência no Rio de Janeiro e, em 1941, instalou ateliê e oficina de molduras no bairro de Santa Teresa, onde trabalhou e atuou como professor de diversos artistas brasileiros e nipo-brasileiros, como Inimá de Paula, Flavio-Shiró e Tikashi Fukushima, entre outros. Sua primeira exposição individual, por volta de 1945, foi organizada por Portinari no Rio de Janeiro. Em 1947, passou a integrar o Grupo Seibi. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais como a 1ª e 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1951 e 1953). Foi premiado no Rio de Janeiro (1944, 1950). Retornou ao Japão em 1954 e três anos mais tarde voltou a fixar-se em Paris. Viveu entre o Japão, a França e o Brasil, até seu falecimento. ITAU CULTURAL; TEODORO BRAGA, PÁG.134; BENEZIT, VOL.6, PÁG.152; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁG.; MEC, VOL.2, PÁG.401; PONTUAL, PÁG.287; WALTER ZANINI, PÁG. 643; ARTE NO BRASIL; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 506; ACERVO FIEO.



131 - JOSÉ PINTO (1932)

Pescadores - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito - 1979 -

José Wense Pinto é natural de Ilhéus, BA. Assina José Pinto. Autodidata, veio para o Rio de Janeiro em 1951. Em 1953 freqüenta a Associação Brasileira de Desenho e começa a pintar profissionalmente em1969. Participou de diversas exposições e Salões oficiais: 1969,1970 a 1974 - Rio de Janeiro, RJ; 1970; Milão e Espoleto, Itália; Nova York, EUA; Londres, Inglaterra; 1971 - Recife,PE. Individuais: 1969 e 1971 - Rio de Janeiro, RJ; 1970 - Bahia; 1971 - São Paulo, SP e 1973 - Brasília, DF. Prêmios: 1972 - Rio de Janeiro, RJ. Possui obras em: Museu Regional de Feira de Santana, BA; Museu Laval - Henri Rousseau, França; Museu de Viçosa, MG; Agências do Banco do Brasil em São Francisco, EUA; acervo da Cia. Shell e Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro, RJ. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág.769; vol. 8, pág. 660. ITAU CULTURAL.



132 - BIGIO GERARDENGHI (1876 - 1957)

Paisagem - óleo sobre tela - 38 x 54 cm - canto inferior esquerdo -
Ex coleção Milton Gallon, São Paulo - SP.

Italiano de Dronero, Piemonte, onde nasceu em 7/8/1876. Pintor e professor, oriundo de família nobre, o autor sempre viveu em Nápoles, onde realizou estudos e concluiu sua formação artística. Reputado pintor de paisagens e marinhas, figurou em diversas exposições na Itália, onde ganhou a medalha de ouro na Exposição Internacional de Nápoles, e em 1916, quando o seu quadro Lã para os Soldados, foi escolhido pela Cruz Vermelha Italiana para ser reproduzido como propaganda de Socorros de Guerra. No Brasil sua obra foi muito bem recebida pela público e crítica, figurando em diversas exposições. BENEZIT, vol.4, pág. 681; MAYER/84, pág. 835; TEODORO BRAGA, pág. 107; JULIO LOUZADA vol.1, pág. 415; ITAÚ CULTURAL, RUTH TARASANTCHI.



133 - JUAN SISAY (1921 - 1989)

"Ceremonia" - óleo sobre tela - 51 x 61 cm - canto inferior direito -
Com etiqueta de autorização de exportação emitida pela Dirección de Bibliotecas y Museos -Santiago Chile, datada de 1979, carimbada pela Alfândega da Hungria de Budapeste. - (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor nascido em Santiago Atitlan, Guatemala. Foi um dos pais do gênero da pintura popular guatemalteca do século XX. Participou de muitas exposições na América Central, Estados Unidos e, em Paris, expôs em A Casa da América Latina (1969). Foi assassinado na época dos conflitos armados em seu país. Teve três filhos que se tornaram também pintores e que dividem seu primeiro nome: Juan Manuel Sisay, Juan Diego Sisay e Juan Francisco Sisay. www.askart.com; libertyparkusafd.org; energiademitierra.com.



134 - LOIO PÉRSIO (1927 - 2004)

Formas - guache - 14 x 20 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador, artista gráfico e publicitário, Loio PérsioNavarro Vieira de Magalhães nasceu em Tapiratiba, SP e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou os estudos artísticos com Guido Viaro, em Curitiba, PR.Transferiu-se para o Rio de Janeiro e completou sua formação estudando pintura com Ado Malagoli e cenografia com Santa Rosa (1949- 1950). Em 1951, retornou a Curitiba e fundou o Centro de Gravura do Paraná. Em1953, trabalhou em ateliê comum com o pintor, desenhista e gravador alemão Gunther Schierz, discípulo de Käthe Kollwitz. Transferiu-se para São Paulo em 1958.Com o prêmio de viagem ao exterior, concedido pelo Salão Nacional de Arte Moderna em 1963, viajou para a Europa, no ano seguinte. Foi convidado a trabalhar na Escola Superior de Arte de Stuttgart, Alemanha, em 1965. Entre 1975 e 1976, viajou para Roma, Londres e, em Paris, tornou-se pintor residente na Fundação Karoly. Em 1981, mudou-se para Belo Horizonte, onde lecionou desenho e pintura na Escola Guignard. Em 1995, fixou-se novamente em Curitiba. Realizou inúmeras exposições individuais e participou devárias mostras coletivas, Salões oficiais no Brasil e exterior ganhando muitos prêmios. ITAU CULTURAL; MEC VOL. 3, PÁG.391; PONTUAL, PÁG. 318; JULIO LOUZADAVOL. 5, PÁG.584; VOL.7, PÁG. 404.



135 - ALFREDO CESCHIATTI (1918 - 1989)

Pomba - escultura em bronze - 36 x 16 x 20 cm - assinado -

Natural de Belo Horizonte. Escultor, desenhista e professor. Passou a frequentar a antiga ENBA em 1940, depois de uma viagem à Europa, especialmente Itália, iniciada em 1938. Na Divisão Moderna do SNBA recebeu, como escultor as medalhas de bronze (1943) e de prata (1944), bem como o prêmio de viagem ao estrangeiro (1945), com o baixo-relevo para a Igreja de São Francisco de Assis, da Pampulha, em Belo Horizonte e, como desenhista, a medalha de prata (1945). Esteve mais uma vez na Europa entre 1946 e 1948, anos em que realizou exposição individual no Instituto dos Arquitetos do Brasil (GB). Figurou na II BSP e no II SNAM, em 1953. Fazendo parte da equipe que, em 1956, venceu o concurso de projetos para o Monumento aos Mortos da II Guerra Mundial (GB), ali executou o conjunto alusivo às três forças armadas. Integrou a Comissão Nacional de Belas Artes em 1960 e 1961, e entre 1963 e 1965, lecionou escultura e desenho na Universidade de Brasília. Quirino Campofiorito citou-o no estudo Ëscultura Moderna no Brasil"(Revista Crítica de Arte, nº único 1962). De seus trabalhos mais conhecidos destacam-se as esculturas As Banhistas e A Justiça, que se encontram, respectivamente, no lago em frente ao Palácio da Alvorada e defronte ao Supremo Tribunal Federal (Praça dos Três Poderes), em Brasília. Há ainda, obras escultóricas de sua autoria, entre outras no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Ministério das Relações Exteriores (Brasília) e em um edifício que Oscar Niemeyer projetou no conjunto residencial Hansa (setor ocidental de Berlim), assim como na embaixada brasileira em Moscou. MEC, vol. 1, pág. 397; PONTUAL, pág. 127; JÚLIO LOUZADA, vol. 11, pág. 70; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 609; ARTE NO BRASIL, pág. 872.



136 - INOS CORRADIN (1929)

"Flores" - óleo sobre tela - 70 x 50 cm - canto inferior esquerdo e dorso -

Pintor, desenhista, gravador, escultor e cenógrafo, nascido em Vogogna, Itália. Por volta de 1932 mudou-se com a família para Castelbaldo - Padova, onde, em 1945, estudou pintura com professor Tardivello. Em 1947 colaborou com o pintor Pendin na execução de um mural referente aos mártires da resistência italiana em Castelbaldo. Veio, em 1950, para Jundiaí e São Paulo onde fez parte do núcleo artístico Cooperativa em São Paulo, dirigido pelo pintor argentino Oswaldo Gil Navarro. Executou cenários para o Ballet do IV Centenário de São Paulo, em 1954. Em 1979 foi contratado para pintar um cenário para o Teatro de Rovigo, Itália. Realizou diversas exposições individuais, participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais pelo Brasil e pelo mundo. Foi premiado em Paris (1975) e em Ferrara, Itália (1976). JULIO LOUZADA, VOL. 11, PÁG. 152; PONTUAL, PÁG. 143; MEC, VOL. 1, PÁG. 448; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 215; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; inoscorradin.com.br.



137 - JOSÉ DE FREITAS (1935)

"As cruzadas" - óleo sobre eucatex - 35 x 23 cm - canto inferior direito - novembro de 1981 -

Pernambucano de Vitória de Santo Antão, onde nasceu a 14/12/1935. Pintor, desenhista e ator. A partir de 1967 participa de exposições individuais e coletivas no Brasil e no exterior. Em 1972 viajou para Londres, onde viveu, pintou e expôs. Produziu cenários com bravura e profundo conhecimento de teatro, retratando as mais difíceis passagens da Biblia e outras matérias simbólicas. Roberto Pontual teceu-lhe elogiosa crítica, estabelecendo um paralelo entre as suas excepcionais qualidades de ator e artista plástico. JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 418



138 - ANTONIO MAIA (1928 - 2008)

"Ícone" - acrílico sobre tela - 61 x 46 cm - lado direito e dorso - 1990 - Rio de Janeiro -

Natural de Carmópolis, SE. Pintor e desenhista. Radicado no Rio de Janeiro desde 1955. Em 1959 fez suas primeiras apresentações em coletivas. Estreou no SNAM, obtendo o prêmio de viagem ao exterior (1969). Pertencente àquele grupo de artistas que organizam seu trabalho em torno de valores culturais vindos da expressão popular, o artista assumiu como um dos temas de sua pintura a imagem do ex-voto., escultura religiosa de caráter popular e votivo. O ex-voto representa, para o artista, um ponto de partida na realização de uma paisagem brasileira sem conotações urbanas. É uma pintura em que o mundo dos homens é construído pelos homens e por suas criações. O artista empresta às figuras com que trabalha, os ex-votos, conotações de análise ideológica, e o faz sem palavras, apenas pela força da presença visual. Figurou em diversas coletivas nacionais e internacionais, conquistando prestigio de critica e público. MEC vol.3, pág.42; PONTUAL, pág. 330 e 331; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 697; Acervo FIEO.



139 - J. CARLOS (1884 - 1950)

O falsário e a política - desenho a nanquim e aquarela - 41 x 29 cm - canto inferior direito -
Capa da revista "O Malho". -

Nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, desenhista, ilustrador e caricaturista. Realizou mais de cem mil desenhos, não se conhecendo um único ruim. Observador arguto, retratou com maestria e humor o cotidiano de sua cidade natal, da qual, consta, ausentou-se por duas únicas ocasiões. JULIO LOUZADA vol. 10, pág. 181; CARICATURISTAS BRASILEIROS, de Pedro Corrêa do Lago, pág. 74; WALTER ZANINI, pág. 448; ARTE NO BRASIL, pág. 646.



140 - INIMÁ DE PAULA (1918 - 1999)

"Casas e muros brancos" - óleo sobre tela - 45 x 61 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1989 -
Reproduzido no convite deste leilão. Reproduzido sob o n° 101 em catálogo de Leilão de Canvas Galeria de Arte - São Paulo, SP. -

Mineiro de Itanhomi, Inimá, depois de prestar o serviço militar em Juiz de Fora, passou a frequentar o Núcleo Antônio Parreiras (que no início dispunha de professores, mas logo se transformou em ateliê livre), da mesma cidade, em 1938. Integrou-se ao grupo de Bandeira e Aldemir Martins na cidade de Fortaleza (1941). No Rio frequentou o ateliê de Portinari e realizou a sua primeira individual (1948). Recebeu o prêmio viagem ao estrangeiro no I SNAM (1952), certame do qual participou por diversas vêzes até 1960. Em Paris estudou com Lothe. É um de nossos artistas mais completos. JULIO LOUZADA, vol.11, pág.152; PONTUAL, pág. 271; MEC, vol.3, pág.355; WALMIR AYALA, vol.1, págs. 401 1 404; TEIXEIRA LEITE, pág.260; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 637; ARTE NO BRASIL, pág. 870; Acervo FIEO.



141 - SERGIO CAIRES BERBER (1941)

"Sailing LXXI" - óleo sobre tela - 27 x 35 cm - canto inferior direito e dorso - 2013 -

Natural de Florianópolis, SC. Pintor e desenhista. Assina Berber. Sua formação artística foi em São Paulo, SP. Participou de diversos Salões oficiais e exposições coletivas: São Paulo (1965, 1966, em 1967 na Bienal de São Paulo, 1968, 1970, 1971, 2001); Campinas, SP (1967); Porto Alegre, RS (1969); Ribeirão preto, SP (2002); Santos, SP (1967, 1968, 1970, 1971); Vitória, ES (1967); Salvador, BA (1968); Belo Horizonte, MG (1971). Prêmios: São Paulo, SP (1966 e 1970); Campinas, SP (1967 e 1968); Taubaté, SP (1998 e 1999). ITAÚ CULTURAL. JULIO LOUZADA, vol. 12, pág. 46; vol. 13, pág. 37.



142 - MARCELO SOLÁ (1971)

"Os materiais e a arte" - monotipia - 21 x 28 cm - dorso - 1995 -
Com carimbo do ateliê do artista, no dorso. -

Artista plástico, autodidata, nascido em Goiânia. Vive e trabalha em Goiânia. Realizou exposições individuais, entre outras, em: São Paulo (1997, 1999); Rio de Janeiro (1997, 2006); Goiânia, GO (1999); Belo Horizonte, MG (2004); Brasília, DF (2005). Destacam-se, entre as numerosas coletivas de que tem participado, as realizadas em: São Paulo (1999 - Panorama da Arte Brasileira Contemporânea sobre Papel, MAM-SP; 2002 - XXV Bienal de São Paulo; 2006); Rio de Janeiro (1998, 2004, 2005); Nova York (2001). Em 2008 conquistou o Prêmio Brasília de Artes Visuais, do Museu de Arte de Brasília, Brasília/DF e, em 2009, realizou residência artística na Fundação Iberê Camargo, em Porto Alegre. ITAU CULTURAL; marcelosola.wordpress.com; www.pipa.org.br; www.cultura.rj.gov.br; www.referenciagaleria.com.br; www.epocagaleria.com.br.



144 - MARIE NIVOULIÈS DE PIERREFORT (1879 - 1968)

Vista do Rio - óleo sobre eucatex - 66 x 54 cm - canto inferior esquerdo - 1962 -

Natural de Toulon , França, faleceu no Rio de Janeiro, em 1968. Em Paris frequentou os ateliers de Renoir, Bonnard e Manet. Expôs no Salão dos Independentes a partir de 1907 e nos Salões da Sociedade Nacional de Belas Artes desde 1910, ambos em Paris.Em 1938 veio pela primeira vez ao Brasil, participando do SNBA, onde recebeu premiações, fixando-se definitivamente no País a partir de 1959. Atualmente considerada a Debret do Século XX, pois retratou as paisagens e o cotidiano de nossa gente como uma autêntica neo-impressionista. JULIO LOUZADA, VOL, 10 pág, 639. BENEZIT, VOL, 7 pág, 733; ITAÚ CULTURAL.



145 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Maternidade - técnica mista - 69 x 52 cm - canto inferior direito - 1971 -
Reproduzido sob o n° 134 em catálogo de Leilão Renot, de 25 de maio de 2009 - São Paulo, SP. -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



146 - SYLVIO PINTO (1918 - 1997)

Marinha - óleo sobre tela - 59 x 72 cm - canto inferior direito -

Freqüentou o Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro, lá recebendo suas primeiras noções de desenho. Mais tarde, recebe lições do pai - o Pinto das Tintas. Conheceu Pancetti na casa paterna. Em 1938 estudou no Núcleo Bernardelli e a partir de 1940 dedica-se exclusivamente à pintura. Participou de vários Salões de Belas Artes, recebendo inúmeros prêmios. MEC, vol. 3, pág. 419, Acervo FIEO.



147 - CARYBÉ (1911 - 1997)

Pescadores - xilogravura - 30 x 22 cm - canto inferior direito -

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



148 - CARYBÉ (1911 - 1997)

"Vadiação" - serigrafia - 85/200 - 40 x 57 cm - canto inferior direito -
Reproduzido no catálogo da Mostra Itinerante do artista realizada em treze capitais em 1995. -

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



149 - NICOLA FABRICATORE (1889 - 1960)

Arando a terra - óleo sobre tela - 48 x 75 cm - canto inferior direito - 1949 -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Napolitano, pintava figuras, retratos, paisagens e naturezas mortas. Participou da Quadriennali d'Arte Romana, em 1931, 1935, 1939 e 1943, além de outros certames de prestigio em sua terra natal. Esteve em São Paulo, onde pintou cenas urbanas e paisagens da várzea do Rio Tietê. Citado em Pintores Italianos no Brasil, ed. SOCIARTE/1982; ART SALE, vol.1, pág.372; JULIO LOUZADA, ed.1987, pág.381; ART PRICE ANNUAL, 200, PÁG.768; ITAU CULTURAL, RUTH TARASANTCHI.



150 - ANGELO DE AQUINO (1945 - 2007)

"Rex em paisagens imaginárias" - liquitex sobre tela - 90 x 120 cm - dorso - 1984 - Rio de Janeiro -
Reproduzido na quarta capa do catálogo e no convite deste leilão. -

Mineiro de Belo Horizonte, onde nasceu a 2 de agôsto de 1945. Pintor e gravador, assina ÂNGELO DE AQUINO. Seu trabalho tem um bom conceito em Paris, onde encontra mais incentivo e facilidade do que no Brasil. Em muitos de seus quadros aparece a figura do cão Rex, uma de suas criações. Expõe individualmente desde 1969. Coletivamente, desde 1965, inclusive com diversas e respeitadas criticas no exterior. JULIO LOUZADA vol. 13 pág. 19; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 743, Acervo FIEO.



151 - INGRES SPELTRI (1940)

"Opus 30614" - técnica mista - 80 x 60 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor, desenhista, escultor, gravador e professor nascido em Jau, SP. Filho do pintor Augusto Speltri com quem se iniciou na pintura, ainda criança. Em 1959 mudou-se para São Paulo onde estudou Música (1960-1964). É professor titular da Escola Panamericana de Arte, SP. Realizou exposições individuais, em São Paulo, nos anos de 1977, 1981, 1978, 1984. Participou de várias mostras e Salões oficiais, sendo premiado em: São Paulo (1963, 1966, 1970, 1971); Santo André, SP (1976). JULIO LOUZADA VOL. 5, PÁG. 1012; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; MEC VOL. 4, PÁG. 338; PONTUAL PÁG. 504; www.artprice.com; www.speltri.com.



152 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Vaso com flores" - acrílico sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2003 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins. -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



153 - NELSON LEIRNER (1932)

"Freud continua explicando..." - técnica mista - 29 x 19 cm - canto inferior direito - 1999+1 -

Paulista da Capital, o autor descende de uma família de artistas. Foi aluno de Joan Ponç e Samson Flexor. Participa de coletivas a partir de 1958, inclusive com premiações nas bienais de Tóquio e São Paulo. Sua trajetória artística merece ser melhor conhecida pelos admiradores de sua obra. TEIXEIRA LEITE, pág. 283; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 734; ARTE NO BRASIL, pág. 893; LEONOR AMARANTE, pág. 154.



154 - REGINA LÚCIA ARANHA NOGUEIRA DA COSTA (1939)

"Ritmo de batucada" - óleo sobre tela - 65 x 81 cm - canto inferior direito - 1965 -
Com etiqueta da Bienal de São Paulo de 1963, no dorso. -

Pintora nascida no Rio de Janeiro. Estudou com Lina Hazzan e Aluísio Carvão no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Realizou exposição individual no Rio de Janeiro (1965) e participou de muitas mostras oficiais, entre as quais: Bienal Internacional de São Paulo em 1961, 1963, 1965. ITAU CULTURAL. MEC VOL. 1, PÁG. 492; PONTUAL PÁG. 148.



155 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

Mulher sentada - escultura em bronze - 32 x 10 x 14 cm - assinado -
Procedente da coleção Dr. Ivo Ramos, São Paulo - SP. -

Escultor, desenhista e pintor paulista nascido em Mococa, SP e falecido no Rio de Janeiro. Mudou-se com a família para Itália, e fixou-se em Roma (1913). Iniciou estudos de desenho e escultura com o professor Loss (1920). Participou de movimentos antifascistas e foi preso (1931) por motivos políticos. Foi extraditado para o Brasil (1935) por intervenção do embaixador brasileiro na Itália. Em 1937, viajou para Paris e frequentou as academias ‘La Grand Chaumière’ e ‘Ranson’, onde estudou com Aristide Maillol e conviveu com Henry Moore, Marino Marini e Charles Despiau. Em 1939, retornou a São Paulo e junto com Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Sérgio Milliet, entre outros, participou do Movimento Modernista; foi um dos membros da Família Artística Paulista e do Grupo Santa Helena. Em 1943, transferiu-se para o Rio de Janeiro. A convite do ministro Gustavo Capanema instalou ateliê no antigo Hospício da Praia Vermelha, onde orientou jovens artistas como Francisco Stockinger. Possui obras em espaços públicos como ‘Monumento à Juventude Brasileira’ (1947), nos jardins do antigo Ministério da Educação e Saúde, atual Palácio Gustavo Capanema - RJ; ‘Candangos’ (1960), na Praça dos Três Poderes, e ‘Meteoro’ (1967), no lago do edifício do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília; ‘Integração’ (1989), no Memorial da América Latina, em São Paulo. Participou das Bienais de Veneza (1950, 1952); participou das I, II, IV e IX Bienais de São Paulo, período em que recebeu o prêmio de melhor escultor brasileiro (1953) e sala especial (1967). MEC, VOL.2, PÁG. 250; PONTUAL, PÁG. 237; MAYER/84, PÁG. 1333; BENEZIT VOL. 5, PÁG. 14; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 715; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 422; www.artprice.com; www.pinturabrasileira.com; www.dec.ufcg.edu.br; www.monumentos.art.br.



156 - VITTÓRIO GOBBIS (1894 - 1968)

Flores - óleo sobre tela - 47 x 34 cm - canto inferior direito -

Natural de Treviso, Itália. Iniciou seus estudos na terra de origem, tendo após fixado residência em São Paulo, onde foi pintor atuante. Obteve diversas premiações nos Salões Paulistas, no SNBA e no Salão Paulista de Arte Moderna. Participou da I e II Bienais de São Paulo. O MNBA e o MASP possuem obras deste festejado pintor. MEC, vol.2, pág.271; TEIXEIRA LEITE, pág. 220; PONTUAL, pág.240; WALMIR AYALA, vol.1, pág.350; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 579; ARTE NO BRASIL, pág. 777, Acervo FIEO.



157 - ANGELO CANNONE (1899 - 1992)

Paisagem - óleo sobre eucatex - 20 x 30 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista e professor nascido em Abruzzo, Itália. Assinava D’Angelo, Angelo Cannone e A. Cannone. Aos cinco anos mudou-se para Nápoles com sua família. Em fins de 1947, veio para o Brasil, residiu algum tempo em São Paulo e depois se mudou para o Rio de Janeiro, onde se radicou e lá faleceu. Estudou no Instituto de Belas Artes de Nápoles com Paolo Vetri. Viveu em Roma durante quatro anos com uma pensão conquistada em um concurso em Nápoles. Lecionou desenho no Instituto Técnico. Expôs individualmente em São Paulo (1947, 1993) e no Rio de Janeiro (1947, 1973, 1980, 1984). Foi premiado, na Itália, em: 1922, 1925, 1929, 1941 e, no Brasil, em 1960. Em 1972 pintou o retrato do papa Pio X, em tamanho natural, que está na Igreja dos Italianos, RJ. WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 168; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 187; VOL. 3, PÁG. 203; VOL.8, PÁG. 165; VOL. 9, PÁG. 171; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; brasilartesenciclopedias.com.br; www.artprice.com; www.arcadja.com.



158 - MENASE WAIDERGORN (1927)

Cavaleiros árabes - óleo sobre tela - 50 x 80 cm - canto inferior direito e dorso -

Romeno da cidade de Hotin, Waidergorn veio para o Brasil em 1932, onde seus pais fixaram residência em São Paulo. Ingressou na APBA, onde conheceu Mecatti, que muito o estimulou e orientou, dele assimilando a luminosidade da pintura peninsular muito a gosto do ottocento italiano. Sua pintura aborda todos os gêneros, baseadas tanto nas recordações da infância pobre como nas lembranças das viagens que fez ao norte da Africa e Europa. Participou de diversos salões e coletivas, recebendo diversas premiações JULIO LOUZADA vol.11, pág. 330; Acervo FIEO.



159 - ROBERTO DE SOUZA (1935)

Menino - óleo sobre eucatex - 54 x 37 cm - canto inferior esquerdo -
Com dedicatória. -

Pintor e historiador. Foi aluno de Aurélio d'Alincourt, Oswaldo Teixeira e Edgard Walter. Participou de diversas exposições e salões oficiais desde 1967, obtendo várias premiações. JULIO LOUZADA vol 1, pág. 932; ITAÚ CULTURAL.



160 - DJANIRA DA MOTTA E SILVA (1914 - 1979)

"Fábrica de móveis do Brazil" - óleo sobre tela - 50 x 60 cm - canto inferior direito e dorso - 1962 -
Reproduzido no convite deste leilão. -

Pintora, desenhista, ilustradora, cartazista, cenógrafa e gravadora. Djanira da Motta e Silva nasceu em Avaré, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. No final da década de 1930, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde teve suas primeiras instruções de desenho no Liceu de Artes Ofícios e com o pintor Emeric Marcier, hóspede da pensão que Djanira instalou no bairro de Santa Teresa. Os contatos com os artistas Carlos Scliar, Milton Dacosta , Arpad Szenes , Vieira da Silva e Jean-Pierre Chabloz , frequentadores de sua pensão, proporcionaram um ambiente estimulador que a levou a expor no 48º Salão Nacional de Belas Artes, em 1942. No ano seguinte, realizou sua primeira mostra individual, na Associação Brasileira de Imprensa - ABI. Em 1945, viajou para Nova York. De volta ao Brasil, realizou o mural ‘Candomblé’ para a residência do escritor Jorge Amado, em Salvador, e painel para o Liceu Municipal de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Entre 1953 e 1954, viajou a estudo para a União Soviética. De volta ao Rio de Janeiro, tornou-se uma das líderes do movimento pelo Salão Preto e Branco, um protesto de artistas contra os altos preços do material para pintura. Realizou em 1963, o painel de azulejos ‘Santa Bárbara’, para a capela do túnel Santa Bárbara, Laranjeiras, Rio de Janeiro. No ano de 1966, a editora Cultrix publicou um álbum com poemas e serigrafias de sua autoria. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil, EUA e Europa. Foi premiada no Rio de Janeiro (1943, 1944, 1949, 1950 a 1953, 1955, 1963) e em São Paulo (1951, 1955). Participou da 1ª e da 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955). Em 1977, o Museu Nacional de Belas Artes - MNBA, realizou uma grande retrospectiva de sua obra. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 336; PONTUAL, PÁG. 181; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 164; MEC, VOL. 2, PÁG 58; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG, 263; WALTER ZANINI, PÁG. 810; ARTE NO BRASIL, PÁG. 824; ACERVO FIEO.



161 - JOÃO QUAGLIA (1928)

Figuras e cavalo - litografia - 5/50 - 46 x 52 cm - canto inferior direito - 1987 -

Pintor, desenhista, gravador e professor baiano, natural de Salvador. Estudou litografia com Mario Cravo. No Rio de Janeiro desde 1947, inicia seus estudos de pintura, ingressando na Escola Nacional de Belas Artes. Aperfeiçoou-se com Darel em lito e em pintura na Europa, mercê de prêmio viagem recebido no SNAM em 1958. Participou de diversos salões e coletivas, com diversas premiações. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 797; ARTE NO BRASIL, pág. 839.



162 - DARCILIO LIMA (1944)

Figuras fantásticas - litografia - 71 x 53 cm - canto inferior esquerdo - 1972 -

Cearense de Cascavel, o festejado desenhista Darcilio foi para o Rio de Janeiro, e já depois de haver iniciado autodidaticamente seu trabalho no campo da pintura e da utilização do lápis cêra. Recebeu orientação de Ivan Serpa, passando a dedicar-se especialmente ao desenho a bico-de-pena, com a permanente fixação gráfica da fantasia erótica como veículo de impacto crítico. PONTUAL, pág. 159. MEC, vol.1, pág.17; WALTER ZANINI, pág. 760; LEONOR AMARANTE; ITAU CULTURAL.



163 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Caquis - óleo sobre tela - 22 x 33 cm - canto inferior direito -
Franca B. Martini. -



164 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Baile - serigrafia - 54 x 35 cm - canto inferior direito - 1965 -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



165 - CARLOS OSWALD (1882 - 1971)

"Paisagem com palmeiras" - gravura - 1/100 - 50 x 31 cm - canto inferior direito -
Reproduzido na página 88 do livro "Carlos Oswald" editado pelo Museu Nacional de Belas Artes. -

Gravador, pintor, desenhista, decorador, professor e escritor. Nasceu em Florença, Itália e faleceu em Petrópolis, RJ. Graduou-se como físico-matemático em 1902, pelo Instituto Galileo Galilei, em Florença. No ano seguinte, ingressou na ‘Accademia di Belle Arti di Firenze’. Viajou para o Brasil pela primeira vez em 1906 e realizou no Rio de Janeiro a primeira exposição individual no país. Retornou à Europa em 1908, estudou gravura com o americano Carl Strauss em Florença e viajou para Munique, onde aprendeu a técnica da água-forte. Em 1911, participou da decoração do pavilhão do Brasil, na Exposição Internacional de Turim. Fez a segunda viagem ao Rio de Janeiro em 1913 e realizou uma exposição com Eugênio Latour na Escola Nacional de Belas Artes . Foi nomeado, em 1914, professor de gravura e desenho no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro e é considerado o introdutor da gravura no Brasil. No ano de 1930, fez o desenho final do ‘Monumento ao Cristo Redentor’. A obra foi executada na França pelo escultor Paul Landowski e instalada no Morro do Corcovado, Rio de Janeiro, em 1931. Publicou, em 1957, a autobiografia ‘Como Me Tornei Pintor’. Em 1963, o Museu Nacional de Belas Artes - RJ adquiriu quase todas as suas obras em gravuras. Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais e foi premiado no Rio de Janeiro em 1904, 1906, 1909, 1912, 1913, 1916 e realizou diversas exposições individuais. PONTUAL, PÁG. 397; ARTE NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 1053; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 699; MEC VOL. 3, PÁG. 304; ACERVO FIEO.



166 - WALTER LEWY (1905 - 1995)

Paisagem surreal - óleo sobre tela - 33 x 46 cm - canto inferior direito - 1975 -

Gravador, pintor, ilustrador, paisagista, desenhista e publicitário nascido em Bad Oldesloe, Alemanha e falecido em São Paulo. Estudou na Escola de Artes e Ofícios de Dortmund, Alemanha (1923-1927). Nesse período, filiou-se à tendência do realismo mágico. Em 1928 participou de coletivas em Dortmund, Gelsenkirchen, Boclusim e outras cidades. Com a crise econômica de 1929, Lewy perdeu seu emprego de desenhista numa gráfica e foi viver com os pais no interior, tornando-se ilustrador de anedotas em jornais. Realizou sua primeira exposição individual em Bad Lippspringe (1932), mas foi fechada quando a Câmara de Arte Alemã proibiu a participação de judeus na vida artística. Escapando dessa situação opressora, o artista imigrou para o Brasil (1938), retomando profissionalmente a pintura. Deixou para trás centenas de trabalhos, que foram enviados para a Holanda e perdidos durante os bombardeios da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). No Brasil, fixou-se em São Paulo. Nos primeiros anos fez desenho publicitário e mais tarde capas de livros e ilustrações para diversas editoras. Ilustrou obras de Bertrand Russell, Machado de Assis e Arnold Toynbee, entre outras. Mais tarde, empregou-se como diagramador, letrista e arte-finalista nas agências de propaganda De Carli, Lintas Publicidade, Martinelli, Santos & Santos e Thompson Propaganda. Participou de Salões Nacionais e Bienais de São Paulo, entre 1951 e 1965, recebendo diversas premiações oficiais. JULIO LOUZADA, VOL. 10, PÁG. 497; MEC, VOL. 2, PÁG. 474; TEODORO BRAGA, PÁG. 245; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 286; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 630; LEONOR AMARANTE, PÁG. 142; ACERVO FIEO.



168 - ERMIRIO ROCHETTO (XIX - XX)

Namorados - óleo sobre eucatex - 50 x 35 cm - canto superior esquerdo -

Pintor italiano, nascido em Veneza, onde formou-se, tendo posteriormente radicado-se em São Paulo onde fez carreira com grande sucesso. JÚLIO LOUZADA, vol. 12, pág. 343.



169 - MANOEL SANTIAGO (1897 - 1987)

Quintal - óleo sobre madeira - 18 x 24 cm - canto inferior direito e dorso -

Manoel Colafante Caledônio de Assumpção Santiago nasceu em Manaus, AM e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, desenhista e professor. Mudou-se para Belém em 1903 e iniciou estudos de pintura. Desde 1916 já praticava a arte não figurativa. Em 1919 transferiu-se para o Rio de Janeiro, cursou Direito e frequentou a Escola Nacional de Belas Artes, onde foi aluno de Rodolfo Chambelland e Baptista da Costa. Na época, teve aulas particulares com Eliseu Visconti. Foi casado com a pintora Haydeá Santiago. Participou em 1927 do Salão Nacional de Belas Artes e recebeu o prêmio viagem ao exterior, entre vários outros. Foi para Paris no ano seguinte, e lá permaneceu por cinco anos. De volta ao Rio de Janeiro, em 1932, tornou-se professor do Instituto de Belas Artes. Em 1934, passou a lecionar pintura e desenho no Núcleo Bernardelli, figurando entre seus alunos José Pancetti, Edson Motta, Bustamante Sá, Ado Malagoli, Rescála e Milton Dacosta. Participou da I Bienal Internacional de São Paulo (1951) e do 8º Panorama da Arte Brasileira (1976). PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, VOL. 1, PÁG. 241; TEODORO BRAGA, PÁG. 211; CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO DE PAISAGEM BRASILEIRA, MEC-MNBA /RIO/1944; MAYER/84, PÁG. 1158; REIS JR, PÁG. 378; PONTUAL, PÁG. 473; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 292; ITAÚ CULTURAL, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 865; ACERVO FIEO.



170 - CANDIDO DE OLIVEIRA (1961)

Veneza - óleo sobre tela - 70 x 100 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2013 - Veneza, Itália -

Pintor, Edmilson Cândido de Oliveira é natural de Pesqueira, Pernambuco. Assinava até 1985: Edmilson e, atualmente, assina Cândido de Oliveira. Teve como mestres José Ismael e Gilberto Geraldo. Realizou exposição individual em São Paulo (1995) e participa de mostras coletivas desde 1993, com premiações em: Guarulhos, SP (1993); Matão, SP (1994); Amparo, SP (1995); São Paulo (1995). JULIO LOUZADA VOL.7, PÁG. 520; VOL. 8, PÁG. 620; www.artnet.com.



171 - UBIRAJARA RIBEIRO (1930 - 2002)

Composição - aquarela - 19 x 27 cm - canto inferior direito - 1985 - Avaré -
Com dedicatória. -

Pintor, desenhista, gravador, artista gráfico, arquiteto e professor paulistano, nascido em 2 de outubro de 1930. Estudou pintura e gravura nas cidade de São Paulo e Salvador, com Pedro Corona, Waldemar da Costa e Mário Cravo Jr. Para o autor a arte é a corporificação de um processo de criatividade e percepção. Expôs individualmente pela primeira vez em 1964, na Galeria Seta-SP. Dentre as coletivas, destacam-se a da FAAP-SP, em 1965, I SPAC-SP, 1969. Foi escolhido como Melhor Gravador do Ano, em 1977, pela APCA. JULIO LOUZADA vol. 11 pág. 266; ITAÚ CULTURAL.



172 - GENTIL GARCEZ (1903 - 1992)

"Guarujá" - óleo sobre eucatex - 40 x 50 cm - canto inferior direito - 1971 -

Sua primeira individual deu-se em 1922. Participou assiduamente de certames artísticos realizados em São Paulo e em outras cidades do País. TEODORO BRAGA, pág. 105; MEC, vol. 2, pág. 240/241; JULIO LOUZADA, vol 1, pág. 410; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



173 - RUBENS GERCHMAN (1942 - 2008)

"Os habitantes" - litografia - 5/20 - 23 x 23 cm - canto inferior direito - 1964 -

Pintor, desenhista, gravador, escultor nascido no Rio de Janeiro e falecido em São Paulo. Em 1957, freqüenta o Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro, onde estuda desenho. Faz curso de xilogravura com Adir Botelho e freqüenta a Escola Nacional de Belas Artes - Enba, entre 1960 e 1961. Em 1967, é contemplado com o prêmio de viagem ao exterior no 16º Salão Nacional de Arte Moderna e viaja para os Estados Unidos. Reside em Nova York entre 1968 e 1972. Retorna ao Brasil e faz o roteiro, a cenografia e a direção do filme 'Triunfo Hermético' e os curtas 'ValCarnal' e 'Behind the Broken Glass'. De 1975 a 1979, assume a direção da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, RJ. É co-fundador e diretor da revista 'Malasartes'. Em 1978, viaja para os Estados Unidos com bolsa da Fundação John Simon Guggenheim. Em 1982, permanece por um ano em Berlim como artista residente, a convite do Deutscher Akademischer Austauch Dienst - DAAD [Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico]. Realizou diversas exposições individuais e participou de muitas mostras oficiais no Brasil e pelo mundo recendo prêmios na Bienal de São Paulo (1965), Bienal de Salvador, BA (1966), Bienal de Cali, Colômbia (1967, 1970). JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 417; PONTUAL, PÁG. 235; TEIXEIRA LEITE, "in" A GRAVURA BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 734; ARTE NO BRASIL, PÁG. 974; LEONOR AMARANTE, PÁG. 143, MEC VOL. 2, PÁG. 246; Acervo FIEO.



174 - NICOLA PETTI (1904 - 1983)

Nu - óleo sobre cartão - 11 x 17 cm - canto inferior direito -

Ativo em São Paulo, foi também excepcional desenhista, aluno nesta capital, do pintor e professor alemão Georg Ficher Elpons; participou assiduamente do Salão Paulista de Belas Artes, desde sua inauguração em 1933, onde foi muito premiado. MEC, vol. 3, pág. 393; JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 685; ITAU CULTURAL, Acervo FIEO.



175 - REINALDO MANZKE (1906 - 1980)

Carro de bois - guache - 20 x 25 cm - canto inferior direito -

Pintor, nascido em falecido em Blumenau, SC. Participou regularmente do Salão Paulista de Belas Artes, recebendo premiações diversas. JULIO LOUZADA, vol 9, pág, 529. MEC, VOL, 3,pág, 65. PONTUAL,pág,335; TEODORO BRAGA; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



176 - REGINA VATER (1943)

Video Art - fotografia off set - 293/1000 - 29 x 30 cm - canto inferior direito -

Artista intermídia, ilustradora, desenhista, pintora, fotógrafa, professora, Regina Maria da Motta Vater nasceu no Rio de Janeiro. Estudou desenho e pintura no ateliê de Frank Schaeffer (1958 a 1962) e com Iberê Camargo (1962 a 1965), no Rio de Janeiro. Cursou por três anos, até 1964, a Faculdade Nacional de Arquitetura e nesse mesmo ano realizou sua primeira exposição individual. No início dos anos 1970, mudou-se para São Paulo e trabalhou nas agências de publicidade DPZ e MPM. Estudou silkscreen no Pratt Institute, em Nova York (1972) quando ganhou o prêmio de viagem ao exterior, concedido pela União Nacional de Arte Moderna. Morou em Paris entre 1974 e 1975. De volta ao Brasil, fez curso de filme super-8, na Escola Griffe, em São Paulo. É autora, entre outros, dos livros infantis ‘Tungo Tungo’ e ‘Uma Amizade Bem Temperada’, publicados no fim da década de 1970. Organizou a primeira exposição de arte contemporânea e experimental brasileira em Nova York: Contemporary Brazilian Works on Paper: 49 artistas, na Nobé Gallery, em 1979. Como bolsista da Fundação Guggenheim, retornou a Nova York, em 1980, para desenvolver pesquisas sobre instalações, iniciada em 1970. Em 1983, editou um número da revista ‘Flue’, publicada pelo Franklin Furnance Archives, dedicado à arte experimental produzida na América Latina. Três anos depois, passou a viver em Austin, Estados Unidos, com o marido, também artista, Bill Lundberg. Foi curadora da exposição Brazilian Visual Poetry, com participação de 51 artistas, no Mexic-Arte Museum, Austin, 2002. Participou da Bienal Internacional de São Paulo (1967, 1969, 1977); do Panorama da Arte Atual Brasileira (1973); da Bienal de Veneza (1976), entre as muitas exposições oficiais. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 13; PÁG. 344; MEC VOL. 4, PÁG. 447; PONTUAL PÁG. 535; www.imediata.com; web.artprice.com.



177 - DJANIRA DA MOTTA E SILVA (1914 - 1979)

Trabalhador - serigrafia - 48 x 31 cm - canto inferior direito -

Pintora, desenhista, ilustradora, cartazista, cenógrafa e gravadora. Djanira da Motta e Silva nasceu em Avaré, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. No final da década de 1930, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde teve suas primeiras instruções de desenho no Liceu de Artes Ofícios e com o pintor Emeric Marcier, hóspede da pensão que Djanira instalou no bairro de Santa Teresa. Os contatos com os artistas Carlos Scliar, Milton Dacosta , Arpad Szenes , Vieira da Silva e Jean-Pierre Chabloz , frequentadores de sua pensão, proporcionaram um ambiente estimulador que a levou a expor no 48º Salão Nacional de Belas Artes, em 1942. No ano seguinte, realizou sua primeira mostra individual, na Associação Brasileira de Imprensa - ABI. Em 1945, viajou para Nova York. De volta ao Brasil, realizou o mural ‘Candomblé’ para a residência do escritor Jorge Amado, em Salvador, e painel para o Liceu Municipal de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Entre 1953 e 1954, viajou a estudo para a União Soviética. De volta ao Rio de Janeiro, tornou-se uma das líderes do movimento pelo Salão Preto e Branco, um protesto de artistas contra os altos preços do material para pintura. Realizou em 1963, o painel de azulejos ‘Santa Bárbara’, para a capela do túnel Santa Bárbara, Laranjeiras, Rio de Janeiro. No ano de 1966, a editora Cultrix publicou um álbum com poemas e serigrafias de sua autoria. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil, EUA e Europa. Foi premiada no Rio de Janeiro (1943, 1944, 1949, 1950 a 1953, 1955, 1963) e em São Paulo (1951, 1955). Participou da 1ª e da 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955). Em 1977, o Museu Nacional de Belas Artes - MNBA, realizou uma grande retrospectiva de sua obra. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 336; PONTUAL, PÁG. 181; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 164; MEC, VOL. 2, PÁG 58; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG, 263; WALTER ZANINI, PÁG. 810; ARTE NO BRASIL, PÁG. 824; ACERVO FIEO.



178 - TOMOSHIGUE KUSUNO (1935)

Carlitos - litografia - 84/100 - 31 x 30 cm - canto inferior direito - 1971 -

Desenhista, pintor, artista visual, professor e gravador, natural de Yubari, Japão. . Estudou na Universidade de Arte e fez parte do Núcleo de Arte de Vanguarda, em Tóquio, Japão, na década de 1950. Imigrou para o Brasil em 1960 fixando-se em São Paulo. No ano seguinte, participou do 10º Salão Paulista de Arte Moderna. Em 1962 foi premiado no Salão do Paraná, em Curitiba, e no Salão do Grupo Seibi de Artistas Plásticos, em São Paulo - neste salão também ganhou o grande prêmio em 1970, na sua 14ª edição. Ainda na década de 1960, uniu-se a artistas ligados a tendências da nova figuração e participou das mostras: ‘Opinião 65’, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e ‘Propostas 65’, na Fundação Armando Álvares Penteado, SP. No Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, expôs em várias ocasiões, participando da mostra Jovem Arte Contemporânea, na qual recebeu prêmios em 1967 e 1972. Participou também da Bienal Internacional de São Paulo (1963, 1965, 1967, 1977, 1983, 1985), do Panorama da Arte Atual Brasileira – MAM, SP (1970, 1976, 1977, 1979, 1986). JULIO LOUZADA, VOL.4, PÁG.1101; MEC, VOL.2, PÁG.430; PONTUAL, PÁG.295; TEIXEIRA LEITE, PÁG.274; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁG.452; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 697; ARTE NO BRASIL, PÁG. 968; LEONOR AMARANTE, PÁG. 171, ACERVO FIEO.



179 - MODESTO BROCOS Y GOMES (1852 - 1936)

Figura - desenho a lápis - 24 x 29 cm - canto inferior direito -
Com a seguinte dedicatória: "Ao amigo Dr. Sá Vianna oferece M. Brocos - 1° de janeiro de 1906". Com desenho original assinado Boas Festas, no dorso. -

Pintor, desenhista, gravador e professor, nascido em Santiago de Compostela, Espanha, a 9 de fevereiro de 1852, e falecido na cidade do Rio de Janeiro, onde era radicado e ativo, no dia 28 de novembro de 1936. Era brasileiro naturalizado. Estudou com Vitor Meireles e Zeferino da Costa, na Academia Imperial de Belas Artes-RJ (até 1875). Em Paris estudou com Henri Lehmann. Em 1952, o MNBA-RJ organizou importante retrospectiva de sua obra, por ocasião do centenário do seu nascimento. JULIO LOUZADA vol.10, pág. 144; MEC vol.1, pág. 297; PONTUAL, pág. 91; TEIXEIRA LEITE, pág. 88; WALMIR AYALA vol.1, pág.134; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 418; 602.



180 - AXEL LESKOSCHEK (1889 - 1976)

Paisagem - aquarela - 24 x 34 cm - canto inferior esquerdo - 1951 -

Importante gravador, pintor e professor austríaco. Realizou sua formação artística na Áustria e ali publicou álbuns de xilogravuras e águas-fortes. Veio residir no Brasil em 1930, fugindo do nazismo, aqui ficando até 1950. Ilustrou diversas publicações nacionais, entre elas, e principalmente, as edições brasileiras dos romances de Dostoiévski (Ed. José Olimpio). Foi professor, entre outros, de Renina Katz, Fayga Ostrower e Ivan Serpa. MAYER/88, pág.494; JULIO LOUZADA, vol.1, pág.609; BENEZIT, vol.6, pág.612, ART PRICE ANNUAL/2000, pág.1464; PONTUAL, pág.309, TEIXEIRA LEITE, pág.284; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 605; ARTE NO BRASIL, pág. 840; Acervo FIEO.



181 - SERGIO VIDAL (1945)

"Pintado" - óleo sobre tela - 70 x 50 cm - canto inferior direito e dorso - maio de 1981 - RJ -

Pintor, gravador, escultor e músico, nascido na cidade do Rio de Janeiro-RJ. O consagrado crítico de arte, Quirino Campofiorito, assim escreveu sobre o autor: " ... Vidal encontra sua temática na convivência popular, e a traduz (gente e ambiente) com a eloquência poética de quem realmente sente o assunto e sabe dar-lhe proporção justa". Vidal realizou exposição individual e coletivas, com sucesso de crítica e de público. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 1033. Acervo FIEO.



182 - OTTO BÜNGNER (1890 - 1965)

"Paineira em flor" - óleo sobre tela colada em cartão - 27 x 22 cm - canto inferior esquerdo - 1923 - Rio -
Estrada Rio - Petrópolis. -

Pintor alemão, radicado no Brasil, participou de diversos Salões Nacionais de Belas Artes/RJ conquistando Medalha de Prata em 1915 e Menção Honrosa de Primeiro Grau em 1918; e da Exposição Flamboyant, organizada pela Sociedade Brasileira de Belas Artes/RJ em 1940. JÚLIO LOUZADA, vol. 5, pág. 169; ITAÚ CULTURAL.



183 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Vesúvio - guache - 22 x 36 cm - não assinado -



184 - SILVIO OPPENHEIM (1941 - 2012)

Composição - técnica mista - 70 x 51 cm - lado direito -

Nascido em São Paulo, formou-se pela faculdade de arquitetura da USP, em 1965. Inicialmente figurativo, passou para a abstração de forma muito natural. Perfeccionista, usava as cores de forma quase puras em requintado grafismo. Participou de exposições desde 1962 com sempre renovado sucesso de crítica e de público JULIO LOUZADA, vol.11, pág.233; MEC, vol.3, pág.301; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO.



185 - JOSÉ SABÓIA (1949)

Flamenguistas - óleo sobre tela - 50 x 50 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor, José Sabóia do Nascimento nasceu em Almadina-BA. Artista autodidata foi para o Rio de Janeiro em 1967 e começou a pintar no ano seguinte, passando a expor seus trabalhos na feira hippie de Ipanema. Fez sua primeira exposição individual em Fortaleza, CE (1970). Entre as exposições de que participou, destacam-se: I e III Salão Nacional de Artes Plásticas do Ceará, Fortaleza, (1969, 1971 - Prêmio Aquisição); Dez Pintores no Rio de Janeiro, no MNBA, RJ (1983); ‘Brésil Naifs’, Paris (1986); ‘Salon d'Art Naif’- Marseilha, França (1987); ‘Pintura, Presença e Povo na Arte Brasileira’ no Museu da Casa Brasileira - São Paulo (1990); ‘Visões do Rio’ no MAM, RJ (1996). No exterior expôs individualmente em São Francisco, EUA e Munique, Alemanha, além de participar de coletivas em vários países e, principalmente na França, com exposições organizadas pela Galeria Jacqueline Bricard e uma presença cativa na ‘Galerie Naïfs du Monde Entier’ em Paris. José Sabóia participou do Concurso Internacional de Morges, quando seu quadro foi eleito pelo público, a melhor obra de 60 participantes de 22 países, premiação que originou o convite da Galeria Kasper para realizar uma exposição individual em 1997. JULIO LOUZADA vol. 11, pág. 278; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 228; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO; www.artprice.com; www.nautilus.com.br; www.ardies.com.



186 - NEWTON COSTA (1896 - 1968)

Praça - aquarela - 25 x 35 cm - canto inferior direito - 1984 - Rio de Janeiro -

Pintor e desenhista com diversas participações em mostras e Salões oficiais. JULIO LOUSADA VOL. 9, PÁG. 226.



187 - MANEZINHO ARAUJO (1910 - 1993)

Baiana - serigrafia - P. A. - 27 x 42 cm - canto inferior direito -

Com apenas dezesseis anos de idade mudou-se para Recife, a fim de concluir seus estudos. Após cursar a escola de comércio de Pernambuco, transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde foi buscar fama através da música, sua primeira paixão. Destacou-se como compositor e intérprete de música popular nordestina, o que lhe valeu a possibilidade de montar um restaurante de comida nordestina em SP, muito famoso durante vários anos, o Cabeça Chata. Apesar de viver, em SP, suas raízes ainda permanecem em Pernambuco. De uma forma autodidata começou a dedicar-se à pintura, retratando o folclore nordestino, sua gente, suas vidas, fase que sustentou até o seu desaparecimento, com uma menção surrealista. Expôs individualmente nas Galerias Astreia e Capela (SP), e na Ranulfo em Recife (1969). Em 1968, apresentado por Aldemir Martins, teve publicado o álbum de serigrafias Meu Brasil. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 56; MEC, vol. 1, pág. 109; PONTUAL, pág. 38; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 18; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 832; Acervo FIEO.



188 - MAPA

Rio de Janeiro e arredores - litografia - 26 x 32 cm -
Publicado por New York D. Appleton & Co. -



189 - VINÍCIUS FERNANDES DA SILVA (1981)

"Paisagem de manhã" - óleo sobre tela - 16 x 25 cm - canto inferior direito e dorso - 2014 -

Pintor e desenhista nascido em São Paulo. Autodidata. Em 2006 passou pelo ateliê de Alexandre Reider onde aprendeu fundamentos da pintura de paisagem. Realizou exposições individuais em: Pains, MG; Itapecerica, MG (2008). Tem participado de várias mostras coletivas e Salões oficiais. Foi premiado no Salão da Paisagem da ABPA (2007), em Arceburgo, MG (2006); em Piracicaba, SP (2011, 2012, 2013); no SABBART - Salão Brasileiro de Belas Artes (2012). http://viniciusfsilva.blogspot.com.br/p/sobre-o-artista.html.



190 - EURICO FRANCO CAIUBY (1888 - XX)

Natureza morta - óleo sobre tela - 50 x 60 cm - canto superior direito -

Natural da cidade paulista de Espirito Santo do Pinhal, foi pintor e jornalista. Participou do SPBA, premiado com menção honrosa (1938), medalha de bronze (1940) e pequena medalha de prata (1943). Sobre a sua carreira artística há referências no Correio de São Paulo (20-10-1933). TEODORO BRAGA; MEC vol. 1, pág. 324



191 - JURANDIR PAES LEME (1896 - 1953)

Flamboyant - óleo sobre madeira - 23 x 32 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor e professor, Jurandir dos Reis Paes Leme nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi aluno de Henrique Bernardelli, Rodolfo Amoedo e Luc ílio de Albuquerque. Participou da Exposição Geral de Belas Artes, no Rio de Janeiro (1922, 1923, 1925, 1927 a 1930, 1933) e do Salão Paulista de Balas Artes, em São Paulo (1941, 1942, 1943, 1945, 1949). Foi premiado no Rio de Janeiro (1922, 1924, 1930, 1945 - Prêmio de Viagem ao Exterior), em Niterói, RJ (1942), em São Paulo (1941) e em Porto Alegre (1939). Possui obras no Museu Antonio Parreiras, Niterói e no Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 5, PÁG. 775; VOL. 9, PÁG. 645; MEC VOL. 2, PÁG. 469; PONTUAL PÁG. 400.



192 - MARIUS HONORÉ BÉRARD (1896 - 1967)

Composição - litografia - H. C. - 40 x 27 cm - canto inferior direito - 1936 -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor nascido em Salindres, França. Estudou em Alès. Realizou exposições em Cannes, Paris, Boulogne-sur-mer e, a partir de 1950, na América do Sul. Em 1946 tornou-se membro do comitê do Salão das Realidades Novas, na França. Participou da 1ª e da 2ª Bienal Internacional de São Paulo; das exposições ‘A França no MAC’ (2009) e ‘Abstracionismo’ (2007) no Museu de Arte Contemporânea – SP. BENEZIT VOL. 1, PÁG. 640; www.centrepompidou.fr; www.macvirtual.usp.br; www.artprice.com; www.artfacts.net; www.arcadja.com.



193 - WASHINGTON MAGUETAS (1942)

Natureza morta - óleo sobre tela colada em eucatex - 9 x 12 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor, escultor, professor, compositor e poeta - Washington Luiz da Costa Maguetas nasceu em Taquaritinga, SP. Assina W. Maguetas. Autodidata no início de sua carreira, depois recebeu orientações do escultor italiano Francesco Bassi nas suas primeiras esculturas em argila (1954) e do pintor Oscar Valzachiem em Catanduva, SP. Tornou-se professor de desenho e pintura em 1960. Aos 15 anos recebeu o primeiro prêmio de pintura - bolsa de estudo dada pela Câmara Municipal de Taquaritinga, entre vários outros ao longo de sua vida. Projetou esculturas para espaços públicos em Taquaritinga, SP; Novo Horizonte, SP; Santa Adélia, SP. Realizou muitas exposições individuais e participou de muitas mostras e Salões oficiais no Brasil e exterior. ITAU CULTURAL; MEC. VOL. 3, PÁG. 42; JULIO LOUZADA, VOL. 2, PÁG. 617; VOL. 5, PÁG. 625; VOL. 6, PÁG. 649; www.maguetas.com.br; www.artprice.com; www.galleryfrance.com.



194 - ANGELO DE AQUINO (1945 - 2007)

Rex - serigrafia - 13/100 - 60 x 89 cm - canto inferior direito -

Mineiro de Belo Horizonte, onde nasceu a 2 de agôsto de 1945. Pintor e gravador, assina ÂNGELO DE AQUINO. Seu trabalho tem um bom conceito em Paris, onde encontra mais incentivo e facilidade do que no Brasil. Em muitos de seus quadros aparece a figura do cão Rex, uma de suas criações. Expõe individualmente desde 1969. Coletivamente, desde 1965, inclusive com diversas e respeitadas criticas no exterior. JULIO LOUZADA vol. 13 pág. 19; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 743, Acervo FIEO.



195 - AUGUSTO HERKENHOFF (1965 - XX)

"40 anos" - óleo sobre tela - 40 x 40 cm - centro e dorso - 2005 -

Nasceu em Cachoeiro do Itapemirim, ES. Formou-se em Direito, no Rio de Janeiro, em 1984.De 1985 a 1986, estudou com Katie Van Scherpenberg no MAM/RJ. Entre 1985 e 1988 estudou pintura com Ronaldo do Rego Macedo, Katie Van Scherpenberg e Manfredo Souzanetto, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Entre 1986 e 1995 participou de diversos Salões, entre eles o I Salão Capixaba de Artes Plásticas, V Salão da Ferrovia – RFFSA, onde recebeu o Prêmio Aquisição, no Rio de Janeiro, 12º Salão Carioca de Arte Universitária, 13º e 16º Salão Carioca Rioarte, VII Salão Paulista de Arte Contemporânea, 13º Salão Nacional de Artes Plásticas, Rio de Janeiro, XV Salão Nacional de Artes Plásticas, recebendo o 1º Prêmio, com a séria Amarelas, Rio de Janeiro. Neste mesmo período participou de várias exposições individuais e coletivas em diversos estados do Brasil. http://pt.shvoong.com/humanities/424525-biografia-augusto-herkenhoff/



196 - FLÁVIO PRADA (1939)

"Floradas na serra" - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2007 - Sto Ant° do Pinhal -

Iniciou suas atividades de pintura, como autodidata, a partir de 1989. É membro da Academia Paulista de Medicina Veterinária. Tem participado de inúmeras exposições oficiais: São Paulo (1996 a 1999, 2002); EUA (1997); Jaboticabal, SP (1999); Ribeirão Preto, SP (2000); Extrema, MG (2000); Caraguatatuba, SP (2000); Osasco, SP (2000); Serra Negra, SP (2001); Riviera de São Lourenço, SP (2001); São Lourenço, MG (2002). Individual em São Paulo (2000, 2001). Prêmios: Riviera de São Lourenço, SP (2001); São Paulo (2002).



197 - INNOCÊNCIO BORGHESE (1897 - 1985)

Pescadores - óleo sobre madeira - 15 x 30 cm - canto inferior direito - 1950 -

Pintor e professor paulista, participante do Salão Paulista de Belas Artes, de 1935 a 1961. Diversas exposições individuais e coletivas, com muitas premiações. Pintou muitas paisagens tendo como tema a cidade de São Paulo. TEODORO BRAGA, pág 56; MEC, vol. 1, pág. 251; Acervo FIEO.



198 - VERONICA LAATST (1972)

Casal - óleo sobre tela - 50 x 40 cm - canto inferior esquerdo - 1988 -

Pintora nascida em Garanhuns, PE. Realizou exposições individuais em Garanhuns, PE (1982); Mogi das Cruzes, SP (1988); São Paulo (1989). Participou de diversas mostras e Salões oficiais pelo Brasil, na Holanda e foi premiada em Pernambuco (1985) e em São Paulo (1987). JULIO LOUSADA VOL. 5, PÁG. 547.



199 - PAULO BRUSCKY (1949)

"Compassos em A2" - serigrafia - 280/500 - 59 x 42 cm - canto inferior direito na tela serigráfica - 2011 -

Artista multimídia e poeta, Paulo Roberto Barbosa Bruscky nasceu em Recife, PE. No início da carreira, trabalhou com desenho, pintura e gravura. Posteriormente atuou em performances e na produção de livros de artista. Na década de 1960, iniciou pesquisa no campo da arte conceitual e, a partir de 1970, desenvolveu pesquisas em arte-xerox. Atuou no Movimento Internacional de Arte Postal (1973) sendo um dos pioneiros no Brasil nessa arte, e no ano seguinte lançou o Manifesto Nadaísta. Organizou duas exposições internacionais de arte postal no Recife (1975 e 1976). Realizou 30 filmes de artistas e videoarte entre 1979 e 1982, e começou a produzir videoinstalações em 1983. Criou, em 1980, o ‘xerox-filme’ com base em sequências xerográficas. Com a Bolsa Guggenheim de artes visuais recebida em 1981, residiu por um ano em Nova York. Nesse ano, expôs na sala especial sobre arte postal montada na 16ª Bienal Internacional de São Paulo. É editor de livros de artistas e mantém em seu ateliê no Recife importante coleção de livros e documentos sobre arte contemporânea, entre eles correspondência com integrantes dos grupos Fluxus e Gutai. Em 2004, seu ateliê foi integralmente transferido do Recife para São Paulo, sendo remontado em uma das oito salas especiais da 26ª Bienal Internacional de São Paulo. Participou, entre muitas mostras oficiais, do Panorama da Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1984, 2001) e realizou várias exposições individuais. ITAU CULTURAL; MEC VOL. 1, PÁG. 299; PONTUAL PÁG. 93; www.nararoesler.com.br; www.institutotomieohtake.org.br; www.fundacaobienal.art.br; www.mamam.art.br; web.artprice.com.



200 - JOSÉ ANTONIO MORETO (1938)

Paisagem - óleo sobre tela - 33 x 55 cm - canto inferior esquerdo - 1989 -

Natural de Pederneiras, SP, onde nasceu em 14/7/1938. Seu principal mestre e orientador foi Aldo Cardarelli. Fixou-se em Campinas, onde seu talento paisagista é bem reconhecido. Sua pintura é neo-clássica, e produz paisagens, marinhas, naturezas-mortas e figuras. JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 694; ITAU CULTURAL, Acervo FIEO.



201 - HILÁRIO ZARZANA (1934 - 1991)

Natureza morta - óleo sobre eucatex - 39 x 59 cm - canto inferior esquerdo - 1990 -

Paulistano, o pintor HILARIO era também odontólogo, profissão que exerceu paralelamente às artes até 1981, quando passou a dedicar-se integralmente à pintura. Cursou pintura na Faculdade Marcelo Tupinambá e desenho artístico no IUB. A partir de 1981 expõe suas obras, obtendo premiações. JULIO LOUZADA, vol. 13 pág. 166, Acervo FIEO.



202 - LUCAS PENNACCHI (1960)

Paisagem - óleo sobre eucatex - 39 x 69 cm - centro inferior - janeiro de 2003 -

Pintor, gravador e desenhista paulistano, nascido em 20 de fevereiro de 1960. Filho do festejado artista Fulvio Pennacchi, Lucas dedica-se a retratar paisagens do interior brasileiro e do litoral paulista, de forma delicada e precisa e também peixes, tucanos e outros animais da fauna brasileira com uma leitura atual. JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 678; ITAÚ CULTURAL.



203 - JOSÉ ROBERTO AGUILAR (1941)

Congonhas do Campo - xilogravura - P. A. - 26 x 37 cm - canto inferior direito -

Surgiu em 1963, quando expôs na VII Bienal de São Paulo. Autodidata. Participou de diversas e importantes exposições coletivas, ligado ao figurativismo expressionista e à pop-art. JULIO LOUZADA, vol. 10, pág, 34. PONTUAL, pág, 6. MEC , vol 1, pág,40; TEIXEIRA LEITE, pág. 14; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág 734; ARTE NO BRASIL, pág 975; LEONOR AMARANTE, pág. 170; Acervo FIEO.



204 - RITA RABELO (1926)

Natureza morta - óleo sobre eucatex - 25 x 33 cm - canto inferior direito - 1991 -

Nasceu em São Paulo, Capital, em 25 de outubro de 1926. Teve algumas aulas de desenho com Bonadei (1961). Participa de coletiva na Sociarte (1987), com grande aceitação. JULIO LOUZADA vol.11, pág. 258.



205 - CELSO DE OLIVEIRA (1945)

Vista do Rio de Janeiro - óleo sobre tela - 25 x 35 cm - canto inferior esquerdo e dorso -

Natural de Belo Horizonte. Estudou com Inimá de Paula, Maria Helena Andrés e Sara Ávila, de 1965 a 1966, na Escola de Belas Artes daquela cidade. Participou de diversas exposições individuais e coletivas, destacando-se a da Escola de Guignard (1965). MEC vol.3, pág.295; ITAÚ CULTURAL.



206 - DIVANY VANNI (1936)

Pescadores - acrílico sobre tela - 39 x 59 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor, natural de Guarantã-SP. Autodidata. Segundo a crítica de arte Josette Balsa, o autor é um dos mais originais pintores representantes da arte ingênua (naif). Segundo ainda a crítica "...As cores alegres, limpas, as linhas elegantes, a alvura simbólica, acrescentam sua limpidez ao tema bucólico. As obras permitem assim uma fuga da realidade dramática e sufocante, uma volta às fontes perenes de felicidade...". Exposições no Brasil desde 1971 e no exterior em 1973 e 1982. JULIO LOUZADA, vol 03 - pág 1174



207 - HÉLCIO IÓRIO (1925)

Caravana árabe - óleo sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor e professor nascido em São Paulo, em 27 de novembro de 1925. Cursou a EPBA e frequentou os ateliers de Oscar Campiglia e Angelo Simeoni. JULIO LOUZADA vol.11, pág. 154; Acervo FIEO.



208 - AÉCIO DE ANDRADE (1935)

Paisagem - acrílico sobre tela - 27 x 35 cm - canto inferior direito -

Pintor natural de São Paulo, Capital. Passou pelo gênero impressionista no inicio da carreira, e depois para uma fase mais pessoal. Aborda temas populares brasileiros. Possui obras nos Museus das cidades de Americana, Matão, Assis, Guararapes, e em Penápolis. Começou a expôr em 1968, tendo participado de diversas mostras no País e no exterior, conforme relaciona a bibliografia abaixo. JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 33



209 - ULYSSES FARIAS (1960)

Composição - técnica mista - 30 x 30 cm - dorso - dezembro de 2014 -

Desenhista, pintor, fotógrafo, escultor, poeta e professor nascido em São Paulo. Tem participado de muitos eventos culturais, mostras e Salões oficiais em Socorro, SP (2006 a 2014); Brasília, DF (2010); Mairiporã, SP (2007); São Paulo (2013). Recebeu, em 2012, o primeiro lugar em um concurso de fotografias.



210 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Sereia - litografia - 8/100 - 18 x 25 cm - canto inferior direito - 1979 -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



211 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Galo - gravura - 40/100 - 44 x 35 cm - canto inferior direito -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



212 - ALFREDO VOLPI (1896 - 1988)

Fachadas - serigrafia - P. I. II/II - 56 x 37 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.



213 - FANG (1931 - 2012)

Vaso de flores - serigrafia - P. A. - 50 x 40 cm - canto inferior direito - 1987 -

Pintor, desenhista, gravador e professor, Chien Kong Fang, ou simplesmente Fang, nasceu na cidade de Tung Cheng, China e faleceu em São Paulo. Estudou sumiê e aquarela na China em 1945. Veio morar em São Paulo com a família em 1951, naturalizando-se brasileiro em 1971. Entre 1954 e 1956, estudou pintura com Yoshiya Takaoka em São Paulo. Viajou, em 1977, para a América do Norte, Europa e Ásia, onde desenvolveu o seu trabalho de pintura. Em 1981, foi realizado o curta metragem biográfico ‘O Caminho de Fang’, em São Paulo. Visitou a China, convidado pelo governo chinês, em 1985. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1959, 1961, 1962, 1978, 1981, 1993, 2005); Salvador, BA (1962); Rio de Janeiro (1978, 1986); Schleswing, Alemanha (1985); Lugana, EUA (1990); Americana, SP (1994); Formosa, Taiwan (1994). Foi premiado no Rio de Janeiro (1957) e em São Paulo (1960 a 1962, 1967 a 1969, 1978, 1979, 1991). Participou do Panorama da Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1978). MEC, VOL. 2, PÁG. 124; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 366; VOL. 6, PÁG. 378; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 189; PONTUAL, PÁG. 201; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; www.fang.com.br; www.artprice.com.



214 - CARLOS SÖRENSEN (1928 - 2008)

Figura - desenho a caneta hidrográfica - 78 x 44 cm - canto inferior esquerdo - 1974 -
No estado. -

Paulista de Baurú, Sorensen fez importantes estudos em Paris, onde a convite do governo francês, freqüenta o ateliê de André Lhote, onde conhece Picasso, Roonet e Fernand Léger e no ano seguinte freqüenta a Escola Superior de Belas Artes-Paris, estudando com Gleizes e André Lhote(1952-1953). Foi artista de múltiplas atividades, ceramista, tapeceiro, cenógrafo, ilustrador, arquiteto, designer e pintor, com sucesso de crítica e de público. Citado em Delta Larouse/1970, pág. 6406; MEC vol.4, pág. 309; PONTUAL, pág. 500, WALMIR AYALA vol.2, pág.347; JULIO LOUZADA vol.11, pág. 306; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



215 - IRINEIDE KLOCKNER (1961)

Composição - óleo sobre tela - 70 x 50 cm - canto inferior direito -

Pintora nascida em Maringá, PR. Já morou em Portugal onde aprimorou suas técnicas artísticas e atualmente reside em Maringá.



216 - MERIO AMEGLIO (1897 - 1970)

Barcos - óleo sobre madeira - 22 x 27 cm - canto inferior esquerdo -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor nascido em San Remo, Itália e falecido em Paris. Foi educado, desde muito jovem, na França - região da "Côte d’Azur". Em 1938 mudou-se para Paris e passou a viver em Montmartre junto aos artistas de vanguarda da época como: Pablo Picasso, Jacques Villon, Jean Paul François Galle, Van Dongen, Severini. Foi membro e participante dos salões e recebeu Menção Honrosa na Exposição de Arte Internacional de 1938. Sempre pintando, viajou pela Itália e interior da França. Em 1969 foi realizada uma exposição retrospectiva de sua obra na Galeria Cambaceres, em Paris. BENEZIT VOL. 1, PÁG.154; www.artprice.com; www.wallyfindlay.com; www.bantamfinearts.com, artist.christies.com.



217 - GILDÁSIO JARDIM (1981)

Kombi - pintura sobre tecido - 41 x 50 cm - canto inferior esquerdo - 2014 -

Pintor, desenhista e professor, Gildásio Jardim Barbosa nasceu em Joaíma, MG. Autodidata, desenha e pinta desde a infância. Participou de várias exposições coletivas como: Festivale - Festival de Cultura Popular do Vale do Jequitinhonha (2007, 2008, 2009, 2010, 2011, 2012); UFVJM: Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (2008, 2009, 2010); UFMG: Feira de Arte sobre o Vale do Jequitinhonha (2011, 2012, 2013); SESC Rio de Janeiro, unidade Engenho de Dentro (2013); SESC Rio de Janeiro, unidade São João de Meriti (2013); Universidade Federal UFVJM- Diamantina (2013); JEQUISABOR - Capelinha, MG (2013). gildasio-35.blogspot.com.br; www.kiaunoticias.com.



218 - ANA GOLDBERGER (1947)

"Fly to the moon" - acrílico sobre tela - 40 x 100 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2006 -

Pintora, desenhista e gravadora, natural de São Paulo-SP, onde nasceu a 6 de julho de 1947. Expõe individualmente desde 1976, participando de coletivas a partir de 1979. Em 1993 recebeu o Prêmio Aquisição no XXI Salão da Primavera no MAM de Resende-RJ. Em 1990 participou da Bienale des Femmes no Grand Palais em Paris, França. JULIO LOUZADA, vol 6 pág 453



219 - ARLINDO MESQUITA (1924 - 1987)

Maternidade - desenho a nanquim - 14 x 37 cm - canto inferior direito - 1973 -

Pintor figurativo de orientação tradicional, Arlindo Mesquita foi autodidata, e começou a pintar e esculpir aos 13 anos. Natural de Arcoverde, PE, transferiu-se para Recife, onde ingressou aos 15 anos na Escola de Aprendizes Marinheiros daquela cidade, servindo até 1944 na Marinha. Desde então fixou residência no Rio de Janeiro, onde foi desenhista de publicidade e pintor expositor frequente do SNBA. No II Salão Pancetti, realizado naquela cidade, em 1967, obteve prêmio de viagem a Paris. JULIO LOUZADA vol.11, pág. 212; PONTUAL pág. 359; MEC vol. 3, pág. 142; TEIXEIRA LEITE, pág. 323; ITAU CULTURAL.



220 - FRANCISCO CÉA (1908 - XX)

"Caminho da aldeia" - óleo sobre tela - 60 x 30 cm - canto inferior direito e dorso - 1963 -

Pintor e desenhista com várias participações em mostras coletivas e Salões oficiais. Recebeu Medalha de Bronze no Salão Nacional de Belas Artes - Rio de Janeiro, em 1954. ITAU CULTURAL; MEC VOL. 1, PÁG. 394; JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 247; VOL. 13, PÁG. 80; web.artprice.com



221 - MARCOS DE OLIVEIRA (XX)

"Bicho celestial IV" - acrílico sobre tela - 60 x 80 cm - canto inferior direito e dorso - 2011 - São Paulo -
Reproduzido no catálogo da exposição "Sobre anjos, santos e guerreiros" realizada de 1 de setembro a 7 de outubro de 2012, na Caixa Cultural - São Paulo, SP. -

Diretor de arte e artista plástico, Marcos Oliveira trabalha com a arte Naïf moderna. Ele também apresenta a cultura nordestina com cores intensas e mãos e pés destacados pelo tamanho. Para ele o Naïf representa o que o Brasil tem de melhor. A arte Naïf é o cartão postal do Brasil no exterior.-



222 - DARCY PENTEADO (1926 - 1987)

"3 gerações" - litografia - 47/80 - 51 x 35 cm - canto inferior direito - 1985 -

Desenhista, pintor, cenógrafo, figurinista e escritor, Darcy Penteado foi a personalidade polimorfe, que buscava tornar a própria existência matéria de arte. Em 1948 passou a integrar em São Paulo o Grupo Novíssimos. Expôs individualmente a partir de 1949, participando de inúmeras exposições coletivas e individuais, no país e no exterior. MEC, vol. 3, pág. 365; PONTUAL, pág. 416; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 241. WALMIR AYALA, vol 2, pág 183; TEIXEIRA LEITE, pág 401; ITAÚ CULTURAL ; WALTER ZANINI, pág. 717; LEONOR AMARANTE, pág. 75.



223 - ZÉLIO ANDREZZO (1948)

Figuras - óleo sobre tela - 50 x 65 cm - canto inferior direito e dorso - 1991 -

Catarinense da bela cidade de Florianópolis, onde nasceu a 15 de dezembro de 1948. Pintor e desenhista. Segundo seus críticos, trata-se de artista obstinado e firme em seu propósito, tendo a disciplina de um espartano, a paciência de um monge e a precisão de um cosmonauta. Participações em coletivas com premiações. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 14.



224 - IVO BLASI (1932 - 2008)

Marinha - óleo sobre tela - 30 x 60 cm - canto inferior direito e dorso - 1984 -

Foi pintor atuante em São Paulo. Viveu na Itália por algum tempo, onde frequentou cursos de arte. No Brasil cursou a Escola Paulista de Belas Artes, tendo participado de diversas exposições. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 36; Acervo FIEO.



225 - REINALDO MANZKE (1906 - 1980)

Vaso de flores - óleo sobre tela - 46 x 36 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1975 -

Pintor, nascido em falecido em Blumenau, SC. Participou regularmente do Salão Paulista de Belas Artes, recebendo premiações diversas. JULIO LOUZADA, vol 9, pág, 529. MEC, VOL, 3,pág, 65. PONTUAL,pág,335; TEODORO BRAGA; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



226 - BENEDITO LUIZI (1933)

Estrada - óleo sobre tela - 30 x 60 cm - canto inferior direito - 1977 -

Pintor ativo em São Paulo. Participou do SPBA de 1960, recebendo menção honrosa e grande medalha de prata, em 1963. MEC, vol.2, pág. 512.



227 - JESUÍNO LEITE RIBEIRO (1935 - 2012)

Fazenda - óleo sobre eucatex - 42 x 62 cm - canto inferior esquerdo -

Jesuíno Leite Ribeiro nasceu e faleceu em Guaxupé, MG. Foi pintor, desenhista, gravador e professor. Assinava Jesuíno e era, na família, conhecido como Zino. Estudou na Escola de Belas Artes de Belo Horizonte e na antiga Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, onde se aperfeiçoou em gravura com Oswaldo Goeldi. Foi professor de desenho no Instituto Central de Artes da Universidade de Brasília. Exposições individuais: Rio de Janeiro (1960, 1969, 1970, 1977, 1979); São Paulo (1963, 1966, 1980, 1983, 1986); Salvado, BA (1963); Roma, Itália (1971, 1972); Campinas, SP (1983); Guaxupé, MG (2010, 2011). Participou de várias mostras oficiais e foi premiado em: Belo Horizonte, MG (1957, 1959); Salvador, BA (1963). JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 495; VOL. 2, PÁG. 535; VOL. 10, PÁG 451; MEC VOL. 2, PÁG. 374; PONTUAL PÁG. 279; ITAU CULTURAL.



228 - BOB NUNGENT (1947)

Composição - técnica mista - 14 x 10 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, professor nascido em Santa Mônica - Califórnia, EUA. Estudou na Universidade da Califórnia e no ‘College of Creative Studies’. Participa como membro da Louis Comfort Tiffany Foundation (1977), da Sonoma Country Foundation (1986) e do Califórnia Arts Council (1990). Por mais de vinte e cinco anos a região amazônica e o Brasil têm sido assunto para suas pesquisas e trabalhos. Tem realizado inúmeras exposições individuais pelos Estados Unidos, Brasil (1986, 1993, 1997, 1999, 2009, 2010), Europa e participado de várias mostras coletivas e Salões oficiais por todo o mundo. Recebeu muitos prêmios e suas obras fazem parte de acervos de muitos museus. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 12, PÁG. 292; nugentandcompany.com; www.artprice.com; www.artnet.com; www.aurobora.com; www.terceragallerypaloalto.com.



229 - LUIZ PEIXOTO (XX)

Caminhando - óleo sobre tela - 118 x 64 cm - canto inferior direito - 3/8/1947 -

Desenhista, foi ativo no Rio de Janeiro. Expôs no SNBA-RJ em 1970. JULIO LOUZADA, vol.2, pág. 776; MEC, vol. 3 pág. 362. Acervo FIEO.



230 - ADRIANO GAMBIM (1983)

"Mulheres no sofá" - xilogravura - 9/10 - 8 x 8 cm - canto inferior direito - 2004 -

Pintor, desenhista, gravador e arte-educador. Sua formação artística foi na UNIMESP e UNESP, São Paulo. Realizou exposições individuais em Guarulhos (2004, 2008, 2009, 2010, 2011) e tem participado de várias mostras coletivas e Salões individuais como: Guarulhos, SP (2001, 2007 a 2013); São Paulo (2008, 2010); Araraquara, SP (2006, 2010, 2012); Franca, SP (2008); Catanduva, SP (2008); Suzano, SP (2009); Ubatuba, SP (2005, 2009); Ribeirão Preto, SP (2010); Mairiporã, SP (2010); Santo André, SP (2010); Santos, SP (2011); Araras, SP (2013); Embu, SP (2013); Curitiba, PR (2012); Porto Alegre, RS (2013); Brasília, DF (2013); Castro, PR (2013); Ceará (2012); Espanha (2005 a 2008, 2013); Finlândia (2007); México (2009); Itália (2007, 2009); Romênia (2007, 2010). Foi premiado em: Guarulhos, SP (2007 a 2009, 2011); Mairiporã, SP (2011); Espanha (2011); Araraquara, SP (2010, 2012, 2013); Araras, SP (2012); Rio Claro, SP (2013). www.artprice.com.



231 - JOSÉ SABÓIA (1949)

Trabalhadores - óleo sobre tela - 30 x 30 cm - canto inferior direito -

Pintor, José Sabóia do Nascimento nasceu em Almadina-BA. Artista autodidata foi para o Rio de Janeiro em 1967 e começou a pintar no ano seguinte, passando a expor seus trabalhos na feira hippie de Ipanema. Fez sua primeira exposição individual em Fortaleza, CE (1970). Entre as exposições de que participou, destacam-se: I e III Salão Nacional de Artes Plásticas do Ceará, Fortaleza, (1969, 1971 - Prêmio Aquisição); Dez Pintores no Rio de Janeiro, no MNBA, RJ (1983); ‘Brésil Naifs’, Paris (1986); ‘Salon d'Art Naif’- Marseilha, França (1987); ‘Pintura, Presença e Povo na Arte Brasileira’ no Museu da Casa Brasileira - São Paulo (1990); ‘Visões do Rio’ no MAM, RJ (1996). No exterior expôs individualmente em São Francisco, EUA e Munique, Alemanha, além de participar de coletivas em vários países e, principalmente na França, com exposições organizadas pela Galeria Jacqueline Bricard e uma presença cativa na ‘Galerie Naïfs du Monde Entier’ em Paris. José Sabóia participou do Concurso Internacional de Morges, quando seu quadro foi eleito pelo público, a melhor obra de 60 participantes de 22 países, premiação que originou o convite da Galeria Kasper para realizar uma exposição individual em 1997. JULIO LOUZADA vol. 11, pág. 278; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 228; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO; www.artprice.com; www.nautilus.com.br; www.ardies.com.



232 - GERDA BRENTANI (1906 - 1999)

Insetos - gravura - 4/100 - 20 x 10 cm - canto inferior direito -

Nasceu em Triestre, Itália, no dia 27 de fevereiro de 1908. Desenhista e gravadora. No Brasil desde 1939, fixou residência em São Paulo, Capital. Iniciou estudos com Ernesto de Fiori e Rossi Osir, por volta de 1940. De traço humoristico, a artista destacou-se no cenário artístico/crítico nacional, cuja obra tem participado em mostras nacionais e internacionais, com sucesso de crítica. JULIO LOUZADA vol.1, pág.153; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 630; Acervo FIEO.



233 - ANTOINE BARBIER (1859 - 1948)

Cão e gatos - óleo sobre madeira - 26 x 36 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista e professor francês nascido em Saint-Symphorien-de-Lay (Loire) e falecido em Lyon. Passou um tempo viajando pela Argélia e Oriente Médio e retornou à França em 1895. Executou diversas pinturas decorativas como a ‘A Fuga para o Egito’ na igreja de ’Matarieh’ no Cairo - Egito; obras para a Escola de ‘Malesherbes’ em Paris, para a Estação de Trens de ‘Brotteaux’ em Lyon, para o Salão de Honra da Câmara do Comércio e Indústria de Roanne - França, entre outras. Dirigiu cursos periódicos de aquarela na França, Suíça e Inglaterra. Foi presidente da Seção Lionesa da Sociedade Amigos dos Pintores e Escultores Franceses e membro da Academia de Ciências, Letras e Artes de Lyon. Participou do Salão de Inverno, do Salão dos Paisagistas Franceses em Lyon; em Alger -Algéria, em Genebra - Suíça; em Saint Etienne - França. Foi premiado em 1904, 1913, 1926, 1938. BENEZIT VOL. 1, PÁG. 432; JULIO LOUZADA VOL. 4, PÁG. 110; www.antoinebarbier.com; www.artprice.com; www.ville-montbrison.fr.



234 - MANEZINHO ARAUJO (1910 - 1993)

Baiana - serigrafia - 135/150 - 30 x 40 cm - canto inferior direito -

Com apenas dezesseis anos de idade mudou-se para Recife, a fim de concluir seus estudos. Após cursar a escola de comércio de Pernambuco, transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde foi buscar fama através da música, sua primeira paixão. Destacou-se como compositor e intérprete de música popular nordestina, o que lhe valeu a possibilidade de montar um restaurante de comida nordestina em SP, muito famoso durante vários anos, o Cabeça Chata. Apesar de viver, em SP, suas raízes ainda permanecem em Pernambuco. De uma forma autodidata começou a dedicar-se à pintura, retratando o folclore nordestino, sua gente, suas vidas, fase que sustentou até o seu desaparecimento, com uma menção surrealista. Expôs individualmente nas Galerias Astreia e Capela (SP), e na Ranulfo em Recife (1969). Em 1968, apresentado por Aldemir Martins, teve publicado o álbum de serigrafias Meu Brasil. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 56; MEC, vol. 1, pág. 109; PONTUAL, pág. 38; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 18; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 832; Acervo FIEO.



235 - RENZO GORI (1911 - 1999)

Paisagem - óleo sobre tela - 51 x 70 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor de estilo, participou de diversos Salões Nacionais, com premiações; muito apreciado por colecionadores de cenas árabes. TEODORO BRAGA, pág. 110; MEC, vol. 2, pág. 278; JULIO LOUZADA, vol. 9, pág. 390; Acervo FIEO.



236 - ANTONIO POTEIRO (1925 - 2010)

Tartarugas - guache - 22 x 35 cm - canto inferior direito - 1981 -

Português de Braga, viveu em São Paulo e Minas Gerais, radicando-se definitivamente em Goiânia, desde 1967. O sobrenome artístico Poteiro vem das obras em barro e cerâmica que trabalhou por mais de 12 anos, até se transformar no pintor original e vigoroso que foi. Amigo de Siron Franco, seu grande incentivador na pintura. WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 217; TEIXEIRA LEITE, págs 31 e 32; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 808; LEONOR AMARANTE, pág. 294, Acervo FIEO.



237 - GILBERTO GERALDO (1962)

Favela - óleo sobre tela - 60 x 80 cm - canto inferior direito - 1987 -

Pintor e desenhista nascido em São Paulo. Desde os onze anos dedica-se ao desenho e à pintura. Aos dezesseis anos tornou-se membro da Associação de Artistas Plásticos de São Paulo e, aos dezessete, realizou sua primeira exposição individual. Teve como professores Salvador Rodrigues Junior, Sante Bullo e Giovanni Oppido. Em 1999 foi para a Rússia estudar no Instituto V. A. Surikov - Moscou. No ano seguinte transferiu-se para São Petersburgo onde foi aceito na Faculdade de Pintura da Academia I. E. Repin frequentando os ateliês de Yuri Kalyuta, Vladimir Stetsenko, Sergey Pichahchi, Gennadi Monasherov, Vasily Sokolov e seu assistente Vasily Rudnev e Vladimir Mogilevtsev. Foi o primeiro brasileiro a se formar na Academia Russa de Artes Plásticas em São Petersburgo. Realizou muitas exposições individuais e participou de muitas mostras oficiais. Foi premiado em 1987, 1988, 1990, 1991, 1992, 1994, 2001, 2003, 2005, 2007, 2009, 2011. Possui dois de seus desenhos, acervo da Academia de São Petersburgo, publicados no livro do professor Vladimir Mogilevtsev - ‘Esboços e Desenhos Acadêmicos’. ITAU CULTURAL; JULIO LOUSADA VOL. 3, PÁG. 455; www.gilbertogeraldo.com; www.artrenewal.org.



238 - OMAR PELEGATTA (1925 - 2000)

Retirantes - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior esquerdo -

Italiano da Lombardia, PELLEGATTA foi pintor e gravador dedicado a temas sacros e casarios coloniais. Em sua obra, o ser humano é apresentado sempre de modo idealizado, na figura de ternas madonas, santos, coroinhas e cavaleiros. Participou de diversas coletivas e salões, a partir de 1957, recebendo premiações em sua maioria. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág.735; MEC vol.3, pág.363; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



239 - ARNALDO FERRARI (1906 - 1974)

Menino - óleo sobre madeira - 26 x 22 cm - canto inferior direito -
Com etiqueta de exposição na Secretaria de Cultura, Esportes e Turismo - Conselho Estadual de Cultura - Paço das Artes, São Paulo - SP, no dorso. -

Pintor, desenhista e professor, Arnaldo Ferrari nasceu e faleceu em São Paulo SP. Seguindo a profissão do pai, trabalhou como pintor decorador, realizando frisos decorativos para residências. Estudou artes decorativas no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, entre 1925 e 1935. Em 1934, dividiu um ateliê com amigos no edifício Santa Helena e, pela amizade com o pintor Mario Zanini, aproximou-se dos demais integrantes do Grupo Santa Helena. Frequentou também o curso livre de pintura e desenho na Escola Nacional de Belas Artes, entre 1936 e 1938, onde teve aulas de desenho e pintura com Enrico Vio. Entre 1950 e 1959, integrou o Grupo Guanabara, com Thomaz Ianelli, Tomie Ohtake, Tikashi Fukushima e Oswald de Andrade Filho, entre outros. Realizou diversas exposições individuais, participou de várias mostras e Salões oficiais e foi premiado em São Paulo (1958, 1959, 1961, 1963, 1966) e em Santo André (1971). Participou da 7ª à 11ª Bienal Internacional de São Paulo (1963, 1965, 1967, 1969, 1971). Foi apresentada retrospectiva de sua obra em 1975, no Paço das Artes, SP e catálogo com textos de Theon Spanudis, José Geraldo Vieira e Mário Schenberg, entre outros. ITAÚ CULTURAL; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 304; MEC, VOL. 2, PÁG. 149; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 191; PONTUAL, PÁG. 207; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 378; WALTER ZANINI, PÁG.678, ACERVO FIEO.



240 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Feira árabe - óleo sobre eucatex - 27 x 18 cm - não assinado -



241 - FRANCISCO REBOLO GONSALES (1903 - 1980)

Paisagem - litografia - 64/70 - 49 x 34 cm - canto inferior direito -

Pintor e gravador nascido e falecido em São Paulo. Iniciou seus estudos em artes na Escola Profissional Masculina do Brás, onde teve aulas de desenho com o professor Barquita (1915 e 1917). Aos 14 anos, trabalhou como aprendiz de decorador de paredes. Paralelamente à sua atividade como decorador, atuou como jogador de futebol. Em 1926, montou ateliê de decoração na Rua São Bento. A partir de 1933, transferiu seu ateliê para uma sala no Palacete Santa Helena, quando se iniciou na pintura. A partir de 1935, partilhou seu ateliê com Mario Zanini. Posteriormente, outras salas do Palacete foram transformadas em ateliês e ocupadas por vários pintores, entre eles: Fulvio Pennacchi, Bonadei, Humberto Rosa, Clóvis Graciano, Alfredo Volpi, Rizzotti e Manoel Martins. Mais tarde, este grupo de artistas passou a ser denominado Grupo Santa Helena. Rebolo esteve presente em todos os importantes eventos ligados à história da arte moderna. Integrou, por exemplo, o Salão de Maio, os Salões da Família Artística Paulista e do Sindicato dos Artistas Plásticos; pertenceu ao grupo de artistas que defendeu a criação de um Museu de Arte Moderna em São Paulo e, mais tarde, a Bienal, entre outros feitos que foram relatados na cronologia de sua vida artística. Um ponto alto de sua carreira foi quando recebeu, no Salão de Arte Moderna do Rio de Janeiro, o "Prêmio de Viagem ao Exterior", em 1954. Em 1956, fez curso de restauração no Vaticano, participando da recuperação de uma obra de Raphael. A partir de 1959, incentivado por Marcelo Grassmann, iniciou uma série de experiências como gravador. MEC, VOL. 4, PÁG. 28; TEODORO BRAGA, PÁG. 202; PONTUAL, PÁG. 447; REIS JR., PÁG. 382; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 433; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; LEONOR AMARANTE, PÁG. 13; ARTE NO BRASIL; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 807; VOL. 13, PÁG. 278; www.sampa.art.br; www.macvirtual.usp.br; www.unesp.br.



242 - MARIO GRUBER (1927 - 2011)

Meninos - gravura - P. A. - 33 x 40 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, escultor, muralista - Mário Gruber Correia nasceu em Santos, SP. Autodidata, começou a pintar em 1943. Mudou-se para São Paulo em 1946 e matriculou-se na Escola de Belas Artes, onde foi aluno do escultor Nicolau Rollo. Em 1947, ganhou o primeiro prêmio de pintura na exposição do grupo ’19 Pintores’. No ano seguinte realizou sua primeira exposição individual e passou a estudar gravura com Poty e a trabalhar com Di Cavalcanti. Recebeu bolsa de estudo em 1949, foi morar em Paris, onde estudou na ‘École Nationale Supérieure des Beaux-Arts’ com o gravador Édouard Goerg e trabalhou com Candido Portinari. Retornou ao Brasil em 1951 e fundou o Clube de Gravura (posteriormente Clube de Arte) em sua cidade natal, onde voltou a residir. Foi professor de gravura no Museu de Arte Moderna de São Paulo em 1953 e na Fundação Armando Álvares Penteado entre 1961 e 1964. De 1974 a 1978, morou em Paris, depois, ao retornar ao Brasil, morou em Olinda, Pernambuco. Em 1979, montou ateliê em Nova York. De volta a São Paulo, realizou obras de grande porte em espaços públicos como a estação Sé do Metrô e o Memorial da América Latina. Além de ter realizado muitas exposições individuais, participou de várias mostras e salões oficiais: Salão Paulista de Arte Moderna; Panorama da Arte Moderna Brasileira; Bienal Internacional de São Paulo e na França, Espanha, Estados Unidos, Colômbia, Holanda, Finlândia, Alemanha. PONTUAL, PÁG. 253; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 370; MEC, VOL. 1, PÁG. 466; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 448; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.649; ARTE NO BRASIL, PÁG. 803; LEONOR AMARANTE, PÁG. 376; ACERVO FIEO.



243 - AGI STRAUS (1926)

Figuras - técnica mista - 61 x 37 cm - diversas assinaturas -

Pintora, desenhista e gravadora. Vindo residir em São Paulo, aqui estudou com Darel e Poty, no Museu de Arte de São Paulo, dedicando-se, também, ao aperfeiçoamento na pintura e técnica do afresco com Gaetano Miani. Recebeu no SPAM diversas premiações. Desde 1955 vem realizando exposições individuais em São Paulo e no exterior. A respeito de seus trabalhos, por volta de 1964, disse José Geraldo Vieira serem eles realizados com "sensibilização prévia do suporte, seja pergaminho, tela ou duratex, para conseguir texturas de fundo, impregnação, relevo e matéria. Para tanto a artista suplica a superfície a fim de tranformá-la em bossagem adequada (...) resultam sugestões híbridas, espaciais e telúricas, mas sempre expressionistas por causa da desagregação cromática e dos efeitos de microgeografia ou siderais". JULIO LOUZADA,vol. 11, pág. 312; MEC, vol. 4, pág 343/44; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 355; PONTUAL, pág. 506; TEIXEIRA LEITE, pág. 488; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



244 - MENASE WAIDERGORN (1927)

Paisagem - óleo sobre tela - 30 x 60 cm - canto inferior direito -

Romeno da cidade de Hotin, Waidergorn veio para o Brasil em 1932, onde seus pais fixaram residência em São Paulo. Ingressou na APBA, onde conheceu Mecatti, que muito o estimulou e orientou, dele assimilando a luminosidade da pintura peninsular muito a gosto do ottocento italiano. Sua pintura aborda todos os gêneros, baseadas tanto nas recordações da infância pobre como nas lembranças das viagens que fez ao norte da Africa e Europa. Participou de diversos salões e coletivas, recebendo diversas premiações JULIO LOUZADA vol.11, pág. 330; Acervo FIEO.



245 - SALVADOR RODRIGUES JR (1907 - 1995)

Natureza morta - óleo sobre tela - 60 x 120 cm - canto inferior direito - 1970 - São Paulo -

Nasceu em Cádiz, Espanha, a 8 de abril de 1907. Veio a falecer no dia 24 de julho de 1995, em São Paulo-SP. Pintor e professor. A sua pintura é toda poesia e sem artifícios. O artista não imita ninguém. Tem estilo e sentido próprios. Estas algumas das observações do crítico da Sociarte, José Cornelsen. O autor obteve mais de uma centena de medalhas e troféus em certames oficiais. JULIO LOUZADA vol.9, pág.741, Acervo FIEO.



246 - DOMINGOS ANTEQUERA (1921 - 1984)

Barcos - óleo sobre tela colada em eucatex - 16 x 24 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1983 -

Natural de Lençois Paulista, SP. Faleceu em São Paulo, em 8 de outubro de 1984. Assinava seus trabalhos D. ANTEQUERA. Desenvolveu-se artisticamente com os pintores Cirilo Agostini, Migliaccio e José Barchita. Impresionista, é considerado um artista de sensibilidade invulgar, cuja obra é repleta de recursos técnicos próprios, fortes e seguros. A bibliografia abaixo exibe extensa lista de exposições e prêmios recebidos pelo artista. JULIO LOUZADA, vol.3, pág.56, Acervo FIEO.



247 - SILVIA DE LEON CHALREO (1905 - 1991)

Crianças - guache - 23 x 10 cm - canto inferior direito -

Esta importante pintora, crítica de arte, escritora, tradutora e jornalista, nasceu na cidade do Rio de Janeiro. Autodidata, pinta o gênero figurativo primitivo, expondo pela primeira vez em 1941, na Divisão Moderna do SNBA. Possui extenso curriculum de exposições e premiações no País e no exterior. Segundo o crítico Teixeira Leite, "(...) Sua pintura, de caráter primitivista, representa as praias repletas de diminutas figurinhas, o morro carioca, os barracos na favela e os folguedos infantis, numa técnica rudimentar, mas com bom colorido, vívido movimento e inegável atmostera poética." . JULIO LOUZADA, vol. 1 pág. 921; ITAU CULTURAL; TEIXEIRA LEITE, pág. 482.



248 - ABELARDO ZALUAR (1924 - 1987)

Composição - óleo sobre paleta - 18 x 23 cm - canto inferior esquerdo - 1981 -

Pintor, desenhista, gravador, professor. Entre 1944 e 1948, assiste às aulas da Escola Nacional de Belas Artes (Enba). Participou do I ao XII e do XV SNAM (entre 1952 e 1966/ prêmio de viagem ao estrangeiro em 1963.). Realizou exposições individuais no MNBA (1947) e na Galeria Ambiente (São Paulo, 1960), Museu de Arte de Belo Horizonte (1960), Instituto de Belas Artes de Porto Alegre (1961), Petite Galerie-GB (1962). Sua obra experimentou uma simplificação de traços de tendência geometrizante, levando Frederico Morais a comentar a seu respeito em 1969; "Não se pensem que Zaluar, por ser um partidário da ordem, afaste deliberadamente o imprevisto, a contribuição do acaso, o vôo poético (...) seus últimos trabalhos fazem lembrar, na monumentalidade silenciosa da forma despojada, o mundo futuro do espaço cósmico, das estruturas moventes, das plataformas que se acoplam ou se dividem numa metamorfose constante". Encontra-se representado no acervo do MNBA, Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e Museu de Arte de Belo Horizonte. WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 449/50; MEC, vol. 4, pág. 527; PONTUAL, pág. 556; TEIXEIRA LEITE, pág. 546; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 682; ARTE NO BRASIL, pág. 934; LEONOR AMARANTE, pág. 218.



249 - EDUARDO MORI (1943)

Composição - guache - 26 x 22 cm - canto inferior direito -

Nascido em São Paulo, iniciou seus estudo artísticos em Paris, onde residiu por longos anos, realizando algumas exposições de desenhos e óleos, retratando cenas do cotidiano. Posteriormente radicou-se em Los Angeles-EUA onde, mais liberto da influência acadêmica, se fixou no abstracionismo, buscando apenas na cor a forma de expressar toda a sua arte, com a qual se consagrou. JULIO LOUZADA vol.11, pág.219



250 - CARYBÉ (1911 - 1997)

Folclore - serigrafia - 141/200 - 57 x 40 cm - canto inferior direito na tela serigráfica -
Com carimbo de autenticação em relevo seco do Instituto Carybé. Tiragem póstuma. -

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



251 - CARLO BRANCACCIO (1861 - 1920)

Parque em Roma - aquarela - 27 x 40 cm - canto inferior esquerdo -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Nasceu e faleceu em Nápoles. Participou de inúmeras exposições e Salões oficiais em Nápoles, Milão, Londres, Mônaco, Paris (1902 a 1904, 1907) e Buenos Aires. JULIO LOUZADA, vol. 4, pág. 173; BENEZIT, vol.2, pág. 270.



252 - ANGELO CANNONE (1899 - 1992)

Beira da lagoa - óleo sobre eucatex - 30 x 40 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor, desenhista e professor nascido em Abruzzo, Itália. Assinava D’Angelo, Angelo Cannone e A. Cannone. Aos cinco anos mudou-se para Nápoles com sua família. Em fins de 1947, veio para o Brasil, residiu algum tempo em São Paulo e depois se mudou para o Rio de Janeiro, onde se radicou e lá faleceu. Estudou no Instituto de Belas Artes de Nápoles com Paolo Vetri. Viveu em Roma durante quatro anos com uma pensão conquistada em um concurso em Nápoles. Lecionou desenho no Instituto Técnico. Expôs individualmente em São Paulo (1947, 1993) e no Rio de Janeiro (1947, 1973, 1980, 1984). Foi premiado, na Itália, em: 1922, 1925, 1929, 1941 e, no Brasil, em 1960. Em 1972 pintou o retrato do papa Pio X, em tamanho natural, que está na Igreja dos Italianos, RJ. WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 168; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 187; VOL. 3, PÁG. 203; VOL.8, PÁG. 165; VOL. 9, PÁG. 171; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; brasilartesenciclopedias.com.br; www.artprice.com; www.arcadja.com.



253 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Estudo - aquarela - 50 x 36 cm - canto inferior direito - fevereiro de 1993 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins. -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



254 - CARLOS PRADO (1908 - 1992)

"Homens versus homens" - gravura - 92/139 - 19 x 26 cm - canto inferior direito -

Arquiteto, pintor, gravador e ceramista paulistano. Recebeu menção honrosa no SPBA de 1935, participando também na I e II BSP e na exposição de Arte Moderna no Brasil, realizada em Buenos Aires, Rosário, Santiago do Chile e Valparaíso, em 1957. No dizer de TEIXEIRA LEITE, em sua obra A Gravura Brasileira Contemporânea, Carlos Prado utilizava por vezes a gravura como meio expressivo, subordinando-a, porém, a interesses maiores. TEIXEIRA LEITE, pág. 421; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 254. PONTUAL, pág. 438; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 582; ARTE NO BRASIL, pág. 781. Acervo FIEO.



255 - LUIZ CASSEMIRO DE OLIVEIRA (1942)

Pescadores - acrílico sobre tela - 27 x 41 cm - canto inferior esquerdo - 1981 -

Natural de Conchas, SP, onde nasceu a 7 de setembro. É formado pela Faculdade de Belas Artes de São Paulo. Sua temática alicerça-se em transparências e construções pictóricas, seccionadas por juções formais contrastantes, ... " manipulando a imagem campestre com firmeza, evidenciando numa forte construção pictórica, sua imaginação descontraída." (J. Henrique Fabre Rolim). Expõe desde 1972. JULIO LOUZADA, vol. 2 pág. 245



256 - ARMANDO SENDIN (1928)

Composição - técnica mista - 17 x 17 cm - canto inferior direito - 1977/78 - Marbella -

Pintor, desenhista, gravador, escultor e ceramista. Realizou estudos artísticos na Espanha e na França. Retornando ao Brasil, (após figurar em mostras coletivas no estrangeiro) e fixando-se em São Paulo, participou em 1967, do 1º SOP, XVI SPAM, I Salão de Arte Contemporânea de Santos (Prêmio Prefeitura). Ganhou o 1º Prêmio de pintura na mostra Roma e a Campanha Romana (Auditório-Itália, São Paulo). Ainda em 1967, expôs individualmente na Galeria F. Domingo, de São Paulo, voltando a fazê-lo nas galerias KLM (São Paulo, 1968), do Centro Cultural Brasil-Estados Unidos (São Paulo, 1968) e Goeldi (GB, 1968), também apresentado seus trabalhos, com Maria de Lourdes Novais e Vitor Décio Gerhard, na Galeria IBEU (GB, 1968). Figurou ainda no II SOP (1968). A respeito de suas obras, de caráter abstracionista, disse Samson Flexor, em 1968: "Considero os óleos e guaches de Armando Sendin como sendo lugares ideais de encontro e fusão dos elementos primordiais: a terra e o fogo. Fusão resultando em cinzas com focos de brasa que a frescura dos azuis-turquesa mal consegue apagar". Em 1965 publicou o livro Cerâmica Artística, especialidade que lecionou, entre 1959 e 1964, em escola por ele próprio fundada em São Paulo. TEIXEIRA LEITE, pág.472; WALMIR AYALA, vol.2, pág.316-317; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 754; LEONOR AMARANTE, pág. 196. Acervo FIEO.



257 - JEAN COCTEAU (1889 - 1963)

Rosto - aquarela - 23 x 15 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Artista, pintor, ceramista e escritor francês, mundialmente conhecido pela sua poesia, ficção, filmes, balets, etc. A obra de Cocteau reflete a influência recebida e a experiência do artista como: o surrealismo, a psicanálise, o cubismo, a religião católica, etc . No seu tempo Cocteau promoveu uma vanguarda de estilo e moda. Foi amigo de Pablo Picasso, do compositor Erik Satie, do escritor Marcel Proust, e do diretor russo Serge Diaghilev. Jean Cocteau nasceu em Maisons-Lafitte. Seu pai suicidou-se quando Jean tinha somente nove anos, era advogado e amante da pintura, influenciando muito o jovem Jean. JULIO LOUZADA, vol 9 - pág 214; BENEZIT, vol 3 - pág 89



258 - ALEXANDER CALDER (1898 - 1976)

Composição - serigrafia - sem tiragem - 37 x 27 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Escultor e pintor americano que nasceu em Filadélfia e faleceu em Nova York. Seu avô e seu pai eram escultores e sua mãe, pintora. Formou-se engenheiro mecânico em Nova Jersey. Em 1923 foi para o ‘Art Student’s League’ ,Nova York, onde foi aluno, entre outros, de George Lucks e John Sloan. Divertia-se com seus amigos fazendo esboços rápidos de pessoas na rua, no metrô e destacou-se por sua habilidade em dar uma sensação de movimento usando uma única linha ininterrupta. Logo já estava construindo esculturas em arame, a primeira das quais - um relógio solar em forma de galo, feita em 1925. Concebeu brinquedos móveis para uma indústria e pequenas figuras de palhaços e animais com as quais fazia exibições de circo em seu ateliê. Foi para Paris e conheceu Joan Miró, Fernand Léger, James Johnson Sweeney e Marcel Duchamp. Ao longo dos anos 30 tornou-se conhecido em Paris e nos EUA por seus retratos e esculturas em arame, suas composições abstratas e deus desenhos. Em 1931 integrou-se ao grupo ‘ Abstration-Création’ com Jean Arp, Mondrian e Jean Helion, produzindo sua primeira construção móvel não figurativa. Tais construções eram movimentadas por motores ou pela mão e receberam de Marcel Duchamp o nome de ‘móbiles’, em 1932; Arp sugeriu para todas as demais construções o nome de ‘stábiles’. A partir de 1934 começou a construir móbiles não motorizados. Foram realizadas retrospectivas de suas obras em: Springfield - Massachussetts, EUA (1938); Museu de Arte Moderna de Nova York, EUA (1943); Museu Guggenheim de Nova York, EUA (1964); Fundação Maeght, Saint Paul de Vence, França (1969); Museu Whitney de Arte Americana, Nova York, EUA (1976). Produziu também muitas obras públicas, realizou diversas exposições individuais e participou de muitas mostras coletivas e oficiais, inclusive no Brasil. ITAU CULTURAL; BENEZIT VOL. 2, PÁG. 455; DICIONÁRIO OXFORD; www.calder.org; www.nga.gov; www.gagosian.com; www.britannica.com; www.tate.org.uk; artnet.com; web.artprice.com.



259 - DÉCIO VIEIRA (1922 - 1988)

Composição - guache - 24 x 27 cm - canto inferior direito -

Este importante artista brasileiro nasceu em Petrópolis-RJ e faleceu na cidade do Rio de Janeiro, onde residiu e foi ativo. Foi orientado por Axl Leskoschek e Fayga Ostrower. Participou da I Exposição Nacional de Arte Abstrata-RJ, que idealizou juntamente com Ivan Serpa. Integrou diversos movimentos: Grupo Frente (1954), concreto (1956) e neoconcreto (1959). Participou do SNAM-RJ nos anos de 1949 a 1964, e da Bienal de São Paulo, nas versões do período de 1953 a 1967, e 1987. Segundo Max Bill, Décio Vieira figura entre os grandes da arte concreta mundial. JULIO LOUZADA, vol. 5, pág. 1107.



260 - MANOEL SANTIAGO (1897 - 1987)

Praia de Botafogo - óleo sobre tela - 20 x 30 cm - canto inferior direito e dorso -

Manoel Colafante Caledônio de Assumpção Santiago nasceu em Manaus, AM e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, desenhista e professor. Mudou-se para Belém em 1903 e iniciou estudos de pintura. Desde 1916 já praticava a arte não figurativa. Em 1919 transferiu-se para o Rio de Janeiro, cursou Direito e frequentou a Escola Nacional de Belas Artes, onde foi aluno de Rodolfo Chambelland e Baptista da Costa. Na época, teve aulas particulares com Eliseu Visconti. Foi casado com a pintora Haydeá Santiago. Participou em 1927 do Salão Nacional de Belas Artes e recebeu o prêmio viagem ao exterior, entre vários outros. Foi para Paris no ano seguinte, e lá permaneceu por cinco anos. De volta ao Rio de Janeiro, em 1932, tornou-se professor do Instituto de Belas Artes. Em 1934, passou a lecionar pintura e desenho no Núcleo Bernardelli, figurando entre seus alunos José Pancetti, Edson Motta, Bustamante Sá, Ado Malagoli, Rescála e Milton Dacosta. Participou da I Bienal Internacional de São Paulo (1951) e do 8º Panorama da Arte Brasileira (1976). PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, VOL. 1, PÁG. 241; TEODORO BRAGA, PÁG. 211; CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO DE PAISAGEM BRASILEIRA, MEC-MNBA /RIO/1944; MAYER/84, PÁG. 1158; REIS JR, PÁG. 378; PONTUAL, PÁG. 473; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 292; ITAÚ CULTURAL, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 865; ACERVO FIEO.



261 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Cais - óleo sobre eucatex - 23 x 28 cm - canto inferior direito ilegível -



262 - DJANIRA DA MOTTA E SILVA (1914 - 1979)

Menina - técnica mista - 23 x 15 cm - canto inferior direito -

Pintora, desenhista, ilustradora, cartazista, cenógrafa e gravadora. Djanira da Motta e Silva nasceu em Avaré, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. No final da década de 1930, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde teve suas primeiras instruções de desenho no Liceu de Artes Ofícios e com o pintor Emeric Marcier, hóspede da pensão que Djanira instalou no bairro de Santa Teresa. Os contatos com os artistas Carlos Scliar, Milton Dacosta , Arpad Szenes , Vieira da Silva e Jean-Pierre Chabloz , frequentadores de sua pensão, proporcionaram um ambiente estimulador que a levou a expor no 48º Salão Nacional de Belas Artes, em 1942. No ano seguinte, realizou sua primeira mostra individual, na Associação Brasileira de Imprensa - ABI. Em 1945, viajou para Nova York. De volta ao Brasil, realizou o mural ‘Candomblé’ para a residência do escritor Jorge Amado, em Salvador, e painel para o Liceu Municipal de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Entre 1953 e 1954, viajou a estudo para a União Soviética. De volta ao Rio de Janeiro, tornou-se uma das líderes do movimento pelo Salão Preto e Branco, um protesto de artistas contra os altos preços do material para pintura. Realizou em 1963, o painel de azulejos ‘Santa Bárbara’, para a capela do túnel Santa Bárbara, Laranjeiras, Rio de Janeiro. No ano de 1966, a editora Cultrix publicou um álbum com poemas e serigrafias de sua autoria. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil, EUA e Europa. Foi premiada no Rio de Janeiro (1943, 1944, 1949, 1950 a 1953, 1955, 1963) e em São Paulo (1951, 1955). Participou da 1ª e da 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955). Em 1977, o Museu Nacional de Belas Artes - MNBA, realizou uma grande retrospectiva de sua obra. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 336; PONTUAL, PÁG. 181; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 164; MEC, VOL. 2, PÁG 58; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG, 263; WALTER ZANINI, PÁG. 810; ARTE NO BRASIL, PÁG. 824; ACERVO FIEO.



263 - JOAN MIRÓ (1893 - 1980)

Composição - serigrafia - 15/50 - 28 x 22 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador, ceramista e escultor. Assinava Joan Miró e Miró. Nasceu em Montroig, Espanha e faleceu em Palma de Mallorca - Ilhas Baleares, Espanha. Entrou para Escola de Belas Artes de Barcelona com quinze anos, aperfeiçoando-se com o arquiteto Gali. Começou a expor em 1918 na sua terra natal e pouco depois, transfere-se para Paris. Assinou o manifesto surrealista em 1924. Em 1940 voltou à Espanha - Mallorca. Trabalhou com o ceramista Llorens Artigas. Em 1947 realizou um mural em Cincinnati, EUA, e um para a Universidade de Harvard, em 1950 (hoje substituído por uma cópia cerâmica, cujo original se encontra no MOMA de Nova York). Em 1958 trabalhou em dois gigantescos murais em cerâmica para a UNESCO, em Paris. A Fundação Joan Miró foi inaugurada em Montjuic, Barcelona, em 1975. Outras obras suas podem ser vistas na maioria dos museus e coleções de arte moderna espalhados pelo mundo. JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG.638; VOL. 4, PÁG. 746; VOL. 6, PÁG. 735; VOL.8, PÁG. 576; BENEZIT, VOL. 7, PÁG. 435; ITAU CULTURAL; DICIONÁRIO OXFORD DE ARTE – MARTINS FONTES.



264 - ROMERO BRITO (1963)

"Jardim" - giclée - 18/300 - 75 x 60 cm - canto inferior direito e dorso - 2010 -

Romero Francisco da Silva Brito nasceu em Recife-PE, em 6 de outubro de 1963. Pintor e gravador. Foi contratado para inserir os astros da Disney no contexto de sua arte pop, em 1997. O artista tem conseguido sucesso internacional com a sua arte de cores brilhantes, formas harmoniosas e desenhos agradáveis. Criou três obras de arte para a Absolut Vodka em 1989, reproduzidas em mais de 60 publicações internacionais e, em 1995, seu trabalho é estampado em 1,5 bilhões de latinhas de refrigerantes Pepsi. Individuais a partir de 1991, inclusive no exterior, com sucesso de crítica e de público. JULIO LOUZADA, vol 12 pág 65



265 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

Caravela - escultura em bronze - 14 x 15 x 7 cm - assinado -
Procedente da coleção Dr. Ivo Ramos, São Paulo - SP. -

Escultor, desenhista e pintor paulista nascido em Mococa, SP e falecido no Rio de Janeiro. Mudou-se com a família para Itália, e fixou-se em Roma (1913). Iniciou estudos de desenho e escultura com o professor Loss (1920). Participou de movimentos antifascistas e foi preso (1931) por motivos políticos. Foi extraditado para o Brasil (1935) por intervenção do embaixador brasileiro na Itália. Em 1937, viajou para Paris e frequentou as academias ‘La Grand Chaumière’ e ‘Ranson’, onde estudou com Aristide Maillol e conviveu com Henry Moore, Marino Marini e Charles Despiau. Em 1939, retornou a São Paulo e junto com Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Sérgio Milliet, entre outros, participou do Movimento Modernista; foi um dos membros da Família Artística Paulista e do Grupo Santa Helena. Em 1943, transferiu-se para o Rio de Janeiro. A convite do ministro Gustavo Capanema instalou ateliê no antigo Hospício da Praia Vermelha, onde orientou jovens artistas como Francisco Stockinger. Possui obras em espaços públicos como ‘Monumento à Juventude Brasileira’ (1947), nos jardins do antigo Ministério da Educação e Saúde, atual Palácio Gustavo Capanema - RJ; ‘Candangos’ (1960), na Praça dos Três Poderes, e ‘Meteoro’ (1967), no lago do edifício do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília; ‘Integração’ (1989), no Memorial da América Latina, em São Paulo. Participou das Bienais de Veneza (1950, 1952); participou das I, II, IV e IX Bienais de São Paulo, período em que recebeu o prêmio de melhor escultor brasileiro (1953) e sala especial (1967). MEC, VOL.2, PÁG. 250; PONTUAL, PÁG. 237; MAYER/84, PÁG. 1333; BENEZIT VOL. 5, PÁG. 14; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 715; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 422; www.artprice.com; www.pinturabrasileira.com; www.dec.ufcg.edu.br; www.monumentos.art.br.



266 - HERMELINDO FIAMINGHI (1920 - 2004)

"Cor luz" - litografia - 55/90 - 40 x 60 cm - canto inferior direito - 1984 -

Nasceu em São Paulo, a 22 de outubro de 1920. Pintor e artista gráfico. Dedicou-se regularmente à pintura a partir de 1950, com seu mestre Volpi. Foi um dos pioneiros do concretismo, com o qual rompeu anos mais tarde, para fazer uma pintura mais solta, através de seu diálogo com a cor e da interação com a luz em contato com a natureza. Expõs individualmente a partir de 1961 e coletivamente desde 1955, sempre com premiações. JULIO LOUZADA, vol. 4 pág. 401; ITAÚ CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 928; LEONOR AMARANTE, pág. 75.



267 - FRANCISCO DA SILVA (1910 - 1985)

Galo - óleo sobre tela - 70 x 52 cm - canto inferior direito - 1972 -

Pintor e desenhista, Francisco Domingos da Silva nasceu em Alto Tejo, AC e faleceu em Fortaleza, CE. Filho de índio peruano com brasileira, ainda criança se fixou em Fortaleza, por volta de 1937, onde começou a desenhar a carvão e giz sobre muros e paredes de casebres de pescadores. Na década de 40, sob o incentivo do crítico e pintor suíço Jean Pierre Chabloz, iniciou-se na pintura a guache juntamente com Chabloz, Antônio Bandeira e Inimá de Paula. O mesmo Jean Pierre lança-o em Paris. Entre 1961 e 1963, trabalhou no recém-criado Museu de Arte da UFCE. Expôs individualmente no Brasil a partir de 1943 e em diversas mostras coletivas no Brasil e exterior, com premiações, destacando-se a recebida na XXXIII Bienal de Veneza (1966). JULIO LOUZADA, VOL. 1 PÁG. 909; ITAU CULTURAL; LEONOR AMARANTE; ARTE NO BRASIL, ACERVO FIEO; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 478.



268 - BARRICA (1913 - 1993)

Nossa Senhora da Conceição - óleo sobre madeira - 30 x 22 cm - canto inferior direito -

Batizado CLIDENOR CAPIBARIBE DE MOURA. Um dos corifeus da arte moderna no Ceará, onde nasceu. Barrica foi pintor e desenhista de tendência expressionista.MEC. Vol.1, pág, 184; PONTUAL, pág.55; WALMIR AYALA, vol.1, pág.84/85. TEIXEIRA LEITE, pág.57; JULIO LOUZADA, vol.10, pág.96; ITAU CULTURAL.



269 - GUIDO TOTOLI (1937)

Paisagem - óleo sobre tela - 39 x 50 cm - canto inferior direito -

Italiano, radicado no Brasil, Totoli é acima de tudo ótimo paisagista e pintor de figuras, fazendo uso de uma cor e de uma pincelada vivas e truculentas. Tem se dedicado com muita felicidade às cerâmicas. MEC, vol.4, pág. 408; JULIO LOUZADA, vol.11, pág. 325, Acervo FIEO.



270 - MARIO SILÉSIO (1913 - 1990)

Formas - técnica mista - 25 x 20 cm - canto inferior direito - 1963 -

Pintor, desenhista, muralista e vitralista. Cursa direito na Universidade de Minas Gerais - UMG (atual Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG), em Belo Horizonte, entre 1930 e 1935. Estuda desenho e pintura na Escola de Belas Artes de Belo Horizonte (Escola Guignard), sob a orientação de Alberto da Veiga Guignard, entre 1943 e 1949. Em 1953 viaja para Paris, como bolsista do governo francês, e ingressa no curso de André Lhote. De volta ao Brasil, entre 1957 e 1960 executa diversos painéis em edifícios públicos e privados de Belo Horizonte, como Banco Mineiro de Produção, Condomínio Retiro das Pedras, Inspetoria de Trânsito, Teatro Marília, Escola de Direito da UFMG e Departamento Estadual de Trânsito. É também de Silésio o mural feito para o Clube dos Engenheiros, em Araruama, Rio de Janeiro. Executa os vitrais da Igreja dos Ferros em 1964. ITAÚ CULTURAL.



271 - JOSÉ SABÓIA (1949)

Colhendo frutas - óleo sobre tela - 40 x 40 cm - canto inferior direito -

Pintor, José Sabóia do Nascimento nasceu em Almadina-BA. Artista autodidata foi para o Rio de Janeiro em 1967 e começou a pintar no ano seguinte, passando a expor seus trabalhos na feira hippie de Ipanema. Fez sua primeira exposição individual em Fortaleza, CE (1970). Entre as exposições de que participou, destacam-se: I e III Salão Nacional de Artes Plásticas do Ceará, Fortaleza, (1969, 1971 - Prêmio Aquisição); Dez Pintores no Rio de Janeiro, no MNBA, RJ (1983); ‘Brésil Naifs’, Paris (1986); ‘Salon d'Art Naif’- Marseilha, França (1987); ‘Pintura, Presença e Povo na Arte Brasileira’ no Museu da Casa Brasileira - São Paulo (1990); ‘Visões do Rio’ no MAM, RJ (1996). No exterior expôs individualmente em São Francisco, EUA e Munique, Alemanha, além de participar de coletivas em vários países e, principalmente na França, com exposições organizadas pela Galeria Jacqueline Bricard e uma presença cativa na ‘Galerie Naïfs du Monde Entier’ em Paris. José Sabóia participou do Concurso Internacional de Morges, quando seu quadro foi eleito pelo público, a melhor obra de 60 participantes de 22 países, premiação que originou o convite da Galeria Kasper para realizar uma exposição individual em 1997. JULIO LOUZADA vol. 11, pág. 278; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 228; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO; www.artprice.com; www.nautilus.com.br; www.ardies.com.



272 - ORLANDO MATOS (1927)

Figuras - óleo sobre eucatex - 60 x 70 cm - canto inferior direito -

Caricaturista e ilustrador, nasceu em Castro, Paraná, em 31 de março de 1927. Fixou residência no Rio de Janeiro a partir de 1945, trabalhando como auxiliar de desenhista no jornal "A Noite". Foi colaborador de vários jornais e revistas, destacando-se: A Cigarra, O Cruzeiro, a Folha de São Paulo. Sua trajetória artística é acompanhada de inúmeras exposições nacionais e estrangeiras, obtendo prêmios em todas elas. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 608



273 - SYLVIO PINTO (1918 - 1997)

"Marinha" - óleo sobre tela colada em eucatex - 22 x 28 cm - canto inferior direito e dorso -

Freqüentou o Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro, lá recebendo suas primeiras noções de desenho. Mais tarde, recebe lições do pai - o Pinto das Tintas. Conheceu Pancetti na casa paterna. Em 1938 estudou no Núcleo Bernardelli e a partir de 1940 dedica-se exclusivamente à pintura. Participou de vários Salões de Belas Artes, recebendo inúmeros prêmios. MEC, vol. 3, pág. 419, Acervo FIEO.



274 - DIONISIO DEL SANTO (1925 - 1999)

"Criança e pipa" - acrílico sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior direito e dorso - 1979 -

Pintor, desenhista, gravador e serigrafista, nasceu em Colatina-ES, e faleceu em Vitória, naquele mesmo Estado. Autodidata. Em 1975, recebe o Prêmio de Melhor Exposição de Gravura do Ano, da APCA. Participou da 9ª Bienal Internacional de São Paulo, 1967 (Prêmio Itamarati Aquisição) e do Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro, 1968 (Prêmio Isenção do Júri). JULIO LOUZADA vol.11, pág. 88; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 682; ARTE NO BRASIL, pág. 934.



275 - CARLOS MARTINS (1924 - 1999)

Marinha - óleo sobre tela - 16 x 22 cm - canto inferior esquerdo e dorso -

Pintor e desenhista fluminense, com diversas participações em salões oficiais, exposições individuais e coletivas. Retrata as paisagens de sua terra com emoção e lirismo. MEC. vol.3, pág, 79; JULIO LOUZADA, vol.9 pág.553; ITAÚ CULTURAL.



276 - ESCOLA NAPOLITANA, SÉC. XIX

Paisagem - guache - 24 x 17 cm - canto inferior esquerdo ilegível -
Com etiqueta de Emiddio Trama - Negozio D'Arte - Capri, Itália. - (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")



277 - CHRISTINA G. DANTAS (1951)

Da janela - óleo sobre tela colada em eucatex - 34 x 40 cm - canto inferior direito e dorso - 1987 -

Nasceu em São Paulo, Capital. Pintora e gravadora, assina suas obras CHRISTINA. Autodidata, começou a trabalhar à óleo, passando para a acrilica logo depois. Estudou gravura com Marcello Grassmann, produzindo também essa técnica. Participou da exposição coletiva de inauguração da Galeria Grifo-SP. Seus trabalhos encontram-se em coleções de artistas seus contemporâneos. JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 276;



278 - CARYBÉ (1911 - 1997)

"A sol aberto" - serigrafia - 86/250 - 41 x 60 cm - canto inferior direito na tela serigráfica -

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



279 - GEORGES WAMBACH (1901 - 1965)

Melindrosa - aquarela - 11 x 8 cm - canto inferior direito - 1920 -

Belga de nascimento, veio a falecer no Rio de Janeiro. Excepcional aquarelista, que retratou o Brasil em suas inúmeras incursões. "Georges Wambach (1901-1965) talvez tenha sido um dos últimos exemplares de uma espécie em extinção, ou já extinta, quem sabe: a dos artistas viajantes de que o século XIX foi pródigo. Artistas com cavalete, paleta, tintas e pincéis na mochila, que vararam o mundo em busca do fantástico, do erótico, e, sobretudo, do excitante desconhecido, aventura que até custou a vida de alguns como Adrien Taunay, que viu a morte aos 25 anos em pleno Mato Grosso." Fernando Cerqueira Lemos, in AQUARELAS de Georges Wambach: impressões do Brasil. Ed. Marca d´Água-SP, 1988. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 343; TEIXEIRA LEITE, pág. 540; ITAÚ CULTURAL.



280 - ALCIDES SANTOS (1945)

Árvore da vida - óleo sobre eucatex - 60 x 50 cm - canto inferior direito - 18/8/1972 -

Pintor pernambucano que num linearismo sui-generis, e com auxílio de um colorido suave evoca cenas religiosas ou fantásticas, de forte acento popular. TEIXEIRA LEITE, pág. 462; MEC, vol. 4, pág. 180; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 296; JÚLIO LOUZADA, vol. 4, pág. 995; ITAÚ CULTURAL.



281 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Paisagem - óleo sobre tela - 40 x 40 cm - canto inferior direito -
Eledir Lippelt. -



282 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Peixe" - técnica mista - 11 x 9 cm - canto inferior direito - 1998 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins. -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



283 - DANILO DI PRETE (1911 - 1985)

Composição - óleo sobre tela colada em eucatex - 40 x 49 cm - canto inferior esquerdo -

Nasceu em Pisa, Itália. Foi pintor e programador visual. Autodidata, iniciou a sua carreira na Itália. No Brasil desde 1946, participou de todas as Bienais de São Paulo, de 1951 a 1967, nelas recebendo o prêmio de Melhor Pintor Nacional em 1951 e 1965, dispondo de salas especiais para os seus trabalhos em 1961 e 1967. Foi o primeiro colocado no concurso internacional de cartazes para a VII BSP. Artista premiadíssimo. JULIO LOUZADA vol.10, pág.286; TEIXEIRA LEITE , pág. 163; PONTUAL, pág. 179; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 647; ARTE NO BRASIL, pág. 898; LEONOR AMARANTE, pág. 13.



284 - IONE SALDANHA (1921 - 2001)

Composição - guache - 40 x 27 cm - canto inferior direito - 1989 -

Pintora, escultora e desenhista nascida em Alegrete, RS e falecida no Rio de Janeiro. Realizou seus primeiros estudos no Rio de Janeiro, no ateliê de Pedro Luís Corrêa de Araújo (1948). Estudou a técnica de afresco em Paris, na ‘Académie Julian’, e em Florença, na Itália (1951). Realizou exposições individuais em: Rio de Janeiro (1956, 1959, 1962, 1965, 1968, 1971, 1981, 1984, 1987, 1988,1990); São Paulo (1956, 1983, 1985, 1987); Santiago do Chile, Chile (1961); Berna, Suíça (1963, 1964); Roma, Itália (1964). Em 1969 recebeu o prêmio de viagem ao exterior no 7º Resumo de Arte do Jornal do Brasil e foi para os Estados Unidos e Europa. Participou de várias edições da Bienal de São Paulo, com prêmio aquisição em 1967 e sala especial em 1975 e 1979. Em 2001 foi realizada a retrospectiva ’Ione Saldanha e a Simplicidade da Cor’, no Museu de Arte Contemporânea de Niterói - MAC/Niterói. PONTUAL PÁG.468; MEC VOL. 4, PÁG. 150; JULIO LOUZADA, VOL. 3, PÁG. 1004; VOL. 5, PÁG. 916; ITAUCULTURAL; RGS PÁG. 263; www.macvirtual.usp.br; www.margs.rs.gov.br; www.cultura.rj.gov.br; www.galeria-ipanema; www.artprice.com.



285 - JOÃO CARLOS GALVÃO (1941)

Composição - escultura de parede em madeira - 25 x 25 cm - dorso - 2004 -

Pintor e escultor nascido no Rio de Janeiro. Estudou na antiga Escola Nacional de Belas Artes, desenho com Onofre Penteado e história da arte com Mário Barata. Por suas pesquisas em arte abstrata construtivista em 1965, obteve em 1966, bolsa de estudo do governo francês. Em Paris frequentou os ateliês de Vitor Vasarely e Sérgio Camargo, estudou sociologia da arte na Sorbonne e arquitetura. Retornou ao Brasil em 1970. Realizou exposição individual no Rio de Janeiro (1972); em São Paulo (2004 - Museu Brasileiro da Escultura, 2008); Belo Horizonte, MG (2007). Entre as mostras coletivas de que participou, destacam-se: Bienal de Artes Plásticas da Bahia, Salvador (1966, 1968); Bienal Internacional de São Paulo (1967, 1973); Estados Unidos (1967); Paris (1967 a 1969). ITAU CULTURAL; MEC VOL. 2; PÁG. 238; PONTUAL PÁG. 231; www.artprice.com; www.mubevirtual.com.br; www.oqdesign.com.br; www.artrio.art.br; www.madi-international.com.



286 - EDSON MOTTA (1910 - 1981)

Cristo e discípulos - óleo sobre madeira - 21 x 40 cm - centro inferior e dorso - 1939 - Rio -

Mineiro de Juiz de Fora, estudou na ENBA no Rio de Janeiro, onde foi aluno de Rodolfo Chambelland, Marques Junior e Outros. Foi um dos fundadores do Núcleo Bernardelli, que dirigiu por alguns anos. Expositor nas diversas versões do SNBA. Em 1939 ganhou o premio viagem à Europa, onde estudou Conservação e Restauro, ofício que lhe renderia prestígio e respeito no País, PONTUAL, 374; TEIXEIRA LEITE, 336; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 579.



287 - MENASE WAIDERGORN (1927)

Boiada - óleo sobre tela - 20 x 40 cm - canto inferior direito -

Romeno da cidade de Hotin, Waidergorn veio para o Brasil em 1932, onde seus pais fixaram residência em São Paulo. Ingressou na APBA, onde conheceu Mecatti, que muito o estimulou e orientou, dele assimilando a luminosidade da pintura peninsular muito a gosto do ottocento italiano. Sua pintura aborda todos os gêneros, baseadas tanto nas recordações da infância pobre como nas lembranças das viagens que fez ao norte da Africa e Europa. Participou de diversos salões e coletivas, recebendo diversas premiações JULIO LOUZADA vol.11, pág. 330; Acervo FIEO.



288 - HELIO OITICICA (1937 - 1980)

"Seja marginal seja herói" - serigrafia sobre tecido - 30 x 30 cm - não assinado -

Artista performático, pintor e escultor. Inicia, com o irmão César Oiticica (1939), estudos de pintura e desenho com Ivan Serpa (1923 - 1973) no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro - MAM/RJ, em 1954. Participa do Grupo Frente em 1955 e 1956 e, em 1959, passa a integrar o Grupo Neoconcreto. Em 1964, começa a fazer as chamadas Manifestações Ambientais. Participa das mostras Opinião 66 e Nova Objetividade Brasileira, apresentando, nesta última, a manifestação ambiental Tropicália. Em 1968, realiza no Aterro do Flamengo a manifestação coletiva Apocalipopótese, da qual fazem parte seus Parangolés e os Ovos, de Lygia Pape. Vive em Nova York na maior parte da década de 1970, período no qual é bolsista da Fundação Guggenheim e participa da mostra Information, no Museum of Modern Art - MoMA. Entre 1992 e 1997, o Projeto HO realiza grande mostra retrospectiva, que é apresentada nas cidades de Roterdã, Paris, Barcelona, Lisboa, Mineápolis e Rio de Janeiro. Em 1996, a Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro funda o Centro de Artes Hélio Oiticica, para abrigar todo o acervo do artista e colocá-lo à disposição do público. ITAÚ CULTURAL.



289 - MILTON DACOSTA (1915 - 1988)

Construção - serigrafia - 19/100 - 60 x 78 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador. Milton Rodrigues da Costa nasceu em Niterói, RJ e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou estudos de desenho e pintura, em 1929, com o professor alemão August Hantv. No ano seguinte matriculou-se no curso livre de Marques Júnior, na Escola Nacional de Belas Artes. Junto com Edson Motta, Bustamante Sá e Ado Malagoli , entre outros, criou o Núcleo Bernardelli em 1931. Viajou para Estados Unidos em 1945, com o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Belas Artes do ano anterior. Na cidade de Nova York, estudou na Art's Students League of New York. Em 1946, foi para a Europa e após visita a vários países, fixou-se em Paris, onde estudou na Académie de La Grande Chaumière. Conheceu Pablo Picasso, por intermédio de Cícero Dias, e freqüentou os ateliês de Georges Braque e Georges Rouault. Expôs no Salon d'Automne (Paris) e regressou ao Brasil em 1947. Em 1949, casou-se com a pintora Maria Leontina e passou a residir em São Paulo. Realizou muitas exposições individuais e também recebeu prêmios nas Bienais Internacionais de São Paulo (1955, 1957). TEODORO BRAGA, PÁG. 163; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 229; MEC, VOL. 2, PÁG. 13; BENEZIT, VOL. 3, PÁG.315; ITAU CULTURAL; PONTUAL, PÁG. 155; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; ACERVO FIEO.



290 - RENOT (1932)

Casario - técnica mista - 49 x 38 cm - canto superior direito e dorso - 2014 -

Pintor, desenhista, gravador e tapeceiro, Reinaldo Eliomar de Freitas Marques da Silva nasceu em Santa Luzia, Bahia. Assina Renot. Autodidata, começou a pintar em 1957 e, em 1964, com a inauguração da Galeria Quirino, em Salvador, iniciou sua formação artesanal. Tornou-se amigo de vários intelectuais e artistas baianos entre os quais Jenner Augusto, Jorge Amado e Manuel Quirino. Quirino, com quem trabalhou, foi também o seu mestre na arte de tecer (1964). Foi responsável pelos calendários-tapeçaria que fez para a Basf e Bosh do Brasil em 1977. Realizou muitas exposições individuais em: Salvador, BA (1970, 1971, 1972, 1977); Porto Alegre, RS (1970); Rio de Janeiro (1971, 1974); São Paulo (1972, 1973, 1975 a 1978, 1982); Hamburgo, Alemanha (1971); Londres, Inglaterra (1972); Barcelona, Espanha (1974); Genebra, Suíça (1974); Buenos Aires, Argentina (1975); Paris, França (1976); Estados Unidos (1978, 1980). Participou de várias coletivas e mostras oficiais pelo Brasil e exterior. Atua também como perito, marchand e organizador de leilões. JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 816; VOL. 7, PÁG. 590; ITAU CULTURAL; MEC VOL. 4, PÁG. 53; web.artprice.com.



291 - EDUARDO TORASSA (1955)

"La entrega" - óleo sobre eucatex - 29 x 20 cm - canto inferior esquerdo -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Nasceu em Buenos Aires, Argentina, no dia 19 de maio de 1955. É pintor e desenhista. O artista apresenta uma pintura com fases simbolistas, onde as técnicas utilizadas são exploradas com firmeza. Sobre o artista, assim se manifestou o então Diretor do MASP, Pietro Maria Bardi: " ... O jovem tem o ar de polemizar com as tendências que há por aí, estas juntando brilhantemente elementos 'a fartura da decoração, ramo da pintura como tantos outros. ... O que se recomenda ao visitante é procurar o contato direto com este artista que vai confirmando a tradição do figurativo com talento e originalidade, possuidor de uma obra poética em cujas linhas e cores é fácil descobrir seu mundo fantástico." JULIO LOUZADA vol. 13 pág. 336



292 - TOBIAS MARCIER (1948 - 1982)

"No circo" - óleo sobre tela - 55 x 38 cm - canto inferior esquerdo - 1981 -
Com etiqueta da Exposição MNBA realizada na B75 Concorde Galeria de Arte, Rio de Janeiro - RJ, no dorso. -

Natural de Minas Gerais, o autor é ativo no Rio de Janeiro, onde começou a expor em 1964. Filho de Emeric Marcier, teria herdado do pai o apuro técnico, o exercício obstinado e o desejo de profissionalizar-se. Expôs individualmente na Galeria Bonino, RJ, em 1969. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 979.



293 - ATHOS BULCÃO (1918 - 2008)

Azulejos da Igrejinha Nossa Senhora de Fátima - impressão sobre azulejo -
15 x 15 centímetros cada azulejo, emoldurados juntos. -

Pintor e desenhista. Começou a dedicar-se a arte estimulado por Portinari, que, em 1945, o convidou a trabalhar nas obras da Pampulha, em Belo Horizonte. No ano anterior realizara exposição individual na sede recém-inaugurada do Instituto dos Arquitetos do Brasil no Rio de Janeiro, voltando a fazê-lo na Capital mineira em 1946 e 1947. Já então conquistara medalhas de prata em pintura e desenho no SNBA. Recebendo bolsa de estudos no governo francês, viajou em 1948 para Paris, onde permaneceu um ano, visitando ainda a Itália. De regresso ao Brasil, passou a dedicar-se também a trabalhos no campo da decoração. Residindo mais recentemente em Brasília, ali criou azulejos e vitrais para a Igreja de Nossa Senhora de Fátima, com motivos cristãos da Pomba e da Estrela, símbolos do Divino Espírito Santo e da natividade. Participou como isento de júri dos II SAMDF (1965), realizando em 1968 exposição individual de desenhos em Brasília (Galeria Encontro). Rubem Braga focalizou-o em uma crônica publicada na revista Manchete (14 de agosto de 1954). TEODORO BRAGA, PÁG. 59; MEC, vol. 1, pág. 301; WALMIR AYALA, vol.1, pág. 140; PONTUAL, pág. 93; TEIXEIRA LEITE, pág. 92; JÚLIO LOUZADA, vol. 7, pág.112; ITAÚ CULTURAL.



294 - JORGE GUINLE FILHO (1947 - 1987)

Composição - óleo sobre papel - 41 x 49 cm - não assinado -
Com certificado de autenticidade firmado por Marco Aurélio Cardoso Rodrigues, herdeiro do artista. -

Pintor, desenhista e gravador nascido e falecido em Nova York, EUA. Mudou-se com a família para o Brasil ainda no ano de seu nascimento e permaneceu no Rio de Janeiro até 1955. Desse ano até 1962, acompanhando a mãe, morou em Paris e, em seguida, em Nova York, onde residiu até 1965. Na França, em paralelo a sua formação regular, iniciou, como autodidata, estudos de pintura e frequentou museus e galerias de arte, prática que manteve quando se transferiu para os Estados Unidos. De 1965 a 1974 viveu no Rio de Janeiro e passou temporadas em Londres e Paris, cidade para onde retornou nesse último ano e se estabeleceu por mais três anos. Em 1977, voltou a residir no Rio de Janeiro. Seu trabalho ganhou repercussão e, na década de 1980, integrou as principais exposições de arte do país. A produção do artista, concentrada em seus últimos sete anos de vida, foi dedicada, sobretudo à pintura. Jorge Guinle foi um importante incentivador da revalorização da pintura promovida pelo grupo de jovens artistas conhecido como Geração 80. Participou da mostra ‘Como Vai Você, Geração 80?’, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage - EAV/Parque Lage, Rio de Janeiro, 1984, escreveu um texto para a edição especial da revista ‘Módulo’ dedicada a essa mostra, participou de várias exposições e eventos realizados por esses artistas e escreveu sobre suas obras. Participou também da 17ª e 18ª Bienal Internacional de São Paulo (1983 e 1985). Em 1985 recebeu o Prêmio de Viagem ao Estrangeiro no 8º Salão Nacional de Artes Plásticas, MAM-RJ. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL. 2, PÁG.482; LEONOR AMARANTE, PÁG. 312. ACERVO FIEO.



295 - ELZA DE OLIVEIRA SOUZA (1928 - 2006)

Menino - óleo sobre cartão - 46 x 31 cm - canto inferior esquerdo - 1964 -

Pernambucana do Recife. Esta importante pintora iniciou suas atividades com o prof. Ivan Serpa. Integrou o grupo de nordestinos que se apresentou na Galeria Giro, no RJ, em 1968. Seu interesse pelo registro da figura humana é praticamente exclusivo. Walmir Ayala afirma: " ... O biotipo que Elza repete obcessivamente, diz respeito ao povo de sua família conterrânea. São gente do povo, sem sofisticação, despojada do requinte civilizatório, mas embebida de um outro requinte, que diz respeito 'as latadas, trepadeiras em flor, animais domésticos, temáticas." JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 313, Acervo FIEO.



296 - TIO HOK TJAY (1946)

"Baile tropical" - acrílico sobre tela - 50 x 65 cm - canto inferior direito - 1983 -
Com etiqueta do ateliê do autor, no dorso. -

Pintor natural de Jacarta, Indonésia. Fixa residência no Brasil em 1967, onde fez diversas exposições (São Paulo), participando de Salões, tais como a pré-Bienal de SP (1970), Salão SEIBI, Salão de Arte Contemporânea de Campinas-SP, e SPAC. De 1971 a 1975 reside em Manaus-M, expondo em 1976 na Bienal Nacional de São Paulo. O crítico Harry Laus comentou a obra do artista. JULIO LOUZADA, vol. 4, pág. 1097.



297 - JOSÉ DE DOME (1921 - 1982)

Estação de trem - pastel - 25 x 47 cm - canto inferior direito - 1972 - Cabo Frio -

José de Dome nasceu em Estância, SE. Autodidata, firmou-se como pintor na década de 60. Um amarelo sempre solar e luminoso sobressai em suas telas e a imprecisão nos contornos das figuras, o empastelamento das formas, é um dos recursos utilizados pelo autor para dar aos seus personagens e temas feições dramáticas atenuadas. Foi ativo em Cabo Frio, RJ; o artista expôs individualmente a partir da década de 50. PONTUAL, pág. 183; JULIO LOUZADA, vol 1 pág, 339; ITAU CULTURAL.



298 - INIMÁ DE PAULA (1918 - 1999)

Paisagem - guache - 15 x 21 cm - canto inferior esquerdo - 1979 -
Reproduzido sob o número 22 em catálogo de leilão da Pro Arte Galeria, São Paulo - SP - em novembro de 2014. -

Mineiro de Itanhomi, Inimá, depois de prestar o serviço militar em Juiz de Fora, passou a frequentar o Núcleo Antônio Parreiras (que no início dispunha de professores, mas logo se transformou em ateliê livre), da mesma cidade, em 1938. Integrou-se ao grupo de Bandeira e Aldemir Martins na cidade de Fortaleza (1941). No Rio frequentou o ateliê de Portinari e realizou a sua primeira individual (1948). Recebeu o prêmio viagem ao estrangeiro no I SNAM (1952), certame do qual participou por diversas vêzes até 1960. Em Paris estudou com Lothe. É um de nossos artistas mais completos. JULIO LOUZADA, vol.11, pág.152; PONTUAL, pág. 271; MEC, vol.3, pág.355; WALMIR AYALA, vol.1, págs. 401 1 404; TEIXEIRA LEITE, pág.260; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 637; ARTE NO BRASIL, pág. 870; Acervo FIEO.



299 - SERGIO FINGERMANN (1953)

Paisagem ao Cruzeiro do Sul - gravura - P. A. - 9 x 11 cm - canto inferior direito -

Pintor, gravador e artista gráfico natural de São Paulo, onde reside e é ativo. Estudou desenho e pintura com Yolanda Mohalyi, em São Paulo, 1972; teve aulas com Mário de Luiggi em Veneza (Itália), entre 1973 e 1974. Freqüentou a Escola de Arte Brasil em 1974, e estudou arquitetura na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, FAU/USP, de 1975 a 1979. Foi premiado como o Melhor Gravador pela Associação Paulista de Críticos de Arte, APCA, em 1987 JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 401; ITAU CULTURAL.



300 - ANA CRISTINA ANDRADE (1953)

"Caquizeiros" - gravura em metal - 30/30 - 20 x 30 cm - canto inferior direito - 1985 -
Complemento de técnica: maneira negra e ponta seca. -

Ana Cristina Andrade Moreira é pintora, gravadora, desenhista, professora e designer vidreira. Iniciou sua formação artística na Escola Superior de Arte Santa Marcelina, SP (1972-1975). Aprendeu gravura em metal (1980-1990) com Iole Di Natale; técnicas de gravura na Scuola Internazionale di Gráfica em Veneza, Itália (1983); Gravura Especial com Evandro Carlos Jardim, no MAC-SP (1991); Técnica Calcográfica Experimental com Mario Benedetti, na FASM-SP (1997); Vitrofusão com Roberto Bonino. Exposições individuais: São Paulo, SP (1984, 1987, 1995, 2003); Bauru, SP (1989); “Projeto Interior com Arte” – Museu Banespa (1998 – Exposição itinerante pelo interior do Estado de São Paulo). Coletivas: Epinal, França (1975); São Paulo, SP (1974, 1982, 1984, 1985, 1986, 1988, 1994, 1995, 2000, 2002 a 2004, 2012 – SP ESTAMPA); Santo André, SP (1982); Novo Hamburgo, RS (1982); Taiwan, China (1983, 1985); San Juan, Porto Rico (1983); Santos, SP (1983); Cabo Frio, RJ (1983); Ribeirão Preto,SP (1984); Curitiba, PR (1984); Piracicaba,SP (1984); Veneza, Itália (1984, 1985); Campinas, SP (1985); São José do Rio Preto, SP (1986); Limeira, SP (1986); Washington D.C.,EUA (1991); Campos do Jordão, SP (1991); Kanagawa, Japão (1992); Maastricht, Holanda (1993); Illinois, EUA (1994); Cidade do México, México (1996); Jacareí, SP (1998); Budapeste, Hungria (1996); Uzice, Yuguslávia (1997); Ourense, Espanha (1994, 2006). Prêmios: São Paulo, SP (1974); Novo Hamburgo, RS (1982); Santos, SP (1983); Ribeirão Preto, SP (1984); Curitiba, PR (1984); Piracicaba, SP (1984); Campinas, SP (1985); São José do Rio Preto, SP (1986). JULIO LOUZADA, vol.1, pág. 62; vol.2, pág. 66; Acervo FIEO. ITAU CULTURAL.



301 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Figuras - gravura colorida - P.A. - 6 x 8 cm - canto inferior direito não identificada -



302 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Estudo - aquarela e guache - 50 x 36 cm - canto inferior direito - março de 1993 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins. -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



303 - ANGEL CESTAC (1948)

Figuras - técnica mista - 20 x 18 cm - canto inferior direito - 1981 - São Paulo -

Argentino da cidade de Azul, Província de Buenos Aires, onde nasceu a 4 de agôsto de 1948. Começou a estudar na ENBA Rogério Irurtina, na sua cidade natal. A partir de 1969 estuda na ENBA de Buenos Aires, recebendo o certificado de Mestre Nacional de Artes Plásticas e Professor Nacional de Pintura. Ativo em São Paulo, SP, onde reside e expõe individualmente a partir de 1980, e coletivamente desde 1979. JULIO LOUZADA, vol. 5, PÁG. 233



304 - ENRICO ORTOLANI (1883 - 1972)

Vale do Castel del Monte - óleo sobre madeira - 29 x 41 cm - canto inferior esquerdo -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor nascido em Roma, Itália. Foi aluno da Escola de Artes Industriais e da Academia de Belas Artes de Roma. Representante da Escola Italiana participou de várias exposições e Salões oficiais. Possui obras na Galeria de Arte Moderna dessa mesma cidade. BENEZIT, VOL. 8, PÁG.41; artnet.com; artprice.com; arcadja.com; askart.com.



305 - ALFREDO CESCHIATTI (1918 - 1989)

Pietá - escultura em bronze - 49 x 11 x 12 cm - assinado -
Procedente da coleção Dr. Ivo Ramos, São Paulo - SP. -

Natural de Belo Horizonte. Escultor, desenhista e professor. Passou a frequentar a antiga ENBA em 1940, depois de uma viagem à Europa, especialmente Itália, iniciada em 1938. Na Divisão Moderna do SNBA recebeu, como escultor as medalhas de bronze (1943) e de prata (1944), bem como o prêmio de viagem ao estrangeiro (1945), com o baixo-relevo para a Igreja de São Francisco de Assis, da Pampulha, em Belo Horizonte e, como desenhista, a medalha de prata (1945). Esteve mais uma vez na Europa entre 1946 e 1948, anos em que realizou exposição individual no Instituto dos Arquitetos do Brasil (GB). Figurou na II BSP e no II SNAM, em 1953. Fazendo parte da equipe que, em 1956, venceu o concurso de projetos para o Monumento aos Mortos da II Guerra Mundial (GB), ali executou o conjunto alusivo às três forças armadas. Integrou a Comissão Nacional de Belas Artes em 1960 e 1961, e entre 1963 e 1965, lecionou escultura e desenho na Universidade de Brasília. Quirino Campofiorito citou-o no estudo Ëscultura Moderna no Brasil"(Revista Crítica de Arte, nº único 1962). De seus trabalhos mais conhecidos destacam-se as esculturas As Banhistas e A Justiça, que se encontram, respectivamente, no lago em frente ao Palácio da Alvorada e defronte ao Supremo Tribunal Federal (Praça dos Três Poderes), em Brasília. Há ainda, obras escultóricas de sua autoria, entre outras no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Ministério das Relações Exteriores (Brasília) e em um edifício que Oscar Niemeyer projetou no conjunto residencial Hansa (setor ocidental de Berlim), assim como na embaixada brasileira em Moscou. MEC, vol. 1, pág. 397; PONTUAL, pág. 127; JÚLIO LOUZADA, vol. 11, pág. 70; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 609; ARTE NO BRASIL, pág. 872.



306 - ESCOLA CUZQUENHA, SÉC.XIX

Coroação de Cristo - óleo sobre tela - 70 x 69 cm -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")



307 - ALBERTO DA VEIGA GUIGNARD (1896 - 1962)

Paisagem - desenho a nanquim - 14 x 19 cm - canto inferior direito -
Ex coleção Isaac Ficz, Rio de Janeiro - RJ. -

Pintor, professor, desenhista, ilustrador e gravador, Alberto da Veiga Guignard nasceu em Nova Friburgo, RJ e faleceu em Belo Horizonte, MG. Mudou-se com a família para a Europa em 1907. Em dois períodos, entre 1917 e 1918 e entre 1921 e 1923, frequentou a Real Academia de Belas Artes de Munique, onde estudou com Hermann Groeber e Adolf Hengeler. Aperfeiçoou-se em Florença e em Paris, onde participou do Salão de Outono. Retornou para o Rio de Janeiro em 1929 e integrou-se ao cenário cultural por meio do contato com Ismael Nery. Participou do Salão Revolucionário de 1931, e foi destacado por Mário de Andrade como uma das revelações da mostra. Em 1941, integrou a Comissão Organizadora da Divisão de Arte Moderna do Salão Nacional de Belas Artes, com Oscar Niemeyer e Aníbal Machado. Em 1943, passou a orientar alunos em seu ateliê e criou o Grupo Guignard. A única exposição do grupo, realizada no Diretório Acadêmico da Escola Nacional de Belas Artes, foi fechada por alunos conservadores e reinaugurada na Associação Brasileira de Imprensa. Em 1944, a convite do prefeito Juscelino Kubitschek, transferiu-se para Belo Horizonte e começou a lecionar e dirigir o curso livre de desenho e pintura da Escola de Belas Artes, por onde passaram Amilcar de Castro, Farnese de Andrade e Lygia Clark, entre outros. Permaneceu à frente da escola até 1962, quando, em sua homenagem, esta passou a chamar-se Escola Guignard. Participou da Bienal de Veneza (1928, 1952); da Bienal Internacional de São Paulo (1951) e outras. PONTUAL, PÁG. 254; MEC, VOL. 2, PAG. 304; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 236; JULIO LOUZADA, VOL. 10, PÁG. 404; ART PRICE ANNUAL 2000, PÁG. 1013; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 373; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 559; ARTE NO BRASIL, PÁG. 505; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28; www.pinturabrasileira.com; www.brasilescola.com; web.artprice.com.



308 - JOSEPH BEUYS (1921 - 1986)

"Die Wärmezeitmaschine in der Ökonomie" - cartão postal - 10 x 14 cm - lado direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista, escultor e professor alemão que produziu em vários meios e técnicas incluindo performance, vídeo e instalação. Sua formação artística foi com o escultor Achiles Moorgat e na Academia de Arte Nacional de Dusseldorf, Alemanha. Na década de 1960 se integra ao grupo FLUXUS onde se torna seu membro mais significativo e famoso. Em 1979 teve uma retrospectiva no Museu Guggenheim de Nova York, EUA. Exposições: Alemanha (1953,1961,1965,1966,1967,1970 a 1973,1975,1976,1980,1981,1983,1991,1993,1994,1998,2004); Áustria (1966); Suíça (1969,1992,1995,1996,2007); Itália e Guiné Equatorial (1971); Inglaterra (1974,1983,2005); Bélgica (1977); EUA (1979,2007); Japão (1984); Holanda (1985); Brasil (1993,1994,2002,2003)); Lituânia e Coréia do Sul (1997); República Checa (2000); França (2006,2008). BENEZIT, vol.2, pág.3; ITAU CULTURAL; ARTNET.COM; ARTPRICE.COM; WIKIPÉDIA.ORG.



309 - FERNANDO P (1917 - 2005)

Composição - óleo sobre cartão - 56 x 38 cm - canto inferior direito - 1962 -

Nascido FERNANDO Clóvis Pereira, em São Luis do Maranhão, MA. Assina suas obras Fernando P. Realizou exposição em 1938 em sua cidade natal, transferindo-se após para o Rio de Janeiro, onde foi discípulo de Santa Rosa. Aperfeiçoou seus estudos em Paris, com André Lothe (pintura) e Gino Severini (mosaico). Expôs regularmente no SNAM-RJ, a partir de 1943, com um grande numero de premiações. JULIO LOUZADA, vol. 1 pág. 377; ITAÚ CULTURAL.



310 - JOAQUIM TENREIRO (1906 - 1992)

Fita - escultura em madeira - 45 x 88 x 5 cm - assinado -
Ex coleção Eduardo Mori - Rio de Janeiro, RJ. No estado. -

Designer, escultor, pintor, gravador e desenhista, Joaquim Albuquerque Tenreiro nasceu em Melo Guarda, Portugal e faleceu em Itapira, SP. Filho e neto de marceneiros, aos dois anos de idade mudou-se para o Brasil com a família. Retornou a Portugal em 1914 e ajudou o pai a realizar trabalhos em madeira. Iniciou aulas de pintura. Em 1928, transferiu-se definitivamente para o Rio de Janeiro, passando a frequentar o curso de desenho do Liceu Literário Português onde conquistou o prêmio Joaquim Alves Meira, a maior láurea daquele estabelecimento e fez cursos no Liceu de Artes e Ofícios. Em 1931, integrou o Núcleo Bernardelli. Na década de 1940, dedicou-se à pintura de retrato, de paisagem e de natureza-morta. Entre 1933 e 1943, trabalhou como designer de móveis nas empresas Laubissh & Hirth, Leandro Martins e Francisco Gomes. Em 1943, montou sua primeira oficina, a Langenbach & Tenreiro e, alguns anos depois, inaugurou duas lojas de móveis; primeiro no Rio de Janeiro e, posteriormente, em São Paulo. É o renovador do mobiliário brasileiro, responsável por toda uma linha de criação em que a funcionalidade se alia o bom gosto e o aproveitamento racional dos materiais do País. No final da década de 1960, Joaquim Tenreiro encerrou as atividades na área da concepção e fabricação de móveis para dedicar-se exclusivamente às artes plásticas, principalmente à escultura. Participou do Panorama da Arte Atual Brasileira, SP (1972, 1973, 1975, 1978, 1988), da Bienal Internacional de São Paulo (1965), entre outras, e realizou uma retrospectiva no MAM, RJ (1977). Tem pinturas suas figurando no MAM, SP, no MNBA e Museu Manchete, RJ. MEC, VOL.4, PÁGS.381 E 382; PONTUAL, PÁG.520; TEIXEIRA LEITE, PÁG.504; WALMIR AYALA, VOL.2, PÁG.376 E 377; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG.973; VOL. 5, PÁG. 1042; VOL.6, PÁG. 1111; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 580; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; www.joaquimtenreiro.com; renome.com.br; pinturabrasileira.com; web.artprice.com.



311 - FUNCHAL GARCIA (1889 - XX)

Paisagem - óleo sobre tela colada em madeira - 64 x 81 cm - canto inferior direito -

Mineiro de Leopoldina, foi também escritor e professor. No Rio de Janeiro, estudou no Liceu de Artes e Ofícios, recebendo orientação dentre outros de César Formenti. Expôs no Salão Nacional de Belas Artes, obtendo menção honrosa. TEODORO BRAGA, pág. 104; MEC, vol. 2, pág. 241; Acervo FIEO.



312 - OSCAR NIEMEYER (1907 - 2012)

Palácio do Planalto - desenho a nanquim - 16 x 25 cm - canto inferior esquerdo - 1970 -
Ex coleção Bruno Martins, Rio de Janeiro - RJ. -

Oscar Niemeyer Soares Filho nasceu no Rio de Janeiro. Arquiteto, gravador e urbanista. Forma-se em arquitetura pela Escola Nacional de Belas Artes - ENBA, Rio de Janeiro, em 1934. Nesse ano, passa a freqüentar o escritório do arquiteto e urbanista Lucio Costa. Em 1936, integra a comissão criada para definir os planos da sede do Ministério da Educação e Saúde, no Rio de Janeiro, com a supervisão do arquiteto suíço Le Corbusier, a quem assiste como desenhista. Entre 1940 e 1944 projeta o conjunto arquitetônico da Pampulha, Belo Horizonte - MG, que se configura como um marco de sua obra, pois rompe com os conceitos rigorosos do funcionalismo e utiliza uma linguagem de formas novas, de superfícies curvas, explorando as possibilidades plásticas do concreto armado. Em 1947, é convidado pela Organização das Nações Unidas - ONU a participar da comissão de arquitetos encarregada de definir os planos de sua futura sede em Nova York. Seu projeto, associado ao de Le Corbusier, é escolhido como base do plano definitivo. No Rio de Janeiro, em 1955, funda a revista ‘Módulo’ e no ano seguinte começa a colaborar na construção da nova capital do Brasil, Brasília, cujo plano urbanístico é confiado a Lucio Costa. Participou da I e II Bienal Internacional de São Paulo. Em 1965 é realizada uma retrospectiva sua no Museu do Louvre, Paris, a primeira dedicada a um arquiteto. Projetou inúmeras obras pelo mundo e recebeu vários prêmios. O Parque Ibirapuera (1951), São Paulo, também foi um dos seus grandes projetos. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL.5, PÁG.744; VOL.6, PÁG.785; MEC, VOL.3, PÁG. 263; DICIONÁRIO OXFORD; www.niemeyer.org.br.



313 - FERNANDO ODRIOZOLA (1921 - 1986)

Composição - técnica mista - 49 x 32 cm - canto inferior direito - 1972 -

Fernando Pascual Odriozola nasceu em Oviedo, Espanha e faleceu em São Paulo. Pintor, desenhista e gravador. Começou a pintar em 1936. Veio para o Brasil em 1953 e fixou residência em São Paulo. No ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual na Galeria Portinari. O Museu de Arte Moderna de São Paulo dedicou-lhe outra individual, em 1955. Na década de 1960, lecionou no Instituto de Arte Contemporânea da Fundação Armando Álvares Penteado e colaborou como ilustrador nos jornais O Estado de S. Paulo e Diário de S. Paulo, e na revista Habitat. Em 1964, integrou, com Wesley Duke Lee , Yo Yoshitome e Bin Kondo , o Grupo Austral, ligado ao movimento internacional Phases. Participou das 7ª, 8ª, 9ª, 12ª, 13ª, 14ª, 15ª e 18ª Bienais Internacionais de São Paulo onde foi premiado na 7ª, 8ª, e 14ª edição; da 7ª Bienal de Tóquio; dos 2º e 5º Panoramas da Arte Atual Brasileira, entre outras. No ano de seu falecimento, o Centro Cultural São Paulo (CCSP) realizou uma exposição retrospectiva póstuma em sua homenagem. JULIO LOUZADA VOL.11, PÁG. 231; MEC VOL.3, PÁG.291; PONTUAL PÁG. 389; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 737; ARTE NO BRASIL PÁG.907; LEONOR AMARANTE PÁG. 143; ACERVO FIEO.



314 - LAERPE MOTTA (1933)

Pietá - aquarela - 50 x 24 cm - canto inferior direito - 1966 -

Pintor e desenhista ativo no Rio de Janeiro, inciou-se autodidaticamente no desenho em 1966. Participou do SNBA, obtendo premiação (1967 e 1968). Dedicando-se especialmente ao desenho a bico-de-pena, seus trabalhos ora mantêm integra a figura, ora a dispersam em um princípio de abstração destinada a obter efeitos de vibração ótica pelo jogo de claros e escuros. PONTUAL, pág. 298; JULIO LOUZADA vol.2, pág. 701; ITAÚ CULTURAL.



315 - IVAN SERPA (1923 - 1973)

Composição - desenho a nanquim e colagem - 23 x 17 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor, desenhista, gravador e professor, Ivan Ferreira Serpa nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Estudou gravura e desenho com Axel Leskoschek (entre 1946 e 1948) no Rio de Janeiro. Em 1949, ministrou suas primeiras aulas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, onde, a partir de 1952, exerceu sistemática atividade didática, em especial no ensino infantil. Foi um dos precursores do concretismo no Brasil, criando ao lado de Aluisio Carvão, Lígia Clark, Hélio Oiticica e outros o Grupo Frente, que se manteve ativo de 1954 a 1956, inclusive com exposições no Rio de Janeiro. Participou da Divisão Moderna do SNBA (1947-1951). Em 1957, recebeu o prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna, RJ. Participou da exposição ’Opinião 65’, evento que marca a difusão de uma nova arte de tendência figurativa, a neofiguração. Em 1970, fundou, com Bruno Tausz, o Centro de Pesquisa de Arte no Rio de Janeiro. Participou da Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1961, 1963, 1965) e da Bienal de Veneza (1952, 1954, 1962, 1966). PONTUAL, PÁG 486; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 605; ARTE NO BRASIL, PÁG. 840; LEONOR AMARANTE, PÁG. 26; MEC VOL. 4, PÁG. 221; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 899.



316 - GLADYS MALDAUM (1943)

Cisnes - óleo sobre tela - 30 x 75 cm - canto inferior direito - 1986 -

Pintora e desenhista, natural de São Paulo-SP, onde nasceu a 29/9/1943. Iniciou sua carreira em 1961, cursando desenho e modelo vivo com o prof. Lubra, aperfeiçoando-se na figura com o prof. Amadeo Scavone. Estudou Composição e Sumiê com o pintor Fang. Segundo Enock Sacramento, a autora mostra-se interessada por aspectos particulares da paisagem e da figura humana. Sua obra é uma forma particular de registrar a natureza e uma recriação da figura humana. Individuais a partir de 1970 e coletivas desde 1971, com sucesso de crítica e de público, tendo recebido nestes certames diversas premiações. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 190/191, Acervo FIEO.



317 - CARLOS SCLIAR (1920 - 2001)

Tosquia - serigrafia - 4/100 - 21 x 22 cm - canto inferior direito -

Desenhista, gravador, pintor, ilustrador, cenógrafo, roteirista e designer gráfico que nasceu em Santa Maria da Boca do Monte, RS e faleceu no Rio de Janeiro. Assina Scliar. Estudou com Gustav Epstein, em Porto Alegre, em 1934. Participou, em 1938, da fundação da Associação Riograndense de Artes Plásticas Francisco Lisboa. Entre 1939 e 1947, residindo em São Paulo, integrou a Família Artística Paulista - FAP. No Rio de Janeiro, escreveu e dirigiu em 1944 o documentário 'Escadas', sobre os pintores Arpad Szenes e Vieira da Silva com os quais conviveu desde 1941. Convocado pela Força Expedicionária Brasileira - FEB, participou da Segunda Guerra Mundial, na Itália. Morando em Paris de 1947 a 1950, cursou gravura com Galanis na Escola de Belas Artes e teve contato com o gravador mexicano Leopoldo Méndez. De volta ao Brasil, fundou com Vasco Prado o Clube de Gravura de Porto Alegre. Em 1956, passou a viver no Rio de Janeiro. Foi diretor do departamento de arte da revista 'Senhor' entre 1958 e 1960. Fundou a editora Ediarte, em 1962, com os colecionadores Gilberto Chateaubriand, Michel Loeb, Carlos Nicolaievski e o pintor José Paulo Moreira da Fonseca. Realizou durante toda sua vida exposições individuais e participou de inúmeras coletivas e Salões oficiais, recebendo muitos prêmios. Também foram realizadas várias exposições póstumas. MEC VOL.4, PÁG. 214; TEODORO BRAGA, PÁG. 66; WALMIR AYALA VOL.2, PÁG. 306 a 309; PONTUAL, PÁG. 479 e 480; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG.884; VOL.2, PÁG. 925; VOL.13, PÁG. 305; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; RGS, PÁG. 442; ACERVO FIEO.



318 - JESUS FUERTES (1938 - 2006)

Galo - óleo sobre madeira - 99 x 69 cm - canto inferior direito - 1983 -

Pintor e escultor espanhol. Expôs pela 1ª vez em Berlim, conquistando o 2º prêmio no Salão Internacional dos Jovens Surrealistas Europeus, em 1955. Várias exposições entre 1954 e 1972 em Paris, Bruxelas, Nova York, Genebra, Roma, Boston, Zaragoza, conquistando em 1962, o Grande Prêmio de Roma.JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 361; ITAU CULTURAL.



319 - TOMIE OHTAKE (1913)

"Feliz 74" - serigrafia - 12 x 47 cm - canto inferior direito -

Pintora, gravadora, escultora nascida em Kyoto, Japão e radicada no Brasil desde 1936, país que adotou, inclusive, a cidadania. Fixou-se em São Paulo. Em 1952, iniciou-se em pintura com o artista Keisuke Sugano. No ano seguinte, integrou o Grupo Seibi, do qual participavam Manabu Mabe, Tikashi Fukushima, Flavio - Shiró, Tadashi Kaminagai , entre outros. A partir dos anos 1970, trabalhou com serigrafia, litogravura e gravura em metal. Dedicou-se também à escultura e realizou algumas delas para espaços públicos. Realizou muitas exposições individuais em todo o Brasil e exterior, além de ter participado de diversas mostras e Salões oficiais como: Bienal Internacional de São Paulo (1961, 1963, 1965, 1985, 1989, 1996, 1998); Bienal de Veneza, Itália (1972); Panorama da Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1969, 1970, 1973, 1976, 1983, 1986, 1989, 1993). Recebeu, em Brasília, o Prêmio Nacional de Artes Plásticas do Ministério da Cultura - Minc, em 1995 e muitos outros. Em 2000 foi criado o Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo. MEC, VOL. 3, PÁG. 323; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 690; BENEZIT, VOL. 7, PÁG. 791; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 140; PONTUAL, PÁG. 390; ART PRICE ANNUAL 1990, PÁG. 1464; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 362; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, PÁG. 939; LEONOR AMARANTE, PÁG. 170; WALTER ZANINI, PÁG. 693; ACERVO FIEO.



320 - ANTONIO BANDEIRA (1922 - 1967)

Composição - técnica mista - 14 x 20 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, nascido em Fortaleza, CE e falecido em Paris, onde viveu a maior parte de sua vida. É um dos pioneiros da arte abstrata no Brasil. Iniciou-se na pintura como autodidata. Em 1941, em Fortaleza, participou, ao lado de Mário Baratta, entre outros, da criação do Centro Cultural de Belas Artes depois, Sociedade Cearense de Artes Plásticas. Em 1945, transferiu-se para o Rio de Janeiro e, no ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual. Contemplado pelo governo francês com bolsa de estudos, permaneceu em Paris de 1946 a 1950 onde frequentou a Escola Nacional Superior de Belas Artes e a ‘Académie de la Grande Chaumière’. Entre 1947 e 1948 participou do ‘Salon d'Automne’ e do ‘Salon d'Art Libre’. Tomou parte em reuniões de artistas e formou o Grupo Banbryols (ban de Bandeira; bry de Camille Bryen; e ols de Wols), que durou de 1949 a 1951. Voltou ao Brasil em 1951 e apresentou-se na 1ª Bienal Internacional de São Paulo. Em 1952, criou um mural para o Instituto dos Arquitetos do Brasil, em São Paulo. Retornou a Paris em 1954 em razão do Prêmio Fiat, obtido na 2ª Bienal Internacional de São Paulo, mas não deixou de expor no Brasil. Permaneceu na Europa até 1959, passando pela Inglaterra e Bélgica, onde, em 1958, realizou um painel para o ‘Palais des Beaux-Arts’. Ao retornar ao Brasil teve uma atividade artística intensa, participou de importantes exposições, em paralelo a mostras em Paris, Munique, Verona, Londres e Nova York. Voltou a Paris em 1965, onde permaneceu até sua morte. BENEZIT, VOL.1, PÁG.415; MEYER/87, PÁG.606; MEC, VOL.1, PÁGS.159,160 E 167; PONTUAL, PÁGS. 48 E 49; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁGS. 71 A 74; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 52 A 54; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; ARTE NO BRASIL, PÁG. 599; LEONOR AMARANTE, PÁG. 34; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 86; ACERVO FIEO; web.artprice.com; pitoresco.com; pinturabrasileira.com.



321 - WALMIR TEIXEIRA DA SILVA (1943)

Composição - óleo sobre tela - 101 x 57 cm - canto inferior direito - 1991 -

Pintor, gravador e ilustrador nascido em Palmital, SP. Assina Walmir. Vive e trabalha em São Paulo, SP. Começou a pintar em 1966 e teve aulas de Técnicas de Gravura com Romildo Paiva. A partir de 1971 deixou de lado as gravuras para dedicar-se como autodidata à pintura. Tem trabalhos em museus e coleções particulares nos seguintes países: Chile, Estados Unidos, Holanda, Iugoslávia e Portugal. Realizou exposições individuais em São Paulo (1972, 1989, 1991,1993, 1998) e, em 1995, Exposição Itinerante nas Salas Vips Dinners - Aeroportos Internacionais de Recife, Fortaleza e São Paulo. Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais no Brasil e exterior. Foi premiado em Atibaia, SP (1970); São Bernardo do Campo, SP (1989). JULIO LOUZADA VOL. 6, PÁG. 1181; VOL. 11, PÁG. 342; www.galeriandre.com.br.



322 - ALUISIO CARVÃO (1920 - 2001)

Paisagem - aquarela - 17 x 12 cm - canto inferior direito -

Importante pintor, escultor, Ilustrador, ator e cenógrafo brasileiro, natural de Belém-PA. Em 1952 estuda pintura com Ivan Serpa, no MAM-RJ, participando, entre 1954 e 1956, Grupo Frente e, entre 1960 e 1961, integra o Grupo Neoconcreto. Nos anos seguintes viaja para a Europa com o prêmio de viagem recebido no SNAM-RJ. No fim dos anos 60 passa a empregar materiais não tradicionais, como tampinhas metálicas de garrafa, pregos e barbante agrupados em suportes de madeira. Em 1996 ocorre retrospectiva de sua obra no Museu Metropolitano de Arte, em Curitiba, no Museu de Arte Moderna - MAM/BA e no MAM/RJ. "A preocupação inicial de Aluísio Carvão era com a forma: reduzir a obra a estruturas elementares, gestálticas. A partir da dissidência neoconcreta, da qual fez parte, é a cor que irá se impor, envolvendo a estrutura, ou melhor, a cor é, ela mesma, espaço. Carvão não é um pintor metafísico. Através da cor ele revela sua relação sensual com o mundo. Como ele diz: ´Vermelhos-guarás, araras, aroma das flores de manacá, o som do vento terral, o calor equatorial, o amarelo-laranja do sol, ressonâncias atávicas de Van Gogh e Mondrian, em trânsito pela Península Ibérica, Nordeste, Amazônia e nosso litoral daqui´. Nas pinturas da ´série cromativa´ ou no ´cubocor´ da fase neoconcreta, Carvão dá à cor sua máxima concretude e fisicalidade, mas, feito isto, ocorre a retração da cor, que se mutiplica em complementares, abrindo caminho para a caracterização como espaço lírico, território da memória. Sua linguagem e seus motivos são aéreos: sóis, luas, pipas, bandeirolas, mastros, arcos. Enfim, são formas que voam e ascendem, sem contudo perder o vínculo com a terra. " Frederico Morais, in MORAIS, Frederico. Vertente construtiva. In: DACOLEÇÃO: os caminhos da arte brasileira. São Paulo: Júlio Bogoricin, 1986. p. 131-132. JULIO LOUZADA, vol. 5 pág. 210/211; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, 655; LEONOR AMARANTE, 75; ARTE NO BRASIL, 921; Acervo FIEO.



323 - KASUO WAKABAYASHI (1931)

Composição - serigrafia - 135/300 - 24 x 27 cm - canto inferior direito - 1998 -

Pintor natural da cidade japonesa de Kobe. Inicia seus estudos na Escola Técnica de Hikone, em Shiga (Japão), em 1944. Em 1946, inicia aprendizado de pintura a óleo. Torna-se membro do Grupo Babel, composto por Rokuichi, Kaibara, Ko Nishimura e outros. Em 1952 monta seu atelier. Em 1961, vem para o Brasil e radica-se em São Paulo, onde integra-se ao Grupo Seibi. Em 1966, é convidado para ser membro do júri do 10º Salão do Grupo Seibi de Artistas Plásticos, salão em que ganha a Grande Medalha de Ouro, na edição de 1963. Em 1968, naturaliza-se brasileiro. Entre 1963 e 1967, participa de várias edições da Bienal Internacional de São Paulo, recebendo o Prêmio Aquisição do Itamarati na 9ª edição. Em 1984, participa da exposição itinerante por Europa e América, Mestres do Abstracionismo Brasileiro; em 1994, participa da Bienal Brasil Século XX, na Fundação Bienal de São Paulo. Em 2001, realiza exposição individual comemorativa dos seus 70 anos, na A Galeria em São Paulo. TEIXEIRA LEITE, pág. 540; PONTUAL, pág. 550; ITAÚ CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 939, Acervo FIEO.



324 - MARIA LEONTINA (1917 - 1984)

Estandarte - pastel - 18 x 22 cm - canto inferior esquerdo -

Pintora, gravadora e desenhista. Maria Leontina Mendes Franco da Costa nasceu em São Paulo, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. Iniciou estudos de desenho com Antônio Covello, em São Paulo (1938), e na primeira metade da década de 1940 estudou pintura com Waldemar da Costa. Em 1946, no Rio de Janeiro, frequentou o ateliê de Bruno Giorgi e fez curso de museologia no Museu Histórico Nacional, entre 1946 e 1948. Em 1947, participou da exposição ‘19 Pintores’, na Galeria Prestes Maia, em São Paulo, ao lado de Lothar Charoux, Marcelo Grassmann, Aldemir Martins, Luiz Sacilotto e Flavio-Shiró. Em 1951, foi convidada pelo psiquiatra e crítico de arte Osório César para orientar o setor de artes plásticas do Hospital Psiquiátrico do Juqueri. No mesmo ano, organizou uma mostra dos internos no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Em 1952, com bolsa de estudo do governo francês, viajou para a Europa, acompanhada pelo marido, o pintor Milton Dacosta. Em Paris, entre 1952 e 1954, frequentou o ateliê de gravura de Johnny Friedlaender. Na década de 1960, realizou painel de azulejos para o Edifício Copan e vitrais para a Igreja Episcopal Brasileira da Santíssima Trindade, ambos em São Paulo. Realizou exposições individuais e participou de inúmeras mostras, Salões oficiais e Bienais como a Bienal de Veneza (1950, 1952, 1956). Foi premiada no Rio de Janeiro (1944, 1950, 1955, 1957, 1980); em São Paulo (1944; 1947; 1951; 1954; 1958; 1960; 1980; 1955, 1959, 1965 - Bienais Internacionais; 1969, 1970 - Panoramas da Arte Atual Brasileira; 1975 - prêmio pintura da Associação Paulista de Críticos de Artes - APCA); Brasília, DF (1980); Curitiba, PR (1980; Porto Alegre, RS (1980); Nova York (1960 - Fundação Guggenheim). ITAU CULTURAL; MEC, VOL. 2, PÁG. 471; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 309; PONTUAL, PÁG. 338; ARTE NO BRASIL, PÁG. 772; LEONOR AMARANTE, PÁG. 25; WALTER ZANINI, PÁG. 645; JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 572.



325 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

São Francisco - escultura em bronze - 24 x 10 x 5 cm - assinado -

Escultor, desenhista e pintor paulista nascido em Mococa, SP e falecido no Rio de Janeiro. Mudou-se com a família para Itália, e fixou-se em Roma (1913). Iniciou estudos de desenho e escultura com o professor Loss (1920). Participou de movimentos antifascistas e foi preso (1931) por motivos políticos. Foi extraditado para o Brasil (1935) por intervenção do embaixador brasileiro na Itália. Em 1937, viajou para Paris e frequentou as academias ‘La Grand Chaumière’ e ‘Ranson’, onde estudou com Aristide Maillol e conviveu com Henry Moore, Marino Marini e Charles Despiau. Em 1939, retornou a São Paulo e junto com Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Sérgio Milliet, entre outros, participou do Movimento Modernista; foi um dos membros da Família Artística Paulista e do Grupo Santa Helena. Em 1943, transferiu-se para o Rio de Janeiro. A convite do ministro Gustavo Capanema instalou ateliê no antigo Hospício da Praia Vermelha, onde orientou jovens artistas como Francisco Stockinger. Possui obras em espaços públicos como ‘Monumento à Juventude Brasileira’ (1947), nos jardins do antigo Ministério da Educação e Saúde, atual Palácio Gustavo Capanema - RJ; ‘Candangos’ (1960), na Praça dos Três Poderes, e ‘Meteoro’ (1967), no lago do edifício do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília; ‘Integração’ (1989), no Memorial da América Latina, em São Paulo. Participou das Bienais de Veneza (1950, 1952); participou das I, II, IV e IX Bienais de São Paulo, período em que recebeu o prêmio de melhor escultor brasileiro (1953) e sala especial (1967). MEC, VOL.2, PÁG. 250; PONTUAL, PÁG. 237; MAYER/84, PÁG. 1333; BENEZIT VOL. 5, PÁG. 14; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 715; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 422; www.artprice.com; www.pinturabrasileira.com; www.dec.ufcg.edu.br; www.monumentos.art.br.



326 - HARRY ELSAS (1925 - 1994)

Músico - óleo sobre tela colada em madeira - 40 x 32 cm - não assinado -

Muralista, gravador, pintor, Heinz Hugo Erich Elsas nasceu em Stuttgart, Alemanha e faleceu em Taubaté, SP. Iniciou a carreira artística como autodidata. Radicado no Brasil desde 1936 foi fortemente influenciado pela cultura regional do Nordeste. Em 1945 recebeu orientações de Lasar Segall e realizou sua primeira mostra individual no Ministério da Educação e Cultura no Rio de Janeiro. A partir de 1970, fixou-se em São Paulo e executou murais para o Banco Safra (1971) e Banco Cidade de São Paulo (1976). Realizou exposições individuais em São Paulo, Rio de Janeiro e Estados Unidos. Participou de coletivas no Brasil e no exterior a partir de 1962. JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 355; MEC VOL, 2, PÁG, 111; TEIXEIRA LEITE PÁG 176; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



327 - MANOEL SANTIAGO (1897 - 1987)

Marinha - óleo sobre tela - 22 x 33 cm - canto inferior direito e dorso -

Manoel Colafante Caledônio de Assumpção Santiago nasceu em Manaus, AM e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, desenhista e professor. Mudou-se para Belém em 1903 e iniciou estudos de pintura. Desde 1916 já praticava a arte não figurativa. Em 1919 transferiu-se para o Rio de Janeiro, cursou Direito e frequentou a Escola Nacional de Belas Artes, onde foi aluno de Rodolfo Chambelland e Baptista da Costa. Na época, teve aulas particulares com Eliseu Visconti. Foi casado com a pintora Haydeá Santiago. Participou em 1927 do Salão Nacional de Belas Artes e recebeu o prêmio viagem ao exterior, entre vários outros. Foi para Paris no ano seguinte, e lá permaneceu por cinco anos. De volta ao Rio de Janeiro, em 1932, tornou-se professor do Instituto de Belas Artes. Em 1934, passou a lecionar pintura e desenho no Núcleo Bernardelli, figurando entre seus alunos José Pancetti, Edson Motta, Bustamante Sá, Ado Malagoli, Rescála e Milton Dacosta. Participou da I Bienal Internacional de São Paulo (1951) e do 8º Panorama da Arte Brasileira (1976). PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, VOL. 1, PÁG. 241; TEODORO BRAGA, PÁG. 211; CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO DE PAISAGEM BRASILEIRA, MEC-MNBA /RIO/1944; MAYER/84, PÁG. 1158; REIS JR, PÁG. 378; PONTUAL, PÁG. 473; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 292; ITAÚ CULTURAL, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 865; ACERVO FIEO.



328 - TITO DE ALENCASTRO (1934 - 1999)

"Pintura 457" - óleo sobre tela - 60 x 60 cm - canto inferior direito - 1986 -
Com certificado n° 1408, firmado pelo artista e por Yur Fogaça, herdeiro do artista, no dorso. -

Pintor, desenhista, gravador e mosaicista, radicou-se em 1961 em São Paulo, após ter estudado no Rio de Janeiro com Abelardo Zaluar, José Morais e Johnny Friedlaender. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 29; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 6; PONTUAL, pág. 14; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



329 - MANABU MABE (1924 - 1997)

Tourada - cerâmica - 24 x 25 cm - canto inferior esquerdo -
Ex coleção Satoro Mabe, São Paulo - SP. -

Pintor autodidata, veio para o Brasil com a família em 1934, fixando-se em Lins-SP, onde trabalhou na lavoura do café; ligado ao abstracionismo informal, até a metade dos anos 50 fez pintura figurativa, especialmente paisagens e naturezas mortas; dedicou-se ainda à tapeçaria. ARTE NO BRASIL, vol. 2, pág. 1050; TEIXEIRA LEITE, pág. 296; PONTUAL, pág. 325/6; MEC, vol. 3, pág. 13; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 644; LEONOR AMARANTE, pág. 83, Acervo FIEO.



330 - FULVIO PENNACCHI (1905 - 1992)

"Cafezal" - óleo sobre eucatex - 20 x 30 cm - canto inferior direito e dorso - 1984 -
Reproduzido no convite deste leilão. Com as seguintes etiquetas no dorso: 1) etiqueta n° 040-DO.840-84A do ateliê do artista; 2) etiqueta de Galeria de Arte André, São Paulo SP. -

Pintor, ceramista, desenhista, ilustrador, gravador, professor nascido na cidade de Villa Collemandina, Itália e falecido em São Paulo. Em 1924 foi para Lucca e iniciou sua formação artística no ‘Regio Istituto di Belle Arti’ onde teve aulas com o pintor Pio Semeghini. Mudou-se para São Paulo em 1929 e dedicou-se a diferentes atividades até 1933, quando passou a auxiliar Galileo Emendabili na execução de monumentos funerários. Em 1935, conheceu Francisco Rebolo, passou a frequentar seu ateliê e conviveu com os artistas do Grupo Santa Helena. Nessa mesma época integrou a Família Artística Paulista e iniciou a produção de painéis em afresco e óleo para residências, igrejas, hotéis e outras edificações, destacando-se os afrescos de grandes dimensões para a Igreja Nossa Senhora da Paz, no bairro do Glicério, executados entre 1941 e 1948. Em 1965, iniciou um período de recolhimento e manteve-se afastado das exposições e do circuito artístico. Em 1973, reabriu seu ateliê e recebeu diversas homenagens no Brasil e na Itália. Nesse mesmo ano conheceu a ceramista Eunice Pessoa e com ela desenvolveu um grande número de peças que foram expostas em 1975. Sem nunca ter abandonado as atividades artísticas, voltou a figurar em diversas mostras e continuou a produzir painéis em afresco. Em 1980, Pietro Maria Bardi publicou um livro sobre sua obra. Nove anos depois, foi lançado o livro ‘Ofício Pennacchi’, organizado por Valério Antonio Pennacchi, responsável também pela publicação, em 2002, do livro ‘Fulvio Pennacchi: Pintura Mural’. Importante retrospectiva da obra do artista foi realizada, em 1973, no MAM - São Paulo. TEODORO BRAGA, PÁG. 192; MEC, VOL, 3, PÁG. 365; WALMIR AYALA, VOL, 2, PÁG. 182; PONTUAL, PÁG. 416; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 784; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 740; ACERVO FIEO.



331 - TARSILA DO AMARAL (1890 - 1973)

Paisagem antropofágica - litografia - P. A. - 21 x 29 cm - canto inferior direito -
Esta gravura consta no catálogo Raisonné de Tarsila do Amaral. -

Pintora e desenhista, Tarsila do Amaral nasceu em Capivari, SP e faleceu em São Paulo. Estudou escultura com William Zadig e com Mantovani, em 1916, na capital paulista. No ano seguinte teve aulas de pintura e desenho com Pedro Alexandrino, onde conheceu Anita Malfatti. Ambas tiveram aulas com o pintor Georg Elpons. Em 1920 viajou para Paris e estudou na ‘Académie Julian’ e com Émile Renard. Ao retornar ao Brasil formou em 1922, em São Paulo, o Grupo dos Cinco, com Anita Malfatti, Mário de Andrade, Menotti del Picchia e Oswald de Andrade. Em 1923, novamente em Paris, frequentou o ateliê de André Lhote, Albert Gleizes e Fernand Léger. Foi a criadora de duas das principais tendências ou movimentos de nossa arte nacionalista: o Pau Brasil e o Antropofagia. A convite da Comissão do IV Centenário de São Paulo fez, em 1954, o painel ‘Procissão do Santíssimo’ e, em 1956, entregou ‘O Batizado de Macunaíma’, sobre a obra de Mário de Andrade, para a Livraria Martins Editora. A retrospectiva Tarsila: 50 Anos de Pintura, organizada pela crítica de arte Aracy Amaral e apresentada no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo , em 1969, ajudou a consolidar a importância da artista. TEODORO BRAGA, PÁG. 220; REIS JR., PÁG.388; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 365; MEC, VOL. 4, PÁG. 370; PONTUAL, PÁG. 511; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 492; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 389; ARTE NO BRASIL, PÁG. 577; LEONOR AMARANTE, PÁG. 24; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 958.



332 - BUSTAMANTE SÁ (1907 - 1988)

Paisagem - óleo sobre eucatex - 15 x 40 cm - canto inferior direito -

Natural da cidade do Rio de Janeiro, estudou na ENBA naquela cidade, onde foi aluno de Rodolfo Amoedo e Rodolfo Chambelland. Participou do Núcleo Bernardelli, do qual foi um dos fundadores em 1931. Participou de sucessivas versões do SNBA a partir de 1928, recebendo diversas premiações. Excepcional pintor do gênero paisagem. TEODORO BRAGA, pág. 59; REIS JR. , pág. 385; MEC,vol. 4, pág. 127; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 145 e 147; TEIXEIRA LEITE, pág. 94; JÚLIO LOUZADA, vol. 11, pág. 47; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 579; ARTE NO BRASIL, pág. 763; Acervo FIEO.



333 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Flores" - acrílico sobre cartão - d = 33 cm - centro inferior - 1986 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins. -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



334 - JOSÉ WASTH RODRIGUES (1891 - 1957)

Paisagem - óleo sobre tela colada em cartão - 26 x 33 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor, desenhista e historiador paulistano, foi pensionado pelo Estado de São Paulo, estudando no Jean-Paul Laurens, em Paris, de cujo salão oficial participou em 1914. Dedicou-se com intensidade ao desenho a bico de pena. Executou os desenhos e aquarelas do livro Uniformes do Exército Brasileiro, de Gustavo Barroso. JULIO LOUZADA, VOL ,12, pág, 347. MEC, VOL, 4, pág, 92; ITAÚ CULTURAL; ARTE NO BRASIL, Acervo FIEO, RUTH TARASANTCHI.



335 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Maternidade - desenho a caneta esferográfica - 30 x 22 cm - canto inferior direito - 9/11/48 -
Com a seguinte dedicatória: "Ao amigo Salles de seu E. Di". Com os seguintes versos: "Dessa gente Brasileira de pele escura, outrora índio outra negra e fortes saudades.". -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



336 - LUIS PAULO BARAVELLI (1942)

Composição - óleo sobre tela - 92 x 64 cm - dorso - Outubro de 1975 -

Paulistano, BARAVELLI é pintor, desenhista, escultor, arquiteto e artista gráfico, formado em desenho e pintura na FAAP-SP, e em arquitetura na USP. Aperfeiçoou-se em pintura com Wesley Duke Lee. Fundos a Escola de Arte Brasil, juntamente com Carlos Alberto Fajardo, José Resende e Frederico Nasser. É um pesquisador de múltiplas técnicas e materiais, desde o desenho e a pintura até a escultura e o objeto, desde o ferro e a madeira até o acrílico e a fórmica. É artista contemporâneo de expressão e reconhecimento da crítica especializada. JULIO LOUZADA vol.2, pág. 98; TEIXEIRA LEITE, pág. 55; ITAÚ CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 908; LEONOR AMARANTE, pág. 154; Acervo FIEO.



337 - JOSÉ MARIA DE SOUZA (1935 - 1987)

"Paisagem" - óleo sobre tela - 38 x 46 cm - canto inferior direito e dorso - 1978 -

Baiano de Valença, Bahia. Diplomou-se na Escola de Belas Artes da Bahia, onde teve como prof. Mario Cravo em gravura e Juarez Paraíso, em desenho. Realizou várias individuais no Rio de Janeiro, cidade onde se fixou por algum tempo, retornando para a Bahia. Sua figuração é pessoal e o limite profundo de sua obra está povoado de algo cuja definição se coloca entre o humilde e o grotesco. Realizou individuais a partir de 1960 (entre elas: Galeria Bonino, RJ-1965 e 1967); e coletivas (SNAM-RJ 1959, 1962 e 1963, entre outras). JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 498; ITAÚ CULTURAL.



338 - ROBERTO BURLE MARX (1909 - 1994)

Composição - litografia - 48/100 - 55 x 74 cm - canto inferior direito -

Nasceu em São Paulo e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, paisagista, arquiteto, desenhista, pintor, gravador, litógrafo, escultor, tapeceiro, ceramista, designer de jóias, decorador. Durante a infância viveu no Rio de Janeiro. Foi com a família para a Alemanha, em 1928. Em 1929, freqüentou o ateliê de pintura de Degner Klemn. Nos jardins e museus botânicos de Dahlen, em Berlim, entusiasmou-se ao encontrar exemplares da flora brasileira. De volta ao Brasil, fez curso de pintura e arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1930 - 1934), onde foi aluno de Leo Putz , Augusto Bracet e Celso Antônio. Seu primeiro projeto paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, em 1932. Entre 1934 e 1937, ocupou o cargo de diretor de parques e jardins do Recife, PE, onde passou a residir. Nesse período, foi com freqüência ao Rio de Janeiro e teve aulas com Candido Portinari e com o escritor Mário de Andrade. Em 1937, retornou ao Rio de Janeiro e trabalhou como assistente de Candido Portinari. Foi em 1949, conforme sua paixão por plantas e seu interesse por botânica e jardinagem, que Burle Marx adquiriu um sítio em Barra de Guaratiba, RJ. Com auxílio de botânicos, viajou, coletou, catalogou exemplares de plantas do Brasil e reproduziu em seu sítio a diversidade fitogeográfica brasileira. Em 1985 doou esse sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.Realizou muitas exposições individuais e projetos paisagísticos, participou de diversas mostras oficiais coletivas pelo Brasil e no exterior. PONTUAL, PÁG. 94; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 93; MEC. VOL.1, PÁG.303; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 738; LEONOR AMARANTE, PÁG. 98; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 179; artnet.com.



339 - MÁRCIA XAVIER (1967)

Copos - fotografia colada sobre alumínio - 47/70 - 60 x 30 cm - dorso -

Artista visual nascida em Belo Horizonte, MG. Vive e trabalha em São Paulo. Cursou Comunicação Social na Fundação Armando Álvares Penteado - FAAP, SP (1989). Realizou exposições individuais em: São Paulo (1994, 2000, 2001, 2004, 2005, 2007, 2010); Belo Horizonte, MG (2001, 2005, 2008); Rio de Janeiro (2005, 2010); Lisboa, Portugal (2005). Participou de diversas coletivas pelo Brasil, nos Estados Unidos, na Bélgica, no México e em Cuba. Foi premiada em Ribeirão Preto, SP (1999); Belo Horizonte, MG (2000). Em 2013 recebeu uma das bolsas do Programa de Residências do ICCo - Instituto de Cultura Contemporânea - ICCo-SP-Arte, durante a 9ª edição da feira em São Paulo. ITAU CULTURAL; www.lauramarsiaj.com.br; marciaxavier.tumblr.com; www.icco.art.br; www.artprice.com.



340 - CLODOMIRO AMAZONAS (1893 - 1953)

Paisagem - óleo sobre tela - 37 x 45 cm - canto inferior esquerdo - 1918 -
Reproduzido no convite deste leilão. -

Pintor e restaurador, Clodomiro Amazonas Monteiro nasceu em Taubaté, SP e faleceu em São Paulo. Iniciou-se em pintura aos 16 anos, realizando restaurações em telas e afrescos do Convento Santa Clara, em Taubaté. Estudou com o pintor Augusto Luís de Freitas no fim da década de 1890. Interessado em promover atividades culturais, fundou na cidade, em 1905, a Associação Artística e Literária. Passou a viver em São Paulo em 1906, quando entrou em contato com a obra de Baptista da Costa e teve aulas com o pintor Carlo de Servi. Paralelamente às atividades artísticas, trabalhou em repartições públicas e atuou como ilustrador para publicações como a Revista da Semana. A partir de 1924 dedicou-se exclusivamente à pintura. Manteve contato com intelectuais, escritores e artistas como Monteiro Lobato, Menotti del Picchia, Lucílio de Albuquerque,Georgina de Albuquerque e Pedro Alexandrino, entre outros. Foi um dos fundadores do Salão Paulista de Belas Artes, em 1934. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1912, 1918, 1921); Taubaté, SP (1919); Juiz de Fora, MG (1918); Rio de Janeiro (1922, 1926); Recife, PE (1925); Belém do Pará, PA (1925); Fortaleza, CE (1926). MEC, vol. 1, pág. 75; TEIXEIRA LEITE, pág. 26; PONTUAL, pág. 24; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 42; TEODORO BRAGA, pág. 72; ITAU CULTURAL, RUTH TARASANTCHI; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 56; MEC VOL. 1, PÁG. 75; www.artprice.com.



341 - MARIO ZANINI (1907 - 1971)

Paisagem - óleo sobre tela - 49 x 63 cm - canto inferior direito -

Pintor, decorador, ceramista, professor, Mário Zanini nasceu e faleceu em São Paulo. Foi um dos integrantes de dois importantes movimentos artísticos considerados históricos na pintura paulista: o Grupo Santa Helena e a Família Artística Paulista. Sua formação artística se deu em São Paulo quando aos 13 anos iniciou curso de pintura da Escola Profissional Masculina do Brás e de 1924 a 1926, matriculou-se no curso de desenho e artes do Liceu de Artes e Ofícios. Conheceu Alfredo Volpi em 1927 e no ano seguinte estudou com o pintor Georg Elpons. Trabalhou no escritório de decoração de Francisco Rebolo entre 1933 e 1938. Em 1940 recebeu medalha de prata no 46º Salão Nacional de Belas Artes e foi convidado por Rossi Osir a trabalhar em seu ateliê de azulejos artísticos, o Osirarte. Em 1950, viajou por seis meses pela Itália, em companhia de Volpi e Osir. A partir de 1968 lecionou na Faculdade de Belas Artes de São Paulo. Participou de vários Salões oficiais e mostras coletivas no Brasil, como I e III Bienal Internacional de São Paulo e no exterior. Sua família doou 108 de suas obras ao Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo - MAC/USP em 1974. MEC, VOL. 4, PÁG. 531; PONTUAL, PÁG. 557; TEODORO BRAGA, PÁG. 250; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 451; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 586; ARTE NO BRASIL, PÁG. 778; LEONOR AMARANTE, PÁG.38; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 1085; ACERVO FIEO.



342 - BENJAMIN SILVA (1927)

Composição - óleo sobre tela - 41 x 33 cm - canto inferior esquerdo - 2002 -

Cearense de Juazeiro, Benjamin Silva antes de se mudar para o Rio de Janeiro, então com 20 anos, foi seringueiro no Amazonas. Foi aluno de Inimá de Paula na Escola do Povo, nos idos de 1950. Inicialmente figurativista, após 1963 adota uma linha de expressionismo agressivo. Sua pintura passeou também pelo surrealismo. MEC, vol.4, pág.246; TEIXEIRA LEITE, pág.70; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 697; ARTE NO BRASIL, pág. 943.



343 - NEWTON MESQUITA (1948)

"Marilyn" - serigrafia e tinta acrílica sobre madeira - 47 x 33 cm - canto inferior esquerdo e dorso - outubro de 1982 -
Com dedicatória e etiqueta do ateliê do artista, no dorso. -

Pintor e gravador paulistano, Newton Mesquita é inquieto; provoca a sua arte com novos experimentos e técnicas. Desenhista de mão cheia, solta o traço com habilidade, recriando imagens, cores e texturas. JULIO LOUZADA, vol. 9, pág. 578; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO.



344 - LOTHAR CHAROUX (1912 - 1987)

Composição - matriz de gravura - 19,5 x 19,5 cm - dorso - 1978 - São Paulo -

Pintor, desenhista e professor austríaco, natural de Viena. Assinava Charoux. Iniciou os estudos artísticos com seu tio, o escultor austríaco Siegfried Charoux. Transferiu-se para o Brasil em 1928, fixando residência em São Paulo. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios da cidade onde conheceu Valdemar da Costa, com ele fazendo aprendizado de pintura a partir de 1940. Posteriormente passa a lecionar desenho no Liceu de Artes e Ofícios e no SENAI. Em 1947, realizou sua primeira exposição individual, na Galeria Itapetininga. Em 1952, participou da fundação do Grupo Ruptura, ao lado de Waldemar Cordeiro, Geraldo de Barros, Anatol Wladyslaw e outros. Com Hermelindo Fiaminghi e Luiz Sacilotto , cria a Associação de Artes Visuais NT - Novas Tendências, em 1963. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras oficiais nacionais como a Bienal Internacional de São Paulo (I a IX, XII, XIII), Panorama da Arte Atual Brasileira (1º ao 3º, 6º, 9º, 11º, 12º) e no exterior. É homenageado com retrospectiva no Museu de Arte Moderna de São Paulo e no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro em 1974. Em 2005, é publicado o livro ‘Lothar Charoux: A Poética da Linha’, pela historiadora de arte Maria Alice Milliet. PONTUAL, PÁG. 131; MEC VOL. 1, PÁG. 433; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 254; VOL. 9, PÁG.207; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 645; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; ACERVO FIEO.



345 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

Nu - escultura em bronze - 28 x 13 x 16 cm - assinado -
Procedente da coleção Dr. Ivo Ramos, São Paulo - SP. -

Escultor, desenhista e pintor paulista nascido em Mococa, SP e falecido no Rio de Janeiro. Mudou-se com a família para Itália, e fixou-se em Roma (1913). Iniciou estudos de desenho e escultura com o professor Loss (1920). Participou de movimentos antifascistas e foi preso (1931) por motivos políticos. Foi extraditado para o Brasil (1935) por intervenção do embaixador brasileiro na Itália. Em 1937, viajou para Paris e frequentou as academias ‘La Grand Chaumière’ e ‘Ranson’, onde estudou com Aristide Maillol e conviveu com Henry Moore, Marino Marini e Charles Despiau. Em 1939, retornou a São Paulo e junto com Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Sérgio Milliet, entre outros, participou do Movimento Modernista; foi um dos membros da Família Artística Paulista e do Grupo Santa Helena. Em 1943, transferiu-se para o Rio de Janeiro. A convite do ministro Gustavo Capanema instalou ateliê no antigo Hospício da Praia Vermelha, onde orientou jovens artistas como Francisco Stockinger. Possui obras em espaços públicos como ‘Monumento à Juventude Brasileira’ (1947), nos jardins do antigo Ministério da Educação e Saúde, atual Palácio Gustavo Capanema - RJ; ‘Candangos’ (1960), na Praça dos Três Poderes, e ‘Meteoro’ (1967), no lago do edifício do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília; ‘Integração’ (1989), no Memorial da América Latina, em São Paulo. Participou das Bienais de Veneza (1950, 1952); participou das I, II, IV e IX Bienais de São Paulo, período em que recebeu o prêmio de melhor escultor brasileiro (1953) e sala especial (1967). MEC, VOL.2, PÁG. 250; PONTUAL, PÁG. 237; MAYER/84, PÁG. 1333; BENEZIT VOL. 5, PÁG. 14; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 715; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 422; www.artprice.com; www.pinturabrasileira.com; www.dec.ufcg.edu.br; www.monumentos.art.br.



346 - INOS CORRADIN (1929)

Menina - óleo sobre tela - 110 x 38 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, escultor e cenógrafo, nascido em Vogogna, Itália. Por volta de 1932 mudou-se com a família para Castelbaldo - Padova, onde, em 1945, estudou pintura com professor Tardivello. Em 1947 colaborou com o pintor Pendin na execução de um mural referente aos mártires da resistência italiana em Castelbaldo. Veio, em 1950, para Jundiaí e São Paulo onde fez parte do núcleo artístico Cooperativa em São Paulo, dirigido pelo pintor argentino Oswaldo Gil Navarro. Executou cenários para o Ballet do IV Centenário de São Paulo, em 1954. Em 1979 foi contratado para pintar um cenário para o Teatro de Rovigo, Itália. Realizou diversas exposições individuais, participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais pelo Brasil e pelo mundo. Foi premiado em Paris (1975) e em Ferrara, Itália (1976). JULIO LOUZADA, VOL. 11, PÁG. 152; PONTUAL, PÁG. 143; MEC, VOL. 1, PÁG. 448; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 215; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; inoscorradin.com.br.



347 - JOSÉ FONSECA (XX - 1991)

Vaso de flores - óleo sobre tela - 39 x 50 cm - canto inferior direito -

Nasceu na cidade do Rio de Janeiro, e faleceu em São Paulo, no mês de abril de 1991. Pintor, participou dos SPBA, recebendo prêmios em 1974, 1976, 1977. JULIO LOUZADA, vol.8, pág.325



348 - ANTONIO MAIA (1928 - 2008)

"São Francisco" - acrílico sobre tela - 50 x 73 cm - canto inferior direito e dorso - 1996 -

Natural de Carmópolis, SE. Pintor e desenhista. Radicado no Rio de Janeiro desde 1955. Em 1959 fez suas primeiras apresentações em coletivas. Estreou no SNAM, obtendo o prêmio de viagem ao exterior (1969). Pertencente àquele grupo de artistas que organizam seu trabalho em torno de valores culturais vindos da expressão popular, o artista assumiu como um dos temas de sua pintura a imagem do ex-voto., escultura religiosa de caráter popular e votivo. O ex-voto representa, para o artista, um ponto de partida na realização de uma paisagem brasileira sem conotações urbanas. É uma pintura em que o mundo dos homens é construído pelos homens e por suas criações. O artista empresta às figuras com que trabalha, os ex-votos, conotações de análise ideológica, e o faz sem palavras, apenas pela força da presença visual. Figurou em diversas coletivas nacionais e internacionais, conquistando prestigio de critica e público. MEC vol.3, pág.42; PONTUAL, pág. 330 e 331; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 697; Acervo FIEO.



349 - J. CARLOS (1884 - 1950)

Encontro de madames - desenho a nanquim e aquarela - 29 x 20 cm - canto inferior direito -

Nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, desenhista, ilustrador e caricaturista. Realizou mais de cem mil desenhos, não se conhecendo um único ruim. Observador arguto, retratou com maestria e humor o cotidiano de sua cidade natal, da qual, consta, ausentou-se por duas únicas ocasiões. JULIO LOUZADA vol. 10, pág. 181; CARICATURISTAS BRASILEIROS, de Pedro Corrêa do Lago, pág. 74; WALTER ZANINI, pág. 448; ARTE NO BRASIL, pág. 646.



350 - MARIA POLO (1937 - 1983)

Composição - óleo sobre tela - 81 x 65 cm - canto inferior direito - 1965 -
Reproduzido no convite deste leilão. No estado. -

Pintora, desenhista, gravadora e vitralista nascida em Veneza, Itália e falecida no Rio de Janeiro. Estudou no Instituto de Arte de Veneza, entre 1949 e 1955 e no ateliê de De Pisis, em Roma, de 1955 a 1959. Veio para o Brasil em 1959 fixando-se em São Paulo e, a partir de 1962, no Rio de Janeiro. Realizou diversas exposições individuais em algumas das principais capitais do País e no exterior. Participou de muitas mostras e Salões oficiais, entre as quais: Bienal Internacional de São Paulo (1963, 1965, 1967); Panorama de Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1969, 1970, 1973). Foi premiada no 10º Salão Paulista de Arte Moderna, SP (1961). MEC, VOL. 3, PÁG. 424; PONTUAL, PÁG. 430; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 776; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 697; www.catalogodasartes.com.br; www.bolsadearte.com; www.artprice.com.



351 - SAMSON FLEXOR (1907 - 1971)

Composição - desenho a lápis - 24 x 16 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor nascido na Romênia, estudou em Paris, onde fez em 1927 sua primeira individual, radicando-se em 1946 em São Paulo, onde faleceu. Foi um dos pioneiros do abstracionismo no Brasil, tendo criado em 1948 o Atelier Abstração. Em 1968 sua obra foi objeto de importante retrospectiva no MAM-RJ. BENEZIT vol. 4, pág. 402; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 313/4; TEIXEIRA LEITE, pág. 198; PONTUAL, pág. 217/8; MEC, vol. 2, pág. 179 e 180; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 917; LEONOR AMARANTE, pág. 75; WALTER ZANINI, pág. 643, Acervo FIEO.



352 - MONTEZ MAGNO (1934)

Vegetação - técnica mista - 68 x 48 cm - canto inferior direito - 1963 -

Pintor, escultor, artista intermídia, escritor e ilustrador nascido na cidade pernambucana de Timbaúba. Estudou desenho e pintura, entre 1953 e 1966, bem como realiza sua primeira exposição individual no Instituto dos Arquitetos do Brasil em 1957, em Recife. A partir de 1960, publica artigos e pesquisas sobre arte em jornais brasileiros. Com o Prêmio recebido no I Salão Global do Nordeste, viaja para Europa e Argélia a estudos em 1975. De volta ao Brasil, leciona escultura na Universidade Federal da Paraíba. Ilustra o livro O Diabo na Noite de Natal, de Osman Lins, e vários livros de sua própria autoria. Participou de diversas coletivas, entre elas: Bienal Internacional de São Paulo, entre 1959 e 1967 (Prêmio Aquisição, 1967); Salão de Pintura, no Museu do Estado, Recife, 1960 ( Primeiro Prêmio de Pintura); Salão Paulista de Arte Moderna, São Paulo, 1962 e 1963 (Medalha de Prata, 1962); Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro, entre 1965 e 1975 (Isenção de Júri, 1967); Bienal Nacional de Artes Plásticas, Salvador, 1966 e 1968 (Prêmio Pesquisa, 1966); Panorama da Arte Atual Brasileira, no Museu de Arte Moderna de São Paulo,1971 e 1972; Bienal de Valparaíso, Chile, 1985; Bienal de Havana, Cuba, 1989; 15 Artistas Brasileiros, no Museu de Arte Moderna de São Paulo, 1996. JULIO LOUZADA, vol. 3, pag. 755; ITAU CULTURAL; MEC, WALTER ZANINI.



354 - RANCHINHO (1923 - 2003)

Caminhão - óleo sobre tela colada em eucatex - 40 x 60 cm - canto inferior direito - 1992 -

Seu verdadeiro nome era Sebastião Theodoro Paulino da Silva, nascido na cidade paulista de Oscar Bressane, no dia 7 de janeiro de 1923, mudando-se com a mãe, então viúva, para Assis, SP, onde viveu até morrer. Pintor ingênuo, hoje consagrado, comeu durante a sua vida " o pão que o diabo amassou", conforme narra, de forma pungente, R. Rugiero, no catálogo de exposição do artista no ano de 1988, de cujo texto, reproduzido no vol. 4, página 931, do dicionário JULIO LOUZADA, extraímos o seguinte texto: "... Com o tempo pôs-se a viver exclusivamente da catança de papéis, latas, garrafas - e de algumas famílias obtinha também comida e roupas velhas. Passou a habitar ranchos de beira de estrada, abandonados, donde lhe veio o apelido de Ranchinho, com a qual a garotada o atazanava, atirando-lhe pedras e gritando o nome que o punha fora de si. Por fim fixou-se num casebre, em uma granja abandonada, e alí viveu até 1962, em grande necessidade. E sempre desenhando obsessivamente em qualquer superfície branca que lhe caísse nas mãos." Foi descoberto pelo escritor José Nazareno Mimessi, que percebeu em Ranchinho um impressionante fenômeno artístico, no que não estava enganado. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 259; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO.



355 - EDGARD OEHLMEYER (1909 - 1967)

Praia de Itararé - óleo sobre cartão - 19 x 30 cm - canto inferior esquerdo - 1966 -

Nasceu em Rio Claro, no dia 31 de maio e falecido em 4 de outubro de 1967. Nessa cidade cursou na Escola Profissional a seção de pintura com o prof. Carlos Hadler. Discípulo de Rocco, foi destacado paisagista e pintor de naturezas-mortas, tendo obtido diversas premiações nos SNBA e SPBA. TEODORO BRAGA, pág. 175; MEC. Vol.3, pág. 291; MAYER/1984, pag. 1070; TEIXEIRA LEITE, pág. 362; PONTUAL, pág. 389; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



356 - SYLVIO PINTO (1918 - 1997)

Vaso de flores - óleo sobre eucatex - 72 x 49 cm - canto inferior direito -

Freqüentou o Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro, lá recebendo suas primeiras noções de desenho. Mais tarde, recebe lições do pai - o Pinto das Tintas. Conheceu Pancetti na casa paterna. Em 1938 estudou no Núcleo Bernardelli e a partir de 1940 dedica-se exclusivamente à pintura. Participou de vários Salões de Belas Artes, recebendo inúmeros prêmios. MEC, vol. 3, pág. 419, Acervo FIEO.



357 - CARYBÉ (1911 - 1997)

Baiana - desenho a nanquim e aquarela - 31 x 22 cm - canto inferior direito -

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



358 - CARYBÉ (1911 - 1997)

"De tardinha" - serigrafia - 56/200 - 25 x 35 cm - canto inferior direito -
Reproduzido no catálogo da Mostra Itinerante do artista realizada em treze capitais em 1995. -

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



359 - ROBERTO DE ALMEIDA (1940)

No circo - óleo sobre tela - 33 x 41 cm - canto inferior esquerdo - 1971 -

Pernambucano do Recife, este artista foi aluno do curso regular da Escola de Belas Artes da Universidade de Munique, Alemanha. Em 1964 participa da fundação do Atelier e Galeria do Mercado da Ribeira, em Olinda, onde também lecionava História da arte. Exposições individuais e coletivas no Rio de Janeiro e coletivas em Salvador e Recife. JULIO LOUZADA, vol.1 pág. 51.



361 - INGRES SPELTRI (1940)

"Opus - 221114" - técnica mista - 66 x 86 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor, desenhista, escultor, gravador e professor nascido em Jau, SP. Filho do pintor Augusto Speltri com quem se iniciou na pintura, ainda criança. Em 1959 mudou-se para São Paulo onde estudou Música (1960-1964). É professor titular da Escola Panamericana de Arte, SP. Realizou exposições individuais, em São Paulo, nos anos de 1977, 1981, 1978, 1984. Participou de várias mostras e Salões oficiais, sendo premiado em: São Paulo (1963, 1966, 1970, 1971); Santo André, SP (1976). JULIO LOUZADA VOL. 5, PÁG. 1012; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; MEC VOL. 4, PÁG. 338; PONTUAL PÁG. 504; www.artprice.com; www.speltri.com.



362 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Cavalo - técnica mista - 37 x 52 cm - canto inferior direito - 2000 -
Com dedicatória. - Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins. -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



363 - JOAN MIRÓ (1893 - 1980)

Composição - litografia off set - 79 x 59 cm - canto inferior direito na matriz - 1950 -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador, ceramista e escultor. Assinava Joan Miró e Miró. Nasceu em Montroig, Espanha e faleceu em Palma de Mallorca - Ilhas Baleares, Espanha. Entrou para Escola de Belas Artes de Barcelona com quinze anos, aperfeiçoando-se com o arquiteto Gali. Começou a expor em 1918 na sua terra natal e pouco depois, transfere-se para Paris. Assinou o manifesto surrealista em 1924. Em 1940 voltou à Espanha - Mallorca. Trabalhou com o ceramista Llorens Artigas. Em 1947 realizou um mural em Cincinnati, EUA, e um para a Universidade de Harvard, em 1950 (hoje substituído por uma cópia cerâmica, cujo original se encontra no MOMA de Nova York). Em 1958 trabalhou em dois gigantescos murais em cerâmica para a UNESCO, em Paris. A Fundação Joan Miró foi inaugurada em Montjuic, Barcelona, em 1975. Outras obras suas podem ser vistas na maioria dos museus e coleções de arte moderna espalhados pelo mundo. JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG.638; VOL. 4, PÁG. 746; VOL. 6, PÁG. 735; VOL.8, PÁG. 576; BENEZIT, VOL. 7, PÁG. 435; ITAU CULTURAL; DICIONÁRIO OXFORD DE ARTE – MARTINS FONTES.



364 - TOMOSHIGUE KUSUNO (1935)

"Firmeza!" - aguada - 60 x 96 cm - canto inferior direito e dorso - 1992 -

Desenhista, pintor, artista visual, professor e gravador, natural de Yubari, Japão. . Estudou na Universidade de Arte e fez parte do Núcleo de Arte de Vanguarda, em Tóquio, Japão, na década de 1950. Imigrou para o Brasil em 1960 fixando-se em São Paulo. No ano seguinte, participou do 10º Salão Paulista de Arte Moderna. Em 1962 foi premiado no Salão do Paraná, em Curitiba, e no Salão do Grupo Seibi de Artistas Plásticos, em São Paulo - neste salão também ganhou o grande prêmio em 1970, na sua 14ª edição. Ainda na década de 1960, uniu-se a artistas ligados a tendências da nova figuração e participou das mostras: ‘Opinião 65’, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e ‘Propostas 65’, na Fundação Armando Álvares Penteado, SP. No Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, expôs em várias ocasiões, participando da mostra Jovem Arte Contemporânea, na qual recebeu prêmios em 1967 e 1972. Participou também da Bienal Internacional de São Paulo (1963, 1965, 1967, 1977, 1983, 1985), do Panorama da Arte Atual Brasileira – MAM, SP (1970, 1976, 1977, 1979, 1986). JULIO LOUZADA, VOL.4, PÁG.1101; MEC, VOL.2, PÁG.430; PONTUAL, PÁG.295; TEIXEIRA LEITE, PÁG.274; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁG.452; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 697; ARTE NO BRASIL, PÁG. 968; LEONOR AMARANTE, PÁG. 171, ACERVO FIEO.



365 - ALFREDO CESCHIATTI (1918 - 1989)

Justiça - escultura em bronze - 14 x 7 x 6 cm - assinado -

Natural de Belo Horizonte. Escultor, desenhista e professor. Passou a frequentar a antiga ENBA em 1940, depois de uma viagem à Europa, especialmente Itália, iniciada em 1938. Na Divisão Moderna do SNBA recebeu, como escultor as medalhas de bronze (1943) e de prata (1944), bem como o prêmio de viagem ao estrangeiro (1945), com o baixo-relevo para a Igreja de São Francisco de Assis, da Pampulha, em Belo Horizonte e, como desenhista, a medalha de prata (1945). Esteve mais uma vez na Europa entre 1946 e 1948, anos em que realizou exposição individual no Instituto dos Arquitetos do Brasil (GB). Figurou na II BSP e no II SNAM, em 1953. Fazendo parte da equipe que, em 1956, venceu o concurso de projetos para o Monumento aos Mortos da II Guerra Mundial (GB), ali executou o conjunto alusivo às três forças armadas. Integrou a Comissão Nacional de Belas Artes em 1960 e 1961, e entre 1963 e 1965, lecionou escultura e desenho na Universidade de Brasília. Quirino Campofiorito citou-o no estudo Ëscultura Moderna no Brasil"(Revista Crítica de Arte, nº único 1962). De seus trabalhos mais conhecidos destacam-se as esculturas As Banhistas e A Justiça, que se encontram, respectivamente, no lago em frente ao Palácio da Alvorada e defronte ao Supremo Tribunal Federal (Praça dos Três Poderes), em Brasília. Há ainda, obras escultóricas de sua autoria, entre outras no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Ministério das Relações Exteriores (Brasília) e em um edifício que Oscar Niemeyer projetou no conjunto residencial Hansa (setor ocidental de Berlim), assim como na embaixada brasileira em Moscou. MEC, vol. 1, pág. 397; PONTUAL, pág. 127; JÚLIO LOUZADA, vol. 11, pág. 70; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 609; ARTE NO BRASIL, pág. 872.



366 - RAFAEL ABOUD PIOVANI (XX)

"Cetro de Oxalá" - serigrafia - P. I. 1 - 44 x 33 cm - canto inferior direito - 2008 -

Batizado de ‘Pajé’, pintor e professor com bacharelado em Artes Visuais pelo Centro Universitário Belas Artes (2011). Participou de uma série de exposições na galeria Casa da Xiclet desde 2007, onde também trabalhou como montador e assistente de curadoria até 2009. Em 2010 participou do evento internacional ‘Feria del Chaco’ em Santiago do Chile com a mesma galeria e do trabalho de ocupação do prédio da Funarte - SP, Cabana Extemporânea, com o artista Rubens Espírito Santo. Em 2010 iniciou a carreira de professor de artes na rede estadual e aulas particulares de pintura no Ateliê Itápolis. Em 2011 abriu o Ateliê Pajé no bairro de Santa Cecília, SP, onde ministra aulas de história da arte, desenho, pintura, serigrafia, gravura e orientação de projetos artísticos. No Ateliê Pajé já apresentou exposições individuais em 2012 e 2013. https://br.portalprofes.com/rafael_paje; casadaxiclet.com; catracalivre.com.br.



367 - ANGELO CANNONE (1899 - 1992)

Barcos - óleo sobre eucatex - 20 x 30 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor, desenhista e professor nascido em Abruzzo, Itália. Assinava D’Angelo, Angelo Cannone e A. Cannone. Aos cinco anos mudou-se para Nápoles com sua família. Em fins de 1947, veio para o Brasil, residiu algum tempo em São Paulo e depois se mudou para o Rio de Janeiro, onde se radicou e lá faleceu. Estudou no Instituto de Belas Artes de Nápoles com Paolo Vetri. Viveu em Roma durante quatro anos com uma pensão conquistada em um concurso em Nápoles. Lecionou desenho no Instituto Técnico. Expôs individualmente em São Paulo (1947, 1993) e no Rio de Janeiro (1947, 1973, 1980, 1984). Foi premiado, na Itália, em: 1922, 1925, 1929, 1941 e, no Brasil, em 1960. Em 1972 pintou o retrato do papa Pio X, em tamanho natural, que está na Igreja dos Italianos, RJ. WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 168; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 187; VOL. 3, PÁG. 203; VOL.8, PÁG. 165; VOL. 9, PÁG. 171; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; brasilartesenciclopedias.com.br; www.artprice.com; www.arcadja.com.



368 - MENASE WAIDERGORN (1927)

Retirantes - óleo sobre tela - 40 x 60 cm - canto inferior direito -

Romeno da cidade de Hotin, Waidergorn veio para o Brasil em 1932, onde seus pais fixaram residência em São Paulo. Ingressou na APBA, onde conheceu Mecatti, que muito o estimulou e orientou, dele assimilando a luminosidade da pintura peninsular muito a gosto do ottocento italiano. Sua pintura aborda todos os gêneros, baseadas tanto nas recordações da infância pobre como nas lembranças das viagens que fez ao norte da Africa e Europa. Participou de diversos salões e coletivas, recebendo diversas premiações JULIO LOUZADA vol.11, pág. 330; Acervo FIEO.



369 - RUDOLF WEIGEL (1907 - 1987)

Paisagem - óleo sobre cartão - 16 x 10 cm - canto inferior direito -

Pintor austríaco radicado no Brasil, pintou com maestria as cidades de Olinda, Ouro Preto, Salvador, Angra dos Reis e outras, sempre fiel a sua temática do Brasil antigo. MEC vol. 4, pág. 505. JÚLIO LOUZADA vol.11, pág. 343.



370 - JOHN GRAZ (1891 - 1980)

Praça - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior direito -
Reproduzido no convite deste leilão. -

Pintor suíço, estudou em Genebra, Munique e Paris. Casando-se com a brasileira Regina Gomide em 1920, fixou-se no Brasil, de onde não mais sairia. Foi um dos integrantes da Semana de Arte Moderna de 1922. Sua arte alia decorativismo e estilização. TEODORO BRAGA, pág. 112; PONTUAL, pág. 251; MEC, vol. 2, pág. 283; ITAU CULTURAL.; WALTER ZANINI, pág. 530; ARTE NO BRASIL, pág. 672; LEONOR AMARANTE, pág. 200, Acervo FIEO.



371 - TOMÁS SANTA ROSA (1909 - 1956)

Paisagem surreal - litografia - H. C. - 23 x 19 cm - canto inferior direito -

Pintor, gravador, cenógrafo e professor. Oriundo da Paraíba, onde nasceu, fixou-se no Rio de Janeiro, iniciando em 1930 sua bem sucedida carreira de ilustrador de obras de autores estrangeiros e brasileiros, que inclui, dentre outros, Graciliano Ramos, José Lins do Rêgo, Jorge Amado, Castro Alves e muitos outros. Sua obra tem reconhecimento nacional e unanimidade de crítica, havendo se destacado em todas as áreas das artes que praticou. PONTUAL, pág. 472; TEIXEIRA LEITE, pág. 460; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 572; LEONOR AMARANTE.



372 - RUBENS GERCHMAN (1942 - 2008)

Praia - técnica mista - 22 x 30 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, escultor nascido no Rio de Janeiro e falecido em São Paulo. Em 1957, freqüenta o Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro, onde estuda desenho. Faz curso de xilogravura com Adir Botelho e freqüenta a Escola Nacional de Belas Artes - Enba, entre 1960 e 1961. Em 1967, é contemplado com o prêmio de viagem ao exterior no 16º Salão Nacional de Arte Moderna e viaja para os Estados Unidos. Reside em Nova York entre 1968 e 1972. Retorna ao Brasil e faz o roteiro, a cenografia e a direção do filme 'Triunfo Hermético' e os curtas 'ValCarnal' e 'Behind the Broken Glass'. De 1975 a 1979, assume a direção da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, RJ. É co-fundador e diretor da revista 'Malasartes'. Em 1978, viaja para os Estados Unidos com bolsa da Fundação John Simon Guggenheim. Em 1982, permanece por um ano em Berlim como artista residente, a convite do Deutscher Akademischer Austauch Dienst - DAAD [Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico]. Realizou diversas exposições individuais e participou de muitas mostras oficiais no Brasil e pelo mundo recendo prêmios na Bienal de São Paulo (1965), Bienal de Salvador, BA (1966), Bienal de Cali, Colômbia (1967, 1970). JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 417; PONTUAL, PÁG. 235; TEIXEIRA LEITE, "in" A GRAVURA BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 734; ARTE NO BRASIL, PÁG. 974; LEONOR AMARANTE, PÁG. 143, MEC VOL. 2, PÁG. 246; Acervo FIEO.



373 - A. CARVALHEDO (1945)

"Urbanidade" - óleo sobre tela - 80 x 100 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintora, Ana Maria Carvalhedo Dias dos Reis nasceu no Rio de Janeiro. Assina A. Carvalhedo. Realizou exposições individuais no Rio de Janeiro (1990, 1993 a 1996) e participou de várias mostras e Salões oficiais também no Rio de Janeiro e nos Estados Unidos (1990). Foi premiada em 1986 até 1994. JULIO LOUSADA VOL. 7, PÁG. 146; VOL. 8, PÁG. 181.



374 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Mulata - desenho a lápis - 21 x 14 cm - canto inferior esquerdo -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



375 - CARLOS OSWALD (1882 - 1971)

Paisagem - gravura - 57/100 - 20 x 29 cm - canto inferior direito -
Reproduzido na página 89 do livro "Carlos Oswald" editado pelo Museu Nacional de Belas Artes - Rio de Janeiro - RJ. -

Gravador, pintor, desenhista, decorador, professor e escritor. Nasceu em Florença, Itália e faleceu em Petrópolis, RJ. Graduou-se como físico-matemático em 1902, pelo Instituto Galileo Galilei, em Florença. No ano seguinte, ingressou na ‘Accademia di Belle Arti di Firenze’. Viajou para o Brasil pela primeira vez em 1906 e realizou no Rio de Janeiro a primeira exposição individual no país. Retornou à Europa em 1908, estudou gravura com o americano Carl Strauss em Florença e viajou para Munique, onde aprendeu a técnica da água-forte. Em 1911, participou da decoração do pavilhão do Brasil, na Exposição Internacional de Turim. Fez a segunda viagem ao Rio de Janeiro em 1913 e realizou uma exposição com Eugênio Latour na Escola Nacional de Belas Artes . Foi nomeado, em 1914, professor de gravura e desenho no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro e é considerado o introdutor da gravura no Brasil. No ano de 1930, fez o desenho final do ‘Monumento ao Cristo Redentor’. A obra foi executada na França pelo escultor Paul Landowski e instalada no Morro do Corcovado, Rio de Janeiro, em 1931. Publicou, em 1957, a autobiografia ‘Como Me Tornei Pintor’. Em 1963, o Museu Nacional de Belas Artes - RJ adquiriu quase todas as suas obras em gravuras. Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais e foi premiado no Rio de Janeiro em 1904, 1906, 1909, 1912, 1913, 1916 e realizou diversas exposições individuais. PONTUAL, PÁG. 397; ARTE NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 1053; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 699; MEC VOL. 3, PÁG. 304; ACERVO FIEO.



376 - DARCILIO LIMA (1944)

Figuras surreais - litografia - 9/25 - 64 x 46 cm - canto inferior esquerdo - 1972 -

Cearense de Cascavel, o festejado desenhista Darcilio foi para o Rio de Janeiro, e já depois de haver iniciado autodidaticamente seu trabalho no campo da pintura e da utilização do lápis cêra. Recebeu orientação de Ivan Serpa, passando a dedicar-se especialmente ao desenho a bico-de-pena, com a permanente fixação gráfica da fantasia erótica como veículo de impacto crítico. PONTUAL, pág. 159. MEC, vol.1, pág.17; WALTER ZANINI, pág. 760; LEONOR AMARANTE; ITAU CULTURAL.



377 - SYLVIO ALVES (1926)

Paisagem - óleo sobre eucatex - 60 x 90 cm - canto inferior direito -

Formado e ativo em São Paulo, foi expositor do Salão Paulista de Belas Artes. Especializou-se na Academia de Belas Artes de Roma e na Escola Superior de Belas Artes, na Academia Julien e na Grande Chaumièrè, na França. MEC, vol. 1, pág. 72; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág.55; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



378 - ENZO FERRARA (1984)

"Raposa" (Kitsune) - óleo sobre tela - 50 x 40 cm - canto inferior esquerdo - 2008 -

Pintor, Enzo Cícero Tiago Aparecido de Lima Santos nasceu em São Paulo. Assina Enzo Ferrara. Vive em Mogi das Cruzes, SP, desde2005. Criou, em 2009, com os artistas plásticos Zeti Muniz, Adelaide L. Swettler, João Ruíz, Marineis Dias, Nerival Rodrigues e Sirley Lacerda o grupo de artes ‘Frontispício’ (Frente Especial). Expôs individualmente em: Mogi das Cruzes (2006); Diadema, SP (2012). Tem participado de mostras coletivas e Salões oficiais em: Mogi das Cruzes (2008); Piracicaba, SP (2010, 2012 - 10ª e 11ª Bienais de Arte Naïf do Brasil); São Paulo (2011); Santo André, SP (2012). Foi premiado em Suzano, SP (2011); Piracicaba (2012 - Bienal de Arte Naïf do Brasil). Possui obras no Museu de Arte Popular de Diadema, no Museu Internacional de Arte Naïf do Brasil - RJ; na Pinacoteca de São Bernardo do Campo, SP. JULIO LOUZADA VOL. 7, PÁG. 254; www.dgabc.com.br; ofrontispicio.blogspot.com.br; www.odiariodemogi.inf.br; www.diadema.sp.gov.br



379 - OMAR RAYO (1928)

"Lineas" - desenho a nanquim - 37 x 37 cm - canto inferior direito - 1981 - New York -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Natural de Roldanilo, Colômbia. Pintor, gravador, desenhista e ilustrador. Fez viagens de estudos pela América Latina nos anos de 1954 a 1960. Fixou residência em Nova York , tendo realizado exposições em individuais na maioria dos países das Américas do Sul e Central. Na sua cidade natal foi criado um Museu em seu nome. A temática de sua obra vem sempre associada ao humor, a exemplo de seu conterrâneo Botero. BENEZIT, vol. 8, pág. 631, JULIO LOUZADA, vol. 13, pág. 278



380 - CANDIDO DE OLIVEIRA (1961)

Paris - óleo sobre tela - 70 x 100 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2012 - Paris -

Pintor, Edmilson Cândido de Oliveira é natural de Pesqueira, Pernambuco. Assinava até 1985: Edmilson e, atualmente, assina Cândido de Oliveira. Teve como mestres José Ismael e Gilberto Geraldo. Realizou exposição individual em São Paulo (1995) e participa de mostras coletivas desde 1993, com premiações em: Guarulhos, SP (1993); Matão, SP (1994); Amparo, SP (1995); São Paulo (1995). JULIO LOUZADA VOL.7, PÁG. 520; VOL. 8, PÁG. 620; www.artnet.com.



381 - MANOEL SANTIAGO (1897 - 1987)

Praia de Botafogo - óleo sobre tela colada em cartão - 29 x 39 cm - canto inferior esquerdo e dorso -

Manoel Colafante Caledônio de Assumpção Santiago nasceu em Manaus, AM e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, desenhista e professor. Mudou-se para Belém em 1903 e iniciou estudos de pintura. Desde 1916 já praticava a arte não figurativa. Em 1919 transferiu-se para o Rio de Janeiro, cursou Direito e frequentou a Escola Nacional de Belas Artes, onde foi aluno de Rodolfo Chambelland e Baptista da Costa. Na época, teve aulas particulares com Eliseu Visconti. Foi casado com a pintora Haydeá Santiago. Participou em 1927 do Salão Nacional de Belas Artes e recebeu o prêmio viagem ao exterior, entre vários outros. Foi para Paris no ano seguinte, e lá permaneceu por cinco anos. De volta ao Rio de Janeiro, em 1932, tornou-se professor do Instituto de Belas Artes. Em 1934, passou a lecionar pintura e desenho no Núcleo Bernardelli, figurando entre seus alunos José Pancetti, Edson Motta, Bustamante Sá, Ado Malagoli, Rescála e Milton Dacosta. Participou da I Bienal Internacional de São Paulo (1951) e do 8º Panorama da Arte Brasileira (1976). PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, VOL. 1, PÁG. 241; TEODORO BRAGA, PÁG. 211; CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO DE PAISAGEM BRASILEIRA, MEC-MNBA /RIO/1944; MAYER/84, PÁG. 1158; REIS JR, PÁG. 378; PONTUAL, PÁG. 473; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 292; ITAÚ CULTURAL, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 865; ACERVO FIEO.



382 - GENTIL GARCEZ (1903 - 1992)

Marinha - óleo sobre eucatex - 20 x 38 cm - canto inferior esquerdo -

Sua primeira individual deu-se em 1922. Participou assiduamente de certames artísticos realizados em São Paulo e em outras cidades do País. TEODORO BRAGA, pág. 105; MEC, vol. 2, pág. 240/241; JULIO LOUZADA, vol 1, pág. 410; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



383 - NICOLA PETTI (1904 - 1983)

Marinha - técnica mista - 32 x 47 cm - canto inferior direito -

Ativo em São Paulo, foi também excepcional desenhista, aluno nesta capital, do pintor e professor alemão Georg Ficher Elpons; participou assiduamente do Salão Paulista de Belas Artes, desde sua inauguração em 1933, onde foi muito premiado. MEC, vol. 3, pág. 393; JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 685; ITAU CULTURAL, Acervo FIEO.



384 - SILVANA BLASBALG (XX)

"Sobreviventes XI" - serigrafia - 4/20 - 20 x 25 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Artista plástica nascida na Argentina. Graduou-se na Escola Nacional de Belas Artes Manuel Belgrano em Buenos Aires. Desde 1978 realiza exposições individuais na Argentina, Estados Unidos, México, Polônia, Espanha, Colômbia, Israel, Canadá, Uruguai, Chile. Tem participado de muitas mostras oficiais e foi selecionada, de 1998 a 2006, pela Academia Nacional de Belas Artes de Buenos Aires para participar do Prêmio Trabucco de Gravura. Também foi premiada em Ourense, Espanha (1994); Frechen, Alemanha (1996); Argentina (2003, 2006); Itália (2003); Espanha (2006). ITAU CULTURAL; www.artnet.com/artists/silvana-blasbalg/biography; boladenieve.org.ar/artista/6026/blasbalg-silvana; www.britaprinzarte.com; www.arteamundo.com.



385 - REINALDO MANZKE (1906 - 1980)

Paisagem - guache - 18 x 14 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor, nascido em falecido em Blumenau, SC. Participou regularmente do Salão Paulista de Belas Artes, recebendo premiações diversas. JULIO LOUZADA, vol 9, pág, 529. MEC, VOL, 3,pág, 65. PONTUAL,pág,335; TEODORO BRAGA; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



386 - VITTÓRIO GOBBIS (1894 - 1968)

"Mercado São João" - litografia - 445/500 - 30 x 38 cm - canto inferior direito - 1954 - São Paulo -

Natural de Treviso, Itália. Iniciou seus estudos na terra de origem, tendo após fixado residência em São Paulo, onde foi pintor atuante. Obteve diversas premiações nos Salões Paulistas, no SNBA e no Salão Paulista de Arte Moderna. Participou da I e II Bienais de São Paulo. O MNBA e o MASP possuem obras deste festejado pintor. MEC, vol.2, pág.271; TEIXEIRA LEITE, pág. 220; PONTUAL, pág.240; WALMIR AYALA, vol.1, pág.350; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 579; ARTE NO BRASIL, pág. 777, Acervo FIEO.



387 - DJANIRA DA MOTTA E SILVA (1914 - 1979)

Casa de farinha - serigrafia - 31 x 47 cm - canto inferior direito -

Pintora, desenhista, ilustradora, cartazista, cenógrafa e gravadora. Djanira da Motta e Silva nasceu em Avaré, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. No final da década de 1930, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde teve suas primeiras instruções de desenho no Liceu de Artes Ofícios e com o pintor Emeric Marcier, hóspede da pensão que Djanira instalou no bairro de Santa Teresa. Os contatos com os artistas Carlos Scliar, Milton Dacosta , Arpad Szenes , Vieira da Silva e Jean-Pierre Chabloz , frequentadores de sua pensão, proporcionaram um ambiente estimulador que a levou a expor no 48º Salão Nacional de Belas Artes, em 1942. No ano seguinte, realizou sua primeira mostra individual, na Associação Brasileira de Imprensa - ABI. Em 1945, viajou para Nova York. De volta ao Brasil, realizou o mural ‘Candomblé’ para a residência do escritor Jorge Amado, em Salvador, e painel para o Liceu Municipal de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Entre 1953 e 1954, viajou a estudo para a União Soviética. De volta ao Rio de Janeiro, tornou-se uma das líderes do movimento pelo Salão Preto e Branco, um protesto de artistas contra os altos preços do material para pintura. Realizou em 1963, o painel de azulejos ‘Santa Bárbara’, para a capela do túnel Santa Bárbara, Laranjeiras, Rio de Janeiro. No ano de 1966, a editora Cultrix publicou um álbum com poemas e serigrafias de sua autoria. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil, EUA e Europa. Foi premiada no Rio de Janeiro (1943, 1944, 1949, 1950 a 1953, 1955, 1963) e em São Paulo (1951, 1955). Participou da 1ª e da 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955). Em 1977, o Museu Nacional de Belas Artes - MNBA, realizou uma grande retrospectiva de sua obra. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 336; PONTUAL, PÁG. 181; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 164; MEC, VOL. 2, PÁG 58; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG, 263; WALTER ZANINI, PÁG. 810; ARTE NO BRASIL, PÁG. 824; ACERVO FIEO.



388 - OFRA GRINFEDER (1945)

Composição - técnica mista - 46 x 47 cm - canto inferior direito - 1994 -
Com etiqueta da Galeria Nara Roesler - São Paulo - SP, no dorso. -

Escultora, ceramista, pintora, nasceu em Israel, trasferindo residência para os Estados Unidos, onde formou-se em 1967 na State University of New York. Ainda naquele País, estuda na Alfred Universit e freqüenta a Penland School of Crafts. Fez cursos sobre as técnicas em Raku ministradas por Steve Gamza e por David Miller. Residiu na França, Coréia e Turquia, fixando residência no Brasil. "Influenciada pelas diversas culturas as quais pode observar durante suas diferentes moradias: de Israel ao Brasil, passando pela Coréia, França, Turquia e Estados Unidos, Ofra Grinfeder desenvolve com um raro requinte, um linguajar artístico sensível de formas próprias com materiais coletados ao longo de sua existência. Silvia Meira GRINFEDER, Ofra. Trabalhos com papel. São Paulo: Galeria Nara Roesler, 1994. ITÁU CULTURAL



389 - MODESTO BROCOS Y GOMES (1852 - 1936)

"Dr. Francisco Leite Bittencourt Sampaio" - gravura - 19 x 13 cm - lado direito na matriz -

Pintor, desenhista, gravador e professor, nascido em Santiago de Compostela, Espanha, a 9 de fevereiro de 1852, e falecido na cidade do Rio de Janeiro, onde era radicado e ativo, no dia 28 de novembro de 1936. Era brasileiro naturalizado. Estudou com Vitor Meireles e Zeferino da Costa, na Academia Imperial de Belas Artes-RJ (até 1875). Em Paris estudou com Henri Lehmann. Em 1952, o MNBA-RJ organizou importante retrospectiva de sua obra, por ocasião do centenário do seu nascimento. JULIO LOUZADA vol.10, pág. 144; MEC vol.1, pág. 297; PONTUAL, pág. 91; TEIXEIRA LEITE, pág. 88; WALMIR AYALA vol.1, pág.134; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 418; 602.



390 - ABELARDO SOARES CAIUBY (XX)

Quintal - aquarela - 27 x 37 cm - canto inferior direito - 1950 - Serra Negra -

Pintor e arquiteto paulistano. Formado pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, dedicou-se também à pintura, tendo participado do Salão Nacional de Belas Artes - RJ (1936) e do Salão Paulista de Belas Artes - SP (1940, 1945 e 1951). Recebeu Medalha de Bronze na edição de 1940. Realizou exposição individual em São Paulo em 1942. MEC VOL. 1, PÁG. 324; ITAU CULTURAL; www.ibamendes.com; www.revistas.usp.br.



391 - DOMINGOS ANTEQUERA (1921 - 1984)

Pescadores - óleo sobre tela colada em eucatex - 9 x 20 cm - canto inferior direito e dorso - 1984 -

Natural de Lençois Paulista, SP. Faleceu em São Paulo, em 8 de outubro de 1984. Assinava seus trabalhos D. ANTEQUERA. Desenvolveu-se artisticamente com os pintores Cirilo Agostini, Migliaccio e José Barchita. Impresionista, é considerado um artista de sensibilidade invulgar, cuja obra é repleta de recursos técnicos próprios, fortes e seguros. A bibliografia abaixo exibe extensa lista de exposições e prêmios recebidos pelo artista. JULIO LOUZADA, vol.3, pág.56, Acervo FIEO.



392 - ORLANDO BRITO (1920 - 1981)

Marinha - óleo sobre tela colada em cartão - 32 x 39 cm - canto inferior direito -

Nascido e falecido na cidade do Rio de Janeiro, foi pintor e desenhista. Ocupou durante vários anos, a cadeira de Desenho e Pintura do Instituto de Belas Artes, além de ser membro do juri do SNBA, ambos no Rio de Janeiro. Realizou individuais em diversas Galerias de Arte do Rio de Janeiroe participou também de várias exposições pelo interior do Brasil. Expôs no SNBA-RJ, nos anos de 1954, 1962, 1965 (obtendo neste o Grande Prêmio IV Centenário da cidade), e 1967. JULIO LOUZADA vol.11, pág.44; ITAÚ CULTURAL.



393 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Composição - técnica mista - 36 x 24 cm - canto inferior esquerdo ilegível -



394 - YRANI CALHEIROS (1956)

"Iara no lago encantado" - acrílico sobre tela - 30 x 30 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1983 -

Nasceu em Maceió-AL, em 6 de dezembro de 1956. Sua pintura aborda todas as cenas do folclore e crença nacionais, com lirismo e originalidade, atributos esses que fazem suas obras serem disputadas por colecionadores estrangeiros e nacionais. Expõs com regularidade no exterior e em São Paulo. JULIO LOUZADA, vol. 3, pág. 195



395 - JOSÉ SABÓIA (1949)

"Flamengo" - acrílico sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior direito e dorso -


Pintor, José Sabóia do Nascimento nasceu em Almadina-BA. Artista autodidata foi para o Rio de Janeiro em 1967 e começou a pintar no ano seguinte, passando a expor seus trabalhos na feira hippie de Ipanema. Fez sua primeira exposição individual em Fortaleza, CE (1970). Entre as exposições de que participou, destacam-se: I e III Salão Nacional de Artes Plásticas do Ceará, Fortaleza, (1969, 1971 - Prêmio Aquisição); Dez Pintores no Rio de Janeiro, no MNBA, RJ (1983); ‘Brésil Naifs’, Paris (1986); ‘Salon d'Art Naif’- Marseilha, França (1987); ‘Pintura, Presença e Povo na Arte Brasileira’ no Museu da Casa Brasileira - São Paulo (1990); ‘Visões do Rio’ no MAM, RJ (1996). No exterior expôs individualmente em São Francisco, EUA e Munique, Alemanha, além de participar de coletivas em vários países e, principalmente na França, com exposições organizadas pela Galeria Jacqueline Bricard e uma presença cativa na ‘Galerie Naïfs du Monde Entier’ em Paris. José Sabóia participou do Concurso Internacional de Morges, quando seu quadro foi eleito pelo público, a melhor obra de 60 participantes de 22 países, premiação que originou o convite da Galeria Kasper para realizar uma exposição individual em 1997. JULIO LOUZADA vol. 11, pág. 278; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 228; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO; www.artprice.com; www.nautilus.com.br; www.ardies.com.



396 - WILMA RAMOS (1943)

"Meninos caçando passarinhos na mata" - acrílico sobre tela - 50 x 40 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1983 - São Paulo -

Pintora nascida em Mogi das Cruzes, SP. Autodidata. Assina Wilma, na frente e no dorso, juntamente com o símbolo de um peixe. Realizou exposição individual em: Mogi das Cruzes (1968, 1974); São Paulo (1971, 1973, 1985); Madri, Espanha (1977); Palma de Mallorca, Espanha (1977, 1978); Puerto de Pallensa, Espanha (1977). Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais no Brasil e exterior, entre elas: Bienal Brasileira de Arte Naif (1994) em Piracicaba, SP. Foi premiada em: Mogi das Cruzes, SP (1968, 1970); São Miguel Paulista, SP (1970); São Bernardo do Campo, SP (1970); Rio de Janeiro (1972). MEC VOL. 4, PÁG. 25; ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 1059; VOL. 3, PÁG. 1219.



397 - WALDEMAR DA COSTA (1904 - 1982)

Copos de leite - óleo sobre tela - 70 x 60 cm - canto inferior direito e dorso - 1943 -
Com a seguinte inscrição no dorso: "Limpo e retocado em 1976 pelo autor". -

Paraense de Belém, onde nasceu em 11 de junho de 1904. Faleceu em Curitiba, no ano de 1982. Foi pintor e professor. Estudou na Escola de Belas Artes de Lisboa, em 1910. Foi para Paris, lá permanecendo de 1928 a 1931, quando retornou para o Brasil, integrando-se no meio artístico. Foi professor de Maria Leontina, Charoux e Clovis Graciano. JULIO LOUZADA vol. 12 pág. 115; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág.584; ARTE NO BRASIL, pág. 795; Acervo FIEO.



398 - EUGÊNIO DE PROENÇA SIGAUD (1889 - 1979)

Hércules - serigrafia - C. A. - 24 x 19 cm - canto inferior direito - 1974 -

Estudou desenho na Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro com Modesto Brocos, formando-se em arquitetura em 1932, nessa mesma escola. A partir de 1935, dedicou-se à pintura mural e, de 1937, à pintura de temas sociais, com predominância de motivos de operários em construção e trabalhadores rurais. Caracteriza-se por uma grande versatilidade técnica, sendo dos raros pintores brasileiros a utilizar, lado a lado, o óleo, a têmpera e a encáustica, além da aquarela e do guache. Participou do Núcleo Bernardelli. PONTUAL, pág. 489; MEC, vol. 4, pág. 243; TEIXEIRA LEITE, pág. 475 e 476; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 324 a 327; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 579; ARTE NO BRASIL, pág. 763, Acervo FIEO.



399 - VINÍCIUS FERNANDES DA SILVA (1981)

"Bezerros no curral" - óleo sobre tela - 20 x 25 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2014 -

Pintor e desenhista nascido em São Paulo. Autodidata. Em 2006 passou pelo ateliê de Alexandre Reider onde aprendeu fundamentos da pintura de paisagem. Realizou exposições individuais em: Pains, MG; Itapecerica, MG (2008). Tem participado de várias mostras coletivas e Salões oficiais. Foi premiado no Salão da Paisagem da ABPA (2007), em Arceburgo, MG (2006); em Piracicaba, SP (2011, 2012, 2013); no SABBART - Salão Brasileiro de Belas Artes (2012). http://viniciusfsilva.blogspot.com.br/p/sobre-o-artista.html.



400 - AUGUSTO HERKENHOFF (1965 - XX)

"Dr. Von" - óleo sobre tela - 100 x 80 cm - centro esquerdo e dorso - 2000 -

Nasceu em Cachoeiro do Itapemirim, ES. Formou-se em Direito, no Rio de Janeiro, em 1984.De 1985 a 1986, estudou com Katie Van Scherpenberg no MAM/RJ. Entre 1985 e 1988 estudou pintura com Ronaldo do Rego Macedo, Katie Van Scherpenberg e Manfredo Souzanetto, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Entre 1986 e 1995 participou de diversos Salões, entre eles o I Salão Capixaba de Artes Plásticas, V Salão da Ferrovia – RFFSA, onde recebeu o Prêmio Aquisição, no Rio de Janeiro, 12º Salão Carioca de Arte Universitária, 13º e 16º Salão Carioca Rioarte, VII Salão Paulista de Arte Contemporânea, 13º Salão Nacional de Artes Plásticas, Rio de Janeiro, XV Salão Nacional de Artes Plásticas, recebendo o 1º Prêmio, com a séria Amarelas, Rio de Janeiro. Neste mesmo período participou de várias exposições individuais e coletivas em diversos estados do Brasil. http://pt.shvoong.com/humanities/424525-biografia-augusto-herkenhoff/



401 - MILLÔR FERNANDES (1924 - 2012)

No laboratório - desenho a nanquim e aguada - 40 x 29 cm - canto inferior esquerdo -

Carioca, o autor é escritor, jornalista, humorista, caricaturista, cenógrafo e teatrólogo. Colaborou com sua arte em diversas publicações de sucesso, tais como O Cruzeiro, Cigarra e Veja. Foi diretor d'O Pasquim. MEC, vol. 2, pág. 148



402 - MARIUS HONORÉ BÉRARD (1896 - 1967)

Composição - litografia - H. C. - 37 x 28 cm - canto inferior direito - 1951 -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor nascido em Salindres, França. Estudou em Alès. Realizou exposições em Cannes, Paris, Boulogne-sur-mer e, a partir de 1950, na América do Sul. Em 1946 tornou-se membro do comitê do Salão das Realidades Novas, na França. Participou da 1ª e da 2ª Bienal Internacional de São Paulo; das exposições ‘A França no MAC’ (2009) e ‘Abstracionismo’ (2007) no Museu de Arte Contemporânea – SP. BENEZIT VOL. 1, PÁG. 640; www.centrepompidou.fr; www.macvirtual.usp.br; www.artprice.com; www.artfacts.net; www.arcadja.com.



403 - WILSON TIBÉRIO (1923 - 2005)

Maternidade - lápis, carvão, aquarela e guache - 28 x 20 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista e escultor, Wilson Mendonça Tibério nasceu em Porto Alegre, RS e faleceu na França. Começou a pintar aos oito anos. Mais tarde foi aluno do artista italiano Cursi. Deixou o Brasil em 1943 como bolsista da Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro. Viveu por oito anos em Paris e participou de diversas exposições, incluindo uma coletiva ao lado de Picasso, na Galeria Henry Tronchet (1951). Fixou residência na França. Realizou viagens à Europa e à África Equatorial. Esteve no Senegal, de onde foi expulso por se envolver num movimento revolucionário. Aqui no Brasil, expôs no II Salão do Instituto de Belas Artes do Rio Grande do Sul (1940); no Rio de Janeiro (1945) e no Museu Afro Brasil em São Paulo (2008). ITAU CULTURAL, MEC VOL. 4, PÁG. 402; JULIO LOUSADA VOL. 1, PÁG. 978; www.arte.seed.pr.gov.br; www.capoeiravadiacao.org; www.ufrgs.br; revistaraiz.uol.com.br.



404 - WALDOMIRO DE DEUS (1944)

"Lagoa" - óleo sobre tela - 49 x 59 cm - canto inferior direito - 1989 -
Com autenticação do autor no dorso. -

Baiano de Boa Nova, Waldomiro de Deus é pintor e gravador. Em São Paulo desde 1960, expunha seus trabalhos nas praças da capital. Expõe em espaços oficiais desde 1965, inclusive no exterior. Ao todo já realizou mais de 100 exposições, com sucesso de crítica e de público. O seu trabalho mescla o misticismo religioso afro-baiano com elementos do cotidiano. ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 239; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO.



405 - VERA GOULART (1954)

Figuras - gravura - P. A. II - 15 x 20 cm - canto inferior direito - 2002 -

Pintora, desenhista, gravadora, escultora, poeta e atriz performática nascida no Rio de Janeiro. Artista autodidata começou a desenhar em 1967. Atualmente divide seu tempo entre os ateliês do Brasil e da Suíça. Frequenta esporadicamente os ateliês dos artistas Sandro Donatello e Tancredo Araujo, onde realizou suas primeiras pinturas. Suas primeiras gravuras foram realizadas no Museu Lasar Segall - São Paulo, nas aulas com o artista professor Mubarak. Dando continuidade às gravuras, frequentou o atelier da artista e professora de artes Ursula Jakob na Europa. Sua primeira litografia é feita no atelier Fernand Mourlot em Paris. Suas primeiras esculturas, bronze e terra, foram realizadas no atelier do artista Branquinho da escola de arte de Maria Tereza Vieira, no Rio de Janeiro. Expõe regularmente desde 1980 em mostras coletivas e individuais, em galerias e museus de diversos países. Recebeu o Prêmio Incentivo no 5º Salão de Arte Contemporânea do SESC - Amapá (2004) e Prêmio Bienal Brasileira da Bélgica (2008). ITAU CULTURAL; JULIO LOUSADA VOL. 6 PÁG. 462, www.goulart.ch; www.colecaodearte.com.br.



406 - KARL ERNEST PAPF (1838 - 1910)

Planta - desenho a nanquim - 12 x 12 cm - canto inferior direito -

Natural de Dresden, Alemanha, veio para o Brasil em 1867 sob contrato do fotógrafo Albert Henschel. Residiu no Recife - Pernambuco, e Salvador-Bahia. Foi exímio retratista, paisagista e pintor de naturezas mortas, destacando-se aí as orquídeas, que o artista cultivava em um esplêndido orquidário, em sua casa de Petrópolis - RJ. BENEZIT, vol. 8, pág. 119; MAYER / 83, págs. 84/957/1081; MEC, vol. 3, pág. 333; PONTUAL, pág. 405; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 162 e 165. TEIXEIRA LEITE pág. 384; ITAÚ CULTURAL.



407 - INNOCÊNCIO BORGHESE (1897 - 1985)

Paisagem - óleo sobre eucatex - 31 x 42 cm - canto inferior direito - 1966 -

Pintor e professor paulista, participante do Salão Paulista de Belas Artes, de 1935 a 1961. Diversas exposições individuais e coletivas, com muitas premiações. Pintou muitas paisagens tendo como tema a cidade de São Paulo. TEODORO BRAGA, pág 56; MEC, vol. 1, pág. 251; Acervo FIEO.



408 - JOSINALDO FERREIRA BARBOSA (1951)

" Povoado do Agreste e tropeiros " - acrílico sobre tela - 20 x 30 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2008 -

Pintor, assina Josinaldo. Com diversas exposições individuais e coletivas no Brasil e no exterior. Tambem participou de Salões, entre eles o Salão de Piracicaba. JÚLIO LOUZADA vol. 12 pág. 214.



409 - DECIO FERREIRA (1932 - 2008)

"Allegro" - acrílico sobre tela - 46 x 33 cm - canto superior direito e dorso - 1983/86 -

Pintor, gravador e desenhista nascido em São Paulo, Capital. Formou-se no Liceu de Artes e Ofícios desta cidade e, mais tarde, frequentou o curso de desenho livre no MAM-SP. Aperfeiçoou-se em pintura com Alexandre Barrenechea e em gravura com Lívio Abramo. Expôs regularmente no SPAM-SP de 1959 a 1963, obtendo diversas e importantes premiações. Participou da V Bienal de SP; expôs em diversas coletivas e individuais, no País e no exterior. Trabalhou também como chargista da Revista Visão e em vários jornais de São Paulo. JULIO LOUZADA, vol 1 - pág 379. Acervo FIEO. -



410 - JOSÉ BENEVENUTO MADUREIRA (1903 - 1976)

Quintal - óleo sobre madeira - 29 x 41 cm - canto inferior esquerdo -

Nascido em Sorocaba / SP, radicou-se em Santos onde foi ativo em sua arte. Estudou com Campos Ayres e Enrico Vio. Participou de coletivas no Salão Paulista de Belas Artes / SP, Salão Nacional de Belas Artes / RJ e Salão de Belas Artes / Santos/SP, tendo recebido diversos prêmios. Tem obras na Pinacoteca do Estado de São Paulo, Palácio e Prefeitura de São Paulo. MEC, vol. 3, pág. 36; JULIO LOUZADA, vol.1, pág. 566, Acervo FIEO.



411 - GABRIEL GRECCO (1980)

Beijo - óleo sobre tela - 66 x 50 cm - canto inferior direito - 2014 -

Pintor e ilustrador nascido em Niterói, RJ. Autodidata, muito jovem oferecia seus trabalhos de ilustração para jornais e revistas locais e nacionais. Formou-se em comunicação com foco em publicidade e design, no Rio de Janeiro, também trabalha na área de música e poesia. www.saatchionline.com.



412 - CASEMIRO RAMOS FILHO (1905 - 1976)

"Mangueiras Estação Riachuelo" - óleo sobre tela colada em cartão - 19 x 27 cm - dorso -

Freqüentou o Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro, onde estudou com Adalberto Matto e Isaltino Barbosa. Teve como professores ainda Rodolpho Amoedo, Carlos Chambelland e Oswaldo Teixeira. Participou do Salão Nacional de Belas Artes, em diversas ocasiões, obtendo premiações e menções honrosas. TEODORO BRAGA, pags. 67 e 200; MEC, vol. 4, pág. 25; ITAU CULTURAL.



413 - RENOT (1932)

Baiana - óleo sobre compensado - 22 x 16 cm - canto inferior direito e dorso - 1972 -

Pintor, desenhista, gravador e tapeceiro, Reinaldo Eliomar de Freitas Marques da Silva nasceu em Santa Luzia, Bahia. Assina Renot. Autodidata, começou a pintar em 1957 e, em 1964, com a inauguração da Galeria Quirino, em Salvador, iniciou sua formação artesanal. Tornou-se amigo de vários intelectuais e artistas baianos entre os quais Jenner Augusto, Jorge Amado e Manuel Quirino. Quirino, com quem trabalhou, foi também o seu mestre na arte de tecer (1964). Foi responsável pelos calendários-tapeçaria que fez para a Basf e Bosh do Brasil em 1977. Realizou muitas exposições individuais em: Salvador, BA (1970, 1971, 1972, 1977); Porto Alegre, RS (1970); Rio de Janeiro (1971, 1974); São Paulo (1972, 1973, 1975 a 1978, 1982); Hamburgo, Alemanha (1971); Londres, Inglaterra (1972); Barcelona, Espanha (1974); Genebra, Suíça (1974); Buenos Aires, Argentina (1975); Paris, França (1976); Estados Unidos (1978, 1980). Participou de várias coletivas e mostras oficiais pelo Brasil e exterior. Atua também como perito, marchand e organizador de leilões. JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 816; VOL. 7, PÁG. 590; ITAU CULTURAL; MEC VOL. 4, PÁG. 53; web.artprice.com.



414 - JORGE DE SALLES (XX)

Pescando - P. A. - 69 x 49 cm - canto inferior direito -
Técnica: serigrafia, aquarela e montagem (colagem). -

Pintor, desenhista, escultor e curador teve sua formação em Artes na PUC-Rio e na Escola de Artes Visuais do Parque Lage no Rio de Janeiro, RJ.. Desde jovem vem participando de inúmeras exposições e movimentos culturais. www.circuitoculturalrio.multiply.c; www.bairrodaslaranjeiras.com.br.



415 - LADÁRIO TELES (1924)

Maria fumaça - óleo sobre tela - 38 x 55 cm - centro inferior - 1981 -

Pintor, reside e é ativo na cidade de São Paulo. Recebeu orientação dos pintores Américo Mondañez e Cassio M´Boy. "...Possuindo estilo marcante, muito personalístico, Teles pinta cenas reais ou imaginárias do seu sertão baiano, porém de um regionalismo que não descura valores universais." - texto de Américo Pellegrini Filho. JULIO LOUZADA, vol. 4, pág. 1088



416 - HELIO DE CASTRO (1960)

Marinha - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2014 - São Paulo -

Excepcional pintor de paisagens e marinhas, dono de refinada técnica e composição, com inspiração nas escolas européias. Julio Lousada, vol. 4, pág. 514



417 - ETTORE FEDERIGHI (1909 - 1979)

Natureza morta - óleo sobre tela colada em cartão - 49 x 63 cm - canto inferior direito - 1974 -

Pintor ativo em São Paulo, participou do SPBA, conquistando menção honrosa (1952), pequena medalha de prata (1957), prêmio aquisição (1958 / 59 / 60), grande medalha de prata (1961) e várias outras, bem como várias participações em Salões. MEC, vol. 2, pág. 145; JULIO LOUZADA, vol. 4, pág. 387.; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



418 - ALBANO AGNER DE CARVALHO (1899 - 1986)

Paisagem - aquarela - 21 x 23 cm - canto inferior direito - Rio -

Nasceu em Curitiba, PR, onde fez estudos de pintura com o mestre Alfredo Andersen. Indo para o Rio de Janeiro em 1929, integrou-se desde então nas atividades artísticas locais, lá expondo individualmente em 1930, 1943, 1950 e 1961. Expôs também em Curitiba, em 1950, 1952, 1966 e 1968. Recebeu menção honrosa no SNBA e medalha de prata no Salão Fluminense de Belas Artes. PONTUAL, pág. 113; MEC, vol. 1, pág. 361; TEODORO BRAGA, pág. 29; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 176/177; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO, pág. 925.



419 - ULYSSES FARIAS (1960)

Composição - técnica mista - 30 x 30 cm - dorso - dezembro de 2014 -

Desenhista, pintor, fotógrafo, escultor, poeta e professor nascido em São Paulo. Tem participado de muitos eventos culturais, mostras e Salões oficiais em Socorro, SP (2006 a 2014); Brasília, DF (2010); Mairiporã, SP (2007); São Paulo (2013). Recebeu, em 2012, o primeiro lugar em um concurso de fotografias.



420 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Cangaceiro - litografia - 48 x 30 cm - canto inferior direito -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



421 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Peixe - litografia - 45 x 29 cm - canto inferior direito -


Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



422 - ALFREDO VOLPI (1896 - 1988)

Fachadas - serigrafia - P. A. - 50 x 30 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e ceramista nascido em Lucca, Itália e falecido em São Paulo. Muda-se com os pais para São Paulo em 1897 e, ainda criança, estuda na Escola Profissional Masculina do Brás. Mais tarde trabalha como marceneiro, entalhador e encadernador. Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas como Mário Zanini e Francisco Rebolo. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista - FAP. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe o prêmio Aquisição na Bienal de Veneza (1952), Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo (1953), dividido com Di Cavalcanti; o prêmio Guggenheim (1958); Melhor Pintor Brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro (1962 e 1966), Melhor Pintor Nacional no Panorama da Arte Brasileira MAM - SP (1970), entre outros. REIS JUNIOR, PÁG. 378; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 426 e 428; JULIO LOUZADA VOL.1, pág.1048; MEC. VOL.4, PÁG. 496; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; ARTE NO BRASIL, PÁG. 684; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28, Acervo FIEO; BENEZIT VOL. 10, PÁG. 567; PONTUAL PÁG.546. NTE, pág. 28, Acervo FIEO.



423 - ANTONIO CARPENTIERI (1930 - 1987)

Marinha - óleo sobre cartão - 38 x 28 cm - canto inferior esquerdo -

Natural de Nápoles, Itália, Carpentieri foi descendente de família abastada, há três gerações ligadas às artes plásticas. No Brasil desde 1952, tornou-se aluno de Angelo Cannone, Briante e De Corsi. Expôs diversas vezes com excelente crítica na Itália, cujas galerias e museus possuem obras suas. JULIO LOUZADA, vol.1, pág.215; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 176; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO.



424 - EDMUNDO MIGLIACCIO (1903 - 1983)

Johannes Brahms - desenho a carvão - 57 x 41 cm - canto inferior direito - 1963 -

Pintor, natural do município de Caconde-SP. Filho de imigrantes italianos, batizado Edmundo Francisco Nicodemo Migliaccio, iniciou seus estudos no Liceu, com os mestres Enrico Vio, Angelo Cantu e Torquato Bassi. Acadêmico por formação e vocação, foi fundador da Associação Paulista de Belas Artes. Expositor fiel do Salão Paulista, foi ali várias vezes premiado. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 213; ARTE NO BRASIL, pág. 812.



425 - IRINEIDE KLOCKNER (1961)

Composição - óleo sobre tela - 60 x 50 cm - canto inferior direito -

Pintora nascida em Maringá, PR. Já morou em Portugal onde aprimorou suas técnicas artísticas e atualmente reside em Maringá.



426 - JEAN XANTHAKOS (1936)

Natureza morta - óleo sobre eucatex - 20 x 25 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor e escritor nascido em Atenas, Grécia, onde viveu até 1965. Estudou pintura e filosofia por mais de 10 anos. No Brasil desde 1965. Viveu no Rio de Janeiro mas radicou-se em São Paulo. Especialista em naturezas-mortas. JULIO LOUZADA vol.2, pág. 1065, Acervo FIEO.



427 - GILDÁSIO JARDIM (1981)

Jipe - costura e pintura sobre tecido - 40 x 50 cm - canto inferior esquerdo - 2014 -

Pintor, desenhista e professor, Gildásio Jardim Barbosa nasceu em Joaíma, MG. Autodidata, desenha e pinta desde a infância. Participou de várias exposições coletivas como: Festivale - Festival de Cultura Popular do Vale do Jequitinhonha (2007, 2008, 2009, 2010, 2011, 2012); UFVJM: Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (2008, 2009, 2010); UFMG: Feira de Arte sobre o Vale do Jequitinhonha (2011, 2012, 2013); SESC Rio de Janeiro, unidade Engenho de Dentro (2013); SESC Rio de Janeiro, unidade São João de Meriti (2013); Universidade Federal UFVJM- Diamantina (2013); JEQUISABOR - Capelinha, MG (2013). gildasio-35.blogspot.com.br; www.kiaunoticias.com.



428 - MALU DELIBO (1947)

"Liberdade" - acrílico sobre tela - 40 x 30 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1981 -

Pintora nascida em Ribeirão Preto, SP. Aos dez anos mudou-se para São Paulo. Realizou exposições individuais em São Paulo (1979) e em Goiânia, GO (1984). Participou de diversas mostras coletivas e Salões oficiais pelo Brasil e no Canadá, Itália, Portugal e Israel. Foi premiada em Araçatuba, SP (1978). ITAU CULTURAL; JULIO LOUSADA VOL. 10 PÁG. 279; www.ginagallery.com; www.artnet.com; mspeglich.blogspot.com.br.



429 - FANG (1931 - 2012)

Copos de Leite - serigrafia - 105/185 - 66 x 78 cm - canto inferior direito - 1996 -

Pintor, desenhista, gravador e professor, Chien Kong Fang, ou simplesmente Fang, nasceu na cidade de Tung Cheng, China e faleceu em São Paulo. Estudou sumiê e aquarela na China em 1945. Veio morar em São Paulo com a família em 1951, naturalizando-se brasileiro em 1971. Entre 1954 e 1956, estudou pintura com Yoshiya Takaoka em São Paulo. Viajou, em 1977, para a América do Norte, Europa e Ásia, onde desenvolveu o seu trabalho de pintura. Em 1981, foi realizado o curta metragem biográfico ‘O Caminho de Fang’, em São Paulo. Visitou a China, convidado pelo governo chinês, em 1985. Realizou exposições individuais em: São Paulo (1959, 1961, 1962, 1978, 1981, 1993, 2005); Salvador, BA (1962); Rio de Janeiro (1978, 1986); Schleswing, Alemanha (1985); Lugana, EUA (1990); Americana, SP (1994); Formosa, Taiwan (1994). Foi premiado no Rio de Janeiro (1957) e em São Paulo (1960 a 1962, 1967 a 1969, 1978, 1979, 1991). Participou do Panorama da Arte Atual Brasileira - MAM, SP (1978). MEC, VOL. 2, PÁG. 124; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 366; VOL. 6, PÁG. 378; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 189; PONTUAL, PÁG. 201; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; www.fang.com.br; www.artprice.com.



430 - FRANCISCO CÉA (1908 - XX)

"Manhã no campo" - óleo sobre madeira - 7 x 11 cm - canto inferior direito e dorso - 1949 - São Paulo -

Pintor e desenhista com várias participações em mostras coletivas e Salões oficiais. Recebeu Medalha de Bronze no Salão Nacional de Belas Artes - Rio de Janeiro, em 1954. ITAU CULTURAL; MEC VOL. 1, PÁG. 394; JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 247; VOL. 13, PÁG. 80; web.artprice.com



431 - MARLENE ALMEIDA (1942)

Frutas - óleo sobre tela - 60 x 60 cm - canto inferior direito - 1986 -

Pintora, restauradora e professora, Marlene Costa de Almeida nasceu em Bananeiras, PB. Graduou-se em filosofia e frequentou os cursos de pintura, desenho e escultura na Universidade Federal da Paraíba, em João Pessoa. Desenvolveu pesquisa sobre a manufatura de tintas à base de pigmentos e resinas naturais. Em paralelo à produção artística, presidiu a Associação dos Artistas Plásticos Profissionais da Paraíba, entre 1981 e 1983. Ministrou cursos sobre pigmentos e resinas naturais, no Festival Nacional das Mulheres nas Artes de São Paulo, no Festival de Verão de Petrópolis, no MAM/RJ e na cidade de Recife, entre 1982 e 1984. Realizou exposições individuais em João Pessoa, PB (1979, 1982 a 1985, 1987, 1988, 1990, 1992, 1997, 1999, 2012); Recife, PE (1984); Salvador, BA (1985); Brasília, DF (1986); Belém, PA (1987); São Paulo (1987, 1990, 2000, 2013); Berlim, Alemanha (1997). Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais no Brasil e no exterior. ITAU CULTURAL; mube.art.br.



432 - ANNA LETYCIA (1929)

Composição - gravura - 92/200 - 38 x 30 cm - canto inferior direito - 1968 -

Fluminense de Petrópolis, é gravadora e professora. Estudou com André Lhote e Ivan Serpa no Rio de Janeiro. A partir da década de 1950 voltou-se inteiramente para o trabalho como gravadora. Foi aluna de Iberê Camargo, Darel e Goeldi, ainda no Rio de Janeiro. Artista de renome nacional e internacional, cujas obras enriquecem acervos privados e públicos. PONTUAL, pág. 28; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 16; WALTER ZANINI, pág. 703; LEONOR AMARANTE; ARTE NO BRASIL.



433 - ZÉLIO ANDREZZO (1948)

Menina no campo - óleo sobre tela - 65 x 50 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1990 -

Catarinense da bela cidade de Florianópolis, onde nasceu a 15 de dezembro de 1948. Pintor e desenhista. Segundo seus críticos, trata-se de artista obstinado e firme em seu propósito, tendo a disciplina de um espartano, a paciência de um monge e a precisão de um cosmonauta. Participações em coletivas com premiações. JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 14.



434 - CARLOS SÖRENSEN (1928 - 2008)

Galo - técnica mista - 14 x 20 cm - canto inferior esquerdo - 1986 -

Paulista de Baurú, Sorensen fez importantes estudos em Paris, onde a convite do governo francês, freqüenta o ateliê de André Lhote, onde conhece Picasso, Roonet e Fernand Léger e no ano seguinte freqüenta a Escola Superior de Belas Artes-Paris, estudando com Gleizes e André Lhote(1952-1953). Foi artista de múltiplas atividades, ceramista, tapeceiro, cenógrafo, ilustrador, arquiteto, designer e pintor, com sucesso de crítica e de público. Citado em Delta Larouse/1970, pág. 6406; MEC vol.4, pág. 309; PONTUAL, pág. 500, WALMIR AYALA vol.2, pág.347; JULIO LOUZADA vol.11, pág. 306; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



435 - RENATO CATALDI (1909 - 1981)

Barcos - óleo sobre eucatex - 15 x 21 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor. Participou com freqüência de certames como o Salão Nacional de Belas Artes, onde obteve várias premiações. MEC, vol. 1, pág. 390; JULIO LOUZADA- vol. 1, pág. 237 e vol. 11, pág. 63



436 - AGOSTINHO FERRANTE (1908 - 1994)

Natureza morta - óleo sobre tela - 36 x 45 cm - canto inferior direito - 1954 -

Pintor nascido em Franca, SP e falecido em Campinas, SP. De acordo com documentos do Arquivo Histórico Municipal de Franca, foi servente de pedreiro e funcionário do Colégio Champagnat e um artista plástico autodidata. Em Franca, além da capela do Champagnat, foi responsável pela decoração e pintura das igrejas Nossa Senhora Aparecida (Capelinha, na década de 1940) e São Sebastião (década de 1950). Também fez obras em igrejas de Pratápolis, MG; Itirapuã, SP; São José da Bela Vista, SP; Belo Horizonte, MG; Sacramento, MG e Presidente Wenceslau, SP. Os tetos dos templos de várias Lojas Maçônicas também receberam a sua arte, às vezes em companhia de seu primo Alberto Ferrante. Destacam-se os prêmios recebidos em: Franca, SP (1929, 1945); Barretos, SP (1957, 1959). Na década de 1970, mudou-se para São Paulo para trabalhar com um amigo, também artista plástico. Em 2011, os restos mortais do artista foram trazidos para Franca. http://gcn.net.br/noticia/159683/franca/2012/02/ARTISTA-AG0STINH0-FERRANTE,-QUE-PINT0U-A-CAPELA,-ERA-AUT0DIDATA-159683; http://paulistano.webs.com/agostinhoferrante.htm.



437 - COLETTE PUJOL (1913 - 1999)

Natureza morta - pastel - 61 x 49 cm - canto inferior esquerdo -

Esta premiadíssima pintora e professora paulistana, recebeu as suas primeiras aulas de desenho e pintura de Antonio Rocco e de Lucília Fraga, ainda na capital paulista. Residindo em Salvador, freqüentou a Escola de Belas Artes, onde foi aluna de Presciliano Silva (1942 a 1944); a partir de 1946 até 1949, estudou na Europa. Possui obras em museus brasileiros. PONTUAL, pág. 440; MEC, vol. 3, pág. 438; TEODORO BRAGA, pág. 73; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



438 - BOB NUNGENT (1947)

Composição - técnica mista - 12 x 9 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, professor nascido em Santa Mônica - Califórnia, EUA. Estudou na Universidade da Califórnia e no ‘College of Creative Studies’. Participa como membro da Louis Comfort Tiffany Foundation (1977), da Sonoma Country Foundation (1986) e do Califórnia Arts Council (1990). Por mais de vinte e cinco anos a região amazônica e o Brasil têm sido assunto para suas pesquisas e trabalhos. Tem realizado inúmeras exposições individuais pelos Estados Unidos, Brasil (1986, 1993, 1997, 1999, 2009, 2010), Europa e participado de várias mostras coletivas e Salões oficiais por todo o mundo. Recebeu muitos prêmios e suas obras fazem parte de acervos de muitos museus. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 12, PÁG. 292; nugentandcompany.com; www.artprice.com; www.artnet.com; www.aurobora.com; www.terceragallerypaloalto.com.



439 - INGE ROESLER (1929 - XX)

Composição - óleo sobre tela - 55 x 73 cm - canto inferior direito e dorso - 1964 -

Pintora, desenhista, gravadora e tapeceira nascida no Rio de Janeiro. Entre 1957 e 1962 estudou pintura com Ivan Serpa, Aluísio Carvalho e Domenico Lazzarini no MAM, RJ. Realizou exposições individuais no Rio de Janeiro em 1966, 1967, 1969, 1971. Participou de várias mostras coletivas e Salões oficiais, inclusive das edições da Bienal Internacional de São Paulo de 1963, 1965 e 1967. Foi premiada em Curitiba, PR (1965); Campinas, SP (1965); Nova Friburgo, RJ (1968); Rio de Janeiro (1969, 1970). ITAU CULTURAL; JULIO LOUSADA VOL. 6; PÁG. 962; VOL.10, PÁG. 754; arteseanp.blogspot.com.br/2010/08/conversando-sobre-arte-entrevistada.html; www.memoriatextil.com.br.



440 - ADRIANO GAMBIM (1983)

"Detalhe da arquitetura de Santos..." - serigrafia - 2/50 - 18 x 26 cm - canto inferior direito - 2012 -
Complemento do título: "Detalhe da arquitetura de Santos no final da tarde". -

Pintor, desenhista, gravador e arte-educador. Sua formação artística foi na UNIMESP e UNESP, São Paulo. Realizou exposições individuais em Guarulhos (2004, 2008, 2009, 2010, 2011) e tem participado de várias mostras coletivas e Salões individuais como: Guarulhos, SP (2001, 2007 a 2013); São Paulo (2008, 2010); Araraquara, SP (2006, 2010, 2012); Franca, SP (2008); Catanduva, SP (2008); Suzano, SP (2009); Ubatuba, SP (2005, 2009); Ribeirão Preto, SP (2010); Mairiporã, SP (2010); Santo André, SP (2010); Santos, SP (2011); Araras, SP (2013); Embu, SP (2013); Curitiba, PR (2012); Porto Alegre, RS (2013); Brasília, DF (2013); Castro, PR (2013); Ceará (2012); Espanha (2005 a 2008, 2013); Finlândia (2007); México (2009); Itália (2007, 2009); Romênia (2007, 2010). Foi premiado em: Guarulhos, SP (2007 a 2009, 2011); Mairiporã, SP (2011); Espanha (2011); Araraquara, SP (2010, 2012, 2013); Araras, SP (2012); Rio Claro, SP (2013). www.artprice.com.



441 - JOSÉ OSMAR DALLABONA (1949)

Nu - óleo sobre tela - 24 x 18 cm - canto inferior direito e dorso - 1983 -

Pintor autodidata, natural da cidade catarinense de Rio das Pedras, onde nasceu a 26/12/1949. Fixou residência em São Paulo a partir de 1973, quando passou a dedicar-se à pintura. Expressou em suas telas o romantismo e, desde 1983, produz exclusivamente temas árabes. Participou de diversas exposições, recebendo premiações, a partir de 1977. JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 326



442 - LUCILIO DE ALBUQUERQUE (1877 - 1939)

Quintal - óleo sobre madeira - 21 x 26 cm - canto inferior esquerdo - 1926 -

Natural de Barras, PI, Lucílio de Albuquerque frequentou a ENBA no Rio de Janeiro, onde foi aluno de Zeferino da Costa, Rodolfo Amoedo e Henrique Bernardelli. Expõe pela primeira vez em 1902, recebendo menção e premiações neste e nos demais certames de que participou (1904, 1907 e 1912). Profesor, foi iniciador de Portinari. Artista de vários gêneros, destacou-se como paisagista e pintor de figuras. Foi casado com a artista Georgina de Albuquerque. JULIO LOUZADA, vol. 13, pág. 196; TEIXEIRA LEITE, pág. 16; PONTUAL, pág. 10; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág.455; ARTE NO BRASIL, pág. 564, Acervo FIEO.



443 - GERDA BRENTANI (1906 - 1999)

Besouro - gravura - 15 x 20 cm - canto inferior direito -

Nasceu em Triestre, Itália, no dia 27 de fevereiro de 1908. Desenhista e gravadora. No Brasil desde 1939, fixou residência em São Paulo, Capital. Iniciou estudos com Ernesto de Fiori e Rossi Osir, por volta de 1940. De traço humoristico, a artista destacou-se no cenário artístico/crítico nacional, cuja obra tem participado em mostras nacionais e internacionais, com sucesso de crítica. JULIO LOUZADA vol.1, pág.153; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 630; Acervo FIEO.



444 - MANEZINHO ARAUJO (1910 - 1993)

Trabalhadores - serigrafia - 135/150 - 30 x 40 cm - canto inferior direito -

Com apenas dezesseis anos de idade mudou-se para Recife, a fim de concluir seus estudos. Após cursar a escola de comércio de Pernambuco, transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde foi buscar fama através da música, sua primeira paixão. Destacou-se como compositor e intérprete de música popular nordestina, o que lhe valeu a possibilidade de montar um restaurante de comida nordestina em SP, muito famoso durante vários anos, o Cabeça Chata. Apesar de viver, em SP, suas raízes ainda permanecem em Pernambuco. De uma forma autodidata começou a dedicar-se à pintura, retratando o folclore nordestino, sua gente, suas vidas, fase que sustentou até o seu desaparecimento, com uma menção surrealista. Expôs individualmente nas Galerias Astreia e Capela (SP), e na Ranulfo em Recife (1969). Em 1968, apresentado por Aldemir Martins, teve publicado o álbum de serigrafias Meu Brasil. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 56; MEC, vol. 1, pág. 109; PONTUAL, pág. 38; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 18; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 832; Acervo FIEO.



445 - RENZO GORI (1911 - 1999)

Mercado árabe - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor de estilo, participou de diversos Salões Nacionais, com premiações; muito apreciado por colecionadores de cenas árabes. TEODORO BRAGA, pág. 110; MEC, vol. 2, pág. 278; JULIO LOUZADA, vol. 9, pág. 390; Acervo FIEO.



446 - NOEMIA MOURÃO (1912 - 1992)

"Cartas que eu não mandei" - desenho a nanquim e aquarela - 28 x 23 cm - lado direito -

Pintora e desenhista. Assina Noemia. Realizou sua primeira individual em 1934, no Rio de Janeiro. Residiu na Europa de 1934 a 1940, frequentando em Paris as academias de la Grande Chaumière e Ranson. Expôs em Montevideu e Buenos Aires. Foi citada por REIS JUNIOR e TEODORO BRAGA. Foi aluna (1932) e mulher (1933) de Di Cavalcanti. MEC vol.3, pág. 265; WALMIR AYALA vol.2, pág.135; PONTUAL, pág. 375; TEIXEIRA LEITE, pág. 356; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 684. Acervo FIEO.



447 - ANTONIO HENRIQUE AMARAL (1935)

"A viagem" - xilogravura - 68/100 - 30 x 20 cm - canto inferior direito - 1961 -
Reproduzido na página 92 do livro "Antônio Henrique Amaral - Obra gráfica 1957-2003". -

Gravador, desenhista e pintor, foi aluno de Lívio Abramo no MAM / SP, e de Shiko Munakata, no Pratt Graphic Art, em Nova York. Artista consagrado nacional e internacionalmente. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 37; MEC, vol. 1, pág. 73; PONTUAL, pág. 21;TEIXEIRA LEITE, pág. 23 a 25; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 754; ARTE NO BRASIL, pág.903; LEONOR AMARANTE, pág. 170; Acervo FIEO.



448 - OMAR PELEGATTA (1925 - 2000)

Marinha - óleo sobre papel - 30 x 20 cm - canto inferior direito -

Italiano da Lombardia, PELLEGATTA foi pintor e gravador dedicado a temas sacros e casarios coloniais. Em sua obra, o ser humano é apresentado sempre de modo idealizado, na figura de ternas madonas, santos, coroinhas e cavaleiros. Participou de diversas coletivas e salões, a partir de 1957, recebendo premiações em sua maioria. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág.735; MEC vol.3, pág.363; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



449 - ANTONIO BENEVENTO (1945)

Retirantes - acrílico sobre tela - 40 x 33 cm - canto inferior direito - 1969 -

Nasceu em Nova Friburgo/RJ. Em 1963 estuda com Chlau Deveza na Escola Fluminense de Belas Artes. Realizou diversas exposições coletivas e individuais, recebendo em 1981, o Troféu Mário Pedrosa, concedido pela Associação Internacional de Críticos de Arte, pela melhor exposição individual do ano - Galeria Bonino/RJ. ITAÚ CULTURAL.



450 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Paisagem - óleo sobre eucatex - 18 x 27 cm - não assinado -



451 - BELMONTE (1897 - 1947)

Disputa de ministérios - desenho a nanquim e aquarela - 20 x 29 cm - canto inferior direito -

Benedito Bastos Barreto - caricaturista, desenhista, pintor, ilustrador, escritor, jornalista e historiador - nasceu e faleceu em São Paulo. Iniciou sua carreira em 1912 publicando suas primeiras caricaturas na revista paulista ‘Rio Branco’ e paralelamente colaborou na revista carioca ‘D. Quixote’. Durante seus primeiros anos de trabalho publicou em diferentes periódicos paulistas e, em 1921, empregou-se na recém-inaugurada ‘Folha da Noite’, substituindo Voltolino. Nesse periódico passou a utilizar o pseudônimo Belmonte como assinatura de seus desenhos e em 1925 criou o personagem Juca Pato. Durante a Revolução Constitucionalista de 1932 criou o logotipo para os bônus de guerra que no período das batalhas substituíram como dinheiro a moeda oficial. No ano de 1936, começou a publicar no jornal ‘Folha da Manhã’ diversas charges de Juca Pato tendo como temática a crítica ao nazismo. Produzidas até o ano de 1946, elas acabaram se configurando numa grande série sobre a Segunda Guerra Mundial. Essas charges foram reunidas e publicadas em 1982 com o título de ‘Caricatura dos Tempos’. Autor de diversos livros de caricatura e história publicou, entre outros, os seguintes títulos: ‘Assim Falou Juca Pato’ (1933), ’ No Tempo dos Bandeirantes’ (1939) e ‘O Brasil de Ontem’ (1940), com desenhos inspirados nos trabalhos de Rugendas. TEODORO BRAGA, PÁG. 49 E 50; PONTUAL, PÁG. 67; MEC, VOL. 1, PÁG. 213; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 69; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG. 109; CARICATURISTAS BRASILEIROS, DE PEDRO CORRÊA DO LAGO, PÁG. 100; ARTE NO BRASIL, PÁG. 392; WALTER ZANINI, PÁG. 806; ACERVO FIEO; www.artprice.com; www.saopauloantiga.com.br.



452 - MARIO GRUBER (1927 - 2011)

"Fantasiado" - gravura - 91/100 - 19 x 13 cm - canto inferior direito - 1997 -

Pintor, desenhista, gravador, escultor, muralista - Mário Gruber Correia nasceu em Santos, SP. Autodidata, começou a pintar em 1943. Mudou-se para São Paulo em 1946 e matriculou-se na Escola de Belas Artes, onde foi aluno do escultor Nicolau Rollo. Em 1947, ganhou o primeiro prêmio de pintura na exposição do grupo ’19 Pintores’. No ano seguinte realizou sua primeira exposição individual e passou a estudar gravura com Poty e a trabalhar com Di Cavalcanti. Recebeu bolsa de estudo em 1949, foi morar em Paris, onde estudou na ‘École Nationale Supérieure des Beaux-Arts’ com o gravador Édouard Goerg e trabalhou com Candido Portinari. Retornou ao Brasil em 1951 e fundou o Clube de Gravura (posteriormente Clube de Arte) em sua cidade natal, onde voltou a residir. Foi professor de gravura no Museu de Arte Moderna de São Paulo em 1953 e na Fundação Armando Álvares Penteado entre 1961 e 1964. De 1974 a 1978, morou em Paris, depois, ao retornar ao Brasil, morou em Olinda, Pernambuco. Em 1979, montou ateliê em Nova York. De volta a São Paulo, realizou obras de grande porte em espaços públicos como a estação Sé do Metrô e o Memorial da América Latina. Além de ter realizado muitas exposições individuais, participou de várias mostras e salões oficiais: Salão Paulista de Arte Moderna; Panorama da Arte Moderna Brasileira; Bienal Internacional de São Paulo e na França, Espanha, Estados Unidos, Colômbia, Holanda, Finlândia, Alemanha. PONTUAL, PÁG. 253; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 370; MEC, VOL. 1, PÁG. 466; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 448; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.649; ARTE NO BRASIL, PÁG. 803; LEONOR AMARANTE, PÁG. 376; ACERVO FIEO.



453 - SILVIO AZAMOR (1925 - 1997)

Soltando balão - óleo sobre eucatex - 48 x 29 cm - canto inferior direito - 1970 -

Pintor ativo no Rio de Janeiro, foi aluno de Agenor César de Barros. Participou do SNBA-RJ (1948, 1965 e 1968). JULIO LOUZADA vol.11, pág.23



454 - MENASE WAIDERGORN (1927)

Barcos - óleo sobre tela - 20 x 30 cm - canto inferior direito -

Romeno da cidade de Hotin, Waidergorn veio para o Brasil em 1932, onde seus pais fixaram residência em São Paulo. Ingressou na APBA, onde conheceu Mecatti, que muito o estimulou e orientou, dele assimilando a luminosidade da pintura peninsular muito a gosto do ottocento italiano. Sua pintura aborda todos os gêneros, baseadas tanto nas recordações da infância pobre como nas lembranças das viagens que fez ao norte da Africa e Europa. Participou de diversos salões e coletivas, recebendo diversas premiações JULIO LOUZADA vol.11, pág. 330; Acervo FIEO.



455 - SALVADOR RODRIGUES JR (1907 - 1995)

"Ouro Preto" - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior direito e dorso - Ouro Preto - MG -

Nasceu em Cádiz, Espanha, a 8 de abril de 1907. Veio a falecer no dia 24 de julho de 1995, em São Paulo-SP. Pintor e professor. A sua pintura é toda poesia e sem artifícios. O artista não imita ninguém. Tem estilo e sentido próprios. Estas algumas das observações do crítico da Sociarte, José Cornelsen. O autor obteve mais de uma centena de medalhas e troféus em certames oficiais. JULIO LOUZADA vol.9, pág.741, Acervo FIEO.



456 - DOMINGOS ANTEQUERA (1921 - 1984)

Fiel companheiro - óleo sobre tela - 30 x 16 cm - canto inferior direito e dorso - 1983 -

Natural de Lençois Paulista, SP. Faleceu em São Paulo, em 8 de outubro de 1984. Assinava seus trabalhos D. ANTEQUERA. Desenvolveu-se artisticamente com os pintores Cirilo Agostini, Migliaccio e José Barchita. Impresionista, é considerado um artista de sensibilidade invulgar, cuja obra é repleta de recursos técnicos próprios, fortes e seguros. A bibliografia abaixo exibe extensa lista de exposições e prêmios recebidos pelo artista. JULIO LOUZADA, vol.3, pág.56, Acervo FIEO.



457 - CESAR ALEXANDRE FORMENTI (1874 - 1944)

"Casa de pescadores" - aquarela - 32 x 52 cm - canto inferior direito - Vidigal -

Pintor, aquarelista, vitralista e decorador, nasceu na cidade italiana de Ferrara, e faleceu no Rio de Janeiro-RJ. Freqüentou a Academia de Bolonha, Itália. Chega ao Brasil por volta de 1890, estabelecendo-se em São Paulo; mais tarde, transfere-se para o Rio de Janeiro, onde mantém um ateliê e realiza diversos trabalhos decorativos em edifícios públicos e residências particulares, como o Palácio Tiradentes, o Clube Naval, o Tribunal de Justiça, a Igreja dos Capuchinhos. Por volta de 1918, passa a dividir com seu filho, o pintor Gastão Formenti, um ateliê de fabricação de vitrais. Entre as exposições das quais participa, destacam-se: Associação de Belas Artes de Ferrara, Itália, 1890; Salão Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro, 1930; 3º Salão Carioca, Rio de Janeiro, 1935. Citado em Catálogo da Exposição de Paisagem Brasileira, Min. Da Educação e Saúde - MNBA/Rio/1944; THEODORO BRAGA, 98; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO, RUTH TARASANTCHI.



458 - ABELARDO ZALUAR (1924 - 1987)

"Deslocamento VI" - 60 x 60 cm - canto inferior direito e dorso - 1971 - Rio -
Técnica: Acrílico e colagem sobre tela colada em eucatex. -

Pintor, desenhista, gravador, professor. Entre 1944 e 1948, assiste às aulas da Escola Nacional de Belas Artes (Enba). Participou do I ao XII e do XV SNAM (entre 1952 e 1966/ prêmio de viagem ao estrangeiro em 1963.). Realizou exposições individuais no MNBA (1947) e na Galeria Ambiente (São Paulo, 1960), Museu de Arte de Belo Horizonte (1960), Instituto de Belas Artes de Porto Alegre (1961), Petite Galerie-GB (1962). Sua obra experimentou uma simplificação de traços de tendência geometrizante, levando Frederico Morais a comentar a seu respeito em 1969; "Não se pensem que Zaluar, por ser um partidário da ordem, afaste deliberadamente o imprevisto, a contribuição do acaso, o vôo poético (...) seus últimos trabalhos fazem lembrar, na monumentalidade silenciosa da forma despojada, o mundo futuro do espaço cósmico, das estruturas moventes, das plataformas que se acoplam ou se dividem numa metamorfose constante". Encontra-se representado no acervo do MNBA, Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e Museu de Arte de Belo Horizonte. WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 449/50; MEC, vol. 4, pág. 527; PONTUAL, pág. 556; TEIXEIRA LEITE, pág. 546; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 682; ARTE NO BRASIL, pág. 934; LEONOR AMARANTE, pág. 218.



459 - BENEDITO CALIXTO DE JESUS (1853 - 1927)

Paisagem - pintura sobre azulejo - 15 x 15 cm - canto inferior direito -

Pintor, professor, historiador, ensaísta, nascido em Conceição de Itanhaém, SP e falecido em São Paulo. Transferiu-se para Brotas, SP, onde adquiriu noções de pintura com o tio Joaquim Pedro de Jesus, ao auxiliá-lo na restauração de imagens sacras de uma igreja local. Realizou sua primeira individual em São Paulo, no ano de 1881. Fixou-se por algum tempo em Santos e depois de ter executado a decoração do Teatro Guarani, partiu para Paris em 1883, estudando na Academia Julian e no ateliê de Jean François Raffaëlli. Retornou ao Brasil em 1885 e passou a residir em São Vicente. Produziu inúmeras marinhas em que representa o litoral paulista; realizou diversos painéis de temas religiosos para igrejas na capital e interior do Estado de São Paulo; pintou vistas de antigos trechos das cidades de São Paulo, Santos e São Vicente para o Museu Paulista da Universidade de São Paulo, por encomenda do diretor do museu o historiador Afonso d´Escragnolle Taunay. Dedicou-se também a estudos históricos da região e à preservação de seu patrimônio e publicou, entre outros, os livros 'A Vila de Itanhaém' (1895) e 'Capitanias Paulistas' (1924). Existem obras suas nos acervos de diversos museus brasileiros. TEODORO BRAGA PÁG. 51; REIS JR PÁG. 214; LAUDELINO FREIRE PÁG. 387; PONTUAL PÁG. 68/69; MEC VOL.1, PÁG. 326/327; WALMIR AYALA VOL.1, PÁG.153; MAYER/83 PÁG. 601; TEIXEIRA LEITE PÁG. 97; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 505; ARTE NO BRASIL PÁG. 599, RUTH TARASANTCHI; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 172.



460 - CARYBÉ (1911 - 1997)

Feira - serigrafia - 107/200 - 38 x 54 cm - canto inferior direito na tela serigráfica -
Com carimbo de autenticação em relevo seco do Instituto Carybé. Tiragem póstuma. -

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



461 - AMADEU LUCIANO LORENZATO (1900 - 1995)

Flores - óleo sobre eucatex - 37 x 29 cm - canto inferior direito - 1974 -

Pintor nascido em Belo Horizonte, MG. Era caiador de paredes. Aos vintes anos, foi para a Europa com o amigo Cornélio Heissman. Visitou grande número de cidades, percorreu vários museus e se dedicou ao artesanato de tecidos pintados. Regressando ao Brasil, passou a pintar. Realizou exposições individuais em Belo Horizonte em 1964, 1988, 1990 e 1991. Participou de diversas mostras coletivas e oficiais. MEC VOL. 2, PÁG. 508; JULIO LOUSADA VOL. 1, PÁG. 550; VOL.5, PÁG. 588.



462 - ANGELO CANNONE (1899 - 1992)

Marinha - óleo sobre eucatex - 20 x 40 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista e professor nascido em Abruzzo, Itália. Assinava D’Angelo, Angelo Cannone e A. Cannone. Aos cinco anos mudou-se para Nápoles com sua família. Em fins de 1947, veio para o Brasil, residiu algum tempo em São Paulo e depois se mudou para o Rio de Janeiro, onde se radicou e lá faleceu. Estudou no Instituto de Belas Artes de Nápoles com Paolo Vetri. Viveu em Roma durante quatro anos com uma pensão conquistada em um concurso em Nápoles. Lecionou desenho no Instituto Técnico. Expôs individualmente em São Paulo (1947, 1993) e no Rio de Janeiro (1947, 1973, 1980, 1984). Foi premiado, na Itália, em: 1922, 1925, 1929, 1941 e, no Brasil, em 1960. Em 1972 pintou o retrato do papa Pio X, em tamanho natural, que está na Igreja dos Italianos, RJ. WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 168; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 187; VOL. 3, PÁG. 203; VOL.8, PÁG. 165; VOL. 9, PÁG. 171; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; brasilartesenciclopedias.com.br; www.artprice.com; www.arcadja.com.



463 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Estudo - acrílico sobre papel - 35 x 35 cm - centro inferior - 1995 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins. -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



464 - CARLOS PRADO (1908 - 1992)

"Noturno" - gravura - 92/139 - 26 x 22 cm - canto inferior direito -

Arquiteto, pintor, gravador e ceramista paulistano. Recebeu menção honrosa no SPBA de 1935, participando também na I e II BSP e na exposição de Arte Moderna no Brasil, realizada em Buenos Aires, Rosário, Santiago do Chile e Valparaíso, em 1957. No dizer de TEIXEIRA LEITE, em sua obra A Gravura Brasileira Contemporânea, Carlos Prado utilizava por vezes a gravura como meio expressivo, subordinando-a, porém, a interesses maiores. TEIXEIRA LEITE, pág. 421; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 254. PONTUAL, pág. 438; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 582; ARTE NO BRASIL, pág. 781. Acervo FIEO.



465 - LUIZ CASSEMIRO DE OLIVEIRA (1942)

"Pombo e paz" - acrílico sobre tela - 59 x 29 cm - canto inferior direito - 1982 -
Com etiqueta do 19° Salão de Artes Plásticas de Embu, São Paulo - SP. -

Natural de Conchas, SP, onde nasceu a 7 de setembro. É formado pela Faculdade de Belas Artes de São Paulo. Sua temática alicerça-se em transparências e construções pictóricas, seccionadas por juções formais contrastantes, ... " manipulando a imagem campestre com firmeza, evidenciando numa forte construção pictórica, sua imaginação descontraída." (J. Henrique Fabre Rolim). Expõe desde 1972. JULIO LOUZADA, vol. 2 pág. 245



466 - ANTONIO SOUZA NOGUEIRA (1917 - 2003)

Paisagem - óleo sobre eucatex - 38 x 46 cm - canto inferior direito - 1980 -

Pintor e desenhista com diversas participações em mostras e Salões oficiais. JULIO LOUSADA VOL. 4, PÁG. 806.



467 - DIONISIO DEL SANTO (1925 - 1999)

Composição - desenho a lápis e guache - 15 x 15 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador e serigrafista, nasceu em Colatina-ES, e faleceu em Vitória, naquele mesmo Estado. Autodidata. Em 1975, recebe o Prêmio de Melhor Exposição de Gravura do Ano, da APCA. Participou da 9ª Bienal Internacional de São Paulo, 1967 (Prêmio Itamarati Aquisição) e do Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro, 1968 (Prêmio Isenção do Júri). JULIO LOUZADA vol.11, pág. 88; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 682; ARTE NO BRASIL, pág. 934.



468 - ANTONIO BANDEIRA (1922 - 1967)

Composição - técnica mista - 30 x 22 cm - canto inferior direito - 1967 -

Pintor, desenhista, gravador, nascido em Fortaleza, CE e falecido em Paris, onde viveu a maior parte de sua vida. É um dos pioneiros da arte abstrata no Brasil. Iniciou-se na pintura como autodidata. Em 1941, em Fortaleza, participou, ao lado de Mário Baratta, entre outros, da criação do Centro Cultural de Belas Artes depois, Sociedade Cearense de Artes Plásticas. Em 1945, transferiu-se para o Rio de Janeiro e, no ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual. Contemplado pelo governo francês com bolsa de estudos, permaneceu em Paris de 1946 a 1950 onde frequentou a Escola Nacional Superior de Belas Artes e a ‘Académie de la Grande Chaumière’. Entre 1947 e 1948 participou do ‘Salon d'Automne’ e do ‘Salon d'Art Libre’. Tomou parte em reuniões de artistas e formou o Grupo Banbryols (ban de Bandeira; bry de Camille Bryen; e ols de Wols), que durou de 1949 a 1951. Voltou ao Brasil em 1951 e apresentou-se na 1ª Bienal Internacional de São Paulo. Em 1952, criou um mural para o Instituto dos Arquitetos do Brasil, em São Paulo. Retornou a Paris em 1954 em razão do Prêmio Fiat, obtido na 2ª Bienal Internacional de São Paulo, mas não deixou de expor no Brasil. Permaneceu na Europa até 1959, passando pela Inglaterra e Bélgica, onde, em 1958, realizou um painel para o ‘Palais des Beaux-Arts’. Ao retornar ao Brasil teve uma atividade artística intensa, participou de importantes exposições, em paralelo a mostras em Paris, Munique, Verona, Londres e Nova York. Voltou a Paris em 1965, onde permaneceu até sua morte. BENEZIT, VOL.1, PÁG.415; MEYER/87, PÁG.606; MEC, VOL.1, PÁGS.159,160 E 167; PONTUAL, PÁGS. 48 E 49; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁGS. 71 A 74; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 52 A 54; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; ARTE NO BRASIL, PÁG. 599; LEONOR AMARANTE, PÁG. 34; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 86; ACERVO FIEO; web.artprice.com; pitoresco.com; pinturabrasileira.com.



469 - SIRON FRANCO (1947)

Figuras - litografia off set - 37/100 - 47 x 32 cm - canto inferior direito - 1996 -

Batizado GESSIRON FRANCO, o artista nasceu em Goiás, GO. Um dos mais elogiados pintores e desenhista brasileiros pela crítica, a partir da década de 70, quando alcançou a maturidade em seus trabalhos. Seus trabalhos transmitem de forma muito pessoal e original, todo o sentimento humano com relação ao cotidiano da sociedade e seus integrantes emocionais; traz denúncia, inconformismo, medo, conflitos, imagens fortes e decisivas. WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 343/344; TEIXEIRA LEITE, pág. 206/207; JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 957; PONTUAL, pág. 222; ITAU CULTURAL ; WALTER ZANINI, pág. 760; LEONOR AMARANTE, pág. 240, Acervo FIEO.



470 - MANOEL SANTIAGO (1897 - 1987)

Natureza morta - óleo sobre tela - 46 x 55 cm - canto inferior esquerdo e dorso -

Manoel Colafante Caledônio de Assumpção Santiago nasceu em Manaus, AM e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, desenhista e professor. Mudou-se para Belém em 1903 e iniciou estudos de pintura. Desde 1916 já praticava a arte não figurativa. Em 1919 transferiu-se para o Rio de Janeiro, cursou Direito e frequentou a Escola Nacional de Belas Artes, onde foi aluno de Rodolfo Chambelland e Baptista da Costa. Na época, teve aulas particulares com Eliseu Visconti. Foi casado com a pintora Haydeá Santiago. Participou em 1927 do Salão Nacional de Belas Artes e recebeu o prêmio viagem ao exterior, entre vários outros. Foi para Paris no ano seguinte, e lá permaneceu por cinco anos. De volta ao Rio de Janeiro, em 1932, tornou-se professor do Instituto de Belas Artes. Em 1934, passou a lecionar pintura e desenho no Núcleo Bernardelli, figurando entre seus alunos José Pancetti, Edson Motta, Bustamante Sá, Ado Malagoli, Rescála e Milton Dacosta. Participou da I Bienal Internacional de São Paulo (1951) e do 8º Panorama da Arte Brasileira (1976). PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, VOL. 1, PÁG. 241; TEODORO BRAGA, PÁG. 211; CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO DE PAISAGEM BRASILEIRA, MEC-MNBA /RIO/1944; MAYER/84, PÁG. 1158; REIS JR, PÁG. 378; PONTUAL, PÁG. 473; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 292; ITAÚ CULTURAL, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 865; ACERVO FIEO.



471 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XIX - XX

Barcos - óleo sobre cartão telado - 27 x 18 cm - canto inferior esquerdo não identificado -
Th. Hoffmann. -



472 - DJANIRA DA MOTTA E SILVA (1914 - 1979)

Carrossel - desenho a caneta hidrográfica - 20 x 16 cm - canto inferior direito -

Pintora, desenhista, ilustradora, cartazista, cenógrafa e gravadora. Djanira da Motta e Silva nasceu em Avaré, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. No final da década de 1930, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde teve suas primeiras instruções de desenho no Liceu de Artes Ofícios e com o pintor Emeric Marcier, hóspede da pensão que Djanira instalou no bairro de Santa Teresa. Os contatos com os artistas Carlos Scliar, Milton Dacosta , Arpad Szenes , Vieira da Silva e Jean-Pierre Chabloz , frequentadores de sua pensão, proporcionaram um ambiente estimulador que a levou a expor no 48º Salão Nacional de Belas Artes, em 1942. No ano seguinte, realizou sua primeira mostra individual, na Associação Brasileira de Imprensa - ABI. Em 1945, viajou para Nova York. De volta ao Brasil, realizou o mural ‘Candomblé’ para a residência do escritor Jorge Amado, em Salvador, e painel para o Liceu Municipal de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Entre 1953 e 1954, viajou a estudo para a União Soviética. De volta ao Rio de Janeiro, tornou-se uma das líderes do movimento pelo Salão Preto e Branco, um protesto de artistas contra os altos preços do material para pintura. Realizou em 1963, o painel de azulejos ‘Santa Bárbara’, para a capela do túnel Santa Bárbara, Laranjeiras, Rio de Janeiro. No ano de 1966, a editora Cultrix publicou um álbum com poemas e serigrafias de sua autoria. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil, EUA e Europa. Foi premiada no Rio de Janeiro (1943, 1944, 1949, 1950 a 1953, 1955, 1963) e em São Paulo (1951, 1955). Participou da 1ª e da 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955). Em 1977, o Museu Nacional de Belas Artes - MNBA, realizou uma grande retrospectiva de sua obra. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 336; PONTUAL, PÁG. 181; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 164; MEC, VOL. 2, PÁG 58; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG, 263; WALTER ZANINI, PÁG. 810; ARTE NO BRASIL, PÁG. 824; ACERVO FIEO.



473 - JOAN MIRÓ (1893 - 1980)

Composição - serigrafia - 117/150 - 35 x 24 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador, ceramista e escultor. Assinava Joan Miró e Miró. Nasceu em Montroig, Espanha e faleceu em Palma de Mallorca - Ilhas Baleares, Espanha. Entrou para Escola de Belas Artes de Barcelona com quinze anos, aperfeiçoando-se com o arquiteto Gali. Começou a expor em 1918 na sua terra natal e pouco depois, transfere-se para Paris. Assinou o manifesto surrealista em 1924. Em 1940 voltou à Espanha - Mallorca. Trabalhou com o ceramista Llorens Artigas. Em 1947 realizou um mural em Cincinnati, EUA, e um para a Universidade de Harvard, em 1950 (hoje substituído por uma cópia cerâmica, cujo original se encontra no MOMA de Nova York). Em 1958 trabalhou em dois gigantescos murais em cerâmica para a UNESCO, em Paris. A Fundação Joan Miró foi inaugurada em Montjuic, Barcelona, em 1975. Outras obras suas podem ser vistas na maioria dos museus e coleções de arte moderna espalhados pelo mundo. JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG.638; VOL. 4, PÁG. 746; VOL. 6, PÁG. 735; VOL.8, PÁG. 576; BENEZIT, VOL. 7, PÁG. 435; ITAU CULTURAL; DICIONÁRIO OXFORD DE ARTE – MARTINS FONTES.



474 - ROLANDO NATAL SCURZIO (1931 - 1998)

" Veneza " - óleo sobre eucatex - 70 x 50 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor de tendência figurativa com temática que se extravasa em forte colorido expressionista. Estudou com o professor Mecozzi e com o mestre Arlindo Castellane di Carli. Participou de várias exposições e recebeu vários prêmios em 1978. No Salão Paulista de Belas Artes recebeu Menção Honrosa. JULIO LOUZADA, vol. 7, pág. 647, Acervo FIEO.



475 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

Mulher com espelho - escultura em bronze - 19 x 10 x 13 cm - assinado -
Procedente da coleção Dr. Ivo Ramos, São Paulo - SP. -

Escultor, desenhista e pintor paulista nascido em Mococa, SP e falecido no Rio de Janeiro. Mudou-se com a família para Itália, e fixou-se em Roma (1913). Iniciou estudos de desenho e escultura com o professor Loss (1920). Participou de movimentos antifascistas e foi preso (1931) por motivos políticos. Foi extraditado para o Brasil (1935) por intervenção do embaixador brasileiro na Itália. Em 1937, viajou para Paris e frequentou as academias ‘La Grand Chaumière’ e ‘Ranson’, onde estudou com Aristide Maillol e conviveu com Henry Moore, Marino Marini e Charles Despiau. Em 1939, retornou a São Paulo e junto com Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Sérgio Milliet, entre outros, participou do Movimento Modernista; foi um dos membros da Família Artística Paulista e do Grupo Santa Helena. Em 1943, transferiu-se para o Rio de Janeiro. A convite do ministro Gustavo Capanema instalou ateliê no antigo Hospício da Praia Vermelha, onde orientou jovens artistas como Francisco Stockinger. Possui obras em espaços públicos como ‘Monumento à Juventude Brasileira’ (1947), nos jardins do antigo Ministério da Educação e Saúde, atual Palácio Gustavo Capanema - RJ; ‘Candangos’ (1960), na Praça dos Três Poderes, e ‘Meteoro’ (1967), no lago do edifício do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília; ‘Integração’ (1989), no Memorial da América Latina, em São Paulo. Participou das Bienais de Veneza (1950, 1952); participou das I, II, IV e IX Bienais de São Paulo, período em que recebeu o prêmio de melhor escultor brasileiro (1953) e sala especial (1967). MEC, VOL.2, PÁG. 250; PONTUAL, PÁG. 237; MAYER/84, PÁG. 1333; BENEZIT VOL. 5, PÁG. 14; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 715; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 422; www.artprice.com; www.pinturabrasileira.com; www.dec.ufcg.edu.br; www.monumentos.art.br.



476 - HILDE WEBER (1913 - 1994)

Stalin - desenho a nanquim e lápis - 18 x 13 cm - canto inferior direito - 1943 -

Pintora, desenhista e caricaturista alemã. Iniciou o seu aprendizado de desenho e artes gráficas em Hamburgo, por volta de 1930, interrompendo três anos mais tarde, quando transferiu-se para o Brasil (país de quem se tornaria cidadã naturalizada), fixando-se primeiramente em São Paulo, até 1949. Entre 1941 e 1949, colaborou com trabalhos de pintura para o atelier OSIRARTE de azulejos. Foi caricaturista de diversos periódicos, destacando-se o Estado de São Paulo. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 391; PONTUAL, pág.265; MEC, vol. 2, pág. 337; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 630; ARTE NO BRASIL.



477 - FRANCISCO TOLEDO (1940)

Composição - aquarela - 19 x 20 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista, gravador, escultor e ceramista, Francisco Benjamín López Toledo nasceu em Juchitán de Zaragoza, México. Estudou na Escola de Belas Artes de Oaxaca e no Centro Superior de Arte Aplicada do Instituto Nacional de Belas Artes onde foi aluno de Guillermo Silva Santamaria. Viveu em Paris (1960 a 1965) e estudou com Stanley William Hayter. Fundou o Instituto de Artes Gráficas e o Museu de Arte Contemporânea de Oaxaca. Realizou exposições individuais em: Nova York, EUA (1964, 1974); Toulouse, França (1967); México, México (1971, 1981, 1986, 2004); Paris (1976); Beverly Hills, CA - EUA (2004); Ooxaca de Juárez, México (2004). Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais sendo premiado em 1998, 2000, 2005. www.artprice.com; www.artnet.com; artist. christies.com; www.biografiasyvidas.com; www.chilango.com; www.museoreinasofia.es.



478 - IVETE KO (1945)

"Andrógino" - técnica mista - 49 x 39 cm - canto inferior direito - 1989 - São Paulo -

Pintora e desenhista ativa em São Paulo. Participou da IX Bienal desta cidade em 1967. O MASP expôs as suas obras em concorrido evento realizado em 1987. Pietro Maria Bardi , em 1971, assim se referiu aos seus desenhos: "Os desenhos de Ivete Ko são de uma artista de talento e numa linha de atualidade, de pouca comunicação e, o que mais me interessa, de conteúdo humano. JULIO LOUZADA , vol. 1 pág. 511;



479 - GUIMA (1927 - 1993)

História de pescador - óleo sobre tela - 53 x 64 cm - canto inferior direito e dorso - 1969 -

Pintor e desenhista de mérito invulgar, Guima era paulista de Taubaté, residiu por muitos anos no Rio de Janeiro e praticava o figurativismo expressionista, por vezes eivado de notas líricas, de outras descambando para o fantástico. MEC, vol. 2, pág. 306; PONTUAL, pág.257; WALMIR AYALA, vol. 1, págs. 377/8; JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 407; ITAÚ CULTURAL.



480 - MITSUTAKA KOGURE (1938)

Fachada - óleo sobre tela - 41 x 32 cm - canto inferior esquerdo - 1989 -

Natural de Gunmaken, Japão. Formou-se na Escola de Belas Artes de Tóquio. Participou de coletivas naquela cidade até 1960, quando fixa residência em São Paulo. Figurou desde então na BSP (1963) e dos VII e VIII salões de Artes Plásticas do Grupo Seibi, com premiações. Participou também dos salões organizados pelo MAM-RJ e do SPAM-SP. Conforme texto do pintor Tikashi Fukushima, Kogure "pinta becos e cantos obscuros, dando-lhes colorido mágico, modernizando a estrutura." JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 512; MEC, vol. 2-pág. 410; ROBERTO PONTUAL, pág.292; Acervo FIEO.



481 - JOSÉ SABÓIA (1949)

Trabalhadores - óleo sobre tela - 30 x 30 cm - canto inferior direito -

Pintor, José Sabóia do Nascimento nasceu em Almadina-BA. Artista autodidata foi para o Rio de Janeiro em 1967 e começou a pintar no ano seguinte, passando a expor seus trabalhos na feira hippie de Ipanema. Fez sua primeira exposição individual em Fortaleza, CE (1970). Entre as exposições de que participou, destacam-se: I e III Salão Nacional de Artes Plásticas do Ceará, Fortaleza, (1969, 1971 - Prêmio Aquisição); Dez Pintores no Rio de Janeiro, no MNBA, RJ (1983); ‘Brésil Naifs’, Paris (1986); ‘Salon d'Art Naif’- Marseilha, França (1987); ‘Pintura, Presença e Povo na Arte Brasileira’ no Museu da Casa Brasileira - São Paulo (1990); ‘Visões do Rio’ no MAM, RJ (1996). No exterior expôs individualmente em São Francisco, EUA e Munique, Alemanha, além de participar de coletivas em vários países e, principalmente na França, com exposições organizadas pela Galeria Jacqueline Bricard e uma presença cativa na ‘Galerie Naïfs du Monde Entier’ em Paris. José Sabóia participou do Concurso Internacional de Morges, quando seu quadro foi eleito pelo público, a melhor obra de 60 participantes de 22 países, premiação que originou o convite da Galeria Kasper para realizar uma exposição individual em 1997. JULIO LOUZADA vol. 11, pág. 278; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 228; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO; www.artprice.com; www.nautilus.com.br; www.ardies.com.



482 - AGOSTINHO BATISTA DE FREITAS (1927 - 1997)

Colheita - óleo sobre tela - 50 x 60 cm - canto inferior direito -

Começou a pintar no início da década de 1950 (e ele próprio relatou que vendia seus trabalhos na Praça do Correio da capital paulista) sendo logo descoberto por Pietro Maria Bardi que organizou uma exposição de seus trabalhos no Museu de Arte de São Paulo, em 1952, mais tarde apresentados também, no Museu de Arte Moderna de São Paulo e da Bahia e no Museu de Arte Contemporânea de Campinas. Participou da XXXIII Bienal de Veneza (1966). MEC, vol. 2, pág. 210; PONTUAL, pág. 225; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 323; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 208; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 214; ITAÚ CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 832; Acervo FIEO.



483 - FRANK SCHAEFFER (1917 - 2008)

Igreja - técnica mista - 34 x 47 cm - canto inferior direito - 1966 -

Pintor, desenhista e professor. Realizou sua formação artística com Arpad Szenes no Brasil e, entre 1948 e 1949, com André Lhote e Fernand Léger em Paris. Participou de diversas edições da Bienal SP, do SNAM, e outras mostras importantes, tais como I Bienal Interamericana do México (1958), SAMDF (1964 e 1965), entre outras, todas com premiações. Pintor fiel ao seu estilo, pinta seus tema preferidos através de sua imaginação romântico-expressionista. TEODORO BRAGA, pág. 101; PONTUAL, pág. 477; MEC, vol. 4, págs. 192 e 209; Catálogo da Exposição de Paisagem Brasileira, MEC-MNBA/Rio/1944.; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 717.



484 - J. CARLOS (1884 - 1950)

A conversa - desenho a nanquim e aquarela - 21 x 30 cm - canto inferior direito -

Nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, desenhista, ilustrador e caricaturista. Realizou mais de cem mil desenhos, não se conhecendo um único ruim. Observador arguto, retratou com maestria e humor o cotidiano de sua cidade natal, da qual, consta, ausentou-se por duas únicas ocasiões. JULIO LOUZADA vol. 10, pág. 181; CARICATURISTAS BRASILEIROS, de Pedro Corrêa do Lago, pág. 74; WALTER ZANINI, pág. 448; ARTE NO BRASIL, pág. 646.



485 - ORLANDO MATOS (1927)

Buscando água - óleo sobre eucatex - 60 x 74 cm - canto superior direito -

Caricaturista e ilustrador, nasceu em Castro, Paraná, em 31 de março de 1927. Fixou residência no Rio de Janeiro a partir de 1945, trabalhando como auxiliar de desenhista no jornal "A Noite". Foi colaborador de vários jornais e revistas, destacando-se: A Cigarra, O Cruzeiro, a Folha de São Paulo. Sua trajetória artística é acompanhada de inúmeras exposições nacionais e estrangeiras, obtendo prêmios em todas elas. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 608



486 - GIUSEPPE PERISSINOTTO (1881 - 1965)

"Estudo de nu" - óleo sobre tela colada em madeira - 19 x 32 cm - canto inferior direito -

Nascido em Musile, Veneza, Itália, veio para o Brasil ainda criança e cuja família radicou-se no interior de São Paulo. Fez estudos de pintura na Academia de Belas Artes de Veneza, para onde retornou aos dezoitos anos, prosseguindo para Florença e demais centros de arte da Itália onde se aperfeiçoou; retornou a cidade de São Paulo em 1912, dedicando-se exclusivamente a sua pintura que sempre teve como tema paisagens, marinhas naturezas mortas e figuras. Expôs em várias capitais do Brasil, com sucesso de crítica e público; foi um dos idealizadores do SPBA, ao lado de Souza Pereira e outros. ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO, RUTH TARASANTCHI.



487 - CARLOS BALLIESTER (1874 - 1926)

Ameixas - óleo sobre tela colada em eucatex - 23 x 17 cm - canto inferior esquerdo - 1911 - Rio -

Pintor pernambucano, ativo no Rio de Janeiro, onde foi discípulo de Auguste Petit. Participou várias vezes da Exposição Geral de Belas Artes (1896, 1898, 1899, 1916, 1919 e 1925). Paisagista e marinhista. TEODORO BRAGA, pág. 45; MAYER/87, pág. 604, JULIO LOUZADA vol.11, pág. 24; ITAÚ CULTURAL.



488 - CARYBÉ (1911 - 1997)

"Cantoria da manhã" - serigrafia - 107/250 - 41 x 59 cm - canto inferior direito na tela serigráfica -

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



489 - EMILIO CARDOSO AYRES (1890 - 1916)

Escultor em seu ateliê - desenho a nanquim e aguada - 16 x 11 cm - canto inferior esquerdo - 1910 -

Caricaturista de muito talento, Emilio Cardoso Ayres era pernambucano, de família tradicional e rica do Recife. Viveu em Paris, suicidou-se em Marselha, aos 26 anos. Teve breve e intensa vida social, sendo figura obrigatória nas festas do Rio, nos dois anos que passou no Brasil, de 1910-1912. Retratou com acuidade mordaz as principais figuras dos salões cariocas. CARICATURISTAS BRASILEIROS, de Pedro Corrêa do Lago, 2001, pág. 56, 57 e 58; ARTE NO BRASIL, pág. 602; HISTORIA DA CARICATURA NO BRASIL, pág. 1289.



490 - ALOYZIO ZALUAR (1937)

Carnaval - óleo sobre tela - 100 x 66 cm - lado esquerdo - 2012 - Rio -
Esta obra participou da exposição "Carnaval 2012" realizada entre 23 de março e 5 de abril, no Espaço Ernani Arte e Cultura - Rio de Janeiro, RJ. -

Natural da cidade do Rio de Janeiro. Passou a frequentar a antiga ENBA em 1956. Participou de diversos SNAM entre 1958 e 1967, recebendo a Certificado de Isenção em 1966. Expõe individualmente a partir de 1964. TEIXEIRA LEITE chamou atenção, em 1964, para a influência de Goeldi nos seus trabalhos que, mais tarde, abordaram a temática do carnaval carioca, levando o artista e poeta José Paulo Moreira da Fonseca a situá-lo na fronteira entre o desenho e a pintura. ITAÚ CULTURAL; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 349; MEC, vol. 4, pág. 528; PONTUAL, pág. 556; ACERVO FIEO, pág. 785. Acervo FIEO. -



491 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Paisagem - óleo sobre tela - 55 x 75 cm - canto inferior esquerdo -
Del Monte. No estado. -



492 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Estudo n° I" - desenho a lápis e aquarela - 33 x 35 cm - canto inferior direito - 1994 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins. -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



493 - CHICO ANYSIO (1931 - 2012)

"Chegada da canoa na Praia da Conceição" - óleo sobre tela - 30 x 70 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1993 -

Natural de Maranguape, Ceará, este famoso artista e humorista, conhecido pela suas múltiplas facetas, também nos surpreende com suas marinhas, de cores suaves de composição harmoniosa. JULIO LOUZADA, vol.3 pág. 58



494 - FRANCIS PICABIA (1879 - 1953)

Composição - desenho a carvão - 29 x 23 cm - canto inferior direito - 1949 -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Francis Martinez de Picabia - pintor, desenhista, gravador, escultor, escritor nasceu e faleceu em Paris, França, filho de um diplomata cubano e mãe francesa. Estudou na Escola de Artes Decorativas em Paris (1895-1897). No início de sua carreira adotou o estilo impressionista, foi influenciado pelo cubismo (1909) e integrou o grupo de artistas cubistas ‘Section d’Or’ (1911). Desenvolveu com Marcel Duchamp e Man Ray, em Nova York (1915), a versão americana do movimento de arte ‘Dada’ e contribuiu para o periódico ‘291’. Expôs, nesse período, na galeria de Alfred Stieglitz em Nova York. Em 1916 retornou à Europa instalando-se em Barcelona, Espanha, onde publicou as primeiras edições de seu jornal satírico ‘391’ que foi regularmente publicado até 1924. Associado ao grupo dadaísta de Tristan Tzara e Jean Arp em Zurique - Suíça, em 1919 retornou a Paris e juntou-se por algum tempo aos surrealistas. Foi viver no sul da França, em 1925, e retornou a Paris em 1945, pintando em diferentes estilos. Entre as muitas exposições individuais e mostras coletivas, várias exposições retrospectivas foram realizadas na Europa e Estados Unidos. BENEZIT VOL. 8, PÁG. 293; ITAU CULTURAL; DICIONÁRIO OXFORD; www.picabia.com; www.artprice.com; www.dadart.com; www.britannica.com.



495 - JOÃO JULIÃO (1968)

Pássaro - escultura em madeira - 66 x 21 x 28 cm - base -
No estado. -

João de Pádua Lisboa, conhecido como João Julião, nasceu na zona rural chamada Alagoinha que faz parte de Prados, MG. Um dos nove filhos de José de Pádua Lisboa (conhecido como Zezinho Julião, sobrenome do avô) - carpinteiro, fabricante de arreios para montaria, móveis rústicos, caibros que transmitiu aos filhos a técnica de trabalhar a madeira. As obras da família Julião foram expostas em Paris (1987) na exposição "Brésil, Arts Populaires" e na Mostra do Redescobrimento na Fundação Bienal, em São Paulo (2000). EM NOME DO AUTOR: ARTISTAS ARTESÃOS DO BRASIL, DE BETH LIMA E VALFRIDO LIMA, EDITORA PROPOSTA; LÉLIA COELHO FROTA, PEQUENO DICIONÁRIO DA ARTE DO POVO BRASILEIRO - PÁG. 261 A 263; galeriapontes.com.br.



496 - MIGUEL DOS SANTOS (1944)

Figura - óleo sobre tela colada em eucatex - 60 x 45 cm - canto inferior direito - 1972 -

Pintor, desenhista e ceramista pernambucano da cidade de Caruaru. " ... é um ceramista ligado por raízes profundas 'a imagística popular. Suas formas (atropomorfas) e suas cores, são mais um estandarte contra a resignação e a indignidade. O onírico de suas cerâmicas é o grito mais alto dessa rica forma de arte do Nordeste" (catálogo da exposição do artista na Universidade da Bahia, em 1968) JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 793; ITAÚ CULTURAL.



497 - CYLENE BITTENCOURT (1929 - 2012)

À espera - óleo sobre tela - 46 x 38 cm - canto superior direito e dorso - 1984 -

Pintora e desenhista nascida no Rio de Janeiro. Assina Cylene. Estudou com Carlos Chambelland (1946-1950) e na Escola de Belas Artes do Rio de Janeiro (1950-1955) com Henrique Cavalleiro, Alfredo Galvão, Del Negro, Quirino Campofiorito e Edson Motta. Mudou-se para Paris em 1958, ali se dedicando ao desenho industrial - padrões de tecidos para empresas da França e Itália. Voltou ao Brasil e só recomeçou a pintar em 1974. Realizou exposições individuais, sendo sua primeira em 1978 na Tableau Arte e Leilões - SP e também em Caracas, Venezuela (1980), Santos - SP (1981, 1983), Rio de Janeiro (1984, 1987). Participou, entre outras mostras coletivas e oficiais, do Salão Nacional de Belas Artes (1949); do Salão de Arte Moderna (1953). Foi premiada no Rio de Janeiro em 1986. JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG. 128; VOL. 2, PÁG. 310; VOL. 3, PÁG. 303; www.artprice.com.



498 - EDUARDO DALBONO (1843 - 1915)

Marinha - óleo sobre madeira - 15 x 28 cm - canto inferior direito -
Esta obra participou do leilão "Kunst & antiquitâtenversteigerungen" organizado por Johann Sebök - Bamberg, Alemanha - em 15 de março de 2014. - (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor nascido em Nápoles, Itália. Sua formação artística foi em Roma com o pintor Marchetti. Ao retornar a Nápoles, aperfeiçoa-se com as orientações de Morelli e Mancinelli. Exposições: Parma (1871); Milão (1872); Turim (1880); Viena, Áustria (1874). Possui obra no Museu Revoltella, em Trieste. BENEZIT, vol.3, pág. 327. COMANDUCCI. ARTPRICE.



499 - MILTON DACOSTA (1915 - 1988)

Construção - serigrafia - 89/100 - 60 x 78 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, ilustrador. Milton Rodrigues da Costa nasceu em Niterói, RJ e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou estudos de desenho e pintura, em 1929, com o professor alemão August Hantv. No ano seguinte matriculou-se no curso livre de Marques Júnior, na Escola Nacional de Belas Artes. Junto com Edson Motta, Bustamante Sá e Ado Malagoli , entre outros, criou o Núcleo Bernardelli em 1931. Viajou para Estados Unidos em 1945, com o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Belas Artes do ano anterior. Na cidade de Nova York, estudou na Art's Students League of New York. Em 1946, foi para a Europa e após visita a vários países, fixou-se em Paris, onde estudou na Académie de La Grande Chaumière. Conheceu Pablo Picasso, por intermédio de Cícero Dias, e freqüentou os ateliês de Georges Braque e Georges Rouault. Expôs no Salon d'Automne (Paris) e regressou ao Brasil em 1947. Em 1949, casou-se com a pintora Maria Leontina e passou a residir em São Paulo. Realizou muitas exposições individuais e também recebeu prêmios nas Bienais Internacionais de São Paulo (1955, 1957). TEODORO BRAGA, PÁG. 163; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 229; MEC, VOL. 2, PÁG. 13; BENEZIT, VOL. 3, PÁG.315; ITAU CULTURAL; PONTUAL, PÁG. 155; WALTER ZANINI, PÁG. 573; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; ACERVO FIEO.



500 - RENOT (1932)

"Casario e baianas de São Tomé" - acrílico sobre tela - 40 x 50 cm - canto superior direito e dorso - 2014 -

Pintor, desenhista, gravador e tapeceiro, Reinaldo Eliomar de Freitas Marques da Silva nasceu em Santa Luzia, Bahia. Assina Renot. Autodidata, começou a pintar em 1957 e, em 1964, com a inauguração da Galeria Quirino, em Salvador, iniciou sua formação artesanal. Tornou-se amigo de vários intelectuais e artistas baianos entre os quais Jenner Augusto, Jorge Amado e Manuel Quirino. Quirino, com quem trabalhou, foi também o seu mestre na arte de tecer (1964). Foi responsável pelos calendários-tapeçaria que fez para a Basf e Bosh do Brasil em 1977. Realizou muitas exposições individuais em: Salvador, BA (1970, 1971, 1972, 1977); Porto Alegre, RS (1970); Rio de Janeiro (1971, 1974); São Paulo (1972, 1973, 1975 a 1978, 1982); Hamburgo, Alemanha (1971); Londres, Inglaterra (1972); Barcelona, Espanha (1974); Genebra, Suíça (1974); Buenos Aires, Argentina (1975); Paris, França (1976); Estados Unidos (1978, 1980). Participou de várias coletivas e mostras oficiais pelo Brasil e exterior. Atua também como perito, marchand e organizador de leilões. JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 816; VOL. 7, PÁG. 590; ITAU CULTURAL; MEC VOL. 4, PÁG. 53; web.artprice.com.



501 - HENRIQUE BOESE (1897 - 1982)

Composição - guache - 29 x 42 cm - canto inferior direito - 1975 -

Natural de Berlim, Alemanha. Pintor. Realizou seus estudos na sua cidade natal, onde foi discípulo de Kothe Kollwitz, entre os anos de 1918 e 1922. Fixou residência no Brasil em 1938, vivendo algum tempo em Caraguatatuba, no litoral paulista. Sua primeira fase foi dedicada 'a pintura expressionista, voltando-se mais tarde para o abstracionismo, gênero em que se fixou e o consagrou. Participou da II, III, V 'a IX Bienal de São Paulo, entre 1953 e 1967, premiado com Isenção do Júri. Realizou exposições individuais no MAM-SP, nas Galerias Seta, São Luiz e Astreia, todas em São Paulo. Participou de exposição em Hamburgo. na Alemanha. JULIO LOUZADA vol. 10 pág. 121; PONTUAL, pág. 78; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 697.



502 - THÉO (DJALMA PIRES FERREIRA) (1901 - 1980)

Conversa - desenho a nanquim, aquarela e guache - 20 x 29 cm - canto inferior direito -

Caricaturista, Djalma Pires Ferreira, conhecido como Théo, nasceu na Bahia e veio para o Rio de Janeiro com 21 anos. Publicou seus primeiros trabalhos na "Tarde" (1918 a 1922) e no "Diário de Notícias", Seção Esportes (1919). Foi o divulgador da "Bola do Dia" das colunas de "O Globo" e colaborou no "Malho", "Careta", "Fon-Fon", outras revistas e jornais do Rio de Janeiro e na "Cigarra", em São Paulo. Exposições póstumas: São Paulo (1997, 2003); Belo Horizonte, MG (1997); Campinas, SP (1997); Brasília, DF (1998). ITAU CULTURAL; MEC VOL. 4, PÁG. 384; CARICATURISTAS BRASILEIROS, 1836 - 2001 PÁG. 120.



503 - ARNALDO FERRARI (1906 - 1974)

Formas - guache - 34 x 21 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista e professor, Arnaldo Ferrari nasceu e faleceu em São Paulo SP. Seguindo a profissão do pai, trabalhou como pintor decorador, realizando frisos decorativos para residências. Estudou artes decorativas no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, entre 1925 e 1935. Em 1934, dividiu um ateliê com amigos no edifício Santa Helena e, pela amizade com o pintor Mario Zanini, aproximou-se dos demais integrantes do Grupo Santa Helena. Frequentou também o curso livre de pintura e desenho na Escola Nacional de Belas Artes, entre 1936 e 1938, onde teve aulas de desenho e pintura com Enrico Vio. Entre 1950 e 1959, integrou o Grupo Guanabara, com Thomaz Ianelli, Tomie Ohtake, Tikashi Fukushima e Oswald de Andrade Filho, entre outros. Realizou diversas exposições individuais, participou de várias mostras e Salões oficiais e foi premiado em São Paulo (1958, 1959, 1961, 1963, 1966) e em Santo André (1971). Participou da 7ª à 11ª Bienal Internacional de São Paulo (1963, 1965, 1967, 1969, 1971). Foi apresentada retrospectiva de sua obra em 1975, no Paço das Artes, SP e catálogo com textos de Theon Spanudis, José Geraldo Vieira e Mário Schenberg, entre outros. ITAÚ CULTURAL; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 304; MEC, VOL. 2, PÁG. 149; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 191; PONTUAL, PÁG. 207; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 378; WALTER ZANINI, PÁG.678, ACERVO FIEO.



504 - JORGE GUINLE FILHO (1947 - 1987)

Composição - óleo sobre papel - 20 x 29 cm - canto inferior direito - 1980 -

Pintor, desenhista e gravador nascido e falecido em Nova York, EUA. Mudou-se com a família para o Brasil ainda no ano de seu nascimento e permaneceu no Rio de Janeiro até 1955. Desse ano até 1962, acompanhando a mãe, morou em Paris e, em seguida, em Nova York, onde residiu até 1965. Na França, em paralelo a sua formação regular, iniciou, como autodidata, estudos de pintura e frequentou museus e galerias de arte, prática que manteve quando se transferiu para os Estados Unidos. De 1965 a 1974 viveu no Rio de Janeiro e passou temporadas em Londres e Paris, cidade para onde retornou nesse último ano e se estabeleceu por mais três anos. Em 1977, voltou a residir no Rio de Janeiro. Seu trabalho ganhou repercussão e, na década de 1980, integrou as principais exposições de arte do país. A produção do artista, concentrada em seus últimos sete anos de vida, foi dedicada, sobretudo à pintura. Jorge Guinle foi um importante incentivador da revalorização da pintura promovida pelo grupo de jovens artistas conhecido como Geração 80. Participou da mostra ‘Como Vai Você, Geração 80?’, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage - EAV/Parque Lage, Rio de Janeiro, 1984, escreveu um texto para a edição especial da revista ‘Módulo’ dedicada a essa mostra, participou de várias exposições e eventos realizados por esses artistas e escreveu sobre suas obras. Participou também da 17ª e 18ª Bienal Internacional de São Paulo (1983 e 1985). Em 1985 recebeu o Prêmio de Viagem ao Estrangeiro no 8º Salão Nacional de Artes Plásticas, MAM-RJ. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA, VOL. 2, PÁG.482; LEONOR AMARANTE, PÁG. 312. ACERVO FIEO.



505 - THOMAZ IANELLI (1932 - 2001)

"Ciclistas noturnos" - acrílico sobre papel - 29 x 42 cm - não assinado - 1995 -
Com etiqueta de Paulo Figueiredo Galeria de Arte, Rua Bela Cintra, 1677, São Paulo - SP, no dorso. -

Natural de São Paulo, estudou com Angelo Simeone na Associação Paulista de Belas Artes (1953). Participou de coletivas do Grupo Guanabara. Expôs individualmente desde 1960, em diversas cidade do País e no exterior (Madrid, Paris, Bilbao e Lima), e particpou de coletivas nacionais e estrangeiras, sendo presença constante em mostras antológicas de pintura brasileira no país e no estrangeiro. Sobre sua obra mais recente, já se disse pertencer a um mundo de suavidades carinhosas, poéticas, sem se tornar adocicado, monótono e cansativo. Um mundo feérico, aberto, fluído. Viveu no Paraná, com grande sucesso de público e crítica. TEIXERIA LEITE, pág. 507; MEC, vol. 2, pág. 345; WALTER ZANINI, pág. 755; ARTE NO BRASIL, pág.914, Acervo FIEO.



506 - DUDU SANTOS (1943)

Igreja - desenho a nanquim, aquarela e guache - 20 x 14 cm - canto inferior direito - 1967 - Natal -

Pintor e gravador paulistano, estudou com Mário Gruber, Darel, Grassmann e Nélson Nóbrega, entre outros. Expõe individualmente desde 1961. JULIO LOUZADA, vol, 5, pág, 935; MEC, vol, 4 pág, 182; PONTUAL, pág, 474; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



507 - TOMÁS SANTA ROSA (1909 - 1956)

Figuras - aquarela e guache - 21 x 16 cm - canto inferior direito -

Pintor, gravador, cenógrafo e professor. Oriundo da Paraíba, onde nasceu, fixou-se no Rio de Janeiro, iniciando em 1930 sua bem sucedida carreira de ilustrador de obras de autores estrangeiros e brasileiros, que inclui, dentre outros, Graciliano Ramos, José Lins do Rêgo, Jorge Amado, Castro Alves e muitos outros. Sua obra tem reconhecimento nacional e unanimidade de crítica, havendo se destacado em todas as áreas das artes que praticou. PONTUAL, pág. 472; TEIXEIRA LEITE, pág. 460; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 572; LEONOR AMARANTE.



508 - INIMÁ DE PAULA (1918 - 1999)

Igreja - desenho a nanquim - 30 x 22 cm - canto inferior direito - 1970 -

Mineiro de Itanhomi, Inimá, depois de prestar o serviço militar em Juiz de Fora, passou a frequentar o Núcleo Antônio Parreiras (que no início dispunha de professores, mas logo se transformou em ateliê livre), da mesma cidade, em 1938. Integrou-se ao grupo de Bandeira e Aldemir Martins na cidade de Fortaleza (1941). No Rio frequentou o ateliê de Portinari e realizou a sua primeira individual (1948). Recebeu o prêmio viagem ao estrangeiro no I SNAM (1952), certame do qual participou por diversas vêzes até 1960. Em Paris estudou com Lothe. É um de nossos artistas mais completos. JULIO LOUZADA, vol.11, pág.152; PONTUAL, pág. 271; MEC, vol.3, pág.355; WALMIR AYALA, vol.1, págs. 401 1 404; TEIXEIRA LEITE, pág.260; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 637; ARTE NO BRASIL, pág. 870; Acervo FIEO.



509 - SERGIO FINGERMANN (1953)

Paisagem - gravura - P. A. - 9 x 11 cm - canto inferior direito -

Pintor, gravador e artista gráfico natural de São Paulo, onde reside e é ativo. Estudou desenho e pintura com Yolanda Mohalyi, em São Paulo, 1972; teve aulas com Mário de Luiggi em Veneza (Itália), entre 1973 e 1974. Freqüentou a Escola de Arte Brasil em 1974, e estudou arquitetura na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, FAU/USP, de 1975 a 1979. Foi premiado como o Melhor Gravador pela Associação Paulista de Críticos de Arte, APCA, em 1987 JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 401; ITAU CULTURAL.



510 - ANA CRISTINA ANDRADE (1953)

"Burano - Casas I" - óleo sobre tela - 46 x 55 cm - canto inferior direito e dorso - 1983 -

Ana Cristina Andrade Moreira é pintora, gravadora, desenhista, professora e designer vidreira. Iniciou sua formação artística na Escola Superior de Arte Santa Marcelina, SP (1972-1975). Aprendeu gravura em metal (1980-1990) com Iole Di Natale; técnicas de gravura na Scuola Internazionale di Gráfica em Veneza, Itália (1983); Gravura Especial com Evandro Carlos Jardim, no MAC-SP (1991); Técnica Calcográfica Experimental com Mario Benedetti, na FASM-SP (1997); Vitrofusão com Roberto Bonino. Exposições individuais: São Paulo, SP (1984, 1987, 1995, 2003); Bauru, SP (1989); “Projeto Interior com Arte” – Museu Banespa (1998 – Exposição itinerante pelo interior do Estado de São Paulo). Coletivas: Epinal, França (1975); São Paulo, SP (1974, 1982, 1984, 1985, 1986, 1988, 1994, 1995, 2000, 2002 a 2004, 2012 – SP ESTAMPA); Santo André, SP (1982); Novo Hamburgo, RS (1982); Taiwan, China (1983, 1985); San Juan, Porto Rico (1983); Santos, SP (1983); Cabo Frio, RJ (1983); Ribeirão Preto,SP (1984); Curitiba, PR (1984); Piracicaba,SP (1984); Veneza, Itália (1984, 1985); Campinas, SP (1985); São José do Rio Preto, SP (1986); Limeira, SP (1986); Washington D.C.,EUA (1991); Campos do Jordão, SP (1991); Kanagawa, Japão (1992); Maastricht, Holanda (1993); Illinois, EUA (1994); Cidade do México, México (1996); Jacareí, SP (1998); Budapeste, Hungria (1996); Uzice, Yuguslávia (1997); Ourense, Espanha (1994, 2006). Prêmios: São Paulo, SP (1974); Novo Hamburgo, RS (1982); Santos, SP (1983); Ribeirão Preto, SP (1984); Curitiba, PR (1984); Piracicaba, SP (1984); Campinas, SP (1985); São José do Rio Preto, SP (1986). JULIO LOUZADA, vol.1, pág. 62; vol.2, pág. 66; Acervo FIEO. ITAU CULTURAL.



511 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XX

Paisagem - óleo sobre tela colada em eucatex - 37 x 54 cm - canto inferior direito não identificada -



512 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Violeiro - técnica mista - 66 x 42 cm - canto inferior direito - 1981 -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins. -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



513 - ANATOL WLADYSLAW (1913 - 2004)

Figuras - aquarela - 30 x 23 cm - canto inferior direito - 1949 -

Pintor e desenhista nascido em Varsóvia, Polonia; faleceu em São Paulo, aos 91 anos de idade. No Brasil desde 1930, fixou residência em São Paulo, naturalizando-se brasileiro. Dedicou-se à pintura e ao desenho a partir de 1946, participando da I à IX Bienal, recebendo diversas premiações. Formado em engenharia no Mackenzie, tornou-se um dos pioneiros da arte abstrata, participando ativamente do movimento Ruptura, ao lado de Valdemar Cordeiro, Lothar Charoux e Luiz Sacilotto. Figura no acervo do MAM-RJ e MNBA de Buenos Aires. JULIO LOUZADA, VOL, 4, pág, 1177. MEC, VOL, 4 pág, 512. TEIXEIRA LEITE, pág, 544. WALMIR AYALA, VOL 2. pág, 442; PONTUAL, pág. 553; ITAÚ CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 921.



514 - EDY GOMES CAROLLO (1921 - 2000)

Paisagem - óleo sobre tela colada em cartão - 23 x 29 cm - canto inferior esquerdo - 1944 - Rio -

Filho e discípulo de Sobragil Gomes Carollo, participou do Salão Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, com diversas premiações. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 173 e 174.



515 - ALFREDO CESCHIATTI (1918 - 1989)

Abraço - escultura em bronze - 32 x 18 x 17 cm - assinado -

Natural de Belo Horizonte. Escultor, desenhista e professor. Passou a frequentar a antiga ENBA em 1940, depois de uma viagem à Europa, especialmente Itália, iniciada em 1938. Na Divisão Moderna do SNBA recebeu, como escultor as medalhas de bronze (1943) e de prata (1944), bem como o prêmio de viagem ao estrangeiro (1945), com o baixo-relevo para a Igreja de São Francisco de Assis, da Pampulha, em Belo Horizonte e, como desenhista, a medalha de prata (1945). Esteve mais uma vez na Europa entre 1946 e 1948, anos em que realizou exposição individual no Instituto dos Arquitetos do Brasil (GB). Figurou na II BSP e no II SNAM, em 1953. Fazendo parte da equipe que, em 1956, venceu o concurso de projetos para o Monumento aos Mortos da II Guerra Mundial (GB), ali executou o conjunto alusivo às três forças armadas. Integrou a Comissão Nacional de Belas Artes em 1960 e 1961, e entre 1963 e 1965, lecionou escultura e desenho na Universidade de Brasília. Quirino Campofiorito citou-o no estudo Ëscultura Moderna no Brasil"(Revista Crítica de Arte, nº único 1962). De seus trabalhos mais conhecidos destacam-se as esculturas As Banhistas e A Justiça, que se encontram, respectivamente, no lago em frente ao Palácio da Alvorada e defronte ao Supremo Tribunal Federal (Praça dos Três Poderes), em Brasília. Há ainda, obras escultóricas de sua autoria, entre outras no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Ministério das Relações Exteriores (Brasília) e em um edifício que Oscar Niemeyer projetou no conjunto residencial Hansa (setor ocidental de Berlim), assim como na embaixada brasileira em Moscou. MEC, vol. 1, pág. 397; PONTUAL, pág. 127; JÚLIO LOUZADA, vol. 11, pág. 70; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 609; ARTE NO BRASIL, pág. 872.



516 - EMILE GODCHAUX (1860 - 1938)

Paisagem - óleo sobre tela colada em madeira - 116 x 89 cm - canto inferior esquerdo -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor francês com diversas participações em exposições e Salões oficiais como a Exposição Geral de Belas Artes realizada no Rio de Janeiro em 1905. Suas obras têm sido comercializadas em leilões pelo mundo. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 12, PÁG. 180; www.artprice.com; www.artnet.com; www.christies.com; www.arcadja.com.



517 - ALBERTO DA VEIGA GUIGNARD (1896 - 1962)

Paisagem - aquarela - 14 x 20 cm - canto inferior direito -
Ex coleção Isaac Ficz, Rio de Janeiro - RJ. -

Pintor, professor, desenhista, ilustrador e gravador, Alberto da Veiga Guignard nasceu em Nova Friburgo, RJ e faleceu em Belo Horizonte, MG. Mudou-se com a família para a Europa em 1907. Em dois períodos, entre 1917 e 1918 e entre 1921 e 1923, frequentou a Real Academia de Belas Artes de Munique, onde estudou com Hermann Groeber e Adolf Hengeler. Aperfeiçoou-se em Florença e em Paris, onde participou do Salão de Outono. Retornou para o Rio de Janeiro em 1929 e integrou-se ao cenário cultural por meio do contato com Ismael Nery. Participou do Salão Revolucionário de 1931, e foi destacado por Mário de Andrade como uma das revelações da mostra. Em 1941, integrou a Comissão Organizadora da Divisão de Arte Moderna do Salão Nacional de Belas Artes, com Oscar Niemeyer e Aníbal Machado. Em 1943, passou a orientar alunos em seu ateliê e criou o Grupo Guignard. A única exposição do grupo, realizada no Diretório Acadêmico da Escola Nacional de Belas Artes, foi fechada por alunos conservadores e reinaugurada na Associação Brasileira de Imprensa. Em 1944, a convite do prefeito Juscelino Kubitschek, transferiu-se para Belo Horizonte e começou a lecionar e dirigir o curso livre de desenho e pintura da Escola de Belas Artes, por onde passaram Amilcar de Castro, Farnese de Andrade e Lygia Clark, entre outros. Permaneceu à frente da escola até 1962, quando, em sua homenagem, esta passou a chamar-se Escola Guignard. Participou da Bienal de Veneza (1928, 1952); da Bienal Internacional de São Paulo (1951) e outras. PONTUAL, PÁG. 254; MEC, VOL. 2, PAG. 304; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 236; JULIO LOUZADA, VOL. 10, PÁG. 404; ART PRICE ANNUAL 2000, PÁG. 1013; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 373; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 559; ARTE NO BRASIL, PÁG. 505; LEONOR AMARANTE, PÁG. 28; www.pinturabrasileira.com; www.brasilescola.com; web.artprice.com.



518 - JOAQUIM TENREIRO (1906 - 1992)

Composição - guache - 27 x 39 cm - canto inferior direito - 1977 -

Designer, escultor, pintor, gravador e desenhista, Joaquim Albuquerque Tenreiro nasceu em Melo Guarda, Portugal e faleceu em Itapira, SP. Filho e neto de marceneiros, aos dois anos de idade mudou-se para o Brasil com a família. Retornou a Portugal em 1914 e ajudou o pai a realizar trabalhos em madeira. Iniciou aulas de pintura. Em 1928, transferiu-se definitivamente para o Rio de Janeiro, passando a frequentar o curso de desenho do Liceu Literário Português onde conquistou o prêmio Joaquim Alves Meira, a maior láurea daquele estabelecimento e fez cursos no Liceu de Artes e Ofícios. Em 1931, integrou o Núcleo Bernardelli. Na década de 1940, dedicou-se à pintura de retrato, de paisagem e de natureza-morta. Entre 1933 e 1943, trabalhou como designer de móveis nas empresas Laubissh & Hirth, Leandro Martins e Francisco Gomes. Em 1943, montou sua primeira oficina, a Langenbach & Tenreiro e, alguns anos depois, inaugurou duas lojas de móveis; primeiro no Rio de Janeiro e, posteriormente, em São Paulo. É o renovador do mobiliário brasileiro, responsável por toda uma linha de criação em que a funcionalidade se alia o bom gosto e o aproveitamento racional dos materiais do País. No final da década de 1960, Joaquim Tenreiro encerrou as atividades na área da concepção e fabricação de móveis para dedicar-se exclusivamente às artes plásticas, principalmente à escultura. Participou do Panorama da Arte Atual Brasileira, SP (1972, 1973, 1975, 1978, 1988), da Bienal Internacional de São Paulo (1965), entre outras, e realizou uma retrospectiva no MAM, RJ (1977). Tem pinturas suas figurando no MAM, SP, no MNBA e Museu Manchete, RJ. MEC, VOL.4, PÁGS.381 E 382; PONTUAL, PÁG.520; TEIXEIRA LEITE, PÁG.504; WALMIR AYALA, VOL.2, PÁG.376 E 377; JULIO LOUZADA, VOL.1, PÁG.973; VOL. 5, PÁG. 1042; VOL.6, PÁG. 1111; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 580; ARTE NO BRASIL, PÁG. 763; www.joaquimtenreiro.com; renome.com.br; pinturabrasileira.com; web.artprice.com.



519 - JOÃO JOSÉ DA SILVA COSTA (1931 - 2014)

Composição - guache - 30 x 44 cm - canto inferior direito -

Pintor e arquiteto nascido em Teresina, PI. Radicado no Rio de Janeiro, faleceu nessa mesma cidade. Fez estudos de pintura com Ivan Serpa no Museu de Arte Moderna, RJ. Foi um dos participantes, junto com Lygia Clark, Lygia Pape, Ivan Serpa e Aluísio Carvão, do Grupo Frente do Rio de Janeiro, participando de suas mostras coletivas em meados da década de 1950. Figurou ainda nas exposições nacionais de Arte Concreta no Museu de Arte Moderna de São Paulo (1956) e no Ministério da Educação e Cultura no Rio de Janeiro (1957), bem como na mostra’ Arte Moderna no Brasil’ (1957) realizada em Buenos Aires, Rosário, Santiago do Chile e Lima. Apresentou trabalhos na III, VI, VII e IX Bienal Internacional de São Paulo (entre 1955 e 1967) e no IX Salão Nacional de Arte Moderna (1960). MEC VOL. 1, PÁG. 472; PONTUAL PÁG. 146; ITAU CULTURAL; www.brasilartesenciclopedias.com.br; arteconcretista.wordpress.com; www.macniteroi.com.br; oglobo.globo.com/cultura/artes-visuais/morre-joao-jose-costa-um-dos-nomes-do-concretismo-brasileiro-14764542.



520 - ANTONIO BANDEIRA (1922 - 1967)

Composição - guache - 26 x 33 cm - canto inferior direito - 1964 -
Ex coleção Renato Antônio Brogiolo. - Rio de Janeiro, RJ -

Pintor, desenhista, gravador, nascido em Fortaleza, CE e falecido em Paris, onde viveu a maior parte de sua vida. É um dos pioneiros da arte abstrata no Brasil. Iniciou-se na pintura como autodidata. Em 1941, em Fortaleza, participou, ao lado de Mário Baratta, entre outros, da criação do Centro Cultural de Belas Artes depois, Sociedade Cearense de Artes Plásticas. Em 1945, transferiu-se para o Rio de Janeiro e, no ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual. Contemplado pelo governo francês com bolsa de estudos, permaneceu em Paris de 1946 a 1950 onde frequentou a Escola Nacional Superior de Belas Artes e a ‘Académie de la Grande Chaumière’. Entre 1947 e 1948 participou do ‘Salon d'Automne’ e do ‘Salon d'Art Libre’. Tomou parte em reuniões de artistas e formou o Grupo Banbryols (ban de Bandeira; bry de Camille Bryen; e ols de Wols), que durou de 1949 a 1951. Voltou ao Brasil em 1951 e apresentou-se na 1ª Bienal Internacional de São Paulo. Em 1952, criou um mural para o Instituto dos Arquitetos do Brasil, em São Paulo. Retornou a Paris em 1954 em razão do Prêmio Fiat, obtido na 2ª Bienal Internacional de São Paulo, mas não deixou de expor no Brasil. Permaneceu na Europa até 1959, passando pela Inglaterra e Bélgica, onde, em 1958, realizou um painel para o ‘Palais des Beaux-Arts’. Ao retornar ao Brasil teve uma atividade artística intensa, participou de importantes exposições, em paralelo a mostras em Paris, Munique, Verona, Londres e Nova York. Voltou a Paris em 1965, onde permaneceu até sua morte. BENEZIT, VOL.1, PÁG.415; MEYER/87, PÁG.606; MEC, VOL.1, PÁGS.159,160 E 167; PONTUAL, PÁGS. 48 E 49; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁGS. 71 A 74; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 52 A 54; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; ARTE NO BRASIL, PÁG. 599; LEONOR AMARANTE, PÁG. 34; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 86; ACERVO FIEO; web.artprice.com; pitoresco.com; pinturabrasileira.com.



521 - ENRIQUE SERRA Y AUQUÉ (1859 - 1918)

Lagoa - óleo sobre tela - 36 x 60 cm - canto inferior esquerdo - 1898 - Roma -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista e ilustrador nascido em Barcelona, Espanha e falecido em Roma, Itália. Foi aluno de R. Marti y Alsina. Teve ateliê em Roma e em Paris, simultaneamente. Participou de muitas mostras oficiais da Europa. Recebeu a Medalha de Ouro na Exposição de Barcelona em 1888. BENEZIT VOL. 9, PÁG. 535; www.artprice.com; www.arcadja.com; www.christies.com.



522 - OSWALDO GOELDI (1895 - 1961)

Pescador - desenho a nanquim - 22 x 30 cm - canto inferior direito -
Ex coleção Alberto Costa Dezon, Rio de Janeiro - RJ. -

Desenhista, gravador e professor, nascido no Rio de Janeiro, filho de Emilio A Goeldi, naturalista suiço. A partir dos seis anos estudou na Suiça. Sua obra sofreu influência do expressionista austríaco Alfred Kubin. Retornando ao Brasil em 1919, realizou no Rio de Janeiro sua primeira exposição em 1921, no Liceu de Artes e Ofícios. Publicou albuns e ilustrou diversos e importantes livros. É artista altamente conceituado no País e no exterior, tendo merecido diversas homenagens póstumas, inclusive em filme. PONTUAL pág. 240; JULIO LOUZADA vol.11, pág130; MEC vol. 2, pág.271; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 521; ARTE NO BRASIL, pág. 672; Acervo FIEO.



523 - FERNANDO ODRIOZOLA (1921 - 1986)

Composição - técnica mista - 32 x 46 cm - canto inferior direito - 1976 -
No estado. -

Fernando Pascual Odriozola nasceu em Oviedo, Espanha e faleceu em São Paulo. Pintor, desenhista e gravador. Começou a pintar em 1936. Veio para o Brasil em 1953 e fixou residência em São Paulo. No ano seguinte, realizou sua primeira exposição individual na Galeria Portinari. O Museu de Arte Moderna de São Paulo dedicou-lhe outra individual, em 1955. Na década de 1960, lecionou no Instituto de Arte Contemporânea da Fundação Armando Álvares Penteado e colaborou como ilustrador nos jornais O Estado de S. Paulo e Diário de S. Paulo, e na revista Habitat. Em 1964, integrou, com Wesley Duke Lee , Yo Yoshitome e Bin Kondo , o Grupo Austral, ligado ao movimento internacional Phases. Participou das 7ª, 8ª, 9ª, 12ª, 13ª, 14ª, 15ª e 18ª Bienais Internacionais de São Paulo onde foi premiado na 7ª, 8ª, e 14ª edição; da 7ª Bienal de Tóquio; dos 2º e 5º Panoramas da Arte Atual Brasileira, entre outras. No ano de seu falecimento, o Centro Cultural São Paulo (CCSP) realizou uma exposição retrospectiva póstuma em sua homenagem. JULIO LOUZADA VOL.11, PÁG. 231; MEC VOL.3, PÁG.291; PONTUAL PÁG. 389; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI PÁG. 737; ARTE NO BRASIL PÁG.907; LEONOR AMARANTE PÁG. 143; ACERVO FIEO.



524 - FERNANDO COELHO (1939)

Festejo - óleo sobre tela - 23 x 45 cm - canto inferior direito - 1965 - Bahia -

Pintor baiano nascido em Salvador. Inicialmente publicitário de sucesso, dedica-se integralmente à pintura a partir de 1963. Além de exposições individuais nas Galerias Querino (Salvador), Astréia (SP), e Bonino (RJ), expôs na Alemanha e participou dos SNAM e BNAP. Produz pintura que, fixando paisagens urbanos, se situa entre o figurativismo e o abstracionismo. WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 209/210; MEC, vol. 1,pág. 441; PONTUAL, pág. 139; TEIXEIRA LEITE, pág. 126; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 74.; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO.



525 - IVAN SERPA (1923 - 1973)

Série mulher e bichos - desenho a nanquim e aquarela - cada 30 x 22 cm - 1965 -
Trabalho composto de duas obras montadas em uma única moldura, assinados individualmente. -

Pintor, desenhista, gravador e professor, Ivan Ferreira Serpa nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Estudou gravura e desenho com Axel Leskoschek (entre 1946 e 1948) no Rio de Janeiro. Em 1949, ministrou suas primeiras aulas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, onde, a partir de 1952, exerceu sistemática atividade didática, em especial no ensino infantil. Foi um dos precursores do concretismo no Brasil, criando ao lado de Aluisio Carvão, Lígia Clark, Hélio Oiticica e outros o Grupo Frente, que se manteve ativo de 1954 a 1956, inclusive com exposições no Rio de Janeiro. Participou da Divisão Moderna do SNBA (1947-1951). Em 1957, recebeu o prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna, RJ. Participou da exposição ’Opinião 65’, evento que marca a difusão de uma nova arte de tendência figurativa, a neofiguração. Em 1970, fundou, com Bruno Tausz, o Centro de Pesquisa de Arte no Rio de Janeiro. Participou da Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955, 1957, 1961, 1963, 1965) e da Bienal de Veneza (1952, 1954, 1962, 1966). PONTUAL, PÁG 486; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 605; ARTE NO BRASIL, PÁG. 840; LEONOR AMARANTE, PÁG. 26; MEC VOL. 4, PÁG. 221; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 899.



526 - DARIO VILLARES BARBOSA (1880 - 1952)

Bordadeira - óleo sobre tela - 41 x 34 cm - canto superior direito -

Nasceu em Campinas, SP e faleceu em Paris, França, em 3 de setembro de 1952. Junto com o seu irmão gêmeo e também pintor, Mário Villares Barbosa, iniciou seu aprendizado artístico no atelier de Oscar Pereira da Silva. Especializou-se na Europa, retornando ao Brasil em 1934, tornando-se além de pintor de história e de gênero, professor de paisagismo realístico e crítico, denunciando em suas obras a desumanização da paisagem. JULIO LOUZADA, vol. 13 pág. 28; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 601; ACERVO FIEO, pág. 602, RUTH TARASANTCHI.



527 - CARLOS SCLIAR (1920 - 2001)

Autorretrato - xilogravura - 4/100 - 19 x 15 cm - canto inferior direito -

Desenhista, gravador, pintor, ilustrador, cenógrafo, roteirista e designer gráfico que nasceu em Santa Maria da Boca do Monte, RS e faleceu no Rio de Janeiro. Assina Scliar. Estudou com Gustav Epstein, em Porto Alegre, em 1934. Participou, em 1938, da fundação da Associação Riograndense de Artes Plásticas Francisco Lisboa. Entre 1939 e 1947, residindo em São Paulo, integrou a Família Artística Paulista - FAP. No Rio de Janeiro, escreveu e dirigiu em 1944 o documentário 'Escadas', sobre os pintores Arpad Szenes e Vieira da Silva com os quais conviveu desde 1941. Convocado pela Força Expedicionária Brasileira - FEB, participou da Segunda Guerra Mundial, na Itália. Morando em Paris de 1947 a 1950, cursou gravura com Galanis na Escola de Belas Artes e teve contato com o gravador mexicano Leopoldo Méndez. De volta ao Brasil, fundou com Vasco Prado o Clube de Gravura de Porto Alegre. Em 1956, passou a viver no Rio de Janeiro. Foi diretor do departamento de arte da revista 'Senhor' entre 1958 e 1960. Fundou a editora Ediarte, em 1962, com os colecionadores Gilberto Chateaubriand, Michel Loeb, Carlos Nicolaievski e o pintor José Paulo Moreira da Fonseca. Realizou durante toda sua vida exposições individuais e participou de inúmeras coletivas e Salões oficiais, recebendo muitos prêmios. Também foram realizadas várias exposições póstumas. MEC VOL.4, PÁG. 214; TEODORO BRAGA, PÁG. 66; WALMIR AYALA VOL.2, PÁG. 306 a 309; PONTUAL, PÁG. 479 e 480; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG.884; VOL.2, PÁG. 925; VOL.13, PÁG. 305; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; RGS, PÁG. 442; ACERVO FIEO.



528 - JULIO PLAZA (1938 - 2003)

Composição - dobradura - 40 x 58 cm - assinado -

Julio Plaza González nasceu em Madri, Espanha e faleceu em São Paulo. Artista intermídia, escritor, gravador e professor. Inicia sua formação artística na década de 1950, com estudos livres em Madri. Posteriormente freqüenta a Escola de Belas Artes, em Paris. Vem ao Brasil em 1967, integrando a representação espanhola que participa da 9ª Bienal Internacional de São Paulo. Ingressa na Escola Superior de Desenho Industrial, no Rio de Janeiro, com bolsa de estudos concedida pelo Itamaraty. Leciona linguagem visual e artes plásticas, como artista residente, na Universidade de Puerto Rico (1969 e 1973). Em seguida, muda-se para São Paulo, onde se torna professor da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo e da Fundação Armando Álvares Penteado. Funda, em 1978, o Centro de Artes Visuais Aster, com Donato Ferrari , Walter Zanini e Regina Silveira , com quem foi casado. Publica com Augusto de Campos os livros ‘Caixa Preta’ e ‘Poemóbiles’(1975), é autor de publicações teóricas sobre arte, como ‘Videografia em Videotexto’ (1986) e ‘Os Processos Criativos com os Meios Eletrônicos: Poéticas Digitais’, com Monica Tavares (1998). Na década de 1990, leciona no Instituto de Artes da Unicamp. Realizou muitas exposições individuais; participou de inúmeras mostras oficiais e exposições póstumas foram realizadas em São Paulo (2003, 2004). ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 921; MEC VOL.3, PÁG. 423; www.acervos.art.br; artprice.com.



529 - TADASHI KAMINAGAI (1899 - 1982)

Vaso de flores - aquarela e guache - 35 x 28 cm - canto inferior direito -
No estado. -

Pintor, desenhista, professor, Tadashi Kaminagai nasceu em Hiroshima, Japão e faleceu em Paris, França. Por iniciativa da família, ingressou aos 14 anos num mosteiro budista na cidade japonesa de Kobe. Dois anos depois, viajou para as Índias Ocidentais Holandesas, atual Indonésia, atuando como missionário e agricultor até 1927. Nesse ano, decidido a seguir carreira artística, mudou-se para Paris, onde conheceu o artista Tsugouharu Foujita, que o orientou na pintura. Paralelamente à atividade artística, trabalhou como moldureiro. No início da década de 1930, expôs quadros nos salões parisienses e retornou ao Japão em 1938. Embarcou para o Brasil um ano após a eclosão da Segunda Guerra Mundial trazendo consigo uma carta de recomendação endereçada a Candido Portinari. Fixou residência no Rio de Janeiro e, em 1941, instalou ateliê e oficina de molduras no bairro de Santa Teresa, onde trabalhou e atuou como professor de diversos artistas brasileiros e nipo-brasileiros, como Inimá de Paula, Flavio-Shiró e Tikashi Fukushima, entre outros. Sua primeira exposição individual, por volta de 1945, foi organizada por Portinari no Rio de Janeiro. Em 1947, passou a integrar o Grupo Seibi. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais como a 1ª e 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1951 e 1953). Foi premiado no Rio de Janeiro (1944, 1950). Retornou ao Japão em 1954 e três anos mais tarde voltou a fixar-se em Paris. Viveu entre o Japão, a França e o Brasil, até seu falecimento. ITAU CULTURAL; TEODORO BRAGA, PÁG.134; BENEZIT, VOL.6, PÁG.152; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁG.; MEC, VOL.2, PÁG.401; PONTUAL, PÁG.287; WALTER ZANINI, PÁG. 643; ARTE NO BRASIL; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 506; ACERVO FIEO.



530 - IONE SALDANHA (1921 - 2001)

Carretel - têmpera sobre bobina de madeira - 65 x 65 x 53 cm - assinado -
Reproduzido no convite deste leilão. Ex coleção Renato Antônio Brogiolo. - Rio de Janeiro, RJ. -

Pintora, escultora e desenhista nascida em Alegrete, RS e falecida no Rio de Janeiro. Realizou seus primeiros estudos no Rio de Janeiro, no ateliê de Pedro Luís Corrêa de Araújo (1948). Estudou a técnica de afresco em Paris, na ‘Académie Julian’, e em Florença, na Itália (1951). Realizou exposições individuais em: Rio de Janeiro (1956, 1959, 1962, 1965, 1968, 1971, 1981, 1984, 1987, 1988,1990); São Paulo (1956, 1983, 1985, 1987); Santiago do Chile, Chile (1961); Berna, Suíça (1963, 1964); Roma, Itália (1964). Em 1969 recebeu o prêmio de viagem ao exterior no 7º Resumo de Arte do Jornal do Brasil e foi para os Estados Unidos e Europa. Participou de várias edições da Bienal de São Paulo, com prêmio aquisição em 1967 e sala especial em 1975 e 1979. Em 2001 foi realizada a retrospectiva ’Ione Saldanha e a Simplicidade da Cor’, no Museu de Arte Contemporânea de Niterói - MAC/Niterói. PONTUAL PÁG.468; MEC VOL. 4, PÁG. 150; JULIO LOUZADA, VOL. 3, PÁG. 1004; VOL. 5, PÁG. 916; ITAUCULTURAL; RGS PÁG. 263; www.macvirtual.usp.br; www.margs.rs.gov.br; www.cultura.rj.gov.br; www.galeria-ipanema; www.artprice.com.



531 - FRANCISCO COCULILO (1895 - 1978)

Rio de Janeiro visto de Niterói - óleo sobre tela - 50 x 65 cm - canto inferior direito - Rio -

Paisagista nascido no Rio de Janeiro, aluno de Luiz Graner. Realizou exposições individuais em várias cidades brasileiras. Catálogo de Exp. de Paisagem Brasileira - MEC-MNBA/Rio/1944; MEC, vol. 1, pág. 40; TEODORO BRAGA, pág. 73; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 208; JULIO LOUZADA, vol. 11, pág. 74; Acervo FIEO.



532 - ALUISIO CARVÃO (1920 - 2001)

Composição - desenho a nanquim - 30 x 20 cm - canto inferior direito -

Importante pintor, escultor, Ilustrador, ator e cenógrafo brasileiro, natural de Belém-PA. Em 1952 estuda pintura com Ivan Serpa, no MAM-RJ, participando, entre 1954 e 1956, Grupo Frente e, entre 1960 e 1961, integra o Grupo Neoconcreto. Nos anos seguintes viaja para a Europa com o prêmio de viagem recebido no SNAM-RJ. No fim dos anos 60 passa a empregar materiais não tradicionais, como tampinhas metálicas de garrafa, pregos e barbante agrupados em suportes de madeira. Em 1996 ocorre retrospectiva de sua obra no Museu Metropolitano de Arte, em Curitiba, no Museu de Arte Moderna - MAM/BA e no MAM/RJ. "A preocupação inicial de Aluísio Carvão era com a forma: reduzir a obra a estruturas elementares, gestálticas. A partir da dissidência neoconcreta, da qual fez parte, é a cor que irá se impor, envolvendo a estrutura, ou melhor, a cor é, ela mesma, espaço. Carvão não é um pintor metafísico. Através da cor ele revela sua relação sensual com o mundo. Como ele diz: ´Vermelhos-guarás, araras, aroma das flores de manacá, o som do vento terral, o calor equatorial, o amarelo-laranja do sol, ressonâncias atávicas de Van Gogh e Mondrian, em trânsito pela Península Ibérica, Nordeste, Amazônia e nosso litoral daqui´. Nas pinturas da ´série cromativa´ ou no ´cubocor´ da fase neoconcreta, Carvão dá à cor sua máxima concretude e fisicalidade, mas, feito isto, ocorre a retração da cor, que se mutiplica em complementares, abrindo caminho para a caracterização como espaço lírico, território da memória. Sua linguagem e seus motivos são aéreos: sóis, luas, pipas, bandeirolas, mastros, arcos. Enfim, são formas que voam e ascendem, sem contudo perder o vínculo com a terra. " Frederico Morais, in MORAIS, Frederico. Vertente construtiva. In: DACOLEÇÃO: os caminhos da arte brasileira. São Paulo: Júlio Bogoricin, 1986. p. 131-132. JULIO LOUZADA, vol. 5 pág. 210/211; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, 655; LEONOR AMARANTE, 75; ARTE NO BRASIL, 921; Acervo FIEO.



533 - HARRY ELSAS (1925 - 1994)

Pescadores - óleo sobre tela - 100 x 80 cm - canto inferior direito - LXV -

Muralista, gravador, pintor, Heinz Hugo Erich Elsas nasceu em Stuttgart, Alemanha e faleceu em Taubaté, SP. Iniciou a carreira artística como autodidata. Radicado no Brasil desde 1936 foi fortemente influenciado pela cultura regional do Nordeste. Em 1945 recebeu orientações de Lasar Segall e realizou sua primeira mostra individual no Ministério da Educação e Cultura no Rio de Janeiro. A partir de 1970, fixou-se em São Paulo e executou murais para o Banco Safra (1971) e Banco Cidade de São Paulo (1976). Realizou exposições individuais em São Paulo, Rio de Janeiro e Estados Unidos. Participou de coletivas no Brasil e no exterior a partir de 1962. JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 355; MEC VOL, 2, PÁG, 111; TEIXEIRA LEITE PÁG 176; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; www.artprice.com.



534 - MARIA LEONTINA (1917 - 1984)

Composição - guache - 27 x 38 cm - canto inferior direito - 1952 -

Pintora, gravadora e desenhista. Maria Leontina Mendes Franco da Costa nasceu em São Paulo, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. Iniciou estudos de desenho com Antônio Covello, em São Paulo (1938), e na primeira metade da década de 1940 estudou pintura com Waldemar da Costa. Em 1946, no Rio de Janeiro, frequentou o ateliê de Bruno Giorgi e fez curso de museologia no Museu Histórico Nacional, entre 1946 e 1948. Em 1947, participou da exposição ‘19 Pintores’, na Galeria Prestes Maia, em São Paulo, ao lado de Lothar Charoux, Marcelo Grassmann, Aldemir Martins, Luiz Sacilotto e Flavio-Shiró. Em 1951, foi convidada pelo psiquiatra e crítico de arte Osório César para orientar o setor de artes plásticas do Hospital Psiquiátrico do Juqueri. No mesmo ano, organizou uma mostra dos internos no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Em 1952, com bolsa de estudo do governo francês, viajou para a Europa, acompanhada pelo marido, o pintor Milton Dacosta. Em Paris, entre 1952 e 1954, frequentou o ateliê de gravura de Johnny Friedlaender. Na década de 1960, realizou painel de azulejos para o Edifício Copan e vitrais para a Igreja Episcopal Brasileira da Santíssima Trindade, ambos em São Paulo. Realizou exposições individuais e participou de inúmeras mostras, Salões oficiais e Bienais como a Bienal de Veneza (1950, 1952, 1956). Foi premiada no Rio de Janeiro (1944, 1950, 1955, 1957, 1980); em São Paulo (1944; 1947; 1951; 1954; 1958; 1960; 1980; 1955, 1959, 1965 - Bienais Internacionais; 1969, 1970 - Panoramas da Arte Atual Brasileira; 1975 - prêmio pintura da Associação Paulista de Críticos de Artes - APCA); Brasília, DF (1980); Curitiba, PR (1980; Porto Alegre, RS (1980); Nova York (1960 - Fundação Guggenheim). ITAU CULTURAL; MEC, VOL. 2, PÁG. 471; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 309; PONTUAL, PÁG. 338; ARTE NO BRASIL, PÁG. 772; LEONOR AMARANTE, PÁG. 25; WALTER ZANINI, PÁG. 645; JULIO LOUZADA VOL. 2, PÁG. 572.



535 - SONIA EBLING (1926 - 2006)

Adriana - escultura em bronze - 20 x 15 x 14 cm - assinado -
Procedente da coleção Dr. Ivo Ramos, São Paulo - SP. -

Nascida em Taquara, RS, SONIA EBLING consagrou-se como escultora e pintora. Participou da I Bienal de São Paulo. Premiada com viagem ao exterior no I SNAM. Morou em Paris 15 anos, onde frenquentou ateliês de artistas importantes e onde aperfeiçoou a sua importante e bela obra. MEC, vol. 2, pág. 89; PONTUAL, pág. 187; JULIO LOUZADA, vol 13, pág. 119; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 720; ARTE NO BRASIL, pág. 868; RGS, pág. 454.



536 - YUJI TAMAKI (1916 - 1979)

Paisagem - óleo sobre tela - 61 x 46 cm - canto inferior esquerdo -

Nascido em Fukui, Japão, é um dos mais significativos pintores nipo-brasileiros. Foi também professor. Chegou ao Brasil em 1932. Junto com Takaoka, vai para o Rio de Janeiro, onde estudou com Bruno Lechowsky, congregando o Núcleo Bernardelli. Em São Paulo integra o Seibi-kai, participando do III SPBA e do SNBA em 1937 e 1938, conquistando medalhas de bronze e ouro, respectivamente. Integrou o Grupo do Jacaré e do Guanabara (II, III). Sua obra é marcada pelo mancha cromática, essencialidade do desenho, avizinhando-se do que seria posteriormente a abstração. JULIO LOUZADA vol.8, pág. 820; WALTER ZANINI, pág. 579; ARTE NO BRASIL



537 - MANOEL SANTIAGO (1897 - 1987)

Paisagem - óleo sobre tela - 38 x 47 cm - canto inferior esquerdo e dorso -
Com resquícios de etiqueta de Dan Galeria - São Paulo, SP, no dorso. -

Manoel Colafante Caledônio de Assumpção Santiago nasceu em Manaus, AM e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, desenhista e professor. Mudou-se para Belém em 1903 e iniciou estudos de pintura. Desde 1916 já praticava a arte não figurativa. Em 1919 transferiu-se para o Rio de Janeiro, cursou Direito e frequentou a Escola Nacional de Belas Artes, onde foi aluno de Rodolfo Chambelland e Baptista da Costa. Na época, teve aulas particulares com Eliseu Visconti. Foi casado com a pintora Haydeá Santiago. Participou em 1927 do Salão Nacional de Belas Artes e recebeu o prêmio viagem ao exterior, entre vários outros. Foi para Paris no ano seguinte, e lá permaneceu por cinco anos. De volta ao Rio de Janeiro, em 1932, tornou-se professor do Instituto de Belas Artes. Em 1934, passou a lecionar pintura e desenho no Núcleo Bernardelli, figurando entre seus alunos José Pancetti, Edson Motta, Bustamante Sá, Ado Malagoli, Rescála e Milton Dacosta. Participou da I Bienal Internacional de São Paulo (1951) e do 8º Panorama da Arte Brasileira (1976). PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, VOL. 1, PÁG. 241; TEODORO BRAGA, PÁG. 211; CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO DE PAISAGEM BRASILEIRA, MEC-MNBA /RIO/1944; MAYER/84, PÁG. 1158; REIS JR, PÁG. 378; PONTUAL, PÁG. 473; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 292; ITAÚ CULTURAL, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 865; ACERVO FIEO.



538 - TITO PELICCIOTTI (1872 - 1943)

Namorados - óleo sobre tela - 51 x 85 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor de gênero e de paisagem, representante da escola italiana de pintura. BENEZIT, vol. 8, pág. 199, COMMANDUCCI, vol. 4, pág. 2400, BOLAFFI, vol. 12, pág. 269.



539 - GASTÃO FORMENTI (1894 - 1974)

Paisagem - óleo sobre eucatex - 21 x 34 cm - canto inferior direito - 1970 -

Pintor nascido em Guaratinguetá-SP. Após iniciar-se em arte com Pedro Strina, em São Paulo, foi residir no Rio de Janeiro, onde, com seu pai, dedicou-se à execução de vitrais. Recebeu medalhas de bronze e de prata no SNBA, do qual ainda participava em 1961. TEODORO BRAGA, pág. 98; WALMIR AYALA vol.1, pág.317; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



540 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

"Paisagem baiana" - óleo sobre tela - 40 x 30 cm - canto inferior direito e dorso - 1964 - Bahia -
Reproduzido na quarta capa do catálogo e no convite deste leilão. - Com recibo original de compra da obra firmado pelo autor, datado de 10 de dezembro de 1964. Procedente da coleção do Sr. Caio Ribeiro, São Vicente - SP. -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



541 - TARSILA DO AMARAL (1890 - 1973)

Paisagem antropofágica - desenho a lápis - 10 x 17 cm - canto inferior esquerdo -


Pintora e desenhista, Tarsila do Amaral nasceu em Capivari, SP e faleceu em São Paulo. Estudou escultura com William Zadig e com Mantovani, em 1916, na capital paulista. No ano seguinte teve aulas de pintura e desenho com Pedro Alexandrino, onde conheceu Anita Malfatti. Ambas tiveram aulas com o pintor Georg Elpons. Em 1920 viajou para Paris e estudou na ‘Académie Julian’ e com Émile Renard. Ao retornar ao Brasil formou em 1922, em São Paulo, o Grupo dos Cinco, com Anita Malfatti, Mário de Andrade, Menotti del Picchia e Oswald de Andrade. Em 1923, novamente em Paris, frequentou o ateliê de André Lhote, Albert Gleizes e Fernand Léger. Foi a criadora de duas das principais tendências ou movimentos de nossa arte nacionalista: o Pau Brasil e o Antropofagia. A convite da Comissão do IV Centenário de São Paulo fez, em 1954, o painel ‘Procissão do Santíssimo’ e, em 1956, entregou ‘O Batizado de Macunaíma’, sobre a obra de Mário de Andrade, para a Livraria Martins Editora. A retrospectiva Tarsila: 50 Anos de Pintura, organizada pela crítica de arte Aracy Amaral e apresentada no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo , em 1969, ajudou a consolidar a importância da artista. TEODORO BRAGA, PÁG. 220; REIS JR., PÁG.388; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 365; MEC, VOL. 4, PÁG. 370; PONTUAL, PÁG. 511; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 492; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 389; ARTE NO BRASIL, PÁG. 577; LEONOR AMARANTE, PÁG. 24; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 958.



542 - BUSTAMANTE SÁ (1907 - 1988)

"Jangadas" - óleo sobre tela - 38 x 55 cm - canto inferior esquerdo e dorso -

Natural da cidade do Rio de Janeiro, estudou na ENBA naquela cidade, onde foi aluno de Rodolfo Amoedo e Rodolfo Chambelland. Participou do Núcleo Bernardelli, do qual foi um dos fundadores em 1931. Participou de sucessivas versões do SNBA a partir de 1928, recebendo diversas premiações. Excepcional pintor do gênero paisagem. TEODORO BRAGA, pág. 59; REIS JR. , pág. 385; MEC,vol. 4, pág. 127; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 145 e 147; TEIXEIRA LEITE, pág. 94; JÚLIO LOUZADA, vol. 11, pág. 47; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 579; ARTE NO BRASIL, pág. 763; Acervo FIEO.



543 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

"Vaso de flor" - óleo sobre cartão - d = 37 cm - centro superior -
Com certificado de autenticidade firmado pelo autor. -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



544 - SINIBALDO TORDI (1876 - 1965)

Cortejando - óleo sobre tela - 36 x 28 cm - canto inferior esquerdo -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor italiano nascido em Roma e falecido em Florença. Foi aluno de Salvatore Barbudo. Dentre suas obras destacam-se, a Madonna Addolorata, na Igreja de San Felice em Ema/Florença, obra que lhe valeu um prêmio; Retrato Del Barone Camuccini, também premiado em 1913, no Salão de Paris. BENEZIT VOL. 10, PÁG. 229; JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 1144; VOL.11, PÁG. 324; artnet.com; artfact.com; arcadja.com; invaluable.com; artist.christies.com; artprice.com; indartinfo.com.



545 - EDGARD OEHLMEYER (1909 - 1967)

Ninhada - óleo sobre eucatex - 54 x 72 cm - canto superior esquerdo - 1967 -

Nasceu em Rio Claro, no dia 31 de maio e falecido em 4 de outubro de 1967. Nessa cidade cursou na Escola Profissional a seção de pintura com o prof. Carlos Hadler. Discípulo de Rocco, foi destacado paisagista e pintor de naturezas-mortas, tendo obtido diversas premiações nos SNBA e SPBA. TEODORO BRAGA, pág. 175; MEC. Vol.3, pág. 291; MAYER/1984, pag. 1070; TEIXEIRA LEITE, pág. 362; PONTUAL, pág. 389; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



546 - LEÓN FERRARI (1920 - 2013)

"Lembranças" - litografia - P. A. - 42 x 30 cm - canto inferior direito - 1979 -

Gravador e escultor argentino, natural da cidade de Buenos Aires. Começou a fazer escultura em 1954, com diversos materiais e com arame de aço inoxidável. Em 1962, iniciou sua série de desenhos escritos. Em 1964 colaborou com Rafael Albertino no livro de poesias e desenhos "Escritos en el Aire", editado por Vanni Scheiwiller em Milão. Em 1965, abandonou a arte abstrata e participou do movimento cultural que acompanhou a atividade política argentina, colaborando na organização de diversas mostras coletivas. A partir de 1976 fixa residência no Brasil, em São Paulo, onde voltou a esculpir e experimentar outras técnicas, como fotocópias, etc. Desenvolveu uma série de esculturas sonoras que deram origem aos instrumentos lúdicos musicais com os quais deu 4 concertos-performance. JULIO LOUZADA, vol. 3, pág. 403



547 - JOSÉ MARIA DE SOUZA (1935 - 1987)

"Vila de Abrantes" - óleo sobre eucatex - 38 x 46 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1981 -

Baiano de Valença, Bahia. Diplomou-se na Escola de Belas Artes da Bahia, onde teve como prof. Mario Cravo em gravura e Juarez Paraíso, em desenho. Realizou várias individuais no Rio de Janeiro, cidade onde se fixou por algum tempo, retornando para a Bahia. Sua figuração é pessoal e o limite profundo de sua obra está povoado de algo cuja definição se coloca entre o humilde e o grotesco. Realizou individuais a partir de 1960 (entre elas: Galeria Bonino, RJ-1965 e 1967); e coletivas (SNAM-RJ 1959, 1962 e 1963, entre outras). JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 498; ITAÚ CULTURAL.



548 - ROBERTO BURLE MARX (1909 - 1994)

Composição - técnica mista - 38 x 27 cm - canto superior esquerdo - 1973 -

Nasceu em São Paulo e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, paisagista, arquiteto, desenhista, pintor, gravador, litógrafo, escultor, tapeceiro, ceramista, designer de jóias, decorador. Durante a infância viveu no Rio de Janeiro. Foi com a família para a Alemanha, em 1928. Em 1929, freqüentou o ateliê de pintura de Degner Klemn. Nos jardins e museus botânicos de Dahlen, em Berlim, entusiasmou-se ao encontrar exemplares da flora brasileira. De volta ao Brasil, fez curso de pintura e arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, RJ (1930 - 1934), onde foi aluno de Leo Putz , Augusto Bracet e Celso Antônio. Seu primeiro projeto paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, em 1932. Entre 1934 e 1937, ocupou o cargo de diretor de parques e jardins do Recife, PE, onde passou a residir. Nesse período, foi com freqüência ao Rio de Janeiro e teve aulas com Candido Portinari e com o escritor Mário de Andrade. Em 1937, retornou ao Rio de Janeiro e trabalhou como assistente de Candido Portinari. Foi em 1949, conforme sua paixão por plantas e seu interesse por botânica e jardinagem, que Burle Marx adquiriu um sítio em Barra de Guaratiba, RJ. Com auxílio de botânicos, viajou, coletou, catalogou exemplares de plantas do Brasil e reproduziu em seu sítio a diversidade fitogeográfica brasileira. Em 1985 doou esse sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.Realizou muitas exposições individuais e projetos paisagísticos, participou de diversas mostras oficiais coletivas pelo Brasil e no exterior. PONTUAL, PÁG. 94; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 93; MEC. VOL.1, PÁG.303; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 738; LEONOR AMARANTE, PÁG. 98; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 179; artnet.com.



549 - GREGORY FINK (1946)

Figuras - óleo sobre tela colada em eucatex - 22 x 29 cm - canto inferior direito -

Natural de Londres, Inglaterra (6/9/1946). Pintor, desenhista e gravador ativo em São Paulo, com diversas exposições. JULIO LOUZADA, vol. 12 , pág. 159



550 - CARLOS SCLIAR (1920 - 2001)

"Flores amarelas" - vinil e colagem encerado sobre tela - 75 x 55 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 13/05/83 - Ouro Preto -
Reproduzido no convite deste leilão. Com etiqueta n° 646 de Cláudio Gil Studio de Arte, rua Teixeira de Melo 30-A, Ipanema, Rio de Janeiro - RJ, no dorso. Reproduzido sob o nº 164 em catálogo de leilão de Soraia Cals, Rio de Janeiro - RJ, realizado em agosto de 2014. -

Desenhista, gravador, pintor, ilustrador, cenógrafo, roteirista e designer gráfico que nasceu em Santa Maria da Boca do Monte, RS e faleceu no Rio de Janeiro. Assina Scliar. Estudou com Gustav Epstein, em Porto Alegre, em 1934. Participou, em 1938, da fundação da Associação Riograndense de Artes Plásticas Francisco Lisboa. Entre 1939 e 1947, residindo em São Paulo, integrou a Família Artística Paulista - FAP. No Rio de Janeiro, escreveu e dirigiu em 1944 o documentário 'Escadas', sobre os pintores Arpad Szenes e Vieira da Silva com os quais conviveu desde 1941. Convocado pela Força Expedicionária Brasileira - FEB, participou da Segunda Guerra Mundial, na Itália. Morando em Paris de 1947 a 1950, cursou gravura com Galanis na Escola de Belas Artes e teve contato com o gravador mexicano Leopoldo Méndez. De volta ao Brasil, fundou com Vasco Prado o Clube de Gravura de Porto Alegre. Em 1956, passou a viver no Rio de Janeiro. Foi diretor do departamento de arte da revista 'Senhor' entre 1958 e 1960. Fundou a editora Ediarte, em 1962, com os colecionadores Gilberto Chateaubriand, Michel Loeb, Carlos Nicolaievski e o pintor José Paulo Moreira da Fonseca. Realizou durante toda sua vida exposições individuais e participou de inúmeras coletivas e Salões oficiais, recebendo muitos prêmios. Também foram realizadas várias exposições póstumas. MEC VOL.4, PÁG. 214; TEODORO BRAGA, PÁG. 66; WALMIR AYALA VOL.2, PÁG. 306 a 309; PONTUAL, PÁG. 479 e 480; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG.884; VOL.2, PÁG. 925; VOL.13, PÁG. 305; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 798; RGS, PÁG. 442; ACERVO FIEO.



551 - JOSÉ JIMENEZ ARANDA (1837 - 1903)

Menina - óleo sobre cartão - 29 x 23 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista, ilustrador, professor, litógrafo e restaurador nascido e falecido em Sevilha, Espanha. Começou sua formação na Escola de Belas Artes de sua cidade natal onde foi discípulo de Antonio Cabral Bejarano, Eduardo Cano e Manuel Barrón. Morou em Roma e Paris; regressou à Espanha em 1890. Participou dos Salões espanhóis e expôs em Londres, Munique, Paris (recebeu o primeiro Prêmio na Exposição Universal - 1900), Viena, Berlim e Chicago. Foi membro da Academia Real de Madri, Sevilha, Londres e Berlim. BENEZIT VOL. 6, PÁG. 72; www.museodelprado.es; www.artprice.com; drawingacademy.com.



552 - BIGIO GERARDENGHI (1876 - 1957)

Paisagem - óleo sobre tela - 39 x 48 cm - canto inferior esquerdo -

Italiano de Dronero, Piemonte, onde nasceu em 7/8/1876. Pintor e professor, oriundo de família nobre, o autor sempre viveu em Nápoles, onde realizou estudos e concluiu sua formação artística. Reputado pintor de paisagens e marinhas, figurou em diversas exposições na Itália, onde ganhou a medalha de ouro na Exposição Internacional de Nápoles, e em 1916, quando o seu quadro Lã para os Soldados, foi escolhido pela Cruz Vermelha Italiana para ser reproduzido como propaganda de Socorros de Guerra. No Brasil sua obra foi muito bem recebida pela público e crítica, figurando em diversas exposições. BENEZIT, vol.4, pág. 681; MAYER/84, pág. 835; TEODORO BRAGA, pág. 107; JULIO LOUZADA vol.1, pág. 415; ITAÚ CULTURAL, RUTH TARASANTCHI.



553 - MANOEL BANDEIRA (1900 - 1964)

"Sobrado patriarchal do Recife" - desenho a nanquim - 40 x 50 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista e ilustrador nascido em Escada, PE e falecido em Recife, PE. Assinava M. Bandeira ou Manoel com a letra o, no sentido de marcar a pequena diferença em relação ao nome do poeta, também pernambucano, Manuel Bandeira. Iniciou-se como autodidata em 1912. Ilustrou jornais, revistas e livros no Recife e em outras capitais. Funcionário do Arquivo Público Estadual de Pernambuco, do Museu do Estado e do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado, frequentou o Liceu de Artes e Ofícios de Recife. Ilustrou o ‘Livro do Nordeste’ - edição comemorativa do centenário do Diário de Pernambuco (1925), ‘Olinda - 2º Guia Prático Histórico e Sentimental da Cidade Brasileira’ de Gilberto Freire, edições especiais d’O Jornal, Rio de Janeiro, dedicadas a Pernambuco e Minas Gerais. Em ‘Crônicas da Província do Brasil’ (1936), o poeta Manuel Bandeira faz-lhe referências críticas, considerando-o um dos melhores intérpretes da nossa arquitetura colonial. Postumamente, em1984, foi publicado o livro’ Desenhos de Manoel Bandeira’, pela Secretaria de Turismo de Pernambuco. MEC VOL. 1, PÁG. 177; PONTUAL PÁG. 50; basilio.fundaj.gov.br; www.brasilartesenciclopedias.com.br; books.google.com.br.



555 - ALFREDO CESCHIATTI (1918 - 1989)

Guanabara - escultura em bronze - 16 x 45 x 11 cm - assinado -
Procedente da coleção Dr. Ivo Ramos, São Paulo - SP. -

Natural de Belo Horizonte. Escultor, desenhista e professor. Passou a frequentar a antiga ENBA em 1940, depois de uma viagem à Europa, especialmente Itália, iniciada em 1938. Na Divisão Moderna do SNBA recebeu, como escultor as medalhas de bronze (1943) e de prata (1944), bem como o prêmio de viagem ao estrangeiro (1945), com o baixo-relevo para a Igreja de São Francisco de Assis, da Pampulha, em Belo Horizonte e, como desenhista, a medalha de prata (1945). Esteve mais uma vez na Europa entre 1946 e 1948, anos em que realizou exposição individual no Instituto dos Arquitetos do Brasil (GB). Figurou na II BSP e no II SNAM, em 1953. Fazendo parte da equipe que, em 1956, venceu o concurso de projetos para o Monumento aos Mortos da II Guerra Mundial (GB), ali executou o conjunto alusivo às três forças armadas. Integrou a Comissão Nacional de Belas Artes em 1960 e 1961, e entre 1963 e 1965, lecionou escultura e desenho na Universidade de Brasília. Quirino Campofiorito citou-o no estudo Ëscultura Moderna no Brasil"(Revista Crítica de Arte, nº único 1962). De seus trabalhos mais conhecidos destacam-se as esculturas As Banhistas e A Justiça, que se encontram, respectivamente, no lago em frente ao Palácio da Alvorada e defronte ao Supremo Tribunal Federal (Praça dos Três Poderes), em Brasília. Há ainda, obras escultóricas de sua autoria, entre outras no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Ministério das Relações Exteriores (Brasília) e em um edifício que Oscar Niemeyer projetou no conjunto residencial Hansa (setor ocidental de Berlim), assim como na embaixada brasileira em Moscou. MEC, vol. 1, pág. 397; PONTUAL, pág. 127; JÚLIO LOUZADA, vol. 11, pág. 70; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 609; ARTE NO BRASIL, pág. 872.



556 - INOS CORRADIN (1929)

Figuras - óleo sobre tela - 110 x 50 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, escultor e cenógrafo, nascido em Vogogna, Itália. Por volta de 1932 mudou-se com a família para Castelbaldo - Padova, onde, em 1945, estudou pintura com professor Tardivello. Em 1947 colaborou com o pintor Pendin na execução de um mural referente aos mártires da resistência italiana em Castelbaldo. Veio, em 1950, para Jundiaí e São Paulo onde fez parte do núcleo artístico Cooperativa em São Paulo, dirigido pelo pintor argentino Oswaldo Gil Navarro. Executou cenários para o Ballet do IV Centenário de São Paulo, em 1954. Em 1979 foi contratado para pintar um cenário para o Teatro de Rovigo, Itália. Realizou diversas exposições individuais, participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais pelo Brasil e pelo mundo. Foi premiado em Paris (1975) e em Ferrara, Itália (1976). JULIO LOUZADA, VOL. 11, PÁG. 152; PONTUAL, PÁG. 143; MEC, VOL. 1, PÁG. 448; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 215; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; inoscorradin.com.br.



557 - JOSÉ DE FREITAS (1935)

"As cruzadas" - óleo sobre eucatex - 34 x 23 cm - canto inferior direito - dezembro de 1981 -

Pernambucano de Vitória de Santo Antão, onde nasceu a 14/12/1935. Pintor, desenhista e ator. A partir de 1967 participa de exposições individuais e coletivas no Brasil e no exterior. Em 1972 viajou para Londres, onde viveu, pintou e expôs. Produziu cenários com bravura e profundo conhecimento de teatro, retratando as mais difíceis passagens da Biblia e outras matérias simbólicas. Roberto Pontual teceu-lhe elogiosa crítica, estabelecendo um paralelo entre as suas excepcionais qualidades de ator e artista plástico. JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 418



558 - ANTONIO MAIA (1928 - 2008)

"Ex voto" - acrílico sobre tela - 50 x 36 cm - canto inferior direito e dorso - 2004 -

Natural de Carmópolis, SE. Pintor e desenhista. Radicado no Rio de Janeiro desde 1955. Em 1959 fez suas primeiras apresentações em coletivas. Estreou no SNAM, obtendo o prêmio de viagem ao exterior (1969). Pertencente àquele grupo de artistas que organizam seu trabalho em torno de valores culturais vindos da expressão popular, o artista assumiu como um dos temas de sua pintura a imagem do ex-voto., escultura religiosa de caráter popular e votivo. O ex-voto representa, para o artista, um ponto de partida na realização de uma paisagem brasileira sem conotações urbanas. É uma pintura em que o mundo dos homens é construído pelos homens e por suas criações. O artista empresta às figuras com que trabalha, os ex-votos, conotações de análise ideológica, e o faz sem palavras, apenas pela força da presença visual. Figurou em diversas coletivas nacionais e internacionais, conquistando prestigio de critica e público. MEC vol.3, pág.42; PONTUAL, pág. 330 e 331; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 697; Acervo FIEO.



559 - J. CARLOS (1884 - 1950)

A consulta - desenho a nanquim e aquarela - 20 x 29 cm - canto inferior direito -

Nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Foi pintor, desenhista, ilustrador e caricaturista. Realizou mais de cem mil desenhos, não se conhecendo um único ruim. Observador arguto, retratou com maestria e humor o cotidiano de sua cidade natal, da qual, consta, ausentou-se por duas únicas ocasiões. JULIO LOUZADA vol. 10, pág. 181; CARICATURISTAS BRASILEIROS, de Pedro Corrêa do Lago, pág. 74; WALTER ZANINI, pág. 448; ARTE NO BRASIL, pág. 646.



560 - KASUO WAKABAYASHI (1931)

Composição - técnica mista - 52 x 45 cm - canto superior direito - 1978 -
Reproduzido no convite e na quarta capa do catálogo deste leilão. Com etiqueta da Galeria de Arte Ipanema, Rio de Janeiro - RJ e São Paulo - SP, no dorso. -

Pintor natural da cidade japonesa de Kobe. Inicia seus estudos na Escola Técnica de Hikone, em Shiga (Japão), em 1944. Em 1946, inicia aprendizado de pintura a óleo. Torna-se membro do Grupo Babel, composto por Rokuichi, Kaibara, Ko Nishimura e outros. Em 1952 monta seu atelier. Em 1961, vem para o Brasil e radica-se em São Paulo, onde integra-se ao Grupo Seibi. Em 1966, é convidado para ser membro do júri do 10º Salão do Grupo Seibi de Artistas Plásticos, salão em que ganha a Grande Medalha de Ouro, na edição de 1963. Em 1968, naturaliza-se brasileiro. Entre 1963 e 1967, participa de várias edições da Bienal Internacional de São Paulo, recebendo o Prêmio Aquisição do Itamarati na 9ª edição. Em 1984, participa da exposição itinerante por Europa e América, Mestres do Abstracionismo Brasileiro; em 1994, participa da Bienal Brasil Século XX, na Fundação Bienal de São Paulo. Em 2001, realiza exposição individual comemorativa dos seus 70 anos, na A Galeria em São Paulo. TEIXEIRA LEITE, pág. 540; PONTUAL, pág. 550; ITAÚ CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 939, Acervo FIEO.



561 - SAMSON FLEXOR (1907 - 1971)

Bípede - aquarela - 40 x 34 cm - canto inferior direito - 1970 -

Pintor nascido na Romênia, estudou em Paris, onde fez em 1927 sua primeira individual, radicando-se em 1946 em São Paulo, onde faleceu. Foi um dos pioneiros do abstracionismo no Brasil, tendo criado em 1948 o Atelier Abstração. Em 1968 sua obra foi objeto de importante retrospectiva no MAM-RJ. BENEZIT vol. 4, pág. 402; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 313/4; TEIXEIRA LEITE, pág. 198; PONTUAL, pág. 217/8; MEC, vol. 2, pág. 179 e 180; ITAU CULTURAL; ARTE NO BRASIL, pág. 917; LEONOR AMARANTE, pág. 75; WALTER ZANINI, pág. 643, Acervo FIEO.



562 - GIACINTO GIGANTE (1806 - 1876)

Casa do Tasso - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior esquerdo - Sorrento -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, desenhista, litógrafo e gravador que nasceu e faleceu em Nápoles, Itália. Estudou pintura com Pitloo. Executou uns desenhos à aquarela para H. Wolfensberger, umas gravuras da baía de Nápoles com Vianelli e uns estudos de paisagens em litografia. Em 1846, acompanhou o imperador e a imperatriz da Rússia na Sicília onde ele compôs um álbum de vistas daquela ilha. Depois foi nomeado mestre de desenho da família do rei Ferdinand II. Recebeu um primeiro prêmio em Bruxelas. Possui obras nos Museus de Berlim e Roma e na Pinacoteca de Capodimonte. BENEZIT, VOL. 4, PÁG. 717; ART PRICE; www.artvalue.com.



563 - MIRA SCHENDEL (1918 - 1988)

Composição - monotipia - 47 x 23 cm - canto inferior direito - 1965 -

Myrrha Dagmar Dub nasceu em Zurique, Suíça e faleceu em São Paulo. Desenhista, pintora, escultora. Mudou-se para Milão, Itália, na década de 1930, onde estudou arte e filosofia. Abandonou os estudos durante a Segunda Guerra Mundial. Estabeleceu-se em Roma em 1946, e, em 1949, mudou-se para o Brasil. Fixou residência em Porto Alegre, onde trabalhou com design gráfico, fez pintura, cerâmica, poemas e restauro de imagens barrocas, assinando com seu nome de casada Mirra Hargesheimer. Sua participação na 1ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1951, permitiu contato com experiências internacionais e a inserção na cena nacional. Dois anos depois se mudou para São Paulo e adotou o sobrenome Schendel. Realizou muitas exposições individuais pelo Brasil e no exterior. Participou de muitos Salões oficiais e mostras coletivas como: Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955, 1963, 1965, 1967- Prêmio, 1969 - Menção Honrosa, 1981); Bienal de Veneza (1978); Panorama da Arte Atual Brasileira (1969, 1971, 1974, 1977, 1984), entre outras. Após sua morte, muitas exposições apresentaram sua obra dentro e fora do Brasil e, em 1994, a 22ª Bienal Internacional de São Paulo lhe dedica uma sala especial. Em 1997, o marchand Paulo Figueiredo doa grande número de obras da artista ao Museu de Arte Moderna de São Paulo. TEIXEIRA LEITE, pág. 464; JULIO LOUZADA, vol. 13, pág. 304; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 688; LEONOR AMARANTE, pág. 187; www.mac.usp.br; web.artprice.com.



564 - JU CORTE REAL (1949)

"Espaço" - óleo sobre tela - 100 x 100 cm - dorso - 1984 -

Renato Ferreira Corte Real Júnior é natural de Campinas, SP. Assina Jú (óleos) e Jú Corte Real (gravuras). Estudou pintura com Peticov e Alfredo Olianni; desenho com Nasser e Fajardo; gravura com Dudi Maia Rosa; freqüentou a Escola Panamericana de Arte, FAAP e a Escola de Arte Brasil. Exposições Individuais: São Paulo, SP (1968, 1981, 1984, 1987, 1994, 1996, 2001); Campinas, SP (1982); Campos do Jordão, SP (1982); Ubatuba, SP (2001). Coletivas: São Paulo, SP (1967, 1982, 1986 a 1989, 1991, 1994 a 1997, 2001, 2002); Campinas, SP (1982, 1983); Limeira, SP (1982); Ribeirão Preto, SP (1987); Cravinhos, SP (1987); Rio Claro, SP (1987); Taubaté, SP (1991). Prêmios: São Paulo, SP (1992); Rio de Janeiro, RJ (1992). JULIO LOUZADA, vol. 7, pág. 363; vol. 9, pág. 441. ITAU CULTURAL.



565 - EMILIANO DI CAVALCANTI (1897 - 1976)

Figuras - aguada - 92 x 65 cm - canto inferior direito -
Ex coleção pintor José Pinto, Rio de Janeiro - RJ. -

Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo nasceu no Rio de Janeiro e faleceu na mesma cidade. Foi pintor, ilustrador, caricaturista, gravador, muralista, desenhista, jornalista, escritor e cenógrafo. Iniciou sua carreira artística como caricaturista e ilustrador, publicando sua primeira caricatura em 1914, na revista Fon-Fon. Em 1917, residiu em São Paulo, onde frequentou o curso de Direito no Largo São Francisco e o ateliê de Georg Elpons. Conviveu com artistas e intelectuais paulistas como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, entre outros. Foi o idealizador e o principal organizador da Semana de Arte Moderna de 1922, na qual expôs 12 obras. Em 1923, fez sua primeira viagem à França, onde atuou como correspondente do jornal Correio da Manhã. Em Paris, frequentou a Academia Ranson, instalou ateliê e conheceu obras, artistas e escritores europeus de vanguarda como, Pablo Picasso, Georges Braque, Fernand Léger, Henri Matisse, Jean Cocteau e Blaise Cendrars. Voltou a São Paulo em 1926, trabalhou como jornalista e ilustrador no jornal Diário da Noite. Em 1931, participou do Salão Revolucionário e, no ano seguinte, fundou em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1938 viajou a Paris, onde trabalhou na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Retornou ao Brasil em 1940, trabalhou como ilustrador, e publicou poemas e memórias de viagem. Realizou muitas exposições individuais e participou de inúmeras mostras e Salões oficiais, entre os quais: Bienal de Veneza (1950, 1956), Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1953, 1963, 1971). Foi premiado em: Paris (1937), Trieste, Itália (1956), México (1960 - Bienal Interamericana). Muitas exposições póstumas também já foram realizadas. REIS JR., PÁGS. 378/379; TEODORO BRAGA, PÁG. 82; MEC, VOL. 2, PÁGS. 53 E 54; PONTUAL, PÁGS. 176 A 178; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁGS. 256 E 257; ART SALES, VOL.1, PÁG. 207; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12, ACE



566 - SYLVIO PINTO (1918 - 1997)

Dunas - óleo sobre tela - 59 x 79 cm - canto inferior direito -

Freqüentou o Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro, lá recebendo suas primeiras noções de desenho. Mais tarde, recebe lições do pai - o Pinto das Tintas. Conheceu Pancetti na casa paterna. Em 1938 estudou no Núcleo Bernardelli e a partir de 1940 dedica-se exclusivamente à pintura. Participou de vários Salões de Belas Artes, recebendo inúmeros prêmios. MEC, vol. 3, pág. 419, Acervo FIEO.



567 - CARYBÉ (1911 - 1997)

Cangaceiro - desenho a nanquim - 19 x 26 cm - canto superior esquerdo -
Imagem n° 694 do filme "O cangaceiro" de Lima Barreto, produzido pela Vera Cruz em 1952. Foram feitos aproximadamente 1.600 desenhos para a sequência do filme. Consta que foi a primeira vez na história do cinema que o filme todo foi desenhado, cena por cena. Além de desenvolver os figurinos e cenários, Carybé também foi diretor artístico e figurante neste filme que aborda aspectos, costumes, lances reais do sertão nordestino com boa dose de ficção.

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



568 - CARYBÉ (1911 - 1997)

"Mercado" - serigrafia - 102/200 - 35 x 49 cm - canto inferior direito -
Reproduzido no catálogo da Mostra Itinerante do artista realizada em treze capitais em 1995. -

Hector Julio Páride Bernabó nasceu em Lanús, Argentina e faleceu em Salvador, BA. Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista - naturalizado brasileiro desde 1957. Frequentou o ateliê de cerâmica de seu irmão, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro (1925) e, entre 1941 e 1942, viajou por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduziu com Raul Brié, para o espanhol, o livro ‘Macunaíma’, de Mário de Andrade (1943). Nesse mesmo ano, realizou sua primeira individual em Buenos Aires. Em 1950, mudou-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga. Na Bahia, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior, Genaro e Jenner Augusto. Publicou, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustrou livros de Gabriel García Márquez, Jorge Amado e Pierre Verger, entre outros. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988 que fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, SP. Recebeu o primeiro prêmio de Desenho na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955) e salas especiais nas de 1961, 1971 e 1973, entre outras exposições e prêmios. Parte de sua produção encontra-se no Museu Afro-Brasileiro de Salvador. PONTUAL, PÁG. 116; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 180 E 181; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 111 E 112; MEC, VOL.1, PÁG. 355; BENEZIT, VOL. 2, PÁG. 524; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 717; ARTE NO BRASIL, PÁG. 874; LEONOR AMARANTE, PÁG. 63; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 222; ACERVO FIEO; infoescola.com; suapesquisa.com; pinturabrasileira.com.



569 - MANUEL MADRUGA FILHO (1872 - 1951)

Pastoreio - óleo sobre tela - 70 x 46 cm - canto inferior direito -
Com carimbo do 10° Salão Paulista de Belas Artes, São Paulo - SP, no dorso. -

Pintor, desenhista, artista gráfico e professor - Manuel Pereira Madruga Filho nasceu em Teresópolis, RJ e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. Estudou na Academia Imperial de Belas Artes - RJ, onde foi aluno de José Maria de Medeiros e Zeferino da Costa; na Escola de Belas Artes de Paris onde foi aluno de Henri Rochefort; na Escola ao Ar Livre de Antônio Parreiras, RJ (1891) e na Academia Julian, Paris (1894) onde foi aluno de Jean-Paul Laurens e Marcel Baschet. Foi membro fundador e vice-presidente da Academia Brasileira de Belas Artes. Viveu em Paris de 1894 a 1940. Recebeu do Governo Francês os títulos: Oficial da Academia de Paris (1910), ‘Officer de l´Instruction Publique’ (1924) e Cavalheiro da Ordem da Legião de Honra (1936). Executou um painel para o Pavilhão do Brasil na Exposição Internacional de Turim, Itália em 1911. Fixou-se definitivamente no Brasil, Rio de Janeiro, a partir de 1940. Participou de muitas exposições e Salões oficiais. Foi premiado no Rio de Janeiro (1894, 1898, 1908, 1948, 1949, 1950); em Porto Alegre, RS (1942); em São Paulo (1942, 1944, 1947) e recebeu o 1º lugar no Concurso para decoração do Salão Nobre do Palácio da Guerra no Rio de Janeiro em 1940. MEC VOL. 3, PÁG 35, PONTUAL PÁG. 327; JULIO LOUZADA VOL. 1, pág. 565.



570 - DARIO MECATTI (1909 - 1976)

Casario - óleo sobre tela - 70 x 100 cm - canto inferior direito e dorso - 1968 -
Reproduzido no convite e na quarta capa do catálogo deste leilão. Ex coleção Milton Gallon, São Paulo, SP. -

Pintor e desenhista nascido em Florença, Itália e falecido em São Paulo, SP. Na Itália recebeu orientação artística de Camillo Innocenti, trabalhou em um banco e pintou cartazes para a sala de cinema de seu primo. Em 1933, mudou-se para a África, onde permaneceu por aproximadamente sete anos viajando pelo norte do continente. Neste período conheceu a Líbia, Ilha de Malta, Tunísia, Turquia, Argélia, Marrocos, além de Portugal e Espanha. Durante a viagem retratou cenas destes países e realizou algumas exposições com o pintor florentino Renzo Gori, com quem residiu por pouco tempo em Paris. Em 1939, conheceu a Ilha de São Miguel, nos Açores e lá encontrou Maria da Paz com quem posteriormente se casou. No ano de 1940, mudou-se para o Brasil, passou pouco tempo no Rio de Janeiro e depois um período em Minas Gerais, onde visitou as cidades de Belo Horizonte, Juiz de Fora e Ouro Preto. Mudou-se no final do ano para São Paulo, onde entre 1941 e 1945, trabalhou na Galeria Fiorentina, na Rua Barão de Itapetininga, de propriedade de Malho Benedetti. Em 1945 conheceu Nicolino Bianco que passou a adquirir os quadros do artista para serem expostos na Loja de Móveis Paschoal Bianco. Apresentou-o para clientes e amigos que passaram a encomendar retratos. Neste período entrou em contato com Ezio Barbini, dono da Galeria Internacional que vendeu regularmente suas obras, além de apresenta-lo a um grupo de jovens artistas a quem orientou. Em 1946 construiu na Rua Feliciano Maia a sua casa estúdio, onde realizou exposições individuais anuais, sendo a última no ano de 1976, data de seu falecimento. TEODORO BRAGA, PÁG. 161/2; MEC, VOL. 3, PÁG. 109; PONTUAL, PÁG. 352; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 72; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 320; ITAÚ CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 611; ACERVO FIEO.



571 - INGRES SPELTRI (1940)

"Opus 31.114" - técnica mista - 65 x 85 cm - canto inferior direito e dorso -

Pintor, desenhista, escultor, gravador e professor nascido em Jau, SP. Filho do pintor Augusto Speltri com quem se iniciou na pintura, ainda criança. Em 1959 mudou-se para São Paulo onde estudou Música (1960-1964). É professor titular da Escola Panamericana de Arte, SP. Realizou exposições individuais, em São Paulo, nos anos de 1977, 1981, 1978, 1984. Participou de várias mostras e Salões oficiais, sendo premiado em: São Paulo (1963, 1966, 1970, 1971); Santo André, SP (1976). JULIO LOUZADA VOL. 5, PÁG. 1012; ITAU CULTURAL; ACERVO FIEO; MEC VOL. 4, PÁG. 338; PONTUAL PÁG. 504; www.artprice.com; www.speltri.com.



572 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Marinha - acrílico sobre tela - 50 x 50 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2002 - São Paulo -
Com certificado de autenticidade emitido pelo Estúdio Aldemir Martins. -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.



573 - DJANIRA DA MOTTA E SILVA (1914 - 1979)

Baile - desenho a nanquim - 21 x 16 cm - canto inferior direito -

Pintora, desenhista, ilustradora, cartazista, cenógrafa e gravadora. Djanira da Motta e Silva nasceu em Avaré, SP e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. No final da década de 1930, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde teve suas primeiras instruções de desenho no Liceu de Artes Ofícios e com o pintor Emeric Marcier, hóspede da pensão que Djanira instalou no bairro de Santa Teresa. Os contatos com os artistas Carlos Scliar, Milton Dacosta , Arpad Szenes , Vieira da Silva e Jean-Pierre Chabloz , frequentadores de sua pensão, proporcionaram um ambiente estimulador que a levou a expor no 48º Salão Nacional de Belas Artes, em 1942. No ano seguinte, realizou sua primeira mostra individual, na Associação Brasileira de Imprensa - ABI. Em 1945, viajou para Nova York. De volta ao Brasil, realizou o mural ‘Candomblé’ para a residência do escritor Jorge Amado, em Salvador, e painel para o Liceu Municipal de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Entre 1953 e 1954, viajou a estudo para a União Soviética. De volta ao Rio de Janeiro, tornou-se uma das líderes do movimento pelo Salão Preto e Branco, um protesto de artistas contra os altos preços do material para pintura. Realizou em 1963, o painel de azulejos ‘Santa Bárbara’, para a capela do túnel Santa Bárbara, Laranjeiras, Rio de Janeiro. No ano de 1966, a editora Cultrix publicou um álbum com poemas e serigrafias de sua autoria. Realizou muitas exposições individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil, EUA e Europa. Foi premiada no Rio de Janeiro (1943, 1944, 1949, 1950 a 1953, 1955, 1963) e em São Paulo (1951, 1955). Participou da 1ª e da 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1951, 1955). Em 1977, o Museu Nacional de Belas Artes - MNBA, realizou uma grande retrospectiva de sua obra. ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL.1, PÁG. 336; PONTUAL, PÁG. 181; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 164; MEC, VOL. 2, PÁG 58; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG, 263; WALTER ZANINI, PÁG. 810; ARTE NO BRASIL, PÁG. 824; ACERVO FIEO.



574 - MARIANA REZENDE (1988)

"Capoeirista" - aquarela - 20 x 16 cm - canto inferior esquerdo e dorso - janeiro de 2015 -

Pintora, escultora e ilustradora, Mariana de Lima Rezende nasceu em Mogi das Cruzes, SP, cresceu em Piracicaba, SP onde fez curso de desenho artístico na Escola Magno Arte (2002-2006). Graduou-se em Licenciatura em Educação Artística na UNESP, Bauru- SP (2007-2010) e teve aulas de pintura em aquarela com o ilustrador Wagner Zuri (2012- 2014). Especializou-se em ‘Gestão Cultural: cultura, desenvolvimento e mercado’ no SENAC, SP (2014). http://ilustramari.blogspot.com.br; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4433329T0.



575 - BRUNO GIORGI (1905 - 1993)

Banhista - escultura em bronze - 45 x 8 x 10 cm - assinado -

Escultor, desenhista e pintor paulista nascido em Mococa, SP e falecido no Rio de Janeiro. Mudou-se com a família para Itália, e fixou-se em Roma (1913). Iniciou estudos de desenho e escultura com o professor Loss (1920). Participou de movimentos antifascistas e foi preso (1931) por motivos políticos. Foi extraditado para o Brasil (1935) por intervenção do embaixador brasileiro na Itália. Em 1937, viajou para Paris e frequentou as academias ‘La Grand Chaumière’ e ‘Ranson’, onde estudou com Aristide Maillol e conviveu com Henry Moore, Marino Marini e Charles Despiau. Em 1939, retornou a São Paulo e junto com Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Sérgio Milliet, entre outros, participou do Movimento Modernista; foi um dos membros da Família Artística Paulista e do Grupo Santa Helena. Em 1943, transferiu-se para o Rio de Janeiro. A convite do ministro Gustavo Capanema instalou ateliê no antigo Hospício da Praia Vermelha, onde orientou jovens artistas como Francisco Stockinger. Possui obras em espaços públicos como ‘Monumento à Juventude Brasileira’ (1947), nos jardins do antigo Ministério da Educação e Saúde, atual Palácio Gustavo Capanema - RJ; ‘Candangos’ (1960), na Praça dos Três Poderes, e ‘Meteoro’ (1967), no lago do edifício do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília; ‘Integração’ (1989), no Memorial da América Latina, em São Paulo. Participou das Bienais de Veneza (1950, 1952); participou das I, II, IV e IX Bienais de São Paulo, período em que recebeu o prêmio de melhor escultor brasileiro (1953) e sala especial (1967). MEC, VOL.2, PÁG. 250; PONTUAL, PÁG. 237; MAYER/84, PÁG. 1333; BENEZIT VOL. 5, PÁG. 14; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 587; ARTE NO BRASIL, PÁG. 715; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 422; www.artprice.com; www.pinturabrasileira.com; www.dec.ufcg.edu.br; www.monumentos.art.br.



576 - MARIO GRUBER (1927 - 2011)

"Fantasiado" - óleo sobre tela - 120 x 90 cm - canto inferior direito e dorso - 2008 -
Com recibo original do autor datado de 22 de outubro de 2008. -

Pintor, desenhista, gravador, escultor, muralista - Mário Gruber Correia nasceu em Santos, SP. Autodidata, começou a pintar em 1943. Mudou-se para São Paulo em 1946 e matriculou-se na Escola de Belas Artes, onde foi aluno do escultor Nicolau Rollo. Em 1947, ganhou o primeiro prêmio de pintura na exposição do grupo ’19 Pintores’. No ano seguinte realizou sua primeira exposição individual e passou a estudar gravura com Poty e a trabalhar com Di Cavalcanti. Recebeu bolsa de estudo em 1949, foi morar em Paris, onde estudou na ‘École Nationale Supérieure des Beaux-Arts’ com o gravador Édouard Goerg e trabalhou com Candido Portinari. Retornou ao Brasil em 1951 e fundou o Clube de Gravura (posteriormente Clube de Arte) em sua cidade natal, onde voltou a residir. Foi professor de gravura no Museu de Arte Moderna de São Paulo em 1953 e na Fundação Armando Álvares Penteado entre 1961 e 1964. De 1974 a 1978, morou em Paris, depois, ao retornar ao Brasil, morou em Olinda, Pernambuco. Em 1979, montou ateliê em Nova York. De volta a São Paulo, realizou obras de grande porte em espaços públicos como a estação Sé do Metrô e o Memorial da América Latina. Além de ter realizado muitas exposições individuais, participou de várias mostras e salões oficiais: Salão Paulista de Arte Moderna; Panorama da Arte Moderna Brasileira; Bienal Internacional de São Paulo e na França, Espanha, Estados Unidos, Colômbia, Holanda, Finlândia, Alemanha. PONTUAL, PÁG. 253; WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 370; MEC, VOL. 1, PÁG. 466; JULIO LOUZADA, VOL. 1, PÁG. 448; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG.649; ARTE NO BRASIL, PÁG. 803; LEONOR AMARANTE, PÁG. 376; ACERVO FIEO.



577 - EMMANUEL MANE-KATZ (1894 - 1962)

Figura - óleo sobre tela - 55 x 46 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor, escultor e professor nascido em Kremenchug, Ucrânia e falecido em Tel Aviv, Israel. Vinha de uma família judia ortodoxa e pretendia ser rabino. Após estudar na Escola de Belas Artes em Kiev foi para Paris (1913) onde frequentou no ateliê de Fernand Cormon. Voltou para a Ucrânia depois da I Guerra, trabalhou na comitiva do Ballet Russo e foi nomeado professor na Academia de Cracóvia (1917). Voltou para Paris (1921) e conseguiu a cidadania francesa (1927). Participou, desde então, dos principais Salões parisienses e realizou exposições individuais. Entre 1928 e 1937 viajou para o Egito, Palestina e Síria. De 1940 a 1945, refugiou-se em Nova York onde começou a fazer esculturas. Após a II Guerra realizou várias viagens a Israel, de 1948 até o seu falecimento, e foi deixando uma série de trabalhos seus e de sua coleção particular de etnografia judaica em Haifa que formaram as bases do Museu Mane-Katz. Em 1953 doou também oito pinturas suas para o Museu Glitzenstein em Safed. BENEZIT VOL. 7, PÁG. 132; rogallery.com; www.bbc.co.uk; www.tate.org.uk; www.artprice.com; www.artnet.com; www.catalogodasartes.com.br.



578 - ANGELO CANNONE (1899 - 1992)

Marinha - óleo sobre madeira - 19 x 30 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista e professor nascido em Abruzzo, Itália. Assinava D’Angelo, Angelo Cannone e A. Cannone. Aos cinco anos mudou-se para Nápoles com sua família. Em fins de 1947, veio para o Brasil, residiu algum tempo em São Paulo e depois se mudou para o Rio de Janeiro, onde se radicou e lá faleceu. Estudou no Instituto de Belas Artes de Nápoles com Paolo Vetri. Viveu em Roma durante quatro anos com uma pensão conquistada em um concurso em Nápoles. Lecionou desenho no Instituto Técnico. Expôs individualmente em São Paulo (1947, 1993) e no Rio de Janeiro (1947, 1973, 1980, 1984). Foi premiado, na Itália, em: 1922, 1925, 1929, 1941 e, no Brasil, em 1960. Em 1972 pintou o retrato do papa Pio X, em tamanho natural, que está na Igreja dos Italianos, RJ. WALMIR AYALA, VOL. 1, PÁG. 168; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 187; VOL. 3, PÁG. 203; VOL.8, PÁG. 165; VOL. 9, PÁG. 171; ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO; brasilartesenciclopedias.com.br; www.artprice.com; www.arcadja.com.



579 - MENASE WAIDERGORN (1927)

Paisagem - óleo sobre tela - 50 x 60 cm - canto inferior direito -

Romeno da cidade de Hotin, Waidergorn veio para o Brasil em 1932, onde seus pais fixaram residência em São Paulo. Ingressou na APBA, onde conheceu Mecatti, que muito o estimulou e orientou, dele assimilando a luminosidade da pintura peninsular muito a gosto do ottocento italiano. Sua pintura aborda todos os gêneros, baseadas tanto nas recordações da infância pobre como nas lembranças das viagens que fez ao norte da Africa e Europa. Participou de diversos salões e coletivas, recebendo diversas premiações JULIO LOUZADA vol.11, pág. 330; Acervo FIEO.



580 - CÍCERO DIAS (1908 - 2003)

"Canoeiras" - óleo sobre tela - 65 x 54 cm - canto inferior direito - década de 1970/1980 -
Reproduzido no convite e na capa do catálogo deste leilão .Com termo de autenticidade código CDT8096 da pré catalogação promovida pela Simões de Assis Galeria de Arte, com fins de execução do Catalogue Raisonée da obra de Cícero Dias, firmado por Waldir Simões de Assis Filho. -

Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, cenógrafo e professor - Cícero dos Santos Dias nasceu em Escada, PE e faleceu em Paris. Iniciou estudos de desenho em sua terra natal e mudou-se para o Rio de Janeiro, onde se matriculou, em 1925, nos cursos de arquitetura e pintura da Escola Nacional de Belas Artes, mas não os concluiu. Entrou em contato com o grupo modernista e, em 1929, colaborou com a ‘Revista de Antropofagia’. Em 1931, no Salão Revolucionário, na Enba, expôs o polêmico painel, tanto por sua dimensão quanto pela temática: ‘Eu Vi o Mundo... Ele Começava no Recife’. Ilustrou, em 1933, ‘Casa Grande & Senzala’, de Gilberto Freyre. Em 1937 foi preso no Recife quando da decretação do Estado Novo. A seguir, incentivado por Di Cavalcanti, viajou para Paris onde conheceu Georges Braque, Henri Matisse, Fernand Léger e Pablo Picasso, de quem se tornou amigo. Em 1942, foi preso pelos nazistas e enviado a Baden-Baden, na Alemanha. Entre 1943 e 1945, viveu em Lisboa como Adido Cultural da Embaixada do Brasil. Retornou a Paris onde integrou o grupo abstrato Espace. Em 1948, realizou o mural do edifício da Secretaria das Finanças do Estado de Pernambuco, considerado o primeiro trabalho abstrato do gênero na América Latina. Em 1965, foi homenageado com sala especial na Bienal Internacional de São Paulo. Inaugurou, em 1991, painel de 20 metros na Estação Brigadeiro do Metrô de São Paulo. No Rio de Janeiro, foi inaugurada a Sala Cícero Dias no Museu Nacional de Belas Artes - MNBA. Recebeu do governo francês a Ordem Nacional do Mérito da França, em 1998, aos 91 anos. MEC, VOL.2, PÁG.50; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁG.252; TEIXEIRA LEITE, PÁGS. 157, PONTUAL, PÁGS. 174; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 564; ARTE NO BRASIL, PÁG. 715; LEONOR AMARANTE, PÁG. 146; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 334; ACERVO FIEO; web.artprice.com.



581 - NAOTO KONDO (1965)

"Movimento cubo 15" - acrílico sobre tela - 30 x 40 cm - dorso -

Pintor nascido em São Paulo. Sua formação artística foi na FAAP. Expôs individualmente em: São Paulo (1999, 2002); Tóquio, Japão (1996 a 1998); Nagoya, Japão (1991). Participou de exposições coletivas e mostras oficiais em: São Paulo (1990 a 1992, 2000, 2001); Santos, SP (1991); Xangai, China (2000); Japão (1994 a 2000); Coréia do Sul (1995, 1996, 1999). Prêmios: São Paulo (1990, 1991, 2000); Japão (1999). www.pinacoteca.org.br.



582 - VALDIR DE CASTRO (1955)

Composição - óleo sobre eucatex - 59 x 49 cm - canto inferior direito -

Pintor nascido em Bragança Paulista, SP, (21/5/1955). JULIO LOUZADA vol. 11 pág. 63, Acervo FIEO.



583 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XIX

Barcos - óleo sobre tela - 47 x 61 cm -



584 - WALTER LEWY (1905 - 1995)

Paisagem surreal - óleo sobre tela - 27 x 35 cm - canto inferior esquerdo - 1975 -

Gravador, pintor, ilustrador, paisagista, desenhista e publicitário nascido em Bad Oldesloe, Alemanha e falecido em São Paulo. Estudou na Escola de Artes e Ofícios de Dortmund, Alemanha (1923-1927). Nesse período, filiou-se à tendência do realismo mágico. Em 1928 participou de coletivas em Dortmund, Gelsenkirchen, Boclusim e outras cidades. Com a crise econômica de 1929, Lewy perdeu seu emprego de desenhista numa gráfica e foi viver com os pais no interior, tornando-se ilustrador de anedotas em jornais. Realizou sua primeira exposição individual em Bad Lippspringe (1932), mas foi fechada quando a Câmara de Arte Alemã proibiu a participação de judeus na vida artística. Escapando dessa situação opressora, o artista imigrou para o Brasil (1938), retomando profissionalmente a pintura. Deixou para trás centenas de trabalhos, que foram enviados para a Holanda e perdidos durante os bombardeios da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). No Brasil, fixou-se em São Paulo. Nos primeiros anos fez desenho publicitário e mais tarde capas de livros e ilustrações para diversas editoras. Ilustrou obras de Bertrand Russell, Machado de Assis e Arnold Toynbee, entre outras. Mais tarde, empregou-se como diagramador, letrista e arte-finalista nas agências de propaganda De Carli, Lintas Publicidade, Martinelli, Santos & Santos e Thompson Propaganda. Participou de Salões Nacionais e Bienais de São Paulo, entre 1951 e 1965, recebendo diversas premiações oficiais. JULIO LOUZADA, VOL. 10, PÁG. 497; MEC, VOL. 2, PÁG. 474; TEODORO BRAGA, PÁG. 245; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 286; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 630; LEONOR AMARANTE, PÁG. 142; ACERVO FIEO.



585 - CARLOS OSWALD (1882 - 1971)

"Jesus e o doente" - água forte original - 20 x 15 cm - canto inferior direito -
Reproduzido na página 82 do livro "Carlos Oswald" editado pelo Museu Nacional de Belas Artes - Rio de Janeiro, RJ. -

Gravador, pintor, desenhista, decorador, professor e escritor. Nasceu em Florença, Itália e faleceu em Petrópolis, RJ. Graduou-se como físico-matemático em 1902, pelo Instituto Galileo Galilei, em Florença. No ano seguinte, ingressou na ‘Accademia di Belle Arti di Firenze’. Viajou para o Brasil pela primeira vez em 1906 e realizou no Rio de Janeiro a primeira exposição individual no país. Retornou à Europa em 1908, estudou gravura com o americano Carl Strauss em Florença e viajou para Munique, onde aprendeu a técnica da água-forte. Em 1911, participou da decoração do pavilhão do Brasil, na Exposição Internacional de Turim. Fez a segunda viagem ao Rio de Janeiro em 1913 e realizou uma exposição com Eugênio Latour na Escola Nacional de Belas Artes . Foi nomeado, em 1914, professor de gravura e desenho no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro e é considerado o introdutor da gravura no Brasil. No ano de 1930, fez o desenho final do ‘Monumento ao Cristo Redentor’. A obra foi executada na França pelo escultor Paul Landowski e instalada no Morro do Corcovado, Rio de Janeiro, em 1931. Publicou, em 1957, a autobiografia ‘Como Me Tornei Pintor’. Em 1963, o Museu Nacional de Belas Artes - RJ adquiriu quase todas as suas obras em gravuras. Participou de muitas mostras coletivas e Salões oficiais e foi premiado no Rio de Janeiro em 1904, 1906, 1909, 1912, 1913, 1916 e realizou diversas exposições individuais. PONTUAL, PÁG. 397; ARTE NO BRASIL, VOL. 2, PÁG. 1053; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 446; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 699; MEC VOL. 3, PÁG. 304; ACERVO FIEO.



586 - RUBENS GERCHMAN (1942 - 2008)

"Tem-po" - serigrafia - 13/100 - 35 x 24 cm - canto inferior direito -

Pintor, desenhista, gravador, escultor nascido no Rio de Janeiro e falecido em São Paulo. Em 1957, freqüenta o Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro, onde estuda desenho. Faz curso de xilogravura com Adir Botelho e freqüenta a Escola Nacional de Belas Artes - Enba, entre 1960 e 1961. Em 1967, é contemplado com o prêmio de viagem ao exterior no 16º Salão Nacional de Arte Moderna e viaja para os Estados Unidos. Reside em Nova York entre 1968 e 1972. Retorna ao Brasil e faz o roteiro, a cenografia e a direção do filme 'Triunfo Hermético' e os curtas 'ValCarnal' e 'Behind the Broken Glass'. De 1975 a 1979, assume a direção da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, RJ. É co-fundador e diretor da revista 'Malasartes'. Em 1978, viaja para os Estados Unidos com bolsa da Fundação John Simon Guggenheim. Em 1982, permanece por um ano em Berlim como artista residente, a convite do Deutscher Akademischer Austauch Dienst - DAAD [Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico]. Realizou diversas exposições individuais e participou de muitas mostras oficiais no Brasil e pelo mundo recendo prêmios na Bienal de São Paulo (1965), Bienal de Salvador, BA (1966), Bienal de Cali, Colômbia (1967, 1970). JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 417; PONTUAL, PÁG. 235; TEIXEIRA LEITE, "in" A GRAVURA BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 734; ARTE NO BRASIL, PÁG. 974; LEONOR AMARANTE, PÁG. 143, MEC VOL. 2, PÁG. 246; Acervo FIEO.



587 - JOHN GRAZ (1891 - 1980)

Gatos - serigrafia - 46/200 - 23 x 18 cm -
Assinado por Annie Graz, herdeira responsável pela obra de John Graz, no dorso. -

Pintor suíço, estudou em Genebra, Munique e Paris. Casando-se com a brasileira Regina Gomide em 1920, fixou-se no Brasil, de onde não mais sairia. Foi um dos integrantes da Semana de Arte Moderna de 1922. Sua arte alia decorativismo e estilização. TEODORO BRAGA, pág. 112; PONTUAL, pág. 251; MEC, vol. 2, pág. 283; ITAU CULTURAL.; WALTER ZANINI, pág. 530; ARTE NO BRASIL, pág. 672; LEONOR AMARANTE, pág. 200, Acervo FIEO.



588 - ENZO FERRARA (1984)

"Largo São Bento" - acrílico sobre tela - 25 x 36 cm - canto inferior esquerdo - 2013 - São Paulo -

Pintor, Enzo Cícero Tiago Aparecido de Lima Santos nasceu em São Paulo. Assina Enzo Ferrara. Vive em Mogi das Cruzes, SP, desde2005. Criou, em 2009, com os artistas plásticos Zeti Muniz, Adelaide L. Swettler, João Ruíz, Marineis Dias, Nerival Rodrigues e Sirley Lacerda o grupo de artes ‘Frontispício’ (Frente Especial). Expôs individualmente em: Mogi das Cruzes (2006); Diadema, SP (2012). Tem participado de mostras coletivas e Salões oficiais em: Mogi das Cruzes (2008); Piracicaba, SP (2010, 2012 - 10ª e 11ª Bienais de Arte Naïf do Brasil); São Paulo (2011); Santo André, SP (2012). Foi premiado em Suzano, SP (2011); Piracicaba (2012 - Bienal de Arte Naïf do Brasil). Possui obras no Museu de Arte Popular de Diadema, no Museu Internacional de Arte Naïf do Brasil - RJ; na Pinacoteca de São Bernardo do Campo, SP. JULIO LOUZADA VOL. 7, PÁG. 254; www.dgabc.com.br; ofrontispicio.blogspot.com.br; www.odiariodemogi.inf.br; www.diadema.sp.gov.br



589 - OMAR PELEGATTA (1925 - 2000)

Casario - óleo sobre tela - 50 x 61 cm - canto inferior esquerdo -

Italiano da Lombardia, PELLEGATTA foi pintor e gravador dedicado a temas sacros e casarios coloniais. Em sua obra, o ser humano é apresentado sempre de modo idealizado, na figura de ternas madonas, santos, coroinhas e cavaleiros. Participou de diversas coletivas e salões, a partir de 1957, recebendo premiações em sua maioria. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág.735; MEC vol.3, pág.363; ITAU CULTURAL; Acervo FIEO.



590 - EUGÊNIO DE PROENÇA SIGAUD (1889 - 1979)

Paisagem - óleo sobre eucatex - 26 x 16 cm - canto superior esquerdo - 1958 -

Estudou desenho na Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro com Modesto Brocos, formando-se em arquitetura em 1932, nessa mesma escola. A partir de 1935, dedicou-se à pintura mural e, de 1937, à pintura de temas sociais, com predominância de motivos de operários em construção e trabalhadores rurais. Caracteriza-se por uma grande versatilidade técnica, sendo dos raros pintores brasileiros a utilizar, lado a lado, o óleo, a têmpera e a encáustica, além da aquarela e do guache. Participou do Núcleo Bernardelli. PONTUAL, pág. 489; MEC, vol. 4, pág. 243; TEIXEIRA LEITE, pág. 475 e 476; WALMIR AYALA, vol. 2, pág. 324 a 327; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 579; ARTE NO BRASIL, pág. 763, Acervo FIEO.



591 - MANOEL SANTIAGO (1897 - 1987)

Figura - desenho a nanquim - 31 x 22 cm - canto inferior esquerdo -

Manoel Colafante Caledônio de Assumpção Santiago nasceu em Manaus, AM e faleceu no Rio de Janeiro. Pintor, desenhista e professor. Mudou-se para Belém em 1903 e iniciou estudos de pintura. Desde 1916 já praticava a arte não figurativa. Em 1919 transferiu-se para o Rio de Janeiro, cursou Direito e frequentou a Escola Nacional de Belas Artes, onde foi aluno de Rodolfo Chambelland e Baptista da Costa. Na época, teve aulas particulares com Eliseu Visconti. Foi casado com a pintora Haydeá Santiago. Participou em 1927 do Salão Nacional de Belas Artes e recebeu o prêmio viagem ao exterior, entre vários outros. Foi para Paris no ano seguinte, e lá permaneceu por cinco anos. De volta ao Rio de Janeiro, em 1932, tornou-se professor do Instituto de Belas Artes. Em 1934, passou a lecionar pintura e desenho no Núcleo Bernardelli, figurando entre seus alunos José Pancetti, Edson Motta, Bustamante Sá, Ado Malagoli, Rescála e Milton Dacosta. Participou da I Bienal Internacional de São Paulo (1951) e do 8º Panorama da Arte Brasileira (1976). PRIMORES DA PINTURA NO BRASIL, VOL. 1, PÁG. 241; TEODORO BRAGA, PÁG. 211; CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO DE PAISAGEM BRASILEIRA, MEC-MNBA /RIO/1944; MAYER/84, PÁG. 1158; REIS JR, PÁG. 378; PONTUAL, PÁG. 473; WALMIR AYALA, VOL. 2, PÁG. 292; ITAÚ CULTURAL, JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 865; ACERVO FIEO.



592 - CÂNDIDO PORTINARI (1903 - 1962)

"Namorados" - litografia - H. C. - 28 x 22 cm - canto inferior direito -
Registrado no Projeto Portinari no tema Figura Humana. -

Pintor, gravador, ilustrador e professor. Nasceu em Brodósqui, SP e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou-se na pintura em meados da década de 1910, auxiliando na decoração da Igreja Matriz de Brodósqui. Em 1918, mudou-se para o Rio de Janeiro e, no ano seguinte, ingressou no Liceu de Artes e Ofícios e na Escola Nacional de Belas Artes , na qual cursou desenho figurativo com Lucílio de Albuquerque e pintura com Rodolfo Amoedo , Baptista da Costa e Rodolfo Chambelland . Em 1929, viajou para a Europa com o prêmio de viagem ao exterior, e percorreu vários países durante dois anos. Em 1935, recebeu prêmio do Carnegie Institute de Pittsburgh pela pintura ‘Café’, tornando-se o primeiro modernista brasileiro premiado no exterior. No mesmo ano, foi convidado a lecionar pintura mural e de cavalete no Instituto de Arte da Universidade do Distrito Federal, quando teve como alunos Burle Marx e Edith Behring , entre outros. Em 1936, realizou seu primeiro mural, que integrou o Monumento Rodoviário da Estrada Rio-São Paulo. Em seguida, convidado pelo ministro Gustavo Capanema pintou vários painéis para o novo prédio do Ministério da Educação e Cultura (MEC). Em 1940, após exposição itinerante pelos Estados Unidos, a Universidade de Chicago publicou o primeiro livro a seu respeito, ‘Portinari: His Life and Art’. Em 1941, pintou os painéis para a Biblioteca do Congresso em Washington D.C.. Em 1956, com a inauguração dos painéis ‘Guerra e Paz’ na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, recebeu o prêmio Guggenheim. BENEZIT, VOL.8, PÁGS. 440; REIS JUNIOR, PÁGS. 383; TEODORO BRAGA, PÁGS. 195; PONTUAL, PÁGS. 432; MEC, VOL.3, PÁGS 427; MAYER. 89, PÁG.1327; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 550; ARTE NO BRASIL, PÁG. 571; LEONOR AMARANTE, PÁG. 12; F. ACQUARONE, PÁG. 241



593 - FRANCISCO REBOLO GONSALES (1903 - 1980)

Paisagem - óleo sobre eucatex - 26 x 33 cm - canto inferior direito e dorso - 1980 -
Com autenticação de Lisbeth Rebollo Gonçalves, datada de maio de 1974, no dorso. -

Pintor e gravador nascido e falecido em São Paulo. Iniciou seus estudos em artes na Escola Profissional Masculina do Brás, onde teve aulas de desenho com o professor Barquita (1915 e 1917). Aos 14 anos, trabalhou como aprendiz de decorador de paredes. Paralelamente à sua atividade como decorador, atuou como jogador de futebol. Em 1926, montou ateliê de decoração na Rua São Bento. A partir de 1933, transferiu seu ateliê para uma sala no Palacete Santa Helena, quando se iniciou na pintura. A partir de 1935, partilhou seu ateliê com Mario Zanini. Posteriormente, outras salas do Palacete foram transformadas em ateliês e ocupadas por vários pintores, entre eles: Fulvio Pennacchi, Bonadei, Humberto Rosa, Clóvis Graciano, Alfredo Volpi, Rizzotti e Manoel Martins. Mais tarde, este grupo de artistas passou a ser denominado Grupo Santa Helena. Rebolo esteve presente em todos os importantes eventos ligados à história da arte moderna. Integrou, por exemplo, o Salão de Maio, os Salões da Família Artística Paulista e do Sindicato dos Artistas Plásticos; pertenceu ao grupo de artistas que defendeu a criação de um Museu de Arte Moderna em São Paulo e, mais tarde, a Bienal, entre outros feitos que foram relatados na cronologia de sua vida artística. Um ponto alto de sua carreira foi quando recebeu, no Salão de Arte Moderna do Rio de Janeiro, o "Prêmio de Viagem ao Exterior", em 1954. Em 1956, fez curso de restauração no Vaticano, participando da recuperação de uma obra de Raphael. A partir de 1959, incentivado por Marcelo Grassmann, iniciou uma série de experiências como gravador. MEC, VOL. 4, PÁG. 28; TEODORO BRAGA, PÁG. 202; PONTUAL, PÁG. 447; REIS JR., PÁG. 382; TEIXEIRA LEITE, PÁG. 433; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 584; LEONOR AMARANTE, PÁG. 13; ARTE NO BRASIL; ACERVO FIEO; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 807; VOL. 13, PÁG. 278; www.sampa.art.br; www.macvirtual.usp.br; www.unesp.br.



594 - NIOBE XANDÓ (1915 - 2010)

Composição - desenho a caneta hidrográfica - 14 x 66 cm - canto inferior esquerdo -

Pintora e desenhista natural de Campos Novos Paulista-SP. Foi ativa em São Paulo-SP. Autodidata, freqüentou o ateliê de Raphael Galvez a partir de 1946. Dentre as várias fases de sua obra merecem destaque as Flores Fantásticas, as Máscaras de origens africana e indígena, O Letrismo, o Mecanicismo e o Abstracionismo Geométrico. Participou de várias Bienais Nacionais e recebeu mais de 20 prêmios em Salões de Arte. Participou de mais de 100 exposições nacionais e internacionais e mereceu mais de 100 textos de críticos renomados. Em 2004 teve uma grande mostra antológica no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM-SP). Em 2007 teve uma exposição retrospectiva fantástica e merecida na Pinacoteca do Estado de São Paulo. JULIO LOUZADA, vol. 12, pág. 435; PONTUAL, pág. 554; WALTER ZANINI, pág. 717; Acervo FIEO; TEIXEIRA LEITE; BENÉZIT; BARDI, Pietro Maria. Profile of the New Brazilian Art. São Paulo. 1970; SCHENBERG, Mário. Pensando a Arte. São Paulo. 1988. Acervo FIEO.



595 - REINALDO MANZKE (1906 - 1980)

Paisagem - guache - 18 x 14 cm - canto inferior direito -

Pintor, nascido em falecido em Blumenau, SC. Participou regularmente do Salão Paulista de Belas Artes, recebendo premiações diversas. JULIO LOUZADA, vol 9, pág, 529. MEC, VOL, 3,pág, 65. PONTUAL,pág,335; TEODORO BRAGA; ITAÚ CULTURAL; Acervo FIEO.



596 - POMPEO MARIANI (1857 - 1927)

"Venezia" - óleo sobre madeira - 30 x 20 cm - canto inferior esquerdo e dorso -
Esta obra participou do leilão "Kunst & antiquitatenversteigerungen seit 1989" organizado por Johann Sebök - Bamberg, Alemanha - em 27 de julho de 2013. - (Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista da Escola Italiana nascido em Monza e falecido em Bordighera. Sua formação cultural se iniciou em Milão juntamente com sua carreira de funcionário bancário e lá conheceu os pintores Luigi Conconi, Vespasiano Bignami e Eleuterio Pagliano. Esteve pintando pelo Egito e os trabalhos desse período foram mostrados na Exposição de Belas Artes de Milão (1881 e 1882), em Roma e Nice (1883) onde recebeu Medalha de Ouro. Participou de muitas exposições oficiais e mostras coletivas em: Veneza (Bienal de Veneza); Gênova, Florença, Turim, Milão, Londres, Paris, Budapeste, Berlim, Lugano, Lucerna, Zurique, São Petersburgo, Bruxelas; Montecarlo; recebeu várias medalhas de ouro, prata e menções honrosas. BENEZIT VOL. 7, PÁG. 180; JULIO LOUZADA VOL. 9, PÁG. 541; www.artprice.com; www.artnet.com; www.fondazionepompeomariani.com; www.the-athenaeum.org; www.christies.com.



597 - TOMOSHIGUE KUSUNO (1935)

Composição - serigrafia - P. A. V/VII - 47 x 58 cm - canto inferior direito -

Desenhista, pintor, artista visual, professor e gravador, natural de Yubari, Japão. . Estudou na Universidade de Arte e fez parte do Núcleo de Arte de Vanguarda, em Tóquio, Japão, na década de 1950. Imigrou para o Brasil em 1960 fixando-se em São Paulo. No ano seguinte, participou do 10º Salão Paulista de Arte Moderna. Em 1962 foi premiado no Salão do Paraná, em Curitiba, e no Salão do Grupo Seibi de Artistas Plásticos, em São Paulo - neste salão também ganhou o grande prêmio em 1970, na sua 14ª edição. Ainda na década de 1960, uniu-se a artistas ligados a tendências da nova figuração e participou das mostras: ‘Opinião 65’, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e ‘Propostas 65’, na Fundação Armando Álvares Penteado, SP. No Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, expôs em várias ocasiões, participando da mostra Jovem Arte Contemporânea, na qual recebeu prêmios em 1967 e 1972. Participou também da Bienal Internacional de São Paulo (1963, 1965, 1967, 1977, 1983, 1985), do Panorama da Arte Atual Brasileira – MAM, SP (1970, 1976, 1977, 1979, 1986). JULIO LOUZADA, VOL.4, PÁG.1101; MEC, VOL.2, PÁG.430; PONTUAL, PÁG.295; TEIXEIRA LEITE, PÁG.274; WALMIR AYALA, VOL.1, PÁG.452; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 697; ARTE NO BRASIL, PÁG. 968; LEONOR AMARANTE, PÁG. 171, ACERVO FIEO.



598 - RITA LOUREIRO (1952)

Macunaíma - óleo sobre tela - 61 x 76 cm - canto inferior direito - 1981 -
Reproduzido no livro "Macunaíma: o herói sem nenhum caráter" de Mário de Andrade, com ilustrações de Rita Loureiro, editora Itatiaia, Belo Horizonte. No estado. -

Pintora autodidata nascida em Manaus, AM. Viveu no Rio de Janeiro, de 1976 a 1979, onde começou a pintar. Voltou para Manaus. Foi incluída no livro ‘Le Rêve et Les Naifs’ publicado pela Editora Max Fourny - Paris, França (1982) e ilustrou uma edição para bibliófilos do livro ‘Macunaína’ de Mário de Andrade no Rio de Janeiro (1984). Realizou várias exposições individuais no Brasil, Alemanha e Inglaterra. Participou também de mostras e Salões oficiais. ITAU CULTURAL.



599 - MODESTO BROCOS Y GOMES (1852 - 1936)

"Dr. José Alexandre Teixeira de Mello" - gravura - 20 x 14 cm - lado esquerdo na matriz -

Pintor, desenhista, gravador e professor, nascido em Santiago de Compostela, Espanha, a 9 de fevereiro de 1852, e falecido na cidade do Rio de Janeiro, onde era radicado e ativo, no dia 28 de novembro de 1936. Era brasileiro naturalizado. Estudou com Vitor Meireles e Zeferino da Costa, na Academia Imperial de Belas Artes-RJ (até 1875). Em Paris estudou com Henri Lehmann. Em 1952, o MNBA-RJ organizou importante retrospectiva de sua obra, por ocasião do centenário do seu nascimento. JULIO LOUZADA vol.10, pág. 144; MEC vol.1, pág. 297; PONTUAL, pág. 91; TEIXEIRA LEITE, pág. 88; WALMIR AYALA vol.1, pág.134; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 418; 602.



600 - AXEL LESKOSCHEK (1889 - 1976)

Mulher com gato - litografia - 18 x 12 cm - canto inferior direito -

Importante gravador, pintor e professor austríaco. Realizou sua formação artística na Áustria e ali publicou álbuns de xilogravuras e águas-fortes. Veio residir no Brasil em 1930, fugindo do nazismo, aqui ficando até 1950. Ilustrou diversas publicações nacionais, entre elas, e principalmente, as edições brasileiras dos romances de Dostoiévski (Ed. José Olimpio). Foi professor, entre outros, de Renina Katz, Fayga Ostrower e Ivan Serpa. MAYER/88, pág.494; JULIO LOUZADA, vol.1, pág.609; BENEZIT, vol.6, pág.612, ART PRICE ANNUAL/2000, pág.1464; PONTUAL, pág.309, TEIXEIRA LEITE, pág.284; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 605; ARTE NO BRASIL, pág. 840; Acervo FIEO.



601 - NORBERTO NICOLA (1930 - 2007)

Composição - colagem - 22 x 14 cm - canto inferior esquerdo - 1970/71 -
Com a seguinte dedicatória no dorso: "Caro Mello, algumas teorias dizem que o tempo não existe. De acordo com elas, então será válido eu desejar-te em janeiro de 1995 felicidade e bom Natal." -

Pintor e tapeceiro. Foi aluno de pintura de Samson Flexor, no Atelier Abstração, em 1954. Em 1959, estudou nos centros tapeceiros europeus e cria, com Jacques Douchez, o Ateliê Douchez-Nicola de Tapeçaria. Entre as exposições de que participou, destacam-se: Salão Paulista de Arte Moderna, São Paulo, de 1956 a 1960 (várias vezes premiado); Bienal Internacional de São Paulo, várias edições entre 1963 e 1975; Mostra de Tapeçaria Brasileira, no MAB/Faap, São Paulo, 1974 (1º prêmio); Trienal de Tapeçaria, no MAM/SP, 1979 (Hors Concours); Arte Plumária do Brasil, no Smithsonian Institute e no Museu de Antropologia, Washington (Estados Unidos) e Cidade do México, México, 1982; Bienal Brasil Século XX, na Fundação Bienal, São Paulo, 1994. JULIO LOUZADA vol, 4 pág, 800; MEC, vol, 3, pág, 261 e 262; WALMIR AYALA, vol 2, pág, 132; TEIXEIRA LEITE, pág 354. PONTUAL, pág, 384; ITAÚ CULTURAL; LEONOR AMARANTE, pág. 207.



602 - ORLANDO MATOS (1927)

Mangue - óleo sobre eucatex - 70 x 60 cm - canto inferior direito -

Caricaturista e ilustrador, nasceu em Castro, Paraná, em 31 de março de 1927. Fixou residência no Rio de Janeiro a partir de 1945, trabalhando como auxiliar de desenhista no jornal "A Noite". Foi colaborador de vários jornais e revistas, destacando-se: A Cigarra, O Cruzeiro, a Folha de São Paulo. Sua trajetória artística é acompanhada de inúmeras exposições nacionais e estrangeiras, obtendo prêmios em todas elas. JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 608



603 - AUTOR DESCONHECIDO, SÉC. XIX

Rei Carlos I em uma caçada - óleo sobre tela - 111 x 63 cm - não assinado -
Releitura de obra de Anthony Van Dyck presente no Museo do Louvre - Paris.



604 - ROMOLO PERGOLA (1890 - 1960)

Veneza - óleo sobre tela - 39 x 46 cm - canto inferior direito -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor e desenhista italiano nascido em Roma e falecido em Trino. Estudou na Academia de Belas onde foi aluno de Enrico Simonetti. Continuou a estudar pintura em Paris (1909 a 1914). Após a guerra mudou-se para Camogli. Retornou a Paris (1923 a 1928) onde participou de várias exposições do Salão de Outono e do Salão dos Artistas Franceses. Em Milão, expôs na Exposição Permanente (1917) e participou da mostra do ‘Grupo de Pintores de Camogli’ (1959). Realizou exposição individual em Gênova (1937, 1950) e decorou a Igreja de Santo Antonio de Bocadasse. Possui obras no Museu Municipal Marinaro de Camogli, no Museu de Luxemburgo em Paris. romolopergola.com; www.ottocentoligure.it; www.artprice.com; www.artnet.com.



605 - JOSÉ SABÓIA (1949)

Trabalhadores - óleo sobre tela - 50 x 50 cm - canto inferior direito -

Pintor, José Sabóia do Nascimento nasceu em Almadina-BA. Artista autodidata foi para o Rio de Janeiro em 1967 e começou a pintar no ano seguinte, passando a expor seus trabalhos na feira hippie de Ipanema. Fez sua primeira exposição individual em Fortaleza, CE (1970). Entre as exposições de que participou, destacam-se: I e III Salão Nacional de Artes Plásticas do Ceará, Fortaleza, (1969, 1971 - Prêmio Aquisição); Dez Pintores no Rio de Janeiro, no MNBA, RJ (1983); ‘Brésil Naifs’, Paris (1986); ‘Salon d'Art Naif’- Marseilha, França (1987); ‘Pintura, Presença e Povo na Arte Brasileira’ no Museu da Casa Brasileira - São Paulo (1990); ‘Visões do Rio’ no MAM, RJ (1996). No exterior expôs individualmente em São Francisco, EUA e Munique, Alemanha, além de participar de coletivas em vários países e, principalmente na França, com exposições organizadas pela Galeria Jacqueline Bricard e uma presença cativa na ‘Galerie Naïfs du Monde Entier’ em Paris. José Sabóia participou do Concurso Internacional de Morges, quando seu quadro foi eleito pelo público, a melhor obra de 60 participantes de 22 países, premiação que originou o convite da Galeria Kasper para realizar uma exposição individual em 1997. JULIO LOUZADA vol. 11, pág. 278; ARTE NAIF NO BRASIL, pág. 228; ITAÚ CULTURAL, Acervo FIEO; www.artprice.com; www.nautilus.com.br; www.ardies.com.



606 - SERGIO RODRIGUES (1927 - 2014)

Estudo - técnica mista - 45 x 63 cm - canto inferior direito -

Designer de móveis, arquiteto. Ingressa em 1947 na Faculdade Nacional de Arquitetura da Universidade do Brasil - FNA, no Rio de Janeiro. Em 1949, atua como professor assistente de David Xavier de Azambuja, que, em 1951, o convida a participar da elaboração do projeto do Centro Cívico de Curitiba, com os arquitetos Olavo Redig de Campos e Flávio Regis do Nascimento, por intermédio de quem conhece Lucio Costa. Rodrigues forma-se em arquitetura em 1951. Transfere-se para Curitiba, onde cria a Móveis Artesanal Paranaense, em sociedade com os irmãos Hauner, que em 1954 contratam-no para comandar o setor de criação de arquitetura de interiores de sua nova empresa, a Forma S.A., em São Paulo. Nesse período, entra em contato com a produção de diversos designers europeus, conhece Gregori Warchavchik e Lina Bo Bardi. Em 1955, pede demissão da Forma, e volta ao Rio de Janeiro. Alimenta a idéia de criar um espaço de produção e comercialização o do design brasileiro, que se concretiza com a abertura da Oca, em 1955. Cria na década de 1950 as poltronas Mole, Laércio Costa e Oscar Niemeyer. De 1959 a 1960, faz os primeiros estudos do SR2 - Sistema de Industrialização de Elementos Modulados Pré-Fabricados para Construção de Arquitetura Habitacional em Madeira. Os protótipos das construções são expostos no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro - MAM/RJ. Com o objetivo de comercializar móveis produzidos em série a preços acessíveis, cria em 1963 a empresa Meia-Pataca, que se mantém no mercado até 1968. Nesse ano, vende a Oca e monta ateliê no Rio de Janeiro, onde trabalha com arquitetura de interiores para residências, escritórios e hotéis e realiza projetos para o Banco Central em Brasília e a sede da Editora Bloch, no Rio de Janeiro. Participa da exposição Mobiliário Brasileiro - Premissas e Realidade, no Museu de Arte de São Paulo - Masp. Participa, com Lucio Costa e Zanine Caldas, da Mostra Brasile 93 - La Costruzione de una Identitá Culturale [Brasil 93 - A Construção de uma Identidade Cultural], em Brescia, Itália. ITÁU C



607 - CLAUDIO GONÇALVES (1958)

"Interior de bar" - óleo sobre tela - 40 x 60 cm - canto superior direito e dorso - 2014 -

Desenhista, pintor e professor nascido em Ourinhos, SP. Teve aulas de desenho no Ateliê Leandro Frediani em Amparo, SP (1966). Em 1968 mudou-se para São Paulo. Frequentou a Escola Panamericana de Artes (1978) onde teve aulas com Paulo Nesadal (1980); aulas de desenho com Círton Genaro (1981) e aulas de gravura com Romildo Paiva (1987) no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo. Estudou também no ateliê de Manoel M. Menacho (1989 a 1999). Realizou exposições individuais em São Paulo (1997, 2001, 2004, 2007, 2008, 2010) e participou de mostras e Salões oficiais em: Marília, SP (1983); Santo André, SP (1985); Presidente Prudente, SP (1988); São João da Boa Vista, SP (1998); São Paulo (2001, 2003, 2012); Santa Bárbara D’Oeste, SP (2008); Guarulhos, SP (2013); Atibaia, SP (2014). Foi premiado em: Marília, SP (1983); Santo André, SP (1985); Prêmio Paleta Internacional Brasil/Extremo Oriente (1986); Arceburgo, MG (2012, 2013). ITAU CULTURAL; www.claudiogoncalves.com.



608 - TAKESHI SUZUKI (1908 - 1987)

Paisagem - óleo sobre tela colada em eucatex - 29 x 39 cm - canto inferior esquerdo -

Natural de Tóquio, Japão. Compõe o I Salão Paulista de Belas Artes. Realiza duas exposições individuais na Galeria Domus-SP em 1948 e 1949. Integra o Grupo Jacaré e do Guanabara. Participa do Grupo Seibi. Era considerado um dos mais respeitáveis artistas plásticos nipo-brasileiros. As paisagens caracterizam-se por riqueza de detalhes e procura de ângulos menos enobrecidos, focalizando fundos de quintal e imagens mais despojadas, parecendo inacabadas e que conferem expressão ao conjunto. JULIO LOUZADA vol.9 pág.829; ITAU CULTURAL.



609 - VINÍCIUS FERNANDES DA SILVA (1981)

"Chegando em Itapecerica" - óleo sobre tela - 18 x 25 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2014 -

Pintor e desenhista nascido em São Paulo. Autodidata. Em 2006 passou pelo ateliê de Alexandre Reider onde aprendeu fundamentos da pintura de paisagem. Realizou exposições individuais em: Pains, MG; Itapecerica, MG (2008). Tem participado de várias mostras coletivas e Salões oficiais. Foi premiado no Salão da Paisagem da ABPA (2007), em Arceburgo, MG (2006); em Piracicaba, SP (2011, 2012, 2013); no SABBART - Salão Brasileiro de Belas Artes (2012). http://viniciusfsilva.blogspot.com.br/p/sobre-o-artista.html.



610 - WALT DISNEY PRODUCTIONS

"Pocahontas" - celulóide - 5000 - 25 x 33 cm - 1995 -
Com certificado de autenticidade emitido por "The Walt Disney Company" Burbank - California, EUA. -



611 - ZELIA SALGADO (1904 - 2009)

Figura - desenho a crayon - 28 x 20 cm - canto inferior direito -

Escultora, desenhista, professora, pintora - Zélia Ferreira Salgado nasceu em São Paulo e faleceu no Rio de Janeiro. Iniciou seus estudos com Henrique Bernardelli e, posteriormente, ingressou na Escola Nacional de Belas Artes - ENBA, RJ. Durante a década de 1930, transferiu-se para a Paris - Prêmio de viagem da ENBA. Frequentou a ‘Académie de La Grande Chaumière’. A partir de 1936, estudou com Othon Friesz, Robert Wlérick e Isaac Dobrinsky. Voltou ao Brasil por volta de 1947 e trabalhou com Burle Marx . Em 1950, montou seu próprio ateliê. Integrou a Comissão Nacional de Belas Artes entre 1962 e 1963, e foi presidente da seção brasileira da ‘Association Internacionale des Arts Plastiques’, filiada à UNESCO. Foi professora no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (1954-1959). Realizou muitas exposições individuais e participou de diversas mostras coletivas e oficiais como: Salão Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro (1947 a 1949); Bienal Internacional de São Paulo (1951 a 1961 - premiada na edição de 1957); Salão de Arte Moderna do Rio de Janeiro (1954 a 1956); Salão Paulista de Arte Moderna (1956 - Medalha de Prata), entre outros. Exposições retrospectivas foram realizadas em São Paulo (1988 - FAAP) e no Rio de Janeiro (2004 - antiga ENBA, atual Museu Nacional de Belas Artes). MEC VOL. 4, PÁG. 151; PONTUAL PÁG. 469; ITAU CULTURAL; zeliasalgado.art.br; www.artprice.com.



612 - MARIUS HONORÉ BÉRARD (1896 - 1967)

Composição - litografia - H. C. - 37 x 27 cm - canto inferior direito - 1951 -
(Obra de artista estrangeiro vendida como "atribuída")

Pintor nascido em Salindres, França. Estudou em Alès. Realizou exposições em Cannes, Paris, Boulogne-sur-mer e, a partir de 1950, na América do Sul. Em 1946 tornou-se membro do comitê do Salão das Realidades Novas, na França. Participou da 1ª e da 2ª Bienal Internacional de São Paulo; das exposições ‘A França no MAC’ (2009) e ‘Abstracionismo’ (2007) no Museu de Arte Contemporânea – SP. BENEZIT VOL. 1, PÁG. 640; www.centrepompidou.fr; www.macvirtual.usp.br; www.artprice.com; www.artfacts.net; www.arcadja.com.



613 - WASHINGTON MAGUETAS (1942)

Interior - óleo sobre tela colada em eucatex - 9 x 12 cm - canto inferior esquerdo -

Pintor, escultor, professor, compositor e poeta - Washington Luiz da Costa Maguetas nasceu em Taquaritinga, SP. Assina W. Maguetas. Autodidata no início de sua carreira, depois recebeu orientações do escultor italiano Francesco Bassi nas suas primeiras esculturas em argila (1954) e do pintor Oscar Valzachiem em Catanduva, SP. Tornou-se professor de desenho e pintura em 1960. Aos 15 anos recebeu o primeiro prêmio de pintura - bolsa de estudo dada pela Câmara Municipal de Taquaritinga, entre vários outros ao longo de sua vida. Projetou esculturas para espaços públicos em Taquaritinga, SP; Novo Horizonte, SP; Santa Adélia, SP. Realizou muitas exposições individuais e participou de muitas mostras e Salões oficiais no Brasil e exterior. ITAU CULTURAL; MEC. VOL. 3, PÁG. 42; JULIO LOUZADA, VOL. 2, PÁG. 617; VOL. 5, PÁG. 625; VOL. 6, PÁG. 649; www.maguetas.com.br; www.artprice.com; www.galleryfrance.com.



614 - MARTINS DE PORANGABA (1944)

"O circo" - gravura com interferência - Prova única - 40 x 50 cm - canto inferior direito - 1987 -

O crítico de arte José Neisten declarou a respeito do artista, em Washington: " O que define o significado de suas telas é a sintaxe: portanto, uma semântica pessoal, tal como evolui na dinâmica de composição, em seu complexo contraponto, e no uso da cor. Nem sempre é possível entender sua pintura com aferição puramente plástica; muitas vezes é preciso pedir ajuda dos critérios musicais, porque Martins frequentemente compõe suas formas e cores com energia e finura de composição musical, onde tom acima ou um quadro de tom abaixo fazem uma diferença enorme no resultado global ". JULIO LOUZADA, vol. 10, pág. 704; ITAU CULTURAL.



615 - AUGUSTO HERKENHOFF (1965 - XX)

Composição - técnica mista - 48 x 33 cm - canto inferior direito - 1990 -

Nasceu em Cachoeiro do Itapemirim, ES. Formou-se em Direito, no Rio de Janeiro, em 1984.De 1985 a 1986, estudou com Katie Van Scherpenberg no MAM/RJ. Entre 1985 e 1988 estudou pintura com Ronaldo do Rego Macedo, Katie Van Scherpenberg e Manfredo Souzanetto, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Entre 1986 e 1995 participou de diversos Salões, entre eles o I Salão Capixaba de Artes Plásticas, V Salão da Ferrovia – RFFSA, onde recebeu o Prêmio Aquisição, no Rio de Janeiro, 12º Salão Carioca de Arte Universitária, 13º e 16º Salão Carioca Rioarte, VII Salão Paulista de Arte Contemporânea, 13º Salão Nacional de Artes Plásticas, Rio de Janeiro, XV Salão Nacional de Artes Plásticas, recebendo o 1º Prêmio, com a séria Amarelas, Rio de Janeiro. Neste mesmo período participou de várias exposições individuais e coletivas em diversos estados do Brasil. http://pt.shvoong.com/humanities/424525-biografia-augusto-herkenhoff/



616 - JUAN MUZZI (1949)

Composição - giclée - 38 x 63 cm - canto inferior direito na matriz -

Pintor, desenhista e escultor, Juan Carlos Calabresse Muzzi nasceu no Uruguai. Na década de 1970 emigrou para o Brasil. Sempre desenvolvendo suas inúmeras habilidades técnicas tem participado de várias exposições: Punta Del Leste, Uruguai (1990 a 2000); Santo André, SP (2004, 2005, 2007); São Paulo, SP (2004 a 2007); Rio de Janeiro, RJ (2005); Campinas, SP (2006); Limeira, SP (2007). Prêmios: Santo André, SP (2004, 2005); Rio de Janeiro, RJ (2005); São Paulo, SP (2005, 2006, 2007). OSCAR D’AMBROSIO, “CONTANDO A ARTE DE JUAN MUZZI”, Nova América Editora, São Paulo, 2007.



617 - INNOCÊNCIO BORGHESE (1897 - 1985)

Paisagem - óleo sobre eucatex - 29 x 39 cm - canto inferior direito - 1970 -

Pintor e professor paulista, participante do Salão Paulista de Belas Artes, de 1935 a 1961. Diversas exposições individuais e coletivas, com muitas premiações. Pintou muitas paisagens tendo como tema a cidade de São Paulo. TEODORO BRAGA, pág 56; MEC, vol. 1, pág. 251; Acervo FIEO.



618 - JOSÉ MARIA DE ALMEIDA (1906 - 1995)

"Casario" - óleo sobre tela - 40 x 32 cm - canto inferior direito e dorso - 1942/43 - Ouro Preto -

Pintor português, radicado no Brasil (Rio de Janeiro) desde 1920; estudou pintura no Liceu de Artes e Ofícios e na antiga ENBA, onde foi aluno de Rodolfo Chambelland. Conquistou, no SNBA (ao qual começou a comparecer em 1937), menção honrosa (1939) e as medalhas de bronze (1943) e de prata (1949). Foi premiado também no Salão da Associação dos Artistas Brasileiros (medalhas de ouro e de honra em 1955 e 1965). Fez diversas exposições individuais no Palace Hotel (GB), entre 1940 e 1949, bem como no MNBA (1952 - 1958). Realizou viagens por várias cidades européias que ficaram retratadas em sua pintura, de caráter inteiramente figurativo. TEODORO BRAGA, pág. 31; Catálogo da Exp. de Paisagem Brasileira, Min. da Educ. e Saúde. - MNBA/Rio/1944; WALMIR AYALA, vol. 1, pág. 32; JÚLIO LOUZADA, vol. 11, pág. 7, Acervo FIEO.



619 - FLÁVIO PRADA (1939)

Barcos - óleo sobre tela - 20 x 30 cm - dorso -

Iniciou suas atividades de pintura, como autodidata, a partir de 1989. É membro da Academia Paulista de Medicina Veterinária. Tem participado de inúmeras exposições oficiais: São Paulo (1996 a 1999, 2002); EUA (1997); Jaboticabal, SP (1999); Ribeirão Preto, SP (2000); Extrema, MG (2000); Caraguatatuba, SP (2000); Osasco, SP (2000); Serra Negra, SP (2001); Riviera de São Lourenço, SP (2001); São Lourenço, MG (2002). Individual em São Paulo (2000, 2001). Prêmios: Riviera de São Lourenço, SP (2001); São Paulo (2002).



620 - JOSÉ ANTONIO MORETO (1938)

Paisagem - óleo sobre tela - 50 x 70 cm - canto inferior esquerdo - 1990 -

Natural de Pederneiras, SP, onde nasceu em 14/7/1938. Seu principal mestre e orientador foi Aldo Cardarelli. Fixou-se em Campinas, onde seu talento paisagista é bem reconhecido. Sua pintura é neo-clássica, e produz paisagens, marinhas, naturezas-mortas e figuras. JULIO LOUZADA, vol. 2, pág. 694; ITAU CULTURAL, Acervo FIEO.



621 - DANIEL PENNA (1951)

"Paisagem com sombra" - óleo sobre tela - 30 x 40 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 2014 -

Pintor nascido em São Paulo. Assina D. Penna. Estudou com Ronaldo Lopes e Francisco Prohane. Realizou exposições individuais em Mongaguá, SP (1988); Santos, SP (1989, 1992); Guarujá, SP (1990). Participou de várias mostras, Salões oficiais e foi premiado em: Cubatão, SP (1988); Peruíbe, SP (1988); Arceburgo, MG (1989); Praia Grande, SP (1999); Itanhaém, SP (1992, 1993). JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 868; VOL. 6, PÁG. 863; www.pennart.com.br; www.gallerytoday.com.



622 - VERONICA LAATST (1972)

"Jangadeiro vendendo sua pesca" - óleo sobre tela - 50 x 40 cm - canto inferior esquerdo e dorso - novembro de 1988 -

Pintora nascida em Garanhuns, PE. Realizou exposições individuais em Garanhuns, PE (1982); Mogi das Cruzes, SP (1988); São Paulo (1989). Participou de diversas mostras e Salões oficiais pelo Brasil, na Holanda e foi premiada em Pernambuco (1985) e em São Paulo (1987). JULIO LOUSADA VOL. 5, PÁG. 547.



623 - CAMILO EDUARDO TAVARES (1932)

"No carnaval a banda de Ipanema" - acrílico sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito e dorso - Rio -

Paulistano, o pintor foi membro de juri da Associação dos Artistas Plásticos de São Paulo. Segundo depoimento do próprio artista: " Os meus quadros são carregados de humanismo, amor e realidade, uma verdadeira mensagem filosófica pois quem leva a vida com amor à arte, é feliz." Expõe individualmente desde 1971, inclusive MAM-RJ em 1974; e coletivamente a partir de 1970. Internacionalmente, expôs a partir de 1971, destacando-se Alemanha, EUA, México e Itália. JULIO LOUZADA, vol.4, pág. 1083. Acervo FIEO.



624 - PAULO SANGIULIANO (1907 - 1984)

"Autorretrato aos 18 anos" - óleo sobre eucatex - 30 x 22 cm - canto inferior esquerdo e dorso - 1967 -
Com as seguintes inscrições no dorso: "Autorretrato; Tiro de Guerra 58; então aluno do Instituto Médio Dante Alighieri; Alameda Jahú em S. Paulo; devia ter na ocasião 16 ou 17 anos; Nasci em 18 de setembro de 1907."

Pintor paulistano nascido a 13 de setembro, e falecido na cidade de São Vicente, neste Estado, a 12 de junho de 1984. Estudou com os profs. Colasuonno e Antonio Rocco. Após com Pietro Strina e finalmente passou a frequentar o ateliê do grande Pedro Alexandrino. Participou por dois anos do Grupo Santa Helena, liderado por Rebolo. Paisagista, realizou diversas viagens pelo País, retratando com maestria a sua natureza. Participou ativamente de mostras oficiais. JULIO LOUZADA vol.6, pág. 997; ITAU CULTURAL; WALTER ZANINI, pág. 587; Acervo FIEO.



625 - IVALD GRANATO (1949)

Figura - litografia - 40/250 - 52 x 37 cm - canto inferior direito - 1996 -

Pintor e desenhista. Natural de Campos, RJ, onde viveu até 1966. Estudou com Robert Newman, ingressando em 1967 na Escola de Belas Artes da Universidade do Rio de Janeiro. Em 1968 participa do grupo de vanguarda "Nova Figuração Brasileira". Sua atividade artística desde a década de 60 revela a influência do conceitualismo de Duchamp, mais cerebral do que pictórico, e da "body art", de Joseph Beyus. PONTUAL, pág. 248; TEIXEIRA LEITE, pág. 228; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, pág.740; ARTE NO BRASIL, pág. 974; LEONOR AMARANTE, pág. 267; Acervo FIEO.



626 - LADÁRIO TELES (1924)

"Casa de farinha baiana" - óleo sobre tela - 40 x 50 cm - canto inferior direito e dorso - 1978 -

Pintor, reside e é ativo na cidade de São Paulo. Recebeu orientação dos pintores Américo Mondañez e Cassio M´Boy. "...Possuindo estilo marcante, muito personalístico, Teles pinta cenas reais ou imaginárias do seu sertão baiano, porém de um regionalismo que não descura valores universais." - texto de Américo Pellegrini Filho. JULIO LOUZADA, vol. 4, pág. 1088



627 - HELENOS SILVA (1941)

Casal - óleo sobre tela - 50 x 40 cm - canto inferior esquerdo - 1986 - São Paulo -

Pintor pernambucano, há longos anos em São Paulo, já participou da Bienal de São Paulo e realizou inúmeras individuais. MEC, vol. 2-pág. 334; WALMIR AYALA, vol. 1-págs. 386/7; PONTUAL, pág. 262; JULIO LOUZADA, vol. 1, pág. 462, ITAÚ CULTURAL; ACERVO FIEO.



628 - ELISÚ (1953)

Figuras - óleo sobre tela - 94 x 59 cm - canto inferior direito - 1983 -

Pintor nascido em Alfenas, MG. Participou de várias mostras e Salões oficiais como a coletiva no Paço das Artes em São Paulo (1981). ITAU CULTURAL; JULIO LOUZADA VOL. 3, PÁG. 370.



629 - ULYSSES FARIAS (1960)

Composição - técnica mista - 30 x 30 cm - dorso - dezembro de 2014 -

Desenhista, pintor, fotógrafo, escultor, poeta e professor nascido em São Paulo. Tem participado de muitos eventos culturais, mostras e Salões oficiais em Socorro, SP (2006 a 2014); Brasília, DF (2010); Mairiporã, SP (2007); São Paulo (2013). Recebeu, em 2012, o primeiro lugar em um concurso de fotografias.



630 - ALDEMIR MARTINS (1922 - 2006)

Pássaro - litografia - 48 x 31 cm - canto inferior direito -

Desenhista, pintor, gravador e ilustrador - nasceu em Ingazeiras, CE e faleceu em São Paulo. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, em Fortaleza, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta, um espaço para exposições permanentes e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passou a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Viveu em São Paulo a partir de 1946, após rápida permanência no Rio de Janeiro (1945). Realizou muitas individuais e participou de várias mostras e Salões oficiais pelo Brasil e exterior. Recebeu o prêmio de melhor desenhista na 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1955), na Bienal de Veneza (1956), prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Arte Moderna – RJ (1959), permanecendo por dois anos na Itália e em muitos outros certames. MEC, VOL. 3, PÁG. 78, PONTUAL, PÁGS. 342/343; ARTE NO BRASIL, VOL 2, PÁG. 1051; ITAÚ CULTURAL; WALTER ZANINI, PÁG. 637; LEONOR AMARANTE, PÁG. 18; JULIO LOUZADA VOL. 1, PÁG. 591; VOL. 4, PÁG. 693; ACERVO FIEO; artprice.com.